Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09908


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Full Text
\
I

1
i


.1-
J

TERCA FElB 7 DE JHElBO DE 1862.
Potan adiantado .9$00O
Porte fraiea tara a subscriptor
DIARIO DE
-------------------------1-------------------------------!-------J--------------
E.XCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, ,Sr. Antonio Alexandrlno de Li-
ma; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ;
Aracaly, Si. A. de Lemoi Braga; Cear o Sr!
J. Jos de 01 reir; Maranho, o Sr. Joaqun
Marques Rodtgues; Para, Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
RMMDTOO.
i
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda todos os das as 9X horas dodia.
Iguarass, Goianna, e Parabyba as segundas
e sextaa-feiras.
S. Antio, Bezerros, Bonito, Caraar, Altinho
tfl hu oas tercas-feirai.
libo, Nazarelh. Limoeiro, Brejo, Pes-
queidjpiogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Ex nasqua>t*s-feiras.
Cabo.Serinhem, Rio Formoao, Una.Barreiros
AguaPreta, Pimeotelras Natal quintas feiras.
(Todos os eorreos partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE JANEIRO.
7 Quarto crecente as 8 horas e 41 minuto'
manha.
15 La cheia as 11 horas e 14 minutos da man.
22 Quarto mingaante as 5 horas e 56 minutos
da tarde.
29 Loa nova asi horas e 7 minutos da tarde;.
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manhia.
Segundo as 10 horas e 30 mnalos da tarda.
6 Segu
7 Terga.*
8 Quarta
9 Quinta
10 Sexta. I
11 Sabbac
12 Domif
|plAS DA SEMANA.
i Dia de Reis. Ss. Gaspar B. e B.
Iheodoro mooge ; S. Nicelo b.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relacao: tercas, quintas e aabbadosaslO horas,
Fazenda : tercas, quintas e sabbadosaslO horas.
.renco lus.ini.no pstriar.de V. Juixo do cm^c^'- Z^^m&V
1 m. ; Sa Celso, m.
feaolo primeiro eremita; S. Gonjalo.
VHygino p. m. ; S. Honorata t.
Satyro m.; S. Zotico e seus e.
-- r\- i--* ujciu oa.
Dito de orphos: torgas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do civil: tercas sextas ao meio
da.
Segunda vara do civel: quarlas e sabbadoi a 1
hora da tarde.
ENCARREGADOS DA SOBSCRIPCAO DO SDL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Diaa; Bahi.
o Sr. Jos Martina Aires; Rio de Janeiro, o V.
Joao Fersira Martin.
EM PERNAMBUCO.
Os proprietarioa do pumo Manoel figueiroa de
5enci.&n,:'60 '" """" P"!a -' l0depen-
HITE 0FFICJ|L_
60YEN0DAPR0VINGIA.
Expediente do governo do dia S do
Janeiro de 1868
Offlcio ao brigadeiro commandsnte das armas.
Sirva-ae S. Exc. de interpor a sua opinio so-
bre o que pede Joaquim Sereriano Nogueira no
requenmeoto junto.
Dito ao mesmoTendo em vista o que infor-
mou d inspector da tbesuraria de fezenda, no
offlcio constante da copia junta, resolvo approvar
nesta data provisoriamente a tabella pela qual se
devem regular o pagamento da etape a tropa de
1* liona, fornecimenlo de pi brauco aos doen-
tas do hospital militar eforragens para a compa-
nhia Qxa de cavallara no semestre que tem de-
corrido do 1 desie mez ao ultimo de juoho pr-
ximo vindouro 3 o quecommunico V. Exc. para
seu conhecimeoto, enviando copia da referida ta-
bella, afim de que tenha execuco.
Dito ao chefe de polica.Ao offlcio de V. S.
n. 1,342 a que sreio junto por copia outro do de-
legado de polica do termo de Barreiros respondo
dizendo-lbe que por deficiencia de forca nao pode
ser atteodida a reclamado que fax aquelle dele-
gado acerca da reducQo feita no respectivo des-
tacamento.
Dito ao mesmo.Opportuoamente ser atteo-
dida a requisito que faz de augmento do res-
pectivo destacamento o delegadp de polica do
termo do Limoeiro no offlcio junto por copia, ao
de V. S. n. 1,3*1 de 31 de deaembro prximo
passado, que flca assim respondi-.
Dito ao inspector da thesouraS de fazenda.
Informe V. S. acerca do trecho seluso por copia
de um offlcio da cmara municipal- da villa do i
Bom Conselho datado de 13 de dezembro ultimo. '
Dito ao mesmo.Mande V. S pagar a subven-
gao a que tiv#f direito a companbia Pernambu-
cana por haver cumprido as condigdes do seu
contrato em todo o mez de dezembro ultimo.
Dito ao mesmo.De conformidade com o que
requereu o 2* lpente da companbia de artfices
desta provincia Antonio da Rocha Bazerra Caval-
canti no requerimeuto junto mande V. S. abonar
nos devidoa lempo ao seu procurador Joaquim
Rodrigues Tacares de Mello a quantia de 168000
que o referido Henete coosigoou de seus sidos
por espado de seis mezes.Communicou-se ao
commaudante das armas.
Dito ao inspeetor da thesouraria provincial.
O Eim.Sr. munistro do imperio declarou-me em
aviso de dezembro ultimo que nao pode ser paga
a qaanlia de 47&720 que Jos Gngalves Pereira,
reclama, proveniente de objectos que foroeceu
para o expediente da iospecco de saude publica
dcsta provincia porque tendo o governo imperial
negado o crdito para essa despeza, nao devia
ella ter sido realisada : o que communico V. S.
para cu oooheaim cnto.
Dito ao mesmo.Pode V. S. mandar psgar
conforme indica em sua informaco de 30 de
dezembro ultimo sob n. 660, a quantia de ris
1799409-em que, segundo a conta que devolvo,
importan) as despezas feilas no mez de outubro
do anuo prximo passado com o sustento doa
presos pobres da cadeia de Garaohuns devendo
essa quantia ser entregue lo respectivo fornece-
dor Manoel Jos Mandes Bastos ou ao seu procu-
rador, conforme ma foi requesitado em offlcio da
repartico da polica n. 1,137 de 12 de novembro
daquelle anno.Communicou-se ao chefe de po-
lica.
Dito ao mesmo.Visto que, segundo consta de
sua informaco de 30 de dezembro ultimo sob o.
657, nao ha inconveniente no pagamento da quan-
tia de 160)400 dispendida com o sustento dos
presos pobres da cadeia de Santo-Anto, nos me-
zes de maio julho do anno prximo passado,
como se v das cootas que devolvo e sobre que
versa a sua citada informaco, autorso 6 V. S. a
mandar effectuar esse pagamento a Francisco Xa-
vier de Almeida, conforme me foi requesitado
em offlcio da repartico da polica n. 808 de 19
de agosto daquelle ana*.Communicou-se ao
chefe de polica.
Dito ao mesmo.Autorito V. S., nos termas
de sua informaco de 30 de dezembro ultimo sob
a. 656, dada com referencia a da contadoria desss
thesouraria a mandar entregara administrador
da casa de detenco a quantia de 183j)500 em que
foram oreadas pela repartico das obras publicaa
os objectos constantes da nota juma por copia,
os quaes foram requesttados pelo chefe de polica
em offlcio de 5 de uovembro do afano prximo
pastado o. 1,105 para o aceio daquelle estabele-
cimento.Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo. Anloriso a V. S. nos termos
de sua informaco de30 de dezembro ultimo sob
n. 659, a mandar psgar a quantia de 808 em que,
segundo os recibos que devolvo, importa o alu-
guel vencido nos mezes de setembro e outubro
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. manufacturar nesse arsenal os objectos
constantes da inclusa relacao, os quaes sao preci-
sos so hospital militar. \
Relaco "fflVh ttyere o oficio do Exm.phti-
dente da provincia desta data.
Pananas d/folna de Plandres para 12 pra-
css, regulando nm pucaro para cada praca 6
Cocos de folha para tirar caldo....... 2
Puearos de folba de agarrafas....... 4
Vaiosde madeira.
Baldes de carregar agua ......... 4
Dito so administrador do correio. Informe
Vmc. acerca do trecho incluso por copia de um
offlcio da cmara municipal da villa do Bom
Conseibo, datado de 13 de dezembro ultimo.
Sito ao conselho administrativo. Promova o
conselho administrativo a compra de nm fole pa-
ra o completo da ferramenta que deve levar com-
sigo a praca da compaohia de artfices, que, em
virtude do aviso do ministerio da guerra de 14 de
dezembro ultimo, tem de seguir com passageiros
para o Amazonas na qualidade de espingardeiro.
Dito ao mesmo. Pode o conselho administra-
tivo comprar, para provimeoto do almoxarifado
> do arsenal de guerrar o carvo de pedra, cons-
tante do pedido junto.
Dito cmara municipal do Bom Conselho.
Respondendo ao offlcio queme dirigi acamara
municipal da villa do Bom Conselho em 14 de
dezembro finio, tendo a dizer-lhe que se nao ha
quota designada no oreameoto vigente para paga-
mento do ordenado do respectivo secretario de-
corndo de Janeiro a jnho ullimos nao pode ser
paga essa despera, convindo, porm, que a mes-
ma cmara indique no ornamento para o exerci-
co futuro a quantia precisa para o referido pa-
gamento.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-se com a proposta apreseotada pelo le-
nente-corooel commandante do batalho numero
oda guarda nacional do municipio do Recife, so-
bre que informou o respectivo commandante su-
perior interino, em offlcio de 24 de dezembro do
anno prximo passado, e sob numero 178, resol-
ve nao s transferir da quarta para a primeira
compaohia o lente Jasuino de Albuquerque
Mello, e desta para quartel-mestre o tenente
Francolino Americo de Albuquerque Mello, mas
tambem promover aos postos, para que foram
indicados na forma do artigo 48 da lei numero
602 de 19 de setembro de 1850, os cidados se-
gaintes :
... 3a companbia.
V-spitao, o lente quartel-mestre Manoel Gou-
vea de Sonza.
4a eompanhia.
Tenente, o alteres da mesma Jos Pereira da Ca-
oba Jnior.
Alferes, o guarda Francisco Xavier de S Leilo,
Alteres, o guarda Joao Ferreira dos Santos J-
nior.
' 5a compaohia.
Tenente, o alferes da meama Delphino Luiz Ca-
valcanti Pessoa.
Alteres, o guarda Jos Luizlde Souza.
Dita.O presideote da provincia, atienden do
ao que requisitou o inspector do arsenal de ma-
nnhi, em oficio datado de[27 de dezembro ulti- '
mo, sob numetp 50, resolva nomear ao primeiro
teneote da arasada Braz Jo l dos Reis, para ser-
vir interinamente o lugar de ajudante daquella
inspecgo.
Dita.O presidente da iroviocia, altendenJo
ao que requereu o delgalo do termo da Naza-
relh, capito Francisco i otoaio de S Brrelo,
resolve conceder-lhe oito das de licenca para
vir a esta capital.Coman nicou-se ao comman-
dante do corpo de polica.
Despachos do dii, S de Janeiro
de 18 iS.
Itequerim tntos.
ico da Silva Vaz. Nao tem lugar por
muoicou-aa ao chefe de polica.
Dito' ah mesmo.Aos negociantes Andrirde A
Reg mande V. S. pagar a quantia de 749400 em
que, segundo as contas que devolvo, e me foram da Franca.
fAmflltlda* nflln phnfa ra nnlini* tAm ..(Tl^in A A ..__I,
ltimos das: todo o cuidado do governo se acha
concentrado no ministerio da fazenda. e em re-
mediar a gravidade da situado. Dizem que M.
Fould tem posto de parte toda a qaesto pessoal.
Confiada nos ltimos actos do governo impe-
rial a imprensa acreditara que se lhe ia abrir
ama nova era, e que podena d'ora avante mar-
char com mais liberdade e independencia na dis-
cusso dos ioteresses do paiz. Porem o Moni-
teur de 28 do mez passado encarregou-se de de-
sengana-ta por meio das segaiates liabas :
a Pelos actos memorareis de 24 de novembro
de 1860, e de 11 do correteo imperador, usan-
do de sua prerogativa soberana prestou volunta-
riamente a mals evidente homeoagem ao princi-
pio de perfectibilidade, e da coastuicao ; mas
ha alguns das que muitos orgaos da publicidade
parecern ter tomado peito criticar a propria
conslituico, e apontar com instancia certas mo-
diflcac6es, que proclamam como urgentes. Con-
vem pois iembrar que, pertencendo exclusiva-
mente ao imperaaor e ao senado a iniciativa das
alteraces, de que por venturs houver mister a
constituicao ou pacto fuodamental, deve ella fl-
or ao abrigo de qualquer discasso ; e foi jus-
tamente o Sm principal da lei sobre a impreosa
garanti-la contra os ataques que lhe fossem diri-
gidos, a
Qualquer que possa ser o alcance deslas lionas
certo que a conslituico de 1852 nenhuma
pretenco tee a ser absoluta; a o que de me-
lhor fez foi deelarar-se por si mesms perfectirel.
Ella reservou para os representantes do paiz o
direito de votarem os impostos; islo basta para
qne encerr todos os principios e todos os rend-
mentos do governo parlamentar. Pedir que se
d desenvolvimento a esses principios, ou por
outra mostrar como podem elles se desenvolver,
oo de certo atacar a conslituico ; pois que a
elasticidade das constituicoes o progresso sera
revolucao.
E' debalde que o Monileur busca propalar que
o imperador e o senado, com quaoto possuam o
direito de iniciativa as reformas, o exorcem por
tirou-se
pschos, _
indicados,
chegaram
A' noli
foi exlr
logia terri
dadas ma
publica p
cuidados c
da crise do
Eolrelan
promplo os
ment nac
vilho aos o
ja deciso
neste sentid
pilo do S.
nao tinha o
guardados s.
violou as regr
tou aquelle
se um despa
ama. reparac
despacho
guerra se a
Aos argum
grana
Ibi
seguio a sua viagem. Os des-
portadores os commisssrios
_.ram em raaos dos fedoraes;
ita Inglaterra.
i fictos de ama gravidade real
itaco causada nos espiritos na
em Londres, e as grandes c-
as os movimeotos da opiniio
ominados por imperiosas dif-
~ e pelo ferro mortifleador
iaes.
sut
pav
depl
n..n..:T .-----........, .i Pui v.ucjauus ue graugear atiiaaos na Europa con-
lilumnacao superior, e fra de todo o acord cora tra urna das partes belligerantes nao podem ser
a OOinlao nuh ir.a_ F.m miantn a roo,,o.. rnn.ln..H__u_______.._ ? OBi
overno nao qulz escutar de
:e, echos exagerados do senti-
bmetteu a injuria feita ao pa-
legaes da corda britannica,cu-
fez muito esperar, e foi dada
le injusticavel o acto do ca-
io ; que o official americano
de prender passageiros res-
yilho inglez, e fazendo-o,
do direito internacional e iasul-
llho. Em coosequencia expedio-
lord Lyons, exigtndo-se-lhe
da resposla que obtiver esse
a questao de saber-se se a
mtre o antigo e novo mundo.
__ da Inglaterra os Americanos
r orle po<,,tn objectar, que as doutrioas da
Oraa-Bretaoha m materia de direito de visita ou
de nquinto e presa de con,trrtandos de guerra ou
despachos, bao fornecido precedentes que os au-
tonsavam a apodrar-se dos enviados e offlciaes
dos confederados inda mesmo'sob pavilho neu-
tro. Os mais celebres jurisconsultos do almi-
rantado inglez considerara transporte dos despa-
chos de algum do belligerantes por um neutro
como acto to grave quaoto o seria o transporte
de tropas. Alm de que as maiores autoridades
considerara o fado de transportar-se horaens de-
guerra por conta de nm dos belligerantes como
urna nolaco dos deveres da neutralidade muito
mais grsve aiods do que o transporte de despa-
chos ou contrabasdos. Por ventura delegados eo-
carregados de,graugear alliados na Europa con-
a opioto publica. Em quaoto se recusar aos
joruaes na Franca o direito e o dever de descor-
tinar, pesar, e determinar, assim como de es-
clarecer o sentimento publico em materia de mo-
dicacoes conslitucionaes, aquellos jornaes faro
ara papel bem triste e intil.
Assim pois as iinhas citadas do orgo offlcial
sao bem para laalimar-se. Voltemos porem
qaesto das floancas.
A atteocio publica da Franja se acha empre-
gada na pessoa de M. Achules Fould, e no que
ira ella fazer depois das esperances dadas ao paiz,
e depois do juizo critico que aquelle novo miois-
tro apresentou sobre o amigo systema floanceiro.
Segundo os algarismos indicados todos com-
. J -o-...-., iui^uuj iuuus com- tiiauuira iaes seniimentos como p
prehendem que deve accontecer urna deslas duas porvir para a liberdade Jos mares
cousas: ou encurtar-ae as de.nP7a n min d, lh. .. -..________^. j:__:
cousas: ou encurtar-se as despezas na razo de
duzentos milhoesde francos, ou augmeotar-se as
rendas na mesma razo. Aqu nao pode haver
meio termo : cumpre pois redusir as despezas,
ou crear novos impostos e estes bem pesadose
sao os dous nicos partidos a escolher nessa
questo. Nos opinamos pelo primeiro.
A redueco deve especialmente recahir as des-
pezas militares: foram ellas a causa principal da
creaco dos crditos supplementares ou extraor-
dinarios, e se continuassem de futuro do mesmo
p em que se achavam, seriam mais urna causa
permanente de dficit. As exigencias da poltica
nao deve condenar a Franca aos gastos de urna
paz armada : a Franga nao est no mesmo caso
de outras potencias ocuideniaes; pois nao lera
como a Rassia ama Polonia a domar, nem como
a Austria urna provincia a defender contra os de-
sigoios proclamados da revolucao italiana, e um
reioo descontente a conter, isto a Hungra ;
| nao tem igualmente rases para temer a aggros-
so de nioguem, e pelo contrario tal o receio
que inspira aos outros paizes que os obriga a ar-
aer diminuta a offerta. huc lus^na aui uuirus paizes qut
Guimares & Azevedo. Dirijam-se thesou- menlos exagerados,
raris provincial. j Como quer que seja, afflrmam que o governo
Horacio de Gusmo Co ilho. Passe portarla P.rocura a soluco do problema por meio dacrea-
cencedeodo a lcenga na ft rma pedida. ?ao de "*os impostos. Os psragrsphos do or-
M provinci|l tem ordem pan pagar os salarios do "^ suppe ; eo_ imperador persistir firme na
supplicante os quaes devsro cessar de ora era
diante por falta de crdito
Maria Henriqueta des Pi szeres Castro.Como
requer.
EXTERIOR.
m
CORRESPONDENCIA 5 DO DIARIO DE
PERNAMi VCO.
Paria 7 de dezen bro de 1861. t"u pnucipaes Danqueiros de Pars,
Desta* a America q tem causa as preoccu- O facto occorrido no paquete inglez Trent ex
aCOeS DaliticaS da Eurnrn : n inrirlonlo nua a CtOU na InslatArra ana y,...... ;.;.._____i_ii
,.,.--------, --- --- k">"-u-------------j.. uu i>at|Uoie tugit ireni ex-
" pacoes nuticas da Europh : o incidente que se citou na Inglaterra e na Europa inteira a ooiniao
Sarii .? /""lo m""u ".f fS'*}0 da,TlM* d0 Cabo.Con- rado orno precursor de imeacadoras eventuali- d'1" m ".------------...""." _"."
dadas; o muito concorre i para abalar os ni-
mos.
Porem antes digamos a guau cousa a respeito
remedidas pelo chefe de policia com offlcio de
12 de norembro do anno prximo passado, im-
portan) as despezas feitsa com o sustento dos
presos pobres da cadeia de Villa Bella nos mezes
de julho e agoato daquelle anno, visto nao haver
inconveniente xwaaa pagamento como se eviden-
cia de sua ioformecao n. 665 de 30 de derembro
ultimo.CoaamuDisou-se ao chefe de policia.
Dito ao asame* Certo do coateudo de sisa
informado a 30 de dezembro ultimo sob n. 658
dada acerca ,do requerimeoto em que o barbeiro
da casa de dataago Manoel Pedro de Castro Li-
ma, poda pagamento de seus salarios a contar
de jaita* do anno prximo passado, tenho a dizer
que mande V. S. pagar aosuppliciote pela verba
eventuaes oa seos servidos at aqu prestados,
devendo elles cessar d'ora em diante por falta de
crdito.
Dito ao inspeesor do arseoal de msrinha. ^
Transmiti por copla V. S.. para que tenha.a
devida execuQo, o aviso de 13 de dezembro ul-
timo em que o Exm. Sr. ministro da mariohs,
convindo na coolinua;o dos servicos do machi-
nista Antonio Joaquim Marques, em ama das
barcas de eseavaco empregadaa as obras do-i
melhorameolo 4o porto, detsfttfaa que fique
sem effeito a parte do aviso da l de uutubro do
anno prximo passado, em que aa recommendou
o desembarque do mesmo machinista.
Dito ao mesmo. Remetto por copia V. S.,
para aeu conhecimenlo, o aviso- de 14 de dezem-
bro ultimo, era que o Sr. ministro o imperio
declrou-me que foram expedidas i l convenien-
tes ordens pelo ministerio da marioha, Um de
que essa iospecco preste conduccio a esta pre-
sidencia qoando tiver i andar em servido pelo
mar.
Dito so juix municipal da 1* rars. Transmiti
Vmc, pira ot las conrenieolea, a inclusa guia
do sentenciado existente no presidio de Fernando
Antonio lista da Limat a qual me fot remeldi
Mo presidente da proviocla da Baha requisi-
cjMo commandanle daquelle presidio.
Dito ao juiz municipal de Iguarass Conrem
que Vmc remeta com brevidade copia do edital
oe ahi tai afiliado, abrioae concurso aos offl-
clses dores desse termo, visto que nao
Baos a copia que Vme. me envin
em 25 4a outubro do anno prximo passado, como
decala w sea offlcio de 15 de dezombro altimo
idea de que a cifra do efleciivo em aervico nao
deve ser levada a menos de 400,000 homens:
devero ser nicamente despedidos at uos
30,000. O desatmamento se effecluar, menos
I no que diz respeito marioha.; e afflrmam mais
- qae 4 navios que se supprimsm da esquadra de
evolucao sero substituidos por seis fragatas en-
conrajadas.
Bam que se considere o eraprestimo como urna
medida de realisaco um tanto longinqua, toda-
va M. Fould tem constantemente conferenciado
com os priocipaes banqueiros de Paris.
4> senado reunio-se a deste mez para ouvir
i leitura do projecto annunciado de senatus-con-
sulto, eujo texto o aeguibte :
c Art. 1 O oreameoto fas despezas ser a pre-
sentado aocorpo legislativo com as suas divisos
em secces, captulos e rtigos. O ornamento
relativo a cada ministerio ser votado em sec;es
conforme a nomenclatura annexa ao presente se-
natus consulto. A divisoipor captulos doa cr-
ditos concedidos a cada um miaisterio ser re-
gulada por deliberecao do imperador tomada em
conselho de estado. Outras deliberares espe-
ciaes tomadas de igual forma podero autorisar
subatituicoes de um ou outro capitulo nos or;a-
Marciaes dos ministerios,
t 2 Os crditos supplementares ou ex-
traordinsnos sero somente coocedidos mediante
urna le. NoBcam porem derrogadas as dispo-
Ijle iei existentes relativas a despezas a
agarde exercicio fiodo ; as despezas'dos depar-
tamentos, communas, e servicos locaes, e fundos
auxiliares para as da ioteresse publico.
< Art. 3 Os artigos 4 a 12 do senalus-con-
suUo de 25 de dezembro de: 852 tlcam revogados
jutnto 4s disposi^des em c intrario ao presente
senatus-consulto. >
i As razes a presentadas sio bastante longas, e
am-se pela mor parte no relatorio de M.
ales Fould ; (azem extraordinariamente valer
ivo direito concedido ao corpo legislativo, e
deascMatram, como j aooJneiamos, tendencias
a um relrocesao para o regir parlamentar.
O senado nomeou urna
dia 9 talvez aprsente a sua opioio "a'respeito
desse importante senatus-consulto. Espera-se
que sero pronunciados mu los discuraos, entre
outros um pelo principe Nap ileso : ser um pro-
gramma de eoltica Interior.
O problema de dissoluca de corpo legislativo
mais que nunca soluvel. uasi todos oa depu-
tados recosmeeemoo dizer da Independencia
Belgaa anomala de urna cmara, eujos mem-
bros foram eleitos em ama styuaco absolutamen-
te difieren te desta em que estamos, e qae foi
creada com a sottadje de M. Fould aa direc^o
doa negocios putalcas. Algues jornaes declaram
que a dissoluco aJMsl* decidida seridMPjadia-
irrtrA
iampda
ama sesiio
lamente proaunci
da cmara.
A criie mlniiietiil te lem modifl
dad es mais ameacadoras para a paz do mundo.
Eis como se deu o facto tsl qual chegou-nos so
conhecimenlo no velho continente :
A'7 do mez ultimo o Trent vapor da real Jfati
Steamer Packet Company parti da Havaoa para
S. Tnomaz com destino para a Europa: a seu bor-
do entre outros passageiros vinha M. Slidell,
commissano dos Estados do sul da Unio Ame-
ricana junto corte de Fran?a, ao qual acompa-
nhavam sua mulher, um filho, tres filhas, e o
aeu secretarlo M. Eustis; assim como vinha tam-
bera M. Masn, commissario daquelles Estados
junto a corte de Ioglaterra, acompanhado do seu
secretario M. Mac-Farlane.
Seno duas horas da tarda) lio dia seguate (8)
quaodo o Trent encontrou no canal de$abarn>
um navio de guerra americano, perteoeeote aos
Estados do norteo S. Jacinlho, espalo Wil-
kes, o qual 150U o seu parilho rmahdo-o cem
um tiro de peja; e quando o vapor estero-a pe-
quea distancia disparou um outro tiro em direc-
cao pros. O Trent icou igualmente o seu pa-
vilhao. Neste interim largou do navio america-
no um bote eonduziodo um offlcial, que declarou
ao capitao e ao agente do almirantado inglez
que o seu commandanle Uvera noticia de que a
o? dVr*B< se acnTam como passageiros M
da mala ioglea. O commandante iegava
nioguem tinha o direito de preode
que fosse que esliresse sob a gu
inglez; e os commissarios conf
achavam presentes discatao
que achaodo-se a bordo de usa
mmisso, que at o elamaram a proteceo daquelle
- Onbgar-tenente americano Mi
cintho, que enviou tres barcal
dos de mariohs,
al a o S. Ja-
. e sessaol_
O commaodanto Wniiam
com toda a energa, duendo
te na rio o governo britsnnicoT
nuncio este acto como illegal
direito das gentes,, e mesmo como
pirataria, qae nao ousarieisjcommetter
aos os meios de defeza.
Os Americaoos abordaram o Trent com as es-
padas desembainhsdas prenderam os commissa-
nos confederados, e os forcaram ta entrar asa espectadores
rumia A C f.Alntk* n,4in a____j. ____:-&~ ~_ -...
barcas. O S. Jacintho pedio depois provis&es pa
ra os prisioneiros : o eosom andante de Trent Ih'as
foroeceu sob eondiecjio de que so ellas ahrvlasq
.pira estas ltimos. O lagar tnsate americano te*
considerados horneas de guerra.
Ainda quando estas razes nao prevalecessem,
devemos nao obstante convir que se os estados
do norte coramelleram urna dupla falta no pon-
Jo de vista do direitos de diplomacia resta
Inglaterra nao ctmmetter falta ainda maior
exigiodo urna satisiagao assz rigorosa por nm
faci que foi ella propria a primeira a caracteri-
zar como douirioa, cuja manuienco lhe raleu a
formacao de tres colligacoes ueutraes e a guerra
de 1812.
Se est resolrida a renegar o sea passado, es-
pantando-se de ver adoptado entre os outros o
direito por ella fundado, a Europa oeste caso ap-
plaudir laea seotimentoa como penhor da diioao
porvir para a liberdade.dos marea : mas cumpre-
lbe uo esquecer que a sua digoidado exige que
nSo d motivos para*CeosuFaa--lhe haver feto
a questo de Treut um pretexto par rpronho-
cimento dos estados confederados, rompimento
do bloqueio, e por cooseguinte para conservago
da escravido. E' evidente que esta situago
constitue para a Inglaterra um dilemma, do qual
ristocricia sahir a custo com honra.
A" vista da campanha excitada por Mr. Bright
em favor da reforma eleitoral, e da democracia
na Inglaterra, o paralo inglez, se quizer ringar
a injuria feita ao pavilho nacional, ver-se-ha
talvez constrangido a resolver as difflculdadea.in-
dustriaos e commerciaes, resultado do bloqueio
americano, e tambem a combater os Americanos
do norte, tornndose deste modo alliados dos
Americaoos do sul, campees ds escravido, esse
cancro social contra o qual protestou o mais glo-
rioso passado da Inglaterra parlamentar.
Ainda mais : ter talvez de laslimar-se por ha-
ver protegido aquellos que em suas mos suste-
tam um faeno accesso com que podem alumiar
urna sediga de escraros, aquellos que leem o
Canad ao seu alcance. Se o paralo pensar que
a honra do pavrfRo nao exige que a paz seja al-
terada, ter diante de si inenctvel e ameagador
o problema estabelecido pela pobreza das popu-
laces.'e as perspectivas de urna abdicaco mais
ou menos certa. O governo inglez nao pode re-
ceber antes do natal a resposla do governo ame-
ricano.
Voltando a M. Brigth e campanha por elle
suscitada, temos a dizer qae urna seria agitaco
comeca a maaisfestar-se em favor da reforma
eleitoral e parlamentar.
As associacoaa de operarios ho celebrado os
seus meetingt, o que causa ao gorerno alguma
preoecupago. M. Brigth continua na sua tarefa
de excitar as classes laboriosas, e tem levado o
seu zelo ao nonio de escrever que o povo est
seodo opprimiJo pela aristocracia territorial e
por um goverao incapaz, e sem conscioncta. Os
jornaes conservsdores mostram-.se indignados
por semelhanle iinguagem, que ejassifleam de
iraico e loujura.
O Morninf Pon lenta do seu lado ridlcularisar
os esforcos cuja importancia ImpQasivel que
nao reconuesa, e cujo succaso. w-se obrigado a
presagiar, \ccusa em termo? olalos nao a a
H. Brigih como aos partidas] da reforma, de
quererem tirar um proveitolkm igo des presen-
tes infortunios, excitando C0.0JH parlamento as
clasaes opewrias impressiooadas com a crise ame
ricais.tOasj!umento cahej ai. mesmo: jus-
tamente nos; momeo tos dlfficeis e criticas que as
classtf pestarlas querenS bter urna representa-
qio de coafaoga na cmara-dos. cummuos ; e
permittindh de sua propria, deliberecao um direi-
to mais extenso ao rolo livreo parlamento pode
com isto efaojurar os perigos, espaiLo dos quaes
o Morninf-Poit apreaeota i 'lgubre painel.
Ora, setisto te dava anesda Incidente do Trent
com muito mais raza 1 se deve dar depois delle.
( Alm de todo af coosijtacea, que militam em
pro de unu reforma eleit ^ ou parlamentar nao
sao l tojdifflciels de sin erar-ae: apreaentare-
mos as ssKuintes:
Existedi na cama Bs 330 mem-
brosmatonaqoY^H >sporl60ou 170000
votos somente da np sm milho de eleito-
res, era naos de quera repousa o direito eleitoral
h. n., M8S,0n' ?u,l,, e ac-Farlane. vi- aos tresVeioos.
u dBHrV. V' w !mort08- "i QSMttathin e o West-Riding nao enviara ao
oelo commandni w mmedlalamete ^HW* partsWsW mais do que 45 mamaros, bem que a
dp^m.r.rg;eDzV.aleowc si se* ^at^iivjA ^^^l84-
que alo representados na cmara dos communs
qoer por 167'membro, ote.
Outra vicio capital a limil
-^Ueiisiosst
O numjo de eleitores nos tres reaos el
suffragios.
relera-se a
l,221,{p); ora, suppondo-se cada elellor testa
de urna, familia coraposla de cinco fllhostermo-
mdiojiremos a ter pouco mais oa meaos......
6,0O0,OTM de interessados na eleico dos mem-
bros doparlamento em urna populaco de......
oq mais. Como, pois, deixar de ro-
que ha abi ama graods) injustiga, e um
is, cujp trabaibAJDOtribue em lio larga
|0*parp o augoaanlo da riqueza publica
que pajuitp-asua parte de impostos,
nte que qualquer hora podem
ua patria com o risco
29,000,
conhe
grando
Aqu
propn
aquel,
aquel'
ser ch
de sua prflp
rantlr, inte
em ter direitoa a ga-
que fiquem mudos
Ique se representa o
- drama poltico
Segundo calclos, qae nao sao exagerados,
randa aanual dos operarios ingVtzas em JfaW
pode ser avaliada em JBO.OOO.OOO g^M
possuios em movis, vestes,
trabalho, e fundos depositados
cooperativas em 500.000,000 S?.
interesse to mesquinho que nao valha apena de
garantir-se.
O numero inundo de obras, e brochuras por
baixo prego propagadas, tem despertado em sum-
mo grao a iotelligencia das cousas polticas. O
bom fructo colhido com as sociedades cooperati-
vas, etc., espalhou por entre a classe operara,
ideas claras, espirito de dedueco, hbitos ordei-
ros, e qualidides administrativas, qae j nao per-
mitiera a menor duvida sobre o direito que devem
ter de intervirem como eleitores na gesto dos
negocios publicas.
Se ha falta de quem representa os ioteresses
das populages oas communas, ao meaos.podem
elles contar vigilantes representantes na impren-
saa mais livre que ha no mundo; eata urna
compensacSo de ha muito. lempo irrecuaavel;
mas hoje eis quo se acha laucada a primeira se-
ment da reforma eleitoral; e convm que aquel-
le paiz, bergo da liberdade, chegue por sua vez
tambem igualdade que na Franca exceden li-
berdade.
A. respeilo das concesses que se devem exigir
differem as opinides: uns vo at ao suffragio
universal, outros insistem n'uma extenco do
suffragio graiual e prudente. O profavel que
todos concordaram em reclamar o mais fcil com
receios de tudo comprometer.
A opinio publica nao poden Jo oceupar-se so
mesmo lempo com duas questoes deixou de parte
os negocios da Italia para attender ao conflicto
anglo-americaoo: vollon as vistas desse estado
de anciedade fervorosa, em que se acha abysma-
do o parlamento italiano pela crise ministerial,
incerteza do futuro, e muilissimo obstinado da
poltica franceza.
Alm de urna opposico cuja turbulencia acha
as suas circumstancias altenuantes na languidez
da stuaco mal definidaha anda mais a admi-
rar-see a lastimar-se o espectculo dos exforgos
qua a si impoe o patriotismo dos Italianoa, dig-
nosda liberdade a que aspirara. A firmeza pro-
verbial desses homens de estado cheios de histo-
ria ede poltica em ura paiz, onde se nasce di-
plmala, vai-se gastando em procurar combioa-
Qoes que poseam servir para a causa da unidade
sera desgoslar a allianca franceza.
O parlamento nao se Ilude sobre o alcance da
deciso exigida do seu patriotismo, propondo-se-
lhe a lei acerca da exleoso do dizimo da guerra
para todas as provincias do reino, ea supprimio
pela maioria de 191 votos contra 10.
Esteve a ponto de rebentar verdadeira tempes-
tado com a apresentaco de urna pelico do du-
que Maddatoni, deputado napolitano, que recla-
aiava um inqulrito parlamentar acerca da silua-
cao da Italia meridional.
O peticionario esqueceu a circumstancias al-
tenuantes de urna administrado condemnada ao
estado provisorio, de onde nao ser. Jiolencia
de ine,lgem que a ha de arrancar. Fenzmbte
acabou por tuai.r de rumo, e exlgindo a su. de-
missao, e a cmara acocUaodo-a unnimemente
deu mais um indicio deasa anlo e concordia sem
a qual nao pode haver salvaco.
A leitura dos documentos relativos a questo
romana produzio um effeiio desagradvel. Foi a
2 do correte que Mr Rattazzi comecou a tratar
de assumpto to importante ; e fe-lo nos termos
os mais moderados.
O plano deVeneza antes de Romsfoi trszi-
do discusso por Mr. Boocompagni. Para che-
gar-se a Veneza sero precisos 300,000 homens
em srmas ; ora, nao se poder ter 300,000 homens
senao quando as provincias meridionaes gosarem
de tima adminislraco ; ellas s a gosaro quan-
do forera pacificadas; e finalmente sero pacifi-
cadas quando houver ama capital.
Como quer que sejs, parece que a fuzao entre
os dous partidos Ricasoli e Raltazzi modificar o
gabinete.
A crise actual do papado tem determinado no
seto do calholicismo um raovimento consideravel
que alias os espiritos msis eminentes, e que pro-
cede da necessidade de garantir-se os ioteresses
religiosos separando-os das inalituiees manifes-
tamente caducas queameicam compromelte-las
Oepoisdo abbade Passaglia, e do cardeal Livera-
ni, o abbade Perfelii, aotigo bibliothecario da Sa-
piencia, acaba de pnblicar um lirro mais impor-
tante ainda do que aquellos que o precederam
cujo titulo : A* novas condicott do pa-
pado. r
Assim, pois, as ideas caminham sempre em
qaantoos acootecimeatos esto parados; ese a
evotuco dos fados se acha parausada, a dos es-
piritos, porm, opera-se com mais forca e ra-
pidez.
Isto d que. pensar aquellos que na filia de
urna restaurarlo impossivel reclamam a conser-
vado nao menos impossivel do estado actual de
cousas.
Os negocios dos archivos napolitanos entrara m
n urna phase decisiva. O baro Tecco, repre-
sentante da.Italia em Madrid, foi chamado ; a sua
par'ida aleu lugar a urna verdadeira ovaco da
parte das (Jopulaceg hespaobolas. E' qae cau-
sa da independencia italiana rai sempre marchan-
do, alada mesmo naquelle paiz. Falla-se muito
em Madrid, de um sermo pregado na capella do
palacio por Mr. Fernando de Castro, capello da
raloha e professor de historia geral na faculdade
das lettras.
Esse sermo foium manifest enrgico, e um
protesto eloquente quo deixa muito atraz os es-
criptos do padre Passaglia.
O triumpho da opinio liberal nos comicios
eleitoraes da Prusaia um facto grave, e impor-
tante; porque na escola mutua da liberdade po-
dem os povos Instruir-se. Desde j o partido li-
beral deve contar.com a maioria da pruxima ca-
mera ; especialmente a deputaco de Berln per-
tence ao partido do progresso. O goverao obran-
do constituciooalmenle modifica os projectos de
leis que pretende sabmetter escamaras, procu-
rando conformar-se com os votos expresaos oas
eleicei primarias; e nisto obra com prudencia,
porque de outro modo, se os eleitores da segun-
da classe conservarem-tae fiel poltica a que de-
vem a sua eleico, e proseguirem no mesmo in-
tento, ama crise ministerial podaci seguir-se
derrota merecida do partido feudal.
Em Vienna celebrou-se um coaaajbo de "mi-
nistros sob a presidencia do archiduque Renier,
no qual se resolveu submetler-se ao Meichsrath
o orgamento de 1862, assim coma aa medidas
projectadas no sentido de regularisar-se a situa-
cao do banco.
Mr. de Plener se acha? incumbido deredlgir a
esse respeito um relatorio, que ha de ser presen-
te ao imperador, cuja resoluto ser-feommuni-
cada cmara em forma de mon.agem imperial.
Nessa measagem o goreroo significar aos depu-
tados que a insufflciencin dos membroasa-Re-
chsrath, proveniente especialmente ddRencia
dos depulados da Trsnsylvanis,- eojMlelcdes
oo poaeram alada ter lugar, toroa-se um obs-
taculo para as deliberares legaes e regulares do
Reichsralh ; e como esperando augmeotam as des-
pezas do estada, e fat-se mister recorrer a un-
iros meios qu possam a essas desperas, o gorer-
oo tencioaa laucar mo do direito qae lhe per
mitte o artigo 13 da. conslituico, teto I
certas medidas, sob a clausula de serem
. submettidas ao Reichsralh mala para diante
oa do este esiiver completo.
instrumentos de i. .. j ,
as associaces ?p^Iertr" tL?01* '0 pt0T0 do9 Pia8oa q pre-
t. J nao um *?,. 6 del1!' ",sar os "Presentantes reu-
nidos remetiera para semelhanle m as suas
proponcoes ao Reichsralh actual, pediodo-lhe
que as examine, e lome qualquer deliberaco
que possa servir-lbe de norme. Depois pedir
ao Keichgrath quando esiiver completo um bil
de odemnisaco por esta maneira de praticar de
accordo com o artigo 13 da conatituico. Mu-
tos ministros, entre (elles Mr. de Schmerling fo-
ram coovidados a comparecer no palacio do im-
perador para ajustarem a este respeito.
G.M.
INTERIOR.
Exposicao nacional.
V
Depois do ultimo artigo, cujo texto a exposi-
Qao nacional nos forncea, abriram-se ao publi-
co mais duas salas com os productos das pro-
vincias. A primeira cootm os ebjectos remedi-
dos do Para. Amazonas e Mrnas-Gerses, e a se-
gunda, a ltimamente aberta, as riquezas de Ser-
gipe e Alagoas. D'aqul a pouco, hoje mesmo
talvez, ficar emfim completa a exposico, e po-
deremos ir admirar a flor das exposicoes provin-
ciaes da Bahia, Pernambuco e S. Pedro do Rio
Grande do Sal.
Nestas circumstancias natural que esperemos
anda maistslgum tempo, para nao termos de-
pois de voltar atraz ou de offerecer apreeiacao
dos nossos leitores analyses incompletas relati-
vamente a cada categora. -Haveria ainda o in-
conveniente de nao pdennos fazer especie algu-
ma de comparado entro os productos das diver-
sas provincias, com o que perdera o nosso esta-
do grande parte do seu ioteresse. Permittam-oos
pois esperar.
Algumas razes comtudo nos forcam a reto-
mar boje a peona.
Era primeiro lugar faltaramos a nm dever de-
morando oS louvores que a commisso directora
merece pela boa ordem que ioiroduzio oas novas
salas. A tal respeito ha entre estas e as abortas
a 2 de dezembro um contraste que o publico nao
deixaria de notar. Com ffleito, era impossivel
empregar na distribuico dos objectos que com-
pem as colleccoes do Para, Amazonas, Minas,
Alagoas e Sargipe, mais clareza e mesmo mais
methodo, sem que o pittoresco e o gosto perdes-
sem cousa alguma. Foi por iaso que a abertura
das novas galeras deu ao todo da exposico na-
cional urna phyaionomia inteiramente difireme,
augmentando-the cousideravelmeole o ioteresse.
E' urna razo mais para lameotarmos a infle-
xibilidade com que a commisso desatiendeu os
pedidos da imprensa, obsiinaodo-ae a abrir a 2
do dezopabro urna exposic.au cujo merecimento
maior devera ser o seo estado completo. Mas
ao';nmn*o~Trnpn tambem ama prova mais do
zel com qae os commissarios desempeoham a
su miaaao, e urna garanta de que a segunda ex-
posico nacional, pelo qae respeita a ordem e a
methodo ser ioflnilamente superior ori-
meira.
Alera disto, deviamos ao Sr. Joao da Costa
Freitas urna rectificaso, que nos seria penoso
differir por mais tempo, e que nos vai offerecer
occasio de nos alargarmos quaoto convem ao-
bre um dos productos que mais devem ter inte-
ressado os numerosos visitantes do.gosso impro-
visado palacio de industria.
Trata-se do pao de mandioca.
Expoodo este pao, qae coostitae um producto
inteiramente novo talvez. rasa que oo deixa de
ter outros anlogos, o Sr. Frailas, por meio de
ira rotulo esenpto em caracteres extremamenls
legiveis, advertio ao publico de que elle contera
dous tercos de farinha de mandioca e um tergo
somente de farinha de trigo. Ora, por um en-
gao que fcilmente se comprebende, sem que
por isso- o queiramos fazer passar por desculpa-
vel, escrevemos exactamente o contrario, duen-
do qae este pao de mandioca linha dous tercos
de farinha de trigo pelo menos. Doeu se o Sr.
Freitas deste engao, e pedio-nos iostantemenle
que fossemos assislir ao amassar das farinhas,
verificando com os nossos proprios olhos que as
proporcoes por elle aonunciadas, dous tercos de
mandioca e um terfo de triga, eram eflectiva-
mente as que se empreg^vam ao fabrico do pao
de mandioca. Recusamo-nos como deviamos a
ir fazer esta veriQcago, pois que a palavra do
Sr. Freitas nos inapira um respeito to profundo
quo sioc-ro. Elle afflrma e dos acreditamos.
E esta s reclicago que tinhamos promettido
e que nos apressamos'de fazer.
Agora porem saiba o Sr. Frailas que o engao
em que cahimos nao era tal qae lhe desacredi-
taste a sua experienoia. Longo disso, a tentati-
va justifleava-se tanto melbor, quanto menores
fossem as proporgoes de farinha de mandioca n-
troduzidas 00 pao.
Transformar em pao ama substancia extrema-
mente abundante ao Brasil, e que constitue urna
parte consideravel da alimentaco publica, era
eosaio para preoecupar vivamente os espiritos.
Comprehendemos que urna tal idea sorrisse so-
bretodo a um hornera que parece movido, nao
da cubi;a do gaoho, mas do mais honroso saati-
mento de humaoidade. Se se tratass de ques-
to menos importante, o respeito que am esti-
mulo to honroso merece aos olhos de todos nos
forcaria ao sileocio ; achaodo-se porem enrol-
vida nieto a alimentaclo publica, e com especia-
lidade a das classes pobres, calar impossivel.
Dizer que a transformado da farinha de mandio-
ca em pao oa intil ou nunca poder cnse-
guir-se nao basta. Propostco de importancia
tal deve ser justificada ; jusatquemola pois.
Composijo do pao ordinarfPO grao dos ce-
reaes, e em particular o do trigo, cootm urna
mistura de principios immediatos que o tornara
extremamente proprio para o alimento do ho-
rnera. Entre estes principios disttnguem-se urna
materia azotada neutra mais ou meos abundan-
te (o gluten dos chimicos), materias gordas, o
amido ou fcula, e alguna saes alcalinos oa ter-
reos. Todos estes producios representara am pa*
pe igualmente iodispensavel na nutricio o na
mantenga da {vida. Vara noa coreaos da difi-
reme qualidade a proporco desles principios,
que no trigo quanto ao gluten de 9 a 14 0/0,
e quaoto ao amida de 56 a 75 0/0.
E* islo o que a cbimica aos easiosv mas as
suas analyses apoderam-se os chimicaa de urna
substancia orgnica qualquertormada de diversos
corpos de difireme composiclb elementar, e se-
parando-os do orgo que os engendrara estabele-
cem urna analoga entre os aja* tem a mesma ap-
parencia e a mesma composielo chimi
amido e a fcola.
Outra ordem de homens de scienrmPoa phy-
siologlstss, procedem dirersame^H Bam no
organismo mesmo
Cao, e das suas ol
cas que o esp
experiencia
Por e
go um.a
^BSBBBsl
jaoiaacio
pureza do grao que o dea-
Nesse intuito eis o plano que foi concebido:


LIBA 7 DE JaNIftO E 1862.

o B-hy-
siolfglsla ha da (anorta de trigo,
tanto quando se Ihe junta mido ( que prorem
do mesmo trigo ) como quando m Ihe misture
fcula ( tapios, salepo, sag, Me.)
No fabrico do pao glteo que represante
o principal papel por cauta da sus. nropriedade
de combinar-ae couj a agua. I?, grecas a eata
combinarlo, que elle adquire o carcter part*
de elasticidade que tersa a oaniucacan
V>l- Com efTeito, desta cnnaMeacio re.
Mita o deseovolvimento de una eleatieidade por
! quat a maasa ineba aob a tnfloenei do
enlacio absolutamente anloga que
r separa o alcool.
ritdades pani/icaveis de urna farinha
pois da auantidade de gluten que ella
l*) (JUaoio mais glteo hourer na mas-
elaatoco ser o pao. Pelo contrario, se
livor poaco gluten, a massa se adelgt-
lugar do apertar-se, e mettida no for-
se formar o as cavidades, e ficaro adhe-
as partes hmidas, sem tomarem
seoaodopois de expostas por muito
lor, o ajada assim sahir o pao io-
mido, nio adquirindo as precisas
dea de aabor digestao. M'uma palavra,
aia leve e nutritivo aera o pao, quanto
mais abundante e elaitico fr o gluten. Por con-
aguioie, urna farinha que contiver poaco gl-
tea), e por isso mesmo muito amido, nao pode
dar seno um pi peaado, inspido e reto.
E' o que lem succedido na Europa (pois nao
doto este problema) todas as rezos que se tero
querido juntar fcula a firinha de trigo, estando
instrado que misturar com estas substancias
inuas que nao cootenham gluten (e eisc-
PB caso da inculcada farinha de man-
n-nio s diminuir-lhe nreoiimento mas
ianroem alterar-Ihe as propriedades panificareis,
pedendo-se chegar at a fazer-lh'as perder in-
teiramente. Est mesmo reconhecido que a ad-
digio de 10 0(0 de fcula ou de ootra qualquer
substancia desprovida.de gluten torna impossi-
Tol a paniQcacao racional.
Admitamos porm que se consegue faxer com
a farinha de mandioca um po de boa e pparen -
cii, safficieotemeote leve e de sabor agradavel,
e Tejamos de que ulilidade seria iito.
A ocharlo da massa e os poros que a tornara
mais leve, dando-lbeAO mesmo lempo o aspec-
to que todos conhecem, sao no pao do trigo o
resultado de um pheoomeao chimico especial, a
fermentacio. A farinha de trigo oonlm 4a7
0|0 de aaaucar, que aob a accau da levadura ae
decompde em alcool e gaz acido carbnico, seo-
do quasi exclusivamente a formaclo deste gaz
qua produz essa iochacio e essee poros.
No pi de farinha de mandioca, pao de ami io,
pi de fcula, em que o gluten ou falta integra-
mente ou se acba em properoio coniideravel-
mente diminuida, a iochacio e os poros sao o
resultado da vaporizarlo da agua que esta espe-
cie de massa encerra em por<;ao coosideravel,
pois que tera de absorv-la para que a dilatarlo
da fcula d um pao de volume conveniente. Ao
paiso que o pao do trigo, sendo de boa qualida-
de, conten apenas 43 0(0 de agua, o de fcula
precisa de muito mais, pois que o mximo da
dilatagaodo amido ou fcula smente se conse-
gra em quinze vezes o seu peso de agua.
E' exactamente esta absorpcao de agua que mui-
tas vezes lem Iludido os homens de boa f, que
desejaodo, levados de nobres sentimenlos, obter
da farinha de trigo maior rendimento em pi,
propozeram misturar-lbe fcula de batata (chi-
micamente idntica da mandioca), ou mesmo
farinha ae arroz. Mas por fim de coatas o ho-
rnera que come semelhante pi nio consom
realmente senio a massa suppotli secca qae Ihe
entra no estomago, apezar de Ingerir ao mesmo
lempo agua, que tornando a sahir pelas ou rias
ou pela transpirarlo de nada serve alimenta-
rio. Ets aqu porque na Europa ae reputa frau-
de toda a addicao de fcula farinha de trigo.
Por outro lado no pi de trigo o gluten for-
ma um meio de redueco brando e elstico que
coolribue para que deoaixo da influencia da fer-
mentarlo o amido coulido nesse mesmo pise
transforme em assacar.
Ora o amido nio se digere senio metamorpao-
seado em assacar. A fcala como fcula, nao
alimento, e s se torna tal transformada em as-
sucar, metamorphose que, quando- comemos crua
aquella substancia, se opera debaixo da influen-
cia da saliva e de alguns soceos, cujo fim
exactamente eate. gis ahi porque, sendo bom e
bem feito, o po de trigo leve, digerel e nu-
tritivo ; a transformadlo da fcula est j cou -
seguida, e os aossos orgios nada ou quasi nada
tero mais que fazer.
o pao de mandioca nio pode dar-se outro tan-
to ; podemos estar certos que a fcula se conser-
va em estado de gomma, ou pelo menos que in-
completa a metamorphose. O pao mais difflcil
de digerir, e pode-se mesmo affirmar que a grao-
de parte delle atravessa, sem nelles deixar cousa
alguma, os intestinos,cujas funcedes, pesadas por
orna massa espessa e abundante que os suecos
nao podem penetrar, s imperfeitamente se exer-
cem. O alimento preciplta-se pelo seu proprio
peso sem passsr por modifleaedes, e o appetite
Dio tarda a reappaiecer com mais torca.
Portanto, soppoodo que a farinha de mandioca
se possa dar a forma e apparencia de pi, teria
este pi os inconvenientes seguinles :
Faltar-lhe-hia gluten, sem que se Ihe podesse
juntar com vantagem esta substancia.
O que se chama fermentarlo do pi teria nulla
ou muito incompleta.
A proporcio da agua seria mnito coosidersvel,
e admittiado que as propriedades alimenticias
fossem sufflcienles, seria oecetsaria a ingestio
de massas muito rolumosas para se obter ums
dada quantidade de alimento, o que tornsria o
qoe tornara o pao pesado e iodigesto :
A tranformado da fcula em assucar, ou se
nao faria, ou se faria muito incompletamente, o
que nos dara um substancia pouco nutritiva.
Nio sao novas as tentativos de panificarlo com
oulras substancias alera do trigo, mas todas se
teem malogrado pelas razes expostas. Nem a
cevada, nem o milho, nem o arroz entre os co-
reaos, nem a ervilha, nem a fava, nem o feijao
ontre os leguminosos, nem a batata entre os fecu-
lentos, teem podido ser substituidos so trigo, mes-
mo em proporco pequea. At prova em con-
trario, julgamos que o mesmo se d com a fari-
nha de mandioca, e j dissemos porque.
Tudo o que contribue para reduzir a leveza do
pi diminue-lhe as propriedades alimenticias.
Itestt caso est todo o copo estranbo ao trigo,
seja elle qual fr.
Nem por isso comtudo se tero renunciado ce-
vaca, ao milho, lao arroz, s ervilhas, s favas,
aos feijdes ou s batataas ; por isso nio se renun-
ciar farinha de mandioca.
Dooms, para que serve desnatuarar producios,
cada om dos quaes offerece por si um interessse
especial e relativo quaoto alimentario.
Nio encaramos a questio, como se tara visto,
rtnao debaixo do ponto de vista da alimentario,
da chimica e da^jrsiologia. Restara aioda o
lado econmico :;1sjcece-no3 ; parece-nos porm
qoe disto nos dispensa o que levamos dito.
Gonelulndo, repitamo-lo anda : louvamos os
motivos por que o Sr. Joio ds Costa Preitas ae
deixou guiar na sua tentativa, por coja nobrez
sentimos o maior respeito. Estamos comtudo
persuadidos de que a simples leitura de um ma-
nual do padeiro o teria levado a renunciar a ella.
[Jornal doCommereio d Rio,)
PERFUMBUIU.
fty, de que os dados
ks apontamentos his-
ensao, relativamente
le alguns ensalos que
los, faz por eerto om as-
eo paiz ; que, seidlspe demui-
tas condicoes de engrandecimenlo, v-se todava
desprovido de um* historia, que terpeluando os
feilos dos avs, d pela licgio des es aos netos o
detejo de imita-loa, como verdaderos mulos da
grandeza e da gloria daquellea de quero trazam o
oome.
Como o horneas, ao nacaos niel vivem s do
p3o. qoe Ihe. proparcionaat ts o fomentos. Co-
mo o Borneen, preeisam ellas da litro aiimoolo,
da estmalos ; o astea s a Motn i sa poda dar
por mate da consgase* o isspareia dos feitos ase-
mora vate, doo actoeqoe gtorifioosp um pala ae-
rante es proprio. O alheios elhoe |a aprecieclo.
Sir, ti a historia entrando o i heraosja dos
feilos, que legara os aotepassado de um povo
aos teas vindouras, pode manter a gloria daquel-
les o justificar o orgulho destes. s ella, em urna
palavra, prestando iot.ira ltenlo aos echos do
queja existi, classiflea os seus elementos com
discripsao e sem parcialidade, eluda-os om a
um, e imprime-lhes emm a cor propria com oa
claros da philosophla.
E no enlanto nio temos escripia ama historia
completa, aioda que para ella sobrero-nos tactos
notaveis 1 I
Assim, qoaesqoer esforcos tendentes a agglo-
raerago de materiaes para a composigo da his-
toria nacional nio podem ser causa indiffereote ;
e por isso nio podemos nos tajmbem deixar de
saudar ao Sr. Dr. Candido alendes pelo seo pen-
samento felicissimo e importante de colligir esses
materiaes esparsos, implicaos e exarados em
multplices documentos maoucriptos e inditos,
para dahi erigir-so o monumento da historia
patria.
E' este um pensameoto grandioso, de om al-
cance futuro, que nem todos avaliam ; porque
tambera nem todos olham pa|a as cousai como
ellas sao em si o em aoss relpces.
Se por este lsdo, porm, sobresane o interes-
saole do seo pensamento, j uoduzido em facto
por outro avulti elle aiada rfleclindo-se, que o
enligo estado do Maranhio amrangendo em sua
jurisdicgo as qustro provincias mais septentrlo-
oaes do imperio, lem as respectivas Memorias
de oceupar-se mui especialmente do Amazo-
nia, Para, Maranhio e Piau
escriartos si o raros, de que
loreos sao difficeis de oh
fallaodo-se, sem embargo
existem ahi nesse terreno.
Este caracterstico accenlua, pois, a importan-
cia do servico, que presta] o Sr. Dr. Candido
Mendes n'essa publicarlo ailitteratura brasileira ;
com a qual ao passo que facilita om completo e
verdico exame da historia /conforme elle o in-
dica em sua bellajdicrio, pjermitte aos estudiosos
e amantes das nossas cousas o conhecerem os
feitos notaveis e gloriosos I de nossos aotepassa-
dos, quesio patrimonio commum de sua poste-
ridade. Mas se temos tracado s carreiras estas
lionas, que a leitura da referida obra dos sugge-
rio, e neste momento nos poe no bieco da penna,
em urna amortecer de apreciarlo dola ; cslar-
nos-hemos agora para dar ao publico o plano
respectivo, escrpto pelo proprio autor, no qual
acha-se consignada a sua melhor e mala exacta
apreciacao. alm de ser eicripto n'um eslylo puro
e bello, edeconter ideas notaveis e dignas por
sem duvidade seram esposadas em sua lettra.
A escassez de noticias impressas da historia
patria, tomando-a pouco conhecida, e apreciada
inda mesmo por aquelles que com especialidade
se dedicara ao cultivo dos estudos histricos, ex-
cilou-noa a levar a efTeito um plano, que, com-
quanto superior s nossas forras, prometi a iit-
teratura brasileira os mais lisoogeiros resoltados,
so Deus permittira realisacao do nosso empenbo,
ou por nos ou por outrem que melhor satisfar
esse desidertum.
a Odesempenbo deste plano, facilitando um
completo e verdico exame da historia do nosso
paiz, permittira aos estudiosos e amantes das
nosaas coasas, o conhecerem os feitos notaveis,
importantes e gloriosos de nossos anlepassados,
que sao patrimonio commum de sua posteridade.
Por outro lsdo a riqueza de (actos, to nteres-
sanies como curiosos e origioaes, que, em verda-
de, abundara na nossa historia, descortinar mais
urna senda aos Iliteratos brasiletros, cutos talentos
nio forem escassos e nem desempsrada a imagi-
nario, pois poderlo perpectus-los na acea, e no
romanee quapdo querrm robustecer o espirito
nacional com a recordarlo das benemritas ac-
res de nossos antepassadoa.
Existem esparsos pelos differentes archivos,
bibliotheeas e secretarias, documentos e memo-
rias do maior interesse para a historia patria,tan-
to ns America como na Europa, e mui particu-
larmente em Portugal, Colligi-los em um cor-
po, com o que j se acha lmpresso, mas raro,
formando urna obra de consulta, fcil para todos
que quizerem consagrar so servio da historia do
nosso bello paiz : se os talentos e diligencia, pa-
receu-nos tarefa de nao s menos ulilidade para
os ledras entre nos.
Mas reunir em um s corpo as memorias e
documentos interessantes da historia do impe-
rio, a medida que fossem descobertos e copiados,
sera obra superior s forras de om individuo,
muoica-
do lodo o
portu-
reino, sob
com urna s
pe poltica,
o memoria
bsrreiri po
Irlo que lan-
precer de nos-
la boje pode
ido, talvez, o
)bo; em que
Idade, um s
rme e o mais
religiio ca-
REVISTA DIARIA.
Acabamos de pissar pelos olhos, porque rpi-
da foi a nossaMtera, as quioheotas e tantas pa-
ginas do prinfUrotemo das Memorial para his-
torio do Jt'Oy sitado do Maranhio, coiligidas
jo Sr. Dr. Candido Meodes de Al-
01S, *1bWK^ & empenho.
Ke Ks referidas Ifamorias sssenta oo
manuM ate denominado HiiUnia da companhia
de Jesuina extincta provincia do Maraado e
Par, de composicao ao padre Jos de lloraos,
membro ds mesma coapsotes, o chrooiaia delle
naqoalla provincia em aooetttaico ao padre Ben-
ud* Fooaeca, e emprehoodaodo o Sr. Dr. Can-
dido Mendes eata obra mouomeoUl, collecciooan-
{*) Nio ae esquera que o qoe ae chama farinha
da soaoojioca para o chimico e pora o physio
te (ocote O amido asm gluten. A
uofular oada isa ao caso, o a fartoh
de mandioca, chmicamente fallad
im maidironM que coBTsm alo
talvez s de qualquer associacao litteraria do
nossp paiz, a menos que oto fosse assislida do
poderoso auxiliar do governo ; pelos dispendios
que demandaran) a copia e a impreiso, alm
de esforcos pessoaes e paciencia, rnente apro-
Teitaveia quando o amor da sciencia o segura
crtica os dirigem, sem fallar do lempo qae se
consumira para que semelhante trabalho podes-
se merecer o acolhimento dos entendidos.
a Limitando o nosso esforro a urna parte da
historia nacional, monumento destinado penna
maia habilitada que d'entre nos surgase, e que
sos enlevos de om estro harmnico e correcto,
reunisse outras condigoesque constitoem o his-
toriador, o fanal dos poros no futuro, e seu juiz
oo passado.
< Procedendo-se desl'arle a respeito de oulros
pontos do imperio, terismos em breve e suave-
mente collecQes impressas de memorias impor-
tantes, que jazem desconhecidas ; onde os ami-
gos e apaixooados da historia patria encontra-
ran! riquezas sem conta, que lhes proporciona-
ran! ensejo de, Ilustrando o seu nome, fazer ao
paiz e s ietlras ioestimarel servido.
o Pedo a rerdade que confessemos, que al-
guma cousa j existe encetado com este pro-
posito, grars a esclarecida directo, que deve S.
M. o Imperador ao preparo de copias de muitos
manuscriptos importantes, que se acharo nos ar-
chivos e bibliotheeas de Portugal,. e mesm o de
Franga (1); e de urna dessas copias, por per-
msso de um illustrado conselheiro da corda
(2), que podemos levar ao prelo (3) a presente
historia, inda qoe iocompleta: mas este magn-
nimo pensamento do Soberano, de tanto inte-
resse psrs o Brasil, mereca em sos execurio ter
tido outro desenvolvimento. Em uosso humilde
penssr ganhar-se-ia duplamente, se no lugar on-
de se extrahem essas copias se fizesse logo a
impreiso, pondo o governo a renda os exeffl-
plares que eotendesse conveniente, tanto equi
como as provincias. Era urna despeza fecunda,
nio devendo laatimar-se o empale que em prin-
cipio, e por algum tempo, houvesse na extraccao
de taes obras, pelos proveaos que ae eolheria
com a vulgarisacao de tantas riquezas sepultadas
no p dos archivos e xpostaa a perda- irrepa-
rarel.
c As copias dos manuscriptos, que se achara
depositadas na secretaria do imperio, ds mui
poneos sio conhecidas ; sua rulgarsacio diffi-
cilima, e os que rireui nao provincias estio im-
possibilitados de consulta-lase aprecia-las; por-
tadlo, assim como estio, de pouco proreito po-
dem ser ss riquezas encerradas em taei docu-
mentos.
E' pofskem ristrel a oecessidade da publi-
carlo desaoi copias por meio da imprenss, mas
com certa ordem e classiflcaco, para que a obra
se nio torno orna indigesta miscellanea, agglo-
merados sem critica e sem nexo, tantos mate-
riaes.
I
des regiei, besa discriminadaa em qualquer
carta geograpbica, qoe coostltoirio duas grandes
colonias da monarehia porluguaza. Usoa a do
Norte oo Amaznica, anligsmente dofomioada
Estado do Maranho, do primeiro nome do
i Jarais
iree' ~
coberts e colooisario, e con
impr-lhe seu nome, estendiafl |p> da Pra-
ta ao cabo de S. Roque, limite que posterior-
mente alargou-se, reinando D. Joio V, al a
serra da Jfctepabe. e tera)iora m oMreceo do
sul anorte no ro Oyapoaa, A' frootedo eeo go-
veroo Uoba um fitie-fiueral fcoaaiiaUmanta
sob a dapendeocla a MotropolM em princi-
pio resida na cidade daS, LuizV Maranho, Q-
xapdo-se por fias a sede do estado ao capital da
capliania, hoje proriaeia do Ga8 >0i. Duroo
esta aituacao U1774, em que ao doaocapitanas
do Maranhio e do Grao-Pat ficar'aoj entr si in-
dependeatss e issaiedialameete soisilas a Me-
trpoli.
< O estado do Brasil tinha sob soa dependen-
cia differentes capitanas, actualmente provincias
do imperio. O do Maranho tinha outras, que
por cessio, compra ou abandono dos donatarios
Metrpoli, foram incorporadas ao aeu governo;
passando de oose capitanas M a quatro, que
aio presentemente as provinciardo Piauhy, Ma-
ranhio, Grarr-Par Amazonas.
c Felizmente a viada do re D. Joio VI para
o Brasil acabon com essas diitiocc&es, que so-
mente autonsava a diffieuldad
roes das duas colonias ente
territorio americano sojeito ao
guez, elevado em 1816 cathe
a nica denominaco de Braal
administrarlo. Este grande
que cobre de respeito e reo
desse grande Soberano, lio poueo comprehendi-
doem seu tempo, facilitou a independencia do
nosso paiz, e, o que mais importante, o de nio
sepsrar-se urna s per* do coleteo fundado por
Portugal.
< O imperio do Brasil, creado sobre a base do
reino portuguez de 1816, forma om todo, qoo se-
r deindestructivel solidez se oo Brasileiror ti-
verem o preciso tino de conservar a unidade
religiosa, o lago o mais poderoso, pora a manu-
tengio da nacionalidade adoptada, o, com a pre-
clara drmnastia com que nos mimoseou a Pro-
videncia Divina, o syatema de governo que nos
legou o fundador do imperio.
< Sem esta condieco nenho
deremos pppr ao espirito de dis
to nos atormentou no primeiro a
sa emanciparlo poltica, e que i
accordar, ameagando destruir o
mais homogenoo que exista na1
predominara em sai qussi tot
idioma, idnticos coslumes, e o
ioabslarelesteio de sua unidade1
tholica. Peca inteiriga que, bem ^ncaminhada,
far no mando, e em seculos aul prximo, im-
menso e brilhanlisao papel.
O cataclysma qae est imoinente no man-
do earopeu pela lula de morte, travada entre a
rerolucio e o christianismo, lera de assombrar o
universo nesta ultima metade ds seclo em que
riremos, pelas transformages porque ter de
passar aquella lio ioteressaate pule do nosso
globo.
< Harerio grandes emigrages para as duas
Americas, e o Brasil aproveitara no seu tanto
desses grandes infortunios. Portugal estreito
sppeodiculo da Pennsula Ibrica, ter termina-
do sua missio, sem duvida gloriosa; e a raca
portugueza nio podendo rirer sob o dominio de
sua poderosa rival, abandonar o lorrio patrio
para, juntando-so seus irmios d'aquem do
Atlntico, robustecer o imperio collossal creado
poresforgos de communs anlepassados.
a Quando este facto se realisar, e nio deve es-
tar muito longe, por que parece bem madura a
messe, devoremos contar nio com a emigrarlo
de alguns milhires de familias, mas com um ver-
dadeiro xodo.
Nio desojamos firmar nossa grandeza sobre
alheios desastres ; mas se este grande aconteci-
meoto tlverde realisar-ge, como nossa convic-
r&o, e promettem os signaes do tempo, deremos
estar preparados para aproretar dos seus resul-
tados, sem duvda altamente benficos para esta
parte do mundo, o quinto imperio de que falla o
grande jesuta Antonio Vieirs, o o nico, talvez,
que a rara lusitana esteja predestinada a consa-
mar.
a As familias heapanhola e portugueza nio se
crearam para viror juotja sob o moamo scepiro;
estariu sempre em frente urna da outra como os
descendentes deEsa e de Jacob.
a Mas fomos mais longe do que desejaramos
com esla digressio. Yoltemos ao sssumpto.
III
nhio, aS capitanas do Piauhy, Maranhio, Grio-
Par e Rio-Negro, hoje Amazonas, a historia de
cadauma deltas se acha tio intimamente ligada
atjC77f, poca da divisio do estado em duas
capHanias geraes independentes, ou melhor at
1816, qnando se creou o reino do Brasil; que pa-
rece de razio que as memorias e documentos re-
lativos a esses territorios so collecciooem.em um
s corpo, a partir do anno de 1612, poca em que
comegou a viogar a coloaisacao e conquista por-
tuguezas.
Os archivos da Franga, Portugal, Hespanha,
Inglaterra e Hollanda contera preciosos documen-
tos para a nossa bistoris, que conviria solicitar,
e, adquirindo-os, promover pela imprensa sua
vulgarisagio; constituindo, por assim dizer, um
armazem rico de fados, e adoptado ao fim que
temos em mira.
o Coovm muito que possuamos una historia,
digna por sua forma e veracidade, da posico que
oceupamos, e que viremos a oceupar um dia em
j face do globo ; quando a America, amparada de
dous occeanos, sem receto de inrases barbares-
cas, sob o impulso da mais immineate civilisa-
cio, a christia, de que aera a herdeira, e mante-
nedora, souber sastenta-la com a asa hegemona
por todas as regies da trra. Futuro immenso
e glorioso, sem duvda reservado, por aua mira-
culoss situago, a Uto bella quio feliz parte do
mundo I
O que portanto zerara nossos intepassados
de grande e de notareldere-nosmeiecer o maior
zelo e respeito, por que sobre eises esforgos
que assenta a grandeza do colosso, de que Unto
nos orgulhsmos. E' nosso patrimonio, nosso es-
timulo e nossa gloria.
t Nio temos urna historia completa; temos re-
lalhos alcuohados com esse nome ; ilgons nio
sao mais do que copla dos precedentes, dislin-
guiodo-se apenas palo estylo mais ou menos cor-
recto, dtsposiges das materias, s vetes nenhu-
ma idea adiantando, quanto t pocis notaveis
de nossa bistoris, e ao que em gerat bem co-
nbecido. A causa deste facto proveo da falta de
documentos e memorias contempornea impres-
sas, que moita luz podem dar, esclar^ceodo, rec-
tificando o qoo ha de incorrecto e inexacto com s
autoridade de algum noaae.
E pelo qoe respeila ao terrltorio,lefcja hislo-
e

m quanto de dala mais recente qoe outros
ra desejaramos que (oose melhor atudada
apreciada, pouco ha rulgarisado ; havobdo an-
da muito de teedilo, e de grando merscimento,
sobretudo neo archivos de Portugal.
O impulso dsdo por S. M. o Imperador, na
copis de tantos e lio ioteressantej maoascriptos, *j,j o
raaauKriplos, e j com a.perda da segunda parte
o por corlo a de maior merecimeolo, como o
proprio autor observa oo aeu prologo ; milita em
favor desta. obra a circunstancia de ser trabalho
oasis completo, oaa pocas de que trata, que a.
mor parto das Memorias de que temos noticia,
aem exclusae o Annaetde Berredo (5); oceupao-
do-se algumae de faqtos de ama poca mui limi-
tada, e sem certos detalbeo, iadispensaveis para
0 iotelligencia de muitos pontea historeos, boje
de difflcil explicarlo, aulotiaaodo a do vid a sobre
a sua existeoca. Por ootro lado accresce que,
bem que nio prime asta prodoegio pele eslylo, o
ter escripta por om chroaiata autortaado pela
eompanbia de que era mesobre distincto, mais
orna garanta da veracidade "dos faetos relalsdos.
c O estylo do autor sobre-pesado, muilas ve-
zes obscuro, nio passa de urna pollda imltacao
de Jaciniho Freir; maa a obra rica em faetos
e de documentos de multo valor, de circumstan-
cias pouco conhecidas, que rectifican! e eaclare-
cem muitos fados da historia patria, alguns bem
problematicos.eoutros de propsitos desfigurados
ou esquecidos por autores que, nio tendo boa f,
procuraram pela coospirscao do silencio calar os
echos dos seus adversarios. <*
< Alm de que, tendo sido o nosso paiz creado
pela mi dos jesutas, sobro todo as provincias
que formavam o aotigo Estsdo do Maranho, con-
vinha dar preferencia a ums hiatoria om qoe vera
notados com extremo zelo, especificados os afa-
nosos Bforgos dos filhoi d'assa vslorosa compa-
nhii, iniqua e cruelmente recompensada; cor-
porago tio slidamente organisada, que Ihe cou-
be o dom de oBo ter nem juventude e nem cadu-
cidade ; tornando seus filbos lypos de saber e de
virtudes, os primeiros granadeiros da igreja, o
saben do inspirar por soa dedicarlo sem honsoo-
tes, o inextinguivel odio dos ioimigos do Cruci-
ficado. (6)
< Poueos dados biograpbicos temos a respeito
do padre Jos de Maraes, que depois da auppres-
sio de sua illustre companhia, ae chamou Jos
Xavier de Moraes da Fooceca Pinto. E esses da-
dos colhemos da leitura desta obra, e de algumas
notas do calhalogo dos manuscriptos di Evors.
Ignoramos o lugar do seu nascimento, pare-
cendo ser sua patria Portugal, onde viera a luz
em fios do seculo XVII, bem que fizesse sos en-
trada na companhia na rce-proviocia do Mua-
nhio desde o anno de 1728, segundo consta de
um dos cathalogos da companhia que lemos, cu-
ja copia se acha no archiro da secretaria de Es-
tado dos negocios do imperio. Em 1736 oul737.
passou a servir as missoes do Para, parochiaodo
algumas das aldeias cargo da companhia de Je-
ss, por muitos aonos.
Posteriormente foi para o collegio da cidade
de Belm, onde o aeu mrito no cultivo das let-
tras ihe mereceu a distinego de substituir na
graduagio de ebronista da provincia de aua reli-
giio, ao padre Danto da Fonceca, que passou
Lisboa i exigencia do governo, o onde aerrio de
procurador da mesma provincia. Este facto re-
vela o seu merecimento, ea considerscio em que
era tido.
A tempestado que estar a desabar sobre a
companhia de Jess, em um seculo de tsnta de-
pravarlo, o apaohou quando a obraqoe empre-
hendra nio se achira completa, tendo-se per-
dido os materiaes por elle organisados para a
elaborarlo da segunda parte da sua historia. Per-
da sensirel, o por ora parece irremediavel.
Sendo a presente historia preparada oa po-
ca em que o marquez de Pombal, sjudado pelos
aeus dous deis agentes o conde de Bobadella, no
sul e |eu irmio Francisco Xavier de Mendooga
Furtado, no norte promova a destruirlo da com-
panhia de Jesus/pelos reprovadoa meios hoje bem
conhecidas e patenteados; ressente-se em algu-
mas partes do temor e dos sustos, em que viriam
os jesutas da America, contra quem sa tentara o
primeiro golpe. E por isso qoe no corpo d'esta
obra se leem eslraohos elogios administrarlo
de Mendonga Portado, e de seu digno irmio, o
celebre ministro de D. Jos I, que alias nio eram
credores de tantas complacencias. Parece que se
tema a perda do manuscripto, e duplicadaa ty-
rsnnias, se o historiador ousasse escrerer toda a
verdade a respeito d'estes personagens.
a Nao sabemos o deslino ultimo do padre Jos
de Moraes, nem quando adoptou o oome de Jos
Xavier de Moraes da Fooseca Pinto; se foi dos
presos nos horrorosos carceres da Juaqueira, sa
dos desterrados nss costas dos Estados da igreja,
que depois vollaram Portugal, no reinado de
D. Mara I. Nosaas coojectaras leram a acreditar
que o padre Jos de Moraes se resolver logo a
absndonsr a roupeta da compinhia, assim que
chegara Lisboa, visto a oota que se acba ins-
cripta no fim da primelra parte; nao tendo for-
ras, em razio da Idade, parasupportar os marly-
rios do desterro ou do carcere que promeltia o
frenes fantico do jansenista Pombal. De outra
forma talvez se nio possa explicar apresangado
manuscripto e nota, em um archivo publico em
Portugal, com o oome ulteriormente adoptado pe-
lo autor.
Portanto dando a estampa a presente obra,
pensamos baver feito a historia o litteralura pa-
trias um pequeo maa valioso aervico; e ficare-
mos bem pagos se fr lida pela mocidade estu-
diosa, e aproveitada pelos que cultivando essa
historia, se esforgim por enriquecer nossa litte-
ralura, pondo em relevo os feitos que nobilitam e
engrandecen! a nacionalidade brasileira.
Possam nossos gloriosos antepassados sob a
lousa do sepulcbro estremecer de jubilo, vendo
nio olvidados seus nomes e seus feitos
aquelles a.quem deram urna patria.
< Candido Mendet de lmeida.
Rio de Janeiro, 15 de maio de 1860.
A coucepeo que ahi flea delineada, o a reali-
sago que em parte j recebeu esse pensamento
sao padres de gloria para o Sr. Dr. Candido Men-
des, que assim bem merece do paiz, ao qual pres-
ta mais um servigo assigoalado.
E nos nio podemos deixar de oonaigna-lo com
gosto, em nossa missio de perpetuar o que me-
rece s-lo.
Acha-se nomeado ajudanle da directora
das obras militares desta provincia o Sr.segundo
lente do corpo de eogeaheiros Jos Tiburcio
Pereira de Magalhies.
N*> da 3 do correte, no Campo VerdC, um
soldado do dcimo batalhio de infanlaris, por
antonomasia Maranhio, deu urna tacada no cabo
do quarto batalhio de arlilharia de nome Ignacio
Joaqun) Leile. Sendo informado do occorrido
o Sr. major Loureiro, dirigio-se Id cootinenti so
lugar da perpetrarlo do crime, onde j achou
preso o delioquente pelo Sr. capillo Moraes Re-
g, a quem entio aolicitou qoe o fizesse recolher
ao xadrez do dcimo batalhio, em quaolo levava
o facto ao conhecimento do Sr. Dr. cuete de po-
lica.
O ferimento asiaz grave, segundo no-lo in-
formara ; pois a facada apanbou o lombo esquer-
do, interessando os ros do ferido; o qual foi
recolhido ao hospital militar, onde devia ser feito
o competente corpo de delicio.
O instrumento do crime tendo sido atirado pelo
criminoso dentro do una ervaogos, com o fim de
faz-lo desapparecer, aconteceu que fosse achado
pelo referido major.
Inforram-oof que acha-ee desapron
oito do sobrado o. 4 da ra doa Martyrios. em
oito polegsdaa, segundo urna vistoria Delle pro-
cedida. Cumprindo ser islo devidameote exami-
nado, Imperta sgoirUneole que o-dttio aaaim des-
aprumado sea demolido, conforme o roto doa
peritos.
Chegaram so tribunal da retarlo 08 autos
de sppellsclo crime do Rvm. Sr. padre Antonio
Malaquiaa llamos de Vaaconcellos, implicado doo
aconteclmaotos do gatas-Bellas.
Um nosso aasignaole noe envloo o seguate,,
que raaoondemoi:
Eslames competentemente informados, qua I
a obra qoo ae asta concertando na roa do Pilar,
lem sido folla oa forma indicada pola respectiva
commlssio da tllustrlstima cmara municipal, o'
aob a oecesaaria vigilancia do Dr. cordaador, e!
respectivo fiscal, Dio se tendo em cousa alguma
excedido o que pela cmara lora ordeoado. Alar-
gou-se a traressa do Chafariz, para eujo alarga-
gamento pordeu a casa ero questio 12 palmos de
trente, cora 130 de exteosio ; fez-se o oitio ato-
ro oa forma daa postaras, ficando easa travesea
com 50 palmos de largura ; na frenle se (asesa os
concertos que foram concedidos, pelo parecer da
commiaaao, que diz assim :
c A commissio de edificacaes, examinando a
pretengo de Francisco Antonio Pereira de
Brito, tutor doa orphios filhoa de Joio Atha-
nazio Das, de parecer que seja reedificado o
oitio do sobrado em queslio, por onde esli
designado na planta da aidade, nio s porque
por seu estsdo de ruina dere ser demolido, co-
mo tambem por ser o alarga ment do becco
de extrema necessidjde ; entretanto que a res-
peito da (rente do mesmo sobrado dere ficar
no mesmo aliohamento, viste qoo o concert
Delle admissirel.
Este parecer (oi approrsdo em sessio de 5
de agosto, a cordeago dada aos 20 do mesmo, e
finalmente a licenga em 2 de selembro.
Nio contestamos que a cmara dease licenga
para o concert, maa o qae dissemos que se
est fazendo urna casa ora dentro da relha, com
janellaa de quatro palmos de rio e portas seme-
lbantes,quando a que ihe eali junto tem-ascomo
marca a postura.
Se, porm, ba culpa nio docordeador nem
da cmara ; mas sim e nicamente do fiscal que
nio r aer urna rerdadeira burla o tal appellida-
do concert ; porquanto esse lado em que ora se
faz a reconstruego, tem de recuir alguns palmos
como deu-se para com a casa do Sr. Jos Gon-
calres Beltrio ; e sssim ella at agora conserva-
se e se conservar fra do aliohamento.
De noro recommendamos, quem melhor n-
chtraar do que o Sr. fiscal, e que salbs compre-
heoder a justiga, que v all obaervar essa reedi-
ficarlo com risos de concert.
Chegaram no ssbbado a tarde presidencia
da provincia noticias de Goianna. Orapor Cama-
ragibe, que ae auppunha chegar ao ponto mais
prximo desss cidade seis horas depois, s all
fundeou no dia seguinte pela manhia, o por coo-
sequeocia doze horas depois de sua partida.
De urna carta do Dr. Pedra, escripia de Goian-
na ao Dr. Sergio e de oftlcios, consta que o mal
se conserva concentrado em Cruaogy e suas im-
media goes.
De um oflicio do Dr. Firmino, parece deduzir-
ae que elle ral mudando de lioguagem, diesipan-
do-ae sua imaginario das nuvens pretas que a
enrolvia.
O major Barros, delegado de Goianna, ainda
ficava em Cruangy, sem medico.
De um offlcio do Dr. Abilio se r que Nszaretb
ra bem, existindo somonte o cholera em S. Vi-
cente, 10 leguas distante ds cidade e prximo do
foco epidmico. -
Em data de 3 diz o Rvm. capachioho Fr. Egy-
dio, que chegra Cruaogy no primeiro, sendo
obrigado a entrar immediatamente em effectlro
exercicio de medico e confessor. Muito louva
elle o comportameoto dos Srs. msjor Alexandre,
delegado de Goianna, e padre Sereriano, rigario
de Itamb, que ae lem prestado infaligarelmeate
i todo o aervico para aoccorrimenlo dos anec-
iados. \
As ultimas noticias, recebidas hontem, dizem
que o mal comegava a declinar, que haviam se-
guido para Cruangy tres mdicos, e dous psra
Nossa Senhora do o onde seachavam as irmiss
de caridade. Nesse mesmo dia fez a presidencia
seguir mais tres mdicos e novos soccorros, e or-
dens terminantes aos que se demoraran em cuoi-
prir as que levaram, quando daqui partiram.
Admira a lentidio com que marebam os soc-
corros ao ehegarem i Goianna, onde fica ludo
demorado, apezar doa recursos para transporte
de cargas e pessoas que all ha, e de baver em as
circumvisinhaugas dessa cidade grande numero
de senbores de engeoho, cuja phylaotropia nio
deixaria de aer movida, se se lita fosse pedir
meios de seguirem seus destinos os mdicos e
demais soccorros mandados lio promptameole
desta capital.
por P*rMm
\, Sererino 9. do
. Gardeao da Sll-
. dos Santos, ]. C
es, o ara
I8D0
MI
- Pssi
ds Maci e \
I. M. Bspli
Mello, F. da Silo
re, J. Tararea
deQliretra, P.
C Antonio.
aoaTALiADiM*?4 no costoum
Aateoio Jos de Oliveira, Pofaaateuo, 551
viuro, artista, 8, Joco, toberculos.
Jos libelro, Peananbaco. 25 aonos, aollelro,
Boa-Viste, olearas syphilitioas na garganta.
Lula, Pernambooo, 2 aonos, escravo, Santo An-
tonio, apopletia.
Hara, Psrnambuco, 7 mezes, Recite, coorsdses.
Joio Cosme Dpmiagos, Peraambuco, 69 aoaos,
solteiro, Boa-Vista, catarrho pulmonar.
Virginio Antete Homero, Periamboco. 50 an-
no. viavo, Santo Antonio, phlysica pulmooar.
Jos Gomes Tsvares, Portugal, l aonos, casa-
do, Afogados, infiammacio no tflado.
Egydio, Pernambuco, 18 mezes, sonto Aoiooio,
deotigio.
Heorique, Pernambuco, 8 dias, Boa-Viste, es-
pasmo.
Braz, Parnambneo, 16 metes, esersvo, Boa-Tiste,
espasmo.
Francisca Mara daa Chagas, Pernambuco, 74
annos, viuva, Santo Antonio, abceaaoa di-
fusas.
I
Thesourar ia provimclalt
DEMONSTRArO DO SALDO BXISTBKTK BU
DO EXERCICIO DE 1861 A 1962. IO 31 db dbzbhbro
DE 1861.
Saldo em 30 de norem-
bro prximo paaaado. 40 784*392
Receita de 1 a 31 do .
.... 1039811308
144r765|70t
4
dezembro
Despeza dem
Saldo.
97:6fJ6f9BS
47:1621418
DBOOKSTBArlO
ESPECIAL DAS
1861.
Saldo em 30 de norem-
bro prximo passado .
Receita de 1 a 31 de
dezembro.....
do saldo Exismrrt na caiia
AFOLICBS EM 31 DE DEZEMBRO |
(
18600*000

Despeza dem
Saldo
18:600*000
_____
l&600fD09
DEMONSTR\gXO DO SALDO EXISTENTE HA CAIXA OE
AMORTISAgiO DAS APOLICES E PAGAMENTO DO RIS-
PBCTITO JURO EM 31 DE DEZEMBRO DB 1861.
Saldo em 30 de novem-
bro prximo passado 4:769f694
Receita de
dezembro
1 a 31 de
Despeza idem.
Saldo.
4:679*694
9 i
4:7i
por
DEMONSTRADO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA DE
DEPSITOS EM 31 DE DEZEMBRO DB 1861.
Saldo em 31 de aovem-
bro prximo passado. 213:591*219
Receita de 1 a 31 de
dezembro.....8:165*000
---------------251:7569219
Despeza idem......
Saldo. .
DEMONSTRArO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA DO
PATRIMONIO DOS ORPHOS NO EXERCtCIO DKl861 A
1862, EM 31 DE DEZEMBRO DB 1861.
Saldo em 30 de novem-
bro^proximo passado
a 31 de
247:6269219
o pro
ReceHf de 1
dezembro.
21:314*076
2:184*278
Despeza idem
23
498*364
:9249*57
Saldo
17:579*717
autor mui resumido em algumas
SoVoM? on^u.d;V;e.Vmenre i^.o W *?" 0t"ei' d* h8loria do "'" ha' 1" de"
pena de expOr-se o ptfct perda def"'m.ntos Terlam -lhe outra .tiene, .obre tudo
tao precioaoa ana historia. Basta
(1) Sirva de exemplo a obra do capuchlobo
fraocez Fre Ivo de Evreux, intituladaHistoire
des choses sdveoues em Maragnan. s anoes
1613 el 1614.
(2) O Sr. ministro do imperio, conselheiro Joio
de^Almetda Pereira.
Seriamos Injustos se nao declarasssmos
, que multo Aeremos a generosa cooperario
oeeoo digno eonrprorinclano o Sr. commen-
oor Jos Aotoiio Vas do Espirito Saatp, ami-
go dedieado do ten paiz.
d Momentos
- o queja se
lem extraado e desgranad a meo te sem lemedio.
Julgamos portanto que procedamos com
acert, e vantajosamente par. o paiz. teunindo
em um corpo sob o ltalo de Memoriaspara
a historia do antigo estado4o Maranho tu-
do quanto se ha escrpto de Importante, se ach
inedilo ou impresso, mas mol raro a respeito das
quairo provincias mais septentrtonaes do impe4
rio: Amazonas, Grlo-Par, Maranhio e Piauhy,
que outr'ora constituiam aquella vasta colonia
portogueza.
c Parece de razio que nesta classe de liabalhos
se devera preferir a ordem chronologics, sempre
que sedease a possibilidade ; mas nio se verifi-
cando a hypotheae por nio possoirmos todas as
memorias e documentos, entendemos que poda-
mos usar de arbitrio, fazendo imprimir em pri-
meiro lugar o que julgassemos de mais,impor-
tante.
Entre todos oo manuscriptos de qua temos
conhecimento, sobre a hiatoria do estada do Ma-
ranhio, demos preferencia i obra do padre Jos
de Moraes, da companhia de Jess intitulada :
Historia da companhia, tt Jess do provincia do
Maranho, que as reaes cintas da dslitsima
ra%nha e senhora nossa D. Mariana i Austria,
Domingo enlrou de Alagdis o vapor Persi-
nunga, trazendo-nos o Diario do Commercio de
2 do correle, do qual transcrevemos o seguinte:
o A's cloc horas da tarde do dia 31 do mez fio-
do, reunidos em frente do monumento imperial o
Exm. Sor. presidente, chafe de polica, ebefes das
repartiges publicas, os Srs. barao de Jaragu,
bario de Atalaia, bario de Jequi, senador Gan-
sansiodo Sioimb, deputado geral Dr. Benjamn,
empregados de todas as classes, pessoas gradas
de diversos lugares da provincia, o as eommls-
ses de diversas camaraa municipaes.
c O Sr. engenheiro Mornay, antes de deseo-
berto o busto dirigiodo-se ao Exm. Sr. presiden-
te, felicitou a provincia por ser a primelra vez
que dava ao augusto imperante urna prova desta
ordem.
c O Sr. presidente, depois de ter descoberlo o
busto, em um discurso (os ver a magoitude desta
(esta, e de quio grande alcance era ella para o
futuro do Brasil.
Foram recitados mais alguns discursos, pelos
Srs. Dr. Antonio Pinto da Rocha, acadmico
Olympio de Arroxellas Galvio e alguns represen-
tantes de cmaras municipaes. Depois do que
deslou a tropa e fez continencia.
a Em aeguida leve lugar o Te-Deum, (azendo o
Sr. vigario orna allocugo anloga ao dia.
As bateras aalraram com 21 tiros. Foi urna
brilhante (eats.. Em lodos os semblantes ressum-
brara a alegra.
< No dia 30 tere lagar na rula do Pilar um
oicio (unebre por alms do Sr. D. Pedro V, na
igreja da N. Senhora do Rosario, tendo sido in-
cansavel no dito funeral o negociante, subdito
portuguez, o Sr. Joaquim Jos Ferreira da Coste
Rebimba.
< Correu o acto perfeitamente bem, e compa-
receris i elle duzeotas e tantas pessoas.
< Teceu-lhe o panegyrico o mui intelligeote
vigario da (reguezia, padre Jaciniho Candida de
Mendooga.
Tere umaluzida guarda de honra com a m-
sica de polica, e o templo eslava bem adornado.
Paasageiro do cter nacional Emma, vindo
do Penedo : Augusto, prelo liberto.
Passsgeiros do vapor Jaguaribt sabido para
os portos do norte: Jos Thom da Silva, Joio
da Boaveotura Bastos, Maooel Alexandre de Li
ma, Triatio Goncalves de Alencar Neposooi
e sua irmia, Flix Gongalves da Silva Csfl o 2
escravos, D. Mara Reta Viterbo Sampaio, Primo
Pacheco Borgea, Severino Dantas da Silva Gamil-
lo, Theodoro Alvea, urna escrava de Manoel Ig-
nacio de Oliveira & Filho, Hermiodo Egidio de
Figueiredo, D. Mara Rosa de Viterbo Sampaio
Vieira e 3 albos, teaeote Pedro Carlos Nogueira
de Boumani, sua senhora e 1 filho, Miguel Jos
alachado, seu criado e 1 escravo, Antonio dePadnt
Pereira Pacheco, Pergentiao da Costa Lobo, Gli-
cerio da Costa Lobo, Jola W. Siuddsrl, Jos Gon-
calves dos Res, Jos Barroso de Carvaiho J-
nior, Augusto da Silva Dias, Joaquim Damaceoo
Nogueira e sua senhora, major Antonio Carvaiho
de Almeida, e a eacrav Josona.
Passsgeiro do brigue braleiro Crxtvr do
Sul, sabido para o Rio de Janeiro: A senhora
em retarlo a cooqunta dessa provincia pelos por-
tuguezes, e expulsio dos hollaodezes
(6) Para bem avaliar-se os bons serviros que
prestou na Amerita a companhia de Jess, e a
iojustica, senio ioiquidade. com qne (oi trotado
patos goreroos da Franea, da Hespanha e de Por-
tugal, sem nos referirmos aos servicos que por a-
qui fez, o que por lodos os modos se procurou, e
aioda se procura deacoohecer ou illudir; basta
que citamos o testemunho de D. Antonio de Ul-
Wa e de D. Jorge Juan, mandados pelo gover-
no Hespanhoi pm 1735, com a commissio da aca-
demia fraoeeza, aa qual fazia parte M. de la
Condamiao, aag lenha ido medir o arco do meri-
diano HHR.
O nomo Ilion demasiado conhecido na re-
publica das la ras por sua profunda illustracao, do capillo, Alvaro Joaquim dos Santos, e 3 es-
DEMONSTRArO
DEZEMBRO DE 1861.
Saldo em 30 de novem-
bro prximo passado.
Receita de 1 a 31 de
dezembro .
DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA DO
DAS RCAS DESTA CIDADE EM 90 VK
898*230
256f040
Despeza idem.
Saldo.
DEMONSTRAClO DO SALDO EXISTENTE
AMORTIZADO DA DIVIDA' PUBLICA
DO RESPECTIVO JUROS EM 31 DB
1861.
Saldo em 30 de oovem-
bro prximo passado. 215*376
Receita de 1 a 31 de
dezembro *
Despeza idem.
6549270
MA CAIXA BE
e PACAsrurto
DEZBJUBlO M
Saldo.
215*576
215*676
O thesoureiro,
Thomax Josi da Silva Gutmao.
O oscrivio,
Antonio Jfarta de Faria N*vu.
COH MURCIO.
Banco do Brasil
A directora da caixa filial, laca so-
bre o Banco do Brasil qualquer quantin
a yuta, e ao par. Rea fe 17 de denem-
bro de 1861. O secretario, Francisco
Joao de Barros.
.1
Alfand
Rendimento do dial a 3
dem do dl 4 .
Hovlmento da alfa
Volamaa entrados com (azendas..
som generes
Vel.mea sabidos som
< a com
f azendas..
leeros..
II:
20:561*482
51:812*448
94
67
75
191
i
offerece hu autor
da matma pro+it
(4) Ets oa nomj
nho, Cuma,
ou I
do
Jos de Moris, filho
de1759.
pitaoiaa:liara-
'aoaipari, Joaooes
Rio-Negro s Cabo
se chamou a Gal-
talentos administrativos e honestsimo carcter,
a se ponha em duvida o seu teslemunbo
lia aorla, de que foi enearre-
gsoo do aea paiz; testemunho tan-
to maio ot val, qnsnto Ulloa eslava domina-
do daa ideas da poca, pelo que respeila a insti-
tutos litigiosos.
N'essa ioormacio, teda confidencial ao minis-
tro marqnoz da Ensenada, que foi publicada om
Londres em 1816 por David Barry, aob o titulo
Noticias secretas da America, qne se pode a-
qoilatar o valor d'eaaa magnifica corporagio, o
asoema em toda parte ; aeot#ro excitando, por
sua heroica firmeza, virtudoa ehriatia. o estorcoo
tao inteilifooloe cerno aaatgnaladoa oat.dsfnu da
cavia ds igroja, os Uros da oveja e ds ealumsii,
cortejo obrHado de todo o rerdsdairo atroei
ment.
cravos, a entregar.
Passsgeiros da barca portugueza Gratido,
sabido para Liaboa: Joaquim Pedro Coelho do
Silva, Aatooo Joaquim Marques e sua fllha, Ha-
ra da Gloria a Alfredo Halliday. *
Foi [requemado o Club Commsrcial, desde
23 de oovembro al 31 de dexembro de 1661, por
1.553 pessoas, sendo :1,267 socios, 1*3 recosa-
mondados, e 133 pessoas da familiae, iocluava
102 seo horas.
Nos dlss 2 e 3 do correte foram recolhidos
ea de deteneio.7 homensao 3 mulheres, sen-
do, 7 livres e 3 escravos, watter : a ordoaa do
Dr* 5^**>.do polici. 1; a ordem do aabdelegede
que aio, o lalo Solero, sacravo de
'ves do Oliveira a africana Isabel,
_ quim Jos*; a ordem lo do Sanio
Tque a africana Michaela, escrao do
Dr. chefe do po]
Aw PqaSe
Descarragam hoje 7 do Janeiro.
Brigue porluguezSoberano-ereadortas.
Brigue braaileiroBeberibeeharaee.
Brigue hespanholNovo Martin -Mas.
Brigue francezPaleatromercadoriee.
Importa^ao.
Barca inglesa Cosmopolita, viuda do Mootarri-
doo, consignada a Scotl Wilson C, maotfeaton
o seguinte :
48 burros, 9 cavallos 19 fardos fono, 32 asaros
(arelo, 19 ditoa milho, 20 ditos corada, 78 cas-
cos para agua ; aoa meamos.
Brigue hespanhol Neix Marlim, vindo do
Montevideo, consigoado a Aranaga Hijo &C~
manifasloa o seguinte :
4,000 quintaos (heipanhoei) do eorns sacas,
60 couros de carallo, e 20,000 canallas (esoee) :
a ordem.
Brigue portugoex Soitrano, vindo de Lisboa,
msnifestou o seguinte :
1 volume urna esleir de palba ; a Joaqalm Lo-
pes de Almeida.
4 caixas vrabo do Poito ; a Manoel Ignacio da
Oliveira & Filho.
2 ditas mercurio, 2 ditaa lavatorios de ierro; n
Parea laJUann
100 iefris earne en
Ignora -se.
25 saceos farelo; a Eduardo P. WUaoaTl
50 ditoa aerees ; a Henry Giboea.
16 pipas vinagN; a Maooel Alvos Goma.
2 ciixotea mercurio ; a Vos & Load.
2 pipas e 15 harria vinagro; a j
do Casnos,
100 barra cal ; a Bailar t\ Oliveira.
50 cateas soaelaa, 2 ditaa albos; ,
moa Alvoa & C
50 aocerdtae carada t o Antalo
Sonsa Agotar.
6 queralas esl om podro ; a M
200 saceos farelo ; a Lata load rala.
ensacada, 40 ditoa tondnho;


'
I
\
1

/

liaba
i birria vinagre, 4 ditos sulla doce, 6 barricas
cera em ra; a Brito A Quelroz.
100 canas balaUa ; Marcelino Hsoriqus Pe-
rain.
3 molhoa ceblas a ranal. 10 birrica ssrdl-
onas; a Antonio Agostinbo de Almeida.
6 caixas marmalada, 300 ditas ceblas, 93 di-
ta* batatas, 3 aaccus comanos, SO fardo albos,
17 barricas cera em gruroe, 95 barra tlnho; a
Thomaz de A.. Pooceca Jnior.
320 barris cal, 10 diloa toucinho, 190 caitas
cera am reas. -6 barris carne da porco; a Fran-
cisco S. Rabello& Filho.
Caler oncieoil Tata, nado de Penedo, mani-
fest* o seguiote:
30 saceos (arelo da arroz ; a Francisco Luis de
Olireir Ateredo.
156 latan oleo de ricino, 200 aaecos arroz pila-
do, 134 ditos dito cosa cisca, 55 ditos milho, 4*3
ditos farioha de mandioca, 50 ditos p de arroz ;
direrso.
Exporta pao
Dia 31 de dezenmbro.
Brigue escuna portugus Cito, para S. Miguel
carregou :
P. P. de Medeiros 2 pipas e 21 barris agur-
dente.
Barca iogleza Elita Bandt, para Liverpool,
carregaram:
Soulhali Mellon & C, 341 saccas aigodio.
Patacho ingles Barriet, para o Canal, carre-
garam :
Patn Nash 4 C, 600 saceos com 3,000 arro-
bas de assucar.
Brigue ioglez Meliora, para o Canal carre-
garam :
Patn Nash & C, 1,020 ssccos com 5,100 ar-
robas de assucar.
Barca portuguesa Gratido, para Lisboa, car-
regou :
Jos da Silva Noy Junior,200 saceos com 1,100
arrobas de assacar.
- Dia 2 -
Brigue dinamarquez Johanne, para o Rio da
Prata, carregaram :
Amorina Irmtos, 30 pipas de agurdenle.
Barca iogleza Elita and$, para Liverpool,
carregaram :
Southa Mellara & C, 114 ssccas aigodio.
Brigue brasiieiro Santa Barbara, para o Rio
da Prata, carregaram:
Amorim Irmos, 350 barricas assucar.
Brigue ioglez Savannah, para o Canal, carre-
garam :
C. J. Astley & C, 1,400 ssccos com 7,000 arro-
bas de assucar.
Brigue ioglez Uelsora, para o Canal carre-
garam :
Patn Nash & C, 580 ssccos com 8,900 arrobas
de assucar.
Patacho ioglez Harriet, para o Canal, carre-
garam :
Patn Nash & C, 400 saceos com 2,000 arro-
bas de assuoar.
Barca portugueza Gratido, para Lisboa, car-
regaram :
Marques Bsrros & C, 100 saceos com 500 ar-
robas de assacar.
Patacho portuguez Clio, para S. Miguel, car-
regaram :
Amorisv irruios, 85 barris mel.
Beceaaeduria de rendas internas
eraes de Pernambueo
Rsndlmento do dia 1 a 3 I:433f014
Idea do dia 4....... 497613
2*000
SfifOOO
1S00O
119000
caada
raba.
quintal
urna
>
i
molhos
cento
109000
800
41000
lfSCO
1S0
39000
*omma......
It-ecaeuanha (raz)
Lenha em achas ,
Toros.....
Loabas o estelos. .
Mel ou melaco. .
Po'Vail" V*. \T
Pedru de amolar .
dem de filtrar .
dem rebolo ....
Piwsava........
Puntas ou chifres de vaccas e
novilhos.....T .
Pranches de amarello de
dous custados. .. J urna
dem louro.......
Sbao.......t libra
Salsa parrilha......arroba
Sebo em rama.....' >
Sola ou vaqueta a ma
Tabeas de amarello,! duzias
dem diversas ..'../: a
Tapioca........roba
Travs........ ; mma
nhas de boi......cento
Vinesjre......caada
Alfandega de Pernambueo 4 de Janeiro de 1862
O primeiro conferente.Oooiagos da Silva Gui-
msries. O segundo conferente, Joaquim Igna-
cio de Carvalho Meodonca.
Aporovo. Alfandega de Pernambueo 4 4*
dezembrode 1861. Barros. Conformeo, 3*es-
cripturario Joo Jos Pereira de Faris.
70*000
392OO
89000
$320
9280
1:930*627
Consolado provincial.
Randimonto do da 1 a 9
dem do dia 4
15:136*880
3.179J617
18:3169497
MoTiDt cnto do ijorto.
Navios entrados no dia 4.
Penedo5 dias, cuier nacional Bruma, de 54 to-
neladas, capitio Adelino Elpido Pioho, equi-
pagem 6, carga milho, arroz e outros gneros ;
s Francisco Goncalves Torres.
Ais16 das, brigue nacioosl Camacuan, de
185 toneladas, capitio Cleto Marcelino Gomes
da Silva, equipegem 11, carga sal ; a ordem.
Veio largar o pratico e segoio para Macei.
Goiaooa10 horas, vapor de reboque Camaragi-
be, commaodaole Aolooio Rodrigues de Oli-
veira.
Navio tahidos no mesmo dia.
Lisboabarca portugaeta Gratido, capitao An-
tonio Pereira Borges Pestaa, carga assucar.
Rio de Janeiro brigue beasileiro Cruzeiro do
Sul, capitao Faustino Martina Bastos, carga as-
sucar e aigodio.
Portos do nortevapor brasiieiro Jaguaribe, com-
mandante Maooel Joaquim Lobato.
Navio entrado no dia 5.
Macei e porlos intermedios 48 horas, vapor
brasiieiro Persinunga, commaodanle Manoel
Rodrigues dos Santos lloura.
Navio taido no mesmo dia.
S Thomazpatacho americano Abby Thaxter,
capitao A. C. Eaton, em lastro.
Cotioguibabrigue brasiieiro Felicidad, capitao
Josquim Francisco da Costa, em lastro.
4.a Nio ser altendida em lempo algum qual-
311er reclamacio por parte de arrematante, tan-
bote a exigencias de iodemnUacio, saja qual fsr
o motivo que para eso flm allegue.
Clausulas especia para a arrematado da tata
n. 17 da rva da Larangiiras.
1.* Os concertos preciaos na easa n. 17 da roa
das Laraogeiras, na importancia de 1518200, sa-
rao executadoa de conformidad* asm o respecti-
vo o rea ment a p pro vado pela directora em con-
selho.
2/ O srramstsnte principiar a obra no prsso
de 8 dias e a coocluir no de 40 diaa, ambos con-
tados da data da arrematarlo.
3. O arrematante seguir todas as prescrip-
coea que lhe forem dadas pelo engeoheiro que
inspeccionar a obra, e Acara sujeito as disposi-
coes da lei n. 289, no q.ue diz respeito a arro-
ma tacbes.
4.a O pagamento ser effecluado em ama s
arestacio, quando estiver a obra feita.
5.a Nio ser em lempo algum altendida re-
alamacio por parto do arrematante tendente a
exigencia de indemoisacio.
Conforme. O secretario, Antonio F. da An-
nunciaco.
A cmara mnnicipal desta cidade publica
para coohecimento de sous municipes o officio
abaixo traoscripto, que recebeu do Rxm. prest-
dente da provincia, e pede-lhes que attendendo
a recommeodacko feita por S. Exc, tralem de
empregar todos os aeus eaforcoe na cultura do
tabaco, vislo como, raceiando-ae que da actual
guerra civil us Estados-Unidos da America do
Norle, resulte grande diminuirlo na aua pro-
ducis.
Espera a mesma cmara que nio deixario to-
dos os agricultores deste municipio de coocorrer
para o deseovolvimeoto de urna planta que trar
aera duvida grandes vantageoa para aqualles que
se empregarem em cultiva-la.
Paco da cmara municipal do Recife em sessio
ordinaria de 21 de dezembro de 1861.Luiz
Fraociaco de Barros Reg, presidente.Francis-
co Canuto da Boa-Viagem, offlcial-maior servin-
do de secretario.
_ Quarta seccio.Palacio do governo de Per-
nambueo 12 de dezembro de 1861.Sendo con -
sideravei o consumo do tabaco em todos os pon-
toa do globo, e receiando-se, que da actual guer-
ra civil noa Estados-Unidos da America do Nor-
le, e do abaodooo em que a cultura desso ge-
oero tem cabido na Allemanha resulte grande
dimiouicao na sua produccio ; em cumprimeoto
desordena imperiaes, recommendo cmara mu-
nicipal do Recife, que envide todoa os seus ea-
forcos, para que oa lavradores seus municipes
se compenetren] da conveniencia de se entrega-
rem com maior efficacia e ioteresse ao cultivo
daquella planta que sem duvida compensar em
innmeras vantagens os sacrificios que fizerem.
Por esta occasiao declaro mesma cmara, que
a sociedade Auxiliadora da Industria Nacional se
acba incumbida de diligenciar a obtencio de s-
menles das melhores especies de tabaco, para
aerem deatribuidas pelos agricultores que as so-
licitaren].A. M.Nunes Goncalves.
TERCA fEltU
dos Cervalhos no termo do
lucia de Pernamboeo 7 de
secretario, Dr. Joaquim
o
(O
* a?
Horas.
I
B
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P1
thmoiphtra
Dirtefio.
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I Intimidad.
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y I farhtnhtit.
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10
- I
I Cintigraio.
I
PRAQA DO RECIFE
4 DE JANEIRO DE 1861.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
; Revista Semanal.
A semana foi pobre em traosaeces eommer-
ciaes, e tralou-se mais de balaocoa a encerra-
mentos de cuntas, do que de vendas, compras e
demaia transa050es.
Nao hoave entrada nemveada de aigodio, e
apenas urna offerta de 99500 por urna partida, a
qusl nio foi acceita, porquanlo este proco mui
oaixo, para o que foi pago pelos prensarnos sos
conductores do interior.
A entrada do assucar foi regular, e mesmo su-
perior eo que se esperara, continuando o esmo-
recimento pela falta de compradores psra expor-
tacao, e mesmo pela deficiencia de moeda.
O descunto de letras cootinuou de 10 i 18 por
cento ao auno, haveodo abundancia de lalras de
boas firmas, que 0I0 poderam ser rebatidas por
que a Caita nao leve dioheiro, falhando a remes-
as de cerca de mil cootos, que coolava receber
do Rio de' Janeiro pelo ultimo vapor. Ns verdade
a Calla desta remessa, na forca da safra, de gra-
ve mal para a agricultura da provincia, e quic.
para o commercio e rendas publicas, no entre-
tanto que o dioheiro dorme nos bancos do Rio
de Janeiro.
A carne do Rio da Prata retslhoo-ae de 29500
a 3S20O s arroba, e a do Rio Grande de 29400 a
4|. ficando em ser 17,000 arrobas da primeira e
10,000 da aeguoda.
O deposito de farlnha de trigo cootinuou ele-
vado, eiistindo hoje 30,400 barricas, sendo-
16,800 de Pbiladelphia, 2.300 de Nev-York,
3,000 bespanhnlas, 3,700 fraocezas e 4 600 de'
Trieste ; letalbsodo-se de 159 a 32J a primeira
209 a segunda, a 183 a terceira e quarta. o
148 a quinta.
^
ffygromttro.
%
Cisterna hydre
mtrica.
'
2 8
S

00
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S3
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Francex.
Inglez.
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v.
2 "*
S
2 c
sa 35
P O
f
O
A noite clara, rento EN eassim amaoheceu.
oscilacXo na har.
Preamar as 7 h. 18' da maohaa, altura 5 6 p.
Baixi-mar as 1 h. 30' da tarde, altura 1,4 p.
Observatorio do arsenal de marinba. 4 de Ja-
neiro de 1862. '
B.0BUHO STEPPL,
1* teneote.
Edliaes.
. ALFANDEGA DE PERAMBDCO.
Pauta ios prego do genero tujeitot a direito
i exportacan. Semana de 6 a 11 do mez de
jansiro de 1862.
Mercadorias. Unidades. Valores.
19000
9400
#320
9380
9640
$000
115000
15000
38000
18800
39000
9
29000
19280
320
48000
8f000
8000
58000
300
360
160
320
38500
18600
240
400
I95OO
4fO00
180
Abanos.....: cento
Agurdente de cana. . caada
dem resfalada ou do reino.
dem caxaca..... i
>
dem alcool ou espirito de
arroba
Aigodio em caroco .
dem em rama ou em l. . . >
Arroz com casca ....
dem descascado ou pilado.
Assucar mascavado .
Idom branco..... >
dem refinado.....
Azeile de amendoim ou mon-
dobim....... . caada
dem de coco..... X*
dem de mamona .... >
Batatas alimenticias . arroba
Bolacha ordinaria propria para
embarque. . .
dem fina....... >
Caf bom.....i . >
dem escolha ou restolho . >
libra
Caibros .... um
Cal......... . arroba
dem branca..... >
Carne secca charque. .
Csrvo vegetal. .
Cera de carnauba em bruto. libra
dem idem em reas. ; . >
Charutos. ., (. . . cento
Cecos seceos......
Couros de boi salgados . libra
dem seceos espichados. , >
dem verdes..... >
dem de cabra cortidos . um
dem de onca.....
Doces seceos..... libra
dem emgeleia^on massa .
dem em calda. .
toauasdorea grandes. . m
dem pequeos ....
Esleirs para forro ou estira de
navio......; cento
Satoupa nacional . arroba
Farinha de mandioca. , lqueire
dem de araruia ... . arroba
100
300
HfOOU
I9OOO
Feijao de qualqutr qualidade. >
Frechaes........ um
Fumo em olha bom. ... >
dem ordinario ou reatolho. >
3Mpem rulo bota >
pira) ordinaro restolho... >
48OO0
28000
209000
18600
21500
48000
Vigario, avallada
Larangeiras, ara-
O Illm. Sr. inspector ds tbesouriris provin-
cial, em cumprimenio de ordens do Exro. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico,
que no dia 16 do correte, perante a junta da
mesma thesouraris, se ha de arrematar a quem
por menos Bzer, os reparos de que preciaam as
oasas abaixo declaradas, pertenceotes ao patri-
monio dos orpbios.
Casa n. 97, sita na ra do Pilar, avalisda en>
5619000.
Casa n. 45, sita na roa da Moeda, araliada em
4109000.
Casa o. 27, sita na roa do
em 526350.
Casa o. 17, sita na ra das
liada em 1519200.
A arremaUcio ser feita aVforma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoss que se propozerem s esta arrema-
tacaocompsrecam na sala dss aesses do mencio-
nada junta, no dia cima declarado, pelo meio
dia e competentemente habilitadas.
E para constar se maodou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesoursria provincial de Per-
nambueo. 2 de Janeiro de 1862 O seeretsrio, A.
F. da Annunciaco. '
Clausula espectae para a arremataco da cata
n. 97 da ra do Pilar.
1.* Os concertos necessarios na caa n. 97 da
ra do Pilar na impertaocia de 5619, aerio feitos
de conformidade com o respectivo ornamento,
approvado pela directoris em cooselho.
2.a O arrematante dar principio obra no pra-
so de oito dias e a eoocluir no de 40 dias, ambos
contados da data da arremataco.
3.a O arrematante seguir todas as prescrip-
ces que lhe forem dadas pelo engeoheiro que
inspeccionar a obra, e ficar sujeito as disposi-
cea da lei proviocial n. 286, no que diz respeito
ss arremataedea.
4.a O pagamento ser effecluado em urna s
prestsQi, quando estiver concluida toda a obra.
5.a Nio ser altendida em qualquer lempo re-
clamacio por parte do arrematante, tendente a
esgeocia de1 indemoisacio.
Cijsusulas especiaes para a arremataco da casa
n. 45 da ra da Moeda.
1.a Os concertos precisos na easa da rus ds
Moeda o. 45, oa importancia de 410}, serio fei-
tss de conformidade com o respectivo orcamooto
approvado pela directoiia em conselho.
2.a O arrematante principiar a oora 00 praso
d* 8 da*, e a concluir no de 40 dias, ambos
contados) ds dala da arremataco.
3.a O.arremstanteseguir todas as prescripces
ubihee forem dadas pelo engenheiro que ins-
peccionar a obra, e Bcar sujeito ss disposicoes
da le provincial n. 286, no que diz respeito a
arremataces.
4.a O pagamento ser effecluado Jb ama s
estacio, quando estiver a obra feita.
' Nio ser m lempo algum atieodfda qual-
quer recu^acejpMr parte do arrematante, ten-
dente a exigencia de iadeanisacao.
Clausulas especiaes para a arremataco da asa
P ^ da ra do Vigario.
*al&8 C0?"J*l0 acima.na Importancia de
aJrJf350,serfcaprincipiadosBO praso d 8 diaa e
terminado no de 40 dias, smbTcpntados da da-
is da arremataco. ~~
2.a O arremata*** altsader as obeervscoes
lenas pslo sogeobeira da ebra, tendente a sua
soa execucao, desmanchaste o qae io se aehar
executado com seguraoca, e beo aislas sa suiei-
iar a ludo o mais disposto oa li provincial n.
^ob, a respeito da arremataco.
1 O pagamento ser feito esa urna s presta-
CMARA MUNICIPAL DO RECIEE.
A cmara municipal do Recife leodo recebido
do Instituto Histrico Brasiieiro o officio que
abaixo vai transcripto, convida a todos os seus
municipes para que coocorram para a realisacao
dessa obra de tanta honra para o Braail, aubs-
crevendn na secretaria da mesma cmara as quan-
lias de que quizerem dispr, nao podendo ser
menos de I9OO, nem mais de IO9OOO.
Certs do patriotismo que caracterisa todos os
Pernambucanos, a cmara municipal do Recife
espera que sa prestario de boa vontade reali-
sacao deste grandioso fim.
Pago da cmara municipal do Recife, em ses-
sio de 28 de outubro de 1861. Luis Francisco
de Bsrros Bego, presidente.Francisco Csnuto da
Boa-Viagem, official-maior servindo de secre-
tario.
Illma. Srs.O Instituto Histrico Brssileiro, a
que presta S. M. o Imperador a sua immediala
prolecco, resolveu que se levaotasse nesta corte
orna estatua a Jos Bonifacio de Andrade e Silva,
e se erigase um tmulo digno de seus preciosos
despojos; sao paginas da historia escripias em
brooze e marmore pela gratido brasileira, e que
devem transmittir poateridade aa tradiedes glo-
riosas que se ligam a um doa grandes vultos na-
cionaes, e um dos primeiros coiloboradoreada
nosss independencia.
Os abaixo assigoados, membros Aa eommissao
a que o Instituto Histrico iocumbiu tin nobre
misaao, accordaram recorrer ao auxilio de todas
ea cmaras muoicipaes do imperio para qu pro-
movam subacripces populares ntreos seus mu-
nicipes, vislo como o monumento deve ser felto
a expensas do povo. ^
A eommissao desojando quetodosos Brasi-
leros posssm concorrer para lio patritico mo-
numento, qusesquer que sejsm ss suas fortunes
flxou o mnimo e o mximo das quaolias entre
19 e109.
Devendo a estatua ser inaugurada no dia 13 de
juobo de 1863, centesimo aooiversario natalicio
de Jos Bonifacio de Andrade e Silva, a eommis-
sao espera que VV. SS. se digoem de coadjuva-
la em tio louvavel empeoho, activando e aprea-
aaodo a subscripeflo, cujo resultado ser publi-
cado as folhas diarias desta capital.
Deus gusrde VV. SS.Rio de Janeiro, 18 de
agoalo de 1861.Illms. Srs. presidentes e veres-
dores da cmara municipal da cidade do Recife
da provincia de Pernambueo.Buzebio de Quei-
roz Coutioho Mattoso Cmara.Joaquim Norber-
to de Souza Silva.Juio Manoel Pereira da Sil-
va. Bario de Mau. Jos Ribeiro de Souzs
Ponte.Henrique de Buaurrepaim Hohan. Dr.
Claudio Luiz da Costa.Thomaz Gomes dos San-
tos.F. S. Dias da Molla.
O Illm. Sr. inspector da thesoursria provin-
cial, manda fazer publico, que o ihesoureiro da
mesma ihesoursria est aulorisado a pagar do
dia 8 do corrente por disnle, os juros das apoli-
ces da divida publica provincial, vencidos at o
ultimo de dezembro pioximo lindo.
E para coostar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraris provincial de Per-
nambueo, 4 de Janeiro de 1862. O secretario,
Antonio F. de Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesoursria provin-
cial, em cumprimeolo da reaoluco da junta da
fazenda, manda fazer publico, que a arremataco
da renda dos predios do patrimonio dos orphaos
foi transferida para o dia 16 do correle.
E para constar se maudou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambueo, 4 de Janeiro de 1862. O secretario,
Antonio F. da AoouneiaQao.
. Illm. Sr. inspector da alfande-
ga raco publico que flea traosferido para o dia 8
do corrente mez o lelo annuociado para hoje,
de 12 caixss da marca II eom perfumara nao
clsssteada.
Alfandega de Pernambueo 4 de Janeiro de 1862
O 1.a eacripfurario,
Maxlmiano Francisca Peixoto Dasrte.
Conselho de compras navaes.
Tendo-ae de promover a campr, sob ss oon-
dicoes do estylo, dos objectos abaixo declarados,
convida o conselho sos pretndanles apreaenta-
rem suas propostas em csrlss fechadas, acompa-
nbadas dsssmostraa dos meemos objectos, ao
dis 7 do correle mes al as 11 horas da ma-
ohaa.
Para os navios.
60 paos de lacre.
Para os navios e arsenal.
100 arrobas do oleo de linbaca.
40 paes de farro.
Para o arsenal.
50 harnea para socalares.
20 toros de genfbapo.
Sala do conselho de compras aavaes, em 2 de
jeoeiro de 1862O secretario, Alexandre Rodri-
gues dos Aojos.
CoQseltio administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem do comprar os objeclos
seguintes :
Para o hospital militsr.
50 cobertores ou manas de Ua.
24 camisas da meia.
2 bacas de rame com 10 palmos de circun-
ferencia.
2 ditas de dito com 8 ditos.
2 ditas de dito com 6 dos.
2 ditas de dito com 4 ditos.
Para a fortaleza de ltamarsc.
1 mastro para baodeira grande de filete.
3 ps de ferro.
1 remo de governo para canoa.
Para o srsenal de guerra.
10 toneladas/de carvao de pedra.
1 folba.
Quem quizar vender laes objectos aprsente
aa suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manbia do dia 10 do
correte mes.
Sala das sessoes do referido conselho, 3 de Ja-
neiro de 1862.
Binto Joti Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Frias Vtiiar,
Vogsl e secretario interino.
O Illm. Sr. regedor do Gymnasio manda
avisar aos pala, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos deste estsbelecimtfbto, que ho-
je principia o recebimeoto daa mensalidades cor-
respondentes ao l.quartel de Janeiro a marco.
Secretaria do.Gymnasio prnvincial do Pernam-
bueo 2 de Janeiro de 1862.O secretario,
A. A. Cabral.
Rio de Janeiro
O veleiro e benr conhecido brigne nscional
Damioa pretende seguir com muita brevidade,
tem parte deseo earregameoto promplo ; psra o
resto que Ibe falta, trata-se com os seus consig-
natarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo C,
no son ascriptorio roa da Crus n. 1,
Marnho e Para.
O patacho Paulino segua com brevidsde, po-
de receber alguma carga psra ambos bs portos:
trata-se com os consignatarios Marques, Barros
& C, largo do Corpo Santo n. 6.
Rio de Janeiro
O brigue Belizaros sahe na presente semana,
pode receber alguma carga e escra*os a frete :
trata-se cosa es coosignatarins alarquea, Barros
& C, largo do Corpo Santo n. 6.
Para a liba de S.f Miguel deve seguir com
muita brevidade o brigue escuoa portuguez Clios,
capitao Domingos dos Santos ; recebe um resto
de carga a frete e passageiros, a tratar com Amo-
rimalrmaos ra da Cruz n. 3, ou com o mesmo
capftio.
Lisboa.
Pretende sabir com brevidade o brigae portu-
guez Soberano por ter parte de sen earrega-
meoto promplo psra o resto o psssageiros, tra-
ta-se com o consignatario T. da Aquioo Fooseca
Jnior, ns trsvessa da Madre de Dos o. 7, pri-
meiro andar, ou com o capitio oa prasa.
DE
Farinha de trigo.
Quinta-feira 9 do corrente.
tilla Latham & C. fario leilio por ietervaacaa
o agento Pinto por eonla a viseo a qaaa
pertencer Os 18 borricas eom farinhs da triga s
11 horas do da cima mencionado, no
do Sr. Annes defronte ds aifaadsga.
Avisos diversos.1
Companhia de ca-
vallaria.
Contrata-se para o corrente semestre o forne-
cimento dos gneros abaixo mencionados :
Para o rancho de suas pracas.
Arroz, farioha de mandioca, carne fresca, car-
ne aecca, feijo, bacalbo, toucinho, aal, lenha,
caf moido, sssncar mascvioho, refinado, man-
teiga e pao de seis oncas; sendo taes comidas
reguladas pelas tabellas que serio patentes aos
que ae propozerem ao fornecimento.
Para a forragem do cada um carallo.
1 1|2 arroba de capim de planta.
1 garrafa de mel de furo.
1 32 de slqueire de milho.
Sendo toda a forragem por 700 rls, tacando
alm disto o fornecedor obrigado as despezas
d'agua, de medicamentos e cordas para os mea-
mos cavallos.
Os licitantes queiram comparecer no dia 9 do
corrente, s dez horas da manhia, com suss
proposlas fechadas secretaria deata companhia.
Quartal 00 campo das PrincezsB, 3 de Janeiro
de 1801.
M. Porfirio de Castro Araujo,
Capitio commaodanle.
Avisos martimos.
Lriloes.
LEILO,
Alerta Srs. trapi-
cheiros.
Quarta-feira 8 do corrente.
O agente Camargo far leilao por au-
tori*a ca mgleza Cosmopolite, no armazem do
Sr. Andre de Abreu Porto, do carrega-
ment do mesmo navio de milho, fa-
rello, feno e cascos d'agua os quaes sao
madeiras escolhidas de boa qualidade e
arcos de ierro que poderao servir para
agurdente : o leilao tera' lugar as 11
horas no armazem de Andr de Abreu
Porto defronte do arsenal de marinha.
LEILAO
Almanak da proviucii.
Acha-se a venda o almanafcrciVil,
administrativo, agrcola, commerciai,
e industrial, desta provincia: na livra-
ria ns. 6 e 8 da praca da Independes^.
ca, a 10000 ris.
-- Na officim pholographica di rea OaCabegi
acaba de receber-se pelo vapor tTyae assa
magnifica colleccio da alflnelea do oaro o tai
pra a coUoeacio da retratos, a vendem-se a
presos mui commodos.
Grande laboratorio de la-
vagem.
Podem mandar buscar a roana lvala da na.
137,158, 271, 124. 35. 274. 298,171. J, 190 m
216.272,285, )3, 247, 140. 203, hCm, 5^
Engommada.
Ns.296, 294, 220. 241,150,1.
Caetano Pereira de Brito, solici-
tador de causas desta cidade tendo mu-
dado seu escriptorio para o sobrado n.
52 da ra do Rangel, declara que est
prompto para receber toda e qualquer
causa fazendo as despezas sua custa.
As horas para ser procurado e das 6 as
9, e das 4 as 8 da noite.
O abaixo assignado tendo vendido son ea-
tsbelecimento da fazendas franeezas, sito oa ra
Nova o. 8, ao Sr. Antonio Joaquim do Natci-
meoto Barros, rogs pela ultima vez as pessoss
que Ibe sao devedoras de t rem ou mandares aa
tisazer suas contas ra daa Cruzas a. 29, aada
actualmente reaide. ficando eertoa.de ana vez
por todas que se o nio fizerem por todo correr
do mez do Janeiro prozimo, far entrega 4tm
mesmss a pesSoa competentemente aulorisada
para proceder respectiva cobranza como echar
conveniente. Recife 31 de dezembro de 1861.
Jos Joaqun Moroira.
DE
Pernambueo.
DE
JPara
Rio de Janeiro,
segu por estes dias o veleiro brigue Cruzeiro
do Sul : psra a pouca carga que Ibe falta, e es-
cravos, trata-se com os consignatarios Antunes,
Guimares &C no largo da Assembli n. 15.
AiUM.
Terca-feira7 do corrente.
A requerimento de Francisco Jos Regallo
Braga e por despacho do Illm. Sr. juiz munici-
pal da segunda vara e por eonla e risco de quem
pertencer, o agente Pestaa far leilao de urna
po'cio de travea, caibros e taboas arruinadas :
terca-fera 7 do correte pelas 11 horaa da ma-
nhia na ra de Apollo d. 19.
LEILAO
DO
3."
0o, logo que os concertos sa atetara* da toda
"#dos, o pra^daado paca, aso fia*a taer-
saasao do eof eobsiro fiscal,

oeiarave*.
-- O Illm. Sr. inspector da thesoursria provin-
cial manda fazer publico, que do dia 3 do cor-
rente por diaote pagam-soos ordenados dos em-
pregadoa provinciaes, vencidos no mez de de-
zembro prximo fiodo.
Secretaria da thesouraria provincial da Per-
nambueo, 2 de Janeiro de 1862.0 secretario. A-
Perreira da Aoaunciacio.
Directora geral da instrc-
co publica.
Por ordem do Illm. Sr. Dr. director geral so
faz publico que os exsmea de preparatorios para
a matricula do curso comraercial pernambucano
devem eomecar no diM5 do corrente e lindar a
15 de fevereiro vindouro, de conformidade eom
o disposto no art. 23 do regulamento interno de
14 de dezembro de 1860 ; deveodo os que qui-
zerem ser admittidos a exame requerer ao mes-
mo Sr. director geral, na forma do art. 25 do ci-
tado regulamento.
Secretaria dainstruccio publica de Pernambu-
eo 2 de Janeiro de 1861.
0 seeretsrio interino,
Salvador Henrique de Albuqeerque.
Pela secretaria da cmara municipal do
Recife, se faz publico que a mesma cmara em
seasio de hoje noraeou urna eommissio coajatosta
de tres de seus membros, os Srs. verONores
Gustavo Jos do Reg, Dr. Aogelo Henriques da
Silva, e Simplicio Josa de Mello, para exarmioar
aqueflea estabelecimeotos que tiverem ganaros
slimenticios, e que a eommissio julgar necessa-
rio o exame sanitario.
Secretaria da cmara municipal do Recife, 4
de Janeiro de 1862. O official malar aerviodo
de secretario, Francisco Canuto da Bda-viagom. I
Por ordem do Illm. 8r. Or. chefe de polf-
eia da provincia, se faz publsso qae, aa casa da
detencio sa acba reeolbtdo um preie, da cerca
de 30 aaoos de idade, que diz
Para a Bahia segu u palhaboie Snto Amaro,
para alguma pouca carga que lhe falla trata-se
com seu consignatario Francisco L. O. Azeredo,
na roa da Madre de Deus o. 12.
Para.
Em direitura o palhabole Sania Cruz recebe
carga a frete a tratar com Caelano Cyriaco da C
M. & Irmio; no lado do Corpo Santo n. 23.
Rio de Janeiro
O brigue nacional Veloz pretande-seguir com
muita brevidade, tem parte de sea earregameoto
a bordo : para o resto que lhe falla, trata-se
eom os seos consigotarios Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo & C, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
E' esmralo dos porlos do sutefta o dia 1S do
correte um dos vspores ds companhia, o qual
depois ds demora do costume segair paraos
portos do norte.
Desde j recobem-se pssssgeires e engaja-se
a eetgi que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada oo dia de sua chegada, en-
tommendas, dinheiro a frete al o dia da sahtds
as 2 boras : agencia na ra da Crus a. 1, escrip-
torio de Antonio Luiz de Oliveira Asersdo & C.
- chamar-se Lucio
Cavalcanti a que se cr6 ser escravo fgido, por i modos, trafaga ai
ter sido encontrado com ama corrente ao paseo-1 Reg Lima & Unt, naj
Rio de Janeiro
Pretende aaguir com muita brevidade o patacho
nacioosl cCapuam, tem parte de seu earrega-
meoto prompto : para o reato que lhe falta, tra-
ta-se com os seus consignatarios Azevedo & Mea-
das, no seu escriptorio res da Crut n. 1.
Da ilba de S. Miguel
aspera-se at o dia |A da corrale a patacho por-
tagnes Lima, per anlhoaosoasia o Papa Mlbas,
de primeira marcha ; para o reato da earga e
passageiros, tara aj pea isas esxellentes com-
--......- ------ -......-------
Mr de i
TOTO III
Quarta-feira 8 de Ja-
neiro de {862.
DE
48 burros
E
9 cavallos.
Alerta senhoresde
engenho.
John Bell capito da barca
iogleza Cosmopolite, far lei-
lao por intervenco do agente
Vicente Camargo, no arma-
zem do Sr. Andr de Abreu
Porto defronte do arsenal de
marinha, dos menci mados
nimaes ao correr do martel-
lo e notan% os preteadeutes
que estes animaes se garan-
tem por serem muito mansos
e serem escolhidos e sao os
primeiros que tem vindo a
esta provincia pela mausido,
o agente convida aos Srs de
engenho e aos proprietarios
de mnibus a virem a elles no
mencionado dia as 11 horas
em ponto.
LEILAO
DE
CCHER08.
Ao correr do martello para fechar
contal.
Hoje 7 do corrente.
O agente Peatana far leilio por conta a riseo
de quem pertencer de 300 eaiaa com macas re-
centemente desembarcadas, poreo da csiias da
pslilos de fogo em velas. SOgigos cea) chamj
pe o 90 caitas com pagas em queras a
boje 7 do corrente pelas 12 horas ao
Apollo n. 8. I do Sr. Annes defronte da alfandega.
A direceio da Associscio Commerdal Beaofi-
ceote convoca a reuniio extraordinaria da aa-
sembla geral, afira de se trslar da aalOeacao da
referida Bolsa, oo dia 8 do eorroote 4a 12 horas)
da manhia.
Sala da Associscio CommerHal BeoeOceote de
Pernambueo 4 de jsoeiro de 1861.O aecritario,
Maooel Alaes Guerra.
Preciaa-se de nm caiseirode12a 16 annos,
que lenha alguma pralica de taberna : qaosa
pretender, dirija -se a ra do Livramento a. 8.
Jos Jorge Pinto pede desealpa a aeaa vi-
ziohos conhecidos e amigos, por nio so ler dos-
pedido pessoalmente em cooaequencle do sao
*Ugem repentina, incommodos oo saada ; sa-
trelmto offerece-lhes o sea diminuto prrstisao
em Lisboa : deelara que seos procuradores sao
os Srs. Joaquim Baptista de Araojo a Luis Jos
da Coala Amorim.
Ama de lei te.
Precisa-ae de ama ama de leite : a tratar aa
roa do Imperador n. 35, armazem da leilbae, das
9 horas da maohaa aa4 da larde.
Attenco
Aluga-se urna preta qae soja eaptira, a apa
saina fazer Indo o servido interno o estreo de
urna casa de pouca familia ; na roa do Qaeisaa-
don. 69.
Monte Pi popular Per-
nambucano.
De ordem do Illm. Sr. director sao convidados
os senhores socios efTeciivosacompareceresa ler-
<;a-feira 7 do correle, aa 7 boras da noite, aa
casa das sessoes, para em asaemblea geral tra-
lar-se do modo como se de*er promplaeaeeta
soccorrer aos mesmos senhores socios, so infe-
lizmente s epi lemia que araasa por alguaaas po-
voa;6es prosimss, iovadindo esta cidada, ebegar
a atacar algoos delles. De aovo so recommeada
sos que estuerem em eiraao fagam por se por
em dia com o cofre do Monte Pie, habililaade-e
assim a preeacher o fim humanitario a que aoe
propomos. Raraotindoao meamo lempo setas pos-
soss e (amiliss.
Secretaria do Monte Pi Popular Peraaasbuea-
no 3 de Janeiro de 1862.
Bemjamin do Carmo Lapes.
1.* secretario.
Aluga-se a loja da ra da Assempcio o.
46, com enmmodos sufffhifntes para grande fa-
milia : a tratsr na ra Direita n. 106, taberna.
Aluga-se o primeiro aodar do sobrada a.
37 da ra do Imperador : a tratar no safando
aodar do mesmo
Mudanza
Firmo Gandido da Silveira Jnior lendo moda-
do a sua Inja de miadesaa que tiuha aa rae de
Cadeia do Recife o. 49, para a roa Direiti o. 66,
parlieips sos seus fregueses e eo publico, qea val
vender todaa aafazendaa antigaa por melada *
seu vslor, aOsa de liquidar dita loja.
5 Medico.
O Dr. Braocaote pnda ser procarada a 0
# qualquer hora na casa de sua reaideacie, #
Ss) na ra do Imperador a, 87, segundo aa- #
% dsr. psra o exercicio dess prolssao.
Attenco
Precisa-so alegar um escravo para voader fa-
zendas dentro desta cidada, paaodo-se por mes
ou por dia, sffisneaodo-se o ira lamento a devi-
da neohuma teri de se faser algam negocia qae
eoavsnhs a quem o ilugar: ns ra da Hartas
n. 82.
Precisa-
eacrava sjBasiba i
doT,a>f.l8
cosiakar
lorasiro
de urna ams torra ou
oo oogomar bem : roa
andar.
O padre Manoel Adriano de Alsmaaerqae
Mello, professor particular do primeiraa leltras,
faz sciente sos pais de seas alomaos a 0 f,OOSB
maia ioteressar, que abra a manhia 8 Aa corra-
te s sua aala na rus Augusta n. 14 onda 4 a sua
residencie.
Vende-so toneletes, pipas o quarto
daa com arcos de ferro, proprias pat
bem se veodem canoas brutas, proprias para
sbrirom, travs de loara e defaaid
palmos de
"it3ii:.::- :
i
tscral
Afosradc
go<
IT
at\ ^ a^N


DIARIO DE PERNAMBUCO
TB
ag rua 7 de Janeiro de i86j
sz
rv
9 isa w
Para as provincias de Pernambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte, Cear e'Alagoas a saber:
Folhinha de porta, contando,o ka lendario, pocas geraes, nacionaes, dias
de galla, tabella de salvas, noticias planetarias, eclipses, partidas
de correios, audiencias, e resumo de cbronologia, a ris .160
Folhinha de algibeira e variedade, a qual contm todas as materias das.
de porta e mais tabellas do nascimento, e ocaso do sol, das ,ma-
"rs, casa e familia imperial, nomes e titulos dos cbefes dos
principaes estados do mundo, tabella da arrecadacao do sello,
dita do porte das cartas*, partida dos paquetes brasileiros e euro-
peus, tabella dos impostes geraes, provinciaes, e municipaes, re-
gulamentos de incendios, e entrudo, e algumas pinturas munici-
paes, artigossobre agricultura, economas, modo de fabricar gelo,
prognostico do fim do mundo, collecao de remedios, a ris. 320
Dita religiosa, contendo todas s materias das de porta, e mais tabellas do
nascimento, e ocaso do sol, das mares, casa e familia imperial,
nomes e titulos dos chefes dos principaes estados do mundo, ta-
bella da arrecadacSo do sello, dita do porte'das cartas, partida dos
paquetes brazileiros e europeus, tabella dos impostes geraes, pro-
vinciaes, e municipaes, regulamentos de incendios, e entrudo, e al-
gumas posturas municipaes, trezenario e mais oracGes de S. Fran-
cisco de Paula, colleccao de oracoes para todos os estados da vida,
e novena da Sen hora Sant'Anna, a ris........520
ELIXIR DE SAUDE
Citrolactato de ferro
JLOTIRI
Tenca taira 14 de Janeiro corrente,
andarao mpreterivelmente as rodas da
primeia parte da primeira lotera a
beneficio da matriz do Limoeiro, no
consistorio da igreja de N. S. do Rosa-
rio de Santo Antonio, pelas 8 horas da
mantea.
Os bilhetes e meios bilhetes acham-se
a' venda na thesouraria das loteras ra
do Crespo n. 15 e as casas commissio-
nadas. As sortes de 100$ at a de
6:000$ serao pagas no mesmo dia da
extraccao e por diante em todos os dias
uteis.
Abaixo vSo transcriptos os nmeros
dos 1100 bilhetese 1000 meios bilhetes
remettidos pelo paquete Tyne para se-
ren vendidos legalmente por minha
conta pelo meu commissionado o Sr.
Antonio dos Santos Vieira na corte do
Rio de Janeiro.
RILHETES.
De 257 a 288. 290 a 300, 519 a 552, 601 a 630,
632 a 635. 843 a 866, 891 a 900, 1001 a 1034,
1251 a 1280,1282 a 1285, 1401 a 1434, 1711 a
1729. 1731 a 1745, 2101 a 2119. 2122 a 2136,
2365 a 2375, 2377 a 2399, 2567 a 2572, 2574 a
2600, 2767 a 2776. 2778 a 2800, 2968 a 3000,
3001 a 3034, 3201 a 3233. 3501 a 35-20, 3571 a
3584. 3747 a 3780. 3801 a 3813, 3815 a 3825,
3827 a 3835. 4229 a 4260, 4801 a 4333, 4508 a
4541. 4701 a 4734. 4941 a 4960, 4971 a 4984.
5025 a 5036, 5039 a 5052, 5054 a 5060, 5201 a
5233, 5420 a 5440. 5442 a 5453. 5701 a 5733.
5839 a 5850, 5871 a 5892.
MEIOS.
183 a 200. 360 a 377, 44 a 431, 733 a 750,
902 a 919.1120 a 1137. 1332 a 1319, 1558 a 1575
1682 a 1692,1694 a 1700, 1883 a 1900, 1983 a
2000, 2001 a 2018. 2233 a 2250, 2483 a 2500,
2660 a 2665, 2667 a 2678, 2873 a 2874. 2885 a
2900, 3133 a 3150 3321 a 3338. 3433 a 3150,
3651 a 3662, 3664 a 3669, 3984 a 4000, 4051 a
4067, 4184 a 4200, 4401 a 4417, 4684 a 4700,
4801 a 4817, 5106 a 5122, 5301 a 5317, 5512 a
5528. 5684 a 5700, 5945 a 5931
RILHETES DE ENCMMENDAS.
235. 239, 511. 581. 631, 842.1098.1281, 1730.
2363, 2524. 2933. 3080. 3234. 3521, 3568. 3591,
3716, 3720, 3814, 3826, 3839 a 3867. 3869 a
3900. 4261 a 4270, 4506, 4559,4568, 4961 a 4970.
5005, 5038,5061 a 5070. 5261 a 5270. 5418.5119,
5441. 5461 a 5470, 5761 a 5770, 5838. 5861 a
5870.
MEIOS DITOS.
i.
DITOS IGUAES.
2, 7 a 49, 51 a 59. 61.62, 64 a 100, 107,
111,119. 121, 130. 132. 135, 153, 705. 725. 762,
784. 921, 927, 932. 1110.1111.1118,1119, 1186.
1313, 1519,1611,1873. 1934. 2045, 2222, 2230,
2459, 2605, 2611. 2642. 2856. 3151. 3460. 3466,
3494, 3499. 3633, 3687, 3926. 3927. 3932, 3934,
S968, 4036. 4605, 4821 a 4830, 4861 a 4880, 5105,
5161, 5162. 5164 a 5168. 5170 a 5177,5361 a 5370,
5391. 5561 a 5570. 5576, 5578, 5661 a 5670. 5961
a 5970, 5986, 5996, 6000.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
ALUGA-SE um ou dous andares
muito decentes, para familia, em urna
das melhores e mais centraes posicoes
desta cidade. A tratar na ra do Quei-
mado, loja de fazendas, n. 18.
- ALUGA-SE urna sala com alcova
e um quarto, propria para escrptorio
de advogado ou para homem solteiro, I
em urna das melhores e mais centraes
posicoes desta cidade. A tratar na ra
do Queimado, n. 18, loja de fazendas.
Precisa -se alagar urna escrava para o ser-
vijo interno e externo de ama casa de familia ;
na roa da Cadeia do Recife n. 53, terceiro andar.
Precisa-se alugar nm preto, daodo-se o
ostento, e paga-se menaal ou semanal, para o
aervico desta typographia : na liraria ns. 6 e 8
da prs;a da Independencia.
Aluga-se um excellente sobrado ha pouco
acabado, muito arejado, com bellissima vista,
composto de um andar com ptimos commodos,
um ampio solio e tasto armazem, por prego as-
tas razoavel; na ra do Brum n. 34, entenda-se
com Jos Antunea Guimarea.
41ugam-se
um primeiro andar na ra da Praia, um
dito dito na ra das Gruzes, um tercei-
ro dito com excellente sotao muito fres-
co na ra do Encantamento, urna casa
terrea nobecco doRurgos: a tratar na
ra da Cadeia n. 55, com Joao Ribeiro
Lopes.
Na ra Direita n. 8, segundo an-
dar, o confeiteiro Zacaras arranja ban-
deijai com bolinhos e vende doce de
caj'tanto seceo, como com calda, preco
commodo.
Precisa-se. ato-ama ama para todoservico
de casa de pouca familia : na ra das Gruzes n.
22, taberna.
.Na ru da Imperatriz n. 23, prerlia-se de
um bom offlcial d Srcineiro.
Os abaixo asignados fazem aciente ao rea-
peitafel corpo do commercio que nesta data dis-
solveram amigaTelmenle a sociedade que tioham
e a qual gyrava debaiioda Arma de Azorado &
Mendes, flcando a liquidagao da meama a cargo
lfAo ex-socio Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Joao J. R. Mendes.
Recife 31 da dezembro de 1832.
Manoel Francisco, orphio, Portuguiz, val
para a Europa.
Pedro Moyw, subdito francez, Tai ao Rio
Grande do Norte.
Leoncio de Si e Albuquerque, subdito bra-
sero, ni a Europa.
J FERREIKA MUELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Boa da Cabug n. 18, 1.* andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos por ambrotypo, por melainotypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaos para
pulceiras, alfinetes ou cassoletas. Na mesma
casa existe um completo e abundante sortimenlo
de artefactos francezea e americanos para a col-
locacao dos retratos. Ha tambem para aste mes-
mo lira cassoletaa e delicados alQnetes de ouro
de lei; retratos em photograpbia das principaes
personagens da Europa ; stereoscopos e vistas
stereoscopicas, assim como vidros para ambrotypo
e chimicas photographicas.
! Aviso aos pas g
de familias S
Manoel Jos de Faria SimSes
professor particular de primei-
ras lettras, na cidade do Rio For- \
moso, e hoje morador nesta ci- A
dade, competentemente licen- i
ciado pelo Exm. Sr. director I
geral da inruccao publica, 4
pretende abrir; sua aula pelo me I
thodo Castilho no dia 7 de ja- I
neiro vindouro, no primeiro i
andar do sobrldo n. 25 da ra (
da Penha. g
O dito professor promette, aos |
brs. paes de amilias, envidar \
todos os esforcos a seu alcance |
afim de dar refl approveitamen- $
to a sus discpulos e nao per- |
der o bom conceito que sempre 4
mereceu durante 18 annos que 0
exerceu o seu magisterio.
Untoo deposito na botica de Joaquim MarUnuo
da Cruz Crrela., na do Cabug n. U,
em Pernambuco.
d* forrn^m nlL".8' (" !a,ei.8J ""S0 pharmaceuticolapresenta hoje orna nova prepararlo
de ferrocom o nome de elixir de citro-lactato de ferro. fof""v
Tari.rt/.^m.6.^^1'^0 um,ux? empregar-se um meamo medicamento debaixo de frmalas to
ranadas, maso homem da aciencia comprehende a necessidade e importancia de urna ial varie-
im.*d?JiIm,tl*!L*? becl *e j0"11 importancia em therapeutica; um progresso immenso,
?h. *" .' r***060 enca do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todaa as
Idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
,1*. M!zl'?*u*t0J!" .1reP"aSoei< o al hoje coohecidasnenhumareane tio bellas qualida-
?..?* 1 a Cllr-laclact0 de 'erro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
?25ih!?,. ?r ?" pr0IBp,a e faci dlssolu5*0 D0 estomago, de modo que completamente
"rtnS.rSn-u0 P i "V""," da laclin. 1ue contem aa euacomposisao, aconelipaSode
?entre frequentemenle provocada pelas oatraa preparares lerroginoaas. fv"
.k.i Kta!in0i 1ua,idades emnada alterara a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo ama
fi'J1?'1 B.ei.dlCVe Da? 56 dl8Peu8a" e a clnica, de iieompararel ulilidade
qualquer formula que lhe dS propnedades taes, que o pralico possa prescrever sem receio. E* o
que cooseguio o pharmaceuticp Thermes com a preparado do citro-lactacto de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre aa numerosaa preparaS6es ferroginosaa, com o
." rn/o' de mulIl0,mediC0? dist!cl0 ?ue o 'em ens.iado. Tem sido empregado como im-
e"Pro!e110 as molestias de languidez (chlorose paludas cores ) na debilidade subsequente as
nSfalhUiS a' naS hydrPesias 1 PP"ecem depoiadas intermitentes na incontinencia: de urinas
?.."I d-e'-" PT'f8 b^anca9 Da escrophula, no rachilismo, na purpura bemorrhagica, na
convalescencia das molestias graves, na chloro-anemia das muiherea grvidas, em todos os casos
era que o saogue se acha empobrecido ou viciado pelas fadigas, aTecces ebronicas, cachexia tuber-
culosas, cancrosa.syphthlica.excessos venereoa*onaniimo e uso prolongado das precaoces mer-
mHi?im Anermidadea 8end0 mii'["lenles a sendo o ferro a principal substancia de que o
S'nnhJ?-1?}"aVL ma PJ""a "S debeU!f a?,or d0 ci'ro-lactato'd. ferro merece louvores e o
do ferro bumanidade, por ter deacoberto urna formula pela qual se pode sem receio
Ali
o armazem n. 22 da n
aa ra do Crespo n. lj
ga se
a do Imperador : a
tratar
Obra primorosa.
Um santuario representando o calvario qsanto
sepulcbro, contendo d Senbor Cruxiflcado, bom
e mo ladreo, Nossa Seohora, Magdalena, S. Joao,
Cinturio e dous guardas do sepulchro, ludo de
madeira ecom perfeico ; quem o pretender, di-
rija-se a roa do Crespo n. 8, loja da esquina da
ra do Imperador.
Consultorio medicocirurgico
3--1TOADA GLORIA CASA DO TI3ND\0-3
Consulta por ambos os systemas,
na, O de8,eJ tJJ 'em de que os remedios do seu estabelecimento nao ae confundam com os de
nenhum oulro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozara ;o proprietario tem toraado
a precauSio de inscrevero seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como audflc*!
?-V22?r"q.n.el'iq2e f.rem aPresentadoa aem esta marci. e qu.ndo a pessoa que os mandar com-
K"mrc.rdo" Srs?urnoeme!COO,panh" BBieoata 8SSgQada ^ Dr ^"o'mossozo o'em^-
A.Li!iLm.: acabade 'eceberde Frangagrande porcaode tinctura de acnito e belladona re-
^^,.8n8de.KUmmaimporl,nc,aecu"ProPried mdicos allopathas empregam-as constantemente. ra*
Os medicamentos avulsos ciur em tubos qur em linduras cuslarSo a 1 o vidro.
.,. ProPrieUno deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
in?r.rsn marare5eber "lgU" r*" de um e outro 80" doeles ou que precise de att
Sa.nf,ffi"fiand0,?ue serao tratados com todo o disvelo e promptido. como aabem todo,
aquelles que i tem tldo escraros na casa do annunciante.
n. n^.SUUa5a.magnfl.ca.d,a '."" a commodidadedos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimetvip dos doentes.
*. ..t8aP^t0aS l^.^erem fallar com o annunciante devem procura-lo de manha al 11 horas
Dr. Lobo Moscoso.
RETRATOS
DE
NOVO GOSTO.
Retratos de novo gosto
Retratoa de novo gosto
Retratos de novo gosto
Retratos de novo gosto
flawleyotypo nova iuvenco
Hiwlpyolypo nova invensao
Hawleyotypo nova invensao
Hawleyotypo nova invengao
Hawleyotypo nova inrengo
Precos baixado para pouco
tempo.
Pregos baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
3TJ00 5^000 10#000 20#000
3J000 5JI000 10&000 20SOOO
3000 5000 103000 20*000
3000 5000 10/000 {20*004
3JW00 58000 108000 ^OjOOO
Expleadido alfinetes de ouro
Explendido alfinetes de ouro
Cxplendido alQnetes de ouro
Explendido alfinetes de ouro
Explendido' alfinetes de ouro
Para retratos
Para
Para
Para
retratos
retratos
retratos
KVTERNATO
DE
Pars retratos
Explendido quadros dourados
Explendido quadros dourados
Explendido qfladros dourados
Explendido quadros dourados
Explendido quadros dourados
Vende-se machinas para re-
tratos.
Vende-se machinas para retratos
Vende-se machinas para retratos
Vlende-se machinas para retratos
Vende-se machinas para retratos
Gaixas de lindos gostos
Gaixas de lindos gostos
Gaixas de lindos gostos
Cauas de lindos goales
Gaixas de lindos gostos
Todos venham ver
Todos venham ver
Todos venham ver
Todos venham ver
Todos venham ver
Vestidos pretos mais proprios
Vestidos pretos* mais proprios
Para tirar retratos
Pra tirar retratos
A. W. Osborne retratista ame-
[Gabinete medico cirurgico.1
# Una das Flores n. 37. ^
0 Serao dadaacoQstltas. medicas-cirurgi- #
ca pelo Dr. Estero Cavalcanti de Alba- SJ
querquedas6 as 10 horas da manla, ac- af
9 cudindo aoa chaa ados com a maior bre- #
# vidade possivel. m
9 1- Partos.
^ 2.* Molestias de peUe.
q 3.* dem do o hos.
af 1.* dem dosortgaos eoitaes.
9 Praticartoda eqaalquer operario em 2
p seu gabinete ou em case doa doentes con- S
0 forme Ibes (dr mi is conveniente.
*
Atten^o.
Previne-se as pesfoas de bom gosto, que, d'a-
manbem diante encentrarlo o hotel Trovador na
ra larga do Rosario, n. 44 aberto toda a noite,
assim como excellente sorvete, boaa fructas e do-
ces, refrescos feitosi machina, e muitas outras
iguarias vontade dos concurrentes, comosejam
pudins, bolos, etc. ; ,emfim, o proprietario espe-
ra que todas as pesaoas que o quizerem honrar
com suas presentas, nao deixarao de sahirem sa-
tisfeitas.
Precisa-so sabar se reside nesta praca ou
tora Jos Joaquim de Amorim Bacellar; a tratar
com Marques Barros & C-, largo do Corpo Santo
n. 16 segundo andar.
Aranaga, pijo & C. sacam sobre
O Rio de Janeiro.
Precisa-se alugar, urna escrava que saiba
bem coilnhar e eqgommar; paga-se bem : na
ruadas Cruzea n 18.
Joaquim Francisco dos Santos Mala, avisa
ao respeitavel corpo do commercio, que tem da-
do sociedade aeu eaixeiro Francisco Landelioo
da Silva em sua loja; de miudezas e ferrageos da
ra estreita do Rosario travessa para a do Quei-
mado n. 18 C. e de hoje em diante a firma social
sera de Maia & Landelioo.
Recife 1 de janeird de 1862. -
Joagutm Francisco dos Santos Maia.
J. Keller & C. fazem sciente ao
publico e em particular ao corpo do
commercio desta cidade que desde o dia
31 de dezembro de 1861deixou de fa-
zer parte da firma social de sua casa o
Sr. Antonio Schlappriz. Pernambuco 1
de janeiro de 1862.
No dia 31 de dezembro perdeu-sjk) desde o
caes do Ramos at ra do Trapiche, dous meios
bilhetes da 1 lotera da matriz de Notsa SaabaV
ra das Brotas do Joazeiro que corre ha cidflpoo
Rio de Janeiro tendo as costas o nome deJoa-
quim Diabo, cujos bilhetes tem o n. 4017 e lo-
ra m remettidos pelos Srs. Pereira Martina &
Gaapertoho; portento roga-se as pesioas desta
prat#%*o Sr. thesoureiro da mesma lotera os
nao descontem ;ou pague ae nao aos ditos Sra.
Pereira Martioi &Gasparinbo no Rio e nesta
dade^p aeu dooo Joaquim Jos Rodrigues
Tg_ Cordeiro Rejo Pontei, a quem
pEstabelecido to lugar da Capunga, um dos arrabaldes^
mais prximos da cidade do Recife.
DIRECTORO BACHAREL EM MAfHEMATICAS
leiffMB) piitiiA so umos.
Este estabelecimento de educarao e instrucgi'o principiar a funecionar e rece-
ben alumnos do da 10 de Janeiro prximo futuro em diante.
Os commodos, o asseio. as boas condicoes hygteoicas dos edificios destinados
as fuac?oes do estabelecimento, a ordem e regularidade do servico no internito a
dedicago e zelo que empregaro o director e os professores a bem do aprovei-
mento e progresso dos alumnos, sao circumstanclas que devem animar e garantir aos
paes de familias que desejam dar a seus Qlhos urna eduia;ao regular.
Cadeiras de ensino.
Prlmeiras lettrasdividida em duas classes. tendo cada urna o seu professor
portuguez, latim, francez, ingles, arithmelica, algebra e geometra eeoaraohia e
historia, philosophia, rhetorica, desenho, msica, dansa e gymnastica.
Nos estatutos do intrnalo que esto a disposiejio de quem os quizer 1er acham consignadas as condiccoes de entrada. '
APPK0V4(lit0 E AUTOMSACAO
,i DA
E JUNTA CENTRAL DE HIGIENE PUBLICA
CHAPAS MEftiCiHAES
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
Com estas Chapas-elrctro-magketics-epispasticas obtem-se urna cura radical e in-
fallivel em todos os casos e inflammagao ( cansado ou falta de respirac&o ), sejam internas ou
extemas.corao do Bgado, bofes, estomago, bajo, rins, ulero, peito, peTpitaQo de corceo, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheumatismo, paralysia e todas as affeccoes nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as diferentes especies de tumores, comoIobinhos escrfulas etc.,seia qual foro seu
tamaaho e profundeza por meio da suppurago serio radicalmente extirpados.
O uso deltas aconselhado e receitadas por habis e distinctos facultativos, sna efficaia in-
eontestavel, e as innmeras curas obtidas o fazem merecer e conservar a confanea do publico
que j tem a honra de merecer, depoisde 24 annos de existencia e de pralica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necesarias explicaces, se as chapas sao para homem, senhora ou crianza, decla-
rando a em que parte do rorpo existe, se na cabeca, pescoco, bra^o coxa,perna, p, ou ronco
do corpo, declarando a cicumferencia: e sendo inchacSesi feridas ou ulceras, o molde do seorl
famanho em um pedazo de papel e a declarado onde existem, afim de que as chapas seiao da
torma da parle affectada e para serem bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil
As chapas seSo acompanhadas das competentes explicaces e tambera de lodos os acces-
orios para a collocacio dellas.
Consulta as pessoae que o dignarem honrar com a sua confianja, em seu esariptorio, que
se adiar aberto todos os dias, sem exoepeio, das 9 horas da manha s 2 da larde.
119 Roa do Parto |||
PERTO DOLAR
CARIOCA
i
t m fmmmmQ
Para at^ocommendts ou informsces diriiam-se a nharmacia dA .ToaAlAv*nilra Ri
ommendas ou inform^es drijam-se a pharmicia de JoseAlexandre Ribeiro,
ruadoQbeijBiadon. 15.
Rut
Ra
ricano
Orborne retratista americano
do Imperador
do Imperador.
X9MM3 M3 ^SM3BM39KBttS$
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
fradtricGaalier,cirurgiaodentista,faij
todas as operaces da sua arta ecolloca
dentesartificiaes, Indocom a supariori-i
dadaaparfaifioqaea pessoa san tsndi-t
das lhereconhacem.
Tem agua e psdeniifricios te.
CONSULTORIO ESPECIAL H01E0PATBIC0
DO DOL'TOR
SABINO Q.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) ir. 6.
Consultas todos os dias otis desde as 10 hora*
at meio dia, acerca das seguiutes molestias :
molesuat da miWWw, molestias das crian-
tas, molestias da psllt, molestias dos olhos, mo-
lestias syphilitica$,toda$ as especies dt fsbrts,
ftbru intermitientes ssuas consequeneias,
PiiARKACU ESFECll* HOMEOPATHICA .
Verdadeiroa medicamentos homeopathicos pre-
parados sosa todas as cautelas necessariae, in-
falhveis em seus effeitos, tanto em tintura,como
emglobubn. pelos presos mais commodos pos-
slveis. *^
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
ncamante vendidos em sua pharmacia; todos
que o forem fra della alo falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as segaintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico braaileiro. Este emblema poato
igualmente na Mata dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
usim marcado, emboratenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos
bacharel WiTituvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23,sobrado da es-
quina qne volta para a
camboa d armo.
I
Publicaces do Instituto Ilo-
meopathico do Bra7
TIIESOLRO DOlEOPATIIIf0
ou
VADE-3IECM DO HOMFOPATII A.
(Segunda edic^ consi-
Nderavelmente Sugmen-
Die^lfc'io po^fap'de mticina h-
meopalhico
PBiO ER.
SABINO 0- L. PINHO.
arSSS ? *" 'turas para estas obras a
Jtj en1 brocijura at fevereiro.
Ra de Santo.Amaro (Mundo Novo) n. 6.
Precisa-ie, de ama ama forra ou escrava
para o servi;o inferno e estaroo de urna eaaa de
pequea familia : iwa-se bem : dirija-se ra
Direita sobrado o. 12r. primeiro andar.
viso imf
A(l Hfes de fam
P bal kfAv-erico Parondea Tr e Loo-
reiro propoe-se a ensinar por casta partiealaras
seuiQ les materias: grasa males pbiloaophiea
dn liogua nacional com especialidade na parto
orlhogr.phiea, a lingua franena (consistindoesn
pronuncia eatipta, tradcelo e locuelo); geo-
graphia, historia .agrada e historia do Brasil;
philosophia racional e moral; dootrioa chris-
la. aa quaes podero conalituir na falta dt -
lhorsystema, atossruocio liUeraria, moral de
urna senhora ; 00, pelo menea, ana habiliUcio
necessaria para a acquisicao poaUrior de eoobe-
cimeolos mais profundos. Lecetoo igualmente
as mesmaa materias e oatraa de iaatruecao pri-
maria e secundaria por collegioa e aula* part-
calares de ambos os sexo*; podendo ser procu-
rado para esse flm por BBjfde carta, que ton-
tean j as neeessarias indicWSj&es, entrega* aa ca-
sa de sua residencia, na ra da Saudade o. 9.
api tal #
com- #
qual- 2
Precisa-se de serventes para o boapiu.
militar : quem ae qoizer contratar eom-
parega no mesmo estabelecimento a qual
SJ quer hora do dia.
A*9asa
Desappareceo do Mangoioho do aillo da
Sra. D. Candida Paes Brrelo, um cavallo alasio,
grande, descarnado, com oa sigoaes seguintes :
cauda comprida, crinas raetade comprida me-
tade cortada, com duas pelladuras em um doa
qaadris, urna pesadura no rim : a peasoa que o
pegar leve-o ao quartel do hospicio ao cadete
Joo do Reg Barros, que gratificar ge o e roe-
mente.
Methodo portuguez Castilho.
A escola central est iberia deade o dia 7 da
Janeiro em vaote, onde alm das materias do Ia
e 2a grao, ensina grammalicalmente a liogua
traoceza, um dos melhores professores desta ca-
pital. Recebe at 6 alumnos internos e meio pen-
donistas, nao excedendo a 10 annos de idade.
Ra das Flores n. 3.
Precisa-sede um negro captivo oa forra pa-
ra couduzir laboleiros com comida* para fora :
na ra larga do Rosario n. 25.
Precisa-sede um eaixeiro de 12 a 16 annos,
qne tenha alguma pralica de taberna: qaean pre-
tender dirija-so a ruu do Livrameoto n. 8.
Aluga-se um grande armazem no caes do
Ramos : a tratar com Jos Hygino de Miranda.
Aluga-se um sitio no Monieiro cosa boa ca-
sa e baoho muito perto, por tempo de 4 mezes :
na ra do Rangel n. 62.
Precisa-se de urna ama para acompanbar
urna senbora a Portugal, paga-ae bem : a tratar
na ra Direita n. 121, primeiro andar.
= D. Malhildes de Jess viuva de Manoel do
Amaral Azeredo, vai a Portugal levando em saa
companhia urna criada livre e dous Albos de
menor idade.
Aluga-se o sobrado da ra do Aragio eaaa
andar e soio: a tratar na ra do Crespo n. 7,
loja.
O abaixo assignado poc causa de seas en-
comrr.odos de molestia, passa por em quinto a
habitar no seu sitio do Arraial, onde contiena
com o seu estabelecimento de instrnecto prima-
ria e se;undaria, cujas aulas estarlo abortas no
dia 8 de Janeiro.
Jeronymo Pereira Tillar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra Augusta n. 43 : a tratar no segando andar
do mesmo.
Alugs-ae o segundo andar da rna 4o Im-
perador n. 83: a tratar no Mondego u. 38.
I Francisco Pinto Ozorio continua a eol-
| locar dentes artificiaos tanto por meio de
I molas como pela presaio do ar, nao ro-
I cebe paga alguma sem qne aa obras nio
I fiquem a vontade de seuadonos, tea p*
I outras preparares aa mais acreditadas
|para conservac&o da bocea;
Ra do Trapiche Hovo n. 22, precisa-a* de
criados.
Na ra da Roda n. 6 contina a mandar co-
mida para fora.
No dia 28 do corrente, do Mangainbo pra-
ca da Boa-Vista, perdeu-se orna pulseira de oa-
ro esmaltada de azul, em direccio do Manauinho.
Caminho Novo, ra do Sebo, paleo da Santa Crea
ra do Aragao : quem acba-la a qaiier tasar
favor de restiiui-la, dirija-sea roa das Crasa* a
41, primeiro andar, que seri ratificado satisfac-
toriamente.
Consultas medicas.
Serio dadas todos os dias polo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escrptorio. rna
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 hora*
da manha menos aoe domingos sobre:
1.* Molestias de olhos.
2.* Molestias de corceo e de peito.
3.* Molestias dos orgaos da geraco *
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de susa entradaa, comeca.ndo-ae po-
rm por aquelles que sottrerem doa
olhos.
Instrumentos ch i micos, a ceticos a p-
ticos serao empreados em suas consal-
ta ;oes e proceder coa todo rigor o pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, naturas*
causa da molestia, e dahi deduzir o plan*
de tratamento que deve destrui-la oa
curar.
Varios medicamentos ser aoambcm
empregadoa gratuitamente, pela cer-
teza que tem de aua verdadeira qnalidad*.
promptido em seus effeitos, a necessi-
dade dosevempregourgent* que se osar
delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa do*
doentes toda e qualquer operaeo que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos mesmos, para cojo fia se acha
prvido de urna completa colleccao d*
instrumentos iodispensavel ao medien
operador.
Aviso.
A directora do collegio Si ola Ursnls, abaixo
assigaada, avisa aoa pala da auaa alaaaae a
quem mais convier, ace em virtud* do artiga 19
dos estatutos, priccipiam oa trsbalhoa do referido
collejto-rjo dia 7 do correte mez. A directora
envidar todos os exforcoa a sen alcance para ni*
desmerecer do coeeeito adquerido no priaeire
auno de seus trabalbos, e afim de que os pas da
suasalumnas fiquem completamente MtisCetto*
com a educiQo de suaa Qlbas. O collegio conti-
na na ra Formosa, sobrado o. 15, a and* a di-
rectora ser encontrada a qaalqaer bora do dia.
rsula Alexandrina de Barro*.
T t*>
Mft&,
Precisa se para unan casa estrangeira
de familia, urna ama para o ser
temo que saiba cozinbar e engommar, e
agradando paga-se bem: a tratar asi
ra de Apollo V.51, defronte do Use**

aanaaaaiasnannnna
a
^T



!

'
.. .
..
<*
tr
O profeesor abano ansigoado scieotifica
aos paes dos sena aluBnoa a a quem
, n iw qse deu ferias em
I M aula aaa ai da correle e pretende
reabri-la a 7 de jauoirolmpreterivelmen-
te. Oatro sim que 11008 a residir na
ra Velha sobrado de um indar n. 92,
com entrada pelo largo da Saou Cruz, e
a recebar alomos nao someale externos
, e i-pensiooislas corno lotenos de
[ pouca idade pelos precos seguate:
Internos 309)
Semi-penaionistas lSjLjsIsSMies.
Extern o. S^r
Francisco Deodato Lint.
mmmmm
Atten^o.
Leritilles Le meilleur et le plus salubre de toot
les leguraes, rafraichissant, et leger & l'eslomac.
Se prepareot de toutes les manieres et toutes
les sausses. Se tro?aot a l'armazem do Progres-
ado e Progressista place do Carmo n. 9, et rae
das Cruzes n, 36.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso,Siotos & C.sacam e tomam
saquea sobre a praga de Lisboa.
Aluga.se o primeiro andar da cata
n. 12, da ra do Encantamento milito
fresca, e com poucos com modos: tra-
tar na ra da Cadeia n. 33, com Joao
Ribeiro Lopes, ou no armazem da mes-
ma casa.
Da casa do abaixo assigoado desapparecen
oo dia20 do correte um cabrinha de nome Be-
nedicto, de idade de 10 a 12 anoos, levou camisa
de riscadiohode cor, tem orna marca de ferida
em urna peroa : quemo pegar leve-o A ruadaz
Triocheiras o. 48, ou pateo ido Carmo n. 15, que
se recompensar.
Joaqoim Elviro Aires Silva.
Precisa se alugar urna escrava que
seja de boa conducta para o servico
interno de casa de familia, e que saiba
engommar e especialmente cozinhar
e agradando perceber bom aluguel, e
ter bom trata ment: na ra da Auro-
ra sobrado n. 58.
NOVAS JOIAS
Seraflm & Irmio com loja de ourivea na es-
quina da ra do Cibug n. 11 confronte ao pa-
teo da matriz de Saoto Aotonio, franquelam ao
publico o escolherem as mais modernas e delica-
das obras de ouro muito em conta e novamente
chegadas ; garantem a qoalidade do ooro, pas-
sando contas com as necessarias declaragoes nos
recibos ; tambem trocam e recebem para fazer e
concertar toda qualquer joia : os mesmos pre-
vinem que ninguem se deixe illadir por indivi-
duos que aodam vendeodo jolas por fra desta
praga, dtzeodo serem da casa dos mesmos, pois
nunca teram, nem tm pesaoa alguma encarre-
gada de vender joias soas.
Guimaraes Luz
dente
tocar.
i r
a
previ-
quem
emi consequeoeia de eillremjia liquidaco do
nado, outra vez rogam a lodosas saos devedores
em geral que tenham a bondade de Vir-ou man-
daren pagar seos dbitos at o fim do tnez de
Janeiro prximo futuro; aquelles que ai sisa o nao
fizerem tenham paciencia, que suas contas serio
entregues no principio de fevereiro ao procara-
dor para serem cobradas judicialmente. Recife
23 de dezembro de 1861.
Pracisa-se de um menino forro para trabalbar
em ama fabrica de velas; a tratar na ra da
Croz n. 26, armazem.
Criado.
Precisa-se de um criado forro para todo servi-
do de casa de homem solteiro, e que airva para
estregar agua no chafariz : a tratar na ra da
Cruz, armazem n. 26.
ESTRADA DE FERRO
DO
lecife a Sao Francisco.
(limitada.)
Pelo presente se faz publico que do Io de Ja-
neiro de 1862 em diarrte todas as mercadorias
remellidaa para a cidade do Recife pela mesma
Tia frrea serio enviadas, se assim exigirem, da
estacio das Cinco Pona, pelo mar para o depo-
sito dosSrs. Velloso"<& Dantas no caes do Apollo.
E; H. Braman,
Superintendente.
Festa da SenUora do Mon-
te cmOUnda.
Olllm. Sr. D. Abbade de S. Bento, de accordo
como abaixo assignado, transferio a mesma fes-
*/ 1oS' 3.d0 correD,e nez para 12 de Janeiro
de letra.Manoel LuizViraes.
Memorias
a viagem de SS. MM. II.
s provincias do norte.
Os seohores qae subscreveram para a impres-
sao das Memorias da Viagem de SS. MM. II. s
provincias do oorte, qoeiram mandar rebeber o
primeiro volume na livraria ns. 6e 8 da praga
da Independencia, mandando levar o importe os
que ainda nao o tiverem pago.
Precisare de um negro captivo ou forro
para conduiir taboleiros de comidas para fra;
na roa larga do Roaario a. 25.
O abaixo aasigoado declara), que tendo fal-
lecido na provincia da Parahiba seu av, Manoel
Francisco Botelho, e ltimamente um seu primo
de igoal nome, dexa de continuar a assignar-se
por M. P. Botelho de Arruda, e s assignar os
tret primeiros Domes.
Manoel Francisco Botelho de Arroda.
Os abaixo assignados partlcipam a quem
tnteresaar possa, e com espeeialidade ao respi-
tavel corpo do commercio, que dissolveram aml-
gavalmenle a sociedade que ayrava com a Arma,
de Amparo & Mello, fleando todo o activo e nas-
aivo a cargo do socio Amparo. tecife S de Ja-
neiro de 1862.Pedro Aiexaodtiio do Amparo-
Francisco de Paula Tavares de Mello.
Preciaa-ae ds ama ama par* engommar.
e ensaboar para dous bomens solleiros, e maia
servido interno de urna cata ; a roa da Palma
numere 41. +.
Aula de primeiras letras.
liaooel de 8ouza Cordeiro Simdas com aula de
insUuecaa primaria por autoriaacao do Exm. Sr.
presidente da provincia, na ra Travesea doa Ex>
festos, casa o. 16, desta freguaiia de Santo A-
ile, avisa aos pas de seas alumnos
^t publico, que no da 7 do corren-
tila abarla & continuar seos exerci-
^^Mp admittr alumnos externos
lonistas e meio-penaionistas, em-
seu apurado esmero, aflm de qae pos-
implemento eos seas es-
menor tempo pottivel.
s Gordoo e toa senhora retl-
j^^^^^^^H^ante para fon do imperio.
Avlsa-ae a um corto I igorrllha, que deixe de
frequeotar o principio i a ra que nao i da Au-
rora causando grande.iu ignaco aa familias qae
porali meram, com os s us escndalos, que dao
tanto as vistas dos qoe/o observam a qualqaer
hora do da e da noute. A sen hora para quem
esse pobre diabo faz tantas macaquicu, nao
urna deaass looreiras, e sem davida o despresa
como despresara mesmo a qualquer outro que
fosee de sua qualidade e alta esphera, por oio
poder se cssar: Deosqueira que esse peralvilho
conhecendo o aeu lugar nfimo, mude de norte,
em quaoto tempo, iodoajuntar-se com a gente
de sua laia, seus comparsas da companhia do
Uro, oio querer maia intreterrse as immuo-
Qfgiss como no jogo lasquinet, com cujas
t*a espertezas forma o meto de vida, certo
** que a oo emendar-se pode cahir no
risco de afogar-se em algum lago.
lito meamo pode aasererar.
O mutre-escola Manoel Perra.
Joseph Hisloo. subdito inglez vai para a
Europa. r
Precisa-sede urna ama para- o servico de
ama casa de poaca familia : na praca do Corpo
Santo n. 17.
*^ma
Precisa-se de orna ama forra oo captiva (prefe-
re-se captiva) para o servigo interno e externo de
urna casa de ama senhora em Cixang, mas que
saibs cosinhsre engommar bem: paga-se bem
tratar na ra da Cada do Recife loja n. 11.
Instruccao particular.
O abaixo assigosdo avisa aos pais de seus
alumnos, e s pessoas, a quem interessar possa,
que no da 7 do crrante estarn abortas todas as
aulas que ae ensioam em sua casa na ra da
Gloria n. 116.
Recife, 4 de Janeiro de 1862.
Luix Emigdio Rodrigues \ianna.
O autor do aonuocio nao quera argir tanto,
mas a commissao assim o quer. A eomraissao
commetteu dous erros oa sua resposta, nao re-
parando qual a sua obrigacao, dividindo a sua
resposta em res partes: oa primeira. usara da
rorma que allega na persuasao de ae realisar o
facto ; na segunda, allega qae o autor est bem
sciente do occorrido qusndo o autor sabe tanto
a respeito, como da primeira camisa com que
andou ; e oa terceira, em flro, allega justamente
a razao do annaocianle; que tito sosente o
que devia responder: por consequencia, extincta
a commissao, lio immediatamente, antes do
facto concluido II Ora, se realisado que fosse
devia a commissao estsr em observacao a ver,
como se extingua a seu producto arrecadado,
psra se necessario fosse, dar contas a qoem des
seu dnheiro, quanto maisnao se effecluando dito
tacto; aonde fleava essea dinhelros reunidos
para a caridade sem devo?ao de quem deu ao
onertas, o resultado deverfi logo a commissao
reentregar os dinheiros a seus dooos, e nao per-
cisava_ alirar ao Iheaoureiro indirecta algama,
pois nao ser merecedora assim a commissio.
Esl para alugar-se um segundo andar de
um sobrado na ra Direita, um primeiro andar
na ra das Aguas-Verdes, e um segando andar
na Boa-Visls, qossi no pateo da santa Cruz :
quem pretender, falle na roa das Crazas, sobra-
do n. 9, penltimo qoem vai da roa do Queima-
do para S. Fraocisco, lado dlreito.
Preciss-se de um criado para o servico de
nomem solteiro : na ra doQueimado n. 28. nri-
meiro andar. r
O abaixo assignado despedio oesta data o
seu criado Joaqoim Adao, natural da povoaco
ao Corrente.Procopio Epaminondas de Oliveira
Brederodes.
Quem precissr de pedrs de cantara lavra-
das, procure atrs do theatro, que encontrar,
por menor prerjo que em qualquer parte.
Aluga-se ama boa escrava para aervicos de
casa : no pateo de S. Jos n. 49.
Contrato do subsidio do gado
no municipio do Recife.
O abaixo assignado, na quslidade de procura-
dor do arrematante, e do caixa do contrato do
subsidio do gado que se consom neste munici-
pio, avisa muito termioaotemenle aos senhores
marchantes das fregueziasde fora da cidade, que
a ora em diaale cessa o abuso de exporem ven-
da carnes, sem que primeiro tenham pago o
competente imposto, como de lei, e as pessoas
que se mostraren) aulorisadas pelo abaixo assig-
nado ; e lbea scieotifica mais, que taes carnes
sero appreheodidas no caso de nao apresenta-
rem a guia que mostrem ler pago dito imposto.
Declara outro am, o mesmo abaixo assignado,
aos senhores que corapraram algum dos ramos
desteimpo8to, e que tambem sao de fora da ci-
dade, qae o pagamento feito ao terminar cada
quartel, e nunca desoa ; e que igualmente os
respectivos cobradoresdevem fazer a entrega dos
dinheiros arrecadados ao terminar tambem cada
mez. Recife 3 de Janeiro de 1862.
Decio de Aquioo Fonseca.
Collefjlo de N. S. do Bo
da Aurora n. 50
Campre-me anonadar ao respeitavel publico
que o eitabelecimauto qae dirijo sob a iodefacti-
vel|proteeco de N. S. do Bom Consalho, vai co '
megar o seu quarto anno do existencia.
Bem curto espago, por caita, o ce tres ao-
aoa para o aperfeigoamento de unta instituido
to aublime e tao alta para mim, cojoa debis
hombros difficilmente supportam o peso de um
saeerdocio to oobre, e para cojo bom desempe-
nbo sao necessarias tantas virtudes um genio
especial.Entretanto, ou pbrque ten ha salitfeilo
aos paiade meus alumnos, ao menos por minhas
intencoea e sacrificios ; ou porque al agora te-
nba havilo poaoflPinsiitutos desta ordem, em
relacio ao numero de alumnos, devo confessar
que muito me lisoogeio com a confianza com que
oa pais de familias me hooraram oo aono que
terminod, entregando aos meas cuidados a edu-
carlo de 52 alumnos internos e de mais de 300
externos.
Esta declarado seja a tradaccao fiel da grati-
dao que me domioa para com todos aquelles qae
nonraram-me com tio subida contlanca.
Devo dizer, antea de comecar no xercicio de
mioba tarefa, que nao me tenho poopado no em-
prego dos meios tendentes ao aperfeicoamento de
mea instillo, aflm de corresponder expectati-
va dos pala de meus alumnos. Assim, Uz este
anno algamas modiflaaedes no systema do ensi-
no primario, e no secundario chamei mais al-
guna professores de recoohecida illmlraco e
criterio.
Com a experiencia, qae nao se adqnire senao
com longoa annos de xercicio, irei, aegnndo os
elementos de que dispozer, melhoraodo o esta-
belecimento que, collocado na altara qae a pro-
vincia reclamar, ser por certo ama til insti-
luicao.
Espero era mioha excelsa protectora continuar
a deeempenhar os deveres inherentes ao mea sa-
cerdocio, podando asseverar ao publico que, se
sou baldo da illastrscao precisa para lio honroso
cargo, sobram-me boas inteo;5ea e dedicaco.
Possa eu no principio do futuro anno ler a fe -
licidade de repetir aos pais de meus alumnos os
votos de gratido por novas pro vas de contlanca.
No dia 7 do corrente estar aberto o collegio
de N S. do Bom Conselbo.
Recife 4 de Janeiro de 1862.
Joaquim Barbosa Lima,
Director.
O abaixo assigoado avisa ao Sr. thesoureiro
das loteras que nao pague, caso saia premiado,
o meio bilhete o. 3969 da l.4 parte da {.* lotera
da matriz do Limoeiro, visto ler-se perdido o
mesmo meio bilhete.
Manoel de Fontes Gomes.
Perdeu-se a ra de Apollo at a roa da
Cruz do Recife, um embrulho contendo 2089 om
aedulas, sendo uma.de 200}: quem achou e qui-
zer restituir, dirija-se a ra do Imperador n. 44,
que str gratificado.
Novo niellioiio
pratico-theorico para aprender a ler, escrever,
traduzir e fallar ofrancez em aeis mezes, aegun-
do o facilimo systema allemao do Dr. H. Ollen-
dorff por Cicero Peregrino, obra inteiramente
nova, e nica escripia em portugaez por aquella
systema, approvada pelo conselho director de
instruccao publica desta provincia, em sessao de
10 de outubro deste anno ; dous volumes de
perto de 500 paginas em oitavo francez 7$000.
Recebem-se assignaturas na ra do Queimado n.
26, primeiro andar, eacriptorio.
Ama.
Precisa-se de urna ama forra, prefere-se de
meia idade, para o servico de compras, na ra
Bella n. 38.
OSr. Joao Hyppolito de Meira Li-
ma queira apparecev nesta typographia
que se Ihe precisa fallar.
Compras.
Escravo.
Precisa-se comprar um escravo qae tenha de
idade 18 a 20 annos, sabeodo officio de alfaiate,
nao duvida-se pagar bem pago, sendo habilidoso
no mesmo officio ; na ma Nova o. 47.
Compra-se um boi crioulo, manso e gor-
do : na roa Imperial sitio a. 164.
Compram-se acedes do novo banco de Per-
nambuco : no escrlptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Yendas.
Vende-se a casa de um andar e aoto no
pateo o> S. Pedro desta cidade do Recife n. 3 :
os pretendentes se podem entender com Manoel
Joaquim Gomes, na ra do Imperador n. 26, que
est munido da competente procuracoo para
este fim.
Vende-se
farioha de mandioca de superior quslidide, mui-
to nova, e em tudo agradaveV, em porcoes gran-
des e pequeas a vootade dos compradores e pre-
sos muito mdicos: a bordo do brigue Midas
ancorado defronle do caes do arsenal de guerra,
ARMAZEM
~saTaTP~n
im p. dos Santos.
40-Rua do Qneimado40
Defronte rio becco da Congregaco letreiro verde.
I.iod
Neate estabel icimento ha sempre nm sortimento completo de roana falta de
las as qualidade i e tambem se manda execut.r por medida vontadi M reiu
s para o que tem um dos malhores professores.
m
eimado'n. 10, loja
de 4 portas.
verde, preto, azul e cor de
corado
Ven#*-se nanno
caf, oovsdjsm
\m!% oCela aaperior qu4lid,de
aChS Wquim P'ra cab" a I. 15, 20,
Suparwres artes de seda o mais moderno aue
tem viodtf ao mercado a 90, 100 e 120$.
Sedinhas de quadrinhas e florea, superior fa-
zenda e moderno gosto, corado, 800, ifl e 1400.
Cbaly, aaperior fazenda, covado, 500 rs.
MlfD(ltl0 c*- f"end para vestido de senhora.
ovado 500 rs. '
Talmasaj manteletes pretos a 18, 20 e25g.
Superiorosj vestidos brancos bordados a 20. 25
e 308.
Cassas iranc|xaa fina, covado, 240 r.
Cortes de casias de salpijos.um 3 e 3500.
Corles de seda preta a 2* 30, 35 e 40;
Lencos de aeda a 600 elo rs.
Lia de quadros para vestido de senhora a rou-
pa de nftnUioa, covado 240 rs.
Grosdepapl preto, covado 1&280.
Chales de merino bordados a 4g.
Chitas ir cesas escuras, covado 240 rs.
Meias de alajodo cr para homem a 4J.
Cortes de vallado para collete a 3500 e 4000
Paletota de brim a 3 e 4.
Chapeos de sol do seda para senhora e meni-
nas a 3 e 4|.
Leques para senhora e meninas a 3 e 49.
Esparlilhos para sennora e meninas a 3 e 4}.
Chapeos de pellica para meninos e meninas.
Chapeos d palha para senhora.
Chapelinss de seda para senhora a 8 e 10.
O.S5?'"8 rtlrta8 ae ren(l P senhora a 2 e
Grosdenaple amarello com nm pequeo toaue
de mofo, covado 600 e 700 rs.
Paletot, calca e collete de casemira, pelo bara-
ssimo preco de 25
Ceroulas escocezas, urna lg-200.
Cortes de barege com duas saias a 8 e 10.
Cortes de aeda escoceza, superior fazenda, com
13 e 15 covafoa cada um a 10#.
Camisas inflezaa com pellos de linho e com um
qaeno mofo, duzia 25$.
Paletots de alpaca, um 99.
Cortea de casemira nm 39500: -
Chales de lia e aeda, superior fatenna, a 2&500
Lengos de ctmbraia de linho bordados com bi-
co, a 39, 5, 6 e 89.
Dito de dita para homem, dazia, 69, 8, 10,12
6 14 5 -
Setim preto maco o measor qae tem appare-
cido, covado 39. v
Chapeos deaol de seda para homem um 69.
tn ?Ldlt0 de dila in6,ezl P" homem, um 9$,
iu e l9
Baldes para senhora, am, 3 e 49.
Panno de linho do Portoom 12 palmos delar-
gura para lenfies, vara a 39200 e 3J4O0.
mSSS* de c,nDDraia bor-dados com bico, duzia
mbrala_____
I iom,
(0.
Dito de dito liso, vara 19800.
Cortes de brim de linho, am I96OO.
Loja das & por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos d sol de alpaca a 4|f.
Duzia de meiascruaa para homem a
19200 e o par a 120 rs., ditaa brancas
muito finas a 2J5O0 a duzia, lencos de
cassa com barra decores a 120 ra. cada
um, ditos brancos a 160 rs., baldes de
e -.?0' 3*- Il"ba Pr ?*
uaoa a 240 o corado, chales de merino
estampados finoa a 59 e 69, tarlatana
Branca e de corea muito fina com rara
fil de linho liso a 640 rs. a vara, pe-
gas de cambraia lisa fina a 39, cassas
de cores para vestidos a 200 rs. o co-
rado, mussulioa encarnada a 320 rs. o
corado, calcinhas para menina de escola
a If o par, gravatinhaa de tranca a 160
rs., petos para camisa a 200 rs. cada
nm duzia 29, pegas de cambraia de sal-
pico muito fina a 39500, pega 1 de bre--
onha d-.Iol a chil" fncezaa a
20 e 240 ra. o covado, a loja esta
abertadaa6 horas da manhaa as 9 da
noite.
Largo da Assembla
numerla.
.a?J,tn.COnJ'nus?ente ne8le eslabelecimento as
segniotes fazendas para vender, por menos pre-
go que em outra qualquer parte.
hdade* ** Crn8oba da Dft,ra 8afra e Pmeira qua-
Cebo do Porto em pao e velas.
Sola ou vaquetss de differentes qualidades.
Lourinhos curtidos.
Farinha de mandioca muito nova, qualidade
igual a de Munbeca, milho noro, saceos muito
grandes.
A dinheiro.
Potassa da Russia.
A 200 rs. a libra.
O bem cophecido deposito da roa de Apollo n.
A receben directamente peloiultimo navio a bem
conhecida e acreditada potassa da Russia, e esl
rendendo a 200 rs. a libra, dinheiro viste.
V
de Matheus &Hodriju.,UrTen-
dec muito superior feijfio em saceos.
Urna barcada.
2? h.onKiMbaoH. #ViSS> TSSSSt
aa, aonde pode ser viata e examinada pato !
endenlea ; v,nde-ae a praw onTsMall
Novas cartas de t
Vendem-se oras cartas de ana a 20 ra tmm
urna augmentadas por Mara Bartble tl"
ceicao, as quaes conlm SS ssgranoo slsaaaal
thongos, e asactuaes em aso s tem %*
meninos com maita facilidade a ttoaprebnaem
e ibes facilita qualquer asilara. Alesp
ment contm urna seriado no mes 4$
objectos de que elles esto mola a pss9T~
como de nomea proprioa. Eatas cartas
aoa senhores pais de fsmilias granate i,
que gaatavam, porque os meninos niospri
todos os diphthoogos, por isso se esaftarac*
com qualquer leilnri por maia fcil qae oes
melhoramento que ellas bao de prWnsir I fa^
fslirel segundo a experiencia. Assim qae ella*
a comprehenderem. sem obstculo algum poetas
passar para o maoaacripto (vulgo] lacreas
papel o mais encorpado poeaivel. Blkal'sSaB
ido a p pU u di das pelos aeohorea profcaaorea ata
de um grande numero de horneo. Mluslrai' 1
mo sejam : os Srs. Drs. Soares da meos
toss, Drummond e Borgea Carneiro, T^tno
mullos que agora me nao occorre aeu nomea
Kllas vao rubricadas pela autora ; as qae se en-
contraren! sem ella sero consideradas cootra-
leilas : defronte da matriz da Boa-Vista o 84 o
na livraria ao p do arco de Santo Antonio.
Novidade no tor-
rador!
23 LargtitTerct 23.
Queijos flamengos moito frescaea. Saaaaaam
nesle ultimoi vapor a 39. manleiM frswewTS
e 640, man taiga inglez. flor a 900 e 800 ra en
porgao se far abatimaoto, aasim como ae lema
outros muitoa gneros pertencentes a molbadoa
assim como ajan, efe, primeira e aeaooda sje-
te, arroz, valaa de espermacete e carnauba, azei-
te doce e rinafre, rinhoa. ae rendem por ma-
nos jo que emoalra qualquer parte a dinheiro
vlllfl,
Chapeos de palha.
O mais lindo sortimento de chapeos de Mina
das rrmaa as mais modernas de Pars, para se-
nnoras e meninas, ricos sintos ultima moda di-
tos com lagos bordados : na ra do Creano a 4
casa de J. Falque. **~r *,
I
A'STS
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36
PROGRESSIVO

DE
preto a 405,
lacas ae panno
85f e
['8obrecasacosda di o dito a 359 e
Paletota de panno preto e de co-
res a 359, 309, 25, 109,189 e
Ditos de casemira i le coras a 229,
151,129,79 el ^'
Ditos de alpaca preta golla de
velludo francecaa a
Ditos de merino setim pretos e
de corss a 9f a
Ditos de.alpaca de cores a 59 e
Ditos de alpaca prta a99,79,59 e
Ditos de brim de corea a 5i.
49500, 49 e
Ditos de brajnaota de linho bran-
co a 69,s6 S e ]
Ditos de merino de eordio preto
a 159 a
Caigas de-casemira preta de co-
rea a 129. 101,91, 79 e
Ditas 4a princezn e merino de
corflao prato a 5|, 69500 e
Sd49MO'e"'160 6de QrM *
Calcisdegangade cores a
Collete de velludo preto e de co-
res lisose bordados a 129,99 e
Ditoa da casemira preta e d. co-
res lisos^ft, bordados a 6l.
59500,51^ '
[ Ditoa de setim preto
Ditos de seda e setim branco a 6 e
Ditos de gorguro de seda pretos
e da cores a 79, 6*9, 49 e
Ditos de brim e fusilo branco a
8500,29500e
Saroulaa de brim de linho a 29 e
Ditas de algodao a 19600 e
Camisas de peito defuato branco
ede corea a 29400 e
Ditas de peito de linho a 59, 49 1
Dltaa da madapolo brancas e di
cores a 89, 29500, 29 a
Chapaos pretos de massa franca
forma da ultima moda.,* l
8J500e
49OOO Ditoade feltro a 69, 59, 4|
Jilos de aol de seda inglesas e
frao,cezesal4S, 129, llf e
Cominos de linho muito fines
novosfeitios da ultima moda a
Ditos de algodao '
Relogios de ouro patente e hor
zontal a 100$, 909, 80f o 701000
Ditos ds prsta galvanizados pa-
tente e horizontaes a 409 301000
Obras de ooro, aderecos e meios
aderegos, pulceiras, rzalas e
a neis a .
Toalhas de linho duzia 10J, 69 e
DiUs grandes psra mesa urna 39 e
309000
309000
209000
99OOO
IO9OOO
85000
89500
3J500
39500
89000
69000
49500
2^500
38000
890O0
3J500

59OOO
59OOO
59000
39OOO
292OO
19280
292OO
3*000-
18600
79OOO
29000
demScAf ^eC]alm"tfC0,lhid "O IWOO, em porcao ter abatimenlo.
nnP^afla! m d m9read0 70 "'1bf* e em barri MZ5 de 60 I>bra. .
QueijOS flameDgOS chegados oeste ultimo vapor a 3|000.
UueijOS lundnnOS omelhor que ha neste genero por serem muito frescos a 1200 a librs.
rhTh*prat0 meIhor qug S9 pode desejar moa libra e mo intir-
t n nyS80n e preto o melhor do mercado de 1#700 a 29880 a libra
Pr^nn PJ** ********* ** 2 W
rreSUntOS portuguezeS vindos do Porto de cas. particular 560 rs. por libra .inteiro a 460 rs.
SE fjaft ?&?"* M- DeC,,r' CarC>Ve,,O' C'n6eS' M'd9i" *"-* ** cb^imo
Vinn fmrnfvf0UX d6 8Uperlr qUaHdade diffrente9 marcas a 800 6 a 8"raf e da 850 109000 a duxia,
yuuu em pipa proprios para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 49800 a nada.
Z .lm,P6ri? SClhei d6 "* 9 abrCan,eS de LUboa Premida nM wPos'S5as lf. de LondrM P.ri, .
900 rs. a lata, de urna libra e a 19700 as de duas libras.
mu "S tda'um.^^ *"" ^'^ "* ^ T *"> mmM' *" Cn"te -^ *
FigOS em CaxinhaS de 4 libra muito frescos e gramdes a 200.
Peras SeCCa em eminha de 4 libras chegidas neste ultimo vapor a 39500 e 1200 a libra, afianca-se ser o melhor que pode harer nesta
genero. r
AmeixaS francez as em latas de5 libras por 49600 e 19000 por libra.
PaSSaS em caixinhas* oito libras, as melhores do mercado a 39 a 640 rs. a libra, e em caixa ds urna arroba a 99600.
Latas COm fructS da tQas s qualidades que ha ernPortugal ds 700 a 19000 a lata.
Corinthias em frascos de-1 lil a 2 libras de 19600 a 29200.
FraSCOS de amendoa confeitadascom 2 libras, proprias para mimos, por serem muito bem enfeitadas e de superior qualidade a
cada um. IL-,
GaiXas SOrtidaS com a auas, amendoas, passas figos, peras e nozes o que ha de mais proprio para mimos, de 49O00 a 59000 rs.
por eaixa de 10 a 12 libras, e 320 rs. a libra dos figos. ^m
Lata COm bolaxinha de SOda de diversas qualidades, e muito novas a 19460. e grandes de 4 a 8 libras de 2500 a 49500.
Conservas inglezas franceras oportngnezis de 600 a 800 ris o frasco.
ryil has francesas por tagnes.? a 720 rs. a lata, afianca-se serem as mais bem preparadas que tem vindo ao mercado.

MaSSas talharim, macarrao e aletria as mais novas que temos no mercado a 400 rs. a libra.

9
91000 1
49000
Castanhas e n^ies as melhores e mais novas por terem chegado neste ultimo vapor a 200 rs, a libra de noxes
caslanhas, e 160 rs. a libra.
Amendoas de casca molla Jf 400 ris slibra em porjao ter abatimento.
Azeitonas de Lisboa novas e grandes viudas pela primeira vez ao nosso mercado a 39500 a ancoreta.
Champanhe dss marcas mais acreditadas de 159 a 209000 reiao gigo de 19500 a 29 a garrafa.
Cervejas das melhores marcas a 560 rs. a garrafa e de 59 e 69000 a duzia da branea.
Cognac a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e a 109000 a duziar
Genebra de Hollanda a 600 rs. o fraseo e 69500 afrasqueirs com 41 frascos.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado portugus, hespanhol* francez de 19 a 19209 a libra.
Vinagre puro de lisbOa a 240 rs. a garrafa e 19860 a caada.
BatattS em gigos com urna arroba, as melhores que ha no mercado a 19 o gigo, e em porcao de 10 para cima a 800 rs.
SebOliaS SOltaS novas egrandes a 19 o cento e a 89o milheiro, aflanca-sanuevista da qualidade ninguem deixati
Espermacete Superior sem arara a 740 rs. a caixa e a 760 rs. a libra.
ArrOZ o melhor do marcado a 100 rs. a libra e 29700 a arroba do da India e 120 is. a libra do Marnho,
Alpista e painco o mais limpo que ha a 160 rs. a libra do alpista e 240 re. a libra do painoo. -^
Vinagre franco omelhor que tamos tido no mercado a 400 rs. a garrafa a 2f560 a caada."
Massa d6 tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a primeira vas
Araruta a melhor ajs^n^de desojar a 320 rs. a libra, e 160 rs. a libra da gomma.
Toucinho de Li f o mais novo do mercado a 320 reis a libra e arroba a 1
A Im dos sjasfl fcilsritoi encontrar o publico tudo que procurar tandete a
qualquer parte.
e a 59 a arroba da

BaV.
J
-:.._


Mi
w
ra carraot por j
. i
de ail
a urna
d,r na baca
____lia na a mala a preclosidade de
ro.pa como m.itae vexea acoo-
o p de ail Cusa cada frasquinho
rs : na rua do Queimado lojada agaia breo-
JQa das 6 por-5
iem frente do Li-
vramento.
* feita muito barata. g*
iia de paono fino sobrecasacoi, .
_JB caaemtra de cor de fuatao, ditos sjPJ
brioi de corea e braocos, ditos de ^
a, e"Ble*s de casemira pretas e da 1
l ale btlm branco edecoraa, degan- O
aleas com eeito de lioho maito *
fie algodso, chapeos de aol J
a 4$ ceda am.
#
Esponjas finas
para o rosto.
Veode-se mui Boas esponjas para rosto, a 2S
cada ama : oa ra do Queimado, loja d'aguia
braaca o. 16.
Not cnfeilese cintos
dourados.
A loja d'aguia branca acba-se recentemente
provida de ura bel' e variado aortimeolo de en-
foitps de diftereotes qualidades e gosios, os maia
liados qae oossivei encoatrar-se ; aasim como
esl igualmente bem sorhda de bonitoa cilos
dourados e prateados, seodo lisos, de listrss, e
matizados, a bem assim os de ponas cahidas,
leudo de tudo muito para aalisfazer o bom goaio
do comprador, que munido do dinheiro nao dpi-
xar de comprar : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16,
::
Na padaria de Aotooio Fmandes da Silva
Beiriz, ra dos Prea n. 42, vende-se a muito
acreditada bolaehinha iRUal a iogleta, dita de
araruia, todo o trabalho oesta casa bem como o
pao e bolacha feito das melhorea farinhas e
tijabulhado com o maior aaseio possivel, farinha
a melhor do mercado a 180 ra. a libra.
I Na ra do Imperador n. 28 vendem-se bar-
ra com cal de Lisboa, superiores bitas hambur-
guezas, as quaes tambem se alugam.
Lentilhas.
As melhorea a msts saborusas de todos oa le-
umes, muito frescas e leves para o estomago.se
reparara de todas as maoeiras e proprias para
jadiar : acharase a venda nos armazens> Pro-
gressivo e Progresista do largo do Carmo n,9e
la daa Cruzes n. 36.
c
Vender ama scrava sem menor de-
leito e achaquas, de 18 anoos de idade pouco
mais oa meos, por motivos que nao desagrada-
ra ao comprador; oa roa do Vlgario o. 8, segun-
do andar.
Enfremeios
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'agufa braaca se acha um bello sorti-
meoto de ntremelos bordados am Moa osmbraia
traeaparente, e como da eeu coatume est veo-
dendo baratamente a 19900 a pe?a da 8 varas,
teodo quanlidde bastante de cada padrio, para
vestidos ; e quera tiver dinheiro approveltar a
laa Cruzes n. 36.
al de Lisboa
Veode-se barris corneal nova de Lisboa ane-
gada hontem. no muito acreditado deposito da
ra do Brum a. 66, armszem de David Ferreira
aqBtar.
Na ras da Paz, cocheira o. 44, ha para reo-
der-seuma linda parelha de cavallos castanbos
rozilnos, ja oasioada, e alli se dir quem a vende
Legues.
Ven-lena-se lindos leques de madreperola, o
maia fioo possivel: oa loja d'aguia de ouro, ra
do Cabugi o. 1 B.
luuvas de JonvVn.
Vendem-se as verdadeiras luvas de Jouvin, ehe-
gadas por este ultimo paquete ds Europa : na
loja d'aguia de ouro, ra do Gabugi o. 1
Gollinhas
de traspso bordadas em
cambraia fina
Vendem se a 23 cada urna : na roa do Quei-
msdo, loja d'aguia branca o. 16 A obra boa e
o lempo proprio ; a ellas, (ceguezas, aotesque
se acabem.
Novos cinteiros de fitas com
pon-tas cahidas e fraojis,
a. loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor inglez os tao procurados e maito bonitos
cinteiros de Blas com ponas cabidas e franjas, e
por isso podem agora ser satisfactoriamente ser-
vidas as sen horas qae* desejavam ; elles acham-
se nicamente nadita loja d'aguia branca, ruado
Queimado o. 16.
occasiao, Duodi-lo comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agulbas imperiaes.
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca teodo em vistas sampre
vender o bom, maodou vir, a acabam de chegar
aqui (pela primeira vez) as aupeiierea agulhaa
imperiaes, com o fundo dourado e mui bem (ri-
tas, sendo para alfaiatea e cestureiras, e costa
Cada, papel 160 ra A agulba assim boa anima
e adtaola a quem cose com ella, e em regra alo
maia baratea do que aaoulras; quem as com-
prar os roa do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir aempre bem dellas.
Mui bonitas
e boas fitas brancas de chama-
lote, franjas e trancas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommeoda diversos arligoa de goato, e proprios
para enfeites de vestidos de ooivis ou convida-
das, sendo bicoa de bioad de diversas larguras,
franjas brancas e de cores, trancas brancas com
vidrilhose aero elles, cascarrithas braocas e omi-
tas oulras cores, finas e delicadas capellas bran-
cas, bonitos enfeites de flores e cachos sollos, la-
vas de pellica enfeitadas primorosamente, n.ui
booilss e boaa fitas de chamalote, e emfim mu-
tos outros objectos que a pedido do comprador
serio patentes, e vista do dioheiro nao se dei-
xari de negociar: oa loja d'aguia branca, roa
do Queimado o. 16.
Tiras
hordadas em ambos os
lados,
Vendem-se tiras de cambraia bordadas em am-
os oos lados, qae pela largura bem se pode par-
tir a meio, pan saias e outras rauitas cousas,
casta cada lira 1)200: os ra do Queimado, loja
oaguia branca o. 16.
Potassa americana.
Vende-se potassa americana muito nova e de
superior qualidade: no escriptorio de Manoel
Igoacio de Oliveira & Filho, largo do Corpo San-
19H4PE0S A GAR1B4LDL
Ra da Cadeia do Reoife, loja
n. 50, de Cunha A Silva.
Os mais moderaos chapeos a Garibaldi e chi-
ques, de palinha e feliro, mui lindos, e se ven-
dem pelo barato proco de 10 e lzj).
Paletots a Garibaldi.
Paletota de Seda a moda Garibaldi, imitando o
mais Qoiaaimo brim trancado decores, maito pro-
prios pan os bailes, testase passeios Campestres,
pelo diminuto preco de lOf.
Chapeos baratos.
Chapelioas de seda para senhora, pelo baratis-
aimo preco de 89, chapeos de seda e de merino,
bem enfeitadoa, para meninos e baptiaado a 6 e
7f, ditos de palha e seda para senhora a lg, di-
tos de seda de cores, copa baixa, para homem a
6f, ditos de casemira lie cores, pelo diminuto
prego de IJJ600, chapeoa de castor 'blanco aem
pello, bonitas formas a 128. bonels franceses de
panno para meninos a 500 e 3).
Guardanapos e toalhas.
D'izia de guardaaapos para mesa a jj e 2JJ100,
toalhas para mesa de li4,i [2 e 2 varis a SOOO,
1|H0 e 29. ^^
Vestuarios para meninos,
de fuito, eofeitados, a 8S. baldes para senhora
a 3JJ50, bonitos vestidos de phautesiai pelo bara-
to prego de 12J, aloalhado de lioho adamascado
cora18 palmos de largura a 2g240 a vira, mantea
de fil branco. manteletes, leques de diversas
qualidades, gollinhas. manguitos, seaas de qua-
driohos, e oulras multas fazeodas que se ven-
dem por barato prego na referida loja cima.
Vndese dotrt globos em meio uso,
um Celeste e outro terrestre, propridl
para bem se prender geogra pitia. Us
exudantes que os pretenderem podem
dingir-se a livraria universal de Guima-
r3es& Oliveira, na ra do Imperador.
Tiras bordadas.
Vende-se fioissimsa liras bordadae a 2f e 2J500
a pega, babados fraocezes muito finos com
bordados muito lindoss 2g, 2950Q3| jo 4$500 a
pega : oa res do Queimado loja de midUexaa da
boa fama o. 35.
Agulhas francezas
Vende-se agulbaa francezas de fundo dourados
das melhores que tem vindo ao mercado a 160
ra. o papel, cartelras de msrroquim com agulhas
sortiaaa e todas oe maito boa qualidade a I9
cada urna, ditaa de papel douradosV. com muito
bom sortimento a 320 rs., caixinhea com 100
agulhas sortidas muite boss a 2u0 e 280 rs. ca-
da ama : oa ra do Queimado loja de miudezas
da boa fama o. 35.
Para padaria. *
Na ra Direita o. 84, veodem-se por cosamo-
do prego bous syliodros americano! loramente
chegados.
Veodem-se beatas mansas de roda, bois
mansos para carro, quarlos, carros: quem pre-
cisar de algum destes objectos, pode dirigir-se ao
eogenho S. Jos, freguezia da Luz, distante des-
la cidsde 5 legoas.
Fitas de chamalo-
te muito boas e
bonitas.
k RUA 30 QUEIMADO M?A6
P/H7hGEANDE20KTIMENTo
^DASEROUPKSf7
Sortimento completo de sobreeasseos de piono a 25), 28, 80 e 35, caaacos muito bem
taitas a 25|, 2Sf, 30ge35f, paletota acaaacadoade panno prelode 16 at 15, ditos de casemira
de cor a 15, 18J e 20f. paietots saceos de panno e casemira de 8 al 14, ditoa aaccos de alpaca
merm a la da 4 at6, sobre de alpaca e merino da 7al 10, calesa prelaa de casemira de
1 d'airuli branca cafa e ree ser nelriTaJ8* I4' dIlo e c.rae7* al 10L roupaa para menino de todoa oa tamaohoa. grande sorti-
pot io le 8su. encomienda dVSu b!Sta aS T d "T* de {? CT wiID Vl?"' p,leloU e colleUs- "tlmeoto de collet.a pretoa de
i/.. a... h!k 1 .1 t)0D,i88 e i setim. asemlra e velludo de 4 a 91, d toa para caaameolo a 5 e 61 naletots bra neos de bra-
'. ...Jl a a2 K e epar.Dc"toe. T.VoVetc'' ?"** '*' e,,sV '* -fin V r.nde^rUmVo^5e fsend.Vfln.\ mi
A\V. de vestidos par. caaamentose bailes, aasim como ,inho e algodao, chapeos de sol de seda, luvas de seda de Jouvio para homem esenh?a Te!
para l.cos de bouquetes. cioteiros de criaoc.s e mo, uma grode l.Drica de alfai.te onde recebemos ancommedaa "2 grand?, abrae aue Jar.
mu la. oulras diversas cous.se como de eu 1?M esl sendo sdmioistrada por um hbil mestre de samelhUesrtreumo'.S
ro, dirigir-se a rus do Queimado loja d'aguia j
branca n. 16, ser bem aervido. {----------------------'------------------------------------------------------------~_____________________
Para acabar.
jNa ra do Queimado n. 10j
{loja de 4 portas.
Veode-se chapelioas de seda para se-
nhora a 8.
Orgsndya padrSes os mais moderaos a
600rs. a vara.
Sedinbas de qaadrinhoa a 800 ra. o co-
vado. t
Casacas de paono preto maito fino a
20aoo. v
Manteletes pretos a 15 e 20.
Riquissimos vestidos de seda de cores
e pretos o mais moderno que tem appa-
recido e por baratissimo prego.
N. 20Ra da ImperatrizN. 20
O barateiro Duarte acaba de receber novo sortimento de faseodas que retalha seodo a di-
oheiro aos seguiotes pregoscomo aajam : cassas brdalas proprias para eortioados, babadoa ou
mosqueteiros a 1|600 s pega, cambraia grossa com 8 varas cada peca ptima fazeoda para peneiras
mosqueteiros. saias e forro de vestidos a 1600, mussalinas largas das seguiotes cores verde azul'
preta. roa, encamada e branca a 200 rs. o covado, cortes de riqaissimas los eacaras com babados
contando cada um corte24 covados a 10 o corte, velludo da aeda das segaintes cores ciozenlo
verde, azul e preto, excellente fazeoda para vestidos de seohora e roupioha de criangas pelo baix
prego de 2600o covado, cortea de cambraia fina com salpicas miudinbos a 5, tiras bordadas e n-
tremelos IJ a pega, gollinhas bordadas muito finas a 1, chitas com algum toque de mofo a 16n
rs. o covado, peitos para camisas brancos e de cores a 160 ra.
Potassa daRussia.
Veode-se potassa da Russia da mais nova e
superior qae h. no mercado e a prego muito
cammodo: no escriptorio r>e Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
As verdadeiras luvas de
Jodvd.
Acabam de ebegar pelo ultimo vapor para a
loja d'aguia branca, na roa do Queimado o. 16,
seodo de todaa as cores.
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, est veodeodo
tudo muito barato para apurar dioheiro, pois o
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que presentemente mais precisa.
Groia de penosa de ac de diversos mo-
dellos s................................
Canas com agulhas francezas a..........
Caixaacom alfiaetea a..................
Calxas com apparelhos para meninos....
Ditas com alto para grandes a..........
Baraloos portuguezesa............120 e
Grota de botea de osso para caiga, pa-
queos, a..............................
Taaouraa para unha muito finas a......
Ditas para coatura a....................
Baralhoa fraocezes muito finos a........
Agulheiroa com agulbaa a..............-
Caivetes de 1 folha muito finos a 80 e
Pegas de traoga de lia com 10 varas a..
Pegas de franja de lia cora 10 varas a..
Pares de sapatos de tranga a............
Crias de alfloeles fraocezes a..........
Escovaa para limpar denles a 200 e....
Hassos com grampos muito fiaos a....
Carles com clcheles com algum de-
feito a............;..................
Ditos de ditos de superior qualidade a
Didaea de ago para seohora a............
Rialejoa com duaa vozea a..............
Ditos com 4 voies a....................
Bufiadores para vestidos, seodo muito
grandes a..............................
Caiaa com clchales franezes a........
Canas de alfloetes para armac&o a......
Charutelras muito finas a................
Tin te i ros de vidro com tinta a.........',
Drtoa de barro com linU superior a....
Atea preta muito fina, jpr*............
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O- n "* *&
lii = "
2* -o-
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3
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sem segundo.
Roa do Queimado n. 65, defronte do sobrado
novo, esti dispoato a vender ludo por procos que
a todos adaiiram, aasim comoseja :
Fraacoa com aguado Lavando muito su-
perlor e graodssj a....................
Duna de saboneta muito finos a......
Sabooetea muito finos a................
Ditos ditos muito grandea a...........'.
Fraacoa com ebeiro muito fios a......
Garrafas com agua celeste superior a .'.
Frascos com baaha muito fina a........
Ditos com dita 4a urso a.............."".
Fraacoa de oleo Ve babosa a............
Ditos de dito muito fiaos a SlOe.....'.
Ditos com baoha transparente a........
Ditoa com superior agua de colonia a.!i
Ditoa ditoa fraacoa grandes a............
Ditos de mscag e oe oleo s............
Ltoba blanca do gas a 10 ra. Usa por
douse s..............................
Lioha em cartio de Pedro V com 200
j"das a .........................
Dita com 50 jardaa a....................
Duzia de meiaa cruaa m.itu encorpada's'
Oita de dilsa multo superiores a......
Ditaa de ditas brsocas psra aenbora a.."/.
Bicoa da largura de 3 dedos, vara a..."..
Groza de botea de louga a............\[
Carriteia de linha com 100 jardas a...!'.
Duzia de phosphoros do gaz s.......',',]',
Dita de ditoa de vela muito superiors'
Pegaa de fita para cs de todaa as larguras
Frarijas de linbo para toaibaa (vara
Fuoileiro e vidraceiro.
i
Grande e nova officina.
Tres portas.
I 31Ra Direita31.
Nesle rico e bem montado estabelecimenlo en-
conlraraooafreguezeao maia perfeito, bem aca-
bado e barato no aeu genero.
URNAS de todaa aa qualidades.
SANTUARIOS querivslisam comojacarandi.
BANHEIRuSde lodosos taannos.
SEMICUPUS dem idem.
BALDES idem idem.
fiACIAS idem dem.
BAI1US idem idem.
FOLHA em caixas de todaa aa groaauraa.
PRATOS imitando em perfeigao a boa porcel-
lana.
CUALEIRAS de todas aa qualidades.
PANBLLAS idem idem.
COCOS. CANDIE1R0S e fiandres para q.al-
quer soriimento.
V1DHOS em caixas e a retalbo de todos os ta-
mandando-ae manhos, botar dentro da cidade,
em toda a parte.-
Recebem-se encommendas de qualqaer natu-
reza, coacertos, que tudo ser desempenbado a
contento.
SABA.
Joaquina Francisco da Helio Santoa aviaa aoa
saus freguezes desta praga e oade fra, q.e tem
exposto venda sabode a.afabricadenominada
Recitenoirmazem doaSra. Travassos J.oior
& C, na roa do Amorim n .58; maasa amarella,
caatanha,preta a outras qualidadea por menor
prego q.e de o.traatabricaa. No mesmo arma-
bem ten feito o aeu depoaito der.Uadecarna.-
lasimplessam mistura algama, como as de
composigao.
Lindas flores.
Na loja d'aguia da ouro, ra doCabog n. 1 B,
receberam de aua proprla eocommenda um com-
pleto aortimento de flores, o mais fioo que pos
sivel eucon trar,proprias para enfeites de cabegaou
vestido, couaa muito chique, que ao vende por
prego que admira, aendo a 800 e 1 o cacho.
200 Mijangasiniudas de todas
as cores.
A loja d'agaia braoca acaba da receber easss
procuradas migaogas miudas que servem psra
pulceiraa e oulraa cousas, e por isso aviaa aa
peaaoaa que ellas esperavam e aa que novameote
quizerem comprar que muoidos de 500 ris com-
prario um masao muito maior do que os aotigos,
Isso somente oa loja d'aguia branca, roa do Quei-
mado n. 16.
Gravitas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado o. 22,
aa encontrar um completo aorlimeoto de grva-
las de seda pretaa e de cores, que se vendem por
pregos baratiasimos, como sejam: estreitinbas
pretaa e de lindas coreara 1, ditaa com pootaa
largas a 1500, ditaa pretas bordadas a 1600. di-
taa pretas para duas voltaa a 2|; na mencionada
loja da boa f, na ra do Queimado o. 22.
Vende-se a taberna da roa do Imperador
n. 2, a dioheiro ou,a prazo : quem preteoder,
e.tenda-se com Joio Simoes Pimeota, na ra
daa Cruzea n. 1, ou oa mesma taberna.
500
120
60
240
500
200
120
400
400
320
80
160
200
800
180
100
400
40
20
40
100
100
80
40
80
1000
160
110
120
800
500
160
200
500
1&0OU
40
600
240
500
908
400
600
lt
20
60
20
1400
4*500
Siooo
120
160
30
240
'240
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
Vende-se na roa de Apollo n. 20. armszem de
Amerm Aflon'so & C.
Leu^o bvameos muito
unos.
Veodem-ae lancea braocos maito fiaos, pelo
dimioulo preco de 24O0 a duzia, grande pe-
chincha : na loja da boa f, na r.a do Queimado
numero 22.
Caivetes fbtos paraabrir
latas.
Chefbu aova remana' desses preciosos cani-
vetea flxos para abrir latas de sardinas, doce,
bolacbiohss etc.k etc. Agora pela feata cmese
320 malte dessss cousas e por isso necesssri'o tei
80 ua desses caivetes cujo importe 1, compran-
FUNDIDO LOW-lOliK
Rua daSenzaila Nova n.42.
Ueste astabalaciman to continua a haver ni
sompleto s or ti ai n t o demoen da semeias moen-
d"s paraangenho,machinas da vapor alaixsi
ie(erra batido e coado,da todos ostamanhoi
para dito,
REMEDIO tNCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Milhares de individuos de todas as nacSos
podem tastemanhar as virtudes desteremedio
ineomparaveleprovaremcaso necessario.que
pelo uso que delle fizeram tem seueorpot
membrosinteira mete saos depoif de haver em-
pregadoinuttlmente outrostratamentos. Cadi
pessoa poder-se-haconvencer dessascuras ma-
ravilhosas pala I eitura des peridicos, quelh'ai
relatara lodos os das ha muitos -annos; a a
maior parte dellas sao tao sor prndenles qui
admirara os medios mais celebres. Quantas
pessoasrecobraram com esta soberano remedie
o uso de seus bracos e pernas, depois dedar
permanecido longo tempo nos hospiues.otae
deviam soffrer a ampuiagio 1 Dallas ha mui-
casqueaavendodeixdoasses, asyios depada-
timemos, parase nao submeterem aessaope-
rajo dolorosa foram curadas completamente,
mediana o uso dessepreeioso remedio. AU
gumas das taes pessoa na enf usa o de sen reco-
nbecimentodeclararam estes resultados benefl-
eosdiante do lord eorragedor a outros magis-
trados, afimda mais autenticares) sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara deestado desande ss
tivessebastante confianza para encinar esta re*
medio constantemuiteaaguindo algum tempo o
tratamento que nacessiassa a natureza do mal,
cujo resuludo sera provarincontestavelmente.
Qufiludo cura.
O ungento hentil, mala partleo-
> nos segnintes casos.
lnflammago da)bexiga
Venie-e* coafroBta o portio da fortaleza dsa
Ooeo Ponas oeeg.i.le : derroca, para aol, al-
as para ca-alloa para ag.a. earcinho para traba
laar aa alfandega, ditoa de me, rodea para a.
rogas e carnnhoa, eixos, torradores da caf coas
fogo, bocea, de torno, baodeiras, ferroa da ve4-
tas de todas as qualidade*. dobradiga. da ek.a-
bar de todoa os tamaohoa, techadoras d. torrla*,
ferrolho d. chapas, farro de esabatir d. todoa as
tamaohoa, e portio de torre.
Yende-ae ama negrinha d. oito aoaee i
idada : no pateo do Cirmo n. 5, priaeiro andar:
Aos Srs. consumi-
dores d gaz.
No caes do Ramos, armazem ns. 18 e
36, erua do Trapiche n. 8, te vende gaz
em latas de cinco gallo, a 140000 r$.
6 tambem a retalho.
Vende se a metade do terreno que
existe nobecco doFerretro freguezia da
Boa-Vista delta cidade, o quil terreno
tem apenas um telbeiro e olferece bom
local para ediicacao: na rua do Impe-
rador n. 54, prmeivo andar para
tratar.
Mantas de retroz.
Vendem-se mantas de retrox par. gravataa a
00 rs. : na rua do Queimado n. 12, a. lela da
boa f.
Opiata ingleza
para dentes.
Est finalmente remediada a falla que aa aea-
tia deasa apreciavel opiata ioglesa tao provtito-
aa e necessaria para oa dentea, iaao porq.a a to-
ja d'aguia branca acaba de recebe-la de ana en-
coanmenda, e continua a vende-la a l50t re. a
csixa ; quem qoizer conservar seos denla, per-
feitos 6 prevenir-se mandando-a comprar eaa
dita loja d'agaia branca, roa do Queimado a. 1.
NOVA
exposico de can-
dieiros econ-
micos.
O proprietario deate novo estabelecimeato avi-
sa ao publico e a todoa os consumidores, qae tem
recebido um grande soitimeolo de eandfeira. da
novo aaodello, riquissimos para ornar aalae.
esmaltados de diversidades*1^, coree, djaad. o
maia rico at o maia ordinario, assim cano asa
grande sortimento de gai de primeire qualidade,
pelo prego maia barato que ae pode encontrar ;
assim como tambem meiaa latas, eas garrafas:
ba rae Nova n. 24, loja do Vianoa.
Potassa da Russia.
Vende-se em casa de N. O Bieber &
G., successores, rua da Cruz n. 4*
Metas para senhoTm.
Vendem-se supeiioree meiaa para senhora pa-
toja
Alporcas
Gaimbras
Callos. ^
Aneares.
Cortaduras
Dores de cabera;
das costas,
dos mambros.
Enfermidades da eulis
em garal.
Ditas de snus.
Erupges escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacdes.
Inflammagao do figado.
Vende-se este ungento no estabelecinMND
geral de Londres n. 144, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas da sua venda em (oda
America do sul, Havana a Hespanha.
Vende-se a 800 rs., dada boeetinha^ontm
[urna instruc^o em portoguex para efplicar o
modo de faxar uso dasto ungento.
O deposito geral em eau do Sr. Sonm,
pharmaceutico, na rua de Crux n. 22, em
Pernambaao.
da matrii
Lepra.
Hales das pamas.
dos paitos.
de olhos.
Mordeduras da reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas,
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, em qualqaer
pane que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
da figado.
das articulaces.
Veias torcidas ou
das as pernas,
no-
icos daa llnaa por todo o prego, por pedido Ho-se na rua do Queimado loja da aguia braoca
qae teoho do fabricante para acabar, por isso
oo s. olba o que cuslou, a sim o que d.
Rua da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimeato vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. idem
de Low Moor libra a 120rs.
o. 1, nica parte onde oa ha.
Arado s americano se machina-
Cralava roupa tem casa deS.P. Jos
ton 4 G. rua daiinzala n.4S.
Feijo de corda.
No armases de Tasaa Irmloe, rua la Amorim
namaro 8,
Vendase
sxeitede dend oa palma, dito de amendoim que
serve pa%luzes e machinas, maia barato do que
em qoilauer ouira parte; na rea da Vlgario o.
19, primeiro andar.
Superior rap de"lisboa em
frascos.
Vende-se superior rap princesa Brasil em fraa-
coa, chegado ao ultimo vapor loglex eTjrne ; aa
luja da boa f, rua do Queimado a. 9a.
Vanda-se uma boa armadlo illuminida a
gis, iaasjsa a. 64 de rua Direita desta cidade: a
r as> ataema raa a. 67.
lo baratissimo pre^o de 8840 a doxia ,
da boa f, na rua do Queimado n. SS.
H otW ^a ^^9 s^btw arW *W ^^^m stMvMfV
| 4 loja da bandeira
tem para vender de boa
qualidade folha, estanho-
H e bacas de
senecupa prego favorito.
Nova loja Ue funileiro daj
rua da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseea participa a
todos os seus freg.ezes tanto da praca
cmodo mato.ejuntamente aorespeita-
velpublico.quetomou a deliberado de
baixaro pre^o de todas aisaaa obras,por
cujo motivo tem para vender am grande
sortimento de bsns bacas, tudo de
differentea tamaohoae dediversaa eores
am pintaras, e juntamente.m grande
sortimento dediveresa obrsa.conteDdo
banheiros egamelaacompridaa,grandes
epeq.enaa, machinaa psra caf ccane-
cas para condnxir agua grandes e peque-
as, islas grandes psra conservar fari-
nha e regadoreaao aso da Europa, ditoa
grandea e pequeos ao uso do Braail .
camaade vento, lataa de arroba e If,
babsgrandei a 4| peqaenoaaCOO
re., bacia grandea a 5 e pequea e
800 rs. .cocos de asa a 1S a doxia re-
gadorea regulares maito barato, ditoa
pequeos s 400 rs., de todos estes objec-
tos ba pintados e em branco e lodo mais
se vende pelo menos prego possivel: a.
loja ds bandeira da raa da Crux do Ba-
saiV *7'
Relogios.
Vends-is emeasa da Jobnston Paier & C.;
rua do Vigario n. 3 om bello sortim.ato ae
relogiosdeouro,patente ingles, deam dos maia
afamados fabricantes da Liverpool; tambem
nata variedade da bonitos traneelin para ot
mesaos.
Plvora.
Teode-se plvora de superior q.alidada o
chumbo de manicio por menoa do que en o.tr.
qualquer parte; tratar no escriptorio de A.talo
Cesario Moreira Dias, no Forte do Halla, raa da
Hoeda n. 57.
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F na raa do Queimado a. 8S,
aempre se encontrarlo aa verdadeiras lavas d.
Jouvin tanto para homem como par. acabara,
advertindo-se qae para aquelleo ha da aa.iU
lindas corea, na mencionada loja da Boa F aa
raa do Queimado n. 82.
Baoha fina
em copos grandes.
A' loja d'aguia branca avisa a sea boa fregoe-
xia que chegada a apreciavel barba fina as co-
pos randas, e contina a vende-la mata barato
do qae em ouira qualquer parte : na rua do Qaei-
mado loja d'agaia branca n. 16. "
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
Na bem eonbeeidoe acreditad d apa si
daCedeiadoBacttea. 1S. aaa______________
dftiltr potassa da !
da, ti lisf
q.alqaerpi
a a a sssssssssssssj

rparta.


.
;!"
>
i
I
rato sano
l
Francisco Fernandes Duarte
largo da Penlia
Conliaua-se a vender oeste armazem de molhados
os
melhores gneros qae Tem 10 mercido. e por muito menoi preco do que em outrs quilquer parte,
para o qiie recebo o proprietario en todos os vapores da Europa, maior parto de seus gneros,
acolhidoi por pesaoas encarregadas, para este fim ; por taso noramente participa aosseas fregueses,
oni s sos 8rs. da praga como de engenhos e lavardores, que queiram seguir em progresso, que
lo deiiem ao menos de comprar primeira vez suas encommendas, certo do que ho de gostsr,
para o que alo se poupario os proprietarios. em prestar toda attencio, o mesmo em serviros por-
tadores menos pralioos, to bem como so visssem os Srs. peasoalmenle; e abaixo mensiontmos
os pregoi de signos gneros, por onde se pode julgtr que rendemos baratissimo.
Hamlelga \Hgiexa mal, g0perior qBe ha no mercado 1800 ra e 1#000 a libra em
barril se far abatimento.
llUtolga trncela multo ora a 640 n. a libra e em barril a 600 ra.
CM tola, uygson e pteto 08 MiU iaperlore8 d0 Bercad0 ^ ^
o 19600 ra a libra e aflanga-se a boa qualidade.
Quecos doreimoehegad0,nttt, mlllBOTapo
29600.
Majaes
>r a 2J800, ditos do vapor pasiado
mal. aira-que ba no mercado a 480 ra. a libra
as melhores que ae pode desojar a 40 e 120 rs. cada urna.
rexuuto raglez propri08 p, fltmbre, 900 ri 1b em So se Ur ibali.
meato.
to da reino 0 que ht d# bom neite 0 480 rg llbrt lnleiro
4*0 ra.
i novas em gig0$ de umaarr0Da a ly cada um.
o melhor petisco que pode haver por estar prompto a toda a hora a 15 a libra.
T oueiutio do Teiao .860 ,,..,lbr. e r.b. .91500
Caonfkas e palos muit0 n0T0,, 7ao k Iibr,
Banna da porco refinada a
I e em barril a 440 ra.
\Xait0^aS militO llOVaS 3S000 ra. a .acor.,.. g.rr.f. C40 r..
Latas eo boVaxinna da soda eonlendo dlfferentei qualIdade8 a 1|M0 e
,em porgSo ae far abatimento.
. ai n lo mercado em latas de ama libra por 900 rs., ditas de
duaa ditas por 19700.
narmeatla imperial d0 a[amad0 Abreu e d80ntr08 mBil0, fabric.ntes de Lisboa
^ a 19 a libra, em latas de 2 libres por 19800.
. raneezaS meihore. que se podo d.sejar em meias latas por 500 ra.,
J portugueza me lataa eoleiras a 640 rs.
ia\a iraneai e hespanhol ehegsdo neite ultimo vapor a 1J200 a libra.
i assas propti,, para podm a gQ0 r8t a libro>
perene em ,ata| de 2 ,lbra| elegantemente entenadas a 1$200 cada urna.
Spt Sel 8operior de 4, 5 e 6 em libra a 760 rs. e em cala a 740 rs.
M tjS! f eXC C?l PSt* d" melh0re q",ld8deS q* ba em P0Ilu>, a
\mandaas concitadas. lf. llbra, dita8 eB mlolo X, ,.., a 4$u rs*
Noics e eastanhas piladag muit0 D0Tal, 160rs, llbri.
ircilliliia para 80pa a o4u r| UDra e eni cminnaf ae 6 a 8 nbras se tara aoatimemo.
Aletria, maearrao a taWitrim
aevaoinna francm muUo n0Ta a 40 r, a llbra.
FarinW do lMLarannaoinBUoalTaeehero8aaleor..
tXOmma fle engommar, o que se p Je deaejar por ser muitp aira a 100 rs. a libra.
a.l|>lslo\ ,(! novoelimpoa 160 rs. a libra e em porcSo se far abatimento.
J vS o respeitavel publico, que afiaogando-ae a boa qualidade dos gneros aeima mencio-
nados, se rende mullo barato, e pelos quaes s. poder julgar todos os demsis que nao foram an-
nuociados.
A3OO0.
Chapeos de palhtaha Ana miniadas Sara me-
ninas ; na roa do Crespo o. 10.
Aoi tabaquistas.
Vendem-ae superiores lengof; raacezea a iml-
lacao doa de lioho, muito pronften. para os taba-
ulslas por serem de core. esotros fizas, pelo
aratissimo prego de 5 e 6f a duzia : na ra do
Quaimado o. 12. na bem conhecida laja da boa f.
Fil Uso e tarlatana.
Vaado-.e .uperior fil liao e tarlatana branca
e de corea, peto baratissimo proco de 800 ra. a
?ara ; na bem conhecida loja da boa f, na roa
do Queimado n. 28.
Toalhas para maos.
Vandem-se muito boa. toalhaa para maos pelo
barato prego de5j> a duzla ; rja roa do Queima-
do n. 22, na laja da boa f.
Ricos enf eites.
Veodem-se ricos a superiores eof.ites os mais
moderos que ba, pretos e de cores, pelo bara-
tissimo prego de 6 o 6*500 : na loja da boa ,
na ra do Queimado n. 22.
Carabraias de cores.
Vendem-ae cambraiaa francezas de lindas co-
res, pelo baratissimo prego de 280 o covado ; na
ra do Queimado n. 22, na bem conhecida loja
da boa f.
Cambraias franceza* finissimas.
Superiores cambraiaa francezsa mallo finas, de
muito bonitos padrees, pelo barato prego de 700
rs. a vara^: na loja da boa f, na ra do Queima-
do n. 22. '
Cambraia Usa.
Vende-se cambraia lisa transparente multo fi-
na, pelo barato prego de 4 e 51 a pega eom 8 1)2
raras, dita tapada muito superior, pega d. 10
raras a 6$ : na ra do Queimado n: 28, na loja
da boa f.
Bramante e atoalnda de
\inno.
Vende-se superior brsmsnte de paro Hnho eom
duss Taras de largura a 10400 a Tara, assim como
stoalhado adamascado tambem de poro lioho,
eom 8 palmos de largura a 20500 a Tara : na bem
conhecida loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 82.
Caries de calcju
Vendem-s. cortes de caiga de meia caaamira
de cores escuras a 2$ cada corte ; na loja da boa
f, na ra do Queimado n. 28.
Port bouqoeis,
Dourados eom cabos dema-
dreperola.
Ch.g.r.m opportunamente para a loja d'sgaia
branca oa bonitos port bouquots dourados e es-
maltados, eom caboa de madreperola, conforme
aua propria encommenda, Ocsndo assim remedia-
da a falta que baria desaea port bouquets de gos-
to, os quaes chegaram bem a tempo para os di-
versos cassmentos e bsiles que se contis nesses
das, por isso ss pessoas que por elles espera vam
e aa que de ooto os quizerem comprar dirigi-
rem-se munidos de dinbeiro loja d'aguia bran-
ca, ra do Queimado a. 16, quo encontrarlo obra
da bom goato, barateza, agrado o ainceridade.
de cambraieta.
Vendem-ae superiores saiaa de cambraieta mui-
to fina, eom 4 pannos, pelo diminuto prego de
53; a ellas, que ao muito baratas: na ra do
Queimado n, 22, na bem conhecida loja da boa f
a 400 rs. a libra e em eaixa a 99.
Paletots
brancos.
Vendem-ae superiores psletots de brim brsnco
da puro lioho, pelo baratissimo prego de 5$ : na
ra do Queimado n. 22, na bem conhecida loja
da boa f.
Delicadas escovas
cabos de marfim e madre-
perola, para limpar
dentes.
Na Terdadeuma escora para limpar peo tes
sempre necessaria em qualquer toucador, e eom
especialidsde no da senhora que presa o asieio,
e para que elle aeja perfeito mandar comprar
ana dessas escoras da cabo de marfim ou ma-
dreperola que custsm 2> e 3j rs., na loja d'aguia
branca, na ra ra do Queimado n. 16.
Navalhas d'acjo
eom cabo de marfim.
Vende-se na toja d'aguia branca mui finaana-
ralbas d'ago refinado eom cabo, do msrflm, a
para assegurar-se a bondade dellaa basts dizer-
ae que sao dios afamados e acreditados fabrican-
tes Rodgers & C, custa cada eatojo da duaa Da-
Tainas 80000: na ra do Queimalo, loja d'aguia
branca, o. 116.
Entre-meios bordados em
cambraia transparente.
Na loja da aguia branca rende-as ntremelo,
bordados em fina cambraia transparente a 10
Sega de 3 raras, prego esta porque s se scha
ita loja da aguia branca rus do Queimado
Bonecas bonitas
eom rosto, e meia pernade
porcelana.
Vende-se mui bonitas bonecas eom rosto, e
meia perna de porcellana aos baratissiraos precos
de 240,360,500,560. 640,720, 800 e 10000: isso
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Grande
Superiores paletots de panno preto muito fino,
obra muito bem feits, pelo baratissimo prego de
200 ; na ra do Queimado o. 22, na bem conhe-
cida loja da boa f.
lotooo.
45 RuaDireita 45
Ougam!.. Ougaml..
O Irssle indispenssTel ao homem ciriliaado
sem contradigo Rspalo I B" elle tao necessa-
no como o pie ao estomago. Tolera-aa m
chapeo jaca ; urna casaca de ajuatar taboado ;
um vestido desbotado; mss o sapato acalcanha-
do e rodo, a botina sem lustra a j descosida
urna indecencia, um insulto ao orgao ritual de
um chriaiao. E' por tao gravea oonaideragdea
Ia* proprielsrio deste estabelecimento.
acabando de receber um magnifico sortimento,
roga aoa seus fregueies sa apreasem em renovar
o calcado reino Tito estar-nos na fasta ;
vejam:
Homem.
M1LIES (chagra privilegiado) frescos co-
rao a agua do Prata......14000
B(RZEGUINSinteirigos (Rocthlld) 90500
diversos fabricantes. 88000
0 .** lus,ro Pechincha. 58500
Sapatoee de Nantea, vaqueta da luatra
biteria...
Ditos Nantes bateria*. ". '. !





ioglezea.........
Nantes meninoa. ....
luatro (sola e vira.....
(urna sola).....
de tranga portuguea.
franceza. ;
Senhoras.
BOTINAS.'gaspa alta e lago inglezes de
duragao iocalculavel. .
> francetas (lago).....:
aemlago. .' .
gaapa baiza.......
outroa (32, 33 a 34). ; .
de menina (Joly).....
Sapatos (Joly) eom salto......
* ( ) aem sallo......
aPete.........
lustre (32. 33, 84).....
. econmicos para casa. .
Alem disso um variado a abundante
60000
50500
50000
40500
30500
50200
31000
88000
10500
IfOM
58500
55OOO
48800
41500
40500
30800
MOGO
800
800
500
. eorti-
mento de tudo o que n.cessario a aapateiro pa-
ra ezecutar qualciuer obra.
!-
J Loja amarella n. 23,
Sortimento de fazendas modernas.
2 Vestidos de blonde.
aj Ricos vestidos para casamento eom
9 manta, cspella.saia de aetim e maia per- 2
0 tences. 9
# Vestidos de cambraia.
Superiores rostidos de cambraia borda- 9
dous babados, pafoa e sy

42
E' na ra do Queimado n. 89 loja de quatro
portas que ae rende oa melhores chapeos de se-
da de formas maia modernas e bom goato.
AttencaO
Adveriese que de
pegas psra vellidos.
cada padrio tem bastsi
Vendem-se os engenhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na frguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nto e poucas obras, jWm
safreja quatro mil pes, 0 se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil peg:
quem pretende-los dirijHSc
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra eom quem tratar.
Nova california
DE
Fazendas baratas.
*Na rna daImperatriz n. 48, jnnto a
padaria franceza.
Corte, de cambraia branca eom babadl-
* nhos 40 e 40500 superior 50, cambraia 11-
9 za eom 8 1\2 vara 3, 30500, 40, ditas de
" Escossia 50, e 60, ricos enfeites para se-
nhora 60 e 65500, sintos os mais delicados
para aenhora 20500,30, ehapelina para cri-
anga gosto ingles 30500,40, para baptisado
30, corles de vestido de seda Escosseza de
bonitos gosto 120 estao se acabando, ri-
cos lengos de labyriotbo 10, lf200. chapeo
de aol para senhora da bonitas cores, Usos
50, cabo de marfim 50500, cortes de cam-
braia brancos eom flor de seda 50. riaca-
do francs 200 ria o corado, completos
toa de baldes da arcos 80, sortl-
e meiaj paca menino e menina
ria o par. chales de tarlatana
(O. brsnco eom bar-
ras 160 ris chitas ingleiM a 180 e 200 ra.
dita (ranaaxa a 240 80 rs. o corado
pegas de esmacaia i tforro eom 9 vara
s
:
N. 43 RnadoAmorim K. 43.
Ameixaa novas o melbor quo se pode encontrar,
pelo barato prego de 12J calas eom 1 arroba e
16 iibraa: esli se acabando.
Ruada SezalaNoTan.42
Vende-se sm casada S. E.Jonhston dC,
allinsa Jilhesnglezes.candseiross castigsst
bronzaados,lonas nglaxes, fio devela,ehicou
paracarros, amoniaria.arraioipara earroda
na alona cvalos ralogio sda onro patenta
Dflez.
Vende-se urna olaria na eamboa dos Re-
medios, eom terrenos proprios e barro para toda
qualidade de obrss : a tratar na ra do Gabugi
o. 1 D. loja de o un ves.
STSTE HA MEDICO HODELLOWAY
PILLASHOLLWOTA.
Este inestiraavel especifico, composto inteira-
mente de hervas mediciaaes, nao contm mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais teora infancia, e a compleigo mais
delicada, igualmente prompto e seguro para
desaneigar o mal na compleic,o mais robusta;
enteramente innocente em suas operagoese ef-
feitos; pois busca e remove as doengas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e leazos
que sejam.
Entre militares de pessoas curadas eom este
remedio, muilas que j estavam a portas da
morle, preservando em seu uso conseguirn)
recobrar a saude e forgss, depois de haver tenta-
do inultiraente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se a des-
esperagao; fagam um complante ensaio dos
effieazes effeitos desla assombrosa medicina, e
prestes reeuperaro o beneficio da sande.
Nao se perca tempo em tomar esta remedio
para qualquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. iFebrelo da especie.
Alporcas.
dos de urna aaia,
babadinhos.
Capas compridas.
Modernas capas compridas de gorgurao
preto e manteletes.
Sedas e moreantique.
Linda* sedas, moreantique de quadri-
nho de botos padrdes.
Chapeos e enfeites.
Notos chapeos de palha enfeitados eom
plumas, lindos enfeites para cabega.
Fazendas de luto.
Completo sortimento do fazendas pre-
tas proprias para luto.
Variedade.
Manguitos, gollinhas, pentes, loques,
espartilhos, sintos, maias largas, camisas
para senhora e menino, enfeites de cabe-
ca, chales de touquim, fil, tarlatana, toa.
lhaa de lioho para mesa, chitas finas de
novos padrdes : na ra da Cadeia loja
amarella confronte ao becco largo de
_Gurgel 4 Perdigo.
Ceradt'camauuadepri-
meira qualidade.
Vende-se em porglo e a retalho da orna sacca
psra cima, e por commodo prego: na raa da Ma-
dre da Dos confronte a botica a. 80.
Vende-ae um escraro eom idade de 24 an-
no. por 3000 por ter urna fstula em urna perna :
a pessoa qae quizer, dirija-se a ra Diraita n. 14.
Leite virginal
infallivel remedio para
sardas e panos.
O leite virginal ji bem conhecido como reme-
dio infallivel para sardas pannoa, vende-se a
2| rs. o frssco na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta Toja por eslsr constantemente a receber
perfumaras finas de suas propriaa encommendas,
bem se pode dizer que est constituida um depo-
sito de ditas, tendo-aa sempre dos melhores e
mais acreditados fabricantes, como Lobio, Piver,
Coudray e Sociel Hygienique, etc., etc.; por
isso, quem quizer prover-se do bom, dirigir-se
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que
achari sempre um lindo e completo sortimento,
teudo de msis a mais a elegancia dos frascos, e a
barateza por que ae vendem convida e anima ao
oomprador.
Carros e carrocas
Em casa de N. O. Bieber
fc G. successores ra da Cruz
numero -4.
Vendem-ae carros americanos mu elegantes
a lares para duaa e 4 pessoas recebem-se en-
commendas para cujo fim elles poaauem map-
pas eom varios desenhos, tambem vendem car-
rosas para conduegio de assuearetc.
Vendem-se as Ierras chamadas Sircnc,
que ficam prozimas ao sul da cidado da Victoria
(Santo Anlo) entre os engenhos Pedreiras e Es-
pirito Saoto, eom boaa proporroes para planta-
coes de caf e algodio. Nao ezige-ae dinheiro i
Tista, bastando que pague o comprador um Juro
mdico pelo lempo que conrencionar-se o paga-
mento total : a fallar eom seu proprietario o Dr.
Reg Dantas, no engenho Goiabeira, de Santo
Amaro de Jaboatio.
'.pellas e ramos para casa-
mentes e bailes.
Vende-se msiieeia finaa a rica, rsaalsa
branca, para nolra., cora ocompetaou rasWi
o pello, pato baratiaeisM prego d 10 e 1Sa/ra-
mo* de "ores muito finas a da muito liaeT. c*.
5SL!r.8*,lWfflf m,u *'*" ponea eousa a |
1*500 e 2: Dl rua do Queimado laja da saJaie-
zaa da boa fama a. 35.
Luyas de diversas quali-
dades
nJ.elit? mn? "**"* taa da asurca
para homeps a 2 o par. ditas de fio da eacoaau
brancas e de corea a 800 rs., ditas da
Acaba de
chegar
ao noy armaze
feitadas para senho a 2f,'ditaa do loraal pua
alj: na rua do Queimado loja da srtuaua d
boa fama n. 35.
CViicotes de gosto t multo
fonos.
Vende-se muito bonito, chicotes da balis casa
castoes de marfim e de metal para baatesks as>
nboras a 4 e 5 cada um, ditoa de estallo Usbase
muito booa a 3*. ditoa de Junco porm aauila basa
acabados a 1|: na rua do Qaeimade lata ia miu-
dezss da boa fama n. 35. /
Oabaxsjs para seaboraa o
meninas.
* Vaendf*8e ytXo baraliaainao a admiravel preco
de i e 4 cada um, e afiHpga-se qua queaa os vir
uso deizsr de comprar, to bonitos a alais sao
elles : Da rua do Queimado, na lasa da miudazao
do boa fama n. 35. /
Tinta bem conhecida e acre-
ditada para escrever.
Vende-se esda frasco a 500 ra a doofrasjaa
a 800 rs.; esta tinta azul na occasiao em que
se escreve e por muito poueo tempo fica prata a
bem preta, bavendo a vanlagem de servir para
copiar carias : na roa do Queimado loja da eaiu-
dezaa da boa fama o. 35.
Aguihas imperiaes
tem o fondo dourado.
A loja d'aguia branca, teodo aa vista samara
vender o bom, mandn vir de sua canta aaaas
superiores aguihas imperiaes, aa quaes acibare
de ebegar (pela primeira vez) teodo as fundes
dourados e pontea mui bem tiradas, a coala cada
papel 160 rs. Cozer-ae eom urna agolhs assim
boa, anima a adisnta quem trbalos, por isso
dirigirem-se rua do Quaimado loja d'aguia
brenca n. 16, que aerao bem servidos.
Escravos fugUiQy.
DE
L-iad
riauoTrase
ij* onr
0-v,mmuum-
ta em O sortimento!
n. 16. # meotos da
Untes O 200 o 240
0 de cores al
:
o
o
:
.:
GELO
Chample
do afamado autor Chatesu Laroozite a lAOj gi
go alo ova duzia na praea da Iadap^Hwia
Mmaro22.
No deposito do gelo rua do Apollo
n. 31, yendsMsjBj gelo de hoje em diante
arroba a 5J1O0, e meia arroba 2^000,
e a libra a 160 res : tambem recebe-se
asaignaturas das pessoas particulares lo.
go que seja diariamente, at jojue se
acabe- o gelo.
Vende-se oarande sitio denominado Cala-
a, sito na freguftia da Vanea, de muito boaa
trras, que tudo quanto se planta da urna grande
quaotidsds, eom urna casa de tatpa 14 coberta,
ama dita de szer arinha, grande quantidsda de
pea de cafezeiros, eom diversos ps de (ruelairaa
como sejs lsrsngeiras, coquoiros, etc., etc.; e
tambem vendem-ss duss recua que dio bastan-
te Leite, urna dalla, eom a cria ji
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ouextenua-
(o.
Debilidade ou falla de
forcas para qualquer
cousa.
Desinteria.
por de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ven tre
Enfermidade no ven tre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchsqueca.
Herysipela.
Pebre biliosa.
Pebre intermitente.
Gotta.
Hemorrhoidas,
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Infla mmagoos.
Irregularidades de
menstruagSo.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis,
Abstruego do ventre.
Phtysica ou eonsump-
cao pulmonar.
Retengan da ourina.
Rheumatismo.
Symptomaa secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venreo (mal)
Vendem-se estas pilulas no estaba!
geral de Londres n. 224, Strand.,
de todos oe boticarios droguista e outraa
encarregadas de ana venda em toda America
do Sul, Havsna o Hespsnha.
Vendem-se aa boceiinhas a 800 rs.,
urna dolas contera urna instruegao em portn-
guez para explicar o modo dj sa usar destaspi-
a cria j grande, a um lulas,
barro manso : s tratar na roa do Sebo a. 90. I n. a_ .
-K.O.Blabar 4 C.aacc.ssores.rua daCr.x O deposito gal em casa do Sr. Sonm
o.4,tamparaTanderrelogosparaaIgibalra da, poarmaeeutico, na rna da Cruz n. 22 em Per
I onro prata. Inambaco.
io poas trefooa ecnausirase caerrnmi'co
pollro (fllho) de 6 e4 mezes, bem nutridos por
280JJ. que barato atienta a qualidade dos ani-
maos : no engenho Moguahipe de bsizo na fregu*
a do Huribeca.
Iojeccao Brow
Remedio infallivel contra as gnor-
rheas antigs e recentes. nico depo-
sito na botica franceza rua da Cruz n.
22. Preco 3#-
ltenlo
Vendem-se caixOes vasios proprios
para bahuleiros,funileiros etc. a 1#280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem ostem
paralvender. ^.-0: ~g&g ,
Vndese
na rua doQueimado n. 19
o seguinte.
Pegas de cambraia fina adamascada para corti-
nado eom 8 \\i raras,pelo barato prego de 5JC00.
Toalhas de linbo adamascado para mesa s 4#.
Cambraiaa de aalpicos graudos muito lindas a
5# a pega, ditas de ditos miudinbos finas a 4^500.
Lengoes de bramante de Hnho a 3#000.
Cambraia ailada para forro de vestido, eom
8 1|2 varas a pega por 29.
Grandes colchas de fustao laTradaa a 6J.
Chapeos enfeitados muito lindos, proprios para
meninos a7#eada um.
Cobertas de chita, gosto chinez, a 1*800.
Ricas capellas para noiva, de flor de laranja.
Algodao eom 7 palmos de largo a 600 r*. a rara
Lengoes de panno de lioho a lf900.
Souhall Mellors & C, tendo recebido or-
dem para Tender o seu crescido deposito da rslo-
gios T(slo o fabricante ter-ae retirado do nego-
cio ; convida, portaoto, s pessoas que quizerem
possuir um bom relogio de ouro ou prata do c-
lebre fabricante Kornby, a aproveitar-se da op-
portunldade sem perda de lempo, para vir com-
pra-Ios por commodo prego no .eu escrlptorio
rus do Trapiche n. 28.
Batata ingleza.
Vende-se batata ingleza em gigos, somonte no
armazem de Barro. & Silva, traressa da Madre
de Dos n. 57.
Libras sterlfnas.
Vende-se no escrlptorio de Hsnoel Ignacio de
Olireira e Filho largo do CorpoSanto.
Taixas. ^ v
Maior reduccao nos precos para acabar.
Veodem-se no armazem de Braga Son 4 C.
na ruada Moeda, taixas de ferro cuado do mui
acreditado fabricante Edwio Maw a 100 rs. por
libra, ai Hernia que se veodiam por 120 rs.
Flores Anas,
A' loja d'aguia branca asaba de despachar um
bello sortimento de flores teas e delicadas pro-
prias para enfeites dacabeea e vestidos para ca-
samantoa e bailes ; quem aa vir sem duvida se
alegrar da achar florea lio pereiUs o delicadas :
laso na raa da Queimado loja d'sfjala branca
a. 16.
A 16:000 rs. para acabar.
Manteletes 4a seda pretos : oa rss do Quei-
mado n. 47, tambem reado paletots da panas Uno
I forrado de seda, pelo mesmo preco.
S
BUSTOS & REG
Na rua Nova junto a Con-
ceiQo dos Milita-
res n. 47.
Dm grande e variado sortimento da
roupa. le tas, calgados e f azendaa e todos
estes se vendem por pregos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacoa de superiores pannos
e casacos feitoa pelos ltimos figurioos a
209, <*Otf, oof oe, r.lH.. A .. 1
pannoa preto a 16f, 18J. 20 e a 24f,
ditos ds oasemira de cor mesdsdo e de
novos padrdes s 149, l&f, 18|, 20 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99. 109,129 s a 149, ditoa pretos pe-
lo diminuto prego de 89,109, e 25, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordao a 121, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
* ditoa de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditoa de palha de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
_ toa de brim pardo e de fustao a 89500, 49
e a 49500, ditoa de fustao braneo a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de corea a 79, 89, 99 e a 10, ditaa
pardas a 39 e a49, ditas de brim decores
finaaa2S500, 39, 39500 e a 4f, ditatde
brim brancos finas a 49500,5|, 59500 a a
69, ditaa de brim lona a 59 e a 6$, colletea
de gorgurao preto e de coros a 5f e a 61,
ditos de casemira de cor s pretos a 4 $500
a a 59, ditos de fustao branco e ds brim
a 39 e a 39500, ditoa de brim lona a 4|,
ditoa de merino para luto a 49 a a 49500,
caigas de merino para luto a 48500 e a5J,
capas de borracha a 99* Para meninos
de todos os lamanhoa : caigas de caaemira
prefa e de cor a 51, 69 e a 79, ditaa ditas
de brim a 2J, 39 e a 39500, paletota sac-
eos de casemira preta a 6| e a 7, ditos
decor a 69 e a 78, ditoa de alpaca a|39,
sobrecasacoa de panno preto a 129 e a
149, ditos da alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas aaqualidades, ca-
misas para meninos de todos os laman hos,
meios ricos vestidos de cambraia feitoa
para meninas de 5 a 8 annos eom cinco
babados lisos a 89 e a 125, ditos de gorgu-
rao de cor e de lia a 59 e a 69, ditos do
brim .89, ditos ds cambraia ricamente
bordadoa para baptisadoa,e muitas outras
fazendaa a roupaa feitaa que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim como reeebe-setod. equal-
quer encommenda de roupaa para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grand e oficina do al-
faiata dirigida por um hbil mestre que
pela suapromplida eperfeigo nadad el-,
zaa deaejar.
Asteas de acopara
bales de se-
nhora.
Vende-., a 160 e 200 rs. a vara : o. rua do
Queimado loja de miadezas da boa fama n. 35.
Luyas de pellica de
Jouvin.
Vende-se aa verdaderas luvaa de pellica de
Jouvio para homem e aenhora a 29500 o par: na
rua do Queimado loja de mindeza. da boa fama
a. 35.
Cintos do ultimo gosto.
Vende-se darlos douradoa e de palha o mais
bello que possivel encootrsr-se, pelo baratissi-
mo prego de 39 cada um, ditoa de fita de muito
lindos gostos a 28 ; tambem se vende fivellaa
muito lindas e de muilas quslidades proprias oni
camenla para cintos a 29 ; na roa do Queimado
loia de aiu
No dia 26 de novenbro deste crrante an-
uo de 1861 fugio o escravo Bento, croalo. do en-
genho California da frguezia de Noesa Senhora
da Luz, cujo escravo peiteoce ao abaixo ssaigna-
do, e tem oa sigoaas segoiotes : reprsenla 19 a
20 annos de idade, cor preta, secco do corno,
sem barba, tem os ps apalheladoa por lar sido
cambado, tem cicatrizes naa nadegaa e sus. costas
por ter sido surrado, e leva comsigo chapeo do
couro, caiga o camiaa de azulo mesclsdo, beata
azul, levando urna correle traogada eom cadia-
do na cintura; Este escraro morou no Limeeiro
e no Buique, onde o mesmo teas mi a aoada
morou o senbor que foi delle, tendo o Tendido
ao Sr. Symphrooio no Recife, a quess o comprei
em o aono passado. Roga o abaixo asaignado,
dono do escraro, a todas aa autoridades, capites
de campo e mais pessoas que o Tirem, o favor
prenderem, levando ao mesmo engenho, oada
receberao generosamente boa graliueagao.
Jos Ferraz Deliro.
Ao. 12 das do mez de norembro deste cor-
rele anno de 1861 tere fuga o escraro Mazisaia-
no, crioulo, do engenho Califorois oa fregeezia
de N S. da Luz, tendo os seguintes sigases : re-
presenta 30 annos de idade, baizo a ebeio do
corpo, tem os ps grosaos, a em asa delle dous
dedoa de menos, e quando fugio liona feridaa por
camisa e caiga de azulo, chapeo de palha do
carnauba, bata encarnada. Este escravo foi do
engenho Paccaa de Sanio Antao, perienceate ao
finado tenente-coronel Jos Clsudino Leite, e foi
veodido para o Recife ao Sr. Symphrooio, a anean
eu abaizo assigoado o comprou so priscipio do
anno paseado. Roga o abaizo assignsdo s auto-
ridades e capites de campo o favor prenderem,
levando ao mesmo engenho, e sa for ao Recife
no escrlptorio n. 13 da rua do Queimado, ao Sr.
Jos Joaquim Jorge, seodo bem recoso pensados
em qualquer das partes.
Jos Ferraz Diitro.
idezas da boa fama d. 35.
^Enfeites para cabega
Vende-ae oa maia modernos enfeites que tem
vindo i este mercado, e de muitas qualidades a
7 e 8(000 cada um, dito, ptelos cosa vidrilho a
18500: da rua do Queimado loja de miadezas da
boa fama n. 35.
Loa muito fina para
bordar m
Vende*aa a 91 a libra : na rua do Queimado
loja de miudezi8 da boa fama 0.85.
a 8,
>
Attencfto
Fogio do Rischao de Panellas, nm lato do
estatura baixa, corpo groaao, denles limados,
olhos pretos e grandes, cabellos caiisdos, s ps
regulares, cujo mulato se chama Faustino, da
idade de 15 a 18 annos, levoo ceroula o camisa
de algodao asul. Foi visto nesla prega em diaa
da semana atraaada.em um comboi vindo daqutl-
le lugar. Roga-ae a todaa as autoridades e ca-
pites de campo a captara do dilo raulaio, o
qusl poderiser entregue no referido lagar aa
senhor, Domingos Antonio das Nev, oa
praga ao Sr. Manoel Ignacio de Olireira
que recompensar eom generoaidsde. Oelro
aim, protesta-se contra quem o liver acontada
A mulata Hermina, filha de Mathil-
de, cabra, escrava do Sr. Dr. Buarque e
que ltimamente foi Tendida pelo Sr.
Dr. Jos dos Santos Nunes de Oliveira,
ausentou-se no dia 27 do corrente da
casa do seu senbor, levando comsigo
urna cria de 5 mezes pouco mais ou me-
nos : pede-se pois as autoridades pe-
ciaes a sua apprehencao, e a qualaaer
pessoa que a levar a rua da Cadeia Yelba
n. 25, se gratificara'eom generosidade.
Da casa do abaixo assigoado fugio se dia 13
do correle um preto escravo crioulo por
Raymondo, de iade30 annoa, poseo
menos, eom os sigoaes seguintes: biixo,
do corpo, pouca barba, tem no dedo grande da
p esquerdo um deleito que forma um pasme,
levou calca azul, camisa do algodio, cnsela, cha-
peo de bala preta, levando maia consigo asa
csvsllo ruco gordo eom eaogslhe, um pardo Me-
cos, urna rede, e consta que fOra para bando do
engenho Prejaky, aonde tem nsulber a libas, e
Goianoa aonde tem pareles ; este escravo alia-
ga que tem ido a mandado do sen seobor, o qaa
tal nio ba : quem o pegar levo so Pasasio Publi-
co, loja n. 11, de Firmiaoo Jnior.
Aviso.
Fogio no dia primeiro de Janeiro o preto Jase,
creoulo, de estatura alia, cara bezigosa, teaoo
um sigoal como de queimadura ou caaseo no
paito esquerdo, e graodes calles aas maos.
Tenientes do servigo de reflnago ; besa l
cido, pelaa frequeotes fgidas qua tel
quem o pegar leve-o roe da (incordia
renagio.que aeri bem f^NP****
AlteqgaOe
Fugio no dia 29 de dezembro urna preta criso-
la ds noma Theodora, esetsvs do Sr. Gerasaao
Francisco de Oliveira, coja Ccos alagada s Frsa-
ciseo Libanio Colas, tendo os seguales ligases :
estatura regular, bem apessoada, idade V aa
pouco maia ou menos, dentes lisaada
sempre bem vestida : roga-se, pola, as1
dea policiaes e capitiea ds campo a 1
dita preta, pdense masda-la entregar"
Santa Issbol n. 11. Outro sisa, prot
todo o vigor da lei a quem tiver i
Di
preto


T"

DIARIO DE PERHAMBCO;
Litteratura.
Garlos de S (romance contemporneo)
B. Werneck R A.e Vasconcelos,
(Continuago.)
Um homem havia estomado oo cmalo da ra,
o qual cheganio em frente da caaa de D. Euge-
nia, parou e olbou i roda de si, como recelando
fosse visto; em seguida, melteu-se por orna
viella, que ia dar ao jardim da mesma casa.
Que horas sao? perguntava Eugenia ao
homem que acabava de escalar o maro de sea
jardim.
m Onze, respondeu este.
E meia I cumpre ser mais exacto.
Julgaste que nao viesse ?
Pela hora adiantada daquella qae lhe
oarouei!....
Perdo, meu aojo, mioha demora foi
devida algumas visitas inesperadas.
-* Pois agora fez-se medico ? perguntou Eu-
genia rindo.
Sempre alegre 1 respondeu o mancebo;
sabes que te amo e qae para mim nio bayeria
obstculo a oppr-se, quando tivesse de vir jurar
aioda urna vez teus ps, que le adoro? e di-
zendo e fazeodo, ajoelboa-se aos ps de D. Eu-
genia, cobrindo-lbe a sua mo de beijos.
Bom, levanie-se, sente-se aqai, bem perto
de mim e pedio esta entrevista.
Nao sabes porque 1
Nio, nao tenho o dom deadevinhar !....
Eugenia, disse o mancebo & costo, amas
outro humeral
Seohor Jorge, replicou ella como oflendida
das palavras que ouvirs, se me pedio ama en-
trevista* para nella me dizer que amo oatro ho-
mem, melhor tria em a oo pedir Que outro
poderej eu amar, que nao sejas tu, Jorge ?
Oh! eu bem o sabia, meu anjo, mas quiz
aioda urna vez ouvi-io de tua bocea. Olha, disse
Jorge ebrio de alegra, chega para aqui, deiza
que eu te contemple claridade da la.... ohl
como es formosa, Eageoia I
Na verdade, aquella mulhercom oatro corsgo
que nio fosse o sen, seria realmente um anjo. O
bronco prola de seu rosto gracioso, aquellos
olbos prelos e vivos, aquella boca pequea e
rosada, eram taes grabas, para atearem ardentes
paixes.
la l vez que acabe de repetir o mesmo a
ootra.
Ohl nao, disse Jorge dando um beijo na
fronte de sua amante.
E se nos quizerem separar? perguntou D,
Eugenia
Quem poder fazG-lo ?
Eu I disse um homem sahindo -'por detraz
docarramancbao.
Sr. Jorge de Lima, coolinuou este, ambos
nos amamos a mesma malher, e como ella
nao possa pertencer aos dous, a sorte das
ar....mas......
Nao pude acabar, porque urna pistola desear-
regada, o veio ferir no braco esquerdo. No mo-
mento em que o descoohecido appsrecera, Jorge
tirou do bolso urna pistola ; que se lbe disparou,
ao erguer do brago.
Carlos sentindo-se ferido, desfechou sobre o
seu rival; que ao relirar-se da pontana, trope-
gou em nos vssos de flores, dando com a cabega
as lagei de um poco.
Perdo, Carlos, perdo, eu sei que sou
culpada I dizia Eugenia aos ps do mancebo,
mas o desgra;ado nao a ouvia. Carlos olhou em
roda de si, e ao dar com os olhos em Jorge que
jazia es.eodido do chao, em Eugenia dejoelhos
seuspi; soltou urna gargalhada e correado
pelo jardim, saltara o muro, quando foi preso
pela rinda qu acab&va de chegar, attrahida
pelos tiros.
O infeliz eslava doido 1
VI
Dias depois, dizia um jornal do Porto:
< Methoras.Temos o prazer de annunciar
boje, que o nosio particular amigo, o Sr. Jorge
de Lima, acha-se livre de perigo.
Dous Imezes depois, dizia outro jornal:
a Dotnra.O nosso amigo e collaborador,
o Sr. C ros de S, continua no mesmo estado
|]D li. .-, ,,, i
rangas
dias..
ETTs1
Quem
de
'mira c-'lltor.
?
Eugenia I
Ba,
o salvarem 1 Deus vele
%-o ASpA.
por seus
ter mais tarde, um capitulo especial.
J. E. Soares Roue Jumor.
( Diario Mercantil, do Porto. )
1. de dezembro de 1640.
i <
Nove h ras j bateram, Portuguezes,
A' lerts, espedacae esses revezos,
Que d'Alcacer vieram 1
Ai, rei -ebaatio, se te nao deram
Os destinos crueis na patria brilhos,
Na lerr i que te cobre s ressoa,
Que o lbo portuguez s te abencoa.
E querr vil te maldiz nao sao leus lhos.
Quizeste luz patria era mal do mouros,
Ueste a a nada, chrisiao, esses agouros,
Que sao cruz insulto.
Se a cr iz da liedempeo era o leu culto,
Foste rj'Africa ser a > Deus soldado,
Quizeste a Portugal reoome e gloria,
Queimou-te rijo sol santa victoria,
E a mortalha, da dr talbou-l'a o fado.
Portuguezes nascemos, dr sentida
Tu sen e-la, na lousa, outros na vida,"
Foi, rei, cruel beraoca.
Mas noi tragos da ddr a dr avanca,
D'Hespanha as amblcea lalham amarras,
E Deus prescreve a Portugal derrota,
E o reino portuguez d'AIjubarrota
Do hispnico leao supporta as garras.
Trovejaem furia a guerra, o campo arda,
E d'avs contra avs a valentia,
Criou netos soldados.
Pello peito os arnezes sao quebrados,
E o peito portuguez ezala o Orado,
Mor amos pela patria liberdade
E tal Irado e valor morrer nao ba-de.
Nos h irdeiros d'Ouriqua e do Sallado.
Sesse ta iodos, meu Deus de frreo jugo.
Atiestam ser a Hespanha s verdugo.
Dos raios da batalha,
Que ao raio portuguez eolio s talha
As vergonbosas vestes dos escravos :
Por mentidos direitos ae mandaram
Em troca das que os lasos lhe atiraram
Ganhadas oas batnlhas como bravos,
POaLHETMf
IGINAL 00 DIIRIO DE PiRMIBUCO-
mk mmnwL
XCIV
summario.Saudacao aos leitorei.
Nb ^podemos comecar o novo anoo de trba-
los', nim agradecer do intimo d'alma aos inn-
mero jpitores do Diario de Pernambuco as sym-
patbHl com que nos bao sempre destinguido.
A aceitacao que nossa Resenhv Martima tem
tido oestes dous aonos m que ba figurado as
columnas do Diario, nos obnga ha muito ; po-
rm para pagar t divida de gratido em que este
facto nos coDititue, debalde recorremos ao ceba-
dal de nosa^s coobecimeolos, ao cofre de nossa
intelligencia. Eiles nao possuem valorea aufflcieo-
tes otra esta liquidadlo.
Cofmo devedor iosolente, por tanto, nos confia-
mos,inteiramente generosidade de nossos ere-
dores, que grande, infinita, como temos pro-
vado ; nada promeltemos; porque dudamos ca-
da v>z mais de nossas torgas ; mas afflangamos
que nao acusaremos da indulgencia com que so-
mos favorecido, e que tentaremos lodos os meios
de ojio descer da poaicao que chegmos; para
grabar i lodos os que aos lerem, pela diveraida<
de dio assumplo nos limites de nossa trela.
Temos feito quanto possivel para regener
de nossa marioba em oilo anoos de assiduo
balho na imprensa de'noaao paiz.
Nossas locubrsges, o sacrificio de. nono dea-
caaos, estas noites de vigilias que teoso* paeea-
do sobre os livros, de todo nio leen sido perdi-
O que a patria soffreu faz medo agora.
Cada filbo aterrado triste chora (
Umirmo da mssmorra.*
Eacuta-seCastella a bradar morra I
Um pae em grilhoes, na forca am fllho I
Cboram filbas e mies de dr transidas,
E Caslella o abysmo enche de vidas,
Em creps funeraea transforma o brilho.
Ai, rei, Sebasliio, em paz descanga :
Na patria portuguesa a Hespanha langa
Da negra pedra a lousa.
E ao oomevdos Fellppes nem repous
Cadver portuguez os sepulturas.
Quem nao fr portuguez d'alma se queixe.
Cuspa as Quioas cruel, a patria deixe,
Supporte do proscripto as desventaras.
Eu nasci portuguez ; portuguez fique
O throno portuguez feito em Ourique
A tanto tei gaohado.
S livre Portugalcada aoldado
Bradou ao retiir dos patrios ferros.
D'Hespanha e Portugal tremenda historia
Um phanlasma alevania oa memoria
Qual gigante eamagando ingentes cerros.
II
Aporta da Hespanha os bragos
De Calhargo e Roma a lei
Mais alm fetla em dous traeos
V em duaa fetas a grei.
V triste de Roma a insania -
Que audaz sorve a Lusilania
Da guerra naa convulses.
Vem alleslar Viriato
Que-ao peito livre s grato
O sol das patrias niges.
Corre o lampo, a infamia avanca
Rodrigo em ierra cahiu,
Novs infamia o exime alcance,
E o conde a campa lhe abril.
Se d'Arabia os torpes fllhos
Offuscan da Hespanha os brilhos
N'um manto ae vil traigo I
Pelaio, o sol *as verdades,
E' facbo das liberdades,
Que foz da.Hespanha uago.
Hespaoha sujeita Roma
Quiz de Roma livre aer,
E de livre o scepiro assoma ;
Nio quer escrava morrer.
Reos somos do mesmo crime
O livre nao ser oprime,
Portugal dizer nos vem.
Libertos j dos Romanos,
A Ierra dos Lusitanos
Com Aodaluzes que tem ?
Portugal pesou na Hespanha,
Que a propria Hespanha o nao quer,
E diz ao conde que venha
Conde-re pela mulher.
Se reino maior qaizeres,
E remo maior eolheres.
Sendo do mouro s leu.
E o pobre morlo o'Astrga,
Ao seu Portugal orthorga
Quanto dra ao throno o cea.
A brado oobre disperla
Do mundo a mais oobre lei 1
Um povo que se liberta,
Um povo que se fez rei.
Portugal sobre os destrogos
Dos Mouros, nos brancos ossos,
O seu throno alevantou.
E o reino feito na guerra,
Affooso;o ergue na ierra,
No eu Deas o bsptisou.
-
Portagsl mandou seu nome
Brilhar da gloria eotre os ses I
O tempo jamis consom
Os loaros dos seus hroes.
Se tens Dom Nuno guerreiro,
E's as lettras aol primelro
N'um Cames de Deus a luz,
Affooso o nome te deve,
E AiTonso o nome l'escreve
as podras de Santa-Cruz.
De Leo o rei Fernando
Em dous os reinos tragn,
Em Badajoz captivando
Quem Portugal instaurou.
lioui uu ouno ua uctteos
Pregando a lodos da netos
Ou morlo ou livre ser I
J outr'ora o rei David
Do gigante em fra lide
V o gigante morrer.
III
Mabomelh ergue o pendo
Contra Caslella aterrada,
Que l a srte na espada
Qu'empunha Alfonso na mo.
Com sea valor portuguez,
Ao sold juoho, as Navas,
D'Arabia as hordas esersvas
Da Hespanha depuoha os ps.
A hespanha na guerra quiz
De nos sprendei victorias,
E das letras as memorias
Na penna de Dom Diniz
Com seu tlenlo immortal
Mostra a dous reis as verdades,
Nos trophus das lenidades
Poe por cima Portugal 1
Levanta Caslella a guerra
Batte as faces de um rei,
Calca a paz o rasga a lei
Dos luzos na patria Ierra
Ruge ferrenha iovaso,
Caslella devasta a Beira
Pretende rasgar primeira
Do rei Fernando o pendo.
D'Hespanha as armas fenderam;
Em duas estas nages,
Formando dous corages
A's que outr'ora am s tiveram.
Na fioole de Portugal
Bate o leo das Hespsohas,
Bradando ao rei das fagaohas
Nao s amigo, s rival 1
Na mgoa deslas verdades
Deus sempre a patria nos quiz,
Ergueodo o Mestre d'Aviz,
No throno das liberdades.
Cuspiodo o nome d'irmio
Foste Caim detestavel
A espada do condestavel,
D'AIjubarrota ao pendo.
Corre o mal em furia acezo,
E as furias em turbilho.
Nos ferros da escravido
Portugsl em flm preso.
Ba frrea Hespsnha ento sahe
qae i presso de nossos escriptos teem surgido
reformas, novas instituigdes, o melhoramento,
emfim, de diversos ramos da admioislrago, co-
mo todo se pode verificar por meio de ama sim-
ples coofrontago de datas.
Nao por vangloria que expendemos estss con-
sideracoes, e que fazemos ressaltar estes servi-
gos; mas por urna reiveodicago necesssria, vis-
to que invejosos de todas as reputages que ae
consolidam i torca de perseverante e de estado,
nem mesmo este pequeao mrito nosquerem re
conhecer; erobora, ingrato I gozem das vanla-
gens que concorremos para dar-lheal
Se nos porm, agrsdavel reflectir que bas-
tete temos conquistado de am lado, seotimoa
profundamente observar que, por urna fatal ceo-
fuaio de ideas, por urna exagerada amceptibill-
dada de nossos jovens offlciaes, a disciplina, qae
a mola real de toda a organisagio militar, se
tem afrouxado de urna maoeira assustadra ; tea-
de a dissolver-se completamente; porque o prin-
cipio deautoridade dos commanJantes estasem
prestigio, descooceituado, por lhe ler faltado o
poio que vem do alto, da suprema administra-
go, que est subordinada influencia perniciosa
das emanage* deleteriaa do systeaia parlamen-
tar corrompido.
Hoja em dia fallase muito i bordo em digoi-
dade, e pouca se observa na pratica; porque a
verdadeira dignidade do ofHcial de manaba, em
nossa humilde opinio, nao discutir as ordeos
is legtimos; mss sim executa-las,
tendeas sempre um fim de ulili-
sida-v 4 s^Mjves
du; ho sido de alguma sorte proreitosaa; por baragos.
xlirpar esta tendencia de inaubordi-
nagio que ae tem apoderado de varioa eapiritoa;
convos dau verdadeira torga ao commandaote
do vasaMftierra, para qae elle encootre saxi-
liares dedicadoa em seus aubordinadoi, e nio em-
S jugo a trra dos bravos,
E gemem d'irmaos escravos
Os orphios, que nao tem pae.
IV
Eis a Hespaoha soberba e senhora,
K os tyrannos n'um sollo de ferro.
Gema a fores medonha, opreison,
Apontaodo da patria o desterro.
Nasmasmorras escutam-se os gritos
Dos valenles da patria soldados. .
Sio as trevas mil crimes malditos
as eotranhas da patria cravados.
Parricidas levanlam-se espadas
Contra o velho nascid em Ourique
Quer a Hespanha da infamia as pisadas
E que infamia nos lazos s fique I
Os seus nomes de crimes manchados
Sio da historia vergonha e terror.
Contra a patria os infames soldados,
Nao sio fllhos, sio moostros d'horror.
Sobre as cimpas medonhas mil vezes I
Os espectros dos nossos maiores,
Abengoam quem sio portuguezes,
E maldizem da patria os traidores,
J da patria o cadver e singue
Nao tem torgas que erraste cadas,
Os lormeolos teem campa de sangue,
Gela o sangue de magoa as veias.
J d'anliga, da s liberdade
Surge a sombra de bragos aberloa.
Prega aos fllhos d honra a verdade,
Quer os fllhos de lomos cobertos.
Do paisado rebentam arcanos
Ao futuro da honra baptiaamos.
NSo ba torga, que alent oa tyrannos
Quanto o povo lhe apona os abysmos.
Surge o povo guerreiro medooho,
Alevanta nos bragos um rei.
Portugal disperto 'um sonho.
Acordado us bragos da lei.
J nove horas batteram na torre I
Cada bravo s peaaa herosmo 1
Oa dos livres a mortej corre,
Ou da patria ao livre baptismo.
Corre o sangue n'um mar arrogante
Foge a Hespaoha da guerra qae arda...
E a bandeira das quinas ovante
D'entre as ondas de sangue sargia.
Foi Affonso em Ourique vencendo,
Foi Dom Nuno d'excelsa memoria.
Foi a patria vleme escrevendo
A mais vivida folha de historia.
V
Minha patria sorri, sorri de encanto,
Qae o fllho portuguez te adora o brilho.
E o fllho portuguez, v com espanto
Um ibrico se quer da patria fllho.
Descansa tu em paz, patria d'amores,
Se novos Vasconcellos sao verdugos :
A uns compele a sorte dos traidores,
A outros sacudir de infamia o jugo.
O patrio santo amor, nobre heranga,
Que viva cada um do seu peodo.
Que morra do passado atroz lembranga
Que um povo d'outro povo seja irmo.
Dos avs nos herdamos a lealdde,
Escripia no pendo sempre leal,
Aos netos legaremosliberdade I
A' sombra do pendo de Portugal.
[Diario Mercantil o Porto.)
DE JANEIRO DE 1862
Variedades.
Um sonho.
O ouro a trra o crea, e a trra o tem,
Se alguma cousa vale os por ser
Um instrumento bom para usar bem.
A. Ferreiha. Carta hi.
Desde que os meus subditos revoltos deram
por acabada a magistratura real que eu exercia
tanto a mnu r.nnteni ~. m.... .!. ( ua,
soohos prolongados e cariosos er. qae a Proi
dencia me permiti ver distinctamente o futuro.
Nao posso afirmar que me acordeos
no tempo que i luz clara
Foge, eas estrellas ntidas que sahem
A repouso convidam quando cahem,
porque j me acontecen sonhsr estando a dormir
a ssta, mas as oulrss circumstancias parecem-
se os meus sonbos com o de el-rei D. Manoel,
que o nosso Cames tio lindamente referi no
qnarlo canto do seu immortal poema.
A' semelhanga do afortuoado successor de D.
Joo II, subo to alto que toco prima esphera.
D'onde diante varios mundos vejo
Nages de muita gente estranha e fra
emais cousas do arco da velha, que nunca pas-
saram pela cabega doillustre sogro do imperador
Carlos V.
Aqui, sem offeosa dos bros litterarios dos meus
nobres compatriotas, permita o leilor menos
versado nos latinismos da nossa lingua que eu
lhe a ivirta que prima esphera quer dizer pri-
meira esphera, e que de nenhum modo significa
que a esphera celeste seja minha prima em grao
prximo ou remoto. Quera filbo do sol e neto
da la, de certo nio poder casar sem dispensa
com a esphera celeste, mas eu, que apenas sou
filhode Deus e irmao do Saniissimo Sacramento,
de S. Francisco e do Carmo, nao estou nesse
caso.
Fique explicado assim por causa dos caes da Bi-
nados que falta de carne eram capases de mor-
der oeste osso.
Ora ha urna differeoga entre os meus so-
nhos e os do monarcha' que despediaTasca da
Gama a doDrar o Cabo Tormentoso. A D. Ma-
noel antolhava-se-lhe que sahiam das aguis.
Para elle oa largos passos inclinando
o Indo e o Ganges. Eu, se quero conversar com
algum rio de porte grave e de nome eonhecido,
tenho de lh sabir ao encontr ou de o esperar
em alguma volta onde mais vagarosamente se
escoe. E como de razio, a differenga entre is
attenges devidas um soberano poderoso e as
que se recussm aos reis destbronados. Cuide
cada qual de nao se deixar derrubar, porque,
em cahiodo, j sabe com que sem ceremonia o
tratara os seus melbores amigos e mais obedien-
tes criados.
Por isso, aonhando ha dias com a muito nobre,
multo anliga e sempre loal cidsde do Porto, nio
me represeetou a imagmago o Rio Douro oa fi-
gura de um velho camiohando para mim
A longa paz em qae ha annos vivemos, tem
lalvez concorrido para isso ; uma guerra externa
que dorasso uns dous annos, seria uma calami-
dade lamentavel, mas educara melhor a nova
geranio Jos offlciaes de marinha nos lagos de
obedieocia e respeito que estio agora a desala-
rem-se.
Fra destas jjoodiges nao vemos salvscio:
porque precsala** de um homem, que o minis-
terio constituciodn, esteja organisado como es-
tlver, Qlt nos pode fornecer.
O melhor intencionado ha de lalar; mas ba de
ceder.
A politiea assim o ertge, para ae contar com
umauBaioria.
il a pena sacrlfleara posigo para sesus-
i .autoridade de ara commandaote de na-
to de guerra, embora o naufragio desle acarre-
te o naufragio de lo esquadra.
Porque forgamos nossa penna a escrever um
romance, quando laotos tactos psisados ltima-
mente na marinha exigiam que soH
sessemos alguma cousa?
dis-
Ah 1 porque precisamos disfargar o pazirque
nos mortifica ; iato nao vae bem ; j nao sio fao-
to8 isolados; sio scontecimeolos seguidos que
deouociam a existencia de um vicio probada-
mente enraizado. Da iosubordioaco insurrei-
cao nio medeia nujassjue um passo. Temos me-
do de prophelift-ljrj, seoo estudarmos a ma-
rinha com a aUerjaj^ue nos merece, se nao a
reconstituimos eott medidas enrgicas e salva-
doras, esminhamos para a sua dissolugio ; ne-
vemos de asistir i espectculos que mais nos bao
de horroriaar do que o naufragio da corveta D.
Isabel, onde, ao acnos, todoa campriram o seu
devar no mose)sVfatal.
Deus permutapesejamos am visionario;que
nossas profecas aejam desmentidas; tanto me-
lhor ; porque essa marioba, que a vida de noi-
specto inda que agreste venerando,
pella baga e denegrida i
a irsuta, intensa, mas comprida,
e tendo por gorra na cabega nio a enorme casca
de lagOsta do Tritio, mas uma espessa cora de
parras colhidas ais vinhssda antigs demarcago
Ida Compsohia dos Tinhos.
A mim compela como a fllho reapeiloso e
, obedieote, acatar a dignidade paterna e nio obri-
gar o nosso patrio Douro a tio looga viagem co-
mo a do Porto a Pars. E assim o flz mesmo
dormindo, que nem por soohos deve ser menos-
cabada a autoridade dos paes e esquecido o res-
peito devido edade provecta. .
Era no anuo de 1960. Decorrra um seculo
desde a ultima vez que eu estivera na cidade
eterna. Durante esse periodo, asssz longo nos
fastos da humanidade e qaasi iasignifleaote para
aquellos que foram condemnados, como eu fui,
durago eterna, tioba viajado na China e no Ja-
pio, que a inconstancia da fortuna transformara
em principaes ceutros da civilisago geral, per-
corrra_ em camiohos de ferro, corteado vastas
plantacdes de algodo todo o centro do cootioen-
te africano, e visitara a colonia universal da sa-
lubridade, que da ilha da Madeira se transfer a
para as margeos do Zaire I
Passra trila annos na America, dez no impe-
rio do Brasil, dez no reino que outr'ora se cha-
mara repblica dos Estados-Unidos e dez oo im-
perio do Per', restaurado pelos americanos hes-
panhoes em favor de ama victima dos ltimos
aconieciraentos europeus. No Brasil e na Ame-
rica ingleza nao havia escravos. Os descendentes
de Jeffersoo Davis importavam algodio, mas ex-
portavam cereaes, agurdente de canna e as-
sucar.
Em Washington havia mais titulares do qae
em Hespanha. O soberano era o nico que nio
poda1 ser condecorado com ordem nacional nem
estraogeira. Prohiba- o a constilaigio.
As iasigniss dos ministros de estado eram
quaiorze gra-cruzes, duas para cada dia da se-
mana, uma par demanhia, outra para a tarde.
A experiencia mostrara quecjm este simplicissi-
mo eofeite aadavam mais contentes e nio se
distrahiam dos negocios pblicos para o solicitar
e obter. A dignidade pessoal dos ministros ga-
nhara com o asseio.
A ierra de Santa Cruz eslava quasi toda povoa-
da e o cruzamento das ragas produzira homens
vigorosos e sadios. as antigs colonias hespa-
nholas oiu havia memorii de guerra civil, nem
de fuzilamentos.
Tinhsm teas de aranha os peilos de ago,
Eram ninhosde rato os capacetes,
como dizia um excedente poeta d'Aveiroem um
poema que pouca gente l em Portugal.
Eu voilra Europa curioso de ver as mudan-
cas succedidas durante a minha ausencia. Em-
barcara em New-York em um vapor maior que o
Great Eatlern, qae fazia o trajelo entre a Ame-
rica ingleza e a cidade do Porto. as alturas
dos Acores tivemos uma tempestado violentissi-
ma. 0 navio separou fcilmente as cinco partes
era que era dividido. Uma voltou para New-
York, porque o capito eaquecra l urnas garra-
fas de agurdente. Outra aportou a S. Miguel,
onde se andavam apparelhando duas Daos por-
tuguesas. Outra, mais acosssda pelos ventos,
foi parar Veneza, onde lomavam banhos do
mar o rei da Italia e o papa. A quarta deu
fundo em Copenhague, onde, onie o soberano
da Scandinavia eslava preparando' festaa solem-
nes para a recepco do fl.ho mais velho do rei
da Polonia, noivo de ama princeza da casa de
Bernadolle. O quinto pedago do vapor tronz-
me, sem novo trsastoroo, cidade da Virgem,
segundo afflrmava o capito.
Bem o certificava elle e confirmava-lhe o dito
O Palinuro
De aspeetoduro
Que promettera
Ser nosso guia.
Fallo do piloto, que era o proprio retrato da-
quelle que pz fra da barra de Lisboa o oom
do padre Caldas na viagem por mar at Genova,
que eate magano tio eogragadsmente coatoa
ao seu amigo Joo de Deas Pires Ferreirs.
Corpo pequeo
Bjistn inalada ,
Bagro escamado, "
De froxas rugaa
Eotretecido.
De caos ornado
O mal bruido,
Cabello pete.
Esqueceu-me o reato, mas o relrato este.
Teimavam, pois, ambos que estavamos no
Porto. Eu cao quera acreditar, A barra era um
largo e profundissimo canal entre dous molhes,
na ponta de cada um dos quaes havia am forte
eam pharol. A baris onde fundeavam os navios
era enorme. O movimento do porto mal se pode
descrever. Encontramos all uma esquadra por-
tuguesa composta de quatro naos e seis fragatas,
refugiada da tempestado que oosaccommeltra
nos Agores.
Defronte do nos estava uma cidade immensa
queeu nunca vira, e que de modo algum se pa-
reis com o meu amigo Porto. Do Rio Douro
nem vestigios. Um pequeo regato engrossado
peridicamente oa rxar cheia fazia as honras
da casa aos que desembarca vara.|
Mas onde est o Douro e"S. Joo da Foz, e
a Cmtareira e a casa do Sr. Antero f Nada.
Aqui ha eogano. Islo pode ser Londres, Marse-
lha ou o que quizerem. O Porto nio de certo.
Pois olhe que responda o capitio e aa-
sogurava o piloto.E' que nio veio aqui ha mui-
tos aonos. O Douro fica ali para a direita. 0-
Ihe, v aquella poote pensil 1 Pois na intiga
birra. Por baixo da ponte sahe ao mar a agua
do Douro.
Ora esta I O rio da mioha querida cidade
convertido em cano de despejo I Mas aquellas
casas todas que se esteodem beira mar eco-
brem a monlanba at onde a vista alcanca ?
Aquillo a cidade de Gaya com o seu por-
to artificial do Senhor da Peora e com os seus
duzentos mil habitantes. Veja com este oculo.
Cheg ar Espioho. Ali que sao os estaleiros
onde foi construido este vapor.
Eolio aqui Lega ?
Pode ser que se chamasse Lega no tempo
antigo. Eu, desde que me coohego, sempre
lhe chamei Porto.
Mss quintos habitantes lem hoje a ci-
dade?
Dizem que perto de quinhentos mil.
E enlo Lisboa ?
Pelo que vejo, ha muilos annos que nao na-
vega na costa de Portugal. Lisboa o primeiro
porto do mundo. Basta dizer-lhe que o eom-
merciodo algodo est boje quasi todo as mos
dos portuguezes.
sa vocacao, a profisso de nossa escolha, a que-
rida de nosso corago, nio soffrer um desar que
para sempre s hade deslustrar.
Hoje mais que tudo precisamos de um novo
regulamento; porque j nioguem respeita o
regiment provisional, perderam-se as tradi-
ges de servigo que preenebiam as immensas la-
cunas de detalhe, que elle encerra, e mister
reconstrui-lo ; apreseotar regras fizas e iuvaria-
veis, descer todos os easos possiveis, prever
todo, nada deixar vago, para que nio diga o offl-
cialn3o enno oortaaco de fazer este servigoi
o commandante me offende, rebaixa a minha dig-
nidade. Para que nao exorbile o commandante^
nao confunda o justo com o injusto, e diga :__
O ofjicial nao me obedece, embaraca a accao do
servigo, insubordinado. Para que nio surjam
das duas sitoagoes questes apparentemeole in-
significantes, mas que vo avultando adquinndo
corpo, e tornando impossivel toda) o ascordo ;
porque planta a desordem onde deve reinar a or-
dem, a descooflanca oode deve imperar a confian-
ci mutus.
E' um cdigo minucioso, como o regulamento
francez, e mais anda, que deve ser redigido para
n'-Peose bem o Sr. ministro da marioba oesto
obJM*.6 nao deize de legar-nos ests beneficio
t honrosa e honesta administrago. Sea
iuMriaSti falto respeito, aprsente se ao corpo
legislativo oa prxima sesso com tal trabalho
feito; discuta-o com a sua habilidade; venga ur-
gencia para torna-lo lei do estado, porque elle
de indeclinavel necessldade; negocio palpitan-
te da actualidade; queslo de vida de morte
pira a marinha imperial.
Nio podemoa aer laxado de suspeilo, quando
fallamos por este modo ; porque al hoje tem-
se-ooa sempre visto em primeiro lugar oa reos,
combitendo pelos direilos dos offlciaes da arma-
da, qae temos feito respeitar, j dando-se-lb.es
Neste tempo entrn no navio, j atalfeado i
ces, gnpde quaotidade de criados de hospeda-
ra, convidando os passsgeiros, em todas lioguas
conhecidas, a irem pousar na casa, cujo9 eram.
Naquella multidio havia um que apregoava a
Hospedara dos Eseriptores. Dsu-me no goto o
titulo e dispuz-me a scompanha-lo, maia por cu-
riosidide do que por cooflaoca no bomtrata-
menlo.
Se, como ea linha ouvido dizer ao pobre
Gargo,
daa musas porlaguezaa
Foi sempre um hospital o capitolio,
o que reservar esti gente pera os prosadores ?
Tripas no Porto e salada em Lisboa, mas sem
pescadinha, que esse deve ser prato de regalo
para agiotas e geole riea.
Poia enganei-me. E de que maneira 1 .Ou-
gam e paimem, como eu pasmei, apezar dos
meus annos e experiencia. O crisdo perguotou-
me se quera carruagem, dizendo-me, comtudo
que a hospedara, era prxima, porque os ho-
rneas de letras goslavam de ver o mar. Prefer
ir a p para ver a cidade nova. As bagagena fo-
ram em um pequeo camioho de ferro, que para
mais rpida conduco das mercadorias corra so-
bre o caes e se divida dali em todas aa ruaa
junto de um dos passeios lateraes.
Ezplicou-me o criado que a cidade se eaten-
da at a villa do Conde pela parte do mar e que
flndava em Vallongo e na foz do Souza. Coa-
tou-me como pela explorago das colonias attra-
hiu Portugal oscapitaes da Europa eds America
e chegra de novo a uma das primeiras nagoes
martimas e commerclaes do mundo.
E o governo ?
Como dantes monarchico e liberal.
E o povo tem instruegio?
Immeosa. Ha associagoes Iliterarias e po-
pulares da reino ioleiro. Em todos os conselhos
ha oma bibliolheca publica e mestres de instruc-
gao primaria, ao menos douos, em cada fregue-
sa. Jornaes nio fallemos. S no Porto ha mais
decem e escriptos em differeotes lioguas por
causa dos viajantes.
E a divida publica ?
A divida publica ? E' cousa que nao ha.
Como nao ha ? 1
. Nio, senhor, nao ha. A que havia pagou-
se e agora nio se fazem empreatimos nem se e-
miltem inscripges. O estado aprsenla a conta
de que precias, as crUs votara, a somma repar-
te-se e cada um paga o que lhe toca. No fim do
aono fleam as coalas justas.
E de que vivem os agilas ?
De que viveram, que me quer pergantar ?
Essa historia looga. Pubcou-se ha pouco um
livro escripto por um aotiquario, que deseoler-
rou dos archivos importantes documentos a tal
respeito. O nome do agiota ficou por muito
tempo servindo de alcunha como o nome de fl-
dalgo, mas s havia o nome e poneos o enteo-
dism, porque linha deixado de extinguir o que
elle represeotava.
Pois tambem oio ha fidalgos ?
No'sentido archeologico da palavra nao.
Ha gente que se destingue da outra pelas suas
virtudes, pela sua capacidade e pela sua fortuna.
A's vezes islo passa de paes a fllhos e de fllhos a
netos, e o respeito e veneiago geral vae na he-
ranga, mas se desapparecem as qualidades, aca-
bou a dislioegao e a familia entra no gremio
commum at que de novo a recupere.
Grande fui o barulho que porc houve du-
rante a mioha ausencia I
_ Nao houve barulho nenhum. A civilisa-
go que foi creando a nova situago. L-se
as memorias antigs que houve um tempo em
que os teodeiros se fizeram todos fidalgos. Foi
larga a pendencia psra saber se os fidalgos des-
cerara a teodeiros ou se os teodeiros subiram a
fidalgos. A final, o povo, cansado de imaginar
nestas philosopbias, declirou que tudo era um e
que se algum quizesse respeito e acatameato ex-
cepcional, o ganhasse com as suas obras. Aca-
bou a classe, porm icaram as boas qualidades
della merc de quem as quizer I
Mas como sabe isso tudo sendo um simples
criado I
Eu soh criado, verdade, mas temporario.
Os criados di Hospedara dos Eseriptores sao
horneas de letras, que exercem este offlcio por
castigo.
Enlo que crime commetteu ?
Eserevi um artigo em qde me eseaparam
-lQuu., ki.o. Od giaujuionc. O gieiuio lrttsrmo
do meu bairro condemnou-me a servir de criado
nesta hospedara por dous mezes. Aqai vou as
horas vagas revendo a grammatica e a ortogra-
pliia e depois yolto para o meu jornal.
Pois os jornaes j exigem grammtlica e
ortographia aos seus redactores ? Parece in-
crivel I
Ha muito tempo. Desde que as academias
fizeram umeongresao Iliterario em Coimbra em
1720 eesbeleceram regras fixis para uso da lin-
gua, quem infringe os preceilos julgado e con-
demoado pena Correspondente i gravidade do
erro. Em cada bairro ha um gremio litterario
que castiga oa prevaricadoros da linguagem, e
quem se nao sujeita 4 pena deixa de pertencer
classe.
Grande pedra 1 Fica privado de morrer de
fome 1 No meu tompo, apezar de se cultivar a
muito a poesia, eacreveu um dos taes os segua-
les versos:
Almotac que queiraa aer de um bairro
Excluido sers, sendo poeta,
e aos prosadores nao lhes ventava melhor.
E' que nao T assim agora. Os horneas de
letras coostituem ama classe poderosissima.
Sao os sacerdotet do pensamenio. Nao ha por-
tuguez que noleia dous bu tres jornaes e que
eoteoha alguns livros.
Essa mania velha, mss a questao que
os pague. No Ira de todo, cem jornaes no Por-
to de matar. Cem jornaes oo Porto I Seohor
Deus, misericordia 1 Oque ah ha de ter ido 1
Nao ha, de certo, hornera dac*bem nem senhora
honrada que tenhamescapado penna dessesse-
nhores.' ^.
Pois esilr encanado. Isso era daotes. Os jor-
naes desse, tenpo .guardam-se as bibliothecas
dentro de arririergradiados. Ha ordem de nao
se deixaremJr senio aos homeos de idade a-
vangada, posjque deshonrara a memoria das ge-
rages passadaa e corromper o estylo. Eram
repositorios de calumnias e de indecencias, es-
cripias em galego ou em algarvio. Ha, todava,
alguna peridicos amigos quo eseaparam reclu-
so perpetua.
Nisto desviamos o passo do caes e eolramos
em uma grande praga ajardinada e com liodas
arvores. No meio estava a estatua de um ho-
mem com um livro oa mo. Represeotava um
mathematico clebre que fizera a planta do novo
porto de Lega. A Hospedara dos Eseriptores
era nesta praga.
Sahiu a receber-me o porleiro e veriflcou qae
eu perteacia i classe dos querabisesm papel.
ir o
os
ze
m
Acabado^interrogatorio, dram-m oa aairta
?n. *Su"lt's com vistas sobro oporto.ee*-
ffl'8lmoa*o otobilido eeom ana peqaana i-
bllotbeca. Omposta, princfpalmeote, decio-
oarioa, grammaticas, vocabularios e livraaele-
mentares. Adverliram-me que havia aa. casa
nf0a.ilf^ari ^Lfai "l com todoa oajVr-
H, rt1ri?,et ^"geiroo. na qual eaeoolra-
ria o director da hospedara.
Desci logo a cumprimeola-lo. Era am bom
velho, que me trato por voc, dizendo-me que
assim se tritava a todos, ,em exceptuar o re.
Expllcoa-oejae naquella hoapedaria se aloja-
vam nicimenffWef eseriptorai, dorante qainze
das, at alugarem a casa que a collocagao nos
diferentes andares dependa da eathegorla da ca-
da ara, sendo os qasrtos do 1* aodir para os prio-
cipes das letras e assim por diante at aos lti-
mos quartos.
Os redactores de jornaes, pelo desalioho da a-
lylo a que osobrigava a precipitagao, iaaa aaaa-
pro morar as aguas-furtadas. Nao M pajjava
nada e em todas as trras do reino, bem como
nos paires eslrangalros, havia eitalecirnaalo*
eguaes a este e em correspondencia activa entra
si. Os espitaos para faodar semelbaatea casas
provinham de am imposto voluntario no produc-
to das obras de cada escriptor.
No dia seguiote tome! o esmioho de ferro,
tal em poicos minlos me desembarcou no lar-
i da Batalha. A parte onde esl hoje o palicio
dos Gaedea e a Aguia de Ouro. tioha deeappare-
cido. A praga acabara em Eotre-Pandas, oode,
em vez das pequeas eisas qae ali existas, fign-
nvam duus edificios magnficos. Um liaba am
freote o lelreiro : Oaleria Portueose. Na facha-
da de oatro lia-se : Academia real da saber
humaooo.
No centro da praga eslava a estatua esa broo-
i do desembargador Francisco da Alnada. A
inscripgo annunciavs que o commercio porluen-
"e mandara levantar sua casta eate monumento
e gratido io reediflcidor da cidade. Acabara
por intil a fonte do largo. Hivia mnitos aonos
que em todas as casas do Porto a agua sabia a
todos os aodares. A phalaoge dos agaadeiros
udra de edificio.
O governo civil aioda era na caaa pia. Resi-
da ali o goveroador civil e poltico daa provin-
cias do norte, com aposentadoria paga pelo esta-
do. Custava a conhecer o antigo edificio, com-
pleto na fachada e acrescenlado como fra para o
lado das trazeiraa. O goveroador civil tioha qua-
tro contos de ordenado e dous conloa para dea-
pezas de represeutagao. Os empregados subalter-
nos eram devidamente remunerados.
Do governo civil fui visitar a Galera Portuen-
ses.Fra creago municipal. Uns vereadores ami-
gos das srtes reuairam os commerciaotes mais
ricos da cidade e dissersra-lhes que oo bastava
ter dioheiro, que tambem era necessaro empre-
ga-lo bem, e que bom emprego era ajudar as ar-
tes. Formou-selogo uma commisiio, por ser esse
o uso da trra, e no fim de dous aooos estava o
edificio acabado echeio de quadros dos melhorea
autores portuguezes e eslraogeiros. Um pintor
do Porto fra a Visu copiar o celebre quadro do
grao Vasco.
Tres lados do edificio eram cercados por ama
galera envidracada, na qual estavam os retratos
dos varees notaseis que dasde as pocas msisre-
motas nasceram oa cidade do Porto. No centro
avultavam em corpo inteiro os retratos de Egas
Monizo do infante D. Henrique. Aos lados viim-
se os de Pedro de Andrade Caminha, de Uriel da
Costa, do conde de Matosinbos, de Vasco de Lo-
beira, do jesuta Simio de Vasconcellos, do Dr.'
Joio de Barros, o geographo, do celebre msico
Pedro do Porto, do cardeal D. Luiz de Souza, do
Padre Henrique Garcez, do primeiro marquez de
Arronches, do D. Francisco de Bragaoga, oeto do
duque D. Jayme, do padre Balthasar Guedes, de
Antonio de Souza de Mscedo, do general Antonio
Vieira, de D. Bernardo Ferreira de Lseerda, de
D. Beatriz Pereira, filha do condestavel e mulher
do Sr. D. AiTonso, fundador da casa de Bragaoga,
de D. Isabel Browo, notavel pintura portueose, e
ds lao filiada raioha de Madliva D. Mara, alm
de muilos outros retratos qae nio pude exami-
nar.
Era director da galera um arliata celebre, qae
obtivera o graode premio de pintura aa exposi-
gao Universal de Roma, para a qual o rei da Ita-
lia Victor Emmanuel convidara em 1855 todos os
artistas do globo. Acomosahou-me nesta visita
n mnilrnii.mii ni raaoti*rea "1820 os h-
roes roa s assignalados do creo do Porto de 1832
e 1833, os dous Passos, o conselheiro Rodrigues
de Bastos, Manoel Brown e muitos retratos de
oulras pessoas Ilustres por patriotismo, saber :
virtudes cvicas e sociaes, que eu coohecra no
seculo XIX. A cmara reservar um sata para
os homens que, sem terem nucido no Porto, ha-
viam contribuido para augmentar o lustre e re-
nomo da cidade.
Entre os pintores e gravadores estavam os re-
tratos do Vieira portueose. de Joo Biptista Rl-
beiro, de Fransco de Rezende, dos Correas e de
nao sei quantos mais. A galera dos homeos de
letras era immeosa. director acooselhou-me
que nao citisse nenhum para me nio compro-
metter e eu acho que iconselhou bem. Notei
todavia, que no lugar principal havia um grande'
retrato pintado de Ifresco e perguntei .da quem
Iffla
E'merespondeu o directoro retrato do
br. Guimaries, mancebo portuense, aioda moco,
e que escreveu a fftsoria municipal da eidade
era tres volumes, dous do texto e o lerceiro coa-
teodo os docameatos. A academia e a cmara
coofenram-lhe o premio de 500$000. fondado ex-
pressameote para esse fim, o de 200f000, creado
no testamento de um negociante para o livro
mais honroso e mais til ao Porto, e o de 800$
esiabelecido por um brasileiro para quem primas'
se na linguagem verncula. Alm disto, man-
dou imprimir a obra sua costa e entregou os
exemplares ao autor psra os veoder em proveilo
S6U
Eveodeu-os?
Immediatameote. Nio houve habitante do
Porto que nio comprasse um exemplar. As ca-
m".asdas pwriocias compraram para as suas
bibliothecas, e como a Magua portugueza se falla
hoje na Europa ioteira, como d'aotes se filiara o
francez. a exportagio foi immeosa. A primeira
edigatai de 30,000 exemplares e oo bastoo.
E nos camiohos de ferro ha essa obra?
Nao. As compaohias encommendaram ao
autor o resumo em am aoico volume e esse
que se veade as qares da pennsula e de toda a
psrte.
Pelo que vejo, agora vale a pena ser escrip-
tor em Portugal. Mas diga-me: o governo nao
comprou exemplares da obra ?
Bagatella. Para que os quera elle? As
bibliothecas das cidades, das villas e das aldeias
sao estabelecimeotos municipaes. O governo s
foroeceas corporages de ensioo superior, oexer-
cito, a marinha e as legages diplomticas.
[Continuar'te-ha.)
88 garaotias de vidas, j fazendo-se-lhea justiga e
reeonheceodo-os.
Nioguem msis dedicado eata Ilustrada mo-
cidade que admiramos, em quem. depositamos a
mais plena couflanga.
Pois bem ; assim como sem cessar temos pro-
pugnado por enes legtimos ioteresses; assim co-
mo nos temos gruido so lado della contra o po-
der descuidado ou'indifferente;- assim tambem
devemos nos reoir comegara fallar oeasdeveres que se acham des-
piezados.
A Justiga dirige este nosso procedimeato, e os
homens sensatos assim o bao de reconhecer.
Quando entramos para o servigo a escoli qae
existia, e em cuja pratica Tomos educado, era ou-
tra ; crcava o principio de obedieocia de uma
considejfJBo silutar, sem dahi resultar quebra de
dignidade.
Depois pouco pouco se fq^stodiGcando este
systema de uma maneira preJsMcialissima, pela
nimia familiaridade qasv s^esVbeleceu em to-
das as classes e graduagosT
O ridiculo tambem, manejado pelos offlciaes
sem prestimo, pelos offlciies relazados, matou a
emulaejako interease pelo aervigo, e irredou de
seus dalpes aquelles que se consigrivam Com
dedicando elles, e que oo quizrsm mai
ilvo ae motejos crueis e desapiedados.
Ento linda observava-ie em qaasi todos) u.
navios, pinturas, enfeiles e tnbilhos manuaaa de
alguns offlciaes, que tinhim timbre e caprichos i
apresenta-los na melhor ordem possivel. Quin-
tas fitas oio dounmos psra os marioheiros 1
Priocipiou-se clasaiQcar de pintores da man-
ta, pintores dowadre Simo, os que islo ortica-
vam ; de aduladores do commiodanle', servia
se o o vio este pertencesse _
imo se a gloria qsje d iquelle
leatl disciplinado e acotado foi- P
aera honra, col
oo ao estado;
qae esl perfeita
e
,g

se parlilha exclusiva do commiudiote, e nao ai
refiectisse tambem em toda a sua offlcialidade e
marinbagem, que o auxiliaram, e lhe facultaran
chegar aquello estado de perfeigao 1
Extranha maneira de pensar, que tio maitre.
sultados tem produzido I
Reflictam todos os nossos colleget neste as-
sumpto importantlssimo, que traremoa discua-
ao, e reconhecero que temos razio."
O commaodo oio um privilegio 4o osotas
aero, de postos; hoje pertence um, aminhl
outro, odestioctsmeote, conforme a coDfianca do
governo imperial.
Para que tomar impossivel o sen exereicio
um camarade, se por nossa vez bavemos de estar
era ana posigio, e bavemos de soffrer a pena de
Tallin?
QutM/6ma a desobediencia, colhe a intubor-
"'naffP* preciso oo esquecer esta verdade
um sd asamento, e formar della a base de nosso
procediaaento.
Ora vejam como de uma simples saudacao que
tenciooamos dirigir aos nossos destnelas leito-
res. s nossas amaveis leiloras, originou-se um
artigo tocarregado de sombras cores, que aioda
msis desiffeiges aos vio aeirretir.
Islo denota o eitado apprebensivo de nosso es-
pirito i a penna insenstvelmente reproduziu as
ideas que tumultuara em nosso pensamento, o
agora oo Jemos tempo de reconsiderar.
V assim mesmo a Rttenkm, delxemos por es-
ta semana descantar em Montevideo Alfredo o
Elvira, o iQlereasante par que temos retractado, a
coosolem-se os qae nos leresa, recordando-se do
nfao popular, mu eonhecido e verdadeira de que
-o melhor ia festa i esperar por tila.
p"3lp?
E. i.
1
P. DE II, F, DE FARU & FILflO. 1811,'
II l-a^ll afl I


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