Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09909


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Full Text
AI
1UIER0 5.

.
P#r tres mez* adiantados 5$0OO
Por tres esM Tencidos 6$000
i m ex
OOARTA FEIRA 8 DE JAIEIRO DE IS62.

Pttaiio adiaotado 19|00O
Porte fraaco para subscriptor
PUMO DE PEMAMBICO.

EXCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Li-
mi; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva;
Arcaly, o Sr. A. de Lemos Braga; Cear o Sr.
J. Jos' de Oliveira; Maranblo, o Sr. Joaquim
Marque Rodrigue; Para, Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jerooymo da Costa.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olioda todos os dias as 9 4 boras dudia.
Iguarass, Goianoa, e Parabyba as segundas
e sexlas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Booito, Caruar, Altinho
a Garaohuos oaa tergas-feirai.
Pao d'Albo, Nazarelh. Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Ex as qua< tis-feiras.
Cabo, Seriobem, Rio Formoso, Una, Barreiros
Agua Preta, Piraeotelras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHBMERIDES DO HEZ DE JANEIRO.
7 Quarto crescenlo as 8 horas e 41 minuto'
manha.
15 La cheia as 11 horas e 14 minto da man.
22 Quarto minguante as 5 horas e 56 minutos
da tarde.
29 La nova as 2 horas e 7 minutos da tarde:
PREAMAR DE UOJE.
Primeiro as 10 horas e 5-1 minutos da manha.
Segundo as 11 boras e 18 minutoi da tarde.
Sfjut
DAS DA SEMANA.
6 Segunda. % Dia de Reis. Ss. Gaspar B. e B.
7 Tersa. S. Theodoro mooge ; S. Niceto b.
8 Qfcarta. s. Lourengo Justiniano pstriar.de V
9 Ott. S. Julio m. ; Ss. Celso m.
10 S*lS!*' S' Pau' Primeiro eremita; S. Googalo
11 Sainado. S. Hygino p- m. ; S.Honorata v.
ngo. S. Salyro m.; S. Zotico e seus c.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relami: tercas e snbbados s 10 horas.
Pazenda : quintas i 10 horas.
Juizo do commercio : segundas ao meio dia.
Dito de orphaoa: tergas e sexta s 10 horas.
Pnmeira Tara do civel: terca e sextas ao meio
da.
Segunda Tara do civel : quartas e sabbados 1
hora da tarde.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SL
Alagas, o Sr. Claudin Falco Dia: Baha*
o Sr. Jos Martina AItos ; Rio de Janeiro, t*
Joo Peraira Martinj. *
EM PERNAMBUCO.
Os propietarios do pumo Maooel Figueiroa da
Faria & Filho, na sus linaria praga da Indepen-
dencia ns. 6 e 8.
PARTE OFFICIftL.
GOYfiRNO DA PROVINCIA.
Expedientes do governo do dia 3 de
Janeiro de 1862
Offtcio a* Bxm. Sr. presidente das Alagoas___
Coo a inclusa eopu da uformago ministrada
pelo director do arsenal de guerra en 31 de de-
zembro ultimo, sob o. 360, respondo o offlcio de
13 d'aquello mez ero que V. Exc. pergunta se
pode ser remecida para ser concertadas no arse-
nal de guerra desla provincia algnmas armas
perteuceutes a guarda nacional d'essa.
Dito ao commandante das armas.Sirva -se
V. Bxc. de informar cerc do que pede no in-
cluso requerimeoto Maooel Pereira do Canto.
Dito ao commandante superior do Recife.
Ero vista do que expoe o chefe de polica no of-
flcio junto por copia, nao pode ser posto em li-
brtale o recruta Sabino Candi lo do Niacimen-
to. de que trata V Exc. no offlcio n. 177 de 21
de dezembro ultimo a que veio junto outro do
commandante do bstalhao o 3 de infantaria da
guarda nacional deste municipio.
Dito ao inspector da thesouraris provincial.
Transmiti V. S. copia nao s do offlcio reserva-
do que me dirigi em 21 de dezembro ultimo o
director da repartido das obras publicas relati-
vamente aos reparos das ponlesinhas de San-
to Amaro, Tacaruoa e Arrombado, que tendo
sido emprettados por Francisco Marlins dos
Anjo Paula pela quantia de oitocentos o seten-
ta e nove ris, como dei scieoeia V. S.
em 16 de marco do anno p.p. foi eisa quantia
recebida sem estarem taes reparos executados,
mas tambem dos papis coocernentes ao exime
a que procedeu o mesmo director n'aquellas
pontea a lm de que faca indemoisar os cofres
desa thesouraris da somraa que indevidamente
recebersm o ex-ajudanle de engenhairo Jos
Mara de Carvalho e o empreileiro Anjos Paula.
Communicou-se ao director das obras publicas.
Dito ao mesmo. Em vista da folha junta que
me foi remettida pelo commandante do corpo de
polica com offlcio de hontem, sob n. 3, mande
V. S. pagar a quantia de 889320 reis em que im-
portara as races diarias abonadas aos dous sen-
tenciados empregados no servico do quartel d'a-
quelle corpo. a contar de Julh'o dezembro do
anno p. p.Communicou-se ao chefe de polica.
Dite so capilao do porto.Fago apresentar a
V. S. para ser inspeccionado o recruta de ma-
rinha Maooel Florea dos Santos.
Dilo ao Cipito do porto.Sirva-se V. S. de
mandar por em liberdade o recruta Justino Joa-
quim Bolelbo visto ter provado i3euco legal.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Cora
este fago apresentar V. S. para ser alistado na
compaohia da aprendizes menores desse arse-
nal, baveodo vagas e achaodo-e elle as coodi-
Ces legaes o menor Jos Silvino Civalctnti con-
forme solicita o Dr. chefe de polica am offlcio
desta data sob n. 11.
Dito ao barao de Guara rapes.Sirva-se V. S.
de Informar cerca do que expoe a cmara mu-
nicipal da villa de Cimbres no offlcio junto em
original datado de 16 de dezembro ultimo, rela-
tivamente aos cocflictos havidos entre os Iodioa
e os foreiros da mesma cmara, nao s no ailio
denominado Lago como em outro.
Dito ao inspector ds saude publica.O Exm.
Sr. ministro do imperio declarou-me em aviso
de 18 de dezembro ultimo que nao pode ser pa-
ga a qaantia de 47&720 que Jos Googalves Pe-
reira reclama providencias de objeclos que for-
neceu para o expediente da iospecgo de saude
publica desla proviocia porque tendo o governo
imperial negado o crdito solliciado para essa
despeza, nao devia ella ter sido roalisada, o que
communico Vmc. para seu coubecimeoto.
Dito ao director das obra militares.Mande
Vmc. fazer com urgncis conforme solicitou o
brigadeiro commandante das armas em offlcio
de hontem sob n. 6 o concert, de que precisa
a caldeira do'fogao do hospital militar.-Fize-
ram-se as convenientes communicages.
Dito ao juiz de paz do segundo aono do pri-
meiro districto da fregueria de Jaboatp.Iolei-
rado pelo seu offlcio de 30 de dezembro ultimo,
das razdea que influem para nao se poder ins-
tallar no dia designado por lei a junta de quali-
icago dessa freguezia, recommeodo Vmc. que
fazendn a convocaco de que trata, o art. 4* da
|ei d9 19 de agosto de 1846, rena a referida
junta no dia 9 de fevereiro prximo vindouro
que para isso designo e prosgi nos demais ter-
mos do procesio de qualificago, ludo de coofor-
midade com as disposiges em vigor.
Portara ao gerante di Compaohia Pernamhu-
cana.O Sr. gerente da Companhia Mrnarabu-
cana manda dar transporte para o Rio-Grande
do Norte, ne vapor Jaguaribe, por conta do
ministerio da guerra ao lente Pedro Carlos No-
gueira de Bowman, bem como a sua raurher e
um filho menor.Communicou-e ao comman-
dante das armas.
Dita.O Sr. gerente da Companhia Peroam-
bucana mande dar urna passagem de estado no
vspor Jaguaribe at o Cear ao ajudante con-
tador do uorreio do Piauhy Ernesto Augusto de
Athayde.
Dita.O presidente da provincia altendendo
ao que requereu Henrique Jos Vieira da Silva,
mesire do hiale nacional Sergipano, resolve
conceder-lhe licenca para poder embarcar no
referido hiale os gneros constantes da relago
assignada pelo secretario do governo, nao poden-
do porm effectuar o dosembarque dos ditos ge-
nero, em que por parte do commandante do
meamo presidio a examioe para verificar se ha
agurdente ou outri qualquer bebida espirituosa,
e sendo alm disto obrigado a apresentar ao pre-
dilo commandante a factura de lae gneros at-
testada quaoto os presos pelo presidente do
correctores geraes.
DitaO presidente da provincia altendendo
ao que requeren Marianos Augusta Coelho, re-
solve couceder-lhe licenga paro ir ao presidio de
Fernando no hiele Sergipano, levando os gene-
ros constantes da relapso junta assigoada pelo se-
cretarlo do governo, nao podeado porm effec-
tasr a desembarque dos dito gneros sem que
por parte do commandante do mesmo presidio
se proceda a exaoe para verificar se ha agur-
dente ou outra qualquer bebida espirituosa e
sendo alm disto obrigada a apresentar ao pre-
dito commandante a factura de lae gneros, at-
testada pelo presidente dos corredores geraa.
De igual theor e data a Antonio Alves de
Araujo.
Dita.O presidente da provincia, altendendo
ao que lhe requereu Maooel Rodrigues Costa Ma-
galbes, resolve conceder-lhe licenga para ir ao
presidio de Fernando no hiale Sergipano, levan-
do em aua compaohia sua sogra l). Heoriqueta
Amalia de Brito Burlamaqne e duaa filbas.
Dita.O presidente da provincia, altendendo
ao que requereu D. Heoriqueta Amalia de Brito
Burlamarque, resolve nooceder-lhe licenga para
embarcar para o presidio de Fernando no hiate
Seroipano para aua dispensa oa genero constan-
tea da relago Juota, assignada polo secretario do
governo, nao podando porm effectuar o desem-
barque dos dilo genero em que por parte do
commandante do meamo presidio se proceda a
exame para verificar se ha agurdeme ou outra
qualquer bebida eipiritnosa.
do
Expediente do secretario
governo.
Offleio ao chefe de polica.S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia, determioando para o ser-
vico da armada o recruta Maooel Flores dos San-
toa, a que acompaohou o offlcio de V. S. de 3 do
correte, sob o. 9, assira o manda declarar V.
S. em resposta ao cilado offlcio.
Dilo ao Dr. Tiburtioode Meodonga Vasconcel-
os, juiz niuoicipal do Barreiros. S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, ficando inteirado de ha-
ver V. S. em 22 de dezembro ultimo reaasumido
as funeges do seu cargo, que tinha deixado para
exercer a vara de direito da comarca ; assim lh'o
manda communicar em resposta ao seu afiicio
d'aquella data.Communicou-se i ihesourarla de
fazeoda.
Dito ao Dr. Hisbello Florentino Correa de Mel-
lo, juiz municipal do Brejo. S. Exc. o Sr. pre-
sidente da proviocia manda aecusar recebido o
offlcio de 19 de dezembro ultimo, em que V. S.
parlicipou ter entrado n'aquella data no gozo da
licenga de 40 dias que lhe foi concedida por por-
tara de 16 do oovembro do anno passado.Com-
municou-se ihesouraria de fazenda.
Despachos do dia 3 de Janeiro
de 1868.
Requerimentot.
Dr. Felippe Nery Collado.Como roquer.
Jeauino da Costa de Albuquerque Mello.In-
forme o Sr. director das obras publicas.
Severina Mara da Coocercao. Informe o Sr.
Dr. chef* de polica, ouvindo a autoridade que
preodou o filho da sopplicaole.
Secretaria do governo de Pernambuco, em 7 de
Janeiro de 1862. Pela secretaria do governo se
faz publico aos Srs. Agoslinbo Ferreira da Silva,
Maooel Joaquim Pereira Netlo, Joo Valeriano
Pessoa de Lacerda, Thomaz Rodrigues Pereira,
Anlooio Torquato de Almeida, Beoto Borges
Leal. Jos Antonio Pestaa, Joaquim GonQalves
de Farias, Virginio Antonio Carneiro de Albu-
querque, Jos Cesar de Mello Falco, Maooel de
Souza Barboza, Jerooymo Ceaar de Vascoocellos,
BentoJos Gongalves Guimares, Jos Serapiao
Bezerra de Mello, Antonio Pereira da
do o Sr. segundo lente do corpo de eugenhei-
ros Jos Tiburcio Pereira de Msgalhes, para o
lugar de ajudante da directora das obras milita-
res desla provincia;
O mesmo general determina que oscorpos que
tiverem pregas destacadas as fortalezas desta ca-
pital, nao podero manda-las substituir por ou-
tras, tanto em sua totalidade, como, parcialmen-
te, sem sutonsago do quartel general; e que
d'ora em diante a torca diaria que dada para a
meama fortaleza, seja considerada destacamento
mensses, ficando o do forte do Buraco composto
de um inferior, um cabo e 9 soldados, cujos des-
tacamentos serao privativos do 4o batalho de ar-
tilharia a p.
Os Srs. comman Jantes dai fortalezas deverao
fazer exercicio de bater de manha sempre que o
lempo permittir, e antes da distribuicao do ser-
vido, guarnecendo tantas boceas de fugo quaotaa
o permittir a torga de que poderem diapor: de-
vendo no principio de cada temana darem parte
dos exerciciosque tiverem feito na semana linda,
de accordo com o que dispde a ordera do dia da
secretaria de estado dos negocios da guerra n. 260
de 22 de malo de 1861.
Os exercicios de fogo e de alvo, tero lugar,
logo que as guarnicoes tenham adquirido alguma
inslrucgo nos que ora se mandam praticar, para o
que serio os meamos Srs. commandantes oppor-
tunamente prevenido.
Assigoado. Solidonio Jos Antonio Pereira
do Lago.
Conforme. Candido Leal Ferreira, capilao
ajudante de ordeoa encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
Franca
Os escriplores partidarios da revolugo Helia-
na, no meio dos elogios que lhe prodigalisam, e
dos hymnos que cautam em sua honra, esquece-
rara-s* al aqu de demonstrar a sua legitimlda-
de. E todava era evidentemente por ahi que el-
las deveriam ter comegado, porque, se ella le-
Silva Ca- Bilima, sua causa est gaoha ; e se nao o s
mnana, Manoel Joaquim de Faria Brasil, Jos '"rece os analhomas de todas as pessoas hones-
dos Santos Silva Medeiros Juoior e Maooel Joa i(S* Depois, aquello que ataca urna posse positi-
Facheco, que achando-ae competentemente in- Ta e regular nao obrigado a fazer ver a iojusliga
formadas as sua petiges, hsjam de solicita-las ella e estabelaeer a legitimidade da aggresso?
na meama roparligio para pagarem o respectivo Posauo e queris me esbulhar; provae que pos-
porte, afim de seguirem seus destinos. Joo suoinjustamente.sem que nao passareis de um es-
Rodrigues Chaves.
C0MMAND0 DAS ARMAS.
Quartel-general do comuaando das
armas de Pernambuco na cidade
do Recife em 4 de Janeiro de
186S.
ORDEM DO DIA N. 14.
Chegando ao conhemento do general comman-
dante das armas, que grande numero de pragas
dos corpoa da guarnigao vagam pelo ruaa ata
cidade a sena suburbios, depois do toque de reeo-
Iher, sem que das parles diarias conste falta al-
guma, j porque os Srs. offlciaes de estado-maior
procuram de algura modo occullar tanto ares-
pello daquellas que o fazem sem licenga, como
das que por permisso sua ou dos commandante
de compatfhias deixam de pernoilsr no quartel,
resultando de to intoleravel abuso entregarem-
se a embriaguez e completas orgias, chegando o
escndalo ao ponto de que as que partencera ao 4
bslalhfio de artilharia a p, 9" e 10* de infantaria
se tenham reunido nos domingos e da santos,
mesmo de dia, na Capungs e Campo Grande e
Verde onde, acompaadas de mulheres de mos
costumes praticam toda a gorte de immoralida-
des, insultando e dirigiodo improperio e injurias,
nao s as pessoas. que por all transitam como
bulhador; este ttm principio de direito natural
j e positivo. Mas a prova, pelo que parece, nao
j de agrado desse publicistas; elles suppoem, e
[ passam i inmediatamente ao panegyrico ; o que
mais fcil. Tal por exemplo, o procedimento
do padre Psssaglia no seu opsculo Pro causa
itlica. Elle estabelece logo o que outr'ora cha-
maya, quando ensioav theologia, nm pron up-
posilum: a legitimidade da revolugao, de que se
fez o advogado; depois eleva sobre ata (rgil
base, custa de grande oloqueocia italiana, um
edificio que no pode deixar de ser ruinoso. E',
coa effeito, urna da* haeitidadei dos defensores
desta revolugao estabelecer, aomo urna aorie de
axioma, sua legitimidade, e dtil concluir que tu-
do quanto se lhe oppoe iojusto, e especialmente
o poder temporal dos papss. Ora, os defensores
dos verdadeiros principios" aociaei nSo leera dif-
llculdade alguma em demonstrar absolutamente a
iojusliga da revolugao italiana, pela qual o Sr.
padre Passaglia desenvolve tan fra d proposito
sua erudigo theologica.
A primeira couaa a considerar, para julgar-se
urna revolugao, a legitimidade oa illegitimida-
edos principes desbulhados: sao possuidores
legtimos ou usurpadores injustos dos thronos
que oceupam ?
No primeiro caso, abstraindo de qualquer outra
consideragao, e sob esta relago someote, a re-
volugao que Ihes rouba o que elles possuem jus-
O-duque deToscana passava por ter ideas
Leo duque de Modena era conhecido por
[liga imparcial. Se Francisco II de Napo-
ser aecusado de alguma cousa, por
tes d'um excesso do severidade, boodade,
jo, que nao provinha da falla de energia,
rooslrou sua nobre conducta em Gaeta.
ram a Pi IX pela repressao da Perugia,
de aples pelo bombardamelo asss
vo dePalermo, como se nao fosse per-
lombateruma revolta armada. Masquem
sao otfue se mostrara assim aecusadores ridi-
culos Ir- O Piemooiezes que ioundam de sangue
88 protDC,s Dspolitaoa, e os Inglezes, que fl-
zeram tfs India um matadouro. Itisum teneatis
amtciil E' portaoto impossivel descobrir nos so-
beranoi.da Italia os caracteres da tyraonia. En-
gaoo-me, ha alguem oesse infeliz pa'z que nao
faz caso algum da conslituigao dos estados, calca
aos ps as leis divinas e humanas, se apodera dos
bens da igreja, exila, confisca, eoche as piisoes, e
derrama torrentes de sangue. E esse que faz lu-
do islo nao um dos principes esbulhados. Mas
assim que se representa a comedia.
E agora, fra do caso da tyranoia, propina-
mente dita, que nao diz respeito aos moosrchas
esbulhtdos oa Italia pela revolugao, nao se pode-
ria encontrar nos soberanos causa tlguma que
possa legitimar seu esbulho. As faltas dos prin-
cipes e sus mediocridade nao poderiam ser alle-
gadas, sem que ao mesmo tempo todos oa thro-
nos dos mooarchas e todas ascadeiras dos presi-
dentes de repblicas foasem abaladas e o abysmo
das revolugoes coostantemente aberto. Qual o
monarcha, qual o homem de bom senso que que-
rer admittir semelbante doulrina? Em todo o
caso nunca se ouvio dizer que o rei da Sardenha
fosse irapeccavel, nem que tivesse alguma cousa
de commuro cora o genio. Someote uuas causts
podara, motivar o esbulho d'um soberano : sua
illegitiroidade, e, em segundo lugar, conforme a
opinio maisgeral, o exercicio da tyraonia, pro-
priamenle dita. Mas, como o vimos, nenhuma
destas causas alcangam os soberanos italianos.
Conseguiotemenie, seu direito cora fra de
duvida. E' portanto urna perfeita iojusliga pri-
va-loa della, qualquer que sej o modo de esbu-
lho, porque, evidentemente, quando se viola um
direito (Turna ou d'outra maneira, sempre vio-
lado.
Por cooseanencia as espoliques do Piemonte
de qualquer maneira que sejam coloridas sao es-
sencialmenle iniquas e.injustas.
Mas, dirao, se os principes italianos esbulhados
nao eram Ilegtimos nem (yranoos ; se, em ou-
trns termos, nao se podiam achar nelles proprios
causas justas de esbulho, podem-se encontrar em
outra parte, islo as circunstancias exteriores
e as coodigea de existencia da nagao. E' com
effeito ahi que a revoluco italiana gosts prioci-
palmecle de procurar seus pretextos ou motivos,
e seus partidarios apreseotam doua : a unidade
nacional e a vontade das populagOes. Na verda-
de. nao se poderiam dar oulroa que tooham al-
guma sombra de verosimilbaoga.
Coostderemoa logo o primeiro desses pre-
texto.
A unidade nacional d'um povo dividido em
differenlps estados, como o^, por exemplo, o po-
vo allemao, pode ser para elle urna oecessidade
ou conveniencia. Serla para elle urna necessi-
dade se nao podesse existir sem esta condigo ;
esta a propria defioigo da necessidade. Ora,
evidentemente, o povo italiano pode existir sem
esta uoidatfe, porque ha dous mil aonos elle
existe sem ella. Seria, pois, quando>muitu urna
conveniencia para elle, urna existencia mais apro-
priada. Supponhamos que assim seja.
Pergunto a todo homem de bom senso, e que
tem coosciencia, te basta urna conveniencia para
justificar a violagao do direito dos outros? Se,
por exemplo, suppondo que a unidade fosse urna
conveniencia para a pennsula ibrica, isto dara
o direito raioha de Hespanha de despojar o rei
de Portugal? Se a conveniencia basta para que
ou-
. ti-
ca. A posse dos principados danubianos era para
a Russia a'uma perfeita conveniencia ; e todava
foi precisamente a Franca, a Inglaterra e o Pie-
as pessoas,
as proprias familias residentes em suas imme- lamente, o que o direito hereditario ou electivo
diagoes, tendo j intervindo a autoridade local 'hes deu, urna iojusliga manifesta, e um crime..
para as conter como acaba de communicar o Sr.Dr. No segundo caso a nacao e o principe esbulhado 8B Pos,a le'gitimamenle violar o direito dos
chefe de polica remettendo-me copia das partes lora perfeitamente o di'reito de rehaver um thro- lros> 'm-se feito assira lodo direito e toda iu
quelhedirigiram os respectivos subdelegado eio- no que Ihes pertence, e que lhe foi injustamen- '
pector de quarleirao do lugar; e convindo por te roubado.
termo a semelbante desregrsiMoto, que tanto Em segundo lugar, para apreciar a legitimida-
depoe contra a moralididade da tropa e sua dis- de de urna revolugao, coovm considerar a jus- monte-quam se suhevou contra a oppresso rus-
ciplina, ordena o general commandante das ar- liga ou iojusliga dos motivos do esbulho dos so- [ sa. e 'CT guerra, para repel-la. Seria preciso
mas, que d'ora em Oante nenhuma praga de qual- berano. Mas existe urna causa justa desse esbu- ; 8er um pouco lgico.
quer dos corpo da guarnilo, depeis do toque de lho? E' permittido jamis derribar de seu throno Reata cooxo motivo ejuslificacSo das espolia-
recolher posss sahtr dos seus quar(eis seno com um principe que o possue legtimamente ? Um
licenca por escripia dos Srs. commandantes do reichega ao ultimo grao da tyraonia, nao fazca-
mesmos corpos, cuja licenga deve ser assigoada so algum da conslituigao do estado, calca aos ps
pelos commandantes das companhias rubricadas as leis divinase humanas, fere seus subditos em
por aquellea senhorea, e apresenlsdas ao official lodos os seus direitos, bens, honra, etc.; se
de estado-msior para que scieale della, ponha o assim o querem, ero ou qualquer oulro mons-
seuvistoa parda assigoatura do commaodan- Iro semelbante; permiliido roubar-se-lhe a
te da compaohia e rubrique, ficando esta licenga cora? Os maiores genios differem de opinio
em poder do Itceociado para lbe servir da salva- este respeito.
guarda quando fr encontrado, a qal concluida ; Bossuet ensioa em sua Politica sagrada e em
que seja ser novamente apresentada ao official seus Conselhos aos protestantes, que em caso al-
de estado-maior, afim de a remetler com as par- gum permiliido esbulhar um re legitimo,
tes diarias ao Sr. commandante para ioutilisa-la, \ S. Tbomaz em sua summa theologia e nutras
certos deque nesta data se d aciencia ao Sr. Dr. e com elle a maior parte dos philosophos e theo-
chee de polica desta providencia, afim de que d logos da escola eosinara que no caso de verde-
as suas ordens para fazer prender pelas pairulhas deira tyranoia os subditos tem o direito de rou-
qualquer praga que em horas Incompetentes fr bar a cora do seu indigno soberano. Felizmente
#
encontrada fra do quartel sem a referida li-
cenga.
Aquellas pragas, porm, que por motivos do
servigo bouverem de sahir iro munidas de urna
csutella assignada pelo sargento da companhia e
rubricada pelo official de estado maior, que in-
dique o servigo a que se destioa.
Finalmente para que durante o dia especial-
mente nos santificados se nao coosintam nos Cam-
pos Grande e Verde, e suas immediagoes as reu-
oies cima referidas, os Srs. commandantes da-
quelles tres corpos, alternando entre si faru des-
tacir urna patrulha de um inferior e seis pragas
sob aa ordeos do official de piquete, am de que
frequeoteroente se dirijam a eases lugares e fa-
gam recolher imaaediatameote presos qualquer
praga quo nelles vagaren), am de serem logo
puoidaa com rigor.
As licengas qae forem concedidas nunca devem
ser seno a pragatque o merecerem por aua con-
ducta e morigeradlo, e essas mesmts em numero
limitado.
Esta ordem aer lida no acto'da revista do re-
colher s companhias por tres dias consecutivos,
e pela exeugo da qual ficaro responsaveis os
Srs. officiaes, a quem incumbe velar sobre el|a.
Modelo para urna licenga.
Batalho de infantaria n. 2 1* compaohia.
(Rubrica do commandante do batalho.^
Tem licenga do Illm. Sr. coronel comuasfliD-
te para parnoitar fra do quartel (ou par tantas
horas) o sargento, aabo, ele. F., o quaf deveri
apresent r-se a najB tantas horas (se a licenga
fr para toda a oorV) ouo flm das hora que lhe
forem concedidas.
Quartel em Pernambuco de Janeiro de 1862.
Visto p,
?.. Commandante da comaanhia.
Official de estado-maior.
Asaltado.Solidonio Jos Antonio Pereira do
Lago.
Conforme.Candido Leal Ferreira, capilao
ajudante de ordeos encarregado do detalbe.
ORDEM DO DIA N. 15.
O general commandante das armas, faz cerlo a
guarnigao para os fias coavenientes, que segundo
conitoa do offlcio da presidencia, datado de 31
de dezembro ultimo, foi nesse mesmo dia nomea-
para dar um juizo aobre a legitimidade da revo-
lugao italiana, nao temos absolutamente neces-
sidade de decidir aobre a verdade ou falaidade de
urna ou outra dessas duas opinies.
Admitamos como hypothese a mais favoravel
doutrina s revcluges, e apreciemos depois seus
principios.
Tal pois, o duplo meio de julgar a revolu-
gao italiana e qualquer outra : a legitimidade ou
Ulegalidade dos soberanos esbulhados ; a justica
ou iojusliga desse esbulho.
E', com effeito, maoifesto que esta revolugao
injusta, se os principes eram legtimos, e se as
causas do aeu esbulho sao injustas. E primeiro
que ludo, os principes despojado pelo Piemonte
eram legtimos? Nunca derara sua illegitimidade
como causa d j esbulho de que foram victimas;
nao os reconheciam pois como legtimos.
E com efleito, pretender o contrario seria mui-
to absurdo. Todos elles eram oossuidores de
,eu lado, com os mesmos ttulos com que o
re do Piemonte o era dos seus, os tratados, o
nascimenlo e a eleigio. Um soberano nao pode
na Ierra dispor de outros ttulos, a nao ser lalvez
0 de rei de Chypre e Jerusalm, queae arregava
orei de bardenbe, em vista sem duvida d'uma
a.nnexagao futura. Cooseguintemente, se foi em
virtude de sua illegitimidade que se esbuebaram
todos os principe italianos, poder-se-bia mu.
justamente dajpojar todos o soberanos da Euro-
pa. Vejamos, portanto, a causa desse esbulho
de soberanoa petTeitamente legtimos.
Comofl dissemo, excellentes espirito coni-
como urna justa causa de es-
%
m
deram a tyraonia
bulho.
Supponhamos que assim seja, pois, que esta
hypolhese deve agradar aos revolucionarios. Os
philosophos, como todo o mundo defioem
ranoo um principe que nao faz caso algum
conslituigao do estado, que calca aos pea as 1
divinas e humanas, e nao respeila os bens nem a
hoora de seus subditos. Ora, impossivel mos-
trar-ae entre os soberanos italianos esbulhados a
sombra desse personagem. O papa um tyran-
oo? A duqueza de Parma urna tyrauna? Sa-
be-se que Pi IX o mal agradavel dos'sobera-
nos, e muito maia pai que mooarcha. A duque-
za era amada, como se fra mi ; chamavam-na
a boa duqueza.
*TT
g5es piemotezas o que se denominara a vonta-
de nacional e o suffrsgio do povo. Pode-se e
deve-se negar absolutamente o valor desse suf-
fragio na Italia, porque em primeiro lugar o nu-
mero dos votoa foi relativamente nfimo ; porque,
em segundo lugar, esse voto fez-sesob a pressio
dos exerciti piemooiezes e sicarios da revolu-
gao ; porque, em terceiro lugar, a resego mo-
ral e physica, que apparece por toda parle onde
ella p le faze-lo com vantageos, mostra sufficieo-
temente qu as.populages piemoolezas nao que-
rem o jugo piemonlez. No que obram com jus-
piga. Supponhamos que a autoridade dos prin-
cipes veui primitivamente do povo por um con-
seniimeolo expresso ou implcito, desta doutrioa
nao se legue que os patn tenham o direito de
mudar de soberanos a vontade. Urna semelhan-
te conclaso seria urna porta aberla para todas as
revolugoes, e certamente principe algum querer
admitti-la ; o direito imurreigao e revolu-
gao continua. Quando um priocipe, e urna fa-
milia legtimamente estabelicida para governar,
Deus confirma e sanceiona sua autoridade, e a
razo bem como a religiio nos eosina que o povo
lhe deve submisso e obediencia. Todos os go-
vernos na Europa se fundam oeste principio e os
novos bem como os relbos reivindican! suas rau-
tagens.
Coocluamos. Quer se considere a legitimidade
dos principes esbulhados, quer se considremeos
motivos da revolugao italiaua pesioaea a esses
principes, quer se consideren) os motivos que
ihes sao estranhos, tudo demonstra a iniualiga
absoluta da revolugao italiaoa o das espolisget
piemoatezas a Italia moderna tem por base a
iniquidade e iojusliga : ella manchada em sua
origem. Anda mais: o rei da Sardeaha professou
o catholicismo, e at tem a preteago de defeo-
de-lo ; ora, eis um facto que nioguem poder
negar. Segundo os mais ecumnicos e solemnes
concilios, o de Trente, por exemplo, segundo os
papa e bispos de toda a chnstandade, em lodos
os lempos, as ierras e os bens eclesisticos sao
possessdea sagradas, e rouba-los um sacrilegio.
Por conseguate, nao someote a Italia moi
na tem por base a iniquidade e injustiga, mas
fundada do sacrilegio. Ella I portanto dupla-
mente manchada em sda origem. Comprehen-
de-se desde eolia a energa eom que ella acaba
de ser novQite abatida pelo soberano pont-
fice em ua magnifica allocugo. A revolugao
italiana esl assignalada na fente pelo represen-
tante de Deus com dous estigmas : a injustiga e o
sacrilegio I
Padre Desorges.
(I/onde.Andrade Luna).
coodecorages da ordeos honorficas do im-
perio.
Esse acto do governo, sem duvida importante,
merece, em nosso conceito, ser estudado com
seria alteogo e discutido com gravidade.
Era de ha muilo seotida, nao diremos j a con-
veniencia, mas a oecessidade de regular-se a
concesso das coodecorages.
Nioguem poder cootestar que a auseocia ab-
soluta de regras sobre este objecto, deixaodo lar-
go arbitrio ao goveroo na distribuigo de taes
ragas, poda, ape/.ar seu, leva-lo a abusos, dos
quaes resultasse a depreciago dessa dislincges
honorficas, que, nos termos da coustituigo, s
devem ser conferidas com a precisa dlscripgo,
de modo que sigoiflquem o reconhecimento e a
recompensa publica dos servigos prestados ao es-
tado, e do merecimento dos agraciados.
Elevadas no conceito e estimago publica, as
condecoragoes foram sempre consideradas, espe-
cialmente nos paizes do governo monarchico,
como ura efflcaz estimulo para a pralica de ac-
;es dignas e meritorias, um nobre incentivo de
bons servigos.
O decreto que temos vista atlendeu pois com
manifesta utilidade publica a urna oecessidade
geralmente reconhecida, e sobre cuja aalisfagio
oos consta j haviam meditado diversos mi-
nistros.
Estabelecendo regra para a concesso das coo-
decorages que forem requerida, o regulamento
deixou todava ao poder execulivo, pela disposi-
go do art. 8, como era de rigor em assumpto de
tal naturezs, a precisa liberdade e iniciativa para
concede-las espontneamente e fra das condi-
Ces ordinarias, nos casos especial mente deDidos
pelos 1. 2 e 3.
Determinando, porm, que as hypolheses dos
dous ltimos paragraphos supracitados os despa-
chos sero resolvidos vista de proposla e rela-
torio do ministro do imperio, que ser publicado
com os mesmos despachos, poz ao arbitrio do go-
verno um limite salutar, e o nico, a nosso ver,
cornpalivel com a liberdade que era forgoso dei-
xar-lhe naquellas hypothese. ,
Sujeitando assim publicdada e discussio os
motivos expostos pelo ministro para justificar a
concesso de ceudecoragoesfra das regras ordi-
narias, reconhece o decreto a influencia da opi-
nio publica esclarecida e imparcial, to pode-
rosa e respeitavel nos paizes livres, e que nao
deixar de tomar coolas ao governo desde que
apparegam, o que nao do presumir, despachos
baseados em informagoes menos exactas e pro-
cedentes.
Compreheode-se primeira vista as razesdas
excepges coolidas oos tres paragraphos do arti-
go a que nos referimos. Ellas oo consagram
mesmo disposicoes inleiramente novas, pois que
algumas existiam j no decreto do 1 de dezem-
bro de 1822,'jjue instituio a ordem imperial do
Cruzeiro, e no do 17 de outubro de 1829, que
creou a da Roza".
O art. 9', defioiodo os servigos extraordinarios
e relevantes, reconhece como taes. alm de ou-
tros de manifesta importancia e subido valor, os
que forem prestados em beneficio das igrejas ma-
trze, estradas, cansas e oulras obras e atabe-
lecimeotos que o goveroo para este effeito decla-
rar que ao de utilidade publica.
Ta6s disposiges, alm de consagraren) urna
pralica j aceita por todos os goveroos, tendera a
favorecer, por modo muito directo e efflcaz, a sa-
lisfago de oecessidades publicaa cuja urgen-
cia e importancia por oinguem ser posta em
duvida.
Nenhuma razio haveria para que deixassem de
ser considerados como relevaotes os servigos
prestado em proveilo das igrejas matrizes, cujo
estado, em geral pouco lisongeiro, reclama dos
poderes pblicos sacrificios que nao podem dei-
xar de ser considerados superiores aos recursos
do estado, por mais que, alias, se recommendem
atteogo do goveroo as oecessidades do culto
e os interesses da religio.
Outro tanto se pode dizer com relago aos ser-
vigos feitos era beoefioio das estradas, canaes e
nutras obras semelhaotes de recoohecida e geral
utilidade publica.
Nem s nos empregos e ouiras pnsiges offi-
ciaes que o cidado pode prestar servigos ao seu
paz, que o toroem credor de recompensa; aquello
que no proveito publico depeode urna parle de
sua fortuna hooestamenle adquirida, presla tam-
bera servigo digno de ser galardoado.
Se o decreto, contemplando estes servicos,
crea-lhes um novo estimulo e funda para os que
os prestara a espectativa de recompensas, deve-
se reconhecer que essa espectativa fundada em
justiga e et de accordo com os mais legtimos
interesses do paz.
As disposiges dos artigo finaes, que privam
os condecorados do uso das respectivas insignias
em determinadas circumstancias, e das proprias
coodecorages nos casos de perda do direito de
cidado brasileiro e oos de coodemnago em cerlos
e determioados crimes, sao providencias que se
justificara pela simples lelura, e que apenas vie-
ram regular e desenvolver aquillo que em prin-
cipio j se achava estabelecido nos decretos da
instituigo das ordens do Cruzeiro, da Roza e de
Pedro I, fundador do imperio,as quaes todas man-
dara excluir das referidas orden aquello de seus
membros que commetter algum crime contra a
honra o cootra o juramento prestado.
Comprehende-se, em verdade, que nessas cir-
cumstancias o uso das insignias e o gozo da on-
decorago, oo podendo ter o effeito de rehabili-
tar e ennobrecer a um con lemnado, s servira
para rebaixar essas distincges.
Outras disposiges de detalhe que se contera no
regulameolo sao de to intuitiva convaniencia, e
era si mesmo to innocentes, que neohuma con-
sideragao nos parece necessano produzir em seu
abono.
Entendemos por amor da justiga dever dsr
publicidade estas lig6iras reflexes, que no fo-
ram auggerilas pelo exame altelo do regula-
mento supracitado, ao qualfomoa instigados pelo
artigo que com referencia ao mesmo objecto sa-
ino hoje publicado em um dos jornaes desta
corte.
INTERI
RIO DE JANEIRO,
11 de dezembro de 1861.
Concessio de grapat...
Acaba de ser publicado o decreta 2,853 de
7 do corrente mez, regulando a concesso das
Exposicao nacional.
Ha mais de oilo dias j que est aberla a ex-
posigo nacional, e apeaar de termos desde logo
previoido o publico de que demoraramos anda
um pouco as retlexe q.ue o nosso estudo no
uggerisse, porque nao se achsndo completa a
extiibigo, incompleto seria esse mesmo ealudo,
talvez j principie a estranhar-ae o nosso silencio
sobre um acootecimeoto de tanta magnitude. S
ou quaais os productos ds proviocia do Rio de
Janeiro se teem at agora oerecido ao exame
publico, emquaoto a colleccao dos objeclos esco-
llados pelas exposiges provinciaes para appare-
cerem na escola central, transformada em palacio
da industria-nacional, jaz anda quasi intacta em
salas fechadas aos visitantes.
Nao tinbamos pois remedio al agora seno es-
perar, para apreciarmos no lodo os objeclos que
devem formar a piimeira expoaigo braaileira. Se-
ria de ulerease verdaderamente grande apresen-
tar ao publico urna reseoba geral das lafjjMaMi
variadas produeges que do Amazona a
Grande do Sul offerece o immeoio e fecaa
(") Por engao da pagioago aahio em ooato
numero de hontem a parte V do prsenla artigo,
i redaco.
nlono do imperio ; mas a este desejo cumpre j
agora renunciar cora receio de cansarmos a pa-
cieocia dos leitore, aguardaodo o dia em que a
sua realisagao seria possivel, se que jamis tem
06 O 86Ta
Coraecemos pois, e jaque oecessario, limi-
temo-no por enlretanto expostgio do Rio de
Janeiro. Chegar a aua vez as provincias. Per-
miltam-nos porm era primeiro lugar resumir em
pouca palavras os trabalhos da commisso di-
rectora, a cuja adividade, energa e zelo devemos
a bella resta-de que nos propomos darcoota. Ai-
signalar-lhe os servigos um simples dever de
grnalo.
I
Desde 25 do juoho ultimo parece a idea de urna
exposigo nacional ter-se filado na mente dos
memDros do governo, sendo a exposigo univer-
sal de Londres, essa grande festa de todos povos
a que o Brasil tioha sido instantemente coovida-
do, o primeiro motivo a que ae deva a realisacao
de to bello peosameoto. S a 17 dejulho porm
foi a declsao lomada offlcialmente. Nesia data
se creou o jury central, sendo nomeados para
constilul-lo : presidente, o Sr. marquez de Abran-
tes : membros, os Srs. viscoode de Itaborshy,
vlscoodede Barbaceoa, conde de Baependy, b-
rao de Mau, senador Jos Ildefonso de Souza
Ramos, Dr. Frederico Leopoldo Cesar de Burlama-
que, conselhpiro Alexandre Mara de Mariz Sar-
ment, Dr. Bernardo Augusto Nasceote de Azam-
buja, Dr. Manoel Ignacio da Andrade, lente
coronel Jacintho Vieira do Coulo Soares, Dr. Au-
gusto Das Carneiro, Dr. Maooel de Oliveira Faus-
to, senador Jos Pedro Dias da Carvalho. Aota-
nio Joaquim de Azevedo, Antooio Luiz Fernan-
des da Cunha.
S 16 de agosto leve o publico coohecimeolo
desta decreto e j nq dia22inaugurava a commis-
so os seus trabalhos, guian'do-se por tosirucges
dictadas pelo governo, com data de 8 do mesmo
mez de agosto, e as quaes flxava o da 2 de de-
zembro pan abertura da exposigo. Tioha pois
a commisso diante de si 107 dias quando muito.
Nao sem motivo que reproduzimos estes alga-
rismos. S elles podem fazer comprebender o
zelo e a dedicaco que eram necessarios aos ho-
mens que tinham aceitado o encargo de commis-
sarios para desempenharem, como souberam a-
ze-lo, aespinhosa tarefa que Ihes fra confiada.
Era preciso muito patriotismo pa/a nao recuar,
e se nos lembrarmos das difficuldades de todo o
genero que sedeviam apresentar, tratando-se da
urna primeira tentativa de tal ordem, pasmare-
moa de que o esforgos dos coramisaanos produ-
zissem o resultado que o publico tem diante dos
olhos.
Entre outras impunham as inslrucgoes de 8 da
agosto aos comraissanos as obrigages seguiotes:
Art. 8. 1 Decidir sobre a admisso dos objec-
los presentados.
2 Classiticaros que tiverem de ser expostos
conforme sordera estabelecida no catalogo an-
nexo.
3 Collocar nos objeclos que forem admiltidos
roiulosque iodiquem os nomesdos expositores e
o dos objecto. seu genero, es^reeW.'usrr-.'airptt-
cago e procedencia.
Orgaoissr um catalogo de tudo cora as de-
cliragSes e especiflcages oecessarias para se fa-
zer urna idea exacta de cada objecto. Este cata-
logo ser publicado oas gazelas da capital e im-
presso a custa do governo para ser destribuido
pelos visiiaotes e enviado para a corte e para
todas as provincias do imperio.
Dispuobara ellas tambem :
Ari. 11... os productos agrcolas serio acom-
panhados de urna noticia succinta%porm com-
pleta, sobre o modo por que so'cullivados as
pocas da cultura, os cuidados que querem at
serem levados ao mercado, e bem assim sobre a
qualidade do terreno ea natureza do clima que
Ihes convm. AS amostras de madeira... na no-
ticia que as acompaobar se dever declarar o m-
ximo comprimeoloe grossura dearvore.
Seguia-se urna lista dos objeclos que seriara
admiltidos a exoosico, mas apesar de dividida
em quatro aecges, "nao era nem podia esta lista
ser mais do que urna noraeoclatura muito geral.
Ao publicarem-se, foram estas instruages cri-
ticadas ; mas, afora algumas disposiges especia-
es de que intil toroarmo-nos a oceupar, eram
ellas bem concebidas no seu lodo. Os arligos que
cima reproduzimos, e que por assim dizer sao
os capitaes, merecem plena approvago, e prou-
vera ao cu que a commisso tivesse tido tempo
de cumpri-los a risca.
Inaugurados os trabalhos, repeliram-se as
sesses com curlissimos iotervallos ; priocipiou
a commisso por publicar urna circular, promet-
teu premios e tomou a animadora resolugo da
encarregar-se do transporte dos objeclos a cuja
admisso foi logo assigoaodo como termo fatal o
da 21 de novembVo. A dala desla circular era
de 25 de agosto, nao dando portanto aos exposi-
tores mais de 87 dias de espera. A esia circular
nao tardaram aseguir-se outra dirigida aos pre-
sidentes de proviucias, a publicaco do regula-
mento da exposigo, e terceira circular, repetidas
veze publicada, estimulaodo o zelo publico, o
declarando, para deixar a Industria a maior la ti
tude possivel, que se admilttriam todos os pro-
ductos, quaesquer que foasem a nacionildade do
autor, e a origem da materia prima, com tanto
que livessem sido feilos, faoricados no Brasil.
Em lins de outubro apresenlava um dos cora-
missarioae approvavam os outros urna classifica-
Co dos objeclos admissiveis exposigo. Esta
classificago divida os productos em cinco gru-
pos .-
Ia, industria agrcola ; 2, industria fabril a
manual ; 3a industria metallurgica, artes e pro-
ductos chimicos; 4* arles mecaoicas e lioarsea ;
5a bellas artes. Estes grupos subdividiam-se an-
da em 40 clssses.
Des le o Io do novembro comegsram-se a rece-
ber os productos da industria brasileira, podendo-
dizer-se que desde eotflo se constituio a commis-
so em sesso permanente, e que os seus mem-
bros rivalisaram em actividadoe, zelo e abnega-
gao, quasi que nao sahmdo do recinto da escola
central at 2 de dezembro, data at a qual con-
tinuara m a receber objectos.
Para aioda mais animar ao publico, publicara
commisso todos os diss o numero de objeclos re-
cbidos, e esta especie de estatisiica diaria er
vidamente consultada. A' 25 de novembro, dia
primitivamente fizado para se encerrar a admis-
so, apresentaram-se 1,486 ohieatos, que junto*
aos anteriores recebidos prefaziam um total da
5,076. Desde ento al 2 de dezembro receberam-
ae- anda 803.
E' para lastimar que a par do algsriamo dos
objectos expostos a commisso nao meociooasao
o numero dos exposlores. S6 por este poderia-
mos medir o gru de agodamento com que era
acolhids a idea de urna exposigo nacional.
Alm disto exige a justiga que reconhegamoa
que no governo eocontrou a commisso o mi
absoluto e ilhmilado apoto, porfiando os minis-
tros da agricultura, marinha guerra e fazeoda em
satisfazer-lhe os deiejos.
Emquaoto que no Rio de Jioeiro esia activi-
4aie se desenvolva, outro tanto succedla, ou para
V dizer, era maior anda easa actmdade as
leas de Minas, S. Pedro, Babia, Pernam-
buco e Para, onde deviam faxer-te exposigaa
provinciaes, e onde o di da abertura em geral foi
anterior ao da exposci Arte.
Se os expositores da provincia do Rio de Janei
A.


r i\j.-"" ..
DIARIO DE PERNAMBUCO.

Hr-fOST "^,
E=
>'-
r

a tveram lepio 87 dial pira le preparsrem
para to grande solemnidad*, os das provincias
-ainda meuoi ti vera m.
Commitstrtesdo jury central e dos jurys pro-
vinciaes, expotores da corle e das pravianas,
todos podem e devem mutuamente felicitar se.
Nunca se deu maior proa de dividida e ener-
ga. Para nos o que na exposicio ha mais nota
vel a la mesma realiiago ; nao bireedo nin-
euem para ella preparado, e senda tio curte o pra-
zo, que toda deria parecer impalsivel.
Nao queremos repisar os flatos que no da I
de dezembro abrhantaram o acta diinaugu-
rago.
Abertas ao publico as salas da etaoiiclo, nlo
restiva commissao oais da qu satisfazer a
proscripto no art. 8 Udas inslruccesdo gOvd
no : eicrever um lelatorio de ludo qaanto occor-
rer os exposicSo, Indicando nelle as alterages
que fr de mister fater nestas inslrucges para
servirem s exposigoes futuras. .
Neste intuito julgou a eommlsslo dover asso-
ciar a atalgumas pessoas at entao eslranhasaos
seus trabalhos. orgaousndo cinco jurys especiaei
correspondentes ios principies grupos estabele-
cidos na claasiflcago.
Ainda ha pouco publicamos a lista dessas pes-
soas, e digamo-lo agora, posto que nos pese, ha
um nome que nos maravilhou tanto nao encontrar
nella, como oulro dos sorprendeu com a sua pre-
peana.
O primeiro o do Sr. Rocbet, do eminente es-
culptor que est tratando de erguer a estatua do
Sr. D. Pedro I. Sea secgio das beUas-arles care-
ca de um membro eslrangeiro, nao poderia en-
contrar oulro mais digno do que o taleotoso ar-
tilla que neste momento se acha entre nos do
Rio de Janeiro.
O segundo o do Sr. Vctor Prond. Nao ha do
vida que este uome asss conhecido, mas tai-
vez a isso mesaio que se deve atlribuir o pasmo
do publico a nosso.
E agora que rendemos i commissao a homena-
gem quelhe era devida, subamos os degros da
escola central, penetremos as sals, e lancemos
ama vista de olhos sobre os objectos que ellas
encerraos.
II
Eis-nos no vestbulo : direita e i esquerda
vemos dous im mensos trophos de armas de guer-
ra, mas ainda em bem que o lugar de honra se
deixou a esses instrumentos, a esses utensilios
pacficos a que o homem deve a sua grandeza e
os seus incesaantes progressos na cinlisago.
Aqu temos os altributos das musas, das setn-
elas o d>s artes, collocados dignamente defroole
da agricultura, dessa teta do estado, como a cha-
mou um sabio, e qual armarara tambem o seu
tropho com as machinas mais simples que ella
emprega.
Passemos porm avante. Que encontraste ago-
ra : eisa verdura, as ras de una ara e as sal-
tantes aguas de um jardim em miniatura. Nao
possivel resistir, demos por aqui urna volta, ad-
miremos a elegancia com que se transformou
n'um terrado encantador um pateo, eio e despi-
do, piremos um pouco Oante desle magnifico e
formoso p de bauoilha, que to graciosamente
enrosca as suss delicadas folhss e as compridas e
cilindricas wagens volta do tronco de urna ve-
lha arvore, e depois, nao nos sendo possivel fa-
zer os nossos comprimentos ao desconhecido jar-
dineiro a quem ae dore o prodigio, voltemos atrs
e eoQemos por qualquer dessas duas escadas que
levam ao 1 andar.
Estamos no santuario. Vasta, espagose e pouco
fuaroecida de alfaias a sala em que entramos,
ra eisencial a ultima qualdade ; aqui a pri-
meira entrada, era preciso que a mullidlo se nao
visse demasiadamente aportada. Nao comtudo
que nao leohamos nada que ver aqui ; temos
pinturas e bustos, e entre outros o quadro que re-
presenta a ceremonia do juramento prestado pela
Sra. princeza imperial D. Isabel, e os bustos dos
Sra. marquez de branles e Hachado.
Temos tambem flores artificiaos, bordados e
costuras, obra das orphas da Santa Casa. Nao
nos demoremos, porm, pois que oo viciaos
procurar essas obras primas, exhibico ordinaria
das distboiges de premios nosculleglos de me-
ninas ; temos cousa melhor que fuer, e o lem-
po urge; avante, avante.
Antes de sabir marquemos, para, vollando,
oxamina-los mais de espago, quatro movis de um
artista brasileiro, o Sr. Nato.
A mullidlo dos arrasta, ainda quesem violen-
cia, que ella aqui i cortez e poltica, e faz-nos
entrar direita n'uma salinha onde a primeira
cousa que nos d nos olhos sao os retratos do
Imperador o da Imperalriz pendorados um de-
fronte da oulro.
Ainda aqui sobrepujam os quadros, dos quaes
chegamos a contar al 25, que com ludo nao nos
demorsremos a esludar, pois que por agora s
queremoa ver, saber o que a exposigo contm, _ej
tomar notas para mais serio estudo. Mais larde
nos tornaremos a encontrar diante destes mea-
mos quadros, e examinando-os com vagar procu-
raremos aprecia-los pelo que valerem. Guarne-
cen) est> sala alguns movis estufados e de ma-
deira dourada, obra nicional tirada dos aposentos
de Sua Magostado para vir brilhar na exposigo,
e fabricada pelo Sr. Daugas Miranda.
Notamos ainda urna magnifica mesa embutida
de mosaico, obra do Sr. Barcheff, e urna mesioha
de costura com o nome de Jer. Jan. de S. Mar-
quemos isto tambem, assitn como urna cadeira de
espaldar de madeira esculpida, de estylo um pou-
co pesado, ma que ser preciso tornar a ver. bis-
aqui flores, por -sigoal que bem feias, ainda obra
da Santa Gasa ; um piano de feitio elegante, com
todo o machioismo moslra ; mas que aprecia-
remos em semelhante traste, a nao ser o som '.'
Porque nao flr, pois, um tocador fazer vibrar
para um publico que d3o aborrece a msica as
cordas do bello instrumento do Sr. Schiegel?
Entremos por eati porta e eis-nos n'urot sali-
nha onde principia a ala direita do edificio. F-
cilmente a recouheceremos ; oa parede brilham
as armas do Brasil esculpidas em prats, a que um
fundo de velludo verde d maior realce.
Aqui lemoa as msravilhas da relojoaria, da
joalbaa, as pedras gravadas, e entre outras coo-
sas um pedaco de crystal de rocha em que pode-
mos admirar urna bella cabeca de Christo, traba-
lho do Sr. Araoha, um diamante bruto no casca-
lbo, pedra asss feia, ainda nao transformada
pelo lapidario, obras sirgeiro.cutilaria fina, e de
clrurgia, apparelbos orlhopedicos, entre os quaes
um o Sr. Riock, ludo quaoto pertence arle do
dentista, urna curiosa collecgo de medilhas e
moedas, os instrumentos da ptica do Sr. Jos
Maria dos Reis, de que prometlemos oceuparmo-
nos mais compridimente, obras de cabello e de
confeitaria, movis, de que j fieamos de tratar
depois mais especialmente, capacetes, porcela-
na, bronze, bordados (sempre da Santa Casa), um
cruxiflcode madeira...
J se v que se a sal pequea est bem re-
cheada, e que se a cada objecto quizessemos con-
sagrar o lempo que merece, nao bastariam mnitas
columnas. Essas columuas nos Ih'as dedicaremos,
mas por hoje temos preisa, pois que nao nos li-
cito sahir sem termos tudo visto.
Nodeixemos, porm, esta sala som laogarmos
urna vista d'olhos sobre essas fruetss de ouro e
prata viudas sem duvida do jardim das Hespe-
ndes.
Nao, sao productos da arte e da natureza ao
mesmo tempo, porquanto este metal brithaute foi
a pilha galvnica que lentamente o foi depon lo
sobre os cajus, as romas, as laraojaa e os a-
nanazes que o autor desle prodigio colhea no sea
jardim, oo teodo sido elle, mas a natureza que
lhe esculpi na superficie esses delalhes to mi-
nuciosos e perfeitos.
Descansemos um pouco ; sem fatigar a vista
nao passem diente dos olhos tantos objectos di-
versos. De mais carecemos da algum lempo para
clasaiticar na cabeca lodos eslas productos de lio
difireme natureza. Como temos visto, ha nestas
salas um bocadinho de tudo, a elassicaco rigo-
rosa cousa que em parte nenbuma ae eoeontra.
E como poderia a commiisso faz-lo em cento e
sele das qut somante Iba derara para provocar,
preparar e arranjar tudo, teodo ella ainda no 1
de dezembro, vespera mesmo da abertura solem-
ne, recebido cento e um objectos ? Paciencia,
pois, quando chegar a vez do estado, (eremos
mais um pouco de trabalho, teremvs nos oreamos
de classificar, de coordeoar ludo isso a nosso
geilo, como que sem duvida nao lucramos mul-
to, pois teamos preferido que adiada por algum
tempo a exposicao nos apreseotasae mais ordem,
oa antes alguma ordem. Inuleis sao, porm,
agora as reenminscoes, a psra coin a conmisto
nao sentimos ieno gratidio, mais dispostos a
louvar-loe o zelo do que a ceosurar-lhe as l-
tas. Alm disso, no seio mesmo desta desorden,
podemos aehar un fio bem que a casto, e o 8r.
Dr. Lagos soube dispor tudo com tanta iotelli-
gencia o goato que nlo podemos deixar de agri-
decer-lh'o.Gngu a elle, laetar da falta doctas-
liflcac^o, pdenos ao Manos Ter, Rio sari isto
QUARTA HURA 8 DE JANEIftO DE 1862.
straam
.
todo ou quaii tudo T A oeiea cousa que sincera-
mente Ultimamos a falta desses rtulos de que
rezan aa inatrucgdes, a que devism indicar oa
nomos dos expositores a o dos objectos, sea ge-
neto, especi, usa, applicscao e procedencia.
Raras vezs encontramos mesmo o nome da au-
tor. Nio poderlam os meamos expositores ter
tido atte cuidado, que por flm de cantas a oiu-
guem interessa maia directamente do que a el-
fos ?
Basli le resouso j dedillos pela ala direita.
Eis aqu urna sala que, le ha-la permitiirem,
chamramos das princeza, villa primeira eeu-
sl qu s nos offereee diaol, a qui md gndo
nosso nal obrlg 1 dtermos-noi, ser a gnciosa
efTigie dlS duli iniperiaes dolizellls. Por biixo
da maldUrj que ihli arel Imagem, um pabia-
mento delicado vcio collocir a collecc&o dos ob-
jectos qua sarvem para a easiae dos meninos ce-
gos ; a mais nobre, a mais piedosa applicacio
que o bomem jamis fes da sua iotelligencls
Iqui est come que posta debaixo da invocsclo
dos dous aojos da earidade e da beneficencia.
Alm outra collecgo de objectos, muito imper-
feitos sem duvida, nao pode deixar de commo-
ver-nos, a dos fructos dos trabalhos destes des-
granados a quem foi recusada a luz. Essa por
cerlo deve ser admirada, a quantaanimacio nao
merecem os esforQos que astea iofelizes fazem
para participarem da vida pelo que mais a hon-
ra, pelo trnbalho I... Dentro desta caixa de vidro
que oceupa o meio da sata admiramos as bellaa
eocaderoaedes do Sr. Lombaerts, os stereotypos
do Sr. Laemmert, as litographias dos Srs. Reos-
burg e Sissoo, este quadro delicadamente sberto
em couro, as impresses de msica, oa Irnos em
brinco de que fallaremos ainda, estas pintaras
de que tambem nos havemos deoecupar, e nao
nos restar mais que ver seoo urna viola, um
realejo e um grupo esculpido em madeira (Ca-
bra 1 lomando posse do Brasil), obra do Sr. Stef-
fens, junto da qual a mullidlo s com difficuldade
nos deixa ebegar.
Penetremos mais avante atravs dous gabine-
tes, onde se osteotam quadros, desenhoa e im-
presses lypographicss, al sala do throoo, cu-
jas paredes esto cobertas de paineis, e fagamos
ahi um gyro volta de dous elegantes buhares
que merecuram as honras da mais bella sala. De
more-se ahi quem poder e quizer, que nos temos
de voltar atrs, a tornando a passar pela sala de
entrada, dirigirmo-noa para a ala esquerda.
Fagamos aqui, porm, mais longa pausa.
III
Prosigamos no nosso passeio, lomando pela ala
esquerda.
A primeira sala em que entramos contm duas
altas portas douradas, obra de serralhsria artsti-
ca, disnle da qual para a mullidlo. Formsm-o
como frontispicio de um ediflciosioho, no qual a
compaa le gaz reuni todos os spparelhos
destinados illumioacao publica e particular,
machinas, um modelo de vagn que deve levar
100 passageiros, e um sem numero de outros,ob-
jeclos. Foi esta sala quasi exclusivamente desli-
nada industria de ferro e dos metaes, entilara,
quinquilharias, obras de funileiro e caldeireiro,
fundifo de jerro, de cobre e de typog. E' talvez
a sala que mais objectos ioteressentes encerra, e
em lodo o caso aquella onde mais nos devemos
demorar e mais esludar, porque tambem onde
mais poderemos aprender. Duvida alguem?
Olhe para_ essas paredes, e ver 31 modeloa de
embarcaces de toda a ordem e de toda a natu-
reza que lhe retratarlo em miniatura os princi-
paes nanos queda bahia de Nictheroy sahiram a
sulcar o ocano. Quaudo um psiz lem, como o
nosso, 1,100 leguas de costa, e est cortado pelos
maiores e mais formosos rios do mundo, que po-
der inleressa-lo, entbusiasma-lo mais do que a
arte hoje tio aperfeicoa.da das conslrucces na-
vaes ? J o Rio de Janeiro possue estaleiros de
que pode desvaoecer-se, e o seu arsenal de mari-
nha fez constantes e rpidos progressos. To va-
liosos esforcos merecem a sua recompensa, e de
ante-mo estamos certos que entre osnomes dos
laureados havemos de encontrar os dos Srs. Le-
vel, Maltos eBraconnol. Urna cousa, porm, ha
que nos entristece, e nlo vermos ali seno cin-
co da immensa variedade de objectos que ma-
rinha utilisa, e esses mesmos insignificantes.....
Ao navio seguem-se naturalmente a locomoti-
va e as machinas de vapor : s modelos divisa-
mos. O Ululo pelo qual foram aqui admitlidus,
mais tarde o diremos, quaodo tratarnos circums-
tanciadamenle do que se refere i mecnica indus-
trial. Por agora contemplemos este motor elc-
trico, esta machios productora de eleclriejdade,
este plano inclinado, esta bussola, e estes ins-
trumentos de mathematica mettidos n'uma ben-
gala de prata, e lio bem mettidos que ainda nin-
guem os vio, tornando-so ests mysleriosa ben-
gala um enigma- incomprehensivel para todos os
visitantes. Temos ainda por aqu armas de fogo,
modelos de pegas e de carretas, tudo, se nao nos
engaamos, viudo do arsenal de gnerra, que em
zelo quiz rivalisar com o seu collega de marioha,
e a respeito do qual teremos muito que dizer
ainda.
A sala prxima est brilhar te mente ornada do
diversas colleccoes de objectos preparados para e
estudo da zoologa. Predomioam os passaros o
os insectos, e aqui tornamos a achar a collecgo
ue aves e aielhss j exposta pelo Sr. Dr. Lagos
sua volta do Cear. A importancia pratica das
scienclas j nao ha quem a conteste, pois foram
ellas que crearam a industria moderna, e sabi-
do que tolas sao irmias e solidarias. Bem viodas
sao. pois, eslas collecges festa da industria,
sendo mesmo pan sentir que a primeira exposi-
cao brasileira nao podesseenriquecer-se com as
colleccoes traziJas pela commissao scienlica.
O museu mandou alguns peixei, infelizmente
mui poucos, mostrando-ae Disto por demais ava-
reoto.
Os mineraes, de que elle asss rico, tambem
teriam aqui seu lugarj ao passo que apenas en-
contramos duas colleccoes, ambas viodas do Rio
Grande do Sul, e devidas urna iotelligente ini-
ciativa do Sr. conselheiro Joaquim Aolo Fer-
nandos Leo e ao Sr. Bouliech a outra. O que
mais abunda alo os leos, e eis ahi a verdadeira
riqueza. Que nao representar o azeite ? O azei-
te o calor, o vapor, o movimeolo. as commu-
nicages rpidas; o azite a melallurgia tradu-
zidaem aclos. p trabalho dos metaes torna Jo
menos dispendioso, a industria quasi inteira.
Alguns mineraes, cobre, ferro, trra de porcela-
na e diITefentes pedras de cal, eis ahi o que ac*-
ba de recommendar esta sala noasa alinelo e
ao nosso esludo. Notemos de passagem um mo-
numento admiravel e inedilo, precioso para uro
musen de paleontologa. E' urna tremenda pelle
de serpente, que serve como que de bandeira a
esta sala.
Vem de Malto-Grosso o surucuc que forne-
ceu ; antes quizeramos, porm, que outra qual-
quer lembranca recordasso o nome de urna das
mais curioias provincias do imperio.
Desgamua agora pela ala esquerda. Aqui te-
mos as obras de correeiro, cuja arte est repre-
sentada por tres collecges muito completas. E'
urna industria preciosa, poslo que humilde e mo-
desta.
A sella, os arreios. sao a utilisaco do cavallo,
desse admiravel motor, tornada possivel; tam-
bera um emprego dos couros, materia prima,
abundante e que em abundancii achamoa tam-
bera representada n'um sala ao lado. Couros
envernisados, marroquini, oleados, solas, couroa
garroteados, etc. ele. Tudo ahi se encontr em
grinde quaotdade : felicitemo-uos por isso. De-
ve, porm, mesmo desde j, merecer especial
roensao urna pelle de cordeiro brata, curtida com
folhas de mangue as ofBcinas dos Srs. Romn
Bret &. Kilian, e que serve admiravelmente para
demonstrar quaoto proveito com oscortumesse
pode lirar dos productos do paiz.
A's colleccoes mineralgicas e zoolgicas le-
guem-se na sala immediala; os vidros e o cer-
mico, exposigio ioleressanle apezar de estar Ion-
ge de spresentar productos da primeira ordem.
Urna das paredes da sala foi decorada de massas
moldadas. Figurara ellas oa altributos infalliteia :
amores, seres*, caritides; n'uma palavra. nada
que admire. De melhor vontad nos demoremos
diante de um massico de marmore, aioda que
sem nome de autor, e diente de dous lavato-
rios de marmore do Rio Grande do Sol, e de cor
eslraoba, mas agradavel.
Esta outra sata fcilmente se distingue: con-
tm a admirare! collecgo de productos de car-
nauba, devida sos cuidados do Sf. Dr. Lagos.
Deve esta collecgo recommendar-se aos exposi-
tores como modelo, pois que impossirel spre-
sentar cousa mais completa nem mais iotelli-
gente.
En Londres ser ella devidsmeute apreciada.
Esta tala da carnauba encerra os productos agr-
colas: A) de ni I Porga confeaiar que nos en-
gaamos. Pois que I nio lera este solo, tio rico
e tio fecando.senao isto que offerecer? Dais ma-
grea amoatna da algodao, caf, cereaes de virias
especies, muitas qaalldades de feijo, ligaos gra-
um punhido de faroha a porvl-
muitis, especia quasi nenhu-
mineas, pouco,
lho; amostras
mas.
Nio fallemos das madelras; o numero de amos-
tras consideravel, mas nada noa indica nem a
sua procedencia, nem a natureza das arvorea que
as fornecem, de modo que maia de urna vez ta-
mos de lamentar que nio se observasse o j
transcripto art. 11 daa inslruccea.
E coa tudo ara eouia esseocial. Abun-
dara o usucar e I seus derivados, mas, i exep-
go da cinco amostras ipfesetotdi palo Sr. Jos
de Faro, nada noi rea) a eogsnha; ludo pro-
ducto d'is fabricas de reBnaco, o que, sem dei-
xar da ser liJlds o eitudOi Millas llimenlieias. pi da
mandioca,pao de.mandioca, pao de fculas, que
li isso?perguotar alguem. Nada de sssus-
lar-ae eatrsm nelle pelo menos dous tercos de
farioha de trigo. Diflerentei qualidades de cho-
colate, cera, estearina, azeite e sabo, comple-
tara o que poderiamos chamar productos dachi-
mica vegetal industrial. A chimica animal.tam-
bem se acha representada por guanos artificiaos,
carvlo animal, azeite animal, productos de ama
industria nova do Brasil a que merece ser acoro-
goada.
Os productos chimicos e pharmaceuticos em
gral nio coala ra meaos de sele collecges, en-
tre as quaea fcilmente se fiz notar a do Sr. Eze-
quiel Correa doa Santos. Quanio ae maia, apenas
deparamos com urna amostra de cacao ; nada de
plantas toxicas nem medicioaes (china, salsa par-
rilha, ipecacuanha], quem se crer no Brasil?
Apenas differentes especies de tabaco fazem al-
gum barulho. Nao receemoa pois langar em ros-
to aos fazendeiros terem sido olles os que menos
zelo e boa vontade mostraran:.
Custa-noa um pouco continuar o nosso pssseio
atravs de urna mullidlo cada vez maia compac-
ta ; as damas debrugsm-se sobre as caixai de vi-
dro, inlerpellam-se mutuamente, mostrara urnas
s outras os objectos expostos, eileodeodo ma-
chinalmente as mos para elles. aqut o pa-
lacio daa fadas, a sala daa maravilhaa. As redes
trazidas do Cear pelo Sr. Dr. Lagos formam urna
decorago graciosa e original, cobiiodo as pare-
dea com as suas variegadas cores. Agora aqui
temos em primeiro lugar os tecidos de algodao,
grosseiro por sem duvida, mas que nio deixam
de ter o seu valor e que nio devemos encarar
com olhos desdenbosos ; seguem-se as sedas em
rama ao lado dos casuloa donde foram liradas;
msis adiaote e ahi que as ilhas de Eva aoffrem
os tormentos de Tntalo, vemos urna admiravel
collecgo de rendas e bordados, pela maior parle
obras primas, cobertas por um fil, que nao im-
pede que entre ellas sobresaiam os engenhosos
trabalhos do duas seohoras do Serr. Algumas
ex-parisienses scostumadas s feiligarias dos bor-
dados de Nancy, vimo-la pasmar de virem en-
contrar aqui cousa aioda superior s tio afama-
das obras das lili Compatriotas. Mais sdiaule
encontramos flores ;mas o melhor assigoalar
tudo, nico meio de fazer justiga a todos.
As seohoras brasileiras quiteram valeotemen-
te tomar parle na grande lula, e algumas amos-
tras dos seus trabalhos revelara rara perfeigo.
Deixemosatraz alguns vestidos de duvidosogosio
e cabellos postigos que afeiam esta sala, e visto
ser necesssrio ir por diante, penetremos nesta
galera que corre ao longo das salsa que acaba-
mos de visitar. Como chamaremos a eata raraa-'
da? Da crinolina ou dos dessnhos? Grande o
nosso embarago. Senao, vede : aqui pinturas de-
fronte da saia-balo, acola mippas a plantas de
um lado, e do oulro colleles, e que clleles I Tu-
do seda, ouro, prata, flores, arrasa e brazdes ;
amostras da lypos ede roupa branca Boa ; gra-
varas, pbotograpbias e cabelleiras. Tome aqui
cada qual partido pela direita ou pela esquerda.
Um corredor escuro, onde apenas se descobrem
duas portas immensas, leva por entre malas e
bahs a urna ultima sala oode tambem Dio a
ordem que domina. Foi para aqui sem duvida
que se remetteram os retardatarios; em cima de
urna mesa vemos chapeos, guarda-chuvas e bar-
bataoas, e das paredes pendem papis pintados ;
a um canto camas de ferro, em oulro um lcito de
madeira esculpida, e finalmente ainda em oulro
urna cama singular que encobre segunda e cujo
inventor na A para de puchar esta para fra e
para dentro medida que veem entrando novas
pessoas.
Aqui mister descer a escada ; mas, por mais
teotador que seja o convite da porta abarla de par
em par, nao saiamos ainda ; vamos por debaixo
da sala esquerda procurar urna sala desconhecida,
oode oinguem entra, a que contem obras de bar-
ro, lijlos, e filtros, apparelbos quasi desoonheci-
dos entre nos, e comtudo lio preciosos,prquaolo
a agua que nossas fontesnos fornecem, por mais
lmpida que parega, est longe de ser pura, e sa-
be Dos a qoaolos grmeos de molestia ella serve
de vehculo. Aqui anda poderemos veras pedras
e os betumea ; as saogueiugas, que certamente
fleariam melbor collocadas l em cima, ao lado
das abelhas, dos passaros, dos peixes e dos insec-
tos ; era seguida, e eis o que mais nos attrahe a
aitengo, inhames enormes, grossos e altos como
arvores, maia algumas raizes bulbosas e feuo. Se-
r isto tudo quaoto a fazenda de Saota Cruz po-
da apresentar? Alguns cereaes mesquinbos, li-
oho a caoamo, tentativas de urna aclimattgio dif-
licil, e urna charra, modelo americano, nico
instrumento aratorio que apparece na exposigo.
A um canto vemos alguna grosseiros modelos de
machinas para moer a mandioca.
Demo-oos pressa do sahir, e corramos s ma-
chinas, a que o publico tambem faz pouca festa,
mas que pela maior parte sao taes que nos fazem
honra, a mesmo aos maia dificeis podem dar al-
ta idea do grao de perfaigo a quo entre nos lem
chegado o fabrico. Aqui rvalissm entre al a Pon-
a da Ara, o arsenal de marioha e a casa da moe-
da,e oa verdad nao sabemos a qual dar a prefe-
rencia.
IV.
Fcilmente se comprehen.de a impossibilidade
de formar idea exacta da exposigo, sem que urna
classificacao qualquer nos aprsenle grupados e
reunidos os objectos que ella encerra, de modo
que possamos discriminar o valor e importancia
de cada um.
Sendo, portaoto, necessaria una elassicaco
e nao a havando, vamos tentar fazer una ou *n-
tes a applicigao de urna, a da technologia, aos
productos expestos aa escola central. Nio noa
Taremos cargo de justifica-la como a melhor:
precisamos de ordem e ella nos offerece alguma.
Quaoto ao mais pedimos a indulgencia dos
leilores ; mais do que possivel que algumas
inexactidoea e mesmo omisses nos escapassem
no quadro que Ibes apreseotamos, obrigados como
nos vimos de contar os objectos e arrola-los, ro-
deados por ums mullidlo de pessoas. Desprovi-
dos de catalogo e de informagoes, nao temos a
pretengao de apresentar um trabalho perfeito.
Eis aqui comtudo como nos parece ser classifi-
cados os obectos expostos as salas que liootem
percorremos juntos. Os Igarismos indicara is
vezes o numero dos objectos, s vezes apeo o
das collecges.
Physica industrial.
porosidade : Filtros 1 collecgo.
. Gravidade : Balanga 1.
Calor: Alambique 1, ventilador a toles 9.
Eleclricidade: Galvanoplstica 15, pulas a
machinas 1, bussolas 2.
Acstica ; Instrumentos de muiica 4.
Luz Kileidoscopo 1, instrumentos de ptica 2
Coll. r
Chimica industrial.
Cojanca mineral : Diamante 1; carve do pe-
dra 7 ; potassi 3 ; marmrea 3 ; gesso giz, eal 3
coll. ; vidros, cryslaes 5 coll. ; argilas 2 coll. ;
louga, cermico 8 coll. e objectos ; aguas mine-
raes 1 coll ; ouro 3 ; diversos mineraes 1 coll.:
ligas 1 coll.
Cbinici vegetal : papel, papelao 6; fecolas,
pulvilao, ariuhas 15 ; mel 1 coll. ; issucar 82 ;
alcohol a seus derivados 176 ; cerveja 1 coll.;
pi a massas alimentares 5 coll. ; fumo fabrica
do 63 ; baunilha i ;,caco 1 ; a chocolata 3 coll.;
leos e azeite 22 5 sabio 4ooll,; diversos extrac-
tos 5; tinta de eecrover 2 coll. 1 tiotoraria 1
coll.
Chimica animal : Csrvio asrimal 1; aieite ani-
mal i; veiaa de sebo 2 coll.; veles estericas 2
coll. ; couros 2 coll.; conservas alimentares 21 ;
barbatana 1 coll.
Producios pharmaceuticos : 7 colleccoes.
Biologa industrial.
Agricultura: Estrumes 1 ; cereaes 16 amos-
tras ; leguminoses 61 ; forrageos 5 ; burbos ali-
mentares 41 ; teclveis, linho 1; cnamo 1 ; algo-
dio 3; iodostriaes, fono 10 ; caf 40; cha 21 ;
instrumentos f,
Zootechnia : Abelhas 1 cali. { aada 1 coll. :
saoguesugaa 1 coll.
Hygitfne : Desinfectantes 1 appirelhos orlho-
pedicos 2 ; arte da dentista 3 coll.; cirurgia 1
coll.
Objectos de historia nataral: 3 colleccoes.
Mecaolca industrial.
Cinemitica : Plano inclinado 1; machina de
aaloaUr 1 ; chapelaria 30 lecidos 2 coll.; re-
?' >0#', fc '< passaraaria 3 ; reodas 1 coll. ;
bordela 61.
Machioismo : Preosis 2 ; machinas a vapor
10 ; machinas para fazer lijlos 2; machina pa-
ra conjugara 1; dita de recortar ferro 1 ; dita
de excavadlo 1 ; moendas para caona 2 ; rodas
para mandioca 2; tbrrldorbs de farinha 4.
Fabricagio mecnica Obras de tramo21 r-
alas do fogo 5 ; obra* de eildalreiro e quincalhs-
Ha 29 ; appareihos pira lIldMibaclo a gaz 31 ;
erralbaria fina egrossl 1; ourireiiria 11.
Resistencias ae rnovimenlo: Guindastes 2 ;
orabas 6 ; wages 2; eoBSlrueio natal 31.
Geometra induitrial.
Artes de construego a aimbligan : Madairaa
1 coll. ; samblagens e anlogos, obras de bahu-
leiro 53 ; encademagio 34 ; arreios 76 ; calgido
9 coll. ; costuras, modas, roupa branca 26 coll, ;
obras de cabellos 12 ; marcenara e'moblia 56 ;
reparos de artilharia 9 ; pedras 1 coll. ; bitume,
ssphalto 1 coll ; pedra artificial 1 ; pontea 1.
Artes de imitigo Mapp-as e plantas 20; florea
artiflciaes"3; gravaras sobre pedra 7 molduras de
gesso 9; molduras de massas 10; fuodigio de ferro
26 ; de cobre e de bronze3; de lypos 3 coll.'; ste-
reotypia 1 coll.; impreises lypogrsphicas 19 ;
papen pintados 15 ; litbograpbia 6 ; pintura de
casas 6 ; douradura soDre madeira 17 ; dem so-
bre vidro 9 ; calligraphia 8 ; escultura em ma-
deira 4 ; couroa aberlos e bordados 4.
Objectos e meihodos de eosioo : 2 colleccoes e
4 objectos diversos.
Bellas Artes: 238 objectos.
Objectos diversos nio classicados : cerca
de 50.
De novo o repetimos, a elassicaco que cima
apreseotamos, com quanto lenba seu merecimen-
to olhada como technologia, nio talvez a me-
lhor applicada a eipoiieo ; nao nos era, porm,
permiltido inventar urna, e a falta de outra se-
guiremos esta.
Acreditem os leilores que teamos preferido
seguir a classificagio adoptada pela commiaiio se
soubessemos quaes sio as 40 classes era que se
dividiram as ciaco secges.
Comtudo, basta passar pelos olhos a Hita ci-
ma transcripta para que aos occorra mais de urna
observagao iraporlanle. A chimica mineral apr-
senla muitas lacunaa : as amostras qua conteem
sao pouco interessantes ; esta potiaaa provm da
casca do caf, e parece-nos realmente duvidoao
que semelhante materia offerega campo para lar-
ga cultura.
Ao lado da potassa, que, digamo-lo de passa-
gem, se acha siogularmente enllocada enlreoa
productos agricolas, nio encontramos nem a pl-
vora nem os artificios da guerra, aera duvida ex-
cluidos pelo perigo de urna explosio. Nem a so-
da, era o sal, teem all represntanos, comtudo
existe no Rio sal fabricado no paiz. A cal, essa
substancia tio preciosa para a agricultura como
para as artes, encontra-se tambem om bem pe-
quena quantidade e rariaaimos sao os mineraes
brutos (mintraii).
Eito comtudo elles eo carviode pedra longe
de offerecer o ioteresse que suscitariam na Eu-
ropa.
Nao ssheni das minas, nao sao objectos de in-
dustria, e a sua preseoga apenas nos mioistraria
occasiio de esludar se sio ou nao suscepliveis de
serem lavradoa com proveilo. J nao ser pou-
co, porm, se a exposigo servir para q*ue se pos-
ssm estabelecer e resolver problemas to interes-
santes.
Oulro tanto estamos meio tentados de dizer a
respeito d3 kaulin (barro de que ae fabriea a
porcelana) exposto pelo Sr. Bouliech, e muito
bonito na apparencia.
Mais pobre ainda a chimica vegetal. O pa-
pel que incluimos oa nomenclatura precedente
apenas deve ser meneiooado para tembraoga.
Alm desse em que ett impresso o booito exem-
piar da Cinstituido, devido aos Srs. Laemmert,
e que oos ssaeguraram ter sabido da fabrica do
Sr. Capaaema, nao ha na escola central senio
papelio muito ordinario. As dezeseia amostras
de fculas expostas pertencem apenas a quatro
especies, o de farioha propiamente dita hato-
mente a de milho.
De mel ha onicamenle a bella collecgo trszida
do Cear pelo Sr. Dr. Lagos, e comtudo comega
a apicultura a vulgamar-ae 00 Brasil ; a preseo-
ga de ooze collecges de cera o atleslam exube-
rantemente.
Nio ba mann, nem gommas, nem gommaa
resinosas ; as mesmas reainas quaai que faltan
absolutamente,
To pouco nao ha vern'zes, nem easenciis; nao
ba blsamos nem materiaea colorantes, nem mes-
mo a do po-brasil.
O assucar, se olbarmos nicamente para o nu-
mero de amostras, est bem representado ; mas
apenas apparencia, a raalidade outra. Estes
productos sahiram, nio dos eogeohos, mas dai
refloaces, e sobretudo a produego do eoge-
nho que seria til esludar. Algumas plantas lo-
pographicas dos estabelecmenlos, alguns dese-
nhos das machinas eaipregadas, algumaa amos-
tras de canoa, e de garepa oa caldo, alguns al-
garismosque iadicassem o rendimeolo: seria is-
to por accaso lio difficil de reunir que nioguem
o tenha podido fazer ?.... As amostras de gare-
pa seriara particularmente preciosas ; sabe-se
que assucares da mesara precedencia ealo longe
de serem idenlicos.-tpresenlando pelo contrario
diftereogas sensive, N
O desejo de adquirir pela analyse chimica, a
prova destss diflareegas e de indagar-lhes as cau-
sas lena sem duvida tentado algum dos chimicos
que a commissao coola do seu seio e ter-se-hia
prestado assim um valioso servico industria
agrcola.
Tambem a chimica animal nos nao offerece
grande riqueza. Mas singular que oa exposigo
se nao encontr urna nica amostra de dina.
Quasi todos os productos aofeaes faltaram cha-
mada : leite, manleiga, qutJjo, graxa, 8ebo, chi-
fres, ossos, cordas de tripas, cojia, gelatina, etc.,
nada encontramos, excepto velas de sebo e es-
tericas.
Os couros sao numerosos, mas perteocera ni-
camente a dous expositores. A proposito de cou-
ros, lastimamos nio ter encontrado armateria
corlidora indgena ; e comtudo urna produego
que tea o seu valor e sobre a qual nao seria in-
til chaar a atlengio dus agricultores.
k Notemos ainda a ausencia das conservas ali-
mentares.
Estamos longe de desprezar as 21 amostras ex-
postas pela casa Castagoier e lio singularmente
collocadas entre as moedss e medalhas de um
lado e a passamaria do oulro, mas alm de nos
ser desconhecide o seu valor, teamos preferido
ver linguas salgadas, banha, loucinho e cirne
Salgada e secca.
O que vulgarmente chamamos productos chi-
micos, mas que melhor appellidariamos produc-
to! pharmaceulicos, esli representados na sala
da carnauba por selojapllecges, cujas amostras
sao muiio variadas. Has pelo que podemos ajui-
zar por urna ibspecgio rpida, esli em grande
minora as preparsges extrauidas de substancias
indgenas, e entreanto sio estas as nicas im-
portantes ; a fabricagio no Brasil de productos
pharmaceuticos, cujos principios coastituiotes
nos vera da Europa, parece dever ser ama espe-
cularlo falsa,porque so est metendo pelos olhos
dentro que mais vale importir os productos ji
feitos do que as mtleas que serven para o seu
fabrieo.
Consignemos aqui, porm, quando mais nao
seja, para animar es productores, que as prepa-
rares indgenas nio faltara de todo.
Segundo a elassicaco que adoptamos, aoa
productos devidos s anea chiroicas, seguem-se
os da agricultars, da que ella faz urna subdiviajh
da biologa, isl dasscieaciasque se oceupam
dos entes orgauisados. E oaverdade esse eseu
lugar, porque a agricultura em aumma resolve-se
oa produego de plantas, isto de entes orgaoi-
sados e vvenles.
O detalhe dos objectos que pwtencem a esta
tercera secco cauaa-noa verdadeira fccepgio.
Para nos especialmente, que nestas mensas co-
lumnas insistimos porque a exposigo fosse quasi
exclusivamente agrcola, doloroso ver a indifie-
renga em que se deixaram Qcar os agricultores.
A lodos, porm, impressiooou este descuido. Es-
peremos que a emogio geral achara echo no co-
racio doi nosios fazendeiros, e que elles se es*
fosgarao, quindo apparecer a occasiio, por tirar
a sua destorra.
Nada, abiolulamenle nada, qoe tenha retado
com a regra, pon aacooiirucges ruraea ; c'om
tudo deamoi coolar com iaao.
Nada, absolutamente nada, relativamente i
cooservacio da fecuodidide do ada estrumes,
nem s operages mecnicas da cultura, ins-
trumentos e machinas ageolat : 4 anda maia
triste, mas nao era menos fcil pre-lo.
Tio pouca cousa, poim, para representar
dKt.
:
. i i. -.
l-i' T-,
agricultura brasileira 1 I E' o que 00a sorprende.
Nio remos modos de disfirgar a triste verdade.
Oa cereaes, deque ha ooze amostras, porque nio
contamos as expostas pelo Sr. Bioot de Petropo-
lis, que oo si) de productos serios, os cereaea
nio pertencem a mais de quatro especies ; e o

arroz diffltilraente poder corapelir com o ded- %Rlt^!*?*Jl? r*"8* "r*"* Pr
rolirj.. 3 i 'des, termo de Campia Grande, o
rolna.
Notemos, de passagem, que os cereiei de vera
ser expostos em espigi e nio em grao debu-
Ihado. Os legdminosos sio representados por 61
amostra! d dun especies unlcimenle leljes
e hervilhaa e dessls a maior pirle forman a
collecgo Irizida do norte pelo Sr. Dr. Liaos.
As planta! bulbosas ilimenliciis nlo sio senid
de cinco ou seta especies. Sera nicamente isto
o que a agricultura brasileira sabe tirar do solo
para alimenticio do hornera, e estar lio des-
cuidado eile, o mais importante d lodos os pro-
blemas?
O cha e o caf, dos quaes um muito pequeo
numero de expositores apresentaram aubido nu-
mero de amostras, fra de duvida boje que Dio
podem ser olbados como alimentos.
Plantas oleogioosas nao aa ha, e o mesmo sac-
cede s teclveis, e s de tinturara.... Felicite-
mo-nos, porm, por termos visto na exposigo
um producto que certamente inteiramente novo
o feno.
Os expositores sio o Sr. Binot de Petropolis e
a fazenda imperial de Santa Cruz, que, sem du-
vida receiando que o publico se eogsnasse, leva
a earidade de preveni-lo de que era feno de pri-
meira qualdade. Se sao meramente amoatras de
phantasia estas, tanto peior; mas se sao a co-
Ibeita de verdadeiros prados de alguma exlenao,
ser este para nos um dos objectos maia nteres-
sanies da expoiigo.
O feno o prado, essa base de toda a agricul-
tura bem fundada; a traaalormago do alimen-
to do gado, o que importa a poisibilidade de ob-
ler maia e melhor trabalho, .certeza de estrurces,
melhoramento de rasas.
Talvez o leitor ae admire de ouvir que tudo
isto se contm n'um fexo de feno, mas urna vez
que assim que fazer?.... Feno.
Ao lado da agricultura devem naturalmente
achar-se a caga e a pesca, que, como aquella,
lem por flm fornecer alimento ao homem. Na
exposigo nada existe que record estas duas in-
dustrias.
E isso ento n'um porto de mar e n'um pai
que possue as suas aguas as mais delicadas es-
pecies.
A nossa quarta secgao compreheode indus-
trias, cujos pontos de contacto talvez se nlo des-
cubram logo. Por exemplo, a relojoaria e os
bordados que nio parecen dever achar-se do
mesmo grupo. Maa nio nos comprometamos a
defender a elassificscao que adoptamos acha-
mo-la j feitae empregsmo-la por nio termos
outra 4 mao. Parece esta secgao muito mais rica
que as oulras, e de fado o Abrange as ma-
chinas, quincalharia, a serralhsria, a construe-
go naval, e isto o que a enriquece. Nella
encontramos aioda ainda urna ordem de produc-
tos bem differentes, os bordsdos e as rendas.
Nao cansamos de louvar a perfeigo extraor-
dinaria destes trabalhos, pela mor parle obras
primas de paciencia ; maa ser islo urna verda-
deira industria? Poderia a hbil autora deslas
obras que admiramos viverdoseu trabalho? Nao
cuslar elle mais do que rende? Infelizmente
receiamoa que tanto no Braail como na Europa o
trabalho da mulher seja ioefflcaz para salva-la
da miseria I....
Nonbuma especie ere corda (nao contamos as
pertencentes colleccao que chamamos da Car-
nauba) I No ser islo singular em um porto de
mar? Tambem nao encontramos urna nica rede
de pescar.
As madeiras oceupam o primeiro lugar na
quinta secgo ; aqui a riqueza chega a ser pro-
fuso. Apenas de urna cousa nos queixamos; e
que o cumprimeolo do art. 11 das instruegoes
nio facilitasse mais o estudo, e assombrados
perguotamos a nos mesmos como poderemos
dar ao leitor conta de tudo islo. K' urna tirefa
de peso lateralmente esmagador. Aqui nada
falta do que se poda esperar, antes se excedeu
a expectativa.... Seja-nos, porm, permillido
lastimar que os aifaiates, as costuieiras, as mo-
distas, os sapateiros e os cabellereiros teohara
abusado tanto da liberalidade e da facilidade
com que a commissao admittio os objectos que
ella lioba cerlameate direilo de excluir. A res-
peito das flores artificiaos, tslvez podessemos
repetir as nossas observsges relativas aos bor-
dados e s reodas; preferimos, porm, acreditar
que nestas possa haver materia para o com-
mercio.
Por ora nada podemos dizer acerca das bellas
artes.
Seria esta a occasiio propria para resumirmos
as nossas impresses acerca da exposigio, assig-
cando a todos estes objectos o lugar que Ibes
compele segundo a sua importancia e valor. E'
um dever eate diante do qual recuamos aioda, e
que desempeaharemos somente quando um
estudo minucioso nos permittir motivar o nosso
juizo.
{Jornal do Commercio, do Rio.)
Por e vsi tudo sem novidsdes. havendo
apenas de noro nicamente feceios do reappare-
cimeio do cholera, que ji d risos de accom-
melier Pedras de Foga e Pigundes, de Campia-
Grande,
Segundo communicages ofBciaes, temos por
cholera,apara alli
dices.
ji foram ambulancias e ne-
JURIDLOE__PERfAMBUCO._
O vapor i^Moroisi, entrado hontem dos portos
do oorle de sua escala, apeoaa adianta noticias
do Cear al 31 do passado, do Rio Grande do
Norte at 4, e da Pirahiba at 6 do crrente.
Cear.O nosso correspondente diz-oos o se-
guinte :
O anno de 186! vai sumir-se nos abysmos
do passado ; i mais um Totume para a historia
que aahe das maos do iocansavel operario
Tempo que o entrega ao estudo, e apreciar o dos
contemporneos, e da prosperidade.
Fago votos para que o anno que aos deixa
lhe legue gratas recordages, e que o que vai
surgir lhe sorna fagueiro, deslisaodo-se-lhe ven-
turoso e agradavel.
Pouco tenbo quefdizer-lbe,porque, fazem hoje
apeoas quatro-dias-que lhe escrevi a miaba ulti-
ma, mas nao quero qoe] attbua paixio
que teoha pelo dulce far nienle a falta de novas
rain has, e por isso lhe dirijo a prsenle.
O Exm. prelado recolheu-se no dia 29 da sua
visila ao Ciscavel. Foi alli mui bem recebido, e
de muitas leguas correa povo para re-lo. Dizem-
me que o numero dos chsmados subi i cerca
de 3,000. Se isso verdade, como creio, para
mim fra de duvida que ahi aodou muita revali-
dado de chrisma.
O grito de alarma que se fez ouvir nos ar-
raiaes conservadores,ipor motivo da possibilidade
de figurar ni lisia trplice que lera de ser apo-
sentada ao monarcha, para a escolha de ara se-
cador por est* provincia, me persuado que vai
surtindo effeito.
Julgo boje ora pouco difficil a inclusio do
Ilustre chefe opposiciooista, cujo triumpbo s
poda aer coosequencia da divisio de seus con-
trarios.
Acabo de ver urna carta de Sobral em que ae
diz que seriam alli rotados os Drs. Feroandes
Vieira, Araujo Lima, Jaguaribe e Domingues da
Silva, e seno com igualdade, pelo menos com
pequea differenga, devendo eita (para menos]
recahir no Dr. Fernandes Vieira, porque, segun-
do diz a carta, teodo elle volegio era quasi to-
da a proviocia, neabum prejuizo dahi lhe pode
resultar 1
c Nlo m a argamentigSo I
< Beixe ao seu criterio o coobecer qual seria
o resultado, se todos peosataem e obrassem
assim;
a Pelo qoe deito escripto, j v qua o deiem-
bargidor Figueira de Mello foi alli esquecido, e
aapponho que o mesmo acontecer em outras lo-
calidades. ~
S. Exc, porm, nao deve encommodar-se
com isso, altribuiodo a falta de votscio em sua
actualidade a pouca coBsiderag&e
PEmwBuco.
REVISTA DIARIA.
Comegamos hoje, e repeti-lo-hemos todas ai
quariai feirae, a poblicagio de um folhetim ori-
gtoal, denominado a Carapuea de meu tio ou
recordacet de un homem velho, cujo autor se
vela aob o pseudonymo Ioumale.
Recoramendando-o a reliara dos nossos assig-
nantes, estamos certos qoe ser deridameote
apreciado por elles, visto que o merece, Ao seu
autor, fazemos aa nossas saudages por essa
eslra na vida das ietlras, desejaodo que
ella ae sigan outras de igual merecimento.
DeOinda fnformam-nos, que fazem os res-
pectivos habitantes esforgos para a cooservago
all doSr. Dr._ Francisco Gongalves de Moraes,
na apprehenso da iorstio do cholera naquella
loeslidide. E para iilo dio como cansa o co-
nhecimeoto que o respectivo doutor ten dtlli.
Como quer que seja, um desejo faeil de salisfa-
zer, pirecendo que nio aercootrariadt essa as-
piragao, filha da conflanga aem duvida.
Remellem-Doa a seguate noticia, para a
qual chamamos a alteoglo da competente auto-
ndade, pois que sobre a sua materia importa ha-
rer urna providencia :
t Sr. redactor da Revieta.LS pifa a roa da
arvore qued nozes ; ha um casa de bebidas,
vulgo-oarapdo, onde jogara i grande eacra-
vos e tubos -familias, e oa qual te deveria dar
urna bus2a mioaciosa, especialmente em um cer-
lo repartimento della, feilo de pequeoaa tiras de
pioho da forma de locanissas, onde, nos dizem,
se acbam depositados os taes barra ele. etc. o
Com data de 2 do passado recebemos carta
do Sr. Joaquim Jos dos Santos Jnior, de Cor-
reles, comarca de Garaohuos, oa qual dos diz s
haver recebido o nosso Diario at 29 de outubro.
Nao podemos saber a rszio de tal demora,
quando todas as semanas, no dia da partida do
correio, mandamos paja a respectiva repartigo
os nmeros publicados entre urna e outra parti-
da ; 00 entanto solicitamos alguma providencia
oa avenguagio da parle do digno Sr. adminis-
trador.
No da 6 do corrente aportou a esta cidade
um bote com o pmoiro piloto e 7 marlnbeiroi
da galera ingleza Gelntawer, que carregada de
gaano, a precedente deCalhode Lima.com des-
tino Queeostown, foi pique s dalro horas da
manhaa1 do du 2, nos baixos das 7?ocas, junto
Fernando de Noronha. Ainda falta um outro bo-
te, era que embarcaran) ocapitoe8manheirot.
~- Com o flm de examioarem os gneros da
alimentagao publiea, expostos venda em diffe-
rentes estabelecmenlos, nomeoa a nossa muni-
cipalidade urna commissao composta dos Sri.
vereadores Dr. Angelo Heariquo da Silva, Sim-
plicio Jos de Mello e Gustavo Jos do Reg.
Esta commissao deve proceder ao exame sa-
nitario, que entender conveniente dos referidos
gneros.
Hoje lem lugar urna reunio extraordinaria
da assembla geral da associagao Commercial Be-
nttcente, pelas 12 horas da maohia.
O Ora da coovocagio e objecto desta reuniio
o iratar-se de negocios tendentes edificago da
Bolea Commercial desta praga.
Hontem abriram-se as aulas do collego de
ostrucgio primaria e secundaria de Nossa Seriho-
ra do Bom Conseibo, sob a drecgio do Sr. Dr.
^arboza Lima.
Com tres annos j completos de existencia,
lem este estabelecimeoto sempre progredido com
louvavel desempenbo do Om da reipeciiva insli-
luigo ; e o seu direclor nao poupa esforgos para
raze-lo ao nivel da consideragio que lhe ligada
pelo publico, e que se maoifesla por essa con-
currencu de alumnos, sempre crescenle, apezar
di existencia de oulros esiabelecimeatos idn-
ticos.
Neste correle anno, consta-nos, o referido di-
rector olroduzio algumas modificages vaotajosas
Q? systeraa adoptado de eosioo, eercando-o alm
disto de noros professores de reconhecido mrito
luterano. E'esta porcerto ama condigio de vi-
ta idde para estabelecmenlos de iostruegio : e
migamos de v-la alli realisada, pois que em
muito temos ou apreciamos esses focos de diffu-
sio de luzea para a nossa sociedade, que despun-
ta na mocidade que aprende e Ilustra o espirito.
.Sr. primeiro teueote da armada, Braz Jos
dos Res, acha-se nomeado interinamente aju-
danU da inspectora do arsenal de marieha desla
provincia.
Tendo 00 dia 4 do correte sido procedida a
eleigo da junta de corredores desta praga. sahi-
ram elelos os Srs. :
Joio da Costa Macedo, presidente ;
John Gatia, secretario ;
Henrique Slepple, thesooreiro.
Publicamos abaixo o primeiro boletim me-
dico diario, feilo por ordem de S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia :
De um officio do Dr. Firmino, de 5 do corren-
te dirigido presidencia da proviocia, consta que
a epidemia nio linha ainda invadido a cidade da
Goianna, notando-se somente em alguna de aeus
habitantes symptomis que podiam aer considera-
dos como precursores do mal, pelo quo o mesmo
doutor estava tratando de orgaoiair a enfermara
e ia promover subscripges.
Por um dito do Dr. Jos Joaquim de Sooza.de
4, dirigido de Nossa Senhora do O', foi iafor-
mado o governo da provincia que o estada-Uni-
tario desse lugar era favoravel e que seus habitan-
tes estavam animados, nio obstante as noticias
aterradoras que lhei chegavam de lugares cir-
cumvizinhos, como Lapa, margeos do Capibari-
be-Mem, etc. ; s se teodo dalo um caso fatal
de choleros em urna das pregas do 2 batalho
de infantera, sendo sua terminagio alibuida
disrrha desprezada.
Em um dito de 3, dirigido de Croangi, diz
S" ?l? dele8aao mair Alexandre de Barros
e Albaquerque que 1 epidemia pareca ir decli-
nando hesse districto, e lastima nio terem ainda
chegado os mdicos, que desta eidado haviam
partido por ordem de S. Exc, afim de prestarem
os soccorros que fossem necessarios.
Em Pedras de Pogo apenas a deu um caso em
pessoa procedente deCruangi. Em Moas eTirn-
baba aioda se observara caios de pessoaa accom-
medidas pela epidemia.
De urna carta do Dr. Abilio Jos Tavares da
Silva, de 6, consta que o mal se nio lem propa-
gado por Nazsrelh, nao pistando do lugar ja in-
dicado, que se aprsenla com carcter benigoo.
Chegou hoje pelo manhaa noticia de terem al-
gumaa pessoaa da Luz apresentado symptomas
que pareca ra ser do cholera-mor bus, e S. Ele.
fez inmediatamente partir para esse lugar o ins-
pector daaade publica, Dr. Firmo Xavier, aflm
de observar esses symptoraai, e indicar as mdi-
cos que conven adoptar.
S. Exe. contina no empenho de empregar to-
dos os meios par que crueis nao sejam os gol-
pes da epidemia, e para que esta se, nao pro-
pague.
Dr. guio Fonceca. >
Escrevem-nos de Olioda em 5 do correte :
lioje, no sali terreo do hospital da Saota
Casa da Misericordia, Sob a presidencia do Sr
Camillo da Silveira Borges Tavora Indgena, ina-
tallou-se urna sociedade beoeficeole, destinada a
auxiliar, em tudo qaanto poder, e principalmen-
te oa applicagao de remedios, aoa pobres que fo-
rera accommettidds da epidemia do cholera-mor-
bus, se elle por aqui spparecer.
4 sociedade, que se denomina Sociedade
pessoa na actualidade a ,
n,r?!. fro,VDCi'iadZ h' ?ou?lh?de"ni0
1\ -Z teraoohos do contrario elegendo-o 6ene/lcate de\Olirt*,- foi iostailaJa con o se-
e a un seu mano e lobnnho djputados asaera- >------'
bla geral.
a Nofaltaro oceisiea em que 01 seus ami
goi possin corresponder aos seus desejos, abra
gando-o eslorgsodo-se pela sua candidatura.
A questao agora aupponho que ser entre os
Drs. Denngues e Jiguaribc; oou mais por este
ltima*; e sabe Deus alada o que haver 4 res-
peito do Dr. Pompeu I -
c Breve o saberemos.
Rio Grande do NorU. Nada da importante
becorrea.
Parahiba. Como vero os leilores dos dous
tpicos abaixo, corra na capital haver-se desen-
viudo em Pedras de Faga a Faiondea, perlen- ,.
cenes aa terma da Campia Grande, que Ac no Francisco Mirtns dos Anios Paula
limite diquella con a nessa proviocia, alguna < Francisco das Cateas Saluelro *
fcaaea de chalara-norboi, Unde o Exm. 8r. ora-, Joio Gongalves Rodrigo es Franca
sidente feito j seguir 01 recursosApcessarios : *>i tanate Nunet de Paula.
guite numero de socios .
Cimillo da Silveira Borges Tavora Indgena.
- Coronel Baoto Jos Lanenha Lina.
n Tenante-coronel Joio Valentn Vilella.
< Mijor Joio Baplisla da Silva Maoguinho.
< Cooego Joo Baptiata de Albuqaerque.
Dito, Joio doa Santos Fragoso.
Dilo Marcellino Antonio Domellas.
c Vigio Joio Jos Pereira.
Padre Jos Marques Casliiba.
Frei Joio Baplisla do Espirito Saoto.
c Frei Lodgero do S.S. Nome da Maria.
< Dr. Joa Cardoso da Qoeiroz Fooieea.
c Dr. Maooel Isidoro de Miranda,
c Dr. MaooeUoaquim de Miranda Lobo.
y .
inn-awin^ w Dm. or. pa- JUBO
1 j seguir 01 recursos pcessarios : *Jn JJhaA
H*
i


MJftl fe ri*m<:o ovra Wifu 61 Jei 1 \kM.
Cbrtitorto Pereira Piolo.
Jos sWeolIno di Paniec Mt'u, ulano.
Joio Pr&nckHo d* Silvatra Tat ra.
Luii Ferreira Maciel Piotaeire. f'
Francisco Candido d Chagaa. V
Antonio Francisco Gulmariei. *
Antonio Svmphronio RodriguM de Luna.
Marios! Ignacio da Silva ti,*g.\ /
Pedio Bairque de M.cedo.
Jos Eleulerio Caraeiro da Cuasi.
f Jee* Fernaodea Alegre. '
Manoel Srtveatre refreir.
< Manoel Itaymundo da Cunhi.
c Antonio Fernandas da Silva.
Maooe! Basilio de Brito Gafra.
Manoel Ferreira da Roen. >
c En seguida o Sr. Tavora Indgena maodou
proceder a elelcio effectivi, seoflo eleitos
< Prndenle./
Coronel Benlo Jos Lanenhf Lina.
Vice-pretideMc
Tarora Indgena.
Thesoureig).
Iodig
Francisco Martina doa
i* Hcrei
c Antonio Nunea de Mello
2o i
Francisco Candido daa
c E como ja eolio ai
Sr. presidente eTectivo, o
tomando a cideira preiid
citou o seguale discurso I
< Seahores.Aps o p
un aano, eia que o cao:
timas (ex cahir naase te
sPaala.
gas.
se achaaae na casa o
Sr. Tarora Indgena,
cial, do alto della re-
a Marcelino Antonio Doroellas,
Fr. Jos Marones da Castilha.
Dito Ludgero do SS. Nona de Mari*.
Outra, eocarregada de dirigir-se ageocar e
procurar do Bxm. presidente da provincia algu-
maa providencias neceaiariat ao melhor anda-
mento ds sodedade, compoala do presidente da
mesma
Corone) Lamenha Lint.
Tenente-coronel Jlo Talentim Villatt.
Dr. Manoel Isidoro do Miranda.
Outra, incembtda do ageuciar soceorros cor-
poraes pelos particulrea. composta dos Srs.
Or. Jos Crdeno de Qteiroz Fooseca.
Dr. Manoel Joaquina de Miranda Lobo.
Braz Ferreira Maciel Pinheiro.
Outra, de dirigir os curativos, composta doa
Srs.
Gamillo da Silveira Borges Tarora Indgena.
Major Jlo Baptista da Silva Hanguinho.
Jos Eleuterio Carnetro da Cunha.
Outra fioalmente, Incumbida do dirigir os h-
torramentos. comporta dos Srs.
Dr. Manoel Joaquim de Miranda Lobo.
Antonio Nunea de Mello.
Antontb Francisco Guimeraes.
Manoel Ignacio da Silva Braga.
Antonio Synpbronio Rodrigues de Luna.
leiaflsH
vhdos do ortd 0 *tpot fatal-
aoa, bate-nos de novo
mor e o desanimo por
vincia, porque deade 01
fortes nao,ha um s que
vel o aeu braco, e qua
c Foi quasi por etti
difieren? de dias ape
tto 1859, que na capital
raniJa ama raante c
rpassar do nm lustro e
heiro, que tantas vie-
o aoa eut rpidos paa-
iorta, espalbando o te-
jos os pontos pa pre-
is fraeoa at os mata
io aaiba quo inelueta-
terrivol o seu poder I
lempo, senhores, (com
s) foi 12 de fevereiro
ua comarca de Goianna,
orte de bravos, compos
ta de mogos escoliado i deanci6es {Ilustrados e
benamerltos, en lancea a primeira pedra um
edificio, que sem duri/a merecen as benciosdo
Sravadi na toa frontal
ade.
quasi p mesmo que tctual-
Senhor; porque tio
esta celeste divisa
Eolio dara-se al
mete por aqu va'
Fallava-se germ
ximicio do tremen i
vam de medo e de l
elle eps si deitav
toda a populacho s
ente, e ao certo, da appro-
i ai migo ; todos se toma-
rror, porque ch roo lea, que
era aterradora e medonba ;
abstraeco de nma s6 pes-
soa, se aprestar* paira derrramar prantoa, porque
toda ella aabia que lo cholera-morbus, Do seu ca-
minhar lgubre ( uloereo, arrancara lagrimas Un-
to a este como iqulelle, nSo s na cabana rustica
do p8*fj mas farnlbem nos pavimentos esmalta-
dos e pon#s cortezo e rico.
Eu, que ara Istia parle dessa popula-
dlo, tambem arlicipe desasa ideas ; maseu,
senhores, sea mais que todos, porque senta
por reim e pe i pobres.
E' verdad jeohores. Foi smenle a bem
fazeja e celeatiS idea de acudir. *jr-
seus retines, de me'fica-tos as suJ'
de soccorre-Ios as suas urgentes nect
de protege-las e escuda-tos, emm, cont
pro mortfero e desolador dovitjordo G. o1
qae deu origem aquella essociacio, denc^ .ada
Sociedade omeopalhica Beneuceayre de
Goianns. )
O orgulho da origioaldade da idea meo, a
'ninguem o cedo, porque nessas msieria en son
egosta.
c Mas se pela minha parle a caridosa le rubra n-
ga da ereacio dessa sociedade me eabe con or
gullio e gloria minha ; pela parle dos our,ros in-
dividuos, componentes desse eorpo colleptivo,
tambem Ihes Cabe gloria e orgulho nao aavaos
subido, que o meu ; porque as treras daJ^ite,
aos rtenlos das dez horas, aos ardores do \0\ l0
fro, chova, longitude, aos difflceis Ira. '0s,
n'uma patarra, a ludo quanlo poda ha e
obstculos e eitorros, um ardente desejo c r
til aos desralidos se oppunba pertinaz e obaVioa-
do, e urna voolade de ferro, sempre harmnica e
idntica em todos, venca ludo.
Naojteolio lembrnca de que nunca houivesse
a menor escusa da pane de um s, quaijMo os
reclamos ds pobreza se faziam ourir. Pelo con-
trario, me lembro peifeitamente bem de que,
nestas solemnes oceasiees cojo Damero nao Iposso
registrar, por ser smeoto, todos corriam por-
ta, como ae a um mais que outro, acsistlsse o
exclusivo dlreito de estender a mao caridosa in-
digencia, que supplicava um auxilio.
Que iij que deixo dito est tmpressO o sello
da vendiciila-ie prorsm-no mu bem os Diario!
e Pernambuco ns. 43, 6G, 131 e outros' aaquelle
anno, dos quaes todos agora me nao record,
consagrando em suas pagina merecidos enco-
mios essa cohorte in fatiga re, e corajosa ; pro -
ra-o nao menos o fado de ler o propno e impe-
rial pucho de S. M. o Imperador asslgnsado-ne a
nomeacao de caralleiro da ordem da llosa, em
remuoeracao aos meus, ae bem que #-acos, ao
menos espontneos e sinceros serrico' por essas
occasides prestados ; proram-no igU' oeote di-
versos offlcios, que a secretaria daqu socieda-
de ainda hoje conserva archivados, todas as
autoridades do lugar sem excepgao 3 urna s,
congratulando-se comigo e com a menos socie-
dade, da qual era eu director, pelos incalculareis
servicos e utilidade que prometliamos prestar
populac&o desamparada.
Foi, pois, a isio qae hoje sincera e^nuito
sinceramente vos convidei. E si certo qi\> nio
derels contsr com o apoio das autori >*,
igualmente inconieslarel que, a despeit isso,
conseguiramos o nosso nobre e honroso fh por-
que nossa Trente marcham horneas emi mese
conspicuos, os quaes, por certo, nao p. iparo
esforcos nessa religioss e santa lide.
a A Ids a mesma, senhores ; o pensamento
um s e perfeitamente igual; e essa idea e es-
as pensamento que, naquelle lugar, i que con-
sagro por esta otcasiao, aaudosaa e gratas lem-
bran;as, tio heroica e nobremenle foram cora-
prehendidaa, e qae se tradozem pelo verbo univer-
sal da caridade, espero que aqui aejam por vos
igualmente abracados com terror, aceitos com
regozijo e jubilo, acolhidos e bemprezados com
todo o zelo, pertinacia e firme proposito de oo
trepidar, nem fugir aos clamores dos necesi-
tados.
En sei que os vosso sentimeotos s* religio*
sos e que as voseas maos, as occasioes oppor-
lunas, sao piodigss em proteger e beneficiar.
Continuamos com a publicacao das conside-
raedes hyglenicaa, que nos sao remeltidaa :
c Bradem embora contra [nos governantea
por tocarnos naa amellas qae Un; prose-
guiremos em nosso trabalho a ver se oa dearen-
torados da fortuna podsm colher algum pro-
veiot.
< O esgolamenlo dos pantanos, o regulnenle
das condices de estabalecimento, de iutrelini-
mento e de abandono dss marinhas do sal; aa-
neamento doa lugarea em qoelarrou ama ende-
mia ou urna epidemia peridica ; o melhora-
ment da nutricio, da bebida commum e do ves-
time,nto da popalaco, qae ae achara sob o jago
de ama destasinfluencias de patbogenia perma-
nente ou qae apparece em determinadas estacos,
orna larga cirealtio de ar e do lu no interior
daa cidades, vertelacio artificial dos edificios,
onde ae reuoem os horneas em grande numero,
posturas hygteoicas relativas aa habitaedea pri-
vadas etc. : ao medidas que despeosariam o
cuidado de destruir os focos de apidemia ; por-
que ellas empedinam i sda formacio. Mas es-
ses focos una re desenvolvidos como os ex-
tinguir ?
Nos cssos de simples iateecio os meios hygie-
fnieos, que as*previnem.so tambem oaproprios a
azer cessar; as fumegacea com o chloro ou chlo-
rureto, as asperses chlorurdas, as fumegacoes
sulfurosas que destroem, decompondo, o ag6nte
toxico de oatureza snnimal oa vegetal, sao ou-
tros tantos menos aoxiliarea, qae obstam a mar-
cha progressiva daa epidemias: as substancias
aromticas Ues como a camphora, o beijoim, e
viogra nio faxem seoio misturar suas partcu-
las odorantes aos miasmas suspensos ni athmos-
phera.|
Todava, como faz observar Mr. Pros, o es-
tado dos meios proprios a desinfectar os vesti-
dos, as roapas e mereadoriaa, prorindas de focos
estileociaea nao est feilo ; elle exige a praa-
el prova de que estes diversos objectos s&o
realmente proplioa a se ampregoarao principio
da peste. A sequestra^o dos individuos iofec-
lados accarreta quasi sempre os perigos de ac-
cumulac.o de individuos, e quando ae conven-
cido que com a iofeccio nao ce-existe elemento
contagioso, mais prudente disseminar otdoen-
les, es pt|suipios desiofectuosos a um certo grio
de dipersan perdem aua efOcaciedade. Lima e-
pidenia de Vbre typhoide, que em 1839 ae de-
ci'aroa em uo\j regiment de cavallaria em Joig-
ni foi por esta melhodo obstada pelo Dr. Al-
quier.
< Em lodos os fados de immunidade mencio-
nados por Paren-Ducharlelet e Warren tem havi-
do dissipacio das materias aoimaea ao ar livret
lodos os tactos que ihe sao oppostos concernen) a
accin de emaoec. um aspa0 o~u .n Um receptculo fechado; taes
aio os accidentes de que foram victimas os dous
irmaos Bulsageltee P. Mdlinier quando entravam
no earneirode iohamacio doa penitentes brancos
ua cathedral de Montpellier; tal foi a prigosi
demoastracio do amphitheatro feita por Chambn
e tantas vez|s citada por Persy, etc.
a Quanto aos focos do contagio a deve ser ob-
jedo de questio o da peste: a podridao dos hos-
pltaes, o typho, a febre amarella, a lepra, o cho-
lera-morbus, etc., sao molestias prorarelmealo
iofecluosas e nio contagiosas ; a mesma peste s
possue a propriedade contagiosa as cireumslan-
cias em que ha accumulacio em pequeo espago
de grande numero de individuos, a falla de as-
aeio, etc., e em um grio mui numeroso do que
geralmente ae er.
< Mr. Aubert-Aoche digno aucceasor de Geher-
vin faz (olas que o contagio da peste desconhe-
cida na antiguidade.'e datando de 1546 umasu-
perstico instituida pela poltica dos pipas; que
foi combatida no seu comeco, depois geralmente
admiltida at 1750, quando eomegou a reaccio :
de 74 observadores que se applicaram ao estudo
da peale desde 1730 a 1842 50 negaram o conta-
gio, 10 o aimittiram, 14 ttcaram em estado duvi-
deso. i
c Os lraretos foram fundados no lempo da
cruzada aobre a iovocacao de S. Lzaro, para re-
colher os leproso!; depois serviram de prisio aos
viajantes dos portos de contagio ; e de armazem
de cooler os effeitos e as mereadorias viadas de
lugares do que haviam ou se suspeitava haver
orna peite ou epidemia : o tira efflcial dos la-
zaretos facilitar as medidas de obserragao e de
semeamento que deve destruir os germens do
msi, cuja propagaco se recis. Mas hoje est
recoohecido que ellas s serrem de obstculos e
detrimento ao commercio e a industria, e que oio
passa de um apparelho de explorecao que o in-
teresse, a enpides apadrinhadoa pela Ignorancia
da leviandade dosgovernantes, quando nio por
communhao dos loncos poem em jogo i cusa dos
hospedes forgatos qua recebero.
A nossa prevedoria do porto j em certo lempo
exigi da presidencia risitA sanitarias aos na-
vios ancorados em nosso porto aponiaado ad hoc
um dos nossos facultativos o que exiga 25|000
diarios (para dous estmagos nio era multo) po-
rm a presidencia, escabriando com o prego da
mercadoria, Iratou de procurar oulro que oio fos-
ee tio pencudo, e com effeito ajostou-se o nego-
cio por 15J"com este nltimo.
Qual nio fot a sorpresa da provedoria quan-
do se Ihe spreseniou este ootro declarando, qae
5\ Exe. o tinha aomeado para tal fim, o cynismo
Ataard aroro Bezdrra a*alcatt e nn
aredo, leo-qoW Arelio WaMeYMLda* senta-
ra, 3 fllhos, urna eobrioba e urna aerara Joio
Leio da. Mello Aasucoaa, MigoetleO itheroUio
Cexar Padilha. Vicente Alvea Moreirs, Manoel
Marquea Camacho. Daolel Jos Pereira Lima,
Joaquim Exequial Barbosa, Roberto I. Sbalders
e ana seohora, Joaquim Gongalre, Dr. f elixir-
do do Reg toscano, Belarmina Bezerrs Cdval-
anti. Francolina Jos doa Santos, Jos Querlao
de Goes, sua seahora. 2 cuchados e um lho
menor, Marcolno da Silva Travaaao, Antonio
Ferreira Balthar FHho. Giacome ZeQna, Kicola
Zefina.
MOHTXL1DADE 00 MI 5 DO CRREME
Maris, Pernambuco, 2 mezes, S. Jos ; pneu-
mona.
Antonio, Pernambuco, 40 sanos, solteiro, es-
cravo, Boa-Vista ; coogesto cerebral.
Hara, Pernambuco, 24 horas, Recite : asphl-
xiada.
Pedro, Pernambuco. 34 aonos, solteiro, Boa-
Vista ; tubrculos pulmonares.
Jos Joaquim da Silva. Pernambuco, 34 aa-
nos, solteiro, Santo Antonio ; erysipela.
Antonio Francisco de Csrvalho, frica, 70 ao-
nos, calado. Boa-Vista, pneumona.
Candido, Pernambuco, 3 aonos, Santo Anto-
nio ; bexigas.
Anorim Irmies, aVf pipas agordentd.
>4Mlera ioglz AramiWi pdra Vl-tardise,
darfegarm :
JoKosWo Vim 4 C, / os eom S.500 -
robaa de assucar.
w^aiiMnMWIn de tenn* tflirnasi
mea de Perianbneo
Reodlmento do dia fa 4 1:930627
Idni do dta T <./.. 4 liWIpi
3.0S2|787
Cflosalala aira vine tal
Rendimento do da 1 a 4 18:316*447
(dem do dia 7......: 7.087*0*3
25:403*470
H(rri*modo ^Orto.
Luiz, Pernambuco, 2 dias, Recite ; convul-
soes.
Dia 6.
Anni da Costa, Pernambuco, 60 aonos, soltei-
ra. Boa-Vista erysioela.
Manoel Jos de Magslhaes, Portugal, 70 anaoi,
viuvo, Boa-Viata, apoplexia.
Roaa Maria, frica, 60 anuos, viuva, Boa-Vis-
ta ; diarrha.
Emilia Gandida Soares de Olileira. Pernam-
baco, 16 aonos, casada, Boa-Viata, (ebre perni-
ciosa.
Dia 7
Alexandre Alves, Pernambuco, 24 annos, viu-
vo, Boa-Vista, bexigas.
Benedito, Pernambuco, 36 annos, solteiro, S.
Jos, (ignora-se a molestia).
Joanna, Pernambuco, 5 anuos, S. Jos ; affec-
cio pulmonar.
Florinda, Pernambuco, 7 mezes, Santo Anto-
nio ; convulsea.
Jo&o, frica, 54 aonos, solteiro, escravo, Boa-
Vista ; hypetrophii.
Publicagoes a pedido.
iTaWoi entrados no dia 6. .
Terra Nova-60 dial brigae ingles Dante; de 176
toneladas, espitio Job Glaas, equipagem 11,
carga S3.i0 barricas com bacalho, a Johnston
Pater Si C. Seguio para os portos do sul.
Ass7 dias, hiale brsileiro Eshalafo, de 37
toneiladas, capillo Trajane Antunea da Costa,
quipagem 6, carga sal e 50 barril com farioha
trigo : a Grugel l Irmlo.
Navioi taidos no mttmo dia.
Rio de JaoeiroBarca ingleza Traoeler, capilio
William Raadle, em lastro.
CanalPatacho tnglez Harriet, capilao William
Smitb, carga asnear.
Naviot entradot no dia 7.
Portos do norte9 dias, vapor brasileiro /guaras-
i', comroandante M. de M. Vianna.
Miramicbi35 dias, biale ioglez Sea Gull, de
116 toneladas, capilao W. S. Moitoo, equipa-
gem 7, carga machinas para vapores ; a ordem.
Yeto refrescar e segu para New Zeland, con-
dttzindo 50 passageiros.
Terra Nova31 dias, patacho inglez Busy, de
170 toneladas, capilao Henry WaiUra, equipa
Km 9, carga 3521 barricas a 231 metas ditas
m bacalho ; a ordem.
4.* 0 pagamento ser effectuado em ama s
prestaelo, quando eatlver a obra feita.
5.* Nio ser em lempo algum attendida re-
clamacao por parte do arrematante Undante a
exigencia de indemnisacAo.
Conforme. O secretario, Antonio F. 4a An-
nunciacao.
O IllnjiSr. inapector da thesouraria provin-
cial, mandWasef pablico, que o theaoureiro da
mesma ihesouraria eati auloriaado a pagar do
dia 8 de correte por disnte, os juros dal apoli-
ces da divida publica provincial, vencidos at 0
ultimo de dezembro prximo Ando.
E para constar se mandn afflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 4 de jaoeiro da 1862. O secretarlo,
Aotonio F. de Aonuaciacio.
O Illra. Sr. inspector di thesouraria provin-
cial, em cumprmento da resoluclo da junta da
fazenda, manda fazer publico, que a arrematacio
da renda-dos predios do patrimonio dos orphaoa
fei transferida para o dia 16 do correte.
E para constar ae maudou afflxar o presente e
publicar pelo Diarto.
Secretaria da thesouraria provindal de Per-
nambuco, 4 de jaoeiro de 1862. O secretorio,
Antonio F. da Aonunciacio.
3
2
a s
OU LAGRIMA-
Sumie-se mais nma vida
sin do mando, nio da me-
moria.
Fizem hoje viote dias qae a Implicavel parca
descarregou o su fatal golpe aobre a Exm."
Sr.* D. Isabel Gardoez, roubaado por laso mais
ama vida que ora tio preciosa. E' verdadeque
ella foi para a mansio dos justos, e qua asta
mando nio mais do que um vale de lagrimas
e de illusoes, por Isso o Supremo Autor da ua-
lureza que tu do rege cooheceu e multo ben qae
o lugar proprio para sua habitacio nio era este
mundo. Cunsole-se pois a Exm.* Sr.* D. Isaoel
Gardoez da Silva Lisboa, por quanto a sua ebsra
irmia foi cnamada para gozar da bemarenturan-
ga celeste e se digne aceitar a Exm.1 seohora e
toda a excellentissims familia ama lagrima que
derramo sobre o tmulo desui sempre chorada
irmaa, orno prora fiel de que parlilbo da ddr
que soffrem por la > triste passamento.
8 de Janeiro de 1862.
J. A. X. Mait.
GOJHMIaRGlO.
NOVO BANCO
PE
Pernambuco.
EM 7 DE JANEIRO DE 1861.
O banco descoma na presente semana a 10'/,
o anno at o prazo de 4 mezes, e a 12 */* at0 o
de 6 mezes, e tema dinheiro em coutas correntea
simples e com juros pelo premio e prazo que ae
convencionar.
A caixa desconla letras com vencimentos de 4
mezes a 10 /,. e toma dinheiro a juros de 8 "/,
ao anno.
I ---- ,
Banfco da Brasil
A directora da calka filial, saca so-
bre o Banco do Brasil aualquer quantia
a vitta, e ao par. llecte 17 de dezem-
bro de 1861. O secretario, Francisco
loto de Barros.
ea 5
al
< m
Cd
aa
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2
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voxujttu I
-e-ipAy vUMtito |
s 3
s " * S
94 oo
I 8 55 1^
3
Rio de Janeiro
Pretende aaguir com muito brevidad* o patacho
aeteal Capuam, ten parte de sea eamga-
mento prompto : para o reato qua Iba falta, tra-
ta-ae eom os Mus consignatarios Azevedo& Meo-
dea, seajao eacriptorio ra da Cruz n. I.
M
C0IPA1HIA PERKAMBUGAIA
DI
i'ttiafavcs.
oj.jt\moj,6l%n I
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OS. "*
Pois bem senhores.' Se verdade que ala- j/hecou a tal ponto, que duvidoa da palvra do
da nio livemos o triste destino de ver ceb.tr en* 'medico enviado e lhe disse, que s o reconhecia
tre nos victimas epidemia salidora, ton
bem verdaae ( a jalgarjmos das noticias a provi-
dencias do govurno ) que ella se aproxima, e que
portanto prxima tambem eati a occasiio de
precisar de soceorros a pobreza desvalida. A So-
ciedade BeneQcenle de Olioda esli ioalsllada ; o
de qae agora precisamos, combinar os nosees
esforcos, com o resoluto animo de ludo arios-
tarmos a bom aaogue (rio.
Quanto a mim.por isao qae sei que nessee ea-
lirnosos lempos, por mais vigilantes que sejao
as vistas do governo, nio sao nunca bastantes pa-
ra tudo verem e vigiar era, desde ji declaro-voa,
alto e bom som, que na minha casa encontrareis
sempre Irnos, ina.truccdea e remedios homeopa-
ihicos para esae fim.
c As minha* portas eslie abortas a todas aa
horas, quer do da, quer da noito, em que tiver-
dea preelijo de traoapo-las. lslo mesmo farei
chegar ao conhecimeoto de todos, a qaam pos-
as coovir, que eu pela minha parte tambem fa-
lo-hei.
c E se en vos eu achar aqeelto mesmo telo e
philaolropia, aquello mesmo oaaciavel desojo de
soccorrer e beneficiar aquella mesma inabalave
coragem, que para nim lano ea rae torito u os
gotaooistos { o que todo julgo encoatrsr e en
nao pouca doze } enlo ucai certo de que es-
pero pouco termos qae lamentar aqu,caso effec-
tivo te faca o apparecimento daquella eptdemto
neato logar; parqae Supremo Creedor a pei-
meiree anudar e e fortalecer o traes qae aa auaa intoacoe alo bees a os aeal eaiawcaa
sinceros e neeeidos d'alana.
Perianto, senbore, aoiao o coragen I
< Que os pobres e a eevaliea ponan en-
contrar em nos, o que nos esperamos encontrar
em Dousa eantodvj. /
Depois de coocluida a leitura desle pequeo
discorto,o mesmo Sr. Indgena passott I bofflelr
diversas com misados enear regadas di urna
de dareres espesiaes, para dsei'arte melbormeate
ecom nsis promptldio poder ser attiogido aquel-
lo bem f atejo fias ; tetan ba Keguinies :
Una, enearrogaa ktppMear o paate eapari
tual aos abolertcas entermoa, a qual se 1
dos segnintes aeUnotei:
Cooego Joao DipliiUt de Albuquerque
A noite clara com algunl nevoeiros vento NE
fresco e assim amsnheceu.
OSCILADO DA HAR.
Preamar as 10 h. 18' da manhia, altara 4,8 p.
Baixs-mar as 4 b. 30' da tarda, altura 1,4 p.
Observatorio do arsenal de marfnha, 7 de Ja-
neiro de 1862.
ROMANO STKPPLt,
* 1* tenente.
Editae.
a qua! se conpe
tomo tal guando recebesse parte offleial da pre-
srdends.
Felizmente esta medida tomada pela presi-
dencia foi lio aceitada, que em poucoa dias *
provedoria eommunicou ao governo, que ji na
havia necessidade das risitas ssnitarias i bordo
por nio existir naia a febre aaaeraita ; que bem
provavelmente teria permanecido por longos me-
tes, se nao houresse lido lugar esto azar,
lat
(Contina!
A estrada de ferro do Recite a S. Fraocisco,
rendeu no mez de dezembro ultimo, 34:0183102,
sendo 17:f95&600 de passageiros, 9899845 de ba-
gageos, 5099250 de caralloa, e 14:8235340 de
mCrcadoriat. '
Movimeoto da enfermarla da casa de deten-
gao do dia 4 de Janeiro da 18W.
Teve baixa para a enfermara Antonio Chixa
Cogomioho, coagestao cerebral llgeira.
Tere baixa para a eofemaria Manoel Lino de
llendonja, eolito.
_ 6
Tireram baixa para a enfermara Jos Antonio
Correia de Mello, eolito e Marcolno, escravo sen-
tenciado, febre.
Teve alta da enfermara Antonio Lopes de
Nefie.
Tiveram alta da enfermara Manoel Lino de
Hendonc, Lanrnatino PiaheiTo, Amaro Jos de
ello, Manoel Gomes da Slra Jnior.
Nos dias 4, 5 e 6 do correte foram reoo-
Ihidos caaa de detengio 23 homena e urna mu-
lirer lrvrea 16, eacravot 8: I ordem de Dr. che-
fe de polica 8 ; i ordem do aabdelegado de San-
to Aotonio 6 ; i ordem do de S. Jos *,->a.ue sio
os crtoulos Robeilo, escravo de Joanna de tal,
Joo, escravo da Dr. Domingo de Sansa Leio,
Jos) aeraro de Pergeotioo Netto de Azeredo
Coutroho, e o africano Rayanndo, eseravo de
Felippe Marques da Silva ; i ordem do aa Ros-
tiste; 6, ioehisire os paraos Bypoltto e Beoda-
lo { eato, etetare Dr. Domingos de Sooza Leio,
e e/MRe, o Dr. Fenelon GoeSe Atcoforado, o
crtovria aVatoMt, escravo de Cattiarina Coelho. e
o africano Joaquim, eimrftlc lotConei.
Praca do Llepife 7 de
jatiro de 1862.
tVs cuatro \ioras da ttartle.
Colaces da j unta de correto res.
Cambio.
Sobre Londres 90 d. v. 26 d. por libra.
Acgoes.
Da eompanhia de Seguros Utilidad* PabUca
160 ch.
Jos da Cruz Macedopresidente.
John Gatjssecretario.
All-andega.
eadlmento dodla 1 a 4 51:81*4448
dem do da 7...... l.15304
67.0278752
Movlmenlo da al fondeara.
102
Valumes nirados comfatondas..
a con ganeroa..
?alans ahldos
t >
con fatendas..
con genaroa..
197
111
MI
------353
Desearragam hoje 8 de Janeiro.
rigae brasiieiroBeberabecharque,
rlgue hespanhcji.- Novo Martinidem.
Brigae poriugoeiSoberanomereadorias.
Brigue francezPaleatromereadorias.
Exporta yo
Dia 3 de Janeiro.
Barca ingiera Elisa ande, para Liverpool,
ea iregaram :
Amorim de Filhos, 353 aaccos com algodlo.
Patacho ioglez Harriet, para o Canal, carre-
garam :
Patn Naen & C, 380 saceos con 1,440 arro-
bas de asaucar.
Brigue iogiec Meliora, para o Canal carre-
garam :
Patn Naa* fc C, 183 aaccos can 1,913 ar-
robas de assamnr.
Brigue portoguez S. Manoel f, para o Porto,
earregaran s .
Marques Rsrros 4 C., 500 saceos con 5,500 ar-
roba de assucar.
Brigue dinamarquez Johannei, para o Rio da
Prata, corrgaxan :
Anarim Irmaos* 850 banrtoaa asacan
Brigue brasiieiro Sania Barbara, atara o Rio
da Prata, carregaram :
Amorim Irmos 350 barricas com asacar.
Patache portuguez Cito, para S. MtgjMl, cae/e-
garam:
Amorim Irmaos, 5 pranxoea de viahatico.
- Dia 4 -
Brigue escuna portuguez Clio, para 8. Miguel
carregaram :
Amorim Irmaos, 45 pipas e 25 barra com
agurdenle.
nVrgab fliosmarquez Johannts, ara o Rio da
Prata, carregaram:
O Illra. Sr. inspector da Ihesonraria provin-
cial, em cumprmento de ordeua do Exm. Sr.
presidente da provincia, muda fazer publico,
que co da 1C do corrente, perante a junta da
mesma thesouraria, ae ha de arrematar a quem
por menos tlzer, os reparos de que precisaos as
casas abaixo declaradas, perlenceoles ao patii-
mcoio dos orphos.
Casa n.97, sita na roa do Pilar, avallada em
5619000.
Casa a. 45, sita na ra da Moeda, avallada em
4109000.
Casa o. 27, sita oa ra do Vigario, avallada
em 5269350.
Casa n. 17, sita na ra das Larangeiras, ava-
llada em 1519200.
A arrematgio seri feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 1-5 de maio de 1854, e sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrema-
tacao comparecam na sala das sesses do mencio-
nada junta, no dia cima declarado, pelo meio
dia e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afflxar o presente e
publicar pelo Disrio.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 2 de Janeiro de 1862 0 secretario, A.
P. da Anounciaco.
Clausula! eipecxaei para a arremalaco da caa
n. 97 oa ra do Pilar.
I.1 Os concertos necesarios na casa o. 97 da-
ra do Pilar na importancia de 5619, serio feitos
de conformldade com o respectivo orcamento,
approvado pela directora em conselho.
2.a O arrematante dar principio i obra no pra-
ae de oito dias e concluir no de 40 dias, ambos
cootados da data ds arrematacio.
3.a O arrematante seguir todas as prescrip-
oes que lhe forem dadas pelo engenheiro que
Dspecciooar a obra, e ficari sujeilo as disposi-
coes da lei proriocial o. 286, no que diz respeito
as arrenatacoes.
4.a O pagamento aer effectuado em urna s
piestacao, quando estiver concluida toda a obra.
5 Nio seri ailendida em qualquer lempo re-
elamacao por parto do arrematante, tendente a
exigencia ae indemoisago.
Clausulas etpeciaeipara a arrematando da caa
n. 45 da ra da Moeda.
1. Os concertos precisos na caaa da ra da
Moeda n. 45, oa imporiaada de 4109, serio fei-
tos de conformidade com o respectivo orcamento
approvado pela directoria em conselho.
i.a O arremataote principiar a oara oo preso
de 8 dias, e a coocluir no de 40 dias, ambos
contados da data da arrematarlo.
3.a O.arrematante seguir looaa as preecripedes
ubihee forem dadas pelo engenheiro qua ins-
peccionar a obra, e ficari sujeilo as disposicoes
da le proriocial n. 286, no que diz respeito a
arremata coes.
4.a O pagamento ser effectuado em urna s
prestscao, quando eslirer a obra eita.
5.* Nio ser em lempo algum attendida qual-
quer reciamacao por arta do arrematante, ten-
dente a exigencia de indemoisacao.
Clausula! eipeciaei para a arrematado da casa
n. 27 la ra do Vigario.
1.a Os coocertoa cima na importancia de
526$350, serio principiados no praso de 8 dias e
terminado oo de 40 das, ambos contados da da-
ta da arremalaco.
2.a O arrematante atiendera as observaces
fettaa pelo engenheiro da obra, tendente a sua
boa execuc&o, desmanchando o que nio se achar
exeeulado con seguranza, e bem assim se sujei-
tar a tudo o mais disposte na lei provindal n.
286' a respeito da arrematacio.
3.a O pagamento seri fdlo em nma s presta-
ci, logo que os concertos se acharem de toda
concluidos, e preceden do/para esse fim a infor-
macio Oo engenheiro Ose
4.a Nio ser attoodidaen tempo algum qual-
quer reclaraacio por pat *o arrematante, too>
dente a exigencias de iMemiaagao, seja qual for
o motivo ajan para edla Im altegua,
CietUaMS espemaesfpara a arremango 4a cafa
n. 17 fafen tas Laranfra.
1.* Oa coanerloaVreciaoa na casa n. 17 4a raa
daa Larangalna. f latoortand I* 154f$)60, se-
rie ejecutados di eenormieade com o respecti-
vo orcaaneato au/revado peta directoria em eon-
Directoria geral da instruc-
tjo publica.
Por ordem do IIIm. Sr. Dr. director geral ae
faz publico que oa exames de preparatorios para
a matricula do curso commercial pernambucaoo
devem comecar oo dia 15 do correte e Andar a
15 de fevereiro vindouro, de cooformidade com
o disposlo no art. 23 do regulamento interno de
14 de dezembro de 1860 ; devendo os que qui-
zerem ser admitiidos a exame requerer ao mes-
mo Sr. director geral, na forma do art. 25 do ci-
tado regulamento.
Secretaria da insirucco publica de Pernambu-
co 2 de Janeiro de 1861.
O secretario ioterino,
Salvador Henrique de Albuqaerque.
Pela secretaria da cmara municipal do
Recife, se faz publico que a mesma cmara em
sessio de hoje nomeou urna commissio compoala
de trea de seus membros, os Srs. vereadorea
Gustavo Jos do Reg, Dr. Angelo Henriques da
Silva, e Simplicio Jos de Mello, para examinar
aquelles eslabelecimenlos que liverem gneros
alimenticios, e que a commissio julgar necessa-
rio o exame sanitario.
Secretaria da cmara municipal do Recife, 4
de Janeiro de 1862. O official mator aervindo
de secretario, Francisco Canuto da BAa-viagem.
Por erdem do Illm. Sr. Dr. chefe de poli-
ca da provincia, se faz publico que, na casa de
delencao ae acha recolhido um prelo, de cerca
de 30 annos de idade, que diz chsmar-se Lucio
Cavslcantie que se ci ser escravo fgido, por
ter aldo encontrado com urna correte ao pesflo-
co ao paasar a ponte dos Carralhos no termo do
Cabo. Secretaria de polica de Pernambuco 7 de
dezembro de 1861.O secretario, Dr. Joaquim
Jos de Campos.
Conselho administrativo.
0 conaelho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
segnintes :
Para o hospital militar.
50 cobertores ou manas de Ua.
24 camisas de meia.
2 bacas de rame com 10 palmos de circun-
ferencia.
2 ditas de dito com 8 ditos.
2 ditas de dito com 6 ditos.
2 ditas de dito con 4 ditos.
Para a fortaleza de llamarac.
1 naslro para bandeira grande de Alele.
3 pis de ferro.
1 remo de governo para canoa.
Para o arsenal de guerra.
10 toneladaa de carvio de pedra.
1 folha.
Quem quizer vender taes objectos apreaente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, is 10 horas da manhia do dia 10 do
corrente nez.
Sala das sesses dn referido conselho, 3 de Ja-
neiro de 1862.
Btnto Joii Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Friai Mltar,
Vogal e secretario ioterino.
O Illm. Sr. regedor do Gymnasio manda
avisar aos pas, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos desle eslabelecimento, que ho-
je principia o recebimento das mensalidadea cor-
respondentes ao l.qusrtel de jaoeiro a margo.
Secretaria do Gymnasio provincial da Pernam-
buco 2 de Janeiro de 186*.O secretario,-
A. A. Cabral.
Pelt secretaria da cmara municipal do Re-
cife se faz publico que a mesma cmara em aes-
sio de hoje nomeou nma commissio composta
de tres de seus membros os Srs. Gustavo Jos
do Reg, Dr. Angelo Henriques da Silva e Sim-
plicio Jos de Mello, para se dirigir aquelles es-
labelecimenlos que tiverem gneros alimenticios
e nosqnaes a commissio julgar necessario pro-
ceder a om exame sanitario. Secretaria da c-
mara municipal do Recife 4 de Janeiro de 1862.
O official maior aervindo de secretario, Fran-
cisco Canuto da Boa-viagem.
Navegado costeira a apor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
Acaracu' e Granja.
O vapor guaraii, comtnandante Vianna,
sahir para os portos do oorle de sua escala at
a Granja no dia 20 do correula mez l 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o da 18 ao meio dia. En-
commendas, pasageirose dinheiro i frele at e
diada sabida s 2 horas: escrtptorio no Forte
do Mallos n. 1.
GOMTANHU PERIUMBICA1U
aa
Navegado costeira a vapor
0 tapor Periinunga com mandante Moura, sa-
hir para os portos do sul de sua escala oo dia 15
do correte mez aa 5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 14 ao meio-dia, eocom-
mendas, passageiros e dinheiro a frele at o dia
da sahlda as 2
Mattos n. 1.
horas : escriptorio no Forte do
Aysos maritraos.
Para
Rio de Janeiro
0 veleiro e bem conhecido brigoe nacional
Damio pretende seguir com mula brevidade,
tem parte da seu carregamento prompto ; para o
resto que lhe falta, trata-se com oa seus consig-
natarios Antonio Luiz de Oliveira Azeredo & C,
no seu escriptorio ra da Cruz n.l,
Maranho e Para.
O patacho Paulino segu com brevidad, po-
de recebar algutna carga para ambos oa portos :
trata-se com os consignatarios Marques, Barros
& C largo do Corpo Santo n. 6.
Rio de Janeiro
O brigue Belizarioa sabe na presento semana.
pode receber alguma carga a escravos a frete :
trata-se com os consignatarios Marquea, Barros
dt C., largo do Corpo Santo n. 6.
r*r liba de S. Miguel deve aeguir con
multa brevidade o brigue escuna portugus Clios,
capilao Domingos dos Santos ; recebe um resto
de carga a frele e passageiros, a tratar com Amo-
rim Irmos ra da Cruz n. 3, ou com o mesmo
capitio.
Lisboa.
Pretende sabir com brevidade o brigae porto-
guez Soberano por ter parte de sea csrrega-
mento prompto: para o resto e-passageiros, tra-
ta-se com o consignatario T. de Aquino Fooseca
Jnior, ns travessa da Madre de Dos o. 7, pri
meiro andar, oa com o capilio na pra;a.
_______Lv*ii5m.______
LEILAO
DE
ABEtm
Quinta-feira 9 do corrente.
Por novo despacho do Illm. Sr. juta muaici-
!ial da primeira vara, o agente Pestaa far tei-
io por conla de qnem pertenc-r de porcio de
eaibros, travs e taboas arroiaadaa : quinta feira
9 do correte netas 10 horas da manhia na roa
da Apollo n. 19.
Transferencia
Rio de Janeiro,
segu por estes dias o veleiro brigae Cruzeiro
do Sul : pira a pouca carga que lhe falta, e es-
cravos, trata-se com os consignatarios Antones,
Guimaraes &C uo Urg > da Assembla n. 15.
DO
Para a Baha segu o palhabole S-nto Amaro,
para alguma pouca carga que lhe falto trata-se
com seu consignatario Francisco L. O. Azevedo,
na ra da Madre de Dens n. 12.
Para.
Em direitura o palhabole Santa Craz recebe
carga a frete a tratar com Caelano Cyriaco da C
M. & Irmio; ao lado do Corpo Santo o. 33.
saib.
8.* O an
de 8 dias e a
todos da data
3.' O arroma
cea que l* (o
inspeccionar a O
cea d lei .
malsgoes.
'anta principiar a Obra no prata
cluiri oo de 40 dias, ambos cea-
airen atoclo.
e seguir todas aa prescrip-
dadaa pele engenheiro qate
Acara aujelto aa dapoai-
Rio de Janeiro
O brigue nacional Veloz pretende seguir con
muita brevidade, tem parto de seu earregatnento
a borde : para o resto que lhe falla, tratase
com os seus consignatarios Aotonio Luiz de Oli-
veira Azevedo & C, no seu escriptorio ra da
Cruz d. 1.
Lciiao de gneros.
O leilao de gneros come sejsn 300 caitas com
magas, palitos de phosphoroa. champagne e asn-
eas nio se teodo podido effectuar, Wr lugar
quinta-feira 9 do corrente, pelas II horas da ma-
nhia no armazem do A enes de fronte da alfan-
degs.
LEILAO
DO
iot mm
ftuarla-feira 8 de Ja-
neiro de 1862.
d
DE
COMPANHU BRASILEIRA
DE
E' espera lo dos portos do sul ate o dia 19 do
corrente um los vapores da eompanhia, o qual
depois la demora do costume seguir pare oa
portos do norte.
Desde j recebem-se passageirose engajase
a earga que o vapor poder coodnzir, a qual de-
vora ser embarcada no dia de aua chegada, en/
commendas, dinheiro frete at o dia da saluda
no que diz'roapeito rea- a 2 horas: agencia na roa da Cruz o. 1, es/rip-
torio de Antonio Luiz de Oreira AaeraMo & C.
48 burros
E
9 cavalf os.
Alerta senhores de
engenho, ,
John Bell c a pit o da barca
ingleza Ccsmopulite, far lei-
lao por intervoncao do agente
Vicente Camargo, no arma-
zem do Sr. Andr de Abreu
Porto defronte do arsenal de
marinha, dos menci mados
Animaes ao correr do marte!-
loe notando oa pre tendentes
que estes animaes se garan-
#
i


DURIO DE PERNAMBCO QUART* IBA 8 DE JANEIRO DE **,

em por seren iLUito mansos
e seren scolhi pi intuiros que tem vindo a
esta provincia peU mansid-,
o agente convida aos Srs de
eogenho e aos proprietarios
de mnibus a virem a elles no
mencionado dia as 11 horas
era ponto
LEILO
Alerta Srs. trapi-
cheiros.
Quarta-feira 8 do corrente.
O agente Camargo far leilao por au-
tor sacao do capito John Bell, da bar-
ca ingleza Cosmopolite. no armazem do
Sr. Andr de Abreu Porto, do carrega
ment do metmo navio de milho, fa-
rello, feno e caicos d'agua ot qmes sao
madeirai etcolhidas de boa qualidade e
arcos de ferro que poderao servir para
agmrdente : o leilSo tt-ra' lugar as 11
lioras no armazem de Andr de Abreu
Porto defronte do arsenal de marinha
LEILAO
DE
FarinhaL de trigo.
Quinta-eira 9 do corrente.
Milla Latham & C. farao leilao por iotervenco
Jo agente Piolo e por conta e risco de quero
perteocer 0e .18 barricas com artnha de trigo a
11 horas do ia cima mencinalo, no armazem
do Sr. Acns defronte da alfandega'.
Na ofQcim pholographica da ra do Cabug
acaba de receber-se pelo vapor oTyne urna
magnifica rnllecco de alfiletes de ouro de le
para a enllocico de retratos, e vendem-se a
prm n-iii nn.run'ln*.
sutl' agio iiienSii
O padre Thumaz Coelho Estima, recen- I
teniente -negado de Portugal a eata cid- "
de, de accordo com seu primo e amigo
Thomaz Pereira de Mallos Estima, ouogi-
dosda mais acerba oOr, para perpetuaren
a memoria do seu excelso n rouilo amado
rnnnarcha o Sr. L) Pedro V, tem resolvldo
a>i(Tr*g rios memoria, no dia 11 de cada mes, pe-
las 7 horas da manha, com urna missa
rezada, na igreja do Espirito Saoto, por
i-spago de um anno, para cujo flm convi-
dara a lodos oa aeus compatriotas, amigos,
e mais pessnas gratas memoria de lo
bondoso, illuslrado e virtuoso rei, se dig-
nem assistir a este religioso acto. A pri-
neira misaa nevera ter logar sabbado 11
do crrente mez.
ja
a
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Q.
O
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a
casa do seu dono, o major Candido Lo*
bo, na estrada de Joao Feroandes Vi ei-
r, que ser genere smente gratificado.
O abaixo astignado declara que deapedio no
dia 4 de Janeiro do correle sano o sea caiieiro
Jos Francisco Martina
Julio C. Peixoto ds Ottveira.
Co tranca.
Ha ama peasoa que se eocarrega de qualquer
cobranca doi lugares abaixo deaeriptos: aeodo
Al'gOa Grande, Guarabira, cidade de A'a, Ala
goa Nova, Ompina Grande, Serrada Ponte, Ser*
ra do Cou, Couceicao do Azevedo, Calc, Sendo,
Piranhaa, Calle do Rocha, Pon bal, e outros lu-
gares que flquem na meama direrco : oa pre-
tendenlea duijam-ae ra da Cruz do Recite n.
36 at o da 14 do correle, que all achario
com quem tratar.
Preciia-se de urna ama : oa roa Nova o. 5.
Pretiaa-se de urna ama que coziuha o dia-
rio de uma casa e engorme: oa ra do Hospicio
numero 62.
Preciaa-se alugar uma preta j idoaa para
cozinhar, para pouca familia, porm que seja
muito limpa ; oa praca da Bu-Vala o. 22.
O abaiso aasigoado fallara ao mais sagrado
e importante dever ae nao viesse por meto do
orneo da impreosa, testemunhar sua eterna gra-
tiiao aos lilaos. Srs. Ora. Joo Maa Seve e Joo
da Sil>a Ramos pela baila hoapitalidade e distinc-
cao com que sempre o huoreram durante o espa-
to de 7 mezes q*aeestee recolhido em sua cass
de saude; e ae uo fosse a roatria de lo hibea
facultativo!, de cerlo oa gravea iocommodoa que
de ha Uiuito o perseguem, continuamente nao
desappareceriam em to pooco lempo. O abaixo
assignado, pois, protesta do fondo u'alma a lio
probse conspicuos cavalleiros os seus obsequios
de alta estima e subida coosideracSo, e em qual-
quer parle que por acaso oa deatiooa o colloquem
poderao sempre contar com um amigo dedicado,
e um fiel criado que muito se honrar quando
for porveoiura oceupado em qualquer dos aeus
serticos ; e aioda aaaim jmaia poder resgatar a
grande divida que para com lio uteia cldadaoa
est empeuhado, e Ibes pede que ac-iiem estas
mal elaboradaa phrasea como a expresso a*nui-
oa de seu sentir. Recite 7 de Janeiro de 1862.
francisco Mana Heoriquea Perreira.
Roga-se ao seohor do engenbo Jundi da
cima o favor de dirigir-se ra de Apollo o. 22
a negocio de aeu ioteresse, ou s seu correspon-
dente oesta praca.
Aluga-ae a loj do sobrado da ra eatreita
do Rotarlo o. <7, e vende-se a armaco existen-
te em a mesma luja : na travessa do Veras o. 15,
primeiro aodar.
Attencao.
5
Perdeu-se na noite de 5 do correle, da com-
panhia de septuagenario Sebaatio Pereira do
Nascimento, com quem vioha da Paaaagem da
Magdalena pela Estancia para o Camioho Novo,
o menioo Aotouio, cor branca, 7 para 8 anno,
cabello pelo e aparado, e com falta de 2 d-ntes
na freote, levando vestido um limo de chita des-
botada, e chapeo de paiha amarella j usado :
roga-se a quem o tiver achado o favor de entre-
ga lo na ra da Aurora o. 70, segundo aodar,
que aer recompensado ; asaim como prolesta-se
desde j contra quem o tiver acoutado.
O uiX'i ssiHiifl'lu pusso ni >io mais
profundo pezar, pede aos aeus collegas e
aos aeus amigos que I ti e fa^am o caridoso
obsequio de assistir s orna misa*, que
mana celebrar no dia 9 do corrente s 7
hura da manha na matriz da Boa-Vista,
por alma d- seu primo, collega e especial
amigo Jos Rodrigues Coelho de Macedo.
qie fallecfu victima da ffbre amarella o*
capital do Piauhy. onde foi teres ferias lo-
go que coocluio o su 4 anno acadmico.
_____________Fir-nifio u? Martin..
Attencao.
Desapareceu no dia 2 do corrente do
pateo da nbeira de Santo Antmio, um
cavallo com os signaes segu nt';s: mel-
lado, dinas pretas, frente aberta, com
un' marca de esponja na mo direita,
p esquerdo branco, e os outros calca
dos de preto, entre outras marcas de
ferro, tem um circulo em uma das na-
degas, assim como dous tragos paralle
los na queixada, estara sellado e en
fretado: quem delle souber dirija-se a
MAk
Precisa-se de ama ama para cozinhar e eo-
gommar, preferindo-se escrava ; na roa do Sol
numero 9.
Iglez.
Cario Alchorne, habilitado perante o conseibo
central de iosiruccao publica na corte, e oa con-
ocidos de iosiracco publica da Babia e Ptrnam-
buco, lem aberlo sua aula na ra das Laraogei-
raa n, 18, qnroeiro aodar.
No da 4 do correte desappareceu da casa
de Joquim Teixeira Bastos, morador oa Pontezi-
oha, Francisco Ferreira Adelioo, europeu, bran-
co, balxo, olhoa gran les, corpo altivo, poltroso,
varias marcaa de custicos que levou pelo corpo
por molestia que leve, lem alauma loase, e lem
oceupago de padeiro, cm cojo senico ae occu-
pava na dtla casa, foi vellido d- caiga e jaqueta
branca, um chapeo de timb, levando em uma
trouxa oa seguidles o jeelos : 1 palelot branco
novo, 1 correntio d ouro de lei com 17 ol, vas,
obra fita na Fr*ora, 1 cbave do ouro com pedra
de coral redonda, 1 reloglo patente do mesmo
metal, 50g em dioheiro miudo, 1 pistola de algi-
beira de 2 canos, a qual foi vala na mao do mes-
mu quaodo aahio pela porta de detraz da meama
casa, f livro, obra Alveitar com 4 ealampaa de
cavallos, 1 dito Evas Lusitanas ; roga-se a to-
das aa aotoridadea pollones ou a qualquer pessoa
particular a quem ditos objeclos forem ofiWeci-
dos, de s capturar, aasimeomo ao mesmo Fran-
cisco Ferreira Adelino, fazendo cente nesta pra-
ca a Juo Ferreira da Silva, na ra Direita n. 106,
que serao generosamente rec'ompenaados.
Lieoes
. a
de llogua nacional, latim, ioglez e fraocez, em
casas particulares, sendo as licoes de ingle? e
francez pelo metboJo de Ollendorff, methodo pe-
lo qual ensinam-se boje aa liuguas na Europa ;
os yerdade o nico que eosinar com pereicio a fallar, escrever e tradu-
zir uma liogoa eslraogeira : na ra da matriz da
Boa-Vista n.34.
Na madrugada de 7 do corrente, perdeu-se
na estrada da Victoria, entre o engenho Calende
e Morenos, uma carteira com 3:706f em sedulas
de Oilj), 100. 50f, 10. 5 e 29, e doos bilhetea
da lotera : roga-se a quem acbou quetra levar 4
toja do Sr. Oiogo J<>s da Costa, na ra Nova, oa
na cidade da Victoria a Jos Cavalcaoti de HjI-
lanua que perdeu a meama quantia, o qual gra-
tificar generosamente.
Antonio Jos Marlios, Portogoez, vai a Eu-
ropa.
O abaixo assignado faz acieole a quem con-
vier, que o Sr. Jezuioo Coriolano dos Prazerea
deixoudeaerseu caixeiro desde 4 do corrente.
Burgos Pooce de Leoo.
Precisa-se alugar um sino perto da praca
que nao exceda o aeu aluguel de 3009: quem ti-
ver aonocie para ser procurado.
Deaappareceu hoolem 6 do correte um
moieqoe de oome Sebaatio, que aeo seohor
trouxe da cidade do Cralo para aqu o vender
rom os sigoses seguinies : criouio, de 12 para
13 aonos, cabello carapiohoa e com marcaa de
relho ms costas, levou camisa e ceroula de al-
godao branco: quem o trouxer 4 roa larga do
Rosario o. 24, tere sua recompensa.
Anda se precisa alagar uma escrava para
oaervico de uma casa de pouca femilis, paga-se
bem e se promet bom iralamenio : oa ra das
Ccuzea o. 20, seguodo andar. Nessa mesma ca-
ss se precisa de um criado.
Precisa-se de uma ama que aaiba aogom-
mar e cosiobarpara casa de pouea familia; na
ra do Imperador o 40, segundo aodar.
Novo paquete das novidades
23-Ra Direita-23
Neste doto estabelecimento achar o publico oro graode sortimeoto tendente a molhadoi
ludo por preco mais bsrato do que em Ouira qualquer parte :
Manteig, inglesa especialmente eacolhida a 800 e 960 rs. a libra.
Da franeera a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
Queijns flamencos chegado nn ultimo vapor a 2J600 e 38.
Che hy.on e preio a 2f e 28880 a libra. 9
Vinho engarrafarlo dos oiehores autores a 1JJ e J200 a garrafa.
Vn.ho de pipa proprio para pisto a 300 e 560 a garrafa.
Marmela la imperial dos melhore* autores a 1KJ0 rs. a libra.
Ameixas portugueas a 480 ra. a libra.
Psssas muito novas a 500 rs a libra.
Latas coro bo>chiohs de diflYrente qaalidadeta lf400.
Conaervaa mgletaa as melhores do mercado a 800 r. o frasco.
M-as, talhsriw, mcarro aletria a 440 r. a libra.
Cerveja da melhores msreas a 560 a garrafa.
Gwnebra de hullanda superior a 500 rs. a'botija.
Velas de carnauba a 440 ra. a libra.
Ditasde espenoacete a 760 r. a libra.
Vinagre ouro d Lisbos a 320 rs. s garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
AI piala a 160 rs. a libra.
Toucioho e> L'*boa a 360 rs. s libra.
Alen da gneros soounciadosachar o publico um grande sorllmento de um lado tenden-
te a molhsdos mais batato do que em ouira qnslquer parte. T
160
Para as provincias de Pemambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte, Gear e Alagoas, a saber:
Folhinha de porta, contendo o calendario, pocas geraes, nacionaes, das
de galla, tabella de salvas, noticias planetarias, eclipses, partidas
de correios, audiencias, e resumo de chrooologia, a ris .
Folhinha de algibeira e variedade, a qual contera todas as materias das
de porta e mais tabellas do nascimento, ocaso do sol, das ma-
res, casa e familia imperial, norxtes e ttulos dos chefes dos
prmeipaes estados do mundo, tabella da arrecadacSo do sello,
dita do porte das cartas, partida dos paquetes brasileiros e euro-
peus, tabella dos impostes geraes, provinciaes. e mumeipaes, re*
gulameutos de incendios, e entrudo, e algumas pusturas munici-
paes, artigos sobre agricultura; economas, modo de fabricar gelo,
prognostico do fm do mundo, collecSo de remedios, a res. 320
Dita religiosa, contendo todas as materias das de porta, e mais tabellas do
nascimento, e ocaso do sol, das mares, casa e familia imperial,
nomes e ttulos dos chefes dos principaes estados do mundo, ta-
bella da arrecadacaodo sello, dita do porte dascartas, partida dos
paquetes brazileiros e europeus, tabella dos impostos geraes, pro-
vinciaes, e municipaes, regulamentos de incendios, e entrudo, e al-
gumas posturas municipaes, trezenario e mais oracoesde S. Fran-
cisco de Paula, colleccSo de oraedes para todos os estados da vida,
e novena da Senhora Sant'Anna, a ris........320
Dita com almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc- e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indus-
trial, desta provincia, a res......... I#000
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro,
Unleo deposito na botica d \oaqu\m Marnno
cW Cruz Correia., ra Ao Cabng n. 11,
m Pernambuco.
0 Dr. H. Tbermes (de Chalis) antigo pharmaceulicokapresenta boje ama ora prepararlo
de ferrocom o norae de elixir de citro-lactato de ferro. .
Parecer ao publico um luto emprearse um mesmo medicamento debaiso de formulas lio
variadas, maao homem da aciencia comprehende a oecessidade e importancia de ama tal varie-
dade.
A formula um objecto de molla importancia em therapeutica; um progreaso immenso,
quando ella, maotendo a esseocia do medicamento, o torna agradarel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas prepararles de ferro at noje conbecidas oenhuma rene to bellas qualida-
de como o elixir de cilro-laclacto de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-seem uma pe-
quena dose, e ser de urna prompta e fcil dssoluQio no ealomago, de modo que completamente
assimilado; e o nao produzir por causa da lactina, que coolem em suacomposico, a cooatipaco de
reir frequeotemenle provocada pelas outras preparacoea terrogiooaaa.
Batas novas qualidades em nada alteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo orna
sobstaDcia da qual o medico ae nao pode dispeusaa em sua dioica, de iocomparavel utilidade
qualquer formula que lhe d propriedades laes, que o pratico possa prescrever sem receio. E' o
que cooseguio o pharmaceulico Thermea com a prepararlo do cilro-laclacto de ferro. Assim este
medicamento oceupa boje o primeiro lugar entre as numerosas preparacoea ferruginosas, com o
atiesta a pratica de muito mdicos dislioclos que o tem eosaiado. Tem sido em pregado como im-
menso proveito naa molestias de languidez ( chlorose paludas cores ) oa debilidade aubsequeole ss
hemorrhagias. na hytropesiaa que apparecem depoisdas Intermitentes na incontinencia: de urinas
por debiliiade, as perolaa brancas, na escrophula, no rachilismo, na purpura hemorrhagica, na
coovaleacencia das molestias graves, na chloro anemia das mulheres grvidas, em todos os casos
em que o saogue se acha empobrecido ou viciado pelas redigas, affeceoes chrooicas, cschexis tuber-
culosas, cancrosa, syphililica, excessos venreos, onanismo e uso prolongado das precances mer-
curiaea.
Estas enfermidsdes sendo mu frequenles e sendo o ferro s principal substancia de que o
medico tem de Uncar mo para as debelar, o autor do citro-lactato de ferro merece louvores e o
reconhecimeoto da humaoidade, por ter descoberto uma formula pela qual se pode sem receio
do ferro.
-----------------------------------------------------------.;___________x
RETRATOS
DE
NOVO GOSTO.
Retratos
Retratos
Re ralos
Retratos
de
de
de
de
novo
novo
novo
novo
gosto
goato
gusto
gosto
Hiwleyotypo nova iiivenc
HswUyoiypo nova iovencSo
Hawleyotypo nova invencao
Hawleyotypo nova invencao
Hawleyotypo ora inrencao
Presos baixado para pouco
tempo.
Prego baixado para pouco lempo
Precoa baixado para pouco lempo
Prego baixado para poueo lempo
Prego baixado para pouco tempo
3#00G 5^000 10#000 20J0O0
31000 59000 lOSOnO 209000
39000 osOO IO9OOO 205000
39OOO 59000 10/000 20*004
39OOO 5*000 10#000 20#0U0
Expleudidoalfinetes de ouro
Eiplendido
Esplendido
Esplendido
Gxplendido
ouro
ouro
ouro
ouro
Consultorio medico cirurgico
VV-1W3 A.BA. GLORU CA:S\ OO F^OVO-3
Consulta por ambos os systemas,
Em coosequencia da mudanza para a sua nova residencia, o proprietsrio deste estabeleci-
mento acaba de fazer uma reforma completa em lodosos seus mediramentas.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nio se ennfundam com os de
nenhum outro, visto o grande credilo de que sempre gozaram e gozara ;o propritario tem tomado
a precaucao de ioscrevero seu nomo em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquellea que forem apresentadoa aem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar quetra ter maior certeza acompanhar uma conla asaignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o sea nome.
Outro sim : acaba de receber de Frange grande porciio de tincturs de acnito e belladona, re-
medioa estes de summa importancia e cujas propriedades sao to coohecidas que os mesmosSrs.
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos svulsos qur em tubos qnr em linduras cuslaro a 1* o vidro.
O proprietario deste estabelecimento anouncia a aeus clientes e amigos que tem commodos
ufficientes para receber alguna escravoa de um e outro aexo doentes Ou que precisem de alguma
operaco. affiancaudo que aero tratados com todo o disvelo e promptidao, como sabem todos
aquelles qu i tem ttdo escravos oa casa do annunciante.
A situago magnifica da casa, a commodidade doa banhos salgadoa sao outras tantaa vanta-
gens para o prompto restabelecimenlo dos doentes.
Aspessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lode manhaa at 11 horas
e de tarda das 5 emjliante, e fora destas horas acharo em casa pessoa com quem se poderao en-
ander: ra da Gloria n. 3 casa do Foodo.
Dr. Lobo Moscoxo.
1.0TIB A
Terca eira 14 de Janeiro corrente,
andarao impreteriveloaente as rodas da
primei'a parte da primeira lotera &
beneficio da matriz do Limoeiro, no
consistorio da igreja de N. S- do Rosa-
rio de Santo Antonio, pelas 8 horas da
manhSa.
Os bilhetes e meios hilhetes acham-se
a' venda na tbesouraria das loteras ra
do Crespo n. 15 e as casas commissio-
nadas. As sortes de 100$ at a de
6:000$ serao pagas no mesmo dia da
extracqao e por diante em todos os dias
uteis.
Abaixo vSo transcriptos os nmeros
dos 1100 bilhetese 1000 meios bilhetes
rcmettidos pelo paquete Tyne para se-
ren vendidos legalmente por minha
conta pelo meu commissionado o Sr.
Antonio dos Santos Yieira na corte do
Rio de Janeiro.
BILHETES.
De 2*7 a 588. 290 a 300, 519 a 552, 601 a 30,
632 a 635. 843 a 866, 891 a 900. 1001 a 1034,
1251 a 1280.1282s 1285,1401 a 1434, 1711
1719. 1731 a 1715, 2101 a 2119. 2121 a 2136,
235 a S375, 2377 a 2399. 2567 a 2578, 2571 a
2600. 2767 a 2776. 2778 a 2800. 2968 a 3000,
3001 a 3034, 3xl a 3233. 3501 a 3520, 3571 a
3581 3747 a 3780. 3801 a 3813, 3815 a 3825
38S7 a 3835. 4229 a 4260 4301 a 4333. 45t>S a
4541.4701 a 4731. 4941 a 4960, 4971 a 4984
5085 a 5036. 5039 a 5058. 5054 a 5060, 5201 a
5833. 5420 a 5410. 5142 a 5453. 5701 a 5733,
5839 a 5850. 5871 a 5892.
MEIOS.
183 a 200. 360 a 377. 414 a 431. 733 a 750,
902 a 919 1120a 1137. 1382 a 1349. 1558a 1575
1682 a 1692.1694 a 1700, 1883 a 1900. 1983 a
2000. 2001 a 2018. 8213 2*56, 2483 a 2500.
2660 a 2665. 56-7 a 2678. 2873 a 2874. 2885 a
2900.818* a 3150. 8821 3338, 8433 a 3460.
3651 a 3662 36I a 3669. 3984 a, 4000. 4051 a
4067, 4184 a 4200, 4401 a 4417, (4684 a 4700.
4801 a 4817, 5106 a 5122. 5SOt a '6317. 5512
5528. 5684 a 57o0. 5915*5931 /
BILHUTES DE ENCufVfrlfeND\S.
135, 238. 511. 581 631. 8(2.10*8. 1281 1730
2363, 2584. 2943 3080. 3234. 352/, 3568 3591,
3716,8780. 3814, 8826. 8639 78867. 3869 a!
3900. 4261 a 4270, 4506,465, 454)8, 4961 a 4970,
070. 52
5005. 5038,5061 a 5070. 5261 5270. 5118 5419
5441, 5461 a 5470. 5761 a 5770. 5838, 5861 a
5870.
MEIOS DITOS.
1.
DITOS IGUtES.
2. 7 a 49, 51 a 59, 6f. 68. 64 a 100. 107.
iii* II?" i2i' i30- 132 ,35- 53. 705. 725. 762
fa9?1-".?*7'.932' n,' IM|. ^'S- t'W. 1186.
1313. 4519. 1611. 1873. 1934. 2015 2222. 2230
2159.2605.2611.2642,2856. 3151. 3460. 3466
3494.3499.-3633,3687,3926.3927. 3932, 3934.
3968. 4036. 4605. 4881 4830. 4861 a 4880, 5105,
5161. 5162. 5164 a 5168. 5170 a 5177,5361 a 5870,
5391. 5561 5570 5576, 5578, 5661 a 5670. 596
a 5970, 5996, 5996, 60U0. '
O thesoureiro, ^
Antonio Jos Rodi igues de jiouza.
ALUGA SE um ou dous andares
muito decente!, para familia, e/m uma
das melhores e mais centraes1' posicoes
desta cidade. A tratar na rual do Quei-
mado, loja de fazendas, n. 18.\
A LUGA-SE uma sala com aleo va
e um quarto, propria' para escriptorio
de advogado ou para homem soltero,
em uma das melhores e mais centraes
posicoes desta cidade A tratar na ra
do Queimado, n. 18, loja de fazendas.
alfioetes de
aldnetea de
alfinetes de
alflnelas de
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Pars retratos
Expleudido quadros dourados
Esplendido qeadros dourados
Eiplendido qQadros doursdna
Expleodido qoalroa douradoa
Esplendido quadros dourados
Vende-se machinas para re-
tratos.
Vende-se
Veode-se
Vende-se
Veode-se
Gaixas
Caiaa
Calas
Cateas
Gaixas
Todos
4v% importante.
Aos naes de familia.
O baeharcl Americo Fernandas Trigo de Loo*
reiro prople-e s enslnsr por casis particulares
aa senuiutiH materias: grammalica philosoaaiea
da linc.ua VclOoal con especisHdada na parta)
orthonrap tci, liogoa francea (eonsisliodo esa
proauncia|e, grapbia, hBtoria sagrada e huloria do Brasil;
philosophttfJciooal e moral; e dootrina caris-
tai, aa qua 1 poderlo cooalituir na falta de ana-
Ihor syatem la instruccio liiterarta, asoral da
uma senhora loo; pflo menos, ama habiliucio
necessaria pa 1 a aequisicao posterior da conbe-
cimentos mais pro/undos. Lecciona igualaenU
as meama materias e outras de iosiruccao atl-
maria e secunda por collegioa e aulas parti-
culares de amb.i\os sexos ; podeodo ser procu-
rsdo para esse Ql por meto de carta, que con-
ten ha as neceissi y indicscoes, entregue aa ca-
sa de sua residenil, na rus da Saudade n. 9.
o t#t !*> )
Precisa-se de
militar : quem 1
pareca no mesm
quer hora do dia
'rventes para o hospital
izer contratar coni-
sta beleci me oto a qual-

Dessppareceu < Manguinho do sitia da
Sra. D. Candida Paes arralo, um easallo alasao,
grande, desesrnado, c m os sigoaes aagatalea:
nelade comanda o ssa-
pelladuras ees aas das
i nm : a pessoa que
1 do hospieio ao caseta
tue gratificar gcneresi-
cauda comprida, crina
tade corlada, com dua
quadria, uma peaadora
pegar lvelo ao qusri
Joo do Reg Barros,
rt ente.
Methodo porti^uez Castilho.
A escola central est perta desda o dia 7 ata
Janeiro em vante, onde eco das antenas do 1
e 2 grao, ensioa gran aticalmenle a liogaa
francesa, um doa meihori professores dasta ca-
pital. Recebe al 6alumi sioternos e sacia aea-
cionistas, nao excedendo 10 anuos de idade.
Ra daa Florea n. 3.
Precisa-sede um neg captivo oa forre pa-
ra coodozir tabnleiros com '.omitas para fora :
na roa larKa do Rossrio o. 2
Aluga-ae um sitio no *_ oteiro com bes ca-
sa e banho muito perto, poil lampo de 4 raexea :
na ra do Raogel n. 62. \
Preciaa-se de uma ama para acompanbar
uma senhora a Portugal, pag\-se bem: a tratas
na ra Diriia n. 121, primeldo andar.
= D. Hthildes de Jess lua de Neaael da
Amaral Azevedo, vai a Portugal )erando esa
companhia uma criada listel doua Albos d
menor idsde. I -----
Alugs-seo sobradada ru> <,^ Ara/do eos
1
machinas para retratos
machinas para retratos
machinas pan retratos
mschinaa psra retratos
de lindos gostos
gostos
gostos
gostos
gostos
ver
ter
ver
ver
ter
de lindos
de lindos
de Hodos
de lindos
venham'
Todos venham
Todos venham
Todos venham
Todos venham
Vestidos pretos mais proprios
Vestidos pretos jnis proprios
Para_ r~tirar retratos
Para / tirar retratos
*A."W. Osborne retratista ame-
ricano
A w. Orborne retratista americano
Ru* do Imperador
Ra do Imperador.
Dentista de Pars, i
15Ra Nova15 I
fredericGaulier,cirargijo todas as operaces da sua arte scollocs**
dentesartileiaes, tndoeom a superiori-
dade aprtatelo que a pesso san tendi-
das Ihereconhacem.
resalgase psdentifrieios te.
CONSULTORIO ESPECIAL H0ME0PATH1C0
DO DOUTOa
n SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias atis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguales molestias :
molestias da mulhere$, molestia! da crian-
sos, molestia da pellt, moltttiat dotolhoi,mo-
leiliat syph\lil\cat,todat a eipeei d* ftbrit,
ftbrt intermitiente tiuai eonttqueneia,
PBAUACU BSPE2UL HOlBOPsTHICA .
Verdadeiroa medicaaeotos nomeopatbicoa pre-
parados som todas as cautelas necessaria a, in-
falliveisem seus effeitos, tanto em tintura,como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
ivais.
N. B. Oa medicamentos do Dr. Stbino sao
anicamante vendidos en? sua pharmacia ; todoa
|ue o forem fra dellaao falaas.
Todas as carteiras ao acompaohadas da um
tmpresso com um emblema em releso, teudo ao
redor as seguintes palarraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico braaileiro. Bale eroblema posto1
igualmente na lista dos medicamentos qua se pe-
de. As carteiras que nao lavaram esse i mpresso
assim marcado, amborateobam na lampa o no-
na do Dr. Sabino ao falsos
44
J FEKKEIKA \ I LULA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Boa do Cabug n. 8, fl.a andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos por aoibroiypo, por meraiootypo, so-
bre panno encerado, aobre talco, especiaes para
pulceiras, lBnelea ou csssoletss. Na mesma
easa existe um completo e abundante sortimeoto
da artefactos frtncezea e americanos para a col-
locacao dos retratos. Ha tambera para este mes-
mo nm cassoletaa e deliesdos aluceles de ouro
de lei; retratos em photographia daa principaes
persooagens da Europa ; alereoscopos e islas
stereoscopiess, assim como vidros para ambrolypo
a chimiess pbotographicss.
bachsrel Witrutio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23,sobrado da es-
quina que volta para a
camboa d Carmo.
*#!
Publicaces do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
TUESOl'RO HOHEOPATIllfO
O
VADE-NECU1D0 HOMFOPATHi.
(Segunda edic^o consi-
deravelmente augmen-
tada.)
Diecionario popular de medicina -
raeopalhico
pilo ca.
SABINO 0-L. PINHO.
Continuara aa asaignaturaa para ealaa obras a
259000 em brochura ate fevereiro.
Ra de Sanio Amaro (Muado Noto) a. 0.
Precisa-se alugar um preto, daodo-se o
sestelo, a paga-se etenaal oa semanal, para o
servigo desta typograpkia : na linaria os. 6 e 8
da prsea da Independencia.
a tratar na ra Crespa a. 7,
de seaa
em quanto a
oda continua
uceo prima-
andar e sotao;
loja.
- 0 abaixo assignado por ea
commodos de molestia, psssa p
habitar no aeu ailio do Arraia'
* ""i estabelecimento de it
aria, cujas aulaa esta rao 'aberlaa no
aneiro.
Jeronymo Pereira Villar,
'ga-se o primeiro aodar do aokrado da
ass n. 43 : a tratar ao segando andas
no.
Aluga-ae o segundo aodar da roa da laa-
perador n. 83: a tratar no Mondego a. 38.
roa
do m
O'^n o
*taj(
O o
<^>
{ IRoa estreita da Kosarif3
8 Francisco Pinto Ozorio con tino a t col-
locar dentea artificiaea tanto por meio de
ae moros como pela presao do ar, nao re-
4s ceba paga alguma aem que aa obraa ao
O outras preparacoes as mais acreditadas
a.para canservacao da bocea.
Ruafdo Trapiche Hovo n. 22, precisa-se
crisdos.
nsultas medicas.
Se dadaslodos os dias pelo Dr. Coa-
me de Pereira no seo escriptorio, roa
a Cru 53, desde s 0 at a 10 horas
da ma ..a menos aoa domingos sobre :
1.^Molestias de olhos.
2.1 Molestias de coraco e de peito.
3.*\ Holestias dos orgos da geranio e
do afjus.
f ezame doa doentes ser Mo na or-
d' n de suss entradaa, comecando-ae po-
r por aquelles que aoffrerea dos
o s.
nsirumentos chimicos,acsticos e op-
tic serao empregados em auaa consul-
ta; dencia para obter certeza, oa ao meooa
probabiiidade aobre a sede, naturesa e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que dere dealrut-la ou
curar.
/ Varios medicamentos ser oambea
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeira qualidade,
promptidao em seus effeitos, e a neceaai-
dadedoaeuempregourgente que se asar
delles.
Praticar ahi mesmo, oa em casa doa
doentes toda e qualquer operscao que
julgar conveniente para o restabeleci-
menlo dos mesmos, para cujo fia as acha
prvido de uma completa collece^o da
instrumentos indispeasarel ao medico
operador.
Aviso.
A directora do collegio Santa rsola, abaixo
assignada, avisa aos pas de suss aluesnas e a
quem mais convier, que em virtade do artiga lt
doa estatuios, principiara os Irabalhos do referido
collegio no dia 7 do corrente mez. A directora
envidar todos os exforcos a sen alcance para ala
desmerecer do enneeito adquerido no primeiro
son de seos trabalhoa, e aflro de que oa pala da
suasalomoas flquem completamente satiafeiloe
com a edueaco de snss dinas. O collegie conti-
na os ra Formosa. sobrado n. 15, sonde a di-
rectora ser encontrada a qualquer hora do dia.
Urania Alexaodrina de Barroa.
i
MM,
Precisa se para uma casa estrangeira
de familia, uma ama para o serrico in-
terno que saiba cozinhar e engommsr, e
agradando paga-se bem: a tratar na
ra de Apollo n. 51, defronte do tbea-
tro. sist
Aluga-ae va excellente sobrado ha posee
acabado, muito arejado. coa beltiesiaa vhU,
composto le ara aadar coa optlaee ceaaadoe,
um ampio aotao e vasto armazem, por preco as-
ss raxoavel; na roa do Brua o. 84, entenda-se
com Jos Antones Guiaaree.
illug
0am-se
um primeiro andar na ra da Prai, um
dito dito na ra das Cruces, um tercei-
rodito com excellente soto muito fres-
co na ra do ncanUmeato, urna casa
terrea no becco do Burgos: a tratar na
roa da Cadeia n. 35, com Joto Ribeiro
Lopes.
i uj.
h
i iir\D
V/I" laaimil
M
> -,
m


i
DlkRlQ DE PHtNAllaWCO QUftTA FEIR 8 DE JANEIRO DE 1869
I
V

I


f
,
mH
Aula particular.
0 professor sbalxo assigoado sclemca M
aos paee doa eeos ta 9 nal e qmal
msit possa interessar que dea ferias em I
i*a aula em 21 do correle e pretende 5
reab'i-la a 7 eeiaoeiroimpreterivelaaea*
le. Oulro lio que continua a residir na X
ro Velhaiobrado de um andar n. 95, I
con entrada pelo largo da Santa Crui, e
a receber alumnos nao ornele externos
e aemi-pensionistas cono talemos de
poues idade pelas procos sf guiles :
loternos 30})
Semi-pensionistas 151 > llenases.
Externos. 59 j
Francisco Deodato Lina.
Atten Lentilles Le meilleor et le plus salubre de tous
les Saguines, rafraichissant, el leger l'estomac.
Se preparad de toutes les manieres et toles
les sausaea. Se trovaot a l'armazem do Progrea-
siro e Progresista place do Carmo n. 9, et ru
daa Cruces n, 36.
bociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Sotos & G.sacam e toman
saques sobre a praca de Lisboa.
Aluga-se o primeiro andar da casa
n. 12, da ra do Encantamento muito
fresca, e com poucos commodos: i tra-
tar na ra da Gadeia n. 33, com Joao
Ribeiro Lopes, ou no armazem da mes
ma casa.
Ds casa do abaixo asaigoado dessppareceu
no dis 20 do correle um cabrinhs de nome Be-
nedicto, de idade de 10 a 12 annos, levou camisa
de nscadinho de cor, tem urna marca de ferida
em urna peroa : quem o pegar lee-o i ra daz
Trincheiraa e. 48, ou paleo (do Carmo n. 15, que
se recompensar.
Joaquim Eln'ro Airea Silra.
Precisa se alugar urna escrava que
seja de boa conducta para o servido
interno de casa de familia, e que saiba
engomrnar e especialmente cozinhar
e agradando perceber bom aluguel. e
ter bom trata ment: na ra da Auro-
ra sobrado n. 58.
Guimares Luz
em consequeneia de estarem na liquidacao do
fiado, outra es rogam a todos os asna devedores
em geral que lenham a bondade de vir ou man-
da reos pagar seus dbitos at o fim do mez de
Janeiro prximo futuro; aquellea que aasim o nao
fizaren lenham paciencia, que suaa eoolas serio
entregues do principio de fevereiro ao procura-
dor para aerem cobradas judicialmente. Recite
23 de dezembro de 1861.
Joseph Hislon, subdito ioglez ral para
Europa. m
Pr*ciss-se de urna ama para o tnico de
ama cas* de poasa familia : na praca 4o Corpo
S|at.n.l7.
a O abaixo assigoado arisi
das (otadla* qoe lo pegue, ci
e o meia bilhete o. 89M da 1.a
1
A
ma.
Precisa-se de ama ama forra ou captiva (prefe-
re se captiva) para o servico interno e externo de
ama caaa de urna teohora em Oangt, mas que
eaibs cosiornr e engotnnaar bom: paga-se bees,
tratar na ra da Cau* do Reeife luja n. 11.
lostruccao particular.
0 abaixo ttaignado a1sa os tais de seos
alumnos, e s pestoas, a quem interessar possa,
que ao da 7 do correte eaUrlo abertaa todaa as
aulaa que se ensinam em sua casa na ra da
Gloria n. 116.
Reeife, 4 de Janeiro de 1861.
Luiz Emigdio Rodrigues Vianna.
O autor do aonuncio nao queri* argir tanto,
maa a commiaaao assim o quer. A commiuio
commetteu dous erros na sus resposls, nao re-
paraodo qual a sua obngacao, dividindo a sua
resposls em tres parles: na primeira. usara da
forma que allega oa persuasao de se realiaar o
facto ; na aegunda. allega que o autor est bem
sciente do occorrido quaodo o autor sabe tanto
a respeito, como ds pnmeirs camisa com que
andoo ; e oa teiceira, em 8m, allega jnstameote
a ratao do annaociaole; que lo rnenle o
que devia reaponder: por consequencis, extincls
a commiasao, lo immediatamente, antes do
facto coocluido II Ora, se iealisado que fosse
devia a commissao estar em observacio a ver,
como se extingua a seu producto arrecadado,
para se necessario fosse, dar contas a quem dea
seu dinheiro, quanto mais nao se efectuando dito
facto; aonde Ocava esees dinheiros reunidos
para a caridade sm devoco de quem deu auaa
ofTertas, o resultado dever logo a commisao
reentregsr os diobeiros a seos donos, e nio per-
cissvs atirar ao thesooreiro indirecta alguma.
pois nio ser merecedor e sim s commisso.
Est para alogar-ae um segundo sodar de
um sobrado oa ra Uireita, um primeiro andar
na ra das Aguas-Verdes, e um segando andar
na Boa-Vista, quaai no pateo da Santa Cruz :
quem oretender, falle na ra das Cruzes, sobra-
do n. 9, penltimo quem vai da ra do Queima-
do para S. Franciaco, lado direito.
Preciaa-se de um criado para o servico de
hornera solleiro : na ra do Queimado n. 28, pri-
meiro andar.
O abaixo sssignado despedio nesta data o
seu ciado Joaquim Ado, natural da povoa;io
do Correte.Procopio Epaminondas de Oliveira
Brederodes.
Alaga-se orna boa escrava para servicos de
casa : no pateo de S. Jos n. 49.
I
Pracisa-se de um menino
em ama fabrica de velas;
Cruz d. 26, armazem.
forro para trabalhar
a tratar na ra da
Criado.
Precisa-se de um eriado torro para todo servi-
00 de casa de hornera solteiro, e que sirva para
carregar agua no ebaferiz : a tratar na roa da
Cruz, armazem n. 26.
Medico.
0 O Dr. Braceante pode ser procurado a
*)) qualquer hora oa casa de sua residencia,
na ra do Imperador n. 37, segundo an- j)
a* dar, para o exercicio de sua proflssao. as
Attenco
o
Precisa-se alugar um escravo para vender fa-
zendaa dentro deata cidade, pagando-se por mez
ou por dia, sffiancando-se o trtameoto e duvi-
da nenhuma lera de se fazer algum negocio que
convenha a quem o slugar! na ra de Horlas
n. 82.
Precisa-se,
ESTRADA DE FERRO
DO
Reeife a Sao Fraacisco
(limitada.)
Pelo presntese faz publico que do 1 de Ja-
neiro de 1862 em diaale tortas as mercadorias
remetti las para a cidade do Reeife pela me
vta frrea se rao enviadas, se assim exigirem
estacio das Cinco Puntas, pelo mar para o di
sito doaSrs. Velloso & Dantas no caes do Ap
E. H. Braman,
Superintendente
Yesta&a Sensor do M
te ni O Viuda.
Olllm. Sr. D. AbbadedeS. Bento, de accTdo
como abaixo assignado, transferios mesms fes-
tado dia 31 10.crrente mez para 12 de Janeiro
de 1882.liaooel Luiz Vires.
Memorias
da viagem de SS. MM. II.
s provincias do norte.
Os seohores que subscreveram para a impres-
so das Memorias da Viagem de SS. MM. 11. s
provincias do norte, queirsra mandar receber o
primeiro Totume na livraria ns. 6 e 8 da praca
da Independencia, mandando levar o importe oa
que anda nao o tiverem pago.
Precisa-se de um negro captivo ou forro
para cooduzir taboleiros de comidas para foca ;
na roa larga do Rosario n.25.
Aula de prhneiras letras.
Ilanoel de Souza Cordeiro Sim.s com aula de
QStruccao primaria por aulotissc&o do Eira. Sr,
presidente da provincia, oa ra Travessa dos Ex-
Doitos, casa o. 16, desta fregueiia de Santo An-
tonio do Recite, avisa aoa paia de seus alumnos
a so respeitivol publico,que no dia 7 do corre-
le se sebar ella aberla continuar seus exerci-
< de urna ama forra ou escrava que saiba cosinhsr
ou eogomar bem : ra do Trapiche n. 18 terceiro
andar. /
Precisa-se de um caixeirode 12 a 16 annns,
que tenha alguma pratica de taberna : quem
pretender, dirija-se a ra do Livrameoto n. 8.
Ama de le te.
Precisa-se de ama ama de leite : a tratar na
ra do Imperador n. 35, armazem de leudes, das
9 horas da cnanha ia4 da tarde.
Aluga-se s lojs ds ra da Assumpcio n.
46, com enramlos suficientes para grande fa-
milia : a tratar ns ra Direita n. 106, taberna.
Alaga-se o primeiro andar do sobrado n.
37 da ra do Imperador : a tratar no aeguodo
andar do meam'o
isa ao Sr. thesoureiro
caso saia premiado,
parte da i.* tetarte
" maVls do Liaaoetro, visto ter-se perdido o
mesa o telo bilhete.
Hano.l de Feotes Gomes.
-Perdeu se desde a rus de Apollo at a roa da
Cruz do Recite, um embrulha cooteedo 208a em
sedulas, sendo orna de 2009: quem achou e ejul-
xer reatitoir, dirija-se a ra do Imperador n. 44,
que ser gratificado.
Novo melhodo
praiico-theorico para sprender a 1er, escrever,
traduzir e fallar o francez em seis meses, segun-
do o facilimo syslema allecoao do Dr. H Ollen-
dorff por Cicero Peregrino, obra ioteiraaaente
nova, e nica eacripta em portugals por aquel le
avatema, approvada pelo conaelho director de
InalrurQio publica desta provincia, em seasio de
10 de outubro deste snno ; dous volumes de
perto de 500 paginas em oilavo francs 7J000.
Recebem se asiignatura na roa do Queimado n.
26, primeiro r idsr, escriptorio.
Ama.
Precisa-se de ama ama forra, prefere-se de
meia idade, para o servico de compras, na ra
Bella n. 38.
5 Aviso aos pas 1
S de familias
W Manoel Jos de Fara SimSes $st
O professor particular de primei- w
% ras lettras, na cidade do Rio For- %
H moso, e hoje morador nesta ci- *9
9 dade, competentemente licen- 9
9 ciado pelo Esm. Sr. director 9
& getal da inttruccSo publica, 9
0 pretende abrir sua aula pelo me* W
9 thodo Castillio no dia 7 de ja- 9
9 neiro vindouro, no primeiro 9
9 andar do sobrado n. 25 da ra 9
9 da Penha. 9
9 O dito professor promette, aos 9
9 5>r*- paes de familias, envidar 9
9 todos os esorcos a seu alcance 9
qj| alim de dar real approveitamen- 9
9 to a saus discpulos e nao per- 9
9 der o bom conceito que tempre 9
9 mereceu durante 18 annos que 9
9 exerceu o seu magisterio. 9
99999 99999 9999
Sr. Joao Hyppolito de Meira Li-
ma, queira apparecc nesta typograpbia
que se Ihe precisa fallar.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra
da Senzala Velha n. 48 : a tratar na loja do
mesmo.
Aluga se urna sala com 2 qusrtos primeiro
sndar, e o segundo com grande solao para fami-
lia, na ra do Codorniz n. 18 : a tratar na loja
do mesmo sobrado.
Antooio Franciaco Areia retira-se para o
Rio de Janeiro.
Precisa-se de ama ama somonte para cozi-
nhar, prefere-se forra e idade media : na ra do
Crespo n. 10.
Aluga-se
o primeiro andar da travessa do Costa n. 6 (valgo
becco da Boia no Forte do Manos) commodo
para familia, e barato : tratase na ra do Cabu-
g n. 7, loja de joiss.
O baixo assignado vende as partes que tem
no engenho Tabattnga, dislriclo da Parahiba,
sendo ditas partes de 4:2899877sobre a avaliaco
de rs. 40.0009 ; assim como i>r,.moe a venda de
parles no valor de rs. 17:3979928 de oulros her-
deiros; dito eogenho est moenie e corrate,
com duaa legoaa de terrea mais ou menos, de es-
cllente malta, a qual pnduz em outro rendi-
mento, demarcaJo com marcos de pedras. Rm-
cebe-se em pagamento dinheiro, letras, predios
ou Ierras nesla praga, ou oatros quaesquer va-
lores.Luiz Manoel Rodrigues Valenc.a.
Precisa-se de urna ama de leite : na ra do
Sebo n. 52.
Liquidacao,
Ra do Queimado n. 10, loja
de 4 portas.
Venie-se panno verde, preto, azul e cor de
caf, covado 39.
frsemira preta superior qualidade covado
1*600 e 19800.
Chales de louquim para acabar a 10,15, 20.
30 e 409
Superiores cortes de seda o oais moderno que
tem viodo ao mercado a 90, 100 e 1209.
Sedinhas de quadrinhss e flores, superior fa-
zenda e moderno oslo, covado. 800. 1c e 19400.
Chaly, superior (asenda, covado, 500 rs.
Mimo do cao, fazenda para vestido de asnhora,
ovado 500 rs.
Taimas e manteletes prelos a 18, 20 e 259.
Superiores veatidoa brincos bordadoa a 20,25
e309-
Cassss francezaa finas, covado, 240 rs.
Cortea de eaasss de salpicos, um 39 e 3(500.
Cortes de seda preta a 25J. 30, 35 e 409.
Lencos de aeda a 600 e 800 ra.
Lia de quadroa para vestido de senhora a rou-
pa de meoinoa, covado 240 ra.
Groslenaple preto, covado 19280.
chiles de merino bordados a 4J.
Chitas francezaa escuras, covado 240 rs.
Meiaa de algodu cr para homem a 49.
Corles de velludo para collete a 39500 e 49000
Patetola de brim a 3 e 49
Chapeos de sol do seds para senhora e meni-
nas a 3e 4J.
Leques para senhora e meninaa a 3 e 49.
Esuartilhoa para sennora e meninas a 3 e 49.
Chapeos de pellica para meoinos e meninas.
Chapeos de palha para senhora.
Chapelinss de aeda para senhora a 8 e 10$.
Camisas abertas de renda para senhora a 29 e
38000.
Grosdeoaple amarello com um pequeo toque
de mofo, covado 600 e 700 rs.
Paletot, caiga e collete de cssemira, pelo bara-
haimo preco de 259
Ceroulas escocezas, urna 1*200.
Cortes de baregecom duassaias a 8 e 109.
Corlea de seda escoceza, superior fazenda, com
13 e 15 covadoa cada um a 109.
OoWohse de eambraia bordadas, tas 890.
Maoguiios de dita ditas, um 1.
Camisas para meoinos, duzi* 159.
Fil de liobo bordado, vara I920O.
Dito de dito liso, vara I98OO.
Corles de brim'de iioho, um I96OO.
Loja das 6 por-g
tas em frente do
Livramentit.
Chapeos de sol de alpaca a 4#.
Duzia de meiaacroas para hos.em a
1920U e o par a 120 rs., ditas brancas
muito finas a 2|500 a duzia, leocoa de
caasa com barra de corea a 120 ra cada
um, ditos brancoss 160 rs., bales de
20 e 80 arcos a 31. laszinha para vea-
tidoa a 240 o covado, chales de merm
estampado finos a 59 e 69, tarlatana
branca e de corea muito fina com vars
e meia de largura a 480 rs. o covado.
fil de linbo liso 640 rs. a vara, pe-
cas de eambraia lia* fina a 39, caaaaa
de cores para vestidos a 200 ra. o co-
vado, muaaulioa encarnada a 320 rs o
covado,calcinhas para menina de escola
a 12 o par, gravatinhaa de tranca a 160
ra., peto para camisa a 200 ra. cada
um dusia 29, pecas de eambraia deaal-
pico muitu tina a 39500, iecai de bre-
tanha de rolo a 29, chitas francezaa a
220 e 240 rs. o covado, a loja eat
aberladas6 horas da ruanhaaas Oda
noite.
Largo da Assembla
numero 15.
Novas carias de ale.
Vcodea.s* Bovas cartas de abe a 96X1 n. cada
orna augmentadas por Maris Buihole, da Cm-
ceico, as quaes cootm 25 paragrapkMM e ipb-
thongos, e asacloaes em use s lesa e3a9 e
meninos com muita farilidade a coiprebendes*
e Ibea facilita qualquer Ieitura. Alem, ale (as.
ment cootm ama serie de nosaes de diverso*
objectos de une riles vstio malte s par, aesesa
romo de nonaea proprio. Esi>s cartas poaeasa
aos seohmes paia de famili.a granate parto de
<|ue gistsvam, poique os mmaos nie errediam
iodoa oa oiphlhongoa. por isso a*> emberscavaaa
corn qo.lqoer Mlmt% p B,u hd, J^ Q
a comprehenderem. aero obatacolo alausa po<
paaaar para o m.nuacriplo (vulgo) im^sVaaW.
papel o mata encorpado peaaivel.
(
lies
Ha continuamente neste estsbelecimento aa
seguiDtes fazendas para vender, por menos ore-
m <"*-"" v.- uu lV9. co queoem outra qualquer parte
sr-^divs?peuo8 de ,inho e cob um asde c,rD-u2'd2 do" -;l e prime,"
Obo do Porto em pao e velas.
Sola ou vaquttss de diferentes qualidades.
Courlnhoa curtidos.
Farinha de mandiocs muito novs, qualidade
igual a de Muribeca, milho novo, saceos muito
grandes.
queno mofo, duzia 25$.
Paletots de alpaca, um 99.
Cortes de cssemira um 39500:
Chales de lia e aeda, auperior fazenna, a 29500
Lencos de eambraia de linho bordados com bi-
co, a 39. 5, 6 e 89.
Ditoadedita para hornero, duzia, 69, 8, 10,12
e 149.
Selim preto maco o melhor que tem appare-
cido. covado 39.
Cbapeos deso de aeda para homem um 69.
Ditos dito de dita iugleza para homem. um 99.
10 e 149.
Baldes para senhora, um, 3 e 49.
Panno de linho do Porto com 12 palmoa de lar-
gura para leoc.ea, vara a 39200 e 39400.
Lencoa de eambraia bordadoa com bico. duzia
a2$500.
A dinheiro.
Potassa da Russia.
A 200 rs. a libra.
O bem conhecido deposito da ra de Apollo n.
24 recebeu directamente peloiultimo navio a bem
conhecida e acreditada polaaaa da Russis, e est
venden do a 200 rs. a libra, dinheiro vista.
O
Ido applaudidaa peoaennor'e7pVolVa^te7"taiBi
de um rande numero de horneas illuttudos r
010 sejam : oa Srs. Dr*. Soares d A/ev#do ei-
loas, Drummond e Bnrgea Careno. \ airee
muitos qoe agora me nio occorre aeua nnsnes
Ellas vio rubricadas pela autora ; as qoe se ei-
eonlrarem ser ella aerio coiwideraeasl eootra-
feilas : defronte da matriz da Boe-Viata si. 84 e
oa livrsris ao pedo arco de Santo Antonio. '
Novidade do tr-
rador!
23 Largos]*Tere* 23.
Qoeijos flamefgos muito iresraee, el
oeste ultimo vapor a 39 maolei.a francesa 720
e 640. di nteiga inglesa flor a 900 e 800 ra., esa
porcao se fara abalimsolo, assim romo se lo'rrasa
oulros mullos gneros perlenceotee a mol
aasim comosjam, esf, prlmeirs e aegunda aor-
te, arroz, v.-las de eapermaceie e carnauba, atei-
te doce e vinagre, e viuhoa, se vendem por, me-
nos do que em outra qualquer parle a dinheiro
Vendem-se cebolaa superiores em molhos
solas, ltimamente chegadas de Lisboa, o i sao e
farelo e mais gneros por preco commodo : ao
armazem confronte ao becco da Conceicao nu-
mero 63 *^
Vende-se por motivo particular orna ex ol-
iente mulata mo;a, cosloreira modists, e eogom-
madeira, bonita ligara, com ama cria de 3 me-
zes ; quem a preieoder, dirija a a roa do Quei-
mado. loja de ferragens o. 13.
Vende-se um escravo de 25 annos : aa ras
Direita, cssa n. 6.
Na travessa dos Ezpostos, taberna o. 18.
vende-se gsz a 700 rs. a garrafa.
Na ra da Roda n. 48, aobrado, veodem-se
velas de compositio a 129 a arroba a 400 rs. a
libra.
Cal e potassa.
Vendsm-ae estes dous gneros do bem conhe-
cido e acreditado deposito da roa da Cadeia'do
Reeife u. 12. por menos preco do qua em oatra
qualquer parle, aflaocando-ae a boa qualidade.
A cal chegou a qua tro diaa pelo brigue Sobe-
rano!, e a potasss legitima da Russis, chegsds
peloa ltimos navios de Hamburgo.
pam a ira
Mudanza
Pirmo Candido da Silveira Jnior teodo muda-
do a sua loja de miudezaa que tiuha na ra da
Cadeia do Reeife n. 49. para a ruaDireiti n. 64,
participa aos seus fregaezes e so publico, que vai
vender todas aa fazendas antigs por mtlade de
aeu vslor, sflm de liquidar dila loja.
O abiixo assignado lendo vendido seu es-
tabelecimenlo de fazendas francesas, sito os ra
Nova n. 8, ao Sr. Antonio Joaquim do Natci-
mento B*rroe, roga pela ultima vez aa pessoas
que Ibe sao devedorasde virem ou maadarem aa-
tisfater suas contas ra das Cruzes o. 29, onde
actualmente reside, fleando certos de urna vez
por todas que se o nao flzratn por todo correr
do mez de Janeiro prximo, far entrega das
mesmas a pessoa competentemente aulorissds
para proceder respectiva cobranza como achar
conveniente. Recite 31 de dezembro de 1861.
Jos Joaquim Moreira.
Escrava
Precisa-se alugar urna negra que saiba vender
na ra : quem ner e quizar alugar, dirija se a
ra da Praia n. 44, que achara com quem tratar.
Precisa-se alugar quatro pretas,
para vender na ra : a tratar na ra
dos Guaraiapes n. 64.
Preeiaa-se de um rapaz para caixeiro de
taberna que tenba pralica : a tratar no pateo do
Terco n. 12.
compras.
DE
Pernambuc.
A direegao da Assor.acio Commercial Beoefi-
crjte convoca a recoiio extraordinaria da as-
sembl gersl, aflm de se tratar da eiiflcaco da
referidVBolss, no dis 8 do corrente s 12 horas
'- rosohaa.
Sala d Assocsqo Commercial Beneficente de
Cios; e que contina admitlir alumnos externos -'roambuco 4 de Janeiro de 186i.O secretario,
e votemos, pensionistas e meio-peosiooistss, em-
preando o sen aparado esmero, sflm de qae pos-
ssm todos conseguir o complemento dos seus es-
tados primarios no menor tempo possivel.
O Dr. Charles Gordon e sua senhora retl-
laro-ae temporariamente para fora do imperio.
Attenco.
?revine-se as pessoas de bom gosto, que, d's-
mnhaem diante eocoolrario o hotel Trovador na
rus larga do Rosario n. 41 aberlo toda a noite,
asssncomo excelleote sorvete, boss fruclss e'do-
ees,refrescos feilos machina, e muilasoutraa
iguiriaa i voatade dos concurrentes, como sejam
pudus, bolos, etc. ; emGro, o proprietsrio espe-
ra qie todas as pessoaa que o quizerem honrar
coro anas presentas, nao deixaro de sahirem sa-
tisftss.
de Janeiro de 1862.
No dia 31 de dezembro perdeu-se desde o
caes do Ramoa at ra do Trapiche, dous meios
bilhetes ds 1* lotera da matriz de Nossa Senho-
ra dts Brotas do Joazeiro que corre na cidade do
Ra^de Janeiro teodo as coalas o neme de Joa-
quior9ibu^cujo8 bilheles tem o n. 4017 e fo-
rana lemeittuVs pelos Srs. Pereira Martina &
Gaapaiinho; portadlo roga ae aa peasoaa deaia
praca e ao Sr. thesoureiro da mesma lotera os
nao ilfcontem ou page se nao aoa ditoa Sra,
Pereih Martina [Gaspakiu no Rio e nesta
cidade so seo dono Joaqun -Jj Rodrigues
Costa ca Jos Cordeiro Reg P*ief, a quem
foram remetlidos.
Aluga se
o arrasiem n. 22 da ra do Imperador: s I
aa ra lo Crespo n. 17.
Obra primorosa.
Um santuario representando o cslvario e
Compra-se um piano bom e que aeja
ou em bom nso: na ra da Cruz n. 30.
novo
Escravo
Precisa-se comprar um escravo que tenba de
idade 18 a 20 annos, sabeodo officio de sUaiale,
nio duvida se pagar bem pago, sendo habilidoso
no mesmo officio ; ae roa Nova n. 47.
Compra-se um boi crioulo. manso e gor-
do : na-rua Imperial silio n. 164.
Couipram-se acedes do novo banco de Per-
nambuc : no eacriplorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filbo, largo do Corpo Santo.
<. ompra-se
um bote pequeo em meio uso que
36, rua das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESS1VO
1
259 pouco mais ou menos: quem
bu ncie por este Diario.
nio exceda
o tiver ao-
Vendas.
aooel Alves Guerra.
r Caetano Pereira de Brito, solici-
ts-dor de causas desta cidade tendo mu
dado seu escriptorio para o sobrado n.
52 da rua do Rangel, declara que est
prompto para receber toda e qualquer
causa fazendo as despezas sua custa.
As horas para ser procurado das 6 as
9, e das as 8 da noite.
Na rua da Imperatriz o. 23, precisa-se de
um bom official de marcineiro.
Os abaixo assignsdos fazem sciente ao rei-
peitavel corpo do commercio que nesta dala dis-
solversm smigavelmenle a snciedade que tioham
e a qual gyrava debaixoda firma de Azevedo &
Mendes, fleando a liquidacio da mesma a cargo
do ex-secio Antooio Luiz de Oliveira Azevedo.
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Joao J. R. Mendes.
Recite 31 de deiembro de 1832.
Aranaga, Hijo & C sacam sobre
o Rio de Janeiro.
*
Gabinete medico cirjurgico.J
Rua dai Flores n. 37. a
a) Serio dadssconsallaa medleas-cirursi- e)
Ca peloDr. Esttvio Cavalcanti de Albo- sf
I 9 quer jue das 6 as 10 horas da manbla, ac- dj
I 0 cudindo sos chamadoa com a maior bre- 0
1B vidade possivel. aj|
Ja| !'> Partos. Q
.* Molestias de pello. dj
3/ dem do olhoa. aj
4.* dem dos orgaos xenitaes. ssj
Praticirtoda e qualquer operario em
rV^u-oabir
= Vende-ae ama negrinha muito linda, de
idade de 6 annoa : na rua Direita n. 8.
Vende-se um piano em meio aso ; na rua
da Conceicao da Boa-Viala n. 18.1
Vendem-se dous esc ra vos mocos e robus toi,
proprioa para qualquer aervico, um dos quaea
tem bom principio do officio oe pedreiro ; oa roa
da Cadeia do Reeife, escriptorio, primeiro andar
numero 28.
Cal de Lisboa em pedra,
da mais nova qoe ha no mercado e por preco
multo razoavel: vende-se na roa de Apollo n.
28, armazem de Tarroao.
Vende-se urna negrinha de 8 annos de ida-
de, bonita figura : no pateo do Carmo n. 5, pri-
meiro andar
Cheguem ao barato antes
que se acabe.
de Dos
fitas a
inele ou em caaa doa doanlea con-
sepulchro, cooleodo o Senbor Cruxiflcado, bom jf| fnfr^for m,j, epreniente"*"*""
e mi ladro, Nossa Senhora. Magdalena, S. Joto,i*))*%)
Preciss-se
Ciniurilo e dous guardas do sepulchro. ludo do
madetra ecom perfelc^e ; quem o pretender, di-
rija-aa a rua do"Crespo 8, loja da esquina da| vico interno e externo c^
rua do Imperador.
lu8r ama
.?..* lerB0 *h Rtat c, d umllia ; 15. Anda existe usa n
oa rua da Cadeia do Recite .... Urotir)) iDa, | C0B| rolnM de Urraehi.
escrava para o ser-
de familia
Na loja de fazendas na rus ds Madre
n. 16, dvfronle da guarda da alfaodega.
Chitas escura com toque de mofo cores
160 rs o covado.
Ditas inglesaa escursa pannoa finos a 160 rs.
covado.
Ditas francezaa escuras a 200 rs. o covado.
Dilaa superiores a-240 ra. o covado.
Ditas mullo finas a 260 e 280 rs.
Ditaa assento brsoco a 220 rs.
Velnulina pintada a 3*0 rs.
Bnm risesdo para calca a 160 rs.
Madapolao muito fino com pequeo deleito a
4500 a pe;a.
Brim amerlcaon largo a 320 a vara.
Dito trancado de linho a 1 a vara.
E outras muitss fazendas que se vendem ba-
rato para acabar (a dinheiro viata.)
Cigarros
de palha de milho, cosida, do Rio Grande do Sol,
fszeoda superior: na ros da Cadeia do Recite n.
15. Anda existe um reato de potes para rapa
Manteiga lUgleza especialmnteescollhirJaa 800 e I&000, eem porcao ter abatimento.
IdeUl frauceza a melhor do mercado a 700 rs. a libra e em barris a ratao de600 rs. a libra.
QueijS flamegOS chegados oeste ultimo vapor a 3000.
(JUmIJOS IUU(irlllt'S o melhor que ba ueste genero por seren muito frescos a 19200 a libra.
QueijO pratO o melhor que se pode desejar a 19200 a libra e 19100 o inteiro.
C h hys.tOU e preto o melhor do mercado de 19700 a 28880 a libra.
PresUUto flam bre ingloz s hamburgus a 720 rs. a libra.
PreSUOtOS portllgueeS viudos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra ainteiro a 460 rs.
Vn^.OJ!frr*fad0S Du(luedo Po'W. eouino, Porto fino, nctar, Carcavellos, Csmes, Hadeira seces, Feitoria velho, seeeo chamisso
V"*0 1*300 agarrafa, e 13000 a dutia.
VlIlO BordeailX de superior qualidade diflrentes marcas a 800 e 19 a garrafa e de 8500 a 109000 a duzia,
VinhO em pipa proprioa para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4*800 a caada.
Marmelada imperial aescolher de todos os fabricantes de Lisboa premiada as expsitos universaes de Londres s Pars a
900 rs. a lata, de urna libra e a 19700 as de duas libras.
JjOCetrJS com doces seeco das mais deliceda frutas da Europa, e o mais proprio que ha para mimos, por serem ricamente enfeitadas, a da
muito gosto a 3*500 cada urna.
FigOS em CaXintiaS de 4 libra muito frescos e grsmdes a 2*000.
Peras SeCCa em eaixlnha de 4 libras chegadas nesie ultimo vapor a 3*500 e 19200 a libra, afianca-se ser o melhor que pode havet Reste
genere.
AmeiXdS fraQCezaS em latas de5 libras por 49000 e 1*000 por libra. -
PaSSaS em eaixinhasdeoitolibras, as melhoresdo mercado a 3* e a 640 rs. a libra, a em eaixade urna arroba a 99500.
Latas COm f nietas <*e tod*8 as qualidades que ha em Portugal de 700 a 1*00U a lata.
Corithias em frascos de 1 \\t a 2 libras de 1*600 a 29200.
PraSCOS de amen doa confeitadascom 2 libras, proprias para mimos, por serem muito bem enfeitadas e de superier qualidade a 19500
eada um.
Caixas SOrtidaS eom ameixas, amendoas, passss figos, parase nozes oque ha de mais proprio para mimos, de 49000 a 59000 rs;
por caixa de 10 a 12 libras, e 320 rs. libra dos figos.
Lata COfP Dolaxillha de Soda de diversas qualidades, e muito novss a 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 2*500 a 4*500.
Conservas inglezas francezss portngnezas de 600 a 800 ris o frasco. t
Er vi I has francesas e portuguesas a 720 rs. a lata, afianca-se serem as mais bem preparadas que tem rindo ao mercado.
Mas* as talharim, macarrao e aletria as mais novas que temos no mercado a 400 rs. a libra.
Castanhas e nozes as melliores e mais novss por terem chegado neste ultimo vapor a 200 rs, a libra de nozes, e a 59 a arroba de
esstsnhss, e 160 rs. a libra.
Amendoas de casca molla a 400 ris alibra em porcao ter abatimento.
Azeitonas de Lisboa novss e grandes viadas pela primeirs vez ao nosso mercado a 3*500 a ancoreta.
Champanhe dssmarcss mais acreditadas de 15* a 20*000 reis o gigo de 1*500 a 2* a garrafa.
CervejaS das melhoreS marcas a660rs. a garrafa e de 5* e 69000 a duzia da branca.
Cognac s melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa a a 109000 a dusia.
Genebra de Hollanda 600 rs. o frasco a 69500 a frasqueira eom 12 fraseos.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado portugus, hespanhol e francez de 19 a 1*20* alibra.
Vinagre puro de Sboa a 24* ra. a garrafa e 19850 a caada.
Batatas em gigos com ums arroba, as melhorea que ha no mercado a 1* o gigo, e en porcio de 10 para cima a 800 rs.
Sebollas SOltaS novas e grandes a 1* o cento e a 89 o milbeiro, aflaoea-se que vista da qualidade ninguem deixAra de comprar
Espermacete Superior sem anria a 740 n. em eaixa e a 760 rs. a libra.
Arroz o melbordo mareado a 100 rs. a libra o 2*700 a arroba do da India e 120 rs. a libra do Msnnbo,
Alpi&ta e painC/0 o mais limpo que ha a 160 rs. a libra do alpista e 240 re. a libra do paiaoo.
Vinagre braneo o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrsjMh 2*560 i baada.
MaSSa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa a vinda a primeira Ts a nosse mercado, ds 1 a lata."
Araruta meibor que se pode desejar a 320 rs. a libra, e 160 rs. a librf ds gomma.
ToUCnhO de Lisboa o mais novo do mercado a 320 reis a libra e arroba a 10900*.
A lm dos gneros annunciados encontrar o publico ludo que procurar tandete a molhadas,
qualquer parte.
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Esceocia de ail.
Para engommado
Vaten|*fraitLdinhsoi eieenci deJl
asa excallsnte pira ngoatmadd frortjud mi
gola dtlia 6 bastante para dar cor ei a* bicti
de gmma tendo de mili mal I piddtoWaa. de
nio m.ocbar i roopa como mottla vert con-
tece como do de aull Cela cada tfisqutobo
500 rs : tu rol dQuilmido loja da guii brn-
f sosos ooo ooooo
oja das 6 por-j
tas em frente do Li-
J l. I I 11 i i ni," ltl.1 I
I
I
vramento.
Rouiafeita fiito bafata.
Paletn de panno Abo aobrecasaco,
ditoa de taiamira de cor defujio, ditoa
de britn de cores braocoa, dito de
ganga, caigas de casemita pretal e de
Corea, de Urlmbranco e de coral, degaa-
a, camisas eom pello de linho muito m
nis, ditis de algodo, chapeos de aol j
Esponjas fiuas
para o rosto.
Vende-se mui floas eipoUial pan rosto, a %$
cada na : na re do Queimado, loja d'agala
branca n. 18.
Noves enfeites e cintos
dourados.
A loja d'aguia branca acba-se recentemente
provida de um bello e variado ortimento de en-
feites de differeotes qualidade e gostos, os mais
liados que uossivel encontrar-so ; assim como
est igualmente bem sorlidi de bonitos cintos
dourados e prateados, sendo lisos, de liatras, a
matizados, e bem assim os de pootas cabidas,
teodo de tudo muito para aatisfazar o bem gosto
do comprador, que manido de dinheiro alo dei-
xarl de comprar : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16,
NI pidiria de Antonio Fornandes di Silva
Beiriz, roa dos Pires n. 42, vende-se a muito
acreditada bolachinha igual a inglesa, dita de
ararute, todooirabalho neata can bem comd o
pao e bolacba feito das melhores farinhas e
trabalbado com o maior asseio possivel, farinha
a melhor do mercado a 180 rs. a libra.
Ni rna do Imperador n. 28 vendem-ae bir-
ria com cal de Lisboa, superiores bitas hambur-
guesas, as quaes tambero se alugam.
Lentilhas.
As melhores e mais saborusas de todos os le-
gumes, muito frescas e leve para o estomago, te
preparam de todas as maoeiras e proprlas para
janlar : acharase a venda nos armazens Pro-
gresado e Progresista do largo do Carmo n. 9 e
ra das Grazes n. 36.
Cal d Lisboa
Vende-se bsrris corneal nova de Lisboa che-
gada hootem no muito acreditado deposito da
ra do Brum n. 66, armazem de Divid Ferreira
iqBtar. .
Na ra da Paz, cocheira n. 41, ha para ven-
der-seuma linda parelha de cavallos castanbos
rozilhos, j onsinada, eallise dir quem a vende
Legues.
Ven lera-se lindos laques de madreperola, o
mais fino possivel: ua loja d'lguia de ooro, ra
do Cabog o. 1 B. ,
Lauvaft de efouvin.
Vendem-seas verdadeirasluvasde Jou vio, ene-
jadas por ate ultimo paquete da Europa : n
loja d'aguia de ouro, rna do Cabog a. 1
Gollinhas
detraspasso bordadas em
cambraia fina
Veodem-se a 2# cada urna : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16 A obra boa e
o lempo proprio ; a ellas, freguezas, antes que
ae acabem.
Novos cinteiros de .fitas com
pontos cnidas e franjas,
S loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor inglez os lao procurados e muito bonitos
cinteiros de filas com "pootas cabidas e franjas, e
por isso podem agora ser satisfactoriamente ser-
vidas ss aenboras que a desejavam ; elles achara-
se nicamente nadita loja d'aguia branca, ruido
Queimado o. 16.
No Manga i abo cas n. 45, Yendc-se
dous bol mansos para carrosa por
barato preep
Chapeos de palha.
O mala lindo orlimnto de chapeoa de palha
dea turmas aa mais modernas da Paris, pira ie-
nhoras e menlon, rkoi flottfl dltltti moda, di-
tos com lacos bordados : na ra do Crespo n. 4,
casi da i. falque.
Entremetas
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca te acha um bello sorti-
mento de ntremelos bordado! em floa cambraia
transparente, e como de seu cocnate est vn-
denlo baratamente a ySt a peca da 8 varas,
teado quanlidade biitaote te eada padrio, para
vealidoa j e quem tiver dtnheiro approveitar i
Oeeaaiio, e manda-loa comprar na ra do Quel
raid, toja d'agala branca n. 16.
Aguloas imperiaes.
Tem O fundo dourado.
A loja d'aguia brlnei tendo em vistas ssmpre
vender o boto, mandou vir, e acabam de chegar
aqoi (pela primeira vez) as superiores agulhaa
imperiaes, com o fundo donrado e mui bem fil-
ia, sendo para alfatates e costureirni. e cusa
cada papel 160 rs A agnlh assim bol anima
e adunia a qaem cose com ella, e em regra alo
mala baratas do que aioutras: quem aa com-
prar na ra do Queimado,loja d'aguia branca n
16, dir sempre bem deltas.
Mui bonitas
e boas fitas brancas de chama-
lote, franjas e trancas.
A loja d'aguia braoca acaba de roceber de ana
encommeoda diversos artigo d goito, e proprio
para enfeites de vestidos de oivas ou convida-
las, sendo bicos de blond de diversas larguras,
ranjaa brancas e de cores, trancas brancas com
vidrilhos e sem elles, cascarriihas brancas e mul-
tas ou tras cores, finas e delicadas cap el las bran-
cas, bonitos enfeites de flores e cachos sollos, la-
vas de pellica eufeiladaa primorosamente, mui
bonitas e boas fltaa de chamelote, e emflm mul-
los outros objeelos que pedido do comprador
serio patentes, e vista do dinheiro nSo le dei-
xar dd negociar : ni loja d'agala branca, roa
do Qaeimado n. 16.
Tiras
hordadas em ambos os
lado9.
Vendem-se tiras decambrais bordadaa em am-
os oos lados, que pela largura bem ae pode par-
tir a mel, pan satas e outras moitas eousas,
custa cada tira 18200 : na ra do Queimado, loja
oaguia branca n. 16. ^
Polassa americana.
Vende-se potaisa americana muito nova e da
superior qualidade: no escriplorio de Msnoel
Ignacio deOliveira & Filho, largo do Corpo San-
'"'CHPEOS A I.ARIBALDI
Ra da Cadeia do Recife, loja
n. 50, de Guha A Silva.
Os mais modernos chapeoa a Qaribaldi e chi-
ques, de paliaba e feltro, mui lindos, e se ven-
dem pelo barato prego de 10 e llf.
Paletots a Garibaldi.
Paletots de seda a moda Garibaldi, imitando o
maisQnisiimo brim trancado decores, muito pro-
prios para os bailas, testas paaeeies caaapestre,
pelo diminuto prego de 101.
Chapeos baratos.
Chapelioas de seda para senhora, pelo barat-
simo orego de 89, chapeo! d ledi e de marin,
bem enfeitadoi, pira meninos e bsptisirJ a 6 e
7p, ditos de palha e seda para aenhora a 10$, di-
toa de seda decores, copa baixa, para bomem a
6, ditos de cssemira de cores, pelo diminuto
prego de I96OO. chapeos de castor baaaco sem
pello, bonitas formas 12$, bonete franezea de
panno para meninos a S#500e3>.
Gudrdaapos 6 toalhas.
Dutia de gaardaBipol para mesa a 2J e 2JM00,
toalhas para mesa de li4,1|2 e 2 varas a 1000,
1*500 e S. '
Vestuarios para meninos,
de fusto, enfeitados, a 8#. baldes para enhora
a 39500, bonitos vestidos de pbautesia pelo bara-
to prego de 12f, atoalhade de lidho adamaicado
com 8 palmos de largura a 2J210 a rara, mantas
de fil branco, manteletes, leques de diversas
Cualidades, gollinhas, manguitos, sedas de qua-
rlnhos, e outras multa! fazendas que le ven-
der por barato preco na referida loja cima.
Vdetele don globos em meto uso,
um celeste e outro terrestre, proprio
para bem se aprender geogaphia. 01
exudantes que os pretenderem podem
dirigir-se a livraria universal de Guima-
r&es & Oliveira, na ra do Imperador.
Tifas bordadaa.
Vende-se flnissima tiras bordsdsl af| eSJSOO
a peca, babados fraacezea muito finos a Com
bordados muito lindos t$, 29500 3| e 4|500 a
peca : oa roa do Qaeimado loja de mladezas da
boa fama n. 35.
Agolhas francezas
Veade-e agulhaa francezas de fundo dourado.
das melhorea que tem vindo so mercado a 161
r*. o papel, carleira de marroquim com agulhaa
ortidas e todas de muito boa quslidade a 19
cada urna, ditas de papel dourados e com multo
bom ortimeoto 3i0 r caixinhas com 100
agulha sortidas minio boas a 200 o 280 rs. ca-
da ama: na ra do Qaeimado loja de miudezas
da boa fama n. 35.
Para padaria.
Na ra Direita n. 84, vendem-se por coumo-
do preco baos sylindros americano novamente
chegados. '
Feijaoem saceos.
Na ra do Vi gario n. 10, etcriptoro
de Matheus & Rodrigues, tem para ven-
der muito superior feijfio em saceos.
Fitas de chmalo-
te muito boas e
bonitas.
Ven-ae confronta o porlio da tartalm 4ai
Cloc Pealas oasgaiute : tarreca per bad, 41-
toa pra Mvalloe para agaa. cardaba para traba-
Ib r na eltasdega, ditos de sala, rod ser* a*r-
rocas e c.rriBho, eixos, torradarea da caMssaa
|H. boceea de fow, baadalrai, farrea de vsl-
^, 1alidadea. dobradieaa da cSMH-
bar de todos os Uaasobss, feebadorla de ferreta,
ferrolho da chapas, ferro de embutir todas os
tamanhoa, o porlio da ferro.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
h RABO QUEIMADO N!A6
^DASEROUPKSP
r.u.. SSim2oCSiBp!,*2 de '""" da diodo a SS, 98, 80 e 35f, elilcoi muito bem
1 ir ^* A* 3?J[e Wf Pletol* aoaaaeadoada panno pretde 16 It 15, ditoa de cssemira
de cor a l, 18$ e 801. paletots saceos de panno e cssemira de 8 at 14, ditos liccoa da lpica
\n\l\\Ja^^M^^t^t'^t^*^*'^***T9Mi.t\v pretal de caaemirade
8 at H|, ditoa da cor da 7 at lOf, roupaa para menino de todos oa timaohos" grande sorti-
A loja d'aguia braoca acaba de receber pelo va- ??Dl0 df rou.PB de tln C0D?2 ,eim *al5*' Pl*tH eolletei. aortimento de colletes pretos do
por iogle 4 sua encommeoda de boas, bonitas e Mlim' t."m,rr; e T,ellua;0 de a l. ditos para casamento a 5 s 6, paletotl br neos de bre-
largas fitas de chamelote brancas a outras cores, |BnV o p#, calcas branca multo Una abf.e um grande sortimento de fazeodaa fin a e mo-
as quaes sao excedente para cintos, lacos, etc.. I ".*"> eomplelo lortimnto d eaaamirai iagletaa para homem, menino a lenhorl, aeroalas de
de vestidos psra casamentos e bailes, assim como ^Bno e l60,ao. chapeoa de aol de aeda, luvaa da sed! de Joavio pira homem e aenhora. Te-
para lacos de bonquetes. cinteiros de criancaa e P!* uJ?.a 8"iV*?riCf u,ile onde recebemos soeommenda de grandes obras, que para
muitas outraa diveraas coosas, e como de seu
eosiume os precos sao menores do qae em outra
qualquer parte; asaim quem munido de dinhei-
ro, dirigir-se a rna do Queimado loja d'aguia
branca n. 16, ser bem servido.
;Mt 6MCM9M-Sf6dl& StS-MQMBMB
Para acabar.
[Na ra do Queimado n.
loja de 4 portas.
Vende-se chspelinal de aeda pra 16-
nhora a 8.
Organdyi padroes 01 mal moderno! a
600 rs. a vara.
Sediabas de quadrinhos a 800 rs. oco-
vado.
Casacas de panno preto muito fino a
209000.
Manteletes pretos a 15 e 20.
Riquissimos vestidos de seda de corea
a pretos o mai moderno que tem appa-
recido e por baralissimo preqo.
isso eit sendo administrada par um hbil meatra de aemelhante arte
eineoenta obrairos ecolhido, porianto exacetamos qualquer obra com
do que em outra qualquer casa.
e um pealoal da maia da
promptidio e mal barato
N. 20Ra da ImperatrizIN. 20
preco (le 2600o corado, cortes decsmbraia fina com salpicos miudinhos a 5, tiras bordadas e <
trmelos a 1J a pega, gollinhas bordadas muito finas a 1, chita com algum toque de mofo
r. o corado, pellos para camisas brancos e de cores a 160 ra.
al6o
Potassa da Ilussia.
Vende-se potassa da Rusiia da mais nova e
superior que ha no mercado e a prego muito
cammodo : no escriplorio i*e Msnoel Ignacio de
Ollveira & Pilho, largo do Corpo Santo.
4s verdadeiras luvas de
Jouvia.
Acaban de chegar pelo ultimo vapor para a
loja d'aguia braoca, na ra do Queimado a. 16,
tendo de todas aa cArea.
ARMAZEM
ROUP A FSITA
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miodezas
de Jos de Azevedo Uaia e Silva, est venden Jo
tudo muito barato para apurar dinheiro, pois o
que presentemente mais precisa.
Grora de pennas de ac de diversos mo-
delloa a..............................1,
Oixis com igulhas francezas 4..........
Gixas com alfiaeles ..................
Caita com pparelhos pira meninos....
Ditas com olio para grande a..........
Baralhos porluguezesa............120 e
Groia de bote de oso pata Caiga, pe-
queos, a..............................
Tesouras para unhk muito finas a......
Ditas para costura a.i..................
Baralhos trancezes muito finos a........
Agulheiroi eom agulhaa a....;.........
Caivete de 1 ful ha muito fiaos a 80 e
Pecas de tranca de lia com 10 varas a..
?egaa de franja de lia com 10 varaa a.,
ares de sapatos de tranga a............
Carla! de alneles franceses a..........
Eacova para limpar deoles a 300 e....
Masaos com grampo! muito fino! I....
Cartoea eom clcheles eom algum de-
feito a ...............................
Dito! d ditoi de luprior quslidade a
Sidaeade ago paraaeohora a............
alejo com dua'a vozea a..............
Ditos com 4 tozl ....................
Eofiadorea para vestidoa, lindo muito
grandes a........... ..................
Caitas com clchate frncetea........
Cartaa de alfiaelea para armag&o a......
Charuteiras muito linas a............i...
TintOIroa de rldro com tinta a..........
Ditos de barro com Unta superior a....
Arta prel muilo flni, libr*............
Funileiro e vidraceiro.
Grande e ora officin.
Tres portas.
31Ra Direita31.
Neile rico e bem montado estabelecimento en-
coutrarao os fregueses o miil perfeito, bem aca-
bada e barato no aeu genero.
URNAS de todas asquilidades.
SANTUARIOS que rivaliiam com o Jacaranda.
BANHEIRuSde todos o tamauhoi.
SEUICOPUS dem dem.
BALDES dem dem.
fiAOIAS i lem dem.
BAHUS dem ident.
FOLIIA em eaixas de todas aa groufli.
PRATOS Imitando em perfeico a boa porcel-
ana.
CIIALEIRAS d e todas aa qualldadel.
PANBLLAS idem dem.
COCOS, CANDIEIROS e flandre para daal-
quer sortimento.
VIDROS em caitas e a retatho d todos oa ta-
mandaado-ae maahoa, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer natu-
rza, coocertos, que tudo aera deaempenhado a
contento.
500
ISO
0
240
900
200
120
400
400
320
80
160
200
800
1Z80,
100
400
40
SABAO.
Joaqulm Francisco de Helio Santo arlsa lo!
leusfreguezesdesta praea e oade fra, qaa tem
xposto & venda aaboda aa a fabrica denojsiaaa
Reciteno irmazem dos Srs. Travsaaoajanior
& C, oa roa do Amorim n .58; masa amarella,
eatanha, preta e outraa qualidade por menor
trago qae de oatrlafabricai. No meamoarma-
em tem feito osen deposito de velaa da camas-
laaimpleasem miatnra algoaa, tomo aa de
tompoiigio.
Lindas flores.
i Na loja d'aguia de ouro, ral dofiabug o. 1 B,
riceberam de eua propria eocommeoda um eom-
Slelo sortimento de flores, o mais fino qua pos-
Ivel encontrar.propriaa para enfeites de cabegaou
' vestido, cousa muitd chique, qae ae rende por
prego que admira, aendo a 800 e 1 o cacho.
Mi gangas miudas de todas
aVQmlJk
ata
.40
100
100
900
as
Joaquim F. dos Santos.
40-Rua de Oueimado-40
Defronte do becco da Congregado ltreir verde.
Neste estabelecimento ha aempre um, sortimento completo de roupa faita de
todas as qualidadea e tambem ae manda exeestar por raerJida f vontide dos frecue-
zea para o que tem um doa melborea profeasores.
Casscl ue panno pretb a 40$,
35 e 300OO
Sobrecasacosda dito dito a 35 e 308000
Paletots de panno preto e de co-
res a 35, 80, 25, 10, 18 e 2000
Ditoa decasemira de corea a 22,
f 15f,12.7e 9SOO0
-Ditoa de alpaca preta golla de
velludo fra acezas a 10$l)00
l _ Ve coa a 9ra 8000
Diloa^je a|paca/de corea a 5 e 3500
' R!l,/ilealpaoapretaa9,7,&e 81500
l DU^ dekirrim de coro* a 51,
| / 4500.>t e r 3500
i Ditoa d bramante de linho b an-
co a 6. 5JSe 4000
Ditos de merinoNde cordSo preto
alle \ 8O00
Caigas de caiemira\reta ede co-
res a II. 10, 9JW7 e 6000
Ditas da prineeza e toverin de
cordo prato a 5, 69500 e 4f50
Ditaa de brim branco ede cores a
5. 4500 e i|500
Caleta de ganga da coros a \ 3|O00
Colletedo reliado preto e de co\
rabmosb bordado* a .* 8*000
Ditoa da casemira preta e da co- \
rea lisos e bordados a 6. \
5500,5 3|5"0
r*rvj"Vi""/
Ditos de setim prto
Ditos de seda e setim branco a 6 e
Ditoa de gorgoreo de aeda pretos
e da cores a 7, 6, 4 e
Ditos de brim e fusilo branco a
31500, 2500 e
Sf ronla d brim de linho I 2 e
Ditas de algodo a !600 e
Clmisas de peito deTuatao brinco
ede core a 2400 e
Ditaa de paito de linho a 5, 4 e SVOOO
Ditaa d maiiapulo brancas e de
cores a 3, 28500, 2 a
Chapaos pretos de massa francesa
forma da ultima moda a 103,
85500 e '
Ditoa de fettro a 6, 5. 4 e
Dito! de aol de seda ingleze a
fraoce*ea.l4#vlUp, nj ,
ColariDboi d Iintio muito finos
oovosfeilioa da ultima moda a
Ditos da algodio
Reoslos de ouro patente hori-
Ditos da prala galvanitados pa-
tente o horizontaea a 40 s 3*fO0
Obras de ouro, aderecos o meios
ide'recos, pulclns, rozlas e
sneis a
Toalhaa de linbo uzia lOf, 6 e 91000
Ditas (rendes par mesa ama 3a 4|~~
5000
55000
5000
3000
2J500
1280
2HK)
1S&00
70O0
20000
un
HJat
500
800
500
1
EIIWM*
sem segundo
Ra dd Queimado 0. defronte do sobrado
novo, eati disposto a vender lado por preces que
a todos admirare, assim comoseja :
Fraseo eom agua d Lavand* muito su-
perior e grsndea a....................
Duzia d aabonetes muito finos I......
Sabooetes muito fios a................
Dito! di los milito grandes ..1.........
Frasco com cheiro muito finos a......
Garrafal com agua celeste superior I ..
Frascos com banhk muito fina a......
Ditas com dita de urao ...%............
Frascos de oleo de babosa a............
Ditoa do dito mnito finos a 320 a......
Ditos com bauha transparente a........
Ditoa Wm superior agaa d colonia k..'.
Ditos ditos frascos grandes a............
Ditos d macaca e oe oleo a..........]'.
Lioha branca do faz a 10 rs. tres per
dous e I......,.......................
Liaba ea eartio de Pedro V com 100
jardas a..............................
Dita com 50 jardas a....................
Duzia de meias cruaa moito eneorpadaa
Dita de dita moito superiores a........
Dita de ditas brancas para aenhora a.,.'.
Bieoaalargura de3dedos, vara a.....
roz de botea de louca a...........
cores. ,
A loja d'agala branca acaba de receber esias
51 procuradas migaogll miudas qae servem para
llOOO pulceirae e outras cousaa, a por isio avis ss
160' peuoas que ellas esperavam e aa qae novimente
UO quizerem comprar que munido de 500 ria eom-
120 Prtrao nm masso muito maior do qae os antigos,
isso sotoente na loja d'aguia branca, roa do Quei-
mado n. 16.
500
19000
240
600
2i0
500
900
400
iroza de boles de louga
Sarrileis d lioha com lt
100 jarda 1.....
auperiorea a
Suzia de phosphoros do gas :.
ita de ditos de vela muito super
Pai de gla para c de toda ai largnra!
Franjea de linho para toalhas (varal*...
Blcoi da! ha! pbV todo o prego, por podido
Buho do fabricante para acabar, e por iuo
60
20
2400
4*500
^8
160
30
240
240
320
80
nao se b
que canoa, e tim o qaa di.
Rttada Seazalla Nova n, 1%
Meato, estabeleclnsjento rende se: tab
cha de ferro eoado libra 110 n. dem
de Low lloor libra a ISOrt.
Grvalas da moda.
Ni loja da boa f, ba ra do Queimado n. 22,
sa encontrar um completo lortimnto de grava-
tal de aeda preta! e de cores, qua ae reodem por
pregoi baratlssimo, eomo sejam : estreitinhas
firetas e de lindas cores a 1, ditas eom ponas
irgas a 19500, ditas prelas bordada a 1J600. di-
lis prelas para duaa voltas a 2| ; na mencionada
loja da boa f, na roa do Queimado o. 22.
Urna barcaca.
Vende-se ama barcaca do porte de 35 caiai,
encalbada no eslaleiro do mestre Carpinteiro Ja-
cintho Elesbao, lo p di fortalezl das Cinco Pon-
tea, aoade pode ser vista o examidadi pelol pre-
tenderte ; vende-se a prazo oa a dinheiro ; a
tratar com Manoel Airea Gaerri, DI ro do Tra-
piche n. 14.
JLei&COB bYtVmCOS utuito
MM,
Vendem-ae lengda braocoa malte finos, poto
diminuto preco de 2400 a duzia, graada pe-
chincha : na loja da boa na roa do Queimado
numero 22.
Caivetes lxos paraabrir
latas.
Chegou nova remessa deall precioioi cai-
vetes fizos para abrir latas de sardloha, doce,
bolachinhis etc., etc. Agor pela feta come-ae
muito desasa cousas e par iuo necliiM ter
am desses caivete! culo Import t, comprn-
dole na ra do Queimado loja di aglla bflSca
a. 16, nica parte oode os hl.
* Arado americano se machna-
Eralara roupa:emc*iadeS.P.Jos
:on & G. ra da insola n.4S.
Feijo de corda.
No rmate da Tamo Irsalos, toa do Amorim
Minoro 35.
raiceo low-iooi
Raa daSeazalla Noy n.42,
Kesta dtabalacimaato contini i hitar
'ompletosoriimsntodamoendiiesaeiasmoen-
d" paraanganhofaehinis di rapor etaixai
te farro batidos eoado, da torios ostiminhoi
para dito,
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO BOLLOWAT
Milhare ds individuos da todas as nieas
podem testemnnhir as virtudes destaremedic
incompariTsleprovaremeaso ftoesssirio, quoJ
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo "
membrosi u teira mente saos depoi sde hator etb-
pregadoinuiilmenie Outroitraumentos. Cadi
pessoa poder-se-baeon vencer deesas curas mi-
ravilhosas palaleitura dos peridicos, uelh'ii
ralatam iodos os das ba moitos annos; i
miior parte dellas sao tao sor prndenles ana
admifam os mdicos mais celebras. Quantat
pessoasrecobraran eom este soberano remedie
o uso ds seos bracos a pefnas, depou dedui
permsneetdo longo tempo nos hospitaes.o tas
deviam soffrer a ampntacao 1 Dallas ha mui-
cas queda vendo deixado ossea, aaylea depade-
trmenios, para so nio subastaren aesssope-
ngao dolorosa (oran curadas completamente,
medanla o uso dessepreeioso remedio. At-
gumas dastaaspessosnaanfnsiode senrseo-
aheeiinentodeelararam estes resultados bensfl-
4 l,nteido ,ord oregedor e outros magis-
trados, iflmdo misanunticaramsuaafirma*
uva.
Ninguem desesperara doestado desande SI
tivesse bstanle confiangs para encinar esta re-
medio consuntemantesaguinio algnm tempe o
tratamenlo que naeesstasss a naturexa do mal,
cujp resultado sera provanneonteatavelmente.
Que tudo eara.
O ungento he tll, mais particn-
> nos segaintescasos.
Inflamnacao da|bezifi
No caes de Ramos, armantem ni. 18 e
36, e rna do Trapiche n. 8, ie Tend gaz
em latas de cinco gallees, a U|OOQ tu
e tambem a retalho.
Vende se a metade do terreno que
existe no becco doFerreiro freguezia da
Boa-Vista data cidade, o qual terreno
tem apenas um telbeiro e ofFerece bom
local para edicacao: na rna do Impe-
rador n. 54, primeiro andar para
tratar.
Mantas de retroz.
Vendem-se manUs de ratros para gravataa a
00 n. : na ra do Qaeimado a. 2, aa Iota da
boa f. ^
Opiata iogleza
para dentes.
Elti finalmente remediada a falta qaa aa asa-
lia deas apreciavel opiata inglesa lio provsilo-
sa a oecesearia para ea denles, fase porqss s lo-
ja d'aguia branca aesba de receba-la de ana sa-
commenda, e continua a vende-la a 1*500 ra. a
caisa : qsem quizer conservar seus denlea bt-
feitos prevenir-so mandando-a comprar ata
dita loja d'aguia branca, roa ds Qaeimado a. If.
NOVA
exposico de can-
dieiros ecotio-
micos.
O proprielario deste novo eatabelecimenloavi-
sa ao publico e a lodos os consumidores, qne ten
recebido am grande soitlmeoto de candieiros ds
novo modello, riquiaaimoa para ornar aalaa, todos
esmaltado de diversidades de cores, desdo o
mais rico at o mili ordinario, assim eomo um
grande aoitimento ie gis da primeira qualidade,
pelo preco mais barato que se pode encontrar ;
assim como tambem meias latas, s as garrafa :
oa rnlNori o. 24, loii do Viaona.
\r-
Alporcaa
Ciimbra
Callos.
Aaearai.
Cortaduras
Dores da eaheea.
das coitis.
-dos mnbros.
Eafermidadea da eutis
em geral.
tes da anu.
Erup$6o escorbtles.
Fstulas no abdomen.
Frialdido ou falta da
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gingivas escaldadas.
Inchacoes.
Inflammaeao do Bgado.
f-4a matris
te-
Potassa da Kossia.
^ende-se em casa de N. O Bieber di
C., successores, ra da Cruz n. 4*
Meias para scah^ra.
indem-ie superiores neiaspara aeobora po-
lo beratissimo prego de 3|8i0 a sais ; aa loja
da qo f, oa ra do Queimado o. 2t.
A loja da bandeira
tem para vender de boa
qualidade folha, estanho-
e bacas de
Jsenecwpa prego favorito.
Nova loja e funileiro da!
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos di Fonseca participa a
^do o us fragete tanto da praea
omodo mato.ejantansDts aorsspeita-
vel publico, que tomou a deliberado de
balxaro prego de todas assaas obras,por
cajo motivo tem para vendar nm grande
sortimento de banfia e bacas, todo da
difTerenteatamanhoae dadivar cores
am pintaras, e jnotamentesn grande
sortimento dediveraaa obraa.eonisndo
banheiroa egamelaaeompridaa.graadsa
epeqaenaa, machina para caf ecane-
ca para conducir agua grande e peque-
as, lata grindea para conservar fari-
nha e regadoroa ao uto da Europa, ditos
graodea e pequeos ao uso do Brasil s
asmas de vento, latas de arroba a If,
bahasgrande! a 4| a peqaenoaaaf
ra.,bacia grandea a 5 a peqasnaa s
800 rs.,cocos de aza alfa dnaia re-
gadores regulares moito barate, diles
.oequenos a 400 ra., de todo estes obioe-
toa ba pintaMos e em branco e todo mate
se vende pelo menoa prego poaaivel: os
loja di bindeira di roa da Crux do la-
clisa. 37.
Relogios.
das pernas.
dos paitos.
da olhos.
Mordeduras da repts.
Picadura de mosquitos, -?,n4.w #B ,m d. Johl,to, P|#, ^
Ojalas f J/ d9 Titfi0 D- 8 nBab,llc 'n *
Sa e "' [ralogiosdaouro.patinte ingles, da om doa naos
?.. 1 a si .'nados fabricantes da Liverpool; unban
Supuras putrtdss. ^^ Ttr#(Udt | hnlm hJ^ZZ*
Tinha, em qualquer
parte que se a.
[Tremor de ervos.
Ulceras na bocel.
do ligado.
das irtieulices.
Veas torcidas ea no
das nss paris.
Vende-se asta ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 844, Strand, a na loja
de todos os boearios droguista e entras pes-
soas enearregadas d sna venda em toda a
America do sul, Havana a Heapahha.
Vende-se MO rs eada bocetinha conlra
urna instraeeao em portugus lara explicar a
modo de faser uso deste ungento.
O deposito geral era casi do Sr. Sonm,
pharmaceutico, na ru de Cruz n. 22, en
Pernambuco.
Vende-se
azeite de dend oa palma, dito de amendolm qua
ierre par! lxele machina, mili barato do qua
e) qualquer outra parte; na ral do Vigirio n.
II, primeiro andar.
^uperior rap de Lisboa em
fiascos.
Vaons Wperiprrap prucczi MuAthltrl.
coa, chegado no ultime
loja da boa tt, roa do
Tende-ae nttk
gis, da asa n. M a
tritir m aHstne roa OT,
-ftybes
ai.
na
memos.
Plvora.
Vende-ie plvora de superior qualidade
chumbo de mooiglo por menos do que em ostra
qualquer parte; tratar ao eaetiplorie do Alsalo
Cesirio Moreira Das, na Forte do Millo, raa Ja
Moeda a. ti.
LuvasdeJoiivin.
Na loja da Boa F oa rOa do Qseimids a. ,
sempre se encontrarao aa verdadeiraa lovis da
Jouvln tanto par! homem eomo para lenhea,
advertindo-ae qae para aqaellea ha do nato
lindas cores, na mencionada loja da Boa P aa
ra de Qaeimado a. 2J.
Banda fina
em copos grandes.
A' loj 'agni branca ^vli a isa be a
zia que chegadi\,aprecia
pol
do one em outra qoelqser parte : na roa fe
mono loja d'aguia branca o. 16.
ssa da Russia e cal k
Lisboa.
tti!K
!*i Pra
datMrt ptrtaaaa da toalla, aove
Uieoo, laaln
oolti tidade; I potra; taitopbr
|oMr qailqoarparta*.
i
1 MFI HOR FyFMPI AR FMrnMTRAnrT^
MMTII AifiT^-
nn


w
I
l
A*
\
1
MIMO DE PEBHAMBBCC
Francisco Fernandes Duarte
Largo da IV n lia
ehegados oeste Hio vapor a 2*800, ditos do vapor panado
a libra, ero porgo se (iri abat-
o que ha de bom neite geoero,a 480 n. a libra e lnteiro
em gigos de ama arroba a lf cada oro.
Continuarse a vender neste arnazem de molhados os
melhores gneros que Tem 10 mercado, e por muito menos prego do que em outrs qualquer parte
para o que recebe o propnelario em todos os vapores da Europa, a maior parte da eeua amaros
scolhidoi por pessoas encarregadas, para este Qm ; por isso oovamente participa aosseasfreguezes,
ma ao eossrs. da praga comode engenhos e lavardores, que queiram seguir em prograsao, que
nao deixem so menos de comprar a primeira rea anas eocommendas, corlo de que bao de gostsr
para o que alo se pouparlo os proprietarios, em prestar toda attenco, e meamo em serviros por-
tadores menos prsticos, tio bem como se viassem os Srs. pessoalmente; e abaizo mensionamos
os prego de alguns gneros, por onde se pode julgir que vendemos baratissimo.
alamxeiga mglexa a maU Juperior qne ha no mercad0, m 1Q00, Hort im
barril se (ara abattmento.
Uutaiga f r anecza aviii0 n0T,, 640 a 1bril e tm b(rr, m w#
cu vfe*^ Vy* p^t* mai. ,aperorfl. d0 mercad0 m0Ot nm
e IfoGO rs a libra e aflanga-se a boa qualidade.
QacVjos do relato c
29600.
lUBv4"8 ss melhores que se pode desejar a 40 e 120 rs. cada ama.
Prezunto iagle proptio, para flambre, 900 .
ment.
Prezunto da reino
440 ra.
Batatas novas
1U3 0 meibor petiseo que pode haver por estar prompto a toda a hora a 1| a libra.
X oucinho do tcho 360 r,.. bra. arroba ao|500
CUou ticas e palos mnil0 n0T0,, m Iibr,
e em barril a 440 rs.
Wtouas u* novas, 3,0 .. t.,. ,..,. M0 .
^J^S" 80d* v- waj.
, em porgao se far abat ment.
duas ditas poMf'oG?1* BT* d merC,do em Ut" de nma lib" Dor 90 d" de
> 1 ih n?i / -i."fan,ad ^.bren e de outr01 muil08 f>ricantes de Lisboa
a lf a libra, em latas de 2 libras por 1#800.
Lumt.an. i JeiaS ai melhoree que se pode desejar em meiaa latas por 500 rs.,
tambera temporlugueza me latas enteiras a 640 rs.
Chocolata f raueez e
iraSSaS proprias para poaim 800 rs. a libra.
5 ipereUC em ,aUf de 2 ,lbra| elegantementeenteittdas a lf200 cada nma.
pe r msele ,nperior de 4( 5 e 6 em ,Dra a 760 rf e em ealxa a 740 M<
Latas com peUe em posta dM meIhorei qoslldade8 ha em PorlagsI
\mwxdoss coutelUdas.lf.HbM>dilasemmIol0ieJB m eomcma
a u rs.
Nozes e castadas
para sopa a 640 f, a ,bra e em ea,xiohas de 6 a 8 |lbr ,e far abat|menl0f
Metria, maeair&o e talWim, m lltr,, e clfl,, ,
sevaainna rr,ncez, muUo nor,. M0 a llbra^
FarinAia do Marankao
_ de engommar, o que se pe desejar por ser moito aira a 100 rs. a libra.
A.ipiS\a )Ul0 novo e iimpo tg0 rs a ,bra e em por5j0 8e far4 abatimento.
Ji ve o respeitarel publico, que aQaogando-se s boa qualidade dos geoeros cima mencio-
nados, se vende muito barato, e pelos quaes se poder iulgar lodos os demais que nlo foram an-
nnnciados.
hespanhol ehegado neste ultimo vapor a 18-200 a libra.
piladas moito ooras a 160 rs. a libra.
muito al va echeirosa al60rs.
Paletots
brancos.
Yeodem-se superiores paletots de brim braneo
de puro linho, pelo baratissimo prego de 5$ : na
ra do Queimado o. 22, na bem coobeeida loja
da boa f.
Delicadas escovas
cabos de mar fim e madre-
perola, para limpar
dentes.
Na verdadeuma escova para limpar pentea
sempre oecesisria em qualquer toucador, e eom
especialidade no da senhora que preza o asseio,
e para que elle aeja perfeito mandar comprar
na dessas escovas de cabo de marfim ou ma-
dreperols que custsm 29 e 30 rs., na loja d'aguia
branca, na roa roa do Queimado n. 16.
Navalhas d'aco
com cabo de marfim.
Vende-se na loja d'aguia branca mu unas na-
valhas d'ago refinado com cabos de marfim,
para assegurar-se a bondade dallas basta dizer-
se qae sao desafamados e acreditados fabrican-
tea Rodgers & C eusta cada estojo de duas na-
valhas 89000: na ra do QaeimaJo, loja d'aguia
branca, n. 16.
Entre-meios bordados em
cambraia transparente.
Na loja da aguia branca vende-se ntrentelos
bordados em fina cambraia transparente a 19 a
pega de 3 varas, prego esta porque s se seba em
dita loja da aguia branca ra do Queimado n. 16.
Adverle-se que de cada padro tem bastantes
pe$as para vestidos.
Vendem-se os engeuhs
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
0 primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
sareja qatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quena pretende-los dirija-si
amada Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra oom tiuem tratar.
A3000.
Chapeos de palhiohaflna enfesldos para me-
ninas ; na roa do Crespo n. 10.
Aoi tabaquittai.
Vendem-se superiores lengos frsncexu a iml-
lagio doa de liobo, muito proprioa para oa taba-
quiatas por aerem de cores escurss e flus, pelo
baratissimo prego de 5 e 6f a dusia : na ra do
Queimado n. 22, na bem conhecida laja da boa f.
Fil liso e tarlatana.
Vende-se superior fil liso e tarlatana branca
de cores, pelo baratissimo prego de 800 rs. a
Tara ; na bem coohecida loja da boa f. na raa
do Queimado n. SM.
Toallas pafa maoa.
Vendem-se moito boas toalbas para mos pelo
barato prego de &9a duzia ; na ra do Queima-
do n. 22, m loja da boa f.
Ricos eaeitet.
Vendem-se reos e superiores enfeites os msis
modernos que ha, pretos e de cores, pelo bara-
tissimo prego de 6 e 69500 : na loja da boa f,
na rna do Queimado o. 22.
Cambraias de cores.
Vendem-se cambraias fraocezaa da lindaa co-
rea, pelo baratissimo prego de 180 o covado ; na
ra do Queimado n. 22, na bem conhecida loja
da boa f.
Cambraias rancezas finissimas.
Superiores cambraias francezas muito finae, de
muito bonitoa padrdes, pelo barato prego de 700
rs. a vare na loja da boa ni ra do Queima-
do n. 22.
Cambraia Usa.
Tende-se cambraia lisa transparente multo fi-
na, pelo barato prego de 4 e 5$ a pega eom 8 1;S
varas, dita tapada muito superior, pega de 10
varas a 6f : na raa do Queimado n. 22, na loja
da boa f.
Bramante e aloaWuvao de
UiVho.
Vende-se superior bramante de paro linho com
duas varas de largura a 29400 a vara, asslm como
atoalhado adamascado tambem de puro linho,
com 8 palmos de largura a 29500 a vara : na bem
coohecida loja da boa f, na rna do Queimado nu-
mero 22. \
Cortes de calca.
Vendem-se cortes de caiga de mefa casemlra
de cores escaras 2g eada corte ; na loja da boa
f, na roa do Queimado n. 22.
Port boaquels,
Dourados com cabos de ma-
dreperla.
Chegaram opportuoameote para a loja d'aguia
branca os bonitos port bonquots dourados e es-
maltados, com cabos de madreperola, conforme
sua propria encommenda, flesndo assim remedia-
da a falla qne hsvia desses port bouquets de gos-
to, os quaes chegaram bem a tempo para oa di-
versos cassmenlos e bailes qae se cootem nesses
dias, por isso as pessoas que por elles esperavam
e as que de novo os quizerem comprar dirigi-
rem-se munidos de dinheiro i loja d'aguia bran-
ca, raa do Queimado n. 16, que enconlrarao obra
de bom goslo, barateza, agrado e sineeridade.
QHAJ
de cambraieta.
Vendem-se superiores safas de cambraieta moi-
to fina, com 4 pannos, pelo diminuto prego de
59; a ellas, que sio moito baratas: na roa do
Queimado n. 22, na bem conhecida loja da boa f'
i mtu s de lAUtrto te tm
lotooo.
E' na raa do Queimado n. 89 loja de qualro
portas qae se vende os mtlhores chapees de se-
da de formas mais modernas a *. a.<.
45



Bonecas bonitas
com rosto, e meia pernade
porcelana.
Vende-se mui bonitas bonecas com rosto, e
meia perna de porcellaoaaosbaratissimos pregos
de 240,360,500.560. 610.720. 800 e 13000: isso
ni ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Grande
Superiores paletota de panno prelo muito fino,
obra muito bem feita, pelo baratissimo prego de
209 na roa do Queimado n. 22, na bem conhe-
cida loja da boa f.
Nova california
DE
Fazendas baratas.
Na roa da Imperatriz n. 48, junto a*
padaria franceza.
Cortes de cambraia branca com babadl- J
nhos 49 e 49500 superior 59, cambraia li- '
xa eom 8 Ii2 vara 3$, 39500, a 49. ditas de
Escossia 59, e 69. ricos enfeites para ae-
nhora 6Se6$500, sintos os mais delicados 2
para senhora 29500.99, cbapelina para cri-
' anga gosto ioglez 39500,49, para baptisado
I 39, corlea de vestido de seda Escosseza de
I bonitos gosto 129 alio se acabando, ri-
' eos lengos de labyrintho 19,1S200. chapeo
de sol para senhora de bonitaa cores, lisos
59, cabo de marfim 59500, corles de casa- Sal
braia brancos com flor de seda 59. risca- S
do francs 200 ris o covado, completos fl
sortimentos de baldes de arcos 39, tor'ti- i
meotos de meiaa para menino e menina S
200 e 240 ris o par. cbalea de tarlatana A
d corea a 640 ris, lengos braneo eom bar-
ra 160 ris chitas inglezas a 180 e 200 rs.
dita fraaceza a 240 e 280 rs. o covado
pegas de cambraia de forro eom 9 varas
9 a 29 : jonto a padaria franceza n. 48.
W. 43 Ra do Amorim K. 43.
Ameizas novas o melhor quo se pode etKootrsr,
pelo barato prego de 12$ calzas com 1 arroba e
16 iibras : estao se acabando.
RuadaSenzaiaNovan.42
Vende-se em casada S. P Jonhston A C.
Uinse silbosQglezes(eandeerote eastigaai
bronreados,lonas agieres, fio davala,chicou
para carros, amontara,a rreospar carro ds
na loas cvalos ralogio ida ouro patenta
BfsMs|
' Vende-se urna olaria na eamboa dos Re-
medios, com terrenos proprioa e barro para toda
qualidade de obras : a tratar oa ra do Cabug
n. 1 D. loja deoorives.
SYSTE HA MEDICO IIODELLOWAY
PILLASHOLLWOYA.
Este inesiimavel especifico, composto inteira-
raente de hervas medicinaes, nao eonlm mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno maistenra infancia, e a eompleigo mais
delicada, igualmente prompto e seguro para
desaneigar o mal na eompleigo mais robusta;
enteiramele innocente em suas operagoese ef-
fetos; pois busca e remo ve as doencas de qual-
quer especie e grao por mais amigas e tenazas
qus sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam s portas da
morie, preservando em seu uso conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do ioultimente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-sea des-
esperarlo; fagara um competente ensato dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar esta remedio
para qualquer das seguintes enfermidades :
Calcado
Ra Direita 45
OugamL Ougaml..
O traste indlsSensavel ao homem civiliaado
sem contradicSo^o sapato l E' elle o necessa-
'p.wwo o pi ao estomago. Tolera ae um
chapeo jaca ; urna casaca de ajuatar laboado ;
um vestido desbolado; mas o sapato acalcaoba-
do e roldo, a botina sem lustre e ji descosida
urna indecencia, um insullo ao orgao visual de
um christio. E' por lio gravea cooaidersgdes
que O proprielario deste eatabelecirceDio.
acaaando de receber um magnifico aortimsnio,
roga aoa seus freguezes se apressem em renovar
o calgado velbo visto estar-mos na festa :
vejam:
Homem.
M1L1ES (chagra privilegiado) frescos co-
_ a agua do Prata. .....
B9RZEGUINSioleirioa (Roctblld) .
> diversos fabricantes. .
a___ lastre peenlncha. .
E .' de N,D,M 'eqeta de loalre
bsteria...... ,
Ditos Nantes batera. ....!!

i?1"........
Nantes meninos.....
lustre (sola e vira.....
(urna sola).....
de tranga portugueza. .
franceza. ;
Senhoras.
BOTINAS.'gaspa alta e lago ingleses de
duragio iocalculavel. .
rancezas (lago).....;
sem lago. ..... .
gaapa baiza. ..*..,
outroa (32. 83 e 34). : .
de menina (Joly).....
Sapatos (Joly) com sallo......
* ( ) sem salto......
'apele.........
lustre (32. 33, 84).....
a econmicos para casa. .
Alem aiiio um variado abundante
ment de ludo o qae necessario a sapateiro pa
ra ezecutar qualauer obra.
-9##ejsj9
g Loja amarella n. 23,
iStrtimento de fazendas modernas.
J Vertidos de blonde.
,j Ricos vestidos para casamento com
m manta, capella.ssia de setim e mais per- 3
Z tences. r 9
9 Vestidos de cambraia.
Superiores vestidosde'cambraia borda- S
dos de urna saia, dous bsbados, palos e a*
aj babadiohos. 5
Capas compridas. a)
Modernas capas compridas de gorgurao
prelo e manteletes. 9
aj Sedas e moreantique. 9
^ Lindas aedas, moreantique de quadri- '
^ nho de novos padrdes.
Chapeos e enfeites.
Novos chapeoa de palha eofeitadoe coa
9 plumas, lindos enfeites para cabega.
Fazendas de luto.
sj Completo sortimeoto do fazendas pre-
aa> laa propriaa para luto.
Variedade.
8W Manguitos, goilinhas, pentes, leqnes,
espartilhos, sintos, meias largas, camisas #
para senhora e menino, enfeitea de cabe- #
ca, chelea de touquim, fll, tarlatana, toa- 0
ff llias de lioho para mesa, chitas flnss de V
novos padroes : na rna da Cadeia loja tf
9 amarella confronte ao becco largo de
Gurgel & Perdigao. S
"as de roaa e cnadeiras a cada nma com um
poltra (Olho) de 6 e 4 mezes, bem nutridos por
009, que barato atienta a qualidade dos ani-
maos: no engenhoMcguahipe debaixona fregu
a de Muribeca.
149000
99600
83000
5J5O0
69000
59500
59OOO
49500
39500
59200
31000
2J000
19500
6J00O
51500
5JOO0
4f8O0
49500
495OO
39200
21000
800
800
500
sorti-

i
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Vende-se em porgio e a retalho de urna sacea
para cuna, e por commodo prego: na roa da Ma-
dre 4a Dos confroote abolica n. 80.
Vende-ae um eacravo com idade de 34 an-
noa por 3009 por ter urna fstula em ama perna :
a peaaoa qae quizer, dirija-se a ra Direita n. 14.
Leite virginal
infallivel remedio para
sardas e panos.
O leite virginal ji bem conbecido como reme-
dio infallivel para tardas pannos, vende-se a
2f ra. o frasco na roa do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta loja por eatar constantemente a receber
perfumaras finas de suas proprlss encommendss,
bem se pode diser que est constituida um depo-
sito de ditas, tendo-as sempre dos melhores e
maia acreditados fabricantes, como Lubio, Piver,
Coudray e Sociel Hygieniqoe, etc., etc. ; por
isso, quem quiter prover-se do bom, dirigir-se
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, qne
achara aempre nm lindo e completo sortimeoto,
leudo de mais a mais a elegancia dos frascos, e a
barateza por que se venden convida e anima ao
oomprador.
Carros e carracas,
Em casa de N. O. Bieber
A C. suceessores rui da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mui elegantea
a leves para doas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendss para cujo fim elles possuem map-
paa com varios desenhos, tambem vendem car-
rocaapara condu.cc.ao de aaaucarelc.
Vende-se
farinha de mandioca de superior qualidade, moi-
to nova, e em ludo agradavel, em poredes gran-
des e pequeas a vontade dos compradores e pre-
sos muito mdicos: a bordo do brigue Midas
ancorado defroole do caes do alten al de guerra,
Capellas t ^
mentot e bailes.
Vende-ae maiiisaimo finas ricas cssttflss
braaeaa para bmivm, eom coas potaste rasasToan
o pello, pelo barailasieao proco 4o tt o HsV ta-
mos de lloros muito tinas o de asalto liaoo eo-
5*fj39. dito* mola Inferioras pouea aooaa a 1.
19500 e 29: aa raa do Queimado loja da miaaV
zss da boa fama o. 35
Luvas de diversas quali-
dades
aJ.*?,? ""? MDeriM l*aa do eaaaarca
tara bomeoa a 29 o p.r. ditas do fia da oseoste
brancas e de corea a 800 rs.. tfbi VhssT
feuda. par. ..nbor. 9g. ite. d. *&
Chicotes Ae gosto c multo
tortea.
Vende-se moito boniloa chceles de baleia eooa
eastoos de marfim e de metal para basaos a so-
nboras a 4 e 59cada um, ditoa de estallo tembasa
muito boos a 39, ditos de junco pareas moito boa
acabados a lf: aa raa do Queimado loja do aaia-
dezaa da boa fama n. 35.
Gabaxts pava senuorao e
meninos.
d.V SdaV HPe, b,r,'?"4o adeairavel preco
de e 49 cada um. e affianca-so qae aaeos aovar
oso deixsra de comprar, tio bonitos a alis ala
elles : na ra do Queimado, na loja de miadetas
do boa fama n. 35.
Tinta bem conhecida e acre-
ditada para escrever.
Vende-se cada frasco a 500 ra o doa graadoa
800 ra.; esta tinta azul aa occasiao eaa ana
se escreve e por multo pouco lempo fica prate a
bem preta, hsvendo a vaolagesa do servir para
copiar cartas : na ras do Queimado loja do mia-
dezas da boa fama o. 35.
Agulhas imperiaes
tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca, tendo esa viste samara
vender o bom, mandou vir de sua coate esees
superiores agulbas Imperiaes. as quaes acabasa
de chegar (pela primeira vrz) tendo oa fundos
dourados e ponas mui bom tiradas, o rosta cada
papel 160 rs. Cozer-se com nma agalha assim
boa, soima e adianta quem trabalha, por laso
dirixiremae ra do Queimado loja d'aaaia
brenca n. 16, que serio bem servidos.
Alleneo
9
8
GELO
Champagne
do afamado autor Chateau Laroaciro a 14a o ai-
k osla; ai prac da Indopaadoacls
No deposito do gelo ra do Apollo
n. 31, vende-se gelo de hoje em (liante
arroba a 50500, e meia arroba 2J000,
e a libra a 160 re'is: tambem recbese
assignaturas das pessoas particulares lo-
go que seja diariamente, at que se
acabe o gelo.
Vende-ae o grande sitio denominado Cala-
a, sito na freguezia da Varzea, da muito boas
trras, que ludo quanto se alante d urna grsada
quantidsde, com urna casa de teipa J cohorte,
urna dita de fazer farinha, grande quanlidade da
pea de cafezeiros, .com diversos ps de fructeiraa,
como aeja laraogeiraa, eoqueiros, etc., etc.; e
tambem veodem-se duas vaccaa que dio bastan-
tolaito, orna dellaa com a cria jI grande, e asa
barra maneo: a tratar na roa do Sebo n. 90.
*- N. O.Biebor 4 C. saccessores,rna daCras
d. 4, tam paro veader reloglos para algibaira da. pw>WTteo, ra rna da Crux
ooroapriU. tnambaco.
ca-
Aeerdentas epilpticos.
f-Alporcas.
Ampolas.
Areias( mal de).
Asihma.
Clicas.
Convulses.
DeiltJade ou extenua-
cao.
Debilidade ou falla de
forjas para qnalquer
cousa.
Desinteria.
Dor engarganta.
-*da barriga.
dos ros.
Dureza ao ven tre
Enfermidade no ventre.
Ditas no 6gado.
nfita venreas.
Enchaqueca.
Herysipdsa.
Febre biliosa.
Febre intermitente.
Vendem se estas pilulas no estabelecimento
garal de Londres a. 2*4, Strand, e na loja
de todos o boticarios droguista a outrss pessoas
encsrragsdas da sua venda em toda a America
do Sol, Havana e Hespanha.
Vendem-se as boeetinhas a 800 rs., eada
urna dallas contera urna instruccao em perto
guet para explicar o modo da se usar destas pi-
lulas.
O deposito ftaal 4 ai casa do Sr. Soum
Febrelo da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Infla ramajes.
Irregularidades de
menstruacio.
Lombrgas de toda
pecio.
Mal de pedra.
Manchas na culis,
Absiruccio do ventre.
Phiysica ou consump-
?o pulmonar.
Reterujo de ourina.
Rheumatisrao.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Yenereo (mal)
Vendem-se caixdes rasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1 $280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi te dir' quem ostem
para vender.
Vndese
na ra do Queimado n. 19
o seguir,te.
Pegas de cambraia fina adamascada para corti-
nado cora 8 1|2 vara;, pelo barato prego deJrCOO.
Toalhas de linho adamascado para meas a 49.
Cambraias de salpicos graudos muito lindas a
59 a pega, ditas de ditos miudinhos Ooss a 9300.
LeDcoes de bramante de linho a 33000.
Cambraia ailada para forro da vealido, eom
8 1|2 varas a pega por 89.
Grandes colchaa de fusto lavradaa 69.
Chapeoa eofeitados muito lindos, proprios para
meninos a 79cada um.
Cobertas de chita, gosto chinez, a 19800.
Ricas capellas para noiva, de flor de laranja.
Algodo cem 7 palmos de largo a 600 ra. a vara
Leogoes de panno de liobo a 19900.
Souhall Mellors & C, tendo recebido or-
dem para vender o seu crescido deposito derslo-
gios visto o fabricante ter-se retirado do nego-
cio ; convida, portento, s peasoas que quizerem
possuir um bom relogio de ouro ou prata do c-
lebre fabricante Roroby, a aproveitar-ae da op-
portunldade sem perda de tempo, para vir com-
pra-Ios por commodo prego no seu escriptorio
ra do Trapiche n.58.
. Vende-ae toneletes, pipas e quartolas forra-
das com arcos de ferro, propriaa para azeile, tam-
bem se vendem canoas brutas, proprias para se
abrirem, travs d louro e de fundo de 40 al 50
palmos de comprimenlo, carrinhos de mi, car-
rosas e carros para carregar gneros: defroole da
cacimba da ribeira da freguezia de S. Jos n. 11.
Na meSma casa se vende urna casa na povoagao
do Afogado em chaos proprios, na rus de S. Mi-
guel.
Vende-se s casa de um andar e selo no
pateo de S. Pedro desta cidade do Recife o. 3 :
ospretendentes se podem entender eom Manoel
Josqum Gomes, na rus do Imperador o. 26, que
est munido da competente procaragao para
este fim.
Acaba de
chegar
novo armazem
n
B4ST0S & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceifo dos Milita-
res n. 47.
Dm grsnde e variado aortimento da
roupas feitas, calgsdos o fazeodaa e todoa
estes sa vendem por pregos muito modi-
licados como de seu costume,assim como
sejsm sobrecasacos de superiores pannos
feitos pelos ltimos figurinos a
269,S89, 309 e s 33a, (>aietuis du meamos
pannos preto a 16f, I8|, 309 e a 24,
ditos de casemira de cor meaclado e de
novos padrdes a 149.169. 189.209 e 249,
ittlnm Mirno Hll moimil Kllon!. A-
res a 99.109. '29 e a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de89,109, e 125, ditos
de sarja de aeda a sobrecasacadoa a 129,
ditos de merino de cordo a 125, ditoa
de merino chinez de apurado gosto a 159,
ditoa de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditoa de palha de
seda fazenda muito auperior a 49500, di-
toa de brim pardo e de fusto a 30500, 49
e a 495OO, ditos de fusto braneo a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de corea a 79, 89, 99 e a 109, ditas
Escrayos ugiuo>.
n. 52 em l*er
Libras sterlioas.
Vende-se 00 escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira e Filho largo do CorpoSanto.
Taixas.
Maior reduccao nos prec,os para acabar.
Vendem-se no armazem de Braga Son & C.
oa ra da Hoeda, taixaa de ferro coado do mui
acreditado fabricante Edvrin Havr a 109 rs. por
libra, as mesmas qoe se veodiam por 190 ra.
Flores (roas,
Sardas a 39 e a 49, ditas de brim decores
as a 2g500, 39, 39500 e a 48, ditaa de
brim brancoa Onaa a 49500, 51, 59500 e a
69,ditaa de brim lona a 59 e a 6f, colletea
de gorgurao prelo e de cores a 5$ e a 6f,
ditos de casemira de cor e pretos a 44500
a 59, dttos de fusto braneo e de brim
a 39 o a 39500, ditoa de brim lona a 4J,
ditoa de merino para luto a 49 a 49500,
caigas de merino para 1 uto a 4f 500 e a 55,
capas de borracha a 99* Para mecios
de todos os tamaohoe: caigas de caaemira
prefa e de cor a 5 j, 69 e a 79, ditaa ditaa
de brim a 2J, 39 ea 39500, paletots sac-
eos de casemira prata a 6| e a 7, ditos
de cor a 69 sa7J, ditos de alpaca a!39,
sobrecasacoa de panno preto a 129 a a
149, ditoada alpaca preta a 59, bonete
para menino de todas as qualidade, ca-
misas para meninos de todos os tamanbos,
meios ricos vestidos de cambraia feitoa
Eara meninas de 5 a 8 annoa eom cinco J
abados lisos a 89 e a 128, ditos de gorgn- 1
rio de cor a de la a 53 e a 69, ditos de
brim a 89, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outraa
fazendaa e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assimeomorecebe-setoda eqnal-
quer encommenda de roupas para ae
mandar manufacturar e que para eate fim
tamos um completo sortimento de fazen-
das degoato e urna grande offlcia deal-
faiata dirigida por um hbil mestre que
pela suapromptid eperfelgao nadadei-
xaa deaeiar.
MMfteweWfiW M9 eMMM6QMM6
Asteas de acopara
bales de se-
nhoras
Vende-se a 160 e 200 rs. s vasa : aa ra do
Queimado loja de mladezas da boa nata n. 35.
No dis 26 de novenbro deste correte sa-
no de 1861 fugio o escravo Bento, croulo, da en-
geobo California da freguezia de Nossa Srnbors
da Luz, cujo escravo pertence ao abaizo assigns-
do, e tem os signaes seguintes : reprsenla 19 a
20 annos de idsde, cor prets, secco do carpa,
sem barba, tem os ps apalbetadoa por ter sido
cambado, tem cicalrizea as aadegaa naa costas
por ter sido surrado, e leva comsigo chap* da
couro, caiga camisa deazulia meaclado, beata
azul, leysndouma correle traoeada com esdis-
do na cintura. Este escravo morou no Limeeiro
e no Buique, onde o meamo teas aaii a sonda
morou o senbor que foi delle, toado o vaaaMa
so Sr. Symphronio no Recife, a queaa o cosaprei
em o anno passsdo. Roga o abaizo sssignsdo,
dono do escravo, a todas as autoridades, cepiia.es
decampo e mais pessoas que o vire, o favor
preoderero, levando ao meamo eogeoho, sala
receber&o generosamente boa gratificagio.
Jos Perras Deliro.
Aoa 12 dias do mez de oovembro deste cor-
rele anno de 1861 leve fuga o escravo Msximis-
00, crioulo, do engenbo California os freguezia
de N S. da Luz, tendo os seguintes sigoaea : re-
presenta 30 annos de idade, baizo e ebeio da
corpo, tem oa pea grossos, e ees um delle doas
dedos de menos, e qusndu fugio tinba feridaa por
baizo dos dedos dos ps, tem pouca barba, levou
camisa e caiga de azulo, cbapo de palha ds
carnauba, bata encarnada. Eale evr.. foi engenbo Paccas da Saflo^lfloadiia Lea, a M
vendido para o Recife ao Sr. Symphronio. a queaa
eu abaixo assigoado o comprou 00 principio de
anno paseado. Boga o abaizo asatgosdo s auto-
ridades e capiles de campo o favor prenderes,
levando ao mesmo engenbo, e se for 00 Recit
no escriptorio n. 13 da ra do Queimado, ao Sr.
Jos Joaquim Jorge, sendo bem recompensado*
em qualquer das paites.
Jos Ferraz Di Uro.
Atteocao
Fogio do Rischo de Psnellas, um maleta ala
estatura baiza, corpo grosao, dentea limados,
olhos pretos e grandes, cabellos casi a dos, e ps
rcgnlsres, cujo mulato te chama Faustino, da
idade de 15 a 18 annos, levou ceroula e camisa
de algodao asul. Foi vislo nesta praca eaa diss
da semana atraaada.em um eomboi vindo dsquel-
le logar. Roga-se a todas as autoridades e ca-
piles de campo a captara do dita mualo, a
qoal poder aer entregue no referido logar ae arm
senhor, Domingos Antonio dss eves, oa acata
prega aoSr. Manoel Ignacio de Oliveira Loba,
qne recompensar com geaerosidsde. Oalro-
aim, protesta-ae contra quem c tiver acontad*
A mulata Hermina, filha de Mathil-
de, cabra, escrava do Sr. Dr. Buaraae e
que ltimamente foi vendida pelo Sr.
Dr. Jos dos Santos Nunes de Oliveira,
ausentou-se no dia 27 do corrente da
casa do seu senbor, levando comsigo
urna cria de S mezes pouco mais ou me-
nos : pede-se pois as autoridades poli-
ciaes a sua apprehencao, e a qualquer
pessoaque a levar a ra da Cadeia Yelba
n. 25, se gratificara'com generosidade.
Da casa do abaixo assigoado foglo no di* 13
do corrente un prelo escravo crioulo por d**b*
Raymoado, de i ade 30 annos, pouco mais aa
menos, com os sigoaes seguintes: baizo. secca
do corpo, pouca barba, tem no dedo grasa* a
p esquerjo um defeilo que forma um aaaihs.
levou caiga azul, camisa de algodao, ceroula, cba-
po de bais arela, )vsne* mais canasta;*
ca vallo rugo gordo cosa cangalba, um par ae ase-
aos, um* rede, e consta qae fdra para banda d*
eogenho Prejuky, a onde tem roulher a fi>b*s, a
Goianna aonde tem pareles ; este escravo alia-
ga que tem ido a mandado do sea senbor, *.*
tal nao ha : quem o pegar leve aa Pssaeio Patu-
co, loja a. 11, de Firmiano Juaior.
A' aoja d'aguia branca acaba da despachar um
bello sortimeoto de flores unas e delioadaa pro-
prias para enfeites de cabegs a vestidos para ca-1
aameotoa e bailes; quem as vir sera duvidaae
alegrar de acbar florea to ser follas e delicadas :
Isso na raa de Queimado loja d'aguia braaca
a. 16.
A \ 6:000 rs. para acabar.
Manteletes 4a seda pretoa : aa raa 9* Qaei-
m*4* a. 47, tambem v*n4 paletots de pacaa floo
forrado de seda, pelo mesmo prego.
Luyas de pellica de
Jouvin.
Veode-se as verdedeiras lavas de pellica de
Jouvio para bomem e senbora a 2J500 o par: na
ra do Queimado loja de miodezss da-boa fama
n. 35.
Ciatos do ultimo gosto.
Vende-se cintos dourados e de palha o mais
bello que possivel eocontrar-se, pele baratissi-
mo prego de 39 cada um, ditos da fila de muito
liados sjostos a 2$ ; tambeaj se vende flveilss
majtejindas e de muilss qualidades propriaa nni-
eUMlsTt* para cilos atj ; na roa do Queimado
]d]a Oe miodezas da boa fama n. 35.
Enfeites para cabera
Vende-se os mais modernos enfeites qoe tem
viodo a este mercado, a de muitas qualidadea a
7 e 83.000 cada aa, ditos pretos crAn vidrilbo a
I55OO: os roa do Queimado loja de miudezas da
boa fama a. 85.
Laa muito na para
bordar
Veode-a* a 8> a libra: oa raa do Qaiimsdo
loja de miudexs* da boa fama d. 35,
Aviso.
Fogio ao ala primeiro de jaaeiro a tate Jala,
creoulo, de estatura alta, cara bezigosa. tsala
um sigoal como de qeiaaa*r* *a fstic* a*
peito esauerdo, fraudes callea aa* as***, ara.
venientes do servige aa vaaago ; 4 besa caaaa-
cido, pelaa frequeala* fgidas que laa f*it* :
quem o pegsr lave-a roa da Concordia a 8,
reQsgo.que sertbn graliflesdo.
AUenco.
Fugio no dis S9 de dezesabro ama arela asta-
la de nome Theodora, escr**a a* Sr. f crawaa
Francisco de-Oliveira, caa ico* a loga da Fraa-
cisoo Libaoio Colas, tendo es aegnlates aaaaaea :
eatatara regular, bem apesaoada, idee* 17 aaaaaa,
pouco mata ou menos, dente* Uaaad**, amia
sempre bem veaUda : roga-*e. pois, as aaioiid*-
des potteises e espita** Je ceasp*
dita prela, e**endo maada-la
Santa Isabel n. 11 Outro sin
too* vigor da tei a quem tiver
Deaaaparecea ds ra de
preto de aotne Cor
r s*
eaje4ae
qualquar Sr. caplti* *> m
geneia para o prender aera bem
i tasaste
n. 82, aaa
~Tu
i\/r-i
r
V
.v


8
DIARIO DE PKRNAMBCO. QUARTA FEIRA 8 DE JaNEIRO DE 1862
Litteratura.
Reliado e ltimos momentos de D. Po-
dro V, por Jos Mara de Andrade
Ferreira.
Collocar ao lado da oogio de direilo
a doco do dever, a tarefa 'aquel-
lea quem cabe a misso de solidill-
car o edificio que a revolugo social
fundn.
D. Pedro V., allocvao ftita na et
cola polylechnica por occario
partidos quasl que seesqueceram dos seus aggra-
vos pessoaea e eosarilharam ai armas do campo
neutro, onde d'ahi em diaote comecaram a oor-
rer oa camnhos de ferro, as estradas a eocruzs-
rem-se, o crdito publico a flrmar-se e es-
tender-Be sobre estas bases mais solidaa de orga-
oisago e prosperidade oaciooal. As quesioes
ecooomicas e administrativas oceuparsm d'ahi
por diaote na tribuna parlamentar o lempo perdi-
do na gladiaciu da preeminencia dos coripheua
de corrilbo. A instruego publie, to directa e
fecundamente auspiciada* pela proteceflo pessoil
do soberano, principiou a ser considerada como
uro dos mais esseocises prifcipios da civilisago
iniellectual e moral, e s ilabilitago insuspeita
para todos os cargos orrepblica. O mesmo
da testo ioltmni de 1857.
Asombrado, c^shuoUs^.rece HJl .h'.2?^'tuVSZTl EWoft
o mau8olu,
- uva iiaiio^uca aui/Lraai'aa n ,71 v w-f,
' os povos coobecessem de perto a pessoa do re,
que o Iratassem, que o esttmassem, que o ad-
mirasaem.
Esteslagos moraes assim estrellidos entre a
[realozaJaFo-povono podan) deixar de ter um re-
sultado fecundo, visto que j outros tactos de ad-
pompas do muodq. e oa privilegios denascimen-
to, como a derradeira das vaidades, accordaram
em erigir-lhes ; e o incens dos lisongeiros e a
inveja dos inimigos seguirn de certo de perto o
mesmo prestito fnebre que leva ultima morada
esses entes coroados pelas maos da fortuna ou
pelos direitos do saogue. Tudo contradicao,
tudo mentira em roda dalles, aioda mesmo
nesaas horas supremas, em que os arrainhos e
purpuras da realeza nao cobrem j seno as cin-
tas do que fra homem. O prestigio do que foi
grande como que anda pde medo aos falsos ami-
gos para os obrigar a paoegyricos e encarecimen-
los : e o receio de que aquellas restos inanima-
dos commandem ainda d'alm do sepulcro s
com o respeito que Acara da sus voz, enraivece
os detractores, que se desforrara em delurpar
com aleives a memoria do que os tizera rojar em
quanto vivo.
Porm, tudo islo se di com principas que dei-
xam aps si. como resquicio da natareza de seu
carcter, tentimentoa e reeordaces contradito-
riaa, de cujo antagonismo seja difficil extrahir
elogio completo ou cooderonago cabal. Maltra-
tando de se apreciar em D. Pedro V, tanto o ho-
mem como o soberano, acabaram-se as hesita -
coes do escriptor: nao ha que interpretar. O la-
Dyrintho de juisos varios que tem por costume
enredar-se atraz dos ltimos passos dos princi-
pes, e coofundirem lodo o desejo de analyse sin-
cera a respeito de suas acedes, converte-se desta
vez em bem fcil e accorde aprociacio. Do lado
do principe nao houve seno um fuo constante,
filo que as condiges do seu carcter exageraram
de certo, e foram talvez a causa indirecta da sua
morte. O empenho de tornar ooflicio de rei ta-
refa de prosperidade para o seu povo, foi esse
lito. Nobre fuo que resume os deveres e as vir-
tudes de um reinado I Assim, da parte de D. Pe-
dro V, solicitud*, dedicacao e sacrificio, e da
parte dos portuguezes, amor, recuohecimento r
saudade, reuoem os elementos moraes deate pe-
riodo t-infaustameote terminado.
II
O que vae ler-se nao nem a apologia de um
principe, nem a analyse poltica de um reinado,
nem a narrativa chronologica dos actos pblicos
que ordinariamente costumam consubstanciar e
caraclerisar a vida dos soberanos; o que vae ler-
se partecipa talvez de tudo isto, mas parte de
principios diversos, porque os seus intuitos sao
ruui differentes. O meu llm, tragando estas ii
nhas ao correr da peona, nao apparelhar um
trabalho subsidiario para a historia de Portugal
destes ltimos seis aonos ; o meu fin cstudar
o carcter de um principe, e procurar as siogu-
larissimas qualidades que o compunham a inler-
pretaco das cireumstancias do seu destino.
E' antes o homem que o rei, que vou obser-
var j mas como o homem foi rei, o que importa
dizerque os seus, pensamentos influiram as re-
tardes sociaes de um povo, iodispensavel que
venha o quadro dos nossos successos pblicos
agrupar-se-lhe em tomo, e que dos seus acciden-
tes, una irremediavelmente funestos, outros ape-
nas lastimaveis, se tirem as causas do deienvol-
vimento, e de certo tambem da exacerbarlo dos
pheoomenos moraes daquelle carcter.
E' um retrato moral, e nao a enumeracio dos
successos de urna poca.
Muitas vezes, para este fin, teremos de pene-
trar na intimidado do gabinete do soberano, se-
gui-lo elle no seu viver quolidiano e familiar,
sorpreende-lo nos segredos das suas confiden-
cias, so nao expansivas, mas sinceras, e ir pro-
curar at a origem e a explicaco das leves im-
perfeiges do seu carcter, ou antes dos innocen-
tes erros do seu espirito, nos preconceitos da
Bhadblempre'1a"erifl!t.,?.,t0I..is,<> .*"". apompa-
ra com esses puros e inoffeosios segredos do lar,
e muitas vezes com as lagrimas nos olbos, por
ver que nao bastaran) nem as liges da vontade
firme de sua me, que as leve, e traduzidas em
testomuohos de bem conbecida intrepidez, nem
os exerapios di historia, nem os cooselhos da
philosophia, que nao era eslranho, para lhe
fugirem do animo as superslices do infortunio.
E este exactamente o ponto, onde residia o
maior defeito de carcter do re defuoto, e d'on-
deao mesmo tempo derivou a sua mais notavel
virlude; porque, do fatal cooveocimento da sda.
desventura resultaram as irresoluces e tristezas
que lhe eochiam de sombras todas as horas da
existencia, eistosempre um defeito, porque
lima molestia do espirito; mas, convencido do
influjo da sua m estrella, o mallogrado princi-
pe cao quiz lutar com a sua sortp, recetando
que dessa porfa brotassem ainda peiores males
para o paiz e para os seus que lhe erara to cha-
ros; preferio antea morrer; dobrou a cabega, e
depoz beira do sepulcro o mnlo e a corda dos
res, cscolhendo a tranquillidade da vida eterna.
A' isto chama-se abnegacao, sacrificio que, ncsle
caso, importa a renuncia dos maiores bens da
Ierra. Mas D. Pedro V roosirou se s christao:
ante si va descerrar se lhe a bema venturanza, e
enirs o premio dos escolhidos de Deus, e as des-
ditas do mundo, preferio soltar-so dos aperlados
lagos da vida terrena, e voar para o lado da me
e da esposa.
Sublime e pura conviccao I
Restgnemo-oos, e admiremos este herosmo
digno oos amigos martyres, em aonos to ver-
des, e cercados de tantas e to deslumbrantes
seduccoes do mando 1
III
Todava, ponhamos aqui a questao como ella
pesou verdaderamente no animo do infortunado
principe.
Ful com effeilo o seu leinado um rgimen cala-
mitoso para o paiz ?
Nao foi.
Para o apreciar, releva sahir do quadro estrei-
to das appreheoses que nos affiguram quasi sem-
pre os simples oevoeiros que toldan um ou ou-
1ro ponto dos horisoDleada existencis, como den-
sas e impenetraveis cerragesque tolhem os vos
do nosso futuro, abifando-nos da todo a luz da
esperaoga.
Pote slguem dizer que Portugal foi um reino
desgrasado, durante o reinado do senhor D. Pe-
dro ??
Creio que nieguen: oussri dize-lo.
A paz publica, que comecra a restabelecer-se
na regencia do Sr. D. Fernando, proenrou mais
fundas razdes de ser no reinado do novo rei. Os
FOLHETIM
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAUUCO-
A CABAPGCA DE MEU TO
V ou
RECORDARES DE VI HOMEM YELHO.
POR
YOUMALE.
DEDICATORIA.
Ao Sr. A. C. P. B. Poste. Pernsmbuco,
28 de dezerobro de 1861.Meu querido irmo.
Desejando, ao dar-lhe as boas festas, mandar-lhe
alguma couzinha de presente, offereco-lhe a de-
dicatoria do escripto jonto. que principiei a fazer
ha cousa de dous mezes. Tive principie*nta-
de de dedicar-lhe um objecto mais serio o con-
digoo, um romance intitulado Palmara, qoe em-
prehendi fazer ha lempos, e que se acha parado
ha mais de um anno ; porm, posto conie elle j
una cinco ou seis captulos promptoa, eu eoofei-
ao-me agora ai pouco preguigoso sea rospe-
to. Quando, pois, feria eu o prazer de offerecer-
lb'o; mormente precisando de tempo a de bas-
tante pensar? I.... Eovio-lhe este. DJmpe V.
a creancice o pouco mrito do trabalho ape-
nas um ensaio a deve-me aer perdoado. Eu es-
tou to coaseto das auas iraperfeicei, que se por
yontu \mx. fa-lo-bei sob um nomo de
ministraco e incremento publico haviam dispos-
to o animo de todas as classes para receberem o
novo reinado como urna poca de' proteceo
industria, de impulso para o eusino publico, de
respeito aos verdadeiros principios coustitucio-
naes e de tolerancia e generosidade para as di-
versas opinies polticas.
Ete quadro, esbogado a corrar, da nossa si-
tuago oestes poucos annos, nio poder ser qua-
lificaTjo de exagerado.
Mas na esphera das relages moraes maia
intimas, e sobretudo, considerado debaiio de
Iraostoroos pblicos, contra os quaes Impoten-
te a vontade dos homens, que muiios conside-
rara o reinado do Sr. Pedro V urna cade de des-
venturas, Logo como estrs deale reinado da
a fome perseguiodo varias povoacesdoreioo em
resultado das cheias e furores do iuverno, que
anniquil ira muitas culturas e impossibilitra o
trabilhador dos seus ganhos de cada dia. E isto
tudo foi dito e exagerado, sem se lembrarem de
que estes estragos Ha estaco ioveroosa, nao fo-
ram s de enlo, Oas tem sido de muitos lem-
pos, como o attesla a proprs memoria do povo.
Veio depois o cholera-morbus, que invadi
urna parte dis nossas provincias; mas antes do
reinado do moco rei j a epidemia lavrava no Al-
garye, e havia flagellado com inclemencia tena-
cissima a Hespanha ; e oa propria hora em que
nos padecamos, padeciam tambem os habitantes
de Londres.
O cholera-morbus nao caio sobre nos como um
golpe directo ; Portugal foi apenas mais urna es-
taco da sua marcha desoladora.
No anno seguiote apparece a febre amarella ;
mas se a reincidencia de invasoes epidmicas
constitue urna phase de infortunio para qualquer
paiz, quo infortunado se nao deve considerar
o Brasil, queja ha tantos aunos se v bragos
eom os estragosauccessivos deste terrivel mal?
E comtudo, o Brasil nao se reputa oaco infe-
liz, ipezar da insistencia da epidemia obrigar
commerciantes e propietarios a sahirem do im-
perio, e, por conseguiote, a deslocarem-se in-
teresses particulares, cuma grande parte da ri-
queza publica. ,
O Brasil nao s se nao considera infolz, mas
quasi que nao pansa no grande alcance deste
mal, pols ser-lhe-ia facjl oolligir poderosas tor-
gas psra debellar as comas da epidemia, e toda-
va nio o faz.
A morte da esposa do rei tambem apontada
pelos prophetas de infortunios no catalogo das
de*grac"s publicas. E a morte da joven prince-
za fui efTdctivamente lastimada como urna pro*
funda dr nacional. A' poucos povos, como o
portoguez, seosibilisam tanto as verdadeiras an-
gustias: e que mais verdadeira do que ver morte
assim lo imprevista invadir o thalamo de dous
esposos, que ainda sorriam um para o outro com
a esperanga da aua mocidadee com os affectos e
caricias dos primeiros jubitos nupciaes! Tudo isto
a DacSo comprehendeu : mas O necessario dis-
criminar as grandes vicissitudes das dores inti-
mas, embora solemoisadas por um grande al-
telo.
Nao esquece al nesta resonha de calamida-
des publicas a injuria que nos flzera o impera-
dor Napoleo, com ocaso rl barca vnaries el
George, como se ao senhor D. Pedro Y podesse
ir respoosabilidade poltica ou morl de serae-
Ihanle altenlado ao nome portuguez 1 No tempo
de mu av, o senhor D. Jos, bastou urna sin-
fjciii uuta ub uiaiifuciai: tviuu.n, piaiu a auliui-
ba Inulaterra nos vir dar satisfago da desfeita
que praticra para com o pavilo portuguez,
prximo ao Cabo de S. Vicente. Decorrem de-
pois pouco mais de cem annos, e o mesmo pa-
ilhaoiojuriado as aguas do Tejo, mesmo em
Trente da capital I....
Mas se a declinago do nosio podero foi tao
rpida, seria por vootura o senhor D. Pedro V.
o causador ou respoosetel de tamanbo abati-
mento ? I ,
Pecam a responsabilidade disso m cabecs
dos bomens que nos tem governado d'ha annos
partea, pegam na sobretudo i desunio da fa-
milia portugueza, que a tem enfraquacido e avil-
tado perante as nagoes que d'aues a admira-
vam.
Se por occasio das nossas deploraveis dis-
cordias intealioas nao eppellassem para a inter-
vengo das primeiras potencias, j esaa inter-
vengo nao pesara depois como tutella perma-
nente e opprobriosa, sobre os nossos governos.
Esta a verdade. E deve-se explicar deste
modoo nosso aviltamenlo. e nio attribui-lo s
leis imprescrulaveis de um destino infausto. A
aorta das nagoes regula-ae por principios mais
positivos do que pelos asares de urna mira ou
boa sioa que, quaodo moilo, poder influir na
condico dos individuos.
E contra estes mesmos efleitos dessa prepo-
tencia estrangeira, mais culpada inaptidao dos
nossos humeas do estado do que da situago
das nossas cousas, tem anda em sea favor o
principe finado o respeito,saas do que respei-
to, a estima e a admiracao, que o seu carcter
e os aeus tslenlos graogesram em todo esse vas-
to gyro fi'ito por entre academias do sabios, ins-
tituios civilisadores e cortes de toda a Europa.
As lembrangas que, como um rasto de louvo-
res, deixra to celebrada viagem de seta mezes,
bem vivas e eloquentes desperiaram agora nos
profundos pezares rte que se fizeram orgos todos
os governos e principes europeus.
Laocem.pois.a outra responsabilidade, que nao
de principe tao estimado fra e dentro do paiz
effeitos de cousas que sao remotas e complexas.
D. Pedro V desceu ao tmulo immaculado de
todas eslas manchas.
IV
Estudemos primeiro o homem o depois o rei.
Na educago do principe, e eventualidades que
rodearam a quadra da sua infancia, talvez en-
contremos o segredo das appreheoses que en-
tristeceram os sena poucos anuos ; assim como
pelo desenvolvimento do carcter do homem de-
baixo de taea influencias, se definem melbor
muitos dos actos do soberano.
D. Pedro Y nasceu 16 de setembro de 1837.,
Estavam ento m fogo as paiies da familia li-
beral. Os daaejoa aioeeros de uos, a cobica de
mando de outros, a inexperiencia de novas theo-
rias de governo, haviam tornado frtil de con-
flictos a nossa historia desses tempos.
O dogma constitucional, e a dyoastia quo o
symbolisava, nunca perigaram com estes exces-
sos dos partidos, nem mesmo no proprio momen-
to das allucinagea do triumpho ; maa oa chos
das queixaa dos descontentes por mais de urna
vez haviam chegado ao pago, e os aooaes des-
tas dissenses nao podism deixar de se ir asaim
gravando, coloridos com as tintas vivas daa cir-
eumstancias episodieasvja memoria do principe
mancebo, que anda baliowlando mal as primeiras
phrases do cathecismo dos deveres da monar-
chia representativa, ouvia j estalar em roda da
si o fragor das revoltas. -*
Um tyrocioio assim de convulses ar;
devis produzir ou um rei guerreiro, ou u
narcha timido. Em D. Peoro V operou de outro
modo : fezdelle um rei meditativo. As alterna-
tivas da vida poltica coovidaram-lheo espirito,
j propenso reflexio e ao estudo, a pensar na
sorie dos povos e nos deveres daqoelles 6 quem
Deus entrega os aeus destinos.
Estes primeiros annos do rei, nem foram pros-
peros para o paiz, nem tranquillos para o socego
domestico da sua propria familia. A adversida-
de, anda mesmo vestindo os arminhos dos prin-
cipes, sempre um espectro que nos obrigaa ar-
redar os olhos do espirito das incertezas do
mundo e cooceoira-loa na meditagao. Deste
cogitar insiste, profundo, abstracto, e isto quan-
do a imaginario se acha abalada de impresses
penosas, nao podo deixar de oascer o desejo de
querer encontrar urna lgica na arie de tactos
que nos cootrariem e airibulem. D'aqui a su-
pe rsticao do infortunio. D. Pedro aioda nao pen-
sava em reinar, porque o seu affeclo filial nao
Ih'o deixavaoem sequer appetecer, e j ffirma-
va que nao havia de reinar. Era na coinciden-
cia successlva dada com os primognitos de casa
de Braganga, que elle via este aviso da sorte.
E infelizmente, a historia contribua para con-
firmar tal prejuiso, porque desde o fundador da
dyoastia, el-rei D. Joo IV, nem um dos pri-
meiros Dlhos dos differentes soberanos que se
seguiam, lioham oceupado o Ihrooo. Esta inva-
rivel cadi do destino exceptuara someole as
princezas.
O principe D. Theodosio, to celebrado pelo
seu saber e virtudes, nao conseguiu succeder a
sea pae, D. Joao IV, seodo D. Affonso que oc-
cupou o throno.
O primeiro Qlbo de D. Pedro II, chamado tam-
bem Joo como seu irmo segundo, que foi o
que reinou, egualmente nao succedeu, pois viveu
apenas alguna mezes.
Com os Olhos de D. Joo V, acooteceu o mes-
mo, porque o primognito, qoe foi o principe D.
Pedro, nao durou seuo dous annos, vindo a rei-
nar D. Jos.
Coube senhora D. Mara I quebrar esta es-
pecie de sina, pois era a primognita e reinou.
Mas aioda assim o seu reinado foi cortado de
profundos pesares, e ltimamente privada da co-
rda, pelo triste estado das suas (acuidades meo-
taes.
Depois seguiu-se a morte do principe D. Jos,
que era o primognito da raioha, e herdeiro pre-
sumptivo do throno, morte que foi considerada
urna verdadeira desgraga publica, porque o prin-
cipe era muito amado da nago.
Foi porlaoto D. Joao, principe do Brasil, que
succedeu.
Competa depois ao senhor D. Pedro de Al-
cabtara succeder seu pae, como primognito
e herdeiro da cori; mas ainda est bem pre-
sente na memoria de todos esta parle da nossa
historia contempornea que obstou aquello prin-
cipe de reinar, pelo menos de facto, nao o fa-
tendo seno depois, mas como regente, emuome
de sua Qlha, a senhora D. Mara II.
Esta princeza foi a primognita, e reinou per-
to de viole annos, mas parece que sobre o seu
reinado aioda pesou a fatal resistencia dessa sina
mysteriosa, que perseguiu incessantemente os
seus antepassados, porque bem araargurado se
tornou elle para os inalinctos altivos da rainha
cuja maior virlude, depois de esposa e me ex-
emplar, foi saber submetter esses mesmos ins-
tinctos ao principio que lhe conquistara e man-
tivera o throno.
ota a historiada (amina ou oonhor D. Pedro
V, historia sempre entristecida, e enlnud por
um presagio, que o prematuro Um de sua me
viera juntar mais um exemplo funesto.
E deveris suppor-se isento do iofluxo des-
! in n jnuon principe, olio (]IIB D0 OOCOOlra-
va na sua alma seno os vagos presentimealos
que nem os proprios familiares da sua casa,
pondo os olhos receiosos dos aaoaes da dynas-
tia de Braganga, ousvam combater-lhe ? Eao-
Dretudo, quiudu taes presenmeotos erara anda
mais radicados pelas lembrangas ddlorosas das
recentes guerras e alteragdes publicas, que nao
podiam deixar de lhe conservar no animo, re-
cejos sobre o seu futuro e o futuro do paiz
que elle se dedicara com a mais intima e since-
ra alTego?
Ha oslo ludo muito de supersUcSo, mis ha
tambem muito desiocerdade, e de nobre o de-
sinteresada ainceridade.
E' mister dizer a verdae : D.Pedro V era fa-
talista ; era fatalista como lodo o homem que
nao ditoso. O fatalismo de certo um erro de
eiitendimeoto:a philosophia combate-oe o chris-
tianiamo condemna-o : no entanto, quando esse
principio oceulto, que parece encadear as tro-
vas.das eveotualidades humanas os Slos da nossa
existencia urna lgica fatal, que nos chama-
mos destino, fado ou sioa, nos submette forca
da sua vontade inexoravel, os nimos mais for-
tes conhecem que tem a lutar debalde contra
urna forga dsconhecida e irreslstivel. O pro-
prio Napoleo era fatalista.
D. Pedro V tioha parlocipado da educago que
costumam dar n nossas classes fidalgas, educa-
go quenoexcluo os precooceilos, antes basa
neiles muitos usos e at tradiges de familia. O
seu espirito reflectivo e melaocholico, os seus es-
tudos de gabinete, todos de meditaco e reco-
Ihimento, concorreram de certo para que se
desenvolvessem estes primeiros prejuizos da in-
fluencia, que depois, no homem, aggravados por
desgostos proprios, lomaram o carcter de preo-
cuparles e presagios.
Era tal a sua conviego oestes fados, qoe urna
vez lhe sahiu di bocea estas palavras : O mano
Joo^ ha de ter um 6om rei; sem atlender que,
por sua morte, o throno nao poda deixar de Ir
a seu irmo segando, ol-rei o senhor D. Luiz I,
o isto proferia-o elle nao porque lhe buizesse
menos que aos outros irmos, pois o/presava
muito, mas s porque tradigo na casa de Bra-
ganga serem os duques de Beja os privilegiados
da sorte. J D. Maooel havia lado o mximo
exemplo, construindo um dos mais afortunados
reinados de que ha noticia.
Avahado superficialmente, custa a crer como
principe to esclarecido, porque D. Pedro V,
diga-se para ufana nossa e gloria dos seus pro-
genitoresera um dos soberanos mais instruidos
oa Europa ; costra a crer como principe to es-
clarecido nao conseguir repellir estes present-
guerra Yonmalee incgnito aguardare! o re-
sultado. Se fr bom, cootiouarei; se fr mu,
procurare! Corrigir-me. Adeus, possa esta encon-
tr-lo bom e aos seus queridos doentes. Aceite
um apenado abraco de seu irmo, etc.
Era pelos fios de 1838; eu tinha ento os meus
violo e dous annos, e diziam que nao era eio
rapaz.
Aaaistia com meu lio em nm dos mais pitto-
reicos arrabaldes desta cidade; l n'um lugtrejo
junto ao Mouteiro.
A nossa cazlnha, branca como um leocol de De-
ve, com a sua pona e janellas pintadas de um
bello verde-gaio, deatacava-se, flanqueada por
dous pequeos terragos, de um fuodo verde-es-
curo, formad- pela ramagem das arvoresque lhe
fie avaro potdeiraz.
Osjasmlieiros, Irepadeiras e urna ontra infini-
dade de plantas, cresciam junto aos terregosa
aubiam a enlafar-se peloa balaustres e
dai jauellas que Ib cavasa notiguas.
Eramos pobres, mas ielites ento; e no mel
dessas flores vivaces, no centro deisea aromas
delicilos, que se espalhevem constantemente
pela athmosphera, nos julgaramos mais ven-
turosos do que os grandes do mundo em os aeus
ostentosos palacios, i
Ao por do sol, o quaodo as trevss da noito
prncipiavam a sombrear a Ierra, ia-me en sen-
lar oo terrsco o ah me punha a tagarellar con
meu lio.
Ora^estemoutioor nm Tordidoiro phlloac- R, elle sabia alliar i
meutos, e que deixasse com que formarem-lho o
fundo do carcter; mas quando sattende sua
historia individual,e ainda maia quando ae allende
do modo porque elle proprio a encadeava, e lhe
ia inquirir as relages intimas, as afflnidadaa mais
remolas, para depois desla investigado penosa
sear as leis da coherencia fatal, que ae lhe
aotolhava sujeito ao seu destino, quando pensa-
mos serlo em tudo islo, nao podemos deixar
de concluir, nao pelo infortunio do sea rgimen,
mas que elle fra um principe desditoso.
E quera, seno com magua sincera, poder
correr os olhos pelos casos que a conviccao da
sua sortemesquioha lhe apoolava como vaticiaios
Oo seu infortunio I
J em vida, com alguns dos seus mais dedica-
dos, deixou desabafar muitas destss appreheo-
sea, porm os delyrios que o assaltaram nos der-
ridelros das da enfermidade completaram, sem
elle o querer, nem talvez o saber, esta confisso,
que elle com tanta amargura e disenco recatava
bem no intimo da alma.
E' como urna lenda de presagios, ossa triste e
sincera narrativa I
Ainda em bem tenros annos perde a me ;
urna desgraga que Ih'a arrebata.
Depois sahe do reino em extensa, embora glo-
riosa pengrinagao. O pasmo e loovores que del-
ta e pos si mal, lhe attenuam no espirito as sau-
dades da palria e do cortado affeclo dos seos.
Decorridossete mezes, volta so Tejo. Asocia
de o tornar a ver, rebenlra em festejos por toda
a capital. Lisboa sabia que ii receber de novo o
principe illustrado, cujos talentos.e saber haviam
enchido de assombro as primeiras nagoes do
mando culto. Ha nesta recepgo mais que um
festejo de etiqueta ; ha urna ufana legitima. As
classes preparam allocuges ; e o povo concorre
coro o seu aflecto e com o seu jubilo. A pro-
pria natureza pareca osleotar-se unisono com
todas estas maoifestagoes de eslima e respeito
quo os portuguezes davam ao seu re futuro.
D. Pedro desembarca emflm ; porm, mal pe
op em trra, os ares obscurecem-se e um tro-
vo, propinquo e medonho, restruge ; um s,
como se o fit,o dos elementos n'esta occasio fos-
se tosomenle lancar o agouro em lo bem es-
trciadas alegras publicas I
Passam-se annos e eoceta-se o novo reinado.
Veem os estragos das mouodages do invern ;
vem a penuria das povoages do Ribatejo : vem
depois o flagello de duas epidemias seguidas,
que comegina no ponto mais extremo do sal do
reino e acabara por trazer o terror capital. E'
essa urna conjuoctura de heroismo para o mo-
narca, porque nao lhe foge, como D. Sebaslio,
nao suecumbe como D. Duarte, pols o poupa a
mo de Deus (decretos da sua sabedoria 1) mas
dea, e contem com o seu exemplo todas as mo-
las da vasta machioa da goveroago, que sem
elle, abalariam do seu posto, deixando enfer-
mos e nao enfermos merc daanarchia que
a desolago derramara em toda a cidade.
Em tudo islo v elle o triste iofluxo da desgra-
ga que o persegue por toda a parle, e por isso
quena apparecer com o seu exemplo e a sua res-
ponsabilidade, onde o perigo fosse maior.
Logo qussi em seguida, mesmo como um calcu-
lo para affastar mais de prompto as lem-
brangas que as epidemias haviam deixado em to-
dos os espitos, trata-se de effectuar o consorcio
que fui quasi simultneamente fonte de gosos e
saudades, saudades que lo profundamente lhe
puogiram o corago, que nunca mais, de ponto
ilgum dos horisootes a vida, lhe fulgurou vis-
lumbre de esperaoga.
Anda estes desgoilos que tanto o feriram
nos seus affectos ntimos, accresceram oulros,
que vieram ainda tornar maia cerrada, mais in-
terrapta esta cada de tribulagOes. A mesma
guerra de frica nao escapou de figurar neste
quadro>agourento.
Se at dos accidentes completamente estranhos
sua individualidad^, como eram a morte dos
seus familiares, ou desastres occorridos com os
seus ministros, elle teimava em se a t tribu ir a
causa indirecta I
Se o sen ajudanle de campo, Jos Jorge Lou-
reiro, havia sido atacado de una apoplexia ful-
minante, fra porqae elle se lhe mostrara resen-
tido n urna conversago que uvera, no vellio mi-
litar nao poder resistir ao abalo que soffrera.
Se o brigadeiro D. Carlos de Mascarenbas fal-
ieceu, foi tambem por se nggravaro padecimenlo
que tioha, em consecuencia de um passeio mais
Nem os estorvos que liveram vanu institutos
de iostrugo para se constiluirem e funeciona-
rem, seesquivaram desla le, assim tao tyranni-
camente interpretada 1
Osexemplos apootava-os no curso superior
de Ultra, cujas cadeiras, pesar dos seus esfur-
gos pessoaes, elle oo lograra preeocher, recu-
saodo-se dous professores, e enfermando grave-
mente outro.
Saberia o infortunado principe qoe um dos
discpulos desse curso foi levado pan o hospital
louco.e que D.Jos a'Almada e Lencastre.que se
preparava, e de certo com brilhaot xito, para
a cadeira de philosopbia.se finara extenuado pelo
estudo?!
Talvez soubesse I
E aqui eslava eu tambem a colligir mais coin-
cidencias, para se firmar melhor to funesta con-
viego de urna sorte malfadadi I 4
Se os factos podem mais que a razo, neste
caso I
Diga-se o que se disser : a desventura nao
urna casualidade, como a fortuna egualmente o
oo Sao duas leis que regem os destinos dos
homens : os seus principios sao oceultos ; a in-
telllgencia humana, pelos nao poder definir, ne-
ga-os ; mas a lei existe, porque os seus offeitos
sao evideoles. O povo de lodos os tempos, qoe
tem sido sempre mais discreto que os sabios,
tem recoohecido o poder dessa lei ignota, eoem
por lhe desconhecer a origem tem deixado dea
reverenciar. Os anligos adoravam-na at como
divindade : erigiram-lhe altares, e chamaram-
Hie faum ; e a superstgo popular destas nos-
sas pocas quando divisa nelia o accordo de cer-
tas affioidades moraes, appeltida-a de Providen-
cia, e quando a iniquidade parece presidir aos
seus effeitos, pe-lhe o nome mais vago e menos
christao deDestilo.
Fioalmente, a morte do senhor infante D. Fer-
nando veio ainda juntar urna urna dor legitima
este quadro de tristezas, urnas naturalmente
brotadas do corago, nutras mais ennegrecidas
pelas sombras do espirito j preoecupado.
Ha com effeito em tudo isto um sestro de in-
felicidade. Mais cireumstancias appareceram que
para outros nada significaran), mas.as quaes o
rei julgava divisar como que as ligages intimas
e ao mesmo lempo complementares, de toda esta
coherencia da sua sorle.
licias, depois de haver-se achado em diversos re-
contrAJer viajado por quasi todo o imperio,
compTtliettido pela revolugo de 1817, virase
obrigado a fugir para os Estados-Uoidos, e d'ali,
fazendo-se embarcadico, fra Fringa, Hespa-
nha e Portugal.... e Deus sabe mais aonde.
Era um patuoeo e satyrico velhinho de seus
clncoenta annos, de rosto alegre e faces rubicun-
das : baixo, grosso e conservando aioda todo o
vigor da sos mondade.
Das suas innmeras viagem e vida aventura-
ra, trouxera bastaots conhecimentos e adquirir
esse tacto e experiencia do mundo, essa boa d-
se do fhilosophismo, que nos faz encarar ascou-'
sas corno na realidade sao e nao atravs de pris-
mas engaadores.
Astuto e um pooco sarcastieo, era comludo mea
tto um perfeito booacbo. Gestava muito de di-
vertir-se custa dos tolos e espirilos fracos;
i mas fazia-o de tal modo e com lo boas maoei-
as, que os escarnecidos, quando nao ioteira-
meote estupido8,#fom os primeiros a rfrom^e e
applaodirem-o.
Havia mais de nove annos, que meu tio me
trouxera para junto de si. Orpho desde mu
jjidade, nao possuiodo algum outro prente,
to, alm disso, pelo reconhecimenlo da cor-
g amor com que sempre me tratara, eu
P>Ya a mais profunde sincera ami-
necessa
Este exame leva-nos urna conclusao, e nao a
lomem em mal, porque sincera : que na des-
dita do rei eotrava anda mais a sua composico
moral do que a propria natureza dos acontec-
menios da sua existencia. Estes foram, decertoJ
lastimaveis, mas a melancola do seu genio en-
careca-os; pintava-lh'os como casos singulares
que devero determinar a ndole de um desuno e
ibaterl odas as torgas do espirito. N'outro mance-
bo monos concentrado e pensativo,es les desgostos
seriim apenas dores respeitaveis, como outras
sa
P, quaodo se tornara necessarji
wo, elle sabia alliar a iaverida4
pno. Tsodo sido prlmeireaoeele capilo de mi-Idogura ; e nunca de seus labios sab.sllHM|r
heoso, que nao flzesse envergoohar o culpado*
arrepender-se da falta commettids.
Pobre tio I Hoje, quasi no extremo da vida, en
me record com saudades do tempo em que viva
jauto de ti; e lmenlo.... e maldigo o deslino,
que me roubou para sempre o meu nico amigo 1..
-*". ....,.
Lembro-me aiDda do modo porque me corri-
giu, em urna das michas travessuras.
II
Nos oceupavamos o segundo andar de urna ca-
na ra do Queimado.
Eu orgava pelos meus qulozo annos e travra
amizade intima com dous dos meus condiscpu-
los, que conlavam a mesma edade, poco mais
ou menos.
HHais taludo era um rapas afragatado, cagoa-
dor"e endiajbrado, de noma Jorge.
O oulro.jue se chamara Francisco, ou antes
Xieo, segundo a moda da ierra, como muito bem
dizia as reies Jorge, era : ,
Um pouco frocalho
De memoria e coraeio.
Um collegio de meninas oceupava ambos os
andares da nediat i nos, como salu-
dantes de latW% traductores das glogas de Vir-
gilio, nelle resolvemos tomar as nossas Amsrylis
e Tyrsis.
Reunanlo-nos para esse fim todas as nolles
"a, para vermosM JMtiM que tomavam
as varandas do Kandar.
era mullo m u maito pouco
e, para ali pU^^^BoDgo lempo,
maltas que afflgem a humanidade ; porm, nel-
le, lornaram-se, por assim dizer, aa estacos ex-
cruciaaiea de um rnartyrlo interior, ao'cabodo
qual nio oe via seno a morte.
E estas tristezas levava-as ello comsigo para
toda a parte. No proprio Iheatro apparecia
conlrafeito, e mais por satisfazer orna formula
da etiqueta do seu elevado cargo, oa para que
nio dissessem que o seo, viver era recluso e bi-
sonho.
O povo alegrsva-se sempre qoe o va, porque
depois da febre amarella acostumra-se a conside-
ra-lo mais do que como sen rei, como o seu a-
roigo mais dedicad e valedor, o qae no affeclo
dos povos o verdadeiro elogio dos res. Mas
elle pasaava sempro trale. Coroprimenlava para
um e outro lado, com a affabilidade do costume,
levando a mo pala do bonete,e as vezes tanta-
va sorrir. Porm nao poda : era um sorrir cons-
trangido, antes jogo dos msculos, que mostra
de alegras de alma.
Era porque aquello espirito s divisara urna
cerrago em roda de si. D'alem dessas nuvens
sinistras nao va elle vislumbrar nem um raio de
esperaoga. Onde os mais destinguera s um de-
sastre, de cujo remedio oo desesperaran), via
elle ama pagina lgubre, coherente, fatal, do li-
vro do seu destino. Eram estas paginas que o
seu seis mar iocessante lhe trazia sempre diaote
dos oihos-.-
E'isto urna doenga que de cerlo astiencia j-
capitulou, e que poderia at ser combatida com
distraeges e outros lenitivos moraes; mas infe-
lizmente, oeste caso, a educago, o systema de
vida que perleocia gerarchia do personagem.e
os hbitos oascidos da sua ndole e consentidos
por aquelle mesmo systema de vida, contribui-
rn) para aggravar o mal, e loroa-lo por fim o
fuodo do seu carcter.
Nada mais improprio do que a educago pala-
ciana dada aos principes, educago rodeada de
respeilos e cumprimentos, para combater n'um
espirito pouco espausivo as naturaes teodencias
para a mejitsgo o melancola : e nada mais
intil para opprao progressodesemelbanle en-
fermidade, do que o formulario iovariavel, me-
zureiro, sem amor nem sinceridade ds etiqueta
doa pagos. D. Pedro V, nao ser o aflecto ma-
ternal, que lo cedo lhe fallou, ou i dedicago
do seu pae e irmos, os quaes, comludo, ou por
motivo de viagem longas, ou pela razo dos car-
gos da sua alta calhegora, tambem miudo se
viam separados do rei, nao ser a interrompida
corapaohia destes, e a dos raros amigos que o
compreheodessem, e com quem podesse desa-
fogar as suas maguas, pode-se dizer que viva
solitario.
Recolhido sos horas inleiras no seu gabinete,
o rei nao fazia seuo estudar 6 meditar. Nesta
solido, as faculdades da inteligencia exercita-
vsm-se.esclareciam-se, mas de certo que as ap-
preheuges, que lano pesavam nelle, haviam de
aproveitar-se deste scismar profundo psra mais
o attribularem.
E estas preoecupages constantes traziam-lhe
at o parecer enlutado, ponto de individuos que
o nao tratavam o julgarem soberbo, quando elle
era s triste. El-rei era al affavel. Possuia,
como poucos,, o dom de ae ensiouarde modo que
oo havia reaialir-lhe, tratando sempre com sum-
te affabilidade todos que o procuravam, esco-
gitando os assumptos da conversago que sabia
agradaren] mais s pessoas com quem fallava,
deixando sempre o tom de superioridade, que
mais ou menos transpira na urbanidade quasi
sempre estudada de quem se acha enllocado em
posico eminente.
Sobretudo, apreciava muito a boa conversago,
pois a procurava com goslo entre os doutos, com
quem, de preferencia, levava horas inteiras em
praticas, que davam ensejo a paleotear solidos
conhecimentos e esmerada cultura, o que fazia
sem osteolaco.
Era extremamente delicado no trato intimo, e
nao poucas vezes lhe acudiam sos labios ditos
chistosos. Nao desgostava da satyra engracada
e comedida, 6 occasies havia, em que, esti-
mulado pela facecia de qualquer dialogo agrada-
vel, o retrucava com alguns epigrammas. Ento
ria-se, mas corava de sbito, e reprimia-se logo,
como se quizesse censurar sua grardade habi-
tual este natural dessfogo do genio motejador.
No curso superior de lettras iostiluido por elle
com taDtozeloe consagrago, era um dos lugares
onde melhor se reveliva o homem. Tivemos oc-
casio de o observar ahi mu de perto. E* bem
conhecida a assidnidade eom que elle se apr-
senla o a ouvir as liges todas as noutes, princi-
palmente as liges inspiradas pelos raptos da elo-
quencia ijnro,j e I5u rectuuaJa us liuagrns, do
professor de historia, Rebello da Silva.
Parece-me que ainda d'aqui estou vendo o des-
ditoso dmqcb* 1
Assentad* afatoa cadeira de espaldar, ao lado
direito do profeswr, no fuodo da sala, pareca
preso palma do orador. A sua posigo era
sempre ao de leve inclinada para a frente, en-
coclando o brago esquerdo ao joelho e o rosto
mo, a qual segurava ou retorca ligeramente o
bigode juvenil, por urna daqoellas distraeges
to frequentes nos individuos dados ao habito da
meditagao.
A's vezes, quando a elevsco philosophica do
orador desdobrava diaote do auditorio algum dos
principaes quadros da historia tomados magnfi-
cos pelos esplendores do seu estylo imaginoso,
ento os labios do rei quasi que am abrir-se e
formular alguns dos sons vagos de admirago e
applauso que sussurravam em toda a sala. Mas
continha-se logo, e um leve aceoo de cabega era a
sua expressoehabilual.
Terminada a ligo, flcava aioda por largo'tem-
po conversando no gabiuete que fica anterior
sala, onde se recolhia. Ahi pareca nem dar pe-
las horaa que coniam. Chegava at a pedir des-
culpa daquella demora, poia ae lhe affigurava im-
pertinente, mas reincida nella porque folgava
de enlreter assim os momentos de que poda
dispr.
Noites houve em que maodou que lhe chamas-
sera varios dos discpulos mais deslinctos, quem
sempre fallava era termos muito lisongeiros, con-
versando depois de assumptos histricos e Ilite-
rarios do objecto do curso, e dirigindo 6 lodos
palavras de elogio.
El-rei assislia sempre s liges deste curso co-
mo simples particular: era deste modo que elle
quera qoe o considerassem, pedindo tambem
para nio haver deatineges nem refencias de for-
malidade sua pessoa. Pallando com o Sr.
marquez de Loul, dizn-lhe al que tinha tal
amor ao curso, que reputava um dos seas disc-
pulos.
Era sempre ponlual na hora de comecarem as
liges ; e baria recommeadado, que quando os
seus encargos o obrigassem a ir mais tarde, nao
se prendessem com elle, pois oo desejava de
modo algum alterar a hora mareada.
(Conlinuar-je-fta.)
o-
Variedades.
Un son lio.
(Conchudo.)
Pois do exercito e na marinha tambem ha
bibliothecas ?
Em iodos os quarleis e em todos os navios
de guerra. Alm dessas, ha M^H
til em cada regiment.
E quem aquelle oolro eriptor qee cali
o lado ?
E* um lexloograpbo gallego, natnral 4o
renos.
Itforqoe est nesta galera 1
. ~T_5^P fl0i' Po's Dao saD Ia8 Pelo trota-
do m Tido de 1940 se dividiu a Hespanha en
tres remos, dosCaslelhioos, dos Vascongos O doa
Aragoneze, e que cada urna das coreas coobe a
um dos tresfllhostemeos de Fernando XII, 1-
timo rei de Hespanha 1
Nao sabia I
Pois assim acontecen por deciso do parto-
ment hespanhol, e nessa occasio Portugal ob-
teve a Galliza, dando em troca as pnisoasocs 4a
India, onde a Hespanha tioha tmalo quasl todo
o territorio qne d'antes possuia a Inglaterra, da
sorte que a Galliza hoje urna provincia da Por-
tugal, e esse escriptor fes um dteOiooario de por-
tuguez e gallego cora a historia das duas lioguas
desde o seculo IX, que foi coroado por todas ao
academias.
Eoto agora ha qnatro reino na pennsula?
Exactameote, porm sao confederado. Ha
um parlamento geral que se rene ai Talada o
que presidido ora por urna najao, ora por oalra.
Chama-se parlamento hespanhol e trata dao in-
teresaos com muns de toda a peolnsalo, em qaes)-
to os parlamentos portoguez, castelbano, arage-
nez e vasroogo s providenceiam a respeito dos
negocios especiaes de cada reioo.
E os hespaohoaa esto contentes cosa essa
diviso ? Nao sooham com a anidado da pe-
nnsula T
Qual historia 1 A uaidada urna idea ve-
lha. IS'inguenf pens em tal. Com as omlohoa
de ferro acabaram esses preconceitos. Hoje ha
urna s nago. E' a humanidade. O mais sao
municipio*. A Ierra toda orna vaata aasociacio
municipal e cada rei preaideote hereditario do
seu municipio.
Fiquei attonilo, e, veodo que entro as miaras
ideas e as deste bom homem medeava um bom
seculo de camnhos de ferro e de telegraphos elc-
tricos, despedi-roe delle e fui baler porta da
academia do poder humano. Eslava feehada
e s no dia seguiote poda ser admittido a vista-
la. Resolv aproveitar o resto da tarde para pas-
aeiar na cidade.
Deici pela ra velba de Sanio Antonio, qae no
tempo antigo se chamava nova, al praga de D.
Pedro. O palacio da cmara municipal nio era
o mesmo. Abarcara a casa de D. Antonio da
Amortra e fra construido do novo em estylo go-
thico, representando as armas antigs da eidad.
No centro eslava urna estatua colosssl da Virgeaa,
toda de bronze, para a qual se fundiram todas oa
patacos que circulavam oodiatreto eos sinos das
cidades e villas.
No centro da praga eslava a estatua eqoeslra
de D. Pedro, duque de Braganga. Eapoobata
com a mi direila a espada e oa eaqoerda, que
tambem segurava as redeas, viam-se diSereaios
papis representando as leis da dictadura. O bas-
to de Mousioho da Silveira oceupava o logar qee
se preparou o marques de Pombal no pedestal da
estatua de el-rei D. Jos.
A inscripgo dizia :
AO RESTAURADOR DA LIBERDADE
O PORTO AGRADECIDO
1932
Faltavam os Domes dos veresdorea desse aoao,
do goveroidor civil e do general. Reioava a mo-
destia oa cidade eterna.
Sub pela calcada dos Clrigos e foi proeorar o
largo da Cordoaria. Nao o encontr!. No lugar
em que d'antes era eslava agora um jardim vico-
sissimo, cercado de gradea de ferro a tendo no
meio a estatua de Almeida Girrett, obra primo-
rosa de um artista portuense. Lia-se no soco do
monumento o seguinle letreiro :
AO GRANDE POETA E IMHITAVEL PROSADOR
PORTUGUEZ yo SECULO XIX.
O teut patricio! e admiradores
1954
A' casia do commercio do Porto.
O jardim era admioistrado pel cantara muni-
cipal com um adjuntoeleito peloa negociaolea da
praga. Tinha flores raras como as dos escripto*
do grande homem e de perfume suave como as
rosas da sua poesa. Tudo alt era ameno, riso-
nho e brandamenle delicado como o carcter do
Ilustre escriptor. Um negociante enthusiasla do
poema Camoet tomara a iniciativa do pagamento
desla divida sagrada, e o mesmo foi dize-lo na
ra nova dos Ioglezes qae jaotsr-se logo o di-
nheiro para a obra, tragar-seo riscoe pr-se-lbe
a ultima podra no dia em que se completiva asa
seculo depois da morte do fecundo cantor da D.
Branca e do ultimo rei do Algarve.
Notei ento que o hospital da Misericordia es-
lava acabado e que na galena das columoas e eaa
differentes sitios do famoso monumento se ele-
vavam as estatuas dos principaes mdicos a d-
rurgies do Porto. Aqui qae, de certo, me ar-
rancavam as orelhas, se eu os nio eilassa todos.
Nao teoham tcdo I N?ssa nao caio eu. Eram
tintos I
as Virtudes lioham feito a estatua da Ifaaoel
Browne, como presidente e fundador que fra da
Sociedade humanitaria. Pareca vivo com a phy-
siooomia caracterstica qoe denolava grande boa-
dade e com os oculos redondos* com qae la o tu
vezes o vira.
, Esta gente do Porto est oulra, dizia ea, olhao-
do e repassaodo na memoria o que vira aesao
dia I Para nobres empresas lhe vse servindo o
dinbeiro I J sabem ser ricos como os seus ami-
gos collegas de Genova, de Veneza, de Hambar-
go e de Londres. Viva o Porto e viva a com-
mercio I Tambem, ae o dinbeiro nao servase se-
no para embolias e tolices, para pagar descrip-
gesde festas nos jornaes ou algum artigo a des-
eo m por o prximo, para comprar honraras e para
trazer brilhantes oa camisa, nao valia a pana paa-
sar as amarguras que elle cuss.
Nistochegava gare das Virtudes o coasboio
que s 9 lloras da tarde passava para Lega e Ma-
tboziohos. Tomei lugar Delle, e do mais que de-
pois me foi acontecendo na contiouago 4o asea
sooho darei conla em outra occasio, muito pr-
xima.
Estive para nao escrever este sonho coa re-
ceio de que faltasse mioba pilavra a satorida-
de necessaria para que cada um tomasse delleII-
go que lhe aproveitasse. Nio qals resolver o
caso por mlm e consultei um homem da dado
madura, temente a Deusexeloto das cousas por-
luenses.
Respondeu-me que o meu caso esta va previsto
no melhor livro que na Ierra se imprima desda
que Gultemberg inventon a imprensa. Abeto
tal livro, que era nm dos mais pequeos qoa to-
obo visto, e leu assim :
a Nio le mova a aotordade de qeea
se de pouca ou multa sciencis, maa i
a 1er o amor da para verdade. Nio prs
ber quem o disse, mas atlender ao que a
O livro era a Imitagio de Chreto e Ii es-
tavam estas palavras no capitulo V.
* Fiquei convencido e resolv escrever o so sha
na minha doplice qoalilade chrooologicameate
antinmica de portnente e de
Nabucodoxosor.
[Commercio o Porto.)
Retiravamo-nos, pois, e deixavamos Xieo so-
zinho, para o vermos desenvolverse, diziamos
maliciosamente, pondo-nos espreita em outra
janella afastada.
O nosso amigo, assim que se julgava intaira-
mente desembarsgado, priocipiava a fazer boli-
nhas de papel de embrulbo e a sacudi-las para o
primeiro andar, sobro a dama dos seus pensi-
meotos.
ErgolM as meninas a cabega e elle immedia-
tamente fugia ; mas depois,'quindo pouco pou-
co e surrelfa tornava a apparecer e se promp-
tiflcava outra ve a balea-las, comegavamos nos
a berrar, apontando-o com o dedo :
Oie, elle I ota, elle I ote, Xieo I Xieo nico 1
Vendo-se assim apsohado, voltava-se Ateo pa-
ra baixo o abanando interrogativamente a cabegs,
maneiradonm macaco que repele a ligio, ex-
clamis multo aforgurado:
Esto, hefn ostou ? hela 1 gostou ?
Estrondosas o t antis rissdas, acolhiam si
perguota; rlssdst algumas vosea interrompida.
pelo afunilado e ferfogento nariz da roestra.ljue
apparecia de repente a gritar contra nos, e ntao-
dava retirar as meninas.
Dm di, dia celebre noi annaes da nossa Odys-
sea juvenil, reunimo-nos em sesso magna na ca-
sa de Jorge. *
Eite, que era sempre o orador em casos ideo-
ticos, disse que os nossos amores erara tem tabo-
ret, eram amorte de agua doce; que era preciso
mudar de rumo e olo permanecermos sempre
namora-partde*; para o qoe elle nos propunha,
qoe cada um de nl furtasse o tai Dulcinea.
Approvado plenamente; excepto qoe, disso
eu, nao sabemos como o ha vemos de fazer.
Mees amigos, todo se (ar hareodo boa vas-
tado : quem quer, pode.
Como?
Eacutem! Jico nos forneeor o diabeiro
necessano para as desposas de casa, comida. etc
etc. Quanto teas, Xieo f
Euf 1.... oh I eu agora estou rico! atoo
pae deu-me muito dinbeiro. Est do sari;
acrescenlou elle batende orgulhoaaasaote aos bol-
sos da caiga.
Bom dez tostos!.... ala I
que essa sedula j esteja bastante sal
renta. Di e I
Mas....
Silencio 1 ainda nio acabe!. I
io pe, nos dar meioa de enti
'minbarei o negocio, defcx
jn apparecer.
Aviado le tn----------------------------
r com o velho
E entiotl
le deseocaot
curvo e fe_
sinos e brandindo-
atrever a attodj

PERN.TTP.DEM.F, DE]
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