Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09870


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Full Text
4nno de 1847.
Sabbauo $0
. nijR0 publcate lodo oj dita, que nSo
" a- c,irda o preeo dt auiRMtur he do
"C i 001 qiirwl. W" rf""'rf. O en-
4,0 i sHuntes ^", mterido* ao de
nu"c,5 "i?," lo ra. em ivpo difireme, e ai
S"8;P0i" ,, melada. Oj que eo Torern asig-
tpelioe P- ,0 r, pr |nnn, e lo em lypo
' IA al so *8 miaulo* da maiihaa.
,"'-nle a 10, ail horas e l min. da manh.
Mine" i% g |,orM e 47 rain, da tarde.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Pareliyba, as segunda esextas feir.*
Ui.-l,rande-dn. Norte quima feira o meio-di.
Cano, Sermliaern, llio-Forrooao, Po.te-C.lvo
Macelo, no I.*, a 11 e Si decada me*,
(iaranl.uns e Bonito. a^O e II.
Boa-VUta e Plores, a U e J8.
Victoria, s quintas (citas.
Ulinda, todos os rlisa
PuEAMAi DE HOJE.
Primeira, s 7 liona e 4J minutos da manliia.
Segunda, s 8 horas l 6 minutos da tarde.
de Marco.
A-nn XXIII.
N. 6*.
us da SEMANA.
5 Segunda. S. Henrique. Aud. do J. do or-
plioa, doJ. doc. da ? v. e do J. M. da S
0 Terca. S. Cyriaco. Aud. do J. doolv.da I
v. e do i. de pal do 2 dist. de t
17 Quarta S. Patricio. Aud. do dociv. da
!i tilo!, 'de paz do 1 dist. de t.
18 Quinta. S. Gabriel Aud do J.de orplios,
do J. municipal da I Tara.
IA Seita. >i< S. Jo, Esposo de Noaaa Sa-
nhora.
20 Sabbado. S. Focio. Aud. do J. do cir. da
I. v. e do J de paz do I dist. de I.
21 Domingo. S. liento.
CAMBIOS NO DA 18 DB MARCO.
Cambio olire Londres de 10 a K. /, d p. U
Paria flirt por franco.
Lisboa & de premio.
Ilesc. de Ultras de boas liriii-s I '/ P-'/o
Oui-0<>"'* lespanholas------5810110 a
Moedas de 0|t00 vclh 16*000 a
a de timo nov
* a de fono.....
PraW Palacoe..........
a Peso columnares...
Ditos indcanos ...
a Mi oda............
.MODO
JjtflOO a
J|'i00 a
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ifton a
1,1880
ao n.
2|fl*a
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lofOU
UJIOII
202H
llov
l|6.0
Acces da comp. do llcberibe de SOf 000 rt. ao par.
DIARIO DE F
PERNAMBCO.
Kiuo como opina contra o
SESS EM 17 D MARgO DE 18*7.
PRESIDENCIA DO 8*. IODZA TE1XEIR.V.
(Conlinuarfo don.' antecedente).
ORDEM DO DA.
QfauuSo do parecer da comtiuilo detugocioi ecclesiaelicot,
eobreocompromieso darm~andade dt A. S. do Hom-Desaa-
tho, dafreijuezia deSatareth-da-Malla, que flera adiado
na irnos anterior.
OSr. Nuntt Machado: Levanio-me para pedir no-
bre cooiiuiase de negocios eccleaiaslico algumas ex-
plicares a respeito dos tenaos em que ella concebeu o
pareerr.
Vejo que a coinmissao quer que se remella o com-
promiso ao Exin. bispo diocesano, aHiu de approva-lq
na parte religiosa, ou indicar as allerace* que julgar
neceasarias. Ora, parece-me primrira vista que, se
approvaudo o parecer ilesta inaneira, tica saneciunado
un principio que importa, e nao urna destruico, ao
menos urna mudiliuaco do ilireito constitucional que
lem esta assembla, de legislar sobre corporacc* reli-
giosas; porquanlo eu iiaoconiprelieiido bem esse mixto
que lia nos compromissos, de materias religiosas e nao
religiosas.
O Sr. Ferreira llarreto. He claro.
OSr. Sunes Machado: He, pois, para aqu que cha-
mo a attencao da nobre coinmissao. Seos nobrrs depu-
tados enieiuleiii como materia religiosa a parte do ee.ui-
prumlsso que dia respeito s solemnidades concernenles
ao culto, e como materia temporal aquella que diz res-
peito i ce.momia da irniamlade. en, muitu pelo contra-
rio, julgo que estas cuusas se locam e se coiifundem :
portauto parece-ine que a nobre commisso dever ad-
inillir una modieafuo no seu parecer, para ir de con-
oimidade com aquilio em que esta assemblc lem as-
seniado sempre e sustenlado.
Rrcooheco, Senhor presidente,a conveniencia de mar-.
, clmiiios de accordo com o diocesano nessas materias
mixtas; reconlieco que Iiao podemos considerar o bispo
excntrico em ludo quantose passa na igreja.
O Sr. ferreira Brrelo: Muilo bem I
OSr. Sanee Machado: He conveniente que obispo
seja ouvido, que le consulte a sua opiniao, que procure
a assembla auxiliar-se mesino de suas luzc-s, de sua sa-
bedoria, e at de sua C011VC910..
OSr. Ferreira ISarrto : Kut
parecer?
O Sr. Suaee Machado: .....mas eu nao quiera que
oque he mu.1 conveniencia se convertease em um direi-
i", nein que alterassemo a marcha que s.....pie liave-
mosdo uestes negocios,-urna r.ienldade ,'ilis.olula de ap-
joovar os compromissos- Se o que os nobres drputados
querem he que o bispo mi seja considerado excntrico
nesta materia, que seja consultado, porque elle entnele
de tudo quautu se passa na Igreja, e he o priilieiro rea-
ponsavel pela diaplpllna, basta que os nobres deputadus
Ihe Concedam a faculdade de indicar nos rompromissos
as alterares que rdiem convenientes. Est, poia, conci-
llado o Hu da igreja, a conveniencia de ser consultado o
biapo ueste negocios mixtos, sem pormos urna reslric-
fSo ao direito que tem a assembla, de legislar sobre as
corporacoes religiosas.
Anda uiais, Senhor presidente, por oulra rasao. Seu
direilo doKxm. diocesano he um direlto iiiconlestavel,
se he um principio inconcusso, que Iheperteuce aap-
pi ov.irao dos compi-omissos, nao precisa que a asssem-
blu o iletermine : mas, Senhor presidente, como ares-
peito'de direiti.s eu son muilo suseeptivel, e tenho mui-
lo medo dfepvecedenles, e da leri ivel IrgislaejiO dos lac-
ios; comu de mais a mais teinoa qiieslcs pendentes a
seinelhautc respeito, e tcnhaui apparecido algumas pre-
lencdes que a cmara tem considerado uin pouco exage-
radas, da parle du E.xm. diocesano ; como estes negocios
Ao sobre modo graves, ea sua decisao estejam ligadas
militas conveniencias publicas, eu pedirei nobrecoui-
misso que tolere a siippressao das palavras = paro op-
prorar no porte relat'oja =. S
auxilio das luzes do Kxm. di
eadiiptariiius o que Cor me
elle nos indique as altcrace
este respeito. Seiihorea,nos
direilo, e menos estabelecer um precedente que pode
servir e argumento para que se continuo a autoriaar
prrtrncors que a cmara tem reconhecido um pouco cx-
cessivas, bem que lillias de 11111 zelo tambem excessivo.
Quero, pola, que a nobre coimniaao de negocios eccte-
siasticos, se adiar conveniente, dii a aua opiniao a este
reapeKo.
O Sr. Paria: Senhor presidente, a coinmissao de ne-
gocios ecclesiaaticos suppunha lao pouco que o pare-
cer que se discute, aollressealguina opposico, quanto
estava convencida de que elle nao era mais do que o cun-
pimiento de urna lei.
OSr. Ferreira Jarreto: Apoiado.
O Sr. Farta: A le de 22 de acteinbro de 1828, que
aboli o tribunal do desembargo do pavo e da mesa d.
consciencia e ordena, disliibuindo por diverso* tribu-
naes do paix asallribuiycs que coinpetlam quelles tri-
biiuaes, diz no 11, iiiareando s'attiibuifdes do goyer-
110 : Ao goveino compele continuar 08 compromissos
daa irmaudadea depoia de approvados peloa prelados na
parte religiosa.
O Sr. Joaqun Villela : Mas a lei he anterior ao acto
addicioual.
OSr. FarU: Ja responderei ao nobre deputado.
Portauto he dispoalcao da lei, que, dcpola que os com-
protuiaaos forem appruvadoa na parte religiosa pelo pre-
lado, eulao o poder temporal os approve na parle pura-
mente civil.
OSr. Ferreira Brrelo: Como isto he raaoavcl!
OSr. Farra : A disposicao desta lei he limito rasoa-
rel, e nao poda deixnr de cr assiui. Senhores, os coin-
promiaaoa teem necessarianienlc duas partea mili dis-
linclas: urna puramente religiosa e relativa ao culto
pablice, e outra puramente temporal, que he relativa
ecoMOiuia da coiirraria.como aejam quahdades da .le-
gibilidad.-, ioias de cunadas, mullas, eemgcral oque
respeila urganuacao das nesmas coufrarlaa, Ura, le-
; remos ns prneiijao de que a paslx tellgioaa dos com-
prouiissos aeja por uos apptovada?
OSr. Ferreira Brrelo : lslo nunca 1.^.
O Sr. Furia: Seria uin excesso lo reprehensvel ua
noasa parte o querenuo approvar o coAiprbinlHoi na
parte religiosa, como acrla da parte dos prelados quere-
reinapprova-los na parte econmica e civil: portanto,
mtoau isto he una disposicao de lei, como he multo ra-
aoavel, inulto justo. Alm disto nao cnxergo inconveni-
ente algum no expediente propoito pela coinmissao ;
o conipioiulsso he rcmettido ao prelado para approva-
lo aparte religiosa, 011 apprava-lo no todo, e he oque
signiticam eslas xpressoea do parecer pnr.t ter appro-
cado na parte religiaea a, on approva-lo empalie, e he o
que querem dizer as exprcsscs a o indicar aralteraciee
neceseariae; > porque o prelado ou pode approva-lo eut
sua tolalidade, seachar que aadispoaicoes tendentes ao
culto est.io em li.iriuoiiia com a disciplina da igreja, ou
pode achar'certas disposicoes que ottendaui essa dici-
pliua, c eni:io indicar as alteracoes uecessarias : o con-
trario disto, Seuhores, he deaordem, he auarchia, he
coulundir o que he por sua uatureza-distincto.
O nobre deputado fallou nessas pretencoes que exia-
tein..;.. Esta queato nao he da ordem daquella. 0 no-
bre deputado refere-ae essa sesso, em que eu tvc a
lumia de sustentar aqu, e anda sustento, porque rsiou
profundamente convencido, que he um direilo proprio
dos bispoa seren ouvidoa em quealca acerca daa divi-
soes dnsparochlas: o nobre deputado parece que en-
xergou 110 parecer da coinmissao um nao sei que, que
(ende para iaao; parece que recela que a coinmissao qui-
teaae illaquear a boa le da caaa, quizeaae-sorprender.....
Nohouve mjsterio algum nislo, Senhores; a queslao
he muilo simples: ass.-vero que nciu eu, nem o meu no-
bre coinpanheiro da coinmissao somos capazes de pre-
tender Iludir alguein, e de exprimirmoa o contrario do
que sentimos : nao houvc nisto seno o cumprimenlo de
um dever, a observancia da lei, e mais nada.
0 nobre deputado meu coiupanheiro e amigo (oSr.
Joaquim Villela) 1111111 aparte apresentou uina observa- .
cao, e he que a lei de 22 deaeteinbro he antcrioi anaci ciencia e orden, deu ao governo ade conliiuiar os
^coinpromisos ; mas com a condlcao deserem elles con
disente, citou a lei de 22 de aetembro de 1828, que,
abolindo o tribunal do deaeinbargo do paco e a mesa de
consciencia e orden, deu no V, 11 ao governo a attribui-
co de approvar o compromissos daa irmandades, de-
poia de approvados pelo prelado dioceaano na parte re-
ligiosa ; c como qur que dissesae eu em um aparte,
que eata lei era anterior ao acto addlcional, e se achava
conseguintemente dergttdo por elle esse II, tratou o
meu nobre amigo de mostrar que o mesmo *j nao esta-
va revogado pelo acto addicioual; e que, apear delle,
subsiste a aua disposicao, na parte que manda submet-
ter os coinpromisSQ a appr.vacao oQ dioceaano no que
for religioso. Cuinprc-me, pola, dar a raaao do meu
dito.
Para provar a aua opiniao, o meu nobre amigo aoc-
correu-sc a este principio :~que as lels tmente iu re-
vogadas, ou expreasamente, ou quando as anas diaposi-
sBM vao de encontr a disposicoes de outras leis poste-
riores ;--e allanvando que o 11 da le de 22 de setcm-
bro de 1828 se nao acha em nenhum destes caaos, pula
nem foi c*prcssamenle revogado pelo acto addicioual,
nein est em opposico disposicao alguma delle, cou-
cluio que est cin vigor, e dcsahou-me para mostrar o
contrario.
Senhor presidente, que o II da lei de 22 de setcm-
bro de i828 nao foi expressainenle revogado pelo acto
addiclonal he clarissimo ; porque nao ha artigo algum
do acto addlcional que diga :nca revogado o k il da le
de 22 de setembrode 1828; mas que elle esta revogado.
por arhar-se comprehendido 11a segunda hypothese
Mima.1,i 1 pelo meu nobre amigo, tambem nao padece
duvida, porque a sua disposicao contraria oulra do ac-
to addicioual. Vejamos a lei de 22 de aetembro.
Esta lei, distribulndo as attribuicea que eram excr-
cida pelo deaembargo do paco e pela meaa de cons-
addicibnal- O que se segu dahi ? Porvenlura depois do
aclo addicioual licarain todas as lels revogadas? As leis
subaislem quando no sao cxpressamenle revogadas, ou
nao conteei disposicoes iucoinpalivcis; e nada lalo se
veriiiea entre essa lei eu aclo addiclonal. 0 acto addi-
cioual decretou que s assemblc* provinciaes competa
legislar sobre associacea religiosas, ergo lieou derogada
a lei que dizia que os compromissos seriain approvados
aparte religiosa pelos prelados! Eu noacho ato mui-
lo lgico; pyque, repito, o que passou para as assein-
ulas proviuciaea fui o direilo que tinha o governo, mas
o direilo que linha o governo era o de continuaros com-
promissos smente na parte econmica e civil. Portauto
julgo que *er diracil provar que a concluso do nobre
deputado he lgica.
U Sr. Nanee Machado: lie at jurdica.
OSrt Furia : No he juridjea, porque o acto addl-
cional nao podia tirar, nein pode dar o que uao he da
competen, ia do poder temporal.
O Sr. Joaquim filela : Eu vou provar.
OSr. Faria : Podemoa aunopr que p legialador qui-
zeasc privar o poder cccIeslaatTCo do direilo proprio de
siijn 1 intender noque respeila ao culto publico e disci-
plina da igreja ? Nao certauente : logo a disposicao do
acto addicioual nao he incompativel com a da lei de 22
de seleiubro.
Para que os nobres deputados provem isso, e que por
conseguinte a lei est derogada pelo aclo addicioual, he
ivar primeiro (oque nao julgo inulto lacilj
a pode legialar sobre a disciplina da igre-
ja, e sobre o culto publico.
O Sr. Joaquim Villela: Oh ae pode !
OSr. Ferreira Brrelo: Julgo que nao pode.
OSr. Faria: Veremoa. Tenho dado as rasoes, em
que se fundou a emnmisaao, c depoia da replica dos no-
bres deputados, talvez diga mais alguma cousa.
OSr. Ferreira Brrelo : Parece-me,Senhor presiden-
te, que a assembla deveria ficar muitu contente por se
mandar ouvir o Kxm. diocesano.
O Sr. Nunee Machado: Nislo ho cosiuinc : mullo
bem.
O Sr. Ferreira Brrelo : 0 negocio he da natureza
daquellea que nao podem dispensar a ingerencia doLpo-
der i-eclesistico. Senhores, por mais que eu considere
esta assembla illuslrada, e muilo illnsti a.la. todava ha
cousas que sao como peculiares e proprias de urna cer-
ta anioi ulade, que, por sua posicao, por sua sitiiaco, se
acha uas circumslancias de terdellas un coiiheciinenlo
perfeito.
..acionaes, nao teem auloridade, para que, por si men-
inas, posaam legialar aobre materias puramente ecclesi-
asticas ; se o l'uessein serla una mvasao as leis da Igre-
ja, uuia iuvaso nos caonea, uas regias prescripla* pe-
lo direilo e pela igreja. Se islo he aaaim, por que rasao
se nao quer que aeja ouvido o prelado em um negocio
que lhe he proprio, em materia que Ihe est aubjcita, e
para a qual eaui elle habilitado ? Pava que eata inaia-
teucia? s k -ii.
11 Sr. Xunee Machado : Nao he para acr ouvido, he
para approvar : eu digo que he melhor que aeja ouvido.
O Sr. Ferreira brrelo : 0 parecer diz urna e oulra
cousa, se nu estou engaado.
OSr. /Vuiw'Alaelwao : Eu que 1 o que seja ouvido pa-
ra indicar as alteracoes que julgar convenientes.
O Sr?Ferreira Haireto : Pola bem, eu estou que, ues-
te caso, aer ouvido aera oineamo que approvar. Sendo
ouvido, 011 o Exii. prelado contenta 110 que cala, e nea-
tc caso o npprova, ou nao cnsenle, e Indica as altira-
ces, e islo, de cerlo modo, he o iiiesmn que deaappro-
var. A materia Ihe he aubjella, e, m-ala parle, o seu vo-
to he de mala frca do que o uoaso : he o vplo de um his-
po em materia -eclesistica. Ha casos, em quo a disci-
plina esl ligada com o culto, assim ooilta o culto esta
ligado com o dogma. Aa couaaa eccleaiastlcaa nao san
destacada* entre ai; ha sempre um ponto de traMJfJo
de unas para aa uutraa : locar tiestas lie o mesuro ue
tocar uaquellas. lia um aystema. Nao devemol, poi lan-
o, prescindir de sem-lli.iiitc vol que, quanto a iiiiiu,
deve sel- ciliado como urna approvajo, a que esta as-
sembla deve ligara sua. O voto do Exin. diocesano- lu-
de necessldade. ,
O Sr. Aunes Machado (cooieule) : hila comnoacol
Eal coiiuioaco!
Sr Joaouim Villela : Senhor presidente.nao len.io-
nava tomar parte insta discutsao, por lato que, 11110
leudo aluda ue*la aeaao mirado em discussao alguma,
nao quera principiar por urna relativa a direlto do
Exin. bispo diocesano : mas um aparte que dei ao un u
nobre amigo qu se tenia a miuha direilo, obrlgou-ine
a pedir a palavra
0 weu nobre amigo, para susleutar o parecer que se
firmados primeramente pelo prelado diocesano ua par-
te religiosa. Aaalm poi, v-ae que a lei quizqueo
governo exerceasc essa attribuicao cumulativamente
com o prelado;que elle nao dsse a sua approvacao
aos compromissos, sem que elles houvesscm reccbldo a
do prelado na parte religiosa ; foi isto una condl-
cao. lineoua o governo nao poda exercer a attribuicao.
(bmWoi). Maa pergunlo ao nobre deputado: ae por-
venlura eata 1 omln a.1 nao vle8se na le, nao poderla o
governo approvar os coinproiulssoa independentemenie
da approvacao do preladoa ? Creio que siui, alius seria
ociosa a declaracao dessa condlcao, e nenliuma sigu 1-
cacao tcrla. E o que concluir daqul senao que, e a le
nao livesse Imposto essa cond55o, no terla o diocesa-
no esse direlto de iutervlr na approvacao dos compro-
missos ? O nobre deputado tanlo reconheceu isto, que
disseque a coinmissao deu o seu parecer de conformi-
dade com a le. ,
Vejamos, pols.Senhor presldenle.sea condicao impos-
ta pela lei de 22 de scteuibro ao governo foi conlirmada
lelo aclo addlcional que pasaou a attribuicao de confir-
mar os compromissos para aa asscinbreas provincias.
Vejo 1,0 t 4." do artigo 10 o seguinte ; rompe! o mirn-
bliat legiilar eobre caeoe df soecorroe pblicos, convenid e
quaesquer aittriacbce polticas ou religiosas. > sem que en-
tretanto se subjeilasse essa altribuivau a comicao algu-
ma e o que .bvo concluir seno que o legislador nao
mu/, impr s assembla* provinciaes a mesma condl-
cao que a lei de 22 de setembro havia1 imposto ao gover-
no na approvacao dos compipin
cluir seno que essa coiidl{fcii
podemos approvar o compro*
teda approvacao do diocesa* na parte religiosa Lo
o, c o 11 da lei de 22 de srtembro nao se acha revo-
cado expiessamenie, tambem no esl em vigor, por se
acha. comprehendido na segunda hypothese reconheci-
da pelo meu nobre amigo, Isto he, porque esta em op-
posico disposicao de urna lei anterior, que he o acto
addicioual que uo artigo llnal declara revogadas ludas
as lela e disposicoes ciu contrario.
Creio, Senhor presidente, que tenho justificado o
aparte nue dei ao nobre deputado ; mas, ja que ped a
palavra, periuifta-nie V. Ex., que diga mais alguma
cousa na materia.
Fallou-se. Senhor presidente, em lea disciplinares, e
ae disse que o poder civil uo pode legislar sobre a dia-
ciplina da Igreja : mas para que, Senhor prndente
110 na approvacao doa compnmiiaaos
* -o au
saos, indepeiidenteinen
? O que devo con -
o subsiste mais, c que
entrar nestas uesifles ? Acaso na, approvaudo um
compromlaso, iinpomos alguma lei disciplinar a igre-
ja ? Nao eertaiiiente; (ipuiaflo) porque o* compromi-
sos nao sao leis nova que vio alterar a disciplina da
igreja. O coinpromisso de uina Irinandade no he ou-
lra cousa mais do que a norma, por onde ella se leve
regrar: uo he, pois, uina lei reformadora da discipli-
na da igreja; he, pelo contrario, una lei que deve ser
conforme aos camines da mesma igreja; c pois nos, ap-
provaudo oa compromlaso, nao legislamos sobre a dis-
ciplinada igreja : declaramos apenas que as regra, por
onde se rege tal e tal irinaiidade, nSo ao oppoataa a
eata diaciplina. E uao lerenio competencia para isto/
Creio que o acto addlcional no-la d, eque para exrrcer
essa atlribnico nao he necessario mais do que intclli-
g.-ncla e couheciincnto dos caones.
Senhor presidente, nao sel como a vista do acto addi-
clonal se uos pode negar o direilo de approvar os com-
proniissos das. irmandades, quando podemos legislar
sobre ellas, como associaces religiosas, e dar-Ibes leis
aqu propostas e discutidas;- pois que ellas nao tema
iniciativa, ese porvenlura nos apreseiilam os seus com-
proiniaaoa ja feilos para os approvarinos, lie porque
desi'arte facililam-nos um trabadlo que muito penoso
nos seria. ,
Entreunto, Senhor presidente, uao me opponho a que
o prelado diocesano seja ouvido, alini de dar o seu pa-
recer na parte religiosa ; mas julgo que, li.nitaudo-se a
isto, a assembla obra ua uiaiur harmona com S bx.
Ueviu.; porque obiem delle os csclarecimenlos que por-
venlura poder dar. ..ii_"ia_
USr faria :--Suppoiihamos quena materia icligiO-
sa o dioce*ano faz uina bjccco ; assembla nao cun-
%ITJoaquim filela::-k aaaembla discu.ir c deci-,
dii como julgar acertado. ,
,m Sr.'Oepulado :E quem acertara .'
OSr. Joaouim filela :Senhores, Islo he una ques-
lao que nao podemos decidir. Neuliuui de mis pude ter
o cunlio da infallibllldade ; como honien ealamoa aub-
icllos 4 errar, e pola lano podemos nos errar como o
prelado diocesauo. Couvenho que o diocesano tenha
tina cerla probabilidade em acu favor neaua materias ;
maa pergunlo : nao podero ter asiento nrau casa de-
putados Unto, ou mais instruidos ncllas, e que conse-
cuintemcnle tenham U11U ou inaior probabilidade de
acertar? Para que, pois, duvldar do aceito da asseni-
bla, e cre-!o smeuteno prelado diocesano?


Em visu, poruuto, do que tenho expendido, vol,
Senhor presidente, pelo parecer da coinmissao, com a
se guile emenda, que peco a V. Ex. licenc paraapre-
s, litar,
la'-se a aeguinte emenda que he apoiada, e entra em
1liMi1ss.nl :
a Em lugar da palavranpproeardiga-ae--para dar o
seu parecer; em lugar da palavra ou dlga-se-a.Jooooi
Villela- t A
O Sr. Stenee Machad : Senhor prealdente, depoia do
discurso do meu nobre amigo que se senta a meu lado,
(o Sr. Ferreira Brrelo) signaUrio do parecer que te dis-
cute, eu devera detlatir da palavra, pois em verdide eu
nao esperava ter um lo forte auxilio neaU materia,
nem poderei accreacentar conaa alguma ao que elle a-
caba de dizer : Ul he, Senhor presidente, a frca do ha-
bito. 1 ,.
O nobre deputado, acosUMaado a 1er o eyangelbo e a
dizer a verdade que elle elicerra, nao pode deixar de p
acompanlir-uie ; reconheceu que a verdade eslava da
miuha parte, quando eu combata a impropledade da
expi.sso comida no parecer.
Sr. Vircra Brrelo : Mas debaixo doa principios
que eu estabelecl.
OSr A'unr Machado: Todava, Senhor presidente,
eu tomel o arbitrio de levaiilar-me. porque devo ao no-
bre depuUdo (o Sr. Faria) urna expllcaco, ou antes de-
vo qiielxar-me delle.
Nao disse, nem podia diier, nem de alguma proposi-
co inhiha t.mbeni se pode Inferir que eu qnizesse re-
presentar a lommisso eccIcalasUca como obrando ac
proposito com ara fin oeculto : sou incapaz de fazer ea-
la injuria a meuscompaiiheiios, que alias me merecem
iiiiniiis respeitos. affc .
O Sr. Ferreira Brrelo : Eu reconheco tato.
O Sr. Aune Machado : Eu diase que tema que pro-
poaicoea escripUs na melhor boa f doa nobres depuu-
dos, e tambem desla sorte approvadas pela cmara, .po-
dessem estabelecer precedentes e autoriaar preleocoet
exageradas i portanto j v o nobre deputado, que ueala
miuha proposico nada lem que poata suapelUr a leal-
dade de cada um dos nieinbros da cominlaiao. Negara10
nobre deputado que alguem possa dar ao enjuto de
suas palavra* malorextensao do que aquella que -"as
teem. eque os nobres deputados pizeram que titu-
sem ? O m.bre depuUdo abe. que a arle da l''lrirP'e-
co he to elstica, que Ihe nao valem as legras da boa
hernieiieuthica, he lile um capricho nortanto eu que
sigo as opinocs contrarias a do nobre depuUdo.....
O Sr. Joaouim Villelu : Nesia parte.
O Sr. Aune. Machado: Neata parte: eu que temo a
le dos factos, nao posso ser censurado ac apreaento al-
guma auaceptlbilidade. e nao conainto que um t acto
deata caaa possa autorisar essas pretencoes.
Vamos a queslao. .
Senhor presidente, cu peco licenca ao nobre deputa-
do para Ihe dizer que elle nao qulz ter a bondade de
considerar em um t de ineus argumentos. 0 nobre de-
putado emende que a lei de 22 de setembro Ihe serve de
111.1 grande Achules ; mas nao se deuao rabalho de
rombiiia-la com a conslitulcao. Eu deaejara que o no-
bre deputado mostrasse <|ual he essa parte do coinpro-
misso que elle considera puramente religiosa e espiri-
tual, e qual a temporal, para seconhecer a convenien-
cia de ae remeiier o compromiajo ao blapo. Eu disse ao
nobre deputado que. se elle entenda por materia reli-
giosa aquella parle do co.i.prouiisao que diz respeito ao
modo d se celebraren! certas solemnidades, e tempo-
ral aquellaquc da respeito a economa e aduiinlstracao
do bens da Irniaudade, eu considero entreunto esta
duas materias lo juntas, que emendo que te nao po-_
dem separar una da oulra, e nao vejo na primelVa nada
OSr. faria; Pode Sver una assoclacao sem cales
"o Sr. Aune Machado : Mas mis nao traamos disso ;
a miuha queslao he restrictiva asassoc1a91.es religiosa ;
eu fallo dos compromissos de irmaudadea, enaoqueio
sabir desta especialidade : concedo, Senhores, que pos-
s.11.1 liaver centenares de associaces sem luis religiosos.
OSr. Faria : Logo os fin nao*tao l'gjdos.
OSr. Sanee Machado : A concluso he do nobre de-
putado. Podem havermuius sociedades sem lua reli-
gioso, mas aa Irmandades lee.n bus religlosoa : he eata
a queslao : portanto nesla especialidade he que eu dese-
jra que o nobre deputado me mostrease essa linha di-
visoria que separa, no conipro.nisao, aparte espiritual
%ls"P^re'ira Brrelo:-NSo he dlIBcil moatrar, te
O Sr. Aima* Machado : Senhores, o que o nobre de-
putado pode provar, e ao que cu nao me opponho c es-
tarc sempre prompto a dar o meu voto, lie que se pro-
cure manter a malor harmona posslvel entre o poder
temporal e o ceelesiasloo, e entre as autoridades que
excrceui esses poderes ; mas pergunlo :- adoptado o
arbitrio juc tenho leuibrado na casa, destroc-se caaa
Reconheco a conveenicncia de estar a assembla pro-
vincial, no exercicio ampio de uin dircito constitucional
de legislar sobre associaces religiosas, de l'aru'O'i.a
com o bispo, de o consultar mes.no, afi.mdeqe; Senhor
prcidente, uao tomemos algumas medida que possa u
prenlravcsao exercicio do culto que corre por conla
do diocesano : porem no desejo ver repetidos esses ex-
cesso e prelenrs exagerada, do pode r recle. ..tico;
uo detejo ver pr.llctdo. uo meu nal. esse, faclos que
oulr'ora lora... IofaUea a huiiiaMade. edequea lt-
toria uos d bem triste testemunho M.nhas \ ''-
ra 1, evitar a confuso: se no he conveniente que o te ,-
,,oralivadaasaliiibui ' :,;,, ,.p este uopouha enlraves a marcha
que estes abusos se leem dado.
O Sr. Faria : De ambas as partes.
OSr. Sunes Machada: Os (actos, Sr. depuUdo .'....
O Sr. Faria: De ambas as partes.
OSr. Sunes Machado : Faclos que anda hoiilein......
nao quero entrar nesta queslao que he odioso.
O Sr. furia : Nem cu, pois quero harmona.
O Sr. Aune Machado : E veja nobre depuUdo que
1 inaneira por que est redigido o parecer, mostra que
1 nobre deputado nao linha multe convieco da neces-
sidade de *e remelter o coniproiniaso ao bispo para ter
approvado na parte rellgioaa : o parecer diz : V pa-
ra approvar ou indicar ae medidas que julgar conveni-
entes, a Masque medidas? Sobre o temporal? Nao; por-
que o nobre deputado he o mesmo que da que nao po-
da autoriaar eata prelencao do bispo; logo o nobre de-
puudo referio-se ao eccleslatlico ; mas te Islo perten-
cc ao bispo jure proprio, nao precisa que Ih'o enslne-
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MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


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Uioj : se he de jure proprio- o que vem c ftzer o coui-
. promlsso? Pois o bispo tem o direito deapprovar ocom-
proml-no, e predi de fazer observaeoes para que ? Es-
ta* proposices, pois, nao se destroem uina a outra ?
O Sr. Furia Est engaado.
O Sr. funet Machado: Se o nobre deputado emen-
de que o bispo approva os compromissos na parle ec-
clesiastica jurs propro, para que'a outra clausula: = dicar asalteraret convenienlet^"! Que alleiaees sao essas;
sobre que? Sobre o eccleslastico : logo o nobre depu-
tado quer que o comnromisso, nn parte religiosa, v pa-
ra o bispo fazer observaedes, e que depni volt' pira
obter a nossa approvacao : c he Isto o que rasoavelmcn-
te eprtde exigir de n, e he compalivcl cotn as nossa*
attribuices e com o exercicio do nosso direilo. De 011-
tro modo, o hobre deputado ha de confessar que empre-
gou urna expresso ociosa; porque, seo bispo tem o di-
reilo de approvar o comproiniss, nao precisa que mis
Ih'odigamos: logo as palavras do parecer que dlzem=
mi indicar, efe. = nao teem sentido, ou en to expriinrm o
reconhecitnento do dirrito que temos, de legislar ampla-
inenle sobre taes materias.
A harmona, Senhor presidente, he una das liases es-
senclaes da fellcidade; seni ella tildo lie desordem, he
confuso, he vexamc; c portanto desde que o arbitrio a
tomnrmns nao nllemla essa. hormonia, o nobre deputa-
do" se deve satisfacer: o nohrc depiii.-idn n (ue quer he
que nao legeslamos sos...
O Sr. Faria: So, nao; que irlo legislemos, porque
ni" podemos.
O Sr. Sunet Machado : -- Ento para que nao revoga o
acto addicional ?Oque quer dlzer=as assembla* portem
legislar sobre todas e quaesquer associaces religiosas?
0 nobre deputado pode privar-nos do direito de excrcer
essa faculdade ?...
O Sr, Paria: Nao; mas sein inlcrvir na parte re-
ligiosa.
O Sr. fitina Machada: Mas para que confunde o il-
liiatre deputado o que he puramente ecclesiastico com
oque he dogma, como que lie divino? Para que isto, a
nao ser para que se supponha que nos vamos inetter a
ino no sagrado ? N;o, Senhor presidente, a socledade
superintende, tem o direito de iutervir lambein nos ne-
gocios da igreja, que ale" mu cerlo ponto entrar na or-
gauisacn social; e nem he cousa iudiirerenlc a exis-
tencia dessas associaces religiosas.
V. Exc. sabe de que privilegios c iscnces se reves-
tcm estas corporales; porcoiisegiiinte nao podia ser
urna consa indiBerente para a socledade, e por isso o ar-
tigo da constituicao que nos confere cssa altribuicao,
nao a restringe em cousa alguma ; he um direilo ampio.
Ora como qur que essas associaces nao se dirigen
sean para concorrer para o esplendor do culto...
O Sr. Furia: I.ogo pode a assembla legislar a-
cerca do culto ?
O Sr. S'unet Machado : Nao disse isso ; disse que as
associaces religiosas nao teem por lim seno exercer o
culto...
O Sr. Faria: E sobre o culto, nos podemos le-
gislar?
O Sr. Aune Machado: Se for acerca de materias
disciplinares, supponho que sim ; sendo dogmticas,
nao..
0 Sr. Faria: Entiio estamos conloruies, porque a-
cerca do economa, etc., concordo ea.
O Sr. Kmni Machado: Nao he sobre a economa s-
mente, he sobre mas alguma cousa. Deniais, "o parecer
conten urna unovacn, que nenhunia raso justillca,
c alias pode autorisar prelenrc g exageradas.
O Sr. Faria: J inuovei o anuo passado, c innovo
agora.
O So. Nunet Machado: He una innovaco: o anuo
passado o nobre deputado prono*, o que rasoavelmente
se pode pedir, e que cu conceder! sempre, nao como
direilo, mas como una conveniencia; (piando se Ira-
tou do conipromisso de (ioiaiiua, pedio que se ouvisse u
prelado.
O Sr. Furia : Ja eslava approvado.
Sr. y unes Machado : Ocomproiuisso veio para ser
alterado, e o nobre deputado so requeren que fotse o
bispo ouvido ; e lodavia asaltciacocg niio foram quaes-
quer : com o talento que o distingue p>opo o nobre de-
putado alleraeo. s lilhas do conlieeimento que lein das
cousas ecelcsiaslicas e das vrrdadriras neerssidades da
irreja, cortando por abusos que tendan) a iutorpecera
marcha regular dette negocios naparoeliia de Coian-
na ; e como quer buje mala?
Senhor presidente, bem que repulo a assembla, con-
siderada conectivamente, como o transuniplo da .sabr-
doria, a rrtinio de todas as Inzes, nao quero levar B
1 i rs.....pi .1.1 a tal ponto de diirr que luis rnxergainos
mais que obispo : nao direi isto; antes coneordarei que
Reja elle ouvido, pois tem a seu favor a pretumpcSo de
viver mal na graca ; e assim pode inspirar-nos : elle lie
o chefe da igreja, e tem de executar o que nos decreta-
mos ; enn .nuil-1 i ; mas oigamos smeme : do contrario,
0 nobre deputado proponha cpie se represente assem-
bla geral, pediudo a rrvogaco rjaquelle artigo da
constiutlrjo qu nos confere lemelhante att'ribuicSo,
para que o bispo a possa por si so excrcer da inuiieira
mais plena, mais absoluta e itidepeiideule ; mas a ver-
dade temanla Curca no nobre diputado, est tanto nos
mus hbitos e cosluuies, quer como lioniem, qur como
ecclesiastico, que anda no enthusiasmo de una discus-
o, o nobre deputado nao pude deixar de a manifestar;
fallo do nobre deputado o Sr. Brrelo, que eoufessa que
o poder civil sempre approvou os compromiMOl : c leu-
do elles urna pai'te civil e outra religiosa, lie claro que
a faculdade de os approvar nao se pude negar ao poder
civil que pude legislar sobre essa materia, inteira e ab-
solutamente ; devendo, por conveniencia, ouvir aquel-
es quexlcpois tem de os executar, e 11, es, i, .i porque as-
sim se conserva a harmona que dar ao bispo manir fa-
eilidadc na administraban dos negocios que llie coui-
petem.
Portanto, Senhor presidcnlc, cu espero que o nobre
deputado consinla na emenda ofl'erecida pelo ineu no-
bre amigo, porque ella he de justica, e est em confor-
uiidade com a constituicao.
O Sr. Ferreira hrrelo ; Senhor presidente, levant-
me nicamente para Impugnar um pensamriilo, urna
Idela do nobre deputado do outro lado, e affirino a V.
Exc. que o fajo de todo coiislrangiilo, nao s porque des-
confio limito de inlin, mas lambein porque conlio mul-
to nn nobre deputado, cujos coiiheciiiienios, cujas hi-
te* |n iifnnil iinn.tr i espi i i. > ainda evistcni outro mo-
tivos, c elle lieve crer que eu Ule lenho umita ainizadc.
Pareceu-ine, segundo o que nercebi, que o nobre depu-
tadodisseque soalguinas leis civis que teem conferi-
do aos Senhores bispos o poder deinlervir nos compro-
II1SS0S. llr ,i n sprlto dest.l ,l..n. ;n.. i]||C CU llo pOSSO
estar de accordo com o uobie deputado.
Os bispos teem em si mesmo, em raso da ordem e-
piscopal cdo seu sublimissimo ministerio, o direito de
iutervir nestas iuaieii.it, em suas dioceses. As cousas
ecelcsiaslicas liles esto subji'itas por causa do seu ca-
rcter e das suas funecoes. Nao sao as leis civis as que
Parece-me que oque disse o nobre Wputado nao este
inuito em harmona com as ideias ecclesiasticas, ou en-
tao ruiouvl mal, ou mesmo nao o pude coinprehender,
e isto ser t I vez o mais certo.
He preciso que os dous poderes vao de boa avenca :
que o poder civil se escolte com o poder ecclesiastico, e
cpie o honre ; que o poder ecclesiastico coadjove e res-
peite o poder civil, e que ambos se contenhain em scus
limites e na* rbitas das suas attrbui;des.
O Sr. Faria : Senhor presidente, apezar de ter-me
o nobre deputado pedido que cu consinta que passe a
emenda, niio posso por ora annuir ao eu pedido : tenha
paciencia, euestou na necessidade de sustentar as mi-
nli.is ideias, e responder ao nobres deputados que me
eombaleratn ; e comecarei pelo que esta ao p de m ni
( olhando para o Sr. Joaquim Vuelta).
Disse o nobre deputado que eu derivara da le de 22
de seteinbro de 1828 o direito que teem os bispos, de ap-
provarem os compromlssos na parte religioso. Ora, eu
espero que o mpu nobre auiigo se convenca de que fai-
me urna njuslica com s'emelhante increpa9ao.
Fora mister que eu tivesse perdido a cabeca, para po-
der dizer isso; pelo contrario, eu disse mui expressa e
formalmente que os diocesanos Interferala cin materias
desta ordem por um direito proprio e nauferlvel; e
bem ve o nnbre deputado que, reconheeendo eu esse di-
reito como proprio, nao podia derva-lo da lei de 22 de
scienibro. Ese fallei nessa lei, se disse queo parecer em
diseussao havia sido dado de conformidade com ella,
nao foi certamente por considera-la como fontc do di-
reito, esim porque ella reconhecia c deelarava o mes-
uio direilo.
Disse mais o nobre deputado, que a lei eslava revogada
pelo segundo principio de hermenutica que aqui apr-
senle!, Isto he, que una lei se considera revogada por
outra posterior, quaudo conten dsposc.es incompati-
veis; e para mostrar essa incompatibilidadc le este ra-
ciocinio: a lei de 22 de setembro coniferc esse poder
iinii nina condic.no, porque di: ao governo compele
confirmar o rnmpromiisot dtpnii de approvadoi pelos prelados
na parle religiosa, e oacto adiltcional sein condic;o al-
guma, porque diz simplesmcnte: c cu aisembtas pro-
vinciaes compele legislar sobre (lanesuuer assoriaecs religio-
sas : logo as disposices sao incnmpaliveis, e couse-
quentemeiile est derogada aquella lei pelo acto addi-
cional. Mas permita o ineu nobre amigo que Ihc diga
que a cnnseqiiencia nao be exacta, e para o provar, eu
explicare! a rasao por que a le de 22 de setembro iraz
essa condico.
Ouobre deputado gabe que antes desta le havia a me-
sa de cousciriicia e ordens, tribunal ecclesiastico....
Votes : Nomcado por quem ?
O Sr. Faria: .....noineado pelo soberano que, sen-
do cutan gro-mestre da ordem de Clirlsto, qualidade
que llie dava altribuices quasi prelaticias, podlam exer-
cer por si essa atlribuiccs, ou delega-las, ionio fez a
esse tribunal. Tribunal que, dando um elasterin dema-
siado s suas attribuices, militas vezes alropcllou os d-
reitos dos bispos, e usurpou as suas regalias. Era este
tribunal quem coiilirmava os comproiiiissns, nao s na
parte religiosa, senao tambeui na paite civil ; mas, sen-
do elle abolido pela referida lei de 22 de setembro, re-
verleu essa atdil)iti\o para o soberano, c como (ur
que este j nao fosse grao-uiestre da ordem de Christo,
porque o gro-inestradn uo fui aceito no imperio, e
por consegiiiiite nao podesse dar essa confinnaco na
parle religiosa, dahi veui a condico da lei, condico
mui justa e rasoavel. Mas o acto addicional nao iraz con-
dico, nem devia trazer, porque nao havia raso para
isso, nem se davam as mesnias causas que exlslirain a
respeito da lei, nem era necessarioqiie reconhecesse ex-
pressamente o direilo que leeui os diocesanos, de iuter-
virem em materias de sua coinpetencia. O acto addicio-
nal uo fez mais do que passar para as as3cmblas pro-
vinciaes o poder que compela ao governo, e como esse
poder que competa ao governo era smente relativo ti
confirmarn na parle civil, como se prova pela ualureza
inesma do objecto, c pela dispusico da referida lei de
22 de setembro, he claro que foi este unicaiiieule. o que
o mesmo acto addicional conferid s assembla* provin-
ciaes. Por consequeiicia uo lia incouipatibilidadc al-
gnuia entre adiiposi(o da lei de 22 de setembro c a do
arlo adilieioial. esto em perfeila liriiignia, c aquella
lei nao est revogada na parte, eni que reconhc'ce o di-
reilo dos bispos de approvarcui os CoiliproiniuO) ua par
le religiosa.
Bine ainda o nobre deputado que, inandando-se ouvir
o diocesano, se a assembla nao concordar com elle, de-
cidir como llie parecer. ISaosciqual seria o resultado
disto, mas posso asseverar que, se eu fosse bispo ( o que
provaveliuente nao acontecer, porque nao tenlm qua-
hdatles que me liabilileni para isso ) c a assembla se
ingeriste em materias de inhiba competencia, nao cum-
plira jamis as suas di liberacoes..
Sr. Ntsnu Machado Se he Corea material...
O Sr. Faria: lie a forca do dever, nem um bispo
tem turca material, deque possa dispr; e nao s uo
cumpriria taes dclilicraces, como ate prohibira a sua
execucO. Sao resultados que pudeni apparecer, c para
evila-los he que o parecer quer que se remeta ao pre-
lado > soiliproinitao para ser approvado ua parle reli-
giosa ; e depois volle a esta nsseiulila para approvrlo
ua parle meramente econmica e temporal, para nao
conslitiiiruios as nossas deliberaces na possibilidade
de seren frustradas na sua eccuc.ao. He assim que se
pude estabelecer a harmona, por que tanto clamamos
nobles deputados, e eu com elles; porque ella litio pode
existir sein que rci.'iprocaiiieule se respeitem os dircilos
de cada mu.
Disse Analmente o nobre deputado, que nos compro-
uiissos se uo iunovava nada, uo se estabeleciaui novas
leis disciplinares, Iratava-se apenas de obrar de confor-
midade com ellas, e que para fazer isto baslava couhe-
cer os caones. Eu respoudi-ilie u'uui aparte, queo seu
argumento provava de mais, c ainda o gstenlo. Se o co-
nhecimenio que Irmos de urna materia bastasse para
sermos competente*, para, termos direito de resolver a-
cerca della ; ento, met charo amigo, ns poderiamos
resolver questrs sobre o dogma, por exemplo todasas
vezes que conliecesseiitoso iiiesino dogma; o que de cerlo
uo dii o nobre deputado. tNo bastn, pois. o conlnci-
iiienlo, he ueccssariaa auloridade para poder competen-
temente resolver acerca de alguma cousa. Eainda quaudo
esta casa se cuinpoicssc toda de canonistas, anda quaudo
tvessemos um couliceiiuento pe frito de todos os cao-
nes, uo poderiamos legtimamente, c com direito, to-
mar seuiellianle deliberaco, porque nos falla a aulori-
dade.
Passarei agora ao nobre deputado que se senta do la-
do opposto ( olhando para o Sr. Aunc Machado.)
Disse o nobre deputado que a parte religiosa e a eco-
nmica dos compromisos se identifican!, eque desejava
que llie eu moslrasse a linha divisoria que as separa. E
cu Ihc responder! que se nao deiitilicam, nem se po-
dem identificar, por seren essenclaluientc distinclas : a
entretanto o aelo addicional nos d o poder sem limi-
taco.
O Sr. Laurentinn : E o mais he que a compararn
he fortissima.
O Sr. Faria: Fazendo, pois, applicco especie
em questo, digo que de dar-nos o acto addicional. o po-
der sem mitaco sobre as confrarlas. nao se segu que
postamos interferir nos negocios puramente religiosos
del las. E qual a raso disto senao porque ns nao po-
demos rasoavelmente entender a constituicao em des-
h.irinnnia com ag lels.dn ierrja, com a religio do esta-
do, como tantas vezes ten no dito nesta casa? Poderla
iiiiI i ipirsrnl.il- utios exeinpos, eoino que a constitui-
cao d sem rundirn alguma ao Imperador o direito de
noinearos bispos, apresentar para os beneficios paro-
rhiars, c entretanto os bispos elellos necessitam de con-
finnaco da santa s,e os parochoi apresentados da Ins-
ti tu i,,-in cannica dos respectivos prelados. Eu desejava
que os nobres deputados me explicassein isso pelo seu
principio de entendercm absolutamente todas as dlspo-
sices da constilu!(ao relativas aos negocios ecclesias-
tico*.
civil; mas que essa condico subsiste, nao obstante o
acto addicional a nao repetir. Mai pergunto ao nobre
deputado: se a att ribulco que nos confere o acto addi-
cional est gubjeita essa condico, Isto he, se nao
obstante a faculdade ampia que o acto addicional nos
d, subsiste essa condico da le de 22 de setembro,
porque uo Coi ella consagrada nn mesmo acto addiccio-
nal, como foi na lei de 22 de setembro ? O nbre depu-
tado responde que nao era preciso, e eu digo-lhe que
se engaa, porque nao se pude considerar subsistente
a limitafo de um direito, quaudo nina ll que de novo
o regula, nao consagra essa mitaco.
Os nobres deputados, querendo sustentar que o pre-
lado diocesano pertence approvar os compromissos iwrr
proprio, reccorrerain ao direito de superintendencia que
o inrsmo prelado tem na igreja : e o nobre deputado
que se assenta do lado opposto, ailmirandn-sc deque
eu o nao acompanhasse, e dissesse que a le de 2: de
setembro tinha dado esse direito ao prelado, disse que
ninlias ideias na materia nao erain orthodoxas.
O Sr. Ferreira 'Brrelo :Nao disse assim.
O Sr. Joaquim Vitlela :--Disse por oulras expresin
Senhor presidente, o nobre deputado clama pela liar- mais doces, nas que sao equivalentes ; e nem com isso
monta; e talvez antes delle j eu tivesse clamado por
ella: eu s quero c desejo essa harmona, e he por amor
della que tantas veos trullo apieseutadn na casa inhibas
ideias e convienes a'respeito ; mas a* doutrinas que aqui
tenbo ouvido, parece que nao teudein para essa to de-
sejada harmonia. ConCunde-se tudo: temes o direito segua na materia.
____-.-I. J- 1__,_,____~k_. JI..I.2. ...I..U.|Ia. n no >l V.ah.. a...t 1
parte religiosa comprehende todas as medidas relativas
. uo espiritual, ao culto; e a parte econmica comprc-
llie concedein isto : isto Ibes pertence porque elle sao hende todas as disposifAes relativas orgauisaco da
bispos. hiles sao mandados ouvir, porque assim o deve confraria, seu rgimen, os ilu citse obrigacik's dos so-
cios, as qualidade* da elegibilidaiie, ele. Heui v, pois,
o nobre deputado que sao cousas distinclas; cesta dis-
lncfao que indica evidentemente a linha divisoria pe-
ser, para que se inantenlia esta harmonia indlspensavel
entre os dous poderes ; mas, quaudo o Enn. bispo he
mandado ouvir, e quaudo elle d o seu vol, elle o d
por um dirrito Inherente ao episcopado.
Idida pelo nobre deputado, prova tambern que se uo d
tstas, Senhor presidente, sao as ideias, que eu adqui-! a identih'cacu que elle enxerga; porque distinecao he a
ri, e que conservo, e nem sei que tenha ultrapassado as excluso de identidade, e uo se pude dlxer que (las
iutriuas que recolhi. Quando os Exmt. bispos sao man- cousas se Idenlillcam, quaudo lima della pude existir
lados ouvir, pelas autoridades seculares, em materias re-. sem a outra. treio que tenlio satisfeito ao nobre depu-
etesia-uca, nao sao essas autoridades que Ibes do esse tatlo.
rt 'I' p!'rm,e !"" episcopado que Ih'o d, he em raso I Disse mais o nobre deputado, que, dando o acto addi-
,r,.,I. a""'0 "**<" que deve reinar entre os cioual s asseiublas proviuciaes o poder de legislar mi-
.?".*."".';'"' 'lur '",!'r secular faz iutervir o poder bre associatocs religiosas, be visto que podemos appro-
I IIP lima .!..,.!-. .... ..,-- ___.___.!.._______........1:. v : ._..!. V*
etn o o, l. u J '"' '"1a" ,du qUe U"'" "eclara- var o coniprou.isso na parle religiosa. Nao ha tal: cii j
aieiPaexilian tVlL ? .'tcco"h'':'"'e"l "se poder disse que o aclo addicional nao l-, mais do que iransCe-
?"C,JJL"'^la.nosbis,*-.,l.ataso9'emlue o poder ci- rlrpaa as assembla proviuciaes o poder que tinlia o
vil deve submetter-se s leis ecclesiasticas, em que Ihcs
nao deve rcn.ir, mesmo pela competencia daqnclle po-
der. U poder ecclesiastico he o bra9o mais Corte e valio-
so dos estados. A b-i sein religio s
governo, e que este poder do governo nao se esteudia
parte religiosa | eu darcl um cxcmploao nobre deputa-
do. O aclo addicional da-nos o poder de legislar sobre os
tao l-lta a moralidade. e .en. .T,a ^T&SZfc EXttLZtiltt^^^
a Nhgino, be a foute de U,da a .uora.id.de. | de reformar o, in.tilulo, ulaiuco'V Ccrmei.le nao j
proprio de legislar sobre a dlvisao ecclesiastica, e os dio-
cesanos com os bracos cruzados devem ver dividir-se e
subdivldir-.se o seu rebanho, tendo apenas um voto con-
sultivo e Ilusorio: se se trata de compromissos, o direito
de approva-los, mesmo no que elles teem de relativo ao
espiritual e ao culto, he nosso. e os diocesanos devem
ser ouvidos por mera formalidade, etc. A continuar isto
assim, nao sel onde havemos parar; parece que caml-
nha-se para a omnipotencia parlamentar, como na In-
glaterra, onde o parlamento tudo pode fazer, porque
ludo tem feito, e at j inudou a religio do paiz para sa-
tisfazer, como di/, uui rscriptor moderno, a lascivia bes-
tial de Hertrlque VIII...
O Sr. Aune Machado: -- Aqu nao haja inedo disto,
porque a constituicao o prohibe.
O Sr. Faria : Teuho firme confianca que sim; Dos
0 ha de permittir.
Parece que os prelados do Brasil nao sabem boje quaet
-.10 ov srus ilu ritos....
O Sr. Aunes Machado: De alguma parte acredito
que nao saibam .... mas o Sr, D. Manoel do Rlo-de-Ja-
uelro sabe quaes sao ; o Sr. D. Romualdo tambeiu, e
outros muitos.
O Sr. Faria: Nao me chame o nobre deputado para
esse terreno odioso, nao quero entrar em questdet pes-
soaes, nao fallo aqui de pessoas, fallo do direito; e quan-
do disse que os bispos do brasil daqui lia ponen uo sa-
ln i 11 n quaes sao os scus direitos, nao me referi capa-
eidatle intellectual, a qual reconheco em grao mui sa-
bido nos respeilaveis prelados que apontou e n'outros ;
esim ao estado das cousas. At, Senhor presidente, j
ouvi um nobre deputado diier tiesta cadena, que em
materia de divisan ecclesiastica o teu concillo de Trento
era a constituicao He multo !
Concilio aqui, Senhor presidente, declarando que ao
tenos lenho a consol de que a tumba opluio acerca
da materia um discusso apoia-se n'uuia lei, tem em
seu abono o senliinento dos legisladores do paiz, e creio
que a opinio dos nobres deputados uo se firmar ein
.ni lu i.la.Ir de tanto peso. Voto pelo parecer.
O Sr. Joaquim Villela :Senhor presidente, quando
ouvi o nobre deputado dizer que eslava quasi concor-
dando na emenda, porque pouco Intluia a alterarn p0r
ella fcita, resolv nao fallar mais na materia ; mas, co-
mo o nobre deputado depois se arrependesse, c coim-
uuasse a sustentar que o parecer deve pafgar tal qual
est redigido, uiudei de rcsolu(o, e juague! dever ain-
da diier alguma cousa.
Senhor presidente, os nobres deputados, sempre que
nesla casa se venlilain questes sobre negocios eccle-
siasticos, rn-.tiim.iiu riisergar tantos perigOS, e antii-
1 lia ni tantas heresias, que se me arrepiam os cabellos ;
quasi sempre, Senhor presidente, vo buscar exemplos
a Inglaterra: na sesso passada quaudo se discuti, se
o bispo tem direito de iutervir as divises, supprcs-
sdes e erraces de Crrguczias, procuroii-sc infundir ter-
ror com o iioiue de llenriuuc VIH. e agora o nobre de-
putado outra vez o cita, ein Quia materia to insignifi-
cante qual a que se discute ; mas para que essas appre-
hensdes, para que esses lerrnrcs? Senhores, a questo
lie multo Simples : trata-te de saber, se temos o direito
de approvar os coinproinlssos itidepeiidenteuieute do
prelado diocesano, e quando a vista do acto addicional
nos decidamos pela ulliruialiva, perigar por Isso a
igreja ?
Os nobres deputados, Sctilior presidente, iiiostram-sc
mui ciosos das prerogalivas ecclesiasticas, e cu os des-
culpo ; sao erelesiaslicns, c he inuilu natural que quel-
i .1111 que a esphera dos dircilos dos da sua elasse seja
a mais extensa possivcl. |,iu il.pin dos nobres deputa-
dos he revestido de tantas Itt/es c virtudes, que talvez
anda um dia venlia a oceupar a cadeira episcopal,
e pois quanto nao he natural que j d'agora vo /.<-
laudo tanto os dircilos episcopaet ? .
Senhor presidente, n uobre depulado, ineu amigo,
que se asacnta mlnha dircila, priucipiou dtendoque
eu Ihc havia levantado um falso quando disse que elle
deduzia da lei de 22 de setembro de 1828 o direito que
ipu i- dar no bispo, de approvar os compromissos ua
parte religiosa, por Isso que elle havia dito que esse
direito competa ao bispo jure proprio. Confesso ao no-
bre deputado que uo Ibe ouvi dizer que ao bispo rom-
p ni approvar o coinproinlssos jur< proprio ; c como vi
o nobre deputado recorrer lei de 22 de setembro de
1828 para provar o direito que suppe no bispo, como
ouvi o nobre deputado diier que a commisso linha da-
do o sen parecer de conformidade com' essa lei, con-
clu que o nobre deputado deduzia della o direilo que
julga ler o bispo, tanto mais, porque, diieiidu eu en
um aparte, que a lei eslava tiesta parte derogada pelo
acto addlccioual, o nobre deputado esforcou-sc por
mostrar o contrario
Mas perniitla-me o nobre deputado, que lhe eu diga
3uc apezar da declaracao que acaba de fazer, ainda me
eu motivos para crer que deduzio o dirrito que sup-
pe no prelado, da le de 22 de setembro. O uobre de-
pulado, remontando origein do direilo de approvar os
compromissos, disse que elle era exercido pela mesa de
consrir nei.l e ordeus, qUC O c Vil na sem 1111. I vn i, a (i do
prelado diocesano, porque era um tribunal mixto, civil
e ecclesiastico ; mas, pcrguniaudo-llie cu por quem
havia sido creado este tribunal, confessou que havia
sido creado pelo poder civil, duendo: que o sobera-
no Ihc tinha delegado, entre outros direitos, o de con-
firmar os compromissos: se pois o tribunal Coi creado
pelo poder civil, se os direitos que linha, forani-lhc
delegados pelo soberano, he evidente que esses dircilos
era ni do soberano ; e se um delies era approvar os com-
promissos em ambas as partes, e independeuleiuentc
da approvacao do diocesano, claro tica que o soberano I
linha esse direito.
"Sr. F'aria:O nobre deputado nao se recorda ac-
tualmente da orgauisaco da mesa de couscieiicia e or-
dens, nem das suas allribuicct
O Sr. Joaquim Villela :O nobre deputado Coi o pri-
uieiro a conCcssar que esse tribunal tinha sido creado
pelo poder civil, e que as aUribuicAe que tinha, fo-
raiu -Ibe dadas pelo poder civil: logo, se o nobre depu-
lado eoufessa que ante da lei de 22 de setembro de
1828 o direito de approvar compromiisiu era exercido;
sem inlervrnco do bispo, pela mesa de eouscieiicia e
ordens, que o tinha recebido do poder civil, deve
concordar que ene oireitw que o bispo passoii a excr-
cer depois da le de 22 de setembro, tem o seu funda-
mento na mesilla lei.
U nobre deputado, iusisiindo em que o ^ ti da le de
22 de setembro n i foi revogado pelo acto addieonal,
disse que essa lei tinha consagrado explcitamente a
condico de seren os compromissos approvados ua par-
le religiosa pelo prelado, porque essa altriburao pas-
sava de um tribunal mixto para um poder luciamente
me nlleiideii o nobre deputado.
Senhor presidente, ordinariamente dou pnuca impor-
tancia t palavras, e atiendo mais para os prnsamen-
tos ; mas creio que o nobre deputado quiz dizer que ag
ni jubas ideias nao estaraiu em harmona com o que te
enhor presidente, he preciso que entendamos esta
superintendencia do prelado diocesano sobre os neg,
cios eccleglasticot: todos sabemos multo bem qual a li-
nha divisoria que extrema at attribuices do poder ec-
clesiastico e.as do poder civil; todos sabemos muito beni
que essa linha arpara o espiritual do temporal, e que
por conseguitite essa superintendencia est restricta ao
que he espiritual, nao te cstetideudd ao que he tempo-
ral: portanto, para que ai nobres deputados deduzam
da superintendencia o direito de approvar os compro-
missos, cumpre-lbes primeiro provar que elles sao
objeclos espirituaet.
Sr. Ferreira Barrito. He uina e outra cousa.
O Sr. Joaquim Villela: Mas isto nao provaram ot no-
bre! deputados. Senhores, neinttudo que he religioso hr
espiritual. Os coinproinlssos das irmaudadrs teem, he
verdade, urna parte religiosa, mas he ella espiritual?
Crelp que nao o inostraraiu; e o nobre deputado-que te
senta a inhiba direito, querendo contestar a uoita com-
petencia para approvarmos ot compromissos aparte
religiosa, e dando como raso o poderem apparecer cer-
tos conictos, niio apresentoU um s que dissesse res-
-eilo ao esperilual; pois todos que apresrntou, sao al
Hgados pelos tribunaes civis. Mat vamos, Senhor pre-
sidente, a competencia.
Eu disse, quando fallei a primeira vez, que os com-
promissos nao eram novas leis disciplinares que se da-
vam a igreja; que eram regras dadas a urna assoclacao,
regras que devtam estar cm harmonia com a disciplina :
e que, como podamos conhrcer s caones, c a vista
delies ajuizar, se as regras que queria seguir esta ou
aquella irmandade, estavain em opposico a elles, nao
via raso para que noi nao julgassemos habilitados para
approvar os compromissos. O nobre deputado porm,
reconhecendo que podemos conhecer os caones, c con-
fi'onta-los com as regras estabelecidas nos compromis-
sos, dizque nos falta a auloridade.
Senhor presidente, confesso que me parecen estranha
a argumentaban do nobre pillado, porque nao vejo pari-
dade nos exemplos, de que se servio. Disse u nobre de-
putado, que, se por conhecerinos os caones, podesse-
nios approvar os-cotnprouiissos na parte religiosa, se-
guir-se-hia que, conhecendo os dogmas, poderiamos de-
cidir da (luiiii na da igreja, e condcninar as heresias que
a ppa rrrrssr i u ; C. fa/.r ndu notar O absurdo da con seq lleu-
da, pela falta de autoridade, eoncluio que o meu racio-
cino prova de mais ; mas quem nao v, Senhor presi-
dente, que nao ha paridade entre um e outro caso;
quem uo v que em um he necessaria a auloridade que
o nobre deputado invoca, e ein outro nao? Ns podemos
saber os dogmas; mas nao basta isto para pdennos
condemnar una heresia : he urna verdade. mas porque ?
Porque a condeinpaco de una heresia importa' um jul-
gamento na igreja, e s o pude dar quem recebeu para
isto auloridade de seu fundador.
O Sr. Faria: A igreja lambein tem poder legisla-
tivo
O Sr. Joaquim Villela: Mlnguem o nega. Assim pois,
Senhor presidente, ge coiideinnassemos uina heresia, por
mais conlieeimento que tvessemos dos dogmas, usurpa-
pariamos o poder judiciario da igreja ; mas acontece o
mesmo na approvacao dos compromissos ? Nao; porque
com elles nem damos leis una associaco particular
que tem um lim religioso. Importa, he urna verdade,
que essas leis nao sejain oppostas s da igreja ; ms pa-
ra evitar isto he mister auloridade, ou batta conhecer
as bis da igreja f J v o nobre derifatado que te senta
do lado opposto, que nao eslou to fura da orthodoxia,
como elle guppoz; porquanto nao quero tirar direilo
igreja.
O orador contina ainda a fuzer utas militas obser-
vaces, mostrando que as associaceg religiosas nao sao
cssenciaes religio, pois se fossem tetian sido institui-
das per Jesus-Chtisto; que Este s inslituio urna as-
sociaco para lodos os liouiens,|que he a igreja; cconcille
votando pela emenda, que inaudou.
Tendo dado a hora, tica adiada a discusso.
O Sr. Presidente levanta a sesso, depois de liaver desig
nado para ordem do dia da geguute: centinnac.o da de
boje; leitura de projectos e pareceres, e primeira dis-
cusso do projecto u. 6.
SESSO EM 18 DE MARCO DE .7.
FHESIDEMCIA DO SB. SOUZ TEIXEISA.
SUMMAR10. Chamada. Approcacio da acta da tesiao an-
terior. lixpediente. ApprovacXo de um requerimenlo
do Sr. Aunes Machado.Apresentafo de um projecto firma-
do pelo mesmo depulado epelo Sr. l'eixolo de llrilo Adia-
menlo de um parecer da commmisiAo de eommercl. Ap-
provacao de algun pareceres adiados na testad pastada; do
projecto n. 7, em primeira disautmo, e de um requerimenlo
do Sr. Ptixoto de tirito, para que, dispensado o interttieio,
fotte dado etle projecto para ordem do dia da sesiao stguinte.
Adiamrnla, pela hora, doprojeelon. 8
s II huras e /,. da uianha, o Sr. I.Secretario faz
a chamada, e verifica estarem presentes 23Srs. depu-
tados.
O Sr. Prndente declara aberta a sesso.
U Sr. 2.* Secretario le a acta da sesso antecedente que
he approvada.
Sr. I.Secretario menciona o segutnte
EXPEDIENTE.
Um o Ib ci do secretarlo Interino da provincia, remet-
iendo os olhcios pedidos pelo Sr. Araujo Beltro em a
sesso de 15 do crreme. A' quem fet a requisica.
Um abalxo asslgnado, em que os moradores da estra-
da de Joo-dc-barros pedem a construeco de urna pe-
quena punte na inesma estrada c a abertura de mu canal
que por ella passe. A' commisso de obratpublicas.
He litio, julgado objecto de deliberaco e mandado
imprimir um projecto dos Srs. Nuues Machado e Peixoto
de llrilo, couverlendo em mesa de consulado provincial
a meta de rendas internas proviuciaes.
*He lido e approvado o seguale requerimenlo :
Uequeiro que se solicite do Exm. Sr. presidente, as
infurinncoes que ge prdiram sobre o projecto quedesll-
Sa do bonito e restilue fregurza dos.Bezerros o lugar
euoiiiiii.iilu Caranguejoi S. R. tunes Machado.
l.c-se, e lica adiado por pedir palacra b Sr. Netto, o
seguinte parecer:
A commlsso de cotnmercio, a quem foi presente a
pelillo de Mauoel Alves Guerra, pedindo a eta'aeui- ,
bla mu privilegio elusivo de tres annot para forne- )
rmenlo das carites verdes ein os municipios do Hecile
colinda, mediante certas garantas que ollerece, e ai
coudlcde* qu por ventura o corpo legislativo provincial
.tifc.
ttjktM
..


,tndadever decretar, examlnou com o maior escru-
nulo a pretencao do peticionarlo, unto pelo que reipeita
svantagens e desvanlagens-de seinelhante empreza
nara o paiz. como pelo lado que tem rclacao com os
nrincipio* constituclonae ; e deaejando poceder com a
maior eircutnsprcao eacurado exanic ncstc assumpto, que
ella enlendc ser de grande inoinenlo, mxime pelo que
d7 respeito' as preceitos constltuclnnaes, que a com-
miss.io ntra cin duvlda se serao feridos com a concesso
do privilegio requerido, lie parecer que seja ouvida pre-
viamente a enmmissao de constltulcao, para quem na
actualidadc declina a materia.
. Sala das commisses da ascembla legislativa pro-
vincial de Pernambuco, 18 de marco de 1847. Villila
lavares. 1- J- ia Costa. Correa de Mello, a
(Conti nuar-se-ha).
DURIO DE PIRSAHUCO.
REOIFE, 1 BS MAB^O SX 18*7.
Ao encerrar-se huntein ascssffo da assembla, deela-
rou o seu presidente, que a ordem do dia para a de am.-i-
nhaa era : continuado da que eslava mareada ; leitura
de projectos e pareceres ; priineira dscussao do projec-
to n II 'I'"' declara licar pertencendo ao municipio
do Cabo a parte da freguezia de Ipojuca que, com a de,
nomlnacao de Fraccao-de-lpojuca, eslava Incorporada ao
de Sernhaem, e segunda dos de nmeros 3,4 e 7 : este,
acercados fundos para a collocaco da prlmeira pedra
do grande hospital de carldade-, aquclle relativo ao con-
trato da conduccao desta cldade para a de Oliuda por
,,,',,0 dr mnibus, e aqucll'outro sobre a creaca de
uina cadeira de primeiras lettras para o sexo feninino
ein a villa de Nazareth.
Victima de unt temporal, em consequencia do qual
por ditas vezes teve na cmara 4 '/a ps d'agoa, o pata-
cho americano 7'amochanlrie que, procedente do Boston,
aucorou hoje neste porto, entrou sem a retranca c a
borda; e alein de traicr aniquilados os respectivas pa-
pis, as cartas particulares de que era portador e urna
grande porco de rnupa, veio com toda a carga avariada.
COMMERCIO.
Alfandega.
RENDIMENTO DO DIA 18.............6:136/742
DESC1RREGAM HOIE 20
BrigueWoWmmercadorias
importXcoa'.
Robim, brigue portugurz, vindo de Lisboa, entrado no
crtente mez, consignado a Thomaz de AquinO Fonseca,
ji 11 ii i lis ton o seguinte :
35 pipas vinho tinto, 4 ditas dito branco, 30 barris di-
to dito, 18 caixoies bolacea, 50 harria cal virgem cm
pedra, 1 caixotinho livros impressos, l caixa estacas de
ainnreiras, 10 pipas vinagre, 10 barris chorcas, 10 di-
tos palos, lOditos loucinho ; a Thomaz de Aquiuo Fon-
seca.
15 pipas vfnlio tinto; a F. II. Lultkens.
10 pipas vinagre, 8 ancoretas e 4~harris sardinhas, 15
calxotrs toucinho 3 ditos carne de poico salgada, r>
barris carne ensacada a l'olicarpo Jos Layne.
6 pipas vinho Iluto, 5 barris dito dito, 5 pipas vina-
gre. 2 barris sardinhas ; a Francisco S. Rabello
80 caixas momos de cebollas; a Francisco Lucio Coe-
lho.
13 pipas vinho tinto, 20 barris dito dito, 5flpas vina-
gre; a Machado & l'inheiro.
5 barricas pus de marfim quri mado ; a Bernardo Jos
da Costa.
1 caixotecapsulas, I dito sardinhas fritas; a Maxima-
no Guedrs.
10 barris presuntos, paios e chorcas; a Manel Goncal-
ves da Silva.
1 caixa broxas, I barril linhaca, 2 ditos gesso, I dilo
macella 1 caixa drogas, 6 ditas vidros ; a V. Branco
&C.
2 barricas gi amina, 1 dita alecrim ; a Bartllolhoinco
Francisca de Souza.
1 barrica sardinhas; aocarregador.
3 barris sardinhas ; a Joo da Costo Lima Jnior.
7 barricas sardinhas; a Veriato Tavarcs.
22ganirlas cera branca, 1 barril vinho tinto ; a Jos
Pereira da Cunta.
i caixote legumes de dillcrcnles qualidades ; a A.
Scliramm.
8 pinas vinho tinto, 4 ditas dito branco, 15 barris dito
linio, 10 pipas e 10 meias ditas vinagre, 10 barricas se-
inras; a Antonio Joaquim desonza llbeiro-
i lata sementcs 1 sacca legumes ; a Thomaz Das
Sonto.
25 barricas sardinhas ; a Manocl Fcrreira da Silva Ra-
mos.
49barricas sardinhas; a Jos Joaqum Alves Tcixeira.
3 caixas cha; a Antonio Fcrreira Lima.
1 narril sardiulias ; Feliciano JosGomcs.
1 c-iixi tinli<> massas, 1 barril sardinhas, 55 barris cal;
a Pedro Alrxamlrin Gomes
4 barris sardinhas; a Jus Antonio Gomes Jnior.
1 calino louca c vidros; a Alexandre Jos Alves.
15 barris sardinhas, 12 ditos pescadas; ao capitao.
12 caixntes marineladas, 1 dito gela de dita e macu,
1 dito charope de espargo e alecrim, 1 barrica drogas ;
a Jordiio Jos Fragoso.
1 fardo gramina,. 1 dito malvas, 1 pncote peneiras de
seda, 1 barrica drogas; a Vicente Jos de llrito,
4 calxV chocolate, 2 caixas iiiarinclada ; a Antonio
Jos Alves da Silva.
1 caixote 2 itnagrns; a Manocl Pereira Lamego.
50 barricas sardinhas; n Manorl da Cunlia Giimares.
gamela cera; a Joao Pinto de Lemos & Fllho.
> barril sardinhas; a Oliveira Irniaos Si C.
1 galola pombos ecorlhos ; a Francisco Antonio Vi-
cira da Silva.
1 caixo vasos de plantas ; a Manen I Joaquim Pereira.
1 sacco 400 patacei brasileiros ; a D. Joaquina Anto-
nia Florencia. j,
1 embrulho papel; a Hanoel de Vasconccf los Pereira.
tonelada, capitao Joseph R. Fronks, equlpagem 6'
carga gelo ; a H. Foster & Companhla.
Marsellle ; 55dias, polaca franceza l.eliopolis, de 183to-
toneladas, capitao Pedro Lerroix, equlpagem Jl. O*
ga vinho, bacalhao e mais gneros do paii; a Avrlal
rres & Companhla. Passageiros, Joo Jaques Buard,
EustachloRnhers, Francezes.
Terra-Nova ; 33 dias, brigue ingle/, Runnymeide, de 200
toneladas, capitao Archlbald Stul, equipagem 12, car-
ga 2,428 barricas de bacalhao ; ao capitao.
Rlo-de-Janeiro por Macelo em 25 dias, e do ultimo por-
to 6, brigue de guerra brasileiro Culiope, commandan-
te o capllSo-tenente Elizlario Antonio dos Santos.
Navio lahido no meimo da.
Liverpool ; escuna ingleza Selle, capitao John Roswall,
carga a inesina que trouxe.
Obeervapa.
Fundeou noLamelrao, para acabar de carrrgar, o bri-
gue sueco Solid, capitao A. Elster.
E(iTaT
Miguel ArchanjMonteiro de Andrnde, oficial da imperial
ordem da Roa, cavalleiro da de Christo e inspector da al-
funde (a de Pernambuco, por S. M. o Imperador que Deo
guarde, ele.
Fas saber qur.no dia 20(hojc) do corrente,ao meio-dia,
na porta da mesma, se ho de arrematar em hasta publica
550 massas para chapeos, no valor de (iyiliin rs.,' 52 pe-
cas de tramla, a no valor de-80/000 rs.; I presepc com
figuras de barro, no valor de 30/000 rs.; 24grnzas de
mercelles, no valor de 24/000 rs., e 8 libras de la, no
valor de 16000rs.; ludo impugnado peloguarda Antonio
Lopes Pereira de Carvalho no despacho por factura de
Joaquim Monteiro da Crui, snb n. 3667: sendo a arre-
fnat.ico subjeila aos direitos.
Alfandrga, 18de* marco de 1847.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
UB____________!!'
Declaracoes
O arsenal de guerra compra caixas com folhas de
flandres, cobre velho, pranches de amarcllo.taboas de
costados de atuarello e ditas de assoalho de dito, ditas
de assoalho de louro, ditas de pinho americano, resmas
de papel cartuchinho, nieios de sola c azeite de peixe :
quera taes gneros quizer fornecer mandar sua pro-
posta em caria fechada directora do inesmo arsenal
at o dia 20 (boje) do correte mez.
Arsenal de guerra, 16 de marco de 1847.
Joo Ricardo da Silva,
Amanuense.
A adininistraco geral dos estabeleclmentos de ca-
radida manda fazer publico que no dia 22 do correntc,
pelas 4 horas da tarde, na sala de suas sc&ses ir a pra-
9a por 3 anuos a renda de todo o edificio da ra da Roda
cm que outr'ora esteve a casa dos expostos.
Administracao geral dos estabeleclmentos de canda-
de, 9 de marco de 1847.
O escripturario,
Francisco Antonio Cavalcanie Comieiro.
Tlieatro publico.
Ella pmmnliiiimapara le representar no domingo,
21 do corren!*,
a grande peca sacra
OS MARTYRES DA LIHF.RDADE
'A li.llil.in E MORTF. DOS N.VCHABEOS.
O combate entre Anliocho c os Hebreos ser susten-
tado pelos cavalleiros Machabeos e Heliodoro, general
dos Assirlns que, sendo rotos pela cavallaria dos Israeli-
tas, se prerlpitam a Jordo deixando prisioneira de
guerra a filha do rei. O combate contera o numero de
cavalleirus que f)r possivcl admillir sobre a scena, em
aceo de batalha, sendo a peca ornada de msica mili-
tar, coros novos de msica, nimphas, mijos e sacrilica-
dores.
Principiar as 9 liaras cm ponto.
A usos martimos.
Para Lisboa sahlr, no dia 27 do crreme, o brigue
p-ortuguez S.-Domingo anda recebe carga a frete, assim
como passageiros,para o que tem bons conunodos: trata-
se com Mendes 8t Tarrozo; na ra da Cruz.n. 54,ou com
ocapitao, Manoel Goncalvcs Vanna. na piafa doCom-
mercio.
Para a Baha segu o hale foa-Yiagem, por estes
dias: quem nrllc qulf.ee cairegar dirija-se a ra da Ca-
dera, loja de ferragens 11. 63.
I. rilan.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 18.
Geral.............................4:365/244
Provincial..........................l:810#6iS
Diversas proviucias................... 44/156
6:220/018
fl'WL l'MH.i I..... IJ.......II IU-L1.I-
M mimen lo do l*orlo.
Navio entrado no dia 18.
Val-Parazo ; 75 dias, escuna ingiera elle, de 144 tone-
ladas, capitao John Roswall, equlpagem 10, carga
guano ; ao capitao. Vem refrescar, e segu para In-
glaterra.
Ani-iii taidos no mismo dia.
Londres; barca ngleza Ralph, capllo Burncl, cargaa
mesma que trouxe.
l'arahiba ; liale brasileiro A'anla-6'ra, cajiitao Antouio
Manocl Alfonso, carga varios gneros. -
Liverpool; barca ingleza rt, capitao T. W. Young, car-
ga assucar. .
dem ; brigue Inglez Tiolm-, capitao A. Goodndge, carga
assucar.
Navios entrados no di 19.
Boston ; 54 dias, patacho americano TaMOctaniriV, de 1251 pequeas quanliat : u ra do Rangel, n. n
Heje. 20 do crreme, teilugaroleilao das fazendas
...ie flearam da loja do finado Lulz Jos de Souza, que
foi annuiiciado para o da 18: he na ra do Queimado.
Os pretendentes comparecani.
I visos diversos
Os Senhores assipiantcs dcs-
tc Diario, que se acliam atra-
sados no pagamento da subs-
cripcao, queiram mandar sa-
(slazcr, t o .im do corrente
mez, o que se acham a dever:
pojs a easa faz gran les despe-
gas, e para oceorrer ellas
precisa de rcccbcr o que se
I he de ve.
LOTE lilA
DA MATRIZ
DACIDAEDA VI TOK1A.
Pela ultima vez annuncia o thessourero desta lotera
Jue as respectivas rodas ndarao impreleriveluiente no
ia I5de abril prximo futuro seja qual for o numero
de bilhetes que fique-por vender.
Perguita-se a quem souber e quizer responder, se
a agencia docorpo policial he inamovivel, e se o forne-
ciinento dos medicamentos para o hospital do mesmo
corno segu ou nao o processo usado nos corpo regu-
lares.
No dia 22 do crreme, prlat4 horas da tarde, a porta
do Sr. Dr. juiz de orpluios. se lia de arrematar urna
canoa aberta, avallada em 15/000 rs., pertencentc a hc-
ranca de Francisco Goncalvcs do Reg.
= Na ra larga do Rosario, u. 48, segundo andar, a-
luga-se um preto ou preta para o servico de coiinlia e
compras. ... j ,
___No dia 22 do corrente, pelas 4 horas da tarde se
nao de arrematar, porta do Sr. doutor juis de orpliaos,
lodos os bens pertenxentes a lieranca jacente do huado
Antonio Vai de OHvlra.
D-se dinheiro a juros com penhores, mesmo em
Lima alfaiate,
na ra do Livramento sobrado n. 1 precisa deboos
oOkiacs de seu omeip e recebe aprendlzes.
Arrcnda-se ou vende-se um boni engenho d agea,
perto da prata quatro ou cinco legoas de distan-
ia muto grande, que tem proporciapAra se levan-
tar outroe mullo bom : vende-se com a safra que esla
criada : quem quizer fazer qualquer destes negocios
annuncie.
Manoel Cuines da Cruz coinprou por conta de
Francisco da Silva Lisboa de Macelo o nielo blhete
n. 1736da lotera da matriz da cidade da Victoria des-
ta provincia.
Hoje, depols da audiencia do julio do clvel da se-
gunda vara na sala das audiencias teem dse arre-
matar cinco mora das de casas e um sitio na povoa-
cao dos Afogados assim como dnus escravos por exe-
cucao de Urssuclict3cPuget e outros contra Antonio Xa-
vier da Silva.
Quem annunciou querer comprar urna litelra com
seus pertences dlrja-sea ra Nova, loja de scllero
de Domingos Jos Rodrigues Braga n. 43.
- Quem annunciou querer entregar urna carta do
coronel Antonio Jos Curjao ao padre Manoel Adrian-
node Albuquerque Mello irmo do juiz de direilo da
comarca do Brejo-da-Areia dirija-se a ra do Jardlm
ou Copiares, n.43.
Aluga-se urna casa
terrea narua Augusta, com inuitos commodos pawa urna
grande familia por pirco cominodo : a tratar na ra
do Crespo n. 15 loja de Antonio da Cimba nares
Guiuiarcs.
A luga bc urna casa
terrea nos Afogados, defronte da casa, aonde morou o
coronel Martins por 7/000 rs. mensacs e com inultos
coininndos para grande familia': a tratar na ra do Cres-
po n. 15, loja de Antonio da (.unha Soares Gulmaraes.
~- O lenle do |u iniciio h ii 1II1.1.1 de cacadores ,
JoaoGonfalves Nello tendo de retirar-te para as Ala-
gas, faz publico que nada tica devendo e casoalgiima
cousa deve de quenSose lembra queira tsus credo-
res a presentar suas contas hoje a qualquer hora que
promptamrnte serao satisfeilas..
Precisa-se alugar um ou tres pretos que sabam
ira Inl liar cm padaria; pagase bcni : no pateo da Sania-
Crui, n. 6.
= Aluga-sc una boa casa terrea com sotao e mirante
na frente e no fundo, com multo bons commodos,
grande quintal murado, cacimba, na ra da Palma, u.
15, porpreco cominodo : a fallar na ra larga do Rosa-
rio, n. 44.
= Roga-se ao Sr. M. L. da C. G., lente do primeiro
batalhao de cacadores, que, antes de se retirar para Ma-
cei, veuha pagar a quantia de dez mil rls, na pfca
da Independencia, n. 15; pols j os deve quati a un
auno.
=> Oabaixo assignado, tendo viudo de carro no acom-
panhaiuento da finada senhora do Sr. Jos Camello do
Reg Barros, aprou-se defronte da travessa que val do
pateo da matris da Boa-Vista par a ra do Hospicio,
entrou para a igrrja, onde assistio ao funeral at o fim,
depoisacompaiihou o cadver para as catacumbas at
que dita irmandade o fizesse depositar; d'ahl tahio da
greja e fui pelo Aterro, passou a ponte, ra Nova, dita
do Calinga, praca da Unio, ras do Crespo e do Colle-
glo, e entrou no sobrado do Dr. Mendes para conduir
sua familia que tinha Ido ver dalli a passagem do Se-
nlior dos Passos para o Carino ; quandu vollou com a
familia seguio pelas mesmas ras, e ao entrar na ponte
dila dru por falla de una carlelra, a qual contiuha tri-
la e tanto mil rcis pouco mais ou menos em cdulas de
5/, 2/ c 1/ rls, e varios papis c recibos, que s scrvein
para o aununriante. Roga, portanlo, a quem a liver a-
chado, que se digne levar-lh'a na casa de sua residen-
cia, na ra da Aurora, terceiro andar, junto da casa do
Sr. I leu ulano Alves da Silva, que alum de lhe licar no
eterno agradecimeuto, lhe dar una gralificajao gene-
rosa. Jos Mauricio de Oliveira Maciel.
FURTO.
Roga-se pessoa a quem for oflerecida nina caixa
grande de rap, de tartaruga vrrinrlha, cconi dous lam-
pos, que a apprehenda, pols foi furtada quinta-felra a
noile na igrejado Corpo-Sanlo, do bolso de uina casa-
ca : ao apprehcnsor se gratiticar bein em relacao ao va-
lor do objecto, que annunciar ou se dirigir a botica de
Vicente Jos de Urito, na rua da Cadeia do Recife ; ca-
so, poim. seachej, por ignorancia, comprada poral-
guem, se lhe entregar a quantia despendida.
O maior Antonio Jacintno da Costa Freir, leudo
de retirar-te para a provincia das Alagdat, e nao pudendo
pessoalinenle despedir-sc de todos os seus amigos, pe-
de-lhes por isso descnlpa, ollereceno-lhes osen dimi-
nuto preslimo naquclla provincia.
Precsa-se de um coznheiro forro ou captivo: na
ruado Trapiche-Novo, casan. 8.
Oesappareccu da tenda de sapaleiro de Cosme Jos
dos Santos, sita na rua da Sanzalla-Vellia.no da 10 do
eorrenle, um crioulinho lulo, de noine Jeronymo, de ida-
dc de 12 aunos, mas parece ler 9 a 10, grossn, e com urna
os seut bllhetetr em cata do the
soureiro, o Sr. Manoel Concalves da Cruz; e nameim
occasiao satlsfazerem a mensalldade dp correntei mez.
Igualmcnle queiram enviar tuas propostas |rai co.iivi-
dados em caria fechada, lucluindo os bilbetet ao mes-
mo primeiro sccreurio, na praca do Commercio, n. so.
- Avisa-seno Sr. aturulno Crrela que vou mana.,
tomar conta de seus trastes, (anda que de pouco presu-
mo) que deixou ha mais de 5 mezes na cata ein que mo-
nta lechada com um cordel, ea travesea, ou becco o
Anouio-Grandc da rua Imperial; milito embora nao pos-
ta pagar ludo o que deve de aluguel da mesma casa o
isto no espaco de dito dias, depois do qual nao reeponae
o proprelario da mesma casa por taes cacareos.
__Roga-se aos Sis. Manoel Joaquim dot Santos. An
tonio Guilherme de Araujo e Dionitio Elario Lopes,
queiram por este Diario amiunciar at tuas moradas, para
se tratar de negocios que Ihes dlscm retpcllo.
__Arrenda-se um sillo no Rarbalho com tufflelente
casa estribarla para dous cvallos, alguinat aryores
que daofructo, ptimas ierras de multa produccao o
3ue he multo perto do rio : a tratar na rua do Queiina-
o loja u. 38.
iiiieiu dille yiouber facao favor de dar noticia na relinda
tenda, que se gratificar: e protcsta-se usar dos meios
judiciaes contra osetutor.
Na noite do da 17 do corrente, furtaram da casa n.
29 ao p do tanque d'agoa do Aterro-da-lloa-Vista 9 co-
Iheres para sonpa; nina dita grande; dez ditas para cha;
nina salva pequea; una caixa lavrada para rap; dous
pares de livelas, sendo um par duurado: tudo de prata:
lez ponteiros de ouro; dez facas e garfos de cabo brau-
co; nina boceta, conleiido duas lemas aceitas pelo Or.
Jo.o Mauricio Cavalcantc da Rocha. Wanderley, de
2-439/ e tantos rs. ; quatro ditas, por Francisco Nuguei-
ra Piil. de 880/ c tantos milis. ; urna dita, por Fran-
cisco Manoel liaplsta, de 756/000 rs., todas vencidas ha
bastante trinpo, c oulras mullas letlras e obriga9es das
quars se ignora a importancia das quantias, e varios re-
cibos mais papis de importancia. Rogase a qualquer
Sr. ourives, c a qualquer pessoa a quem ditos objeclos
forcm ollcrcidos, ou delles souber, que por lavor lia-
ja de os appreheiidrr, e mesmo empenliar-se pela cap-
tura do vendedor, a quem taiiibem se roga que no caso
de ai rependiineuto, por lhe docr a consciencia, que-
rendo restituir, tome a levar tudo, ou ao meuos os
papis em casa do aununciame, mandando trazer por
outra pessoa, que proinette-se alm de nao contender, c
ncm se importar saber quem os tirou, guardar todo o
segredo; ou do contrario uielle-los por baixo da porta, o
cine lanibem o pode fazer metiendo na da venda defronte
da matriz da Boa-Vista, pnde mofa o Sr. Miguel, certo
de que o nao fazeudo. prolesta-sc pesqu.sar-sc alo dcsco-
brir o ladro, e persegui-lo com o rigor da lei.
Antonio Jos Fui lado va a illia de S.-Mguel.
Na rua do Rangel, n. 9, contiua-se a tirar passa-
portes para dentro e fora do imperio, c bem assim des-
pacliam-se escravos; tudo com a maior brevidade c por
[ii ce ii muto commodo.
Os Srs. J. X. M., A. P. S. P., F. J. A., viuva do fal-
lecido J. M. t. B A. B. U., J. F. A. K e outros mais
senhores (que por cnnteinplaco de ainlzade por hora
se mo dcclaram as inlciaes de seus no.nes) queiram
mandar paiiar as mensalidadet vencidas de hcus lilnos,
em una aula no balrro da Boa-Vista, na ceneja de que,
se cerraren! os ouvidos ao prsenle annuncio como o
fizerain com o primeiro, tero o desgosto de ver seus
nomes publicado, por extenso nat folhat publicas, c
serao chamados a cunciliaco.
S. H. T.
Thealro de Apollo.
O primeiro secretario da direccSo avita aot Srt. to-
cios que se acha marcada a recita para o dia 20 do cor-
rente, e que, noi tanto, queiram uiaudar hoje das 2 ho-
-- Comprain-scmocdasd'ouro de 6/400: na rua Direi-
ta, sobrado n. 20.
Compra-s ouro ainda iiiesinn cm obrat que-
bradas : na rua do Rangel, n. II.
Compra-se una cabra (bicho) que seja grande ,
boa deleite, c que lenha cria pequea : quem liver an-
nuncie.
Compraiii-v escravos de II a 20 anuos, sendo de
bonitas figuras pagam-se bem ; tambem se coinpram
alguns ofiiciaes de sapaleiro : na rua da Concordia, pas-
sando a pontrzlnha, a direita segunda casa terrea.
= Compra-se um piano no valor de cem mil ris i
quem liver annuncie, ou drja-sc a rua da Cadeia do
Rrcfe, n. 41, primeiro andar, das 8 a 6 horas da tarde.
Comprain-sc escravos de ambos os sexos com
nliicios ou sem elle-. sendo mocos e de boas figuras,
e anda mesmo viciosos, para engenho distante da pra-
ca ; pagam-se bem : na rua Nova, n. 53.
-- Compra-se um cavallo novo de lamanho regulare
de bonita figura anda mesiiin que eslja magro rom
tanto que sirva para pagem : na rua Nova, n. 53.
Compra-se, na rua da Cruz, n. Ilu uina %irgi-inh.i
de 12 a 14 anuos c que tenha principio de costura ; um
preto bom coznheiro, que nao lenha mais de 26 an-
nos.
Comprain-se, para umaencommenda, escravos de
ambos os sexos, de 1. a 30 anuos : na rua larga do Ro-
zarlo venda da esquina n. 39.
Conipraiii-te dout quartos queestejam capases dn
fazer qualquer viageni: quem liver, queira leva-losa rua
do Trapiche-Novo, casa n. 8, de llcnry Forttcr kC.
Vendas.
Vende-se uina porco de ouro de lei cm obrat
\ ellias: na rua do Lirraineiilo, n.21, primeiro andar.
Vende-se uina escrava de bonita figura, proprla
para vender na rua, c que he diligente para o tervico de
casa : no pateo do Carino, n. 7.
Vendem-sr cinco escravas, sendo : 4 negras, de
milito boas figuras e mocas, as quaes cozem soll'nvel-
iii.-iite, eumiliaiu e lavain roupa, e uina dellas com uina
cria de olto mezes milito galante ; 1 pardo, de 18 annos.
de multo linda figura, proprio para pagem, ou qualquer
oulro servico : na rua da Cadeia de Santo-Antonio, nu-
mero 25.
VELAS DE CERA DO 1UO-DE-JANE1RO E DE LISBOA
Ve nde-se sortimcnlo completo de urna a 16 em libia ;
bogias de 4,5 c6 cm libra e barandes, qur ein caixas
grandes snrtidas qur em caixuhas de 50 libras de
cada qualidade ; ludo ao goslo do comprador : he a ine-
Ihor c mais alva cera que lein apparecido e pelo preco
mais barato possivcl. Na rua da Senzalla-Vellia, arma
zeni de Alves Tianna n. 110.
= Vende-se, por precitao um lindo moleque de na-
co Hengnella de 18 anuos sem o menor defrlto e
que he excellentcpagein ; 2 ditos de 14 a 15 annos; um
lindo muaniilni, c.....o sru fardainento de 13 annos ;
um moleque de 19 annos ; um escravo para todo o ser-
vico ; um pardo que he bom comprador e pagtm ; un
preto da Costa por 350/000 rs ; duas bonitas pardas
de bons coslimies e com habilidades ; uina escrava
boa costnheira r lavadeirt, por 420/ rs. una dita para
engenho, por 250/rs. ; nina dita por 300/000 r*. : na
i-udc Agoas-Verdes, n. 46.
__Vende-te nina escrava de bonita figura moca ,
que ciuiiha o diario de .....a rasa, eiigomma e retina
assucar : na rua da S.-Cruz da Boa-Vista, n. 80.
___Vende-se nina venda, por seu dono se querer re-
tirar para fra da provincia a qual tem muta fregue-
zia no barro da Boa-Vista : no Aterro-da-Boa-VIla ,
priineira venda ao p da ponte n. 9, se dir aoude he.
___Vende-se uina rica colcha da India ; urna calc-
teira da piala ; 8 garlos de dia, c oulras obras de ouro :
na rua do Rangel, n. II.
Vende-te um cavallo rusto, grande carrrgador e es-
quipador; est bom para militar por ter bouila figura :
quem o quizer comprar procure na rua Nova, n. 3d, que
se dir quem o tem.
ATROCODETIJOLO,
vende-se uina canoa que carrega um milhciro de li-
jlo de qualquer olaria, est en inulto bom Miado, e
l,c bem forte': na rua da Praa de SaiiUj-Rila, n 15. Na
nies.na vendcin-se travs de louro de 30 a 3J palmos de
'"-""vendern-se na pfaca da Independencia.livraria ns
6 c 8, o cdigo civil, c os cdigos de inttruccao criminal,
e penal, francezes, concertados por Rogron.
Vende-se um moleque de Idade de 10 annos na
rua da Praia, n. 8. _^
<= Vendem-se os segunles livros em francec : Rogron,
cdigo do commercio; Ricardo, economa poltica ;
Pstelo; Dostnes. phlosophia de J,c"'0'n'_P^iuc^
Pardes
tes
pollt
expe
vraria, ns. 6 e 8. .
Urna nova pechincha, na loja
do nicho !
Na esquina do Livramento, loja do n'chojvendem-
crtes de cambraia lisa rxa de seda a J/Uou rs.
_ Vende-se uina armacao de >"^'"e% frua
doCollego: a tratar com Manoel Rodrigues Plnto.ua
mes i u i rua n. 23.
CIIEGUEMAO BARATO!
Vende.n-secasaes de pombos grandes.muito bonitos e
excellentes batedores : na rua darlorentina n.^ib.
Vende-se una preta de niela idade propria para o
mpo ou para vender na rua tambem lava de var-
rella muilo sadia ; veudc-se por necessidade : na pra-
ca da Independencia, livraria n. 6 e 8, te dir quem
vende.
Vende-se urna venda com poucot fundot aprazo,
ou a dinheiro com algum abalimento, tituada em urna
grande cata para inorar familia a qual tem um peque-
no sillo**, com diversas frncteiras e um grande parrei-
ral, j com uvas : ua rua de S.-Rita, n. 85.
Vende-se una caixa grande do Porto boa para re-
linaciio ou deposito de bolacha : na rua de S.-Amaro-
Novo casa terrea n. 20.
Vendem-se courinhos de cabra cortidot e meios de
tola : na rua dos Tanoeiros armaaem n. 1.
Vendem-se os mais modernos corles decatsa-chitat,
por preco commodo : na ruado Crespo, n. i0, segunda
joa.
f
1

m
a.
m*A



Na loja nova n. 4, do baratei-
ro, ao p do arco de
Antonio, vcnde-se
Primor e bom gosto para vestido o corado a
s.-
#320
5/000
#240
#320
IJtiOO
1/000
arco
Mantas de cambraia lav radas de seda, a
Jt lacados francezes, o covado a......
Ditos largos, a............
Luvas pretas de seda, con dedos ,*>,.,.
Cortes de fustao de lia e seda para collete, a .
Ditos de seda e de setira lavrado a francza ,
gosto asseiado a..........7/000
.'hales de laa e seda gosto rico, a 6/400 e 7/000
Gambries para calcas ftnglndo casimira lis-
trad, o corle a ............ 1/J80
Casimira preta superfina, o covado a ... 3/U00
Chales de seda de ricos lavrores de 45/a ^/WO
I >o-se amostras sobre penhores.
= Vendeaa-w moendas de ferro para engenhos de as
sucar, para vapor, agoa e beatas, de diversos lmannos,
por preco commodo ; e igualmente tartas de ferro coado
e batido, de todos os tamaitos: na praca do Corpo-San-
to, d, 11, em casa de Me. Calmont o Companhia, ou na
rnade Apollo, armazcm, n. 6.
Vende-se, no priniciro andar do sobrado n. 3 da ra
do Aterro-da-Boa-Vista, una arroba de prussiato de po-
ta ssa (eyaiioferruro de potailium).
No .Werro-ria-Boa-Vista, de-
fronte da caluii'.'-a ,
a dinheiro a vista, est 6 baratelro torrando por todo o
dinheiro o seguinte : sapatos trancezes. de inarroquin
e deduraque de todas as cores, para senhora, a 800 rs. ;
ditos de setim, a 1/000 rs.; ditos para meninas; botlns
de marroquim e sapatos de clchete para meninos por
todo o preco ; sapaloes Inglezes para homem ; dilos
franceses de lustro de uina e duas palas; ditos de
entrada baua ; ditos de marroquim e tapete para ho-
mem; bonetes de pallia, a 120 rs. ; palles de couro de
lustro, inulto superior qualidade ; cortes de colletes de
seda de diversas cores, por preco commodo.
O BARATF.IR0.
Loja novan. 4, de Ricardo U Companhia ao p do
- -f deS.-Amonio, turnado Crespo.
Esle estabeleclinento abrio-se hontem e como esteja
sonido de fazendas todas novas era gosto, qualidade e
proprias desta praca offerecem-se a conslderaco
dos freguezes os procos de algumas deltas mals conhe-
cidai. Adverte-se que os procos de todas as mals que
eiistem maravillosamente sortidas ueste cstabeleci-
nento san porque devem ser mals commodos do que em
outraqualquer parte emrasode serem compradas a
dinheiro, novas e fresquinhas com sejam : leucos de
seda superiores a 1/440 rs. ; ditos muilo finos da In-
dia, a 2/240 rs. ; brins de puro linho e de ricos padrdes,
a 1/000 rs. a vara ; corles de collete de fustao de ricos
lavrores a 1/000 rs ; brlm branco de linho a 800 rs.
avara; dito francez estampado tal c qual a casimira
francea e do mals superior linho a 2/000 rs. a vara ;
curtes de colletes de setim lavrado de ricos padrdes ,
a 5/000 rs. ; ditos de lia e seda a 1/000 rs. ; inadano-
lo, de lliO al 280 rs. a vara, boa faienda. e em peca' de
2/500 ate 5/500 rs. superior fazenda ; cortes de cassa
fingindocliaH que em gosto levain vantagem a todas as
sedas, p iis mi,, urna maravilha de estampado e superior
cambraia a 5/000 rs. ; pannos finos de todas as cores ,
francezes e ingleses e de todos os procos novos e em
folha ; sortimeuto de chitas novas e finas ; de chales de
13a e seda, e de seda ludo novo em gosto e padrdes ;
sarjas e setim Usos de cores brancos e prelos de Ma-
cis superiores e de varias qualidade* ; casimiras pre-
tas e elsticas superiores, de 3 a 4/ rs. o covado; brins ;
bramantes; brelanhasde linho i esguies ; mantas de
seda ; irlanda, sortiinento novo em preco goslo e
3 Maliciado ; lo vas de algoriao e de seda ; lucias de algo-
so c de seda tanto pretas como brancas para ho-
rnera e senhora ; e outras inultas fazeudas que seria
longo enumera-las.
O novo barat< iro da loja nova,
ao p do arco de S.-An-
tonio, n. 4,
avisa ao respcilavel publico que tem ricos pannos para
mesa, de casimira fina com vstase passagrns hist-
ricas a 25/000 rs. cada um ; riilus de Ia o algodo ,
cora ricos desenlios a 4/5000 rs.; pannos linos de to-
das as cores e pretu multo superior de 4/000 at
iltylMK) rs., verde r cor de vinho do lindo panno, a
/500 r*. dito azul para farda, de 4/a G/000 rs. ; luvas,
tanto de pellica como de seda c de algodao com borra-
cha para homem e senhora. Do-se amostras sobre
penhores.
Vcnde-se azeite fino de (rerselim, para comer e
para luz no deposito do azeite decarrapato na ra
la Scnzalla-Velha, n. lio
de seda para vestido de senhora; masas de seda pre-
tas e brancas, asmis superiores que teem appare-
cido, tanto para homem como pira snnhora ; luvas
de seda ; chales de seda milito modernos e de lin-
dos gostos; cambraia de linho, muito lina; lencos de
cambraia de linho bordados, para senhora, dos mais
finos que lia por muito barato preco ; esguiflo de
puro linho e muito fino ; pa ti 1 lia de linho ; e outras
militas fazendas que sero patentes aos comprado-
res o por barato preco.
= Vende-se urna casa'terrra de podra e cal sita na
ra do Jogo-da-Hola era Oliiid.i com duas salas, una
adiante e outra atrs, duas alcovas quintal cercado de
fachina: na ra do Collegio, n. 9.
Pannos pretosfinos
e de cores, e novos na loja; verdadeiro setim e lencos
de Macan; chapeos de sol, de seda; casimira preta els-
tica ; los pretos; sarja hespanbola; c todu o sortiinento
de fazendas finas proprias para a Quaresma : na roa
doQueirando, loja'n. 11, de Rarmundo Carlos Leite.
rs. acaixa.
A 10
Palitos para tirar fogo, de opti
ma qualidade ; vendem-se na au-
riga ra dos Quarteis, na (ercein
toja de miudezas, n. 20.
= Vendem-sc dous uuilatiiihoado i4 a 18 annos um
cozinha bem c outro he alfaiate ; dous moleques de l3
anuos ; 3 escravos ie 118930; 8 escravas, sendo nina
deltas de 10 auno*, que cose engomma c faz lavarin-
to; outra dita de 13 annos que cose, borda bein e en-
gomla: na ra Direita, n. 3.
Vende-se, ou troca-se urna preta de nocao de SO
a 35 annos, que cozinha, lava desabaoe van-olla, e he
limito boa vendedeira de ra por um moleque tain-
heni de nacao que ton ha de 10 a 16 annos voltando-
sc.o que se tratar: na ruado Arago, n.8.
Na ra daCadc ia-Velha, n. loja de J. O Elstcr,
vende-se um grande sortiinento de pellucia de seda as-
sini como lodo o material para fabrico de chapeos,
Parccem de seda.
Vendem-se chitas asselinadas pretas, franeezas,
Sroprias para luto, a 260 rs. o covado; pecas de
amburgo fino, a 3000 rs. caila urna; los pretos.
muito em conla : na ra do Queimado, loja nova n.
11, de Raymundo Carlos Leite.
Vendem-se dragonas, chegadas ltimamente do
Jlro-de-Janciro para oraciaes de guarda nacional : na
ruadaUdeladoRecife, loja de uiiudcza, n. 9, de An-
tonio Lopes Pereira de Mello.
Ka ra do Crespo,
loja n. 12,de los Joaqun,
da Silva Maya,
vende-se superior sarja preta hespanhola j nobrea
roxa, muito superior e muilo propria para capas
atoSr. dos l'assoae outras I rmandades; ricos cortes
Ra do Queimado, n. 11.
fia loja nova de Raj mundo Carlos leite acha-se um
completo sortiinento de fazendas finas o mais em con-
la possivel; assim como chapeos do Chili finos e or-
dinarios; o famoso panno de linho, c as chitas asseli-
nadas pretas ; chales e mantas de seda; cortes de Cha-
li o% mais modernos que ha ; merino e alpaca fina ; o
verdadeiro brhn de linho de I istias, para caifas.
Gaz.
Loja de foao Chardon ,
Uerro-da-Boa-Vista, n.5.
Nesta loja acha-se um rico sortiinento de LAMPEOES
PARA GAZ coiu seus competentes vidros accendedo-
res e abafadores.
Estes Ca lidCJrOS ao os memores
mais modernos queeiistem hoje : recoinmendam-se ao
publico, tanto pela segursuca c bora gosto de sua boa
confeceo como pela boa qualidade da luz, economa e
asselo de seu servico.
i\a lUeSma loja os consumidores sein-
pre acharao um deposito de GAZ de cujo se afianca a
qualidade, e em porciio bastante para consumo.
amadas Larangeiras n. 14, segundo andar,
vende-se um moleque de 14 anuos com alguna princi-
pios de coiinha sem vicios nem achaques t de bo-
nita figura.
AVISO
aos Srs.de!igciiho
Na ra do Crespo, loja n. 12,
dejse Joaquim da Silva
Maya, vendem-se
cobertores de algodffo muito encorpados, proprios
para escravos ; bem como urna fazenda de linho a
mitaQilo de estopa, forte e propria para roupa de
escravos e saceos para assucar; tudo por prero mui-
to barato.
[ Na ra das Larangeiras, n. i-1 segundo andar,
vende-se un molecote de elegante figura e bas-
tante preto de 22 airaos sem vicios nem o me-
nor achaque ; um dito de bonita figura com ofiicio
de forreiro sem vicios nem achaques; um mulatiuho
de 22 anuos de bonita figura ptimo para pagem ,
por ser mullo activo e bom cavallciro ; urna mulatinha,
com todas as habilidades de bonita figura e muilo
moca ; dous pretos ptimos para o trabalho de campo ,
por seren milito fortes e de boa ligura;3 pretos,proprios
para o traba I bo de campo, por seren bastante furtos ; 2
ditas coiu algumas habilidades; nina dita de elegante
figura sem habilidades boa para carregar um labo-
leiro com fazendas e mals alguus escravos que a vista
dos compradores se inoslrarao.
i\a ra do Crespo,
loja n.l<2, de Jos Joaqnim
da .Silva Haya,
vende-sealpaca preta a800 rs o covado; dita muito
fina, preta" o de cores, por barato prego; merino
preto, muilo superior; panno fino preto e de co-
res ; casimiras elsticas, de duas larguras, para
caigas, a 6000 rs. o corte; velludo; gorgura~o"de se-
da ;setim para collete; tudo por prego commodo ;
fustOes para colletes; e outras inuilas fazendas,
tanto para caigas como para vestidos de senhora ;
ludo pelo barato.
Vendem-se dous sitios euma
casa terrea nesta praca, lu-
do em chaos proprios :
os sitios sao perto desta praca: o primeiro com duas
casas de pedra e cal una das quaes tem sotao forno,
estribara para dous cavallos e outra para gado ambas
com bastantes commodos para grande familia com 5
vlvelros de pelxe pasto para 8 a 10 vaccas de leite ,
multo boa baia para moldes, inelanclas e capim, an-
imalmente com inultos pos de coqueilos, larangeiras e
ontras fructeiras; esle rende 400^)00 rs. annualmenlc :
o segundo ao p do dito, com esa de pedra e cal. inultos
pes de larangeiras e outras fructeiras portiio na estra-
da ; arabos os sitios teem boas cacimbas de agoa de be-
ber e este rende 200/000 rs. : a casa terrea he sita no
bairro de S. Antonio o rende 16/000 rs. nieiisalniente.
Estes predios vendem-se jumos ou separados, epara Is-
to tratase no Aterro-da-Boa-Vista n. 21.
Xa loja n. 4, de IIcardo ao p
do arco de 8.Antonio,
na ra do Crespo vendem-se lencos de finlssima cam-
qraia, arrendados e bordados, com bico em volta,
proprios para mao de senhora de liiidisshno gosto, pe-
lo mdico preco de 640 a 1/280 rs. cada um ; chitas de
cores fitas de ricos estampados a 10, 18O, 200, 220 e
240 rs. o covado.
Desenganai-vos, freguzes,
que Francisco Jos Pereira Braga aa ra do Crespo ,
loja de Sportas n. 3, ao p do arco de S.-Antonio, tem
novas razrndas, e que as vende por lodo o proco :
cortes de casimiras muilo elsticas pelo diminuto pre-
to de 2800 rs. o covado ; dita de cores a 900 rs.; dita
i!S a 1^M) 0li(l,i merino muilo superior,
a 4/000 rs. o covado ; alpaca muilo lustrosa -a l/i2 rs.
o covado.
MIMO E PRIMOR!
NA ROA DOCRESPO,LO-
JAN.il, DE ANTONIO
LU1Z DOS SANTOS
& COMPANHIA.
He incontestavel que
era manufactura de gosto
o MIMO E PRIMOR de todas as sedas e sarjas pretas ,
brancas e de cores-, acbainalotadas, lavradas e lisas,
que se annunciam sao merecedores da benigna pre-
ferencia dos amadores do que he bom : asslni, se re-
commenda e conta-se que a vista da sua especiadsjte ,
nao restsr nada a desejar para possuir-se com a com-
pra o inelhor gosto e qualidade em colletes riqusi-
mos e vestidos para senhora, que satisnicam o mals cub-
toso, porm honesto e primoroso de seus adoraos
quaresuacs.
AVISO
As senhoras do bom
gosto.
iVa ruado Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaqun) da hilva
Maya,
ha um novo sorli ment das ricas trTantas de lanzi-
nha eseda para senhora as mais modernas quo se
usam na Europa, e por isso se tornam recomraen-
davois as senhoras de bom gosto, bem como aquellas
que usam de economa, tanto pela boa qualidade e
ricos gostos, como pelo baratissimo preco de 5000 rs.
cada una ; ha igualmente um rico sortimento de
cortes de vestidos da rica fazenda denominada ba-
zullina. Esta fazenda he de cores escuras, bordada
delistrasequadrosos mais claros, de lindos dese-
nos, cores lisas e bonitos tecidos, e por isso muilo
proprios para o tempo de quaresma e de invern.
Na loja de Francisco Jos Perei
ra liraga, na ra do Crespo,
u. 3, ao pedo arco de S.-An
Ionio, vendem-se as se
quintes fazendas:
lencos de setim de cores. a 2/200 rs. cada um ; ditos
de cassa para grvalas a 440 rs. cada um ; ditos de di-
la para algibeira a 320 rs. cada um ; cortes de chal
de seda aMOOOrs. cada un: mantas de setim para
senhora a 12/000 rs. ; pecinhas d cambraia lisa a
3/OO rs. cada una ; e alera destas fazendas ha um rico
sortiinento de'lazeudas modernas, deque a vista se dir
o ultimo privo.
A .#440 rs.
Na loja nova n. 4, de Ricardo na rua Caespo ao p
do arco de S.-Antonio vendem-se cortes de cassa da
afamada fazenda pclle-dn-diabo padrdes novos taes
e quaes os da casimira franceza.
A 720 rs. cada um.
Na loja u 4, de Ricardo na rua do Crespo, ao p do
arco de S.-Amonio vendem-se lencos de seda para me-
ninos c meninas pelo mdico preco de 720 rs. cada
um.
l'cchinchas, fregueses ua lo-
ja de Francisco Jos Perei-
ra Braga, na ruado Cres-
po n. 5, ao p do arco
de Santo-Autonio :
cortes de collete dos mais modernos que teem appare-
cido pelo diminuto preco de 2/iO0 rs. cada um ; rsca-
dos francezes para jaquola a 240 rs. o covado ; dilos
com lio do soda imitando cambraia de listra, para ves-
tido de senhora, pelo diminuto preco de 320 rs. o cova-
do ; lencos de seda de padrdes modernos 1/440 rs.
cada mu ; ditos com franja para pescoco de seuhora ,
a t/000 rs. cada um ; chales de cambraia com flores
as ponas, a 1/00 rs. cada um.
Vende-se chumbo de niunicAo muito bem soni-
do por preco commodo : em casa de James Rydcd Si
Companhia na rua da (.adela n. 46.
--- Na rua Nova n. 58 veudciu-scbicos brancos de
3 e 4 dedos de largura ; alguma fatenda amiga ; linha
retroz c outros objectos ; usina do cajuciio; sola e
couros de cabra ; calcado da Ierra para homem e se-
nhora de dill'erentes tainanhos tanto de couro como
de marroquiui ; ablua ou parreira braba, para curar
molestias Interiores; e alguma madeira.
Vende-se cerveja branca, da ine-
lhor que existe no mercado-, fabricada
em Presin-Pana : na rua do Trapiche
n. io, casa de Jones Patn &C\
Ynde-ie urna preta de nacao, de 18 annos de bo*
nita figura e multo sadla, que cozinha,osealguma cou-
sa e lava muito bem : na rua do Rangcl n. 26, primei-
ro andar.
Vcnde-se uiu cavallo de estribarla, em boas car-
nes bom passeiro, carr<*g;a de balso a meio novo e
que he muito proprlo para carro : na rua do Rozarlo da
Boa-Vista, n. 60.
Charutos sem igual.
Manorl Joaquim Goncalves e Silva na rua da CruY-K
n. 43, acaba de receberos nicos e verdadelros charu-^
tos de S.-Fells da fabrica de Augusto Wiftleben das
cores somonte canella e amarello ; assiui como vende
charutos ( pequeno-porte) os quaes se tornam mui
apreciaveis em raso de sua pequenhez e bom paladar,
sendo a prlmeira vez que vecra a este mercado.
1.
Vende-se na rnada Cruz, n. 3, {
de tima das melho-
cera em vel
res fabricas
do Bio-d-Janeiro
jl, sortimento vontade do compra- 13
7 dor, em caixas pequeas, e por Li
(iji .preco mais barato do que. em ou- l
-Vj tra qualquer parte-
m
Panno preto fino de extr.iordina*-
ria largura, a 4,^G00 rs. o
covado.
Na prlmeira loja do Aterro-da- Boa-Vista, n. 10, ven-
de-se sumi preto fino, de largura extraordlnariaV^-,
4/600 rs. ; dHo muito mals fino e superior, a 5/500 rs,; '
alpaca superior a 1/800 as. (hepecblncba ).
Boas chitas, a 120 rs. o covado.
Na prlmeira loja do Aterro-da-Boa-Vista, n. 10 ven-
dem-se ptimas chitas a 120 rs. o covado ; e algodflo-
ziulio largo, cora 20 vara* a 2/000 rs, a peca poner
algumas nodoas de ferrugem.
Vende-se ura selliui de montara de senhora e ou-
tro de lioinem ambos em bom uso ; una rica cadei-
rinha de arruar ; urna espingarda de dous canos e ar-
ranjos do oaoa ; una moleca de nacao propria para o
campo : tudo pertencente a una pessoa que se retirou :
na rua da Senzalla Velha, n. 110.
Vende-se fumo de priraeira e segunda qualidade ,
era porcao e a retalho : no Alerro-da-Boa-VIsta fabri-
ca de charutos n. 68.
Escravos Fgidos
LE !.. .JB
Luvas de pellica, a 640 rs
!
Na praca da Independencia, loja de chapeleiro, n,
19 vendem-se excellentes luvas de pellica inulto al-
vas e cor de canna a 040 rs. o par. A ellas fregueses,
antes que se acabe o resto da pechincha.
Aos econmicos.
Desenganem-seque mais barato nao ha'quera venda
como na loja de calcado do Aterro-da-lloa-Vista n. 38 ,
aop do becco dos Fe reros : borzeguins de varias qua-
lidades c cores, para hornera a 2/800 rs. o par di-
los para senhora e meninas ; um completo sortimento
de sapatos de couro de lustro marroquim, duraque e
setim, para senhora e meninas; sapatos de pala e de
orelhas de una e duas solas, para homem c meninos ;
o ni soi tmenlo completo de perfumarlas, ltimamente
chegadas de Franca deprliueira qualidadee por nie-
to commodo.
Vende-se um pardo esciro de 25 a 26 abnos, pti-
mo parapagem ou prra oulro qualquer servico : ua
rua do I.ivrameuto. n. 48,
Veudeiu-se 4 escravos sendo : dous carreiros ;
una preta com algumas habilidades ; ura molecote ,
por preco commodo : no paleto do Carino u. 7, junto a
j "n v^ndc,"-5e 3 escravos, sendo : ura pardo carreiro ,
de 20 a21 annos ; um preto de 26 airaos ; una preta -de
25anuos,que coiinha o diario de una casa, engom-
ma e lava e os outros proprios para eugenho ; vendem-
se por prooisao por o dono etjar de sabida para a Pu-
rahlba uestes quatro das: na ruada Cadela do Reci-
te u. 17, segundo andar.
Ve:ideii)-se 8barris de sebo derretido por preco
cominodo : na rua da Cruz no Recife loja de ferra-
gens de J. J. Rodrigues Lofiler.
- Vendem-se, na rua do Aragrc, n. II, por preco |
commodo velas de carnauba de bonita luz e dura-1 '
Uva, cranoslas com azeite de coco. A ellas, freguezes. pE
'----------------------------------------------:----------------------1--------
-- Fugio, no dia i7 do crreme, da casa do escrivao
Joaquim Jos Ferreira de Carvalho, pelas 2 horas da
tarde, o seu escravo Herculano, crioulo, cor fula que
parece cabra, sem barba, de mais de viole annos, cuze
de alfaiate, bebe, fuma, estatura ordinaria, secco, e falla
alguma cousa pegada. Roga-sc as autoridades policines
de o apprehendcreiii c o levarem a seu seuhor, que gra-
tificar.
= Fugif, no domingo, 14 do corrente marco, nina
preta de nome Luduriiia.de idade de 35a 40 annos pouco
mais ou menos, com os seguintes slgnaes: estatura re-
gular, cheia do corpo, algum tanto barrrguda, pellos e
Ss proporcionados; gagueja no fallar; quando empe
rme, demonstra ter urna treinura na cabeca, lera una
nio foveira, urna cicatriz em una perna; sanio com ros-
tido de ganga azul, cabecao de chita azul e j desbola-
do, e ura panno da Costa:quem della souber ou appre-
heiide-la, leve-a a botica da rua larga do Rotario, n. 3b,
ou nos Remedios, sillo do Sr. Plnho Horgcs que ser
generosamente recompensado.
Fugio, no dia 12 do correiite a preta Romana, da
Costa i fula, com talbos pequeos no rosto o estes mals
pretos que a cor do rosto olhos grandes e amorteci-
dos belcos grossos nariz grosso bastante all falla
mullo grossa que parece homem esl pejada de nou-
co mais j se divisa; levou vestido de rlscado rxo ,
cora o roupinho do vestido de oulr qualidade, que he
do al;oclao trancado do lislras ames e brancas, camisa
"de chita azul mullo miuda e panno da (osla velho ; he
bastante ladina mas linge-si- bruta ; eostiima a vender
pao todos os das e agoa a tarde. Roga-se as autorida-
des policiaes e capitaes de campo que a apprelieud.iiu e
levein a rua do Rangrl n. 38, segundo andar que se
recompensar generosamente.
= Anda fgido um pfelo de nome Antonio dena-
cao Congo de 50 anno balso c magro, as' ventas um
pouco alionas quando anda puxa por urna das prruas;
tem sido visto pelo Ciqui e Remedios e consta dor-
mir um vez por outra pela Passagein-da-MagJalcna ,
no lugar Kebedouro : quera o pegar leve ao p da ca-
deia ii. 17
ENIGMAS
PITT0RESC0S.
M
Sa
E Cl F H A C AO
> Grande perlgo corre a nao dn estado, se a embria-
gues das palxfles se apodera da companlia. '
KiVtrr. DBM. F. E F.VR1A.1^17.
>
MUTILADO
UfeS
__


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