Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09862


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Full Text
^H
^nno de 1847.
0 DIARIO publica-ie todos os dias, que nao
nm de prd I'? d 'ignalur he He
ijOOO P01 q""'el Pflf?< "diantadns. Os -
nuncios dos assisnantes so inseridos i fasao de
jpts. por liolia, 40 rs. ein typo dift'erenle, e as
rnelife* pe" metade. C>s que n*o fnrem ss'g-
Milrt pgr 80 P01" litf0. 0 ein typo
riiUcrente, por cad. publlcacio.
-------r
PHASBS DA LA NO MEZ DE MA.P.CO.
I.ua cheia, 2, os 48 minutos de numhaa.
Ulingosirte, 10, s J hora e I*" mo. de manh.
I.ua nova, 16, s 8 horas e 47 min. da tarde.
(jrescente, a JS, s 3 horas e 10 inio. da tarde.
Qaurta-feira 10
PAHTIDA DOS CORREIOS.
O.rwhuns e Bonito, a 10 e 21
Boa-Vista e Flores, a i S e Is
Victoria, s quintas feiras.
Uluida, todos os das.
. PREAMAR DE HOJE.
L'iud.'' ,.' .Tifia M"""toib mnhS.
Segunda, s || hora, e I. minuto, da larde.
de Marco.
Anno IXXIII.
N.56.
DUS DA SEMANA.
8 Segunda. S. Quinlillo. Aud. do J. dos or-
lios, rio J. doc. da ? v. e do J. M. d* J v.
erra. S. Calbarina. Aud. do J. doeiv.da I
v, e do I. de pax do I ilist. de t.
10 Quarta. S Militan. Aud. do J. dociv. da
S i edoj.de p*(uo i dist. de t.
11 Quinta. S. Candido Aud. do J.de orphos,
ilo J. municipal da I Tara.
1 Sljrit.fr. Gregorio. Aud. do .1. dociv. da
v e do J. He pax do i. dist. de t.
IS Sabbado. S.Rodrto. Aud. do J rio civ. da
I. v. e rio J. de paz do I dist. de t.
14 Domingo. S.Pedro de Teja.
CAMBIOS NO DA o DE MARfO.
Cambio sobre Londres a II* '/a < p U C0<1-
Pars IIS rs. por franco.
Lisboa 91 de premio.
Desc. de leltras de boas firnus I '/, p.#/o ao mei.
Ouro(Jucas he.r-.-ihoiaS.... 28Ot)0 a J8#i"
a Slodas de JlOO velh 16^000 a itlflOO
de 8fl00 nov.. 18/000 a lOflOO
> > de 4ooo.....
Piala l'a taces..........
l'esos columnres...
x Ditos mexicanos ...
Miuda......
O loo
JOJO
2*0011
I foto
1*800
I Acre da comp. da llcberibe de SofoeO rs. ao par
DIARIO D PERIUAMBUCO
PARTE OFFfCIAL.
Coiniiiancio (lasanrm.s.
Illm. t xm. i7r.-Particlpo a V. Exc. que acabo de in
cumbir ao doutor Alexandre de Soma l'erelra do Car-
ino do. nn hospital rrgimental. O clrurgiapeqcarregado Manod
llernardno Monlclro que na ausencia dos cirurgie
mrejudantes, d quarto batalhao de artllharla (que
eflcllvamente embarcou hoje) poderla tersemelhanle
incumbencia, falleceu hoje. O clrurgicmr do 1." ba-
talhao de cajadore Jos Ferreira Lisboa, alm de ser
baldo de conheclmentos proflsslonae., segundo ettou
informado, para ejercer funcjet de tanta monta, nao
Tic... OclrurgiSoajudanle do segundo batalho de arti-
V. J/iaria a p cncadeia estupidez que lhe he nata, a igno-
rancia Varte de curar os homens que enferma m: fasen
do deludo isto a de vida participajo a V. F.ic, espero
que definitivamente reolva o que julgar uiais conveni-
ente.
Dos guarde a V. Exc. Quartel-genral na cldade do
Reclfe, 30 de novembro de I846.--Illm. e Exm. Sr. con-
ci'lbcirii Antonio Piniu Cbichorro da Gama, presidente
da provincia. --Antonio Crrela Slra.
Um. i Exm. Sr. Na data de 30 de novembro do
anno prximo fin do, participe! a V. Ex. que havia da-
do a incumbencia ao ttoutor em medicina Alejandre de
Souza Pcrcira do Carino, do curativo dos enfermos mi,
litares existentes no hospital regimental, mediante d
abandono em que este Bcou pelo regresso provincia
da Babia dos tre. facultativos do 4 batalhao de arlilha-
ria ap (a cargo dos quae. se ochava ento o inesmo hos-
pital), e niorle do cirurgiao de partido Manoel Bemar-
dinoMonteiro:-e como V. Ex. al o preacnte nada deli-
beras.* obre tal objecto, peco a V. Ex se digne com-
niuoicar-me o que ha como conveniente a re.olver.
Dos guarde a V. Ex. Quartel-general na cidade do
Kccife,2 de Janeiro de l847.--lllm.cKxm. Sr. conselhel-
ro Antonio Pinto Chichn o da Gama, presidente da pro-
vincia. dntonio Correa Sera.
Illm. Sr. Da tabella das avallacdea dos gneros
componentes da etape no corrente semestre (como no
que termlnou em dezeuihro ultimo), que por copla fol
rcmettlda a V. S. a 13 do corrente, se v, que a porjo
de farinha de mandioca est calculada em 40 res dia-
rios, c a de pao alvo para os doente. em curativo no
hospital em 75 res, do que he evidente que a etape
para estes he de 235 reis e. nao de 230 res, como pa-
gou, nao s durante aquell semestre, a pagadorla das
tropos, mas anda no me. de Janeiro prximo passado,
e os dous primetros jirel do corrente. E porque rn-
tendo que o chee actual daquella reparticao nao tem
oireito par levar a effelto seinrlhante economa, quando
os paganicntos devem de ser fcitos, como no presente
caso-, obre venciinentos fixos e estipulados pfr le, Im-
porta que as relances de mostra deslc inez se abone a
importancia proveniente dos cinco'res diarios, quede
menos se tirou para as pracas do batalhao sob seu coin-
mando no mrsmo hospital tratadas, devendo della fazer
leinessa ao coronel coinmandante do 2. batalhao de
a miliaria para ser recolhida ao respectivo cofre,na con-
loi-iiuiiade do regulan.ento de i7 de fevereiro de 1832.
t quanto a indcinnisaco relativa ao semestre passado,
jnlguci consequente deprecar i presidencia a expedicao
ue suaj ordens pagadura, no sentido de queseja rea-
,. DPos uai" Iieclfe, 25 de fevereiro de 1847.monn Corra etira.
IHin.hr. Francisco Jos Dainascrnn Rosado, coronel
conimandante do 1. batalhao de cacadores de llnha.
Ue igual teor aos commandantes do. mal.
a de mencionar, como nenhum augmento de rendas ha
e irazern cmara que o confeccionara.
OSr. Aunes Unchaio : Scnbor presidente, ordina-
riamente as dlscussflcs sobre posturas municipaes, ou
sao um posteo friaa, ou menos rigorosas, pela fasffo de
versarein as posturas sobre objectos que a prlineira vis-
ta parecein pequeninos. Os Senhorcs drputados as tra-
tam de bagatelas j mas se a assembla observar que as
municipalidades estio encarregadas de funcede. impor-
tantissimas; que das sao partes de um todo que sera
tanto inais perfeito quanto as suas partes o forcm, re-
conhecer-se-ha a necessidade de dar maior attenco a
discusso dessas posturas : quein ler um artigo distes,
por exeinplo, que trata de etmu, ter, com muita rasiu,
desejos de rir-se; parece una consa insignillcantc, sem
Importancia, sem slgnifioa(3o mas todava todas estas
cousas sao de intere.se local e especial rio municipio, e
asvezes tilo vitar, como osinteresses gerae a respeito
de toda a provincia, de todo o palz.
O Se- filela Tavare: A medida de cwiai nao he de
Interesse local.
O Sr. Nunei Hachado : Parece isso ao nobre deputa-
do ; porem contultc a especialidade de um municipia
suascircuinslancias e interessrs, todos iu jrnerii, suas
necesidades, tudas limito particulares, c ver que es-
tes negocios, pequeninos na apparrncia, teem tanta Im-
portancia para o seu bem-cstar, como os negocios de
grande monta a respeito da provincia.
UmSr. Drpuiatlo : Emendo que a cmara nao tem
este direito.
O Sr. Aunes Machado:Os nobres deputados, que-
rendo anda sustentar as Ideas que foram o anno passa-
do condemnadas pela casa, dizein que se allende acons-
tituiciiu e lodoso principios da selencia, que comuian-
dam a maior liberdade de industria e commercio, quan-
do as municipalidades formulaiu posturas conlendo dis-
posiedes restrictivas, ou que os nobres deputados enten-
dem restrictiva desta liberdade. Senhorcs, se querem
os nobres deputados dar toda a extenso a este princi-
pio, se o levam a um ponto tio absoluto, devem concor-
dar commigo que a consliliiico ferio essa liberdade de
industria e commercio, quando mandn haver um s
padro de pesos c medida para todo o imperio, e obr-
gou ao vendedor a vender o seu genero por una medida
dada.
O Sr. VilMa Tavore: He outro cao.
O Sr. Aunes Hachado : He a inesma cousa ; tanto po-
de atacar a liberdade de industria c de colymercio a
disposicao que prohibe ao agricultor vender o seu ge-
nero, nao por urna medida do seu arbitrio, mas por
urna medida determinada e imposta, como essa pos-
tura que manda que as feiras se facam as vendas por
medida, fornecidas pela cmara, mediante urna certa
quantia, a titulo de alugnel i pois, a ser absoluto o prin-
cipio da liberdade da industria, devia o dono de um ge-
nero poder vcnd-lo pela medida que quicsse, maior,
ou menor, e no por una certa e determinada medida.
O Sr. Joaquim filela : Esta restricf ao he necessaria.
O Sr. Nello : O caso he o inesmo.
O Sr. Munte Machado :Basta istn. Portanto, Senhor
presidente, j o principio da liberdade de industria e
de commercio nao he lao absoluto como todos os outros
O Sr. Jos Pedro: ~ Pode. Oh meu Dos !
OSr. Aune Machado : Dein-iue attenco ; e espero
outro modo de argumentar do nobre deputado : estou
tratando de uma especialidade, e he aqu que devo ser
tomado por queni mequizer combater ; filio do genero
que val ser vendido a medidas: oque ntiem as posturas,
Senhor presidente? A munlclpalidade, decretando esta
postura, mi faz nada mals do que nos laxemos a res-
peno de outros objectos ; e te o poder geral pode res-
tringir a liberdade de commercio, nao permltindo que
alguem venda o seu genero pela medida que qulzer, a
iminieipalidade, determinando o forneclmeuto da me-
didas, esta mullo em regia; he uma renda que se cria,
he uma especie de tributo.
n eT' "''" Tavnr":lto he tjranno!
O-Sr. tVunes Machado :~0 que acho lyranno he faser
a nimba casa c dizerem-me : Vos sois o proprielarlo
desta casa, podis morar nella e fazer o que qulzerdes,
mas havels de pagar tanto. O principio he o inesmo ;
a questao he a mesilla.
Sr. presidente, eu hel de volar pela emenda olTerecl-
da pelo nobre deputado ao artigo tercelro ; at qulsera
que Tosse extensiva a todos os municipios. Comprehen-
" "c'CM'd,<,e e subjeltar o vendedor a ler aterida
as medidas de seu uso, prqne he isso uma garanta pa
ra o comprador, mas obriga-lo a ter uma quantldadc
ae medidas de que nao precisa, e as veies nao esta em
relacao com as fdreas do negocio, he urna verdadeira
VPxacao de.necesaaria ; pols a garanta e favor do com-
prador esta em nao se poder vender enao por mediria
ateridas. Un individuo que tem um pequeo negocio,
e s precisa de um salamiin, que o tenha aterido, mas
se or encontrado vendendo por urna quarta, est sub-
idlo a mulla: por consrguinte exigir que se tenhain
temos completos de medidas be, como difse, verdadei-
ra vexacao. Urna pobre mulher, Sr. presidente, que
vive de vender geurros muito pelo miiido, ha de ter um
lerno de medidas ? Para que, se ella nao carece de to-
dos ?
Voto, portanto, por esta idela, e at quiera ve-la
generalisada ; Isto tamo mals, Sr. presidente, quanto na
minlia vida de magistrado tenho lido ncrasiSo de julgar
assim : eu, guiado pelo principio, de justica que sem-
pre procuro seguir, absolvi sempre todas as eondrm-
naces dadas por falta de temos completos, visto como
se nao proyava que o individuo a'cusado se servia de
medidas nao ateridas ; porqu.into a lei o que (picr he
que se nao venda por medida nao aterida, mas nao que
se lenli.im ternos complrtos.
0 Sr. Aelfo :Un batalhao, de coronel a oldado.
O Sr. Aunes Hachado Absolv empre (opinados);
inesmo porque, Sr., o contrario he at ignorancia,
os rom urna unidade da medida se pode fazer a maior
venda, e medir qnalquer qOantldade de genrro.
Mi concordo qu baja nina garanta para o compra-
dor contra a fraude do vendedor ; mas a materia do ar-
tigo 4." que passo a ler, pode antes ser considerada co-
mo materia criminal do que municipal. (Leu.)
O nobre deputado reprova a parte, da postura que
derrotado, tem uro companheiro, consol-te commi-
go..... Hitada'
Senhor prndente, eu emendo que a questao nao tem
sido encarada pelo seu verdadelro lado: nao se nega s
cmaras municipaei o direito de mandar aterir peso, e
medidas, e impor una multa todo aquelles que ven-
dercm gneros por pesse medidas sem seren ateridas,
nao se Ihes nega este direito, porque elle est consigna-
do na legislacao do palz. A questfio he oulra e bem di-
versa, he saber, se, urna vez aterido o pesos e medidas,
a cmara compele o direito, reparen! bem os nobres de-
putados, de monopolisar csses pesos c medidas, sendo
que ningiieni mais e s ella posta ter medidas* etc.;
mas he isto o que o nobre deputado nao pude mostrar ;
nao pode provar que a cmara tenha o direito deduc-
an ridadao: n Vos havels de vender no mercado o vosso
genero smente pela .medida que-cu vos oflerecer:
e nao pode, porque Isto importa urna o densa comtltui-
fao c aos principios dasciencia. (ilswiado.)
O nobre deputado, cuja capacidadc recouhecn, sabe
perteitanieiitc que, uma vez que a conslituicao tem de-
terminado o padrao dos pesse medidas, qualqurrindi-
viduo pode ter e prestar estas medidas, com tanta que
competentemente ateridas: (poiarfb, nao ha lei alguma
que possa prohibir que eu tenha cni minlia casa lautas
quintas medidas e pesos me parecerem convenientes i
'apoiadoe) mas, admittido o principio de que s as cma-
ras podem possuir e prestar medidas, esta restringida
a ininli.i liberdade, cu nao posso ter essas medidas, por-
que esse direito semiente perlence a e 1:1111.1 iniiuieip.il,
e quando eu liver de comprar alguin genero, querendo
que esse genero teja medido, nao por aquella medida
que a.cmara fornece, mas por aquella outra que tenho
em meu poder, e he igual a da cmara, me diruo : V
nao podis medir esse genero prla vossa medida, mino-
ra seja aterida, havels de medi-lo pela medida da cma-
ra, e haveis de pagar-lhe una imposlco. Isto, Senhor
presidente, he que he anti-conilltucional, e contrario
aos principios da sciencia ; porque, alim d restriccao
sem proveito publico, que se observa em semelhante
systciua, elle de mais a mals val embarazar as transac-
ces do commercio, c o nobre deputado sabe que he da
liberdade do commercio, til ao Interesse do pal, que
baja o maior numero de pesos c medias, para se faclli-
larcm as operaces commerciaes. Mas, toda a vez que
o numero de pesse medidas fortio limitado, que essas
transacces soilVam cinbarac.0, que haja um excedente
do genero que se vende, q.uando realmente a sua procu-
ra lie grande..... aqui cstao oll'endidos os principios da
sciencia. K nao ha este embarac-o, quando acamara lao
rnente compele este direito ? Pode a cmara munici-
pal forneccr tantas medidas, quantas sao precisas para
o increado ? Nao ; alguem ha de esperar que outros ven-
ilaiu 1 > 1 mu n o ; qucui liver a medida sua di>posicao
piide at vender o seu genero por inais duque o pree o
correte: e ijuc terriveis consequeiiclas seiiio podem se-
guir de sementante systciua /
Senhor presidente, diz o nobre deputado que esta ao
p de miiii, que eu nao estou na questao ; com e/leito.
manda matar os ees; he urna ide'ia sanecionada por um'|*S ildcnte he CUu, l!a', nao sei qual seja elle, o nobre deputado m o expli-
co rpos
'" mmi'iii aaiaiaiiHiua maai 'ii 1
PERNAMBCO.
SKSSAO EM 8 DE MARCO DE 1817.
rESIDBNCU DO sr. 1O0ZA lUXKlll.,.
;Conlnuai/o do n." antecedente,.
ORDEM DO DA.
tonlnuaco da terceira ditcutso dai poiturai da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, cm aitguinie emenda do Sr. Nello:
O artigo 3.' redija-sc da seguinte mancha: Os la-
lierneirose logislas ir/o ateridas as medidas deque usa-
reni, e lhe forcm necessai ias : os contraventores paga-
rao a inulta de lei a dozc mil ri*.
O Sr. Nello protesta que, em quanto tiver assento na
casa, ha de envidar todos os esforcos para que as postu-
ras das cmaras municipaes da provincia passem por
cuidadosa e porfiada discussao, nlim de que nao sejam
volada menos pensadamente dlsposi;0e que teem de
vir a fazer parte, e parte multo importante, da legisla-
cao do palz.
Pssando a tratar das posturas em discussao, nota o
orador que o respectivo artigo I lhe parece compre-
hensivo de medidas excntricas dasatlribuicdcs da mu-
nlclpalidade que o votara, c quem, como a todas as
nutras, apenas cabe, em semelliantrs casos, o direito de
propr os nielo, que mais conducentes Ibes parecerem ao
fin a que se dedlcam, para, depois de approvados pela
assembla, nbterem a forja de lei, e o carcter obriga-
torio: acha um pouco brbaro e de alguma sorte con-
currente para o atraso da civilisaco dos niunicipcs do
limoeiro, a ideia consignada no artigo 6." que autorisa
a matanca dos caes, e Julga que, para prevenir os ma-
les que da conservajito desies animaei as ras possa
porveniura provir, seria inelhor adoptar osysleina de
multar os respectivo dono ;uppoe contrario ao prin-
cipio conslltucionacs os artigos 9."c 10., que, aleta de
decretnrem um monopolio, determinando que s pelas
medidas, de que estiver de posse um arrematante, se
possam vender os genero, subjella a retirada do pobre
vendedor vonladc, e talvez inesmo ao capricho desse
arrematante, pois que dispcie gue s a este posa quede
entregar a medida que dclle houvcr recebido, sem at-
tender que bem poasivel he que dito arrematante se au-
cnte da villa, e asslin Impossibilite o misero matulo de
voltar a lempo sua casa; e conclue declarando que
tem de mandar urna emenda a mea, para que eja sup-
p'ido o artio em que vem consignado esse monopolio
mju; nao t leve de produziro Inconveniente que ca-
principios sociaes, que as conveniencias publicas uo lhe
possam por restriccocs e regras.
O Sr. filela Tavaret : Posso vender o meu genero,
independe me dessa medida; esta resuiceo tem o seu
conforme.'
OSr. Aunes Machado : Esse conforme he o conforme
daluslica.
O Sr. filela Tavaret: Se a parte convencionar com-
prar por urna certa medida, pode comprar.
OSr. Nello: Pode comprar a olho.
OSr. Aunes Machado: Mas todas as vezes quequizer
medir, ou pesar seu genero ha de ser pela medida le-
gal, c nao por urna medida convencional earbitraria : o
contrario he ir de encontr aos principios constitu-
cionaes.
O Sr. Nello: Quanta. carga, de farinha lera o nobre
deputado comprado a olho?.....
V Sr. Aunes Machado: -- Ku respondo ao nobre depu-
tado, que nao tenho comprado cargas de farinha ; nao
me oceupo insto ; a dona da casa he que traa desles ne-
gocios.
O Sr. Nello: Nao digo eu isto,
O Sr. Aunes Machado : Vamos questao.
Senhor presidente, nos devenios considerar os interes-
se. cspcciacsdc um municipio, da mesilla maneira que
consideramos os interessrs da comarca, ou da provincia
e do imperio, e portanto se a disposicao geral de medi-
das ateridas he legal, e nao oQ'ende a liberdade de In-
dustria, a disposicao especial da postura tambem o deve
ser, pois em ambos os casos ha, he vrrdade, urna restric-
Eio, mas reitricco autoritada pelas conveniencias pit-
ucas, amenos que a de justica e de direito mude de
natiirc.za e perca sua forja pela enlidade que ppllca
o principio; mas estou que os nobres deputados nao
Juercro scmclhante cousa, porque bem sabem que on-
e ha a inesma rasao d.i-e a mesma disposijo: (apoi-
do) portanto deixrmos esse erro, em que cu tambem te-
nho cabido com os meus amigos.
Volto ao meu principio.
Senhor presidente, a liberdade do commercio, a.sim
como tudo que est debaixo da aijada social, nao tem,
iieiu pode ter o carcter de absoluto; ludo est subjeito
aquella, modincajea e rotriejoe que o exigircni as
conveniencias publicas.
Vm Sr. Deputado : Mas esta restriccao tem regra.
O Sr. Nunee Machado: E essa regra serve ein ambos
o caso. ; ouje trate do artigo constitucional; ou da pos-
tura, a raso que legitima a restriejao do principio em
um caso ha de rrger tambem no outro.
Se pois, Senhor presidente, nao he absoluto o princi-
pio da liberdade do commercio, o que os nobres deputa-
dos devem examinar he se a_s conveniencias publicas do
municipio exigem urna disposijo scmelhanlc a que te
acha decretada as posturas.
Vm Sr. Deputado: Foidisto que se tratou.
O Sr. Aunes Machado : Nao ; no e arguuienlou as-
sim, foram buscar principiosgeraes, theorias que iiiu-
guem contesta, mas sem pplicacao ao uMo especial em
que nos adiamos.
O Sr. filela Tavaret: A questao nao be esta, he
inulto diversa. .
OSr. Aunes Machado : -- A conslituljao, Senhor presi-
dente, apena diz quehaver um padrao para medi-
da, o para pesos..... '
OSr. filela Tavaret: Que esse padrao eja fixado
pela atiembla geral.
O Sr. Aunes aVaeaado : Bem : mas ea disposijo he
restrictiva da liberdade de industria, porquanto nao pode
o dono do genero vend-lo pela medida que quizer, b
de ter pela medina aterida.....
costo me antiquissimo. O cao, Sr. pres.__
cuello um animal precioso; mas a descntela de con- '
sentir pelas ras grande quanlidade dessesanimacs sol-
tos tem trazido prejuizos para as Individualidades, o
nobre deputado sabe ao que est subjeito o cao..
O Sr. Ferreira Hrrelo : A* hydrnphoba.
OSr. Nunet Machado: Um mal terrivelqUe apparecc
de sbito, c que icio se pode couheeer, c d' i In leem
resultado graves inconvenientes que he preciso acauli'-
lar: esta medida de mataros ees existe sanecionada ha
muito tempo; c uo ha posturas de lugar algiim que nao
Iragam esta disposicao de alguns lugares mals civlisa-
dos; o que se pode he nao pcriuittir mata-Ios a panca-
das ; mas de outra maneira que nao repugne tanta,
aluda que he sempre matar....
Eu relo que o nobre deputado nao comprehcudeii
bem a materia do artigo 10.
"O nobre deputado achou repugnante que aquelles
que alugaui a medida para usar della uo possam en-
trega-las a quem quizerem. O liu he prevenir a fraude
e garantir o forneerdor : poderla um sujeito receber a
medida, servir-se della, e depois da-la a outro, e a ou-
tro, e assim prejudicarao arrematante; porque cuinpre
aber-sr que essas medidas sao arrematadas.
OSr. filela Tavaret: Porin sempre Botn alugadas,
pagando mil reis.
OSr. Nunet Machado: Nao cuide o nobre deputado
que o individuo rsteja dltposlo a pagar esse mil rls.
OSr. Yillela Tavaret; O aluguel da euia vale mui-
to 1
O Sr. Nello: E p de fazer isto com o artigo.
O ir. Aunes Machado : Ou o nobre deputado ha de
votar contra o artigo que permute o forneclmeuto das
medidas por parte da cam ara, ou ha de consentir ues-
te.
Sr. presidente, nao ha mais nada a dizer a este res-
peito ; voto, pois, por estas considerajes: devo acerrs-
centar casa que, de mais a mais, isto he materia legis-
lada ; temos Irglslajo a respeito ; ha um principio ad-
iiiittillo pela assembla provincial.
O Sr. Nello: Das euias ?
0 Sr. Aunes Machado : Das medidas, Sr. deputado,
fornecidas pelas cmaras, exiglndo entretanto um tu bo-
to ; esta he que he a questao. Formain direito das mu-
nicipalidades, he um ramo de rendas, que nlnguem .nu-
il nobre deputado apresentou na casa, asscverou me-
ino, urna proposijao que me hade dar liceuja para com-
ba t-la : o nobre deputado avanjou a proposijao deque
niiiguem pode vender seno por pesos c medidas ateri-
das : est engaado nrsta parte ; todo o mundo pode
vender, sem ser por pesos e medidas, anida que ateri-
das, quando houver accordo entre o comprador e o ven*
dedor ;.o contrato he perfeito, porque os pesos e medi-
das nao inlliieni na validado dille, uma ve/, que aspar-
les contratantes presciiiriam disso. (Apoiadot.)
O Sr. Nunet Machado :Eu referi-me a especie, aos
gneros que tiverem de ser vendidos por pesos e medi-
das.
OSr.
da at boje contestou; e esta ci i eu instancia Invoco tam-
bem em favor das inhibas ideias.
O Sr. Vittetafmvaret. Senhor presidente, em asc-
8.1o passada fui eu o primeiru que me Icvantei nestaca-
sa para tratar desta questao das medidas; fui o primeiro
que apresentei algiimas rasdes contra este artigo, mos-
fHiela' Tavaret :Quando o genero apparecer
no mercado, e tiver de ser vendido por peso e medida,
rutan, nesse caso, o peso c a medida nao podem ser te-
nao ateridos; mas, quando o compradur quizer com-
prar sem ser por peso c medida, isto he, como se cottu-
ma dizer, a ollie, iiinguem lh o pude prohibir.....
O Sr. Aunes Machado :J me expllquel; nao levante
castellos para combater-me.....
OSr. filela Tavare :Nao levanto castellos, nao te-
nho este costume, perde-uie o nobre deputado, esta
he a consei|iieni i i necessaria da proposijao do nobre
deputado, que niio he exacta, c precisa de reparo.
(lia divertot aparta que nao podemot tomar, ptla sua mu-
liplicidade.
OSr. filela Tavaret:tic da liberdade do commer-
cio, he dos principios da sciencia, he da legislajao do
paiz, principiando pela constituijo do imperio, que
qualqucr individuo possa vender por pesos e medida*
quando estiverem ateridos, ou sejam fornecido* pela
cmara, ou por um amigo, ou por quem querque seja ;
o contrario he restricjo, restriejao que pode embara-
jar a qualquer o livre uso das suas fatuidades indus-
niaes.
Creio que nesta parle tenho defendido o meu penia-
mento.
Ora, a respeito do artigo 10., o nobre deputado dlsse
que o achava at bem redigido, que o apolava ; mas
que diz este artigo ? Vejamos. (LJ.
Eu creio que o flm que se tem em vista com este arti-
go he obviar os abusos a respeito dos que aluguem at
eui.is. mas este fin desapparece, desde que o lucro de
pastara cuia teja maior do que ot mil rls que se he obrl-
gado a pagar : apparce, por exeinplo, uma grande
quantidade de farinha, milho, teijo, ou o quer que -
Ja, o individuo quealugou acula, quer retlrar-e, pai-
sa a medida para o dono destes gneros oovamenta
chegados c nlslo f.i/.-lhe um bem, euibora pague elle
a mulla, poique ella lhe be menos sentlvel do que o
to pedir a patarra, e tratar iiovanirnte das colas, flquei
admirado, tanto porque o nobre deputadorieve, lao bem
como eu, saber o pensanenlo da casa ein favor do arti-
go cmquesto, como porque creio at que este artigo
j passou ein segunda discussao, sendo rejcitadas todas
as emendas que se apresentarain; e por isso entendo
que, nao se leudo api esenlado rascs novas, deve subsis-
tir o mesiiio juizo que antecedentemente a casa j fez.
Todava, como fui o primeiro que combat o artigo,
como ful o primeiro que pretend repclllr essa especie
de oppresto que te quer fazer i quem tiver teus gne-
ros para vender natfeirat......nao devo, ainda que uma
vez vencido, desamparar meu posto,.evou ajudar o no-
| bre deputado nesta euipreza ; se o nobre deputado for
mar.
O Sr. filela Tavare: Auginenta-se com um abu-
so, com uma immoralidade, e a cmara nao pode que-
rer tal cousa ; nao procuremos, com o Ain de augmen-
tar a renda da cmara, otfendtr o interesse de todos
os particulares, porque a cmara he iiiesmo a prlmeira
que deve einpenbar o aeu zelo, a lila Intelligencia,
ua autoridade, em favor *
conveniencia, poli,
e por loo contino l
O Sr. Laurentinn : Sr. presidente, eUlve quati a de-
islir da palavra, porque o nobre deputado que acaba
de lentar-ie, prevenio todis as reQexo* que eu llnha de
fazer sobre esta materia ; com effelto, comBinando-te o
tur o seu zeio, a sua mteiugencia, a
m favor de seus nclM : nao vejo
s, na passagem doat>t|)igos 9.* e 10.*,
o a rejeita-la.
JMELH0R" EXEMPLAR ENCONTRADO
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mmm
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"rtigo 2. desta postura cora o artigo 9.4, nao vejo no
artigo 2." mais do que una mrdida salutar e policial, e
no artigo 9. mais do que un monopolio completo: ein
un dlz-seque nao e venda senao por medidas afondas,
no outro dlt-se que scja a cmara quein fuiera estas
medidas : sobre esta materia nada mais tcuho a accres-
crntar aoque se tetn dito.
Na sesso paesada.j tialgumas rclexocs sobre a dis-
posicao do artigo que falla dos enes, cabras, etc., princi-
palmente quanto aos cues : ha pouco o nobre deputado
que se assenta do outro lado ( o Sr. Nunrs Machado a-
presentu estes anlmaes como perniciosos, porm, nao
os considernu tambem como a salva-guarda das casas, c
* niesmo do dirt'ilii de propriedade, de vida, o, de mais a
ni.iis, como um meio de subsistencia que sao, dos povos
do centro lie immenso o numciw de cidados do cen-
tro, cuja miseria he tal que os leva a sustentar as fami-
lias cun a caca de seus cites : por que raso, pols, lio
de ser os caes condemnados ao exterminio c a morte?
Na sesso passada mandel uina emenda mesa neste
sentido, e foi approvada; mas, como nao apparece, tor-
no a mandar outra idntica aquella.
J na sesso que passou toquei as disposiedes do ar-
tigo 0." : os noli res diputados que me precederam, nao
se dlgnaram de Ihc pr os ulhos elle aqui rstu. i..
Sr. presidente, cu desconheco as ramoraso direito de
impdr, c seinnrc as tenho considerado como corpora-
crs de cidados cncarregados de funecos policiaes ;
nao sel se ellos teem o direito de impr, vejo somonte
pie as suas imposice* sito penas correccionaes : aquel-
le que delinquir pague isto, aquelle que aberrar dos ca-
minhos estabelecldos para utilidade publica, pague tan-
to, etc. : eis osen direito; mas nao sei que haja lei que
as autorisc a punir crimes.
Vamos agora ver cm que se basa esta disposicao ; a
cmara teni seus rendimentos seus patrimonios ; tein
a sen cargo policiar seus municipios, e entre os artigos
de i'ulici.i entra o beneficio das estradas ; mas por que
rasao ha de a cmara metter cm si o rdito deseu patri-
monio, distribui-lo no que Ihc parece, c impdr directa-
mente sobre os proprletarios, obrigando-os a rocar e
linipar as estradas ? Se esta imposiro he urna medida
policial, os proprletarios nao sao empregados de policia;
e se he esse direito que se quer conceder s cmaras,
he odiosa essa medida, s pela desigualdadc que con-
ten i-in si. F.u crelo que todos os Srs. deputadosconhe-
cein a desigualdadc dos proprletarios do nosso centro ;
lia pioprietarin que possue nina legoa de trras, ou-
tros quepossuem ineia, oulros que possuem uina tira
estrella e excessiramente longa, cortada por duasou tres
estradas: tudo quanto estes mlscravcis possuem est
naquelle terreno; porque rasao ha de pesar sobre clles
a obrigacao rigorosa de rocar essas estradas para utili-
dade geral, e somonte a sua custa ?
Eu aclio inuito onerosa esta disposicao; achn-a bar-
bara, injusta, injustissiiuaal. Entr 50 mil habitantes,
40 mil niio siio proprletarios, e 10 mil que o sao, fcan
obrigados a limpar as estradas para todos : isto nao he
justo, e leva-me a votar contra o artigo.
He o que tenho a dUer.
O Sr. Jote Pedro : Senhor presidente, en devia ceder
da palavra, porque o nobre deputado que sustenta o ar-
tigo, tem feito taes modificaces as suas ideias, ou se
tem explicado ltimamente por tal uiancira, que tem
quasi privado-mc de oppdr-lhe argumentos ein contra-
rio. F.u o tinha percebtdo ao principio d'uma manoira
diversa da que agora o percebo, e pareela-mc que o no-
bre deputado sustentava 'tambem outros principios que
agora parece que os roproya ; por isso, e porque o no-
bre deputado que fallou cm penltimo lugar, prevenio
alguns argumentos que se poderiam apresentar contra
o que disse o nobre deputado, cu devia ceder da palavra ;
mas, tomn dado um aparte, e o nobre deputado repel-
lido-o de tal modo, que revelou casa, ou que eu es-
tava desaliento, ou que o nao percebia, sou forrado a di-
zcr algutna cousa sobre a questao.
O nobre deputado, posta que pareersse modificar
11 iian tu tinha dito ao principio, conoluio dizeudo-nos que
o artigo ein qucaliio nao contrariava os principios eco-
nmicos, e nciu infringa a constltulcao. F.u cstou con-
vencido do contrario, me persuado que o artigo vai con-
tra o que i ecuuimoiiil.ini os principios econmicos, loro
a liberdade de industiia, e ]ior isso mesmo a consti-
tulcao.
O nobre deputado, pela nodifioaoao ou explicaco de
suas ideias, levou a questo ao ponto que niarcoii o no-
bre deputado que fallou em penltimo lugar, isto he,
que as cmaras podem obligar o povo a vender os sous
gneros nos mercados por ella determinados, polas me-
didas que Ihc furnecei ; e que este procediiiicnto nao
contrara os principios da sciencia, nem he inconstitu-
cional. He esta, pois, a questao a que reduzio o nobre
deputado tudo quanto disse. Ku direl pouca cousa, por-
que ella ja foi respondida pelo nobre deputado que fal-
lou em penltimo lugar. Antes, porm, de dizer a mi-
uha opiniiio a este respeilo. dirci que me pronuncio con-
tra n adopcao drssas medidas chamadas cuias, de que
usam as cmaras, porque o padrao das medidas*he um
s, he esse que tem decretado o governo geral, c o ni-
co que pode ser admittido pelas cmaras na compra e
venda dos gneros.
O Sr Auno Hachado : Eu referi-iuc s medidas l-
gaos.
O Sr. Jos Ptdro : Bem ; mas eu tinha percebido que
o nobre deputado queriaque as cmaras podessem usar
drssas medidas, e por isso lhe dri rsse aparte que nao
foi fra de proposito, como euxer^ou o nobre deputado,
porque as posturas fallam de cuias, c esta medida lio
usada, crelo que em todas as comarcas do interior des-
ta provincia : eu prescindirci drsta questao.
Senhor presidente, cu emendo que, quandoa constl-
iun, .ni ileierinilion que o padrao das medidas fosse um
nico, por isso que deu s ao poder legislativo a attri-
buicao de determina-lo, leve em vista uuiformisar as
medidas, aiui de poder se conbecer, ou fazer idcla da
quantidade dos gneros possuidos, e avahar aquellos
que entrassem as transaeces ; foi tambem para que se
podessem regular os piceos ; se evitasse as fraudes e os
engaos ; fosse possivel laucar os impostos, e cobra-Ios
sem injustica, e fcilmente ter-sc urna base para a esla-
listica nesta parte, etc., etc.
He esta sem duvida a rasao por que o governo inter-
velo na determinaco do padrao das medidas, e rescr-
vou para si a sua rrgularidade. Se o contrario losse, e-
sje concedesse a qualquer eslabolecer medidas que bem
lhe parecesse, liavoriam tantos e to variados padrees,
que nao seria possivel couhcc-los, o por isso mesmo
iiinguem podciia fazer Ideia dos gneros possuidos ; e
quanto dependosse dessas medidas seria iucompivheu-
slvel e incalen lu I. Ora, porque o governo toinou para
si este direito, pelas rasoes que tenho expendido, srgue-
se que ninguein poder vender b sou genero senan pe-
las medidas logaes ? Se um particular convencioiiar cnu
outro trocar genero por genero, ou troca-los avalian-
do-os por qualquer manrira, estar por isso nullo o con-
trato que nier? Certainente nao. Ora, je Isto he assim,
como pdenlo as cmaras obrigar -quelles que qui-
serem vender o seu genero no mercado que ella houver
determinado, a vende-lo por medidas logaes c medidas
luriii celas s por ellas ?
O Sr. JVumi Machado: Anda esta fra da qucsljo.
OSr. Jo$ Pedro : Eslou uella e o vera o nobre depu-
tado.
Este procedimenla das-camaras, Senhor presidente,
nao pude dcixar de contrariar os principios econmicos,
atacar a liberdade de industria, e por isso mesmo he in-
constitucional. Digo que ataca a liberdade de industria,
porque obriga o individuo a vender o seu geuero por
certa c determinada manoira, vontade de outrem, e
ubjellando-se umitas Vcies a prejuuos que sao urna
conscquciicia forcada dessas reslricccs. Nai contra os
principios econmicos, nao s por atacar a liberdade de
industria, scn?oadsnue pude cnniiaii.tr os inleresses e
lucros do v r 11 t]tu -e comprador ; diminuir por isso
mesmo os tcusSSKaes ; prejudicar a sua industria, o
consegulUcineW rtinueza dopaiz : cu figurare! certos
casos que seiu duvida se daro, que provaro tudo isto.
Pergunto ao uobae doputaUs, pode afiriiiar-me que
as cmaras tero tantas medidas quantas precisarcni os
vendedores .que concorrem s feiras ? Nao certamente.
Se as medidas forem em numero menor do que o nume-
ro dos vendedores, nao se dar o caso de uns vendereni
os seus gneros prlmeiro do que outros, e estes afinal
nao acharem compradores para os seus ? Nao ser pos-
sivel que acamara, ou o arrematante das medidas exer-
oa uina preferencia odiosa em favor de alguein que lhe
de alguma conveniencia, ou para se vingar dos seus des-
afeicoados*? Nao ser possivel tambem que alguem se
pro va leca da demora que a cmara tlver em dar as me-
didas para priucipiar-se a venda dos gneros, e os com-
pre por atacado ao matulo que nao pode esperar, e que
por Isso os vender por um preco inferior ao corrente,
donde resultar o monopolio e a caresta do genero cm
prejuizo do comprador e vendedor ? Nao poder acon-
tecer mais que na occaslao em que se principie a ven-
der o genero, a concurrencia ao mesmo lempo dos com-
pradores que estilo a espera dessa hora, faca persuadir
ao vendedor que essa concurrencia he extraordinaria, e
resulte dahl a caresta dos gneros que" se venderein ein
Crime I ro lugar ? Ao contrario, nSo ser possivel que a
ora com que contnm os compradores para rom ao mer-
cado comprar os gneros, que se vendein pelas medidas
que fornece a cmara, seja mal calculada, e por isso
custem a comparecer, e faca persuadir ao vendedor que
nao ha compradores, e baixe por isso preco dos gene-
Jtts? "Van ha em tudo Isto perita de tempo e de lucros, e
uina siibjeieo imposta ao povo que compra e vende,
sem neiiiiiii'na utilidade publica? Por ludo isto v o no-
bre deputado quaes as consequencias da obrigacao de
venderem-se os gneros pelas medidas das cmaras, c
quanto esta obrigacao contrara os principios da scien-
cia, a liberdade de industria, c por isso mesmo ataca a
constituico : crelo que tenho mostrado ao nobre dopu
tado que a sua opiniao nao he verdadelra, e por Isso vo-
to conloa o artigo que se discute.
O Sr. Nunet'Machada declara que entre as suas ideias
se nao d a incoherencia que ncllas entendeu descobrlr
o Sr. Jos Pedro, eque de certo nao seria desenberta se
o mesmo Sr. tivesse attendido para a especialidade da.
questao, e dclla se nao houvesse apartado ; observa que
j se nao trata das mmi. mas sim das medidas de que u-
sain os mercados pblicos de conformidaile com o que
se icli.i estatuido as leis do paiz : nota que o argu niejito
que, fundado no direito de nominerciar I i vi emente, foi
apresentado na casa contra os artigos que se discutem,
he a olhos vistos improcedente, pols todos os dircilos,
inclusive o da vida, sao susceptiveis de restricco, sem-
pre que o exigem os Inleresses da tociedade: faz ver que
do fornecimciito das medidas pela municipalidade re-
sulta, mo un vexame, mas o beneficio de nao precisa-
i em os vendedores carregar as mesmas medidas junta-
mente com os gneros, mas smente estes, e, sem du-
vida, em inaiur quantidade : diz que o monopolio de
que tanto se arreceh o referido Sr. Jos Pedro s pode
resultar do abuso da disposicao que elle orador defen-
de, e nunca da propria disposicao, caso nico em que
deveria esse monopolio influir para a rejeico dola : e,
accrcscentando que, se s posturas emdiscusso cabe a
qualificaciin de represslvas da liberdade da industria,
tambem deve ser assim qualilicada a lei do 1." de mi-
mbro na parle que eslabelece mercados e matadouros
espoi i.es, iiianil'esta a iiitonrao ein que so ada de vo-
tar pelas mencionadas posturas, taes quaes estao redi-
midas.
Tenflo dado i hora,
0 Sr. Presidente levanta a sesso depois de baver de-
signado para ordem do da da seguinte: cnuiimi.icao
dadehoje; Icitura deprojeclos e pareceres, e terceira
discusso do projecto que llxa a forja policial.
SESSO EM TdeImaRCO DE 18W.
PRF.SIDE.NCU DO SR. sol /. 1IIM 1IIA.
SV MMAl! h) Chamada. Approvaco da acta da scsiao
anterior. Expediente. Approvacio de doui requerimen-
tot do Sr. .Viini- Machado. Nomeaeao de urna commitso
pura redigir a repreientacdo a que um detiei requerimentoi
le refere. .4pprot)apadetima reloluca qutautortia Fran-
ciico Ribeiro de llrito a vender por meio di urna lotera, e
io/i certas condirOes, suat catas do Riti doCajueiro.
Adiamento, por empate de totaca, das posturas da cmara
do Limoeiro ; cpela hora, do projecto que fi.ra a frca po-
licial.
As 11 horas o1,, da manhSa, oSr. I. Secretario faz
a chamada, c verifica estar presente numero legal de
Srs. deputados.
Sr. Presidente declara aborta a sesso.
U Sr. 2." S:crelario le a acta da sessao antecedente que
be approvada.
Sr. 1." Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um olCclo do secretario interino da provincia, remet-
tendu um l equel iinonto ein que JoSe Allonso Morelra,
pede pcrmisso de Iranspurtar por mar mil barricas com
assucar para seren inspectadas em alguns dos trapiches
a I la men idos. A' commisso decommercio.
i ni i eqiiei iiin-oto cmque Manocl Alves Guerra pede,
cm nomo de una couipanliia, que se lhe permita for-
neccr, exclusivamente, c.irue verde aos habitantes desta
i i,laile c da de Olinda. A' commisso de commercio.
1 e-so o seguinte requerimento, queheapprovado sem
discusso: .
Hequeiro que esta assembla dirija assembla ge-
ral urna reprcseutafo, pedindo-llie para consignar no
respectivo orcamento uina quautia como indemnisacn
dosalugucls da casa que boje serve de alfaudega nesla
cidade, visto pertencer o edificio ao patrimonio dos or-
phos, e nao poder o governo dclle dispdr sem ollcnsa
da lei; cstiinando-sc o alugucl desde o tempo em que
o edificio foi oceupado pelo governo, e dcclar&ndo-se a
sua contiuiiaco. S. R. A mu Machado
Em seguida o Sr. Nunes Machado manda mesa o se-
guinte requerimento que he approvado :
" Requeiro que o Exm. Sr. presidente nomce uina
coiiiinissfio para redigir a representaco que esta assem-
bla tem de dirigir a geral sobre o objecto da indicaco
que acaba de passar, relativa casa da alfandega.
Sao Horneados os Srs. Nunes Machado, \ Hela c Netto.
He jtilgada objecto de dellberacao c mandada impri-
mir uina resoluco, concedendo, a beneficio do cidado
Francisco Itibciro de Hrilo c a requerimento do mesmo,
injia lotera, cojos premios teem de ser instituidos as
casas do seu sitio Cajueiro reparadamente; sendo oito
dos dote por cont do producto da mesilla lotera appli-
cados ao imposto, e quatro a favor da igreja matriz deS.
Jos que se ai lia Clll i dilieai .'ni.
(Cmilinuar-sr-fia).
ouvi uns slos e oiandopara tras Vi ella que me pedio a-
beoca ; que eu lhe botel, e depois ella se foi embora c
eu nao a vi mais ; passou 2 ou3 metes e cu eslava sen-
tado na praca da Rtbeira conversando com loba pare-
ceira Chica; vai e chega uina preta.e me jerguilla se
eu conhecia a sua prente c me d os signaes da iinha
pareceira ; cu disse : Sim, eu conhece e- Vine, que
quer ? Respondeu a preta por estas palavras: Vine.
v ella, leva no casa de minha Sr. que d a Vmc. di-
nheiro : ceu lhe disse que nao era capitaogo de cam-
po. o outro dia eu cncontrou minha Sr. moco na ra
dos M.iri\ ros o olio me disse: < O' uiestre Pedro, voss
porque nao da conta da preta que voss tem ? Eu dis-
se a elle : Minha Sr. Vine, sabe que eu nunca furlel
e nao fui eu que i Isjo, e me fui embora. Quein mal-
dade pao tem maldade nao cuita : eslava eu trabalhan-
do na ra do Rangcl mullo soregado de ineu quando ve-
ein soldados, e me prende, leva-ine n'uma sobrado, e
quando eu pergunta porque est pres me diz que eu
tinha confessado ter commigo a minha pareceira.
Juii: Voss niio conbece a preta Escolstica ?
Reo : Conhece, porque he minha pareceira.
Juis: Voss nao se Icinbra de ter promettido de le-
va-la para casa uina preta Maria ?
Reo: Eu nao conhech este preta: agora he que
conhece, porque ella me foi aecusar; mas eu sabe como
foi Isso : minha Sr. moco mesmo he que me levantou
esse falso ; e as foines e tudo mais que eu passa eu sabe
porque he. ( O r/o coito zangado para o lugar oadi eslava
assentado.) ...
Jiii: : Sio, venha c! Eutao, voss nao tinha ami
zade com, esta preta?
Reo : (com azedume)Nata.
.luis : Nem leve filhos dclla '
Ido -. (com azedume) Nao, porque ella nunca pa-
rlo. (Ha risadas eoro insiste em querer ir sentar-si.)
Jui: : Sio d attoncao... Voss nao viva com esta
preta ?
Rio : Nata. Eu era easado com um preta de nome
Maria: ella......ron e cu nao quix casar mais com nin-
gem ; e esta injuria que eu passa, nao he pouca.
Terminada a accusaco e a defesa,
(ISr. Jui,: Preside Me faz o rolatorio da causa, e cutre
ga os quesitos ao presidente do concelho que. recollien-
do-se com os domis membros sala das conferencias,
volta pouca depois dos debates com resposta negativa
aos mes ni os quesitos.
OSr. Jui: Presidente conformando-se com a declsiio
do jury, absolve o reo e coudemna a municipalidade as
cusas.
As 2 1/2 horas da tarde, levanla->e a sessao.
DIARIO l)E PIIVIIMICI).
TBIBNAL DO JUBY.
SXSSO EM 9 1IE HIRCO DE 1842>
Presidencia do Sr. Ferreira domes.
As 11 horas e /, da manhaa, feita a chamada, verifica-
se h.iver na casa numero legal de Srs jurados.
O Sr, Juit Presidente declara aberta a sesso.
Em seguida procede-se aosorteiodo concelho que tem
de julgar o reo Pedro Antonio Morelra Moniz, aecusado
por crime de furto de esCravos.
Depois de havercm prestado juramento*os Srs, julzes
sorteados para o concelho,
O Sr. Jnii Presidente faz ao reo o seguinte
INTERROGATORIO.
Jui:: Como se chama ?
Peo : Eu me chama Pedro Antonio Morelra Moniz.
Um Sr. Jurado: Falle alio.
Reo : lio !... Eu nao he alfaiate, he pedreiro.
yin:: Quein Ihc perguntou Isto *
(O reo nao responde)
Juit: Sabe por que est preso ?
Ar: -- Eu sabe, sim, Senhor ; porque ajojaram
commigo e me dizque cu havia de dar conta de una
Ereta minha pareceira que eu ha mullo tempo nao va.
e verdade que eu um da, pastando na ra da Prala,
BKOIFZ, 9 DE MAHfJO DX 1S47.
I.eitura de projeclos c pareceres; continuaeao da or-
dem do da de hoje; i.* discusso do projecto que ap-
prova o contrato celebrado entre a presidencia da pro-
vincia e a companhia do tlieatro publico; do que auto-
risa a inesma presidencia a contratar com uina compa-
nhia de mnibus a condueco desta cidade para a de li-
li ma, logo que terminara obra da ponte daTacaruua; e
do que cria urna cadeira de prime!ras lettras para me-
ninas na villa de Nazareth ; eis o de que se deve tratar
na sesso da assembla d'ainanha.
Hoje nao trabalhou o tribunal da relacao, por niio te-
rem os Srs. desembargadores comparecido em numero
bastante para formar casa.
Pelo vapor l'araenii que hoje chegou dos portos do
Norte, recebemos diversos jornaes, dos quaes alcancam
a 3 do corrente os de data mais moderna.
Quanto ao estado poltico, em nada tem o Cear nie-
Ihnrado: alm dos dous partidos que l existem, e de
cujas rixas por mais de urna vez nos temos oceupado,
um terceiro que se all creara sob a denoinlnacao de
equilibrista, o que eslava como que csquecldo, surge a-
gora de suas ruinas,e de alguma sorte guerreado pelos
oulros, mas desejoso de adquirir proselytos, vale-sede
intrigas para chamar soldados as suas fileiras : urna
dessas intrigas de que largamente falla o Cearense, c con-
tra a qual protesta com todas as suas frcas este orgo
da gente que defend: a administracio do Sr. Vascon-
ceiius, he o boato, que os chefes desse partido teem fei-
to circular, dse adiar o Sr. Alencar unido aos saquare-
mas na corte, c Intciramcnte desquitada da poltica a
que pertencia.
A proxiinidadc da poca em que essa provincia tem
de eleger o cidado que no senado deve de oceupar a ca-
deira a cuja vacancia dera lugar o fallecimcpto do Sr.
Manocl dn Nasciincnto Castro e Silva, e a vantagem que
da o roa cao de auibices novas julga ter de colher alguein
que aspira ser o eleito, sao, ao nosso ver, as causas ni-
cos da i ni re leo do partido equilibrista, que, a ser ver-
dadeiro o facto que cima fica narrado, principia multo
mal, e ha de durar tanta quanto os edificios que assen-
(ani sobre bases falsas.
Mallograram-seas esperancasque nutrian osCearenses
de se acharem escapos aos horrores da secca: alm das
chovas de Janeiro que taes esperanzas dispertaram ,
nenhuma outra appareceu ; e os lavradores que na
supposlco deque ellascontinuariain, haviam roteado
e preparado trras, tero de perder o trabalhoe com
elle o resto de resignacao que anda possuiam, se a Pro-
videncia nao succiii re-Ios com tanta agoa pluvial quan-
ta a de que necessitam para aproveitar urna parte das
.omentos de que so tiiiliain prvido, e das quaes j se
acha inutilisada grande porco.
Nao obstante, porm, ejsa penuria de que de novo
est o Cear auieacado, e talvcz mesuro com o fin de
se adquirirem meios para mitigar os males que dclla de-
vem ser consequencia necessaria, traa-se de fundar al-
l um banco de deposito e descantas, e a presidencia tinha
lomeado uina commisso para sondar o publico acerca
de suas disposiedes a concorrer para tao til quanlo ne-
cessario estabelecimento.
OMaranho contina na sua marcha de prosperidade
O jury da respectiva capital condemnou a quatro an-
uos de gales na ilha de Fernando-dc-Noronha a um dos
introductores de cdulas falsas, de nome Jos Pedro de
< arvalho, elijo crime estiva mais que suHicicntemcnte
provado.Quando veremos ante a barra do nosso tribu-
nal, e por elle devidaineiue sentenciado algum dos des-
almados que sobre a nossa provincia teem derramado, a
uios cheias, centenares e centenares dessas cdulas, e
que bao concorrido'para que o papel-moeda cala, nes-
ta praca, em maior desapreciado do que aquella que
lhe he inherente ? Ignoramos : mas coi dialinente dese-
jamos que assim acn teca, aflu de que, urna prompta
e rigorosa punico laca com que ajripiem carreira os
que se teem dado a to humoral quanto dainnosa es-
peciilacao.
O Para comer a sahlr do totpor que antecedentemen-
te lhe notamos : um jornal que esta sendo ahi publica-
do pela sooiedade Philomatica, e do qual falla o Pragresso
do Maranbo em termas que nos conduzem a formar
bom jui/.o desse novo fillio da imprensa, be uina prova
viva do que deixamos dito. .
Segundo o contexto de uina carta que, datada de (i
deste mez, acabamos de receber de um dos nossos ami-
gos do Rio-Grande-do-Norte, reina calor intenso na ca-
pital dessa provincia, acoinpanhado de febres, se nfio
mortferas, suiniiiameute flagcllantes : a fume persegue
os Rio-Grandcnscs tanto na cidade, onde nada chove,
como no centro, onde algumas chuvas cahein ; e nos
trabalhos eleiloraes ncnliuma occurrencla desagradavel
havia tido lugar.
DMCltBEOUI hoj* 10.
BrigueActivecarvo.
BrigueEmi/vbacalho.
BrigueHeralddem.
BarcaAa/aefmercadorlaj.
1MP0RTAGAO'.
Emitu brigue inglez. vindo de HalMax, entrado por
franqua no corrente ruez consignado a Le Bretn
Schramm S C, maulfestou o seguinte :
1,837 barricas com baealho ; ao mesmo consignata-
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 9.
Geral...........
Provincial.......
Diversas provincias ,
.....
5:3lfi/}56
Hov i lucillo do l'urto.
COMMERCIO.
Alfandega.'
REND1MENTO" DO DIA 9............... U;88ry575l
Ntuo entrado no dia 9.
Para, Maranbo, Cear, Rio-Grande-do-Norte e Parahi-
ba ; 14 dias, edo ultimo porto l2 '/i horas, vapor bra-
siloiro Parense, dr240 toneladas, coininandlS o I.*
ti'iiente Ignacio Eugenio Tavares, equipagenvST Traz
a seu bordo : para esta provincia, Ricardo Decio
Salazar, Jos Rodrigues Paixao, Francisco r.ujS^Hi-
do, Jeanna Ferreira Barros, com i fillio c o iriM r Po-
dro, Joaquim da Silva Guimarcs, VictorinVpCTllra
Mala, 7 soldados e 5 escraros a entregar: para Macelo,
8 recrutas: para a Batir, o segundo-tenente da arma-
da nacional Candido Custodio de Lemos: para o Rio-
de-Jaueiro, o sargento de fuzileiros Jos Joaquim Ce-
zar de Mello, e2 escravos entregar. "y '
Navio sahido no mmo dia. ><^
Cear; hiate brasileiro Maria-Firmina, capilo Jdao Ber-
nardo da Roza, carga varios gneros. Passageiros, Do-
mingos Jos Pinto Braga, com 1 filha e 1 escrava, Jose-
phlna Carolina cJooGomes de Serqueira, l eclarades.
De ordem do Sr. coronel commissarlo pagador,
e em vlrtude do officio do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, de 3 do corrente, de novo se fat publico que,
ein consequencia de s haver concorrido um licitante
aos concertos, porempreitada, do qtiartel dosaprendizes
tenores do arsenal de guerra, conforme o annunclo de
: de feverelro p. p., serao novamente postos em arre-
mataran por roipreitada em o dia 11 do corrente, das
11 horas ao meio-dia, nesta pagadoria, os referidos con-
certos, em presenca do respectivo orcamento formulado
pelo engenhelro Carvalho de Mondonca, cojo orcamen-
to ser presente aos concurrentes, que deverao compa-
recer munidos dos seus competentes fiadores ; podendo,
entretanto, ir verificar no referido arsenal a naturesa
da obra.
Pagadoria militar de Pernambuco, 5 de marco de lM7.
O escrivo,
Joaquim Marinho Cavalcantt de Albuqucrqus.
O Illm. Sr. coronel director do arsenal de guerra,
ein cumplimento da ordem do Illm. e Exm. Sr. presi-
dente desta provincia, de 26 do mez prximo findo, tem
de mandar concertar, ou desentupir o cano que d ea-
goto as agoas que cahein sobre a rea do quarlel da
companhia de artfices, e por este segunda vez convida a
quem se qulzer encarregar do mencionado concert, a
comparecer na sala da directora do mesmo arsenal
at o da 10 (hoje) do corrente, para se fazerem os con-
venientes ajustes.
Arsenal de guerra.G de marco de 1847.O amanuense.
Joo Ricardo da Silva.
0 arsenal de guerra compra cein varas de briin,
3uarenta esleirs de perpiri, quarenta mantas de algo-
So, quinze pares de sapalos : quem taes gneros qui-
zer fornecer mandar sua proposta em carta fechada, e
as amostras, a directora do mesmo arsenal, at o dia 12
do Corrente mez.
Arsenal de guerra, 9 d marco de 1847.
Joo Ricardo da Silva,
Amanuense.
Olllm. Sr. coronel director do arsenal de guerra,
em cumprimento da ordem de 8 do corrente, do Exm.
presidente desta provincia, de novo convida a todos os
officlaes espingardeiros que quizerem trab'har no dito
arsenal a compjrecerem no mesmo na certeza de que
se Mies al>miaro vantajosos jornaes.
Arsenal de guerra, 9 de marco de 1847.
JoSo Ricardo da Silva,
Amanuense.
-- Olllm. Sr. director do lyco, em cumprimen-
to 'a ordem do Exm. Sr. presidente, de 95 de Janeiro
prximo'findo, manda fazer publico, que, da data
deste a 60 dias, vai aconcursoa cadeira deprimei-
ras lettras do sexo feminino da villa do Bonito, ins-
taurada pela lei provincial n. 181, do 5 da dezem-
bro do anuo prximo passado : qualquer pessoa que
se quizer oppra mencionada Cadeira dever com-
parecer nesta secretaria com as habililacues do os-
tylo, para poder ser incluida na lista das opposito-
ras.
E para que chegue a noticia a todos, manda pu-
blicar o presente odilal pela imprensa.
Secretaria do lyco de Pcrmambuco, 9 de feverel-
ro de 18*7.
O secretario,
JoBo Ptdro l'eitoa de Mello.
O escrivo e administrador da mesa de rendas Inter-
nas provlnclaes desta cidade tem de renielter para o
juizo urna relacao dos devedores da decima abalxo de-
clarados, o que lera lugar at o dia 15 do corrente mez :
por isso os convida a virein pagar seus dbitos, afim de
cvltarem as accrcscidas despezas do juizo :
Os Srs.: herdeiros de Antonio Baptista, ditos de Anto-
nio Joaquim Ramos, Antonio Jos da Fonseca.'doutor
Antonio Jos Percha, herdeiros de Antonio Jos Qua-
rosma, Antonio Manbel do Nasciincnto, Antonio de Pau-
la, herdeiros de Antonio Xavier Vianua, Brltes Sebas-
tiana, Bernardo Damio Franco, padre bernardo Luc
Peixoto, Bernardino de Alinala Ferreira, herdeiros de
Balbina Francisca da Concelcao, Basilio Alves de Miran-
da Varejo, padre Basilio Goncalves da Lu, Beiiedito
Antonio de Santa-Anna, llenedito do Espirito-Santo,
liento da Conceico Ferrcia, herdeiros de Beato Jos
Alves Vianua, llrasiliano e Joo Baptista de Castro,
herdeiros de Candido Jacintho de Mello, Caetano Gou-
calves Perelra da Cimba, herdeiros de Florencia Mar-
Srida das Prazeres, ditos de Domingos Rodrigues dos
assos, viuva de Francisco Nicolao de Pontes, Francis-
co Joaquim Darte, Francisco Xavier das Chagas. Fran-
cisco de Amorini Lima, Fraucisco Telxeira Peixoto,
Francisco Antonio de Miranda, Francisco Jos de Cam-
pos, Francisco Garcia Chaves, Francisco Cardozo de
Araujo, Francisco Soares Cordeiro, Hermenegildo Jos
de Alcntara, Iguaclo Toleiillno de Figueircdo, lzabcl
Joaquina Roza de Azevedo, Uabel Maria Theodora,
Francisca Theodora, Jacinlha Mara da Conceico,
Francisca de Lemos gavalcante. Anna FUlppa de 8. I ia-
go, Anna Gertrudes da Concelcao, herdeiros de Anua
Uabel de Siquelra, Amia Joaquina da Conceitao, Anna
Joaquina de Jess, Auna Joaquina Prates, Auna Jos-
quina do Sacramento, Anna Joaquina da Silva, Anua
Luisa, Anna Maria da Concelcao, Anua Mariado {Nascl-
mento, Auna Maria da Palxo, herdeiros de Anna Rita
Cavalcante. ;
Recife,2deMarcodeiS47. {
Clorndo Ferrtir Cutio, >i
_
MUTILADO


O vapor Ptratnie recebe as mala* paraos
porto* do Sul boje 10 a urna hora da
urde.
Th<
entro publico.
DOMINGO, 14 DO CORRERTE,
SE KIPaEfENTiRA* GRANDE KCi SACRA
OS MARTYHKS DA L1BEHUAUK,
ou
A balalka i morle doi Slachabtoi.
i)combate entre Antiocho e os Hebreos sera sustenta-
.' ios cavalleiros Machabeos e Heliodoro, general de
.nidos riue. sendo Pel "vallara dos Israelitas, se
precipita'" ao Jurdao, delxando.prisloneira de guerra a
'''r/coubate contera o numero de cavalleiros que for
nutlvel admittlr sobre a scena ein acedo de batalha,
sendo a peca ornada de msica militar, coros novot de
msica, niophas, anjos e sacrificadores.
* Ptrtonageni.
Salmon. mados Machabeos .A Sra.Camboa..
j, 0B,.f princesa da.Apiris. A Sr. Josefa Candida.
Mnalia do templo de Jpiter .Olimpia.
pr Jcnuinn.
* Felismna.
Anio Gabriel. ... Candida Silva.
j,da,Machabeo.. i .OSr.Cabral.
MiTel...........Gamboa.
joa(l,a...........PeOro Baptlsta.
Suiuino sacerdote de Jpiter. Joao Jos Lopes.
Antioco, rei dos Apiros Antonio da Cunba.
Heliodoro, general dos ditos I.eitao.
V *. Com quanio esta luslgne peca fosse representada
no annod* 183i com geral aceitacao, comludo nunca
anpareeu com o brilhantsmo com que vai decorada
n presente noite, tanto em ricos vestuarios, como por-
mie nao bnvlamas proporcoes de a apresentar como boje
com a cavarlarla coinbatendo a vista dos espectadores ,
msica militar e coros de ninphas, ejecutados pelas me-
ninas quejerviram ba pouco no theatro com geral acei-
lacao.
Principiar s 9 horas cni pouto.
4 ....... i II
Avisos martimos.
Compra-se um hiate que estrja. em bom estado e se-
ia por preco cominodo, adlnheiro vista: qoem tlver
aiinuncle por esta folha, para ser procurado.
Para o Porto segu viagem com inuita brevidade,
por ter a inaior parle de aua carga prompla, o bergan-
tn! S.-Manotl-l.' caplto Jos rranclsco Carneiro,
quem no mesmo quier carregar ou ir de passagem, para
o que tein os mais deliciosos commodos, dirija-sc ao ca-
pliao ou a *eu consignatario, Mauoel Joaquim Ramos e
Silva. ,
___Para o Assu segu, prefijamente em 11 do coav
rente o brlgue SeoKaro : recebe carga at o dia 10 do
correte o que se tas ceno aos Srs. corregadores ns-
sim como que o fete ser a volitado dos mcsinos Srs.
.eifa.
Richard Rojle far lello, por intervencao do cor-
retor Oliveira, de multas fazendas inglesas que vender
a praio, como sejam: alpacas, pannos, chitas, madapo-
lcs, algodCeszinhos, e outras para ultimar facturas
hoje 10 do corrente mez, s 10 horas da manliua em
ponto, no acu armaxein, ra da Alfaudega-Vtlha.
Avisos diversos
>
Aluga-sc aloja da pracinha do Livramento, n. 33;
evende-se a annacffoda inesma. A pessoa que pretender
dlrija-se a ra Direita, n. 100, primeiro andar. Tam-
bem vende-se un completo fardamento de inferior de
cavallaria: a tratar no inesmp sobrado.
Oucm tiver ordens para receber do Sr. Lulz Fran-
cisco de Mello Cavalcanti, quelra apresenta-las para se-
ren pagas.
Quein precisar de urna preta captiva que sabe bem
engommar, coiinhar e lavar roupa, para o interior de
nina casa, e que aluga-se por peco commodo, dlrija-se
a ra da Penlia, loja do sobrado n. 7.
A mesa -regedora da Irmandade do Senhor Boni-Je-
sus dos Marlyrios convida a todos os seus amados l r-
inios acomparecerem, no dia l2do corrente, pelas 2lio-
ras da tarde, na noisa igreja, para o fin de acompanha-
rcm a procissao que tem de percorrer as ras abaixo
declaradas, desta cidade atiento o disposto no artigo
5. dos estatutos. A mesa pede aos inoiadores das ras,
por onde tem de passar a procissao, que teuham limpas
as testadas de spas casas, pols asslm o exige a decencia
dh acto. Ra dos Martyrlos, travessa do Marisco, pa-
teo do Terco, frente da Igreja dos Marlyrios, ra de Ilor-
ta, pateo do Carino, Caniboa do Hito, ra das Flores,
dita Nova, dita das Trincheiras, dita estrella ^Roza-
rlo, dita dasCriizes, travessa de S.-F ranclsco, ra da La"
dla de Santo-Antonio; Recife, ra da Cadela, dita da
Cruz, travessa do bom-Jesus, rua dos Tanoelros, Corpo-
Santo, ra do Vigario, dita do Forte-do-Mattos,travessa
da Lapa, ra da Madre-de-Dos, dita do Collegio, pla-
ca do Livramento e ra Direita.
=Jos Lulx o* Mello, subdito portuguei, vai a liba de
S.-Miguel
O Sr. Theotonio Joaquim da Costa dignc-se appa-
recer na olaria da ra do Cotovello, em que llnha fre-
gueiia, a negocio de seu inleressc.
Na ra do Rangel n. 0, contina-se a tirar passa-
portes para dentro elura do imperio, e.despacham-se es-
cravos, ludo com brevidade e a prrfo muito commodo.
__. l'recisa-sc de um bom oficial de 51-
faiate para trabalhar por dia : na ra No-
va, n. 6o.
Manocl do Reg Lima relira-se para a liba de S.-
Miguel, a u alar de sua sade.
Aluga-sc, por prreocommodo, sendo parahnorar al-
guma familia, os segundo e tereciro andares do sobrado
ii. 36 da ra d'Alfandega-Velba : a tratar no primeiro
andar do mesino.
Roga-se aos Illius. Srs. alfaiate mestre de meni-
nos e ceguinbo, lodos do Recife, que hajam de e-
vitaraasuas sessdes da pontee botica, fallando da hon-
rada conducta de cerlos caixeiros cuidadosos no desm-
penho de suaa obrigasdes: do contrario, passarno pelo
dissabor de c veem maiifragados com vento multo
fresco: e para ao depois s nao cliainareui a ignorancia,
Ihe fasetu o presente annuncto
O Traquea k o Vilaeho.
Aviso importante.
Chegou da Europa proxioumente
um babjl oflicial de enta.lhador e dese-
nbista : quetn pretender o seu Irabalho,
(o qual he perito e liabil) dirija-se a rua
da Cadeia de S.-Antotiio, na lenda de
marceneiro de Tboinas Furcell. Lem-
br-se que tambem a sua oceupaco be
de azer aliares, pulpitos e ludo que per-
tencer a sua arte, &c, &e.
D se dinheiro a premio sobreprobo res de ouro :
na travessa dos Marlyrios n, 2. ate as 10 horas da ma-
osa e do meio-dia as 3 da tarde.
Precisa-e alugar una esclava para o "vico de
urna asa de pequea fainia: na ua do Livramento ,
aobrado n. 1.
Natraveasa dos Expostos, casa n. 8, achar o publi-
co sempre prompto i qualquer hora o ja bom conhccl-
do Silva sangrador e Benlista.que applica ventosas,chiim
ba dentes, liinpa e tambem abre; estando para este
fim munido de todos os apparelhos at ferros para dentes
de criancas, Mandados azer de proposito. A delicade-
za com que se presentara o annunciante, o publico a
testemunhar.
"" --"s~"e-.U2" u;n prct*, iuu iiuhv iji. j.
bucal : nesla typngraphla.
Acha-se recolhido a esta cidade o Italiano profes-
or e compositor, formado em msica, Joseph Fachi-
neiii, o qual, por pedido de seus amigos e discpulos,
deixa de continuar sua viagem, e est prompto a dar li-
cc-es de msica vocal e instrumental, contraponto sim-
ples e dobrado, nao aquelles de seus antigos discpu-
los que se quiserem utilisar, como a outros que agora
queiram. Os Instrumentos que promette enslnar felo
methodo moderno, e com toda a perfeicSo, sao : piano
forte, harpa, rabera, vilela e violo ; e logo que esteja
com casa commoda dar aula na inesma, de inanha at
as 9 horas, e de tarde das 5 horas em vante ; sendo re-
servadas as mais horas do da para as senhoras em suas
C23S9 ; as quacs, t|uic>cui priucijiim j ou* ligues de
piano e cantorla, podein manda-lo procurar na rua da
Cruz, n. 50, primeiro andar, em casa do Sr. boticario
Francisco de Paula Pires Ramos.
Antonio Ferreira Mcudes, cidadao braslleiro, vai a
cidade do Porto tratar de negocios- que ihe dizem res-
peito.
Manoel Jos da Fonseca participa ao respeitavel
publico que comprou a loja de funileiro do Sr. Antonio
llibeiro Martlns, sita na rua do Vigario, u. 6, : quem se
julgar com dlreilo a ellahaja de allega-lo.
- Prrmuta-sc, por um preto ou prrta, um sitio na
Casa-Forte com duas grandes casas de taipa, cacimba
de excellentc agoa de beber, sessenla ps de larangeira,
todos de fructo e a inaior parte dellas de imbigo, e ou-
tros mais arvoredos, como sejam caf e banancras; todo
o tillo cercado de liino: a quem convir dirija-se a rua
larga do Rozarlo, venda n. 48.
-. Sabbado, 6 do corrente mez,
elas 3 horas da larde, iij;o no
ecife um crioulinho de noinc Malbias, de 13 annosde
Idade pouco mais ou menos, estatura baixa, por ser mes-
mo de raca pequea, feicdes todas miudas, bem preto,
olhos grandes c vivos, e muito brancos ao redor das me-
ninas, nariz curto c um pouco sellado, testa curta e bem
sabida para fura, bocea grande e os belfos um pouco
grossos.e parece se esquecer tanto driles,que de continuo
os trasabertos; os dentes da frente e do lado de cima nio
sao bous, e at llta-lhc um, e o beico de cima tem mar-
ca de um talhozinho; muito traquino e demasiadamente
sein vergonha; foi vestido com una calca nova de una
fazenda azuiqur est um pouco frouxa, e he de pregas
adame e de bolsos,camisa de madapoln com pregas na
abertura, suspensorios portugueies sem listras, novos e
dequalidade ordinaria, escm chapeo Quem o pegar
leve-o no beceo do Sarapatel, sobrado grande, que sera
bem pago.
Um fu rio.
".Furtaraiii.do sobrado n. 40 da rua da Senzalla-Nova,
segundo andar, um par de brincos de ouro esmaltados
de verde e azul, do fcllio de cabaclnha ;_e suspeila-se
que fosse escravo da inesma csalo ladrao. Roga se a
qualquer pessoa a quem for oO'erecido o dito furto, de
toma-lo e mandar restitui-lo no dito sobrado, onde
se lhe entregar una compensacao rasoavel.
Hojc, 10 do'concille, ao meio-dia, na sala das au-
diencias, perantcoSr. dnutor juido clvel da segunda
vara, se ha de arrematar, por ser a ultima praca, moa
rica mobilia de Jacaranda, penhorada a Antonio Pinto
Soares por execueo deNascimento & Amorim.
- Recebem-se esciavos pata
se venderem, tanto para fra da
provincia como para engenho, por
ter o annunciante muilas emeom-
mendas, levando so dous porcen-
to de commisso sustentando
os escravos gratuitamente, e o-
ferecendo toda seguranca e res-
ponsabilidade para os escravos :
na rua Nova, n.40.
= Preclsa-se de urna ama de meia idade, livre, que
saibacoziohar, lavare cmgoiiunar, para casa de pouca
familia: defronlc da Solcdadc da Boa-Visla, n. 42.
Na rua do Rangel, defronte do becco do Trcm lla-
vera sorvete a 160 rs. o copo sendo cobre e a 200
rs. sendo em cdulas medida velha todos os dias as
6 horas da tarde.
- O abaixo assignado iaz pu
blico que Jos de Moraes Maya
nao he mais seu caixeiro, desde o
dia 8 do corrente.
Jos Joaquim da Silva Maya.
Lotera do Rio-deJaneiro.
Na rua da ( adela, casa de cambio, n. 38, de Manoel
Gomes, acham-sc bilhetes celos dilosdaoitava lotera
a beneficio do hospital da santa casa da Misericordia
da curte.
Fabrica de chapeos de sol, ^
rua do Fasseio, n. 5.
Joiio Loubet tem a honra de participar de novaineule
ao respeitavel publico que rrcebeu um rico e completo
sorllmentode chapeos de sol,tanto de seda como de pan-
uinliu furia-cores, c de todas as mais cores condeci-
das O fabricante afianca seguraba em arinajOrs e co-
res assim como tem chapeos de sol para senhoras, do
ultimo goslode Pars. Na inesma fabrica ha com abun-
dancia chapeos de sol, de seda e panuinho, da marca
maior pois tcem 32pollfgadas,bem construidos em suas
armacfs e boas fazendas; sendo estes o-
oxarda-eliMww : tambem ha urna porcao de
ultima moda de Paris, bengalas de Junco, i
e pouteiras, borllas para o bomarranjo das inesma; e
iiibem se fazem lodosos concerlos em chapeos de sol,
LIMA,
km rua Nova, n. 2, primeiro andar, y
\ vende cbapeos armados, bandas, pj
03 fiadores e dragonas, para officiaes jfj
jjj superiores e subalternos da guarda $
jtt nacional, de cavallaria e infanta- 33
\ ria ; espadas de copos dourados;
\ ditas prateadas sem roca ; pastas, P
* talins c cananas ; galks de ouro e W
prata; mantas e goldres com ga- ]
lo de ouro c arreios para cavallo g
: de coronel de legi3o,&c. ; chapeos W
j envernizados para pageos; luvas $
H de camurca, brancas e pretas.
Caetano Jos Rabello, com loja desapateiro na rua
do Queimado, n. 27, leudo de rrtirar-se para a Bahia,
roga a seus devedores_ hajam de lhe pagar no prazo
de 15 das ; e pede a cus credores aprcsenteui suas
comas para seren pagas.
Precsa-se de um feilor para sitio: a fallar no Aterro-
da-Boa-Vista, no terceiro andar do sobrado n. 37, ou no
Monleiro, sitio defronte da padaria de Jos Rodrigues do
Passo,
~ A pessoa que annunciou no Diario n. 52, querer
entender-se com o correspondente de Francisco de San-
Tiago Ramos, Senhor de engenho Tibiri, pode procurar
Amonio Francisco Marlins de Miranda, na rua Direita,
venda n. 53.
Para urna familia eslrangcira procura-se alu-
gar um sitio que tenha boa casa, cocheira e estribarla, e
balxa de capim para dous cavallos: prefere-se na ponte
de Uchoaat a Crut-das-Almas, ou Passagciu-da-Magda-
leua at Estrada-Nova : quem tiver e quizer alugar pa-
ra o 1. de malo prximo imdo, anuuncie para ser pro-
curado.
D-se diuheirn a premio sobre ouro e prata em pe-
queas quantas: na rua da Cadcia, de Santo-Antonio, n.
18, loja de marceneiro, a tratar com Manoel da*Cosla
Azcvcdo.
Qualquer Senhor advogdo que sedisponha aexer-
cer as suas func(es na noy villa de Agoa-Prrta, que-
n ocio encarrrgar-se de urnas causas que devem correr
all, pode declarar a sua moradia, ou entendrr-se com
Manoel Zefirino dos Santos,
Na rua das Larangeiras n. 14 segundo andar,
agenciam-sc vendas c compras de qualquer umobjecto ,
ou negocio serio que incumbirem: caso precisaren! de
fiadores dar-se-hao.
I'rccisa-se alugar um preto mensalmeute que Je-
ja bom cozinbeiro c comprador : na rua da Crus, n. 7
segundo andar.
A pessoa queesliver de possede urna lema saca-
da a favor do Sr. tenenle Rranco e aceita por Manoel
Joaquim do Reg Brrelo vencida em lins de Janeiro
do corrente anuo, mande receber o seu importe, na
rua das Cruzes n. 40 ; pois j sr tem chamado por es-
te Diario para ser paga e se declara que nao se paga
mais premio desde o primeiro annuncio.
= Precisa-se de costureiras, em casa de A. Millochou:
no Aterro-da-Boa'Vista, n 1, primeiro andar.
- Na rua Imperial, obrado n. 67. compra-fe ""-
vallo novo de boa manlenca, que eja bom para viagem.
e prefere-se aquelle que for bom P"rlro- _.
- Compra-se um escravo de idade de 20 a 30 mos,
sadio, de bonita figura, e que- srja bom drtiilador de
go'ardenle; paga-sc bem: a tr.tai com Silva & Grillo,
na rua da Moeda, n. II.
-Compra-se um solllm Ingles em bom uso : quem b-
rer entend-" com o Sr. Pinhelro na rua doCabuga,
na rua larga do Ro-
o. il.
Comnri-se cobre para trocos
zarlo, n. 35, loja de miudrzas.
pard
rua
pretoa e
na
Comprain-se escravos de ambos os sexos, Prfu
irdos, at 40 anuos de idade, para urna encomenda;
la estrellado Rosario, primeiro andar, n. SI.
= Compram-se eacctivamcntc garrafas preus o
vastas : na rua do Rangel, n. 54, restifacao de Vlctorl-
uo Francisco dos Santos.
___Compra-se um moleque de 14 a 20 annos que nao
seja crioulo : na rua Direita venda n. 53.
Ainda se contina a comprar cobras do vuao
vivas para remedio : na prnca a Boa-Vista, n. 32,
segundo andar.
Vendas.
os vtrdadtiroi
chicotes da
castora ricos
noli paralsso haun bomsortimenlodosobjectos mais ri-
cos e bonitos que pndem haver. Na inesma fabrica co-
brem-se e concertam-se umbcllas de igreja. Tudo com
perfeicao e brevidade.
. a A madrugada de domingo, 7 do corrente, evadlo-
l,c a mulata de nouie Valentina, a qual perlrncia
liaos bens do fallecido" Jos da Silva Bolclho; be
ll bastante alta, grossa e Jjem feila decorpo, levau-
lldocom sigo una irouxa de toda roupa que lhe
I pertencia ; tem-se toda certeza deque a iiirsiua
I rscrava acha-se acoulada em ulna casa, e espe-
I ra-se a benttolncia do abafante, que a mande
entregar na inesma casa d'onde ella sabio, para
w Hvrar-sede iodo o rigor das leis; do contrario,
subjeitar-se-ha a sorte dos ladres.
- Urna pessoa seria e de multo boa conduela pro-
pde-se a fazer qualquer escripturacao Unto por par-
tidas dobradas como slngelas pols tem ptima lettra, e
sendo das duas hora da larde em dlante: quem de seu
prestlmo se quizer utilizar dirija-se a rua das Larangei-
ras n. H, segundo andar, que se diraquera he.
LOIEUIA
DAMATK1Z
DA CIDADE DA V1CTOK1A.
Est novamente marcado o dia t do corrente mez
para o andamento das rodas desla lotera ; co respecti-
vo thesoureiru espera rcalisar nesse dia o inrsrao anda-
mento parao que envidar todos os esforcos possiveis.
0 resto dos bilhetes contina a estar a venda nos lu-
gares do costume.
20:000^000 de rs.
Com achegada do vapor Imptratri: velo a feliz noti-
cia de ter a casa do Farias pela segunda vez mandado a
soi le dos 20:000/000de rs. para Pernambuco, e o mesmo
vapor trouxe outra porcao de cautelas pertencenles a
lotera de Sanla-Calhariia ; as quaes se acham a venda
na loja do Sr. Thomaz de Aquiuo Fonsrca. Advcrlc-sr
aos compradores que o primeiro vapor que rliegar trar
n lisia. Tabella dos preco vigsimos, 1#?00; oitavos,
.tyOOO ; quarlos, C/000 rs.
Lotera do Bio-dc-Janciro.
Aos 20:000^000 de rs.
Chegaram bilhetes, meios, quartos, oilavos e vigsi-
mos da lotera a beneficio da S.-C'asa-da-Misericordln ;
e tambem ainda CXistCIU meios bilhetes, quartos e oita-
vos da lotera a beneficio das caldas de S.-Catharlna.
Os 20.000/000 de rs. tornaram a sabir nos vigsimos que
vieram para esla provincia e alm disso mais pre-
mios de nomcada. Os prefos dos bilhetes sao osseguin-
tes: bilhetes 24/000 rs., meios U/000 rs., quartos 6/
rs. oilavos 3/000 rs. c vigsimos 1/200 rs. ; e vcmlein-
se no Recife loja de cambio do Sr. Vieira.
Traspassam-se as chaves de um asseiado armaiem
para carne do Ccar silo na rua da Praia a tratar na
rua Direita, sobrado n. 29.
O abaixo assignado vende as parles que possue no
engenho Souza da nova villa de Agoa-Preta, c n ansien-
o direito de a por em praca por arrendameoto em virlu-
de de M-nier, a da relacao que leve passada em julgado,
e j com habilltacSo daviuva, conseuhora do rugenho,
e de suas duas filhas.
ManoclZefirino dot Sanios.
OSenhur que nesta jiraea tiver correspondencia
com o Sr. de engenho Tibiri, da frrgueza de Una, Frau-
cisco de S. Thiago Ramos, qurira declarar a sua mora-
dia, para ser procurado a beneficio do dilo senhor de en-
genho.
Precisa-se saber se existe nesla
9a, ou mesmo fra delta, o Sr. Josc
Rua Nova, n. 8, defronte da
can 1 boa do Garnio, loja do
Ama ral,
veiidein-se ricas sedas pretas lavradas; setim macu;
sarja preta bespaiihola; veos prctos de seda: mui linda
mamas de seda; luvas de seda prela, curtas e eomprl-
das; nielas de seda, pelas e trancas para senhoras;
sapalos de lustro c setim para as inesma, burzeguius pa-
ra senhora ; chapeos pretos franceses para hoineiu; sa-
palos de lustro para dito ; meias de seda preta curta
para dito, e outras muilas laiendas de gosto por me-
nos preco que em outra qualquer parte.
Vende-se a verdadeira sarja pela hespanhola,
muito superior ; sedas preus adiamantadas para ves-
tido ; meias de seda prelas inuilo superiores; luvas
tambem pretas e de cures ; los pretos de todos os Uma-
nhos ; maulas escocesas de multo bom gosto ; chales
de seda muito superiores ; rrles de cambraia de listras ;
leos pretos de lindo ; ditos brancos de todas as largu-
ras; sapalos de couro de huiro, cordovao emarroquiu
para senhora, c outras mullas fazendas por precos mais
commodos do que em ouira qualquer parte: na esqui-
na da rua doCabug, junto a botica do Sr. -i*o Morelra
Marques.
1NTF.RF.SSKCF.RAL.
Acaba de chegar a esta cidade a mporlanlissiina obra
intitulada Observares sobre o coinmerclodo assucar
a qual trata da culturada caima o fabrico dos seus pro-
ductos, composta pelo insigne Dr.Ccorge F.duardo rair-
banks. F.sta obra lie de utilidade sumiiia para os Srs.
de engenho, fazendeiros c Indas as mais pessoas nle-
ressadas neslc imprtame ramo de industria, e para
tornar mais convincente esla verdade basta considerar-
se que o seu autor foi ltimamente coinmisslonado pela
asseinbla provincial da Baha a viajar pelas indias t)c-
cldentaes, afinide Indagar, observar e eolher lodosos
inelhoramenlos que leem havldo na cultura da CMil
fabrico do assucar, e de consegulr-se toda a ulularme
um dosprincipses ramos de riqueza que mais pude
assecurar a prosperldade deste imperio. .
Vende-se na loja de J. <-. Ayres, rU |***!|*^f,-
Recife c na livraria de Bernardlno Jos \ielra .outi-
nho, pateo do Collegio.
Vendein-se casacas de superior
; sobrecasacas de merino
fino : calcas de casimira,
pra-
Ma-
noel ferreira, que morn em Santo-An-
taoein 1840, negocio de seu interesse .-
na rua da Cadeiado l\ccife, n. 3q.
Precisa-se de duas costureiras que
saibatn trabalbar de alfaiate: d-se al-
moco e jantar e urna pateca por dia : na
rua Nova, n. 60.
Antonio Josc dos Santos Braga,
morador na rua do Crespo, faz saber que,
em virtude da retirada de seu sogro pa-
ra a provincia do Rio Grande do Sul,
para tratar de sua sade, se acba autori-
sado para receber qualquer quantia de que
ao mesmo senhor seu sogro sejam deve-
dores.
panno preto
preto, muito
preta, elstica; ditas de panno preto i e
collctes de superior setim preto : no
Aterro-da-Boa-Visla, loja de alfaiate, n*
esquina do becco.
Cassas finas a 200 rs. a vara.
Vendem-se na prmeira loja do Atrrro-da-Roa-Vista.n.
10, cassas brancas muito finas, de quadros e listras, com
vara de largura, a duzentos relia vara.
Vende-se una venda com poucos lundos, em urna
casa com capacidade para morar grande familia, a pra-
zo, oua diiiheiro com algiiui abatimcnto; ou adinilte-se
moa pessoa para tomar conla da mesma como socio ou
caixeiro, preferndo-sc pessoa de Idade, mais que estrja
habilitado para fazer negocio ao balco : quem preten-
der dirija-sc a rua de Santa-Rita, n. 85.
Vende-se un escravo padero, ou se aluga: a quem.
convier nina das cousas dlrija-se a rua do Livramen-
' Vcnde-sc um negro de idade 25 annos, de bonita
figura, robusto: vende-sc porque o dono esta a retirar-
se para Europa a pessoa que quizer dirjase a praca do
Commcrcio, armazrin de Joao Carroll t C,
AVISO
aos cavalleiros de bom gosto.
Os mais ricos estribos que tecm apparecido de metal
branco, os quaes nao do trabalho algum a llmpar, pols
se conservan! lustrosos que pareccm prata as pessoas
que quiserem dirijam-se a loja de Mala Ramos & C, rua
Nova, n. 6. .
Vendem-se superiores c inulto cantadores canarios
do Imperio, chegados prximamente do Porto: asseve-
ra-se que sao o mais cantadores possiveis, lano nos vl-
Viros como separados: na rua estrella do Rozarlo, n. 8,
e na rua do Vigario do Recife, n. 11.
Por mui barato preco, pois lie por preclsao, vnde-
se um escravo de bolilla figura, que representa Irinlae
tos a quarcnla annos, porem mui reforjado, sem yi-
s nem achaques, cozinheiro, ganhador que ganlia
lodos os das um selo sem fallar; tem pialica de pada-
ria, assim como emende tambem do srrvico do campo:
na rua larga do Rozarlo, loja u. 48.
Compras.
Coinpram-se moedasd'ouro de6/400: na rua Direi-
ta, sobrado n. 29.
Acncao.
Na rua Direita n. 60, loja de pintor e vidracelro.ha um
completo sortlmenlo de vldros em porcao e a retalho;
ditos para espelho com multo bom ac ^ tintas de to-
das as qualidades c oleo : ludo em porcao e por precos
commodos. ,. .
Vendem-se trinta escravos, sendo miilatinnas, na- s
gras negros, mualas, negrinlias e cabras, de boas fi-
guras e qualidades. inclusive dous pretos proprios para
o servico campestre, de Idades de .15 a 40 annos, por
200/000 rs. cada um; assim como cera de carnaupa ae
prmeira qualdade, fejao, ponas de bol e coiirlnhos de
cabra: ludo por precos commodos, por querer-seo Ten-
dedor retirar. A tratar-se na rua daCruz,n.5l,ouna rua
do Trapiche-Novo, n. 6.
=Vendeni-se cinco acfftes do encanamento: na rua da
Concordia, aruiazem de madeiras, n. 25.
__ Vende-se a casa em que mora o Sr. Cbristovao
St iii. na rua da Aurora n. 34, de um andar e sotao, de
conslruccao moderna, com trapelra em ambas as fren-
tes, e duas grandes cozlnhas, urna puxada fra no pri-
meiro andar, e outra no sotao, leudo dito sotao os com-
modos de um oulro andar, com grande quintal para
piantar e criar, todo murado, com estribara e todos os
mais predicados exigidos para urna morada agradavel:
quem a pretender dlrija-se sua proprletarla na mes-
ma rua, n 50, ou rua da Cadeia-do Reolfe, casa do
cambio, o. 34.
Vende-se, muito barato, m ornamento novo e em
segunda mo, para se diier missa; um viadlnho inulto
domestico que sabe a comer e entra,qual outro caozlnho
fiel i m rua de S.-Goncalo, u. 32,



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VELAS DE CERA DO RO-DE-JANF1RO.
Vende-se completo sortimento de uma a 16 e bo-
Kas de 4,5 e 6 : no armazein de Al ves Vianna na
ra da Seozalla-Velha, n. 110.
JVa ra do Crespo,
Ipja n. i 2, de Jos Joaqun,
da Silva Haya,
vende-se superior sarja preta hospanliola ; nobreza
rOxa. mniln superior o multo propria para capa
doSr. dosl'assose outras irmandades; ricos cortes
de seda para vestido de sonhora ; meias de seda pre-
tase brancas, asmis superiores que teem appare-
cido, tanto para homem como para senhora ; luvas
de seda; chales de seda, muito modernos e de lin-
dos gostos; cambraia de Iinho, muito fina; lengosde
cambraia do linho bordados, para senhora, dos mais
linos que ha por muito barato preco; esguiSo de
puro linho e muito fino; platilha de linho ; e outras
multas fazendas que serio patontcs aos comprado-
ros e por barato preco.
Vende-se azeite fino do gersolim, para comer e
para luz : no deposito de azeite de carrapato na ra
da Senzalla-Velha, n. 110.
AVISO
Assenhorasdo bom
.gosto.
Na ruado Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaqun, da Mlva
Maya,
ha um novo sortimento das ricas mantas do lanzi-
nna eseda para sonhora as mais modernas quo so
usam na Europa, eporisso se tornam recommen-
- daveisas senhoras de bom gosto, bem como aquellas
que usam de economa, tanto pela boa qualidade e
ricos tiostm, como pelo baratsimo preco de 5000 rs.
cada urna ; ha igualmente um rico sortimento de
cortes de vestidos da rica fazenda denominadu ba-
zullina. Esta fazenda be de cores escuras, bordada
delistrase quadros os mais claros, de lindosdese-
nnos, cores fxis e bonitos tecidos, e por isso muito
propnos para o lempo de quaresma e de invern.
Vcndcm-sc velas de carnauba 320 rs. a. libra
na ra de Hortas, n. lio.
Vendem-se 4 uiolequcs de 12 a 18 annos; um mu-
latinbode 16 annos ; 2 escravos do servlco de campo ;
30 etcrava com varia habilidades : na rualDlrelta, n. 3.
Vende-ie urna preta de naco de 24 annos, de
bonita figura que cozinha o diario de nina casa he
Suitandelra, e nao tem vicios nem achaques : n ra da
oncordia, passando a pontezinha, a direlta, segunda
casa terrea
Vcndc-se una espingarda fina de cacar novae
de espoleta : na ra do Aangel, n. 54.
Vendein-se portas, Jancllas e grades para as mes-
mas tanto de lonro corso de atnarec ciiibo pa-
ra Janellase alenvas e carrinhos de mao : na ra da
Praia, atrs darlbeira, nv. 9e II.
Vende-se uin escravo antlgo forneiro cbom t'ra-
balhador do servlco de padaria : na Boa-Vista ra do
Pires n. 23.
PEQAS DE ItlilM FINO A IO4OOO Rs.
Na esquina do I.ivi,miento, loja do nicho, vendem-se
pecas de lirim liso iguala panno de linho, a 10/rs. a
peya e chitas de bom panno a 140 rs. o covado.
Na ra das Larangeiras n. 14, segundo andar ,
vende-se urna preta de elegante figura de 52 an-
nos sem vicios nem achaques e que engomraa
multo bem, cose, fas renda, lava e cozinha, tudocotn
perfeicao : se fnr para engenho ou fra da provincia,
vender-se-ha mais em conta ; uina dita com as mes-
illas habilidades c que he de multo boa conducta ou
tainbem se troca por outra ; una dita que est pejada ,
inulto boa cozinheira c que he multo esperta para
0 cn!S0 dfcasa duas ditas 1 proprias para o campo,
por 900/000 rs. ; um preto proprio para o campo, por
100/000 rs., e mais alguns escravos, que a vista dos
compradores se Ihe mostrarn os que elles quierem.
mais de milheiro de tijolos dr alvenarla ; duas ditas de
conduzlragoa.embom estado; um dita meia aberta ,
rectificada de novo propria para familia, ou carga pe-
quena ; ludo por preco comiuodo : 00 antigo Porto-
das-Canoas a fallar com Joo Eiteves da Silva.
Vende-se um cavado sellado com todos o an-
dares grande e gordo : em Fra-de-Portas ra do
Pilar, a tallar com Francisco Euzebio de Faria.
IVarua da Carleta-Velha, n. 29,
loja de J. o Elstir;
vende-se um grande soriimcnio de pellucia de seda as-
sim como todo o material para fabrico de chapeos. .
- Vende-se urna peca de gorgurao fino rozo, com 34
covados uieio proprio para opas por ser fazenda
rica : na ra da Crus n 54, prlmeiro andar.
- Vende-se por preciso, urna preta que engomma
muito bem cozinha o diario de urna casa e lava;, da-
se inulto em conta : as Clnco-Pontas, n. 16.
AVISO
aos Srs. de engenho
Gaz.
Parecen, de seda.
Vendem-se chitas assetinadas pretas, franeczas,
proprias para luto, a 260 rs. o covado: pecas de
hamburgo fino, a 3000 rs. cada urna; los pretos .
muito em conta : na ra do Queimado, loja nova n.
II, de Raymundo Carlos Leite.
Vende-se muito superior sarja larga
hespanhola legitima ; merino preto,
muito fino, a 3800 rs. o covado ; supe-
rior panno preto o do cores; alpaca -1
preta, muito fina ; chamelote de seda
pura; cortes de vestidos do setim pre-
to lavrado o mais rico quo tem appa-
rocido; sotim de Macau ; superiores
los de linho preto; damasco de seda;
dito de Ifln ; assim como um complcto-
sortimento de fazendas proprias para
a Quaresma : ludo por preco mais em
conta do que em outra qualqucr par-
te : na nova loja de Jos Morena Lopes
ACompanhia, na ra do Queimado ,
casa amarella, n. 29.
; w$M. PK M k ffi
Loja de Joao Chardon ,
Uerro-da-Boa-Vista, n,5.
Nesta loja acha-se um rico sortimento de LAMPEOES
PARA CAZ com seus competentes vldros accendedo-
res e abafadores.
Estes eandieiros so os memores e
mais modernos que existem hoje : recommendam-se ao
publico, tanto pela seguranca e bom gosto de sua boa
confeceo como pela boa qualidade da luz, economa e
asseio de seu servlco.
\'a fUeSIlia loja os consumidores sem-
pre acharao um deposito de GAZ de cujo se afianoa a
qualidade, e em porciio bstanle para 'consumo.
Vende se o gaza 520 rs. a
garrafa.
Vende-se Um inulatinho de 14 annos de bonita
ngura ; anda bem a cavallo sado sem vicios nem
: na ra da Aurora casa do coronel Joaquim
XTsS
l\a rua do Crespo,
loja n.12. de Jos Joaquim
da Silva Maya ,
vende-se alpaca preta a800 rs o covado; dita muito
fina preta e do cores, por barato preco; merino
preto, muito superior; panno fino preto e de co-
res; casimiras clsticas, do duas larguras, para
raleas a 6000 rs. o corte; velludo ; gorgurilo de se-
da ; setim para collto; tudo por preco commodo ;
lustOes para colletos; e outras inuilas fazendas,
tanto paracalcas como para vestidos do senhora ;
tudo pelo barato.
A pechineha!
No depotito de bichas de JoaquiikAntoino C'arneiro ,
anda ha una porcodas verdadeiras e mrlhores bichas
hamburguezas que lecm vindo a este mercado, e que
se vcnde.m aos ceios e" a rcldho, por menos preco
do que em outra qualqucr parle ; lambein se alugam c
v.ui-sc applicar a qualqucr hora do.dia e da note, para
mais couimodldadcdos pretend.nlcs. Chcguein,fregue-
ses, a pechlncba, primelro aqu que em outra qualnuer
parte.
= Vendem-se inoendls de ferro para engenhos de as-
sucar, para vapor, agoa e beslas, de diversos tamanhos,
por preco commodo; igualmente taixas de ferro coad
e batido, de todos osjtamanhos : na praca do Corpo-San-
to, n. 11, em casa de Me. Cahnont Si Coinpanhia. ou na
rua de Apello,^armazein, n. 6.
Charutos.
Charutos
Wetzlebm ,
ror de canrlla da fabrica
os melhores que aqu teem
de Augusto
apparecido :
. vendem-se na rua da Crui, no Rccife, n. 26, ou 52.
Barae/.a
e asseio
!
Vendcm-seludissiinas cambraas de listras de 'eres
pelo mdico preco de 4/000 rs. o corle : na rua do Quei-
mado loja n. 9.
Vende-se uinmoleque de 18 annos inulto bom
cozinheiro ; 4 escraros bons para o servlco de campo
um moleque de 14 annos que cozinha o diario de urna
casa e a serve nimio bem urna preta multo boa qui-
t.ndrira eque faz todas as qualldades de bolli.hoi e
pan-de-l ; 4 dita* para todo o irahalho de casa e rua
una parda de i4anrros; umadliade 2C annos que he
i ama de urna casa : ua rua do Crespo, n. 10, pr.
Jos Luiz de Souza.
O BARATEIR0.
Loja novan. 4, de Dicardo U Companhia ao p do arco
deS.-Antonio, na ruado Crespo.
Este eslabelecimenloabrio-se hontem c como esteja
sonido de fazendas todas novas em gosto, qualidade e
proprias desta praca oflerecem-se a considernco
dos frrguezes os precos de algumasdellas mais conhe-
cidas. Adverte-se que os precos de todas as mais que
existem maravillosamente sorlidas ueste estabelcci-
incnto siio |iorquc devem ser mais commodos do que em
outra qualqucr parte, em raso de seren compradas a
dijiheiro, novas e fresquinhas com sejam : lencos de
i suJ>pr,ior<"s a '/4*0 : ditos mullo finos da In-
i inSn br1 dc puro "llho e e ricos Pa a 1/000 rs. a vara ; cortes de collete de fustao de ricos
lavroies a I/0O0 rs. ; brim branco de linho a 800 rs.
avara; dito fraueez estampado tal c qual a casimira
frauceza e do mais superior linho a 2/000 rs. a vara ;
curtes de foleles de setim lavrado de ricos padrdes
8.5/OeOrs.. ; ditos de la e seda a 1/000 rs. ; inadano-
mAa* l-'' SiS 280 '* a vara' boa falc>da, c em peca" de
J#7>K) ate 5/500 is. superior fazenda ; cortes de cssa
fingindo chal[, que em gosto levam vantagem a todas as
sedas poissao uma maravilhadc estampado e superior
cambala a5/000 rs. ; pannos finos dc todas as cores ,
f rancezes e ingleses c de todos os piejos novos e em
folha ; sortimento de chitas novas e finas ; dc chales dc
laa e seda e dc seda tudo novo em gosto c padres ;
sarjas e setins lisos dc cores blancos e prelos dc Ma-
cau superiores e de varias qualldades ; casimiras pe-
las e elsticas superiores, de 3 a 4/rs. o covado; brins ;
bramantes ; brclanhasde linho; esguides ; manas dc
seda ; irlanda, sortimento novo, em preco, gosto c
qualidade ; luvas de algodao c de seda ; meias de algo-
dao c dc seda lano pretas como brancas para ho-
mem e senhora ; c outras muitas fazendas que seria
longo enumera-las.
iVa loja diJos Manoel Monlciro Praga, na rua do Crespo,
n. 16, esquina que vira para a rua das Cru:es,
vendem-se corles de casimira, multo superior c de gos-
tos modernos, pelo baratUsimo preco dc6/000 rs. cada
^Vende-se L cavallo ruco carregador baixo ate" mel,
de bonita figura : na rua estrella do Rozario, n. 30, se-
gundo andar.
Vendem-se prcas de madapolao com JO varas, pro-
prio para forro dc vestidos e carnizas de meninos, por
ser lino, com alguma avaria de agoa dc chuva, a 1/800
rs., e do racimo, mais limpu, a 2/500 rs.: na rua cslrci-
ta do Rotarlo, n. 10, terceiro andar.
= Vendcm-sc saccas com farinha muito suptrlor.inals
em conta do que se tem vendido al ao presente: na rua
Un mi i, ii. 9.
Na rua do Crespo, loja n.l,
de Jos Joaquim da Silva
Maya, vendem-se
cobertores de-algod&o, muito encorpados, propnos
para escravos; bem como uma fazenda de linho a
mitacodo estopa., fortee propria para roupa de
escravos e saceos para assucar; tudo por pretjo mui-
to barato.
Vendem-se na rua da Cruz,
n. 23, lira mides de cera, ,
de uma das melhores fabri H
cas do Rio-de-Janeiro, e
por prego commodo.
tt%mm9&4$ttfe4f
Vendem-se arcos de fardos, propnos para pipas e
barris, por preco commodo : na rua daMadre-de-Dcos,
n. 14.
= Luiz Jos Marques pretende vender dnas moradas
de casas terreas anda por acabar que tem na rua
Augusta com boa largura e bem fundadas : quem as
pretender dirlja-se a rua do Rangei, defronte do becco
do Trem, que todo o negocio se faz : e se houver quem
tenha alguma hypotheca sobreas mesnias queira decla-
rar por esta folha no prazo de30 das depols desle an-
nuncio.
Vendem-se duas pedras com duas
torneira.si grandes chumbadas as mesmas,
que serviram em tanque de agoa,as quaes
lalvez sirvam para as obras do encana-^
ment ou para algum tanque de sitio;
na rua da Sanzalla-Nova, vendan, n.
Veiidc-sc uma preta de nacao muito boa vendedei-
ra, que faz todo o servlco de casa e he muito diligente :
no pateo do Carino, n. 7.
\W que grande pechineha
tem Francisco Jos Pereira
Braga na rua do Crespo,
n. 3, ao p do Arco-de-
Santo-Antonio I
a Co!o^lra pre,a "luit0 uperior, pelo diminuto preco
ac 2/800 rs. o covado; alpacha muito lustrosa, al/300
rs.; merino pelo niuilo fino, a 4/500 rs. ; panno fino
de diversas cores, que a vista se dir o ultimo preco; rls-
cados francezes dos melhores padres que teem appare^
eido, a 240 rs. o covado; cortes decalca de brim de li-
nho dc diversos padrdes, a 2/240 rs. o corte; ditos de
casimira de algodao, a 1/800 rs.; ditos de pctle do diabo,
a I/2S0 rs. o corle ; ditos de collete de setim dos costos
n""8 "0<'e^no,,. 2/240 rs. o corle; balcemiras mullo fi-
nas, a 20 rs. o covado; lindezas inulto superiores, a
W rs. o covado; loucamha muito moderna, a 240 rs o
covado; pecinhas de cambraia lisa, a 31600 rs. a peca;
ditas de bretanha muito fina, a 4/400 rs. a peca; sarge-
lina de varias cores, propria para forros de roupas fi-
ofnA1 rs' cova<,0 lencos de setim para grvalas, a
n. cada um; ditos dc cassa para dito, a 220 rs.;
vio,.para homem, senhora c meninos; e outras umi-
tas fazendas de gosto, e por prrc.o.comraodo.
Vende-se a venda n. 17 em Fra-de-Porlas, no lar
go da fgreja do Pilar, bera afreguezada: quem a pr tender dirija-se a inesma, que se Ihe dir com.quein deva
tratar.
Vendem-se gigos
dois mil res
mazem, n. 30.
com batatas, a
na porta daalfandega, ar-
Vendem-se 263 oncas mexicanas : na loja de Ma-
..oel oncalves da Silva na rua da Cadeia do Rccife,
se dir quem as tem
Vende-se um relogio de ouro moderno, por mdi-
co preco c uma lazarina dc espoleta, boa cacadclra ,
por barato preco : na travessa dos Marlyrlos, n. 2.
Ko armazein do Hacelar na cscadinha da alfan-
dega vendem-se, a rclallio e em pequeas porcOes ,
calxas de sabao da mais acreditada fabrica do Rio-de-
Janeiro de vapor, por prejo commodo; para o que tra-
ta-se com Ainorim Irmos.
Vcndem-se estampas coloridas com desenhos para
por el les se bordar, feitas em Ucrlim ; tartas alphabe-
ticas para as meninas aprenderem a marcar ; agullias
para costura muillssim (finas ; ditas para alfalale, de
lundoazul c reforcadas ; sombra de todas as cores pa-
ra ourires ; papel dourado liso; dito verde; dito pin-
tado dc vanas cores muito Jiuo ; lacre para Techar car-
ias em paoszinhos pequeos e grandes; estojos para
senhoras guardaren! agulhas ; loucadore de cantona-
gem, pequeos: na rua larga do Rosario loja n. 22.
ditos brancos para mao de hoinei, a 320 rs. ; ditos
coni cercadura encarnada, a 320rs.; ditos com dita azul,
a320rs. ; ditos da fabrica encarnados, a 280 rs. cada
um ; ditos de chita, a 200 rs; ganga encamada muito
superior, a360 rs. o corte; cortes de chalv de seda, a
14/000 rs, cada um; mantas de seliin, a i200( rs. cada
urna; ganga azul, a 160 rs o covado; algodao trancado
dc lista, a 230 rs. o covado ; dito azul proprio para rou-
pa de escravos. a 240 rs. o covado; chales de laa e seda,
a /000 rs. cada um; ditos dc laa, a 2/000 rs.; ditos de
cambraia com flor as ponas, a 1/000 rs. cada um del-
Ieo!o5e 8ara- a 3/500 rs. cada um ; ditos de chita, a
1/280 rs. ; ditos de incitan, a l/i20 rs ; lencos de seda
muito tinos, a 1/440 rs. cada um; chitas de diversas qua-
lldades; pecas dc madapolao, a 3/000 rs. cada urna; di-
to mais fino, a3/400 rs.; dilo a 4/000 rs. ; dito a 5/000
rs. ; luslrim de diversas cores, a 240 rs. o covado; cam-
braas de listra branca, afiOOrs. a vara; e na inesma lo-
ja dao-se fazendas a mostea para as pessoas aue precl-
sarcui.
Vende-se
A i rs.acaixa.
Falitos para tirar fogo, de ont
ma qualidade: vendem-se na an-
(iga rua dos Quarteis, na lerceira
loja de miudexas, n. 20.
Vende-se um bonito cavallo ruco,
muito bom carregador baixo : na roa
Nova, n. 28.
Vende-se um iogo decaixilhos da
alcva, de amarelo vinhatico, obre
prompta e bem feita, por preco rasoa-
vel: na rua da Senzalla-Nova, n. 7.
AS ADMIRAVEIS NAVALHAS DE AC DA CHINA,
coniiniiain-se a vender na ruado Crespo, n. 8, i Cam-
pos Haya; assim como finlssimas navalbas de abo de
inaiiim, lenas em Portugal, da mais superior qualidade
e melhor corte que tem vindo a esta praca, pelo mdico
preco cada urna de 5/000 rs.; nao leduvidando darao
comprador para experimentar.
Xa rua da Cadcia-Velha, n.
29, loja de J. O. Elster, ^
vende-se vinho do Porto de diversas
qualidades ; dito da Wadeira ; dito de
Slierry 5 dito de Bordeaux ; dito Cbateau
la Rose ; dito S.-Ju!ien, ditodo Rhei-
no ; dito do Rbeine-mousseux ; dito Tene-
rife ; dito de Buccllas ; dito de Carcavel-
os ;dito de Lisboa ; cbampanha sellery;
dito marca cometa ; ago'ardente de Fran-
ca ; cherry cordial ; marrasquino ; gene-
bra dc Hollando ; punche fino de Ham-
burgo, em latas ; vid ros de conservas de
verduras ; charutos regalia finissimos,
da fiahia ; velas de composico ; latas de
carnes e verduras em conservas. Adver-
te-se que tudo he da melhor qualidade e
por pre?os rasoaveis.
C6 PORTAS Hm
Wmmm
tCbegou um novo sortimento de fazendas pre- ffe
tas, proprias para a Quaresma, as quaes se ven- 4B
deui por baralisslmo preco s afiui dc se ac- V
B bar com ellas na presente Quaresma a saber: f&
5 bicos de seda de todas aa larguras, a 100 320, gi
Z 480 640, 1/000 e 7/20O rs. e multo largo a *
a 3/200 rs. ; alpaca, a 900 rs. c muito lina a 9
J0 1/400 rs. ; sarja verdaderamente hespanhola, ffi
a 2^400 rs. ; pannos finos de 4/500 rs. ate 9/ U
0 rs.; princeza da mais superior a 900 rs ; lu- S!
\t vas de seda a 400 rs. ; meias para meninas fij
a a 200 rs. ; e outra* muitas fazendas por baratis- S
w simo prefo.
Escravos Futidos.
agoa,
commodo
(i.
uma canoa de conduzir
em muito bom estado c por preco
na rua do Queimado loja,
niei ro -andar.
Vendem-se duas prcui; urna cozinha, lava, en-
r..I.'ril ,cnd"-e he ie quilandela? e
i:"h- ,8au".^ pro|n-ia pora uma excellentc mu-
cama dao-se muito em conta por perlencercm a urna
pessoaqucserciira: n.,uada Senalla-Velha n "l?
h-TI. a,en E'"Iei0 ondr d0 >biado n. 3 da rua
----- ^^ ,'*'' arroba de PMto de po-
Casa da F
na rua eslreita do Rozado, n. 6,
Neste estabelecimeuto acham-se a venda as cautelas
da lotera das obras da igrrja matriz da cidade da Victo-
ria ; e lodos os amaines e felizes neste jogo devem con-
correr na prompta compra dos restos das cautelas, cer-
to de que desta lotera corrern as rodas no dia destinado,
que he o dia 16 do coi rente. A ellas que sao poucas a
1/ rs., por nao haverem mais de 500 rs.
ALKBTA!...
Na loja nova que fol do Burgos, da esquina do Livra-
mento, n. 1, vendem-se niadapoloes linos, com ncciue-
no toque de avaria, a 2/W0 rs. a prca,
I Vandc-ie uina canoa aberia grande que pega em
n.
-- Vcndem-se riquissimas litas de seda, do ultimo
gosto, para cintcirosechapos ; luvas do pellica,
seda castor e filo, para liometn e senhora, das mais
modernas; cartas para voltarete ; ricos suspenso-
rios de seda com borracha; bico pretos e brancos
linos ; lencos de seda para grvalas e para senho-
ra do ultimo gosto; meias de seda, de patente ,
brancas e pretas; eoutros muitos objectos de gosto:
na praga da Independencia, n. 39.
r- T ^end?rse um* 9i~and$ porcia de msicas : na rua da
Cadcia-Velha, loja n. 29. ,
NA RUA NOVA, N. 10, LOJA DE HIPLITO
SAINT MARTIM fc C-,
vende-sesiiperior sarja hespanhola; ricos veos pretos
de seda; nielas c luva dc'rtila, brancas e pretas, cur-
ias e cornpi idas; ricas mantas e chales dc seda; supe-
riores lencos degarca; setins lisos e lavrados para ves-
tido dc noivado; guarnicoes de flores para vestido; floi
res com pluma e sem ellai fita* lisas e lavradas muito
superiores; lencos de seda; tspartilhos; chapeos de sol
para homem e senhora; capellas; flor de laranja e de
rosa; chapeo* da seda e palhinha; lencos de cambraia del
Hubo; sapatos de duraque, lustro, marroquiui e cordo-'
Fugio, desde o dia 4 de outubro de 1$46, uma escra-
va de nonie Helena, cujos signaes sao oscguintes- cabra
avcrmclhada, estatura poueo cima de mediana, corpo
manciro, beicos grossos, ollios nao pequeuns e algum
tanto espantados, testa enrugada, falla apressada c gaga,
periiM um tanto arqueadas; conserva cicatrizes de acou-
tcs as costas.e tem a idade, pouco mais ou incnos.de 40
annos: he til ta da Parahiba para onde se julga ler fugi-
do. Recommenda-se portanto aos cuidados da polica a
sua apprehenso, c mesino a qualquer pessoa que dclla
tlver noticia o favor dedlrigir-se a rua Nova, n. 40, quo
sera bem recompensada.
-- No dia 22 do corrente levereirc, desappareceu do
engenho Cucah da comarca do Rio-Formoso nm es-
cravo preto, dc nome Hcncdiclo, naco Ca{ange,de Ida-
de 25 a 30 annos, altura regular, alguma cousa secco do
corpo, nielo inclinado para diante quando anda; falla
pouco c baixo, nieio espantado, e he rendido da urna ve-
rilha; levou vestido camisa e. eeroulas de panno d'al-
godao da ierra. Itoga-se a todos os senhores propriettri-
os, autoridades policiaca, capile* de campo, lie, a ap-
prehenso do dito escravo onde qu#r que possa appa-
recer, fasendo-o rcmetler com seguranca ao seu legiti-
mo Sr. o lenenlc-coronel Francisco da Silva Santiago,
no supradito engenho. que aleiu de pagar as despezas,
generosamente gratificar.
,o'iZ ^u8io da cr,e do Rio-de-Janeiro, em junbo de
1844, um escravo, de nome Joo de Dos, cabra escuro,
ofiicial dc bnwfceiro, toca bem rabeca, sangra, ftc. esta-
tura um pouco alta, cabello nao corrido, empomado, e
repartido com gaforina, testa grande com urna pequea
brecha, olhos regulares e avermelhados, no rdsto pou-
cos signaes de bexigas apagadas, sua voi um poucogros-
sa; anda bem trajado; e calvado, seu andar heacapoeirado
jogando com os hracos; he quebrado, sabendo ler e es-
crever, e iulitula-se por forro com alguns falsos atiesta-
dos; do qual anda existem seus pas de mimes Feliciano
e albina; he escravo do Sr. Cedro Antonio Felles Brre-
lo de llnete*, da cidade do Rio-de-Janeiro. Ha toda a
persuaso dc que o mesmo escravo fol visto nesta praca,
e por isso muito se rrcumiilrnda a todos os capile*
de campo a sua captura, assim tainbeiu o mesmo se pe-
de a todas as autoridades pollclaes; ceos de que qiiem
o iroucer a rua da Cadeia-do-Recife, n. 45, caa
dcAiiioriin limaos, recoiihecendo-sc por todos os fl/g-
naes ser o proprio, recebera urna generosa gratifica-
cao.
IPBRS. : A TTP. DE M, F. DE FARIA. &47*
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO [


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