Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09867


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Full Text
Anno de 1847*
Terga-feira 16
, n/jflO pulilica-se todos os dial, que no
ile amrd o Pre9 da assignalura he de
f'ein .... niiurtel. vanos atttantatiot. Osan-.
oi qurwl. VaS> dianladoM. Os an-
dos assisnanles inseridos i roso de
"''Tporlinl'. *0"- emtypo difireme, as
i'l.m uala motada. Os que nao iorcm assig-
PHASES DA LA NO MEZ DEMA.RQQ.
jl, a J. nos *8 minutos da manila.
111:
GescenW. .' J l,ora* e Ju mia- da ,ardc-
lypo
U,.eoanl 10, s 2 horas .18 roin da m.nb.
I* u, uovs, '. as horas e 47 mra. da tarde.
PARTIDA DSCORREIOS.
GoiannaePariliyba, as segundas e sextas feiras.
llio-Grande-dn- Norte quinta feiras aomeio-dia.
tabo, Serinhem, Rio-Forraoso, Poito-Calvo e
Macelo. no I.", a 11 e 21 de cada mei. "
(aaraiiliunse Bonito, a 10 e 21.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
OliiuU, todos os diai.
PtlEAMAn DE I10JE.
Primelra, sShoias* 42 minutos da tarde.
Segunda, s horas e C minutos da aianha.
de Mar$o.
Anno XXIIT.
N. 61
das da semana.
5 Segunda. 8. Henrique. Aud. do I. dos or-
liaos, do J. ilo c da 2 T. e do J. M. da 2 v
erra. S. Cyriaco. Aud. doJ.dociv.dat
v. e do i. de pai do 2 ilisl. de t.
17 Quarla. S. Patricio. Aud do .'. dociv. da
2 v e do J. de paz do 2 disl. de t.
18 Quinta. S. Gabriel. Aud. do J.dc orphos,
do J. municipal da I vara.
18 Sesla. > ff S. Jos, Esposo de Nossa Se-
nbora.
20 Sabhado. S. l-'ocio. Aud. do J. do civ. da
I. t. e do J depai do I dist. de t.
21 Domingo. S. Beuto.
CAMBIOS NttDIA I S DEMARCO.
Cambio sobre Londres de 10 30 */j 4
Paria lia rs. por franco.
a v> Lisboa 95 de premio.
Desc. de lauras da boas firmal 1 '/, p.*/
DuroO.irks lespanholas.... 8*000 a
Moialas de UjiOO vedi. lJ00O a
deCftOCuov.. IBOOO a
de t J0U0..... |000 a
1'raU l'ataces....-...... 2|'i00 a
Pesos coliiiiinares... 2/000 a
Ditos mexicanos... ifoOO a
Miuda............. 1*880 a
A croes da comp. do Kcberibe de &0f000 rs
p. i r.
ao !><-
zini.n
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. ao par.
IIJ I
'#
DIARIO DE PERNAMBUCO.
PAHTE GFFCIAL.
e
IIISPADO DE PERNAMBUCO.
Dom Joo da Purificaflo Marques Perdigao, conign regran-
li de ianto-Agostinho, por grata de Deo e da Sania Se
Apostlica hispo de Pernambuco, do concelho de S. M. I. e
C.kc.
A saide, a paz e a bencao ein nome de Jesus-Chris-
to se ja coiii todos os nossos diocesanos.
Posto que nossa pastoral aolicilude ge tenha dirigido
ein frequentes occasics aos habitantes drsta dicesi- pa-
xa Mies annunciar a doulriiia.de Jesus-Chrlsto, escripia
fara sua c nossa insti uccao -K todava, nina interior
voz nos impcllc a fazer ver quaes os sentlinentos, de
ni' devem estar animados os nossos dideesanos na pre-
sente Cuaresma, instituida no terripo em que os pri-
melros discpulos de Jesus-Chrlsto princlpiaram a dis-
semlnar a f caiholica por todo o orbe, para que, In-
do esta ein progrrsso, dcsapparecesse (pela predica e-
vangelica) a-incredulidade reinante.
Qual, pois, a veneraco c acatamento qtic este santo
ti'inpo nos deve merecer, como proprio para reparar
pela penitencia a innocencia perdida, ilnguem ignora.
O excmplo de Jesus-Chrlsto victorioso no deserto, para
nossa Ilustrarlo, demonstra esta verdades e manifesta
qual deve ser o fructo do jejum e da recordacao dos
divinos mysterios que celebramos no tempo, ein que a
santa igreja persuade a leus filbos maior piedade e
devocao.
A conviccao, em que estamos, de ferinos formados do
p, seja niii rflicaz preservativo contra a.altivez e or-
gullii) proprio uo homem inU-ii mente carnal, e entre-
gue ao contagioso vicio da soberba, cuja punirn Dos
nao diltere, nein prolonga. A esmola, por "meio da
qual o esmoler presta soccorro indigencia, designa ca-
ritativo aquelle que reconbece a conveniencia da vir-
tude da caridade, sem a qual intil se torna o excrci-
rin das outras virtudes. O refreamento do nefando vi-
rio da incontinencia, prohibida pela mcsina natureza,
lie nrcrssario para repellir a influencia d'uma paixau
que iiifi'lizuieutc domina naquellea, cuja irreflexo os
precipita no ahysmn da culpa. A mansidao de maos da-
llas com a benevolencia c allabilidade, conformes com
o Kvangellio, sejam as qualidades que enuobrecam, e
illiistrem os inclinados ao violento impulso da ira, que
Jisns-Christo reprovou de viva voz. e com scus exeni-
plos A moderaco das iguarias, cuja abstinencia nos he
recoiiiiiiendadanos dias de jejum, refreie.o vicio da gu-
la, para quejnais livreincnte nos dediquemos ao excr-
ciclo da oracao, pelo qual, inais que rin outras pocas,
he mister supplicar o celestial auxilio que adivina qalse-
rafo nos queira prodigalisar, protegendo o orbe geral-
nicnie opprimido e vexado com amaras perscgu9es,
causa motriz da universal desordem.permitlida para pu-
nir a irreligiaograssaute, qual devenios attribuira In-
gente corrupciio dos costumes, sem culr<> resultado
que o da confusao, da elluso do sangue entre os luci-
mos naciouaes, prenles e amigos, (sem que Intci venlia
publicamente inimizade estrangeira) para maior aniqui-
lamento e deslustre das uaces rrcllcctidas, aprzar dos
llagellos enviados para produtirem os salutares elleitus
juca Providencia espera collicr da reflexao. A carida-
de para rom o prximo, preceptiva para medicinar, o vi-
no que impera na maior parte dos homens, mln/.in-
dii-ns a conceber desprazer pela prosperidade alheia,
pie dusejariam desfructar exclusivamente, obrigou os
nvi'josos a elogiar o dons, e a estimar as qualidades
que ui naiii os favorecidos pela Providencia, para com
scus rxemplos cxcitareni os que as nao gozam. A dili-
gencia assidua no servico de Dos, o zelo .de sua gloria
eo fervor rio excrcicio da piedade christaa, aflgeme
para srmpre a ociosidade. procreadora de lodos os vi-
nos. O homem vicioso torna-si- prrjudical socieda-
de e "Infructifero si iiirsmo. O tempo perdido jamis
se pude recuperar. Todo o vvente deve convcnccr-sc
deque fui condeinuado ao trabalho, para comer o piio
I"e o possa aliuirntar. Eljc deve igualmente ter em
vista sua respmisahilidadc pelo tempo consumido na
niiitilidade. Una das nuiores afUicdes que o mori-
bundo supporla, lie scui duvid.i a recordaeo do tempo
perdido.
Dilectos diocesanos, n vos exhortamos a que Con-
formeis o voaso procedlmenlo com a f que professais
Niin conviinos que baja motivo algum que vos exima
de cumpriides vossos deve res, ou frca gue a praticar o procediinenlo que o chrislianismo cou-
denuia. I.is a rasio por que o sentenciado ao fogo iuex-
tingiiivel acredita ser elle inesino a causa de sua eter-
na reprovaeo.
Aquelles, pois, a queui urna especial indulgencia con-
serva nesle inundo para se rccoiiciliareiu com a podero-
sa inao que os sustenta, noprocrasliiicm sru arrepen-
timiento, ignorando inteiraincnte o da e a hora, ein
que sua mortal can eir deve terminar. Expor a salva-
{io a pcrlgo de a perder he un enormissiino crime,
quaudo lodos os esforcos para a conseguir nao sao ex-
cessivos.
1'- que tempo inais proprio e opportuno, no qual a
suua igreja, iluminada pelo espirito de seu Divino Es-
poso, nos diz que este nao rjuer a morte do peccador,
mis que se ciinverli c viva! Escuteuios a voz do pro-
phela Joel por qiiem Deosdisse: n Couvertii-vos paramiui
de todo o vosso corafao iior meio do jejum, das lagri-
mas e do pranto, porque sou benigno e misericordio-
so Capitulo 2.' vv. 12 e 13.
UuvirSu, porciii, a vot de Dos os que frequenlam os
espectculos e divertinientos publicos, improprios dos
dias, i ujji exeniplilicando o genero humano ? Ah Quijo repug-
nantes sejam s pas inieirjcs da mal coininom dos liis
i"i lempo quaresmal as cavalhadas c os bailes, todos
emenden).
Na, porm, instituido no poder que divinamente nos
foi conferido, e uniudo nossa dbil voz aquella oue nos
  • i aos refractarios os scus peccados, (l. capitulo 58 v.
    1.,) e ooedccmdn ao preceilo apostlico que nos man-
    da presar a aa doulrina com instancia, (Ep. 2.* a Tiui.
    eapiulo 4." v. 2.",} allamcnle declamamos, pc|o meio ao
    nosso alcance, contra lio deploravel relaxafao.
    IIemaiescaiiiialosaquea particular a publica viola-
    ciio doletuiA, inseparavel dos bailes. Os meamos pro-
    lesiantea acremente e com a maior juanea a ceiisuiain.
    is ciunplicei ou comprehendidos uesta poslerga{ao,at-
    irabiido a Indignatao u'um Dos provocado pela 111II11-
    encia das paixoes, em lempo conveniente rasponderno
    fio abuso commetlido, uina ves que as lels respectivas
    Wio em formal desprezo, privado de faci o prelado
    diocesanos de a sustentar pela coaccio, (coui a qual Je-
    sus-Christo ornou a sua esposa. Math capitulo 18 v. 17)
    como sustentaran! em pocas (Je feliz recordacao, as
    quaes suas acedes, nio contrarias a le alguma, mui Ion-
    ge eslavaui de causar o escndalo mrizaieo, qual hoje
    pretextan! os inais alientos satfsfaeao de seus nao rec-
    tos designios que fiel execu{o dos precritos que a
    rellgiao Ihes impoe, e i defesa do recente philosophis-
    mo que observancia das tradiedes de scus inaiores,
    de quem receberam exemplos dignos de eterna memo-
    ria, e a pura doulrina que professavam, e segiiiam. .
    Nao pois nos conformemos com o extravagante deli-
    rio que urna mal entendida phllosophia tem propagado
    com gravissiino detrimento dos habitantes da ierra. Os
    estragos que ella tem causado, esto beui patente.
    Detestemos a hypocrisia combatida por Jesus-Chvisto
    q lian do em una formidavel invectiva fez ver qual a me-
    dicina conveniente cura de tao perigosa cnfcruiidade.
    Uatli. capitulo 23. Vejamos de passagem quaes os elle i
    los deste vicio em pratica entre a maior parte da naco
    judaica. Para seus sectarios demonstraren! sentimento
    carnal as occaside ein que era mister significa-lo, ras-
    gavaiu *eiis vestidos, e nao os seus cora{es, quando
    davam pasto a leus crlmcs. Joel. capitulo 2. v. 13.
    No se alinieiii.iv.ini sem que lavassem as inaos. Math.
    capitulo i;'i. v. 2.' Censuravam os apostlos, quaudo no
    Mbbado colliiam espiga para se nutrircm deste pao em
    casos urgentes. Id. capitulo i2. vv. I.'ei.' Disimavam
    a li miela o, o endro e os caminlios; coavam um mos-
    quito, e engullan) um camello. Purlficavm os copos
    c os pratos pela parte externa, tendo ein pouca conslde-
    i ai ao a interna. Impunbain sobre alheios hombros iu-
    supportavcls pesos, que nao inoviam com seu dedo.acos-
    tumados tinalmeute a tudo praticarem para seren elo-
    giados pelos homens ; a apreciaren! os primeiros lugares
    nos banquetes, e as primelra cadeira na sinagogas;
    as saudaces lias piaras publica, o seren denominados
    mestres. Id. capitulo 23. vv. 23, 24, 25, 4, 5. 6 e 7.
    Longe de seguirmos os sentimento que ora mencio-
    namos, principenlo a san lili car o jejum quaresmal, re-
    priiniudo quaesquer disposiees para a inobservancia
    das lels, e o ino uso dos sentidos, para fazermos fruc-
    los dignos de penitencia pela privacu dos inesmo pra-
    zeres, cuja frui(o nos he licita, cerlos de que morrerc-
    inos nos nossos peccados, se os nao apagarmos pela pe-
    nitencia.
    Afasteinos de nos o odio, a vinganca.a maledicencia,
    a calumnia e a intriga, viciosos inais contrarios san-
    tilicaeiio das nossas almas.
    Depositemos os proprio e alheios peccados, quando
    ilestes sejamos occasionadores, aos pes do prudente mi-
    ni-lro'ilo sacramento da penitencia, manifestando sin-
    cera dr e proposito firme de pcrleita correceo para
    nao desmeiveermos a absolvirao que humildemente sup-
    plieainos.
    Ministros do Senhor, lamentemos entre o vestbulo c
    o altar as nossas transgressOes e as dos povos, implo-
    rando o soccorro celeste, para que a divina miseracao
    desea em nosso favor e auxilio. Excitai penitencia os
    que desta vivem esquecidos. Animai-oa com a doulrina,
    e com o exemplo, para que vos e elle sejam dignos de
    sedenominareiu templos de Dos vivo, subtrahindo-vos
    deste modo responsabilidade em que estis constitui-
    dos, pelas vossas infraeces e pelas de vossos Irunto*.
    Coinmemorando a responsabilidade dos ministros da
    rrligio, parece-nos urgente recoinmendar aos reve-
    rendos parochos e confessores a necessaria vigilancia
    sobre cerlos prejui/.os, de que se deixam dominar oa
    menos intelligentes c rudcs, acrrdtando_ a doulrina
    errnea que eniste divulgada pela imprcsso de um li-
    vriiiho Intitulado -- Mllagre que fez Nosso Senhor Jc-
    sus-Christo-, scmdcclaracao da lypographia, cmque foi
    impresso.
    He para notar que a peona nao se negasse a obediencia
    do autor de varias r peregrinas doutriuas, quando pela
    impostura prrtendeu seduzir os incautos c Iludir os
    nimiamente crdulos, sem se lembrar da rigorosa res-
    ponsabilidade. He tambeni admiravel que huuvesse
    mpressor que ousasse publicar taes doulruaas, nao se
    recordando dos pessiinoa efleitos que podem occaaionar,
    pelos quaes be responsavel. I.amenlciuos que algun ha-
    bitantes nesta nossa diocese estejam possuidos de tao
    perniciosos acutiiiienloa.
    Para inelhor iutclligencia dos que nos escutam aprc-
    sriilanos em suuinia a doulrina que o referido livrinho
    conten. Dis, pola, que havia una miilher desejosa de
    saber quaulas foram as chagas que Christo sofi'rcu em
    sen santissinio corpo, eque o mesnio Jesus-Chrislo Ih'as
    revclassc com multa devoran Apparecendo-lhc Jesus-
    Christo, Ihe dise: Sabe que as chagas que em meu cor-
    po recebi foram cinco mil quatrocenlos e cincoenta e
    cinco. Pelo que te digo que quein por ellas resar quin-
    ta padre-nossos e quinte ave-marias por espato de um
    anuo, Ihe sero tiradas quinze almas do purgatorio, e
    outras tantas de peccados mortaes, e traze-las grata e
    conlirniacao das boas obras; c assim quem cumprir esta
    resa um anno inteiro, eu Ihe darei quinze da antes o
    ineu curpoacouier.eniio terfome, a beber o meu san
    gue, nao ter sede, e Ihe porei diante o signal d.i cruz
    que Ihe servir de ua gualda c defesa. Eu Ihe assistirei
    com a ni inlia Mai Sanlissi na hora da sua morte, e re-
    ceberei sua alma benignamente. Lcva-la-he aos praze-
    res eternos, e quando a levar, dar-llie-hei a beber* di-
    vindade, e ainda que haja Iriuta anuos que se nao cou-
    fesse, c tiver pezar e coutiicfao de seus peccados, cuni-
    priudo ela resa mu anuo inteiro, eu Ihe perdoarei os
    seus peccados desde que nascou ate morte, c o livrarei
    de poder dos demonios, e da"sua tenlaco, c sendo niao
    se tornar em boin, e continuando Ihe guardarei ua al-
    ,ina das penas do inferno, c o que pedirem a iiiinlia Mai
    Santissima Ihe concederei, dando a vida para ir viver no
    meu reino eternamente, vlvcndo coinuiig_o para semprc.
    Qualquer que troucer comsigo esta orafo e a der a ler,
    ou eusina-la alguma peasoa, ter nesta villa prazer
    meu, e galardao. Onde qur que eata orarn estlver, ser
    a casa conservada em pai, assim como conservei, e guar-
    de! as pesadas ondaa do mar, assim homens, como uiulhe-
    res, qualquerpessoa que tlver eata oracao, nao morrer
    de repente sem se coiifessar, nein ser julgada por seus
    iiiimigos, neiu vencida por elles em liatalh.i, ou em pri-
    su, nem as agoas do mar, nein em fogo, ralos, gota-co-
    ral, e lesleinunhosfalaoa.aQiIalquer inuiher que se adiar
    em perico, lanjando-sc-lbe estaurarao ao pescoco, parir
    sem perigo.e est approi-ada pela sania inquiscao que
    trouce de Roma D. Joo Cardozo, a qual se achou a um
    homem que tinbain laii{ado ao mar com una pedra tr
    pescoco, e andando porespaco de taes dias sobre as a-
    goas do marsein seafogar, o salvarain das ondas, aribe
    acharam ao pescoco a dita oracao, c quem a troucer, se-
    ja com muita f porque Deo* nao sabe fallar. Que es-
    tupidez !
    Segue-se urna outra oracao pela inesma llngoageui,
    cuja copia nos parece intil. He tambem desnecessarla
    a refutacao desta nogenta doulrina, quando por ti mes-
    rai est refutada, niereccudo ser suprabundantciucnle
    entregue ao desprezo.
    t.oino, porem, apeiar desta nossa cxposi(o possa
    causar grave detrimento cutre os nao prevenidos, prohi-
    bimos absolutamente a continuacii da impresso do
    livrinho l referido e sua leitura, delermiiiaiulo, sob as
    penas fulminadas pela santa igreja, que qualquer nosso
    diocesano que conservar em sen poder o livrinho po-
    nos justamente condemnado, o queime inmediatamen-
    te, nao Ihe prestando crdito algum, persuadindu-seipie
    a doulrina uelle exarada he inteiramentc contraria ao E-
    vangelho, e urna deteslavel inveii(o suggerida pelo
    principe das trevas. Nao passamos a dar maior provi-
    dencia, porque esperamos da parte dos nossos reveren-
    dos coadjutores, c dos administradores do sacramento
    da penitencia, a maior energia no cumprimentodo dever
    que lhes impoinos.
    Palacio da Soledadc, 4 de marro de 1847.
    Joo,
    Hispo diocesano.
    PERNAMBUCO.
    SHSSAO KM 13 DE MARCO DE 187.
    PHESIDENCU DO H, SOCZA TEIXEISA..
    (Continuado do n." anttctdentt).
    L-sc, c ilepois deapoiado eutra emdiscussao, o sc-
    guintc rcquc ment
    Bequciro que, pelos canacs competentes, se peca ao
    Exui. presidente da provincia, para ser presente esta
    assembla.um offlcio que, por intermedio doSr. chefe de
    polica, ihe foi enderecado pela delegacia de policia do
    termo da cidade da Victoria, nos fins de 1845, pedindo
    providencias sobre o estado de enfraqueciniento c repa-
    ros necessarios eadeia daquella cidade; e bem assim
    o parecer do delegado do concelho geral de salubridade
    publica, que un sentido da iufoi niacao acompanhou o
    dito officio. Araujo lieltrio.
    O Sr. Nttla nao sabe se deve qualilicar de rasoavcl
    expediente de pedir presidencia os officios que ella re-
    cebe dos seus agentes policiaes: comquauto entendaque
    seinaire se deve facultar casa todos osesclarecimentos
    de que ella precisar para bem orienlar-sc na adop;o de
    uina medida qualquer, julga todava que casos lia bem
    como o de que se trata, em que o cunipriinentodesse
    dever hedealguma sorte limitado pelo deoutros nao me-
    nos importantes, bem como o de se nao exigir a mani-
    festa{o de documentos ofliciaes que a adininistrafo
    talvez emenda conveniente nao fazer sabir do respecti-
    vo archivo: c porque nao deseja ver sanecionado un
    precedente que para o futuro pdeaggravar apoflcSo
    da assemlilca, pede ao nobre deputado autor do reque-
    riuicnto, baja de retira-lo, tanto niaisqiaiito, sendo el-
    le a propra auloridade que dirigir o offloio, a que esse
    requcriini-nto se refere, acha-se nascireumstaiieias de
    habilitar a casa a tomar una medida acerca do que lid-
    ie se conten, nao su iileirando-a da materia de que ahi
    se oceupa, como scientilicaudo-a do que' a semeHiante
    respeUu dissera o delegado do concelho geral de salubri-
    dade na informadlo que incnciomira, c que sem duvida
    ten; lulo.
    O Sr. Araujo Bellro: Persiiadi-me. Senhor pres-
    deme, que o meu requerlmcnlo nao cneoiitrassc oppo-
    m, .i., alguma nota casa. Satisfar! ao nobre deputado,
    duendo em que se basca a neerssidade desta medida.
    Nos lilis do anno de 1845, achando-se, como presen-
    temente ainda se acha, em estado ruinoso a eadeia da
    cidade da Victoria, como delegado representei ao Exiu.
    presidente da provincia para provisoriamente destinar
    urna quota, com que se reparasse aquella eadeia; ao que
    respondeu o Kmii. presidente que, mi haveudo quota
    alguma marcada por esta assembla, nem medida^ que
    o autorisasse a mandar fazer taes reparos, na nuniao da
    assembla faria disso scieute mesina, para que ella
    consignasse na lei do orfmenlo-una quota com esse
    destino. No seu velatorio, porin, talln em geral sobre
    as'cadeias, accrrscenlando que, comquanto nao se es-
    vesse em estado de edificar novas, julgava todava con-
    veniente que se mandasse reparar as arruinadas : n:io
    me record que elle fallasssc especialmente de eadeia
    alguma, nem que dissesse que alguem represcutou so-
    bre o estado daquella eadeia.
    Acliaudo-me nesta casa, cuten.li que faltarla ao meu
    dever, se nao lizesse um requerimeiito ueste sentido, c
    pai a dito liui, fazendo vir ao coiiheciniento desta assem-
    bla o meu officio, tuja materia nao tenho toda presen-
    te, e bem assim o parecer do delegado do coucelho ge-
    ral de salubridade publica, que com conhecimenlos pro-
    fessionaes, e expondo a necessidade desses reparos, iu-
    formava ao Exiu. presidente o ollicio da delegacia.
    J ulgiiei, pois, que esta assembla, ouvindo lr esse of-
    ficio e parecer, melhor poderla.......
    O Sr. iVeKo: Bastava, nessa oecasio, urna informa-
    y-So do nobre deputado; bastara uina emenda ueste sen-
    tido na lei do ore.inientu.
    O Sr. Araujo Uellro : Mas a casa votar por ella se
    no tiver esses esclareciinenlos?
    OSr. Kelto: A palavra escripia nao vale mais do que
    a palavra dita.
    O Sr. Jraujo llellriio : Assim me recordasse eu de tu-
    do que observe! quaudo liscasei o edificio, e de tudo
    quantoobservou cescreveu o delegado do concelho ge-
    ral de salubridade em seu parecer, como, por exemplo,
    a respeito da ruptura da latrina, e canal das feses, os
    miasmas que produzem, etc., etc.
    O Sr. .Vello : Nao precisa saber-se dessas nnnuden-
    cias : bastava o principal. O Exiu. presidente precisara
    dirigr-se polica. .
    O Sr. Araujo llellra: Nao sel se toda a casa pensara
    como o nobre deputado. Eu nao peco infui inaces da
    policia, mas o ollicio e parecer que foram dirigidos ao
    Kxm. presidente por intermedio do chefe de policia.
    U A'r. Nello: Achava melbor que o nobre deputado
    retirasse o seu requcruiento, e se guardasse para a lei
    do orcamento.
    U Sr. Araujo llellra : Se a casa entender que devo re-
    tirar o requeriuiento, vote contra elle.
    Julgada a materia discutida, he o requerimento posto
    a volaco e approvado.
    I.em-se e approvam-se sem dlscussao os segulutes
    requerimentos:
    Requeiio que se pergunte ao governo qual das duas
    nispeeriies. se a da mesa do consulado ou a da reparti-
    rn ultiinameiite errada, regula a deducrio dos dueitos
    priivinci.iesilii.issiie.il. c, no rato de ser a da referida
    mesa, ni il a i asan dessa preferencia, c desde quando
    tem tldo lugar. Lopes .Vello.
    Requeiro que. pelos canacs competentes, se peca
    thesouraria provincial a relacao dos individuos que sao
    credores della, em virluile do* contratos celebrados pa-
    ra a factura de estradas publicas, com a declararo da
    dala dos contratos, da poca do venc ment, do* crdi-
    tos respectivos e dos pagamentos at agora fcitos por
    conta delles. Lopes iVciio.
    ORDEM DO DA.
    Segunda discussai donrlign l.> do projeclo ii. 2 deste anno,
    que npprova. o contrato celebrado entre o governo da pro-
    riin-iii C4S compiin'u'a do Ihralro pubfiro.
    OSr.Netto est disposto a votar pelo projecto ; mas,
    isto nao obstante, emende dever fater alguma rcflexcies
    acerca delle.
    Priineiro que tudo, julga o orador conveniente que se
    estipule o valor das apolices da companhia de Beberibc
    ton que se pretende pagar aos accionistas do theatro,
    e sr 0 estipule em o mesnio prc{o por que as teem obtl-
    do a thesouraria, para deste modo cvitarein-se as duvida j
    que a respeito desse prccO possam porventura apparecer
    no acto do pagaiueiito : em segundo lugar, supnde que,
    seria melhor pagar com dinheiro a companhia no thea-
    tro e reservar ai supradilas apolices, ou, no caso de nao
    ser isso pnssivel, volar fundos thesouraria para pro-
    ver-se de nutras, visto como sao incoutestavei os bene-
    ficios que a provincia devem de resultar de figurar ella
    como um dos principaes accionistas do encanamento
    das agoas, pois que, sendo de 45 anuos o privilegio que
    a estes accionistas se conceden, ao cabo de 10 ou 12, ou
    ella se achara uas circiimslancias de assumlr todas as
    acedes, e assim habilitarte a fornecer agoa gratuitamen-
    te aos habitantes da capital, ou, caso sto nao posa con-
    seguir, lera de contar com uina fonte perenne de boa e
    iui'iiiivi i recelta.
    O Sr. Sunes Machado combate as rcflexes do prece-
    dente orador, sustenta o projecto, e declara que hade
    volar por elle.
    O Sr. A'eto responde ao Sr. Nunes Machado, corro-
    raudo as ideiasque antecedentemente cunt ira.
    O Si. Pea-oto de Hrito: Sr. presidente, devo tuna de-
    claraciio casa, que talvez sirva multo para esclarcci-
    iiieni., do projecto que se discute.
    A casa M lembrar que, quando aulorisouo Exin. pre-
    sidente da provincia a contratar com a companhia do
    ilican o o pagamento do que ella havia adiantado para a
    factura daquella obra, nao impoz a condico da appro-
    voco do contrato; sto he o que est escripto na lei:
    por conseguinte he uecessario <|ue um de nos, na qua-
    lid.nle de incmbro dessa couiniissao que contratou, di a
    raso por que o contrato ainda velo casa para obter a
    coufiuiaeo.
    Senhores, para que podessemos obter urna reuniao
    da companhia, foi uecessario trocar mutos odiaos : a ,
    companhia do tln ati u eslava impressionada das ideias
    que se liaviain emlltido nesta casa e fura della, deque
    nos queramos autorisar o presidente a violentara com-
    panhia, em despeito de um contrato, a entregar o thea-
    tro; de mancira que, impressionada a companhia des-
    sas ideias, pareca arrrc'ear-se de entrar com nosco em
    transacedes : a companhia fugia de nos com uido, e
    levou os jeus recelos ao ponto de exigir que por escrip-
    to Ihe dessemos as condices dessa nova traus.icco, e
    isto antes de consentir na reuniao para que a haviainos
    convidado, aliui de nos eiiuiiciaiiuos a respeito do con-
    trato ; depois deste priinciio cnibara(o foram ainda
    apresentados uniros, mas a commisso, tendo recebldo
    m drin da presidencia para facilitar o contrato, foi, de
    ai curdo ruin as conveniencias da provincia, convindo
    naquillo que Ihe pareceu rasoavcl, c era exigido da par-
    le da companhia ; chegnios alinal ao ponto da compa-
    nhia dlzer que nao cntregava o theatro acni que o con-
    trato celebrado viesse esta casa c recbense ua cou-
    tii in.ii ao ; c apetar de fasermos sentir companhia,
    que a auti irisar ao dada presidencia para contratar era
    lata, e nao estava dependente de lal confirmado, o
    companhia insisti em suiopiniao que levamos pre-
    senca do Exm. Sr. presidente da provincia, o qual en-
    tendeu que era prudente estar por rsla ultima coudifo
    da companhia, e neste sentido secelebrou o contrato.
    Sao esta as rasdes por que se aprsenla o contrato a
    esta casa, c que entend dever relatar, para que os Se-
    nhores deputados fiq,uein em estado de pronunciar o
    sen voto acerca deste objecto.
    Agora passarei aos pontos que formam a questo do
    nobre deputado que est agora na uiiulia esquerda(o
    Sr. Netto).
    l'i iincii aininic o nobre deputado considera necessa-
    ria a clausula, ou deelaracao no contrato, do preco
    por que a companhia deve de receber as apolices da
    companhia de Heberlbe ; e eu cntendo que nao ha ne-
    cessidade dessa deelaracao, porque o que he que se de-
    duz das palavras exaradas no contrato .' Vejamos o que
    elle diz. (L.)
    Ora, duendo o contrato, que a companhia do theatro
    receber as apolices compradas pela thesouraria pro-
    vincial, nao teta dito outra cousa senao que a compa-
    nhia do theatro receber um capital que existe na the-
    souraria provincial em apolices da companhia de Be-
    beribc, que receber os avaii(OS que feza thesouraria
    por conta dessas apolices : para que se nao enlendesse
    assim era neeessario que o contrato dissesse: recebe-
    r as apolices da companhia segundo o preco que ellas
    tiverem ; mas nao dit islo : logo he o capital que a
    provincia tem naquella especie, e para se entender isto
    no carece o contrato de inais declaraf.o alguma%e
    nem as apolices teem actualmente outro preco senio o
    que representan!.
    Tambein responderei a outra objeejao feita pelo no-
    bre diputado, limitando a ininha rcsposia, e nao tocan-
    do em objectos que podiam dispensa) -se.
    O nobre deputado perguntou se nao seria mais con-
    veniente que se pagassein esses 50 como tin dinheiro
    do que em apolices.....
    O Sr. Helio :Se ha dinheiro, como dizem.
    V Sr. Pexolo de Arito :Sr. presideute, o orcamento
    actual da thesouraria nos aprsenla um saldo de 30 cou-
    tos, c nos poderiamos dispor deste saldo, para um pa-
    gamente desta o ilini, se nao tlvessemos ja decretado
    despezas que montatn a esse saldo e a mala alguma.
    cousa.....
    O Sr. !fstto :Enlo ha dficit ?'
    O Sr. Ptixoi de tirito:O nobre deputado sabe que
    se decretou o augmento da frca policial, e que a des-
    peza com esse augmento importa em 48 cont : por
    tanto est J absorvido este saldo. Ora, se nos ja nao
    temos este saldo, aonde (eremos um capital para fazer
    aM_
    M


    m
    v


    .
    a
    te pagamento? O pagamento urge, e deve ser felto
    quanto antes; quem rm taei circunstancias se acha,
    langa mo naturalmente, ou de um emprestlmo, cuido
    rebate de lettras, se as teirt a vencer mas a thcsoura-
    rla ainda tem um recurso de que pode bufar nio sem
    Ir a estes extremos, e he a transferencia das plices da
    companhia de Beberibe.....
    -.O Sr. Ntllo'.--Dltla-se que havM tanto dinhelro ....
    O Sr. fritlo le Brilo :0 nobre deputado quera at
    que a thesouraria procurasse augmentar o numero de
    suas apollees. Declaro que nao considero a compra
    da acgfles Pellas por conta da Ihesouraria como um
    mel de obter lucros, porque, no* tendo ella dinheiro
    siifneiente para occorrer as despezas da provincia cm
    tempo, nao pode entrar em taes negocios: considero,
    pols. essa compra como um apoio a nina empreza desta
    ordemi porque eni quanto o thesouro figura como ac-
    cionista de 600, ou 800 acgdrs, evita que a ollera des-
    sas acedes influa no bou prego, e Ibes occasioue urna
    baixa no mercado ; portanlo torno a dizerqueeslc acto
    da Ihesouraria he urna animago que d a empreza.
    Do que hei dito poderla o nobre deputado concluir
    que, entregando n* as acgdes, privamos a companhia
    desse apoio ; mas a islp tenhode observar que, acredi-
    tadas como se achain as acedes da companhia, e em vis-
    ta das rsperang as de lucros, que teem os seus accionis-
    tas, e da rapidea espantosa cun que caminha a obra,
    pode a companhia dispensar este speorro des cofres pro-
    vinciaes sem o menor detrimento, e nesi.i parte me lou-
    vo as informales que nos deu o anuo passado nesla
    casa um nosso collega accionista que nos asseveroii es-
    tar essa companhia no uielhor estadp possivcl: c na
    verdade. Scnhores, a companhia de llcberibe nao ne-
    Cessitar talvez de consumir todo o capital em que fui
    011 d.i a obra para leva-la ssV-scu complemento.
    A' vista das observagdrs que tenhu feilo, entendn que
    foi mtiiio judiciosa a lombranca daquelles que combi-
    na i -a m paga r companhia do theatro coin as acedes da
    de Beberibe ea companhia do theatro estimou ter um
    capital empregado em aegoes daqucllaconipinhia, por-
    que hnje sao considerada*, como dinheiro de contado.
    A' vista desias observagdes que julgo necessai ias para
    esclarecer a discussao, entendo que a assembla se dig-
    nar approvar o projecto cm discusso, tanto mais
    quanlo nao se careca dessa approvago, porque a lei a
    no exigioi
    OSr. Yilirlii Tnvnre: Sr presidente, nao pretenda
    tomar parte na discussao; a hora se acha um pouco ad-
    an tada, e a materia, me parece lo clara, tao liquidada,
    que eu me reserva va o direito de volar syiiibolicaiiieute,
    crendo mrsmo que neiihuma discussao haveria sobre
    ella : entretanto um aparte qne dei ao nobre deputado
    o Sr. I opea ."Vello e sua resposta me exeitaram desejos de
    dizer quatro palavras, para justificar o meu modo de
    pensar nejte assuinpto.
    Segundo as rasdes apresentadas na casa pelos nobles
    dcpiitidns que me precederain, e os importantes escla-
    ie. Milenios i|ne nos derani, eu devo crer que oineu no-
    bre amigo-estar convencido de que as observagfles por
    elle suscitadas a respeito de certas expUcagdes, ou cau-
    telas que quer que hajaiu rio* contrato celebrado entre
    o governo provincial e a Companhia do theatro publico
    desta eidade nao podem ter lugar a .v liialidadc, urna
    vez que essas explicagdcs, cautelas, ou como qurque
    lheihamem, sao de alguin modo um i inuovafu, ou
    ielo menos llini modificacao no contrato, e nao cabe
    aze-la smente a urna das partes contratantes sem au-
    diencia c ennsentimentoda mitra. (Apoiudos.)
    OSr. Ntllo : Nao quero innovagdcs no contrato, es-
    t engaado.
    OSr. Villtla Tatare: -- En tao nao, se o que quer o
    nobre deputado ; porque, se o quer como est, desne-
    cessaria he qualquer alterago, e pefo ao nobre depu-
    tado qne me responda este dilema ou o contrato eat
    redigido do modo por que fui feito, quero dizer, ou a.
    intcncao dos contratantes he esta que relumbra no
    contrato, ou nao; se he esta mesma, desatentarle lie
    ni ais explieaf;io e cautelas, c se nao lie...., oque nao
    creio, ento o que quer o nobre deputado he innova-
    cao, he allerafo do contrato, e nos nao podemos Hue-
    la sem a inlervengo d companhia do lheatro=.(Jpoi-
    adot) Islo me parece bem claro.
    Mas, Senhor presidente, para que estas rxplieagoes e
    cautelas que quer o nobre deputado ? l)o que cs< es-
    cripto no contrato nao se concille com a inaior eviden-
    cia, nao salta aos olhos, que a compaiilia ha de recbel-
    as apollen* pelo preco que cusiaram Ihesouraria?
    (il>nadoi.) Eu creio at que esta approvaco que vamos
    dar a semelhantc contrtalo he abundante, lie inesmo
    absolutamente desnecessaria, porque o governo foi au-
    torisado a fazer este contrato, fe-lo, deve pois elle vi-
    gorar iudependenteinente de qualquer acto mais desta
    casa....
    OSr. .Vello : Ento para que veio elle aqu t
    O Sr. filela Tavartt : Veio porque, como j se dis-
    se, a companhia eslabeleccu como condigo um novo
    acto da assembla provincial sobre esle negocio una
    nova approvago, mas que em meu entender era bem
    dlspermavel. Assim pois, quando inulto o que temos de
    faier he opprovar, ou reprovar o contrato....., c nunca
    ahera-lo, innova-lo, porque nao estamos aulorisados
    a fazer innova;Oes ....
    O Sr. Xtllo : Sub condilione...
    OSr. Vilie'a Talarte: Su condilitnt sem a outra par-
    te ser ouvida?
    Senhor presidente, agora vou ao objeeto principal por
    que pedia palav.ra. Quando o nobre deputado produzia
    ra.Oes para fundamentar o pensamento que teve, de
    que deviamos estabelecer no contrato o preco das ap-
    lleos, porque ellas eslavam subjeitas s lluctunges do
    conimerclo eu disse qne nao era isso preciso, que a
    companhia podia, e devia ser ohrigadaa receber as ap-
    lleos, de que se trata, pelo preco que ciistaram, uma.vez
    que outra Coma se'nao diz no contrato, Ento o nobre
    deputado, nao obstante fa/er-me a honra de crer qticle-
    nho alguma autoridade nesta materia, todava disse que
    nao haveriam muilos juizrs qs.ie pcnsassein como eu.
    Eu acredito que o nobre deputado est ciganado em
    suas Idelas relativamente a opiulo t|uc (orina das apo-
    licrs, e deque o governo est no caso dos particulares
    fin materia de transaegoes e coinmercio. As apolices da
    companhia de liebcrlbc, anda que no mercado tenliam
    urna alta, ou baixa de seus valores, cnnservam na ihe-
    souraria provincial inaltrravel o valor porque l'uraiii
    compradas, e que realmente repretentam, porque o
    goverrto nao mcrcadeja nao negocia nem coin apo-
    lices, nein com outro qualquer objeeto, c he por cou-
    eguinte claro que, coinproinettendo-se a companhia
    do theatro a receber como pagamento do que se Ihc-de-
    verapolices de companhia de beberibe, essas apolices
    se rao dadas no vlor que custaram Ihesouraria, no va-
    lor que ellas representan).
    OSr. Nanee Machado : Minio bein, isto he claro.
    O Sr. Villeln Tararte:Seo governo neguciasse, en-
    to o contrato, poder-sc-hia resentir dessa lacuna que
    lhe nota o meu nobre amigo; ento devia rlxar-se o pre-
    co das apolices, porque elle augiiientava, oudiminuia
    no mercado, eessa flucluago impuiiha o dever di es-
    tabelecer o preco certo e inalteravel dessa especie de
    moeda, deixeiu-me assim explicar; mas o governo, repi-
    to, nao he negociante, d as apolices pelo que recebeu;
    nao perde, e tainbem nao quer gauhar com ellas.
    V Nao el se ser bem ti azulo a casa um simile, pefo ao
    nobre deputado que me preste aitengo.......
    O Sr. Ntllo : Pols nao.......
    O Sr. Villtla Tavarte: As moedas que o governo,
    competentemente autorisado, ciniue nacirculago, nao
    estao subjeitas constantemente (lucluagdes ? Nao v o
    nobre deputado que no cambio todos os dias ellas aug-
    mentan!, e dlinlnuein de valor ? Ma na ihesouraria, as
    eitacOes publicas como sao ellas dadas crect-bidas?
    Pelo que represntalo legalinente. Hoje sabemos todos
    que urna peca de 6/400 vale lb>u00 rs. no cambio, no
    mercado vale mala ou menos, segundo as oceurrencias
    do coinmercio ; mas, quando se trata de pagar ao gover-
    uo.ou de receber delle, n peca de 6/400 cusa 16*000 rs. ,
    e este valor he inalteravel.
    So moedas, eu nao Ibes dou em toda a araplitude, que
    suppfle o nobre deputado, o carcter de inoeda ; mat es-
    tilo-revestidas de um certo cunho, de certa autoridade
    publica que se pode considerar, wrvatis errandif, tam-
    bem como moeda.
    OSr. JVtinee Machado: Apolado; n5o tenha duvida.
    O Sr. Villela Tavaret: As apollcet nao sao ama ver-
    dadelra moeda, mas representan! um valor, o governo
    comprou-as por este valor, a companhia do theatro se
    obriga a reeebe-!ai como pagamento do que se lhe deve:
    logo.ao menosnestaespecie, neste caso especial, ellas
    representan! como iiuieda,'c una vez que o governo nao
    mercadege, as apolices hao de ser dadas pelo que custa-
    ram, sem augmento nem diiuinuicSo. Pude ser que eu
    peuse mal,' que esteja engaado em meu raciocinio, mas
    por ora no tenho motivos para pensar de outra to'rte.
    Tenho, pois, explicado o meu pensamento, e o aparte que
    dei ao nobre deputado.
    Quanto ao mais,Senhor presidente, nada dir!, porque
    entendo que se nao pode adiantar ideia. Os nobres de-
    putados que defeaderam o projecto, j inui bem res-
    pondern! a todas as objeccAes que o meu nobre amigo
    apreseuton sobre oiitrus pontos, Voto, pois, pelo pro-
    jecto.
    O Sr. Jot Pedro: Senhor presidente, en nao devia
    tomar parte em una discussao desta natureza, nao
    porque ella he excntrica dos limitados ennhecimentos
    que tenho, como porque sobre ella teem fallado pessoas
    profcsslonaes na materia, que bem a teem elucidado, e
    dado assembla os esclarecnientos precisos. Mas, ten-
    do asslgnado o projecto que est em discussao, fdrea he
    3ue eu diga algiuna cousa, c principalmente a respeito
    e urna propositan apresentada pelo nobre deputado
    que impugna o projecto... .
    O'Sr. .'frito : Quem he que impugna o projecto?
    O Sr.Joee Pedro: Pareeia-mc que, querendo o nobre
    deputado que o projecto fosse concebido de certa ina-
    nelra, e nao nos termos cm que est, o impugnava, e
    ainda mals'cstou disto convencido, porque o nobre de-
    putado julga prejudicial aos consumidores d'agoa for-
    necida pelo encanaiiiento o pagamento dessa divida
    com as apolices da companhia de lieberibe que possue
    a Ihesouraria provincial.
    Quanto prinieira parte do discurso do nobre deputa-
    do, direi que nao tive a menor repugnancia em assignar
    o projecto que se discute, por nao se ter determinado no
    contrato o prefo por que a companhia do theatro devia
    receber as apolices.
    Senhor presidente, parece-me que o que te diz no
    contrato he bastante para que se entenda que o preco
    porque deve a companhia receber essas apolices, nao he
    outro sean aquelle que esl verificado pelas prestacoes
    successivas que se teem dado para tus, realisaeo. O no-
    bre deputado nao ignora que as apolices da companhia
    nao teem sollrido a menor fluctuaco no seu preco...
    O Sr. Ntllo: Nao sel nada.
    O Sr. Jote Pedro: Pois ento rcmetto-o para as (o-
    Ihas publicas da provincia, donde ver que tal prego
    nao tem sollrido lliictuaco alguma, e que por isso oque
    actualmente teem essas apolices he aquelle que est ve-
    rificado pela realisncao dejsas prestacoes; e nem pode
    ser nutro; ora, como o contrato diz que a companhia
    receberas apolices em pagamento da divida, e nao falla
    do preco por que os deve receber, a companhia tem con-
    irbido a obrigafiin de as receber pelo prego que actual-
    mente ellas teem; he islo oque rigorosamente se deve
    entender do contrato. Se as apolices j tivesscm variado
    do prego, eu dira que, para evitar duvidas, se decla-
    rasse o prego por que ellas deviam ser recebidas ; mas,'
    como isto nao tem acontecido, nao ter a companhia di-
    reito, no acto do pagamento, para querer receber as apo-
    lices por um prego corrente que nao he o actual, e que
    possa ento existir. A falta da declaragao do prego, no
    caso deja ter havido lliictuago, pode trazer a duvida de
    qual elle seja ; mas, nao tendo havido essa lluctuago,
    tehdo sido o prego um s, como duvidar que o prego
    das apolices de que falla o contrato, nao he este.' Eu
    nao vi uisto a menor duvida e por isso assiguei o pro-
    jecto como est redigido.
    Entrando na segunda parte do discurso do nobretlepu-
    tado, eu declaro que eslava doudo que chegasse o mo-
    mento em que a Ihesouraria provincial pozesse fra dos
    seus cofres essas apolices da companhia de Beberibe, e
    a occasi-io nao podia ser iiiaisopportiina.O nobre depu-
    rlo meu couipanheiro na coinmissu de fazeuda e or-
    f amento j deu os motivos por que se languu mao des-
    sas apolices para pagamento do que se deve compa-
    nhia do theatro, e lies cifram-se na falta de dinheiro e
    apuro dos cofres provinciaes ; mas eu declaro que, se
    taes puros se nao dessem, cu nao perderla a occasio
    para que a Ihesouraria sedeslisesse desss apolices; por-
    i| iianio srmpre fui contra osla especulagao. Quando nes-
    la casa seaprosentoii a medida da inlervengo da Ihe-
    souraria provincial na compra das apolices, se disse en-
    to que era isso una animago, para que a empieza fos-
    se avante; c houvequem se lembrasse de que bem po-
    dia dar-so o caso de, um dia, a Ihesouraria cuino prinici-
    ra accionista poder, por conce.sao desta assembla, aca-
    bar com o contrato, e fornecer ao povo agoa de graga
    Eu impugne! ontao urna e outra deia, c ainda hoje soii
    da iiiesiua opiuiao.
    Scr.hor presidente, eu nunca consenlirci que o gover-
    no entre nessas o ouiras especulagdes de lucro, seja l
    por que considorago foi', porque, alcm de repugnar
    com o carcter d governo o de negociante, c ser isto
    opposto ao liiu a que se deslina a renda publica que o
    governo desvia para essas empiezas, a sua concurrencia
    conjunctaniente com os particulares na mesma empreza
    quasi senipre he perniciosa a esles ltimos.
    Eu temia, Senhor presidente, que a thesouraria com
    efleito se lornasse o mais fot le dos accionistas, j pela
    coadjuvago que anuoalmeiite Iheprestassc esta assem-
    bla, j pelos lucros iktpolices possuidas, que, capila-
    lisados, l.i-seiu successlvamente empregados em mitras
    apolices; e assim viesse, parad futuro, a obter desta
    assembla a rescisao do contrato, c desta sorte ficassem
    logrados os uniros accionistas, c prejudicados nos lucros
    com que eoni ivain quando com a compra das apolices
    tornaram-se membros dessa companhia'. Com rll'eito,
    Senhorcs;os lucros com que conta c deve contar a cpin-
    durar
    panbia, sao tanto mais fortes, quantojnais tempo
    o contrato, p"or isso que o consumo d'agoa deve crescer
    na raso do crescimento da populago; logo, se o con-
    trato fosse dosfeito antes do .lempo convenc'iouado, bem
    poderiaserque os accionistas nao fossem indemnisados
    (los lucros que seus capitaes lhe trarlm, se empregados
    fossem em outras empiezas,- nao s porque estes capl-
    laes al boje se achain sem rcudimento, e sem duvida
    por mais algum tempo, como porque me parece que
    nos primeiros anuos nao daro um lucro igual pelo me-
    nos ao juro crreme do dinheiro: portanlo bom he
    que a Ihesouraria deixe de ser accionista da companhia
    de Beberibe.
    OSr. 1.'Srcrefrio requer ditpenta de Intersticio pa-
    ra que seja dado para ordem do dia da sessffo segulnte c
    projecto de cuja discussao se acaba de tratar.
    A assembla decide pela affirmatlra.
    O Sr. Presidenlt levanta a sesso s 2 horas da tarde,
    depois de ter dado para ordem do dia da segulnte: con tl-
    nuagAo da de hoje ; lcitura de projecto* e pareceres, c
    tercelra discussao do projecto n. 2.
    Cmara municipal (lo Kecife.
    QUART SESSA ORDINABIA DE 10 DE MAR?0
    DE 1847.
    Prttidenea do Sr. Carntro Monleiro.
    Presentes os Si*. Cintra, Egldio Ferrelrai Aqlno e
    Barata, abrlo-sc a sesso, e foi lida e approvada a ocla
    da antecedente.
    O Secretario leu os segutntes ofHcloi:
    Um do presidente do concerne de salubrldade, pedin-
    do que a cmara recommendasse ao fiscal da freguezia
    do Pogo toda a vigilancia as Inhuinagdes que se fize-
    ram na matriz da'meam fregyeila, por 'oque J ha-
    via notado mui mo cheiro em um dos corredores da
    iiiesina groja, proveniente de cadveres que all se ha-
    viam enterrado, cujas sepulturas foram pouco profun-
    das, o que era contra os procoitos da hygfene o postura*
    niunicipaes. Que se rcmellosse.copia leste omcio ao
    dito fiscal, recoinmendando-se-lhc fizesse observar as
    posturas nessa parte, evitando assim tal abuso.
    Outro do procurador Mello Pacheco, commiinieando
    que, tendo intentado aegao competente pelo juizo do cl-
    vel da segunda vara, para desappropriago da casa da
    ra do Hospicio, perlenccnlc aos proprios nacionaes,
    lhe fra denegado, a vista do artigo 44 da lei provincial
    u. 129, de de malo do 1840; e que assim deliberasse a
    cmara o que fosse conveniente. Que se omciasse ao
    presidente da provincia, para esle pedir ao governo ge-
    ral e assembla a concesso da casa em questo.
    Outro do mestno procurador, parto apando que havla
    entrado em ajuste com o proprietario do terreno de
    Fra-de-Portas, Jos Rodrigues Pereira aflm de pro-
    mover desapropriago delle, como lhe fra ordenado,
    regulando-so por um calculo que lhe bavia fornecido o
    engouheiro desta cmara em oulubro de 1843, e que o
    ultimo prego que chegou, e em que persiste o dito
    proprietario, he de 1:600/000 rs., que difiero do dito or-
    gamento cm i'I-,*.')10 rs.; e que assim decidlsse a cma-
    ra o que devia obrar. Que procedesse judicialmente
    desapropriago do dito terreno. %
    Outro do fiscal da Boa-Vista, pedindo se lhe esclare-
    cesse se deve consentir que Domingos Januario edifi-
    que una casa de taipa na Soledade, para o que tem a
    necessaria licenga, ou se deve obstar nessa edilicago,
    visto que a outros individuos se tem negado licenga em
    idnticas circuinsiancias.Que no consentisse na cons-
    tru-, ao da referida casa, visto ter contraria s posturas,
    e liavci sido dada por engao a licenga para ella.
    Outro do inesmo fiscal, pedindo providencias para que
    fosse removida nina porgan de llxt) existente ua ra da
    Alegra; ao qual tei o Sr. vereador Aquino o segulnte
    fequoriincnlo que foi approvado:
    Proponho que,por intermedio do Exin.Sr. presidente
    da provincia, se pega a assembla proviacial que, quando
    tratar do orgamento desta cmara municipal, so digne de
    marcar urna quantla necessaria e appllcavel desde j
    iiinprza das ras, pragas, etc., visto que dessa limpoza
    provm o melhoramento da sade publica. Sala das ses-
    sdes, 10 de margo de lSi7. iquino Pnete*.
    Outro do c.irtleador, informando, como se lhe orde-
    nara, que o calg'aineutoda ra Nova que a companhia de
    Beberibe esl mandando fazer, em lugar do que exis-
    ta, que foi preciso destruir-so para passagem das -
    goas, nao est conforme com as regfas d'arle, sendo
    por isso dilloronio do primitlivo, e qne no inesmo caso
    se ach iva o da na do Queimado, dando as rasdes da in-
    perfeigo dcssrs obras.Sobre oque deliberoua canta-
    ra que so extrahissein copias desde ollicio. e se reuiel-
    lossem admlnislrago da dita companhia, e ao rcspnn-
    savcl do calo menlo da ra do Queimado, para que tan-
    to este como aqulla dessem as providencias necessarias,
    aliiu do ser dito calgamento feito como os que existem
    cm os mencionados lugares.
    Assignaram-se mandados de pagamentos e despacha-
    rain-se as petigdes de Antonio Gongalves de Muraos, de
    Francisco Xavier Munit Bastos, de Manoel Figuera de
    Faria.de TJbaldinaThomaiia dos Prazeres; e levantou-se
    a sesso. Eu, JoaO Jote Ferreira dt Aquiar, secretario a
    escrevi.Carneiro Monttiro, pro-presidente.Barata.
    Ftrrtira.Cintra Manat.Aquino Ponetca.
    -
    pfotecgSo, quando a unica^agticultura, de que te oceu-
    pavam os sertanejos, (o algodSo) se acha quasi aniqui-
    lada, e s Ihes resta o recurso da criagao, quando final-
    mente o-anno prximo* passado esta mesma atseinbla
    restabeleceu de novo o Imposto do diziino sobre o* cria-
    dores. Como, pols, apparece nesta conjunclura quem le-
    nha o mo pensamento de exigir dos representantes do
    povo um monopolio semelhante que ira arruinar para
    aempre o nossns evtanejos f _
    Eiswihi uina prova que no falha, porque he una pro-
    va de algarismos. ~ No trlennio que esl a expirar re-
    matmi-se o contrato de 2/500 >*. por cabega de gado de
    consumo nos cinco municipios do Brejo, Cimbres, Oa-
    ranlitins, Flores e Boa-Vista em cada anuo pela quanii.,
    de 3:513/000 rs. ; pois bem, rostalielecido o dizimo foi
    inesmo contrato arrematado no presente anno finance
    ro pela soiunia de 12:458/000 rs. nos niesmos cinco mu-
    nicipios, isto he, o quadinplo por que liavia sido arre-
    matado sem o dizimo, c isto no lucsiflo anno em que por
    causa da secca se haviain felto grandes rebaixas no con-
    trato dos 2/500 rs. por cabega de gado de consumo.
    He cousa para admirar que sendo a secca inulto mais
    assoladora no serto, que sendo visivelmento os cria-
    ierf vi aut-miM nuureram, se ihes v agora sobre-
    carregar sua miseria com nm monopolio que s recahi-
    r sobre ellos pelo prego mnimo, a que vai flcar -redu-
    sido o sen nico genero de permuta, sem concurrencia
    nem arbitrio, sem causa que justifique tssrodioso mo-
    nopolio. Foi justamente no fim de tres atjtktts de tuna
    secca assoladora que os nossns criadores ^nreram o
    augmento, do imposto sobre as suas desolada* fazendas,
    he no quarto, porque ainda contina, que a autoridade
    pubjica Ihes lirada : subjeitai-vosao interes;e de niei.i
    duzfa de traficantes, porque assim he nossa vontade !
    Oh! nao, por Dos, tal nao ha de succeder entre os nos-
    tos correligionarios, cujo desojo de acertar tein sido at
    hoje felizmente o norte de suas acgdes.
    ( onhecemosa inaior parte-dos membros da assem-
    bla provincial, couhecemos sua lealdadc e boa f, e
    fazeinos-lhe justiga ; nenhum delles concorrer par
    um acto que manchara a reputago da assembla que
    tanto se tem distinguido pelos principios de justiga c
    equidade ; nao, Dos louvado, excepgo de um ou de
    outro interessado a inaior parte he sa e honesta, e estc\
    nosso aviso nao passa da espanso dos nossos scnliinen- -
    tot, e fazcmo-lo com a consciencia de uin vtrdadeiro
    PraMro.
    COMMERCIO
    Alfandegn.
    RENDIMENTO DO DIA 15..........
    1:724/021
    DI.1KI0 DE PEI,\;\IIBUCO.
    REOiri, 15 DZ MARf-0 SS 1847.
    Por falta de membros em numero suflicientc para
    formar casa, a assembla deixou de trabalhar hoje.
    CoiTCspoiHiciicia.
    OSr. Nttto:-~ Asi tem paridade, isto he moeda; e
    apolices sao moedas ?
    O Sr. Vilkl* Tavaret: Rigorosamente fallando nao
    Quanio a animago que essa iiitervcpgao da thesoura-
    ria podia trazer, eu direi que nunca esllve por ella. J
    mais me persuad que a compra de apolices na impor-
    tancia do 30 contos de res lizcsse com que o povo se de-
    liberasse a compraras outras, precisaudo-se. para le-
    var ao fim a empreza, a enorme quantla de 400 contos,'
    se nao mais. Alm dislo, nao sel que garanta orecia!
    a thesouraria com essa compra, para que a empreza se
    levasse a effeito, ou se reallsassc; nao tendo a mesma
    thesouraria nenhuma intervengo na consuno ao e dire-
    fSo da obra.
    Seria para desojar que o povo bebesse agoa de graga,
    mas cusa do sacrificio da renda que elle animalmen-
    te d para as despezas publicas, a qual se desviara para
    a compra das apolices, afim de que a thesouraria se lor-
    nasse cm estado de pedir a rescisao do contrato, creio
    que nao seria um beneficio ; porquc.se tal renda nao
    dsse o povo, islo he, aquella que se empregasse cm a-
    policos, ello a loria em suas infios como capital produc-
    tivo, que lhe darla a quautia precisa para comprar a a-
    goaque precisasse : portanlo nao vejo nenhuma vanta-
    g( ni em continuar a thesouraria como accionista da
    companhia de Beberibe. I.iniito-ine a oslas expllcatiSes,
    o voto pelo primen o artigo do-projecto.
    f_Encerrada a discussao, be o anigo submettido vola-
    gao e approvado.
    Entra em discussao o artigo S. e he approvado.
    Senhoret Redactores. O seu Diarlo nos deparou urna
    noticia que parece sonho, ou antes um pesadln, a que
    sudemos crdito informando-nos dos trabalhos da as-
    sembla provincial; he una petigao pedindo um privi-
    legio exclusivo para fornecer carnes verdes aos munici-
    pios do Reclfe e de Olinda durante nao sei quanto tem-
    po,he um monopolio, lano mais odioso quanto vai re-
    cibir sobre um genero de pi iineira necessidade ; he um
    privilegio que se quer extorquir da boa f c sincei ida-
    do da assembla jirovinei.il ; he um borro que se pre-
    tende imprimir na face dos representantes do novo co-
    mo nina prova da sua indillrcnga pela felicidade e bem-
    eslar dos soll> collsl i lilil IOS.
    Fa-lo-ha a assembla provincial ? Nao o eremos, e at
    nos persuadimos que tal petlgo ser indeferida in (mi-
    ne. Todava he o negocio muilo serio para delxannos de
    o prevenir com tempo, lembrando-nos que somos prai-
    tiro, e que a boa f dos nossos correligionarios pode
    sor illaqueada. Desde sua origem foi o monopolio odio-
    so, tanto que os Romanos nao tinham esta palavra, e foi
    necessario licenga do senado para ser aii mi tilda. Accusa-
    do Spelio Melio de fazer o monopolio dos trigos da Tos-
    cana, mandou o dictador Cincinnuto busca-lo por seu
    general de (.-avallara Scrvilio Abala, que lhe treuxe l-
    mente a cabega do monopolista. Cincinnalo aproscnlou-
    e diaute do poyo, e justiticou este homicidio pela enor-
    musado do monopolio.
    A Franga aprsenla desses Tactos muitos exemplos, o
    a Inglaterra acaba de dar uina prova estupenda da conta
    finque temos principios do economa poltica, fazendo
    desappareco.r o monopolio dos prnprictarios de torras
    lela nova lei dos Coreaos, Esta lula entre os interesses
    eos principios, entre o amor doganho e as convenien-
    cias publicas, durou muitos annos, porque era a luta
    dos consumidores contra os proprietario, da classe bai-
    xa contra a poderosa aristocracia ; era a luta dos prin-
    cipios e da sciencia contra o fri interesse e o amor do
    ganho, mas a sciencia e a justiga tiiuinpharam, o
    monopolio desappareceu.
    O i n o opo lio pode fazer se por meio de associagdes par-
    ticulares, de agiotas e especuladores, atravessando os g-
    neros de primeira necessidade cm occasio de caresta ;
    pin cm, para istoeslo preveuidas todas as autoridades nos
    paizes civilisados ; lodos os cdigos, todas as leis, qur
    liscaos, qur pollciaes, estao perfeilaioente de accordo
    para evitar esse roubo com a capa de negocio ; e foi com
    este fim que se crearam os mercados publicas, as tari-
    fas, as leis niunicipaes euifini ; porem, quando a lei au-
    toriaa o monopolio, quando a concurrencia he prohibi-
    da pela autoridade publica, quando o povo he obligado
    a viver pelo prego que lhe detalham, e nao segundo suas
    eoonomias e seus llaveros, ento o monopolio torna-se,
    alcm de odioso, horrivel e insupportavel.
    E em que tempo se pretende um monopolio como es-
    te ?. Quando a secca tem empobrecido os' tiossos cria-
    dores, quando os nossos tendel uecessitaui de acurada
    Consulado.
    RENDIMENTO DO DIA 15.
    Geral..............------.'...........4:487/292
    Provincial. .-......,............... 2:093/251
    Diversas provincias.................... 110/361
    6:690/904
    llov ni cuto do Pono.
    Navios entrados no dia 15.
    Rlo-dc-Janeiro; 20 dias, barca Ingleza Rtindir de 2l3
    toneladas, capito Alexander Jundall, equipagemli,
    em lastro; a Le Bretn Scharamm & C.
    dem; l5 dias, escuna brasllera Oatantt-Maria. de i 49
    toneladas, capito Jos Mendes de Soza, equipageui
    11, carga varios gneros; aSIlva si Grillo. Passagelros,
    Augusto C. Bllancourt, Claudia Henrlquela.Bitancourt,
    Porluguezes.
    dem, Baha e Macelo; 19 dias, vapor braslleiro de guer-
    ra Corrtio-Braultiro. cominandantc o capito de fra-
    gata Victor de S.-Tiago Seabra. Passagelros. Dr. Fran-
    cisco Perira Freir, com sua Sra., 1 fnt e 3 escravos,
    Dr. Francisco Domingues da Silvac.com l criado e 2
    escravos. Pedro Antonio da Costa Mqurelra, com
    cscravo, Jos Accioli Lima.Vem em commissao.
    Navio sahido no mtsmo dia.
    Gibraltar; barca sarda Hagrado-Coraca-dt-Jeeui, capito-
    Paulo Jos Caporro, carga atracar-. :'"
    Avisos martimos.
    =Pnra o Para se acha carga a sumaca Sanla-Ualbina :
    a tra'tar a bordo.
    ' = Com umita brevldade parle para a ilha de S.-Mi-
    guol o brgue brasileiro Eiptrito-Santo, forrado c en-',
    cavilhado de cobre (outr'ora Fiel); anda.recebe alguma
    carga a fete : os prelendentes Iratem coin Firmino Jos
    Flix da Rosa, na ra do Trapiche, n. 44, ou com o capi-
    to, Alexandre Jos Alves.
    = Para o Rio-Crande-do-Stil sahir breve o brigue
    Piratinim, por ter o seu carroganienlo prompto ; roce-
    be escravos c passagelros : quem pretender pude enlon-
    der-se coin Amoriin Ir'mos, ra da Cadeia, n. 4*.
    -Para n flio-de-Janero sahe com imilla brevldade a
    veleira escuna alanle-Maria, por ter seu carregaiuen-
    lo prompto ; recebe nicamente escravos a frete e pas-
    s.igeiros, para o que tem excellcntes cominodos. A tratar
    com Silva & Grillo, na ra da Moeda, n. i.
    liClao.
    -~ J P. Adour st Companhia firao leilSo, por Inter-
    vengo do corrctorOliveira de variado sortimenlo de
    fazendas todas proprias do mercado : boje 16 do
    corrente as 10 horas da inanbaa no seu armazem da
    ra da Cruz.
    -. Kalkmanock Rosenmund, em con-
    sequencia da prxima retirada para a Eu-
    ropa losen chofe, o Sr. Kalkmann', teem
    deeftectiiar primeiramente a venda, sem
    limites, r;ao de certas coritas ; e por isto faro lei-
    13o, por intervencao do coretor Uliveira,
    quarta-feira, 17 do corrente, s 10 horas
    da manhSa em ponto, no seu armazem,
    ra da Cruz.
    Quinta-feira, 18do correnle, ha lellao Judicial po-
    ranleo r. Dr. jult de orphos.drpols da audiencia leste,
    das fazendas que ficaram da loja do fallecido Luiz Jos
    de Soza, na ra do Queimado, n. 10: os pi%teniicntcs
    dirijam-se o lugar indicado.
    Avisos diversos
    Quem tlvcr separado bilhetes da lotera da eidade
    da Victoria na botica de .loao Morolra Marques, quena
    vir busca-Ios, hoje, I6de inasgo, at as 8 horas da ma-
    nhila, sob pena de seresn entregues ao thesonrclro da
    mesma lotera.
    = Roga-sc ao Sr. Jos Luis de eir appare-
    cer na praga da Boa uulia ,
    que se lhe deseja falla i
    llerece-se, para
    ozinlia.
    induca ; quem do seu prettii"0
    dirija-se a ra do Ungel, n. 1 se dir i
    Na ra Dircita n. 2, segando andar aluga-C
    um preto prtprio para todo o tervigo. \
    MUTILADO


    O. Candida Rosa Me. Dermott da Costa
    participa aos Srs. paiade familia quelhe
    coofiaram aeducacSO do suas meninas,
    que no dia 8 de fevereiro terminaran! a
    ferias em seu collegio : e como anda se
    11 no tennam apresentado algivmas d suas
    alumnas, em conscqueticia da festa, ro-
    pa oncarecidiimende a estes Srs. hajam
    de as mandar, aim de aproveitarem o
    precioso lempo que corre. De novo par-
    ticipa s pessoas que ignoram a existen-
    cia deste estabelecimento, que no dia l
    dejunho do anno prximo passado abri
    urna casa de educeflo para meninas,
    na ra Bella, n. 37, segundo andar, on-
    de ensina, alm de primiras lettras, os
    seguintes estudos: nstrucco religiosa,
    piano, cantoria, dansa, bordar, inglez,
    e francez : recebe pencionistas e mias-
    pencionistas, por preco muito cornmodo.
    lajmnndo Pinto de Abreu vendo no Diario de
    Pernambueo n. 60 o annuncio de que pelo juizo de or-
    pli.ios dest* cidade ir a praca, no dia 22 do corrente,
    nina casa terrea ,' alta na ra do Rangcl, n. 49 e parte
    de uin armazem no fundo da mesma casa, que delta
    para a na da Praia, anliclpa-se cm scientificar ao publi-
    co que tein -dir Ito a servir-se fle'todo este anii.i7.iin
    aloanno de 1849, visto que, por contrato celebrado
    coin o finado Antonio Joaquini Crrela de Brito e sua
    nmllier contina o.mcsino armaiein con, a condicode
    se ntilisar dclle por (J annos. Para que nlnguem se il-
    luda, faz-9eo presente amanelo.
    --No Aterro-da-Hoa-Vista, n. 1, primeiro andar,
    preclsa-ie dciuii preto cozlnhciro, oudeuin moleque la-
    dino pagando-se mensalinente.
    ___Precisa-se de un boincn que tenha algnma fre-
    guezia para entregar pao: quem estlver neta, circuns-
    tancias dirija-se a ra do.Guararapes, padaria n. 4.
    __Quem annunolou querer comprar umn venda com
    os fundos de 600/a 800/r., dlrija-se a ra das Cinco-
    Pontas n, 66.
    = D-se dlnhelro a premio sobre penhore; de ouro e
    prata hypothrca em catas terreas ou boas firmas :
    na ruaestreita do Rozario n. 30, segundo andar.
    Quem anuunciou querer trocar uin oratorio diri-
    ja-se a ra Augusta ,. venda por baixo do sobrado n. U
    A pessoa que tcm annunciado querer fallar a Dlo-
    niilo Hilario T.ope* anhuncle.
    -----Prerlsa-se de cem mil ra. a juros dando-se por
    seguranca urna eicrava : no arinazem de taboado de pi-
    nho defronte de S.-Francisco, n. 3.
    Aluga-se urna casa terrea na ra do Padre-Florlan-
    no n. 41 : a tratar na ra das Cruies, n. 11.
    Offerece-se nina ama para urna casa de boincm
    solteiro de pouca ramilla para cozinhar e comprar, por
    todo dia ate 8 horas : quem de seu presllmo se quizer
    utilisar dlrija-se a ru do Caldeirciro, n. 94.
    Aluga-se una boa morada de casa terrea com so-
    tfio e mirante na frente e no fundo, com multo bons
    coimundns com grande quintal murado e cacimba, na
    nudo Palma, n. 15 por preco cornmodo: a tratar na
    rus larga do Rotado n. 44.
    '-A Advcrte-se ao publico que Antonio Domingue.
    Pinto nao pode vender a serrarla do Monteiro porque
    et ella embargada e dada a deposito por execucao de
    Manorl Pacheco deQueiroga : c quem a comprar sera
    porque he valente e deteja ter quesldes, c nao porque
    Ignora o litigio que ha sobre a dita serrara ; n que he
    assai notorio.
    Aluga-se o segundo andar com grande sotao do
    sobrado atrs da motriz da Boa-Vista, n. 44 : a tratar
    no primeiro a,ndar do mesma sobrado Na mesma casa
    prcclsa-se alugar uin preto que seja fiel e diligente,
    tanlo paia casa como para ra.
    O Sr. (cuente Thomaz AlbanoPe-
    reira e Silva queira apparecer na ra das
    Trincheras, sobrado n. 5o, para tratar de
    bjecto que Ihe diz respeito.
    ~ Ao autor do annuncio inserido no Diario-di-Per-
    nnmbuco del5 de marco corrente, n. 60, pergunta-se se
    clleseentende com o armador do Recife, Miguel Es-
    teves Alvo.
    Aluga-se una casa terrea na ra Bella, com duas
    salas, tres alcovas, cozinha fra, quintal e cacimba:
    a tratar na ra do Collegio, n. 15, segundo andar.
    se de uin hiuiiein para feitor. e que emen-
    da de plantacdcs, prefcrlndo se estrangeiro de papeleta :
    quem quizer dirija-te a ra das Larangeiras, n. 29, casa
    da aferico. ,
    Trocam-seduasimagens, sendo una de i>. Jost, c
    outra de Nosso Senhor Jesus-Christo ; ambas com suas
    mangas e peanhas, c seus ornamentos de prala, muito
    per/citas por serrn feitas no Porto: quem as pretender
    proaurc. na ra do Fogo, em casa do imaginario, ou an-
    itnticif
    Aluga-se una casa de tres andares com frente para
    as ras do Amorini c Moeda, n. 13: a tratar com Manoel
    T.uiv. da Veiga, ou no armazem do caes da Altandega,
    n.5. .
    Desamarrou-se de trapiche do algodiio urna canoa
    de cnrrcia meia aborta; est pintado de verde o panci-
    ro da proa c tein assentos de roda com grade para por
    os ps; por fura est pintada de preto c encarnado como
    numero na popa, por dentro, de 1846: quem a ver a-
    cbado ou soubcr onde se ach.vpodera avisar a Manoel
    iulz da Veiga, o armazem li. 6 do caes da AllanUcga,
    que te Ihc litar agradecido.
    Fortaiam, o segundo andar do sobrado n. aa
    ruado Apollo, no dia 10do corrente, pela urna hora da
    tarde, os seguintes gbjectot, a saber: um par de brincos
    de ooro de lilagraa, obra do Porto; um cordao dito; um
    dito dito com medalha, tendo esta um diamante no
    nielo; um allinrtrdepellodc enhora.com diamante;
    um par de burzeguins de lioincm, c uin pouco de dl-
    nhelro em cdulas miudas : roga-se a pessoa a quem
    fornlforecldo qualquer dcstes objectos, apprchenda e
    Hiandc participar a dita casa, quese recompensara gene-
    rosamente; e proinette-sc cincuenta mil r ls a pessoa
    rrue declarar quem foi o ladro.
    _ Una pessoa, com as habililacoos precisas, se ot-
    ferece para fazer qualquer eseiipluroco com assrio c
    presteza : quem de seu presllnio se quizer utilisar (11-
    ilja-.c a ra Dirrlla n. 2, segundo andar.
    ___D-se dinlielro a juros sobre peiihore. : na ra
    __O doutor Casanova, medico francez, habilitado
    petante a academia de medicina da baha, offerece o seu
    presllmo aos habitantes desla cidadr e provincia, po-
    nocurado a qualquer hora em sua casa na
    Mtflc ii. 7, primeiro andar: e receila gratuitamrii-
    es das 7 as 9 horas da manlii.
    Precisa-se de una ama para una casa de pequea
    familia: na i ua Nova, n. 7, primeiro andar.
    ..- Precisa-se de um amassador r de mais alguna
    que trnbam freaueila de vender pao ; d-se bom orde-
    nado : na pada a da ra do Pires
    *f' Sebastio Jod Corrcia Portuguez, retirarse para
    ^OSr'Trancisco. Honorato da Rocha ofnclar de
    unuctro enha pagar o aluguei e entregar a. .Aare.
    j_ ._:......i i... n.n.i.T na ruadas Cruzes e com
    0 NAZARENO N. 12.
    est a venda, na praca da Independencia, ns. 6c 8; na
    ra Nova, loja do Sr. Quarcsma; e na ra de Saulo-A-
    maro.na typographia.
    Acha-sc Justa e contratada a compra da casa da
    ra da Concelcao da lloa-Vista n. 45 : quem se julgar
    com direlto a mesma annuucie no prazo de quatro
    dial,
    Pelo julso de orphSos desta cldade aeha-se cm
    praca de venda urna casa terrea, sita na rua.do Ran-
    gcl n. 49,-por execuc,ao de hypotheca e parte de um
    armazem no fundo da mesma casa que delta para a
    ruada Prala, cujas casasforao penhoradas por execu-
    cao de Jo.1o Moreira Marques contra o casal do finado
    Antonio Joaquim Corrcira de Brito e hito de ser arre-
    matadas na porta do mesmo julz de orphos, no da 2
    do corrente inez. Declara-se tambem queno ditoarma-
    zem do fundo teem os orphos filhos daquelle fallecido
    parte, a qual fiea eneravada na dita casa e nio entra na
    execu9io. '
    Arrenda-se uin sitio no Rarbalho com sulriciente
    casa estribarla para dous cavados algunas arvores
    que dan Cructo, ptimas trras de multa produccao e
    Jue he muio- perto do rio : a tratar na ra do Queima-
    o lojan. 38.
    I
    de urna ama de leite,
    na na do Queimado,
    cta lojaiiiule tevetenda
    um brinco de curo de flor com um diamante : quem
    o "ver-achado,querendo restituir, Xb'reI **^
    do peto que ver de ouro, dirija-se a ra do Crespo, n.
    2, junto ao arco de {(.-Antonio.
    recisa-se
    forra ou captiva
    loja n .
    -Aluga-se um ptimo arma-
    zem para carne do Cear, sito na
    na da Prala com boas comuiodldadcs pelo preco de
    10^000 rs. ; traspassando-se as chavet, tem e annunclan-
    te de receber 80^000 rs. pelos utensilios etc. ; mas
    pnuil pto est a conceder um prazo para ser pago : quem
    o pretender dirija-se ao escrlptorio da ra Direita, so-
    brado n. 29.
    Aluga-se por preco cornmodo una boa casa na ra
    Imperial, anncxaao sitio do finado Machado; tem duas
    salas, seis quartos, cozinha, copiar e quintal murado :
    trata-se na ra Direita, n. 82, primeiro andar.
    Aluga-se por preco inulto cornmodo una padaria
    na ra Imperial, contigua fabrica de sabio ; a casa he
    proprla para qualquer estabelecimento ou para inora-
    dla, por ser assobradada: /Ttratar na ra Direita, n. 82,
    primeiro andar.
    Roga-se aos Srs. Manoel Joaquim dos Santos, An
    tonlo Gullhermc de Araujo e Ulonizlo Elario Lopes,
    queiram por este Diarin anmiliciar as suas inoradas, para
    se tratar de negocios que Ihes dizein.respeito.
    Aluga-se o segundo andar e sotao da cas.a n. 2, jun-
    tp ao theatro por cornmodo preco : a tratar na ra da
    Cadeia do Recite n. 52. ,
    Quem annuncio no Diario di Pernambueo n. ob, de
    quarta-felra, lO do corrente, querer alugar um sitio
    em Pontc-do-Ucha annuncle.
    Pl*c|sa-sc de um calxclro que tenha pratica de
    venda para lomar conta de urna por balanco ; e que
    d fiadora sua conducta : na encruzllhada de S.-Josc do
    anguinho que reparte para l'eberibe na venda do
    Sr. Justino da Costa.
    Precisa-se de um oratorio ainda mesmo antigo,
    e que tenha imagem de Christo: quem o ver e quizer
    trocar annuncie.
    Joo Antonio Carpinteiroda Silva esla em negocio
    com una casa terrea na ra Real, n. 49 no Mangui-
    nho: se alguem se achar com direlto a ella, por algum
    onns queira declarar, no prazo de tres das, por esta
    folha ou enlender-se com o annuncianle na dita rua,
    n. 51.
    Lotera do Rio-de-Janeiro.
    Aos 30:000^000 de rs.
    Chegaram bilhetes, melos, quartos, oitavos c vigsi-
    mos da lotera a beneficio da S.-C'asa-da-Miserlcordia ;
    e tambem anda existein lucios bilhetes, quartos e oita-
    vos da lotera a beneficio das caldas de S.-Calharina.
    Os 20.000/000 de rs. tornaram a sabir nos vigsimos que
    vicram para ala provincia, e alm disso mais pre-
    mios de nomeada. Os prreos dos bilheles sao os seguin-
    tes : bilhetes 24^000 rs. melos i3OO0 rs., quartos 0/
    rs. oitavos 3^000 rs. c vigsimos 1/200 rs. ; e vendein-
    se no Recife loja de cambio do Sr. Vieira.
    Aviso importante.
    Chegou da Europa prximamente
    um hbil ofllcial de entalhador e dese-
    nlila: quem pretender o seu trabalbo,
    (o qual he perito e hbil) dirija-se a rua
    da Cadeia de S.-Antonio, na tenda de
    marceneiro de Thonias Purccll. Lem-
    bra-se que tamben) a sua occupacSo he
    de fazer altares, pulpitos e tudo que per-
    tpncer a sua arte, &c., &c.
    Vendcin-se los de liohoprelos bordados
    de seda, inuitosuperiores ; sarja de seda
    hespanhola legitima ; alpaca preta muito
    lustrosa e fina ; ricos cortes de collete de
    setiin prcto adamascado; mPrinii preto limi-
    to fino ; casimira francesa clstica e sem
    pello; dita iugleza muito superior; cortes
    de calca de meia casimira a 3,500; panno
    preto e de cores,de todas asqualidades, as-
    sm como um completo sortimrnto de fa-
    zendas : tudo por preco mais em conta do
    que em outra qualquer parte : na nova lo-
    ja de Jos Moreira Lopes fe C, na rua do
    Queimado, na casa amarella, n. 29.
    Fabrica de chapeos de sol,
    rua do Fasseio, n. 5.
    Joao Loubet tem a honra de par^jP8/,^ "l*,*^"^
    res- assim como tem chapeos de sol p
    iiiuo eosto de Paris. Na mesma fabrica ha com abun-
    dan" a chapeos de sol, de seda e pannlnho da marca
    nfor* pois teem 32polleg.das.bem construido, em sua,
    a maedes e boas fazendas ; sendo estes os rtraW'iro
    iarS-eaiw lambem ha urna porcao de chicotes da
    lima """da de Paris, bengala de junco, ca.tet ricos
    e ponieras, borllas para o bomarranjo das ...camas; e
    wmbm se fazcm todos os concert em chapeos de sol,
    po",pa a Isso l.aum boin.ortimenlo dosobjecto. mal,.ri-
    cos-bortilos que pndem haver. Na mesma fabrica co-
    bre.n-seecncertm.,euml.ellas de igreja. Tudo con.
    nrfeicao e brevldade. Na mesma casa tem rica, sedas e
    panninhos do eosto dos freguezes que qulzerem apro-
    veitarasarmacoesdcrliopeosdesol velhos.
    -S rs Ridacthr da Diario d, Pirnombuco--- Roga-se-
    lhet o obsequio de declararen, te o annuncio do n. 6b, do
    eoente, asslgnado por Troquele Velacho, fol manda-
    do Inserir pelos abaixo asslgnados, po.s que nao t.vera.n
    narte e tal annuncio ; de en o favor Ihe .ereu.o.obri-
    *So. Somos, Srs. Redactorcs.attentos e crlados-D. 0.
    eUorae,Taaiar. Joao Antonio de Hora.,. Manoel Antonio
    Vieira Martim. (*)
    LIMA, g
    * rua Nova, n. 2, primeiro andar, gj
    j vende chapeos armados, bandas, ^
    3 fiadores e dragonas, pora nfllciaes ^
    ^ superiores e subalternos da guarda
    5j3 nacional, de cavallaria e infanta- CJ
    M ria; espadas de copos dourados; S?
    ditas plateadas sem roca ; pastas, Jfi
    talins e cananas ; galdes de ouro c jw
    \ nrata ; mantas e goldres com ga- \
    | lo de ouro e arreios para cavallo '
    l de coronel de legiao,&c. ; chapeos s
    S envernizados oarn nasrens: luvas S
    ^ a a <- Wl
    de camurca, brancas e pretas. L
    20:000^000 de rs.
    Coin a chegada do vapor Imperalris velo a feliz noti-
    cia de lera casa'doFarias pela segunda vez mandado a
    sortc dos 20:000^000 de rs. para Pernambueo, e o mesmo
    vapor trouxe outra porcao de cautelas perlencentes a
    lotera de Sanla-Catharina ; as quaes se acham a venda
    na lujado Sr. Tho.naz de Aquino Fonseca. Advcrte-se
    aos compradores que o primeiro vapor que chrgar trar
    a luta. Tabella dos precos: vigsimos, 1/100; oitavos,
    3|<)00 ; quartos, ofDOO rs.
    Precisa-sc alugar um a tres prelos que saibam
    tralialhar ene padaria ; pagam-se bem : na padaria do
    pateo da S.-Cruz n. 6.
    Compras.
    Compra-se um selllm de mola usado nao es-
    tando roto : na rua da Cruz, n. 43.
    Comprani-sr 1000 a 2000 telhas usadas em bom es-
    tado, c 3,000 a 4,000 jlos de tpamelo, tambem usa-
    dos: na rua da Senzalla-Nova, n. 7.
    Compram-se dous quartos que estejam capaies de
    fazerqualqurrviagem: quem ver,queira leva-losa rua
    do Trapiche-fiovo, casa n. 8, de Henry Forster fe C.
    Compram-se, para urna cncoifiincnda.escravos coin
    habilidades ou mesmo sem ellas tendo boas figuras;
    assim como moleques at 20 annos: na rua Nova, loja de
    ferragens, n.16.
    Compram-se mocdasd'ouro de 6/400: na rua Direi-
    ta, sobrado n. 29.
    Anda so contina a comprar cobras de viado
    vivas para remedio : na praca da Boa-Vista, n. 32,
    segundo andar.
    Vendas.
    Vende-se una casa terrea sitanosrelal dasCinco-
    Pontas, n. 35, com os cominodos seguintes : sala adi-
    ante e atrs, 2 quartos, cozinha fra, cacimba indepen-
    dente, quintal murado, a qual fat esquina com o beceo
    do mesmo noinc cima : na na de lionas, n. M2, se-
    gundo andar.
    Vende se, por 500000 rs.,
    um piano horizontal, inglez, em nieio uso
    e com muito boas vozes : na rua do Cres-
    po, loja n. 12, a fallar com Jos Joaquim
    da Siiva Maya.
    Vendem-se'cinco escravas de 18 a 25 annos, todas
    habilidades quesao precisas par urna casa de ta-
    co..i US IldUnuuima ,|. ,---------------r ,J
    milla, urna das quaes he boa costureira e tta^?"'-
    ra, evende.se para fra da prSvincla ; un, ""dojno-
    lequede .0 a l2annos um mulato de 18 a 20 anno., de
    rifante figura; um moleque de 18 a 20 annos, bem ro-
    busto : no pateo da matriz de Santo-Antonio, sobrado
    " -'vendem-se pesos mexicanos c pecas de ouro de seis
    milequalrocentos. fallando o coii.pelenie peso
    em casa de James Ryder fe C, na rua da Cadeia do Recife,
    n. 46.
    No Aterro-da-Boa*Vista, loja no-
    24, vende-se
    ?) Nao est firmado nem nos fol trasloo or nenbuur
    dos %rs. cima o annuncio a que te ellet refere^
    1 r dims "pretotra i/. 2/, 4^eO/rs. de gorgurao,
    dUo.br.nco. Te cambrafa con. bico e^.W
    nio dosenhora; cambraias lisas inulto hnas para a-
    zcr h'icos para abe9a de senbora e outra. fazendas
    barala9. como seja... : chita, preta. coin luir, azue,
    alOOrs ; ditas pretas achanialntada. I.ngindo seda la-
    rada a 200 rs. o covado; dilas de cores escuras a 120,
    160, 200 c240rs.;mursulinas de cores, a 240 rs. o co-
    vado- 'esta fazenda he multo bonita, pois lingc seda) as-
    til,, como meias pretas finis, para senhora c para pa-
    dres a 240 rs. o par.
    Desenganem-se com o bara*
    teiro, que ninguem tena
    pechinchas como elle, e que
    vende a troco de pouco
    dinheiro.
    O amigo baratelro e.t torrando a troco de pouco di-
    uhelro na sua nova loja de mludezas da rua doColle-
    cio n 9 pentes de marrafa de tartaruga, aOOOrs. a
    Sarelha ; lencos de gorguro, a 1/200 rs. cada um ; trin-
    chantes de cabo branco a 800 rs. o trinchante sendo
    faca rrande e garfo com mola ; as bem couhecd.s pen-
    as de bico de.jndala a 200 rs. a calxa de cem pennas;
    reda. ara cimlieiro a 100 rs. a duzia de loda a.
    larguras ; botes de setiu. con. llores de velludo para
    casa a 3-20 rs. a duzia ; ditos de madrc-dc-perola a
    480 rs. a groza ; blcos estreitos n 30rs. a vara ; meias
    finas liara liomein e meninos a 200 rs. o par
    pulas de nlgodo de cores, a 160 rs. cada urna ; oh que
    rimiitslina. tesouras lina, inglezas tanto de costura
    en no para unha ; leques de seda con. enreites dour
    dos a 2/400 rs. cada um ; carrete,, de linha branca e
    de core. de primelrasorle a 320. r.. a duzia balai-
    U, pequen., par. menina, de escola, a 120 rs. cada
    un, ; fin .simas charutclras de charao a 500 rs. cada
    na bello, caivetes muito finos de urna, duas, 3 e 4
    foma.daculclarla ingleza o mais barato pos.lvcl, pois
    Seobr.tcirojdeclarou que vende mal. barato do
    queninguem^ ^ ^ carnauba e tuper<,r qu.lidade,
    em porcao o a retalho por preco cornmodo : na rua do
    Ra-!evnde-'.ecera em vel.s do Rio-de-Janeiro, de su-
    perior qualldade por preco cornmodo: na rua do Ran-
    gC'.nVende-se, ou troca-se um cavallo grande, pe-
    drea muito bom esqulpador por uro pequeo, preto
    oucastanho, que, sendo tambem botn nao se duvlda
    volt.r at 100/000 rs.: na rua dos Quartels n. 6 e 1
    acougue de Joao Dubois.
    Vendem-se cento e quirenta p1"
    mos de terreno, em Santo-Amaro, na tra-
    vessa do Lim para o Veigas, todo mura-
    do, com assentos em respaldos para um so-
    brado, com 3o palmos de frente e ioo de
    fundo na esquina do mesmo terreno, com
    algumas madeiras, como travs, portas,
    caixilbos, ckc, a dinheirooua praxo :
    a tratar na rua Nova, n. 3, com Antonio
    Ferreira Lima.
    CHOCOLATE DE SAU0E. .
    ATERRO-DA-BOA-VISTA, NA FABRICA DE LICORES,
    DE FREDERICO CHAVES, N. 26,
    ha sempre um grande sortlmento de chocolate da "~*s
    as qualidades Mm se faz preciso dizer as boaa quall-
    dades, por ser condecido e por ser bem 'uPJf_',"
    m.iios quaoqutr que term vindo e que veesa.-- =u-
    tras provincias dfc imperio como tambem da Europa ,
    porque o mesmo fabricante no se tcm ponpado a tra-
    halhos para o obter superior a todos os que podem se
    apresentar. Os precos das qualidades sao : .ande, ca-
    nda e baunllha a 400 rs. ; o chocolate ferruglnoao a
    1/000 rs. a libra. Este ultimo se .cha agora mu co-
    nhecido c em toda a Europa acha-.e mu vangloria-
    do, por suas virtudes tnicas; e por este motivo torna-se
    iniii necessario nos paizet quentes, onde sempre se pa-
    decen! as frouxldes de estomago e nos quaes os tni-
    cos se loman, indispensaveis. Na mesma fabrica ha li-
    cores de todas as qualidades e de todos os precos com
    ricas tarjas dour.idas-, c por preco mais cornmodo do
    Jue etn outra fabrica ; genebra ago'ardonte do reino ,
    Ka de aniz dita de Franja, em caadas ou em arra-
    fas ; vinagre branro e tinto multo forte a 400 e 500
    rs. a caada; espirito de vinho de 36 graos.
    N. li.=Quem comprar o chocolate em arrobas, o obte.
    r mais em conta.
    As verdadeiras navalhas
    inglezas
    para barba, e do melhor autor, vendem-
    se na roa Nova, n. 6, loja de Maya Ra-
    mos & C.
    Vende-se nina capa de gorgnrSo
    rxo, para acompanhar a procisso dos
    l'assos, ou outra para que sirva a mesma
    capa : na rua do Hospicio, venda da esqui-
    na, n. i.
    Vende-se urna porcSo de msicas :
    na rua da Cadeia-Velha, n. 29.
    -- He verdadequenaruaNova,
    loja n. 8, o Amaral est vendendo
    sapatoi francezes de marroquim
    e cordovo, para senhoras, a 880
    rs. o par: a elles, freguezes, antes
    que se acaben.! pois que por 86
    melliante preco nao custaro mui-
    to a venderse.
    Vende-se um cscravn de 20 annos bom cozinhelro
    e bolielro ; una parda com duas filhas urna de 6 an-
    nos e a outra do 4 a qual cose, engomma, faz renda
    he boa tecedeira de panno de algodao e faz redes ; 4
    escravas, boas para todo o Irabalho; urna dita boa
    quitandeira e que faz bolinlios e pao-dc-lo de todas as
    qualidades ; urna niiilalinha de 14 annos coin bons
    principios de habilidades: na rua do Crespo, n. 10, pri-
    meiro andar.
    \a rua da Cadeia-Velha, n.
    JJ, loja de*J. O. Elster,
    vende-se vinho do Porto de diversas
    qualidades ; dito da Madeira ; dito de
    Shcrry j dito dcBordeaux ;ditoChateau
    a Rose j dito S.-Julien, dito do Rhei-
    no ; ditodo Rheine-mousseux ;dito Tene-
    rife ; dito de Bucellas ; dito de Carcavel-
    os ; dito de Lisboa ; champanha sellery;
    dito marca cometa ; ago'ardenle de Fran-
    ca ; cherry cordial; marrasquino ; gene-
    bra de flollanda ; ponche fino da Suis-
    sa ; cha preto ; dito hysson e perola ; bis-
    coito fino de Ilamburgo, em latas ; vidros
    de conservas de verduras ; charutos rega-
    ia finissimos,da Baha ; velas de composi-
    cao ; latas de carnes e verduras em con-
    servas. Adverte-se que tudo he da melhor
    qualidade e por precos rasoaveis.
    NTER ESSE GEMAI..
    Acaba de chegar a esta cidade a importanlissima obra
    intituladaObscrvacessobre o coinmerciodo assucar
    a qual trata da cultura da canna e fabrico do. seus pro-
    ductos, eomposla pelo InsigneOr.Ccorge tduardo rair-
    banks. Esta obra he de utilidade suuuna para os Srs.
    deengenho, fazendclros e todas as mais pessoas u.te-
    re.sadas ne.te imprtame ramo de industria, e para
    tornar mais convincente esta verdade basU, considerar-
    se que o seu autor fol ltimamente comtn sslonado pela
    asse.nbl.5a provincial da Baha a viajar pe la* ludia. O c-
    cideniaes, afim de Indagar, observar e colhet_ todo, os
    melhorameulos que teem havido na cu tura
    fabrico do assucar, e de consegu r-se lod "Idade
    em um dosprincipaes ramos de riqueza que mais pode
    a.segurar a prosperidade deste imperio. ,.,_,..
    Vende-tena loja de J. t:. .Ayres, rua da^C.dera-do-
    Recife, c na livraria da esquina do Cote gio.
    Vende-se um terreno na rua do Sebo, com W pal-
    mos de largura e 150 de fundo, em mullo bom lugar,
    para e faz?r um bom sobrado: quem o perteoder diri-
    ja-w rua do Rngel, n. 60.
    __Vende-se urna corrente moderna,
    para senhora, com 39 oitavas e meia de
    ouro de lei, c sem feitio : a fallar na pra-
    ca da Independencia, loja de livros, ns.
    37 e 38, com o caixeiro da mesma.
    Vcnde-se setim preto, de Macau,
    de boa qualidade, muito proprio para ves-
    tidos de senhora e colletes, pelo muito
    barato preco de dous mil ris cada cova-
    do : na rua do Crespo, n. 8, loja de
    | Campos & Mayas
    /'

    n
    !


    9"P

    Jk*
    S55
    Na loja nova n. 4, do baratei-
    ro, ao p do arco de S.-
    Antonio, vende-se :
    Primor e bom gosto para vestido o covado a #320
    Manas decambraia lavradas de seda, a &/000
    Hijeados francezes, o covado a...... 24n
    Ditos largos, a.....;...... fiVlti
    Luvas pretas de seda, com dedos a 1008
    Cortes de fiutio de laa e teda para collete, a 1/000
    Ditos de seda e de setUn lavrado a fVanceza .
    K>t aoat-tfo ,a.......... 7^000
    Chales de lita e seda gosto rico, a 6/400 c 7/000
    Gambriocs para calcas flnglndo casimira lis-
    irada, o corte a .......... 1/180
    .Casimira preta superfina, o covado a 3/000
    Chales de seda de ricos lavrores, de 15/a 25^000
    Dao-se amostras sobre penbores.
    TREM DE COZINHA.
    Panellas, chaleiras cacarolas e fregideiras de ferro ,
    lew aria- de loiica. Oasseio e duracaodfste.trein de co-
    zinlia vale a pena de ser procurado na ra Nova, loja
    de ferragens n. 16.
    = Veudeiu-se moendas de ferro para cngenliosde as
    im-ar, para vapor, agua e nenias, de diversos tamanbos,
    por preco conimodo ; e igualmente taixas de ferro coado
    e batido, de todos os'.tamanhos: na nraca do Corpo-San-
    to, n. 11, em casa de Me. Calmont Companhia, ou na
    ra de Apollo, armazem, n. 6.
    cor de canella da fabrica de Augusto
    os melhores que aqu teein apparecido :
    Charutos.
    Charutos
    Welilebui
    vendeni.se na ra da Crut, no Recife, n. 26, o'u52.
    Vende-se, no primeiro andar do sobrado n. 3 da ra
    do Alerro-da-Boa-Visla, urna arroba de prussiato de po-
    tassa (cyanoferruro de polaesium).
    No Aterro-da-Boa-Vista, de-
    fronte da (aluna ,
    a dinlieiro a vista, est o barateirb torrando por todo _
    dinheiro o seguinte : sapatos l'rancezes, de marroquim
    de duraque de todas as cores, para senhora, a 800 rs.
    ditos de setiin a f/OOOrs. ditos para meninas ; botins
    de marroquim e sapatos de clchete para meninos por
    todo o preco ; sapatoes inglezes para homem ; ditos
    franceses de lustro de urna e duas palas ; dilos de
    entrada baixa ; ditos de marroquim e tapete para ho-
    mem ; bonetes de palha, a 120 rs. ; pelles de couro de
    lustro, multo superior qualidade ; cortes decolletes de
    seda de diversas cores, por preco commodo.
    O BARATEIRO.
    Loja ovan. 4, de Ricardo U Companhia ao p do arco
    deS.-Antonio, na ra do Crespo.
    Esterstabelecimcntoabrio-se libntem c como esteja
    sonido de fazrndas todas novas em gosto, qualidade e
    proprias desta praca ollerecein-se a consideraco
    dos freguezes os precos de algumas dellas mais conhe-
    cidas. Adverte-se que os piceos de todas as mais que
    existem maravillosamente sortidas neste eslabeleei-
    iiiento sao porque devem ser mais com morios do que em
    outra qualquer parte, emrasaode serein compradas a
    dioheirn novas e fresquinhas com sejam : lencos de
    seda superiores a 1/440 rs. ; ditos mullo finos da In-
    dia, a 2/240 rs. ; brins de puro linho e de ricos padroes,
    a 1/000 rs. a vara ; corles de collete de fustao de ricos
    lavrores a 1/000 rs ; briin branco de linho a ROO rs.
    a vara ; dilo francez estampado tal c <|iial a casimira
    francesa e do mais superior liuo a 2/000 rs. a vara ;
    curies de colletcs de selim lavrado de ricos padroes ,
    aS/OOOrs. ; ditos de 15a e seda a 1/000 rs. madapo-
    ln de ICO ale 280 rs. a vara, boa fazenda, c em peca de
    5/fttt al A/500 rs. superior fazenda ; cortes de cassa
    nngindo chal[, que em goslo levain vantagem a todas as
    sedas poisso nina maravilha de eslampado e superior
    cambraia ,a,'i/000rs. ; pannos linos de todas as cores ,
    francezes e inglezes e de Indos os precos noVos e em
    folha ; sorlimenio de chitas novas e finas ; de chales de
    13a e seda e de seda ludo novo em gosto e padroes ;
    sarjase setiiis lisos de ores brancos e prrtos de Ma-
    ca u superiores e de varias qualidades ; casimiras pre-
    tas c elsticas superiores, de.3a4/rs. o covado; brins;
    bramantes; brelanhasile linho; esguies ; mantas de
    seda ; irlanda, sorlimento novo em preco gosto e
    qualidade; luvas de algodoe de seda ; meias de algo-
    dao c de seda tanto pelas como brancas para ho-
    mem e senhora ; e oulras umitas l'azcndas que seria
    longo enumera-las.
    O novo barateiro da loja nova,
    ao p do arco de S.-An-
    tonio, n. /a,
    avisa ao respeitavel publico que tem ricos pannos para
    mesa, de casimira lina com vistas e passagens hist-
    ricas, a 25/000 rs. cada um ; ditos de laa e algodao,
    com riros desrnhos a 4/5000 rs.; pannos finos de to-
    das as cores e preto inuito superior de 4/000 at
    10/000 rs., verde e coi- de vinho de lindo panno, a
    6/;>tl0 rs. riitoaziil para farda, de 4/a 6/000 rs. ; luvas ,
    tanto de pellica como de seda c i! aigudo com borra-
    cha para homem e senhora. Diio-sc amostras subi
    penbores.
    .Vrndenvse 3- "ndo* "uolequcs de 14 a 16 anuos ; l
    dito de 7 anuos ; 1 pardo de 18 anuos, ptimo para
    pagem, por ser bastante diligente c liel ; 1 mulaliobo
    '-!/> ''"nos P'oprio para aprender oflicio ; 3 pretas de
    a a 24 anuos, com habilidades tendo urna dellas una
    cria de um anno urna pela de idade, por 200/000 rs. :
    na ra do Collegio n. 3, segundo andar se dir qucui
    vende.
    ~ Vende-se una canoa aberla grande que pega em
    naisdemilhelrode lijlos de alvenaria ; duas ditas de
    conduzr agoa, em bom estado; um dita meia abena,
    lenificada de novo propria para familia ou carga pe-
    quea ; ludo por preco commodo : no antigo Porlo-
    Uas-Canoas a fallar com Joo Kstcvcs da Silva.
    Na ra da Cadeia-Velha, n. 29,
    loja de J. O. Elstcr,
    vendte um grande sortimento de pellucia de seda a-
    sim como lodo o material para fabrico de chapeos.
    -- Vende-se por precisan, urna prela que engoinma
    milito bem cozinha o diario de urna casa e lava ; da-
    se inulto oiii conta : as Cinco-Pontas, n. 16.
    No armazem do Kacelar na escadinha da alfan-
    dega vendem-se, a realho e em pequeas porces
    caixas de sabao da mais acreditada fabrica do Rio-de-
    Janeiro de vapor, por preco commodo; para o que tra-
    fa-se com Ainorim Irmos.
    maqualidade: vendem-se na an-
    tiga ra dos Quarteis, na (erceira
    loja de roiudezas, n. 20.
    Attencao.
    Na ra Direita n. 60, loja de pintor e vidr.icclro.ha uro
    completo sorlimento de vldros em porcao e a retalho;
    ditos para espelho com muito bom ac; tintas de to-
    da: a: .|UHiiuaaes e oleo : ludo em porcao e por precos
    commodos.
    Vendem-se gigos com batatas, a
    dois mil res : na porta daalfandega, ar-
    mazem. n. 20.
    Vendem-se 2 pares de veneziannas : na ra do
    Trapiche n. 44.
    AVISO
    aos cavallerns de bom gosto.
    Os mais ricos estribos que tcem apparecido de metal
    branco, os qunes nao do trabaiho algum a mpui, |>ols
    se conservan! lustrosos que parecem prata : as pessoas
    quequUeremdiriJain-sca loja de Mala Ramos 3tC, ra
    Nova, n.. 6.
    Vendem-se trinta eseravos, sendo inulallnhas, ne-
    gras negros, mulatas, negrinhas c cabras, de boas fi-
    guras c qualidades. inclusive dous pretos prnprios para
    o servi'co campestre, de idades de 35 n 40 aiinos, por
    200^000 rs. cada um; assim como cera de carnauba de
    priineira qualidade, feijao, ponas de boi c couriuhos de
    cabra: ludo por precos commodos, por querer-se o ven-
    dedor retirar. A tratar-sc na ra da ( i u/.n. >i, ou na ra
    do Trapiche-Novo, n. 6.
    VELAS DE CERA DO RIO-DE-JANEIRO.
    Vende-se completo sortimento de urna a 16 e bo-
    gias de 4,5 e 6 : no armazem de Alves Vianna na
    ra daSenzalla-Velha, n. 110.
    Va rna do Crespo,
    loja n. 12, de Jos Joaquim
    da Silva Maya,
    vende-se superior sarja preta hespanhola ; nobreza
    rxa, muito superior e muito propria para capas
    doSr. dos l'assos e outras irmandades; ricos cortes
    de seda para vestido de sonhora ; meias de seda pre-
    tas e brancas, asmis superiores que teem appare-
    cido, tanto para bomem como para senhora; luvas
    de seda ; chales de seda muito modernos c de lin-
    dos goslos; cambraia de linho, muito Gna; lencos de
    cambraia de linho bordados, para senhora, dos mais
    finosque ha por muito barato preco; esguiao de
    puro linho e muito fino ; platilha de linho ; e outras
    muitas fazendas queserao patentes aos comprado-
    res e por barato preco.
    cada urna ; ha igualmente um rico sortimento de
    cortes de vestidos da rica fazenda denominada ba-
    zullina. Esta fazenda he de cores escuras, bordada
    delistrasequadros os mais claros, de lindosdese-
    nhos, cores lisas e bonitos tecidos e por isso muito
    proprios para o lempo de quaresma e de invern.
    Pannos pretos finos*
    c de cores, c novosna loja; verdadeiro selim c lencos
    de Macau; chapeos de sol, de seda; casimira preta cls-
    tica ; los pretos ; sarja hespanhola ; e lodo osorlimen-
    dc fazendas finas proprias para a Quaresma: na ra
    doQucimado, loja n. II, deRayinundo Carlos I.cile.
    lina (Jo Queimado, n. 1.
    Na loja nova de Rayinundo Carlos leitc acha-se um
    completo sorlimento rie fazendas linas o mais em con-
    ta possivel; assim como chapeos do Chili finos e or-
    dinarios ; o famoso panno de linho e as chitas assctl-
    nadas pretas ; chales e mantas de seda; cortes de cha-
    l os mais modernos que ha ; merino e alpaca fina ; o
    verdadeiro brini de linho de lisuras, para calcas.
    para o trabaiho de campo, por serem bastante sforte ; 2
    ditas com algumas habilidades ; tima dita de elegante
    figura sera habilidades boa para carregar um tabo-
    lelro com fazendas, e mais alguna eseravos que a vista
    dos compradores se inostarao.
    IVa ra do Crespo,
    loja 11.12, de los loaquim
    da Silva Maya '
    vende-se alpaca preta a 800 rs, 0 covado; dita muito
    fina, preta e de cores, por barato preco ; merino
    preto, muito superior; panno fino preto e de co-
    res; casimiras elsticas, de duas larguras para
    calcas, a 6000 rs. o corte; velludo; gorgurSo de se-
    da ; setim para collete; tudo por prlfFcommodo ;
    fustoes para colletos; e outras muitas fazendas fc
    tanto para calcas como para vestidos de senhora;
    tudo pelo barato.
    Vendem-se dous sitios e una
    casa terrea nesta praca, lu-
    do em chaos proprios :
    os sitios sao parta desta praca: o primeiro com duas
    casas de pedra c cal urna das quaes tem sotao, forno,
    estribarla para dous cavallos e outra para gado, ambas
    com bastantes commodos para grande familia com 5
    vvenos de peixe pasto para 8 a 10 vaccas de leite ,
    muito boa baixa para nu loes inelancias e capim, an-
    nualinente com inultos ps de coquelfos, larangelras e
    outras fructelras; este rende 400/*000 r. animalmente :
    o segundo ao pedo dito, com casa depedra e cal, Bultos
    ps de larangelras e outras frucleiras porlao na estra-
    da ; ambos os sillos teem boas cacimbas de agoa de be-
    ber e esle rende 200/000 rs. : a casa terrea he sita no
    bairro de S.-Anionio e rende 16>000 rs. mensalmente.
    Estes predios vendem-se juntos ou separados, epara is-
    lo tratase no Aterro-da-Boa-Vista n. 21.
    Potassada Russia
    verdadeira e nova, em barris 'pequeos,
    por preco milito commodo : na ra da
    Cruz, n. o, em casa de Ralkmann 8c
    KoseDtmind.
    Vendem-fe aee5es da extincta com-
    panhia de ternambuco e Paralaba : na
    ra da Cruz, n. 9, escriptorio de Oiivei-
    ra IrmaostS: Companhia.
    Gaz.
    Loja de Joo Chnrdon ,
    Aterro-da-Boa-Vista, 11.5.
    Nesta loja acha-se um rico sorlimento de LAMPEOES
    PARA GAZ com scus competentes \ riros accendedo-
    res e abafadores.
    listes eandieiros so os mohore. e
    mais modernos que existem boje: rrcommendam-sc ao
    publico, tanto pela seguranca e bom gosto de sua boa
    confeceo como pela boa qualidade da luz, economa e
    asseio de seu servico.
    Vil motila loja os consumidores ten
    prcacharao um deposito de GAZ de cujo se afianca a
    qualidade e em poryao bastante para consumo.
    Vrndc se o gaza 520 rs. a
    garrafa.
    Vende-se urna chapeo armado para official de guar-
    da nacional, em muito bom uso : na ra da Cadeia do
    Recife loja n. 55.
    t= Vendem-se 2moleques.de 12 a 16 annos, de boni-
    tas figuras c stm achaques : no pateo do Carino, loja
    Vende-se urna preta de nacfio comas habilidades
    seguintes; cose, lava de sabao engomma e faz todo o
    mais servico de umacasa: naruada Assumpcao, n. 24.
    Al ISO
    MIMO E PRIMOR!
    NA RA DOCR ESPO,LO-
    JA N. ll, DE ANTONIO
    LUIZ DOS SANTOS
    t COMPA.NHIA.
    He incontestavel que
    em manufactura de gosto
    o MIMO E PRIMOR de todas as sedas c sarjas prelas ,
    brancas e de rres achamalotadas, lavradas c lisas ,
    !|ue se annunciam so merecedoras da benigna pre-
    erencia dos amadores do que he bom : assim se re-
    commenda e conta-se que a vista da sua especlalldade ,
    nao restar nada a desejar para possuir-se com a com-
    pra o melhor gosto e qualidade em colletrs riqusi-
    mos c vestidos para senhora, que satisfacam o mais cus-
    toso porm honesto e primoroso de seus adornos
    quaresmaes.
    Na loja, n. 4, de Ricardo ao p
    do arco de S.Antonio,
    na ra do Crespo vendem-se lencos de finissiin* cam-
    braia arrendados c bordados com bico em volta
    proprios para mio de senhora de lindissimogosto, pe-
    lo mdico preco defMO a 1/280 rs. cada um ; chitas de
    cores filas de ricos estampados a 160, l80, 200, 220 e
    240 rs. o covado.
    a. i*v-rs. Odiiuum.
    Na loja u. 4, de Ricardo na ra do Crespo, ao p (|0
    arco de S.-Antonio vendem-se lencos de seda para me-
    ninos e meninas pelo mdico preco de 720 rs. cada
    uin.
    Vendem-se, na ra do Aragao n. 11 por preco
    commodo velas de carnauba de bonita lu e dura-
    Uva compostas com azelte de coco. A ellas, fregueses.
    Vendem-se travs de varias grossuras e compri-
    mentos, c urna porcao de clbros de boa groisura e
    qualidade : noPorto-das-Canns, no Recife tanque de
    agoa.
    Ven'dem-se 3 moleques de 12 annos; dous nmU-
    tinhos de l4a 16 annos ; 3 eseravos doservljn de cam-
    po ; 8 escravas mofas com varias habilidades ; um
    moleque de 6 annos: na ra Direita, n. 3.
    Vendem*se na ru da Cruz,
    n. 23, brandoes de cera,
    de urna das melhores fabri
    cas do Rio de Janeiro, e
    por preco commodo.
    Pechinchias,freguezes na lo-
    ja de Francisco Jos Perei-
    raBraga, na ruado Cres-
    po, n. 5, ao p do arco
    de Santo-Antonio :
    cortes de collete dos mais modernos que teeiu appare-
    cido pelo diminuto preco de 2/i00rs. cada um ; risca-
    dos francezes para Jaquela a 240 rs. o covado ; ditos
    com fio de seda imitando bom briin de llstra para ves-
    tido de senhora, pelo diminuto preco de 320 rs. o cova-
    do ; lencos de seda de padrdes' modernos a 1/440 r.
    ca(l" > : di's com franja, para pescoco de senhora ,
    a 1^000 rs. cada um ; chales de cambraia, com flores
    as pontas, a 1/OCO rs. cada um.
    Vende-se urna prela crioula de 16 annos, seui mo-
    lestias e que cose borda, engomma, ensalma c en-
    tendealguina cousa de cozinha : a tratar com o porlelro
    de sua Exc. Reverendisslma.
    ~ Vende-se nina cabra que cozinha lava e vende na
    ra, de 30 annos pouco mais ou menos: as Cinco-
    Pontas ii. 40.
    Vende-se chumbo de muuicao multo bem soni-
    do por preco commodo : em casa de James Ryded Se
    Companhia na ra da Cadeia n.'46.
    - Vendcm-se dous eseravos mocos de bonitas fl-
    uras biuis carreiros ; una escrava moca de' koulia
    gura com algnmas habilidades, por preco commo-
    do : no pateo do Carino n. 7, ao p da botica.
    Vende-se urna canoa alerta que carrega iCOO li-
    jlos grossos, construida com boas .nadeiras enicsmo
    Sara conducciio de familia por ter proporcii
    o Aleerini n. 2, segundo andar.
    o na ra
    Eseravos Fgidos.
    Desenganai-vos, freguezes,
    que Francisco Jos I'ereira Braga, na ra do Crespo ,
    loja de 3 ponas n. 3, ao p do arco de S.-Antonio, te
    novas fazendas, e que as vende por lodo o preco :
    cortes de casimiras muito clsticas pelo diminuto pre-
    co do 2800 rs. o covado ; dita de cores a 900 rs. ; dita
    de algodao, a 1800 rs. o corle ; merino muito superior
    a-i/500 rs. o covodo ; alpaca muito lustrosa a l/i20rs'
    o covado.
    Parecem de seda.
    Chapeos de sol de panninho inglez com armacao de
    ferro os melhores que teem apparecido neste mercado:
    na ra Nova, n. 6, loja de Maya Ramo 4t Companhia.
    Vinho de Champanha
    de superior qualidade : vende-se na ra da Cruz, n. 10,
    arinazrm de Kalkmann & Roscnmund.
    Parecem de seda.
    Vendem-se chitas asaetinadas pretas, francezas,
    proprias para luto. a 260 rs. o covado: pecas de
    bamburgo fino, a 3000 rs. caria urna; los pretos .
    minio em conta : na ra do Queimado, loja nova n.
    11, de Raymundo Carlos Leite.
    "> de"8e,"eit?linode gerselim, para comer e
    A lOrs.acaixa.
    palitos para tirar fogo, de opti-
    aos Srs.deciigenho
    Na ra do Crespo, loja n.lSf
    de Jos Joaquim da Silva
    Haya, vendcm-se
    cobertores de algodSo, muito encorpados, proprios
    para eseravos; bem como urna fazenda de linho a
    imitacilo de estopa, forte e propria para roupa de
    eseravos e seceos para assucar; tudo por preco mui-
    to barato.
    Na ra das Larangeiras, n. l4 segundo a?dar^
    vende-se um molecolc de elegante figura e bas-
    tante preto de 2J annos scui vicios nem o me-
    nor athaque ; din Jilo de bonila figura com oflicio
    h oorre '?' vicio' nem chaqus ; um mulanho
    ae a. annos de bonita figura, ptimo para pagem ,
    por ser muito activo e bom cavalleiro ; urna mulatihha.
    com todas as habilidades de bonita figura e muit
    moca ; dous pretos ptimos para o abalho de campo ,
    por serem muito forte* e de bo figura;3 pretos.proprios
    Vinho deBordeaux
    de superior qualidade, em caixas de duzla, poi
    commodo: vende-se na ra da Cruz, n. 10, armazem
    de Kalkmann & Roscnmund.
    AVISO
    Assenhorasdo bom
    gosto.
    Na ruado Crespo, loja n. 12,
    de Jos Joaquim da frilva
    Maya,
    ha um novo sortimento das ricas mantas do lanzi-
    nha e seda para senhora as-mais modernas quo se
    usain na Europa, e por isso se tornam recotnmen-
    davcis as senhoras de bom gosto, bem como aquellas
    que usam de economa, tanto pela boa qualidade e
    neos gostos, como pelo baratissimo prero de 5000 rs.
    Na loja de Francisco Jos Perei
    ra Braga, na ra do Crespo,
    n. 3, ap p do arco de S.*An.
    tonio, vendem-se as se
    guintes fazendas:
    lencos de setim de
    cores. a 2/200 rs. cada um dim.
    de cassa para grvalas a 440 rl cada um ; dlio, de di!
    la para alglbclra a 320 rs. cada u.n corte, de chaii
    de seda a 14*000 rs. cada un..- mantas de selim nara
    tSEm". 'l**000 peclnhi" de cambra .aP, a
    3/bOO rs. cada urna ; e alen, deslas fazendas ba un, rico
    0uS,,imoQpredCo.aZeUdaS 'V*** *"
    ugio no da, 7 do corrente, urna mulata
    de nome Valentina (cuja escrava pertence
    aos bens do fallecido Jos da Silva Bolc-
    lho)com os signaes seguintes : bastante
    alta, grossa e bem fetta do corpo, cabe/lo
    cortado como de homem, tendo na frente
    marrafas com pntcs, por isso que o ca-
    bello era um tanto espichado, bracos e
    maos compridos e rosto com marcas de bexlgas; nao se
    pode dar noticia da roupa, visto ella ter levado loda
    quantd tinha,inclusive lencol.iravisseiro.uieias e sapatos.
    Porlanto roga-se a todas autoridades, ou pesioa parti-
    culares que a encontraren!, facam prender c mandar le-
    var na ra larga do Rozarlo, no 1. andar, n. 23, ou
    nesta lypographia, que sero recompensados.
    -- r'ugio da corle do Rlo-de-Janelro, em Junho do
    1844, um escravo, de nome Joao de Dos, cabra escuro,
    oflicial de barbelro, tora bem rabeca, sangra, be. ; esta-
    tura um pouco alia, cabello nao corrido, empernado, e
    repartido com gafnrina, testa grande com uuiapeqneiia
    brecha, olhos regulares e avermclhados, no rosto pou-
    cos signaes de bexlgas apagadas, sua voz um pouco gros-
    sa; anda bem trajado;e calcado, seu audarheacapoeirado
    jogando com os bracos; he quebrado, sabenda 1er e es-
    crever, e Intitula-se por forro com alguns falsos allcsta-
    dos; do qual a inda existem seus pais de nomes Feliciano
    e llalbina ; he escravo do Sr.iedro AntonioFelles Brre-
    lo de Menezes, da cidade do Rlo-de-Janelio. Ha loda a
    persuaso de que o msmo escravo foi visto nesta praca,
    e por isso muito se recommenda a todos os capitaes
    de campo a sua captura, assim tambem o inesmo sepe-
    de a todas as autoridades pollciaes; cerlos de que qiiem
    o iroucer a ra da Cadeia-do-Recife, n. 45, casa
    rie A ni o ri ni IrinSos, reconhecendo-se por todos os slg-
    Inaes ser o proprio, receber urna generosa gratifica-
    cao.
    Fugio rio dia lO do corrente, um preto de nacao
    Cabund de nome Jos estatura regular, pouca bar-
    ba j he velho ; tem os pes luchados, rendido de nina
    venina muito regrista no fallar, e talvex se intitule
    forro ; levou ceronlas e camisa de algoriao/.inlio : quein
    o pegar leve a ra Direita padaria n. 40, que ser -e-
    nerosamente recompensado.
    t'ugio, no dia 10 do corrente um escravo, de no-
    me Agostfnho de nacao Angola alio, secco do corpo,
    pe iias finas cor prela denles limados ; tem sido vis-
    to em algumas vendas : quein o pegar leve a ra Impe-
    rial sobrado n. 39, que se pagara toda a despea.
    Fugiram dous pretos de nac.o Angola do, enge-
    olio I'indobiuha na noite do dia 13 do crlenle mez :
    um de nome Caetano, altura regular chelo do corpa,
    pouca barba ; o outro, de nome Joaquim mais alto mu
    pouco secco do corpo uenhiima barba ; levaram
    chapeo de palha, jaquela branca e calcas de algodao rs-
    cado; desconlia seque vieran para o Recife desen-
    camiuhados por Joaquiqi onde foram comprados lia
    pouco ; os quaes perteneci a um lavrador do mesnio
    engenho de nome Joo liento Pereira. Roga-se as au-
    toridades que os mandein apprrhender e levar ao
    cugenho ou na nraca em casa do Sr. Jote Pereira da
    c uulia na ra da Caricia do Recife n. 14, que se gra-
    tificar com generosidade.
    A S440rs.
    Na loja nova n. 4, de Ricardo na ra Caespo ao ni-
    do arco de S.-Anlonio vendeu.-,e cortes de cassa dfc
    afamada fazenda pelle-do-diabo ,' padroes novos laer
    equae o da casimira franceza. novo., i
    ' No da 15 do crreme, fogio um moleque de nome
    Antonio, idade de 18 anuos nouco mais ou menos, na-
    cao Angola, baixo, reforcado do corpo ; tem a olhar
    bailo, beicos gro.sos, com lodos os denles da fenle,
    p e mos grandes : levou camisa de madapoln
    rpula de algodiioziuho e bonete : roga-se s autoridades
    policiaes, ou capitiies de campo,que,prgando-o, levcin-
    iio ao seu seiibor, na ra do Queimado, loja de chap
    n. 55, que se recompensar.


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