Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09865


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Full Text
jnn0 de 1847-
Sabbado 15
., ijij/HO publica-te todos os dia, que nao
i de guarda o preco d asignatura he de
?7noti is poi qrat1, '"'*'" a.d("'l9do, 0 "
* .los assafrantes Sao inseridos ruso de
'1, eii'es Pla ,nud?- ( ? T" n' forem Ms"8-
' fLCaro 80 rs'porlinh, e 160 em tvpo
-ASES HA LA NO HEZ nv MiP.^O.
i rlieia !. sos *8 niinulo d maulla*.
Min/oante', a 10, ai i Loras e I" m. da.n.aul..
>K ,8> i'*}'0"-' e" mi"' 1" **
OeKent. 3 ll0ras 20 ,n'Q'd'Urdc'
PAIITIDA DOS CORRE108.
Goiannae Paral.yba, as segundas esextas felraj,
Hi-Grande-dn.Norte quintas feras ao meio-dia
Cabo, Sennliici, Rio-Formoso. Pono-Calvo e
^ Macelo, no l., a 11 c l decaila mez.
(aranhunse Bonito, a 10 o 21.
Roa-Vista e Flores, a U e J8.
Victoria, lis quintas feira.
Oliuda. todos os das
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, a I lioia e 18 minutos da larde.
Segunda, I liora e t? minutos da manlia.
de Ufaren
Anno XXIII.
y. o.
das da semana.
8 Secunda. S Ouinlillo. Aud. do J. dos or-
pliSos, do J. doc d ? v.e'dn J. M. d l
' Tarca. S Catharina. And. do J.dociv.d I
t. e do J. de ca do S dist. de t.
10 guara S MililSo. Aud do .'. dociv. da
ir e do J. de p7. do 5 dist. de I.
n Quinia. S. C:!"'!'!" "<. do J.de orplios,
do J. municipal da I vara.
1 Sexla.b. Gregorio. Aud. do J. dociv. da 1.
V. e rio J. de paz do I. dist. de I.
15 Sabbado. S. Ilodrito. Aud. do I do cir. da
I. v. e do J. de pal rio I dist. de t.
II Domingo. S. Pedro de Teja.
CAMBIOS CO DIA 1.1 DEMABgO.
Cambio sobre fcoodres a te '/, d p. I rs.a *&-
g .; P*ris3iSrs por Trauco.
i) Lisboa Si de premio.
Desc. de leltras de boas linn.s I V P-Va mc'-
(Juro Uncas I espanl.obs------ISjOOO Jala"
a Mcedas de GjlOO velli. I6#000 a
, s de*el0d uov 10*000 a
.le tfOOo..... UJOOO
Prald Pataces....... ... if'iOO a
Pesos cnlumnarrs.,. I #980 a
a Ditos mexicanos ... i#i>0fl a
. Muida............. I#'00 a
af08
iCjf 100
0Jll0
JJ02U
ifiou
ifoi
IJsOn
* .muu t .......... iffsvv *--
A croes da comp. de lh-l>enc de 50/000 rs. o par.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
H
:i
PERNAMBUCO.
SlSSlO EM 10 DE MARCO DE 1847.
fRESIDINCU DO Sa. SOUZA TBIXEIIA.
(Continuada do w. antecdeme],
Conlinuicio da leretira diicuttio do projecto qut fixa a [Arca
policial, adiad na mio anlectdenlt.
OSr. Nello: Senhor presidente, nao tire afortuna
de ser bciii comprehendido pelo nobre depulado i|ue
acaba de sentar-se e talvez ito proceda' de uo ter
elle tomado apontaraentO! do incu discurso de hojttcui,
ni ni hsver recorrido aos archivos da sua memoria para
lembrar-se do que eu lenho constantemente dito nesta
casa', desde que os votos de incus compatriotas a ella me
iiiandaroiu,
Tcnlio sido constante rm atacar a organicao mililar
que se tcn dado no Brasil ao corpo de policia ; nao lia
sutiitoa diasque nesta casa falle! ueste sentido; firme
nestas ideias, quero dar ao presidente da provincia a IV
culdade de alterar a orgahisacao actual, na esperanca de
que um da a experiencia ha de mostrar a um adminis-
trador dePeruambuco, que he possivel organisar aquel-
Je corpo de uina manelra Inais^onvciiieate ao serriro,
e menos dispendiosa provincia.
O uobre depulado persuadio-se que cu quera asseme-
Ihar in.iis ao exercito o corpo policial da provincia, sem
advertir que, desenvolvendo ,o meu pensamenlo uadis-
cusso, apenas mostrr.i desejos de ver disposicao da
autoridade urna porcao de cavados, em que podesse
montar certo' numero desoldados para os fazer chegar
cum a rapidez possivel ao lugar que reclamasse a presen-
ca dessa forja. Se fusse abracada a ideia, pouco me im-
portara que sechamasse eavallaria ou o que quizessem
aquella gente armada: porm nao posso consentir que
se me all i ba o desejo de crear duas rompanhlas de ca-
rallaria, dispensadas de oulro servico que io fosse o
daquella arma propriameute dita, pois nao vejo incon-
veniente algum em se empregarem lodos os soldados no
servico ordinario do corpo, c em obrar, como infamara,
logo quechegasse ao ponto dado, a porcao delles, que
para l tivesse ido montada.
O Sr. Aunes Hachado: E querh tica coui os cavados'
U Sr. -Yeiiu: -r A easa observacao uo se pude respon-
der.......
Vout: Nao he pequea.
O Sr. Nello: He too forte, que tne nao atrevo a re-
futa-la.. ....
Um Sr. Depulado d um aparte que nao podemos
ouvr.
O Sr. JVeHo: Pode ser: a minha intclligencla he to
curia, que nao conceboa possibilidadedese enlregarem
os cavados ao delegado, ou a outroempregado da poli-
cia, a cuja disposicao estivesse a frca; de recolhe-los ao
cercado de umengenho, etc., etc.
O Sr. A'iine Machado: O delegado, em vez de perse-
guir os ladroes, lera de cuidar dos cavados.
OSr. Kelto: De snrteque nio pode tomar a seu car-
go a guardados cavados, sem irpessoalmente estriba-
ra dar-Ibes eapim ; nao ha esclavos, ncm oulras pes-
soas, a qiiem elle encarregne disto; nao podem licar
dous ou tres soldados cuidando dos cavaUus, euiquanto
leva companheiros auxiiiam a diligencia....... Sao obje-
(Oes estas, que eu nao podia prevenir, e de facto des-
concertain o meu raciocinio, em raso da curtcia de ini-
nlia inli'lligeniia...:
Popo-as, porin, departe, cqato indestructiveis, V.
Ex. consentir que me oceupe das nutras observaces
que o nobre depulado, quem respondo, se dgnou fa-
zer acerca das minbas ciiicndas.
Nao e&perava, Benbur presidente, que o meu nobre
amigo enxerga6sc nellas una tendencia perniciosa para
aggravara coudicao dos cofres provlnciaes, O meu pro-
iiiliinenlo na casa devia gara'nlrr-me de imputacoes des-
la ordeiu. Se lenbo senipre considerado excessivo o pes-
sual das reparllces da provincia, eiitendendo que cum-
ple reduzi-lo a dous tercos ou a metade, sem detrimen-
to, e talvez mcsuio COUl v'anlageiii do servico publico,
como quereria agora que o aufinciitaascnios coni a crea-
cao desneeessaria de uovos ofliciaes?
Ilasao tera o nobre depulado se conseguissedemonsr
trar impossibilidadc de se crearen! duas compaiiliias
sem accicscimo eflttricta e a nomeacao de mais olli-
ciaes. Porem, colua nao tenho pela inelbor a organisa-
co actual do corpo, e continu aperiuadir-me da con-
c ia de alliviar se cada urna das companhias exis-
tentes com a diminuieao talvez de dous ofiicaes, hade
consentir o uobre depulado que Julguc conciliavel a re-
forma proposta c a crcacao. das companlias com a cve-
i a economa da renda protjlncial, que continuo a defen-
der aqu. ., .
Oceorrc tanibcm, Senhor presidente, que, dependen-
do a despezada reforma, qualquer que seja, da le do
lo que bavemos de fazer, dcsapparecc o motivo
" To nobre depulado, sendo que a nos compete
accrcscimo de despeza, lixando o maiinio da
Se o administrador da provincia naquede lempo tira-
se podido organisar a firca com menos despeza, nao te-
ria a provincia rccebldo um beneficio, eonscqueucia do
arbitrio que Mi fui dado '' Para que, pola, lirarmos ago-
ra presidencia lao saudavel arbitrio, de que so poder
usar em favor da provincia que representamos i
Um Sr. Depulado: Dlga-se enlao que he para menos,
que he para duas compauhias.
OSr. Netlo: Heoeciosa, se iioinconipativel coma
ideia de reforma, semclhante declaracao.
Disse laiiibem o nobre depulado que, se o presidente
quizesse reformar o corpo, elle o leria pedido. Priinei-
ramente periuado-me que posso negar essa conscouen-
<:ia, enteudendo que o presidente nao fadou na reforma
por considera-la inseparavel de lao grande incremento
dafdrca policial, ou mesmo por modestia.....
OSr.Punti Machado: Por modestia, informando a
casa das necessidades da provincia, he um elogio um pou-
co fnebre.
O Sr. Nello: Slm, por modestia, visto que a delega-
cao de poderes para a reforma envo'.ve a ideia de con-
fa nca, a respeitoda qual podia deixar de querer tomar
a iniciativa. Mas se em verdade elle approva a actual or-
ganisacao do corpo policial, e a considera atada para o
caso de ser elevado ao numero de 800 pracas, apezar de
ser. mire bula i|ii.i iirin sumen le linlia 400, nao me ser li-
cito divergir aqu de sua opiniao, pronunciando-me em
sentido contrario? Creio que siin. Pode succcder-lhe
na presidencia outro cidadno que julguc conveniente a
refi'iruia, e bom ser que o nao embaracemos de realisar
o seu pensamenlo e iiielhorar acondi(ao daquelle cor-
po, se porven tura fr susceplivcl demelhora, e no caso
contrario, nao lia inconveniente algum na adopcao da
emenda, a que mc retiro.
Por fallar nosuccessor do actual presidente da provin-
cia, nao acredite a casa, que recelo agora a mudanca
dellc, ncm a menor alteraco na poltica que tem seguid-
do em Pernainbuco. O governo imperial que o conser-
va, sem duvida estar inleirado dos relevantes sen icos
que vai prestando ao paiz, e nao tem motivo para rri|
rar-lhe a sua cuiiliauca. Demais, a influencia perniciosa
dos que iniei essam na sua substitui;o, e a solicium,
ac bou entre nos, c jaz coberta no tmulo por umalou-
sa mu pesada para se erguer com facilidade.
OSr.Sunei Machado: lia.morios que incham ear-
rebentam.
OSr. Nello: Nem por isto resuscitain.
Senhor presidente, ou eu nao entend o que escrevi na
emenda em discusso, ou o nobre" depulado que a im-
pugnou, cinprestou pensankutos, que as palavras dclla
nao maiiifesiavain, suppondo que com a proposta sup-
pressao do dndcj eu qulz recusar ao goveruo da provin-
cia o augmento de fo^a que reclamen.
Releve acaso, se, para demonstrar o engao do nobre
depulado, mc vir na prcciio de reproduzir argumen-
tos, apresenlados por iiiim as discusses antecedentes.
nos depSe contra a impossibilidade, tantas veres allega-
da pelos nobres deputados, de se fixar na lei do orea-
monto a quantla neerssaria para um corpo, dando-se es-
te arbitrio ao presidente da provincia.
Trotando de precedentes semolhantos das legislaturas
pasudas, citados por minina difcusso, o nobre depu-
putado tentn repclli-los, dlzendo que naquellc tompo,
tudo se fa/endo contra as leis c as conveniencias publi-
cas, nao admirava que se houvcsse procedido aislm : o
que, porlm, dir elle a tal res|ioito, depois de citar um
facto da mesma nalurcta, pratlcado por nos o anuo pas-
sado?
Senhor presidente,um nobre depulado que se se tita ao
pd de mil, acaba de observar que a rctorma de \%U\ ful
aulorisada nicamente para a jorja que se ia orear ; de-
vn, pmein, declarar-lbe que essa frco, nao estando en-
tao creada, no era suscoptlvel da reforma em nucslao,
a qual em todo caso fol concedida sem violaco dos pro-
coitos constituclonaes, e nao obstante as dilliculdades na
loi do orcaiuenloquc tanto o nssusta agora.
Tacs exemplos, pois, provain que nos e os nossos an-
tecessores lomos considerado regular a providencia que
propui na inhiba emenda.
O .S'r. Joi Pedro : Kst engaado.
O Sr. Ntlto :O facto de se nao ter usado, no corren-
te auno, da facilidade de refrirmar o corpo policial nao
prova, como enlendeu o nobre pilmciro secretario que
o presidente nao quer....
O Sr. rtixoto de linio :Prova que nao tem necessida-
de dola.
0 Sr. Nello :Nem mesmo que delxe ella de ser ne-
ressaria no oxercleio vindouro, em que o corpo podo
flear com o duplo da forea que tlnha, quando confeccio-
namos a lei que conceden essa faculdade. Se tal noces-
sidade nao foi anda reconhecida, pcide-o sor no anno
aeguinte : e quer seja qur nao, o arbitrio em tacs ma-
terias nao prejudlca as adiniuistracoes, assiiu como as
cautelas nunca projudicam os enferinos......
Ymei:K as Indigestos ?
nutras bosi :~0 multo arbitrio pode fazer mal.
1 m Sr. Depulado :lie at um ineiu inulto parlamentar
de fazer baquear o poder.
OSr. A'eto :F.sle arbitrio nao indigesta ninguoin,
e ps baques, de que trata o nobre doputado, sao som-
pre occasionados pelo abuso, c nao pelo uso prudente e
acisado do arbitrio ....
t'm Sr. Depulado :Tem seus porqus.
O Sr. Nello :--No corpo de polica, aonde o presidente
pode di-iniiir, c sem dar satisfacOcs por a quem quitor
no andar da ra ? ludiquein os males que a approvacao
da eincnla ha de causar, que quero cancorrer unibrn
I para osTomodiar.
s.nhoV preside.-
publicas da manelra conveniente a i
ore.
do
rcainento qi
oacdk^to
rn*S ^ ac
quanlia que a piesidendia tem de empregar neslc ramo
do servico publico: e garantida assim a economa, com
. _________ _^.aU._ala jl.i nuil-
coste meflbsquca orgnnisacao
raso entendo dever darao administrador actual da pra-
vincia essa faculdade, impropria para cinpelorar o nosso
estado iaaianceiro, tendo-a dado j a algum de seus an-
tt'orssorK, de oniniSg poltica contraria a ininlia ....
OSr. Ptiioiodt linio: Puto o faco eu aquellos em
.; nfiu confio; neg al pao egoa.
OSr Ntll :-r- Compre que as nossas opinioes polti-
cas nos nao levem a negar os nicios de que. o governo
leve dfspor paa desemponhar a a lia luissno de que esta
oiicarregado. Reconhecida a necossidade de um governo
na sociedade, he da nossa obrigaco dai-lbc aquellos
inoios, deque nao podo estar privado scnl detrimento
do au. Outro lano nao devenios fazer a respeito das
medida de'conliane, porque, nao a leudo us nos go-
veinantes, carecemos de aso para emtannos com o
bTnbainosa'prccisa coragem para lomar ao governo
cunta doeniprfgo de tacs lucios: respoiisabiUsciii-no
os ep.esental.tos da naCfio pelos .busos que livor nrai.-
cado e sobre tudo desprezcm os engodos, com que pro-
cura ItraUr-lhes a benevolencia, que dcsapparccerac
desojo de negar-lhe po e agoa para o.couslraiigereiu a
deixar a direefao dos negocio pblicos
A grande confianja que mc merece o presidente da
provincia, nao justificar omcuvolo, se, concedendo-
Ihe desde j os 800 liomeiis para o corpo policial, enten-
der que ataco de algum.i inancira a constituicio do iin-
perio, estando em vigor oslis de orcanicnto e lixaco
de frca, que regula o excrcicio corrente.
O Sr. Nunei Machado: As anlicpaccs da recela en-
Iram nos principios econmicos.
O Sr. Ntlto : Creio que,recusando-os ate o principio
do anno linancciroruturo, uo comprometi a tranquil-
lidado publica, que se tem mantido, c se continuara a
manter, como nos assegurou elle no ultimo rclalorio;
ncm dou indicios de dcsconlianca, podendo dizcr-ltic
com Arlosto:
a Quanto vi pono dar, tudo vi dono.
Concedo-lhe tudo quanto posso legalmenle conceder-
Ibe ; mas o que julgar nao poder conceder-lhe, nao Ibc
conceder!, embola o nobre depuUdo, a quem tenho a
honra de responder, mc repule por Isto contradictorio.
Prescindindo, porin, dosse escrpulo meu, me parece
rasoavcl a emenda em discusso, por entender que a
l.iliui.j. .1 ....... .....I;...... 1... i ..-.i llu i. 1111'
esl lambrm aguarda nacional: estas duas frac9es iiu-
poruntcs da rca publica podem ser utilmente emprin-
gadas, se tal cvenlualdade serealisaric se nao basta-
ren! para conter os sediciosos, unidas aos 000 honiens
existenles no corpo policial, os200 houiensque inandar-
mps alistar desde j nao conseguio reslabelecer a iran-
quillidade da provincia, sendo apeuas um grao de arela
lancodo no combro da praia, coinodise na sessao passada
um nobre doputado que se sonta do lado opposto.
Sr. Nunes Machado : E os casos de policia !
O Sr. Nello : Os casos de policia nao sao extraordi-
narios, c foram j tomados en. consideracao, quando II-
xmos a frca o anno passado. Nos casos extraordinarios
tonta tambein o governo com a grande maioria do povo
pernambucano, cuja coragem, nunca desmentida, ibc
caante um apoio eilica/..
Todas oslas coiisideaccs, pois, me convencem da
desnecessldadc do desde j que a nobre commissao iu-
cluio no projecto que discutiinos.
Um Sr. Depulado: Logo, vota contra o projecto i
O Sr. Ntlto : He concluso tirada.....
fm Sr. Depulado Dos principios do nobre depu-
{0Sr. Nello : Pelo nobre deputado, c contra a qual
protesto em lempo. ., i
Seasuppressaodod4 se propoi .ara o exercicio futuro, era rasoavcl a obser-
vacao do ..obre depulado. Mas eu nao tralo de recusar
essa forja, e se a nao concedo dttit ;u couecdo-a do I.
de iullio em dianle..... ,. _,
O Sr. Nunet Machado : Deo me livre que paro la ns
nao possamos dispensar isto. ...M
OSr. Nello : Tanto melhor ; e se for culao dispen-
sado o accrescimo dos 200 hoinens, mais satisleito tlca-
rei por ver diminuida assim a despoza da provincia.
Senhor presidente, pens desle modo, e respeito as
convieces alhelas, para que tambein respeilcm as mi-
nlias ; quaesquer documento! que se produzam em op-
nosicao ao que acabo de eipender, seudo desocompa-
nhado de rasdes mais valiosas, nao abalarao a inliiha
"^^albndo do arbitrio para a reforma, ponderou o no-
bre depulado, que, se fosse conveniente, ja o "***
te se loria servido dc-que Ihe demos na lei respectiva,
que regula o exercicio corrente. ,.,. .,
^ EsloS persuadido de que o nobre doputado labora em
um engao que nao posso corrigir. porque .i.leliz neu-
te a secreta.Ta nao tem a colleccao das leu Pr"v'nc'"
do aunopassado, que procure! consulta. ; mal,, e com
olleiio existe, o precedente ettabelecldo por u tne!-
S.i.hoV presidente, por ter reformado as reparlciVs
..ablicas da manelra conveniente i-.u, = licmiuiuu
os omprogados que uo dcsenipcnham seus devores,
qualquer que soja a sua Importancia social, nao me
consta que nenhum presidente seairuinassc no eonceilo
de seus ooncidadaos c dd governo Imperial : por haver
procedido da manoira contraria, tolerando excessos re-
probonsvols, ou concorrrndn directamente para ellos,
lie que mullos doran, lugar a ser... dom.tl.dos do.xan
do o poder cObertos das maldiccs dos govornados.
A utilid.idc da emenda foi de corto modo reconhecida
polo nobre depulado que a Impugnou, quando d sse que
uleava mais conveniente ao icrvico. que os dostaca-
nonio, .las oomarcas fosse... com.nandados por sargo,.-
tos ora, tei.do-sc dado ao corpo do polica tantos olli-
ciacs para que ossos destacamentos cslivosseni sen.pre
sol, o com.nando delles, parece que algn deven, ser
dispensados, aflu de que se alcance essa vantagein e se
illiiiiiiua a dospea da provincia.
A necessidadede taes destacamentos, rcduiindo o nu
...oro de pracas existentes na capital, fol um dos argu-
mentos omprogados pelo nobre depulado contra o atro-
pello que a accumulacao de grande numero de pracas
caitsaiiaoiii cada conipanliia ; mas argumento que dc-
sapparecc, porque, apezar da ausencia de una Iraicao
do corpo do quarlel, a csc ipturaci.o das companlias
nao diininiie o antes se augmenta c complica con. a de-
claracao do deslino de cada una das praca respectivas.
O Sr. Peixolo de Brilo:Augmento de observacocs.
OSr. Nello :~E cousogiiintcmeutc de trabadlo.
Para provar o que dlsse a lal respelo, o nobre depu-
lado observou que, durante as passadas aduiiiilstracoes,
o cipo policial chegou a ter mais de IbO pracas por
companbia : porm creio que, fiel ao que ha pouco nos
disse acerca dos exemplos lirados daquedes te.iip.os,
nao desojando que taes factos se repitam na aclualiria-
de, devia volar pela emenda em discussao.
Falln o nobre depulado em corlas coincidencias"; em
machinaces contra a tranquillidade publica : c segun-
do o que collegi do seu discurso, tem rastreado os au-
tores de loes iiiachinacies. Quizera que fosse mais ex-
plcito em maioria de lao elevada Importancia, hab.li-
taudo-nos para apreciarmos as suas apprchens<5cs.
Toes podem sor os fundamentos dolas, que, dosisun-
do das emendas otterecidas, mo agarre coirt uuhas o
deutos ao projecto em discussao,pora salvar a provincia.
Senhor presidente, cmquanto nobre doputado so
delibera a manifestar-nos as rasiies, que teve para acre-
ditar ncisas coincidencias c inachinaccs, consinla V.
Ex *iue eu diga alguma cousa cm rosposta ao discurso
do nobre depulado que hontein fadou em penltimo
O liobre doputado, a quem me refiro, fallando do
lerrivel acontccin.enlo do dia U de judio de lSJo, isto
he. da barba idade e afoutexa, com que un assassino
arrancou a vida a dous innocentes espectadores, na pro-
pria sala, cu. que os jurados, reunidos soba pros.den-
cladeuinjuir dedlrcito, e pcranlc mais de B00 pos-
soas, tratava... de julgar uina causa criine, enlendeu
dever lancar a responsabllidade desse facto inaudito so-
bre os magistradu da capital, aquem, na sua opiniao,
exclusivamonte competa providenciar para que elle
n,u.oe defcwo do aecusadd assisti.quella scena hor-
rorosa, o podendo dizer a seurespeilo, con. o fugitivo
de Troia
sem con
nao dcixarci
auaqui ipsa misrrima vidi.
on lirio as asscrcOc do nobre depulado, al.in
u a verdade appareca, c cala a responsabllidade
d?a ade seguranfa individual, que enlao .ouli.nos,
sobre a cabera de quo.n tinhm rcstr.cta obr.gajao c
molo sufllclentes para evita-la. .
.Senhores, antes do julgamento da causa que entao
se discuti, nao havia nesia cidade quem nao rccelasse
um desfecho desaslroso. O nobre deputado, que emito
ru presidente da provincia, conlirniou islo un sino lion-
tem declarando que houve quem levasse ao seu conlie-
ciinento taes recelos, mullo antes do julgamento da
causa referida. ...
O Sr. Nuncs Machado :Nao due unto,
OSr. Bario de Suaituna:Eu disse : na occasiio.s 11
horas do dia.
O Sr. Nello :Cingir-me-hei s palavras do nobre de-
pulado : a essa horn mal havia comecodo a dofesa, e o
liro foi dado polas 10 da noito. Todos sabiam que a sala
do tribunal eslava invadida por uina porcao de assassl-
nos armados, que lovavan. sua ousadla ao ponto de in-
sullar-me quando fallava a favor do reo : eu mesmo por
vesos requer ao juit de dircilo o levanlamento da ses-
so antes de meio-dia : os prenlos o amigos dos jura-
do c dos defensores alUulam a cada instante para os f-
xerem sahir d'alli, e rvitareni os perigos que os amea-
cavam. Varios bilhete recebi, durante a dlscusao,
de pessoas oslranhas, coinniunicando-nie os projecto
infernaos dos assassinos que, as galeras c ns corre-
dores da casa, anicacavan apunhalar-mo, e al entre
mili ns amigos iin-iis que coinmigo se aehavain, ti reti-
rar em lempo o fallecido Tavaros, para diminuir o nu-
mero das victimas que linham de sor immoladas ao ca-
nibalismo de nossos adversarios.
Quando assim ao dispunhan as comas para os Horro-
res que presenciamos, o que l'.i/.i.i, Seulior presidente,
o nobre deputado, que dava audiencia no mesmo edifi-
cio, em que trabalhava o jury, c teve, ionio confesin,
noticia das oceurrencias que se suceodiam na sata dos
jurados ? Que uso fez elle de suas Importantes' alriliul-
ccs para poupar-nos o escndalo de seren assasslna-
dos cid.id;ios innocentes no u.oio de tanto povo, no pro-
prio sanctuario da juslica, onde as leis costuniam sor
dcsaggravadas, c o crinic deve recebor a merecida pu-
uicao???
O /orflo de Suastuna >-La eslavain 3 jui/cs c.iuiinacs.
.0 Sr. A'rtloiA presenca delles nao dispensava o
nobre doputado das obi igaces conlrahidas como presi-
dente da provincia. Dcu prova de umn ludilftrenca
estoica, e depois relirou-sc para sua casa sem lomara
providencia mais insignificante.
Dos iros Juizes que cita o nobre deputado, um es-
lava na casa: e osle mesmo... .antea l nunca tivesse
apparecido Na OCCasiSo, em que Ihe requer o levan-
lamento da sosso, oni vil lude da coaccao, cm que o
assassinbs, prorompendo em gritos, piinham os jura-
dos, rcsnondeu-uie que elle all eslava para os couter,.
egarantir-nos: at nrgou-se a rcquisltar forca para
manter a orde.'n da sessao, que a gente da galena per-
i ni b iv i a cada uiumeuto : mas, como soasse o tiro, o
dous desgranados ospecladores cahissein fcidos de .nor-
te.....saltn pela janolla como una (ninha, (risadas) o
niugueui mala le.ve dolle noticias at o oulro dia.....
Mandn porvciilura o nobre depulado nesse da tene-
broso relorcar a guarda do jury, c dispertar o juiade
diroito e as autoridades policiaes para embargar aos si-
carios o nasso'iue tcnlavaiu dar ?
uar.lfarao VSui. : prosioente lie que oevia
mandar retirar os sicarios, eaugmentar aguarda?
OSr. Ntlto-: Sim ; porque o presidente havia prohi-
bido que, sem orden, sua, partisse do corpo de policio
frca alguma roquiscao das autoridades pol.eiac.
OSr. Ilaraode Suatiuila : ^- Ale certo ponto.
O Sr. Ntllo : Seo nobre deputado se eonsidcrou au-
torsado para dar aquella ordeininqualificavcl, o atde-
niillio a um oflicial por te-la infringido em caso urgen-
te, con. maioria de raso devia dar a outra, alientas as
circumsiaueias que acabo de relatar. A le de 3 de ou-
tubro de 1834 ja Ihe havia subordinado todos as auto-
ridades da provincia, o posto sua disposicao toda a fur-
ia publica para manter a tranquillidade dola.
O Sr. Sarao de Suanuiiu d.i um aparte que nao ou-
O Sr.Nillo: Sem sabirde palaoj, o presidente de
qualquer provincia, o principalmente do Pernambuco
tc.n.ej tinhanessa poca, sulucicntes meios para ga-
itir a seguranza individual e do proprlcdade dos clda-
dSos que se acharen, no poni mais remoto da capital.
Tanta indifl'crenca da parle do nobre depulado, ou tan-
ta conllanca nos recursos dos magistrado! com quem se
nao enlendeu a respeito, e que nao pasiavan entao de
consclheiros olllciaes dos juizes de paz, o directores dos
trabadlos do jury, nao se explicar satisfactoriamente,
se atindanlos que lodos os cidadaos, cujas vidas se
procurava arrancar daquelle modo, portrnciain a com-
n.uiihao politica contraria a do nobre doputado. Mas do-
mos que o nobre deputado tenb.i una escusa legitima
nossa con'fianca Ilimitada : comniettido o criine e co-
tihecido o seu engao, alguma providencia cumpla es-
perar, que revelasso da parte da primara autoridade da
provincia o nobre desejo de ver a juslija desaggravada.
e preso o fezot assassino, para ser punido pelos avi.es
competentes. Essa providencia appareOeu em verdade:
mas sabe V. Exc. qual foi ? A demlssao de toda a guarda
do tribunal, depois de reconhecida Innocente pelo dig-
no magistrado que formou aquelle processo!..
Nem poreco, Saibor presidente, que ao administrador
da provincia fallava.i. enlao outros ineios de ompenliar-
se pela soguranca de vida o prop io&do do cidadao, que
nao fosse uina conlianca illiiuitada nos mizos de direi-
lo ; pois nao s estes Ihe erara siibondnadoi. e nada po-
dan! fazer a tal respeito, ...as at os presidentes MacM-
vam na posse de allribuhoes que Ibes foram lirada
desde a ...aioridade. o os tomava.* mal poderosos que
oproprio regente do imperio, a cujos .leer, tos a le uc-
gava... o competente eu-ipra-se. como fez o nobre depi-
lado por occasiao descre ..orneado, cortos uneciona-
rios rara a alfandega das fazendas de Pe. na... >"' f
Estou persuadido que o obre depulado nao levou a
be., a p^rpetrarao .leallcn.ario lo inaudito m. nao
posso deixar de Vespo,nbilisa-lo pela sua l'"PettJJ;ao.
enlendendo que, se llvossc obrado como devia, pOUpa-
ria hiinianidado tamanl.o horror. -
Os einpregados pblicos de certa geraichia sao r
usf,"J *.'....... ,...i,., i.e n ane daxa
is"victimas preciosas, iuiu*Bladas durante ella, nada fet
para salva-las da lerocidadfde seus desalmados algozci,
cilios danmados projecto eram scnipre couhcc.doscom
inuila aulicipacao c escndalo. Applicana sem duvida,
neslc assuiupto, ao nobre depulado o pensamenlo do
Liicano, concebido a i-espolio do Cesar : JVini* pro lierr-
lal repulan i'ijuid superrsl aatiidum.
Mas o nobre depulado que tuha tomado scnipre par-
te acliva nos negocios do paiz, e poi tete e achou na
fresidencia de Pernambuco, devia saber que esperava
dos juites de direito aquillo que nao esiavam habilita-
dos para fazerem: e Isto, no meu conceito, aggrava
milito a sua respousabilidade.
Presidiado aojury e aconselhando o juizes de paz,
mu diminuta era a influencia que Ibes cabla na con-
demnaco do culpados : e osla mesma nSo se exercla se
no a respeito do que ja estavan presos e processados.
O jury eosjuizedepaz nao cram obrigados a eguir
. }
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as Insinuares desses magistrados, e quando cstivcsscm
nogue locara polica administrativa, que era a que
entifo devia obrar, o que quera o nobre deputado que
flwMem ? F.sta se achava subordinada ao presidente da
provincia; c pelo que vejo, nein elle eslava persuadido
de que a poda por eni aeco...
_Da constancia coin que o nobre deputado conservou
to singular oplniao, resulto!) o pezar coin que vamos a
polica concorrer impunemente para a execucode mu-
tos crimes que tornara horrorosa a recordaco daqucHa
poca.
o Sr. Nunes Machado: J nao era no tempo do nobre
deputado.
O Sr. Nello: Pcrde-me o uobre deputado ; cu mos-
trare! que mu.
Seulioi presidente, nao tratarei mais dos crimes com-
mrtlidoscH)1b35, quando o nobre deputado, posto que
era raso, se considerava baldo dos meios rfneazes para
os prevenir; crac oceuparei dos que testcmunhinos
depois de sancelonada por elle a celebrrima lei de 14
de abril, cujo panegerico ouvimos hontera de sua pro-
prla bocea.
Arraou a lei de 14 de abril de 1836 o nobre deputado
que a sancclonou, para tudo quabto quiesse em Pcr-
iiambuco, e por sua disposlco urna grande escolta de
prcreios. siibprcfcitos, notarlos, etc., araovlveis todos
ail nulum do presidente, para pdrem termo s preconisa-
das rlaxaces dos juizes de paz, prevenirem os delictos
e prenilereni os criminosos, segundo pens. Entretanto
estes se tornarain maig ousados, se era possivel, de ma-
ncha que asanecao da mencionada lei, e amudanca que
acabava de sollrer com ella a polica da provincia, fo-
ram logo annunciadas pelos tiros com que em pleno
lia, na Casa-Forte, foram fuzilados os tres Gibongos.... 0
numero das victimas, o escndalo do sacrificio c a na-
cessldadc de acreditar a lei citada, le que to completa
pareceu ao nobre deputado, eram poderosos motivos
para empenharcn o presideute da provincia e scus a-
gentesna deseoberta e prlso dos deliquentes. Todava
nada lizeraiu, rontinuaiam nosomno da indolencia; mas
toda a populacao da capital apontnva os mandantes da-
q.iellr atlcntado as fileiras dos estrenuos defensores da
aitmiuistraco do nobre deputado.. Pouco depois o
Mendes acabou s 3 horas da tarde as .naos de un sica-
rio, na rna do Arago desta capital... a inesina indifle-
renca e a mesma impunidade succederam ao assassl-
uato.
O nobre deputado, Senhor presidente, nao podia a-
miip.iiili ir os agentes policaes em toda parte para os
por as pegadas de taes criminosos : nem eu pretendo
respousabilisa-lo pela impunidade de um ou outro de
taes delinquentes que porventura escapasse aeco <1a
polica ; mas perguntarci : O que fez elle para disperta-
la quando todos permanecan! impunes, e a sua impu-
nidade contribua para que os crimes avultassein em
numero e gravldade ?....
O Sr. IlarodeSuassuna da um aparte que nao ouvimos.
OSr. .Yeito : Os juzes foram despojados, pela lei de
11 de abril, da inais leve inlluencla nas autoridades po-
liciaes.
OSr. UarUo At&uauuna : Ficaram com todas as at-
iribuicdcs.
O Sr. Nello: O nobre deputado pode ler a lei de 14
de abril, e ver que ella acabou coin os chefes de poli-
ca, cconfiou toda a polica administrativa ejudieiaiia
nos prrfritos, que desde logo ficaram habilitados para
curarem da prevenco dos crimes, prenderen) e proces-
sarem os delinquentes.
Forjo he, pois, que o nobre deputado reconheja o
desacert, com que conservou em seus empregos, e sera
a mais leve adinocstaco, os individuos que tao mo uso
fizcijii das importantes allrlbuirors que Ihes confiou.
Um mez hava apenas decorrido do da, em que a le
de 14 de abril foi sauccionada, quando um cidadao hon-
rado e verdaderamente patriota foi assassinado na pon-
te da Boa-Vista, um dos pontos onto mais (requemados
da capital. Essc Pernaiiibucauo infeliz era o Sr. Jos 'la-
vares Gomes da Fonseca, redactor do peridico l'idro II,
nico que faza opposico ao governo do uobre de-
putado.
ii Sr. <>-,W. .......- iv0 r. .,.. j. j.
licto.'
OSr. Mello : Antes nao se fi/.esse ; era esta porven-
tura a nica diligencia que incumba policia. poroc-
c-.isio do assassina|o do redactor do nico jornal que
censurava os actos do nobre deputado ? Dignc-se o no-
bn: deputado de entrar na discusso das circumstancas
que precedern! e seguirn! csse attentado, c ver que
a impunidade dclle corre por conta dos empreados da
sua polica.
Senhor presdeme, apezar de sua gravidade, aquellc
facto nao sorprendeu a ningiiem. Toda a provincia con-
tava com a sua realsacao, dando como causa dellc a
uitervencao do Sr. Tavares na redaeco do Pedro II.
Quasi todos os (lias a vctima recebia importantes reve-
lacoes que desgracadamente nao soube aproveitar. At
se Ihe disse quem era o encarregado da empreza : qual
o assassino que devia i asgar-lhe o coracao, e o lugar das
emboscadas. So a polica finga ignorar oecurrenciaa tao
graves.
Entretanto, Senhor presidente, o que fez o nobre de-
putado para garantir a existencia de tao digno adversa-
rlo, e lvrar-se dos boatos terrveis que sua morte devia
occasionar? ?? Nada, absolutamente nada.
O Sr. Tavares tinhu licenca para andar armado, e co-
ragem para defender-sc i a licenca fo-lhe logo cagada
pelo prefeito, a despeito das reclamacocs dellc. Cum-
plioc de Tavares, c recelando pela minha sorte, instei
pela conservajo de Igual licenca que oblve antes de
14 de abril: derani-inc um indeferimento peremptorio,
di/.endo-se-ine que a presidencia nao consenta que si-
guen) andasse armado na capital, como se ella uos li-
vrasse dos sicarios que tentavam contra nos!!
A lin.il, nao tendo para onde recorrer, resignmo-nos,
e poucos dias depois, Tavares foi assassinado s ave-
marias, hora, em que costuniava passar pela ponte, em
direceo sua casa, e em occasiao, em que todas as pa-
trulhas que a cssa hora rondavam aquellas iiuuicdia-
cocs, chavain-se dlstrahidas nonti os lugares !!!
No dia subsequente ao assasslnato, a iniprensa ind-
cou todas as circumstancias que o acompanharam ; de-
claroua casa, era que o assassino se escondeu. e che-
gou ao excesso de aecusar o proprio presidente da pro-
vincia... Todava, essa casa nao foi ven jad. i ; o mandan-
te insultou com sua presenca, na manlia seguinte, a
horrorisada populacao da capital, passeandoaqui a ca-
vallo; co mandatario retirou-se tranquillamculc da cl-
dade, para gozar peno della o fructo de sua perversl-
dade...
Que aalisfaco porm deu o nobre deputado ao pu-
blico da provlneia 0 que fez elle para arredar de si a
responsabilidade proveniente de urna indolencia mais
que multo censuravel, c chamar os agentes da sua po-
lica ao cumprimento de seus deveres ? Com magoa o
digo; nada, absolutamente nada. Nao appareceu prova
contra ninguem, c aquelle a quem todos, com rasao ou
se ni ella, apoutavan como o mandante, couliuuou a
frequentar o palacio do goveruo, e foi honrado com u-
ma noineaco importante, pouco depois ..
Senhores, se enlrei na discusso dcstes Tactos foi para
mostrar ao nobre deputado, que sein raso altribuio aos
juzes de direito a absoluta falta de segurauca indivi-
dual que os adversarios de sua adininisli aran sent rain
einquanto governou Pernambuco. O presidente de u-
ma provincia tem sobejos meius para evur faltas lo
malvis; e se a leitura das nossas leis nao basta para
levar esta conviccao ao animo do uobre deputado, os
ejemplos que vou citar, sobrjarao para o arredar de to
grave prejuizo.
Einquanto V. Exc. presidio a provincia, em 1841, rel-
nou entre nos a mais profunda tranqulllldade. Os in-
toleraveis abusos da polica dcsappareceram intelra-
inentc ; nao houve quem Ihe fizetse a mais leve op-
posico, ea seguranca individual e de propriedade es-
teve garantida, posto Ihe faltasscem mullos mclos go-
veruatlvo, de que dispnz o nobre deputado em l;i(i.
Es que o governo imperial houve por bem dar-lhc uui
successor, dous assassinos conhecidos i.ao vacilaran'
em agarrar o dcsgra;ado Oonzaga, na ra da Cdela,
faeadas, retlraudo-se depois com imperturbave! scre-
nidade e a passo leuto para o bairro de Santo-Anto-
nio....
Foram elles cntao ou posteriormente perseguidos pe-
la polica, que sdava signal de vida em tcinpo de elci-
cOes r Oh nao O pobre nrefetto da comarca, em um
olficioque Ii no Jornal do Commeroio da corte, deelarou
ao governo da provincia que os conhecia, porm que,
pelas rascles que o inesuio governo sabia, se uo atou-
tavaapersegul-los.
Entrn outra yez V. Ec. na presldenrla de Pernam-
buco, e para logo estes motivos deixaram de embara-
{ar a accao da autnridade publica.
Mostrou que a provincia era governavel; o povo do-
ol e morigerado: e sera temer as bravatas dos tvranne-
tes que nos opprimiain, confiando os cargos a cidados
benemritos, livrou-nos desde logo da repetidlo de se-
melhantes escndalos, garantiudo outra vei a segurau-
ca individual e de propriedade.
Essa obra maravilhosa, que o nobre deputado nao
conseguio em dous ou tres anuos, V. Ex. concluio em
poucos dias, com a placidez que o caracterlsa. A qua-
drlha do Arraal dispersou-ae logo, e os ladrei e as-
sassinos que nfestavain a provincia, suspenderaiu suas
operaces infernaes, uo adiando asylo seguro parase
homisiarem.
Oque a estrelteza do tempo nao pcrralttlo a V. Ex. fa-
zer, levou a ctl'eito o digno presidente actual. O covil
de Plndobinha e outros que taes, foram devassados pela
polica, e os escravos furtados, uelles encontrados, en-
tregues a seus legtimos doitos. Estes e outros actos
com que se tem Ilustrado o presidente actual consoli-
daran) a seguranca individual e de propriedade, c nin-
guem mais recela na provincia por sua pessoa e bens.
Nem acredite o nobre deputado que, para cuegarmos
a este ponto, foi mister rmpregar medidas extraordina-
rias : tudo se tem feto legalincnte, e com os mcsinos
recursos, de que poda dlspr o nobre deputado era ou-
tro lempo.
Qucira o nobre deputado entrar na aprecaco das
circumstancias actuacs da provincia, econhecer que,
se nao estamos como elle deseja, fiteraos progressos
tao rpidos na earreira, que motivos temos para rogar-
mos Providencia nos apague da lembranca os succes-
sos aqui occorrdos em 835 e 1836.
Porque um ou outro crime contra a pessoa do clda-
dao anda apparece de tempos a lempos nos registros
da policia, nao devenios aeeusa-la de IndiUerente. As
nacfirs maiscivilisadas passam por desgostos semelhan-
tes. Avrll, I.acenare, BenolteLhuIssier eram France-
tes, e em Franca exerctaram sua malvadeza ltimamen-
te; mas foram presos c punidos, como entre nl teem
ido e han de ser os que atacarem a vida c a proprieda-
de de scus semelhantes. A dlllcrcnca entre a posa ac-
tual e aquella consiste em queenlao os assassinos eram
protegidos e premiados, c agora vivera forajidos, ou
condrmnados, E V. Ex. sabe que semclhate diversl-
dade de condljo produz necessariamente inalor garan-
ta para os habitantes de Pernambuco.
Julgo, Senhor presidente, haver demonstrado cora ex-
emplos, cuja authentieldade o nobre deputado nao con-
testar, que coin a mudanca de certas autoridades re-
nasceu a dade d'ouro na provincia.
O .Sr. HaraO de Sua O Sr. Nello :D'ouro, sim, em relacao a 1835 c 1830.
O Sr. liaran de Suanuna :Desgranada chamo-lhe eu.
OSr. Nello:Demonstre o nobre deputado essa pro-
posico, por quem be: eu Ihe rogo com as unios pos-
tas, e at pelo amor de Dos : diga era que consiste a
desgraca, de que falla, e quaes os scus correligiona-
rios que lecni soflrido o menor ataque era sua pessoa,
ou em seus diretps, desde que se mudou a poltica da
provincia.
0Sr. Nunes Machado:K algitns tendo feito offensas
U,
O Sr. Nello :Por cada um que citar, eu me cempro-
inctto a citar 100 correligionarios ineus que soll'reram
mais durante t adnilnistraco do nobre deputado. En-
to, mesmo de dia, uo nos considerbanlos seguros no
seio de nossas familias ; mas desde que os meus aleos
ll os correligionarios do nobre deputado patseiam tran-
quillos por toda parte, a qualquer hora da noite. F.n-
tao leves OtTenMI eram punidas com o puuhal do as-
sassino ; mas hoje o presdeme diz que raros sao os cri-
mes contra as pessoas, e rarssimos os commetldos
contra a propriedade do cidado. Entao a polica era
indolente, ou protectora dos criminosos, hoje ella vela
incessanteniente na perseguico delles.....Oh! o nobre
deputado ha de ver-sc embaracado, se qulier sustentar
o contrario, e cstou mesmo que nao entrar em taes
miiiuriosidades, por inais vehementes que sejain as mi-
nhas instancias.
Senhor presidente, se o nobre deputado nao contasse
de to boa f com o zelo e a probidade de seus agentes
policiaca, que nunca juslilicarain a confianca com que
os honrou no decurso de sua aduiiiU-ira(o. e se iiifor-
niasse do que faziaiu era detrinento da seguranca indi-
vidual do cdadao; em summa se livesse querido enme-
ndar os esroifos que V. Exc. c scu digno-iuccessor eui-
pruharam a essc respeito, sera duvida Ihe devernms
desde enlo o que actualmente devenios a outros.-Infe-
lizmente o mal nao foi logo remediado, e de certa modo*
aggravou-se depois. A polica, em vezdecumprir as su-
as obrigaces, enlictinha-se com intrigas ridiculas. O as-
sassino, que imnolava por dinhcro a vida do pal de fami-
lias, ficava impune; mas o emprogado publico que nocir-
culo de seus amigos largavaalguina expressao contra o
governo era logo demiiido. Apenas se approximavam as
elcicOes, abrlain-sc as devassas na provincia; inveula-
vam-se sedi(cs; aquartelava-se a guarda nacional; re-
ermava-se a torio e a direito para o uiatadouro do Sul;
ealinal o lempo eos mcios que se davam para garantir
a seguranca individual do cidadao, erara desperdicados
em segurar o triumpho eleitoral. Hoje a policia tem oc-
cupncues inais nobres na provincia, e esta he urna das
mais lories rasOes porque consegue os resultados que
sempre cscaparam aos seus antecessores. Nao ha n'iuto
lempo que o rrsponsavel pelo artigo de um peridico
que calumniou vilmente o Sr. Chic-horro da Gama, foi
aceitosamente absolvido pelo jury da capital. Varios
membros que formaram a inaiorla do coucelho, erara
runcclonarios pblicos, e nenhuin anda sollreu da par-
te do administrador da provincia.
Conteste o nobre deputado estes faci, torno a rogar-
Ihe; diga em que consiste a excellcncia das passadas ad-
ministracoes, a que me refiro, que desde Jaasslgno ter-
mo, obrlgando-me a destruir cada um dos scus argu-
mentos. Mostr os defeitos da poltica dominante, c de**
envolva na casa as vantagens que a provincia devia es-
perar da outra. Mas, einquanto se conserva silencioso,
permuta o nobre deputado, que a mudanca foi multo
proficua ao inelhoramento dacondlco de Pernambuco
(Apoiadoi).
r Senhor presidente, peco a V. Exc. e a casa a necessarla
desculpa, se abusei da attencao, com que se dignaran)
ouvir-ine : e concilio dizeudo que acredito e sempre
acreditei que o nobre deputado era Intcirainente estra
nho aos factos que citel, praticados durante o scu go-
verno, assim como que os leria prevenido com salislacao
sedelles livesse couheclmculo a tempo ue os prevenir.
A elevaco de seus scutiraentos rae. obriga i pensar des-
te modo. Se o considero respousavel por todos he por-
que, i9em duvida Involuntariamente, nao fez uso das
inquinantes atti'ibuicdes que liuha para tornar pro-
ficua a accao da polica, sendo em demasa benigno
com quem devia ser inulto severo. S. Exc. errou, e o
seu erru ac.n retou provincia gr-udcs desgracas, que
coin raso Ihe foram e continuara a ser imputauas.
O Sr. Jos Pedro: Senhor presidente, linha hontein
vra ; dando assim a entender que eu me aprnreltava din-
so para fallar em ultimo lugar.
O Sr. Nello: Nao o dase com tal sentido..
O Sr. Jm Pedio : O nobre deputado pode anda fal-
lar outra vez, mandando urna emenda mesa.
05r. Nello : Que emenda ?
O Sr. Jote Pedro : Dina emenda que qucira inven-
tar, porque o projecto, apezar de pequenino, como o no-
bre deputado o dase, d lugar para mulla cousa, at pa-
ra se o fazer aluda mais pequenino, como o nobre de-
putado o pi eteudeu, suppriiiindo palavras. Se o nobre
deputado nao fallar outra vez, culpa nao he minha: o
campo he de nos todos, pode fallar quando c quanto
quizer; mas note o nobre deputado, que, se eu nao li-
vesse hoje cedido da palavra, aluda a te ra outra vez, e
fallara sempre em ultimo lugar.
Senhor presidente, eu crelo que nao entra em duvida
a necessidade que tem a provincia da frca, que se pro-
pOe no projecto : hontem se apreseutaram na casa os
Tactos que nos todos sabamos, e que Uto justificara ; a-
presentaram-se bem caracterisadus, "foram bem desen-
volvidos, e nao houve quem os contestaste, apezar de
estarem na casa dous nobres deputadot da opposico.
Estes factos, pois, assim reconhecidot anda pela op-
posico, creio que sao bastantes para justificar os moti-
vos, em que a comniisso firmn a sua oplniao acerca
do numero de piaras, qur ordinarias qur extraordi-
narias, para ser approvado o projecto. Mas eu noto ho-
je que o uobre deputado que me precedeu, estendendo-
se quanto pode a respeito desses factos, e subscrevendo
a tudo quanto se disse a respeito delles, dissesse ha pou-
co que nao conceda a frca extraordinaria, pelo motivo
nico de nao poder fixar-se este anuo outra frca poli-
cial, aliun d aquel la qnej est fixada na lei vigente; e
dissesse anda mala que as necessldades extraordinarias
da policia poderlam ser satisfeitas pela guarda nacional;
raso que, a meu ver, prevalece para que se nao d essa
frca extraordinaria ainda no auno seguinte.
OSr. Nello: Nao disse nas necessidades da polica,
nao, Senhor.
O Sr. Jos Pedro : O nobre deputado reconhece en-
lo que a policia tem actualmente necessidade de inaior
numero de forra policial; e por que raso a nega ?
OSr. Nello : Nao neg tal.
O Sr. Jos-Pedro : Noaquer actualmente : porlan-
to quer delxar a policia tem a frca precita para oc-
correr s suas preclses extraordinarias, e para fazer sa-
bir a provincia do estado anormal que o nobre deputado
reconheccu nesta casa, pelos factos que apresentou.
Senhor presidente, eu creio que o nobre drputatlo nao
tem raso para negar a frca extraordinaria que se de-
creta desde j. Hontem o nobre deputado quera nega-
la, porque uo podia votar o quautilalivo preciso para
paga-la, por estar a renda publica distribuida na le do
oreainenlo vigente, e nao ser possivel o seu desvio para
este Am ; hoje nega, por estar j fixada a frca policial,
e nao ser possivel votar-se outra, ainda que extraordi-
naria.
O Sr. Nello : Hoje por ambas as rases.
OSr. Jo* Pedro: Pois eu responder! a ambat.
Senhor presidente, eu creio que, quando o acto addi-
cional diz que a assembla provincial deve fixar anim-
al mente a frca de policia, -nao' quer dizer que a frca
policial, urna vez fixada, fique inalteravel em todo o au-
no financeiro. Se o ai to addicional determina a fixacco
da frca policial pela assembla he porque essa ini-
ciativa nao pode ser dada ao governo, c se faz precis
fixar a despeza. Se acontecer que as necessidades de po-
lica que nao podiam ser previstas na occasico em
que se fixou a frca, exijam urna frca superior fixada,
nao ficar o governo tolliido para ohler essa ffa. O
governo pode, ueste caso, pedi-la assembla que con-
vocar, se fr precito, extraordinariamente, e nos nao
podemos delxar de decreta-la; assim bajara meios.
O r. /Vello : ~ Esse pouco.
OSr. Joi Pdro : Logo a questo he s dos meios.
Tambera, Senhor presidente, cnteudo que certas ne-
cessidades publicas nao devem ser preteridas por falta
de quantitativo para ellas decretado. He verdade que
nas leis do orcainenlo te dittrlbuem as rendas publicas
'''" altender a ludas as necessidades imprevistas; mas
nem por issodeixaraot deter recursos para as satisfazer.
Podemos, nesses casos, laucar nuio da renda ai recadada
por anticipado, e descontaras suas lettras; temos a pus-
si hilid.ule de fa/er coutraliir um rmprcslimo ; podemos
mesmo, pelo andamento do anno (inanceiro, conhecer
se houve, ou nao sobras, se alguma despeza se pode dis-
pensar ; c desta sorte tereraot dinheiro para acudir a
essas despezas que extraordinariamente vcnhaiu a de-
cretar-sc : quando, pois, traannos da lei do ornamen-
to, veremos se he ou nao possivel essa despea com a
frca policial que creamos desde j, se assim fr pre-
ciso.
Senhor presidente o nobre deputado insiste anda
para que se nao decrete a organisaco do corpo de poli-
ca : roxifesso que au possn cumpla hender n nobre de-
putadovtyormas explicaces que.elle d a este respei-
to. O nnlire deputado, de cada vez que falla nfsto. traz
sempre como raso para essa eliinuiaco a confianca que
devenios til Un governo. I.udilei ao nolne deputado
que essa raso nao serve para miin, porque j fiz nesta
casa o protesto que devia fazer, a respeito da confianca
que indio no administrador da provincia: nem isso, na
iiimli-i oplniao, he argumento para esta asscmblca,
vista da maloria que na casa existe.
Senhor presiden te, eu j del a raso porque assiguei
o projecto, e mndela meta nina emenda1 a respeito da
organisaco do corpo ; e essa raso o nobre deputado
nao a combateu : eu disse que me achava na impossibi-
lidade de decretar o numero de piaras, fienndo o presi-
dente cora a faculdade pata organisar o corpo ; porque,
como uiembro dacommisso do orcamento, nao podia
desta sorte calcular o que devia gastar-se com csse cor-
po. A commisso de orcamento he obrigada a marcar
restrictamente a importancia das diversas despezas. Es-
te dever he multo rigoroso, e por elle a commisso tem
de responder na discusso. Ella deve conseguir o com-
puto de qualquer dfespeta prla tomma das diversas par-
celias que entram nessa despeza, e eu nao sel quaes se
rao as diversas despezas que teem de formar a despeza
total do Corpo de policia, se a organisaco nao partir de
nos, c fr una que nos nao sabemos qual he quando de-
cretamos a despeza. Nos nao podemos decretar urna des-
peza j, persuadidos de que ella pode deixar de ser pre-
cisa, ou era parte ou uo todo ; ou pode deixar de ser
tufiicienle ; ou tambera na incerteza de falta, ou sobra:
itto nao he fixar detpeza. He verdade, que o procedi-
uiento se pode dar em algunscasos, mas s he perraini-
do nas despezas que admitiera eventualidades : portan -
to v o nobre deputado a raso por que decretamos a
organisaco do corpo de polica. O contrario disto seria
um procedimiento, en que se revela uina contradieco
palpavrl. Naosei, como, marcando-seo numero de pa-
ras e a quautia que se deve gastar com o corpo de poli-
ca, se pode dzer depois qltc a organisaco desse corpo
pode ser qualquer, sto lje aquella que exlgircm as ne-
cessidades da polica.
O Sr. Nello : Como se votou o anno passado.
OSr. Jos Pedro: Est engaado.
Senhor presidente cu quizera que o uobre deputado
lize.se esse calculo; quizera que, dando-se-lhe o nume-
ro de pracas que deve ler o eorpo de polica, c a quanla
que se deve despender cora este corpo o orgaulsasse,
uo como o pennitlissem esses dados, mas como o exi-
gissera as circumstancias da provincia c necessidades
da polica....
O Sr. Nello : Pode economisar-sc.
O Sr. Jos Pidro : O nobre deputado quer que o pre-
sidente organise o corpo uos limitca. da quanlla dada;
organisaco actual nao he tufiiciente para que te satis-
faca o seryieo que podein exigir coinpanliias de 200 ho-
iiicns, ai quaes tero um detalhe era, inaior escala,
inaior fiscalisaco, una escripturaco irais ampia; pre-
cisarlo de um numero inaior de comNtMidaulea, etc.;
malcomo se casa isto cora a faculdade de organisar o
corpo para menos da organisaco actual ? Os olliciaes e
olliciaes inferiores quesfio taecessarios, no caso de aug-
mento de cnmpaiihias, nao augmentara a despeza? Eu
certaincnte uo comprelteiidi o nobre deputado.
Disse o uobre deputado que i houve' exemplot desta
especie ; he verdade : em 1844 a 1845, passou una le
com esta autorisaca ; eu me oppuz o ella, c propbetisei i
o que havia desueceder, e que com cH'eito se reallsou: o
Sr. Baroda Boa-Vista, querendo dar execuco a em
le, vio-te sein duvida embaracado para organisar o
corpo, e o resultado ful exceder-se a quautia decretada,
porquanto faltavam ainda dous inezes para acabar o
anno financeiro, ej se tinha gasto a quota dada para
essa despeza, pelo que eu nesta casa o censure!.
Disse tambera o nobre deputado que em o- anno pas-
sado votel por estas suas idelas : digo-lhe que est enga-
ado; nio proced desta maneira : cuinprlmos o dever
3ue nos mpc o acto addicional: no primeiro artigo
Issemns que a frca policial devia constar de tantas
pracas, c marcamos a quautia precisa para se mantel-
essa frca; a respeito, porm, da frca extraordinaria de-
mos sim a faculdade ao governo para a organisar da na?
neira que conviease s necessidades do servico, porque "
nao era possivel regular aquillo que concedamos para
casos eveuluaes, e por isso inesuio nao fixtuot a uuin-
tia que te havia despender cora essa frca extraordinaria;
mas tullamos cumplido coin o dever que nos impoc
acto addicional, com a disposico do primeiro artigo, no
qual nao podia deixar de inclair-se a qualidade da or-
ganisaco do corpo, sera contrariarmos este dever, como
o (enho demonstrado ao nobre deputado : pdrtanto v p,
nobre deputado que nao ha contradieco da nossa parta.
Se nao damos agora a mesma faculdade ao presiden*-
da provincia relativamente frca extraordinaria que
decretamos, be porque elle reconheceu no seu relato-,
rio, ao menos tcitamente, que a organsaso actual nao
careca ser alterada, i- nao a alterou o anuo passado, a-
przar de o poder fazer.
Tenho dado as rases porque o projecto foi concebido,
oestes termos, e por Isso voto contra as emendas.
Encerrada a discusso, sao rejeitadas as emendas da
Sr. Nctto, e o projecto he approvado em terecira discus-
so, e remettido a commisso de redaeco.
O Sr. Presidente levanta a sesso, s 2 horas da tarde,
depois de baver dado para ordem do dia da seguinte :
continuaco da de boje, e leitura de projectote pare-
ceres.
SESSAO EM 1DE ARCO DE 18W.
PRESIDENCU DO SI. lOUZ TEIXIltA.
SUMMAIUO. Cnastada. Approvacio da acia da sessao
anterior. Expediente. ApproUact'o de dous requeri-
mentos doSr. Vitlsla Tavares. e dos projcelos ni. 2, 3 4,
cm primeira discusso. Rejeicao dns emendas do Sr. Nello
s posturas ta cmara municipal do Limoeiro. Adla-
msnlo da segunda dsscussa das do Exii. Dispsnta de
intersticio para entraren! na trdem do dia da stssa seguin-
te otprojeclos, cuja approvacaC fica declarada.
Asile niela horas da manlia, o Sr. l. Secretario faz
a chamada, e verifica estarem pratcntet 19 Srt. depu-
tadot.
O Sr. Presidente declara abena a sesso:
O Sr. 2.a Sicrelario le a acta da sesso antecadente qu
he approvada.
O Sr. 1."Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ollicio do secretario interino da provincia, remet-
iendo 80 excmplares da falla que fez o Sr. presidente da
provincia na presente Sesso. Mandaram-ss distribuir.
Outro du mesmo, trausniiltndo um rcqueiiincnlo, em
que a admiistrafo dos estabeleclmcntos de caridade
pede se Ihe conslgneui cinco ou seis con tos de res para
dar comrco factura do grande hospital decretado pela
lei n. 165, de 17 de novembro de 1846. A' commisso it
fazenda e orcamento.
Um requeriraenlp.emqiieos moradores e propietari-
os dos sitios da Capunga pedem o deferimento de uiu
outro reqiieriinentu,era quc.no anno passado,solicitaran!,
a revogaco da postura da cmara municipal, n. 124, que'
prohibe a edificaco dentro dos muros etreas.A'com-
mistan de posturas de cmaras.
Outro, cm que Miguel Archanjo Fernandes Vianna e
mais herdeiros do finado Manoel Luis doVeiga pedem
previdencias para seren indeiiiniskdoi da peda de um
terreno no lugar de Santo-Amaro delta cidade, que fra
designado para praca publica. A' commisso de negocios
das cmaras.
Outro, em que Me. Calmont & C. pedem pennlsso
para, depois de inspectados mais de 20,000 voluntes' de
assucar que compraran!, faz-los transportar em alia-
rengas, das ras do Hruiu e Apollo para burdo de cinco
navios. A'commissrt de commercio.
Outro, cm que Francisco Cnrnriro da Silva, arrematan-
te do Imposto de 2/500 res por cabrea de gado-varcum
consumido no municipio de Goianna, no iriennio de
1844 a 1847, pede um alale no preco da ai reinatacao, era .
cousequeucia de ler sido desmembrada daquelle muni-
cipio a freguezia da Taquara. A'commisse de fazcndet'f
orcamento. "-.
Outro, era que Joaquim Jos de Moraes, carcerclrb da
caileia de Nazareth, pede que na lei do orcamento se
desgne a quota necessaria para o pagamento do ordena-
do que vencer do 1." de julho de 1842 ao ultimo deju-
nho de 1843. A' commisso de orcamento.
Sao lidos e approvados os seguintes requeriiiienlos :
Requeiro que se peraiu ao governo da provincia in-
fornuices acerca da possibilidade que ha, de razer pas-
sar pea villa do O', cabcca.da comarca do Cabo.um bra-
co do rio Ipojuca, assim como o orcawento da despeta
que se possa fazer com essa obra. Vttteta Turares.
lleqiiciro que, por intermedio da presidencia, se
peca cmara municipal do Bonito o seu parecer julio
acerca do lugar que julga mais conveniente para factu-
ra do acude que ella reclama em sen relatorlo; assim
como o orcamento dessa despeza. Villcla Tanates.
(Continuar-/*-*).

I mas, seas necessidades publicas exigirem que a-orga-
nisaco si ja outra. mais ampia e mais dispendiosa, o
tir#Ult(Jltl* lln tora fifi,.!,!.!.! aitoa tas-. ..... La-.. 11__
... ..._., --------------------... ........ .,,, Jt ,j uuildi lilil* dlllllia C
? h P tV'a P"a r"Soa'*erao""t> deputado que presidente'uio ter faculdade para
acaba de tcnur-se ; precederam-me dous nobres depu- conceda a faculdade n.ra loda .
lados que me preveniram nos argunieulos que cu liuha
mais de uina vez os tinha repetido ; e como por laso na-
ca uiats luilia que dizer, ced hoje da palavra. Mas o no-
bre deputado que acaba de senlar-se, vendo-inc pedir
outra vez a palavra, no correr da discusso, e quaudo eu
en. agarrar o detgr.cado Gonzaga, na ra da Cadcta". fhe dei um a,,an f"sen" aI,T^li euava in,U
mato commcrciale frequentada doHecire, e cr.va-lo de postibilltado'dc responder-.., c, pW uaiTer ma?t pall
isso, embora se liie
conceda a faculdade para toda equalquer organisaco...
U Sr. Nctto : -- E se ai necessidades publicas exigi-
rem que se gaste menos, tamben) o presidente o uo
pode fazer T
O Sr. Jos Pedro : Senhor presidente, eu noto no no-
bre deputado, permitta-me elle que Ihe diga, urna con-
tradieco; porquanto, ao lempo que diz que o preti-
1)1.11(10 1)15 l'EimVB
nioire, 12 de mab^o de 1M7.-
Ao encerrar se boje a sesso da assembla, declaron
o seu presidente, que a ordem do dia para a ck amanha
era : leitura de projectoa e pareceres ; prmrlra discus-
so do projecto que perinitle a Francisco Rbeiro de tiri-
to vender, por um lotera, "as cotas do scu sita do Ca-
Juciro, e segunda dos de os. 2, 3 e 4, cujo lira %-, como
dlsscmos, approvar o contrato uliiuiainente celebra-
do entre a presidencia e a enmpanliia do thealra publi-
co ; autorisar a mesma presidencia a con tratar co
dueco desta cidade para a de Olinda por ineio de m-
nibus, e dar-lbe 'faculdade para crear una cadeira de
princiras lettras para meninas na villa de Na/.areth.
CoiTesi>oii.Ieiida.
Srt. Redactores. Deparando nos Irabalhns da. assein-
cla provincial publicados no seu Diario de 10 do
correte Com um requerlinento do Sr. Manoel Airea
Guerra, eiu que. em seu nome e de una coinpanhia,
peda a creactfo de una, sem duvida a mesma de que elle
faz parte destinada no fornecimento exclusivo das car-
nes verde nesta cidade, na de Olinda c teus arrabal- .
des ; admire i que, quando se brada contra o exclusivis- ,, /
deute pode ficar autorisado para organisar o corpo pa- lino, apparecesse peante a mesma assembla, ao mesmo
ra menos do limite da quautia dada, di.i tambera que a Iteiupo, um tal pensamento, urna ulprcteuco Acato
----v--


rao o Sr. Guerra e sua companhia a ventura de couse-
.. ...lapaJsar.emipoloda nobre coiiimissao a que
iVa levada e do liebre corpo legitlattvo provincial,
.,' uca,,uella taparte Be ciiv.-l que nao; porque a
".,( iiustracio do mesmo nobre corpo jamis
"ero levada' de considerces pessoaes contra o inte-
"''. popular. contra a guaWade de direlto e as ga-
ranta conferidas pela consUluicao do imperio, a li-
berdade do conmercio c da industria. Assini pois, o
ifue se deve esperar da philantropla imparelalidade e
:].jiicanue caacterisaa cada um dos incmbros desse
nobre c Ilustrado corpo ? He sein duvida que llie de-
l,.j ; Pode fornecer, querendo, eir. concurrencia coin
,h 'dentis fornecedores concorrrndo assim-, sem ex-
dusaoalgunia para interesse individual, para abas-
.ment publico para a baratea do genero de que se
trata e tambein para o augmento das rendas provin-
ciaes. Assim pensa acredita, Srs. Redactores-*-- O ini-
nigo iattxc luitm.
r..^.ySnde"se ? ni?" *-B***i'to. fabricado de novo,
Tundeado na volta do Forte-do-Mattos: a tratar ora Bar-
lonlomeo Lou renco, a bordo do mesmo.
Com inuita.brevidade parle para a illia de 8.-MI-
gliel o briguc brasileiro tptrilo-Sanln, forrado c en-
cavilhado de cobre (outr'ora Fiel); anida recebe alguma
carga a Irete : os prelendentes tratem enm Firmlna Jos
elixdaRosa, na ra do Traplcc, iK 44, ou-com ocapl-
tao, Alexandre Jos Alves.
= Para o Rio-Grande-do-Sul sahlr breve o briguc
FtrahHtm, por ter o seu carrcgamenlo prampto ; rece-
De escravos epassageiros : quem pretender pode enten-
der-te coiu Amorim Iriuos, ra da Cadeia, n. 45:
--Para Lisboa o brigue portuguez S.-Domingot te-
gira mpreteiivelmcnle no dia 27 do corrente; ainda
recebe carga a frote, assitn como passageirot, para oque
tem bons comniodos: trata-se coin Mendet fc Tarroio,
na ra da Cruz, n. 54, ou com o capitao, Manoel Goncal-
ve Vianna, 11.1 praca do Conmercio.
liclao.
Alfandega.
RENDIMENTO DO DIA 12...........
DESCilmEOAM HOJE 13
Jlarci Consulado.
RENDIMENTO DO DA 12.
J- P. Adour S Companhia farao leilao, por inter-
Ivcnrao do corTetorOlivcira de variado sortiinento de
"" inww>l!?,enc'^ ,0lla' Propria do mercado; terca-feira lft
. 10:307^)731 do corrente as 10 horas da nianbaa no seu arinaicm
da ra da Cruz.
f.eral..........
Provincial........
Diversas provincias
312/846
357/000
35/820
4:705/986
\S()VIlH'lltO (lo 1'OltO.
\J____^
A'ot'to entrado no dia 12.
Camaragibe ; 3dias, hiate brasilelro S.-Joti-Glorioto, de
30 toneladas, capitn Manoel Fcrnandet de Soma, e-
quip.iRem 4, carga assucar; a Jos de Oliveira Cam-
pos. Passageiros: Bernardino d Silva Cunha, Antonio
da Silva Cunlia, Carlos Antonio liarboia, Portugue-
ses; Manoel Francisco do Reg, Jos Mendonca do
liego Harros, com 2 escravos, Brnsileiros.
Rio Grandc-do-Sul ; 50 (lias, briguc brasileiro Minerva,
de 140 toneladas, capilflo Jeronymo Jos de Souza,
equipagein il, carga carne; & Francisco Alves da Cu-
nda.
Parahiba; 2 dias, hiate brasileiro Santa-Cruz, de 21 to-
neladas, capitao Antonio Manoel Alfonso, equipagein
4, carga toros de mangue ; ao capitao.
Mar-Pacifico, tendo sabido de Ncvv-Ucdford ha 28 mozos;
galera americana Brighton, de 354 toneladas, capitao
G. L. Coa, equipagein 26, carga azeite de pclxe ; ao
capitao.
Aimioi sahidoi no mesmo da.
Araeatv: hiate brasileiro Kovo-linda, capitao Antonio
Jos Vianna, carga varios gneros. Passageiros, Jos
II ij inundo de Carvalho, com 1 escravo, Jos Fran-
cisco da Silva, com l escravo, Jos Joaquim da Sil-
va Matulo, Bernardo Jos da Fonseca e Silva, o padre
JiTonynio Pcreira da Silva, com 1 criado, padre C.
Leite da Silva, Leandro Chaves de Mello, com I cria-
do, Domingos Jos da Costa, Urasilelros.
l'arahiba; hiate brasileiro Fureza-de-Maria capitao
Bernardino Jos Handeira, carga dift'ercntes gneros.
Passageiros, Joio Crrela da Fonseca, frei Antonio de
Santa-Roza,
dem; hiate brasileiro Trei-Irntot, capitn Floriano Jo-
s Pereira, carga varios gneros.
asgas*"W ggg^^
Declaracocs.
*" 'i 'i~"^~~"
OIIIiii. Sr. coronel director do arsenal de guerra,
om cumprimentoda ordm de 8 do crrenle, do Exm.
presidente desta provincia, de novo convida a todos o*
olliciaes i'spiigardelros que qui/.erein trablhar no dito
arsenal a compireoerein no inesmo na certeza de que
se Ibes abonaran vantajnsos jomaos.
Arseual de guerra, 9 de marco de 1847.
Joo Ricardo da Silva,
Amanuense.
A adininislracao geral dos eslabeleciiuentos de ca-
radida manda fazer publico que no dia 22 do crreme,
pelas 4 horas da tarde, na sola de suas sesscs ira a pra-
va por 3 anuos a renda de todo o edificio da ra da Roda
cu) que outr'ora esleve a casa dos expostos.
Adiuinistracao geral dos estbelccimentos de carida-
de, 9 de marco de 1847.
O escripturario,
Franeiieo Amonio Cavaleantt t'ouiuiro.
O segundo bataihu de artilluria a p tem para
vender 5Ccuvados de panno berne : quem os quizer di-
'ija-se secretaria do iiiesino balalhiio, no quarlcl do
Hospicio, das 10 botas do dia as 4 da larde.
Thcalro publico.
DOMINGO, 14 DO CORRENTIO,
SK KPRKSF.NTIRA' 1 CRANUE PE(A SACRA
OS MARTYRES DA LIBKRDADE,
ou
A batalha t norte doi Marhabeot.
O combate entre Antiocho e os Hebreos ser sustenta-
do pelos cavalleiros Machabros < Ililioiloro, general de
Apirios.que, sendo rolos pela cavallarla dos Israelitas, sr.
precipltam ao Jurdjp. deixando prisioneira de guerra a
lilba do rei.
O conbate contera o numero de cavaljeiros que for
liossirel admiltlr sobre a scena cm acciio de batalba,
sendo a peja ornada de msica militar, coros uovos de
msica, nluphas, anjus e acrlficadores.
Perionageni.
Salmon. mal dos Machabea .A Sra. Gamboa.
Tbeonice, princeza da Apirla, A Sra. Josefa Candida.
Mnpha do templo de Jpiter
Olmpico. Jenuina.
. Felismiiia. ,
Aojo Gabriel. :.....Candida Silva.
Judas Macbabco.......OSr. Cabial.
Mizael............Gamboa.
Joalhan...........Pedro Baptista.
> ii ni na sacerdote de Jpiter. Joo Jos Lopes.
Aiuloeo, rei dos Apirios Antonio da Cunba.
Heliodoro, general dos ditos Leilao.
A". II. Coiiiiiiianioesia lusigne peca osse rcpiesentada
no auno de I83i coin geral aceilaviio, cointudo nunca
appareceu coui o brilhantisiuo cun que val decorada
, tanto em ricos vestuarios, como nur-
is'proporeges de a presentar como boje
i .avallarla conibaleiido avista dos espectadores,
i militar e coros de nlnphas, execuudos pelas me-
nina* que serviram ha pouco uo thealro com geral acci-
tacao.
Principiara s Ojiaras em poulo.
Fiiblca^ao licraria.
Sabio luz o 7." numero do Progmsso contendo os
artigos seguiutes : O Anno fiudo ; os Communisias al-
trmicn Reforma dosysle.na peniejiciarto, "l.Japo-.
liticoj Puesta; Romance e variedades. Acha-se a venda
nos lugares do cosluine. __________^___
Avisos maiiiinios.
Avisos diversos
. =J?an> o Para se acha carga a sumaca Sania-Bilbina :
a tratar a bordo.
LOTENIA
DA MAT1VIZ
DAGIDADEDA VICTORIA.
Est novamentc marcado o dia (6 do corrente mez
para o andamento das rodas desta lotera ; e o respecti-
vo thesoureiro espera rcalisar nesse dia o inesmo anda-
mento ," para o que envidar todos os esforcos possiveis.
O resto dos bilbetes contina a estar a venda nos lu-
gares do costume.
Aluga-se por preco commodo nina boa casa na ra
Imperial, aunexa ao sitio do tinado Machado; tem duas
salas, seis quartos, cozinha, copiar e quintal murado :
trata se na ra Dircita, n. 82, priiueiro andar.
Aluga-se por preeo mullo commodo una padaria
na ra Imperial, contigua fabrica de sabfio ; a casa be
propria para qu ilqnei eslabeleeiinenlo ou para inora-
dla, por ser assobradada: a tratar na ra Direita, n. 82,
primeiro andar.
Antonio Rodrigues Lima, credor dos herdeiros do
casal dos fallecidos Antonio Annes Jaeome e sua mu-
llier, previne ao publico que elle tem feito penhora no
sobrado da ra de Santa-Rita, pcrtenccnte hoje aos her-
deiros daquelles fallecidos.
Oabaixo assignado, tendo j por cartas convocado
osseus aeredores, para comparecerem no'dia 15 em
sua casa, em Santo-Amaro, para saberem o esladodoseu
negocio, espera que nao fallein para o dito fim.
Domingoi da Silva Ferreira.
Preeisa-sc alugar urna escrava para.o servlco de
urna casa de pequea familia ; na ra do Livramculo,
sobrado n. 1.
Quem annunolou querer comprar urna prela de
ineia idade annuncie.
Aluga-se o segundo andar c sotao da casa n. 2, jun-
to ao tbeatro por commodo pre^o : a tratar na ra da
Cadeia do Hecife n. 52
Quem annuncio no Diario de Pernumlraco n 56, do
quarta-feira, 10 do corrente querer alugar um sitio
eni Punti'-ilu-l eha annuicle.
Precisa-se alugar um a tres prctos que salbam
trabalhar em padaria ; pagam-sc bem : na padaria do
pateo da 5.-Cruz n. 6.
Joo Antonio Carpiuteiroda Silva est em negocio
com urna casa terrea na ra Real, n. 49 no Mangui-
nlio : se algciu se adiar com direito a ella, por alguin
onus queira declarar, no prazo de tres dias, por esla
folha ou enlendfr-sc coin oannunclantc na dita ra,
n. 51. M
Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica de
Jenda para tomar tonta de una por balanro ; e que
(adora sua ronfluea : na encruzilhada de S.-Jos do
Vlanguiibo que reparte para l'ebcribe na venda do
Sr. Justino da Costa.
Preeisa-sc de um oratorio ainda mesmo autigo ,
c que tenha iinagcm deChristo: quem o tlver e quizer
trocar annuncie.
Aluga-se um ptimo arma-
zem para carne do Cear, sito na
ra da Prala com boas comiuodldades pelo preco de
IOOOO rs. ; traspassando-sc as chaves, tem o annuncian-
te de receber 80/JOO rs. pelos utensilios ele. ; mas
prompto est a conceder um prazo para ser pago : quein
o pretender dirija-se ao escrlptorio da ra Dircita, so-
brado n. 29.
Precisarse rfc um caixeiro de 14 a 1G annos.com
pratica, e que d fiador a sua conduca sendo dos che-
gados ha pouco : na Camboa-do-Carmo, n. 3.
Quem aniiuiiciuu no Diario de bonlem querer com-
prar urna venda com os(undos de (iO/a 800/rs. sen-
do queira urna em bom lugar, c bem afreguezada para
a ierra dirija-se a venda junto a ordein terceira de
S.-Francisco n. 12, que ahi se dir onde he.
Domingos Rodrigues de Andradc muduu a sua re-
sideneia do largo do Forlc-dn-Mattos para ra da Al-
fandrgn-Velha n. 36, segundo e tereciro andares.
__Hoje, l3 do corrente inez de marco, se hao de
arrematar em praca publica do Sr. doulor juiz do clvel
da segunda vara, JoseThomaz nabuco de Araujo Jnior,
dous escravos por execucio de F.lias Francisco Mindello
contra Paulino da Silva Mindello : he a ultima praca.
Arrcnda-sc, por commodo preco,o sillo da estrada
dos Adiclos.pertenccnte aos herdeiros do fiuado Victori-
no Ferreira de Carvalho, com inultos e bons arvoredos
de fructo, muito boa casa de vlvenda ; contendo comino-
dos para urna grande familia, e urna estribarla para 4
cavallos, e cocheira : a tratar no inesmo sitio.
Precisa-se de um caixeiro que de liador a sua con-
ducta : a tratar no paleo da Santa-Cruz, esquina da ra
Velba, n. 127. .
Avisa-se a Senhor* Mara Rila, haja de tirar ou
mandar tirar o seu penhor que tem no pateo de Santa-
Cruz, n. 127, deposito de assucar, no espaco de oito
dias : quando no, passar a ser vendido para pagamen-
to do principal e juros.
__Ainda eslao para alugar as casas de ns. a c.*i,
sitas na ra Real, prxima ao Manguinbo, as quaes
tecui bous comniodos, cacimba e quintal murado, coin
porlo para tras e porto de embarque : a tratar com
Manoel Pereira Teixeira, morador em seujiitio, prxi-
mo aquello lugar.
O Sr. Joo Paulo Xavier de Salles queira quanto
aptos anparecer atrs do Corno-Sanio, n. 68, que se Ihe
desoja fallar a negocio que nao ignora.
Deseja-se ajugar um sitio que tenha arvoredo de
fructo, e que soja bem porto desta cidade : quem O tl-
ver queira aiiiiunciar o lugar, onde he dito sitio.
En*inam-sc meuiuas a ler.escrevcr.contar c lazer
com perfeico toda e qualqucr costura por monos do
Sue oulras mostras oiisinam: quem se quiser utilisar
esses otl'erecimenlos dirija-se a ra do Padre-Florianno,
n. 46, que achara com quem tratar.
Alugam-se urnas casas torreas cm Ollnda no Vara-
douro, junto ao sobrado do defunto Cunha : a tratar na
nesma.ou com o seuproprieUrio Joao Antonio Moreira,
no Fortc-do-Mattos. .
Pi-eclsa-sc de um feitor que saiba tratar de horta,
peinare enchcrlar; no Aterro-da-Boa-Visla, n. ou
na estrada da Torre, n. 78.
Precisa-se alugar um primeiro andar ou casa ter-
rea que tenha quintal, proferindo-se na ra das r lores,
pateo do Carmo, Trlnchrlras, Agoas-Verdes e oulras.
quem tiver annuncie, para ser procurado,
CASA DE MODAS FRANCEZASJDEIA. M. ni.lXOCHAI',
RA DO ATERRO-DA-BOA-VISTA, N. 1, AO5
PE' DA PONTE.
Voiidein-se diversa cousas prupriaspaia a Quaresma;
esta cnmouin bonito sorlimontode trancas e franjasprel.is
da ultima moda pira ornar vestidos ; bicos prolos do
blonde e de retroz ; bicos pretos de linho, mais baratos
que ew qualqueroiitra psrtc veos de retro prelu man-
tas ; capotes; visitas de bico proto ; luvas ; cabeedes c
rnuitos objectos de tollete de sonhura. a raosma casa
la.ein-se diariamenlc chapeos e toncas de senhora, assim
como vestidos para a Quaresma e para casamento.
0 Sr. Antunio da Silva Braga queira dirigir-se a
ra do Crespo, n. 16, na loja que vira para a ru da3
Cruzo, a negocio de seu Interesse, ou annunciar sua
inorada por este Diario, ou, ua falla drlio, pessoa que Ihe
diga respeltn.
Ka ra Augusta, n.2,recebem-se obras volhas para
raspar, envernlsar e concertar, com perl'el;ao e por
commodo proco.
Oflerccc-se urna parda mofa para ama de casa ts-
trangeira, tendo de portas a dentro ; engomma, coso o
cozinha, ludo com perfeico; a qual J esteve uni anuo
e tanto na*cata do lllin. Sr. doutor Sarment: na ra
do Fogo, n. 54.
Urna senhora do bons costmnes se encarrega da
criacao de meninos de pello, impedidos c desimpedi-
dos, c taiubom recebe meninos para desmamar, no
que promette emerar-se : quem du seu presumo se
quizer utilisar, dirija-se a ra Augusta, as fojas do
sobrado que tem a frente cor de chumbo. Na mcsiiia ca-
sa vejidc-se um horco ainda em bom uso.
-Aluga-se a loja da pracinha do I.ivramento, Ti. 33;
o vende-so a arinacaoda mesnia. A pessoa que prolender
dirija-se a rus Direita, n. 100, primeiro andar. Tam-
bein vende-so um completo frdame tito de inferior de
cavallarla: a tratar no mesmo sobrado.
0 Sr. Theotonio Joaquim da Costa digne-se appa-
recer na olaria da ra do Cotovello, em que tinha fre-
guezia, a negocio de seu interesse.
Na ra do Rangel n. 9, contina-se a tirar passa-
portes para donlro euira do imperio, edespacham-se es-
cravos, tudo com brevidade e a preco muito eoinmodo.
Precisa-se de um boi olicial de al-
faiate para Irabalharpor dia : na na No-
va, n. 6o.
Aluga-se, por proco commodo, sondo para'morar al-
guma familia, os segundo o tereciro andares do sobrado
u. 36 da ra d'Alfandcga-VcIha : a tratar no primeiro
andar do mesmo.
Adverlo-sc a pessoa que dcixou na rna da Alfande-
ga-Volha, n. 38, as raplas queira quanto antes ir ou
mandar busca-las, pagando as despezas que se teein
feito; pois nao se fica responsavel pela iiiortc ou fuga
das mesmas rapozas,
D-sc dinbeiro a premio sobre ponhores de ouro e
prata : na ra estrella do Rozarlo, n. 30, segundo andar,
se dir quem d.
- Urna pessoa seria e de muito boa conducta pro-
poe-sc a fazer qualqucr eteripturaco tanto por par-
tidas dobradas como singlas pois tem ptima lettra, e
sendu das duas horas da tarde em diante : quem de seu
pi estimo se quizer utilisar dirija-te a ra das Larangei-
ras n. 14, segundo andar, que se dir quem he.
Eingomuia-sc coin muito asseio e promptido,
e por proco muito commodo : defronte das catacumbas
da matriz deSanlo-Aiilomo, n. 14, primeiro audar.
Quem precisar de urna ama de leite dirija-sc a ra
du Vigario, n. 20, primeiro andar, por cima de una ven-
de.
Na ra do Apollo, n. 20, precisa-se alugar escravos
que sojam mocse bem possaules.cpagam-sc diariamen-
te a 800 rs.; da-sc-lhe comida, e tambem coiitratain-se
monsalmeule cm porporco do diario : o pretendenles
dirijain-sc ao iiicsinn lugar que acharao coin quem tra-
laiem.
Precisa-se de um caixeii o para venda, c que te-
nha pratica : na ra larga do Rozarlo n. 29 se dir
quem precisa.
OSr. Joo de Almeida Guimaraes queira appare-
cer na ra Nova, loja n. 11, a negocio de seu interesse.
__ Precisa-se de un feitor qnoentonda de plantador
ejardim: quem cstiver nostas circiimstancias dirija-se
a ra das Larangeiras n. 29.
___Os administradores da massa fallida de J. L. Vian-
na scicntilicain aos devedoros do mesmo que a nica
pessoa encarregada da cobrauca dessas dividas be oSr.
Jos Joaquim Ferreira e que so a elle deverao pagar a
importancia dos ;cus respectivos dbitos sob pena de
seren coagidos a pagar duas vozes.
Arrenda-seum sitio no Barbalbo com sumeiente
tasa estribarla para dous cavallos algumas arvores
que do fructo, ptimas ierras de milita producciio e
que he muito perto do rio : a tratat na ra do Quciiua-
du loja n. 38.
Alfonso Jos de Albuquerquc Mello faz tlente ao
respoitavol publico que nao coinpreiu e nein facam ne-
gocio algum ruin Joo Luiz Slgado morador na Uoa-
Viagom sobro dous pretos do gento de Angola, una
Je nome Cathai ina e mitro de nome Monocl, os quaes
estn hypothoeados ao fallecido Sebastlo Mauricio d Al-
buquerquc Wanderley, por oicriplura no competente
cartorio e hoje pcrlencc esta bypotheca aos herdeiros
do dito fallecido".
ltoga-sc aotSi-s. Manoel Joaquim dos Santos, An
ionio Guilhermc de. Araujo c Dlonlzio Elario Lopes,
queirain por osle Diario annunciar as suas moradas, para
se tratar do negocios que Ihes difein respeilo.
___Arrcnda-sc um sitio na estrada do Muntelro.no
lugar da Pilonibeira com casa c quarto envidracados,
com muito buns couimodos sitio murado cacimba ,
tanque para banbo estribarla cocheira quarto para
escravos, dito para follor : quem o pretender dirija-sc a
ra Vclha obrado n 34;
Na travessa dos Expostos, casa n. 8, achara o publi-
co semprc prompto qualquer horao jabem conheci-
do Silva sangrador e dentista.quoapplica venlosas,chuiti
ba delitos, limpa e tambem abre; estando para eale
Bill munido de todos os anparelbos at ferros para dente
de enancas, mandados "azor de proposito. A delicade-
za com que se aprcsenlar o annunciante, o publicu a
lesteiniiiiliara.
l'recisa-se de nina ama de leite,
forra ou captiva : na ra do Queimado,
a n 6.
Lotera do Rio-de Janeiro.
Na ra da Cadeia. casa de cambio, n. 38, de Manoel
Gomes, acham-se buhles o meios ditos ta oltava lotera,
a beneficio 0o hospital da santa casa da Misericordia
da curte.
= Precisa-se de nina ama de niela Idade, llvre, que
saibacozinhar, lavare cingommar, para casa de pouca
familia: de fronte da Solidado da lloa-Vista, n. 42.
. J)o *ito do Dr, Fcitoia, na estrttla
de /oao-de-BarroS, furtaram, na madru-
gada de liontem, (io) um carneiro e una
ovelba de raca merino : quem os entregar
no dito sitio, receber de gratificn93o dez
mil ris.
Compras.
Compra-sc cobre para troco : na i'iia larga du Ro-
zarlo ,n. 34, buiiqulin daCovj-da-Onja.
Compra-se nina salva de prals, que tenha do peso
2 a 2 libras e meta, sendo prata boa e de loi : na praca
da Independencia loja o. 3.
Comprain-sc 1000 a 2000 telhas usadas em bom es-
tado, e 3,000 a 4,000 lijlos de tapamenlo, tambem usa-
dos: na ra da Senzalla-IVova. n. 7.
Compram-se dous quarlot que estojam capases de
fazer qualquer viageui: quem tiver, queira leva-Ios a ra
do Trapiche-Novo, casa n. 8, de Henry Forttcr Jt C
Compram-se, para una eiicniimenda.escravoscom
habilidades ou iiiosiua sem ellas tendo boa (guras;
assim como moloques at20 anuos: na ra Nova, loja de
ferragens, n. 16.
-- Compram-se moedasd'ouro de 6/100: na ra Direi-
ta, sobrado n. 29.
Ainda se contina a comprar cobras do viudo
vivas para remedio :jin praca da Boa-Vista, n. 32,
segundo andar.
Cdulas encarnadas de 20^ rs.
Continuam se a comprar com algum abatiineiito :
no Reeifc ra do Cadeia n. 24, luja de cambio do
Vicira.
~ Compra-sc una venda que seja fin bom lugar ,
com os fundos de 600/ a 800/0l0 rs., a dinheiro a vista :
I nein tiver .iiiiiuncie.pnr esta Tulla.
-- Compra-sc um sellim ein bom uso (desies patsa-
fosta) O laminan precisa-so de alugar nina pela de niela
idade para o servico de una casa, e que saiba cozinhar
e lavar: na ra de Sauta-llita-Nova, n. 91. .Na inesma ca-
sa acha-se unta carta para o Sr. Antonio Leal de Barros.

Vendas.
loj
Lotera do Ritvrie-Jane.ro.
Aos Chcgaram bilheles, nielo, quartos, oitavos e vigsi-
mos da luteria a beneficio da S.-Casa-da-Misorlcordla ;
c tambem ainda exislom mrius bilheles, quarlos e oita-
vos da lotera a beuelicio das caldas de S.-Camarina.
Os 20.000/000 de rs. lornaram a sabir nos vigsimos que
viera para esla provincia, e alm distu mais pre-
mios de nomcada. O primos dos bilheles sao os seguid-
les bilheles 24/000 rs., meios U/000 rs., quartos 0/
rs. oilavos 3/000 rs. e vigsimos 1/200 rs. ; c ven.lcm-
se noRccife, loja de cambio do Sr. Vicira.
20:000^000 de rs.
Com achogada do vapor Imperatri; veio a feli noti-
cia de tora casa do Farias pela segunda vez mandado a
orn dos 20:000/000 de rs. para Pcrnambuco, e o mesmo
vanor trouxe outra porcao de cautelas perteucentos a
lotera de Sauta-Calbarina ; as quaes se achaiu a venda
nalojadoSr.Thoina.de Aquino Fonseca. Adverte-se
aos compradores que o primeiro vapor que chogar trar
a lista. Tabella dos precot:-- vigsimos, I/J00; oitavos,
3/000 ; quartos, 6/000 rs.
D-se dinbeiro apremio com pentn.re mesmo
em pequeas quantias : na ra do Bangel, n. II.
~- Precisa-se alugar umpreto mensaluieute que se-
ja bom cozinhelro e coiuprador ; na na da Crus, n. 7 ,
segundo andar.
Vcnde-se setim preto, de Macau,
de boa qualidadc, muito proprio para ves-
tidos de senhora e colletes, pelo muito
barato preco de dous mil ris cada cova-
do: na rua do Crespo, n. 8, loja de
Campos ck Maya.
Vend-se una parda de elegante figura de :
anuos, tem ptima conducta c sabe engomraar .
coser o vestir una senhora com toda a pcrfeicao ; urna
escrava do 25 annos a quem se pode entregar todo'o
avranjo de una casa ; duas pardas boas para todo o
servico ; urna escrava para engenho por 250/000 rs. ,
nina dita, por 230/000 rs.; 2 lindos molequesdc 1* a
15 annos ; um bonito mnlatinbo de 13 annos, bom para
pagein; um escravo com muito bons principios de pe-
dreiro ; um dito da Costa para lodo o servico : na rua
de Agoas-Verdes, n. 46.
Vendom-se jarros, bacias bules < cafelcms do
metal, de diO'orontos gostos chegados ltimamente :
na rua Nova, loja de ferragens, n. 41.
Vendom-se courlnhosde cabra corlldos o meios de
sola : na rua dos Tanoeiros armaiom n. 1.
Vende-se urna porcSo de msicas :
na rua da Cadeia-Velba, n. 29.
Yende-se urna corrente moderna,
para senhora, com 3$ oitavas e me i a de
ouro de lei, c sem feitio : a fallar na pra-
ca da Independencia, loja de livros, ns.
3i e 38, com o caixeiro da mesma.
' Vondo-se um terreno na rua do Sebo, com 40 pal-
mos de largura e 150 de fumlo, em mullo bom lugar,
para se fazer mu bom sobrado: quem o pertender dirl
Ja-se rua do Kangel, n. 60.
Na Rua Nova n. 10, loja de Fly-
polito St. Martin & C,
vende-se superior sarja luspanhola ; ricos los de seda
preta ; chlese mantas de seda do padrOes modernos ;
superiores lencos de garca c seda; mantelete muito
superiores ; sedas o selius brincos lavrados para vet-
vesiidos de nolvados ; cupo azul cor de rosa cor de
palha branco o prclo ; guarnirnos do flores de laran-
la ; capollas de dita e do rosas cachos de flores com
peonas o sem ellas de todas as qualidadesj luyas ile
seda prela e de coros, curtas c coiuprldas; nielas dr
dita brancas c pelas ; espartilbos ; luvas de pellica ;
saceos para roupa ; lilasde seda lavradas, candielro Ue
lalo ; lenco de linho para infiOj jogos de xadrez ,
damas, domin e vispora ; um completo sor ti monto de
perfumarlas ; sellins nglezos c franceses ; sapalos ae
duraque, marroquliii cordovao e setim para senhora ;
c outras mullas fazondas por preco commodo.
INTERESSE GEIIAL.
Acaba de chogar a esta cidade a imporlanlissiina orna
intituladaObservacocssobreo eommerciodo assucar
a qual traa da culturada caima o fabrico dos seuspro-
ductos, composla pelo insigne Ur.t.oorge Eduardo Falr-
bauks. Esla obra he de utilidade suinma para os srs.
de engenho, fazendeiros c todas as mais pessaas inte-
ressadas ueste importanlc ramo ie ,,nd"5,"a,.,!1^
tornar mais convincente esla verdade basta considerar-
se que o seu autor foi ultiniamentecoinm ssionado pela
assembla provincial dallahlaa viajar pe las ludiasOc-
cidontaos, afim de indagar, observa, eco ir, lodoso,
melboranionlos que loo... havido na cu tura da ca a o
fabrico do assucar, o do conseguir-se loda a utilidade
en. un. dosprineipao ramos de riqueza que mais pode
assegurar a protprridade doste imperio
Ve..dc-sc na loja de I. C Ayre, rua da t.adela-do-
Rocife c na Ilvraria de Bernardino Jos Vleira Coutt-
bo, |iatcodoCollfgio.
__ Vende-se tuna capa de gorgurao
rdxo, para acompanhar a prociwo dos
l'ossos, ou outra para que sirva a mesma
capa : na rua do Hospicio, venda da esqui-
na, n. i*
As verdadeirns navaUas
inglesas
para barba, e do niel lio r autor, vendem-
se na rua Nova, n. 6, loja de Maya Ra-
mos & C.

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_, m
Vendera-se, a contento as milito acreditadas na -
valhas de Guimare : na ra da Cadea da Recite ,
n. 19.
Ka loja nova n. 4, do barate
ro, ao p do arco de S.-
Antonio, vende-se :
Primor e bom gosto para vestido o covado a #320
Mantas de cainbraia lavradas deseda, a 5/000
Riicados france/, o corado a...... /240
eltosjargos, a........ /3S0
uvas pretas de seda, com dedo, a 1/008
Cortes de fuslao de lia e seda para collete, a 1/000
Ditos de seda de setiin lavrado a francesa ,
gosto asseiado a.......... 7/000
Chales de laa e seda gosto rico, a 8/400 e 7/000
Canibrides para calcas fingindo casimira lls-
trad, o corte a.......... 1/J80
Casimira preta superfina, o covado a ... 3/000
Chales de teda de riera lavrores de 15/a 25/000
Dao-se amostras sobre penhorea.
O novo bar a te ir o da loja nova,
ao p do arco de S.>An-
tonio, n. 4,
avisa ao respeitavel publico que tcm ricos pannos para
mesa, de casimira tina coin vistas e passagens hist-
ricas a 25/000 rs. cada um ; ditos, de laa e algodao ,
cnii ricos desenlio a 4/5000 rs.; pannos finos de to-
das as cores, e preto muilo superior, de 4/000 at
tO/000 rs., verde e cor de vinbo de lindo panno a-
6/500 r*. dito azul para farda, de 4/a 6/000 rs. ; luvas,
tanto de pellica como de teda e de algodao cora borra-
cha para hornera e senhora. DSo-se amostras sobre
penhores.
TREM DE COZINHA.
Panfilas, chaleiras cacarolas e fregldelras de ferro ,
forradas de louca. O asseio e duracaodcste trein de co-
zinha vale a pena d ser procurado na ra Nova loja
de ferragens n. 16.
Veudem-se, ou arrendam-sc ditas grandes otarias
em S.-Auna coin barro para toda obra com 3 casas e
muito terreno para plantar e pasto para animaes : a fal-
lar emS.-Jos-do-Manguinho tillo de portio de ferro ,
defronte da cape lia.
~ Vende-se um cavallo sellado, com todos os andares,
e que he proprio para carro : na coebeira da ra da
Florentina.
= Vendem-ie moendas de ferro para engenhos de as
sucar, para vapor, agoa c bestas, de diversos tamanhos,
por preco corawodo ; e igualmente taixas de ferro coada
e batido, de todos os[tamanhos: na nraya do Corpo-San-
to, n. II, ein casa de Me. Calmont & Companhla, ou na
ra de Apollo,;armazem, n. 6.
Charutos.
Charutos cor de canella da fabrica de Augusto
Welzlebm os melhores que aqu tcem apparecido :
vendem-se na ra da Crui, no Heclfe, n. 26, ou 52.
Vende-se, no primeirn andar do sobrado n. 3 da ra
io Aterro-da-Boa-Vista, uina arroba de prussiato de po-
tassa (ryano/rmiro de potoiium).
No Alcrro-la-lfioa-Vista, de-
fronte da calmita ,
a dinheiro a vista, est o baratelro torrando por todo o
dlnheiro o seguinte : sapatos francezes, de inarroquim
e de duraque de todas as cores, para senhora, a 800 rs.;
ditos de setitn, a ?/000rs. ; ditos para meninas ; botins
de marrequhn e sapatos de clchete para meninas por
todo o preco ; sapates ingiezes para hornera ; ditos
franceses de lustro de una e duas palas ; ditos de
entrada baixa ; ditos de marroquim e tapete para ho-
rnera ; bonetes de palha, a 120 rs. ; pelles de couro de
lustro, multo superior qualidade ; cortes decolletes de
eda de diversas cores, por preco commodo.
O BARATEIRO.
Loja notan. 4, de Ricardo & Companhia ao p do arco
deS.-Antonio, na ruado Gravo.
Este estabeleciinento abrio-se hontera e como esteja
sortido de fazeudas todas novas era gosto, qualidade e
proprias desta praca offerecem-sc a consideracao
dosfreguezes os precos de algumasdellas mais conhe-
cidas. Adverte-se que os pircos de todas as mais que
existein jnaravilbosamcntc sortldas neste estabeleci-
inento sao porque devciu ser mais comraodos do que cm
outra qualquer parte era rasao de serein compradas a
dinheiro,novas e fresquinbas cora sejan : lencos de
seda superiores a 1/440 rs.; ditos muilo finos da In-
dia, a 2/240 rs. ; brins de puro linlio e de ricos padrdes,
a 1/000 rs. a vara ; cortes de coljete de fuslao de ricos
'lavrores a 1/000 rs. ; brim branco de linho a 800 rs.
a vara ; dito francez estampado tal e qual a casimira
fraucea e do mais superior linho a 2/000 rs. a vara ;
corles de collete* de setim lavrado de ricos padrdes ,
a 6/000 rs. ; ditos de la e seda a 1/000 rs. ; madano-
lo, de 160 at 280 rs. a vara, boa faienda, e era peca de
J/NiO at 5/500 rs. superior fazenda ; cortes de casta
fingindo chal que ein gosto levara vantagem a todas as
sedas, pois sao urna maravilha de estampado e superior
cambraia a 5/000 rs. ; pannos finos de todas as cores ,
franceses e ingletea e de todos os precos, novos e em
folha ; sortimento de chitas novas e finas ; de chales de
13a e seda e de seda tudo novo era gosto e padrdes ;
sarjas e setins lisos de cores brancos e pretos de Ma-
ca u superiores e de varas qualidades ; casimiras prc-
tas e elsticas superiores, de 3 a 4/ rs. o covado; brins ;
bramantes ; bretanhasde linho; esguines; mantas de
seda ; irlanda, sortimento novo em preco gosto e
aualidade ; luvas de algodao e de seda ; meias de algo-
ao e de seda tanto pretas como brancas para ho-
inem e senhora ; e outras inultas fazeudas que serla
longo enumera-las.
~ Vende-se una preta de nacao muito boa veridedei-
ra, que faz todo o servico de casa e he muito diligente :
no pateo do Carino, u. 7.
Na loja de Jote Manoel Monleiro Praga, na ra do Crespo ,
n. 16, esquina que vira para a ra dai Crutei,
vendem-sc cortes de casimira, multo superior c de gos-
tos modernos, pelo baratissimo preco de 6/000 rs. cada
corte.
Vendem-sc 2 pares de veneziannas: na ra do
TrapicITe n. 44.
Vende-sc urna preta de naco, de 24 annos de
bonita figura que cozinha o diario de urna casa, he
quitandeira, e nao tcm vicios iiem achaques : na ra da
Concordia, passaudo a pontezinha, a direlta, segunda
casa terrea ,
Vendein-se 3 lindos moloques de 14 a 16 airaos ; -i
dito de 7 annos ; 1 pardo de 18 annos ptimo para
pagem, por ser bastante diligente e fiel; 1 inulalinho
de 11 annos proprio para aprender officio; 3 pretas de
20 a 24 annos, com habilidades, tendo uina dellas una
cria de um auno ; uina preta de idade, por 200/000 rs. :
na ra do Collegio, u, 3, segundo andar, se dir quera
vende.
--- Vende-sc urna canoa aberta grande que pega em
mais de mlllieiro de lijlos de alvenaria ; ditas ditas de
coaduzir agoa, em bom estado ; um dita raeia aberta,
rectificada de novo propria para familia, ou carga pe-
3uena ; ludo por preco commodo : no antigo foi to-
as-Canoas a fallar com Joao Esteves da Silva.
Na ra daCad< ia-Velha, n. 9,
loja de J. O Elstcr,
veade-se um grande sortimento de pellucia de seda as-
siiu como todo o material para fabrico de chapeo.
Teode-se por precisan, nina preta que engoinma

==
?
multo bem cozinha o diario de urna casa e laya; da-
se muito em conta : as Clncc-Popta, n. 16.
Casa da F
na ra estreita do Kozario, n. 6, ,
Neste estabelecimento acham-se a renda as cautelas
da lotera das obras da igreia matriz da cdade da Victo-
ria ; e lodos os amantes e felizes nes(e jogodevem con-
correr na prompta coinpra dos restos das cautelas, cer-
to de que una ioteria correro as rodasnodia destinado,
que he o dia 16 do corrente. A ellas que sao poucas a
1/ rs., por nao haverem mais de 500 rs.
No armazem do llacelar na escadinha da alfan-
dega vendein-se, a retalho e em pequeas porfe
calxas de sabao da mais acreditada fabrica do Rio-de-
Janeiro de vflpor, por preco commodo; para o que tra-
ta-se com Amorim Irinos.
Vende-se goinma de araruta multa al va ; sag
de primeira qualidade; sevadinha de Franca e lapiooa do
Maranhao, por preco commodo: na ra'das Cruzes
n.40.
Vendem-se na ra da Cruz,
n. 23, brandoes de cera,
de urna das melhores fabri-
cas do Rio-de-Janeiro, e,
por prego commodo.
Yendem-se gigos com batatas, a
na porta da alfandega,
ar-
dois mil res
mazem, n. ao.
A 10 rs.acaxa.
Palitos para lirar fogo, de pti-
ma qualidade : vendem-se na an-
tiga ra dos Quarteis, na (erceira
loja de miudezas, n. 20.
Vendc-se um iogo de caixilhos da
alcva, de amarelo vinhatico, obre
prompta e bem feita, por preco rasoa-
vel: na ra da Senzalla-INova, n. 7.
AS ADMIRAVEIS NAVALHAS DE A0 DA CHINA,
conlinuam-ae a vender na ra do Crespo, n. 8, de Cam-
pos di Maya; assini como finissimas navalhas de cabo de
iiiaiiiiu, t'eltas era Portugal, da mais superior qualidade
e melhor cort que tem vindo a esta praca, pelo mdico
preco cada uina de 5/000 rs.; nao seduvidando darao
comprador para experimentar.
Alten cao.
Na ra Direlta n. 50, loja de pintor e vidraceiro.ha um
completo sortimento de vidros era porcao e a retalho;
ditos para espelho com muito bom 890 ; tintas de to-
das as qualidades e oleo : tudo em porcao c por pircos
coinmodos.
AVISO
aos cavallciros de bom gosto.
Os mais ricos estribos que teem apparecido de metal
branco, os quaes nao dao trabalho algum a limpar, pois
se conservara lustrosos que parecem piala : as pessoas
Suequierem diiijam-.se a loja de Maia Ramos & C, ra
ova, 11, 6.
Vendem-se trinta escravos, sendo mulatlnhas, ne-
gras negros, mulatas, negruihas e cabras, de boas fi-
guras e qualidades. inclusive dous pretos proprios para
o servico campestre, de idades de 35 a 40 annos, por
200^000 rs. cada um; assira como cera de carnauba de
primeira qualidade, feijiio, ponas de boi e courinhos de
cabra: tudo por precos coinmodos, por querer-eo ven-
dedor retirar. A tratar-sc na ruadaCruz,u.5l, ouna ra
do Trapiche-Novo, n. 6.
VELAS DE CERA DO RIO-DE-JANEIRO.
Vende-se completo sortimento de urna a 16 e bo-
giasde4,5e6: no armazem de Alves Vianna na
ra da Scnzalla-Velha, n. 110.
Na ra do Crespo,
loja n. 12,de Jos Joaquim
da Silva Maya,
vende-se superior sarja preta hospanhola ; nobreza
rxa, muito superior e muilo propria para capas
doSr. dos Passose outras irmandades; ricos cortes
de seda para vestido de senhora; meias de seda pie-
tase brancas, as mais superiores que teem appare-
cido, tanto para bomemcomo para senhora; luvas
de seda; chales de seda muito modernos e de lin-
dos gostos; cambraia de linho, muito fina; lencos de
cambraia, de linho bordados, para senhora, dos mais
linos que ha por muit barato prego; esguio de.
puro linho e muflo fino; platilha de linho ; e outras
nimias fazeudas que sero patentes aos comprado-
res e por barato prego.
- Hcbrard com botiquim francs, na ra Nova ,
n. 69 tem a honra de avisar que pelo ultimo navio
chegou-lhc de Franca : salchlchao, muito gostoso ; um
bello sortimento de conservas fructas conservadas ein
licor ; vinlio de Bordeaux, era quartolas e garrafas ;
Sa i ni J u lien e Roussillon era caixas; cognac muito
velho ; o verdadeiro marraschino de Zara ; absinth da
Suissa ; azeite fino do Sr. Plaguol de Marscllic ; agoa de
llorde laranja. No nesino botiquim ha um deposito de
chocolate do Maranhao muito novo ; dito de sade ,
peitorai e de baunilba ; tambera ha charutos regala da
llahia; e tudo se vende poi preco commodo.
Parcccm de seda.
Vendem-se chitas asselinadas pretas, francesas,
Eroprias para luto, a 260 rs. o covado; pegas de
amburgo lino, a 3000 rs. cada urna; los pretos.
muito em conta : na ra do Queimado, loja nova n.
11, de Hay mundo Carlos Leile.
Vende-se azeite fino do gerselim, para comer e
para luz : no deposito de azeite de carrapato na ra
da Seuzaila-Velna, n. 110.
osito de charutos, na ra lar-
ga do ftozario, n. 32.
Neste deposito acha-seum sortimento de charutos de
marca de logo vindosda llahia pelo hiate Tentador,
sendo: charutos cor de canella, S.-Fellx faua-va re-
gala forma-regala, non-plus-ultra, os afamados ci-
garro de la pavana, ditos de la fama; aonde os fre-
guezes acharao faienda que Ihe agrade por se ter de
inuilas qualidades e de inultos precos.
Dep
Superiores qualidades
de vinho de Malaga dito do Rheno e licores : vendem-
se na ra da Cruz, n. 10, armazem d Kalkmann 81 Ro-
senmund.
Vidros d espelho
de diversos tamanhos, vendem-se por preco muito com-
modo : na Ma da Cruz n. 10 armazem de Kalkmann
81 Roscnniund.
AVISO
As sen horas do bom
gosto.
Na ra do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquim da feilva
Haya,
ha um novo sorti ment das ricas mantas de lanzi-
nha e seda para senhora as mais modernas quo se
usam na Europa, e por isso se tornam recommen-
daveis as senhoras de bom gosto, bem como aquellas
que usam de economa, tanto pela boa qualidade e
ricos gostos, como pelo baratissimo prego de 5000 rs
cada urna; ha igualmente um rico sortimento de
cortes de vestidos da rica fazenda denominada ba-
zullina. Esta fazenda he de cores escuras, bordada
(lelistrasc quadros os mais claros, de lindoslese-
nhos, cores (xas e bonitos tecidos, e por isso muito
proprios para o lempo de quaresma e de invern.
Parecen de seda.
Chapeos desold panninho inglez comarraacSo de
ferro os melhores que teem apparecido neste mercado:
na ra Nova n. 6, loja de Maya Ramo U Companhia.
Pannos pretos finos
e de cores, e novos na loja; verdadeiro setim e lencos
de Macan; chapeos de sol, de seda; casimira preta els-
tica ; los pretos ; sarja hespanhola ; e todo oiortiinen-
dc fazendas finas proprias para a Quaresma : na ra
do Queimado, loja n. II, de Rayiuundo Carlos Lcite.
IIua do Queimado, n. 1.
Na loja nova de Rayinundo Carlos leite acha-se um
completo sortimento de fazendas tinas o mais ein con-
ta possl vel; ntsiin como chapeos do Cbiii. linos e or-
dinarios ; o famoso panno de linho, e a chita asseli-
nadas pretas ; chales e mantas de seda; corles de Cha-
li os mais modernos que ha ; merino e alpaca fina; o
verdadeiro brim de linho de listras, para caifas.
AVISO
aos Srs. de engenho
Ka ra do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquim da Silva
Haya, vendem-se
cobertores de algodSo, muito encorpados, proprios
para escravos; bem como urna fazenda de linho a
imitag.lode estopa, fortee propria para roupa de
escravos e saceos para gssucar; tudo por prego mui-
to barato.
Vendem-se saccas com bom arroz : na ra estrei-
ta do Rozario venda n. L
Vende-se una canoa aberta que carrega 600 li-
jlos grossos, construida com boas .nadeiras e mesino
para eonduecao de familia por ter proporcSo : na ra
do Aleerim n. 2, segando andar.
Vende-se ura bucle com pistes de novo modelo e
de excedente voz d-se de bom mercado a quera o
comprar uina marcha para msica militar denomina-
da S.-Harbara c um passo doblado Carlos-Magno ,
ein que brilha esse instrumento, como tambera se dar
urna escala: a fallar com Alfonso Saint-Martin, no prin-
cipio da ra dos Quarteis, n. 24, primelro andar.
Desenganem-se com o bara
teiro, que ninguem tcm
pechinchas como elle, e que
vende a troco de pouco
dinheiro.
O antigo barateiro est torrando a troco de pouco di-
nheiro na sua nova loja de miudezas da ra do Colle-
gio, n. 9 pentes de marrafa de tartaruga a960 rs. a
parelha ; lenco de gorgurao, a 1/200 rs. cada um ; trin-
chantes de cabo branco a 800 rs. o trinchante, sendo
faca grande e garfo cora mola ; as bem couhecjdas pea-
nas de bieo de jndala a 200 rs. a caixa de cetn peunas;
torcidas para candieiro a 100 rs. a duzia, de todas as
larguras; botes de setim cura flores de velludo, para
casa a 320 rs. a duzia ; ditos de madre-de-perola a
480 rs. a groza ; bicos estreitos a 30 rs. a vara ; meias
finas para hornera e meninos a 200 rs. p par ; cara-
pocas de algodao de cores, a 160 rs. cada una ; ol que
riquissiina tesouras finas inglczas tanto de costura
como para nnlia ; lequcs de seda cora enfltes doura-
dos a 2/400 rs. cada um ; carrrlcis de linlia branca c
de cores de primeira sorte a 320 rs. a duzia ; balal-
nlios pequeos para meninas de escola, a 120 rs. cada
um ; finissimas charuteiras de charao a 500 rs. cada
uina ; bellos-canlvetes muito finos de uina, duas, 3 c 4
folliasd cuidara ingleza o mais barato possivel, pois
que o baratelro j declarou que vende mai barato do
que iiiigueiii.
l\a ra do Crespo,
loja ti. Ti. de Jos Joaquim
da Silva Maya ,
vende-se alpaca preta a800rs o covado dita muito
lina, preta e de cores, por barato prego ; merino
preto, muilo superior ; panno fino preto e de co-
res; casimiras elsticas, de duas larguras, para
caigas, a 6000 rs. o corte; velludo; gorgurSo de se-
da ; setim para collete; tudo por prego commodo ;
fustoes para colletes; e outras muitas fazendas,
tanto para caigas como para vestidos de' senhora ;
tudo pelo barato.
Vendem-se dou escravos mocos de bonitas fi-
suras bon carreiros ; uina escrava moca de bonita
figura com algumas habilidades por preco commo-
do : no paleo do Carino n. 7, ao pe da botica.
= Vendem-se 2moleques de 12 a 16 annos, de boni-
tas figura e sera achaque '. no pateo do Carino, loja
n. 7.
Vende-se uina preu de nacao coin ai habilidades
U '.I -i- ...1. ------<--------~
seguintes : cose, lava de sabao engomma e faz todo o
mais trrico de urna casa : na ra da A*suinpcao, n. 24.
Vendem-se dous sitpa euma
casa terrea nesta praca, tu-
do em chaos proprios :
os sitios so perto des > primeiro com duas
casa de pedra c cal ma das quaes tem solio,. Corm
estribarla para dous cavallo e outra para gado ambas
com bstante comraodos para grande familia, com 5
viveiros de peixe pasto pora 8 a 10 vaceas de lcite
multo boa baixa. para meloes inelancias capim, an-
nualmente com inultos ps de coqueltos, laran;
outras frncteiras; este rende 400/000 rs. animalmente -
o segundo ao p do dito, com casa depedra e cal, mullos
pf de larangeiras e outras fructe t estra-
da ; ambos os aillos teem boas cacimba de afM de be-
este rende 100/000 r. : a casa i sita no
^Be S.-Anlonlo e rende 16/000 rs. mensalmcntr.
^^Hredior, vendem-se juntos ou>epafadoj, epara li-
to trata-se no Aterro-da-Bo-VIta, ti, 21.
S lin ra das Larangeiras, o. 14 segundo andar,
QL vende-se um molecote de elegante figura e ba-
JCt tante preto de 22 annos lem vicio nem o me-
nor achaque ; um dilo de bonita figura com officio
de ferrelro em vicios era achaques ; um imilatinho
de 22 annos de bonita figura ptimo para pagem ,
por ser multo activo e bom cavallelro ; ojia mulalinha.
com todas as habilidades de bonita fl^ara e muito
moca ; dous pretos ptimos para o trabalho de campo ,
por serem muito forte e. de boa figura; 3 pretos,proprioj
para o trabalho de campo, por serem baitautesforte ; 2
dita com algumas habilidades ; urna dita de elegante
figura sera habilidades boa para carregar um tabo-
lelro com fazendas mais alguns escravos que a vista
dos compradores se mostarao-
Escravos Fgidos
Fugio da corte do Rio-de-Janeiro, em junho de A
1844, um escravo, de nome Joao de Dos, cabra escuro, '
ofiicial de barbeiro, toca bem rabeca,sangra, ttc. ; estar
tura um pouco alta, cabello nao corrido, empomado, e
repartido cora gaforina, testa grande com uina pequea
brecha, olhos regulares e avermclliados, no rosto pou-
co signaea de bexiga apagada, la vos um pouco gros-
sa; anda bem trajado; e calcado, seuandar heacapoeirado
jogando com os bracos; he quebrado, sabendo 1er e es-
ereyer, e intitula-se por forro com alguns filiaos attesta-
dos; do qual anda existein seus pas de minies Feliciano
e llalha ; he escravo do Sr. Pedro Antonio Falles Brre-
lo de Meneies, da cidade do Rio-de-Janeiro. Ha toda a
perauasao de que o mesmo escravo foi visto nesta praca,
e por Isso multo se reqominenda a todo os capitn
de campo a sua captura, assim tambera o mesmo se pe-
de'a todas qs autoridades poliche; certos de que qunu
o troucer" a ra da Cidelardo-Recife, n. 45, 'casi
de Amorim lrmios, reconhecendo-se por todos os sig-
naea ser o proprio, receber urna geuerosa gratifica-
cao, f .
ENIGMAS
PITT0RESC0S
*<*

....
DECIF,\A0
SSo felixes ospovos quaudo todoi obedcecui a Iel
ERRATAS.
No artigo pagadorla militar publicado no Diario n.
58, onde se diEsta pagadura nunca replicou con-
tra ordrns dadas pelo Exm. commaiidante das anuas c
seus subdito seaos seus subditos e mais
abaixo c ima futura oguicao i ia-sc ai-
I
PERM. : NA TTP. DK H. f. DE FAR1A
.-1847^
MUTILADO


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