Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09858


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Full Text

\q\)o ce
r.____I.' w
1847.
Sexta-feira i>
tyVIAMO publia-ae lodos os (lias, que n3o
c.n le guarda i o preco
,,,,'(!(. is. poi quartel, fagnj Os an-
incioS do assi|$nanles si inserido
', U norlioli, aOrs. emlypo diuerente; e as
..,eii-ei pla melado. Os que niifl foram assic,-
' iiesp"S,r" 80 Pr tiuli, c Iflil ein lypo
.lillcreiii*, paread* publica
MASES DA LA NO MtZ, DE MARCO.
I uacheia *> "* 'S ""'ilos da maiiliiia.
Umeoante, i 10, iti horas e l rain, da inane..
I ua uo. ,6> 8S 8 ,,or'" e inin- d" Urde-
Crescente, a >, S horas e 20 rain, da tarde.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goiannae Paraliyba, s 8eg.mdMese.UJ (Un.
,', o* n"l"orle T1''" feiinsfomeio-di;
Cabo, Sermhaem, Rio-Fonnoso, Pono-Calvo
, Maceid. no l., a 11 e 2| de cada mez.
(Jaranhunse Bonito, a 10 c 21.
Moa-Vista e Flores,'a 13 e 38.
Victoria, s quintas feiiaj.
Oiiuda, todos os das.
PREAMArl DE HOJE.
Primeira, s o hoias e 54 minutos da manlia.
Segunda, s T horas < 18 iniuutos da tarde.
de Marco.
Ann 'XXIII.
N.S2.
das da semana.
t Seganda. S. Adriio. Aud. do J. dos or-
pli'Soa, do J.doc. da- v. e do J. M. da 2 t
3 Tero. S. Simplicio. Aud. do J. dociv.da I
v. e lo i. de paz do 2 dial, de t.
Z guara S. Ileinelerio. Aud do J. dociv.
da 2 v e do J. le paz do 2 dist. de t.
* Quinta. S. C-.mxIio Aud. do J.deorphSo!,
do J. municipal da I vara.
6 Sexta,fe. Thcopltilo. Aud. do J. dociv. da I.
r. e do i. da paz do I. dist. de t.
0 Sabbado. S.UIIegario. Aud. do J. do civ. da
I. v. a do J. da paz do t dist de t.
7 Domingo. S. Thomaz de Aquiuo.
CAMBIOS NO DA 4 DE MAR$0.
Cambio sobro Londres de 3" a S '/j d. p. I# *
> Paris 115 rt. por franco.
Lisboa 95 de premio.
Desc. le lettrai de boas finiua I '/< P-V
(luro(Virus bcspan bolas... JHjOOO a
a MoeiludeoflOOvclli. I6f00 a
a a de C#40(< uov.. lfM0 a
> de 4)101)0..... #000 a
Praf.1 Pataccs.......... |W a
Pesos columiiares... 1/910 a
Ditos mexicanos.... i|i01 a
a Miuda,........... IllUO a
A croes da conip. lo Ueberibe de aOJ000 rf.

tV
DE FE1MAMBUCO
EXTERIOR.
NOTICIAS DO RIO-DA-PRATA.
Acampamento de S.-Marlinho, 1. de Janeiro de 184?.
Ao Exm. Sr. presidente da repblica e general cm
chele do exercito, brigadeiro general D. Manocl Oribe.
Exm. Sr. -- llontem, ao por do sol, marche! do campo
di Colla com parte da cavallaria, conforme havia par-
ticipado a V. Exc. na ininha anterior: da 8 horai da
imite reuni-me vanguarda e ao esquadro n. 2, que
iicssedia, pela apparijo dos selvageus unitarios, capita-
neados pelo traidor Venancio Flores, o tinha mandado
de reserva: contine! a marchar alca limada inanhaa,
hora em que maiidei fazer alto e desenfrear os cavados
" lia de HrUnela, ponto Intermedio entre as pedias
liosa, direlta de ininha fente, e os Lauris
ii maje lilla
da Espinh
\ suuerda,
i/ Nsquerda, sobre o extremo da mesma encosta, e na qual
nao poda ser descoberto pelos selvageus unitarios que,
segundo a marcha que liaviam fe I lo na tarde auteceden-
tr, devlam estar acampados n'uin dos dnns lugares as-
signalados. Ao romper do da llvc participajao. por via
dos i netas vdelas, de assomar urna forja como de 40 h-
meos as alturas dos Lauris; <; ein seguida oulra, de
que apparecia na cochila das pedras de Espinhosa o lodo
da forja tervagem unitaria. Mandci immedialamenle
marchar a vanguarda, ao mando do seu acreditado che-
fe interino o tenante-coronel Jos MariCaballero, e liz
marchar o resto ein Ira* columnas pai adelas, commau-
dadas pelos vatentcs coronis Jos Mara Flores, Caetano
Laprida c tenenle-coronel Jofio Francisco Palao. Em-
quanto os selvageus nao descubrirn! o uicu uiovimcii-
lo, conservaraui as alturas ; mas, no momento de appa-
recerein as columnas, poicram-se em retirada, sendo
inistcrpara alean ja-los marchar toda a frca a galope.
A vanguarda foi a primeira que se avizinhou dos selva-
geus unitarios eosdestrocou completamente: as outras
columnas manobraram nas dlrecjes precisas, levando
a pcraeguicao'at distancia de setc legoas.
Os resultados, f.xm. Sr. foram flcarein morios no
cainp dezasete selvageus uiiitariex intitulados olliciaes,
d'enlre os quaes conheCeam-sc os improvisados capi-
lao Eustaquio liar, ia, lente JoSo Burgos, c alferes M-
ximo Ferdondes e cenlo e tantas prajas; deixandoem
nosso poder prsioneiros un intitulado capitn 35 sol-
dados, 570 cavados, 25 laucas, 11 davinas, 71 sabres, 72
cananas, uina carrelilha com mil tiros de espingarda e
bala, e 2(X?pedcrneras. Por nossa parte, s livemos na
vanguarda un contuso c 2 cavados morios. O selvagem
unitario traidor Mora escapou ferido de lauca, favoreci-
do pelo cavado, deixando no campo a espada e o pon-
che.
O traidor Flores em fuga tirou a gorra c o ponche pa-
ra alllviar o cavado, escapou com lies liomens; e o sel-
vagem unitario Paoncro com dnus lionicns, perseguido
al as Hielas Poiitas-de-Uaquel.
O selvagem unitario traidor Medina, intitulado gene-
ral, logo que senlio os primeros Uros, escapou com 30
foragidos selvageus unitarios em direccao a Mercedes,
segundo as uformardes que tomei. Dos guarde a V.
Exc, mullos anuos. -- Ignacio Oribe.
Addicao. Depois de firmado o presente ouicio, toiJDc
que inorrra o selvagem unitario Mora. Oribe.
{Dtfenior.)
Acampamento no Passo-das-Pedras, no arroio das
Vaccas, 4 de Janeiro de 1847.
Ao Sr. brigadeiro general em chefe das forjas cm ope-
acoes ao sul do Kio-Segro, D. Ignacio Oribe.
O tenenle-coronel aba o assignado lem a honra de
levar ao coulicclineiito de V. Exc. que, em virlude das
ordena que se servio dar-lhe liontem 3, marchou de noi-
te coin a forja de seu mando, e depois de haver andado
cerca da Slegoas puxadas, conseguio eniboscar-sc a 2
leguas da povoacao das Vaccas, antes de ainaiihecer; e
depois do lomadas todas as medidas nccrssaiias para o
ncllior ih'enipcnlio de su commlssSp, os boinbeiros
|iic deslinou sobre a povoacao aprisionaran! 3 soldados
Uo selvagem unitario indio Medina, intitulado brigadei
ro general, que conduziam a comiuumcacau auiicxa,
pela qual foi Instruido o infrascripto de achar-se ueste
campo o referido selvagem unitario com a sua horda ;
por cujo motivo, e cm conscqucncla da'ordena de V.
Exc., poz-se em marcha sobre este ponto, faiendo
una marcha para a retaguarda de perto de 3 le-
goas, sem ser presentido pelos selvagens unitarios, al
a distancia de 10 ou 12 quadras de seu acampamento,
ein cujacircumstancia llie foi preciso ataca-loa pela re-
taguarda, tendo em resultado licareni ellea sem dous
intitulados capilaesc dezanove soldados, cahlado prisio-
iiciros um intitulado ajudante Bartulo (lotzales, e o In-
titulado secretario do indio Medina, Manuel Sayage, e
niais 9 pracas e (i inullieres; havendo-sc escapado o
selvagem unitario indio Medina, alguns olciars c o res-
to da partida, que compunha-ae de (JO soldados, o pri-
meiro por haver abandonado o campo antes de Iravar-
ae o combate, e os deiuais, uns porque poderam montar
a eav.illo, e disparar em dill'erentes dirccjOes, e o resto a
l'avor da espessura dos-bosques, onde se refugiaram a
pe deixando em nosso poder 100 cavados Traeos, 20 da-
vinas, 19 pistolas, 2'J espadas, 13 laucas, 1 pistola de (i
tiros, do uso do selvagem unitario Medina, 5 canauas,
etc.
Por nossa'pai te tiveinos a desgraca de perder o solda-
do do ineu esquadrao Silvestre Lucero, c de licar feriilo
levemente o allerea do esrjuadrao de Suriano D. Segun-
do Alvarenquc.
Dos guarde a V. Exc. por mudos annos.-- Joo Fran-
tiico Palao.
(dem.)
Montevideo, 18 de Janeiro de 1847.
Temos noticias de liticnos-Ayrcs ale 14 do correle.
Dizia-se all que llosas conseguir lodosas uiodilica-
eesque pretenda no tratado de Alearaz; mas he lal a
varledadu de noticias de Corrientes que lemos nas car-
tas, que nenbiiin julto podemos fbrmar. Dlzein algumas
que aquella provincia bouve urna revoloolo contra os
irinos Madariagu, que foi suilocada por.estes c seguida
vecucoes dos cheles quea dirigiain.
iscenta-se jue llosas mandara ordena para sus-
pender as peas que tinha posto 'navcgacuo dq Paran,
de due fallamos ha dias.
Em Palsand nada linha oecorndo ate o dia 10, e nao
ti nha tornado a apparecer o iiilniigo.
10 de Janeiro.
TOH1DA DO SALTO.
Na noije desabbado houve salvas e' demonsjracfics de
jubilo no campo dos sitiadores ; hontein niandarani-nos
um boletim rjue explica o motivo. Vimos uuiexcniplar.
D. Servando Coinez cominunica a Oribe, em oflicio da-
tado no Sallo a lll do coi rente, que no dia 8 atacara a-
quella praca a 5 boraa da inanha, eque, depoia de um
combate renhido que durara at s li horas da noite,
abandonara o iuimigo atsuaa poslces, embarcando-se
o resto que exista. Accrescenta Gmez que ha inultos
chefes e olliciaes nortea, mas menciona apenas o notiie
do coronel Blanco, comquanlo a parte aeja datada do dia
seguinte a 3 lloras da tarde ; diz que tomou a arlilharla
da praca e muito armamento, e que a sua perda he.de
pouca ennsideracao. Em poti-seriplum diz inais que to-
mou 1,200 cavados, que ae rendir um pilol-boat de
guerra que conduzia parle da guarnicao, e que esperava
Uzease outro tanto una escuna que mandava perse-
guir
Ein caria particular da mesma dala dia Gmez que a
escuna que fugia fura deitada a pique por no se ter
querido entregar, e que duas einbarcacea pequeas se
tiiiliam Ido entregar a Entrerioa.
22 de Janeiro.
Por barcas entradas honlcm do Uruguay coulinna-sr
a noticia da tomada do Salto anuunciada pelo Iuimigo.
A guarnicao resisti todo o dia, c noite, lendo-se des-
montado duas pecas, evacuou as posices e embarcou
em varios barcos, sendo dous delles a tttiielencia e a Sola.
Este ultimo foi mettido a pique, c o oulro foi de propo-
sito rncalhar na cosa de ntrenos.
Oinimigo nao oceupou a praca scno depois de intei-
ramente evacuada por seua defensores. O coronel Blanco
inorrcudc utn tiro de pec,a.
23 de Janeiro.
Dlzlamos ha dlaa, fallando do boletim Iuimigo sobre
a tomada do Salto, que as tropas que sustentan! Oribe
nao linham podido atacar aquello ponto senao depois
que recebrram os reforjo* de soldados de Rosas viudos
de Entrcrios. Novas infonnajea que temos nos habili-
tan) para accrescentar agora qaje toda a forja de D. Ser-
vando Coiiiez, no dia em que aiacou o Salto, era pei-
tencentea Rosas, exceptuando talvez algumas pequeas
partidas. Easa forja conipunha-sc de tres armas : a ca-
vallaria conitava, antea que vieasc Hidalgo, dos esqua-
droes commandados porGranada, Bustos e II. Gonzlez,
todos ellea, chefes e tropa. Argentinos c pertencentes a
Rosas. A infantaria que llcou em Paisand, c a pouca
(iue Gomen pode levar, era toda rrgcnlina, ronimanda-
da por um tenenle-coronel Elordi, de Buenos-Ayrcs,
que aqui se achava prisioneira). Dessa forja a cavada-
ra tinha marchado toda com D. Servando quando Pai-
sand foi lomado ; da infamarla e artilharia muito pou-
ca ; da ultima tal vea nenhiima. Posteriormente aggrc-
gou-sea diviso de 600 a 700 liomens, qneveiodeEu-
trerios toda inteira, composia de tropas de Rosas, com
olliciaes e chefes exclusivamente seus. Els-ahi pois as
tropas de Oribe no norte do Rio-Negro. Todas perten-
cem aos invasores : vejamos a do sul. D. Ignacio Oribe
he o chefe de todaa estas, menos das que estilo no Cer-
rito : com ellas opera o mesmo D. Ignacio no departa-
mento da Colonia c Mercedes desde (Melados de deiem-
bro : suas operajes, as quaes se acham publicadas no Defen-
sor de Oribe de 6 c 10 do corrrntc. Nellas, cxcepjao
da vanguarda, cominandada por Cabalero, todos os
mais chefes de divisdes c de corpos que Oribe uomea
sao ofliciaes de' llosas com tropas de Rosas ; coronis Jo-
s Mara Flores e Caetano Laprida,tcnente-coionel Pala,
ele. A maloria.pois.dssas fiirjas do sul sao, como to-
das as do norle, pertencentes ao dictador. r\o depar-
lamento de Maldonado e nos que lhc sao prximos adia-
se la inbem Quesada, coronel de Rosas, coinmandando
forjas dcate; c pelo que respeita ao Cerrito, quem ig-
nora a i*c bandeira pcrlencc a maior ]>arte das tropas
que rodeam Oribe?
Em todas as partes, pois, apparecein tropas do dicta-
dor ; este como Oribe, e a Gacela como o efemor, lem
sem embargo o descaramento de dizer que as forjas ar-
gentina! sao puramente auxiliares rmquauto que o prin-
cipal apote de Oribe se compc de Orientaes armados,
em numero qualro vezes maior do que os auxiliares.
Porin onde esto esles ? Poique he que cm todas as
partes nao apparecein outras lrjas, oulros chefes do
qneos do dictador? Desminla, se pude, -o papel de Or-
lie a enumeraran que deixamos feita dos varios corpos
3ue operam por sua cunta, tanto ao norte como ao sul
o Bio-Negro, tanto rail Maldonado como no Cerrito, e
diga em que parte c sob o ominando de quem operam
os seus 14,000 orientaes armados. Obras e nao palavias.
25 de Janeiro.
Tivemos hontein noticias das Vaccas al 22 e da Co-
lonia al 23 do corrrntc. O iuimigo reuna suaa frjaa
iiaqnelles deparlaiiieutoa, que parece provavel acio
por agora Ihcatro de operajiea. Por case motivo as fa-
inilias daa Vaccas retirarain-se para a ilha que lica cm
rrente, ou pasaaram para a Colonia e para esta capital.
Dizia-se na Colonia que o general cm chefe linha fei-
to um movinenlo com parte da sua cavallaria, cuja di-
recjo e objeelo ae ignorava.
28 de Janeiro.
Viva a Confcderajau Argentina! Morram osaelvagens
unitarios! Quarld-gcncral, Qualeeuayehu, 11 de Janei-
ro de 1847, anuo 38 da liberdade, 33 da federajao enlre-
riaua, 32 da independencia e 18 da Coufederajao Argen-
tina- _
O governador e canilSo-general da provincia de En-
trerioa, general em claafedo exercito de operajes con-
tra os selvageus unitarios, ao Exm. Sr. ministro das re-
lajes exteriores, camarista r. D. Filippe Arana.
Sao qualro horas da larde, hora ein que obaixo as-
signado acaba de recebar as parles iuclusas do Sr. gene-
ral D. Scrvaudo Gmez e do Sr. coronel D. Mauoel An-
tonio Urdiiiarrain. Por cllcs conhecera V. Ex. o com-
pleto triumpho obtido sobre a guaruijo dos selvagens
unitarios que defciioiam a fortificada povoajao do Salto,
Meando toda ella mora ou prisioneira, incluindo o inli-
lulado coronel Blanco, chefe da dita guarnicao. Junta
igualmente a lisia nominal dos priaioueiroa ominados
ni sta maigcui lo Uruguay pelo Sr. coronel Urdinar-
rain ; assim como aquella que d corta dos vasos de
guerra e objeclus que exislem cm seu poder.
Ao pedir a V. Ex. se sirva iranamitlir tao favoravel
sucersso ao conhecimeuto de S. Exc. o Sr. eucarregado
dos negocios geraca da najo, aproveila o abaixo assig-
nado a-eecasio de felicila-lo, pois que Iran Importan-
tes resultado para a jusU e digna causa da liberdade e
independencia nacional que defeudem com heroico de-
nodo as duas repblicas do I'rata.
Dos guarde, etc. Justo J. be laou.zi.
VivaaConfedeacio Argentina! Morram os selvagens
unitarios !Exm. Sr. governador D. Juslo Jos de Lr-
qulza.
Concordia, 10 de Janeiro de 1847.
Meu distinelo general e amigo Depois de escrever a
V. ininha ultima de hontein, me dirig costa e (allel
coin o commandante Fourrus, chefe da esquadrilha dos
selvagens unitarios, a quem intimei se rendesse com el-
la, o que ell'ectiiou s quatro da tarde com 3 escuna
HniUtncia ; depois de haver o pilot-boat Sota felto o
mesmo, uina bala do general Gomes o metteu a pique,
c como eslava cheio de gente e entre ella inultas fami-
lias, perecen multa gente afogada, apezar de todos os
ineus esforjos para salva-loa com aa cnibarcajdes me-
nores de que naquelle momento podia dispr. Militas
familias salvarain-se, mas na maior desgraja. Vou pro-
curar levanta-lo, alini de salvar a artilharia, armamen-
to e tudo quanto se possa lirar, e ereio que o consegui-
r!.
Pela relajo junta conhecera V. o numero de chefes,
olliciaes, tropa, ele, que ficaram prsioneiros. Como
o deposito he muito grande, consent rjue muitoa mora-
dores que nao sao os mais comprometidos vao viver em
casas particulares, sendo responsaveis os donos dcllas
e devendo apresenta-los segundo determina V.
Sou obrigado a diier-llie que, para que oulros indivi-
duos se reudessem, promrtli respeitar-lhes as vidas ; c
espero que V. ae servir fazer lespeilar a mi nha palavra.
De toda a guaruijo del Salto, creio que nao escapa-
ran! com vida oulros chefes al ni do Indio Fausto e do
commandante Artigas, embarcados no Corradlo qua-
lro ou seis olliciaes, c cerca de 40 liomens todos a p sal-
laran! no Eslado-Oriental depois de haver-llies promet-
tido garantas como aos outros.
Iiicluo o inventario da escuna /Icti'jlenein, c uina ba-
leeira de guerra.
Ha um major Obando, um capitn Gallegos, oito olli-
ciaes e 40 soldados flidos e guardas naconaes ; hao de
morid pela mor parle por nao haver quem saiba cura-
Ios.
Reservando os detalhes para oulra necasiiio sou, etc.
Manuel 4, Lrilinurrain.
27 de Janeiro.
A participajao de D. Servando Gmez ao governador
Urquia, quedamos mais abaixo, completa a multido
de provas que j linhamos da completa impotencia de
Oribe sem o apoio e sem todos os meios de liosas. G-
mez he um chele que nao depende do general Urquiza,
mas sim de Oribe ; sem embargo, nos termos humildes
do inferior que deve um grande servijo a seu superior,
eomiiiiinica-lhe a tomada do Sallo, confessando-lbc que
a deve o auxilio du [reas que Urquia dignou-te manifur-
Ihe ; as quaes, emlim, produiiram esle bom e/Tirio.Na par-
ticipajiio a Oribe nem sequr indicava Gmez que tives-
se sido auxiliado pelas frcas de Rosas que passarain.
Talvez se envergonhasse de fazer essa conlissao depois
dos embustes apregoados ao soin de clariiu dos 14,000
Orientaes armados. Porm com Urquiza nao podia ter
vergonha ; aquellc linlia-se dignado auxilia-lo, e era
preciso en in era i reconhecendo que a elle devia o seu
triumpho. Islo mostra cm que eousiste o poder de
Oribe.
Desla mesma participajao consta o criuic que com-
meiteu Gmez, mellendo a pique o pilol-boat Sos, de-
mi de ter icado bandeira de parlamentario, alternado que
denuncia mais explcitamente, como dissemos hontein,
o commandante Urdinarrain. Eia-aqui o lexlo desse
vergonhoso docunienlo :
Vivam os defensores das leis! morram os selvagens
unitarios!
Sallo, 9 de Janeiro de IfH/.
Ao Exm. Sr. governador D. Juslo J. de Urquiza.
- Aprceiavel amigo.
Emlim seinprc produzio bom ell'eito o auxilio defir-
jas que V. se dignou maiidar-me porque, depois do
desgiaeado successo da perda de Paisand, que ja foi um
mal sem remedio, contramarchei para tomar o Salto, c
cousegui-lo s li horas da noite de 8,depois de um ata-
que vigoroso que principiou s 5 da manha do mesmo
da,
A perda do iuimigo he de grande considerajao, pois
entre varios intitulados chefe e olliciaes que se encon-
trara morios, aclia-se o intitulado coronel Illanco, sen-
do de grande considerajao a quantidade que se tomou
de artilharia, armamento e outros objectos, alcni de mil
c quinhentos cavados.
. E a esta hora se acaba de completar o triuinpho,
pois nos tres navios em que ia o resto dos selvagens os
liz perseguir pelos commandantes Pilis c Vcrgara com
nina peja volante e duzeutoa aliradorea, c um desses
navios foi mettido a pique por ter ijado una bandeira
parlamentar e nao ler querido atracar depois, e o mes-
mo succedeu com os oulros,- que, acojadoa pelo nosso
fogo e nao leudo vento para seguir, ae refugiaram nessa
parle do Uruguay, provincia do seu cumulando, onde se
entregaran) piisioneiroa.
Pelo que eacuso de recommendar a V. a sua segu-
ranja.
Foreste importante triumpho tenhoogosto de feli-
cita-lo.
Serrando Gmez.
Por inadvertencia*nossa, ao recorrer s ('-acetas de
llosas, dissemos honlem que nao contiuhain a noticia da
tentativa de insurreijo em Corrientes que d o Britisk
Packet de ib*. Posteriormente reparamos em nina caria
de Joa Ruperto Prez, edilordo federal Entreriano e ae-
crelarin particular do governador Urquiza, cuja sabida
de Buenos-Ayres para Entrerioa annuncimos ha punco.
Conten aquellas coutras noticias : he datado uo acam-
amento gcral no arroyo dcGualeguay, a 10 docornnte.
erez corneja por dizer que ehegou uo dia 8, e contina
com urna iracunda e embusteira declamajo sobre oa
horroreaque suppoc coiumcttidoa ein Paisand diz que
o general Rivera eacreveu ao general Urquiza, e queea-
te reinelieu a Rosas a carta e a sua resposta : cm segui-
da accrescenta :
. Tamben) saber V. que Hornos e alguns outros da
horda selvagem unitaria intentaran) urna sublevaj de
tropas da provincia de Corrientes, esperando persuadir
que o Sr. general Madariaga c*(aea vendido a Rosas. Fe-
lizmente se descobrio a iramoia ; O Grego Jorge Canda-
si e mais seis estao em nosso poder; foram apanhados
pelo agente Roaalca do Ibicuy. Vinhamn'uiua jangada..
A carta conclue com a aeguinle- addijb :
n De Corrientes, quaiilo a arranjoa, mui deprcasa oa
hovera nossa satsi'ajo.
Ncnhuui pormenor nem dado cerlo temos sobre a men-
cionada conspirajo em Corrientes ; quando demos o
primeira annuucio della no nosso numero de 18 desteja
ae fallava cm numerosas execujea dos clefes; agora
diz-ac que foram fuiilados dousou trea meinbroa da le-
gislatura que o governador Madariaga disaolveu em u-
bril : outros dizem, e assim o refere urna carta que ae
noa coimnunicou, que nao tinhahavido moviinenlo al-
gutu poltico, uiai tuna sublevajao puramente militar

em uinacampaineuto, capitaneada por doua sargentos,
sem outro objecto do que recusa ao .cvico. Emqitaatb
a pai tieip.u ,io do coronel Hornos a respeito desse suc-
cesso, quasi podemos aliaujar que he iuteiramrnte falsa.
Montevideo, 29 de Janeiro,
lteceberam-se hontein no mesmo lempo na cidade o
Defensor de Oribe do dia 2C, o seu boletim n. 133, e noti-
cias directas de Maldonado.
O Defensor, com a veracidade oflicial do seu carcter,
annunciou titteralincnic oque se segu :
O vndalo selvagem unitario Rivera, fugindo com
um grupo de uns 280 homens, e perseguido de perto pe-
las duas divi.Oes do exercito do Sr. general Oribe, ehe-
gou no da 22 s Ininiediacocs do Pueblo de Porongos,
donde loi al'aslado a fogo de artilharia, c conliououltu-
inediaiainente a sua fuga, deixando em todus os pontos
do transito porcn de liomens que oabandonain eque
se apresentam s autoridades legaea. Anle-hontein ftito
he no dia 25j eslava o seu grupo reduildo a 160 ou a 170
individuos.
O boletim conten'uina parte do commandante Barrios
a Oribe coin data de 25, nas punios de la Sierra di las Ani-
mas e Sarandi ; diz em resumo : Que nesse dia s cin-
co da tarde denotou completamente a frja do general
Rivera em numero de uns 400 homens, ficando no cam-
po 40 mortos, entre os quaes os cheles Soboredo c Espl-
noaa, cenlo c tan ios prsioneiros, mala de cen armas,
assim como mil cavalloa e duas mil resea que aquella
forja conduzia. Accrescenta que o general fugia cm pel-
lo, e que suppunha poder apauha-lo ; trar o general Rivera marchou Barrios (lose legoas cm
oilo lloras, tendo saludo de Minas s 9 da m inha, Em
posdata annuncia que no dia 27 remetiera os prsionei-
ros ao Cerrilo. Nada mais ditaparle.
Deixando ao Defensora cuidado de concordar as antilo-
gas, observaremos smente que o general Rivera, que
uo dia 25 apenas linha j, segundo o papel de Oribe, lO
i7iilii.ini ns. loi mol, segundo a parle de Barrios, no
ia 26, nao meuoa de 40o ; que o priineiro odava fugin-
do diante de duas divisoes de D. Ignacio Oribe, entre-
tanto que o segundo diz que ia eonduzlndo duas mil ca-
bejas de gado, o que nao he prova de fuga ; c em vez
da diviso de D Ignacio, he afrja que eslava em Minas
a que vcni alcanja-lo. Qual dos dous lie o einhusleiro i
Barrios ouo Defentor ? porque um dos dous o he ; anda
que lie provavel pie o sejam ambos.
Entretanto hontein pela inanhaa ehegou o teiiente-co-
ronel ll. Isidoro Ortega, com oulro ollicial, sahidos da
cidade de Maldonado na nollc de terja-felra, e do pono
s 2 e inda da inanhaa de qual la. Aquelle chele- viuua
enviado pelo coronel Silvclra para coinmunicar ao go-
verno o successo do dia 26, anuunciando que o general
em diere, com a maior parle da forja, era esperado alli.
Estando o eoiiiiiiand.inle Ortega para embarcar, ehegou
praia de Maldonado o coronel I), rgido Silvclra em
pessoa, que velo expressamente em seu alcance para di-
zer-lhe que auiiunciasse ao governo que o general Rive.
ra aeabava de eutrar na cidade a uina hora da noitea
testa de duzentos e tantos homens que um esquadrao
que escolLav.i o gado era o que tinha soUrido alguma
cousa n'um cho|uecom a IDrja Barrios ; que o general
na sua marcha de Mercedes tinha ido reuiiiudo inultos
cavados, c ltimamente gados ; que parte de uns e de
outros se perderamN e porte eutraram cm Maldonado ;
que a grande tormentada noite de 25 foi causa de que
se dispersassem os animis e se demorasse a sua incor-
porajan s forjas de Maldonado ; que os duzenlos e Un-
tos homens rutraram sem ser molcsiadua por ninguem,
em ordeni e cm buns cavados.
Foi isto o que ouvlmos da bocea de ambos os olliciaes
separadamente. Acercsceiitam ellesque oinimigo nao
se tinha opproximado a Maldonado. e que nem elles o
viraiu na sua viagem iinniediala cosa.
asa esla narrajfio para ver quanto dista da verdade o
boleiim coin pie Oribe fez tamo ruido. Quanto ao sem-
pre embusteiro Defensor, nao somos nos, he o pro-
prl Barrios quem odcsmeiilc, e he elle quemdesinentc a
Barrios. '. ,
Como explica entretanto o Defensor de Oribe esse feto
de leratravessado tima columna de 400 homens, saluda
de Mercedes uo dia 18, al Maldonado, sem que nem oa
14,000 Orientaes nem os auxiliares de Rosas tenbam es-
torvado a aua marcha, uem impedido que tomaaae ca-
vados c gados? Desejaiiamos que o Defensor respon-
desse. ,
O Deftruor de Oribe publica a parle circunstancia-
da que Gmez envia a Oribe da lomada do Salto nao
podemos d la, por ser muito extensa. Tein a dala le
16 na luesnia povoajao do Salto. Da da guarnicao desta
136 morios, inclusos o coronel Blanco, n major U. Ma-
rianno Ereinae cinco olliciaes: 84 prsioneiros, incluso
o major Aliada e24 soldados flidos : ao todo 220 ho-
mens fura de combate, lela sua parle reconhece Gmez
a poda de um ch.fe, tres officiaea c quarenta e seis sol-
dados iiioi tos Miu chefe, 19 oIRciaes e 139 aoldadoa fe-
i idos; o que d209 homens fra de combate. Oouiez
confessa terinlnantcmeulc que a guarnijao evaeoou a
praja noite, c que elle nao tomou posse della ate as
9 horas da inanhaa do dia seguinte.
(Comercio del Piala.)
{Jornal do Comnureio.)
PERAMBC73
SESSAO EM 3 DE MAHCO DE 18*7.
PSESIDENCIA DO Sa. SOCZ IXEISA.
(Coafinuafo do n. antecedente).
He lido c mandado Imprimir o prolecto de iixajo da
forja policial para o auno de 1847 a 1848.
Contina a discusso do requerimenlo do Sr. Bego Monleiro,
adiado pela hora, no muo anleeedenlr.
V Sr. miela Tavaret diz que nao pretende combater
esto requerimenlo, porque entende que est cm seu dl-
reto quem o apresentou, quando requex que se no-
mele uinaeominisso especial para examinar o estado do
cofre provincial; mas, como j se acha noincada urna
coininissao para curar do mesmo negocio que se quer
incumbir deque trata o meaino requerimenlo, esta
anda nao apresentou i casa o resultado dos respectivo
trabadlos, acha-o extemporneo, e entende que ser
melbor adalo para ser tomado, pela casa na devida con-
siderajao depoia que apparecer em os mencionados tra-
badlos.
Le-se o seguinte requerimenlo, que depois de apolaao
entra em diacuiso.
I'i
MELH0R EXEMPLAR ENCONTRADO


P"

m
Rcquelro o adiainento da materia at que a com-
missao especial, j nomeada para eite fim na sesso pas-
aada, d conta deseus trabalhos. ~ Vitlila Tavarei.
OSr. Reg Monleiro : Senhor prejidente, eu tenho de
oppr-me a este adiainento, porque Julgo que as rasOcs
presentadas pelo nobre deputado nao podem nro-
duilr. r '
Resumem-se essas rasdes era nao dever ser nomeada
urna nova commissao em que aprsente os seus traba-
mos a que fra nomeada na sessao passada. A' prevale-
cer easaopinlo, nenhuuia das coinmisses que nessa
sessao foram cleltas, devia ser substituida na presente,
porque todas delxaram por tratar algu.is dos negocios
,,* ,0,e CDnhcc.uieuio foraiu suuuieiiuios : mas o
nobre deputado assun o nao tem entendido, pois he de
parecer que as commissOes durem um anuo. Dcmais,
os membros da commissao ora existente nao licam Inhi-
bidos de apresentar os seus trabalhos, ou como deputa-
ansaacasa, ou como membros da mesma commissao:
e no entanlo, como esla tem de acabar o seu tompo, se
oulrascnaoelcger.Iicaa casa privada de um meio se-
3uro de obter importantes esclarcclmenlos a respeito
0 .I" do* cofres provinciacs.
Nao sei como, a vista do nosso regiment, possa urna
commissao durar inais de um anuo. No anno passado,
noineou-se urna commissao para rever a legislacao pro-
vincial no entanto, quando se reuni a assembla or-
dinaria, para que essa commissao podesse continuar,
loi preciso que....... '
OSr. Neto: Quando?! Creio que nao.
V&r. ftgo Montan: Foi nomeada depois deaberta
OSr. Neto: N3o foi na extraordinaria.
i,h l-9" A'on'eiro- Pol bem, posso nao estar loni-
urao. Lssa commissSo foi nomeada, e para continuar
carece de nova nomeafo.
O Sr. Neto: KSo vejo isto no regiment.
./,./' a" Mon"'r0- Vejo eu, que todas as coinmis-
ses durem um anuo.
OSr. Meto:-- Sao as ordinarias c nao as especiaes.
u sr. Kegu Monleiro: As especiaes devem ter um ter-
ino: e se a commissao nao apresentar os seus trabalhos
nc* a?a r Privada Melles ?
n ve!i: T No *c Persu*da disto,
var. ruleta Tavares: As coinmisses especiaes du-
1 a"' emquanto duram os objeclos.
O Sr. Reg Monleiro: Ainda no anno de 1845 (vamos
api osen tai exemplos, niio obstante nao querer o nobre
'l.putado coiiformar-se cora elles), ainda no anno dej
.1/1 V 5 m> cmara dos Srs. depuiados, que, temi1
.n,,,M^'."ea "'"? c">misso Para rever o cdigo do
commercio, quando principiaran! os trabalhos do se-
Sf* 1" lee,sla,lvo. <"' <'a segunda sessao, cnlrou
..? JE? seporventura poda essa commissao conti-
luara funecionar, ca casa decidlo pela negativa; decisao
L-se o seguinte requerimento que he approvado, e
entra em discussao :
Requeiro que seja adiado o projecto em discussao
emquanto se manda imprimir c compromisso e que,
depois do impresso, seja reinettldo commissao de cons-
tituico e poderes para dar o seii-parceer sobre a compe-
tencia desta assemlita para approvar os compromlssos
das contrarias. -- Ugueiredo.
OSr. Nunes Machado pronuncia-se contra o requeri-
mento de adiainento, e contra a Idela da imprcssSo :
prlmeiro, porque emende que, estando expressa e cla-
ramente designado no acto addicloiial quem he o
competente n pnrnvar r,, CoraariaiUlu,, csMC-
ccssar.a e mull se torna qualquer discussao a ume-
llianle respeito ; segundo, poique, n3o entendendo
neiil.um dos arligos do projecto com aquillo de que se
comnao os do compromisso a que se elle refero, e addi-
conando-lhe apenas algumas disposifes, e estas mu
explcitas eprecisas, ociosa ihe parece ainipresso do
mesmo compromisso; sustenta a utilidade do referido
projecto; demonstra as vantagens que dasuaadopcao
dovcni resultar, ecnneliie declarando que vota por elle,
e rogando aosdemais Sis. deputado que o acompanhein
uesse voto.
OSr. Seto sustenta as ideiai que primitivamente
einUtlra; julga de grande peso o precedente da appro-
vacao do compromisso da Irinandadc de S. Pedro ; nis-
te peta necessidade de ser este compromisso trazido
casa, para que possa ella apreciar inelhnriuente esse pre-
cedente; e diz que, no caso de nao ser approvado o rc-
qucriinento do Sr. Figueiredo, e de entender a assein-
blea que deve tomar una proinpta decisao a respeito do
objecto do projecto em discussao, propor que a inipres-
so do coiiipioinisso a que o inesuio projecto se refere,
da necessidade da qual contina a estar compenetrado,
seja feito durante o intervallo da segunda a terceira dis-
cussao.
He lldo o seguinte requerimento :
-r- 1-------------------r--------1 ,, i =
Julgada a materia discutida, c submettldas as pislu- val proceder o julgamento do reo Manoel Joaquim
(I
dZ {,-0,'??"."ada l>elaaPI>'ova9.io deumaemen-
ua aoar.MHela lavares, em que piopo?. que a predita
commissaodnrasse por mais um anno: o que tudocsta-
neiece uni precedente que vem como cm anoio da nii-
naa opnnao. *
nir' S"'0'~ Cada rota tem sen fuso.
uso. liego Monleiro: Sao exemplos legislativos pro-
pi lamente ditos; esc os vamos buscar cm naedes es-
irangeiras, nao sei a rasao por que devenios rejeitar o
uai assemblca geral deste Imperio, em que vivemos c d.
quai lazcmos parte.
Portudoquanto hei dito, pois, voto contra o adia-
inento e a favor do meu requerimento, porque cstou
convencido de que elle se acha cm harmona com os pre-
cedentes da casa c com os exemplos de todos oseorpos
legislativos.
O Sr. Filela Tatarcs sustenta o seu requerimento, ad-
dicionando -algumas rasocs s que emitlia quando o
apresen ton.
.lulgada a materia discutida, he approvado o requeri-
mento do Sr. Villcla Tarares. '
ORDEM DO DA.
l'rimeiia diiemiao do projecto n. 48 do anno pastado, que
marca os Itmiles da [reguezia e municipio de Agoa-Prcla.
He approvado sem discussao.
Sfjiinrfa discussao do projecto n. 44 do mismo anno, que fas
algumtu alteraron no compromisso da irmandade do San-
tusimo Sacramento da cidade de Uoianna.
O Sr. Nello declara que, a nao ser mandado imprimir
o compromisso aque o projecto se refere para, iunta-
inente com elle, ser discutido artigo por artigo. Volar
contrae mesino projecto.
O Sr. Faria diz que, se se tratasse da conlirmacao do
"'''.CITTrda""ma"l,ad<' d Santissimo Sacramento
en. ,1 f'0,:,""a' 'cr,a luea'' qe exige o nobre
d. pinado que o precedeu ; mas que nao le tratando
actualmente; dessa confirmaciio, porque o compromis-
so esta conhrmado pela autoridade competente ; nao
iiicluinilo o projecto da coininissfio senao algumas dis-
posicocs que a niesina. commissao jiilgnu conveniente
acilicionar ao compromisso para p-lo em harmona,
Dio SO comas Iris da igreja, seno tainbcm com a cons-
tilu.cao do iiiiperio. emende que se pode mui bem a-
1>|.ciaressas addifties, e por ronseguinte votar sobre o
]>rojrcto, independcute da inipresso do referido com-
promisso. h depois de faier mais algumas observacoes.
voncliie declarando que vota pelo projecto, c contra o
requerlniento do nobre deputado.
OSr. Figueiredo: --Senhor presidente, as rasoesque
acaba de apresentar o nobre deputado que me Cica ein
trente, parece-ine que nao coinbatem aquellas que fo-
ram apresentadas pelo nobre deputado que ha pouco
Kntendc o nobre deputado
provincia a cop._
pi oniisso da irmandade de S. Pedro, do Kecife, e se per-
guute se elle est ou nao approvado. c, no caso aunnati
vo, quem o approvou, e quando Lopes Netlo.
OSr. i. Secretario observa que a segunda parte do
requerimento he objecto allicio da materia que se dis-
cute, c que por conseguinte deve ser reservada para lu-
gar competente.
Consultada a casa acerca do objecto da precedente
observacao, resolveu que por ora ciilrasse smente em
discussao a pi nucir parte do requerimento.
Julgada a materia discutida, he rrjeitado o requeri-
mento do Sr. Figueiredo, e bem assim a primeira parte
do do Sr. Nctto, sendo approvado o projecto cm secun-
da discussao.
Segunda discussao dopiojecto N. 33 que annexa freguesia
de llarreiros o lugar denominado Caranguejo.
OSr. 1. Secretario declara que a mesa deu para or-
dein ilo dia o projecto em discussao, por suppor que ti-
vessem chegadn as informafcs que se pediram no In-
tervallo da sessao ; masque, sendo Informada de que
ainda nao eram viudas, entenda subsistir o adiainento
do niesino projecto, porque quando a casa approvou es-
se adiainento foi porter rcconhecldo a necessidade de
se ni el ha ules liiformacOes.
A assembla pronuncia-sc pela opinao do Sr. 1. se-
cretario.
Primeira diicuuSo dus posturas da cmara da Boa-Villa.
O Sr. Nello contina a votar contra o artigo em dis-
cussao : 1. por supp-lo attentatorio do direito com-
imiiiii na jiarte que regula o do cldadao, pois que, prn-
hibmdo a caca em geral, prohibe tambem a dos ani-
maos bravios, que, segundo esse direito, perlencem ao
prlmeiro que delles lauca lilao ; %", porque, ao mesmo
lempo que quer evitar acara, para, como he de pre-
sumir, remover os dainos que dola podem provir, en-
tende que una licenca sua he por si s sumeicnte para
precaver esses dainos; 3., porque para poderem os
habitantes do municipio da lloa-Vista obterem til licen-
ca, preciso he que sollram os graves Incommodos de
viageru de 20, 3(1 e mais legoas, conforme fr a distan-
cia em que da sude da cmara estiver o lugar das suas
habitacors.
Sr. llego Mtnleiro : Sr. presidente, as cmaras mu-
iiicipacs, segundo a lei de sua creaciio, devem de vigiar
sobre as necessidades de seus municipios, c procurar
remediar essas necessidades : entretanto, os moos que
teem a sua disposicao sao as suas posturas, ou lei inii-
nicipaos, para sorem executadas por intermedio de seus
inspectores, ou liscaes.
Apresentoua cantara da Roa-Vista algumas medidas
quejulga nocessarias para prover a essas necessidades,
e como, em abono da veidade, eu coslumo dar muito
peso a essas representacocs das cmaras muuicipaes, e
vejo que ellas acabam de ser impugnadas pelo nobre de-
putado, mnjime na parle que niio pennitte cacar, tenho
de dizcralguiiia cousa a respeito.
Dlsseonobre deimladoquc acamara nao quer que
naquelle municipio se cace nem mesmo por meo de
armadilhas, etc.; masen emendo que nao, porque per-
suado-meque prohibir i(ue se cace dentro das povoa-
ccs e seus suburbios, nao he obstar que cace em ou-
tros lugares, e mesmo naquelles a que se estende a pro-
ras votacao', s5o approvadas.
Teraira discussao da posturas da cmara de SimOrn.
Nao havciid rjuem acerca deltas tome a palavra e
verificando-sc nao haver numero legal,
ti Sr. 'residente declara, adiada a discussao ; e sendo
quas duas horas, levanta a sessao depois de h'aver dado
para ordom do dia da seguinte : continuacao de hoj#;
leitura de projectos c pareceres ; i.'discussao das
posturas das cmaras inunicipaesdoKxii,Naiarelh C Bo-
nito.
SFSSAO KM .4 DE MARQO DE 18W.
fUESIDENCU DO SR. SODZA TE1XEIDA.
SI'MMAIUO. Chamada. Approoaf&o daacta dasessa
anterior. Expediente. Hejeir&o da segunda parle de um
requerimento dn Sr. Nello. Reserva di urna indicaro do
Sr. Figueiredo. Approvaca: em primeira discussao, dai
posturas dai cmaras municipacs do Ex t Bonito; em se-
gunda, dai do Limoeiro, com txeluiad de deus dos rispecli-
t'O artigas, i com emendas a outroi dous ; em terceira, das
di Simbrcs i da addicionat s da cidade da Victoria.
Aslemela horas da inanlia, o 8r. I.* Secretario
(sr a ehsnjgd, e verifica estarem presentes 20 Srs. de-
putados.
O Sr. /'resiliente declara aberta a sesso.
Sr. 2. Secretario l a acta da sessao antecedente que
he approvada.
O Sr. I." Secritario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um cilicio do ^secretario daassemblea legislallva%e
San-Paulo, enviando, por deliberaco da mesma, um
excmplar dainformaco sobre os coinins da mesma pro>
vincia com suas Ihnitrophes. Mandou-se archivar,
Outro do secretario interino da provincia, aecusando
remessa de. um offlcio do Juiz dos feltos da fatenda,
ai i un 11 ni h uio deuina rclaco das causas liscaes da pro-
vincia, e d'oulra dos nomes de todos os devedoresda dizi-
ma da chancellarla. A' commiua di (aunda i orcu-
menlo.
Entra em discussao, ehe rejeitada a segunda parte do
requerimento do Sr. Netto, adiada na sessao antece-
dente.
O Sr. Figuttrtdo (pela ordem;: Senhor presidente,
a discussao que bonteui houvc na casa, acerca das alte-
races folias n,o compromisso da irmandade doSS. Sa-
cramento de Golanna, suscltou-me urna indicacao que
vou submetter mesa, para o que peco a V. Ex. li-
cenca.
llontem ouvi com muito prazer urna proposito do
nobre deputado que se assenta a meu lado (o Sr. Nunes
Machado); dlsse elle que, quando aconstituico fr
clara, nao devem valer os avisos do governo.que impor-
tan! a traiisgrerso^da constituico : s muito bem; apoio
as ideias do nobre deputado.
Ora, do artigo29 do acto addiclonal se v que os mem-
bros das assemblcas provinciacs que forcm em pregados
pblicos, no podem, durante as sessoes, exercer os
seus empregos. (Loarligo.) Esta disposicao parece mui
clara: ella inhibe ii(u expressamente os deputados pro-
vinciaes, empregados pblicos, de continuaren! no ejer-
cicio das fiincroes de seu emprego, durante as sessoes ;
mas no entretanto sabemos nos que alguns dignos mem-
bros desta casa que occupain empregos pblicos, estao
preferindo continuar no exercicio de seus empregos A vi-
rei tomar parte nos trabalhos da assembla provin-
cial.
Diz-se, Senhor presidente, que esta pratica funda-se
cm avisos dogoverno que tem entendido que os depu-
tados provlnciaes podem delxar de tomar assento as as-
semblcas provinciacs, para continuaren! no exercicio do
emprego. He sobre tal pratica, que me paree?contrara
a lettra e espirito da constituico, que nos cumnre de-
fender, que desejo provocar urna discussao. E desde j
emplazo para ella o nobre deputado, a quem merefiro,
e qrchontciu se pronunciou contra quaesquer avisos
contrarios constituico do estado.
OSr. AW Machado: Dos me ha deajudar, para
que me pronuncie sempre a favor dola.
O Sr. Figueiredo:Convein, pois, saber, Senhor presi-
dente, seos membros daassemblea provincial que f-
rem empregados pblicos, podem continuar no exerci-
cio de seus empregos, durante as sessoes; e se o gover-
no os pode distrahir: he a indicarn que vou mandar
mesa; desojando que seja remedid i commissao de
cmisiituirau e -poderes para dar o seu parecer a res-
peito.
Depois de algumas rcflexOes, fira sobre a mesa a indi-
cacao do Sr. deputado atim de ser dada a sua leitura
paraordcni do dia de ainaiiha.
Garca, aecusado pelo crlme de homicidio.
Em seguida procede-se ao Sortelo do jury, c, findo es-
te, prstalo os julzes sorteados o juramento da lei.
O Sr. Jms Presidente fa ao reo o seguinte
INTERROGATORIO.
Juit: -- Como s chama?
Reo : Manoel Joaquim (Jarcia.
Juit: Sabe a raso por que est preso?
Reo '. Foi poique me imputaran!amorte do senten-
ciado Rocha, que eslava na Illa de Fernando; porem eu
n,> "O'nmPlIi te, estando na ilha de-Fernando, no reducto do lioldro
tlve ordem do soldado Hilario, commandante deste re-
ducto para prender o uiesiuo Rocha, c pnndo-nic em
um lugar em que elle dvia passar, llie del voi do pre-
so ; porin, cliegando um meu conipanheiro chamado
Miguel Perelra, me dase que cu dc'sse urna cacetada no
houiein para o segurar, o que eu fiz ; depois o meu coiu-
panhero continuou adar-lhe ca utna facada
de que elle morreo.
Juit: E na occasio em que esle tal "Rocha foi mor-
to voss no Ihe tlrou urna bolsa com dinheiro, que elle
tluha na cintura ?
Reo : Sim, Sr. ; porem fji por ordem do meu coiim
panhoiro, a quem dei essa mesma bolsa.
Feita a aecusaco e a defesa,
OSr. Juiz /'rfiilfn,coiiforinando-so corq a decisao do
jury, absolvo o reo, condeinnando a uiunicipalidadc na
cusas.
COMMERCIO.
Alfandega.
RENDIMENTO DO DIA 4.........
ll:l
DESClaRECtM ho;e 5.
BrigueJrliinmercadorias.
BarcaFamecarvo.
BrigueJames-Ragdem.
BarcaRangerdem.
Barca/rldem.
BarcaFelicevlnhos, allos e batatas.
BarcaJta/ael-inercadorias.
HlateTentadoridem.
f
>^i
Geral
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 2.
. 2:418/267
Provincial............,............. '8431047
Diversas provincia................... 93/059
3354/973
niovimonlo do l'orio.
quem mo refiro, que,
tratando-se de pequeas alleracaes do compromisso no
projecto^ que se acha em discussao, se pode dispensar a
unpressao do mesmo comproinisso, .pie alias acha-se
mos o estatuto que se altera, para sabormos seasallea-
Oos sao ou-nao convenientes. Depois, se se traa do
rrlorinar o compromisso, todos mis temos direito de a-
presenlarmos-lhe nossas emendas, e para isso heneces-
sano que se tenha em vista o compromisso. Nada im-
porta que elle estoja confirmado pelo poder compe-
tente, para que agora Ihe possamos apresentar .Hien-
das, visto que se trata de sua reforma. Portante emendo
que as rasoes do nobre deputado o Sr. Faria nao satis-
laiem.
Alm disso, Senhor presidente, creio que devenios .
gora tratar de urna queslo preliminar. Conven, saber
se he da competencia desta assembla confirmar com-
promissos, visto que o poder geral tem arrogado a si
este direito, conlirmando mui rocontemeiile > comnro-
iiiisso da irmandade de S. Pedro dos clrigos desta cida-
de Recessario he, portanlo. discutir-so esta questo
O Ar. /-aria : Esta no acto addiclonal
O Sr. Figueiredo : Isio so ou...... nao me saoestra-
nbos os artigos do acto addicioiial....
f r.;Nu"" Macl>a isto He um abuso do governo.
/liu: I,i!>"lo : ~ h ...o nobre deputado que tem
l ... pr?f 0O' ab"8'" d0 ("rao, pugnando pe-
h a^SW ?!- Ae,a ,e,"os e fr o 'to da con-
i ma9.io do compromisso da irmandade de S. Pedro, he
U, PSfci\'JZ Knrno,10 obrassc arblirarlamr. -
dado de cnifieJ 8U,na IH I"0 "" concfda a fac"l-
0 Sr. Faria : Mas depois ha o acto adicional.
ment de adiainento. pedindo que o projecto seja rcinet
aU.emCb!rhVroipe7eu,e^ < W pST Tr'U
hibicao, urna voz i|ie so no empreguem armas de logo
para se colherem os aniniaes, porque o verbo=cafar=
he comprehensivo da ideia do emprego de arma de fugo
ou mortfera.
Cm Sr. Deputado ; Mas os indgenas eram dados
caca.e nella se uo serviam de armas de fogo...
O Sr. llego Monleiro : Eram dados cafa, he verda-
dc, porem nao usavam da mesma linguageui que nos
e tinham idioma diverso : nos temos o portuguez, c
ligamos ao verbo =eofr= a deia ou sentido do em-
prego V r- u"' 's meus diccionarios nao diicm isso.
OSr. llego Monleiro : Ao menos, no commum, assim
se cutende;e nestecaso, o que acamara pretendo he evi-
tara caya com armas de fogo; e estou ceno que todos
recoiihocomosperigosou Inconvenientes dessa especie
de cafa, e lenibro- me que, em 1825 ou 18:6, quando an-
pareceu nos suburbios desta eidade urna iiuveui de ro-
las e passaros diversos, e se desenvolveu um gosto ex-
traordinario pela cafa, houveram muius desgracas di-
versas pessoas foram feridas, no noucos catadores se fe-
iiiaininutuanieiito, visto que pof todos esses suburbios
se espalliaramhomensacafar: c por isso convein pro-
hibir cafa por mcio de armas de fogo, ou dilliculta-la
para evitar taes desastres...
O Sr Nello: E a licenca da cmara evita esses des-
astres ?
OSr. llego Monleiro : No evita mas devo presu-
mir que a cmara so conceder essa licenca a pessoas
que julgar capases, e niio a individuos que sao aptos a.
coinmeliei- desatinos.
Por ludo isso, Sr. presidente, no pude restar duvi-
do de que a imciifo da cmara foi a de prohibir a caca
com armas de fogo.
(Ha mu aparte que naoouvlinos.)
O iSr. Higo Monleiro: Concedo que a flecha tambem
seja perigosa; mas das armadilhas, quesaopermiitidas,
nao pode resultar nial alguin.
A pena, que aqui se impOe de 4/000 rs parecc-me
ale diminuta ; porque sendo possivcl que por acaso
se mate um liomem, no he a inulta de 4/0(10 rs.'ijue
deve castigar o amor da morto, o he de lamentar, que o
homcm, queja eslsubjeito a tantos accidentes nios
lique aluda cxposlo a cahir victiiua dbala do cara-
dor.
ORDEM DO DIA.
Continuacao da terceira diicutiao das posturas da cmara de
Simbns.
No havendo quem tome a palavra, julga-se a materia
discutida, c sao as posturas approvadas.
Terceira discussao da postura addicionat da cmara da Vic-
toria.
O Sr. Figueiredo : Sr. presidente, custa-mc multo
entrar em discusscs de poluras de cmaras : parc-
ce-me que devenios por assim dixer louvar-nos no
voto da commissao, mas velo aqui urna medida que rae
parece importar a autorlsaf ao de um crime, por isso fr-
f a he que eu diga alguma cousa acerca deste artigo que
uia : (l). ^
Eu adopto o artigo at ao'' penltimo inembro ; mas
nao posso convir na parte que manda matar os poicos,
porque emendo que se nao pode matar o que he alheio,
contra vontade de seudoiio;apprehendaui-se para seren
entregues aos donos para Ihe clarem destino; multcm-se
os contraventores das posturas ; mas nao se mande
matar....
Voto contra esta parte do artigo.
Julgada a materia discutida, he submettida votafo,
Sor duas partos, em consequencia de requerimento do
r. Figueiredo, e em seguida approvada a referida pos-
tura.
t'uiuinuario da segunda discussao dai posturai do Limoeiro,
(adiadas da sesso passada/
He approvada urna emenda do Sr. Tlburtino, e fic
projuilcado o artigo,
artigo lO.o he approvado com a seguinte emenda,
o l'cpois da palavraalujardlga-aemedida.Pinto
de Almiida.
Navios entrados no dia 4.
Baha ; 8 dias, brigue braslleiro Novo-Deslino, de 380
toneladas, capllao Francisco da Fonseca Roza, equi-
pagem 17, em lastro ; a Manoel Duarte Rodrigues.
Vem receber pratico e segu para o Ass.
S.-Antonio-Grande ; 3 dia, hiate brasileiro S.-Anlmio-
Flor-do-Rio, de 30 toneladas, capltao Joo Francisco
Ferreira, equipagem.fi, carga assucr a.los de Oli-
velra Campos.
Tena-Nova ; 39 das, escuna ingleza Oon-Juan, de 165
toneladas, capito Henry Wlls. equipageni 10. carga
2,189 barricas de bacalhao; a He. Calmont & C
S.-Joo (Terra-Nova); 33 dias, brigue inglez Herald, de
232 toneladas, capitn John Warreu oquipagom 13 ,
carga 2,258 barricas de bacalhao; a Me. Calmont & C."
Rlo-Grande-do-Sul; 46 dias, brigue brasileiro D.-Pedro-
II., de 217 toneladas, capilao Manoel Jos Montelro VI-
anna, equipagem 12, carga carne; a Joao Francisco
da Cruz.
Naviot sahidos no mrimo dia.
l'lyinoiiili; galera ingleza Unida, capito John Marshall,
carga a mesma que trouxe.
Babia; patacho inglez Admiral-Nilion, capito John La
Bas, carga a mesma que trouxe.
Sag-Habor ; galera americano Marlha capito D. R.
Drak, carga a mesma que trouxe.
Ncw-Bedeford; galera americana i/menyei-.capilaaDow-
ocs, carga a mesma que trouxe.
Hahia; escuna ingieza Don-Juan, capito lieury Hills,
carga a mesma que trouxe.
Ass; brigue brasileiro Novo-Dislino, capito Francisco
da Fonseca Roza, em lastro.
Philadelphia; brigue americano Broom, capito Thomas
Me. ('miro, carga assucar.
Lisboa; brigue portugus Vestal, capito Joo da Costa
Nevos, carga asiucar.
Potrlns-do-Nortc; vapor brasilciso Imperalrit, comman-
dante o capito lente Jesuino I.aniego Costa. Leva a
seu bnrdo os passagolros que trouxe dosponojdo Sul,
c desta provincia Manoel Jos Autunes, Brasileiro..
Dcclarncad-
Allegou tainbein o nobre deputado a diflieuldade das
llonfas, pelas distancias. Desconliefo a forfa deseme-
Ihautc argumento : as distancias no sao Lo grandes co-
mo se quiz inculcar, c oscafadores podem usar de suas
aniiadillias, e assim apauhar passaro, ou quadrupc-
n..1orla.n *0j pel ProJoio, ou pelas posturas, pois
que as Julgo justas e necwiarlas, p
Entra em discussao o artigo 11.
O Sr. Figueiredo: Sr. presidente, eu creio que este
artigo he ocioso ; estabelece urna medida que esl as
leis geraos : a cmara tem obrigafo dedeseinbarafar as
servides publicas, toma acfo compleme, tem seus
liscaes, seu procurador, &c.: amonloar legislafo intil
pa 11'ci-inc que he (usando da phrie do arUgo) entupir as
collccfoes: portanlo vol contra o artigo, porque me
parece ocioso..
Siibinottido o artigo votafo, lie rejeitado
0 artigo 12.o he rejeitado, depois de breves rcflexdes
do Sr. Peixoto de Uriio.
O artigo 13.o j,e approvado sem discuS6o.
Sao approvadas em primeira discussao as posturas das
cmaras do Ex c Bonito.
Teudo-se extinguido a ordem do dia de boje,
O Sr. Presidente levanta n sessao a urna hora da tarde,
depois de haver dado para ordem do dia da seguinte ;
leitura de projectos e pareceres, c da indicacao do Sr.
Figueiredo ;- primeira diicusso do projecto n. 1 deste
anuo, e das posturas da cmara do Bonito.
TRIBUNAL DO JURY.
SESSO NO DIA 4 HE MSItfO DE 1847.
Preeidencia do Sr. Dr. Ferreira (lomes.
As 11 llorase 'Ada manha, folla a chamada, verifica-
se estarem presentes 39Sis. jurados.
O Sr. Juit Presidente declara aberta a sessao.
Anregoados os reos c testemunhas, declara-se que se
Pela thosoiiraria.da fazenda desta provincia se fas
publico que Jos Antonio de Olivrlra, allegando com
annuncios feltos nos peridicos desta provincia ler per-
dido duas apolices de 400/000 rs. cada urna do juro de
cinco por cont ao anno, c de ns.20c 21 da serie, lenue-
reu que se Ihe eniregassem outras aplleos das momas
quanlias e nmeros ua frina da le de 15 de novcnibro
de 1827, o que a mesma lliesoui ai ia passar a cumprir.
Havendo, porin, qualquer individuo que dentro de um
rae, a contar da data do presente annuncio,se aprsente
nesta thesouraria com as referidas apolices, mostrando
te-las recebido em hypothrca, ou outro qualquer titulo,
se nao dar outra apoliee ao supplicante, pois que o
caso allegado da peda de apolices envoive absoluta an-
nularn das primeiras. E para constar se fai o presente
annuncio.
Secretaria da thesouraria de Pernambuco, 3 de marco
de 1847.
No impedimento do olficial maior,
Emilio Xavier Sobriita de Millo.
Olllm. Sr. director ilo lyco, em eumpn'men-
lo 'a ordom do Exm. Sr. presidente, de 25 de Janeiro
prximo findo, manda fazor publico, quo, da data
deste a GO dias, vai a concurso a cadeira de primei-
ras ledras do sexo feminino da villa do Bonito, ins-
taurada pela lei provincial n. 181, de 5 de dezem-
bro do anuo prximo paasado : qualquer posso que
se quizsr oppra mencionada cadeira devera com-
parecer nesta secretaria com as habililaoOes does-
lylo, para poder ser incluida na lista das opposito-
ras.
K para que chegue a noticia a todos, manda pu-
blicar o presente edilal pela imprensa.
Secretaria co lyct do Pcrmambuco, 9 de feverel-
ro de 1847.
O secretario,
Jodo Pedro l'tuoa de Mello.
A administraQiingcr.il dosestabeleeiniei
caridade manda fazer publico que a casa dos expos-
tos foi transferida pi numero 16 da ra da
Aurora, onde Cara a mesma administrocilo as suas
sessfios nos dias segundas-reiras, quo niio forom san-
tos ou feriados, peas -i horas da larde.
Administraco geral dos estabelccimcntos de cari-
dade, 23dofevereirodel8*7.
0 escripturario,
F, A. Cavaleanti Coutseiro.
*
*
mm


sco Tcxelra Pelxoto,
o>nionio de Miranda, Francisco Jos de Cam-
" Pradnciico Girci, 'raticlsco Cardozv de
liucrc, Hermenegildo Jos
n picrivi" c administrador da mesa de rendas nter-
, n-ovlncie desta cidade tem de remetter para o
!'. '' relarSo dos devedores da dcima abaixo de-
J'1'7. ios o que lera lugar at o da 15 do crreme tez :
m isso'os convida avre.m pagar seus dbitos, alimdo
1 .rrmo actt*scidas despeza do juizo :
O* Sl'5 herdeiros de Antonio Bapllata, ditos de Anto-
inanQlin gfeos, Antonio Jos da Fonseca, doutor
".,lolQi Percha, herdeiros de Amonio Jos (lua-
na Antonio-Manuel do Tiascimcnto, Antonio de Pu-
i"'"'herdeiros de Antonio Xavier Vianna, Driles Scbas-
iardo Oamiio Franco, padre lle nardo t.iirio
i nudino de Alenla Ferreira, herdeiros de
,,\mmFrancisca da ConceicSo, Basilio Alves de Miran-
, Vaieifio, padre Hasilio Ooncalves da Lu, Beneclito
''..ionio de Saula-Anna, llenedito do Espirito-Santo,
He uto da Conccicao Frrrrlia, herdeiros de Bent'o Jos
Alves YUlwSa. "rasiliano c ,oao "aplala de Castro,
iirdeiios de Candido Jacinllio de Mello, Caetano Oon-
alve Prreira da Cunta, herdeiros de Florencia Mar-
de Domingos Rodrigues dos
l'iaso, viuva de Francisco Me:u|o de Pontos, Francis-
co Joa^^^^^^^^Bsssissssssfe^av'rr
Francisco A"
os, Kradncltco _
Aiauio, rrancisco .Su.i
<],. Alcntara. Ignacio Tolentino de Figuciredo, Izabel
loanuina Hoza de Azevedo, Izabel Maria Theodora,
Francisca Theodora, Jacintha Mara da ConceicSo,
Francisca,de Lcmoa Cavaloaote, Anna Filippa do S. fla-
co Anna Gertrudes da Concelcao, herdeiros de Anna
1/abeldcSiquelta, Anua Joaquina da Concelcao, Anna
loanuina de Jess, Anna Joaquina Pralcs, Anua Joa-
Miiina do Sacramento, Anna Joaquina da Silva, Auna
I uita Anna Maria da Concelcao, Anua Maria do Nasci-
n'ient, Anna Maria da PaixSo, herdeiros de AniijIUta
Cavalcante.
Uecifc 2 de Marco de 1847.
Clonndo Ferrexta Calilo.
Theatro publico.
O espectculo annunciado para 7 do crreme licou
transferido para domingo H, com a grande peca Os
Martvrea da Liberdade c S.-liartholomeu na Armenia,
ou a propagacao da fe calholica.
Publicado Iliteraria.
Acaba de er publicado o compendio de GKOC.RAPHIA
ELEMENTAR, compoato pele bacharel formado Luiz
Paulino Cavalcante Vellez de Guevara, professor substi-
tuto daseadeiras de rhetorica e potica, geograpbia,
i-hronologia e historia do collcgio das artes dn cidade de
Olinda. Este compendio foi unnimemente adoptado para
o enslno do inesmo collegio da arles pela congregaco
.los Sis. lentes da academia da referida cidade, como se
ve da eerlldao abaixo transcripta. Est venda na livra-
riada piafa da Independencia, na. Be 8; prejo 2,000rs.
cm brochara ; meia cncadernacao dourada 2,500 rs.
.. Bm \ilude do despacho cm frente do Exm. Sr. his-
po director, certifico que, revendo o Mvro das actas das
congrrgacdes dcsta academia, a il 176 achci o que pede
o supplicante na forma seguinte : o Exm Sr. hispo di-
rector apreseutou un cilicio do professor do collegio das
artea, no qual pedia a congregaco o sru consenso para
poder adoptar o compendio de geographia feito pelo
substituto da mesina arle, o bacharel I.ui/. Paulino Ca-
valcanle Vellez de Guevara, a congregaco approvou
unnimemente. Certifico mais, que nesta congregaco
romparecerain os Sra. doulores Antonio Jos Coelho,
Pedro Antran da Malta Albitquerque, Filippe Jansen de
Castra Albuquerqqe, Francisco de Paula Haptista, Joo
Capistiano Bandclra de Mello, fiuno Ayque de Alvellos
Aunes de Brito Ingle, Francisco Joaquini das Chagas,
eudo presidente o Exm. Sr. bispo director. E nada mais
si' continha ( ni a dita acta a respeito do supplicante,
qual me reporto fielmente.
a Secretaria da academia jurdica de Olinda, l.de
marco de 1847.
o Q bacharel Eduardo Soaree de Albergara,
Secretario interino.
A\isos marilimos.
- Vende-se a barcaca S.-Jo-
s-Ferreira, ancorada no Forte-
do-Mallos, com todos s seus
perlences, e por preco*commodo:
a tratar na ra Nova, n. 12, com
Diogo Jos da Costa.
Para Lisboa pretende sabir, no dia 16 do crtenle
inez, o milito superior* veleiro brlguc portuguez Subli-
forjado ecncavilhado de cobre, capltao Joao Frau-
--j.lcAi.ior: qiirm no mesmoqulzer carregar ou ir
le paasagem, para o que tem os mais aasriados comino-
os driia-e ao consignatario, Oliveir limaos &
ompanhia, na ruada Cruz, n. U, ou uajpaca do Com-
Preciaa-se de um moleque intclUgente para o ser-
vico de una casa eslrangeira: na ra do Alcrro-da-Boa-
Vista, n. 1, primeiro andar.
-- Preclsa-sc alugar um negro que seja diligente, pora
trabaluar da 3 Horas da tarde, at as !l da noite : quem
(irer annuncie a sua inoradla, ou procure no buhardo
Passeio. '
Lotera do Rio-rie-Jaoeiro.
Aos20:000^000 de rs.
Cuauaraui biiiicies, meios, quartos, oilavos e vigsi-
mos da lotera a beneficio da S.-Caa-da-Miserlcordia ;
e tambein ainda ciistem mclos bilhele, quarto o oita-
vo" aJteria a beneficio das caldas de S.-Catharina.
Us 0.000/000 de r. tornarain a sabir nos vigsimos que
vicrain para esta provincia e alc.ni disso mais pre-
mios de nomcada. Os precoa dos bilhetc o os seguin-
tes: bllhctcs 24/000 rs., nielo U/000 r., quartos 6/
rs. oilavos 3/000r. e vigsimos 1/200 rs. ; e vcnilem-
se no Rccifc loja de cambio do Sr. Veira.
Aun unci inleressantc.
Aoa Sra. logistas,boticarios e mala donos de casas aber-
tas que quizercui ornar as frentes de se suas casas com
ricas tabolctas. um hab! dcscnh.slu se oerece a beni
deaempenhar este trabalho, dourado ou pintado, com
as obras e caracteres de lettras que qulzerem. Atranca-
se a promptldno, asseio e perfil-iciio : a gralillcacao lie
a mais diminuta possivel. No paleo da b.-Cruz n. 8 ,
se achara' com quem tratar.
Precisa se de dous pretos para o servico de mas-
seira de nina padaria. c de um honieui forneiro : na ra
do Vigariu loja de cabos, n. 1.
Manoel Maxlmlanno Guede mudou a sua residen-
cia para a ra daSemalla-Nova n. 40, primeiro andar.
- Traspassam-e a chaves de um aasciado armaicm
para carne do Cear silo na ra da Praia : a tratar na
ra Direila, sobrado n. 29.
O abaixoassignado adverte a quem luiente com-
prar ou fazer outro qualqucr negocio com Firmo An-
tonio de Figueiredo sobre os escravos Joao Cassange ,
AntonloCongo eSimo, que estes beus c unas canoas
d'agoa eram prrteiicentes ao casal da viuva de Antonio
Rodrigue de Figueiredo; o quae cstopor indiviso e
leem de ser partilhados entre todos os herdeiros pela
norte da dita viuva e entre elle o abaixo assignado :
e se nao obstante alguem os comprar ser obrigado a
prefazer aos outros herdeiros al onde montar a sua le-
gitima. Manoel Moreira da Coila.
- O rapaz que a municin querer ser caixeiro diri-
ja-se a ra do Crespo n. lO, que se dir quem pre-
cisa.
Tivo Franco de Almeida, professor de piano ,
propOe-sc a dar liffles daquelle instrumento e princi-
pios de msica quellcs discpulos que dclle precisa-
ren! por preco assaz rasoavel. Os prctendente que
quiercm tirar inforinacOes sobre o inesmo profeasor ,
podcmdirigir-seaos Illms. Sr. desembargados Do-
mingos (\uues Ramos Ferreira c Manoel Rodrigues Vil-
lares Manoel Joiquim Ramos e Silva, l.uiz Antonio
Vieira Jos Francisco Ribeiro Ribeiro de Andrade. Quem de seu presumo se quizer
utilisar dlrija-sea Fra-de-Portas.a casa do lllm. Sr. Jailz
Antonia Vieira ou ao trapiche do Angelo a casa do
Ilm. Sr. Jos Francisco Ribeiro de Souza.
Um h imie i o casado c oB'ereccpara ensinar a ler,
eacrever contar e o mais que for necessario para o
completo eiisino de um menino era prinieiras lettras
quem o pretender dlrija-sc a ra Direila, n. 53.
Ha de se arrematar na porta do Sr. doutor juiz
do civel da prlmeira vara por execuco de Bernardo
Jos da (osla a venda de Antonio Ferreira Machado ti
Coinpanhia boje, 5 do crreme.
Prccisa-sc de urna ama aecra, branca ou de cor
que seja-de bons eoslumes para tomar conta de 2 me-
ninos e:n nina casa de pouca familia, epaga-se bein.
Dirigir-ae ra doRangel n. 59, segundo andar.
Pelo juizo do clvel da priineira vara desta cidade ,
tem de se arrematar boje, 5 do crreme, urna parte do
obrado da praca da Boa-Vista no valor de J0a#000 rs. .
por execucao' de Antonio Pinto de Azevedo contra o ca-
pitao Iguacio Francisco Percira Dutra e hoje contra a
viuva do inesmo e tutor da menor Tboniazia, ja habi-
litados: os licitantes podem comparecer na praca: c
loiii asslm a terca parte do sitio de Ierras prop las, com
arvoresdefructo, no lugar da Boa-Viagem
cm 666/660 r. ,
Boga-sc ao Sr. Claudino Salvador Pereira Braga o
favor de se dirigir a ra da Cruz, n. 46, que se
seja fallar sobre negocio de seu intereaac.
=0 abaixo assignado avisa a todos os Srs. donos e cai-
xeiro de lojasdelazendae vendas, que nao conliemcou-
sa alguma de um seu moleque, ou outra qualqucr pc-
soa que eni eu nome quizer tomar qualqucr cousa
fiada ainda inesmo levando algum esenpto assignado
com seu nome, porque he falso, pois o abaixoassigna-
do nuando manda comprar qualquer cousa que precisa,
o portador leva o seu impone para pagar a quem com-
cisco
d
<1
Coiuj
inerclo.
ara o Aracatv pretende sahlr, inipretcrivcliiienlc
no dia i2 do presente mez, o liialc Novo-Olinda, uiestrc
Antonio Jo Vianna, tendoquasi completo o eu carre-
; quem aluda pretender carregar ou ir de
emenda-ae com o metmo medre no trapiche
M
gaiuemo
paasagem
=l'ara Lisboa sahir com a maior brevidade, por ter
parte da carga prompU, o brigue aairtugucz S.-Oonia-
: quem uo mesmo quizer carregar ou ir de passagem,
ara oque tem excellcntes coinmodos, duija-se aoa con-
signatario Mende S Tai roso, ra da Crut, n. 54, ou
ao caplio, Manoel Concalves Vianna, na praca.
M" Para a ilha de S.-Miguel partir, ate o da 15 do cor-
rente o bem conliccido brigue j-i> itn-Saiilo, capiuo
Alexandre Jos Martin; aiuda recebe alguhia carga a
fete, para o que trata-se com Firinino J. F. da llosa, na
ra do Trapiche, n. 44, ou com o capitao.
-- O briguc-cscuna Henriquela tem de sabir iniprele-
rlvelmente para o Ass no da 12 do presente, ou antes :
quem aiuda pretender carregar, ou ir de passagem, se
entender na ra da Cadeia-Velha, n. 17, segundo an-
dar, ou com o iiielre do inesmo no trapiche novo.
O hiale Tentador salle para a Babia, inipreierivel-
incnlc no dia 10 do correte; recebe ainda Mguina car-
ga niiuda: a traur com Silva k Grillo, na ra da Moeda,
u. II. ^^^^^
Avisos diversos
lioga-se ao Sr. Jos F. Alves de Quliital. que va
regatar o peuhor que deixou licar na mao da pessoa
que bem conbece, em agosto do anno prximo patsao,
con. condico de o tirar al o Ilutlo dito mez, o como o
nao tenlia leilo at agora, la; preaenle avIso, pa
r aeniio se chamar a ignorancia, evir tira-lo ate odiatO
do rlente mez : na falta perder des.a data en. vou-
te todo o alireilo sua rcrUmac.ao. n.^ifi.
_ Aluam se doua andarea de ma casa no Recife,
or comiudo preco, leudo um grande aolao com boa
-ozlnha e .xcellente vista pan, o> mar : quem c pre en-
raX-Po:".ftrm^eg.dod.ui
inun dos sc'us compal.helros receben "..ulhante cha-
i -..deso anda nr, e que diz que perder no esiabe-
rjclmemo da. orpha, aondo me.hor procrwi.
___Prectoa-ae de urna ama de leitc que nao teha
cria : na ra Dlreita, venda n. 53.
pra. O abaixo a.signadofa este annuncio por ja terem
Viudo nucan 4c tres pessoa, a quem o dito moleque
tem Iludido pata trazer o que vai comprar hado e hcar-
c com o dinheir.
Manon! Wrm'ra Jntunes Vtllaca.
D-se dinheiro a juros com penhorea de ouro ,
inesmo em pequenas quanlias: na ruado Rangel, n. II.
O Sra. Ulanoel Lobo de Aiicida Xavier, Luiz de
Piuho borges c Joao Frederico de Abrcu Reg dirijam-
ac a ra do Rangel, n. 11. ,
O juiz da irmandade do 3S. Sacramento de s.-Joa
de novo convida a todos o irmao para mesa geral, o-
mingo, 7 do crreme, para a cleico do novo thesou-
relro e posse da mesa rrgedora,
A neaioa que liverem penhores de ouro em po-
der de Manoel Joaqul.n de Soua Figueiredo, hajaiu de
o ir tirar no prazo de 3 dia : do contrario, serao ven-
dido para ocu pagamento; pois este he egundo an-
nuncio que se tem feito. ,,,.j
-O doutor Casauova, medico francez hbil lado
peanle a faculdade de medicinada Bahia e estabclc-
cldo neta cidade ollerecc ao publico o seu presumo,
podeudo ser procurado a qualqucr hora do da na ra
Nova n.7, primeiro andar aoudereceila gratuitamen-
te oa pobre das 6 as 8 horas da mauhaa.
Antonio Francisco da Silva subdito portuguez ,
rctira-sc para o RioOraude-do-Sul.
__Jullao Tegetmeier rctira-e para a Europa.
___Aluga-se urna casa terrea na ra do Fogo, n. a ,
com duas salas 3 quarlos quintal c cacimba : a tratar
na ra Direita, sobrado de um andar na esquina que vol-
ta para o becco de S.-l'cdro.
Pretende-se aligar os primeiro c segundo andares
e soto do sobrado da ruada Triuchelra, n. 19, com
bastantes cominodose bonita vila : a tratar no inesmo
sobrado das 9 horas da inanha as 4 da tarde. ___
-- O Sr. que mora em Fra-de-Porta, culo nome
por ora nao se declara quelra mandar pagar doua an-
ia da escola de cu hilio do auno de 1844 e 184o na
ra da Cadeia dq Recife ; do contrario tera de ver o acu
nome publicado pela folha desta praca.
___ Aluga-se um sitio na ra da Caaa-rorte com co-
piar c gradara de ferro, cocliclra, estribara, em.las
acconimodatoe ; varia casa na campia e ra ua i.asa-
Fa'rlc como na estrada do Poco ; o segundo andar uo
sobrado amorealoda ra Auguata ; a loja do dito pi ci-
pria para venda ; una casinlia na iravessa do Monleiro ;
o segundo andar do obrado n. 36 do pateo do Livra-
niemo ; o tercelro e quarto andares do sobrado ta ra
do Ainoiiiii, n. 15 : a tratar no primeiro andar do ines-
mo sobrado.
Manoel Goma* Leal fatsclente ao rcspcitavel pu-
blico que de hoje em dame easslgnar Manoel Gome
Femantes Leal por haver outro de igual nome.
___Jos Maria da Cota e Paiva tendo de relirar-
- tratar de
oa o seus
Ililliar no Passeio.
Oque? Sorvetc a200 r. o copo boa medida. A
elle, fregueics cednho antes que c acabem.
Quem tlver um moleque ou negro que quelra alu-
f:a-lo para o servico de casa de um eslrangelro, queira
eva-lo, a ra do Trapiche-Novo, casa n. K.
--Precisa-sede um caixeiro que tenh pratlca de
venda, e inesmo que emenda de escripia da mesma. e
que de conhecinienlo da sua conducta; cm Fra-de-
Porta, n. 135.
Joao Chrlsoamo Lima participa ao respeiiavei pu-
blico que couipra a loja de mludeas de Silvelra t
Pretina : quem se achar com o dlrelto compareca.
O Sr. Luiz Moreira de Mendonca haja de ir fallar
a Manoel, Padeiro por apellido, morador na roa do Ran-
gel, n. 26, ou annuncie a sua residencia por este mesmo
jornal: do contrario, ouvlndo novas de seu avo torio,
u5o sequcixe.
Perdeu-ae, no dia 17 de feverelro, desde a ra do
Giqul at os vvenos do coronel Cavalcante, dous an-
neis, sendo um com quatro brilhante, c o outro fazendo
una roda circulada de brllbantes c diamantes: quem
os achar eos quizer restituir, leve ao Passo-do-Giquii,
ou a ra do Queimado, loja n. 33, que receber de gra-
tificaran 50/WO r.
"O Senhor que nesta praca tlver correspondencia
como Sr. de engenho Tiliii, da frcgueziadcllna, Fran-
cisco deS. Thlago Ramos, queira declarar a sua inora-
dla, para ser procurado a beneficio do dito senhor de en-
genho.
~ O abaixo assignado vende as partes que possue no
engenho Souza da nova villa de Agoa-Preta, c transiere
o dircito de a por cm praca por arrendamento cm virtu-
dc de se menea da relacao que leve pasada em julgado,
o j com habilitacao daviuva, conseuhora do engenho,
e de suas duaa filhas.
Manoel Zefirino dot Simios.
Qualquer Senhor advogado que sedisponha a exer
cer as su is funcedes na nova villa de Agoa-Preta, que-
reiidoeucarregar-se de urnas causas que devem correr
all, pode declarar a ua inoradla, ou entender-ac com
Manoel Zefirino dos Santos.
Afl'onso Saint-Martin mudou a Illa residencia pa-
ra o principio da ra das Quartes, primeiro andar, n. 21,
por cima da loja de miudetas de Victorino de Castro
vloura, aoude seus freguezes o podero procurar a qual-
quer hora : tendo a oflerccer-lhes bons corte de seda
lavrada para vestidos brancos, e de core c prctas; mau-
las e chales de seda furia-corea e lavrados ; chapeos de
teda e de palhinha, da ullima moda ; ditos de palhiuha
para meninos e meninas; corte de barege verdadeiro
para vestidos; Invas de pellica para hoinem e senhora,
etc. etc. : ludo bom e vindo de prximo.
Aluga-se una mei'agoa sila na travesa do Dique:
a tratar na ra da Praia, n. 10.
LOVEUIA
DA. MATRIZ
DA CIDADE DA VICTORIA.
Est novaniente marcado o dia 16 do crreme mez
para o andamento da roda dcsta lotera ; c o respecti-
vo thesoureiro espera rcalisar nee dia o inesmo anda-
mento parao que envidar todos os esforcos possivels.
O rcslo dos hillietes contina a estar a venda nos lu-
gares do costume.
___Precisa-sc alugar um moleque de 15 a 18 annos ,
de bonita figura sem vicios ncui achaques ; paga-sc
bem: na ra de S.-Amaro, n. 32.
___Tendo desapparecido de Manoel Antcro de Souza
Res um escravo, e tendo lido por frequente vezes, nos
jornaes, eacravua apprchendidos e depositados em al-
guias cadeias de fura roga-se as autoridades c mais
agentepoiiciars, vejamse cm suas continuadas appre-
nenaSea, ou mcsino nos j apprehendido descobrem
o seguintc escravo Curiado ha auno, visto que mullos
nao dectaram os seus senhores ou roubadorea, e cus-
tumam trocar o nome para que por mai teiupo
nao se veja delle privado; o qual se chama Jacinlho,
de nacao Rebolo de 22 annos pouco mais ou menos ,
alto, de bonita figura bem preto com urna marca no
peito dlrelto ou esquerdo aimitajao de una ancora ,
que (airea ja csteja apagada denles alvos emiudo, lal-
la meia descausada; toma bastante tabaco : na ra i
Cadeia-Velha, n. 6, segundo andar.
Vendas.
ZEILER E PASCOAL,
Na praca da Independencia, livrarla. na. Mfgjl
scZelier.direiio nalural. e Mello Frerc, segundo c ler
cclrovolumc, em portuguez e que sao compendios
do primeiro. tercelro c quarto anuo junaico.
PECA DMADAPOLA', A
Na esquina do I.ivramento loia do n'c*?JKnd,e":ic
pecas de niadapolao bom. com 20 vara, a 2/W" ra. pe-
ca ; c briiu |iso imitando panno de Huno a r. a
Vende-se urna morada de casa terrea en chaos pro-
prioa na Boa-Vista, ra da Santa-Cruz, n. 7: a peaaoa
que a pe tender dirjase a.rua do Rozarlo do ineaa>
Vriide-seuin lindo ccravo de excellente conducta,
proprlo para qualquer servico de urna casa, por aer tiel
c bem entendido, tanto na compras, como tamuein em
coainha, e que he apto para carregar eaderinlia. por ser
poaaantc : ua ra estrella do Rozarlo, venia primeiro.
andar ti. 31. .
Vende-se, no primeiro andar do sobrado n. 3 da ra
do Aterro-da-Boa-Vista, una arroba de prussiato de po-
tassa (.i/aiio/irrruro de )wlaium).
Vendrm-ie os lncomparavci9 cliarutos da Harana,
bem conhecido pelo seu delicilo paladar ; dito rega-
la legitimo de S -Flix ; cigarro da lama ; cabecu-
dos e de milito mais qualidades ; na fabrica da ra
Direila defronte da travesa da Penba.
Contina-ae a vender chocolate novo, por preto
commodo tanto em porrao como a retalhoj cafe mol-
do a 180 rs ; dito em grao, a 140r. ; cevada nova, a
100 rs. ; passas, a 240 r. ; bolachinha, a 240 r. ; dita
grande inelcza a 180 rs.; alelrla. a 240 ra.; cha hysson,
a 2/240 c 2/560 rs. ; dilo uchim a 1/600 r. ; manteiga
ngleza, 400, 560 e 720 rs. ; ba.iha de porco aW rs.;
espermacete a 800 rs. ; velas de carnauba de tW e
em libra a 320 rs. ; toucinho de Santos a 200 r. ,
queljos novo llanicngos a 1/600 rs. : no pateo do Car-
ino, esquina da ra dr Hurtas, ladodireilo n. 2.
Vendein-sc 3 pardas ; um preto c urna preta, vln-
dos do Norte : no pateo deS.-Jos, n. 33.
Vcndcm-sc duas pelas ; una cozlnha, lava, en-
gomnia fax renda c he excellente qullandclra, e
a outra de 18 anuos, propria para una exeellenlc mu-
cama : dao-se muilo cm conta por pertcnccrein a una
pessoa que se relira : na ra da Senxalla-Velha.il. UO-
Vendem-se sapatoes para lioniem a l/j00 r. o
par, e comprando porcao se dio mais em conta : na ra
da Cruz, armazem de iimlhados de Manoel Goncal-
vc e Silva c as Cnco-Pontas armazem de sal, de
Luiz Ferreira da Costa Novaes.
Vendem-se a contento, a muito acrediUda na-
va Ibas de Guimaraea : na ra da Cadeia do Recife, n.U.
___Vcnde-scuiu escravo da Cosa, bom maniiheiro;
mu dito carrelro ; um dito cozinheiro ; 3 mulatlnho
de 10 a 18 annos ; 3 inolequrs de 12 anuo ; 4 escravo*
do servico de campo ; 20 escravo de bonitaa "guras ,
endo varios do servico de campo : na ra Direila ,
* Vende-se um mulalinho de 16 annos ; um dito de
12 annos; una parda com una cria de 10 annos ; A es-
clavas mocas, de 16 annos una das quae cozlnha bem
e outra coc e borda ; 5 dita de 22 anuo ; um bouilo
escravo para todo o servico ; na ra Dlreita, n. 3.
Charutos.
de canclla da fabrica de Augusto
ae
sua
Oiloutorem medicina, Manoel Adria-
no da Silva Pontea, mudou sua residen-
cia para a ra larga do Rozario n. 30,
segundo andar.
Precisa-se saberse existe nesta pra
ca, ou mesino fra della, oSr. Jos Ma-
noel Ferreira, que morou em Santo-An-
laoein 184O, negocio de seu interesse .
na ra da Cadeia do Recife, n. 3g.
__Una pessoa capaz que tem pralica de on9ino ,
sepronOe u dar licOes, em casas particulares, de
primeiras lettras, grammalica portugueza bons
principiosde msica e ilosenho : na ra larga do Ro-
zario, n. 48, se dir quem he.
uina casa de so-
brado de qualro andares, na ra
do Trapiche Novo, com muitos
commodos ; e um grande arma-
zem, com muilo boa visla para o
mar: tratase na ra da Aurora,
casa n. 58.
__A oflicina de cncadernacao que o padre- F. C. de
lemoseSilva dirige em a ra do S.-Francisco, a-
inamente Mundo-Novo, n. 66, acha-se prvida de
lodo o necessario para c bom desetnpenho do qual-
qucr obra de encadernaQiio por mais rica que seja;
assim como tem aprompta qualqucr emblema ap-
propriado as mesmas obras.
OsSrs. (cujos nomespor ora no sedeclaram;
uue eslflo ilcvondo mensalidades de seus filhos em
urna aula no bairro da Boa-Vista, e j retiraram ditos
seus lilhos della, alguns ha 1,2 e 3 annos, e outros o
anno prximo passado, queiram mandar quanlo aji-
les embolsar ao pobre mestro os seus dbitos ; do
contrario, vero'seus nomes publicados pelos dia-
rio para que outros mostrea no caiam na mesma
esparrella.
Compras.
Compra-se um ellim Inglez, em mel uto: quem
W.- cZpnri-e ouro me.mo em obra quebrada : na
ra do Rangel, n. II. ...
Ainda so contina a comprar cobras de vtado
para a provincia do Rio-Grande-do-Sul a
.ade.cno podendo depedir-e de tod
amigos pela rpida sahida do navio o fa l'e' P'Tro'. vivas para remedio: na pra?a da Boa-Vista, n. 32,
te aunuuclo, offerecendo o seu preat.mo naquella 1-| g0 andtr,
virtr.ia.
viucia.
Charutos cOr -
\V etzlebm o melliorrs que aqu teciii apparccldo .
ve ndem-se na ra da Cruz, uo Recife, n. 20, ou ,i.
Venilein-se, na ra da Cruz, n. ao,
venda de Luiz Jos de S Araujo, osver-
,!adeiros charutos S.-Felix, chegados ul-
timaniciite, de todas as cftres, e princi-
palmente cor de canella : os prctenden-
les nodeni mandar na mesma venda.
Vende-se um mulalinho de M anno, de bonita
ligura ; anda bem a cavallo sadlo sem vicios nein
aeliaqucs : na ra da Aurora casa do coronel Joaqun
Jos' Luiz de Souza.
Trem de cozinha.
Vendem-se panellas, chalelras, cacarola e fregidel-
ras de ferro forradas de louca. O asseio e duracao delc
irein de cozinha vale a pena de ser procurado na ra
Nova loja de fe ragens n. 16.
= Vcndein-ae moendasde ferro para engenho da as.
ucar, para vapor, agoa c bestas, de dlverao tamanho,
por preco commodo; c igualmente talxa de ferro coado
e. batido, de todos o tamanho : na nraca do Corpo-San-
lo, n. II, em casa de Me. Calinont S Coinpanhia, ou na
ra de Apollo, armazem, n. 6.
Nn loja de Jos Manoel Mon-
te, ro Braga, na ruado Cres-
po, n. 16, esquina que vi-
ra para a ra das Crtizcs,
vendem-sc os mais ricos e lindos cortes de casimiras .
tanto de listras como lisas; chapeos para hoinew, os
mais modernos e linos ; pannos prelos c de cOres ; aar-
las prctas largas ; cnamalotc de inulto bom goalo ; ea-
siuiira encarnada muilo lina ; inantinbas de seda pa-
ra senhora ; chale e manta de seda, muilo ricas ; vel-
ludo preto; setiu. preto; chales de linio preto; cam-
braia branca c de cures, c oulras multas lazendaa de
osto ; assim como lencos de seda com fraUja, para se-
liora a 800 rs.
IIua do Queimado, n. 11.
Na loja nova de Hay mundo Carlos Lei-
te acha-sc um completo sortimento de
fazendas finas, por menos de seu valor ;
brim trancado de linlio, com listras, para
calcas ; chapeos de sol de seda j platilha
de linlio J bretanha de dito ; e tambein
o algodao dobrado, propxio para saceos
ou roupa de escravos.
Refrescos.
Xaropc de grosello, feito do verdadeiro sumrao ,
indo de Franca, a 1000 rs. agarrafa ; dito de flores
de larangeiras, a 1000 rs. a garrafa ; dito de mara-
cuia e tamarindos, a 6i0 rs. a garrafa ; dito leilo da
verdadeira resina de angico que be muito conhe-
cido e approvado por as pessoas quepadecem do pei-
to por ja ler feito bons beneficios, a 1000 rs. a gar-
rafa : vendem-se no Aterro-da-Boa-Vista fabrica
de licores, n. 26.
RAPE' PRINC.E2A NOVO LISBOA.
Acaba do chegar pelo ultimo vapor urna nova re-
messa deste excellente rape, muito fresco e com de-
licioso aroma, e contina a vender-se no deposito da
ra da Senzalla-Velha, n. 110, e em todos os lugares
do costume, at hoje annunciados.
i
l>


mm
=
ss.
'
Pannos pretos finos
e novos na loja; setim mani, sem mistura ; cha-
peos de sol, com hastes de ac; chales o mantas de
seda e de ISa o seda; casimira preta elstica ; cha-
peos finos francotes ; tudo por menos de seu valor :
na rua do Queimado, n. 11, loja nova de Ravmundo
Carlos Lcite.
VELAS DE CERA 09 UlO-nK-JANKIRO.
Vonde-secoinpietosortimentodeuma a 16 e bo-
giasde4,5e6: no armazem de Alves Vianna na
ra da Senzalla-Velha, n. 110.
Vende-se, ou permuta-sc por um sitio perto da
praca urna escolente casa terrea com bastantes
commodos para urna grande familia, sita nesla pra-
c: na ra Imperial, n. 9.
]\a riia do Crespo,
loja n. 1 a, de Jos Joaqun.
da Silva Maya,
vcnde-se superior sarja preta hospanhola ; nohreza
rnxa, muito superior emuito propria para capas
doSr. dosPassose oulras irmandades; ricos cortes
de seda para vestido do sonhora ; mciasdeseda pie-
tas e brancas, as mais superiores que teem appare-
cido, tanto para homem como para senhora; luvas
do seda ; chales de seda fnuito modernos o de lin-
dos gostos; cambraia de linho, muito lina; lencos de
cambraia de linho bordados, parasenhora, dos mais
linos que ha por muito barato preco ; csgiiiflo de
puro linho e muito lino; plalilha do linho ; c outras
muitas fazendas que serao patentes aos comprado-
res e por barato preco.
Vende-se azeite fino de gorselim, para comer e
para luz : no deposito de azeite de carrapato na ra
da Senzalla-Velha, n. lio.
IVovo panno de linho, a 600
rs. a vara.
As pecas lio de 15 varas e he melhor que o pri-
meiro; alpaca fina preta, a 800 rs. o covado; los
pretos muito baratos : chitas om cortes ; riscados
francezes; sarja hespanhola suporior; e grande sor-
timento de fazendas de todas as qualidades e bara-
tsimas : na ruado Queimado n. 11, loja nova de
Ravmundo Carlos Leite.
fina, preta e de cores, por barato preco; merino
pretp muito superior; panno lino preto e de co-
res; casimiras elsticas, de duas larguras, para
calcas a 6000 rs. o corte; velludo; gorgurSo de se-
na ; setim para colleto; tudo por preco commodo ;
fustOes para colletes; e outras muuas fazendas,
tanto para calcas como para vestidos de senhora;
ludo pelo barato.
Ka oja le Francisco Jos Fe-
reir Braga,
na ra do Crespo, n. 3, ao p do arco de S.-Antonio, lia
para vender as scguinles razendas : casimira prela ,
multo lina ; merino preto, do mais fino que teiu appa-
recido ; alpaca muito lustrosa; panno fino de varias
cores ; cortes de coltetr de setim dos inelhores gostos
que ha no mercado ; rispados francezes para jaque-
tas ; chmateles de diversas cores; cortes de chal de
seda; mantas de setim multo finas ; lencos de cassa,
para grvala ; todas estas falcadas se veudein pelo mais
barato preco que for possivel. Na-mesma loja tainbeui
se ventfeni chapeos pretos de castor pelo diminuto
pceo de 7/000rs. cada um.
Vende-se na ra Nova n. 50 um alambique
c urna serpentina.
AVISO
As son horas do bom
.gosto.
Na ruado Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquuti da bilv
Haya,
ha um novo sorti ment das ricas mantas de lanzi-
nha eseda para senhora as mais modernas que se
usam na Europa e por isso se tornam recommen-
daveis as senhoras de bom gosto, bem como aquellas
que usam de economa tanto pela boa qualidade e
ricos gostos, como pelo baralissimo preco de 5000 rs.
cada urna; ha igualmente um rico sortimento de
cortes de vestidos da rica hienda denominada ha-
zullina. Esta fazenda he de cores escuras bordada
delistrasequadros os mais claros, de lindos dese-
nlios, cures iixase bonitos tecidos e por isso muito
proprios para o lempo de quaresma e de invern.
Vendem-se superiores charutos re-
gala, finos e ordinarios, cliegados tiltil
mame-lite da Uahia, por preco mais com-
modo do tpte em oulra qualquer parle,
por haver grande porcao : na na do S'ga-
rio, n. 4, arina/em de oihe & Hidoulac.
Vendem-se 2 pretas de 20 a 24 anuos, sendo urna
boa lavadeira e que cose sollrivclmente e' vende na
ra, e a outra propria do servico de casa e campo:
na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 25.
I\a na Nova, n.g,
confronte a Cam-
boa-do-Car iiio, lo-
ja do Amara!,
vende-se urna grande porefo de sapatos francezes,
de marroquim e cordovuo, a 880 rs. o par. Aelles,
freguezes, que he pechincha, que cm outra qual-
quer parle nflo se enconlram por tal preco.
Pareccm de seda.
Vendem-se chitas asselinadas pretas, francezas,
proprias para luto, a 260 rs. o covado; pecas do
hamburgo fino, a 3000 rs. cada urna; los pretos.
muito em cunta : na ra do Queimado, loja nova n.
11 de Ravmundo Carlos Leite.
Vendem-se palitos para denles, muito bons ,
de 100 macos para cima a 100 rs., a dinheiro de
contado: na ra da Cadeia do Rccifc, loja de miu-
dezas n. 51.
Ko largo do Forte-do-Maltos,
n. 6, ou na rtia dos Taunci-
ros n. 1 ,
vende-se um ptimo escravo de 22 annos, crioulo
urna parda e urna cabra do 23 a 25 annos, as quaes
sao propria para o servico de campo por a islo cs-
tarcm acostumadas, e mesmo quererom ir para o
mallo, ou para engenho.
Vendc-se muito superior sarja larga
hesnauhola, legitima; merino preto,
muito fino, a 3800 rs. o covado ; supe-
rior panno preto e de cores; alpaca
preta, muito fina ; chamalnte do seda
pura; corles de vestidos de setim pre-
lo lavrado, o mais rico que tcm appa-
recido; setim de lacau ; superiores
Jos de linho preto; damasco de seda;
dito de lila ; assimeomo um completo
sortimento de fazendas proprias para
a Quaresma : tudo por preco mais em
conta do que om outra qualquer par-
te : na nova loja de Jos Morcira Lopes
& Coinpanhia na ra do Queimado ,
casa amarella, n. 29.
Vende-so panno de algodao grosso, proprio pa-
ra saceos; dito azul c entraneado (estopa); pregos
americanos n. 4; fio da India para coser saceos: na
ra do Trapiche, n. 8.
Vende-se um sobrado novo do um andar e
grande sotilo cm chaos proprios, oqual rende por
mez 34,000 mil ris; e agora mesmo que os roate-
riaes e milo d'obra estfiu baratos, se oflereco a venda,
por traspasso, 200 palmos de terreno firme, lodo por
junto, ou a relalho, no alinliamcnto do urna ra,
segundo o novo plano, junto a igreja deS. Ama-
ro, com os fundos de 200 ou mais palmos conforme
agradarao comprador, proprio para nelle se edifi-
car meia duzia de boas casas, as quaes sem duvida-
so alugaro por bons procos pelo tempo de festas,
e mesmo animalmente, ein raso do ptimo fresco
que all gozam os habitantes da nova cidade: vnde-
se no mesmo lugar urna casa terrea collocada no ali-
uha metilo da ra da Aurora, cm um terreno de 140
palmos do largura e 1400 do fundo, al junto a
igreja, com algumas plantas, como sejam parreiras,
larangciras, coqueiros &c., contendo cm. si um
grande viveiro com 660 palmos de comprido 100 de
largura, com a sua competente porta d'agoa, c bas-
tante pcixe, proprio para o actual tempo quares-
mal : assim como laiiiliciu 2 canoas novas, sendo
urna de conduzir familia, eoulra deconduzircnlu-
Iho: o que ludo se vender pelo mais commodo pre-
co possivel, na ra estreita do Itozario, botica n. 10.
Gaz.
Loja de Joao Guardn ,
Uerro-da-loa-Vista, n.5.
Nesta loja aclia-se um rico sortimento de LAMl'liOES
PAI\A CAZ com scus competentes vidros iceendedo-
res < abafadores.
ISteS CandCil'OS fio os memore '
mais modernos que existem boje : recommendam-sc ao
publico, i.iiiin ]K l i si-;:ni un;.i e bom gosto de sua boa
ConfeccSd como pela boa qualidade da Inz, economia e
asseio de seu servico.
\<1 IllCSma loja os consumidores em-
prc acharo um deposito de GAZ., de.eujo se anadea a
iiuali.dade, e cm porefio bastante para consumo.
Vende se o gaza 520 rs. a
garrafa.
Na ra Nova, n. 6, loja de
\
aya liamos & C.,
~ Vender urna preta de-rracSo perita vendedeira,
e que faz todo o servico de urna casa no ateo do Car-
ino, n. 7.
Vende-se om bom escravo do servico de campo :
na ra do Cabug, n. 10.
Vende-se urna cadetrade armar, forrada de seda ;
macacos para arruinar carga ; encerados para cobtlr
gneros : na ra do Aniorim, n. 15.
Arrancio;
NaruaDireita, loja de pintor, n. 50, fai scienteque
(em um bom sortiiucnto de vidros de todos os tama-
nhos em porcao de caixat e a retalho ; tinta de todas
as qualidades e oleo ; tudo por preco commodo.
Vendem-se 15 acedes da coinpanhia de Bebiribe ,
pagas em da todas ou parte deltas : na ra do Rangel,
loja de cera. n. 1, se dir quem vende.
Vende-se urna cscrara de nacao de 28 annos, que
sabe fazer todo o servico de urna caa e ra nao tcm
vicios ueiii achaques : na ra da Cadeia do Recife, cas*
de cambio, n. 34, ou no Aterro-da-Boa-Vista, n. 88, se-
gundo andar.
- \ rudc-se urna venda com poneos fundos, em una
casa em que pode morar familia independentc doaiegocio,
com quintal grande com arvoredos i sendo o alugue
muito barato ; defronte da igreja da Soledade, n. i.
- Vcnde-se una pequea morada de casa terrea,
sita em Fra-de-Portas da parte da inar grande e de-
fronte do pliarol da barra n.14 : a tratar em Fra-de
Portas ra do Pilar, n 108 das as 10 horas da ina-
nha e das 2 as 6 da larde
CARNAUBA.
No Armazem de farinhada ra do Collegio, n. 1,
contina-so a vender cera de carnauba por preco
commodo tanto em porces como a retalho e fie
chegada agora urna porciloda melhor qualidade que
tem apparecido.
Vende-se um foile piano, de pa-
tente London, dos autores Collardck Col-
la rd : na ra do Vigario, u. 4, no arma-
zem de l'.otlic &c Bidoulac.
Vcnde-se urna mesa redonda de Jacaranda nova,
ejdo melhor gosto pramelo desala ; una tina grande ,
para banho com muito pouco uso ; tudo por preco
coininodo : na ra estreita do Rozario, loja de relojoei-
ro, n M.
Vendem-se anuelc ; medallias ; cordeles; relo-
gios ; correntes ; boles e oulras multas obras de ouro;
chauchlm.a 1/000 rs. a libra : na ra do Rangel, u. 11.
Vendem-se na ra da Cruz,
n 23, brandoes de cera,
de urna das melhores fabri-
cas do Rio-de-Janeiro, e
por preco commodo.
AVISO
aos Srs.de engenho
Na ra (loCrespo, loja n.ili,
de Jos Joaquim da Suva
Maya, vendem-se
cobertores de algodao, muito encorpados, proprios
para cscravos; bem como urna fazenda do linho ,
imitaefo do estopa, forlc e propria para roupa de
escravos e saceos pura assucar; tudo por preco mui-
to barato.
Ao barato, freguezes
-----------------------:_j___L-+j-
dito almajo, 2/700 rs. a resma c niela dita a l^3J0
rs. ; papel proprio para fogueteiros ou einbrullio Je
fazendas, a 1G00 rs. a resma; trinchante de cabo
branco a 800 rs. o trlnchnnta, sendo garf com
la e Taca grande pelles de Iahnqulii
pello ; pelles deconro de lustro, a 1/380 rs. p'slc lim-
P1*- tojos de naValha Anas com toque de ferrugeiu ,
ajOOrs. o estojo de riuis navalba para acabar; ln-
fosde gorgurflo a 1/200 r. caita ora; peonas .1
de jndala a 200 r. a caixinha de cen Yicnna ; f^^B'
deduraquefino, a 200 rs. a duzia ; dlios de jntnl fu.
rados para calcas a 820 rs. a groza di
perola a 480 rs. a groa ; carteiras para ni
160 rs. cada Uina ; torcidas para eandieiru i
duzia, de todas as larguras; bicoses
para acabar com o resto ; luvas el,
cores para homem e senhora a 320 i
finas para ho.nem e meninos irami.
cas de algodao di cores a lOrs. cadn
decanna daliidla a 102li
res para eh a peo de seuhoi
chapeos de cambraia para menln; *
um ( o invern est na pon
e senhora a 280 r. o par diu.
". cada um t tudo lato para acabar porque
iewo gusta de vender por pouoo dinheiro.
Aos amantes da boa pilada.
Acaba de chegar do Rio-de-Janeiro, pelo ultimo
vapor, urna nova remessado superior rap Principe
Imperial. He cscusado tecer elogios a este rap, pas
o seu autor he o mais perito fabricante que ha na-
quellacrtrto. Vende-so as lojasdosSrs. Victorino de
(.astro Moura na ra dos Quarteis ; Joaquim Hon-
leiroHa Cruz & Coinpanhia, ruado Queimado ; An-
tonio DominguesFerreira, ra do Crespo, e na de
Francisco Joaquim CardOzo.
-- No Aterro-da-Boa-Vista, n. 1, defronte do cha-
ariz, casa de modas francezas de A. Millochau, re-
cebeu-so pelo ultimo navio um bonito sorttmontu
de objectos do modas para a Quaresma e para bailes
como sejam: vestidos de garca do seda; cabeces do
bico de retroz preto ; ditos do linho branco ; capo-
tes de bico branco e preto ; bicos pretos do retroz
dos mais bonitos padrfles ; capotes de bico chama-
dos visitas cousa linda e da ultima moda; creps
os mais linos possivois, para sesudos de bailo; tran-
ca larga e estreita de retroz, para enfeites de ves-
tidos; cambraia do linho de todas as qualidades;
lencos de dita bordados ; ditos de cambraia impri-
mida ; ditos bordados; luvas, etc. Na mesma casa
acha-soconslantementoum sortimento de chapeos
que, parase renovar frequentemente, oflereco sem-
proao gosto das senhoras urna esculla das mais
ultimas modas.
Barateza e asseio!
Vendem-se lindisshnascambalas delistras de cores ,
pelo mdico preco de 4/000 rs. o (irte : na ra do Quei-
mado loja n. 9.
Vende-se|um silhao para montara de senhora ,
<|U fui ainda erv'a<>: na rua Direlta, sobrado
ii, 29.
Chitas francezas, largase de cores llxas a 280 rs o
covado ; viseados francezes de lindisslmos gostos e de
cores muito fixas a 220 rs. o covado
setim Macan ; luvas
chitas finas
l\Ta rua do Crespo,
loja n.12, de Jos Joaquim
da Silva Maya,
vende-se alpaca preta a 800 re. o covado; dita muito
vende-se sarja preta bespanhola a S#M0-rs. ; setim
Macan, preto de milito boa qualidade proprio para
vestido ; um sortimento de calcado de couro de lustro e
marroquim para senhora ; sapatos de duraquo a 1/
rs. o par; borzeguins gaspeados para homein; litas as
mais neas que teem apparecido, lauto com franja como
sem ella ; ricas inanias de seda ; chales de superiorqua-
lidade ; perfumarla limito finas ; excedentes leacos de
seda para mao ; chapeos de palha da Italia, para me-
ninos ; ricas llores para chapeos ; couros de lustro a
2/o00 rs. a pelle ; ricos leques de seda papel e cha-
rao ; espellios domados de todos os tamaitos ; e ou-
lras mullas r.ii-nil.i.s, por preco coininodo.
--Vendem-se velas de carnauba de lodosos tanianbo,
a 240 rs. a libra : na rua do Calabouco-Novo, n. 6.
Vende-se um preto de bonita figura, de 40 annos;
he ganhador, e teln algumas habilidades ; na rua
larga do lio/ario padarian.48, al as y horas da ina-
uhua.
= Vende-se cera cm velas, prximamente ohegada
de Lisboa sortimento a volitado em caixotea peque-
nos ; mercurio doce em caixlnhas de 3 c 5 libras ; vi-
udo tinto do Porto muilo superior em bar is de oi-
tavo ; dito engarrafado em caixotes de 18 garrafas ca-
da um cal virgcui superior de Lisboa em barricas :
na Tua da Cruz.no Hccife n. 54, escrintorio de Hien-
des a Tanozo.
Vcnde-se um sobrado de um andar e soliio
na rua da Aurora n. 34 : a tratar na mesma rua,
metra casa terrea, n. 50.
gostos
casimira preta ;
inoias ; sai jas ; merinos; bicos
pelos ; chitas linas ; cassas e outras fazeudas que se
veiidem por mais barato preco que em outra qualquer
parte : na rua Nova loja n. 26 de Tiuoco & lloclla.
Na fabrica de chocolate da rua das Cruzes n. 41 ,
vende-sc caf moldo a lfiO rs. a libra chocolate a
320 e 400 rs. Na mesma fabrica comprase cobre la-
tiio vclho e armaedes de chapeos de sol. A
Na rua Nova, n. 22 loja de CarnHr relojociro .
acaba de chegar pelo ultimo navio de Franca, um sor-
timento de bijoterias do ultimo gosto, como : adere-
cos de bri I llames; camafeus ; pulseiras ; brincos ; al-
liuetes; garganlilhas; relogios de ouro, patente inglez;
ditos para senhora ; (l^osde bronze ; ditos de parede ,
a 73e 14/rs.: tambcn ha um grande sortimento de
oculos.
Vendem-se 3 lindfti moleqne, de 15 a 16 anuos ;
um dito de 7 annos ; 3 cabrinhas de 10 a 12 aunos pro-
prios para aprendeiem olticio ; um pardo de 18 anuos ,
proprio para qualquer servico ; 4 pelas de 18 a 24 an-
nos com habilidades tendo urna della nina cria de
um anuo; urna preta de idade, por 200/000 re. : ni rua
do Collegio, n. 3, segundo andar, e dir quem vende.
Vende-se um eavallo bastante grande c bonito
, sito
pri-
Na rua Aova o. 6, loja de
Maya Hamos & O. .
vendem-se veos pretos de varios tamanho e piceos; lu-
vas de seda preta, curiase coiupridas; meias de seda"
preta para senhora j ditas de laia ; ditas de seda para
padre; creps de todas as cures: ludo o mais barato
possivel.
ll,7H<.VcndelnJe1>01 uaM'0 Preco 600 esleirs dupa-
Iba de carnauba por atacado e em poicao de 10 para
cima : na rua da Cruz, n- 51, V P
para carro j ensillado : na rna estreita do Rozario ,
u. 43, segundo andar das6as horas da manhaa.
Cera de Carnauba.
Vende-se, na rua da Madrc-de-Deos venda n. 30, ce-
ra de carnauba, de muito boa qualidade, a ;60 rs. a li-
bra ; esleirs muilo grandes, por muito commodo
preco,
--- Vendem-se luvas de seda preta para hoinem;
meias de seda de peso para homem e senhora : na rua
da Cadeia do Recife, loja n. 15, do liourgard.
A I)cchincha !
No deposito de bichas de Joaqulir Antonio Carneiro ,
amda ha nina porciio das verdadiras e melhores bichas
haiiiburguczas que irein viudo a este increado, eque
se vriidem nos erbio e a ret >lbo por menos preco
do que em nutra qualquer parte ; tainbeni se alugam e
vao-se applicar a qualquer hora do dia e da iioile, pau
mais couimodidadc dos prrlcndentes. Cheguem, frrgue-
zes, a pechincha, prlmelro aquique ein outra qualquer
parle.
Vende-se o superior viiilio branco
da Madeira, engarrafado : na i ua do Vi-
gario, n. 4, armazem de Rothefc Bidoulac.
Cheguem ao antigo
harateiro que elle tcm fa-
zendas de iiiuilo hd i uIho
e pouco dinheiro!
O amigo barateiro est hoje torrando, porque tem fal-
ta de dinheiro na sua nova loja de miudezas da rua
do Collegio n. 9 papel de peso inglez, de primcjia or-
te a cinco pataca a resina e a meia reima a 880 r, ;
Chegou um novo sortimento de fazendas pre-
tas, proprias para a Quaresma, as quaes se ven-
ileiu por baralissimo preco su afim de se aca-
bar com ellas na presente Quaresma a saber :
bicos de seda de todas a larguras a 100 320 ,
480 640, 1^000 e J/200 ra. e muito largo a
3/200 rs. ; alpaca, a 900 rs. e muito lina a
1^400 rs. ; sarja verdaderamente hespanhola I
a 2/400 rs. ; pannos finos de 4/500 rs, al 9/
rs. ; priucezada mais superior a 900 rs .lu-
vas de seda a 400 rs. ; nielas para meninas ,
aSOOrs. ; e outras niui las fazendas por baralis-
simo preco.
Vendc-se uminoleque de 18 annos, muito bom
cozinheiro ; 4 cscravus bons para o servico de campo ;
um moleque de 14 annos que coziuha o diario de nina
casa c a serve multo bem ; una pn u multo boa qui-
lanil.iia eque faz todas as qualidades de bollnhus e
pao-dc-l ; 4 ditas para todo o irabalhu de casa r rea;
urna parda de i4 anuos ; urna dita de 20 anuos que he
boa ama de una vasa ; na rua do Crespo, n. 10, pri-
me! andar.
Vcndc-souui molrquc moco i-sadio que coziuha
e faz todo o mais servico de una casa ; na rua da Cadeia
do Rccifc, u. 3i.
Escravos Fgidos
~- Fugio, no dia 21 defcvereiio, uin moleque criou-
lo, de uome Hilario de 18 a SO anuos", pouco mais ou
menos, indo a villa de Serluhaein comprar pao, e levan-
do uina mu lula ou sarco de ganga e um palaco ; cons-
ta ter seguido para o Hecife ; levou camisa de algodao ,
nova calca de riscado azul de listras largas chapeo
depalhafeko no paz ; he bem pelo pelle bstanle
lisa secco do corpo espigado olhos pequeos cara
coniprlda bstanle sonso, quaudo falla vira o rosto
iara a banda esquerda c abaixa os ulhos; nunca ollia de
rente para a pessoa com quei conversa. Ksle mole-
que foi comprado a Joao Dantas de Oliveira morador
uo Pombal ; talvez lenba seguido para o mesmo lugar.
Hoga-so as autoridades policiaca c capitcs de campo ,
de o capturaren! e levarem a rua da Cadeia de S -A-
tonlo, n. 19, que serao recompensados.
Ainda contina a estar fgido desde noite
de sabbado, 29 de agosto de 1846, o molecote; Fran-
cisco, de 18 anuos, pouco mais ou menos, olhos
grandes, beicosgrosss, nariz chato, denles lima-
dos sompre muilo risonho e apezaf de ser de na-
gfio, falla como crioulo por ten vindo pequeo; le-
vou camisa de aigodSozinho calcas de /uarle azu!,
unssuspensorios de meia do cor, urna jaqueta de
panno verde rola nocotovelio esquerdo, chapeo de
palha e urna trouxa tomo resto de sua roupa; por-
teucoao Sr. Francisco Louicnco da Fonscca,'do |tio-
Grande-do-Sul : promclto-se generosa recompensa
a quem o pegar e levar a ruada' Senzalla-Velha,
n. 110, casa de Alves Vianna.
= Fugirain nodla primeiro do corren le don es-
cravos, crioulos, um de uome Kniidio, ceg de um ollio,
e o nulro de uome ledro de ti a 15annos ; ambos bem
prelosnb Pedro levouainisa e-ceroulas de algodjo'; e
Kinidio tambe ni levou a mesma roupa e I cavado casia-
nho com 2 cassuaescm que andava' vendendo earvao:
sao do Catuc, e perlencein a Pedro Mor, Ademan :
quem os pegar leve ao dito lugar do Catuc ou a la
de Agoas-Verdes, n. 40, que sera gratificado.
PERN. : NA TYP. Daf.r.'DE FAHIA. lH.'|7.


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