Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09856


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Full Text
pililo de 184
Quarta-feira 5
O V1AB0 puhlica-se todos o> diat, que uo
rtln ile guarda i o preco d asignatura he de
joiirn is. |>oi quarlcl. V"H"S dnladoi. Os an-
ncios dos assRnntes s3i> inserido raso de
'''' porlinlia, sO rs. era lypo dlflerente, e as
neti'es pata metade. Os que do furem atsfg-,
!,.(*P$ar5 80r' P?.rlin.ha> Oem lypo
lillcreute, porcad. publicar.o.
pHASES DA LA NO MEZ DE MAP.QO.
I nachia, a J, o* 48 minutos da manha.
Ii.,1.,oanle, a 10, asi lioras e l mo. da manli.
. ..,"oa, a 16, s oras e 17 rain, d tarde,
t'rescente, a S, s 3 "Oras e 10 mi, da tarde.
PAITIDA DOS CORREIOS.
Goiannae P.r.hyba, ,seguBd.sesei R,0-brande.dn..\o,tc quinta, feas aomeio-di..
Cal, Sennlmem, Rio-Formojo, Pono-Calvo e
Mace.. nol.->, ail i dcada mez.
tiara iiliunse Bonito, a lOeJl.
Boa-Vista e Flores, a U e J8.
Victoria, as quintas feiras.
Olinda, todos o das.
PREAMAH DE HOJE.
Primeira, as 6 lioias a I minutos da maolia
Segunda, s 5 lloras e 42 minutos da tarde.
Mar$o.
Ann*5 XXIII*
N.tfO.
DAS DA SEMANA.
I Segunda. S. Arliio. Aud. do J. dos or
liaos, do J.-doc. da 1 v. e do J. M. da J v
erra. S. Simplicio. Aud. do J. doeiv.da I
r. e do 1. de paz do J ilist. de t.
: Quarta S. Ilemeterio. Aud* do .'. dociv.
da I v e do J. de paz do 2 dist. de t.
. ..... c /'--.i. ..- *- t j------hSoa
do J. municipal da I vara.
6 Setla. 'riivopi'iln. Aud. do J. dociv. da I.
v do J. de paz do I. dist. de t.
I Sabbado. S. Ollegarlo. Aud do i do civ. da
I. v. t do J de pai do 1 dist de t.
7 Domingo. S. Tilomas de Aquino.
CAMBIOS NO DA DE MARvO.
Cambio sobre Loudres de 3" a 10 '/, d. p. I# (*
Pris li ra. por Tranco.
Lisboa 95 de premio.
Dcsc. delettras de boas lirm.s I /, p.#/ ao raes.
OMro-Oncis lespanliolas.... 28*000 a "#i0
Moi-dasdeflOOvelh. 16/000 a IdfSno
A fiArt nnM< tftnnn ifliOO
de 4/00."."..i ojfOOO a 91100
Prati Palscues......... V/'iOO a 2#02
Pesos columoares... 1/010 l/OOO
Ditos mexicanos ... i#00 IfO'-O
Miuda............. l#760 l|80i
:cots da comp. do llrbcribe de iOfOOO rs. o par.
ARIO DE FERHTAMBUCO.
r~r---:
-=*j
EXTERIOR.
Q "
PORTUGAL.
PORTO, 29 DE JANEIRO.
Reprodujimos boje os oponidmrn/o hiilorkot sobre a
qurslo uiigurlsta, por se ler esgotadu completamente
o iiosso numero de terja-felra.
Declaramos que mais tarde nos oceuparonios deste
asstiiupUJ. A salvajeo publica exige, que se evitem po-
lmicas, que supod.Mii servir para desunir a grande fa-
milia porlugueza napresenja de um inimigo cominiitii,
queso por essa desunio pode esperar algnma v.inl.i-
gem. Dcjnais, os proprios aponiairinUos fall.uu bem cla-
rona parte que aprsenla um carcter de aulhenlici-
dade.
A juntado Porto fe um proposta ao partido realista.
f-TMe cin vez de acelta-la ainpliou-a de modo que,
Xcni entendido, se nao julgou acc'tavcl. Nada mais
m.iiples. Qual dos partidos andarla nielhor ? A najo
.Jim- o julgue, en tempo o mostrar.
Tudo o mais s.'i parece escrlpto coiu o perverso iitcn-
tn de scinear a intriga e a mana entre o partido libe
iil e os chefes do movinicnio. Mas felizmente nunca
o partido rsteve (o unido.
U poro confia na'junta; condece bem que os seus
membros, sem excepjao, sao os primeiros Interessados
no (riumplio da causa nacional, incpazes de otrabir;
os seus generar* esto todos na nielhor intelligcncin e
liariiivnia, e sermalguina cousa rivalisam lie cin abne-
gado, patriotismo c zelo pela causa da patria.
APONTAMENTOS
Para a historia ata ;ird.
No dia 8 de Janeiro de 1847 parllram da cidade do Por.
inriii direeco junta realisia, constituida no Minlio, o
in.ireclial de campo Antonio Joaquim Guedes de Olivei-
ra r Silva, e o bacharel formado en. dlreito Joo de Lc-
inos Seixas Casiello-Hranco; estes dous cavallciros eraui
portadores do segulute doctimcnto :
A conveniencia e necessidade de debcllar a f.iccao
> de Lisboa lie enmmum a partido liberal e realista,
a Mas a mxima parte da naedo tem reconhecido a
juina provisoria do governo do Porto, e est na sua
i. obediencia, assim como nao lia outro algiiin partido
fin campo que posia competir com as tuas forjas c
> recursos.
A junta adtnitlc a coallisao de todos os partidos
contra o inimigo coinmum, mas mi pode abandonar,
.. nem atrai(oar a sua inisso, que he cenlralisar todos
" os interesses no grande Hu de salvar a liberdade do
pai/.
Se o partido realista qulier ajuda-la ueste pre^Hp-
pos'o, com a maior satisfhcao e reconliecimcalo a-
c. eeitar a junta a sua cooperacao e apoio.
De futuro Picar livre ao partido realista proceder
como entender conteniente. Se quizer continuar
" nest.i alliaiu;,! de iiacinnalid ide, gozar sem dill'eren-
ra de todas as garantas de que goza o partido liberal,
c entrar nos poslus e empregos para que se arliem
a habilitados, e a autiga ollicialidade realista guiar das
vanlagens a que suas antigs patentes Ibes dereiu di-
" reito.
Se entender, porin.que Ibe nao convui continuar
nos principios de fusa, podr eonsiderr-se ilesli-
gado da coallisao, desde o momento em que a facfu
de Liibo.i fOr debella.la : bem entendido que os faclos
11 anteriores nto serviro de base a proccdiinento al-
gum de parte a parte.
Porto, 6 de Janeiro de 1847.
Antonio Luis de Scara. *
Eis-ahi a Ultra da coallisao proposla pela juntado
Porto junta realista ; porm o tipirila ia mais longe--
ns estamos infoatjnados de ludo.
Ein alguinaaieMCet plenas da junta do Porto, cu reu-
nies parciaes, a que aislsllram os dous avalleiros que
eslava ni euearregados desla negociado, e em qiianlai
conversas partioultires preiederam a factura do docu-
mento, que iielxainos transcripto, sempre a junta do
l'orlo c os seus amigos mais unimos deixaram vcV a ne-
cesiidade e o roaiwnieiieifi da coallisao, por um modo inf-
lo maii positivo do que case que o documento nianifesta.
Cliamon-se atlianca ofensiva e dtfensita negociaco
que se pretenda ultimar ; deu-se cuino cousa asscnlada
que cada urna das partea contraanles conicrvassc a sua
bandeira proprin, para salvar a diguidade c pundnnor
dos partidos ; proinetteram-se recintos de lodo o gene-
ro ; ebegou-se al a fallar na cedencla de Vianna, como
garanta do contrato, emflm nada esqueceu para cha-
mar os legilimistas decisao de coadjuvarem a junta de
Porto uas suas operaces militares contra o governo de
Lisboa. .
Questionou-se al ni diaso sobre que drvena iaier-se
logo que fosse debeilado o governo de Lisboa, e un ar-
misticio de u inta ota mais .lia para se negociar un a. -
cordo final, fi a Ideia que mais prevalecen. Sao estes
os fados .les..11 nados, e fol cm virlude driles que os
dous referidos .avalleiros partirn) do l'orlo, com o do-
cumento j iiausciiplo, apezar de deverem ler visto em
todo elle urna redaeco ambigua c pouco franca.-
Aqucltra cavallciros drram lalvc descont a posi{ao da
junta do Porto, ou confiaran! demasiado no que com
ellea se liavia faltado ; buje devem estar bem desenga-
ados.
Na sua volla para a cidade do Porto os doui illuttret
coiiimissari'is leva rain o documento seguan* :
A junta realista vio com muila salisfacao, pesou
n devidaiueajta a inanilestaco dos deaejos de allianca
A junta realista, leudo mais que ludo a pello a u-
ni da familia porliigurza, qualquer que sejai a ban-
- deii a poltica a que as tuas IraccOct acacliem ligadas,
. nao podia delxar de prestarle a um passo que lano
facilita essa unio ; mas pieza con, pielereiic.a o en-
ccta-la com aquella das fraccort pol ticas por qurm
,, empre os realistas ni.t.i.a.n sMiipall.ias asmaispro-
n^. |,e ta'o reeonhe--
gencia de dcbellar um bando faccioso que eonvm
.' discutir quesles dynasticas, porque a salvacao da pa-
tria he a primeira de todas as questdes, reserva todava
' um principio o que dirige e tem dirigido todos os
> bous realistas.
Asslm, pois, e debaxo de tSo patriolicos desejos a
> junta realista prncurou saber a opiuio de una gran-
de parte dos cavallieiros distinctos, c das influencias
natas das diversas localidades, e tendo a fortuna de
.i os encontrar unnimes na approvaco desla allianca,
lisonga-se de que a sua resolucao representa hoje a
opinlao da inaioria da uarao porlugueza.
Or artigos que a Junta realista julga neucssarios c
a ndispensaveis para a projectada alliaufa, sao os sc-
seguintes :
Artigo!. As forjas realistas operarn contra o ini-
migo enmmum (o governo de Lisboa) debaxo da sua
bandeira privativa, epor ordcui das suas autorlda-
des c chefes.
Art. 2, Ajuma do Porto obriga-sc a defender a-
quell cidade al iillima, c pelo menos tres mezes.
Art. 3. A mesma junta do Porto pora disposi-
,. cao do general realista qulnhentos mil cartuxos no
ponto ou pontos que elle indicar.
Art. 4. A dita junta do Porto forneccr os arnia-
ii memos e corrriames de que possa dispr, c com a
.. maior brrvidadepossivel, c o uiesinn se entender a
respeilo dos equipan utos de i avallara.
Art. 5. O general em chefe realista Mear livre pa-
ra operar como Ihe parecer conveniente.
Art. 6. O general em chefe realista promette debai-
xo de sua palavra de honra nao bosliliaar qualquer
frej prrtencen'.e junta do Porto, comanlo que nao
i. empeea seus movmenlos.
i. Art. 7. A junta do Porto obriga-se reciprocamente
ao nesuioque se acha no artigo antecedente, para o
que dar as ordens inais le minantes n todas as suas
forjas.
Art. 8. Relativamente defesado Douro, o general
.. em chefe manifestar suas ideias .impamente em urna
i. carta que dirigir ao general Ouedes.
Art. 9. Em virlude do espirito generoso que presi-
de a sua allianca o general em chefe realista e o
< governo do Porto se prestarn mutuos soccorros de
lodo n genero.
Art 10. O governo provisorio do Porto nao iillima-
i. r iransacru alguma cfliu o governo de Lisboa sem
que a junta realista seja previamente ouvida.
o Art. 11. ser livre a ambas as juntas alliadas toda a
compra de armamentos, equlpamentos, fardamrnlos,
.. utensilios, vveres e municcs de guerra, ein qualquer
o parle do pas, ou esteja oceupada pelas forjas dajun
la realista, ou pelas forjas da junta do Porto.
Art. 12 Todos os artigos suprareferidos serao re-
o liglosamenlc observados, c no caso da menor infrac-
.. jo ficar esta allianca rota e milla.
.i Guimares, 12 de fererciro de 1847.-- Dr. Candido
Rodrigues Alvares det'igueiredo e l.ima.
Paiece, pois, que as exigencias feitat pela junta rea-
lista, alni de seren justas, nao eram nada mais do
que redu/.ir a artigos aquillo niesino que a junta do l'or-
lo liavia mostrado poder fazer.
A lingnageiii poltica deste segundo documento niii-
guein poder negar que be comedida, delicada ea ni-
ca que poda convira quin segu urna bandeira por
conviejo, e nao por teima e a quin esl les la de
urna parcialidade poltica que em si conta tantos cava-
Iheiros dislinclos, lanos ricos proprctai ios c loo nu-
merlas massas de povo ; tudo o mais sera lingoa-
gem de facj.io.
A junta realista, sem oftender as creujas alheias, con-
sei \ ou as suas, como era dosru rigoroso dever; pretlou-
sc a debellar o inimigo comuiu.ii, porque v nelle o
maior inimigo do palz, mas qais entrar na luta com
honra, nao quz deixar-se alugar como soldado ven-
tureiru.
Era de esperar que um lo nobre coiiiporlaiiiento fos-
se devidamente apreciado ; era de esperar que nao se
iecusasseaquillo un sino que se tinba mustiado desejar,
nem aquillo em que se liavia consentido ; entretanto
o fado fui outro.
Pelas uollciasquc boje do Porto recebemos, acabamos
de ver que all se sophismou, artigo por artigo.a respos-
la da juuti realista, e que o que se preteudia era una
abuegajo de principios, um renegamcnlo de bandeira,
hoco de dous ou tres punhadns de cartuxos.
O grande flu immediato a que as duas parcialidades
polilicas se deviam dirigir, era a vencer as legiocs do
governo de Lisboa; mas vence-las sem honra e sein dig-
uidade, nenhuina Helias o devia propr, ncnhuuia del-
tas o podia aceitar ; fazcuios juslja a todos.
A um Portuguez de boa tempera he mais grato o inor-
rercGn glora, do que triumphar sem ella.
O alvilre de que se ti atava precuchia todos os lins ;
destrua o Inimigo comuium, e destruia-o sem quebra
de principios para ambos os lados
Dcpois da victoria, era fcil, era iufallivcl e chegar-
sc a mu ajuste rasoavel : pois que poderia fazer-sc ?
Seria milito para ver que duas bandeiras adiadas,
duas parcialidades que haviam mellido em linha de
balalha, una ao lado da nutra,duas grandes porjes de
una najan, que haviam sido coiiipanticlras no infortu-
nio, nos combates daina e do campo, c que jimias
p ii lilliavam o iriumpho, seria inulto para ver que Irinu
dias dcpois se melralhasseni una & outra O corajao
humano nao ooutm rancores lao profundos.
Heais, qual poda ser o grande pontu da discordia,
se o partido setembrista nao tem creujas dynasticas, c
se os defensores da legitimidadc sao boje igualmente
defensores da liberdade ?
Mas no Pono preferios se desperdijar o umeo ensebo
proprio para vir unidla "a reunir volta de um peudao
nacional as princlpaes fracjOes da familia porlugueza.
Naofoi o partido setembrista, bem o sabemos, quem
se oppoz proposla allianca ; o partido setembrista he
mu partido nobre, um partido que Icm verdadeiras
(onvicjoes pela liberdade da patria, um partido que
nem se deshonra, nem quer vrosoulros deshonrados,
a para os chamar ao seu gremio; mas o partido setem-
brista trm a desgraca de alimentar no seu seio liomcns
nue preferem o inlercsse proprio fellcidade do paiz,
que sacriflcam ao gozo epheuicro de urna lniluencla
occasional a paz das familias e o sanguc dos seus con-
cidados.
Nao foi o partido setembrista, repetimos, quem se op-
poz a um passo que tamo devia facilitar a cxlincjSo de
amigos odios entre filhos da mesma ierra ; nao foraiu
os homens que t tecm por mira o grande principio da
liberdade nacional ; foi um ou outro especulador poll-
., crenjas alheias, quanto couierva as suas
pureza de seus principios cBI ',a\ eln prc. lico, a|gUm homem que a sltuajao nao pode dispensar,
. ,\ffia?u;o;ao^7^ohdrx.n ** ********* p-
o mesuro lim dous campeoes opposlos, existe grande
probabilidad.' de Ihe extinguir os odio* de outro lempo,
inda que mais nao seja seno pelo habito de se aperla-
reni as nios.
Mas eiuiiin, desgrajamente, esse auuem, cujo nomc
nos ainda ignoramos, teve o poder de cavar um abysmo
entre duas parcialidades que pareccm fe i tas para sea-
mar, enibora alguem cuidei que do casamento dos se-
icmhrislas coin os legilimistas devesse nascer algum
aborto.
Isto he um engao ; ossetembristas sao mais que to-
do, antes de tudo, liberaos; liberara sao tambein osle-
fitiinistas, que so por abuso c por erros de poltica ca-
li i un no absolutismo ; ein conservando a estes o frin-
cipio fundamental da riltibilidade, porque nao lian decha-
in.ir-se irmos estes dous partidos lao gcucrojos e lao
nacionaes ?
I'ois ainda acreditar alguem, que treze annos dea-
margo padecer, treze annos de experiencia) e de severa
lijao nao serao bstanles para adestrar no verdadeiru
eaininho da poltica a quem, se hoje nao est no poder,
he s porque se enganou na estrada ?
Pois he possivel suppr absolutistas os humen-, que
icein frilo mu-, tirocinio to proficuo?
Pois toda essa mneidade que ah anda as lucirs da
legitimidadc nao fol criada com o mesmo leilc da po-
ca, nao leu pelos meamos livros, nao se assentou uos
bancos das mesmas escolas ?
Tenhamos boa le ; o absolutismo pereceu para nao
mais representar, c ningiiein hoje finge tcm-l.i seno
por estrategia poltica ; a liberdade he um principio e
um faci, e o que querem os homens virtuosos de todas
as crenjas he guiar a liberdade, fechando a porta s re-
volujoes.
Para este grande e magnifico fim alevantou-se o pen-
doda inuiiarchla velba.que, tenincrando-te pelo esp-
ritu do seeiiio, ofierece no bello dogma do seu errdo a
maior garanta de pcrinaneiicia c de sucrgu para o
estado.
Nao farto, porcm, de tantas lulas civls, de tanto san-
guc derramado, inda houvequem quzesse levantar bar-
reira a una commuuh'o de esforjos que devia Irazer
conislgo imineiisos resultados : vedou-sc esse abrajo
entre l'urtuguezes, c lalvez suiciite pelo rcrfo de se
perder urna posijo elevada I !
Todava, nao nos admiramos. Quando nos afiruiain que
ha bu me iis entre os sclembrlslas queprriendem menos-
cabar o bello'carcter, o tino militar, a bravura Incoles
lavel do conde das Autas, s porque a urna Intriga pes-
snal convein mais oulru humeiii afrente da tropa; quan-
do nos aMirimim que nriiliuma calumnia se poupa para
indispr entre si varios cavalleiros iberaes ; quaiidosa-
bemos com terleta que cada dia se aplanam mais as dlf-
di o bl.ules para um convenio entre a Junta do Porto (ou
alguem della; e o enverno de Lisboa : quando analmen-
te nao escapa & cabala de cellos individuos nem princi-
pio, por mais puro, que se nao procure manchar, nem
carcter, pormals fiel, que nao se procure denegrir,
quem poder eslranhar que roninoseose pralique qual-
quer laclo .'
Nos somos semprerj-rommnnaadoi para certos homens,
somos sempre aquello inimigos ligadaes que elles cre-
aran! na sua magliiaco : mas se isto fosse cuello de
conviejo ultima, porm de vistas egosticas, c pura-
mente particulares I ... he nina miseria.
Maga-nns verdaderamente verane a intriga e a inen-
lra eoiisiiliie lodo o fundo de ciencia poliliea de al
gnus caracteres do partido telembrista um pal lulo,
que tem dado lautas provas de siuceridade devia Can-
tar fra do seu seio quem se serve de armas lo rulos.
Que querdizrr chamar apresentafAo eipontanea ao con-
vite es instancias, que a alguns realisUs se lizeram para
. u.ul uvai a junta do Porlo ?
Que quer dizer um sophsmar conlinuo acerca de po-
ltica estrangeira, como se os realistas naoavaliasseni
tambem essa poliliea, ou como se elles nao tlvesscm
correspond lites em I .oildrc- OU 80 IIICIIOS, nao ICSSI
os jornacs ingletes ?
Que quer dizer toda essa farragem systemalica de
iuexactides deque se lem laucado mo para cslabele-
cer a desconlianja entre o realistas, j Inventando que
o general Macdoncll era grande cabiflisla, j servlnilo-
se de nomes, alias rcspellaveis, para provar que os bons
realistas esto de acord com o pensanicnlo poltico da
junta do Porlo ?
Que quer dizer o veo que de proposito se deixou as
palavras antigs patentes, de que se serve o documento da
junta do Porlo?
Cuidara a Junta que os realistas se fascinavam com
palentcs, e de mais a mais J garantidas jiela convenjo
de Evora-Moute? Be outras de certo nao fallavaquem
despacha icncnle-general oSr. Povoas, queja ludia esse
posto.
E que quer dizer, sobie tudo, a lngoagcn dosjor-
ii.es pregressistas?
Nem ao menos se pensou no quanto era impoltico ala-
car um partido de quem se procurava grangear os au-
xilios I
Ah esl a Estrella sempre prenhe de Invectiva, sem-
pre preferindo as susceptibilidades dos realistas, sem-
pre at no momento que com elles se pretenda una al-
lianja!
Edir-se-ha que liavia boa f, que baria verdadeiru
desejo de fraleruisar .'
Mas he que alguem cuidou que dos realistas se podia
tirar lodo o partido efectivo, c continuar ao luesmn tem-
po a iionoear o cabralismo com o seu udio para coin-
nosco.
Os realistas, por mais religiosos que sejam, nao pos-
suein urna tal perfeijo evanglica que levem nina bo-
felada o beijcni a mo que Ib a d.
Ainda lereino, lalvez, orcasio de voltar a todos es-
tes assumplos e para cnlo reservamos desfiar mais
liudamente toda a lia ; havenids de tra/er para o
soalheiro mullas vergonhas ; cutla-nos, mas queremos
que o paiz seja deltas conlieecdor.
Por agora limitamo-nos a patenlear per summa capila o
. je sobre cslaalllanja se passou ; os realistas deviam
lima expllcajo, aliia do franca e siuccra -- prestaram-
se a abrir os brajas dr irmos a um partido nacional ;
esse abrajo nao fol accilo por alguem daqueile parti-
do e o partido pode ainda ser victima desla impru-
dencia.
Agora so nos resta rematar com urna pergunla :
Que faiao, dcpois desle fado, oa realistas que de boa
f se alistaran) sob as bandeiras da junta do Porto ?
Gulmaraes, 18de Janeiro de 1847.
(ilrd/o do Vori*.)
PERNAMBCO.
SESSiO EM 2 DE MARINO DE 18V7.
pkisidzn.'h do sa. sonsa teixeisa.
SUMARIO. cxpiDirNTE. Eleic/to de eommissKes. Dis-
misan e adiamento da proposta do Sr. Reg ilonleiro, re-
lativa a nomeaco de urna rommissio para examinar oes-
lado da thesouraria provincial.
\s ti horas damanha, oSr. 1 Secretario fa/ a cha-
mada, e verifica eslarem prsenles 10 Srs. depntados.
O Sr. Presidente declara aberta a sesso.
U Sr. i." S-cretario le a acia da sessao antecedente que
he approvada.
O Sr. .'Secretario menciona o seguinte
EXPEDIF.NTK.
Um offico do secretarlo interino da provincia, aenin-
pauhando outro que o procurador-fiscal da thesouraria
das rendas provinciaes enderejou presidencia, com a
proposta de cenas duvidas acerca da rxecujao da lei
provincial n. 160, de 17 de novembro passado. A' rom-
missiio de legislarn.
Outro do nirsuio secretario, remrltendo copia da por-
tarla que provisoriamente lixou a intclligencia que se
deve dar ao ai ligo 2 dalriprovinci.il n. 152, de 30 de
marjo de 184. A' cammistao de legistacio.
Outro do mesmo secretario, acensando remessa das
cullccjoes das les provinciaes, de nmeros 158 a 187.
Maniiaram-ir distribuir.
Outro do mesmo secretario, trausmittindo 40 excni-
plarcs dos estatuios do collegio dos orpbos e adminis-
ti ij:io dos respectivos bens; e outros tantos dos estatu-
ios do collegio das orphaas. JaiKiarnm- dln6Mi"r.
Outro do inesnio secretarlo, remetiendo, por copia,
o ofAcio que se dirigi acamara do Cabo com alguiuas
providencias tendentes a evitar que conllnuasse ella a
espassar a cxecujiio do artigo 1."da lei provincial n. 152.
de:<0 de man n doai.no prximo passado. A'commissan
de negocios de cmaras
Outro do mesmo secretario, communicando a assein-
bla que se lutelrou a thesouraria provincial dadenils-
so do offtcial-maior da secretaria da mesma asiembla,
Rufino los Correa de Almrida, c da niiiiicajao do ba-
charel Jos dos Aojos Vieira de Aiiiorim para o lugar
que por essa drmisso vagara. -- lutciada.
Outro do mesmo sccrelaiio, participando, que se re-
Pleitea thesouraria provincial a lista nominal dosSrs.
depntados, para Ibes mandar pagar o subsidio do me/
de iiovenipio ultimo. iletrada.
Outro do mesmo secretario, remetiendo o ofilejo dot
inembros da depulajo que aassembla encarregra de
felicita! aS- M. o Imperador, pelo baptizamento daSe-
reoisslma Princeza, c que se acha assiin concebido l
.. lllm. Sr. Temos a honra de participar V.S. ,
. para que se digne de levar ao conheciinrnto da assem-
bla legislativa, que niiiilo grata e llsongelra nos foi
a esculla que de mis fe, para lemos a subida honra
de, ein seu mime, felicitaras. M. o Imperador pelo
fausto motivo do baptizamento da Serenisslma Prln-
; cei, a A'enbora l). Dabel ; e queriendo lugar o dea-
eiupeiibo de lu honrosa eoinmisso uo dia 19 do cor-
rente nirz, temos boje a salisf.ijao de levar sua
prrsrnj* n copia inclusa do discurso,-ao qual S. M. o
Imperador se dignou de responder nos seguintes
termos:
i. AgradtfO muilo os untimentos que me exprim*
em nome da asscmlda legislativa da provincia di
.. Permimlnifo.
.. Dos guarden V. S Uio-de-Janeiro, 21 de dezembro
i. de 184. lllm. Sr. primelro Secretarlo da assemblca
legislativa da provincia de IVriiaiiibuco. -- Jos Carlos
* Pereira{ie Almeida Torres.-- Jeronymo Francisco Coelho.
'aciano Maria l.opcs dama. Jos Btartiniannod'Alen-
car.l'rbano Sabino Pasoa de Mello.
COIMA do discurso gac a icpwtato dirigi a S. J/.
o Imperador.
SEMIOR A asseuibla legislativa da provincia de
l'er na in buco, possuid.1 do mais sincero jubilo pelo faus-
to motivo do baptizamento da Augusta Princeza Braai-
Iclra, a Serenisslma Senhor I). Isabel, encarregou-nos
da honrosa uiissao de Irazer excelsa presenja de V.
M. Imperial asingela nianifeslajao de suas respettosas
humenageus, e dos scmiiiienlos de amor, venerajo e
li.lelidade. que n iliui.i augusta pessoa de V. M. Im-
perial.
A asseuibla provincial dcPernainbtico, Senhor, nu-
rainenlc dedicada sagrada pessoa de V. M. Imperial,
ebria de gratldo, animada de conlianja pelos benefici-
os que o reinado de V M. Imperial tem leito c procura
fazer ao paiz, c convencida que daeslabllldade da ino-
ii.ii cha depende o grandioso futuro da najao brasitclra,
sen lio a mais viva cuiojo de praier com o feliz nasci-
meiito di Augusta Princeza, novo prnhor de ventura do-
mestica para V. M. Imperial, nova garanta de paz e
prosperidad.- para o imperio,
A asseuibla provincial dirigeaos cos ncessanles \o-
los pela preciosa sadc da augusta familia imperial, e
suppllca a V. M. imperial, se digne acolher benlgna-
mciile a expressflo de seus senlimenlos que sao tambem
os do brioso povo, que ella lem a deslinda honra de re-
prrsenlai. Itio-dc-Janeiro, 19 de dezembro de IMIi.
(Kslavam assignados os inembros da depuiaju.
OSr. Presidente declara, em nome da assemblca, que
ella recebeu com especial agrado a rcsposla de S. M. o
Imperador.
O Sr. 1." Secretario, continuando na leltura do expedi-
ente, menciona:
Uu u o.illiclo do mesmo secretario interino da pro-
vincia, ai i usando i eines-a do ein que a cmara munici-
pal da Boa-Vista pede que seja approvada a compra de
urna casa para suas sessocs c do jury,-- A' commissao dso
negocios das cmaras.
Oulro do mesmo secretarlo, enviando as posturas da
cmara municipal da Koa-Vista. -- A'eommindo de poilii-
rai das camarai.
Oulro do mesmo secretario, pedndo, em nome da pre-
sidencia, que cantara municipal desta cidade se mar-
que quota para pgamenlude una letlra que seesla ven-
cer, e cuja importancia he a de metade do valor de ama
casa que por utllidadc municipal foi exapproprlada. a
r enea
MUTILADO

I

:


*
*p
I*
?'
"Snclsco Martin* Raposo. 4' commlssaO di fazenda i
Ontro domesmo secretario, restituindo os autogra-
pho da* Iris provinciaes decretadas na sesso ordinaria
ijiii- lindara fin novrmbro ultimo. Mandaram-sc ar-
chivar.
Ontro do mesino secretario, reniettenilo 40 exempla-
res das alteracoe* folia* ao regiilamento de 30 de aetcm
brn de 1836. ~ Mandaram-ie distribuir.
Oltoc-Thclos domesmo secretarlo, acompanbando os
relatarlos da* cmaras municipaes, de Garanhun*, Boni-
to, Po-Ho-Alho, Recife, Igoarass, Boa-Vista e Limocl-
ro. A' rammissa di negocios dat cmaras.
Outm do mesmo secretario, transinittindo o relatarlo
do presidente do coneelho geral de sauifiaUe. A'
commissaO de sade publica.
Tres nidrios do mesmo secretario, acensando rcmessa
dos relatorios do director do collegio dos orphns, da
adniini*tra(.o do patrimonio destes, e da dos estabelccl-
ment* decaridade. A'commissaO de cantas e ditpezas
provmciaei.
ORDEM DO DA.
Eleicao di commisscs.
Corridos o* escrutinios com as formalidades rescrip-
tas no regiment, sao eleitos:
Para a eommliso de eonstltuicao e poderes, osSrs
Mendes, Nunes Machado eNetto.
Para a de fatenda e nrcainento, o* Srs. Peisoto de di-
to. Jos Pedro rltrgnMntriro.
Para a de conta e desperas provinciaes, o* Sr Villela
Tavares, Nrtto e Reg Monteiro.
Para a de cnmmercio e obras publica*, o Sr*. J. J. da
(.nsta, Crrela de Mello e Villela Tavares
. ara a? "'dac?;l0 '' ><-ls. o Sr*. Pelxoto de Brito,
Aftonso Ferreira e Villela Tavares.
Para a de instruccao publica, os Sr*. Barreta, Laureo-
tino e Joaqulm Villela.
Para a de estatistica, osSrs. Mendonca, Roma e Pexoa.
Para a de jnsilca civil e criminal, os Srs. Texoira Pei-
xoto, Alfonso Ferreira e Bocha.
Para a de negocios eccclcsiasticos, o* Sr. Faria, Bar-
reto e Mendes.
Para a de posturas c negocios das cmaras, os Srs. Ti-
burtino, Don te e Cabral.
Para .i de rendas municipaes, os Srs Tiburtino, Danta
c Boma.
Psra a de laude publica, os Srs. Telxeira Pcixoto, Lat-
i entino e Carvalho Mendonca.
Para a de petices, o* Srs. Rocha, Cabral e Harreto.
,..P"a a r 'BWacfio. oSrs. Pedro Cavalcantl, Joaqulm
\ illela e Cunha Machado.
Para a de ordenados, os Srs. Rarreto, Arruda e J. J.
la Costa.
Para a de forca policial, os Srs. Jos Pedro, Machado
Ros e ISunos Machado.
(Con(inu0r-*e-fia).
TRIBUNAL DA RELACA.
t
JULGAMENTO NO DA 2 DE MARgO DE 1847.
Desembargador de semana o Sr. Ccrqutira Ltile.
Na anpellacAo civel entre partes, Bernardo Antonio de
Miranda e ana mullier, c Manoel Goncalves Serviua, jul-
garam approvados os arligos de habilitar.o.
Na dita dita entre partes, Victorino Leffont e Miguel
Joe A Ivs, confirmaran! a sentenca.
Na dita dita entre partes, Jos Victorino da Conceicao
Anxicla e Jos Nabuco de Andrade, reeeberam os arli-
gos de habilitaco, e mandaran! contraria-lo.
Mandaram dar vista as parte* as appellares civeis,
fin jue siio partes:
A faienda e Francisco Jos de Carvalho ;
Jos Joaqulm do Reg Barros e a fazcuda nacional;
Manoel Jo Rodrigue* da Silva e Manoel Goncalvcs
Valente *
Manoel Joaquim de Souza Carneiro, Joo Alve* de Car-
valho e o julio;
Luiza Thercza de Jesu* Pontes c ontro*. e a fazenda
publica;
Francisco Xavier de Souza c sua mullier, c Lulz Igna-
cio de Audrade I.ima ;
Carolina Francisca Lina e Josu de Jess Jardim ;
Manoel Elias de Moura e Jos Ramo de Uliveira;
AViuva* Filhosde Joao Pereirade Burgos Ponce de
Leo o Jorge Keiioivnrih &t C.
^otomaraincoiilieciiiieiito do aggravo de Manoel de
Medeiros Miiuiz e Antonio de Hollanda Cavalcantl,
Foi indeferida a pelicao de habeas Corpus de Francisco
Pedro Vinagre, por au ser da competencia do tri-
bunal.
TRIBUNAL O JURY.
SESSO EM 2 DE MARCO DE 1847.
Presidencia do Sr. Dr. Ftrreira Gomes.
As 10 horas da manliaa, faz-sea chamada, c verifica
se no liaver casa.
" A'r. Jiii; Prrsidrnti multa aos Srs. Simplicio Rodri-
gues Campello, Manoel Ignacio de Oliveira, Miguel Jos
d'Almeida Pernambuco, Manoel Crrela Gomes, Manoel
Antonio Alves de Brito, Manoel de Barros Cainpello, Ma-
noel de Castro I.ios, i'arlholomeu Francisco de Souza,
Domingos Aiilunes Villaca, Jos Jeronvmo Monteiro c
Joaqulm Aoselmo de Lima; espatsa a sesso por alguin
tempo, a ver se cliegam alguus nrs. jurados, e, aocabo
de uieia hora, torna a mandar fuzer a chamada; depois
da qual rrconbcce-se estaroni presentes 30 Srs. jurados,
e he declarada aberta a sesso.
Apregoados os reos e tostoinunhas, annuncia-sc que
se val proceder uo julgameiito do reo Joao Novaes da
Cosa, aecusado por crim di homicidio.
Procede-seao sorteio do jury, c* indo este, prestam
os julios sorteados o juranicnto da lei.
O Sr. Juit Presidente faz ao reo o aeguinte:
INTERROGATORIO.
Juit,'. Como se chama ?
Rea: Joao Novaes da Cotia.
Juit: Onde eslava, no dia 28 de junho do anno pas-
sado ?
Reo: No Aterro-da-Hoa-Vista, na padaria de meu
patrao.
Juit: Conlieceu urna preta de nome Luza, e etera-
va de um Rodrigues Sette 7
Uto: Conheci de vista.
Juiz: Ful Vin que deu urnas pancadas nYll..'
Rio: Nao, senhor.
Juiz: Vin. nao disse perante o subdelegado da Boa-
Vista que havia dado um empurro u'ella ?
li: Nao, scnlior: O que disse foi que tive urna
lu incadeiracoiii ella; e que, cliamando-me ella inari-
nheiro, ru a empurre!, driando-a ein una cala: po-
rm i*to uo passou de una brincadeira.
Juit: K sabe araio por que foi preso ?
Reo : Foi porque esta preta morreu dons dias depois
da brincadeira.
O Sr. Promotor, depois de terobtido a palavra, basca a
arcusacao no juizo dos facultativos que dizeiu haver a
preta Luna munido n consequencia deceutuses que
recebera no ventre; diz mais que estas contusoes tbram
leilas pelo reo, como o prova o depoimento das teste-
munha*, e d.puisde alguiuas outra reQexde, conclu-
pediudo a couileiiinaciio do rio no grao medio du art
183 do cdigo prual.
O Advoumo do reo (o Dr. Bapiista) allega que, vis-
'.,lfr,a.l"'.'',a,C"Ja "lorl '"' ''nputadaao seu cliente
tallecido de urna pirotouites, e seren mulla, a* causas
de que esta eufermldade pode provir, nao era possivel
determinar com precisdo a origein dessa inorle ; chaina
a atteucao do tribunal para o dcpoiun-iito do reverendo
padre Hachalhao, que jura liavei-lhe a preu declarado
por pecaslao de ir baplisa-la em perigo de vida,que atlrl-
liuia o* seos padeciiiienio a um ioco que por brincadeira
Ihe havia dado n aecusado; tira dessa declararn a con -
clusao de que nao houvera no mesmo aecusado Intencao
de matar a mencionada preta, pois foi brincando que
Ihe dera o *oco. e por conseguinte com tito pouca for-
ca quanta deve ter a nio que *obre qnalquer he de-
carregada para nao oRende-lo; deduz dessa circums-
tan/:ia a Innocencia do reo, e para tirar toda a duvida
acerca do verdadeiro motivo que occasionra a itiorte
ein qiiestao, lembra a necessidade de consultar-se um
facultativo a respelto do auto de vislorla que se acha
appenso ao processo.
O Sr. Juit Presidente consulta o coneelho obre a
conveniencia da medida lembrada pelo advoeado. e de-
pols deahriim. re!rxS..s de um nos ineinbros do mes-
mo coneelho, convida o Dr. Alexandre Pereira do Car-
ino a lazer no corpb de delicio o exme Indicado, e dar
a sua npiniao a respeilo.
Feito o exame, declara o predito dotitor, que o fallecl-
mento da preta nao deve ser attribuido s pancadas que
ella recebera, mas ao pouco cuidado que houvera no
seu tratamento.
O Advogado, prevalecendo-se desta declaracio, insta
pela absolvicao do acensado.
'Em seguida, o Sr. Juir presidente faz o relatorio da
causa, e entrega os quesitos ao presidente do coneelho
Jue, recolhendo-se a sala das conferencia*, volta pouco
epols dos debates com resposla aos mesmos quesitos.
O Sr. Juit Presidente, confnrtnandn-sf com a decisan do
jury, condemna o roainn mes de prisao, multa cor-
respondente a metade do lempo, e custas do processo.
A' 2 horas e ineisi da tarde, levanta-se a sessao.
.----------
F.STATISTICA DA PROVINCIA.
Illm. t Erm. Sr.Como V. Exc. se nao tlvessc digna-
do responder ao meu officio de 16 do correte, por pri-
meira e segunda via, coiisiillando-o se devia ou nao a-
presentar-lhc a estatistica da provincia, de que cu me
havia enea negado, ltenlas as circunstancias de ter V.
Exc. mandado rescindir o contrato feito entre niioi e
esa presidencia, e de nao se achar defenitivautente de-
cidida a accaoque me lora proposta, julgo do meu de-
ver communlcar a V. Exc. que vou apresentar em jui-
zo a iiiesma estatistica, requerer que ella seja depo-
sitada, c protestar contra o silencio de V. Exc., aliui de
que no possa prejudicar os mesmos direitos
Reo guarde a V. Exc. Cidade do Recife, 20 de feve-
rriro de 1847.Illm. e Exin. Sr. Antonio Pinto Chic-hor-
ro da Gama.
Oencarregadn da estatistica,
Jernnymo Marliniann Figueira de Mello.
Illm. r.DI* o bacharel formado J. M. Figueira
de Mello que. havendo-se cncasregadn da confeccao da
estatistita civil e poltica desta provincia, por contrato
de 27 defevereiro de I84l, feito coma presidencia da
niesina, e leudo posteriormente obtido prorogacoerdo
prazo, em que devia apresentar essa obra, participara
em 16 do corrente ao Kxm. presidente da provincia, que
dita estatistica se achava prompla,coiisultando-oao mes-
mo tempo, se tal apresenlaciio devela ser feita ante* ou
depois da definitiva deciso da rclacao do dislricto so-
bre a aeco que, porordem do mesmo presidente, fra
intentada ao supplicante com o fin de fazer rescindir
aquelle contrato; e porque at agora se .'> tenha res-
pondido consulta do supplicante, que smente de-
ram causa os mesmos actos da presidencia, c o suppli-
cante nio deva ser prejudicado ein seus futuros direi-
tos ao premio que tenha d receber da fazenda provin-
cial, em consequencia do inesperado c infundado silen-
cio da presidencia; por sso o supplicaiite vem perante
V. S. protestar contra esse novo facto da presidencia, c
apresentar a obra siipprainencionada c Pede a V. ."'.,
Illm. Sr. Dr. juiz de direito da segunda vara do civel:
primeiro, que mande tomar por termo o seu protesto,
ordenando que seja cnlimado ao Dr. procurador-fiscal
da* rendas provinciaes para o seu conhecimento, c su-
ba depois a concluso de V. S. para o julgar por sen-
tenfa; c segundo, que *c digne desiunar dia e hora pa-
ra a apresentsvo indicada dando i obra depositarlo
idneo, e fazrndo de tildo lavrar o competente termo,
citado o mesiiio procurador-fiscal c o supplicante'.Re-
cebcrA merc. Jeronymo llartiniuno Figueira de Helio.
despicho.
Tome por termo o protesto e intimado ao Dr. procu-
rador-fiscal venham os autos conclusas, sellados e pre-
parados: q lian toa apresenlacao da obra designo odia
de amauhaa, as 9 horas da maiihaa, citado o Dr. procu-
rador-fiscal e o depositario Dr. Jos Hento da Cunda
Figueiredo, a queni uoincio. Recife, 26 le fevereiro de
I847.--iY"o6ueo aeAraujo.
Illm. Sr.Em resposla ao olflcio, de 16 do corren-
te, em que V. S. me communica achar-sc concluida a
estatistica civil c poltica desta provincia, c pede Ihe de-
clare, se a deveapresentar, lindo que seja o prazo que
Ihefoia concedido pelo meu antecessor, tenho a dizer-
Ihe que pode adoptar o arbitrio que ni el lio r Ihe pare-
cer, menos o de remetter a dita estatistica para esta
secretaria, visto pender letigio acercado contrato a res-
peilo, e uo haver sentenca, em execucao da qual se
cha a fazenda publica obligada ao cumplimento do
mesmo contrato.
Dos guarden V. S. Palacio de Pernambuco, 26 de
fevereiro de 1847.Antonio Pinto Chicharro da Gama
Sr. Jeronymo Martiniano Figueira de Mello, cncarrega-
do da estatistica da provincia.
21 DI UNKIRO.
....Estamos aqu mettidos em uina casa de doudos e
sein garantas, ludo est guerreiro ; nao se falla senao
em b.iialhas, trincheiras, fosaos, foguetes aCongreve,
etc., etc. He esta a ordem do dia deste lindo palz, digno
de melhor sorte : o Porto Intriuchrirado com doze mil
ou mais lioiuens combatentea; a falta prenderem mu-
Iheres para pegarein ein armas; e ludo a capera do Sal-
danha quedizem estar retirado do lO a 12 legoa : e o
partido realista a engroasar cada vez mais, influido com
aproteccao brilannica que Ihe fazem crer ser certa.
No da ;2 chsgsratn Ucfronte da barra do Porto dmis va-
pores e um brlgue de guerra, vindos de Lisboa para
proteger ocounnercio britannico.
4 IlE fzvebeibo
Esta infeliz ierra contina a ser victima de ambicio-
sos : boje teem aqu passado 2,500 ou 3,000 soldados de
todas a armas, commandados pelo baraode Almargeui,
com direecao Braga, e dizem que van bater o barao
do Casal que se acha em Vianna com2,000soldadas. Ve-
remos o que resultar deste plano
^wpa
Variedade.
axcirz, a de mar Leitura de projectos e pareceres ; priuteira discussiio
do projecto que marca os limites do municipio e fre-
guezia de Agoa-Preta ; segunda do que faz alguinas al-
ternciVs no coinpromisso da irmanilade do Sautis-
simo Sacramento da cidade de Goiauna, e do que an-
nexa freguezia de Itezerros o lugar denominado Ca-
ranguejo; continuado da segunda da* posturas da c-
mara do Limoelro ; lerceira das da Boa-Vista, cimbres e
Victoria, e trabalhos de commissdes ; cis a materia de
que se ha de oceupar a assrmbla na sesso de amanha.
Anciosos por inleirar os nnssos subscriptores do esta-
do ein que o briguc S.-anocl-Primtiro deixra a cida-
de do Porto, ao levantar a ancora das aguas do Dotiro, e
ao mesmo tempo recciosos.de sproveitar-nos dos diver-
sos boatnsque acerca desse estado corriain, porque os
suppiinhamos baldos de fundamento, decidimo-uo* a
procuinr obter algumas das cartas ira/ida- pelo predito
navio, para deslas extractar oque de mais importante
conlivessem, e, pondo de porte esse* boatos, smente a
ellas referiruio-nos a respeilo dos nrgoclo daquella ci-
dade
Excedeu, porem, nosta expectativa o resultado dos
esforcos que nessa procura empreguoi; pois que a ol-
lieiosa pessoa a queiu nos dirigimos a pedir as mencio-
nadas cartas, nao s promptainente no-las rauqueou,
como leve a boudade de obsequiar-nos com um nume-
ro da Estrella do Norte.
Nele peridico deparamos com um artigo que na
parte exterior transcreveinos, eque, ao mesmo lempo
que da conta da proposia que pela junta provisoria do
Porto fura feita aos realistas, das condlcoe* com que es
les eslavam dispostos a aceitar essa proposta, e da re-
pulsa dessas condieoes, pinta com to bellas cures os
sentiinenlos de que se acham animados os partidarios
do principe portuguez proscripto, que. nao podemos
deixar de maravilliar-nos da aduiiravel uietamorplioie
que nessa gente se operou, eque de sectaria decidida
do systcina iiionarehii-o absoluto a transformou en en-
thuslastadas lnslitui(aes liheraes.
Entre as cartas que nos foraiu prestadas pela pessoa a
que cima nos referimos, smeme duas tratavaiu de ob-
jei tos polticos, edestas os tpicos mais interessanle*
o os que se seguem :
l/M MATRIMONIO A AMERICANA.
Eis-aqui um desse* ridiculo* matrimonios que s-
mente se celbralo na America, aonde o vinculo conju-
gal se ata e desata com um abrir e fechar de olhos. tin
tal Miguel Cursan aprcsentou-ie polica da Nova-York
a fazer a seguinte deelaraeo : Havia chegado de
Hartford no vapor Globe, e no conhecendo a cidade
pedio ao primeiro que encontrou que Ihe ensinasse una
hospedara. Conduziram-o ra Anthony, casa de
um tal ma* Sarah-Sanford a qual depois de se ter
com elle ajustado ocondiizio a um quarlo e o convidou
a deilar-sc, depois de Ihe ter feito pagar anticipada-
mente o preco do quarlo Miguel decllnou aquelle at-
tencloso convite e dispoz-se a voltar a bordo do povor
para reeolher os elleitos que nelle linlia deixado. Ulna
amiga, ou socia de mis* Sauford, chamada Heniaqueta
Evans, quiz cvitar-lhe este trabalho, porin voltou iiu-
inediatamentc com ar multo triste dizendo a Miguel
Cursan que o vapor tinha marchado com o sen bahu.
Cunan fcou tao attonito como desgostoso com este pre-
calfo, mas nem por iso delxou de dar expressivos a-
gradeciinento* a mis* Henriqueta Evans pela sua com-
placencia. Mis* Sauford aproveilnu a uppoi tuuidade de
fazer o elogio da sua amiga, eialtuu a sua belleza, o seu
amor ao trabalho, e terininou propondo a Miguel o ca-
sar-se com ella. Este achou a proposta um pouco brus-
ca, e iiaiuii de se evadir com urbanidade ; porui mis*
anford, batendo o ferro em quaoto eslava quente, inan-
dou eh.miar um ministro, c este verilicou em um nio-
mento|a uuiao dos dousesposo* que apena**e conheciam
haviam tres quartusde hora. Terminada a ceremonia, o
ministro leelamoii pelos seus honorarios dous pesos
fortes que o recem-casado pagou sem vacilar. A cousa
merecia-o.
Os dous esposos pozeram-se a beber para celebra-
rem os seus desposorios, e depois, como todos o* que
se casain, foram-sc deilar c pastaram una noitc doce ;
porin a madrugada foi amarga. Ao abrir o olhos, Mi-
guel Cursan no achou sua mullier, nem o seu reiogio
de piala, nem ouie pesos que anda Ihe licirain da ves-
pera, pois havia dcsapparecido una levando o outm.
No liiii de vaas pesquizas para o* adiar foi contar suas
irilnilaooes maliuiooiaes polica, a qual mais destra
que elle apauhou ein urna inesina rodada mis .Sauford
c miss Evans, qual se encontrou o relogio do seu es-
pose.
[Diario do Rio-de-Janeiro.)
-_________J -
I caixo imagens ; a Manoel Antonio Torre.
1 ditoprata; a Manoel Pereira Rosas
1 viveirn canarios, 1 cmbrulho nozes, 1 molho louro, 2
canaslras macaas ; ao incauto carregador.
1 cunliete obras de praia ; a Jo Antonio da Costa Si
Irmfio*.
1 dito 1 Imagein ; a Jos Antonio de Carvalho.
1 canastra remedios, I cunhete ignora-sc ; a Antonio
Jos Pimentada Coneeicao.
Fila, briguc inglcz, viudo de S.-Joao, entrado no cor-
rente me/., consignado a James Crabtree Si Comnanhi.v
lunnilValni, SCgllistC :
1,923 barricas bacalho ; ao consignatario.
Consulado.
RF.NDIMEMTO DO DIA 2.
Oeral .......................... 2:880#2fKi
Provincial............,.............1:090/4 iS
Diversas provincias................... 39/809
4:010/526
bbBB>.
RENDIMENTO
Alfandega.
DO DIA 2..............5:727/926
DESCtRREGiM HOJE 3.
Brlgue Viola bacalho.
IlarcaRangerbarricas vasias e barra*.
BarcaFamicarvo depedra.
IlrigueJamei-llaugigos e carvo.
BrigueActivemercaduras.
BarcaRafaeldem.
BarcaFelic c btalas.
IMPUUTAgAO'.
S.-Manoel-Primeiro, brigue portuguez, vindo do Porto,
eutrado no corrente mez, consignado a Manoel Joaquini
llamos e Silva, manifeslouo seguinte :
50barrispregos, 12 pacnles lo pnete, I caixo cha-
peos de Braga, 1 dito com dous faqueiros completo* e 4
salvas de piala, 18 caixas pomada, 5 ditas fio de vela, 2
pipas vnho, 3 barris dito, 1 barril euxadas ; a M. J.
Ramos c Silva.
10 pipas vnho, 50 barr* dito; a Francisco Alves da
Cunta.
60 rodas arcos de pao para barril; a H. Bernardes Oli
veira.
_ 3 eanastras castanhasein ouricos, 1 caixinlia nozes ; a
Caetano Pereira Goncalvcs da Cunha.
4 caixas fechaduras 2 pacotes flo porrete ; a Fran-
ciaco Xavier Martin Braga.
I caixa pauno de liuho; a Henriquc Jos da Costa.
6 barris e 4 cunhete machados e enxadas, 30 barris
pregos, 3 caixas llnhaa, 3 pacotes fio porrete ; a Joaquim
Ferreira Mendes Guimares.
60 ancoretas azeitonas; a Joao da Costa Silva Jnior.
6 caixas fechaduras epenles, i dita pedras desliar, 5
ditas fo porrete, 1 canastra rollias, 200 ancoras azeito-
nas, 16 canastra (albo, 20 caixas pomada, 7 barris pre-
go*. I caixa fazendas, 1 dita fusos de lati ; a Antonio
V. da Silva Barroca.
i barril enxadas; a Bernardo Francisco Azevedo
Campo.
3 caixa cascos para chapeos, tremola c palhctas ; i
dita seis chapeos, 1 cunhete figuras de barro, 1 caixa
fazendas a Joaquim Monteiro da Cruz.
308 cadeiras e 2 canaps ; a Jos Francisco Carneiro.
3 pipa vinho, 5 barris dito ; a Miguel Antonio da Costa
e Silva.
3 caixas fio porrete ; a Antonio Rodrigues Jos de
Souza
1 cuuhete livTos ; a Miguel Jos Alves.
1 rmbrulho junco ; a Jos Joaquim da Costa.
3 caixes planta ; a Firmino Jos Flix da Roza.
2 ditos presuntos c-aalpicoc ; a Jos Joaquim da Silva
Maia.
3 latas salpices; a Joaquim de Azevedo de Audrade.
5 pipas vinho, 5 barris dito ; a Manoel Duarle Rodri-
gue*.
I sacco peto* hespanhc ; a Joo da Costa Lima J-
nior.
I caixo patacocs brasileiros ; a Thom.it de Aquino
Fouseca.
i barril salpicos, barrica caslanlias piladas; a An-
tonio da Silva Ferreira.
200 volumes aduellas, 500 retalbos ditas ; a Jos Anto-
nio de Carvalho.
I eaixa fio porrete, 60 caixes vela de sebo ; a Anto-
nio Rodrigues Jos de Souza.
8 barris enxadas, 8 ditos pregos ; a Joo da Costa Lima
Jnior.
3 lardos fazendas, 8 canastra* roldas ; a Santo* Barro-
ca S Coiiipauhia
I caixo fazenda*, 1 dito chapeos, 1 canastra macaas ;
a Jos Francisco de Araujo Giiiiuaraes.
5 saceos batoques, 2 ancoretas azeitonas; a Antonio
Joaquim Carneiro.
1 caixo planta ; a Luiz Gomes Ferreira.
12 pipas vinho ; a Francisco Alves da Cunha.
6 caixes plantas, 1 barrica dita, i barril peixe salga-
do, i fardo encoiauendas, 2 gaola* passaro; a. ordejn.
Mnvin.enlo do INn-m.
Navios entrados no dia 2.
Ilhas de Sandwich, tendo sabido de Sag-Habor, ha 29
ni07.es, galera americana Uartha, de. 359 tonelada*, ca-
p tao David R. Diake, equipa geni 26, carga azeile de
peixe ; ao cap tao.
Cdiz ; 36 das, patacho inglez /idmiral-Nclson, de 146
tonelada*, canilao John Le Bas, carga sal; ao capito.
Navios sabidos no mismo dia.
Stockholmo ; brlgue tueco Annclle, capito A. Patcison,
carga assucar.
Londres; .brlgue inglez llebe, capito 0. T. Andcrtoii,
carga assucar.
Cork; patacho inglez Conquesl, capito J. T. Wilson,' cai-
ga assucar.
t^fussfmtmmmemmmm____ i !
I>cclarntid.
- O Illm. e Kxm. Sr. brigadeiro commandanlo
das armas da provincia, em cumprimento do dispos-
tono art. 22 do regulamento de 17 de, fevereiro de
1832, manda fazer publico, que, no dia 5 de mnT>Vv,
cocorrenle as 10 horas da manhfla lera lugar, ^
noquartel-general, a arremataoto dos medicamen-
tos precisos ao hospital regimenlal no corrente au-
no, em vista do formulario para esse fim organisj-
do: os Srs. pharmaceuticos estabelecidos nesta capi-
tal, silo pela presente convidados a tomar parte em
dita arremataeo.
Secretaria do commando das armas na cida de dq
Recife, 25 de fevereiro de 1847.
Francisco Camello Pcsioa de Laceria,
Capitilo secretario do commando das armas.
Pela thesouvarla da fazenda desta provincia se faz
publico que Jos Antonio de Oliveira, allegainjo com
annuncio* feitos no* peridicos desta provincia ter per-
dido duas apolicea de 400/000 r. cada" urna do Juro de
cinco por cont ao auno, e de ns.20e 2l da serie, roquo-
reu que se Ihe entregassem outras aplleos das mesmas
quantia* e nmeros na forma da lei de 15 de noveiubro
do 1827, oque a niosma Iheaouraria passar a cumprir.
II ivi nilo, porui, qualquer individuo que dentro de um
mez, a contar da data do presente annuncio, se aprsente
nosta thesouraria lom as referidas a plices, mostrando
te-las recebido ein hypoihrca, ou oulro qualquer titulo,
se uo dar outra apolice ao supplicante, pois que o
caso allegado da peda depolices envolv- absoluta an-
nulacn das primelras. E para constar se faz o prsenle
annuncio.
Secretaria da thesouraria de Pernambuco, 3 de marco
de 1847.
No impedimento do oflicial maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
0 Illm. Sr. director do lyco, em cumprimen-
to 'a ordem do Exm. Sr. presidente, de 25 de Janeiro
prximo lindo, manda fazer publico, que, da dala
deste a 60 dias, va i a concurso a cadeira de primei-
ras leltras do sexo feminino da villa do- Bonito, ins-
taurada pela lei provincial n. 181, de 5 de dezem-
bro do anno prximo passado : qualquer pessoa quo
se quizer oppra mencionada cadeira dever com-
parecer nesta secretaria com as liahililaQcs does-
tylo, para poder ser incluida na lista das opposito-
ras.
V. para que ebeguo a noticia a todos, manda pu-
blicar o presente cdital pela imprensa.
Secretaria do lycco do Pcrmambuco, 9 de feverei-
ro de 18*7.
O secretario,
Judo Pedro Pessoa de Mello.
=0 arsenal de guerra compra azclte de carrapato, de
cuco, fio de algodo e pavios : quena taes gneros quizer
fornecer, mandar sua proposta ein carta Tediada a di-
rectora do mesmo arsenal, al o dia 3 (boje) do pioximu
futuro niez.
Arsenal de guerra, 27 de fevereiro de 1847.
* Joo Ricardo da Silva,
Amanuense.
O escrivo e administrador da mesa de rondas inter-
nas provinciaes desta cidade tem de remetter para o
juizo una rclacao dos devedore da dcima abalxo de-
clarados, o que lera lugar at o dia 15 do corrente mez :
por isso os convida a virein pagar seus dbitos, afiin de
evitarem s accresr.das despozas do jiiizo :
Os Srs. : lierdoirosde Antonio Baplista, ditos de Anto-
nio Joaquim Ramos, Antonio Jos da Fonseca, duutor
Antonio Jos Pereira, berdeiros de Antonio Jos Cua-
resma, Antonio Manoel do Nasciuienlo, Antonio de Pau-
la, berdeiros de Antonio Xavier Vianna, Brilos Sebas-
tiana, Bernardo Daniio 'Fraileo, padre Bernardo Lucio
Peixoto, lleriiardiiio de Alinelda Ferreira, hcrdelrosde
Bal bina Francisca da Conceicao, llasilio Alves de Miran-
da Varejo, padre llasilio Goncalvcs da Luz, Uenedlto
Antonio de Santa-Anua, llenedilo do Espirito-Santo,
Hento da Conceicao Forrcha, hordairos de Benlo Jos
Alves Vianna, Urasiliauo e Joao Baptist i de Castro,
berdeiros de Candido Jncinlho de Mello, < aciano Gon-
calves Percha da Cunha, berdeiros de Florencia Mar-
garda dos Prazeres, ditoa do Doinlngos Rndrlgiirs dos
Passos, vlnva de Francisco Nleol.-io de l'onle, Francis-
co Joaquim Duarle, Francisco Xavier das Cliaga, Fran-
cisco de Amorim Lima, Francisco Teixeira l'olxoto,
Francisco Antonio do Miranda, Francisco Jos de Jam-
os, Fraducisco Garca Chaves, Francisco Carduzo do
Araujo, Franciscu Soarcs Cordero, Hermenegildo Jos
de Alcntara, Ignacio Toleiiiino de Figueiredo, Izabel
Joaquina Roza de Azevedo, Izabel Mara Theodora,
Francisca Theodora, Jacintha Maria da Couooco,
Francisca de Le: ante. Auna Filippa do S. Ha-
go, Anua Gertnides da '."onceieo, hoidefltos de Anua
Izabel deSiquoira, Anua Joaquina da Con ana
Joaquina de Jess, Auna Joaquina Piales, tuna Joa-
uioi niFiito, Anua Juaquii
Hija, Auna Maria da (.onceieo, Ani. i lo ^asci-
nieiiio, Anua Maria da l'.ilxo, lierdeiios de Vnna Rita
Cavalcanle.
Recife 2 de Marco de 1S47.
Clorinrlo Ferreira Cali.
O.professordc geometra do collegio (lasarle faz
publico que a respectiva matricula se acha aborta na ra
de Malina Ferreira, le ooii o sobrado do lado do Norte.
O primeiro bawlbau de catadores de luilia preci-
sa de ccui Jai|uetasdc brim branco : quem Ule con-
vier fazer esse forneciincntocoinpareca na secretaria do
mesmo bala I ha o na ra de Agoas-Verdcs: u. 68, no
dia 4 do corrente pelas 9 horas da manhaa., levando
a amostra do brim deque devein ser ellas feilas.
^^W Alexandre Jos da Rocha,
Tenente agente,
mutilado!



ii. 1G da ra di
io as suas
lo forem san-
ie oari-
a ailministraQSio gerai dos cstabeloo.imentos de
,7.1ade manda fazer pul.1 asa dos expos-
Z foi transferida (hoje) pan
Aurora, ondo fara a mesma i
, ses nos dias segundas
ToTm. feriados, pelas 4 horas
l0A,lminiStr.;ao eral dos;
ihde 23defevereirodol
f. .4. Cacoconi Coutseiro.
Tlie.iro publico.
n director, reunido a antiga companhia de acto-
.,,, vai por cmsccna as seguintes pe$as:
S Barlholomeu na Armenia ou a Propagado daFe,
do Sr. Joaquim Silvaflo; -bem condecido
licapital : porem, para sgnrar asdespezas des-
s cinco espetacutos, convida ao.respeitavel publico
.ara a formado de urna assignatura da forma se-
i'uinte; .
Auignaturat pilas cinco notM.
Halca ..........................*.000
camerales da i.' ordemde lado..........15,000
Pitos da frente ..................20,000
ordem nobre de lado............- 20,000
Ditos da frente ............f/
pitos da terceira ordem de lado..........10,000
liilosfla frente.....................15.
N B. Vos dias H o 25, por sererji do gala, serfo
a lmittidas dancas exocutadas pelas principaes pas-
toras do presepio. Assigna-se no theatro somonte
at ao dia de marco : sendo primara noito de es-
potaculo, eom o drama S. Barlholomeu oosMartyres,
no dia 7 do mesmo mez.
Publicncao Itlcrri.
u A VOZ DA REI.IGIA0, VOI. Io.
Conten urna demonstracRo da verdaue da roligiSo
ratholica; artigos a respeito das principaes solemni-
dades da igreja;vidas dos san tos mais Ilustres; histo-
rias edificantes; passagens escolhidas dos mais cele-
bres escriptores antipos e modernos, relativas s ver-
dades da religiito ; diversos artigos c noticias a ella
eoncernenles, etc.
Os nmeros dcste peridico religioso puhlicam-se
regularmente todos os domingos. Quanto a sua lei-
tura seja til s possoas de todos os estadQS o par-
ticularmente aos ecclesiaslicos he bem manifest
vista da resumida o simples expsito dos importan-
tsimos objeclos deque trata; ea aceitacSo que tem
merecido cm diversas provincias do imperio assaz
o comprova.'
Vende-se na livraria da na da Cruz, no Recife, n.
56, onde tambemeontinuam-sea receber assigna-
luras para o presente anno.
Avisos martimos.
- Para a Iha de S.-Migucl partir, al o dia 15 do er-
redle, o bem conhrcido brlguc Btpirilo-Sanlo, capillo
Alejandre los Martina ; aluda recebe alguma carga a
frote, para o que trata-se coni Firiuin J. F. da Rosa, na
rita do Trapiche, n. 44, ou com e capitao.
Para u Porto segu viagrm, at o fun do crreme
mei., a barra purtugneta llella-Pernrmbucatia, capitao
Manoel Francisco Nngurira, por ter a tnainr parte do.
seu carrcgauento proinpta : quem nella quizer arro-
gar, enlrnda-se com o dito capiau, ou com o consigna-
tario, na ra da Ca'dcia do Recife, n. 51.
O brigue-cscuna Henrquela tem de sabir mpretc-
11 ve luiente para o Ass no dia 12 do presente, ou antes :
quem ainda pretender carregar, ou ir de passagem, se
entender na ra da (adela -Velha, n. 17, segundo an-
dar, ou com o iiicsiio do mesmo no trapiche novu.
Vende-se a sumaca S.-Balbina, de 5* lonela-
das e de muita boa marcha i prompta a seguir via-
gem a dinheiro ou a trazo i a tratar a bordo da
mesina.
Para o Rio-Grande-do-Sul o l'orto-Alegro segui-
r, na prxima semana, o brigue F/or-rfo-5u/,capitilo
Jos Ignacio Pntenla; o qual recebo cscravos a lete:
Stteni no mesmo os quizer embarcar, pode enten-
er-se com Atnnrim Irmios na ra da Cadeia, n.
45,
liClao.
RidgWay Jainisson & Conipaniia farao lcilao por
intervencao do correlor Olveira de muitas lazenda.
iv a i indas |>ui conlac risco de quem n
boin suilinicnto dooulras limpas
da : quinla-feira, 4 do crrente
nliaa em ponto no seu ariiiazcm
perfencer
proprlas do merca-
as 10 boras da ma-
na ra da Cruz
visos diversos
O NAZARENO H. 10
estar a veoda ao uieio-dia na praca da Independen-
cia na 6e8 ; na ra Nova, loja do Sr. Qiiaresma, c
na ra de S.-Amaro, na tvpographia Nazarena.
Antonio Francisco da Silva, subdito portuguei,
irlra-separaoRio-Grai)de-do-Sul.
Pretende-se alngar os priinrlro e segundo andares
esoto do sobrado da ruadas frltichelras, n. 10, cen
bastantes commodose bonita vista: a tratar no mesmo
sobrado das0 horas da inanha as 4 da larde.
Manorl de Sania Pereira previne a todos os seus
devedores que recibo alguin de diiiiic.ro, ou faaendas
pedidas cm sen noiiie ter validade por pessoa al-
l uma visio que de boje em diante so a elle compele
faze-lo ; e (testa forma quantia atguma levar em coma,
e nada pagar a nao ser por sua firma, ou por rile com-
pradn.
Precisa-sc de nina ama de leite que nao tenlia
cria : na na Dii'ita. venda n. 53.
I'recisa-se alugar dous escravos: quem liveran-
nuncie.
Na rua daMangueira, n. 9, uobairro da Boa-\isla,
rnsinar.i-se meninas com toda a prrfelco a ler, escre-
ver. contar, dotitiinachrlsla, giainmalica portugueza ,
bordar, manar e fazer lavarinlo ; asseverando-sc a boa
ctlocacoo i- a o mnenlo pols qi i que en-
sllatelo io-iruc. o neccssiiria para o fim a que s de-
dica.
1844 e 1845
rua '' dc ver 8ru
nonie publicado pilas folhas desta praca.
Alugain-sc os dous andares do sobrado da roa do
Aiuoriin n. 14 : a Halar na ruada S.-lrnz, n. 88.
___ Aluga-sc un sitio na rua* la (.asa-Forte com co-
piar e e:adaria de ferio, cticbeira, cs.ribarla.e inultas
accommodaccs ; varias casas na campia e rua dat.asa-
For," ron. na'estrada do Poco '; o segundo jiadarj
sobrado amarello da rua Augusta ; a loja MiW.J^
pria para venda ; una casinba na travessa do Monteiro ,
!, .cgmido andar do sobrado n. 38 do pateo do Llv a-
u.rnto; osterceiro e quarto andares do sobrade.darua
do Amorini. n. 15 : a Ualar no pr.ineiro andar do mel-
lizo sobrado.
Manpel Gomes Leal faz iciente ao respelUvefpu-
blico que de boje em dlaote se asslgnar Manoel Gomes
Femantes Leal, por Iiaver outrodc igual nomc.
Bilhar no Passco.
Oque ? Soivetes a200 rs. o copo boa medida. A
elles, Ireguezes cedlnho antes que se acabem.
A pessoa que hnnuin annunqlou ter cm seu po-
der urna calxa de cha, dlrlja-e a esta lypographla,
que se dir a quem pertence.
Jos LuizFerreira da Silva scienteflea ao Illtn. Sr.
que no dia primeira de inirco Ihe tlrou da adinlnistra-
clo do crrelouma carta, rinda do Porto pelo briguc
portuguezS.-A/anoe 1-Primriro, baja, noprazo de 3 das ,
de a mandar entregar visto ter mais que surnclente
tempo para se ter intelrado d sen contedo !
Novo estabeiccimento, na rua
fliova, n. 52, de Caumont,
fabricante de ga e de can*
diciros de gaz.
Elle fbrica todos os candielros em brome, de manei-
ra que ludo ae acha de una solidez mais superior aos
que vecm da Europa e de todos os precos de 10/ a
70/ rs dourados, prateados c de todas as cores ; pde
os candielros, lampadas e lustros velhosem estado de nn-
vos e tambein para se servirem para gai.
Tem un lindo aortimento de relogios de cima de mesa,
de bronze dourado e de varios feitios e de gosto muito
modernos porpreco muito cominodo,
Acha-sc fabricando uin completo sortimento de uten-
silios de Igreja ludo em bronze dourado e pratcado ,
por preco tao em conta como se fossem de madeira ; os
quaes sao ossrguintes : casticaes crucifixos navetas1,
turbulos lampadas e caldeirlnhas para agoa benta
tudo de bronze dourado pratcado e da manelra e co-
res que quizrrem
Faz todo a qualldadc de dourado c prateado em me-
tal.
Compra toda a qualldade de metal quebrado, por bons
precos.
Oourae prateia todas as qualidades de ornamentos
militares em metal.
Concerta todo e qualquer objecto de metal quebrado ;
c de hoje em diante acharao seinpre gas prompto e d
primeira qualldadc a 320 rs. a garrafa.
O fabricante aflanca tudo quanto elle fabricar, e se
pesbonsabilisa por todas as suas obras, assiui como
promette d'ora em vantc aprotnptar todas asencommen-
das fflin brevidade por se adiar j restabelecido de
sua sado.
Antonio Jos dos Santos raga, tendo de retirar-
se para a provincia do Rio-Grande-do-Sul a tratar de
sua sadc enao pudendo despedir-sc de todos os seus
amigos pela rpida sabida do navio o fax pelo presen-
te annuucio, olleiccendo o seu presiono naquella pro-
vincia
O abaixo assignado,. lendo em o Diario-ic-Ptrnam-
bueo, n*. 48 e 49,um annuncio, dizendo que a serrarla do
Monteiro prrtenceule ao abaixo assignado se acha liti-
giosa, declara que sobre aserrarla que o abaixo assigna-
do possuc no Monteiro nenhum litigio existe, e smeu-
te o que existe cm juizo he una questao de ajuste de
contas (das dolosas conlasj que prestou Manoel Pacheco
de Queiroga como caixa e gerente que era da soeiedade
que o abaixo assignado (por sua infelicidade) teve com
o dito Queiroga cm i840, cuja questao naojia uina pes-
soa nesta praca que a ignore, e por Isso nao ganhou o
autor do tai annuncio as alviearas, e o desario para que,
se alguiua cousa ha mais a respeito da nfima serrara,
afora o que Sea dlto.quc se apresse a declara-la, llcan-
do desde j entendido que a uiesina serrarla, desta da-
ta cm diante, pertence ao Sr. Manoel Lopes Machado.
Rccre, 2 de marco de 1847.
Palomo Domingo Pinlo.
Aluga-se o armaiem do sobrado n. 28 da rua das
(.'riizes, a tratar na casa n. 30 da incsina rua.
Quem liverum inolequeou negro que queira alu-
ga-lo para oservlcode casa de um estrangeiro, queira
leva-lo, a na do I'raplche-Novo, casa n. 8.
A' pessoa que por engao tirou urna carta do cr-
relo viuda pelo brigue S.-Slanotl-Primeiro para Jos da
Costa, roga-sc o favor de a entregar na rua das Cinco-
Pon tas, ii. 38. o j
A mesa regedora da innandade do A. S. Pedro
dota cidade faz sch-ntc aos foreiros desta inesnia ir-
mandade que o Sr. Francisco Jos de Ollveira, mora-
dor na rua larga do Rozarlo n. 35., se acha autorisndo
pela inesnia mesa para receber os Toros vencidos ate o
anno de 1846.
O abaixo assignado faz sclente ao publico que mu-
dou a sua residencia para a rua doQuriuiado n. d7.,ou-
de se acha desde o 1. de feverero no exercicio de suas
aulas de primeira Icltras, grammatioa latina e fran-
cez e qpc contina a receber pensionistas c meios-
pensionislas.
Padn Joan Jote da Cotia Ribexro.
.- Precisa-sede um caixriro que tenha pralica de
venda, e mesmo que rnlenda de escripia da inesnia, e
?ue de conheciincnlo da sna conducta ; cm Fdra-de-
ortas,' n. l.'t.
llerculano Jos de Freltas avisa a quem convier
ue a parte do sitio da Tacaruna. pertencente a Paulino
_a Silva Mindello, se acha por elle penhorada para pa-
gamento da quantia de duzentos e quarentae Untos mil
reis: e para que nao alleguen! ignorancia, faz a presente
declaracao.
' -- Precisa-se de um oflicial de charuteiro : na rua no-
va de Santo-Amaro, casa terrea n. 20.
Alfonso Saint-Martin niudou a su residencia pa-
ra o principio da rua das Quartes, primelro andar, n. 24,
por cima da loja de miudezas de Victorino de Castro
lHoui a, aonde seus fregu/es o podero procurar a qual-
quer bora : tendo a olterecer-lne bons cortes de seda
lavradapara vestidos braucos, e de cores c pretas; man-
Us e chales de seda fuita-cores c lanados ; chapeos de
seda c de palhtnha, da ultima moda; ditos de palhinlia
para meninos e meninas; cortes de barege verdadeiro
para vestidos; luvas de pellica para Ijomein escultura,
etc. etc. : ludo bom c vinuo de prximo.
-- F. N. <:ola{0 pretende abrir, no da 8 do correnle,
em a casa de sua residencia na rua da Santa-Cruz, n.
38, um curso de geometra e outro de llngoa franeeza :
as pessons que quieiein frequenlar qualquer destas
disciplinas, queiram cnlende>-sc com o annunclante
al o dito dia. .
Precisa-se de comprar urna negra que seja nel, eque
alba engommai e cozinhar : na rua Nova, n. 32, loja
de oui ves. Na inesnia loja vende-se urna armafao pro-
pra para airaiate, loja de sapalos, ou miudeza, mullo
Miguel Sougey laz scicnte ao publico e aos seus
frecuezes que abiio umn cochelra de carros de aluguel
no pateo da matriz de Santo-Antonio, u. 2 : a tratar na
dita cocheira ou no Aterro-da-doa-Vista. Tambein
guarda carros. .
Perdcu-se, no dia l. do correnle, na rua do Quei-
mado, nina caiieira vrllia corttendo culo e tanto mil
moeda papel, c una lettra com seu competente
da qnuntia deoitenlae o mil rs : queiu a a-
chou leve-a a loja de chapeo da rua do Quriiuado ,
L. V. Reselos, subdito francez vai para Bahia
a tratar dos seus negocios.
__ Aluga-se um pequeo sitio, na es-
jlrara que vai da Soledade par o Rom-
bal, com bastautes jaqueiras, larangeiras e
innis ructas: a fallar com Joaquim Lopes
de Almeida, caixeiro do Sr. Joao Ma-
Ibeus.
Aluga-e urna mei'agoa sita na travessa do Dique:
a tratar na ra da Praia, n. 10,
ment
- parao que envidar todos os esforcos posslvels
0 resto dos bilhcr-
gares do costume.
LOTERA
DA MATRIZ
IH CIDADE DA VICTORIA.
uiientc marcado o dia 16 do corrente mez
para o andamento das rodas desta lotera ; c o respecti-
vo tlicsoui cu o espera realisar nesit dia o mesmo anda-
billietes contina a estar a venda nos lu-
uo custume.
Pede-sc encarecidamente a quem achou um cba>
reue-sc enearectaamenie a quem acuou um cm-
peo de sol, de panninho azul anda novo as lojas do
cstabelecimcnto dasorphaas nanoltede23 do corren-
te querendo restltul-lo dirlja-sc a rua da Alegra n
ll.ou na repartifo da sade, cm Fora-de-Portas que
ser gratificado.
Precisa-se alugar um moleque de 15 a 18 annos ,
de bonita figura sem vicios nem achaques ; paga-se
bem: na rua de S. -Amaro, n. 32.
Precisa-se arrendar um engenho que inda com
agoa moente e corrente cota fabrica, ou parte delta,
e bolada sendo par! as partes do Sul disfame desta"
praca 5 a 10 legoas: a tratar na rua da Cadeia do Itecife,
n.28.
Tendo desapparecido de Manoel Antero de Souza
Reis um escravo, e tendo lido por frequentcs vezes, no
jornacs, escravos apprehendidos c depositados ein al-
gumas cadeias de fra roga-sc as autoridades e mai
agentes policlars, vejamse em suas continuadas appre-
henso'es, ou mesmo nos j ppreheudldos descobrem
o segufnte escravo lunado ha annos visto'que inultos
nao declaram os seus senhores ou roubadores, e cos-
tumain trocar o nome para que por mais lempo
nio se veja dellc privado; o qual se chama Jacintho ,
de uacu Hebolo de 22 annos pouco mais ou menos ,
alto, de bonita figura bem preto com uina marca no
peito direito ou esquerdo aimltaco de uina ancora ,
que talvrzj esteja apagada denles alvos emiudo, fal-
la niela descansada; ton)* bastante tabaco : na rua da
Cadeia-Velha, n. 6, segundo andar.
= Quem tiver um sitio a niargem do Capibartbe ,
ou prximo a elle, ou mesmo na estrada "' Ponte-
de-Ucha com casa do vivenda dita para pretos ,
arvorodos de fructo, etc. e quizer trocar por casas
nesta praejt e um sitio na estrada dos Afllictos, an-
nuncie por esta folha. O dito sitio ha de ser do lu-
gar do S.-Anna para baixo; agradando no se du-
vida voltar.
0 doutor em medicina Manoel Adria-
no da Silva Pontcs, mudou sua residen-
cia para a rua larga do Rozario n. 30,
segundo andar.
Vendas-
-- Francisco Pinto da Costil
I.ima, mestre alfaiate, avisa ao publico e aos seus fre-
gtiezcs, que contina com o eslabelocimento do sen
oflicio, na mesma casa da rua larga do Rozario, n.
40; assim como tambom precisa deofllciaes e recebe
apreudizes para ensinar.
Precisa-se saber se existe nesta pra-
ca, ou mesmo fra della, oSr. .lose Ma-
noel l'erreira, que morou em Santo-An-
toem 1840, negocio de seu interesse :
na rua da Cadeia do Recife, n. 3q.
__Urna pessoa capaz que tem pratica de ensino ,
sepronOc a dar licOcs, emeasas particulares^, de
_ Vende-se urna armacao dous tonel. J"**" Jj
folha que servlram de deposito de oteo ba"'?'*'u"
que servlram para oleo ; barricas vastas ; **
servirn, para deposito de Untas, e mai. outros objeclos
de pintor: na rua das Grases, armazcm n. W-
Yende-se um casal de gneos, viu-
dos da America, muito grandes c lindos :
em Pra-de-Portas, n. 96.
- Vende-se urna cabrafbicho) com umbodtahola
crcscldo.e que d diariamente meia ga'adL, ,.,!?
to grosso c sem catinga: na rua de > Francisco, anUga-
mente Mundo-NOvo, 11.1)6. __iann
- Vende-se ou aluga-se una canoa que carreja1*W
tljolo., por prco multo commodo: na rua estrel ao
Hozarlo, 11. to. .
Na Rua Nova, n. 10, loja de Hy-
polito Si. Martin & C,
vende-se sarja preu hcspanhola verdadeira len-
cos de garca para pescoco, inuilo lindos ; 6edas lavia-
das; setios; creps; fitas; notes finas, e mais inre-
rlore; pennas muito linas; cspartllhos ; luvas iiiinto
superiores pretas e de cores ; sapatos ds todas as quali-
dades para hoinein, senhora e menina, e outras multas
faicndas por preco cun mudo.
Martnelada,
superior ein qualldade, por preco commodo : ao
annazein do Dias Ferreira, no cae. da Airandega.
Vende-se um bonito preto, de idale de JO auno
pouco mais ou menos, de muito boa conducta, proprio
para todo servico,principalmente parao da agricultura,
por ter bastante pratica, e ser sem vicio nem achaques :
na rua estrella do Rozarlo, primelro andar, n. 31.
Vendem-sc duas gancas c um ganco branco c bo-
nito : na rua do Hospicio na ultima casa que vira para
o Poiubal, n.2 '
Vende-se o deposito de assucar o cafe do Aterro-
da-ltoa-Vista, com todos os seus pertence e lazenda :
a tratar no inrsliio, n. 70.
= Manoel Joaquim Gonfalves e Silva, na rua da t-ruj,
n t, tem para vender queljostondrinos, da massa mal*
superior que tem viudo a este mercado, e chegados de
Inglaterra pelos ltimos navios.
Rua do Queimado, n.f 1.
]Na loja nova de Raymundo Carlos Lei-
te aclia-se um completo sortimento de
blendas finas, por menos de seu valor ;
britn trancado de linho, com listras, para
calcas ; chapeos de sol de seda ; platilha
de inho ; bretanha de dito ; o tambem
o algodao. dobrado, proprio para saceos
ou roupa de escravos.
= Vendem-.e moendasde ferro para engenlios dei as-
sucar Para vapor, agoa c besUs, de diversos lmannos,
por p^o couimodo! e igualmente taixas de ^r-oado
e balido, de todos os lmannos : na praca do <*P0-=,n
to" n. 11, en. casa de Me. Calmont 4 Companhia, ou na
rua de Apollo, armazcm, n. 6.
nu,u.,i""i: ,
___OSr. capitlo Sevenno (.audencio turladoile
Mendotiea, morador que era no Riacho-de-Satiguc,
queira declarar em que parte existe, que muito se
Ihe deseja fallar, OU dirija-se a rua bireita, sobrado
n. 29.
-Quem quizer se encarregar de urnas cobrancas,
ainda mesmo judiciaes na villa de Pianc, dando
pessoa que abone a sua conducta, podera dtrigir-sc
a rua Di i cita, n. 29.
__Recebem-se escravos para se venderem tanto
para fra da provincia como para engenho olTe-
recendo-se toda seguranza para os cscravos : na rua
Nova, nv*0.
__Aluga-sc o terceiro andar da casa n. 7, da rua da
Cruz: a tratar no segundo andar da mesma casa.
Urna parda que d fiador a sua conducta se o-
ferece para criada de alguma casa rslrangeira, ou bra-
slera, para todo o cvicode porta, a dentro : a tratar
na Passagcm-da-Mag'lalena alm da ponte sobrado ,
'_! Urna pessoa, com as habilltacoc. necessarias sn
oflerece para fazer alguiuas escrlpturacdes com asirlo c
presteza : quem de seu presumo se quizer utillsar, diri-
ja-se a rua Dreila, defronlc do Llviaucnto, n. 2 se-
gundo andar, das 8 horas da manbaa em diante.
Aluga-sc a casa terrea da rua da Florentina, n. 13:
. tratar na rua do Trapiche armazcm n. 19 com Do-
mingos Sorianuo Concalves Ferreira
Aluga-se urna casa de so-
brado de quatro andares, na rua
do Trapiche Novo, com muitos
commodos; e um grande arma*
zem, com muito boa visla para o
mar: tratarse na rua da Aurora,
casa n. 58.
Jos da Silva Oliveira mudou a sua residencia
da rua da Prala.n. 66, para a rua Dlreila n. 2, segun-
do andar, onde pode ser procurado. _______
!%a loja de Jos Manoel Moiv
lc.ro Braga, na ruado Cres-
po, n. 16, esquina que vi-
ra paraaruadasCruzcs,
sepropOe a dar lines, em casas particulares, ue |,| ii.ti.i.i i un ws ~
primeiras leltras, grammatica portugueza bons'' ricos c imdos cortes de casimiras,
principios de msica e desenlio : na rua larga do Ro- ^"f//^^"1^ ,isas; chapeos para homen., os
zario, ii. *8, so dir quem he.
ompras.
atrs
Compram-se venezianas
lo theatro, annazein n. G.
Coiuprani-se duas venezianas usadas, mas que
possam servir : na rua l.rga do Rozario, loja de imu-
'"'"-' Cmia-se una escrava robusta, eque .alba cn-
gommar com tcd. a perfelcio e ...elo libMWri^
asquelra: na rua do Quelmado, n t, piimeiio an-
d"-r-'- Coinpra-se um jogo de dama, copos e dados de
narflm naragamo: na praca do l orno-Santo, n. II.
I. Compram-se dous cava los gue tenha... aodareast
de bonitas figuras : na rua de S.-fioncalo, sobrado n. a.
Compra-se um papagaio grande, bonito e mui-
to bom Tallador : mo se olha a prego por ser para
urna encomtnenda : na rua da Cadeia do Itcctre, lo-
ja de miudezas, n. 51.
Ainda so continua a comprar cobras de vtado
vivas para remedio : na pra$a da Boa-Vista, n. 33,
segundo andar.
*'
tanto de listras como lisas; chapeos para homem. O
mais modernos e finos pannos pretos e de cutes Mt-
. nietas largas chamalotc de muito boni, gosto ; ca-
auiika ncarnad muito fina niantlnhasMe seda ra-
ra enlirn; chales e mantas de seda, multo rica. ; vel-
udop eto se.in.pre,oi chale, de lin o preto i ....-
braia branca ede cOres e outras iiiu.las !"""?"'
gosto assim como lencos de edaeom franja para -
nhora a 800 rs. ..', ..
Na i na Imperial, n. 167, vende-se
fumo em folha para charutos, de boa
qoalidade, e por preco barato, cm lardo
de 3 arrobas.
Vendem-.e cas.es de poinbos '^l*;
des e bons batedores por preSo coinmodo a vista da
qualldadc : na rua da Florentina n. 10. .
_. Vende-se, por commodo preco, uina inorada de
casa te. rea! silaba rua que atr.ves.ada Gloria para a
Alegra : na rua da S.-< ruz u. SS-
Vende-sc o superior vmno branco
da Madeira, engarrafado .- na rua do Vi-
gario, n. 4, armaiem de Rothe & Bidoulac.
8 Vende-sc un. mnlatlnhodc |4 annos de bonl a
figura ; anda bem a cavallo sadio cm fHHM
achaques : na rua da Aurora casa do coronel Joaquim
ponsavcls pelas mesma pretas.
Trem de cozinha.
""I" vnJ^munftone.;.col. un, bom escravo .^
K;n,roue^:EfP=-"
ervlco de campo : na.tiuco-Ponta, n. X.
Lotera o Riii-de-Jaiie.ro.
Aos20:000^000 de rs.
Na rua da Cadeia-Velha loja do cambio do1 Sr.
Vieira vendem-sc bilhetes, meios, quartos e 01U-
vs da otcHa beneficio das salinas de Cabo-Fro. e
Umbei oslas caldas de S.-Catharina : proco do*
bilT,etc"a,00)rs. meios 12,000 rs., quart* 6000
oilaVos 3600 rs. A elles, antes quo chegueo va-
por com a lista as cautelas da lotera a beneficio
da matriz do Cear sahiramos 20:000,000dora em
3 vigsimos e em um quarto e maia premios de al-
guma circumstaneia.
Potassada Russia
verdadeira e nova, em barris pequeos,
por preco muito commodo : na roa da
Cruz, n. .10, em casa de Kalkmann &
Hosenmund.
MUTILADO



:'
I
i
Pannos pretos finos
e novos na loja; setim maco sem mistura ; cha-
pos de sol, com hastes de ac; Chalos e mantas de
sedaedelAa eseda; casimira preta elstica ; cha-
peos Anos lYaiKvzes; tudo por menos de seu valor :
na ra doQueimado, n. 11, loja nova de Hay mundo
Carlos Loite.
VELAS DE CERA 1)0 RIO-DE-JANF.IRO.
Vende se compilo oortimento de urna a 1C e bc-
giasde*,5e6: no armazom de Alves Vianna, na
rua da Scnzalla-Velha n. 110.
Vende-se, ou permuta-so por um sitio perto da
praca urna excel lente casa terrea com bastantes
commodos para urna grande familia, sita nosta pra-
ca : na rua Imperial, n. 9.
Na rua do Crespo,
loja n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Maya,
vende-se superior sarja preta hospanhola ; nobroza
rosa, muito superior emuilo propria para capas
do Sr. dos l'assos e outras irmandades; ricos cortes
de seda para vestido desenhora ; mciasdeseda pre-
tas e brancas, as mais superiores que teem appare-
cido, tanto para homem como para senhora ; luvas
de seda; chales de seda muito modernos e de lin-
dos gostos; cambraia de linho, muito fina; lencos de
cambraia de linho bordados, para senhora, dosmais
linos que ha poT muito barato preco ; esguiso de
puro linho e muito fino; platilha de linho ; e outras
muitas fazendas que sero patentes aos comprado-
res e por barato preco.
Vende-se azeite fino de gerselim, para comer ^
para luz : no deposito de azeite de carrapato na rua
da Senzalla-Yelha, n. 110.
JSovo panno de linho, a 600
is.a vara.
As pecas silo de 15 varas e he melhor que o pri-
.. metro; alpaca fina preta, a 800 rs. o covado; los
pretos muito baratos : chitas em cortes ; riscados
trancezes; sarja hespairhola superior; e grande sor-
timento de fazendas de todas as qualidades e bara-
tsimas : na rua do Queimado n. 11, loja nova de
Raymundo Carlos Leite.
-- Vende-se mercurio em caixinhas : no escrpto-
nodeFranicscoSeverianno Rabello & Filho.
~ Vende-se una casa terrea, sita na Passagem-da-
Magdalena, aopda ponte, rectificada de novo, com
bailantes comniodos, boin quintal e cui chaos pro-
pnos : na rua da Cadeia do Recite n. 26.
calcas a 6000 rs. oculte; velludo; gorgurfio de se-
da ; setim para collete; tudo por preco commodo ;
lustOes para colletes; e outras tnuilas fazendas,
tanto para calcas como para vestidos de senhora ;
tudo pelo barao.
Na loja de Francisco Jos Pe
reir Braga,
na rua do Crespo, n. 3.ao n do arco de S..imi )..-.
para vender as seguales' fazendas: casimira preta,
mullo Una ; merino prcto, do inais lino que tem appa-
recido ; alpaca muito lustrosa; panno fino de varias
cores ; corte de collete de setim dos inelhorcs goslos
que na no mercado ; riscados franceies para jaque-
tas; chainalotcs de diversas cores ; cortes de chali do
seda; mantas de setim muito finas ; lencos de cassa,
para grvala ; todas estas faiendas se vrndeiu pelo m.iis
barato preco que for posslvcl. Na mesma loja tainbein
se vendcni chapeos pretos de castor pelo diminuto
preco de 7/000 rs. cada um.
Para pageos,
chapeos envernisados, de superior qualidade e ga-
les de ouro e prata para os mesmos ; vendem-se na
rua Nova, n. 2, primeiro andar.
Vende-se uina parda moca prendada, com duas
nllias urna de (i annos, e a outra de 4 : na rna defron-
tejdo oitao do theatro novo, n. 11.
Veude-se um fonnidavel pao de sapucaia, com 33
palmos de conipriinento : na rua do Crespo, loja n. 10.
----Vende-se, na rua Nova, n. 50 um alambique
c una sementina.
Vondc-sc muito superior sarja larga
hespanhola legitima ; merino prelo,
muito fino, a 3800 rs. o covado ; supe-
rior panno preto o de cores; alpaca
preta, muito fina ; cha malote de seda
pura; cortes de vestidos de setim pre-
to lavrado, o mais rico que tem appa-
recido; setim do .Macan; superiores
los de linho preto; damasco de seda;
dito de lila ; assim como um completo
sortimento de fazendas proprias para
a Quaresma : tudo por preco mais em
conta do que em outra qualquer par-
te : na nova loja de JosMoreira Lopes
Companhia na rua doQueimado ,
casaamarella, n. 29.
A1ISO
As sen I oras do bora
gosto.
Na ruado Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquirn da 5lva
Maya,
ha um novo sortimento das ricas mantas de lanzi-
nha eseda para senhora ,as mais modernas que se
usam na Europa, e por isso so tornam recommen-
daveis as senhoras de bom gosto, bem como aquellas
que usam de economa, tanto pela boa qualidade e
ricos gostos, como pelo baratissimo preco de 5000 rs.
cada una ; ha igualmente um rico sortimento de
corles de vestidos da rica fazenda denominada ba-
zullina. Esta fazenda lio de cores escuras bordada
delistrascquadros os mais claros, de lindosdcse-
nhos, cores lisas e bonitos tecidos, e por isso muito
proprios para o lempo de quaresma e de invern.
Vendem-se 2 pretas de 20 h 24 annos, sendo urna
boa lavadeim e que cose solTriveliiienle e vende na
rua, e a outra propria do servico de casa e campo:
a rua da Cadeia de S.-Antonio, n. 25.
Na rua fVova, n.JJ,
confronte a Cam-
boa-ilo-Carino,lo-
ja do A niara I,
vende-se urna grande porciTo do sapatos francezes,
do marroqum o cordovflo, a 880 rs. o par. A elles,
freguezes, que he pechincha, que em outra qual-
quer parte nlo se encontram por tal preco.
Pare cen de seda.
Vendem-se chilas assetinadas pretas franeezas
proprias para luto, a 260 rs. o covado; pecas d
hamburgo fino, a 3000 rs. cada urna ; los pretos.
muito em conta : na rua do Queimado, loja nova n.
11, de Raymundo Carlos Leite.
Vendem-se palitos para denles, muito bons ,
de 100 macos para cima a 100 rs., a dinheiro de
contado: na rua da Cadeia do Rccife, loja de miu-
dezas, n. 51.
No largo do Forte-do-Maltos ,
o. (i, oo na ruad* s I auoei*
ros,n I ,
vende-se um ptimo escravo de 22 annos, crioulo ;
urna parda e urna cabra de 23 a 25 annos, as quaes
sao proprias para o servico do campo por a isto es-
tarcm acostumadas, e mesuio quererem ir para o
mallo, ou para engenbo.
Na rua do Crespo,
loja n.lt, de Jos Joaquim
da MI va Haya ,
vendo-se alpaca preta a800rs o covado; dita muito
fina preta e de cores por barato preco; merino
pfto muito superior; panno fino preto o de co-
res ; casimiras elsticas, de duas larguras, para
Vende-se um carro de duas rodas com scus ar-
reos, por prego muito commodo; ve-se na cocheira
da Boa-Vista, do Miguel, e trata-se na rua Direita,
sobrado n. 29.
-- Veudeni-se superiores charuto* re-
gala, finos e ordinarios, c liega dos ulli--
lilamente da Hahia, por preco mais com-
modo do que em outra qualquer parte,
por liaver grande poreao : na rua do Viga-
rio, n. 4, armazem de i othe & idoulac.
Vende-so panno de algodo grosso, proprio pa-
ra saceos; dito azul c entrancado (estopa;; pregos
amoricanosn. 4; fio da India para coser saceos: na
rua do Trapiche, n. 8.
Vende-se um sobrado novo de um andar o
grande sotflo emolaos proprios, o qual rende por
mez 34,000 mil ris; e agora mesmo que os malc-
raos e inflo d'obra estilo baratos, se ofl'erece a venda,
por traspasso, 200 palmos de terreno firme, todo por
junto, ou a relalho, no alinhamento de urna rua,
segundo o novo plano, junto a igreja dcS. Ama-
ro, com os fundos de200ou mais palmos conforme
agradar ao comprador, proprio para nellc se edifi-
car meia duzia de boas casas, as quacs sem duvida
se alugarflo por bons precos pelo tempo de festas,
c mesmo animalmente, em rasiio do ptimo fresco
que all gozam os habitantes da nova cidade: vende-
se no mesmo lugar urna casa terrea collocada no al-
nhamenlo da rua da Aurora, em um terreno de 140
palmos de largura o 1400 do fundo, al junto a
igreja, com algumas plantas, como sejam parreiras,
larangeras, coqueiros &c., conlendo em si um
gratulo viveiro com 660 palmos de comprdo o 100 de
largura, com a sua competente poi la d'agoa, e bas-
tante peixe, proprio para o actual lempo quares-
mal : assim como lanibcm 2 canoas novas, sendo
u:na de conduzir familia, eoutra deconduzirentu-
Iho: o que tuito so vender pelo mais commoJo pre-
co possivel, na rua eslreita doRozario, botica n. 10.
Vendem so tres lindos molequos de 15 a 16 an-
nos; um dito do 7 annos; tres cabrinhas do 10 a 12
annos, proprios para aprenderem ollicio; um pardo
de 18 annos, proprio para qualquer servico; urna
preta de 20 annos, com habilidades; urna de idade,
por 200,000 rs : na rua do Collegio, n. 3, segundo
andar, se dir quem os vende.
rhuitas faiendi por menos preco do que em outra aual-
quer parte. *
Por ter o dorio de retirar-se para a
Europa, vende-se um piano de armario,
de jacarando, um dos melhores e mais ri-
cos que actualmente aqu existem, do au-
tor Broadwood; assim como um carro de
iuai.ru .......o, luiisu utuu uinei luanes,
proprio para m ou dous cvallos, com os
devidos arreios : trata-se em casa de Kal-
kmann & liosennmnd.
.los amantes da boa pitada.
Acaba de chegar do Ro-de-Janeiro, pelo ultimo
vapor, urna nova remessa do superior rap Principe
Imperial. He cscusado tecer elogios a este rap, pois
o seu autor he o mais perito fabricante que ha na-
quella corte. Vende-se as lojas dos Srs. Victorino de
(.astro Moura na rua dos Quartcis; Joaquim Mon-
teiroda Cruz ACompanhia, ruado Queimado; An-
tonio pomingucsFcrreira, rua do Crespo, e na de
Francisco Joaquim Cardozo.
--Vendem-se riqusimas litas de seda, do ultimo
gosto, para cnteiros o chapos; luvas de pellica,
seda castor e fil, para homem e senhora, das mais
modernas; cartas para voltarete; ricos suspenso-
rios de seda com borracha; bicos pretos e brancos
finos; lencos de seda para grvalas, c para senho-
ra do ultimo gosto; meias do seda, de patente ,
brancase pretas; eoutros muitosobjectos do gosto:
na praca da Independencia, n. 39.
Cheguemao antigo
barate ir o que elle tem fa-
zendas de muito barullio
e pouco dinheiro!
O antlgo barateiro est boje torrando, porque tem fal-
la de dinheiro na sua nova loja de mtudezas da rua
do Collegio n. 9 papel de peso iiiglez, de primrira sor-
te a cinco patacas a resina e a meia resma a 880 rs.
dito almajo 2/700 rs. a resma e meia dita a 1/350
rs. ; papel proprio para fogucteiros ou embrulho de
fazendas a l*0O rs. a resma ; trinchantes de cabo
branco a 800 rs. o trinchante, sendo garlo com mo-
la e faca grande ; pelles de inarroquim a 1/280 rs. a
pellc ; pelles de como de lustro, a 1/lO rs. a pellc lim-
Pn estojos de navalhas linas com toque de ferrugem ,
a 500 rs. o estojo de duas navalhas, para acabar ; ten-
eos de gorgurao, a 1/200 rs. cada um ; penuas de blco
de jndala a 200 rs. a calxinha de cen prnnas ; botos
deduraque lino a 200 rs. a duzia ; ditos de metal tu-
rados para calcas a 320 rs. agroza ; ditos de madre-de-
perola a 480 rs. a groia ; carteiraa para algibclra a
100 rs. cada urna ; torcidas para candieiro a 100 rs. a
duzia, de todas as larguras; bicnsestreitos a30rs.,
para acabar com o resto ; luvas de alg- dao brancas e de
cores para homem c senhora a 320 rs. o par ; nielas
finas para homem e meninos a 240 rs. o par ; carapul-
cas de algodo de cores a iGO rs. cada nina ; bengalas
de canna da India a 1920 rs. cada urna ; cachos de flo-
res para chapeo de senhora a 240 rs para acabar ;
chapeos de cambala para meninas a 2/000 rs. cada
um ( o invern est na porta ); tantlicos para houirin
e senhora a 280 rs. o par dilos para meninos a 100
rs. cada um ; tudo isto para acabar porque o bara-
teiro gosta de vender por pouco dinheiro.
Vende-se um p
he ganhador, e tem
larga do Rosario
ahita.
bonita figura, de 40annos
_ unas habilidades ; na
padarUn.43, at as 9 horas
rua
da ma-
na Vende-se cera em velas, prximamente dictada
de Lisboa sorliinento a vontade em caixotes peque
nos; mercurio doce, em caizlnhasdc3 c5 libras ;Vi-
nho Unta 4o Porto muito superior em barris de oi-
tavo ; dito engarrafado em calxotes de 18 garrafas ca-
da um ; cal virgein superior de Lisboa em barricas
r2 ..... A* TTrt-. -- ~~:r.. fc< ------>~...:, .. '
m V--------------' **" ... ./* i.a>.U|i|uiiS t lUCII-
desaTarro/o.
Vende-se um sobrada de um andar e sotao.sito
na rua da Aurora a. 34 : a tratar na mesma rua pri-
ineira caa terrea, n. 50.
Vende-te rap Meuron em grande* e peque-
as quantldades: na rua do Arago botica
n. 10.
Gaz.
Loja de fofio Chardon ,
' tcrro-da-lloa-Vista, n.5.
Nesta leja acha-se um rico sortimento de LAMPEOES
PARA GAZ com scus competentes vidros accendedo-
res e abafadores.
Estes caudieros *ao os memores e
mais modernos que existem hoje : recommendam-se ao
publico, tanto pela seguranca e bom gosto de sua boa
confi'cco como pela boa qualidade da luz, economiae
asseio de seu servico.
l\a (llCMlia loja os consumidores sem-
prc acharao um deposito de GAZ de cujo *e albura a
qualidade e em poreao bastante para consumo.
V< nde se o gaza 320 rs. a
garrafa.
Vende-se um inulaliuho de 16 annos um dito de
12 annos ; urna parda com urna cria de 10 annos; II es-
clavas mocas, de 16 annos una das quaes coziuha bem
e outra cose e borda ; 5 ditas de 22 annos ; um bonito
escravo para todo o servico ; na rua Direita, n. 3.
Na rua do Crespo, loja ir. tt, de
Can) os & Maya,
vendem-se ricos cortes de cambraia c barege de multo
delicados gostos a 10/000 rs. ; ditos de cambraia a 4/
rs. ditos de cassa chita, a 3/500 rs. ; superior sarja lar-
ga hespanhola ( 2/200 e 2/800 rs. o covado ; casimira
preta elstica ; alpaca nieta fina, a 800 e l>600 rs. o co-
vado; lencos de setim de cores para gravata ; e outras
AVISO
aos Srs.deengenho
Ka rua do Crespo, loja n.12,
de Jos Joaqun) da Silva
Haya, vendem-sc
cobertores de algodo, muito encorpados, proprio
para cscravos ; bem como urna fazenda do linho ,
imitacnode estopa, fortee propria para roupa de
escravos e saceos para assucar; tudo por preco mui-
to barato.
-- Fia botica da rua do Rangel, vendem-se os reme-
dios seguintes, dos quaes a experiencia tem confirmado
os melhores cubitos : dentillco, que tem a propriedade
de (impar os denles cariados, e rcstituir-lhes a cor es-
maltada, em muito poucos das ; o uso do dito reme-
dio fortifica as genuivas e tira o mo cheiro da bocea,
proveniente nao s da carie, como do trtaro que se
uneaopescoco destes igaos; o remedio he designado
pelos nmeros i. e 2 ": orchata purgativa, mui til as
enancas e as pessoas de toda e qualquer idade ; he com-
posta de substancias vegetaes, nao conten mercurio,
Na rua .Nova n; 6, loja de
Maya amos & C. .
vendem-se veos pretoa de varios tamaitos e precos; lu-
vas de seda preta, crtase compridas; meias de seda
preta, para senhora ; ditas de laia ; ditas de seda para
padre creps de todas as cores: tudo o mais baraiu
possivel.
Vendem-se, por barato preco 600 esteiras de na-
Ida de carnauba por atacado e em poreao de 10 para
cima : na rua da Cruz, n. 51.
Vende-se urna preta de naci perita vendeeii,
e que ra lodo o servico de urna casa: no pateo do Car-
ino, n. 7.
Vende-se um bom escravo do servico de campo
na rua do Cabug, n. 16.
Vende-se um cadeirade arruar forrada de seda
macacos para arrumar carga ; encerados para cubrir
gneros : na rua do Amoriin, n, 15.
ATTENgAo!
Na rua Direita, loja de pintor, n. 60, faz selenteque
tem um bom sortimento de vidros de todos os tsjna-
nlios em porfao de calzas e aretalho ; tintas de tolr-
as qualidades c oleo; tudo por preco commodo.
Vendem-se 15 acedes da companhia de Bebiribe ,
pagas em da todas ou parle deltas : na rua do Rangel
loja de cera, u. 1, se dir quem vende.
Vende-se urna cscrava de naci de 28 annos, que
sabe fazer todo o servico de urna casa e rua nao tem
vicios ncni achaques : na rua da Cadeia do Reclfe, casa
de cambio, n. 34, ou no Aterro-da-lioa-VIsta, n. 86, se-
gundo andar.
Vende-se uina venda com poucos fundos, em nina
cata finque pdcniorarfamiliaindependentcdo^egocin,
com quintal grande com arvoredns sendo o aluguel
muito barato : drfronte da igreja da Solcdade n. 2.
- Vende-se uina negriuha crioula com principios
de costura sem vicios nem achaques e de bonita figu-
ra : na rua Formosa n. 1, por detrs da igreja dos In-
glezes.
Vende-se urna pequelia inorada de casa terrea,
sita em Fra-de-Portas da parte da mar grande c de-
fronte dopharol da barra n. 14 : a tratar em Fra-dc
Portas rua do Pilar, n 108, das (i as 10 horas da na-
nha e das 2 as 6 da tarde
CARNAUUA.
No armazem de farinhada rua do Collegio, n. 1,
contina-so a vender cera de carnauba por preco
commodo, tanto em porces como aretalho o he
chegada agora urna porc.lo da melhorqualidade que
tem apparecdo.
Vende-se um oile piano, de
piano, de pa-
tente London, dos autores Collardfc Col-
lard : na rua do Vigario, n. 4. no arma-
zem de r\othc& Bidoulac.
Vende-se cal virgem, em caixas e barricas : no
escriptorio de Francisco Scverianno Rabello & Fi-
lho.
** Vendem-se na rna da Cruz, Jg
j| n 23, branddes de cera, |#|
p de urna das melhores fabri &
g cas do Rio- de- J.neiro, e %
% jior preco commodo. t
Escravos
Fgidos
nem droga alguma que possaprejudlcar: remedio para
curar calos, em poucos das; dito para curar dores ve-
nreas antigs e que teem resistido ao tratamento ge-
ralmenle applicado ; dito para provocar a menstruaco,
e acceU-rar a aeco do tero nos partos naturaes em
3ue nao se precisa das manobras cientficas da arte ;
ito para resolver tumores lymphalicos, vulgo glndu-
las ; dito para curar boubas e cravos seceos, o mais efli-
caz que se condece at aqu; dito oximel de ferro, mul-
to til as chlorozes, vulgarmente chamadas frialdades;
pos anti-biliosos de Manuel Lopes; capsolas de gelati-
na, contendo balsamo de cupahlba ; ditas de oleo de
recinos purificado ; ditas de cubebas em p fino ; ditas
de assafetida; ditas com pos purgantes; ditas de ruibardo
da China; ditas de sulphatodequinino de i e 2 graos cada
capsola; algaleas, velinh.is elsticas; pilulas de sal deea-
bacinho; agoa das Caldas, chegada prximamente; reme-
dios que curam a frialdadedentro de 40 dias,mesmo estan-
do iucbado; oleo muito bom para conservar o cabello,que,
alni de nao delxar cahir o cabello, llmpa a caspa, <
cujo uso continuado fa reapparecer o cabello perdido ;
pilulas especificas para curar as gonoiiheas chi-onicas!
quando a lesao nao passa da urrta ; igualmente um xa-
rope anti-heniorragien, applicado nos ca^os em que se
deita sangue pela bocea : o pirco de todos rstes reme-
dios he mui rasoavel, e os bous resultados da sua appll-
cacao he que devem fazer sua apologa.
Fuglo, na nnieile 26 do prximo pausado, o prelo
Manoel, do naco Angola, cor fula estatura regular ,
secco do corpo ; tem um signal visivo! que lie ser que-
brado.e por isso traisempre funda; inclina para Irs as
pernas quando est em p ; tem no corpo signaos de
ter apandado algumas vergalhadas na occasio em que
se evadi quem o pegar leve a seu senhor', na rua No-
va n. 33, que gratificar.
Ot'a-
Na rua Nova, n. 6, loja de
3aya Ramos & C,
vende-se sarja preta liespanhola a 2/400 rs. ; setim
Macan, preto de muito boa qualidade proprio para
vestido ; um sortinirnto decalcado de couro de lustro e
inarroquim para senhora ; sapatos de duraque a 1/
rs o par ; borzeguins gaspeados para homem; filas as
mais ricas que teem apparecido, tanto com franja como
sem olla ; rjcas mantas de seda ; chales de superior qua-
lidade ; pe filmaras muito finas ; escolenles lencos de
seda para nio ; chapeos de palha da Italia para me-
ninos ; ricas flores para chapeos ; couros de lustro a
2/500 rs. apello ; ricos lcqnes de seda, papel e cha-
rao ; espelluK doma.loa de todos os tamauhos ; c ou-
tras multas faiendas por preco commodo.
Vendem-se velas de carnauba de lodosos tamauhos,
a 240 ri. a libra: na rua do Calaboueo-Novo, 6.
l'revine-se que a prota annunciada neslo
rio de 19,20, 22 o 23 do passado fgida ha mais de
um mez de nome Thereza, de 30 annos, pouco mais
ou menos ,de nacuo Angola alta, bem prela, den-
les abertos, rosto redondo o alegre bem fallante ,
levou veslido de chita azul com barra enviezada ,
saia de lila preta e panno da Costa ; andando com
duas caixas do folha do (landres urna grande o ou-
tra mais pequea vemlnndo miudozas ; quando sa-
bio de casa ro para vender no mallo, dirigindo-se
iaraosengenhos Cachito Penanduba, Mandioca ,
lulliOes, Suassuna Palma, Muribcca e 8-Antflo ;
para maior signal tom pelas costas urnas costuras
levantadas; ha agora noticias que a dila prola foi pe-
gada no eiigonho Cachito, sendo entregue desde sab-
bado 20 do correle a urna preta escrava do mes-
mo abaixo declarado de nome Luiza que em com-
panhia do um preto forro, de nome Jolo e j idoso ,
andavam a procura dola, e acontece nflo terem anda
apparecido em casa e nem haver noticias dellcs ; mas
como ha desconfianza que a dita preta Thereza lenlia
fgido novamento das maos dos portadores no per-
imitar cm alguma parle, c lalvez ande agorasem os
rcaixesde fazenila, faz-sc i presente advertencia as
autoridades policiacs, capiles do campo e a outra
qualquer pessoa.para nio serem illuddos.c roga-sc-
Ihesquelram diligenciar outra vez a apprehensilo |:
dita escrava,c i sua entrega a seu senhor.JosSapori-
ti, na ruada Cruz, n. 18, segundo andar, que re-
compensara com gonerosulade.
Dosappareceu, nodia26 do prximo passado, a
nolte um nioleqiio de nome Alexaudie de l'2 an-
uos ; levou camisa c calcas de lascado azul e hranc '
jaqueta preta : quem o pegar leve ao Corredor-do-llis-
po, n. 2, ou na rua do Trapiche n lti, que aera grati-
ficado.
A

u' .------:z^z~=*
PERN. : NA TYP. DEM. F. DE FAWA.^47'
MUTILADO
V


.
AHBUCO.
Abi'
pusill ignominias im-
postas pelo o Joanna, a provincia
de Pernambueo est a discric.io Je um bando de pi-
rtUi, que um ge e oolm be dirigido pelo
Eni. Sr. preiic 'into Cbioborro da Ga-
ma, celebre em toda iai vida publica, ora por actos
magogos ousados, hem
ptrial en 1832,
i aniii dos -
mplo o cun-
es em Pcrnambu-
briosa i pisos ho-
que o eolio
como l0,al^^^^^^^H^H
ora por oulrc
{acodos e
tracto daa imprenOsa do
co: entregue aisim eata provincia
raeo eitraoboi toda a deia de hooestidado, e que
dMtitoidoa inte I qU8 S
licj oorar, aeria urna noseidada eaperar aioda da nona
comedida, poato que vehemente oppoeieto, que tai
geole arrepie na earreira do desvarios, em eonaequen
cia da cemuras que pablicamoa!
Coofenoidos ni da neffieacia doi remo os consti-
tucionaea. da fraquea do ministerio que vive vida
da humifiaedea ; e certos do deapejo descommuosl do
tates que cbfgaraoi i poder opprimir Peroambaoo,
n j nio oscrevamoa, como usando de um reeurto
legal, para que o governo de remedio aoa malea que
eofire a provincia, porquaoto eoohecemoe que o ac-
tual ministerio be um ente aem vontade. aditricto ia
ordeaa do club aulito ; nao eaerevemoa tambero para
qua o Sr. Cbioborro ae ourve ao imperio da lei, pnr-
qua a censura tmente corrige aquellea luoccionarios
publico que, pretando-ae, aapiram i urna reputacio
tiooorifica n opioiio doa homeni honrado; nio es-
creiemoa igualmeote para que o augusto ELEITOR
do ministros eoobeca o eilado da deiesperacio a que
vioaeodo levadoa o aeua subdito do norte do imperio,
porque ssbemo que forte linha de infieit tea obs-
truido o oaminbo, pelo qual poderia chagar ate o
throoo, que a sacio erigi, a verdade e oa clamores
do poto,' hoja redolido a degradante eacravidlo; nio
eecreiemoa finalmente cora a via espera oca de que a
faccio conquistadora daa posicOes oficiaes toroe-te
meaos deshoneata, porque seria o mesmo que esperar
aqoacer-ae coas o galo, ou refrigerer-se com o fogol
Os nossos etoripto portanto uio sao na aclualidade
por-
Lidador oa acto da
a Pornanno-
i, as rea per-
iodo a eociedade ebega a
Mldcioeter-
nissimo dous de feverei-
que temos eipoato ; he penis
islo, que vamos dcaeraver
no leanea e oppressorea, praticadoa
em Kio-Formoso pela polica anarchisadora do Sr. Chi-
chorro !
Marcado, em virtude da lei, o dia 17 do pasaado Ja-
neiro para initallacio da junta quahlicadora doa cida-
dioa aptos para votaren naa aleicoee primarias, nin-
goam duvdava, be verdad, qua a lcelo que opprime
a provincia e acola a genUIha; afim de afugentar das
eleicfies oa homen q ue jimaia ae prostitoem, tentasse im-
par aoa vontade nessa dia ; porm que oa agentes da
polica, que a lai cuidadosamente arredou, ae apreaeo-
tasaem armados, conspirando contra o povo, e declaran-
do que aaaim obraran por ordea do governo, so se a-
oreditou depoia do fado! O Sr. Francisco Antonio
Bandeira de Mello, despachado teneote-coronel da
guarda nacional pelo Sr. Chiohorro, estovado e pro-
nunciado praieiro, uliliiaodo-ie do posto, prevalece-se
preteilo mu indico, e aviaa com antecedencia a
guarda nacional de aoa commando para orna revista,
que poda ter logar em oulra oecasiao, e ordena para
isso que rompa o dia 17 ao som de corneta, e que a
villa do Rio Formoso ae transforme em um campo mi-
litar. Formado o balalbio, pasaa-lhe o Sr. tenente-
coronel revista, e depoi marcha para a igreja matriz,
aob pretexto de ouvir missa, e, coocluido este acto re-
ligioso, cootra-marcha i porm em vez da dispersar o
batalbio, oomo era de rigoroso dever, poste-o a 36 pas-
aos de distancia da porta principal da matrii, e manda
ensarilhar armaa.' F.sta manobra, o destacamento de
polica em actividad, a osteotscio emfim da forc ar-
mada, no dia em qoe a lei quer qoe o povo esteja oo
goso da enais plena liberbade, de accordo com oa gestos
smescidores do Sr. teoeute-coronel chefe do batalbio,
qua be igualmente delegado de polioia em eiercicio,
rtela vam de ama maoeire indubitavel, que a polica
pretenda dictar a le, e formar a anta a aao arbitrio ;
todava, nio obstante, o mu digno e aballado cidadio
o Sr. teoente-coronel Joi Antonio Lopes, juii da pas
do lugar, fiel i confiaoca que oelle depositaran] seus
compsrochiaoos, dirige-se pina motril, afim deeiar-
cer a funecoea que a lei I be incumbe na lormacio da
junta parochial, levando em aua eompanha o eaerivio
de seo juio, juramentado ha oito das, para servir inte-
rinamente esse ollicio, em qusnto durar o impedimento
do proprietario.
Poucoa minutos se linbam passsdo, depois ds ebega-
da do Sr. jais de pas, quando entra pela porta da ma-
tris, em cujo centro a coraecsr-se o seto, o Sr. tenante-
coronel delegado, e o subdelegado, o Sr. Msooel Be-
serra Civalcsoti, ( administrador do CDgeQhoUoiinDs)
\
/


seguido por ir
de baiooeUi, e por u
suardas nacionaes, ign
Esta invaso de
comludo o Sr. ju
oonrida 01 circumslan
nbam, para comecir o
a Sr. |un de per. asabado <* p|
ile, e ja o Sr. doleu*
que o acompanhra, din j
form juie de p%, fi
aitiosos no corno da i
polica do Sr. GMch
mat'oonsoquentlaa; porim a
algoos prtiairo, que sao p
que aunes perdern o bro, (h'
qtje so echan nt presente! par*, ni q
plantes, entraren) as turmas, daa quaeaiahem, ni (br-1 No r
me da le, os memhro Ja juntas; o han
ano pnieiro* apasiguado o tumulto levan
polica, rapurtnu se o Sr. delegado era qoaoto juitdepac, e mudaudo ilo tom, dirigi-.-
tio, e iMe-tae i fd nao trata de mar-u, mW*
emmlar eom a radeis, i tambem eom eaaatt no$ eotku
Eetlo o pobre oterivio, cujas cimue.dt mcia o prin
medir se eom 01 polentado da prare, vollou M para, o
Sr. )aii do par, o dsl-iheqaas* achav.i hu inoorn-
aaedido da sade, e conclua pndindo a i*a tofnttatoitSff
logar interino que exareia. OS', jui* de p l>em o
nbeeei qoa O a daa aedieioao limitav- se en que ea
eraren* o proeetso da qiialifkafSa o eaf 5o d lubde-
logaaoia, e bam poda, usando doronmdio da loi, jura-
aaetrtir outro eidado, porm,pira etitsr prelaxtoa, on -
detcendeu eom ea amotinado, e raquesitou para ero-
teto eaonvio da propria polica sediciosa!
Serenada eala primeira daa desorden! projporidee
a Rio-Formato, nesta occisiio, pela polica do Sr.
Caicborro, nlo tardas que ella taicilaiie outra con
Uior deicaro. Tiaha o Sr. juit de paa tomado ama-
to, e dava principio ao acto, quando a polica a ot prai-
eiros impugnan) a entrada as turmas de doui eleitore,
oiSrs. Dr. Fernando Alfonso de Mullo e ttanoel An-
tonio Martin) Pereira, pretextando qae nao moravam
a fraguara, e luteitando-te aobre itta queatSo, e pro-
tando -se por ftctoi pblicos o incoateslareis que amboi
ene a-aio moradores na freguezii, o Sr. delegado, de-
poia de vociferar, e sol lar muit indirectas, pmprias a-
aaente de um homein allucinado, dirige so para o Sr
joi do par, a Ihe- diz era mui liorna alto som ai bam
otareis seguintea palanas Descanso o Sr. juil do
par, que nlo faz aqui eli< des cmodas outrat vetes: hi
do me oppor a ludo 03* porque est u sutorisado polo
Sr. presdanle, e peloSr. chufe do polica para empregar
a forc, aiada que cerra osangue; termo forea, que
me obedece, 6 ininha disp sieflo, ba de sofszer o qi
quier : mando (formaos palavrts) quero, e poiso!
Estas ameagas forain oorrespondidas eom gritos os
trondosos pelo grupo de guarda naeionaes, e peloi sol
dados de poiici que entupame igrrja e no mesmomo
meato doua anecias, eom aa baionetat cinta, mas qua-
ai meias deiorobunhadas (dando a entender cot iUi
que 10 primetro aceno dorramariam o aangoe daquelle
qua o delegado indican*) se postaran) por detrs da ci-
deira do Sr. juit de pai! Eolio ninguem mais seen-
tendea, grito deseompassados, mciprocis ameagas era
t o qu* a ouria; lodo ora eonlns&o; todo innuvocla*
a aa desfecho sanguinolento Poros o mesmos, bo
ment qoo baviim aquietado o prioioiro tumulto, poda
ram, aafadmdu-so ola algn, istranbando a outioi c
turmas cow
ue enatta-
laraveis o di
bvh ; poresi
la frequencia ) n
No dia if>, poten
Sr. l)r. AlTonso, adi
ment '
de pltrom eonaeqne
vest* o ndM desic lifieeao, leranton se o
Sr. niWdUgedo. man dsjanat.
liado-' So escrever w-
| nartla bote-o da moss para fon |ola barl-
maioria da junta aina inaulio par quo a sua daciaio
all a aflaitat porm a cacritfcdaaoaesWaM
canvphjtamenlo, ( a jura isso a polica all o ttnba col-
locado ) obedoeflado ao Sr. tabdelegido : datta po-
rm, como o Sr. delegado Baadeir nao estar proMa-
te, nia taouver sm gritos, e nm eantarba, a menos os
oldidosintervicram ni qoeilo. Mil rendo o Sr. jair
de pif, qae si decis6ei d junta erim Iludidla pala da-
sobediencia do escritlo, a no lando lili pan quera re-
correr, luipendeu os tribalhoi,declarind que pasaara a
offloiar ao Exm. Sr. presidenta pedindo proridaaeiaa,
o retrou-se ( ieriu moirr-di ) pin tu a eaaa.
Hedila oSr.-jais da psx, no inferior do seo liamioi-
lio, o offico pan o gonerno, quio io ip tul
casa est invadida pelo Sr. derogado e soldados arma-
dos, a que esti gente porta-te gronetramenta oom a*
pessoat quo estavnm do psim.ira U, quo eertaaioot
nao asperaHan por to importune risita. Entretanto
apparece o Sr. juit de pat, eslranbn, mas eom adelioa-
dea propria do h.-iinem qu nao loi educado nssestri-
bliias, o modo grotieiro oom qae a trataran) os seus
hoipedos, e pergunta ao Sr. delegado o que preteadia
oom aquella gente armada ? Enlao este Sr., moderan-
do-se, diise--qua a minora da junta altara diapoiti a
sobjeitar-se io rencido, que o ao ate da Sr. Dr. ASonso
son nseriplo, e ooaclio pedindo o Sr. juia do paz,
qae ontinossie not trabalbot, na fsrer parlieipaeio
nlgumi ao gororno, cario da qae- a qualilioacao no se-
ria perturbada, aro., Ao. OSr. jaii da pat, qua labe
dar um compnitivo descont ao eioeasoa d Sr. dile-
gado, esqueceu-so domado groatairo oom- qae alia ba
poucoi minutos se porltri em tua cata, a afinal coareio,
consultando o membro da maioria quo oslaran pre-
sante, en rollar do tarde para igrej. continuar na
qnattikaeae.
Ponlail cm eunrpriri ui paliin, o Sr. jai de pat
poltt tcat uorat da Urda airrgie-ie pira a saatru, b>



rtirlo'vot oti
quelli
dijunld
eflfj
ctMl)
da.ee-tfillj
intcwver1
me oo sr.
eOflie Oj
tsnt o
p*M
Mdl
jasfirream
orib pttt
lega r esta .urtM.
furiaso eoi
chorro, conliouou a gritar a
pilttMM,
eaiots,fr<-
trtl, driK
rercVtastain
e gHSfdM rriiton*Ps
frtMrtif
aqu iwd*
m*t sitROiran
meloue, rftn) sdtdadbe i! ha <|u*
rtcbtt o tardo que a mesi deiMW, rness-o nv
ehegando ao maruf attg as animosidades, tin-5'e rjuii
ogropW drrTrifirt se iam forniaodo, e qtle o cortejo"
horritel da auafohia quera levantar leu eslandsrte
mortfero !
CweU delta sorte a un*, rtlfttta tod* a esparanta*
de ordem como sempro ttvaiece on'de domina a polica
sasrcbic do Sr. Chlcborm, gente de lodos as
den e do futuro sangtttnoferitio que por toda a p
i M annorSei, 1**r. r. juiz de paz i:
do alarido e dos rmrjro'perlo, lerrrnrand-se eorhtildo
da btrir 6 fnro 6 oe paW.s id (telo Sr.
gado que grilou: t)iq*i n5o fets ncm livro, e nem
pipeii! Fez-lhe o Sr. juiz de pBz a vontade, retitou-
>e com i maioria da junta, deiando ludo quinto estata
ero cima da neta, lem duvida para poder voltar vo !
Eram qoatro horas da tarde, pouco maisou meooi.
Rec'olbido o Si. juiz de paz aua casa, conlinuiva na
psrticipacio para o governo, que tioba comecado de
manba, qoando Iba bate porta um toldado do polica,
condunndo, da parte do Sr. delegado, o litro dai con-
eilisc&es, que por engao tinba ido para a igreja, cnm
recado que o recebesse, e mandaste o outro dai actas da
junta, O Sr. juidepai, recebando o livro, ditse 8"
toldado que ae retiraste, ereeolbeu-te. Dahaum quar-
tod'bora, pouco maia ou meos, cbogou cata do Sr.
juit de paz oSr. JoSo Martina Bapozo ; e pintando com
horriteis eret a disposicio om que eitaia o Sr. delega-
do se apoderar do livro, inslou para que o Sr. juiz de
pai Ib'o entregatse, diteodu-lbo em mmma Sr.
Lopes, se n8o quer pasear por grande tortura, entregue
o livro, porque o delegado o quer Jirullivalmanto, a
bem sabe que elle tern (orea asuadispo-.
ci lem o mesmo, e alm UtU, sutn-
r(Mb"< er-
l^/oquelbeper-
bba-
parirrn
aporree
Jos* aoba
Qtrrt n da-
mandar copiar a acta,
be eteusado que eu ci
Retiro v.
lo que o Sr.
m> j perto da noile, <> entre-
joil de paz persioipera ao Exm. Sr.
la ludo quanto temos exposto, com a differen-
nta do dar como entregue o liro. segdntfo o
firm i Sr. Rapoio^ sob rurlata d
i Sr. delogado punia riltl ni ettiltfde" hoi-
Kii chamada1 de campo
maf. mdnicift o doIaair#TJttl
ta sofle irlrturt-1
i sen Intent tornar m trag>di* ^tfiR-'
'aquella frcgtiezi .'
noile roncluio o Sr, juiz d jrtt I copia* i
li. rr cjuAl-, ae-g-tntW fi*
larVde bnra que tnba dado Sr. Rpwid.-arW-
mou q tinba entregado'q' liVro ao Sr. delegado,
h B'ora partir para ste Recite portador do ofidio, erl-
1 trojjatJo-se d'ps ao descans em quanfo amanhecia
odia, l'onVii i*1 eram 8 horas do manfUa. mil o Sr.
Rapozo naoapparecia ; n admirsndo-se o Sr. oit'de
pat de tarita demora, maodo'u-Inn pedir que cbegssrj
SsQa casi Sai'tfayendo o Sr. Ripdz ee pedid,
(OiifoU primeifamenle de indaaar te o portador pira o
Recre j;'i tinba partido, c; convenciilo pell flrlrmti,
assim como qiieoSr. ui* de paz, fiel a strt palatr
, como sao os homens de bem. tinba participa-
do quo entregar o livro ao Sr. delegilfo no da artrje-
dento, negni-sn enlSo o Sr Rnozo, ebiti todo O dea^-
fSSrtierito ilo um praieiro, a ecebeT t> li*ro e i passtr
o recibo com dala anterior, como tioba contencionado,
aahindo-se ooai aaoguinte escapatoria: a Meu cbaro,
oo sou praieiro; mas, pensando melhor no cato, assento
que nao devo comprometler o meu nome ; estou
prompto para receber o livro, mas nao passo recibo 1 I
A vista desla declaracao nao quiz o Sr. juiz de paz en-
tregar o litro. Nao he sem fundamento ceilamente
que pasta como aiioma entre os praieiros : Toda a
laia de patifaria he licita, com tanto que d'abi renda
a utiliilsde ao partido, ou deiar so advertsrio I a
Trahido 13o vilmente o Sr. juiz de paz, rendo em
peVigoa tua existencia, e dos membrot qne compu-
nbain a maioria da unta, convencidos lodos intima-
mente de que sob a polica do Sr. Chicborro oto lie
possivel ordem, e querendo conciliar este estsdo excep-
cional, com o dc-ver a que est adstricto pelo cargo pa-
ra o qual o chamou a confiaoca de seus compsrocbia-
nos, deliberou, com maioria da junta, retirar-se pa-
rj o^ujggah.o Pacarira, e abi concluir a apurac.80, e
participando simplesmente ao Sr. presidente com a
fttmt quts* cift^aWrWcras exigiam, que o livro nao
;


liaba tido entrgat-
elo que anin 1 ju>
la, eib Pacevira, desafl
cia anarohiea do Sr. prem
3ualifiea(lo, e remet* u
etermin oo ultimo dia do oj.
Eia a historia fiel e impareial
tUV"l-VIUIUSUi -'- ww*
Diario-Novo de K do sortate
que o diitingue. O fac!
publicsaimos, ibi povoac
afiaaam 01 tnacseoe Pr!^^^^^^^H_
aquello que nao team leito (e nos perra
ea tarto) uta joga de partido, um jogo inUrue da toa
reputecio, para que nos deamiot
camstaoci* de todo o fictos que aeabataoa da eaporJ
Nio invocamos o taatemonho da gente do aosso eredo ;
ha cosd o ewwoa praieiro que queremo provar
nnantn acabamo de diier; deolioamoa do testen-i ir i
nhodoiSrs. delegado e subdelegado, e dos outfos que
tiveram parte no faetoa.
Mi o Sr. Chioborro, por ama jurisprudencia qne
S. Eio. abe para patrocinar faced e crimes dos
aeas aaiecUa, quaodo recebeu oa offleio da maioria da
jauta, em logar de indagar obre Faetoa, para provi-
denciar, depeasoi que nio loeiem accoaada, como
foi o delegado criminoao, pelo contrario dirigio-ie a
elle maamo E que esperara S. En. qoe Ibe respon-
de* o proprio criminoao? Nio era a junta ama au-
toridade constituida ? NIo manda a le que ai deoiiBei
da maioria da junta aejam executada ? Nio represenlou
asa maioria a S. Fie. contra oSr. delegado, acoo-
stndo-o de com a forca armada neutraliiar ai mu de-
cisSes ? Nio represedtou ella, qae, teodo esta aatorda-
de autora das desorden, S. Eie. declaraue a quem a
junta devia reqaiiitar foro armada, para manter a
ordem qus a polica de S. Eic. perturbara? NIo esta
coniignado na lei, qae a maioria be a parte activa da
junta, e que a minora deve ceder resignada i toda
ai deciiOe da maioria? Porqoe pos S. Ere, nio
reapoodeu como devia a eaia requiicio ratoirel da
maioria da junta ? Porque nio fe marchar (orea, ou
dea oatra qualquer providencia qae podene eonter o
farioio otedieiojo delegado? Porqae emfim S. Eic,
como era sea rigoroso dever, nio provideocioa para
qua aa deolOM da maioria toaaem levadas a efleito, e
para que a polica, que a le nio quiz que interviene
eiti in
temen
ente
be conservado na pre
S. M. IMPERIAL a
teca poito em griod^^f^^^^H
:._:i.j_-----4n. ------... --------_,A, A
preaentativo, o ao moseno tu ti'
3ue be para e revolunte faliidade) q
o mooareba, protege nm faocio, e
adveraarioa dalla, approva a oppreaiio i i0f-
fre Arripie S. Eio. earreira, e nio leva este poro
a algam deaalino .'. .,.
Mas, tornando a Bio-Formoio, anda diremo dan
patarras : se a msioria da junta poden* levar e(1
a* iuu decii9e, a aa a existencia de seus membroa
nio correne immnente perigo, nio he claro que a
mesan junta, qne podia qualificar a quem quixeasa,
nanea le retirara, porque era de seu interoaae nico
fazer a quslifeacio ? Sim, Uto be ioconteitavel; logo
a polica, qae nio oonta com a ijmpathia do povo, e
qae eonbeceu, qae aperar da junta quali6car todo
qoantoi ella quiz, anda aisim nio podia vencer na
eleicio lutar, perturboa de propoiilo o acto, para
nullifica-lo, atiende se proceder ama nova qualifi
Co, por ama oatra jacta faccin, que nao s quali-
fique todoi esses proletario! qoe a miiorii da junta le-
gitima julgou indiferente qualificar ; mea que excloa
(e aqui esta o irgredo) eua grande maioria da cidadioa
do partido da orJem que babitam na fregueiia; por-
que s aiaim poder a praa fazer eleie,5e em Rio-
Formoio, isto he, votando qnanto proletario all ha, a
deixando de votar a graode maioria do que team qoe
perder! Batta por cita vea ; em. ootro numero torna-
remu aobre ette mesmo objecto.
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Fcrnambuco. Ifa Typagrapbia da M. F. de Fa/ia. = 18*7.
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