Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09872


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Full Text

a*
A nno de 1847.
Scgunda-feira 22
O PIJRtO pul>lc-e todos os das, qua no
-m de guarda i o preco d assignalura he de
r(lOl> t. |>i quartel. pagos aHianlados. Os to-
cios dos assignantes no inseridos i rosno de
!" porliolia. 41) r. em typo difireme, e as
.let'icoe Pel meUde' !. T nao ""<". "!g-
' p.carSo 0 rs. porhnba, e 180 em typo
dlTeicotc. porcada pubUnfiSo.
i'-----------------------
pHASES DA LDA Nft MEZ. DE MARgO.'
1 na chti a J,aos 48 minutos da manlia.
uLoaote. a 10, s horas e II min. da raanb.
? *a 16, l hora, e 4T min. da Urde.
Crescnte, ai,** hora e :0 min. da larde.
PARTIDA' DOS CORREIOS.
Gfliannae Parahyha, s segundas escitas feirej.
Rm-rande-dn->orte quimas feiras aomeio-dia.
Cabo, Serinliem, Hio-Formoso, Porto-Calvo e
Macei. no {.', a 11 e Jl do cada ran.
Garauhuns e Bonito, a 10 a SI.
Boa-Vista e Flores, a r 3 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
linda, Indo os dat,
PREAMAR DE IlOJE.
Primeira, s 9 horas a 18 minutos da manilla
Segunda, s 9 horas e minutos da tarde.
de Marco.
Atin XXIII.
N.66.
das da.semana.
Sainad*. 8. Emygdio. Aud. eso J. doa or-
phoa.doJ.doc dav.edoJ.M.dal v
23 Terca. S. Viclaiiaoo.Aud.do J. docir.da I
r. e do J. de pai do 2 da, de t.
J* Quarta. S. Latino. Aud. do t. do iv. da
J t. edo J. de paz do 2 disU de I. ^
15 Qainia. iff > Annunciaco de Nossa fc*-
20 Seila. S. Ludger*. Aud do J. do cir. da 1.
v. do J. de paz do I. disl.de l
27 Sabbedo. S. Roberto. And. do I. do cir. da
I. v. e do J de paz do I dial, de I.
28 Uemiogo. 5. Alenodre.
CAMBIOSNO DA 20DEMAB(?O.
Cambio sobre Londres a 80 d. p. I#r*. a
Par tUr*. por franco.
Lisboa 95 de premio
Deac. da leltras d boas ilrms I'/P-V
0 das.
i)bO0
ljooO
]li|OI)0
OaroUncu r-espantiola*
a MoedasdeelOOvelli.
a de ef loe nov..
a da 4)0OO.....
Prala Patace*..........
a Pesos columnara...
a Ditos mexicanos....
a Miuda.............
Acedes da comp. do BeberibedeaOfOOOr*
DIARIO DE PEBWAMBUCO
?

_ PARTE OFFIC1AL
Comriiaudq das armas.
D'ordrm do Sr. general commandanle das armas, ae
faz publico o rnelo abalxo transcripto do lllin. e Exm.
br. presidente da provincia, para Inteligencia dos Srs
ofnciae* desta guarnlco.
Um. e Erm. Sr Devendo solemnisar-se com a
niaior pompa posslvel o dia 25 do corrente, annlveraa-
rio do juramento constituirlo poltica do imperio :
convido V. Esc. com os Srs ofliciae, para concorrer
ao cortejo, eassistir grande parada, que no meamo da
teran lugar; comparecendo no palacio deste governo ai
ti horas da nianha.
>r Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo de Per-
han.buco, 8 de marco de 1847. Antonio Pinto Chichorro
da dama. Illm. e Exm. Sr. brigadeiro Antonio Correa
Sera, roinmandante da* armas.
Quartel-general na cidade do Recife, 20 d marco de
1847.
Jos da Silva GuimarSet,
Aiudanie d'ordens.
INTERIOR.
BIO-DE-JANEIRO.
NOTICIAS DIVERSAS.
Teve lugar honlem (I.* demarco) a abertura da as-
embla provincial do Rio-de-Jaueiro. Foi eleilo pre-
sidente o Sr. Dr. Thoiuaz Gomes dos Santos, vicepresi-
dente o Sr. Dr. Jobquiu.Jos Teixcira, l. secretario o
Br. Rapbael Pereira de t arvalho, e 2." secretario o Sr.
Joo Pereira da Costa Molla.
C*Sr. lenente-coronel Polydoro da Fonseca Quln-
tanilha Jordo acha-se encarregado da direccao da o-
bra do novo rnatadujo, commisso que exercer con-
junciamentc com a de director das obras militares.
Morreu afogado antes de honlem (28 de fevereiro)
um dos filhosdoSr. senador Francisco de Paula Almei-
da e Albuquerque. Tendo Ido pescar em urna canoa,,
virou-se esta, e nao foi possivel slvalo ,
Anle-bonlem (24 de fevereiro) pela meia-noi(e in-
cendiou-se e lirn reduzidoacinzas opredioque acabava
de fazer construir cm Botafogo o Sr, Mac-Gregor, neg
clante desla praca, oqual uo chegou a gozar da 111a
propriedade. Nao ha causa conheclda a que se possa at-
iribuir semrlhante acontecimento, porque no predio
nao exista pessoa alguma; e um pinico premque o li-
cava guardando doruiia na coziuba que lica fura da ca-
sa, e coinsigo apenas tinha 1.1111 pequeo coto de ve"la de
sebo, oqual fui visto depois do incendio; entretanto
que .1 meia-noite o fogd lavrava fhorrivelmente por toda
a casa, c sabia em labredas por todas as janellas simul-
tneamente.
Acudiram os soccorros pblicos ; mas forain inuteis,
lana era a violencia do fogo.
OSr. Crandjcan de Mouligny, profrssor de archl-
tectura da academia das Helias-Artes, foi nomeado Qui-
cial da ordem da Rosa.
- O Sr. Luiz Huvelot, pintor, foi nomeado cavallei
ro da iiicsnia ordem.
S. M. o Imperador houve por bem conceder o
scu imperial beneplcito a Alexandre Reid, para exer-
cer Interinamente as fuacedes de cnsul da Confedera-
cao Argentina nesta curte, erh lugar de Guilliermc Plan,
que fallecer.
O Sr. Fancsco Ferreira dos Santos Azevedo foi de-
iiiillido do lugar de inspector da tbesouraria da provin-
cbde Goyaz.
Mandou-se responder a concclbo de guerra o fiel
do coiiimissario da corveta Dous-de-Julho, Agottinho Jos
lioigcs Castro, por se haver reconbecido ser elle o
culpadcrao incendio que houve a bordo da dita cor-
veta.
OSr Dr. Luiz Fortunato de Briln Abreu Souza e
Menezes foi aposentado, como requerra, no lugar de
dcsriiibargadur do Itioagle-Janeiro scuiTeucimenlo.
O governo approTou a deliberacao, tomada pela
congregaco dos lentes da academia de llellas-Artes, de
conceder aoSr. Joao Mximo Mafra, autor do retrato n.
29, sala 10, una medalha de ouro de tres oncas.
Osjuizes de provincia designados pela sorte 00
frocesso de responsabilidade do Sr coronel Zeferino
imentel Moreira Freir, ex-presidente de Maiio-Gros-
so, sao os Sis. concelheiros Thoinaz Xavier, Pecanha e
Pereira da Cunha.
O lenle do cstado-maior de primeira classe An-
tonio Jos da Cunha foi nomeado para servir como en-
genbeiro na provincia do Rio-Grande-do-Sul.
O Sr. Francisco Pereira Freir foi deinitlido do car-
go de procurador-riscal da tbesouraria das Alagas, sen-
do substituido pelo Sr. Silverio Fernandes de Araujo
Jorge.
OSr. deseinhargador Antonio Pereira BrreloPc-
droso foi por decreto de 2 do corrente mez, nomeado
ministro do supremo tribunal de justica
Koran. Humeados coinmissarios vaccinadorrs das
provincias : deSanta-Calharina, o Dr. Antonio Jos Sar-
ment e Mello ; de S.-Paulo, o cirurgi.io-inr Jos Gon-
calves Gomide ; de Goyaz, o Dr. Theodoro Rodrigues
de Morars ; ila Paraluba, o cirurgiio-mr Jos Ignacio
Pogge ; do Cear, o cirurgio-mr Joaqulni da Silva
Santiago; de Sergipe, o Dr. Joai|iiim Jos de Oliveira;
das Alagas, ocirurgiao Amonio Pereira Caldoso; e do
Para, o Dr. Jos da Gama Malchrr.
Consta-nos que t> Sf. Wise, ministro americano
nesta corle, dirigi una nota ao Roverno imperial, pe-
dindo una audiencia para entregar a S. M. una carta de
coagralulacao do presidente dos EsUdos-UnidoS pelo
ta^HT nascimenlo da serenissiina prlnceza a Sra. U.
izlbl; e que o governo imperial responden que, a vis-
ta das cc-urreneas que huviaiu li*o lugar nos metes de
novrinbro e drzriiibro, e da maneira por que a opiniao
publica se havia pronunciado i.'aquella occasio, julga-
va conreiiieule inio conceder por ora seinelliante audi-
encia. Damosesla noticia tal qual a ouvimos referir
por pfssoa fidedigna.; porm sem garantir em ludo a
sua rxaciidao. ,
Era boje (23 de fevereiro) objecto de geral cuno-
sidade saber, se o If. Wise Unha embadt irado a le-
gaciio dos Ealados-Unidos, se a corveta Lei-ont dara
as demonslraces.que, em dias de festa nacional, cos-
tumaui dar as embaicacfies estrangciras surtas nes-
tc porto. Com eHeito a legaco dos Estados-Unidos
fez brilhar as estrellas da nlao, abordo da corveta
o niesuio aconteceu, e hon competeote oufio-se
o som de sua artilharia. Tambem bontem os nos-
sos navios de guerra festejaran! o anniversario nata-
licio do general Washington A este respelto diz o
Jornal do Commercio : Lembrando-nos do proccdl-
inenlo do commodore Rousseau, por occasio do bap-
liado da princesa a Senhora D. Isabel, e do anniversa-
rio natalicio de S. M. o Imperador, e yendo o governo
imperial tomar boje a iniciativa as demonstracOcs pu-
blicas de una melhor intelligencia com o representante
dos Estados-Unidos nesta corte, ou com os coinmau-
dantes dos vasos de guerra americanos, parece-nos de-
ver'concluir que as dill'erencas existentes terminaran!
de una maneira satisfactoria e honrosa para ambos os
paizes.
A's seccoes do conoelho de estado de marinha e
guerra e de fazeuda fot rcnieiiida a consulta Jo conce-
Iho supremo militar sobre o requerlmeniodo comnian-
dante da barca de vapor Correin-llrasilrim c da guarni-
cao respectiva, pedindo o premio que Ibes pertence pe-
la aprehenso de uin patacho com 42l Africanos.
O Sr. coronel graduado do estado niaior de primei-
ra classe Feliciano Joa Neves Gonzaga foi nomeado
coimnandante do ti batalbao de cacadores.
OSr. coronel graduado do estado maior de prinei-
ra classe Vicente Paglo de Oliveira Villas-Hoas foi no-
meado commandante do A.' batalhao de fuzilelros.
0 8r. padre Francisco Aurelio Martins Pinheiro foi
noulcado capelln do corpo de artilharia a cavallo.
O Sr. concelhelro Honorio Henneto Carneiro Leao
foi nomeado para servir na secrjio do concelho de esta-
do doa negocios da marinha e guerra, durante o Impe-
dimento do Sr. concelhelro Jos Carlos Pereira de Al-
ineida Torres.
O Sr. brigadeiro Henrique Marques de Oliveira Lis-
boa otfereceu ao governo urna eaixa de sement* das
mais preciosa* madeiras de lei que possue a provincia
das Alagas, as quaes foram remelllas ao Sr, inspector
das obras publicas para aproveita-las nos terrenos das
Painelras, destinados para as matas artiliciaes que all se
esiao cultivando, segundo o systema florestal.
Passou para a segunda classe do eslado-maior o Sr.
tenente-coronel graduado Carlfts Augusto de Oliveira.
O Sr. doutnr Manoel F'elisardo de Souza e Mello,
lente do l.*anno da escola militar,, foi jubilado por ter
osannosde servieo, exigidos por lei. Fica todava rc-4 poltico,
gendo a sua cadeira com a gratieaeo de Oll^OOO rs
annuaes.
Tendo o governo do Mxico expedido cartas de cor-
so em bramn contra, o commerrio dos Estados-Unidos,
as quaes hao de ser vendidas na Uavana,e podendo acon-
tecer que iguaes carta* se mandem para o Hrasll, o go-
verno imperial, solicitado pelo dos Estados-Unidos, de-
clarou que, na guerra que infelizmente existe entre esta
poleneia e o Mxico, conserva a mal restricta neutral-
dade, e prohibe que uosportos do Brasil se armein cor-
sarios.
A legacao de S. M. o re dos Franceses nesta corle,
solicitou efe ordem do seu governo, a entrega dos dous
Francezes, Joscph Hlanchet e Eliennette Migerand que
vive ein sua companhii; ambos aecusados de falsidadc
e banca-rola fraudulenta. O governo imperial annuiu a
este pedido. Sendn presos pela polica requerrrain ha-
liras rorpus relami, que inaudou que o carcereiro os
apresentasse na sessao de honlem.-No sabemos ainda
se foi concedido.
-A relac.iio recusou hontem (6 do crreme) o Habeai-
Corpo requerido pelo Francez Blanchel, preso em con-
sequeucia de haver sido solicitada a sua extradico pelo
r. cavalleiro de S. Georges, encarregado de negocios
de S. M. o rei dos Franceses junto a esta corte, l-.is o
accordam da rclaco i
Accordam cm relacao, etc., que indeferem n pre-
lencao do paciente para a soltura, por ser legal a sua
prisiTo, em vista dos esclarecimentos dados pelo desem-
bargadorchefe de polica da corte.Rio, 6 de marco de
1847.Catalcanli, presidente. Matcarenhai, llarrelo Pe-
droso, Siqvtira, Misario, Mallos, Araujn Vianna, Pan-
leja, Queiroi, //raga, Carneiro, Machado Sunrs.
Por decreto de 22 de fevereiro foi apresentado o
padre Manuel Filippe de Santiago na freguezia de Sania
Aiiini de Alli, do bispadode Marianna; e fez-se merc1 a
Leonardo llrzerra Cavalcanli da Silvrira da serventa vi-
talicia dos ollieios de tabelli.io do publico, judicial e
nota e annexos da villa da Prsqueira de Cimbres, em
Peruambuco: e a Firmiuo de Quadros Aranha, tabellio
do publico, judicial e olas da cidade de Santos, em S.-
Paulo, da serventa viltica do oflicio de tabellio do rc-
gisto geral das hypothccas da sexta comarca da inesma
provincia.
Hontem (21 de fevereiro;, resolveu o conceibo do
conservatorio dramtico que se represenlasse ao gover-
no, chamando a sua attenco para o estado do edilicio
do theatro de S.-Pe'dro-de-Alcanlara, a cujo respello em
julho de l&M dirigir o inesnio conservatorio urna re-
prcsenlacao ao iniuistro do imperio, cobrindo um exo-
rne e parecer de varios engcuheiros. Foram ellesenlo
dcopinio que quanto antes se devia laucar mo das
medidas que propunham, nu poique naquella necasio
ameafasse o edilicio iinniineiue ruina, mas para preve-
nir e obstar a futuros desastres. Sendo passados mais de
dous anuos e meio sem se haver dado providencia algu-
ma, entendeu o concelho conservatorio que a devia re-
clamar.
, O Sr. padre Joo Pinheiro Requiao, vlgario da fre-
guezia de N.-S.-da-Penha de Itapaglpe, arceblspado da
llahia, foi nomeado conego honorario dase metropolitana
do Brasil. _
-- O Sr. padre Jos Custodio de Siqueira Bueno foi
apresentado na cadeira vaga de conego da cathedral do
bispado deS-Paulo.
-- O Sr. doutor Jos de Siqueira Barbosa de Madurei-
ra (jueiroz foi nomeado juiz municipal da primeira va-
ra da corte. .
No dia I." do corrente, de inanhacedo, em um
dos monturos do campo de Saula-Anna, foi achado por
urna prela que depois o entregou a un pardo alfaiale,
uin iiirnino abandonado, de olhos azues, cabelle louro.
iiiuiln claro, j com 6 denles, podendo ter de 10 para ll
incxos de idade. trazendo apenas uu*a camisa, e cnvolto
n'uiiia toalna. Encontrando ao pardo com o pobre inno-
cente no brafos, o Sr. Dr. Antonio Ildefonso Gomes dls-
se-llieque,no caso de nao baver quem o eelainasa.',
podia levar-lh'o casa, na certeza de que, acharia elle
ahi o agasalhoe desvelos de que necrssilava. Com ef-
felto, depois de ticar un* dias com a crianca, a vir se al-
guma reclamaco apparecia, o pardo levou-a esta ina-
nba achacara ondeasslste o Sr. Dr. Ildefonso Gomes.
Bem profundadeve ser a miseriaoun maldade dos pas
quee resolveram a abandonar um anginlio lao lindo,
Io vivo, lo fiticeiro, no meio de um campo inmenso,
oude bem poda inorrer de fome, ou ser pisado or al-
g uin auinal, ante de ser encontrado por algueui.
Temos jornaes de Ballimore at 31 de dezembro.
Dos Estados-Unidos nada hade importante; equantu
aosdireitosde ImporUco obre ocha e caf, pareca
*er opinlao geral que o congresso os nao approvaria.
De Vera-Cruz alcancam a* noticias a 2 de dezembro.
Santa Anna contlnuava a reunir todas as aua frfas' ein
Polosi, onde se diz que se decidir a luta. O seu exerci-
to monta va a 25,000 homens, com f>2 pecas de artilharia,
c la receber um reforco de mais de 6,000 soldados. F.m
urna caria datada em Potos a 24 de de novembro, a que
se refere o Courrier dts Elals Unis, diz Sania Anna o se-
guinte :
c ( reio nrmeineutc que as probabilidades do trium-
pho estao da nossa parte. Quanto a inim, acho-me no
llrme proposito de nao terminar a guerra senao com
honra para o meu paiz.
O governo mexicano impoz ao clero urna contribuicao
de dous mi Mies de pesos fortes.
O que mais oceupava a attenco publica no Mxico era
a prxima eleico do presidente da repblica. O general
Santa Anna tlnha declarado que a nao aqaUaria, c pa-
reca que recahiiia a escolha no general Almonte.
O geueral Taylor anda eslava cm Monterey, e o gene-
ral Scott em Nova-Orleaps.
O brlgue de guerra americano Sonser, que fatia parle
da esquadra bloqueadora de Vera-Cruz, sossobrou no
dia 8 de dezembro em uin temporal do norte a vlslada-
quelle porto, perecendo 37 pracas da sua guaruico e
salvando-se igual numero, a mor parte nos escaleras das
estilles estrangeiras. O Sotners tlnha suspendido para
dar caca barca americana ^fcroiin, que suppunha que-
rer romper o bloqurio, quando cahio o temporal, que
nao pode aguenlar por eslar muito leve.
Recebemos hontem ,'22 de fevereiro) folhas de Monte-
video at o 1." do correle.
O ministerio deu a sua demisso no dia 30 do passado,
e no dia 1. do correnle foram nomeados : o ministro da
aienda e interino do interior D. Jos de Bejar, guerra e
marinha, c interino de estrangeiros, D. Francisco Mu-
oz. Urna carta particular, datada no dial.' as 5 boras
da tarde, diz que o ministerio acabava de completar-se
com a entrada do Sr. Vega, sem indicar, porm, a pasta
deque se encarregou, e que Garibaldi fra nomeado
commandante da linha, e Jos Maria Muoz chefe
IIIIICU.
A iufantariaque Rivera deixra em Mercedes e Soria-
..j reUrou-se por mar para Montevideo, e aquelles pon-
tos foram oceupadossein opposico por frcas oribistas.
0 general Itlvera eslava ainda em Maldonado. Cartas
desla cidade, datadas a 30 de Janeiro, referen) que o co-
PERNAMBCO.
RECTIFICACAO.'
" No pi imeiro discurso do Sr. Joaqulin Villela, proferUJo
na sessSo de 19 de marco, e publicado 110 Hara n. 64.
pUgi'ua l.\ columnaS.', Unha 90, = por onde ellaudeve
rtgrar leia-se = por ondtella se den regular =.
No segundo discurso do mesmoSr., pagina 2.', colum-
na 4 ', Unha 91, = porfli rom tiles nem damos a urna asto-
ciaca particular = leia-se porque com tlltt nao legisla-
mos para a iarr/o ; damos ttit a urna associaedo parlicn-
far, |M< =
SESSO EM 18 DE MARCO DE 1847.
rHESIDENCU DO S. SOUZ TF.IXEIRA.
(Conlinaado do n. a*t*efdelf).
ORDEM DO DIA.
Conlinuafo da diieundo do parecer adiado que ipprwa10
rompromisso dairmandadt de N.-S.-do-Bom-Deipaeht, da
villa de Xa:arrth-da-Matta.
O *V. Faria: Senhor presidente, eu nao entrare! maia
na discusso do parecer : ella foi elucidada honlem tai-
vez com mais extensao do que o devia ser; mas devo
una expllcaco ao nobre deputado, o Sr. Joaqulin Vil-
lela, que honlem me desaliou para a dar.
O Sr. Hallo: Nao haja saasrue.
U Sr.miti Machado: Na Ifreja nunca ha sangue, ha
apena fngueiraa.
O Sf. ferreira llarrelo: Tambem ha excomunhes.
O Sr. Auna Machado: F.sse ponen!......
O Sr. Farifl: Diase o nobre deputado, combatendo
os meus argumenta, que eu nao tinha provado que a
parte religiosa do c.inipromisso era materia puramente
espiritual: eu dlssc do meu lugar que houvcsse por bem
declarar o que entenda por cousa espiritual; 111a o no-
bre deputado nao quiz ter a bondade de responder-ule:
disseqne nem tudo que era religioso era puramente es-
piritual; o que nunca conteste).
O Sr. Ferreira Brrelo: Em parte.
O Sr. Faria : Mas, para poder dar a explioacao ao
nobre deputado, eu devo Indagar qual foi o seu peosa-
ronel oribisla Barrios tlnha recebido do Cerillo um re- ^ent0quando trouneestaquestao: persuado-lne seres-
forco de iiifanlarla, e ticava a cinco legoas de Mado- J. .,0rter crelesiastico esli limitado hoje a comas
puramente espirituaes ; mas a parte religiosa do* oora-
forc
nado.
Recebmos hontem (3 de marco) folhas de altlmo-
re At 15 de Janeiro.
A guerra com o Mxico continuava a oceupar quasi
exclusivamenlc a alteucao publica nos Estados-Unidos.
Tinha corrido nos dias 12 e 13que o general Sania Anna
avancra de Potos! sobre Saltillo com 15,000 homens de
cavallaria para tentar bater as frcas americanas esta-
cionadas entre este ultimo ponto e Monterey antes de se
reuiiiiem; e esse boalo, geralnicntc acreditado, causou
serios recelo*. As ultimas dalas do exercito de- opera-
res recebldas 11c dia 15 nao conlrmavam porein aquel-
la noticia. .
Passou na cmara dos representantes a le que au-
larisa o presidente da Unio a augmentar a frca do e-
xercilo de linha com um regiment de cavallaria e nove
de infamara, paraservirem smente durante a guerra
com o Mxico.
A rejeico pela cmara dos representanlesdo pro-
jecto de lei que impunha direilos de importacao sobre
o cheo cafe collocou a adininisirafo cm graves em-
barazos. Urna carta particular que temos a vista diz que
o governo nao poder continuar a guerra sem esse aug-
mento de renda, e que porlauto era opinlao geral que
novanienlc se apresentaria ao congresso essa queslao
dos direilos.
Cartas da Havana annunciavam que o congresso
irtrxicano linha cleito o general Santa Anua presidente-
da repblica.
Recebemos bontem (8 de marco) folhas de New-
Yoik at 19 de Janeiro. No dia 13 havia cliegado aquelle
porto o brigue americauo Heindetr, saliido do Rio-dc-Ja-
neiro 110 dia 27 de novembro, e levando a seu bordo o
capilo Turner. A cen milhas de distancia deNew-York
o capilo Turner passou para o pilot-boat Uavid-MU-
ehell, chegou a New-York antesno ttindeer e parti im-
medi.it luiente para Washington. Este olficial era por-
tador das coinmunicaces doSr Wise, iniuistro ameri-
cano nesta corte, acerca das desagradaveis occiirrenciaN
do mez de novembro prximo passado. Eslas noticias
causaran! em New-York umita sensaco.
' A mor parte das folhas que temos avista contentam-
se com transcrever, sem couimcntario, cartas escripias
desla corte, que refercm coin inais ou menos exactido
o que se passou nesla occasio. OCourrierde Elals-linis
pensaque ha exageraco nagravidade dos fados e na
opiniiiodaquelles queenxergam ueste incidente umea-
usbelli q 11.1 si inevitavel: as vias diplomticas seiiam
mi Hieiemes, na sua opinio, para terminar esta desintel-
ligencia.
. Dous motivos militam poderosamente, diz o Courri-
r. a favor de uin arranjo prompto eamigavel; de un
lado a sabedoria e moderaco muito coohecidas do mi-
nistro dos negocios estrangeiros brasileiro, que lem da-
do, antes e depois de sua subida ao poder, provas nao
nao lie da
nossa.
Creio (le a conclusao be esta: mas o nobre deputado
pminlssos nao he puramente espiritual: logo di
competencia do poder ecclesiastico, esim da
ulvocas de suas luzs e do seu amor da paz; do outro,
as relaces amigaveis que uiiein ha tanto lempo os dous
paizes. De todos os estados americanos, o Brasil he por
certo aquel le que conservou as melhores relaces com a
Unio, apezar das diirerentes organisaces polticas que
osseparam. Os esforcos da Inglaterra para coiistranger
o Brasil a abolir a eacravido lornoram eslas relajoes
mais intimas, accrescenlando aos la9os de syinnainia
que uuiain o imperio c a repblica o laco mais forte de
um luleresse conimum c de urna siluacao anloga.
Parece-nos, alm disto, que os Estados-Unidos leem
bastante que faze com a guerra do Mxico, -e que po-
denceder alguma cousa. afim de evitar segunda eon-
lenda. Seria par o mundo singular^.peclaculc, o, ver a
Unliio americana, cujo poder e InstltuicSes liberaes rie-
vnii servir desalva-guarda aos dcalinosdo novo mundo,
empenhada ao mf sino teinpo em urna lula com os dous
estados mais consideraveis. depois delta, da America.
No Metido os acontecimento aobrigam a desmembrar
urna repblica que ella deveria considerar como lilha ou
ao ao menos como innSa. Fazendo a guerra ao Brasil,
faltarla de todo ao seu dever de protectora nata dos iute-
ressics da America inteira, para tornar-se o ininiigo
mais sensivel daquelles mesmos que Ihe cumpre de-
fender, a [Colhidoi de diterioi jonwi.)
nao encaro a queslao pelo lado que devia 'acarar.
Ouando as Icis patrias aboliram o privilegio do foro, R
smente na parte relativa ao poder primitivo dailgreja.
O nobre deputado sabe que antes da coustituicao o po-
der eccleslaslco tlnha seus tribunaes espirltua.es e que
peranteelles coinpareciam todos os ecclesiaslicoseeram
processados: Impunham nao s as penas espirituaes,
como as temporae; lano assini que o cdigo do pro-
cesso criminal, abolindo o prlvileg o do foro, disse:
.. lica abolido o privilegio do foro ecclesiastico, excepto
as causas puramente espirituars, e para unposicao so-
mente das penas espirituaes decretadas pelos caones
recebldos ; mas-* nobre deputado" tambem sabe que
a greia nao tem smente o poder punitivo ;_ten. lam-
ben, o legislativo, o administrativo, e estes nao Acaran,
extlnctos pelo cdigo do processn criminal, porque nao
sao um privilegio, sao daessen.ia "'?"'*" .
O Sr. Joaquim Villela: SSo ligados pela nalureza das
cousas.
O Sr. Faria : Demais, eu uo disse que ao prelado
compela approvar o co.npro.nisso na parte religiosa,
porque a parle religiosa fosse materia pura mente^ espi-
ritual, mas sin. por ser relativa a disciplina da. igreja, ao
reglan......le o nobre deputado nao pode negar ^da
competencia da mes.na igreja Tendo dado a explicacao
que promelll, nada mais direi.
O Sr, Ferreira barreta: He o que basu.
Encerrada a discusso, he o parecer approvado com
a emenda doSr. Joaquim ^ Hela.
Oiiruiso do parten adiado que approra ocompromisio de
urna irmandade do Bonito.
L-se a seguinte emenda que, sendo apoiada, entra em
discusso : .,
Em lugar da palavra opproear r> diga-se -parro
dar o m partetr; = e em lugar da palavra aa a dija-
se = e =. Nuntt Machado, m
Julgada a materia dlculida, he approvado o parecer
coma emenda.
Diaeiuio doparecer adiado da committodt commercio, defi-
rilo o rtquerimenta da riuva de Jos Ramos de Oliveira.
O Sr. Jos Pedro declara que pedio a palavra, nao para
impugnar a illegalidade da despe.a, por nao Mr do de-
cretada, e nem lo pouco a sua inulllldadc, visto que
rec.nil.ece que ella se faz precisa, WfM_**
u.na emenda a mesa, afim de que a conclusao do parecer
nao passe como est redigida. c venha a p-lo en. emba-
nco* quando liver de rediglr o projecto da lei do orca-
Le.it>, a seguinte emenda que he apoiada, e entra em
discusso: .
En. lugar das palavra =fara tttt pagamento =, Al-
ga-se = para amortado desta divida m Jos Pedro, a
OSr. Villela Tavares acha desuecessaria emenda.
discusso, pois que do parecer a que ella foi offerecid
e en. que se acha elie orador assignado como membro
dacoinn.issoque o aprsenlo, nao se deve concluir
oue aria feito deu.ua vez o pagamento da divida que a
inesma commissaorecouheceu a vista dos valiosas Ululo
a que se reporlou, mas sim que se o leve a etteito de
confoniiidade com as frcas do cofre da provincia.
O Sr. Joti Pedro diz que nao quer contrariar as ioten-
efles do nobre depuudo, membro da com-.niss que deu
o parecer que se discute,mas esl coiivencidoqueda ma-
neira por que se conclue o parecer, se pode entender
que aassembla approva que se marque no projecto da
lei dnorcamento, nao urna quola qualquer para paga-
mento da divida, mas aquella em que importa a utesoaa
divida, entretanto que, concluindo-se o parecer confor-
me a emenda que elle orador inandou a mesa, desap-
parece toda a duvida.
Encerrada a discusso he approvado o parecer com
la emenda.

: :
1


_

*
Druiin do parerer adiado que defer a pretentio do -padre
lUarinho. '
O Sr Xtinei Machado entrhde que o parecer nao est
mullo claro nrm em-harmona com 01 documentos que
o peticionario juntara ao requer ment sobre que he el-
le dado: julga que alguma cotisa se deve ao mesmo pe-
tlrionarin, mal nao Unto quanto diz a nnbrc couiinliso
queesse parecer redigira, poli que, nao sendo lmente
ordenidn o vencimentns que. na importancia de um
cont de rl, o pretendente percebe, mas sint ordena-
do e gratificaco, e divididos de maneira que o que
consume aquellche aquantia de 750/VOO ris, he (ra
de duvida que he desta somina que se deve tomar a me-
tade para ser accrescentada aos referidos vencimentos
como a gratificaco que a le manda dar aos professores
que continuam a Iccionar depois de vinte cinco annos de
exerciclo: r, depois de algninas rcflesors mais, mani-
festa o desataque tem deque a commisso produza na
casa as rasflk einque se futida para sustentar o contra-
rio do que dm> (ico, poitquc, lendo sumina vontade de
acerta/. quer mudar de opinio, se essat rasdes forcm
tao poderosas, tao baleadas na juslica, que a isio o le-
vem.
L-se a seguinte emenda que, sendo apoiada, entra ein
discusso:
Depois das palavras = leido orcamento = accrescen-
te-se qat consigne a quanlia de 375/000 rt. melade do or-
denado. = Nunes Machado. >
Algn* Srs. deputados observam particularmenie ao
n e" "*acnai'0> 1ue a emenda nao est etn termos.
O Sr. Nunes Machado sustenta as ideias que anteceden-
temente etnlttira, e declara que est disposto a votar
por qualquer emenda que esclareca o negocio em dis-
cusso e concorra para que se nao d ao peticionario
mal doqueaquillo a que tem direlto, nem menos do
que justamente llie compete. <
O Sr. Joaquim nitela: Senhor presidente, o nobre
deputado que em primeirn lugar conlestou o parecer da
conimlsso, j fe verqual a gratificaco que rabe ao
peticionarlo, por continuar a entinar depois de 25 annos
de magisterio ; maso nobre deputado nao citou a legis-
larovigentc a respeito, c por isso peco-lhe licenca para
aizer mais alguma cousa na materia, afiui de que ella
1que melhor elucidada.
litigo, Senhor presidente, como o nobre deputado, que
a coinmisso teve seus equvocos no parecer que se dis-
cute, e he isto tao exacto, que ella afirma a respeito do
peticionario Cactos que elle mesmo nao allega.
Assiin, por exemplo, afirma a coinmisso que o petl-
22J? antf da le de 30 de abril de 1839 percebia rs.
,j0fD00 de ordenado e 150/000 de gratificaco, vencendo
ao todo 1:000/000 de ris; quando he sabido que os profes-
sores do lyco tiveraino venclmento de um conlo de ris
depois da reforma do mesmo lyco, (apoiados) c Hemiaria
cm 1840; quando o peticionario no requerimento que di-
rigi a assembla, nao afirma que tivesse esse venc-
nirnto deum cntnde ris antes de 1839; porquantnoque
dit he que o tinha antes de completar 25 annos de "ser-
vico em malo de 1843: e he bem claro que, por ter elle
um cont de ris antes de 1843. nao se segu que o ti-
vesse j antes de 1839. Ocertohequeem 1839 tinha elle
bflO/OOO rs. de ordenado. Deixcmos, porm, isto de parte,
e vamos ao ponto principal,da questao.
Toda a questao, Senhor presidente, depende desaber-
se qual o ordenado que actualmente percebe o peticio-
nario; porque, sabido este, sabida est a gratificaco
que llie cabe, pois que ella deve ser inetade do ordena-
do, segundo djspfie o art. 3.dale! de 30deabril de 1839.
Ora, foi neste ponto principal que a Coinmisso equtvo-
.cou-se, suppondo vigente urna disposicao que foi dero-
gada respeijo dos professores do lyco.
A coinmisso, entendendo que o ordenado do peticio-
nario he de um cont de ris, basenu-sc no art. I. da
lei de 30 de abril de 1839: e rom rfl'eito, a vista delle o
ordenado do peticionario deve ser de um cont de ris,
porque esse art. revogou o artigo 1.' do cap.2. da lei de
10 de junlio, a respeito dos professores pblicos prvi-
dos antes della, mandando qur recebessem os seus or-
denados Indivisamente sem distneco de ordenado e
gralificaco; e o peticionario foi prvido antes da lei de
10 de juuho : mas, se esta disposicao da lei de 30 de a-
brll .le IH39 n;lo est em vigor respeito do peticiona-
rio e mais professores do lyco, j vea nobre coinmis-
so, que o seu principio cahe, e que nao pode sustentar
que o peticionario actualmente veiira 1:000/000 de ris
de ordenado.
O peticionario, na poca em que se confeccionou a lei
de 1839, linha o ordenado de (jOO/TOO ris. como j disse;
depois, na reforma do lyco em 1840, foi esse ordenado
elevado a I:2u0/000 rs. pelo regulamento de 17 de eve-
reiro do misino auno, dado pela presidencia que havia
sidu autorisada pela assembla provincial para reformar
o lyco; e finalmente fj marcado ao peticionario o ven-
eiuieuto de 1:0004000 de ris pelo art. 10 da lei n. 4, de
7 de Hiato de 1842, que approvuu um novo plano da pre-
sidencia, alterando o regulatue'lito de 17 de fevereiro de
1840. Mas esta lei que lixuu em um cont de ris os ven-
clo-rulo* do peticionario e de outros professores do ly-
Cv-o, luandou que fossem elles,diviilidos Conforme o art.
1.1 do cap. 2." da lei de 10 de junho de 1837, revalidando
assiin a respeito dos professores do lyco a disposicao
desse artigo da lei de 10 de junho, que havia sido yo-
gado pelo art. 1 da lei de 30 de abril de 1839, em que
se baseou a coinmisso. E se acaso cou revalidado o
art. 1. do cap. 2. da lei de 10 de junho respeito dos
professores do lyco, claro fica que a respeito delles ca-
ducou a disposicao do art. 1. da lei de 1839, que o ha-
via revogado.
Parece, portanto, Senhor presidente, que fica demons-
trado que vista da lei n. 34 de 1842os vencimentos dos
professores do lyco se devein contar na forma do art.
1." do cap. 2. da lei de 10 de junho de I&39: e qual he
essa forma? He dividir o venrunento em quatro p.lrtes e
contar tres como ordenado euma como gratificaco: logo
he incontestavel que o peticionario nao percebe toda a
quanlia de 1:000/000 de ris como ordenado, segundo a-
uanca a nobre coinmisso. Facamos, porm, a diviso
segundo a lei de 10 de juuho, e leremos que o ordenado
do i"'tii ionaro he de 750JIO00 rs., tres partes de 1:000/
de ris, e que o resto he o que percebe como gratifica-
cao, que vem a ser 250/000 ris.
O Sr. Netto: Se se der lei o effeito retroactivo.
O Sr. Joaquim Villela: -- Pas he mister dar le ef-
feito retroactivo para que da sua dala em diante os or-
denados dos professores do lyco sejam divididos na
conformidade da le de 10 de junho? Se esta diviso nao
tiver lugar, de que serve a disposicao da lei? -eiihor
presidente, embora a lei de 30 de abril de 1839 houvesse
revogado a disposicao do art. 1. do cap. 2. da lei de 10
de junho a respeito dos professores prvidos antes des-
ta lei, os legisladores usaram do seu direilo tomando a
subjeitar mcsuia disposicao os do lyco; e nem islo
era dar el'eilo retroactivo a lei, una vez que ella s leve
cxecuco de sua data em diante. E ute o nobre depu-
tado que iieuliuiiia injustica sofl'reram o peticionario e
seus coinpaubeiros, por isso que tiveratn um augmento
nao pequeo em seus vencimentos.
Sabido, Senhor presidente, que o ordenado do peticio-
nario depois de 1842 he de 750/000 ris, e que os 250/000
ris que compltalo b cont de ris elle os recebe como
ratificaco, vejamos o que dita lei de 1839 a respeito
dos professores que teem mais de 25annosde exerciclo, e
continuam no magisterio. Eis (ti). Ora, se o peticiona-
rio, como confeisv completou 25 anuos de servico em
nial* de 1843, e a Irtque mandou dividir o seu ordenado
conforme a lei de'M) de junho he de 1842, segue-seque,
3SSOO",,>letU0,25a"u0s' Unh" de ordenado ris
730/000; mas a leique acabo de ler, manda dar ao que
continuar a ensinar depois de 25 anuos inetade do orde-
nado; logo be inetade de 750/000 ris, e nao metade de
S9 de "'* qU.e e"C deve ter de E""c.cao. As-
sim pois, o pareces ua couinilsso, que julga competir
ao peticionario a alificaco correspondente metade
o.!. i V a '"' 5uPPU4'{o de que este be o .cu
ordenado, fuuda-se em um engao, e uao pode ser an-
prorado.
Agora dlrel alguma cousa sobre a emenda offerecida
K parecer; acho-a de toda a jusca, porque elucidada
oo esta, a questao, Isto he, reconhecido que a grati-
cacSoque cabe ao peticionario, he da metade do que el-
le vence como ordenado, e que este ordenado he de
750/000 ris, he claro que a gratificaco deve ser de ris
375/000: e se pelo documento apresentado pelo peticio-
narlo v-sc que elle percebe de gratificaco 300 mil
ris. he igualmente claro que se Ihe deve augmentar
75/onO ris: mas creio que a emenda do meu nobre ami-
go nao est clara, e pode dar lugar a certas duvidas.
{14.) O meu nobre amigo quer que se addicione a grati-
ficaco de 375/000 ris; mas lembro-lh'e que que de-
vemos fuer he addicionar quota j marcada na lei do
or, amento o quantitativo que falta para completar a
somma que o peticionario deve receber. Nao ha duvida
que os vencimentos que elle percebe actualmente j se
achain consignados na lei do orcamento; e nestes venci-
mentos est incluida a quanlia de 300/000 ris que per-
cebe como gratificaco de continuara ensinar depois de
2^ annos de exercicio : por consequencia o que deve-
nios augmentar he 75/000 ris, polj essa gratificaco de-
ve ser de 375/000 ris, metade do ordenado que he de
750/000 ris. Pela emenda do nobre deputado parece
que se deve augmentar na quota j marcada a quantla
de 375/000 ris, que equivalcria a dar-se 300/000 ris de
mais.
Por essas considerar Oes mando mesa a seguinte e-
menda.
He lida e apoiada para entrar em discusso a seguinte
emenda :
Depois das palavraspara a gratificaran do peliciana-
ro suppri uia-se o restante, sendo substituido pelas se-
guintes palavras=augmentando-sc 75/000 reis quota
marcada para a- gratificaco que recebe o peticionario
pelo exercicio de mais de 25 annos, na rasao de metade
do vencimento de75O/0O0 reis que percebe como orde-
nado: .Jo.'ii/uim Villela.
A assembla assente ein ser retirada pelo Sr. Nunes
Machado a emenda que por este Senhor lora oll'erecida.
Nao mais havendo quem quisesse tomar a palavra so-
bre o parerer em discusso, he elle appruvado com a
emenda do Sr. Joaquim Villela.
I'rimeira diicuiiad do prqjeclo n. 7 que aeiim le acha redi-
qido :
A admlnistracao dos estabelecimentos de caridade
desta provincia requer a esta assembla o quantitativo
de cinco a seis contos de ris para dar principio ao edi-
ficio do hospital de Pedro II, que foi mandado cons-
truir por lei provincial do anno pastado, e diz que, de-
sojando solemnisar o da 25 de marco, anniversario do
juramento de nossa constitui;o poltica com o solemne
acto da rollocaco da prlmelra pedra, v-se balda de
Hielos pecuniarios, porque pouco he o lempo para o an-
damento das loteras, cujos productos foram destinados
para a coustrueco do mesmo edificio.
Este pedido da admlnistracao he acompanhado de
urna iuforuiaco favoravel do Exm. presidente da pro-
vincia.
A coinmisso de fazendae orcamento,depois de ava-
llar ilevidanii'nte as rasos em que basa a administra
can o seu pedido, cntende que se nao devein poupar sa-
crificios para animar a con'.trucco de una obra que
tanto reclama a humanidade, e que minio ha de con-
correr para rvitar-se o doloroso esprtaculo que actual-
mente nos apresentam os adros das igrejas, nico jazi-
~;o que encontram os infelizes que vaguean! pelas ras
a cidade ; e he de parecer que se delira favoravelmrn-
te a administradlo, concedendo-se-lhe o quantitativo
de quatro contos de ris para a enlloca cao da primeira
pedra desse edificio; e porque tambein acha a coinmis-
so conveniente que esse acto seja feilo em un dia na-
cional como em o do juramento da constituico polti-
ca do imperio, e a autorisacao para o promplo dispen-
dio dessa quanlia nao possa demorar-se para quaudo se
discutir a lei do orcamento, deliberou-se a otterecer |ue toram injustos para com elle os nobres meinbros
consideracao desta assembla a seguinte resoluco ; ,a COWtmJwlo, ante os quaes alias nao tem necessidade
A assembla legislativa provincial de Peruambuco
resolve:
Art. I." Fica concedida desde j a quanlia de
4:000/000 de ris ao grande hospital de caridade para
col loo,uao de sua primeira pedra.
Art. 2." O presidente da provincia he autorisado a
mandar realsar o pagamento dessa quantla com as so-
bras que pussam haver nos arligos de despeza.
Art. 3. Ficam revogadas todas as lels c disposlcdes
m contrario.
Sala das commisses da assembla legislativa pro-
vincial de Pernambuco, 13 de marco de 1847.=>'riiolo
de HrHo.=-Jns Pedro da Silva.
O Sr. Afeito declara que se nao levantou para impug-
nar o projecto ein discusso, e que nem mesmo Ihe he
possivel impiigna-lo, tendo sido membro da coinmis-
so que offereceu o outro, boje convertido em lei, e
que propoi a fundacao rio hospital Pedro i; mas sini
para apenas pedir aos nobres membros da coinmisso
que assiguaram este projecto, urna explicaran a res-
peito do pi inicien artigo qur se discute, e que consig-
na 4 contos de ris para a cullocaco da primeira pedra
do grande hospital de caridade : it que est disposto a
conceder alguma cousa para que comecem desde j os
trabalhos desse estabeleeimcnto de piedade..,..
O Sr. Jote Pedro :-Justifique esse alguma cousa.
Respondendo a este aparte,'afirma o orador que elle
envolv' urna ideia mullo abstracta e que por Isso nao o
pode compreheuder: repele que est disposto a conceder
alguma cousa para que comece quanto antes aedilicacao
de semelhante estabeleciinento, afiui de ler a satisl-
co de ver laucados os primeiros fundamentos dessa
obra de tanta utilidade; mas acha extraordinario que
para a collocaco da primeira pedra do edificio se con-
sigue a quantia.de 4:000/000 de ris.
O Sr. Villela lavares :He um modo de dizer.
Depois de haver exprimido a duviua ein que a seme-
lhante respeito se acha, e de declarar que votar por
essa quota se tiver de ser applicada ac principio da
obra, observa o orador que a redaeco do projecto p-
4e dar lugar a entenderse que esse dioheiro pode tam-
bein ser gasto com os festejos que se liierem por occasio
da collocaco de que se trata ,e por couseguinte autorl-
sar esse ocioso dispendio dos dinhelros pblicos : e co-
mo deseja que essa ideia seja devidamente prevenida,
quizeia que a nobre commisso Ihe dissesse, se teve
smente em vista o comeco da obra, ou se tambein teve
em vista toleiiinitar esse acoulecimenlo.ou se finalmente
coiitou com urna pedra extraordinaria, cujo cusi c
conduccao para o lugar em que tem de ser posta, exi-
ja 'tao arullada somma ; do que se nao maravilharia
ao rcconcoi dar-so que i'ustoii dous contos de ris a pedra
de que se deve formar a estatua do Sr D. Pedro II,
qu tem ser collocada no hospital dos aliienados.e que
no Hio-de-Janeiro fura vista por elle orador e por al-
g mis de seus coi npa n lie i ros.
U Sr. Filela l'avaret :--Pde ser que seja da familia
daqurllas com que se fizerain as experiencias na ra do
Crespo. ,
Senhor deputado, nao sao 4 contos de ris para a com-
pra da pedra; I nobre deputado bem sabe que a pedra
nao he em bruto colldeada, que ser lavrada, e sobre
ella ser gravada urna inscripcao; que sua cdllocacao he
sobre o principio do alicerce do edificio; portanto j
ve o nobre deputado que a collocaco da pedra est de-
pendente de todas estas despeas, e de outras que podem
occorrer, e que nao posso de momento referir Ne-
nhuma raso, pois, tem o nobre deputado quando des-
confa que possain' ser extraviados os 4:000/01)0 de ris
em outros objectos, porque a lei os designa de'uma ma-
neira milito explcita para a collocaco da pedra. He
verdade que se poder dlzcr que seria multo inals con-
veniente que a coinmisso nao procedesse em objectos
desta ordem, sem que tivesse dlante dos olhos um orna-
mento da despeza : convenho nisto; mas a commisso,
vendo os desejos que a admlnistracao pantenteava em
collocar essa primeira pedra do grande hospital no da
25 do correte, anniversario do juramento da nossa
cdnstituico poltica, vendo que a assembla sem pre-
jui/.o publico a podia acompanhar nestes seus inuito
louvavei.. desejos, foi menos rigorosa do que devra
ser, e dispensou esse orcamento, porque a coinmisso
sabe, como o nobre deputado, que toda essa despeza
ha de ser justificada depois, e inulto confia na adminls-
traco que della se vai encarregar.
O nobre deputado, a quem respondo, lancou una
proposico na casa, a que nao posso deixar de respon-
der, embora o bom conselho que me d o meu nobre
amigo o Sr. deputado Nunes Machado, de que a deixe
passar ; porque a considero multo grave. Disse o no-
bre deputado, que multo receiava que urna grande par-
te deste quantitativo fosse einprrgado eni festejos : se-
melhante deseonfianca do nobre deputado sobre nao
caber na expresso do projecto, cncerra uina offensa
administrado dos estabelecimentos de~caridade, que
nos merece o maior conceito.
Supponho, Senhor presidente, ter explicado a manei-
ra por que se devein applicar os 4:000/000 de ris, e se
alguma sobra houver, confio que a administraran ap-
plicar ao mesmo edificio. Nao me parece muito a pro-
posito recordar-se o nobre deputado do pre;o porque
se comprou urna pedra no Rlo-de-Janeiro para nella se
esculpir as formas e feicdes de S. M. I. ; e limito aqui
minhas obseryaces, porque as considero suficientes
para fundamentar o parecer da commisso, esclarecer
ao nobre deputado, e igualmente a casa.
O Sr. Kello anda se nao d por satisfeito coin o que
disse o nobre peputado que acaba de fallar, e se tivesse
quem Ihe afflrmasse que as Ideias por elle expendidas
eram partilhadas pelas pessoas que teem de ser encar-
regadas da execiifo da lei, votava contra o projecto ;
pois que o mesmo nobre deputado que sem duvida sa-
be a dill'oi enea que ha entre a coufpra de urna pedra e
a sua collocaco. disse que nao enlendia que as despe-
zas desta se devessem limitar smente s da referida
compra, e elle orador o que pretende prevenir he que da
quota votada pelo mencionado projecto senfio distraham
quanlias para os gastos, que nao os dessa collocaco e
que bem podem absorver uina grande, uina multo con-
sideravel parte dessa quota, e mesmo toda ella.
Observando que as funcr, ou sao reguladas pela grandeza'do assumpto, a que se
referem, ou pelas potses de quem as faz, e que ao mes-
mo tempo que reputa mu grandioso o assumpto dessa
de que se trata, nao suppde mu lisangeirasay circums-
lancias financeiras da provincia, diz que he de sua inten-
cao que sejam smente despendidos na ediheaco do es-
tabeleciinento os fundos de que a seu favor poder a
urania provincia dispr ? e notando que o (Ilustre de-
putado a quem responde, talln em outras desperas que
nao as comprehendidas nesle seu pensamento, conclue
de justificar-se, porque nao os censurou.
Declarando que desejava fosse essa quantia destinada
ao comeco da obra, e que entende por esse come-
co nao s a porco de alicerce necessario para o funda-
mento da inesuia obra, como a compra da pedra c de
outros accessorios indespensavels, pergunla, se seria
destruir a le diser que outra cousa se podia entender
da expresso vaga e indeterminada do projecto=ouiilro,
rimiiu de rrit para a collocaco da primeira pedra-- : e de-
pois de haver afirmado que nao, uianifesia as esperan-
fas que tem de que a casa Ihe faca a Justina de concor-
dar que essa expresso pude dar lugar a suppr-se que
o projecto autorisa o gasto com festejos.
Ao descobrir em alguns Senhores diputados signaes
de desapprovac o ao que acaba de dizer, declara o ora-
dor que nao pude convir uesta especie de tyranuia que os
inesmos nobres depulados querem exercer na conscien-
ciados outros ; que ho de ter paciencia, eouvir as ob-
servaedrs que julgar dever faici sobre'qualquer projec-
to, pois que, moleste -se quem se molestar, ha de expel-
as suas ideias ueste assumpto, c em outro qualquer que
se aprsenle.
I'assando a tratar da commisso dos estabelecimentos
de caridade,diz que sempre le/, justira essa nobre com-
misso ;que nesta parte o Sr.Peixotode Brlto nao he mais
justo do que elle ; que sabe do interesse que a referida
commisso tem tomado na prosperidade daquelles esta-
belecimentos ; que foi, referindo-se a esse uiesmo inte-
resse, ou em consideracao a elle, que o anno passado
teve a honra de ofl'erecer casa esse projecto, de cuja
execucao se oceupa o que ora sr discute ; que pelo lado
da administrado nada recela, porque he ella composta
de bonicos honestos, de lameos muito honrados e inca-
pazes de abusar da posico, em que se acliam ; mas
que, como deseja que se nao supponha que se teve em
vista dar esse dioheiro para cousas que nao estejam li-
gadas ao principio do edificio, e entende que, dizendo-
se que os 4 contos de ris sao para comeco da obra, se
destroem as ensanchas que a lei pude receber na sua
excciieau, foi por islo que pedio a explicaco do pensa-
mento da nobre coinmisso que, nao sabe elle orador,
em que achou nislo motivos para se molestar.
O or. Peixoto de llriio :Quem he que se molestou?
Depois de haver o orador declarado em i esposta a es-
te aparte, que nao sabe quem se deu por molestado,
afirma que foi neste sentido que fallou e que est dis-
posto a votar pelo projecto, se se Ihe mudar a redae-
co.....
O Sr. Peisolo de Brilo :Por ininha parte nao mudo.
0 orador, respondendo a esie segundo aparte,assegu-
ra que, a nao sedar a mudanca, tambein nao votar
pelo projecto, nem em 2.a ueui em 3.a discusso, mas
s na 1.a, porque nella se trata da sua conveniencia,
e nesta nao pude deixar de concordar.
O Sr. Nunes Machado declarase a favor do projecto :
nao julga necessaria a mudanca de redaeco por que
opina o Sr. Netlo, pois que, confiando summainentej
nos cidados, a cujo cargo est a administrarn dos es-
tabelecimentos de caridade, nao receia os desvos que
tanto teme o mesmo Sr. : nao acba cablvel a ad-
mirarn que manifestnu este sobre deputado pela im-
portancia da quantia que o projecto vota, porquanto lie
0 orador declara que uao sabe de que familia so es-
sas pedras, e que assim como dar o seu voto ao projec-
to se a quanlia a que se elle refere for para o principio
da obra, da mesma surte Ih'o negara se for nara outro os ""b'do que as desprzas da collocaco da I .a pe-
' dra de um edificio qualquer se nao limitan, a da com-
ino qualquer.
OSr. Peixoto de Brilo :A commisso de fazenda e or-
namento deu o parecer que se discute, em vista de urna
pelico dirigida esta casa pela admlnistracao dos esta-
belecimentos de caridade: o pedido da adiniuislraco
lie de um quanti tativo superior quelle que a commis-
so emenden devia couccder-lhe. A admnistraco cal-
culou que as despezas uecessarias para a collocaco da
da e lamban a importancia da pedra motilaran! de
a a 6 coutos de iris; e foi este o seu pedido: mas a
commisso a que pe unco, que, sempre que se.'occupa
de objectos desta ordem, nao tem deixado de considerar
as torcas pecuniarias da provincia, as considernu tam-
bein csla occasio, e nao copcedeu tanto quanto pedia
a adiiiiiislraco, mas um quantitativo de 4:000/000 de
is que considerou suficiente para as desprzas que se
devein fazer com a compra e collocaco da primeira po-
dra do giaudc hospital de caridade: desta ligflra obser-
vacSo nasce fcilmente una conclusao que servir de
resposta ao nobre deputado, quando cousidrruu que o
quantllallvo consignado pela commisso era simples e
uuicaiuente appllcado para < compra da pedra. Nao,
pra dessa pedra e da sua conduccao para o lugar em
3ue ella tem de ficar, mas. compreheudem tambein as
o alinliamento do terreno, levantaiuento de planta, a-
bertura de alicerce, lavragem da pedra, etc. etc : fai
diversas considerare* mais, e conclue rectificando um
engao que leve o Sr. 1.* secretario, quando disse qui-
nao estavam na casa a planta c orcamento da obra de
que se trata, pois que com etirito estao e organisadsde
maneira, que em uia momento se pode saber o valor dr
uin ngulo de alierrec ; porque o hbil engrnheiro que
os foruiulou, sabeurio das poucas fincas dos cofres prn-
vinciaes, confecciouou-os por partes, para que tambein
por partes fosse feito o edificio, a que elle* sao relativos,
O Sr. Jos Pedro diz que pelos nobres deputado* que
o precederam, tinha sido prevenido no que tinha a dizer
para explicar-o seu procedimento como membro da coni-
uiissu'qur assignou o projecto que se discute, e por
isso se limitar a dizer que notou que o nobre deputado
que impugna o projecto, no principio do seu discurso
quera que se demonsirasse em quese despenderan! 4
contos de ris coin a collocaco da pruheira pedra do
hospital que se vai construir, mas que a final sua ques-
tao era acerca da phrase =collocaca da pedra=, na qual
o mesmo nobre deputado enxergou a autorisacao para
gastarcui-se os quatro contos, nao s coin essa obra, co-
mo com os festejos do acto.
Respondendo a urna e outra questao o orador diz que,
por adiar rasoavel a quantla que inarcou no projecto,
a qul he menor do que a pedida pela adniinstraco dos
estabelecimentos de caridade, e principalmente por ter
de se collocar essa primeira pedra no dia 25 deste me/,
foi que coinmisso, deque elle he membro, nao eii-
glo o orcamento dessa despeza : que quanto* a ambi-
guldade que o nobre deputado que impugna o projecto,
achou as palavras=coioeaca porque esta phrase exprime bem que he o comeco da
obra, e quando nao exprimisse essa ideia, eslava enten-
dido que a quantia que se decreta nao podia ser gasta
coin festejos, porquanto a assembla nao pude decretar
despezas para festejos, por nao ser autorisada para isso
nem pelo acto addiclonal, nem por lei alguma ; pois
que a renda publica he destinada para satlsfazer as nc-
cessidades da provincia, e nao v que festejos sejam una
necessidade publica: e portanto julga que o projecto
deve pascar comb est redigido.
litigada a materia discutida, he O projecto Subinet-
tido votacao e approvado.
Primeira discutan do projeel n. 8 que assim se acha conce-
bido.
A commisso de instrueco publica, tomando na de-
vida consideracao o requerimento de Francisco de Pau-
laPerelra de Andrade, professor de primeira* lettras de
Nazareth, e examinando os documentos, com que a ins-
true he de parecer que se Hie defira favoravehnente;
porque, postoque o supplicantc nao esteja rigorosa-
mente coiiipreliendido as disposiedes do artigo 10 da lei
de outubro de 1837, que regula as aposentadorias, nao
delxa com ludo de acharapoio na mesma le, visto ter
sido o seu mal uina consequencla da assiduidade, com
que se emprrgnu no publico servlfo, e por isso a com-
misso oll'erece consideracao e approvaco da assem-
bla a seguinte resoluco:
A assembla legislativa provincial de Pernambuco
resolve: '
Artigo nico.-O professor de primeira* lettras de
Nazareth, Francisco de Paula Pereira de Andrade, tem
direilo a ser jubilado coin mel ordenado.
Sala das sessdrs da assembla legislativa provincial
de Pernambuco, 12 de marco de 1847. Pereira de Car-
valho. Perreira llarrcto. Joaquim miela (vencido)
O Sr. Joaquim Villela : Senhor presidente, lendo-me
assguado vencido no pdrecer que se discute, Julgo do
meu dever dar as rasc.es por que assim proced.
A nobre coinmisso, confessando que'o peticionarlo
nao est comprehendido na le de. lOde Junho de 1837,
que regula asjubilaede* dos professores pblicos, toda-
va emenden que elle acha apoio nella, e nesta supposi-
caoapresentou o projecto que se discute, e em que se
declara que o peticionario tem direilo a ser jubilado
coin metade do ordenado; mas eu, Senhor presidente,
nem posso concordar que o peticionario, nao estando
comprehendido na lei de 10 de junho. ache nella apoio,
nem tao pouco que, tenha direlto ser jubilado, quando
a lei Ihe nao concede ajubllaco, no caso em que elle
se acha.
Senhor presidente, os ideias que tenho de direitos na
sociedade, sao que o direilo he uina faculdade, um be-
neficio concedido por lei: por isso nao posso adinittir di-
reitos srnoem virtude deiei A le, Senhor presiden-
te, no estado social he o tilblo, em que se basam os di-
reitos, e todo mis sabemos que sem titulo nao ha direl-
to. Assiin pois, Senhor presidente, para que o peticio-
nario possa ler o direilo de ser Jubilado, como entende
a commisso, mister se faz que a lei Ihe d este benefi-
cio; mas onde est elle consignado? Nao vejo lei algu-
ma que Ih'o d as circunstancias, em que se acha. O
artigo 10 do capitulo 2. da lei de 10 de junho, em que
confessou a coinmisso nao estar comprehendido o pe-
ticionarlo, mas em que suppozachar elle apoio, assiin
se exprime : O professor que, por molestia adquirida
no exerciclo de sua cadeira,- nao poder continuar na re-
gencia da mesma, ser jubilado com inetade do ordena-
do, tendo j fiiotoni bem) ensillado, por dez annos nao
interrumpidos rom aproveilamento dos seu* alumnos.
Ora, daqui deduz-se mui claramente que a le exigeduas
conries para que o professor possa ser jubilado por
molestias adquiridas no exercicio de sua cadeira, e sao :
1.a, que tenha ensinado mais de 10 annos nao intei rom-
pidos ;->.', que tenha ensillado coin aproveilamento de
seus alumnos : de maneira que, faltando qualquer des-
tas duas condiroes, a Iri nao concede ajubilafo: mas
pelos documentos apresentados pelo peticionario mes-
mo consta que elle nao lem 10annos de servico, e slm
sete ;,logo he evidente que nao est comprehendido na
disposicao da lei, nem nella acha apoio ; porque ella
nao concede a jubilaco todo e qualquer professor que,
por'niolestia adquirida no exercicio de sua cadeira, nao
poder continuar no exercicio della, mas smente aquel-
los que, estando neste caso, tiverem em seu favor as
duas coiidices exigidas.
Nao rio virio que o peticionario csteja realmente impos-
sibilitado de continuar em seu magisterio, que adquiris-
se a molestia que padece, no exercicio dellc ; mas nao
basta isto vista da lei, para que lenha direilo jubila-
cao; falta-lhe a outra condico que ella muito expres-
lamcnte exige, islo he, ter mais de 10' annos dejaervico.
Eis, pois, Senhor presidente, porque nao pude snlis-
crever ao parecer da coinmisso, e discorde! Sos meus
nobres collrgas da commisso.
Senhor presidente, a ininha opinio na materia lem o
apoio da casa. Na sesso passada, este mesmo professor
requereu o que ora pede, e a casa, reconheceudo que
elle nao tinha direlto, Ihe indi ferio a prctenco.
/'m Sr. Deputado: Se elle tivesse di re i lo nao vinha c.
OSr. Joaquim Villela: Senhor presidente, ouco em
m aparte ili/cr-se que, se o peticionario tivesse direilo,
c nao vinha ; mas respondo que, convencido de que no
tem direilo, he que elle uo devia vir c. A jubilaco,
Senhor presidente, he um beneficio concedido por lei
nos casos nella prevenidos, e pois a questao consiste, co-
mo j disse, em saber-se, se a lei concede ao peticiona-
rio a jubilacn, vista das circumstancias em quesea-
cha ; e que nao concede j o nioslrel.
Sel, Senhor presidente, que a commisso argumenta-
r, dizendo que o peticionario tem direilo a jubilaran,
por isso que adquiri a molestia noenercicio dosruein-
prego, como mostra pelos documento* que junta, c nao
lie rasoavel que sejam abandonados os servidores do es-
tado, quando se impossibilitam no servico delle. Com
ilcito essas i asi.es tocain ao ooracp. movem a compai-
xo, mas nao siislentam que o "licionarlo tem direilo
jublacao ; quando muilo provariam que a asseuiblca
deve fazer uina le de aposentara para todos os empre-
gados qu adquirireiu molestias no exercicio dos seus
einprrgos, qualquer que seja o tempo que ten ha ni de ser-
vico, para que o peticionario fique comprehendido nella.
a Senhor presidente, todos lilis podemos adiar rasoavel
que se nos d isto, ou aquillo ; mas leremos por isto di-
reilo ? Se o direilo na sociedade uo tivesse por titulo a
lei, e slm a raso de cada um ; se o que cada um achas-
sc rasoavel fose um direlto, que confutan e anarchia
nao existira ? Senhor presidente, a coniuiisso entende
que o estado do peticionario he digno de compaixo, e
eu nao o neg; mas leiubro-lbe que, nao Ihe daudp a
lei jubilacn no caso em que se acjia. se Ih'a drrmbs
por lucio de nina lei excepcional, damds-lhe propria-
uiente nina pen-o, r entiio cumpre commisso mos-
trar que o podemos faier.
A' vista, portanto, das rasOes que tenho expendido, vo-
to contra o parecer.
He lido e approvado o legulnte requerimento ;
Hequelro que sed" para ordam do dia o projecto
n. 7 deste anno, dispensando-se o Intersticio do regi-
ment. Peixoto de iirito.
Tendo dado, a hora,
OSr. Presidente levanta a sesso. depois de hver desig-
nado para ordem do da da seguinte : continuaco da de
hoje: leitura de'projectoa e parece/es; discusso de pa-
receres adiados ; segunda dos projecto* os. 7, 3 4, e
primeira do de n. 11.
/


^__^_
SESSiO EM 20 DE MARQO DE 18W.
fiioeiccu no sa. oozx tiimi.a.
Thamarfa. Approeatto da acia da ieiia6
SMMAB10-"SrB,di>l. Adopco dedou, parecer, da
fln'Tior. ;' fo> 4 cmaro. ApreuMacao do
ccmmi <*". dl orcamtnlo protinctal para aanno de
proffl> /.arieipifa ou /o o Sr. 1. Aeriarto,
jg47-l84- of0n|rao da publUaeSo doi trabalhoi
d>' ** P" nZ'o e adoptad do parecer relativo a prelen-
#'? T."'Ulm, Guerra .quena outra ,e6 Acora adm-
ifc. Tereador Barata leu c-.egurate NSquerl.nento, f.milia aunme taopuroquanlo o daquelle que wT Trieate: brigue sueco
i, aseu pedido, ficou adiado al que e.tiveise a ca- prebu.cou harmonisar os eus actos com as wis ua
----------1.... honra e do dever.
1847-1"- aT oroniralo da publtcacao m
"'K Johoi', e de ur de convidar-,, por edi
r"*V*ra encarregar.-Oedar
*'" ruwo e adopca do parecer relaliv
l""0, Z >,lAlve, Guerra, que na outra teuai Acoro odia-
"id'MAaJoJcl primara d..ruo, do propon. 9,
* -%LZ n Tpropotto pelo Sr. P.ixolo de Brilo e do
co* ^hTaueVoprofeor deprimir. Ultra, de Nata-
' aEX' a jubilar-,*;.. m .egunda, do i. n. 7. -
: llhorase VI damanhaa, o Sr. 1. Secretario faz
fainada!" verifica estarem presente 22Srs.depu-
tados.
''"i" d.... j.n declara berta a sessao.
lt\fiSXV* acta da.es.So antecedente que
"VW.V Salario menciona o .egulnte
EXPEDIENTE. .
-Hnsecretario da provincia, remetiendo as
F wSeaMrc. dapelico de Joaquim Claudio
;?o3 foX exigida, pela assemblea. 9. ^
" jffod^nesmoflransmlttindo urna representado da
?r.^municipal dacidade deGoianna. acerca do terri-
Srio*oa ?reg..ia de Cruangl. X comm..a6 He
"oIrooo mes.no, participando haverem-.e exigido as
ro lacdcs que a assemblea sollcitou, acerca dacona-
,cdo de urna ponte de madelra que communique os
Coellioscomarualmpcrl* do Aterro-do.-Afogado.. -
'tullido inesmo, aocusando reme.sa do relatarlo da
cmara"municipal do Limoeiro. commma do, nejo-
"ma reX's'e'ntacao.em que a cmara municipal da vll-
It, aiiretb reclama providencias sobre algumas ne-
ccldadcs deseu municipio. ^'commuaofi doancaocwa
d"Taaoaxo ..signado, em que algn, proprleurioi
descidade, depols de reclamaren o deferl.nento do
rcnucrin.cn o que dirigirn a assemblea pedindo a
dScio da, ca.i.il.as da ribelra que hca.n erarente
di ra daPrala, se offerecem a dar aquantlade 1000/de
rl.dua.pre.iacea annuaes de 500/rs. para ...dem-
nlsaco do prejuito que em aua infurmacao disse aca-
mara da u.e.ma cidade, soffriaco.n a mencionada de-
niollco. A' commiiia de negocio, da, cmara,.
Sao lldsrapnrovados os seguintes pareceres:
A coimnissao dos negocios das cmaras muuic.paes,
examinando o offlcio, por copia Junto. do Exm'"-
dente da provincia, dirigido acamara municipal da wlla
do Cabo, autorisando a mesina a alugar urna casa na po-
roacao de No.sa-Senhora-do-O', que sirva para as suas
acssaeieparaasdojury, bemco.no a comprar os mo-
vis e mals obleqtos que forem absolutamente indispcn-
saveis para pron.ptlf.ca-la, remetiendo ao meiino Kxiu.
prcsUlente a conta de tudo para ser salisfeita pela the-
souraria das rendas provinciaes; he de parecer que
csaa medida, que ten. por flu a execucao do artigo i.
da lei provincial n. 152, de 30 de marto doanno passado,
seia appruvada. ., .....
. Sala das co..miissdcs da assemblea legislativa pro-
vincial de Peruainbuco, 20 de marjo de 1847. Cairo.
Pinlo de Almeida. .
A commlrsao de negocios das cmaras munic.paes,
aqurin foi presente a rrpresenUcao da cmara munici-
pal da villa d'Agoa-Prcta. relativamente a abeilura de
aluuinas cachoeira no rio de Una, para a tacilidaae aa
na'vegaco de canoas e balsas, oft'eredcndo assi.n com-
moda cuiiducco aos productos dos engenhos daquella
freguezia, allendendo utilidade desta medida, se por
ventura fr levada a ertVilo.e observando ao inenno tem-
po a deficiencia das rendas daquelle municipio para OC-
corrersdcspeas indispensaveis a esta obra; he Ue pa-
recer que a representacan v commissao de orMincnto
provincial para designar una quaulia para esse iim.
Sala das commis.e da assemblea legislativa pro-
vincial de Pernambuco, 20 de marco de 1847. f*nto ae
Alntrda. Cabral.
Sr. |. Secretario fax selente a casa que se aclia a
findar o contrato da publicacao dos traballios por laciu-
graphos, eque val convidar por cdltaes a quem des.a pu-
blicacao te iiucira encarregar.
fConlinuar-ae-no).
OSr.
que, a
mar completa:
Tendo o fiscal da fregueila de Santo-\ntonio, no
decurso do anno municipal flndo.encontrado apenas em
sua freguexla duas infraerdes de posturas, o que iucon-
testavelmente prova o deleito e falta de cuuiprimento
de seus deveres, pois que nao se pode presumir por for-
ma alguma que os habitante* da dita freguezia, espe-
cialmente os logi.ta., tabemeiroi, carnicelros, etc., dei-
xassem de infringir aspo.turasao menos urna vea nesse
anno; requeiroque a cmara, tomando em considera-
cao' seinelnanle abuso, que importa un. escarneo as lei.
mUnlcipaes, faf a sentir ao fiscal essa falta sobre manci-
ra reprehenslvel, advertindo-o por esta vez, para que
ella se nao repita e nao seja as.ini prejudicado o cofre
da municipalidade. Reclfe, 9 de marco de i847.O ve-
reador barata >
Despacharam-ie a. peticdis He Antonio Carlos de Pi-
nho Horgese de Antonio Jos de Albuquerque, e levan-
tou-se a ses.ao. Eu, Manoel Ferreira Accyole, secreta-
rio .interino a escrevi.Carneiro Monteiro, pro-presiden-
te. BaraU. Aquino.Ferreira.-- A. de Barro,.
CGMMEftCIO
Alfandega.
RENDJMBNTO DO DA 20............. 1:750W
DMCHEOSM HOIE 22.
Brigue Robimmercadorlas.
BrigueHelopo/Mdem.
Brigue'.-JlonoMiiaustodem.
Consulado.
REND1MENTO DO DA 20.
Geral..........'...................2:2l3Bo
Provincial.......................... *1J!"
Diversas provincias................... _!__.
B...a!Cb"gue Remuumide, capillo Ardub.lel Steel, car-
ga a mesma que trouxe.
Oburvaea. ,
O brigue francezHeliopo'. capitn Pdro,^0!ir;c
consignado a I,ui. Bruguiere. e a iAiW rtr
C, como por eugano declarou o capitao no acto da Vi-
sita.
Edita!.
TRIBUNAL DA. RELACA.
.ILGAMENTO NO DJA 20 DE MARCO DE 1847.
Dttembargador de emana o Sr. Bailo,
Noreourjoentreaiuslica e Joaquim Salvador.de Si-
queiraCavalcanti, mandaran, que o recorrentejunta.se
conia aulhenlica da senlenca recorrida.
Na anpellacao civel entre Antonio da Cunha, como ad-
ministrador de. sua mulher, e Narciso Gomes, despreza-
ram os embargos do appellapte.
Na dita dita entre Rila Pesada de Mello, e Jojrrau-
cisco da Crm, mandaram dar visla asparte..
Na dita crime em que sao parte, o doutor promotor pu-
blico e Raymundo PereiraMafra eoul.os, nao tomaram
conliec'unenlo da appcllacao. .
Na dila dila em que sao parte, a ju.tica e o reo prezo
JosFernandes.julgaram procedente o recurso
No recurso crime entre Mximo dos Santos, Antonio
A,lvesdos Sanios e Joo Antonio do Reg, conftriuaram
"Sp'pr'ilacSo civel entre Joaquim Correa de Araujo,
mtordeseulilhodomesinonoine, e Antonio Jos rer-
reirdalunl.a, receberam os embargos, reformando em
. parte o accordam embargado.
Cmara municipal do Recite.
SEXTA SESSA ORDINARIA DE 13 DE MARCO
DE 1847.
FreaMeneia do Sr. Carneiro Monteiro.
Presentes os Srs. Egidio Ferreira, Aquino, BaraU e
Gaudino, abrio-se a sesfo, e foi lida e approvada a acta
da antecedente. .
O Secretarlo leu os seguintes olncios .
U.f. d Exm presidente da provincia, remetiendo por
copia, os quatro avi.os expedidos pela '^retarla de es-
tado do. naocio do imperio, em dalas de 17, 19 e M
dereve.e"rrf nlli.no, solvendo duvidas sobre a execucao
da leideeleicdes-Inleirada, e aecusou-se a retepcao.
Outr do fiscal de S.-Jos.pedindo do novo se .nandas-
e satisftzer >o cirurgio Jos Antonio Marques a quan-
Ua de W400 rs., de duas corridas de s.ude que con. elle
lrrl en. o me de wiembro do anno pas.ado cujo pa-
gndolo no fr. fei.o ..aquello tempo. por ***
teidenrcan.ei.lo.-Que se po.na.se ...andado da quaulia
rrauerida.no caso de.e anda naoterlei.o.
O rodo,,,es,.,o flseal. presentando as neceas., .de.
de sua freguezia, eou.eio que ll.e parece conveniente
BIABia Bl. PKBSAMBOCO,
XCOT, 91 BX BiBCO DE 1847.
Na assemblea, aordem do diapara a sessao d'aina-
nl.aa he: contlouacao da dehontem ; leituradeprojec-
tos t pareceres ; discusslo de pareceres adiados ; prl-
melra do projecto n. 12, que converte em mesa de con-
sulado provincial a das rendas, e do n.* 6 que cria urna
calxaeconmica, tambein provincial; terceira do de
n. 7, que vola fundos para a collocacao da priuielra pe-
dra do grande hospital de caridade.
He de 9 do corrente a ultima data dos Jornaes que re-
cebemos da corte pelo vapor Prnomftueana, entrado ho-
ie dos portos do Sul.
Toda a familia imperial achava-se no gozo da mals
perfeita sade.
Eslava reconheclda a gravidez de S. M. a Imperatru,
e tlnham-.e dado as precisas ordeni, para que na ca-
pe|la imperial, na. Igrejas matriies, e em todos os con-
ventos da corte se iessem as preces do eslylo. e se re-
sas.'e as inissas a oraco pro felici partu, a 16,17 e 18
deste me. e bem assi.n de.de o i. de junho prximo
futuro at o da em que vier a lux o novo fructo do fe-
liz con.orclo de SS. MM. II. .
0 nosao adorado monarcha tinha re.olvido visitar al-
gn, dos principae. lugares da provincia do Rio-de-Ja-
neiro, e la principiar a vi.ita por Campo., para onde de-
verla partir a20 do mea que corre, acoinpanliadpdo txm.
Sr. ministro do faionda e marinba, do genlilhoniem A-
raujo Vianna, do guarda-roupa Manoel Hyg.no de Fi-
eueiredo, naqualidade de mordomoede porleiro da im-
perial cmara, do medico Torres Uomrm, do presiden-
te da mesma provincia, o Sr. Aureliano de Souza eOli-
veiraCoutlnho, doestribeiro-menor Antonio Pedro lel-
xeira. e do offlcial de secreUrla Jos beverlano da
I)iz o Jornai do Commercio que lhe constava ter S. M.
de volter em fina de abril.
Foi suspensa a compra do ouro na casa da inocua.
0 Exm. Sr. cominandanle das armas da curte tinha
representado contra o abuso de se servlrem os nfflciaes
da guarda nacional de insignias que rnente pertcn-
cian. aos do exercito.
Decretos de l7e 18 de fevereiro ultimo, sob os nme-
ros 501 e 502, declaram liiicompalivel com o exercicio
do cargo de vereador o do lugares d'e.crivao de or-
nliaos e promolor publico.
0 Exm. Sr. baro dellamaraca foi apo.entado no lu-
gar de ministro do supremo tribunal dejuatija com o
ordenado annual de 2:800^00 ris ; dependente a Bra-
ca, nesta parle, deapprovacao da assemblea geral le-
81paaVsub.lituir o Sr. Jnao Mauricio Cavalcan da Ro-
cha Wanderley no lugar de juix de direilo do crime da
comarca do Limoeiro de.ignou o gevernoo Sr. Dr. Alvaro
Barbalho UchoaCavalcantlqueem Pajahu-de-Hores oc-
cupava a vara civel, que foi extincta por decreto de 20 do
do predilo inez. ,___. ,
O Sr. Gideon J. Snow obieve o beneplcito imperial
liara exercer nesta provincia a. funcedes de cnsul dos
lisiados-Unidos d'Amerlca, em substituido ao nosso
mu charo e fallecido amigo, George P. Manowrier.
Damos os emboras ao governo da Uniao pela sua tao a-
ceriada escolha, e congralulamo nos com o benemrito
Americano por ter sido assim galardoada a maneira.
porqueseportouquandooulr'ora ocupou este inesmo
cargo. m
Segundo as nstrueces provisorias .que se deram as
cmbarcacSes que se oceupam noservijo dalfandega do
Rio-de-Janeiro, os einpregados as respeclivas barcas
de viga ..ao s pode.n visitar e deter.os navios nacio-
naes eestrangeirosque encontrare... a capa, bordejan-
do ou lndeados em portos, onde nao houverem alla-.de-
eas. mas tainbem varejar, observadas as formalidades da
lei. as casas em que suspeitarem existir contrabando,
a-seconslriiirumcaminhode ferro na supramencio-
"^ra'Tdfpezas da fundacao de urna colonia na pro-
vincia de >anta-Catliarina mandou o goveroo por dis-
2:61 Ip21
PRACA DO RECIPE, 20~DE MARQO DE 1847, AS 3
HORAS DA TARDE.
.EVI.TX SEHAML.
Cajnbios.....Flzeram-.e Iransaccies avultadas a JO
d. por 1000 rs.
. .Foi pouco procurado, tendo entrado
452 saccas.
. Entraram 490 calzas e abundancia de
saceos, e foi menos procurado em con-
sequcncla da falta de navios.
Couros.....OBerecIdoaallOenSrt. a
Bacalho ,
Miguel ArehanjoonUiro de ndrade. oficial daim^rUI.
Zrdem da Roa, cavalleiroda de Chrielo e .nrpecUr * [andina de Pernambuco, por S. M.o Imperador que Un,
guarde, etc. __
Fas saber que (hoje) 22 do corrente ao -*[*
porta da mema, se 1.1o de arremater era ha.taP"1"**
222 cadelras de oleo. 78 dlws pao preto e 2 canaptd
dito, no valor de 708/000 r. ; impugnado, pelo guarda
Antonio Franci.co Da., no despacho por factura ato-
noel Joaquim Ramo, e Silva, .ob o n. 3(589. sendo a ar-
rem.taco subjeita aos direitos.
Alfandfga, 20de marco de 1847. .j^
Uiguel Archanjo Montetro i* Anirat.
Algodo.
Assucar
!O deposito he de 2200 barricas, tendo
seguido para o Sul ura carregamento
entrado nesta semana.
Carne-secca Fizeram-.e poucas vendas, e o depo-
sito he de 32,000 arrobas inclusive
un. carregamento entrado na semana.
Farinha de trigoNao ha em primelra mao.
Frete......Ha falla de navios, e por isso os precos
sao iioiiiyiaes. '
Vlnho....._Vendeu-ea80iD00apipadode Hes-
panha, e de 80/a 82|O00 rs. o de Mar-
selha.
Entraram depois da ultima revista 8 cmbarcacoc., e
sahiram 12, existlndo hoie no porto 36. sendo: 1 ame-
ricana, 22 brasilelras, l franceza, 6 inglesas, e b portu-
guezas.
R10-DE-JANE1RO.
CAMBIOS NO DA 8 DF. HIRCO.
Preco da ultima hora da proco.
Declarares.
0 vapor Pernomfciieniio recebe as inalaa
para os portos do Norte (hoje), as 3 oraa
ras da tarde.
A adminlstracSo geral dos e.tabeleclmentos de ca-
radida manda fazer publico que nodia22 (hoje) do cor-
rente, pelas 4 hora, da larde, na sala de suas sessoes ira a
praca por 3 anuos a renda de todo o edificio da ra da
Roda em que outr'ora esteve a casa dos exposlos.
Administracao geral dos esUbeleclmento. de canoa-
de, 9 de marco de 1847.
O escripturario,
Francitco Antonio Cavalcante Couueiro.
=0 arsenal de guerra compra cem armas com baione-
Us, do adarme 17. Quem dito genero tlver mandara sua
proposta em carta fechada e amostra a directora ao>
mesino arsenal, at o di. 26 do correte inez.
Arsenal de guerra, 20 de marco de 1847.
Joo Ricardo da Silva,
Amanuense. .
29
330
610
29/400 a 29?I500
29OO0 a 29/100
1/950 a JO00
Cambios sobre Londres
Pars .
llambtirgo
Metaes. Oncas hespauholas
, da patria .
. Pesos hespanhes
da patria.....I/820 a 1/840
Pecas de 6/400, velhas. 17/000 a 17/500
Prata.........S*IW
Apolise. de 6 por c.ento.....w
provinciaes >,, ,
r [Jornal do Commercio.)
"bahia.
cambios no ou 16 de masco he 1847.
KS"1 :: :: .: .: -.BS*
Kaug0" :::::: ;Sfl&
Shespaiihlas.......^^a30^0
Ditas mexicanas........TifiESi ifiiMn
Peca. de6/40K.........C"*00
HoUs de 4/000 ; gf|06
Apoflcei do seguro'Leald'ade 20 por cento de premio no
Dia's'do governo 55 por cento de descont.
Acede, do banco 35 por cento de premio g*!^
Avisos martimos.
__Os Srs. pastageiros que trataram passagem para a
ilha de S.-Miguel ,po brigue Eipirilo-Sanlo, nueltim ter
abondadede ir pagar as suas passagens J^
do corrente, em casa do calxa, Firmino J. F-^ "V
do conirrio. nao serio lidos como taes : c para que nao
appareca queixa se faz o presente aviso.
... Para Liverpool sahir com brevldadc o brigue in-
glez Malro/m com excelleutes e asseiados comnoMi.
quem nelle qulzcr ir de Pa8e,n d,r,Jat%-mnruhu'
ou aos seus consignatarios. Jones Patn & Compaunla,
na ra do Trapiche, n. 10.
. Leilao.
vine la ae rania--"*"**"1" -: -------
posicao do presidente dessa provincia a quantia de ris
3 Onu/000. Faca o governo extensiva esta medida a-
niiellcs dos outros ponto, do imperio que. como o que
nca indicado, tema, principae. proporcc. paraacolo-
sacSo e prr..ar4,ao pala um assigna.lado serv.9o ; pois.
a 6. de poderosamente concorrer para que nao dehnhe
a a.rlculwra falta de bracos, habilitara os lavrado.es
adf'xarem de c.npenliar-se nos penosos sacril.cios a
nu se .uDieitaii. para, nao obstante a prohib cao do
?r"fic tU Scravatura, obterem ospoucos e cari.simos
Africanos, coin que me^uiuliamcntc povoam a. suas
f* A-'vUW do cuidado com que do Exin. arcebispo da
Baliiae dos bi.pos das demais provincias exige o mes-
no governo circuuislanciadas informacOes acerca do es-
"do do clero, do numero dos sacerdotes que o com-
poeui, daiuairnctlode.lei. ele, nutrimos a eiperanca
Se que elle vai tomar na devida con.ide.a9ao raa to
resmitavel corporatao, e adoptar medida, capa.es de
tira-la da pouco li.ongelra posicao em que qua.i geral-
"'Nolc1andCoahaverem vollado corte ps Bd-..,a-
rinhas ,uc pelo Exm. ministro re.pectlvo foram an-
dados v ajar sob a direccao do com.uodoro B'dle.afim de
se ap. efeicoarem na seductora e arriscada arte mar tiina
ar,rn,aa;a:elaO/7cialquces.es ..1090. nao perdern
o se ernpo.pois ao passo que adquirirn, a goma cou-
.9 di malicaior ouc lo famosa le ha tornado a arma-
da ame re "arap?.licra...-se a mu Impo, lantes tl.eo-
ria. doude dcv.1'1 collier os ineios ueces.ario. para da-
mu o preciso realce a e..a pralica. Transmiuindo e.-
a noticia ao. no.so, subscriptores ^"V.^mUnca-
declarar-lbesque um desses joveus ''e f,"a1'"
no Mamede Simdes da Silva, ?ue^f,"rtIor!I,,,J.
,ra a concorrer para que. tire outras glo. .as, te
.ha a nos.a provincia a de ver o no.ne de um dos stus
fllhos no catalogo dos bous maritlnios. __
ASentinella da ilonarchia di. ter >"". "B(.J"r '
di.tlncto litteralo po.tuguez Franci.co Solano (.onslan-
c,o Voten, o. .migo, da ciencia ul. lagrima me-
moria de.se hornera, a que... deven, o diccionario que
com o seu no.ne corre, e onde .em duvida mu inters-
sanies esefarecimentos terao colhldo
Nos extractos que n'outro lugar delxaings feilos. vc-
rao os no..os Icilore, aqulllo que alera, do ^eM
morado fica, de mals curlo.o encontramos no. Jornae.
^^ga^laTraB^atriteu-no. por e.te vapor
alcancam a lb'domez em que e.lamo, e nada comeen
que de especial roeoco ,e faca dlEno, a nao a-o falle-
&.MMO dS engeflheiro sueco conde de Harn.an.on que
depois de ter exercido a II a.a. pros..o por n.
,eacbam em a'cmnpeten.e" .nprovijao do Exn, pre.i
dente d Provincia, e communicando .gi.almente que na
ee^.e as plantea, acciuadas. 1 '
Moviipento do^l'orlo.___
JVoi>ioenradoiiodia20.
,hia- 15 da., brigue brasileiro S.-*/aoel-^M0uilo, de
236 oneladas. capillo Manoel Sininei. eq.i.pjgem 13.
carga vario, eneros; a Bernardo Antonio de Miranda.
Pauaifiro! Job Jos llibeiro dos Santos Jun.or e
sua irmSaU.Maria Emilia do. Santos, com e.cravo
a entregar. ,.
ifaeM .adido, no memo da.
Trieste; brigue .ardo Solide, capllao A. Ericson, carga
RioTrnde-do-Sul; brigue brasileiro Pfralinim. capillo
JosMartins da Silvl Vianna carga assucar e ma.s
Navio, entrado, no dia 21 _.
Bahli- 9 dias. barca bra.ileira Ar.-S.-da-Boa-F.agfm.
"ade58 tonelada., capitn Joao Jo. f^g^Jft-
pagem 18. carga assucar e Pia5ava : arrancUco Al
Mar7i,drioUn.8adl.., brigue-e.cuna brasileiro Veh,. de
rnuinageiu 10, carga fazendas ; a Manoel Duartc Ro-
dri". PasVageiros, Joa'o Antonio Fernandes Porto
Amonio Crispiano de Souza Carndlro .Roa.. Jok! de
Abreu, Maria Clcopa de Araujo Lima, coin I criada e
3 eacravos a entregar, e 1 Indio menor, livre.
Glosgo" ; 44 dias, brigue inglez unro de 225 teneUda.
capilS Joseph Potu, equipagem 11. carga fa.eudas ,
a Adamson e Howle : C." .. ,
Terra-.Nova;38das. brigne ...glez CotMm. de 124 to-
neladas. c.pitaoJohn Love, equipagem i2,carga a.dUU
barrica, de bacalho ; a Me. Calmont Se C,
Rio'de-Janeiro. Habla e Macelo. 11 dias e 9horas, e do
Tlimo norto J4 horas; vapor bra.ileiro *r*W
na.de 240 tonelada., commandanle Joao MilitaoHen-
ri.iue, equipagem 29. Pa..igeiros: para esta provincia.
Kranclico1 Concalvea Guimaraea. Joaquim Amaro de
Soma Paraizo, coin 1 escravo. balta.ar de A. Araga
Boleto con. 2 escravo,, Aritonio Lopes Ferreira d,
Silva, Leonel Kstellla Fernandes de Mello, ro, 1 es-
cravd, Luiz Antonio Pereira Franco, com 1 escravo.
Pedro de Anulo Angelo Perrito, con. 1 escravo Gus-
tavo Aniceto de Souza, Bento Jos Fernandes de Al-
meida. cora 1 escravo. Carlos Cerqueira Pinto, com
escravo, Antonio Caetano de Almeida Baptisf. coral
escravo Luiz Barboza de Madureira. Manoel Hypolilo
llarboza da Silva. Dr Jos Joaaul* Flnnluo, AtejW-
dre Ferreira Giiimares, Ricardo Perelra da Rocha
UM, Tiburclo Valeriano da Rocha I.ins, com I es-
. cav. Joao Jos do Monte, Jos Antonio de A.norin,
" Ave. Jos Lucio Montero da Franca, =' ""'
Simio Alves da Costa, con. 1 ^SS3^m^&
valho Rapo.o, com 1 e.cravo, "r'1"!.;"11","^?
e,- Francez; Schellino Biagio, coral filtra, Antonia
i -.marto com criado, Franci.co Corli.ano, apo-
fofflMSSfcSrlBMSsW
tugue, e 1 soldado desertor. ______
ri^rande-do-S... ; 36.das, barca Jg>MMmmt
de 298 toi
quipagen
__Katnann t Rosenmund ante, da prxima reti-
rada temporaria para a Europa do .eu ebefe, o Sr-
Kalkmann fara'o anda um leilao. por inlervenf ao do
oorretorOliveira. de um bello .orlimento de_.nludeza.
eferragens finas, multo apreciadas de rus freguezes.
cuja concurrencia esperan, na terca-fe.ra, 23 do corren-
te as 10 horas da raanhaa no seu arraazem da ra aa
Crus.
visos diversos
K

I

- Francisco Jos amasceno Rosado,
coronel comiTftndante do i." batalhio de
cacadores, tendo rcceb'ulo ordem repen-
tina para deixar esta provincia, e sobre-
carregado dos muilos afaceres que tem uro
chele de corpo, quando tem este de em-
barcar, se v privado do regosijo e hon-
ra de se despedir de algumas pessoas que
muitoo obsequiaran), eque lhe penhora-
ram sua affeicao : o que agora fas por
meio da imprensa, certo de que o des-
culparao. Aproveita esta occasio para
dirigir seus sinceros votos de estima e
consideracao. aos habitantes da provincia,
por isso que em quasi dous annos que re-
sidi nella com seu batalhao, jamis teve
um s instante, em que deixasse de ser
obsequiado, tanto elle, como seus ofiiciaes
que tambera partilham do sentimento de
sahirem de tao bella provincia, offerecen-
do todos em geral seus prestimos onde
qur que os colloque o destino militar.
joao Goncalves Netto, tenante do
i. batalhao de cacadores, tendo de reU-
rar-se com o seu batalhao desta para a
provincia das Alagas, e n5o lhe sendo
poss.vel, pela grande brevidade de sua
viao-em. despedr-se de todas as pessoas
de sua amizade, o faz pelo presente, ro-
cando-lhes queiram aceitar seus since-
ros agradecimentos pelos muitos e gran-
des obsequios com que sempre se digna-
ran, honra-lo e sua familia; e Ibes offe-
rece seu diminuto prestmo nesta proviri-
SffiaSUhS S^i5r2 e, oena outra onde lhes conste que se
..22, carga carne ; a Amori.n Irmaos. 1 eife acha.
t*^k^lSSXX:*l*> Dunley.I ^eU^, sobrado n.29 par. receber u.carta..lhe
c/nV^nriguringle. Emily, c.plUo T. P. Jo.t, caiga ''^{^ u8*^0 para o aervljo i,


I


^n^
- O abalxo asslgnado, Iracntf do 1.* batalhao de ca-
tadores do exercito, /cgressando para a provincia das
Alagas.e nao tendo teinpodc despedlr-se dos honrados
Pernambucanos, e de quaesquer utios individuos que
o teein honrado com su as dedicacdes, saudosainente o
fazem geral por nielo deste annunclo;rogando-lhes que
o desculpem de algumas faltas que porventura podes-
se (involuntariamente) comraetter para ooin os mesmos,
e aceitando os servlfos e acanhados prestimos que llies
ollera, i naquelia provincia, e i em qualquer parte
onde a sorte o colloque.
Aiexandrt Jote da Rocha.
-- O abaizo asslgnado, lente do l. batalhao de ca-
S adores do exercito, tendo consciencia de achar-sc em
la nao s a seu, como a respeito da agencia seu car-
go, todava, por melindre, roga aos Srs. que com o mes-
mu hao tido transaeces c que se julguem porventura
sus credores, tenham a bondadn de te dirigir sua
casa, na ruada Pai, n. 42, para seren no todosatisfeitos,
at o ineio-dia de hoje.
Alrxandrt los - Tendo-te contratado a compra de urna parte que o
Sr.Paulino da Silva Mindello tem cm um sitio no lugar
da Tacaruna : por itso qualqurr pessoa que se julgar
pnjurticaria, uuqueae.ua parle liver dirclto baja de
annunciar.
Deseja-sc fallar com o correspondente da lllm.
Srhhora viuva do Sr. Joo de Carvalho Paes de Andradc:
na ra Direita sobrado, n. 29, ou annuncie sua mo-
rada.
Quein precisar de urna mulher parda e moca ,
para ama de cite, dirija-te a ra do Rozarlo da Uoa-
Vista n. 2.
Precsa-se de um feltor para um sitio perto da
praca, que entrnda de liona e pomar : na ruada Ca-
deia n. 53, rasa da viuva Srve s lillios.
Dao-se 100^000 rs. a juros a dous por cento ao
mez sobre pe nhores de o uro ou escravo : na ra do
nozario da Boa-Vista n. 8.
Os abaixos assignados ofHclaes do primeiro ba-
talhao de cacadoresde primeira llnha, tendo de rcti-
rar-se desta provincia para a das Alagas declaram
que nada fleam a dever a pessoa alguma. Recite, 2l
de marco de 1847. ~ Jovquim JW Mi tira de Mendonca ,
lencutc-ajiidatitc. Jote dos Sanios Xunes Lima, adu-
les.
Precisa-se de urna ana de leite ,
sem filhos : na ra iNova, n. 39, segn
do andar.
Quein annunciou ter um engenhopara arrendar ou
vender, dirija-se a ra Nova, casa o. 31, que achara com
que tratar.
Iimii he que o Aflbiiso Saint-Martn record a seus
freguezes e amigos que de presente mora no princi-
pio da ra dos Quartels, n. 24 primeiro andar como
j 11-ni annunciado ,e contina a offerecer-lhes a pir-
cos limito rasoavris bon cortes de seda lavrada ,
para vestido, brancos, pretos e de cores ; manteletas de
gros de aple lisos e guarnecidos de franja de rctroz;
chales de seda furta-edres multo boa fazenda; chapeos
de seda da ultima moda para senbora ; ditos de pa-
lla da Italia mis armados e outros s o casco e tam-
bein para meninos e meninas ; barege verdadeiro, para
vestidos luvas de pellica para homem e senbora tudo
lio ni o vi mili de prximo
Quein annunciou, no Diario de 20 do corrente, que-
rer arrendar ou vender um bom engenho d'agoa, dis-
tante desta praca 4 a 5 legoas dirija-se a ra Direita ,
sobrado n 29.
AVISO A UM CRP.DOR.
Jos Manoel Ferrrira Harateiro morador que fbl
em S.-Anlao.se ai lia residindo cm a povoacao de Pa-
nellas.
Desencaminhou-se ha bastante tempo una ca-
noa de eai reir de nonie tlnndurru, pertencentc a quar-
11 ierran do porto das canoas .la freguriia de S.-Frel-
Pcdro-Goncalvcs ; tem por marca mi costado n. 45 I) :
Juem drlla drr noticia no arma zem da ra da Cruz.no
ecifr n. 45, ser recompensado.
Deseja-se saber e pergunla-s* polica se os Gal-
legos r Poituguezes que mu ijiu na venda do Mangui-
nd, n 51, lira rain ti mos de residencioslo dese-
ja saber um que tirou titulo.
--- OSr. J. F. P. C. nucir pagar promptamenie o
saldo de sua li tira vencida em 14 de j un lio do auno pr-
ximo passado, proveniente de dinbeiro que tomoii a
juros assim que Ihe for apresentada a referida .lettra ;
pois j he bastante a prudencia de sua credora : e quan-
do assim iian cumpra, passar pelo dissabor de ver o seu
mime por extenso neste jornal.
A pessoa que annunciou no Diario de sabbado
querer comprar um piano por cem mil rs. querendo
um de conslruccao limito forte de boas votes e quasi
novo por 150/rs. dirija-se a ultima loja da ra do
Crespo que vira para S.-Francisco que achara peca
de pi mor. Tainbcm ha um pequeojiiano que se vende
por 80 Na ra estrrita do Rozario, n. 22, 1." andar, casa do
rnradernador Francisco Antonio llastiis, vendem-se as
seguiutes obras por preco muno couiuindo:Vida de I).
IV. I: ii iliul.nu.'ii: Imagem da vida chrisla; Macarrone;
elemento deFonseca; Epstolas do evangrlho ; Escola de
poltica; Fonle de Santa-Catharina Memoria dos ritos ;
Exercicios quotidianos;Medita(o da paixo; Pralica ex-
hortatoria ou novo ministro; Retrato da mortr; Historia
Sagrada; Miserere; llizope, poema; poesas de Souza ;
Horas da Semana-Santa; ditas portuguesas; Resumo da
historia agrada; ditas grega e romana; dita geographica;
e i nnii, n, tem boa tinta preta decscrever, encader-
na todas as qualidades de obras com promptidao e
aseio, c apara papel, tudo por preco limito coin-
modo.
- Hoje 22 do correte, pelas 4 horas da tarde se
hao de arrematar, porta do Sr. doutor juiz de orphos,
todos os bens pertencentes a heranca jacente do finado
Antonio Vaz de Oliveira.
Da-se dinbeiro a juros com penliores, inesmo em
pequeas quantias : na ra do Hangel ,n. II.
Hoje 22 do correte, pelas 4 horas da tarde, porta
do Sr. Dr. juiz de orphaos, se ha de arrematar urna
canoa aborta, avallada em 15/000 rs., perlencente ahe-
ranja de Francisco Goncalves do Reg.
tapossivel; assim ooit io chapeas do Chlli flo/ii e or-
dinarios ; o famoso pr mno de linho, e as chitas asseti-
nadas pretas ; cales e mantas de seda; cortes de cha-
l os inais moderno sque ha ; merino e alpaca fina ; o
verdadeiro brim de Unho de listras, para caifas.
Gaz
Compras.
Compra-se um par de dragonas para official su-
balterno da guarna nacional, porem que estja em
bom estado : nesta typographia achara com quein tra-
tar.
Compra-se um diccionario portuguez por Cons
tancio : quem o tiver annuncie.
Compra-se urna preta de 18 a 20 annos, de bonita
figura eque saiba engowmar coser e cozinhar: na
ra da Praia, n. 80.
Cdulas encarnadas de 20$ rs.
Contlnuam-se a comprar com algum abatimento,
cdulas encarnadas de 20>000 rs., at o tim do corren-
te mez : na ra da Cadeia do Itccif loja de cambio
n. 24 do Vieira.
Compra-se um tronco para escravos : na ra das
Iarangelras, n. 18.
Loja te uno ii don ,
Atcrroda-Boa-Vista, ti .5.
Nesta loja aeha-se um rico sortiinento de |T AMPEOES
PARA GAZ com seus competentes vidros accendedo-
res e abafadores.
Estes eandieirosso 0, inores
mal modernos que existen hoje: ree. Jmmendam-se ao
publico, tanto pela seguranca e bom gott0 de sua. boa
con leern com pela boa qualidad. ua |UI> economa e
asseiodeseu servico. .
l\a IllCSma loja o consumidores sem-
pre acbarao Hin deposito de GAZ [ e cuj0 se afianca a
qualldadc, o cul porcao bastan ,e para consumo.
Desengaa*-'vos, freguezes,
que Francisco Jos Perer Braga ( na ,.ua do Crespo ,
loja de .portas n. a< p 0 arco ac s.-Antonlo, tem
novas fazendas, e qu-., af vfllde por ,oao 0 prff0 .
cortes de casimiras m u|to elsticas pelo diminuto pre-
co de 2,800 rs. ocOfi jno dita de cores a 900 rs. ; .lita
de algodao, a 1800 fl- ociirte; merino limito superior.
a if>00 rs. o covad- _,. a|paca muit0 |u,trola a l/i20 rs.
o covado.
Na loja r.i. 4, de Ricardo ao p
do arco,de S.-Anionio,
na ra do \:resno vendem-se lencos de finisslma cam-
qraia. arrPIU]adiis e bordados, com bico em volta,
proprlos para mo de senhora de lindissiino gosto, pe-
lo mod,co prrco deG40 a 1/280 rs. cada um ; chitas de
cores fias de ricos estampados a ICO, i80, 200, 220 e
240 i.-s. o covado.
Ra ra do Crespo,
loja n.l% de Jos Joaquim
da Silva Haya,
vende-se alpaca preta'a 800 rs o covado; dita muito
fina preta p de cores por barato pre^o ; merino
preto muito superior ; |ianno fino preto e de co-
res; casimiras elsticas, de duas larguras, para
calcas a 6000 rs. o corte; velludo; gorgurSo de se-
da setim para collete; tudo por nrer.0 commodo ;
fustes para colletcs; e outras inuilas fazendas,
i.anlo para calcas como para vestidos de senhora;
tudo pelo barato.
cada urna; ha igualmente! n ni'rico so'rtimetit cortes de vestidos da rica fazenda denominada ba-
zuMina. Esta fazenda. he de cores escuras, bordada
d.elislrasequadrosos mais claros, de lindosdese-
nhos, cores Usas e Konitos-tecidos, e por isso muito
propnos par o tempo de quareama e de invern.
A 1^440 rs.
Na uja novii.-, o Ricardo na mi caespo i aop
do arco de S.-Antouio vendem-se cortes de cassa da
alamada fazenda pelle-do-diabo padrdes novos Ues
e quaesos da casimira franceza.
A 720 rs. cada um.
Ma toja n. 4, de Ricardo na ra do Crespo, ao p do
arco de S.-Antonio, vendem-se lencos de seda para me-
ninos e meninas, pelo mdico preco de 720 rs cada
um.
Pechinchas, freguezes na lo-
ja de Francisco Jos Perei-
raBraga, na ruado Cres-
po n. 5, ao p do arco
de Santo-Antonio :
cortes de collete dos mais modernos que teem appare-
cido pelo diminuto preco de 2/100 rs. cada um ; risca-
dos francezes para jaqueta, a 240 rs. o covado ; ditos
com fio de seda imitando cambraia de listra para ves-
tido desenhora, pelo diminuto preco de 320 rs. o cova-
do ; lencos de seda de padrdes modernos, a 1/440 rs.
cada u ni ; ditos com franja, para pescoco de senhora,
a 1/000 rs. cada um ; chales de cambraia com flores
as limitas, a l/OCO rs. cada um.
Ma ra Nova n. 58 vendem-se bicos brancos de
3 e 4 dedos de largura ; alguma fatenda antiga ; linha ;
retroz e outros objectos ; resina de cajueiro; sola e
couros de cabra ; calcado da torra para homem e se-
nhora, dediflerentes lamanhos tanto de couro como
de inarroquim ; ablua ou parre ira braba, para curar
molestias interiores; e alguma madeira.
Vende-se cerveja branca, da me-
Ihor que existe no mercado, fabricada
em Preston-Pans: na ra do Trapiche,
n. io, casa de Jones Patn &C.
Aos
econmicos.
l\a loja de Francisco Jos Perei
ra Braga, na ra do Crespo,
n. 3, ao pedo arco de S.-An*
Ionio, vendem-se as se .
guintes fazendas:
lencos de setim de cores a 2/200 rs. cada um ; ditos
de cassa para grvalas a 440 rs. cada um ; ditos de di-
ta para algibrira a320rs. cada um ; cortes de chal
de seda a 14/000 rs. cada um .- mantas de setim para
senhora a 12/000 rs. ; prcinhas de cambraia lisa, a
3/600 rs. cada urna ; e alm dest'as faiendas ha um rico
mu i unen tu de lazeudas modernas, deque a vista se dir
o ultimo preco.
640
i
Luvas de pellica, a ou rs
Ka praca da Independencia, loja de chapeleirn, n,
i, vendem-se excellentes luvas de pellica muito al-
vas e cor de canna a 640 rs. o par. A ellas N fregueses,
antes que se acabe o resto da pechincba.
- Vende-se um relogo de ouro moderno por
preco commodo : na ra Direita sobrado n. 29. '
- Vende-se urna preta de nacao que cozinha o da-
rio de urna casa lava bem de varrella, he vendedeira
de ra nao foge e nein tem vicios ; ao comprador se
dir o motivo por que se vende : na ra do Livramento,
n. 24, terceiro andar.
Vende-se urna venda por seu dono se retirar
para fura da provincia a qual tem limita freguezia para
a trra : na ra da Ponte-Velha n. 54: a tratar no
Aterro-da-lloa-Vista primeira venda ao pe da ponte,
n. 2.
Cem de carnauba.
Vensje-sc, na ra da Madre-de-Deos n. 36 cera de
carnauba da melhorqalidadeque tem apparecido a
iliu rs. libra eem arrobas por menos.
Vende-se urna casaca de panno preto superior,
feita pelo ultimogosto e sem uso algum por preco
muito commodo na ra Nova loja n. 8.
Vinho deBordeaux
de superior qualidade, em caixas de duzia, por preco
commodo : vende-se na ra da Cruz n. 10 aruiazrm
de Kalkmann b Kosrninund.
~ Vende-se urna preta de nacao propriapara ven-
der na ra ou para o matto por ser muito robusta :
no pateo do Carino, n. 7.
Vende-se um cachorro de qualidade ptimo para
sitio ; na ra da Florentina, n. 7.
Vende-se urna preta que lava de sabao e varrella,
coiinha o diario de urna casa, cose, c be qultandeira ,
por preco commodo : na ra da l'cnlia n. 23, segundo
andar.
m Vendem-se overturas e mais pe9as de msicas
impressas para pianito para duas e quatro mos : na
ra Bella, n. 18.
Vondem-se pesos mexicanos e pecas de ouro de
6/400 rs. faltando nestas o seu competente peso : na
i ua da Cadeia do Recife n. 46, casa de James Ryder &
Companhia.
AVISO
As senhoras do bom
Desenganem-se que mais barato nao ha quera venda
como na loja de calcado do Aterro-da-ltoa-Vista n. 38 ,
aop do becco dos Ferrciros : borzeguinsde varias qua-
lidades e cores, para homem a2/800 rs. o par ; di-
tos para senhora e meninas ; um completo sortiinento
de sapatos de couro de lustro marroquim, duraque c
setim, para senhora e meninas; sapatos de pala e de
orelhas, de urna e duas solas, para boinem e meninos ;
un sortiinento completo de perfumarlas, ltimamente
chegndas de Franca de primeira qualidade e por pre-
co commodo.
Vende-se um pardo escuro de 25 a 26 annos, pti-
mo parapagem ou prra outro qualquer servico : na
ra do Livramento. n. 48.
Vende-se una preta de nacao, de 18 annos de bo-
nita gura e muito sadia, que cozinha, cosealgumacou-
sa e lava muito bem: na ra do Rangel u. 26, primei-
ro andar.
Charutos sem igual.
Manoel Joaquim Goncalves e Silva na ra da Crui,
n. 43, acaba de receber os nicos e verdadeiros charu-
tos de S -Feliz da fabrica de Augusto Wilileben das
cores smente canella e amarello; assim como vende
charutos ( pequeno-porte} os quaes se tornam mui
apreciaveis em rasiio de sua pequenhez e bom paladar,
sendo a primeira vez que vecm a este mercado.
ij] Vende-se,na ra da Cruz, n. a3, [
Kl cera em velas, de urna das melho- p
fm res fubricas do Rio-de-Janeiro MI
jlj sortiinento vontatle do compra- '-\
TU (ior, em caixas pequeas, e por lj
<\ preco mais barato do que em ou- JT
JT, tra qualquer parte. [h1
Panno preto fino de extraordina*
ria largura, a I^GOO rs. o
covado.
Na primeira loja do Aterro-da-Boa-Vista n. 10 ven-
de-se panno preto fino de largura extraordinaria a
4/600 rs. ; dito muio mais fino e superior, a 5/500 rs.;
alpaca superior a 1/200 as. (hepechincba ).
Boas chitas, a 120 rs.-o covado.
Na primeira loja do Aterro-da-Boa-Vista n. 10 ven-
dem-se ptimas chitas a (20 rs. o covado ; e algodo
ziuho largo, com 20 varas a 2/000 rs. a peca por ter
algumas nodoas de ferrugem.
Vende-se um sellim de montaria de senhora e ou-
tro de homem ambos em bom uso ; urna rica cadei-
rinha de arruar ; urna espingarda de dous canos e ar-
i anjos de caca ; urna moleca de nacao propria para o
campo : tudo perlencente a una pessoa que se reiirou:
ua ra da Senzalla-Velha, n. 110.
Vende-se fumo de primeira e segunda qualidade,
em porcao e a retalho : no Aterro-da-Boa-Vlsla fabri-
ca de charutos, n. 58.
= Vende-se uina cobra ( bicho ), muito linda e gran-
de que d quasi duas contrametades de leite que este
muito grosso e sem catinga com cria : na ra de S -
Francisco amigamente Mundo-Novo, n. 66.
Ao publico.
Hicardo>& Companhia com loja de fa-
pe do
Iros e St llstrat, superior fatenda a 5#000 rs. dito
de goreurao de seda lavrada a 5/rs. ; ditos de gorcu
rao de lia e seda, a l/OOO rs. ; riquisslmos cortes de
vestidos genovezes, com listras de seda tque seus avi-
vados lavrores excedem o gosto, apparencia e brllban*
tismo a propria seda ; ditos de cambala de cures de
lindos estampados, a 4/ e 5rt>00 rs. ; ditos de lanziha
do melhor gosto existente no mercado, e com -primo!
roso lavrado.a 6/400 rs.; cortes de vejludo branco lavra-
do.pronrlos para r."mnin /collete],a 104000 rs cori
de collete de setim de cores lavrada', ao^ODOrs. iuvs
de pellica enfelladas ; ditas sem dedos de boa seda
ineias de seda para homem e senbora ; pannos finos d
cores preto cor de azeltonas azul, verde-escuro e
cor de rap : ha tambem um sortiinento completo de
casimiras pretas, edrde azeltonai rxa. amarella, azul,
escuro e claro, e encarnado, que se tornam ecommeu-
daveis aos Srs. alfaiates para golas, libres assim como
as encarnadas para as capas de matrizes. Tambem acha-
ran os Srs. armadores um sortiinento completo de objec.
tos que Ihes competen!, como sejam : volantes, espigui-
lhas galdes, rendas, etc. Do-se amostras, iob 0
competente penhor.
Na loja da ra da Cruz do balrro.do Recife, ven-
dem-se as seguiutes obras para o uso dos acadmicos do
curso jurdico :
A excellente obra dos elementos de dlreito natural de
Ferrer; o curso de direito natural de Jonffrol; a meu-
physca de Kant; Gibbon, curso de philosophia, que
iraz no flm um excellente resumo de direito natural;
Kurlamaque, elementos de direito natural; Groclo, di-
reito da guerra e da paz ; PuD'endorflo, de veres do ho-
mem e do cldado. Estes livros soa'de graude ulllda-
ae aos que seguem a aula do 1. anno.
Para o segundo anno as segulntes obras. Constitui-
cao oo imperio com a reforma ; Benjamn Constan!, po-
ltica conslituc onal; Silvestre Pinhciro, manual do ci
aauao ; Amede, ensaio sobre a constituidlo pratlca e o
parlamento da Inglaterra ; Hcntham, taqlica|das assem-
uleaji ; Ouizot, theoiia do governo representativo ; Sis-
iiionde, estudo sobre as constltulcries dos povos livres
hntot.eKpirito do direito e suas applicacdes monarcha
constitucional ; Blanc de Volcs, da liberdade da im-
prensa, Lepage elementos da ciencia do direito ; dic-
cionario de direito cannico; diccionario dos concilios
Hergier, diccionario theologico ; Biblia sagrada,
Para o terceiro anno as segulntes obras : cdigo minal; Renazii,ynopse dos elementos de direito crimi-
nal ; Dupectlan, sobre a pena de morte; Guizot.pena de
norte; Hentbam.theorla das nenas e recompensas; Fl-
langlre, setnela da Irglslacao; Graverand, tratado da
legislacao criminal; Gregory.projecto de um cdigo pe-
nal universal; Brlssot de Varville.thcuria das leiscrimi-
naes ; Hugo,historia do direito romano ; Macheldey.in-
troduccao ao esludo do direito romano; Ducaurroy,ins-
tllular de Justiniano ; Poncelet, resumo da historia do
direito; Pothier, obras completas; Pascoal Jos de Mel-
lo, institutos de direito civil; Digesto portuguez ; Ross
direito criminal; Zacharias, curso de direito civil ; ne-
niante, programma do curso de direito civil; Duranton,
direito civil; Gaspar Perelra. fontes prximas da legis-
lacao porlugurza ; Goveia Pinto, resumo chronologco
de varios artigos da legislacao patria ; Goveia Pinto.me-
morias sobre o direito e pratica das licilaedes ; Reper-
torio das ordenaedes : Rngron, cdigo civil explicado ;
Rogron, cdigo criminal explicado ; Carnol.comme'nta-
rio sobre o cdigo penal; llecaria, dos delitos e das pe-
nas ; Blackestone, coimnentario sobre asleis ingleas;
Pothier, tratado das obrigaces.
Para o quarlo anno as obras seguiutes : Rogron,coch-
eo de commerco explicado ; Ferreira Borgrs, dicciona-
rio jurdico coinmercial; Boulay-Paty, curso de direito
comiuercial martimo; Bravard-Veyrieres, manual do
direito coinmercial ; Roulay-Patv, tratado dos falimien-
tos e banca-rotas ;Emerigon,tratado dos seguros ; Mon-
galvi.analyse do cdigo de coiumercio ; Puidessus,curso
de direito coinmercial.
Para o quinto anno : Lobao, segundas Indias do pro-
cesso ; Perelra e Souza, primen as linhas do processo ;
Lobo, tratado pratico summario ; Garnier, tratado das
ac;>8 possessorias ; Rogron, cdigo do processo civil
explicada; Rogron, cdigo do processo criminal expli-
cado ; Correia Telles, formulario dos libellos ; Concia
Telles, manual dos tabelliaes ; Correia Telles, formula-
rio de libellos e petices ; Oaetano Gomes, manual pra-
tico i Ferraz, coinmentario sobre a legislafao que orga-
nisou o systema do jury ; Habagc,econoinia das machi-
nas; Bargemont,econoinia poltica christiia ; Murek,cur-
so de eeonomia poltica ; Flores Estrada, curso de eco-
noinia poltica ; Canille, systema de economa poltica ;
Ssy, tratado de economa poltica ; Say,curso de econo-
ma poltica ; Say, catechismo de economa poltica ;
Droz, econoinia poltica,
Atiin das referidas obras acham-se venda sutras umi-
tas sobre diversas materias, todas por piceos comino-
dos.
Escravos Fgidos
fazendas ao
Vendas.
Vendem-se duas escravas com algumas habilida-
des, sendo urna de 18 annos e a outra de 36 : na ra da
Cadeia, ioja de loU Mara Seve. "
ftua do Queimado, u. \ 1.
Ka loja nova de Raymundo Carlos leite acba-se um
completo srUmciito de rateadas Anas o mais em con-
gosto
Na ruado Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquim da feilva
Haya,
ha um novo sortiment das ricas mantas de lanzi-
ha eseda para senhora as mais modernas quo se
usam na Europa, e por isso se tornam recommen-
daveis as senhoras de bom gosto, bem como aquellas
que usam de economa, tanto pela boa qualidade e
ncoi gostos, como pelo baratsimo praco de 5000 rs.
arco de S.-An-
tonio n. 4*
Os propietarios desle novo estabelecimento teem a
siiniin.-i satisfacao de annunclar com preferencia as
senhoras e senhores amantes da decencia e do sublime
gosto que teem successivainente surtido o seu estabe-
lecimento com faiendas finas tanto apropriadas ao
santo tempo quarestnal, como quelles que, sendo de
gala requerem mais brilbo, galhardeza e loucainha, que
levando subida vantagem no sublime gosto e superlo-
ridade na qualidade em quaesquer outras que encon-
trar se possam estao alm disso cm preferencia a
quaesquer outras por mais baixo e mdico que seja seu
preco : e para que os concorrentrs tenham disso uina
aflirmativa e nao contradictorias pravas, aballo se deca-
rain os prreos de algumas dellas, por nao se poder fa-
ter de todas pelo limitado espaco de um annuncio :
sarjas pretas largas de boa leda hespanhola a 2/ rs.
o covado; olla esirrita de multo superior qualidade ,
n 1^500 rs. ; dila estreita lavrada de mullo superior
seda a 1/800 rs. ; vestidos de seda do melhor gosto ,
brancos e de cores, lavrados e achamalotados a 2/
rs.o covado ; alpaca de lustro, da mais superior quali-
dade a i/440 rs.; cortes de collete de velluda de qua-
Fugio, no da 12 do crreme a preta Roiyana, da
Costa fula, com talhos pequeos no rosto c estes mais
pretos que a cor do rosto olhos grandes e amorteci-
dos beicos grossos nariz grosso, bstanle alta falla
muito grossa que parece homem est pejada de pou-
co mais j se divisa ; levou vestido de riscado i oxo .
com oroupnhodoveslidode outra qualidade, que he
de algodo trancado de listras azues e brancas, camisa
de cinta azul mulloiniuda e panno da Costa velho ; be
bastante ladina mas finge-se brula ; coslnma a vender
pao todos os diaseagoa a tarde. Roga-se as autorida-
des policiaes e eapites de campo que a apprehendam e
levem a ra do Rangel n. 38, segundo andar que se
recompensar generosamente.
j= Anda fgido um preto de nome Antonio de na-
cao Congo de 50 anuos, baixo e magro, as ventas um
peinen alienas, quaiido anda puxa por urna das pernas;
tem sido visto pelo Ciqui e Remedios e consta dor-
mir um vez por outra pela Passagem-da-MagJalena ,
no lugar Kebedouro : quem o pegar leve ao p da ca-
deia ii. 17
Fugio, no dia 18 do con ente um preto crioulo ,
de nome Domingos alto peritas finas denles podres
e com faltas de alguns ; cor bem preta; levou tal ve/.
camisa de estopa Tambem- fugio uina preta de nome
Mara de nacao Cacange bastante baixa e feia ; am-
bos virram de Garanhuus e por isso talvcz toina-sem
esse caminho. Roga-sc a todas as autoridades policiaes,
eapites de campo e qualquer outra pessoa que o pe-
gar, de levar a ra do Crespo, n. i2, a Jos.Joaquim da
Silva Maya, que recompensar.
- Fugio, no dia 13 do corrente, do engrudo Novo do
Cabo um pardo, de nome Cmalo com ossignaes se-
guiutes : cabra acabocladn baixo pouca barba, ca-
bello pouco carapinhado falla algum tanto serrada ; be
official de tanoeiro mestre deassucar e tambem desti-
la ago'ardente ; anda calcado, e por isso talvci |diga que
he forro : quem o pegar leve ao dito engenho Novo do
Cabo que ser bem recompensado.
Desapparcceii, no dia 19 do corrente, as olto horas
da noile, urna preta crioula natural de Caruar, alia ,
chela do corpo, rosto descarnado, pernas e bracos gros-
sos ; representa ter 35 annos pouco mais ou menos;
levou vestido rxo com lavrores encarnados um irou-
xa com una camisa de algodo enfranjado c um ves-
tido verde com listras largas de cores. Esta preta fot da
Senbora Florencia Hispa Portugal que inora em Carua-
r para onde sesuspeita ter ido cm algum comboyo :
quem a pegar leve a ra Imperial n. 43 que ser re-
compensado.
.ERRATA DA PASTORAL DE S. EXC REVM.
Col. I." linhas 59 obrigou leia-se o brigue.
PERN.
NA TYP. DE M. r. DE rARH.-
* (MUTILADO
1


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*
r
Anno de i847,
Segunda feira 22 de Marco.
MB-"-B-BBi .....
DE
PERNAMBUCO.
(SOB 03 AUSPICIOS IU SOCIEOADF. CO.MMKRCIAI..)
N 1.
S'4'%i
Subscreve-se na Prac* da Independencia, loja de.livros n. 6 e 8, por iasooo res por anno. pagos adiantados.
PRESOS COR RENTES DA PRACA (Correo-ido Sabbado as S horas da tarde.)
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Londres......................... d. por If r. a 0 das. .
Llsbo........................... 9i por cento premio, por metal ellecUMao
Franca.......................... *1 ri* por Tranco.
I\io de Janeiro.................... P*r
PKATAmiuda................... *><>
a Pat.ees Braiileiros........ 2*070 1
Pesos Coluinuarios......... 5J000 i
Ditos Mesicanos........... l00
OORO. Hoedas de 6tfa00 velhas... I6#000 1
a Ditas ditas novas... l6jnoo 1
a Ditas de 4J000............ UJOOO 1
> Onces hcspanbolas........ 28S60O 1
Ditas Patriticas.......... 27J400
i/mo.
1*040.
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16(100.
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7000.
784000.
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Franca........................ Tu 70 e 10 % de primagem
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ALGODO.
Portugal...................
Franca....................
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600 por
360 por
1 sera primagemnominal
J[t 10 p ,/*aocaml>. de 160 pr nominal.
V.d.'e 6 p. */o primagem,
4 CU ris
COI) ROS.
Inglaterra Seceos < i i 9 ... por tonelada e S por canto, nominal.
tranca......... ................ .. 70 luncos por toneladas, comlOp. canto
Estados unido................. Nao lia.
VCSPS
Do ti* II de Novenibro de 1914 l.n liante pagar 60 p. c. o rape ominaos
ata y, os cliarntos 011 cigarro], o Tumo em col ou em follia.
PegaradSO p. C. os saceos de canbam.'so grossaj-ia ou gunes da In.lin. os cai-
vetes era lrina de punbal, snlniofsdas u*rcarruagens. as pe.lras la*radas parala-
cedo, as pedras decantara pira portees, portas e jaurlUs, as pedias letradas para
encanainentos. cepas, cunbaes e c.Jruias, o assucar relinado, on/*lalsado 011 le qual-
quer nianeir conleilado, o cli, a agoarileule, a ceneja a cidra, a genema, o mar-
rasquino, ou outros licores, e oj rinos de qualquer qualidade e precedencia
Pagar 40 p. c. as ale'tifas ou tapetes, o canhamaco ordinario 011 grossnia, as
bataneas de qualquer qualidade, e roupa Titt, nao espccilicada ua tarifa, nsCartas pa-
ra iogar, as escoras de cabo de marlim, o logo da Chiqa era cartas, ou qualquer ou-
m logo de arlilicio, o papel pintado, prateado. ou dourado, sendo de qualidades
linas, o papel pintado para Tonar salas em collecrcs 0:1 paizagens, o papel de llol-
ands, imperial, ou outro nao especificado na taril'a a plvora, os sabonetas, o saino,
o sebo em reas, as velas de Sleariua ou composico, as amelzas, ou mitras Tructa
em Trascos ou latas, seccas, ata calda, 011 em espirito, o chocolate de cacao ordinario,
o vinagre, os carimbos, carruagens ou cairas jo^os, rodas, arreios para uina e ou-
\r cousa as esleirs para Torrar casas, os carros. para coiiduzir gente, os ociareis,
sillines, os ereieiros e tinteiros de porcelana, e qualquer objecto de loiica nao com-
prebeodido na tarifa ; os lustres os clices para licor 011 rindo de vidro liso ordina-
rio, os de vidro moldado ordinario lavrado ou moldado e larradn ordinario Ha Alle-
uunlia e semelhantcs os de vidro liso moldado ou lavrado, de Tundo cortado ou liso,
cora molde ou loror ordinario ; os callees para Cbainpanlie ou cervrj.-i, as canecas,
a copos direilos de 10 a I em quartilbo, as garraTas de vidro at I qnarlillio ou mais,
sendo todos estes objectos de miel ai garrafas de vidro pretaa 011 escuras da
mesma capacidade, comprehendiilas ai que sei vem para licores ou Le-ltov ; os copos
pira tabernas ate urna caada, os Trascos de vidro ordinario com roldas do niesruo
at 3 libras ou mais ; ou sem rollia at ? libras u in.iis, os le boca lari com rolbas
lo mesmo, at 4 libras 011 mais, ou sem rollia para opodrldoc os vidros para a-
lampadas ou candeiros, as talioas 011 fnlhas de mogno ou ontra madeira liua, e tras-
tes de qualquer madera.
fagaro JS p. c. o ac, alcatro, lineo am barra 011 em follia, chumbo em barra
ou lencol, estanho em barra ou em rergiiinlia, ferro em baira rerguiiha, chapa o
linguados para fundifo, folha le Flandrcs, galba de Alepo, lata em folhas, laloem
chapa, marlim, salitre, vime, bacalho, pene pao, e qualqner outro, secoo ou sal-
gado bolacha, carne secca ou de valmoura, herva-doce, farinha de trigo, pellicas
branca ou pintadas, cordoves ou corles de bezerro para calcado, beaerros e couros
envernizailos, couros de poico 011 boi, salgados 011 seceos ; sola clara para sapateiro
011 correeiro, cobre e caparrosa.
Pagar 10 p. c. o trigo em grao, barrilha. eenotilho espii;uilha, lieiras, Tos,
Iranias, lanlijoulas, palhetas, passamanes, sendo le ouroon prala entrelina, ordina-
ria uir\ falsa: gales da mesma nalurezii, ou teciilus com retroz, liuho. aluodo ou
seda, rendas ou ntremelos de algodo nao hnnlados ; renitas de lit, as .'le algodo,
retro* ou trocal lencos de cambraia de linho 011 algodo, e bandas le retroi de
malha.
Pagar 10 p c. os lirros, mappas e globos geograpbico?, instrumentos mathe-
maticos, de pbysica ou cliimica, cortes de vestidos de velludos 011 damascos, borda-
dos de prata ou ouro lino ; retroz ou trocal, e cabello para calielleiieiro.
Pagar 6 p c. o canulilho, cordo de fio. cspiguillia, fieira, Tos, Tranjes, ga-
llo de fio ou palbeta, lanlijoulas, palhela, rendas, cadarros e lodoso mais objec-
os desta nnlurea, icndo de ouro e prala Tina,
Paca' i p. c. o carvo de pedra, ouro para dourar, 011 qiiaesquerobra* e
utensis de prala,
Pacar 4 p. c. as joias deouro ou prala, ou quaesqner obras le ouro.
Pagar 7 p. c os diamantes e outras pedras preciosas soltat *ementes,fj>lan-
a ale raras novas de animaes uteis.
Pairar 30 p. c. todas os mais objectos.
Os gneros ree*portados ou baldeados psgo I p. e. de direilos alm da armaie-
E.-;sm; a o despachante prest* Manca at a approvaco desta. medida pala Asiem-
bla Geral.'
Concedem-se lirre de armaaenageru, por I & das, as mercadorias de Eativa, a
ilous mezes as outras a findos estes pratos, pagar,'/] P- 0. ao me* do respec
*o ra)or.
Os rdireitos d.is Tazendas, quepago por rara, deve entender-ae vara quadrada.
Os direilos nao podein ser augmentados dentro do anno financeiro mas o (.0-
verno podar mandar pagar em moeda de ouro ou prata urna vigsima parte da* ero*
lorem maiores de 0 e menares de 60 p. c. dos preco* das mercadorias, oa mesma
Jiminuil-os, segundo lbe parecer.
O Gorcrno est autori*do a esubelecer um direito differencial lobreo ganaro
le qualquer naro, que sobrecari-egar os geuiros'brssileiios de m*or direito, qu*
iguacs de oulra naci. **
Os artigo* nao especificados na pauta pago o direito ad valorem obre factura
apresentada pelo despachante 1 podendo poim ser impugnados por qualquir oflicial
la AlTandega, que em tal caso paga o impone da factura ou valor, e os direilos.
No caso de dunda sobre a dassificacio da mercadoria, pode a prte requerer
rbilraniento para designar a qualidade e ralor da pauta, que Ihe compele.
Sao lientas de diieitos as machina*, inda nao usadas uo lugar, em que forern
importada*.
EX PORTA CAO O* diieitos pgto-*e obre valiaco de um pauta semi-
nal na i-asio segrale : Assuc-r 10 p c. Algodo, caf, e tumo 17 p e. Agoar-
denle, couros, e todos os mais genero* 7 p. c. Alem deste direitos pgao-e u
tata* de l0 r*. em cada caira, de 40 ts. em cada fecho, de JO r*. em cada barrica,
ou aacco* de estucar, e de 40 rs em cada lacea de algodo.
Couros a todos o* mais gneros sao lirre* de direilos para a* portos do imperio, a
eacepeo do algodo, assucar. cf, Tumo, qu* pago 3 p. c. a a* taza* por rolume-
Os metaes precioso* am barra pago de direilos J p c. sobre o valor do mar-
cado, e a prata a o ouro amoedado nacional ou eslrangeiro paga nicamente /, p. e.
O* escravos esportados pago IfOOO por cada um.
DESPEZA DO PORTO As embarc.ces nacin***, ou elrangeiras, que
navegio pra Tora do rmperio, pago 00 rs de ncoragem por tonelada : e as
nacionaes, que oarego entre os direros portos do Brasil 9C rs. As que entraren
em lastro e sahirem com carga e rice-rersa, pagr mnade do imposto *upra e um
ierro as queentrarem, e sahirem ero lastro; e mesmo as que entrarem por frauquia,
ou escala, quer enlrem em lastro, juer com carga Desta imposicio poim ero
isenlas as que imporiarem mais de 100 Colonosbrancos, e as queentrorem por arribada
Toreada, com tanto que esta* nao carreguem, ou descarreguem s mente o* genero*
necessarios para pagamento dos reparos, que fizerem.
VENDAS DE NAVIOS As embarcaces estrangeiras, que pa***rem *er
nacionae, pgo 16 p. c e a* nacionaes, mudando de proprletano, ou da bandea
pago 6 p, c. sobre o valor da venda.
REVISTA SEMANAL.
CAMBIO Transtcces avultadas a 30 d. por 1*000.
ALGODO Entrro 467 sacca; pouco procurado.
nSSTJCAR As entrada* forfo regular**; e em consequencia da ratita da nanos,
menos procurado.
COIIOS SALGADOS offerecldos.
B4CAT.I1AO = Entrou bum carregamento da 8. Jlo, que seguto pr* o tul;
o deposito lie de ceica de 7 ZOO barrica*.
FARIMIA DE TRIGONao eulrou crregmento Igum.e nao ba em primeira
lo- 1 j
CARWE DE CHARQUE Entrou bum crregmento, com o qual o deposito
be elevado a 37.000 arrobas ; pouea* vendas aos preces quotado*.
FRETES Womio.es, por nao terem li.vldo iransaecoes; experlmenl.ndo-**
falta de navios no porto.
Resumo dat Embtnaces exilenla lUtti parlo no da 10 dt Mareo dt I34T.
Americana.......................................................... '
Braaileira........................................................... *
Branceza................................a............................
Inglezat................................................................
Portugueza*...........
........
#
.......
Toul
a*
A Provincia gola tranquilltdada
r>


(5)
LISTA das Embarcages existentes nesle porto at o da 20 de Marco de 1847.
,, Marco-
fe
temhro
Ootubro
|H7 >*at*
Fevereiro
,1 M,rf

Merco.
1
JO
22
77
2*
i
4
|1

ju
Jfi
4
u
U

II
lt
16
Jd
Babia
AssA
Ass
Bahia.
Rio de Janeiro.
Penedo
Babia.
Rio Grande do S.
Assn
Ass.
rscati.
Rio Grande do 3,
Rio-Grande do S,
Ass
S. Ant.-Gran Rio Grande do S
Camaragibe.
Rio Grande do S
Ba'.ia.
Rio Grande do a
Hio de Janeiro.
Baha.
|M7 Mateo
I
un r '
:
Merco
,7 Jeoeiro 10
i
.
IIK Fevereiro J

1147 Marco "
MaiselUs.
Londres.
Liverpool.
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro.

Pi de Janeiro.
Lisbia
Porto
Lisboa
Babia.
f
'oilo!
Lsboa.
sumaca
sumaca
hlate
sumc,
brigue.
hiele.
brigue.
brigue
Eutacbo
rigue
lumia,
brigue.
brigue
biale
biale.
brigue.
hiato,
brigue.
hiato-
patncbo
escuna,
brigue
brigue.
brigue
barca,
brigue.


Barca
brigue.
baica.
brigue.

H
brigue.
Franc.
Ingl.
Port.
Santa Auna
S. JoSo
Despique
S. Benedicto.
Espirito Santo.
Moa-Viagem
Feliz Viajante.
Espirito Santo.
Laurentina
Sociedade.
Balbioa.
Norma.
Lo
6. Joo
S. Antonio Flor do Rio.
D. Pedio II.
S. Jos Glorioso.
Minerva.
Boa-Vitgem.
A ngeliea.
Galante Mara.
S. Miguel Augusto.
Leliopolis.
Active.
Rafael.
Isa bella.
Malcolm
Pao pe.
Reindeer
S Domingos.
Bella Pernambuncana,
Conceico de Mari*.
Flor da Maia.
.sio Manoel I.*
Robim.
92
44
71
4]
jon
58
160
167
180
195
5'4
209
170
44
10
117
90
140
18
151
14
286
155
200
860
885
278
280
213
200
287
160
117
168
110
aKSTRE.
J. R. Frauks.
Joo de Dos Pereira
Urbano fos dos Santos
Joaquim Jos Silveira.
Jezuino Jos de Souza.
Manoel Ignacio da Cunba
B. A. A Ivs Bacelar.
Alesandre Jos A Ivs
JoSo Martins dos Santos C.
Jernimo Jos Tilles.
Jos Joaquim Duart.
Antonio rraueiaeo Pereira.
Antonio Rodrigues Garca.
Jos Antonio da Silva.
Jlo Francisco Fetrei'a
M. J. Monteiro Vianna.
Manoel Fernaudes de Soma
Jeronymo Jos de Souza.
Manoel Francisco dos Res.
Manoel Aiilunis de liveira
Jos Mendes de S.
Manoel Sirr.es.
Pedro Lerroiz.
Alejandre Houtchirson.
Brovrn.
Wm Tilley.
William Wotem.
James Condler.
A. Tndall
Manoel Rodrigues Viemia.
Manoel Francisco Nogueira.
A. P. Borges Jnior.
J. de Asevedo Carneiro.
J. Francisco Carneiro.
Ant. Jos dos Santos Lapa.
CONSIGNATARIOS.
Henry Forster tt C.
Novaes Si C.
Jos Marra Barbota
J. A. de Magalhies Bastos
O Mestre.
T. i. Feliida Rosa.
O Mexlre.
a
Finnino Jos Flix da Rosa
Lourenco Jos das Heves
Jos Francisco Collares.
M J. de Magalges Bastos.
Amorim Inultos.
Amnrim Irmos
Jos Maris Barbosa.
Jos d'Oliveira Campos.
Joo Francisco da Crnz.
Jos de Oliveira Campos.
Francisco Alves da Cunba.
J da Silva Mendonca Vianna.
Luiz Jos de S Araujo.
Silva & Grillo.
Bernardo Antonio de Miranda
Avrial Frercs.
Frederick lohilliird.
Me. Calmont S C
Jones Patn & C.

Nasciraento S 4. mor m.
Le Bretn Schrarnm tt C.
Mendes ti Tarrozo.
Antonio Francisco de Morses.
Thomaz d* A quino Fonceca.
M. J. Ramoso Silva.
B
Tlioma?. de A quino Fonceea.
OBSTINO.
Rio Grande do Sul.
Babia
Ilha de 3. Miguel.
;
Rio de Janeiro.
Liverpool.
Inglaterra.
Canal.
a
Valparaso.
Lisboa.
Porto.
Lisboa.
Hambnrgo.
Porto.
Pernambuco na TTpogrepbUld* M? F. de ftrlt.-lMT.
S:


Full Text
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