Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09791


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Full Text
Anno XXVI
Sibbarfo IS
riBTioii dob coanmoi.
Goianna e Piirahlba, segunda, eaextas feiras.
RIcdJrande-dn-Norte, quintal feiras aomeo-
Cabo, Serinhaem, Rio-Formoso, Porto-Calvu
e Macelo, no l.*, a 11, e 21 de cada mcz.
Garanhuna e Bonito, a 8 e 23.
lloa-Vista c Flore, a 13 e 28.
Victoria, s quinta feiras.
Olinda, todos os ellas.
IFHUKBIDiCI.
Ming. a 3. 1 h. 27 ra. da in.
Nova a 10, s 5 h. da in.
Cresc. a 16, s 8 b. e 3 m. .la t.
Cheia a 24, as 11 b. e 51 n. da m.
VB1UMB Df BOII.
Primeira as 8 horas e 30 minutos da manbaa .
Segunda as 8 horas c 54 minutos da urde.
WVKlTCi
de Junliode 1880.
N. 135.
BErav? TfKM
das da unma,
10 Seg. S. Margarida. Aud. doJ. dosorf. em.l. v.
11 Tere. S. Ilarnab. Aud. dochanc, do J. da 1.
v. do civ. e do dos fritos da fazenda.
12 Quart. S. .iolVe. Aud. do J.da2. v.doclvcl.
13 Quint. 84 S. Antonio f, paduciroda provincia.
14 Seit. S. Brazlleo. And, do J. da 1. v. do cive do
dos l'eltos da faienda.
Por tres mezes (diaWado) 4/000115 Sab. S. Vilo. *td. da Chae, e do J. da 2v. do
Por seis mezes 8/000 j crime.
Por um anno a 15/00011(5 Dom. S. Joao Fraucisco Regs.
raidos Bi itDtuciiirpxo.
. 0AWBIO9 EU 14 BE
Si>bre Londres. 207,01 d. por
Paris, 346.
. Lisboa, 105 por cento.
Otro. Onca bespanhoes........
Moedal de C/400 vellias.
de 0/40O nova:..
de 4/000..........
/>r!. Paiacies brasileiros.....
Pesos columnarlos......
Ditos mexicano
jtwno.
1/000 rs. a 60 das.
29/000 a 2)/r*">
16/500 a 16/700
16/100
9/100 a
1/9*1 1
1/itSO
1/820
16#20li
9/20(1
2/000
2/000
1/840
Btftt. n*
ttmiii"i~"i
PARTE OFFICIAL.
GOVERNODA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 10 DE MAIO.
DE 1850.
Omclo. Ao cnsul da repblica francea.
- Accuso recebldo o nfliclo de V. S. datado do
prlinclro do correnlc, no qual ponderando V.
S nur as convencoe, en) virtude das quaes os
consule brasileiro em Franca e os francezes
no "Brasil adcnlnistram os bens dos respectivos
palies offereceni algunia obscuridade 110 caso
que me submette ; iigura esse caso da inaneira
seguinte:
Anais Dldier esposa separada no toro, ebent
do Sr. Joan Eduardo Chardon falleceu na Ca-
punga a 22 de abril, nene mesnio dlaiatlsfa-
jendo requi.icao de um intitulado credor,
e obrando ex-oracio como cnsul de Franca, V.
S. se apresentou na casa da fallecida, acompa-
nliado do seu canceler, e poz sellos em todos
os movis pertcncentes d'dcfunta, deixando-os
sobre a guarda do Sr. Affonso Caumont. Em
26 de abril V. S. se apresenlou para levantar os
sello e proceder ao inventario, pirm Mr
Chardon, allegando um edito de 1754, que Ihe
inhiba de lar,ir da cas durante os oito dias
que se seguissem inorte da sua esposa, Ihe
pedio que adiasse uas operaedes para o pri-
melro de nulo, e assislio como testemunha a
urna exposico supplcinentar que era exigida
pelo estado de velhice de alguns movis. Ten-
do elle asslgnado o processo verbal reputa V.
S. ter completamente acquieiddo ao dirrlto,
em virtude do qual V. S. obrava, e todava no
dia 30 de abril as qualro horas da tarde se en-
trrgou na chancellarla um requerimento do Sr.
Chardon, cuja copia V S. me remelle, decla-
rando que V. S. fra conferir com o julzde or-
phos a esse respeito, e que ambos concorda-
rain fin deferlr-mc a solucao a respeito das
queslAes srgulnles :
1 Tem o cnsul, endo advertido da morle
de urna Franccza mal de fillin men-ires, o d-
alo ih- por sellos na casa da fallecida?
2.* O cnsul est habilitaJn a levantar os
sellos e a fazer o inventario chamando, como
he de justica, o pal dos fillios, e toaos os inte-
ressados 7
Postas estas duas questdes V. S. declara que
ellas sao indrpendentrs da administrarlo da
succeasao, mas observa que se apresentuu una
diiculdade pralica.
Mr. Chardon, sendo negociante na ra Nova
falli ha alguns annos, e ueste mesino momen-
to se acha rm novo estado de falliinento, tendo
sido o seu armazem fechado judicialmente. He,
poli, natural, observa V. S. que os bens dns
seus filhos estejam em risco, pnstos em suas
mos e diz V. S. que se a lei francea fosse ap-
plicada nao haveria dimculdade, nem a respei-
to da luidla, nem da admioistracao de Mr.
Chardon, porque o consvlho de familia, cuja
reunan V. S. provocara, nomearia um tutor
sobrogado, cuja inlsiao seria vigiar a respeito
dosactos da luidla, e que exigirla o deposito
dos valores em casa 011 estalirlecinientoque
oQerecesse garanta aos herdeiros. V. S. cha
todas estas quesles arduas, e declara que le
nao ceden iininediatameiite a Intiinacao que
Ihe fol leita, foi porque a situico dos pobres
meninos excitou o seu inteicsse. ejulgouV.
S. na dever recusa*-Ihes a prolecco do cqmu-
lado francez seno no caso de decidir eu que as-
siin devia ser.
Rcconheco com V. S. que as questoe que
me aprsenla sao arduas, e que ellas no caso
prsenle, e em outros semelhantes se acham
complicadas pelas disposiedes da lei franceza,
que se nao combinain inleliaineiile com as dai
leis brasileiras, porquailto se us nascidos no
liraiil de pas francezes sao considerados como
francezes pelas disposiedes 4as leis raocezas, a
c.insi inicio poltica do imperio Ibes d igual-
mente direito a serem considerados coino ci-
dados brasileiros, una ve/, que seu pai nao re-
sida no Brasil em servir;o de sua naco. Nesta
parle a lei brasileira dillere da franceza, pois
se pela lei franceza o fillio de eslrangciro nas-
cido em Franja, para ser considerado francez,
precisa que ebegue maioridade ; e reclame
cssa qualldade, pela lei brasileira o filho de ei-
trangeiro nascidu no Brasil de pai que nao re-
sida a lervlco da sua naya, tem pleno direito
a ser considerado cidado sem dependencia de
reclamacao la, e de have chegadu a maior-
idade.
Os conflictos que essas diiposicdes diversas
podem fazer nascer, devem ser acamellados
por convencues cutre os dous paizes, e he ob-
jecio a er tratado pelos respectivos governos
na falta de lae convences que deiinam esses
e outros casos semelhantes: as autoridades bra-
sileiras ao podem deixar de conaiderar brasi-
leiros os nascidos no Brasil, aludaqueseus pais
sejam estrangeiros, anda que os tenbam ins-
criptos nos respectivos consulados, com tamo
1111' e lies nao reiidain em servico de sua nac.au.
No caso que V. S. figura o juz de orphius
devendo considerar aos menores filhos da Fran-
ceza Anais como brasileiros. devia providen-
ciar sobre os seus interesses, e faser proceder a
inveiii 11 io c partilha dos benl da defuula que
Mies pertencem, e nao est em luluha conipe-
tencia determinar oulra cousa.
lenbo a observara V. S. que, segundo as In-
forinacci que tenho, cuja exactldao comtudo
11.10 allianco, Mr. Clnrdou nao se ach va sepa-
rado de bens da Franceza Anais, mas smenle
quanlo ao toro por senlcnca da autoiidade ee-
clesiastlca. Alin dlsso parece, que a France-
za Anais antes do seu casamento leve um liilio,
que loi reconhecldo por um brasileiro, e que
ton direito a sua heranca, aisiiu como os lilhos
nascidos na constancia do matrimoiiio. K re-
ferlindo-me ao fallimenlo em que V. S. diz
estar Mr.Chardon. e ao perigo einque flearo
os bens dos menores, se forem pollos sua
dUpoiicao, tenho a diier a V. S que endo
oerto o falliinento, o juiz de orph.'ios dever
ac mellar o prejuito dos menores berdeiros de
Anais Didier, daudo-lhos curador, que admi-
nistre e zele aquillo que Ibes houver de per-
leucer segundo o dirello. He quanlo se oe-
rece diier a V. S.
Dito. Aoconimaodante superior da guar-
da iiacioual do municipio do Recifc, para man-
dar postar em frente da igreja matriz de Santo-
Antonio pelas oito horas da manbaa do dia 11
do correnlc, una guarda de honra, inm de a-
companhar a proemio do Saiilissiiim Vialicj
aos enfermos da inesma freguesia. Inleirau-
se a respectiva irmandade.
Ulto. Ao coinniaudanle da praca, decla-
rando que pode aceitar ocieciim:n.e, que
fez o segundo sargento do segundo batalho de
cacadores Antonio Firmino Soares para conti-
nuar a servir no exercito, certo de que Ihe tem
arbitrado a grafkacao de 80,000 rs. Com-
munlcou-se ao inspector da pagadoria militar.
Dito. Ao Inspector da thesouraria da fazen-
da provincial, remetiendo as contar das despe-
gas feitas com o sustento dos presos pobres da
cadeia de Olinda nos mezes de feverero, mar-
co e abril do correte anno, aflu de que man-
de pagar a Jos de Mello Cesar a quanlia de
40,880 rs.. em que Importan as referidas con-
las. Intelligendou-se ao chefe de polica.
Dito. Ao mesnio, para que ordene ao ad-
ministrador do consulado provincial, que faca
mudar aquella reparlico para o torrea da al-
fandega. onde se acha a administrarlo das
obras publicas, logo que esta e tenha mudado
para o andar terreo do lado do Oeste do pala-
cio da presidencia.
Dito.Ao mesnio Tendo ordenado a trans-
ferencia da reparticao do consulado provincial
para o torreiio da alfandega, reaolvi revogar a
deslgnacao que se fez do armasen! de Angelo
Francisco Carneiro na ra do Apollo para tra-
piche alfandegado, ficando substituindo a esse
ponto de embarque o armazem de I.uiz Anto-
nio Rodrigues de Almeida sito na ra do Brutn
.1. 14, nao devendo porm esta nova designa-
rlo ter effello sem que prlmelro se rcalise a
niiid.iiK1 da referida repartido, determinada
em ordem desta data ; ciimprindo que Vine,
faca entregar as chave da casa d'onde sai a
dita reparticao ao respectivo proprletario.
Dito. An mesnio, remetiendo competen-
temente approrados a planta e orcammio do
7." Ianco da estrada do anl para que o fara por
em a rreiiiai icao, c prevenindo-o de que o men-
cionado lauco deve er feito segundo as clau-
sulas que acompanliain ao dito orcamento.
OfHciou-se aoengenheiro Porlhler pra se en-
carregar da direceo da obra do lan;o cima
mencionado.
Dito. Ao inspector da pagadoria militar,
enviando a conta em duplcala das madeiras
compradas para a llha de Fernando, aiini de
que mande pagara Antonio Dias da Silva Car
deal a quantia de 320,000 rs. em que importa a
mencionada conta. lntelllgenciou-se o ins-
pector do arsenal de marinlia.
Dito. Ao eiigeuheiro Jos Mamede Alve
Ferreira, para fazer mudar com urgencia a ino-
billa, e maisobjecto rerlencentes reparti-
ja das obras publicas para o andar terreo do
lado do oeste do p 'niitriirM.
O presidente da provincia concede adml-
nislracao do theatro novo denomiuado de aan-
ta-lzabel por esparzo de um anno a contar do
prlmelro do crreme mez at o ultimo de abril
de 1850 ao artista Germano Francisco de 011-
veira dehaixo das rondicei seguintes:
1. O theatro ser entregue ao dito adminis-
trador na forma, em que se acha, porm deve-
r ser o mafs breve possivel concluida a obra
do saino, sua decoraco e a mobilia tanto do
sala como dos camarotes ludo cusa da fa-
tenda provincial, sendo as obras feitas sob a
inspeccao c direcfo do engenheiro della en-
carregado sem intervenjao do administrador.
2. O emprezario ser obrigado a zelar, con-
servar e reparar todo o machinismo, toda a
mobilia, decoraedes, lustros, candieiros e
lainpees e todos os outros objeclos, que ihe
lu i-ni entregues de inaneira a restitui los em
iioiii estado lindo o lempo de sua administra-
rn.
3. O dito emprezario flcar obrigado a fazer
todo o senario e vestuario que ir necessario
para os diHerentes dramas, que houver de le-
var i scena durante o anno, sendo ludo e ca-
rcter e do melhor gosto possivel, devendo o
scenario ser feito no mesino sysleina dos que
se acham j fellos e de pao semrlhanie.
Todo esse scenario, e vestuario licar perten-
cendo em plena propriedade do theatro, bem
como todos, e quaesquer pertences da scena,
4. O emprezario, alm da enmpanhia, que
ja tem contratado para com ella fazer a aber-
tura do theatro, se obriga a mandar engajar
novos artistas, logo que a compaiihia actual
se mostr insufnciente para satisfazer s exi-
gencias do publico,
5. O emprezario ser obrigado a dar regu-
larmente iii.i 11 represenlaces mensacs ao
menos, e mais uina se Ihe for exigida por par-
te do presidente da provincia.
6. as referidas representacoes, se apresen-
taro pelo menos vinte dramas novos, que se-
rao ccolhidos pelo emprezario com a obriga-
co, comtudo, de nao representados sem ap-
prnvaco do chefe de polica, e de apresentar
empre dramas, que evijam variedades de sce-
na e de trajos. O presidente da provincia po-
der em todo o caso designar um, ou mais
dramas que devam ser apresentados.
7. Durante a i|in resina, o einpi e/.ai io l'ar.i
representar pecas anlogas poca, devendo
sei- pecas sacras daqueilas que sao representa-
das nos mclhores Iheatros, e nunca as cha-
madas presepe, uiadoi nesta provincia.
8. No caso que venha a esta provincia com-
pauhia eslrangeira de canto, e que o empre-
zario no consiga contrata-la para dar repre-
sentacoes por sua conta, poder o presidente
da provincia permitlir, que a un sma compa-
nhia represente no theatro, e faca seus en-
sato, com tanto que nao oceupe o theatro com
ensaio e representacoes mais de oito dia
dentro de cada mez.
0. O emprezario diligenciar variar o es-
pectculo, procurando engajar artilla que
no intermedio representen! pecas de canto
e (ancas ; e lera urna 01 diestra de 30 msi-
cos ao menos.
10. O emprezario se sujeita, c a companhia
pie engajar ao regulamento, que fizer o pre-
sidente da provincia para estabelecer a poli-
ca do theatro e as penas correcciooaes, em
que no 011 'i em os artistas, que desrespeita-
rein ao publico, oh faltarem s suas prvuies-
isas e engajainentos.
11. O em pi oaiio se obriga a ter fin todas
-is ordeus dos camarotes de uui e oulro lado
serventes camarotelros, que vigiarn e Impe-
dliao, que se nao agclomerem nos corredores,
i|iie do entrada para os camarote, pessoas,
que nao pertencami familias que os livcrem
alugado, ou que nao venliam de visita a al
guiu dos camarotes, nao contentindodc Crma
.lignina que ah se fume, ehajam riclias e bu-
llas, que perlu bou o espectculo.
12. O emprezario le obriga a apresentar no
1 i 111 de nove mezes, inventarlo de ludo quanto
houver frita em beneficio do theatro, tanto do
cenarlo, como da guarda roupa, e bem as-
sim a ter os movis necessaiios para guarda, e
coiiservoyao destes objeclos.
13. O prceo dos camarotes e platea er o
teguinte : primeira ordem 6,000 rs., segunda
ordem 10.000 rs-, terceira ordem 8,000 rs ,
quarta ordem 4,000 rs platea superior_2,000rs
e geral 1,000 rs. Kttei prcens nopodciao ser al-
terados para mais, e os assignaniespara recitas
durante um anno, tero um abalimento de 20
por cento; por sel mezes terao o de 12 por
cento ; c por tres mezes o de 8 por cento.
14. Se a experiencia mostrar, que a platea
tem pequeo espaco para acomodar o publico
que a ella concorrer, dever ser augmentada
acominodando-sc para isso alguns dus cama-
rotes de primeira ordem.
15. Satisfeitas todas as obrigajdcsi cima, o
empresario receber como subsidio para au-
xilia-lo no desempenho dellas tnenialmente
pela thesouraria provincial ,1 quanlia de rs
1:250,000 pagos no fin de cada mez.
16 Este contrato flcar sem elleilo se dadas
duas representacoes de dramas, a companhia
nao tlver agradado ao publico, e assim o decla-
rar o presdeme da provincia.
17. l-'iea taiubem sem vigor este contracto
se a asscmbla provincial, a qiiem deve ser
presente o nao approvar, un n.io consignar os
fundos necessarios para se manter sua obser-
vancia ; mas nesies casos o emprezario ter di-
reito ao subsdr dos primeiros mezes, que
houverem decorrido,
18 O emprezario ter a faculdade de alugar
um do caen ins, que fleam an lado dn thea-
tro para nelle se establecer boteqiiim, que ven-
da refrescos ao publico.
Portarla. O presidente da provincia em
virtude do artigo 4. do regulamento da direc-
tora das obras, c trabalho pblicos pruvin-
ciaes de 7 docorrente, designa para director
chefe da primeira seceo ao engenheiro civil
Jos Mamede Aires Ferreira, para chefe da
segunda seceo u engenheiro civil Joo Lu/.
Vctor Liculliier, para chefe da terceira ice-
cao o engenheiro engajado Augusto Mlet, e,
para chefe da qujrt< sccc.io o engenheiro en-
gajado Florianno Desir Porlhler, e ordena
que pela secretaria se passem aos dous primei-
ros engenhejros os competentes ttulos, e
quanlo aos outros coiitinuam a ler o mesnio
venciment deiignado em seus conlratos.
Sceniilic ni-se ao engenheiro Mamede.
Dita. Ordenando ao rx-admliiistrador das
obras publicas Jos de Barros Falcao de l.a-
cerda, que faja enlregua da mobilia e mais ob-
jeclos pe 1 tem entes a referida administracao,
ao engenheiro Jos Mamede Alves Ferreira pe-
ra a mudar para o andar terreo do lado do
oeste do palacio da pri-ildencia
Dita. Helo minando ao engenheiro Milet,
que pase ao engenheiro Lieulhcr a adminis-
tracao de todas as obras que se acham a seu
cargo perteucentes estrada do Pau d'Alho,
visto que pelo regulamento de 7 do corralo ,
a mencionada estrada flea sob a direcjo da
segunda seceo deque he chefe o dilo enge-
nheiro. Nestc sentido oflicou-se ao enge-
nheiro Lieulhier.
Dita, Humeando subdelegado da fregue-
zia ilc Ipojuca o cidado Paulino Pires Falcao.
Inleirou-se an chefe de polica.
Dila. O piesideute da provincia, confor-
mando-se com a proposta do chefe de polica
datada de Imje, resolve redu/.ir 11111 so, os
dous disii icios em que se ach dividida a Ire-
guezia da Escada, e noineia para subdelegad
da inesma fregueza c,scus suppleutcs os i ida-
daos seguintes:
Para lulifiefrgario.
Coronel Manoel Goncalves I'ereiraLima.
I'ura sui/'ic lid 1.
1. Coronel Jos Pedro Velloso da Slveira.
2. Major Mariano Xavier Carneiro da Cunha
3. Pedro Ernesto Rodrigues da Silva.
4. Tenente coronel Eustaquio Jos Vellozo
da .slveira.
5. Jos B. /erra de Barros Cavalcanti.
0. Jos Cavalcantl de Lcenla Cainpcllo.-
Scieniicuu-se ao chefe de polica.
P NAV.BUCG
A8SEMBLEA PROVINCIAL
38.' SESSAO ORDINARIA EM 4 DE J.NH
DE 1850.
PRKSIDCXCIA UO 8H. MALAQUUS.
{ConclvsSo.Viit Diario D. 132.)
O Sr. Correa de hrito : Sr. presidente)
quasi que trmulo, e com milito cusi mt
animo a ergner a minha -dbil voz contra 1
1.a do arl. 3." do projeclg do lei do orga-
mento provincial. Disse qussi trmulo 1
com muito cusi, Sr. presidente, porqui
o nobre relator dessa commissSo, anlesque
o projeclo de orcamento enlrasae em ils-
cussao como que nos quiz insinuar que bal
da seria qualquer aigumentar,no de que no-
quizessemos servir contra esse piojecto,
que impotente e sem resultado virio a sei
qualquer censura que rorventura Ihe li/es
sernos. Sim, o nobre depuUdo, t.lo re$pe-
lador do Irabalho alheio. que quasi que an-
da nflo deixou de enchergar defeitos em
qualquer projeclo, nsoluco, ou parecer,
entre os nomis de cujos consignatarios n.li
figuiasse o seu, em una dasses.s0es passa-
ilus, Islo he as ante-vesperas da segndi
diseussflo do orcamento provincial, come
que dando mosiras de arrependido, disse
que ciiSluma reipeilar multo os trabalhos ii;i>
cuiiitiis- s ; e, reccioso de que esse seu
rupelo de momento 1180 tivesse em trtca
outro que se lbe Sseu elhasse, lecoireu a
urna especie de ameaca,--piocurou pieve-
nir-nos de que eslava ai nudo desde a cabe-
ra at os pes para rebater e levar pareilc
quein quer que ousasse lucar no seu lllho
querido : assevr.rou-nos que, antes deaprc-
sciiii r qualquer projeclo, ou mesmo qual-
quer inocuo nesta casa, estudava tudas ra-
M'ies com que poiveuluia podrssc defendei
a sua obra,com que puivenlura podesse
sustenta-la.
Keita da dcclaracfio, Sr. presidente, eu
entrarla na apreciaefie dos rguineutos di
nobre depulado.
Disse elle quo, deferindo urna pe i 1,-80 dos
continuos, os reconheccra com direito aos
emolumentos, porque ellos coucorrem com
0 trabalho material para o de escripia que
produz osses emnlumeiito*. Ora, 1180 sendo
esse trabalho malerial senilo aquello que
se ilflo os continuos quamlo, de envolla coni
outros papis, ennduzem para a secretaria
ou para o galiinde da presidencia os que
prnduzem emolumentos, parece-me que, i
partir do principio do nobre depulado, (le-
vemos concluir que o< serventes da alfan-
dega tecm indispuUvel direito a urna parle
da pnrcentagem que percebem os emproga-
los dessa repartirlo, porque alto el les que
carregam os resadns volumes q e contnm
ia fazendas, donde tal porcentagem pro-
vcem ;que os continuos da qualquer es-
taijilo teem inilispulavel direito a urna par-
to dos emolumentos resultantes das certi-
dOes, poiquanlo sao elles que sulimettem
a despaclio os requeriinoiitos que as pedem,
180 ellos que as enlregam s parles. Mas
islo he 13o absurJo, quanlo incomprehen-
sivel.
O nobre depuUdo ainda foi buscara ra-
s5o do seu procJilimcnlo mima medida se-
mcllianle quo oulr'ora partir desta casa.
Vejamos se este reu argumento he mais fe-
liz do que o outro que alii deixo refu-
tado.
Sr. presidente, na sessiio do 1817, alguem
que tinha bastante influcnria nesta asseni-
lili' 1. que olilinha della quanlo quera, --
quanlo a eteoh ; ra*ivoso conlra maioria
dos empregados da secretaria por lerem
leas polticas inli'iramenln avessas aquel-
las quo esse alguem professava, e por tc-
rem. em mais de urna oreasiin, dado exu-
berantes provas de sua independencia, de
sua firmeza de carcter; desejoSOtle ani-
quilar esses empregados, de feri-lo-i de mor-
le com denissOes injustas e acinlosas, mas
sam frca bastante para consegui-la, porque
o Brasileiro que entilo alminislrava esla
provincia, (o honrado Sr. Costa Piulo ) so-
uranceiro s exigencias do partido que o
cercava, esfurgava-se por fazer justfca, re-
solvou feri-los em seus interesses pecunia-
'us, e pode consegui-lo, inician lo e lo-
grando que passasse essi medida, que o no-
bre deputado quer ver reslabelecida pernos.
E he a um exemplo desta ordem que o no-
bre deput do se soccorre ? E lie um proce-
dimenio deste quilate que o nobre depula-
do qmr que imitemos e lieos o n8o per-
mita.
Mizmertle, Sr. presidente, posso envol-
ver-nie nesla qucstilu sem lemerque se me
lance em roslo que eslon advogandu os meus
proprios interesses : j n8o lenbo a honra
de fazer parle do pessual da secrclaria. Si
ainda perlei'CPSse a esti imporlanle repar-
liclio.lalvez nem una s paltvra dissesse eu
a respeito.
Sr presidente, adopto a emenda do no-
bre depulado que se assenta defronte di
in'ni ; mas eu Ihe pedia que a addilnssi
rom mais alguma cousa. Eu nSo me animo
a formular ideias mullas ; porque n8o que-
ro que ellas sirvam de bigorna para nin-
guem ; rogarei, pois, ao nobre depuUdo
que se aniniou a redu/.ir a escripln um pen-
samenlo seu, digne-se de addila-lo, de
con pli'la-lo mes'mo. Entend) que nSosflu
smente os oOlciaes da secretaria que teem
direito ios emolumentos; aup onlio que o
1 orlen (i lambein deve percebe-Ios. Em lo
das as secretaria!, comer;aiidu pelas de es
kado, os porleios teem ducho a una parle
dos emolumentos, por se recunhecer que
sua cuthegoria equivale de segundos olli-
ciaes, cujos ordenados sBo iguaes ao su:
e, alm disso, por concorrcrein catn traba-
lito du escripia para esse, (amhcm de es-
cripta, que produz os emolumentos.
Concordo igualmente com 0 nobre depu-
tado em que esses emolumentos sejam dis-
tribuidos na* proporcHo dos ordenados ;
porque, sem ella, desapparecra a dillereu-
i;a que entre esses ordenados existe, e qui-
nase.) da calhegoria de cada um dos lugares
a que s3o relativos.
Coiiciuo declarando que voto pela emen-
da.
He lida e apoiada para entrar em discus-
so a seguinte emenda :
additivu. He ch da palavra atnanu-
ense--diga-se, e o porteiro.--Mactdo
Amia lallaui sobre a materia os Sis.
Francisco Joo, Jos Pedro. Correa de Bii-
lo e Vellez : o primeiro e lorceiro susten-
tando a emenda; o segundo e quarto com-
liatondo-a, e defeudendo o artigo.
Encerrada a discussao, he o artigo suli-
mettido !otacai), e approvailo ; sendo rc-
jeilada a primeira emenda, e lcandu preju-
dicada a segunda.
ti segundo he approvailo.
l'ns--.-c ao'capitulo segundo.
Entra 0111 discussao e he approvado o se-
guinte :
Art 1. Com o Ijceu : a ssbrr :
j j. Cum os pioiessoes o em-
pregados licando em vigor a
disposicao do primeiro do ar-
tigo quaito da lei n. 224 15:000,000
1; 2. Cum o expediente e as-
BCIU lia cusa tuu,ui.i'
l'as.-a-.-e disrussSo do seguinte :
Art. 5. Com os prufessore de
grammalica latina 4:400,000
nico. Com o aluguel de
oatM 400,000
Vam a mesa successvamente, e s8o apoia-
das as seguintes emendas :
Depois das palavras--grama,atica latn
acrei-eetile seigualado o 01 llenado dos
^rofessores ue lalim das Ireguezias de S.
Jos e da Ba-Vista ao do prufessor do Re-
cite, a 800,000 res cuda uiu.-S. W. Vellz.
A'emenda do Sr. Vellez.Em lugar de
800,000 ria diga-so 600,000 ris. Aftf/ii.
Reg.
O Sr. Ftoripu quizera poder estar pela
emenda do Sr. Vellez ; mas, como as cir-
eumstancias da provincia nflo permlltem
augmentar onlenadii, diuajt conservar as
eousas taei como so acham, votar pelo ai-
ligo pin disc.ussSo.
O Sr. Vellez sustenta a sua emenda.
O Sr. Jo. Pnho d as rasos que a coTi-
miSlAo leve para apresentir o irtlgq em
lilCUSsSo, e faz diversas cons leragOes ge-
ae-s acerca da inslruccao publica.
Tendo dado a hora, fica a diseauBi)
adiada.
OSr. Pretidente designa a ordem do dn,
levanta a sesso.
39. 8E8SAO" ORDINARIA, EM 5 PE JIIN1I0.
PBESlnENCI! DO SU CEDRO CAVAI.CANTI.
SumMani. Approtacilo da acia da ..da
anterior.--Expediente.AdoprSo do rrquen-
mentu em quo o .Sr. 1'rancisco Joo pro pos
se ouvtlil 11 governo da provincia acerca do
proecton. 30^pprorafjo do projeclo n.
28 em segunda diicuttiia, do de n 13 em
terceira.Adiamento do arliqo 5 do orca-
mento provincial em tcgunila diiCUntt, t
ila emenda a elle offererida, por tmpat", na
respectiva volacSo ; e do artigo G, pela hora.
A's II horas da manliHa, feta a cha-
mada, acham-se presentes 32 Srs. depu-
lailos, faltando os Srs. Manoel Cavalcanli
Castor.
O Sr. Presidente declara abert 1 ascsso.
OSr. 2. Secretario l a aela da sess.ln
inlecedcnte, que he approvada.
O .Sr. 1." Secretario mencionap seguinte
EXPEDIENTE.
Um oflicio do Sr. scctetirio da provincia,
transmittinjo, para st presente assem-
hla, urna copia da infnrmucfto dada pelo
Kxm. prelado diocesano acerca do parecer
da commistflo de negocios ecclesiaslicos
sobra asuppreuflo da freguezia do Cruan-
gy.A' commiasSo que tez a requisicSo.
Um requeimento em que os habitantes
dn fregu-zia daaLuz, supprimida em 1837,
p -ilem s-eja restanelecida a dita freguezia.
A' coitimiSsBo de cslatistica.
Out'o de Antonio Jos Pereira, proprie-
ti rio do terreno em que se acha collcada a
passagem denomina la Joizeiro na co-
marc da Ba-Vista, pedin'o se auforbe a
respectiva cmara a contratar com elle por
nove anuos o arrendanieiilo da referida pas-
sagem, iiilepemienle de hasta publica, o
pelo preco que for conv^ncionado -A' com-
missilo de orcamento municipal.
Outro de Francisco Jos de Paula, pedn-
do que a assembla autoris a cmara mu-
nicipal desta cidnle a coneeder-lhe lcenca
para enllocar urna padaiia no fundo do
quintal da casa n. 75 no Atierro da Boa-
Visla A' COmmiSO de negocios do ca-
mbras.
Primeira parte da ordem do dia.
Continuec da segunda discussao do
projeclo n. 30, creando urna rreguezia na
illn de Fernando de Noronln.
Dapois de alguma discussao em que to-
mam paite os Srs. Cucdes de Mello, Fran-
cisco J080 e l'loripes, suhmette-se vota-
ijo o requerimento de adiamento do Sr.
Francisco J0.I0, poJindo que seja ouvido a
respeito o Exm. presidente da provincia, e
he approvado.
Entra em segunda discussao o projeclo
11. -28, approvando com algumas alteracOes
oc.nnproinisso da irmandade do SS. Sacra-
mento da matriz da Varzea.
N8o havondii quein acerca delle pega a
palavra, he sulunellido a votac3o, e appro-
vado.
lie tamuem approvado em terceira dis-
cussao o projeclo l*. 15, regularisando os
limites dss freguezias de Santo AntSo e Be-
lerros.
relogio da casa marca meio-da.
Segunda parle da ordem do dia.
ContniacSo da segunda discussSo do or-
camento provincial.
I'assa-sn a discustir o artigo quinto, ada-
lo pela hora na aessBo antecedente.
O Sr. Carneiro da Cunha :-Sr. presidente,
iiouiem Bciieiido-one ni|u muito lacom-
modado, tiva necessidade de rctirar-mo da
casa ; pelo que nflo ouvi as rasOes que tive-
rain de ser produzidas pelo nobre primeiro
secretario, e quo por certo, liaviam de ser
muito justilicalvas da emenda em discus-
sao. Tambem quando me reliroi, linha fi-
cado com a palavra um dos membros da
commissSo de orcamento; ignoro pois o
que disseram os nobres deputados ; porm
seiitindo-me pouco inclinado a adoptara
medida, hade V. Exc permittir-me, queex-
ponha, os motivos que dSo causa a esta mi-
nha repugnancia, e que hito de guiar o Yoto
que hei de dar nesta occasiSo. O meu in-
tuito, no locante a esta parte, he procu-
rar, ao menos quanto em niim couber, es-
torvar, que a despera seja augmentada,
lenbo muitos receios deste genero de aug-
mento de tlespezas, mximo quando vejo o
espaulosu piogresso que ellas lazeni anim-
al mele, a o estado de nossa receita : a pro-
csia em que, romquanlo tenhamos sido
alliviados de algumas, que passaram pera o
cofre gtral, a cifra lie igual senSo muior a
que sedava d'antes, isto em relaoSoao pea-
sual, que nos vai inhabilitando de fazer-
mus o que na minha opiuiSo he de summa
necessidade o applicarmos a mxima parle
posfirel de noisas rendas uos intihurumentus
mnttru,es, at estradas da provincia, e que ella
tanto reclama.
Sei bem, Sr. presidente, que a condicSo
dos funcciooarios pblicos, be encarada
por uiuiios, e principalmente para estes,
como diflicil, e lastiuiavel; mas tambem
sei que, ta distribuicSo dos ordenados, nSo
deve mus eaquecer os servcos quo se reque.


t
=
rem, o grande numero de pretendentes ao<
ompiegog, as torgas dos cofres que *s pa-
ga m ; es quaes nilo devem ser despejados
cm StBfac,!Io no s de certas' necessidades
indi^pensaveis, como (ambem de oulras
multas, fomentadas scm attencSo aos meios
extraordinarios que depois se polem, U-
/endo-se assini trocar o fim primario, e di-
ivcto pia que foram credos os impos-
los, que de ccrio nitiguem dir, quesflo
la Mondos para n siitentacSo e bem estar
destes individuos.
Anda me desagrada a emenda pela forma
rom quo est concebida. Quanto lem os
tres professores de lalim da capital da pro-
vincia ? 00,000 ria de ordenado, e 200,000
rola Ululo de alugucl de casas, isto tem
i'ois dcllrs, o um terceiro 600,000 res je
ordenado, e 200,000 ruis de gralilicaclo, e
anda assini casi gratis na Madre de Dos
cm que d aula. A rasilo porque tem o pro-
fessor tal Bratilcac3o. o ensinardo a ron-
eos anuos '! liepare-se beni neste facto!.'!! E
que quer elle dizer? Talvez alguns nflo ig-
noren), eu ao menos nilo. E he este faci
u esle favor que se fez a um professor qu
serve a outros de ras5o, dira mclhor de
i relalo, e bem fraco. Que consequencia-
nos Ir? A dse nos pedir bojeo mnaarinde
200,000 res mais para cada nm desses a ti-
tulo de equidad, e juttica'.W. Eis o porque
ante-hontem, sem ler vonlade depeiorara
soite dealguem me oppuza ut augmento
de 50,000 re.; aberta a porla, augmentar-se-
Ina depois 500.000 rs., 5 coritos etc., e assim
fior (liante. Se nSo livessem sido ronr-oli-
dos os 200,000 ris de gralilicacto ao pro-
fess >r do Itccife, se nilo se tivesso feilo ese
pu o favor, nSo bavia de apparecer o pedi-
dodfl novo favor a quechamam equidale!
E rndenos levar osla equidade??.'
Se o nobre primeiro secretario quer gua
l.:r os ordenados, quer fazer juslica, como
disso, justica fara, sem duvila, propon diminuirlo do professor que vencimeutos
maiores tem do que outros sem motivos
justillcados; euma emrnda ha nesse senti-
do. Mo aceito a igualdade augmonlando,
alientas as circunstancias da provincia, e
muito mais pelo excmplo que se abre, de
que se ai roveilarAo talvez os professores
de Olinda, Victoria, Goiamia, Rio lormozo,
Nazarelh, etc., porquo taniboai nesses luga-
res se pagam casas, tambero se pode ter um
grande numero de alumnos.
Por todas estas rases eu voto contra a
emenda que augmenta ; nfln irei tanto adi-
ante, que aceite a que prope a diminuirlo
do que ja seu deu, para tanto no tenho
animo, porque julgo que inda nSo he lem-
po. Se estivesse purm presente na oeca-
silo em quo se fez esta favor, faria o que
pretendo fazer boje, que he votar contra.
O Sr. Mello Reg :-Eu tamben compart-
alo da opima-o do nobre deputado que se
assenta no lado direiro, f o Sr. Matxoelloa-
guimi tambem pens que se podo igualar de
cimu para baixo, e nilo srxdebaixo para ci-
ma ; mas como prelendopedir liccnra para
retirar a emenda que hontem mandei a me-
sa, vou dar a rasSo do meu proced metilo.
Hontem eu linha ouvlo dizer que o or-
denado do profesar UaS. Fre 1'eJro Gon-
calvesera du 80t),000 ris, e que o da Ba-
Vista e S. Jse era de 600,000 ris ; pense
pois, que i avia urna itjustira na classifiea-
cHo desses ordenados, e porisso me resolv a
Ouareeer urna emen la, providenciando para
que cessisse semellxnle injuslica : recor-
rendo, poiin, ao orcamento, vi que a gra
tifiracao de 200,000 res que se da ao pro-
fessor do llccife, he igual a que perc be os
do S. Jos, bem como o da lioa-Vista. Se
o primeiro da aula em um saino da igieja da
Madre de Dos, que Ihe he cedido gratuita-
mente, ao passo que usoutros pagam as
essas em que leccionain, he nconlestavci
que estes leem obra aquelle a vanlagein de
ri'sidirein nessas mes mas casas, de litio se-
rem toreados pelo magisterio a sal.irem a
malla por dia, edeeslarem porconsaguin-
lc isentos das despezas a que isso pode e
deve dar lugar.
A' viva destas consideracOes a minha
emenda pareceu-me um pouco odiosa, se-
pilo injusta, e i or isso tome a deliberaco
e retira-la.
1'oJra terminar aqui; mas nao o faroi
lem referir um facto.
(erto jrofessor procurou-me e pedi-ole
que votasse pela emenda que foi aprescuta-
da pelo nobie primeiro secretario, allegan-
do como rasilo justificativa de sua pntencSo
o tere professor do lyceu um cont de ris:
observci-lho que essa" n>so militava apena--
para que s reduzisse o ordenado desse pro-
fessor, e elle respondeu-tite : l'ois bem ,-
isto tambem me serve: faga-so a reduc-
cilo. Fiquei maravilhado : os pretenden-
tes j se no limitam a pedir que Ihes Ta-
ca mus o bem que anhelam, solicitam que
damnifiquemos aos que estilo em melnur
cndilo do que a delles. Vflo refeiirei o
nome desse professor, nem to poucoa lio
ra o a paragem em que a conversa leve lu-
gar; mas peco I cenca para retirara nimba
emenda, visto que ha da parte desses pie-
tendentes o desejo de malfazer, e existe
igualdade entre os seus vcncimenlos e os
do professor do Recite, porquanto qualquer
delles percebe 800,000 ris aunuaes.
Consultada a casa, assento ao pedido do
nobra deputado.
OSr. I ella: Sr. presidente, eu hontem
quando oll'ereci consideraco da casa nina
.....'"da igualando os ordenado! dos professo-
rei das lies frrgiiezias da cidade, dei as rases
(|uc me levarain a isso ; dola nobres dcputi-
dos hoje impugnam esta emenda e me pravo
cania enliarde novo na discusso, queeu que-
na evitar, porque j disse hontem casa, re-
celo iiiuiln que le emenda que suu procurado
desse* professores, apezar do que eu j diste
que nao linha rdares com ellcs absolutamen-
te, que reconhrceiido apenas a existencia d
nina injuslica nos ordenados de dotu.a qui/cra
ver reparada, mas como os nobles deputados
impugnaran as miulias rcllcaea, tomo de no
vo a i .11 i v i.i.
Sr. presidente, nai rases que ollereci ca.s;
compare! oa ordenados <|iie linhain os dou.
prolesiorej de San-Jos e Boa-Vala com o or
llenado que tem o professor do Hecife c ah con-
cluieu iuver nm.i u.jn,ii,., inanifesla, mas nao
me limilei aiii'nlc este argumento: demons-
tre! que o ordenado dos professores das frceiie
ziasde ban-Jose e da boa-Vista eram muito su
fflcientf s para que podesse com decencia pal-
iar I fui maja longr, mostrri que exislia urna
despropor{ao enorme entre os ordenados des
tes professores, com o 0(dcnado do professo
do l)co. O que faiem os nobre depulados
, que linpugnain a emenda? beixam lodos estes
orgumentos e tralam siinplesuiente de comba-
(ir algtimas reflexei que liz sobre os douspro-
fessore de San-Jos e Boa- Vista comparando
o cum o do Recite, de forma que vista da
argumentacao dosnobre deputados devo con-
cluir, que o mais que eu dlsse he de multa tor-
ca e justica, que me fundel em rasao. Mas,
senhores, tratemos a questao pelo cu verda-
deiro lado, encaremos a qecitao como ella pe
de, porque desejo que os nobres deputados
me ennveneam do erro em que eu estiver, que-
roque o nobre deputado que hoje fallou com
tanta torca, me eonvenca do erro, cu pois o
chamo para a questao, como ella deve ler dis-
cutida. O professor do Ite'cife tem 800,000 rs.
de ordenado....
Voics :--Nio Jem, tem 600,000 rs de orde-
na lo e 200,000 rs. de gratificaQlo...
O Orador .Pois bem; seja, comoquize-
rem, o facto he que oprofessnrdo R cife
recebe dos cofres provinciaes 800,000 rs c
titulo de ordenado o gratificaclo, quando
os outros reeebom smente 600,000 rs. por-
liin os 200,000 rs. das casas eslo equipa-
rados com a casa quo aquelle recebe gratui-
tamente para dar lirces, logo da-se urna
njustica. porque um tem 800,000rs. e os
outros 600.COO rs.: ha pois sem duvida algu-
ma injuslica, isto pelo que peitence com-
iiniai;,"!'] enlri" os dous professores das duas
freguezias ea do Recito ; prescindindo dis-
to, pergunto eo: (100,000 rs. he o ordenado
sullicieiitc para que um professor de lalim
da rapital de Pernambuco passo com a de-
cencia necessaria ? Entendoque nilo, por-
que 800,000 rs. nao dito para COUM alguma,
ha urna quanlia muilo pequea para que se
possa passar...
Vm Sr. Deputado : E um juiz municipal
que tem 100,000 rs. tem osuilciento?...
O Orador ( continuando i eu nilo disse
que 400,000rs. era paza suflicienle para um
juiz municipal, se tal dissesse o nobre de-
putado leria rasSo no seu aparto, pelo con
trario u son o primeiro a reconhecer que
100,000 rs. n;1o ch'gam para um juiz mu-
nicipal ; tambem nflo se pode, negar quo rs.
600,000 nito cliegam para um hnniem passai
com decencia. Os professores de lalim tem
militas obrigaci3\s a cumprir, devm appa-
recer com decencia propria de empreg.idos
luiblicos.isto lio obvio, ninguem o pode con-
testar. A ludo arcresce que pela lei de 15
le outubr'o de 1837, o ordnalo do substi-
luio'dcve ser 2|3 do ordenado do cathedra-
lico. mas o aubslilutO das aulas de lalim
leem 500,000 rs. o que est em desporpor-
(.lo, para cstahelec-lai be preciso qua se
de>m aos professores 800,00) rs...
O Sr. Carneiro da Omha :--Ou que se di-
minna ao substituto...
OSr. Veliez :A11 i vem o nobre deputado
repetindo esta sua argumenta(:1o, mas eu
devo notar Iho que he elle c menos apto pa-
ra della servir-se porque j professou tiesta
casa principios opposlns, porque quando v
tratava aqu de igualar os ordenados de dous
flscaea, o nobre deputado nilo quiz que essa
igual lade fosse de cima para baixo, appro
vou que ella fosse de baixo para cima, como
se. exulicou na occasiSo, por islo he o nobre
deputado o .menos apto para trazer osla ar-
gumeiitac,a"o, porque est em opposicfio com
aquillo que pratieou em nutra occasi.lo. .
O Sr. Carneiro da Cunha ;- Quero agora
corregir- me desso defeito", de que lauto fal -
a o nobre diputado ..
O Sr. \"el/e: :- Vamos ontra argumenta
CIo : o profeaior de la ti o do lyceu tem rs.
1:000,000 e ha obligado a 3 horas de aula,
os outros professores de fra, ou nquelles
de que s traa, silo obrigados a dar 4 horas
deaula, tem pola augmento de trabalbo c
liminuicfio de ordenado, isto he COUM qUP
nao entendoeno sei como os nobres debu-
tados coulestam ludo isti. Aindamis, os
professores de francez e do inglcz .lo lyceu,
na sua creac&O linham do ensiuo do ambas
essas lingoas 500,009 rs. hoja que eslo se-
paradas as cadena-, cada um percebe rs.
1:000,000.
O nobre depulido que primeiro fallou dis-
se que uo volava pela emenda do Sr. se-
gundo secretario, porque hoje esse profes-
sor ja tinha direitos adquiridos : note o no-
bre deputado que com isso commette urna
injusticia, porque reconheci) que um pro-
fessor lem mais do quede*) ter e apezar
disso v ti por esse mais, nilo Ih'o quer ti
rar, cunsidera-n como um favor e da useu
vol para esse favor. Portanto veja que es
s,i argumentadlo nilo Ihe pode aproveitar.
se o nobre deputado enteude que he um
i 'Vii', que he urna injuslica, auo esse pro-
fessor nilo lem direiloa esses 200,000 rs.
por torca dos seus principios, dfia reque-
rer, que se Ihe lirassem esses 200,00) rs.
Mas o nobre deputado diz que silo direilo
adquiridos, no IhetireTios esse augmento,
o que he conservar una njust'c,!.
(Ira, demnstralo como m i parece que
tenho demonstrado, que os ordnalos do-
tres professores u3o estro em rela^Bo, de-
monslrado que comparados com os orde-
nados dos outros professores d-se injualica
ranifesta, demonstrado tambem esta que
linu.o,ni rs. n3o So sullicientes para que um
professor passa com decencia que he neces-
saria : a ron.-o.|U'liria he vu'i.ir-s pelo ac-
crescimo, chamem-lliu ordenado ou gralili-
BacQo.
S.lo estas as consideracOes qua lenho a fa-
zer, esporo que os nobres depulados que
uiio poderfio responder-lhe muilo conveni-
entemente, me acompanhem na approva-
cilo da emenda, e volem por ella como e.j
voto.
O Sr Carneiro da Cunta : Sr. presidente,
eu continuare! a votar coiiiu disse a primelri
vez (pie havia de fazer, comquanto ouvisse 11
nobre primeiro secretario produiir rases a fa-
vor da sua emenda, mas nao mudaraui ellas
minha conviccao.
I.u disse que as ideias de economa nao me
levarla) anda a tirar aquillo que j talaya da
do, que pollera, por condescendencia, deixa-
lo como direito adquirido, j que assim que-
reui alguns considerar, mas se adiar bous
companlieiros deixo a condescendencia. Diga
se adiar bous coiupantieiros, porque aqui sin
acoiiipanliamento nada se faz, um voto s uo
vale nada ; j se vi que uo reconlicco a jusli-
ca de que se fez menean por outra, conform-
me com o que est, poique sou a issu toreado,
nao querendo todava iaier censura a quciu
conceder esse augmento ; porm continuo a
declarar que se c estivesse volara contra,
(lia mu aparte que nao ouvinios.)
Logo nos dir o uobre primeiro secretario
que um s voto c pouco vale.
2
aaw'
esle. Nao aceite! eu a emenda, porque guian-
do-me, naconfeccao do orcamento, pelas intor-
inacdes da cmara municipal, nenhuma tinha
que justifleasse a emenda ; mas declare) logo
|U, se por ventura viesse Informado favora-
velmente um requerimento em que esse fiscal
pedia o augmento de ordenado, eu nenhuma
duvida teria cm acquiescer esse pedido. An-
da me I. Milu ii que o nobre primeiro secretario
fez caiga commisso de nao se ter altenddo
ao dito fiscal, apezar de se adiar j seu reque-
rimento informado, no que aluda dessa vez nao
leve rasao porque a informacao appareceu de-
pois do orcamdito impresso como betn se Ihe
provou com as datas. A verdade do que levo
dito se acba nos ni rus discursos, proferidos as
scsides de 25 e 27 de maio impresso nos jornaes
da casa de 31 dn mesmo me/, e primeiro do
crreme. Creio, pois, que em nada pode ser
vir aos nobres deputados este facto, e menosj
contra minlias ideias de economa.
Taubein nao he minha intencao votar con-
tra todo e qualquer augmento, nao porque
votarei pelo que for fundado em juitica cin-
dispensavcl com o que pi ovo, que apezar de
levantar a minha voi a favor da economa e
procurar fazer com que todoi os dinheiros da
provincia nao lejam gastos tao .Minenle coui o
pessoal, quero por isso nao attender justica
ao contrario hri de attender sempre que el'la
se der, mas por emquanto, na queslao aujeita,
as rases produzidas nao me lem convencido
liara que eu vote por esse augmento de orde-
nado. Sr. presidente, nao vol por o augmen-
to do ordenado destes professores anda por
nina rasao que ja aprsenle! d'oulra vez; e he
que se lu- assim abriremos as portas para au-
..irisai inos novos augmentos, daqui ha nouco
... .....i'.............. ,l./s~:-i____ j. tt-1._ '
creio que daqui a G ou 8 annnoi estaremos
n'nni abysina.
l'n Sr Defmiado: Dos nos livre, de que
ii ii progrlda__
O Sr. Uandeira e Mello: Se o nosso estado
he terrlvel, Sr. presidente', eu nao o julgo com-
ludo lo desatiimador e desesperado, que por
isso se nao possa attender a qualquer reclama-
cao justa e que tenha algum alcance de utili-
dade publica. A iustrucco he de ulilldade pu-
blica, c recompensar devidamentc os professo-
res seria um nielo de o ter habeii e mais ze-
losos no cutnprimento de seus deveres. K ei-
taro os professores da cidade do Recito mal
aquinhoadoi? Pode dizer-se que sim, porque
a paga do empregado publico deve estar na ra-
lo do seu trabalbo c dos meios mal! comino-
dos, uu menos coimiiodos com que elle possi
viver nos lugares, em que poisa estar enlloca-
do ; h# isto de rasao, he esle o pensamenlo da
lefde 15 de outubro de 1827 no artigo 3." Ora
os meios de viver nesla praca sao mais dlli-
cels e cuitosos do que nos outros lugares da
provincia, e tambem o professores da cidade
teein Irabalhos muito superiores aos dos ou-
tros protessores, pelo grande numero de alum-
nos que cnsinam, cm rasao do augmento da
popul.ico sempre aglomerada as cidades, o
que nao acontece as oulras partes; popula-
cao que marcha sempre em augmento, e neste
sentido de aglomeraejo. Eu julgra, pois. Sr.
presidente, que algum beneficio se devia fazer
a estes professores; mas detejava fai-lo de
nianeir.i que so fosse de utilidade publica, que
serviste tomo de um incentivo para melhor
cumprirein ai suai obrigaedes; deiejaria mes-
este favor tone feit de modo que o
no que
- .professor dcsleixado ou descuidado nao apro-
M professores de Goiahna, da Victoria, pedi- vellaise dai vantageni que deve ler aquelle
rao igual augmento ou propordonal, porque professor que cumpre anuas obrigacOes res-
O nobre primeiro secretario soccorreu-sc,
na sua argumentacao, a um caso, que aqui se
pasin, e queja foi por oulro .Sr. iransloruado
de proposito para se me atnibuir o que cu nao
fu, ecomo a elle se valen anda como quereit*
do achar-inc pin contr.idico, V. Ke. ha de dar
lieenta que cu exponha o que se pastou enlo.
Na sesso do dia 25 de maio, por occasio da
discusso do orcamento municipal, apieienlou
oSr. Uiiibeliuu Guedes urna emenda igualan-
do os ordenados dos liscaes do Poco-da-Hanella
e Atogados, tirando cem mil rit daquelle para
sendo o latina lodo um.a consequencia he que
leem lodot os professores o mesmo direito; po-
rm, euteiidendo eu que de umitas cousas ca-
recemos alm do pessoal que nao falla, nem
com facilidade faltar, voto contra augmentos
ueste sentido, e me parece que voto com so-
brada raso e justica, apezar dos dous nobres
deputados nao o entender assim.
Anda l'.ill un sobre a materia os senhores
i.u cites de Mello e Jos Pedro ; o primeiro sus-
tentando a emenda do Sr. primeiro secretario
e o segunda defendendu o artigo.
O Sr. Horros Harrtlo: Sf. presidente, por
motivos ponderosos deixei de comparecer s
duas ultimas sesses ; porm, hoje que desap-
pareceram esses motivos; hoje que posso a-
preseutar-nie nesta sesso, devo fazer tima de-
claraco primeiro que ludo, e lie que aceito,
como un mili n ii. i ciiinuiiss.il), toda e qualquer
emenda diminuiliva, toda a emenda que lenda
a reduiir ordenados, gralificafdes, toldos, etc.,
de preferencia s que tiverem por fim augmen-
tados.
Um Sr. Deputado : Vai muilo longe.
O Sr. Harrvi Brrelo : He, pois, de mena
principipios, ou he consequencia delles votar
contra toda emenda que leuda a augmeular
ordenados, e quasi sempre a favor dai de re-
dueco.
U Sr. uedet de Mello: Ainda que seja in-
justa ?
O Sr. Harroi llarreto : -- Nao me falle em in -
just5a, porque lie multo dillicil provar-uie o
nobre deputado que ha juslica ou injuslica,
fallando absolutamente : ajusiijauu injusli-
ca he sempre relativa.
Sr. presdeme, o nobre deputado primeiro
secretario nao pode comprehender com ,siiu
rs. sejam iguaes a 800/ rs.
O Sr. Vellet Eu nao disse tal: eit fa-
/iil i castellos para destrui-lot.
O Sr. Horros Brrelo : Nao, tambor ; nao
faco castellos. O honrado membro suppde que
os seus argumentos sao irrespondiveis, que s
eastcllos no ar pdem ser destruidos. O que
faco, he tirar a concluso da argumentacao do
nobre deputado, quando disse que os profes-
sores de San Jos e lloa-Vista, lendo liiin.iiiiii
rs. de ordenado e 200,000 rs. de gratilicaco,
c o do Hecife 800,001) rs., estavaiu desiguala-
dos em venciineiitos.
O Sr: Vellet : Eu disse que o do Recito
tem 800,000 rs. e mais a casa que equivale a
200,000 rs.
O Sr. Horros trrelo : O unbre depuUdo
disse que o professor do Hecife lem 200.000
ra. de gratficaco.
O Sr. Vellet. ~ E casa de graca.
t) Sr. Horros Brrelo :.Hem : deixe-inc con-
tinuar, pelo amor de Dos. O professor do He-
cife tem de gralificaco 200,000 e cisa ; mat o
uobre deputado nao atiende que a graliHcaco
(o dada pelo excesso de trabalbo, e pela de-
cencia que era mister ostentar aquelle pro-
fessor que, no.dando aulas em tua cata, teria
de apresenlar-se as ras da cidade com mais
alguma decencia do que aquelle* que, dando
iiiia em casa propri', paga pela provincia, ne-
nhuma necessidade tem de apresentar-se com
milita decencia para dar aula.
Sr. presidente, o nobre primeiro secretario
soccorreu-se a oulra argumentacao ; disse
que urna lei de 1837 marcava que oiubtlituto
tivesse *\3 do ordenado do professor cathedra-
tico : ora, senhores, o nobre deputado com
isso nao pude provar teno que o substituto
existente, tendo 500,000 rs., lem mais do que
devia ter ; porm concluindo que um venci-
niento Ilegal deve servir de norma parase
augmentaren! os ordenados de cerios empre-
ados, nao ciiinpi clicnili). O que determina o
ordenado do professor substituto he o do ca-
tedrtico ; querer, pois, que o desle elf rmi-
ne o il qu.'lles, he novo para miin : a craco
do lugar de substituto, he a cousequencia do
lugar de cathedratico ; logo pela lei s o or-
denado desle, pode detenniuar o daquelle.
Sr. presidente, muito bem tratada tem sido
esta questao, e por isso, para nao roubar lem-
po casa, e iio cancar a tua paciencia
liniiiio-ine ao que tenho dito, e concilio decla-
rando que voto a favor do artigo em ditcutso,
e contra a emenda.
Euceria-se adiscusso ; e, tubinellido o art.
mu i,.ni, salva a emenda, heapprovado.
Sendo consultada a casa acerca da emenda
dn Sr. ni imi'ii o secretario, d-se empale na
votaco, tendo havido 15 votos pro e 15 contra.
Pica por consequencia adiada a discusso do
arl, e da emenda.
Entra em discusso o segiilnte:
Art. ti. Um os ordenados e gralificacoei dos
professores de primeiras letras. 37.049,009
nico. Com o uluguel de casas. 0:750,1)00
Vai meta, efce apoiada a teguinle e-
iic ii 11 :
tridamente ; porque me consta que profetto-
res ha que por deslelxo ou nao sei porque.leein
as tuasaulas como que abandonada; mat, co-
mo eu nao desejo que ettai vanlagens possam
aproveitar sean cm benellcio de utilidade pu-
blica, como queria mesmo fechar a porta a
abuzoi para o futuro, para que oa profesiores
das oulras cidades nao venham allegando que
devem icr igualados aot professores da capital,
so pelo motivo deierem profeettoret de cida-
de; em attencao a ludo isto ollreco urna emen-
da, concebida uestes termos:
O professore da cidade do Recite, qUe
ensiuarem mais de 45 alumnos, leem direito a
nina gratilicaco de 8,000 rs. por mez, por ca-
da 10 alumnos, alm de 45. Esla gralificaco
ser paga em presenta do attestado do direc-
tor; cnm descont, porm, dos das nu l're-
queutados por laet alumnos nos das lectivos..
Desta inaneira. Sr. presidente, pu julgo que
nem oliendo ot inleresse da provincia, nem ot
i niel esses (los priilcssorcs dista cidade ; nao
oliendo os interesses da provincia, porque ho-
je mu professor particular nao ensina (dizein)
cada alumno por menos de 2,000 rs. mensaes,
e eu pago, segundo esla emenda, aos professo-
res na raso de 1,100 rs. por cada alumno, e
pelos que accretcerem dot 4,i a 800 rs.: nao of-
fendo os interesses da provincia, porque, se o
prolessor particular nada percebe no tempo
das ferias, o meu calculo est feilo com descon-
t de dous mezes de ferias, em que comidero o
professor publico nada recebendo, poli que
500,000 rt. sao o resultado de 45 alumnos a
1,000 ri. por tempo de 10 meiei Nao prejudi-
co lainbein os interettci dos profesioret; por-
que Ibes laubro que um professor particular
nao tem feriados e dias de descanso no mel da
semana, e ellet goiatn destas vanlagens : um
professor particular arruina sua saude e por
ii ni pode acabar com um futuro desastroso, e
um professor publico, arruinando tambem sua
s lude, tem jubilaces c um futuro seguro e
sem cuidados; e isto he bem significativo, he
j inuita cousa.
que era destinada, entendeu o teu administra-
dor que cm lugar de mandar fazer mais alguns
palmus de parede, e colocar algumat inadei-
r.is. o que longe de augmentar a obra seria
para ella verdadero prejuizo, pois que por tal
modo nada mais farla que expr a lntempeie
do lempo, e por consequencia inevitavel rui-
na mal una porco de material, entendeu pois
que devia antes einpregar toda esta quantia
na compra dos niateriaes precisos allin de po -
der quando ricomecasse a obra leva-la ao esta,
do de ter concita, c assim licar ella ao abrigo
de dainniicacdea e prejuizoi.
Este passo que pareceu au vigario dcS.-Joicj
do Recito, aconielhado pela prudencia e bem
entendido zelo, tem talvez suscitado duvldas
no animo de alguns dos actuaet membroi da
.issi-1,,:,[.',-. provincial, e ha quem aiseveie que
este anuo se nao votar quantia alguma em
beneficio daquella obra. O vigario de S.-
i, Jos ao patso que repelle com toda a dignida-
4 de* que Ihe he propria essas duvidat, deplora
de todo o teu coracao que motivo lo eipecoto
concorra talvez para privar a freguezla de S.-
Jos anda por uiait lempo de sua matriz, de
um templo aoude com a magnificencia devida
possam os respectivos freguczei dar grifas ao
Deot vivo ; deplora que o espirito do erro
iriuinplie assim da verdade.
A necessidade dessa obra be to palpitante
que a assembla provincial Ibe deu tua primei-
ra conslgoacao, movida jmente por teu zelo
religioso, e pela iudicacao, que detsa neceiti-
dade fez em sen relalnrio (se a memoria noi
nao falla) o Kxm. pretidente da provincia e
he in 1 luiente de lastimar que DO nosso palz
onde a irreliglo he urna dat grandes cautas (ie-
nao a prlmelra) dos males que nos aQlgem, os
poderes do ettado esquecam obras da inagni-
tude delta de que le trata, e entreunto pres-
te fcilmente toda a coadjuvaco a oulras
cujoi bens, comparados com os niales, que
pdem pruduiir, nao compensan certamente
o sacrificios, que por ellas se fazem.
Nao he todavia da intencao do vigario censu-
rar a Ilustre assembla provincial em quem
alias conhece o mais decedldo empenho para
felicitar esta bella provincia, e em raso deisa
conviccao, em rasao da boa f, que acredita
nesses membros mesmo, que nulrem ai duvl-
das a que cima se referi : o.vigario Ibes pe-
de que pelos inultos meios a seu alcance pro-
curen! informar-sc da verdade dos faclot, nao
ot impedindo nisio quaetquer attenres para
com elle, e se porvenlura enlenderein que nao
he proficua a actual admlnistracao ao comple-
mento da obra da nova man i/., mu i lo Ihes agra-
decer o vigario de 5.-Jos do Recito, te della
o detonerarem pois que dessa obra te encana -
gou lmente movido pelo desejo de secundar
o ettorcot de seu virtuoso prelado.
O conego vigario, Lourenet Cortea de Si.
Recito, i3 de juuho de 1850.
Ueparl.^ao da polica.
PARTE DO DIA12DEJUNH0.
Segundo as partes hoje recebidas fram
hontem presos : ordem do subdelegado da
freguezia de Santo-Antonio desta cidade, o
prelo Severino, escravo de Manuel Jos Gue-
des de Magalhilcs, por briga : e do subde-
legado da freguezia da Boa-Vista, o prelo
Jos Antonio que diz ser Americano Inglez;
e Jo.io Francisco, escravo de Feliciano Joa-
i] o i ni dos Sanios, para correnlo.
O subdelegado da freguezia de Santo-An-
tonio, communicou que hontem pelas II
horas do dia, se liavia luncado do sot.lo de
um sobrado de dous andares na rui Nova
Pode, porm, dizer-se que este systeina del um escravo de Joaquim Antonio dos Santos
{ratificaces. como j a experiencia demons-1 AnJrade, O qual licra inoitaliuentu fe-
i iiii i... I., ilar lunar i L...... < ...i,.,..., '. -i I i _
trou, pode dar lugar a abusos, porque pode
haver professor que, s para perceber a grati-
ficado, allegue falsamente ler um numero
sempre tnaior do que este de 45 alumnos. Es-
te perigo eu julgo arredar da maneira seguin.
te; c por esle ineio eu estimulo os professores
a bem cuiuprirem suas obrigaedes, d'onde Ihes
pi ovo a grande numero de discpulos, e disc-
pulos assiduos; alm de que na cidade do Re-
cite he faci| a iiscalisaco das escutas, e seren
logo conhecidot taes abusos, meu pensa-
menlo he este e vai incarnado tambem na
emenda que ollreco : {ti )
i-.st i gralificaco ser paga cm preseuca do
alienado do director; com descont, porm,
dot dias nao frequentados por taes alumnos
nos dias lectivos.
Neste sentido, pois, eu votarei por melhora-
inentos de ordenado aos profeitore da cidade
do Recito.
Consultada a cata, apoia a emenda otl'ercci-
da pelo orador.
(Continuar-te-ha)
rido.
COMIMEMCIO.
- Depois das palavras primeiras lelrat-
accresceute-sc elevado o ordenado dos pro_
fessores callicdraticos das cidades de Ulinda e
Recito a 700,000 rs. cada um. E neste sentido
augmente-se o qiianlilalivn. S. R. Fr/j.
O Sr. Uandeira de Mello : Sr. presidente,
muito estremeco quando te trata nesla rasa de'
um augmento de despeza ; e muito Pilremeco
porque militas coutas tinhamos a fazer em
beneficio da agricultura,dncuinincrcio desande
a couiinoddade publica.com inelboraiiienlos
matcriacs do paiz que entretanto aininham
1 patio lente, e quasi vacillanie, por (alta da
precita renda. Sim, por falta da precita renda
porque essa tobre que temos fixado a nos. i'
attencao, ilai de lusufnclenle, deve em mul-
los de seus arligos ser diminuida, como pro-
cedente de iinposicei incontliuoiouaes.
Muito i'itiniii'fii, Sr. presidente, porque eu
nao sel porque a nossa presenta netta caa lia
de sempre ser assignalada por despeas e mais
despezas. A nossa despeza para o anno vln-
douro est orcida em 800 e tantos contot de
rs. : lia (i anuos, lia 5 anuos mesmo, despenda
siiienlc 500 e tanloi conloi! Se rtta Meaja
progrlde, se marchamos nesla proporco eu
MARIO m PIIRAIMJ.
BKCirr, 1 BX JDNHO DE 1840
A assembla approvou hojeom lereeira
discusso o parecer Ja commissSo de poli-
ca acerca do art. 122 do regiment da casa ;
e em primeira o projecto n. 35 queappro-
va com alteracOes o compromiaso da raian-
dade o Santissimo Sacramento da matriz
de Santo-Anlfio, bem como o de crdito pa-
ra exercicios lindos.
Em seguida continuou a segunda discus-
s3o do orcamento provincial, que che;
gou al o art. 36, o qual ficou adiado pela
hora.
ALKANDEGA.
Kendimento dodia li.....14:119,116
Detcarregam hoje 15.
Patacho Apollo genebra.
I'atacho Sultana idem e ftrinha.
Galera -- Coltimbui ferro.
Barca Santa-Cruz vinho e mercadorias.
litigue Brandy-Wine faiinli.i e bola-
chinha.
Barca -- Le-Comte-Roger o reslo.
CONSULADO GERAL.
Kendimento do dia 14.....1:783,135
Diversa provincias...... 263,807
S 016,942
Corespo.delicia.
O conego, vigario da freguezia de S.-Jos do
Hecife, achando-se por nomraco do Exm.
eRvdin. Sr. biipo diocesano, encarregado da
administraco da obra da nova matriz de sua
freguezia, obra >lis comecada tob ot auspi-
cios de S. Exc. Hvdm. e continuada em con-
sequencia do auxilio que Ihe ha dado esse vir-
tuoto prelado.julga de teu mal rlgorotodever
trazer ao conhecimento do publico os fictos
que val expr.
Comecada a obra da igreja matriz tobos aus-
picios (cmno cima se disse) do Exm. Sr biipo,
e continuada eom asesinlas,que S. Exc Ilvdm
se dlgnoa pessoajmentc promove, Uve tedavli.
de parar em raso deserein insulricienles etses
recursos e ai circuinttaudas da provincia nao
peiui itiireni que te padestse de novo lenla-los.
Enlo a assembla legislativa provincial em
sua srsso de 1848, chela do telo religioso
que tempre lem distinguido essa Ilustrada
corporacao.volou a quantia de 2:000,000 rs pa-
ra ooadjuvnciio daquella obra : mas essa quan-
tia deixou todava de ler lecebida nette anno,
sendoo tmente em novembro do anuo prxi-
mo passado com a de 3:000,000 ra. lambriu
nette anuo votada para icu.il ilm, e itto por
despacho do Exm prcsidcnle da-provincia o
Sr. conselhero Honorio Mermlo Carneiro
Leo, e a despelio de alguma opposico que a
esse recebimeuto te fez pela rcipectiva tbeaou-
rarla,
Receblda cita quantia c nao tendo tufficien-
le para dar um impulso notavel i obra, para
EXPORTACAO.
Despachas mat tunos no dia 14
Parabiba do norte, hiale nacional Bxala-
co; de 37 toneladas : conduz 0 seguidle :
41 volutres fizendas, 13 ditos ferragens,
30 barricas bacalhao, I barril azeite doce, 40
barricas farinha de trigo, 1 caixa drogas, 1
barrica garrafas vasias, 3 ditas genebra, 2
barris breu, 4 pipas e 14 barris vinho, 1 pi-
pa vinagre, 2 caixas cha, 2 arrobas erva-Jo-
ce, 500 arrobas carne-aecca, 2 saccas pnten-
la, 8 ditas arroz, 120 caixas sabo, 12 camo-
tes doce, 25 caixas charutos, 2 saceos bola-
cha, 9 ancoretas azeitonaa, 21 livros em
branco, I caixa velas de carnauba, 22 barri-
cas licor.
Boston, patacho americano llotnp, de 127
toneladas : conduz o seguinte :
100 saccas com 500 arrobas de assucar,
4,703 couros salgados.
RECEBEDORIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Rendimenlodo dia 14.... .1.037,9*6
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudlmento dodia 14......1:622,157
ksMB
ED1TA&.
O lllin Sr. o lli ca I-un o r; ser viudo de
inspector da ilicsnuraiia da fazenda provin-
cial, em ciinipi inienio da retoluco do tribu-
nal aduiiiiislralivo de 12 do correle, manda
fazer publico que a arremataco do forneci-
inantu dos medicamentos c iitcncilios para a
enl'ei nian.i da inicia deila cidade, foi transfe-
rida para o dia '0 do correte.
1. para constar te mandou afilar o presente,
e publicar o Diario.
.Secretera da thesouraria da faxenda pro-
viucial de Pernambuco, 1-1 dejunho de 1850.
O lecrclario, .Inlunio Fin eir d'Annun-
eio-.in.
Pela inspectora da alfandega se fat publico
que, no dia 18 do con ente, se lian de arrema-
tar em hasta publica, na porta da metiiia, de-
p lit do mel dia. 6 parea de luvat de lecido
i>e algodo, singelas, curias, por i,000ri. ; 6
puei de nielas de algodo curtas finas, par
0 total 1,500 ; 12 pares de meiai de algodo
iiii is para tenhora, por 7,000 rs., apprehendi-
las por acrescimo na conferencia do manifest
da escuna Uamburgueza Columbas, sendo a ar-
remataco livre de direilot.


Alfandega de Pernambuco, 14 de junho de
]S50. -- inspector, Luii Antonio de Sampaio
I lannn
Pela inspectora di alfandega se fai pu-
blico que, no dia 17 do corrente, ic bao de
arrematarem basta publica, na porta da mes-
illa depols do meio dia, 129 cadeiras de Jaca-
randa a 2.680 rs. total 345.720 rs.; 222 ditas de
oleo, a 2,210 rs. total 497,280 rs. ; e 6 ditas de
castanh? para servido a 1,000 rs. total 6,000
rs. ; impugnado pelo amanuence Domingos
da SilvaGuimarScs, no despacito por factura,
n. 174 de 11 de inaio do correte : sendo a ar-
remata cpsujelta .a.dircos.
Alfandega de Pernambuco, 14dejuuho
de 18S0.--O inspector, Luiz Antonio de Sam-
paio V[anna.
Pela inspectora da alfandega se faz pn-
blico que, no dia 18 do corrente, se hao de ar-
rematar cin basta pblica, na porta da mes-
uia, depoisdo uni dia, 90 duzias de supenso-
rlos, de algodSo ordinarios duzia 500 rs. total
45,000 rs.; 58 duzias de ditos elsticos, dutia
5,000 n. total 290,000 rs. ; 360 pecas de froco
de seda cora 1:350 varas, a 60 rs., a vara.
81,000 rs. total 416,000 rs. ; apprehendldos pelo
I'eitor conferente Joo Hermenegildo Borgcs
Diniz, na nota para despacho de J. Keller&
C, era conformidade do art. 203, Segunda
parte Jo regulamento da alfandega : sendo a
arremataeo livrede direitos.
Alfandega de Pernambuco, 14 de junho
de 1850. O inspector, Luis Antonio
Snmpnio fiannm.
Joo Xavier Carnelro di Cunha, fidalgj c,
valleiro da casa imperial, cavalleiro <'ja or_
,l,in de Chrlsto.e administrador da ',, 0
consulado de Pernambuco, por, S.. m. j
que Dos guarde, ele
Fai saber que no dia 19 do corr aUi a UIIla
hora da tarde, se hao arrematar eln prata ua
porta desta reparllcao. 2 cali ai do engendo
Gindabl da marca T, sendo u ,a de n i,colll
assucar branco, pesando liquido 49 arrobas
28 libras a 1,700 ra. a nitoD. e oulra de n
18 com assucar inascaVjdo, pesando liquido
Gl arrobas e 6 libras p. 1,400 r,, a arroba, am-
bas consignadas aJ'^ Antonio Basto: urna
dita de n. 2 marca \ do engenho Camotinge.
com assucar mas c-avado, pesando liquido 43
arrobas e 16 lb'.af a i^oo rs. a arroba, con-
signada a Jos ,iujm rf||x Machado ; todas ap-
preheudjdas no trap|che do Pelourluho por
iuexatidao ,. (arat p,|0 guarda respectivo i
iiin bote i',,. n, ig, com dous remos no valor de
60,000 r $-i ,. barril com 32 caadas de a-
guar'jenie a 160 rs. apprrbendido sem despa-
cha pelo remador do escaller desta mesa, sen-
*jO a arreinataco llvre de despera'ao arrema-
tante.
Mesa do consulado de Pernambuco, 14 de
junho de 1850. O admiols rador, Joo Xavier
Ctirneiro da Cunha.
d
cobre, chegada a este porto em 9 do corre-
lo, sabe para o Porto com muita brevidade,
porque ja tem parto do carregamento
protnpto : quem na mesma qui/er csrregar
ou ir de passagem para o que em excelen-
tes commodos dirija-se ao seu consignata-
rio Francisco Alves, na ra do Vigario,
"' 11, Mimeiro andar.
Veinte-s o hrigue-escuna Alegra, che-
gado recentemento do Rio-Grande do Sul,
de lote de 150 toneladas, demanda 121/2
palmos d'agoa carregado, forrado, cavilha-
doe pregado do cobre, Tez costado fixo ha
pouco mais de tres annos, he veleiro, tem
lancha nova e bote, bons Trros e amarras,
e todos os niais arranjos necessarios, promp-
lo a fazer qualquer viagem, sem que o com-
prador faca despezas : quem o pretenda* o
podera examinar aop das escadinhas de
palacio, aor.de se acha fondeado, e tratar
com Leopoldo Jos da Costa Araujo, na ra
da Moda, n. 7.
--Ver.de-se o brigue brasileiro Penia
ment, encavilhsdo, forrado de cobre e ve-
leiro ; acba-se na volla do Forte-do-Mattos,
l"""j quem quizer examina-lo, e para qual-
1'jer trato, quelram procurar a viuva Gau-
Jino & Filho, na pracinb do Corpo-Ssnto,
n. 66.
Declaracoes.
-- O arsenal de guerra precisa de 3 offi-
ciaes de taooeiros : a tratar com o ajudanle
no mesmo arsenal. .
O padre Joflo Jos da Costa Ribeiro, pro-
fessor subslilulo das cadeiras de grammati-
ca latina desta cidado, mora na ra do Quei-
mado, n. 37, segundo andar.
Pela subdelegada do primeiro distric-
to da freguezia dos Afijados se I./ publico,
que fram apprehendidos, por sojulgarem
furtados, cinco cavallos e urna egoa, sendo
esta alazfla, e [os cavallos tres castauhos,
um rur;o e um melado : queui se julgarcom
direito aos ditos animaes comprela nesta
subdelegada mullido de sous documentos
para Jhe serem entregues,
Thcalro de 8. Izabel.
QUINTA RECITA DA ASSIGNATURA.
Quarta-feira, 19 de junho dt 1850.
Ilcpresentar-se-ha o excellente drama mo-
ral, em 5 actos e um i rologo, composieflo
do hbil escritor o Sr. L. A. Uurgain
PKDRO-CEM,
qui j leve e ago'a nao lint.
Denominaclo dos actos
Prologo. A maldicio.
4. acto. O casamento em Lordclo.
9." > A sombra de Jo8o Connives.
3 a t A ospesa modelo.
4 A torre da M> n a.
5. A inflo de Reos !
O artista emprezaiio desejoso de apresen
tar espectculos dignos' de um ISojudicioso
publico, ha vencido quantos ohslaculos se
lie tem apresentado, ja no pessoal da com-
panhia, ja com as decoracoes e vrsluario,
para levar i scena esta 13o sublime prodc-
elo. O publico, juiz imparcial, relevar al-
go mas faltas, que por ventura rossam ha-
ver, em aitencflo ao estado nascente do
thcatro.
Comecar s 8 horas.
Os bilhele acham-se venda no lugar do
costume.
Avisos martimos.
Para o Aracatytem de se-
guir viagem com a possivel brevi
dade o hiate Novo-Ulinda ; quem
pretender carrrgar, entenda-se
com o mestre do mesmo, Antonio
Jos'Vianna, ou na na da Cadeia-
Velha, n. 17, segundo andar.
Psra o Itio-Grande do Sul sahe em pou-
cosdias, por ler parte da carga prometa, o
patacho nacional Kultrpe, capilSo Manoel
l.uiz dos Santos i para o restante da carga,
passageiros eescravos afrete, trata-se coa.
l.uiz Jos de S Araujo, na ra da Cruz, n.
33, ou na ra do Apollo, armazcm n. 14.
Para o hio-de-Janeiro
segu no dia 21 do corrente o brigue nacio-
nal Marn-I : para o resto da carga, escra-
vos e passageiros trala-se com Machado &
l'inheiro, na ra do Vigario, n 19.
Psra a Babia segu com bievidade o
palacli Urna: para carga e passageiros,
trata-se ao lado do Corpo-Santo, toja de
massame, 11. 25
1'aiaoCear pretende seguir viagem
com muita brevidade a sumaca nacional
Catlotaf mestre Jos Concalves Simas:
quem na mesma quizer carregar, ou ir de
passagem, pode enlender-se com l.uiz Jos
de S Araujo, na ra da Cruz, 110 liedle,
n. 33
--Para o Itio-de-Janeiro segu em pou-
cos das o patacho nacional \altntt, cap-
tilo Francisco Nirulau de Araujo : para o
resto da carga, trata-se com J0S0 Francis-
co da Cruz, na roa da Cruz, n. 3.
Leilo.
Me. Calmont tk Companhia farSo lei-
Ifio, por intervciiQio do correlor Oliveira,
de. variedade de pannos, casemiras e de ou -
tras fatendas inglezas, inclusive estopas
Urgase avariadas, etc., para liquidacilo uV
certas cootas : terca-feira, 18 do corrente,
s 10 horas da manha, do seu armazem do
largo do Corno-Santo.
Avisos diversos.
Flix Francisco de Souza
IVlagalliSes, sollicitador do nume-
ro da relac5o e dos auditorios des-
la cidade, fazscienteao publico, e
em particular aos seus constituin-
tes, que existindo no loro outras
pessoas como appellido Rlaga-
lliaes elle ser contiendo de
hoje em diante, em negocios ten-
dentes ao foro Souza Maga-
Ibaes conservando em todos os
irais negocios o seu primitivo
uome.
Antonio I.eite, subdito portuguez, re-
lira-se para Portugal.
Pedro Angelo Evangelista, Brasileiro,
retira-se para o Rio-de-Janelro com suase-
nhora e urna fi'ha menor.
Pedro Ignacio Baptisla, tutor das me-
nores, iilhas do dnado Manoel Francisco Ro-
drigues, autorisa*lo pelo juio de orphos,
convida a quem convier permutar por tlgll-
mas propriedades nesta cidade um terreno
sito no lugar da Cspunga, 4 margem do rio,
com 100 palmos de frente e quinhentos de
Tundo, com alicerces para duas casas de vin-
te e cinco palmos cada urna, ou urna so
grande, murado em grande parte, cacimba
com excellente agoa, e varios objectos par
constroccSo das ditas casas, como sejam :
soleirasde pedra, janellas, portas, coxilhos,
eo mais quesera presente, sendo que o di-
to terreno he proprio : quem pretender, di-
rija-sc praca da Boa-Vista, sobrado n. 7,
que ahi achara o dito totor.
Ficam em poaer do abaixo assignado,
actual thesoureiro de Santo-Antonio doar
co da ponte, meio bilhele n. 1692 e um
ijuarto n. 4573 da quarta lotera a beneficio
da matriz do Cear, offerecidos, o primeiro
pelo Sr. Manoel Jos da Costa llego, e o se-
gundo pelo Sr. Francisco Jos de Freilas
Guimares, de sociedade com o me.-mo san-
to. Antonio Magalhdes da Silva.
(Ul'iM ece-se um homem casado de boa
conduela para administrador de quilquer
engenho, entrando com 6 escravos, pois
tem bastante pralica desse laboratorio:
qum dille, precisar, dirija-se ru Augus-
ta, n. 15.
A MermAla n. 23
est hje venda na Boa-Vista, loja de miu-
dezas dos Srs. Estima Ramos, n.54; na
ra Nova, loja de lour;a, n. 7, do Sr. Joilo
Ignacio ; na rua do Rosarlo eslreila, dejo-
silo de assucar do Sr. Cardeal, n. 43; na
praca da Independencia, leja de miudezss
n. 4, do Sr. Fortunato ; no Recife, loja do
Sr. Cardoso Ayres, n. 31 ; na rua da Cruz,
loja de cabellereiro, n. 43, do Sr. Joaquim
Antonio Carneiro de Souza Azevedo. Seo 0.
21 esteve hom o de hoje est melbor, porque
fulla al no Conciliador.
- Pelo juizo de orphfios se ha de arrema-
tar, no dia 18 do corrente, pelas 11 horas do
da, a armacSo e cora, e mais objectos da
loja do linado Mano! Francisco Rodiigues,
(itanapraca da Boa-Vista, n. 17. ejunta-
mente o resto dos trastes que ficaram por
arrematar na praca do dia 11 : quem preten-
der, compareca nodiaidma, no referido
lugar, que he a ultima praca.
Achando-se procedendo o inventario
pelo juizo de orphSos dos bens deixados pe-
lo finado Manoel Francisco Rodrigues, o
abaixo assignado, tutor das menores, lhis
do mesmo, avisa a todas as pessoas que fo-
remeredoras do casal a justificaren] seus
dbitos pelo respectivo juizo; assim como
roga a todas aquellas que forem devedoras
a satisrazerem suaa importancias, entenden-
do-se para este fim com o mesmo abaixo as-
signado. Pedro Ignacio Baptisla
compcnsar-lho n beneficio que me ha feito,
com prolongados dias do vida e immensas
filicida Jes, eque nacoiilinuacgo do seu mi-
nisterio como medico elle sempre veja com-
cenados seus ncoinmo 'os e fadigas com
tSo bnm resultado, ci.mo o que eu felizmen-
te obtive. O padre Denturdino Teixeira Ma-
chado.
--Os Srs. JoBo Jos deMoraes, Joaquim
Elias de Moura, Albino Jos Ferreira da Cu-
nha, l.uiz de Queiroz Coitinho, Andr u-
os Cardoso, Jos Xavier RoiJrigues Cain-
pello, e Cerqueira Cavalcante, silo rogados
pelo presente a declarar por osle Diario suas
residencias, afim de se Ihes fallar a negocio
de iolei'i ssr.
Emresposta aoannunciodoSr. Bernar-
dinoJos LeitSo, declara a abaixo assigna-
da, que he avila a compra que fez, porque
Inda nflo houve partilha. e o herdeiro que
fez a venda nao podia faze-la, visto que an-
da nfio tinha dominio ce rio sobre a casa. Da
mesma escritura se prova o falso supposto
em que ella labora, porque dzendo o ven-
deJr que tiuha travido partilha pelo juizo
de orphSps, tal n.lo ha, e pelo juizo do civel
ifa piiiiieia vara, escnvlu Mola, beque a
abaixo assignada requereu inventario. A
abaixo assignada protesta pelo direito que
Ihe competir ; e para que u3o allegue igno-
rancia faz o presente. Joanna Mario da
Conceifo.
O abaixo assignado declara ter dissol-
vido a'sociedade que gyrava na firma de
Silva & Cunha, e no passivo fica obrigado
a pagar aos diversos Srs credores Antonio
Joaquim da Silva, no mesmo estabelecimen-
to, pateo da Santa-Cruz, n. 6. Domingo!
Bernardino da Cunha.
Justino Alves da Costa, Brasileiro, reti-
ra-se para fora da provincia.
-- Deseja-se fallar com o Sr. Pedro Ange-
lo Evangelista, e como se nSo sabe de sua
morada, peJe-se-lne o obsequio de annun-
ciar, ou dirigir-se ao Aterro-da-Boa-Vista,
n. 10, sobrado.
Eliza Fenton retira-se para fura do im-
perio.
Oofllcial de jusQa, Jos Ignacio de
l.ira, roga o autor do annuncio inserido no
Otario de 14 do corrente, que declare o seu
nome ; bem como qual foi a execucAo que
elle recebeu o dinheiro e guardou, para eo-
lio Ihe poder responder, como frtr preciso ;
cerlo de que o nao fazendo, ficar tillo por
calumniador e defamador do crdito c
honra alheia.
Precisa-se fallar, com muita urgencia,
aoSr. Ignacio Correia de Mello : na rua Di-
reita, n. 6.
-- Precisa-se alugar um preto para o ser-
vico interno de urna casa : na rua Augusta,
n. 27, segundo andar. -
--Jos Carlos Ferreira Soares Jnior faz
sciente a todas as pessoas que com elle ti-
ver IransacOes, hajam de presentar suas
contas at o dia 20 do corrente, afim de se-
ren satisfeas, n3o se respons^bi usando
por qualquer conta que apparecer depois
drsla dala.
Abrem-s firmas para bilhetes de visita,
a 3,500 rs., com a maior perfeigo e em
qualquer carcter de lettra, e da mesma sor-
le chapas para carlOes, com Urjas ou sem
ellas: tudo a contento dos que encommen-
Jarein: quem pretender estes objecios,
dirija-se praca da Independencia, loja de
11 vi os, ns 6 e8.
--Precisa-se alugar urna Menta de boa
conduela, e que saiba cozinhar, engom-
mar, ensaboar e fazer o mais arranjo d
urna casa de pouca familia : paga-sebem .
na rua do Trapiche-Novo, n. 18, segundo
andar.
Quem precisar de um mo^o para cai-
xeiro de venda, ou outro qualquer negocio,
dirija-se rua da Praia, serrara de Silva
Cardial.que se dir quem he.
-- lloga-se ao Sr. II. C M de ir rua da
Praia, n. 17, pagara quantia de 10,800 rs.
que he devedor ha um anno e tantos dias.
Quinla-feira, 6 do correle, furtaram
do balaie de una preta, do Forte-do-Mat-
tos al Fra-de-Portas, um trancelim de
ouro com urna redoma. Rogase a qunlquer
pessoaa quem fr.ofierecido de o lomar e
levar a loja 11. 5, que faz esquina para a rua
do Collegio, que ser recompensado.
Precisa-sede urna ama que I en ha bom
leile, e que do fiadora sua coniucta : na
rua das Cinco-Pontas, n. 80.
Precisa-se de urna ama de leite, que
teja foira o captiva, comanlo que lenha
bom leile, e seja livre de conduzir filho : n*
rua do Rangel, sobrado n. 15, ou na ruada
l'raia, armazem n. 2.
-- O Sr. Alexandre Zacaras de Barcellos,
hojeofllcial de justica, moradador no Reci-
fe, queira no prazo de tres dias pagar o resto
do alugueLeascustesquedeve da casa em
que morou no becco do Burgos, afim de le-
var o seu relogio; do contrario, era este
entregue ao seu fiador, e do resultado Dffe
teradeque sequeixar; pois o lempo j he
de mais para cumprir com o seu dever.
Precisa-se de urna ama forra ou capt-
v, que saiba engommar, para cesa de urna
s pessoa : 110 becco da Bombo, 11. 1.
- Quem perdeu um annelo, do becco do
Capim al o Becco-Largo diri|a-se rua da
Sonzalla, tenda de carpina ao j da cochei-
ra, n. 116, que, dndoos sgnaes, lbe ser
entregue.
ATTENgAO'
*v
menle a mlnha verdade, e dt com que o pu-
blico de ora em diante conhe;a o homem com
quem vire... Se ru disse, que mesmo nao
apresentando os documentos, podia, se tiitta
necessidade, mandar icpeber de mlin o que
ciigia ; nao foi para mandar com Unta r.ipi-
dei, mas sim depois de passados alguns d'.as,
que nao apresentando os documento*, o pu-
blico conliecesse o sen carcter,(e foi isto o que
disseno seu ao publico) ; poisestou rerto que
una segunda indemnisacao nao empobrece
a quem a faz, mas envilcsie a quem recebe.
Atienda o publico para o quanto tenho expos-
to, e forme a meu espeito o seu jui/.o. Pro-
testo de or. avante nada mais diter, porque
sei que ha cousas que s o desprezo merece, e
pessoas que lanc.ndo Improperios contra al-
gueiu emsi ni. -.ni., 11 >..!,, i,..--l'.idi. I i.... .'1 -
Coriolano di Carvallw.
Recife, 14 de junho de 1850.
- Aluga-se um sitio na estrada do Cor-
deini, proprio pnra pessoa que lenha trata-
mento, qur nacional ou estrangeira ; c
bem assim mais dous sitios, um na rua d
Casa-Forte, e outro na Campia : a tratar na
ru 1 do A010110 n. 15.
Precisa-se, no sobrado n. 59. segundo
andar, da rua da Gadeia-Vellia do Recife,
de urna ama ,com abundante leilo para criar
urna crianza : quem estver neslas circums-
tancias, dirija-se ao mesmo sobrado para se
ajustar.
O proprietario do botiquim
no theatro de S.-Isabel pede aos
seus amigos que quando frem to-
mar algunsr efrescos leven) o com-
petente cobre ; pois all, nao be
possivel fa/er-se assentos; os treos
para o sorvetes, fazein-ss em baixo;
assim como avisa que mandar ser-
vir aos camarotes com o que se
pedir; e estando o botiquim de to-
do prompto, bver cb e caf.
Na rua eslreila do Rozario, n. 43, loja,
se dir quem d dinheiro a piemio de um e
meio por ccnlo.
Apauhou-se um pao que ia por agoa
abaixo, com 50 a 60 palmos de comprido, o
que anda nflo est lavrado : quem fr seu
dono, dirija-se ao Aterro-da-Boa-Vista, n.
80, que se dir onde existe dito pao.
Alugam-se os altos da casa
de 3 andares, sita na rua do Tra-
piche, n 44 : a tratar na rua do
Vigario, n. 7.
-- A pessoa que (ver urna preta quitnn-
deira, pagando-se-lhe 240 rs. por da o o
sustento, annuncie por esta folha para ser
procurada.
No dia 6 de junho desappareceu da rus
da Madre-de-l>eos, um quarto com can
galha, rodado, com algumas piulas de pe-
drez, mejo pequeno, gordo, carregador bai-
xo obrigado : quem der noticia delle n
mesma rus, venda n 36, ser recompensado.
Aluga-se um pequeno sitio com ex-
callentcs commodos, no lugar da Capunga,
defronte do silio do Sr. Douburcq : a tratar
no mesmo sitio.
Faz-se pflo-de-I, bolinhos de bandeja,
bolos de S.-Joo : ludo mullo bem feito e
com promplidflo : na rua das Larangeiras,
n. 14, primeiro andar.
K>l desoecupada a cssa amarella da
rua da l'raia, aonde est o theatro, promp-
to para qualquer represenlacflo, e se aluga
commodameiiteou para estoefieito, ou tam-
ben) para qualquer repartieflo publica, cs-
Uhelecimeuto, fabrica ou sociedade que
precisar de um grandsimo laido, alm de
outros cnminodos mais, para cujo fim se ti
rara entilo a decoradlo do theatro, pondo-
se a cimi limpa : a tratar com Cuilherm
Salto no alterro da Boa-Vista, n. 10.
-- O abaixo assignado faz sci"rite ao Sr,
thesoureiro di lotera da matriz da Itna-Vis-
ti prxima a correr, que o 11 e o bilhele n
3,800 Ihe foi roubado dentro um urna car-
teirt; por isso baja do nflo pagar o que poi
sorlc Ihe sabir senflo ao nn unc unte, que
he seu ligilimo dono, pois o comprou ao
Sr. Francisco Alves de Souza Carvalho, n,
Parahiba do Norte.
Pernambuco, 1.' de junho de 1850.Jus-
lino da Silva Boaviita.
Precisa-se de um menino para cair.ci-
ro de loja de miudezas, com pratira ou sem
ella: na rua larga do Rozara, n. 35, su din,
quem (recisa.
Una pessoa habilitada pela theoria e
pralica da principio a ensinar grainmatica
portuguez, latina e franceza ; como tam-
bem msica vocal o instrumenlal de flauta,
violflo e alguns rudimentos de piano : no
bairro da Boa-Vista, rua da matriz, n. 5.
Caldeireiro com armacSo para venda e com-
modos para familia, com quin'.al, cacimba
o portSo para a Iravessa, a qual pelo local
offerece muita vantagem : na pra$a da In-
dependencia, livraria ns. 6 e 8.
O Sr. tcnente Paulino dirija sea ruada
Cadcia do S.-Antonio, n. 13.
!Na casa que se ven!e sorve-
te, ao entrar da rua da Aurora,
na Boa-Vit.i, estar do hoje em
diante sortida com charutos de di-
versas qualidades, excellente caiV-
a tarde al a noite, com bonhos
e refrescos ; tudocom muito asseio
e promplidao.
IMMII I II i
Compras.
Compra-se urna negrinha de 10 a 19 an-
uos, me.11110 sem habilidades : na rua da
Cadea de S.-Antonio, no segundo andar
du sobrado da esquina do becco do Ouvidor.
Compra-se urna balanza grande e pesos
de 4 at urna arroba na rua da Cadeia do
llecfo, n. 1.
Compra-se um cavallo que seja grande
o elegante, mesmo tundo s andares natu-
raes : na praca do Corpo-Santo, n. 2.
Compra-se um ponleiro de ouro sea
fciiio, e com o peso que tiver : na rua do
Aragflo, n 8.
Compra-se effectivamenre boiOes de
tinta vasios a 210 rs. a duzia, na praQt do
independencia, n. 12, ou na rua Uireita,
loja n. 81.
-- Compram-se escravos pedreiros e car-
pinas, que sejam mocos : na rua do Rozario
eslreila, venda n. 47.
Compra-se a colleccflo do Diario de
Pernambuco do anno do 1827.
Compra-se um methodo de violflo por
Carulli na praca da Independencia, loja
deSr. Meroz, ou annuncie.
Compra-so um ou dous sellins inglc-
zes, com pouco uso, com arreios, ou sem
- lies-: na rua do l'adre-Floriano, 11. 38, ou
annuncie.
Vendas.
imperio 40, sem duvida alguma eu leria
sido victima de semelhante Algalio, se tflo
hbil e scientilico professur me nfloassislis-
Ise; aos seu* conhecimenlos, pois, inecs-
sanles cuidados e desvellos, tanto de dia co-
mo de noite, devo a conservado da mi'nha
_ existencia !! O Altissimo seja servido re-
Na rua da l'raia, n. ,'3a, de-
seja-sc fallar com o Sr. Juliao da
Costa AJonteiro e com o Sr. Pom-
peo Bomano de Carvalho.
0 abaixo assignado, presbtero egresso
da ordem de S. Francisco, mora na rua das
Cruzes, no primero andar do sobiaJo n.
18, e ah lem abertoum curso de geographia
h historia, e outro de rlictorica e potica:
as pessoas que quizorem frequentar qual-
quer destas disciplinas, o poderflo procura
na mencionada casa a quarquer hora.
Padre Jobo Capistrano de lUendoitca.
-- Precisa-se fallar com muita urgencia ao
Reverendo Sur. padre Luiz Carlos Coelho
da Silva : as Cinco-Pontas, n. 66
Prccisa-se do una ama que lenha bom
leite, e que afiance a sua conducta: na ru.
do Livrainenlo, n. 36, loja de cera.
Precisa-se alugar um preto, ou homem
forro, para Irabalharem um sitio em Olin-
da : a fallar na mesma cidade, sobrada de
varanda de ferro, atrs do Amparo, e no Re-
cife, luja de livros da praga da Independen-
cia, ns. 6e 8.
D-se cem mil rcis a premio Ah n*r
nhores de ouro : na rua do Cabuga, n. 1 C,
se dir quem da.
D-se al a quantia de 450,000 rs., com
I cultores ile ouro ou prata : na praca d
Boa-Vista, botica n. 6, se dir quem d.
O Sr. Joaquim Jos dos Santos Barraca
queira ir ou mandar pagar a quantia de rs.
33,460 na rua da Cadeia de S.-Anlouio. n.
13; do contrario, lera de ver sempre seu
nome por esta folha.
Arronda-so urna grande campia, pro-
w pria para planlaces, e pastagem de gados
apresentar-meooniclal. por quem tinha man- Ja todas as qualidades, na estrada nova,
dado receberde miiii o dinheiro; e levar mi- lugar denominado Lucca ou sitio do Enfor-
nlia presenca um, que disse nunca me ter cado : a tratar na rua do Vicario n 7
visto, seuao aquella ve,, prova exuberante- Aluga-se a casa da esquina da rua do
A nequt pluiguam hbil.
Lada qual da oque tem.
Por mais soblda que seja a pnsico do honiein
na sociedade, por mais que procure luerecer
at sympathias do bom senso, nao est sent
de receber os golpes de urna lingua viperina ;
porque o nome de racional fai conheccr bella-
mente a quanto est sujeito i convencido pois
disio, eu, que nao me acho collocado n'alla
-Agora que me acho inteiramenle res- e,nncra> pe'd-o de bom grado a quem como
labelecido. e em perfeito estado de sade no;ne,,nfol'fde,rc'ona|. contra mim lance
fallara ac, grado dever da gr.t^o^r S.*.. .?& &%&?ZZS
ealo meio (ja que presentemente por outro '
nao posso I nflo mosirasse ao lllm. Sr. l)r.
Joflo Pedro Maduro da Fonseca o meu eterno
reconhecimento, por meter salvado a vida,
achando-me jquasi munbundoda torrivel
lebre amarella, quo morlalmenle me ata-
cou ; pois que sendo accooimetido por bas-
tantes vezes de vmitos pretos, e urna con-
tinuada evacuaeflo de sangue no decurco do
14 diss, lendo apenas de residencia neate
algu
B (lu
los que disia ter em sea poder pelos quaes
provava que u Ihe deva. apresenleu una
carta mlnha. j por mim confessada em mi-
nhas correspondencias, que em lugar de ser-
vir para arredar de si avista de Infamador,
nao fez mais do que auginenta-la : porque de
mlnha carta nao se depraliende a eiistencia
actual da divida, mas sim que ornen cosfwne
he pagar promptamente oque devo, al atli.ui-
lando, a quem era insis necesiilado do que
eu ; devendo mais couiprebender-se que o seu
costume era mandar cobrar com recados, e
tima mal arranjada conla, escripia por urna
penna cansada. Da publicarn, pois, da ini-
nba cana, e de ter o Sr. Novaes promeititlo
Nortes.
Na livraria da praca da Indcndcncia, ns.
Ge8, vendem-se folhas de papel com sor-
tes a 80 rs. cada um, e os seguinles livros :
Acasos da intitula, ou livros de sorte.s
divertidos etc. a 610 ris.
Livros dos destinos para seren conslta-
los as noiies de S. Antonio e S. Joflo etc. a
40 rs.
-Vendem-se tres cavallos que servem
Unto para carro como para sella, dflo-se
tambem a alguma pessoa que os queira en-
ordaral a fesla que vem, dividimlo-se o
ucro que possa haver do custo dcllcs para
cima : os pretendentes procurem no Aterro-
la-Boa-Vista, coxeira doSr. Francois, jun-
io padaria franceza.
Chapeos de sol.
Vendam-so chapos de sol, de seda preta
eom barra lavratla, a 6,000 rs.; ditos furta-
eres, a 6,500 rs.: estes chapeos silo mui-
to hom construidos, muito fortes e de boa
seda : na rua do l'as^eio, n. 5, fabrica de
chapos de sol.
- Vende-se urna casa de sobrado de um
andar com muilos commodos para grande
familia, muilo perto desta praca, com ter-
reno para quinta i, viveirode peixe em pro-
duceflo, e porto de embarque, proprio para
i|tilquer fdbtica, pela sua construceflo ser
muito Tortee bastante espacoso : este pre-
dio vndese por pre?o muito barato, por
sur para liquidacflo de contas : a tratar com
Manoel l.uiz da Veiga, 011 com Antonio Au-
ne- Jacome Pires, no cae* da Alfandega, ar-
mazem n. 5.
Vende-se arroz de casca, a 2,000 rs. o
alqueire da medida velha ; arroz pilado, a
8,000 rs. dito; saccas com farinha de S.-
t.al nanita de alqueire de superior qu'ali-
lade : na rua da Praia, becco do Carioc,
a rna/eni do Antonio Pinto Soans.
Muito barato.
Na rua Nova, n. 11, ioja de Jos Pinto da
Fonsec c Silva, vendeni-sebons lencos da
sarfa do cores, a 400 rs. ; ditos de seda
muito grandes, a 800 rs.; ditos mais pe-
queos, a400 rs. copos com p lapidados
para agoa e cerveja, a 5.500 rs. a dutia, d-
liees pira Multo, a 1,0110 rs. a duzia ; lucos
le blondo verda'dciro, brancos e eslreiti-
nhos, a 80 rs. a vara ; cortes de vestidos de
seda de qtiadroscom 18 covados, a 16,000
rs. ; caixas de couro para guardar chapeos,
proprias para viagem, a 2,000 rs.
Na rua Nova, n. II, loja de Jos Pinto
da l'ifiist'ca e Silva, vendem-se caixas de
muito linda madeira com embutidos em
'mosaico, de todos os tamaitos e proprias
para jolas, para jugo de voltarele, relogios,
cha, cartas, fumo, e para costura de senho-
ra ; aventaos de seda bordados para se-
ohora.
Vi de-s urna preta de 32 annos, que
eugomma, cozinha bem, lava de sabflo e
v.tr. ella, e faz doces, com urna lilha de 4
anuos incompletos : o motivo por que se
vende, se dir ao comprador: na rua Ve-
lha, n. 61.
Vende-se um cavallo ruco pequeo,
carregador baixo, pelo preco de 70,000 rs. :
m piac, 1 ta Independencia, n. 14.
Vende-se urna preltt de nac,3o Benguela,
com bom leito para criar, e que engomma
: lava de varrclla e sabo: em Fra-de-Por-
tts, rua do Pilar, n. 85, segundo andar.
Fazendas baratas.
No armazem de fazendas, de Raymundo
Carlos I.eite, na rua do Queimado, n. 27, ha
um bello sorlimento de fazendas de todas
as quaiidades, por os precos mais commo-
dos que so teem vendido, a saber : pe?as de
madapolflo da ludia, com 34 jardas, muito
fino, a 3,200 ra*>; dito muito fino o encorpa-
do, com 4 palmos e meio de largura, muito
proprio para camisas de escravos por ser de
muita duracilo, a 3,600 rs. ; alpaca de cor-
dflo, de lindos gostos, e de diversas cures,
pioprio para palitos, casacas e caifas, a 800
ts. o covado dita preta muilo fina, a 800
rs.; ptimo riscado francezde varias cores,
a 280 rs. o covadt.; cortes de brim pardo
rara caigas, a 1,400 rs. ; ditos de quadros
iniudos, muito bonitos, a 1,000 rs.; esca-
lo -ionsii o, 210 rs. o covado; cortes de chi-
ta chineza, gosto escolhido, a 3,500 rs. ;
atualhada enfranjado com 7 palmos e meio
de largura, a 800 rs. a vara.
ILEGIVEL


\A
Vende-se urna pequea por-
cao de carvao, tanto mineral como
attifidal, da melhor qualidade :
no escriptorio de A. S. 'orbett, na
ra da Cadeia, n. 48
Fabrico nacional.
Cunlm & Amorim, na ra da Cadeia do
Recito, n. 50, venden) potassa branca, fa-
bricada no Hio de-Janeiro, a mais nova que
ha no mercado, e a mais superior que ha
ueste genero, por preco rasoavel.
Florete de linho.
Covado 300 rs.
Para vestidos de senhora, roupas do me-
ninos, palitos para homem, casacas, etc. :
vende-se na na do Crespo, n. II, loja de
Antonio l.uiz dos Santos & Companhia.
Luja de modas na ra No-
va, n 34, defronte da
Conceicfto.
Madama Rom Hardy,
modista brasileira, tcm a honra de partici-
par a seus freguezes, e ptrticularmenle as.
senhoras suas patricias que recebeu lti-
mamente de Franca, evenle por preco mui-
lo commodo, ricos capotinhus de gros de
aples furla-rrcs de differentcs feilios e
de lindissimo Rosto ; capotilhos pretos de
chamalote ; trancas de todas as rres rara
enfeitar vestidos; liicos de blonde ; fil li-
so; erepe de cni-es; setins; camisas de
cambra i a para senhora ; toncas para bapti-
zados : bem como lern constantenientc um
variado e rico sortimento do chai ns de se-
da para senhora a preco de 8 a de 30,000rs. ;
chapos de palha enfeitaJos ; lites de selim
esapatos: tambem faz vestidos para casa-
mentse para bailrs, da ultima moda, com
muita perfeic-lo, e por mais barato preco
do que em oulra qalqucr paite; tambem
faz manteletes, capotilhos, visitas e nuii-
tos outros objectos de uso de senhora : lu-
do da ultima moda. A mesma modista ven-
de armacoes de chapeos de senhora para
cobrir de seda e crep, a 1,000 e 1,500 rs.
Farinfla fe mandioca.
Na ra do I.ivramenlo, n. 14,.vende-se
boa familia de S.-Catharina, em saccas e
3 queras e meia, meilida de bordo, e mais
barato do que em outra qualquer parte.
Clieiiem ao novo
barate i ro.
Na nova loja do Passeio-Publico, n. 19,
de l.emos Amaral & Companhia nchn-se
um com: lelo so'timenlo de fazendas, como
sejam madapolio muito fino, a 4,200 rs.;
pecas dp ebila muito finas e de cores das ,
a 6,000 7,400, 8.000 e 8,500 rs. e a 160,
200 e 240 rs. o covado ; cortes debiint de'
linho e de lindos padres, pelo diminuto
preco de 1,400 rs. O corte ; ditos de meia
casemira.a 1,600 rs. ; chales de lita, e que
tambem servem para mesa de meio de sa-
la, a 1,800 e 2,2fi0rs.; cortes de cambra ja
de seda, a 4,800 rs.; ditos de cassa chita, a
2,000, 2,600 e 2,800 rs.; lencos decambraia
bordados rara senhora, a 500 rs. ; e oulms
muilasfazendas que por baratas deixam di'
ser anniineiadas ; bem como manas de fi-
l de linho bordadas; a 2,000 rs.
Aviso ao madamismo
per ambucano.
Na nova luja do l'asseio-Publico, n. 19,
debemos Airara! & Companhia, vende-se
cassa muito fina para vestido i!o senhora
de muito lindos padrOes, denominada Per-
namburana, pelo baralissimo preco de 780
rs. a vara. A ellas, poil a fazenda ^a ; lien,
romo chales de ISa de cores escuras, a 800
ris.
Vendem-se, ou permnlam-se as bem-
feitorias do um grande silio a o-aigem di
rio Ca iliiuIr, confronte ao sitio do Sr.
Francisco Antonio de (Jjiveira, com 2 casas,
sendo una pequera velhn.ea oulra bs-
tanle grande, com 3 Salas, 4 qirirlos, cozi-
nha fra, um grande copiar 110 oiio, es-
tiibaria para 4 cavallos, urna glande baila
comcapini, e alguuuis frucleiras : na ru
Nova, n. 67.
Com 8 palmos de largu-
ra o novo algodo mons-
tio trancado california.
Ni loja confronto ao arco de S.-Anionio,
n. 5, vende-se o novo algodio monstro tran-
cado, com 8 palmos do largura, pelo barato
rreco de 800 rs. a vara.
Atoalhado de linho de
California com 0 pal-
mos de largura.
Na loja de GuimarSes & llenriques, na ra
do Crespo, n. 5, vende-se o novo atoalhV'o
california de puro linho o com 6 palmos de
largura, pelo batato preco do 1,120 rs : as-
sim como ha de 5 palmos de largura, a I 000
rs. a vara.
A ,000 rs. cada um.
Chales de seda grandes
e de bpm gosto.
Na foja de GuimarSes & llenriques, na
ra do Crespo, n. 5, vendem-se chales de
sedo, grandes, de botn goslo e de bonitos
padrors, a 8,000 rs cada um ; cortes de ca-
semira de cores, de muito superiotes pa-
drOes modernas, pelo barato preco de 6,000
rs. cada corle; panno prelo fino francez, a
2,500 is. o covado; dilo inglez, a 1,440 rs.
o covado.
Clicgiiem ao barato.
Vendem-se lencos de pura seda, pelo di-
minu'o preco de 1,280 ts. ; luvas de pellica
predi e de ponto ingle?, a 1,280 ts ; linas
casemiras prelas e de cores, a 5,000 rs. ; go-
linhas e pescocinhos paia senhora; e ou-
tras militas fazendas liaialas: na ra do
Queimado, n. 9. Dflo-sc as amostras com o
competente penhor.
--Vende-se, ou troca-se por casa tcrre
ou qualquer propiiedade nesta praca, um
terreno rom urna casinha o olaiia, sita na
ra do Seve, com 107 palmos de largura e
de fundos desde a ra da Aurora ale a tua
do Hospicio : na praca da Independencia, I
n. 17.
No armazem de Joaquim da
Silva Lopes, vende-se farelo, a
3,ooo rs. a sacca, e aiinba de hi-
go franceza da marca Barao, por
preco commodo,
-- Vende-se urna escrava moca, de boni-
ta figura : na ra da Cadeia do llerife, loja
de Joilo Jos de Carvalho Moraes.
Bichas de Ilambmgo.
Vendem-se fts verdadeiras Li-
dias de HaniLiirgn, aos cejitos e a
rclalho : tambem se altigam e vo-
se applirar a quem precisar; na
na da Cruz, no recile, n. 43, lo-
ja de Joaquini Antonio Carneiro
de Soma Azevedo.
Latinlia de S.-Mallieus,
de superior qualidade : vende-sc a bordo do
lalarbo S -Crin, fundeado em frente do
caes do Collegio, ou ao lado do Corpo-San-
to, loja de massames, n. 25.
-- Vendc-se urna porQSo do barris, que
foram de oleo do linliaca: botica de Rartlio-
loineu, ra do Rosario, n. 36.
-- Vendem-se ptimos pianos recente-
mente clicgados: na ra da Cruz, n. 48,
armazem.
Vendem-so os scguinlcs livros Je pre-
paratorios, por preco muito commodo, na
botica do Sr. Jos Mara Carneiro, na braca
la lloa-Vista : Fonseca, diccionario fran-
cez portuguez ; Vieira, diccionario portu-
guez inglez ; Constancio, diccionario fran-
cez portuguez; Diccionario Magnum Lexi-
cn; Talemaco em francez; Novo mestre
inglez por Constnncio ; Geometra por La-
crois ; Arithmetica por l.acroix ; tratado de
clculos por l.acroix ; Manual de geome-
tra pratica; Compendio de geographa uni-
versal ; Resumo de geographia por Araujo ;
Atlas geographico ; Kpithome ue gramma-
lica philosophica ; Ponellc, philosophia l-
gica ; Compendio de grammatica portu-
gueza ; Cicero, epstola ; I ini's sobre a teo-
ra lgica ; Popo, liada ; Instituidles ora-
torias de Fabio Qumtiliano; Fongeca e
Qumtilano ; Formulario de Prieros em
francez; Tratado de inllammacoes, prece-
dido, phereologia e patalogia ; Resumo da
histopia sagrada; Voltaire, cliefes de rjeuvre,
4 volumes.
Vende-se para fra da provincia ou pa-
ra algum engenho urna bonita escrava, cri-
oula, moca, que cozinha muito bem o dia-
rio ue urna casa, he muito fiel, n3o bebe es-
pirito de qualidade alguma, nunca fugio,
o que ludo seafianca debaiXo de palavra ;
o cutra de (Mfflo, bonita figura e propria
para engenho ou quitanda : na ra larga do
liozaiio, n. 48, prirnco andar, todos os
dias das 6 horas da manhfia as 10 e das 3 s
6 da tarde.
Vende-se urna bonita negra boa en-
gommadeira, coz intuir, eque faz todo o
servico de qualquer casa de familia : na ra
do Vigaro, n.7.
Vende-se ou troca-se um lindo escravo
crioulo, sem vicio algum, por urna preta
para vender em taholeiro : taz-M o negocio
a voutade dos conlratantcs : a tratar no For-
le-dn-Mattos, casu n. 12 da ra do Codorni?.
Vende-se una canoa decarreira nova,
| por cominelo preco : na ra do lio ario es-
trella, n. 16, primeroan lar.
Vende-se urna moenda toda de ferro de
moer com animaes em bom uso, por se ter
ile sssentar wper: diiija-se a botica do
Kartholomeu na ra do Rosario.
Vendc-se assucar cande a 400 rs. ; as-
sucar refinado lino a 100 rs.; dito a 90 rs. ;
dilo i 80 rs ; caf moido, liquido, sem mis-
tura a 280 rs.; dito com cevada a 240 rs.;
dilo de cevadaa I60rs : est-se torrando,
nSose engeila dinheiro, d-se ludo a con-
tento, para se examinar o peso : na refina-
do da ra de lloitas, n. 7, ao p do pateo
do Carmo.
-- Vendem-se queijos londrinhos de 4 e 5
libras, muito frescos-, na ra da Cruz, no
Recife, n, 62, armazem de Manoel Francis-
co Marlins.
I'rccos nunca vistos.
A 3,2(io e a 4oo rs. cada corte.
Corles de casimiras fiancezas rapadas.de
urna so cor, pelo diminuto preco de 3,200
rs. ; corles decollelede merino decores, a
400 rs. ; lencos de cambraia de linho gran-
des c muito finos, a 800 e 1,000 rs.; grava-
tas de selim preto e de cores, a 800 rs. ;
mantas de seda decores paia grvalas, a
1,000 rs.; manteletes de chamelote |i >'<>-,
larmazem de fazendas, de Raymundo Car-
os Leite.
Sapatoes do Aracaty, feh
los a capricho,
vendem-se a 1,000 rs. o par, para liquidar :
na ra larga do Rozario, n. 35, loja.'
Queijo do serto 200
rs.a libra:
vendo-se na ra do Queimado, loja do fer-[
ragens, n. 14.
Vendem-se 10 escravos, sendo tres pre-
tos bons ganhadores de ra ; um dito que
entende de tratamento do carros e cavallos,
e he de muito boa conducta ; urna parda boa
ira todo o servico e sem vicio; tres pre-
Tasmuito bous quitandeiras de ra; urna
ditaque cozinha, engomma o lava; mira
dita de meia idade, que so vende muito em
conla : na ra da Cadeia do llecife, n. 51,
pi i ii.ciro andar.
Cheg ero rechincha.
Sapatos do Aracaty a 8oo rs.
cada par.
Na taberna de Mendes & Rraga, na ra da
Cruz, n. 36, defronteda Lingota, vendem-
se sapatos do Aracaty, muilo superiores e
de lodosos Lmannos para homem, a 800
rs-o par; chapeos de palha, proprios para
escra>os, 120 e 200 rs. nada um ; esteiras,
a 320 rs.; velas de carnauba pura, proprias
para quem tem de festejar S. Antonio, a 480
rs. a libra, ou a 40 rs. cada urna ; ancoretBs
com azeitonas muito novas, viudas ultima-
mente no Ventura-Felii, a 1,000 rs., e a
240rs. a garrafa; e outros muitos gneros
em proporeflo. Adverte-se quo sendo em
porcSose dar mais batato qualquer ge-
.i
Fscravos FngHos
A 640 rs. o covado de
paca preta lina.
al-
Loj
an.5,
de GuimarSes & llenriques, que faz esquina
para ra do Collegio, vende-se alpaca pe-
la fina, pelo diminuto preco de 640 rs. o
covado, preco esle por que nunca se vendeu
Jazeoda u.ual.
Vendc-se bolacha di" milh, a 80 rs. a
libra; caf em griio, a ICO rs. c mais ba-
rato sendo em porfo, por se querer acar
bar depressa : na la larga do Rozario,
n. 4P.
No armazem do baraleiro
-- Vi ri'en-se escravos I ralos c sem mo- ,t 15,000 rs. cada um : na ra do Queimado.'
**ll'..c?2 f:!1 5 ,ire,'"s n'0,?"s' pi" ",7' '"J*de haria &' Pes-
U barato, e n3o engaar
Obriga a freguezia a comprar.
Na Iojk do barateiio da ra do Queimado,
n. 17, sSo chegados os novos riscadinhos de
1
(trios para o campo, ou outio qualquerser-
vlco;4rretM que servem para o servico
de campo, entre llnslgun,ns quitandeiras;
duas ditas que engommain e cozinham j
un a parda qi.e corla e faz vestidos de. se-
nliora e camisa de homem, marca, e luz la-
vaiinio e he de ptima conducta ; duas di-
tas com habilidades ; e maisalguns escra-
vns: na luadas l.arongeias, n. 14, segun-
do andar.
A cidade de Paris.
Vende-se ctapeos do sol, de fcJa, pre-
tos, a 4,500, 5,000 e 5,500 r. rada um, ar-
mq>6 de laleia muito fortes; ter.gali-
uhas te junco, a 2,500 e 3,500 rs. a duzia;
retroz |i*lo muilo foile, em poreflo e a
relalho : na tua do Collegio, u. 4.
AosSrs. de engenho.
vendem-se coberlorrs escuros dealgo-
d3o, proprios [ara etciavos, | or seren de
muita doraefio, pelo diminuto preco de 640
rs. cada um : na ra do Crespo, esquina
que v. lia para a cadeia.
Na Val has de patente.
Vrndem-se navalhas finas de
patente para IV/er barba ; estoica
completos de todos os ferros para
ctrurga, obra muito fina, por pre-
co commodo : na ra da Cruz, no
Uecil'e, n. 43, loja de Joaquim
Silva Lope, na porta da alande- Antonio Carneiro de Souza ze-
ga vendem-se gigos com bateles
novas ; cerada nova e barata
farelo em saccas, a 8,o< o rs.
Para quem lem hom
gosto.
Na ra do Queimado, n. 9, existe um no-
vo sortimento de manteletes e capotilhos de
seda, gorgorito e chamalote preto e de co-
res, osquaesse veni!em pelo diminuto pre-
co de vinte edous mil rs. li.'io-M! amostras
com nenhores.
--O correior Oliveira tem ltimamente
concluido avultadas vendas de precioso vi-
i Im do Porlo, muito velho, restando-lh
apenas alguns bainlinhos de sete e oito em
pipa, mu proprios para mimos : a modo
que os freguezes j se vo desengaando
cmquanto sua uptinia qdllidade ; lalve
niuiuisanda chegucm tarde para conipra-
tem os poucos que anda restam, e cntflo
larde sera o seu arrependimento, sabende
que se acabara Iflo precioso nctar ; apro-
veitem, pois, emquruto he lempo, a occa*
sio dse reftzeiem de um vinho que sabe
engarrafado por Q.euusde 6,000 rs. quan-
do qualquer das qualidades do novo, e in-
ferior, que por ah se vende, he a ras3o de
ij.ouo is. e mais por duzia. U mesmo cor-
reior oll'erece i venda 50 barris de chumbo
je niuiiicSo, | or preco rasoavel.
vedo.
Vendem-se 40 saceos com Iremossos i
na ra da Cruz, no Recife, n. 47, taberna.
Farelo de arroz.
Vende-se esta ja tilo conhecida quanlo
u ti I substancia alimenlaria para sustento
quadros, muito finos, com quatro palmos
de largura, intitulados Imperiaes, pro-
prios para vestidos e roupes para senhora
e meninos, a 320 rs o covado ; meias linas
para senhora, a 320 rs. o par ; chitas encar-
nadas e adamascadas para vestidos, a 320
i s. o covado; lencos de seda superior e de
padres modernos, a 2,000 rs.; panno fino
pelo, a 2,880 e 3,500 rs. o covado; brins
(raneados de con s, a 160 rs. o covado ; di-
to trancado branco, de iistras de.cores e de
puro linho, a 800 e 1,200 rs. a vara ; c tes
de casimira de cores asmis modernas, a
6,000, 6,500 e 7,000 rs. o corte ; damasco de
lila e algodSo, proprio para coeiros de me-
nino, a 500 rs. o covado ; e outias fazendas
por barato prreo, por so querer acabar com
ellas.
Vende-se um pardo de 20 annos, de bo-
nita figura, o qual tem principios do alfaiate,
e he proprio para holieiro por saber este
oflicio : a tratar na ra da Cadeia do Recife,
11. 54.
Para sobre-mesa e outras occasiOes lw
chegado a ra das l.araneiras,n. 13, o bem
conhecido doce de. goixha earac em cai-
xflo, do engenho Guerra : a elle, pois que a
venda he prompta eopreco commodo.
Fara os bollos de San-Joan.
Vende-se manteiga inglea muito boa, pe-
lo preco de 560 rs. : na ra Icrperial, pada-
iia n. 37.
Vende-se um escravo moco, que se
ac'iit preso na cadeia a ordem de seu se-
nlioi, por nfio querer trabalhar em enge-
nho, e pedir que quer servir na praca : para
ver, na cadeia, e tratar com o brigadeiro
Almeida,que tem procurac3o para ovender.
Vende se um moleque de 17 annos:
de cavallos, em barricas com 4 arrobas para e urma "o'ecs. Por seu senhor relirar-se pi-
rosis, pilo diminuto preco de 3,000 rs. a
barrica : nos armszens de Onofre na ra da
Madre-de-l)eos, e no defronle do rhafariz
da ponto do Recife.
instrumentos de
,rafia da provincia : na ra Nova, n. 39,
segundo andar.
I Vendem-se 16 escravos, sendo um bom
j cozinbeiio, lano de forno como do maesas,
[ de 18 annos ; um dito pedreiro ; um dilo de
nacSo, bom carpina ;uoi dilo de 16 anuos,
oleiro ; um dilo carreiro, e outros do ser-
vico de campo; valias escravas mofas de
todo o SSrviyO : na ra uireila, a. S.
De patente a 10,000 rs.
Grande sortimento de chapeos de sol, de
patenle inglez, pelo baralo preco de 10,000
hur. li. 1 ton, ou bailo de harmonia profundo rs- Cada uni.com basteas de baleia e deaco;
com (listos, a 35,000 rs ; um bom fagote, ditos mais pequeos para meninos ; ditos
por 30,000; oboes de dilTerentes precos; de seda preta, a 5,500 rs. ; dilo de c0re6, a
pfanos, a 1,000 rs. ; cornetas de cobre sim- 8,000 rs. ; ditos de panninho, a 2,800 rs. ;
pies, a 10,000 rs. ; um carrilliSo, com II chapeos brancos de caslor, patente ingle/'
campanillas, por 12,000 rs ; (rompas, I rom- ,u de aba larga, a 12,000 rs ; ditos de aba
bones, clavicor,cUrina lisos ea pislon,cam- !eslreila, a 9,000 rs. ; ditos francezes, dos
pas, claiinctasC, violOes, raberas, flautas, | melhores, prova d'agoa, a 8,000 rs.; ditos
flageolels, llautins, rahecOes e violoncellos. : mudemos, a 7,000 rs.; chapeos do Chile,
..Miij sel laif, i 9,000 rs.; bem como um completo sorli-
muito freseses : vendom-se na rus do Que- | ment de fazendas finas e grossas, por mui-
m tsi-
ca baralissimos.
Na loja da ra Nova, n. II, de. Jos Pinto
da Konseca e Silva, sucessor de Guerra Sil-
va & C. vendem-sa cornetas de lato de
chaves, ptoprias jtara temos, a 16,000 rs.;
ditas do cobre com chaves, a 12,000 rs.
ir.ado, 11. 14, loja de ferragens.
lo baralo preco : na ra do Queimado, u. 27, "n. 25.
ero.
Attencao.
Vende-se cera de carnauba em saceos de
5arrobas para cima; sapatos do Aracaty,
muito superiores; sola ; pelles de cabra .-
linio mu 'o ltimamente do Aracaty no
hialc Huvidoto, e por menos preco do que
em outra qualquer parte : na ra dos Tu-
noeiros, n. 5, armazem de Domingos Rodri-
gues eo Andrade.
M el lindos de m tsica para
difierente instrumentos*
Na ra Nova, n. 11, loja de Jos Pinto de
Fonseca e Silva, vende-se o seguinte :
Melhodo especial de piano para as meni-
nas, primeira e segunda partes, por Wolfarl
Dilo completo e progressivo de piano, de-
dicado aos professores, por II. Rertiui.
Dito igual em hespanhol.
Dilo de rabeca dedicado aos conservato-
rios de msica da Europa, por L. Spolir.
Dito pequeo para rabeca, por C. E. Roy.
Dilo completo e progressivo de rabeca
em hespanhol para uso do conservatorio,
por I). Alard.
Dito completo de flauta, por Devienne,
com licOes para a nova flauta de Boehm.
Dito com| lelo de flauta, por T. Uerbi-
guier, primeira esegunda partes.
Dito para obu, corn inglez e barytnn, por
II. Rrod.
Dilo completo de corneta de chaves, por
Colelti.
Dito para corneta a 2 e 3 pistons, por P.
J. Ronch.
Dito de trompa, por Callay.
Escalas de flageolet.
Colleccflo de esludos para piano, por lien-
ry Bertini-
Estudos para piano com 42 exercivios,
por J. II. Cramer.
Estudos caractersticos para piano, por
II. liavina.
Ditos 1, 2e3. annos de estudos dito,
por II. lii'i tiiii.
Ditos elementares, 25 estudos, pelo dito.
Kv 1 cirios diarios para atrancar e con-
servar o mais elevado guio de perfeico no
piano em 40 estudos, por Ch. Czeruy.
Ejercicios em forma de preludios para
piano, por Jean Nep. Rieger.
Esludos para meninos, primeiroe segun-
do livros contendo 50 estudos de piano, por
llenry l.emoine.
Ru'mHmentodo pianista, ou reuniSo de
ejercicios os mais indispensaveis para ad-
quirir pcrfeitamenle agilidade, por H. Ber-
(lili Jt-ll 110
Ejercicios de canto para tenor ou sopra-
no rom acompanbamento de piano ad libi-
tum, por Donzclli.
I.icoes de vocalisicSo para os 4 princi-
paes gneros de vozes, por F. Danzi.
Novo melhodo d*canto fcil com acom-
panbamento de piano, por II. Servier.
Snifejo, ou novo melhodo msico de lio-
dolpho.
Melhodo de orgSo espressivo, por A. Min.
Vende-se um piano da mogno, excel-
lente para se principiar a aprender, por m-
dico prefo: na ra do Collegio, n. 21, se-
gundo andar.
-- Vende-se urna cama de casal, muito
pouco usada : na travesa do Dique, n. 13.
Vende-S9 urna cama de casal de angico,
nova, por preco commodo : no pateo da ri-
beira de San-Jos. n. 5, venda.
Ven ie-se a taberna do pateo de S.-Pe-
dro. n. 1, com poucos fundos, e pintada de
novo : vende-se poroSo ter commodos pa-
ra familia : tratar na mesma taberna.
Vendeiii-.e 20 travs de 36 a 40 palmos,
e de boas qualidades: na rus do Brum, em
Fra-de-Portas, fallar com o Pires.
Vendem-se presuntos ame-
ricanos, proprios para fiambre,
por barato preco : no eses da Al_
fandega, armazem de Dias Fer-
reira.
Vende-se um canap de Jacaranda, an-
tgo, tecido e rectificado de novo : na ra
estreita do Rozario, n. 32.
Na ra das Cruzes, n. 23, segundo an-
dar, vendem-se 7 escravos, sendo : 2 lindas
negrinhas crioulas, do 10 a 12 anuos, que
coscm bem chiio, fazem lavaijnio, bico e
renda, oplimas para mucarrias de qualquer
menina ; tres prelas mocas o de elegantes
figuras, que cngommain, cosem cSo, cozi-
iih.nii n lavam de sabilo ; urna dita da Cos-
ta ; um molecnte de nacflo, de 18 annos,
proprio para lodo o servico.
Vende-se umquaruo alazSo, em boas
carnes, propiio para carga ; bem como tres
i em bom uso: na ra Imperial,
5 de jnnhode i85o.
Fugio, da villa do Bonito, o escravo L011.
renco, crioulo, de 21 annos, baixo, corpo-
lenlx, cOr nflo muito pieta nom muito fu-
la ; faltam-lhe parladas unhas dosfps em
todos os dedos por causa de bichos que te-
ve em pequeo, e de cara redonda : quem
o pegar leve-oao vigaro da dita villa, o pa-
dre Manoel de Mello Falciio M. ou na rus
da Cadeia do Recife, n. 24, loja de cambio,
da viuva Vieira & Filho, que se gratificar.
Fugio, no dia 12 de marco, o preto Be-
nedicto, crioulo, que representa le 24 an-
nos. de altura regular, sem barba, cara re-
donda, olhos carrancudos; tem os ps um
tanto tortose urna daspernas: este escra-
vo veio do MsranhSo para aqu ser vendi-
do por conta do Sr. Dr. Francisco de Mello
Coutinho Vilhena: quem o pecaron der no-
ticia na ra da Cadera do Recife, n. 51, pri-
meirn andar, ser gratificado.
Fugio, no dia 24 de miio prximo pas-
sado, a cabra Maria, de 18 annos pouco mais
ou menos, rosto redondo, um poued corco-
vada ; tem o costume de vergar os hom-
bros para diante quando anda ; levou ves-
tido de chita rouxa ; julga-se ler sido des-
eocaminhada: quem a pegar leve-a ra
larga do Rosario, n. 26, loja de miudesas,
que ser gratificado.
Fugio, no dia 4 do correnle, o preto
Ventura.tle 30 annos pouco mais ou menos,
crioulo, alto, bem preto, com o cabello cor-
tado, mas com marrafas na frento a moda
do seitilo : este escravo veio do Cear no
vapor Imperador no dia 3 do correte :
3i;oin o pegar leve-o a ra da Cadei, casi
o Sr. Jos Antonio Bastos, que recompen-
sara.
-- Nodia primeiro de malo do corrale
anuo, fugio, da cidade de Coianna, da ra
da Praia, n. 15, a preta Luiza, (gg) de es-
tatura regular, corpo secco, bracos finos,
com um pequeo signsl na lesta mais pre-
to que a cor, leicuda, reprsenla 30 anuos
he bem ladina ; levou vestido de chita j
usado e panno da Costa azul: quem a pe-
gar leve-a ao dilo lugar, ou nesta praca, a
Boa-Vista, ruada Matriz, u. 5, em casa de
Pedro da Silva lirandSo, que se gratificar
generosamente.
Fugio, no dia 36 do prximo passado
maio, da Magdalena, o escravo Luiz, de na-
Co, que representa 50 annos pouco mais
ou menos ; levou caicas de algodoazul e
camisa de dito branco com una listra em
urna das mangas, e chapeo de palha; tem
os dedos mnimos loi adose nos peitos urna
cicatriz ou enruga : quem o pegar leve-o
ra do Queimado, n. 38, loja.
Fugio, do engenho de Tres-Boceas, no
dial7de levereiro passado, um pardo com
os signaes segundes: baixo, grosso, sem
barba, de 20 annos pouco mais ou menos,
cabellos enroscados, olhos grindes e aga-
ropados, bem fcilo de corpo, pernas e ps,
nariz chato, beicos grossos, bocea regular e
com todos os denles ; inlilula-se forro, e
como tal vem monillo de um passapoite fal-
so com o qual Iludi as autoridades de
Barra-Grande : quem o pegar leve-oao di-
lo engenho, ou ao Recife, em casa de Ma-
noel joaquim Ramos e Silva que em qual-
qui r das parles ser generosamente recom-
pensado.
-Fugio, no dia 7 do correnle, a preta
Florinda, baixa, grossa, cor fula, cara lar-
ga, olhos grandes, ps Chalos; levou vesti-
do de chita rouxa com balado por baixo,
panno da Costa azul e um taholeiro que mi-
dava vendendo ; costuma guardar o labo-
leiro, mudar a roupa e andar pela Boa-Vis-
Roga se as autoridades policiaes e capi-
tSes de campo, que a apprthendam e levem-
na ra da Cruz, u. 53, que serao genero-
samente recompensados; assim como se
nrolesta contra quem a liver occulla, e co-
brar se dias de servico.
Fugio, no dia 22 do passado do enge-
nho Agoas-Claras do Uruc, freguezia da
Escada, da viuva Burgos & Filhos, o escra-
vo Lu?, crioulo, que representa ler 17 an-
nos, cr fula, rosto redondo, nariz afilado,
bocea grande, altura regular, orelhas pe-
quenas ,- levou calcas de lgod0o de enfiar e
j usadas, camisa dealgodflo, e chapn de
palha de abas grandes. Este escravo j foi
deCampina-Crande : quemo pegar leve-o
ao dito engenho, ou na praca do Coinriier-
eio, n. 2, que ser generosamente recom-
pensado.
Fugio, na noitedo dia 2 para S do cor-
rente, um escravo crioulo, de nome Vicen-
te, cheo do corpo, de estatura regular ;
quando anda parece estar aleijado de urna
penin ; tem os olhos esgaziados, tepresenta
ter 35 a 40 annos; levou urna trouxa de
roupa com camisas e calcas de brim psrdo o
una de lila com quadros; tambem levou
urna rabeca, pois que he locador; julga-se
ter ido para o sertflo d'onde veio ha aunos :
quem o pegar leve-o ao sitio defronle da
rapellados Afllictos, na estrada do mesmo
iiouie, que ser bem recompensado.
Do engenho Taquara, freguezia de N.
S. da Escada, comarca do S.-Antflo, ao ama-
nhecer do dia 36 do prximo passado, des-
ppareceram dous escravos do naclo Mina,
um de nome Joaquim, baixo, grosso, cara
bexigosa, falla bastante atravesseda, mas
porcebo se alguma coosa ; representa ler
25 a 30annos; levou camisa e ceroulas de
algoditozinho e cobertor branco: Pedro,
sito e secco; representa ter 20 annos pou-
co mais ou menos, com os mesmos trsjes
queooutro; he mais embaracadona falla.
Roga-se as autoridades policiaes e rapililes
de campo, queos apprel.endam e levem-01
ao proprietario do dito engenho.
Fugio, ha 9 para 10 mezas, o crioulo
Raphael, de 35 anuos, altura regular, quei-
xo redondo, pouca barba, olhos muito vi-
vos ; tem nos ps um dedo cortado pela
junta; he serrador; muito rb'eterioo no
fallar ; quando anda empina as nadegas pa-
ra tras ; Miguel, crioulo, aieio fulo, cabello
pinlando.de 46 a 50 annos, baixo, com fal-
ta de cabellos que esta quasi calvo, pouca
barba, queixo lino, olhos vermelhos o arre-
galados, mnilo ladino e conversador; cheio
do corpo as psz, pernss finas, ps peque-
nos ; e com o mesmo urna escrava de nome
Rosa, crioul, bem preta, altura regular,
com marca de fogo no roslo de lado esquer-
dodescendo sos hombros, pa, e braco, em
p irles que parece agoa quelite: quem os
pegar lveos ao engenho llha-de-Bello, ou
nesta praca a Antanin Alves de Miranda Gui-
marfics, na ra Direita, n 9, que se re-
compensar com 30,000 rs. por cada um
Pian. : na m. de h. ua rAi*.1850
ILEGIVEL


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