Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09794


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Full Text
Apno XXVI
Quarta-feira
PABT1D DOS COBBXIOI.
Goiann.i c Parahiba, segundas eaextas feiras.
Rio-Grande-dn-Norte, quintas feiras ao meio-
dia.
Cabo, Serlnhacm, Rlo-Formoo, Porto-Calvo
e Macei, no 1.a, a ll,e2t decadaraez.
Garaobuos e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todos os dias.
xnmuoii.
Ming. a 3, 1 h. e 27 m. da m.
Nova a 10, s 5 li. da m.
Cresc. a I(i, s 8 h. e 3 m. da t.
Chela a 24, as 11 h. e 51 m. da m.
VBIIHAH DI HOI.
Primelra aos 30 minutos da tarde.
Segunda aos 54 minutos da manhia.
de Junliode 1880.
N. 15fi.
i
MEOS da CBioai*9A.
Por tres rnezes (adunia*)) 4/000
Por seis mezes 8JSS
Por um anno lJywO
OA DA 8SMAWA.
17 Seg. S. Therea. Aud. do J.dos orf. e rn.l.J".
18 Tere. S. Leoncio. Aud. do chae, duJ.aa i
v. do civ. c do dos feilos da fazenda.
19 Quart. S. Juliana. Aud. do J. da 2. v. docivel,
20 Quint. S. Silverio. Aud. J. dos orr. e do m.
21 Sextl Pt I.uii Gonzaga. And do J. da 1. v. do civ
c dos feitos da fazenda.
22 Sab. S. Paulino. Aud. da Chae, e do J. da .. v
do criine.
23 Dom. S. Joao sacerdote,
ca lio Mi DE JUWHO.
Sobre Londres. Jfl/,a d. por 1/000 rs
. Pars, 346.
. Lisboa, 105 por cento.
O-ro.-Oncas hespanhoes......... M W
Moedas de 8MO0 vclhas.. MfeM
. de 6MO0 novas.. Ib/100
d />rH.-Patac3cs urasilciro...... l/
Pesos columnarios....... '*
Ditos mexicanos.......... >f-
a W) diai.
29/T>i'>
o/roo
l-'CB)
9/200
2/000
2/(10(1
1/M'
PEnNAMBUCO
mossp
%ASSEMBLEA PROVINCIAL.
DISCURSO PROFERIDO PELO SR. KRANCIS-
^CQ JOAO KM A SESSAO DE 8 1)0 COR-
^PllENTE.
OSr. Francisco Joto : Sr. presidente, va-
8 agora tratar do objectosegurnca pu-
_#, e, dabaixo deste artlgo,das dispesi-
ctfes que dizem respeito aos meios de accao
que em mSo do governo deixamos para que
posea ser sustentado e preenchidb esse gran-
de tlm social.
Felizmente, o estado em que nos sea-
mos nos faz coriceber segurabas para a si-
tuarlo actual, nos leva mesmo a nutrir o
nosso espirito de esperanzas rara o futuro:
un, que com a opportuua e feliz conclusfio
da gera destruidora que nos flsgellava e
devorara, com a victoria alcalizada, sem
duvida devida lealdade e devo<;fio deste
povo inteiro, fidelidade e bravura nunc
desmentidas do nosso exercito, aos estor-
bos e dedica c,lo dos nossos administrado-
res, temos conseguido o grandioso e im-
portante resultado da paz de que gozamos,
o por que.ha tanto tompo, suspiravamos.
Anda bem presente deve eslar na memo-
ria de todos a lembranca das scenas de lu-
to e de desgranas por que, ha poucos lem-
pos, passmos ; anda devem estar bem fres-
cas as ideas por esta casa enunciadas sobre
a apreeiucfiode todos esses acontecimentos,
a coinmunicagao ulTical que fez ella dos
senlimentos de que ahundav, do sen ju-
zo critico sobre o passado, de suas esperan-
cas, dosuasapprehensOes sobre o futuro.
Enflolia muilosdas que, lendo esla as-
sembla decongiatular-se com o cuino ad-
ministrador da provincia pelo importante
evento da pacicac,fio dell, o fez de urna
maneira 18o digna ei obre para si epara a
provincia que representavs, como para rom
o administrador quem se diriga. Mal
pensava eu enliJo, orgSo de seus senlimen-
tos, manfestando-os de urna mancira enr-
gica, he bem verdade, mas nao encontran-
do nenhuma das conveniencias estableci-
das pelos eslylos de povos civilisados e cul-
tos, nlo insinuando ideia alguma que foris-
sea humanidade, incorrerem ira desabrida,
e mesmo mal pensada, de quem quizesse
trszor sobre nos ridiculo, ou mesmo se a-
prouvesse de pintar-nos como dominados de
senlimentos de selva'gei a.
Mal pensava entilo que, dizendo, em no
me da assembla, que podesse o nosso tri-
umpho nlo ter o seu brilbo desbolado pelo
bafo da inveja ; podessem da importante
vicloria Icancada ser aproveilados lodos o.s
seus corollarios; podesse nao ficar perdida
a severa lic,fio que linha dado a soriedade,
de que Linha o direito de ser respeitsda, e
ver suas lois caladas; podessem nunca
mais, entre nos, se renovar s sanguinolen-
tas scenas por que haviamos atravessado, e
que infelizmente se reprodiziiiam se o go-
verno, enfraqiiecendo no sentimento de su
dignidade, compromellesse a missao, a ello
confiada pela tnesma sociedade : mal pen-
sava, assiin exp'imiudo o pensainenlo des-
la provincia inteira, que uina voz se levan
tasse noseio da reprosenlacfio nacional, e,
movida pelo odio, estimulada pelo desapon-
tamento de pretencGes mallograds, nos
cuspisse em face insulto lao atroz, quanlo
estupido, nos assignalando com o dedo co-
mo ferozese barbaros; pintando a locutjSo,
por nos dirigida, como monumento de ver-
gonlia eterna, como documento vivo de man
gesto e erocidade. Esta exprobrar;3o cheia
de opprobrio o de iiijualica, feila urna pro-
vincia, como esta, patritica, Ilustrada e
civilisada, quasi que dispensa, de nossa par-
te, pela frca de sua incredibilidade, qual-
quer defesa nossa. ( Apoiados rtpetidos de
difrenleslados.) Ah eslfio as nossas pala-
vras para responderem por nos, para con-
fundirem o temerario encarregado da triste
missao de nsultar-nos,-oSr. deputado Ber-
nardo de Soz Franco.
E, na verdade, bem conheco que secusa-
3o 15o temeraria, como esla, deveria pas-
sar desapercibida, se devesse ser smente
medida pela importancia moral daquelle
que a havia proferido. [Muitos apoiados.)
O Sr. Druwonil :-Teve missfio para insul-
tar o mundo inteiro.
O Sr. Francisco Joo :Sim, que compara
ces nao posso eu instituir entre os repre
sentantes desla provincia e esse deputado
quem metenho referido ; (apoiados ) que
sfio ellas impossiveis enlie aquellos que se
prezam da dignidade e senlimentos de hon-
ra, e alguem que, em todos os lempos, ar-
renegado de lodosos partidos, desertor de
lodas as bandeiras, ( muitos e repetidos apoia-
dos ) se aprsenla hoje no seio da represen-
tacfio nacional no proposito de torturar fac-
tos que ja hoje perlencem ao dominio da
historia, e, delles deduzindo consequencias,
ora desarrasoadas, ora extravagantes, ora
estpidas mesmo.quer lograr olim bem tris-
te de nos offerecer aos olhos dos que nos
contemplan), como dominados do sentimen-
lo de vingnnca, sendo insinuadores das
ideias de repressflo material e baibara.
Sim, Sr. presidente, nem podia, de no-
nhum modo, esla assembla constituir-se
orgfio de laes senlimentos, nem poderla eu
ser encarregado da recitacBo delles, nem
mesmo era possivcl conceber-se que mani-
festacoes desla ordem podessem ser endere-
cVdas ao entao administrador da provincia.
( Apoiados. )
Por nos fallam todos os nossosTactos, que
se deram no meio das desordens de que in-
felizmenle fomos testemunhas e victimas;
umas scens, urna s insmuacap a vingan-
ea, nao foi pelo nosso lado presentada;
to,lss as leis da guerra, todos os principios
de humanidade fram inviolavelmonte guar-
dados ; um s desvio destes principios nao
livemos felizmente de sentir e deplorar ; e
nem mesmo, no corarlo desla oidaae, quan-
ilo repellimos as hordas de barbaros que*
assaltaram, nom na occasiSo em que o ar-
dor da lutae embate de armas as podiam
provocar, nem mesmo em 13o critica situa-
?3o livemos de lamentar actos que assim nos
Jegradassem. ....
E n3o era por certo narrando a historia
desles factos, apreciando-os, e procurando
dcscobrir nosso futuro, queohaviamos de
ler escripto com caracteres que n.lo sSo ios-
sos, que no foram por nos empregados ;
que foi a nossa lingoigem a da rasSo fra e
cslma.e qde, sea Iguem podiam porten-
cer essas lettras escripias com sangue, era,
na verdade, ao deputado que, vociferador
de oulros lempos, secomprazia de aPp|u-
diras scenas de desordem e de violencias,
escusadas pelo enthusiasmo ao que dizia,
mas na realidade provocadas por ambicio
desconcertada, o postas em proveito de ig-
nobil e srdido interesse.
E, de feito, nessa locuelo qoe infelizmen-
te servia delhema sapostrophes vilenlas
eaos commenlarios absurdos einsustenta-
veis desse deputado, urna s palavra nao ha
que possa aulorisar, nom mesmo sequr
desculpar injustics e arrojo da injuria que
nnsirrogou. Sim, preciso he desconhecer
a conveniencia dos termos para presuppOr
que o convite feilo ao governo para aseria
consider-icSc do sentimento de sua propria
ilignidade, para o summo interesse d* sua
ronsolidacSo nesta e em outras provincias
.lo imperio, importsva provocacilo grossei-
ra vinganca e reacc,0es. como se porvenlu-
ra fosse impossivel a allianQa da dignidade
com a humanidade ; como se porventura
x fr;a s^rvisse simplesmenlea symbolisar
fereza.e podesse a clemencia s ser repre-
sentada pela fraquez. que nflo rde, -,
verdsde, servir a significar senSo um estado
de aniquilamento social, mais ou menos re-
moto. ( Apoiados repetidos.) Felizmente, em
apoio deste nosso pensamenlo, ecomo em
justificac.lo delle, vem a propria autori lade
desse estadista, o Sr. Honorio llermto Car-
neiro Lefio, cojo teslemunho, por elle in-
vocado, nfio pode agora ser rejeitado, quan-
do, respondendo-nos, nos disse que o go-
verno imperial saberia conciliar a necestidadt
da sua conservando e consolidaco, nesla e em
outras provincias do imperio, com as exigen-
cias da humanidade, (azendo votos porque da
alltanca de laes principios.podesse resultar a
uniao e frca do nosso imperio, base de sua fe-
ticidade no presente, e de sua grandeza no fu-
turo. Ah lica esla respost breve e signifi-
cativa como solemne e formal desmentido
das exprobraces que aprouve a essedepu-
lado emprestar ao estadista o administra-
dor, cuja resposla cilou como servindo-nos
de aecusaefio. ( Apoiados repelido*.Muito
bem Milito bem!)
l'roposices lis que, pela sua Icmendade
e excontricidade, smente pdem dever a
sua asseveraco e sustentculo, em npposi-
no lingoagem dos factos e s ideias ge-
rslmento recebidas, ao esforco desses ta-
lentos sublimes, desses anjos que, perdidos
do co, por triste alierrac.no do espirito,
procuran) desganadamente mais de urna
vez destruir os fundamentos da socie lade,
lingindo servi-los; o certo que tilo ardua
empreza, quando tentada pela meliocrida-
de, nlo se presta senfio, expondo-a ao ri-
diculo, a provocar riso de commisora^fio, ou
nial disfarcado sentimento de de^prezo. E
tal lio a ideia que ao espirito de todos aco-
de ao apreciar a farc,a em que o Sr. Souza
Franco desgranada monte representa.
Felizmente, Sr. presidente, em honra nos
sa, em honra dos nossos representantes, a
aecusaefio que nos foi feila, de prompto foi
rebatida no mosmo lugar em quenasceu;
e um dcHcs, ( o Sr. Ferreira de Aguiar ) vic-
toriosamente respondendo ao nosso aecu-
sador, pode, gracas justiga da causa por
que pugnava, grabas ao nobre enthusiasmo
pela nossa honra, confundir aquelle que, es-
quecido ilo sentimento de gratidfio que nos
levia, ousava, em face da representaQfio na-
cional, injuriando-nos, provocar a que os
nossos representantes acudissem em defe-
sa nossa. Louvores, pois, e agradecimen-
tos volemos a esse que nfio deixou Matar
inclume o nosso detractor ; que Ihe fez
sentir lodo o peso da nossa e sua injusta in-
dignaefio. Facamos isto, que assim cum-
primos um dever nosso. (Apoiadoi repeli-
dos. ) ., .
No meio de ludo ito, o que mais nos ae-
ra ccntrislar nfio he, por certo, a impres-
sfio desse discurso, em que foi envolvida a
accuacfio, em que estamos ainda por des-
cubrir quaes os pontos em que se tornou
mais notavel o scu autor ; se pelo desilinho
de seus raciocinios ; se pela extravagancia
de sua* ideias ; se pela prelenciio a genio
faceto que procurou desgranada mente arre-
medar : sim, que nesta parle foi elle Ifio fe-
liz quanlo o poderia permilttir o absurdo
das proposices que contra nos, obedecen-
do ssucgesles alheias, quiz sustentar.
Mas de dr se nos aperla o corarlo, ao
vermes escolhido para aecusador nosso, pa-
ra detractor de nossos senlimentos de dig-
nidade, de nossos fres decmlisac.ao e II*
luslracao, um lilho de provincia que tanto
nos deve, do Par, em favor do qual ja pro-
digalismrs em oulros lempos o sangue
de nossos filhos, odinheiro de nossos co-
fres pblicos, os nossos Ihesouros mesmo
particulares, quando, annuindo ao impulso
patritico o um dos nossos anligos admi-
nistradores, acompanhaudo-o em os seus
excmplos de civismo, ajudmos poderosa-
mente a salvar o sou paiz natal que, arcan-
do com a anirchia, ameaqava de ser por ella
subvertido. Em paga, em troco de toda a
nossa devoi;3o, o irmSo daquelles que sal-
vamos dos horrores de salvagena, hoje nos
ppellida de fero/.es e barbaros, para assim
ficar desquitado do sentimento de gratidfio
que devia esta provincia ; ao part lo que
sempre nella tem representado o symnolo
de ordem : muito pode a ambicio do poder
que nos escapa ; e smente de tal modo po-
de ser explicada a accusai;fii> immereci-
da deque fomos victimas. I ilutlosapea-
dos. ) ...
Sr presidente, feitas estas consideracoes
quesupponho mais que bastantes, e quasi
que esc,sadas para salvar a honra de nossa
provincia, que esta muito cima dos tiros
que, dirigidos so poder, errando seu elvo,
em nos aceraram de bater, eu concluo ma-
nifestando, em nome desta casa, os senli-
mentos de indignarlo que em nossos ni-
mos excitaram a injoitica e ingmldao da-
quelle que, em prejuizo nosso, procurou
adquirir os foros de triste celebridade. Pos-
sa esta licefio servir-lhe senfio de escarmen-
t, ao menos de prepararlo ao arrependi-
menlo ; que nao ser, nem o primeiro, nem
o ultimo desse homem, todo dubiedade,
tolo versatibilidade personnificadas. ( Mui-
tos apoiados.-Muito 6em!-Os amigos do no-
bre deputado se dirigem a elle, e o cumpn-
mentam.) ____________
42.SESSAO' ORDINARIA EM 10 DE JUNII0-
. pnESIDENCM DO S. PEDRO CTLC4KTI.
SvMMSaia. __AfprovncM da arta da stsso antece-
dente. Expediente. .4dopfio, em ttgmtU dh-
'cuno, do parecer da eommissiio de polica Acer-
ca da hUtrprttafao do rlijo i22 do regiment
di caa ; em lerceira. do projeeto n. 8 que ap
prona com tlUrf" O compromiso da irmimrfii-
4 do Santiitimn Sacramento da matriz da Far-
seo. ildiamenlo. P'' nur". d" 1ue iil respei-
to a pretencao do profeiior de primeiras lettras de
Pon la-de-Pedros. Approvacho do artigo 18 do
orcamrnto provincial urna emenda da commisso; dos 1U. e 20.a ;
de urna emendasuhililuliva .:o2l.; -dos'ii.'e
23 a; do 24.. 25.a, 27.a
A's 11 lj horas da inanha, feita a chamada,
chamse prsenles 31 senhores depiitados. fal-
tando os senhores Velle/, Manoel Cavalcanti,
Ralis e Silva e Druniond.
O Sr. Presidente declara aberta a sessao.
OSr, 2.a Secretario lii a acta da sessao anterior,
que he approvada.
O Sr. i. Secretario menciona o seguiotc
EXPEDIENTE.
Um requerimento da irmandade do Senhor-
Bom-Jesus-dos-Passos da villa de Iguariss, pc-
dindo assembla, nao s a f.iculdade de Ins-
tallar-se na Igreja da inesnia villa, como tam-
bem a do usuruir o terreno c alfalas da mes-
ma. A' coinmissao de negocios ecciesias-
ticos. ...
Oulro de Antonio Matheus Rangcl, pedlndo
a reparacao do prejuizo que soll'reu na arrema-
taran da'renda provincial do I imoeiro, em vir-
tude da rescisao do contrato sem a sua inter-
vencao e vontade. A' coinmissao de orea-
memo provincial.
(luiic de Moocl Mendes bandeira, arrema-
tante do imposto municipal do Rio-Forinoso
sobre mscales c boceteiras, pedindo abate na
quarta paite do pre^o da arrcinatacao. A-
rommlssao de orcamento munlelpal.
Primelra parle da ordem do da
He approvado cm segunda discussao o pare-
cer da coinmissao depolicia que interpreta o
rtigo 122 do regiment da casa.
Tainbetn se adopta em terceira discussao o
niojecto n. 8quc approva o compromisso da
irmandade do Santisslmo Sacremento da ma-
triz da Varzca com algumas altcraccs.
Entra cm segunda discussao o projeeto n. 74
acerca da pretencao do piofessor de primeiras
lettras de Ponta-dc-Pedras.
O projeeto he combatido pelo Sr. Jos Pedro
e sustentado pelos senhores francisco Joao e
Mello Reg.
O relogio da casa marca meio-ciia.
O Sr. Presidente: A discussao fica adiada
pela hora.
Secunda parte da ordem do da.
Conlinuacao da segunda discussSo do projee-
to de Ici do orcamento provincial,
i em discussao o artigo 18 :
Entra
Ar,,8.Com....um,natao g:8i
- Va| mesa e he apoiada a seguinte emenda .
Emenda substitutiva ao artigo 18. hm
ue-f de 48:819 696 dlga-se 38:002,340 rs. -
Jo O Sr. Carneiro da Cunna deseja que se Ihe
deem inforina9des acerca de um contrato so-
bre lluminacao publica, que Ihe consta ter
sido feito ha pouco tcinpo; afim que possa
avaliar devidamente a emenda que acaba de
OSr Jni Pedro declara que, tendo o ex-ad-
ministrador da provincia contratado com An-
tonio da Silva Guarni, em virlude ae autorisa-
cao conferida pela le do orcamento vigente, a
illuminacio publica desla cidade, e haveno-
se o mesmo Guamo obrigado a cumprir o con-
trato dentro do anuo linancelro corrente, a
coinmissao de fazenda, suppondo que a illuml-
nacao, tal orno he feita, coutinuasse smente
al dezcinbro proslino futuro, votara para esse
ramo de despea aquanlia consignada no pro-
lecto ; mas, sabendo ao depols que o mencio-
nado contrato fra alterado para vigorar do
pdineiro de julho de 185i em diante, resolvra
rcduzir aquella verba pela emenda que inan-
dou mesa.
O Sr. Carneiro da Cunha: Enlao, pelo novo
contrato a illuminarao fica mais cara /
O Sr. Jos Pedro : Sim, Sr.; mas o numero
de lampcOesfol elevado de500a 980....
OSr. Carneiro da Cunha : Eis-ahi como sao
as cousas : ao passo que na capital ae anda as;
claras a uoite, no matto nda-se as escuras,
mesmo durante o dia.
O Sr. Joe Pedro nada mais tem a dizer.
Encerrada a discussao heapprovado o artigo
com a emenda da coinmissao.
Passa-se ao artigo 19:
Art. i. Com o hospital de
caridade 10:000,000
t nico. Com o aluguet e
reparo da casa J:000.000
O Sr. Guidis de Mello: Sr. presidente, eu
tenho de offerecer casa urna emenda, que
onf.o seja aceita sen. o menor escrpulo, ela-
bora parta de mlm a sua proposicao actual.
Entre os diversos soccorros de beneficencia que
vejo consignados no orcamenlo, parece-mc
que escapou aos desejos beneficentes da no-
bre coinmissao o collegio dos orphaos ricsta
cidade: entretanto villa do relalono do Exrn.
ex-presidente da provincia eu creio que nao
pode esta assembla deixar de consignar um
beneficio para este colleBio;porqiic o capital de
.eu patrimonio be dc2 contos e tanto, c.mon-
lando a despeza feita com os orphSo e com os
beneficios respeclivos constantemcnic a J
contos e tanto, apezar da economa c icio da
administracao actual que conseguio diminuir
o dficit de tres contos e tanto licou todava
um delicit de dous contos de res que actual-
mente he inalteravrl. Entretanto o Kxni. Sr.
Carneiro Leao lembrou esla .ssemblca a ne-
cessidadeque tinha esse collegio de um auxi-
lio desta casa, e como eu sri por informadles
muito directas que, se nao dennos este succor-
ro, terao de ser despedidos Ulvet 12 alumnos,
q que ser mullo lamentavel que succeda, es-
pero que a assembla aceitara a emenda que
offereco em beneficio dos orphaos, conlia.ido
no espirito philantliropico que distingue a to-
llos os senhores incinbros.
Vai mesa e he apoiada a segulnle emenda :
., Artigo auditivo para ser collocado onde
oonvier. Com o collegio dos orphaos 2.000/
rs. -- Vmbettno.*
O Sr. los Ptdro.scm contrariaros senlimen-
tos generosos do precedente orador, oppoe-se
j emenda por elle ollerecida, porque Jiao reco-
nliece na assembla a obrigafao de votar soc-
corros de beneficencia ; e concluc votando con-
tra a emenda, depois de haver entrado em va-
rias considcracocs geraes acerca do dever que
:orre s sociedades quanto a taes soccorros.
O Sr. Francisco JoAo contrara as considea-
, oes geraes feitas pelo Sr. deputado que o pre-
edeu; entra na apreciacao dos beuelicios que
lesullamdecslabeleiinientos da orden desse
i que a emenda se refere ; e, comquanlo esleja
ilisposto a votar peladespezaque ella aulorisa,
cntende que scu aulor deve reserva-la para a
occaaio em que se tratar da verba designada
para diversas e evenluaei.
O Sr. Joi Pedro insiste lias ideias que prece-
dentemente cinillira e as desinvolve.
O Sr. (iuedee de Mello: Sr. presidente, os no-
bres deputados que se opnein a ininlia emen-
da, diicni que, volando-se mais um beneficio
cara o collegio dos orphaos, terao de ser aduiit-
tidos em maior numero, c daqui ha pouco cs-
tariao elles lias incsnus circuiustanci.s mas
permitlirao que Ibes diga que esla nao he a
consequeucia ; porque.leudo,como temos, urna
adiiiimsiracao zeloza, nao sera esse numero
augmeiilado com prejuizo do existente. I. nem
he-isto o que eu pretendo ; eu desejo, nao que
se recebam novos indigentes, mas .pie se prn-
veja ao nial que esl einineulc aos que aclual-
mente exlateiu no collegio; porque avistado
elatorio ltimamente apresentado, a conie-
iiuencia de nao votarmns Ste auxilio ser o se-
ren expillidos nao menos de 12 orphaos : e
nao ser islo tao doloroso: abandonar aquelles
iiie una vea beneficencia publica tinha cha-
mado para o aau seto? De ccitoque sim. Nio
se trata aqui de adn.iiur novos orphaos; 1ra-
ta-se de sustentar os que existen!. A mal po-
bre que urna vez entregou os seus filhos a um
estabcleciiiiciilo de beneficencia, riscou por
assim di/.er de ma imaginaco lodas as obiiga-
eoes a que eslava siijeila para com elles. Islo
ser muito doloroso para a inesnia administra-
cao ; mas islo n".o poder continuar assim em
ras do delicit de dous conloa de ris que pe-
co na emenda em eu favor: ella ja lera re-
corrido a emprestnos; e.sc nao se Ihe der un.
auxilio, nao lera oulro remediosenao despedir
alguus meninos.
Para sustentar os existentes he que ella pre-
cisa de um apoio; porque nio tem meios para
sustntalos, lu, pois, appello para ni enti-
mentos de humanidade dos nobres deputadoa
asnero que aceiteni a ininlia emeinla, porque
da forma porque esl o projeeto nada aprovei-
ta ais p.ibres oiphos ; be apenas una dille-
renca de doua conloa de ris; diiiiiniiaiii se em-
bora outras despei-s,que esla nao lar mal.
Encerrada a discussfio, he o rtigo appro-
vado, sendo rejeilada a omenda.
Tamben) he app'ovado o seguinte :
. Art. 20. Com o hospital dos
lazaros 3:000,000.,
Entra em discussfio o segumlc :
Artigo 21. Com os oxnoslos 4 000,000
Vai a mesa e he apojada a seguinte
emenda substitutiva :
a Com os expostos, inclusive os dotes das
expostas que so esto a deve ,4:000,000 ris.,
Jote Pedro.tarros Brrelo.
Julgada a materia discutida, he a emenda
substitutiva appruvada : licanda prejudica-
do o artigo.
Em coiitmuagfio silo sprrovados os sc-
guinlesartigos :
Artigo 22 Com a reedificnQfio
8ti i, 000,.
:,rm,omi..
4:203,001)
3.000,000
10:150,000
concert dos predtos desles es-
I, 0110,0110
10:000,000
tabeleci minios
Artigo 23. Com o sustento
cu ralivo dos presos pobres
l'ss>a-se ao capitulo setimo.
Entra em discussfio o seguinte :
Artigo 24. Com os coadjutores
das freguezias 5:700,000
lie approvado.
Entra em discnssfio o seguinte :
Artigo 25. Com o guizamento
e fabiica das matrizes 1:731,920
O Sr Francisco o3o aprsenla algumas
consiJcraCes tendentes a provarem a n.i-
cessidade da suppressfio do artigo.
O Sr Guedes de Mello :Sr. presidente,
a supptessfiodoart. 25, pedida nesla casa,
he por certo para u, i :i. COllSi muito nova ;
lie urna economa quo n"nca appireceu
nesta asseu.bla, nem em assembla algu-
na do Brasil.
O Sr. Francisco lodo .Porque i1 Ja se deu
alguma cousa para ost emplos regularos
para este fim *
O Sr. Guedes de Mello :-Em todas as pro-
vincias sem excepefio seda quota para fa-
es quota; cantes devoramos nos aug-
mentar esta, que nfio chega talvez para o
lim..... ,
O Sr. Francisco lodo -Se nao chega, me-
llior he que nfio se de...
O Sr Guedes de IHello:-Sa nlo diosa, o quo
se deve fazer he dar mais. Notemos quo os
Jztios quo hoje sfio cobrados pela fazenda
publica;eram devidos igreja, e, se a fazen-
da occorre hoje s despezas tiesta, he porque
recebe o que outi'ora lite partencia : por-
ta nio, votemos pelo artigo 2">, que nao he
(fio oneroso.
Encerrada a discussfio, he o artigo (no-
metido votaefio, e approvado.
Tamberasoapprovados oseguinies ar-
tigos :
Artigo 36. Com os religiosos
capuchinlios
\rtigo-27 Com o recolhimen-
to da CoaeeicBo de Olinda
l'assa-seao capitulo oitavo.
Entra em discussfio o seguinte ;
Artigo 28. Com a Uiesourana das rendas
provinciaes ; a saber:
$ 1. Com o inspector, secreta-
rio, porlairo e contino, elevan-
do-so o ordenada deste ultimo
empiegado S 400,000 ruis
2. Com o procurador-liscal,
seus ajiidanles, escrivfio dos fei-
tos da fazenda, solicitador c uli-
ciae.s de justiga
3 Com as tres primeiras sec-
tjoesda thesouraria, elevando-so
o ordenado do fiel do thesourei-
ro a 800,000 ris
4. Cun a quaita se'ccio; a
saii^r :
Com o consulado, supprimin-
.lo-soa inspecQfin do assucar e
algodSo, menos os escriptura-
rios e um continuo, que fiearflo
runccioiiaii lo no consulado, esle
como empregado elTeclivo, e
aquelles como ddidos
(ioin 8S colccloriaso promo-
tores Decaes, licando o promotor
fiscal dascollectorias de Olinda
Iguarass com 0 venciniento
de 6 por cento
Com as agencias das bebidas
espintuos.s, tabico, charutos,
cigarros e fumo, finando o agen-
te dos impostes dos quiltro lti-
mos gneros vencen lo 10 por
cento
;. Com a capataz
$ 6. Com o expediente c asseio
las tres primeiras secces e do
ioosulado, inclusive um mralo
d? s. M. o Imperador para Bala
das sessocs do tribunal adminis-
trativo
Vai a mesa e he apoiada a seguinte
Emenda ao C do art. SKj.-Com o ex-
pediente e asseio' .las casas das tres primei-
ras soasos e do consulado 1:00,00 ris,
Mello llei/o.
O Sr. Correa de Brito oppoe-se sos alie-
nen os de ordenados propostos no* 1 e :i
lo ai ligo, c concorda com a emenda do Sr.
Mello llego quanto ao <>
O.Sr. Guales de Mello sustenta as emen-
das que oflerecauao artigo Welevando o
ordenado do escrivfio da r, c. ita a 1:000,000
is p os vencimentoi do solicitad'* :i
melado dos que perleneem ao procurador-
liscal.
L-soi scguinle emenda :
Ao i 3. Depois das palavras fiel do Ihe-
soureiro a 800,000 risdiga-see o do es-
crivflo da recnila e despeza a 1:000,000 ris.
I? nesle senlido eleve-se oquanlativo do
paragrapho a 10:300,000 ris Umliclino. n
Apoiada, entra em discussfio.
Tambera sfio lidas o npoiadasas seguin
tes emendas :
Ao $ 1. Em vez de 400,000 ris diga se
--:100,00o ris ; c no $ 3 diga-se 000,000 ris
em vez de 800,000 ria.--awMo llego.
Ao $ 4 do art. 8. En lugar das palavra*
com o consuladodiga secom o consu-
lado e inspecefiodo assucar,ctc. 31:193,000,
Fioripes.
.i Ao$4do art. 26.-Depois da palavra
consuladodiga-sc--devendo o administra-
dor, durante os seus impedimentos, ser
substituido pelo escrvilo chefe da segunda
seccSo.S. R.Francisco Joao.
OSr. Jos Pedro sustenta o artigo, op-
Dondo-se s emendas ultimameiile presen-
tadas.
Contina a discussfio, tomando nulla pai-
te osSrs. Corra de Britlo e Floripes,
Tendo dado a hora, lica a discussfio
ailiada.
OSr. Presidente designa a ordem do da,
e levanta a sessfio.
17.H:.3,000
.93J,O0O
3:307,266
1.030,000
2:000,000
i.'!.'
SESSAO ORDINAIUA EM H DE Ji:.NHO
DE 1850.
PRESinFSCI* DO SR, PEDRO CAVALCANT1.
Summrio. Approvac&o da acia da sessao
anterior. Expediente. Aiiamtnto, pela
hora, do proiecto sobre aprelenco do pro-
fessor de primeiras letlrat de Ponta-de-Pe-
dras, em segunda discusido. Adopeo do
art, 28. do orcamento provincial em segun-
da discmsdo, com algumas emendas ; e do
29."
As 11 horas da manhfia, feita a cha-
mada, acham-se presentes 31 Srs. depu-
tados, faltando os Srs. Manoel Cavalcauli,
Machado Kios c Drumond.
hrica e guizamento; em qualquer dell,s a O Sr. Presidente abre a sossfio.
despeza provincial' com oculto he maior OSr. 2." Secretarh a acta da sessfio
do queaqui : no llio-de-Janeiro, que sem- I antecedente, que he approvada.
pre se chama para exemplo, se da tambera I
O Sr. 1. Secretario menciona o seguiulo

I ILEGVEL




EXPEDIENTE.
I'm oflkio ,1o secretario interino da provin-
. a, co ..mullicando que a presidencia reccb-
... a rclacao nominal dos senhorrs depulados.
< que expedir as convei.iri.ies ordena i the-
sourar.a provincial afn, de q.ie srja payo o
seu subsidio- Inteirada.
Cutro do mesmo *enhor, tranimltlindo, pa-
ra ser prsenle assembla, o parecer da ca-
inita da cidade de (iniann.i acerca do rciiucri-
inenlo .lo sen procurador Joaquini Jos Lar-
doso (le Mello, que pede auRinento de orde-
nad... -- A' coiiiniusao de oicamrnto muni-
cipal.
Primeira parte da ordem dodia.
CoiitlnuacAo da segunda discus.no do pro-
Jccto i.. 24 acerca da preteocSo do profesor
de r uncirs leliras de Ponta-dc-I>cdras
Toiiiam pane na discussao os Srs. Jos Pe-
dro e Correa de llriio.
Da mel da: a discussao fica adiada pf|a
Segunda parte da ordem dodia
l.om.nuacao da segunda discussao do orca-
inento provincial.
Sr. P
28
^ron.ri,!,r.'^'h"ComDa a.disc"" do artigo
adiado pela hora na sesso anterior
huirn, conjunclamenic em discussao, de-
dl.: Vi""' dM Plvwi -- addldas -
mH^a' nd P"'id<'<> do l*"Uro. de.nais empregados,!
3rei ,"' S"aS '"""'""f5- P"" quae.qoer
lugares era que possam servir. Mello Iteqo..
No terceiro periodo do i. ._ diga-si--
!enr'. a*e'HC, 'I"' n,Pos"-s bullimos
gen. ios vci.cc.do 8 por cent,, como amiga
te. Mcinoel Joaquim. >
OSr. Aranero Joo vota pelas emendas q
lendcn a redad, despejas, qur conservando,
qiiCr dimiiiiiindo algumas dls proposlas.
nanlo aos ordenado, dos empreados da
r,eS.u,ar,a, nao pode deixar de prcvalcecr-sc
da occas.ao para notar o sjsiema disparatado
parcial que rrgulou asna distribuicao : nor-
l'.T.'u-J0 V:,S* 'l",1, ""Pretor, o contador
'' "", a,-",a,0l> e 'na ""iros empregados
dewa ihesourar.a tem vencimenlos guaca ou
l.e~e$ aUS da d0 da, o mesmo nao
aceontree coni o procurador-liscal | e, se nao
sidrnte da provincia olhe para esses homens
que licam sem pao.
.Nao diRo mal nada. Sr. presidente, sobre a
questao ; ja honlem fu aqui algnmai relc-
xocs nao as quero agora repetir : niandei
mesa a emenda, e a casaque decida.
Val mesa e lie npoiada para entrar cm dis-
cussao a seguinte emenda :
- AiltHtira a primeira emenda rio Sr. Floripts:
.Ficando o presidente da provincia aulorisa-
do a siipprlmira inspeccao do assucar e algo-
dao dentro do praso de 3 inezes, contados da
publicaran desta lei.
i. Os einpregados dessa reparlicao extincta
eruo aproveilados de preferencia para o
lugares publico que frem vagando, atienta
a aplidno de cada um. S. R. Vmbelino...
u i atnctro da Ctmlta .--Nesta quesillo, Sr.
presidente, nao me contento com dar incu vo-
l pura e sy.nbolii menle ; desejo pelo con-
irario lorna-lo beni patente e condecido de
lodos. V Esc, pois, me prrmitllr que diga
'2'
-. a ---, ..... i1- ii.iiin.i un i i
alguma eousa a respeito. Adopto o ti 4. do rt.
> tal qual no-lo apresentou a commissao de fa-
ltad* em seu projecto releito qualquer emen-
da em sentido contrario. se nao tenho para
assim me dirigir numerosas rases. algumas
tenho, sem duvida. mu valiosas, Entre ellas
merece o primeiro lugar a que lo lacnica co-
mo enrgicamente expressou um aparte h
poucodado peloSr. Malaquias ..Sofium mais
de d mil por cauta it 36 1! A parte que produ-
jo prolunda sensaco.eque por ceno vale, pe-
la verdade que encerra. c pela prssua que o
deu, mais do que pomposos c bullanles dis-
cursos : i
Suppriinindo-se.porni. a reparlicao ou ins-
peccao, supprimido ficar o que pagam n.ais
le tres mil pessoas sopara 36 en.pregados! !
Islo he, um imposto que cm diuheiro monta
a 18 contos de ri.. ..
U Sr. Malaquias :-E com os furos lalve che-
gnea quarenla contos de ris: istos do assu-
car e nao comando com o algodao.
O Orador Imposto que cm dinliciro vai a
dezoilo contos de ris, segundo dii o inspector
da thesouraria ; imposto que niio fot creado
para augmentar nossa recita provincial,mas s
em favor drsses empregados. dos quavf nao lia
i.ecrssidade.qiie nada fa/.eiii.quc nenhuma ;>li-
li.la.le publica apresentam, e que.pnr nada te-
denados, por caus da molestia de um de
nossos ronipanheiros ; o que lalvez tenli
desgstado o nobre deputado, que tanto
procura pelos interesses dos empregados
pblicos, esquecendo-se um pouco de ludo
o mais, a ponto de offcnder o melindre de
seus companheiros. No be a primeira
vez, que elle nesta casa solta preposicOes
que me oflendem, ale alibuindo-me p'ala-
vras, expressOes, e fados de que nunca fui
autor.
Peco,pois.ao nobre deputado que nao of-
renda a quem nunca o offcndeu ; e com
isto termino o que tinha a dizer.
O Sr. S Vtreira: Sr, presidente, tenho ou-
vido com toda altenctio as jeflexes que os no-
lires depulados riterain contra o paragrapho
4. do artigo 28 da le do oriniento provincial;
assim com aquellas outras produzldas em favor
ilo niesmo artigo : e de todas ellas eu coucluo
que os nobres deputados de.xaram de parte a
quesillo principal, e tratar n smenle de
una questo secundarla; questao mesquinha
porque ella se refere s a Interesses de parti-
culares: e com ruello, Sr. presidente, os que
lallaram contra, tomaram como prova o sentl-
nieiito de compalxo.osdesarranjos de familias,
a difliculdade de ganhar o podeoutra mam-i-
ra : e esles, os que falla'am a favor do arligo,
empenliaram e engrandecern! seus prejuizos
particulares, ou tomaram como prova abusos
commcltidos na inspeccao do assucare algodao
a com esta sucinta analyse j v V. Exc. que en-
tre as duas opinioes existe urna questo ainda
nao ventilada: eu deixo de pane o caminlio
seguido c vou tratar della. Entretanto nao del-
xarci sempre de faier alguma reflexo aos mo-
tivos dos que defenderam o artigo.
He ou nao be uiil e precisa a inspeccao de
sucar e algodao? lis a questao principal c
nica ; decidida a qual,as consideraces de phi-
cebendo a gralidcacao por mais de 12anuos de
servlco, e restitulndo-se-lhe a quanlia que
ve ni-.-.. desde juoho de l8i,'i a junho do cor.ti.-
e anne, l.'l.titi rs. Floripts.
O Sr. Floripii:Sr. presidente, a casa esta-
r lembrada de que, ha 3 das, approvou o
parecer da commissao de instruepo publica,
que mandava restituir a este professor o que
se ll.e tinha lirado injustamente emvirtudede
..na le retroactiva ; agora nao podemos en-
trar mais no mrito desta questao, porque est
resolvida; o que restava era verificar a cifra em
que monta a indemnisaco, para que na lei do
orcamento se consignaste quota : foi o que fiz ;
i minlia emenda conlm da cifra e nada mais ;
por conseguale est no caso de ser approvada.
S. Millo Higo pede que se Ihe declare, se o
direito de que falla o artigo, j foi recouhecl-
do pela assemblca, ou se be a commissao
que o reconhece.
O Sr. .Im Pidro d as explicares pedidas
pelo precedente orador.
Tomam parte nesta discussao os Srs. Mello
Reg e Correa de Brito.
Te... dado a hora.
O Sr. I'roiilmii designa a ordem do dia e
evanta a sesso.
IB
DIARIO DE PItNAIBDC.
HECIFE, 18 SE JDtVHO SI US.
mais <|iie .lies Ibc merece consideraco a ...i-
> portante ciaste da agricultura e a 'do com-
ineicio que unisonas claiuam contra a existen-
cia de seiiirlhaiite reparlicao, tanto mais a-
DOina-la, tanto mais desnecessaria, quanto es-
la reconlucido c provado que nao qualilica os
gneros snjriios sua inspeccao,, nem para a
compra c venda, nem para a cobrauca dos di-
reitoi.
Dorador lamenta qiic a agricullura se telilla
desleixado de sius inleresses au poni de con-
sentlr que clles corran, a revelia ; recorda a
poca em que a inspec[o do assucar era felfa
por delegados da mesma agricultura e do
coinmeieio, que. cuidadosos da sorte de seus
eoii.initemes, jamis consentan! que as con-
veniencias de uns fvstein sacrificadas s de
outros; e conclu-declarando que sempre de-
scjia eslar lao de aciid-j rom a commissao
de ornamento ecom o seu relator como na
"te q.ieslo ;bcui como que na emenda
paillces.
O Sr. i arneiro da Cunhn :As outras devem
trazer e Irazein algum proveito ao publico;
esla be urna dotaco para 36 individuos!!
lia um aparte que inio ouvimos.....
O Sr. Carneiro da Cunha:Pois eu, que me
nao tenho na coma de mullo valenle, tenho
snmclente Corsgera para declarar isto aqui;
poique be de niel, dever ; dever que pretendo
cumplir; c porque nao tenho muita coragein
para sollrer um imposto injusto que pesa tan.
ni ni sobre ii.ii.i.
nobre inspector nos disse apenas que se pa
gavam 18 conios de ris cm dinbeiro ; mas nao
tratoii dos e.nbara;os que causa a dupla ins-
peccao, tanto no assucar como no algodao r
lanihropia e de Interesses dasapparecero; ea
lei tomara o seu verdadeiro carcter, odene-
cessdade e ulilidade publica.
Eu, Sr. presdeme, leudo annacs de conhe-
cimentos em que os poros os mais trabajado-
res consignan, os ineiosdeconter-se a boa qua-
lidade e fals.licafes dos gneros, encontr
inspeccao em cada genero; cada producto
tem sua inspeccao, temseu contraste; o ouro, a
prata nao sao inspeccionados? A seda, o linho
m lan.bein nao o sao ? O caf e o trigo nao o sao ?
. no- B c"'" deixar de ser inspeccionados o algodao
mu- /'' assucarWao s estes gneros leem dillereo-
tes quaiidadea, tanibeui como outro nualn.ier
saosusceptiveisa falsllicaces: logo a inspec-
cao torna-se necesaaria. Os nobres deputados
|.ie fallam coulra a existencia da inspeccao
aponlam defe.los que uo sao della, esm da
loi na da le, ~ que nao exgem certos predica-
dos eu seus executores;-- os nobres deputa-
dos dizcn que urna grande qiianlidade de as-
sucar se lira por nielo de fuios para se julgar
daqualldade do que vem e.n calxas ou leaos',
cque islo be feto em detrimento dos interes-
ses do agricultor: nao oduvido; porindigo
que isto lie < ni parte um abuso dos empresa
. os ueste irabalbo, e de oulrahc insumeiencia
na le, pois que ella concede tirar este assucar,
e.n quanndade desnecessa. ia c por homens que
so conhecem assucar pelo gosto, e pela cor, en-
irelanlo que he certo, que se pode saber da
qualidade do assucar por simples e seeuros
processos
Chamamos toda a altencOo dos leitores
Pra o discurso que em a sessSo de 8 do cor-
rento proferio o Sr. deputado Francisco
Jolo Carneiro da Cunha, e que" loserimos
nesto n. do Diario.
Esse discurso he aquello com que o nobre
orador acertou do responder a quanto o Sr.
Souza Franco disse na cmara temporaria
com referencia a congratulco que pela
pacificado da provincia a nossa assembla
iirigio ao administrador de entilo,o Exm,
boiicelhciro de estado Honorio llermto Car-
neiro l.eQo: leain-no os homens de bom
lento, apreciem-no devidamente, e deci-
dan! seonosso distinelo comprovinciano
ilesaggravou, ou no, a nossa honra, o
nosso mime, os nossos foros do povo civi-
l.aado.poslos em duvida, lano perfeila-
mente contestados polo masmo Sr. Souzs
tranco.
das perdas a que ella da logar, segundo se di/
geralmente; o que ainda nao ouvi contrariar,
nem ao menos negar, como muilo convinha
aos qne suslentam esta icpartifo. Menhuma
ln v- -a-----...... i necessidade lia dessa inspeccao. i.nmnr os .ti
empregados em virtuda de nina lei menos
bem pensada, vo ser despedidos por Wrca de
onira,rean.adas pela experienua de Iresannos,
c exigida por duas iniporlanlissiinas clasaes
da provincia.
O Sr- Uutriei de A/ello sustenta algumas
emenda* contra o ") do art. 28 faz aigumu
onsideracfies a favor dos einpregados da in>-
precao ;e pretende que ao menos sr Ibes d
um pra/.o de 3 inezes, dci.lro do qual solic-
telo muros recursos de subsistencia.
I.-se na mesa a Srguinte emenda :
Uepnis das palairas -oliiciaes de juslica-
diga-se clevand.i-sc os vei.cimei.tos do so
lidiador a inelade dos que pe tencciiiao nro-
niiador fiscal. 3:30tl,II-- tmolino.
Apoada, entra rui discussao.
ElU seguida lie lau.bem maudado mesa e
apoiado o seguinte
Aildia.nenio a emenda 39. -. Ficando ..
presidente da provincia aulorisado para refor-
mar a Inspeccao do assucare algodao, servin-
do-ie dos empregados dessa repartico pa.a
uniros lugares que vagarcm, ou para oulras
rrpartlcors. ttoripes. ..
0 Sr. Iloripes : -Sr. presidente, ruboje me
tfiil.o visto baslantemente en.barajado nesta
questao, poique de un. lado se me aulull.au.
os tres mil agricultores ..
1 mSr. Uepulado : Alora os cnibaracosquc
aqu apparecem.
O Sr. Floripci ... e de ouira parte vejo Irinla
e tantos pas de lamilla tm pao.
Avaho em inulto as consideraces que se
teeill leilo na casa a respeilo do que pesa so-
Drc a agricultura ; e eolio, p.ocuiaodo ver un.
remedio, lormulei i ssa < metida que mandei
.. mesa, c que me parece un. remedio, ou co-
mo ouvi d.zer boje na cas, nina dsc lio-
niieopalliica que os docnles lalvezpi.ssam levar
con. menos rnjo e menos repuguaucia....
f m Sr. Deputado : Tria menos Cuello.
USr. Floripu:-., porisso que remedia s ma-
les dos agricultores e a sol le desses homens
que lieam rxpostos miseria, lie esse reme-
dio o recommei.dar esses homens admiuls-
iraco no irgulote adilnmenlo a emenda (Le.)
Ura cu dou assim um arbitrio muilo grande
ao administrador da provincia...
O Sr. Francisco ,'ou : .Muilo pequeo.
O Sr. Floiipes: ... porque elle pode al ex-
tinguir a reparlicao ouviudo a classe dos a-
i i. uliiiies ; elle pode reduzir cssa reparlicao
a um numero multo diminuto...
O Se. Francisco Joo : ~ Para que ?
Floripes : Para acabar com ella.
OSr
CSr. hranciseo Joo :-Kui.io exiingua-na de
urna s vez.
Or. F.oiipri; Pelo modo que eu aponlo,
o administrador da provincia pode reduzir al
a# un. o numero dos empregados daquella
reparlicao c pode para o auno vr a esta casa
dizer; En fiz isso....
II. um aparte do Sr. ello Reg.
OSr. Francisco Jodo : Oh '. Eu nao creio
nisso.
OSr. Floiipti: Para o aono podemos ter
uinseiiipregado. Eu s quero com cssa e-
meiida i.'ii.bi,.r ao presdeme da provincia a
Borle di-ssrspais de lamilla ..
Un Sr. Iltpulado | Com cssa reconimenda-
(Uo nao o laz.
USr Floripts:Pde-ofazer.attendendoa i
presrnlacao do corpo de coimnercio. Eu i.r. i
tena duvida ( como j disse honlem ncsla casi,
de, rom a espada de Alejandre, corlar o no
gordlo, se nao lemesse expor Irinla pas de la-
milla a morrer Tome, e por culto lado nao
alleutassc para o eslado do nosso pau, no
qu.,1 o coii.mercio c a iudustiia qua-i que nao
no* pertrncein. e por conseguinle be muilo
dillicil ganhar a vida, prii.cipalme.ne a ho-
mens d<- certa postean, que i.o lem capital
aniontoado, cqueesiao-ha muilo acostumados
a lirar daquella reparlicao os seus mcios d,
vida. Com essa emenda que aulorisa o
presidente da provincia, vista dssclrcumt-
i..ucias, a extinguir a reparlicao ou reduzir a
un. so os iinpi. gados della, o que eu quero he
que no caso da exiincco da reparlicao, o pre-
cesso e Irabalbo feto pelo consulado geral,
que he minio sabido de lodos. Pelo niesmo
modo se faz a liscalsacao, c tem a inspecro
geral n mi,, inleresse nisso : l)evo,pois,suppr
que esie dever he exactamente cumprdo. O
*-''"......'" l0- guando faz sitas iransaejes, pro
cura saber das qualidades do assucar c algo-
dao pelos u.cios que Ibc sao convenientes,
nao seeii.baraeaudo com as quallicaces das
estacoes publicas. A consideraco de que nao
(leve cahir a Inspecclo, poique se despepem
einpregados vellios, que lieam sem ordenado,
nao deve pesar no nosso aiiimo; pois que velhos
nao podeni ser os empregados de una reparti-
vao creada, se me na j engao em 1846. Scrao
velhos os individuos que exercem esle empre-
gos ; diiso nao duvido eu, tanto mais que os
nao conbeco. Mas, se a consideraco valesse,
era em .espello aos mullos a.......de servico, e
servlco* bons, proveiiosos ao publico que os
paga, c nao em relie:,,, a Idade. Porlanto ase
nao deve supprque esses individuos se achem
'habilitados para oulins inisleres em que pos-
am empregar-te, e obier nielo* de vida, co-
mo u.oslram os rrceios do nobre deputado qui-
se sema defronte de mim. Equando assi.n fos-
s.;. islo b, se os velhos, os homens velhos..
Dio os empregados velhos, meiecessem soc-
eorros pblicos, devera o nobre deputado ver
se era postlvel, augmenlando a receltacon
au n'juin impostas.augmentar a verba dos
soccorros de beneficencia em favor dos velhos;
mas, se isso nao he possivel, tainbem mu. he
conveniente que, provada a inutilidade da re-
parlicao, seobrigueos osconiribiintcs a s.ibs-
crever, nao para urna necessidade publica,
...as para a alimentadlo de un.a criscencia|
como It.e chaniou uiu Sr. deputado que pugna
por ella.
Sr. presidente, contra esla reparlijo tem
representado o cominercio umitas vezrs ; nao
be, pois, possivel que (lia continu, s porque
conven, a 36 empregados que vivera do que
. .1. illi mi inuitu mais de 3 mil individuos que
lo nao sao.
A assemblaconclulo hojea terceira discus-
sao do orcamenlo proviucial, que se oiie-
receram 37 emendas, das quaes fram rejeila-
das 13, e approvadas as segunles :
Ao 13 do art. 34.- Depois das ultimas pa-
lavras do $ 1 .i aceresceiite-se = licaudo os do-
nos de laes estabelecimentos obrgados mulla
de que traa o I do arl. 21 do ree. de 16 de
abril de 1842.S. II. Srir.
substitutivo ao 9Imposto sobre as ca-
sas em que se vender tabaco, charutos, cigar-
ros, bebidas espirituosas c sabio, na raso de
lOl) rs por libra de tabaco fabricado, 600 rs
por arroba do nao fabricado, 1/000 rs. por cada
milheiro de charutos ou cigarros, 40 rs. por
nada de bebidas espirituosas, e 500 rs. por
fl IMMpi^a^^iayjBg
Artigo addilivo:
Projecto n. 29.Fica o presidente da pro-
vincia aulorisado a aposentar o collector das
rendas provinciaei da cldade de Oliuda, Fran.
cisco das (Jhagas Salgueiro com os 2|3 ai.uu.il -
mente do que elle liouvcr pago de novos c ve-
lhos dlreitos de lotafo do anuo lioanceiro em
que bouver de sposentar-se, ulna vesqucelle
prova ach.ir.se nos termos da lei n. 82 de 4 de
inaio de 184o, :l respeito das condices exigidas
para os demais empregados prpviciaes.-S. R.
Vtllu. s
Suprima-se a emonda do Sr. Barros llar-
reto que impe sobre o arroz do Maranhao.
Jos Pedro. ,
Fica approvado interinamente o regula-
uaento dado ltimamente pelo governo para
a repartico das obra* publicas.=Ji.c Pedro.
* Substitutivo ao ^ t do art. >, i, i do art.4.
e 19 do art. 34.Em lugar de 224 diga-sc
24i.=Jos Pidro.
Ao 2 do art. 15. Depois da palavra
lheatro.-diga-sc, licando o presldende da pro-
vincia aulorisado a nomear uina directora
.-imposta de tres pessoas idneas, sem ven-
cimenlos, que lame coutas ao emprezarlo, e
o faca tumprir as disposicoes do contrato ;
devendo lambem o governo dar um rcgyla-gyi
nenio em que se defina as atribuicoes "dei*
directora, distlnguindo-as da* do adminis-
tradorMello Higo.. i -f^
Se continuar a inspeccao do assucar \j
algodao, restaurc-se o imposto da laxa sobrew "
os voluntes desies gneros, e suprluia-se o
o ar|. 41 do projecto. -Jos Pedro, a
Depois das ultimas palavras do art.^fJX """
diga-se ficando removida para Barreiros a
..ii'i.a de |uimeiras letras que actualmente
iste na povoa;o de Ina.A'rlf.
* Emenda ao 4 :
Projecto n. 29, art. 28Com o consulado
e iuspecco do assucar e algodao, devendo 0
goveruo da provincia considerar exlinclos os
lugares, que vagaren! depois desta le, 31.193/
rs.-S. B.--Umbelino.
Emenda ao arl. 28 :
Projcclo n. 29.--0 ordenado do secretarlo
da thesouraria da fazenda provincial fica ele-
vado a um cont de reis.Umbelino.
Emenda ao art. 14 :
i Projcclo n. 29 Depois das palarraiRin-
Formoso e Na/.arethaccresceute-se e Ouricu-
ry.--S. W.Souta Rtis.
Ao encerrar a sesso o Exm. Sr. presidente
da assembla deu para ordem do da da de
amanha (191: continuacio da de boje ; ter-
ceira discussao dos projectos ns. .'II c3'j; ulli-
> das emendas que deixainos Inseridas.
o^dor:...oi^0clr^c,0 .slyJe ^ttgaaartEL-sU- _.,.
..-- ..nH ,.fc y,x.\..u analys
cnimica parachegar-se a este conbecimcnio
ate mesmo aflinuu que por ella se o nao oble-
na ; porquanto d.-l I. s se teria o conheclmen-
to de uina subslancia composla de carboneo,
oxigeneo e hydrogeneo, elementos communs
para oulras multe* substancias vegetaes como
a goiiima c o auiido.
O Sr, Francisco Joo (rindo-sc): Nao me
chame pa.a esse .aininlio que lico perdido.
O Orador: Pois he un. caminho seguro pe-
lo qual pode seguir o nobre deputado sem risco
de perder-se: mas, Sr. presidente, nao he pela
analyse chimica que sealcaucaria o conheci-
ment da qualidade rerdadeira do assucar,que
o inaini laetii. eii o procura ueste genero;he su
pelo processo que d a conbecer a qualidade
de assucar cryslalisarel que ha em cada assu-
car ; nao sendo o restante mais que una por"
cao de inelaco : j v, porlanto, V. Exc. que>
para se andar sobre bases mais seguras, e evi-
tar eslas e oulras queixas, sao precisos certos
predicados nos inspectores ; ou porourra, que
este trabalho nao deve ser entregue em qual-
quer .nao: c he por esla causa que os nego-
ciantes, nao .distante a Inspecfo olcial, leem
una inspeccao particular qu pagam sna .
cusa ; c isto uiesiiio ainda prova e muilo a] bl
necessidade della.
l.'m Sr. Deputado :
ligo addilivo s disposicoes geracs. = Fica
concedido o cidado DeliiuoGoncalres Perei-
ra Lima, fabricante de sabiio, o privilegio de
isencaode imposico porespaco de 5 aunos.=
S. R.Francisco Joo.
" Aoart 33.=Depoiidapaalvraprovlnciaes
diga-se incluiudo-se a quanlia de 320/000
rs. para pagnmeolo da ajuda de cusi, que fica
concedidaaoofncial-maior da thesouraria da
fazenda provincial Manuel Carneiro de Souza
Lcenla.= Macedo. "
Finalmente pode o jury da capital encelar
hoje a sua segunda sesso ordinaria do corren-
te anno, porteretn comparecido 38 Srs. jui-
tes de faci.
Dos que se nao apresenteram, foram mulla-
dos em 15,000 rs, cada um os Srs. Ilr Jos
dos Anjos Vlei.a de Amorim, Jos Alexandre
IIib.'i.o. I.miz Pedro das Neves, Joao Cardozo
Ayres e Joo Canelo Pereira Freir; e em 10,000
rs. os Srs. Bernardo Cardoio Ayres, Joan Ne-
pomuceno llarroio e Bartholomeu Francisca
ile Souza.
Sobe a 17 o puincro dos processos que devem
de ser julgados na praaonie sesso.
Correspondencia.
de um anuo para salisfafo de seus enn nhos
para com o thesouraria. =^S. l\.Macedo.
Artigo addilivo para se collocar onde con-
virr.lieam creadas duas cadelras de primea-
ras letlras, sendo uina para o sexo masculino
na Passagem-do-Jozeiro, e outra para o sexo
remlni.io na villa de C'aruaru'. = 5, R-==
Iteis Uitirana '
E nao foi o mesmo coin-
ineicio que pedio a extinecoda inspeccao?
f> Orador: Sr. presidente, a inspeccao foi
creada antes da independencia do Brasil: inui
Nao pude esta casa,reguiando-se pelas regias
de juslica. consentir em que isto continu 1
ncn nos devenios deixar dominar de certos re-
celos infundados 1 be preciso encarar os objec-
los como riles devem ser encarados, resolv
los sem attrncoes a individualidades : uo de-
vemos sentir smente as dores dos 30 emprega-
dos, e tornar-nos iusensiveis s que sollieiu 3
mil agricultores.
Sea philaniliropia do nobre deputado o
levasse a promover uina subscnpcSo entre
nos mesmos a favor desses que elle chama
pobres, poderia niorecr louvores; mas que-
rer com .seu voto e discursos conseguir que
elles vivain custa do outros OidadSos la-
boriosos, sem que estes rei-ebam compen-
saeflo algum... lie que eu nao posso com-
preheuder nem adoptar.
Kis-aqui, Sr. presidente, os motivos em
que u.e fundo para volar pelo artigo, e
contra lodos emendas que manJam se les-
tabeleca esta icparlicao : aceito, porm, al-
gam*l ni. as de .mitas emendas que con-
signiITl reconimendar;0es ao governo, para
quo d preferencia a estes homens para os
em. regos que vagarcm, e para que elles se
a ostiem aptos.
i\ilo mesentarei, Sr. presidente, sem di-
zer duas palavras em resposla ao nobre. de-
, ula.in que mallratou a s vezes collegas, porque o sao como depula-
i.'os e como n.eoibros da commissao do or-
denado; islo (|iiaudo disse entre outras cou-
sas que, cuino membro da commissSo, era
heterogneo a seus companheiros. Nao sei
o que quiz dizer,quando empregou esse ter-
mo; su,,| onliii que os metnbrus da commis-
sao sao todos homogneos i Usadas. As
tos anuos depois ella foi extincta, com o que o
cominercio licou vexadlssimo,- cida compra-
dor classificava a su., viiui.de a qualidade do
genero, e quantos eram os compradores, tan-
las as classilicaces ; c o productor nao tinha
recurso algum esle trabalho, repetido por ca-
da comprador, recomecado lodos os dias, e
sempre sujeilo a lo vriadas vontades, vexou
de tal modo o commcrcin que este pedio de no-
vo a inspeccao : esta Ihe foi concedida ; pur...
como ? Com una organis-co 011 disposico
tal que tornou-se ainda mais vexatoria; c por
isso o eominerclo vio-se na necessidade de exi-
gir sua reforma,mostrando em urna represen-
tarn os inconvenientes della; e esta reforma
uo Ihe fui concedida.
OSr, Francisco Joo : Isio he mais uina
prova en. favor da providencia, agora lomada.
O Orador: -- Seria assim, se o coimnercio a
julgasse Intil, mas nao he isso o que eu digo:
a inspeccao actual uo satisfaz emsuaorgani-
> nao, disse commercio ; e pedio sua reforma:
nao se Ih'a deu ; elle crcou por sua conta uina
...speceio : isto he contra a providencia agora
tomada; islo he a favor da inspeccao.
Provada, pois, a necessidadoda inspeccao
cuj existencia dala de mullos annos, e sen-
do sabido o servico que ella presta ao par-
ticular e ao publico, sendo aquella facilida-
de cm seu commercio, o a este fiscasacflo
para boa arrccadaQao, que tem sido roaior
nflo obstante darem-se motivos de peora.co-
mo a guerra e a seca, acho que a inspec-
cao deve ser conservada, e porisso voto
contra o artigo nesta parle.
Depois de fallar na materia o Sr. Jos Pe-
dro, ciicerra-se a discussao ; e, submcllido o
rtigo a votaco, he approvado com os seus pa-
ragrapbos, com a emenda do Sr. Gueds c
Mello ao 5 3, com a do Sr Millo llego an 0,
e com a do Sr. Francisco Joo quanto uiauei-
ra de ser substituido o administrador do con-
sulado nos seus impedimentos ; licando as de-
mais emendas rejeiudas c prejudicadas.
Passa-sc ao cap. 0.
Art. 2U. Com os aposentados
lie approvado sem discussao.
Entra em discussao o aeguintc :
b Art. 30. I 01.1 i.s jubilados, con-
tinuando o professor de gcogra-
phia a perceber o ordenado de
iO.OOO rs. com que foi jubilado,
e restituindo-se-lhe a quanlia de
aO'i.nO rs., a quem tem direito pe-
la (i.ii.uiuie.10 ,|UC sotl'reu no re-
ferido ordenado desde o 1.a de ju-
lio de 1844 at o ultimo de Juuho
8:433,207
nossas opimOes sSo lalvez discordes ; la 111 j <<<> auno linanceiro correte
bem pouco lempo temos lido para chegar-1 He "da e apoiada asegninie emenda : '
Artigo addilivo para ser collocado aonde
convier. = Aos praticanles de lachigraphia
Joaquim Izidorobimoese Joao Ferrrira Villcli
empregados addidos s secretaria desta assem-
bla, com gratlhcaco de 400/JOOra. cada
um ; ficando o governo aulorisado a ihe* con-
ceder licenca para podrein praticar essa arle
as assembla das outras provincias duraiile o
lempo qne esla se achar fechada ; sendo as
despezas de viagein follas a suas cusu-.800000
|'S.=S. It.Castro Lean. *
Aoart. 14.-Depois das palavras facturas
de acudes que se achao decretados-dita-sc-
.terroe ponie sobre o rio, que dnome acida-
de pelo lado do sul, e nesie sentido augmente-
se a verba na rasao de (i.OOO/000 rs.S R tt.
Use Silva.-Lopes..
_ Aoart. I0.-Ficando prorogado o seu contra-
to por mais dous annos. e aulorisado o profes
sor a pr.1p.1r para subslilulo pessoa idnea e
habilitada na arle, qUe faca suas vezes em
quaesquer impedimentos, sendo o propalo
orneado pelo presidente da provincia, e coin-
pctindo-lhe receber direcumenle da ihesou-
rsnaa parle da graliticaco que perleucer aol "","""""" ","------~ *"*">
professor. correspondente ao lempo que o de a,l>u"s l's velo a.minha
substituir ;e pelo que ficar com lodos os di- em olinua / um 'ho do Sr. SebastiO;
jeitos e subjeito a lodos os deveres que ao pro- "
ressor dn e impe o regulamento de 31 de anos-
lo de 1849.-S. R. Vellei. B
" Ao arl. 6. Depois das palavras -primei-
ras le tras aecreseentese, e mais 200/ rs. de
gratilicacao para cada um dos professores de
punieras leitrai Jos Joaquim Xavier Sobrei-
ra, padre Vicente Ferreira de Siqueira Varejo,
Manuel Jos feixelra Bastos Jnior e D. le-
xandrina de Lima e Albuquerque; ficando o go-
veruo auto. isad.. a restringir esta gratificar..
em proporcao que taes professores venham
ter menos de bO,alumnos a ponto de exlingiu-la
de todo quando esle numero se torne Inferior
a 40 alumnos. Vellex.
" Artigo substitutivo do art Com os em-
pregados da secretaria, sendo divididos os
emolumentos na proporcao dos seus ordena-
dos pelo secretarlo.officlal-maior, olllciaes.es-
cnpturarios, amanuenses c oporlero. S. R.
Francisco Joo.- Manoel oiquim C. C. Cos-
iro Ltio. >
Artigo addilivo para' ser collocado onde
convier:
Projecto o. 29 -Os professores de primei-
ra* leltras das freguenas do municipio do He-
cife recebe.ao os sens honorarios com altesta-
dos do director do lyceu, e o substituto da
cadeira da cidade de Oiinda aera obligado a re-
sidir na inesina cidade ea dar aula no collegio
dos orphos no impedimento do respectivo
prolcssor.-- Yellez.
' Susiituiiva ao5,do artigo 2. Com a
publicajao dos trabalhos por lachigraphos,
llagndose ao contratante logo que priucipiar
a ter vigor a presente lei, 4,00/000.= Francii-
co Joa. t
Emenda ao art. 6 :
Projecto n. 29.--Sendo elevado o ven-
cimeulo do prolessor de primeira* leltras da
Irrguezia de S.-Jos, Joaquim Antonio de Cas-
tro Nuues, de cooformldade com o parecer da
inos a um accorlo sobre objectos que del Coma nrafeauw i.,i,i,.i...i. ... |c,o,n,"Us.0 de instruefao publica, a respeito
uiaudam parecer da commissao de orden,-1 tras SSUfflSS IttVBS&t BJfiSSJT. "^ C "^
Srs. rtdactorei.Confiado em que os actos
le miiilia vida passada e presente se tem
sempre hartnonisado com asleis da honra e
(irobnl .di', msl oensava que algaem luis -
cissepoluira minha reputar-So, ainda com
a no loa a mais leve, quando ao lero Diario
de 17 do correte deparei com um annuncio
do Sr. Sebasti.lo ( da cocjieira ) em que con-
vidava-me a vir pagar-lhe 7,000 rs., resto de
maior quanlia, tslvez por ser este o modo
pelo qual S. S. ( da cocheira ) costuma ser
chamado pelos seus credores ao pagamento
de suas dividas. Tilo atroz injuria, qual a de
ser eu apresentado como um insigne trapas-
seiro, pois tanto se deprehonJe de anuiiii-
i'ios desta orden, obriga-me a fazer ao pu-
blico a fiel narrarlo do facto, de que pre-
tende o Sr. SebasliSo deduzir tal direito, e
he o seguidle :
No llm da abril prximo passado precise!
fazer urna viagem fra da capital, fui aco-
ebeira do Sr. SebasliSo, e escolhi para este
fien dous cavallos. Antes, porm, de convir-
mosuopreco, perguntou-me o Sr. Sebas-
tiflo, se levara mais do u 11 din da viagem,
e eu respondi-lhe, que nSo podia determi-
nar o lempo em que a offectuaria, mas que
elle arbitrasse o preco do aluguel por dias,
e foi esle litado em 9,000 rs. Felizmente pu-
de real-zar minha viagem em um^lj*, e che-
gando a noite remetli cocheira os dous
cavallos, e juntamente os 9,000 rs., aluguel
estipulado de um dia na forma ajustada.
Mas o Sr. Sebastiflo ja nao eslava pelo ajus-
te, e exigi 16,000 rs. em lugar de 9,000 rs. ,
sem todava apresentar para isso urna raso
plausivel; e tal foi sua recusa, que devol-
veu-tno os 9,000 rs. NIo alterei-ine, e espe-
re!, que quando a sede insaciavel de dinhei-
ro albeio, que domina o Sr. SebasliSo, fl-
zesse tregoas com o inleresse bem entendi-
do, elle mandarla buscar a quanlia ajusta-
da ; e na 1 eiiganei-me nesta previsflo,- pois
casa
-, e re-
cebeu os 9,000 rs., ha vendo-so por satisfei-
to do aluguel dos cavallos; e depois de al-
gumas desculpas da maneira grosseira e
brusca porque me bavia tratado su pai, pe-
dio me que por este facto nSo desprezasse
a freguezia.
Eis, Srs. redactores, como se deu o facto,
pelo qual o Sr. SebasliSo pretende se cons-
tituir meu (.'redor da quanlia de 7,000 rs.
Duas rasOes, segundo cieio, podiam oc-
ca si ou,ir 1 o inslito proced ment dallarle
'lo Sr. Suhaaii.in para commigo, a-saber:
ou um desejo vil de abater-mj na conside-
racSo publica, o que nao concedo; pois
nunca olTendi, nem de leve a este Sr., ou
o querer fazer de mim objeclo de uina misa-
ravel especulado, e entao, outro ollic.o,
Sr. SebasliSo.
Srs.- redactores, queira dar publicidadea
eslas lindas.
Francisco da Cunha Daplitla lladureira.
Oiinda, 18 de junho de 1850.
Ucparl.o da polica.
PARTE 1)0 DIA 17 DE JUNHO.
Foram honlem e hoje presos : a ordem do
delegado do primeiro dislriclo deste termo,
Antonio Kibeiro da RessurreicSo, por eslar
armado de u 111 punhal; Ja una no F'erreir,
Cuilherme Jos Uirreto, Ignacio Alvos, e
Domingos Jos das Neves, por mlrarco de
postura municipal; e Florencio Verssimo,
e o preto J0S0, por currecQSo : ordem do
subdelegado da freguezia de S.-Frei-Pedro-
Goncalves do llecife, Antonio Itodrigues
Lima, por furto; e o Portuguez Fraucisco
Pontea ron.anJes. para averiguacOes poli-
ciaes : ordem do subdelegado da fregue-
|zia da BOa-Vista, Francisco Pedro Amenco,
v


por abuso ; Thomaz, eseravo da D. Antonia
Florn da Pessoa de Moli, por assim o haver
requesiUdo sua s itihora ; c o crioulo Fillp-
pe de Santiago, por desordeiro : e i do
subdelegado do primeiro districto da fre-
guezia dos Afogados, os pardos Jos Thco-
tonio Venancio, Antonia Mara dos Santos,
cFrancolina Hara da Cruz, para correcgflo.
DEM DO DA 8.
Foram presos : ordem do chefe do poli-
ca, o preto Anacleto, eseravo de Antonio
do Nasconcellos Mondes Drumond, por as-
sim o baver requisitailo scu senhor : or-
dem do subdelegado da freguezia de S -
Jos, a preta Andreza, escrava de Antonio
Manuel de Araujo, por andar fgida : or-
dem do subdelegado da freguezia da Boa-
Vista, a parda Dazia Mara da Conce^So,
por correnlo : e do subdelegado da um
dos da freguezia dos Afogados Ignacio da
Cunha Mascarenbas, para averiguaces pr>
lieines.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 18.....11:582,280
Dttcurreaam Hoje 19.
Rrige George-Robinson bacalho.
Patacho Apollo mercaduras.
Patacho Presidente batutas e alhos.
Patacho Sultana mercaduras.
Urigue Brandy-Wne farinha e bola-
chinha.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia ^8.....2:153,490
Diversa* provincias...... 99,036
2252.546
EXPORTACAO.
Despachos matitimol no dia 18
Gothenburgo, patacho sueco laura, de
240 toneladas : culi luz o seguinte : 2 barr
a e 1,850 saceos com 9,265 arrobas e i li-
bra deassucar.
San-Matheus, pt*cho brasileiro l.ima, de
96 louetades : conduz o seguinte : 21 saccas
jirroz, 16 libras rap, 20 arrobas estopa de
Jinbo, 20 meios de sulla e quatroquinlae-
do ferro.
RECEBEDORJA DE RENDAS GEIIAES
INTEIINAS.
Rendimento do dia 17......538,632
Jdemdodia 18..... 500,189
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 18......1:506,360
Movimento do Porto.
Navio entrado no dia 18.
Buenos-Ayres 25 dias, brigue dinamar-
quez Ida-Emma, de 222 toneladas, cap-
to Diederishsin, equipagem7, em lastro;
a Aiiioruivlr nios. Passagcira, urna escra-
va a enlregar.
Navio tahido no menino dia.
California pelo Itio-de-JaneiroVapor ame-
ricano Goliath, capitilo Gregory Tilomas,
em lastro. Alm dos passageiros que trou-
xede New-York para-a California levas
seu bordo : para o llio-de Janeiro, Wil-
liam Ford.
Observando.
Levantaran! ferro do Lamerflo para o
Mosqueiro os brigues Inglezes Rambow e
George-Robinson.
JJeclarayao.
Pela subdelegacia d San-Jos do lleci-
fe fui appreliendiila a preta Andreza, escra-
va de Antonio Manoel de Ara.ujo, morador
em Tapiruss, do termo de Iguarass : a
quem pertencer comparece na proilitu sub-
delegada, com os seus competentes lilulus
Thcalro de 8 Izabel.
QUINTA RECITA DA ASSICNATURA.
Itcji, 19 dejunho de 1850.
Itepresontar-sc-ha o excellente drama mo
ral, em 5 actos o um prologo, composigflo
do hbil escritor o Sr. L. A. Burgain
PKDItO-CEM,
que ;'a no tem.
Denominar:!!) dos actos
Prologo. A maldicio.
1. acto.O essarnento em Lordelo.
9.* A sombra de JoiTo Goncalves.
3 A espesa modelo.
4o A torre da Men-a.
5. A mo de Dos !
O artista emprezario dcscjnso de apresen-
tar espectculos dignos de um tSojudicioso
publico, ha vencido quantos obstculos si
he tem apresentado, ja no pessoal da com-
psnhia, ja rom as decoragOes e vestuario,
para levar srena esta 13o sublime produc-
co. O publico, juiz imparcial, relevar al-
gumas faltas, que por ventura possam ha-
ver, em attcngflo ao estado nascente do
theatro.
Comecari s 8 horas.
Os bilhetes acham-se venda nu lugar do
costume.
Avisos martimos.
Para o Aracaty seguir m-
pretcrivclmenle, a 7 do vindouro
mei, com a carga que tiver a bor-
do, o hiate Novo-Olinda^ por ja
estar tratador o melho de meio
carregainento : quem nele mais
pretender carregar, entenda-se
com o mestre do mesmo, Antonit
Jos Vianna, 110 trapiche do al-
godo, 011 na ra da Cadeia-Ve-
ha, n. 17, segundo andar.
Para o Aracaty segu com bievidade,
por ter parte da carga proniellida, o pata-
cho Sania Crin: para o resto e passageiros,
trata-so ao lado do CorpoxSanlo, luja de
massames, n. 25.
Para o Ro-de-Janeiro sahe com toda 1
brevdade oveleiro patacho brasileiro Ni
theroy para carga, passageiros o esclavos,
os pretendentes queiram dirigir-so ao os-
eriptorio da viuva Caudino & Filho, praci-
nha do Corpo-Santo, n. 66, ou ao caplUo
Inlero Jos do Araujo, a bordo do dito pa-
tacho.
Para o Rio- Grande do Sul sahe em pou-
cos dias, por ter parto da carga prompta, o
patacho nacional Euterpe, cipitflo Manoel
l.uiz dos Santos : para o restante da carga,
passageiros eescravos afrete, trata-seco
l.uiz Jos do S Araujo, na ra da Cruz, n
33, ou na ra do Apollo, armazem n. 14.
Para o Rio-de-Janeiro seguir oro pou-
eos dias o brigue-escuoa Henriquela : anida
pode receber alguma carga, para a qual
trata-secom o capilSo Manoel Joaquim I, -
bato, na praca do Commercio, ou na ra da
Cadeia-Velha, n. 17, segundo andar.
Para o Ujo-de-Janciro
segu no dia 24 do corrente o briguo nacio-
nal Mara-1 : para o resto da carga, escra-
iis e passageiros trata-so com Machado ti
l'inheiro, na ra do Vigaro, n. 19.
Para o Cear pretende seguir viagem
com muita brevidade a sumaca nacionaj
Cailola, mestres Jos Goncalves Simas:
quem na mesma quizer carregar, ou ir de
passagem, pode entender-se com l.uiz Jos
de S Araujo, na ra da Cruz, no liedle,
n. 33.
Para o Rio-de-Janeiro segu em pou-
cos dias o patacho nacional Yalente, capi-
tilo Francisco Ncolu de Araujo : para o
resto da carga, trata-sa com J0S0 Francis-
co da Cruz, na ra da Cruz, n. 3.
-- A barca portugueza Santa-Cruz, de
primeira marcha, forrada eencavilhada de
cobre, chegada a este porto em 9 do corren-
te, sahe para o Porto com muita brevidade,
porque ja tem parto do carregamento
prompto : quem na mesma quizer carregar
ou r de passagem para o que tem excelen-
tes commodos dirija-so ao seu consignata-
rio Francisco Al ves, na ra do Vigaro,
n. 11, primeiro andar.
*- Vende-se o briguc-escuna Alegra, che-
gado recentemen'.o do Rio-Grande do Sul,
de lote de 150 toneladas, demanda 121/2
palmos d'agoa carregado, forrado, cavilha-
do e pregado do cobr<", fez costado liso ha
poucomaisde tres annos, he veleiro, tem
lancha nova c bote, bons ferros o amarras,
todos os mais arranjos necessarios, promp-
to a fazer qualquer viagem, sem que o com
orador faga despezas : quem o pretender o
poder examinar ao r das escadinhas d
palacio, sonde se acha Tundeado, e tratar
com Leopoldo Jos da Costa Araujo, na ra
Ja Moda, n. 7.
Vende-se o brigue brasileiro Penta-
ment, encavilhido, forrado de cobre e ve-
leiro .* acha-se na volla do Forte-do-Maltos,
para quem quizer examina-lo, e para qual-
juertratu, queiram procurar a viuva Gau-
lino & Filho, na pracinba do Corpo-Santo
11. 66.
13
X
Le loes.
Kaikmann Irmos fariio lei
15o, por intervencao do corretor
Oliveira, de grande sortimento
de vestidos de l.la e seda, chales e
colletcs dela e seda, brins para
calcas, e de outras fazendas alie-
mies, suissas, lYancezaseinglezas,
todas propriae do mercado : hoje,
19 do corrente, s I o horas da ma-
nliaa, no seu armazem da ra da
Cruz.
LelSo de 35 barris e 55 meios ditos
com manteiga franceza, chegada prxima-
mente do Havre, por conta e risco de quen,
pertencer, no dia 19 do corrente, pelas 11
horas, na porta da Alfandega
Kaikmann Irmilos TarSo leililo. por in-
tervengan do rorretor Oliveira, de grande
sortimento de fazendas fruncozas, suissas e
allemflis, de seda, linho, ISa ealgoilflo, to-
das proprias do mercado: quarla-feira, 19
do corrente, as 10 horas da manlia, no seu
armazem, ra da Cruz.
l.uiz Pislor far leilao, porintervencSo
do cndor Oliveira, de todos os pertences
omobilia do sou eslabelecimeiito, consis-
ti lo em dis lindos buhares completos de
ludo, balcSo grande, mesa de jantar, ditas
grandes e pequeas, ditas de jogo, cadeiras
usuaes nviito boas, ditas de balando, guar-
da-ionpas, dito pequeo, aparadores, alma-
rio envidracailo, relogiosdo parede, Artei-
ra de urna face, solas, marquezas, commo-
das, camas grandes, ditas de vento, lam-
peos, casticaes com mangas de vidro, lou-
fas, garrafas, copos, e lodo o trem do cozi-
nha, e igualmente urna porro de salmSo
em latas tle varios lamanhos : quinla-feira,
20 lo corrente, as 10 horas ^la manilla, no
hotel d'Europa, contiguo a langucia.
111 i .. .. ... ji
Avisos diversos.
-- Relira-se para o Rio-de-Janero Senho-
rinha Mara da Concejero com dous flhos
de nomes Francisco Ferreira Fialho e Um-
belina Leopoldina das Virgens.
Leopoldo da Silva Queiroz, Portuguez,
retira-se para fra do imperio.
tm lia rea D. Alina Maria Munis rara o
llio-.le- Janeiro a sua escrava de lime Isabel,
do gento de Angola.
Casa ele eommissito de
eseravo*?.
Na ra Dircita, sobrado de tres
andares, n. 3, defronte do becco
de S -Pedro, recehem-se esvra-
vos de ambos os sexos para se ven-
derem de commissao, nao se le-
vando |,offs.se trabalho mais do
que 2 por cento, e sem se levar
cousa alguma de comedones, offe-
recendo-se para isto toda a segu-
ranca precisa para os ditos esaa-
vos.
O Sr. dotitoi 'I'lioni Fernandesde Cai-
tro Madeira, queira ir ra d. Cadeia de
S.-Antonio, 11. 13.
Os Srs. Pontes & Mello, queiram .it
ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 13.
Faz sua felirJudo.
Precisa-se de um florit > caixeiro para ad-
ministrar a primoira loj 1 ile fazondas de
Macei : no se olhn a ordenado: tiata-se
na ra do Crespo, n. 16, loja.
Naf ra Direita, sobrado do um andar
n, 33 ao p d botica, fazem-se bolos de S -
Jolo, erifeitadoscom coroas, capellase ra-
mos de alfinim, bolos francezes e inglezes,
bolinhos miuilos, bandejas de bolinhos com
diversas galanteras do mesmo, pastis de
nata e de carne, tortas tromedeiras, doce
de calda em barrilinhos, ditoseccode caj.
sidrSo, mangabaJimSo e de outras quali-
dades : tudo mullo bem feito.
Offerece-se um rapaz brasileiro para
caixeiro de venda, do quo tem alguma pra-
tica.oquald boas rvformacOes sua eon-
ducta : quem de seu prestimo so quizer uti-
lsar, diiijaseao pateo do armo, n. 16.
Manoel Jos Alvos retira-so para o Rio-
de-Janeiro.
Segunda-feira, 17 do corrente, perdeu-
se urna espora de prata antiga, com a forma
seguinte : duas carrancas de cada lado e
unidas por um trancado de fio grosso de
prata, botos, o para prender as corroas so-
bre urna bazeeom argola ; a parle chama-
di co em que est a roseta de fero, he so
bre urna base de filetes e com a forma de
uma serpente coberta de escamas, tem ore-
Ihas e foclnho rasgdos, o da bocea sahe a
roseta fingindo lingoa ; foi perdida d;pois
de 5 horas da lar Je, desde o fim da ponte da
Boa-Vista at ra do Angao, c dndose
por falta no pateo da S.-Cruz, e mannando-
89 procurar, ja tinha sido apanhada. Roga-
se a quem a apanhou dea restituir ao abai-
xo asslgnado, que dar o competente adia-
do com generosidade; tambem roga-se aos
Srs. ourves, ou outra qualquer pessoa a
quem for offerecida, que a tome e entre-
gue ao subdelegado. Antonio Manoel de
Moraei da Mesquita PimenUl.
Um rapaz brasileiro chegado ha poueo
de Franca, soofferoce para caixeiro fra da
provincia, ou mesmo para algum engolillo
ilislant, obrigamlo-se a ensiuar a lingoa
franceza : quem do seu prestimo se quizer
ulilisar, dirija-se ra das Flores, n. 19,
que se dir quem he.
OsSrs ollicasdrf Justina que ficaram
devendo ao bilhar do Passeio, queiram yir
pagar suas contas, na ra estreita do Roza
rio, n. 20, segundo andar ; do contrario, ve
rilo seus nomes por extenso nesta folha
--OSr. M., Quicial de armador, e o Sr.
V. furriel do segundo batalh.lo do artilna-
ris, queiram ir pagar o que licaram a de
ver na casa do tull ir do l'asseio, na ra es-
trella do Itozario, n. 20, segundo andar; do
contraro tero de ver os seus nomes por
extenso nesta folha.
Joaquim Jos Rodrigues da Cosa ro-
ga os seus devedoresque Ihe vilo |ia.:ar o
que estilo devendo na rm estreita do Roza-
rio, n. 20, segundo andar, pois basta o lem-
po que se Ihes tem esperado ; do contrario,
verflo seus nomes por extenso nesla lolha.
Sri. ft&aeton$.k bem da vordade, o pa-
ra desviar qualquer suspeita que alguns
mal intencionados possam nutrir contra
mim, desnjo que V. S. declare se o artigo
publicado no Diario de 18 signado Por um adornista, foi ou neo manda-
do por mim a imprensa. Seu, etc.
Lu: Alvares de Asevedo Macedo.
Nflo podemos afirmar nem negar, por nio
estar assignado o aviso que menciona, e
nem ser da ordem dos que carecem della pa-
ra ser publicado.
Os Rlt.
J0S0 Joaquim Rabello declara ao publi-
co que vendeu a sua venda da ruada Lin-
goeta, n. 3.
Deseja-sc fallar com o Sr. Manoel Pe-
reira de S e Silva : na ra Nova, It. 44.
Tendo-sej por tres vezes pedido ao
Sr. J. M.S. S. e M. quo declaiasse por este
Diario se he ou neo casado, neo the tem si-
do possivel al hoje responder, silencio est
que muito faz crer ao respeilay 1 publico e
aos Iludidos que do hoje em 'liante sera li-
do por um pessimo embusteiro e calum
piador.
Moje, 19 do corrente, se ha de arrema-
tar, perante o Sr. Ur. juiz municipal da se-
gunda vara, por ser a ultima praca, um so-
brado de dous andares, silo na ra do Pilar,
com SOtlo corrido ; outro dito de um andar,
o qualdevide por Ilgfio, tendo communi-
cacdlo ambos pelo fundo e igualmente entra
da independente, que se podem aluger se-
parado, com porto de embarque no porto,
cuja propriedado ficado lado do mar gran-
de, e eslao avalados por | reco baixo.
-- Furlaram do sitio de Klias Coelho Cin-
tra, em Santo-Amaro, s 9 horas da mnnh.ta
do dia 12 do corrente, um quarlo castanho,
que andava pastando, cortando a corda
faca, com os signaos seguinles : os 4 p*
calcados, frente aberta e com cicatrizes an-
da bem vsivels de um germque se quei-
rr.ou na sarnelha, ferrado em cima da anca
da parte direita, e tambem em ambos os
queixos com esta marca --EC --, ferro da*
fazendas que tem o dito Cintra. K no dia 15
pora 16 furtaram de dentro da estribara,
umcavallo de montara, alasSo, claro, so
com uma estrella na testa, carregador de
baixo meio, est magro, e tem o mesmo
ferro no quarto direilo: roga-se, pois a
qualquer pessoa que saiba ou veja os ditos
animaes, os apprebenda ou avise as autori-
dades policiaca, ou ao proprietario, mora-
dor no Aterro-da-Uoa-Vista, n. 18, primeiro
andar, onde recebar 50,000 rs. de gralilica-
r3o quem os apresentar.
Pergunta-se ao Curiosi do Diario Je hon-
tem, a que proposito vem lembrar ao Itvm
conego vigaro da Teguezia de San-Jos,
os dous contos que recebeu no anuo de
1845 ? tio vio S. me. que a accusac3o fcila
na assembla provincial pelo Sr. deputado
Jos Pedro foi sobre os cinco conloa ltima-
mente recebidos, e quesb este ponto lie
que o Rvni. vigaro lirmou sua corresion-
dencia ? Saiba agora o Curioso que o Itvm
vigario j tem recebido pela Ihesouraria
provincial nove cootosderis, de quatroja
preslou contas a mesma Ihesouraria ( so
con. cuntas de tijollo excedeu a quanlia re-
ceida J e dos cinco conlos inda se o nBo
Ter, he porque os u,a termes em quantidade
encommendados a Francisco Ignacio da
Cruz Mello, Jos de Almeida Lima eoulros,
nflo frsm e nem 110 todo podiam inda ser
recebidos, o que se est effeciuando des-
de o 1.* de malo prximo passado; porten-
to, emquanto n3o for empregada toda a
quanlia he de presumir que o Itvm. vigario
nSo devia prestar cotilas. Consta com cer-
leza que o Itvm. vigario lem em ser a quan-
lia recobida, e nem do contrario so psrsua-
lirquem o conheoor. A opiniao do mestre
ilo riscofoSr. VVillmer; e outras pessoas
entendidas he quo su nao pegue na obra em-,
qnanto no houver em deposito matoriacs
.suIHcentfls, para quo so leve ella ao estado
do recebe a coberta, do contrario ser ex-
pr madeirai e mais maleriaes a d.inicac.fio
do lempo, sem proveito algum.
O amigo da verdade.
A Marmota..
Sahe boje impretervelmente s 10 horas
do dia, contendo os seguinles artigos : O
governo, mal vai a civilisaceo A mulher
As pulgas LicSo poeca Um soneto,
mais poesias. Vende-sena praca da Ind-
oendencia, loja de miudezas, n- 4, do '
Fortunato ; na ra Nova, loja de louca, ..
7, do Sr. JoSo Ignacio ; no Recife, ra d
Cruz, loja do cabelleireiro, n. 43; na ru
ostreta do Hozarlo, n. 43 ; na Roa-Vista, lo
j i dos Srs. Eslima o Ramos, n.54; na ra
la Cadeia do Recife, n. 16, loja de miude-
zas, do Sr. Antonio Jos Moreira Pontes.
Jolo Ferreira da Costa, caixeiro do Sr.
Jos Antonio Pinto, por baver outro de igual
nome, se assgnar de hoje em dianlo por
Jo.lo Podro Ferreira da Costi.
~ Precisa-se de um rapazsinho pequeo
para loja : na ra Nova, n. 42, se dir quem
precisa.
~ Fanny-de nsQIo Africana, solteira, re-
tira-so para a ci lade da Baha.
le-
Sr.
n.
a
Compra*.
- Compra-se uma escrava do iiac,io An-
gola, que seja mo^a, e saiba fazer todo o
rrv; 1 de urna casa.-cozer, engommar, co-
sinhar, anda que pouoo, e lavar : na ra
do Rosario larga, n. 28, seguddo andar, se
lira quem quer comprar.
Compra-se uma negrinha de 10 a 12 an-
uos, mesmo sem habilidades: na ra da
Cadeia do S.-Antonio, no segundo andar
do sobrado da esquina do boceo do Ouvi lor.
Compra-se um cavnllo que seja grande
o elegante, mesmo tendo so andares natu-
raes : na praca do Curpo-Saiilo, n. 2.
-Compram-s"? 2fps de fructa-;i0o, em
oslado ilose plantaren): quem liverannun-
cie, ou dirija-se ra das Crqzes, n 41.
~ Compra m-soca i xas vasias que f'iram
le sablo, a 120 rs. sendo da fabrica da
O'ovincia, e do fra, a 80 rs. e em hom es-
tado : na ra da Madre-do-Deos, n, 22, ar-
mazem.
Lompram-se 4 pl de sapotis \ quem tiver
annuncle, 011 dirija-se iua o"a Cadeia Vellu,
11. 5t, loja de l'orragens.
Compra-sc mu cabriolet em meio uso,
em arrcios ou sem ellos : na ru.i Nova, 11. 93.
Vendas.
NVULlVODE SUUTEy.
Depoisdeum aturado trabalho de mu-
tos seclos, e por occasiUo do escavar so a
ddado.de Pompea descobrio-so
A BNA FATAL
DOS
Destinos humanos
ou
Sortes para os diverlimenlos
DOS
DAS DE SAN JA' E SAN
PEDRO.
Esto imporlaote livro.sabio luz pela
primeira vez este anno om um bum volunie
de 28(1 paginas, o com 704 versos, que
branle os desejos dos vvenles, princi-
palmeulo das souhoras quo tanto ambicio-
nam saber qual seu destino 110 anuo que
tem de vir : o que elle contcm he de urna
verdado tal que quem o consultar deve l-
car persuadido que infallivelmenti) Ihe su-
ceder o que' a sorlc lito tiver prognosti-
cado. Vende-se a 1,600 rs na livraria ns. 6
u[H da praca da Independencia.
Vende-se o rico elegante sobrado do 3
ailares, com frente para a praca da Roa-
Vista o ra do Aragilo, cada and ir tem
commodos pura urna grande familia, e mu
lo fres'o, cocheira para dous carros, estri-
bara para 4 cv.illos, quintal e cacimba .
he bastan'e rendoso, nSo so pela sua boa
coiistruc^So e repaitimciito, como pela lo-
ealidado : na ra Nova, 11. 67, sedii quer
faz lodo O negocio.
-- Vende-se um grando sitio na povoa-
c3o iln Monteiro, indo pelo be eco do (Juia-
bo at a ladeira do Mudo, com casa de Uipa
multo excellente pela sua posicSo o in-
ri.ensidades de fructas de todas as qna lid 1
iles, com dufl bonitas baixas para cupm de
planta, pasto para duas vaccas ou mais, es-
Irlbaria para um cavallo: vende-se pelos
dono- neo poderom continuar, e per isso
todo o negocio se faz com elle. Igualmente
vende-se um quarto carregador baixo,
muito forte : na ra da Cuncei(3o da Boa-.
Vista, n.9.
Vendem-se acgOes da extincta com
panbia dePernainbuco e Parabiba! mi nu
da Cruz, n 9, escriplorio do Oliveira Ir-
in.los.
Vendem-se duas cscravas de bonita*
Bguras, sendo uma parda lavadeira, e a ou-
tra da Costa, quo eugomiua bem e cozinhi
o dial iodo uma casa : na ra do S.-Rita,
n. 15, primeiro andar.
Ao respeitavel corpo do com-
mercio.
O cdigo commercial do mp?ro do bra-
sil, coma legislaco de 1850, offerecido ai
respeitavel corpo do commercio : vende-se
no pateo do Collegio, casa do livro azul.
Cha de S.-I'aulo.
Excellente cha de S.-Paulo, a 2,240 rs. a
libra : vende-so no pateo do Collegio, casa
do livroazul.
--Vende-so uma mulalinha n colinde, de
14 anuos puucu mais ou menos, muito ha-
bilidosa : o motivo por quo so vendo so di-
r ao comprador ; 6 cadeiras oom ass6nto
do palhinha, do boa madeira e muito fortes;
um bonito porta-licor; 3 candieiros de pa-
redo: tudo por commodo prerjo s na ra
estreita doRozaris, 11. 20, segundo andai.
-- Vende-se uma gamella grande de ama-
relio da Babia, nova o que anda no foi ser-
vida, prupria para banho ; um alguidarvi-
diido grande e de gomos ; um violflo ; 2
casacas : ludo por prego co'mmodo : na ra
da Senzalia-Nova, n.26.
Coniinn i-so a vender enxadas calendas
deseo: na ra Nova, n. 20, loja de Joao
Fernn Jes Prente Vianna.
Sortcs.
Na livraria da prae.a da Irdendcncia, ns.
1; e s, vondom-so folhas de papel com sor-
tis a 80 rs. cada um, o os seguinles livros :
Acasos da fortuna, ou livros de sortes
divertidos oto. a 640ris.
Livros ilos destinos para serrn !eo isiilta-
dos as noitO de S. Antonio eS. JSiietC. a
40 rs. .
Vende-se um preto de 2d annos pono
maisou menos, proprio para todo o servi-
eo do campo, por ser no que se ocoupava :
n* ruadoyuoimaJo, n. 42, loja de Albino
&Silvero.
Ven le-so um moleque de 14 annos, de
boa figura, proprio para qualquer oIRcio,
por prego commodo : na rin do Crespo,
oja do miudezas ao podo aro.
Vendo-so uma preta do nacao, de 20
annos, engomuiadoira, co/inheira, e quo
faz pHoildo-l, doces, entende devonder bo-
linhos, o lava de sibilo, com uma cria parda
1)2 annos; uma parda com algumas habi-
idades; um preto possanto, proprio para
oadarh, muito sadio, e auo nflo foge nem
bobo : na ra do llangel, n. 38, segundo
andar.
Vcnde-se um eseravo de todo o servi(o
por barato prefo 1 na ra de S. Franciaco,
11. 16, ao peda cadeia.
Vende-so um cavallo com todos os anda-
res, muito gordo c muito bonito, proprio para
robora por ser muito manso e pequeo : na
cocbelra do Sr- Pessoa.
Vende-se um apparcltio para 'Htn-1.1l su-
balterno .1 1 -o o 1 1 nacional, muito eoconta, e
quasi novrt: na ru.i Nova, n. 03.
Vende-se 12 caxillios com vidros, prop ios
parajaneltas : na ra Nova. n. 3.
Vende-se saccas com arroz, a 1,200 rs. a
arroba: no pateo do Paraizo, 11. 20.
Gheguem freguezes.
Esto-se acabando.
Na loja de Viuva FreitisCuimarfies, ven-
dem-se cortes de fustflo -te cores a 210 rs.
caila 11 ni ; longos do fil de linho patentes,
a 320 rs.': algodo azul do xadres, a 100 rs.
o covado; cortes do cassas pintadas a 1,000
rs ; mei a 8 do snhora muito boas a 3,000 rs.
o mago ; suspensorios da niela 400 rs. a
liizia ; podtilhos para vestidos de senhora a
20 rs cada um; cortes de brimbranco de
Itslras -lo 2 varas o uma quarla a 1.000 rs.;
ditos de brim trangalo iiardo a 1,000 rs. ;
sedas brancas le superior qnalidade a GV0
rs. o cova lo ; superiores cobertores de 1,1a
a 1,400 rs.; brim pardo liso a 100 rs. oco-
vado, o outras muas hiendas que se esto
vendendo por baratissimo prego.
Vende-se urna armagiio do urna casa no
becco da Llagela, e juntamente o gene-
ros queexistiremdentro:tu>lo proprio pa-
ra venda, 011 qualquer outro estalieloeimen-
to quem preten 1er drija-se ao mes.no bec-
co, n 2, quo achara com quem tratar.
Vende-so urna negra de bonita figura,
deididedo14a 15 annos, que cose, eogom-
ma, lava do sabflo o com princmios d-) coz-
nha : na rua da Cadoia-Velha, loja de erra-
gens, n. 56.
Cera de carnauba a 8,500 rs. a arroba em
saccas do 5 arrobas : na rua Direita, n. 36.
At teiic4
Vendem-se chitas finas, a 160, 180 o 200
rs. o covailo ; risca los largos em cassa, a
240 rs. ; mei is para aennora, a 160 rs. ; di-
tas para meninas, a 300 rs.; pequeos len-
COS com bico.a 500 rs. ; ditos milito gran-
des para ciibega, a 1,000 rs.; madapoln de
vara de largura, muito lino o com 40 jardas,
a 8,500 rs. a peca ; llgodSo trancado do lis-
tras, encorpado e americano, a 909 rs. o co-
vado ; dito azul superior f.izenda america-
na, a 220 rs. o covado ; dito Irangado bran-
co, n2IOrs. a jarda em pecas; madapolflo
lino, a 3,800, 4,000, 4,80!), 5.000 n 5.200 rs. ;
meias americanas croas e encorpadas, a
4,000 e 5,00 rs. a duzia ; risca linhos ge-
novozes. muio finos e proprios para roupa
de meninos, b 320 rs. o covado ; lengos de
soda de excellentes pndres e muito finos,
a 2,400 rs., alm tiestas fazendas ha um sor-
liinorito completo do fizendas debom gos-
10 quo so venderflo por prego baralissimo
para soajjiantar a rend ilas mosmas : na
rua do Collegio, n. 1. luja da estrella.
Vende se, na rua da Aurora, n 32, por
liaiso do sobrado da viuva de Jos llamos da
Oliveira, etambem defronle da matriz,da
Itoi-Visti, esquine que volt* para o Hospi-
cio, n. 8<, mmielga inglea, a 280, 400, 560,
640 e 800 rs. a libra ; arroz do Maranli3(., ;t
3,200, 2,560 o a 1,700 rs a arroba, o a 100, 81
0 60 rs. a libra ; dito da Ierra branco, a 490
rsa cuia.ea 11,000 rs o alqueiro ;vinho lin-
io, a 200, 240, 280 o 320 rs. a garrafa ; dito
branco, a 280 o 320 rs.; dito du Porto en-
garrafado, a 640 rs. e tra/endo a garrafa,
a 480 rs; frensquoirascom do/o frascos da
genebra de llollanda verdadeira, a 6,000 rs.;
cha de S.-Paulo, a 2.000 rs. a libra ; dito
llyson, a 2 200, 2,400 e 2,800 rs. ; azeito-
nas, a 280 rs. a garrafa, e a 2,080 rs. a anco-
reta ; velas de espprmarete, a 800 e 960 rs.
a libra ; tourinho do Santos, a 200 e 240 rs.
a libra ; dito de Lisboa, a 280 rs.
Moreira & Velloso, com loja na ru
Nova. n. 8, annunciam para vender pelo
baralissimo prego de 2,000 rs. chaposde
maga cobertos do olalo proprios para a es-
1 agito presente; tambem se vendem, na
mesma loja, sapatos de cordavflo o france-
zes a 1,200 rs. o par ; dito do couro de lus-
tros para senhora, a 2,000 r. ; espartilhos
de puro lmho guarnecidos de ballas, nflo
esquocendo a larga d frente, pelo prego
nunca visto de 6,000 rs. cada um : galho-
teiros com4vidros, a 2,500 rs. chaposde
palha ai,ortos para senhora, de varios pregos
o de diferentes lmannos; ditos do palinha
lin iamenle enfeilados para meninos e rae-
ninas ; franjas de varias cores muito pro-
prias para enfeilar vestidos, a 320 avara ;
mantas de garga de muito boa qualidadee
te bonitos gostos, a 5,000 rs, ; as verda-
leiras luvas do trogal com dedos a 1,000 o
par, ditas "le peca para s-mhora e para lio
ni' :i, ; horzeguins, sapatos de lustro, ditos
de nnrroquim, tudo para senhora ; cha-
pos de maga francezes, chegados de prxi-
mo, bonitas formas e boa pelucia, a 7,000
rs. cada um ; pentes de tartaruga de mar-
rafa ecc; lengos para grvalas ; capellas
de dores para nova ; corles de sedas bran-
cas o de cores ; e sobreludo um [bollo sorti-
mento do perfumaras o de outras fazendas
mais que se protesta vender por pregos mui-
to rasoaveis.
Vende-se a taverna da travessa da rua
do 1 .inclinado, n. 5, com poneos fundos, e
quo he sfreguezada para u Ierra : a tratar
na mesma.


z
Deposito (le Potassa.
Vende-se muito nova potassa.
de boa qualidade, em bnrriszintW
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como ja ha muito
tempo se nao vende : nc ccife,
ru da Cadeia, armazem n. 11.
Vemlem-sc cigarros de pal ha de milho,
bous, por prego commodo : na ra das Cru-
ces, n. 40.
Vende-se muilo superior farinha pm
lucias barricas : na roa da Cadeia do Recito,
fscriplnrio de OaaneYonle & 0. em seus
arniacns do becco do Gongalvcs.
As novas cassas sublimes
a '2,240 rs. o corte.
Na loja de GuimarSes & llenriques, na
rua do Crespo, n. 5, que faz esquina para a
ra do Collegio, vendem-se novos cortes de
cassas finas denominadas sublimes, pela
.-na Loa qualidade e barato preco.
*IBP!A uunbnoroiuoiuy ap
?fo| '"jape^ ep enj bu as-uiapuaA
: -s.i ofr
tf 'aji?o vjv so 11 ti | o |f
-- Vendem-se amarras ob i*rro: na rua
da Senzalla-Nova, n. 42.
--Abordo do brigue Aguia-ilo-l'rata, ven-
dc-se farinha de mandioca, por preco com-
mudo.
Cambrecs a 1,800 rs,
Vrndeni-se os bem acreditados cortes de
gamhreOrs, a 1,800 e 3,000 rs. o corte de
calcas : esta lateada turna-se recommenda-
vel, Unto poi sua qualirlade como por ser
de niuila duragiio e de bonitos padioes : na
rua do Collegio, n. I, loja.
A ellees ante que se ac*
bem.
Farinha de mandioca de
S.-Calharina.
Chegou em direitura de S.-Catharlna o
brigue nacional Minerva, com um carrega-
menlo da superior farinha muito nova, e
acha-se Tundeado defronte do caes do lia-
mos, onde se vende a preco commodo, ou
emeasa de Manoel Ignacio de Oveira, na
Praga do Commereio,n.6, primeiro andar.
Vende-seum dosdousengenhos, Telha
e Triurophos, sitos na freguezia de Seri-
nhUem, com bastante trra e muito produc-
tiva para criar grandes safras : ambos bons
l'agoa, por seren copeiros, e distam do
embarque duas legoas : a tratar com o pro-
prietario, JoSo Climaco Fernandes Caval-
eanl!, ou com Antonio de Silva CusmSo, na
rua Imperial, do Aterro-dos-Afogados.
Corram ao barato.
Na nova loja do Passeio-Publico, n. 19,
de l.emos Amara) & Companhia, se est
vendendo fazeuda por todo o dindeiro, co-
mo sejam chitas muito finas e do cores fi-
tas, a 120, 140, 160 e 200 rs. o covado. e a
peca a 5,500, 5,890,6,000 e 7,000 rs.; brin
de lindo miudinho, a 300 rs. o covado ; cas-
lores para calcas, a 200 rs. o covado. A el-
les antes que so acabem. Os novos admi-
nistradores estilo torrando por todo dinhei-
ro, e estilo resolvidosa acabar com todas as
tazendss para sortir de novo.
Vende-se, ou troca-se por um preto que
seja moco o fossanle, urna negrinha de 10
11 anuos, que j tem principios de crslu-
ra, e be muito viva : na rua larga do Roza-
rio, n. 16, sobrado.
'
Manteletes.
Vendem-se gepatOfS de couro de lustro,
pelo baratsimo preco de 2,500, 3.0C0 e k
rs. ; ditos de bezerio francez fetos no paiz,
a 2,500 e 3,000 rs. ; diUsde bezeito da tr-
ra, com tres solas, proprios para o inver-
n, a 2,200 rs. ; ditos do Aracaly, a mil rs ;
na rua da Cadeia do litcife, n. 9.
Vendem-se ledas de vidro, prxima-
mente edegadas, em grandes e |fquena*
porrees : na rua da Cruz, n. 48, armazem.
Na rua da Cadeia, n. 17, loja de
miudezas,
vendem-sc luvas de seda com dedos, pre-
tas e com palmas de cores, pelo barato | re-
g de 240 rs, o par ; ditas de algodflo de co-
res, proprias para montaria, com algum
mofo, a 120 rs. e sem elle a 200 rs.
Vende-se urna terca parte do sobrado
n. 24 do Aterro-da-Roa-Visla, de dous an-
dares, solo grande e bom quintal com ca-
cimba ; urna casa de pedra e cal nos Ataca-
dos, no principio da rua de S.-Miguel, com
duas salas, tres quartos, cozinha tara, gran-
de quintal e cacimba ; urna bomba de ferio
para cacimba, em muito bom uso ; um pa
laliquini em bom estado : todo por preco
commodo : no Aleno-da-oa-Vista, n. 17,
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba, muilo boa
9m pequeas | orcOes : na rua da Cruz, n
36, taberna de Alendes & Braga.
Limes de egtillia a 4o rs.
Vendem-se limas de agulha : na rua da
Cadeia, loja de ferragens, de Antonio Joa-
quim Vidal : assim como nutras ferragens
para ourives, por prego commodo.
Chegaram novamente rua da Sen-
zalla-Nova, n. 42, relogios de ouro e prala
patente inglez, para homcm e senhora.
Chitas Irancezas finas a
320 rs. cada um covado.
Na rua do Crespo, n. 5, confronte ao ar-
co de S -Antonio, vendem-se chitas france-
zaa finas e de modernos padnVs nimia nilo
vistos nesle mercado, pelo barato preco de
320 rs. cada um covado ; panno prelo, pelo
barato preco de 1,600 is. cada um covado;
lencos de cambraia branens e abeilus pela
beia.a 2,800 rs. cada umaduzia.
9. &
) A lo rs. o covado. C>
*| Vende-se morcelina de 4 %
>, palmos de largura, rres fi-
O xas e padroes inteiramente
novos, proprios para vest- ^
dos e cortinados; cassas mu* ^
to finas, a G/jors a vara, as
quaes se vendem geralmen-
tea 8oo rs. : no rua do Quei-
mudo, n. io, loja novo de 4
{3 portas.
9
Ao bom e batato.
Na rua do Passeio-Publico, loja n. 9, de
Albino Jos l.eite, vemlem-se ricos corles
de rassa-rhitas com 6 varas, a 2,210 rs. ;
lencos grandes de seda, a 1,000 rs. ; chitas
de cures fixas, a 140, 160, 180 e 200 is. o co-
vado ; ricadinhosde linho muito lino, a
440 rs. o covado ; dito de algOdSo, a 160 rs.
o covado ; castores para caigas, a 160 rs. o
covado: lencos de cambraia com bico a
roda, a 480 rs. ; chai eos de sol, de panni-
nho, com basteas de balria, a 2,500 rs. ;
Curtes de brim trancado branca e Cun vi-
vos, a 1,280 rs.; pocas de madapoliio, a 3,
3,500, 4, 4,500, 5 e 5,500 rs., muito lino;
alpaca de cores para fono, a 160 rs. o cova-
do ; dita preta lina, a 800 is. o cuvado ,
rrtrsde pelle do diado, a 1,280 rs. ; luir;
i un i i superior, a 1,400 rs. a vara e ou-
tras muitas fazendas por preco mais barato
do que em outra qualqner pirte.
o
o

0
9
i?arelloa3,5oo ris.
Vende-se saccas grandes com farello, a
3,500 rs., chegado ltimamente de llamdur-
(ii : no armazem junto a botica do arco da
Conceigita, que foi do falecido Bragucz.
Vende-se, na rua do Crespo, loja de qua-
tro porlas, n. 12, manteletes de seda fuita-
crtrrs, de muito bom gosto e de superior
qualidade, chepados ltimamente de Fran-
ca, os quaes se vendem por menos preco do
que em nutra qualquer parle.
Pecas de madapoiao com 20 varas, com
algum mofo, a 2,500 rs. o a 140 rs vare-
jado, proprio para turro e roupa decretos;
eslntipa limpa a ICO rs. e com alguma avaria
a 80 c 120 rs. : na na larga do Rozario, n.
48, primeiro andar"
--A tintura de l.osna romana de Soliue,
lie um dos excellenU'S lemedios tnicos cu-,
ndecidos, c que n.aior minero de vezes tem
produzido mtllioies ifteitos as molestias
que se tem JulgftdO applicar. Cura com ad-
miravel promplidao as dores nervosas do
estamogo, acrlea a disgesto as pessoas
que a tem tarda, faz desapparecer os amar-
gos de bocea, e os gazes que se accumulam
no estomago e desenvolve o apetite, cura
igualmente as desinterias chronicas, as
flatuosidades, e he um poderoso remedio
para as crianzas que soffrem desinleiia, ou
dijecces alvinas liquidas e muitas vezes
repetidas, nasqiues se acham os alimen-
tos mal digeridos. As senhoras que pade-
cem de clilorose ou plida cor achar.lo na
tintura de losna romana um remedio efficaz,
o qiiiil sendo usado por algum tempo as
lornam coradas Tem sido de grande van-
tageni no (ratamento da lencorrhea ou flo-
res brancas, e junta a.ente no fluxo san-
guneo proveniente de alunia do utrro. Seu
uso be o mais simples : as pessoas adultas
devem tomar duhs culherinhas de mantilla
em jejurn e duas a noite quaudo su quiza-
ren) agazalhar, dissulvidas em pequea
quantidade il'agoa inoriia. As criantes to-
marfio urna colherinhade mandila e o .ir
a noite lanbem dissolvida em agoa.
Vende-se as boticas do Sr. Prannos,
na rua eslreia do Rozario, e na do Sr. .Ma-
noel l.uiz de Adrtu, na praca da Boa-Vista,
n. 32
Panno pardo fino a 4,000
rs cada um eova o.
Na loja.da esquina da rua do Crespo, n 5,
vende-se panno lino pardo e cor de caf,
pelo barato preco de 4,000 rs o covado ;
dito preto e azul, a 3,000 rs. o covado, c de
outras muitas cures e qualidades, por dimi-
nuto preco.
Ao barato preco de 140
rs.o covado.
Na luja n. 5, ne (Uiimariles & llenriques,
vendem-se chitas escuras, pelo diminuto
precede 140rs. o covado, e de outras mui-
tas qualidades por diminuto preco.
Acaba de chegar
loja da rua do Crespo, n. G, um
novo sortimento de i'azendas ba-
ratus,
como sejam : cassa-ebitas muito finas, de
corea fixas e c-nn 4 palmos de largura, a
320 rs. o covado; cortes de ditas a 2,000 c
2,400 rs. ; riscado d, linho, a 240 rs. o co-
vado ; dilo de algodo americano para ts-
cravos, a 140 e 160 rs. o covado; dilo mons-
tro com 4 palmos, a 200 rs. ; zuarte azul, a
200 ra. o covado dito furia cores, a 200
rs. ; chilis de cores fixas e de bonilus pa-
ilrOes, a 160 e 180 rs. o covadu ; cortes de
fusliio, a 600 rs.; chales de tarlalana, a
1,280 rs.; meios ditos, a 320 rs.; coberto-
res de algodo, a 640 rs.; alpaca preta de
rorrio e com sele palmos de largura, a
1,280 rs.o covado; e oulras muitas fazen-
das em conta.
Para asnoiles de S. Anto-
nio e S. Joo vendem-se livrosde
60i tes a 320 rs.
egio, casa do '
no pateo do Col-
livro uul.
- Na rua do Cabug loja do Duarte ven-
dem-se luvas de algodDo para nomem, a
320 rs. ; o c :s pintadas, as melhores qne
leeni a| parecido, a 400 rs.
ba do Crespo n. 10.
I.oja de viuvaFreilas GuimarScs venderse
as seguinles fazendas pelos baralissimos
precosabaixo mencionados : pecas de pico-
te asul com 40 covados por 4,000 rs ; zuaite
asul com 5 palmos de largo a 160 rs. o cova-
do ; riscado u.nn-trn a 200 rs. o covadu ;
chales de lila escuros e muito grandes a
1,000 rs. cinla uro ; suspensorios de meia a
400 rs. aduzia; lencos de seda proprios
para meninos a 320 rs.; mantas de lita e se-
da pequeas a 400 rs.; cortes de brim par-
do de puro linho a 1,000 rs. ; chales de chi-
ta roxos a 500 rs. e unirs muilas fazendas
que vista dos compradores so vendero
|>or baratos precos.
Bahia, em bom estado, por barato preco :
no pateo do Carmo, esquina da rua de aor-
tas, n. S.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro de di A-
renles modelos : na fabrica de machlnaa e
fundiciio de ferro, na rua do Brum ,
ns 6,8el0.
NA RUAgDO CABI'G.V
Loja do Duarle vendem-se sicotes ingle-
zes para carro, ditos para cavados, fras-
queiros de metal proprios de caca, polvari-
nlms de 2 canos, -chegados ltimamente da
Inglaterra e por prego conynodo.
Qiiem admirar
venha ver e comprar.
Na rua do Crespo, esquina que
volta J>araa cadeia,
vendem-se pannos pretos, a 3,000, 3,600 e
5,500 rs. o covado; dito azul, 3,000 rs. ;
dito cor de rap, muilo superior, a 4,000 rs ;
cortes de casemira preta, muito boa, a 3,200,
5,000 e 10,000 rs.; ditos de selim de cores
para colletes, a 1,600 rs.; ditos de gorgu-
ro, a 1,280 rs.; ditos de brim brinco de
linho para caigas, a 1,600 rs.; ditos de fus-
tilo pai rolletes, a (00 rs.; ditos de cassa
para vestidos, de muito bom gosto, a 2,400
c 2.500 rs.; cortes de brjm amarello de pu-
ro linho, a 1,6C0rs.; cassa preta, a 140 rs. o
covado ; ditas de cures muilo bonitas, a 200
e 280 rs. ; alpaca preta de cordSo, com
palmos de largura, a 1,280 rs. o covado,
sendo esta fazenda muito propria para cal-
cas, sobre-casacas e vestidos, por ser muito
forte econmica em raso da largura; ris-
cado de linho azulzinho, a 240 rs. o cova-
po; lencos de seda para gravata, a 1,280
rs. ; ditos para algibeira, a 1,280 rs. ; zuar-
te azul de vara de largura, a 200 rs. o cra-
lo ; dito furia cores, a 200 rs ; riscado
mon-.ilo, a 200 rs.; picote muilo encor-
pado, proprio para escravos, a 240 e 180 rs.
o covado ; riscado de algodo americano, a
140 rs. o covado ; cortes de brim de listras
decores, a 1,000 rs.; ditos com lislra ao
lado, a 1,280 rs. ; ditos escuros, a 1,280
rs.; pegas de chita* muito bonitas, a 5,506
rs.; ditas escuras de cores fixas pora casa ,
a 160 e 180 rs. o covado ; chales do tarlala-
na, a r,280 rs. ; meios ditos escuros, a 320
rs. ; lengos de ca-sn para gravata, a 320 rs.
meias para meninos, a 100 rs. o par; ditas
muitu superiores para senhora, a 400 rs.;
Iigos peqnenos de lila com tres ponas pa-
ra escravos, a 140 rs. ; cassa de xadrez para
vestido a 320 rs. o covado ; pecas de cam-
braia lisa con. 8 varas e meia, a 2,700 rs;
dita muito lina, a 640 e 720 rs. a vara ; cha-
peos de sol, de panninho com bastes de ha-
ll ni, muito bons a 2,000 rs.; e outras mui-
tas fazendas baralas que a visla dos com-
pradores se farflo os pregos.
bulla de latao e de Flandres.
Conlina-se a vender folha de lato e de
Flandres, de lodas as grossuras : na rua da
Cadeia, loja de ferragens, de Antonio Joa-
quim Vidal.
. Charutos.
Na rua da Senzalla-Nova, n. 42, vendem-
se charutos superiores da marca victoria,de
llavana ; ditos primores e regalos, por pre-
go commodo.
I'anno couro a 1,!00 e
1.300 rs.
Vendem-se cortes da excedente fazenda
denominada panno couro, a t,200 e 1,300
rs. ocrte de caigas : esta fazenda he mullo
encorpada, escura e de muita durago: na
rua do Collegio, n. 1, loja.
Vende-se, para esla provincia ou fra
dalla, urna preta recolhida de 22annos pou-
co mais ou menos, bem parecida e aero mo-
lestias, que cose bem, corta vestidos de se-
nhora, engomma, cose, cozinha e serve para
todo o seivigo de urna casa : o motivo por
que se vende se dir ao comprador : na So-
ledade, rua de Joilo-Fernandes-Vieira, no
sitio que lem 4 IcOes na frente, a qualquer
hora ilo da.
a iua Nova atrs da matriz, n.
a, vendem-se barato
caixas de pao para costura de senhora, a
3,000 rs.; earteiras para viagem, a 4,000
rs. ; eslojos com duas navalhas, a 1,000
rs ; afiadores, a 500 e 1,000 rs.; lanternas de
pdecasquinha, a 10,000 rs. ; lengos de fi-
l de linho, a 1,000 rs. ; pescociuhos de di-
to, a 2,000 rs. ; lengos de seda para hornero,
a 1,000 rs. ; ditos para gravata, a 1,000 rs.;
meias de seda curtas, brancas e de cores, a
1,000 rs. ; sapatos de marroquim de cores,
a 800 ; ditos ditos de duraque, a 800 rs.;
lengos de cassa para grvala, a 640 rs. ; ra-
mos de flores para chapeos de senhora, a
1,200 rs.; manas de seda para senhora, a
10,000 rs. ; chales de seda decores, a 10,000
rs. ; veos de fil de linho, a 5 e 6,000 rs. ;
grandes ; bonetes para meninos, a 480 rs.;
meias de lio da Escocia, a 1,400 rs.; ditas
de algodSo com (ios de seda, a 1,000 rs., di-
nheiro a vista e niio fiado.
Vendem-se chitas pardas com flores
encarnadas, cores muilo fixas, a 160 rs. o
covado, e em pegas a 5,800 is. ; ditas mo-
ldadas de clium, a 120 rs. a retalho : na rua
larga do Itozario, n. 48, primeiro andar.
A 1,000 rs. o corte.
Na loja n. 5, que faz esquina para a rua
do Collegio, vendem-se cortes com 3 cova-
dos e meia de brim de algodo trangado de
listras e de quadros, pelo barato paego de
1,000 rs. cada um corle.
e que silo proprias para um pai fazer mimo
a urna luna, por sercm vendidas por urna
grande precisfio ; urna preta de 20 a n nos,
que cozinha, engomroa e lava de sabflo ;
urna preta boa qoitandelra, coro dous II-
Ibos, um de 7 annos e o outro de 5 ; urna
escrava da Costa, muito boa vendedeira ; 2
escravos os mais lindos que pode hayer
para carregir palanqun) a moda da Bahia ;
2 ditos para todo o trabalhoj2 moloques,
um de 10 annos e o outro de 16, proprios
para todo o servigo a que os queiram appli-
car : na rua do Collegio, n. 21, primeiro
andar, se dir que vende.
-. Vendem-se 8 lindos moloques de 18 a
16 annos; 4 pretos de 24 a 30 annos, sendo
um delles ptimo ofllcial de sapateiro; um
pardo de 22 annos, perito cozinheiro, bo-
lieiro, empalhador, e que be de boa con-
ducta ; 3 pardas de 18 a 20 annos, coro ha-
bilidades ; 6 pretas de U a 25 annos, com
algumas halidades, oque sao proprias para
tode o servigo ; na rua do Collegio, n. 3.
Os amigos riscado mons-
tros a nao rs. o covado.
Naloja deCuimarSesc Henriques, ven-
dem-se os anligos riscados monslros, de 5
palmos de largura, e de padrAes novos, a
280 rs. o covado ; riscados california, de c-
ies finas e muilo encorpados, e lanibem de
cures escuras, pelo barato prego de 200 rs.
o covado.
A ultima moda. S
<>
Para roupinhos de vestidos veludo
^ decoros, conforme os ltimos figu-
<3 rinhos : vende-se na rua do Crespo,
W n.9, loja amarella.
o o
oooooo
Vendem-se 2 mulatinbas, una de 10
aunse a outra de 12, de multo lindas II-
Vende-se uina cadeira de rebugo, da'guras, com bons principios de habilidades,
Para se acabar.
Vendem-se superiores pannos finos da
roelhor qualidade que tem apparecido (pro-
va de limita) cor de caf, a 4 e 5,000 rs. o
covado ; dito .azul, a 3,500 e 5,000 rs.; dilo
prelo, a 5, 6, 6,500, 7, 7,500 e 8,0o0 rs.,
qualquer deltas qualidades he a melhor
possivel; cortes de casemira de cores mui-
to finas, a 4, 5,5,500,6 e 6,500 rs.; ditos de
rmeia casemirasde Lia, de bonitos padroes,
a 1,600, 2. 3 e 3,500 rs. ; casimira encarna-
da muito fina, a 1,800 rs. o corado; cha-
peos de massa francezes, do ultimo gosto, a
6,500 e 7,000 rs.; setim preto macio mui-
lo fino, para rollete, a 2.S00, 3 e 3,500 rs. o
covado; camisas de meia muito tinas, a
1,289 rs.; alpaca prela fina, a 640, 800 e
1,000 rs. o covado; piinceza preta, a 800 rs.;
chales de Ifia de superior qual dae, a 1,600
2,500 e 3,500 rs.; cassa de ramagem gran-
de e de vara de largura, superior fazenda
para cortinados, a 700 e 800 rs. a vara : to-
das estas fazendas sSo de superior qualida-
iie 9 vendem-se por estes precos parame
acabarem : na rua do Collegio, n. 1, loja da
estrella.
.Na loja de 6 portas, a produccao
de alcaides para luto.
Vende-se cassa preta, a 120 rs. o covado ;
meias prclas de algodo para senhora, a
200 rs. o par chales pretos de rede, a 320
rs. : franklim largo, a 480 rs. o covado ; al-
paca do duas larguras, a 610 rs. o covado ;
merino, a 1280 el,600 rs. e muilo fino, a
:i,o u rs. ; chitas prelase rouxas; a 160 rs.
o covado; e lodo o mais sortimento do fa-
zendas de cores, por preco a convidar a tro-
car cdulas para enroupar as familias.
Vende-se caf em grita de segunda
qualidade, a 4,000 rs. a arroba i no arma-
zem de Das Ferreira, no caes da Alfandega.
A 2,000 rs.opar.
No Aterro-da-Boa-Vista, n. 58, loja de
calcado, vendem-se sapatos de couro de
lustro para senhora, a 2,000 rs. o par; ditos
para homeni, a 4,500 e 5,000 rs.
A SaO rs.
Vendem-se bonetes para meninos, a 320
rs. cada uro: no Aterro-da-Boa-Vista, n. 58,
loja de calcado.
Vendem-se duas pretas da Costa, de
bonitas figuras e mogas, urna com urna cria
de um auno : na iravessa do Veras, n. 15.
Vende-se urna morada de casa terrea,
sita na Boc-Vista, becco do Quiabo, n. 12:
no Alerro-da-Boa-Vista, n 74, loja.
Vende-se manteiga boa para botas de
S.-Joo, pelo barato prego de 240 e 280 rs.
a libra : na rua do Livramenlo, n. 20.
Oh que pechincha !
Para os bolos de S.-JoSo e S.-Pedro.
Vende-se manteiga muito boa, a 210,
320, 400, 480 e 720 rs. ; dita franceza, a 520
rs. ; banha, a 320 rs. ; toucinho de Santos,
a 120 rs. ; esperroacete, a 720 e 800 rs.; ce-
vadinha franceza, a 200 rs.; macan o e la -
ihiinin, a 200 rs.; azeite doce, a 560 rs.;
paios, a 200 rs.; chourigas, a 360 rs. ; car-
iiiii'ida, a 320 rs. ; cha hysson muito bom,
a 1,920 rs. ; tapioca, a 120 is. ; caf em
gr5o, a 240 rs ; assucar refinado francez,
a 100 e 120 rs. ; dito branco, a 80 rs., e
inascavado a 6o rs. : dao-se amostras de lu-
do : ama Nova, n. 71, venda nova ao p da
pon te,e del'ronte da ConceigSo, n. 40.
Vende-se cera de carnauba muilo alva,
em barrisde 4a 5 arrobas; couros miudos
de boa qualidade, vindosdo Ass, por pre-
go commodo na rua da Cadeia do Recife,
n. 43.
Vende-se um sobrado de um andar,
porTOO.000 rs. o qual rende 10,000 rs.
mensaes : na rua do Passeio, n. 13, so dir
quem vende.
-- Vende-se urna preta moga, sem vicios
nem achaques, o que se allanen, a qual co-
zinha o diario de urna casa, cose sotTrivel,
engomma lisoe ensaboa,defronle da ribei-
ra do peixe. rn*3.
Vende-seum rozario de ouro, um de-
dal, urna bandeira de S. JoSo, 1 arrelicario'
nns comes para menino, urna moda guarJ
necida, 1 crucifixo, duas cruzes, 1 vernica,
4 trancelins, 3 cordOes, 3 annclOes, 2 meda-
Hias ; bolOes de abertura, ditos para punlio,
2 relogios patentes, 3 correntes para os mes.
nos, 1 par de esporas de prala; duas sal-
vas, 1 pardecastigaes, 12 facas, 19 garfos,
12 colherespara sopa, urna dita grande, urna
dita para arroz, urna bride, 1 paliteiro, e
outras obras de ouro e prata : na rua estrel-
la do Rozario, n. 28, segundo andar.
No armazem da rua do Trapiche, n. 46,
acha-soa venda, todas as manhSa ate as 10
horas, leite da melhor qualidade, e por hora
vende-.-e muito em couta.
Vendem-se muito em conta, antes do
fim deste mez : ferro inglez. em barras, ar^
eos e folha ; ferro da Suecia em barra ; lo-
nas iiglrzas, largase eslreilas; brim de
vela, carne de vaca salgada, chumbo de
munigSo, ago da Suecia, genebra muito
boa : em casa Me. Calmonl & C, firaga do
Corpo-Santo, n. II.
-- Vendem-se, um escravo, mogo e sadio,
de nago, proprio para cadeira, por ser de
bonita figura, bastante alto, e possanie;
nmi rabnnha de 15 annos, bonita figura,
sabendo j cozer, marcare cozinhar; e urna
negrinha crioula de 12 annos, que coze
bem, e he propria para qualquer ensino :
na rua da Cadeia velha, loja do fazenda,
n. 41.
i-------L!gPM.aWiiiaii nj,
vende-se um escravo de nagSo, mui-
to bom : na praga da Boa-Vista, n. 13 i
boma.
A 1,000 rs. o corle de
calcas.
Vendem-se brins trancados de
listras ao lado, doa mais moder-
nos padr5es, tendo tambem cor
de ganga, a l,ooo rs. o corte de
calcas na rua do Queimado, n.
8, loja confronte a botica.
?*??<***!*?<. ?,,
Casamento e baile.
Ricos vestidos de Monde, ultima S
q modd pe Franga : esta linda fazenda 'm
be de variadas cores, como branca, W
cor de cravo, lilas, violeta e rosa *
9 vende-se na rua do Crespo, n. 9, loja #
A de JoSo Antonio Gomes GuimarSes, m
*
Bom e barato.
Na rua do Queimado, vindo do Rozario,
segunda loja n. 18, vendem-se lencos de
setim de cores para gravata, a 640 e 1,000
rs.; ditos pretos com algum mofo, a 500 rs.;
pegai com 26 varas de panno de linho, a
4,400 rs. ; e outras muitas fazendas por
commodo prego.
Escravos Fgidos
j4f Tapioca.
Vende-se farinha de tapioca, por commo-
do prego, para fexar conlas: no becco do
Aze;le-de-Peixe, armazem, o. 16.
Fogio, da propriedade denominada Ca-
pindflo, do abaixo asignado, no dia 16 de
maio prximo passado, um mulatinho, de
estatura ordinaria, cara redonda, sem bar-
ba ; he muito rhetorico, cambaio dos ps ;
levou caigas de casemira parda, jaqueta ue
riscado, chapeo de palha, e mais alguma
roupa enlrouxada em um panno da Costa ;
presume-se ler ido paraaeidade do Recife,
por ter a mi no bairro da Boa-Vista, es-
crava de Bernardo Jos da Cmara. Roga-se
as autoridades poljeiaes o cspitSes de cam-
po, que o apprehendam e levem-no a dita
propriedade, sen senhor, ou nesta cilia-
do, a Francisco de Paula Pereira de Andra-
de, que aerSo recompensados.
Miguel domes Pereira de Lira.
Fugio, do engenho Cara, comarca de
Goianna, do abaixo assignado, no dia 15 do
prximo passado abril, o cabra Manoel,
outr'ora do Sr. Jolta Xavier Vital, da cidade
deParahiba; he ofllcial de sapateiro, rosto
descarnado e cheio de pannos, alto, secco,
espadando; he um tanto cambado; tem
urna ferida em urna das pernas: tambem
fugio um preto de Angola, de nome Jos,
baixo, rosto redondo, nariz aquilino ; lem
ao p da bocea urna cicatriz : ambos fram
a cavado; levaram um anarto rugo e outro
castanho. No dia primeiro de maio fugio o
preto Jos Alves, de 40 annos, secco, allura
regular, testa ovada e o rosto com rugas,
Roga-se as autoridades policiaes e capiules
decampo, que os apprehendam e levem-nos
ao dito engenho, ou no Revire, a Francisco
de Paula Pereira de Andrade, que serao re-
compensados generosamente.
Christordo Vieita de Mello.
No dia 1 do corrente fugio um prelo da
nagita, idade 30 e tantos annos, bem ladi-
no, falla bem, bstanle barbado e tem urna
cicatriz junta ao trneselo da perna direi-
ta, rbama-se Gabriel, lem o coslume de
abaixar a cabega quando falla, goata de
embriagar-si-, veio ha pouco do Itin-de-Ja-
neiro, e por isso deve ignorar as ras desta
cidade; levou vestido caiga de casimira ris-
cada e camisa do madapolSo, mas furtou
urna troxa onde leva algumas cagase ou-
trns ohjectos, assim como algumas colhe-
res de prala : quem o pegar dirija-so rua
da cadeia do Recife, n. 21, que ser recom-
pensado.
200#000.
Fugiram de bordo do brigue
Sem-Par, vindo do Rio-de-Jonei-
ro, dous escravos, sendo um de
nome Sabino, de cor parda, cata-
lura regular, de 30 annos pouco
mais ou menos ; levou cairas e
camisa azues, e bonete encarnado:
o outro de nome Euzebio, criou-
lo, de 34 annos poucc mais ou
menos, estatura alta; levou calcas,
camisa c bonete azues. Roga-se as
autoridades policiaes e capitSes de
campo, que os appreliendam e le-
vem-nos ruado Trapiche, n. 34,
casa de Novaes & Companhia, que
recompensar.
--Fugio, no dia 11 do prximo passado,
urna preta de 30 a 40 annos, de nagita Con-
go, baila, gorda, cor retinta, bexigosa,
odos pequeos ; tem em urna das faces um
signal de carne, andar atrapalhado, porque
Euxa por urna perna ; he bastante desem-
aragada no fallar, bastante anulosa e ca-
paz de Iludir qualquer pesso que a nSo
conhega bem ; sabe de quasi todas as po-
voagAes da provincia, por ter andado a ven-
der miudezas pelo mallo, de cujo saber
talvez fe lenha servido para melhor Iludir
a vigilancia das autoridades, porque j de
outra vez que fugio foi encontrada rom um
lulaio de miudezas para com elle subir pa-
ra o centro; chama-se Maria Joaquina ; j
foi escrava de um senhor de engenho, cha-
mado .Manoel Ruarque; levou vestido de
chila azul, panno da Costa, camisa de al-
gndtazinho e mais urna trouxa coro um
vestido branco, una saia preta de lila, um
panno preto, um vestido de riscado escuro,
um frasco d'agoa de Colonia, urna faca de
mesa, de cabo branco, urna tigella peque-
a e urna colher de cha. Roga-se, perianto,
as autoridades policiaes, capitSes Je cam-
po e oulras quaesquer pessoas, que a appre-
hendam e levem-na rua dos Quarteis, lo-
ja de miudezas, n. 22, que serQo recom-
pensados.
Pe*n. : n Tir. di h. t. de Pitia. 1850


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