Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09873


This item is only available as the following downloads:


Full Text
iW-
/ fino de 1847.
Terca*fera *3
O DIARIO puhlca-se todos os dias, que no
r.em ,le guarda o preco da asignatura he de
1,000 rs. po. qu-rl*^. pap ad.tlado,. Os an-
.. .1. ti.iiiaiHes sao inseridos a rns.io ile
;;:nrr.,w?uni.a, w j**^
PIIAbES DA LA NO MEZ DE MAftqO.
I na cheia a 5, os 4.8 minutos da manliaa.
Miiwoante, a 10, asi lloras e 18 mu. da manli.
I ua nova, a 16, as lloras e 47 min. da Urde.
Crescente, a J4, > horas e JO min. da Urde.
PARTIDA DO CORREIOS.
Goianna Parahyba, as segnndss esextas ft,.
Kio-Urande-do. Norte quintas Celras aomeio%a
Cabo, Siennliaem, Rio-Formoso, Porto-Calvo e
Macelo, no i., i il e ii dedada mei.
(arauhuns e Bonito, a lOel.
Boa-Vista e Flores, a I 3 e J8.
Victoria, : r,ui.,;. miw.
(Jlinda, todos os dias.
PREAMAR DE IIOJE.
Primen-a, as 10 botas C minutos da manliSa.
Segunda, as 10 horas a SO minutos da tarde.'
de Marco.
Anno XXII.
N,6T.
DAS DA SEMANA.
1- Secunda. S. F.mypdio. Aud. do 1. dos or-
phios, do 3. doc' da r. e do J. M. da 3 v
18 Terca. S. Victoriano. Aud. do J. iloc.iT.da I
T. e do I. de paz do I diit. de t.
14 Quarta. S. Latino. Aud. do i. do cir. di
Ir e do 1. da paz do I dist. de t.
It OuTttU. %. % Ar..-.t:r.c;ivSo de fo* ?=-
nliora.
28 Sola. S Ludgero. Aud. do J. lo civ. da I.
v. e do J. de paz do I. di-t. de I
i7 Sabbado. S. Roberto. Aud. do J. do cir. da
I. v. e do J. de pai do I dist. de I.
18 Domingo. S. Aiexaodte.
CAMBIOS NO DA Ji DE MARCO.
Cambio sobre Londres a 80 d. p. I# rs: a flO di.
a Pars 31 !> rs. por Tranco.
Lisboa > de premio*
Desc. de leltraade boas (irin.s I '/4 p.*/e o mez.
Ouro-Onrasfllpanholas.... 18>400 a JIOhA
Mcedasdeemovalh. 1*|00T) l00
. .i. aiiaa no- iRfnnn a Ififion
daifooo...... tfoM a *too
PraU PaUces ,....... J|'00 W0JO
Pesos columnares.. liio *7M0
Ditos mexicano ... i|noo ifeVi
Muida............. IJOOO a 1*810
Acedes da corap. do IUiwribeile50j000.ra.aO par.
DIARIO DE
PERNAMBUCQ,
SESSAO KM 20 DE MARCO DE .$.
PRESIDENCIA DO SR. IODU TEIXElIt.V.
(Coaanudo do n. antecedente).
lio liilo, julgado objecto de delibera;. c inundado
imprimir o projerto da lei do orrameiilo provincial para
o auno de 1847-1848.
USr. Sello (pelaordem): Senhor presidente, V. Ex.
e a casa me pe doarao se llies necupar por alguna Instan-
tes a atlen;n com materias que, pa recomi allieiaa. das
llssas discnsses, uo deixam de ler cun ellas certa re-
ia;ao.
Consta-me que no .dador acabo de ser calumniada da
mancha a mais horrorosa. O que disse esse pasquim a
nicii respeito ignoro Vida, porque nao costniuo lelo ;
mas seja o que for. sendo publicado sob a arsponsabill-
dade de algum Bonifacio-, ou outro espadanchiiu azado,
para castigar assini a ouzadi.t com que discut na casa
dirersiis Cactos pblicos e importantes, cuja responsa-
liilidade toda inteira pesa sobre acabeca dos Individuos,
de quem se reconbece'tn escudeiros, iiiq merece rc-
posla.
A provincia nos condece, e nao dcixar de fazer-i)os
a devida jiistioa.
Podem,puis,o Lidador equalqueroutro oigam daquel-
les que nao consegulrain combatir oa mrus discursos,
mas que procuran! atirar-me u cara as mazrlas, deque
cstiio cobertos, descomporem-ine, como Ihes nprouver :
viuguem por esse molo, proprlo driles, as pretendidas
( densas de quem Ibes paga, ou acula para o fazerciu,
eerlos de que os entregare! armpre ao desprezo, a que
le. ni direito os Instrumentos vis de alheias paixes, ou
quem, nao se atreveado a levantar aluva que ein lugar
couipeteute Ihe lauca un adversario, que nunca llre vol-
tou o rosto, manda-o insultar publicamente por qualquer
inisseravel. Todava desafio a uns e outros para que pu-
bliquen! as provas de suas assercues temerarias, pru-
nieiteiido nao coinmenta-las em sentido algum. O pu-
blico as apreciar, e > apreciarao dille nada (cubo a
recelar.
ciiti'ura cbamei aos Iribtinaes, quantos sob scu nonio
me Janearan! calumnias seiuclhnntcs: os julgainentos
lucilei ideis a esse respeito sao geralmente conhecidus ua
provincia: boje que gloria lrr< i em faatV castigar pclot.
ineinos Cactus, como calumniadores, individuos sem no-
nio, ou cobertos de Crimea horrorosos ?
Por cstaa rasoes declaro a asseiubla que nao entrare!
rni 119a com adversarios dessa mal. ni, e que fazciu alar-
de da propria ignominia. Se quizerrm replicar-ine aqu,
ou Ibes darei a resposta conveniente : e do contrario pu-
bliquen! as provas duque suiborom contra iiiini, na
1 .un ioeao de que au temo ossa publicaran.
ORDEM DO DA.
1)I>< 11 uo do parecer da rommio de commerrio, sobre a peti-
caO dirigida < atiemblia por tanoel Attii Guerra, em ri-
me de urna companhia, e que ficra adiado tm urna dat tet-
siet paetadai.
O Sr. Nelta pedio a palhvra, para Caier algiimas ob-
6ei vaces acerca da maneira por iiuc conclue o parecer
que se acba em discussao.
Nota que por veaes tem airado a voz na casa para fa-
c-la convrncei de que lio dodevor de cada una das suas
conimiiiOei inaniCostar-lhe ojuizque Corma acerca de
'in ilquor negocio qu a scu conheciinenlo Air snbmctti-
a aprrciaafio' dosso nespeio e que, sempre que desta
qurslan so lia occHpadii, teni-sc a casa pronunciado pela
allinualiva; cuno siueedeu ein o anno pasjado, quando
nao consenrio ella n'uina drcllnaloi ia que para a 00111-
luissaO 'le iiijtriicc'i publica prrtendon lazer a dos no-
: 1 nis das cmaras, dcdindo que apreciasse o objecto
que quei ia declinar.
Comquanto soja i ni migo da jurisprudencia doaarrestos
nao conbi ce rasan algUlna que jiislilique o desprezo do
que acaba do citar, e que rol proferida coi attenco t
dispos(e> do rrglmentL da casa, cus conveniencias do
servlco publico,
Dizque. c n obre coinmisiSo de comnifrclo entende
que be inconstitucional a pretencao do peticionirio est
mais que habilitada para rejoita-la como oll'rnsiva da
coiisliliiicodo-estndoi o que deve emillir o seu juio
acerca do mrito dessa pretencao, para quo a vista da
discuisiio que subre um laijuio se der, possa a casa
decidir como julgar mais acertado e conveniente.
Depois de bavor lldo o parecer, nota o orador a obs-
oiuidade da sua ultima rtarie, e que dos termos em que
se aeba olla concebida, pode lirar-se a conseqiiencia de
que nao he somonte sobre a conslllucionalidad.; da pre-
tenciio que a nobre comniiasao solicita a opimao da de
cunsilinicoo, mas tambein sobre a vantagem ou desvan-
tagein que della possa porvenlura provlr, viudo assim a
declinar de si tuda a materia, nao obstante saber um
dos seus iiiciubios quo lia jurisconsulto, ( o Sr. Villola
I avaros) que rssas declinatorias so sao adiiilssivris quan-
iln o que declina he incompetente para lomar conheci-
inenlo do objeelo ; e aprzar de oslar fura de toda a duvi-
da que no caso em qucslo se nao da essa ncouipalibili-
dade.
I.einbrando que nao he esta a I." vea que o negocio
de que se trata ha sido ira/ido considerocao da asseiu-
bla, c que aesln, segundo elle ci. a tem considerado
sem ouj'-ir a eoiiiinissan de uoostiuiieao, pede de com-
merclo que desprexe o duvlua em que so aolia.edo seu
paiecei a respeito dense negocio, ce rio deque a assem-
l.la por elle se decidir, se asaipi o entender acertado.
Ponderando os Inconvenientes que das declinatoria*
indem provir, as (l< longas que truzom ao expedienle, e
o qiiaiito cojieorrem para o alrazo dos irabalhoa da ca-
sa, l< riuina o orador o seu discurso, declarando que vo-
tar corilia o parecer, -
U Sr. Viltela Tavare: Senhor presidente, reco-
nheco com o nobre deputado que acaba de fallar, que
cm cura todas as comluissis da casa eslno habilitadas
parada o itV parecer sobre qualquer matei lae assump-
uqneselheseja submellldo; em regra, mas i.lo ...10
..bstaqucascommissocssc auxilien,, e se oilcam reci-
procamente, inormcnle om atera de lao "**
lencia, c.mo esta de que Irata o parecer em discussao.
V Exc. sabe que, para tralar-sc desu malerla, he
preciso primeramente tralar-se de um incidente, f es-
te Incidente he, se Uto que se requer he constitucional,
te esta de accordo com os principios estabelccidos no
pacto fundamental: e ainda que a coimuissao de com-
inercio, a quem fui suujeita a pretencao do peticionario,
8eja a competente para dar o seu parecer sobre o contra-
to, sobre as formulas dellc, suas condicocs e garanta,
se poi-ventura a asseinbla dterisse ,i tfo peticionarlo,
aceitando seu nUrociuiouto, darla ella a entender que
na parte que diz respeito constitucionalidadr, 011 In-
constitueioualldade da pretencao, seria convrnirnte pa-
ra o publico, que se ouvisse a coimuissao de constilui-
9io e poderes; a quem mais particular e positivamente
Incumbe o onbei inirnlo desle aummpto.
0 -Sr. JVello: Nao he raso para declinar.
O Sr. filela Tavare: fie a coimuissao de constiliii-
980, tiesta casa, tem um mister, se este inister be o co-
iiberimonio do lodos aquellos negocios que rilzrin in-
mediatamente respeito aos principios consliluclonaea,
parece-uie que, se tratando de ulna materia qu envol-
vc estos principios, pode, sem inconveniente algum, a
eoiniuissan a quem esta materia he sulijeita, pedir es-
1 laioi-iuionUis; c se previamente a cmara dos Srs. de-
putados provloclaes decidir que a materia nao he cons-
tililcional, que nao cabe na espheia de suas altrlbul-
ces, nos nao nos oceiiparemos da pi-i-icuc-:ii>; e desne-
cessario se torna que a commisso de commercio se
eiiiuiar.iiilie uesia quosiao : ora a commisso qurr mar-
I1.1t ueste negocio com a mainr circumspeC9<>o, com a-
curailo exame, porque do eoiilrriu perniauecer na ilu-
vlda, sea materia he ou nao constitucional ; e srr-llie-
ha Isso negado? Com que fundamentos? Nao ser
ailmissivi I que a eonimisso de comiiiereio 0119a a de
1 niislilulrao. onde se acliam mrmbios doptados de tan-
tos lalent.is e luios? Parece-me que pruhibirmos laso
he Cm car -nos a dar um parecer sem couselho, sem au-
diencia daquelles a quem mis desojamos ouvir. {Apoia-
do>.) Nao lia o desojo ele declinar da malerla; o nobre rle-
putadu sabe que a commisso de commercio est proinp-
ta a dar o seu parecer com toda a franqueza, nao su a
Segunda disrutsilo o projeelo n. 8 deite anno, que reeonheee
que o profenor de primeirat Ultras, Froneiseo di Paula
Pereira de Andrade, Um direilo a ser jubilado rom meio
S ordenado.
t
\ O Sr. Lmtrenlino :He a segunda vez, Senhor presi-
dente, que me levanto nesta casa para advogar a rausa
desle peticionarlo, que, tendo sido mal succedldo da
primeira voz.nao por carencia de Jnitica, mas pela'fra-
3ueza de seu advogado, nao esmorecen, tornou sogun-
a vez ; e en, convencido de miiiha insiilficiencia, nu
tsjm.Ti ia parte ueste negoeio.a nu ser obligado, na qua-
lidade de membro da commisso de insli ucean publica,
a emiiiir o meii parecer sobre elle ; parecer, Senhor
presidente que leve a iufelicldade de nao merecer a ap-
provacao de um ineu companheiro que o assiguou ven-
cido, e que na prxima passada ses.i.iu com todas as
suas I.ufas o oiiiiibateu o cuino Corle dos argumen-
tos do nobre deputado Costem as rxprcssdrs de que usou
a commisso, quando disse' que o peticionario llnha o
direito de ser-jubilado, en levaulo-me smente para
dar casa as rasos, em que seeslribou a commisso
para assim se exprimir, c oSerrcrr cuiisidoiac.au da
uiesiua casa alguuias rcllexties sobre os argiimentos do
nobre deputado.
O nobre deputado, para combaler o parecer da coin-
niisaao, .'enlior piesidenie, apresentnu a lei de 10 de
juglto de 1837 ; c depois de analvsar a dispnsifo do ar-
tigo 10 da niesiiia ioi, fez Ulna emiliainlaraii della com
o Vquoiamento do petiiionarlo, c tiiou a concluso
de que, a visia da sub -edita lei, o reqiierlmenlo be ab-
solutamente indigno de favoravel dele rimen 10, por ser
a lei condicional, 4er estabelocido tres COIHI9O0, e nao
as liavrr ireenihido : (I/) elle teve a generosidade de
conceder que o peticionario tivosse salisfeito duaa des-
sas coniiiriies, a saber : assiduidade 110 exercirio da a-
doira e aproveilamenlo dos aluinuus 1 generosidade que
de corto nao Ih atlrahir a nota de prodigalidade, vis-
.. to que o peticionario, indepeudente dessa concessiio,
respeito desta petlcAO como.de outra qualquo, nas } ^ preenchido. c com atestados dasautori-
quer da-lo com drcumiprcc.10 e fundaiiiento eco. o, o ades cstabeleci.lo fiscaca de sua n
hade fa/.er, se, euiraiuto em duvida se isto lio constitu-
cional, 011 nao, nu ouvio a commisso de constitulcu,
quem partcularmeute iucambe o conhecimento d*stc
mgocio"
Agora, Sensor presidente, direi alguma cousa sobre a
iibsciiiidade encontrada na concluso do parecer.
Eu contesto que esta obscurldade exisla no parecer. 0
que he que diz a cuiiunitso Diz que, examinando a
inateiia, cncaiou-a por todos'os lados quo a de vera enca-
rar, mas que, entrando em duvida sobre a conslilucio-
ualidade della, he de parecer que se 0119a a uoby; coms-
miss#o de conslituifo, para quem declrna a materia
na aciualidade : j so sabe que a materia que ejla de-
clina he relativa falta de constitucionalidade.
(luando uiesino o nobre deputado queira que a pala-
vra materia soja comprehensiva de ludo quanto se acba
no parecer, esi da liarle da commiso de cnnsliluicu
dar o scu parecer, tao smente na parte que Ihe he rela-
tiva.
A comniisso at diz que se declina a materia mi ac-
iualidade, por emqiiauto, ou cm quanto a commisso de
constiluicao dseu parece...
O Sr. Sello: Na actualidade nao he por emquan-
tia...
O Sr. Vtllela Tacares ; At se disse prerinmenle; por
consequencia o que d'aqui se conclue he que a coinmis-
so do commercio quer ouvir o juizo da commisso de
ConftIluicSo antes de tudo, para dar o seu parecer; o en-
leudo, pois, que o perecer est no caso de passar, o, uno
passando, Ibrca-sc de alguma mancha a coimuissao de
cammerciOs* Ibrniar um juizo pelo qual (deixe-me a-
sim dizer.j nao est habilitado, e nao estar se drixar de
ouvir os conselhos, c at as l9es da eomiulisb do
consti tuieau, de qnem o nobre deputado faz parte.
O Sr. elto observa que as rellexoes que acabado fa-
zer o Sr. Villola Tavare, comquanto parecam multo ju-
dicioaas, em nada destriiiram as rasos por elle apro-
seniailas contra o parecer: I.*, porque ao passo que lis-
sera o inesnio Sr. que acomniissaiido cuinniercoagaida-
va a opinlo dado conslilu9io para a vista dclle jiodor
dolinilivamente formular o.seu |iarrc.'r, dissera lanilioin
na casa que, termlnariaa qucslo, se esta commisso de-
claras*- inconstitucional a matoiiada petifo de que se
trata 2.*, porque, se a nobre cmuinisso de commercio
emende quo apenas Ihe cabe conliecor das utilidado da
preteiifo r nao da sua constitucionalidade, cumpre-llie
emitlir o seu juizo a res|ieito daqiiella, fazendo abstrac-
90 desta, liara ser devidamenic apreciada pela casa em
oocosio opporluna ; 3 porque, estabelocondo a inos-
ma commisso que deve ser submetlidaao conheciinen-
lo dada constilu9o todas aquellas materias sobre cuja
constitucionalidade a casa manifestar duvida, sanccioim
um precedente, segundo o qual leeni de passar pola li-
cita da mencionada cmnnilssio lodosos projectos, re-
ijtieriiiii-titiis e'prelcii9i-s, cm que setiiellianles duvidas
apparecereni. e concorre assim para o atraso do expe-
did.10 da casa ; i.', porque, couifessado pelo nobre de-
putado, que todas as conimissos sao competentes para
tratar de quaesqner objectos que sua consideran lo
rom subidlos, nao pude deixar de concordar na rasao e
iusiiea com que elle orador se oppc a todas as declina-
torias, e entre ellas esta que insimia o parecer cm dis-
?uc a le tem estabelecnlo llscaes Ue sua reparli-
alU, por tanto, o cunipiinienlode umadas con-
diyiies exigidas, que lie o rxercicio de 19anuos de ma-
msierio uao inlorrompidos.
li voud.ir, Senhor presidente, as rasoes em que H
riiiou a* Miisnlssao para dizer que, posto que o peti-
cionario nao estivesse comprehrndido rigorosaiuenle
Ha diapoal(o da lei, nao deixava com ludo de adiar
apolo nella. A lei de 10 de junho de 1837, Senhor prc-
sidenle que acabo de ler.hc una Id remuneratoria.
OSr. Afila :A asaeibla no pode rctuaiuerar se
Mal
U Sr. I.aurenlino :Se o nobre deputado sabe que
asseinbla nao pdde remunerar sendos argumenta con-
tra si, por quanto o nobre deputado, loni contribuido
para que se conoedam mullas rrnnmorares.
O Sr. Nello :Aprsente urna su le que cu- .-uiia vo-
tado. .
USr. I.aurenlino:>o se i se o nobre deputado tem.
ou na., votasfa ; mas sei que a casa o tem fcito, c o nu-
l.i-o .1. niilado he membro della.
Ora.soudo a lei do 10 de Junho de 18J7uma le remune-
ratoria, (honra soja Coila a seus autores) e tendo ein vis-
ta que o cidado que pelo exercicio do magisterio ad-
quirir molestlasque o prohiban! de continuar na regen-
cia de sua cadeira, nao fique entregue a. miseria, mas
iiiolrnha 11111 subsidio que oajudc a susbsislir, parece
niiueationavel que o peticionario est coinprehondido
110 espirito da lei, posto que nao esleja na lollra della,
poli nao lie crivcl que os legisladores tivessem tanta
considera9o para com aquellos que pelo exercicio da
cadeira adquirirem molestias que smenle as prirasseui
de continuar no magisterio, c "ll,a '"teira iiiditVcreitca
cussao. .
< oncluindo este 2. discurso, ainda auirma o orador
que ha de votar contra o parecer.
O S. Kunes Alachado esl disposto a volar pelo parecer,
pois que o juica multo rasoavel, visto como esta pe sua-
IT. 1 ___ 11 ... ...... ,.,,,,. .ni,, ni,,
panlua q...,--------------- ,
tocor de carne verde os municipios do Rrcile e llnua ,
masstin, que, desojando emillir a sua opimao delinitiva
de maneira a evita" lodosos equvocos e duvidas que
porvenlura possam opparecer, e recejando que entre es-
tas duvidas figure a da conslijucionalidade dessa pre-
teii9o, cliania a commisso de Constitui9o para ajlida-
la nesse traballio, como a mais propria, como a mais
apupara conhrcer de seinelhaiile especie : declara que
acba ionio mais ajustado cate piocodimenlo, quanto es-
t convencido de que a qualquer das coinmisses eflecr
ivas da casa assiste o inesmo direito que a qualquer dos
nembros della, singularmente considerado, para pro-
iir o projeelo, ou a medida que ihe aprotiver, e quan-
lo lie lora de duvida que esta faculdade 11.10 he liuiila-
vel: faz algumas oulras consideros, e teruiina duen-
do que concorrer, quaulo poder, como mrinbro
da commisso de cousliluico, para que a materia soja
to elucidada quanto convem. mas tambeiu uao eiaiiu-
nar semlo pelo lado a quo he chamado para conside-
ra-la.
Encerrada a discusto, he aprrovado o parecer.
para com aquellos que nao s ficassoni inhibidos da re-
gencia da cadeira, mas at de podercm prover a sua
subsistencia.
A lei de 10 de junho, Senhor presidente, nao podia
prever todos os casos possiveis, c ncni que houyessem
malos provenientes do exercicio da cadeira, COJOS es-
tragos se autecipassem ao pruzo de dezaiii)osjiella mar-
U Sr. Joaquim filela :~JPara qiicjiarciiu a condleto ?
O Sr. I.aurenlino:- -Pela rasao que acabe! de dar: a
coudivo de dez anuos Ib i para o caso de iiupossibilida-
de proveniente de molestias, como para o caso de oe-
guelra ; caso milito especial.
Nos vemos que o militar que depois de 30 c 40 anuos
de tervifo he reformado, tem o seu sold cm n niunc-
racib dos SOIV90S prestados.
O Sr. A'rllo 1Etn virtude da lei.
O Sr. nurenlino : --Mas ao militar que na primeira ar-
9o penda o braco e fu-a inoapaz de couliiiuar 110 scivi-
90, se marca una 10119a, d-se o respectivo sold.
0 Sr, A'i/lo :Em virtude da lei.
O Sr. Laurenlino :Ja tiulia os anuos que a le exige
para a sua reforma? A penso que se Ihe concede nao
he por un caso especial que dispensa na lei ?
O Sr. ,\ello :Mas lia una lei para prnsQc*. .
U Sr. Lnurenlino ;Eu quero que a casa tonha a bon-
dade de attender-iiie, c fallarei depois sobre as pen-
sos.
Cousidero, prtanlo, Senhor presidente, (pie, temi
a le de que se Hala smente cm consideracn remune-
rar S01V90S, nao podiaiu os legiladore# excluir dessa
remuneracSo ao petlclooarlo e a outio qiiali|iirr em
idnticas ciiciimsiancias. embora Ho se 1:19,1 exprrssa
uiriiso desta especie, porque tcitamente osla suben-
tendida: Coi, portanlo, firmada ueste principio, que a
coinniisso disse que, apezar de que o peticionario nao
eslava compreliendldo na rigorosa disposijao da le!,
chava com ludo apoio nella.
O nobre deputado, no seu discurso, combatiendo o
pai'rcrr da commisso disse que a asiembln uo poda,
e noin devia lazer una lei especial a respeito de um in-
dividuo, postergando as dispos9eS de outra le.
(luando se traa de remunerar um cidadao que se
inulilisa no servico da paula, uao vejo, Senhor presi-
dente. noalcaii90os inconvenientes que resultar pos-
sam de iMialquer medida especial que se lomea tal res-
peito, o iii-iii os damnosque ddla possam provir aus 111-
leresses pblicos.
UmSr. rpalado da um aparte que nao ouvnnos.
O Sr. Lau1entino.-f.1l responder! ao nobre deputado
ltepriio o nobre deputado, que, nao estando o peti-
cionarlo comprehendido na disposi{So da le, nao india
direilo ao que requera, porque direito s se alean; por
Eu pc;o ao nobre deputado, que tenha a bondade de
ditei-ine se mis seremos obrigadus smenle as disposi-
sc nao temos a lei natural
ces das leis escripias, se nao temos a le natural que -,---------------------
nos Impoe deveres secrallssimos, e de cuja observancia I honra de ser scu companheiro na commisso de ins-
nos resulte un direito? Nao tem o filho dirctoprotec;o| truc;3o publica.
MUTILADO
ti

i s
de seu pai? No tem a mulhrr direito proteceo do es-
poso 1 Nao tem o cscravo direito proteccao do senhor .'
Nao tem o pobre direilo protec;ao do rleo ? NSo tera o
fraeo direito protrc;3o do forte ? Tudo isto nao sio
d ireitos, e direiios que se nao acbam csiabeIccltlos ein
lei escripia ? He um absurdo, como se disse, que o ci-
dado que so iiiC.-llcita no servlco da patria tenha direito
protcoto da mesma patria ?
O Sr. firreira Birreta : Pensa milito bem.
O Sr. Laurenlino : Disse mais o nobre deputado ,
que, se o peticionario fosie Jubilado,'sem que ilvesse di-
reito pas isto. reputarla e-.ii jubilarn como nina pen- .
sao, e que mis nao estamos aulorliados para dar pen-
sos.
O Sr. fil'.ela Tarares : Apoiailo.
O Sr. /.ninrn'iii.i: () nobre deputado com o seu a- .
pniado acaba de o allinn ir.l-'.u nu sei se o nobre depu-
tado, cujas lilaos tanto respeito.qiierequivocar-son'uma
questu puramente de nonio. Jubilarn, aposentadoria
e pensao, o que vem a sor, meus Srnliors ? A jubll*9o
uo be mais do que o gozo de ordeuado que se concede
ao eiupregado em reuiunera;o do servico prestado; a
aposentadoria nao he 'mais do que o gom do ordenado
que oempregado vence em ai te man .10 servicn prestado;
a pensao nao lie mais fio que una 1 oiiiiiner,v;.ii> em al-
ione io aos S01V90S presladus ; a consequencia. pois,
que eu dahi tiro lie que estas tre* palavras lo tres syno-
iUiihis ; Inilieain todas tres a mrsma cousa, isto be, pen-
ses, e su se distinguen) na expreaso....
Se a casa esta aulorisada para jubilar, que importa
JUCOS nubles ilcpulid.is olupnem peusau, oujllblla;o ?
ara mlm isto lio pura questao de nomo, quando sr tra-
ta de provar que deve dar-so ao policio.tari o aquillo que
se i.-1 u concedido a outros.
O Sr. A'rlto : Nao vote! por nenhtima : quando Vo-
te! contra a aposentadoria do Sr. Costa !...
OSr. Laurenlino : Disse mais o nobre deputado, Se-
ihor presidente que a casa j tinha decidido este ne-
gocio, c por consequencia nao tinha que deliberar so-
bre elle.
Esle argumento, Senlior presidente, que fol sugge-
rido ao nobre diputado por um aparte que Ihe don 011-
tro que se sonta do mcu lado.
O Sr. Nello : Fui eu que o dei.
O .Sr. f.tiu.ifnliiio : Foi o nobre deputado? Naonin
lembrava ; acliel-o tremendo -. porque a casa j tinha
decidido este negocio'. Eu nao sabia, Sonbnr presiden-
te, que a casa tinha o dom da nfallibilidadc ; n&o aabta
que eslava lo assis lula do Espirito-Santo,- que as suas
decises fossein inaliera>-ls Wat IUII, aasssiaaa.
(i Sr. Ftrrtira Barreta : Quando nos queremos, sao.
O Sr. I.aui entino : Nao sei ; nao posso comprehender
o impedimento que a casa tenha, do reformar a sua
primeira deciaao, o neni o desar que Ihe possa sobreo
de sua retoriiia. r sei, Seohor presidente, que nos a-
cliamos no recinto, em que se conilrmrm as leii e que
mil tn dias ellas se eslo aqu fasendo, alterando e re-
vocando, sem que para isto a casa tenha impedimento
algum. A vista, portanlo, desta pralica diaria, nao sei
a que lim velo a reflexo de que a casa j llnha decidi-
do sobre este negocio
Eu cstou persuadido que, quando a casa der urna de-
ciso sobre qualquer objeelo, se ao depois, a vista das
dlscusses c documentos que se Ihe apresenlarem, se
persuadir 011 convencer deque ella fol menos justa, c o
quizer reformar esse seu prorcdlmrnle com urna dii-
posicio em contrario, longo de merecer censura, l'ar-se-
lia digm> do niiii ios encomios.
O nobre deputepo, Sr. prcidente. mais que tudo se a-
ferra em tor o peticionario preenchido as dispnsiiesda
le, e de nao se adiar por isso 110 caso de ser altcndldo.
Vejo-ine forrado a ropelir nesta materia : pergunto
ao nobre deputado : Estamos nos aqui revestidos de
carcter do jui/.es, ou de legisladores ? A um juiz es-
barra a lei que tem em fente, e cujas disposi9es ultra
Ihe sorvem de baneira, que Ihe nao he permiltido paa-
sar; mas aassciubla legislativa o.lava no inesmo caso?
.Nao poder revogar todus as bis que esliverem em op-
pMlcao a suas decises f Nao poder revogar aquillo que
j decidi ?
Disse o nobre deputado, quo nao se poda Cazor urna
Ioi especial para um individuo. I'ode-sc Cazer, e todos
os dias aqui se fazcm nena casa, quando para istocou-
correm ciicuuislaiicias especiaos.
O nobre depulado se ha de lembrar que "nesU casa
apresoulou-se, o anuo passado, um projecto soinente
para derogar um artigele loi.rolallvo a una frcgueiia de
(llinda oque todas as leisacibam COIII a revogacao de
todas as bis e disposi;os em contrario. Sou mullo de
parecer que quando a assembla promulgar qual-
quer Ioi. deve ser a primeira zeladora de sua observan-
cia, para nao cabir ua pocha de pouco rcuectida, veisa-
le incompetente j mas sao certa* lei, em certos ca-
sos, e uo em todos: quando se tratar, por exemplo, de
decretar boje 1500/000 rs. a um eiupi rgado em remune-
ra;ao dos servlcos prestados, e deorclar-se na sessao
secuinte nina dlinlnukao de oWrtlHK) r. lio por fdrfa
liat comslgo a uola de incoherencia, porque ou o ho-
mem liuha direito remuuera;o c enlao he injuili9a
queso Ihe faz, o que uo be lisongcno para a cmara ;
ou nao tinha direilo ao que se Ihe coneedeu, o que laiu-
em nao a honrar mullo; mas na lei, de que se tra-
ta, nao ha quem possa lachar a assembla de iuconse-
qnenle. por ler reparado una injusli;a.
Eu estoii, Senhor presidente, bemeerto de minia
flaqueza ; uo teiilio sullicioucia para sustentar o di-
reilo do peticionario, de cujajuslica cstou convencido :
e portanln levaulei-uio to smente para oilcrecer oslas
roUoxos. o subidla-las c0usid.ra9.lo da casa, a cuja sa-
bcdorla lubmett a dectao do negocio.
USr. yeito : Appella para o registro da casa e para
os honrado* memoro delta qu.- foram seus companhei-
ros as legislaturas passadas para mostrar que o pre-
cdeme orador cabio n'uui completo engao quaudo,
respondendo-lnn um aparte diase-lhc que la contra as
seus principios conibalomlo o parecer quando tinha
volado por concessos seinelhanlos ; porquanlo a pri-
ineira vez que se suscitou na casa urna qucslo sobre
aposi nUdorla* de empregados pblicos, isto he, quan-
do a coimuissao do oiramento em 1841 conaignou
nina qiiota para pagamento do ordenado do Sr. deputa-
do Rogo Montciro que llnha sido aposentado, elle ora-
dor voioii contra essa consignaco porque eslava,
como aluda esl persuadido de que a cmara nao pode
aposentar empregados pblicos porquanlo pensa que
lieaa--n-uibloagei-.il e nao as provineiao que compete
o direito de remunerar servidos. Observa ao Sr. Lau-
roniiiiu que elle molino ha de ter ouvido pronunciar-
se na casa de maneira a justificar este seu pensamenio;
e que mais de urna ve/, o manifestou, quando teve




Quanio a materia de que ae traa, anda est o orador
de arcordo com o parecer que, como Miembro de com-
msso de Inslrucjao publica, dpii ein oannn passado ,
declarando nue a vista da lei de lOdrjunho de iS37 que
he a miic i reguladora das aposcnladorias, nau podia o
peticionario ser jublilado qualquer que fossein ascr-
cuniMancias que livesse a seu faVor urna vez que lio
provasse ter mais dril) annofde servijo: e por Uso tein
de relsrcoct.-a o pre'-cr m P discute, e cnjo
objecto he a rrproducjodo requerimento que no re-
ferido anno apresentra > inesino peticionario..
Diz que rom o Ilustre deputado, a quem responde,en-
tende que a assembla deve derogar aquelles de seusde-
cretos em que reconhecer erro, tanto assim, queja tein
aolicilado a revogajSo de alguna actos qucsuppe na hy-
pothrse figurada mas ulga que se nao deve reput.tr
como nella comprehendido o caso de vir mu pretendan-
te pedir em urna scsso a mrsma assembla a conccsso
de un beneficio que na anterior (lie fra denegado, por
se reconhecer que elle pao linha dlrclM a esse brnelirio.
Cnnclue o orador, uin*trando-se muito compadecido
dn estado em que se aclia o peticionario mas declara
que votar contra o parecer que apadrinha a sua pro-
tenefio visto como emende que esta liccoiiui i i ,i el.
OSr. .aun iiiiiin :Senhor presidente, devo urna res-
posta ao nobre deputado, e foi para da-la que pedi a pa-
lavra.
He verdade que en nao posto dizer, se o nobre depu-
tado eonrorreu 011 mi para algiini acto legislativo das
nposentadorias < jubilajes promulgadas por esta casa :
nao posso contestar a propositan do nobre deputado.
porque nao lenbo un registro disto, nem inesuio ineleiti-
bro se acaso o nobre depulado tein votado pro ou con-
tra estaapromulgajes ; mas esta declarajao que fajo
d-me dirriro a fazer outra a meu respeito.
O nobre deputado acaba, no seu discurso, de fazer-mr
urna censura e imputar-me una coulradicjao que de
certu me br pouco lisongeira, c em que me nao aclio
comprehendido; porque disse que, tendo a commisso
dado o auno passado um parecer contra este peticiona-
rio, hoje vola a favor delle, c cuto leve a bondade de
ler o parecer na casa ; mas nao ae dignou ler os iiouies
dos memoro*, da coinmissao que o assignaram....
O Sr. Nfilo : 0 nobre deputado assignou vencido.
OSr. I.iiurrntini) : 0 nobre deputado lembra-se de
que euassignci vencido : eutao nao sei para que dizer
que a commisso den o anno passado um parecer contra,
eeste anno um parecer favor?
OSr. Netto : A coinmissao lie una pessoa moral.
OSr Laurentino : Mas boje a commisso lie difieren-
te : ileniais cata setla nao val dirigida a inini, vai dirigi-
da ao meu companheiro : elle est presente, e l'ai.i a sua
drfesa mas permittir-(e-me-lia.,que eu diga que elle
declarou aqu, e disse qul era seu sentimento e que li-
li lia assignado o parecer, porque nao linha rcflectido
bem na materia ; r desde que elle deu esia satisfajo
casa, nao se Ihe pode censurar ter assignado o parecer
que ora se discute, de accordo com aquillo que cnlo
senta.
Quaiitoaoqu o nobre deputado avanjot acerca da
materia que se discute, vejo-ine obligado a dizer algu-
ni.i cousa.
Disse o nobre deputado que, urna vez que a casa de-
cidi, o anno passado, sobre essa materia, depoisde de-
bate o discussn. Ihe parece que nao ir inulto de ac-
cordo rom seu brio e pundonor desfaze.ndo esse uiesmo
acto. 0 nobre deputado ha dse lembrar que, o anno
passado, fot siuente a minha fraca voz qne echoou a-
qui contra aquclle parecer.
O Sr. A>llo: E-talvez Ihe succeda o inesmo'este
anno. ,
OSr. I.aurentino : Tal ser a sorle do Infeliz peticio-
nario, e a fraqueta do advogado, que assim succeda ;
mas talvez que a assembla, reflrclindo de novo na ma-
teria, reconheja que de facto o peticionario est com-
prehendido na lei citada no parecer, e mude de opinio.
Mas, Srnbor presidente, como teuho observado que as
cxpresses de que usou t coinmissao. quando disse que
o peticionario tcm diieilo a ser jubilado, constituem o
matar nnai&ctno qtir iirm rncoiiinila o nubles depu-
tado* que rombatrm o parecer, para provar-llirs a
minha docilidade, pejo a V. Exc. liccuja para manda
una emenda mesa.
Tarin$ Srx. Drpulados: He primeira discussao ; nao
teeni lugar emendas.
OSr. Laurentino:Como nao seja occesiao compe-
tente, nao mand.irri a emrnda, c reservo-inc para a of-
ferreer finando for possvel.
OSr. liego Monteiro: Srnbor presidente, tenho de
volar pelo projecto que se discute; ejulgo que, tralau-
do-se, na primeira discussn, da sua utilidade e cons-
ti'.ucionalidadc, nao se pode descer a certas miiuiciosi-
dailes que sao altendidas em segunda ou terecira dis-
cusso.
!' Na priuieira diacussao alguns eselarreiluentos se po-
dein dar sobre taes e laes objecin ; r por isso tambrm
dir! algmna cousa.
Scobor presidente, as aposentadoras e as jubilajes
sao reeonhecidas entre nos e autoi isadas por lei : as bis
provlnciaes teein igualmente reconhecldo esse diieilo
nos empregados pblicos, qur do magisterio, qur da-
reparlijrsde liscalisajo, e existe urna le que designa
os 'innos de servico, e as mais condijcs com que lio de
ser jubilados e aposentados os empregados provincial s;
nas aquelles individuos que, julgandn-sc coiii alguin
diieilo a rssas aposentadoras ou jubilajes, pao eslo
hem incluidos na Ictlra da lei, podn edreili irqnr-
rer assembla que Ibes faja nlgui'u beneficio, e atien-
da a suas M i'iain'Hi'n s; e ueste caso pit n peticionarlo
O peticionario nao tein servido os annos da Iri; mas
apresenlou suas rasura, que a commissu julgou lo
ponderosas, que as suppoz capazes de autorlsar nina
exccpjao na lei, c aprcsenlno o prnjerto que est em
discussao : se assim nao fra, a Coiiiuiisi.o nada tiulia a
fazer, porque pertence ao presidente da provincia con-
ceder as aposcnladorias e jubilajes aos que esto no
caso da lei ; e quando ellas sao concedidas uo veem
casa para seren approvadaa, pois nao precisam dessa
approvaco, nem cato dependentes de graja da casa,
visto como sao um ruello da lei.
O Sr. AVlio: Pode negar a quantia para o pasa-
mento. b
0 SL' tt'" *<""*ro: Pode, nao o neg ; mas nao sei
se sera conveniente c digno que, exisiudo una lei que
concede aposcnladorias c jubilaces aos empregados
que leein servido uns tantos anuos, cqiictecm um di-
rcito firmado as leis, a aaiembla, sem que derogue
casa lei, dcixe de votar os fundos necessarios para Ibes
pagar : a casa pode faze-lo, mas nao marcha regular-
mente ; o que rasoavelmente pode fazer lie rrvogar rssa
le; e o coulrrio he desordem, be deiharmonia : isto
quanto aos que esto comprehendidos na lei ; os oulros
diga que todas essas condijes que nao contesto, no
So as nicas rrecessarias, para que o peticionario tenha
direiio a jubilarn ; por Isso que Ihe falta outra Igual-
mente esseiicialissiiua.
O nobre deputado inrmbro da coinmissao pretenden
sustentar, lie a pretendi do peticionario aclia apoio na
le dr 10 dejiinlio; masa sua argumentar'! (o nobre
deputado me permittir a expreslo ) nao me pareceu
l"i:ira. t.'oiilessou o nobre deputado que a lei de 10 de
jiinbo dispe que o prof.-ssor que, por moleslias adi|uirl-
d.'is no exercicii>deseuemprego,aeiinpossibilitir de con-
tinuar na regencia da sua cadeira. seja jubiiado com ine-
tade do ordenado, tendo 10 anuos de exerclcio nao nter-
rompidos com aproveitameiito de seus alumnos; mas
para .mostrar que o peticionado tein apoJo nessa lei,
apezar de nao ter 10 anuos de exerciclo, accressentou
que com quanto a lciexlsisse essa condieo, todava nao
se dedur.ia della, que, acliando-sc o professor impossi-
bilitado de continuar no exerciclo da cadeira sem ler os
10 anuos de servico, uo poilsse terdireito jubilaeo.
Ora, rssa consequeueia que o nobre deputado contesta,
dimana naturalmente dadisposico que o nobre depu-
tado leu; porque, indas as vezes que a lei exige coudi-
rde* para a acqoiai(So de um direitu, n*o pode dizer-s
que o individuo tein adquirido o diieilo, sem que se
rerifiquem a seu respeito os condicVs;e nem basta que ae
verlii|uem smente algumas que a lei tenha exigido, he
necessarin i|iie se vri lii|uein todas : assim pois, logo que
a lei de 10 dr jiinlio exige, entre outras comlicet, a de
ter o professor 10 anuos deservlco, He eunsequeiilc que
os uo tendo uo pode ter direito jubilacn. E se o
nobre deputado coufessa que o peticionario nao tein os
10 annos de servico, como quer sustentar que elle a-
cha apoio na lei?
Se a lei quitesse que os professores fosaem jubilados
pelo simples faci de ae terem inipossibililado no exer-
cicio de sua cadeira, qualquer que fosse o teinpo de
servico que livessem, ella uo exigira a condifo dos 10
aunos, e sua disposicSo cria esta: o professor publico
que se lmpossibililar no sei vijo da sua cadeira ser ju-
bilado com nielarle do seu ordenado, tendo ensillado com
aproveitamenlo de seus alumnos: e cuto estara o
peticionario comprthendidb m lia. c com direito ju-
bilajap; mas a dispnsijo da lei nao he esta; ella exige
a condieo de um lempo certu e determinado de serv-
jo: ese o legislador no escreveu urna inulilidade na
lei, quando eslabrlcaru esta condijo, nao se pode
dizer (lie o peticionario tein apoio nella, quando pelos
seus documentos se v que elle nao lem o lempo de ser-
vijo exigido.
K a esse respeito nao posso deixar de fazer um reparo,
nao sei como se pode dizer que o peticionario lem apoio
n'uiua Iri, quando se confessa que nao esl comprehen-
dido nella : periuilta-me, pois, a coinmissao que Ihe diga
que ir i,, n. si.i parte una contradiejo eu: seu parecer;
porque o apoio da le nao pude provirseno da applica-
jo de sua disposijo ; e recoulieceudo a couiiuisuao que
o peticionario nao esta comprehendido ua lei, devia
t.iiiibciu coufessar que nu lem apoio nella.
Oreio, pin i mi". Senlior presidente, que pelo lado do
direito a comniisso nao pode sustentar o seu parecer,
urna vez que o peticionario ucnhuni^apeib acba na lei
reguladora da materia; pelo menos estou lirme as
Ideiaa que j enuncici ua casa, quando pela primeira
vez lollii, c he que nao posso couceber ua socieda-
dc civil a existencia de direitus senao em virtudc de
una lei, porque todo o direito deve ter um titulo', c na
socledade civil o titulo do direito uo he outro senao a
lei.
O nobre deputado falln em leis naturaes; c com isto
Con fu lllOll a liiiuli.i idei.'i de que O d l'elln tein seninre
por ttulo urna le, ou ella seja civil, ou natural: muso
nobre deputado c.-quoce a dldcrciija entre o estado'de
sociedade civil e esse estado natural que os phllusophos
siippem ; ueste todos os dreilos se apuiain na legisla-
cao natural, e a raso lie o seu uuico titulo; mas no es-
tado social, uo he bastaule que apellemos para a ra-
so, para susleniarinos que temos um direito; os drei-
los na sociedade civil esto rcconliecidos c garantidos
pela legialajao civil.
O Sr. Araujo fielliao': -Nem lodos.
O Sr.Juaqmm VilleU: Mas o que se seguc dabi he
que a legislujo civil he defeituosa, e uo que lodos no
rl un ser reCOIlhccidos <: garantidos por illa. Mas.
pergunto ao nobre deputado: quando a legislajo civil
ten. L'acrs U' le.os; quaudo ella n.m reconhece c garan-
te uni direito que tein o seu apoio na legislajo natural,
nao Mea u individuo que o lem, como se o no tivera?
N.m he porvenliira victima do deleito ds> lei ? F. poi-
que? Porque o titulo do direito he a lei, c niuguem o
pude allegar sendo em virlu.de di lia.
Por cxemplo, Scnlior presidente, nao he um direito
natural, que tem o li I ti de ser alimentado por seu
pai? Mas este direito no se acha ieconhecdo e garan-
tido-pela lei civil ? K se pnrvculura bouvesse unta le-
gislajo que nao reconliccesse, c garantiste esse direito,
poderla o lilho torna-lo ell'eclivo, se o pai o desconbe-
cesse; nao Ihe dando a lei acjo alguiua para esse fin ?
Assim, Srulior presidente, voltando ao principio que
eu havia enunciado, digo que uo estado civil o titulo do
direito lie a le civil, embui a deva ella ser bascada na
natural: c que assim, sciupre que se trata de provar
un diieilo, laz-sr mislcr apoia-lo em nina lei promul-
gada pelos poderes soliaes, n quem incumbe a niisso
ile recoiibeccre garantir os direitus naturaes : alia* dc-
sappareceria do estado civil o yutilito que he timado
suas primeias vanlagens.
direito natural deve dirigiros legisladores quando
tiverem de leconheci r osdiieitos, para Ibes darem ga-
ranta; mas quando 'se trata de saber, se o direito j ex-
iste, o que voga lie a lei civil. I\au sei pois, "eulior pre-
sidente, a que veni o direito natural, para novar que o
peticionario, como professor publico ti ni direito a una
jubilaju, quando os direitus dos professores pblicos
esse rrspiilo se acliaiu regulados por lei, como sabe
o nobre depulado.
Rreonbejo com n nobre depulado, que lie de direito
natural que aquclle que serve seja pago; he nina ve. da-
de 11 eoii'bei ida pelo Kvangcllio: ms nao esl esse prin-
cipio reroiiberidoe garantido, a respeito dos professo-
res pblicos, na le de 10 dejunho de 1837 ? Pio Ibes
gaiauleella o ordenado e ajubilajo cm certos casos '
Aquistan, pois, hese o peticionario tem prestado os
sei vicos necessarios, para que tenha direito ajubilajo,
islo be, se esta paga que rile pede, cabe-lhe pelo que
tcm servido;
legislador exi
bilajo ?
O nobre deputado nao ignora que a ideia de direito
he correlativa de obrigajo ; e que por consequeueia
se o peticionario livesse esse direito, mis terianios .a o-
i brig.ajo de o reconhecer ; mas sustentar o nobre dc-
j. j'Kf,.. .(... ... j.. ... ...._..-..,. |,i ,w irrir-
i; e se acaso falla-llic urna condijo que o
igio, como-dizer-se que tcm direito -ju-
requerein, como o peticionario a assembla, c esta p- pulido que temos essa obrigajo ?
Seiihni presidente, disse-seaqui que, se o peticiona-
de deferir-Ibes, rrconhcccndo-llies o direito, fundada
nirsuio na consliluijo.
1 (lucillo dizeudo, .Senllin presidente, que romo na I."
diacussao s se nata da utilidade e constiluciuiialidade
do projecto, e na segunda he que ae trata do seu des.n-
volvimento, c he enlo que se podem lazer emendas c lo livesse direito, porque viri.i, ueste caso, pedir o rc-
subsliluijej, eu guai do-me para a segunda discussn;: coiiheciniento delle. A lei concede a jiibilajo ao pron's-
tendo de votar na primeira em favor do projecto. sor que el em taes e laes circuinsllaucias; mas resta
Vbr.Joaquim Hlela: Senhor prrsideule, quando avaharas eircumstanciase reconhecer, se o individuo
Jall. i pela primeira ves na questao, previni oa argnmen-! est uella.i para ler o lucilo. Umvcnho que o goveru".
tos, de que a nobre commisso se havia de sei vi': disse he rmpeteme para isto; mas pode elle aebai-sc em
que estes argumentos podiam fallar ao corajao, excitar duvida, pode duvidar, se o individuo esta ou no uo
a c iimpai van, porcni jamis convencer de que o pelciu- I caso da lei, e he rssa declarajao que o peticionario vi-
nario tenha o direito que a coinmissao Ihe auribue. ', ria requerer assembla; e nao le ia a assembla compe-
coiueUeito, hrnbor presidente, estes arguim nlos fo- trncia para a faxer ?
le,'i',.a.!!Ari"- "B.1.a,fB T V> tx "''" vi0 'I'"" lo,a"' I I'oi tanto, Scnlior presidente, o argumento de que, se
narin .lV ,""'"'" ""'"'ade, em que se acba o peliclo- o peliciona.io livesse diieilo, lio viuha assembla,
u i,',dn.""iU'"ar "u"i10 "a cadeira. Creio nao procede a mi u ver ; antes errio que elle velo per-
rio se rh.. ^ X'o aulT,. !' ", r nobre V,e,,,br" da r01''- '*> do conlrark., no devia ca vlr.
inissao, que lia pouco lallou, fez-me a justica de coufes-
sar que eu tiver. ageuerusldadc de conceder que elle tl-
i'l^d/m Vi0r !nu,M d,a> condije, esibelecldas
na lei de 10 de Junhu, como haver adquirido a molestia
mtaado a^Lt3fsZ?i! d ,0U Ti,r'^- C tcr ", di ? Ven. a aer viTadeirimentc urna pensao"? E por-
n buc ner uUta me "iL8'1!' ^'"^'' "& I V<'"""a nrovou nobrc eP. lue P""'" <-once-
iaooDUnie, periniita-me o nobre deputado que Ihe der pendes? Disse que uenhuiua dittercuca via entre
jubilajao, aposentadoriae pensao, qu considera sino-
uyiiios que assim, se tlnhaino o direito de conceder
jubilaces, tullamos tambeni o de conceder pensOes-:
mas, Senhor presidente, persuadn-me que a dlstincjo
nao he milito dilticil de faWT-se; e sem querer passar
por um grande Apollo,, proponhn-me a fa>e-la. A jubi-
lajao. Senhor presidente, creio que he o direito, que
se d aos professores pblicos que contam um certo
lempo de servico, de perceber o seu ordenado, ou parte
delle, ndrpcndrticgss&is 4: ">gef t* enntlnnar a
servir: esse direito concedido aos deiuais empregados
tem o nomc de aposentadoria; mas qur a jubilajao,
nur a aposentarla, hes relativa a empregados pbli-
cos, e dadaem remuerajo deuin certo lempo de ser-
vijos. A pensao, porm, SWior presidente, he urna re-
iniihcrajSo #pecuniorla dada qualquer cldadao por
qualquer servijo frito ao estado, que se julga valioso,
sem a circumstancia de^om teftipo determinado j v,
pois, o nobre depulado, que os termos, nao sao_ sinony-
inos.e que de pdennos conceder jubllajoes nao se se-
gu que tambrm possamos conceder penses.
Senhor presidente, no quero discutir agora, ae a as-
sembla pode ou nao conceder jubilaces; porque nSo
neeessilo entrar nesta questao: vejo le prnvInClala res-
peito. lei que he anterior a inierpirluju do acts addl-
elonal, lf1 que anda nao fol revogada nem por nos,
nem pelo poder legislativo geral: e pois nao a posso
deixar de considerar vigente, sem que competentemen-
te seja revogada, por ser a sua materia excntrica de
nossasatlribuijes; mas o que nao posso conceder he
que por termos urna lei sobre jubilajes, lenhainos di-
reito de dar penses.
O orador faz algiiuias outras observaje, e
votando contra o parecer.
Encerrada a discussao, he o projecto si
vntajao e approvado.
Sni/'inrf'i ijxcumio do projecto n. 7, que concede qualro eonlns
de rii admmitlracfio dos eiUtbeleeimentoi de candade
para a coUocacao da primeira pedra da hoepilalde Pedro 11.
Nao havendo quem o impugne, he approvado.
Primeira ditcutiKo do projeclo n. 9 que aiiim eita con-
cebido :
A assembla legislativa provincial de Pernambuco
resolve:
Art 1.* Ficam d'ora avante pertencendo ao muni-
cipio e comarcada cidade da Victoria todos os terrenos
dos engenhos Jaboalo, Justara, Larangeira, Seva, Fur-
nas. e Contra-Assudc Leste ; e ao Sul os dos_ enge-
nhos Pimental c Pntenla da nianeira porque aSo pre-
sentemente possuidos.
Art. 2. Ficam revogadas todas ai lelt e disposi-
jdes em contrario.
Fajo da assembla provincial de Pernambuco, 13 de
marco de IM7. Araujo llellraO.
OSr. Araujo llellrio : Pedi a palavra Senhor pre- responder-Ibe.
sidenle para dar algunsraclareciuieiiloa casa aobr o
projecto em discussao.
Dcsnecessario lie que eu traga para a casa as conve-
niencias que resultan! de una boa divisao de comar-
ca para os habitantes de seus contornos ; cumpre, po-
rm, sllennos se conveniente he a divisao ou altera-
jo exarada no primeiro artigo do projeclo ; e para o fa-
zer llinilar-me hel a dar as rases que me levarain a
aprrsentar casa o projecto que ora se discule.
Seniores, quasi todos essea engenhos cujos nomes
se ai ha tu exarados no primeiro artigo tem parle de
seus terrenos na comarca de S-Anio, donde distara
tres legoas pouco mais ou menos e parte na comarca
do Recie ou em N.-S.-do-ff; sendo que d'aquelia dls-
tam 8 a 9 legoas edestai2a 13: todos os proprleta-
rios desses engenhos liabitam na comarca do ficcife ,
ou em N.-S.-do-O', a saber : os de Leste ua comarca do
Recife, eos do Sol na villa do O'.; daqui j sevquao
neoininoilo ser aos habitantes desses mures, aos pro-
pietarios lavradores etc., prrtlarcmJVa cellos en-
cargos e deveres soclacs, como, por cxemplo os tra-
b illuis do jurv etc. e uiesmo tratarcm de seus nego-
cios particulares nessas distancias ao passoque da ci-,
dade da Victoria distam tres legoas pouco mais ou me-
nos.
Esta rasao parree-me que por si s seria bastante pa-
ra justificar o projecto ; porin anda alguna inconve-
nientes apresentarei casa ; inconvenientes que
inpveiaui (aiubem a aprrsentar n projecto.
Acontece Senhorea, que os guardas uacionaes quali-
ficados nos terrenos desses engenhos que tem ter-
renos as dillrenles comarcas logo que sao chamados
para o servijo por seus superiores arranjam entre si
nin troradilbo de casas, de maneira que os que niora-
vam e foraui qualificados ua comarca de S.-Antopas-
sain-se pafa a villa do O', ou para o liecile e vice-ver-
si ; secundo ine iiifornioii o comniandaiite do respectivo
eorpo ) e ei-loS mudados, e suas habitantes oceupadas
pelos qualilicados as outras comarcas: e assim una
parte desse corpo cuja denoininacao est enunciando
seu prrsiimoso destino lllude scmpre a seus superio
res com grave delrinienlo do servijo publico.
Altada outro inconveniente Senhotes ; c be que a di-
visan pela maneira por que presentemente se acha he.
duvidosa : qnestes se tem suscitado sohi'C essa divi-
sao : o Sr. do engenho Pntenla persuade-se que todo o
terreno pertencente esse engenho como aquclle de-
nominado Po-Seceo pertence comarca do Cabo ao
passo que s autoridades de S.-Anto e o vigario estao
do contrario persuadido ; dando-te por issso conflic-
tos de jurisdijo entre as autoridades, uo s prlo que
diz respeito guarda nacional como pelo que se refe-
re polica, etc.
Ki.i-aqui as rases que me levaram a apretenlar eate
projeclo; e me pareeem sufliclenlrs para jnslific-lo.
Nada mais leutio a dizer ; entretanto se os nobles
iiiemhros desla assembla precisaren! de mais alguns
esrlarceimrntos eu estou promptoa d-los.
O ^r. AVllo : Senhor presidente,, creio, que apezar
dn ser esta a primeira discussao deste projecto he per-
mittido mandar un requrrmenlo propundo que seja
elle adiado al qu se ouja o Sr. presidente da pro-
vincia acerca da conveniencia desla medida: sempre
que tratamos de divises ecclesiasticas e judiciarias,
costumamos ouvir o administrador da provincia ; e por-
lanto V. Exc. me conceder que eu mande a mesa um
equeiimento ueste sentido e que lieo srguinle :
Requeiro oadiamento da discussao, emquanto ae
pede ao presidente da provnola iufrlnajrs a respeito
da utilidade do projecto. u
Apoiado entra em diiriun'io.
OSr. Araujo Beltro: Eu nao sei, Sr. presidente,
quaes as inconveniencias que podem resultar deslc adla-
iiiento ; no vejo senao una delonga...
O Sr. Nclto : Eu lli'as mostrarei
Sr. Araujo lleltrpo : Pois para mostra-las tem a
palavra porque a ceder!.
OSr. S'ello: Aprovritando a palavra que me conce-
den o Senhor presidente, a quem a pedi, e nao o Senhor
rio livesse direito,, nu requerirla assembla; mas, I deputado que me nao a podia dar, digo que he conve
aliu de que lie isso nina couiisso do que lenho siis-l niente.oadiamciito por mim proposto para que se ouja
lentadn, islo he, que o peticionario uo lem direito, 'o Exm. presidente; porque, com quanlodeino. milita im-
i un mili que rile podia requerir assembla, couiqun- pnrtancia spaltivrasdonobre depulado, no nos devenios
julgar Inhibidos de ouvir o administrador da provincia
Iuc nos piule dar informajes mais eircuinstaneiadas nao
s acerca da conveniencia da lei pi oposta pelo nobre de-
putado, como inesiiio a respeito ilo descnvolviuieiitoque
essa le pode ter, alim de habililar-nus a elaborar um
projeclo mais bello, mais completo, e de conveniencia
mais ampia.
Se o nobre deputado enlende que o presidente no se
acha ao alcance desla quistan, ou que uo pode oble
de seus agentes as precisas inforuiajes aceica da con-
veniencia da siibdivisu que plaque para a parte judi-
cial la das .'I comarcas, err o que < sl no seu direitu vo-
tando contra o incu icqiiei miento : mas devo observar-
Ihe que, nesse caso, irroga gratule injuria ao cidado
que eiicarregou-se da alia -uiisao de dirigir os destinos
de urna provincia cuto esta.
1 oucebo que o noble depulado que muito se inleressa
pejo seu projeclo, que esta convencido da sua utilidade,
(cuba recelos de que a presidencia o contrari, ou, de-
niorando-se em dar-nos os iforuiajes que jtllgo ne-
cessarias, concorra para que elle nao passe com a ccleri-
dade que deteja; mas declaro-lhe que me nao prouuu-
Uempstrado, Senhor presidente, que o peticionario
nao lem direito a ser jubilado, porque uo est coin-
pn hendido na disposijo da lei de 1U de jutilio de 1837,
oque vein a sei una jubilajao que a assembla agora
ci contra este projecto, que tenho minhas tendencias e
inclinajespaTa dar-lhe o meu voto, c que com o meu
requeriiftento nao tenho outro fin senao o de procurar,
que se nao interrumpa o Inveterado costlime de ouvir o
administra!'.ir da provine! sobre un negocio que he da
sua aijada, e sobre o qual tein de exercer alinal o direito
dasauejao; costume lauto mais coveniente, quanto traz
a vantagem de inleirar a casa da opinio do governo
acerca de semelhantc negocio, c de habilita-la a regu-
lar o teu procediinento de maneira a evitar O desgostodc
ver negada etta aaocj dus c\:z actos:
Em-aparte, acaba de dizer-me um nobre deputado
que lato se tcm feito no intcrvallo das discusses: sempre
me tenhoa esseexpedienfe: nao julgocouibinavcl com as
conveniencias publicas iujpor .a presidencia um termo
to curto: pois se Ih'o impe, quando se diz : ouja-te
o administrador da provincia; mas contine a discus-
silo : sempre me pronunciei contra essa pratica que de
algitma sorle denuncia que tuppoinos dispemavel o pa-
recer do governo, e que sein este nos julgamns habilita-
dos o votar pelo objecto acerca do qual o pedimos: sem-
pre ontipalhysel com essa tctica, que se parece um
pouco com o modo por que proceda o pobre de- Gil-
llraz, que peda esmolas coiri a espingarda ao rosto.
Vot" peln rentteriinento que mandei mesa.
O Sr. Araujo fellra: Senhor presidente, o nobre
deputado entendeu que eu me oppunha. ou me persua-
da que o presidente nao poda, dar esclarecinirnios a
respeito; mas nao me comprchendru: o que eu me per-
suado e e.ntendo lie que esta casa lem as" informajes
stillicienles para deliberar a respeito da materia, c que
desneeesaario he o adiainento.que dar lugar a delungas,
principalmente quando certo estou deque, nao tendo
havblo participa jan algunia a esse respeito, elle nao es-
tar ao fado dessas oreuri'encas......
O Sr. Nctio: He salyra em louvor.'
O Sr. Araujo DeltraO: Nao lie salyra.
Disse o nobre deputado que eu poda vottr contra
o adiaiuenlo: eu sei que estou no meu direito em votar
contra o adiamrnto: nao preclsava da lijao, mas dese-
java fazer ver casa as rases que havi tm para que elle
votasse cantra esse adiautento; nem nos damos s as
nossas rases para.....
O Sr. AVllo d um aparte que nSo ouvimos.
OSr. Araujo )Jeltra6 : Ento podiatnoa estar tenta-
dos, votando smente sem jamis fallarmos: tei que
podia votar contra, repito; mas quero apretenlar casa
os motivos, os inconvenientes deque paste o adiament/
para que a casa vol cominigo. /
Entendeu mais que com Isso offendla o presidente:
nao tive essa intenjo; qlz eniprestar-iue ette penta-
niento. ^g.
Pela rapidez com que o nobre diputado failou n&o pu-
de fazer maifalguns apanhaineutos de suaa ideas para
O Sr. Peixoto de Brito nao te levanta para combater o
requeriinentn do diputado que acaba de ten tar-sr, utas
sim para adiciouar-llie alguma cousa, tendente a habili-
tar a casa a obter, acerca (lo projecto que ae discule, nao
s as inforuiajes do governo que com o nobre depulado
julga ndspeitsaveis, como as da coinmissao de rslaiis-
lica que tambeiu suppe precisas; e como deseja, que
isto nao obstante, nao seja interrumpida a primeira dis-
cussao do mencionado projecto que lo adlantada se
acha, assenla que a assembla deve vota-lo, com a con-
dijo de nao poder elle passar asegunda discussao, sem
que tcnliam vindo as informajes a que te tem refe-
rido.
O orador conclue, mandando meta o seguntc re-
querlmenlo.
Requeiro que antes de entrar o projecto que te dis-
cute, em segunda discussao-, se pejam iiiformajes au
preaidentc da provincia, e seja ouvida a coinmissao de
estalistica, >
Apoiado, entra em diseussSo.
OSr. Ardo, com asseutimento da casa, retira o teu re-
querimiento.
Encerrada a discussao, he o" projecto approvado em
Ei-nucira e bem assim o requerimento do Sr. Peixoto de
rito.
Primeira discutan do projeclt n. 10 que assim rslii ridigido.
i. A commisso de instrurjo publica, examinando o
reqnei iini'nto de Joo Izidro Coujalvcs da < ruz, profes-
sor publico de pi mi iias ledras de C.uruar, vrrificou
pelos documentos apresentados, que o peticionario se
acha comprehendido na disposijo do artigo 10 do capi-
tulo 2. da le de 10 de junhu de 1837, e por isso lie de
parecer seja elle deferido com. o seguinte projecto :
A assembla legislativa proviucial de Peinaniblico
decreta:
Artigo 1. O professor publico de primeirat lemas
de Caruar, Joo Izi dio Gonjalves da (-ruz, tem dirrilo
a ser jubiiado com melade do ordenado que percebe.
Art. 2. Ficaii revogadas todas as leis c disposrrs
cm contrario.
Sala ilas coniuiiss oes da assembla legislativa pro-
vincial de Pei;nambuco, i.'ide marjo de |847. Joai/uim
y Hiela. Fcrrtira Hrrelo. l'ere/ra de Carvalho.
O Sr. Afeito vota contra o projeclo por supp-lo'com-
prehensivo de medidas que comprim au poder admi-
nistrativo c nao A assembla, pois que se, como con-
fessa a coilllliiss.no de iuslrucjao publica, o peticin nao
apresenlou documentos que provaiu achar-sc elle no ca-
ao de obter a jubilajao, c segundo a Iri reguladora da
materia, ao administrador da provincia compele a apre-
ciajn desses documentos, e o diTciinicnlo da prelciijo
que nelles ae basa, claro fica" que era ao niesnio admi-
distrador e no a referidaassembla que o pretend nte
se devera dirigir para solicitar a execujo de predi-
la lei.
Dada a hora fica a discussao adiada.
0 Sr. "residente levanta a sessu depolt de haver desig-
nado'para ordeui do dia da seguinte contiuuajo da de
boje; tritura de projectos. e pareccr.es, discussao de pa-
receres adiados, terc ira do projeclo n. 7, e primeira
dos de ns. 6, 11 e i2.
SISSAO EM 22 DE MARCO DE '1817.
PKESIOENCIA DO S. SOZA TEIXFISA.
SUMMARIO. Chamada. pproi-aco da acia da icsiao
anterior. Kipediente. Adupco, em primeira diseut-
in, dos projectos ns. 6 110.
As II horas e '/, da manhaa, o Sr. I. Secretario faz
a chamada, e verifica estarem prsenles 21 Srs. depu-
tados.
O Sr. Presidente- declara aberta a sesso.
0 Sr. 2." Secretario 16 u acia da sesso antecedente que
he appruvada.
OSr. ."Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ollieio do secretario iulerjin da provincia, parli-
cipando que se solicitou do Exm hispo diocesano a ne-
cessaria iuformajo acerca dos doiis coinpromissos, de
<|iie ultiuiameiite te oceupra a assembla. Inlei-
rada.
Otilio do mesinc secretario, acensando remessa de um
requriiHcnto, emque o subdito f'rancez Joo Hapllsw
Navarro se prnpe a contratar a illuminajo publica des-
la cidade por nielo de gaz. A' commissa d obras pu-
blicas.
Outro do iiiesmo, transmittindo as iuformajrs que
acerca dos instruinentos de chimica e pbysica l'ora:n prla
asteiiibln requisiladas. A' quem n a requiica.
Onlio do Si. depulado Faria, prlicipaudo que, por
achar-se docule, nao pode comparecer s sescs. I"-
leirada.
Urna represcutajao da aduinistrajo dos eslabrlecl-
ineutos de caridadr, prdindo (]iie a assembla baja de
interprelrar o artigo 31 da lei provincial de 22 de mao
de 1m5. A' commissii de legista cao.
I'm requerimento em que o padre Tliom Ignacio Go-
mes pede, te Ule mande dar o o di nado que legtima-
mente Ihe compete. A' commisso de ordenados.
He lido e approvado o seguinte requerimento :
MUTILADO


T

Rcn mlmclwei. que pelo, mel competente
""'"'V.nanH'nicIpaldetacldade.petlcSo dos ha
peca a cain* .. da Clpunga, dirigida a esta assem-
hitantes a aSsada, implorando a derogacao da pos
ulea "ars 'c fAra a informar a niesina cmara. -
lura n. **i l *
Ca!l"''- mu iimii,';,, ...........i, |
1 TiTTnTPiRSliiiicor
3
-uplr0< por paite dacommlssao de negocios d
Rcq"eiio._i___i t BOBT, 2 BIHABgOMlW.

a, a ordcm do da para a sesso d'aina-
sina da de hoje, coni cxccpcao dos pro-
0 que foram approvados eni prlmeira dis
Na a*
nhSa sen
jeclos na.
cusso
rmndoze e meio da de vlagem entrou hoje neste
nurio o vapor Imperador vindo do Norte
Dos ioinae que noa rite troiue, os do Cear alcan-
,iiii a i?, ot do Maranhao 13 e os do Para a 6 do
CO(Joiii profunda magoa noticiamos aos nosjos leitores,
...... nenliiiina esperanca lia de que escapem, este an-
mi aos horrores da secta ui labiUuir iJa piimeira
dessai provincia poli que, alm de nao apparecerem
cliuvas, o ol dardrja coin frca e vigor obre as la-
voiiras dos miseros agricultores, e, redmindo podra
ierra que coin tanto afn e cuidado haviam prepara-
do quand, em Janeiro, alguna signaes de invernse
niaiiifeslarain, os colloca na afflictva posican de se nao
pod-rem aproveitar dessas trras coin a necessaria prts-
teza", se por acaso foirein favorecidos coin as agoas plli-
viaei de que tanto necessitani.
0 partido equilibrista continuava a ser zurzido pelos
omos, dous em cujo centro procura collocar-se, e que
buscan) rivallsar no empenho de repelli-lo, tacliando-u
ambos de traidor. -
No Maranhao prlnclpiava o clero a ser lirado das gar-
ras da miseria pelo ministerio da fizenda se ordenou
finse gasta alli a quantia de 21:150/000 mil rls cotu as
despeas do culto publico.
O celebre Militau que por continuadas torpezas too fa-
moso se tornara na comarca da Chapada, e de cujas fa-
canhas algumas vezes nos oceupamos, renovava-os seus
.actosde barbarldade, mandava saquear as fazendas da-
j. ieiles dos seus visinhosa quem votava odia, e eslava
denunciado de haver assassinado sua proprla irraaa.
Com oilinde chamar o caudilho, ao cumprimrnto
dos seus deverrs, coin o fin de o fayer punir dos dellc-
tos coin que de novo se lia manchado, o Sr. Franco de
Sa llnlia cncarrrgado a polica da mencionada comar-J
ca, a pessoas circunspectas, c a quem sobra a cora-
gean precisa para esbarrar o monstro na carrea do
riiine.
Nao lie, porui, "smente csse dvscolo que naqurila
psovincia busca distinguir-se por liediondas e descoin-
inunaes acedes ; o assassinato de um tal Manoel Anto-
nio de'A mirad?, q*.e ao conversar com a esposa fra
apiuilialado pe lo da Tutoya por iSo cruentos algotos,
quedepois de o haverein morto, cortaram-lhe a lingoa
e as inaus. lie nina exuberante prova deque algueip ha
que procura imitar O serterato, cuja cerviz, esperamos,
se inclinara ante o enrgico presidente que to de
prompto ;oube tomar as medidas nocessa.ii_a para o
convencer de que nao he fcil violar impunemente as
ler de un paiz, cujas autoridades, conscias de suas at-
tribuices, jamis ilcixaiii de servir-se dcllas, quando
i i'ciniiii'ceiii necessidade do seu ejnprego.
O Para, que couseivava-sc tranquillo, ia ter um pe-
ridico de mais sob o titulo de Mercantil.
Cartas de nossos amigos do RIo-firande-do-Nortc, da-
tadas de 20 deste mez, referen! que essa provincia se
ai lia oiii paz; masque, como consequencia da aecca,.
experimenta carencia de todos os gneros de primeira
necessidade, inclusive a farinha, de que apenas tem
ninas 500. e tantasaaccas, mandadas para lli pelo go-
verno geral. *'
Corrcspoideiieia.
Sri; Redactores.(*)Nao sendo de nenhuiiiasortc possi-
vel harmonisar-se com o meu modo de pensar, e nem
nrm lao pouco rom os principios de amizade que pro-
fesso ao Sr. general Sera, o drixar passar Inclume a
falsa pronosicao que o autor do ortigo inserto no Diario-
Nqi arrojou-sc a emitr na parte que diz respeito incrini-
bencique tlvc do dito Sr.,afim deencariegar-inedohos-
pital regimenll desta cidade em lempo, e ni que S. Exc,
sd temi em visla soccoirrr de xofre nos soldados enfer-
mos que, estando debaiio de sua protecc.o, achavatn-se
en; total abandono,atienta a rapidez da sahida paraa Ba-
hia, dos cirurgiors mor e ajitdantes.o falleciniento, nes-
se mes.no lempo, do rirurgiio de parlidoManoel Kernar-
(lino ; c tm liin a iithabiliaco dos dous cirurgies mi-
litares, segundo se ve das rasos por S. Exc. apresen-
tadas ao Kxm. presidente da provincia, quando liouve
de submetlerlal medida ;FUttapprov.-ao!...ou a prdir-
llies, Srs, Hedactores.o obsequio de daren publlcidade
is declaracdes que ob uiinlia palavra de honra pasan a
fuer:i." que he falso e integramente falso o ter S
l-'xt. me enoorregado de tal coiutiilsso por rilar nndiri-
ilnpuracommigo, como
  • qnantii, aleni de lao infame procrdiiiienlo de todo re-
    pugnar coin o carcter e ssudeza que sempre reco-
    r.hrcl emoditSr accrescc que tenho sido generosa-
    nenie recompensado do quanio,com medico de sua
    cana, Ihehei prestado : 2." que nenhiiina nutra rasao le-
    vou o Sr, general commandantc das armas a assim pro-
    ceder, seno a conlianca que em inini deposita desde
    qiieeni 1844, em consequencia .da sedico das Alagas,
    irestci servicns debalxo de suas oidrns, como cirur-
    gino-mr e director do hospital regimenll'"da inesina
    provtnci), segundo piovo pelo documento abaixo Irans-
    ciiplo: 3." em flm, concilio snienlifuaiido ao Sr. ano-
    nymo, que, quando tivrr de ferlr aalgucm, outro seja
    o Individuo que Ihe sirva de instrumento, poim nao o
    abaixo assignado, visto que estar sempre promptoa
    redargir proposiedes degenerla!.
    Sou, Srs. Itedactores, seu etc.
    Dr. AlcxandrediSouia Ptretra daCarmo.
    lllm l Exm. Sr. general eommandante difrcait/u o-
    peraciei titila provincia. O doulor em medicina Alexan-
    drede SoUzl Pereira do Carino, leudo sido iioineado no
    di a i de iiiivemhro pelo Exm. presidente da provincia
    cirunlo-iui- e director do hospital da Atalaia, Incum-
    bido da cura dos bravos que foral feridm no combate
    que alli leve lugar nesse mesmo dia, precisa a bem de
    sen direitoqueV.Exc. digne-se altestar, seo siippllcan-
    l( preiieiicheu uein ou mal a cominissdn, de que fol en-
    earreaado, equal o seu proceder na direccao do ImSpi-
    tal drsla cidade: poi-lanoPede a V. Exc, digne-se as-
    sim deferir.E reccbermcrccVi. AUxandre deSatl-
    io Ptreira do ('armo.
    Prrlicnchcu ptimamente a cominissan, de que. mi
    cncarrrgndo, dcsempei.liando com zelo, aelividade e es-
    ' liiro as funeces Inherente a sua proHssSo, prestando
    drsl'arle saliente servico a pri.l da causa da Mean, c
    particular dos bravos qife por occaslao do ataque da
    villa da Atalaia forain miilHados pelas frcas rebeldes,
    labendo-lhea ventura de salvar as vidas lao preciosas
    dos ufficiacs e oulras pracas que estiv. i am em grave pe-
    rigo oque notoriamente Ihe altiibueni e conressaiii os
    iiiesmos feridos : Igual zelo, actividade e esmero eii-
    cadrados ]perlcia cm sua arte, de que he dolado, ha
    1*1 Desde odiaimniedialoao da publicacao do artigo
    a-iuc esta correspondencia se refere, que a temos em
    nos.o poder; mas agrande aflluencla de materias con-
    coneu para que s.uente l.ojc a podeMeiiioi da a
    prclo.
    desenvolvido na dlrecco do hospital desta cidade: por
    ludo istome parece o doulor Alexandrc de Souia Perei-
    ra do Carino digno de attencao do govrrno imperial, o
    que ariuo Sob minlia palavra de honra. Quarlcl-gene-
    ral em Macelo, 7 dedezembro de 1844.--nIonio Correia
    Stdra, general coimnaudante.
    COWMERCIO
    Alfandega.
    RENDIMENTO DO. DIA 22.............2:506/769
    DEsciUEOAXJojB 23.
    BrlgueHeliopolii mercadorla.
    Brlgue-BoMm-ldem. .
    BrlgueS.-Manoel-AvgtiitoidcL, '''
    HrlgueMwiro-barricas vasias. w t
    impoWaco.v'.
    HeliopoHt, brlgue francez, vlndo de Marselha, entrado
    no crreme mez, consignado a L. Rruguiere, manifestou
    o seguinte :
    '50 pipas viiiho, 300 b.-irrls bacalho, 20 balas alfaze-
    nia, 51 saccas pimenta, A( ditas amendoas, 300 caixas
    passas, 100 nielas ditas dita, 50 caix.is azelte-doce, irO
    balas papel de embrulho, 15 caixas papel, 100 ditas
    chumbo, 1 dila Sedas, 6 babus e uina caixa perfumaras,
    100 caixas eniofre, .' dita melase luvas de seda, 1 dita
    coritas de violan ; a L. Bruguire.
    40 caixas vinho ; a Eobert.
    4 caixas meias, 1 dita pe lencos de carteira, 1 dita fa-
    zendas ; aos passageiros.
    .' ....
    Consulado.
    RENBIMENTO DO DIA 22.
    Geral...........
    Provincial.......,
    Diversa provincia ,
    . l:064/46-
    . 1:0I0H47
    . 57/896
    3:033/305
    Movimcnto
    m*-rmmmmmmm
    Navioi entrada* no dia 22.
    Para, Maranhao, Cear, RIo-Grande-do-Norte eParahl-
    ba ; 42 '/] das, e do ultimo porto 12 horas, vapor hra-
    sileiro Imperador, eommandante J. H. Otlen. Passagei-
    ros, Simplicio Emrterio Machado, Manoel Duarte do
    Valle Junior, Manoel Reirlo r'onlenelles, Jos Jna-
    qiiim Ferreira Valo, Leocadio P. Pessoa com um irmao
    e um escrovo, Amonio dos Santos Coelho. Segu
    para o Sul, levando a seu bordo 8 recrutas
    Mar-Pacifico, tendo sabido de New-lledford ha 32 mezes;
    galera americana Ofoniesuuia, de 436 toneladas, capl-
    lao II. E. Dowcr, equipagein3l, carga azeltc de peixe;
    aocapltao.
    Montevideo 4 dias, barca ingleza fiuarrfinn, de 201 to-
    neladas, capilao Jozeph Mollat, equipagem 14, carga
    guano j ao capilao.
    Aatn'o sahido no mesmo rfii.
    Genova ; barca sarda Felice, capilao Antonio Risso, car-
    ga assucar e ponas de boi.
    Declaracdes.
    O vapor Imperador, recebe as malas para os
    portos do Sul, hoje, s 2 horas da tarde, c as corres-
    pondencias que vicrem depois desta hora pagarilo o
    porte dobraao.
    A administr.-icao gcral dos eslabeleclincntos de ca-
    ridade manda scientififiar ao publico ,quc no dia 25 do
    concille mei, anniversariodo juramento da conslilui-
    9S0 poltica deste imperio, pelas 4 horas da tarde, oExin,
    Sr. presidente desta provincia, laucar a primeira pedra
    do Horpilat de l'edro II, mandado collocar por le, no si-
    tio dos Coelhos, o qual tem de substituir o actual de S.
    Pedro de Alcntara; e outro sim, que este sera franquea-
    do nesse da a todas as pessoas que o quizerem visitar
    al a 8 horas da noite. Aduiinistracao geral dos esta-
    belecimentos de caridade, 22 de marco de 1847. O es-
    crivb Joo Francisco Bailo.
    - A adininlalracio geral doscslabclccimenlos de ca-
    ridade mandajaier publico, que, nao tendo sido possi-
    vel Ir a praca a renda, por 3 anuos, de lodo o edificio da
    ra da Roda, em que esteve outr'ora a casa dos expostos,
    fica transferida para o dia 29 do corrente mez, no mes-
    mo lugar j annunciado. Adniinlstrafo geral dos esla-
    beleeinientos de caridade, 22 de marco de 1847. O es-
    ciipturario F. A. Cavatcanle Couueiro.
    Tlietro publico.
    Oulnta-feira, (lis anniveriario do
    JURAMENTO DA CONSTiTUIQAO,
    se ha de pdrem sceua um brlllianle espectculo, dividi-
    do em cinco parles:
    1 Um belissinio drama allrgorlco, apparcccno o
    retrato de
    S. M. I. C. O SENHOR D. PEDRO II,
    canlando-se o liymno nacional.
    2 A rfmiffl da polka, seguindo-se a segunda escomi-
    da ouverlura.
    3." O primelro acto do rico, mu brilhantc c novo
    drama
    S. BARTIKXOMEO NA ARMENIA,
    ou
    A PAOPACAO.AO DA FE*.
    4. u A daen da maihurka.
    5." O ultimo acto do drama sacro.
    Rematando com urna linda e vistosaapparicao da glo-
    ria celeile, em que he transmutado o throno do re da
    Armenia.
    Principiar chrgada de S. F.x.
    IMihlicAcao .Horaria.
    Elemento de dlreito natural ou de philosopha de
    direilo.peloSr. Firnt Ferrer Sello Paiva lente ca-
    thedratko da faculdade de dreilo na universldade de
    Coimbra,, etc. Pernambuco tjpographla de Santo i
    Companhla. a .
    Esta obra foi reimpressa a instancias do Sr. doulor
    Aunan que a tem por urna das melhores na materia
    de.que trata c mui aproprada ao uso das escolas de
    direito. Os Srs. acadmicos que a quizerem comprar
    podem desdo J dirglr-se a livrara n. 56 da ra da
    Cruz do Recfe onde aahanfo alguna exeniplares j.i
    encadei nados a precode 3#000 r.
    Avisos martimos.
    ahondado de ir pagar as sua passagens at o dia 24
    do corrente em casa do calxa, Flrmiuo J. F. da Rosa;
    do contrario, nSo serio lidos como taca : e para que nao
    appareca qurixa se faz o presente aviso.
    Para Liverpool sahlr com brevidade o brlgue In-
    glez Malcolm com excelleiites e aselados commodos :
    quem nelle quizer ir de passagem dirija-se ao capilao,
    011 aos seus consignatarios Jones Patou 81 Companhla,
    na ra do Trapiche, n. 10.
    Para o Para sahe com brevidade a sumaca S.-na-
    bina: quem india quizer carregar dlrja-se a ra do
    Queimado, n. 16, 011 a bordo.
    Para o Por? gue vlngem, at o fim do corrente
    mez, a barca portuguesa Bs/la-Praamouean, capitn
    Manoel Francisco Noguelra, por ter a maior parte do
    seu carregamento proinpla i quem india quizer carre-
    gar, eutonda-se com o dito capilao, nu com o consigna-
    tario, na ra da Cadeia do Recfe, n. 51.
    -- Para a Baha segu com brevidade o hlate S.-ene-
    dielo, de superior marcha : quem nelle quizer carregar
    ou ir de passagem, trate com Silva S Grillo na ra da
    Moeda, n. II.
    Para o Ro-de-Janriro sahe, com a maor brevidade,
    aveleira escuna.&'alnnle-.War/a, por ter sou carregamen-
    to prompto; recebe nicamente cscravos a frote e pas-
    sageiros, para o que tem excedentes commodos: aira-
    lar com Silva St Orillo, na ma da Moeda, n. 11.
    Lelao.
    Kal man 11 8c Rosenuiiiml antes da prxima reti-
    rada temporaria jiara a Europa do sou chefe, o Sr.
    kaII, ni.nin farao anda umlelao, por interveiicodo
    corretor Olivera, de um bello sortiineuto de muilezas
    c ferragens finas, muito apreciadas de seus fregue-
    zes cuja concurrencia esperam na hoje, 23 do corren-
    te as 10 horas da manlia no seu armazem da ra da
    Crus.
    -- Sanios, Barros 8t G. farao leilao de 300 caixas com
    passas, hoje (terja fclra)23do corrente mez, s 10 horas
    da inauha, porta doarinazrmdo Barcellar, defronteda
    escadinha, no caes da Alfandega.
    I visos 'diversos
    - O Sr. Jos do Canto de Vasconcrllos.que mora em
    o engeuho Serra-Verdc baja de vlr qu mandar a ra
    Uireita sobrado n. 29 para receber urna carta que Ihe
    he importante.
    PROC.ISSAO DE TRIUMPHO.
    A mesa rogedora da vencravel o ni e ni terceira do Car-
    ino desta ciJade leudo de apresenlar a vista dos fiis
    calholcos na larde do dia 26 do corrente a proclsso
    do Trluniplio dos Passos do Senhor, polas ras argum-
    tes : estrella du Rotarlo Queimado, Cruzos travessa
    de S.-Francisco ras da Cadeia de S.-Antonio, dila do
    Recfe, Cruz, travessa de Stlom-Jsus ru i do Tanoei-
    ros Trapiche, Vigario travessa da Cacimba ,' ra do
    mesmo noiiie a sabir ni da Madre-de-Ooos e doslaa
    da Cadeia em soguimeninas do Collegin, Quoiinado ,
    l.ivramento Direila travessa do Marisco ras dos
    Martyrios, Hurlas a groja : por isso roga aos morado-
    rr.s da ditas ras c travessa o obsequio de mandarem
    limpar as lestidas de suas portas allm de se acharen)
    com a precisa decencia para por ellas poder transitar o
    Salvador do mundo na certeza de que e algumas de
    ditas mas assim nao se achrem no ref-rido dia a pro
    cssao tomar, mitra direccao : roga igualmente aos re-
    verendos Srs: sacerdotes que quizerem acompanhar a
    procisso, o obsequio de se ai l.an ni na groja as3 horas
    da tarde hora Finque olla dever sahir ; e aos Srs. ar-
    rematadles da lluminaco da cidade o levantamento
    dos ferros dos lampeos nos lugares em que possam
    prejudicar olivre transito dos andores.
    O NAZARENO N. 13
    _____r_-........ "1
    Precisa-se comprar um moleque de idadede 18 an-
    nos, bonita figura, paga-se bem ; advertfrae que nao
    tenha vicios nem achaques : na ra Nova, n. 8.
    Troca-seum relogio iugloi com vldro, por um ou-
    tro horizontal, com corrente ou sem ella, de otiro, tor-
    iiando-se o que fr justo : na ra das Cinco-Ponus,
    venda n. 82. _j._
    Na ra das Larangeiras, n. 14, segundo andar,
    agenciam-se comprase vendas de qnalquer negocio ou
    objecto serio que se incoiisMreiii, e caso percisarem ae
    fiadores, dar-se-h i.
    Roga-se a ceno Sr. tenentc-coronel, haja quanlo
    antes de pagar ao mostr Theotonio Joaquim da Coatao
    concert que este iiie fe* na tu* casa da ra do Vlgar..
    pola o dito mostr nao leni obrigacao de concertar casas
    a sua cusa para sua senhoria, e nao est para aturar a
    suas grosseirias; ecomo qur que, indoo meinojncstrc
    pedir-I he o seu dnheiro. e ua senhora o maltraUe, a
    ponto de o querer deitar pelas escadas abaixo, por Isso,
    auanto antes, envergonhando-se sua senhoria, e lto
    le ""
    bol
    to de sor chamado a juizo.
    D-se dinheiro a premio sobro pinhores; na
    travessa dos Martyrios, u. 2.
    !iefor possivel, de seu brutal proccdlmento.quelraem-
    olsar ao dito mestre, se nao quiter passar pelo dego-
    I
    recisa-se
    de uina ama de leite
    na ra do Queimado, n. 6.
    Manoel da Silva Santos contina a
    vender farinha de trigo da verdadeira
    marca de SSSF.
    - D-se um cont de ris a premio, sobre hypothe-
    ca em um predio nesla praca : na ra das l'rincheiras,
    n. 46, primelro andar.
    - Na ra do Sebo n, 3 d-se dinheiro a premio
    com penhores de todas as qualidades c em pequea
    quantia.
    Joo Manoel Rodrigues Vallenca embarca para o
    Rio-de-Janciro a sua escrava Anglica.
    . Precisa-sede um caixeiro para venda c que eja
    liiiin de balean e de fiador a ua conducta : ua ra
    Formosa na quarlacasa.
    Procisa-so do um feitor para um silio : a fallar
    com o Sr. Gabriel, na arcada il'Alfandega.
    I
    Compras.
    Compra-so meia du/.ia de cadeiras, um soph,
    e urna mesa de meio de sala, queja esteja ni usados,
    e ciijo proco nilo exceda de 25/ a 28jfflOO reis : quem
    tiverannuncie.
    __ Compra-so una obra do Breviarios Romanos,
    cm quatro volumcs, velhos: quem tiver e quizor
    vender, annuncie. -
    Compram-se ceduhs de vinte mil
    rls,da estampa encarnada, que nao eor-
    rem mais nesta provincia, hoje, (i3) t
    o meio dia : na ra da Crui, n. aC.
    Compra-c una caixa de tartarug} usada : na ra
    do Sebo, n.3. _, ,
    i:onipram-sc moedasd'ouro de 6/400: na ra Dlrel-
    ta, sobrado n. 20.
    Compra-sr 011ro ainda niesino em obras que-
    bradas : na ra do Rangel, n. II.
    Compra-se una cabra (bicho) que seja grande .
    boa de leite, e que lenha cria pequea : quem tlver an-
    nuncie.
    Compram-se escravos de 11 a 20 anuos sendo do
    bonitas figuras pagam-sc bem ; lambem se comprara
    alcuus olliciaos de sapau-iro : na ra da Concordia, pas-
    esta a venda na livrara da praca da Independencia B mozlnha. a direila segunda casa terrea,
    n. 6e8, na loja do Sr. Quares.na na Rua-Nova. c na '"^^P ranMe escravos de ambos os sexos,
    lypographia Nazarena ra de S.-Amaro : esta na ierra offidoJ ou Vi elle sondo mocos c de boas liga
    Para fisboa sahlr, no dia 27 do corrente, o brlgue
    porliigurz.S' -omingot .inda recebe carga a frote, assim
    como passageiros,para o que tem bou commodos: trata-
    se com Mendos 8c Tarrozo; na ra da Criiz.n. 54,ou com
    o capilao, Manoel Gonjalvra Viania, na pra;a do Com
    llicreio. .
    A barca Portugueza Boa-Viagem, vinda da
    Babia acabar de carregar neste porto, pretende
    seguir para a cidade do Porto, com inuita brevidade,
    por ter o seu carregamento quasi prompto : quem
    na mesma quizar carregar ou ir de passagem, para
    o que tem nuiito superiores commodos, enlenda-so
    com o capitfio, Joflo Jos Rodrigues, a bordo ou na
    praca do Commereio com o seu consignatario,
    Francisco Marlins da Cunha.na ra do Vigario, n. 11.
    Os Srs. passageiros que trataran! passagem para a
    ilha de S.-MIguel, no brigue Esplrilo-Sano, queiram ter
    o seu redactor.
    Killiar no 'asseio.
    Faz-se scicntc aos amantes dos bons sorveles fa-
    bricados naquollacasa, queosteem procurado c ja
    os niTo tee-m encontrado por se terem acabado, que
    van mais cedinho, para gozarem da boa medida que
    o sorveteiro costuma vender seus freguezes. O
    mesmo prometi de hoje emdianle augmentar o fa-
    brico com mais urna sorveteira, com tanto que nflo
    baja esquecimento cm-levar os competentes200 res,
    poique se est resolvidoa tifio liar, para nflo se per-
    der dinheiro e freguezes, como ja ihe tem aconte-
    cido por muilas vezes.
    I'rccisa-so de urna ama para o servico externo
    de casa de pequea familia : na ra do Vigario, n.
    25, primeiro andar.
    I'recisa-se de urna ama branca, que satba cose,
    engommar, c dirijir urna casa de portas para dentro,
    preferindo-se portugpeza : na ra Nova, n. 25.
    Na olaria na ra do cotovello, a primeira de-
    poia do neceo das Barreiras, precisa-sc de um tijo-
    eiro bom.
    Urna pessoa de minio boa conducta e serie pi 0-
    pOe-se a fazer qualquer eseripturacSo, tanto por par-
    tidas dobradas como singellas, das duas horas da
    larde em vante: quem precisar, dirija-sca ra das
    Urangeiras, n. H, segundo andar, que se dir
    quem he. .
    Precisa-sc de urna ama para casa e pouca la-
    lia, que saiba cozinhar, lavare engommar, e que
    seja capaz : no aterro da Boa-Vista, n. 58.
    -- Jos RJDelrO Haibosa embarca para o lto-de-Jane-
    ro, levando em sua campanilla una sua escrava parda,
    de nomo Paula.
    Joo Concalves Lucas Lisboa embarca para o H10-
    de-Janeiro o sou escravo ei ionio, de nomo Henediclo.
    Esl nesla Cidade um moco inglez, recente-
    mente chegado, queso doseja empregar na escriplu-
    raeflode algunia casa eommercial, nacional ou es-
    tra'ngeira visto que sabe a lingoa porlugueza e
    franecza, alm da de sua nacdlo, que sali com milita
    perfeicfo olTercce-se igualmente para cnsinar
    qualquer dessas lingoas. Quem do sen prestimo
    se quizer utilisar, procure-o no buhar do Passeio-
    Publico, 011 annuncie por esta folln.
    . Na ra da Cadeia do Recife, sobrado n. 50, prc-
    cisa-sede olliciaesde alaiate. .
    Roga-soaoSr. J. P. doL. R. baja de mandar
    pagar aquelles 16^000 ris, que nflo ignora, do con-
    trario ver seu nomo por extenso neste Diario.
    __ Aluga-se um escravo para trabalhar decneha-
    da em um sitio pe lo desta prac.n, dando-sc decomer
    e 10/000 ris por mez : quem tiver, annuncie, ou di-
    rija-se ra to Collegio, botica n. 6.
    Pircia-sode una ama para casa do portas a dentro,
    que saiba engommar, cozinhar e lavar algiima colisa, pa-
    ra una casa de pouca familia, ou tambera uina negra de
    1 cora
    mutis.
    0 alada mesmo vicioso, par ^g..Um" *
    ca,- paeaui se bem : na ra Nova, n. 95.
    Compra-se um oavallo novo de tamanho regular o
    de bonita ligu/a aluda meaiiinque esteja inaero, com
    tanto que sirva para pagrm : na ra nova,. 11...
    Compra-se, na ra da Cruz, n. 60 una negrinha
    de 12 a 14 anuos e que lenha principio de costura ; um
    prclo bom colnhelro, que nao tenha mais de Sb an-
    os.
    Compra-se um par de dragonas para onlcial su-
    balterno da guarna nacional, poiem que esteja em
    bom estado ; nesla typogiaphia achara com quem tra-
    'l Compra-se um diccionario portugiirz por Cons-
    tancio: quemo tiver annuncie.
    ___(0,p,a-Sc una piola de 18a20 airaos, de bonita
    figura, oque saiba engommar-, coser c cozinhar: na
    ra da Prala, 11. 80. nnJl
    Cdulas encarnadas iir Oiyr.
    Co.ilnia.n-se a comprar, com algun abatiinento,
    cdulas encarnadas do 2O,*0OO rs. .ale o fim do corren-
    te mes: na na da ( adela do llecife foja de cambio,
    11. 24 do Vieira. _
    Compra-se um tronco para escravo : na ruada
    Larangeiras, u. 18.
    Vei.das.

    \A RA DAS LARANGEIRAS N.l*. SECtlNSK) AN-
    PAR VENBEM-SK ESCRAVOS BARATOS.
    L'm molccote, de idade 22 anuos, sem vicios nem
    AS! ''o legante gura ; um dito, con^1 omc,o
    aq
    de ferreiro; un
    mualo tle idade 23 annos, proprio
    para agen.; dous negros optimos_pa_ra^serv.co
    de campo, por 850^000 rs.; um dito por 250/000 rs
    da negras mocas por 670/000 rs.; duas ditas por
    Sou".' urna do elegante figura, propr.a para
    a' Sr"a engommar, por ser bastante.torj ; urna
    por 460*000 rs., queengomma, cose, anhaeM
    doce, ou troca-se por outra ; e mas alguna escravos
    que vista dos compradores se moslrarflo.
    No (lenosilo de charutos da rva torga do Rosario, n.
    32 lorram-se charutos por todo o dtnltetro.
    todas as qualidades; os verda-
    }
    Pie?
    >a
    l'ede-se a apprenhensflo de um negro de na-
    eflo, velho, cabeca branca, feiOes grosseiras, c ru-
    gadas, falla mal, boa eslatura, porem corcovado,
    falto de totlos os denles da parte superior, na frente,
    mflos e ps grossos, cujos dedos silo rombudos e
    afastados ; por nomo Jos: ( appelidado prego ) po-
    dem leva-lo ao caes d'Alfandega, armazem n. 5.
    Hcnriquo Jos de Carvalhn e Souza, subdito carnauba c bahuszinhos:
    portuguez, vai ilha do S.-Miguel. I n. 24.
    ,in 1I11I ule* o torrain-se pe 10 pn-yu ..---, tt---
    2 000 2500 000 e I0U00 r... porhavrr grande porcao;
    proco esVo po. que nao se acha em parte algn,..
    na Nova, n. 8, lJa do A"
    ni a ral,
    ,.,.... ...a prea hespanhola: ricos vio prclo;
    vendem-se sa ja P'1' ', e lavradas. para
    SU el apeo' protos francezo, para hornera;^ burze
    .-.,n.ii.. de lustro para senhoras; nielas de seda
    ^lasobPaue;f, para di.as; o oulra, muita, fa.end.s
    doslo todo ehegado pelo ultimo navio francez. Ad-
    verte-so aos compradores que tudosc vender por prc-
    cos milito commodos.
    *___vendein-so, ou alugain-sc duas canoas de carreira,
    bem consiiuidas de ainarello ; tambera e vende ou
    troca-e por outro mais pequeo um oratorio ou anc-
    luario de mogno polido obra muito bemifelu e de
    muito bom gosto feita no Porto : cm Fra-de-Portas ,
    ra do Pilar, n. i45.
    Vcndcm-sc courinhos miados ; sola ; charutos de
    regada nOn-plus-ullra ; afianca-se a boa qualidade :
    umcabrluhadc mullo bonita figura e eapeilo; cera de
    na ra da Cruz no Recife ,



    . L'. JHW-l^-'
    W
    ^mvm^imm
    A^


    ?
    Vende-se, por prcfo commodo un carro de 2 ro-
    das, bem construido e quasi novo ; no Hospicio, cochei-
    ra Jo Emilio Francez se dir quem vende.
    Vende-se um botiquim, no Forte-do-Matto, na
    ra do Codorniz, n. 38, cotn todos os pertencos.
    Vendem-se charutos de regala, por precos
    commodos, parn f'eichar con tas: na ra do Trapiclie
    u. 3*, em casa de Novaes & C.
    Vende-so um bom /orno do padaria, feito
    moderna, por preco commodo ; e quarenta palmos
    de pedia lavrada : no boceo das Barreiras da Boa-
    Vista, n. 4.
    Vendem-se pecas do chitas a 4/600 rs.: ditas
    finas, cores ixas/a 5/600 ris; e 500 covados, m ro-
    talhos grandes e pequeos, a seis vintens: sarja pre-
    ta, de superior seda, a 1/400 ris : na ra estreila do
    Rozano, n 10, terceiro andar.
    Vende-se cofveja branca, em barricas, de mui-
    to boa qualidade, e por prego commodo no arma-
    zn de remando Jos Brague/, ao p do arco da
    Vende-se um relogio dcouro, moderno, por ba-
    rato preco : na Inverna des Martyrios.n. 2.
    \cndem-se tres lindos moloques, de 4 a 16 an-
    nos um molatinho do 11 anuos, proprio para apren-
    de! ollicio; tres pretos com habilidades, de 20 a 24
    anuos; urna preta de idade, por 200*000 ris: na
    vendo0 "' 3 8e*,,,ld0 nndnr sedir T'cm
    Farellos de arroz! Farellos
    de arroz !
    Acaba de chegar lito utile proveilosa substancia nu-
    tritivai para o sustento de cavallos; as vantagci.j j co-
    ndecidas pelos possuidorej, dispensan! de mencionara
    prclcrrnciaquedevc ter qualquer ootro- vende-se em
    barricas de 4 arrobas, no armazn de llarcellar, de-
    Ironte da escadinha da Alfandega, ou na ra do Vlgai io,
    n. 2.), a tratar com J. B. da Fonseca Jnior.
    Na ra da Cruz, n. 26, vendem-sc caixas de tartaru-
    ga verdad ora, iotas no Cear barricas de sebo do Ara-
    caty sola, &c
    Sement de lio ra I ce.
    Rbanos, rabanetes, nabo, couve-nabica, couve-lor
    liroco, trlnchuda, salea, coentro de toceira, cebolla, es-
    pmafre. repolho, alface repolhuda, dita alleuiaa. dila
    massaroca selgas, senoulas, ahneiro, aipo, tomates
    grandes, chicoria, chicarola,- seg,irelha, pirapinella, fri-
    jao carrapato, erviUia torta, esvilha direita, fava, che-
    gadas de Lisboa uo brigue Aofrim : vendem-se na ra
    da Cruz, n. 62.
    Vendciu-se duas escravas com algumas habilida-
    des sendo urna de 18 annos e a outra de 30 : na ra da
    Cadcia, loja de Jost1 Mara Sevc.
    Itua do Oueimado, n. 11.
    Ka loja nova de Rayinundo Carlos leite, ncha-se um
    completo sorlimento defazendas finas o mais em con-
    tapossivel; assim como chapeos do Cliili finos e or-
    dinarios; o (Zainoso panno de lindo, e as chitas assetl-
    nadas pretas ; chales e mantas de seda cortes de cha-
    l os mais modernos que ha ; merino e alpaca fina ; o
    verdadeirO brbn de linho de listras, para calcas.
    Na loja n. 4, de Ricardo, ao p
    do arco de 8.-Antonio,
    na ra do Crespo vendem-se lencos de finissima cam-
    qraia, arrendados e bordados, com bico em volta,
    propnos para mao de senhora de lindissimo gosto, pe-
    lo mdico preco de640 a 1/280 rs. cada um ; "hitas de
    cores nxas de ricos eslampados a 160, 18O, 200, 220 e
    240 rs. o i -ovado.
    rs, ptimos para engenho, por ser o escravo bn. camt-
    0;,,u'''"eravo nu rabalha mal bem de. pedreiro, ida-
    de M annos ; um bonito mulatinho, con. o seu frda-
    dlrf^9fl"n pagc",f,la,Je U annoai ""' >,rel 0 Coau,
    idade 28amio ; una rscrava de nacao, boa cozinhrira
    lavador, por 400/000 rs.; 2 bonitas 'pardas, utM
    9^#nftnV.acnec,,l,' por230^0 n i""a dita "'o. Por
    uu/uoo rs.. na ra 'Agoas-Verdcs, n. 46.
    Deseuganai-vos, freguezes,
    que Francisco Jos Perora Braga', na ra do Crespo ,
    loja de A portas n. 3, ao p do arco de S.-Antonio, ton
    novas fazendas, e que as vende por lodo o preco .-
    cor r nr "'">ras milito clsticas pelo diminuto pre-
    co de ,800 rs. o rovado ; dila de cores a 000 rs. ; dila
    S-lnAd*' l80 cor,e "'"110 mullo superior,
    a 4/TKI0 rs. o covado ; alpaca muito lustrosa a l/i2(lrs.
    o covado.
    Ihor que existe no mercado, fabricada
    em Preaton-Pans: na ra do Trapiche,
    n. io, casa de Jones Patn & C.
    Aos econmicos. .
    Descnganein-se que mais barato nao ha quem venda
    como na loja dc calvado do Aterro-da-lloa-Vista n 38
    anpdn berro dos Ferrelros : borzeguinsde varas 'cua-
    lidades e cores, para homem aSy'SOOrs. o par -di-
    tos para senhora e meninas; um completo sr-rtlmento
    dcsnpatosdecoui-o de lustro, marroqu,,,, duraque r
    seliin, para Senhora e meninas; sapatos de pala c dc
    orcinas de urna e duas solas, para homem e meninos ;
    iimsortiniento completo de perfumarlas, ltimamente
    ehegadas dc Franca de primeira qualidadee por pc-
    eo commodo.
    Venderle um pardo escoro de 25 a 26 annos, pti-
    mo parapagon ou pira oulro qualquer servico : na
    ra do I.ivramento, n.48.
    Vendc-sc una preta de iiaco, de 18 annos, dc bo-
    nita figura c mullo sadia, que coziuha.loscalguma coli-
    sa c lava mullo bem : na ra do Rangcl n. 26, piinici-
    ro andar.
    Pecliii.cli.'is, freguezes na lo-
    ja de Francisco Jos Perd-
    raBraga, na ruado Cres-
    po, n.5, ao p do arco
    de Santo-Antonio :
    corles de collete dos mais modernos que teem appare-
    eido pelo diminuto prefo. dc 2/lO0 rs. cada um ; rlsca-
    dnsIYaucezp para jaquela a 240 rs. o covado ; ditos
    com fio de seda imitando camhraia de lslra para ves-
    tido de senhora pelo diminuid preco de 320 rs. o cova-
    do ; lencos de seda de padres modernos a i/440 _rs.
    cada ii m ditos com franja, para pesclo de scivhora ,
    a 1^000 rs. cada un, ; chales de cambraia com flores
    as ponas, a l^OCO rs. cada di.
    Na ra Nova n. 58 vendem-sc bicos brancos de
    3 c i dedos dc largura ; alguma faienda antiga ; linha ;
    retroz c outros objectos ; rrsina dc cajuelro; sola e
    eouros de cabra ; cal(ado da Ierra para homem c se-
    nhora, de d,llrenles tamauhos tanto de couro como
    de ni,, r molestias interiores; e alguma madeira.
    Luvas de pellica, a 640 rs !
    fa praca da Independencia, loja de chapeleirn, n.
    10, vendem-se excellenles luvas de pellica multo al-
    vs e cor de canna a 640 rs. o par. A ellas frceuczei,
    antes que se acabe o resln d pechincha.
    -~ Vcnde-se um relogio de ouro mnderno por
    preco commodo : na ra Direita sobrado n. 20.
    Vende-se una preta de uncao propriapara ven-
    der na ra ou para o mallo por ser milito robusta :
    no pateo do Carino, n. 7.
    -- Vende-se um cachorro dc qualidade ptimo para
    sitio ; na ruada Florentina, n. 7.
    - Vende-se una preta quelava de abito e varrella,
    cozinha o diarlo de urna casa, cose, c he qullandcira ,
    por preco commodo : na na da Penha n. 23, segundo
    andar.
    Vondem-se pesos mexicanos e pecas de ouro de
    6^400 rs. faltando nrslas o sen competeiite peso: na
    ua da Cadeia do llccifc n. 46, casa de Jame Ryder Ct
    Couipanhia.
    Vende-se- mua venda por sen dono se retirar
    para ftira da provincia a qual ton inulta fieguezia para
    a Ierra : na ra da Ponte-Velha, n. 54: a Iralar no
    Aterro-da-lloa-Vista primeira venda no pe da poule ,
    n. 2.
    de20a21anno;umpretodej!6annos urna reta de
    25 annos, que cozinha o diario de una casa, engom-
    nia e lava e os outros proprlos para engenho ; vendem-
    se por precisiio por o dono estar de sabida para a Pa-
    rahlba, nestes quatrodlas : na ruada Cadeia do Reci-
    fe n. I-, srgundo andar.
    Vendem-se 8 barris de sebo derretido por hreco
    commodo : na ra da Cruz no Reclfe loja de ferra-
    gens, de J. J. Rodrigues Lofllcr.
    Cheguem, freguezes, a comprar o
    que relu : velas de carnauba, que dao
    boa luz, por preco mui commodo, de 9
    em libra, 6, 8 e 7. Vendem-se na ra
    do Mundo-Novo, n. 17.
    Panno's pretos finos
    e decores, enovosna loja; verdadej.ro setiin e lencos
    de Macan; chapeos dc sol, de seda; casimira preta els-
    tica ; los pretos ; sarja hespanhola; c todo oiortlinento
    de fazendas finas, proprias para a Qunresma : na ra
    do ijiiriiniiilii, loja n. 11, de Raymndo Carlos Le te.
    Vcndc-se sarja de seda preta ; meias de seda, de
    patentee ricas luvas : na pra^a da Independencia, n. 39.
    Vendem-se 12 cadeiras, a 4.1800 rs. cada nina, e urna
    ra do Rangcl, n.7.
    Vende-so azeite fino de gerselim, para comer e
    para luz : no deposito de. azeite de carrapato na ra
    da Senzalla-Velha.'n. 110
    Vendem-secincoescravai.de 18 a 25 annos, todas
    com as habilidades que sao precisas para urna cata de fa-
    milia, nina das quars he boa costurelra e cngnm'tnadel-
    ra, e vende-se para fura da provincia; um lindo rao.
    lequede iO a l2annos; um mulato de 18 a20 annoi, de
    elegante figura; um molequc de 18 a 20 annos, bem ro-
    busto : no pateo da matriz de Santo-Antonio, sobrado
    n 4.
    Vende-se nina preta de nacao, que lava de var-
    rella c ton principios de eRgommado com um cria de
    anuo e meio : na na do Pilar h. 83.
    Vende-se nina ve
    ou a dinheiro coma
    grande casa-para morar familia a no sillo com diversas fructeiras e um grande parrei-
    ral jcom uvas: na ra de S.-Rita, n. 85.
    Vende-se urna caixa grande do Porto boa para re-
    finacao ou deposito de bolacha : na ra de S.-Amaro-
    Novo casa terrea n. 20.
    renda com poucos fundos a prazo, """" P*ra 2""'"' e
    ilgum batimento, situada en, urna f6 [e ?"1 vf'fe aie,to
    rar familia a qual lem um penue- 1?!.?".HPtlJ >}
    voltar at 100/000 rs.: na ru dos Quartel ns.6 e 11
    acougue dc Joao Dubois. '
    Ao publico-.
    Hicardork Gompanhia com-loja de fa-
    fazchdasao p do arco de'S.-An-
    tonio n. 4.
    Os propietarios dete novo cstabeleclitTrnto teem a
    suinina satisfaco 'dc annunciar com preferencia as
    senhoras e senhores amantes da decencia c do sublime
    goslo que teem auccessivamcntc sonido o seu estabr-
    eciinento com fazendas finas tanto apropriadas ao
    santo lempo qilaresmal cuino quelles que, sendo de
    gala requeron mais brllho, galhardeza e loucainha, que
    .?aVH. "b,(, nagem no sublime, gosto e superlo-
    ndade na qualidade em quaesqur ontras que encon-
    irar se possam esto alem disso 011 prfferenclaa
    quaesquer.outraspor mais baixo c modicoque seja cu
    fre90 :,.ppara.,lueoi'concorrentes tenham disso urna
    allirmativa e*So contradlctorlasprovas, abaixo se decla-
    ramos precos dc alguinat dellas, por nlo se poder fa-
    er dc todas pelo limitado espaeo de um annuncio
    sarjas pretas largas de boa seda hespanhola a 2/ rs
    o covado; dita e.irelta ,, de multo superior qualidade ,
    seda a 1/800 rs ; vestidos de seda do melhor gosto ,
    brancos e de crci lavradose achamalotados a 2a-
    .r|rt.CO!*.JAalpaCa.,le lus,ro' mnlt *"Plor quali*
    drn. ; J(l, I"' rr'C,8 de coll,l<^e velludo da qua-
    dros e de I tras superior fatenda a .5*000 r. ; itos
    .aodelaae eda a i/DOO rs. ; nquisSImos cortes de
    Nestidos genoveies, com listras de seda eque seus avi-
    vados lavrnres excedem no gosto, apparencia e brllhan-
    lisinoa propria seda ; ditos de cambala de cores de
    lindos estampado a 4/e 5/000 rs ; ditos de lambida,
    ao melbor gosto existente no mercado, e com primo-
    roso lavrado.a 6/400 rs.; cortes de velludo brancoiavra-
    do.proprlos para casamento (collete).a 10^000 rs ; cortes
    de pellica cnfeltadas ; ditas son dedos de boa seda ;
    meias de seda para homem e senhora ; pannos Unos de
    Ccri ele carnauba.
    Vende-ce, na ra da Madre-de-Deos n. 30 cera de
    carnauba da meldor qualidadeque ton apparecido a
    150 rs. a libra c 011 arrobas por menos.
    Vende-se urna casaca dc panno pelo superior,
    feita pelo iiltimogosto e son uso algiiiu por preco
    muito commodo ; na ra Nova loja n. 8.
    A1ISO
    As senhoras do bom
    O novo barateiro da loja nova,
    ao p do arco de S.^An-
    tonjo, 11. 4,
    avisa ao respeitavel publico que tem ricos pannos para
    mesa, de casimira fina com vstase passagens hiato-
    ricas a 25/000 r. cada um ; ditos de liia c algodao,
    com ricos desenlio? a 4/5000 rs.; pannos finos de. to-
    da as cores e preto muito superior, de 4/000 at
    lOWW rs., verde e cor dc vinho de lindo panno, a
    b/ftOO rf. dito azul para farda, de4/aVO0O r. ; luvas,
    tanto de pellica como dc eda e de algodao com borra-
    cha para homem e senhora. Dio-se amostras sobre
    pcnlmre
    tonas azul, verde-escura e
    ------o completo dpr
    casimiras pretas, cor de azeitona, rdxa amarella, aiT-
    iVa
    Podeu-senodia20docorrente, na ruado Atrrro-
    da-Hoo-\ isla, um cao podlgueiro, amarellado, temi o
    naris 1 v liado a nielo, pequeo c robusto : quon o athar
    queira vir entrega-lo na ra da Cruz do Reclfe, 11. 0, ou
    dizrr aonde existe para se ir buscar; gratilieando-se ei--
    noosainente a pessoa que delle der noticia.
    Voidein-se accics da extincta companhia de Po-
    nambuco eParahjba: na ra da Cruz do Reclfe, n 9
    escnploiio de Ollveira Inniios & C.
    ]\a rua do Crespo,
    loja n.12. de Jos Joaqun,
    da Silva Haya ,
    vende-se alpaca preta a800rs oco'vado; dila muito
    fina preta e de cores, por barato preco ; merino
    preto, muito superior ; panno Dno pelo e de co-
    res; casimiras elsticas, de duas larguras, para
    calcas a 6Q00 rs. o corte; velludo; gorgurSo de se-
    da jsetim para collete; tudo por prego commodo;
    lustes para colletes; e outras militas fazendas
    tanto para calcas como para vestidos de senhora ;
    tudo pelo barato.
    Na loja de Francisco Jos Perei
    ra Uraga, na ra do Crespo,
    n. 3, ao pedo arco de S.-An.
    Ionio, -vendem-se as se
    guints fazendas:
    lenco de setlm de core, a 2/200 rs. cada um ; ditos
    de cassa para grvalas a 440 rs. cada um ; ditos de di-
    ta para algibrira a 320 r. cada um ; cortes de chal
    de eda a 14/000 rs. cada mu : mantas de s.-iim para
    S,!'h1,a 'S/000 ". ; pecinhas de cambraia lisa a
    '#b00 rs. cada urna ; e alem drstas fazendas ha um rico
    mu iimenu, de lazcudas modernas, dc que a vista se dir
    o ultimo preco.
    Charutos sem igual.
    ManofJoam,mGoncalvc.e Silva, na ra da Cru>,
    Ws de's fJh, / recr U.nC" "<'' charu-
    a1L.a da rabrlc* Uf Augusto Wihleben da
    'hE.EFJIJ0 Cane"* e '""">; '"' ""'o vende
    cbarulo,(pcqueno-porle), o qunes >e tornam ninl
    apreciavcis em ra.Ao de ua pequenhez e bou, paladar
    sendo a primeira vei que vecm a e.tc mercado.
    Vende-se cerveja branca, da me-
    2,
    ruado Crespo, loja n. I
    dejse Joaquiui da fcflv
    Ala y a,
    ha um novo soilimcnlo das ricas mantas de lanzi-
    nha o seda para senhora as mais modernas que se
    iisain na Europa e por isso se tornam recommen-
    uavoii as st-ulioras dc bom goslo, bem como aquellas
    que usam dc economa, tanto pela boa qualidadee
    ricos goslos, como pelo baratissimo pre?o de 5000 rs.
    cada una ; ha igualmente um rico sorlimento de
    corles de vestidos da rica fazenda denominada ba-
    zuiina. Esta fazenda he de corea escuras, bordada
    lelistrasequadros os mais claros, do lindosdese-
    nhos.cOres lisas e bonitos tecidos e por isso muilo
    propnos para o tempo dc quaiesma e de invern.
    1 .9440 rs.
    Na loja nova n. 4, dc Ilicardo na ra Caespo ao p
    do arco de S-Antonio vendem-sc corte de eass da
    - Vendem-se na praca da Independencia, livraria ns.
    6 e 8,0 cdigo civil, e o cdigos dc instruccao criminal,
    e penal, franceze, concertados por Hogron.
    s= Vendem-se os seguintes llvros em francez : Rogrnn,
    cdigo do commercio; Ricardo, economa poluica ;
    Pstelo ; Dostnes philosophia dc economa poltica 1
    l'ardessus, direto coniinercial; Kluber, dircito das gen-
    tes ; Vatel dito dito ; SclunaU, dito dito c economa
    polilica ; obrai de Flengre ; ditas de Fritot; Fritot,
    experiencia de direto : na piaca da Independencia, li-
    vraria, ns.oe 8.
    Vende-se urna armar ao de loja de fazendas na xua
    doCollegio: a tratar coui Manocf Rodrigues Plnlo.ua
    nii-sina ra n. 23.
    CHEGUEM AO BARATO!
    Vcndon-sc casae3 de pombos grandes,muito bonitos e
    excellenles batedores : na ra da Florentina n. 16.
    -- Vcnde-ae urna preta de mea idade propria para o
    campo ou para vender na ra lamben, lava de var-
    rella muito sadia ; vcude-sc por'necesldade : na pra-
    9a da Independencia, livraria ns. 6 c 8, se dir quem
    vende,
    -- Vende-se una porcao de ouro de lei ein obras
    velhas : na ra do Lvramento, n,21, primeiro andar.
    -- Vende-se urna escrava de bonita figura, propria
    para vender na ra, e que he diligente para o servico de
    casa : no paleo do Carino, n. 7.
    -- Vendem-se cinco escravas, sendo : 4 negras, de
    muito boas figuras .c 1110933, as quaes cozem snllrivel-
    mente, ciizinham e lavain roupa, e urna dellas com urna
    cria dp oito matea mullo galante ; I pardo, de 18 annos.
    de muilo linda figura, proprio para pagem, ou qualquer
    oulro servico : na ra da Cadeia.de Santo-Antonio, nu-
    mero 25.
    =Vende-seuin cavallo russo, grande carregador e es-
    quipador; est bom para militar por ter bonita figura :
    quem o quizer comprar procure na ra Nova, n. 3;), que
    e dir quein o ton'.
    VELAS DE CERA 1)0 RIO-DE-JANE1RO K DE LISOA
    escuro e claro, e encarnado, que se-tornam recoihmen-
    davels aos Srs. alfaiates para golas, libres ,- assim como
    as encarnadas para as capas de matrlzes. Tainbein acha-
    rao os Srs. armadores um sorlimoito completo de objec-
    lo que Ihes competon, conio tejaiu ; volantes, espigul-
    Iha gates, rendas, etc. Dao-se amoatras, sob o
    competente penhor.
    No Aterro da-BovVis(a, loja no-
    va n 24, vende-se
    superior arja preta hespanhola a2/z00, 2/800'e 3/rs.
    o covado ; superior casimira preta', a 3/200 rs. o cova-
    do ; pannos pelos; merino ; alpaca por muito .bara-
    to prefo ; casimba escarale, para f.izer capa do SS.
    acramenlo; lencas de seda de cores para gravlas, a
    2/ rs.; ditos pretos. a 1/, 2/, 4/e6/rs. de gorgurao;
    ditos brancos de cambraia com bico. c sem elle para
    nao do senhora ; cambraia lisas inulto finas parafa-
    zer lencos para cabe9a de senhora c outras fazelflas
    baratas, como sejam : chitas prcUs com listras aznes ,
    a 160 rs.; ditas pretas achainalotadas iingindo seda la-
    vrada a 200 rs. o covado; ditas dc cores escuras a 120,
    160 200c240 rs. ; mursiilinas de cores, a 240 rs.o co-
    vado; (esta fazenda he muito bonita, pols finge seda) as-
    sim como nielas pretas fina, para senhora e para pa-
    dre a 240 rs. o par.
    ' Vende-se um escravo de 20 annos bom coiinhciro
    e bolieiro ; urna parda eoui duas tildas una de 6 an-
    nos e a outra de 4 a qual cose, engoinuia, faz renda
    he boa tecedeira de panno de algodao e faz rede ; 4
    escrava boas para lodo o naballio ; nina dila boa
    quitandeira e que faz bolinhos epo-de-l d todas as
    qualidades ; uunT mulalinha de 14 annos, com bous
    principios de habilidades : na ra do Crespo, u. 10, pri-
    meiro andar.
    Escravos Fgidos.
    afamada fazenda pelle-do-diab
    a quaes os da casimira franecza.
    I-adi.1 s novos lars
    A 720 rs. cada um.
    Na loja n. 4, de Ricardo na ra do Crespo, ao p do
    co de S.-Anlonio vendem-sc lencus de seda para me-
    are
    niiios c
    um.
    meninas
    90S de seda para me
    pelo mdico preco de 720 rs. cada
    Vende-se,na ra da Cruz, n. 23, jl
    Ve ndc-se sorlimento completo de una a 16 011 libra
    bngias dc 4, 5 e 6 em libra e barandurs qur em caixas
    grandes sortidas qur 011 carnudas de 50 libras de
    cada qualidade ; ludo ao goslo do comprador : he a me-
    llrur e mais alva cera que tem apparecido e pelo preco
    mais barato posslvel. Na ra da Scnzalla-Vclha, anua
    zem de Alves Vianna n 110.

    i
    cera em velas, de nina das inellio-
    res fabricas do Rio-ile-.laneiro M|
    sortirnento a vontade do compra- ^
    lis
    oor, em caixas pequeas,
    preco mais barato do que
    tra qualquer parte.
    e por
    em ou-
    Id
    U
    I
    Vende-se nina escrava muito 11109a, sadia e sem
    vicios, propria para lodo o servico: na 1 ua larga do Ro-
    zarlo 11 20.
    Vende-je cera em velas prximamente chegada
    de Lisboa sortimenloa vontade; cu calzles peque-
    os ; mercurio dore em caixinhas de 3 c 5 libras ; vi-
    nho do Pono 11,1,11,1 superior ou barris de oilavo ;
    dilo engarrafado cin caixolesdc 18 garrafa cada um
    cal virgcni superior, dc Lisboa 011 barris : na ra d.i
    <-ruz no Recifc, n. 54, eicriptoi o de Meudes e Tarrozo.
    vendem-se i escravos, sendo : um pardo carreiro,
    \cnde-se urna escrava de bonita figura moca ,
    le corintia odiarlo dc urna casa, engomma e refina
    assucar : na ra da S.-Cruz da Boa-Vista, n. 80.
    ----Vende-se urna venda, por seu dono se querer re-
    tirar para fura da provincia a qual ton multa fiegue-
    zia no bairro da Iloa-Vista: no Aterro-da-Boa-Vista ,
    primeira venda ao p da ponte n. 9, c dir aoilde he.
    Vende-se nina rica colcha da India; urna cafc-
    teir da prata ; 8 garios de dila, c outras obras de ouro;
    ua ra do Rangcl, 11. 11,
    Panno preto fino de extraordina-
    ria largura, a '.#G00 rs. o
    covado.
    Na primeira loja do Aterro-da- Boa-Vista n. 10, ven-
    de-se panno preto lino do.largura extraordinaria a
    4/600 rs. ; dito limbo mais fino e superior a 5/500 rs
    alpaca superior a 1/200 as, (he pechincha ).
    Boas chitas, a 120 rs. o covado.
    Na primeira loja do Alerro-da-Hoa-Visla n. 10 ven-
    dem-ie ptimas chitas a 120 rs o covado ; e algodao
    zinho largo, com 20 varas a 2/000 rs. a peca por tei
    algumas nodoasde ferriigem.
    ter
    ---Vende-se um cllhude montara de senhora e ou-
    lro fie lioniem ambos em bom uso ; urna rica cadei-
    rinda de armar ; ulna espingarda de dous ranos e ar-
    ranjos de cara ; tima moleca dc nacao propria para o
    campo : tudo pertencente a urna pessoa que te reiirou
    na ra da Senzalla-Velha, n. 110.
    Vende-se fumo de primen-a e segunda quirildadr,
    em porcao e a retalho : no Aierro-da-Boa-VIsia fabri-
    ca de charuto n. 58.
    = Vende-se nina cabra ( bicho ) muito linda e gran-
    de que da quasi duas coutraineld>a de leite que etc
    milito grosso e son catinga com cria : na ra de S -
    Francisco anligamentc Mundo-Novo n. 66.
    Vende-se ou troca-ic m cavallo grande pc-
    drez inulto bom esqulpador por um pequeo, preto
    ou castanho, que, sendo tainbem bom nao se duvida
    Fugio, no da i2 do corrcnle a preta Romana, da
    Costa fula, com laidos pequeos no rosto e estes mais
    pretos que a cor do rosto odos grande e amorteci-
    dos be9o groiso nariz groso bastante alta farla
    muito grossa que parece hoinein est pejada de pun-
    co mais j se divisa ; levou vestido de rlscado rxo ,
    com oronpinlio do veMidod.- outra qualidade, que he
    de algodao trancado dc listras aities e brancas, camisa
    de chila azul milito iniida e panno da Costa velho ; he
    bstanle ladina mas finge-se bruta ; costnma a vender
    pao todo os dias e agoa a tarde. Aoga-se a autorida-
    des policiaes c capites de campo quea-appi'elienilam e
    levem a ra do Rangcl n. 38, segundo andar que te
    recompensar generosamente.
    j= Anda fgido um prelo de nome Antonio de na-
    9:10 Congo de 50 anuos baixo e magro, as venias um
    pouco abenas quandu anda puxa por urna das peritas;
    lem sido visto pelo C.iqui e Remedios, e consta dor-
    mir um vez por outra pela Passagem-da-sJagdatcna ,
    no lugar l'ebedouro : quem o pegar leve ao p da ca-
    deia 11. 17
    Fuglo, no dia 18 Jo corrente um prelo o ionio ,
    de nome Domingos alto pernas finas denles podres
    e com fallas de algiius ; cor bem preta ; levou talvez
    camisa dc estopa. Tambem fiigio urna preta de nome
    Mara de nacao Cacauge bastante baixa e fel ; am-
    bos virrain deGaranhuiis c por irso talvez loma son,
    esse caminho. Roga-sc a ludas as autoridades policiaca,
    capilaes de campo enunlqiier outra pessoa que o jie-
    gar, de levara ra do Crespo n. i2, a Jos.Joaquim da
    Silva Maya que recompensar.
    Fugio, no'dia 48 de agosto p. p., urna mulata
    por nome Mara, escrava de Gerlrudcs F. Knolh a dila
    parda lem os signaes seguintes: alva, cabelles boni-
    tos o cacheados, rosto cumplido, olbcs agalados,
    donlcs limados e alvos, estatura regular, um pouco
    seccado corpo, cintura grossa, cadojras chalas; dis-
    conlia-se estar aqu no lenle, ou em Goianna o
    Nazartli: sua senhora tem certeza de se ter sylado
    em casa particular ; o roga a quem a tem acoitada,
    que tenlva a hondade de a restituir, qiiando n3o ti-
    ca r res ponsavel pelo tempo que tem estado ausente
    dc casa, e rcsponsavel pelo roubo que a dila escrava
    fez a sua senhora.
    ----Fugio, 110 dia 13 do corrente, d engenho Novo do
    Cabo um pardo, de nome Goncalo com osslgnae se-
    guintes : cabra a,-almelado baixo pouca barba, ca-
    bello pouco cari plnhado ,- falla algum tamo serrada ; he
    Ricial de tanoi-iro meslrc de assucar e taiiibem desli-
    a agp'ardciitc ; anda cacado, e por isso talveiiidiga que
    be forro: quem |o pegar leve do dilo engenho Novo do
    Cabo que ser bou recompensado.
    Desappareceu, no da 10 do corrente, as oito horas
    da noile, nina preto crioula natural de Caruor, alia,
    chela do corpo. rosto descarnado, prnas e bracos grosr
    o representa ter 35 anuos pouco inaii ou inrnof ;
    levou vestido rogo com lavn res encarnados um Irou-
    xa com .una camsva de algodao enllantado c
    lido verde com listras largas de cores Esta' pie
    un
    um ves-
    .- pa la foi da
    bculiora Florencia Hispa Portugal;que inora 011 Carua-
    111 para onde se sii&Jiclia 1
    quem a pegar leve a vua Inipc"
    compensado^
    111 algn, combo)o .'
    Ta. 43 que ei: re-
    PERN.
    VA TYP. DE. F. DE FAR1A. I 8.} 7.
    mutilado!.


  • Full Text
    xml version 1.0 encoding UTF-8
    REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
    INGEST IEID EK03ZQSC7_MXT8VO INGEST_TIME 2013-05-01T00:06:22Z PACKAGE AA00011611_09873
    AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
    FILES