Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09859


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Full Text

Anno (lo 1817.
() DIARIO puhllea-se todos M diat, que nao
.,.,,11 lie guarda i o preco il assisnalnra lie de
.no rs. V' dos assigrianlea sii inseridos i raso de
nuncios
?" rs. I'T
linltn,
lo rs. em lypo diferente, e s
.'.p'-'troVs |'; "ictllc- f 1"e nS forem assig-
,',i.tes l>S,r3 ta,n Pfun. el Mein lypo
;|;rfre,,efp.rcadM|uW^o^
TIIASES DA I.liA NO MEZ. DE MARCO,
i u ehei. aos minuto* la mauli.i.i.
ItiinBPon'. '"' Jioias Ift min. di man!..
I a noM. lfl. as 8 bav"S e 4T 'D' "" ,,r ('iescntt, a, sl horas 50. lili, da lardo.
Sabbado 6
PARTIDA DOS CORREIOS.
cT^-'iZ 1,li,""s f''on>eio-di..
Cabo, Ser.oWm, Rio-Formoso, Poito-Calvo
Maeei. no i., a 11 c i dcada mez.
t.araaliunse Rouito. a lOeil.
Boa-Vista a Flores, a IJ e 58.
Victoria, ai quintal feiras.
Olinda, lodos os dias.
PREAilAii DE IIOJE.
Primera, i. I kocas e 45 minutos da manMa.
Segunda, as 8 lio,,. e minutos da tarde.
de Marco.
Anno XXIir
N. 55.
DAS DA SEMANA.
1 Segunda. S. AdriSo. Atid. do J. dos or-
nlios, ilo J. doc da v. e do J. M. da 2 v
2 Ierra. S. Simplicio. And. do J. dodr.da I
v. e i!o J. i-e pai do 2 ilist. de t.
I (Juana S. Ilemeterio. Aud do .'. dociv.
da 2 v c do .'. de pa/. do 2 dist. de t.
i Quinta. S. Casiuui n .Aud. do J.de orphos,
do J. municipal da I vara,
i 'Sella. ^ Tlieopbilo. Aud. do J. do civ. da I.
v e do .1. de pa/. lio i. dist. de t,
0 Sabliado. S. llcgario. Aud. do J. do civ. da
1. v. e do J de paz do I dist. de I.
7 Domingo. S. Tiiomai de Aquino.
CAMBIOS NO DA 5 DEMABfO.
Cambio solire Londres de 3o a '/, d
a Paris 8li rs. por franco,
i) Lisboa 95 He premio.
Desc. de Ultras de boas lirins I '/, p./e
OuroCucas hespanholas.... 28>000 a
Mcedas de Cl00 velli. 16/1000 a
deflOeiiov.. I#000 a
de l fOOA..... 00O a
Prad Patacea......... 2f"00 a
Pesos eolumnares... I/.980 a
a Ditos mexicanos.... \gilM a
Miuda............ IS7C0
f. ilr.
Acroes da comp. do llrbenbe de .'.OfOOO rs
ao m*.
2#4n
l#500
IflflOO
9Jl0o
2102
iJfllOU
ifo;.1
14800
ao par-
DIARIO DE PERN AMBUCO.
PA^TEOFFICIAL
---------------------1-----!--------------------; |--------------------------------------------
DECRETO N. 499, DE 3l DE JANEIRO HE 1847.
Providencia icbre a eoneeno de braiOet d'armai, e obre a
expeiiriio rfos detpathos, lano para a notneacSo dos o/pciaci
weranieo da cata imperial e provimenlo di lodoi o afpeioe
della cuja opreientae/ht, na forma dat leit em vigor, per-
linfa indo jo morrfomomr, -como para o levantamiento de
arma* imperiaei na frente de alguma morada.
(.'onvindo que sobre o modo de se concederem bra-
zcs d'armas c de se cxpedlreni os despachos tanto para
a tioineaciin dos ollioiaes mecnicos da ininlia imperial
casa c provimenlo de lodosos oRicins della, cuja npre-
scnla,co pertenca anda ao iiieu mordomo-mr, como
paran pennissao de se lerantnrcui armas imperiaes na
frente de alguma inorada, seesulielrcain rrgras rixas e
. Invalavis, que cstrjam em harmona co'ln a constitu-
cao do imperio, com as Icis existentes, e coni os rrgi-
mrntos catitii|uisimiis. eWylos : hei or bem, temi nu-
vido a seccao do concelbo de estado dos negocios do im-
perio, ordenar que a respeito de cada um dos indicados
oujectos *e observe d'ora em dimite o seguinlc :
1," O rei d'ai mas nfin Cpheoder jamis o uso de bra-
zes d'armas sem precedencia da Justiricaco de nobre-
ta, em que baja a necessaria e concludeiite prova exi-
gida pela piovisao de iresdr julho de 1807, a qual Im-
peaos prelendentes a obrigaco de produzircm. alein
de leslemiiiihas, documentos aiilbenlieos que provem
legalMente pcrfenceicm -lles s familias com quem
querein entronca-se ; devendopr oceder-se a esta jusli-
licaciio pelo jnio ilus feilo)r da fasenda, com audiencia
do procurador dos feitos n recurso para a relacao.
2." Siimenlcpela mordoniia-inr sero feitos e expe-
didos, nos termos do alvar'dc 3 de jiinho de 1572, todos
os despachos relalivos ,i uoiiicacao dos offlciaes" nuea-
nicos da mlnha Imperial casa c de todos os ofllciacs
della, cuja apresen 139110, na forma das Icis em vigor,
pertenca anda ao met mordomo-mr.
3.* Sern Igualmente expedidos pela inesnia mordo-
"a-f1"*! "a c""1'ol'"li'la lln "viso de 17 ire maio de
1828, lodosos despachos sobre requerimentos que live-
eni p,W obieeto a pirmito de levantar as armas im-
periaes na frente nv alguma morada.
Joaquim Marcelllno dcfiio, do met concelbo, mi-
nistro c secretario de estado dos negocios do imperio,
assim o tenlia entendido e faca executar.
Palacio dp Rio-de-Janelro, em 31 de janelio de 1847,
vigcsinio-sextoda Independencia e do imperio
l'oni a rubrica de Sua Magestade o Imperador.
Jcanuim Alamllim de hita.
MINISTERIO DO IMPERIO.
Illln, e Exjh. Si-. JKoi ouvida a seceo do concelbo de
csladu dos ap-gocios do impe io sobre o olclo do 26 do
met lindo, em tjue V. Exc. cousulla sobre as segu otes
duvldas sivsciailas pela juma de qualilicaco da fregue-
sa de S.-Jojo-liaptisiatde-Mtbeioy.
1." Se ao escrivo dojuiz de paz, designa
H. da iinvissima lei regulamcntar dos eleic
.'.n.iil.i no artigo
. egulameiilar das eleiedes para o ac-
to da fiinnaro da junta qualificadora, compete conti-
nuar a servir no processo de qualificacQ, ou se csse ^ra-
Jiolho iielimbc a alguna dos membros da juuta.
2- ^e ilivein sii alistados como volantes da parochia
os individuos que, domiciliarios nella, sao todava otli-
ciaes e guardas nacinnaes do municipio da corle
E teiidu,-seS. M. o Imperador, por sua inimediala re-
snlucao de U do corrate, conformado com o parecer da
referida seccao, emltlldo em consulta de 30 do mez An-
do, lia por bem declarar
I." Que bem decidida foi porS. Exc. a plimeira duvi-
da, declarando que o escrivo de pa devia continuar a
sci vil 'durante o processo -da <|UallicacJo, auxiliaiidpa
junta 1111 sem trabalhos, laviando a acia do ali^lanienlo,
e exlrahiudoas co)iias, de que Hala o artigo 2l da lei ;
visio.ser esta deciso l'uuilud.i no artigo 15 combinado
com o artigo 30, coni a ultima pane do ^ 2. do artigo
17, af rnm o arligoM da inesnia lei.
1. Qiw igualmente bem decidida foi por V. Exc. ase
nuda llovida, declarando que deviain ser alistados ce
ItrSaWlt. s da parochia os individuos della que pe len-
ctTrtlia guarda nai ional da corte ; porque a lei manda
qnalificar todos os habitantes da parochia que tenhaui
as qualid ules exigidas na inesnia lei para volarcm e se-
ren volados ; e citando ncslas clrcuiuslancias acuelles
individuas, cuinpre que entrem na lisia de qualilicaco,
einbura ettejam indevidamente na guarda nacional de
outi o municipio-
O que tudo eominiinico a V. Exc. para a sua inlelligcn-
cla e governo.
Dos guarde a V. Kxc. Palacio do Rio-de-Janelro, ein
11 de Inven iro de t64P. Joiquim ataree/lino de Otilo.
Sfc presid ute da provincia do Rio-de-Janeiro. .
Illm. e Exin. Sr. Ful presente a h. M. o Impera
dor o ollicio de V. Kxc. de I'.) do nie lindo, relativo du-
vfda em qne se neha o juiz municipal supplcnte da villa
de S.-Roque, sobre o lugar que Ihe. complete 110 conce-
lbo municipal de recurso creado pelo artigo 3 da lei re-
gulamentar das rlricoes, visto que, devendo compr-se
esse concelbo do juii municipal, do presidente da c-
mara e do eleilor niais volado, d-sc o caso de esiarem
reunidos estes tres cargos na pessoa daquellc juii miini-
elpal iipplenle. E tendo o iiiesiuo augusto seuhnr ou-
vldo sobre esle objecto a seccao do concelbo de estado
dos negocios do imperio, manda declarar a V. Ex. que
nao procede a diivida pola pelo mencionado Juii muni-
cipal, pi imriramciite porque, em vista do decreto n.
420 de 1) de agosto de 18-15, que declara inconipalivel o
Tugar ilcjui/. municipal como cargo de vereador, mo
pode nein lleve lolciar-se que estelaill nessa provincia
acciiilmlsdos os dous cargos em um niesnio Individuo;
1 uinpiindo pnrtanto que V. Kx. faca quanlo antes crtsar
ibuso; e ein segundo lugar, porque Ja em-aviso
em il de novembro do auno passadose
,1111 que mi era licito .10 individuo que "ccupassc
., por ambos os quaea llie coinprlisse faser
nccllio niiiiiii ipil dn recurso, optar entre os
igos, mas mu que Ibc cuuip4'ia servir no dt-
aquelle dos dous cargos que a lei 110-
e em primeara lugar, chamado o supplcnte par
nesta canformidadeojnii municipal de
1 como tai no concelbo municipal de
iccui 'es 4e Ihe compete!" ; c nunca como
presidente da tmara, pbr ser o rxercicio dcste lugar
Dos guarde a V. Ex. Palacio do Rio de Janeiro, 11
de fevereiro de 1847.--Joaom lUarcellino de Brito.St.
presidente da provincia de S.-Paulo.
Goveriio da provincia.
EXPEDIENTE DE 25 DOPASSADO
ODicios -- Ao inspector da thesouraria das rendas
provi neiaes e ao director do I yeco, i ulei raudo-us de haver
approvado a nomcacao que a Manoel Ferrelra Chaves
Aira dada pela cmara municipal do Bouito, para reger
a cadeira de primeii as lettras de Carur em quanto se
ntlo Andar a liecnca de 3 me/.es que obtivera o respectivo
profrssor.
DitoAo agente da companhia da) barcas de vapor, or-
denando fura dar transporte unprmeiro vapor que.com
destino sos por los do Norte, ancorar no desta cidade, ao
soldado Joo llaplista. Parlicipou-se ao coinmandan-
te das armas.
DEM DO DA 26.
Ollicio-" Ao coinniandaiile das armas, devolvendo,
para ser organlsado de maneira que declare quantas
pracas se acliain destacadus c em diligencia, o mappa da
frca de linha da provincia, que, eiuconscqueiicia de rc-
liiisico da presidencia, S. Exc. remetteu com ollicio de
3 do coi rente.
Dito Ao procurador-fiscal da thesouraria das rendas
provinciacs, declarando que he com Sinc. que se de-
vem corresponder u srus ajudantes; e que lhc cumple
dar a estes as prreisas lustrucedes para o bo,i desempe-
nho do ser vico que Ibes est encarregado.
Dito -- Ao commandantc superior da guarda nacional
de Recil'c, coinuiuuicando que, de conforinidadc com o
que S. S. Informar a resucito do rcquerimcnlo do ca-
pitn Francisco Teixeira 'eixolo, conceder reforma a
-sle ofticial.
Dito Ao juiz de dlreito interino da comarca do Ilio-
Formoso, significando que deve ouvir o respectivo juis
municipal acerca da nuelxa que contra elle existe, c
que se refere o seu ollicio de 20 deste mez.
Dilo A' directora do collegio das orphaas, autoil-
sai.do a admissao de duas pretas escravas para se en-
carregarem do servico grosseiru do estabelccimento,
que nao poder ser fcilu pebis quatro serventes nellc exis-
tentes.
Dito Ao juit da irmaudade de S -Jos d'Agoa-Prela,
inctimbindo-lhc a administrarn c dirreco da obra da
respectiva matrizj e recommendando-lhe que no funde
caifa me/, remella as cotilas legnlisadas do que ncllc se
honver gasto com a mencionada obra, alim de as man-
dar pagar na thesouraria provincial.
Coinniarid dastun ;is.
QUA1ITEE-GENERAL NACIDADE DO RECIPE, 4 DE
MAR^O DE 1847.
152.
OIIDEM nO "la N.
O brigadeiro Antonio Correia Sera, commandantc das
armas, tendo dado silencia aos respectivos Srs. com-
mandantes dos cor pos desta giiarniro de hnver o Exm.
Sr. presidente da provincia autorisado ao eomiiiissario-
pagador a salisla/er os ultimas prels dos metes, por
cautelas, pelas rasoes que expnz ante S. Exc. o memo
pagador, julga de seu rigoroso drv r declarar que a
Drdem circular deste quartcl -general, datada de 28 de Ja-
neiro prximo passado, tenda a desfazer o abusu de
Cemelhanles cautelas que o referido commissnrio-paga-
dor tinha.sem atiiorisaeo, introduzido adespeito do ar-
tigo 22 das instrueciies que baixaruui com o decreto de
M ile agosto de 1844, Qualquer nutro que, nao o Sr.
coronel reformado Josc' de Irrito Ingjei, fosse o cucar
-regado da pagadura das tropas dcsla provincia, Jamis
replicarla contra a referida minha ordeni augurando
obstculos de iialuriza inui secundaria para Influir
nina deciso que legitima aquella sen arbitrio, nein
usara de assererics niin iaineute oQ'ensivas do zclo c re-
putarn dos seus superiores como revela o desregra-
niento de sua correspondencia a respelto desta queslo,
bem como d'outras posteriormente aventadas.
.tniono Correia Sera.
tfiXSi
N* acclamando rainlia e carta combatemos os migue
listas: = as tropas do cotninandaute cm chefe incitam
esses miguelistas coutra nos! O governo occulta os le-
vaiitaiiientos driles, a imprensa ministerial exalta os tri-
uinphos que eilcs oblcin!
Compre que o ministerio defina a sua posico. A nos-
sa est de finida.
No paiz o governo nao conla adherentes: a folha olli -
ojal deiiuiu 11 todos os.dias esta verdade = nao falla se-
no na desarmarIf^o das forjas populares aonde chega
urna farda, aonde apparece um soldado!
Pois a popularidade avalia-se pelo 11 niero das fardas?
He constitucional o governo que tem so apoio dos solda-
dos ,' Ein que conla leudes os cidados, a massa do povo,
tantos caracteres Ilustres ? Respoudci. bonicos Insipi-
entes.
O poder moderador impassivrl 110 mel da tormenta
dorme, passcia, divertc-se. Ocaso he que o valido este-
ja contente, que o Saldauha matcosea'.npiuus, embora
o povo chore.
Acorte embala a ralnha com o tratado da quadrupu-
la allianca, c cl-los ala descansados sobre a sua serte
futura.
Illuso e deshonra he essa esperanca! llluso, porque
o tratado morreu apenas se consegiiio o lim especialissi-
ni" p 111 que se contratara; deshonra, porque alie, e
grande, qiicrerem que a rainha reine por graca dos al-
liados! Risquein entn dos diplomas a pbrasc = Rainha
por graca de Dos c da constituico as e siibstituam-lhe
por grara dos alliados, c vontade dosestrangeiros !
Nao, uo ser assim. O governo pertcnce maloria ;
esta he liberal, c ainda que exautorada rejeitar auxilio
estrangeiro, esmagar o despotismo de ambas as faeces
aa miguelista e palaciana e plantar a bandeira da
rainha e carta nos caslellos de todas as cidades, as
amelas de todas as mu albas, nos torrecs de todas as
aldeas.
Grave responsabilidade pesa sobre a corte se nao ala-
Iha os males ilumnenles.
Nao he s Horneando o duque da Terceira liigar-teiien-
te as provincias do Norte, nein o Scwalbach c Salasar
Moscoso commandantcs das divises mililares do Aleiu-
ljo e A g.u ve que se salva o paiz. Estas nomcacoes to-
cam o ridiculo, c um governo deve ser sisudo. Estes ca
valbeirns sao bispos in parlibui infidilium. Se forem aos
seus bispados veein de l sem orelhas.
A nica resoluco proficua c que pode, salvar o tino-
110, be a demisso prompta do ministerio, que deve en-
trar ein processo pelos crimes que tem comuictlido.
A rainha v o estado do paiz = deve vc-lo. A resis-
tencia popular he inmensa, c esle clamor gcral nao he
obra das acces, he o sentlmcnto verdadeiro do povo,
he a rxpresso da sua vontade, a manifestacio de gran-
des ucees,idades que deveui ser salisfcilas.
Todos os systeiuas devem ser lgicos porcm a lgica he
a verdade = lie a geometra das ideias.
O rei constitucional he iiiviolavel, he rrcsponsavel.
Daqui parece deduzir-se que nao deve ver seno pelos
olhos dos seus ministros respousavcis.
Admilliiiios adoutrina. S. M. aSenhoraD. Mara II j
DRAGA, 24 DE DE7.EMBRO.
Na minha carta do correin prximo passado nao lhe
pudedizet>o que pretenda relativamente ao Casal *
Mac-Donald ; e Ihedissc seriam 200 c tantos morios dc
gente de Dac-Donald : porcm o estrago foi inulto malor-
No dia 19 s trindades da imite chegou aqu a noticia do
Casal chegar a villa nova de hundirn. Mac-Donald tra-
tou de se retirar 110 dia 20, porcm o brigadeiro Victorino
seoppoz tli/cnilu que hiviadc resistir. Mac-Donald for-
cado annuio eento s II horas do mesmo da 20 prin-
eipi.ir.iin a faier-se trlnchriras na ra dos Plames, Crili-
da-Pedra, e na Conega, contra a vontade de toda a cida-
de (o Casal bem o soube). Estas irincbeiras se li/.eram
ein menos de una hora. Ainda nao acabadas, principiou,
o fogo na Cruz-da-Pcdra, aqui houve grande resistencia
de dentro. O Cassl inandou atacar pelos dous lados, Pla-
mes e Conega. Porespaco de una hora a tropa do Casal
roiupeu na Cruz-da-l'cdra; logo seguin-se o mesmo na
Conega, e em seguida nos Plames. Porcm nos Plames
tres ye/.es avaiifou a tropa do Casil, e tres vezes recuou,
a iiltiuia vez J com drstiuo de ir por outra parte. Che-
gou ento o Casal, atiimou a tropa c prosegu o no mesmo
intento, e rompen a trinehrira. Dc todos os lados da ci-
dade seguio a tropa do Casal pelas ras ate o campo de
Santa-Anua, all estava Mac-Dnalo' e fugio a 30 passos
dc distancia, eitevequaii agarrado, e fui acompanhado
20 a 25 boiuens, tnmandu o cainiuhodn Carvalho
d'Este, e fui dormir ao p da Povoa-de-[.anho*o no mes-
mo dia 20. No dia 21 parti as dirercocs da senhora do
Porto, parecendo ir para Penaliel, 011 vl/inhancas. A
tropa do Casal leve perlo de 101) niortos e l'eridos. A gen-
te de Mac-Donald 111, ras da cidade teve morios, que se
interraram por ordrm da Misericordia, 312 homens, en-
trando ueste numero milita gente inerme que encon-
travam ; linalmenle nao se deu quartel a ninguem que
se cucontrasse na ra, e ferido que licasse se acabava de
natar, excepeo de um 0llici.1l ferido que flcou preso
por um acaso. Todos os mais prisioneiros se punhain de
Joelho.s com as raaos direitas que os nao inatassem e en-
tregando suas armas, eram morios sem remedio, fussem.
pela infaniaria, caradores, cavallaria, ou por onjciaes,
nao havia perdi. Acabada a aeco houve grande roubo
na cidade por toda a tropa, c com particulaildade por
c.ir.idui es 3, e inl'aunria 15, e linaliucnte quem melhor
a aTiltio. Quando o Sr. Jos da Silva Carvalho em 1841
W.
EXTERIOR.
iiicoiiipativel com o dc juit municipal ; c menos afada o sen pro
como eleilor, pois que, na furnia do citado aviso, deve I O thoru
lo para subsliiui-lo o eleUur luiiuedialo em I raes : as
PORTUGAL.
PORTO, 29 DE DEZFMBRO DE 1846.
l'allai em ludo verdade
A qvtm ludo a deveii
Nestas horas solemnes e tremendas, nrstes momentos
crticos em que se decide a 501 te das nacAes, nestas cri-
ses assustadoras ein que ninguem sabe oque ser no dia
d'amauhaa, he preciso ser franco e leal,he preciso fallar
como se estivessemos na presenta de lieos a dar-lhc
Cuntas de todos os nossos pensamentos c acedes.
Portugal est retalhado cm bandos = aqui acclama-
va-se o governo dc Lisboa, alli a carta c rainha, acola
proscripto de Italia. 0 governo dc Lisboa representa urna
faeco insignificante, devassa e perdida; a junta do Por-
to representa o paiz cm massa, todas as suas illustraries,
a 1 runio das diversas classes, a collecco de todos os
grandes inleresses; D. Miguel representa o cadver do
vclbo despotismo com a opa rola c ensanguentada, er-
guendo-sc a cusi do seu tmulo c agarrando-se lou-
sa que Ihe val para sempre servir de campa.
O paiz acclama caria c rainha = ea rainha exautora
'o paiz. A minlia? nao dizrmos bem = a corle. Respei-
lemos as Hcces, mas leinbrein-sc que sao ficcoes stV-
meule. A lieco nao he a.verdade. E essa corte, esse mi-
nisterio que rxautora o paiz, que manda fuzilar os cida-
dos qiie proclaman! rainha e carta, esse exercit que
se gloria de ter sua frente um Cotha, os lilbos da rai-
nha, os descendentes dos res, que demoiistraco de des-
agrado, que signal de malriiiereiica do elles contra os
que exauorain a dvnastia, e SI insiitui(oes, contra os que
proclamam I). Miguel ?
Nenhu:ua! A corle imbcil,o ministerio corrupto com-
promeltein o throno e a liberdade. Um valido estulto,
um Allemo abjeclo lem mais conslderaco que todo
um povo. O saiiguc corre a jorros, eo valido triimpha,
e a c6rte applaude : = applaude siiu. e applaude a sua
uiorte Lomo Izaac leva seoslas o l'eixe dc Icnha para
foi levar sUa real presrnca n representacao uo supre-
mo tribunal dc Justina, a rainha constitucional recusou-
sea otirii uniqueixa contra os seus ministros sem vir
por mo driles mesuios.
Na monai. bia constitucional os ministros nao he nc-
cessarlo que sejam empurrados; faltando-lhes a maloria
parlamentar, elles deuiittein-sc = o rei tem um thcrino-
inelio seguro que o guie.
Mas esta doutrina pura foi agora menosprezada. Com
pesar nosso o dizemos. A proclsmajao dc (i de uulubro
comer por eslas significativas pal a v ras:
Portugueies Os clamores que de toda a parte su-
biam quolnianameulcao mcu Ihrono, enchian o meu
coracao da mais pungente dor: os desvelos c niediia-
ces de todos os meiis Inslanlcs eram consagrados ao
sl.iln-lei iuienln da prosperidad.- publica, to violcn-
lamente abalada.
Por onde siibirini estes clamores ao ihrono da rainha?
Nao foi deceno por via dos seus concclheiros respousa-
vcis. A via legal desprciou-se, e ouvirain-se os quelxu-
mes, as intrigas da camarilha.
Ento nao havia guerra civil, o canho nao desperta-
ba a allcnco da rainha, c o leu coracao chelo, nessa
'poca, de urna dor pungente tolera agora impassivcl uma
adniinistia{o,cnjaexisleiicia fes levantar coulra si um
paiz iuteiro como ainda nao houvc memoria?
u a proclamaran he uma mentira, porque se diz nella
que os olhos da rainha virain oque nao nodiam ver, o
que nao existia, 011 agora devoto ver oa males que pe-
sam sobres patria. Se em 6 de oulubro nao vi pelos
olhos dos seus ministros, se vio o contrario do que elles
vain, nao veja agora pelos deslcs, c collocada no ci-
i da moiiianba alliimlc com uirt raio de pa esle povo
aillo to.
Nao ha representacao nacional para que appcllar, mas
ha na falla della os proprios conttituintcs. A realeza
nao tem, nao deve ter paixoes ; a realeza, na liugoagein
de .Mir 1 lie ni, he a oblacodc uma familia tranqullli-
dade publica: ludodeveser livre no estado menos essa
familia.
Para o rei ser irresponsavel he necessario que nao fa-
ca o mal. A corte tem obrigado a rainha a destituir sem-
pre violentamente e contra os principios as administra-
res populares, e allega depois a observancia dos prin-
cipios para fugr responsabilidade. O contrato he sel-
lanaginalico, equem o rompe n'uma parte, quem rejei-
la as ilsposic-iics onerosas, nao pode exigir o cumplimen-
to das favoravels. A realeza nao pode aceitar a heran-
ca a beneficio de inventario.
A lgica, a humanldade, os precedentes pedem pois
urna mudanca deadniinisirafo. lie preciso haver um
se portn, e que menos roubou foi infaniaria 3. Os sa-
queadores di/ian que se Ihe india prometlldo 3 horas
de saque na cidade. A cidade litio llnba culpa, nein cm
nada se coinprnmelU'U.
Este estado de rapia durou desde o dia20 at 22 s 10
horas da manha. 's 11 houvc revista do Casal; fez urna
falla para nao haver mais roubos, fazrndo-ns oRiciaes
rrsponsaveis. O mesmo Casal valeu a algumas casas, he
verdade, ainda que tarde, mas assim mesmo fui bom
que nao levaraui ludo. Ncsla parle est boje sso me-
lhor. Agora o que se v< he roubos .1 vender pelos sol-
dados, e, o que mais he, os olliciaes a compraros rou-
bos aos soldados ? Tainbeni houveram varios olliciaes
que saquearan! Tambem ha ofilcars que I -mi-
mam esta sorle. Tildo se aboletu pelas casas, e conti-
iiuaui nos 3, (i, !), por cada casa, ao mesmo lempo que
outras csto sem nenhiim. Tudca comer do que que-
rrm. No meiiiio dia 22 s 11 horas deu o Casal ordem
para nao esiarem cm cada casa mais de dous homens,
euj.is ordena at boje se 11.10 eumpriram : das duas uma:
ou a tropa nao obedece ao general, ou a ordem foi gra-
ciosa. Os soldados, egeralmenle toda a tropa vende su-
as rafoes, eesio Rasando uma horrenda despezaaos pa-
tres, dignos de mrlhor sorle.
Quem nao pode ter osaboletados cm casa, tem-os ua<
eslalagcus a comer gallinbas e. &c. e vinho madu-
ro; onda a cada mu por dia 480, fluMl, e confrmese
pude justar, e muitos pedem nieia moeda por dia, e hou-
ve de mais aluda de moeda, parece Incrirel. Nunca se
vio tropa assim !.'! Todo este povo est atcirorisado, e
sem sabor quando se ver llvre tiesta praga. Os miguo
listas respeitavam tudo, nao muhavain real, aboleta-
vain-se, c nada mais c.xigiam do que .iquilla que se Ibc
(lava, 011 oitenta ris por dia. Mac-Donald c seus seqna-
Cl cxigiaui uma coiitrbiiic..io. que nao se lhc deu, e nao
s nao violentnram, mas al desisiiani.
V. S. sabe ineus principios, sabe minha opiniao, e
ento nao son suspeito j nao son miguclLsta, nein o posso
ser ainda que tivesse esses desejos............
Aqui lia suld.idnsque teeui bous cordes dn ouro, brin-
cos, pecas d'ouro em moeda e prata ; vcndein curtes de
vestidos de seda, pulseiras, roupas : c at um coiuprou
200^000 rs. em ouro, c ainda Ihe licou mulla pr.it.1 / .
ao me,mu lempo que os habitantes da cidade choram
pelo que se Ihcs roubou, diiibeiro, trastes, roupas, te. ,
ate. Ilouvcrain pessoas que licarain com oque tinhaui
110 corpo, levando em troca crunbada d'arma e mais
desfeias, e houvc quem coiuprou a honra de sua filha
dando um fnqueiro de prata, e a mal da mesma deu os
bi lucos d'ouro que Ihe foraui tirados das orelhas, ras-
gando-lhe urna ellas!
Finalmente ainda nao diste tudo, mas j nao posso
mais...........................
[Carla parlieuUr.J
(Do Nacional).
INrEROR.
BAHA.
COLONIf AfAO.
O TRAFICO COM HOMENS BRANCOS.
Scisannos ha (se unos falla a memoria;que um.
homcui dc faculdadcs extraordinarias, uma aclividade
sem par, sacrificando tempo, dinhelro, saude, se esfor-
' ia do systema de col-
exemplo d que .1 prerogatlva se exerce urna vez sequr con por inlrodusir no B.ila Id la dn' yateina de
a favor do povo. e de que nein sempre as revolncues po- nis.ifo, originarla do Ingle. Mi. WiM neja Wt
pulare, teem de destruir as Inirigaa do palacio. p. i.neira pral.ca.nente applicado s colonias br.tann -
Opovorespeitaarainha. respeita o throno. masen- Cas da Nova-Zelandia, consistindo, como j se sabe. n.
o si u proprio sacrificio.
uo da rainha s pude ser sustentado pelos Iibe-
sua cora he constitucional, segundo a carta.
uie tudo coimnuuico aV. Ex. para sua intel-l A um throno desptico o dlreito de D. Miguel he inc-
ligucia governo
lhor.
gana a rainha e be iuimigo do throno quem concille dahi
ijue, declarando-se a rainha em coaccao.aua cora est
segura. Illtidc-sc S. U. se pensa que sombra dessa fae-
co pode deixar impunemente fulminar o povo, c csta-
belecer o governo pessoal. Nao dcixe que abiisem deste
sentlnienlo de respeito, nao castigue otlinbre da lealda-
de, porque no momento da desespera^So os seus servi-
dores mais fiis nao podero reprimir o sentlmcnto dc
ludignaco de um paiz Inteiro lio atrozueutc ludi-
brlado.
A verdade he esta: ouca-a quem a quiser ouvr =- in-
terpretem os nossos sentimentos como llies aprouver
interpreta-lcrj.
(O Eipectro.)
druiaicatn de terrenos, venda de tenas devolutas e iui-
poslco dc laxas em terrenos oceupados, mas nao culti-
vados, e appltcaco dos fundos, d'ahi provenientes, ao
cusido da cmlgraco de colonos europeos cm escala
grande.
Eslava laucada a sement de um grande pcuaamcnto.
Aprrsculada durante asssodaassctiiblageral.ein 1840,
ful essa queslo transmitlida dc legislatura em legisla-
tura, negligencida por unas, tratada por otaras como
por accidente ; e apenas na sesso prxima passada deu
ella lugar a habis ebrilhanlcs distussoes, em suas mais
salientes partes por nos renroduzidas em varios nme-
ros do formo Alerrantil do mez de selembro do anno
pretrito.
Seis longos annos de enubolada parece espaco mala

I
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J^
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i
2.
que sufficlentc para aprofundar lira assumpto qual-
qurr, estudar una qurstao, cucara-la debaixo de indos
os aspectos, e tirar dessa indagaran um resultado cla-
ro e positivo ; e <|uandn a sua forma primitiva se nao
juigasse appropriacla aceras clrciiirtslanciasuo se
c-.-dunasse com certas ndoles, ou com a nalureza das
localidades, fazcr-lhe as modificardes adequadas.
Isso, sim, rra de esperar ein qualquer oulra parte que
nao fossc nosso infortunado Ilra9il, onde um nao sabe-
mos que lado intenso desnatura os mais sublimes pensa-
incntos, sendo causa de dcgcnci-arem as inslittiicocs
alias asmis prnvcitosas ;c fatendo com que do um
i ande bem, a que a naco seproponlia, surda um mal
la priineiraordem.
Eis como introduiida, proposta e agitada a qurstao da
olonisaco, objcrto por scm duvida 3c vital e supremo
iutcresse para a futiii idade do imperio, ein vez de pro-
luzir providencias saudaveis, tendentes a realisar urna
grande ideia, deu, c contina a dar em resultado s-
menle ensata* destacados, nial engenhados e pelormen-
te t-onduzidos ; trouxe, sil, em resultado esse produc-
to llamis refinada ambiro privada ; esse ~ nao he-
sitamos em assiiu qualifica- lo parto do inferno, o Ira-
fego com homeus brancos nao de pancada : pois que o
piiinelro passodadono raininhoda colouisacofdeixando
por ora de parle outras mais antigs, ou conduzidas de-
lialxo de vistas e rircinnsianrias diversas), depoisde ha-
vrr-sc tornado objecto de attencao universal, fura um
projecto do presidente que em 1844 regia os destinos
la provincia do Rio-dc-Janciro Arhando elle que as o-
bras publicas rnmrcadas ou conlinuadas durante a sua
presidencia, c as quacs mui lentamenle progrediam,
quer com homens livres indgenas, quer com os cscra-
Misalugadosaos senhores engeuheirns, ou outros em-
pregados pblicos e compadres destes, terinm melhor
iioi iMiriiiii com o ndjutnro de colonos europeos ; lem-
I>rou-se de mandar \ ir da Europa de 400 a 600 homens
livres, enlre pedreiros, carpinteiros e terraplenadores
-- e cssa ideia, eoin quauto nao preenrliessc o objecto
t-espirito do sistema Wakcfield, ou a sua modicaco,
le per si nada tlnha de desai rasoado ; mas seiupre he
crio o ler ella dado lugar a que a casa commercial de
Del ru & Companhia, em Ostende, para dar que fa/er a
urna ilu/i.i de navios seus deseinpregados, inandassc
propor ao govcrnn urna especie de trafego de brancos,
obrigando-se a transportar ao Rio-de-Janeiro de 400
500 individuos validos, raso de 240 francos por cabe-
ra, pagaveis ao agente de Delrue, depois da chegada
dessa gente no Rio, e de cuja despeza o gorerno se re-
embolsara por mel de parclaes abatimentos nos joi-
naes, que os colonos iriaui vencendo, etc. Foi celebra-
do o contrato c ia a ser assiguado, quando as redis do
gove no provincial houveram de cahir as nios desse
rgimen infnin e primanenttmente hostil aos verdadeiros
progressosdopaiz. Por um cfl'elto de delicadeza para
com seu successor o digno presidente demissionario dei-
.\ou de assignar o contrato, sendo este, com excepcao de
algumas inodicacocs nos promenores, firmado pelo
novo presidente, o qual a si su altribuia toda a gloria do
ideial e do feito, e o seu predeeessor liiiha o cuidailo de
a nao reclamar para o seu partido, que tomara i sua
conta reprovar a medida. Urnado dessa pluma depa-
vao, o novo administrador esperuu os colonos cisque
para logo pode coiihccer que algiim amargor havia nes-
sa rrsponsahilidade com que acabava decarregar: a ca-
sa Delrue, que pretenda lucrar no seu negocio, nao a-
chou para aluciar scno uuscaniponczcs de algumas pro-
vincias rlicnanas do dominio da l'russia c de paizes ad-
jacentes, os quaes, de mais a mais, nao queriam cx-
patriar-se seno em familia, inclusive avejs c crianzas de
peito. F.ssa populaco chegou em transportes successi-
vos, al o numero de 2,000 individuos, eentulhou os
trapiches de Nictcroy. O presidente se achava com el-
les bastante embarazado. O punido saqiiarcina o escar-
neca scm misericordia. Pcsava-lhe (senao na conscien-
cia, ao menos no pundonor de um tino administrativo
desencatadu) o aspecto d'aqucllcs desgranados adventi-
cios de todos os sexos, de todas as idades, que a miseria
iinprllia a pedir esmola c a matar sua fome com cascas
de banana, e uniros reliutalhos, e que, alni disso, co-
inccavam a ser decimados por malignas epidemias.
Foram clles linalincnlc removidos para l'etropulis, ci-
dade eom appellido de Kstaucia-de-Vero, improvisada
pelo ex-iuordouio o Kxm. Sr. Paulo ilarbosa, ariiu de
produzir certo ilcito e eiubrulhar cenas linancas.
O terreno que circula essa pretendida cidade he da na-
lureza a mais ingrata. Para clles foram dirigidos os co-
lonos em ina a. dislribuindo-se .i cada um nina poican
de trras improductivas, algun gado e semenles ; ludo
com liaslantc pareimonia, c por cunta de S. M. I. que pa-
lia por todos ; c para que nao morressein de lome, trm-
sc-os empregado, homens, mulhercs c meninos, as o-
bras publicas, pagando-sc-lhes um jornal estipulado.
Esse salario, dizem os chronistas do Rio, que reverle .
nios do chefe da colonia, eugenheiro ao so vico da pro-
vincia, archilreto do palacio de Pelropoiis, creatura do
Kxm. ex-niordoino, o qual, seguindo o exemplo de seu
sublime padrinho, se ha feito cargo de adiaular ou abo-
nar sen- administrados os necessarios uiantimentos
Ora, emquanlo Ibes durarem as obras da estrada edo
palacio imperial, elles, uo obstante a notada rcverso,
julo morrcro .i miligoa. I'orm em cessando os laes jor-
MM, ou quando por ventura a moda de Pctrpolis nao
iiiiha de pegar com a gente granula do Rio, esses pobres
AII 'ni. i, nao tirar o, de suas datas, uciii sequr com que
subsistir por oito das. A mortalidade j li'in rarefeito
suas filas. O resto vegeta, vegetar, c ha de perder-sc
na massa da populaco assiin como succedido tem com a
colonia de Nova-Friburgo c com os demais eusaios de
idntico genero, fcitos ou por fazer.
Assim. mais ou menos, o di/.iam ha pouco as corres-
pondencias lluminenses. e assim o confirmavam ulli-
inamente, fallando na separaeo de varios grupos, que
haviam supplicado a licencia de trausferir-se para a co-
lonia all na.i de S.-Leopoldo, ua provincia do Itio-
(irande.
Benvolo ieitor, nao vos patera enfadonho o terdes de
ler cousas por ventura ja sabidas, sim, to sabidas que
i ni menso i si i nudo tcein ellas produ/.idn i'in todos os can-
tos do novo e 'velho mundo, e agora encarecidas por
tactos mais recentes que acabam de por o ello no equi-
voco renome que com clles ha logrado aja referida casa
Delrue & C. em Ostende. Agentes seus, cnihora ao de-
pois por ella renegados, coutiniiavam a embelecar a-
quella gente incauta, pnrein auciosa de melhorar sua
sortt. Os derradeiros recursos se coiisiimiraiu uo cos-
teio de suas viagens ; carregameutos iuteiros foram
pelos respectivos capiles laucados as praias do Rio,
entregues a todos os horrores do desamparo cm paiz es-
Iranho, emquanlo nao Ihes aeudissem a caridade par-
ticular e publica, a scnipre benfica nio deS. M. I. ,
algun subsidio ou einprcslimo do governo. Porcm, por
mais proficuos que taes soccoi ros sejam, nao podem el-
les jamis nunca remediar seuo parte dos males nas-
cidos de una dcstituieu completa dos melos de viven
eis niie alguns magnatas da metropole, idolatras do di-
nheiro, se apresenlaiu ao governo para conuatarem
un certo numero dos taes colonos, com o fim de collo-
ca-los enipropriedades suas, sitas na provincia do Rio,
recebeudo clies, titulo de premio, da parte do gover-
no, porcada cabera mu preco estipulado ( se estamos
bem Icinbrados, de 50>000 rs.) Era seu plano parre llar a-
qucllas trras em datas proporcionadas c reparli-las
por aforameiiln culrc os engajados. Liimpie nolar que
sao as taes trras situadas em baixuras, onde o calor
hmido de um clima tropical ainda mais insupporlavcl
s torna ao Allemao, filho do fri Norte: por isso uo nos
admira vermes as ultimas folhas do Rio fallarem na
preinalura uuirie de crescido numero dessa pobre gen-
Ir, nao afl'eila a urna zuna, debaixo da qual aiiiadureccm
acojina de assucar, o arroz, o algmlao, etc. Ella tem si-
do hon ivelmcnlc declinada, porcm o premio que o go-
verno dera dos vivos, e'actualmente finados, contina,
dizem, a lucrar as mos dos empresarios !
Para que se nos nergunta por caso ) para que tor-
nar a recordar o que em diversos jomacs mui conspicu-
os j se acha estampado ? A' scmelhanle pergtiala seja-
iios licito responder, que assim obramos: l., porque os
ditos jomacs se n.io eucootram em mos de todos i 2.,
porque as (Ilustradas pennas que sua redaecSo presl-
deni, movidas do espirito de partido, parecein Intercs-
aadas cm denunciar o facto, muilo mais por causa da
pessoa, do que por amordo proprio facto; parecen)
doer-se do dinheiro da nacao multo ma i: do que da que-
bra do crdito da mrsina, do que da miseria dos infe-
lltes que pagam as cusas do proeesso com suas precio-
sas embora ti buladas vida; 3. e ultimo, poique a
necessaria ligacao com o que segu assim o pedia.
He proprio do vicio engendrar nouoi viciot, ht proprio
do malpraduzir novoi matei! e assiin iuccede que, des-
pertada a infrene anihiro, a trefega cobija de gotarein
as iniquas vaulagens da famigeraila casa Delrue & C. e
as dos proprietarlos que haviam iniciado esse coinmer-
clo iu generii, novas propostas teem ultiinaincnte sido
hilas novos emprearlos, novos accionistas, se ho
prestado a ellas. Consta-nos ser um certo Mr. Racine,
(nao perca elle nos fastos da historia brasileira, por nao
Ihe sabennos o nome por Intelrn ) qnem pretende tomar
a si a pioscrlpta misso da casa belga, e dizem que a
proposta val serouj tem sido pelo governo approvada.
As obras do genio do mal vo espantosamente apressa-
das!! Fica por um dos artigos da proposta ( ou con-
trato ? ) avallada a cabeca de um adulto, de 12 at 50
anuos, em 40^IXK) rs. : --as de menor idade, de 6 a ti
anuos, em 20^000 rs.
Por outro artigo abstrahoiirim, oicam, OI'C VM
ii a conimisso de averiguar as oaraniit que a cumpa-
ii nhla (Racine, etc ) pode oH'crecer para a realisa(o do
seu plano de cotonisar.no, pois que esse exame toca
mais de perlo aos interesses dos colonos, e de certo
que estes nao lio de preterir de o fazer precedeute-
< mente ao sen engajaiuento declara que he confor-
me sua opiuiao o plano adoptado.
Al) que oulra cousa mais he isso do que um formal
e expresso convite ao trafico com gente branca?! Nada
de garantas para aquella miseranda gente, d'enlre a
qual mulos e mullos, decuria intelligencia, mas am-
pia f as risonhas pinturas de um agente ardiloso,
vem, esperanzosos de um aprazivel futuro, em lugar
deste adiar urna prematura morte nessa provincia do
Brasil, en. o seu litoral e adjacencias, amenos apro-
priada para nina euiigra(o de Allcmes ou Belgas ;
ou, quando nao, arrastrar uinavida, sempre vexada, de
escravo brancoou, pelo menos,a de um servo adstric-
to gleba.
Brasileiros de todas as classes, de todas as Idades, de
todas as crencas polticas,altentai uo que ueste artigo,
i ei ni dador de pactos, c filho de nossa Intima convieco,
vimos de expendervotai, comnosco, execrao mu
plano que ha de iiifallivcliucnte acariciar a desgraca
de militares de en aunas, vossos semelhaiitcs,ha de
anda mais coinpromelter o crdito do Urasil, em ma-
teria de colouisaco, ja bastante abalado pelos csalos
anteriores;plano, em que sejogain dinhelros vossos,
o dinheiro da na(o, em beneficio de uns puucos, c es-
tes poneos cm una provincia ja de sobejo privilegiada,
comparada com as outras--c vos, escolhidos da uaco,
que dentro em breve ides tomar assenlo no arcopago do
Brasil,vos que lendcs a sublime misso de velar nos
verdadeiros inlercsses da patria commuinvos que
por mu duvida pretais sobretmlo o decoro do Brasil
vos podericis consentir, ou, quando j aUoptado esleja,
poderieis saneciouar seinelhanle plano ?Nao nos pare-
ce crivel :-o elevado conecito que de vossa importante e
austera misso fatemos, uo nos permute suppor-vos
capazesde abonar um projecto, prenhe de males a I lirios,
sem tra/cr-vos, isto he, ao vosso paiz, cm resulta-
do urna vani.ie.ein real e perenne : por quanto no he
eom homens brancos, pagos a una sociedade empre-
zaria a tanto por cabeca, que supprires a falta de bra-
cos africanos, ou formareis o casco de tuna popularan
morigerada, briosa, activa, industriosa, alt'cifoada
sua nova patria c suas saudaveis institu-, oes, c proinpla
para por ellas derramar o seu sangue quando o caso e
exija.
ratemns ponto aqu, pois que por demais extenso j
se torna o presente escripto, que conclumos repetndo
o que em um de nossos artigos, dedicados idntica
materia, e publicados ein setembro do auna p. p., dis-
senios, e he :que do calor, com que denunciamos um
commercio, proscripto pelos preceitos da moral, repu-
diado pelos de urna bem entendida economa, eslig-
uiatisado e execrado pela grande maioria dos orgos da
iinprensa peridica na Europa, e, sobre ludo, na Alle-
maiiha, c por urna grande e conspicua parte dos do Bra-
sil;uo se iniira que reputamos inipossivel uina co-
louisaco legrada no Brasilmis queremos una emi-
gracao de Allemaes.para cuja utilldade temos essa auto-
ridade suprema, a do Exm. Sr. visconde de branles-
mas qurrcmo-la conerhida de oulra uiaucira, bascada
sobre outros principios, executada com meios hones-
los, e i l un .n I ni .i da maior possivel pro.pe idade dos
colonos e dos verdadeiros c duradouros interesses do
Brasil.
Voltaieinos a este assumpto : c o artigo de hoje nos-
sos leitores queram coiisdera-lo como o 5. na serle dos
artigos por nos escriptos, tendo 4 driles sido publicados
em setembro do auno passado. V.
[Correio Mercantil.)
PERNAMBUCO.
SESSAO EM 5 DE MARCO DE 18W.
PRESIDENCIA DO SS. SOUZA TEIXIIRA.
ST7MMARIO. Chamada.Expediente.Appraoacio de um
rrqnerimcnto do Sr. Nelto ede um additamenlo do Sr. Nunet
Machado a este requerimenta femessa, para a commis-
o6 de conitituicad e poderes, de urna indicaran do Sr. fV-
gueiredo. Appraruca, em primeira discussa, das pos-
turas da cmara municipal do Bonito. Dispensa de in-
tersticio, para poderem entrar na ordemdodia seguate, estas
posturas, as do Limoeiro, Ex e Xazareth, e oprojeeton. I
deste iiini".
As lemela horas da manha, o Sr. l. Secretario
faz a chamada, c verifica estarem presentes 19 Sis. de-
putados.
V Sr. Presidente declara aberla a sessao.
Por no ler comparecido o Sr. 2.' secretario, deixa de
ser lida a acta da sessao antecedente.
0 Sr, I. Secretario menciona o segu me
EXPEDIENTE.
1 ni cilicio do secretarlo interino da provincia, acom-
pan liado de 2 ejemplares das Iris promulgadas na ses-
sao extraordinaria do anno passado. tnram mandados
archivar.
Outro do mrsmn, enviando um oficio, em que o viga-
rio da freguezia do i'ao-d'Albo representa achar-sc in-
teiramenle arruinada a igreja matriz da mesma fregue-
zir. /f' eoinmi'wuo de [uzeada e orcamentn.
Sao lidos e approvados sem discussa o icqurriiucnto
c o additamenlo seguimes :
Requeiro que se pe guule ao governo, que destino
tlveraui os objectos comprados por coma da provincia
para o uto das aulas de chimiea e phvsica do Ijcco ; e se,
pefa por copia a factura queacompanhou estes objectos,
com derla rae o do estado, em que se ai -harem os que
anda exislirem, e da causa da ruina ou drsapparecimen-
lo dos outros. Lopes Aelto. -
Que informe se exlsleni na rrparlco das obras pu-
blicas, ou iu nutra qualquri parte, as plantas, pe lis e
mais trabalbos grficos mandados fazer pelos cngciihci-
ros engajados por conta da provincia. ~ Nunts Ma-
chado.
ORDEM DO DA.
He lida e mandada i cominissao de constlluicfio c po-
deres a seguinlc indieajao:
Iudico que a coinmissao de constitnicao e poderes
d o seu parecer acerca da especie: Se os deputados
provinclaes podem, durante as sessoes da assembla
provincial, continuar no rsxercicio de seus empregos; e
seo governo ospiide dlstrahir das funcedes legislativa
para occupa-los cm outras cnnimlssoes ordinarias mi
extraordinarias. Figuciredo.
Entra em primeira discussa, e sem ella he approvado
o projecto n. I dest anuo, gue lixa a frr.a policial.
O Sr. Nunes Machado manda mesa o srguln te reque-
rimenlo que he approvado,
Requeiro que se dispense o intersticio dos 3 das do
regiment, afiui de que seja dado para ordein do da de
aiiianha o projecto n. 1 deste anno. S.R.funes Ma-
chado.
Primeira ducunao das posturas da cantara municipal do Bo-
nito.
O Sr. .\unes Machado diz que, tendo sido Merecidos
na casa, o animo passado, uns artigos additivosa estas
posturas, lora a discussa adiada, para que fossein ditas
posturas submettidas considerado dacommlsso de c-
maras munleipaes, e esta formulaste um projecto a vil-
la deltas e dos artigos additlvos, ignora se a commlssXo
assim praticVa, e por isso deseja saber se he opi-
nioda casa que se discutam as posturas com os arti-
gos additlvos, ou que subsista o adiamenlo, visto que
sinentese aehim no projecto os mencionados artigos.
OSr. 1 eerrtaria manda buscar as posturas.
OSr. Cabraldeclar, por parle da coinmissao. de pos-
turas de cmaras munleipaes de que he membro, que se
ella deixou de formular o projecto deque se trata, poiido
os artigos additlvos em harmona com as posturas, foi
porque essa harmona j se da va,pois que nenhuina con-
iradiceo havia entre eslase aquelles.e porque pretenda
requerer, como ora vai fazer, que uns e outras fossein
coiijunclamente discutidos.
I.c-se na mesa o segulntc renuerimenlo:
ii Requeiro que enlrem em discussa as posturas de
10 de dezemhro de 1845 conjunctamenie com as que se
aeliaiii solire a mesa.S. R.Cabral.
O Sr. filela lavares .est lembrado que a requeri-
mento seu decidi a assembla na sessao patsada que os
artigos fossem remeilidos coinmissao juulamente com
as posturas, para que sobre ambos os objectos dsse
ella o seu parecer, e por essa raso julga que o deque
se trata, e que smenle se refere aos mencionados arti-
gos, no se acha de accordo com que na casa se passra;
mas, isso nao obstante, deseja que o Sr. 1." secretario o
rselareca a respelto.
OSr. I. Secretario diz que, para inelhormenle dar o
esclarec ment pedido pelo precedente orador, vai man-
dar buscar a acia da sessao era que se tralra da mate-
ria cm questao, e emquanto nao chega a mencionada
acta, observa que as posturas ja foram examinadas pela
coinmissao, pois que declara esta em seu parecer que
he de oplnio que se ellas discutam conjunctamenie com
os artigos, e nao poda fazer cssa deelaracao se as nao
livesse compulsado.
O Sr. Y Hiela Tavares, depois de mais algumas rede-
xoes. concorda com o que disse o Sr. I. secretarlo.
OSr. Cabral pede permissao para retirar o seu reque
cimento.
Consultada a cantara, decide pela afTirmaliva.
litigada a materia discutida, he posta votacao c ap-
provada.
lie lido c approvado o seguinte rcqueriincnlo :
Requeiro que sejam dadas para a ordem do dia de
ainanha as posturas do Limoeiro, Ex, Natarclh e Bo-
nito, dispensados os 3 das da Ici -.Peisoto de tirito.
Nada mais havendo a tratar,
O Sr. presidente levanta a sesso lucia hora da tar-
de,depois de ter dado para ordem do dia da seguinte :
leilura de projectos e pareceres ; 2.* discussa do pro-
ecto n." i desie auno ; 3.' das postliras do Limoeiro, c
.* das do Ex, Nazarclh e Bonito.
TRIBUNAL'DO JURY.
ADVERTENCIA.
O que declarou o Sr. doutor Alexandrc Percira do Car-
ino acerca da morte da preta Luiza, a que se refercm os
tiab illuis pnblicados no Diario de3 do correte,foi que
a inll.inimaro do pintoneo dessa preta fura occasinada
por i-mtusiii-s, e que se a dita nllammacao livesse sido
tratada a lempo, talvez que delia nao livesse resultado a
mesina morte : e depois dessa deelaracao nao mais fal-
ln o advogado da defesa.
SCSSO NO DIA 5 DE Hinco de 1847.
Presidencia do Sr. Dr. Perreira Gomes.
Ao meio dia, o Sr. juis presidente declara aberla a ses-
sao, estando presentes 30Srs. jurados.
Apregoados os reos e testeiuunhas,
O Sr. Juii Presidente declara que se vai proceder ao
soi icio da concelho que tem de jlgar Miguel Antonio
das Anjos aecusado pelo crime de resistencia a or-
dens legaes.
Eleito o concelho, presta o juramento da lei.
O Sr. Juiz Presidente tai ao reo o seguinte
INTERROGATORIO.
Juix: Como se chama?
Reo : Miguel Antonio dos Anjos.
Juiz: -- Onde eslava no dia que foi preso ?
Rio : Na Campia-Grande.
Juiz: Nestaoccasio, eslava com urna faca de pon-
la e urna pistola as nios?
lien : Nao Sr,; digo que nao, c que as pessoas que
me prenderam nesta occasiao me derain cinco cutlla-
das na cabeca e urna na nio, que me corlou a inuulie-
ca ; e isto foi por ordem de Joo Ferreira dos Santos,
que prometen cem mil res se elles me uiaiassem.
Feila a leilura do proeesso, e apresrmadas as allrga-
ees, por parle da aecusaeo e da defesa,
O Sr. Juit Presidente, conformando-se com a deeisao do
jury coiiiileiiina o reo em 15 mezes de priso, com
trabalho e as cusas.
As 2 horas da larde Icvanla-se a sesso.
ESTATISTICA DA PROVINCIA.
Illm. Sr.O bacharel formado Jeronymo Marliniano
Flguelra de Mello, a bem dos seus direitos, precisa por
cerlido o termo de apresentacao da rstaisiica civil e
poli i ira desta provincia, que pelo supplicanlc fura con-
feccionada em virtudc do contrato que elle tlzera com
a presidencia,em dala de 27 de feverriro de 1841 ; e por-
que para isso seja mister despacho de V. S., por isso o
supplcante pede a V. S Illm Sr. doutor juis de direilo
da segunda vara do civel desla cidade, se digne man-
dar passar dita cerlido, (escrivao Carduzo) c R. M.
Passe. Recife : de marro de 1847.Nabueo de Araujo.
Pedro Jos Cardoso cavalleiro da ordem da Rosa e escrivSo
dos feitos da fuzenda desta provincia, be.
Certifico que o termo de que trata a pelicao supra he
do teor, forma e maneira seguinte.Termo de apre-
sentacaoAos 27 de fevereiro de 1847 tiesta cidade do
Recife em casa da residencia do doutor juiz do clvel Jo-
s Tiloma Nabuco de Araujo, onde cu esrrivo fui pr-
senle, cimiparereti, s 9 horas do niesino dia, o dou-
tor Jeruiiviiio Marliniano Figuelra de Mello,e disse que,
na formado seu requerimento c despacho no inrsino
in fronte, vinha apresentara obra que intitularaEn-
saio sobre a estatislica civil e poltica da provincia dr
Pernambuco eque elle compozera em virlude do con-
trato feito- com a presidencia da provincia, a 27 de fe-
vereiro de 184) ; c sendo com clleito mostrada a dila
obra perante o referido juiz,mandn este por mim con-
tar de quantos cadernos se compunha a supra indicada,
e procedido esse exaine vcrjficou-se ser o numero total
ile til cadernos, os quaes coutinhain 12 captulos ; a
saber : o primeiro capitulo intitulado do territorio se
comprehrndia era 4 cadernos ; o segundo intitula-
do diviso do territorio, contiuha 7 cadernos ; o
tercelro sobre o governo e adminislracao de juslca
coniinha 6 cadernos ; o quarlo sobre a pnpulucao c
seu inoviiiiruto se comprehendia em 8 cadernos; o
quinto sobre os productos naturacs dos tres reinos se
comprehendia ein 4 cadernos; o sexto sobre a in-
dustria manufaelureira em 2 cadernos ; o stimo so-
l>te o commercio em 18 cadernos ; o oitavo sobre
as pescaras em um sduienle ; o nona sobre o culto pu-
blico em 2 cadernos ; o declino sobre a cultura in-
telectual e moral em 2 cadernos e um dcimo sobre
os cstabelcciinentos de caridade c beneficencia publica
'ni 2, o duodcimo sobre linancas em 2 e mais
.'{ cadernos cometido olas a obra ob os numero
de 59, 60 e 61 ; e estando na mes na occasiao presente o
depositario noineado, o doutor Jos Benlo da Cunta Ki-
gueiredo, o juiz entrrgou-llic a mesma obra, e elle a
recaben, prometiendo enlrega-la quando por este tiln
Ihe tor mandado ; subjeitaudo-s as penas de fiel deposi-
tario : e para constar inandou o tnesiiio juiz fa/.r
termo em que assignou com os sobreditos e eu escrivao
(le este escrevi.rVoVo Jnt C'urdoio.escrivo, escrvl.
Sabuco ds Araujo Jnior .Jos Rento da Ctinha Figueircdu.
Jeronymo Marliniano Figueira de Mello.Y. nada n
contiuha ein dito termo aqu fielmente cxlralu'do por
cerlido, do proprio original, e ao qual me reporto. Ci-
dade do Recife de Peinamlitico, aos 3 de uiarfo de l847.
Sobscrevi e assiguei. Em f de verdade.Pedro Jos
Cardoto.
i)ukiii de pmWn'ncir
nsCxra, s ds marjo bi 1847.
Rasdes de consideracao para coin o Sr. commandaute
do navio dr guerra que ueste porto se acha estacionado
levaram o Sr. Dr. Amonio da Silva Ncves a solicitar bo-
je de nos que, em abono da verdade, dcclaraasemos no
ter partido drlle o aniiunco que contra o mrsmn Sr.
commandaiite publicamos em um dos nmeros desla
semana; para assim arredar de sua pessoa a pateen I da-
de de senielliante aununcio que Ihe tem sido aliribuida
por alguem que, pouco conhecedor do seu carcter, o
suppoe capaz de insultar a um homein que, alm de
pertenec- a elasse de um Irmo que Ihe he muilissiino
charo, Ihe Cora recommendado por esse incsmo irino.
Nenhum Inconveniente eucohtramos en fazer uina
lal deelaracao, pois que ella em nada compromette os
sagrados deveres que nos inipozruios ao encarregar-
nos da redaceo deste Jornal ; porquanto nao s no
foi o Sr. Dr. Neves que de nos obleve a puhllraro do
citado annuncio, como nenhuma relaeo tem ele com
o Individuo que nos apresentou o respectivo autographo.
CaMMEftCIO.

Alfandega.
RENDIMENTO DO DIA 5. ............I9:24280l
DESCianESlM IIOJK 6.
BrigucHeraldhacalho.
BrigueActivepise, alcalino c carvo.
BarcaFs'iceincrcadorias.
UrigueS.-,W(iiiflf/-/.--ideui.
Barca--/rlca vo.
BrigucJames-Ra;/idr ni.
IMFORTACAO'.
Rafael, barca ingleza, viuda de Liverpool, entrada no
corrente inez, consignada a Me. Calinont & Companhia,
uiaiiifi-stou o seguinte:
7 caixas fatendas dc'linho, 30 gigos lonca, 60 meios di-
tos dita, 10 barricas dita, 3l caixas fazenda de algmlao,
42 fardos dita dito, 5 dilos dita de linlio, 1 coica amos-
tras ; a Me. < alinont t Companhia.
5 caixas quinqurllicrias e miudeas, 32 fardos fazen-
das de algodo, 7 caixas dila dila ; a Dcane Youle t Com-
panhia.
700 caixas salino, 9 taixas e diversas pecas de machn i s-
mo ; a S. P. Johtistou 8; Companhia.
1 caixa diversas objectos ; a Tobler.
24 fardos fazendas de algodo, I dito dita de lia, 10 di-
tos lona ; a James Crabtiec (t Companhia.
2 caixas fazendas de algodo ; a J. P. Adour & Com-
panhia.
6 caixas fazendas de algodo, 6 ditas ditas dito, 6 far-
dos ditas dito, 8 caixas ditas de linbo ; a J. Cockshott &
Companhia.
14 gigos louca, 14 meios ditos dita, I caixa amostras ;
a Fox Brolhers.
67 fardos fazendas de algodo, barris ferragens, 6 caixas liuh.i, SI ditas fazenda de linho,
I caixa quluquclherlas ; a G. Kenworth & Companhia.
j fardos fazendas de algodo ; a Jos Jeronymo Mon-
telro.
3 fardos fazendas de linho, 11 caixas folhas de cohe,
16 ditas cobre de forro, 2 barris pregos de coinposicao,
2.ri pepa de cobre, 10 fardos fazendas de algodo ; a
Joliitstou Patcr & Companhia.
4 caixas fazeudas de algodo, (i ditas iniude/.as, 8 far-
dos fazendas de algodo, i cmbrulho toucinho ; a J.
Sluwart.
19 caixas fazendas de algodo, 15 fardos ditas dilo ; a
R. Rolle Si Companhia.
2 caixas fazendas de algodo ; a K. 4t Itosrnuiund.
40 barricas oervrj.i, .'i caixas e l cmbrulho linhas, 61
fardos fazendas de algodo, 1 caixa ditas de dito, 11 di-
tas ditas de linho, 2 fardos ditas de la ; a James Pa-
tn & C.
2 caixas fazendas de algodo, 1 embrulho dilas de
la; a II Braga & C.
1 barril medicamentos ; ao Dr. Al liuckle.
4 caixas frzendas de algodo; a J. Ryder 6i C.
75 barris mantefga ; a N O. Bleber Si G.
I caixa e I embrulho fazendas de algado, 2 fardos di-
tas de dito; a It. JamlssonSt C.
12 fardos fazendas de algodo, 2 caixas dilas m d#P,
6 fardos dilas de la, 5 ditos dilas de la e alfoil
caixa carne ; a Russrll Mellors & C,
99 barricas tintas ; a C. Donaidson,
12 caixas fazendas de algodo. 1 dita oleado, H fardos
fazendas de algodo, 2 caixas ditas de la, 1 embrulho
amostras; a A Horrie Si C.
2l barris medicamentos, 6 caixas ditos; a V\ Bravo
kC.
5 fardos fazendas de algodo, 5 caixas ditas de dito.; a
H. C.ibbisou.
5 fardos fazendas de algodo ; a Lathain Si llibberl.
i caixas moeda de prata, 2 meias barricas conservas,
3 toneladas de inachluismo e pecas avulsas : ao capi-
tao.
Consili'lo.
RENDIMENTO DO DIA 5.
Geral..........................
Provincial.....................
Diversas provincias...............
40/400
l:Q53:>94
Utivirucnlo do i*orio.
Navio entrado no dia 5.
Santos; 36 das, brigue biasleroSnoilaro,.de 250 tonela-
das, capitn Joo de Dos I'rreira dos Santos, cqui-
nageiu i2, carga loticinlio, fumo e lastro: a Antonio
Frauciseo dos Sanios Draga. j^.
Navio sahido no mesnw dia.
Baha; brlgue-escuna brasileiro Jotephina, capllio Jos-.-
Hanocl arbo/.a, carga larinhade trigo, sal
Passagero, Antonio Manoel de Medeiros, lli
celara t;a
O Illm. Sr director do Ijcco, cm cumplimen-
to prximo fiml, manda fazer publico, que, da dala
de*loa 60Uias, vai aconcursoc catleira de primei-
ras leltrasdo sexo ferainino da1 villa do Bonito, ins-
taurada peta le provincial n. 181, de 5 de derera-
,.?-'


&
e*
,,' do anno prximo nassado : qualqucr possoa que>
uizeroppra mencionada cadeira dever com>
s<"ippr nesta Mcrelaria com as hahililaijOes do 08-
[JJparB poder ser incluida na lista das-opposito-
v iiara que cliege a noticia a todos, manda pu-
,,,;;. presentodilal. pela imprensa.
Scaretaria do Ijweo do Pormambuco, 9 de feverel-
idei9i~- O secretario,
JeOo redro l'tttoa de Mello.
__ Pela tliesuurarla da fatenda desta provincia se fax
,hlico que Jone Antonio de Ollfelra, allegando com
'mnelos kilo* non peridicos desta provincia ler per-
' duas apollee. de 40O#000 rs cada inna. do juro do
iico por cont ao anno, e de ns. 20 c 2t da serie, reque-
'., que lelbe enlregasscm outras apolices das niesinas
''illas e nmeros na forma da le do' 15 de novembro
1 "l827 o que a mesnii thesouraria pastar a cumprlr.
'.vendo, poiin, qualquar individuo que dentro de um
,'r, a coniardadata do presente annUhcio, s aprsente
urstallirwlirarUoin as referidas apolices, mostrando
as rccebldn n hypothrca. ou oulro qualquer titulo,
' nao dar nutra apolice ao siippllcante, pola que o
iso allegado da peda de apolices envolve absoluta an-
nulaco das priineira. E para cqnjlar se fas o presente
^Secretarla da thcsourarla de Pei-nainbuco, 3 de marco
C No impedimento do ofticial inaior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Theatro publico.
O espectculo annunclado para 7 do correte ficou
transferido para domingo 14, com a grande peca Os
Marlvret daI.ibordado o S.-llailtiolouieu na Armenia,
ou a propagacSo da fe calhellca.
Puhlicngao .Iterara.
Acaba de sor publicado o compendio do GEOGR APIA
1 I.KMENTAlt, coinposto pelo bac|iarol formado Luiz
fVuiiin Cavalcante Vello de Guevara, professor substi-
tuto das cadeiras' de rhttorica e potica, geographa.
el., onologia e historia do collegio das artes da cidade do
oiluda Este compendio foi unnimemente adoptado para
oensin'o do mesmo collegio das arles pela congregacao
los Sis. lentes da academia da rele da cidade, como se
v da certido abalxo transcripta. Est venda na livra-
ria da praca da'Independcncla, 11. 6e 8 ; proco2,000rs.
0111 brochura ; niela encadernacao dourada2,500 rs.
Ein virtude do despacho em frente do Eam. Sr. bls-
jio director, certifleo que, revendo o livro das actas das
tougregaedes desta academia, a II 1/6 achei o que pede
supplicante na forma seguinie : o F.xin Sr. hispo di-
rector aprosontou um ollicio do professor do collegio das
artos, no qual pedia a congregacao oim consenso para
poder adoptar o compendio de geographa feito pelo
substituto da mesma arte, o hachare! Luiz Paulino Ca-
valcanle Vellez de Guevara, a congregacao approvou
uiiaiilincinente. Certifico niais, que nesla congregacao
oonipareceram os Srs. doulores Antonio Jop Coolho,
Pedro Aullan da Malla Albuquerque, Fillppe Jansen de
Castro Albuquorqqe, Francisco de Paula llaptisla, Joao
Caplstrano Baudolra do Mello, Nuno Ayque de Alvellos
Aiincs de Brlto ingle, Francisco JoaqOm das Chagas,
sendo presidente o Exin. Sr. blspo director. E nada mais
se conlinliaeni a dita acta a respclto do supplicante, a
qual me reporto fielmente.
(i Secretara da academia jurdica de Olinda, 1. de
marco de 1847.
11 O bacliarcl Eduardo Sotns de Albergara,
Secretarlo interino.
1 t "
Avisos martimos.
-- Para aDahla sahir, imprcterlvrlmcntc quarto-feira,
10 do corrente, blate/'ior- gcui traa c com J. O. Campos, na ra do Queimado,
11. 4.
- Para o Porto segu viagom com muila brevidade,
por ler a malor parle de na carga prompta, o bergan-
tina S.-4lallo^l-l. capitn Jos Francisco Carneu o ,
i|uoin no mrsiun quizer carregar ou Ir de passagem, para
o que toin os mais deliciosos commodos, dirija-ae ao ca-
pitao ou a seu consignalario, Manoel Joaquim Ramos c
Silva.
" Vende-se a barcaca S.-Jo-
s-Ferreira, ancorada no Forte-
do-Mallos, com todos os seus
perlences, e por prego commodo:
a tratar na ra Nova, n.12, com
Diopo Jos da Costa.
- Para Lisboa pretende sabir, no da 16 do corrento
iiioz, o mullo superior c velelro brigue portuguez SiiW-
me forrado o ouoavilhado de cubro, oapitao Joao fran-
cisco ric Amor : quem no inesnio quizer carregar ou Ir
clut dirija-te aos consignatarios, Olivcira I raaos U
Cniuianjiia na ra da Cruz, n. 9, ou na praca do (.orn-
ara o Aracaty pretende sabir, iinpretcrivclmente
no dla'i do presente mez, o hiato A'oro-Oiinda, mostr
Antonio Jos Viaiina, tendoquasicompleto o seu carre-
caiuenlo : quem anda pretender carregar ou Ir de
passagem, outenda-sr com o mesmo uiestrc no trapiche
""=Para Lisboa sahir com a malor brevidade, por ter
parle da carga prompta, o brigue porluguez S.-Domin-
aos: quem no mesmu quizer carregar ou ir de passagem,
para oque tcm oso, lenlos coinmodos. dirija-se aos con-
signatarios Mondes 8c Tai roso, ra da Cruz, n. 54, ou
ao canito, Mauoel Concalves Vlanna, na praca.
- (J hiatc Tenlador sabe para a Babia, iniprcterivcl-
monlc no dia 10 do trrenle; recebe anda alguiwi car-
ga mluda: a tratar com Silva & Grillo, na ra da Moeda,
"' 'para Lisboa seguo com brevidade, por ler parte
da carga, o brigue portuguez Conceic-io-de-AVaria :
quem no mesmo quizer corregar a 200 rs. por arroba
deassticar, ou ir de passagem, para o que tcm os
melhores emais assciados commodos, tuto como
capilo 'na praca do Commercio, ou conTo conslg-
natario Thoniaz do Aquino Fonsecn, na ruado\iya-
rio.n. 19.
avwos diversos
11111
- Manoe'l Dorfinges Moreira Jnior faz certaja lo-
dosos seus credores, que hoiitein, & do torrente, me 10-
ram echados s seu armazn de carne acea c nenho-
ado. iodos os seus bens. a requermonlo do3r Gaud no
Atoailiilm'Me barros; as.in. como t,mbrm llio foi penl.o-
.allamobiliadccasa, a rcqueriuitnlo do Sr. Antou.o
Ml"0Vuga-"cS|im sobradinbo na ruada praia de Santa-
Kita, n. 2 : a Halar as Clnco-Pontas, u. W.
-- R ea-seaosSrs. Manoel Joaqun, dos Santos, An
lonid Guilher.ne de Araujo e fentelo El.no Lopes,
iJelram por este Diario anuunciar assuas ...orauas, para
s'elra.ar de negocios que IbetdUcm ***
Hoie 6 du frrente, sr hao de arrematar, por cr
a n.lmra'p'..^ perante o Sr. t)r jui^do e -. da.egun;
da vara,duas casas terreas, ns. 48 faltas na i.av
sadaPonte-Velha, avahadas, urna W c ou
tra em 850>000rs., por execucao de Jos Joaquim t
/.erraCavalcaiiti.
~ Arrendam-sc 6 casas terreas sitas na Pasagem-da %
Magdalena, juntas a ponte grande; urna padaria o um
sobradinho no mesmo lugar; t uinacasa terrea no lu-
gar de Apipucos, defronte da icreia: na Rua-Vollii,
sobrado, n. 18.
= Precisa-se de coslureiras, em casa de A. Millochou:
no Atorro-da-lioa-VisU, n 1, primeiro andar.
Quem liver dlnheiro a remoller para o Rlo-de-Ja-
neiro, o qulser faie-lo por mel de saque seguro, evi-
tando asslm lodoj os riscos de seinrlhaules remessas,
pode annunciar por este Diario a sua morada, ou dlri-
gir-sc a ra das Cruzcs, n. 37, segundo andar.
Perante o doutor juiz do civel da priineira vara, a
porta da casa de sua residencia na ra Nova pelas 4
hora da tarde do dia 9 do corrente, tem de ser arre-
matada,por ser a ultima praca, a preta crloula Luduvl-
11a, pinliorada por execucao do tenente-coronel Antonio
Gomes Leal contra Antonio de Albuquerque MaranhSo.
Os pretenden tes dirijam-se ao lugar e hora indicados.
-- D-se diuheiro a juros sobre ponhores, em quan-
lias de cen mil ris para cima : asslin como se vendem
as seguales obras de prata do Porto ; 1 leltelra ; 1 assu-
careiro ; 1 bule ; 1 cafetera e tigclla : na ra larga do
Rosarlo n. 8, primeiro andar.
O abaixo asslgnado taz publico que.tendo no da 4
do concille pastado nm vale da quanlia de 130,000 rls
a Carlos Antonio de Araujo por importe de peixe que
llie comprou, nao pode esse vale ser negociado, c o
mesmo abalxo asslgnado declara que o nSo paga a qual-
qur possoa a ifuem for traspassado, porque esse vale
tem de ser descontado em una lettraque do mesmo Car-
los Antonio de Araujo tem o mesmo abaixo asslgnado,
cuja leltra de a milito se acha vencida ; e que essa com-
pra que fez do peixc foi tao smente para pagar-se da di-
la leltra, deque de oulro modo nao poda ser embolsado.
Recife 5 de marco de 1847.Francleo Quiiiiiao flodrigur
Eslevet.
Fabrica de chapeos de sol, -^
ra do Fasseio, n. 5.
JoSe Loubet tcm a honra de participar de novamente
ao rrspeitavel publico que rrcrbeu um rico e completo
soi i i nuiio de chapos de sol,tanto de seda como de pau-
nlnho furta-cOres, c'de todas as mais cores conhecl-
das. O fabricante alianca seguranca em arihaccs c co-
res; assim como tem chapos de sol para senhoras, do
ultimo gosio de Pars. Na mesma fabrica ha com abun-
dancia chapos de sol, de seda e panninho, da marca
maior, pois teein 3-2polltgadas,bein construidos em sitas
armaces e boas fazendas; sendo estes os cerdadeiroi
guarda-elmva: tnmbem ha urna porcao de chicotes da
ultima moda de Paris, bengalas de junco, castoes ricos
e ponteiras.JioiIotas para o hom arranjo das mesnias; c
tamhrm se fazcni lodos os colicortos em chapos de sol,
pois para isso ha mu bomsortimenlodosobjectos mais ri-
cos e bonitos que pndem liaver. Na mesma fabrica co-
biem-sc c concerlani-se umbellas de igreja. Tudo com
perfelcao e brevidade. <
Lotera do RiodeJaneiro.
Na ra da ( adela, casa do cambio, n. 38, de Manoel
Gomes, acham-se bllhetes celos ditos da olava lotera
a beneficio do hospital da sania casa da Misericordia
fla ci'uic.
20.000#00(i de rs.
Com a chegada do vapor Imperatri; velo a feliz noti-
cia de ter a casa do Farias pela segunda vez mandado a
snrtc dos 20,.000000 de rs. para Pernambuco, c o mesmo
vapor irouxe outra porcao de cautelas pericltenles a
lotera de Sanla-Calharina-; as quaes se achain a venda
na loja do Sr. Thoinaz de Aquino Fonseca. Adverte-se
aos compradores que o primeiro vapor que chegar trara
a lista. Tabella dos procos: vigsimos, 1^200; oitavos,
3/000 ; quarlos, 6^)00 rs. ,
= Vendoni-sc 11 covados de superior gorgtirao roxo,
proprio para uina capa do Senhor dos Passos; assim co-
mo a compleme borla c cordo de ouro para a mcsina
capa : na praca do Comineroio, n. 6.
D. Mara Marroquina de Jess Nareno embarca pa-
ra o engenho Nuvo, cidade da Parahiba do Norte, a en-
tregar ao seu lillio Claudino Rodolpho do Reg Uarros,
os escravos seguimos : ~ Svprlano, crloulo ; benedicta,
crioula ; Mara, Cacaman ; Maria, Bcoguela, c Izabel,
Cosa. mic
= Maria de Jess Medelros retira-se para a ilbadcb.-
Miguel, levando em sua compauhia sua prima Antonia
Jaciulba Leonor, e seu sobrinho Jos Mara da Cmara,
Porluguezes. ,, ,
F. Ji.Colajo pretende abrir, no dia 15 do trrenle,
em a casa de sua residencia, na ra da S.-Crnz, n. 38,
um curso de philosophla e oulro de lingoa ngleza : as
pessoas que qui/.eroin frequenlar qualqucr dostas dis-
ciplinas enteiidam-sc com oannunclanle atodilodia.
= Respoude-sc ao autor da pergunta inserta no Uia-
rio de 26 do moz prximo passado, que o anniincio das
leltras imciacs V. A. M. em.nada se emende com o
Sr. Vicente Alves Machado, mas sim com o >r. Verciino
Antonio de Dallos.
= Mana Francisca de Sousa Ramos, leudo sollrido do
seu marido Jos Marta oncalves Ramos os mais crueis
trataiiientos e privacrs, que a mais corrompida moral
e sede de vlngancapodla suggerlr, para cumulo dos seus
soll'rimenlos no da I.* do corrente inez, foi violenla-
menlo lanyada, pelo mesmo seu marido, ra de casa,
obligada a aparlar-sc de suas duas lilhas, o a sabir sciu
a precisa decencia e roupa que llie perlentia, que para
have-la preciso foi recorrer a polica. Todo este brba-
ro e indigno procedlmento do seu marido, que leve so
por motivo o nao querer a annunclantc conformar-se
com o seu escandaloso concubinato com una das mais
Corrompidas prostitutas desta cidade, conducta esta que
udesviou da observancia do deveres de pai e mando,
e fez por isso mesmo a infelicidade e deshonra de sua oa-
sa. obrigaaannunciaute a dlvorciar-se, e por isso pre-
vino o publico, que com os bous do c?sal nao faca al-
g ii m a transaccao com o dito seu marido, sob pena de
nU"Rog-se aoSr. Jos F. Alves de Quintal, que v
rescatar o penhor que deixou ficar na mao da possoa
nuc bem connote, em agosto do anno prximo passado,
com condico de o tirar al o iim do dito mez: e como o
nao lonha feito at agora,lai-st-lhe opresenle aviso,pa-
ra te nao chamar a ignorancia, e yir lira-lo at odalo
do corrente mez : na falta perder desta dala ein yan-
te todo o direilo sua reclamacao.
Alueani-se dous andares de urna casa no Reclle,
por commodo preco, temi um grande totao com boa
cozinha c cxcelleiilc visla para o mar : quem os preten-
der falle na ra da Cruz, n. 18, segundo andar, Uc ma-
..luia al as 9, e de tarde das 3 al as 5 horas.
Preclta-se de um moleque inlelhgenle para o ser-
vico de una casa cslrangcira: na ra do Atcrro-da-lloa-
\ isla, n. 1, primeiro andar.
Pretisa-so alugarum negro que soja diligente, para
trahalhar das 3 horas da larde, al as 9 da nolte : que...
livor annuncie a sua inoradla, ou procure no bilnai do
l'astcio.
Lotera do Ro-dc-4airero.
Aos aOOOO^OOO de rs.
Chegaram bllhetes, meioa, quartos, oitavos e vigesi-
u.ot da lotera a beneficio da S.-Lata-da-MIseicordia ;
e tainbem aluda exittei nielo bilheics, quarlos c olla-
vos da imeria a henerioio das caldas de S.-Calharina.
Os 20.000/000 de rs. lornaram a sabir nos vigsimos que
vleram 1>ara esta provincia, e alm disto mais pre-
mios de nomeada. Os preco dos bilheics tao ossegu.ii-
tes- bilhelc fp-OOO rs., meioa 13/000 rs., quartos 6/
rs. ', oitavrs 3/1)00 rs, e vigsimos l/?0 rs. ; c vnden-
se no Recife loja de cambio do Si. Vieira.
..nuncio inleressante.
Aos Sr. fegittat.boticarios e nisis donos de casas aber-
tas que quiztren, ornar as frentes de tuat casa.com
ricas uboletas um hbil desenhista se olterece be n
ne trabalho, dourado ou plntdo, com |
as obras e caracteres de leltras que qulzerein. Afianca
te promplidi.o asseio e perfeico : a gratillcacao lie
a mais diminua posslvcl. No paleo da S.-Cruz u. 8
se achara com quem tratar.
Precisa-se de dous prctot para o tervico de nias-
aeira de una padaria. c de um ho.i.en. fornero : na ra
do Vigarlo loja de cabos, n. I.
Manoel Maximianno Guedes mudou a sua residen-
cia para a ra daSensalla-Nova n. 40, primeiro andar.
Traspattatn-se'ns ehaves de um asseiado armazoni
para carne do Cear silo na ra da Piala : a Halar na
ra Diroia, sobrado n. 29. -
O abalxo asslgnado advertc a quem mente com-
prar ou fazer oulro qualquer negocio com Firmo An-
tonio de Figueiredo sobre os escravos Joiio Cassange ,
AntonioCongo eSiinao, que estes bens c ulnas canoas
d'agoa eram perlencentes ao casal da viuva de Antonio
Rodrigues de Figueiredo; os quaes estaopor indiviso
tecm de ser partilhados entre lodos os herdeiros, peta
inorte da dita viuva e entre clles o abalxo asslgnado ;
e se nao obstante alguem os comprar ser obrigado a
prefazer aos outros herdeiros at onde montar a sua le-
gitima. Manoel Moreira da Cotia. ,.
Tlvo Franco de Almeida, professor de piano ,
piupe-se a dar lices daqiirlio iiisirumeulu e jn iiit-i-
pios de msica aquellos discpulos que delle precisa-
rom por preco assaz rasoavel. Os pretendemos que
quierein tirar lnfonnacOes sobre o mesmo professor,
podemdrgi-seaos lllms. Srs. desembargadores Do-
mingos cuucs Ramos Forreira e Manoel Rodrigues Vil-
lares Manoel Joaquim Ramos e Silva, Luiz Autonlo
Virlra Jos Francisco Ribrlro de Soua e Joao Xavier
Ribelro do Andrade. Quomde seu presiono se quizer
utilisai I ii ij.i-sc a Fra-de-Porlas,a casa do lllm. Sr. Luiz
Antonia Vlelra ou ao trapiche do Angelo a casa do
llm. Sr. Jos Francisco Ribeiro de Souza.
Um l.ouiem casado se ott'erece para ensinar a ler
escrever contar e o mais que for nccessarlo para o
completo ensillo de um menino em primelras leltras:
quem o pretender dirlja-sc a ra Oireila, n. 53,
Novo estabelecimenlo, na ra
No a, n. >% de Caumont,
fabricante He gaz e de can-
ille i ros de ga/.
Rile fabrica todos os oandieros em bronze, de manei-
r< que ludo se acha de urna solidez mais superior aos
que veeiu da Europa c de todos os preeos de 10/ a
70/ rs dourados, plateados c de lodas as cores ; ojie
os candiclros, lampadas e lustros vrlhosemestado de no-
vo e lambein para servirem para gas.
Tem um lindo sortmento de relogios de cima de mesa,
de bronze dourado e de varios feilios c de goslo uiuti
moderno por proco milito commodo.
Acha-sc fabricando um completo sortimento de uten-
silios de Igreja tudo em bronze dourado e plateado ,
por preco lo em conta como se fossem de madeira ; Os
quaes sao osseguintes ; castraos crucillxos navetas,
turbulos lampadas e caldeirlnhas para agoa lienta
tudo de brome dourado praleado e da maneira e co-
res que quiercui
Faz todo a qualidade de dourado c .praleado ein me-
tal.
Compra toda a qualidade de metal quebrado, por lions
procos.
Dotira e praloia todas as qualidadcs de ornamentos
militares em metal.
Concerla lodo e qualquer objeclo de inelal quebrado ;
c de hoje em diante acharo semprc gas pronipto e de
priineira qualidade a 320 rs. a garrafa
O fabricante alianca tudo quanto elle fabricar, e se
reshontabllisa por lodas as suas obras assim como
prometi d'ora emvanle apromplar toda as cncoinnicn-
dat com brevidade por se achar j reslabelccido do
sui saiide.
Precisa-se de una ama secea, branca ou ac coi ,
que soja de bous costumes para lomar oonla de 2 me-
ninos o:n una casa do pouca familia, epaga-sc liem.
Dirigir-te a ra doRangol n. 59, secundo andar.
Roga-se ao Sr. Claudino Salvador Prrrira Praga o
favor do se dirigir a ra da Cruz, n. 46, que se llic do-
soja fallar sobre negocio de seu interesse.
=0 abaixo assignado avisa a lodos os Sis. donos e
xelros de lujas defazend e vendas, que nao conliein coli-
sa alguma de um seu moleque, ou oulra qualquer pos-
soa que em seu nomo quizer lomar qualquer cousa
liada, anda mesmo levando algum escnplo asslgnado
coin seu nonio, porque he falso, pois o abaixo asslgna-
do quanilo manda comprar qualquer cousa que precisa,
o portado, leva o seu importe para pagar a quem com-
pra. O abaixo assignado fa este annunco DO. ja ton
indo quelsas do tres pessoas, a que.,, o dita nio |Ut
tem Iludido para trazer o que vai comprar hado e litar
se com o dlnheiro. .,.,,
Manoel Penetra Mues 1 iliaca.
___Dase diuheiro a juros con. ponhores de ouro
mesmo em pequeas quanlias: na riia do lumi< '
Os Srs. Manoel Lobo de Almeida Xavier, Luiz d,
Plnho borges e Joao Froderlco de Abreu Rogo dirijam-
sea ruadoUangel, n. il. ,,ic i,!
O juiz da irmandadedo SS. .sacramento de S.-Jos.
de novo convida a todos os irmaos para mesa gerai a-
manliaa, 7 do correnle, para a clolcao do novo Ihosou-
reiro e posse da mesa rogedora.
As pessoas que livore.n ponhores do ouro em po-
der de Manoel Joaqun, de Souza Figueiredo, bajan, de
o, ir litar, no pra/.o de 3 dias : do contrario, en-
didos para o seu pagamento ; pois osle he o segundo an-
LOTERA
DA MATRIZ
DA CIDADE DA VICTORIA.
Est novaiflenlc marcado o dia i( do corrente mer.
para o andamento das rodas detta lotera ; e o respecti-
vo thesourero espera roalitar nesse da o mesmo ancw-
mento ,parao que envidar todos os esforcos posslveu.
O resto dos bilhetes continua a estar a venda nos lu-
gares do coslume.
Joo blico que compra a loja do miiidoias do Silvcira at
Frelias: quem se achar com o direilo compareca.
' O Senhor que nesl.i praca livor eorrcsponaVncia
com o Sr. de engenho Tibii, di freguezla del'na, fran-
cisco de. Thlago Ramos, qiieira declarar a sua inora-
dla, para ser procurado a beneficio do dito senhor de en-
gcqjio.
Qualquer Senhor advogado que sedisponha a ejer-
cer as.su is (nceles na nova villa de Agoa-Preta, que-
n nili) i'i.aarnx'ir-su de unas causas que devein correr
lili, pJde declarar a sua inoradla, ou onlendci-sc com
Manoel Zoliriuo dos Santos.
Alfonso Sainl-Marlln mudou a su residencia pa-
ra o principio da ra das (.Hurtis, primeiro audar, ji. 24,
por cima da loja de n.iudezas de Victorino de Catiro
Honra, aonde seus freguezes o podoro procurar a qual-
quer hora : tondo a ollerecer-llies bous corles de teda
lavrada para vestidos bramos, o de cores e pretas; mal-
las c chales de seda 1'u.ia-corcs e lavrados ; chapeos de
seda o de palhlnlia. d ultima moda; ditos do palhinha
para monillos o nieiii.ias ; cortos de barege verdadeiro
para vestidos ; luvas de pellica para honieni c senhora,
etc., etc. ; ludo bom e viudo de prximo.
Precsa-se alugar um moleque de 15 a 18 annos ,
de Ii mil i figura sen vicios noni achaques paga-to
bem: na ra de S. -Amaro, n. 32.
. Tendo dcsapparccldo de Mauoel Amero de Souza
Reis um eteravo, e tondo lldo por frequentesTczes, nos
jomaos, escravos apprchenddos e depositados ein al-
gumas cadelas do fura roga-se as autoridades e mais
agentes policlaes, vejainse em suas continuadas appre-
liensdes ou mesmo nos j apprehendidos descobrem
o soguinte cscravo loriado ha anuos, visto que nimios
nao declaran, os seus senlioies ou roubadores, c cos-
inni.ini trocar o nome para que por mais lempo
nao :
lio SO veja delle privado; o qual se chama Jacinlho,
lo nacao Rebolo de 22 anuos pouco inais ou menos ,
alio, de bonita figura he... piolo oom una marea no
pcilo direilo ou esquerdo aliuitacao de urna ancora-,
que talvcz j estoja apagada denlos alvos emitidos, fal-
la incia descansada; loma bastante tabaco : na ra da
Cadela-Yellia, n. G, segundo andar.
l'rccisa-se saberse existe nesiapra-
ca, ou mesmo lora della, oSr. Jos Ma-
noel Kerreira, que morn em Santo-An-
toem i84<), negocio de seu interesse .-
na ra da Cadeiado Recife, n. 3i).
Compras.
Conipiam-se moedasd'ouro de B/400: na ra Dlrci-
ta, sobrado 11. 2'l. _..,..
Comprain-sc botijas c garrafas vasias: na ra Dlrei-
ta, n. 9.
Compra-so 11111 sellini inglez, em 111010 uso: quem
livor annuncie.
__Compra-so ouro mesmo em obras quebradas : na
ruado Rangcl, ... Ii. .
Anda se contina a comprar cobras de vindo
vivas para remedio ; na pvaea da Roa-Vista, n. 32,
segundo andar.
Vendas.
habilitado
e eslabele-
pa
nuncio que se tem leito.
Odouior Catanova mdico francez
peranlo a faculdade de medicina da Baha
ido nesla cidade ollerece ao publico o seu prest.u.o,
podeudo ser procurado a qualquer hora do d.a na ra
Nova 11.7, primeiro andar, aonde reccila gratuitamen-
te os pobres das 8 as 8 horas da iiianha.
Juliao Tegeimeier rellra-te para-a Europa.
___Aluga-se urna cata lerrea na ra do Fogo, 11. lo
com duas salas, 3 quartos quintal c cacimba : a tratar
na ra Dlrelta, sobrado de um andar na esquina que vol-
la para o becco de S.-Pedro.
O Sr. que inora em Fra-de-Portas cujo nome
por ora nao te declara quelra mandar pagar dous an-
nos da etcola de seu lillio dos annos de 1844 e 1845 11a
ra da Cadela do Recife ; do contrario lera de ver o s
nome publicado pelas folhas desta praca.
Jos Maria da Coila e Paiva tendo de retirar-
se para a provincia do Rio-Grande-do-Sul a tratar do
suasade.enao podeudo despedir-sc de lodos os seus
amigos pela rpida sabida do navio o fas pelo presen-
te aiinuncio, ollerecendo o seu prcslimo naquelia pro-
vincia. ...
__Quem tlver um moleque ou negro que quelra aiu-
ga-lopara oservicode casa de um eslrangelro, quelra
Icva-lo a ra do 1 rapithe-Sovo, casa n. 8.
-- Precisa-sede um caixelro que truha pralica ae
venda, e nirsino que enlenda de escripia da mesma, e
que d conhccimcnto da sua conducta ; 0111 f ora-dc-
Porlas, n. 135. > ,. ,.
O Sr. Luiz Moreira de Mendonca haja de Ii talla,
a Manoel. Padeiro por apellido, ...orador na rujPdo Rn-
eol 11 2.OU annuncie a sua residencia por este mtsino
jornal: do contrario, ouvindo novas de seu avo torio,
^-'peVdeu-te, no dia 17 de fevoroiro. detde a ra do
Giuiii ale 01 viveirot do coronel Cavalcante, dous an-
ncla ndo um eo.n quatro brilhaptet, c o uulro fa.e.ido
Sm-rodacculadae bhlhame e ..ames: mh
os achar eos quizer restituir, leve ao Passo-do-Ciquia,
Su a ra do Oueimado, loja n. 38, que recbela de gra-
licacao 50/1100 rs.
O abaixo assignado vende as partes que ,ossue 110
engenho Souza da nova villa de Agoa-Preta, c transiere
o direlto de a por em praca por arrendamenlo ein vulu-
de de sentenca da relaciio queteve pattada ein julgado,
ej com habililacSo da viuva, contenhora do engenho,
e de tuas duas filhas.
Manoel Zefirino dos Sanios.
ZF.ll.ER E PASCOAL.
Na praca da Independencia, livrana, ns.Oe vnde-
se/oller, direilo nalural, o Mello Freir, segundo e ter-
ooiiovoluines, em portuguez e que sao compendios
do primeiro tcrcelro e quarlo auno jurdico.
(asa da F
na ra estreila do Rozario, n. 6,
Xotto estabelecimenlo acham-se a venda as cautelas
da lotoria das obras da igreja matriz da cidade da\ .do-
ria ; e lodos os amamos e loli/.es ueste Jogo devein con-
correr na prompta compra dos restos das cautelas, cor-
lo de iiue desta lotera corrern as rodas no da destinado,
que he o da l do trrenle. A ellas que sao poucas
1/ rs., por nao haverom mais de 500 rs.
= Vende-so umn grande porcao de msica : na ra da
Cadela-Vellia, loja n. 29. \.
-=Vendc-se 1 tavallo 11150 carregador baixo ate nielo,
do bonita figura : na ra estrellado Rozario, n. 30, le-
gando audar. nn
Veudeui-so prcat de madapolao com 20 varas, pro-
prio para forro de vestidos o carnizas de meninos, por
sor lino, com algun.a avarla de agoa de ebuva, a l#nwi
,s o do mesmo, mais llinpu, a 2/500 rs.: na ra estrel-
la do Rozario, 11. 10, lerceiro andar.
= Vendcm-se saetas com farlnha multo snperlor.niaia
em coma do que se ten. vendido ale ao prsenle: na ra
D" ASADMRAVEIS NAVAI.HAS DE AQO DA CilNA,
conlluuani-so a vender na ma do Crespo, 11. b, de Lam-
pos A laVa; assim como finissimas navalhat de cabo de
mailim. folias 0111 Portugal, da mais superior qualidade
o inoll.or tmt (iiio leui viudo a osla praca, pelo mdico
proco cada urna de 5/1)00 rs.; nao seduvidaudo darao
comprador para experimentar. i._ilj.
=\"endem-se, mullo 0111 conta ea retalho,4 arroDasur
han lia J cortlda, c boa para se botar cheiro : na ra
Augusta, amigamente do Palacete, cata terrea, n. M.
Ao barato.
Vendem-se borzeguins para
liomem, de 3^500 a 7^000 rs;
sapa loes de Lisboa e francezes,
de 2#400 a 3#600 rs ; sapatos de
marroquim e cordovo, francezes,
novos.para senhora, a 1^000 rs ;
ditos de lustro; com um pequeo
loque d'avaria, a 1^280 rs; ditos
de meninas, a C00 rs; botins de
Lisboa, a 2#560 rs ; sapatos de
Nanles, de urna e duas palas ; di-
tos de costura ; dilos ngleze.s,
de 3#200 a 3#520 rs; um com-
pelo sortimento de sapatos de
clcheles, de marroquim e lus-
tro, francezes e de Lisboa : na
ra da Cadeia do Recite, n. 35,
loja do Moreira.
i
i
!?
ILEGIVEL


i
M

i

k.
JL
Pannos pretos finos
e novos na loja; seti'm macao, sem mistura ; cha-
peos de sol, coro hastes de ac ; Chalas e mantas de
seda e de lila r seda ; casimira preta elstica ; cha-
peos (nos francczes ; ludo por menos de seu valor :
na ruadoQueimado, ti. 11, loja nova de Raymundo
Carlos l.nil e.
VELAS DE CERA DO RIO-DE-JANF.IRO.
Vendo-so completo sortimento de urna a 16 e no-
gias de *, 5 p 6 : no armazum de Alves Vianna na
rua da Senzalla-Velia, n. 110.
Vende-se, ou permuta-se por um sitio.perto da
praca, urna exccllente isa terrea com bastantes
rommodos para una grande familia, sita nesfh pra-
r : na ra Imperial, n. 9.
IVa ma do Crespo,
loja ii. i 2,de Jos Joaqun,
da Suva Maya,
vende-se superior sarja preta hespanhola ; nobrezn
rxa muito superior e muilo propria para capas
doSr. dos Pasaos e outras i rmandades; ricos cortes
de seda para vestido desonhora ; meiasdeseda prc-
tas e brancas, as raais superiores que teem appare-
cido, tanto parabomem como para senhora ; uvas
de seda; chales de seda muito modernos e de lin-
dos gostos; cambra i a de linho, muito Tina; lencos de
cambra a de linho bordados, para senhora, dos mais
Tinos que ha por muito barato preco; esguiflo de
puro linho e muito fino; plalilha de linho ; e outras
militas fazendas ijue scrao patentes aos comprado-
res e por barato preco.
Vende-seazeite lino de gerselim, para comer e
para luz : no deposito de azeite de carrapato, na ra
da Senzalla-VJha, n. 110.
rovo panno de linho, a 600
rs.a vara.
As pegas silo de 15-varas e he molhor que o pr-
meiro; alpaca lina preta, a 800 rs. o covado ; los
pretos muito baratos : chitas m cortes ; riscados
Trnceles; sarja hespanhola superior; e grande sor-
timento de.fazendas de todas as qualidades e bara-
tissimas: na ruado Queimado u. 11, loja nova de
lia vmundo Carlos Leite.
AVISO
As sen horas rio bom
gosto.
Na ruado Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaqun! da ."Uva
Maya,
ha um novo sortimento das ricas mantas de lanzi-
nba e seda para senhora as mais modernas quo se
usam na Europa, e por isso se tornam recotnmen-
daveis as senboras de bom gosto, bem como aquellas
que usam de economa tanto pela boa qualidade e
ricos gostos, como pelo baratsimo preco de 5000 rs.
cada urna; ha igualmente um rico sortimento de
cortes da vestidos da tica Calenda denominada ba-
zullina. Esta fazenda he de cores escuras, bordada
delstrasequadros os mais claros, de lindosdese-
nhos, cores Usas e bonitos lecidos, e por isso muito
proprios para o lempo dequaiesmae de invern.
Vendem-se superiores charutos re-
gala, finos c ordinarios, chegados ultK
mmente da Baliia, por preco mais com-
modo do que cm ou ta rpialqucr parte,
por haver grande porrao : na ra do Viga-
rio, n. j, armazem de Kolhe 6k Bidouac.
JVa rua i\ova, n.8,
confronte a Cam-
boa-do-Carino, lo-
ja do Aniaral,
vende-se urna grande porcio de sapatos franeczes,
de niarroquim e cordovo, a 880 rs. o par. A elles,
Ireguezes, quo he pechincha, quo om nutra qual-
quer parte n5o se encontram por tal prece.
Pareceni de seda.
Vendcm-se chitas assetinadas pretas, franeezas
roprias para luto, a 260 rs. o covado; pecas d
mburgo Tino, a 3000 rs. rada urna; los pretos.
muito em corita : na rua do Queimado, loja nova n.
11, de Raymundo Carlos Lcitc.
Vendem-se palitos para denles, muilo bons ,
de 100 magos para cima a 100 rs., a dinheiro de
ontado: na rua da Cndeia do Reeifo, loja de miu-
dezas n- 51.
No largo do Forle-do-Mallos ,
n. 0, ou na ruadosTanoe-
ros,n. I ,
vende-se um ptimo escravo de 22 annos, crioulo ;
urna parda e urna cabra de23 a 25 annos, as quaes
s3o proprias para o servico de campo por a isto es-
tarem acostuinadas, e mesmo quererem ir para o
matto, ou para engenho.
Xa rua do Oespo,
loja n.ltt, de Jos Joaquim
da Hlva Haya,
yende-se alpaca preta a 800 rs, o covado; dita muito
lina, preta e de cures, por barato prego; merino
prelo multo superior ; panno fino preto e do co-
res; casimiras elsticas, de duas larguras, para
calcas, a 8000 rs. o corte; velludo; gorgurSo de se-
da ; setim para collete; tudo por preco commodo
fustOes para colletes; e outras muitas fazendas
tanto para caigas como para vestidos de senhora;
tudo pelo barato.
Xa loja de Francisco Jos l*e-
reira Braga,
na rua do Crespo, n. ,'J, ao pe do arco de S.-Aiilonio, ha
pnm vender .-. eguinlca r.i/.i': : ca;::-.:ra prets .
mullo lina ; nierinu prclo, do mais lino que ten appa-
recido ; alpaca inulto lustrosa; panno lino de varias
cores ; corles de collete de selim dos melliores gostos
que ha no mercado ; riscados francezes, para jaqufc-
las; chamalotet de diversas cores; cortes de chati de
seda; mamas de setim muilo finas ; lencos de cassa,
para grvala : todas estas fatendas se vendem pelo mais
barato preco que for possivcl. Na nicsina loja tainbem
se vendem chapeos pretos de castor pelo diminuto
preco de 7/000 rs. cadaum.
Vende-se., na rua Nova, n. 50 um alambique
c nina serpentina.
Vonde-so muito superior sarja larga
hespanhola legitima ; merino prelo,
muilo fino, a 3800 rs. o covado ; supe-
rior panno preto o do cores ; alpaca
preta, muito fina ; chamalotc de seda
pura; cortes de vestidos do setim pro?
tolavrado, o mais rico que lem appa-
recido; setim de Macan; superiores
los de linho preto ; damasco de seda;
dito de 1.1a ; assim como um completo
sortimento de fazendas proprias para
a Quaresma : tudo por prego mais em
conta do que em outra qualquer par-
te : na nova loja de JosMorcira Lopes
6 Coinpanhia na ruj do Queimado
casa ama relia, n. 2!>.
Vende-so panno de algodfio grosso, proprlo pa-
ra saceos; dito azul c cntrangado (estopa); pregos
americanos n. 4; fio da India para coser saceos : na
cardo Trapiche, n. 8.
Vende-se um sobrado novo de um andar
grande slito .cm chitos proprios, o qual rende por
mez 34,000 mil ris; e agora mesmo quo os mate-
riacs e inflo d'obraestfio baratos, se ofierece a venda,
por traspasso, 200 palmos do terreno firme, todo por
junto, ou a relalho, no alinhamento de urna rua
segundo o novo plano, junto a igreja dcS. Ama-
ro, com os fundos tle200ou mais palmos conforme
agradarao comprador, proprio para nelle so edifi-
car meia duzia de boas casas, as quaes sem duvida
se alugarflo por bons pfegos pelo tempo de festas,
e mesmo annualmcnte, cm rasilo do ptimo fresco
que all gozain os habitantosda novaciilade: vnde-
se no mesmo lugar urna casa terrea collocada no ali-
nhamento da rua da Aurora, em um terreno de 140
palmos do largura e 1400 do fundo, al junio a
igreja, comalgumas plantas, como sejam parreiras,
larangeiras, coqueiros c., contendo cm ai um
grandovivoiro com 660 palmos de comprido eioo de
largura, com a sua competente porta d'agoa, c bs-
tanle pcixe, proprio para o actual lempo quares-
mal: assim como lamhem 2 canoas novas, sondo
u::ia de conduzir familia, eoulra deconduzirentu-
Ibo: o quo tudo so vender pelo mais commodo pi e-
go possivcl, na rua estreta do lio/ario, botica n. 10.
Gaz.
Loja de Joao Chardon ,
Uerroda-ltoa-Vista, n.5.
Nesta loja acha-se um rico sorlimenio de I.AMPEOF.S
PARA GAZ com scus competentes vidrns acccndcdo-
res e abafadores.
Estes eandieiros sao os nemoma
mais modernos queexistem boje : recoimiicudaiii-sc ao
publico, lauto pela seguran?.! e bom gosto de sua boa
confeccao como pela boa qualidade da luz, economia e
asseio de sen servico.
i\a lliesma loja os consumidores sem-
pre aeharao um deposito de G.\7. de elijo se a llanca
qualidade, c cm porco bastante para consumo.
Vende se o gaza 520 rs. a
garrafa.
Vende-se um sobrado de um andar e sotao.sito
na rua da Aurora u. 3-1 : tratar na mesma rua pri-
nuil .t casa terrea, n. 50.
-- Vende-se urna preta de naco perita vendedeira,
e que faz todo o servico de urna casa.' no pateo do (.ar-
mo, n. 7.
ATTENgi!
Na roa Iiii lili loja de pintor, n. 00, faz scientcque
leui um bom sortimento de vidros de todos os tama-
-nhos em porfo de caixas c a rctalho ; tintas de todas
as qualidades e oleo ; tudo por prej o commodo.
CARNAUBA.
No armazem de familia da rua do Collogo, n 1,
contina-se a vender cera de carnauba, por prego
commodo lauto em porgues como a relalho e lie
chegada agora urna porcio da melhor qualidade que
tem apparecido.
Vendc-se um foite piano, de pa-
tente London, dos autores Collard & Col-
lard : na rua do Vigario, n. 4i no arma-
zem de lotlie & Bidouac.
Vrndeni-sc annelcs ; nicdallias ; cordes ; relo-
gios ; coiTenles ; bornes e outras muitas obras de ouro ;
ch ncliim a 1,1000 rs. a libra : na rua do Rangel, n. II
af2eH/rs. : tambem ha um grande sortimento de
oculos.
Veifdem-se 3lindos moleques, de 15 a 16 annos
um dito de 7 annos ; ,3 cabrlnhas de 10 a 12 anuos pro-
prios para aprcuderem Officiq ; um pardo de 18 annos ,
proprio para qualquer servico 4 pretas dc<8 a 24 an-
nos com habilidades teno urna deltas urna cria de
um anno; nina nreU de idade, por 200000 rs. : n rua
do Collegio, n. 5, segundo andar se dir quem vende.
Vende-se um cavallo bastante grande c bonito
nar* can* li nlnndo : na rua estreta do n^-
n. 43, segundo andar das 6 as 9 horas da manhi.
Cera de Carnauba.
Vende-se, na rua da Madre-dc-Dcos venda n. 36, ce-
va de carnauba, de muito boa qualidade, a I0 rs. a li-
bra ; esleirs muito grandes, por mullo commodo
preco.
Vendem-sc luvas de seda prea para homcm;
ineias de seda de peso, para homem e senhora : na rua
da Cadela do Recife, loja n. 15, do Bourgard.
AVISO
aos Srs. de engenho
Ka rua do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaqun, da Silva
Maya, vendem-sc
cobertores de algodo, muito encorpados, proprios
para escravos; bem como urna fazenda de linho
imitagflode estopa, Tortee propria para roupa de
escravos e saceos para assucar; tudo por prego mui-
to barato.
A pechincha!
Vendem-se na rua da Cruz,
n 23, brandoes de cera,
de urna das melliores fabri-
cas do iio- de- Janeiro, e
por prego commodo.
Na fabrica de chocolate da rua das Cruzes o. 41
vende-se 320 e 400 rs. Na inesina fnbria comprase cobre la-
lao veIho c ai inafcs de chapeos de sol.
Na rua Nova, r. 22 loja de Cariicr rrlojociro ,
acaba de ebegar pelo ultimo navio de Franja, uiu sor-
limento de bijnterias do ultimo aoslo como : adere-
cos de brilhaiilcs ; camafi'lis ; pulseiras ; bi
tinrtes ; garganlillias; relogios de ouro, patente tnglec;
No deposito de bichas de Joaquim Antonio Carocho ,
anda lia urna porcaodas vesadeiras e melliores bichas
haubiirgiiczas que tcciu viudo a este mercado, eque
se vendem aos centos e a retdho por menos preco
do que em outra qualquer parte ; tambem se alugaiu e
vao-se applicar a qualquer hora do da c da uolte, para
mais cominodidade dos pretendentes. Chegucm, fregue-
zes, a pechincha, prlmeiro aqui que cm outra qualquer
parte.
Venderse o superior vinho branco
da Madeira, engarrafado ; na rua do Vi-
gario, n. 4, armazem de Rothe & Bidouac.
Barnteza e asseio!
Vcndein-sc lindissimas cambraias de listras de corea ,
pelo mdico pre^o de 4/000 rs. o corte : na rua do Quel-
-nado loja 9.
Vende-se um" silhao para montara de senhora,
que nao foi anda servido : na rua Dirclta sobrado
n. 29. *
Vende-se um moleque de 18 annos multo boui
cozinlieiro ; 4 escravos bons para o sei vico de campo ;
um moleque de 14 annos que co/inlia o diarlo de urna
casa c a serve multo bem iiiua preu multo boa qiii-
landeira eque faz todas as qualidades de bolinbos e
pao-dc-ld ; 4 ditas para todo o Irabalho de casa c rua ;
una parda de l4 annos ; una dita de 20 anuos ,.que he
boa ama de uina casa; na rua do Crespo n. 10, pii-
mriro andar.
Yende-sc um moleque 111090 c sadio que coziuba
e fai todo o mais servico de urna casa: na rua da Cadeia
do Recife, n. 3l.
Vcndc-se una mofada de casa terrea coin bas-
tantes conimodos, feila a moderna sita na rua impe-
rial n. 91 : na rua Dirclta, n. 50.
Vcndcm-se riqissimas litas de soda, do ultimo
gosto, para cintetrosechapeos ; luvas do pellica,
seda castor e fil, para homem e senhora, das mais
modernas; cartas para voltarete; ricos suspenso-
rios de seda com borracha; bicos pretos e brancos
finos; lencos de seda para gravatas o para senho-
ra do ultimo goslo ; nioias do seda, de patento ,
brancas e pretas; eoutros mu tos objectos de gostp:
na praga da Independencia, n. 3.
Vendem-sc cdeiras de
pinlio, a polka para assento
de portas de tojas ; um novo
sorlimento de taimas de pinlio, de costado o cosla-
(linlio assoalhoe forro para casas e tambem para
fundos de barricas; taimas americanas de todos os
comprimenlos, e at de 3 palmos de largura: atrsdo
theatro, armazem do Joaquim Lopes de Almeida,
caixeiro do Sr. Joilo Halneos.
CHOCOLATE DE SAUDE.
ATF.RRO-DA-BOA-VISTA.NA FA1IR1CA DK UCORKS,
DE FRtvDERICO CHAVES, N. 26,
ba seinpre um grande sortimento de chocolate de todas
as qualidades Niiosefaz preciso Mieras boas quali-
dades, por ser condecido e por ser bem superior a
omos quaesquer que teem rindo e que veem das ou-
tras provincias do imperto como tambem da Europa ,
porque o mesmo fabricante nao se tem poupado a tra-
balhos para o obter superior a todos os que podemie
apresentar. Os presos das qualidades siio : saudc ca-
nda e baunilha a 400 rs, ; o chocolate ferruginoso a
1/000 rs. a libra. Este ultimo se ada agora mui co-
ndecido e eiti toda a Europa acha-se mui vangloria-
do, porsuas virtudes tnicas; e por este motivo torna-ie
mui necessario nos paizes quentes, onde sempre se pa-
deeem as frouiides de estomago e nos quaes os tni-
cos se tornam indispensavels. Na mesma fabrica ha li-
cores de todas as qualidades e de todos os grecos com
ricas Urjas dour idas c. por preco mais coinm odo do
3ka em outra fabrica ; genebra ago'ardente do reino ,
Ha de aniz dita de Franca, em cauadas ou em garra-
fas ; vinagre branco e tinto muito forte a 400 e 600
rs. a caada ; espirito de vinho de 3G graos.
N. II. Quem comprar o chocolate em arrobas, o ohte-
r mais em conta.
Itua do Queimado, n. 11.
Na lojn nova de Rayinundo Carlos Lei-
te acha-se um completo sortimento de
fazendas finas, por menos de seTTalor ;
brim trancado de linho, com lislras, paro
calcas ; chapeos de sol de seda ; plalilha
de linho ; bretanha de dito ; c tambeni
o algodSo dohrado, proprio para sacco
ou roupa de escravos.
Trem de eozihba.
ditos para senhora > altos de bronze ; ditos de parede | rlgura ; anda bem a cavallo
Vndcm-sepanellas
ras de ferro forradas de Ion
trem de cozluha vale
iotas c fregidei^
deste
ser procurado na rui
achaques : na rua da Aurora casa do coronel Joaquim
Jos Lu/, de Souza.
== Vendem-se moendas de ferro para eqgenhos de as -
uear, para vapor, agoa c bestas, de diversos tamanhos,
porprefo commodo ; c igualmente tainas de ferro coad
e batido, de todos oa tamanhos: na nraca do Corpo-San-
to, n. 11, em casa de'Mc. Calmont & Coinpanhia, ou na
rua de Apello, armazei
Na loja de Jos Manoel lldi-
leiro Braga, na ruado Cres-
po, n. 16, esquina que vi-
ra para a rua das Cruzes,
vendem-se os mais ricos e lindos cortes de casimira
tanto de listras como lisas; chapeos para homem, os
mais modernos e finos ; pannos pretos e de cores ; sar-
jas pretas largas ; chamalotc de muito bom gosto; ca-
simira encarnada, multo fina; mantinhas de seda pa-
ra senhora ; chales e mantas de seda, inulto ricas ; vel-
ludo preto; setim preto; chales de lioho preto; cam-
braia branca e d-- eres c outras mullas binadas, de
gosto ; assim como lencos de seda com franja, para se-
nhora a 800 rs.
Charutos.
Charutos cor de canella da fabrica de Augusto
Wetzlcbm os melliores que aqu teem apparecido :
vendem-se na rua da Crui, no Recife, n. 26, ou 52.
Vendem-se, na rua da Cruz, n. sf6,
venda de Luiz Jos de S Araujo, os ver-
dadeiro8 charutos S.-Felix, chegados ul-
timamente, de todas as cores, e princi-
palmente cor de canella t os pretenden-
tes podem mandar na mesma venda.
Vendem-se sapaloes para homcm a 1/500 rs. o
par, e comprando porcao sedo mais em conta : na rua
da Crin, armazem de moldados de Manoel Goncnl-
ves e Silva e as Cinco-Poatas armazem de sal de
Lula Ferrclra da Costa Novas.
Vendem-se acontento, as muito acreditadas na-
valhas de Guimares : na rua da Cadela do Recife, a. i'.l.
- Vndc-se um escravo da Costa, bom marinhelro;
um dito carreirn ; um dito coziuheiro ; 3 uiulalinlios
de 10 a 18 annos ; 3 moleques de i2 annos ; 4 escravos
do servico de campo ; 20 escravos de bohitas figuras ,
endo varios do servico de campo : ua rua Direita
.3.
Contina-se a vender cdocolate novo, por preco
commodo tanto em porrao como a retaldo ; -caf mol-
do, a 180 rs ; dito em grao, a 140 rs. ; cevada nova a
100 rs. ; passas, a 240 rs. ; bolachinha, a 240 rs. ; dita
grande nglcza a 180 rs. ; ale tria, a 240 rs.; cd lijssnu,
a 2/-240 c 2/560 rs. ; dito uchim a 1/600 rs. ; DiaMtciga
ingleza, 400,660 e 720 rs. ; banda de poico a360 rs.;
cspcrmaccte a 800 rs. ; velas de carnauba de 6,1 cU
em libra a 320 rs. ; touciiiho de Santos a 200 rs, ;
qneijos novos llamengos a 1/600 rs. : no pateo do Car-
ino, esquina da rua de Moras, ladodireito n. 2.
Vendem-se duas pretas ; urna cozinlia, lava, en-
goinma, fat renda e de excedente quitandeira, e
a outra de 18 annos propria para ulna exccllente mu-
cama : dao-se pinito em conta por perteneerem a una
pessoa que se retira : na rua da Senzalla-Vrlda n. 110.
-- Vende-se una morada de casa terrea eui chaos pro-
prios na Boa-Vista, rua da Santa-Cruz, n. 7: a pessoa
que a pertrnder dirlja-se a rua do Rozado do mesmo
balrro, n. 2.
Vende-se um lindo escravo de excedente conducta,
proprio para qualquer servico de urna casa, por ser ful
e bem entendido, tanto as compras, como lainliem nn
cozinha, c quede apto para carregar cadririnha, por ser
possante : na rua estreita do Rozarlo, n. 31, prlmeiro
andar.
Vende-se, no primrlro andar do sobrado n. 34a rua
do Aterro-da-Boa-Visla, una arroba de prussiato de po-
lassa (cyanofervuro Je polatsiam).
Vendem-se os incompaiaveis charutos da Havana,
bem condecidos pelo seu delicioso paladar ; ditos rrg.i
lia legtimos de S -Flix ; cigarros da lama ; cabecu-
dos c de muito mais qualidades; na fabrica da rua
Dirclta defronte da travessa da Penda.
=Vendem-sc i2 acedes da companlila do encanaineii-
to dasagoas, com todas aspreslaces ja nagas ate 76 por
cento a tratar cm a loja de iivros, ns. b e 8 da praca da
Independencia, com o caixeiro da mesma.
Vendc-se sola, couros miudos, bezejros e couros de
porco; ludo per pceo commodo e de boa qualidade : ni
rua do Queimado, n. 5, prlmeiro andar, a tratar com Jos
de Pal va Ferreira Jnior.
Na rua da Cadcia-Velha, n. !0,
loja de J. O Elster,
vende-se viildo do Porto de diversas qualidades-, dito da
M. id.ii -a ; dita de Sehiriy; dito de I urdan; dito Cha-
teainula-Rou ; dito S.-Jnllen ,- dito do librillo; dllo do
Rheiro-inouscux ; dito Tenerife ; dilo de Brusellas;
dito de Careavcllos ; dito de Lisboa ; champauba srlle-
lj dito marea cometa ; ago'ardente de Franca ; ilicr-
ry cordial ; marrasquino ; genebra de llollaiida; pun-
che fino da Suissa ; cha preto; dito bysson e ncrola ;
bis'couto fino de Hnmhurgo em fatal; vidros de con-
servas de verduras ; charutos regala linissimos, da Ui-
hia. Adverlc-sc que tudo he da mellior qualidagfijlii"
precos rasoaveis. 'M||r
Luvas de pellica, i 640 rs-
Na praca da Independencia, loja de chapeleiro, n. 19,
vendem-sc ptimas luvas de pellica brancas e de cor, a
640 rs. par: a ellas, fregue/es, antes que se acabem.
= Vendem-sc duas portadas de. pedia da tena com
vergas e soleiras j proniptas para alguma obra : na rua
da Senzalla-Nova, n. 7.
Escravos Fgidos
_ Fugiram, no da primeiro do crrente., dolis es-
cravos, crlnulos, um de nome F.midio, ceg de um odo,
e o outro de nome Pedro de 14 a )5annos ; ambos bem
pretos ; o Pedro levou camisa e eeroulas de algodSo; e
Kmidiu tambem levou a mesma roupa e 1 cavallo casla-
nliocom 2 cassuaesem que audava vendendo i
sao do Cslue, c perteucem a Pedro Mor, Alleinao :
aucm os pegar leve ao dilo lugar do ( alue oua rua
c A goas-Venles, n. 46, "|ue ser gratificado.
ruglc, desde o da 4 de ou'.ubro de 1846, urna escla-
va de nome Helena, cujos sigpaes sao os segiiiule'-cabra
averinelllada, estatura pono cima de mediana, corpo
manciro, beicos grssps, ollios nao pequeos e algiuu
Unto espantados, testa enragada, falla apress.ula cgaga,
pcriins um lauto arqueadas; conserva deatnzes de acon-
tes lias costas,c tem a idade, pone o mais ou nicnos,de 40
annos: he ludada Parahiba para onflese julga ter fugi-
do. llecomnienda-*e porlauto aos cuidados da polica a
suaapprclicnsao, c mesmo a qualquer pesada que dril i
tiver noticia o favor dedlrigii-se a rua Nova,, n. 40, que
ser bem recompensada,
scFugio, no da 22 do prximo passaJo. un. pi
nome Dioiiizio, de idade dc-30 anuos, com o ?.,c~
gnliites : camia e calca d "">"
compouca barba, cqm marcas de be.\;
icomuin brinco n squcrdi,
maiorsigualque i ara obrajosao unas |
de costuras: uber ou o pegar, le
,uacu, i. 3, que sera recompensado.
de (4
sadio
annos, de bonita
em vicios neni

t TTP. DEM. f. >E rARIA.1^47-
/

MUTILADO


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