Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09876


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Full Text

4 nno de 1847.
Sebbado 27
0 01 ARIO polillca-ie lodos os ds, que no
,., de guarda i o preco da asgnturahe de
rs. po. qu.rtel, W>s dianlado,. O; an-
cos dos sssignantes inseridos r.suo de
,,i porltnlia, 40 rs. em lypo difireme, as
..-nelisoes pela metade. Os que no forem as>g-
o.rirs|p78ir5o 10 rs por linha, t0.ein tjpo
difireme, portad* puolci.r..o.
PHASES DA LOA NO MEZ DE MARgO.
La cheia, 2, o 48 minuto da maulla.
Mingle, a .0, a. Lora. ele m.n. da rnanh.
I,u nova, 16, 0.6 boros U m.n da tarde.
Creacente, a s i Moras e JO min. da tarde.
PATlTIDA DOS CORREIOS.
Goi.nnaeParal.yb, s segundas esextasfeira.
Kie- Cabo, Seriolmem, Rio-Formoso, Pono-Calvo e
Msceio. no I.Va ti ei de cada mes.
Garanhuns e Bonito; a 10 e 21.
Boa-Vista e Flores, a II e'l.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todos os das.
PREA.MAR DE HOJE.
Primeira, al I lloras e 18 minutos da manlia.
Segunda, i horas e 41 minutos da tarde.
de Marco.
Arm XXIII.
y.yo
das da semana.
JJ Segunda. S. Emygdio. Aud. do J dos or-
phos, doJ. doc. da v. e do J. M. da J v.
1 Terca. S. Victoriano. Aud. do J. doeiv.el I
T. e do J. de pal du 2 dist. de t,
24 Quarta. S. Latino. Aud. do .'. do civ. da
2 v e do J. de paz do 2 dist. de t
26 Quinta, (< >J Annunciaco de Nossa Se-
nl.ora.
20 Sena. S. Ludgero. Aud do J. v. e do I. de paz do I. ditt.de t
27 Sabbado. S. Roberto. Aud. dp J. do civ. da
I. v. e do J. de paz do I dist. de t.
28 Domingo. S. Aiexaodte.
CAMBIOS NO DA 20 DE HARQO.
Cambio sobre Londres a 10 d, p. I* r. a 00 dia.
a Hxris Sli rs por franco.
a Lisboa 9& de premio.
Mete, de ledras de boas finn.s I Vi P-'/a
OnroOne" lespanhola.....ISjfcOO a
Moedas de f 100 velb 10/000 a
de 6|40i> nov I600O a
.de 4J00O..... |000 a
Prala P.Uces...... ... #"00 a
Pesos coliunoares... 2/050 a
ii Ditos mexicanos ... i#<00 a
* Miuda............. t|00 a
A croes da comp. do llcberibe de SOf 000 rs
ao mea.
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204O
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l|20
o par.
DIARIO DE
PERPTAMBUCO.
RECTIFICACAo.
No discurso do Sr. Jos Pedro, proferido naicsso de
22 do corrente, o publicado no Diario de hontem,pagina
1.', columna 3.", linha 108, pin lugar de = Eu enlenrfo por
direilodepropritdade a facilidad) de qutrrrmm, ele. diga-
ie = Eu enlendpor dirato de propriedade a faculdade de fa-
termoi, ele.
SESSlO EM 23 DE MARCO DE 18 V7.
PRESIDENCIA DO SR. SOUZl TEIXEIRA.
(Continuado do n. antecedente),
ORDEJI DO DA.
Terceira diicuuaO do projeelo n. 7 que concede administra-
ra dos cslabeleilmenloi de caridade a quanlia de 4;000/i 00
de rii para a collocaeaO do primeira pedra do hospitalPe-
dro II.
NSo havendb qurm sobre elle tome a palavra, he sub-
ineudo i volaco e approvado.
Terceira diicunSo do projecto n. 4 que auloria opreiidenle
da provincia a contralor, com qualquer companhia ou par-
ticular, o estnbelteimenlo de urna linha de mnibusdeila ci-
dadepara a de Olinda pila ponte da Tacuruna.
OSr. Villela Tararee no pedio a palavra para se oppr
ao projecto em discusso, mas slm para fozer-lhe urna
emenda por parte da coinmisso de eoiumercio, de que
be luriiib.'o, com o lim de nulorisaro governo a contra-
tar com o francez Navarro, cuja proposlafra hontem
presente iiiesma commissao, a illuinlnaco drsta clda-
de e da de Olinda, por meio de gaz, sol) as condices que
o privilegio exclusivo de viste anuos.
O orador conclue, observando que le de 1839 c 1841
aulorisa.ni tase contrato, estipulando emSSannos o pra-
20 do privilegio que pela sna emenda he reduzido a 20.
Heikia na mesa, e apoiada, entra en. discusso a sc-
guinte emenda:
a Artiga additivo para Ser collocado onde convier.
O presidente da provincia fica autorisado a contra-
lar a illsuiiiuacao por gax para as cidades do Recife e
Olinda sob as cundicoes quejulgar mais convenientes
ao* iatfwuM. d |hrnBti,rlii r-J- *~ ~^~*A*m rt^iMJMii
legia exclusivo at vinte anuos Villela Tararte. Cor-
reia de Mello. Jotquim Joii da Cotia.
O Sr. Netto Umbeni se nMo quer oppr ao projecto, e
est dlsposto a dar-lhe o seu voto apenas pretende re-
novar una Idei* que emllllra nfreessao passada, e que,
drpuis de abracada pela maioria da casa, por um inca-
dcnle que elle orador pora agora de parte, foi rcpellida
na terceira discusaao da lc que autoriaava o governo a
contratara construceao da ponte dos Afogadoa ; isto be,
desi'j.-i que, assim como se vai Incluir no projecto em,
dlscussao a faculdade para o contrato da illiunliiacao
desla cldade e da de Olinda por nielo de gaz, addliiouc-
se-lhc igualmente a de poder a presidencia contratar a
edificaco de urna ponte de pedra, ou de ferro na Magda-
lena, ou sobre qualquer dos rio da provincia, com qual-
quer companhia eu cidadb que a esse contrato se qui-
zcr pivslar.
Nota que dessa addiccao nenbutn mal pode resultar ;
porquanto, ae ningucm apparecer que a esse contrato
si (|uiira sulijeitar. como at o presente teni acontecido
com a ponte dos Afogados, a provincia nada perder de
scu* liindas, pois que os nao tero arriscado; e se appare-
cer, estar a adininlalracao habilitada para levar a elleito
o contrato, c dotar a mesma provlucia de obras mu
uteli .
Tambero cnlcndc que serla conveniente estender aos
Afogados, Poo-da-Panella, e mais arrabaldes da cldade
o beneficio do projecto, e por laso pergunla aos seus au-
tores se pSo acham bou. que tambero se estabelecam 11-
nhas d mnibus para esses lugares.
Oorador terminauiandandomesaseguinte emenda:
a Em lugar das palavras = para a de Olinda, logo que ti
lindar a ponte da l'acaruna =, diga-se = paro qualquer dos
teue arrabaldet.
Accrcsccule-se= t quaeiquer pontee depedra ou de [er-
ro tabre o rio da.protiuria, concedendo oitneimot pricitt-
giot que foram concedido! na lei que autoriiou a empreza da
pona d"i Afogadot =.
Apoiada, entra ero dlscusso.
O Sr. Reg Monleiro nenhuma duvida tero em appro-
var o projecto em discussiio, c a emenda relativa IHu-
minacao dacidade por meio de gaz; e pedepcrmissao a
casa, para aproveitar-se deste ensejo, c oftereccr urna
emenda que. sendo cablvel no projecto, tero por Uro
providenciar acerca de una necessidade t5o palpitante
como a da conslrucco de urna ponte, na villa ae seri-
nhiero, sobre o rio que a communlca con a cldade aa
Nou que esta necessidade que j foi reconheclcla pela
presidencia, que mandn organisar o or9amento da Pura
e levantar aplanta.deixou de ser prvida, porque a cania
ra municipal daquella villa deixou de curoprir essa or-
dem, n5o s por entender que as suas acaudadas reudas
nao compoi tavam a despeza da obra, como per se confiar
napromessa nao cumplida do proprictario doengenlio,
por onde linha de passar a projetada ponte,c que se com-
proihcltera n proporcionar transito gratuito: porein que,
lendo crescldo a necessidade,. e havendo propneailos,
que se queiraro cncarregar de fazer essa ponte mediante
ui pedagie, ia mandar a mesa uroa emenda nestesen-
O Sr Netio observa que a ideh>- do precedente ora-
dor est comprehendida na sa cinenfla.
OSr Hegollonlciro reconbecc a rxactldaodesta obser-
varn e desiste do proposito de manda a emenda.
SeiV, apoiada entra era dlscussao a segurote
Tcoiervero-se a, palavra,r/ara.|,0^,e H-
gne--se o contedo na emenda do Sr. Neltc
Uendonca. n
Hienda do o. i.^..> ~-----
cotninlssao de cominerclo; mas n.lo p
=^r
"tinnet Machado approva a primeira parl da e-
doSr Ni-uo, a do Sr. Carvalho Mendonca e a da
1?L u ercio; mas nSo pode delxar de pro-
nao Obstante calar persuadido
as provas que dessa confianc a Ihe "f"""* .C" a s
tende que se hio dere dar iodo o arbitrio que acerca aas
obras, a que se refere essa segunda parle da emenda,
Ihe quer conceder o nobredeputado que a apresentou,
porque, alm de recnulieccr que esse arbitrio vai por a
presidencia ero embaracos, val cerca-la de ditliculdades,
alni de antever possiluidade de passar esse arbitrio
a uro outro administrador, coro enjo lino e patriotisuin
se nao possa contar tanto como com o do actual, enten-
de que aos inembrns da assembla, que de seus concida-
daosrecebrrain a importante niisso de prnmover.ns
seus interesses, he que compele avallar as vantagens que
deesas obras possam resultar ao publico; examinar as
circumslanclas do local ero que easas ponlesse houvr-
rero de construir; apreciar acuradamente as condices
coro que os emprexarios se querein encarregar dessa
onsti-uc^o, c procurar evitar ejue essas cond^es
se torneiii mais proveitosas aos mesmos eroprezarlos do
que ao publico.
Di que julga esse arbitrio tonlo mais desnecessario,
quanto est persuadido que nao pode haver assembla
tao falta de sentlroentos patriticos, lab pouco amante
dos melhoramento materlaes do paix, quedelxede vo-
tar uroa medida qualquer, de que esses mellioimenlos
devam resultar seiu oflensa dos inleressese dos direitos
dos seus eommlttenles.
Notaqucqueirao-Sr. Netto conceder lio demasiado
arbitrio a respelto de obras nao condecidas, qtiando,
anda o auno passado, opinou na casa para que fossein
a ella trazldas e subjeltas sna apreclaco as condices
deiinia iiuir.i, cujas vantagens j tlnham sido, considera-
das e discutidas, cujas circumslanclas peculiares nao c-
raro ignoradas, c cuja necessidade estava mais que pro-
vada.
O orador faztfiversas reflexOcs tendentes a demonstrar
que os legisladores se nao devein delxar dominar pelas
ideins do bello egrandioso a ponto de sacrificar-lhrs o
futuro do palz; e declara que, lempre que fc tratar de
dotar a provincia de obras,'de cuja conveniencia ril se
compenetre, ecuja exeeuciio nfio trnda a aggravar o seu
estado financeirn, prestar-lhe-ha o seu voto, mas que s
o prestar drpols que liver examinado essa convenien-
cia, visto comopodem pedir-se coosas loo desproposita-
das como essa ponte que querem seja feita para roniiuu-
nlcar os Coelhos com os Afogados, desprezaijdo-se os
pontos de cniiiiiiiinic.ii;io que, lo distantes como o indi-
oado, ha entre esses lugares, e que inulto mais prximos
rstodoque os da Europa que nao sao qualificados de
long-lnqtios. como poder informar o Sr. Netto que por
l andn.
Para prava do que niio he na mullidrio dos obras que
consiste a bondade, cita o orador essas que ltimamente
ae zerain, e que em nada acreditaro os seu autores.
O Sr. Aelto sent demasiadamente que n Sr. Nones Ma-
hi' r- ti i----- i----------imA* contra a ma emenda,
que elle orador repula comprehensiva de ideias mui
proveitosas provincia, e que nSo devem ser despreza-
das ; nas concebe olgumas esperanzas de ehegar a un.
accordo com o nobre deputado, e ve-se obligado a de-
clarar que esse seiitiincnto lie alguma colisa arrefei;ido
pelo prazer de ver adneitada pelo mesuro Sr. tuna das
partes da referida emenda.
Confcssa que com eft'eito opinou o anuo passado para
que o contrato que se houve6Se de formular a_ respelto
da constrnco da ponte dos Afogados, viesse assem-
bla e fosse subjeito sna aprrciaco, porque, como to-
dos os seus companheiros, quera prevenir todos os em-
baracos com que essa obra- podesse linar na sna execu-
cao ; mas observa'que, lendo sido essa oplnio rcpellida
pela casa, e at capitulada de um pouco exeessiva c des-
animadora dos emprezarios que da facturada menciona-
da ponte se qulieasem encarregar, nfio poda descubrir a
rasao por que a mesma casa ora se opporia a sua emen-
da que tanto estava de accordo com a decisaoque entao
tomara.
Pondo, porm, de parle esta circunstancia, nota o
orador que, Innegavel como lie a vantagero que deve
resultar de una medida que autorisa a contratar coro
particulares a construcco de ponte o governo de un
palz, onde anda sao tao difliceis as vas de coinmiinica-
cao, c onde, chegado o Invern, anda mais difliceis el-
las se tornam pelo trasbordamenlo dos ros, e pelos
charcos quenas estradas se forman), emende que nina
assembla que, como esta ante quero falla, lao desejo.ia
se mostra de adoptar todos os inelborameiilos materiaes
que a provincia reclama, nao deve pronunclar-se con-
tra scmclliantc medida, mas apenas addicionar-lhe a-
nuillo de quejulgar que ella precisa para lornar-se tao
proficua quanto conven, que o seja ; ou sublrtiliir-llic a-
riuillu em que conhecer que ella superabunda.
Convencido de que o governo imperial Jamis confia-
r a administrando dcsta provincia a um Individuo que
e mostr ostensivo ao interesses da mesma provincia ;
persuadido de que seja qual for o Individuo a qucnicai-
ba esa importante u.issao, noquerer manehar-se com
o descrdito dedeixar correr a revelia os niellioramenlos
materiaes do lugar que vier admiuislrar, oorador dcs-
conhecc a procedencia das rasors que, fundadas no re-
ceio de pastar o arbitrio a outro presidente que nao o
actual, allegou contra a sua emenda o nobre deputado,
a quero responde. .
()bserra que a ideia nessa emenda comida nao he tao
genrica como se pretende fazer crer ; que as vantagens
que aos que se quizerem encarregar da factura das pon-
tes devem resultar dessa empreza, ae acharo consignadas
ero nina le c sio de nalureza tal que mi podem com-
prometter o estado financelro da provincia; pois que,
se o particular compromeltcr-se a levantar una ponte
em um lugar pouco freqiientado, e della nao recolher
um pedagio avultado, o prejnizo sera seu e sanente sen ;
c se a levantar ero lugar onde seja multa a passagein, e
vier por consegulnte a collier grandes lucros, nenhtiiu
inconveniente liaver nisso, pois que he Justo que os ob-
tenha ocidadoque se deu a nina empreza, cujo hu era
facilitar os meius de conduccao e coinmuiilcacan de seu
paix. .
Declara que mesino na Europa, a cujo exeroplo se soc-
correu o nobre deputado que o precedeu, iuvocando o
scu tt'steiuunho, militas empiezas dessa ordero tem o
governo contratado, de que teein provlndo graves pre-
julzos ao eiuprehendedorcs, sem que nada tenha so-
("rido o estado, iicm lao pouco o publico; e se estabele-
cen.fioiile mu prxima entre si, por altcncao a coro-
modidade do inesino publico.
Achapoucojusloojult6do predito deputado acerca
das dbras ltimamente fritas ; pois que, coinquanto re-
conheca que foram mal liscalisadas como por diversas
vezes ha declarado na casa, v entre ellas alguuias que
vel furtar-se a declarar que nao ha all theatros mullo
melhorrs do que o da provincia, ainda nao acabado,
fiilo isto, previne o orador a caa, para que se nao per-
suada que elle desconhece os abusos que se deram na
exrcucao dessas obra, pois que nao era posslvcl evta-
los em urna reparticao de obras publicas, organisada de
mam-ira a putorltar um individuo a assignar a folha pe-
los operarios que uo soubessero escrever, fazer com-
pras n3o aubjeius fiscalisacao, etc.: manifesta a espe-
ranca que nutre de que esses abusos se nao repro-
duiain, pois est persuadido que una nova era se abri
para Periianiliuco ; e declara que faz votos a Dos para
que illa seja frtil em bous aconleciinentos, e para que
Elle, uulco arbitro do futuro, baja de lvra-lo dos com-
piomettiinciilos de que tanto se arrecela o Ilustre de-
putado aquem responde.
Ao concluir, diz que na sua emenda smente enjerga
um defeito, o de nao fallar em pontes de madcira,
que para certas localidades sao as mais apropriadas
mai que vai remediar esse defeito com uniasubeu.cn-
da que mandar a mesa.
0 Sr.-AWiMar/Kido reconhece avantagCm e a conve-
niencia de tudoquanlo tende a augmentar os roelhora-
mentos materiaes do paiz; concorda cour o precedente
orador em ser provellosa e til a facilidade das coni.nu-
nlcaces ; mas niio pode deixar de observar que tudo
isto est subjeito aos principios econmicos que nao
perinitlem esse pedagio indefinido, que tem de resultar
da factura das puntes ii cusa dos praticulares.
ola que, coinquanto a deia seja generosa ero ll.ese,
comquamo parcoa ter fins eminentemente patriticos,
deve attender-sc, antes de yola-la, qqf asna realisacao
val por merco dos particulares que contrataren! a
i.onstruccfio dessas ponles, nao s o coniniercio como a
industria ; c que toda a questao. pois, deve iiuiilar-se a
indagar, se se nao poder conseguir o mesuro lint votan-
do-se quous separadas, e a proporco que os cofres pro-
vinciar as poderem forneccr.
Ao terminar, observa o orador que nao sao as nou-
tcs que oll'ciidem os principios econmicos, mas sim a
faculdade excesslva que, sem regia e limitacao algiinia,
sem altcncao s eventualidades, sem consideracoo ao lu-
turo, e sem respelto s regras da sciencia, se vai conce-
de*" para levanta-las aos individuos que o quizerem, e
que, n3o sendo pas do povo para se sacrificarem pelo
bein delle, lio de estipular condices taes i|uc Ibes pro-
porcionen! omaior beneficio possivel, betn pouco se
imporliido com o grvame que essas condices possam
trazer ao mesuro povo. ,
l.-se, e apoiada entra em dlscussao a seguinlc e-
iiienda. .
Depois da palavra = ferro = diga-se = cdc inaaei-
ra. -- Lope iVflto, _
OSr* Villtla Tavaretjbraco o pensamenlo do Sr. Ret-
o, acerca da proinocao das pontos e de outros quaes
quer inelhorainentos materiaes, por meio de euiprezas,
iios que, amaino, como lie, d< seu paiz, nao pode, es-
tando na casa, deixar de (pocorrer com o sen Traco con-
linente para a adepeo narar-lhe un prospero futuro ; roas qui/.era que o no-
bre dopulado se oceupasse disso em outra occas.o c
nao na terceira discusso de um projecto.
O Sr. iYello : Para que fot o nobre diputado a emenda
autorisaiidoa illiiniiuacaudocaz? r.iH
Em resnosta a este aparte dht o orador que o Tacto < e
so havrr elle aproveitado drsse ensejo para, por parle da
coininissao de coininercio, propr a .....dida que autori-
sa ao presidente da provincia a contratar a illuiiiiiiacao
de gaz, em nada justifica o procedlmenlo do illustrc do-
pulado, pois que, alm da grande difierenca que ha en-
tre a materia de sua proposla e a de que falla o mesuro
ib-putado, sobre a llluminavo de gaz uno so existe urna
autorisacb as leis anteriores, como tambero una peli-
co de um individuo que se ollcrcce a contrata-la, e que
ja Wra apreciada pela referida comnussao; c no en-
tretanto a sua emenda tende a autorisar o governo a
contratar com particulares a eonstrnctao de pontes oe
ferro, pedra e madeira, sob as condices j estipuladas
para emprezas desla natnreza, sem attencaoas clrcums-
tanclas peculiares das localidades, que liem podem con-
correr para que em um lugar dado se consiga o contrato
do levantamenlo de tima ponte de pedra e pensil, nircli-
aute um pedagio multo Inferior aoque se liver conce-
dido para outra, e t mesuro coro menos lempo de pri-
vilegio ; e sem considerado a que essa rcstriccno das
rondicbti eitipulada Iroopr a presidencia na nnpossibi-
lidade de efleituar contratos inuito mais vantajosos para
a provincia. ,
Mostrado assim o prhneiro Inconveniente da emenda
do Sr. Netto, aluda Ihe ocha* oradoro doamploarbitrio
que ella concede administracao provincial, c que he
bein possivel nao seja exercido pelo cidadao que actual-
mente a tem a seu cargo, e em quero, como he de lodos
sabido elle deposita suninia confianca, mas sim por al-
g..... individuo qi, senhor dessa faculdade, entenda
deveraproveila-laero fazer levantar pontos que tacili-
tein a comiiiunlcacSo de suas propriedades, bein como
acontecen com o presidente desta provincia, que. auto-
risado a mandar fater estradas, asscnloii de nao esque-
cer aquella que Ihe devia permiltlr.ir de carro ao scu
Oo nrocedinionto que, anda ha poneos das, tivera a
casa por occasiao de Ihe ser presente o requornnenlo
em que se Ihe pedia a construccSo de 01M ponte que
coininunicasse os Coelhos com os Afogados, isto he, de
nao ter olla querido deferir essa pretencao sem receber
iiirorniacoes acerca da'localidade, preco da ponte, Ac.
conclue o orador que so tanto cuidado se leve eoni nina
obrado milito menor monta do que essas o que so rete-
re a emenda que combate, niio se deve ser tao pouco es-
crupuloso coro as ultimas.
O Sr. A'elto: E nao teremos de votar pelo gaz .
Depois de haver o orador declarado en. re.posta a es-
te aparte que a nlu.ninacab da cidade por meio de gaz
nao he materia tao importante como a que faz o, obj. t
da emenda do nobre deputado que o apa e he d .a
conclue o .cu discurso, dizendo que cha n.a.scon ve
Diento, oue cada un. dos membros la ca.. '"'' ns
necessidade. da provincia I'" [*" "formu-
&c., edepoi, combinando todos as uas dla, loriii
le,., un. projecto, en. que a e..a. necess.di.des se pro-
"'Sr. llego Monfeiro pugna pela emendado Sr Netto.
O Sr. Peixolo de rilo pronuncia-se contra a segu di
parte dosta emenda, sob'o lndan.enlo de mil-
das as pomo que se const.uireniestarao as ciciins-
uiiciasde cobrar um pedagio tao forte con... o que
foi autorado para a dos Afogados ; pois que liem todas
bao de ser tao extensas como ella, e por consegu.nle
nao bao de exigir, para a sna factura, taoavultada som-
ina de capiues, como aquella ero que Toram orjadas as
sua despozas.
dores que o precedern!, pois que ao mesuro lempo que
julgaram ptima a sua ideia, declararan) que te no de-
via votar por ella s pela raso de que era usceptivel de
abusos: e observa que nao he esta a marcha a seguir;
que o que se deve fazer lie remoller a sua emenda Jun-
tamente com a do Sr. Villela Tayarrs a nina commU.So
para aprocia-la e dar sobro ella o seu parecer, sem re-
celo de que isto de alguma inaueira anecie o contrato da
illuminac, porque, alm de nao ser elle de urgencia,
aluda se nao votou a le do orcamento, onde ae ha de
marcar o quantitativo neeessario para as stias despezas,
e o parecer pode ser apresentado antes da terocira dls-
cussao da mesma lei, occasiao em que telbc podero fa-
zer as allerace. que c.sas desposas exigirem.
Oi que a principio leve a mesma ideia que o Sr. Pei-
xoto de llrito, a respeito da dlfterenca do pedagio, mas
que abandonou-a, na consideraeo de que a emenda
mi inhibe a presidencia de contratar o pedagio por me-
nos, e attendendo que se poda calcular o prazo do pri-
vilegio de maneira a evitar que producto desse peda-
gio fosse maior do que o do lucra do capital a despen- _
der na ponte, de cuja conitruccao se tratasse.
Desconhece o motivo da opposico que se manifesta
contra o arbitrio dado pela sua emenda, qnando obser-
va que todos os dias se o concede para fazer obras sem
orcamento, mandar abrir rio, te., &c.; mas para acom-
p inli.ii- os nobre depulados no desojo de cercar a me-
dida de todas as prevences possiveis, vai mandar mu
i equ.. ment a mesa, propondo que va o projecto com
as emendas a urna coininissao, para que esta de o seu
parecer a semelhante respeito.
Ao ouvir alguns apartes, Bill que Ihe declarain que
lian de volar contra o requorimento, dit o orador quo
desisto do proposito de aprsenla-lo.
Encerrada a discusaao. lie approvado o projecto coni
o artigo additivo do Sr. Villela Tavares, coma emenda
do Sr. Carvalho Mendonca e com a primeira parte da
doSr. Netto, da qual ficou prejudicadoo segundo ojoto,.
Entra em primeira discusso o projeelo n. 11 deste
anuo e he approvado sem discusso.
Tendo dado a hora, .
O Sr. Prndente levanta a sesmo depois de baver ae-
signado para ordem do dia da segulnte : continooeoi da
do boje ; leitnra de projeclos e pareceres ; prlRirlra dis-
cusso do projecto da Vel do ore amento provmclal para
o auno de 1871848, e 2.' do de n. 40.
SESSO UM *"D MASCO DE- 18V7.
rRESIDBNCU BO SR. aouix xalXEIR*.
SUMMAP.IO. Chamada. XoprooafoO doaelo da eeutO
anterior. Expediente. nlroduecai do Sr. deputado
tuppltnle, Goncah-ei Guerra. Approoafa de um requin-
ment do Sr. Sunet Machado, e de oatrodo Sr. Pialo de Ai--
melda. Adoptan dos projeclot nt. 12 e 13, em primeira
diicnaS, edo den.K), em lerceira.Approvacao da readr-
ca do projecto que autnrina o contrato dot ommbui, e ao
que rota fundos para n principio daobrt do hinpUaj re-
dro II. .Vomr.if.io de urna commiuo pitra prruaw. ai
teie decretada! a lanccaS da preiidencia 8a provincia.
Diipenm de intersticio para entrar em legando ducuiiooo
projeelo de lei doorcamento provincial para a anno financel-
ro de 1847-1848.
11 horas da manha, o Sr. i. Secretarlo faz a cha-
mada, c verifica haver numero legal de Srs. depulados.
U Sr. Preilente declara aberta a sejsao,
O Sr. 2." Secretario l a acta da sessao antecedente que
he approvada.
OSr. I."Secretario menciona o legulnte
EXPEDIENTE.
Umodicio do secretario da provincia, enviando a in-
foiinaco da administracao do patrimonio dos orpliaos
acerca da pretencao de Joanna Maria dos Sanios, exigi-
da pela assembla. A'quemfe: a refluiiico.
Outro do inclino, participando qnc o bxni. presidente
de novo solicitara do Exin. bispo diocesano o seu pare-
cer acerca da divisao da Ireguczia de lleserros. /<-
Km seguida declara o mesuro Sr. I ."Secretario, que se
acha na ante-sala o Si. depuudo supplente doutor Ma-
noel Claro Goucalves Guerra que vero tomar assento.
O Sr. Presidente convida aos Sis. membros da comiius-
so de constiluico e poderes a darciu o seu parecer a
respelto da legalidade do diploma do inesmo Sr.
Recolhida a commissb respectiva sala.volta pouco
depois como seguinlc parecer: ...,..
A couimisso de poderos, examinando as actas que
so acharo nesta casa, recouheccu que o Sr. doutor aia-
nocl Claro Goncalve Guerra he do numero dos siipplen-
les que foram convidados, c nao se adiando precnchido
o numero legal dos niembros da casa, osla nas circunis-
tancias de lomar assenlo: o que a commissao propOc.
. Sala das commisses, 24 de marco de IBD/.
Machado. Lope Netto. ... ,,
liitrodiuido obr. deputado com as formalidades do
costuine, presta juramento o loma asiento.
He mandado imprimir un. parecer da comntaio de
estatislica. elevando categora de villa a povoacao de
Correuto na comarca de Garanhuns. .,_..
Sao lidos e approvado os soguintes requerin entos.
a llequeiro que a commissao cncarregada de fa.er a
npieselilaco 'a assembla geral, pedindo o aluguel da
casa da allandega, que perlence ao %^$T
vincia.addicione n.csn.a roprcsenlacao.rjuc aqel'a "*
sen.bla mando entregar ^J^^^^^SSS,
a quanlia de 8.I4/88.', rs. pe. toncen""
riierozos. equescaelia.uajuros em diversas roaos. -
. ,,i inaes auc pelos canses competentes se
C Z rnaPce cmara municipal de.U cldade
PoJZ "Sn Caelano Theodoro Antunes Vi.laca.
arre,naanteqV,.e foi das rendas da p.ac da ribera de
Sao-Jos" Bo'a-Vista, casinhas daSoledade o plvora,
roplorando a esta assembla a desoneracau da quanlia
de rs. 1 :!)S)'7!>u que se acha a dever mcsinsKamara, e
na falta, um prazo rasoavel para efi'oiluar aquello paga-
mento cm preslaccs. Pinto d'itlsieido. >.
ORDEM DO DIA.
Primeira diteuuao do projecto n. 13 que ore a a rereis* e *xo
a deipeta procincial para o anno financtiro dt 1847-1848.
He approvado depois de encerrada a discuis&b.
ieotinda disetutao do projeet n. 10, que jubila o profenor .1
primeira lllrai de Caruar com melade do ordenado.
OSr. A'llo nao pode volar pelo projecto que se disco-
. .ta_ ,i ... ,.i,..*.,...,* A.* mm iovh hnnn de faz.fr i

4
i
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a de capitaes, como .<|ue. i------------>...... QSf Nltf0 n0 p6de vola,. ptXa proJect0 que ,e discu:
VrVfrtto'to pode comprchender os nobres ora-|lc; e ale, da obiervacae. que leve honra de faaer a


i
p
te
*
2
asa, na prfmelra discussSo delle,lhe occorre dlser, vls-
i.i dos documentos, com que o peticionario instruio a
sua prrtenco, c que tanta consldercao merecerain a
nobre commisso de instruccao publica que. mesmo no
caso de poder a assembla"conceder a jubilaco requeri-
da, o mencionado peticionario no est as circunstan-
cias de reccber tim tal favor; porquanto desses docu-
mentos que nada mais sao do que attestados dos faculta-
tivos com que se teem tratado pretndeme, c nos
quaes muito confia, o que se dcprehende he que elle
soflVe urna inflammaco chronica no ligado: e esta mo-
lestia, nao s nao inhabilita de cxcrcei' o magisterio ao
individuo que a padece, como nao he incuravei, c por
conseguinte nao he da especie daquellas que a le de 10
de junho reeonhecc como proprias para tnrnarrm digno
da jubllacao o professor que tiver mais de dez anuos de
ervico.
Coinquanto uo Soja facultativo, coinquanto nao en-
tenda da materia, todava o orador pensa assim, porque
est persuadido d. que, as circunstancias figuradas,
pude rmiltlr mu jubo seguro, nao obstante Ihc fall nvm
os conheciinenlos especlaes; poli que elle, que tain-
bem padece de nina inflaininacao nonnHn( exereera o
magisterio eni lempo em que j soflVIa dessa molestia,
eda-se a Irabalhos que rxigem limito nais applica-
cao, multo mais actividade, do que a neccssarla para
li ('uar meninos na povoacao de Caruarii.
Co'ni a leitnra de un trecho da lci de 10 de junho de
1837 demonstra que, para que o professor enha dircitn
jubilaran, deve provar, nao s que he incuravei a molestia
que o affecla, como que a adquiri no exereielo da res-
pectiva cadeira.e que ella o inhabilita de continuar nesse
exereicio; c declara que acha inui rasnaven estas dlspo-
sices.por quanto nem a provincia deve indemnisar o
i ilartao Je um prejulzo tjtie Ihc n5o occaslonou, nem de
vcionceder o pleno gozo de todos os venclinentos, inde-
nendente de traballio, a unifunccionario que talvcz den-
tro em ponen se restabelcca, e que durante a sua moles-
tia tem direilo ao ordenado, perdendo a gratificado que
he inherente esse trabalhoa que elle se nao presta.
Em resposta a um aparte do Sr. Nrrelo, observa o o-
rador, que coinquanto a assembla tenha a sua disposi-
ciio os cofres provinciaes, nao pude todava dispor das
respectivas rendas senao naquclles casos em que para
issoestiverautorisada pela* leis; e que, nao se achando
o peticionario em nenhuma das circumstnnclas da lei
que regula as jubilaces, pois que, romo dito tira, nem
provou que adquirisse a molestia no exereicio do ma-
gisterio, nem que fosse esta incuravei e o inhabilitasse
de continuar ein semelhante exereicio, a inesuia assem-
bla o nao pode fazer participar do beneficio da referida
le.
Depois de fazer diversas considerares, tendentes a
provarem o inconveniente que ao servico publico resul-
ta de se coneederem jubilaces e aposentadoras a indi-
viduos que dentro em pouco se apresrntam como resta-
belecidos das molestias que para obterem esses lavores
baviam allegado, e veem solicitar uovos empregos.de-
clara o orador que ha de votar contra o parecer ein dis-
cusso e contra todos aquellos que, assentados sobre
bases tan fracas como as em que este se fundamenta,
forein submeltidos consideradlo da casa, emquanto
elle fuer parte da mesma casa.
OSr. Laur entino: Sen luir presidente, declaro que nao
estou de animo a receber a appellacao que lnlerpoz o
nobre depulado que me precedeu.
"' O nobre deputado, querendo combater o parecer da
commisso de instruccao publica, apresentou um tre-
cho da le de 10 de iunlio tantas vezes citado; e he este.
Ora, prgunto ao nobre deputado: o que he que adl-
antou com a leitnra deste trecho? Apresentou nmadis-
tinceo arbitraria, filhadasua imaginaco, nao verifi-
cada, nem marcada na le, porque nolla no se diz que
a molestia seja chronica, ou nao chronica, se se deve
cunar promptamente ou nao ; diz que o piofessor que
adquirir molestia que o inhabilite de continuar no exer-
eicio do magisterio, Itntlo Untos aunes de servico, seja
aposentado.
Disse o nobre deputado, que a molestia pode jer cu-
ravel ; mas suppouhamos que o nao lie : como ne.que
se remedia isto, como se concillamos inlerrsses do pe-
ticionario, garantidos em nina Jei, com a opuio do no-
bre deputado? Nao sel.
O nobre deputado disse que no era facultativo, e que
por conseguiitc nao podia fallar com muita pronjieda-
mais vellio, tenho casa c familia ha mais tempo, c pos-
so ilizcr assembla alguma colisa.
Tres golpes que tenho recebido em minha familia, fo-
i -ni occasionadospor molesliashepaticas: iiilnliainulhei
ninrreu de uina iiiflamiiiaco no ligado urna lilil mi-
nha c ltimamente mais urna mi ira rapariga forain vic-
timas da mesuia molestia : logo isto mostra que esta
molestia, que. padece o peticionario, toma uin carcter
de incuiabilidadr, al ao ponto de produzir a mortc.
O nobre depulado nao moslroa que a molestia csl rm
principio, que.he curavel, etc.; nao mostrou isto: os
facultativos dizein que essa molestia impossibilila o pe-
ticionario de continuar no magisterio: logo est no ca-
so -d lei: a 11ue liin veem, pois, os-arguiuentos do no-
loe deputado ?
Senhor presidente eu julgo a prclcnco do peticio-
nario concebida em liases Jo solidas, e formo tal con-
ceito do espirito de justica que domina a casa, que me
persuado que at ioi ocioso levanlar-me para respon-
der ao nobre deputado.
\ oto pelo parecer da cummisso, c votare! 50 vezes,
se 50 vezes se apresentarem rcqnc mi ni s de igual na-
tureza; iste em opposico directa ao nobre deputado,
porque todas as vrzes que se tratar de remunerar serv-
eos e fazer justica, conten commigo, que meliodca-
cliar sempre prompto.
O Sr. Joaquim Vitltla :. Senhor presidente, eu podrra
deixar de fallar na materia, depois da leitnra que o no-
bre deputado (referindo-se ao Sr. Mello'- fez, dos dociiuicn-
tosapresentados pelo peticionario; e principalmente dc-
pflls das observares que acaba de fazer o med nobre
companheiro da commisso ; mas, como qur que ti-
vesse pedido a|palavra antes de tudo isto, e V. Exc.
m'aconceda agora, sempre accrcscenlareialguina cousa.
O nobre depulado atacou o parecer da commisso, di-
zendo que o peticionario nao padece molestia tal, que o
impossibilile de continuar no exereicio do seu empreg,
entretanto que a lei de 10 de junho exige essa condieo :
mas creio que o nobre deputado nao demonstrou essa
sua proposicuo ; antes com a leitura que fez, dos docu-
mentos do peticionario, provou o contrario : c lie isto
smente oque von fazer ver casa.
Senhor presidente, nao sel como vista dos atiesta-
dos que o peticionario uni ao seu requeriincuto, se
pode duvidar que elle adquiri, no exereicio de seu
emprego, molestia que o impossibilita de continuar
nelle : lancemos urna vista d'olhos sobre ellos.
O priineiro altestado he assignado pelo Sr. Jos Fran-
cisco Pinto Cumiarnos que, como o nobre depulado
reconheceu, he habilissimo en sua prolisso e merece
conseguiulemente crdito na materia ; o que diz este al-
icatado ? Diz que o peticionario padece urna molestia
chronica que o torna incapaz de continuar no excixicio
de seu magisieyu : aqu est, pois, o testemuiilio de um
hoinem que teinNodo o voto na materia, c que affirma
que o peticionario est impossibifilado do continuar no
exereicio do teu empregu : e que o exige a le ? Nao he
isto mesmo, quando diz que o professor que se impossi-
bllitar de continuar no exereicio do seu emprego, ser
jubilado? Logo, se o peticionario cita nessa hnpossibi-
i a "&",e fa"* a coudco da lei, como quer o no-
bre deuutssio. Asexpresscs do atteslado, Senhor pre-
sdeme, sao as mesiuas da lei, parece que o lacultalivo
as copioM. Mas nao be este 6 nico altestado, que o
peticionario apresentou : aqui est outro do Sr. Dr. Ig-
nacio Nery da ronteca, quem Jo nobre depulado nao
contestara conhecimentos professionaes na materia
que affirma lainbem que elle padece urna molestia chro-
nica que o Impossibilita de fazer o mais leve exersso ,
pois que a consequencla seria una hemorrhagia maior
do que a que softre.
O Sr. Nello : ~ Na aclualidade.
OSr. Joaquim Vilttta : Siin, na aclualidade e bem
sabe o nobre deputado que todos os attestados assim
sopassados: mas no diz o altestado que o mais leve
excesso produzir uina liemnrrhagia maior do que a
que existe? Tomo, pnis, suppdrque o peticionario pos-
sa continuar no pesado exereicio de seu magisterio, sin-
do elle a causa do seu mal, como se v dos attestados ?
Vejamos outro altestado que he de uin facultativo do
lugar, em que mora o peticionario, e que por consequen-
cla maior rasan tem de conhecer o seu estado: o que
diz esse altestado ? Diz mui positivamente, nao s que'
o peticionario adquiri a molestia no exereicio do seu
emprego senao que ella o impossibilita de continuar
nelle ; c lite o nobre deputado, que ha dous attesta-
dos deste facultativo e que o nobre deputado s leu
um : pero, pois, licenca cmara para os ler ambos.
l'arcce-me que nada ha mais explcito e positivo que
isto. O altestado declara, no s que a molestia que pa-
dece o peticionario, foi adquirida no exereicio de sen
emprego, pois que foi consequencla da vida sedentaria,
que o expoz o mesmo emprego ; senao que tem resis-
tido a todo o tratamiento, tornando.o peticionarlo inca-
paz e continuar un exereicio da cadeira.
Creio, porlanto, Senhor presidente que pelos docu-
mentos, que acabo de submeler conslderacao da casa,
Mea demonstrado queao peticionario nao falta acondican
que o nnlire deputado julgou faltar-lhe.
Senhor presidente, o nobre deputado disse que a mo-
lestia que o peticionario padece nao he do numero da-
quellas que leve em vista a lei de 10 de junho de 1837...
OSr. Nello: Nao disse Isso.
OSr. Joaquim Villela: Ku ouvl, e tomel nota: epor
isso ti ola de observar ao nobre depurado que a lei nao
distingui molestias ; nao disse que s os que tivessein
esta, ou aquella molestia podessem ser jubilados ; foi
genrica e comprebendeu toda e qualquer molestia que
impns'sibilitasse o professor de continuar na regencia da
cadeira. Quenas importa, pois, que o peticionarlo pa-
doca iiflammaco, ou morpliea ? O que ciimpre saber
he se a molestia que padece, foi adquirida no exereicio
de seu emprego, e o impossibilita de continuar nelle.
Mas disse o nobre deputado que a molestia do peticio-
nario he curavel, c que pois nao est elle no caso de me-
recer a jubilaran.
Senhor presidente, nao sel se a molestia do-prticlnna-
rin he ou nao curavel, o que sei, a vista .dos attestados
de pessoas entendidas, he que essa molestia foi adqui-
rida no exereicio do emprego, e que o impossibilita de
continuar nelle; e o que devn daqui inferir senao que,
se o peticionario continuar a reger a cadeira, lera por
conseqencia neccssarlaJ unirte 1 E dar-llie-hcinos cu-
tan a jiibilaro? Ento nao precisar della.
O nobre deputado anda accrescentou:einbora o peti-
cionado nao se cure, v continuando com parte ente, e reeebendo o-seu honorario;- mas eu observo ao
nobre depulado,que isto he peiorparaoscofres pblicos;
porque elle, sendo jubilado, s recebe metade do orde-
nado, entretanto que, continuando com essa parle de
doente iudefenlda, tem de receber iodo, ao passo que se
ha de pagar aquetn osubstitua no exereicio da cadeira.
Sao estas, Srnhor presidente, as ligeiras considera-
cues que tinha a fazer, e a vista dos attestados, com que
o peticionario documentou a sua petico, voto pelo pa-
recer, declarando que declino do juizo do nobre depu-
tado na materia, c entrndo que a minha declinatoria
est muito rm regra porque o nobre deputado he in-
competente para tratar desta materia.
OSr. Nello : O nobre deputado tambe ni he.
O Sr. Joaquim Filela : E lie por me reconhecer in-
competente que subinetlo-meao juizo dos que sao com-
petentes.
O Sr. Kctlo se nao admira de que o nobre deputado
que o precedeu, defeuda o parecer, visto como he um
dos siuis signatarios ; porm nao pode tolerar que Ihc
elle empreste pcnsaiucntosquc nao manifeslou, epor isso
va dar-lhe una breve resposta.
Observa que, bavendo declarado trreonfianca nos fa-
cultativos, nao podia querer collocar-se cima driles em
materia, cojos conhecimentos confessou no possuir;
nota que o que disse fui que dos documentos se nao de-
du/.ia que a molestia do peticionario o inhabilitara de
continuar no exereicio Uo sen emprego ; e faz ferirlr ao
nobre depulado a quem responde, que, coinquanto se
possaiu combater os argumentos de um adversario,
analysando-os ceiicarando-os por differentcs faces, essa
liberdade est todava, adstrltta a cellos limites; e que
esses limites nao foram guardados pelo nobre deputado,
quando insisti ein alterar o seu pensumcnlo.
O orador conclue, manifestando a disposico, em que
ojuda se acha, de votar contra o parecer.
Encerrada a discusso, he o projecto submcttldo vo-
laco e approvado.
Primeira disemino do piojcclo n. 12 qut assim te aeha redi-
gido:
* A assembla legislativa provincial de Pe na tu buco
decreta:
o Artigo l. A mesa de rendas prnvinciars, creada pe-
la le de 30 de abril de J839, tica convertida em mesa do
consulado provincial, que ser collocada no lugar onde
o presidente da provincia julgar mais conveniente.
Arl. 2." Esta mesa tria a seu cargo, alm da arreca-
daco que se fazia pela referida mesa, a de todas as im-
posicrs prnvinciars que se nrrecadam actualmente pelo
consulado geral.
Ait. 3." Fiea autorisado o presidente da provincia a
organisar a nova mesa do consulado provincial com os
empregados existentes na mesa das rendas provinciaes,
dividiudo-os em secces com scus respectivos chefes,
e podendo desligar da tliesouraria provincial os dous
amanuenses, que sero empregados ncsla nova repar-
licao.
Art. 4. Fca creado o lugar de administrador, que
ser desligado do de rscrivao, e* o presidente da provincia
autorisado a~designar-lhc o ordenado.
Art. 5." A commisso que devein perceber estes em-
pregados ser a mesma determinada na tabella a que se
refere o artigo 3. da lei de 30 de abril de 1830.
Art. A iuspecco do asgucar c algodo Jicara liga-
da a esta mesa da maueira por que o era a mesa do con-
sulado geral, c o presidente da provincia lica autorisado
a alterar os regulamcntos existentes e u pessoal, de con-
formidade com a organisaeo da nova mesa.
Arl. 7. Aliini dos trapiches alludegados, onde se
fazem os embarques do assucar exportado, podera o pre-
sidente da provincia permittir um at dous pontos de
embarque nos lugares, onde julgar mais conveniente
commodidade do coiumcrcio, agricultura e boa ar-
recadaco dos direitos provinciaes.
Arl. 8. Criar-se-ha una capalazia para as saccas do
algodao, nao se podeudo exigir para esse servico mais
do que 320 rs. por cada sacca.
Art. 9 Fca autorisado o presidente da provincia a
fazer todas as despCzaa iudispeusayeis pa.ra o aluguel da
casa, eojn.iis preciso para montar esta nova rcpartico,
com a quota que li'ir designada na lei do orcaineiilu.
Art. 10. Ficatu revogadas todas as Iris edsposices
em contrario.
k sala da assembla, 17 de marco de 1847. Peixolo de
Orio. J. Nunei /Hachado. >
O Sr. lego Monleiro; Senhor presidente, julgo da
maior magnilude e transerdencia o projecto que V. Ex.
oflereceu discusso; c coinquanto reconheca a debi-
lidade de minhas forjas, atrevo-mc comtudo fazer al-
gumas reilcxes sobre elle, embora nao tvesse lempo
de o meditar devidamente.
Senhores, o projecto contm disposiccg Importantes;
e nao dcsconjiecendo essa importancia, cnxergo-llir to-
dava iiiconyenientes mui valiosos quq nao dcixarci de
apresenlar casa.
A crea(o de um consulado provincial, de uina rcpar-
tico, annsfe se a r recade ni todos os diversos impostos
prsviuelacs, he uina Weia muito imporlaute ; mas, en-
tretanto-, os inconvenientes que daieiresullain, faicm ln-
niHilisar essa imporiaiicla. Actualmente as rendas pro-
vinciaes se acham arrecadadas, e divididas por diver-
sas i-opairceles : una dolas, a mesa das rendas nter-"
as provinciaes, arrecada o imposto da declina eoutros
annexos, e existe collocada no bairro de Santo-Antonio ;
O Sr. PrttiieMt declara aberta a sessSo.
OSr. 2. SVcrsInrio l a acta dasessao antecedente que
a que arrecada, porm, os direitos provinciaes sobre os
gneros exhortados, se acha no bairro do Recife, e he
annexa ao consulado geral. A repartlcao. das rendas lie approvada.
interna* tem at boje flscallsado bem; e seus emprega- OSr l.'SlerMrrio menciona o seguinte
dos icrin tillo tuna paga conveniente e proporcional; os
gora,es, porm, no teem recebido paga pelos cofres
prrjvineiars, apezar de a icrem reclamado por. diversas
vptej: entretanto eu vejo que polo projecto se quer es-
Ltbelecer esta paga a quem trabalha, e reunir toda a'ar'-
^ecadacao em una s rcpartico ; mas os gravames que
dahi podem resultar ao commerclo c agricultura, de-
vein tamh-ni pesar na coiisideracao da casa, por isso que
os negoeiantes vao encontrar uin grave cinbaraco, ao
menos uina demora, nos despachos dos gneros que teetn
de exportar.
Actualmente, Senhores, o imposto geral e o provin-
cial, que paga o genero exportado, he escripturado e
laucado pelo mesmo empregado ; e sua importancia lie
recebida pelo o incsino thesourelro : he Isto, pois, uin
processo multo mais simples e rpido do que aquelleque
ha de existir, ha vendo das reparlices disti notas, por-
que haverao duas escripluracies, dous thesonreiros e
dous despachos, c por consegulnte trabalhO duplicado, e
delongas ; delongas que no commerclo sao prejudiclaes
c dispendiosas, por que, nem sempre ofterecendo o nos-
so porto PTompta sahid.1 aos navios qneuelle aucoram,
por nao ser abundante de agoa, e haverem embarcaedes
que por sua lotacao exigein grandes mares para pode-
rem levantar a ancora, succeder que a demora da sua
partida por um da traga a de muros iquitos, c por con-
seguinte lites cause nao pequeo translorno;porquanto,
sendo o mesmo porto frequentado por navios de todas
as naedea, que veem ein busca do nossos productos,
nao se pode duvidar de que grav prejuizo devehaver,
se a poca da sabida desses navios for espassada aleni
daquella, ein que laes productos forein mais procura-
dos, e em que dita partida se deva etltuar para pode-
rem elles concorrer com os dos outros palzes nos merca-
dos da Europa. Cumpre, pois, applanarou destruir as dif-
liouldades, e nao augmenta-las, como faz o projecto, que
cria obstculos que at podem influir na surte da nossa
agricultura; porque o genero promptamente compra-
do, e promptamente despachado, embarcado e expedido
obtem multas vezes maior preco; e conservando-se ac-
cumulado no mercado, ou inesuio dentro do porto, solivi-
aba te nesse preco.
Domis, navios ha que veem da Europa com das mar
cados para descarregarem e carregarein no porta do seu
destino, e que, oxcedendo esse prazu, pugam una multa:
logo quanto mais prompto fr o expediente, maispioiiip-
tas serio as comprascom mais promptido sahiro os
gneros e melhor proco blenlo; e o nosso porto ser
mais frequentado de navios que paguem direitos.
Ha, pois, sem duvida no pro)ecto estes embaracos que
cu aprsenlo; embaracos que o commercio vn encou-
trar, e que ivallam e sabein apreciar aquellos que se
dio essa prolisso.....
OSr. Cunha alachado: O projecto evita a fraude
contra a agricultura.
O Sr. Reg Monleiro:Como he isso? Pois a colloca-
co dos mi sinos empregados rm uina s rcpartico he
que acautela a agricultura contra a fraude?
Senhores, vejo anda outro inconveniente no projec-
to, e be o de se crearcm mais empregados, e fazer-se
mais despea. Reconhrco que he uecessario por termo
falla de rctribulcao que tem havdo para com esses em-
pregados geraes que bem nos teem servido, inaslie pre-
ciso que esta rctribuicao.ou paga no seja lo pesada co-
mo val ser pelo projecto; porque diz ello em uin dosarli-
gos, que os empregados teio a mesma quota,os mesuios
vonoiineiiios designados uo artigo 3. da lei de 30 de a-
bril de 1839. Essa commisso que a lei marca, leve por
base os rf ndiinentos que se arrecadavam ni rcpartico
das rendas internas, que podiam calcular-so, por exem-
plc, de 80 a lOOcontos de ris; mas, addcionaudo-so
pelo projecto a este rendiiuento o que se cobra do con-
sulado, que anda por 200 ionios ou mais, pois uo te-
nho presente os balancos, ento a quota he multo gran-
de, o essa quota toni do diminuir a uossa receila so em
proveito dos empregados.
Dir so-lia que isto he objecto que se pode emendar :
fie verdade, mas iiniii fie uui detallo lrA<#**>d**ti.'. ,|ur
cscapou aos autores do projecto e que eutendo dever
trazerao cnnlieciinciilo da casa.
Dirci alnuiiia cousa mais sobre o projecto.
Eu reconhrco que o estado da rcpartico do algodao,
ou antes o \ siciua de ai na/.eiiageui do algodao con-
forme se platica, nao he lium : oadono do algodao reme-
te stias saccas ao prensario que, pelo benilicio que llie
faz, de mudai'-lhe a capa, po-lo ao sol, limpa-lo s ve-
ies, prnsalo, etc., recebo, creio que 500 ris de agri-
cultor e 480 ris do negociante, quando o compra: aqui
csl um imposto, em verdade nao autorisado por le
mas filhodo costume c que indemnisa o beneficio feito;
comtudo elle tem de influir no preco desse genero, por-
que o negociante compra calculando a despeza que tem
a fazer: logo aqui est o agricultor soffrendoj um tii-
buto de 1:000 res sobre seu genero, e-o projecto Ihcad-
dicnna mais 320. titulo de capalazia; c prgunto cu:
cim a capalazia deixa de existir a uecessidade disto, isto
he, desses beneficios, que lazo prensario? Nao; porque
essa gente emprrgada pela capalazia he para pesar o ge-
nero, lira-lo das bataneas, etc.: por consequencla o
prensario tem necessidade de continuar a beneficiar o
algodao; o se o nao lien i liciar. o agricultor pedo, por-
que a qualilicaco ser inferior que o genero compor-
ta.
Domis, nos no temos casa para fazer um grande de-
posito de algodao; a que temos he pequea, c per-
tonco repai ticao geral; faltani-nos as properedes para
fazc-la, capaz de servir para esse deposito, e quando uies-
uio ellas nao falbasscm, quanto nos nao aislara essa tis
calisaco, e quudo compensara o seu roiidiinoiilo es-
sa despeza I
Tenho oxposto, em resumo, os inconvenientes mais
salientes qhc enxeiguei uo projecto : oulros inuilos lia-
vero, pois nao ti ve lempo de uiedta-lo, nas a casa, pe-
sando-os devidaiiirule, votar como entender.
Julgada a materia discutida, he o projecto posto vo-
taran e approvado.
Ib- lula a ultima redaccao do projecto que autorsa o
presidente a contratar,com qualquer couipanhia.linhas
de mnibus desta cldadc para qualquer dos seus arro-
baldes, c paraOlinda.
Depois de alguiuas relloxrs, he approvada.
Ue lanibein lida e approvada a redaccao do projecto,
que consigna urna quota para principiar-se o grande
hospital de caridade.
O Sr. Presidente declara que val officiar a S. Ex. o Sr.
presidente da provincia, aliin de marcar dia e hora para
a ro:cpc;io da ooininissao que tem de a presen tar-llic os
actos legislativos, para seren saucconados ; e iiomeia
para a unsina conunissao aos Srs. NunesMachado, C'ar-
vallm Mciidnnc.i e barros Correa.
O Sr. Peixolo di llrilo requer que se disprnscui os tres
das do intersticio, para ser dada para a ordem do da de
auianha a segunda dsonsso da Ioi do orcaiuenlo.
A casa appruva o requei nicnle do uobro deputado.
0 Sr.Piesidtnle levanta'asesso a 'I-, hora da tarde, de-
pois de lia ver dado para ordem do da da seguinte : lei-
tura de projcclos c pareceres, discusso de posturas i:
pareceres adiados; segunda da lei do orea memo pro-,
viiicial c dos projectos ns. 6. 8 c II deste anno, e toreci-
ra do do n. 3.
EXPEDIENTE.
Um rrquerimento, em que Jos Francisco Pereira da
Silva e Joao Henrlques da Silva, proprietarlos na ra da
Cadcia, representan! contra o extraordinario e severo
buso, com que Antonio Jos de Magalliaes bastos, sem
nenhuma considerco ao inleresse publico, est edifi-
cando, at ao respaldo, um predio na referida.rua.
A' commuio de negocios das cmaras municipaes.
Outro, em que Manoel Alves Pereira, professor de la-
tim da comarca do Llmociro, pede a pagamento dos or-
denados que deixou de perceber no tempo d transacta
adminlstracao da provincia. A' ccmmiisllo de orde-
nado.
Outro, em que o padre Domingos Alvcs Vieira, paro-
dio da freguezia de N.-S.-do-Rozario, da cidade de
Guianna, pede que a assembla, por um no
gislativo, faca vigorar a quota de 2:000/000 de re que
loratflwada para as obras da respectiva igreja .matriz,
antes de sor concedida a lotera para o mesmo fin.
A' romsaiisiin de (menda e orcamento.
ile.lido, julgado objecto de deliberacao, e mandado
imprimir um projecto do Sr. Lopes Nello, autorisando
o*presidnte da provincia a comprar, no lugar que mais
conveniente fr, um terreno com as precisas proporces
fazenda normal.
pa o estabelecimento de urna
(Comuna r-M-ao),
JARIO DI PHMIIItfCO.
nxcxrx, ae de mahoo bx is7.
Dos projectos. de cuja apreclacao dcvla oceupar-se
boje a assembla, apenas tratou ella do de lei de orca-
mento provincial para o anno finaneciro de 1847 1848 ;
e por isso a ordem do da para a sua sesso d'amanhaa
constar desses outros pr.ijeclos, que nao foram con-
siderados ; da primeira discusso do de numero 14 que
eleva categora de villa a povoacao do Correte em Ga-
ranhuns, e da segunda do de numero 48 do anuo pas-
sado, que marca os limites da freguezia e municipio fle
Agoa-Prcta.
Correspondencia.
Srt. Redactores. Se bem repute mu valiosas e con-
cludenles as provas que olFercc conslderacao c crite-
rio da Ilustre relaeo desta cidade no pleito que sus-
tento contra Nuno Alarla de Seixas.afini de mostrarln-
subsistencia e nullidade do coinpromlsso obtido pela
meu contendor por iiicq de tanto manejo, tanto ardil
e lauta fraude; todava, para anda mais dclucidar a ma-
teria de tal pleito, e habilitaros respeilaves uiembrOs
d'aquelle tribunal a julgarein com uteiro Conhecimento
de causa e plena rrclido os embargos poslos seutenca
lao sabiamente proferida em meu favor pelo mesmo tri-
bunal, tomo a deliberacao de solicitar a insereno, em
sua concrituada folln, dos dous documentos que abaixo
se leni; j que me nao foi possivel annexa-los, a vista
dos quaes, presumo levar al o ultimo grao de eviden-
cia jurdica os vicios c as incui ialidades que avultain
n'aquella inculcada concrdala, e que a tornam em dl-
roitoirritae de neuhuin valor,como bem c justamente foi
julgada pela rclacn no accordam embargado.
Do priineiro documento vc-seque, no sendo oSr. I)u-
Dourcq senao mero e simples portador de uina lettra
protestada do Sr. Daniel Ley, nao podia assguar.o com-
promisso de seu cimbado Scixas, sem excrcilar poderes
que nao tinha, c ultrapassar os, limites d sua msso :
pelo que sua assignatura intrusa c incompetente na-
qucllc acto famoso lica sendo o que em algebra e ex-
prime pelo signal = o que eni.lingoagcni cominuin
fllter d'/er uieuala ZC.ro. islo fio. do ni>itlium efi'oilo.M
Do segundo documento (que inconleslavelinriite he
de urna importancia decisiva para mostrar a lisura e
boa f com que proceden meu antagonista em toda es-
sa vorgoiihosa historia do seu compromiso) se videncia
a'calculada Intencao de losar seus credores, violentn-
doos a concesses uadinissiveis ein face do estado da
sua casa; sendo de mais manfestaa existencia de tran-
sac^es clandestinas c prejudiclaes aos lirteresses da
massa geral dos credores; e isto depois de declarada a
falli-ncia, no ctanlo que anda figura ser credur aquel-
lo queja foi pago.
A' vista, pnis, da publicacao de laes documentos que
peni em loda a luz o prncedimento irregular e cavllloso
dr meu contendor, quandodepois de fallido, por clcu-
los e ooinbinaccies deshonestas, paga aos credores; e
cuja influencia se recela, eno paga aquellos, com quem
presume poder lular ventajosamente ; eu tenho a lirinc
convlccao,- tenho umaquasi f religiosa de que o iri-
legerrimo tribunal que va decidir pereniploriaineute a
queslo cordam, protegendo assim a propriedode contra os bo-
tes e aggressrs da cobiea e da in fe ; desarmando as
ciladas vergonhosas urdidas na obscui idade contra a
moral publica; c dando em flu um testemunho valioso
e edificante de respeito e de veneraeo pelas leis do
paiz.'
Sou de Vinos, aliento venerador,
Jote Jeronymo Monleiro.
DOCUMENTOS.
Sr. L. A. Dubourcq.
Pe nambuoo, 20 de novembro de 1846.
Amigo e Sr. A vista do coinpromlsso do Sr. Nuno
Mara de Selxas.que Vine, assignou como procurador do
Si Daniel Ley, temos de rogar a Vine, de deolarar ao
p desta, se para isto tinha sido sufficrcntemrntc aulo-
risa do pelo Sr. Ley, pois nao nos consta que elle tivesse
dado procoraco 'bastante alguem, fura da que ello
a nos mandou. .
Somos de Vmcs. amlgos.allentos veneradores catados,
ATa/mann & fosenmuna.
Sri. Kalkmimn k Rosenmund. Nao Uve procuracn
do Sr. Daniel Ley para assignar o comproiiiMo de que
fazcm men9So : s astignei como portador de lettra pro-
testada ; o que se depreliei.de ilainiliha firma uo mesmo
compromisso. .
Sou com aticnc.au de Vmcs. amigo e criado,
LA. Dubourcq.
Rccife, 20 de novembro de 184rj.
SESSO EM 26 DE MARCO DE 18*7.
PIIKSIDKNCI BO SR. SOL'Zl TErXBISA,
continuada pelo Sr. Peixolo de Brto.
.SU 11 iM A H10. Chamada. Approoacdo da acta Ha sessao
anterior. Expediente. llequerimenlo do Sr. Nunes
Machado acerca dos instrumentos de ehimica e physica.
lliscussa sobre esterequerimento. Adopc&o, em segunda
discusin, do projecto de lei do orcamento provincial para o
anuo de 1847 a, 1848.
As tO horas e niela da manhaa, o Sr. I. Secretario faz
a chamada, e verifica acharem-sc presentes 23 Srs. de-
putados.
Illma. Sra D. Mara do Carino P. Lunachi de Metto.
Tor amor da verdade,peco a V. S. que me declare ao
p desta e soba f de juramento, se, sendo credora de
Nuno Mara de Seixas, o acclonou antes de ter elle apre-
sentado o seo, compromisso, se V. S se oppoz a esto
compromisso, e qual a rasao por que desisti desta op-
posicao, e se para slo houve alguma convenci t dan-
do-me porniisso para fazer desla carta o uso que ino
for conveniente,Sou de V. S. atteuto veneradore cria-
do.Jos Jeronymo Monleiro.
Recife, i4 de dezembro de 184f>.
Iltm. Sr. Jos Jeronymo Monteiro.Em resposta a at-
ienen de V. S. sou a diier-lbe que fui ere-
dora do il.lo Seixas, assim como que antes delle le
aPr be Judicial ; quanto, ao segundo, dircl que
^Keiiconlro ao dito coiiiproiiiissqs tanto
que n quando para Isso fui convidada, despre-
zando inteirainoiilc todas as proposicocs olterecidas
pelo mesmo Seixas, que crain por Intermedio do seu
guarda-livros, porquanlo a inim s me convinha ser
embolsada do debito que se me dcvla, e quando as-
sim eslava u disposta a continuar com a accio In-
tentada, cis que me vi as circunstancias de nao con-
tinuar, por isso que fui incontinente paga pelo dito


,...:. c de Selxas, a quem mu |iwi icuiuu, uc-
Nuno J"aU" ,._ eni questo. He, portanto, o que com
sstindo (la cau f a v s ,crTi nuo.,e dota ml-
verdadc P0M0 "_. 0 U10 que pretender : c iou de V. S.
,,a ePuStar,p1ol.ll e crlada,--Jfarfo do Carmo Perpetua
atienta vel, ,,
'Tedie,*,*" de.br de 1848.
sss-ss.asis.-ss-.-i
T'ublica^o i pedido.
""i-cnrdam proferido nos autos clveis de appellacao
nartes, appellante Mauoel Elias de Moura, e ap-
nl-'lad Jose'ph Ray.
1 i. curdam eni relacao, que reformam a sentenca re-
,rrida porque a dlsposlcao que autorisa a percepeo
i, iiiiooslo arrematado pelo appellante, ncm foi revo-
ilanela lei provincial n 108, nem se tornou comfsta
F' natlvel, sendo posslvel que um inesmo artigo
HV.i nial de mu Imposto, Alm disso, cumpre que se
). i.eitem os contratos pblicos approvados pela pri-
me ira autoTidade d provincia Finalmente n spel-
linlc tem a en favor a lei novlssima provincial de 4 de
diembro do annop P-> pela qual fica resolvida qual-
Portanto, reformada .a sen-
e mandam que conti-
t. as cusas pelo appellan-
te Reclfe, 23'de marco de 1847./lamo,presidente In-
terino.- Vill'rn.--Ponrt.Piixalo.~Ctrqueira.- Siqueira.
Publicado .itteraria.
HISTORIA DE PORTUGAL.
POR
-4ferattdre Ilirculano.
Restan! apenas 10 exemplares do primclro voluine. Pe-
-- A pessoa que annuncinu querer comprar uns bre-
viarios romanos, dirija-se casa de Jos Mximo de Al-
buquerque, na ruada TJnlao, por detrs do collegio das
orphaas, que alil adiar com nuem tratar a respeito.
Furtaram, na noite de 2.* do crlente, do sitio da
_ senhora Anaa Rita do Sacramento, na estrada-do Ro-
de-se aos Sis. assignantes queiram mandar busca-Ios aiinlio, um cavado alazn, grande, capado, com a
drzembro ao anuo i i., !> u
uuerUovida a tal respeito. Pon
tenca, julgain Urie a perthora,
nuriii os termos delta, pagas ai
na casa n. 7 da ra da Cruz.
i visos martimos.
C0MME.1CI0.
! Alatulega.
RENDIMENTO DO DA 26.........'------4:459/642
DESCinlfEGiM HOJE 27.
BrigueMunromercadorias.
BrigueHeliopolit dem.
Patachoram-O/iaatr-gello.
IMFirfACOA'.
Murro, brigue Ingles vindo de Glasgow, entrado no
corrente mes por franqua,consignado a Adamson Huwie
AC. inariifcstou o seguinle :
3l barricas e f caixa tintas, 67 calas faienda de algo-
dio, 198 barricas cerveia, 39 fardos fazenda de algodao,
W ditos faienda de Imito, 156 barricas aduellas, 30
nuartola ditas, 10 fcixes arcos de pao, 6 quartolas va-
stas, 2caixas amostras, 51 glgos lonja, 420fcixes arcos
de pao, 1 embrulho amostras'; a Adamson Howic t C.
13 calas fazendas de algodao, 4 fardos dita dito, 2
iinbrulhos amostras ; a Jolmston Pater S I.'. .
2 caixas fazendas de algodao, 1 barrica ago'ardentc ; a
Ilidgual Jamisson 8t C.
(i caixas faiendas de algodao ; a Russell Mellon & C.
2 fardos fazendas de algodao, 5 caixas ditas dito ; a
Deanc Youle t G.
37 tinas arenques ; ao capitao.
7 calxai fatendas de algodao ; a Jones Patn at C,
Consulado.
RENDIMENTO DO DA 26.
Oral.............................8:8iSfi!!
Provincial.......................... 3M3
Diversas provincias........"........... 9l,f23J
3:567/377
Movimcnto do Porl<>.
Para o Cear seguir com brevidade o brlgue-es-
cuna Henriquela: quem nellcpretender carregar, ou ir
de passagem, falle com o meatre, Jos Joaquim Alves da
Silvano trapiche Novo, ou na ra da Cadeia-Velha, n.
17, segundo andar.
Para o Rio-de-Janeiro o hiate Nereide segu vla-r
gein com milita brevidade. por ter o seu carregamento
quasi prompto : quem quizer carregar, ou mandar es-
cravos a frete, para o'que tem excedentes commodos,
dirija-se a rus do Vigario, armazem n. 5.
Para Lisboa salle, Com toda a brevidade o brigue
portugus llohim por ter a maior parte da carga : quem
no inesmo quizer carregar, ou ir de passagem trate
cora o cap la o Antonio Jos dos Santos Lapa na pra-
ca do Cominercio ou com o consignatario, Tbotnax de
Aqulno Fooseca na ruado Vigario n. 19
Os Srs. earregadores do brigue Etpirito-Santo para
.-. illia'de S.-Migucl' queiram apresentar os seus conhe-
cimentos at o (lia ti (boje) do crreme,na casa do caixa,
Firniino J. F. da Rosa, na ra do Trapiche, n. 44
Para a Babia segu com brevidade o hiate S.-Btne-
dicto, de superior marcha : quem nclle quizer carregar
ou ir de passagem, trate com Silva k Grillo na ra da
Moeda, n. II.
Avisos diversos
Ntvios enlradot no dia 26.
Ass ; 6 das, brigue-escuna-brasilelro Henriquela, de
154 toneladas, capitao Jos Joaquim Alves da Silva,
carga sal, palha e mala gneros ; a Francisco Joaquim
Pedro da Costa. Passageiros, Antonio Filippe da Silva
e um rscravo, Jos Francisco dos Santos e Francisco
Sevrrino de Lima.
carac ; 7 das, hiate braslleiro Nereide, de 97 tonela-
das, capitao Manoel Francisco da Silva Araujo, equf-
nagem 7, carga sola a Carlos "Augusto de Moraes.
Paisageirus, liederlo Pereira de Oliveira e llernardo
Januario, Brasileiros. '
llaranliao'; 32 das, brigue de guerra nacional nralUrir
ro, conimaudante o copitao-lcnente Gabriel Ferreira
da Cruz. Segu para o Rio-de-Janeiro, e leva a seu
bordo I comuiissario, 1 dispenseiro, 1 carpinteiro, da
armada nacloiuil, I grumete preso e 1 rrcruta.
Macei; 4 das, brlgue-esvuna-brasileiro Fidelidad!,
coiiiniaiidaiiteo primeiro-lenentc Luizda Cunha Mo-
icira. Vem eslaciunar neste porto.
Aracaly 7 dias, sumaca brasileira S.-Antonio-de-Padua,
de 78 toneladas, capitao Manoel Jos Ribeiro, equipa-
geni 6, carga sola, couros e sal ; a Lu Horges de Cer-
queira. Passageiros, Jos Francisco, Brasileiro, e 25
escrav* a entregar.
A'avi'o taido no mesmo dia.
Rio-dr-Janeiro ; escuna brasileira Galante-llaria, capitao
Jos Mendes de Souza, carga varios gneros. Passa-
geiros, Jos Ribeiro Barbota, Portuguez, Giuzeppe
C.aignni, Sanio, Joaquim Pedro Marques de Aducida,
Antonio da Silvelia Cavalcanli do Albuqucrque, Bra-
sileiros, e 36e*cravos a entregar.
KIihI.-
h'ranciico de Paula Lopti Reit, primeiro eierituraiio da me-
ta do conmilado detta provincia, eervindo no impedimento do
adnimiitrador da mesma meta.
Fas Haber que no da 29 do coi rente a urna hora da
tarde se ha de arrematar em praca, najiorla desla repar-
ticao, urna sacca com algodao com a marca MG, a bren-
ca de Munoel Ignacio de Oliveira Lobo, pesando 5 (al de
i.rimcira quali.lade, a 6>200 rs. a arroba, e 1 a 9 de
i efugo, a 6/200 rs. a arroba, apprehendlda no acto do
exame, por flslficaco do genero, pelo fedor e confe-
rente Prxedes da Fonseca Collluho: a arrcmalacao he
livre de drspeza ao arrematante.
Mesa do consulado de Pernambuco, 24 de marco de
1847.
Pelo administrador,
Franeiteo de Paula Lopti Reit.
feclaracofs.
O arsenal de guerra eompia trrzc mantas de algo-
dao : quem dito genero liver mandar sua proposta em
e uta feohada ea amostra a directora do mcsino arse-
nal, at o flia 29 do corrente mes.
Arsenal de guerra 23 de mareo de 1847.
Jaao Iticrdo da SM,
Amanuense.
= Av*dministracao geral dosestabeleciinentos de ca-
ridade manda faser publico, que, nao temi sido possl-
vel Ir a prca a renda, por 3 anuos, de lodo o edificio a
i ua da Roda, em que esleve outt'oi a a casa dos expostos,
tica transferida para o dia 29 do corrente mez,
nio lugar jaiiaunciado. Administraosgeralj
beleriiiientos de caridade, 22 de marco de I
crlpturarlo F. A. Cavolcante Coutttiro. ^
Tlieano pubfico.
ULtlMA REPRESENTAAO' QUARESJIAL,
liojc 27 a grande peca S.-Lcilia, esmalte de c
que ser ejecutada com toda pompa.
Jos Soares de Azevedo, professor
de lingoa franqeza no lyceo, (em abcrlo
em sua casa, ra do Rangel n. 5q, segun-
do andar, um curso de GEUGRAFlllA
e IUSTIUA, e oulro de ELOQUEN-
CA NACIONAL. As peasoas (fue desc-
jjrcm estudar urna ououlra tiestas disci-
plinas, podem dirigir-se a indicada resi-
dencia, de niauliiia at s i0 horas, c de
lardea qualqucr hora.
Retira-sc para Europa Luiz Jos Poudra com sua
senhora e nina criada Hara manchares, Franceies.
Perdeu se, do largo do Livramento at a ra do Ca-
bug, urna ordem de 50/)00 rs., sacada por Jds Ignacio
de Meudonca contra o Sr. Manoel Buarquc de Macedo
Lima : a pessoa que acliou, leve-a a ra Aragiio, venda n.
8, que se dar o adiado.
~ Do sobrado n. 63, da ra do Pilar em Fra-de-Portas,
vuou do mas ti o da bandrira que se acha posta em fren-
te do inesmo, um papagaio branco, com urna crista de
peuiias ain Helias er de ouro. Roga-se a pessoa que o
liver adiado, ou comprado, de o mandar levar na subre-
dlta casa, aoude ser bem recompensada.
Hoga-seaoSr. S. II. que haja de
restituir os aSs'OOO rs. que astuciosamen-
te arranjou de um inexperto, por meio
de um i-elogio: de cujo provm una im-
mensidade de...
Aluga-sc urna ptima casa terrea, sita na ra nova
que vai paraTrempe, edificada moderna, com mudos
commodos para urna numerosa familia, muilo fresca,
quintal grande, cacimba com boa agoa para beber-sr,
etc.: quem a quizer lugar dirija-sc ao pateo da Santa-
Crui, sobrado n. 7, segundo andar.
Roga-se a quem for offerecido, por um- negro
ganhador, un livro de recibos com um saccode riscado,
toina-lo e mandar levar na ra das Unco-Ponlas. II. 69,
que ser recompensado pois de nada serve senno ao
inesmo dono.
Quem liver adiado um gallo dacampina que des-
appareceu da ra do Livramento n. 28. baja de leva-lo
inesnia tasa, que ser generosamente recompensado:
dcsconha-se oudc elle est, e entao piobeder-e-ha pelos
meios legaes. \
Hoje he a ultima praca, em que tceih de ser arrema-
tados pelo juio da,segunda vara do clvel-os bens mo-
vis penhorados a Joo Thoinaz Pereira, que coiisistcm
em tres escravos, c toda a sua mobilia.
O NAZARENO N. 15.
est a venda nos lugares do costume, impretcrlvel-
incntc as duas horas, hsl no caso de ser procurado; trat
artigosde hlleressc proviucial, c urna prodamacao do
Exin. Sr. general Alvaro Xavier da Fonseca Collinho e
Povoasaos habitantes das dnas beira e-cm favor da re-
voluco, c entra do Exm. general conde das Antas.
. Oll'eiecr-se una ama secca para casa de pouca fa-
milia : a tratar na ra da Palma, na loja do oblado da
esquina da mesma ra, aonde tem loja de marceneiro.
Drsappareccu.do primeiro andar da casa do Aterro-
da-Boa-Vista, n. 37, em o dia 25 do corrente, inn ciiozi-
nlio rateiro, de pello preto, c com as maos e o focinho a-
marellos: quem o achnr e levara dita casa sera generosa-
mente recompensado pelo dono do inclino caounlio,
que o tem em grande estima, c por isso nao sera limita-
do em sua gencrosidade.
Para inoradla animal de urna familia eslrangeira,
procura-se um sillo que lenha boa casa, estribarla, co-
cheira e balsa de capim para dous cavados : quem tl-
ver aunuucle, para ser procurado.
Precisa-se de nm houiein de boa conducta, que
eutenda de amassar c fornear, para urna padaria na ci-
dade da Victoria: na rua larga doRoario, n. j0.
Hojer27 de marco, no lun da audiencia do Sr. Dr.
Nabuco, tem de ser arrematada a parte da casa terrea n.
69, da rua da i loria, penliorada a Joao Manoel tranco,
por cxrcuco de Manoel Antonio Goncalvcs e outtos: he
a ultima praca.
Quem annunclou querer comprar uns bteviarlos,
dirija-se ao Alcrro-da-l'oa-Vista, travessa do Martins,
n. 3.
-- Pcrdru-ac jma porcSo de latao de um carro: quem
achouqueiralcvalaa rua Nova, cocheira n. 54, que
ser recompensado.
O Sr. Joaquim Pereira Bastos queira ter a bon-
dade dedirlglr-se a rua estrellado Rozano, loja de bar-
beiro n. 19, que se llie deseja rallar, para llie dar noticia
de sua Camilla do Porto.
-- O Sr. I. E. M tenha a bondade demandarindcmnisar
o debito de quiuieinilequinhenlos ris, queja val en i
dous annos se acha a devena rua larga do Rozano; do
contrario, ver sen noinc por extenso nesta folha
- Preclsa-se de tiesa quatro mocos portiiguezcs, on
brasileiros, quequeirain subjeilar-se a aprender olHcio,
e que para isso deem lianca a sna conducta : l"'' V',e-
tender dirija-e praca da Independencia, ns. 14, JO c
Aluga-se urna casa meia-agoa r.a rua da Alegra, n.
3: fallar ao mnjor Mayer. _
Roga-se a pessoa que bolou o annnueio no Diario
it Pernambuco, n. 69, com as lemas J. C,declare, se
se entende com Joaquim Bernardo da Cuuha; pois este
djEclara nada devera pessoa alguma.
Herm: D. Kalkmann, leudo de fazer una viageni
i Europa, entrega, durante a sua ausencia, lodos
os poderes ua sua casa Kalkinann S Rosenuuiud ao seu
irmao Uenriqucx Kalkiiann, que como d'anles assigna-
or procuracao da mesma casa.
Quem precisar de una ama com lcite, dirija-se
a Santo-Amaro, casa de Antonio Jos Gomes do
Crrelo,
frente abena ; tem urna ferida no espinhaco ; carrega-
dor baixo Julga-se ter 18 a 12 aunos de idade : roga-
se as pessoas que o vlrein.de apprehendc-lo, e de leva-
rem-no ao mencionado sitio, ou rua da Pcnha, ni.
3 andar; ou annunclarem para seren procuradas ;pois,
alm de se gratificar, Bcar-se-ha obrigado.
Alugam-se as segulntes casas : 3 grandes casas
terreas com 2 salas, gabinete e 6 quartos, grande quin-
tal, cacimba e todos os commodos para grande familia,
na ni Forinnsa, por 200/000 ris annuaes ; 1 dita com
guar commodos, na rua do Seve, n 4, por HjjIOO ris
inensaes; um sobradinho de dous andares, no paleo da
Santa-Cruz, n. 14, por 20/000 ris mensacs ; tuna casa
terrea com quintal, cacimba e inais commodos, para
grande familia, na Trempe, rua da Soledade, n. 29,
por 12/000 ris mensacs; uir.a dita pequea r.a ruado
Sebo, n. 52, por'8/000 mensacs unta mei'agoa na rua
da Soledade, n. 37, por 5/000 ris inensaes ; quem as
pretender, dirija-se ao cscriplorio de F. A. de Oliveira
& Filho, rua da Aurora n. 26.
Nao se tendo etfectuado a arremataco das duas.
casas terreas,sitas na Ponte-Velha, nsuineros 48 e 50, no
dia 14 do corrente, tcem de ser arrematadas, hoje 27.
Quem annunciou querer comprar um tronco, pro-
cure na rua Velha, sobrado n. 18, que achara.
Preclsa-se saber se existe nesta praca algum p-
rente, ou pessoa que preenclia o lugar de procurador
do Sr. Jos Joaquim de S Pegado, que tem residido
no engenho Merr, pertencente ao Sr. tenente-coronel
liento Jos Ferreira Rabcllo, em o termo de Goianna;
a pessoa habilitada s procuraedes iutcr'essanles do dito
Sr. Pegado, queira annuuciar, ou dirigir-se a rua No
va, n. 38.
Urna pessoa de milito boa conducta e serie pro-
pdc-se a fazer qualquer escripturacSo, tanto por par-
tidas dobradas como siugcllas, das duas horas da
tardo cmvante: quem precisar, dirija-se A rua das
Larnngeiras, n. 14, segundo andar, que se dir
quem he.
Na rua da Cadeia do Recife, sobrado n. 50, pre-
cisa-sc de oiticiaes de alfaiate.
Aluga-se um escravo para trabalhar dooncha-
da em um sitio pertodesta praca, dando-se de comer
e 10/000 ris por mez : quem tiver, annuncie, ou di-
rija-se rua do Collegio, botica n. 6.
-- Precisa-se de urna ama para casa de portas a dentro,
que saiba engommar, cozinhare lavar alguma cousa, pa-
ra urna casa de pouca familia, ou tambeui una negra de
idade que entenda de cotinha : na rua de S. Rita, u. 9!.
Pedc-se a apprenhensilo do um negro de na-
qSo, vt'llin, cabera branca, feic/ies grosseirs, e ru-
gadas, falla mal, boa estatura, porm corcovado,
fallo de todos os denles da parte superior, na frente,
mos e ps grossos, cujos dedos silo rombudos e
afastados ; pornome Jos: ( appelidado prego ) po-
dem leva-lo ao caes d'Alfandega, armazem n. 5.
Henriquo Jos do Carvalho e Souza, subdito
portuguez, vai ilha de S.-Migucl.
Lima alfaiate,
na rua do Livramento sobrado n. 1 precisa deboni
offlciaes de seu officlo c recebe aprendizes.
Os Srs. J. X. M., A. P. S. P., f. J. A., viuva do fal-
lecido J. M. H, II., A. II. U., J. F. A. I'.., e outros mala
senhores (i|tie por contemplaco de amizade por hora
se nao drelaram as iniciaes de seus nomes) queiram
mandar pagar as mensalldades vencidas de seus filhos,
em urna aula no bairro da lioa-Visla, na certeza de que,
se cerraren! os ouvidos ao presente annoncio como o
li/erani com o primeiro, terao o desgostO'de ver seus
nomes publicados por extenso uas follias publicas,
sci ao chamados a conciliaco.
Roga-se aos Srs. Manoel Joaquim dos Sanios, A11
Ionio Guillicrnie de Araujo e Dioni/io Elario Lopes,
queiram por este Wirin aniuinciar as suas moradas, para
se tratar de negoalos que Ibes disein respeito.
__O doutor Casanova medico francez habilitado
perantc a academia de medicina da Itahia, oUerece o seu
prrstimo aos habitantes desta cidade e provincia po-
dendn ser procurado a qualqucr hora em sua casa ,
na rua Nova 11 7, primeiro andar, c rrcclta-gratuita-
mente aos pobres das 7 as 9 horas da maulia.
Francisco Ignacio Botellio vai a ilha de S.-Migucl.
__Na rua do Rangel, n. 9, conliniia-sc a tirar passa-
portes para dentro e fora do imperio, c bem assiin des-
pacliam-se escravos; ludo com a maior brevidade c por
preco milito commodo.
FUnTO.
Roga-se a pessoa a quem for ofierecida urna caixa
grande de rap, de tartaruga vri'iiiclha, com dous lam-
pos, que a apprrhenda, pois foi fuada quinta-feira
uoilc na igrejado Corpo-Santo, do bolso de nina casa-
ca : ao apprehensor se gratificar bem em relacao ao va-
lor do objecto, que annunciar ou se dirigir a bolica de
Vicente Jos de Hrlto, na rua da l.adeia do Itecife ; ca-
so, porm, se achc j, par ignorancia, comprada por al-
gueui, se Ihe entregara a quantia despendida.
__Precisa-se de um cozinbciro forro ou captivo: na
rua do Trapiche-Novo, casa n. 8.
.o 111 [ uas.
Compram-se, para urna cncommenda, escravos de
ambos os sexos: na rua Nova, loja de ferragens, 11. 16,
----Conipra-se algebra geometra e trignomrtria ,
por Lacroix em bom uso : na praca da Independen-
cia livr'aria. ns. 6 c 8.
Compra-se um moleqne de naco de 15 a 18 an-
nos ; paga-se bem sendo de bonita figura : na rua da
Mailrc-ile-Dcos 11. 9.
Compram-se por todo preco 25 Diariot publi-
cados no doinlugn 2l do cqrrentc em que sabio a ile-
fesa doSr. Jos Luiz da Silva Guimaraes : ua rua de S.-
Francisco o. 16, segundo andar.
Cumpra-sc um papagaio bom fallador; paga-se
bem: ra rua da Crin, n. 51-
Compra-se um chapa de fogao que tenha 3 boceas,
em meio uso : na praca da Independencia, n. 19
Compram-se moedasd'ouro de 6/400: na rua Direi-
ta, sobrado n. 29.
__Compram-sc escravos de 11 a 20 annos sendo de
bonitas figuras pagam-sc bem ; lambciu se coinprm
alguns ofiiciars de sapaleiro : na rua da Concordia, pas-
sando a pontezlnha, a direita segunda casa terrea.
__Compra-se, na rua da Cruz, 11.60 una negrinlia
de 12 a 14 anuos e que tenha principio de costura ; um
preto bom coilnhciro, que nao leiihi inais Uc 26 an-
nos. .
Compra-se um par de dragonas para olhcial su-
balterno da guarna nacional, porm que esteja em
bom estado: ucsla lypographiaadiar com quem tra-
tar
Vende-se a ferramenta completa para unta enda,
de tanoeiro, por preco commodo: a tratar na rua do Amo-
rlm, por baixo do Sr. Nuno Mara de Seixas.
NOVO CHALI H, A 400 rs. OCOVADO.
Na esquina do Livramento. loja de seis portas, vnde-
se novo chalim de ricos padroes, a400rs. o covado. A.
elles freguezes, antes que acabem.
PECHINCHA IGUAL AINDA NAO VI! .' 1
Na esquinado Livramento, loja do nicho, veem-se
chales de la, de ricos padrdes, a 2/240.
Vende-sc superior sal do Ass, e multo grosso: a
bordo do brigue-escuna Ilenriqueia, fundeado ao p do
trapiche Novo
IIILIIAR NO PASSEIO.
Nm veie de ptanga, hoje, das 6 horas em diante.
Vende-se um mobilia de augico, e tudo o inais
que pertence a uiua casa: um rico presepio do Menino-
Deos e este he de cera, porm com a galantera de
abrir os olhos e fechar; um 1 rica cama de angico; um
jogo de vispora e inais alguma cousa: tudo por preo
commodo, pois tudo Isto se vende porque a dona retira-
se para fura da provincia: em Fra-de-Portas, confronte
a hospital da marinha 11. l47.
--- Vende-se, por barato preco, urna cadelr d'arruar,
mu liein iiourail 1, em milito bom uso : quem a preten-
der annuncie, para ser procurado, ou venha a rua Nova,
loja do Vniu.il, que se dir com quem se deve tratar.
Vende-se um escravo moco, de bonita figura, que
sabe botar canoa: na rua do Rozarlo d Boa-Vista, casa
de rancho de 1). Jnanna, a fallar com Vieira de Mello.
Vendem-se 7 escravos', sendo 5 negras mocas c de
inulto boas figuras, proprias de lodo o servlco de ca-
sa, e entre ellas una com tima cria de 9 n'iezes ; urna
mulata de 18 annos.de nuil linda figura.quccote e engom-
111a soffrivclmente.e un mulato da mesma idade,proprio
para pagum : todos sem vicios, nem achaques: ua rua
da Cadeia de S.-Antonio, 11 25.
Vendem-se oito escravas de naco, de Idade 16 a 26
annos, e que cosein, engoinmam e t'.iiem lavarinto; dous
liioiequesde ulule 1-2 a 20 annos, c tres escravos de bonita
figura: na rua Direita, n. 3.
Vendem-sc tres moleques de idade l4 a l5annos.de
bonitas figuras e sem deleito nem achaques; um casal dr;
escraros por 500/000 rs. a negra lava milito bem, cozl-
uha, e o negro he de nacao e bom trabalhadnr de an-
chada; una pela para todo o servlco, por 230000 rs. ;
una dita boa lavadeira, cozinheira, sem vioios.de idade
de 24 annos, por 4o0/000 rs ; duas pardas sem vicios
nem achaques, promptas para todo o servlco; u,m bonito
mulatinho bom pagem, de idade de 14 annos, com o sett
competente faldamento; um escravo peca, que trabalha
mui bem de pedrelro: todos estes escravos se vendem por
ni.lis commodo preco que em outra qualquer parle; Jio ,
se a eouieiiio, e aiiaue.aiii-se -n.is vendas: na rua de A-
goas Verdes, u. 46.
-- Vende-se moeda de cobre : quem precisar dirja-
se a esta lypographia, que se dir quem tem.
fta rua da Cadeia do Recife,
loja de miudezas, n. 9,
acha-se venda um grande sortimento de
bichos de niassa, de todo e qualquer ta-
manlio, proprios para ornamento de sala^
mozeo e presepios, os quaes vendem-se
muito lmalos, tlinheiro a vista
Na rua estrella do Rozarlo, n. 22. Io andar, casa do
encadernador Francisco Antonio Bastos, vendem-se as
seguintes obras por preco muito coininodo:Vida de D.
Vi. Ilartliolomeii; linagrm da vida chrlstaa; Macarrone;
elemento de Fonseca; Epstolas do evangelho; Escola de
poltica; Fonte de >anta-Catharlna ; Meinroiados ritos ;
Exerciciosquotidianos;Meditacao da paixao Prallcacx-
hortatoria ou novo ministro; Retrato da marte; Historia
Sagrada; Miserere; lli/.ope, poema; poesas de Souza;
Horas da Semana-Santa; ditas portuguezns; Resumo da
historia sagrada; ditas grega e romana;dita geograpnlca;
e tambem tem boa tinta prcta deescrever, encader-
na todas as qualidades de obras com promptidao e
aiseio, e apara papel, tudo por preco muito com-
modo.
Medicina universal.
I'ilulas vegetaes de James Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 20 an-
nos de iiivrstlgacAes. do celebre James Morison. Por
indo destas pfalas consigui seu autor innmeras c
admiraveis curas, desde as aflcecs que atacain as
enancas de pello at as molestias chronicas do ancio.
A Europa saudou este remedio como remedio univer-
sal para todas as docucas cal hoje ainda nao foi des-
mentido tal titulo.
Esta medicina vem acompaiihada de urna recellaque
ensina c facilita a sua applicacao. Consiste em tres pre-
parares a saber : duas qualidades d.: pilulas distlnc-
las por nmeros, e um p : cada qual goxa d modoso
acedes diversas.
As pillas 11. 1 sao aperitivas; purgam sem abalo os
humores biliosos e vlcusos, e os cxpuls.uu com elftcada.
As do u. 2 expulsan! com esses humores igualmen-
te com grande Brea, os humores serosos, acres e ptri-
dos, de que o sangue se acha a mudn infectado ; per-
coi rcm todas as partes do corpo e s cessam de obrar
o liando teem expulsado todas as impurezas.
A terecira preparacao consiste em urna limonada ve-
getal sedativa: heaperativa, temperante c adocante : tor-
na-seem commum comas pilulas c facilita-Ibes os me-
Ihores rffeitos. .
AposicaosocialdoSr. Morison, a sua fortuna inde-
ndente rcpellem tod a ideia de charlatanismo ; e as
Imlravels curas operadas com o seu systema no col-
NA
Vcixias.
'._- A bodo do patacho nacional .-Jot-Americano,
chegado prximamente do Ass, e fundeado dcfronle da
Lingoeta, ha superior sal para vender: quem onvier
dirija-se a bordo do mesmo, ou a roa da l.rui, 110 Recite,
casa n. 66.
__Vende-se um preto de 22 aunos para lora da pro-
vincia: quem o pretenderdirlja-sc a rua do Alecriiu, casa
n. 2, segundo andar
Vende-se una
ra todo o.servlco ; na :
emqu vende.
pe
Atliiiu
legio de ssde de Londres sao inais que garantes aa
efficacia do scu.remedio.
Reeominenda-sc esta medicina que nao peae nem
resguardo de lempo nem de posicao da parte do docn-
ic a todos os que atacados de molestias julgadas ln-
curaveis se quizcrenidcsenganar da sua virtude.
Oxal que a huuianidade feche os ouvidos aos Inte-
ressados em dcsacrediur estes rememos tao simples ,
to commodos e tao verdadeiros. i.ji-
Vendem-se smenle em casa do nico e vcroaaciro
agente J. O. Elstcr n rua da Cadda-Vclha n. *
RUA DAS LARANGEIRASN.l*. SECUNDO AN-
DAR, VENDEM-SE ESCRAVOS BARATOS.
Um molecole, de idade 22 annos, sem vicios nem
achaques, e de elegante gura ; um ditocom onicio
de ferreir; um mualo de idade 23 annos, proprio
para pagem ; dous negros ptimos PJ"Jv
de campo, por 850/000 rs.; um d.lo por faflrfWO rs.,
duas negras mocas por 670/000 rs.; duas d tas por
83W000 ra.; urna do elegante flgur P~P. Par
aprender a engommar, por ser bastante o re um
or 460/000 rs., que engomla, cose, cozmlia o taz
Soce, ouYroca-sepor outra ; e mais alguns escravos
nuca vista dos compradores se moslrarao.
NTER ESSK GERAL.
Acaba de chegar a esta cidade a importanlisslina obra
intitulad.Obscrvaccssobrc o conmiercio do assucar--
anoal trata da culturada cannae fabrico dos seuspro-
ductos, cnmpnsta pelo insigne Dr.George EduaWo Fair-
banks. Esta obra he de utilidade sumina para os Srs.
de engenho, fazendelros e todas as inais pessoas inte-
ressadas ueste importante ramo de industria, c para
tornar mais convincente esta verdade basta considerar-
se que o seu autor foi ltimamente cominissionado pela
assembla provincial da Babia a viajar pelas Indias Oc-
cldeiilaes, afini de indagar, observar e colher lodosos
melhoramenlos que teem havido na cultura da canoa e
fabrico do assucar, e de consegulr-se toda a utilidade
em um dosprincipaes ramos de rlquea que mais pode
Cadela-do-
i
: J
Inda prcta de l4annos, proprla pa- assegurar aprosperidade deste imperio.
a rua do Livramento, n. 8, se dir I Vende-se na loja de J. C. Ayres, rua da c.
Rsclfe e na vraiia da esquina do Collegio.



A
"
^^^
Vendem-se pe^as de chitas a 4/600 rs.; ditas
linas, cores fixas, a 5/600 ris; e 500 covados, om re-
tamos grandes e pequeos, a seis vintens; 6arja pre-
ta, de superior seda, a 1/400 ris : na ra cstreita do
Hozario, n 10, terceiro andar.
Vendem-setre6lindos moleques,de 14a lan-
nos ; um molatinho de 11 annos, proprio para apren-
der olllcio; tres pretos com habilidades, de 20 a 24
annos; urna preta de idade, por 200000 ris: na
ra do Collegio, n. 3, segundo andar, se dir quem
vende.
Vende-se um relogio do ouro, moderno, por ba-
rato preco : na travessa dos Martyrios, n. 2/
Rua do Queimado, n. 11.
Na loja nova de Raymundo Cario leite acha-se um
completo sorUincnlo de fazendas finas o-mals ein con-
tapossivel; assim como chapeos do Chili finos e or-
dinarios; o famoso panno de linho e as chitas asscli-
nadas p re tas ; chales e mantas de seda; cuites de cha-
l os mais modernos que ha ; merino e alpaca fina : o
titladciiobrim Uciinho delistras, para calcas.
Na loja n. 4, de Ricardo ao p
do arco de S.-Anlonio,
na ra do Crespo vendem-se lencos de nnissima cam-
qraia, arrendados e bordados, com bico em volta,
proprios para mao de senhora de lindissimo gosto, pe-
loi mdico preco de 40 a 1/280 .rs. cada um ; chitas de
cores lixas de ricos estampados a ICO, 18O, 200, 220 e
240 r. o i-ovado.
~ Vendem-se acrOes da extincta companhia de Per-
nambuco eParahyba: na rua da Cruz do Recite, n. 9,
escrlptorio de Oiiveira Irinos it C.
]\a na do Crespo,
loja n.12. de Jos Joaquina
da Silva Haya ,
vende-se*alpaca preta a 800 rs o covado; dita muito
fina, preta e de cores, por barato preco; merino
preto muito superior ; panno fino preto e de co-
res; casimiras elsticas, do duas larguras, para
caigas a 6000 rs. o corte; velludo ; porguro de se-
da ; setim para rollete; tudo por prego commodo ;
fustes para colletes; e outras muitas fazendas ,
tanto para Caigas como para vestidos de senhora ;
Halo pelo barato.
-toataM pesos mexicanos e pecas de ouro de
b/4U0rs. faltando nrstas o seu competente peso: na
roa da Cadeia do Recife n. 46, casa de James Ryder t
Companhia.
Al ISO
As sen horas do bom
gosto.
Na ruado Crespo, loja n. 1*2,
de Jos Joaquim da feilva
Haya,
ha um novo sorti ment das ricas mantas de lanzi-
nha eseda para senhora as mais modernas quo se
usam na Europa e por isso se tornam recommen-
daveis as senhoras de bom gosto, bem como aquellas
que usam de economa tanto pela boa qualidade e
ricos gosto, como pejo baratissimo prego de 5000 rs.
cada uma ; ha igualmente um rico sorlimento de
cortes de vestidos da rica fazenda denominada ba-
zullina. Esta Fazenda he de cores escuras bordada
de listras equadros os mais clafos, de lindos dese-
nhos, cores lisas e bonitos tecids e por isso muito
proprios para o tempo de quaresma e de invern.
\ 1^440 rs.
Ti loja nova n. 4, de Ricardo na na Caespo ao pe
do arco de S.-Antonio vendem-se curtes de cassa da
afamada fazenda prlle-do-diabo padres novos taes
e quaes os da casimira franceza.
A 720 rs. cada um.
Na loja n. 4, de Ricardo na ra do Crespo, ao p do
arco de S.-Antonio vendem-se lencos de seda para me-
ninos e meninas pelo mdico preco de 720 rs. cada
um.
tanto de pellica como de seda e de algodn com borra-
cha para lioincm e senhora. Do-se amostras sobre
penhores.
VELAS DE CERA DO RIO-DE-JANEIRO R DE LISBOA-
Ve nde-se sortimento completo de urna a 16 em libra ;
bogias de 4,5 e C em libra e baranddes-, qur em caixas
grandes sortidas qur pin caixinhas de 50 libras de
cada qualidade ; ludo ao gosto do comprador : he a me-
more mais aiva cera que tem apparecido c.pelo preco
mais barato posslvcl. Na ra da Senzalla-Velha, arma
zein de Aires Vianna n. 110.
Panno preto fino de extraordina~
ria largura, a i^GOO rs. o
covado.
Na primeira loja do Aterro-da- Boa-Vista n. 10 ven-
de-se panno preto lino de largura extraordinaria a
4/600 rs. ; dito mullo mais fino e superior a 5/500 rs.;
alpaca superior a 1/200 as. fhepechincha ).
Ycndc-sc IUB scim de montara de seulioia e uu-
tro de hoinem ambos em bom uso ; uma rica cadei-
rinha de armar ; urna espingarda de dous canos e ar-
ranjos de caja unta moleca de nacao propria para o
campo : tudo pertencente a nina pessoa que se retirou :
na ra da Senzalla-Velha, n. 110.
Ao publico.
(Icardo & Companhia com loja de fa-
fazendasao pe do arco de S.-An-
tonio n.

trJ
11
l.
M
|
Vende-se,na ruada Cruz, n. a3, g)
cera em velas, de uma das melho- t
res fabricas do Rio-de-Janeiro }jl|
sortimento vontade do compra- }jj
dor, em caixas pequeas, e poro
? precio mais barato do que em ou- T
tra qualquer parte. [f-1
Pannos pretos finos
< decores, e novos na lola; verdadeiro setim e lenjos
de Macan; chapeos de sol, de seda; casimira preta els-
tica; los pretos ; sarja hespanhola; c lodo o sorlimento
de fazendas finas propria* para a Quaresma : na ra
do Queiinado, loja n. 11, de Raymundo Carlos Leite.
Vendem-se cinco escrava de 18 a -25 anuos, todas
com as habilidades que sao precisas para uma casa de fa-
milia, nina das quaes he boa costiiicia c cngomuiadci-
i .i. e vende-se para fura da provincia ; um lindo mo-
lequede iu a lannos; un mulatode 18 a 20 anuos, de
elepante figura; um molcque de I8a 20 annos, bem ro-
busto : no pateo da matriz de Santo-Antonio, sobrado
n 4.
Na ra da Cruz, n. 26, vendem-se caixas de tartaru-
ga verdadeira, feitM no Cear ; barricas de sebo do Ara-
caly ; sola, &c.
Vende-se azeite fino de gerselim, para comer e
para luz : no dcposjto de azeite de carrapato, na ra
da Senzalla-Velha, n. 110.
O novo haralciro da loja nova,
ao p do arco de S.-An-
tonio, n. 4,
avisa ao respeiuvel publico que tein ricos pannos para
mesa, de casimira lina com vistas e passagens hist-
ricas a 25/000 rs. cada um ; ditos de 13a e algodo,
enm ricos desenhos a 4/5000 rs.; pannos finos de to-
das as cores e preto muito superior de 4/000 at
lO/OO rs. verde e cor de vinho de lindo panno a
b/500 rt. dito azul para farda, de 4/a 6/000 rt. ; 1UV4,
Os proprietarios deste novo estabelecimento tcem a
suniina satisfajo de annunciar com preferencia as
senhoras c senhores amantes da decencia e do sublime
goslo que leeni successivamentc sortido o seu estabe-
lecimento com fazendas finas, tanto apropriadas ao
santo lempo quaresma! como quelles que, sendo de
gala requeren) mais brilho, galhardeza e loucainha, que
levando subida vantagem no sublime gosto c superio-
ridade na qualidade em quaesquer outras que encon-
trar se possam esto alin disso em preferencia a
quaesquer outras por mais balito e modicoque seja seu
preco : e para que os concurrentes tenham disso uma
a fui ana ti va c nao contradictorias provas, abaixo se decla-
rain o precos de algumasdellas, por nao se poder fa-
zer de todas pelo, limitado espaco de um annuncio :
sarjas prelas largas de boa seda hespanhola a 2/ rs.
o corado ; dita cstreita de muito superior qualidade ,
,a i ..-.'iiin rs. ; dita cstreita lavrada de inulto superior
seda a 1/800 rs. ; vestidos de seda do melhor gosto ,
blancos e de cores, (aviados e achamalotados a 2^
rs.o covado alpaca de lustro, da mais superior quali-
dade a 1/440 rs. ; rrles de collete de velludo de qua-
drose de listras, superior fairnda a ft/000 rs. ; ditos
de gorguro de seda lavrada a 5/rs. ; ditos de gorgu-
ro de laa e seda, a i/OOO rs. ; riquissimos cortes (te
vestidos genovezes, com luirs de seda eque scus avi-
vados lavrores excedem no goslo, apparencia e brilhau-
lisino a propria seda ; ditos de cambraia de cores de
lindos estampados a 4/ e 5/000 rs. ; ditos de lanzinha,
do melhor gosto existente no mercado e com primo-
roso Javrailo.a 0/4UU rs.; cortes de velludo branco lavra-
do,proprios para casamento (collete),a 10/000 rs cortes
de collete de setim de cores lavrada a 5/tiOO rs. : luvas
de pellica eiifeitadas ; ditas si-iii dedos de boa teda ;
lucias de seda para homem e senhora ; pannos linos de
cores preto cor de azeitonas azul verde-escuro e
cor de rap : ha lanibem um sortimento completo de
casimiras pretas, cor de azeitnna, ruxa .amarilla, aul-
escuro e claro, e encarnado, que se tornam reeouunen-
davels aos Sis. allantes para golas, libres assim como
as encarnadas para as capas de matrizes. Yambem ai lia-
ran osSrs. armadores um sortiiiienlo completo de objee-
tos que Ihes competem, como sejam : volantes, espigui-
Ihas gales rendas etc. Do-se amostras sdb o
competente penhor.
No Aterro daBoaVista, loja no-
va n 24, vende-se
superior sarja preta hespanhola a2/500, 2/800 c 3/rs.
o covado ; superior casimira pela a 3/200 rs. o cova-
do; pannos pretos; merinos; alpacas por muito bara-
to pirco ; casimia escarate para Facer capas do SS.
Sacramento; lencos de seda decores para grvalas, a
2/ rs.; dilos pelos, a 1/, 2/, 4/e6/rs. de gorguro;
ditos brancos de cambraia com bico e sem elle para
mo do senhora ; cambraia lisas muito finas para fa-
zer lencos para cabeca de senhora, c outras fazendas
baratas, como sejam : chitas pretas com listras azucs ,
alOrs. ; ditas pretas achamalolndas lingindo seda la-
vrada p 200 rs. o covado; ditas de cores escuras a 120,
160 200 r240 rs. ; inursiilinas de cores a 240 rs. o co-
vado; (esta fazenda he muito bonita, pois tinge seda) as-
sim como metas prelas linas, para senhora <; para pa-
dres a 240 rs. o par.
Vende-se cera de carnauba a 4/500 rs. a arroba ,
e i onioi.....a porcao se dar mais em conta : advrrtin-
do-se que he da nielhor que tem viudo. Na ra da Ca-
deia-Vi Iha loja n. 29.
Vende-se cal virgem em meias barricas chegada
ltimamente ; caixas rasias para assucar ; uma porcao
de pesos de ferro, de duas arrobas ; serras grandes para
serrar madeira ; tudo por preco commodo: na ra da
Mocda, armazeni u. l7.
AVISO
aos Srs.deengenho
Na ra do Crespo, loja n.lS,
de Jos Jonqnim da Silva
Maya, vendem-se
cobertores de algodiio, muito encorpados, proprios
para cscravos; bem como uma fazenda de linho a
imitacode estopa, forlee propria para roupa de
escravos c saceos para assucar; tudo por preco mui-
to barato.
MIMO E PRIMOR!
NA RA DOCRKSPO.I.O-
JAN. II, 1>K ANTONIO
LUIZ DOS SANTOS
8t COMPAM1IA.
He Incontestavcl que
l=& em manufactura de gosto
o MIMO E PRIMOR de todas as sedaste sarjas prelas ,
brancas e de eres achamaloladas, lanadas c lisas,
que se annunciam sa merecedores da benigna pre-
ferencia dos amadores do que be bom: assim, se re-
commenda e cmita-sc que a vista da sua especialidade ,
nao restar nada a desejar para possuir-sc com a com-
pra p melhor gosto e qualidade em colletes riquissi-
mos c vestidos para senhora, que salisfacam o mais cus-
toso porcia honesto e primoroso de seus adornos
quaresinaes.
= Vendem-se moendasde ferro para engenhos de as-
sucar, para vapor, agoa c brstas, de diversos tamanhos,
por preco commodo ; c igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tamaitos : na ruaca do Corpo-San-
to, n. 11, ein casa de Me. (.almoni 4 Companhia, ou na
rna lie. Aimlln .>i-i.,i,.-.,. R
7/000
7/O00
1/J80
MMM
25^000
ra de Apello, armazeui, n. 6.
Na loja nova n. 4, do barate.-
ro, ao p do arco de S.-
Antonio, vende-se :
Primor e bom gosto para vestido o covado a /320
Mantas de cambraia lavradas de seda, a 5/000
Hijeados IVancezes, o covado a...... /240
unos largos, a......-........ pAid
Luvas pretas de seda, com dedos a 1^000
Cortes de fustao de laa e seda para collete, a 1/000
Ditos de seda e de setim larrado a franceza ,
gosto asseiado a..........
Chales de Ia e seda gosto rico, a 6/400 e
Gambrlries para calcas lingindo casimira lis-
Irada, o corte a...........
Casimira preta superfina, o coVado a.....
Chales de seda de ricos lavrores de 15/a .
I iiio-se amostras sobre penhores.
Vende-se, no primeiro andar do sobrado n. 3 da ra
do Aterro-da-Boa-Vista, urna arroba de prussiato de po-
tassa (.-yono/rruro it polaisium).
A 10 rs. acaixa.
Palitos para tirar fogo, de pti-
ma qualidade : vendefn-se na an-
tiga ra dos Quarteis, na lerceira
loja de miudezas, n. 20.
\a rua da Cadeia-Velha, n. 9,
loja de J. O Elstcr,
vende-sc um grande sortimento de pellucia de seda as-
sim como todo o material para fabrico de chapeos.
l\a rua do Crespo,
loja n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Haya,
vende-se superior sarja preta hespanhola ; nobreza
rvi, muito superior e muito propria para capas
doSr. dos Passose outras irmandades; ricos cortes
le seda para vwtiilo de senhora ; meias de seda pre-
tas e brancas, as mais superijM,nu teem appare-
cido, tanto para homem como para senhora-; luvas
de seda; chales de seda muito modernos e de lin-
dos gostos; cambraia de linho, muito fina; lencos de
cambraia de linho bordados, para senhora, dos mais
linos que ha por muito barato prego; esguio de
r urn linho e muito fino; platilha de linho ; e outras
muitas fazendas que serio patentes aos comprado-
res e por barato preco.
O BARATF.mO.
I-oja novan. 4, de Ricardo ti Companhia ao p do arto
deS.-Antonio, na ruado Qretpo.
Este estabelecimento abrio-se hontem e como esteja
sortido de fazendas todas novas em gosto, qualidade e
proprias desta praca oll'erecem-sc a cousideracao
dos freguezes os piejos de algumasdellas mais conde-
cidas. Advate-se que os pretos de todas as mais que
existem maravillosamente sortidas ueste estabeleci-
mento sao porque devem ser imis commodos do que ein
mura qualquer parte em raso de seren compradas a
dlnheiro, novas e frcsqoiuhas com sejam :-lencos de
seda superiores a 1/440 rs. ; din muito finos da In-
dia, a 2/240 rs. brins de puro linho e dericos padres,
a U'iHin rs. a vara ; corles de collete de fusliio de i icos
lavrores a 1/000 rs. ; brim branco de linho a 800 rs.
a vara ; dito francez estampado tal c qual a casimira
I rainv/a e do mais superior linho a 2/000 rs. a vara ;
curies de colletes de setim lavrado de ricos padres,
a 5/000 rs. ; ditos de laa e seda a l000 rs. ; madano-
lo de 160 at 280 rs. a vara, boa fazenda, e em peca de
J/560 ate" 5/500 r. superior fazenda ; cortes de cassa
lingindo chaU que em gsto levain vantagem a todas as
sedas pois sao uma maravilha de estampado e superior
cambraia a 5/000 rs. ; pannos linos de todas as cores ,
francezes e ingleies e de todos os precos novos e ein
follia ; sorlimento de chitas novas e finas ; de chales de
laa e seda e de seda tudo novo em gosto e padres ;
sarjase setins lisos de cores brancos e pretos de Ma-
cau superiores e de varias qualidades ; casimiras pre-
las e elsticas superiores, de 3a 4/rs. o covado; brins;
bramantes; bretanhasde linho; esguioes ; mantas de
seda ; irlanda, sortimento novo em preco gosto e
qualidade; luvas de algodaoe de seda ; meias de algo-
do e de seda tanto pretas como brancas para ho-
niciii e senhora ; e outras muitas fazendas que serla
longo enumera-las.
Vendem-sc dous sitios c una
casa terrea nesta praca ,
tudo em chaos proprios :
os sitios sao perto dcsta praca : o primeiro com duas
casas de pedra e cal i uma das quaes tem soto forno,
estribarla para dous cavallos e outra para gado ambos
com bastantes commodos para grande fi milla, com
viveirosdepeixc pasto para 8 a 10 vaccal de leite
muito boa baixa para meles, inelancias c eapiui nn-
nualmente com inultos pa do coqnelros, larangeiras
e outras frncteiras ; este rende 400/000 rs.anniialmenle:
o segundo ao p do dito com casa de pedra e cal ,
inuitos ps de larangeiras e outras l'ructelras portan na
estrada ; ambos os sitios teem boas cacimbas d'agoa de
beber, e este rende 200/000 rs. : a casa terrea he sita no
bairro de S.-Antonio e rende 16/000 rs. mensalinente.
Estes predios vendern-sc junios ou separados e para
islo trata-seno Aterroda-Hoa-Visla n. 21.
No Aterro*da-Boa-Vsta, n. 84,
vend ni -se sapatos para meninos a i00 rs. ; ditos para"
senhora de setim e de panno, a 1/000 rs. ; ditos de lus-
tro, a 1/440 rs.; ditos para homem, de marroquim,
a 8t0 rs. ; ditos de panno e. de lustro a 1/000 rs. ; ditos
de cabra a 560 rs. ; ditos de cordovao a 600 rs. ;
borzegnins pretos e de cores a 2/800 rs. ; botins c
mcios ditos; sapates inglezcs a 3/000 rs. ; pclles de
marroquim, a 1/000 rs.
Vende-se uma preta de nacao de bonita figura ,
muito inova esadia que cozinha alguma cousa cose e
lava muito bem : na rua do ltngel, n. 26, primeiro an-
dar.
Vendem-se caixes de pinho com 5 palmos c
uieio de comprido e 4 de largo: nesta lypographla.
Vende-se urna casa terrea na malta da Torre, com
commodos para pequea familia com todas as bem-
fetorias que existen) no terreno e se cede a pos do
mesmo terrrenoque tem 200 palmos de Rente e 1,200 de
fundo ; tudo por preco commodo : na rua Direita .
n. 9.
- Vendem-se no armaiem de Gulmaraes defron-
te dasescadinhas da alfandega latas com lardinhas
fritas por commodo preco.
v- Vende-se, na rua Nova, n. 5o, um
alambique, com sua serpentina, para res-
illar lotla a qualidade de espirito, por pre-
co muito commodo.
Vende-se mocda de cobre, em barris de 100/ ra, : |
em caa de Frederlco Robilliard rua do Traptcoe-Nn.
to, n. 18.
Sa rua da Cadeia-Velha, n
9, loja de J. O. Elster,
vende-se vinho do Porto de diversas
uUuUdliS aj *J*-W C*i* . Sherry ; dito de Bordeaos ; dito Chateau
la Rose; dito S.-Julien, dito do Rhei-
no ; ditodo Rhine-mousseux ; dito Tene-
rife ; ditodeBocellas ; dito de Carcavel-
los ; dito de Lisboa ; champanha sllery -
dito marca cometa ^ ago'ardenle de Fran-
ca ; cherry cordial; marrasquin o; gene-
bra de Hollanda ; ponche fino da Suis-
sa i en preto ; dito hysson c perola j bis-
couto fino de Hamburgo, em latas -,vidros
de conservas de verduras charutos rega-
la finissimoSjda Baha ; velas d composi-
co 5 latas de carnes e verduras em con-
servas. Adverte-se que tudo he da melhor
qualidade e por precos rasoaveis.
Vende-se uma porcao de msicas:
na rua da Cadeia-Velha, n. ig.
= Vendem-ae libras de retroz preto; ditas do sortido
em cores de primeira qualidade; peonas de escrerer
muito superiores, em millieiros c aquarteirao; resmas
de papel almaco, branco e azul; ditas de peso; Imhas de
carreteis de 200 jardas; groas de bfttes de mardeperoli
lisos e lavrdos: tudo por preeo barato: na praca da in-
dependencia, n. 4.
Champanha.
Vendem-ie gigoi com 12 garrafas de vinho de cham-
panha, de qualidade muito superior, a 18,000 rs. em
casa de J. J. Tasso Jnior, rua do Ainorlm, u. 35.
Escravos Fgidos
Desappareceu, no da 10 do corrrnte, as oito luirs
da noite, una preta criouia natural de Caruar, alia,
cheia do corpo, rosto descarnado, peinas e bracos gros-
so; reprcaeula, icr 35 annos pouco mais ou menos;
Irvou vestido rxo rmn Imwm frasnanis. uta (roo-
xa com urna camisa de algodo cntrancado-, x um ves-
tido verde com listras largas de cures. Esta preta foi da
Senhora Florencia Hispa Portugal que mora em Carua-
r para onde ae suspeila ler ido cui alguin coinboyo ;
quem a pegar leve a rua Imperial n. 43 que ser re-
compensado.
Fugio no. da 3! de outubro de 1843, do poder do
abaixo assignadn mu a tila escrava 'criouia, de nome
Mara da Conceicffo con oa signaes- svgvtatesr: esta-
tura e grossura meda olhos grandes e avermelhados,
ps mrio apalhetados cor alguma cousa fula, de 40 e
tantos annos com um signa I visivel no rosto, junto ao
queixo.<|iie parece luna dentada. Esta escrava foi capti-
va do Sr. inajor Jos Egidio Ferreira que a veadeu ao
Sr. Manoel Joaquim Pascoal Ramos, eesteavendeu ao
abaixo assignado poucos dias antes da fgida : ha no-
ticia que esta escrava andava em llar reros ; a una diiia
que era forra e a outroa que .era escrava do- Sr. Jos
Concalves de Farias, at que a apprehenderai m metnia
povoacao de Barreirns, e poneos dias depois codsIou que
i'ugira da prisAo e agora lem-se noticia que, anda ven-
deudo fitas e fazendas ou miudetas pelo Rio-Forino-
so Serinhaem e seus arrabaldes. lloga-sc as autori-
dades policiaes ou outra qualquer pesas* que a encon-
trando, apprehendaui e rcineltaiu para esta cidade do
Recife a entregar na rua larga do Rozarlo sobrado
n. 44, onde mora o abaixo assignado que pagar toda
a despez que se fizrr com a captura da dita escrava e
gratificar a pessoa que a entregar.
Manoel Ferreira Antunei Villa(*.
Fugio, no da 10 do correute um tscravo de no-
me Agostiubo de nacao Angola alto, cor preta, den-
les limados muilo alegre quando falla, corpo n-for-
jado peinas finas; consta andar pela Passagem diien-
doque paga semana ; Irvou calcase camisa de algodo ,
c mais calca e camisa finase novas-: quem o pegar leve
a rua Imperial, sobrado n. 30, que se pagar todo o
trabalho.
Fugio, no dia 22 do correte inez, um preto com
20 annos, chamado Adoo, com odelo de pedreiro, alto,
magro, falla gaga; Irvou vestido camisa e calca de algo-
do: quem o pegar leve-o a rua do Alecritn, casa o. '2,
que ser recompensado.
ENIGMAS
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A uftVla PERN. 1 NA TTP. DEM. t. )E FAMA. l847"
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