Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09786


This item is only available as the following downloads:


Full Text

Auno XXVJ.
Sabbado 8
ARIIDA 2V>3 0OBBI1O1.
Golanna c Parahiba, segundas e sextas felraJ.
RloGrande-do-Norte, quintas feiras ao meio-
dla.
Cabo, Serlnhacm, Rio-Formoso, Porto-Calva
e Macelo, no I .*, a 11, e 21 de cada mez.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
oa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
linda, todos os das.
ion.
/Mlng. a 3, 1 h. e 27 m. da m.
_ (Nova a 10, s .Mi. da m.
PutU DA LDi. )CreJC u i,Rb.(]m. da ,.
(Cheia a 24, s 11 b. e 51 nula ni.
vaciMn de hoji
Primeira as 2 horas c M minutos d.tarde._
Segunda as 3 horas e 18 minutos da maoba.
de Junhode 1850.
N. 18.
rBEOOS DA aOBSORIpio.
Por tres mezes (adianiadoz) 4/0001
Por seis mezes 8/VUOJ
l'or un aiiiin *____15/000J
DIA* DA aXMAJTA.
3 Seg. S. Ovidio. Aud. do J. dos or', e do m. 1. v.
4 Tere. S. Quirinn. Aud. do chae, do J. da 1.
v. do civ. i do dos fcitos da fazenda.
5 Quart. S. Marciano. Aud. do J. da 2. v. do civel.
6 Quii. Nobcrlo.-Aud. J. dos orf. e do m. da
1. v.
7 Sext. SB O SS. Coraco de Jess.
8 Sab. S. Salustiano. Aud. da Chae, e do J. da 2.
v. do i i un-.
9 Doro. S. Primo e Feliciano.
CAMBIOS KM 6 DE
Sobre Londres, 261/,l d. por
> Paris, 346.
Lisboa, 100 por cento.
Curo. ticas hespanhoes........
Moedas de 6/400 velhas.
> de 6/4u novas .
de 4/000..........
PrtU.Patacdes brasileiros.....
Pesos columnarios......
Ditos mexicanos
JUNHO
1/000 rs.
a 60 dias.
29/000
16/.VH)
16/100
9/100
1/S0
1/U80
1/820
a 29/51*
a 10/7110
a M9200
a 9/200
a 2/kiu
a HtiO
a AMO
PAUTE OFFICIAL.
GOVERNODA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 6 DE MAIO.
DE 1850.
I Ofliclo Ao cnsul porluguex, diiendo que
pode fazer seguir o su destino abarca poriu
guez Braehdrensc, visto Sellarse deienibaia-
cada.
Dito. Ao inspector da pagadoria militar,
intelrando-o de (er autorisado o director do'
arsenal de guerra a despender nao aa quanlia
de 101,200 rs. com a compra de urna bandeira
nacional, c de seis cadeiras com assento de pa-
lmita, mas tanibem a de 165,100 rs. com a
prompliflcafo de oulra bandeira, poste, liaste
c capa, cujos objectos forant requisitados pelo
commandante da fortaleza do llrum. Neste
sentido officiou-se ao director do referido ar-
tel!.
Dito. Ao inesmo, remetiendo a conta do
que s* despendeu coiti o enterramento do ca
iljvri do soldado do oitavo balalho de caca-
dores Florencio Rodrigues de Souza, aflm de
Me mande satisfaier ao capito do uiesmo ba-
talbo Antonio Jos de Oliveira Fragata a quan-
tia de 7,000 rs. ein que Importa mencionada
coota.lnteirou-se ao commandante dapraca.
Olio. Ao inspector da thesouraria da fazen-
da provincial, para que mande adiantarao en-
genheiro Milrt a quantia de 600.000 rs. para
conlinuacaodos estudos e mals Irabalhos gra-
phicos da estrada da Victoria, visto achar.se
quasi esgolada igual soiiuna, que, para o mes-
ino fim se Ihe maudou abonar. Ufliclou.se
neste sentido ao dito engenlieiro e ao adminis-
trador das obras publicas.
Dito. Ao inesmo, para mandar adiantarao
almoxarife dss obras publicas, aiim de ser en-
tregue ao engenheiro Milet um cont de ris
para a continua? o das obras do 16. lanf o da
estrada da Victoria, visto achar-sc quasi esgo-
lada a quinta prestacao de igual quantia que
lhe fol abonada para o inesmo fim. Sclcnti-
ficou-se ao referido engenheiro, e o adminis-
trador daquella repartiro.
Dito. Ao inesmo, remetiendo a conta das
despesas feitas com os concertos, e raparos do
exmelo hospital do Paraizo para nclle se esla-
belrcer o lyco testa cidade, afim deque man-
desatisfazer ao engenheiro Mamede a quanlia
de 3I2.200 rs era que importa a referida con
ta. Slgnificou-se ao citado engenheiro.
Dllo Ao inesmo, para que mande adian-
tarao engenheiro Milet um cont de n'is para
cootinuafo da obra do 17." lanfo da estrada
da Victoria, visto achar-se quasi esgotada a
quaita prestacao de igual quanlia, que para o
ineimo lini se lhe maudou abonar. Fizerain-
se as convenientes coiumuiiicacdes.
Dito. Ao administrador das obras publicas,
i ominonieaiidn ler contratado com o eugenhei-
ro V. D, Portier para servir como engenhei-
ro civil da provincia por espaco de dous anuos
e mediante a gratificarn annual de 2:400.000
rs. luteirou-se ao inspector da thesouraria
da fazenda provincial.
Dito Ao inspector do arsenal de marmita,
ordenando que faca qn mo antes o fechameu-
to da parte daqucllc arsenal, que fica eiitre a
ra do Uruiu, e a praia da inar pequea para
evitar o devassaiiienlo e aervido que sobre o
mencionado local se lem arrogado os vizinhos.
Dito. A adminlslracao do patrimonio dos
orphos, approvndo o contracto por Ss. mes.
feilo com a viuva Cunlta & & para o fornccl-
ineuto por tres anuas de medicamentos ao col-
legio dos orphos.
Dito. Ao director do collegio dos orplt.ios,
diiendo que deve considerar despedido d'a-
quelle collegio o orpbo Claudiano do Livra-
niento de Audrade, que, tendo xahido delle pa-
ra passar a festa do natal al o presente anda
se nao recoluera ao mesmo collegio.
Dito, Ao procurador liical da thesouraria
da la/nida provincial. Nao icndo diversos
foreiros dos terrenos da ra do Apollo e da
prala de San-Francisco cumplido al o prsen-
le a obrigaco, que se sujeitarain, os primei-
ros de fazer sua cusa o caes do lado da mir
pequea do bairro do hecife, o os segundos a
parle do caes projeclado do arco de Samo-An-
tonio para o palacio do governo, cada uiu na
parle que he compele, e liavendo lodos exce-
dido o praso, ein que as ditas obras, e compe-
tentes tenos deviain ser feitos de conformi-
dade com as estipularles constantes ou dos ti-
lulos do aforainento ou dos termos espeeiaes
queassignaram. e dos planos approvados pela
presidencia, tenho resolvido lomar etl'ectivas
us ditas ubrigact's, coiupellindo a isso os res-
pectivos foreiros, e comquanto em rigor, alten-
dendo a falla em que eslo constituidos os di-
tos foreiros, devesse desde mandar proce-
ders obras por adiniuislraco, e sua cusa,
comludo, quereudo proceder com equidade,
lhes concedo o praso de seis mezes, dentro do
qual deverao coucluir os caes, e aterios a que
esi.to obligados, execulando-os na forma da
planta da cidade, e com perfeifo e seguranca,
de conforutidade com os planos approvados
pela presidencia, sendo executado ludo sob
as vistss do eugenlteiro deste municipio Jos
Mamede Alves Ferreir, pelo que ordeno a V.
me. que quanlo antes haja de requerer pelo
juio dos litios da fazenda, que os ditos furei-
ii.s si j.un intimados pata cumprirem a obii-
gafo, em que eslao constituidos dentro do
praso de seis mezes, agora marcado, sb pena
de se mandar fazer a obra sua cusa e por ad-
ininislraco, e de proceder se execurao para
o devido pagamente, devendo Vmc. tequercr
que as iiittiiiaces srjam julgadas por aculen -
ca. O olltcio incluso do inspector da lliesoura-
ra datado de 27 do correle, a relaco que o
aeompanba < documentos a ella annexos lhe
prestaran os eselarecimentos precisos sobre
quaes srjam os foreiros c a icspousabilidadc
em que se acbaiu.
Comaiando das armas.
Uuarltl atnttal na cidade do Recife, 6 de
1. jtinho de 1850.
OllDfcM 1M) DlA N. 43.
O merechal de campo graduado commandan'
te das armas leudo recoruineudadoverbalnien-
te aos senhores commaiidantes doscorpos, que
a nenhuma prafade prelcoin exceptu suieu-
te dos impedidos dos senhores ofllciaes, fosse
permittido pernoitar fra do respectivo quar-
tel, u.io estando de servico na guaruico, julga
agora conrequente exigir a restricta exccufJo,
como ordem detta recominendafo.
.Iniom'o Corrfa Sera.
PF. VNAMBUCO
ASSEMBLA PROVINCIAL.
36 SESSAO ORDINARIA EM 1 DE JUNIIO
DE 1850.
PRESIDKRCU DO SS. PEDRO CAVALCiNTI.
SuMtUaio. Approvaco da acia da sendo
anterior. Expediente. Approvaco em
primeira diseusijo, do p'cjecto ni. !l. 28 e
30.Adiament", pela hora, da votacio do
proiecto sobre hitrias, devolvido como anti-
constitucional pela presidencia da provincia.
Adopcdo do 16 do artigo 22 do profeca
do orcamento municipal em srgunda. e da
segunda parte do 17.Wi'm*|** dos arts. 23,
24 e 25 que he subflituido por outros do Sr.
l'loripes. Adopco doari. 26 urna emenda
do Sr. Bandeira.
A's 11 horas da manhfia, feita a cha-
mada, acham.se prsenles 28 Srs. depu-
tados, faltando sem causa participada os Srs.
Machado llios. Nomezio, Maneel Cavalcan-
ti, Drumond, barflo de Susssuna e Barros
Brrelo.
O Sr. Presidente declara abrta a sesslo.
OSr. 2." Secretario l a arta da scssSo
antecedente, que he approvada.
O Sr. 1.* Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um oflicio do Sr. secretario interino di
orovincia, transmittindo, para ser prsenle
i assemblt'-a, a informacilo que den a cma-
ra municipal il'-su cidade acerca do reque-
imento de alguna funileiros, enderec/ado
a mesma assemblaA'comoiissSo de pos-
turas e negocios de cmaras.
(lu i o do mesmo. remetiendo as posturas
la cmara municipal de Po-d'Alho.--A'
i'omniissfio supracitada.
Um requerimenlo de Joaquina Claudio
Monteiro, pedindo que a assemhlAa se dig-
ne de marcar quota para pagamento das
cusas que lhe deve a municipalidade desla
cidadeA' commissilo de ornamento muni-
cipal.
He litio e approvado o seguinte parecer :
A rntiimiss.ln de ordenados, louvando-
e inteiramenle na inrormar;So, que apens
si- arha, do administrador do hospital de
caridade, sobre o requerimento do seu se-
gundo medico o Dr. Jos Gonc/lves da Silva,
pretendendo que seu ordenado de 400,000
rs. seja elevado ao de 800,000 rs., Isto he
loe seja maior que o do primeiro medico,
eo docirurgiSo, he de parecer que seja in-
deferida a petieflo do supplicante.
Sala das commissOes, 1 de junlio de
ISO.-.Wimo/ Joaquim Carneiroda Cunha.
Umbtlino Cueiies de Mello, a
Primeira parle da ordem do dia.
Sito approvatlos em primeira discus?3o os
projectos ns. 30e28: o primeiro creando
urna freguezia na ilha de Fernando de No-
rohha ; o segundo approvndo, com algu-
mas alleraccs o compromisso da irman-
dade da malri? da Varzea.
.Cintra em piimxira discussilo o projecto
n. 25 que Iransfere para a povoac;flo de llar-
re ros a cadeira de prime i tas lelrts csta-
helecida em Una.
O Sr. Pandeira de Mello pede, que se lhe
informe se a cadeira de Una he ou n3o fie.
quentada pelo numeru legal de alumnos.
O Sr. Rali e Silva :Sr. presidente, sem
luvida foi smenle com altencSo a ulilida-
de publica que se apresentou esto projecto
casa, e por isso Iho preslei a minha assig-
Oatur. Na povoacflo de Una exislo utni
cadeira de primeiras lelras ; e houvelempo
em que essa esdoira foi muito frequewlad;
isto quando essa DOVOafSo era muito habi-
tada ; mas hoje >|ue ella tem decaliido
eonsideravelmente, que urna grande parle
de seus habitantes e tem passado para Uar-
rciros, achoque essa cadeira, que hoje nSo
he frequntada, pelas raso s que j expen-
d, deve ser transferida para a pnvoaQo de
llar i-i iros, que, |elo contrario, se acha con-
iideravelmente augmentada, e cuja popu-
lacSo esl muito crescida. Se he necessa-
ria urna ca Jeira do primeiras letras as m-
voacOes, certmente Barreiros est no caso
de a ter. Por estas rasos eu e meus com-
panheirosassentamosqueera mellior trans-
ferir a que se acha em Una, para Barreiros,
visto que a que all existe n3o he frequn-
tada pelo numero legal de alumnos.
Fram estes os motivos que nos moveram
a apreseuiar o pi ojelo que ora se discute ;
eassim julgo haver satisfeilo ao nobre de-
pulado que me interpellou.
Encerrada a ds melliilo v.ulaeao, e approvado.
Entra em discussSo o projeclo que reduz
a urna s administrarlo as das loteras da
provincia, c nao foi sinccionado pela presi-
delicia da provincia.
0 Sr. Franci'm Joo :Sr. presidente, a
apreciacSo das rases em que se fundou a
presidencia da provincia para deixar de
sanecionar o projecto que se acaba de ler.
consliluem maieria de toda a tiansrcdeu-
cia para esla casa, exige delia todo o cuida-
do, ludo o escrpulo Vamos de novo apre-
ciar ease projeclo, e pesar as rssOes que a
presidencia leve para no sancciona-lo ;
vamos declarar se essaa rases sao, ou nSo
valiosas.
Mas, Sr. presidente, se eslas considera-
rles lisstsm para que noa compenetremos
de toda a importancia da materia que al-
acha em discusso, ellas tanibetn nos acon-
selham a procura de um meio qualquer pelo
iu..I ebeguomos a esclarecer o pensameolu
da casa tiesta tao importsnlo queaiao, e en-
tre todos os que ora me occorrem nenhum
me parece niais apropriada do que o de
sujeitarmos o projecto ao exame e juizo de
alguma das eommissOes da casa, daquella
que, por suas incumbencias, seja a mais
propria para apreciar este negocio.
I7i Sr. Deputado :-A de conslituicSo e
potlres.
OSr. Francisco Jado : O nobre deputado
me lembra a commissilo de constiluicSo e
poderes como a mais apropriada para isso :
talvez tenha alguma rasSo.porque a questSn
versa sobre a interpretado de um artigo
constitucional.
Examinad a qneslSo por essa commissilo
ser o seu juizo submettido consideradlo
da casa, e esta a poder resolver corr algu-
ma SL'guranQa mais; porque, Sr. presidente,
essa commissilo pode de alguma maneira
aceitar o pensamento da presidencia, cor-
regindo ou modificando o projecto. Eu,
pois, vou mandar mesa um requerimento
uesle sentido.
O Sr. Presidente :--0 projeclo tem de sr
submetlido tal como se acha a considcrac.lo
da essa. A commissSo pode ser ouvida ;
mas he preciso que, anles disso, manifest
a casa o seu juizo sobre o projecto tal como
foi reme ti itlo sanccSn.
O Sr. Francisco iodo :Encaminhado o
projecto commissilo, ella o nSo transfor-
mar limitar-se-ha a examinar se com ef-
feilo procedem contra a sua ronslitiiciona-
lidadeas rasOes allegadas pela presidencia
da provincia. Lembrei essa expeliente,
po rque elle se me figurou como a mais pro-
pno para evitar que, no correr da discus-
sSo, se apresentassem emendas que levas
sem a casa a votar de modo a incorrer u-
pecha tle incoherente em qupstilo em que i*
sua honra esta como que empenhadi, Ain-
tla | ersislo, pois, no proposito de mandar a
mess o meii requerimento.
O Sr. PriiHenle : Eu no digo que o no-
bre deputado deixo de mandar seu requer
ment ; mas sim que, embota va o projecto
a tima cnii m sshi,deve ser submettido como
est consi lerai;o da rasa, afim devr-se
se ella o approva pelos seus dtius tercos.
Vai mesa o he apoiado o seguinte reque-
rimento :
Itequeiro que o projecto, que se ach>
em discussSo, seja remedido commissilo
de constituico e poderes, pira intorpr o
seu parecer sobre o mesmo, e sobre as ra-
sOes que seiviram tlefundamenlo rerusa
de sancQo apreseutada pela presidencia
Francisco Joo.
O Sr. Jos Pedro faz algumss reflcxOes que
indicam achar-se elle de acciVdo com a opi
niilo do Exm. presidente ''a assembla.
O Sr. Ralis e S Iva : Sr. presidente, o caso de
negar-se sanecaa a um projeclo, creio que heo
primeiro que seda entre mis ; eu, pois, me nao
possn conformar com a oplniiio do nobre de-
pulado autstr do iei|iieriineiito. l-'ii emendo,
vista do art. 15 da constituico que nos nfto
devenios obrar por essa turma, O art. diz ( l ):
no dizendu a lei seno, que o projeclo deve
ser sujeitadn nova discusso, eu cnlendo
que elle deve passar por tres discusses ; tan-
to mais, quanlo nao ha precedentes aesle re*
peilo. Eu emendo que o projecto nao deve
ir coininissiiu alguma; porque quando
qualquer materia se sujeita ao conliecimenlo
de qualquer das cominissdrs, he para que ella
aprsenle a respeilo mu parecer no qual po-
de altera la corrigindo-a, emendando-a, etc.,
etc. I'.tt eie-iiie, pois, que a casa deve acetal-
as emendas ou as ideias da commisso se lhe
parecerem justas ; mas, devendo este projeclo
entrar em nova discusso lal qual se sella en-
lendo que nenhuma ulilidade resulta de ir elle
a qualquer comutiso, visto que ella ti.io pode
altcra-lu : se ella podesst; fazer isto : bem .
mas nao o pudendo, nao descubro ulilidade
alguma em sujeila-lo de novoao conliecimenlo
de qualquer commissao. Nao dizendn, por-
lano, a lei seniio que o projecto dever en-
trar em nova discusso, sem especificar se ein
primeira, se em segunda ou em lercrira he
claro que se deve proceder a respeilo della co-
mo se procede icert.a de qualquer oulro que
se ollrecc consideraciio da casa.
O Sr. Presidente : Devo advenir ao nobre
deputado, que esla discusso lie especial: para
que o projecto seja approvado, lie preciso que
oblenha a volaco dos dous tercos dos miem-
bros da casa ; esla uiscusso pois, nao esl
sujeita regra geral. Sobre isto me parece
que nada ha a queslionar : apenas pode entrar
em duvida se devenios considerar o projeclo
ein primeira segunda ou terciira discusso;
mas supponho que devenios cousidera-lo co-
mo em terceira discusso, c vota-lo eugloba-
d.menle
O Sr, Ralis e Sitva : Eu cnlendo que o pro-
jecto deve ioflrer as nicsmas discusses
que o regiment marca para um projeclo no-
vo ; tanto mais quanlo a lei nao he clara nesie
caso. Pesando no meu animo esta duvida eu
nao posso votar a favor do requerimenlo do
nobre deputado,emquauto nao ouvir rases que
inesalisfacam. Insisto, porlanlo, nesla opi-
nio, votando contra o requerimenlo.
O Sr. Francisco Joo : -- Parece-me desnc<
cessarlo repetir o queja una vez disse, quan
lo discusso que lem de haver sobre o projec-
lo. Emendo que a discusso deve ser urna s.
Mas, para que se mo peuse que eu apresen-
lei a emenda para demorar a deciso da casa,
peco a V. Exc. liecnca para addilar o meu re-
,|un menlo, pedindo que a coinmissaw a queu>
ello lr subineltido d o seu parecer em lem-
po de ser discutido na present sessao.
Vai mesa, e, depois de .ido, he apoiado o
seguinte additameiilo.
A' nalavra preiidmcia~ accrescenle-se :
devendo a commisso cima indicada, ioler-
por o seu julio na presente sesso. fraacii
eo Joo. _
Depoia de brevea rellexes do Sr. Jos Pe-
dro, he o requerimento doSr. Francisco Joo,
submetlido a discusso e rejeiudo ; ficando
adiada a discusso do projeclo pela bola.
Orelngio marca meloda. _
U Sr. Presidente: -- Passa-se a segundfparl.
da ordem do dia.
Conllnuaco da secunda discusso do pro-
jecto do orcamento municipal.
Eutram ein discusso os gj 16 c as emendas
a elle otlcrecidas bem como a pi imeia p.-u-le
do 17 c a emenda do Sr. Francisco Joo que
lhe di/, respeilo, adiados da sessao anterior,
por empate na votaco.
Nao havendo quena tome a palavra, encerra-
se a discussSo, e proeede-sc volaco ; verifi-
cada a qual recouhece-se ter ficado appro-
vado o 16 como esl no projecto, tendo sido
prejudfcadas as respeetiva emendas e rejei-
(ada a primeira parle do ^ 17, bem como a e-
menda, a elle oll'erecida.
Passa-se ao cap. 3. que conten as disposi-
ces geracs.
Art. 23 Se, porvenlura cessarem as impo-
sicVs provinciaes sobre o tabaco c bebida
espirituosa, lear a cmara municipal do Kc<
Cll, autorisada a cobrar 100 rs. pelo consu-
mo dcada arroba do tabaco fabricado, nacio-
nal ou estrangriro ; 600 rs. por arroba do nao
fabricado ; l,000rs. sobre o milhelrn de cha-
rutos, nacionaes e eslrangciros ; e 40 rs. por
consumo de cada caada de bebida espirituo-
sa : devendo para ludo haver um regulamento
do governo provincial.
Art 24. A poreenlagein do procurador da
cmara municipal do Recite, nunca exceder
qnantia de I -.800,000 rs.
Art. 26. As cmaras municipacs do Recife e
Olinda, licam isentas do pagamento da dci-
ma de predios urbanos.
Arl. 20. Pican) autorisadas as cmaras mu-
nicipaes para applicarem as sobras d'uinas
verbas para outras, dando disso conta.
Arl. 27. Ficam ein vigor as dispnsicocs dos
iris 20e2i da lei municipal n. 141 de 19 de
majo de I84S edos <*j 23 c 24 da lei municipal
n 251 de SSdeJlinho de 1849.
Art. 28. Ficam derogadas as leis em con-
trario.
O Sr. Joi Pedro vota contra esle artigo por-
que nao pode consentir que p.tsse para a recci-
ta municipal a parte da receita provincial, re-
sultante das Impoalces que se elle refere. Se
motivos ha que acnnselheiu a supprcsso de
semelhanles imposlos no caso de aprovrilareni
aos cofres da provincia ; elles tantbem preva-
lei-eiii para que a municipalidade os nao ar-
recade.
Calculando em 60 contos de ris a renda
proveniente dos impostos em qucslo, e cha-
oaiiilo a allenco da casa para o grande desfal-
que que aos cofres provinciaes traria a sup-
prcsso delles, acha que a casa deve adoptar
medidas capazes de fazrrem desappareccr o
pretexto sb o qual os querem abolir ; mas
nunca lira-Ios da provincia para da los mu-
nicipalidade ; pois que essa transferencia ,
lm de nao remover semelhantc pretexto ,
nao melliora a sorle do povo que aiiual veni
sempre a pagar as imposices.
O Sr. Carneiro da Cunha : Miiguem as
quer tirar, lea o artigo.
O .Sr. Mello Reg :~A assembla geral he
quf Irnia tle supprimir essas imposices.
O Sr. Jos Pedro n.to sabe como se pode-
r fazer com que esses impostos sejam le-
aes quanilo cobrados pela municipalida-
de, e illegaes quando nrrecadados pela pro-
vincia. O expedieiite a adoptar pura o pri-
meiro caso lhe parece adaptado para o se-
gundo...
O Sr. Mello Reg ;-F. se a revogaco tiver
lugar, estando a assembla fechada, nJo ce-
sar a imposicSo ?...
O Sr. Jos Pedro entende que, a liavernm
serios receios de que esses imposlos sejam
tevogados, compre adoptar desde j medi-
das que tendain a inulilisar os pretensos
motivos da revogacSo.
Qualquer que seja a opifliflO que a respei-
lo lelil.i oin ou miro oieoibroda assem-
bla geral, o orador nSo adoptar senBo
quando ella fr justilicatta com rasOes fortes
e convincentes; pirquarito ce que a as-
lemblea geral, s porque o he, nflo tem in-
telligencia superitir da assembla provin-
cial de l'ernai.buco.?.
m Sr. Deputado :-.Mas he um poder supe-
rior...
O Sr. os Pedro recoiiheee essa superio-
rida le ; mus observa que ella nflo habilita
0 poder que o tem a obrar fra da rbita de
suas altnbuir;0es, nem to pouco a impoi
suas opinioes aos poderes inferiores.
Ilemais, vO que o aitigoconlraria os prin-
cipios do nobre' relator da comtoissSo que
o confeccionen ; orquanlo tendea obrigai
o habitantes dos varios municipios) da pro-
vincia a coiitribuirem pura o do Hecife ; vis
lo como, sendo certo que os gneros de que
elle trata serilo vendidos as lojas desta ca-
pital, c bem assim quo os individuos quo os
compraren) *os no obterilo sen3o a prego
tal que indemnisu o vendedor do prejuizo
que lhe ha de resultar da nova imposieao,
lie evidente que todas as municipalidades
a pagaro, no entretanto que o beneficio re-
sultante della apenas aproveilara desta ci-
dade.
yuaiilo inconstitucionalidado dos im-
poslos em quesISo, no a reconhece; por-
quanto entende que aquella s se d quait-
do estes concorrem para que os geraes sof-
frani diuimuicao, e as tabellas ilemonslra-
livas do reiidimeiito da OlporUcao deuions-
Iram que lem CKICJo a dos gneros do que
se trsta.
Vai a mesa, e he approvada para entrar,
em diseussflo a seguidle cnieuJa :
< ICmenda ao arl. 23-estenda-so a dlspo-
siciodo art a Indagas cmaras da provin-
cia. Yellcz de Guevara.
Sr. Francisco Joo.' Sr. presidente, lia
poucos momentos aprescnlei cu um requeri-
mento que, se livesse sido approvado, provo-
cara a adopro de urna medida que servira de
no i na a qucslo que orase agita, c a todas que
no mesmo sentido houvesseni de mover-se nes-
la casa ; mas, infelizmente para inim e para a
maulla regular dos negocios que lentos de Ira-
lar, a minha moco foi asphixiada no nascedou-
ro; e, nao me sendo possivcl faze-la resuscitar.
que ni o aao periuitle o nosso regiment, ape-
nas me resla envolver-ine na discusso, pedtn
do desde j a e .da um dos nobres deputados
haja de desculjiar-uie alguma rxprcsso com
que, ao ni inli si.n as uiiiihas ideias, eu contra-
lle esta ou aquella de suas opiuies; porque,
Sr. presidente, disposlo a persistir no proposi-
to de combater com todas as miuhas forc'as,
com toda a encrgia de que tou capaz, ciualquc
pensamento que me pareca menos rasoavel,
eu jamis me oceuparei das pessoas daquelles
de meus nobres collegas a qtiem esse pensa-
mento perlencer, pois que sel respelta-las co-
mo devo. Muguen!, porlanlo, se deve dar por
ull'endido, se, combinando as suas prdposices
de hoje com as de hontein, as suas reilcxes
e hontem com as de hoje, concluir o meu Ira-
balho por demonstrar que entre ellas ha con-
tradicyoou que algumas dellas sao absurdas.
Feita esta declaraco, Sr. presidente, V.Exc.
me permillir que cu ewja da commisso de
orcaiucnto municipal um pouco mais de reso-
lufo, um pouco mais de coragem; que lhe
cu observe que ella proceder mais melhodi-
, iiiienie. enunciara melhor o seu pensamento,
se definitivamente propozesse que passassem
a ser municipaes os imposlos deque trata o ar-
tigo em discusso, e nao estabelecesse as cou-
sas de modo que os lornasse dependentes de
una circunstancia toda casual; lano mais
luanlo he palpitante, quanlo he incontestavel
a obrigaco em que estamos de crear um futu-
ro para as municipalidades, alini que uo con-
linuein ellas na deficiencia dos meios de que
carecem para dcsenipenhar os encargos que
Ibes eslao incumbidos, c cesse de unta vez a
ptanea de lhes fazerem empiestimos mais ou
menos avultados.
Sim, esle systema seria preferivel ao que ac-
tualmcute vigora ; as imposices terao appli-
caco mais directa cproveitosa; nao iro des-
cancar una tuna nos cofres da thesouraria da
fazenda provincial para seren despendidas, em
sua uialor parle, com um nesioal immenso.
K nao se diga, Sr. presidente, que exigindo
um pouco iii.n s de coragem, un pouco mais de
resolcSo da commisso de orcamento munici-
pal, eu nao lenho raso; nao: foi ella mesma
que nos declarou eslar com serios recejos di-
que essas imposices nos losteni usurpadas, a
ella, pois, caba indicar-nos o alvitre a adop-
larmos para neutralisarnios senielliante usur-
p cao.
Talvez seja capitulado de irrellectido ou te-
nerario o termo miir/janio de que me eu
acabo (le servir ; mas eu nao posso exprimir-
me de oulra forma, quando lenho de apreciar e
classlflcar o excesso com que a assembla ge-
ral legislativa busca privar-nos de imposices
que sao propiamente nossas. O nobre deputa-
do que falln antes de ititin, demonstruu de
maneira a nao deixar a menor duvida que se-
mentantes imposices nao pdem nem deve
de ser lachadas de nconslitneionaes, e que, a
interpretar.ee da maneira como ah se quer o
trligo ila constituico que regula a maieria, as
asseinblas provinciaes fiearjam inteiramenle
privadas do direlo de impr.
Terminadas dest'arle as considerables que
eu titilia a fazer com relaco nobre e Ilustra-
da commisso de orcamento municipal, e que
talvez tenliain algiiuiaapplicaco do orf amen-
to provincial, V. Rao. me pcruiiulra anda, Sr.
presidente, que eu entre na apreciadlo do mo-
tivo porque estamos exposlos ao grave risco de
yermos arrancarein-iios essas imporla.ites ini-
posifes, que, segundo o calculo do nobre de-
putado Inspector da thesouraria da fazenda
provincial, rendeinOOconlos de ris annuaes!...
Esle motivo eu o enchergo na m rrdacfo da
lei, que, em vez de declarar que as imposices
lecahiriam sobre o consumo dos gneros ou
inereadorlia que di/em respeilo, estabelc-
ceu-as de modo a dar lugar a euteuder-se que
ian recibir sobre a importafo: d'ah lodo
este perigo, d'aui toda essa celeuma que de
longe nos ame n- i.....
O Sr. Jos l'cjro: Aqulloque a lei nao dis-
tingue, niiiguem esl autorisado a distinguir.
USr. Francisco ioio: t.u nao comprendi-
do bem toda a (orea do aparte do nobre depu-
tado; poiqu.uilo, posto que o pensamento da
lei leja esseque eu quizera ver iucarnado nella
de maneira a nao poder ser adulterado, toda-
va asila redaeco pode prestar-se a mais de
unta nlerprelaco.
K lauto esla minha oplnio nao he nica, nao
se acba solada, que al provincias do Kio-Gran-
ilc do snl, Rio-de-JaneirO, Minas, M iraiiliao e
Cear, cslabtlecendo imposices idnticas, e,
tendo-se dado ao louvavel tralialho de busca-
ren! o alvitre capaz de evitar esse perigo, esse
e-, i. lu de em mili o ao qual as veriaui despe-
daear-se com a mesma lacilidade com que as
lossas eslao prestes a quebrar-se, o foram a-
har na palavra MiMumo. Sim, se houve-
rainos lida a itiesma prudencia que liveram is
assemblas dessas provincias, alongar-iios-hia-
mos desse teinvel cachopo, ou pelo menos a
assembla geral, quando livesse de tomar tuna
deliberafu a respeilo, nao a limitarla a Per-
uaisibuco, e esleude-la-ltia sobre o llio-de-Ja-
neiro c o Cear que no admillein as nossas
agoas ai nenii >, sem que pugucm o imposto de
24 por cento ; ao Maranlio que iioadmilteos
nossos assucares sem a iinposiffio de 18 por
ceulo; e oo Ilio-Graudc do sul.aMinas, ele.
Knljo unta le geral que corlasse por esses abu-
sos, se abusos se podem chamar, nao seria
.lu i lei, especial c esignadameiilc decretada
paraPeriiambuco; e, pois, se nao resenliria
de principio! que nao sao os mais animadores,
nem os mais lisongeiros.
F.slas niiiilias reflcxes, supposlo que nao le-
n lia ni o alcance que poderiam ler se porventu-
a j livesse passrdo na assembla geral essa lei
de que tem receio a commisso de orfamento
municipal,'ao menos serviro deal^um m do
para justificar os inconvenientes que enxergo
na i ed o ,io que me refer, para lembrar
assembla geral, que, se lver de discutir urna
lei desla nalureza, digne-se de fazc-lo de modo
Iue ,i. niijia todas as imposifdes idnticas de
miras provincias e que nao parefa decretada
i e isuladameiile para Pernambuco,
Isto posto, rassarei a considerar alguns
los argumeutos apretentados pelo nobre
deputado que urou antes de mim, quando
se quiz referir ao sabSo.
Sr. presidente, o nobre e deputado pensa
acerca desla materia quasi do mesmo modo
que eu; por isso cu lhe disse em aparte, quo
eslava e nao eslava com elle ; isto he, quo
esjavamos juntos e separados quasi ao mes-
mo lempo : estamos juntos quanto ao pon-
i de partida ; estamos reparados quanto
aos meio.i de que nos servimos para che-
-ai mus ao alvo que. ambos buscamos. O
nobre deputado entende que podemos inj-
ur sobre o consumo ; mas aparta-se desla
sua "pin ai, que lambem he minha, na
qucslo do sabilo, como se o consumo de
sabSo, como base para o imposto, nao fosse
o inesmo que o do sebo, que o da carne do
r,-*"i
I ILEGIVEL


f -arque, que o das bebidas ospirituosas,
etc., etc.
He verdade que o nobre depulado, rofe-
n mo se a mappnsdeimportaqao, disse-nos
que o imposlo sobre o sabflo concern pnr-
que desapparecesse ,\p merca no estrangeiro, e porrconseguiiilc para d-
minuicflo na renda geral. Esta occasi.1i.
' O he a mais propria para cntrarmos na
aprc/iacllo dcsta qu"slflo : cu omprazo o
ll'ibre debutado para discutirmo la quando
tiVTrmS deoecupar-noa do orcamcnlo pro-
vincial; mas Obiervar-lhe-bei desde j que
essa grande diOVrenca que elle notou entre
a importadlo do sabflo estrangeiro no anuo
anterior ao do imposto e ao do seguinte na-
da prova a seu favor ; porque, prevenidos
lo que esse imposto ia vigorar, os fabrican-
tes estrangeiros apressaram-se a fazer avul-
tadissimas remessas de sua mercadoiia,
para queapodessem importar cr grande
escalla indeiendentc do pagamento da im
I posieflo. afim de se conslituireaj em rir-
runislancias do se podiun arbtrar-llir
rrec,o tal que os habilitassem a concorret
coma que queriam fazer desapparecer ou
matar; e, isso conseguido, necesariamen-
te tntre a Imnorlacflo desse auno c a do pos-
tenor so deva de dar essa grande difleren-
V para menos, que o nolire deputado no-
tou, e que nos aprsenla como a oais forte
das rasOes que t.scobiio conlra o pobre im-
posto do sabflo. Ocmais, no Itio de Janeiro,
onde nflo ha imposieflo provincial, o sabflo
estrangeiro acaba de ser retirado do merca-
do. L poique? Porque, a imposieflo geral
01 DjUlltu para arreda-lo Sr. presiden-
ta, retas esla consi leraces, eu poderia
completa-las, mandando a mesa una emen-
da que contivesse parte das ideias que aca-
1.0 de expender; u as nfloofaiei, sem que
o nobre deputado me encorage eom sua
palavra:se algum outro membro o lizsr
es ou ; rompi para preslar-lbe o meu voto;
rstou promi lo para concorrer para o com-
plemento do.-sas nimbas i leias curto po-
rm, de que ellas nfio aerflo acolhidas por
Jmolereo. nascido debaixo de certas iospi-
lacOes, e recelando que, se reluzi-lasa e<-
criplo, as transformare* em higomea, em
que cada um iiialbc a sua vontade, abste-
iibo-me de fazfi-lo.
Sr. presidente, eu desojara de lodo o meu
coiacflo que se adoptassem medidas desta
n tu reza, para que a nossa passagem na
a-seinblca provincial licasse assignalada por
beneficio que, pela iratica, convencesse
o paiz de llavero os nos tractadoseriamente
do que diz respeilo nossa despeza, c nos-
sa receita : mas, receloso deque, tmenle
por seren lembradas por mim, sejam ren-
das de n.oite. eu nflo me animare) a propo-
las : a|cnas pedirei a llgueo que o faca;
poique, mais feliz doqueeu, lograra que a
rasa as abrace, e propoicionara un bem
real provincia.
Or. llaniieira de Millo : Sr. presidente, j
declare! nesta casa que era obiigaco mlnha
unir o meu voto ao pviisaiiiento dui nieus col-
legas-da commiiso; ootretanlo, nao leudo t-
do parle na confeccao dei-te prujeclo, Irulio
necessidade de aprcscniar alguuias emendas e
de ailasiar-mc mismo um pouco das suas
Ideiai. Eslou agora ueste caso: rrconheco
quea inlnha pusicao he mullo melindrosa, va-
lo que agora lenho de oppor-me a nohre csin
mistad de orcanienlo municipal, e lainbem
vou oppor-me coiiunUso de urcamento pro-
vincial. Vi.ii manifestar as uiiobaa Ideias; mas
eom inuio acanbainento, porque me parece
que eitarei na casa quasi iaolado, O rtico 13
diz assim. {Le.)
Porque rano leein de cellar estas imposi-
.,.>. provinciacs? Por causa de sua incoiisii-
lu clona lidade. Se be por este motivo, ellas
nao podem pinar para a cmara municipal,
porque a paitageui de urna recelta para oulra
nao Ihe muda o caraeler da inconsliliicionali-
dade. Ora, que eslas huposicdei sao incoiisii-
tucionaes, eu tenho de o demonstrar quajido
se tratar 9a le do orcamcnlo provincial, que
he cssaa occasio que suppnuho propria para
Isso: por rmquanto basta diter que laei iiupo-
sicea sao ioConlUtucionaat; nao su porque fo-
i.iin indlgiladucomo taes pelo nobre ex-ailmi-
nistradorda provincia, como poique lamben.
se cbam assiin dcclaiadas pela assMiiblca
geral; e,ae forem clasificadas all por.mli-coiis-
lituclcnaes, devemoi rrapritar essa elassifica-
(lo, porque parle de um poder superior. Mas
se lem dito que aqu nfio se trata deHender
ai imposicoei geraei; que iu lo est na redac-
lita do anigo ; que ludo se remedia coiu a de-
i laracSo de ser a imposicao para consumo. Eu
nao sei nc imposires baja, a ii.'.h seren as de
riportacao, que nao veuhaui a recahir sobre o
consumidor biasileiro. l'orlanto, esle argu-
mento i |ni .|.....ii:, I i. de que a medida te-
lilla de recahir sobre o consumo, parece-mc
que nao colhe.
Eu sintoine lan.bein eom algum ac.itiha-
inculo na enunciaco deslas ideias; parece que
de alguui modo voiialleclar amii.lia provnola,
que eu desrjradolar eom multa riqueza ; po-
icm estou preso por esse artigo constitucional,
por essedesejo que lenho de ver salva a cons-
liluifao do imperio,
Demaif, estai imposicoes, Sr. presidente, o-
rain i.un!,ri.i decretadas eom o lim de beinli
ciar a*industrias esiabeleclda na provincia:
a fabrica de sabao, as nossas agoardentes, as
nossas fiibricas de charutos, ele., ele. : o artigo
da maneira por que se acha redigido nao satis
taz esle lim, prejudlca mesmo a nossa iudus
tria, porque a sobre-carrrga lambem do mes.
luo imposio. OarJIgojlixassiin, (Le.)
Nsla expressflo nacional compreliende-sc
i ir 1 >. ni o que ha fabricado aqui na provin-
cia ; e, seassim be, nenhuin bcnelicio se
tem feilo provincia, visto que os iinpos-
loi osrregara sobre os producios que sao
aqui fabricados.
Por todas estes rasOes que tenho expend-
do, ou (orque a imposifSo decretada nfln
favorega a no titucional, cuino he, eu voto contra o ar-
tigo.
O Sr. Carneiro da&inha :--Sr. presiden-
te, as rasOes que leve a commissao para pro-
pflr esta meuida j lem sido ditas nesta, ca-
sa muitas vezes por mim. Eu repetirei que
entre todas urna muito grande existe, e be
que as cmaras niunicipaes, e innei,al-
menle a do Kecfe, duvem ser dolsdaiCOOl
meios de salisfazer as suas despezaa, nSo
S porque dabi esulla goso iuedi..to m-
sous municipis, mas para que nos nao ve-
jamos na dina necessidade, lodos os unos,
ir aos cofres piovinciaes tirar para obias
rnunicipaes soiiiu.as a lilulu d'eniprestiniu,
ladi ras, etc. Para obler esle lim, lie preci-
so que se imponlia naquelles objectos que
pi.recerem mais rasoaveis.
O Sr. /Jarros liando :Mis isso sem pre-
jui/o das imposiiis da provincia.
Sr. Carneiro daCunhn :Tambem ain-
t'a que se ceda alguuia por urna vez, he me-
lliui o que estardando lodos os das. As
.amaras anligameiite tiuhaiu alguna rdi-
tos; entila as popularles eram pequeas,
as suas nccessidadt's eram tambem peque -
as quanto ao material mesmo, por isso
suas rendas chegavam ; hoje nflo succede
assim; porque nao s as popula^Oes teem
erescido, como teem crescllo as nocessi la-
d-smalerlaes; tendo, porm, a renda fi-
cado estacionaria, esta pequenhez de re-
Odita lem concorriifb para que as cameras
sejam sempre tentadas a destribui-la toda
pelo pessoal, visto que a sobra que dabi re-
sultar nflo as habilita para emprehenderem
mnllioramenlos niateriies. Os nobres di-
putados hflo de.ter deixado do emprehender
muitas cousasf s por se persuadirem que
ellas excedem s Mrcas de que podem dis-
prtr; s porque antnlham como mpossivel
o realisa-las : he isto o que acontece eom
as cmaras; ellas, por exemplo, teem de
excessn 50 ou 100 muris ; como nflo he
isto quantia eom que se possa emprehender
cousa alguma, nflo duvidam, attendendo a
reclamaces, a rogativas, dividi-la pola pes
mal, mas, quando tiverem rendas suflici-
iiles para podercm oceupar-se de uieiho-
ramentos importantes, nflo se dar o mes-
mo perigo : entflo todos se honrarflo em
pertencer a urna corporaeflo que vive, que
mostra existencia real ; o que nflo acontece
actualmente, porque, temi essas corpora-
coes tantos e 18o importantes deveres a
cumplir, por falta de receita nflo os podem
leseiiipenhar ; oque desgosla, o que faz
eom que seja necessario ou dar-lhe meios,
ou fazer eom que elles desapparc^am.....
O Sr. Jos Pedro Ellas vivem. lia tins
noucos.de annos e amia nflo desaparece-
r m.
O Sr. Carneiro da Cunha :--Mas que vi-
la ?... Vida que se nflo senle, senta lo-se
ipenas que outros seoecupam do que .levo
star a seu cargo, e para que app.irecam
rendas que a elliss devem pertencer ; mas
isto he que eu quuera que continuassea
iconleccr as cmaras ; nflo querendo lam-
bem que ellas vivam a custa dos cofres pro-
vinciaes. .
UmSr. Depiailo :Mas est fazendo isso.
OSr. Carneiro da Cunha :--Nflo, senhor ;
porque nflo fui eu que propui que cessitssem
taes imposires : quero mesmo o contrario
disso, porque enfeudo que os diuheiros que
los cofres provinciaes silo dados para a mu-
nicipalidade do llecife, o nflo devem ser;
porque elles resullam de imposires que
.calo iinti.i.-. habitantes que nflo silo deste
municipio. E como nflo approvosemelhan-
te marcha, quero que a cmara do Kecife
lenha meios proprios para ir fazendo oque
precisa pouco a pinico ; faca cuno faz a
provincia ; d se pois lima renda muni-
cipalidade do Recife, dole-se esta lha ; ca-
se-se ella, faca sua economa a part', pera
que nos possamos empiegar a renda pro-
vincial em beneficio de outros melhorameu-
tos de que a provincia toda gozo.
Meus setihores.a commissflo.possuida dcs-
tes desej'is,lembrou se de dar alguns meios
a cmara ; lratn elles os que aqui estilo.
OSr. Fi/ripet : -A cmara est pedindo
muito.
S-Of-I________
Demonstrado dtiald exilente na rat'xs
do deposito ai II de mato de 1850.
Saldo om ledras om
30 de abril p. p.. .151:801/53
P.cceita no crrante
mez........ / 151:801|53
Hespeza no corrento
mez....... S
Saldo.
151:801/534
Um letras a vencer-
se em 1850a 1851 133:480/866
Em letras a vencer-
se em 1851 a 1H52 18:320/668 151:801/534
O Ihesoureiro,
Thomas Joic da Silva Gusmo Jnior.
0 escrivflo da receita,
\nonio Cardlo de Queiros Fonieca Jnior.
3 3
so o O
si?
o
n. O 9 j
2 5 =c
=3
O zr
3 3 O
3"
9
B
3
n2.
lis-
a, i
s
3 8
* < r
n a.
00 a 20 V5
2. f i
o. 3
o
o o
s <*
a
= sr
5i
i

o
---*
a * W ^
3 3 -
(S 5 -1
A ^ ' 1 ^-! V
o w o o to
Va
H
i*
O Sr. Carneiro dt Cunha : lie para nao con-
tinuar a pedir.
J vejo que o nobre deputado gosta mais de
dar esmollas todos os annos, do que de dar por
una vez una renda porque cu observo que
o nobre deputado votou, vota e ha de vol.r
por todos os beneficios maierlaei que sr tem
feilo, se fa/.i'm, e m> bao de faier na capilalda
provincia, eislo' cusa dos cofres provln-
ii es ; o que equivala a nina esmolla, poique
laes melliorainenlos sao da exclusiva compe-
l ncia da cmara da Iteeife. Ora, islo he o que
acointnisioquer evitar; quer eilabelccer urna
renda permanente i cmara: ella que depoli
faca o que quizer, ein alinelo renda que ti-
ver.
Sr. presidente, eu nao Inslstlrel mais tiestas
observaces, porque ellas nao sao senio tepc-
ticao do que tenln. dito por mais le urna
vez. Olanlo ao artigo, convm notar que, che-
gando no conheciiiicnto da comuilssio que na
assembla geral appareern tuna mofio no sen-
tido de rcvoga.em-se essas hnposicei, .pro-
pot ella esta niediiU pe ventiva. as dissi
nobre deputado sao (jo cintos tirados da re
eeiti provincial: tirados, nao, porque se .sup-
pfie que o Ihesouro hade, por le geral, pei-
il-li.s. A quesillo deve ser encarada assiin
Ainda direi ao nobre deputado, que nutro
leritN recelos de que, se a lu policio cahir cni
raslo da maneira por que he cobrada e de
novo restaurada cc.iu outro irethodo de co-
branca, talvez Ihe nao renda mais esses 00 eoli-
tos; tajvez fique reducida a muito menos
de melada; porque oj inei.is empregados pa-
ra acnhranc bao de ser taes, que ibiorvain
nina grande paite da renda oque dar um
resultado insignifi inte. Mas, se he pouco, dir-
se-ha, nao serve para a cunara, eu digo que
i ve, porque.acoslUinada ella como est a vi-
ver de esmollas, tu lo quintri recebe, Ihe ser-
; ficar mullo salisl'eita. E daqill quero eu
concluir que a receita provincial nao perde
laes (10 eolitos Eis o que me occorre di/er so-
bre esta materia. Se novas rases apparceerem,
e entender que me convelo a ellas responder,
o larri.
OSr. Jos Pedio Insiste as suas ideias pi uni-
tivas
f Continuar-ie-hu )
O Exm. Sr. presidente dajproviacia poro-
gou, por portara de liontem, at o dia 20 do
crrente a presente sessfloda assembla le-
gislativa provincial.
Aassembla cont:nuou hontem a segun-
da discussflo do orQameulo provincial que
ehegouat o art. 15, (cando adiado o arl.
12, por um .lia, a roquerimento do Sr. Fran
cisco Joflo.
A or.lem do dia para a sessflo de amanhfli
(8) he continuaeflo da de hontem, e mal
a primeira discussflo dos projectes ns. 23,
SI, o 33 ; segunda dosdens. 17, 18,21, e
24 ; e lerccira do de n. 28.
TIIESOI1U.VUIA DA l-AZENDA PROVINCIAL.
Seo
3 ^
a
JO
o re
v.
** <
' re
c'2.
5
o
3
M
3 o

ff
re
a
V o
" re
a 3

re =
o c t;
3? 3 o 3
<* ~. B<;
o.
a N

7 o S"
w
oo --.
* "
00 5"
. . 3 H

*

3 2
.. o
5' 2
". ?
** 53
. a
i*
m
A
H
^-s i
o
I
.
! Si
i^ I = i
I
te
Vamos concluir o extracto daj noticias
que nos trouxe a Columbut.
Heipanha.
Esfe reino (cara tranquillo.
A lainh i gozava saie, mas j senta dif-
Hculdade em andax em virtudo de estar pro
ximo o lempo do seu bom suveesso.
O Clamor Publico aununcia que se per-
'ii. li i ra a tolos osmembios da familia rea
o regressaretn para Madrid antes do parto
da rain ha.
Cartas pirliculnres datadas de 15 de abril
annunriam que urna crise ministerial estava
.utra vez inminente.
Tendo sido resolvido que um regente fos-
se o,un-a lo para substituir a ralnha duran-
te o seu impedimento, dous candidatos re-
elamam eslo poslo-o re e o general Nar-
raos. O primeira ne sustentado pola rai-
ulia e o segundo pela rainha mfli e pelo du-
que de Rianzares. Cria-se geralmenle que
' general Narvaez stria obngado a resig-
nar.
Corria que o conde de Monlemolin tinha
protestado contra os direitos do infante ou
infanta que a rainha estava para dar luz,
i dizia-se lambem, patio que vagamente,
que os Carlistas contemplavam um novo le-
vantamcnlo por occasiflo disie aconleci-
ment.
Tinha sido concluido um arranjamento
entre a IngUterra e a llespanhi,e o caval-
leiro Isturitz, ao qual o ministro dos nego-
cios estrangeiros communicra as | arlicu-
laridades deste facto, estava-se preparando
para partir para Londres, onde deve reassu-
inir suas funci/i s diplomticas.
Coin o intuito de reforjar a nnrinha mi-
litar, o governo hespanhol resolveu mandar
construir dous vaporeada fr(ade5C0 ca-
vallos cada um, qualro da de 350, um da de
140, tres transpoitos grandes e tres brigues
de 16 pegas
A rainha deleraiinou que estes navios fos-
sem assiin denominados : os dous primei-
ros vapores, .-lzabel e D-Fernando ; os
qualro segtiintes, Fernando-Cortei, Vasco-
llalboa, Jorge-Joao e Anionio-Vlloa, nautas
Ilustres da Despalilla ; os tres transportes,
S.-Maria, Pinto e/Vina, minies dos tres na-
vios eom os quaes t'.hriktovflo Colombo em-
prebendeu a de^coberta do novo mundo ;
os tres brigues, Crocina, (altana e Alcedo,
em honra dos bravos capilfles que morre-
raui gloriosamente na butalha de Trafalgar ,
e hiidlinente o vapor da l.irea de 140 eaval
los. quiz a rainha que losse denominado
IfatWUM para dar ao duque d.i Valenca um
signaldesua estima, assim pelos servidos
emiuenles que elle lem prestado, ao paiz,
como lambem pelos csforr,osque lem leito
para desenvolver uiarinha militar da Des-
palilla.
ChPgia a Madrid vi n lu de Londres o mi-
nistro plenipotenciario do governo de Costa
Rica para o lim de negociar o recooheci-
menlo da independencia daquella repblica
por parte da Despatilla. S. Exc. deveria le
urna confereucia coiu o ministro nespauhol
Pidal no dia 17 do abril. A cathedral de
Sarragor^a.um dos edificios mais notaveis
la capital do Aragflo foi destruida pelo fogo
no dia 7 do mesmo mez.
Estados Pontificios.
Roma (cara tranquilla. 0 tribunal pol-
tico eslabelecido naquella cidade pelos tres
arjeaes que cmpnnham a junta governan
ie, fra abolido pelo papa. As sentencas ja
ortnunciadasram remettidas Consulla,
".speciedesupreno tribuna) da jistiea ; po-
rm os processos que ainda nflo tinham si-
do completados, f.'iram lodos sustados.
O general Kalkermatten, ministro da
guerra, acha-so activamente empregado em
reorganisar o exercito pontificio, o qual de-
ver constar de 12,000 pracas eflectivas
Cria-se que o pana pedira i Franca um ge-
neral e alguns ofilciacs para dirigrera a or-
ganisflo.
No dia 18 de abril o papa abencoou o exor-
cito francez, O qual se acha extremamente
enthusiasmado em favor do mesmo.
O povo romano tem se comportado pti-
mamente, e ocorpo diplomtico teOLse ex
pressado inteiramente salisfeilo coVar sua
conducta. Em a noite do da em que o papa
entrn em Roma nSo houve urna s casa
que se nfloilluminasse, sendo esta demons-
trarlo de alegra toda espontanea e sem ne
nluiina scite de previa preparaeflo.
Allemanha.
Oconselho a I ministrativo encerrou a pre-
sente sessflo do parlamento de Erfurt no da
19 de abril prximo passado e communicou
esta medida sduas casas que o compoem
por mviode urna mensagem, na qual Ihes
agradece as resolucOes que lomara ni acer-
en da revisSo da constituieflo, prometten-.
do-lhes ao mesmo lempo urna immediala
communicar;flo eom os governoa germni-
cos. Corra em Cotha.e urna carta de Er-
furt de 24 de abril corrobora esta nolicia,
que no curenle me/, de junliu se reunira
naquella cidade um congresso de principes
thuringienses. Dizia-se que o duque de Co-
burgo Cotlia he o promotor deste congres-
so, ou pelo menos que elle convidara o re
la Prussia para ir Cotha.
A Austria e os outros estados da Allema-
nha meridional protestaram contra a oceu-
pacaodo gram-ducado de liaden pelas tro-
pas prussanas e lambem contra a ennven-
eflo celebrada entre esle gram ducado e a
Prussia.
O bario de Kluber ministro dos negocios
estrangeiros de Badn, resDondendo a nota
lo barflode Phillipsherg, miuislro austra-
co no mesmo lugar, o qual ameacra o
zram-ducado eom o desgosto da Austria e
Wurtemberg, disse que quando em maiodc
1849 o gram-ducado de Badn, presa de
urna pengosa convulslo, pedir soccorro e
assistencia a um principe austraco, o re-
gente da Allemanha, eslo principe Ihe dis-
sera que recorresse ao re da Prussia, pro-
testando que soiente este tinha os.........-
o 'Cessarios e o espirito conforado para sus-
tentar os prncipes s?us collegas, que por
tanto Badn nflo poude deixar de aceitara
assistencia desta potencia, principalmente
tendo sido a Austria nesse tompo igual-
mente obrigada a implorar a assistencia de
estrangeiros, e que por conseguinte os seus
libi'ila.lores permaneceran! all al que as
tropas do gram-ducado fossem completa-
te reorganisadas
O re da Prussia,'o qual em 1818 ordenara
aos seus soldados que junta menlecom o laco
prtissiano trouxessem o tope germnico,
apparecendo elle proprio em publico eom
ambas estas insignias no dia 21 de marco do
dito anuo, acaba agora de prohibir aos mes-
los o uso do segundo sb pena de 3 dins d.
pristo.
Esta medida he considerada como um sig
nal da sorte que o re da Prussia reserva ao
parlamento de Eifurt e ao imperio alle-
uiflo.
Dinamarca e os ducados.
Urna depotaeflo dos ducados chegou a Co
lenhaguo e nbleve urna audiencia do rei ;
mas foi recebida sem nenhuma referonqB
autnridadeque a enviara e .omento como
portadora do crias propostas do povo dos
mesmos ducados.
Nada se sabia ainda de positivo acerca do
resulta lo desta audiencia ; mas cria-se qui
Syodie Prehn nin dos asombros da deputa-
eflo, o qual voltura de Copenhague para Kiel
no tlia 27 de abril, levara comsigo as con-
dicOes mediante as quaes o governo dina-
marquez entrara em urna negociaeflo. Vo
dia seguinte oSUdlholdersehaft devia reu-
nir se para determinar as novas inslrucce!"
cspini.lente, leve lugar urna conferencia entr j
>lr. Wyse e o baraotde Oros a bordo da nao
trancetaInflexible, estacionada no Piren. Antes
le aua entrevista coin o ministro ioglez, o ba-
rio de Cro communicou ao governo grrgo as
impostas que naquelle dia ten. .mam fazera
Mr. Wye para o ajuste final da quettlo. De-
nota de umalonga conferencia os ministros se
.ep.iraram, sem ein nada terein concordado, c
.un., ae suppz ser esta a ultima entrevista,
Mr. Wyse annunciou a aua intenciio de por em
pratica certa medidas. Todava o barao de
iros, regreasando para Atheuas, teve urna en.
tieusi.i coin Mr. Londot, depois da qual eicre-
veu ajllr. Wyse, pedinjo-lhe utna oulra con-
ferencia para o dia 14, ao que o ministro iu-
glez inteiramenle acceden. Cnmtudo por um
engao do barao de Groa a entrevista nflo teve
lugar seuao no .lia 15. Na manhaa deste
lia o harflo para o lim do reparar o seu.
irro relativamente a data da conferen-
cia, como tambem para mostrar a sua
aitxiedade de satisfazer os desejos de Mr.
Wyse em todo o particular, parti para
Sala nina no vapor de guerra francez La
"idttte e rez urna visita ao ministro .inglez
^ bordo da Queen, depois do que ambos os
enviados dingiram-se para a Inflexible. A
conferenciaduroualgum lempo; porm nflo
teve nenhiim resultado satisfactorio. Com-
tudo no dia seguinte Mr. Wyse e o barflo de
Oros conferenciaran) oulra vez ; mas as pro-
postas feitas pelo enviado francez foram re-
jeitadas pelo ministro inglez.
Mr. Wyse concedeu todava urna curta
dilacflo antes de prem execueflo medidss
hosiis. Elle ooncordou em esperar at quo
chegasse da Franca o vapor. Depois da che.-
gada do vapor francez Mr. Wise o o barflo
le Oros terflo urna outra entrevista, e se
uenhum delles tiver recebido novas ins-
trueces a respeto da presento queslSo, sua
commuiiicacilo ollicial ser interrompida, a
As proposlas feitas pelo enviado francez e
que foram rejeitadas pelo ministro inglez
sfl.ias seguintes : *
O governo grego obrlgava-se a dar a mais
ampia salisfaco pelo insulto feilo a Mr Brun,
ispii ante exigida para o Jonios que l'.iram presos e pa-
ra aquelles, ojos navios frain saqueados ; a
pagara Mr. Finlay o valor de seu jardini ; ea
dar 50,000 drachinas como indeinnisacao ao
x cnsul pvrtuguez O. Pacifico ; mas como
esle senhor rcj.il.ui coin indlgnacao aquantia
;ue Ihe lora arbitrada, o miuislro inglet nao
poude aeccitar as propostas que Ibe foratn tej-
as pelo francez.
Turqua.
As noticias da'Bosnia alcancam a M de a-
bril. A insurreicao daquella provincia ia em
progresio. Os babitantea da Croacia turca,
teni-sc reunido em grandes nmeros aos insui-
gcnles, o quaes se achan bem prvidos de
armas e municcei. As pracas fortes Ibes vao
aln nulo as ninas, unas aps oulras. Todos
os empregados turcos tem sido eipellldos da
Croacia turca c dizia-se que o viiir da bos-
nia fura dliniltido pela Porta, sendo substitui-
do por tisuiau, Pacha da Herzegovina.
O vapor frica, chegado a Trieste, dra 4
noticia de que a pnpulacao de Sainos, se le-
vantara contra o seu governador ; mas que u
Hi'rnn ia enviar urna lo rea militar debaixo do
coininando de um Pacha para sustentar ai
autoridades.
X
COLONIA DE MOSSAMEDES.
gflo a Tlm de que Prehn voltasse eom elles
pira Copenhague.
Os ducados tralam.agora directamente
corr a Dinamarca, porque a Prussia se reti-
rara inteiramenle do conflicto o pelme
nos nesta questflo, ella parece disposta a
renunciar a disliiircflo de ser a Espada da
Allemanha. Ella disse virtualmento aos
ducados vos demittistes o general nomeado pelo go-
verno central di Allemanha, vos lendes pra-
lcado em Schleswig v?ros actos de gover-
no contrarios aos termos do armisticio, no
qual a Allemanha teve parle ; portento de-
l'li a qussto entra vos mesmos o a Dina-
marca.
O general demitlido pelos ducados he o
general Bonin, o qual foi substituido pelo
general Von Willisen.
Logo que os ducados demlliratn o gene-
ral Bonin, o governo da Prussia ordenou
que todos os officines prussanos em servido
nos duesdos se recolhessem ao seu paiz ;
alguns porm, bem como o general Von
Willisen,-antes quizeram resignar os pos-
tos quo tinham no exercito prussiano do
que retirarem-se dos ducados.
A Prussia, lendo proposto Dinamsrc
urna paz separada, eesta propos'a lendo si-
do rejelada, mnstra-se agora nelinsda a
snliiiietii 1 a queslflo a arbitros.
(i recia.
Ai dilli ri mas entre o governo inglez e o do
rei Olhao ainda nao tinham sido ajustadas at
o dia 18 de abril, ao qual alcancam as noticias
da Grecia; pelo contrario esperava-sc a cada
hora vr ponas em pratica medidas hostis con-
tra este infeliz paiz.
0 correspondente do Times, escrevrndo de
Alhenas, diz que nunca ein nenhuin paiz do
.liudo a ruina lora locompleta, nein a alBic-
cao e dor mais universaes do que o sao presen-
i.mente na Grecia, nao podendo attribuir-ic
esle deploravel eslado de cousas, nem obstl-
nacao do governo e do parlamento grego, nem
uievino ao desejo do povo de nao condescender
coin as riigenclas da Inglaterra.
No dia J2 de abril, contina o mesmo cor-
As noticias e cartas que de Loanda foram
publicadas no Commercial de 24 do passado
o i.* deste a respeto da colonia portugue-
za de Mossamedes, sendo por demais lac-
nicas, j serviram para que alguem delfio
puncas palavras I i rasse a conclusdo deque
tudoalli ia malhomens e couSasAlguem
ha que enlendendo, ou rio desejando que
a Costa d'Africa seja mais que um mercado
de carne humana custa-lhe a crer quo se pos-
sa fundar urna colonia agrcola nesse paiz,
tilo atrasado ainda, mas que alm das rique-
zas queencerra no seu solo, tem bstanlo
fetlilidade para produzir lodosos gneros
tropicaes, e contcm suflicentes elomentos
para a realisaeflo desses estabclecimeulos.
Outros ha en.lim que querem ludoditoe
feito--sem atleiiQflo s dlliculdades que de
necessidade apparecein e se do luzem natu-
ralmente de qualquer empreza, aindamis
bern tentada, julgando ver em todo o lem-
po novos Cezares para a realisaQflo prompta
lovim. vi, venc--. Nflo pode ser, se
querom gentilezas, feilos de armas o ac-
edes de valor : contentetn-se cun as honro-
sas reCiirdar;oes do passado. A historia de
PoTtugal abunda em factis gloriosos, em
muitas conquistas e victorias. Hoje, po-
rm, a poca he oulra ; convem conservar
e aproveitar o que aos Portuguezes Ihes dei-
xaram seus antepassados, o uuandu o go-
verno do S. M. Fidelissima acoror;oa o
protege esle novo estabelecimeiito,ninguoni
dir que elle uflo comprcheude a sua missflo
e nflo manten), e mclhora o legado. O tra-
fico deescravos para lora da costa d'Africa
esti deba muito prohibido por loi, resta o
seu lolal ruii.pi-iineriio eom a represado des-
se vergonhoso commercio que a multus lem
attrahido e fascinado i ola prompta realisa-
Qflo de riquezas. Sem resignaeflo e perse-
veran^ e su ln 1-1 tul o sem patriotismo nflo se
chegar ao complemento da empreza pru-
jectada.
A carta que se segu escripia mesmo de
Mossamedes pelo Sr. Jos Leite de Albu-
querque, pessoa de conceito e bem conlie-
cida em alguns dos engenhos desla provin-
cia, he bastante noticiosa. Por ella se ve-
r o estado da nascenle colonia, e oxal
quo lodos os seus desejos o vistas possam
sor coroa.los do melhor resultado, como 13o
ardentemente anhela um l'ortuguez.
lllin. amigo.Mossamedes. 14 de mar-
co do 1850. Escievi-llie pela Tentativa fe-
it, e ale hoje nflo tenho sabido noticias
suas crea que sinceramente Ihe desejo
saude e todas as venturas, bem como sua
ilustre familia, a quem peco me rncom-
mende.
J por c vi o 5.' n da Tentativa, /papcIJ
peridico novo nessa trra, e pelas doutri-
nas que spregoa, todos por c lastimamos
a aggressflo que se Un por ah aos nossos,
e a condescendencia ou indiFeronca coin
que se deixam espalhar tantos insultos e
calumnias !--Vou dizer-lhe alguma cousa
acerca do nosso novo eslabelecimento. O
governador actual he o Sr. Antonio Sergio
de Souza, capitflo do fragata, homem de
loda a probidade, e bastante inereciinento.
O governo de S. Magestade fez nello una
excellenleescolha, porque tem dado prova
de .querer preencher o lim para que veio, se-
cundando o desejos daquella governo.0
Molla e o Freitas foram para Loanda ; Ber-
uardioo, Espirito Sauto eeu licamos cou os
ILEGIVEL


eneenho* de sociedade, e pura melhor re-
e"laridade organisamos algumas tlispnsi-
co's sobre o trabalho a f.zer, as quaes f-
rnm nara Lisboa. nm de sorem approvadas,
oualler.dasscrrassim mais conveniente
Trujando da agricultura, demos tambero
principios um estabelecimento commer-
cial para alargarmos mis o circulo de nos-
sai IrsnsaccOes. De Luanda e Benguell
temvindo por vezescana bastante, quej
plantamos e tem nsscido muilo bem, pro-
meltendo crescer largamente ; temos tam-
bem muita mandioca plantada, que d aqu
muito melhor que geralmente om Pernam-
buco ; batatas jifas cuidemos e silo 13o boas
como as inglezss, melanclas como as das
Curcuranas, e magnficos meles. Asseve-
io-llio, meu amigo, que esta trra produz
quanto Ihe lancam, ese a cana nos dero
resultado que esperamos, de certo vai a co-
lonia As mil maravilbns.
Fizemos alguma ageardente do mel que
Oab trouxemos, esanio ptima, causando
esto resultado grande admirado aogentio
o qual espalhando esta noticia, acarretou-
nns pura aqui parte do commercio que se di-
riga a Benguella. O anno tem sido secco e
por isso nno temos apresentado grandes re-
sultados na agricultura, comoserism infa-
liveis com urna esttcSo recular. Eslou edi-
ficando urna casa de pedra a duas legoas
daqui, e be esse o lugar escolhido para o le-
vntamelo do primeiro engenho por ser
tambem ahi que temos mais extensas plan-
tadora. Do governo e dos particulares te-
mos reeebido todo o apoio, e ein Loanda e
Benguella promove-se um donativo para es-
ta colonia, o qual, segundo as noticias que
temos, j monta asis contos de ris.
A nossa sociedade j possuo SOescravos
seus e brevemente esperamos outro igual
numero que nos he dado pelo governo. Ha
das romprei aqui mesmo urna bonita escra-
va por 15,000 rs., e posto que osle custo
seja o dos pretos bu caes, que n3o podem de
promplo ser applicados a qualquer trabalho
mais perfeito c regular, todava o preco dos
bracos, a Ma abundancia e a facilidade de
ncquiaicSo convida a efToctuar eslabcleci-
mentos porque os productos s3o por esta ra-
so menos sobrecarregados e podem fazer
competencia. O paiz he muito salubre, co-
mo j Ihe dase na minha primeira caita;
dos colonos apenas tcem morrido 4 que j
padecam de molestias chronicas. Che-
gou-nos um boticario de IjaJioa, o qual
lm do seu ordenado de 300,1100 rs. tema
patente de capitllo, o esperando nos por a-
qu brevemente um sacerdote, j nos esta-
mos preparando a fazer urna capella para a
retebrecffo dos ofllcioa divinos Emiim ,
meu amigo, trros de lutar, he verdade,
com algumas difliculdades etrabalhos, mas
se chegarmos a conseguir boa producto de
cana, todos os incommodos nos hSo de tra-
zer satisf.toria compensa^So! O Bernardi-
no vai bem, en&olem padecido do estoma-
go. Por aqui diz-se que se est apromptan-
do nessa cidade novo transporte de colonos
para c, nao sei se he ou nfio verdadeiro o
boato, mas se vorificar-se, rogo-lite me ro-
ni' ta o que na outra caite Ihe ped, e poi
toda despeza me responsabliso na forma
das oidens que se servir dar-me. Os artis-
tas, trabalbadores do campo, e todos os bra-
c.is uteis sao aqu proveitosos a si e ao paiz;
e se o meu amigo se resolver a vir, cont ja
rom um quarto na pequea casa que eslou
a fazer. Faca favor de ei tregar a inclusa au
niestre que foi da minha barcia. Se por
aqu Ihe poder prestar pura alguma cousa,
mande-me, porque ambiciono occasiOes e.i.
2 barricas pregos, 50 canaslras alhos, e
1,000 cutiros do cabra.
Liverpool com escala pola Parahba, bar-
ca ingleza Genevieve, de 366 toneladas : con-
duz o seguinte :
70 toneladas de lastro de area.
BECEBEOBIA DE RENDAS GEBAEV
INTERNAS.
Reodimento do dia ti......96,3*5
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmento do dia 6......1:5*5,035
quepossa mostrar-lhe que sou seu amigo,
muito obrigado e criado
Josa Leile de Albuquerque.
' mi i i ..
lcparti^ao da policia.
PAUTE DO DIA DEJUMIO.
Fram presos : ordem do cliefe de poli-
ca, o pardo Domingos deGusniflo, por ter
sido encontrado lora de horas; ellypolilu
Cassiauo Marques, por eslar armadu de um
l'unlial : a ordem do sudelegado da fre-
gui'zia deS -Frei-Pcdro-Cuncalves do lie-
cife, o piolo Jos Maiia dos Santos, para
curreccSo: ordem do subdelegado da
liegirazia de S. Jos, o pardo Luiz Jos dos
Santos, porcrimede furto : e do subdele-
gado da freguezia da Itoa-Vista, Joaquina
Jos de Santa Anna, por ebrio.
DEM no DA 5.
Yola mais consta ter occorrido no dia i
nesta cidade, excepcBo de tiaver sido pre-
so, ordem do subdelegado da freguezia de
S. Antonio, o escravo Jacob, pur desor-
deiro.
Jfovimenio do *orto.
Navios entrados no dia 6,
liba de Santi-llelena 12 dias, patacho
sueco Laura, de 140 toneladas, capitSo P.
S. WolfT, equipagem 8, em lastro ; a As-
tley & Companhia. Pasaageiroa, os Portu-
guezes JoSo Baptista, Joaquim Germano,
Francisco Jos de Lima, Joaquim Jos
Garca e o Brasileiro Jos Mara llamos.
Liverpool 45 dias, patacho inglez Hacer,
de 147.toneladas, capitSo Abraham Pe-
rouet, equipagem 8, carga carvSo de pe-
dra ; a Me. Calmont, Fundeou no Po;o.
Navios sonidos no mesmo dia.
San-Matheus Sumaca nacional Bella-Caro-
lina, capitSo Joaquim Baptista Pitia, em
lastro'
Rio-Grande Brigue nacional Dosle-
Guarde, capil.lo l.auriauo Jacinlho de Car-
valho, carga assucar.
Bio-de-Janeiro Polaca nacional Socieda-
de-Fetic, capitSo Joo Mara Solero de Ol-
veira, carga assucar. Passageiio, o nacio-
nal Jos Elias Machado Freir.
Buenos-Ayres Barca americana Muskin-
gam, capitSo Croket, em lastro.
Navios sahidos no dia 7.
Parahba hiate nacional Espadarte, nies-
tre Antonio Manoel Alfonso, carga diffe-
rentes gneros. Passageiros, Manoel da
Costa Barros e Custodio Domingos dos
Santos, Brasileiros.
Parahba Hiate nacional Tres-Irmdos,
mestre Eustaquio Mendes da Silva, carga
varios gneros.
EDITAES. '
O lllm. Sr. ollcial-maior, 'servindo de
inspector da thesouraria da fazenda provin-
cial, manda fazer publico que, do da 8 do
corronte mez em diante, pgam-se os orde-
nados o maisdespezas do mez do maio pr-
ximo passado.
Secretaria da thesouraria da fazenda pro
vncial de Pernambuco, 6 de junho de
1850. O secretario, Jntonio Ferreira d'dn-
nunciucdo.
A cmara municipal da cidade de Olinda e seu
termo itn rirtude da lei, etc.
Manda fazer publico que, nos dias 5, 6 e
8 do corrente, v3o a praca por arrematadlo
o concert do cano da bica do Itozario, or-
nado om 282,000 rs. : as pessoas que qui-
zerem, comparecam competeutemente ha-
bilitadas na sala das sesses da mesma c-
mara. l'-ii,'" da cmara da cidade de Olin-
da, 3 de junho de 1850. Manoel ioaquim
de Miranda Lobo, secretario.
liedara^oVs.
ALFANDEGA.
Itiindimento dodia 6......13:313,542
Detearregam hoje 8.
Patacho -- Y alent mercadorias.
Baica Lt-Comlekogcr dem.
Galera Columbus dem.
Brigue -- Pauline vinho e azeite.
CONSULADO GERAL.
Bcndimeuto do dia 6.....
Diversas provincias .....
O Sr. marecbal de campo graduado,
Antonio Correia Sera, commandante da5
armas drsta provincia, autorisado pela pre-
sidencia da mesma, tem de cont'atar nos
termos da lei, medante o estipendio do se
lenta mil res mensaes, um facultativo com
as precisas liabililacflps, para servir tempo-
rariamente no (itavo batalhSo de rajadores
destacado na comaica do Brejo. Os Sra que
quizerem, eseacharem as circunstancias
de bem desempenhar este servico, queiram
comparecer na secretaria militar, s 10 lio-
ras da mandila dos dias uteis, thiii de se le-
var a efteito semelhante contrato. Itecife, 7
de junho do 1850. Franeisep Camello Pes-
soa de Lacerda, capilSo-secretario do com-
mando desarmas.
Por ordem deS. Exc. o Sr. president"
da provincia lira denenhum cil'eilo o an-
I un rio, que punha a concurso cadeira de
primeiras lellras de Panellas, a qual acha-
so provida e em exercicio ; e por ordem do
uiesmo Exm Sr. o Sr. director manda prt
a concurso com o prazo de 60 dias da data
doste a cadeira de piimeiras lellrai o'Agoa-
l'reta, por hnvla abandonado o respectivo
profe.-sor ha mais de tres annos. Lyceu,f 5
ie junho le 1850. Janvario Alexandrino
da Silva Rabillo Caneca, professor de dese-
nlio e secretario.
-- Para Loan la sal r | o dia 10 do
corrente o patacho po'tuRUjoz Andorinha do
Tejo; tem bonsrommo los pira passageiros:
quem sequizer traospoilar, poitera tratar
com o capitSo ou calxa DO armazem do l'al-
iiieirii, largo do Corpo Santo.
Para o Porto pretende sahir no dia 12
docorrenle mez o brigue porluguez Venlu-
ra-Fclii, forrado e pregado de cobre, do
qual he capitSo Zeferino Ventura dos San-
tos : para carga e passageiros trata-se cem
o referido capitSo, ou como consignatario
Joaquim Ferreira Mendes GuimarSos, na
ra da Cruz, n. 49.
~ para o Cear pretende seguir viagem
com muita brevidade a sumaca nacional
Carlota, mestres Jos Gonc,alves Simas:
quem na'mesma quizer carregar, ou ir de
passagem, pode entender-se cum Luiz Jos
de S Araujo, na ra da Cruzt no Itecifu,
n. 33.
Para o MaranhSo e Para sahe, com a
uiaior brevidade, o brigue-escuna Josefa,
capitSo Jos Mara da Silva Porto : para car-
ga ou passageiros, dirijam-se ao dito capi-
tSo, ou a Manoel uarle Rodrigues, ra do
Trapiche, n. 26.
l'ara o l\io-de-Janero se-
gu em poucos diae, por ter par-
le de sua carga prompta, o brigue
nacional Mara-Primeira, forra-
do e pregado de cobre, de lote de
sete mil arroba : para o resto da
rarga, escravos e passageiros, tra-
ta-se com Machado & Pinheiro,
na ra do \igario, n. 19, ou com
o capitao na praca.
Para a Baha segu no dia 12 do corren-
te a sumaca Tres-lrmdos : quem na mesma
quizer carregar ou ir de passagem, trate
com Machado & Pinheiro na ra |da Viga-
rio, 11.19
Para o Rio-de-Janero segu ero pou-
cos dias o patacho nacional \ alent, capi-
tSo Fraocisc Nicolu de Araujo : para o
resto da carga, trata-se com JoSo Francis-
co da Cruz, na ra da Cruz, n. 3.
Leilo.
1:849,278
125,679
1:974.957
EXPORTACAO.
Despachos martimos no dia 6.
Parahba, hiale nacional Espadarte, de 27
toneladas : conduz o seguinte :
6 harria vinagre, 2 ditos ceneja, 1 pipa ti
2 barrs vinho, 9 harria inanteiga, 3 caixns
fazendas, 1 barril e 17 frasqueiras genebra,
1 raixa cb, 110 volumen ferragens, 5 vola
mes |.mi' na, erva-doce e canolla, 6 caixas
miudesas, 50 mullios albos, 44 arroelase 1
lencol de cubre, 1 caixa euxofre, 1 volume
vidros, 12 gigos champagne, 20 barricas ba-
calhao, 1 tiariil az''itc-doc<>, 1 pedra de re-
bolo, 1 CliXa o 2 balas papel, vinte duas
caixas traques da India, 1 barril toucinho,
duas barriquinbas bolachinha, duas du-
zias couros, 2 muios de sola armacOes de sellin, 16 libras estanto, 4 sac-
cas caf, 20 caixotes doce, 25 camas de ven-
to, 25 Colches e25 travissuiros, 24 saccas
arroz, 5 saccas bolacha, 400 arrobas de car-
"e-secca, 2 caixas cera em velas, 3 duziaa
de labuas, 2 barricas e 75 caixas charutos.
Kabia, hiale nacional Sociedade, do 4 to-
couduz o seguinte :
Heladas
Theairo de s. Izabel.
QUARTA RECITA DA ASSIGNATUBA.
Hoje, 8 de junho de isiO.
Representar-se-na o interessante drama
em tres actos.
A GARCALHADA.
Terminar o espectculo o gracioso pro-
verbio em um acto
Quem casa guer casa.
Comecar s 8 horas.
Os bilhetes icliam-se veuda no lugar do
costume. -
O empresario 11S0 se poupando a fadigas, do barril de vinno e a sacca de carnauba,
para bem cumprirsua niiss3o, acha-seem-liue ludo orea em 58,180 rs.; pois ja he bas-
penbado na promptficacSo do scenarin c| tanlea mangacSo, e assim 1180 se faz, prui-
vestuario, para o grande drama
-- RiisshII Mellors & C. farSo leilSo por
intervenido do corrector Oliveira, de um
sorlimenlo de fazendas inglezas, todas pio-
prias do mercado : segnnda-feira, 10 do
corrente, as 10 horas em poni, no seu ar-
mazem, ra do Trapiche-Novo.--
Avisos diversos.
Betira-se desta cidade para a da Pro-
IiiIm Luiz llypolito Mariano, crioulo brasi
leiro, a tratar de seus negocios.
-- Jos Goncalves Villa-Verde subdito
porluguez retrs-se laraoltio de Janeiro.
Thomas Harkness, subdito bntannico,
retlra-secom sua senhora c duas filhas me-
nores para Inglaterra.
James llenry Taylor retira-se para In-
glaterra.
--Francolina da Silva Collares retira-se
para o Ilo-de-Janeiro.
Precisa-si de umi mulher forra ou cap-
tiva, que tnilia bastante leite, e seja cuida-
dosa com a crianza de queesteja incumbi-
da : quem estiver nestas circunstancias, di-
rija-se ra Direjla, 11. 89, segundo andar
Tendo-se aiinuiiciado por diversas ve
zes no Diario de Pernambuco, que o arma-
zem n. 32, sito na ra do Apollo, e perten-
centc a M. A da Silva Molla, ha de ir pra
i;:i, no dia 11 do corrente, para ser arrema-
tado, por execuc;3o que inove Jos Goncil
ves Torres em 11 juizo da primeira vara do
civel, escrivSo Santos, e prelendendo eu es
te armazem, fui informado do que esta pe-
nhorado pir diveras pessoas que teem
piotestado preferencia, eo que mais he,
que ha pnnbora por herancas de orphSos
e nutras privilegiadas*; assim como que
a hypotheca do Torres nSo be 110 arma-
zem do caes, nas s no da frente, pelo
que grande prejuizo sera para quem arre-
matar o da frente ; como quero evitar ques-
t>s desejava fosse este negucio esclarecido.
M/iii por quo Ihe pe Je a inser^So destu an-
iiuiicio O pretendente.
No dia 6 do corrente, pelas 2 horas da
tarde, desappareceu um meninosemi-brau-
co, de nome Garca, de idade de 5 annos,
n edescalco, cabello cuitado rento, con.
um talbo na liarba e algumas marcas di
sarna abaixo do sovaco direito ; este nieiii
no he forro, e desconlia-se que esta oceulto
para ser vendido como escravo, bem que el-
le seja forro e claro ; por isso protesta-sr
lersegur a quem o tiver oceulto, equen
delle der noticia na ra estrella do Itozario,
n. 12, segundo andrr, ao peda botica do
Sr. Prannos, ser recompensado.
- (Juein quizer una ama de leite, dirja-
se ra do Caldereiro, 11. 88, casa deporta
e janella.
Precisa-se comprar um moinho e lor-
rador para caf: na ra do Rozario larga,
padaria 11. 48.
Prccisa-se de urna ama que leuda bou.
leite, e quealiance a sua? conducta: na ni.
do Livramento, n. 36, loja de cera.
O abaixo assignado ruga aos Srs JoSo
Francisco da Lapa e Malinas Jos da Lapa
que veiiliam ou mandem pagar o importe
moral -
Pedro Crin, queja leve e agora n.lo tem ,
:]ue muilo breve subir scena.
Avisos -cuantiosos.
-- Para o Bio-de-Janeiro seguir em pou-
cos dias o brigue-escuna Henriqueta, por es-
tar quasi completo o seu cairegamento
iiuem nelle pretender carregar e renieltei
escravos, emenda-se com ocaptSo Manoel
Joaquim Lobato, na prca do Commercio,
ou na ra da Cadeia-Velha, 11. 17, segundo
andar.
A escuna nacional Emilia, de que he
capitSo e pratico Antonio Silveira Maciel
Jnior, segu imprelerivelmente paia o
Ceai no dia 15 do corrente, com a carga
que nessa data tiver a seu bordo.
Paraa Baha segu com brevidade o
patacho Lima: para carga e passageiros,
irata-so ao lado do Corpo-Santo, loja de
massame, n. 25.
cipalincnle quem arrota ter bastante di-
iiheiro, poim isto faz quem est com a bai-
riga chcia como os Srs. (cando certo que
oniquanlo nSo vieicm pagar verSo os seu-
mimes ueste Diario todos os dias.
Jvs Mara da Lapa.
Desappareceu, no dial" do correte i
noite, urna negra crioula, de 19 a 20 um.
punco maisou menos, de nome Bemaberla,
que foi escrava do Sr. JuSo Paulino da Cu
ola Lima, morador na Passagem-da-Magda-
lena, eom os siguaes seguiutes: alia, un
pouco secca, pea bastante grandes e largos,
de buDila tigura ; tem una marca de empi-
gem 110 mino das costas e marcas de pan-
nos 110 rosto ; levou veslido de chia des-
bolada que parece branco e panno prtlo
bastante usado; lovou mais um vest Jo di
cambraia cor de ro/a e outro dilo de dita
branca ; desconlia-se estar dentro desta ci-
dade. Roga-se as autoridades policiaes .
capilSes de campo que a peguem e levem-
na ra do Vigario, n. 13, terceiro andar,
que scilio generosamente recompensados.
Altenc-tto! Aos irmflos.
Tendo de se proceder no da 9 do corren -
te a elcicSo para a nova mesa da rmandade
lo Sr. Bom Jess das Chagas, abaixo se
transcrevo o artigo da mesma eleicSo, o se
offerece os nomes dos ex-cscrivSes desim-
pedidos Francisco de Paula Martins. Diogo
Martina Portella, Jos da Costa Lisboa, Joa-
quim Jos de Sant'Anna, JoSo Pedro Pauli-
no, Antonio Jacintlio Carneiro, e lambem o
esciivflo actual Eloy Jos GalvtO.
Artigo25. Concluida esta formaldade
levanlar-se-bSo o provedor, procurador ge-
ral e escrivSo, e, retirados em um lugar, s
escolherSo entre si tres irmSos, que tenham
servido os lugares deescnvSo e thesourei-
ro, e tres definidores que nos seus emprrgos
cumpriram seus deveres e pagaran suas
ioias, n os quaos numearSo, para ser esco-
lhido de entre elles, um para provedor, por
meio de vota^So; bem.entend lo que para
esteemprego serSo em pumeiro lugar os
escriv3es, e na falla destes o poder ello re-
i'abir nos thesoureiros e definidores.
O irmSo de Santu-Antio.
Manoel AlvesBarbiza vai Parahba.
Henriquo Fabre, pintor, estabelecido
na ra das Trincheiras, n. 86, avisa aos Srs.
que ha minios mezes man imam pintar suas
cadeiras, e que tendo sido avisados que es-
tavam promptasasno procuraram, que se
no prazo de oito dias, contados da publica-
rlo deste, as nfio procurarem, serSo ellas
vendidas, para pagamento do seu trabalho.
Assim como que o annunciante se acha sem-
pre promplo a bem servir as pessoas qu 1 Ihe
quizerem encarregar de suas obras.
Jos Gomes Mornra embarca para o
Bio-de Janeiro a sua escrava Joanna.
Jlo Baptista Furtado declara que dei-
xa de funecionar como oflicial de jusliQa
pesante o primeiro districto do juizo de paz
lo barro de San-Fr.-Pedro-Goncalves.
Est hoje a urna hora da tardo ven-
da, nos lugares do costume, o prometido
n. 14 da interessantissima Marmota, conten-
do bellos arligos e poesas.
.Na esquina da ra do Cabug, loja n.
II, junto a botica do Sr. JoSo Morera Mar-
ques, drseja-se fallar om os Srs. Francisco
Fernandes da ResurreicSo, Francisco Xavier
Carneiro Itodrigucs Camprllo, Joaquim
Cordeiro Bibeiru Campos, Joaquim Tavires
toduvalho, FreJei ico O Elst'r, JulSo Mar a
freir, Manoel Jes de Souza Braga.
L'm rapaz solteiro se ofTerece para dar
ices de primoiras leltras e alguns prepa-
ratorios em aluum engenho, ou fazenda:
quem de seu presumo se quizer Utilisar, di-
rija-so 4 ra Direila, 11. 102, ou aiinunrie.
A senhora que maiulou fazer urna saia
de bordado de BUStO, na ra da Cruz, n. 68,
ni' 1 1 a man lar buscar no prazo de 8 dias ;
do contraro, sera vendida, nSo licaudo re--
lonsavel a costureira pela fizemia, vi>.lo
ser segunda vez que se fi,z o presente an-
nunco. Na mesma casa vende-se boa 13a
de flnr de calina, por mdico prpQo.
Perderam-se, na noite de 5 do corren-
te, 3 pentes de tartaruga, que vinham em-
drulhndos em um papel em cima de um ta-
buleiro de fazendas ; suppOe-se terem ca-
bido na praga da Boa-Vista, junio da calca-
da da botica da viuva Cuuha. Boga-se a
'luem os achou, quo os levo ra das Cru-
zes, n. quescia gratiiriido.
Precisa-se alugar um piolo captivo, de
boa conducta, para o servido interno de
urna casa estrangeira I paga-se bem : na
ra do Trapiche-Novo, n. 10.
DSo-se pequeas qiiantias a premio so-
bre penhores de ouro o prata : na ra do
Mundo-Novo, n. 30, se. dir quem da.
O aricmatanludas iifericOes deste mu
nifipio do llecife faz certa que est a lindar-
se o lempo marcado pela lei para as aeri-
tes.
No engenho Utinga-de-C.ma, da fre-
guezia do Cabo, ha um Sitio do lavradoi
dosoecupado, com casa de vivenda, cercado
.i mais airaujos, com terreno para se plan-
tar 500 pSrs annuaes : quem o pretender,
dirija-se ao mesmo engen'io.
Agencia de passaportes.
Tiram-se pauaportea para dentro e fra
do imperio, om nreslcza e commodo pre-
go : na ru do Bangel, n 57.
Aluga-se urna cozinheira forriou es
crava : na ra da Cruz no llccife, n. 2.
Na esquina da ra do Cahug, loja 11.
II, junto 11 botica, deseja-se. fallar aos Srs
paire Camilo de Mendnnca Furtado, tenon-
le Franca, Manoel Joaquim Peioira Lobo,
Minoftl OarneiroCavalcanti, JoSo Jos Lo
es Jnior, tenente Bernardo Jos da Graca.
Itoga-seao autor do annuncio inser lo
no Diario 11. IS4 a respailo de quem anda
cobrando dividas que liles nflo -peitencc, s
se enlende com .Flix Cyprianojle Souza
Teixeira
Na ra estreila do Rozario. n. 43, loja.
s dir quem d dinheiro a pieinio de um 1
meio por rento.
Aiogam-se os altos da casa
de 3 andares, sita na na do Tra-
piche, i. !\ \ a tratar na ra do
Vigario, n. 7.
proprietario do boliquini
no iheatro de S.-Isabel pede ao.-
seus amigos rjue quandoloreni to
mar algunsr efrescos levem o com-
petente cobre; pois alli nao he
possivel fazer-se assentosjos troco.-
para o sorvelef, fazem-sj eni bai\o;
assim como avisa que mandar ser-
vir sos camarotes com o que se
pedir; e estando o butiquimde to-
do prompto, haverch e cale
Vendas.
Compras.
Compra-se una secretaria de boa ma-
deira e em bom estado : na ruado Mundo-
Novo, n. 30.
Compram-so, para una oncommenda,
escravos de aoibos os sexos, de 10 a 40 an-
nos : na ra do Itangel, n. 57.
Compra-se quatro carrinhos de mSo:
na ra do Livramento, loja 11. 34.
Compra-se um relogio de-ouro, paten-
te inglez: na ra da Senzalla-Velha, 11. 50,
se dir quem compra.
Compra-se um methodo de violSo por
Carulli ; na praga da Independencia, loja
deSr. Mero/., ouaniiuncie.
Sortes.
Na lvrara da praca da Indendcnca, ns.
6e8, vendem-se folhas do papel com sor-
ts a 80 rs. cada um, e os saguinles livros :
Acasos da fortuna, ou livros dejsorles
divertidos etc. a 6VO ris.
Livros dos destinos para serem consulta-
dos as noites de S. Antonio e 9, Jo3o etc. a
640 rs.
Jla^ Chapeos e bonete.
Vendem-so os mais modernos e superio-
res chpeos francazes. chogados ultima-
mente do Pars, a 8.500, 7,500 e 7,000 rs. ;
chapeos de palhinha com enfeites paramo-
iiiios ; bunels para enancas, do mui lindos
treidos de palha e c ibello ; ditos de cabel-
lo ede oulrasqualidades pira hotnem, pro-
prios para andar em casa por serem frescos
na ra dj QueimaJo, loja de chapos, nu-
mero 38.
Vendem-se 10 escravos, sendo tres pre-
tos bous ganhadores de ra ; um dito auo
entende d tratamento de carros e cavallos,
e he de muito boa conducta ; urna parda boa
para lodo o servirlo o sem vicio ; tres pre-
tas muito boas quitandelrai de ra; urna
dita que cozinha, engomma o lava; urna
dita do meia i la le, que so venle muito em
cotila : na ra da Cadeia do Itecife, n. 51,
primeiro andar.
Vende-se urna escrava de nacSo Ben-
guela, OOtn bom leite para criar, e que cn-
gunina, lava desaliSo e varrella : em Fra-
de-Portas, ra do Pilar, n. 85, loja.
Vende-se um mulatinho de 10 a 11 an-
uos, muito hbil, por sso ptimo para pa-
gem : na ra do Trapiche, 11. II, armazem.
CJicg iem pechinCha.
Sapatosdo Aracaty a 800 rs.
cada par.
Na taberna dr. Mrnlcs & Braga, na ra da
Cruz, n. 36, defronteda Lingncla, ven lem-
fsesapatos do Aracaty, muito superiores e
de todos os l.aininlios para honiem, a 800
rs- o par ; chap>s do palha. propros para
escravos, a 120 e 200 rs. cada um ; osteira?,
a 320 rs. ; velas de carnauba pura, proprias
para quem tem de festejar S. Antonio, a 480
rs. a libra, ou a 40 rs. cada urna ; aucoret is
com azeitonasmulto novas, viudas ltima-
mente no Ventara Feliz, a 1,000 rs., o a
210 rs. a gnala ; e outros mullos gneros
em prnpurcSo. Adverle-sri quo senJo em
porc/ioso dar mais barato qualquar ge-
nero.
Aliene; io,
Vonde-se cera de car.iaba em saceos de
5arrodas para cima; salalos do Aracaty,
muito superiores; sola ; palles do cabra.-
lulo viu tu ltimamente do Aracaty no
hiate Duvidoto, e por menos privo do qua
em outra qualquer parle ; na ra dos Ta-
noeiros, n. 5, armazem de Domingos llodn-
gues ee Andrade.
Ventlein-se trotnbelas acs-
ticas que dao oucas a quem he
moco : no pateo do Collegio, casa
do livro azul.
-- Na ra das Cruzas, n -2-1, segndo andar,
vendem-se7 escravas, sen lo urna crioula
lo elegante lisura, que engomma, coso, co-
zinha e lava ; una dita de nac&O, com as
mesmas halnli la.les ; urna parda de 30 an-
uos, que cozinha, lava de sdiSo c faz bem
renda ; una preta da Costa ; 2 lilas no-
grinhas de 10 a 12 anuos, muito bem elu-
cadas, que cosein Chflo, fazem lavarinto e
sflo ptimas para mucamas de qualquer me-
nina ; um molccote de nacSo, de 18 a 19
anuos, proprio para todo o[stv?o.
VenJe-se um lindo escravo perito olli-
cial de carpinteiro: na ra do Itangel,
n. 57.
-- Veode-se bolacha de milho, a 80 rs. a '
libra ; caf em grSo, a 160 rs. e mais ba-
rato sendo em por^So, por se qoerer aca-
bar depressa : na ra larga do Itozario,
n. 48
Vendem-se chales de seda preta, gran-
des, pelo diminuto pceo de 6,000 rs. : na
ra da Cadeia-Velha, n 31
Vendem-se duas lindas mulalinhas de
10 a 12anuos pouco mais oo menos, con
liabili la.les, por isso proprias para qual-
quer Casado familia; nina parda cun um
lilho, de bonita figura, sadia e com hadili-
dades precisas para o bom arranjo de qual-
quer casa : na ra da Cadeia-Velna, u. 33,
se dir quem ven le.
Vende-se a casa de sobrado da ra de
S.-ltom-Jesus-das-Crioulas, o.itr'ora dos
Qnarteis. avallada por inventario em 900/
rs. e dar-se-ha por menos alguma cousa ,
a qual rende 13,000 rs mensaes e so acha
livree desembarazada : na iuui;i Assump-
Q3.,n 3(1, primeiro'andar.
Aos fabricantes de velas.
Vende-se cera de carnauba : na
ra Diieit i, n. 36', primeiro an-
dar.
Vende-se um par de mangas do vidro
bordadas, pouco servidas : na ra do Itan-
gel, n 57.
Vende-se urna morada de casa terrea
no becco do Lobato : na ra do Livramen-
to, n. 22.
--Vcnde-se um sobrado de um andar na
ra do Pilar, n. 13, em chSos proprios: a
Iratar rom o dono, no mesmo sobrado.
Vende-se para fra da provincia ou pa-
ra algum engenho una bonita escrava, cri-
oula. moQ8, que cozinlu muito bem o dia-
rio ute urna casa, he muito fiel, n3o bebe es-
pirito de qualidade alguma, nunca fugio,
o que ludo seainc.a debaixu de palavra :
' i.un a de nar.ni, bonita figura e propria
para engenho ou quitanda : na ra larga do
Itozario, n. 48, piimeijo andar, tolos os
das das 6 horas da ni.inha i s 10 e das 3 s
6 da larde.
Vcnde-se urna negra de nacSo Costa,
bonita llgura e 18 annos de idade, a qual
lava, eiigomiia e cozinha o ordinario de
urna casa : na ra da Aurora, n. 50.
Vendem-se queijos londrinhos de 4 e 5
libras, muito frescos : na ra da Cruz, no
Itecife, n. 62, armazem de Manoel Francis-
co Martins.
Vende-se ago'ardente do reino, gene-
bra, ago'ardenle da aniz; e licores : na ra
da Praia-de-S.-ltita, defronte da nbeira ns.
loe 12. Na mesma casa tambem se vendein
bo cascos do pipas.


1
Mtsicas para piano
Na ni Nova, n. 1I, luja de Jos Pinto da
Fonseca e Silva, sucessor^leCuerra Silva &
Companliia, vcmlem-ss 8S seguintes msi-
cas :
llibliolheca classica dos pianistas, om 19
voluntes, obras escnlhidas de Beethovcm.
Cnmicr, Clcmenli, llummel, Weher.Mozart,
Haydn, Dussek, l'icld o Ities, Sleibell, e E
A Kilha do regiment, opera italiana coui
acoaipanlianiento do piano, msica de Do-
nizelte.
Os Martyres, opera italiana, com acom-
panhainciilo de piano, msica de Donizette.
Konds, vsriaces, phnntezias, romances,
cavatinas o oulros muilcs e lindos pedamos
de msicas para piano, dos melliores au-
tores.
Quidrilhis, valsas, polkas e mazurcas pa-
ra piano, de autores modernos.
Seis recrearles e doze pedacos para or-
g.lo.
SUbltde Materde Pregolcse, transcrip-
to par orgSo, por K. Ilunten.
DilTerenles pecas de msica para canto,
cm italiano, rom acompanhaxento de pia-
no, extrahidas de varias operas de autores
modernos.
.Msicas para rabera e para flauta.
Vendem-se cigarros de palba de mllho,
hons, por preco commodo : na ra das Cru-
zcs, n. 40.
P-
280
l'S.
'ara camisas, a
o covado.
VrnJem-se finos e largos tisodos bran-
cos com snlpiros de ciVrs, muito proprios
para camisas de hornero, pelo haiatissimo
prego de 2S0 rs. o covado : na ra do Cres-
po, n. II.
Chegaram novamente ra da Son-
zalla-Nova, n. 42, i elogios de ouro o praia
patente ingle/., para homem e senhora.
Capas para invern.
Vendem-se capas de panno fino e barra-
gana e mais qualidadrs, pira invern, poi
preco commodo : na ra do Crespo, n. II.
-- Vendem-se saccas com arroz, a 1,200
rs. a ai roba : no raes da Alfandega, triiia-
zem do Sr. Aunes.
mm mmmmm !,
Grvalas de molas.
; Grvalas de irola de nova inven- f
| clo; lencos de setlntpreto e de ro- 9
res,'dilos de (o da Escocia; ditos 9
'< teridodo noite ; chapoa francezes;
rt boas casemiras ; pannos pretose de
| corea; bring rom leeido de lona ; e ;i
I oulras muitas fuyendas, nao para I
f homem como pura senhora : ludo f
vndese |or ron.moJo preco: na JF;
1 ra do Crespo, n. 9, loja i marella.
--Vrnde-se muilo surcrior farinba eni
mrias bai liras: na rira du Cadeia do Itecife,
escriptorio de lie'anc Youle & C em seut
urniazensdo ttreo du Cuiicalv As novas paisas sublimes
a 2,240 rs. o corle.
Na loja de Guimares & llrmiques, na
roa do Crear. O, n. 5, que faz esquina para n
ma do Collegio, vendem-se novos cortes de
cassas linas denominadas sublimes, pela
sua boa qualidade e burato preco.
Vende-se um lardinho de 12 ancos
urna preta que rose, rnpomma e cozioha :
i.-lobaralo que be para liquidar cuidas ve-
Ibas: na ra larga o llozurio, n. 46, pri-
meiro andar.
*leP!A winbof iuoiuv op
tfoj 'tape^ ep enj bu as-uiaj)Ud.\
: -s.i oro
i! 'ajeo vjid s-oi|iiio||-
--Vendcin-se amarras uc lrro : na ru*
da Senzal la-Nova, n. 42.
69** #99<#* t
Manteletes a ao,ooo rs.
9


*
Ricos manteletes modernos, vindos *
de Franca, vendem-se pelo diminuto *
preco c'efO.OOO is. : na roa do Crea- 9
po, n. 9, loja Joto Antonio Comes #
Cuimaies, nicamente. *

9#**3 @> Sf 9***9*
Vend m-se no Atierro da lla-Visl, n
1, manlellctes e capotinhos de seda pn ta
e de corea, das ultimas modas de Paria.
Vendem-se, na rnu do Cahugi, loja de
quatro poitas, do huaile, capolinhos e ro-
meiros de fil c seda, e louras de setim pa-
ra buptisados.
Vende-se urna preta crioula, de 22 an-
nos, de bonita (pura, sem vicios, e que en-
gumma, lava e faz toduo seivigo de urna
casa : na l'onte-telha, n. 33, taberna.
-Vende-se um sobradinlio de um andar,
reclifirado de novo, na i na da Calcada, cu-
jo rende um por cento ao mez ; urna cusa
terrea na ra do (Juiabo ; um tanque de
pao pira 30 ou 40 pipas do liquido; um
deposito de ferro que leva duas pipas, e que
pode snvir para oleo ou azeile : na ra das
laiangeiras, n. 18.
Vendem-sequalroterrenos na iua da
Auroiu, sendo um de frente, e lies no fun-
do, entre a ponlezinha a casa do Sr. Jofifl
Vieira ila Cunha : na ra da l'raia-de-S -Ri-
ta, n. 1.
Venderse urna parda muito moca, de
bonita figura, com irincipios de cngom-
Diado e de costura ; he de boa fisura, ar-m
vicies nem achaques : o n.uiivo por que se
vende lie | or liave grande precisfio: tem-
bem se vende urna preta de nacilo Costa, de
18 anuos, do elegante ligura : na ra do Han-
ge!, n. 38, segundo andar, se dir quem
vende. '
Vendem-se 2 escravos de boas (guias
proprios para lodo o seivico : na ra d
Cadeia du Rerife, n. 39.
Vendem-se chapeos de palha de Mani-
Jha, muito linos para homem ; rana da India
verdadeira, propria para bengalas, de una
se pode lazer duas i na ra Nova, loja n. 2
airas da matriz.
--Abordo do brizne Ayuia-do-Vrata, ven-
de-se farinlia de mandioca, por preco com-
modo.
A 3,000 rs. o barril de caj de Lisboa.
Ven'le-sc, para fechar con tas, um rstan-
les do barris de cal virgem de Lisboa, da
nresente safra : na ra da Cadcia do Reci-
'e. n. 50.
Urna pessoa chegada ha pouco de urna
las provincias do imperio tem para vender
urna poreflode (oalhas e fronhas de breta-
nha fina elavarinto de muito bom goslo e
noderno, por muito barato preco, por ter
le retirar-se para lora do imperio : na ru
Nova, n. 35.
Farinha de mandioca de
S.-Catharina.
f.hegou em direitura de S.-Catharina o
brigue nacional Minerva, com um carrega-
menlo da sunrrior farinha muito nova, e
icha-ae tundeado defronte do caes do Ra-
mos, onde se vende a preco commodo, ou
em casa de Manoel Ignacio de Oliveira, na
i'raca do Commprcio, n. 6, primeiro andar.
Vende-se um dos dous engenhos, Telha
e Triumphos, sitos na freguezia dn Seri-
nhilem, com bastante Ierra e muito produc-
tiva para criar grandes safras : ambos hons
d'agna, por serem copeiros, e dislam do
amnarqiia duas legoas : a tratar com o pro-
prietario, Joflo Climaco Fernamles Caval-
ranli, ou com Antonio da Silva CusmSo, na
ra Imperial, do Alerro-dos-Afogados.
Corram ao barato.
Na nova loja do Passeio-Publico, n. 19,
ile Lomos Amaral Coinpanbia, se est
venemlo fazenda por todo o dinbeiro, co-
mo sejam chitas muito linas e do cores fi-
xas, a 120, 140, 160 e 200 rs. o covado. e a
peca a 5,500, 5,890, 6,000 e 7,000 rs ; luir
de lindo miudinho, a 300 rs. o covado ; cas-
lores para cairas, a 200 rs. o covado. A el-
les antes que se acahem. Os novos admi-
nistradores estilo torrando por lodo dinhei-
ro, eeslflo rrsolvidosa acabar com todas as
fzendas para soitir de novo.
Pechineha.
Na ra do Quemado, vindo do Rozario,
segunda loja, n 18, ainda rrslam algnmas
pecas de metim verde e .cor de caf, com 20
covados, a 2,200 rs ; corles de colleles de
seliin prelo lavrado, a 1,000 rs.; chales de
seda, a 5,000 rs. ; panno de Ifnho suisso,
rom 25 varas a peca, a 6,400 rs. ; panno fi-
no prelo muilo bom, a 3.200 rs. o covado ; e
outras l'azendas por preco commodo.
Vende-se, ou Iroca-se por um preto que
sejtf moro e possanie, una neunnba de 10
a 11 anuos, que j leni principios dn costu-
ra, c he muito viva : na ra larga do Roza-
rio, n. 1C, sobrado.
Vendem-se e alugam-se bichas de|llam-
bnrgo, as melliores possifeis, lauto em ta-
manho como em qualidade: no AUrro-dl-
Roa-Visla, venda nova ao peda rclinacao,
n. 70 : Iiiii lirio se vende manleipa, a 400 e
560 rs. c a rrais superior, a 610 rs.; cha, a
1,800 rs. e do rr ais. superior, a 2,200 rs.
Jo^os de Vfspora a i.000
Na ra Nova, n. 6, loja de Mava
Hamos & Gompanhia,
vendem-se por este diminuto prego, para
liverlioiento das noites de S. -Antonio e S-
JoKo.
Vende-se urra morada de casa terrea,
na rua da praia-de-S -Rila, n. 44, em chica
proprios, e que rende 8,000 rs. mensaes;
uma preta crioula, de honda ligura, de 25
anuos, boa coslureira, cozinheira, e que
engonima | cifeilamenle, ensaboa e faz to-
lo o mais servido de urna casa : na rua do
Mondrgo, n. 99.
M anli-lclcs.
Vende-se, na rua do Crespo, loja de qua-
Iro portas, n. 12, manteletes de seda fulla
corta, de muito hom goslo o ile superior
qualidade,ebegados ullimantonte deFran-
ca, osquaes se vendeni por menos preco do
que em oulra ijiialquer paite.
Vondeni-.se meiss barricas
com farinha gallega, a melhor pos-
si vel / tai xas com velas de es-
peimcele americano de diversos
tamaitos : na rua do Trapiche,
n. 36 escriptorio de Matheur<
Aiislin He C.
Vende-se um palanquim : na rua doi
Rozario, n. 1. '
W Deposito de bichas. 2
Nalravessa da rua do Vi- ^
E gario, n. i,vendem-se bichas ^
B de Ilamborgo, ultimamenle jj
pk chegadas, a3o#rs. o cento: -a
r tambem se alugam por mais 1
barato preco do que cm on- 4!
k tra qualquer parte. J
> -e
O,* i t.AA^^AiAAAiilff
Vende-se um pardo moQo e de bonita
figura, periio odicial de alfaite : na rua da
CadeiadoRecifc, n. 39.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro de dirTe-
rentes modelos : na fabrica de machinas e
fundirn de ferro, na rua do Brum ,
ns 6, 8e 10.
He barato.
Vende-se um balcSoeuns canteiros para
pipas, duas pipas queservem de deposito de
ago'ardente e urna qusrtoll que serve para
inel : na rua da Seuzalla-Vellia, taberna nu-
mero 15.
Na fabrica de chapeos deso, da ru
do Passeio, n. 5, vende-se chapeos de sol
para homens, senhoras o meninos, tanto
de seda como de panninho, por prec,os mais
commodos doqueem outra qualquer par-
te : vende-se seda e panninhos para cubrir
armacOes de chapees de sol servidos.
Vendem-se condeces e ces-
tinhas finas para costuras de meninas e se-
nhora ; ceslinhas com azas para meninas de
escola ; halaios com i para cima de mesa ;
litos pequeos para brinquedo de meninos;
assafates brancos, grandes e pequeos ; di-
tos piulados ; cestas com lampa e aza para
compra de rua : cassalis para meninos an-
;;i-, ni ; esleirs finas de cures da India ;
iiiarlinhas, morjngos, jarras grandes e pe-
luenaa finas, alguidares vidrados de lodos
os tamanhos : na rua da Cadeia do Recife,
n. 5.
NA RUAl)0 CABL'CA'
Loja do Ruarte vendem-se xicotes ingle-
zes para carro, dilos para cavallos, fras-
queiros demelal proprios de caca, polvari-
nhos de 2 canos, ebegados ullimamenleda
Inglaterra e por pieco commodo.
Sementcs de hortaiiee.
Vendem-se sementes de hortalice, muito
novase chegadas ltimamente do.Lisboa i
na rua da Cruz, arroazem n. 62.
A 1,000 rs. o corte.
Ha loja n. 5, que faz esquina para a rua
o Collegio, vendem-se cortes com 3 cova-
dos e meia de brim de algodo tramado de
lislrasedequadros, pelo barato paeco de
1,000 rs. cada um corte.
58a rua Nova, n. 6, loja de
Maya Ramos & C.,
vendem-se, pelo antigo preco de 2,000 rs.,
sapatos de lustro francezes, chegados pelo
ultimo navio.
Os amigos riscados nions-
tros a !80 rs. o covado.
Na loja de GuimarSes & Henriques, ven-
dem-se os snligos r iscados monstros, de 5
palmos de largura, e de padrOrs novos, a
280 rs. o covado ; riscados california, de co-
res finas e muito encorpados, e tambem de
cores escuras, pelo barato preco de 200 rs.
o covado.
Chitas rancezas finas a
3*20 rs. cada um covado.
Na rua do Crespo, n.5, confronte ao ar-
co de S.-Antonio, vendem-se chitas france-
zas finas e de modernos padrOes ainda n.to
vistos rifste mercado, pelo barato pre^o de
320 rs. cada um covado ; panno preto, pelo
barato preco de 1,600 rs. cada um covado;
lencos ile cambraia brancos e aberlos pela
beira, a 2,800 rs. cada urna duzia.
M ya llamos&G,
na rua Nova, n.6,
vendem as verdadeiras navalhas inglezas
do melhor autor, e canivoles de mola para
pennas.
Vemle-se araruta, a 240 rs ; chouri-
Qas, a 400 rs. ; queijos do reino, a 120 rs. ;
manteiga ingleza, a 400 rs. I na rua llireita,
n. 14 Na mesilla laherna precisa-se de um
Panno pardo fino a 4,000
rs cada um tova o.
Na loja da esquina da rua do Crespo, n 5,
vndese panno (no pardo c cr de caf,
pelo barato preco de 4,000 is o covado;
lilo preto e azul, a 3,000 rs. o covado, e de
outras muitas cores e qualidades, por dimi-
nuto prcc.o.
Ao barato puco de 140
rs. o covado.
Na luja n 5, deCuimarfle & Henriques,
vendem-te chitas escuras, pelo diminuto
preco de 110 rs o covado, e de oulras mul-
las qualidades por diminuto precu.
Acaba de clicgar
loja da rin do Crespo, n. um
novo soi limcnlo de l'azendas ha-
r!.s,
como sejam : cassa-chitas muilo linas, de
cores lixas e C'in ? palmos de largura, a
120 rs. o covado ; cortes de ditas a 2,000 e
2,400 rs. ; nscado d i linho, a 240 rs. o co-
vado ; dito de ulgodSo americano para es-
cravos, 140 e 160 rs. o covado; dito mons-
tro rom 4 palmos, a 200 rs.; zuaite azul, a
20o rs. o covado ; dito furia cores, a 200
rs. ; chitas de corea fixas o de bonitos pa-
ilroi's, a 160 e 180 rs o cuvudo ; cortes de
fualfio, a 600 rs. ; chales de larlatana, a
1,280 rs. ; meios ditos, a 320 rs. ; coberto-
res de algodflo, a 610 rs. ; alpaca preta de
cordo e com sele palmos de largura, a
1,280 rs. o covado; c oulras muitas l'azen-
das em conla.
-- Vendem-se 6 propriedades as ras
principaes, sendo dous sobrados de dous
andaiescom bstanles commodos, na rua
Nova ili'-l.i cidade, ns. 12 e 14 ; duas ditas
modernas na rua da Concordia, sendo uma
de um andar a outra leirea.ns. 3 e 5; 2
litas terreas, uma na rua do Itangel, n. 51,
e a oulra na rua da Praia, que lem armazem
de carne: ludo por preco commodo: na
rua Nova, n. 67, se dir quem vende. I
Quem a liiiirar
venha ver e comprar.
Na rua do Crespo, esquina que
volla para a cadeia,
vendem-se pannos pretos, a 3,000, 3,600 e
5,500 rs. o covado ; dito azul, a 3,000 rs. ;
dilo cor de rap, muito superior, a 4,000 rs.;
rrlesdecasemira preta, muito boa, a 3,200,
5,000 e 10,000 rs. ; ditos de sem de cores
para colleles, a 1,600 rs.; ditos de gorgu-
o, a 1,280 rs.; dilos de brim branco de
linho para calcas, a 1,600 rs.; ditos de fus-
13o para colleles, a 600 rs,; ditos de cassa
paia vestidos, de muito bom gusto, a 2,400
e 2.500 rs. ; cortes de hi im amarellu dn pu-
ro linho, a 1,8(0 rs. ; cassa preta, a 140 rs. o
covado ; illas de cores muilo lunillas, a 200
e 280 rs. ; alpaca preta de cordSo, com 7
palnos de largura, a 1,280 rs. o covado,
sendo esta fazenda muito propria para cal-
cas, sobre-casacas e vestidos, por ser muito
forte econmica em ras3o da largura; ris-
cado de linlio a7ulzinho, a 240 rs. o cova-
po; lencos de seda para gravata,a 1,280
rs. ; ditos para algibeira, a 1,280 rs ; zuar-
te azul de vara de largura, a 200 rs. o cova-
do ; dito furta cores, 200 rs. ; riscado
monslro, a 200 rs.; picote muito encor-
pado, propriu para escravos, a 240 e 180 rs.
o covado ; riscado de algodo americano, a
140 rs. o covado ; curtes de brim de listras
decores, a 1,000 rs.^ ditos com lislra ao
lado, a 1,280 rs. ; dilos escuros, a 1,280
rs.; pecas de chitas i.iuito bonitas, a 5,500
rs.; ditas escuras de cures lixas pora casa ,
a 160 e 180 rs. o covado ; chales do tarlata-
na, a r,280 rs. ; meios ditos escuras, a 320
rs. ; lencos de cassa para grvala, a 320 rs.;
meias para meninos, a 100 rs. o par; ditas
ii mo superiores para senhora, a 400 rs.;
lencos peqneuos de 1.1a com Ires punas pa-
la escravos, a 140 rs. ; cassa de xadrez para
vestido a 320 rs. o covado ; pecas da cam-
braia lisa com 8 varas o meia, a 2,700 rs;
dita muito lina, a 640 e 720 rs. a vara ; cha-
peos de sol, de panninho com bastes de ba-
leia, muito bous a 2,000 rs. ; e outras mui-
tas faicndas baratas que a vista dos com-
pradores se farSo os presos.
-- Vende-se farinha de araruta ultima-
mente esegada, a 200 rs. a libra : na rua da
Cideia dn Itecife, n. 23.
Vende-se Clossario das palavras e phra-
zes da lir.goa franceza, ntroduzidas na lo-
cuelo porlugueza, por l'r. Francisco de S.-
Luiz.
Ensaio sobre alguns synonimos da lin-
goa poitugueza, pelo mesmo.
Orlhographia ou arte de oscrever e pro-
nunciar com aceita a lingoa porlugueza,
por.Madureira.
Principios de direo mercantil e leisde
marinha.purJusda Silva Lisboa, 2 v.
Calculu de cambio do Portugal com varias
pracas estrangeiras
Elementos de arilhmetica, por Bezout.
CuarJa-livros moderno, por Manuel Tei-
xeira Cabra I de Mon lonc.4, 3 v.
Crammatira porlugueza, por Lobato.
Tratado sobre as leis relativas a navios
mercantes, marinheiros, etc.
Na rua larga do llozario, n. 36, botica de
Bal tholomcu Francisco de Souza.
Vende-se um prelo moco, de boa figu-
ra, propiio para qualquer Mfrifo, especial-
mente para o de campo e de engenho, do
que lem bastante pratica : na rua da Ca-
deia do Itecife, n. 50, de Cunbai Amorim.
-- Coiilinua-so a vender boa manteiga, a
400 rs.; bom cha, a 2,000 rs. ; caf em gro,
a 240 rs. ; dilo moido, a 200 rs. ; cavada,
a 80 rs. ; airoz, a 80 rs. ; presunto de Lis-
boa, a 240 rs. ; queijos novos, a 1,400 rs. :
uu pateo do Cumio, o. 2, venda nova.
Fumo em fbllia.
Vende-se fumo em folha para charuto, de
primera, segunda e terceira surtes, lano
em fardos como a relalhu, por preco com-
modo : na rua estreita do llozario, n. 45, fa-
brica.
O
O
feilorpara um sitio distante desta praca 10
legoas.
Vende-se urna vacci torina,
muito boa leiteira, viuda ha pou-
co de Lisboa, com uma cria de 4
mezes; no Hospicio, sitio n 8.
Vende-se a obra Ilecrear.no philosophi-
ca pelo padre Theodoro de Almeida : na
rua Nova, n. 16.
A ultima moda. o
Para roupinhos de vestidos veludo
decores, conforme os ltimos figu- O
rinhos: vende-se n rua do Crespo,
n. 9, loja tanareH*. O
A tintura de Losna romana de Soline,
he um dos exrellentes remedios tnicos co-
nhecidos, e que maior numero de vezes tem
produzido melliores eleitos as molestias
que se tem julgado applicar. Cura com al
miravel promptidilo as dores nervosas do
estamogo, acelera a disgestao as pessoas
que a tem tarda, faz desapparecer os amar-
gos de bocea, e os gazes que se accumulam
no estomago e desenvolve o apetite, cura
igualmente as desinterias chronicas, as
flatuosidades, e lie um poderoso remedio
para as enancas que sofTrem desinteria, ou
lijeeciVs alvinas liquidas e muitxs vezes
repetidas, nasquaes se acham os alimen-
tos mal digeridos. As senhoras que pade-
cemde chlorose ou plida cor aeharflo na
tintura de losna romana um remedio efficaz,
o qual sendo usado por algum lempo as
lorriam coradas Tem sido de grande van-
lagem nolralamenlo da lencorrhea ou flo-
res brancas, e juntamente no floxo san-
guneo proveniente de atona do tero. Seu
uso ho o mais simples : as pessoas adultas
devem lomar duas cilherinhas de manha
em ji-jiim e duas a noite quando se quize-
rem agazalhar, dissolvidas em pequea
quantidaded'agoa rnorna. As enancas to-
mar.lo urna colherinln do manhfla e outra
a noite tambem dissolvida em agoa.
Vendem-se as boticas do Sr. I'aranho*,
na rua estreita do llozario, e na do Sr. Ma
noel Luzde Abreu, na piaca da Boa-Vista,
n. 32.
.Vendem-se 2 mulatinhas, uma de 10
aonosea outra de 12, de muito* liodas fi-
guras, com hons principios de habilidades,
e que s3o proprias para um pai fazer mimo
a urna filha, por serem vendijas por uma
grande precisSo ; uma preta de 20 anuos,
que cozinha, engomma e lava de sabo ;
urna prela boa quitandeira, com doua fi-
nios, um de 7 aunse o oulro de 5; uma
escrava da Costa, muilo boa vendedeira ; 2
escravos os mais lindos que pode haver
para carregar palanquim a moda da Baha ;
2 dilos para todo o trabalho ; 2 moleques,
um de 10aunse o outr de 16, proprios
para todo o servico a que os queiram appli-
car : na rua do Collegio, n. al, primeird
andar, se dir que vende
Pecas de madapolSo com 20 varas, com
algum moro, a 2,500 rs. ea140rs vare-
jado, proprio para forro e roupa de urelos ;
esloupa limpa a 160 rs. e com alguma avsra
a 80 e 120 rs. : na rua larga to llozario, 11.
48, primeiro andar."
SUPEItlOt QUALIDADE.
Vende-se doce lino de guiaba, muilo bom
feto, em caixiuhas de 4 libras : as Cin-
co-Ponas, taberna, n. 82
Na rua do Calinga luja du Duarle ven-
dem-se luvas de algodo para nomem, a
320 rs. ; meias pintadas, as melliores qne
leem apparecido, a 4l>o rs.
A el les antes que se aca-
ben!.
Vendem-se aapatd.es de couro de lustro,
pelo baratissimo precode 2,500, 3.0C0 e 4
rs.; ditos de bezerro francez felos no oaiz.
Charutos.
Na roa da Senzalla-Nova, n. 42, vendem
se charutos superiores da marca victoria a"
Havsna ; ditos primores e regalos, pomr
c.o commodo. pre"
Cheguem antes que se acabem.
Vendem-sejmlhos de cebolas
e ditas soltas, viadas de Lisboa
no correte mez : no armazerr
queoi do fallecido Braguez, au
p do arco da Conceico.
Vende-se sebo refinado,
proprio para velas de carnauba
na rua da Praia, n. 32.
Vende-se um famozo escravo muilgS_
jio proprio para um senhor de engenho
por ser muilo habilidoso, bom pagem bu|!
eiro, pescador, e entende de borla e jardim"
he caiador, e lem muito mais habilidades'
entende de tratamenlo de vaccas. tanlo d
tirar leile como de as curar, e de cavallos
ripal-os, s com a vista se dir a rasfio por-
que se vende, o suas raridades de servicos:
quem quzer annuncie.
Vendem-se duas casas terreas, sitas na
travessa do Peixolo: na prac do Corno.
Santo, n. 2. p
E.-cravos Futidos

- Fugio, na noite do dia 2 para 3 do cor-
rete, um escravo croulo, de nome Vicen-
te, che'10 do corpo, de estatura regular;
quando anda parece estar aleijado de uma
perna ; tem osolhos esgaziados, reprsenla
ter 35 a 40 anuos; levou uma trouxa
roupa com camisas e caigas de brim pardo e
urna de lita com quadros; tambem levou
urna raheca, pois que he tocador; julgs-se
ter ido para o serillo d'onde veio ha annos ;
quem o pegar leve-o ao sitio defronte, di
rapella dos Afilelos, na estrada do mesmo
nome, quesera bem recompensado.
Do engenho Taquara, freguezia de N
S. da Escada, comarca de S.-Anlfio, ao ama
nhecer do dia 30 do prximo passado, des
apparercram dous escravos do nacflo Mina,
um de nome Joaquim, baixo, grosso, cara
bexigosa, falla bastante atravessada, mas:
percehe-se alguma cousa ; representa ler
25 a 30 annos; levou camisa e ceroulas de
IgodaozinW e cobertor branco: Pedro,,
altoesecco; representa ter 20 annos pou-
co mais ou menos, com os mesmos traje
que o oulro; he mais embarazado na ralla 1 '
Roga-se as autoridades policiaes e capilar t
de campo, que os apprebendam o levem
ao propiietario do dito engenho.
Fugio, no dia II do prximo pascad
uma preta de 30 a 40 annos, de na can jl 1
go, baixa, gorda, edr retinta, bexigos ;
os pequeos ; tem em uma das faces 1
signal de carne, andar atrapalhado, porq<
puxa por uma perna ; he bastante desee
harneada no fallar, bastante aroilosa e c.
paz de Iludir qualquer pessoa que a. n;
colillera bem ; sabe de quasi todas as p
voaces da provincia, por ler andado a vei
der miudezas pelo mallo, de cojo -ah
lalvez se tenlia servido para melhor llud-*.
a vigilancia das autoridades, porque ja d I
oulra vez que fugio fui encontrada com ui "
balaio de miudezas para com ello subir pa
rao centra; rliama-se Mara Joaquina ;j
foi escrava de um senhor de engenho, cha
mado Manoel Buarque; levou vestido de 1
chila azul, panno da Costa, camisa de al-
gndilozinho c mais uma trouxa com um .
vesliJo branco, urna sata preta de lila, um
panno prelo, um vestido de riscado escuro,
um frasco d'agoa de Colonia, uma faca de
mesa, de cabo branco, uma ligella peque-
a e urna colher de cha. Iloga-se, portanto,
as autoridades policiaes, espides Je cam-
po e outras quaesquer pessoas, que a appre-
bendam e levem-na rua dos Quarteis, lo- 1
ja de miudezas, n. 22, que serflo recon 1
ensados.
00;?000.
Fugiram de bordo do brigue
Sem-Par, vindo do lUo-de-Janei-
ro, dous escravos, sendo um de
nome Sabino, de cor parda, esta-'
tura regular, de ao annos pouco *
mais ou menos ; levou calcas e
camisa azues, e bonete encarnado,
o oulro d-e nome Euzebio, criou- -
lo, de 24 annos pouco mais
1
U
iid
1
1 1
1
ou
menos, estatura alia; levou calcas,
camisa e bonete eiues. Iloga-se as
autoridades policiaes e capitaes de
campo, que os apprebendam e le-
vern-nos ruado Trapiche, n. 34,
casa de Novaos & Gompanhia, que
recompensar.
Fugio, no dia ullimo do passado, a es-
crava Malbina, baixa, grnssa, caa redon-
da e bastante talbada as faces e testa, Big-
uaes de sua naifio, por ter da Costa, r re-
nde de 8 para 9 mezrs; levou venido de
chita branca com palmas encarnadas e r-
xas, e panno da Costa j usado; he muito
condecida por vender leile, oitys o mais
fruclas em um taboleiro : quem a pegar le-
ve-a a rua Velha, n. 83, ao padre llacalhao,
que gratificar.
-- Fugio, no dia 29 de abril ultimo, o es-
cravo Jouquim, criouiu, col por ter de
menos o braco esqueido, representa ter 32
annos, de aliura regular, pouca barba, rl
largos e com os dedos quasi lodos comidos
I de bichos; suppoe-se que iiia para a br-
ira d" prata, comarca do Bonito, de onde lie
natural: quem o pegar leve-o a rua do Vi-
!gario, n. 7, primeiro andar, ou noCordeiio,
sitio da viuva do commendador Antonio da
Silva, que gratificar generosamente.
Gra lii ca^Ao.
Fugio, da Cidade de Macei, no passado
abril, a escrava de nome Colela, do dou-
2,500 e 3,000 rs ; dilos.de bezerro da ter- | tur Jos Tavares Bastos, e gralilica-se a sua
ra.com tres solas, proprios para o inver-
n, a 2,200 rs. ; ditos do Aracalv, a mil rs
na rua da Cadeia do Kecife, 11. 9.
Fara osnoites de S. Anto-
nio e S. Joao vendem-se livrosde
sortea a 3ao rs. : no pateo do Col-
legio, casa do vro azul.
apprehensSo nesta praca, rua do Rangel,
n. 36, segundo andar: signaes seguints:
crioula, moca, disfarcada, boa eslalur,
corpo espigado, peilos escorridos, e com
visivcl queimadura no rosto.
Pbn. : na 1 re de m. r de faiu. 1850
ILEGIV


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E6BZBOH5Q_HT26YW INGEST_TIME 2013-04-30T21:24:29Z PACKAGE AA00011611_09786
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES