Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09863


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Full Text
Anno'cle-1$i7.
Quinta-feira 11
O DIARIO publica-se todos os dhs, que nio
xrt\ 'le giiTcln.s o preeo da signatura lie do
JiOOft is. V01 VaSf ndiantadot. Os an-
uncies 'los sainantes sao inseridos i rsjlo de
rl porln!i., I0r. uilypb dTcrenle, c ns
.,,eti-6ej pal metarle. Os que ubo fureni aiig-
"' ,r,*paSar5o 10 rs. por lino, e 10 em typo
aiJIV-i<>t.e, .>or<^cUpublicac-.o.
phases da la ao mez. de MARgo.
I na cliei.' '5 "' '"'H"10' iii.ii.MDte, 10, t i liona e l min, da man..
1 ""'. "I* e min- f1 "J-
(rtjcecte, 4 liora e } "" a trde.
PARTIDA DOS CORREIOS.
GoUnu Paraliyba, lis segundas e sextas fein-s.
Ki-t,rancie-dn. Norte quimas feitastomeio-dia,
l-abo, Scrniliucm, Hio-rVmoso, l'oito-Calvo e
Macci, nol.,|l e 2i de cada mes.
(aranliunse Bonito, a 10 e 21.
Boa-Visca e Flores, a 11 e J8.
Victoria, s quintas eiras.
Olhida, todos os das.
(REAMAR HE HOJE.
Primeira, i$ 11 |,0iu minutos da Imanha
Segunda, s 12 doras 6 minutos da tarde.
de Mai'$o.
A ni. XXIII.
N. W.
DAS DA SEMANA.
I Segunda. S. Qiiinliilo. Aud. do J. dos or-
liaos, (lo J. loe da 2 V. e do i. M. da 2 V
erce. S. Callo, ria. Aud. do J. dociv. da
T. e do i. de pal do 2 dist. de t.
10 Quera. S. Militiio. Aud. do J. dociv. da
2 v. e do ]. de paz do 2 dist. de t.
11 Oi>inl> S 'andido Au/I. ds .i Oi|i!n*u>,
do J. municipal da I Tara.
H Sexta. (iregorio. Aud.doJ.dociv. da I.
v e do J. de paz do I. disl.de t.
i: Sabhado. S. ltodrico. Aud. do J do eiv. da
I. T. do J de pax do I dist. de l.
11 Domingo. S. Pedro de Teja.
CAMBIOS NO DA 10 DE MIRfO.
Cambio sobre Londres a 3H '/, d p. IJ rs.a Wd.
t a Paris IIi rs. por franco.
u Lisboa 95 de premio.
Desc. deleltras de boasfirnus I'/, f.*/t a*ae-
(uroOucslespiiliolas....28j000 a !""
Moedasde'tOO velli. I6f000 a l|20O
s > S.iOii upv- niooo
detfflOo..... DfOOO
Piala l'ataces......... J'HiO
a Pesos eoluinnarei... 1/080
Ditos mexicanos.....fOOO
Minda............ 1*760
Acroes da comp.do llrberibade 50/000 rs.ao par.
lfioo
OlOn
I02O
a liOli
a ipu*
l0"
DIARIO DE PERMAMBUCO.
PERNAMBCO.
SESS.IO EM 9 DE MARCO DE 18V7.
raisiDCNca do u. soez* teixeira.
(Continuado do n. aiHecerfente).
ORDEM DO DA.
Conlinua(o da lerceira discussao das posturas da tmara mu-
nicipal do Limotiro, adiada na sessaO antecedente.
Achaan-sc sobre a mesa as scguinlcs emendas:
Supprlma-se artigo >.* Lawrmlino.
a Supprlwa-se a pala?ra ees. Laurentino.
Supprlmam-se as palavras morios o rae*. Lopes
fietto. a
n Supprimam-se os artlgos 9.eel0. Lopes Netto.
Posta a materia votajo, sao rejeitadas as emendas do
Sr. Lau'renliuo e a primeira do Sr. Netto, (cando empa-
tada a si guma e por consegiiimc adiada. .
Enlra emlerreira disemino oprojeeton. 1 desle oiino, que /xa
a [rea policial. ,
O Sr. Xelio: Senhor presidente, a asscmhlca meper-
doar se outra ves me atrevo a oceupar a sua attencao,
discutindo una materia estrnnlia da minlia prossao.
Declaro que o fijo, porque nao desejo que esta lei passe
desapercebida; e tenho a esperanca de que esta tercri-
ra discussao ser inais proveitosa a provincia, pela elu-
cidacao dos pontos capitaes da poltica dominante, do
que furam as discusses passadas.
Na primeira e segunda discussAes nos nos aclnvamns
infrliiinrnte sus, e votando com a ailministracao, em que
trenos plena conlianca, nao tivemos occaslao de ver com-
batida a poUtica hnje influente.
O Sr. Francisco Joa6: -- Cada qual combate em occa-
lio opporluna ; nao he preciso insinuares.
O Sr. AVlto: -- A quem pensa o nobre deputadu que
estou insinuando?
O Sr. Franeiseo Joo : He uin convite positivo.
O Sr. Netto : Pols aceite-o o nobrc deputado, que he
opportuna a occaslao.
O Sr. Francisco Joa: He urna respoata bem clara.
O Sr. .Vslt : Espero, Senhor presidente, que hoje a
discussao seja mais frtil, qu nos tenhamos a salisfa-
cao de ver confrontadas e discutidas as duas polticas
mi aceo na provincia; para que o publico, uo s del-
ta, mas do Brasil iulciro, possa pronunciar un juixo se-
guro a respeito de ambas.
O Sr. Francisco Joao ; J lia multo lempo que est
pronunciado.
O Sr. Netto : Eutao permuta o nobre deputado que
diga que essejuizo lie inteiramente favoravel adini-
nistracao doSr. Cbichorro da Gama.
O Sr. Francisca Joo : Piidc entender como qtiizer
O Sr. Nettt: Nao quero arbitrio ne'sla materia, <
M>l>ejariiie-hia jiara assiui pensar aaequiescencia do go-
verno imperial, se nao conhecesse aopiniao da grande
luaioria de nossos comprovincianos. *
O Sr. Francisco Jado : l'rova de mais.
O Sr. Netto: Nao sel se prova de mais ou de menos ;
quero ver este argumento refutado pelo nobre deputado
que o considera defeituoso.
O Sr. Nuhis lachado : Em materia de conlianca he
conveniente a prova de mais.
USr. Netto:-- Quero que sed a cada um dos argu-
mentos a sua devida importancias para secrm bem apre-
ciados he indispcusavel a confrontacao, para que convi-
do o nobre deputado. Sem una discussao ampia acerca
das duas polticas, a que me refiro, nao chegaremos a es-
te resultado que todos devenios drsejar como nielo mais
a/ado para contrastar a nossa boa l, c o inleresse que
tomamos pela prosperidade dopaiz.
J vc.pus.a assemblca que,sede novo procurei vencer
o acanhnnirnro com que costumo fallar em materias,co-
mo a do projrclo, estranlias ininha profisso, nffo fol
na esperanca de esclarcc-la na votaran, e sim para for-
necer aos nossos adversarios um ensejo de disputar o
triimpliu de urna lula porliada, em que entramos ha
tanto lempo, e que elles apenas procuran sustentar n#
impreiisa, sob rcsponiabilidade de pessoas insignifi-
cantes ,
O Sr'. Filela Tavares: Nos nao temos aqu adversa-
OrvJVete:--Nao di'ssr, Senhor presidente, onde se
acha Hi agora esses adversarlos ; porjin, se nSo esllve-
rem na casa, cotno nillrina o nobre deputado, algum
dos nossos proprios correligionarios pode, sem recelo
de ser acoimado de apstala, rncarregar-sedadefesa de
algn* tpicos, que rasuaveis Ihe-parecereni, da aecusa-
cao que nos fazem os meinliros da opposlciio actual, pois
me persuado que devenios ser tolerantes con todos,
normcnlc quando a divergencia versar sobre Histeria
de iiciplinn. En niesmo me leuho aproveilado numero-
sas voze* da toleraiicia que reconnnendo, e confesso a V.
Ex. observando sempre os dogmns do partido, a que
pertenco, naquellas materias sou alguina cousa rebelde.
Espero, poim, que esla discussao se abra, e se sustente
com a leaidade que deve caracterlsar cada uiujjos iiiein-
Ji:os dcsla casa. ^^
Mas, j que lenho a palavra, V. Ex. me permitir que
oilerrja duas pequeas emendas au projecto que/discu-
timos.
'macot;Anda?
Or. iVfto: Anda nao o considero cu circuu|-
tancias de passar tal qual se acha rcdlgldo ; c V. Ex. me
Piimitllrdar af l(UOe< que teulio para pensar deste
"iVoartigo I.4 edi que a f6rca policial constar de
000 araras no seu estado e/ftcliro e coma orgnmiacaoaHual,
no artigo 2. .culdade ao administrador da pro-
vincia nata elevar estafle a 800 pracas, conservando a
omanisacao actual. Ora, esta organisacao foi dada para
iinicorpo, nao de 000pracas, tal qual lica o policial no
seu estado eOrctivo, mas para um corpo de 400 prora,
oual o conslituio a lei que o regula no excrclcio corren-
te, e que s en caso oatraordinario podia ser elevado a
OOpraf"
Peruado-fne que, se ella mal pod.a "W0"" <
ment sl20 ptnfuadd'ioV". "e *em duT,da '"'P10!*'
rara o "aso postivel) de reclamaren asc.rcumsUnci...
Sa proyiatea o ezerclciq da fac.ldade que prMl*;
te damos presidencia, de elevar a forja pohcial .!S00
*rar jas eectivas e addicionaes; oque, naopinio dos en-
tendedores, he opposto a boa orden do servijo, pela ex-
traordinaria escripturajao que accumula em cada com-
pauhia.
A aeeumulajo de traballios tao graves nos ofticiaes e
inferiores de cada companhia nao he certamenle urna
vantagem; e mullo recelo que venha a embarajar a
scalisajao e regular andamento do corpo, con que a
administraran mais deve contar, por nao poder ser des-
viado da provincia.
Nao me atrevo. Sr. presidente, na aclualidade, a dl-
ser qual he a melhor organisajo para o corpo policial;
fui o primriro a confessarque nao emendo da materia ;
me parece que devenios dcixar presidencia a faculda-
de de aproveitar qualqurr outra que porveutura occor-
ra c seja mais conveniente ao servijo e menos onerosa
aos cofres proviuciaes, a proporjo que for-se augmen-
tando o numero das prajas respectivas. Uem vem os
nobres depulados que o administrador da provincia es-
t mais habilitado para receber informajes ofticiaes de
pessoas entendidas, e capules de llustra-la sobre a
materia, se acaso lhe fallarein conheciiiientos espe-
ciacs : porque, pois, lhe alaremos os brajos, quando
assim quizer mrlhorar aquclle ramo do servijo publico,
e negaremos ao actual administrador da proviucia, que
tao digno se tem mostrado da nossa conlianca, c da do
paiz, um arbitrio proveitoso que concedemos s ad-
miiiistrajcs passadas, algumas das quacs nao eram da
nossa communho poltica Quando, em um dos anuos
passados, eslava na presidencia de Pernambiico um dos
membrus conspicuos da actual apposijao, c se tratou
de flxar a torca policial, eu votei, c os meiis amigos po-
lticos que lnhaiu assento na casa, tamben votaran a
forja pedida, assim como pelo arbitrio que acerca da
organisajo della se deu enlo ao presidente, c nen-
huin de nos leria procedido desse modo, se fosse possi-
vel entender-seque a medida era perigosa, ou pelo me-
nos dispensavcl.
Em certas materias, Sr. presidente, creio que nao de-
venios olhar para as individualidades que dirigem os
negocios do paiz, se queremos fat-io prosperar ; mas,
se no caso presente me. fosse licito obrar de outro modo,
aquclle voto de conllanja nunca deixaria de ser plena-
mente justificado pelo Sr. Cbichorro da Gama, cujos t-
tulos ao reconhecimento da provincia sao muito conhe-
cidos, e tao valiosos que anula nao furam atacados nes-
la tribuna pelos honrados membros da casa, que re-
prrscjitam a poltica vencida. Se estou em erro, espe-
ro que esses dignos debutados me coutesiein, c deem
occasiSo a urna discussao capaz de esclarecer o paiz em
materia, a que nao deve ser tndillerente, pols tenho a
firme conviejao de que ambos os Indos da casa apoiam
e continan a apoiar o actual administrador da pro-
vincia.
O Sr. Francisco Joa :Nao estou de animo.
O Sr. Netto :-Ponderou-se na casa que de necessida-
dc a organisajo deca ser conhecida antes de consig-
narle na lei do orjmento a quantia precisa para a
despe/.a do corpo policial, entretanto que se nao rece
libreen essa necestidade quando se conceden a iiicsiua
faculdade ao Sr. Ilarao da Boa-Vista.
OSr. Josi Pedro : Sempre se marcou a quantia.
O Sr. Netto : Na lei de hxajo de forja, nao.
O Sr. Jos Pedro : Mas lem-sc marcado na lei do or-
jmento.
OSr. Netto : Nao se trata da lei do or jamen lo; nem
cu me oceupo agora de indagar quanlo despender a
provincia con o corpo policial no exercicio futuro: ci-
te! aquclle faci para mrlhor convencer os nobres de-
pulados, a quem me retiro, que he iutcirameiite imagi-
naria a impossibilidade que allegara), de conciliar-so a
adopjo da minha emenda con a pralica dos daveres
que nos impOe a cousliluijao, relativamente a confec-
je da le do orjmento.
le ni tiro todava um meio de levar a efteito o mcu pen-
samento.
Volamos uo exercio passado 400 prajas ellectivas e 200
addicionaes, em casos extraordinarios .- toda esla frca
organsou-se sobre a base de 400 prajas, c se vai accom-
modaudos urgencias do servijo publico > ccoino pos-
sa ser elevada al o numero de 800 prajas, tomemos por
base o estado ellectiyo de 000, e enlo sabereinos quan-
lo nos cumple l'.i/erna lei do orcaniealo para nao fie,ir
initilisada a autorisajo proposta. .
.Senhor presidente, tenho de oU'erccer aiuda outra c-
inemla milito pequea ao artigo 2.* do projecto em dis-
cussao, que tanibrm he prqucniio, e V. Exc. perinilli-
r que procure justifica-la, comodevo. Diz o artigo I.
Acho algumadifficuldadc em volar por este artigo, tal
qual se acha redigldo, nao porque deseje restringir os
lucios uovernativos (|ue a nobrc commsso julgou con-
veniente dar presidencia, lias actuacs circuinslancias,
pois, considerando a forja publica como um elemento de
va a atacar agora a tranqulllidade publica) he possivcl
que o presidente da provincia se veja na necessidade de
augmentar a forja policial antes do 1. de jullto ; e sem
d'tvida he esla cvenlualidade que os honrados membros
da commlssSo quieram prevenir; mas se assim succe-
der, e for perturbada a paz da provincia, aogoverno
n.o faltarn meiosde abalar qualqurr movlmcnlo sedi-
cioso, e manter a tranqulllidade publica, porquanlo ate"
ao augmento einquesto poder recorrer para salvar a
proviucia, certo de que nao deixaremos de approvar as
medidas por elle tomadas, e que forem indispeusaveis
ao completo dcsenipenhn de scus Importantes deveres
cu taes occasiocs. Prclirodar um bil de indemnidade a
presidencia, se porveutura se adiar em laei apuros,
aeompanhar a nobre commsso, volando pelo desde
j do projrclo eu discussao, que obriga a alterar leis
animas, j postas en execujn, e cujaderogajo prema-
tura nao fol jusiiead.i pelos nobres deputados, a quem
tenho a honra de responder.
Disse, Senhor presidente, que nao rccclava na acluali-
dadeque se alterasse a tranqullidade publica, porque es-
tou persuadido qiien'uina proviucia,onde reina aperfel-
laigualdade dedireitos peanle as leis;onde osassassinos
sao perseguidos e castigados ; onde ajuslja ten plena
librrdade para obrar; onde as autoridades competen-
tes velam pela seguranja individual e de propriedaclc
do cidado ; onde finalmente domina a poltica prairira
a mais sa, constitucional e til ao pal/., que podemos
conceber actualmente, nao ha motivo que apadrinhe
una scdro, sobre ludo observando-se que os desejos
de pai e 'tranqullidade que a dominam, sao taes que
resistirn s nrovocajcs mais positivas, fritas no lem-
po en que a delapidajo das rendas publicas era olha-
da com indifferrnja por quen devia cvila-la, e nao
"u li.ivanuis seguranja para nossas pessoas e nossos beiu,
incsmo no scio da capital, e vista das autoridades
constituidas; no lempo en que o punhal do assassino
pima as mais leves oll'ensas em pleno dia uas ras do
Recife, c vagavam de publico trrrivcls quadriihas de
ladres e assassinos rio quasi todos os pontos da pro-
viucia.
Se durante csse reinado de tyrannla feroz Pernambu-
co deu sempre tnoslras de obediencia as leis e resuello
s pi opi i.is autoridades que lhe cavavam a ruina, como
renegar hoje os seus principios c se armar contra
aqucllcs que nole e dia empenbam os maiores esfor-
cos para promover a prosperidade publica, c sustentar
aqui a saudavcl influencia das le e da constUuljao do
imperio?
So suppondo pois auieajada a iranquillldade do
pnls, que considero en seu estado normal, nao fallo ao
ni cus dcvcics dr deputado, propoudo .1 eliinin irn do
-ilcidejqur o projecto cncerra no artigo 2." : mas,
e prudu/iifiii .'liguiu ell'cito funesto as pilombadas te
os nossos adversarios aliram diariamente ao digno pre-
sidente da provincia; (apoiados.-e risadas as galeras) se
a aleivosia de cellos einpiegados de certa ordem eleva
da, que se euipenhaui em tornar odioso aquclle digno
delegado do goveruo imperial, chrgar a armar algiius
i/uro/ocontra sua adiniuistrajiio, c rrbcnlar em nossa
terraaterivel mina que se lenlou incendiar as Ala-
pela
ordem, nao costumo nega-la nem aos presideules que
srguciii a poltica contralla minha. na justa proporjo
das nrcessidades publicas, mas to smenle por me pa-
recer que, lixada a forja policial, e applicada a renda
provincial do exercicio corrente, desde o anuo passado,
uas leis que eutao confeccionamos, eni oqjpiisf do acto
addicional nao podemos autorisar = desde j o aug-
mento de 200 prajas, na lei que tem Be marcar a forja
policial, durante o exercicio futuro.
Deque servir voUr-s por esse augmento, se nao
coiisigiiarmos logo a quantia indispensavel sua reaii-
sajo? _, ,. .
O Sr. Nunes Mamado : E quem diz o contrario dis-
to ? Ninguem quer embajadclas.
O Sr.*Netto: Nao fallo de embajadclas.- porlauto
pejo ao nobrc deputido que me ii llcenja para mani-
festar as oplnioes que tormo sobre qualquer assumplo
que se irata u casa, con a franqueza que me caraclc-
risa. ., ,
Na le do orjmento actual nao temos quantia aiguma
pMa esta drspcia, c nao sel onde ha de o presdeme da
pravinia acha-la antes de cornejal- o anuo ilnauceiro
futuro. ...
Do iparle do nobee depuUdq que se sela do lodo op-
posto, c.illjo queste jconvenientc sera prevenido na
lei do orjaniento que temos de volar este anuo.
O Sr. Nunes /Hachado: V um desdi j na Icl do or-
caincnto.i ,
O Sr. Netto : Mas, Senhor presidente, este dess ja
faria con que na lei se ordenasse urna anlicipajo da
recelia futura, porque a receita, de que havemosde dis-
por'na lei do orcamento, he a do exercicio de 1847 a
1848 eainda assiin o'desde j loria de enllocar a adu.i-
nisirafSo em embaracos para .dispr actualmente de
dinheiros que s d'aqul a mezes enirarao para os Colre
da provincia. ,
He possivel, Senhor presidente, (posto que eu nao re-
cele, porque nSo conhejo gente Uo ousada que se atre-
guas, espero nao Irr de arrependei-nie de votar pela
emenda que oll'ereci, porque, Senhor presidente, Per-
nanibuco nao he Har e nos nao estamos dispostos
a servir de Jallcs para esses especuladores desalmados
saciarem a nossa cusa sua ambicio de mando e de ri-
queas. Qualqurr que seja ajorca do corpo poli-nal, o
presidente ha de conseguir sustentar-se, e a teinerida-
de de scus inimigos Ser punida iminedialanicntr, por-
(lueem cada l'rrniuibucauo, vcrdadeiraineiite patriota,
eiiconliar elle um defensor corajoso c dcsinlercssado,
que ensillar os sediciosos a cntrarciu nos justos llmi-
tes de seus deveres. .
O :>r. Filela Tavares: Ollieas Carranca!. ..(Hilari-
dade.)
O Sr. Netto : Nao live inedo de assassinos en outro
lempo, como teiuerei agora as Carrancas'....
l'oi lauto, heuhor presidente, me parece que nos que
eonliecemos o estado da provincia, nao devenios sacri-
ficar os principios constitucionaes para armar o gover-
uo de um -poder que "o nrccssila para mantera tran-
qullidade publica, que nao est, nao pode, nem lia de
ser alterada.
O Sr. Filela Tavares : O parlido he ordeiro, como
ha de alterar a tranqulllidade publica ?
OSr. Netto: Nao sel se lie ou nao ordeiro : qui'spo-
lfl capere, capia!. Estas ideias nao sao minhas d'.igora,
uo reinado do terror exprimi-as militas vezes.
O Sr. Francisco Joao : Do terror f
O Sr. Netto : Do terror, sin.
. O Sr. Francisco Joao: Ento temos iiiontauha ?
O Sr. Netto : Nao se segu : o (error tanibem reina as
veaes nos plantees.
Porlauto, Senhor presidente, tendo eu sustentado es-
tas ideias em outros lempos nesta casa, na mprensa,
nos tribunacs, creio que posso dcspreiar os boles de
Carrancas e sen rancho.
Terminare! aqui, posto que tenha inulto adizrra este
respeito, e desejo mullo e milito una batalha ueste cam-
po, phra onde mais de unta vez tenho desafiado osea-
valleiros do lado opposto.
O Sr. Joaquim Filela : Nao ha padrinhos.
OSr. Aello : Eutao vivan pagaos, que nao inerecem
a graja do baptlsuio.
Justificadas, Senhor presidente, desta mnneira as duas
emendas, e manifestada a minha opinio a respeito do
rstadn actual da provincia, concluo qui o meu discur-
so, na grata esperanja de que os nobres campees da
poltica vencida nao deixarao de aproveitar o ensejo de
dizercu aiguma cousa cin favor deila e contra a nossa.
Sao apoiadas, e enlraiu em discussao duas emendas do
Sr. .\clto : ~ urna supprlmiudo uo artigo 1. as p.d.i-
viasoraamiiirao aeluiii ; outra eliminando do artigo
2." as palavrasdesde j.
O Sr. Nunes Machado: Senhor presidente, cu nao
posso concordar con as Ideias do nobrc deputado que a-
caba de sentarse, na parte que diz respeito ao projrc-
lo ; mas quanlo aos bellos episodios com que o nobrc
dcpulado rmiqueeru o seu discurso, eu nao so os abra-
jo, como tal vez lenha do os addiciouar.
Esse nosso amigo, discutindo o projecto de lixajuo de-
terja policial em terceira discussao, irouxc para ella o
principio da conlianca que nos deve merecer o actual ad-
ministrador da provincia : julgo que isso nao he ques-
lo, porquauto nao he- possivel que olgucn possa por
cm dnvida a confianja que merece aquclle presidente de
provincia que se esmera era administra-la na confor-
midade das leis, maniendo a paz e a tranqullidade pu-
blica ; cm conservar os cidadaos no pleno exercicio de
todos os seus dlreltos elvis e polticos ; um piesldenle
de provincia que envida todos os seu cuidados ao mc-
Ihoiamento e engradecimento da provincia que adini-
1111 IllWllll
nislra. Un) presidente dcsla orden he digno nao smen-
le da confianja dos repi-esenlantcs do povo, como dos
lonvoures e agradeclmenios de lodo os hnmrns, cujo
corajes se acccndem em amor pelo seu paiz ; portante,
repito, nao lir essa aqueslSoqite deve produilr o pro-
jecto que se discute.
Senhor presidente, o projecto coiiu-m dous artlgos : o
primriro fixa a ion-a ordinaria; no he un artigo de
confianja, he antes o cumprimenlo de um dever que nos
he imposto pelo acto addicional; n somos obrlgados a
volar todos os anuos os mrlos govri nativos, como a for-
ja, o orjmento, ele, podendo apenas questionaf sobre
a malor ou menor extensn drssrs mcios ; assim, votar
pelaTrja ordinaria de polica nao lie um acto de con-
fianj.i. he a satisfajo de um principio constitucional :
a queslo, pois, do nobre deputado ueste artigo, quando
muito, versa sobre a organajo.
Infer das ideias do nobrc deputado, que elle nos sup-
pdeem urna especie de contradiejo, quando, confessan-
do iei toda a confianja uo actual administrador, nao
lhe volamos todava a faculdade ampia de organisar o
cnrpi conforme elle liem o entender; mas nobre de-
putado me conceder que lhe diga que est Inicuamen-
te engaado, e que nos, votando o projecto da luaucira
por quo est rcdigido, nao farcinos seno aeompanhar o
pensaineiiio da .idiiiinistiajao, pensamento manifestado
em mais de um laclo seu : V. Exc. se recordar, Senhor
presidente;, que na lei de lixajo de frja policial do au-
no passado, deu-se ao presidente autorisajo para aug-
mentar a fija policial, e dar-llie a organisajo conve-
nirme ; mas S. Exc. tanto reconheceu qur era conforme
aos intercssrs da provincia a organisajo actual, qne
nao usou dessa faculdade, pelo contrario conservou-a ;
e desse facto concluo eu que o administrador da provin-
cia emende que a actual organisajo do corpo deve
continuar.
O Sr. Netto : Enlo elle a conservar.
OSr. Nunes Machado : Alula oulros facto veem en
abono de minha opinio : o presidente da provincia, ro-
nbecedor. como deve ser, de todas as necesidades pu-
blicas, propoudo-nos c exigndo lacios para occorrer a
ellas, liuiilou-se a nos pedir um augmento_dc forja, mas
nao imlicou a necessidade de um.1 alterajo na organi-
sajo do corpo ; logo nao lhe fallamos com a confianja ;
pelo contrario he por confiar muito que elle, Inlelligen-
tc ezeloso'como he, uohavia de esquecer essa medi-
da, se a conslderasse conveniente, que cu nao vol por
ella.
Eu pejo ao nobre deputado que nao queira igualar ou
dar ao corpo de pulira um certo carcter de verdadeira
frca militar, porque o nobre deputado assiin falta as
conveniencias publicas que nao supportam que o corpo
de polica leuha una organisajo- verdaderamente mi-
litar; nao, he um corpo suigeneris, he nina tropa dr pai-
sanos, cujo flin he auxiliar as autoridades policiae* no
exercicio de suas funecoe, e nessas circuinslancias digo
ao nobre deputado que he desuec,rssara a crcajo de
inuitos ofliciaes no corpo ; porque emendo que na* lo-
calidades, aonde esta forja tem de ser empregada, as
autoridades policiae he quem-sao os seus verdadeiros
cnminandante.s, pols o de que mais precisan he de for-
ra propiamente dita para auxiliar c tornar mais eflec-
ilva a acjo da polica, principalmente as cii cuiiistan-
cias ai i u.i es, ei u que, a despeitd das diligencias da ad-
minlstrafo c da polica, aiuda uo podemos trazer as
cousas todas aos s'rus verdadeiros cixos. Ninguem igno-
ra o terrivel estado a que chegou esla provincia : pare-
ca, Senhor preiidente, que lodqs os lajot toclaes, to-
dos os principios de obediencia se linliam rompido; a
seguranja individual e de propriedade, o respeito que
se deve ter s leis e autoridades, era ludo urna verdadei-
ra anaichia; malava-sc impunemente (apoiadas); rou-
bava-se impunemente (repelido* apoiado; ; os ladrees c
assassinos laziaiu alarde de scus feilos famosos por toda
a parte...... ., ,. ,
OSr. baro de Saassuna : I. os juize de direlto do
crinie o que fjziam ?
OSr. Nunes Machado .....Se o aparlc do nobre de-
P
so
utado ten por fin lanjar urna inslnuajao sobre mim, o
bre o meu eoinpanheiro, juiz do crime, cu digo ao
nobre deputado, que o tomo por tcstcmuuha do mcu
proceiliiiienlo, que o desafio niesiuo a provar-me o mal
pequeo desvio dr uirus deveres......
0 Sr. Ilarao de Suassuna : Eu falle! em gcral nos Jui-
zcs de dlrcilo : que faziam elle quando esse estado era
tao horroroso, como o nobrc deputado dise ?
O Sr. Netto : Salvavam a vida, a mim e a outro qua
cslavain na casa do jury, cercados de assassinos.
O Sr. Aanio de Suiutuim : Era a sua obrigacan.
O Sr. Nunes Machado : Corr ao lugar, e del as pro-
videncias que a aclualidade reelamava.....
O Sr. Uaro de Suassuna: Teve ordem para isio da
.idoillllstl ','ie.io.
O Sr. Nunes Machado : ......Nao live ordem, nao, Sr.
Senhor presidente, conslnta V. Exc. que euiilerroui-
pa o meu discurso para aeompanhar o nobre deputado
cm srus apartes, c provar-lhc que labora no malor do
engao^
Srntiorrs, eu eslava docnlc cm minha casa, cm cima de
una cania, liavia multo lempo; presidia ao jury o Sr. Dr.
Acuiar, que, uo sei porque, dcixava continuar em seus
irabalho um tribunal que desde a manhaa aprcsenlava
urna ficc tumultuaria ; as amcajas a mais extraordina-
rias se dirigan, todos ossignaes da mais prfida aes-
ordrin, nina verdadeira aunrchia era jresencicla por
esse juiz, que, repito, nao sel porque, nao leve "ImOK-
quer dr fugir de dia : amigo meus me P^ram- "-
ando-me para que appa. ece.se por .III. valo couto
cousas ap.-esentavam um aspecto "<"''^ j".0'""
iam drsfecho desastroso sen PP>"c"e' "-
________:.i-----1. nn ir.irantisseu a ordem e a egu-
11.un de ponto com a noite ; entno i
luis de paz, en quem mais cu confiara, o Sr. Abreu, e
lhe ped que fosse pcssoalmcnle a polica rrquisiUr for-
ja, a qual mal linha chegado, quando se ouve um tiro
dentro do tribunal, do qual fosan victima lou inno-
centes epcctadore ; Tacto nionslro, que prouvera a
Dos nao tivesse appareeido para uo manchar urna da*
paginas da nossa historia.
O Sr. Netto : Mas que hoje no seta repelido impu-
nemente.
O Sr. JVtines Machado : Em to apenada situajao pro-
curei fazer quaoto inc cabla, c era possivel em cumpri-
meto de meu de veres ; c note o nobre deputado, que
eu nao me desvanejo de ter empre cumprido os meu*
deveres : prouvera o Deo......
O Sr. Aillo : Nesaa occasiao distinguile muito.
O Sr. Nunes Machado : Salba o nobre deputado, qtser
e ssc juiz do crime, tendo multo desejos de preatar
\. '
1 I.
1
i

t:
i
I
MUTILADO


.2
i paiz aquellos tervljoi que cilo cm proporjet coin
suas (i'iiin-s rrfns.....
OSr. Aello: Kostem prestado inulto valioso, cm
todas as ('pocas.
O Vr. Aunes Machado:......... para conseguir rse no-
bre fim emprega os molos, do que legtimamente pode
dispr.
Mas, como dira, o noliro deputado nao vai bom quan-
do quer considerar o rnrpo dfc polica como urna frc
regular que tem do servir segundo 03 proceltos da arle
da guerra;- mo he preciso Unto, apenas hoinens arma-
do; para prc'ndtr cmiiiosos, que nao precisan! sabor
executar essas grandes manobras, nem ter essa regular-
dade dos corpos de linha; o assim, deve confossar que a
actual organisajo lie sufliciente.
Senlior presidente, o nobre depntado disse que nos
despojavainos o presidente de una faculdade de que elle
eslava d> posse, mas Isso nao he assim ; ao contrario,
l'oi o presidente quein nos prdvnu por seu proprio facto,
que nao quera essa faculdade.e que a organisajo actual
era a conveniente ; e ou pens que S. Ex. obroii boni.
porque lio preciso nao confundir as colisas, o deixe-mo-
ims dodarao curpo do polieia esse carcter de exerclto ;
nao, Senlior; soldados bem'morigerados alguns ofli-
claes, hu coiiimanilanle capaz de Ihes inciilir uma tal,
nu i|iial disciplina, instrui-lns, etc. c basta ; he nina
turra toda especial, c eu atqiizera que ella lvesse un
uniforme dfleivnle do que aquello que leeni as tropas
reculares ; eu nao conseniirei, por minha vnntado, nes-
ta forra nriihuns visos de tropa ; julgo al <|ue, a devor
ser alterada a actual organisajo. conviria apaisanar
anda mals a polica, porquant lio sei o que.quer di-
zer soldados de polica rondando com una espingarda
no hombro, arma mullo pesada, que mullas vezrs os ha
loombarajar de correr airas dos mairrltorcs, epor con-
segiiintc obriga-lns a desarmar-so.
Senlior presidente, o artigo 1.' s concerne i forja que
tem de servir ordinariamente, e como ella est actual-
mente nomoslra inconveniente algiiui; por conseguin-
te, para que correr os riscos da novidadef Para que a al-
trrajao? Se o nobre depulado argumenta com vistas no
artigo 2." que, augmentando as loicas de piel, parece
destruir a proporjo da organisajo rin vigor, en llie
peco que ahslraa desse arligo, c frates do 1.", islo he,
da forja oidnarla, para a qual he siiiHcienle a que
existo.
O Sr. Aello: Isso he que eu nao quero.
O Sr. Aunes Machado: -- Pois deve querer, porque os
fictos prnvain que o que est he bom. Se o nobre depu-
lado quer dar esse voto deconfiauja ac-presdcnlc por
j.i o ter dado s administrarnos passadus, digo-lhe que o
presidente ja leve essa aulorisajo, porm dola nao
usoii, o isso sem (Invicta porque, habilitado como lio, e
tendo ni ais incios dcconheccr mellior lodas e cada nina
das nosoessidades publicas, convencou-so que nadase
ganhava com a reforma; e sendo esse seu faci do poca
inuito moderna, heais una rasao para llie nao daiuios
o que o nobre depulado quer.
Trala-sc primeramente da forcaordinaria ; pergun-
lo ao nobre depulado: Se nao estlvesse o arligo 2."no
projeelo, niio votava pela organisacao actual?
II Sr. Aillo : Pode ser.
O Sr. Aliar* Machado: Bein : quanlo ao artigo l., j.
o nobre depulado julga pnssivel a couservaco da orga-
nisaco actual. Vamos ao artigo 2."
Quanlo a osle artigo lio que anda menos posso coii-
foruiar-mc com as opinioes do nobre depulado ; nao o
coniprehendo bein : mas oiiifini esta casa he deargu-
inenlajo, e um mnjp de talento gosla de florear a a'prc-
sentar ideas inulo bonitas.
OSr. Nello: Como acontece agora.
Sr. Auna Machado: Dala cu que a respoilo do ar-
tigo 2." he que menos me posso aecoinnioda .o comprr-
henderas dras do nobre depulado. No arligo 1." que he
n cumplimento de um dever, a fixajo da loica ordina-
ria que nos nao podemos dcx'ar de volar, ou maior ou
menor, iivocou-so o principio de conlianja, agora o ar-
tigo 2." niio conten nina nieilida, sc lmente, e pura-
meulo de conlianca, o nobre depulado nao o quer, e
porque ?.......
O Sr. cllo : Porque nao lenho diiheiro para isso,
e quem lie pulir niio leni vicios.
O Sr. Auna Machado : Como argunieiitoii o nobre
doputado? Disse que a le da fixajo para o auno que
coneja est vt.t.icl.i. e que, para poder haver augmento
de frca, be preciso consignar-so qunla na lei do orca-
mrnto, que s lein de regular do jullio de 1847 a 1848.
Ku respondo ao nobre deputado com aquillo ijue se faz
todos os dias eni todos os pailanfentos, o he um estylo
seguido ; e bastava que o nobre depulado i efleotisse na
redaejo do artigo para ijmdar de opinio: o arligo diz
dadtj ; portautci esl visto que he urna medida de
confianja para ai mar a adiuinisiracao da provincia allni
de occorrera alguiua occasiu imprevista, alguiua no-
cessidado nova da polica; c como nos niio devenios vo-
tar por nrnhuuia emliacadcla, nao sendo possivcl volar
por uma forja qualqiicr. irm ter respeito ao rjaiiiruto
o consignar nellc os nleios de realisar essa forje, ciupre-
gani-sc noorjamrnto os iiiesmos termos jite se empre-
goaram no arligo da forja...
O Sr. Ado: Comrelajo a renda actual?
O Sr. Auna Machado : He isso o que lodos os das
so faz no parlamento.
O Sr. Helio : Tcem-se felto colisas priores.
O Sr. Aimn Machado: Nao lia una s lei de orja-
niento, eini|iie isso se niio tenha frito; o contrario se-
rla prender as nios adminislracfm, a coiupromellcr a
sorte do pali, entregando-a inaloi andado do lempo.
Diz o nobre depulado, que, quando c/boin da socioda-
de exigir, o presidente pode, em casos extraordinarios,
occorrer como entender ao servijo publico; mas, Sis, ,
nao he mellior une a assembla no exeroicio ordinario
do seu dirello atoriie o governo, arine-o de todos os
Hielos proprios para occorrer aos casos ordinarios e ex-
traordinarios, com o que se o livrar de einbaiajos e
nii'sino se Ihe dar niais forja moral com scnielhanie
signal to eiuifianja? F. se o nobre depulado a lem toda
no actual presidente, porque uo vola por osla medida
de conlianja ?
O Sr. Nrlto : Porque nao posso.
O Sr. Auna Machado: Nao pode ali meii ami-
go .'! nao pode nao pode Senhor presidente a es-
ta casa compete fazer leis, iiilerpreta-las e rcvoga-las,
o isso for necessario; e o exercieio desse direilo niio
soffre seno as limilajos do justo e do honesto..
O Sr. Aillo : K o acto addicional 7 4h
O Sr. Aunes Machado ;--Seja qual for a materia volada,
nos podemos em lei posterior revoga-la ; nos somos
obligados, he verdade, a fazer a le de orcaniciilo, mas
nao estamos inhibidos de addieionar-llie disposicoes ou-
tras, ou revogar algunia que lenliainos volado ; logo
nao ha fionlradicjao alguma, nem oflTensa do acto addi-
cional.
Sr. presiden le, inis'votamos a forja ordinaria para o
futuro anno; mas, pudendo as neersiidade* da polieia
exigir maior forja, o presidente fica autursadu, em
virlude dele arligo 2., a lanjnr mao desse forja ; c
porque fica desdeja autorsado, para evitar que islo vc-
nlia a ser urna embajadela, na le do orjainento deve-
nios marcar os meio extraordinarios que suppram a
rrepecliva despeza ; julgo que nao ha nada niais sim-
ples.
Seuliores, quando nuiiio, ao nobre depulado cuinpria
examinar a necessidade dessa medida de conlianja:
se a provincia rst em paz, se a ordem permanece
fix em lodas as circuiustiiui.as dir o nobre depulado
Mas, Senhorr.i, talver o lugar nSo pareja conveniente
a alguem para examinarmos a historia da adminis-
tra cao actual da ineinia provincia.....
O Sr. Vello --Traga sempre.
O Sr. Auna Machado :Ku trarla para aqu os poneos
ineios de que dispoe o actual administrador da provin-
cia, e ao niesiiio lempo os grandes servijos que elle lein
prestado, o eonlina a prestar. {Apoiaiot repitios.) Eu
trarla para aqu, Senhor presidente,osses actos de osean -
daloso acinte e rebeldia, que quasi lodos os dias alguem
pratiea eom o fim bom Tslve! de por embrajos pre-
sidencia ; aelos de 111118 Immoralidade.tainanha, que eu
tremera pela sorte de miiiba provincia, se n8o vlsse a
figura que os pratiea, e que 11111 ou outro individuo,
qiialquer que soja o eslragainenin da sua moral nao po-
de perverter a ndole deste povo : leporlo-iiie a esses
actos de acinte pratieados com o fim terrivol do deseon-
eeituar o presidente da provincia, que, aliim do apoio
que lein do bom sonso e na moralldade e gratido da
provincia, de mullos poueos ineios governativos pode
dispor para satsfazer todos os encargos de sua aulori-
dade, e dar-nos esse estado de perfeita paz e tranquilli-
dade, de que boje gozamos : um presidente, cujos pa-
deciinontos physicos como que at se procura augmen-
tar, na esporanja bom calculada de o fazercm detar o
lugar ; mas vaos esforjos ; l esl em cima quem pode
mais! Um presidente que tem empregado todos os cs-
forjos para que nossas vidas, nossas propriedades te-
nliam -.i 1:111 un- 1.....
O Sr. /Vello :~E a dos nossos ininlgos tambem.
O Sr. Auna Machado :Oh que bello pensamento !
Esse distincto cidado que lem sido a garanta viva'de
nossos proprios Inimigos,- (apoiados) de seus proprios ca-
lumniadores rpie por .1I11 atravessain lodas as parles da
provincia Inclumes ; alguns de quem se tem lido uma
mal entendida piedade, e poupado (altee sem se dc-
O Sr. Villela Tarara :--Fajam como eu, nao poupo a
nlngiiem a minha poltica he esta.
O Sr. Kunc.f Machado : Senhor presidente, oslamos
em paz, he verdade; ma9 sem ser visionario,sem ler me-
llo de ser considerado como lomado do terror paulen, eu
poderla ler algumas rasos para suspellar que alguiii
plano tenebroso ainadurece mi visla.de uns giganta
nao sei de que. .... que como que se levanlain entre
Bol.,.
Sr. Nillo i Tildo lio larangelra.
O Sr. mitin lavara : As pomas sao de barro.
O Sr. A'unr Machado : Seuliores, sem temer passar
por medroso, 011 terrorista, bom podla ter algumas
apprrhensoes sobre e fuliiro da provincia: eu vejo da
parle de alguem 11111 desregrainenlo, una audacia, que
me espanta: haver alguma incgnita por abi ? Vejo a-
quelle a quem as leis commandam a maior obediencia,
o maior respoilo aos seus superiores, apresenlar-se lao
audaz, lao arrogante, niesnio t^co insotenlc.
O Sr. Afilo: A culpa nao be dele.
O Aunes Machado : Devoremos desprozar taes de-
monsliajoos ? Niio sei, Senhor presidente, se isso sera
prudente) nao leulio a prelenjilo de penetrar no futuro,
porm observo o paiz, c vejo, por cumplo, um soldado,
que deve ser multo o inulto obediente, eminentemente
obediente, pos nao admltU soldado sem obediencia, que
he o que eonsiitue o timbre e a divisa do soldado de
honra, sendo que aquello que nao tem disciplina pol-
illo a Tarda o enchuvaltia a respoilavol lasse militar; ve-
jo, digo, esse soldado, com urna insolencia s propria
do qutm no tem principios nem educajao, procurar
lodos os dias desobedecer, embarajar aciiilosainonle
ao Exin. presidente, que, sem arriscar multo, bein po-
dla suspetar que anda cousa por ah, que esse indivi-
duo se lia l em quem quer que soja : e portento como
Icnlio conlianca no governo, e como que elle uo usara
dessa forja seno no easo de verdadeira e roconheeida
necessidade, voto pela urdida por causa das duvidas.
Seuliores, quando mais nao soja, be preciso nu des-
pre/ar essa gente bolijosa e trefega, que nao quer viver
como Dos manda ; he preciso castigar pnlicialnicnte a
quem merece ser policlado, e he s para as diligencias
de polica que eu quera froa; nao 1110 aneceio muilo
de qnestes polticas, para conler a^quaes o presidente
est apoiado no bom sonso desla provincia que se rege-
nern do oslado, ein que genieii por lauto lempo, c
no'h d ser mals o instrumento de iiinguein ; ella que
tem aprendido por nina historia dolorosa, cj eonhece
boje seus vordaderos inlerosses, s quer paz o ordem,
porque lie sno m eio da paz o da ordem que ella polle-
ra conseguir o lugar que lhe est destinado : poitaitio
descaiisem os ambiciosos, que perdein o seu lempos
j passarain os anuos da infancia,em que a pouca idade
nos fasta correr atrs de c|iialquer bonico que se us a-
presentava; a poca dos desvarios j l passou: agora o
lempo be o da rasao e da madrela, a provincia so quer
realidades s procura saber quem cuida delta c dos
sens inlerosses, e por isso nao temo alias qnesloes, nem
comprometimiento de ordeui ; se hoiiveroni Limas llo-
cllas, se os de c Ao se quizercn! acconiuiodar, c algum
preso desses que'nhi pagam na radeia os seus crinies,
quizer 111ecber-.se. polica com elle; para essa gente cri-
minosa basla a polica, e he para (pie cu voto a forja
pedida.
Domis, iiole-se que a provincia he limito extensa ;
V. Exc, Senhor prcsidenle, sabe o que liouvo naco-
marca da lioa-Visla; he preciso que a aeco da aiitori-
dado soja auxiliada all, onde a distancia faz que os
actos do governo ou se rxeculain j depols de saziio, mi
se oxeeiilaui nial i cniliin, Senhor presidente, estamos
mellior 0 muilo mellior, nao lia eoinparajao enlre o es-
tado actual o o de que tamos ; mas ainda nao estamos
fcllzes de lodo, ainda nao podemos dormir com as por-
tas bralas, sobrotudo nos lugares mais longinquos, a-
cnilc .-liinl.1 nao se tem podido domar ludo; por isso cu
nao posso drixar de volar pelo artigo..
OSr. Titlela Tavara: Senhor presidente, lalvezpareces-
se conveniente que eu cedesse, ueslc momento,da pala-
vra, nma vez que o nobie depulado o Sr. liaran deSuas-
suna a pedio, sem duvida para responder ao discurso
que o nobre depulado que acaba de sentar-so, prnnun-
cinu na casa; mas nao posso faze-lo por duas rasos que
julgo muilo ponderosas : a primeira he que, cedendo
da palavra, lem de seguir-so ao F.xm. Sr. ttaro o nobre
depulado o Sr. Jos Pedro, cujes tlenlos a cmara re-
eonheco, o assim prevenido lic&rci em minha aiguuicn-
tajao, c a materia por tal forma esgotada, que nada me
licar para dizer ; a segunda he porque me parece de
alguma ulilidade addicionar alguma cousa s preciosas
Idoias do iioliro deuulado que me precedeu, para (|uc,
Sehhore, nao he preciso recorrer a enes movimentos
de Magdas que deveriam sem duvida ter echo em Per-
nanibuco, se a Divina Providencia nps niio protegesse
lodos { (apoiadm) nao he preciso recorrer a certas coin-
cidencias, a certas relajos que ha entre os cliefes. da
opposijo dalli e os chefes da opposljao daqui, para a-
juizar que a opposijo pretende alguma cousa, nao : he
bastante recorrermos a leitura dos seus jomaos e ana-
lysa-los ; porque esses jornaes provocam o povo desor-
dene1, proclamain com o maior descaro una sedijo, nao
sei se nene an.i 11 iii.i niesnio, e aiiieajain o prestdonlede
ser assassinado em seu proprio palacio 1 Sr. presidente,
as ininhas ideias nao sao destituidas de fundamento, cu
nao aprsenlo casa um julzo meu, mas siin o juizo dos
nossos adversarlos, os seus escriplos c planos : trago
essas gazetas, quero Id-las casa, quero aiialysa-lis,
porque entilo a assembla pode pronunciar o seu juizo,
assim sobre onlros pontos..... estranhos ao objectoem
questao, como sobre a materia, com verdadeiro coube-
eiiiientode causa,com inflita eonsciencia.
Eu disie|quo nao ora preciso recorrermos aos Tactos que
se passaram as Alagas, para provar que os movimen-
tos dalli tinbam uma inimediala relajo com os que a
opposijodaqul premeditava por em campo, e que, se
frustrados foi'am, grajas sejam dadas s nossas autori-
dades ; para provar que na provincia de Pernambuco se
tralava, como l, dos assassinatos do presidente, do che-
fc lc polica o de preeminencias do partido hoje do-
minante : eu disse islo, c aflirmei caa, que para csie
julio, para essa prova era bastante recorror-sc aos es-
criplos da opposijo, a esle escriptos que lodos odlas
propalan! taes ideias : leamos o Lidador n. 153, c ah es-
t um artigo de fundo concebido desta mancha.
O Sr. Lopes Sello: ~ O nobre depulado velo armado.
OSr. Villela lavares : K vou indo gradualmente do
menor ao maior..... Eis o arligo :
o Bein sabemos que nenhuin resultado havemoscolhdo
do emponho, que nos lomos piopollo, de levar aoco-
nhecimento de lodos asinfellcissimasoccurrenclasha-
vidas por todos os pontos da provincia ; estamos- ccr-
los disto, assim como convencidos de que o governo a
ii.kI.i se mov-, equeolha parajodos estes acontecl-
n montos como para um ellello.necessario de suas bar-
li.nas tbeorias. Pois bem, nos nao nos dirigiremos mais
a ao governo porque nao baveinos communlcar nos-.
sos males quem os nao sabe sentir; n fallaremos s-
' mente ao povo, porque o povo he quem vai sofl'rendo,
etc. ,
Neste arligo principia o Lidador a provocar o povo, ja
nao quer mals entender-so com o governo, nao sooccu-
pa, pin tanto, dos ineios garantidos pela conslituijiio,pro-
cura dosuioralsar o governo, o he s ao povo directa-
mente quem o Lidador se dirige, esse mcsino povo,
de quem j lano escarnecen, e a quem fes lupporlar os
maioros soflrimontos !! So este Lidador fsse Isolado. se
o autor do semelbanic arligo nao continuasse em seu
pensamento poder-sc-hia de alguma malieira dcscul-
par osse trecho, mas nao, em o numero 155, elle te torna
ainda mais claro quando diz :
Convencidos nos da inculcada dos remedios consll-
lio-ion o-., e da flaqueza do ministerio, que vive vida
n de humllliajOes ; o cortos do despejo descommunal dos
lafues que chegaram a poder opprlmir Pernambuco,
nos J nao rscreremes como usando de um recurso le-
gal, para que o governo d remedio aos males que sof-
(i fie a provincia ; porquanto conhecemos que o actual
ministerio be um enle sem vontade, adstricto s or-
ee dos deuiu club ulico, etc. E conclue este periodo
por esta forma. Os nossos escriplos, portanto, nao sao
na acliialidade mais do que protestos contra a oppres-
sao ; rogislros para a historia ; manifcslos que bao de
justificar.... perante a posloridade. ..
Seuliores, quantas Ideias uos mo suggere a leilura des-
te arligo do Lidador ? Como nao rosumbra cm lodo el-
lo o desojo de revolucionar o paiz ? Elle nao quer usar
dos remedios constitu-ionios porque esl convencido
de sua inelHcacia ; nao quer usar de 11 ni recurso legal,
porque o governo do paizncnhum conceito lhe merece,
vive de hiimilhajoes, est adslriclo s ordem de um
cluh ulico ; c enlao o que quer, o que pretende? Nao
be preciso microscopio para enxcrgar ; quer provocar o
povo uma couspirajo contra esse governo, quer re-
volucionar u paiz, recorrendo aos ineios que niio sao
um remedio constitucional e um recurso legal.
As expressejes = roiu-ciicii/oi ndj da ineficacia dos reme-
dios conslitucionac o osla oiitr=;anaerB*moieomo
uando di um ncurso ligal = nao sao bem claras, acbais
porveiiliua que possam ellas ser justificadas? Pois bem:
lde o final do periodo, o abi, como j vos disse, resajta
aos ollios a provocajjio mais directa para umarevoliijao
a .11111.oa nirsmo de que ella se prepara, o est prestes a
npparecer c Os nossos escriplos ( diz o final desse pe-
riodo ) nao sao na actual'uladc mais do que protestos
contra a oppresso ; registros para a historia ; mani-
estos que lio de justificar...... peranlea posterida-
do..... Orao qiie-querom dizer esses inanifeslos.es-
ses registros, aconipanhados de lanas relicencias ? O
que l. ouc bao de justificar? E vo-lo digo, c vos lodos
j o ..*is, os movimentos de Alagas, os que por aqu
se preMnia ellctuar lamben, masque a previdencia
do iiusso govatuo provincial pode evitar.
Ora, 0111 presenja de laes provas, dando-sc o devido
peso s considorajOcs que acabo de aprcsenlar a casa ,
como he poillve! deixar de auxiliar com todos os ineios
nosso alcance o piimeiro magistrado da provincia, c a.
quem ella lano deve? Como deixar de augmentar o cor-
po de polieia com essas 200 prajas de piel a arbitrio do
governo provincial para impr, de 11111 modo ainda mais
conveniente, respeito a esses dscolos que se naa con-
tentan! com asna sorlo, aMsj mulloavantajada, c pa-
ra fazcr-ie rcspeluo; ah-i e as autoridades? Queris, Sc-
nhorrs, ver o ultimo Lidador n. 157, de 5 do crreme?
Ei-lo aqui, e se exprime desta sorte: Cusa a crr,
mas he urna triste verdade, que o mais estonteado, o
mais insensato, o mais desuolado d'entre os degrada-
dos lilbos de Eva, dcsgovrr.ua e.tyrannisa, ha quasi
ee doui anuos, esla desdilosa provincia de Pcrnaiiihuco.
Senhor presidente, porque manoira mais clara se po-
deria desconceituar a primeira aifioridade da provincia,
o delegado de S. M. o Imperador? \
He o echo do partido da oposijo quem chaina ao Se-
nhor presidente o mais eslonleado. o mais Insensato, o
mais dcsmiolado de entre os lilhos de Eva ^Pujin anda
aqui nao est ludo; no peridico que agora vouVler se
111.111 i les 1.) com ardor o desojo, o empenbo inquallica-
vel, parto de eorajoes de malvados, de. assassinar ao Sr.
Chicltorro da Gama einqualquer parle que elle esteja!
bradas, e momio determinadas polo presidilite, erara
inimertlatainenle satisfeitai c obedecidas; mas eu vej d"
contrario, eu vejo um lerrlvel conflicto... he esle o
ipolivo milito forte que tenlio para volar o augineulo do
corpo do polica. (Apoiados ) En lenho tldoat hojea for-
tuna de ser tratado limito bem pelo Sr. ooinmandante
das armas, devo-lhc misino algumas altonjaes. rcspel-
to-o como he meii costume ; mas essas eonsiderajaee
nao podem sulfocar os sontimentos de minha alma, e o
dever que trullo de expi- com franqueza casa ininhas
ideias relativamente poltica do meu paiz, e que lenho
partilhado constantemente; c peco a V. Exc. liernja pa-
ra traier diseussao o proced ment do Sr. cominan-
danle das armas, afim de justificar o meu vol ncsla
quesillo. '
Sonbores.nao sei porque rasfles.nfio sel por que fatall-
dade, ha individuos que se uo contentan! com a sua p-
sljo social ; individuos que se nao contntalo com a
autorldado regular que pelas leis do paiz Ibes he confe-
rida ; (apoiados) eu sei que o desojo de augmentar o po-
der e de prallcar inesmo abuso he quasi natural ao
homem ; mas esses desejos devein ser reprimidos pela
educajao e pela uioralidade, o que fas que cada um se
contenha no circulo de suas atlribuijSes. Desde ha
muito que se nota em Pernambuco una IndispoiijSo
entre o ooinmandante das armas o o presdeme da pro.
vinei.i, e nao obstante as rccomniendajes, o mesiiio re-
prehenjdes que o governo geral tem mandado a esse ge-
neral, acerca de cortos factos.para osquacs elle Indebi-
damente .se entende autorsado, observo que o Sr. ge-
neral Sera aluda nao entrou no circulo de seus deve-
res ; (apoiados) e por osla occasiao, alias tao opportuna,
eu nao devo deixar de Irazer para a casa a prudencia, a
demasiada paciencia, com que o Sr. Cblchorro da Gama
tem recebido p tolerado do urna aulorldade qu lhe he
subordinada, de urna autorldado que deve cumplir suas
ordena, certas ofncios, cortos ditos, certas, argumenta-
jos. que eu por sem duvida nao supporlaria, se esM-
vesse collocado em tao eminente lugar,e terla j reprMi-
el, com a inaior forja. (M/uioj opoiorfoi.) Seste estado,
pois, de eousas, nao podendo contar com-o apoio do
comuiandaue das armas, nem com sua dedicajao 10
priiiiero magistrado da provincia, eu sem duvida nao
posso depositar plena conlianja nos molos que elle tem
a sua dliposijo, nao sel inesmo se posso contar Jllira o
servijo regular doj>alicoina tropa de linha aqui exis-
tente. 0 que vejo he que, nao obstante alguma frja^-v-
de linha que ainda'o governo geral aqu nos deixou, a J
Siiarnijo da praja e grande parte dos destacamentos
e fra sao fcltos por a polieia e guarda nacional.
Alemdl!io,Srnhorprosidciite-,eu noto que haum desojo
da parle desse general do desconceituar as medidas e as
ordens do presidente da provincia, c alada ha poueos
dias elle se altrcvcu, do seu ijuartel-general, a tancar
urna ordem do dio que em verdade nao sei como possa
ser qualificada,
0r. Auna Machado :Como um excesso de desobe-
diencia.
U Sr. Villila Tararesj.O Sr. brigadeiro Sera'croio
que nenhuma lnspecjao tem sobre as reparlijes civis,
em cujo caso julgo incluida a pagadura das tropas, di-
rigida hoje pelo Sr. coronel Jos de tirito Inglez ; pre-
le ikKii lomar conlas, ou ntervir com sua autoridade a-
respeito dessa rrparlijfio, c como qur que o SI", torq-
nej llrito Inglez recusasse essa inlcrvenjo do eommin-
daate dai .armas, e 1 einsiiliasse o presidente como aquel-
la aulorldade, a quem immediatainente est subjeiio,
para saber se dvia obedecer, acontece que a Sr. bri-
gadeiro Sera, em ordem do da," nao s reprehende o
Sr. llrito Inglez, seno taihbem envolve urna censura
bein directa ao Exin. Sr. presidente, autoridade a quem
elle he snliorelin 11I0. Hepre'heude o Sr. rito Inglez,
porque' nao cumprio as suas ordens, como se elle, na
qualidadc d> coiumandante das armas, podesse dar or-
dens em objectos excntricos de sua autoridade, e digo
que envolve o noinc do presidente da provincia, que o
censura mesin, porque uessa ordem elle chama abusi-
va a faculdade do pagamento por cautelas, auloi-liada
pelo presidente, e at diz mais que essa aiitorlsacao do
Sr. presidente foi influida pela vontade do Sr. Brllo In-
gles. A' vista desla ordem que eu nao lelo,' porque lo-
dos leom o iaro na mao... .
Vo:is :Leht. lela.
OSr. Tllela Tauarfi :Coino pedein, lerei: *
Ordem do da 11.152.0 brigadeiro Antonio Correa
Sera, commandaiite das armas, tendo dado sciencia
aos respectivos Srs. coininandantes dos corpos desta
guai-nijao de haver o Exin Sr. presidente da provin-
cia autorsado ao conimissarlo-pagador a salisfazer os
ltimos prels dos 111c7.es, por cautelas, por as rasfies
que cxpoi ante S. Ex. o inesmo pagador, julga de seu
rigoroso dever declarar que a ordem circular deste
quarlc/l-grneral, datada de 28 de Janeiro p_ p., ton-
' da.a destazer o n6u*o de semclhanla cautelas, que o re-
1 leridei cominssaro-pagador linha, sem autorisajo,
' introduziilu a despeino do artigo 22 das instriicjOes
ee que I>. 1 i \ 11 .un com o decreto de 14 de agosto de 1844.
avahadas pelo i'lluslrc llarao, possa elle bem firuift1 seis- He o f'oslg'ino^ Senhor presidenlo, que, inventando um
ssassinato no Sr Jos Antonio Lope de RIo-ForniOso,
juizo, e dar a ludo urna rcsposla digna de si.
Sr. presidente, lialando-se da (|iieito da fixajao da
forja policial da provincia, dous objectos se encaram no
nio'ioi i.in : o primeira he a forja, e o segundo a sua or-
ganisajao ; he sobre t-sles dous objectos que tem rola-
do a discusso, C os nubies diputados que se leein ein-
penhado uella, esliio de accordo quanlo forja eslabc-
lecida no arligo I." do projeelo, divergindo apenas so-
bre a organisajo do corpo, assim como tambem sobre
o artigo 2." que traa de auloi isar o prcsidenle da pro-
vincia a augnieiil.il' desde j essa forja al mal denlas
prajas de prcl, de conlorinidadc com os imei esses p-
blicos.
Senhoros, parece-mr que vista das rases expostas
na casa pelo Sr. drputado Lopes Nello, a conseqnencla
que se deveria tirar de seu mudo de raciocinar, alias
.....i ajustado, era a drsnecesiidade deisc augmento do
corpo de polica, porque o nobre deputado emitlio o
- Para que esta forja auxiliar? Eu lhe responde- pensamento, que tambem tenho, que lambcui compar-
te : He forja do polica ; as circumstaiicias espe- llbo, de que a provincia esla em pz, de qu goza plc-
claei da proviucia, 1111 relajo polica, oxigem 110 socrgn, e de que inesmo niio ha fortes recelos de que
que o presidente soja armado com urna forja auxi-
liar, purque as nossas cireumsuucas relativos segu
rauja individual c ludo mais que concerne s all ibui-
jors da polica, ainda no sao aquellas que eu desojo,
nao sao regulares. 11 Anda ha, Sr. presidente, quem
nao se aceoinmode com aquillo que lem, quem nao res-
peiie vida de seus leinelhaMes ; ha genio trefega, nen-
o5 dscolos a von'liam perturbar ; (apoiifoijinas ou con-
sidero o objeelo por oulio lado, goslu do syslt'ina pre-
ventivo, anda que condemnado por alguns escriptores,
e mo cessarei de levantar minha Iraca voz 0111 favor de-
le, niuiiuenic em certas conjuucluas, como na acluali-
dade ; polque, segundo se deprehende do discurso, com
que o administrador da provincia abri a presente sel-
le bolijosa, e mrsiiio nao era possivcl que nos que aiu- sao desla assembla,
da liniilriu sahimos de um estado lastimoso, j hoje es- nfio sel su anda se pralicam, vejo que se tentn alterar
livessomos em leilo de rosas, alravcjsandu sem risco a ordem |uiblica, e lalvet boje anda se lente (Profi
os diversos lugares da provincia.
1liioncio.j
dos fados que se pialicaraiu, e
" .erar
undo
r J
n he
apposaj)*, e querendo fazer desse
> de baialha, assim se exprossa em o
das m.ir.i\ ilhas da d;
invento o sru e-avallo
seu n. 2, de 4 de ma-jo corrente:'* Ora bein, Sr. Chl-
chorro, faja mais esla victima, dosUua.cssa vida prc-
ciosa, o soii 011 que lhe dou lianja Be que ha vemos
ajuslar emitas: V. Exc. nao he inviolavcl. e ainda que
a se esconda como un Plgmaliao, e se rolleie de guar-
en das-coslas. ha de pagar-nos ai lagrimal c o langue
derramado, e o desengao seta tarde.
Seuliores, oslas expresses parecem de um sonho,
ualqurr oulro epie, nao o Sr. coronel reformado .lo-
se de llrito Inglez, fusse 0 encarregado da pagadoria
das (ropa- desta provincia, jamis replicarla contra a
u referida minha ordem, afligurando obstculos de na-
" tureza mui secundara para influir uma deciso, que le-
gilima aqucltt sia arbitrio, nrm usarla de asserjdes ni-
miamenic ofJ'ensivas do zelo e reputajo de seus su-
periores, como revela o dcsrrgraineiuo de sua corrrs-
pnnile una a respeito desta queslo, bem copio de
ouiras poiri iurinintc aventadas.Antonio Corrfa Si-
rn. 11 .
Senhor presidente, esta ordem do dia do Sr. general
Sera he, cm meu modo de pensar, um acinte ao gover-
no da provincia, he urna desobediencia e falta de res-
poilo, coniinetlidas por aquello que deve ser o piimeiro
a dar o bom exrmplo. Oque quereni dizer ai exproi-
Ses = o abuso de semilhania cautelas = e mais que ludo
esl'outra = para influir uma dicisa6, gus legilimu aqurlle
seu arbitrio = ? EnLio o prcsidenle da provincia aulori-
souum abuso, fol influido em sifas dciies pela vontade
d'aiguem ?
.seuliores, cu Irago ludo Issoao csaiheciiiicnto vosio e
do paiz, para fundamentara falla de confianca que de-
posito no Sr. general Sera, relativamente aoi negocios
pblicos de meu paiz, yara provar-voique nao se pode
contar muilo c multo com essa pouca tropa de linha quo
ainda aqui existe......
Um Sr. Depulado: Ha suas eaCepjes....
Sr. filela Tavara : Nao he por ella, he sim pelo
general que acommanda, (itie a delalha, e vos todos sa-
bis que, ainda que o presidente da provincia possa, 0111
vrtu(le de sua autoridade, determinar estas e aquellas
medidas, dar eslas e aquellas ordens...... o coiuman-
dantc das armas, quem o soldado obedece Immcdia-
tamente, podo, se bem que'por abuso e exoelio de auto-
ridade, iuuiilisar essas medidas, ou procrasllnando-as,
ou mal executaudo-as .... Eu pens assim ; (apoiados ) e
que terrillaWoonsequoucias se nao derivam de irme-
lliaule conllicltl ?
Agora, Senhor presidente, voy responder em poucas
palavra* algumas rrdcxes do nobre depulado o Sr.
Nelto, acerca do corpo policial e de sua organisajo.
""Onobre doputado insiste, para que domos ao governo
10 miseravel de honieus j sem rrputaj
ellos bandidoi, ai tenham consagrado em urna follia |
do da opposijo; epde haver urna aincajaWirfs positi-
va ? Eu nao poslo conceb-la. Dit-se, _ii**lfiqira autori-
dade da provincia, que se csuonda onde so "esconder,
rodcie-so, como lhe pareccr.de guard is-cOsips, c nics-
1110 assim a vida s'er.-lhe*ha arrancada!'-Miscraveis, o
presidente da provincia zomba de lodo isso, [apoiados ) e
seiim augmento de forja publica ello pode, be para
completar a obra glorila que encetou, oque Untos lui-
ros lhe tem adquirido. f
Senhor presidente, a ueceisidade de augmentar Jkco'"-
po de polciaal o iiuuierodcSpO prajas, em caso cxjfaor-
diuario, ainda le podcrla-contcstar, se nos vissemos que
o coinniaiid.iulc das armas de Pernambuco, o Sr. b'iiga-
deiro Antonio Correia Sera,.eilava cm perfeita harmo-
na com o piimeiro magistrado da provincia, com o l'.xjn.
presidente' d'ella ; se ni vllteinol que as medidas leiu-
mas sao nina roalidad, c he para lastimar que um gru- t#k>>*o arbitrio na organisajo qo corpo de polija, c eu
o alguma, per- contorno a insistir na ideia de um a pal)tc qiic lhe del lia
111 urna fol ha. |*
blica. El-a aql, he o Poi(i4fto,nrotha opeitq do^rti.
das, quando o nobre deputado propoz scmclhante me-
dida. Eu disse enlao que essa medida nao poda passar,
porque niio tinhamos base para o orjaiiienlo ; c conll-'
no a diz-lo. 0 nobre depulado pdc pcopr urna me-
dida para que le cilabelccam no corpo de polica 6 ou 8
cniipauhias; mas nao pode dizer ao'governo que orga-
niiir o corpo como entender, porque essa uiganlsajao
ha de Influir na maior, ou menor despeza, que se livor de
volar, e he claro que a commlssiio respe e tem
base-para se regular no orcamento^jlessa despeza, quan-
do o presidente lem mu ponimiento, i|iie"lie lie occul-
lo. (Apoiados.) Pode ella adivinhar 0 que o prejidenlo pre-
lenua fazer i respeito? Supponhamos qiie j bou ve
esicarbilrio, cbmo o nobre deputado disw ; inesmo ai-
sim, 0S0 posso volar por elle, porque o acho fra de lo-
das as regras, c contrario nos imeresses da flscalisa-
jaa.
Eu contino a votar pela acta! organisajo da" corri*4
...


3.
Mirla pelas rasfles que lera expendido o nobre de-
do Sr Nunes Machado; vol anda pelas 800 pra-
P" on,'a mesina organisacSo, porqur cssa organisacri
'"'"U fazer evnliicdes, manobras de guerra, e neb ou-
r" C'evcicleio s.proprios de tropa de linha.
"n mto a quesillo para suppriniento das 200 pravas,
* ,,,|C j seqner augmcnlar, nao tonli.i cuidado o
''"Ir depulado, que se designar quota para isto da
'""', linia por que tantas veaes se leu) platicado na]
"'".oblea eral, eni casos do ocuessidade e urgencia.
3 Sinhor presidente, sao estas as considerares que te-
lio de presentar casa na.dlscussio da fixafao de or-
"ennra provincia: hedecrer, he mesmo de esperar,
'A /o n'obre F.xm. Sr. Baro de Suassuna responda el-
'.'" c CBi5o cu di o uiais algunia cousa, se porventura
j^r'asslm necessario. Voto pelo projecto em discus-
S.10.
(1 Sr.
Ilar'io de Suanuna:Senhor presidente, nao
nirtemiia entrar na discusiSo da ftxaco da frca poli-
i,| mas. leudo oSr.juiz dedireitn, que foi chele de
polica por inulto tempo ncita provincia, e que linha a
srucargoo vigiar que os cidadaos lusscm garantidos ro
s,-iis tlircitos, dilo que nao havia neiu direlto de proprie-
dade iiciu seguranca Individual.' parcccu-mc que isso
mere'ci uoi aparta, porque os'direltos de propriedade e
a seeuranca individual tainbem esto entregues aos jui-
71-s e niio smeole s autoridades adininlslrailvas e se
os iulzes por lautos anuos nao poderam fazer com que
nscidadnstivcssein seguranca ciu seus direltos, como
1Ceusar as outras autoifdades desse mal ? So se podem
acensar, provando-se qie cssas autoridades nao coad-
imivain os jiiiiesc a polica. -
Maso nobre depulado adiantou mais alguma cousa, e
npontou o cas do um tiro que se deu aqu no tribuna!
dos jurados, no lempo em que eu eslava na administra-
ran mas quando o nobre depulado era ju7. de dlreito e
clicfe de polica......
O Sr. Nunes Machado : Engana-se, eu eslava doen-
le, havia mui lo lempo.
O Sr. Bardo de Suassuna : F.ntao quem era o chele de
polica? Lenibra-mc que o nobre depulado estove com-
niigosli horas da.luaohaa desse dia, oa oecaslo do
ilripacho. e j a cssa hora haviay ludalos de tumulto ;
c iicssaoccasio o Ilustre depulado me assegurou que
nao haveria novidade, porque elle para la ia ; nao so foi
ba tes-
do
tile, como foi o coimnaudaiite do corpo de polica.
"y OSr. Nunes Machado : Repito ; engana-se, ho
temunhas cinuitas.
O Sr. Ilnrio de Suanuna : Mas quem era o cbefi
polica? F.u nao nomcei oulro chefe de polica na minha
adminislraco, ante de se por cm execueo a le de 14
de abril ; o Sr. depulado he que o era, e esleve presen-
to na occasio cm que dlspararam o tiro no tribunal ; e
o que fot o Sr. chele de polica ? Que processo fez ? Nem
o menos prendeu a scutnclla que eslava na porta,
donde parlio o tiro. O presidente mandn processar to-
da a guarda, e no sahlndo ninguem pronunciado, orde-
rrou que se dsse haba a lodas as pracas da menina guar-
da ; logo o presidente fez o que podia fazer : ao Sr. che-
fe de polica competa o irais, para 'lne linha sua
dispoaico o corpo de polica todo ;. nem o presidente
lhe negou nunca frca quando Ihc elle requisltasse.
Porlanlo parree-me que nao he muito decente que
um magistrado juir. de dlreito do crime venha dlzcr
ncsla casa, que no hav dreto de propriedade, nem
seguranca individual, no 'tempo em que elle era Juiz c
clicTe de polica.
O Sr. Nunes Machado :___E o nobre depulado sabe co-
mo prorurava cumprir os inrus deveres; al se ha de
leiubrar do navio de guerra que lhe ped, para perseguir
um contrabando.
O Sr. Barode Suanuna : F. que eu lhe dei imific-
diainoute : enlao para que sequeixade autoridades que
o auxiliavam com os melos que lhe reqnisllava ?
Sobre o inas nao dir! nada : votarci como me parecer
conveniente,
Sr. Nunei Machado : Senhor presidente, a res-
peiio da frca j lenho dado a rasao do meu voto, e tudo
quanto ngora-quizesse dizer s fa'ria repelir-me ; e por
isso nada mais dirci. Quero, porm, rectificar um facto
de que esl olvidado o nobre depulado o Sr. liaran e Su-
assuna.
Em vrrdade. Senhor presidente, era eu o chefe de po-
lica nrsta provincia, quando o nobre depulado era o
seu presidente, mas nao serei eu que me julgue ; exijo,
porem, da honra do nobre depulado, e da Icaldade que
odevecaraclerlsar, que exponha amaneira porque esse
chefe de polica piocurava cumprir os seus deveres.
Senhor presidente, vejo-mc na neeessidade de chamar
disctisso todos os factos, recordar a lei de 14 de abril
que lambeiii leve como um de seus flu arredar da po-
lica esse iiul iiluo que agora trm a honra de fallar a
casa, c que se exima de exigencias lalvcz extraordina-
rias.
O Sr. Bara de Suanuna : Exigi alguma colisa do
nobre depulado r
O Si. A'uiim Machado: fao exigi o nobre depula-
do; refiro-me aos partidos: querer, pois, laucar a res-
ponsabildade dessa ehronica escandalosa sobre os po-
bres magistrados, sobre os julzcs, de dlreito cujas attri-'
buc.cs o pobre depulado nao coinprehende; respoii-
s ibilisar, digo, esses magistrados pela manulcnco da
ordem publica do pait c da seguranca de propriedade
he una Irrlso, quando o juz de direlto, so e lao l-
mente, comoamaioi all buicao, presidia os jurados, e
nao linha nenliuma nutra coercitiva ; haviam juizes ae
pauue fonuigavam por toda a parte, cram ellcs que
formavam culpa, que podiam prendere excrcer outras
iilliibulcocs repressivas; porlanlo, responsabihsar os de
drcilos be, como dsse, una irrigan, um cscarneo .
mas, anda ineamo assim, cuinpre declarar em defesa
dos magilrndos desse lempo, que enlao nao se derain
feHiinente esses factos que appaiecerain depois na pro-
vincia, c em nina escala extraordinaria. *
Ho erapossivel, Senhor presidente, poder prevenir
mu oh outro atlcntado ; porque, Senhorcs, nao he pos-
sivcl fazer que lodos os cidadaos sejam honestos, sejain
sanios, e sobre ludo quando o mundo tciu passado por
crises lio exlraordinarlas.por pliasestao mcomprelicn-
ives ;' porlanlo, um ou nutro .facto deveria icrappare-
cido, mas nao nessa escala extraordinaria, nao come
sas circunislancas tan aggravantes, nao com o abuso
i >.,* j ...,-.,lqiln iin,ula,lns c
-- ~ .,- .-. .
lado cases factos cxlr.ior----------
o roubn, o assassino, o contrabando mrsmo; e como lu
magistrado oeste lempo, coiitcnto-me com o que ni.
Sabe o nobre depulado, que na nossa ierra nos co-
nbeceinas mutuamente, e ninguem dir nunca que este
individuo que se julga o mais defciWoso de todos os
houieus, tenlia o detrito da vaidade ; nao o lenho, nao
sei o que he amor proprio, nem orgulho, c quando as-
sim me exprimo, nao me Icvam as visUs de conseguir
elogios; proced romo cntentl conveniente; conten-
tme com a tranquillidade da minha cunsclencia.
OSr.Nelto: E com o jui/o de seus concldadaos
O Sr. A'unw Machado: He multo esllmavcl mas
digo ao nobre depulado, que me contento sobretudo
com a tranquillidade de minha coiisciencia : porlanlo
nao queroraser-me elogio, eslou constituido n'uiua ne-
eessidade de honra, que exige a rectificacao dos Tactos
nue se passaram, e que o nobre depulado csqueoe._
Senhor presidente, a polica daquelle lempo nao li-
nha um someto alin dos recursos Individuaes dapes-
soa que cenla a polica ; mas pergunio ao nobre de-
notado : No lempo dessa polica deu-se esse escandaloso
immolar E foi por este e oulros factos, que um ho-
rnero que hcliihodc Pernambuco, se atreveu a dizer
que n< tinhainus costunies safaros, e procedamos de
gente sem inoralidade !!
No incu tempo, sabe V. Exc. que Col presa (apezar da
falta de mcios) a famosa quadrilha de l'o-Secco; mas
foi preciso fazer excessos ; foi preciso saltar o chefe de
polica um pouco por cima das leis para conseguir esse
fin: serv, he vrrdade, dcbaixo da presidencia do no-
bre depulado, porem cumpri os meus deveres envidan-
do nu'iu recursos individuaes.
O Sr. VaraO de Sunfiuna : Dei-lhc senipre todos os
auxilios nue me pedio.
OSr. Nuitet Machado : Se nao dsse, eu Ih'os pedia
o obrlgava a dar-in'os. Mas quer V. Kxc. saber um
ineio que me negou *
Era eu muito vexado com as respostas aos orados dos
juites de paz que a rada passo inventavam perguntas
para o juiz de direlto responder ; ofncei ao nobre de-
pulado, pedndo-lhc que me mandasse dar um escre-
venle para nieajudar neste expediente, c que, havendo
emprcg.idos da amiga polica vencendo ordenados em
casa por bem do servico podiam elles prestar-se ;
mas o nobre depulado respondeu-meque a lei nao dava
escreventc o chefe de polica...
O Sr. llam de Suanuna : .Nao linha autorldade...
O Sr. (Vhiim Mochado : Senhor, sim ; porm se me
quiesse auxiliar, poda mandar-mc at um orlicial de
sua secretarla.
O Sr. liaran de Suanuna : S ibi.i fra da lei.
O Sr. .Yunc Machado : Vamos aos factos, porque da
roiii'rontaco delles he que se ha desalier quem tcm
cuuiprido com seu dever; he d'aqul que tiraremos mo-
tivos para louvar, ou fazer marcar coin o ferrete da ig-
nominia quelle que tlver mal servido.
A confrontarlo desses factos ser o elogio para uns,
o vituperio para oulros ; e a geracao que se segu a-
prender na nossa historia, que o premio que derc es-
perar aquello que bem serve a sua patria.
Vamos qucsto pessoal ; vamos ao processo do ti-
ro do jury. Eu eslava docnte, maso processo fez-se ; o
juiz de paz vcio faife-lo debaixo de minhas vistas po-
rem nao sabio ninguem pronunciado.
Quanto ao faci do jury lis o que j disse : e_spuz-mr;
nao deixei sabio ninguem emquanto todos nao fossem
corridos ; empreguel lodos os esforcos.
Aqui csiab os factos, moralise-os quem qulzer.
Tcndo dado a hora,
0 Sr. Prttidcnie levanta a sessiio depois de haver de-
sguado para ordem do dia da srguinte: coutlnuaco da
de hoje; leltnra de projectos c pareceres
sao dos projectos ns. 2, 3 c 4.
1 dlscus-
Rio-de-laneiro, Roherto AlexandreBracet, tenenteMa-
noil Profirode Castro Araujo, e Francisco Fernandes
l'adilba, Braslleiros.
Una; hiato. braUielro .Voro-nlino, capltao Estevo Rl-
biiro, carga varios gneros. <
BniMSJSssttSMWMMMiappMsaMBnMHBSSB*
ilitaj.
Miguel rchimjo Mimleiro de Andrade, o/feial da imperitl
ordem da Rota, ravalleiro da de Chriiln e inspector da al-
fandeia de Pernambuco, por S. M.o Imperador que Deo
tarde, etc.
azsaber que, no dia 11 'boje do correnlo, se ho de
arrematar cm hasta publica, a porta da alfandega, duas
caltas ns. 5 e II, contendo 492 chapeos da Italia, de pa-
Iha, para homem e meniuo, no valor de 63O|C0Ors.;
impugnados pelo guarda I.uii Bescrra Montelro Padilha.
no despacho por factura de L. Urelon Schramm tC, sob
n. ,'ViSH : sendo a dita arrematafo subjelta a direltos.
Alfaudega, Ode marco de 1847.
Miguel Archanjo Monleiro de Andrade.
Declaracoes-
O cscrivo da mesa da recebedora de rendas in-
ternas geracs desta cidade, pela ultima vez, faz constar a
todos os devedores dt laxa de eseravos, imposto de lo-
jas, seges e carrlnhos, barcos do interior, e segunda de-
cima de mo mora, que inda espera al o ilm do cor-
rente niez o receblmcnlo de seus dbitos naquclla me-
sa : o que un uir/. futuro remllela parajuizn a rclacao
dos que delxarem de pagar, alim de seren judicialmen-
te exrciitados, sendo antes disso a mesilla publicada pe-
las folhas desta cidade, para que nao allegucm ignoran-
cia.
lleoebediii ia, 8 de marco de 1840.
No impedimento do administrador,
/.'(iiiiiii Pertira de Oliveira.
A pessoa que deitou na raixa da administraco do
correio nina carta para Joaqulm Pereira da Silva Oni-
maraes (i.o Rio-de-Tanriro), queira coinparcccr na mes-
ivisos mariiinios.
SFSSAO EM 10 DE MARfO DE 18V7.
VHESIDENCU DO SR. SODZa TEIXEItA.
SUMMABIO. Chamada. ^pproi'arilo da acia da tenio
anlrrior. Expediente. ^prwiilafo rfe um projecto dot
Sri. Nunee Machado e Peixoto de Hrito, acerca da crearan
de urna caixa de economa ou loccoorrot da provincia.
Admitan do Sr. depulado tupplenle Pedro llezerra Pereira
de Araujo Deliran. pprouara, fm terceimdiicwsao.do
projecto que fixa a fAa policial e da emenda que a eHe
propoiera o Sr. Joi Pedro.
* 11 horas e/, da manha, oSr. l Secretarlo faz
a chamada, c verifica estar presente numero legal de
Srs. (leputados.
O Sr. Prceidente declara aberta a sessao.
U Sr. 2." Screlaro (Interino) le a acta da sessao ante-
cedente que he approvada.
OSr. ]."Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
Uinfcquerlinenlo em que Itcrnardino Pereira de hri-
to, thesoureiro da mesa de diversas rendas inlenias pro-
vinclaes, pede que lhe seja concedida una gratilicacao
de 300OO rs. annuaes, ou ao menos a que amiga-
mente porcebia, de 200^000 rs., e que lhe foi tirada pela
ssembla em julho de 1844. A commmao de faienda e
'"'c'mio', iulgado objecto de dellberacao e mandado Ira-
nriinr um projecto, oerecldo pelos Srs. Nunes Macha-
do e Peixoto de Brito, propondo a vacio de umacaixa
de economa, ou soccorros da provincia.
Em seguida declara o ineamo Sr. I. secretario adiar se
na ante-sala o Sr. Dr. Bcltro, depulado supplcnte que
vein lomar assento. .
Sr. Presidente convida aos membros da comimssao
de constitulcao e poderes a darein o sen parecer.
Retirada a commissao, volta pouco depois, c manda a
mesa o seaulnle parecer que he approvado:
A commissao de consliluicao. examinando as res-
pectivas acias cachando que o Sr Dr. Pedro o ra
Pereira de Arrojo llellrno esta na ordem dos siipplenlcs,
e vendo ...aisque fra convidado, he de parecer que so-
la adniitlido a prestar Juramento.
. Sala da ssembla provincial, 10 de marco de 1847.
Aun Machado. Lopet Nello.
Introducido oSr. depulado com as formalidades do
coslume, prcsla juramento e toma assento.
{Continua r-ie-ha).
AMO DE jH SAI BUCO.
fJJtOirZ, 10 DE IAttCO DE 18*7.
Como das materias que foram dadas para ordem do
dia da sessao de hoje, apenas se tralou na assembla
do projecto que fixa a frca do corpo policial,, lera ella
de oceupar-se amanhan com o resto dessa mesina or-
dem do dia, e com leilura de projectos e pareceres.
COMMEISIO,
Alandega.
RENDIMENTO DO DIA 10.............8:059/110
Dt-.niir.i-1; i'i HOJE 11
Brgne^eliMcarvao.
Brigue Emilubacalho.
Barcafla/u/-niercadoras.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 10.
Geral...........
Provincial........
Diversas provincias ,
......
. 4:084/191
. i:549/oll
. .137/494
5:971/296
lUoviiueiilo do l*orio.
foi desovar para as partes da Parahiba.
Pouco lempo depois des*facto, (cu eslava lora da
polica em vi. lude da lei de 14 de abril, edaqui, da opo-
ea dessa lei dala... nossa desgrscas) a vida do cidadno
Ucoh sem garantas, e a polica neou-'se com o faci mais hedioudo- que se pode consU
dorar r a polica da lei de 14 de abril prlucipiou, lingin-
tioJc de angue, desarmando a victima que queriaui
Navios entrados no dia 10.
Rlo-de-Janelro ; 19 das, brigue sueco Solld, de 376 to-
neladas, capilao A. Erlepon, equipagem 10, em lastro;
a N. O-Wbler a('.ompanlila
Nova-Hollanda ; 90 dia, barca mglea Psyche, de 300 to-
neladas, capitn Huny irdli.g, equipagem 16, carga
la e ate te de pexe; ao capilao.Segne para Londres.
Kavios sahidoi nomesmo dia.
Portos do Sul; paquete de vapor nacional Paroiue, coui-
nuiidcnte o I. lente Ignacio Eugenio Tarares^ A-
lm dos passageiros que irouxc do porto do Norte
para os do Sulleva a seu bordo : para Macelo, Do-
mingos Jos de Azevcdo, Jos Joaqulm de Oliveira, Jo-
,i da Silva Moutinho: para a Baha. Francisco Flix de
Freltas Brrelo, com 1 escravo.QN. Descnclos-.parao
=Para Lisboa pretende sahlr o brigue Coneeifdo-dr-
.M in'.i, nodia30 do crreme;aluda recebe carga e passa-
geiros: traase com o capilao naprac.ldo 'oiiunercio,
ou coin .o couslgiialario Thoiia/. de Aqninn Fonseca,
na ra do \ gario, n. i9.
Compra-s um hiato i|ue estoja em bom estado e se-
ja por prreo comiiiodo, adinlieiro visla: quem tiver
auniiiicic por esta folha, para ser procurado.
Para o Ass segu, prefixaineiile em 11 do cor-
renlo, obligue Sagitario : recebe carga at o dia 10 do
conento o que se taz ceno aos Srs. carrrgndorrs as-
sim como que o frete ser a voutade dus mesinos Srs.
Avisos diversos
- Emgomnia-sc coin inuilo asseio e promplidn'
e por proco milito coiiimodo : drfroute das catacumbas
da matriz de Santo-Amonio, n. 14, primrlro andar.
ijuein precisar de una ama de lellc dirija-so a ra
do Vgario, n. 20, priinciro andar, por cima de una ven-
de.
Obras de cabellos.
As senhOras que fazem obr.asde cabellos avisam a suas
freguezas que iiiudaram-se para a ra da Viraco, nico
sobrado defronte das catacumbas de S Pedro, e que
continiiam a fater marrafas, cabcllelrag para homense
senhoras, irancclins, nneis, pulselras, llores, ponteados,
crcscentcs: tudo com perfeisao e por proco inais commo-
do do que em oulra parte. Tambem" alugai.i marrafas,
cabellen .i-., c crespos para aojos de procisso.
IIILHAR NO PASSEIO.
Chegucin,frcguezos,cedioho,ao que he bom; senao.a-
cabam-se os sorvelcs a 200 rs. o copo a dlnhriro a visla
pela medida volha na casa do bllhar, qua-i defronte do
rhafarls do Passelo; lambeni se iiinodam levar aquel-
las pessoas que os qutorcni tomar, gosaudo do fresco
nos bancos do mcsino Passelo, coin lano que em troco
vcnhain os200rs.
\a ra do Apollo, n. 20, preeisa-se alugar eseravos
que sejam mocse bem possantcs,epagam-se diariamen-
te a 800 rs.; da-se-lhe comida, e tambem eoiitratam-se
mentalmente eil. porporco do diario : o pretondentes
drijain-se jio mrsmo lugar que adiar.io com quem 1ra-
O RAZAREMOn.1l
est a venda oa praca da Independencia livrana os.
6 c 8 ; na roa Nova "loja do Sr. Quaresma ; na na de
S.-Amaro na typngrapbia Nazarena.
__Vio rapaz portuguez se oll'crecc para caixeiro dr
loja de ferragrns do que lem una pequea pratica :
quem do seo presllmo sequlier ulilisar annuncc.
Precisa-sede mu caixeiro para venda, c que te-
lilla pralica : na roa larga do Rozario n. 29 se dir
quem precisa.
OSr: Joaode Almelda Guimarars queira aspare
ceroa roa Nova, loja n. 11, a negocio de seu ioleresse.
__Prrcisd-sc de um fcilor que entenda de plantafes
ejardiin: quem esliver nestas circumslancias dirija-sc
a ruadasLarangriras n. 29. ,,,,,
Os administradores da massa fallida de J. L. Vlan-
na scenlilicam aus devedores do iiirsmo que a nica
pessoa encarrrg.ida da cobraofa dessas dividas he o Sr.
Jos Joaquim Foi reir e queso a elle devero pagar a
importancia dos ;eus respectivos dbitos sob pena de
seren cogulos a pagar duas vrzrs.
__D-se diiiheiro a premio sobre ponhores de ouro r
prata : na ra estrclta do Rozario, o. .10. segundo andar,
se dir quem d.
__Arreoda-se um sitio no Rarbalho com sufiiciente
isa, estribara para dous avallo algumas arvores
que dofructo, ptimas ierras de multa produeco e
que he muito perlo do rio : a tratar na ra do Queima-
do loja n. 38.
Alfonso Jos de Albuqucrquc Mello faz scicnte ao
rcspeitavcl publico que uo cmprelo e oem facam oe-
gocio algum com Joo Luiz Salgado morador na lina-
Viagem sobre dous prelos do gento de Angola, urna
de nomc Calharlna e outro de nonie .Vlonocl, os quaes
eslao hypolhecados ao fallecido Sebaslio Mauricio d'AI-
buquerque Wanderley por escriplura no competente
cartorio e hoje perieuce esta hypolhcca aos herdeiros
do dito fallecido.
Advcrte-se a pessoa que dcixou oa rnada Alfande-
ga-Velha, n. 38, as rapozas queira quanto antes ir ou
mandar busca-las, pagando as despezas que se teem
feilo ; pois nao se Rea rcsponsavel pela niorle ou fuga
das inesinas rapozas.
___Arrenda-se um sitio na cslrada do Monleiro, oo
logar da Pitombeira com casa e quarto rnridracados,
com mullo boos conmnelos sillo murado cacimba ,
tanque para banho estribara cocheira quarlopara
eseravos, dllo para fellor : quem o pretender dirija-se a
ra Velha sobrado n. 34.
LOrEttfA
DAMATBIZ
DA CIDADE DA VICTORIA.
Est novaniente marcado o dia 16 do correle mrz
para o andamento das rodas desta lotera ; e o respecti-
vo thesoureiro espera realisar nesse dia o mesmo anda-
mento para o que envidar todos os esforcos posslvois.
O resto dos bilbeles cootina a estar a venda nos lu-
gares do coslume.
___Na ra das Larangclras n. 14 segundo andar,
agenciani-se vendas c compras de qualquer umobjeclo ,
ou negocio serlo que nru.mbirrm : caso prcclsarem de
fiadores dar-se-hu.
No dia io do correte, s 8 horas
.la noite, afravessando-se da casa n. ao
da ra da Cruz para a casa da meama ra
n. 37, cahio do bolso de nina soLrecasaca
ama carteira novo, com tim cont duaen-
tos e cincoenta e tres mil rt'is em cdulas,
sendo urna de quinhentos mil ris, e as
mais de duzentoa e cem, e o restaate
miiulas, cuja quantia era para se entregar
aqui a um negociante inglez ; por isto
rogase qualquer pessoa que achasae a
mesma carteira com o dinheiro, que Man-
de entregar, pois he de um pobre princi-
piante que veio, no vapor, do Ceara, que
se lite dar urna boa recompensa.
Do sitio do Dr. Feitoia, na estrada
de Io5o-ile-Barros, furtaram, na madru-
gada de bontem, (10) um carneiro eutna
ovelha de raca merino : quem os entregar
no dito sitio, receber de gratiltcacSo dez
mil ris.
A mesa regedora da irmandade do Senhor Boni-Je-
sosdos Martyrios convida a todos os seus amados ir-
inaos .1 e,un parece reiii. no dia i2do correnlc, pelas 2 ho-
ras da larde, na nossa grrja, pira o flu de acoiopaoha-
rem a procisso (|iio tem de percorrer as ras abaixo
declaradas, desta cidade, ltenlo o disposlo no artigo
5." dos estatutos. A mesa pede aos moradores das ras,
por onde ten. de passar a procisso, que tenham limpas
as testadas do suas casas, pois assim o exige a deceocia
dli acto. Ra dos Martyrios, travesea do Marisco, pa-
leo do Terco, frente da groja dos Martyrios, ra de Bor-
las, palco do Carino. Gamboa do dito, ra das Flores,
dita Nova, dita das Trincheiras, dita estrella do Roza-
rlo, dita dasCruzes, traveseada .Francisco, ra daCa-
deia de Santo Antonio, Recife, ra da Cadeia, dita da
Cruz, travessa do bom-Jesus, ru dos Tanoeiros, Corpo-
Santo, roa do Vigarln, dita do Fortr-do-Maltos,travessa
da Lapa, ra da Madre-de-Oeos, dita do Colleglo, pra-
ca do l.ivr.miento e rila Dircila.
=Jos Luiz de Mello, subdito portuguez, vai a ilha de
S.-Miguel
~ Maoocl do Reg Lima relira-se para a ilha de S.-
Migllrl, a li al ir de-u.i saiidc.
-- Antonio Ferrelra Mendos, cidado hrasileiro, vai a
cidade do Porto tratar do negocios que lhe dzem res-
pelto.
Permota-se, por um prclo ou prela, um sitio na
Casa-Fot te com duas grandes casas de lapa. cacimba
de encllente agoa de beber, srssenla ps de larangclra.
todos de fruclo c a inalor parte dcllas de imbigo, e ou-
lros mais arvoredos, como sejam caf c bauanciras todo
o sitio cercado de liinao: a quem convir dirija-se a ra
larga do Rozario, venda n. 48.
- Sabbadn, G do correnle mez,
pelas 3 horas da tarde, fuftio no
Rrrife um crioulinho de nome Matliias, de 13 annos de
idade pouco mais un menos, eslaturabaixa, porserines-
mo de raca peqoroa, felcTJeS lodas mludas, bemipreto,
olbos grandes e vivos, e muito blancos ao redor das me-
ninas, nariz curto c um pouco sellado, testa curta c bem
sabida para fura, bocea grande e o beicos um pouco
grossos.e parece se esquecer tanto delles,que de continuo
os irat abortos; os denles da frente c do lado de cima nao
sao bous, e at falla-lhe um, c o belco de cima lem oiar-
ca de oni talhozinho; muito traquino e demasiadamente
sem vergQpha; foi vestido cora una calca nova de urna
falcada azul que est um pouco frouxa, c he de pregas
adlaute e de bolsos.camisa de uiadapolo com pregas na
abertura, suspensorios portugueics sem listras, oovos e
de qualidade ordinaria, c sem chapeo Quem o pegar
leve-o no heceo do Sarapatel, sobrado grande, que sera
bem pago.
Um fu rio.
=Fuitnraiii.do sobrado n. 40 da ra da Seozalla-Nova,
segundo andar, um par de brincos de ouro esmaltados
(lo verde e azul, do feilio de cabaclnha ; e suspeita-se
que fosse cscravo da mesma casa]o ladro. Roga se a
qualquer pessoa a quem for oll'crecldo o dito furlo, de
toma-lo c mandar restilui-lo no dito sobrado, onde
se Ibe entregar uuia compeosatiirasoavel.
Na travessa dos F.xpostos, casa o. 8, achara o publi-
co sempre prompto qualquer horao jabem cooheci-
do Silva snugrador c dontisla.qiie applica veolosas.chum
ba denles, liuipa e tambem abro; oslando para este
ti ni munido de lodosos apparclhosal ferros pora denles
de enancas, mandados faier de proposito. A dellcade-
a com que se apresenlar o annunc.inte, o publico a
lestemuiihar.
Comprafc.
Compram-se, para una cncommcnda.escravoscom
habilidades ou mesmo sem ellas tendo boas figuras;
assim como moloques al 20 annos: na ra Nova, loja de
Coiiipraiu-sciooedasd'ourodcb/400: na ra Direi-
ta, sobrado o. 29.
Compra-se uniescravo deidadede 0 a JU aonos.
sadlo, de bonita figura, c que seja bom destilador de
ago'ardeote; paga-so bou. a tratar cora Silva t Orillo,
na ra da Moeda, n. II.
--Compra-sc um sellim inglez em bom uso : quem ti-
ver cnteoda-sc com o Sr. I'inheiro na ra doLabuga,
.- Compri-e cobre para trocos : na ra larga do Ro-
zario, n. 35, loja de iniudezas.
= Compram-se eBrcllvaiiirotc arrafas prelas e
vasiasytarua doRaogcl, o 54, restlaf.io de Victori-
no Francisco dos santos. ,
Ainda so contina a comprar cobras de viado
vivas para remedio : na praca da Boa-VisU. n. S,
segundo andar.
Vendas.
A s verdnde.ras navalhas
inglezas
para barba, e do melbor autor, vendem-
se na rna Nova, n. 6, loja de Maya Ra-
mos & C.
RiiaAova.n. 8, defronte da
canihoa do Carmo, loja do
Ama ral,
veodem-se ricas sedas piolas lavradas; sctiui macu;
sarja prela liespanholo; veos prctos de seda; inui lindas
mantas de seda; luvas de'scda prela, curtas e coinprl-
das; ineias de soda, prrtas c brancas para senhoras;
sapatos de lustro e sello, para as inclinas; burzegulns pa-
ra srnhora; chapeos prelos franceses para homem; sa-
lalos de lustro para dito ; ineias de seda prela curia
para dito, e outras maltas fasendas de goslo por me
nos preco que em outra qualquer parte.
MUTILADO


5*!
A
\ enae.se urna morada de casa terrea com bai-
lantes coinmodos, fclta a moderna sita na ra Impe-
rial n. 9i ; a -- Vendem-se, a contento as multo acreditadas na- p.aa
vaHiasde Gulmaraes : na ruada Cadel do Recite
JJ. 10.
1*000
7^000
7/000
3/000
35>HM
Vende-se un bonito molequc de 1C anuos pro-
pno para aprender qualqueroflkio por nao ter acha-
ques : uarua Imperial, obrado n. 39.
Na foja nova n. 4, do barate i-
ro, ao p do arco de S.-
Antoufo, vende-se :
Primor e bom gosto para vestido o covado a 320
Manta* de cainbraia lavradas deteda, a 5/000
Rucados francezes, o covado a /240
Ditos largo*, a....., ^J20
Luvas pretas de .seda, com dedos .' .' 1,0000
Coi tes de fustao de la e seda para collete, a .
Ditos de seda e de setim lavrado a frauceza,
_ gosto asseiado a..... ......
<;'halcs de IA"a e seda gosto rlcoi a 6/400 e
(..iiiibiics para calcas fingiado casimira lis-
trada, o corte a.......
Casimira preta superfina, o covado a '.
Chales de seda de ricos lavrores de 15/ ',
Dao-se amostras sobre penhores.
Na ra Aova n. 6, loja de
Maya llamos & C. .
vende-se sarja preta larga : setlm preto de Macan veos
pretos, de multo lindos padroes ; luvas de seda cunas
e compridas ; nielas de seda pretas e brancas para ho-
niem e senliora ; ricas perfumaras ; ricos chales c
mantas dos melliores goslos que teem vindo; borzeguips
para hornero c senliora ; sapatos de lustro para homcn
?/r0ra ; "P'los dc duraque limito novos e bons a
I/UO rs. o par creps sonidos ; flores mtiilo linas para
cliapros; ricos lencos de soda para miro : ditos pretos
para grvala ; e mitras muitas rasendas dc gosto, c pelo
mais barato possivel.
O novo harateiro da loja nova,
ao p do arco dc 8. ^An-
tonio, n. 4,
. avisa no rcspcitavcl publico que tem ricos pannos para
mesa, de casimira fina com vistas e passagens hist-
ricas a 25/000 rs. cada un, ditos dc la e nlgodiio,
com ricos desenlio a 4/5000 rs.; pannos finos de to-
L" Curct e l"'e, < uperior de 4/000 at
.'.S)n!s" rerdeecor de vlnho de lindo panno, a
u/500 rs. dito azul para farda, dc4/a6>000 rs. ; luvas,
tanto dc pellica como de seda e de algodao c-om borra-
cha para homem e senliora. Dlo-se amostras sobre
pennores.
~> Vende-se un escravo de bonita figura de 20 an-
nos, serrador e coiinheiro : no pateo do Hospital,
- Vende-se um molequc officlal de pedrelro sem
vicos nein achaques de 17a 18 annos : na ra do Col-
iegio n. i5, segundo andar.
TREM DE COZIMIA.
Panellat, chalelras cacarolas c rregidclras de ferro,
forradas de loua. O asseio e duraco deste trem de co-
zinha vale a pena de ser procurado na ra Nova, loia
de ferragens n. 16.
= Vendem-sc, ou arrendain-sc duas grandes olar;
cin S.-Anna com barro para toda obra com 3 casat -
mmto terreno para plantar e pasto para animaes : a fal-
lar em S.-Jos-do-Mangulnho sitio dc porlio dc ferro .
defronte da capella.
Vende-se um cavallo sellado, com todos os andares,
que he proprio para carro : na cochclra da ra da
florentina..
No A Ierro da-Boa-Vista, n.4M,
vendem-se sapatos para meninos de 00 a 100 rs. ditos
de setim para senhora a 1/000 e 1/500 rs e de lustro,
a 1/440rs. ditos de marroquini para homem, a 800 rs
litc.s de panno e de lustro a 1/000 rs. ; ditos de cabra
a 500 rs. ; ditos de cordovo a 640 rs. ; borzegiiins
liotins; meios ditos; sapfltdes inglezes, a 3T>00 rs
pcllcsdc lustro, a 320 rs., e dc marroqulm a J/OOO r!
= Vendem-se moendasde ferro para engenhos dc as
sucar, para vapor, agoa e hestas, dc diversos tamaitos,
por preco commodo ; e igualmente talxas de ferro cundo
e batido, de todos os^tamanhos : napraca do Corpo-Sau-
to, n. II, tm casa dcMc. Calmont & Companhia, ou na
i ni ilc Apollo, arinazcm, n. 6.
Vendem-sc portas, jancllas e grades para as mes
mas tantode louro como de ainarello caixilhos pa-
ra jancllas e alcovns e carrlnhos de infio : na ra da
as
casas c
Charutos.
Charutos cor de canella da fabrica de Augusto
VVelzlebn os ineluoies que aqu teem npparecido
vrndem-sc na ra da Cruz, no Rcclfe, u. 20, ou52.
Barateza e asseio!
Vendem-se lindissiinas cambraias dc llstras dc cores
pelo mdico preco de 4/000 rs. o corte : na ra do Ond-
ulado loja n. 0.
Vende-se um molequc de 18 anuos multo bom
cozinhriro ; 4 escravos bous pora o servico de campo ;
um moleque de 14 annos que cozinhao diario de luna
casa e a serve multo bein ; ima preta milito boa qui-
tandeira c que faz todas as qualidades de bolinhos e
po-dc-l ; 4 ditas para todo o trahalho de casa e ra;
urna parda dc i4 anuos ; urna dita dc 2C anuos que he
boa ama dc urna casa .- na ra do Crispo, n. 10, prl-
iwelro andar.
-Vendem-se duas pretas ; urna tozinha, lava, en-
goinma, faz renda, e he excellente quitandeira, e
a outra de 18 annos propria para una excellente inu-
aina : dau-se muito em eonta por pertcncerein a una
pessoa que se reiirn : na rita da Senzalla-Velha n i|0
Vende-se, no primcirii andar do sobrado n. 3 da ra
do Alo ro-da-Boa-Vista, una arroba dc prusslato depo-
tassa (.yanoferrurt de jwlptiium).
' Vende-se urna preta de nacao dc 24 ar#os de
bonita figura que co/.inha o diario de nina casa! he
quitandeira, e nao tem vicios nem achaques : na ra da
Concordia, passaodo a pontezinha, a dirota, secunda
caso terrea B
-- Vendo-se una espingarda lina de cacar nova e
de espoleta : na ra do Rangel, n. 54.
Vende-se um esclavo amigo forueiro e bom trn-
baihador do servico de podarla: na noa-Viata ruado
Pire f n. 23.
Vcndein-e31indosinolequesde 14 a iO a mi os ;
dito de 7 annos; 1 pardo dc 18 anuos, ptimo para
pagem, por ser bastante diligente e fiel; 1 mulatlnho
a a"r",s proprio para aprendo officio; 3 pretas dc
.a i aaD0t com habilidades tendo una dcllas una
cria de um atino ; nina preta de Idade, por 200/000 rs. :
na na do Collegio n. 3, segundo andar, se dir quem
vena*. *
Na ra das Larangelras n. 14, segundo andar ,
vende-sc urna preto de elegante figura de 22 an-
nos sem vicios nem achaques e que engomin
multo bem, cose, faz renda lava e cozlnha ludo com
perfelfio ; se for para engenho ou fura da provincia,
vender-se-ha mata em conta ; urna dita com* as mes-
mas habilidades e que he de muito boa conducta ou
taiiibem se troca por outra ; urna dita que est pejada ,
muito boa cozlnheira e que he inulto esperta para
o servico de casa ; duas ditas proprias para o campo,
PPr SJP/OOO rs. ; um preto, proprio para o campo, por
400/000 ra., e inais alguns escravos, que a vista dos
compradores se Ihe mostraraoos qucclles quizercm.
Vende-se uin tnulatinho de 14 annos, dc bonita
figura ; anda bein a cavallo, sadio sem vicios nem
achaques : na ra da Aurora casa do coronel Joaqulin
loB Lulz de Sou/.a.
O BARATEfRO.
Leja nova a. 4, de Ricardo S Companhia ao p do arto
dcS.-Antonio, na ruado Crespo.
Este estabeleclmento abrio-se hontem e como esteja
sonido de fazendas todas novas em .gosto, qualidade e
proprias desta praca oflerecem-se a couslderacao
dos freguezes os precos de alguinas deltas mals conhe-
cidas. Adverte-se que os precos de todas as mais que
existem maravilhosamente sortidas neste estabeleci-
nii ii tu sao porque devem ser m>is cominodos do que cin
outra qualqucr parte", em rasao de serrn compradas a
dinheiro, novas c fresquinhas com sejam : lencos dc
seda superiores a 1/440 rs. ; ditos multo fios da In-
dia, a 2/240 rs. ; brins de puro linho e de ricos padroes,
a l>t)00 rs. a vara ; corles de collete dc fustao de rico
lavrores a 1/000 rs. ; brini branco dc linho a 800 rs.
avara; dito francez estampado tal c i|iial a casimira
francesa e do mais superior linho a 2/000 rs. a vara ;
cortes dc colletes de*sciini lavrado de ricos padrOes ,
a 5a*000 rs. ; ditos de la c seda a 1/000 rs. ; madano-
lao de lfiO al 280 rs. a vara, boa fazenda, c em peca' de
J/MiO at 5/500 rs. superior fazenda ; cortes de casta
hngiiidocliaU que em gosto levnm vantagei.i a todas as
sedas poissao una maravilha de estampado c superior
cambala a 5/000 rs. ; pannos finos de todas as cores ,
francezes c inglezes e de todos os precos novas e em
follia ; sortlmento dc chitas novas e linas ; de chales de
la e seda e de seda ludo novo em gosto c padrdes ;.
sarjase setins lisos de cores brancos e pretos de Ma-
ca ti superiores e de varias qualidades ; casimiras prc-
las c elsticas superiores, dc 3 a 4/ rs. o covadot brins ;
bramantes; brcianhasde linho; esguides ; mantas de
seda ; irlanda, sortiiuenlo novo cni preco gosto e
qualidade ; luvas de algodao c dc seda ; meias de algo-
dao c de seda tanto pretas como brancas para ho-
mem e senhora ; e outrns muitas fazendas que seria
longo enumera-las.
-Va loja de Jos Manoel Manteiro Praga na na do Crespo ,
n. 16, tquina que tira para a ra dat Crutei,
vendem-se cortes de casimira, multo superior c dc gos-
los modernos, pelo baratissimo preco deAOOO rs. cada
corte. ','
Vendem-se pecas de uiadapolao com JO varas, pro-
prio para forro de vestidos e carnizas de meninos, por
ser fino, com alguma avaria dc agoa dc chuva, a 1^00
rs., c do niesino, mais liuipo, a 2#500 rs.: na ra estrel-
la do Rozarlo, n. 10, lereeiro andar.
= Vendem-se saccas com (arlaba muito supt rior.mais
eni conta do que se tem vendido at ao presente: uarua
Dircita, ii. 9.
Vcndc-sc um reloglo de ouro moderno, por mdi-
co pirco, c urna laurina dc espoleta, boa cacadeira ,
por barato preco : na travessa dos Marlj-rios, n. 2.
No armazem do l'acelar na escadlnha da alfan-
dega vendem-se, a relalho e eui pequeas porces ,
caixas de sahao da mais acreditada fabrica do Rio-dc-
Janeiio de vapor, por preco coiumodo; pata o que lra-i
ta-se com Aiiiorlm Irmaos.
lalvez sirvam para as obras do encana-
monto o para atgum tanque de sitio :
na ra da Saimlla-Nova, vendan. 7.
Vende-se ulna preta de nacao muito boa vendedel-
ra, que Taz todo o servico de casa e he muito diligente':
no pateo do Carino, n. 7.
Vendem-se na ra da Cru2,
n 23, brandoes de cera,
$ de urna das melhores fabr
\ cas do Rio de-Janeiro, e
por prego commodo.
Vendem-se estampas coloridas com desenlias para
101 ellesse bordar, fcitas em Dcrlini ; cartas alphabc-
cicas para as meninas afirenderem a marcar ; agulhas
para costura ninitissiin linas ; ditas para alfalate, de
Tundo azul e i enarcadas ; sombra de todas as cores pa-
ra ourl ves ; papel dourado liso; dito verde; dito pin-
tado ile varias cores muito linu ; lacre para fechar car-
tas iCn poszinhos pequeos c grandes; estojos paia
senhoras guardaron agulhas ; toucadores dc cauluna-
geui, pequeos : na ra larga do Hozarlo loja n. 22.
Cusa da V
na ra esticita dn I'oznrio, h. G,
Neste cstabclcclmrnlo acham-sc a venda as cautelas
da lotera das obras da greta matriz da cidade da Victo-
ria ; c iodos os amantes < fellzei oeste jogndcvein coii-
correr na prompta compra dos restos das cautelas, cer-
to de que desta lotera correrlo as rodas no dia destinado,
que he odia 10 do coi rente. A ellas que sao poucas a
1/rs., por nao liavrrein mals deOOOrs.
ALERTA ..
Na loja nova que fol do Burgos, da esquina do I.ivra-
nienlo, n 1, vrndcm-se inadapoloes linos, com peque-
o toque de avaria, a 2/000 rs. a peja,
Vende-se una canoa abena grande que pega em
mais de milheii o de lijlos dc alvenaria ; duas ditas de
c ondiizir agoa, em bom eslado ; um dita incia aberta ,
rectificada de novo propria para familia ou carga pe-
quea ; ludo por preco commodo : no antlgo l'orto-
daa-Canoat, a fallar com Joo Esleves da Silva.
Vende-se um cavallo sellado com todos os an-
dares grande e gordo : em Era-de-Porlas ra do
Pilar, a Inllar com francisco Euzebio dc Falla.
Na ra da Cadeia-Velha, n !9,
loja de .1. O Ester,
vende-sc um grande sortlmento de pcllu. a dc seda as-
siiu coino todo o material para fabrico de chapeos.
Vende-se una peca de goiguro fino rflxo, com 34
-- Vende-se a venda n. 1/ em Fra-de-Portas, no lar-
go da Ipeja da Pilar, bem arreguezada: quem a pre-
tender nrija-se a inesina, que se Ihc dir com quem deva
tratar.
Vemleni-se gigos com batatas, a
dois mil reis : na porta daolfendeg, ar-
mazem, n. ao.
A 10 rs. a caixa.
Falitos para tirar fogo, de pti-
ma qualidade : vendem-se na an-
tiga ra dos Quarteis, na terceira
loja de miudezas, n. 20.
\J que grande pechincha
tem Francisco Jos Pereira
Braga na ra do Crespo,
n. 5, ao p do Arco-dc-
S Mito Antonio !
uC.?^nA? T"'Ft* """'o superior, pelo diminuto preco
(le .#800 Vs. o covado; alpacha multo lustrosa, a 1/300
rs.; merino preto mullo fino, a 4/500 rs. ; panno riuo
de diversas cores, que a vista se dir o ultimo preco; ris-
C??0S .llee"">> melhores padrdes que teem anpare-
ci Jo,a 40 rs. o covado; cortes de calca de brim de li-
nho dc diversos padrdes, a 2/240 rs. o corte; ditos de
'"finiA"^' al$odil' a 'Z8"0 rs. ditos de pellc do dlabo,
a i/Zhu is. o curte ditos de collete de setim dos goslos
'" lim,''ernos' a 2^240 rs. o corte; balcemlras muito fi-
nas, a J20 rs. o covado; lindezas muito superiores, a
40 rs. o covado; loucainha inulto moderna, .a 240 rs o
covado; peclnhas de cambraiii lisa, a 3j00 rs. a peca-
ditas de bretanha muito fina, a 4/400 rs. a peca; sarge-
llna de varias cores, propria para forros de roupas fi-
o^on ". covau,; le"fos de ctlm para grvalas, a
iiWvi. cada um; ditos de cassa para dito, a 220 rs. ;
ditos brancos para miio de homem, a 320 rs. ; ditos
cmn: cercadura encarnada, a 320rs.; ditos com dita azul,
a oi rs. ; ditos da fabrica encarnados, a 280 rs. cada
um; ditos de chita, a 200 rs; ganga encarnada muito
BESZA01"' c6ne; crl" de lla'y de da. a
l^UOO rs, cada um ; mantas de scllin, a l2KH rs. cada
nina; gan^a azul, a 1(50 rs o covado; algodo trancado
ra-serruetlo o mais cantadores possivcls, tanto imm
vriros como separados: na ra estrella do Rozarlo "
e na ra do Vigarlo do Recif, n. U.
Por mui barato prefo, pola l>e por precisjJo venrt*
se um cscravo de bonita figura, oue representa Wn
tantos a'quarenta annos, porcm mui reforeado scnivC
cios hetn achaques, cozinhelro, ganhador o-ic Mnh
todos qs das um selo sem falliar; tem piatlca de nirt
ria, asslm como entende tambim do serviro do ra.iJt!
na ra larga do Rozarlo, loja n. 48.
errieo do camp:
covados c lucio
rica
proprio para opas por ser fazenda
i na da Cru n 54, primeiro andar.
]Vo Ateno-da-Boa-Vista, de-
fronte da caluma ,
v dc
ditos
Sce,,
3?Ss?s ;i5^-'as '?
njem ; bonetes de p.lha. a 120 rs. ; peljes de como de
^Seder^^r!." qU1'",ade ; Crt" o""' t
s*a de diversas cores, por preco commodo.
-- Vende-se por precisao, urna preta que engomin
minio bem cozuiha o diario de urna casa c lava; da-
se muito em conta : nas Clncc^Pontas, n. 16.
No Aterro-da-Bo;i-Vsta, n. 24
vende-se a 120 rs.
o covado de chita lina ealOO rs. o cutas mollas M
sendas por barato precu.
Venderse goi.ima dc ararula multa alva ; sac
e prin.cira qualidade; sevadlnha de Franca e (aploca do
Maianhao, por pceo commodo: na ra das Cnizea,
Vinho de (hampanha
de superior niialidadc : vende-se na rus da Cru* n 10
arinateiu de Kalkinaiin U Rosenmund.
Vinho
de lista, a 230 rs. o covado ; dito azul proprio para rnu-
lrmli'"a,!0,; 24 covado; -lales de 15a e seda,
a (/0oo rs. cada um; ditos dc Iffa. a 2^000 rs.; ditos de
cambale com fin. nas pomas, a 1/000 rs. cada um det-
iffacn *"%!, "i-*500 cada Ul" I d"011 de chita, a
1/280 rs. ; ditos de metlini, a l/i20 rs. ; lenco de seda
multa finos, a 1/440 rs. cada um; chitas de diversas qua-
idades; prcas de madapolo, a 3/000. rs. cada urna; di-
to mais lino, a 3/400 rs.; dilo a 4/000 rs. ; dito a f.iOOO
s. ; lustrliii de diversas cAres, a 240 rs. o covado; cam-
braias de Ihlra branca. a600r. a vara; e na mesnia lo-
ja dao-sc lazendas a niostrapara as pessoas sarein.
Vende-se urna canoa de conduzir
agoa, em muito bom estado e por preco"
commodo : na rua do Queimado loj,
n. 6.
Vende-stj um bonito cavallo ruco,
muito bom carregador baixo : na rua
Nova, n.18.
Vende-se um jogo de caixilhos da
alcova, de amorello vinhatico, obre
prompta e bem feita, por preco rasoa-
vel: na rua da Senzalla-Nova, n. 7.
AS ADMIRAVEIS TiAVALHAS DE A?0 DA CHINA,
contiiiiiam-M a vender na rua do Crespo, n. 8, dc Cam-
pos <2 Maya; assim como finisslmas navalhas de cabo dc
mailini, leilasem Portugal, dainaissuperlorqualldade
c nielhor corle que ton vlndo a esta praca, pelo mdico
preco cada urna de 5/000 rs.; uro seduvidando darao
comprador para experimentar.
Attencao.
Na rua-DIrelta n. 50, loja de pintor evidracelro.ha nm
completo sortlmento de vldros em porcao e a relallm
ditos para espelho com muito bom ac ; tintas de to
das as qualidades e oleo : tudo em porcao e por nnvnl
coininodns. l^0
Vendflm-se casacas de superior
panno preto ; sobrecasacas de merino
preto, moito fino ; calcas de casimira,
preta, elstica; ditas de panno preto;
colletes de superior setim |weto .- no
Aterro-da-Boa-Vista, loja de lfaiate, na
esquina do beeco.
AVISO
aos cavalleiros de bom gosto.
Os Ruis ricos estribos que teem apparecldo de mehl
branco, os quaes nao diio trabalho algum a llm'par, poij
se consei'vam lustrosos que parecem prata: as pessoas
que qulserein dirijam-ae a loja de Mala Ramos t C, rus
[sova, n. o.
Vendem-se trinta escravos, sendo mulallnhas, ne-
gras negros, mualas, negrlnhas e cabras, de boas fi-
guras e qualidades, inclusive dous pretos proprios para
S.1?0 c*,"PMtre' e'dados de 35 46 annos, por
zumjuuu rs. cada um; assim como cera de carnauba dc
priineira qualidade, feijqo, ponas de boi c courinho dc
cabra: tudo por precos coinmodos, por querei-sc o ven-
dedoo retirar. A tratar-se na roa da Cruz.n. 5t, ou na rua
do Trapiche-Novo, n. 6.
. = Vendem-se ciuco acedes do encanamento: na ruaditl
Concordia, armazem dc madeiras, n. 25. r
Vende-sc a casa cm que mora o Sr. Christovilo
Starr, na rua da Aurora n. 34, de um andar c solao, dc
construcco moderna, com trapeira em ambas as fren-
tes, e duas grandes cozlnhas, urna puxada forano pri-
meiro andar, c outra no solio, tendo dito sotao os coin-
modos de um outro 'andar, com grande quintal para
plantar e criar, todo murado, com estribara e todos os
mais predicados exigidos para urna morada agradavel
quem a pretender dirija-se sua proprietaria na mes-
nia rua, n 50, ou rua da Cadeia-do Re.ue, casa de
cambio, n. 34.
Vende-se a verdadeira sarja preta hespanhola,
muito superior; sedas pretas achamalotsdas para ves-
tido; moas de seda pretas multo superiores; luvas
tambein pretas c dc cores ; los pretos de todos os (ma-
nilos ; maulas escocezs de multo bom gosto ; chales
dc seda inulto superiores ; cortes de cambraia de lluras;
blcos pretos de Huno; ditos brancos dc todas as largu-
ras; sapatos de couro de lustro, cor.lovo e marroqulm
para senliora, e outras mullas fazendas' por precos mais
coinmodos do que em outra qualqucr parte: na esqui-
na da rua do Cabug, junto a botica do Sr, Joao Moreira
Marques.
de Dordeaux
de superior qualidade, em caixas dc duzra, por preco
coniinodo : vende-se na rua da Cruz n. (0 armazem
de-Kalkiiiaiin & Rosounnud.
Superiores qualidades
de vinho de Halaga dilo (lo lUieno c licores : vendem-
na rua da Cruz, n. JO, armaieiii dc Kalkmann U lln-
senmund.
Vendem-se duas pedras com duas
lorircii as grandes chumbadas nas niesmas,
que serviram em tanque de 8goa,a* quaes
Vidros de espelho
de diversos tainanhos, vendem-se por preco mullo com-
modo : na rua da Cru n. 10, armazem de Kalkmann
8t Roseiimund.
- Vendem-se arcos de fardos, proprii.s para pipase
barris, por preco commodo : na rua daMaure-d-Dcos,
n. 11. /
Vidros para vidracas
em caixas de con ps cbicos, vendem-se poi
Tinla verde de oleo ,
r.1 t r ,'e<|u,'"as vnde-se por preco commodo : na
rua da Cruz. n. 10, armaren, de Kalkmann & Hosenmund
>ende-seuna bonita parda de 20 annos, muca-
ma recollnda, de boa conducta, o que se allanea ,
engomin com toda a pe felcaoe asseio. cose efaztodoJ
oinaiyovnodeuma casa ; dua, parda, mofa, coin
habilidades ; una cscrava de 18 anuo, boa costureirae
cosinlieira ; urna muleca de nacao dc 17 anuos de boi
figura ; urna scrava de 25 anos .ero o eVo. vW*
d u.- c\T' sabf-dco''' PerlWeJb todo o iervffo
de urna casai ; una d.la e um escravo, ambos de niela
Idade, por5M/000rs. ; dous bonitos moleques de 14 a
IJZIV ,,1",lonl,0 e boln nulatlnho do 13 annos!
r a* anno^ e 'Ufi "alha bem dc pedrel-
ro : na rua de Agoas-Verdes, n.46.
C rnmdoC,"^' TI Vl'"da'C0' I'OUCOS fundos, Clll Ulna
z ou ifT i adC Pa.ra "'0",r ,iUUle fa,,lilin- I"'-
zo, oua dinheiro com algum auallmcnlo; ou admliti-se
nina pessoa para lomar eonta da mesnia como socio ou
calxoio preferindo-se pessoa de idade, mais que estela
habilitado para fazer negocio ao balcao : quem picteil-
der duija-sc a rua de Santa-Rita, n. 85.
Desenganem-se com o bara-
teiro, que ningtiem tem
pechinchas como elle, e que
. vende a troco de p'ouco
dinheiro.
0 amigo barateiro est torrando a troco d> pouco di-
nheiro na sua nova loja de nudeasda rua do Colle-
gio, ri. 9 pentrs de marrafa de tartaruga a 900 rs. a
parelha ; lencos de gorgurao, a 1^00 rs. cada um ; trin-
chantes de cabo branco a 800 rs. o trinchante, sendo
faca grande r garfo com mola ; as bem couhecidas pen-
uas de blco de jandaia a 200 rs. a calxa dc cen pennas;
torcidas para candieiro a 100 rs. a duzia de todas a
larguras botoes de setim com llores de velludo, para
aja a 320 rs. a duzia ; ditos dc madrc-de-perola a
480 rs. a groza ; blcos estrclios a 30 rs. a vara ; iprias
hnas para homem e meninos a 200 rs o par ; cara-
pilcas de algodao de cores, a 160 rs. Cada una ; oh que
riquissimas trsouras linas inglezas tanto de costura
como para unha ; leques de seda com eufeitcs doma-
dos a 2/400 rs. cada um ; cairelis de llnha branca e
dc cores de priineira soric a 320 rs. a duzh ; balai-
nhos peouenos para meninas de escola, a 190 rs. cada
um ; finissiinas eliai uleii as de cliaro a 500 is. cada
urna ; bellos caivetes muito linos dc nina, duas, 3 c 1
Toldas da entelarla ingleza o mais barato possivel, pols
que o barateiro ja dcclareu que vende mais'barat do
que iingiiem.
Escravos Fgidos
Vende-se um escravopadeiro, ou se aluca: a tiuem
convler urna da. cousas, Jirlja-se a rua do Llvramen-
to, n. oH, *
-- Veodem-jc superiore. c multo caniadcrcs canarios
do imperio, chegadoi prozlmanjente do Porto: asieye-
Fugio da corte do Rio-de-laneiro, em junho dc
1844, um escravo, de nome Joo de Dos, cabra escuro,
'officlal de barbeiro, toca bem rabeca, sangra, be. ; esta-
tura um pouco alta, cabello Hilo corrido, euipoiiiado, e
repartido com goforina, testa grande com una pequea
brecha, olhos regulares e avermelhados, no rosto pou-
cos signaes de bexigas apagadas, sua vos um pouco gros-
sa; anda bem najado;e calcado, scu andarheacapoejrado
jogando com os bracos; he quebrado, sabendo ler e es-
( rever, e iiilllula-se por forro com alguns falsos atiesta-
dos; do qual ainda existem seuspais de uomes Felicia un
e llalblna ; he escravo do Sr. Pedro AntonioFrtles Brre-
lo de Mencies, da cidade do Rio-de-Janeiio. Ha toda a
persuasao de que o iiiesmo cscravo fol visto nesta praca,
e por liso muito se rccomir.enda a todos os capiles
de campo a sua captura, assim tambem o uiesnio se pe-
de a todas a. autoridades policiaca; cerlos de que qnoni
o troucer a rua da Cadeia-do-Recife, n. 45, casa
dcAmoriui Irmos, reconbecendo-se por todos os sig-
naes ser o proprio, recebera urna generosa gratifica-
cao.
Fuglo, ha m mez pouco mais ou menos, utn pre-
to, de nome Manoel de nacao Haca baixo, um pouco
fulo rosto redondo; ton as peruas um pouco cmbalas,
os dedos do p dirrilo corlados pelo nielo menas o
grande, e o mnimo todo cortado ; tem clcalrliesde f-
tida na mesnia prna direila, <-julga-se que tambem na
esqnerda F.sle preloj.i esteve fgido e fol ppnhcn-
dldopor homrns moradores no engenho Guaraes
segundo disseram e eonduzido para o Cafcttng L
de tornoua evadlr-se. Roga-se portanto, aos Sis. _
pitaes de campo auloridudes policiae. e niafs pessoas
que por ventura o ajiprehendain, o Icvem atrs da matri*
da Bo.i-Visla n. 24. ou na rua de Apollo, armazem dc
Aducida Si Fonseca ou na praca da I; iu casa
dobrigadelro Aducida que er.io recomii
nerosaiiiente.
Fugio mu cscravo dc nome Jacintoo Ca'eangr ;
representa ler 25a 30 aun. s, altura.median
KUlar dentes a be ros calvos ar muito risonho ;
tft ter andado ganhaiido uesla piafa : quem o |>,
ve a rua do Pires, n. 10, ou ao engenho Hussahlba.
PERW. : NA TTP. DEM.F.DK FAR. l8
^_
mmm
MUTILADO


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