Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09878


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Full Text


1
j\uno de 1847.
Terca-feira 50
O DIARIO publica-se todos os dias, que 11S0
,m ,ic curda o preco da asignatura he de
r.ooo t.. po> q-'e|- pflK? "r^v- f "
^< ssiu'nantes sao inseridos i rasno de
;:.>?-'. """"yp" ****
i-,iM pela meUde. Os que nao forem ass'g-
"ffJJfio 80 rs. porlinha, e 1() em tjpo
PHASES DA LDA NO HEZ DE MARgO.
I ua cheia a J, aos 48 minutos da manha.
inBoaote, a 10, asi horas el mo. da man..
| wnow, n' '* <"?
Creececte, a ii, s horas e *0 min. da tarde.
PARTIDA DOS CORREIOS.
R.o.brapde-dn.orle quinta, feira, aomeio-dia.
Cabo, Sennl.aem, R.o-Formoso, Pono-Calvo e
Macer, no 1.a, a |. c 5t dcada mez.
baranhuns e Bonito, a lOeit.
Boa-Vista e Flores. He J|,
Victoria, s quintas feirts.
Oliuda, todos os dias.
PREAMAft DE HOJE.
Primeira, s 3 limas e 4 minutos da tnanhia
Segunda, as 4 horas < 8 minutos da tarde.
de Marco.
Anno XXIII.
N.72.
DAS DA SEMANA.
''9 Segunda. S. Pastor. Aud. do J. dos or-
plios, do J. doc. da v. e do J. M. da I
JO Terca. S. Dcmnibo. Aud. do J. dociv.da i
T. e do J. de pai do i dist. de t.
31 Quarta. S. Bes}:?. *ttd do '. do civ.
da J v e do J. de paz do 3 dist. de t.
I .Quinta. >>" do meio dia al o meto da sc-
guinte) 8 Macario.
i Sexta. S. Francisco de Paula.
3 Sabbado. Ricaido.
V Domingo. S. lzidoio.
CAMBIOS NO DIA t DE MARCO
Cambio sobre Londres a ('d. p. 11 rs. a
a Paris 3li rs. por franco.
Lisboa 96 de premio.
Desc. de leltras de boas firm.s I '/, p.'/o
OairoOncis 'espanholas.... 8&00 a
MeedasdeCftOOvelh. 16/000 a
de 8*400 nov.. I6J000 a
> de 4*000..... 91000 a
Prnfa Pataces......... 2|'i00 *
Pesos coluinnares... 5/"0 a
Ditos mexicanos ... i#00 a
Miuda............. IJ900 a
Acces dacomp.do Heberibede iOf000 rs,
*
0 dia
ao mes.
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UjilOO
5/010
lo 40
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1,(110
ao par.
. DIARIO DE PER3VAMBUCO.
PAflTE OFFICIAL
Governo da provincia.
EXPEDIENTK DE 3 DO CORRENTE.
OIBcioAo commandante das armas, declarando que
o 2." lente da conipanhia de artfices, Luir de Franca
de Carvalho, lie que deve substituir o ajudante da di-
rectora do arsenal de guerra, capitao Manuel Fernan-
drs daCrui, emquanlo esliver servindo no jury Par-
to i)mii-si- ao director do arsenal de guerra.
DitoAo inesiiio.reconiniendaDdo a expcdlco de suas
ordens para que a junta mcdico-cirurgica se preste a
inspecionar a 1.a legio da guarda nacional do munici-
pio iloRecife no dia que indicado Tur pelo respectivo com-
mandante superior.Parllcipou-se ao com mandan te su-
perior da guarda nacional do Recite
Dito--Ao inspector da thesouraria da fazenda, deter-
minando faca abrir assentamento de praca aos cornetas
Francisco Xavier de Araujo e Januario Francisco Car-
neiro que foram engajados, o 1.* para o I." batalhao da
guarda nacional de Santo-Autao, e o 2. para o 4." deste
municipio do IIilV.--l'ai ticipou-se aos commandantes
luperioret das referidas guardas nacionaes.
DitoAo coronel coinmissario-pagador, declarando
que deve ser tirada da quola marcada para os reparos
do quartel da arliiharia em Oliuda a gratificaco que
pela ailniinisti aco dos inesmoi reparos Tora arbitrada
ao teen te-coronel Julo Paulo Ferreira.Sgnillcou-se
ao mesmo tenente-coronel que a referida gratiticaco
devia ser contemplada na feriada obra; e recouim'rn-
dou-se-lheque nesta nao despendesse mais dos 6:0fl#WKI
de res que lite foram consignados.
DEM DO DIA 4.
OIBcioAo coinmandantc das armas, inleirando-o de
llave; fallecido na corte o capitao do*l. batalhao de ca-
radores de 1.a linha, Joo Brrelo de Castro.
DitoAo mesmo e au conunissario-pagador, scientiii-
cando-os de 1er S. M. o Imperador resollido que ao i
sargento da companbta de cavallaria desta provincia,
Herculano Alexandrino, se cont o tempo de praca des-
de que servio na compaiihia de guardas nacionaes des-
tacados.
DitosAo presidente da relaeo, ao inspector da tlie-
sourara da fazenda e a cmara municipal do Limoeiro,
inlelligenriando-os de liaver sido removido daquella co-
marca para a de Parnagu no Piauhy o juix de dirrito do
civel, Jobo Mauricio Cavalcanti da Rocha Wanderley.
Hito A director do arsenal de guerra, declarando
que, a visia do que informou o coronel coinmissario-
pagador, nao Ihe pode conceder a faculdade que solici-
lou para mandar fazer olio bandeiras de flele.
DitoAo administrador das obras publicas, signifi-
cando que pode maudar limpar as valas da estrada dn
Po-do-Albo?
lulo--Ao cnsul do grao-ducado de Oldemborgo e da
cidade ansetica de Breinen, aecusando remetsa do pas-
aapnrte que solicitara, e dando-se por -ciento de ter de
lieai l'a/.endo suas vezes o Sr. Henrique Kalkmann.
DitosAo presidente da relacao, ao inspector da the-
souraria da fazenda e ae juiz municipal e d'orphaos da
comarca do Ilrejo, Intelligenciando-os de ter provisoria-
mente encarregado do registro geral das hypothecas na
mesnia comarca ao cscrivio Elias Francisco Bastos.
Parlicipou-te ao mencionado escrivo.
deSouza, coronel cominandaiitc do segundo batalhao
de arliiharia a p.
Jos da Silva Guimarei,
Ajudande d'ordens.
(Iguaes ofllcios foram dirigidos aos capitarscommar-
daulesdas companhias de cavallaria e ai tifeos.)
lllm. i Exm. Sr.Remetto a V. Exc, para sua intel-
ligencla, o olicio, incluso por copia, que acabo de di-
rigir ao coinmissario-pagador militar, declarando no
ter lugar a continuacao do abono de cinco ris as pia-
fas de pret em curativo no hospital rcgimeulal.
Dos guarde a V. Exc. Palacio de Pernambuco,2(i de
marco de 1847.Monto Pinto Chichorro da (lama. Illni.
c Exm. Sr. brigadeiro Antonio Cerreia Seiira, comman-
dante das armas.
A' vista das rasiics, por Vino, presentadas, tambem
nao pode ter lugar a continuacao do abono de cinco ris
as pracas de pret em curativo no hospital [eglmcntal: as-
sim fica respondido o seu oftlcio de I li do coi-rente.
Dos guarde a Vine. Palacio de Pernaiubuco, 26 de
inarf o de 1847. .lriomo Pinto Chichorro da (lama.Sr.
coronel Jos de tirito Ingle/., comuilisario-pagador.
Cnnfurnie Francisco Xavitr i Silva, ullii iai-inaioi Inte-
rino.
PERNAMBCO.
Comuiando dasanitas.
Quarlel general na cidade do Recift, 17 de marco de 1847.
ORDEMDO DIA.N." 154.
De ordein do Sr. general Antonio Correa Sera, com-
mandaiite das ai nas dcsla provincia, publica-se o avi-
so que nbaixo segu, datado de 18 de feverciro ultimo,
para que sejam restrictamente observadas as disposi-
ciiea olli expressadas.
= Copia = 1.a seccao. = IIIni. c Exm. Sr. -Sua
Magestade o Imjier.idor foi servido mandar que o con-
celho supremo militar consultassc sobre un officio
do brigadeiro commandante das armas desta pro-
vincia, pedindo esclarecimentos acerca da categora
dos. cadetes c soldados particulares em relacao aos
sargentos, furrieis, cabos c anspefadas nos dillerentes
actos do sei vico mili lar, afimdc poder guiar-se de nina
inanoii a iiiollensiva s regalas e privilegios daquelles
e aos direitos destes, sem quebra da disciplina -c rrgu-
I ii ulule do servifo. E tendp-se conformado o inesino
augusto Senhor, por su.i linmdiata e imperial rcsolufAo
de 13 do correntc com a opiniao do referido concclho,
exarada em consulta do primeiro do dito mes ha por
bem determinar: 1., que, quaudo os cadetes esliverem
na forniatura como simples soldados, anda inesuio em
guardas, destaca me utos, ii't'das, etc., deverao ficar
snbjritos aos anspefadas, cabos de csquadia, furrieis e
tai genios; 2.*, que, sendo os cadetes considerados como
sargentos, fazendo o servifo delles as guardas, e nos
exercicios, deve evitar-se, senipi e que possivel soja, a
concurrencia de lint c outros em servifo, emquanto nao
exista oflicial de patente, cmo seja o de rondas, guar-
das c partidas, para que os cadetes nao conimandeiii os
sargentos, o vico-versa; porin, se nevilavel fr tal con-
curso, nestecaso devercomniandar seinpre o sargento
ao cadete, por ter aquelle o pqsto ell'ectivo, emquanto
este o exvree temporariamente; 3.' e finalmente, que,
ijuinilo concorram cadetes com anspefadas, cabos de
esquadra e furrieis' em srvlf o como inferiores, deverao
coiiunandar souipre os cadeles, porque fazendo estes as
luncfes de sargento, llca Indubitavclque nessa qualida-
de cominandam aquellos; c quanto aos soldados par-
ticulares, nao teem, na praxe do servifo, dllTcrenca algu-
ma dos outros soldados. O que ludo comuiunico a V.
Exc. para seu conhcclincnto c governo.
n Deus guarde a V. Ex. Palacio do Rio-de-Janeiro, eiii
18 de fevereiro de 1847.Joo Paulo dos Sanloi llarrelo.
Sr. presldentcdo provincia de PernjMnbuco. Cumpra-
se. Palacio de Pe naiubuco, 16 de marco de 1847.
Pfnlo Chichorro. Conforme. /"rancheo Xavier e Siltm
ollicial nialor interino.
Joi da Silva (uimaraei, ajudante de ordens.
Illm. Sr. D'ordem do Sr. general commandante
dai armas, passo s maos de V. S., pari sua inlelligencU
e governo, o officio datado de lioulein. por copia aqnl
junto, que o Exm. Sr. presidente da provincia dirigi
a<> mesmo Sr. general.
, Desa'guardc a V. S. Quartel-generat na cidade do Bc-
dlie, 27 de warfo de ltM7.Illtg. Sr. Joaquim Jos Luiz
RECTIFICAgAO.
No primeiro dos discursos doSr. Netto que, em resu-
mo, foram publicados no i'ari de bontem, pagina 1.a,
columna 2.a, llnha 220, em vez de = de dirigir a nova re-
particao, etc. = lea-se = de lomar conla da nova repar-
liclo, ele. an
No segundo dos mencionados discursos, pagina 2.a,
columna 3.a, llnha 7.a, em lugar, de = tinte ronfoi = ,
la-se = duxenlos c SESSO EM 26 DE MARCO DE 1847.
MESIDENCIA DO (1. SOUZl TEIXEIRA,
continuada pelo Sr. Peixoto de Btito.
(Continuarlo do n. antecedente).
O Sr. Jos Pedro: Senhor presidente, como membro
da cominissoo de oranirnto, eu sou obligado a dar ca
sa as rasos que teve a cominlsso para apresentar o
projecto de le do orf amento da mamila por que se a-
cha organisado ; a mostrar que este projecto nao traz
urna despez que nao seja justificada, e que nao com-
promelte o paiz com um dficit, como o suppe o nobre
depulado que o combate.
Senhor presidente, sobre a cnmuiisso de orcamento
pesam responsabilidades inuito graves, quando se diz
que no projecto de Ici do orf amento se verifica uip d-
ficit que pode coinpromelter os destinos do paiz. Eu dou
tima importancia mullo valiosa aos dficits, porque sei
que ellos acarretam operafes ruinosas, pela necesslda-
dc de fazerem-se despezas, para as quaes nao ha suffici-
entes fundos ; compronietteni as loicas dos conlribuin-
tes c as faculdades do paiz, e podeiu trazer o seu atraso
e sua total ruina. Portanto, bastava esta considerado
para nao dispensar-me de dar as rasos que teve a com-
missao para apresenta o projecto redigido c organisado
como est.
O nobre depulado que combate o projecto, valcu-se
do artigo que se discute, para drinoeaitrar casa que
existe um dficit, que suppoz aggravavo pelo augmento
de despeza deste artigo, e por outras despezas, de que
fci ineiif ao, persuadido que a commisso nao os tiuha
levado em couta,
Eu jfui prevenido |ielo nobre depulado que acaba de
fallar, a respeito das rases justificativas da despeza des-
te artigo, e das muras que o nobre deputado que com-
bate o projecto, trouxc para a discussao ; c por isso pou-
co tenhu a dizer, e ihe limitare! a fallar do dficit presu-
mido.
O nobre depulado que combate o projecto, para de-
monstrar a existencia do dficit, disse que as despezas
extraordinarias, de que trata o projecto, erain despe'/as
decretadas por lels ; que, devendu 'aier-sc, e nao puden-
do prelerir-se, a doepea total excedera necessariainen-
le a receita. Crcioquc esta he a base da arguuienlafn
do nobre deputado; porque, a couceder-sc que algu-
inas das despezas que o projecto qualilica como extra-
ordinarias, podem esperar, e deixar de fazer-se no exer-
cicio seguidlo, fica evidente que dcsappareccr necessa-
rlamente o dficit que o nobre deputado suppc que se
verificar, por isso que do projecto se v que ha a pre-
cisa quantla para acudir s despezas ordinarias que nao
podem deixar de fazer-se, e aiuda para algumas extraor-
dinarias que se pbssam considerar urgentes.
Perinltta-me V. Exc. e a casa que eu declare que nao
concurr para adecrelafo de algumas ilespe/.as que a-
gora sao incluidas no projecto, e que por isso nao posso
cariogar com a respousabilidade que ellas possam tra-
zer, por aggravarem a recelta. Eu nao me achava o an-
no passado na casa quando se decretaran! essas despe-
zas, e se estivesse presente sem duvida uo volarla por
algumas, porque, seguiudo em parte a opiniao de ......-
los economistas que nao consideran! as despesas com o-
bras publicas, e principalmente com obras que podem
dar uina renda, despezas econmicas, e que deveui fi-
car a cargo dos cofres pblicos, nao concordarla que se
iloei etasscm obras que nao fussem de reconheCIda utili-
dade ; nao tivessem de salisfazer as verdadeiras e reaes
iieccssidades publicas, e podessem serfeitas sem a iu-
tervenfao do governo. Masemliin eslao ellas decreta-
das, e como la en a comiiilsso de orfamoiito nao poda
deixar de inclu-las no projecto que se discute, sem fal-
tar u seu dever. Ora, pe guillare! ao nobre deputado, a
queni respondo : se islo importa a obrigafo de se fa/.e-
reiu neccssariaiueiite estas despezas, quando a receita
nao chrgar para tanto, e se nao cabe as altribuifcs
desta assembla conhrcer, neste caso, a importancia c
urgencia do cada una dolas, e qualillca-las conforme
essa importancia e urgencia, aliiu de que unas sejam
feitas com preferencia a outras ? Creio que o nobre de-
pulado nao contestar Isto, e assiin nao deve cstranhar
o prucedimcnlo da commissao, por classificar uinas des-
pcias como permanentes, e outras como extraordina-
rias, para que licassem estas comprehendidas as so-
bras da receita depois de saliscllas aquellas. Destasor-
le, pois, concebido o projecto de lei do orf menlo, creio
que nao se deve receiar dficit.
OSr, A'elo : Eutao nao lia orf menlo.
O Sr. Joi Pedro: E o que he orf amento ? Eu n ten-
do por orcamento a classificafo methodca das despe-
pezas presumidas e Justificadas, acompanhada do pedi-
do de fundo, baseado em rasSes e clculos que. justifi-
quen! o seu montante. Mas quer isto dizer que, seas
despezas excederem a receita, nao se possam preterir
algumas que sejulguein menos urgentes ; eque esta as-
sembla, na classificafo das despesas, niio possa fazer
distincfdcs de preferencia Creio que nao. Portanto a
commissao, certa de que poda dar essa preferencia c
faier oslas dislino.,e<, classificou como despezas ordi-
narias aquellas que nao se podiam deixar de faser sem
coinpromelter aordem eservlco publico, e osempenhos
da provincia, e que deinais tivessem ocarater da per-
manencia ; c como extraordinarias as que cslavain no
caso contrario.
Nao sei que sejam precisos mais esclarecimentos para
justificar a coiumisso. Recorrarses despesas extraor-
dinarias, e ver-soba que afora una que se pode consi-
derar como iirgouio.e quolie clarificada extraordinaria,
por nao ser permanente, e nao liaver certeza de que se
far iic, essai i.imoiite, todas as mais sao despesas que
podem esperar, e que a nao fazerm-se uemlium com-
proim. ni un uto vii.i para a provincia.
Para estas despezas a commissao conloucom 63 con-
tos de receita, que nao sfto precisos para as despezas per-
manentes ; com as sobras dos artigos desta despeza, e
com o augmento provavcl da receita, que sem duvida se
ha de dar ; porque aproduefao do assucar todos os dias
val leudo incremento, a do algodn deve melhorar,
pols lie bem provavcl que cessem as seccas, e a provin-
cia indo assiin mais prospera, o consumo em todo o sen-
tido se augmentar, e conseguintemente a renda pu-
blica. He verdaile que o Inspector da thesouraria nos
disse no seu orcamento que talvez algumas das rendas
que eslo arrematadas, lenham de diminuir; e funda-
se, para dizer isto, nos abates que tem concedido esta
assembla. Mas eli nao estou por isso, porque, con-
siderando mesmo que os abates possam provar que es-
sas rendas foram arrematadas por precos multo elevados,
eu leinln arei que esta assembla.no aunofinanceiro'eor-
renle, s concedeu um abate, e foi no imposto de 2/500
rle por cabeca de gado consumido, c slo mesmo s-
mente na importancia dos dous primeiros annos do
irieiinio, o que bem prova que no terceiro que he o an-
uo correle, nao se dara peda, e provavelmenle daqui
por dianle, Os outros imposlos arrematados nao tlveram
abales, o bem pouca reclainafos teem havido dos ar-
rematantes, neste sentido: portanto njo ha nenhuma
probablidade de que elles hSq rendam o mesmo ou
mais do que rendeui actualmente.
' J v, portanto, o nobre deputado, a quem respondo,
que a commissao eontou com as probabilidades de una
receita que nao s satlsliiesse a despeza permanente,
como a extraordinaria, c que sopor cautela, c pela In-
certeza da reallsafo dcsla receita, distingui as despe-
zas que deviam ter preferencia. Nao ha, pols, funda-
mento nos receos que tem o nobre deputado, de coin-
proiuettcrcm-sc os cofres pblicos com un dficit, e me-
nos de se aggravar este dficit com as despezas que se
na nila ni faier desde j, como disse o nobre deputado ;
porque sao feitas no exerciclo correntc, e pela sua pou-
ca importancia ageravam pouco a sua reccila.
OSr Arito M.
ja no que fica.
OSr Ado Mas aggravam ou nao aggiavam ? Ve-
O Sr. Jos Pedro : As palavras desde j refereni-se ao
auno financeiro correte; nada tem comoannofinanceiro
segiiinlc e com o dficit, de que se oceupa o nobre de-
pulado. A importancia destas despezas que vao ser fei-
tas j, he inuito insignificante para influir na receita
deste anno, e trazer mu comprometimiento para o an-
uo seguinte. A despeza, por exempro, com o augmento
desdeJ de 100 homens para o corpo de polica, quejie a
despeza que se tem de fazer agora que inalsaviilla.nao he
tiTo grande que nao se possa fmer das sobras que devem
haref. lili un 3 mezes para se concluiro anuo finan-
ceiro eorrente; o dispendio com 200 piafas do eorpo de
polica, em um anno, anda por 44 contos; ein3 mozos,
portanto, importa em 11 coutos, e talvez se gaste
menos, porque apenas se esto engajando [00 homens,
e este utesino numero lie provavcl que se no complete
ueste inez : logo temos de despender mullo pouco, e bem
se v que a vista das sobras que devem haver, pois nos
consta pelo inspector da thesouraria. que com as obras
publicas se teem gasto apenas uns 20 tantos contos, esta
despeza pouco pode influir na receita do anno eorrente.
Kallou mais o nobre deputado no ordenado do admi-
nistrador do ilie.ilro como coneo renilo tamli. ni para
augmentar o dficit, por ser tambem decretado desde j.
Tambem Ihe dirci que este desde j nada tem com a lei
do anuo financeiro futuro; portanto nao pude servir de
argumento para provar-sc o dficit.
Olanlo a de-pe: a que setem de faier com ailluminacao
por gaz, que, suppoe o nobre deputado, ha de sor matar
<|o que o oro.vl.i, eu Ihe dire que se dentro da quantia
dada para a Jlluminacao da cidade se poder elleiluar o
contrato, bem; se nao, continuar a illiiininacSo, como
agora, por Isso que a lei que autorisa esse contrato nao
autorisou urna despeza qualquer para se o levar a ef-
felo.
O nobre deputado censurou -tambem a commissao,
por nao ter englobado as despezas com as obras publi-
cas, e dado ao presidente da provincia a apreciafo des-
tas despezas, tanto a respeito de sua necessidade, como
desua importancia. Eu nao sc, Senhor presidente, se
ohrasse a commissao desta maneira, eiimprlria o seu
dever; creio que nao, porque nos temos obrigafiio de
fixarinos as despezas, c me parece que no lUariamos
esta, quando uodissessemos que obiasse deviam fazer,
cemque importancia se falla cada una dellas. Se pro-
cedessemos como quer o nobre deputado, infringira-
mos, sem duvida, a constliiifao. Crcioquc tenlio res-
pondido ao qobre deputado, e por isso paro aqui.
(Oceupa a cadclra da presideucia o Sr. Peixoto de
O Sr. .Vello reconhecc a sua teineridade em ter falla-
do respeito da lei do orcamento, pois que foi desaliar a
dous habilissimos campeo, que, milito mais talentosos
do que elle, enfarinhados as materias cujo conneci-
meiilo se torna necessario para bem apreciar una seme-
llianie lei. c por coiueguiule conhecedores do terreno,
em que combaten, nao quereni tolerar que elle orador,
que se nao aclia iniciado nos principios econmicos, en-
tre nessa lula.
Isto, porin, nao obstante, be tal a convicfao que tem
de tudo quanto ha dito na casa acerca do estado linau-
ceiro da provincia, est to compenetrado dasideiasque
a tal respeito tem eniiltido, que val entrar eiulica, sub-
jeitar-se aos azares da fortuna, e tentara sorte da guer-
ra, ceno de que occasiocs ha em que nao he o cavalhei-
ro que mellior maneja as armas o que colhe os louros da
victoria, mas sitn aquelle que, pela justica da causa que
defende, tem a fellcidade de ser protegido pela Provi-
dencia.
Dadas assiin as i-asnos que o levam a entrar mima dis-
cussao, para que at corto ponto se nao acha prepara-
do, pols que outras que nao as materias fiuancclras teem
feito o ohjeeto doseu estudo, observa o orador, que o
nobre deputado o Sr. Peixoto de Brllo inll iminoii-se Un-
to, tomou-sede tal enthiisiasiiio, fallou de tal sorte das
a.iniini.ii i. .i. s |i issaii i-, descreveu de tal maneira os
abusos que nessas administrafcs se derain, e empe-
nhou-sc tanto em demonstrar as vantagens que pro-
vincia lem trazido a mudaiifa de poltica, que chegou
a laz-lo persuadir de que o mesmo nobre deputado lia-
via entendido que elle se achara em contradii-fao com
os srus principios polticos c desconhecia essas vanta-
gens ; mas que, lembrado de ter por umitas vezes mam
testado a coiivicfo em que se acha, de ser a poltica
/itjtnnt aquel I i, segundo a qual inrlliur so pode gover-
nar, e que mais vantagens tem trazido au paiz, rejeita es-
sa carta que para elle nao traz sobrescripto, e a reverte
sem mesmo Ihe haver tocado no sello, para ser reiuelti-
da pessoaaqucm he enderefada.
I icseouliece a ni ii 11 a-I i ec.io em q no suppoz apalllia-lo
o Alustre deputado, a quem acaba de referir-se, quando
disse que seadmirava deque elle orador que, nio ha
multo, alli moii que jamis negara os lucios governativos
a administraran, ain la mesmo que com ella n.-io estivesse
de accordo, oraquizesse negar aoKxm. presidente actual,
em quem confessa depositar milita Contlaiifa, um desses
melos, por S. Ex. mu positivamente solicitado no rela-
to ro que este anuo apreseutou i casa; porquanto, se
nao obstante estar acoslumailo a nao tecer elogios aos
seus amigos quando estes so acli.uu na prosperdade,
mas sim quando estao na desgrafa c a bracos com o in-
fortunio, e isto porque tem milito recelo depassar por
lisongeiro, nao s nesta casa como fura delta e no lu-
gares mais pblicos tem manifestado o favoravel juizo
que faz da administrafao do actual presidente, Ihe pro-
pororhnaria nao s esse meio, como outro quafquer,
se entendesse que devia elle concorrer para a promo-
co dos beneficios que de semelhante administrafao
a provincia tem colbido, colhe, e continuar a colher;
mas que assiin nao procede por estar convencido de que
nao iie um meio governalivo especial, e llalla pi'i.leu-
lluii na a.lmiuislr.icau a ci cacao domis duii- ollieiaes
para a secretaria da presidencia.
O Sr. Jos Pedro: Pode al coinpromelter o expedi-
ente do governo.
O Orador nega que esse comprometimiento sede, pois
que a presid eneia pode provr s necessidades do expe-
diente desua secretario. Horneando em pregados extra-
ordinarios que sejam conservados, emquanto se fizerem
noce-, o ios, como se costuma praticar no thesnuro e em
todas as repartifes, quando se acliaui em atraso as res-
pectivas cscripturaf des, e se resoive p-las em dia ; ou
chamando alguus daquellas estafos, em que supera-
bundan!, c das quaes, por.assiui dizer, se conservassem
destacados, emquanto precisos se tornassem osseus ser-
ricos.
Acha esta medida tanto mais preferlvel, quanto, ha-
bilitando o governo com os meios de que precisa para
por no devido estado os trabalhos de sua secretaria, evi-
ta o inconveniente de se crearcm novos empregos, c por
conseguinte um augmento de despesa, c concurre para
que, postos cslcs trabalhos em dia, nao liquem osem-
pregados recein-nomeados com menos afazeres do que
aquellos que se Ibes suppunham ao arbitrar-lhes os or-
denados, nem com direito iguaes aos dos outros.
Provada assim a dispensabilidade da conccssiTo des-
se meio, o orador se suppOc de accordo com os prin-
cipios que ha cii.itlulo na casa, e com a opiniao, que
tem manifestado, de smente se deverem crear empre-
gos em caso de absoluta necessidade, e dizque se es-
te caso ora se dsse, gostoso o aproveitaria em urna
o, ,-asi.1.1 como esta, em que se acha na administrafao o
Exm. Sr. coneciheiro Antonio Piulo Chichorro da Gama,
em quem deposita inulllssiina connaiifa.c a quem deseja
dar as mais convincentes pravas de considoracao.
o suppoe destruidos os argumeutos que apresentou
contra a dsposifo do artigo, que reslitue aos ofliciaes
da secretaria os emolumentos da guarda nacional, por-
quanlu foi a exguidode da parlo desses emolumentos
que aos ditos cinprrgades vai tocar a raso nica que
contra os mencionados argumentos se apresentou, e
no se provou nem se poda provar que una tal exigui-
dade concoma para que essa diniinuico de rendas nao
aggravasse o pouco lisongeiro estado dos cofres provln-
ciaes.
Capitula de mal cabida a censura que lae Riera o no-
bre l. secretario, por nao haver provado, o anno pas-
sado,a existencia do de/Scil,como se comprometiera a fa-
zer, pols que a satisfafa desse comproiiiettimento esla-
va dependente das inforuiafes que exigir da thesoura-
ria, e do resultado do exame, a que nessa rcpartlcao de-
via proceder a commissao para issso nomcada, e da qual
lizerapartco mesmo nobre 1. secretario, que, assiin
como toda a casa, sabe que taes infonuaffles nunca lbe
foram subministradas, c deve por crfnscguinle reconhe-
cer, queasuapromessano loi salsfela por Ihe fallia-
rem esses dados deque tanto, precisara; que Ihe nao
fui possivel obter, apezar de reiteradas Instancias, eque
o habilitaran! a demonstrar de una maneira incontesta-
el a existencia do dficit que sem duvida se terla mani-
festado e em maior escala do que a calculada por elle
orador, a nao dar-se no actual presidente o selo que o
caracterlsa, c que o levou a deixar de lazer todas as
despezas, para que foi aulorisado, bem como a dos soc-
corros que, na importancia de 25 contos se mandaran,
dar aos habitantes da comarca da Boa-Vista ; a da aber-
tura do rio f.oianoa, a dos acudes do Goita e Uamalho.
em que j no sen antecedente discurso fallara, e outras
Julg improcedente a raso que, fuudada as proba-
bilidades, apresentou a Ilustre coinniissao do orcaiuen-
lu a favor do seu projecto, porquanto, falllveis como
sao, essas probabilidades podem tambem uoncorrer pa-
ra o accresciino da receita e augmento da despeza.
Nao leudo sido depulado na poca em que se autorisou
o eng.-ijmenlo dos artistas, o nao leudo por consegua-
te coucoi ri.lo com o seu voto para que se eR'eiluasse esse
ongajamoiiio, nao deve responder pelos abusos que delle
se seguirm, c que condemna, sein com tudo deixar de
reeonlieeer a injustif a com que se diz que os engajados
nada mais literal do que roubar Os instrumentos cbi-
inicos- e physicos, pois que as edficafocs existentes,
que nao loriamos, se esses homens para aqui nao tives-
sem viudo, destroem essa asserco.e mais que sufflcien-
icuiente provam que elles se oceuparam de cousas ntels
ao paiz.
Est persuadido de nao baver a provincia tirada des-
ses individuos todo o proveito que poderia colber, co-
nhece que ella nao linba preciso de urna companbia
mutilado
I

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tao ca* nu cm thcie, nao pode delxar de pronunci-
ar-sc pelacouvcniencla desses cngajamcnloi. poli he so
por ellos que se podcm obter da Europa os artistas fjue
nos devem trausmllUr o goslo que all ie ha descuvol-
vido.
Declara que foi, referinde-ae ao anuo passado, e nao
s transadas adininlitracdea, que classlflcou de pelorcs
as circumstancias financelras da provincia, e isto porque
v que militas drspezas novas se teem votado. .
Observaque a disposicn do projecto ein discussao que
snbjcita o desdej do augmento do corpo de polica as
sobra das despezas do exerelelo corrente, inulilisa esse
desde j, polsque, se essas sobras se nao dercui, o aug-
mento se nao poder effeituar.
Nao pode delxar de notar a falta de fundamento com
que o nobre 1 secretarlo aventurou a proposicao de po-
dor-sc obter a illuminafao a gal pelo inctino, ou a-
inda por menor pre?o que a de azeite; poli que, sendo
incouleslavel quena composlfio do gas entram mate-
rias primas, que se nao encontram no paiz, e que cus-
lini milito caro, pelos extraordinarios direltos que, se-
cundo a pauta das alfandegas, devem pagar, he innegavcl
que a illuuiinacao que por mel *
por multo inais que a de azeite.
quea illiiuiina^ao qucpor-inelo delle se fizer ha deandar
ior multo inais que a de azeite.
0 orador conclue declarando que ainda esta disposto
a votar contra o artigo.
.litigada a materia sufleientementc discutida, he o
artigo siibun-Uidn votacao e appvovado com as cuicii-
dai da commissao.
Entra em discussao o artiga 0.
Lem-se as segulntes emendas da commissao :
o artigo i). 8." aecrescente-se no Hm do mesmo
paragrapho=inciut'e a quanlia de 75/000 re. em augmen-
to dn grali/iearao perlifcenle ao profesior de rheloricaRis
i:>:375WK).=
Apoiada entra cm discussao e he approvada Com o
artigo.
Entra cm discussao artigo 1."
L-se a seguinte emenda da commissao :
No artigo 10 diga-tc=eom o aluguel das casat dos pro-
fesiori de Boa- Vista e S.-Jos, ris 400/000 =
He approvado o artigo com a emenda ; e tatubem o
sao os artigos II, 12, 13, 14 e 15.
Entra ein discussao o artigo 16.
L-se a seguinte emenda :
Accrescente-se=um eonlo de rii para concert da igre-
;'a matriz deSerinh/iem.=Rego Monteiro.*
OSr. Reg Montura declara que o cont de ril, a
que se refere a sua emenda, deve ser tirado dos 9 cou-
tos consignados na verba.
Encerrada a discussao, he approvado o artigo e rejei-
tada a emenda.
Tambem sao approvadoi os artigos 17, 18, 19, 20, 21,
22, 23, J4,35, 26, 27 e 28.
Ao arligo29 manda a commissao a seguinte emenda :
Em lugarderisi3:99rV503=diga-se=l5:586/503.=
He approvado o artigo com a emenda, assim como o
artigo 30.
A commissao manda mesa o seguinte artigo additivo
ue he approvado :
Com o pagamento da metade da divida da viuva de
Jos llamos de Oliveira, proveniente do caes e rampa do
Collegin, 2:77:'/000 r.
Ao artigo 1. do titulo 2." manda a commissao a se-
guinte emenda, que com elle he approvada:
Accrescenle-se=lneJiiJw 6 inferiores para os deslara-
vitnii" e auginentc-se o qoantitalivo.
0 2" artigo he approvado, assim como o terceiro com
a seguinte emenda : ,.._.
Ao 1.* do artigo 3.= sendo 400/000rs. para con-
cert da cadeia da Victoria^. Os membros da commissao.'
Emenda addiliva ao $ 4 do artigo 3."
Com a abertura das cachoeiras do rio Una e a factu-
ra da |K>nte da Almacega, ficando o presidente da pro-
vincia autorisado para contratar este servico com urna
compauliia, no caso de julgar inais conveniente, 3:0000
rs.=Rocha. i ''....
A commissao manda a meta o ieguinte additivo ao
titulo 3.: M '
a Os meios sidos c sellos correspondentes aos ttulos
dos ofliciacs da guarda nacional.
He approvado o titulo 3." com a emenda e juntamen.
te o titulo 4 e seusarligos.
OSr Presidente levanta a sessiio as 3horas da larde,
depols de haver dado para ordem do dia da seguinte:
leilura de projcctose.pareccros ; discussao de pareceres
adiados ; segunda discussao do projecto n. 6; tercelra
do de n. 3 deslc anuo e 44 do auno passado c primeira
do n. M, tambem dcsle anno.
SESSAO EM 27 DE MARCO DE 18V7.
MEtlDENCU DO I. IOOZ IEIXEIBA.
SUMMAIUO. Chamada.. Approvac&o da acta da sessao
anterior. Expediente. Approvaca de um parecer da
commissao de negocios das cmaras. /Idianienfo de oulro
parecer da commissao de (aleada e orcamento. Approva-
ca de um requerimento desta mesma eommiua. Apresen-
lacio de um projecto do Sr. Viltela Tavares. Adoptad dos
projeclos n. 44 do anno passado en.'S desle, em lerceira dis-
cussao. jMiamrnto, pela hora, da segunda discussao d
projecto n. 6.
As 10 horas e mei da manhaa. o Sr. I. Secretario fax
a chamada, e verifica achaieni-se prsenles 20 Srs. de-
butados.
O Sr. Presidente declara aberta a sessao.
O Sr. 2.* 'terciario le a acta da sessao antecedente que
he approvada.
O Sr 1. Secretario menciona o seguinte
despeas eventuacs se pague ao suppllcante os tervljos
que prestou e contina a prestar na referida cadeira que
subslitue, visto o suppllcante nao ser obrlgado aprestar
estes servicos e nao convir que esta cadeira que no tein
substituto, deixc de ter continuado exrrcicio.
a Paco da assembla legislativa provincial de Pernain-
buco, 27 de marco de 1847. Jos Pedro da Silva.
Antonio da Costa Reg Monteiro. Peixolo de Hrilo.
He lido c approvado o seguinte requerlmenlo:
A commissao de fazenda e orea meato precisa, para
fu iidamentdr o ten parecer a respeito dos requcriinen-
losdos cidadios Manuel Romo Crrela de Araujo, Fran-
cisco Carnelro da Silva, Joaquliu Manocl Carneiro da
Cunta, Manoel Florencio Alves de Moraes, Thom Perei-
ra Ligo, Pedro Ernesto Rodrigues diSilvi. Candido
Emigdio Pereira Lobo e Juaquin Jos de Moraes, une
pelos meios competentes eja ouvldo o Inspector da Ihc-
soui ai i i provincial sobre cada urna das prcteuedes, en-
viando-se-llie os inesmos requerlmentos.
Sala das coinmissOes da assembla legislativa pro-
vincial de Pernambuco; 27 de marco de 1847. Peixolo
de Hrilo. Josi Pedro. Reg .Montero, a
t- ui Milu, julgado objecto de deliberado e mandado
Imprimir um projecto do Sr. Vlllcla Tavares, Iransfe-
riinlo a sede da freguezia de Ipojuca para a capella filial
de Noua-Seiihora-do-O'.
ORDEM DO DIA.
Tercelra discussio do projecto n. 66 do anno passado, queap-
prova ocompromisso dairmandade do Sanlissimo Sacra-
mento da cidade de toianna.
He approvado sem discussao.
Tereeira discussao do projecto n. 3 Vlc anno, que autorisa o
governo a crear urna cadeira de prhneiras letlraspara o sexo
feminino na villa de Nazareth-da-Malla.
He approvado sem discussao.
Segunda discussao do projecto' n. 6 desle anno, que cria na
provincia urna caixa de economa.
Artigo l." e scus.
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario interino da provincia, decla-
rando que o Exm. Sr. pretidenlc marcou o dia 27 de
marco para, urna hora da tarde, reerber a commissao
que tem de aprescnlnr sua sancco os actos legislati-
vos decretados. inleirada.
Outro do mesmo, remetiendo 40 excmplares do balan-
ce da receila e despea provincial no exerricio de 1845
a 1846, e 1. semeitre de 1846 a 1847. Inleirada.
Um requerlmenlo, ein que Antonio ('.mu-alves de Mo-
raet, arrematante do dizimo dos cocos do municipio do
Recfe, pede um abatimento noprecn da arrcmatacSo,
ou que se d a mesma por rinda, ficando o peticionario
obrigadusmenle ao pagamento proporcional ao tempo
decurrido. A' commissao de fazenda e orcamento.
He lido e approvado o seguinte parecer: '
A commissao dos negocios das cmaras municipaes,
a quem foi remetlida a petico de JoaquimClaudio Mon-
teiro que pede a esta assembla a iudeinnisacao de um
terreno na contlnuajo da ra da Aurora, destinado pa-
ra opasseio publico, segundo a planta desla cidade, de-
pois de examinar lodosos documentos, com que-o peti-
cionario insiruio sen reguei imenlo, he de parecer que
se lhe delira favoravelmenle, ofliciando-se ao Exm. pre-
sidente para mandar proceder nos termoi da le provin-
cial n. 129, de 2 de malo de 1844.
Leiii-sr as seguintesTmcndas que, tendo apoiadas, en-
tram em discussao:
Nol.depois dapalavra = conclluinM = accres-
cente-sr -= annual = ; o inais como no artigo, a
ii No 6.", ein lugar das palavras == desde mil ris eseus
mltiplos al dex contos de ris de cada vez = diga-se = des-
de mil ril e seus mltiplos al a quanlia que Ihes aprouver.
Nuncs Machado.
OSr. Tllela Tavares niio quer impugnar o projecto ;
acli.i multo vantajosa c de muita ulilidade a creaco de
urna caixa de economa, e deseja votar por ella; mas,
emharacado nessa votacao pela dispusiriio, que obri-
ga os empregados provinciaes a serrn contribuintcs,
pois que cssa contribuido forcada parece-lhe um im-
posto, tanto menos cabivcl, quanto he tao exiguo o or-
denado desses empregados que a mais das vezes nao
Ihes elieg para occorrer s suas mais vitaes necessida-
det, e nao pode ser justificado pe|a ideia de beucficiu,
pois quecste nao pode fazer-se contra a vontade de quein
o recebe: e por iss i, no tendo a.ssistido primeira dis-
eussai) do mencionado projecto, dcsrj.-i que os nobres
deputados que o apresentaram, o liri'iii desseembaraco
desenvolvendn essa sua doutrina, e assim o habilitem a
acompanha-los por mnis esta vez em suas opinldes que
sempretem reputado muito rasoaveis, emulto ajustadas.
O Sr. Nunes Machado rom era por agradecer ao Sr. Vil-
lela Tavares a urbanidadr com que classificou de rasoa-
veis e ajustadas as suas npinides c a do nobre deputado
que com elle assiguou o projecto em discussao ; c bem
assim o concurso que Ihes ha prestado, semprc que
aventain qualquer ideia na casa, e conseguem justiti-
ca-la.
Como, quando o projecto te discuti pela I.' vrt, o
orador, nao obstante a flaqueza de suas frcas, dc-
monslrou, de maneira a nao deixar a menor din ida, as
vantagensque delle se deviam seguir, nao se estender
muito, e limitar-sc-ha a dar ao pobre deputado que o
preceden, os esclarecimentos que lhe pedio.
Nao ada muito correnlc o principio de que nao se
pndeiii l.i/.i i beneficios contra a vontade do individuo
que tem de rcceb-los, porquanto, a passar semelhan-
le doutrina. a sociedade nao leriao dircilodc subjeitar a
tima tutela, e por dependentes de una administrado os
lient de qualquer de sens membros que, supposto se
ache no uso da mais perfeita rasSo, teuha o defeito da
rodigalidade, e em coiisequencia delle prepare um
uturo desastroso nao s a si, como a sua familia ; nao
teria o direito de obligar os que uella vivem a acommo-
darem-se a certas e determinadas regras, que ai vezes
conlrariam as suas mais pronunciadas tendencias.
Quanto a exiguidade dos ordenados dos empregados
provinciaes, eutende que ella he urna rasao de mais a
favor do projecto porquanto, sendo muito provavel
que o individuo que tem pequeos vencimentos, se no
resolva a formar voluntariamente urna reserva que, no
lini da vida, o ponha ao abrigo do pauperismo, e de-
pois da morte, acautele da miseria sua familia; c
cumprindo, como elle orador j provou quando pela
primeira vcz_fallou acercado objecto ein questao, adop-
tar medidas capazes de evilar que os meiubros da socie-
dade que nao t:io empregadot pblicos venham acarre-
gar com a viuva e os filhos daquclles que o forain, e ao
mesmo lempo concorrer para que nao inais se augmen-
te a lista dos pensionistas do estado que to avallada j
se avila ; ningi'em poder delxar de reconheccr a con-
veniencia de urna disposico qualquer que porventura
possa inuir para que essas medidas vSo apparecendu,
Dados assim os esclarecimentos solicitados pelo Sr
Villela Tavares, e fritas muras limitas considerares, o
orador passa a justificar dais emendas que mandn a
mesa, e dii que a primeira, pela qual propoz que de-
pois das palavras5 por ccnlo-se collocassem as=dr
ennlri'duira'n annua(=tem por liui evitar os equvocos
que porventura se possam dar, e que por essa forma fi-
c.iin evitados; e que a 2.', pela qual indica que se elimi-
ne a quantii em que era fizado o maior dos mltiplos
de 1/000 ris, enm qiie os contribuintcs particulares
podiam entrar para a yaixa, leude a deixar a esses con-
ii iliuintes urna liberdade mnis ampia.
O Sr. Villela Tavares combate com diversas rasfles as
iileias cu.inicia- prlo precedente orador.
O Sr. Jos Pedro diz que, persuadido de nao ter sido
entendido na primeira discussao do projecto, quando
trana do direito que tem a assembla, de obrlgar os
empregados pblicos a contribuirem para a caixa, que
se vai criar, volta discussao para dar algumas expli-
eafies das suas proposicors ; c bem qulieraque no Ios-
te decidida esla qucsio sem maduro exame, por isso
que della dcptnde a rxecufo do projeelo.
Entrando na questao do direito de propriedade que
tem o empregado no seu ordenado, ar.ha que deve nter
distinco do direito que tem a assembla, de augmentar
r diminuir ordenados, do direito de dispdr dos ordena-
dos vencidos, para o fin, a que e propdc a caixa ; edil
da maneira, e prescrevam a limitacao dos lucros as
cmprezas, como o faz o projecto.
Diz que, se o projecto foi creado por presumir-se a
prodlgalidadc nos empregados pblicos, como lhe pa-
receu ouvlr dlzer a um dos teut autores, tem inais uina
ras.o para volar contra, pois nao admllfe que hajain
empregados pblicos prdigos, por isso que os prdi-
gos nao podein ser empregados pblicos.
Nao admitte que a contrlbuico que os empregados
teem de dar para a caixa, esteja no mesmo caso da con-
trlbuico que deram os empregados pira a guerra do
8ul, como disse uin nobre deputado em um aparte,
porque esta contribnlcSo llnha o carcter de imposto,
e como ninguem esl Isento de contribuir para as des-
pezas publicas segundo oj seus llaveros, os emprega-
dos no podem delxar de tubmetter-se a etta contri-
buir no. '
O orador aluda combate o projecto, por ferlr um ou-
tro artigo constitucional que. garante a liberdade de in-
dustria, edlx que." sendo as operaefies da caixa operaefles
cominrrclars.eos possuidores dos fundos desta caixa
forcadosa cmpreg-los oetla industria, tica evidente
que o projeelo anda por ctte motivo he inconstitucional.
Pede finalmente casa que se record do calculo que
elle apresenlou quando se apreciou o projecto em pri-
meira discussao, no qual mostrou a nenhuma vantagein
que resultava da sua execucao; e dizque elle tera inais
urna rasao para votar contra o projecto, te no numero
das vantagens presumidas pelo nobre- deputado que o
defende. se quizer incluir a de poderem dlspor os nerdel-
ros dos fundos capitalisados pelos cuntnbumtes; porque
he na permanencia destes fundos na calxaque te poder
tero garanta de tubtittenciadot herdeiros, c livrar-te
a tocledade de carregar com ai despe.as de sua tusten-
900, se para tanto cliegarem oi lucrot da caixa : con-
clue votando contra o projecto. ___
Julgadaa materia discutida, he o artigo tubmettldo
votacao c approvado.
Entra ein discussao o artigo 2."
Saolidas, capoladas para entrarem cm discussao as
teguinles emendas do Sr. Peixolo de Bnto :
. Ao artigo 2.--Em lugar de= 10 eonlOJ=:dlga-iC= 20
conlos.^= .
Ao 4.-Accrescente-tcno fnn=edc lera.=
O Sr. JVunc J/aenado participa que a deputa93o que a
assembla cncarregra de apresentar ao presidente da
provincia os aiilographot das lels ltimamente decre-
tadas, cuinprfra tua mlssSo ; cqueS.fcxc, leodo-a re-
cehidocom as formalidades do costume, te servir de
dizcr-lhcque tomarla as ditat leii na devida comidera-
a etta assembla a demolido do urna casa que Antonio
Jote de Magalhiies Battot se ach edificando no pilncl-
pio da metma ra da Cadeia, fra do alinliameinto.
Cabral. ,
(Conlinuar-e-aa).
IIURIO DCPiBSAiBDCO:
naoxrx, i z mahoo [bi 1M7.
Na assembla, a ordein do dia para a sessao da ma-
nhaa, he: contlnuaciio da de hoje ; leitu a de projec-
los e pareceres ; primeira discussflo do projecto n. 14
que eleva categora de villa a povoa5ao do Crreme, '
e do de u. 15, .que autorisa a presidencia a comprar, no
lugar que inais conveniente for, um terreno com as
condiefles precitas para o ettabelecimento de um fa-
zenda normal.
Correspondencia.
cao.
A assembla fiea inleirada.
Contina adiscussosobre o artigo 2. e emendas. _
Ko havendo quem o iinpuue, he poito a votajao e
approvado.
Entra em discussao o artigo ."
O Sr. Reg Monleiro observa que a circunstancia de
dever a caixa. emprestar duheiro a 6 por cenlo, quando
em itera! elle etli muito mal caro, ha de concorrer pa-
ra que apparecam poucos contribuintet voluntarlo! ; e
desejoso de evitar esse Inconveniente manda a mesa a
seguinte emenda :
u 0 premio ser de nove por cenlo, podendo. ser re-
dimido a 6 por cenio no flni de 5 annoj : o maii como
no artigo.
Apoiada, entra cm discussao.
O Sr. Nunes Machado poTidera que, supposto seja bara-
to o premio do dinheiro que se houver de emprestar,
todava, como o empreslluio lie feito com minia togu-
ranca, e as especulares hao de ter proniplamante re-
petidat, altenU a certeza da rcalisa9ao dn capital empre-
gado, nao se pode temer a falta de concurrentes, por-
que estas circumstancias mullo, anmam os especulado-
res. ,..,
OSr. Reg Monltiro insiste cm tull prinielras ideas,
mas reduz a 8 por'cento o premio do capital empresta-
do, e a 3 anuos o prazo para a dltulnulffio deste premio,
Julgadaa materia discutida, he o artigo approvado,
sendo rejeltada a emenda do Sr. Reg Monteiro.
Dcclara-se em discussao, c sem ella Ue approvado, o
artigo 4.*
He lido e entra cm discutiSo o seguinte requeri-
mento : ...
Requeiro para entrar em tegunda diteussao o pro-
jecto n. 8, na primeira sessao seguintetaurcnlt'no.
epois de Impugnado pelo Sr. Netto, como lunda-
inento de que se nao poda declarar urgente um nego-
cio de interesse particular, quando estavam pendentes
nimios outros de interesse publico, e de sustentado por
seu aulor, he o requerimento posto votacao e appro-
Tanibcm he lido e approvado o seguinte requeri-
mento : .. ,
Requeiro que se d para ordem do dia da tetsao
seguinte a tereeira discussao do projecto n. 10, visto J
se ter passado o Intersticio dn regiinenlo.--floeno.
O Sr. Presidente d para ordem do dia da sessao se-
euinie leitura de projeclos e pareceres ; discussao de
pareceres adiados; tercelra da Ici do orcamento-; con-
linuacjo da segunda do projecto n. 6 ; segunda das de
ns. 12 e 8 ; tereeira do n. 10, o contlnuatao da ordem do
dia de hoje: o levanta a tessao. (Eram 2 horas da tarde.)
' Srs. Redactores. Tendo apparecldn, no nioz de de-
zembro do anno passado, urna pergunta dirigida A mim
relativamente a un autos, em que se dltla que a faien-
da provincial exiga de Jote Rodrigues do Pa9o o resto
do uso e frucio do legado que lhe dclxsu Domingos Ro-
drigues do Pa9o, del a resposta que julguei convenien-
te, declarando desdo logo que o fazia para que se nao
interprctasse em mal o meu silencio: depoit appareceu
urna outra pergunta, e como' nella se dizia que ie me
poria a calva aotol, espere! pelo cunipriment desta a-
ineaga que finalmente appareceu no Waro-.VotiodehoJe,
27 de marfo.
Alii tou aecutado de nao haver tratado de cobrar o uso
c friicto devido por Domingos Rodrigues do Pa90, prlo
uietquinho interesse de cont e tantos mil ris, que di*
o J. recebo do Paco, como seu advogado; e deixo
de defender-me desta aecusa^io, porque felizmente he
tao miicravel que ser repellida por todnt ot que me co-
nhecem, e me quiserein faier jusiica: exer9o a prolis-
sao de advogado ha mait de des annos netla cidade, te-
nho servido alguna etnpregot pblicos, em que podia
ser tentada a minlia probidade, bem como o de promo-
tor publico, e ltimamente exeryo o de procurador-liscal
ha mais de qutro annos; nunca fui aecutado de torpeza
alguma, e s agora o J. foi que te lelnbrou de procurar
manchar a minha repula9ao, pretextando um motivo
tao mesquinho que s excita indlgna9ao: he gcralinentc
sabido que pela minha profisso ganlio para mantrr-
nie com decencia, e sustentar a minha familia, que te-
ndo tal ou qual clientela; e como por cont e tantos
mil ris por anno iria manchar a minha repulgan que
he o nico bem que possuo ? Nada mais direi este res-
peito. Pelo que respeita aus autos principiados no.lem-
po do Sr. Regueira Costa, nunca me chegaram at maos;
nunca delles tlve conheciinenlo, comoj o declare! na
minha primeira resposta, e deste tpico drclinou o J.
confessando assim a temerldadc de sua primeira aecusa-
9io. EsooJ. sabe do contrario, declare-o sem rodeios
c positivamente, que o convencere^ de calumniador.
Sinto que a minha posean me nao consiuta de erttrar
ein una discussao acerca do pretendido criino, que diz
o J: ter eu commellido, por nao haver promovido a co-
branfa do irllo desse uso-fructo judicialmente, pof-
Saladascommisses da assembla legislativa pro-
1847. Cabral.

Pinto cYAlmeida.
vincial de Pernambuco, 26 de marjo de
He lido, e fica adiado, por ter pedido a palavra o Sr.
Njlto, o seguinte parecer:
A commissao de fazenda e orcamento, tendo na de-
vida importancia as ratoes apresentadas por Jos Bcr-
nardinode Sena, professor de latini do lyco, que pede
a etta assembla ser pago dos servaos que, por ordem
do director do mesmo lyco, preslou, e esta prestando
no exercicio da cadeira da lingoanacional,'desde odia
16 de abril do anno passado at o da abertura da assem-
bla gcral e do dia do cuccrramcnio desla assembla
perdante, os quaes nao lhe quer pagar a llietouraria,
por ter o propriolario da referida cadena, posto que im-
pedido, percebldo nesse lempo o ordenado que lhe com-
pele, c apenas perdido o do lempo, em que como depu-
tado geral csteve no exercicio deste lugar, e por isso s
neslo lempo julgou a thesouraria que o suplicante -
nlia direito cratificatHo pelo exercicio da dita cadeira
que substituio e ainda subslitue; he de parecer que dat
SESSAO EM 29 DE MARCO DE 18W.
FaltlDENCU DO St. SOUZl teixeira.
SUMMARIO. CAdmada. Approvacao da acta da sessao
anterior.. Expediente. Rcclificacao dos Srs. Tllela
Tavares t Nunes Machado. Requerimento do Sr. ISetlo.
Rejeico do parecer da commissao de fazenda sobre o reque-
rimento de Jos Hernardino de Sena. AdopcaO, em lercei-
ra discussao, do projeelo da lei do orcamento, com diversas
e mendos.
s 11 horas da manhaa, o Sr. !- Secretario faz a cha-
mada, e verifica acharein-se prctentei 2* Srt. depu-
tados.
O Sr. Presidente declara aberta a sessao.
OSr. 2. Secretario li a acta da sessao antecedente que
he approvada.
O Sr. .'Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Uin ofiicio do secretario interino da provincia, remet-
iendo um outro da cmara de Garamiuiis, acoinpaoha-
dode urna representado dos habitantes d'aquelle mu-
nicipio contra a subdivisao que te prcteude fazer, da
freguezia de Santo-Antonio de Garauhuut, e a crlkfM
de una villa na povoa9p do Crrenle. A' commissao
de eslalislica. J
Outro do mesmo, irantmiltindo O exempiares do ba-
lanco da rCccita e despe/a provincial uo exercicio de
1845 a 1846, e piimciro seincslre do exercicio de 40 a
47. Inleirada. .ce
Oulro do iueiinorporlicipaudo que &. Ex. o br. pres-
deme da provincia exigi da cmara municipal desta
cidade a iufurinafo, que a assembla solicitou, ai
3ue, pendendo um proersao em juizo este respeito, por
enuncia de Jote Fernaiulet Brasil, nao me he licito a-
ve iiturar juizo algum: liinilo-ine, pois, a diterque, nao
me trndo sido remetlida relacao ou coma alguma da
respectiva reparticao, como determinas legulamcnto
de 28de abril de 1842, artigo 11, <*) nem sendo procurador-
fiscal ao tempo em quesefeeo Inventarlo, nao tinha
dados para promover esta cobranca, nein mesmo saber
te era devido tal imposto, tanto inais quanto, trndo pro-
movido em parte a cobraba do sello dos legados del-
xados por Domingos Rodrigues do Paco, sello tirado da
totalidade dos bem, fiqurl ceno de que nada mais tinha
que promover: o inventario foi feito, ejulgada a parli-
Iha em 1838 ou 1839, entretanto que fui nomcado para o
emprrgo de procurador-fiscal ein junho de 1842, e se
'com eil'oito era devido outro sello alcm do que foi pa-
go, e que comitiva dos autos, nao Uve disto a menor in-
formafao, c nem podia capacitar-me que ainda eslivesse
por arrecadar em i842: o meu antecessor era emprega-
do muito probo, c exacto no lumpriiuento de teut de-
verei.
Depoit que entrei em exercicio cstsva em execucao o
regulamenln de 1842, eni virtude do qual,havendo lega-
do de uso e fructo, deste uto-fi ucto e na rasao de 10 por
ceuto do rendimentodos bens de raz, c de cinco dos
bens movis," he que se pagava o sello, e nao de 10 por
cento sobre a totalidade; ,e -como' pelas certidoes que
me foram enviadas, vi que eslava pago o sello da lolall-
dade dos legados, nada mais me cumpria fazer, at por-
que, tendo promovido 0x00119.10 contra D. < atliarijja
Francisca de Espirito Santo, { de quem fui tambem dB-
vogado cm questao importantissima ) para havrr oscilo
do uso e fructo, por particlpa9o que tive de que ne-
nhum sello davia pago, e pi ovando ella que havia pago
o sello da totalidade, a rela9ao mandn que pagaste o 00
uto e fructo, reslltuindo-se o que indevidamente linda
pago, pela obvia rasao de que nao devia pagar dous sellos
ao mesmo lempo: ora, pendendo esta questao na rrla-
9o, por embargos, aiuda quando tivesse conheci-
inenlo do tello-devldo por Paco, devia esperar por uina
decisao proferida sobre caso idntico para regular o
meu procedimenlo. A inleivenfiio que tive lias questdrs
do Pa9o, foi relativa a lide cpie este leve com seu euro
Juaquin Antonio da Silveira, o 'que nenhuin conheci-
inenlo me podia tubiniuitlrar acerca de ser devido ou
uo o sello do uto e fructo.
Em nina palavra a partilha, de que te trata, leve lugsr
tret ou quairo anuos antes de ser eu nomeado, e por liso
jamis poderla ter aecusado de connivencia por falos que
tiveram lugar antes de exercer o cinprego, principal-
mente nao leudo tidoconlieciinentoneiiliun oflclal: em
breve tem de ser decidida a Renuncia do llrasll, c polo
seu resultado se condecer se causci prejuizo algum a
faienda ou te incorrl em omissao. Espero ette resultado
para dar cabal resposta ao i.
Concilio dixcudo que muito csliinaria que o Exm-
presidente da provincia tomaste informa9o deste nego-
cio, pois que, tranquillo ein minha consclencia, nunca
receiei qualquer iuvetligacao acerca de meu procedi-
inento: e como o conceilo, que tendo a felicidade ae go-
zar, nao depende do J direi anda que dospreso o Doiu
ou mo juizo quede mim faca, ,contentando-me com
os dos dumens honestos e iinparciaes.
Pela inser9ao dess linhas obrigaro a
J. U. G. Alcanforado
quo, levada a" questao para -slc ponto, ninguem lhe da prctoiifo de Cactano Theodoro Anluues Villaje.
poder convencer que o empregado nao tenha proprio- Inleirada.
dade nos seus ordenados; porquanto resultam elles do
seu trabalho, do emprego de suas (acuidades pdysicas,
ou Intellccluaes, e por Isso urna vez vencidos ninguem
pode contra sua vontade ditpr dcilcs sem fazer urna
violencia.
Observa que nSo aclia, quanto ao direito de proprie-
dade, nriitiuiu.i dIBerena entre o salario do obreiro e
o oideuado do empregado publico, por isso que ve nrs-
les dous vencimentos os inesmos caractersticos do pio-
priedade ; e nao se negando que o salario soja proprie-
dade do obreiro, nao v rases sufficientes para que o
ordenado nao o seja do empregado.
Declara que nao admitte a paridade dos oxomplos.tra-
zidos a casa, de resliifoes feitas pelas Icis civis ao direi-
to de propriedade ; por isso que, poslo nada saber da
legislaco e direito civil, se persuade coinludo que toda
a legislarn civil a este respeito s tem por liin obtlar a
prodigalidad.- ; e nao sabe que hajain leis civil, que
obrigciu o emprego dos capilaes de certa e dctermiiia-
oiilro do mesmo, acensando remessa dai poiturasda
cmara municipal da villad'Agoa-Prela. A' commissao
de posturas das cmara.
Outro do inesnio, remetiendo um officio, ein que a
cmara municipal deila cidade pede a derogajao da pol-
lina que obi iga os donos das casal ue negocio a agoar as
frentes e patteoi de suas casas. A' tammist+o' das poi-
lurai dascamarass.
Um requoiiiiiculo, cm que os moradores da povoajo
deS.-Jose de Reierrut, o mais lugaresadjacenlos pedem,
como uuico recurso seWa que .ctfrtm.acoiislgnaaode
una quota para a conslruc^ao de um atudeque lliesfor-
neja agoa. A' commissao' de fazenda s orcamento.
He lido e approvado o seguinte requerimento.
- Requeiro, por parte da commissao dos negocios das
cumiaras municipaes, que se pe$a lnforina9ts ao governo
acerca da poiifo do Jos Francisco Pereira da Silva e
J0S0 llenrique da Silva, pioprieurios as ras da Ca-
deia e Coliegio, do bairro de Santo Antonio, que pedem
DOCUMENTOS.
Joaquim Periirade Carvalho.fidalgoCavalleiroda
rial, cavalleiro professo na ordem de thristo. e<
___iff_- .,_ ./J_,- .1. Vnl_ i,,lnn,',i 110 lirei/c
uingos Rodrigues do Pajo, solteiro, delles so inostia ua
partilda a que se procedeu, ua_disposi(ao da
Francisco
'casa imperial,
a mo de orphos da cidade de Sanlo-Anlonio do Hecil' ^
seu termo, provincia ile Pernambuco, por S. *./.'
Sr. I). Pedro 11, que Dos guarde, ele.
Certifico que, vendo os autos de inventario, in'"
procedeu dos bous que ficarain, por lallocimenlo de uu
- ..... H*. urn .niiPirn. dellet ie uioatra "
- mc;,ua'
do remaueernte dedil*'-
a addiSo seguinle : dette liquido ^iMixvcvnuac o-
rain o tollo nacional na importancia de ^?'1"''
na primeira lobre parlilda a tegulnle dd'C.*,ci'
quido reinanecente dcduxia-
porlancia de 1:847*829 ril:
deduziram o sello nacional
na tegunda sobre pariu
o que lie .o legumte : licito liquido reinaiK
cenlo deduziram o sello nacional na importancia "
e
OderJt: "c iiatcrcoira c ultima sob.e Par|1'^
seguinle add9o 1 deste liquido ^Mcentededui
rain o sello iiaoiopal na imporlaucla de 0:I*6#S4* >_
njas qbanas da parlilda, p.....eir e segunda so^c
partilha foram dadas ao leiuinenlciro uivcntariaute v^
) A cobranja das taxas devidas dasheranjasjluven-
tariadae partilhadas ter_proumvjda pchajnrt*C^_
tivos, havendo o procurador da fazenda as con ti
cisas informaces da Pcebedoria do municipio.
tai e P'
MUTILADO L.


sssp
. mira naaar a fasenda publica, c
,,,, subscripta e asignada nesla di-
s'ar a presente Pr.A|ll01I0 do Recle c seu termo, pro-
ta cid.*'e "",0 a0, 20 das do mea de marco de
vinel *^"S, de Nosso Senhor Jesus-Chr.sto de
nod,olriSS da independencia e do Imperio do
i. 't'SSSS e a.slBne Franewco ./..im IV-
FzescrevercassIgnei
/..eos, eaoalli.ro do ordim de Chriilo
t""1"" unai d .riJacno de Permmbuco, etc.
'^.Tfieonuc revendo o autos de appel acao c.vel,
" ,Certnlso do feito, da faienda nacional esta ci-
ld**i artes, appellsnte D. Catharlna Francisca
Sanio e .pellada a fa.enda nacional, del-
-hamo, eii____ rr.rirlo neite tribu-
dade
1",COn,SHUo7aulosda forma"e'aiieira seguate.
,l en> ditos a10 "" _ue coiiHrmam a sentenca
"KCtZ t. d fundamentos, vistos o, au-
FMr Xarics. porta, e quea PI*" "
,0, com dcclaracao p .cito do uso-lruc-
'" irrito silvo a compensar com p sel o uo uw-iruc-
presente. *._'.,,. P escrivac- abano as-
--- Para o Ceari seguir com brevldade o brigue-e-
cuna Henriquetn: quem neltc pretender carregar, oU
de passagem, falle com o mestre, Jos Joaqulm Alvesda
Silva no trapiche Novo, ou na ra da Cadela-Velha, n.
17. segundo andar.
Para o Rio-de-Janeiro o hiale Nereide segu v.la-
gem com multa brevldade. por ter o seu carregamento
rjnasi prnmplo : quera quizer carregar, ou mandar es-
cravos a frete, para o que tcm excellcntes commodos,
dirija-se a ra do Vlgario, armar.em n. 5.
~ Para a liahia segu com brevidade o hiate S.-ff'n-
dirto, de superior marcha : quem nclle quizer carrrgv
ou ir de passagem, trate com Silva 8t Grillo na ra d
Moeda, a.'II.
I.rilad.
Perda.
Perdeu-seuraafronhadelavarlnto chelo, com iasi
um palmo de largo, e com Blcco de un P>"' d"ac *
ruadoQueimado6atea trawssa de S.-Jos : que*
chou. querendo restituir, dirija-se a ra do Q"naao-
loia n 13. que ser generosamente recompensad o.
~ Pcrdcuse, no da 20 do cor. ente, na ra doAttr
da-Uoa-Vl.la. um cao perdigue.ro a.narcllado, ""
nariz rachado a mel, pequeo e curto : quem o acnar
quelravir entrega-lona ra da Crnz do nec.fr. n. 9. ou
dizer aonde existe para se ir buscar-, gratificando-sege
nerosamente a petsoa que delle der noticia. ,,,, d.
- O Sr. que annunclon, no da lerfa-feir.,precisar de
urna ama para hornera tollelro, dlrlja-se ao Mondego, n.
70, que achara com quem tratar tro
- De.eja-se fallar aoSr. los Das da S.lva Molrao,
para negocio de seu Interesse ..,_.. ,
1 J. E. Vleira roga ao Sr. thesourelro da loler a da
James Crabtree 8 Companhlafarolellao, por in-
tervengo do correlorOllvelra df grande varledade (le
fazendas Inglezas, proprlas deste mercado, para fe-
char contas : hoje, 30 do crreme, as (0 horas da ma-
nila, no seu armatem da ra daCru
Avisos diversos
LOTERA
Fabrica de chapeos de sol,
T
VirToria. que nao pague o meto bllhete n. 207., se sabir
premiado, por o ter perdido o qual tema sua asslgna-
lura no verso
M v1ge,..;o!etod
E "ubscrevi e nssignei. fem fe de verdade
ruda GaM.no de ONfrira Mome.
e do imperio do
e coa-
C0MMERCI0._____
Aliandegn.
RF.NDIMENTO DO OA 29- ......5:412/393
DEcsaaKom hojs 30.
Brigueft>reW.abacalho.
UrigueJfiinromercaduras.
Consulado.
RF.NDIMENT0 DO DA 29.
Geral....................' \'.....' Ro/trina
Provincial......... jp>*"^'-......
698/876
.jj__ii.i- uyE'i1'
Iliwiiiienlo
1:977/996
MR
Matriz da Cidade da Victoria.
() ihesoureiro de novo certifica que as
rodas d'.a lotera andam impreterivel-.
mente no dia i5 de abril prximo futuro,
como tem annunciado j e declara que o
respectivos bilhetes vender-se -h8o s-
mente at o dia 8 do dito mez, por isso
que os que anda restarem passarSo deste
diaem diante a ser vendidos por contade
urna aociedade que se acha organisada.
A' vista do que, pensa o mesmo thesou-
reiro que nao haver mais quem duvide
da realisacSo do andamento das rodas no|da Lenta, por
referido dia i5.
Jos Soaresde Axevedo, professor
franceza no lyceo. tem aberto
' Pergunta-sea, autoridades po.iciae, ou crlm n.e,
a que,,, competir, o motivo por que a remelle.da cau-
telas de oitavos, decimos, e *'8n0 dM0^Uo,
Rio-de-Janeiro que .o aqu vendida, se nao ^tr |os
em execucSo o artigo do regulamento das loteras a bal
podero vender cada um delles em taa'n/cI' ',,
gessi.na parte; deverfio assignar as cntela*, ou recibos
Se interesse. o nome intelro aelo WW^
prestar llanca Idnea & indemnlsatao de qualquer damno,
prestar Banca._
e os ,,oderao vender as T.roprias casa
A transgressao de qualquer das dlspos cOes deste ar-
tigo ser p5i.ia com, pena de desobediencia e multa
igual ao dobio do pre^o do bilhete.
d Mello retlra-se para o
do Porto.
Nasio entrado no dia 29.
de lingoa
em sua casa.
A'oiio tahidoi nomeemo dia._
Conipanlii
Val-Paraso; brigue ingle Hanjer, capltao James can
calaV; KQS-' **". c,il50 A,exandet F,n'
dail, Carga assucar,
fnndeea de Pernambuco, por S. M. o tmperaum
o.xa da marca Ki,^, con. niaU no ac(|| da
c^n^re^a JS? taileSw- = M
determina. POp.TARlA. ,,
. A cmara municipafdesta J^aK
un aprese..lada;as llce
respectivos co.."h'ecmnto. de hayemn pago
ra d Rangel n. 59, segun-
do andar, um.curso de GEGBAPHlA
e IUSTKIA, e oulro de LLliyULW-
CIA NACIONAL. As pessoas que desc-
iarom estudar urna ou outra destas disci-
plinas, poden diiigir-se a indicada resi-
dencia, de manl.Sa at s i0 lioras, e de
tarde a qualquer hora.
-Preclsa-.e deumeaixeirodela 18 annos. para
oiins. com
Precisa-se .... %..----------
praticada mesilla : no Manguinl.o, n. oj.
Marcelllno Harbosa de Mello re
PIlQuem tlver bom vinhode anana, para nM*
ra aanunciar na inoradla por este mesmo Diar.o, do
contrario, dirija-se a ra do Vlgario, casa n. D.
Aluga-se urna casa terrea na ra
A-ugusta, com multo bons commodos pa-
ra urna grande familia, epor preco com-
modo: a tratar na ruado Crespo, n. 5.
Aluga-se urna mei'agoa na Iravessa
5ooo rs mensaes : na na
do Crespo, n. 5.
Aluga-se, por preco commodo,
urna casa lerrea na ra de Agoas-Verdes
com grande soto para familia e loja com
armacao para venda : na ra do Crespo,
"'-'Retira-se para Europa Lulz Jos Pondr com sua
ZSGt2h -'.to "e.eulnteresc: na ra do
CrC,Pn de seu Interesse: na ra do Crespo,
"T" ra do Fassio, n. 5.
U Loubet ten, a honra */%*%* ^plaS
ao respeitavel publico que r'bei u J de pan,
sor.imentode chapeos de aol.Unlo -de ett ac conneci.
ninho furia-cores, c de todas as "J2= e. co-
da* O fabrcame flanea ?'f a"?eorar. do
res; assim como tem chapeo de so> P*'a,;e^m abu-
ultimo gosto de Paris. Na .ne.,,a fabr ca ha co ^^
dai.cla chapeos de so de seda e pan' gua,
maior pois teeru32pollegadas.bera rmacOes e boas fasendat; .endo ralee da
au,rda-eAuu: tambera ha urna norcao de cn^, ric0.
ultima moda de Pars. ^"f^*^ffV2S|W e
e ponteiras. borllas para o nnJn""n_c^Loi de sol,
tamben, se faarm lodosos cnc"\nVo,obtoa mais rl-
pois para Isso haum bomort..i.ento dbj' n^
s;.'KrsoX=3- *-
veiwr a. armares de chape" de I velhoi.
Tresse, abricante de orgos e
realejos, no Aterro-da-Boa-Yis-
ta, n. 21.
avisa ao publico que elle contina ^^"rS
para igre a de lodosos tamaitos, com rof.?' ""
[o. cof tambor, oainpalnha, contado Wd/'h" .^
danca; as pessoas que o honraren, em vls.ta-lo cbarao
(e, tre out". obras j pro.nplas) tres orgao par t Igre-
a.ououtro qualquer lugar que sera du> ,da nao tem
apparecido aqitii a duas finas, a ""''^J?.
realejo por falla de organista, ou l'r^"^"f"^*.
lo: entilo se toca com a chave, como se ">'"'> r"!gJ '
obtendo a n.esn.a voz. "^ndo noscyUn^roa a rma
ou qna.rn.er nu,,.cade:ireja, tnde. unido n. e.^
; tamben, oncerta;
pe marchas novas,
^raiditoorgao-forte-piano:^. :-onwr|a lanoi e
Leinos, a negocio
n. 15.
J!lrVAdu0gk..e urna casa mei-aga u ra da Alegr.a.-n.
fcaKKSS asa ss
dita casa, aonde ser bem ^w;. rua n0,a
- *lnffa-se unta ptima casa terrea, sita na rua u
-,e onde elle est, e entao proceder-se-na pelo.
Cftrece-se un.a ^\$egZH
- l)rsappareceu.do P'"'f',0.a"0 JnrfMe, um cSozi-
app
inesnia
desconfia-se
inelos legaes.
na ra dVSealla-Vellia, 11 50.
a*jaS5fiS5feSls=S^giP=5^ *
.Verciaes; CO.no tamben, um"curso completo degeome.
assuas applieai
referem a arle do engenl
WmfMMmmKSSSS-~~
nao cousinta d'ora en, '-"" :. lice,Tcascomos
-Partesme^iar^ ;;--c0 lmp04j.
19 U< da lei do orcamenlo
de 30 de novembro do mino
...ii;,.rucia de 1'*^ 8 uiin
'0!:aSa%a,afMu.i. sendo
a,USeeptiveis de arrecadaco as in.po
tu designada |>< lo art. IJ
munlolpal vigente n. 1/4,
tiudo; licando. oulro sin.. ""-.
imposto be devida desde a data da pr
por consequencia 'P''1' ""^T.Vn.ra.n cbn-
ssaiswJsre
CUlTc" da cmara municinal Uo Recife, mW* dH7
de iliaco de 1847. Mantel Caelano Soare, Carne,ro Mon
kiro,p,o presidente. ^^ ^ ^^ ^ ^^
Secretario.
Deca racors.
....arseual.atdial.-dopro-
S.1gueVr..5.demarcode.847
diwdr*o6eo;V,ode algodone pa';
vara, de Srim: quera dl.o, geuorrj q
. mandara sua proposta en. caiU a ehdj
brton, directora do mesmo arseual.ate
Joo lieurdo da Silva,
Amanuense.
ruoHcncao lilti raria.
HISTORIA PE PORTUGAL.
^.d.'d.F.rr""Vindicadoras cambios.
Cenlunoes,
g"!-: Precisa-sede um trabalhador de inaateira : na
SaftftSK^WS dAo'Sl,dln, ,Jou do.
(:01,aRoaa-'.r'4aoSr. Jos Antonio Ferreira de Vasco,,-
1. A nessoa q offereccu a J. Dubow
,5#ooo rs. por um cavallo pedrer, ou
88'ooors. com os seus pcrlences, pode
vi, buscar, ou outra quaiquer pensoa, ao
dos 10 horas de dia as 4 da tarde.
'' ^"r'ado"'sebo n. 3 J-ae dlnheiro a premio
* ho.Toe toda. a. qqalidade, c em pequea.
que o ten, em grande estima, e por
t Rosenmund ao seu
como d'antet asslgna-
Va'poVfVocuVacao da ".esma^a... dQ ^
tem urna fenda.no e.pinhaco ; c,
-.- Merm: u. n......""". --
para a Kuropa. entrega. Airante a
os poderes na sua casa Kalkmam,
5o HenriquezKalkmann, que
com pen
^'Da'-se dlnheiro a juro, obre penhore. : na rua
NVllnManoel da Silva Santos contina a
vender farinha de trigo da verdadeira
marca de SSSF.
Aluca-M una casa
. ...o^ta con. muitos commodos para urna
terrea narua Augusta, con,n^|ojo g ^^ na rua
grande familia ^JS^SSK Cuuha Snares
dn t.respo n. ID i loJa
Guimairs.'
pateo da ...al.,, a Bo**''",, ao ruiu.ra| ale o fin,,
'"''".'.'S' n idarer para a, catacumbas ate
pos
/fxandr Her/u/ano.
lenhora
tarhiho,
frente berta ; ie... u- -JVnn5 de /dade : roga-
Formo,, por 80ttM rtw annu rfJg
commodos, ^^ua d- Seve, gjg.*
na rua
iguaes
ineiisaes; ............ ^ llielae. ; u.na casa
Santa-Clin, "." I"""^l*,a e ,ais commodos, para
terrea eom quintal, cacimba m Solrdad,, 29.
S SHSS .S^'Sa^saTsua residen-
chado. que se digne l. i in junlo da casa do
ola, na rua da A.oraier rtc ,h(, car
UtfsettSSSf Mralir,ca95BCue"
irieio de livttra Maeiel.
tres pretosque
Resta m
de-se aos
na vasa n
Sr. asslgnante. queiram mandar busca .u
da rua-da Urna.
Avisos martimos.
~ Par. o Rln^cVlaneiro ^^^^^X
na. praclnba doorpo-S..,tc,. n 6b. e 8^
... Para Lisboa, com ccal Pf'? aWcho por-
Sngdl..egrr<^^KX.d' Pde cobre
tuguct IrMr"^/"a" ,,, nclle quizer carregar. ou
,e multo boa marcha ; n^coBcIlt0 dc Medciros,
na rua do Viga,,o, n. 8.
Ir de passagem dirija
Ihando sobre <'"""" "'" d ,orUrU8a. urna portoo
Joirada ''"f"^/^^m bimet n.eiro'e dous
de sedulas e^ noeda ae o ^
cesse. Jood jr^ni^co fleai Quiniella-
... O ahaixoassignadoparlici-
p ao reipeilavel publico, que dei-
U rl^ rcaixeiro d Sr. Bartholo-
ouaJar.varraCo.delro
sumacaS.'
xdesercaixeii
meu Francisco de Souza, por nao
querer continuar
ccifc n. 45. u r\TefZZ\*oSr Bruno Jos Perel-
- "ffteff 53. "0o engenho K, echeira.|e quando
_ l'rccisa-se de urna urna de lene,,
nreferindo-seescrava, par,!a ou preta:
lio paleo do Terco venda n. 7.
.- Aluga-se um ptimo arma-
zem para carne do Cear, silo na
,0/000 ... .t^**"aaua, etc. i mas
tc de r"^r?Sermprazo para.er pago: quera
0V7e\PeVVerd?r.jar.recr.PP.orioPdarU. D.reiU. .o-
brado_ u.29. ........ m,r conU de urna
& Filho. rua da Auro. a '; ^ d >ss, Sacramento do
... Amrsa actual da 11 ninnaau ,csn.a para
balrro de S,Anlonlo con da "'^J0 correnle ofi.n
^^rirr^eK^conrnlaU solemnidade e
brilhaniis.no. .., r>na eonducl e serie pro-
- Urna pessoa de muito boa conuu
Lima alaiate,
sobrado n.l. precita debon.
..ka Ti.ieildiieS.
viuva do fal-
outros mais
_ do Livrsinento --
officlaea de seu ofiicio c recebe ap.endiz
na rua
Elario Lopes,
oradas, para
com a oceupa-
Qo que exercia.
Jos Co/r/zn de Souza.
Recife, 28 de marco de 1846
_ Precisa-se de um nnai.5.1 W.n..^
do en-
val para
or
+>2-M,a
ou Ir de passagem, para oque ten
esclavos a tm
mino J. F. da Ro. na rua do Trapiche, n
odo. ou remriter eraros-
trate com
t\A Preci.a-.e lugar un. preio para serv.co
rua: na rua do Trapiche-Hovo, casa n. 8.
de casac
""SFr.^co1^cmri:rJzK.euhor
LCXiVl^erpfS'dndependeiicla ns. 6 e k,
S. Dlr^ilTf Vott"?&?*? -eber uim
que lhe he importante,
Os Srs. J. X. M.. A- P c ou
lecldo J. M. B., *""";.,: de amlzadc por bora
senhores que por ^nie iplacao^oe ^Iram
,e nao declara... as Inklars de e- ^ fi|ho5,
mandar pagar as inenanlidnjl reno ^r(eM de que>
nr;,V"U"cad^,,,po;0=Ona. foll... P-"- e
serao chainados a corKiha^cao Santos. An>
.- Roga-se .osara. J" ^Xtl.lo El."
tonio Cuilhermc de Araijo r mo|
queiran. poreste Wanoannunclar |(0
e tratar de negocio, que Ihes dUem 1^ haDl|iudo
... 0 dontor tM1vAdlXaBabia.oarreceoani
perante a academia $'$0, e provincia po-
presll.no aos habitantes destacm m ^
J,edo ser P^^ne^andar, e receita gr.tuiU-
na rua Nova n. 7, priineiro nianhaa.
...nle os nobres das 7 as no.. 9 horat da
lia de 34/000 rs. .
desde o pa-
Padre-
brasllelros, nue queir.m ."bjeltar-se a apren
"l- Precisa-se de nm homem de boa >
emenda de amas.ar e fornear P"?.^* ^^ ''
dade da Victoria: na rua larga do Rosario, n. ov,
ata m------ a,
mente aos poD.-- --- .
i

:




Quem precisar dc una mulherja de meia idade
para ama de um homem solteiro ou da pouca familia,
dlrlja-se a ra da Guia as lojas do sobrado n. 42.
Perdcu-se um aune] de ouro com uin diaman-
te grande as ras segulntes da Cruz, Encantamcn-
.'Jf.M.d' Cacimba <-'oll*glo largo doLIvra-
?er ?hP"1"0 8t ver achado c o qultrr restituir, dlrlja-se a ra Direita ,
> 32, que receber 5*000 r. de gratificado,
m i I V'T ".'." flca de30/>-S. asslgnado pelo Sr.
Dlnli Antonio de Morarse Silva em 7 de nove.nbro de
l L., L!. ? orm de Manoel da" Silva Sales e coi
Airnr t 2a.;VI,ta ",e a ca,a dos eipostos na ra da
For*.. n 'te "* Hospicio passando pela
2?"; Qam achar nod,,ra 'evar c de Ange-
r ^rnelro na inesma ra do Hospicio, .fue
sera recompensado. '
tnr.,-',^"Se,lma,^oaca** *. com grande quin-
'' SV/61"5 RSaeir" Pinheira, e limit
>n hM. e!fruct0 boa cimba d'agoa de beber,
no principio da estrada dos Afilelos ao p do Mangaf-
.' ou,racaa terrea narua do Padre-Florianno.com
bona cominodos : trata-ie na ra da Cadeia do Recite ,
l>lie7ilFernal,1d*J! Eiras P*rtlclPo respeitavel pu-
/n,d^e.!l.CaXeir0 l.,n "1 da ra* da Madre-de-Dras de nome
Arfrrrttr,g'j od"Pedio "27 do corrente
r7i7. r.es de Sa'"Pa'o subdito portuguez ,
relira-se para a ilha de S.-Miguel b
e ^n?,^X assiKnado declara ao respeitavel publico
abril ^ SE* aS ,e"S "nie3 e *'*< Ve val
tevelAns ji 0onV,C8,.na ruad0 Cabug aonde
frli te h ? ^^' L,K5 e ahl acharno obraa
enc ,,'T T'f a ",odernas tambein faz obras de
encommrnda de toda. a. cualidades, e da mesma ma-
mila concert toda qualidade de obras ; tudo por
menos pceo do que em outra qualquer parte.
_ franetteo Candido das Chana,.
t abano nsslgnado perdeu no dia 28 do corren-
t '*"! '.a'. d5 ",an,,a "'"a cdula de 5OJO00 rs
desde da sua teja da ra do Queimado, n. S* at a
KJf'^"fV^^oliegio: quema aehou e quirer
Jote Joaquim aV Meiquila.
._ precisa-ie alugar urna escrava para o servlco In-
terno de uina caaa Je pouca familia, e que .alba bem
ensaboar comprar na ra e colindar, danJo-se-lhe o
..ment e 10|000 rs. mensaes : atrs da niaiUn 9 ,e
uira quem a quer.
Preclsa-ie de urna ama que tenha bom lelte para
criar,sendo parda oucrioula, emeimo captiva: na.ua
disQuartels, n.2l,segundo andar. .
,7a?t C''a"f.e ,e uni COI'nbeiro forro ou captivo: na
ruado Trapiche-Novo, casan. 8.
--- Da-sedlnhflioajuros sobre penhores de ouro e
S1"*!8,.'-!!!" Pf(ue!as qa"" : "a ra da Cadeia de
Mnoe7daot "' J',,rce"eiro 18-a ou,
d.T.rdT:-VnP,onod'.,nS,8P*,a WarCenr : "* fU
PorTug"?0'' ^"'e"6" Pi," da Rocha retfra-se para
-- Casimiro Rodrigues Tinto da Rocha e Flguelredo
rclira-separa o Porto, e declara que nada deve
Acasartesorvetqsdarua do Rangcl pela'malta
freguesa que ten, tido apparelhou a sal. pira aquella,
pessoas decente, que qulzerein estar seu gosto I, "
iuo pode ir cada um com sua .familia. A entrada he
pela venda o preco he de 160 rs. em cobre e loman-
da noae" '"eSU, pre' da 6 holas 8
:Pne,Cru. Direita"'.^0 *" ,ra*a,had" *< '
,T Prec'-e de um caixeiro para venda e aue
faador sua conducta: na ra da S.-Cru., venda n, 3 "e
dir quem precisa. '
.~<'-efi.V.e<"na,pr"lnha crlou1a' de 'dade0 annos,
hgura; sabe engoinmar liso, ensaboar
bonita
bem,
m
cziqhar o diario de urna* cas. c ve. der na\ua oe
pretender dlrlja-se na ruaDireita, *
No Aterro-da-Boa Vista, n. 84
vendem-se sapatos para meninos, a i00 rs
f .7i2i,el,m/de panno' a ,^00 i '
\ S ,,r# %,T' dUo, para h0mem- d-
a ju rs. ; ditos de panno e de lustro
de cabra a 560 rs. ; ditos de
borzegmns pretos e de cores ,
nielos ditos; sapatdes ioglezes a 3#000
marroqu,,,, a 1/000 rs.
ditos para
ditos de lus-
inarroquim,
a 1000 rs. ; ditos
cordovno a 600 rs. :
a igm rs. botlns e
rs. | peiles de
jcdu a, largura. outro. multo, objectoa, proprlo. da
, JC.nde"'e 2m* p,fa de SWguro 'o*o com 34 1/2
Z!r,j:/ropr f P,ara 0,>a8 d0 8,,nhr d PaMMTi'or
ser faienda multo rica : na rnada Cruz, n. M
r,7In f um* I" do sio denominado Casa-
Grande olugardapovoaco do Loreto: as Ctco-
Pontas
n. ijuntoafgrejado Terco.
Medicina universal.
te
- Vende-se chumbo de mu-
mcao bem sortido : na ra da Ca-
deia do Recife, n. 48, casa de Ja-
mes Ryaer.
rm lJle"df-?';. ou'roca-se por um escravo ou escrava
?' habilidades, urna casa terrea sita no arelal das
X;7"'' "i35' o0"' o segulntes commodoi : sala
r"" Jtrs, dous quartos, coiloha fra, cacimba In-
aependente, quintal murado, a qual faz esquina com o
Sundoarda"arU*aC,na: "arUa de,lr,a8' n1^
Che^uem apechincha!
ladoanrvan 38. vende-se arroz pi-
.,entedPM' l,efcCr,",r1* qualidade, ebegado ullin a-
'"',. Mara"h1a- v,nd0 Pelobrlgue-escna Velo,, e...
pequeas e glandes porcejes a vontadedo comprador, em
saceos de 4 1, ao preco de 2/WO rs. a arroba: a, pes.oa.
tas' rem c?"lnl'ar inalorpprffo, levarao ao preco de
#wl) rs. a arroba. *
Bto,e^Ta,M novo> pa'cn 'ele ,
nrMenrh!.. ?l melb?m au,ore que 'cem apparecldo
dnro Z. h ""' ''uC0 palilc,"' 'a baudelja, para
tei mP,,;fieC""'e,;e-8para 8Pa' P'a,a de
do, i?.'? ii IU annela0 Tn u,u 6rade bllhante;
um relojZ "'"T ?nhon e ou'r Para ho.nem
t1 72 P^atadourada, saboncte horizontal; diverl
"'a* de uro- a quaes obras se mostrar., a com-
Lra * zai io, n. JO, segundo andar.
I a" fi nrdn,!!!;Se duzias de calxas com clcheles de n.,
n 4 P f co,n,n0a: napracada Independencia,
IldTdJ/mfV."'6 8e,nent"de hortelicas.de todas as qua-
or nreV l,n0Va,' chfKada Prximamente do Porto,
vendan 8 Cml" na'"a estrella do Rozarlo,
de"ia"noee.?dennC,a fcrra,"ema ompleu para urna lenda
rim nnr h,'lf HP f 0"""d0: a tra,ar na rua do Ame
rim, por baixo do Sr. Nuno Mara de Seixas.
V ovo chal, a 400 rs o covado:
seN,a|Uma,d0l;vra,nent01 l0Ja de eis Portas, vende-
ele. ral8 de rlcOS P"drM. a<00 ri. o covado. A
elle, freguezes, antes queacabem.
WLHAR NO PASSEIO.
iorvete de pltanga, boje, das 6 horas em dianle.
T! vfnde-e u"' mobilia de angico, e tudo o mal
que pertenee a urna casa; um rico ?,re.,i ax?Jv'*
Plalas vegetaes de James Morison.
n df 1n.'ca1Vege,,al nl,,e"a' he o resultado de 20 an-
?.. rf.? "P8" d Ce,ebte James Morison. Por
S.n.,.,ri,,M ,con8'Ku|o cu autor innumera e
admira veis curas desde as affeecde. que atacam as
crlancas de pello at a molestias chronica, do anclao.
A fcuropa saudou este remedio como remedio unlver
sal para toda, as doencas.e at hoje afnda uto foi des-
mentido tal titulo.
F-sta medicina vemacomanhada-de urna receitaque
ensma e facilit a sua applicaco. Con.istc em tre. pre-
parafoe,aaber: duas qualidades de pitlas distinc-
tas por nmeros, euuip: cada qual goza de modos e
acedes diversas.
As pitlas n.l sao aperitivas purgam sem abalo os
Humores biliosos e vicosos, e os espulsam com efRcacla.
As do n. 2cxpulsain com esses humores, igualmen-
te con. grande frca, os hutuores serosos, acres e puni-
dos, de que o sangue se acha a inludo infectado ; per-
correin todas as partes do corpo e s cessamde obrar
quando teem expulsado todas as impurezas.
A tercena preparaco consiste em uina limonada ve-
getal sedativa: he aperatlva, temperante ejadocante : tor-
na-se em comiuum com as pitlas e facilita-lhesos me-
inores efreitos.
, A poslcc social do Sr. Morison, a sua fortuna inde-
pendente rcpellem toda a idela de charlatanismo e as
aoiniraveis curas operadas com o seu systema no col-
legio de saude de Londres, sao mais que garautes da
efiicacia do seu remedio.
Recoinmenda-se eau medicina. que nao pede nem
resguardo de tempo nem de po'sicao da parte do doen-
te a todos os que atacados de molestias Julgadas ln-
curavcia se quizerem desengaar da sua vil lude.
uxat que a humanlilade feche os ouvidos aos inte-
ressadoa em desacrcdllar estes remeulos tao simples ,
o cominodos e to verdadeiros.
--Vende-se urna linda prela de Manos, proprla pa-
ra todo o servlco : na rua do Livr.mento, o. 8, se dir
quem vende.
.ye'.'d.'r,.e,'T"ecm ca>a d0 unico e verdadelro
ageute J.Elstcr O. na rua da Cadeia-Velha n. M
o, n. 11, em casa de Me. Calmont Si Comnanhl
rua de Apello, armazem, n. 6. 'nPnhla, ou nt
~i ,Vend*^e-o primelro andar do obrado n 3 .
do Aterro-d.-Boa-Vista, urna arroba de pru.9",t di rus
tassa (^ano/ermro d. ^(awtas). Pr"'ato de po.
Vendem-se dous sitios e una
CAsa terrea hesta praca ,
tudo em chaos proprios :
os sitios'sao perto desla rrraca.vo primelro en. a
casa, de pedra ecal, um'a da. quaes m,, V oT
estribarla para dous cavallos e outra para j-ado .Sf0'
vlveiro',dn,C,1C0,nn,0d0,paMlirand^ '"''a.' clm
viveiro.de peixe pasto para 8 a 10 vaccai d im. 5
uualmente com inultos p<5s do coquelros l7B..
e outra, frnctelra. ; este rende 400^ .nnalnfe!!*'
.1f"ndf",0 f* d0 di,- co' cWde pedli ^'
es predios vendem-ae juntos ou separado, TS
la-seno Aterro-da-Hoa-VIsta n 21. ^ *
Isto lrata-
Na loja n. 4, de Ricardo ao p
do arco de S.-Antonio,
na rua do Crespo vendem-se lencos de nnisslma cam-
qraia, arrendados e bordados, com blco i-
om
ra quem precisa.
Compras.
.,mColnpral""te' para un,a encommenda, escravos de
ambos os sexos : na rua Nova, lofa de ferragens, n 16
.,7.. mpra,n~se e,crhvos de 1J a 20 annos, sendo de
bonitas figuras p.g.m-se bem tambein se compran"
algn, offldaes de sapalelro : na rua da Concord "Ppas-
ando a pontezinha, a direita segunda casa terrea.
Vendas.
A bordo do patacho nacional S.-Joie-^mericano,
chegado prximamente do Ass, e Tundeado dcfronle da
Llngoeu, ha superior sal para vender: quem couvier
dirija-se a bordo do mesmo, ou a rua da Cruz, no Recife
casan. 66.
Vendem-se2 cevados criados em um sitio perto
ua praca, com o sustento de milho e farinha e comi-
das boas, que por isso deve ser a carne saborosissima ,
e tal vez delte para mais de 6 arrobas cada um : ua rua
da Cadeia do Recife n. 25, se dir onde cstuo.
Malojan. 1Gda ruado Crespo
na esquina que vira para a rua
das Cruzes, de Jos Manpel
Monteiro Braga,
vendem-se ricos cortes de vestidos de seda para se-
nhora proprios para bailes pela sua delicadeza e
bom gosto assitn como brancos, o mais rico possi-
vel, para noivas; cortes de cambraia do seda, com
flores adamascadas, de muilo ricos padrOes; los
pretos, muilo superiores; ooutrasmuitasfazeiidas
do gosto que pelo pouco espaco torna-se inipossi-
?ol ttenciona-Ias.
Vendem-se 4000 ponas de bol: ua praca de Inde-
pendencia, loja n. 3.
Vende-se urna barretina; um bonete; urna
grvala para guarda nacional, em meio uso ; um
relogio sabonete de prata ; um methodode piano,
porAdo; tudo isto muito barato: na rua da Sen-
zalla-Velba n, 50,. primeiro andar.
Vende-se urna vinda com 700/a 800/ rs. de fundos
eaeui alcaides, sit uo Forte-do-Mallos, en, muito bom
lugar e bem afreguezada para a trra o que o compra-
dor poder observar : a tratar na rua da Madre-de-Deus
u. 9.
- Vende-se, por circunstancias que se di rao ao
comprador o buhar da Camboa-du-Carmo que ha
pouco se ac bou de apromptr. A casa em que esl ten.
lioliquinde bebidas, e lodosos utensilios para sorvete,
e lamben, tein commodos para casa de pasto esl to-
da letificada de novo, c o seu alnguel he de 8} rs. men-
saes.
Vende-se um fiteiro proprio para qualqner es-
tabelecimcnto ; unta mesa redonda de Jacaranda para
meio de sala usada : na rua da Cadeia de 8.-Antonio.
i>. 18.
eos"eTy;Yl .,aca,a: mn rico presepio do Menlno-
obTro.hhtrC, Cera- P,m eo1" a golfera de
ILaJ e f,cl,ari uma "' cama de analco; um
ioZttPl?.eA,nr a,^",a eousa; 'ud P*r pr?
se \rtt'Jl' '"d ?^%?SXX::,'& V"*-*'^'*'- -fronte
tota dn0"E;,,r',er P'ocurado, ou velha a rua Cva,
J vP 1"c e dir con. quem se deve tratar. '
.e e '"u,da de cobre : 1uem precisar dirja-
se a esta typographia, que se dir Pecnincba i^nalanda nao vi
chXed'lU.,an,adt0LVra,nci,,?,l0Jad0 nicho, vendem-se
cuales de las, de ricos padres, a 2/240
I>a rua dA tAdeja doKecifc,
loja de miudezas, n. 9,
acha-se venda um grantlesortimento de
bichos de massa, de lodo e qualquer ta-
manlio, proprios para ornamento desala,
muto e presepios, os quaes vendem-se
muilo baratos, dinheiro a visJa
enTadern^'v,a d. RIa' '" 22' *' andar- casa
eoni,^. ''a"c,sco Alonio ha.tos, vendem-se a.
K8 Hari. ? l'0.'' prefo ",u" con.modo:-Vidadc D.
e le'. e.. oli"'Ui ''a8em da vida chri.taa; Macarrone;
nillUr V T"t,C,ihpUtolMdo cvangelho; Escola d
Era, ,C.1d.e>a,',a-Ca,,,ari"a I "'...rolados ritos ;
hortsioH. ,'uolid,a"!'edito da palja'ol l'rallcae.'
W, 1=, \vU "V0 '"'""""Oi Hl',rat0 da "'or'e Historia
Hor u ",se,ere Huopc, poema ; poesas de Souza ;
bis mh ,: i"ara"lai dUas Portgueaai; Resumo da
lam .efn6. a d',a' ** e romai,a;dila geograpl.ica;
na t7l! '" boa ""ta P,c,a dc cscreve", encader-
,el a ''ua,,dades de obras com promptidao
aseio, e apara papel, tudo
proprios para mao de seahora de lindlssiino gosto, pe-
lo mdico preco de 640 a 1/280 rs. cada um ; chitas de
cores tizas de ricos estampados a 160, i80, 200, 220 e
rs. o covado.
--Vendem-se acedes da extlnct companhia de Per-
nambuco eParahyba: na rua da Cruz do Recife, n. 9,
escriptorlo de Oliveira Iruios k C. "
Cliarnpanli.i.
nnYhrdm"8e ?508, com|2ga"afoadevinhodccham-
panha, de qualidade muilo superior, em casa de J. J.
Tasso Jnior, rua do Ainorim, il. 35.
A 1,044o rs.
dnP,VOJa.nVa.3i4'de Ricard0 na r,,a CreP aoP<*
doaieodeS-Aiflomo, vendem-se cortea de casia da
alamada fazenda pelle-do-diabo padres novos taes
e quaes os da casimira frauceza. *
A 720 rs. cada um.
rr!fd% *; "f Ricard? na 'ua do Cre,Pp- ao Pe do
w. -Antonio, vendem-se lencos de seda para me-
ninos e menina, pet mdico, preco de 720 rs. cada
s
com promptidao e
por preco muito com-

Vende-se.na rua da Cruz, n. a3,
cera em velas, de uma das mellio-
re lubricas do Rio-de-Janeiro ,
sot tmenlo vontade do compra-
dor, em caixas pequeas, e por
preco mais barato do que em ou-
tra qualquer parte.
Vendem-se cinco escravas de 18 a 25 annos, todas
com as habilidades que sao precisas para uma casa de fa-
Vendcm-se duas coinmodas de oleo e 1 canap de
Jacaranda, por preco muilo cou.modo : narua da Ma-
dre-de-Deos armazem n. 26.
Vendem-se melas.pai-a meninasequekaiubrin er-
vem para meninos de 5 aramios, a 160 is. o par : na rua
larga o Hozarlo, n. 35.
-= Vende-se uina parda de 12 a 16 annos pouco mais
ou menos, sem vicio algum e que cozinba, lava, cose
e ten. principios de engommar : narua do Cabug |Q-
ja de uiiudeas n. 1 D.
== Vendem-se panelros de sal, muilo claro, tanto
eu htrcao como a retalho por preco commodo : na
rua rim, vendan..
tendem-se los de linhoprelos bordados
ae seda, mullo superiores ; sarja dc seda
.. spanhola legitima olpaca preta muito
lustiosacfina; ricos cortes de colletc de
senin preto adamascado; merino pelo mul-
l caimilra franceza clstica e sem
pello ,'dit ingleza muilo superior ; corles r^
L;calade ,'ela casimira a 3/500; panno S
prrto e de cores.de todas as qualidades, as- "*j3
sin. como un. completo sortimento de fa- '
endas: tudo por preco mais em cont do
que en. outra qualquer parte : na nova to-
ja de Jos ^loreira Lopes kC, na rua do
guemiado, na casa ainarella, n. 29.
)h que pechindias tem o amigo
barateiro para as senhoras
do bom lom !
Oh que riquissimas e mimosas fitas tem o amigo ba-
rateiro na sua nova loja de miudezasda rua do Cotlegio
n. 9, chrgadas ltimamente da corte do Rlo-de-Janeiro,'
pelo ultimo vapor as quaes sao da ultima moda que
tem appartrido nos ltimosdiverlimentos e bailes, que
sao as srguinles: fitas de cinto, para sei.hora com
Valijas de todas as qualidades da largura dc dedo e
nielo e de dous dedos ; filas de guarnlcao dc todas as
cores c da largura de dous a tres dedos com franja s
tidos ; riqulsslmos dulciros para mininos de todas as
cores e com franja as ponas dc todas as larguras ;
ir'^.0.S "'<""" "gados, proprios para a Cuaresma ; ricas
nl Vart,!.rUa '- W0 Par d0 u,""' gos-
to i leqnes de seda de todas as cflre; bicoi pretos de
milla, uina das quaes he boa costureira e cngommad.'i-
ra, e vende-se para fra da provincia ; un, lindo ,o.
lequede iO a l2annos; un, mulato de 18 a20 annos de
elegante figura; um moleque de 18 a 20 anuos, bem ro-
busto : no pateo da matriz de Santo-Antonio, sobrado
- Na rua da Cruz, n. 26, vendem-se caixas de tartaru-
ga verdadeira, fritas no Cear ; barricas de sebo do Ara-
caty; sola, &c.
Vende-se azeito firio do gereelinv-para comer e
para luz : no deposito de azeite de carrapato na rua
daSenzalla-Velha, n. lio
VELAS DE CERA 00 RIO-DE-JANE1RO E DE LISDOA
Ve nde-se so,-ntenlo completo de urna a 16 em libra ;
bogus de 4 5 e 6 cm libra e barandes qur en, calzas
grandes soriidas qur em calzinhas de 59 libra de
cada qualidade ; tudo ao gosto do comprador : lie a me-
Ihor c mais aira cera que tem apparecido e pelo preco
No Aterro da*Boa-Visca, loja no-
va n. 24, vende-se '
superior sarja preta hespanhola a 2/100, 2*800 e 3#r
S0C?V^.0..:-S.,P"iorcasi,,;'raP','c,a. a 3/00rs. o cova-
Src.e.af,e rrHadaen.S ^" "^
Vendem-ie blcos do Porto ou tremoiaa lar.rot .
bara^Mrn^ f caler,Pe1eo em bom e.tado, por
Darato preco ; quem o ,(uizer annuncie. '
n.IZy!ndem:,ccharutos de regala, mult bons or
preco commodo para fechar cintas : em casa de N0
vaes* Companhia, na rua do Trapiche, ...34 H"
~ Vendem-se latas com blscoutlnhos de araruta r
herva-doce chegadas ltimamente do Rlo-de-Janelro
Sr.PIT c,0,"modo: arma.em do Braguez. ao p'
do arco da Concelcao. s Pe
~.7. Vende,n-*e "ra90s de balan(a grandes, proprios
gen,!rnma4?m aMUMr : "* rU" No'a' l0^ de""a'
Vendem-se 7 escravos de ambo* os se os, a saber
1 preta que lava, cose, cozlnha e engomma, caaada com
U|b^^b0,0 ,erradI; pret0' ePretaa b0"
o servlco dc campo ; todos estes escravoi sito mocos e de
urgotei.egTo.T0 Quelm,do co,n ""^
Maya Ramos & Companhia, *na
rua JVd"va, n. 6 ,
vendem ricos veos pretos de vados tamanhos epre-
M.,.**rJa ?reU hespanhola ;_setlm preto de Macan:
uvas de seda preta, curtas e co.nprtdas ; ditas de pc ,
L.f a"1 8uarnitao ; borzeguins para lenhora ; a-
palos de duraque, multo novos e bons a lfOOO ri o
I>ar ; ricas fitas de seda tarrada : ditas com franja,
proprias para cintelro ; muito linas; e oulras multas
fazendas de gosto.
= Vende-se um armazem de sal, com todo* t seus
pertences .- na rua Imperial, n. 51.
-r^Vende-seumescravoile 20 annos, bom cozi-
nheiro de um tudo; um dito bom bolieiro e que tra-
baina de alfaiate; um dito bom para todo o traba-
mo da praca e do campo; 2 pretas mo^as, urna del-
las engomma, cozlnha c lava ; urna parda com duas
ninas, uma de 6 annos e a outra de a qual cose
engomma e cozinha'; uma dita de 16 annos, pti-
ma para se educar: narua do Crespo, n. 10. ori-
meiro aridar. F
Vende-so urna escrava que coso e engomma :
na rua da Matriz da Boa-Visla n. 33, segundo an-
Mr..
Ahrens, ordenacoes olas
Mello.
Vendem-se estas obras, na livraria da
do Collegio.
-- Vende-se urna escrava" boa cozlnheira e
madeira i na rua do Collegio, n. 13
Vende-se umjogo de bancas de Jacaranda, por
preco commodo : na rua das Flores, n. 18.
v- Vende-se urna porcao de snalos viudo, do Ara-
caly por preco commodo : no largo de S.-Pedro, n. 1
esquina
engom-
Escravos Fgidos
i. 7rtm?td'l25 d T*"at"> *tato ou '"ara' uma pre-
ta crioula de nome Benedicta, balia. bocea grande e bel-
fos gi-ossos, com vestido de riscado rozo" cabeeo de
algodaozinho: quem a pegar leve-a rua do Collegio,
n. 0, que lera bem recompensado.
- COVA'
pannos pretos; u.erina ; alpacas por muilo bara-
to preco ; casimba escarate para Tazer capas do SS
Sacramento; lenco* de seda de core, pa/a grvalas, a
2/ ri j ditos pretos, a 1/, 2/, 4/e6/rs. de gorgurho;
dito, blanco, de cambraia. con, bico e .em elle f para
mao do senhora ; cambraia. lisas muito finas pira far
zer leiujos para cabeca de aenliora c nutras fazenda.
toaraias, como seja... : chita, preta, con. listra, az es
vrf,"- <,&*' preU* r'-amalotadas finglndo seda la^
[fin wSn'*- CMad;.,di,a' de c"Jre' e* a m.
160 2OO-C240 rs. ; mursiiliiia. de core. a 240 r. o co
vado; festa fazenda be muilo bonila, pois tinge seda) as
^?.nWr^.PP.erU,flnM' Para iCn"ra *" P-
- Vcnde-,e cal virgem em meia. barrica. chegada
ulliina.nente ; eaiza. va.ia. para as.ucar ; urna porcSo
de pesos de ferro, dc dua. arroba. ; se. ras grandes nar
serrar madeira ; tudo por pVrco commodo: na ruada
Horda, armazem u. 17.
= Vendem-se moendas de ferro para engenhoi de as
sucar, para vapor, agua e beitas, de diversos tamanhos
por preco commodo ; e igualmente taixas de ferro coad*
e batid, de todos o tamanhos : na praca do Corpo-San-
_ 'i Rs. U0>W)0
Do abano asaignadofugio.no dia 26 dedeiembrode
lHD, o seu ricravo crioulo de nome Antonio de 25
annos pouco mais ou menos com os slgnae segulntes-
estatura regular, corpo chelo olhosamoi tecidos fal-
la descansada ; foi co.nprajo a tianoel Galdino Wander-
ieiLms, morador uo engenbo Brejo-Novo em Seri-
nnaem ; dliem que fdfa quem o seduiio par* fugir e
que o tem tido sempre e contina o ter em leu poder ,
ora no dito engenho Brrjo-Kovo ora no denominado
rao-aangue tambem en. Sei inhem de proprdade
de un seu prente.-Roga, porlanto, o mesmo abaixo as-
ignado as autoridades pollciaes do referido lugar aap-
prehensaodo dito seu ecravo, rogando-a tambem a
"."luer partieulai-, a quem promette.a graficaco de
loo/rs. logo que Ihe entregue o dito escravo na roa
ireita dcsta cidade sobrado n. i21 ou no engenbo
r-mtos, na fregu/a de S.-Ainaro-Jaboato.
Jos taando da Crvt.
Digo eu abaixo assignado que entre o. mala bens
que possup, de mansa e pacifica posse llvre* a desein-
baracadoade hvpotheca ou penhoras, he bem assim o es-
clavo crioulo de nome Antonio o qual o houve por
heranca de meu fallecido pal;.cujoesclavo vendo, e de
acto vendido teubo de hoje para sempre ao Sr. Jos
remando da Cruz, prloprrcoe qiianlla de500*000 rs.,
que rrcebiao passardeste, em moedi crreme, para
que cedo e traspassu toda a posse e dominio que nelle
tinhn, ao sobi edito compraor o qual o possuir como
seu que he e fica sendo de hoje para Memiu-r pagando
o mesmo comprador a clza. Y. por ser verdade pedi c
roguei a Joaquim da Fonseca Soares de Figueirrdo que
este por mim lizesse no. qual me assigno com as les-
temiinhasabaixi assignadas. Engeuho Pintos, 28de
jimho de 1844. ManotlUaldino Wandtrley Lint Como
testemuhas padre Jeronymo llarreiros Rangel Joa-
qun, da Fonseca Soares dc Flgueiredo. Pagou a ci-
ta como const do recibo n. 18.
-- Fugio, nanoltede7 para 8 do'mcz paliado da ca-
sa de JosClaudino Leile na rua larga do Rozarlo ,um
pardo, de noniejosc.de 22 annos d ura, al-
io, um pouco chelo do corpo-, <
los claro ; tem urna cicati
quena, denles limados poucos ca na,
gagueja quando falla ; lie bom pflicial de sapateiro ;
costuma a tralar-se como f leve ao
dilui Jos CIju.I da
botica de Bartho o de Souza que rece-
ber 50/r. de gi
PEhN.
A
TTP. DEM. r. DE FAR1A,----l\i!J*+
i MUTILADO


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