Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09871


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Full Text
MPP
imada I843v

Domingo $ I
O /- W'O pMica-se todos 01 das, que io
,m '.le cunrHii o I''*1 d> signatura lie de
i((i is. ro qiiorlcl, jingo admmadox. Os n-
11 .;< jo! Bsignnnte'i sao inseridos < r.is.'o A
;'"" .m-lint'. '"" ei" ypo dlffHnle, e as
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PI1ASES DA L'l! NO MEfc DEMARCO.
clifi" a '-os minutos da mnuluu.
i"',ie, 10, s lloras c IR mi. da inanl>.
iu.nO. l8' as homt e min' d* l"dt-
ijreicente, Si. 3 hora" 20 rain, da (arde.
PAJIT* DA DOS COR REOS
Goianoat Paraliyba, 6, segundase sellas (airas
Riv-l,rande-dn.\orte quinta fe-ias aomeio-dia.
Cabo, Seroliiem, Rio-Formse, Pollo-Calvo <
no l., a II eJldecait tnej.
Gariinhunsa Bonito, a 10 e 21.
loa-Vista e Flores, a 13 e 28.
irloria, s quintas fciral.
Oliuda, todos o dias.
PREAMA.l DE HOJE.
Primeira, s 8 lioiai e 30 minutos da manlia.
Segunda, s 8 lioraaa 54 minuioi da tarde.
de Marijo.
Annd XXIII.
N. 6tf.
DUS DA SEMANA.
5 Segunda. S. Henrique. Aud. -
phiios, doJ.doc da t v.e do J.M.da t v
I Terca.- S. Cyriaco. Aud. do J. riociv.da I
. e do J. de pi do 2 dial, da I
U Quarla. S. Patricio. And. do ). dociv. da
2 r. c do J. de pax do 2 dial, de t.
18 Quima. S. Gabriel Aud do J.de orphiio,
do J. municipal da I Tara.
10 Setw. > S. Jos, Esposo da Nona Se-
ndo ra.
2 Sabhado. S. roco. Aud. do J. do civ. da
i. y. e do J de paz do I dial, de t.
21 Domingo. S. lenlo.
CAMBIOS NO DA M DE MARQO!
Camino lohre Londres de 10 a JO /, d. p, H
PariJ 314 rs. por franco.
.1 I.'ihoi 6 de premio.
Deac. de lettras de boas lirm-s I '/4 p.'/l
OuroOucas l-espaiiholas-----28>000 a
Modas de 'OO velli. IJ0"
i di 00 nov IC00
de 1*000 ....
Prata Patacoes...... .'
Pesos coliiinnares..
" Ditos mexicanos...
Miuda............
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Accej da comp. do Heberibe de SO/aOfl r. o ("
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ijet
PARTE OFFICUt.
Commando das ariia.<.
Illm. t Exm. Sr. V. Exc. mandar retirar o desta-
camento;*. R?-**" nfrlre''lCr, iJT Ti",S D* C0* DR *I, LOUHBUCO C.V*IXmi t'.L-
.mr numero de procas igual as 'le que aquel e se com- ____I -.
Z devendo er coinniandado por un, official, ou infe- >""b mma>, por OCCasuO das ultimas oc-
l'Se:
iordeeonfianca.
Dea guarde a V. Exe. Palacio de Pernambuco, 22 de
Janeiro de 1847. ^nflai'o Piulo Chirhorro da (rama.
llin. e Exin. Sr. brigadeiro Antonio Corra Scra, coiti-
iiaiidante das armas.
O sargento do segundo batallio de artilharia ap,
coininandante do destacamento de prafas do mesmo ba-
tallio, existente na villa do Rio-Formoso, logo que esta
.ordein receber, siga, srin perda de lempo, com o mci-
mo destacamento para a villa d'Agoa-Preta, a apresen-
Ur-seapcapitao Pedro Ivo Vellotb da Silveira, quein
entregar o qflicio junto : oque cumplir d'ordem do
Sr. general emnmandante das armas.
Ouartl-generaliia tWade du Recife, 23 de Janeiro de
jg<7. Jair ila Silva ti.uimaratt, ajiidautc d'ordens.
Nesta data se leni expedido ordem para se reunir ao
destacamento nessa villa aquclle que si' acha no Kio-
Forinnsn, e rm consrqupncla de exigencia da presiden-
cia V. Me. far seguir para Rarreiros un destacamento
me dever render o que all se acha, sendo de igual
lorfa; julgando o Exm. Sr. presidente a hem recomen-
dar que o commando de tal destacamento seja dado
a mu official, on inferior de conlianca: o que ludo
commuiilco, para sa intelligrncia c xrcucflo.
Ueos'guarde a V. Me. Quai tel-gcneral na cidade do
Recife, 23 de Janeiro de 1847. Antonio Correa era.
Sr. capiliio Pedro Tvo Vcllozo da Mlveira, commandante
do destacamento d'Agoa-Prela.
Illm. i Exm. Sr. V. Exc. mandar satisfarer com
urgencia a rrquisico do Dr. juiz de direllc chefe de
polica, axiiisfai)'..' da copia inclusa.
Dees guarde a V. Kxc. Palacio de Pernambuco, 26 de
fevemro e 1847. Antonio Pinto' Chicharro da fiama.
Illm. e Exm, Sr. brigadeiru Antonio Correa Sera, com-
mandante das armas.
Copia de um artigo do ofliclo do cliefe de polica, de 26
de l'evereiio de 1847. Julgo ik: absoluta necessldade,
e reclamo de V. Kxe. ,ligninas providencias que me pa-
recen! mullo justas: i.'.queV. Exc se digne ordenar
de novo ao com mandante das armas que o destacamen-
to du Rin-Kui inoso que l'oi unidad.i dcsla villa com des-
tino para a povoaco de Ilancirbs, e que anda mo se-
guidpara ella, seja euui loda a urgencia que as circiims-
taucias especiis rxigem, enviado para o lugar deslina-
do, pudrndo a respectiva auiorldadc policial de Una
conseva-la em qunlquer uin dos iiontos da incsina fle-
guezia que jnlg.iv mais conveniciilo an publico servico :
'2., que este destaraiiicuto que era (le 10 ou 6 Iloinens,
seja.i.foicado com niaK qninze horneas da fica esta-
cionada em Agua-Pieln, sendo commandado. no caso
de serpossvrl, por algum ollicial de confaiica. Sao ca-
sas as providencias que "por ora solicilo de V. Etc.
Con Ib rute. Franciico Xavier e Si/ya- official niaior in-
terino.
-Iinilo-llie ordenado, em data de 23 de Janeiro ullimo,
em ollicio i|iie aqu a junto por copia, que fizesse seguir
para Harreiros un destacamento de igual frca do que
alli si ai liava, si udo coiniiiandado por um official su-
balterno, ou inferior de ('oulianca, como a presidencia
julgou a bem lecOInmendar, tenho agora de accreseenlar
aoque enian disse, cin eoiiscqueucia de nova exigencia
da mesma presidencia, que o referido destacamento de
llar reros seja de frca de trint.i homens, pn. leudo a res-
pectiva autorldade policial de Una eonserva-lo em qual-
quer dos jKinlus da li egiiezia que'julgar mais conveni-
ente aoervito publico. E cuinpre que V Me. me de-
' Ijh' a i asno por (|ue al esta data uo lem execuladu a
citada ufdeni de 23 de Janeiro, conviudo para a levara
ell'eilo que no caso de uo le. aluda se i ccolbldo a cssa vil-
la o destacamento existente no Rio-Formoso, que se fapa
iiiimcdintamente cuino fui naquella dala determinado ao
ominandante, i n V. Me. se prrvlnlo.
Dos guarde a V. Me. Quartel-gencral na cidade do
HcclTe, 26 de fevereiro de 1S47. Antonio Corra Sidra.
.sr. capilao Pedro Ivo Vellozo da Silveira, coininan-
dante do destacamento d'Agoa-Preta.
~ Illm. e Exm. Sr. V. Exc. mandar reforcar, com
toda a urgencia, com i|iiaienla placas o destacamento
de primeira- lnha que existe na Agoa-Preta, rrcoin-
inendando ao respeotivo coininandnni que se preste a
todas e (|uaesquer rcquisiclrs que Ihe forem feitas pe-
lo chefe de polica
Dos guarde a V. Exe. Palacio de Pernambuco, 4 de
marco de 1847. palomo l'imo Chicharro da Gama.
lllui. c. Exm. Sr brigadi iio Antonio Correa Sera, com-
maudantc das armas.
Illm. SrEm lonsequeneiada delibcraciodo Exm.
presidente da provincia em o'ffleio datado de lioje, man-
da o Sr. general commandante das armas que V. S.
faca marchar sem perda dr tempo para a villa d'Agoa-
l'ieta o numero de quarenta prafas do batalhau do seu
commando,que, sendo conduzldas por um official, este a-
piesrnia-las-lia ao capitao cuniiuandanle do destaca-
mento alli existente. ...
Dos guarde a V 9. Quai tel-geueral na cidade do
Heclfc, 4 demarco de l847. Ulm. Sr. Francisco Jos
Dainasceno Rosado, coronel commandante do prlmeiro
liaialhao de cacadores. Joi da Silva uimardti, aju-
danle d'ordens.
=> Illm. i Exm. Sr. Logo que recebi o ollicio de V.
1 \c, de 4 do concille, rm que mandava seguir sem de-
mora um deslacameiilu Je 40 pracas, ciin'nnandado por
iimoffieial subalterno, para a villa (PAgoa-Preta, o liz
aproinplar c partir sen destino nesse mcsuio dia a
imite; o que tenho a honra dccoiiuiiunica a V. Exc.
guarde V. Kxe. Quarlel do prlmeiro hatalhao
linhaein Pernambuco. ti de marco de
lH<7. Ulm. bKxii. Sr. Antonio Cona Sera, briga-
dero eoininandante das anuas desta provincia. Frtn-
citcoJi Damaierno Hoiqdo, coronel.
amigo no Mercantil n. 45, de 27 de fevereiro ultimo;
fazendo assim Vms. um sorvico probidade e in-
nocencia do meu amigo, c particular favor a um sou
A$tignonl*.
RELAT0RI0
QBE AO HJBI.IC0 DISIGK O EX-COMaUXOASTE SUP8RIOR
Coait'spoiKlcncia.
Sri Hedactortt: Em resposta a virulencia com
que a' redacefio do Diario-Noto tem insultado a va-
rias pessoas gradas da provincia das AlagOM, in-
clusive o' meu lioiirado amigo Lourenco ImWi
d'AlbuuuerqueMaianliao, como cnmplicesda desor-
den, projcrtatla por Lima lloclla, wgo-lhes reim-
preasfio Jo incluso lelalorto publicado pelo dilomeu
CUnnRNCIAS ALLI APeAHKCIDAS.
Bem a meu pezar largo o arado e laen mil o da
penna instrumento que n.lo sci manejar, para acu-
dir por minha defensa ante as pessoas sensatas quo
me nlo cunhecem, afim deque, inteiradas da ver-
dade, possam ajuizar do meu procedimento tanto no
tocante ios movimentos occorridos ltimamente
em Macei, quanto <*ctual administradlo do Kxm.
presidente Campos Mello-
Sabem todos o grande empenho com que sempre
mo aprsente! as quesles eleitoraes, d'aquella pro-
vincia al a poca, om que os anarcliistas, perturba-
dores da Iranquillidade publica em todos os lempos,
chama rain em seu soccorro o nefario salteador Vi-
cente Ferreira de Paula. Para logo conheci que de-
via esquivar-me de taes demandas ; porque ao em-
penho dos metis inimigos, seguia-so loga o recurso
do bacamarte, urina terrivel, s propria de quom
est.baldo dos recursos legaes, porque rossuo me-
recimentos reaes. He disto testemunha o mesmo
actual presidente, que dizendo-me que eslava dis-
poslo a equilibrar os partidos para a lula eleitnral,
miii francamente Ihe disse que nlo eslava disposto,
e ncm tomara parte nellas, pois contentava-mo s o
nicamente em acabar com a perseguidlo de meus
amigos. A poca a quo me retiro he bem frtil d'a-
conleci metilos que altamente fallem em meu abono;
Sois que desde o execrando ligeiro quo segunda vez
ouvo d'alli apparecer, por ocensiilo da abdicarlo
do nunca assaz chorado fundador deste imperio, me
viram todos os habitantes de Magdas e Macei sem-
pre ao lado do gnverno. Gabo-me a gloria de, lano
nos pequeos disturbios, como nos grandes movi-
mentos revolucionario.1* da provinca d'Alagoas, haver
inspirado confianca aos mandatarios de 8. M I., a
poni de merecer tamliem a sua, tanto que em 1839
se dignou bonrar-mo com a patente de commandante
superior daquella capital ; lugar que se cabnlmentJ
nlo precnchi, foi certamonte por inhabilidade pro-
pria ; mas tenho consciencia, e isto me basta, de
hav-lo fetocom fidelidadc. Chamo em apoio desta
minha asserciio a lodos os ex-presidentes, desde o
Sr. Manuel Lobo de Miranda llcnrique, em 1831. Ou-
tros mais ompregos do nomealo do gnverno exerci,
bem como major de legiao, jui/.intiiiicipal, prinwtra
supplcntedo mesmo, deque pedi demiss.lo, nlmde
commissiles importantes quo nc foram conlia.las,
sendo dellas privado a quem de dlrcito toca va m: baja
vista ao ex-presidenle 0 Sr. Machado. Nlo menos
conlianca merec aos meusconcidadiiosque tambem
trie lionraram com suas constantes vota(oes para
membro daassembla provincial, juiz de paz e pre-
sidente da cmara, dos quaea oceupoainda os dous
ltimos. F. se alguem so ufana por ter obtido cssos
lugares, milito mais aquello que os alcancou, sem
que para isso anarchisasse o paiz, recorrendo as ar-
mas. Dcpois de taes precedentes, quo em verdade
qualificar devefti do benemrito a qualqucr cidado,
em que clles se dm, talvcz sirvam hoje ao Exm.
Si Campos Mello para me alctinhar de desordeiro,
revolucionario, setlicioso, c at mesmo rebelde, em-
lim-do que mais convier aos clculos de inleresse
dessSr. e de peryersidade desua camarilha, meus
encarnizados inimigos.
Poco altenclo e indulgencia aos meus leitores,
pois que sou chegado ao ponto mais mteressante da
minha narrativa. Como a nomoaco do Exm. Sr.
Campos Mello, o partido, denominado cabelludo, a
que tenho a honra de portencer, exultou do prazer
e jubiloso o saudou ; e se bem n.lo via nello o anio
salvador, ao menos cnxergou o iris do paz; idea
que mais robustecen quando S. Ex., dirigindo o
seu progratnma administrativo as municipalidades
da provincia, entre outras prpmessas, inserto esta
juslica a todos e a todo o custo. E quo mais am-
bicionara um partido quo, nlo obstante sua adheso
ao motiarcha, defendendo o seu delegado o Sr. Sou-
za Franco, foi, depois de manietado, entregue as
garras sanguisedentas de seus cruentos inimigos,
que diariamente ceifavam nello, como so fosse urna
horda de salteadores ? Juslica a todos c a todo o cus-
to. Km verdade S. F.x. fez servnjos provincia no
comeco de sua administraclo, j terminantemente
ordenando a prisOo dos tigres Moraes, por cujas ca-
beeng offercecu o premio de 4:000/000, ja faZendo
cessar o processo monstro da cidade do penedo e da
Atalaia, j demittindo olgumas autoridades poli-
ciaesiMie mais abusavam do seu omprego, a poni
de permitlirem quo, em seus districtos o em sua pro-
pria presenca, os proversos Moraes exccutassein seus
planos do devaslacilo ; providencias taes fizeram
com que algiins individuos quese refugiara ni em ou-
tras provincias, e nos lugares escusos de AlagAas,
voltussein ao scio de suas familias : os proprios in-
diciados em crimes urddqs pela sanha de seus m-
micos, esponianeaiuentoBe apresentaram S. Ex.,
o rccolheram-sc prisilo; foram ellos o capiliio
Jolo Vieira Dantas o Joaquim Jos de Araujo Luna
Rocha: o frimeiro poz logo termo aos seus padeci-
mentos; porquanto recolhido a prisilo no so pelas
rasOes ja referidas, como ainda mais por iiuinuacfles
fa mesma presidencia, quo ao commandante do des-
tacamento do Penedo ou do S.-Uraz dirigi urna
caria, na qual Ihe dizia que hzesse constar ao dito.
Joilo- Vieira, que era ja lempo de se apresentar para
tratar de seu iivramento, pois que nao era possive!
conlinuar mais naquella vida, e Ihe promellia toa
a garanta pessoul: nutra insinuaQao mais nouve,
foi urna carta doajudanle de ordensdeS. Ex., o sr.
capiliio Jos Manoel da Silva, enviada no mesmo Joo
Vieira. que alm da assegurar o mesmo que aquella
do Exm. presidente, continha mais a prorr.essa do
breve andamento do seu processo ; estns cartas tai-
vez cxistam.eem tompoopportunoserlo publicadas.
Mas quem o pensara Tudo isto nada mais foi que
urna clada, visto que nada do.promotlido se reali-
sou; sondo que apenas foi preso J. V. um completo
abandono o indeferimento a quanto requereu, foi o
cumprmento de promessas tilo solemnes!! Deses-
perado J. V. de se ver Maqueado por quem o nlo
pensara, finou-se, victima de sua credolidade o boa
f; e anda hoje chora a familia a sua falta o la-
menta a miseria a que est reduzida. Nlo he ainda
tudo. Na Caseta Official da corto est a resposta do
respectivo min.islro ao Exm. Sr. Campos Mello, da
qual se conhece quo por occasilo'dessa morte jul-
gou S. Ex. oSr. Campos Mello tranquillo o muni-
cipio do Penedo. E que taVs as promessas do S.
Ex.?!! llavera ainda quem nellas confie:' 0 ul-
timo inda vive, mas vive a vida do proscripto, do
condemnado, antes mesmo de ser julgado, como
adianto se ver !
Nlo obstante estes fados, e o de nlo ter o partido
cabelludo recebido o menor favor de S. Ex. ( pois
inda quando fossem cabalmente realisadas as pro-
messas inseridas em seu programma, nada mais fa*
ria que eiimprircom os seus mais restrictos deve-
res ; todava cnnliou elle em S. Ex., chegando at a
dirgir-lhc um abaixoassignado de muitos proprie-
tarios do norte da provincia, em que pediam a sua
nl ida a assembla geral. Pela minha parte asse-
vero que tambem satsdlo eslava coma sua admi-
nistraclo, a cujo rospeito mais alto fallam meus ac-
tos : porquanto, alm d'amzado que sempre man-
tivccomS. Ex., nunca Ihe lalteicom asdemonstra-
COes publicas, de respeito e consideraeo ; ( seja a-
companhando-o sempre em seu embarque e desem-
barque, sendo que ao ullimo nlo assisti, porque
quando me constou a chegada de S. Ex., mandando
eu convidar ao Exm. brigadeiro Arruda para juntos
irmos, respondeu-meqieS. Ex. j eslava em pala-
cio, seja por ontms muitos factos, que deixo a con-
sideracilo do mesmo Sr. ). Durante a sua estada no
Rio-de-Janelro tres cartas Ihe dirig, pedindo-lbe que
nflo deixasse de voltura presidencia, e chamando slia
attencao serie de cettos factos praticados imme-
daSamentesua sahida.o l.'a transferencia de Li-
ma llochn do estado maior para bordo de urna om-
barcacilo de guerra; o2.a expedicilo de varias pa-
tentes da guarda nacional, passadas no tempo do ex-
presdente Marques Lisboa, s quaes S. Ex. nlo quiz
prestar a sua assignatura, por manha como hoje se
conhece. Alm destes factos pblicos enlrevio-se a
apparicSn de alguma cousa niosc contra quem, e
que dexou de realisar-.se, gracas ao carcter hrme e
resoluto do milito digno e milito honrado brigadeiro
Arroda. Todas estas consideraertes induzram o
partido opprmidoa almcjarn volta de S. Lx.,pois
miiilo roceiava de urna administraclo interina ; ap-
preheiisOcs, que todava se nlo realisaram : juslica
seja feila ao Sr. Pedro Antonio da Costa.
Dcpois da volta de S. Ex.,.continuamos na mes-
ma nmizade ( razendo j ello de Judas por ter soli-
citado a minha demsslo, como adiante o dirc ,
visitando-nos reciprocamente e mesmo as nnssas
familias. Nunca norm mo quz prevalecer desta
amzade, lilha da dissimuiac3o, para obter o menor
Tavorparao partido opprimdo, limitando-me ape-
nas a razer chegar aoconhecimento.de S. Ex. as in-
juslicas de algn agentes da polica, quo s nos mi-
scraveisdesso partido acbavam recrutas para o excr-
cito, ainda mesmo os isentos por le, c criminosos
para prender, sendo o erimo do muitos o terem com-
batido as lileras d legalidade contra o salteador
Vicente de Paula, e em advogar a causa do desgrasa-
do Lima Rocha, a quem a fome o sedo de juslica aca-
ba, segundo dizeni, de arrojar no insondavel pelago
de nossas desgracas! Amigo do L. R. na prospendade,
era de mister possuir alma mesquinha para abando-
nado na a.lversidadc : entilo o que nlo di ria m os
meus proprios inimigos, os inimigos de L. R.? .
(Mitra rasilo muito forte ppareceu para quo nada
tuais esperancasse doS. Ex c muito menos Ihe Tal-
lasse em outraa cousas, foi a resposta que medeu,
uando Ihe propuz a reforma da G. N.; reforma re-
clamada pela relaxacao a que esl ella reduzida : fo-
ram estas as nulavras de S Ex. Qucr que me ccr-
quem o palacio ? confirmando assim o meu juizo;
por esla occnslo tache de fraco o seu governo, ao
que me tornou que ne'numa fortaleza tinba o gover-
no imperial, nem inspirava confianga.
Tornando no negocio de L. ., que muita aunidade
tem com o que so me imputa, digo quo alem das ra-
sOes ja expendidas, que por si sos eram bastantes
para insistir no melhoramonto do sua sorte, aceres-
ce de sempre se ter mostrado S. Ex. tambem com
disposiedes de Ih'a fazer melhorar. llaja vista o seu
relalorio assembla provincial, em que diseque
ti. R. era digno de mclhor sorte, tanto por ser pes-
soa qualificada pelo monarcha, como pelos servicos
prestados provincia nos muitos e diflerentcs luga-
res que oceupou; quo se corniola de sua sorte; que
na verdade foi muito melhorada, como se vora.
Acontecendo em diaadedezembro do anuo findo
serassaasinado na Alalia o infeliz Jos Thomaz, leve
de aggravar-se a sorto do L. R., por imputarem os
seus inimigos esta morte ao seu umilo Jos Comes da
Rocha, ha muito foragido. O partido oppressor exi-
gi de S. Ex., sem duvida, prompta salisracao, o S
Ex. que de mais a mais pareca ja nesse lempo ter
participado da maligna influencia dessa cabera de
Medusa, de que tanto se falla na. corle, cedeu de
prompto, e logo ordenou que o homem honrado por
S M. I, o homem digno de ineHior sorte, fosse trans-
ferido para o xadrez militar e alli confundido cohi
soldados! Note-se que por um crime quo Ihe n3o he
AMBUCO.
imputado, o sim a seu irmSo, do quo se v que pas-
sou logo L. R. condiciio das abelhas do S. Pedro.
Constando-me, ainda em lempo de se retirar, urna
ordem tilo arbitraria, s propria de um bach de tres
caudas, dirigi-mo a palacio, c tlz ver n S. Ex, que
com senielliante ordem ia deshonrar a um homem
condecorado porS. M I. com a me'dalha da Rosa, que
Ihe confere as honras de ollicial doexercito. Cedeu
S. Ex., eencarregou-me de ir ao quartel dizer ao
ollicial de estado que o preso nlo entrava mais no
callabouco, e sim iria para bordo. Sahio, rciteram-se
as exigencias, pois apenas eu acahavade communi-
car essa ordem verbal de S Ex os quo chega oulro
official inquirindo do de estado seaordefh ja tinha
sido cumprida, isto he, a que mandava recolher o
preso ao callabouco. Sorprendido por contradic-
eflo tilo flagrante, volto com oofllcial a palacio, e ao
entrarmos, pergunta o ajudanto de ordens se o preso
J estova no callabougo? Disse-lho eu que nlo, e flz-
Ihe ver o porque, c parecando quo iluvidava, deu-me
lugar a rcpellir lio grande ousadia com a dignidade,
com que ho meu costume obrar em taes occasiOos:
ui a S Ex., o quando eu esperava a confirmaQlo do
que mehavia dito, decidi que por satisfacot nflo
sei a quem, sem duvida infernal caneca de Medusa.
a sua primeira ordem deveria ser executada ao me-
nos por cinco minutos. Eis realisado o facto de des-
honrar o servo a quemo amohnnrou!.! Lis tortura-
do aquclle quo por sua simpleza e bea f levo do
ronliarna palavra do honra de S. Ex.. olTerecendo-
se prisilo! Maldade inaudita! He L. It. arrojado
nesse callabouco ou xadrez militar, e depois de boas
tres horas transferido para bordo, donde voltou pa-
ra ser maisamargurado em outro callabouco, o mais
immundo, por ser o do crime; callabouco que com
mais rasilo se dove chamar sepultura de vivos quo
prisilo de criminosos, c alli com criminosos de toda
a especie, e, o que mais he, com negros captivos sur-
rados I Nesse callabouco, onde s a l'rca de amzade
e a compaix.10 por um desvalido me chamavam e lor-
cavam-me a supportar o balito infecto que del le
se exala
Desengaado por esses actos de que nlo me era
possivel nada mais conseguir em pro desse infeliz,
impuz-nieo silencio a respeito dos seus negocios,
no firrlle proposito do nao Importunar mais a S. Ex.,
sendo assim quo muilos dias se passaram, sem que,
mo obstante ter estado por muitas vezes com S. hx.,
Uin fallasse dellos. Fui para o meo cngcnlio, e tor-
nando cidade no dia 20 ou 21 de Janeiro prximo
passado, tive de Ir palacio ver una papis meus;
avistei-me com S. Ex., que depois de ou*frmo
a respeito dos meus negocios, sem quo de minha
porte nem do love Ihe iizosse suspoitar a menor cou-
sa respectiva L. Rocha, quando tambem de > bx.
nada mais pretendera otivira tal respeito, he justa-
mente elle quem de novo se mostra intcressado por
L. Rocha, propondo-se a melliora-lo de prisSo, que
por tanto soiibesse eu doliese quena seguir ou para
Pernambuco, ou para Itahia, ou para o Penedo;
que so comprometi a recominenda-lo as autorida-
des das duas provincias, afim do so conceder urna
prisilo mais decente, atienta a sua condccoraclo, e
que at daria o ollicio de remessa aborto. Nlo pude
ouvir este jogueto de S. Ex., c disse-Tne que depo/s
do quo praticari elle para com o preso, to pouco
conliava em suas promessas e tilo provenido eslava
com elle sobre tul objcclo, que de minha parto nun-
ca mais Ihe fallam em tal, mas que visto ser elle
quem me enectavn,eu iria communicar u|ini
sua .proposta, e de Tacto fui. Ouvida a proposta pelo
preso, disse-me que prompto-eslava a seguir para o
Penedo, por Ihe icar mais perto que os outros luga-
res para cuidar do seu livramcnto, meos por trra;
porque roceiava ser assassinado, o nesti occasuio
deu-me um roqiicrimcnto para eu aprcsenla-lo a>.
Ex em que podia o eumprimentodc seu program ma
juslica a todos e a todo o custo .mclhoramcnto de
prisilo c andamento do seu processo; voltei a S. Ex.
com a resposla eo requerimento. com a qual n8o so
conformando, por nlo ter moiosde transporto para o
Penedo. disse-me afinal (uo mandava npromptar um
quarto no hospital para o passar, de cujolrabalho se-
ria encarregado o capiliio Fortes, e uomear.a urna
junta composta dos mdicos Dr. Accioli, Dr. Firmino
eDr. Cardozo para o nspeccionarem, com o que
muito seconformou o preso. De.xe. o ^orinien-
to para ser deferido o rtire.-mo para meu engenno,
donde voltando cidade no dia 26, conrtou-mo que
S. Ex. indererira-o com este despacho, ma s ou me-
nos a Declare o supplicante quaes as injustiC" que
lemsolTrido ( he muito escarnecer) que me hore.
prisdes ha nesta cidade, e se esta promptoa .r res
ponder n presente sessao do jury da' *'" .*^
se que essa sessilo era a \mma^\al"'^l6'lt
Thomaz e ..3o importara uncial, despacho o mes
mportana
AlKOZUS de I. nuciiB, <
a"3na7-oV.?Nodia27dirig:meapris?opcar.cora
assmai-os :nu..------- -R r
meus proprios olhos ler o iveneer-medo mais esta perfidia: n8o tanto a
os
convencer
e
em
e 'po Te opreso o requerimento, ainda ivedev-
Zo d sS, quando com effeito Uve de admirar tBo
,Vlo despacho.' E com elle, por combinac3o com o
preso, dmgi-mo S. Ex. a ver se conceda a inspec-
cilo d junta medica por elle lembrada, e he quando
orna maiorsorpreza ouvi a desabrida dccisflodeS.
Ex., que n3o deferiria n mais nada de Lima Rocha,
dizendo-mequescenas de sanguo estavam para ap-
parecer na provincia. Pedi-lhc explicacoes de seu
dito, c que fosse mais franco commigo, ao queredar-
guio-mc que nflo era prcsumivel que, vista do con-
tacto em que eu eslava com L. R., deixasse de saber
de alguma cousa. Arquei com S. Ex. para faze-lo
convencer de que o meu comportamento e o dos
meus amigos, era todo lealdade, e resignados s
aguardavamosdeS. Ex. o desempenho de suas pa-
lavras contedas cm seu programma ; puz-lhe por
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


*>
dianto n abaixo assignado dos proprietarios do or;
te, &c, &c, emlim muitasdasconsideragOes j re-
feridas, com o fim de convonc-lo de que me eram
estranhos os planos do que acabava elle de fallar-
me, Admrou-se 5. Ex. dequo, havendo-me sempre
tratado bem, eu nada Ihe disscsse ; peguci-me com
essa insistencia, ercspondi-lhe com a lingoagcm da
verdade o da innocencia (o que Coi presenciado pelo
Sr. Dr. Silver'o que nesta occasifio entrava ), que
com reciprocidade e fldelidade Ihe paguci o boni tra-
tamento que me dava. Chamei a sua attenglo
obre os meus precedentes, e mesmo a minha
posig.lo actual, o a vista de tudo islo nfio era
possivel nvolver-me em desordens. Ao despedir-
me de S. F.x., disse-me (mais calmo do que eu esla-
va) que tinha de mo olllciar, ao que Ihe respond
qu'eaguardava o seu oflicio, e quo Ihe respondera
com a franqueza e lealdade de meu cstume. Dalli
-.iln e fui ao quartel entregar L. R. os seus papis,
e disse-lhe que S. Ex niio deferia mais a requerimien-
to seu, e que, me tendo fallado de desordena na pro-
vincia, me atordoou, edizcndo-lhe adeos, retirei-me,
oque foi presenciado por um capitifo c um cadete,
que prximos cstavam a prisilo. l)irigi-me depois
rasa do Dr. Silverio, o foi entf* que souhe que um
oflicio do Exm. vice-presidente J. Paulino, dirigido
A S. Exc, conflrmava a denuncia de um dos presos
da premcditagfio de urna desorden), pBra na noito de
39 ser assaltado o theatro e all assassinado o Exm.
presidonte, o chefe de polica e mais alguem. Con-
fessoque, se nao fora o oflicio do vice-presidente, eu
duvidaria anda da veracidadoda denuncia. No da
29 fui de novo a palacio s com o lin de qucixar-me
S. Ex. da falta de franqueza com que se houve a
meu respeito, fiz-lhc conhecer que I,. R nflo obstan-
teocontacto em que commigosempre estove, conhe-
cendo-me incapaz de adherir a ideias tilo estravagan-
les, fura o mais reservado possivel parn commigo, e
liz-llie mi ras muitas considerares que hojeconhe-
coque nffeto nonhum produziriam em S. Ex., e ao
despedir-me tornou a dizer-me que tinha de me ofll-
ciar, respondi-lhe que eu esperara em minha ca-
sa na cidade, at receber o seu olltcio, niio obstan-
te ter necessidade de me* retirar para ir assislira
festa do Pitar, nico motivo que me chamou
cidade no dia 27 ; porquanto indo, como fui,
com a familia, era indispensavel preparar-lhe al-
guns com modos -. por 3 ou 4 horas da larde ro-
ceb urna portara de S. Ex. acompanhada da co-
pia do decreto de minha demissfio de commandan-
te superior da comarca do Macei. Nenhuma
emocio me causn a Icitura do decreto que me
demittia ; porque estou convencido, c provarei
que s por meios subrepticios seria ello expedido,
mas amargnrou-me bastante a portara de S. Ex.,
em que alguem, aproveitando-se da occasiilo, yo-
mitou contra mlm todo fel do sua bilis, e com
tudo merecen approvagfio de S. Ex. Esforcou-se
o Sr. Campos Mello por me tornar criminoso, ser-
vindo-se para tanto da s nica rasilo das rela-
gfies que cxislem entro mim e Lima Rocha : he
muito arrojo, he muita temeridade. Exm. Sr. Cam-
pos Mello, pesemo-nos na balanca revolucionaria,
e ver-se-ha que o fiel he de V., Ex. e a este res-
peito rallem, por V. Ex. S. Paulo, e por mim as
Alagons. Acctisou-me S. Ex de que, mo haven-
do tratado sempre bem, nfio o avisasse do que se
projeetava contra elle. Examine-se bem este pon-
to d'admiragiio que S. Ex. me faz, para se com-
parar com a que Ihe cu fago, para se conhecer
quem obrou rom mais dignidade, se o presiden-
te da provincia, ou o commandante superior de-
mi ttido. lie (hus urna, ou eu sabia da existencia
da desonlcn por cuinplicidado, o n'esto caso n!o
tinha S. Ex. que estranhar o meu silencio, on por
simples revelagio de l.ima Rocha cx-v da amiza-
de c confianca quo em mim depositava ; ainda as-
sim boas rasOes ha que apailrinhem o meu silen-
cio, entre outras a considcragfio de niio. trahir a
um amigo que me julgou depositario de seu se-
gicdo, vendo que o que me cumpria era dissua-
lr a L, R. de tilo grande quixotada, o que de fac-
to teria acontecido, e entilo r.io se viria elle bo-
je submerso em novas desgracias.
Vamos agora ao comportamento franro, generoso
e eavalheiro de S. Ex. para commigo.' Sabem que
durante a actual administragfio, e at mesmo na
interinidade do F.x. vice-prcsidcnle Pedro Anto-
nio, o partido cabelludo das Alagoas nlo deu o
menor signal -de querer vislumbrar, sabe-se ape-
nas que existe, porque silo conhecdos os seus sec-
tarios ; quaes rases pos teve S. Ex. para exigir do
poyerno imperial a minha demissfio ? E tendo-a so-
licitado, e conservando-a em si dc^dc 16 de Janeiro,
dia da chegada do ultimo vapor, nunca me fal-
lou cm tal, nunca me deu a conhecer, nem se-
qur pe mais leve mudenca, que trahira a mi-
nha amizade Inda no dia 16 quando j eslava de
posse da minha demissfio, indo eu com minha fa-
milia visitar a de S. Ex. nlo se lembra'das fi-
nezas que me rondeu, dando-me alguinas fruetns,
icompanhadas d'explicacoes, a saber: <|ue a man-
pa era da Rabia, a massa de qual parte ; niio me
levou o interior do seu palacio, c finalmente,
olhando para minha mulher, no Ihe disse, este
homem faz de mim o que quer ? He ou no he
isto aleivosia, he ou nfio he perfidia i' Obrou de
boa fe S. Ex. quando, j tendo no dia 16 de Ja-
neiro em seu poder o decreto de minha demissfio,
o reteve para que eu niio presidisse, como juiz de
paz mais votado, a junta de qualificaco ; acto pa-
la o qual me apresenlando, foi por S. Ex. mesmo
decidido que eu eslava inhibido, porque nflo po-
da accumular as duas funeces? Era assm que
S. Ex pretenda equilibrar os partidos para des-
putarcm a cleicflo ? Eis a causa que tudo explica-
as eleices ; eis o porque devo ser cumplir nos
planos desesperados de Lima Rocha, pois romo
juiz de paz tinha de presidir ainda o collegio pa-
rochial, no que enxergava S. Ex. e sua camarilba
contrariados os seus interesses.
Quem ha ahi, que, saliendo flo furor, com que
o partido oppressor persegue o cabelludo, e que
sendo eu um dos alvos desse partido, dcscober-
ta urna snblcvacfio, em que eu lomasse parte, es-
tirosse com presidente, nos das 28(oda denuncia',
e 29, no dia 3o na cidade visla e face de to-
do; seguisse larde para o Pilar, como antici-
padamente havia dilo a S. Ex., ealli estvesse na
uiaior publichladc com minha ramilia o resto do
da 30, e 31 de do Janeiro, 1 2." e 3." do cor-
rente ?Que recebendo no dia 2 a urna hora da
tarde urna portara de S. Ex., datada do 1., na
qual me ordenava, como presidente da cmara,
que ai hora d'aquelle dia cornparecesse no pa-
lacio da presidencia a servieo, se preparasse parn
obedecer ao chamado, do que sflo tesicmunhas
o padre Jos Henriques, a quem mandei pedir um
cavallo, poiseu tinha ido embarcado com a fa-
milia, (nem ao menos um cavallo de preveneflo !!!
resol ugfio em que estava? Oque se nlo realisou
pelas Sfguintes razoes, al.* por me dizer o Dr.
Accioli que o meu estado de saude nflo permita
que eu wipportasse tilo grande froga de sol, pois
alom de rouco soffria febre ; a 2.* porque nfio chc-
gava a horas de cumprir a ordem, o que tudo fiz
ver a S. Ex. o oflicio de resposta que Ihe diri-
g, e a ultima porque, sendo a servieo, o meu im-
mediato, a quem logo partcipei o meu impedi-
mento e commnuiqiAi a ordem do S.Ex., dara exc
cuefio. Quem ainda acreditar que um Implica-
do, vendo chegar a dito lugar no dia 3 a Urde ao
major do hatalhio de 1.' lnha, acompanhado de
sete soldados, nada reciasse, a ponto de" primeiro
o ir eomprimentar, e offerecer-lhe a sua casa, se
quizesse descancar i' S o escandecido cerebro do
Sr. Campos Mello. Quem nfio vera em tudo isto
a minha innocencia, a m inha boa fe a aleivosia o
perfidia do Sr. Campos Mello, tfio useiro e visei-
ro nesses manejos?
Mo da 3 depois de concluida a festa, a que
ssisli, fazendo esforcos retirei-me para o enge-
nho da Lama, onde por urna hora da tarde du da
4 recebj o aviso de que na noite antecedente f-
ra cercado o outro meu engenho Pinto, ondo re
sido e que nfio tardara a s-lo o cm que estava
para se me prender; foi quando se me desvenda-
ram os olhos, e foi entilo (oh infamia, oh perfi-
dia I) que conheci que o chamamcnlo a palacio
no da 2 era urna rilada, que a ida do major nfle
leve outro fin senfio prender-me, o que se nfio rea-
lisou por estar eu entre um crescidissimo numero
d'amigos, e entffo sem a menor demora rcsolv
deixar a provincia e a demandar o lugar em que
me acho.
Agora permitir-me-ha S. Ex. quo em desabafo,
mas sempre com verdade he diga que nfio s as
exigencias desse partido, que de lia inuitoo cerca,
como mesquinbos interesses elcitoraes o impelliram
a faltar com a juslica a Joflo Vieira o a Lima Ro-
cha, a pralicar com este todo o genero de persegui-
efio e malvadeza< que he S. Ex. o nico e res-
potisavel dos desatinos de Lima Rocha. Lembre-se
que o solfrimento huiaano tem um termo, ao qual
he licito transporjfoi W sua imprudencia ou antes
licrversidade quo a tanto cstimulou um homem de
bro e vigoroso como L. R. No queira S, Ex.en-
xergar, alm de si, cumplicesem um facto filho
s e nicamente do desespero por S. S. Ex. pro-
vocado ; reserve para si o epteto de desordeiro
que me quer mu malignamente assacar, certo de
que ainda mo nfio vi obrigadoa tingir-me de ne-
gro para escapar s justas penas do meuscrimes;
levante os seus castcllos para ter o gosto de der-
ruba-los, que podem um dia convorter-se de ven-
to em solidos, e esmagarem-no. Esscs meios, Exm.
Sr., de adquirir reputaefio a custa das repulacdcs
alheias, sfio torpes, e a gloria que d'elles resulla
ephemera o caduca ; os bens quo tanto V. Ex.
almeja e que tanto o deslunibram, silo transitorios,
e apos riles se acompanhar o descrdito o a pro-
pria infamia. Traduzirci, emlim, as palavrasdo pro-
gramma de S, Ex. por estas, Iracito a todos e
infamia a todo o custo .
Fui sempre fiel ao monarcha e com lealdade o
servi e aos seus delegados ; meus feitos pblicos
silo conhecdos; tenho d'elles consciencia, sto me
basta, e o juizo do publico sensato, para quem
appello.
Sertio de Panem c em Pernambuco, 13 de feve-
rero de 1817. Louren(o Cavalcanii d'Albuoverque
Maranho.
!>,^SPJ>aifll|MiIJBMHHHIHHHMB
*2,
-r.t.....- =
Ikub(ic^(f0 a pedido.
o Dr. Silveira, Ponles Visguero, Dr. Firmino etc.,
ele, aos quaes todos communiquei a ordem
e a
DE FES A
DE JOS LUIZ t)k SILVA CUIMAKVES A' DRNUNCIA QOE
lilil: DEO O BACIIAP.EL FORMADO, FW1VAND0 AFFONSO
DE MELLO, l'UULICADA NO DIARIO ti. 244, DE 31 DE
OUTUBRO DE 1846.
lllm. eExm. Sr. Satisfazendo o respeitavel des-
pacho de V. Exc., de 28 de novembro ultimo, sobre
a denuncia dada pelo hachare! Fernando Alfonso do
Mello, pelo supposto crime de peculalo que moar-
gue como colleclor das diversas rendas geraes e
provnciaes deste municipio do Rio-Formoso, tenho
a responder a V. Exc., que essa denuncia envol-
vendo smenle ralsidade e calumnia contra mim,
he mais filha do depeilo c vinganca de seu autor,
do que movida pelo inteiesse que mostra querer
lomar sobro a arrceadacflo das rendas naconaes
quo elle tem sido o primeiro a delapidar, como em
lempo provarei exhibndo documentos.
Digo que a denuncia he loda falsa c calumniosa,
por ser elle mesmo o proproque reconhece estara
fazenda publica indemnsada, a ttulo de restituicio,
das quantias aecusadas, como se v do sua petciio
a folhas 3. Digo que he por despeito e vinganca,
porque, tendo-me queixadoa V. Exc. do denunci-
ante em outubro de 1845, pelo crime do prevarica-
cio no exerccio de juiz municipal e orphfios que
foi desta comarca, cujo processo pende no juizo do
crime respectivo: est claro que por ser elle meu
inimigo capital he que enderucou a V. Exc. a cita-
da denuncia, reprovada peloart. 75 6 do cdigo
do processo criminal; no prcvalecendo a sauda-
de de seu juramento, que sendo para elle objecto
de pouca monta, jura e perjura ao mesmo lempo,
como se v combinando a sua petiefio, c do docu-
mento n. 8.
EmcontestnciTo do principal e nico fundamento
da ancusacio do denunciante, instruida rom as cer-
tides que junlou, lenho a honra defferecer con-
sideraciio de V. Exc. os documentos juntos que sfio
as certidoes das sizas, meias si/as, e mais direitos
nacionaes, por mim arrecadados durante o lempo
que sirvo o lugar de colleclor, cujos productos te-
nho recolhido s Ihesourarias, como rcconheccu q
mesmo denunciante e se prova do exame ltima-
mente procedido pela thesouraria da fazenda nos li-
vrosalli existentes, dos lancamcnios desta colleclo-
ria : notando-se e penas a dilfercnca de 80,000 ris
na siza da propriedade Machado, que desaparece a
visla da seguinle demonstraQilo.
Esta propriedade que se denomina Oiteiros, Co-
3ueiros o Machado, foi comprada por Jos Joaquim
eMiranda a D. Francisca Antonia Lins, om selem-
brode 1838, pela quanlia de 3:800,000 ris escri-
ptura n. 5, passada pelo escriviio Pinheiro,) c deven-
dp pagar 380,000 ris de siza, recebi vista 200,000
ris e o resto que era a quanlia de 180,000 ris, em
urna lettra a vencer, que, tendo sido por mim rece-
bida, foi rerolhida a thesouraria, e se aclia laucada
em um dos livros de receita respectivos, nao Ihe
sendo applicaveis os 100,000 ris ltimamente reco-
lliidos, por serem perlencenlcs ao resto da siza da
propriedade Fofa, comprada por D. Maria Benedicta
de Castro Miranda a Francisco Jos dos Santos e ou-
lros, cm junhode 1845, pela quanlia de 2,000:000 de
ris,eonstante da escriptura n. 61, passada pelo mes-
mo escnvfio: e no mesmo caso e aclia a addicio
de 25,000 res que pertenco tiza da compra de
urna parte do engenho Dona, fcita pela mesma Sra.
a Andr Joaquim de Carvalho, constante da escrip-
tura passada pelo predito escrivflo em o citado
mez e anno, que he a de n. 54.
Quanto a se nfio acharem claros alguns lancamen-
tos da siza dos bens do raiz, para se poder conhecer
se foi paga om raoeda vista, no todo bu em parte,
ou em retiras, enfio declrarem algumas dcstas, de
que provem assu'as quantias, pode sor devido a al-
gn: engsno ou fiia ue icciuiagiio do rpavt!v
escriviio nos niesmos langamontos, que nfio pode
prejudicar a fazenda publica,'urna vez quo combi-
nen! as quantias laucadas com as recebidas e reco-
Ihidas em mooda ou lettras. Quanto, porm, s litTe-
rencas de datas que igualmentea|parecem em diver-
sos recolhimentos, isto he s devido' aos pagamentos
aqui feitos collectoria, que, sendo quasi todos cm
lettras para essa praga que tinha de receber na occa-
siflodeir prestar contas, as vezes suceilia serem al-
gumas recambiadas, vendo-me assim na precisfio
de lngaro recolher s Ihesourarias as quantias re-
cebidas, estabelecendo as correspondentes; e logo
que recebia o reslo, a mesma forma o langava e re-
colhia, sem i|ue dalii resultasse o menor prejuizo
fazenda publica.
Niio se podo perianto appollidar de reslituicfio as
quantias que recolho s Ihesourarias as pocas
marcadas, e menos que o fizesse posteriormente de-
nuncia, sendo esta datada de 16 de outubro do anno
passado, com o fim de se me imputar o crime do
art. 170 do cdigo criminal, sem que ou em lempo
algum tivesse consumido ou extraviado dinheiros
pblicos, como provam os referidos documentos.
Demonstrado como licaque a citada denuncia he
toda calumniosa e filha do resentimento do meu
aecusador, polo facto de haver patentcado a V. Exc.
os seus crimes e prevaricagOes como juiz municipal
e orphfios que foi desta comarca, donde resultou ser
processado; segue-se que ella, longe de deslustrar
om publico o conceito que sempre merec de meus,
superiores, ao contrario encheu-me de prazer por
ter mais esta occasiilo de justfficar-me em presenga
de V. Exc. como primeira autoridade da provincia,
nfio da forma porque o fez o meu denuncianto, isto
he, por meio de cartas graciosas daquelhs que por
metquinhos inleresiet, e a cusa alheia, esli sempre
promptosa apoiarem o crime, mas por mio de docu-
mentos authonticos, e outras provas obtidas legal-
menle.
As certidoes de n. 1 a 3, extrahidas dos carinos
pblicos desta comarca, com ctagfio do doutor pro-
vedor publico respectivo, provam todas as sizas,
meiassizas, e mais rendas nacionaes, recebidas-pela
collectoria a meu cargo, desde o l.o de julho de
1838 ao ultimo de dezembro do anno passado,
constantes de conhecimentos em forma que se
acham recolhidos aos mesmos carlorios, e incerlos
nasescripturas que mencionam as referidas cerli-
dOes ; edo mappa n. 4 se v igualmente classificado
por annos o importe dessasmesmas rondas, sendo
as geraes a quanlia de 64:636,381 ris, e as provn-
ciaes a de IO:354,379ris, queprefazemasommatolal
de 74:990,760 ris, constante dos livros.de receita
que se acham recolhidass ihesourarias; a excepgflo
das rendas arrecadadas no crrente anno de exerc-
cio do l.o de julho ao ultimo de dezembro findo,
que com quanto constem das sobreditas certidoes,
esses livros ainda existen! om meu poder : he a vis-
la desses documentos que V. Exc., mandando proce-
der a um exame geral e ajuste de contas as Ihe-
sourarias, se convencer da verdade do que levo
expendido,, e da falsidade do meu aecusador.
Concilio finalmente a minha defesa apresenlando
V. Exc. cm publica forma ( por se acharem os ori-
ginaos no llo-de Janeiro Jos documentos de ns. 5a
8, edelles ver V. Exc. o conceito coslima deque
sempre gozei para com mous superiores, bem como
a minha conducta civil c moral que jamis poder
ser manchada pelo meu denunciante e aecusador.
Dos guarde a V. Exc. muitos annos Ro-For-
moso, 10 de margo c 1847.
lllm. c Exm. Sr. concelheiro Antonio pinto Chi-
chorro da Gama, dignissimo presidente desta pro-
vincia. Jos luiz da Silva Cuimardes, colleclor
do municipio de Rio-Formoso.
DOCUMENTO X. 1.
Diz o colleclor de diversas rendas geraes c provn-
ciaes deste municipio, abaixo assignado, que, leudo
sido denunciado perante o Exm. Sr. presidente da
provincia pelo bacharel Fernando Alfonso do Mello,
pelo supposto crime de peculalo, s com o fim de
deslustrar sua conducta no exerccio de dito empre-
goe por despeito e vinganca de urna queixa que o
supplicante delle deu ao mesmo Exm. Sr., de prevari-
cador, no exercicio de juiz municipal c orphfios que
foi dos lermos unidos desta comarca, pretende o
supplicBnlejustificar-se para com os seus superio-
res, e mesmo para com o publico, com a maior cla-
reza que fr possivel, afirn de fazer desapparecer
urna tfiorcvoltanlb calumnia : c por isso roquer a V.
S. se sirva mandar que os tabcllilos e escriviio des-
te dito municipio, Noronha c Pinheiro, a visla de
seus livros de notas, antes de cxecugfio c inventa-
rios, pelos quaes conste ter o supplicante arrecadado
rendas publicas de siaas, meas sizas, sello de heran-
gas e legados c decima urbana, por conhecimentos
em forma que se devem achar insertos as escrip-
luras dos referidos livrOs e juntos aos autos mencio-
nados, Ibes declarem por certidfio, procedendo a um
minucioso exame, sob suas responsabilidades, para
nfio omittirem por falta de busca quaesquer dos li-
escripturas, ou autos indicados, todas asren-
vros.
das publicas, recebidas pelo supplicante desde o.
de julho de 1838 al o prsenle, com iudividuagflo
das quantias recebidas, e de quem os bjectos com-
prados e vendidos, as quantias das compras e vendas
i' em que dalas, sendo citado o Sr. Dr. promotor pu-
blico para ver extrahir eslas certidoes que, coucer-
la.ias o em termos que fagam f,se entregarilo ao sup-
plicante para bem de seu direito, por tanto
Pede ao lllm. Sr. Dr. juiz do direito do crime em
corre igflo assim o delira, e receber merc Jos
Luiz da Silva Guimaries.
Despacho. l'assem, na forma requerida___Rio-
l'ormoso, 23 de novembro de 1846. Ayres.
Certifico que citei ao Dr. promotor publico para
o eonteudo na pelirflo retro e supra, que ficou enten-
dido. llio-Formoso, 7 do dezembro de 1846. Em
rede verdade, o escriviio interino, Jos Tiburcio la
enano de Acron/io.
Jos Tiburcio Valeriano de Koronba, tabellio interino
do publico judicial e olas e escrivo do crime e civel,
orphSos e ausentes, copelias e residuos, desta villa e
commarca de Mo-Fotmoso, da provincia de l'ernam-
buco, &c.
Certifico que, revendo as eseripiuras dos 4 livros
de notas de meu cartorio, com principio em julho de
1838 ale o "Ultimo de dezembro do auno passado,
delles oonsia ter o supplicante, como colleclor deslu
municipio, rrcebido as quantias desizas, meiassi-
zas, emals direitos nacionaes seguintes, a saber :
Importe da siza paga por Jos da Rosa, pela com-
pra de urna morada de casa a Jos da Fojiseca Gui-
marficu, em 3 de setembro de 1838, pola cuanta de
l:080,000rs., cscripluran. 1, 108,000 rs.
dem da siza paga por Sebastiiio Antonio Accioli
Lins, pela comprado urna parto do engonho Duas-
Boccas a Ignacio de Mello da Sirva Gusmfio, om 22
do setembro do dito anno, pela quantip de-200,non
rs., escriptura n, 2, 20,000rs.
derr.';!;; fia pag ymi Manuel io diius Accin
Lins, pela compra da propriodnde Patos a Pedro Ca-
sillo Lima, em 23 de novembro de dito anno, pela
quntia d 200,000 rs., escriptura n. 3, 20,000 rs.
dem da siza paga poA Manoel Joaquim da Costa,
pela compra de. urna parte da proprieilade Barra-de-
llio-l'ormoso a Manoel Jos do Castro Araujo, om 19
do outubro de dito auno, pela quantia do 1:000,000
rs., eseriptura n. 4,100,000 rs.
dem da siza paga pelo mosmo, pela compra de
duas parles de dita propriedade a Leandro Pereira
da Rocha e a Jos Carne i ro de Farias, na mesma da-
ta.pela quanlia de 500,000 rs., escriptura n. 4.
50,000 rs.
dem de siza paga por Francisco Santiago Ramos,
pela compra de urnas partes do engenho Tibiri a D.
Maria Benedila Rarboza de Amorim e I). Anna da
Costa Alves da Cunha, em 7 de Janeiro d 1839, pela
quantia de 6:740,470 rs., escriptura n. 5, 674,047 rs.
dem do siza paga por Francisco do Rocha Wan-
derley, pela compra de urna parte do engenho Rio-
Formoso a llerculano Alves da Silva, em de feve-
rciro de dito anno, pola quantia de 600,000 rs., es-
criptura n. 6, 60,000 rs.
dem de siza paga por Manoel Machado Tcixeira
Cavalcanto, pela compra de 3 moradas de casas a Jo-
s Luiz de Souza, em 26 de fevereiro de dito nnn,
pela quantia do 2:000,000 rs., escriptura n. 7,
200,000 rs.
dem da siza paga por Joo Cavalcante de Aibu-
querquo Mello, pela compra de urna parte do enge-
nho Araguari a Flix Manoel da Cunha Bezerra, em
25 de abril de dilo anno, pela quautia de 367,312 rs.,
escriptura n. 8, 36,730 rs.
dem da siza pag- por Francisco da Rocha Barros
Wanderly, pola compra de 2 partes do engenho Mat-
lo-Urosso a Francisco Alexandre Dutra e a Jos Vi-
cente Lindoso, em 14 do junho de dito anno, pela
quantia de 1:600,000 rs, escriptura n. 9, 160,000
ris.
dem de siza paga pelo mesmo, pela compra de
urna parte do dito engenho a Andr Alves de Soyza,
em 28 de junho de dito anno, pela quantia de 778,112
rs., escriptura n. 10, 77,81! is.
dem de siza paga por Francisco de Rarros Rogo,
pela compra de urna parte do engenho Conselho a
Jos Vieira da Cunha, em 24 de maio de dito anno,
pela quantia de 1:200,000 rs., .escriptura n, 11,
120,000 rs.
dem de siza paga por Francisco da Rocha Barros
Wandcrtey, pela compra de duas partes do engenho
Malto-Grosso a Francisco Fernandos Itandeira e a
Manoel Faustino Fernandos Mandcira, em 9 e outu-
bro de dito anno, pela quantia de 171,240 rs., escrip-
tura n. 12,17,120 rs.
dem dosizajiaga por JofioBenlo de Gouveia, pe-
la compra do urna parl do engenho Malto-Grosso a
Manoel Elias do Moura, em 30 de margo de 1840, pela
quantia de 2:040,820 rs., escriptura n. 13,204,080
ris.
dem de siza paga por Elias dos Sanies Martyres e
Silva, pela compra de urna parte do engenho Caite a
Francisco Santiago llamos, pm 24 de setembro de di-
to anno, pela quantia de 3:500,000 rs., escriptura n.
14, 350,000 rs.
Idpm de siza paga por Antonio Gongalves Peroira-
pela compra de duas parles da propriedade Pao,
liranco, a Francisco Antonio de Lima c Manoel Vi-
cente Santiago Froes, em 9 de novembro de dito an-
no, pela quanlia de 1:458,333 rs., escriptura n. 15.
145,830 rs.
dem do siza paga por Manoel Zeferino dos Sanios,
pela compra de ua parle do engenho Souza a Ga-
briel dos Santos Lins, om 4 de fevereiro de 1841, pe-
la quantia de 1:600,000 rs., escriptura n. 16, 160,000
ris.
dem de siza paga por Jos da Fonseca Guimaries
o Jos do Monte Carvalho, pela comina da proprie-
dade Marlins a D. Anua Joscpha elfina dos Santos,
em 4 de maio de dito anno, pela quanlia de 1:20,000
rs., escriptura n. 17, 120,000 rs.
dem de siza paga por Jos Luiz Pues de Mello, pe-
la com pra de urna parle do engenho Maragi a Fran-
cisco Antonio Handeira de Mello, em 27 de maio de
dito anno, pela quanlia de 4:000,000 rs., escriplura
n. 18, 400,000 rs.
dem de siza paga por Jos Candido Ramos, pela
compra que fez de duas parles do engenho. Pereira
a Manoel Joaquim Fragozo, em 30 de junho de dilo
anno, pela quanlia de 11:000,000 rs., escriptura n.
19", 1:100,000 rs.
dem de siza paga por Francisco da Rocha Barros
Wanderley, pela compra de tres partes do engonho
Malto-Grosso a Thomaz Cavalcante da Silveira Lins,
em 20 de setembro do dito anno, pela quantia de
1:000,000 rs., escriptura n. 20, 100,000 rs.
dem de siza paga por Joio Baptisla Accioli Lins,
pela compra de urna parle da propriedadeBarra-de-
Rio-Furmoso a Joflo Seiiliorinlio Bezerra de Vascon-
cellos, om 6 de novembro de dito mino, pela quantia
de 3:035,047 rs., escriptura n. 21, 303,504 rs.
dem de siza paga pelo mesmo, pela compra de
urna parte du dita propriedade a Miinorl Joaquim de
Jess, em 11 de novembro do dito anno, pela quan-
tia de 46,406 rs., escriptura 11.-22, 4,640 rs.
dem do siza paga por Jos Joaquim de Miranda,
pela compra de urna parle da propriedade Oiteiros
a D.Luiza Maria los Prazeres eoulros, em II de fe-
vereiro de 1842, pela quantia do 100,000 rs., escriplu-
ra n 23,10,000 rs.
dem de siza paga pelo reverendo Joflo Baptisla de
Albuqucrquc, pela compra da melade do engenho
Camulengue a Francisco da Silva Gusmfio, em 5 de
abril de dito anno, pela quantia de 4:000,000 rs es-
criptura n.24, 400,000 rs.
dem de sita paga por Jacob LinsdeCaivalho, pe-
la compra da propriedade f'.umbc a D. Maria Lins
Wanderley, em 23 de maio de dito anno, pela quan-.
lia de 1:800,000 rs escriitura n. 25, 180,000 rs.
dem de siza paga por Manoel Xavier Paes Brrelo,
pela compra de ulna parle do engenho Mamucaha a
Francisco Xavier Paes do Mello, em 22 do junho de
dito anno, pela quanlia de 2:000,000 rs., escriptura
n. 26., 200,000 rs.
dem de siza paga por Jos de Baerros Pimenlel,pe-
la compra de una parte do engenho Camorim a
Francisco Jos do Araujo Lopes, em 25 de junho de
dilo anno, pela quanlia de 5:600,000 rs., escriptura
n. 27, 560,000 rs
dem de siza paga por Manoel Zefcrkio dos Santos,
pela compra de urna parte do engenho Souza a Anto-
nio Joaquim da Cunha, em 19 de setembro de diloan-
no, pela quantia de 300,000 rs., escriptura n. 28,
30,000 rs.


dem lo siza P8* Pr Paulo do Ambrim Sal-
n neta compra do- un parte da. propriedade Cam-
pa viriles ao bacharcl Fernando AlTonso de Mello,
i-TlO de iunho de 18*3, pela quantia do 500,000 rs.,
; niara n 29, 50,000 rs
uem do i paga por Francisco Cavbante de AI-
imouerque Mello, pela compra de urna parte da ines-
.-nricda'ie ao mesmo vendedor, enr dita data,
olaquantia de 1 :00,000 rs., escriplura n. 30,140,000
"'dem do Sisa paga por D.Anna Viclorina de Mello,
n-h compra do engonho Queimadas a Jos. Rufino
..imFirucira eoutros, em dita dala, pela quantia
I ciWo Figueira
,je 16:000,000 rs., csu i"--"
dem de siza paga por Manoel Uaymundo da Costa,
nela compra de urna parle de urna propriedade do
r MO-da-Cruz a D. Thoreza Marja de Moura, em 14
de oslo de dito anno, pela quantia do 50,000 rs.,
..Tintura n. 32, 5,000 rs. .
dem da siza paga por Eugenio Norberto Alve9
Ferreira. pela compra de urna parte da propriedade
\reia| a MalhiasJos de Sena, em 2 de setombro de
lito anno. peia quanli" 3* 00,000 rs., escranplu n.
33dem da siza paga por Miguel Francisco Diniz Ma-
chado pela compra.de dua9 partes do engenho Dona
a Manoel Jos do Castro Araujo, em 8 de Janeiro de
844, pola quantia de 7:000,000 rs ,escnptura n 34,
700,000 rs. ,
dem de siza paga pelo mesmo, pela compra
do urna parto do dito engonho a Pedro Thotn do
Castro Araujo e na mesma data, pela quantia do
520,000 rs., escriptura n. 35, 52t000 rs.
dem de meia siza paga por Francisco da Rocha
Barros Wandcrlcy, pela compra de urna quinta par-
te da fabrica do escravos do engerido Mscale a Jos
Antonio Lopes, em 7 do fevereiro de dito anno, pela
quantia de 1:000,000 rs., escriplura n. 36, 50,000 rs.
dem de siza paga pelo mesmo, pela compra de
urna quinta parte do engenno Manale ao mesmo
vondedor, em dita data, pela quantia de 4:200,000
rs escriplura n 36, 420,000 rs.
^ dem de siza paga por Francisco de Gouvea o Sou-
za, pela compra de urna parte do cngeulio Matto-Gros-
so a Pedro Francisco llandeira, em 30 de abril do
dito anno, pela quantia de 138,540 r s. escriplura n.
37, 13,854 rs.
dem de siza paga pelo mesmo, pela compra dn
maior parte de dito engenno a Francisco da Rocha
Barros, Wanderley, em a mesma data, pela quantia
de 12:205,020 rs escriplura n. 38, 1:220,502 rs.
dem de siza paga por Francisco da Rocha Barros
Wanderley, pela compra do seis partos de dito enge-
genho a Andr Alves de Souza e outros, em dita
data, pela quantia do 4:666,192 rs.. escriplura n. 39,
466,619 rs. ,
dem de siza paga por Manoel Vreira Fialho, pe
compra da propriedade Campia-Grande a Antonio
Jos dos Santos c outros, em 15 dejun1io.de dito an-
no, pela quantia de 1:000,000 rs., escriptura n. 40,
100,000 rs.
dem de siza paga pr Manoel Xarier Paes Brrelo,
pela compra de duas partes do engenho Mamucaba,
a Joflo Baplisla Paes Brrelo, em 28 de junho de dito
anno, pela quantia de 3:000,000 rs., escriptura n. 41,
300,000 rs.
dem de siza paga pelo mesmo, pela compra de
urna parte do dito engenho a Jos Luiz Paes de Mel-
lo, em a mesma data, pela quantia de 1:800,000 rs
escriptura n. 41, 180,000 rs.
dem do siza paga por Joflo da Rocha Wanderley,
pela compra de-una parle do engenho Arassu
Francisco da Rocha Wanderley, em 30 de julho de
dito anno, pela qianlia de 9.314,250 rs., escripura n.
42, 931,425 rs. ...
dem da siza paga por Miguel Francisco Diniz Ma-
chado, pela compra do urna parte do engenho Dona
a Manoel Joaquim de Carvalho, em 17 de Janeiro de
1845,. pela quantia de 350,000 rs., escriptura n. 43,
35,000 rs
dem de siza paga por Manoel Francisco Lemenha
I.ins, pela compra de tres parteado engenho Souza
a Andr Mauricio Wanderley eoutros, em 27 de Ja-
neiro de dito auno, pela quantia de 2:260,000 rs., es-
criptura n 44, 226,000 rs.
dem de siza paga po/ !> Mara Cordeiro, pola com-
pra do engenho S.-Manocl, a 1). Justa Mana da Con-
ccigflo, em 14 de abril de dito anno, pela quantia de
11:000,000 rs., escriptura n. 45,1:400,000 rs.
dem de siza paga por Francisco, Antonio Bandeira
de Mello, pela compra do urna parte do engenho libe-
las a Kugenio Norberto Alves Ferreira, em 9 de maio
do dito anno, pela quantia de 6:000,000 rs., escrip-
lura n. 46, 600,000 rs.
dem de lucia siza paga pelo mesmo, pela com-
pra de urna parte dos escravos de dito engenho ao
mesmo vondedor, em dita data, pela quantia de
2:000,000 rs., cscripiura n. 36, 100,000 rs.
dem da siza paga pelo mesmf), pela compra da
propriedade Belein ao mesmo vendedor, emdita da-
ta, pela qnanlia de-200,000 rs., escriptura n. 47,
20,000 rs.
dem de siza paga por l.uiz do Reg Barros, pela
compra do engonho Jundi-de-Cima a Francisco de
'Paula Mai inho Wanderley, em 26 de maio de dito an-
no, pela quantia do 14:800,000 rs, escriptura n. 48,
1 ;480,000 rs.
dem de siza paga pela compra de urna parle da
propriedade Pao-Branco a Francisco da Rocha Wan-
derlev, por Antonio Concalvcs Pereira, em a mesma
dala,"pela quanlia de l5O,O00rs., escriptura n. 49,
15,000 rs. .- .
dem de siza paga por D. I.uiza lzabel Caval-
cante de Albuquerque, pela compra de urna parte do
engenho Maragi a Francisco de Barros llego Jnior,
em 14 de julho de dito anno.pela quanlia de 2:882,293
rs. escriptura n. 50, 288,229 r.
Idem.de siza paga pela mesma, pela compra d cu-
Ira parte do dito engenho, na mesma data, a Joao
Baplisla I'acs Brrelo pela quanlia de 386,2., rs.
escriptura n. 51, 38,623 rs. i ..
dem de siza paga por Joflo Climaco remandes
Cavalcante, pela compra de urna pai*e da proprie-
dade Ferraz a Francisco Antonio Bandeira de Mello,
em 28 de julho de dito anno, pela quanlia de 300,000
rs., escriplura n 52, 30,000 rs.
dem de siza paga pelo mesmo pela compra Je
f,a parte do engonho Filha a Francisco da Rocha
inueilcv, cm29dcjfBD---do.dtonnno, correspon-
de'a quantia de 300,000.1, escriptura n, 53,
dem de siza paga pelo reverenda Mlnoel Alves
Pereira, pela compra de urna parte da propriedade
S -Jos-da-Cora-Grandc a Thomaz Alves Maciel, em
25 de setembrodedilo anno, pela quantia de 1:000,000
rs escriptura n. 54,100,000 rs. ;
dem de siza paga por Joflo Lu.z Machado, pela
compra que Tez de urna parte do engenho Oncee
Sos AlTonso de Aguiar, em t& de dezembrode dito
anno.pela quantia de 200,000 rs, escriptura n. 55,
. ^iuSTda siza paga por Francisco de Barros llego,
---.-------------------------------. -%.
pela compra de urna parto do engenho S.-Andr ao
bacharcl Francisco AlTonso Ferreira, em 21 de Janei-
ro de 46, pela quantia de 3:194,000 rs., escriptu-
ra n. 56, 319,400 rs.
dem de siza paga por Thomaz do Aquino Barboza,
pea compra da propriedade Salina a Joaquim Jos
Je SantAnna, em 28 de Janeiro de dito anno.pela
quanlia de 400,000 rs., escriptura n. 57,40,000 rs.
dem de siza paga por Jos Pedro Vcllozo da Sil-
...., ,._... _...,.,,.,. udn paitfsuosengcntios niuoiruo
o Minos-Novas a Jos Bezerra de Barros Cavalcante,
om 27 de margo de dito anno, pela quantia de
1:016,000 rs., escriptura n. 58,101,600 rs.
dem de siza paga pelo mesmo, pela compra de
urna parte do engenho RibeirJo a Manoel Caval-
cante Accioli Lins, em 26 de margo de dito anno,
pela quantia de716,000 rs., escriptura n. 59,71,600.
dem de siza paga por Jos Antonio Lopes, pela
compra de tres moradas de casas a Caetano Alberto
Tcixeira Cavalcante, em 23 de abril de dito anno,
correspondente a quanlia de 900,000 rs ,.escriptura
n. 60, 90,000 rs.
dem da siza paga por Francisco doCouveia e Sou-
za, pela compra do urna' parlo do engenho Matto-
Grosso a Jos Luiz Pereira, em 5 do margo do dito
anno, pela quantia do 150,000 rs, escriptura n. 61,
15,000 rs.
dem de siza paga por Antonio Jos Correia,
pela compra de urna parto do engenho Percirinha
a Manoel de Almeida e Silva, em 28 de maio de dito
anno, pclu quanlia de 1:400,000 rs., escriptura ri. 62,
140,000 rs.
dem do siza paga por D. Anna Mara da Conceigfo,
pela compra da mesma parle de dito engenho ao
mesmo vendedor, em 15 de junho dodito anno, pela
quantia do 1:400,000 rs., escriptura n. 63, 140,000 rs.
dem do siza paga por Filippe Paes Brrelo, pele
compra de muis de metade do engenho Burarema
a Francisco Victor de Gouvea Moura, om 14 de ju-
lho de dito anno, pela quantia de 9:109,496 rs., es-
criptura n. 64, 910,949 rs.
dem de siza paga por Antonio de S Cavalcante,
pela compra da propriedade Po-Amarello a Anto-
nio Bazilio da Silva, em 12 do selembro de dito an-
no, correspondente a quantia do 500,000 rs., escrip-
tura n. 65, 50,000 rs.
dem de novse velhos direitos do urna carta do
prefilhagflo, pagos por Ksteyo Paes Barrete,em 11 dej
agosto de dito anno, sob n. 66, 30,540 |rs.
dem dos mesmos direitos de outra caria do pre-
filhagflo, pagos pelo mesmo em dita data, sob
n. 67, 30,540 rs.
dem da siza paga por Joflo Bentode Gouvea, pela
compra de urna parte de engenho Matto-Grosso a
Jos Marcellino de.Barros Franco, em 28 de novem-
bro de dito anno", correspondente a quantia de
1:000,000 rs., escriptura n. 68,100,000 rs.
Cortcfico mais que, revendo osinventarios de meu
cartoro, com principio em julho de 1838 al o pre-
sente, s existem 8 em que consta ter o supplicanle,
como coliector deste municipio, recebido as quan-
liasdataxa do sello das herancas c legados, de di-
nheiros de ausentes, de decima urbana, de sizas c
meias sizas e d cofre dos orphfos, seguinles, a sa-
ber : i
Importo do que recebeu de 1). Feliciana Marra
da Conceic.no, em 16 de abril de 1845, pertonecnte
eos herdeiros ausentes do Hespanhol Izidoro 1-ernan-
des, inventario n. 1., 400,000 rs.
dem de decima urbana que recebeu da mesma,
17 de dito mez e anno, do 1. semestre de
em
1838 a 1839 ao 2." de 1844 a 1845, inventario citado
n. 1, 75,600 rs.
dem de dita, paga por Manoel Jos de Castro A-
raujo, em o 1.* de fevereiro de 1843, do 1. semestre
de 1838 a 1839 ao 1. de 1841 a 1842, inventario n.
2,284,760 rs. .
dem da laxa do sello de heranga e legado, paga
por Francisco Jos de Araujo Lopes, em 24 do setem-
bro de 1846, correspondente ao valor da heranca da
finada lzabel Francisca de Araujo, inventario n. 3,
68,760 rs. .
dem da mesma taxa, paga por Evaristo Soares das
Dores, em dita data, correspondente ao valor da
berenga do reverendo Jolo Rodrigues do Espirito
Santo, inventario n. 4, 46,906 rs.
Idom da mesma taxa, paga por Francisco Joaquim
Cavalcante de Albuquerque, em 28 de marco de
1845, correspondente aovalorda berenga de I). Ma-
noella Francisca de Moura, inventario n. 5,508,611 rs.
dem do producto da heranga jacente do abintes-
tado Manoel Ferreira de Souza, em junho de 1811,
inventaro n. 6, 1:219,605 rs.
dem do producto da heranga jaccnlc do abintes-
tado Joflo Correia Alves, ernjunho.de 1843, inventa-
rio n. 7, 998,816 rs. .
dem do corridos orphfos desle municipio, em
14 de abril de 1845, sob n. 8, 1:400,657 rs.
E mais se nflo continha em ditoslivrosde notase
autos de,invcntarios de meu cartorio, acerca do que
se pede por certidflo, que eu escnvflo abaixoassig-
nado bem e fielmente z passar o concertar corno
cscrivflo companheiro, dos propriosor.ginaes, aos
quaes me reporto, nesta dita villa e comarca de
rtio-Formoso da provincia de Pcrnambuco, aos 8
dias do mez de Janeiro de 1847, vigesimo-scxto da n-
epe Inda e do imperio do Brasil, f-^recer.
sobrescrevi e assignei. Em ** eF2"
certada. o cscrivflo interino Jote Ttbureto Valle-
rimo* Nronha.- Concertada commigo escnvflo
Joao l'inheiro da Palma..
Ccrlificoque,sendo nesla villa.cilei ao doulorpio-
motor publico, Francisco Concalvcs da Rocha, para
o contedo da pctigflo retro, de que licou entendido,
Hio-Formoso15dedezembro de 1846. Emfcdever-
dade, o cscrivflo Joo l'inheiro da Palma.
Joao l'inheiro da Palma tabellido vitalicio d puHico
judicial e notas, escrivto do crime e ctvel detta vil-
la t comarca de Rio-formn, proimcio de fer-
numbuco, &c.
- Certifico que, revendo as escrituras dos tres li-
vros do notas de meu cartorio, com principio em
iulho do 1838 al o ultimo de dezembro do anno
passado, delles consla ter o suppl.car.le reccbd",
como coliector deste municipio, as quantia do sizas,
meas sizas, e mais direitos nacionaes seguinles:
Importe da siza paga por Jos Canieiro Man/,
pela compra de um sitio de Ierras em Tamandar,
i caounfi Crtral da Luz, em.U de julho de 1838,
pela quantia de 400,000 rs.,cscnptuia n. i, 40,0001 rs.
dem de siza paga por Thomaz Cavalcante da Sil-
veira Lins, pela compra do -loas partes do engenho
Matto-Grosso a Simflo Antonio Barboza e JoUo Pedro
Bandeira, em 30 de julho de dito anno, pela quanlia
de 240.000 rs, escriptura n. 2, 24,000 rs.
dem da siza paga por Flix Roza decanta Mana,
pela compra de um sitio de torras em famandaTc a
Clemente Bandeira de Mello, em 4 de agosto de. dito
anno, pela quantia de 500,000 rs., 5JW0 .
dem de siza paga por Francisco Machado Teixci-
Cavalcante, pela compra do nm sitio de trras do
engenho Reg a Jofo Mauricio Teixeira de Albu-
querque pela quantia do 800,000 rs.,-escriptura n. 4,
80,000 rs
dem de siza paga por Jos Joaquim de Miranda,
pela compra da propriedade Machado a I. Francisca
Antonia Lins, om 4 do sotembro do dito anno, pela
quanlia do 3:800,000 rs., escriptura n. 5, 380,000 rs.
Mein de siza paga por Jos Antonio Lopes, pela
compra de urna parle da propriedade Coquciros a
Filippe Kcri d= Svs.em 15 de oulubrr, de di'" -'"".
pela quanlia de 150,000 rs. escriptura n. 6,15,000 rs.
Idom de siza paga por Manoel Joaquim da Costa,
pela compra de 4 parteada propriedade Barra-do-
Rio-Formoso a Manoel Carnero de Parias c outros,
em 19 de outubro de dito anno, pela quantia de
2.000,000 rs., escriptura n. 7,200,000 rs.
dem de siza paga pelo mesmo, pela compra de
duas partes de dita propriedade a Francisco Eleu-
terio dos Santos c outro, em dita data, pela quantia
de 1:3O0,000 rs., escriptura n. 7,130,000 rs.
dem da siza paga pelo mesmo, pela compra de
duas partes de dita propriedade a Jos Joaquim da
Costa e outro; em a mesnia Jai, pela quantia de
510.000 rs., escriptura n. 7, 51,000 rs.
dem de siza paga pelo mesmo, pela compra de
duas partes de dita propriedade a Joaquim Carneiro
dos Santos e outro, em a mesma data, pela quantia
de 2:100,000 rs escriptura n. 7. 210,000 rs.
dem de siza paga pelo mesmo, pola compra de
duas partes de dita propriedade a Ignacio de Castro
Lins e outros om a mesma data, pela quantia de
500,000 rs escriptura n. 7, 50,000 rs.
dem de siza paga pelo mesmo, pela compra de
tres partes de dita propriedade a I). Beatriz de tal
e outros pela quantia de 910,000 rs escriptura n.
7, 91,000 rs.
dem do siza paga pelo mosmo, pela comprado
duas partes de dila propriedade a Manoel da Silva
Rocha c outro, na mesma data, pela quantia de
398,000 rs., escriptura n. 7, 39,800 rs.
dem da siza paga pelo mesmo, pela compra de
duas partes de dita propriedade a Evaristo Carneiro
e outro, em a mesma data, pela quantia do 400,000
rs., escriplura n. 7, 40,000 rs.
dem ila siza paga pelo mesmo, pela compra de
duas partes de dita propriedade a D. Anna do Al-
meida e outro, em a mesma data, pela quanlia do
500,000 rs., escriplura n. 7, 50,000 rs.
dem da swa paga por Francisco da Cunda Macha-
do, pela compra da propriedade lltia a Antonio Fer-
nandos Roza, em 14 de novombro de dito anno, pela
quantia de 200,000 rs., escriptura n. 8,20,000 rs.
dem de siza paga pelo mesmo, pela compra do
Juas partes fe dita propriedade ao mesmo vendedor,
o outro, emdita dala, pela quantia de 800,000 rs., es-
criptura n. 8,80,000 rs.
Idcm de siza paga por Antonio Fcrnandes Roza,
pela compra do dita propriedade a D. Maria Francis-
ca lzabel deSahoa e outro, em a mesma data, pela
quantia de 200,000rs., escriptura n. 9,20,000 rs.
dem desiza paga por Manoel Jos de Castro Araujo,
pela compra que Ihe fez Joflo Senhorinho Bezerra de
Vasconcellos.de urna parte da propriedade Barra-do-
Rio-Formoso, em 18 de fevereiro de 1839, pela quan-
tia de 2:000,000 rs escriptura n. 10, 200,000 rs.
dem do siza paga por Jos Luiz da Silva Guima-
rfles, pela compra de duas partes do urna morada de
casas a Joanna Candida de Barros, c outra, em 10 de
abril de dito anno, pela quanlia de 25,000 rs., escrip-
lura n. 11,2,500 rs.
dem de siza paga por Manoel Honorato de Barros,
pela compra de duas partes do engenho Bom-Jardim
a Manoel Antonio Coclho do Oliveira Jnior, em 23
de maio de dito anno, pela quantia de 300,000 rs.,
JardimaD. Anna Viclorina de Mello emi 3 de abril
de dito anno, pela quantia do 3:000,000 rs., escrip
tura n. 27, 300,000 rs. .,llio
Idom de siza paga por Francisco Jos de Arau o
Lopes, pola compra que fez ao Bacharel Pedro oau
dano de Bats e Silva, duma parte do engeohoC-
morim, em 29 de margo h dito anno, pela quan
de 5:600,000 rs., escriptura n. IB. 560,000 rs.
le siza paga por Thomaz Cavalcar
cscripiura n. 12, 30,000 rs.
dem do siza paga por Jos Tavares da Cosa, pela
veira I.ins, eomnra .Puma parte d<> oncenno
Crujah a J.i'ilo das Nevos Barbosa, em 14 leJunlvo
de dito anno, pela quantia de 509,000 rs., escriptura
n. 29, 50,000. rs. j .
dem do siza paga por Jos l'ornandes Bandeira,
pela compra d'uma nesga de trras do engenho Ca-
marflo a Manoel Zeforino dos Santos, em 17 dojen-
ho de dito anno, pela quanlia de 100,000 Escrip-
tura n. 30. 10,000 rs.
dem de siza paga por Francisco de Barros Reg,
pela compra de 400 bragas de trras de dilooncen-
nho ao mosmo vendedor, em 21 dajuaho da dito
anno, pela quantia de 200,000 rs., escriptura n. II,
20,900 rs.
dem do siza paga por Joflo Baptlsta Paes Brrelo,
pela compra d'uma parte do engonho l.arangeiras
a Jos Tavares Pacheco, em 96 de agosto de dito
anno pela quantia do 100,000 rs., escriptura n. 39,
10,000 rs.
dem de Joaquim Jos Ferreira da Costa, pela
compra da propriedade Bom-Sucesso a D. Antonia
Maria da Conceigflo e outra, em 25 de outubro de
dito anno, pola quantia do 2:200,000 rs., escriplura
n 33, 220.000 rs. .
dem da taxa d'uma doagflo, paga por D. Rila Ma-
ra de Carvalho, d'uma morada de casas por D. Fran-
cisca Antonia Lins, em 6 de selembro de dito
anno, pela quantia de 150,000 rs., escriplura n. 34,
15,000 rs.
dem de siza paga por Francisco Xavier Lopes,
pela compra d'uma parte do engenho Minguito a
Joaquim Francisco do Paula, em 19 do maio do 1842,
pela quantia de 800,000 rs.,escriplura n.35,80,000 rs.
dem de siza paga por Francisco Victor deGou-
veia Moura, pela compra d'uma parte do engonho
Burarema a Manoel Gongalves da Silva, em 29 de
agosto de dito anno, correspondente a quantia do
9:109,496 rs., oscriptura n. 36, 910,949 rs.
dem da siza paga por Joflo Bento de Gouvea, pela
compra d'uma parle do mesmo engenho a Carlos
Fredcrco da Silva Pinto, em 13 de selembro do diln
anno, pela quantia do 4:400,000 rs., escriptura n. 37,
440,000 rs. ..
dem da siza paga por Thomaz Cavalcanlo da su-
veira Lins, pela compra d'uma parte do engenho
Floresta a Manoel Cavalcante Accioli Lins, cm7 do
Janeiro de 1843, pola quantia de 300,000 rs., escrip-
tura n. 38, 30,000 rs. .
idom de siza'paga por-Jos Marcos do Oliveira e
outro, pela compra d'uma propriedade a Manoel Jo-
s de Moura, em 16 de Janeiro de dito anno, pela
quantia do 800,000 rs, escriptura n. 39, 80,000 rs.
dem de mei&.8iza paga polo bacharel Chnstovflo
Xavier Lopes, pela compra de 8 escravos a Jos Dio-
go da Silva, em 3 do outubro do dito anno, pela quan-
lia de 2:500,000 rs., escriptura n. 40, 125,000 rs.
dem de siza paga por D. Anna Maria da Concei-
eflo, pela compra d'uma parte do engenho Peroinnha
a D. Francisca Maria da Conceigfo, em 19 de outu-
bro de dito anno, pela quantia de 300,000 rs., es-
criptura n. 41, 31,000 rs.
dem de siza paga por Joao Mara Seve, pela com-
pra d'uma parle do engenho Arass a Evaristo da
Costa Litflo, em 14 de novombro de dito anno, pe-
la quanlia de 2:000,000 rs., escriptura n. 42, 200,000
res*
Idom do siza paga por I). Maria Bencdita de Cas-
tro Miranda, pela compra de duas partes da proprie-
dade Coquciros a Jos Antonio Lopes, em 20 de de-
zembro de dito anno, pela quantia de 400,000 rs.,
escriplura n. 43, 40,000 rs.
dem da siza, paga por Vicente Jeronymo decar-
.alho Jnior, pela compra d'umas partes do engenho
Araguari a Joflo de Barros Rogo eoutros, om 9 de
dezembro do 1839, pela quantia de 3:000,000 rs., es-
criptura n. 44, 300,000 rs.
dem de I). Maria Bencdita de Castro Miranda, pe-
la compra d'uma parte do engenho Dona a Monoel
Joaquim de Carvalho, em 20 do margo de 1844, pela
quantia de 1:200,000 rs escriplura n. 45, 120,000 rs.
dem da siza paga por Francisco do Gouvea eSou-
sa, pela compra d'uma parte do engenho Mallo-
Crosso a I). Francisca Antonia Lins, em 28 do mar-
go de dito anno, pela quantia do 300,000 rs., es-
criptura n. 46, SO.OOOYs.
dem desiza paga por Filippe !\ery da Silva, po-
a compra d'uma parle da propriedade Antao a Oai-
dino Jos de Moura, em 17 de maio de dito anno, pe-
la quantia de 150,792 rs., escriptura n. 47, 15,079 rs.
dem do meia siza paga por Jos Firmmo de soa-
sa, pela compra de 14 escravos a Manoel Concal-
ves da Silva, em 7 de junho do dito M I*
quantia de 4:200,000 rs, escriplura n. 48, 210,000
"dem de siza paga por I). Maria Bcnedita de Cas-
tro Miranda, pela compra que fez a Lino Joae M
Castro Araujo, d'uma parte da propriedade Esqui-
na, em 3 de outubro de dito anno, pela quantia de
2:000,000 rs., escriplura n. 49, 200,000 rs.
dem da siza paga pela mesma, pela compra das
mfeitorias de dila propriedade a Manoel Jos de
ra
compra que fez, do engenho Larangcira a D. Maria
Francisca do Sacramento, em 24 do maio de dito an-
no, pela quantia de 4:000,000 rs., escriptura n. 13,
400,000 rs. .... i
dem de siza paga por Jos Antonio Lopes, pela
compra de duas partes do engenho BonvJardim a
Manuel Honorato de Barros, om 28do maio de dito
anuo, pela quantia de 300,000 rs., escriptura n. 14,
.10,000 rs ,
dem da siza paga pelo mesmo, pela compra de
duas partes do dito engenho a Joaquim JoseBibeiro,
em 9 de selembro de dito anno, pela quantia de
3:318,600 rs escriplura n. 15, 331,860 rs.
dem de siza paga por Jos Tavares da Costa, pe-
la compra do engenho Reg a Joflo Mauricio Tei-
xeira de Albuquerque, em 4 de dezembro de dito
anno, pela quantia de5:600,0| rs., escriptura n. II,
560,000 rs. .
Idcm da siza paga por Francisco Xavier Paes, pela
compra de urna parto da propriedade Camagary a
Clirispim Barboza de Amorim, em 27 do maio de
1840, correspondente a quanliado200,000 rs., escrip-
lura n. 17,20,000 rs. .
dem de siza paga por Joaquim da Costa Vasco,
pela compra de duas partes do engenho Callabougo
a I) Maria de Barros Wanderley, em 27 de junho do
dito anno, pela quantja de 1:167,555 rs., escriplura
n. 18, 116,750 rs. ,.
dem de siza paga pelo bacharcl Pedro Gaudiano
de Bats e Silva, pela compra de urna parte do cn-
nhoCamorim a Jos Candido Rodrigues Ramos, eifi'5
de agosto de dito anno.pela quantia de 5:800,000 rs.,
escriptura n. 19, 580,000 re. ,.._
dem de siza paga por Jos Candido Rodrigues Ra-
mos, pela compra de una parte do engenho Caite a
Fias dos Santos Marlyres e Silva, em 6 de agosto do
dit6 anno, pela quanlia de 8:000,000 rs., escriplura
n. 20, 800,000 rs. .
dem de siza paga por Joflo Baplisla Paes Brrelo,
pela compra do engonho Larangeiras a Jos Tavares
tiaMo 4:800,000 rs., escriptura n. 21, 480,000 rs-
dem de siza paga pelo mesmo, pela compra de
urna parto da propriedade Cachocira a Francisco Ito-
driguesjlos Santos, em a mesma data, pela quantia
de 1 :OOO,O00 rs., escriplura ri. 22, 100,000 rs.
dem de siza paga por D. Francisca Antonia Luis,
pela compra de urna parle do engenho Malto-.rosso
a Joflo Pedro Bandeira, em 15 de Janeiro de I ti,
nelaquantiade 150,000 rs., escriptura n. 23,15,000 rs
dem do siza paga por Jos tytjd* tMWUtu,
,}Z'r,i' de'845 "pe1"qu'anti'"de 550,000 re., escriptura n.
em 9 de fevereiro de dito anno, pela quantia de le
2:000,000 rs, escriptura n. 24, 200,000 rs.
dem de Joaquim Francisco Cavalcante de AI bu-
Castro Araujo, em 9 de outubro de dito anno, pe-
la quantia de 400,000 rs., escriptura n-M^OW re
Idcm desiza paga pela mesma, pola compn de
duas moradas do casas a Manoel Ignacio Paes Br-
relo, em18 denovomi.ro de dito anno, pela quan-
lia de 300,000 rs., escriplura n. 51, -'".o""
dem de si/a nisa, por Pedro Bandeira de Mello,
pe omjra Al 'parto da M^rra-do-
Rio-Formoso a Manoel Joflo Gomes Par Bras.d, en
27 de novombro de dito anno, pela quantia dcJoO.ooo
rs., escriptura n. 52, 25,000rs.
" ldem3des?z.S paga por D. Maria Beneditad. Cas-
Miranda, pela compra d'uma parto do engenho
i Miraiiun, uwi____^j/.pva|hn. nm 6 de iunho
pela compra que, fez de urna porgflo de Ierras do jm And,lJ j0iquim do Carvalho, em 6 de junho
engciiho>araxinho a Antonio Venancio da Silveira. | Mna^a ^
un. 9 de fevereiro de dito anno, pela quantia de
2:000,000 rs, escriptura n. 24, 200,000 rs.
dem de Joaquim Francisco Cavalcante do Albu-
luerque, pela compra da metade do engenho S.tio-
o-Mcio, em 20 do fevereiro de dito anno, pelai quan-
lia de 8:000,000 rs., escriptura n. 25, 800,000 rs.
dem de siza paga por Jos Luiz Paes de Mello, pe-
a compra de urna parte do engenho Maragi a An-
a r .* .... ,. ,.-.. i,-.....i..i., r... rutile pm
den de siza paga por Joflo Mauricio do Barros
Wanderley, pela compra d'uma morada de casas o
um sitio "ao p da ponte Gindav viuva do Jos
daMotta Cabra I, em 21 de abril de dito anno, pela
quantia de 300,000 rs., escriplura n. 55, 30.000 rs.
dem de decima urbana paga por Lourengo Jos
da Silva em 23 do abril de dito anno, e.do l.semestre




--

las Virgens,
lia UgAn-
i 25 Jema o
Luiz de Franca Rodrigues Ramos, em 30 de abril
de dito atino, pela quantia de 5:000,000 rs., escrip-
tura n. 57, 500,000 rs.
dem desista paga pelo .reverendo Joo David Ma-
fleira, pela compra da mctade doengenho Formi-
gueiro a Joflo do Hcro Bezerra, em dous de inaio
de dito anno, pela quantia de 7:000,000 rs., escrip-
ttira n. 58, 700,000 rs.
dem da siza paga por Pedro de Mello e Silva,
pela compra do engenho Caehocirinha a Caetano
Alberto Teixeira Calateante eputros, em9demaio
de dito anno, pela quontia de 21:000,000 rs., escrip-
tura n. 59, 2:100.000 rs.
dem de siza paga por Jos Antonio Muniz, pola
compra do engenho Rom-Da ao reverendo Joa-
quim Jos deAzevedo, em 12 de junho de dito an-
no, pela quantia de 16:900,000 rs., escriptura n. 60,
1:690,000 ra.
dem de siza paga por O. Mara Benedicta de Cas-
tro Miranda, pela compra da propriedade Fofa a
Francisco /os das Virgens e outros, em 23 de junho
de dito anno, peia quantia de 2:000,000 rs., escrip-
tura n. 61, 200,000 rs.
Uem da siza paga por Jos Francisco das Vir-
gens, pela compra d'uma parte da propriedade S.-
Jos-da-Viracilo, em 26 de maio do dito anno, pela
quantia de 100,000 rs., escriplura n. 62, 10,000 rs.
dem da siza paga por Leonardo Pcreira da Silva
pela compra d'a mctade da propriedade Colhorinha
a lienta Maria de Mello, em 9 de jnlho de dito au-
no, pela quantia de 250,000 rs., escriplura n. 63,
25,000 rs.
dem de siza paga por Cypriano Jos Correia
pela compra de duas moradas de casas a Thereza
Francisca Litis, em 18 de setembro de dito anuo,
pela quantia de 300,000rs., escriplura n.64,30,000 rs.
dem do decima urbana paga pelo mesmo, em
dita data, que deviam as referidas moradas de ca-
sas, do I.* semestre de 1841 a 1842 ao 2. de 1844 a
1845, escriplura n. 64, 20,520 rs.
dem de siza paga por Jos Francisco das Virgens
pela compra d'uma parte da propriedade S.-Jose-da-
Viraciio a Jeronymo Teixeira da Cunta, em 13 de
marco de 18ifi, pela quantia de 100,000 rs., cscrip-
tnra n. 65, 10,000 rs.
dem de siza paga por Jos Manoel de Barros Wan-
derley, pela compra d'uma parte do engenho Duas-
Barras a Jos Affonso de Aguar, em 4 de abril de
dito anno, pela quantia de 269,679 rs., escriptura
n. GG, 26,967 rs.
dem de siza paga por Clemente da Rocha Wan-
derley, pela compra de duas partes du engenho Ver-
melho a Manoel Henrique Wanderley, em 8 de maio
de dito anno, pela quantia de 2:736,230 rs., escrip-
tura n. 67, 273,230.
dem de siza paga por Jos Francisco das
pela compra do engeubo Baasos a I). Mar
jos da Torciuncula Cavalcartce outro, em _.
de dito auno, pela quantinde 12:000,000 ss., escrip-
tura n. C8, 1:200,000 rs
dem paga por Jolo Bento-dc Gouveia, pela com-
pra de urna parte do engenho Buritrema a Carlos
Frcderico da Silva Pinto, em 30 de maro de dito an-
no, pela quantia de 3:318,814 rs., escriplura n. 69.
.131,814 rs.
dem de siza paga por Archanjo de Gouveia Caval-
cante, pela compra de una parlo da propriedade
Prainha a Antonio Peres, em 6 de junho de dito an-
uo, pela quantia de 45,000 rs., registro sob n. 70,
4,500 rs
dem paga pelo mesmo, pela compra de duas par-
tes da mesma propriedade a Francisco da Rocha
Rarros Wanderley, em dita data, pela quantia de
100,000 rs., dito sob n. 71, 10,000 rs.
dem paga polo mesmo, pela compra de urna parte
da mesma propriedade a Francisco Peres, em dita
data, pela quantia de 45,000rs., dito sob n. 72, 4,500
res. ,
dem paga pelo mesmo, pela compra de outra par-
te da mesma propriedade a Maria la Aprescntagflo,
em dita data, pela quantia de 45,000 rs dito sob n
73, 4,500 rs.
dem paga pelo mesmo, pela compra deoutra par-
te da mesma propriedade a Jos Peres Campello, em
dita data, pela quantia de 45,009 rs dito sol) n 74,
4,500 rs.
Idom paga pelo mesmo, pela compra de outra
parte de dita propriedade a Maria Francisca do Je-
ss, em dita dala, pela quantia de 45,000 rs., dilo sob
ii. 75, 4,500 rs.
dem paga pelo mesmo, pela compra de outra par-
lo da mesma propriedade a Maria da Congcigflo de
Jess, cm dita data, pela quanlia de 40,000 rs dilo
sob n. 76,4,000 rs.
dem paga pelo mesmo, pela compra deoutra parte
da mesma propriedade a Raquel Maria de Jess, em 3
de abril de 1839, pela quantia de 45,000 rs., dita sob
n. 77, 4,500 rs.
dem paga pelo mesmo, pela compra de outra
paite da mesma propriedade a Romualdo Pires da
Silva, em 6 de junho de 1846, pola quanlia de 45,000
rs., dilo sob ii. 78, 4,500 rs.
dem de siza paga por Margarida Francisca Ro-
sa Cavalcanto, pela compra de una morada de casas
a Jos Maria Fcrreira Braga, em 9 de novenibro de
dito anno, pela quantia de 400,000 rs., escriptura n.
79, 40,000 rs. .
dem paga por Francisco da Rocha Wanderley, pela
venda que fez, de urnas partes do engenho Piabas-
dc-baixo a Miguel Accioli Wanderley l.ins, em 28
de novembro de dito anno, pela quantia de 1:000,000
rs., escriptura n 80,100,000 rs.
dem de siza paga por Domingos Soarcs Fernan-
dos, pela compra de urna morada de casa a Francisco
de Souza Cirnes Lima, cm 22.do dezembro de dito
anno, pela quantia de 400,000 rs., escriptura n. 81,
40,000 rs. k
dem de decima urbana que devia a mesma mo-
rada de casa, paga pelo mesmo, cindita dala, do pr't-
inciro semestre de 1838 a 1839 ao primeiro de 1845 a
1846, escriptura n, 81, 40,500 rs.
dem finalmente de siza paga por Jos Manoel do
Barros Wanderley, pela compra de urna parte do en-
genho Duas-Boccas a Jos Henrique dos Santos, em
o 1. de outubro de dilo anno, pela quantia do
69^000 rs., escriptura n. 82, 26,900 rs.
Certifico que, revendo os inventarios de mcu car
tono com principio cm julho de 183Sal o presente,
so existem quatro, em que consta tero supplicante,
como colleclor dcsie municipio, recebido as quantias
de lieijnca e legados o a siza de urna arrcmatacaO,
scgum|B,Bsaber:
i I^P0""1.6 de siza paga pelo coronel Francisco Casado
4 S' Pcl" rre.nno de urna morada decasa, en.
!nvednetiar?oe,rn3oX'r,,sela *"* <**&'.,
do francisco Antonio da Silveira Monteiro.em o 1
de abril do dito anno, inventario n. 1, 25,480 rs.
dem da mesma taxa paga por I). Francisca Caeta-
na dos Santos, tesUmenteira do finado Manoel Joa-
quim da Costa, em 30 de abril de 1841, inventario n
2, 424,445 rs.
dem da mesma taxa, paga por D. Anna Rita de
Jess, em 16 de novembro de 1846, testanienteira do
Uado Vicente Jeronymo do Carvalho Jnior, inven-
tario n. 3, 1:662,772 rs.
Idoin da mesma taxa, paga por Jos de Souza Bar-
rnima, invonlariantB dn hnne Hn finado Monol rl
Souza llarreiros, ora 22 de junho do 1844, inventario
n. 4, 72,045 rs.
dem de decima urbana, paga pelo mesmo, em 12
de dito meze anno, que devia urna morada de casa de
dilo finado, do primeiro seinestro de 1840 a 1841 ao
segundo de 1843 a 1844, inventario n. 4, 30,240 rs.
dem da taxa dos escravos de dito linado, paga pe-
lo mesmo, em dita dala, devida de julho de 1841
junho, de 1844, inventario n. 4, 6,000 rs.
Ccrtififico finalmente que, revendo as execugOes
de sentencasdomcu'cartorio, de julho de 1838 at
o presente^ em numero de 12,-em as quaes houve ar-
remataefl de liens, dellas consta ter o mesmo sup-
plicante, como collector deste municipio, recebido
as quantias de sizas e meias sizas c mais direitos, se-
gundes
Importe de siza paga por Cabriel Antonio, pela ar-
romatago de tres quintas partes do engenho Msca-
te, em 8 de marco de 1844, pela quantia de 14:420,000
rs., execueflo n. 1, 1:442,000 rs.
dem de meia siza paga pelo mesmo, pela ar-
rematagflo de tres 5." parles da fabrica.de escravos
do msmo engenho, pela quantia de 0:091,000 rs.,
em dita dala, execueflo n. 1, 304,550 rs.
dem de meia siza paga pelo mesmo e em (lila
dala, pela arromataco de 7 escravos de dito enge-
nho, pela quantia de 1:760,000 rs., cxecugflo n. 1,
88,000 rs.
dem de siza paga por Francisco de Gouveia
Souza, pela arrematagflo d'uma parle do engenho
Mallo-Grosso, cm 9 de maio de dito anno, pela
quanlia de 2:036,000 rs., execueflo n. 2, 203,600 rs.
dem de meia siza paga por Francisco Nunes
Duro, pela arrematarlo da escrava Maria, cm 13
de fevereiro de 1843, pela quantia de 98,000 rs.,
exccuo n. 9, 4,900 rs.
dem de meia siza paga por Manoei da Silva Ri-
beiro, pela arrematagflo de dous eccravos, em 13
de maio de 1842, cxecugflo n. 4, pela quantia de
621,000 rs 31,050 rs.
dem de meia siza paga por Ignacio de Mello
de Cusmfo, pela arrematado do dous, escravos cm
26 de outubro do dito anno, pela quanlia de 427,000
rs., cxecugflo n. 5, 21,350 rs.
dem de meia siza paga por Miguel'Accioli Wan-
derley l.ins, pela arremataefl da escrava Silveria,
em 3 de fevereiro de dito anno, pela quantia de
358,800 rs., execueflo n. 6, 17,900 rs.
dem de meia siza paga por I). Anua Joaquina Si-
mpes do Amaral, pela adjudicagflo da escrava Vic-
torina, em 31 de agosto de dito anno, pela quantia
de 262,500 rs., execueflo n 7, 13,125 rs.
Mein de moia siza paga por Francisco Xavier
Lopes, pela arrematado d'umas partes do enge-
nho Minguito, em 22 de junho de 1839, peta quan-
tia de 3:946,000 rs., execueflo n. 8, 394,600 rs.
*ldem de siza paga pela vi uva Costa & Filhos,
pela adjudicaeflo do engenho Canoiuha c metade
do sitio do nicio, om 21 de agosto de dito auno,
pela quantia de 18:400,000 rs., execueflo n. 9,
1:840,000 rs.
dem de meia siza paga por Francisco Alexah-
re Dutra, pela arrematadlo de 7 escravos, cm 10
* Janeiro de 1840, pela quantia de 1:334,009 rs.,
execueflo n. 10, 66,700 rs.
dem de meia siza paga por I). Francisca Anto-
nia l.ins, pela arrematagflo do cscravo Antonio, em
a mesma data, pela quantia de 327,000 rs., execu-
eflo n. 10, 16,350 rs
dem de meia siza paga por Francisco Alxan-
dre Dutra, pela arremataefl da escrava Maria, em
6 de abril de dito anno, pela quantia de 185,000 rs.,
cxecugflo n. 10, 9,250 IB.
dem de meia siza paga por Joflo Paes Wander-
ley, pela arremalagflo do cscravo Leonardo, em a
mesma data, pela quantia do 371,000 rs., execueflo
n. 10, 18,550 rs.
dem da siza paga por Jos [Sorberlo Castel-Bran-
co, pela adjudicaeflo do. engenho Muitas-Cabras,
em 8 de junho de 1841, pela quantia de 16:000,000
18., execueflo n. II, 1:600,000 rs.
dem finalmente de novos e vclhos direitos de
urna carta de prefilhacflo, pagos por Jos Luiz da
S
Silva Guimarfles, cinJ3de fevereiro de 1842, exe-
cueflo n. 12, 30,540*.
Declaro que alm das (2cxecugcs mencionadas
exisliam mais 4 cm mcu cartorio, em que cons-
lava ter. o supplicante recebido algumas sizas o
meias sizas, as quaes nflo vilo aqui declaradas, por-
que, pe tcncendo as mesmas exegugoes ao novo ter-
mo da villa de, Agoa-I'reta, entreguei-as por or-
dem superior ao respectivo escrivflo.
K mais nada se continha em meu cartorio a res-
pe i to de autos civeis, execugoes, inventarios, es-
cripturas em que o supplicante houvessse arreca-
dado rendas ncionaes, porconliecimcntos em for-
ma apresentados, a cxcepgflo dos j declarados, aos
quaes me reporto. A presente vai conferida e con-
certada, sobrescripta e assignada na forma do esty-
lo, nesta villa e comarca de Rio-Formoso da provin-
cia do Pernambuco, aos 9 dias do mez de Janeiro de
1847, vigesimo-sexto da independencia edo imperio
do Brasil Fiz escruver, goncertr o assignei. cm
f de vOrdade-0 escrivflo Jlo Pin/tetro da Pajma.
Concertada commigo escrivflo interino Jos Tibuici
Vallerianno de Noronha.
documento v. 2.
Diz o collector de diversas rendas geraes cf ra-
vinciacs deste municipio, abaixo assignador.que,
tendo o escrivflo Piuliciro declarado em sua ccrli-
dflo ter entregado no escrivflo do juizo munici-
pal da nova villa de Agoa-Preta as quatro execu-
goes seguinlcs, de Manoel Gongalves da Silva c da
viuva Costa & Filhos contra os herdeiros dafina-
do Jos Maria Callado, de Manoel Jos de (Jilro
Aiaujo contra os nenenos da finada D. Januaria
Maria de Jess, c de Jos Joaquim de Miranda
contra os herdeiros da finada D. Feliciana de Al-
meida e Silva, em as quaes exislcm conhecimen-
tos de sizas e meias sizas recebidas pelo suppli-
cante, requer a V S. se sirva mandar quo o refe-
rido escrivflo do termo de Agoa-Preta, a vista das
citadas execuges, Ihe declare por certidflo as quan-
tias dessas sizas c meias sizas recebidas pelo sqp-
plicanlo rom individuago dos objectos vendidos
e arrematados, a quem o por quein, coin quo datas,
sendo citado o r. Dr promotor da comarca para
ver extrahir esla certidflo que, concertada a em ter-
mos que faga f, se entregar ao smpplicaiitc, para
bem de sen direitol'ortanto, pede ao lllm. Sr.
I>r. juiz de direito do crime em correigflo assim se
sirva deferir->-Receber merc-yoitf Luiz do Silva
Uuimarei.
lapacho. Passe na forma requerida. Rio-For-
moso 16 de dezembro tle 1846. Agres.
Certifico que citei por carta ao Dr. promotor pu-
blico da comarca, Francisco Gongalves da Rocha,
para todo contedo da petigflo retro, e me deu res-
posta de ficar entendido. Agoa-Preta 7 de jaueiro
de 1847. Em f de da verdade o escrivflo Jos
y caberlo HnfiAn I.i**n i^BB
Jote Norberlo Casado Lima, tabellido vitalicio do
publico, judicial e nolat, e ticrivio do crime, civel,
orphSo, de execueftes e de ausentes, capelUte reti-
dnos desta villa de S.-Joti-dt-Agoa-Prcla, comarca
do Rio-Formoso da provincia de Pernambuco, &c
Certifico que, revendo as 4 execugfias de senten-
gas mencionadas na petigflo retro, gue silo semen-
t as que exislcm cm meu cartorio, pelas quaes
tem o supplicante, como colleclor do municipio de
Rio-Formoso, arrecadado sizas o meias sizas ncio-
naes, dolas consta ter recebido o mesmo suppli-
cante as quantias seguintes :
Importancia da meia siza paga por Jos Joaquim
de Miranda, pela arrematagflo de 3 escravos, em 30
de junho de 1843, pela quantia de 600,000 rs., exe-
cueflo n. 1, 30,000 rs.
dem da meia siza paga por Jos Luiz da Silva Gui-
marfles, pela arrematagflo de dous escravos, em 14
de abril de 1842, pela quantia de 600,000 rs., oxecu-
glo n. 2, 30,000 rs.
dem da meia siza paga por Alexandre Manoel
da Paixflo, pela arrematagflo d'um cscravo, na mes-
ma data, pela quantia de 310, 000 rs., execugflo n. 2,
15,500 rs. .
dem da.siza paga por Jolo Francisco dos Sanios
Siqucira. pela compra do engenho Pirangi a Jos
Maria Callado, em lo de abril de 1839, pela quan-
lia do 6:000,000 rs., execugflo n. 3, 600,000 rs.
dem da siza paga por Manoel Jos de Castro
Araujo, pela adjudicaeflo d'uma parte do engenho
Dona, e da propriedade Para-Que, em 16 de no-
vembro de 1843, pela quantia de 5:533,225 rs., exe-
cugflo n. 4, 553,322 rs
dem da meia siza paga pelo mesmo e em dita
data, pela adjudicagflo de 13 escravos do mesmo.
engenho, pela quantia de 3:520,000 rs execugflo
n. 4, 176,000 rs.
dem finalmente de meia siza paga pelo mesmo,
I pela arremalagflo d'uma escrava coin cria, em 9 do
margo de 1844, pela quantia de 449,000 rs., exe-
cugflo n. 4, 22,450 rs.
E mais se nflo continha em ditos autos de exc-
cesOcs acerca do que se pede por certidflo, que-eu
escrivflo passoi dos proprios autos originaos, aos
quaes me reporto : o vai sem cousa que duvida
faga, escripia e assignada, conferida e concertada
nesta dita villa do Agoa-Preta, aos 8 dias do mez
de Janeiro de 1847, vigesimo-sexto da independencia
e do imperio do Brasil.Escrevi c assigiiei.Em f
de verdade e concertada, o escrivflo Jos Norberlo
Cazado Urna.Concertada commigo escrivflo /co
Pinto de Miranda.
nOCUMBNTO N. 3.
Diz o colleclor de diversas rendas geraes e provin-
ciaes deste municipio, abaixo assignado, quo, tendo
sido denunciado perante o Exm. Sr. presidente da
provincia pelo bacharel Fernando Affonso de Mello,
pelo supposto crime de peculato, de que se pretende
justificar com a maior clareza que, for possivel, afim
de fazerdesapparecer urna tilo revoltante calumnia,
precisa a bem do seu direito, que o escrivflo Santos,
do termo da villa deSerinhflem, por si e pelo tabel-
liflo c escrivflo Coelbo Jnior, cujo ofiicio est
exercendo por impedimento deslo, a vista dos res-
pectivos livros do notase mais autos do ambos os
cartorios, pelos quaes conste ter o supplicante arre-
codado rendas publicas desizase meias sizas, sello
de herangas o legados, dcima urbana, ou quaesquer
quitas, constantes deconhecimentos em forma que
se deyem adiar insertos nas esoripturas dos referi-
dos livros de notas, c juntos aos autos mencionados,
visto terem estado osseus cartorios nesta villa des-
de 1836 at 1844, aonde poda acontecer que tossem
Ragas ao supplicanto algumas rendas publicas, em-
ora perlencentes ao municipio de Serinhaem, lhe
declare por certidflo, procedendo a um n inucioso
exame sob sua responsahilidade, para nao omttir
por falla do busca quaesquer dos livros, cscripturas
ou autos indicados, todas as predilas rendas publicas
que por acaso tenham sido recebidas pelo supplican-
te, perlencentes a este ou aquello municipio, desde o
1. de julho de 1838 at o presente, com individua-
gflo das.quantias recebidas e de quem, os objectos
comprados e vendidos, as quantias das comj.ras'e
vendas, eemque dalas, sendo citado o Sr. Dr, pro-
ra utor publico, para ver extrahir esta certidflo que,
concertada e cm termos quo faga f, se entregar
ao supplicantoPortanto, pedeaojllm. Sr. Dr. juiz
do direito do crimo em correigflo assim o delira-*
E i -cechera merc Jos Lu* da Silva Guimardes.
Despacho. Passe na forma requerida. Rio-For-
moso 11 de dezembro de 1846. Ayres.
Certifico que citei por carta ao Dr. promotor pu-
blico, Francisco Gongalves da Rocha, pelo contedo
da petigflo retro, e me deu resposta de ficar entendi-
do. Serinhlem 12dedczombro de 1846,-Emfde
verdade, o escrivflo Joaquim Ignacio dos Santo*
Joaquim Ignacio dos Santos, eterivao de orplidos e
ausentes do armo de Serinhaem, comarca do Rio-
Formoso, provincia de Pernambuco, etc.
Certifico que, revendo os autos de inventario de
meu cartorio, na forma da petigflo retro, s em
um dclles, procedido por fallecimentO de D. Mara
Cleopha do Espirito Sanio, encontrei um conheci-
mentq da taxa de heranga e legados recebda pelo
supplicante como collector do municipio de Rio-For-
moso, cuja verba he do teor sflguinte :
Importe da laxa do sello de lieranga clegados pa-
ga por Francisco da Rocha Wanderley, peia compra
ila heranga a Jos Mauricio Tcxeira de Albuqucr-
que, em 22 de setembro do corrente anno, pela
quanlia de 600,000 ris, constante do citado inyeo^
tario sol) n. 1, 60,000 ris.
Certilico mais que, revendo os aulps do cartorio
do escrivflo Coelho deste dito termo cujo, ofTicio me
acho exercendo -por seu impedimento, e revendo
igualmente os livros do notas do tempo cm que ser-
vio na villa de Rio-Formoso, smente em dous li-
vros de notas que serv rito do auno de 1836 at o
corrente anno de 1846, encontrei SescripVurscoin
conhecimenlos de sizas recebidas pe'lo supplicante,
como colloctor do dito municipio, cujas verbas,
quantias e o maja pedido por cerlidao, ludo lio do
teor seguinte :
Importe dd.siza paga por Luiz Jos de Souza, pela
compra de urna sorte de Ierras nos fundos do enge-
nho Sa eco a Pedro do Mello e Silva, em 5 de outu-
bro de 1840, pela quantia de 350,000 ris, escriptu-
ra n. 1, 35,000 ris
dem de sizas pagas por Antonio da Silva Accioli
pela compra do sitio Amarante em lina, em19dl
outubro de 1839, a Joaquim Alves Moreira, pela
quantia de 350,000 res, registro n. 2, 35,000 ris
dem de siza paga por Joo Mauricio de- Barros
Wanderley, pela copra de urna parte do engenho
Callabougo, a Joaquim Correia de Barros, em 2 de
setembro 4 1843, pela quantia de 1:150,000 ris,
escriptura n. 3,115,000 ris.
E mais se nflo continha cm ditos livros denotas,
e nom nos autos do referido cartorio respeito d
sizase mais direitos ncionaes, recebidos pelo dito
supplicante, acerca do que so pede por cortidfo
que passei dos meamos livros e autos citados, aos
3uses me reporto, e vai na verdade som cousa que
uvida faga, por mim escripia e assignada e com
o escrivflo abaixo, conferida e concertada, na forma
requerida, nesta dita villa de Sorinhflcm, comarca
de Rio-Formoso, provincia do Pernambnca, aos 23)
dias do mez de dezembro de 1846, vigesimo-sexto da
independencia e do imperio do Brasil. Escrev** as-
signeiEm fde verdade e concertada, o escrivflo.--
Joaquim Ignacio dos Santos. Concertada commigp es-
crivflo de paz, Jos Feliciano Cavalcanti de Albu-
querque
DOCUMENTO N. 4.
RelacaS das rendas geraes e provinciaes arrecadadas pe
la collectoria do municipio de Rio-Formoso, desde
i." julho de 1838 at o ultimo de dezembro di 1818.
A saber :
IIENDAS GEBAES.
Siza dos bons de raiz......45:3818239
Sellodopaper........... 3:26lgIO
Dito addicidTial de 40res.. 5008500
Dito proporcional........ 8328370
Novas evelhos direitos geraes 5398569
Imposto sobre as lojas e ta-
bernas.............. 2:9508800
Ditos robre os escravos..... 4998000
Meio por cento sobi as Ict-
tras ajuizadas.......... 9198802
Meia siza das embaroacOes
ncionaes............. 5028500
Producto de herancasjacontee 3:0518426 ^,
Dous por cento sobre as fian- "
cas.................. 258800
Um por cento sobre debito
de ausentes........... 118584
Dizima da chamcellaria.... 5478,584 .
Meia siza dos escravos ante-
rior a t833............. UgOOO
Dinheiro do cofre dos orfos 1:4008657
Producto de lettras antigs.'. 4:1 !5870
Total das rendas geraes..........Bs. 64:6168381
BBNDAS rilOVINCIAES.
Sello das herancas e.legados.. 3:779*809
Meia si?a dos escravos ... .. 5:3988580
Novos e velhos direitos pro-
vinciaes .............. 2228940
Decima dos predios urbanos. 9278450
Matricula dos alumnos de la- '
tim................. 258600
Total das rendas provinciaes........'. 10:3548379
Total arrecadado..............Rs, 74:9908760
Rio-Formoso, 10 de mar^ode 1817. O collector,
Jos Luis da Silva Gu i maraes.
DOcnMwo i. 5.
Joo Goncalve da Silva, commendador da ordem de
Christo e inspector da thesonraria de Pernambuco,ete.
Atiesto quo o Sr. Jos Luiz da Silva Guima-
rfles, collector do diversas rendas do municipio de
Rio-Formoso desta provincia, tem exercido este lu-
gar desde o principio do jullio de 1838 at' o presen-
te, dando semprc exacta conta de ludo quanto tem
sido encarregado, inerecendo polo seu z.elo, promp-
tidflo no servigo, intclligencia, conducta moral e
civil a maior consideragflo. E por mo ser pedida,
passei a presente. Recifc de Pernambuco, 12 de
outubro de 1844. Joa Concakes da Silva.
DOCUMENTO a. 6.
Francisco Ludgero da Paz, commendador da ordem de
Christo, e contador dathesouraria da faiemla desta
provincia, por S. M. I. e C. que Dos guarde, etc.
Atiesto que o Sr. Jos Luiz da Silva Guima-
rles at boje tora desemponhado com .promptidlo
o lugar de collector de diversas rendas ncionaes
do municipio de Rio-Formoso, durante o tempo que
serve, nflo faltando nas pocas marcadas a dar nas
cuntas, e por essa rasflo tem sido conservado, por
ser um dos melhores queexstem neata provincia: e
por sor verdade o referido, passo a presente que vai
por mim smente assignada. Recifc, 28 do maio
de 1845. Francisco Ludgero da Paz.
DOCOMF.STO 5. 7.
Jodo Raptista Pereira Lobo, carnlleiro da ordem de
Christo, e inspector da thesoararia das rendas pro-
vinciaes de Pernambuco, por S. MI., que Dios
guarde, etc.
Atiesto que o Sr. Jos Luiz da Silva Guima-
rfles serr ha seis annos o emprogo de collector das
rendas provinciaes no municipio do Rio-Formoso,
o nesteoxercicio tem mostrado intclligencia, probi-
dade e pontualidade em suas conlas, o merece a
minlia nteira conlianga. E por me ser pedido pas-
sei o presento. Thesouraria da rendas provinciaes
do Pernambuco, 12 do outubro de 1844.
Joo Uap lista Pireir Lobo.
nOCDUKSTO K. 8.
Fernando Affonso de Mello, bacharel formado em sci-
encias soches e jurdicas pela accademia de Olinda,
juiz municipal e de orphaOs dos termos reunidos de
Serinhaem e Rio-Formoso, por S. M. o l., 'que Uios
guarde, etc.
Attesto que o Sr. Jos Luiz da Silva Guimarfles,
advogado e collector das diversas rendas do muni-
cipio do Rlo-Fprmso, leni exercido estes lugares
desdo principio de margo de 1842, em que para esta
comarca vnn. com milita pericia, honradez e habi-
hdade, dando semprc boa conta," e nos seus devidos
tempos, dos negocios relativos mesma collectoria
merecendo sempre dos respectivos inspectores, de
mim, o dos meus antecessores, a maior confiafl|
nos desempcnlios do-HcWrcroridos cargos W
Attesto outro Tin, que 'o memo Sr. Guimarfles
no bom cyladiio e exccllcnte pai do familia, e do-
tado de sentimentos de ordemo adhosSo a causado
Brasil.
, E por assim ser verdade e me ser pedido, llic
passei o presento do minha leltra e signa! o que
Jilo jurarei se necessario fr. Villa de Serinhaem,
21 de maio de 1845. Fernando Affonso de Mello.
( Estavam reconbecidos polo tabellio Noronha.)
_________________ tea
PEHN. : A TP. DK M. F. DE FARJX. I47
_-.


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