Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09875


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Full Text
1
* niio
de 1847.
. tiURll) nul>licn-se todos os din, que alo
i uanla Pre :d" a"iRn,lura h dc
fatm Pu ,.le| pagos adianlaetns. Osan-
4,000.'r0"l".,nans ,; inserido, nso.de
40 r ent lypo dlflerentc, ^ as
iiuncini
inli".
id f. por b,J,,melid. Os que nao forem assig-
repelrroes p- ( fj porU,,),,^ e |0<) ein typo
dfcrenw, y> -
... por imim^ i
mihliraCH'.
I1ASES DA LOA O MEZ DE MARgO.
Sexta-feira- 36
PAIITIOA DOS CORREIOS.
Goiinna e Parahyba, s secundas esexlas feirts
l\i-Grande-dn.Norl< quinta feira aomeio-dia.
Cabo, Serioliem, ilin-Fo'rmoso, Poito-Calvo e
Ncelo, no I.", a 11 e 11 de cada mei.
Garanhuns e Bonito, a 10 e 21.
Boa-Vista e FImwa i,
Victoria, quinlas feiras.
Ulinda, todos os dias. '
?e Margo.
ida
Anid XXfIT.
I' JSJJiJBS^HS
N.69*:
DI AS DA SEMANA.
Segunda. S. Emygdlo. Aud. do J dos or-
pliSos, doJ.doc. da ? v.edo J. M. da 2 V.
Terca. >. Victoriano. Aud.do J. dociv.da 1
v. e'do J. de pal do 2 dist. de t
Quarta. S, Latino. Aud do .'. do civ. da
2,. du.'. dc f-.z da 3 iti. '<= i
Quinta. H-. >f Annuuciscao dc IVossa Sc-
nhoea.
Sexta. S. Ludgero. Aud. do J. do civ. da I.
v. e do J. de pat do I. dist, de 1
Sabbado. S. Roberto. Aud. do J. do civ. da
. r. e do J. de paz do I dist. dc t.
Duiiin.mi. S. Aiexaodie.
CAMBIOS NO DA 21 DE MARt^O.^
Cambio sobre Londres a 10 d. p. IJ rs. a (0 dias.
l'-ris 31.'. rs. por franco.
ii I."boa 9 de premio.
Desc. dereltrai de boas firmas I '/P-Vo
OuroOi.eas lespanbolas.... sjiOO a
s Mccda de 6^<0 ve!!*
de tiloi' nov
i!,- i n.ui ....
Prala Palaces.......
a Pesos coluuiuares..
Ditos mexicanos ..
Miuda..
Ifl/TOOO
9*000
uno
2JU20
iJUOO
IJ900
Acroes da comp.do llcberibe de SOfOOO rs
aomes.
20|0ft0
i afina
lOflOO
HlOO
2*020
2/U0
IfOM
1*1120
i*o par.
PERNAMBCO.
rectipicaqAo.
No discurso do Sr. Villela Tarares recitado na sessffo
de 20 do correntr, e publicado no Diario de terca-feira
23 deste mea, P"g- cnl- 2.'I.* 7." em lugar dc = a
ccitando cu ofl'errclmento, daria ella a entender, etc.
= Ieia-se : aceitando sen otl'erecimento, todava ella en-
tendeu, etc.
Na mesiua pag. e na tnesnia col. I.' 70.* em lugar de
k= forca-se dealguma maneira a commissao de coinnier-
1 ci a formar Minjulzo pelo qual, etc. = leia-se = forca-
e de alguma maneira a coniniisso de comino ci a for-
mar utn julio para o qual, etc.
SfiSSAQ EM 22 DE MARCO DE 18 V7.
HE5IDXNCI1 DO SR. SOU7.A T&IXEIRA.
[Gonlinuado do n. 67).
ORDEM DO DA.
Confinuaro da primeira ditcuiinf do project n. 10 deile anno,
f lie reronaee* no professor publico de primeiras luirs Joo
Isidro (lonralvrs da Cruz o direito de ser jubilado com me-
lada do ordenado.
O Sr. Joaquim Villela declara que pedio a palavra uni-
eamentc para dar unta explicar fio ao nobre deputado que,
na scsso passada, falln obre o parecer; e dizque o pe-
ticionario j se liavla dirigido presidencia, para que
asta Ihe concedese a jubilacao, que ora pede aasem-
lilaT c que ella indeferlra o scu requerimento f que elle
orador ignora os motivos que a presidencia livera para
isto; ufas que, sendo o requerimento do peticionario re-
uii'llido commissao de instruccao publica, c adiando
esta, que a vista dos documentos qitcjunlou, tcm elle
direito Jubilacao pedida, apres'enlou o projeclo que se"
discute. ^
O Sr. Vello observa que, atiento os termos em que se
aclia o projeclo concebido, deve-se reconheccr que sao
rab veis as re flexor que hontein fti.oa ; pois dte ah
apenas diz a commissao qiiqexaniinou altcntamcnle os
documentos do peticionarlo, sem declarar que este j
Itouvesse requerido presidencia, nica que elle ora-
dor rrconliec habilitad i para considerar a pretncao
do referido peticionarlo que, visto ter os annos que a le
exige para a jubilacao, nao mais precisa do que de una
execuco da mesma lei, e por consegulnte amonli ao
administrador da prdvincl se devora,dirigir, pois que
he a este que compete levar a effeito cssa cxecurao._
Do facto de ter sido all'ecta ao govemo a apreclafio da
materia em queslao, e da circuinstancif de j haver o
iiirsino govemo manifestado o eu juizo sobre ella, con-
cille o mador a necessldade de o ouvir a nsseiiiblea an-
te de tomar urna resolucao qualquer, e por isso manda
mesa o srguinte requerimento: '
Requciro o adian'ieuto da discusso, at que o Exin.
presidente informe acerca da pretncao do peticio-
nario.
O Sr. Nunet Machado suppde que este requerimento
tein por fin tomar ao govemo con tas do scu procedi-
inento, e por isso pronuncia-se contra elle, prjindo ao
nobre deputado que o cprcsentou, digne-se de rcli-
ra-lo.
OSr. AXIo declara que, quandonpresentou o reque-
rimento, nao leve em vistas tomar contasao govemo, mas
obterdelle os esclarecimentos deque ha de necessilar a
casa para conbcccr de nina declsao da presidencia, da
qual se recorreu para a inesina casa, que, constituida as-
sim em tribunal dc recurso, nada deve resolver seinque
esteja a par das rasfiesqucfundanienlarain o aclodequo
se recorre, ,
Observa que o referido rrquei iniciilo esta, de acconio
coin o que disse o administrador da provincia no seu
icl.itoiio deste auno, quando se eompromelleu a.pro-
porcionar assemblea todos os esclarecimentos de que
ella precisasse para orientar-se nassuasdcllberacocs, e
por rsse modo inafifestou os desejo que tein de prestar
ao poder legislativo todo o auxilio que Ule deve o execu-
tlvo, e"e coucorfrr para que entre eslfis dous poderes
reine a harmona deque tantd depende a rcgularidade
do srrvico publico.
Insiste ua opinlilo que precedentemente eiii.llra, de
mi perteucer assembli'a. mas sim ao presblentc da
i.rovincia a aprcciacilo de urna pretncao que, como a
do peticionario, depende de execucao de le ,- econclue
mauifestando a disposicao, em que anida se aclia, de vo-
lar pelo predlto reqiteiiiiiento.
OSr. Villela Tavares votar contra o requerimento se
compenetrar-se dc que tem elle por llm tomar cuntas ao
administrador da provincia das rasrs do sen procedi-
i.iento no caso etn questao, pois que lem multa conttan-
ca no mesino adminislrdor, e esta convencido deque
todas as suas decises fundain-se na Juslica.
OSr Nunes Machado anda est as ideias que einllll-
tar despezas, qu. .......------- --.
ferlra: faz algumas observacs mais, e termina ueiia-
iando que lia de votar contra o requeriineoto de auia-
' Encerrada a dicussao, he approvado 6 projeclo em
primeira e rejeludo o requerimento.
Primeira discussai do projeclo n. 6 desle amo. queasslmse
ai ha concebido :
. A aswmbla legislativa provincial de Pernambuco
defrAuBo 1." Crcar-se-ha nesta cidade doRecife u.na
caixa dc economa ou de soccorro da provincia, cujos
fundos ou capilaes serio formados do modo, srguiulc
. < 1 aconlribuicfiodcciiicoporcenlodeduzdad
- *! ,L,i. .. tU assim us cslraugeiros engajados,
c anosenlados, e beui assiin os cstrauge
e o c | regadus dc com.nissu, du.anle *H3
ou a commissao, Iludo o que, tou.arao o carcter de ac
C7S T Da conlribuiao de tres por ceuto da renda pro-
viucial annual,
3. Da contribuicao de qualro por cento da renda
municipal das cmaras do Recite e dc Oliuda..
i. Da conlribui(ao de quatro por cento da renda
patrimonial e annual dc todos osestabelecimcntosdeca-
ridade. qualquer que seja a sua denominaran.
5. Da contri Imitan de cinco por cenlo da renda pa-
trimonial das corporajes de mo-morta.,
6. Da contribuicao voluntaria, em qualquer lempo,
dos particulares de qualquer comlieu qiiescjain, com
as quantias que Ibes aprouver, desde mil ris e de scus
mltiplos ate dez cotilos de ris de cada vez.
7. Para representar a importancia dos capilaes dos
coni'i ibni ntcs, c Ibes servir de titulo haver aeces do va-
lor de In.,lilil rs. cada una, nao podeudo o conlribuiite
perceber lucro algum, senao quando a sua entrada cor-
responder a urna aeco. ,
i< ^ 8. Os coniribuinles niio volurftarios pdenlo aecu-
niular as suas entradas o que fallar para o preencUiuicn-
to de Ullia aeran.
9. A dedcelo da contribuicao dos empregados
provinciaes edos municipaes doRecifceOuda far-se-
ba no aclodopagameulo dos respectivos ordenados, ho-
norarios,&c, e recoihida caixa pelos competentes the-
soureiros com urna relacao nominal dos contribiiintes
c seus emprrgos at o dia des de cada inez. A dos em-
pregados das deinals municipalidades da provincia ser
recoihida caixa todos os trimestres.
- Arealisacan dasoiitribuiccs dnsdemais accionistas
ter lugar clleclivamente na forma dos estatutos da
caixa.
u Art. 2. Logo que houvcr acolmillada a quanlia de
des contos de ris, principiarlo as operacoes ds caixa;
as quaes em concurrencia sero preferidas, segundo a
ordein seguinle :
1. Descbntos de lettras das ihcsourarias gcral c
provincial,' da cmara municipal do Recife, bilhetes da
alfandega, c dc quaesquer uniros ttulos do govemo ge-
ral ou provincial, pagaveis .prazos lixos.
2. Desccuto de Ultras da lora que tiverem tres
firmas do iois solido e recoiihecido crdito, e das quaes
ditas ao menos sejam de pessoas residentes nesta cida-
de. As lettras firmadas por qHalquer dos niembros da
gerencia" ou administracao da caixa nao podero ser des-
contadas.
Ji 3. Kiuprestimo de dinbeiro sobre penhores de cu-
ro, prala, diamantes e joias, por meio de letlras.
4.* Einprestimo dc dinhelro sobre bens dc raz si-
tos nesta cidade ou seus arrabaldes al urna legoa dc
distancia, por meio de hypoitircas. .
a $ 5. Euiprestiino de dinheiro sobre gemios pertei-
los e incoi ruptiveis, depositados em arniazens allande-
gados, por meio de lettras finuadafc pelo proprielario
do gneros, dono do arinaxem, que se constituir depo-
sitario rcsponsavel, e garantidas por una Otilia hnua
dc pessoa abastada e residente nesta cidade.
ii *> 6. Eliiprcstiiuo de dinheiro sobre apolices da divi-
da publica e da companhla de llebcribe, que llcarao de-
positadas na caixa, por meio de leltras passadas na con-
formidade do antecedente.
7. Compra c venda dc moeda de puro e prata, se-
gundo o estado do mercado.
k 8. Compra de apoliecs da divida publica ale o va-
lor de dez por cento do capital elleclivo da caixa.
S 9. Receber on deposito ouro, prala, jotas precio-
sas, dinheiro e ttulos de valores, mediante a commis-
sao de un por cento em cada anuo ; os mulos da caixa,
iiorcm, serao guardados gratuitamente.
10. Cobrar, por conta dc lerceiro, quaesquer va-
lores, e fazerdelles remessa ou pagamento em dinheiro
uucm lettras, inediaute a coniinissao do estylo, nao sendo
por meio judicial
por
Ihe
I tlttUIJU""-!-^ .
II. Receber, medanle o premio de un e meio
r cento ao anno, dinheiro de quasquer pessoas para
s abrir tontas Torrentes, e verificar os respectivo
..t quinheilos mil ris, a quinte e trinla dias lixos, pa-
gaveis ao portador: uo- pudendo a emissao exceder
ciiicoeula por coito do capital elleclivo da caixa.
13. Estas notas scro rccebidas as eslacocs pro-
vinciaes. j ,
Ai t 3 Ser smentc na rasao de seis por cento ao
auno o premio que a caixa tem de perceber pelo ein-
prestimo de seu dinheiro ou descont dc lettras; art.2. ,
K 1,2,3,4,6 6.
1u Nao se fardescont de ttulos, lettras, c nem se em-
prestar dinheiro por menor prazo que o dc um me/., c
uem tuaior que dc quatro. Os praios vencidos pode-
ro ser reformados al tres vezes, sendo poreni reali-
sados os juros vencidos na occaslo da refiiiia das Ul-
tras ou ttulos.
Ai t. 4." Para que tenlia lugar o cuiprestinio do di-
nheiro sobre qualquer penbor, bens de rail, ttulos e
gneros, art. 2. l, 2, 3, 4, 5 c 0, o dono piovara pre-
viainoiie legilmidade da sua posse : c sendo o peuhor
predios ou gneros alfandegados, exibna ccrlidaodas
liypotliccas, coin a qual pruve que sobre os mcsinos pre-
dios ou gneros uao existe al aquclle momento em vi-
gor cmpenlio algum.
. Os penhores, de qualquer natureza que sejam, se-
ro previamente avahados pelos avaluadores da caixa
dcpoi do que se realsar o einpreslimo, que sera ate
dous tercos do valor dos ubjeclos. sendo estes ouro, pia-
la e predios ; c al nielade, sendo diamantes, joias e ge-
ucros alfandegados.
. Art. .* Os penhores dc qualquer natureza, in-
clu.ivamenlc o btns de i aiz c gneros alfandegados nao
sendo resgatados no devido lempo, serao, indepeiid.nu
dc hde judiciaria, vendidos ciii leilao nieicaiilil para
pagamento do capul, juros e despeaas do lolao, po-
'iciidoodo.io-rrgalar u scu penhur ale o monicnlo de
serallronlado o lauco, mas pagando as despezas leilaa.
O rcinaneceiite llic ser entregue, quando elle o recta-
Art (i TodoJ o senieslres'se dar bala neo gcral na
caixa: e, depoisde deducidas as despezas desU. do lu-
cro liquido se far o dividendo pelas aeces ou contri-
buccs, lirando-sc primcraiiiciitc cinco por cenlo pa-
ra.frmar un Tundo de reserva.
. S 1 Os dividendos, nao retirados em lempo, serao
capiallsados cm favor do conlribuiute a quem perten--
Ce")2. Os capiucs entrados para a caixa nunca serao
CllV3aAsct6e. da caixa serio tr.nsmissiveis segun-
do ai regras de di re i to mas as do empregados pioviu-
2ies e municipaes s por eus herdeiros poderae *r
fransmlttidas percebido. os lucros que serao capiull-
ados duraute a vida daquelles.
S 4. As cmaras munlcipaci accionisus de'naiao
captalisar os lucros at que estes prefacam urna renda
annual dc mais de olo eolitos de ris ; su entao paderao
receber os dividendos : oque Ibes nao dispensa de con-
tinuar a contribuicao marcada no art. I.3.
. 5. Sudepois de8 aunse por le podar a thesou-
raria provincial receber os seus dividendos-
o Art 7' A gerencia da caixa ser confiada una ad-
ministracao bjennal de setc niembros, eleita, dentre os
mais fortes coutribuiites particulares, pelos accionistas
reunidos on assemblea goal, que se congregara de seis
em seis mezes para tomar conlas, inspeccionar a admi-
nistracao e providenciar segundo as necdlsidades.
j 1. Dos sete luembrusdous serao directores, cun
caixa.
2. O inspector e procurador-fiscal da thesourarja
provine i.il reprcsentaro a fazenda provincial, e terao
assentu e voto tanto na assemblea geral como na aduu-
uistracao.
5 3. O presidente da provincia nomear quanto an-
tes u'ina commissao dc cinco cidados brasileiros, abas-
la los de bens, c que queiram ser accionistas, para dar
o primeiro andamento c faier nstallar a Caita, a assem-
blea gcral e a administraco.
Arl. 8a. Os administradores terSo a gralilicacao que
Ihes for mareada pela assemblea gcral dos accionistas ;
sero respousavris pela boa ou ma gerencia dos nego-
cio e pelos prejuizos que causaron. O caixa dar tres
fiadores idneoque por elle rcspondani.
Art. 9. Os estatutos da caixa serao feilos, on har-
inoiiia com a presente lei, pela assemblea geral dos ac-
cionistas, e siibnicttidos aprovacao do presidente da
provincia, que dar as instrueces que foron dc misto-,
Art. 10. A caixa uo poder ser dissolvlda senao no
fim de 40 anuos on vlrtude dc lei provincial ou votaco
dos accionistas reunidos em assemblea geral.
Arl. II. Ficam revegadas todas as leis edisposi-
ces em contrario.
l'eixolo de llrilo.
J. Nunes Machado.
O Sr. Jos Pedro: Senhor presidente, eu reconheco
que a materia que vai entrar em disciissao, pela sua im-
portancia excede milito minlias limitadas frcas; mas,
acliaiido-mc em duvida acerca de cotos pontos que ce*
lamente decidli au do fundamentos e exequibilidade do
piojecto, VOU aventurar algumas reflexOes, para ver se
os nobre deputado que o propozeram, a justifican!, c
assiin possa cu volar por elle.
Senhor presidente, eu relo que a rasiio da tnsUtUlcRO
decaixas iguaes a esta, que teem por seu principal lim
soccorrer a familia dos contribuintes, he a inipossi-
bilidadc em que est O individuo, que nenhuin capital
possue, de l'aier valer lucratlvanienle as pequeas econo-
mas que porventura possa faier, e conseguir dessa ma-
neira rpidamente um capital valioso, cujos lucros pos-
sam amparar a sua familia, porua morle; porquaiito he
sabido que pequeas quantias soladas nao podn ser
enipregadas em toda e qualquer rspcciilacao lucrativa,
mas que reunidas a Otilias formaui capilaes importantes,
suscepliveis, por isso mesino, de sern empregado
feilinente on qia#|ucr etnpreia.de cujos lucros vem
a parliihar essa pequea parte que por si so nada con-
(gulrla.. AllU disto, por meio destas caixas hea o
conlribuiute livre do Irabalho e dilliculdades, onqiiese
adiara para por si empregar e administrar os capilaes
me fui niassc de suas economas, c assim Ihe restar
mal lempo para bou desonpenharas funecurs dc sua
oceupacao, cuidar de sua familia, etc. As mais das ve-
zes a falla destas caixas iraz o desalent para se fate-
ron essas economas, c as familias que uellas podiam
ter um recurso, ficam son o menor arrimo, por mor-
le de seus chefe.
Ve-s. pois, Senhor presdeme, que be essencial que
essas caixas foiineni promptameiiie um Unido valioso
que as acredite, dc a posslbildade dc fizerem-se diver-
sas operafes de crdito, traga a cerina de lucros
que cubram a perdas tal vez inevitave, e deixe um
excedente que salisfaca o lim a que ellas so propoeni.
Koi son duvida isto que liveram em vstaos nobles dis-
putados autores do piojecto, quando nbrigaram os em-
pregados pblicos, OS esiabeleciinoilosde caridad*, enr-
poraees de mo-iiiorta, c al a thrsouraria provincial a
coiilribuiron para a caixa. O nobres deputado croo
que descuiilaiain que a caixa jamis tena fundos siilll-
cientes para levar a rillo as suas operacoes, se a cou-
quvel, como lalvez o possa mostrar. Esta, porlaiilo, o
projeclo dependente de saber-se se nos podemos obri-
gar a algurin a contibuir para rsse lim.
Senhor presidente, eu estou convencido que os orde-
nados dos empregados pblicos sao tanto sua proprieda
de, como u sao os lucro dc qualquer emprehoidedor de
industria, os salarlo dos obreiros, etc.; pnrquantn ou
a renda particular proceda dos capilaes, ou de irabalho
inmediato, em ultimo resultado provon sempre do em-
preo das nossas faculdades, que niugucm dir que nao
.'o nossa propredade. Ora, se os ordenados esli ues-
te caso, c sao a paga do Irabalho do empregado publico, e
se a constituirn garante o dicilo de propredade em
toda sua plenitude, e apenas faz una nica excepcio a
resuello do uso da propredade, para o que manda pro-
ceder iidonnisaco, como pdonos nos obligar o em-
pregado a dispor de u.na parle do seu ordenado contra
sua voiiladc? Parccc-mc que nao resta duvida que des-
sa maneira voleula-se o direito de propredade. Eu
Oliendo por direito dc propredade a faculdade de que-
rermu, exclusivamente de una causa externa, aqu.l o
que quzeruios; mas perguntarc: pode u cinpregailo
publico dispr do scu ordenado como bem I he apiouvti,
miando o obrgam a empregar nina parle dcllc dj un a
maneira que elle pode nao querer? Croo que nao ,
p7rtautO, a ser o ordenado sua propredade o que para
ni be indubitavel. fica evidente que esta oUpOSlefe do
nroiecto he inconstitucional, por violentar o lucilo dc
propredade; e por isso eu uto luy QOBOOrdar que a
iiu ni-' t'- r~--------,
pode della dispi dc urna inaiicira coulruna a vouudc
des seus possiiidorcs. ,.
Cumpre agora dizer que nao scro de opin.au que os
cslabeleci.iioilos de caridade sejam coulnbuintc,. por
isso que, estando elies dependente da coadjuvacao au-
uua dos cofres provinciaes, essa contribuicao aggravana
a renda publica, e a sorle dos que contribuem para el-
la, que scriam cm uUinio resultado os verdadelros con-
tilbuintes para a caixa, por parle desses cslabilecuncn-
lem |
quaiil
a iiiignficaute, e que nao compensa o sacnlieio
da conlibiiico, e as privacoes quctalvez lo.ha dc sol-
frer o coolribueute por causa delle ?
Se calcularino, porcm, com dados menos lavuratris
10 conlribuiute ; se, por cxouplo, elle nao l.ver um
como de ris de ordenado, as operacoes da caixa nao dt-
reiu para termo medio u.na capilal.satao de lucros de
nao Sellar passar o projeclo: porUnlo voto contra.
OSr. -Vu-ie Machado: Ante dc ver, Senhor presi-
tos.
1
Nao consenlirri tamboii que a thesnurarla provincial
concorra para essa caixa, porque j disse nesta casa, que
nao era de opinlo que a renda publica fosse emprea-
da nessas esperulaces de lucro, e que o governo por es-
sa maneira tomasse o carcter de negociante; e minio
me sorprendo de ver que um dos nobres deputado
autores do piojecto,que ncsla casa, ha bem poucos dias,
proclamou estes principios, boje que ira o contrario;
Sendo, portanlo, de opiol&O que a eontribui(<> seja
volunto i i. nao s pelo que tenliu dilu, como porque
nao nos pude ser dado coiiheccr dn< apuros cm que po-
dn estar cotos empregado pblicos que por sua nu-
merosa familia, ou por cellos eiupenhos, nada possam
dispensar dos seu ordenados para essas economa!
e menos das vantagen que a muros possa essa caixa
trazo-, visto que bou pode ser que desses recursos uo
precsela,OU mi teiihaui lierdeims a quem possam-elle
.iproveitar; eu passo a examinar a exequbidade do pro-
jeclo debaixo desta hypuihcse
Parece-me, Senhor presidente, que o nobres deputa-
dos autores do piojecto recoiihcceram que a caixa, li-
initada aos fundos provenientes das coutrihiiicues. nao
leria um capital importante para levar a clcilo as suas
operacoes, e produziiiiin lucro que desse ao contribuin-
te as vantagen que elle deve esperar, e por Isso assen-
taram dc augmentar o capital que rrsultasie da contri-
buiciio, com um ficticio que, representando um capital
real, auipliasse as operacoes, e augineiilasse os lucros.
Os nobre depulados decretara esse capital na rasao de
50 por cento du fundos da caixa; obrgam s estaede
provinciaes a aceitar os bilhetes que reprrientam a sua
importancia, e por essa maneira augmentan! o numero
de instrumentos de permuta; porque estes bilhetes de-
veni ser aceito no mercado.
Eu nao vejo no projeclo acautelada a rcalisacao desses
bilhetes, porque o capital que deve "servir para os resga-
tarcsli coiiiproinelliilo ou operacoes que o podem nu-
lilisar para esse lim ; c cu temo inuito que para o futuro
a nao rcalisacao desses bilhetes veuha aparallsar as o-
per.icoes da caixa, coinpromeltc-la no seu lucros 0 tra-
tero scu falimiento, ou cnto aauloriaar o scu curto
forrado, principalmente leudo o govemo parle nessa cai-
xa. Nao sao fura de proposito este recelo, porque,
sendo estes bilhetes quasi iguaes aos dos banco, o c-x-
ouplo que temos dc mullos baucos conlieeldos, nos de-
vem por on guarda. Mas sto he possivel acautela'r-sc.
emendaiido-sc o projeclo, se fr preciso: portanlo dei-
xarci esta queslo, e passarei a oulra.
I'.u qui/.cia que os nobres depulados resolvessem es-
sa qncsiao: se n podemos, sem exceder os limite das
attribuiccs da assemblea, auloiisar ocurso desse bi-
Ihelesquc, laucados na clrculacjo, augmentam o nume-
ro dc instrumentos de permuta, e podem traier o deiap-
parecimriito deiuoeda, cuja quantidade e valor he se-
cretado pelo poder legislativo gcral? Os nobres deputa-
dos autores do projeclo nao ignoram que cales biHieles
sao iguaes ou quasi guacs aos bilhetes dos bancos, e
que eslea, quando circulan! cm quanlldadc maior do
que exigein as permutas, do (ambn a moeda que nao pode sahir do mercado,
c ser cxporlada. Pji tamo esses bilhetes podem desa-
preciar o valor da moeda, c eu nao el que qualquer pro-
vincia do brasil possa, por essa ou oulra qualquer ina-
neira, alterar u valor da mueda son levar em cunta as
consequeiiciaiiiucdalii podn resultar, nao para a
inesuia provincia, como para todo o imperio, alem do
desconcertar assim todos o calculo e operaedes que o
governo goal tiver dc fazer para sustentar o valor da
moeda.
Se for decidido que nos nao podemos augmentar com
esse capital ficticio o capital da caixa, que se rcaltsar
pelas contiibiiicrs voluntarias, e as operacoes dessa cai-
xa licaion adstriclas a este nico fiuidu, c subjeitas a
resnenles c cautelas que o piojecto eslalielecc, he e-
vidoite que nao podera haver certeza de lucro com-
anles e valiosos, ou anillados, e conseguiiiU'iiienle a
lei nao ser execulad.i, porque nao havcia quem quelra
contribuir para acalxa. Tanto mais estou disto conven-
cido, quanto, suppondu a existencia desse capital noti-
cio, toda a possibilidade as operacoes, c por isso mes-
mo a facilidade de capilalisar rpidamente, c subuiclter
soiipre a novas espeoilaee os lucros que se lorcm ob-
leudo; cu achei que mu coiitiibuinle que tivesse um
ordenado dc um cont de ris, dando, como o piojecto
dit, cinco 5 por cento aonualiuente, capilalisando-sc deb
on mezes os lucros que eslaporceuUgem produtisse,
os quaes calculci cm u> por coito ao anuo, e contri-
buimlo elle por espaco de 20 anuos, tena no lim deste
lempo o capital de 2:9i7o89 ris, cujo lucros annual-
llieute sendo de 1" por coito serlain na importancia dc
>9(W788 ris Ora, quem nao ve que esles dados do meu
calculo sao milito exagerados cm favor do conlribuiute,
que aluda assim a ua familia depols de 20 auno nao
cm para sua subsistencia mais do que z>Jb#/SS re,
e sua anresentaco nao significa outra cousa mais do que
o desejo que temos de servir ao nosso paiz, c dar aca-
mara mais una necasio de provar o seu patriotismo,
salisfazoido ilevidainente todas as neccssidad.'S publi-
cas: portanlo estamos disposlo a aceitar toda e qual-
ciuer emenda que leuda a uielhorar o nosso trabalho ; e
al incsuio desistiremos do projeclo, se se nos olt'erccer
outro melhor, ou foruios cuuvencidos da sua euexequi-
billdadc c dcscunvenicncias.
Seuhorcs, ua nussa qualidade de legisladores nao he
nosso dever sinoite tratar do lutereises inaleriaes do
nosso paiz, mas tambeiu e essencialineute promover os
inoraos, porque he a moralidadc a base primaria de to-
da a felicidade. Como urna familia, donde deriva, a so-
ciedade civil tem um direito nconleslavel dc superin-
leuder obre toda as .u roes de cada um de seus socios,
regulando sua vida, seu costutues, suas relacdes de ho-
uiem para hoincui, e be isto o que forma o objecto da
.
: 4
I


leglslaco do mundo clvisado: assim vemos nos Iris
permittlndo certas accos, prnhibindo outras ; leis regu-
lando as ooeupac rs, os trabadlos, as t r.msaccc s, os con-
tratos do hompin, seus direitos, sua liberdade, etc.: por
conseguinte, mo sei como se possa dizrr que he excen-
tricodas nttilhiiioc.es da assembla provincial legislar
sobre a sorte do cidadao, sobre o futuro de suas familias
2
t

i
imiiii i ne mu cominercio acanhado e de retadlo,
una industria ou una agricultura sem proteccao, e l
i ai.'Td,to : rMuU* da probidade. o Kraileiro nto passa de um mero cai
En emendo que a soriedadc civil se pode bem definir tima
verdadeira restriccao de todos os direitos do liomein,
sem o que cortamente ella, eompromettida a promover
te felicidadr de todos, no poderla attingir seinelhante
fin, urna vci que cada uin podesse fazer o nue riultessp,
e me viesse cabeca. A excepcao da moral das verda-
des malhemathicas, eti nao admiti principios absolu-
tos em ooosa algum, e multo menos direitos e llberda-
de absolutos, que contrariem o estado social.
Senhore, he verdade que temos a fortuna de haver-
mos nascido e de viver em uin paiz ameno c frtil, a-
I.lindando em riquezas extraordinarias; mas o nobre de-
putado nao desconhece que cssas riquezas, ssas larcas
nalurars ainda carecem de desrnvolvimento e trabalhb
parase tornaren) uteis c dispnnives; e urna das cousas
que ninis entorpecen) esse desenvolvimento, he sem du-
vida iieiiliiima a falta de meios proprios, de capitaes
proniptos, para seren applicados industria e ao coin-
mercio : e sejam quaesforem os esforcos dos nossos pa-
tricios, foda mas diligencias se vio quebrar sobre o
terrivel escolio do juro convencional. A todos estes nia-
les aecresce gravissimos erros na ajuslada applicaciio
dos principios econmicos. Na infancia de nosso: dias,
anda atrasados em todos os ramos dos conhecimentos
humanos, com um commercio fraco. urna industria ro-
tineira, nossos productos sao muito iniperfeltos, c nao
poden) competir com os productos estrangeiros em una
concurrencia absoluta e indeterminada; nas o contra-
rio tem succedido, e o resultado he a niorte de nosso
commercio, a inulilidade de todos os esforcos da honra
e do brio.
Portanto, deixe o nobre deputado esse ti ilho de ar-
gumentacao, em que costuma andar, de principios lio
absolutos: urna perfeita liberdade de coininerclo e de
industria he urna illusao, urna bella perspectiva ideial:
reconheca como til a instiluico que tende a oll'erecer
a populacao um dinheiro mals barato. F.u reclamo a al-
tencao do .-.obre deputado para o que se passa entre nos
todos os dias. Lutando com todas essas difflculdades;
nada he tao triste como a poslcfio do llrasileiro : todos
os meios de occupacao llie silo Gustosos; apenas se Ihe
'i ,ci P"uPer''"o da vida publica, ou a mesqul-
n commercio acanhado e de retalho, e de
' tudo
aforeos
.... j passa de um mero caixei-
ro daquelle que Ihe emprenta os fundos com que gyra. e
feliz daquelle que pode dar conta de si; mas nenhum de
certo pode fazer fortuna: tudo he atraso, pobreta e mi-
seria, porquant.._ todos os lucros da melhor gerencia e
boa administrara., nao correspondem ao proco do juro
do dinheiro, sendo sobre todas inais miseravel a classe
dos industriosos e artistas quequasi se acham sem occu-
pacao, pela imprudente admisso de objectos de fra,
melliores e mals baratos : e nestas circunstancias, nao
considera o nobre deputado da maior vantageui una
medida que tenha por fim oll'erecer popularn capi-
taes dlsponiveis, e estes reunidos e preparados sem o
menor sacrificio c prejuizo dos meios conhecidos de oc-
cupacao, e antes servindo para os facilitar? Quanto a
nim, julgo que de nenhuma forma se pode contestar a
utilidade do projecto.
O projecto, Senhores, trau de estabelecer urna caixa
de economa, que tem seus visos de um banco de des-
cont, aduiittido em muitos paites; e nao tem smente
o fim que apontei, de oll'erecer s necessidades que to-
dos os dias experimenta a populacao, um dinhciro mais
barato; mas tem ainda oulro resultado nao menos vau-
tajoso, e he preparar um futuro para nossas familias, cu-
ja iM.m.i-i.-i pesa grandemente sobre a populacao: v-
Jrim",5 einPr<'gado8 pblicos; qual he a sorte de seus
nios.' Ou porque os ordenados nao esto em relaco
com a carestia dos meios de subsistencia, e nem as cir-
cumslancias do paiz nos permittem ser mais generosos;
m por incuria de alguns, e infortunio de ou'.ros. o certo
he que a sociedade os sustenta em vida, e depois de
morios as pessoas de suas familias, que, quando nao
cncontram os soccoiros, sao infeliics piezas da mizeia
com todos os seus coronarios: nSo me lembro de em-
pregado algum publico que teniia deixado sua familia
um apanagio proveniente de seus ordenados: portanto,
al"'la nesla parte, o projecto>consdera as conveniencias
publicas, procurando de algum modo, se nao desliuir,
diminu! alguma cousa este terrivel mal, assegiirando as.
lamillas dos empregados um futuro menos uiesquiubo,
c livi ando a caixa publica do terrivel esgoto das pen-
sos. F. nao fica nisto, tambein comprehende a sorte de
certascorporaces, cuj existencia c rgimen, pelo lado
econmico, he mais que prejudicial, portan que, criadas
para um fim santo, n.o podein deixar de ser man-
tidas e inspeccionadas pela' sociedade, sobre tudo
quando a admluislraco de seus bens parece desviar-sc
das vistas dos instituidores, mas de que o projecto man-
da por em caixa una pequea porcu para ser niellior
administrada.
Assim, pois, considerado o projecto em geral nao se
pode duvidar de sua utilidade.
O meu nobre amigo combateu ainda o projecto pelo
lado de sua inexcquibidade e uenliuma permanen-
cia.
A primeira questo que encarou o nobre deputado foi
a imcompetencia desta assembla para determinar urna
coiilrlbiilco fc.rcada aos empregados pblicos, cojos
ordenados considera como urna verdadeira propriedade,
o por conseguinte garantidos pela constituieo.
Brm que o nobre deputado se respondesse a si
iiesmo, reconhecendo que de oulro modo, a adnrit-
tir-e smenle as contribuicrs voluntarias, a caixa uo
poderia fbrmar-se, e assim juslilicasse a contribuieo
toreada, todava trocarei algumas rases com elle.
Senhor presidente, confesso que o direitode proprie-
dade he uin direlto sagrado e inviolavel que nao pode
de maneira alguma ser aUcado, e apenas em casos mui-
to especiaes, claros e definidos sollrc alguma exropco,
segundo conveniencias publicas bem reconhecidas e
pronunciadas, e com certas cautelas e garantas, assim
como succede a respe!to da liberdade e de outrosdin tos
nao menos importantes ; mas, econmicamente fallan-
do, so tem esses foros e privilegios a propriedade natu-
ral, aquella que resulta do trabadlo immediato do ho-
inem, de suas frcas, de seu suor, em cujo gozo e cx-
rrciciu nao pode ser perturbado de maneira alguma, c
esa me todas as Iris c conveniencias o fazem manulenir ;
poreiq o nobre deputado nao querer por certo compre-
hender nesta especie os ordenados, mais nina grata que
um direito ; antes um onus da sociedade que o fructo
do trabalho. Segundo o mecanismo social, o estado
tambein necessila de seus agentes, a quem coinmette
certos encargos e afazeres; e como assim ficam clles
privados de procurar os meios de subsistencia, d-se-
llies urna certa quanlia, ou salario, em retribuico de
servico que fazem, o que todava nao constitue proprie-
dade, ao menos econmicamente fallando; e tanto que
podein os ordenados ser alterados para mais, ou para
menos, e mrsino supprimidos : portanto, sem contes-
taran alguma, pode a assembla determinar um deposi-
to de parte desses ordenados em proveln dos mesiiios
empregados. E pois nao ha raso para se seguir a dou-
trina do nobre deputado. Mas, mesmoque fosse pro-
priedade, nao apresenlou o nobre deputado a excepcao
so principio geral, que confirma a n.inlia proposicao,
mo he, que em casos de reconhecida utilidade publica
se pode alterar, ou modificar esse direito? Assim se acha
E,...C.a Pt J" co""Uuivo conseguinleinente toda a
! rtiSr r.dul-,c a Provar. Publico justifica a
i .fni*.. |1"e >C e,, ""'to justamente no cao em que
!,.Z ? Pf r,,|,Ue a excepcao, em que ha verdael-
ras conveniencias, e utilidade publica.
Mas nao he assim ; cu neg redondamente o principio
do nobre deputado, e nunca reconhecerei como proprie-
dade aquillo que a sociedade d e pode tirar. E como
quem pode o mais prtde o menos, digo que com maioria
re rasgo podemos decretar um deposito de urna peque-
a parte desses ordenados, e po-la em gyro em proveito
niesino do empregado. para restitui-la sua familia de-
pois de sua mu te Se isto nao he liquido, se nao esl
em nossas faculdades, nao comprehendo as vantagens,
nem as frcas do poder civil. He isto o que vejo em to-
do o corpo do direito civil ; preceitos e regras, una di-
receflo calculad nos negocios do cidadao, que nao vive
como quer, mas como convem ; e se elle he impruden-
te, se nao cuida, ou nao sabe cuidar de seus interesses,
de sua fortuna, as leis Ihe do um curador : e isto he
muito mais do que prope o projecto. O marido, se-,
n.icr aboiiito da faiuiia, nao pode com tudo dlspr de
certos bens sem licenja da mullier, e esta he rodeada
de certas garantas f privilegios, para que nao possa ser
illn lida ein sens contratos; etudo isto o que prova ?
Prova que a sociedade tem direito de liscalisar todas as
acedes de seus membros ; obriga-losa bem viver ; pro-
mover a sua felicjdade. regulando e dirigindo seus ne-
gocios e seus bens : por conseguinte, desde o momento
em que a sociedade, vendo-se prejudicada com as con-
sequencas do desleixo, ou da mizeria, ou leudo de sus-
tentar numerosas familias, que teriam oulra sorte, se
melhor administrados fossem os bens de seus chefes,
quizar tomar una medida que livre o estado de novas
penses, nao se Ihe pode negar toda a autorisacao, mes-
mo considerando os ordenados enmn propriedade.
Disse o nobre deputado, continuando ueste ponto,
que nao podia contar com a proficiiidadc deste nielo, e
nos apresentou aqu uin calculo., cujas bases nao quero
contrariar, c apenas me limito a fazer-lhe una simples
pregunta : segundo o systema da caixa adoptado pelo
projecto, c calculo feito pelo nobre deputado, no fim
de -.'.n .ninos, termo medio da vida de uin hoinem, os lu-
cros a esperar sao milito insignificantes ; mas pergunlo
aq nobre deputado : oque aclia mais conveniente, sesse
pouc o renditneuto, ou o que tinha o empregado,essa
parte do ordenado,que se manda reservar.e que na sua
vida serla consumida sem vanlagem, imperceptivelinen-
te? i- ii estou pela primeira hypolhese, notando que n.o
lie smente o lucro do dinheiro depositado o que lica
para a familia, massim a totalidade do deposito, e que
por conseguinte a vanlagem he malor do que o figura o
nobre deputado*, e como mais vale o pouco que nada,
eu von sempre applcaudo os meios, e quando me fa-
Iham, fica-me a consciencia.de ter procurado o bem.
Portanto, creio que o nobre deputado nao consegue
cousa alguma, apresentando esse sen calculo ; e pare-
ce-ine que provadas, como se acham, as vantagens do
projecto, he consequenela a legitlmidade de nosso acUr,
e tanto mais quanto ja mostre que he islo o que faz o
objecto de toda a legislacao civil,a promocao e conse-
giiimenlo dos maiores bens do cidadao. Vamos a outra
oujeccao, que he a respeito das garantas.
Como meio subsidiario e augmentativo dos fundos da
caixa, autorisa o projecto a emisso de bilheles, o que
o nobre deputado considera, ouimprolicuo, ou pergo-
so ; porque, no havendo um fund, de reserva que ga-
ranta o seu valor, clles nao serao aceitos, e o resultado
ser o comprometimiento da caixa. Julgo que o nobre
deputado est equivocado, e nao tem bem presente o
que diz o projecto, sem duvida porque o nao leu ; pois,
do contrario, deparara com disposices a respeito, a
menos quequizessemos mi.....n a ma fe : e se isso es-
capou, nao duvidamos aceitar qualquer correccu. A
emis-ao de hlhetes, sem por em caixa un capital co-
nhecido e certo para acudir de promplo ao resgate des-
ses bilheles, no momento em que Ihe foreni apresenta-
dos, seria formar um edificio sobre a arcia ; fra una
inepcia consummada. Mas o nobre deputado foi ainda
adiantc, e apresenlou urna objeceo grave, qur pelo
lado econmico, qur pelo lado poltico, c veiu a ser
que, tendendo essa emissao de bilheles da caixa a aug-
mentar a circulaco da moeda, isso ia alterar o seu va-
lor, que s pude er marcado pelos poderes geraes; e
que por conseguinte a medida est fra de nossas altri-
buiedes.
Similor presidente, em these os principios do nobre
deputado sao verdadeiros; mas eu Ihe peco que faca
una relie, (ida applicaciio desses principios a providen-
cia do projecto.
Primciramentc bastara diier ao nobre deputado, que
esses bilheles uo sao senao letlras de cambio, em uso
e admiltidas pelo commercio, sem nenhum carcter de
moeda, embora devam ser aceitas pela Ihcsouraria.
Em segundo lugar, nem se pode dizer que temos ver-
dadeira moeda, nem a emissao desses bilhetes ser em
tama quantidade, que possa produziu esse resultado,
pui quinio a emisso est limitada.
Militas causas eoncorrem para a depreciaeo da moe-
da,e a emissao dos billietesem una jirafa tao falta de ca.
pitaes, e com um papel io di san editado, nao pode dei-
xar de ser muito proficua, livrando-nos do estadojifTIic
livo .ni que mis adiamos na aclualidade, alalia do pa-
pel do governo.
O Sr. Jm Vt dro:Kao ha falta de moeda; ha falta
de Irco : moeda superabunda, c por isso esl dejire-
ciada.
Or. Ajm Machado:Esl depreciada, mas he pela
MliloBcio que exsle em una escala extraordinaria;
lavra a desconlanca por toda a parle, desconfianca que
crcscc com a suspcila de emisso clandestina e volumo-
sa de papel moeda, o que he a primeira causa da deprc-
ciaco delta : por tanto, desde que forem bem ava-
dadas as frcas da caixa,nao pode recelar-se ,|iie a emis-
sao de seus bilhetes possa trazer esse inconveniente lem-
brado pelo nobre depulado ; e quando o Iroucesse seria
indirecta e accidentalmente, e isso ataca tanto o princi-
pio constitucional, como urna dessas ocurrencias even-
tuaes que leem o niesnio resultado.
Demais, semelhantes eniisses no sao um facto no-
vo ; o commercio as faz lodos os dias, e com boas ra-
soc, al para facultar as transaeces. O nobre deputa-
do sabe que as grandes piafas os negociantes usam de
certos agentes de circulaco, garantidos por um capital
posto em caixa, e isso para maior facilidade; e de lal
modo, e a tal ponto que as casas regulares no pegam
em dinheiro, dirgeui as suas transaeces por meio de
bilhetes do banco chamado de deposito, e em certo lem-
po dado faz-se una conta corrrnte entre os accionistas,
e aquelle em favor de quem he o saldo, vai ao banco, e
recebe o capital correspondente. Por tanto he esta urna
medida muito antiga e usual, que se pode emprrgar sem
ol,-osa das prerogauvas do governo geral.
Muito menos posso concordar com o nobre depulado
nos rrceios de que se acha possuido, de que os bilhe-
les, subjeilos, como todo e qualquer papel, falsifica-
cao, serao desapreciados, e por conseguinle desappare-
cer esse recurso da caixa. fino nrgare que os bilhetes
possam ser falsificados ; mas, se se atlender que o seu
gyro he ainda menos que provincial, porque ser mal
requeme na capital, onde com facilidade se podein ve-
rificar as assgnaturas ; se se altendrr mais ao curio
prazo ei
d
he odiosa, por ser urna restrlccSo ao direito de proprie-
dade, e apenas supportavel pela esperaacade que o seu
producto ser appliado eih proveito e utilidade com-
mum: por conseguinte a medida que faz applicar em
favor da caixa tres por cento das imposlcoes provnclaes,
leude a adocar mals essa repugnancia que se tem aos
tributos, assim applicados a um fin conhecido; e quan-
do liou verem lucros, clles serao ainda destinados a em-
pregos uteis; ser um capital mais com que poderemos
contar para as desperas da provincia.
Por'.ln'o j v o nobre rteniiiodo, .^u i. muiU "Te-
renca no que propomos agora e o que eu dlsse outr'ora,
de nao dever o governo entrar em espcciilaces.
Senhor presidente, se o nobre deputado nao pode con-
testar a utilidade de estahelecimento* desta ordein; se,
como me tem sido possivel, eu lenho demonstrado que
se do em favor desta caixa todas as condices exigidas
para que seja proiiqua a certeza de capitaes, com o menor
detrimento e sacrificio de industrias conhecldas, e ga-
randas para a sua duracao; nao se! como possa o nobre
deputado negar-lhe o seu voto, ao' menos para que elle
passe em primeira discussao, podendo fcilmente com o
na noisa vida, he que pe a sociedade na necessidade de
pbrigar o empregado a que deixe no cofre, nao uin di-
nheiro que elle produzio ooin seu trabadlo, mas una
remuneracaoque se Ihe d para o fim de preparar um
apanagio, um futuro para sua familia, isto semelhan-
9a do <|ue a sociedade faz.com o prodigo, e para com a-
quelles que maftiduiinistram icus bens : estou, pois,
que o nobre deputado nao tem rasao nenhuma quando
considera o ordenado como urna propriedade ; e veja
onde iria dar sua prnposico assim tao absoluta.
St o c-densdo uuaiut) o direito de propriedade, a
consequenela ser que o governo nao poder demittiro
empregado, porque isso Iria olfender esse direito.
O Sr. Joi Pedro: Einquanto nao der motivo, no
lh'opde tirar.
O Sr. Nunei Machado: O nobre deputado quer saber
o que he propriedade do empregado ? Sao a sua inlelll-
gencia e asna penna ; mas nao o ordenado qne, ma-
neira dos salarios, pde-se augmentar ou diminuir.
O nobre deputado foi adianle, disse que nos temos di-
reito as penses.
Senhor presidente, nao he por essa regra que se diri-
auxilio das suas luzes ser emendado miquillo que elle gemas penses, he por um principio poltico. Se a coas-
razo em que os bilheles teein de ser recolhidos, o que
inimuc muito as probabilidades da falsificaco, esses
recelos desapparecero.
O nobre depulado lambeni nu concorda em que a
thrsoiiraria seja accionista : e aqui parrceu ao nobre
depulado, que me apanhava em conlradicco.
o sou sectario dos principios absolutos, que tenho
sempre condemnado nesta casa, e isso bastarla para
provar que nao estou em conlradiceao. Nao sou cu que
reprovo, he a selencia que cOudemna o systema de en-
trar o governo em certas espeeulares, e ser negociante ;
mas por ventura he isso o que quer o projecto? Nao :'
1 ron 11 Ion, .10 da 1l1esMin.il ia he apenas um auxiliar dos
fundos da caixa, e mais una garanda em favor de sua
durafao c proficiiidadc, sobre ludo se o nobre depulado
aitender para a redaeco do projecto, que prohibe a
percepeo de lucros por parle da Ihesouraria e por um
cerlo numero de anuos. Nesle negocio toda a difilcul-
dade de se crear a caixa, dar-lhc duraro e torna-la
proveitosa est ein se poder com a maior promptido
c segu-aura reunir a maior soinma de capilaes dlspo-
niveis, para fazer face s transaeces ; e o nobre depu-
tado deve confessar que a lal respeito o projecto he so-
bre modo previdente, fazeudo entrar para a caixa, no
uin capital contingente e imaginario, mas um capital
cerlo e real. r
A medida, Senhor presidente, tem aluda um alcance
poltico: o nobre deputado sabe que toda a imposicao
entender que o projecto precisa de correcfo.
Eu estou convencido"destas ideias; julgo a medida da
maior utilidade, e por conseguinte hei de votar por ella.
O Sr Jos Ptdro responde a todos os argumentos do
oradoeque a preceden; sustenta quanto tinha dito no
seu primeiro discurso ; e conclue'dizendo, que ainda es-
l resol v ido a volar contra o projecto.
O Sr. .Vimri Machado: Senhor presidente, eu uo
posso deixar de dar pequeas respectas ao nobre depu-
tado, esperando que continu a ter a bondadede ouvir-
me c relevar a minha temeridade.
O nobre deputado disse que, se entendesse que os fun-
dos da caixa iam ser applicados s necessidades do com-
mercio e da industria, seria isso uina rasao de mals para
votar contra o projecto, porquanto isso serla urna cir-
cuinstanca que comprmetteria .1 sorte da caixa ; e nos
Iroiixe a historia de todos os bancos.
Senhor presidente, se o nobre deputado n.o fosse um
sectario tao aferrado dos principios absolutos, e princi-
palmente as materias econmicas, cuja elasticidad.' c
variacao no contestar, por certo nao ayancara urna
proposlco semrlhante. Examine o nobre depulado a
natureza e a origem das cousas, as causas desses diver-
sos phenomenos que apparecein, qur no mundo moral,
qur no mundo physico, qur no mundo social, e lenho
por cerlo que tomar menos ao p da Icltra as minlias
proposices, e desistir de sua opinio.
Senhor presidente, he urna verdade que a sorte de es-
talieh'cimeiitos desta ordein, sua seguranca e augmento
(como a sorte de urna casa de commercio) dependem da
garanda que ofl'erece para a satisfacao, em da, de todos
os seus empenhos, porque a alma do commercio he a
certeza do cumplimento c realisaeo dos contratos, e to-
das as veres que nina casa de commercio podesse ence-
lar especulaccs, sem deixar em sua caixa um capital
certo e disponivel para satsfazer de promplo as suas fir-
mas, essa casa no teria crdito algum, ese arruinarla.
Assim succede com os bancos, que, tejido una moeda
feduciaria, nao podem com proveito e seguranca entrar
em transaeces, se elles nao leem em caixa uin fundo de
reserva que garanta o valor realsavel do papel que e-
miltem, lendo de cahir infallivelmeule na hora em que
deixarciii de resgalar de promplo os seus bilhetes ; por-
quanto, perdido o crdito, ficariam sem base. Igual re-
sultado se d todas as vezes que urna casa de commer-
cio, um banco, se empenha em especulaccs arriscadas,
e de muito valor, porque um sinistro pode perder una
fortuna toda : portanto ludo depende da piudencia e
criterio da admlnislraco. que nao ser tan inepta que
confie seus capitaes a urna so nio; e assim, lanto pode
emprestar para cmpie/as coinmerciaes, como liidiu-
triaes, ou outras quaesquer : sempre que houver pru-
dencia, nunca os capitaes serao coiiipromettidos, nema
caixa se achara em apuros; indifierente deve ser o m
da especularan, principalmente s devendo esses capi-
taes ser dados com umitas garantas, sobre letlras, pe-
nlinres, ele.: o negociante que empregasse de una ves
e em urna s cspeculaco toda a sua fortuna, seria um
louco rematado, e lima loucura semelhante nao esjero
eu de um estabelccimcnlo dirigido por dillerenles pes-
soas : Idgo o nobre deputado deve desistir de suas ideias,
de que os bancos nao devem prestar seus fundos para
satsfazer as necessidades da industria : he i mulleren te
o para que se emprestan! os fundos, ao menos at certo
ponto ; o que no he indilterente, a chave de lodo o ne-
gocio, he exigir seguranca, muita seguranza. Todo o ln-
leresse dos bancos esl ein ter capitaes dspnniveis para
emprestar sobre boas garantas, as quaes o projecto de-
creta Millicieiitcnieiiie, como o nobre deputado poder
convencer-se, se quizer l-lo. Veja que 01 prazos sao
mu! certos, e as garantas mui fortes, e bastantes con-
tra quaesquer imprudencias."
Ainda insisti o nobre deputado em ser propriedade o
ordenado do empregado: ora cu nao lenho outro reme-
dio senao trocar com o nobre deputado algumas pala-
vras mais a este respeito.
Senhores, tanto nao he como quer o nobre deputado,
que eu o desafio para me mostrar no ordenado as con-
dices que caracterisam a propriedade.
Senhor presidente, una das condices de propriedade
he a permanencia ; o-sr sso nos ordenados? NSo se d.
A segunda he a transmissibilidade; d-se isso nos orde-
nados ? Nao se d. Outra condico he nascer do traba-
dlo ; d-sc isso nos ordenados? Nao se d. Como quer,
pois, o nobre deputado que os ordenados es teja ni na re-
laco da verdadeira propiiedade, para chamar a favor da
questo o principio da inviolabilidade.
O Sr. Joii Pedro : Pois o empregado nao pode trans-
millir o seu ordenado depois de ganho ?
0*r. Nunei Machado: Oh! Senhores, nao esperava
por ahi o nobre deputado, a quem peco que me deixe
continuar.
O nobre deputado uo responden segunda parte do
meu argumento nesta questo : eu Ihe disse que, quan-
do podesse concordar com o nobre depulado em ser o
ordenado una verdadeira propriedade, ainda assim nao
proceda a argumcnlacao, porque a constituicao e as
leis adiniltem urna cxcepfoa esse direito : toda a ques-
to, pois, esl .em mostrar que se nao dava o verdadei-
ro caso da Ici.
O nobre deputado, porm, ainda foi mais adiantc, dis-
se que nos nao podamos alterar o ordenado dos em-
pregados publicas.
Senhor presidente, nao sei como se possa isso dizer.
Os ordenados sao fixados pela sociedade como urna com-
pensarn, presumidamente ajustada, pelo servico que
se presta ; mas o juiz da proporcao desse ordenado he a
sociedade que, graduando-o, nao pude deixar de tomar
tambem em consideraeo as suas propras frcas ; e por
isso lano o pode conceder, como diminuir, 011 mismo
supprimir.
Tudo vem, Senhores, de sempre o nobre deputado
argumentar com principios absolutos, cuja veracidade
nao contesto, mas cuja propriedade de appcaro nao
posso deixar de negar.
Senhor presidente, o direito que tem a sociedade, de
regular todas as eousas que fazem objecto da oceupa-
co e tratos de seus Miembros, he tao perfeilo cumplo,
guardadas as regras dajuslicae honestidad.-, que nega-
lo fra negar-lhe os meios para chrgar a seu fim : e so-
bre os principios econmicos, a sua appllcaco absoluta
he um erro gravissiino. porque elles dependem de mil
circiimstancas, que fazem contrariar em unas o que he
admissivei em outras. A. liberdade de commercio e de
industria he um principio inconcluso, mas inultas cir-
ciiinstancias se podem dar que justifiquen! a sua preli-
rico, ou restriccao. Por cumplo, em um paiz novo,
aluda atrasado nos melhoramentos coinmerciaes e in.lus-
trlaes, que nao pode produzir nem com tanta perfeifo,
nem onm igual baratera, urna admisso absoluta dos
productos estrangeiros serla nina verdadeira calamida-
de que Iraria a miseria dos einprehendedores, da indus-
tria nacional. Outras veses at convem que se nao per-
mita a liberdade de cada um einpregar-se no genero
tituieo garante o premio pelos servicos pblicos, nao
he pelo principio de propriedade, he um nielo para ex-
citar as boas aeces, he um incentivo para condasir o
empregado a sahlr fura da Vida ordinaria.
Disse o nobre deputado, que a emissao dos bilhetes
podia depreciar a moeda corrente ; eu direl duas pa-
lavras.
O projecto no augmenta nem dimlnue positivamen-
te o valor da moeda ; se Isso se verificar, he um resul-
tado indirecto, que nao enerva a legitlmidade de nossas
attribulces.
O nobre deputado teme a Inlervencfio do governo nes-
tas calxas ; mas aonde est essa.lntervenco? Primera-
mente note o nobre deputado que a Ihcsouraria he ac-
cionita forrada por1 8 annos : o seu capital he flxo, e
mi entra nos dividendos ; e portanto, pelo menos por
oito annos, a accao do governo est prevenida. Se qui-
merinos argumentar com abusos,nao baada que nao,
possa dizer-se.
Kindo aqui, votando pelo projecto.
Encerrada a discussao, he o projecto posto votacao e
approvado.
O Sr. Presidente d pira ordein do da da sessto se-
-gulnte contiuuaco da que vinha para boje, e levanta a
sessao.
SESSO EM 23 DE MARCO DE ,18W.
PRESIDENCIA DO SI. SOOZ TCIXIIM.
SUMMABIO. Chamada. Approvacdo da ocla da itutG
anterior. Expediente. Adopc&o, em primeira discus-
sao do projecto n. 11 ; e em lerceira dos de ns.7 e 4, addicio-
nadas este urna emenda do Sr. Villela Tavares, oulra do
Sr. Mendouca e a primeira parle de outra do Sr. Sello.
As 11 horas e 'A da manhaa, o Sr. I.Secretario faz
a chamada, e verifica liaver numero legal de Srs. depu-
rados.
O Sr. Presidente declara abena a sesso.
USr. 2." Secretario lea acta da sesso antecedente que
he approvada.
OSr. .'Secretario menciona o segulnt
EXPEDIENTE.
Um oflicio, em que o Sr. deputado Abreu e Lima par-
icipa quedeixa de comparecer s sesses da assembla
para ir tomar assento no tribunal da relaco. lnlei-
rada.
Um requerimento, em que o padre Manoel Thomaz da
Silva, professor da segunda cadeila de primriras letlras
da fregue/.la da Una-Vista, pede augmento de ordenado.
A' ctmmissaO de ordenados.
Outro, em que oprovedor e mais raos da ii manda-
de de S. Jos da Agona, erecta no hospicio de N. S. da
Penha, pedem a confirma;o do respectivo comproiui-
so. A' rommissa dosneaocios eclesisticos.
Conlinuar-se-ha).
DIARIO DE PEIIVUnllCO.
azoirs, 2S de MAngo de 1847,
r
Ao encerrar-se hontem a sessao da assembla, decla-
ren o seu presidente, que a ordein do dia para a sesso
d'amaiiha, seria : leilura de projectos pareceres ;
discussao de posturas c pareceres adiados; 2." do pro-
jecto de le do orcamento provincial para o armo de
i8471848; do de n. 6que cria una caixa de econo-
ma ou soccoiros da provincia; do de n. 8 que reconhe-
ce no professor de primeiras letlras de Naiarrth direito
a ser jubilado com mrtade do ordenado, e do de n. II
311c manda incorporar ao municipio do Cabo a l'raeco
e Ipnjuca outr'ora pe tciicenle ao de Sel inhaein ; 15."
do de n 3 que cria urna cade ira de primeiras letlras, pa-
ra o sexo feminiuo etn a supradila villa de Nazaretb.
Esl emfin enllocada a primeira pedia do hospital
que, sob a denomlnaco de Pedro II', mandara construir
a lei provincial n. 165, de 17 de novembro de 1846!
Vamos ter onfim um edificio publico, que dar boa
ideia dos nossos sciilimcnlos de huinanidade ao estran-
geiroque aportar as nossas pralas, e, passeiando, for ter
ao lugar em que elle ha de ficar, que he nos Coelhos do
bairro da Boa-Vista, por tras da igreja de S. Guncaln:
um edificio que convencer os que o-virem, deque os
nossos legisladores, assim como procuraram augmentar
as vas de coinmunicafo', pela abertura de novas es-
tradas, assim como se or upa rain da coustrucca.o ede-
coraco de um theatro, onde os opulentos c remediados
se fossem recrear, tambem se nao esqueccram da
sorte do misero e mesquinlio, cujas circuiustahcias
Ihe nao pcrmittain promover a cura das eufermidades, a
que todos estamos subjeilos, eque. para cumulo de des-
grana, ainda mais se dcsenvolveni naquelles que menos
meios leem rjara extirpa-la, 011 mitiga-las.
Dentro em poneos anuos, esses infelizes podero, em
maior numero do que actualmente, e em urna casa a-
propriada, receber da sociedade aquellcs socorros a qiie
I lies ddireito a qualidade de homem,a qualidade de
ineiiihro dessa sociedade.
Foi lioje, foi no (lia 25 de marco, onnirertario da
consiiinicio que nos rege, dessa constituicao que nos
dora o nunca assaz chorado fundador deste Imperio, o
digno pai do nosso adorado Monarcha, o seniiob n. fedso
1 ; foi nesle dia im-iuoiavel, que a adininistraco dos
estabelecimentos de caridad*-, composla dos Srs, Joo
llaptista Perelra Lobo, Joo Francisco Bastos, Manoel
Florencio Alvos de ioraos, Miguel Felicio da Silva, e
reverendo Jos Lcte Pita Orlguelra, resolveu ell'eitu 11
essa collocaco, cooperando assim para lorna-lo mais
pomposo, e nendo que elle,'que principiou a ser so-
lemnisado com arruinanienlo de tropa cortejo, e as
domis demonstraces de jubilo que sempre se do nos
dias de fesLi nacional, lerminasse polo assentauiento des
primeiro* fundamentos de um oslabeleclinento lodo pi,
que tornar eternos os nouies daquelle* que concorre-
rain para a sua conslruccao.
Inforniam-iios. que o acto foi executado com toda a
decencia, o na presenca de olguma autoridades, da
mor parte dos membros da assembla legislativa pro-
vincial, e de mullas pessoas gradas edislnclas.
Ao finalisac osle artigo, julgamos dever declarar que
o risco e o orcamento dessa obra forain formulados pelo
doulor Jos Mamcde Alves Ferreira, joven Pcrnainbnca-
.. 110 que, lendo ido a Europa rstiidar engenhar.a, ha pon-
do industria que quizer ; be preciso at regular e per-I co voltou para sua patria, e j comeca a dota-la com os
mittir a extensao inafor ou menor de certo ramo de In-f fructo* das suas lucubraces.
dustrla. A negligencia, o descuido que nos todo* temos |
J


Alfandega.
HEND.MENTO DO DA 24............W>3
DECEOM HOJB 25.
ratiiUubacalho.
1),lgur-..-~rjuf/_^ ,l0..1(lem.
^ax
j?^e.Jro->nercadorU8:____
IMPKTAGOA'.
r-Oili(ni"-. patacho aihericano, vindo de Boston,
frsdono correte mez, consignado a He, Foaier k
S *nhta. mamTe.tou o segulnte :
? ,.. noreao de gello; ao consignatario.
Sigue Ingle,, vindo de S.-Joo, entrado no
torrente mez. consignado a Me. Calmont k Coinpanbia,
r-r~f-------
Consulado.
BRNDIMENTO DO 'DA 24.
. ........................3:08l/182
Cera ........ l-280840
Provincial >.................... rnna
Piyeraa. provincia.................. _JW*
> 4:379/531
ISoviiuenlo do Por lo.
JVdtifo mirado no da 24.
As- 7 das, patacho braaileiro Sai-Jos-Americano, de
152 toneladas, capitao Jos Antonio Matnzinhos, equl-
nagein 10, carga sal; a Gaudino Agostlnho de Barros.
Aiirio. taido no tumbio dia.
' -.Ja brigue brasileiro Jfnereo, capitao Antonio Cris-
jan'o, carga a mesma que trouxe.
Obiirvaea.
A barca portugueza Generosa que, carregada de carne,
baria sabido para a Baha, vollou para este porto cm o
dia 25.
Declarares.
=0 arsenarde guerra compra cem armas coin bayone-
tas, do adarine 17. Quem dito genere tiver mandara sua
proposta un carta fechada c amostra a directora do
inesmo arsenal, at o dia 26 (hojej do corrente inez.
Arsenal de guerra, 20 de marco de 1847.
Joo Ricardo da Silva,
Amanuense.
O arsenal de guerra compra treze mantas de algo-
dao : quem dito genero tiver mandar sua proposta em
carta fechada e a amostra a directora do inesmo arse-
nal, at o dia 29 do corrente me.
Arsenal de guerra 23 de marco de 1847.
Jao Ricardo da Silfo,
Amanuense.
c= A administracan geral doseslabeleclmentos de ca-
ridade manda faier publico, que, nao tendo sido pnssi-
vel Ir a praca a renda, por 3 annos, de lodo o edificio da
ra da Roda, em que esteve outr'ora a casa dos expostos,
fica transferida para o dia 29 do corrente mez, no ines-
mo lugar ja anniinciado. Administracn geral dos esta-
beleciinentos de caridade, 22 de morco de 1847. O es-
criturario F. A. Cavalcante Counriro.
Tlieatro publico.
ULTIMA REPRRSF.NTAQAO'QUARESMAL.
sabbado, 27, a grande peca S.-Cecilia,esmalte de Roma,
quesera executadacom toda pompa.
mmgagg/BBEBBB'SSSSBftWkn'
Avisos martimos.
Perdeu-se no dia 20 do corrente as 9 horas da
noile pouco mais ou menos a quantia de 34/000 rs. ,
endo 6 cdula de tfOOO rs, e 4 de ijDOO rs., desde o pa-
teo de S.-Pedro al o becco do Lobato, rua do Padre-
Florionno ra Augusta e pateo do Terco; roga-sea
uin Sr. de casaca que achou o dito dinheiro de mandar
restituir a pessoa que o perdeu, que mora no lugar de
S.-Thereza cm Olinda pois he inultsimo pobre e o
dinhelro nao era seu, c como ellela laierumpagamento:
e se nao quizer ler o inconimodo, pode entregar na boti-
ca do Sr! hagas que recenera ;o000 rs.
Roga-se aoSr. J. I. C. hajade Ir pagar a quantia
de 35/rs. importe de un relogio ( talvez nao ignore a
quem he j), lato at ao dia 25 do corrente ;. do contrario,
sem a menor attencao, ser o seu nome publicado por
este jornal.
O Sr. alferes do primeiro batalho de cacadores ,
Antonio de Moraes Plmentel, queira ir no Hospicio na
venda do Leo-de-Ouro para negocio que o inesmo
Sr. mo ignora pois se ignora a moradia do mesmo Sr.:
por este motivo se fazo presente annuncio,
- Precisa-se de um rapaz para tomar conta de urna
tnaiseira : no Alerro-da-Uoa-Vista n. 66.
O doutor Casanova medico francez habilitado
perante a academia de medicina da llnliia, nfterecc o seu
presumo aos habitantes desta cidade e provincia pu-
dendo ser procurado a qualquer hora em sua casa ,
na ra Nova n. 7, primeirp andar, e receita gratuita-
mente aos pobres das 7 as 9 horas da inanhaa.
A mesa octual da irmandade do SS. Sacramento do
balrro de S.-Antonio convida aos irmiios da mesma para
comparecer! no dia terca-feira 30 do corrente afini
de acompanharein a procissao dos Enfermos; e espera
que comparream a respectiva matriz, as 7 horas da ma-
nhaa para faier-se este acto com inais solemnidade c
brilhanllsmo.
De um segundo sobrado da ruada Sentalla-Velha,
cahio na ra um lencol de tres ramos de bretanha de
linlio com babada em roda e com a marca P : quem o
tiver apanhado ou soubcr, pode procurar na botica da
rita da Cruz, n. 50, que ter p seu achado.
Aluga-se uina casa terrea, na ra
Augusta, com grandes commodos para fa
a tratar na rua do Crespo, n. i5.
no becco
Para Lisboa sahe, com toda a brevldade o brigue
portuguez Robim por ter a intior parte da carga : quem
no mesmo quizer carregar ou ir de passagem Halo
com o eapilao .Antonio Jos dos Sanios Lapa na pra-
ca do Coinmercio ou com o consignatario, Thomai de,
Aquino Fonseca na ra do Vigario n. 19 -
Os Srs. cnrrrgadores do brigue ipiri/o-Aanlo para
a ilha de S.-Miguel queiram apresentar os seus conhc-
cimentos at o dia 27 do corrente, na casa do caixa ,
Firmino J. F. da Rosa, na ra do Trapiche, n. 44 .
A barca Portugueza Boa-Viagem, vinda da
llahia acabar de carfgar neslo porto, pretende
seguir para a cidade do Porto, com muita brevtdadc,
por ter o seu carregamento quasi prompto : quem
na mesmo quizer carregar ou ir de passagem, para
o que tem milito superiores commodos, entenda-se
com o cnpito, Joao Jos Rodrigues, a bordo ou na
praca do Commercio com o seu consignatario,
Francisco Martins da Cunha.na na do ViganO, n. 11.
Para a Babia seguC com brevidade o lilate S.-*'n-
iiclo, de auperior marcha : quem nclle quizer carregar
ou Ir de passagem, trate com. Silva k Grillo
Horda, n. II.
ua.ra da
Avisos diversos
nulia
Aluga-se urna meia-agoa,
da Lenha, por preco mdico : na ra do
Crespo, n. 15.
__ Avisaste ao Sr. Saturnino Correia que v ou man-
dar tomar conta de seus trastea ( ainda que de pouco
prestimo ) que deixou, ha inais de 5 meses, na casaem
que morava fechada com um cordel na travessa ou
becco de Antonio-Grande da ra Imperial; multo em-
bola nao possa pauar ludo o que deve de aluguel da
mesma casa : e isto no espaco de oito dias depois do
qual nao responde o proprietario da inesina casa por
taes cacareos. '
. Precisa-se de um caixelro que tenha pratica de
negocio; na ra Nova, loja de ferragens n. 15, se dir
quem precisa. ,
Precisa-se de urna ama de leite ,
preferindo-se escrava parda ou preta:
no pateo do Terco venda n. 7.
Os encarregados da lquidaco de
Fernando de Lucca convitlam a todos os
credores do mesmo a comparecerem hoje,
ao meio-dia em ponto, em casa do mes
mo Lucca, na ra do Trapiche, para to-
maren) urna decisao final a respeito da
dita liquidaco.
___Francisco Ignacio Botelho val a ilha de S.-Miguel.
O Sr. empregado de Olinda que tem feices de
ourang-outang, venha pagar o que deve no Reclfe, de
dinhelro de emprestimo ha inais de um anuo.
Insta-sc pfln deciso se o forneciuiento do cor-
pe. de polica segu ou nao as leis dos inais corpos de
"-"a ra do Bangrl, n. 42, ha urna pessoa qoe.c
propflc a lavar e a engommar toda a qualldade de rou-
na. or nreco coinniodo. .... ,
... Jo.io Matheus embarca para o Rio-de-Janelro o seu
escravo crioulo.de nome Cosme.
= Na ra larga do Rozarlo, n. 48, segundo andar, a-
luga-se um pelo ou preta para o servico de coiinlia e
""-'joV Luis de Souza, estabelecid'o com nadarla na
ra Direita, n. 40, fazsclW ao respeltavel publico e
paliclarmente a. Pes,,ua, cjjemte.n nMce...
me desU data em liante assignar-sc-ba Jos Luiz.de
Cnlrcrreira, en. conioqumela de ler apparec.de, por
vzrs nome' lum.l ao do onnuncianle, como se v do
Arrenda-se o primeiro andar do sobrado da ra das
Lnrangciras, n. 14 : a lratar-sc na ra de lionas 11.
140.
--Precisa-se alugar uina canda que pegue em 300 011
400 lijlos dealvcnaria : a ra do Queimado loja n.
38. .
Trocam-se diins imagens, sendo uina de S. Jos, e
outra de NossoSenhor Jesus-Christo ; ambas com suas
mangas e pranhas, e seus ornamentos de prata, muilo
perfritas por seren fritas 110 Porto: quem as pretender
procure na rua do t'ogo, em casa do Imaginario, ou an-
m/licie.
D-se dinheiro a juros sobre penhore*: na rua
Nova n. 63.
Na rua de S.-Thereza, n. 23 recebem-sc meninas^
forras ou escravaspara aprenderem a ler, escrever, bor-
dar marcar de llnha eseda lavarinto e costura.
- Na rua Helia n. i7, cose-se lava se c engomma-
se coin perfeicao.
Precisa-se de um feitor para um sitio : a fallar
com o Sr. Gabriel, na arcada d'Alfandega.
Precisa-se comprar um moleque de idade de 18 an-
nos, bonita figura, paga-se bem ; adverle-sc que nSo
tenha vicios nein achaques: na rua Nova, n.^8. _
Antonio Jos Fuado vai a ilha de S.-Migue!.
Joao Manoel Rodrigues Vallenca embarca para o
Rio-de-Janeiro a sua escrava Anglica.
Fabrica de chapeos de sol,
rua do Passeio, n. 5.
Joao Loubet tem a honra de participar de novamente
ao respeltavel publico que recebeu um rico e completo
sorliinenlode chapeos de sol,tanto de seda como de pan-
ninho lurta-eres, e de todas as inais cores conheci-
das. O fabricante afianca seguranca em armacOes c co-
res; assim como tem chapeos de sol para senhoras, do
ultimo gosto de Paris. Na mesma fabrica ha com abun-
dancia chapeos de sol, de seda e panniuho, da marca
inaior, pois teem32pollegadas,bem construidos em suas
armaces e boas fazend.is ; sendo estes os vtrdadtirot
guarda-chuvai i.iinbem ha una porcao de chicotes da
ultima moda de Pars, bengalas de Junco,, castOes ricos
e pontelras, borlo tas para o bomarranjo das niesmas; e
tambem se lazem todos os concertos em chapeos de sol,
pois para Isso liaum bomsortimenlodosobjectos inais ri-
cos e bonitos que podemhaver. Na mesma fabrica co-
brrm-se e concerlam-sc umbellas de Igreja. Tudo com
perfeicao e brevldade. Na mesma casa ha ricas sedas e
panninhos do gosto dos freguezes que quizercm apro-
vellar as arniacoes de chapeos de sol velhos.
labricante de oreaos e
T
Tresse, labricante de orgos
realejos, no Aterro-da-Boa-Vis-
ta, n. 21,
avisa ao publico que elle contina a fabricar orgaos
para igreja de lodos os tamaitos, com irouibeta; reale-
jos com tambor, campalnha, conlendo qiiadrlllias para
danca; as pessoas que o honraren! em visita-lo acharao
(entre outras obras j proinptas) tres orgaos para igre-
ja, ou outro qualquer lugar que sem duvlda nao tem
apparecido aqu; a duas linas, a clavcr, e a chave de
realejo por falta de organista, ou por falta de saber tca-
lo: entao se toca com a chave, como sefosse um realejo,
obtendo a meama voz, contend) nos cylindros a mlssa,
ou qualquer msica de Igreja, ludo reunido na inesina
obra; dito orgao-fortc-piauo : tambem concerta os ditos
instrumentos, pe marchas novas, concerta pianos e
quaesqurr insliuincnlos de msica, e compra realejos
j servidos.
___D-se dinhelro a juros sobre penhores de ouro c
prata mesmo em pequeas quaiiliat: no Aterro-da-
lloa-Vlsta, n. 58. .
__ Perdeu-scno dia20do corrente, na ruado Aterro-
da-Boo-VIsto, un co pcrdlguciio, amarellado, tendo o
nariz radiado a ineio, pequeo c robusto : quem o adiar
queira vlr enlrega-lo na rua da Cruz do Recifc, n. 9, ou
dlzer aonde existe fiara se ir buscar; gralificando-se gc-
- Vende-e um palanquim quasi noy e multoem
conta: na praca da Independencia, n. 19. ..ti,lo
= Vendem-se libras de retroz preto; ditas do sort,do
em cores de primeira qualldade; pennas de e,cr"
mullo superiores, em milhelros e a quarteirao. r"m"
de papel almaeo. brancoe azul; diUs de peso; ''""
carrejis de 200 jardas; gro.as de botes de wr'P'
lisos c lavrados: tudo por preco barato: na prafa u
dependencia, n. 4. .m = Vende-sc uina peca de gorgurao Jroxo com#i /*
covados, proprio para opas do Senhor dos Passo, \wc
ser fasenda milito rica : na rna da Cruz, n. !n.
AO BARATO, FREGUEZES.
Na rua Nova, n. 26, loja de Tinoco k Rocha, ven-
dem-se riscadlnhos franceses mullo flnoi, a WO rs. o co-
vado ; chita franceza a 280 rs.; lanzlnha para vestido a
320; chita finas de bonitos padres e que mio.desboUin
a 200 rs. ; cazimira preta; setim de Macau; luvas, iMi,
brlns, chapeos de sol, cortes de collete e madapolOes
milito finos, e outras muitasfazendas por cmodo preco.
Oh que pechinchas tem o antigo
barateiro para as senhoras
do bom tom !
Oh que riquissimase mimosas filas tem o. tlg0 ba-
rateiro na sua nova loja de mludczas da rua do Collegio,
n. 9, chegadas ltimamente da corte do Rio-de-Janciro,
pelo ultimo vapor as quaes sao da ultima moda que
tem apparecido nos ltimosdivrrlimentos e bailes, que
sao as seguintes: filas de cinto, para senhora, com
franjas de todas as qualidades da largura de dedo e
nielo c de dous. dedos ; lilas de guarnicao de todas as
cores e da largura de dous a tres dedos coin rranja so
de .i... lado proprlas para enfeites cguarnljilcs de ves-
tidos ; riqulssimos cintelros para meninos de todas as
cores eiom franja as ponas, de todas as larguras ,
brincos atartai ugados, proprios para a Qiiarcsma; ricas
travessas de tartaruga a 960 rs, o par do ultimo gos-
to ; lequcs de seda de todas as cores ; bicos prelos ae
todas as larguras ; e oulros mullos objectos, proprios da
.\AdRA DAS LARANGEIRAS N. U, SEGUNDO AN-
DAR, VENDEM-SE ESCHAVOS BARATOS.
Um molecote, do idade -22 anuos, sem vicios nem
achaques, e de elegante llgura ; um dito com olltcio
de ferreiro; um mulato de idade 23 annos, proprio
para nagem ; dous negros omitimos para o sefvico
de campo, por 83ty00O rs.; um dito por 25W000 rs.i
duas negras mocas por 670/000 rs.; duas ditas poi
850*000 rs.; urna de elegante Ggura, propria par*
aprcitder a engommar, por ser basUnle forte ; um*
por 460^000 rs., que engomma, cose, cozmha e laz
doce, ou troca-se por outra ; e mais alguna escravos
que vista dos compradores se mostrarSo.
No deposito de charutos da rua Larga do Rosario, n.
32, torram-se charutos por todo o dinheiro.
Charutos da Babia, de todas as qualidades; os verda-
deros S.-Felix; marca de fogo; regala de todas os quali-
dades; forma regala; noaplu/lra; sigarrosdelo Hacm-i;
ditos de la fama: todos esles charutos sao de exceiirnlM
qualidades, e torram-se pe? preco de 1*000, i/au.
2*000, 2^500 5/000 e 10*000 r porhaver grande porcao;
preco este por que nao se acha em parte alguma.
Vende-se urna porcao de msicas :
uoine igu... -
no IHario-Nwo de quarta-feira,
17 do cor-
l'UOCISSO DAS CHAGA8.
A irmandade do Senhor Bom Jess Oas Chagas, tendo
dcnalentcar aos fiis, em o dia 8 do corrente, a pro-
ciaso de Ramos, como he de cosluuie, tem de pedir as
pessoas das ras abaixo declaradas, que por obsequio
nneiram ter as suas ponas limpas. afi.n de com mais
pompa poder conseguir o brilhanllsmo que costuina:
",. dos Quarteis, ao sahir da igreja, pra9a da Uni.io,
rua das XJruzei. travessa da Ordem-Terceira, rua da
Cadeia, en. segulmento para o Recite, ras da Madre-
de'neos Moedo. CoidoniT, Vigario, Alfandega-Velha,-
Lincbeta, Cruz, Cadela-Velha, Collegio. Livramen.o,
Direita. travessa do Marisco, rua dos Martirio, Hur-
tas ateo dd Carino, Cainboa-do-Caniio, rua das rlii-
ret.Sfova. Trincbelra, estrellado Rozarlo, Queimado
ao entrar na igreja Outro sim, convida tamben,
aos Srs reverendos que quizerem acoinpanlinr a mesma
procissio, que venha.n paramentados de seus compe-
tentes roquetes, para muior esplendor da mesma. 1 am-
bem pede encarecidamente nos Srs. fiscaes que quei-
ram ter a bondade de mandar tirar os Unpedes na
tarde do itiesmo dia, afim de uo inipedliein o transito
dos asidores. N- R- A procissao sahe as 2 horas im-
preterlvelmente.
LOEHIA
DAMATl'.lZ
)A CIDADE DA VI? TOBIA.
Pela ultima vez. annumia o tbessoureiro desta loleria
aneas respectivas rodas andarao impreteiivelmente no
3"asJ abril prximo futuro sejaqual for o nomero
de bilheles tpie fique por vender. ,
... oi Sr. FrondscoIgnacio da Cruz senhor do en-
nhc Caite Junio a estrada da Maneota que val para
geiiiio o.. j dciar.r a sua residencia ou por
KXlglrq-!" P??da Independencia ns. 6 e 8.a
nCgocU deseu Jiacme.(ie VMconceoi ,n0 e
qui^lhe he lmporjante,.
vezes
annuncio
"---' Deseja-se fallar com o correspondente da Illm.
Senhora viuva do Sr. Joo de CarvaJhoPaes de Andr.de
na rua Diroila sobrado, n. 29, ou annuncie sua mo-
,a'Na rna das Larangeiras, n. 14, segundo andar,
agenciain-se compras c vendas de qualquer negocio ou
objecto serio que se incombirrin, e caso percisarcm de
fiadorc, dar-se-bit
. Aluga-se um ptimo arma-
zem para carne do Cear, sito na
rua da Prala com boas commoddades pelo preco de
lOOOO rs.; traspassando-se as chaves, tem o annuncian-
le^c recber 80/000 rs. pelos utensilios etc. .mas
prompto est a conceder um prazo para ser pago : quein
pretender dlrija-sc ao escriptorlo da rua Direita, so-
brado n. 29.
RIO-FORMOSO, UNA E SERIMIEM.
O abaixo assigndo previne ao tnp^UnlV^^*
orinente aos Srs. do Rlo-Formoso, Una *"'";''/
que ...lo compren, c nem faco negocio mLah
ousa acerca dos 3 eguinles escravo. : ranci.co. de 2o
anuos pouco mais ou menos ; Mauricio cabii e
moleque I.uiz : primeiro, com 5 annos. e o te.gundo,
de 4 pouco maisoi menos ; os quaes forain hvpotbM-
dosaSannuncianle..n Macelo, pordinl.eiro e,.iprettado
no dilo Jos I.uiz c nlli.na.nente penl.oradua e depos
lados para seren arrematados; ...as que no ultimo da
de pregan o mesmo Jos I.uiz de Sousa os roubou do
deposito e a noite fugio eom elle, em una barcaca para
o RPio-For,noso c con, elle, .IHjg fi^L*,.
- Precisa-sede urna ama para o servico mietao
de casa de pequea familia : na rua do Vigario, n.
25LpriTa!snedde^maama bnnea, que saiba coser,
engommar, o dirijir urna casa de portas para dentro,
preferindo-se portugueza : na rua Nova, ir. 25
_ Naolaria na ruado Cotovello, a primera de-
pois do becco da Barreiras, precisa-sede um tijo-
--0AUg".-..euin er.,o multo bo.n '^'v^u'rua
padaria : quem o pretender dirjase a Boa-Vista, rua
dU--Aluga-'se ou colopra-se uina burra que deleite: a
gi^A^eVtl^o^co'q ngulo Domingue,
Plo nao ,< de vender a serrara do Mo.iteiro porque
ella e.nbargadac dada a deposito por execucao de
Manoel pclicco de Queiroga : e quem a comprar sera
XueKienle e" deseca terquestOe, e porque
Ignora o litigio que ha obre a dita .errara, o que He
asta notorio.
nenie a pessoa que delle der noticia,
luga-sc nina casa Ierres na rua do Pa
adre-Florian
nerosam
no n. 41 : a tratar na rua das Cruzes.'n. II.
Deseja-se saber noticias do Sr. Bruno Jos Fcrei-
ra que at 1825'excstla no ei.gcnh Frechelra.Je quando
nao exista mais, e tenha lamilla o inesmo pedido se las a
esta: na.ua da Moeda, n.7 Adverte-se que estas n.for-
nlacoes sao exigidas por seus prenles de Portuga .
-.- Preeisa-se de um caixelro que tenha prauca venda de l4 a 16 annos, c que queira ir para a cida-
de da Parahiba : i* rua da Roda n. 48. ____
Precisa-se de um pequeo dos chegados ha pou-
co do lorto para caixelro de uina loja de m.udezas :
___Precisase de um feitor que saiba tratar de bor-
la eneherlare emenda de p antaede. : no Atcrro-da-
boa-Visla, n. 43, ou na Magdalena, estrada da rol re ,
" A mesa regedora da vencravel ordem teicclra de
S -Francisco convida a lodas os seus iru.aos a se acha-
rem no dia 20 do corrente pelas 2 horas da tarde na
sua lerda para o fin de oeompanliar a procissao de
Trinuipnoque te... de sahir da Igreja da venerareI or-
de.n terceira do tirmo no dito da, c espera de seus ir-
in.ios o comparecimenlo.
Compras.
_ Conipra-se mcia duzia de cadeiras, um sopha. e
una mesa de mel de sala, queja eslejam usados, e cu-
jo preco n exceda de 25/ a 28t)00 ras: que... l.ver d-
riia-se a travessa do Marisco, n. 12.
Compra-se algebra geometra e Irignometria ,
por Lacrolx em bom uso : na praca da Independen-
cia livraria. ns. 6 c 8,
Comprase um moleque de nacao de 15 a 18 an-
nos ; paga-se bem sendo de bonita ligura : na rua da
Madre-de-Deos n. 9. .
_. Compram-se por todo preco 25 D.nnni publi-
cados nodoniiugo ,2t do corrente cm que sabio a de-
fesadoSr. Jos Luiz da Silva Guiuiaracs : na n
Francisco n. 16, segundo andar.
__Compra-sc um papagalo bom Tallador; paga-se
bem : na rua da Cruz, 11.51- t^..
Compra-se um chapa de fogno que tenha 3 boceas
cm nielo uso : na praca da Independencia, n. 19
___Compra-sc una caixa de tartaruga usada: na rua
d0.-CCoiiiprani-sc moedasd'ouro de 6/400: na rua DireU
la, sobrado n. 29. .
Compram-se escravos de 1? a 20 annos sendo de
bonitas figuras pagani-se bem ; lamben, se compran,
alcuns ofliciaes de sapaleiro : na rua da Concordia, pas-
saudo a pontrzinha, a direita segunda casa terrea.
Compra-sc. na rua da Cruz, ...60 nina negnnha
de 12 a 14 anuos e que tenha principio de costura ; um
preto bom cozinheiro, que nao tenha mais de "
""I'- Compra-se um par de dragonas para official su-
balterno da guarna nacional, porin que eslea en.
bom esiado : ucsla lypographia achara coin quem tra-
tar
Vimlaft.
na rua da Cadeia-Vellia, n. at).
- He verdade que na rua Nova,
loja n. 8, o Amara! est vendendo
sapato. francezes de marroquini
e cordovo, para senhoras, a 880
rs. o par: a elles, freguezes, antes
que se acabem pois que por se
melhante prego no custaro mul-
to a vender-se.
Venden.-se los de linho prelos bordados
de seda, multo superiores ; sarja de seda
hespanhola legitima ; alpaca preta inulto
lustrosa c lina ; ricos cortes de collete de
setim preto adamascado; merino preto n.ul-
lo fino ; casimira franceza clstica e .em
S^ le .aira de lucia casimira a 3/500 ; panno
preto e de cres.dc todas asquaUjlade., as-
Gra
Po
_ Vende-se urna parte do sitio denominado Casa-
rTnde no lugar da'povoacao do Loreto : na Cinc-
ntas n. 4, junto a Igreja do T-rfo.
... Vendem-se latas de inarmclada de si
superior qua-
lldade na rua dVcadcia uo'ncclic O. 2, venda de Jos
G0JlVended.eFrpdarla do Corredor-do-BIspo ... 8
nrompta a Iraball.ar c que tem commodos para laml-
Fla. e boa cacimba d'agoa de beber : a tralar ... es rada
de Joao-Fcrrcira ludo da Soledade para o Mangulnho,
0.19. *
de calca de nina i
reto e de cres.dc -
si.u como um completo so. tmenlo de la-
zendas: ludo por preco mais en. conta do
que c... outra qualquer parte : na nova lo-
ja de Jos Horeira Lopes kC, na rua do
Oiieiniado, na casa ainarella, n. U-
Na rua da Cadcia-Vclha, n.
29, loja de 3. O. Elster,
vende-se vinho do Torio de diversas
qualidades ; dilo da Madeira. dito de
Sherrv ; dito de Bordeaux ;d.to Chateau
la Rose : dito S.-Julien, dito do Rhei-
no : ditodo Rlieine-mousseux ;dito lene-
rife ; dilo de Bucellas : dito de Carcavel-
los ;dilo de Lisboa \ champanha sellery ;
dito marca cometa ago'ardente de Fran-
ca i cl.erry cordial ; marrasquino ; gene-
bra de Hollanda ; ponche fino da Mus-
sa : cha preto ; dito hysson c perolt; bis-
couto fino de Hamburgo, enlatas v.dros
de conservas de verduras j charutos rega-
la finiSSmos,da Baha ; velas de compos.-
c5o; latas de carnes e verdura em con-
servas. Advertc-se que tudo he da melhor
qualidade e por precos rnsoaveis.
INTF.RF.SSF.|GERAL.
^ j .k.,r esta cidade a importanlilma obra
i iSSSSl b.gervacoessobre o com.nercio do assuc.r-
in* VrMadacuradaeanna e labrlco dos aeiupro-
delol ,rcf,.po,.a pelo insigne 1)..George Eduardo air-
banks Esta obra be de utilidade summa para os Srs.
i, "ngenho. fazendeiros e lodas as ...ais pe.soas inte-
KIMdatneu importanlc ramo de industria, c par.
torMr mais convincente esta verdade basta coniiderar-
,e que o seu autor foi ltimamente comiiussionado, pela
Issembla provincial da Bahia a viajar pelas Indias )c-
eMrniari. aum de indagar, observar e colber todo o
ielho.amento, que te.... havido na cultura da ca
fabrico do assucar. e de conseguir-e toda a 'idade
em um do.princlpac ramos de riqueza que mal. pdd
assegnrar a prosperidade de.te^ imperio.
I Vende-se na loja de J. C. Ayres, rua *jtl adela-do-
Recife, e na livraria da esquina do Collegio.
>*
I
1


Vende-se ura botiquim, no Forte-do-Matto, na
ra do Codorniz, n. 28, cora todos os pertences.
Vende-se cerveja branca, em barricas, de mui-
to boa qualidade, e por prego commodo : no arma-
zera de Fernando Jos Braguez, ao p do arco da
Conceicilo.
Vendem-se pecos de chitas a 4/600 rs ditas
finas, cores fixas/a 5/600 ris; e 500 covados, cm rc-
talhos grandes e pequeos, a seis vintens; sarja pe-
la, de superior seda, a 1/400 ris : na ra estrella do
Kozano, n 10, terceiro andar.
Vendem-se tres lindos moloques, dc Ha 16 an-
22? S-mo,.at,nho do H 8nnos> ProPrio P" Pren-
der ollicio; tres pretos com habilidades, de 20a 24
^'rT ^reta de idade' Por -00^000 rs : na
vende g'' "" 3' se8undo lldar. s<>dr quem
. Vende-Se um relogio do ouro, moderno, por ba-
rato preco : na travessa dos Martyrios, n. 2.
Farellos de arroz! Farellos
de
arroz
i
ru *. *eS ,:, i'"1 e Piritosa substancia nu-
I.h-Mipara 5usttn, decavallos; as vantagensj co-
Sr P P0,suido'. dispensan de mencionara
presencia que deve ter quat,,uer oulro: vende-se em
ir^u. dC af.05?9' ar,,,a"'" Je llarcellar, dc-
,, T f Mcad,nhd Alfandega, ouna ruado Vlgario,
i. o, a tratar com J. B. da Fonseca Jnior.
_.~ 'lua da Cruz, n- & vendem-sc caixas de tartaru-
cat soHf"&' Ccara l)ni'rica5 de scb0 do Aia-
Semcntc de horlalicc.
i^a.""' fcra,a,",tos. nabo, couve-nabica, couVe-flor,
broce,, tr.nchuda, .alca, coentro de toceira, cebolla, cs-
pinalre. repolho, alface repolhuda, dita allemia, dita
naiuroca toteas, .cnoulas, almcirao, atpo, tomaus
grandes, chicoria, chlcarola, segurelha. pi.upinella, frl-
^ITdTV.Y,V"ha ?'," CV,ha d''ta. fava. el ,-
da cun! ffl 6Ue R0l'", l Te,,den'-se "a '"
Ra do Oh ('ni a do, d. f 1. "
^l8Ji-J.a -V.1 de RaJ;m>doCario leite acha-se um
,, P'^.. r,1",,c"t0dcfaiendas nnas p> con-
, ,,V ; '9'"' co"10 ppeos do Cbili Anos e or-
""" feu.oso panno de linho. e as chitas a.sell-
nada.pr.-tas; chales e mantas de seda; cortes de cha-
l os mais modernos que lia merino e alpaca fina ; o
verdadclro brim de llano de listras, para calcas.
Na loja n. 4, de Ricardo, ao p
do-------i- o .
arco de S.An(onio,
cores fixas de ricos estampados a ICO. (80, 200, 220 e
w rs. o covado.
Ve,,d""-c-coesda exllncta compaiihia de Pcr-
"l*!. tJ*Efr*k*: "a rua da Crul do R'cife, n. 9
escrlptono de Oliveira Iruiaos t C,
de Lisboa sortlmento a vontade em calxotes peque-
nos ; mercurio doce cm caixlnhas da 3 c 5 libras : v-
nho do Portoi, inulto superior, em barrls de oilavo ;
dito engarrafado cm calxotes de 18 garrafas cada um ;
cal vlrgem superior, de Lisboa, em barrls : na ruada
Cruz no Recifc, n. 54, cscrlptorio deMcndcs c Tarrozo.
Pannos pretos finos
e de cores, e nevos na loja ; verdadeiro setiin c lentos
de Macau; chapeos deso, de seda; casimira pretaelas-
ca los pretos; sarja hespanhola; e todo osortiiiiento
de fazendas finas proprlas para a Quaresma : na rua
do (ueimado, loja n. II, de Hay-mundo Carlos Leite.
Vendem-se 12 cadeiras, a 4/800 rs. cada uma.euma
cominoda por 35^000 rs. ; tudo novo c de anleo : no
ruadoRangcl,n.7.
Vende-so azeite lino de gerselim, para comer e
I ara luz : no deposito de azeite de carrapato na rua
la Senzalla-Velha, n. 110
Vendein-se cinco escravas de 18 a 25 anuos, todas
com as habilidades que sao precisas para urna casa de fa-
milia, nina das quaes he boa costnreira e cngmninadei-
ra, e vende-se para Cora da provincia; um lindo ino-
lequede iO a 12 annos; um mulato de 18 a 20 annos, de
elegante figura; um moleque de 18 a 20 anuos, bem ro-
busto : no pateo da matriz de Santo-Antonio, sobrado
n' 4.
Vende-se sarja de seda preta ; nielas de seda de
patente e ricas luvas : na praca da Independencia, n. 39.
O novo barate iro da loja nova,
ao p do arco de 8. An-
tonio, a. 4,
avisa aorespeilavel publico que tem ricos pannos para
mesa, de casimira lina com vistas e passagens hist-
ricas a 25/000 rs. cada um ; ditos de laa e algodiio ,
com .icos desenhos., a 4/5000 rs.; pannos linos de to-
SU& cores' e pret" muito superior, de 4/000 at
i0jm is., verde e cor de vlnho de lindo panno a
b/.)00 rs. dito azul para farda, de 4/a 6/000 rs. : luvas ,
tanto de pellica como de seda e de algodao com borra-
cha para homeui e icnliora. Diio-se amostras sobre
penhores.
VELAS DE CERA DO IU0-DE-JANE1RO F. DE LISDOA-
Ve nde-se sorlimenlo completo de urna a 16 cm libra;
bogias de 4, iefcem libra e barandes quer em caixas
grandes sortidas qut'r em caixlnhas de 50 libras de
cada qualidade ; ludo ao gosto do comprador : he a me-
more mais aira cera que tem apparecido e pelo pceo
mais barato possivel. Na rua da Scnzalla-Velha. amia
zem de Aires Viauna n. 110.
-- Vendc-se cera de carnauba a 4^500 rs. a arroba ,
c conforme a poretei se dar mais em conta : advcrtln
do-seque he da inelbor que teln viudo. Na rua data;
deia-Vrlho loja n. 29.
-- Vende-se cal virgem cm nielas barricas cjiegada
ltimamente ; cala, vaslas para assucar uina porcao
de pesos de ferro, deduls arrobas; sei ras grandes para
serrar madeira ; ludo por preco commodo: na rua da
Moeda, armazera n. i7.
Vende-se uina espada praieada ; duas barretinas i
um par de escamas; urna canana por prec commo-
do : na rua das Ti incleiras, n. 46
AVISO
aos Srs. de engenho
Va rua do Crespo, loja n.12,
de Jos Joaqnin da Silva
Haya, vendem-se
cobertores de algodlo, muito encorpados, proprios
p^racscravos; bem como urna fazenda de linho a
mitaQflode estopa, Tortee propria para roupa do
escravos e saceos para assucar; tudo por prego mui-
to barato.
Na rua do Crespo,
loja n.fctt, de Jos Joaquim
da Mi va Haya ,
vende-se alpaca preta a800 rs oco"vaiIo; dita muito
nrna.APrCif -.de ^ Pr bar8l PrC0 i "Crin
preto, muito superior ; patino fino prcto e deco-
res; casimiras elsticas, de duas larguras, para
calcas a 6000 rs o corte; velludo; orgurffo de' se-
fuJ^, ",laraC,(?ll.ele;tu(l0 t,r "eco commodo;
fusWes para colletcs; e outras multas fazendas
udVelO\?S.C0m P8ra ve8tidsd^enhora;
fi#4nArndr,'I",e/'Ji0S mMlcno Pefas de ouro de
rfa d, ?Vh S"T? "-?las seu C'"''P<-'ente peso : na
Comtanhfa U ^ ReC'fe "' *' "Sa d' Ja"'" W &
t AVISO
Assenhorasdobom
gosto.
Na ruado Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquim da silva
Haya,
ha um novo sortimento das ricas mantas do lanzi-
nna eseda para sonhora as mais modernas que se
usam na Europa e por isso se tornam recommen-
uavcis as senhoras do bom gosto, bem como aquellas
que usam de economa, tanto pela boa qualidade e
ricos gostos, como pelo baratissimo prego de 5000 rs.
cada una ; ha igualmente um rico sortimento d
corles de vestidos da rica fazenda denominada ba-,
zuiini. Esta fazenda he de cores escuras, bordada
ueiistrasequadrosos mais claros, de lindos dese-
nhos, cOres lixas e bonitos tecidos e por isso muito
proprios para o lempo de quaresma e de invern.
A 1440 rs.
Na loja nova n. 4, de Kicardo na rua Cacspo ao n
dr',"n,Crt afamada fazenda pellc-do-diabo padres DOTO* taes
equaes o da casimira franceza. ovos, taes
A 720 rs. eada um.
Na loja u. 4, de Ricardo na rua do Crean, ao p do
arco de S.-Antouio vendem-se lencos de seda pai
nios e meninas, pelo mdico preco de 720 rs
Panno preto fino de extraordina-
ria largura, a i^GOO rs. o
covado.
Na primeira loja do Aterro-da- oa-Vista n. 10 ven-
Sififi Pann"Pr<'to no de largura extraordinaria a
MOUO rs. ; dito muito uials fino e superior a 5/500 rs ;
alpaca superior a 1/200 as. (he pechincha ).
Vende-se um srllini de montai a de. seuliora e ou-
ti-o de hoinem ambos em bo'm uso ; urna rica cadei-
rlnha de arruar ; uina espingarda de dous canos e ar-
ranjos de caca ; uina moleca de nacao propria para o
campo : tudo pertrncentc a uina pessoa que se retirou !
ua rua da Senzalla-Vclha, n. 110.
Ao publico.
Kicardo & Conipatihia com loja de fa-
fazendasao p.do arco, de S.-An-
. Ionio n. 4.
Os propietarios dt-ste novo cstabelecimento teem a
sunima satisfago de oiinunciar com preferencia as
senhoras esenhoies amanlcs da decencia e do sublime
gosto que teem successivamente sonido o seu estabe-
'eci.ncnto con, faiendas linas tanto apropriadas "ao
sanio lempo quaresmal como quelles que, sendo de
gala requerrm mais biilho, galhardezae loucainha, que
levando subida vantagem no sublime gosto c supe.io-
ridadc na qualidade em qaesquer outras que encon-
trar se possam estilo alcm disso cm preferencia a
quaesquer outras por mais balxo e modicoque seja seu
pre9o : e para que os concorrei.tes tenham disso uina
alhimalivae nao contradictoriasprovas, abaixo se decla-
".?s P,e.s dc alBumas Uellas, por nao se poder T-
pelo limitado espaco de uiu annunelo :
JUMO E PRIMOR!
NA RUA DCRESPO.I.O-
JAN. ll, DE ANTONIO
LUIZ DOS SANTOS
b COMPANHIA.
He iucontestavel que
em manufactura de gosto
o MIMO L PRIMOR de todas a* sedas e sarjas pretas ,
brancas e de cores achamalotadas, 'lavradas e lisas ,
que ie annunclam sao merecedores da benigna pre-
ferencia dos amadores do que he bom :-assliu se re-
commenda e conta-se que a vista da sua especlalidade ,
nao restara nada a desejar para possulr-sc oi a com-
pra o melhor gosto e qualidade em collctes riquissl-
mos e vestidos para senhora, que satisfacam o mais cus-
toso porm honesto e primoroso de seus adornos
quaresinaes.
= Vendem-se moendas de ferro para engenhos de as-
sucar, para vapor, agoa c beatas, de diversos tamanhos,,
por preco commodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, dc todos os tamanhos: na praca do Corpo-San-
to, n. 11, em casa de Me. Catmont Si Companhla, ou na
rua de Apollo, armazera, n. 6.
Bta loja nova n. 4, do barate i-
ro, ao p do arco de S.-
Aolonio, vende-se
/300
V0O0
B
1/000
~7/000
7/000
1/580
3/000
25^000
ler de todas
sarjas pelas largas de boa seda hespanhola a 2/ rs.
SSStt: aa.fSlr*,,a', de'ui"' superior qualidade,
?V300 ''?'AJlta esUcila laviada dc mullo superior
seda a 1/800 rs.
.- superior
. vestidos de seda do urlhor eosto .
blancos a de cores lavrados c acha.nalotados a 2f
d,'rteCa, wina ,>aCa 'le lu2lro' da ",ais S'-Perior quali"
dade a 1/440 i s. ; corles de rollete dc velludo de aua-
restidos genorezes, com listras de seda eque seus avi-
vados larrorcs excedem no goslo, apparencia e brilhan-
is.noa propria seda ; ditos de cambraia dc cores de
lindos estampados a 4/e tyOOO rs. ; ditos dc lanzlnha,
do inelhor gosto existente no mercado e com primo-
roso lavrado.a u/>400 rs.; corles de velludo branco lavra-
ra me-
cada
Vendc-se.na ruada C/uz, n. 23, "
cera em velas, de urna dos mellio- l
res, fabricas do Rio-de-Janeiro ^J
l^j sortimento vontade do compra- -j
jg{ dor, em caixaa pequeos,
liji prefo mais liarato i
,p, tra qualquer parte.
galdes rendas
competente penhor.
No Aterro da-B
va n 24.
Oao-se amostras, sob
oa-Vsta, loja no-
vende-se

o que eni ou- g
A
'%
rrl
-Veode-seuma escrava multo moca, sadTa e"r
rloV^aS? Para lod serTi5o: ni '? o n-
Vende-se cera em velas, prximamente chegada
para grvalas,
nao do senhora; cambraia lisas muilo linas prfa*
zer lencos para cabeja de senho'.a c outras fazendas
baratas, como sejam : chitas pretas con. listras azi.es
J^'\;9maS PrCla fCh55?,0,aa? n"eind0 -dala:
m i5wn cova 100 200 c240 rs. ; mursulinas de cores a 240 rs o col
vado; (esta fazenda he muito bonita, pois lingc seda) as-
sun como meias pretas finas, para senhora e para pa-
dres a 240 rs. o par. '
. Ve'>dcse um scravo de 20 annos bom cozinheiro
eoolieuo; una parda com duas lilhas tima de ti an-
h,r. a.Ul? U? 4L' a(|ual cosp- en"""", faz renda
he boa tecedeira de panno de algodao e faz redes 4
escravas boas para todo o iraballio ; uina dita boa
quitandeira, e que faz boliuhos epo-de-l da toda i m
quabdades; una mulalinha de 14 annos con bon!
ne'iroairr" "ab,dade* : "a "!* d ^ 0*8f
bonTemdoe$LU^ CO"""oda de amarello usada e em
Roiirto*.3 Pref co'"'0'; rua estrella do
Primor e bom gosto para vestido o covado a .
Maulas de cambala lavradas de seda, a .
I!.irados franeczes, o covado a .....
Ditos largos, a......
Luvas pretas de seda, com dedos .
Cortes de fustao de laa e seda para collcte, a .
Ditos de seda e de setim lavrado a franceza
gosto asseiado a..........
Inhales de lila e seda gosto rico, a 6/400 e
Gambrldcs para calcas fingiudo casimira' lls-
liaa, o corlea ,......
Casimira preta superfina, o covado a '. '. .'.
Chales de seda dc ricos lavrores de 15/a .
Diio-se amostras sobre penhores.
Vende-se, noprimeiro andar do sobrado n. 3 da rua
do Aterro-da-Boa-Visla, urna arroba de prussiato dc po-
tassa (.-yanoferruro de potaiiium).
A 10 rs.acaixa.
Palitos para tirar fogoj de pti-
ma qualidade ; vendem-se na an-
(i^a rua dos Qu*rteis, na terceira
loja de miudezas, n. 20.
\ a rua da Cadeia-Vclha, n. ),
loja de &. O Elster,
vende-se um grande sortimento de pellucia de seda ag-
slm como todo o material para fabrico de chapeos.
IVa rua do Crespo,
loja n. 12, de Jos .loaqtiini
da Silva lUaya,
vende-se superior sarja preta hespanhola ; nobreza
7 c 11,,lto suPerior e muito propria para capas
no Sr dos l'assose outras irmandades; rices cortes
dc seda para vestido de senhora ; meias de seda pre-
las e brancas, as mais superiores que teem appare-
cido, tanto para homem como para senhora: luvas
de seda ; chales de seda muito modernos e de lin-
dos goslos; cambraia de linho, muito fina: lencos de
cambraia de linho bordado*, para senhora, dos mais
unos que ha por muito barato preco; esguio de
puro linho e muito fino; platilha de linho ; e outras
muitas fazendas que scro patentes aos comprado-
res e por barato preco. y
O BARATEIRO.
Loja notan. 4, deliicardo U Companhia ao p do arco
dei.-Anluiiio, na rua fin <.'.
bramantes; bretanhasde linho; esgules; manta, j
"da ; Irlanda, sortlmento novo, em preco ,'*
qualidade; luvas de algodSoede seda nielas dc alL
dao e de seda tanto pretas como brancas parn h~
nemesenhora; c outras multas fazendas que serh
longo enumera-las. 4 r"
~ Vende-se, por preco commodo um carro dero.
das, bem construido e quasl novo; no Hospicio, cochei
ra do Emilio Francez se dir quem vende.
Vendem-se dous sitios nina
casa terrea nesta praca ,
tudo em chaos proprios :
.'3* 5ftPrrto ,r,,a P'afa o primeiro com dUll
casas de peTfra ecal, urna das quaes tem solio Torno
estribara para dous cavados e outra para gado ambo!
com bastantes commodos para grande A-milla, com 5
. y.urS.de p?ixe P^'opara 8 a 10 vacca de leite
multo boa baixa para inelfies, melaneia* e-cautn an-
imalmente, com mullos pe"s do coquelios, laraneclras
e outras frnctelras ; este rende 400/000 rs. anHoatmente
o segundo ao p do dito com casa dc 'pedra e cal
inultos pds de larangeiras e outras fructeiras porlo na
estrada; ambos os sitios teem boas cacimbas d'aaoa d
beber, e este rende 200^)00 rs. : a casa terrea he fita ,
balrrp de S.-Antonio e rende 16/000 rs. mensalmenie
r-sies predios vendem-sc juntos ou separados e nara
islo trala-seno Aterro da-Hoa-Vista n. 21.
No Aterro-da-Boa-Visla.n.84,
rendem-se sapa tos para meninos, a lOO rs. ; ditos oar.
f TA Km dePanno' '/00 rs. ; ditos de IUS
tro a 1/440 rs.; ditos para homem de marroqu,,,
a stu rs. ; ditos de panno ede lustro, a 1000 rs.; dito
de cabra a 580 rs. ; ditos dc cordovo a 600 rs
borzeguins pretos e de cores a 2/800 rs. ; botn r
ineios ditos ; sapataes Inglezes a 3/000 rs. ; pellos d
inarroqiiim, a l^TOO rs.
Livraria da rua da Cruz do baii \
ro do Reeife, n. 5G.
Para uso dos ecclsiasticos e dos
devotos tir a Semana'anta
Ofllcium Hebdmada- Snela-, secuuduin Missale K
Breviarium Roniaujiin, Pi V. PontiHcis Maxiini iussu
edilum, ClemeiitisVIH.ac Urbanl VIH. auctoritatc re.
P.f "ollu : |,crna"'uui;I ex 'JP' vulgo dc Snelos &
'.. 1846. 1 vol. in 18, encadernaedes comnium e rica
impressao boa em typos bem leglveis e grados. con
a rubrica em portuguz.
Horas da semana santa empregadas na licao e me-
dita9ao dos princlpaes offlcios e sagrados mysterios
dcste santo teuipo tradutldo* e expostos na lingoa por-
tugueza por Fr. de J. M. Sai memo, edlcSo elegante,
emd, encadernacao rica e commuiu. Veudein-se or
preco commodo. '
-- Vende-se una preta de naci, que lava de var-
re(la e tem principios de engominar, com urna cria de
anno e mel : na rua do Pilar, a: 83,lsegumIo andar.
Vende-se urna preta de naci de bonita figura
inulto moca e sadia .pie cozlnha alguma cousa cose e
lava inulto bem : na ru doRangel, n. 26, primeiroan-
(lar.
-7- Vehdem-se cixOes de pinho cou 5 palmos e
ineodecomprido e 4 de la.rgo: uesla lypograpliia.
Vende-se ma casa terrea namatla da Torre, com
cominodos para pequea familia, com todas as bem-
leitorias que existem no terreno e se cede a pose do
mesuio terrrenoque lem 200 palmos de frente e 1,200 de
rundo ; tudo por preco commodo : na rua Direita .
n. y,
"" Vr"d<;in-se no armazem de Gulmar.es defion-
ledasescadlnhas da alfandega, laus com sardluhas
Iritas por commodo preco.
Vende-se moeda dc cobre, em barrls de 100/ rs.
em casa de Frederico Robilliard rua do Trapiche-No-
*o, n. 18.
- Vcnde-se, na rua Nova, n. 5o, um
alambique,-com sua serpentina, para res-
tilar toda a qualidade de espirito, por pre-
co muito commodo.
Escravos Fgidos.
-Anlunio, na rua do Crespo.
-1:,:,.n_cJtnbclfcl.l"en,0al"-'0-se bontem c como esteja
qualidade "
considerarlo
conhe-
sonido de fazendas todas novas em gosto, qualidade
proprlas desta praca olfereccm-se a cons "
dos Ireguezes os piceos de algn, as del las .ais
.....!;. *dllV^lfS 1ue ".Prceoi de todas as mais que
outra qualquer parte. em.asSodc serem comprada,"
dinheiro, novas cfresquinhas, con, sejam: lencos de
a'lVoO^Vvar?;"" "* ^ "h C ** <
lavrores a i/000 rs
existem inaravilhosamenlc sonidas ueste eslabclcd-
!'."'."10 Sl,. Pur npradas a
leiij
da Iu-
.... padres,
corles de collete de fusto de ricos
; brim branco de linho a 800 rs.
france ,d'/'T t"M|"dQ ,al > casimira
traiiLcia e do mais superior linho a 2/000 rs a vara
aa&Ora Cdue> f i5-0'"" ,a.V'ad0 dHco" padrees |
Mi V* a "i"' boa r,,'da. e en, peca de
A^ndn $T uP-rior la""da cortes de sssa
Tt'1-''"' em eo"' levam va'"f"" toda, as
sedas pois sao una uiaravilha de estampado e suneiior
cambraia a 5/000 rs. ; pannos linos de toda, ,, core,
francezese ingle.es, e de todos os pre9os, ..ovos e em
foll.a ; sortimento de chitas novas c fina's ; de c-hale. de
Ha e seda e de seda tudo novo en. gosto e uadnV.
sarjas e set ... Uso. de cores blanco, e pre?,1 a^
cau superiores e de varias quajidades ; ca.lmlraVDre^
ta. e elasUea. superiores, de 3 a 4/r. o vado- bSu. ;
Desappareceu, no dia 10 do corrente, as olto horas
da noile, urna preta crioula natural de Caruar, alta ,
chela do corpo, rosto descarnado, pernas c bracos gros-
sos ; representa ter 35 annos pooco mais ou u.enos;
levou vestido rxo cort lavrores encarnados um irou-
xa com urna camisa de algodao enlrancado e um ves-
tido verde coui listras largas de Cores. Esta p.-ela foi da
Senhora Florencia Hispa Portugal que mora en. Carua-
r para onde se suspiita ter ido cm algn, combojo :
quem a pegar leve a rua Imperial n. 43 que ser re-
compensado.
Fugio., no dia 31 de outubro de 1843, do poder do
abaixo asslgnadoj^ urna sua escrava crioula de nome
Mara da t.'onceico com oa- sigo.es seguintes : esta-
tura e g ros, ura media, ol,os grandes e avermelliados,
pt!s lucio apall.riados cor alguma cousa fula, dc 40 c
tantos annos con. un. signal visivel no rosto, Junto ao
queixo, que parece lima deniada. Ksta escrava foi capti-
va do Sr. inajor Jos Egidio Ferreira que a vrinJcu ao
8r. Manuel Joaquim Pascoal Ramos, e este a venden ao
abaixo assignado poucos das antes da fgida : ha no-
ticia que esta escrava andava cm llarreiros ; a mis dizia
que era forra e a outrn. que era escrava do Sr. Jos
Goncalvis de.Farias.al que a apprehriideri..u na ...esma
povoafao de Ba.reiros, e poneos das depois conslou que
rugir da priso e agora tem-se noticia que, anda ven-
deudn fitas e l'a/endas ou iniudezas pelo Rio-ForinO-
so Serinhaem e seus arrabaldes. Itoga-sc as, autori-
dades policiaes ou outra qualquer pessoa que a encon-
trando, appreheiulam e remellan, para esta eidade' do
Reeife a entregar na rua larga do Ito-ario sobrado
n. 44, onde ...ora o abaixo assignado que pagar toda
a despeza que se f.zer com a captura da dita escrava e
gratificar a pessoa que a entregar.
Hannel Ferreira Anlur.es Y.iHofa.
Fugio, no dia 18 do coneifle uina cscrara, de
nomelzabel, de 20 a 22 anuos cor bem preta com
todos as denles da frente rosto redondo ; [en. na. eos-
las uns calou.binl.os, slgi.aes de sua ierra; foi escrava
do Se. lente Delgado,.- foi vendida ltimamente na rua
de lionas a Senhora HerciilanaSei.horinl.a. Ksla escrava
coslu.nava andar pela cidade BarrO aopdo Giquic
Fra-dc-Portas ; levou vestido cassa dequadros ver-
des, panno da Costa novo. Hoga-se as autoridades po-
liciaes capilacs de campo e pessoas particulares de
apprehcnderi-m e levaren, a botica do Sr. Chagas que
recompensar. -
Fugio, no dia 10 do corrente um rscrav de no-
me Agosnho de nacao Angola alto, cor preta, den-
tes limados muito a'rgre quando falla, corpo refor-
jado pernas finas; consta andar pela Passagem diien-
do que paga semana ; levou caifas e camisa de algodao ,
c mais cal^a < camisa linas e novas : quem o pegar leve
a rua Imperial, sobrado ... 39 que se pagar todo o
liabalbo.
C"TT-----------
PERN. : NA TtP. DB M. f. DE FARU.
-1847.
MUTILADO


Full Text
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