Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09782


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Full Text
*
Anno.XXIV.
Hcgiintla-feira 5
B
VABTIBAB DO COBEEIOI,
Goianna e Parahlba, segundas escita felra.
IUo-Grande-dn-Norle, quintal feiras ao racio-
dia.
Cabo, Serinhaem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
efclace, nol.", all, e2l decadamez.
Garaobnns e Bonito, a 8 e 23.
Hoa-Vlata e Flore, ala e 28.
Victoria, quinta le ras.
01 inda, todos o dia. ,
'SEOHB
mm.
Mlng. a 3, i 1 h. e 27 m. da m.
Nova a 10, > b. da m.
Cre.c.al6,s8h.e3m. da t
Chela a 24, s 11 h. e 51 m. da in.
VHUattB BE HOJt.
Primeira a 10 horas 5 i minutos da manhaa.
Segunda a II hora 18 minuto* da tarde.
de Jim lio de 1850.
N. IM.
XUAS A nMMAMA.
3 Seg. S. Ovidio. Aud. do J. do orf. e do m. I. v.
i Tere. S. Quirino. Aud. do chae, do J. da 1.
v. do civ. c do*Jos l'eiios da fazenda.
5 Quart. S. Marciano. Aud. do J. da 2. v do civel.
(i Quint. Noberto. Aud. I. dos orf. e do ni. da
I. v.
7 Sejt. ** O Sfi. Coracao de Jess.
preoOs DA BcasoairpAo. I 8 Sab. STSalusiiano. Aud. da Chae, e do J. da 2.
Por tres inezes (achantados} 4/0001 v. do crime.
Poreimeze 8/0001 9 Dom. S. Primo e Feilciano.
Por un anno 15/000 i _______
aa.'uMM ii i iiaMMMifcjaaagBapjiai_iii ima=
CAMBIO*! I 1 DX JNHO.
Sobre Londres. 26 J/,64 i. por 1/000 rs. a 60 dia*.
. Par, 346.
> Lisboa, lOOporoento. ______
duro.Oncas hespanhoe.........29/000 a 29/50*
Modas de 6400 velhas.. 16/.M10 a 16/700
de 6/400novas.. 16/100 a 16HO0
. de 4/000........... 9/100 a 9/200
**r*ta.-Patacdes brasilelro....... /80 a 2/JK.o
Pesoscolumnarlo*....... ,^" ?222
Ditos mexicano.......... 1/820 a 1/840
- (BE 9SDSB I.
PARTE OFFtClAL.
TRIBUNAL DA KELACAO'.
SESSO DE l* DE JUNHO DE 1850.
PBESIDENCU DO BXM. 8ENB0R C0N-
8KLUE1BO AZEVKItO.
A' 10 horas da manhaa, achando-se pre-
entesps Srs.deembargadores Ramos, Villa-
res, Bastos. Leo,Souza, Rebello, Luna Freir e
Telles, filiando com cauta n Sr. desembarga-
dor Punce, o Sr. presidente declara abena a
sessao.
JULSAMINTOS.
Apptllacoes f rimes i civeit.
Appellante, o bacharel Manoel Jos Pereira de
Mello como curador da parda llosa; appella-
da, D. Maria Carolina Ferreira de Carvallio.
' Koram despresados o embargos.
Appellante, Maiioel Claudio deQueiroz; ap-
pellada, a fazenda nacional. Foraui deipre-
zado o embargo.
Appellante, Jos Carlos Telxeira ; appcllado,
Joaquim Jos Pereira de Sant'Auua.l'oian
desprezados os eu.bargo.
Appellante, Antonio Mauricio da Fonseca ; ap-
peiladoo juiso. Improcedente.
Appellante, olulzo; appellado, Jos Antonio
de 8outa Uclioa. Improcedente.
Appellante, o Dr. promotor pub ico ; appella-
do, Porfiro Ferreira dos Santos. Improce-
dente.
Appellante, Jos da Costa Gui maraes; appella-
do, Joaquim Antonio do Forno.Reformada.
Appellante, Antonio Gome Villar ; appellado,
Domingos Francisco Tavares. Coudrniada.
Oprocesso de responsabilidade em que he
reo o ex-juiz dedireito da villa da Anadia,
comarca das Alagoas, mandou-se notificar o
in'smo por cartas de o.dens para comparecer
no tribuoal no prazo de 60 lias.
Appellante, Francisco Jos de Albuquerque
Pinto; appellado, Lulzde Albuquerque bar-
ros. Confirmada.
O llabemtarpus de Jos Carlos Caldas fol con-
cedido para odia 16 de Jullio prximo futuro
Foi assignado o*primeiro dia til para o jul-
gamento das seguales appellacdes em que sao:
Appellante, Agostinho Tavare* Rodovalbo; ap-
pellado, Joaquim Pereira Hoiueui.
Appellante, Joo Pereira Lagos; appellado,
llartholomeu Francisco de Souza.
Appellante, Muo Maria de Scia; appellado,
De Coussencourt.
Appellante, Jos Antonio Gome Jnior: ap-
pcllado, Joo Pinto de Lemos Jnior.
aivisES.
Passou do Sr. deseuibargador Villares aoSr.
desembargador Uastol a seguinle appella(o
em que sao :
Appellante, Joaquim CoelboCintra;appellado,
Antonio Jos Pimenta da Couceicao.
Passaram do Sr. desembargador Leao ao Sr.
desembargador Souza as seguinte appellaccs
em que sao:
Appellaute, a Santa casa da Misericordia de
Lisboa ; appellada, a fjzeuda publica.
Appellante, Jos Carlos Teixeira ; appcllado,
Joaquim Jos i'ereira deiit'Aiina.
Apellante. Manoel do Amparo Caj ; appella-
do, Joao Frederico de Abreu Reg.
Passou do Sr. desembargador Souza ao Sr,
desembargador Itebello a seguinte appcllaco
em que sao :
Appcllanles, Jos Alves de Macedo e oulros ;
appellado, Luiz Gomes oliverio.
Passou do Sr. desembargador Telles ao Sr.
desembargador Ramos a seguinte appellaco
em que sao :
Appcllanles, Jonhston Pater si C.J appellado
Manoel de Souza Guimaraes.
Do mesnio Sr. ao Sr. desembargador Villa-
res a seguinte appeljaco em que sao :
Appellante ojuizo; appellado, Aulonio Alves
de Miranda Guimaraes.
DISTBIBUIfES.
Ao Sr. desembargado!- Bastos a seguinte ap
pellacSo em que-sao:
Appellante, Pedro Soares de Mello Jnior; ap-
pellado, Jos Monteiro Torre*.
Ao Sr. desembargador Leo a seguinte ap-
pellaco em que sao:
Appellante, Joo de Allenio Cisnclro; appel-
lada, D. Anna Joaquina Lina Wauderley.
Ao Sr. desembargador Luna Freirc o seguin-
te recurio em que sao i
Hecorrente, Joo Baptisla Pereira Lobo; re
oorri do, o juizo.
Levautou-se a sessao s 2 horas da Urde.
INTERIOR.
1UO-DE-JANEIRO.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
sessao de 11 mo.
Presidencia do Sr. Gabriel Vendes dot Santos
EQUESIMEMTO SOUHI A AMNISTA. AOS SE*.
PEDRO 1VO K M1CUR1. AFFONSO.
(Continuando do n. 121. )
OSr. Goncalves Marlint (conlinuaodo) :
A' vista desl carta entendu que, pelo me-
nos, elle nSo foi mais liberal do que eu Pul-
anlo, seiilinres, j se pode ver que nao liou-
ve jusle enlre Pedro Ivo o o governj impe-
rial ; nao houve ajuste entre Pedro Ivo e o
presidentes das duasprovincias da Balda e da.
A la|joas; se se deu ajuste ou promessa da p- re
de seu pa, seu pai ueste caso-procurou exage-
rar mais suas esperan; a, alui do que pouia
collierdas iusinuace recebida; seu paiacre-
ditou, talvez, que o filbo obteria un perdo
completo, jorque quod volasnus, /aei'/ cridimui,
porque viaas boas disposifBet em que eu esta-
ia de iulerpr' alguma influencia, ou crdito,
que podesse ter para co.n ineus amigos; elle,
como desrjo de arrancar seu filho do precipi-
cio, procurou que elle cedesse, com a esperan-
ca de un provavcl melhorainciito, porque, no
estado em que se achava, a ruiua era certa e
completa.
IJuando esses hoinr.is passaram pelas Ala-
goas e vieram para a Ualiia, nao me vieram re-
mcllidos como presos ; eis aqui as expresad
do oIBcio U,)
O capito Pedro Ivo Velloso da Silveira,
com seu companheiros, constantes da relacao
Junta, deposeram as armas e dispersaran) a sua
gente mediante asegurancaque del aotenente-
coronel Pedro Antonio, deque odeixaria sahlr
com seu filho e os do seu sequilo (que o quh-
zessem seguir) para a Halda, a carem ctebalxo
das vistas de V. F.xc, emqtianto dirigan suas
suppltcas ao governo de S. M. o Imperador.
Ah vao os actos censuraveis. Tessdo promet-
tido receber Pedro Ivo, no caso d'clle ser bm
filho, como mu amigo ; julgando eu como Ju-
risconsulto, que a piisao antes da sentencano
he urna pe'na. mas he um meio de seguranca
dos individuos, e vendo que elle vinha entre-
gar-se, entend que nao havia risco de que elle
regressasse para o lURar de seus crimes, e, por
ennsequencia, decidi-ine a delxa-lo na cidade,
residir em casa de seu proprio pal. Quando
elles ohegarain eu nao eslava na cidade; por
norte de incu pai Itw necessidade de ir tr-
ra em que nasci, mas eu havia dito que estes
erain os mcus seniimentos quando elles se a-
presentassein. Quando cheguei, achel-os des-
embarcados, porm ainda com a residencia a
bordo da charra que os conduzlo.
Tendo a charra de regressar inmediata-
mente, di-riaiii mudar de residencia, e cu de-
cid que fosse esta a casa do pal. Tive comple-
ta cunliauca na conducta delles, c elles na mi-
nha, de surte que todos esses actos que algn*
nobres deputados reputaran! um crime, uo
passaram da imaginaco daquelles que Ih'os
referiram. Inventou-se que eu tlnha recebido
com um grande jantar aos rebeldes, presentes
os iiiein lirus da assembla provincial; que eu
tinha passeado com elles em ineii carro, que eu
india ido ao thealro com Pedro Ivo, e que este
se apresentra em frente do general Goelho, e-
que este representara contra este acto como
contrario disciplina militar ; ludo isto he fal-
so ; o que ha de exacto he que tendo um dou-
tordas Alagoas de nome Olicica conduzido es-
ses homent, sendo quem os diriga e aconse-
I lia va, logo que cheguei, procurnu-me para se
me apresentar com elles. Eu Ihe disse(ser
modo de pensar meu|: nao os recebo como
presidente, porque o que eu disse a seu pai nao
foi como presidente da Baha ; mn vez de v-
'"-'iii a palacio, vo a casa da ininha residencia,
Vine, os dirija para l ; e respondendo elle que
odia eslava mo, e que eu morava mullo Ion-
ge, disse-lheque em certo e determinado lugar
encontrara nina tarde um carro, e que levasse
comsigo os dous priucpaes rebeldes minha
casa. All os recebi aeiu pessoa alguiua pre-
senciar, e quando chegou pouco mais ou menos
a hora em que se devia servir o cha eu os ad-
vert que era tempo de rcllrarem-se, atiento o
mo estado da noile, e terem de regressar para
longe. Eis-aqui o acto pelo qual se diz mere-
cer um eu processo.
O uobre depulado tocou em um facto que
i'-ui parte de exacto. No dia do meu embar-
que, em consequeucia de noticias que foraiu
daqui, de que elles seriam mal recebdos e pro-
cessados, etc., apreseularam-se de manhaa
Miguel Alfonso e Pedro Ivo, dizeudo-me este
que aquclle desejava licar na Babia e esperar a
sua sorte all; ao que Ihe respond eu, pergun-
tando-lbe de que humor eslava elle Pedro ivo,
responleu elle: Ku vou, aconleca oquea-
rontecer. Disse eu : Faz bein, ubra como
militar, o Sr. Miguel Alfonso deve fazer o mes-
mu ; euj disse que me apresentaria na corte
com os senhores, desojara no^me adiar mal
neste negocio ; Sr. Miguel ABonso, quando os
hoinens se mellem as eousas. he preciso ter
coragm para affronlar os resultados, embar-
que-se. Elle foi para casa, arranjou-secoiu
seus companheiros e vieram para bordo. Eu
Ibes promet! enlo, quando vi a uianeira por
que procedan), fazcudo tudo quanto eu Ihe
di/.ia, que eu coulinuaria a inlciess .r-nie pela
sua sorte, mas que era preciso para que eu fos-
se cavalheiro para com elles, que elles tambem
o fussem para commigo, que nao houvessem
condicoes ncn exigencias, que se a ininha in-
lluencia na o fosse bastante para alcancar algu-
na oousa em favor delles, pelo menos bavia
de ter os meios pecuniarios uecessatios para
aliviar a sua sorte, que nao Ihes havia de faftar
consa alguma.
O Sr. Sli lio Fmneo: J passaram tres das
scn comer lia fortaleza. (Denegacn.j
OSr. tioncalve Marlint: Anda disse mais
'Se os senhores encontraren! mu processo em
vez de urna amnista, se o govarno obrar como
julgar que deve obrar, eu nJo o censurarei,
porque ogovcrossein nada est coinprometli-
do eu individualmente estou einpeuhado em
um feliz desfecho de seus negocios, serci seu
amigo c protector; se o governo julgar que a
poltica aconselha outra cousa, neui por isto
brigarei com o governo ; talvez eu miulstro,
obrasse da inesina mane-ira ; o que poderei fa-
zer.be dar alguin pasto para mostrar aos se-
phores que nao tive parte nessa deciso ; eu
peste caso me retirare!, guardarei o silencio,
nao porque mostr estar escandallado pelo
governo; mas para mostrar que nao fz uina
promessa para os Iludir, e que nao he do meu
carcter.
Anpareceu depois este acto, queja estiva
assTf nado antes da minha chegada, e que eu
reputo um acto, para a grandeza do crime,
de muila clemencia.
O Sr. Sayo Lobato:De excessiva cle-
mencia.
O Sr. Cunralr.es Martin :--Excessiva, nSo.
Exccssivoheaquellequequergoveraar daqui
o mundo inteiro (muitos apoiados), que no
olha para as circumslanciBSdo paiz (muitos
apoiadas), que nao se acha em lula eomo
nos outros (apoiados.) Nos queremos o bem
do imperio, queremos a dignidado do impe-
rio, mas nao eslamos no regajo da coito
(muitos apoiados)
U Sr. Saij&o Lobato:Nein por isto me
deixode inleressar; tanto como qualquer
oulro pelo bem do meu paiz.
OSr. Conralves Martins :Pode illudir-se
mais; nos conhecemos mais de perto os
i in i ii lns e as difliculdades. lu oigo que
reputei este aclo de grandiosa clemencia
para um ciime io grave ; he um capitao
do exerciloqueempunhou as armas contra
o seu governo, que taltou a disciplina ;
quando o governo dizeu apenas reliro-vos
do thoalro de vossoa acoutecimentos pur
um esnaco de lempo, espaco que talvez
amanhaa a clemencia imperial ditninuisse,
como lem acontecido tantas vezes, eu enca-
rei esle acto nao conforme aos tneua dese-
jos, porque eu desejava fazer mais beui,
tnss como nm acto digno do governo iin-
erial, que nSo estava na posiQo do indivi-
duo Francisco Goncalves Martins. Eu sinto
que estes homen*, se he verdade, recuss-
sem este acto de clemencia, eu sinlo, senho-
res, porque me collocaram em urna oosicSo
peior (apoiados.) Como hei de eu hoje dizer
ao governo imperial adoce este acto : como
poderei eu hoje pedir isto? Quando se alira
com um dom cara de quem o fas, parece um
rebaixamento dar-se mais para se aceitar: col-
locam-me nesta condlcco tristissima eu fallo
Confoi me me dita'o meu coraco, a ininha cons-
cencia. Por consequencia nao foran bem a-
cnselhados, quando asslin obraram, (muilos
potados) pozeram- me em torturas. Para que
eu desempenhasse a minha misso e tudo o que
Ihes promet individualmente, era preciso nao
crearem difficuldades, nao darem um passo
em me ouvir lem me consultar. (Apoiadas.)
I'de haver quem aconselhe esses homens a
proceder desta maneira, porque, fallemos cla-
ro, a opposcao na minha provincia he hoje
inimiga de Pedro Ivo ; desejaque elle soja pro-
cessado e castigado por nao se ter conservado
com as armas na mo.
Um Sr. Depulado: Trata-se de urna causa
poltica.
OSt. Uuncalre Uarlini: A causa poltica
de Pernambuco pde-se dizer que terininou no
dia 2 de fevereiro (muitos apoiados): nesse dia
foram derrotadas as pretencoes polticas, efi-
cou apenas a (rima e o desespero de um ou ou-
tro grupo, de um ou outrochefe. (Apoiados.)
Urna tos: Se tivesse acabado, nao *e terla
dado amnista.
O Sr. Gonealvet Martins : Quem deseja que
Pedro Ivo saa mal deste desfecho he a opposi-
eo; sc da aiiimadverso que elle adquiri dos
poucos que se dizein da opposcao cm iiiinha
provincia.
Dizein os nobre* depulado* que a rejeico
procedeu de nao ter a amnisiia comprebendido
todos os implicados na rcbelno.
O Sr. Souza Franco: Perguntamos.
O Sr (lunfilres Marlint: Creio que pode-
rei apresentar piovas de nao ser esle o motivo
da i ejeif.io. Elles esperavam certamcnle um
meltior desfecbo: talvrz a sua plena liberdade,
com esta ideia se embaNvam ; como sao ho-
iiens c n-legados de familia, enlendcmque seis
annos fra do imperio, solados, separados do
que Ihes he mais charo, porque Miguel AU'onsu
lem oilo lillios. e o oulro diz-me que lem at
urna filha jcrescida, eque precisa de sua pre-
seuca, consideraran! isto como una quasi mor-
ir, e eis-aqui provavclinente a raso por que
duvid.iiani assignar o lermo de aceitaco. Nao
ha ah urna especie deostentaco de paitido
polilico; estou que desejariam que a amnisiia
comprchendesse os seus amigos, mas nao he
esla a causa da rejeico.
Aqui temos, pois, mcus senhores, a minha
couflsso plena, sem reserva mental, sem mes-
uiu guardar talvez aquellas conveniencias par-
lamentares que be necessario em difficuldades
to graves ; mas declaro que ella nao teve pre-
tencoe polticas, que ella lem por Gtn justifi-
car o carcter individual da pessoa que esl
fallando nem tive em vistas defender o gover-
no, que nao precisa de iiiiiu, nein censurar ou
defender o acto ; nao tive em vista seno arre-
dar de iiiim as nsinuaces de pe li.lia e outras
que se Iceui propalado (muilo bem : mu! bem.',.
expoudo-me nicsiuo a receber a punicn ,,,, -,
absolvico do nobre depulado, o Sr. Sayo Lo-
bato.
O Sr. Sayiio olalo: Porque V. Exc. se di-
rige a mim ?
OSr. tioneakrt Martins: Por aquelles actos
que pratiquei na Hahia, queria receber a sua
absolvlco. (Muilos apoiadoi. Muilo bem.)
O Sr. Sayo Lobato : Jamis absolvere! de
haver dispensado na lei, pondp em liberdade
reos de crimes inaffiancaveis c em laes circuns-
tancias, Peco a palavra.
O Sr. Wandtrliy : Peco a palavra.
O Sr. Prtiidmle: A discussojica adiada
pela hora
O S>. Sousu /Vaneo pede a urgencia para con-
tinuar esta discusso.
A urgencia he rejeilada, volindo a favor s-
mente \ iiieinbros.
f Continuarse-ha )
PERNAMBUCO
ASSEMBLA. PROVINCIAL
8a.a SESSA ORDINARIA EM 28 DE MAIO
DE 1850.
FRgSIDEKCU DO SR. DOMINGOS MAUQUlAS, C0N~
T1KUADA TILO SR. PEDRO CAVALCANTI.
Summaimo. Approrarao da acta da 'sesso
anterior.Expediente.Projtctos-Appro-
Oeflo da redaro do profeca que fixa a {or-
ea policial para o anno di 1850 a 1851.
AdopeSo do art. 3. do orcamento municipal
com duas emendas do Sr. Velles ;do i.*,
com outra do Sr. Francisco Jodo ;dob.',
com as dos Srs. Macedo t Bandeira de Mel-
lo ;-Ho 6.0. 7, 8.% 9.'el0, com urna
emenda ao 9.' e nutra ao 13.
As 11 horas da manhaa, feita a cha-
mada, acham-se prosenles 3a Srs. depu-
tados, faltando som causa participada os Srs.
Machado Itios, Nemesio e Manoel Caval-
canli.
O Sr. Presidente abre a sesso.
OSr. 2. Secretario le a acta da sessao
antecedente, a qual he approvada.
0 Sr. i.* Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofllcio do secretario interino da pro-
vincia, remetiendo, para ser presente A as-
sembl, o primoiro addilamenlo a relaco
da divida passiva provincial, pertencente
aos exercicios de 1846 a 1817, e de 1848 a
1849 --A' comtnissBode fazenda.
Lm requerimento de Vicente Ferreira
Cocino da Silva, professor do pritneiraa le-
tras da cidaJe de Goianna, pedindo que a
ssembla, por um acto seu, Ihe mande pa-
gar a gralilicacfio concedida aos professores
que tiverem mais de doze annos de exerci-
cio. A' commissao de iostruccSo publica.
Outro de D. Ignez Darbalbo Lias, profes-
sora publica de primairas letras da cidade.
le Goianna, requerendo que a assembla
Ihe mande pagar a gratifiesefo concedida
aos professores que tiverem mais de doze
annos de servico.A' mesira commissSo.
Outro de Cincinalo Mavignier, nfTerecen-
'1o assembla um busto de S. M. o Impera-
dor, medanle: a graliflcacuo de 400,000 ris.
A' commissSo do polica.
S.lo lulos, julftados objecto de delibera-
do e mandados imprimir os seguidles pro-
jectos:
A commissilo de negocios ecclesiasticos,
'iileiiil.'Miln queacreaQSo da fregue/ia de
l'anellas, feita pela lei provincial n. 157 de
31 de margo de 1840, no foi cannica, por
no ter sido a respeito ouvido o prelado dio-
cesano, o que he essencial em casos taes,al-
ientos os caones em vigor; e que olrn
disto nenhuma necessidade ha que justm-
que a existencia de tal freguezia, assim co-
mo das divisOes ccclesiaslicas feitas pelos
artigos 2 e 3. da citada lei; divisOes estas
que tambem laboram na falla de audiencia
du prelado diocesano ; he de parecer que
nquella freguezia seja supprimida, e revo-
gidas as divisOes cima mencionadas; e
para isso offerece consi JeragSo desta casa
o seguinle projeclo :
< A assembla legislativa de Pernambuco
decreta :
Arl. nico. Ficam revogsdos os arls.
I." 2.* e 3 da lei prov-ncial n. 157 de 31 de
marco de 1846, e era vigor a legislarlo an-
terior, revogada por laes artigos.
Sala das commissOes, 26 de main de
180. Oitirana. Queiroz Fonseca.l'lori-
pes.o
fOccipi a caileira da presidencia o Sr.
Podro Cavalcanti. )
A commissao de fnzenda e orgamenlo,
examinando es tabellas que mencionan) a
divida passiva da thesoiiraria da fazenda
provincial, liquidada al o ultimo de abril
oroximo passado, as ques Ihe fram renjel-
i iliis, nada encontrou que possa obstar a
decretado do crdito supplementar para
pagamento desta divida ; e, corla a commis-
sSo que a Ihesouraria cumprio exactamente
o se dever na referida liquidac^o, visto
3ue diversos i-redores obtiveram despacho
a presidencia para o seu pagamento, he de
parecer que se approve o seguinte projeclo
de lei, no qual incluio as dividas de Joa-
quim Clemente de Lemos Duarte e do ex-sc-
eieiario do lyceu JoHo Facundo da Silva
Guimar.les, que esta assembla approvou na
presento sessao.
Sala das commisses, 28 de maio de
l850.--Jos Pedro da Silva. Barros Brre-
lo.
A assembla legislativa provincial de
Pernambuco decreta :
Artigo 1. Fica o presidente da provin-
cia aulorisado a despender, pela renda do
exercicio de 1850 a 1851, com o pagamento
da divida passiva que consta dis tabellas
ipn s-iiiii las pela ihesouraria da fazenda
provincial, incluindo 11,110 que se deve
a Joaquim Clemente de Lomos Duarle, e
248,888 ao ex-secraario do lyceu Joflo Fa-
cundo da Silva GuimarSes, 6:224,750 rs.
u Arl. 2. A conta da despeza autorisad
por esta lei, ser dada quando se der as do
exercicio que ella pertence.
Ait. 3. Ficam revogadas todas as leis e
disposi^Oes em contrario.
Pa^o da assembla provincial, 28 de
maio de 1850.-- Jone Pedro da Silva.Barros
Brrelo.
lie lidoe aprovado, depois de breve dis-
cussSo, a redactando projecton. 11, que fi-
xa a funja policial para o exercicio de 1850
a 1851, sendo rejeilada a seguinle emenda :
Artigo addilivo. Fica revogada a ul-
tima psrle do art. 4." da lei n. 210 de 28 de
juulio de 1848.- Mello Reg.
ORDEM DO DIA.
Contina a segunda discussilo do projeclo
n. 19, que (xa a despeza e receita das c-
maras municipaes para o anno de 1850 a
1851-
Enlra em discussa o art. 3., redigido
a-sim :
Ait. 3. Acamara municipal da cidade de
Olinda he autorisada a despender com os
objectos designados nos seguintes paragra-
phos a quantia de 3:233,000 ris; a saber:
i. Com os empregados, sendo -
o ordenado do secretario 600,000
ris, do porteiro 200,000 rs., do
ajudantc do porteiro 120,000 rs.,
do procurador os6 por centona
forma da lei calculados em ris
163,112, (cando a cmara autori-
sada a dar mais ao mesmo procu-
rador a gratiflcac.lo aunual de
200,000 rs., e dos icaes das fre-
guezias a porcenlagem de 20
por ceiilo, percebendo a quantia
de 100,000 rs. cada um dos lis-
caes das duas freguezias da ci-
dade
2. Com o advogado
3. Com o expediente e deape-
u> iniuoas
4. Com o tribunal do jury e
eleco>s
5 Com as cusas dos processos
criminaes e conlruvences de
posturas
6. Com azeite e agoa para a
cadeia e guarda
7. Com o calcamenlo das ras
e concei ios das fontes
8. Com ssdespezss eventua'es
OSr. los1 Pedro julga necesaario que a
assembla nao vote lei alguma do ornamen-
to, sem saber se ha fundos para satisfazlo
das despezas, por ella aulorisadas.
Nao havendo lido em suas nios os orna-
mentos das cmaras, ignora se a de que
1:483,112
150,000
40,000
250,000
100,000
1:000,000
163,000
trata tam as rendas ner.essarias para occor-
rerem s despezas que fleam a su"cargo.....
O Sr. Velle* : Tem para mais...
O Sr. Carneiro da Cunha : Pode ter para
mais...
O Sr. Jos Pedro quer saber se essa tem
com effeilo rendas, ou se apenas est na
possibilidade de t-las ; pois que, neste ca-
so, deixandose-llie o arbitrio de fazer as
i -pe/as que Ihe parecerem tiecessarias.
como que se desvirta una das altrihuicOes
da assembla, qual compele designara
despeza a preferir...
O Sr. Carneiro da Cunha : !\esta parle,
son de oiuniao do nobre deputado...
O Sr. Jos Pedro deseja que, a nflo ler a
cmara a renda necessaria para todns as
despezas que fcim a seu cargo, se declare
quaes as que devem ter preferencia, para
que n3o aconte-ca que, por prolecQSo a al-
guem, se prefira alguma menos urgente e
til.
Pronuncia-se pela suppresso da palavra
agoa, que est inscripta no $ 5." ; parque,
sendo ella parte do sustento dos presos, a
havendo para elle urna consignanSo na lei
do ornamento provincial, entende que a
municinalidade nao deve carregar com se-
Uli'llialile unos.
Sao I idas e a poia las as seg i nles emendas:
Ao 1. Em lugar da quantia de rs.
200.000, que segu a palavra porteiro, dga-
se 300,000 rs.-S. n.~ Fe/<3.
Ao>)6.0--Supprima-se a palavraguar-
dae di'ga-se em lugar de 100,000 rs. 50,000
rs Vtlles. i.
0 Sr. Carneiro da Cunha : Sr. presiden-
te, satisfazendo ao nobre depulado que se
issenta defronte de mim, e que nede ex-
plicanes a respeito da recnita futura da c-
mara de Olinda, para poder votar sobre O
jrcamenlo que est em disoussn, direi que
a receita provavel dnssa camira he de rs.,
2:900,000 pouco maisou menos...
1 ni Sr. Deputado : Ali ...
0 Sr. Carneiro da Cunhn :--Mas n3o fl-
Ctmosnoa: o arphabeto he mais compri-
do, ',.'iu muitu mais leltras. lie bem possi-
vel que essn cmara arrecade quantia mui-
lo maior. Unto mais se cobrar tolas as suas
dividas activas ou grande parte deltas ; mas
nada posso adirmar a respeito. A'vista da
nifonnae \s que colhi como tnemhro da
commissao de ornamento municipal, e das
que oblive quando veroador dessa cmara,
sjpponho que nada arrisco em iillirmr que
sua receita provavel ha a que mencionei.
Se, porm. ao nobre deputado parecer que
os ordenados s3o demasiados, proponha a
sua reluno que eu a aceilarei, se forem
convenientes as rasOes com que a justi-
licar.
Sr. presi lente, pens, como o nobre de-
pu lado, que devenios declarar as despezas a
fazer de preferencia, e n3o deixa-las a arbi-
trio das cmaras, para que nSo aconten8 que
se p.n i ira ni as mais urgentes,ou as d maior
utilidade.
Tambem concordo na suppressSo da des-
peza para agoa. lia inconlestavel que, fa-
zcudo a agoa parte do sustento, Ihesoura-
ria compete fornec-la aos presos, porque
para isso selhe da quota no orcamenlo pro-
vincial ; masa rommissflo, a quom islon3o
occorreu, nsda inventou a respeito ; apenas
conservou o que esl na lei vigente, e o que
a cmara inscreveu em seu ornamento. Ve-
tilla, pois, urna emenda nesle sentido, e nos
aceita-la-hemos.
i- iie- n ada a discussSo, he o artigo appro-
vado com as emenJas do Sr. Vellez-
Entra em discussSo o seguinte :
Art. 4. A cmara municipal da villa de
Iguarass be autorisada a despender cornos
objectos designados nosseguintes paragra-
phos a quantia de 881,000 rs. ; a saber :
1 Com os empregados, simio
o ordenado do secretario ris
250,000, do porteiro 89,000 ris.
do ajudante do porteiro 50,000
rs., do procurador os 6 por cen-
to na forma da lei calculados em
60,000 rs., c dos liscaes das fre-
guezias a porcenlagem de 20
por ceoto calculada em 20,000
ris 460,000
2. Com o expediente o despe-
zas miudas 20,000
3. Com o tribunal do jury e
eleices 60,000
4 Com as cusas dos procos-
sos criminaes e contraveonoes de
posturas 100,000
5. Com o fornecimento d'ago
e luzos para a cadeia 25,000
6. Com limpeza e calcamenlo
das ras e concert de predios 150,000
7 Com a decima dos predios
urbanos 16,000
8. Com as despezas eventuaes 50,000
O Sr. Francisco loSo : Levanto-me Sr.
presidente, para fallar a respeito do pobre
eesquecida villa de Iguarass.
foses :--NSo apofado.
O Sr. Francisco Soio :O que acabo de di-
zer be bem significativo.
Sr. presidente, eu me nao proporei a re-
duzir os ordenados dos empregados dessa
cmara, porque elles silo assaz mesquinhos :
mas tambem me nffo encarregare de aug-
menta-los. Entretanlo, se assim procedo
quanto ao acrescimo de despeza com o pes-
soal, animo-me a pugnar para que se ella
augmente quan'.o ao material, porque sup-
imilio que disso provira mais alguma renda
a essa municipalidade, senuo dosde j, ao
menos para o futun.
iN'um dos paragraphos do artigo em dis-
cusso da-se a quantia de 16,000 rs. para
pagamento da decima dos predios urbanos.
Ora, esses predios, que eu vi e examinei,
silo dous sobrados com grandes accommo-
VEL


a
dacoes, mas qne estflo'em inteiro abandono,
como est tudo que diz resDoilo munici-
palidade da villa de Iguarass, e que por-
ventura pdem ser reparados com a despe-
za d 200,000 ou 300,000 rs. Feito este pe-
queo dispendio elles ficarflo em estado
de rendjjr uns duzentos mil ris annuaes ;
e, pois, esse accrescimo do despeza ser um
daqucllcs que se tifio opiflem as regras da
verdadeira economa, porque trar augmen-
to do renda.
Eu me animara, Sr. presidente, a offere-
ccr urna emenda neste sentido, so podesse
1er no semillante dos nobres deputados al-
Riima benevolencia para com esta minha
ideii....
Um Sr. Depnlado .---Esses predios nfio de-
vnii pagar decima, para que a cmara de
Iguarsss fiqu equiparada do Rfcife, que
tambema tifio paga.
O Sr. Francisco Joo :Arroveito a ideia
dnnobre deputado; mas nflo me deixarei
fascinar por ella ao poni de consentir que
fogueo meu pensamento.
Sr. presidente, se eu roferisse a esta casa
tudo quanlo tem occorrido a respeito dos
bens patrimoniaes da municipalidade de
lguaras.su ; sem o querer, contra o meu pro-
posita, excitara sentimentode indignacilo
contra as admnistracOes daquelle munici-
pio que, devendo vigiar sobre os importan-
tissimos objeclos confiados sua guarda,
os deixaram extraviar com grave prejuizo
do publico e dos particulares. Sim ; titulos
e documentos de grande valor, alfaias pre-
ciosas, baixela deprata, os mesmos repos-
temos da cmara, que cu j vi seivindo de
cortinas em urna casa particular;(signaes
de admirar-do, ) tudo desapparcecu, tudo foi
arrancado pobre municipalidade de Igua-
rass, cnjo sntigo senado fra tilo rico, e
rujo inventario esta boje tito reduzdo, que
em nada pode ser comparado com o que
outr'ora descansava em seus archivos !.'....
Sr. presidente, para attenuar um pouco a
impressflo desagtadavel que um meu espi-
rito, e sem dnvida no de todos os membrns
da cas, produzio a narmeflo pe funcin
do todas esss drlapidaces, que eu nfJo te-
nho animo nem frtrea de qualificar, lomo a
'iherdade ile mandar mesa urna emenda
2'
190,000
10,000
50,000
60,000
25,000
30,000
do procurador os 6 por cento cal-
culados om 25,000 roa, dos fis-
caes das freguezias a porcenta-
gem de 20 por cento calculada
em 20,000 rs.
2. Com o expediente e dospe-
zas miudas
3. Com o tribunal do jury e
eleic/tes
4 Cotn as cusas dos proces-
aos criminaos e contravenenos
de posturas
5. Com o forneciraento de luz
eagoa para a cadeia
6. Com despezas eventuaes
Entra em discussflo o art. 7. que se se-
gu:
Art. 7. A cmara municipal da villa do
Po-d'Albo he autoriaada para despender
com os objectos designados nos seguintes
paragraphos a quantia de 976,310 ris; a
saber :
I, Cornos empregados, sendo
o ordenado do secretario 200,000
rs., do porteiro 80,000 rs., do
ajudanto do porteiro 40,000 rs.,
do procurador os 6 por cento cal-
culados em 60,000 rs., edos lis-
caes da freguezias a porcenta-
gem de 0 por cento calculada
em 20.0C0 rs
2. Com o expediente e despe-
ZlS miudas
3. Com o encarregalo das ba-
taneas doacougue
4. Com os foro dos terrenos
oceupados pela cmara
5. Com o tribunal do jury e
eleices
C. Com as cusas dos proces-
sos* criminies e contravencOes
le posturas
7. Com o fornecimento de luz
e agoa para a cadeia
8 Com obras, concertos e
liinpczas das ras 200,000
9 Com despezas eventuaes 100,000
Viio mesa e silo a potadas, para entra-
ren! em discussflo, as seguintes emendas.
Aos $ 5, 8 e 9. Com o tribunal do
jury e eleices 40,000 rs. Com as ras
76,000
48,000
16,000
IfijoOO
8. Com as afericoes dos pesor
do acongue o medidas da feira
9. Com o aluguel da casa para
batanea do assucar
10. Com o foro do terreno do
curral, acougue e casa que serve
dequartel
11. Com obras, reparos, calca-
ment e limpe/B das ras
12. Com a assinalura do Diario
13. Com despezas eventuaes
OSr. Carmiro da Cunta declara que as
cmaras de que se vai oceupar a c asa, nflo
remetteram balances nem orgam ontos; e
qie, portanto, a commissflo limitou-se,
quantoa ellas, a conservar o qu e se con-
ten na le vigente.
SOo mandadas mesa as suguintes e-
mendas:
Supprima-se o 9.* Stmza Ledo. >
Aoll." Com obras, redaros, calca-
mento e limpeza de ras, inclciindo a quan-
tia de 2:000,000 rs. para a ce nstruceflo de
urna casa de mercado, ao lado da feira ac-
tual 2:500,000rs. e neste sentido augment-
se oquanlitativo. Soma / Ao 13. Com despezas eventuaes e
mol i 11 a 300,000 rs Nesse sentido, augmen-
te-si'o quauttativo. Suusa Ledo.
Apoiadas, entram em discussflo.
Depois de breves rellexfles dos Srs. Souza
Lelo e Carneiro da Cunta, he encerrada a
discussilo, sendo approvado o artigo, com
as emenda ao 9.' e 13 ; sendo rejeitada a
ofTerecida ao 11.
Silo 3 e meia horas da larde.
O Sr. Presidente designa a ordem do da
e levanta a sessflo.
100,000
40,000
BALANCO l)A RECEITA E DESPEZA DA CA-
.MAHA MUNICIPAL 1)0 RECIFE NO MEZ
DE MAIO DE 1850. -
consignando fundos para o concert dessej 150,000 rs.--Com os eventuaes 30.000 rs.
predioszinhns; afim deconstilui-lnsem es-l /'rancheo Jlo.
tadoderen ferem mas alguma cousapara o
futuro, e mesmo agora.
ti* Ua e apoiacia a segunte emenda :
Tica concedida, para concert dos pre-
dios municipars, a quantia de 200,000 rs.
sendo os meamos predios isenlos de deci-
mas. Francisco udo.
O Sr. Carneiro da Cunta desoja estar pela
emenda, nflo pelo beneficio que dola
l o le i '>n H i- ii muiiicipalidado mas pela
deferencia que tem ao seu signatario ; mas
quizera saber se a quantia mrcala Ue sul-
lcente para o reparo dos predios.
O Sr. Barros llurrelo vola contra a emen-
da apresentada ; porquanto receia que os
prediosdepoisde conrertados.ouasquantias
que so votareni para os seus reparos, te
nham o mesmo deslino que oses outros ob-
jetos que, sem terem asa, voaram. edes-
apparoceram.
O Sr. Coma de Brilo volar pela emenda,
nflo so porque esl i persuadido de que sb a
adminisIracSo dos actuaes vareadores de
Iguarassi'l nflo llavera a escandalosa e revol-
lanlo delapi.lagiio de que deu noticia o Sr.
Francisco Joflo, senfio tamben tem convic-
Qflo de t|ue este seiihor nflo viria pedir para
o ropaiodos predios urna quantia que foss"
iniferior necessaiia para que se elle ef-
lectue.
O Sr. Vellos votar pela emenda, e por
qualqucr outra medida que por ventura te-
lilla a proteger e dar incremento abando-
nada villa de Iguarass, que ello ama cor-
diairmnte, e que desojara ver tflo llorecen-
le quanto o merece.
Julpuda a materia discutida, be o artigo
approvado com a emenda do Sr. Francisco
Joflo.
Entra em discussflo o arl. 5., concebido
nestes termos :
Art. 5. A cmara municipal da cidade de
Coianna de aulorisada a despender com os
objectos designados nos seguintes paragra-
plios a quantia de 1:735,000 rs.; a saber:
1. Com os empregados, sendo
o ordenado do societario 400,000
ts., do poiteiro 100,000 rs do
ajudantc do porteiro 00,000 rs.,
do porteiro do auditorio 50,000
rs., do procurador os 6 por conlo
na forma da lei calculados em
250,000 rs., edo fiscal da cidado
120,000 rs., e os mas a porcen-
lagem de 20 por cento calculada
em 20,000 rs.
2. Com o advogado da cmara
3. Com o extejicnte e despe-
zas miudas
4. Com a deciros dos predios
urbanos c (oros dos terrenos oc-
eupados pela entrara 25 noo
5. Com o tribunal do jurv e
eleices 40,000
ti. Com as cusas dos processos
criminaos e contravences de
posturas 80,000
7. Com o fornecimento d'agoa
eluz pata acjdeia 70,000
8 Corji os reparos dos predios,
fon tes e linpezas das ras 100 000
9. Com d>siezas eventuaes 100,000
OSr. Batise Silva opiOe-soso $2." deste
artigo, emenda a mesa a segunte'emenda
Em lugar de 300,000 rs. diga-so 100K
rs. llatis e Silva
Apoiada, unir em discussflo juntamen-
te com as seguintes emendas,
a Ao9.* En lunar de iluO.OOO rs. dga-
se SOO,too rs. -- Macedo.
f Ao *, 8 Com os reparos dos predios.
fnnt'S e lindeza de ras 300,000 rs. Al
meida.
Ao $ 1.'-- Snpprima-se o porteiro do
auditoiio. -- Banileira.
Tomam paite na discussflo deste arligi.
os Srs. Moripen, Italis c Silva e Carneiro
da Cunta.
Euccrrada a discussflo, be o artigo ap-
provado, com as emendas do Sr Soares di
M-cedo, e Bandeira de Mello, sendo reiei-
tadas as domis.
lie approvado o art, 6.' redigido assim ;
Art. 6. A cmara municipal da villa d<
Cubo he aulorisada a di spender com os ob-
j.clos designa.os us seguintos paragra-
phos a quanlio de 365,0(0 rs.; a saber :
1. Com os empregados, sendo
o ordenado do secretario de res
j^o.too, do porteiro25,000ris,
Ao < 8 -- Com obras, lito pozas o con-
certos de ras. 250,000 rs. Bandeira.
Ao 9." Com as eventuaes 50,000 rs.
landeira.
lia luvve discussflo em que tomaran! par-
te os Srs. Francisco Joflo, o Carneiro da
Cunha.
Encerrada a discussflo, he o arligo appro-
vado, e rejeiladas as emendas olTerecidas
Silo approvados sem discussflo os seguin-
tes aitigos :
Art. 8. Acamara municipal da villa de
Vuajeili lie aulorisada a desiender com os
objectos designados nos seguintes paragra-
a saber:
Beceila.
Imposto de 2,000 rs. sobre mas-
cates e boceteiras, ns. 98 a 104
Coriioces e licen^as, ns. 69 a
77
Aluguel das lojasda Dragada in-
dencia ns. 39 a 53
Mullas por infrsc;0es da fregue-
zia do Recife'ns 54 a 62
Oitu por infracfflo da freguezia
de Sanio Antonio ns. 91 a 120
iiUii por int'iaci.'iio.dii freguezia
da Boa Vista ns. 40 a 49
Dita por infrac(3o da freguezia
do Poc,o n. 1
Dita por i n lincea o de vacina ns.
1 a :i
Dficit em 30 de maiu dito
14,000
33,260
912,740
106,000
262,000
124,000
12,000
18,000
1:482,000
797,653
Ris 2:279,653
1:000,000
300,000
20,000
phos a quantia do 1:274,000 rs.
I. Com os empregados, sendo
o orenado do secretario 250,000
rs., do porteiro 60,000 rs., do
continuo ajudanto do porteiro
50,000 rs.,do procurador os 6 por
cento calculados em 60,000 rs o
dos liscaes das freguezias a por-
centagem de 20 por cento calcu-
lada em 20,000 rs. 440,000
2. Com o expediente e despe-
zas miudas 20,000
3. Com o aluguel da casa de
suas sessOes 84,000
4 Com o tribunal do jury e
eleicOes 80,000
5. Com as cusas dos proces-
sos criminaes e conlraveiifOns
de posturas 200,000
6. Com obras, concertos e
impeza das ras 300,000
7. Com despezas eventuaes
inclusive a quantia de 100,000
rs para um advogado que se en-
carregue de promover a cobran-
za das divi Jas anteriores 150,000
Art. 9. A cmara mnnicipal da villa do
l.itr.oeiro he aulorisada a despender com
os objectos designados nos seguintes para-
graphos a quantia de 1:584,760 ris; a
saber:
1. Com os empregados, sendo
o ordenado do secretario 250,000
rs., do porleiro 50,000 rs do
ajudanle do porteiro 40,000 rs.,
do procurador os 6 por cenlo cal-
culados em 44,000 rs. mais a
gratificarse) de 30,000 rs e dos
liscaes das freguezias a porcenta-
gem de 20 por cento calclala
em 20,000 rs.
2. i .mu o advogado da cmara
3. Com o expediente e despe-
zas miudas
4. Com o tribunal do jury o
eleicOes
5. Com as cusas dos proces-
sos criminaese contravencOes de
posturas
6. Com obras, reparos o lim-
peza das las
7. Com u fornecimento de lu-
zes para a cadeia
8 Com a decima dos predios
Urbanos
9. Com desiezas eventuaes in-
clusive a assignatura do biario
10. Com a divida passiva dos
anuos anteriores
Entra em discussflo o art. 10 :
Art. 10. Acamara municipal da cidade
da Vicioria he aulorisada a despender com
os objetos designados nossegntes paragra-
phos a quantia de 1:506,000 rs.; a saber :
1. Con os empregados, sendo
o ordenado do secretrio 350,000
rs., do porleiro 80,000 rs., de
ajudante do porleiro 70,000 is.,
lo procurador os 6 por cento
calculados cm 120,000 rs. e dos
liscaes das freguezias a porcen-
tagem de 20 por rento calculada
em 20,000 rs tendo o fiscal da
cidade 100,000 rs.
2 Com o advogado da cmara
3. Com o guarda dos pesos e
bataneas do acougue
4. Com o expediente e despe-
zas miudas
5. Com o lubunal do jury e
el< ices
6. Com i s cusas dos proces-
sos criminaes e conirsven^Oes
de posturas 200,000
7. Com o fornecimento e luzes
pira a cadeia 50,0oo |
Despez.
Mugue) do paco da cmara, n. 2.
Ordenados e comniissflo do mez
ile abril p. p. n. 9.
Jury, ns. 6e 7
EleifOes (despeza feita depois da
ultima cunta dada n. 8.)
Cusas de processos de infrac^flo
n. 3.
I.impeza das mas, ns. 89a 98
Evenluaes, ns. 22 a 26
Pagamento de divida pretrita,
n. 10.
434,000
80,00b
20,000
50,000
100,000
300,000
50,000
6,480
62,000
482,280
740,000
200,000
30,000
30,000
100,000
Dficit em 30 de abril p. p.
Ris.
100,000
731,328
20,300
467,290
2*0,166
168,480
58,550
50,000
1:616,114
663,539
2.279,653
Calcamtnto do paleo do Carino.
Saldo a favor da receita em 30 de
abril p. p. 509,550
Dinheiro recebido era 10 de maio
p. P 1:000.000
Ris 1:509,550
530,090
979,460
1:509,550
za feita no mez de maio
ns. 70 a 84
Balango a favor da receita em 31
de maio
Ris
Contadura da cmara municipal, i.' de
junho de 1850.
O contador,
.. Manoel Gregorio da Silva.
IAKIJB PMUjBlllU
BECIFC, 2 SE JUNHO ost isa*.
A assembla continen honlemcom a 2"
discussflo do orcameiiU) municipal, depois
de se haver oc lora devolvido pelo governo, a qual, como
aquella, licou adiada pela hora.
A ordem do da para amanhfla r 3 ) he a
conlinuac,flu da de honlem.
O paquete inglez Crane, que honlem clie-
gou a osle porto, nada adunta as ultimas
noticias da curte, por ler saludo dahi antes
do vapor que as tiouxe ; mas foi portador
de gazetas da Rahia que alcancam a 29 de
maio.
Do que lmos nessas gazetas, concluimos
que aquella proviucia licra tranquilla.
O cambio regulava a 27.
O vapor Pernambucana, chegado hoje dos
porlos do norle, irouxe-nos jornaes do Para
al 15, do Maranllflo al 18, edo Cear at
23 de maio ultimo; bem como da Parahiha
ate o 1." do correle.
Para ficra tranquillo, mas anda sb o
dominio da flagelladora febre amaretla que,
de 26 de abril a 9 de maio, levara sepultu-
ra 63 pessoas, inclusive os Srs. Joaquim Go-
mes de Ohveira Cavalro, Porfirio Antonio
Coelho, Francisco Jos do Valle Cuimarfles
e commendapor Jaime David Bricio.
A viuva deste coinmendador, a Sra. D.
Maris Pombo Bricio. deixou-sa possuir d
umanha dr pelo fallecimento de seu ma-
ni, que enlouqueceu, e poucos das de-
pois dopassamentodelle, pOde illudir a vi-
gilancia de familia, prenles e alfeicoados,
wopinar-seveneuo, elivrar-se desl'arle de
urna vida que Ihe pareca lueominoda e in-
supportavel, por ler de correr sem a compa-
iiIhh daquelle a quem por juramento solem-
ne ligara sua soi te.
A osle aclo de rara e extraordinaria abne-
g.iqfloda propria pessoa, oulro se seguio,
nflo menos admiravel: um sdbrinho da Sra.
I). Mara, de 20 annos apenas, logo que foi
informado do que sua la pralicra, preci-
pitou-seda veranda da casa em que resida,
naintenc.1odcsuicidsr-.se; mais feliz, pu-
rm.do que aquella Matrona, nflo conseguio
o fim ; e, comquanto ficasse muito maltra-
tado, havia esperaojjasdff salva-lo.
Ao passo que esse moco paraense dava
mostras de um corceo extremamente sen-
svel, outrodenome Antonio Pereira de Bar-
ros Jnior, com a idade de 19 annos, a de
ediicnefio um pouco cuidadosa, ostentava
alma feroz, enibehetido urna faca no braco
direlto do guarda-livros de urna casa com-
morcal, com quem das antes altercara.
Presff'em flagrante, Barros Jnior fra
conduzldo ao quartel do corpo de polica, e
ah aguardava o destino que provocara pelo
acto que acabamos de referir.
Dnrante o mez de abril, a alfandega e o
consulado parsenses arrecadaram 26 034,701
ris.
Maranhflo nada soffris qusnto 4 tranquil-
lidade publica, e ainda esteva livre da pes-
te, grecas as medidas sanitarias a que, para
remov-la, occorrra a presidencia da pro-
vincia, expedindo, para execucjio dellas,
instruccOes e portaras que, impressas in
4.", deram um folheto de 41 paginas.
A mencionada presidencia contratara a
navegaeflo do rio Itapicur a barcos d va-
por ; e, segundo gera I mente se acreditava,
no fim do correte anno entrar em serv-
os primeiradas barcas que a companhia
contraladdra se obrigou a a presentar.
Nodia Udo maio, entre 2 e 3 horas da
tarde, aps copioza chova, acompanhada
de relmpagos e irovOT, cabio um raio so-
bre a torre da cathedral maranhense; e, do-
pois de haver-se aberto pissagerrf na pare-
de, arruinado a cupola, destruido comple-
tamente o relogio e a oseada da torre, anda
estragou a escada de pedra que Oca ao lado
da igreja, doixando ruinas cujos reparos es-
tilo calculados em tres coolos de ris. En-
tretanto, a clin va cessou quasi immediata-
mente ; e pelo interior da provincia a des-
envolvendo accSo tflo benfica, que os agri-
cultores a abencoavam. na esperance de
que ella Ihes proporcionar ptima co-
Iheita.
As datas de Caxias chegavam a 16 de abril.
A serem exactas as noticias do Telegrapho,
oassassinato era all commettido em gran-
de escala, e sem a devida reprossflo.
De 1 a 15 do mez citado, o thesouro
provinvial maranhense arrecadra 9:881,163
res.
A praca da cidade de San-Luiz eslava mais
animada; eoseu aucoradouro agasslhra
navios esl rango i ros em numero que o Pro-
gresso confessa ser superior so que nestes
ltimos snnos o tem demandado.
Cear gosava desocego.
Em Sobral, assim como em toda a pro-
vincia, estsvam desvanecidos os receios de
febre esecca : restabelecida a tripulacSo da
barca F.mulacio, j ninguem temia a peste
e, apparecida om abundancia a chuva cuja
falta se ia tornando sensivcl, os agriculto-
res se congraluljvam, esperancosos de a-
bundantecolheits.
O Ce rense refere que demora m em Cas-
cavcl duas mulheres, mili e filha, que at-
trahem a allonefio de todos os habitantes
daquella paragem. A primeira, Romoalda
Maria do Espirito Santo, na idade de 108
annos, apenas anda encasa; mas recor-
da-so de varios fados de sua mocidade e os
relata: a segunda conta 87 janeiros; e,
supposto tenha porte vergado, sabe regu-
larmente rus para esmolar o pSo da cari-
dado, com o qual alimenta asi e aquella
que Ihe deu o ser.
Fallecer, ao fim de 5 das de soffrimen-
tos provenientes de molestia aguda no liga-
do, oSr. Vicfnte Ferreira Mendes Pereira,
juiz municipal supplente da capital.
O estado, em que o vapor deixra Para-
hiha, consta do segunte artigo da Ordem:
As febres tem quasi desapparecido des-
ta capital, onde raros casos se aqresentam
Grassam porm com vigor em Mamengua-
pe, e outros lugarejos da provincia. O go
verno lem mandado soccorros para os luga
ressfTectados.
Esperavam lodos quo com' as chuva
desapparecesse totalmente essa peste; en
tretanto, o invern vai forle, eal podemos
diz-lo, rigoroso, eellas continuam.
vincia, anda queem pequea escala e cor-
reo alguna dos seus pontos, nflo poda dei-
xar de trazer ai os si a escassez dos gneros
de primeira necessidade, que temos senti-
do, posto que nflo grave, por ter sido o au-
no lionaneoso. ns homens que se empregam
na agricultura, no lempo sroprio de pre-
prrarem a trra eslavam no seio da anar-
chia, ou as lileras do governo, ou fgidos
dos ansrehistas, e em resultado temos a
escassez, quaudu pudiamos nadar na abun-
dancia.
Todo o centro da provics esti tranquil-
lo ; e nada ba a receiar; excapto nos luga-
res limitrophes com o Rio-Grnde do norte,
onde teinem a alguna facciosos e faccino-
ras, que nos exiremos daquella provincia
se leem bomisiado ; e Naiuba, que he o fo-
co da desordem o intriga.
Tal he o estado desta provincia, per
sem duvida lisongeiro em vista do que ha
pouco solfremos. >
A imprensa parahibana dra a luz mais
um peridico, O Governisla, que, publicn-
doos actos presidenciaes, e obrigando-S9 a
sustentar a politica dominante, faz votos
para que os trasileiros, em amplezo de fra-
lernidade, generosos tsqutcam os odios e re-
senlimenlos creados pela lula dos punidos, e
lewpre falaes ao bem individual, bem como ao
progresso do pas.
i 'iiuiiiiiicajio.
Illm. Sr. lericnte-coronel Joflo Filippe do
Souza I.efloj nflo existe !l! Acaba de cei-
far mais esta victima a inex'oraval morte,
invsodo-o para sempre d'entre nos '! Mas
elle nflodesappsrecer de lodo; porque qual
estrella errante dexar sempre no seu rasto
ns vestigios de seu fulgor e belleza; e co-
mo verdadero homem da natureza, acahou
como viveu ; porque no termo da sua car-
reira via-se em.sua frente a tranquillidade
augusta da innocencia e da paz ; um ar jo-
vial para com todos que o cercavam, urna
resignseflo sobremanera admiravel; dizen-
dosero seu ultimo pensamenlo a lembran-
ga do bem que fez; seu verdadero suspiro
dedicado prosperidade da patria ; portan-
to elle nflo morreo, adormeceu. O homem
dotado de qualidades tflo sublimes, Wflo vai
de todo sepultura, e as muradas mflos da
morte, une tflo depressa o lizeram entrar
no numero dos quedeixaraafjifexistir, nflo
pdem aniquilar os nobres elflmiravei's pa-
drOes que Ihedeixou erguidos a memoria
e suas eminentes virtudes. Nflo tenho por
fim lisongear, nem lecer immerecdos enco-
mios : son fiel ao nobre sentimento da im-
parcislidsde, e por isso direi o pouco que
sei ceres do eximio varflo.
O honrado Pernambucano Joflo Filippe
de Souza l.e*o nasceu na bella fregue-
zia de S.-Amaro-rtboatflo, em o anno de
1812: seus dignos progenitores Ihe deram
urna educaco desvellada, dirigida pela mais
lina ternura : chegando idade deemanci-
0|cflo leve de cassr-se com urna senhora,
cuja virtudee honradez he superior a todo
o efogo ; deixando assim a saudoslsslma
compa n h rapios Seus desvedados e carmina*
oais : foi habitar na comarca de S.-AnSo,
e ah, ao depois de mostrar exuberante-
mente, que bebeu urna educaeflo Ilustrada,
que almentava em seu peitosentimentos
livres, nobres e generosos, oss-us patricios
o elevaram a presidente da cmara, vena-
dor e mais lugares; e o governo attenden-
do ao seu alto mrito, nomeou-o tenente-
coronel da guarda nacional, delegado de
polica; desenvolvendo em todos esses lu-
gares a sua experimentada probidade e bon-
rsdissimo carcter, nflo desmentindo nunca
aquelle conceito que urna vez mereceu, e
sempre soube gloriosamente conservar. Em
consecuencia de seu temperamento sangu-
neo, foi atacado de urna hemorrhagia, que
apezarda promptidflo e soccorros mdicos,
sempre suecumhio ; baixando sepultura
na idade de 38 annos, e recolhendo-se a
sua alma ao seio da eternidade.
N3o narrarei os seus setos de herosmo,
beneficencia o pbilantropis durante a sua
curta existencia, por ser sto de todos co-
ndecido ; apenas direi que o orphflo desva-
lido, a viuva desamparada, a donz-dla ne-
(eistads, e a velhice abandonada, achavam
nelle um pai, um protector, um defensor,
um amigo sincero e verdadero; fazendo
sem ostentaQflo e sem vaidede lodo o bene-
ficio que poda.
O ornadlo de sua vida he lodo de factos
virtuosos; nelle se acharflo reterados exem-
plos de docilidade, humanidade, geoerosi-
dade e de justica: os ttulos com que a
inflo do homem quiz galardoar seus mere-
cimentos neste vale dedecepcOes sflo vflas
coimeras apar (laquelies quo a sacrosanta
victima do Golgotta reserva para premiar
sua alma ao entrama mansflo'dos justos, lio
ah, que segundo a nossa crenea, ja deves
estar oh alma sublime Brasilero dislinc-
lo, a quem Dos amorlalhou tflo cedo, en-
volve o rosto no leu manto, desesnea so-
bre ss aceoes humanas e heroicas que Tues-
te, e dorme, dorme o somno dos hroes, na
paz mysteriosa do alm-lumulo : desesn-
sa te chamou sua diviua presenca ; repou-
sa emquanto as tuas cinzas na urna o anjo
do sepulchro t'ss licar zelando ; einquanto
sobro ellas a consternada viuva, os choio-
sosfilhinhos, urna mili penetrada de dr,
angustiada, irmflos afflictos, e passadosde
agudissimo sentir fas orvalharom com o
seu planto ; emquanto sobre ellas o teu cy-
preste, symbolisando a dr, e a relgiflo
tristemente erguei o esguio cume aoalto
apontando-nos a tua derradeira morada.
Recebe, pois, um magoado accento da mais
profunda saudade, que te enviam osteus
verdadeiros amigos, e a tua inconsolavel
familia,-que une suas preces s do saccerdo-
te que langou a derradeira aspersflo sobre
teus reslos inanimados para que o Omnipo-
tente derram sobre o teu espirito o suave
balsamo de suas complacencias.
Aterra te seja leve. B. M.
KcparliQo da polica.
NECKOLOGIA
A paluda docn;a Ihe tocara
Com fri* uio o corpo enl'raquccido :
E pagarai cus annoa deste geluj
A' trale Libilhlna o leu direilo.
Camota.
He com o mais arasrgurado sentimento
de dOr. que apparego servindo de arauto da
niorle para annunciar a tristissima notirii,
que acaba de enlutar lodos os coracOes ver-
daderamente sonsiveis; isto be, a perd,.
do brasilero distiucto, do cidadflo prestan-
te, do pai cannhoso, do chefo de familia
extremoso, do amigo leal e fiel : sim, o
PARTE 1)0 DA 31 DE MAIO.
Frain presos, honlem o hoje ordem
do subdelegado do primeiro districto des-
te termo, Blanoel Teixcira, Antonio de Al-
buquerque Maranhflo e Justino da Silva
Ma, pur por t ni ba rom a ordem do thcatro
publico; s ordem do subdelegado da fre-
Kuezia de Santo Antonio, a parda Alexan-
drina da Silva Salles e Joaquim Paulino de
Lira Flores, para averiguares policiaca; a
ordem do subdelegado da freguezia de San
Jos, o porluguez Jos Das SimOes, para o
mesmo lim, e Jos Rodrigues, por crimede
ofl'ensas phisicas ; oraein do subdelegado
da freguezia da BOa-Vista, os pretos, Joflo,
escravo de Manoel Ribeiro da Cunha, e Vic-
torino llenrique, eacrayo de Jos Pereira da
Cunha, por se suppOrem fgidos ; Jos F-
lix da Cruz, o escravo Paschoal, e Maria
ihereza da Conceigflo para correceflo, e Jo-
s, escravo de Tliomaz de Aquno Fonsecs,
por uso de t.fa depona ; e a do subdele-
gado do primeiro districto da freguezia dos
Alocados, o porluguez Jos de Medeiros,
disposigo do juiz municipal da segunda
vara ueste termo.
F'am recolhidos cadeia dcsta cidado os
presos de juslica, Manoel Ferreira da Silva,
Pedro Ferreira Lima, Flix Jote Ferreira e
Jos Joaquim Teixoira Jnior, que me f-
ram remeltidos pelo delegado do termo da
Victoria para serem aqu guardados.
DEM 1)0 DA l.'DEJC.MM.
Fram honlem presos ordem do subde-
legado da freguezia de San Frei Pedro Con-
calves do liecife, o prelo l.uiz, escravo de
Francisco Cavalcant, requisicflo deste ;
ordem do subdelegado da freguezia da
Ba-Visla, Gaudencio Pereira Lima, porcri-
me de olTensss phisicas ; e Paschoal, escra-
vo de Joflo Moreira da Silva para correcc^o ;
e a do aubdeiegado do primeiro districto da
freguezia dos Afogados, Frsncisco Xavier
Ferreira Calaea, para o mesmo fim.
ILE6I


COMMERCI.
T
ALFANDEGA
Rendimento do di 1. .15:3*3,576
Desearregam hoje 3.
Polaca Bolo morcadorias.
lliate Duvidoso gneros do paiz.
Sumaca Trt$-lrmSo> mercadoriss e fu-
mo.
Barca Genoveva mercadorias.
CONSULADO GERAL.
Rendimeqto do da 1.*.. ,
Diversas provincias ....
7*5,61*
125,9*6
871,560
RENDIJIENTO NO HEZ DE MAIO
f DE 1850.
Consulado cenlo 33:655,773
Dito de a por cento 7,958
Ditodel|3 por cento 7,295
--------1-----33.671,026
Ancora ge m para fra
Carne secca o deposito monta a 35,000
arrobas, inclusive umcir-
regamentochegido esta se-
mana. Os procos conti-
nuaran) de 2,000 a 2,800 rs.
porarroba.
Chumbo Vondeu-se a 15,000 rs. o
quintal em barra, e a 18,000
rs. o d tnunic.lo.
Farinha de trigo Os procos foram os mesmos
da oulra revista. O depo-
sito monta a 9,500 barricas.
Fio Vendeu-se a 11,000 rs. por
arroba do de porreta.
Louca dem a 2*0 por cento de
premio sobre a factura.
Ficaram no porto 55 embircac/Jes, a sa-
ber :* americanas, 1 austraca, 3* brasi-
leras, 1 dinamarqueza, 2 francezas, 3 hes-
p nho las, tinglezas e 6 portuguezas.
**ovimento do Porto.
do imperio.
Dita para dentro do
imperio
Sello fizo
Dita do 15 por cento
Cerlides
Capatazia
Multas
4:55*,112
913,*97
*:767,609
691,120
J*,250
,&;:
60,000
,
cstituicOes
Dizimo do algodSo da
Parahiba
Dito dito do Rio-Gran-
de do norte
Dito do aasucar dito
dito
Dito dito das Aligas 2:176,0*3
39:708,315
. 109,800
39:598,515
109,6*7
3,6(3
600
2:289,933
41:888,*48
Depsitos saludos
Ditos existentes.
501,523
3:165,845
Mesa do consulado de Pernambuco, 31 de
maio de 1850.
O escrvfio,
Jacorn Gerardo Mara Lumachide Mello.
EXPORTACAO.
Deipaehoi martimos no dia i.*
MaranhSo, brigue-escuna nacional Laura,
de 163 1/3 de toneladas: conduz o seguinte:
9*6 barricas com 6,352 arrobas e 2 libras
deassucar, 59caizaa velas de carnauba, 2*
caixas rap, 16 volumes ferragens, 15 ditos
plantas, 15 roloa fumo, 2. caixas charutos,
Sainos, Jcaixaa fazendas, 1 dita doc, i
embrulho livros, 75 barricas farinha de tri-
go, 10 caixas com vidros, 13 volumes miu-
dezas.
Uarcellona, brigue heapanhol Juilio, de
303 toneladas : cojiduz o seguinte :
920 saccas com 5,069 arrobas o 17 libras
de algodSo.
San-Malheus, sumaca nacional Bella-Ca-
rolina, ilc 92 toneladas : conduz o seguinte :
1 arado de ferro, 1 sino de bronze, 1 ta-
xo de cobre, 2 colchOes, 29 barricas assucar,
1 caixa ra c, 16 barricas farinha de trigo,
10 barris vinho, 2 caixas espermac te, 1 gi-
go louca, 1 caixfio com seilins, 1 braco de
balanca, 1 quintal de pesos surtidos, 1 fui -
dinho miudesas, 1 barrica drogas.
RECEBEDORIA DE RENDAS CERAFS
INTERNAS.
Rendimento do dia 1......458,393
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1.*...... 394,276
RENDIMENTO NO HEZ DE MAIO DE
1850.
Direitos de 3 |o 16:305,431
Ditos de 5'|. 3:806,028
Taxa 1:069,5*0
Capatazia 421,760
Decima urbana 3:963,66*
Meia siza dos escravos 1:828,825
Notos e velhos direitos 238,109
Emolumentos de passaporles do
polica 30,600
Mein sold e sello de patentes de
olliciars da guarda nacional 150,300
Sello de herapca e legados 515,1*7
5,000 rs. por escravo despachado 30,000
Imposto de loja de vender a re-
talho 102,4110
Dito de botica 25,600
Dito de prensa de algodSo 12.son
Matriculas oo.oki
Imposto sobredarlas 85,150
Dito > fabricas de chapeos 12,800
20 por |. de consumo da sgoar-
dente 518,160
Multas 68,171
Juros *2,660
Navios sahidos no dia 31 do paisado.
Liverpool por Parahiba Barca ingleza
tierral, capitSo Tilomas Kirk, carga as-
sucar.
dem com escala pela Parahi5a e Macei --
Barca ingleza Jumcs-Slutart, capilSo Ro-
berto Dunca, em lastro.
Navios mirados no dia i.' do crtenle
Rio-de-Janeiro 15 dias, patacho nacional
\alcni', de 130 toneladas, capitSo Fran-
cisco Nicolao de Araujo, equipagem 12,
carga varios gneros. Passageiros, o Fran-
cez NapoleSo Gabriel Bez, a nacional Fe-
licidade Perpetua de Muraos Lima com sus
familia e 4escravo.
Rio-de. Janeiro eBahia 17 dias e do ulti-
mo porto 2, paquete inglez Crane, com-
. mandante John Parson. Fundeou no
LameirSo vin.lo o capitSo i trra.
Liverpool 48 dias, barca ingleza Iretu,
de 321 toneladas, capitSo John Me. Do-
nald, equipagem 15, carga carne; a Me.
Cslmont k Companhia. Fundeou no
LameirSo vindo o capilSo A trra.
Sidney 50 dias, barca ingleza Philip
Oaken, de 300 toneladas, capitSo John
Dugam, equipagem 18, carga ISa; ao capi-
tSo. Fundeou no LameirSo vindo o ca-
pitSo trra.
Novio sakido no mesmo dia.
Baltimore pela Babia e Rio Brigue ame-
ricano iFaier-IFfcA, capitSo Joseph En-
neis, em lastro.
Navios entrados no dia 2.
Portos do norte 16 dias e 7 horas e do ul-
timo porto 19 horas, vapor brasileiro Per-
nambueana, de 240 toneladas, commin
dante JoSo MilitSo llenriques, equipagem
29. Passageiros: para esta provincia, o
Dr. Hermenegildo Antonio da Eocarna-
cSo e Silva, Leandro Marcolino de Lemos,
Pedro Wenescop Cantanhede, Antonio
Candido Antunes de Oliveira, Melquades
da Costa Barros, Manoel Civalcanti d
Albuquerque, Amaro Jos Ferreira com 1
criado e 1 escravo, Jos Gomes da Silva,
Francisco Paulino de Castro Barroca,
Fiaiicwtb Jos Gomes, Thomaz Gomes da
Silva, Canuto Ildefonso Einercnciano.
Leopoldino da Silva Azevedo, Antonio
Josquim de Araujo com 1 escravo, Anto-
nio Francisco de Oliveira com 1 escravo,
Francisco Ferreira de Novaes com 1 escra-
vo, Manoel Harques Camacho, Custodio
Domingues dos Santos, Manoel da Costa
llamos, Manoel Porfirio Aranha, Fr. Ma-
noel deSanl'Anna, Joaquim da Silva Coe-
Iho com 1 escravo, Jos Jacintho dos Reis,
Francisco Antonio Fernandes, Manoel
Francisco da Silva, Antonio Vicente de
MagalhSes, 2 presos e 7 escravos : para o
sul, o Dr. Thomaz Lardoso de Almeida.
Francisco de Paula Telles de Menezes, 42
recrutas para o exercilo e 3 ditos para a
maiinha, Brasileiros.
Tamandar 20 horas, brigue-escuna de
(uurra Legalidade, commandante o capi-
Ifio-lenenle lourenco da Silva Araujo
Amazonas. Gonuuz 5 desertores e 67 re-
crutas.
Havre 38 das, barca franceza Le-Comte-
Kbgtr, do 216 toneladas, capilo Evers,
equipagem 14, carga diversas fazendas;
i viuva Lasserre. Passageiros, o AllemSo
Fiedler, os Francezes Tisset, Jean Euge-
ne, e Destibeaux.
Rio-Grande do Sul 36 dias, patacho nacio-
nal l'oui Irmjos, do 1** tunla.las, capi-
tSo Jeronymo Jos Telles, equipagem 9,
carga charque; a Antonio Francisco da
Silva Ca rico. Fassageiro, o nacional Mes-
sias Jos de Freitas.
Buenos-Ayres 15 dias, brigue nacional
Mafra, de 270 toneladas, capilSo Jos Joa-
quim Das dos Prazeres, equipagem 17,
pereceram nec s arias todos o ttulos at
aqu expedidos ; ordenando por isso aos es-
trmigciros residontos nesta cidade, que no
prazo de quatro mezes contados do 1.a de
junlio vindouro se apresentem na secretaria
da polica com os ttulos que livorem, para
haverem outros iguaes, que llio sorSo dado*
independente de formaldade alguma, urna
vez quo se possa reconhecer que sSo verda-
deiros alias serSo obrigados para os obterem
a sitisfazer os requisitos que exige o regu-
lamento n. 120 de 31 de Janeiro de 18*2, sen-
do que aquelles que sem justn causa dei-
xarem de comparecer no referido prazo pa-
ra o fio que Tica indicado serSo considera-
dos como se nSotivessem tirado titulo, e
como taes multados na forma do regulamen -
to; o que tudo ser publicado pela im-
prensa para que possa chegar ao ronheci-
mento dos interessados.
Secretaria da polica de Pernambuco, 28
de maio de 1850.Rigueira Costa.
Pela Inspectora da alfandega se faz pu-
blico que, no dia 3 do corrente, se hSo de
arrematar em hasta publica, na porta da
mesis, depois do meio-dia, 129 cadeiras de
Jacaranda a 2,680, total 315,720 rs.; e 222
litas de oleo a 2,2*0, total 497,280 rs. ; im-
pugnadas pelo amanuense Domingos da Sil-
va GuimarSes, no despacho por factura n.
*95 de 31 do prximo passado mez : sendo a
arrematado sojeita aos direitos,
Alfandega de Pernambuco, 1." de junho de
1850. -- O inspector, Luiz Antonio de Sampaio
Vianna.
- Pela inspectora da alfandega si faz pu-
blico que, no da 4 do corrente, depois do
meio-dia, na porta da mesma, se ha de ar-
rematar em hasta publica o seguinte: 39 pe-
tas de franja do seda para sapatos com 536
varas, urna peca 1,100, tolal 42 900 rs. ; 50
grozas de fivelas de metal para sapalos, orna
grosa 300 rs. total 15,000 rs.; 60 nmeros
de ordem para sapatoiro, um numero 335
rs., total 20,100 rs. ; 5 malas de muro, urna
8.00O. total 40,000 rs.; 3 grosas de atacado-
res de seda para tintinas, una grosa 3,500,
total 10,500 rs. ; e 7 duzas de sapatos de te-
cido para changas, urna duza 2,000, total
14,000 rs. :tudo impugnado pelo amanuen-
se Gonzalo Jos da Cosa e Sa, no despacho
por factura sb n. 496 de 31 de maio prxi-
mo passado : sendo a arremutacSo sujeita
aos direitos.
Alfandega de Pernambuco, 1. de juuho
de 1850. O inspector, Luiz Antonio de Sam-
paio Vianna.
Declarares.
Para o Rio-de-Janeiro tem de partir na
seguinto semana o brigue-escuna Henrigue-
ta, por ter quasi completa a sua carga :
quem anda pretender carregar e ir de pas-
tasen, pode entehder-se com o capitSo,
Manoel Joaquim Lobato, na praca do Com -
owcio, ou na ra da Cadeia-Velha, n. 17,
segando andar.
enganel ni port da e.scada, Roga-sc a
dos os Srs. relojoeiros, e mesmo a qua
to-
lalquer
pessoa que souberdeste roubo de parttJC-
Vpollo,
Le loes.
Ilenry Forster & Companhia farSo lei-
ISo, por ntervencSo do corretor Oliveira,
da porQlo de burros quanlo basto para oc-
correr aos direitos e despezas feitas com os
mesmos neste porto, e da barca americana
Muskingham que os conduzio de Buenos-Ay-
res, e pro'xima a seguir seu destino com os
restantes ; assim comodedous cavados pro-
prios para carro, lotes A vontade dos com-
pradores : segunda-feira, 3 de junho, s
10 horas da manhSa, na estribara que fui de
David, antigo porto das canoas.
Johnston Pater & Companhia farSo lei-
ISo, por intervengo do corretor Oliveira,
de grande sortimento de fazendas ngiezas,
proprasdo mercado: terca-fera, 4 do cor-
rente, s 10 horas da manhSaem ponto, no
seu armazemda ra do Vigario.
O corretor Oliveira far leilSo, por
mandado do respectivo juizo, do patacho
Fortuna, outr'ora hate Especulador, com
sua mastreacSo, massame, veame, ferros e
mais pertenecs, tal qual se acha ancorado
neste porto, onde os pretendentes tudo p-
dem examinar com anticipacSo, procuran-
do o inventario a bordo, ou no escriptorio
do Sr. Manoel Joaquim Ramos e Silva :
quarta-feira, 5 do corrente, ao meio-dia em
ponto, porta da assucia;3o com inercia I
desta piara.
Avisos diversos.
-- Peranle o conselho da administraran
naval, tem de contralar-se para os navid
armados, a compra de 50 pares de sapatos
decouro de vaqueta, com duas solas, e fa-
rinha de mandioca; por isso convida-se a
quem conver vender ditos objeclos, a rom-
parecer as 12 horas da manbSa do da 3 do
mez de junno futuro, na salla das sesses
lo mesmo conselho, cora suas propostas e
amostras.
Sala das sessflesdo conselho da admnis-
taacSo naval, 31 de maio de 1850. O secre-
tario, ChrislovSo Santiago de Uliteira.
smalas que leem de con-
duzir o vapor l'ernambucana
para os portos do sul fecham-
se hoje 3 do corrente, as 6
lloras da tarde e s se receber corres-
pondencia con o porte duplo al as 7 da
uoite.
Avisos marit, os.
29:347.145
Mesa do consulado provincial de Per-
nambuco, 31 do maio de 1850.
No impedimento do ascrivSo, o escritu-
ra ro. Jos Cavalcante de Albuquergue.
PRAGA DO RECIFE, 1. DE JUNHO DE
1850. A'S S HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios Durante a semana effectua-
ram-se varios saques a 27 c
26 3/4 d. por 1,000 rs. so-
bre Londres, e boje peque-
nos saques a 26 1/2 d.
Assucar- Os procos fram os mesmos
da semana antecedente
sendo as vendas diminutas
AlgodSo-- Entrara mi 741 saccas. Foi
mais procurado, oblendo o
de primera sorte 6,000 rs.
por arroba, e o de segunda
5,600 rs.
Couros Conlnueaam a vender-se
de 102 1|fi 105 rs.
bra.
Alfazema Vendeu-se a 2,500 rs. por
arroba.
Bacalho-------NSo chegou cirregimento
algum. O deposito esta
redusidp a 2,500 barricas.
Retalhou-se de 8,800 a
9.500 rs. por barrica.
Caf......Vendeu-se de 6,000 a 6,500
rs. por arroba.
por l-
carga charquea} a Amorim Irrnos.
Rio-Grande do 911 34 dias, brigue Felit\
Destino, de 199 toneladas, capilSo Anto-
nio Marlins Dias, equipagem 10, Carga
charque; a Pedro Dias dos Santos. Fuu-
deou no Poco.
Mir-Pacifico, leudo sahido de New Bedford
ha 30 mezes, barca americana Harvist, do
262 toneladas, cJpitSo Thomas S. Bailey,
equipagem 22, carga azeile de pexe ; ao
capilSo.Fundeou no LameirSo.
Navios sakidos no mesmo dia.
MaranhSo Brigue-escuna nacional Laura,
cspitoo Antonio Ferreira da Silva Santos,
carg varios gneros.
Marseille Brigue francez fugene-Jenny,
rapitSo Simn Gurrin, carga assucar.
Poito Brigue portguez Bom-Pastor, ca-
pitSo Jos Gomes da Silva, carga assucar.
Passageiros, os Porluguezes, Jos Anto-
nio de Farias com sua familia, Jos Caela-
io Coelho com sua familia, Jos do San-
t'Anna Coitinho com sui familia, Antonio
Jos Pimenta da Gonceicao e JosTeixei-
i a Bacellar.
Barcelona -- Brigue hespanliol Julio, capi-
tSo Filippe Costa, carga algodSo.
EDI TAES.
O chefe de polica interino da provin-
cia, altendendo a que ha apparecido un
grande numero de ttulos falsos do residen-
cia, passados por alguns dos amigos em-
pregados de sua repaiticfio, equerendo pro-
videnciar a respeilo de semelhanto abuso
tanto mais fcil de secommelter quanlo
mullas vezes hedfllcil vista da maneira porque ro a principio es-
cripturado o livro de apresenlacSo de estran
geiros ; tem resotvido dando por lindo o
mesmo lvro fazer recolher e substituir poi
outros revestidos de certas cauteUaj que Ihe
-- A polaca Sociedade-Felit recebe a ma-
la para o llio-de Janeiro hoje, 3 do cor-
rente.
O brigue portguez Ventura-Feliz re-
cebe a mala para o Porto no dia 12 do cor-
rete.
Para Loanda sahira at o dia 10 do
corrente o patacho portguez Andorinha do
Tejo; tem bonscommodos para passageiros:
quem se quizer transportar, poder tralar
com o capitSo ou caixa no armizem do l'al-
meira, largo do Corpo Santo.
-- Para o Porto pretende sahir no dia 12
do corrente mez o brigue portguez Ventu-
ra-l'elis, forrado e pregado de cobre, do
qual he capitSo Zeferino Ventura dos San-
tos : para carga e passageiros traase com
o referido capitSo, ou como consignatario
Joaquim Ferreira Mendes GuimarSes, na
ra da Cruz, n. *9.
Para o Cear pretende seguir vagem
com inuila brevidade a sumaca nacional
Carlota, mostees Jos Goncalves Simas
quem na mesma quizer carregar, ou ir de
passagem, pode entender-se com Luiz Jos
de S Araujo, na ra da Cruz, no Recife,
n. 33.
Para o Rio-Grande do Sul seguir o
mais breve possivel o patacho nac onal Emi-
liana : recebe carg a frelo por preco com-
modo, assim como passageiros e escravos,
para o quo tem bons commodos : trata-se
com os consignatarios, Amorim IrmSos, na
ra da Cadeia do Recife, n. 39.
Para Angola sahe com toda a brevida-
de o patacho americano Chaltuorth, recebe
alguma carga afiele. Este patacho he de
primeira marcha o forrado de cobre novo :
quf in pretender embarcar trate com Manoel
Ignacio de Oliveira, na prac do Commor-
cio, n. 6, primeiro andar.
Para o Havre pretende se-
guir com muita brevidade o bem
conhecido brigue frncez Beaujcu
recebe carga e passageiros, para o
que tem excedentes commodos :
os pretendenles dirijam-.se ao es-
criptorio da consignataria do mes-
mo brigue, viuva Lasserre, na ru;i
da Senzalla-Velha, n. i38.
Para o Rio-de-Janeiro se
gue em poneos dias, por ter par*
te de su! carga prompta, o brigue
naeional Mara-Primeira, forra-
do e pregado de cobre, de lote de
sete mil arroba : para o resto da
carga, escravos e passageiros, tra-
ta-se com Machado & Pioheiro,
na ra do Vigario, n. 19, ou com
o capito na praca.
Bernardo Jos da Costa GuimarSes,
subdito portguez, retira-se para a Parahi-
ba com escala pelo Para a tratar de sua
side.
Antonio Luiz dos Santos embarca para
fra da provincia os seus escravos Lourenco,
Mara e Secundina.
Manoel Joaquim da Silva Figueircdo,
Portguez, vai fazer urna viagem para fra
da provincia.
--Antonio-Jos Pimentada Conce^So,
havendn de retirar-so para Portugal, deixa
por seus procuradores tiesta cidade, aos Srs
JoSo llaptsta Fragozo e Jos Mariano de Al-
buquerque.
Os herdeiros do fallecido coronel Fran-
cisco de Bredfle o Au Ira.lo, declaram
que obliveram julgamento em grao de re-
vista no tribunal da relagSo do MaranhSo,
na causa que o seu fallecido pai, sogro <
av dito coronel havia proposto a Sra. D.
Mara de Pinho Boiges, a respeito da venia
da sua parleno engeiiho Caiugi, por cujo
julgamento Utos compete haver da mesma
senhora a quantia de 11:000:00o rs., que
lis va recebido, e pora muela da data em
que teve lugar o recebimento que fui em 8
de junho ile 1820, com os juros na mesma
especie desde a mesma data do recebimen-
to : e por isso que para pagamento dos an-
nunciantes, nSo basla a | arle que adila
senhora lem no refer lo eugeuho, e Ibes
consta que prelende vender a casa de tres
sobrados na ra do Atierro da lla-Vista, e
a mesma parle do engenho : la/.un o pr-
senle annuncio, pra que ninguem compre
as ditas casas e parte do engenho, por es-
tarcm sujeitas a esse pagamtnlo, por forca
daquello julgado.
AltencSo.
O abaixo assignado, morador lias Cinco-
l'ontas, n. *, nSo obstanto fazer o seu ajus-
te a relro fochado com toda e qualquer pes-
soa que lhe empenliam objeclos vocalmen-
te, ou com papel, comtudo para que nin
guem possa allegar ignorancia! quo dcsles
ha nimios) faz publico a todas as pessoa
quetiverem objeclos en seu poder, seja
qual fr o trato e qiTalidade do objeclo, lia
l-a 111 1I0 os resgatar no prazo de oito dias,
contados da data deste; e na falta o abaixo
assignado piasi a vende-los para seu pa-
gamento, isto muito constrangido, porque
s os ide vender por menos de seu valor r
se ti feitio, e desta forma mais servem para
seus donos, do que para o abaixo assignado:
o que pelo presento faz publico para sua
res 11 va. Manoel oaquim Pinto Hachado
tiuimnres.
lia arromatacSo de varios movis, ter-
(a-feira.as horas do costme, na porta da
residencia do lllm. Sr. Dr. juiz do dreilo do
civel desta cidade, na ra das Flores.
No dia* do corrente, as 10 horas da
inanhSs, porta do Sr. I>r. juiz de orphSos
o a os M. tos, na ra estreita do Rozario, se-
rSo arrematadas as taboas da armecSo da
loja do finado Francisco Jos Pereira Rraga.
Iloga-se ao Sr. Flix Cyprianno Tei-
xeira o favor de nSo andar recebendo di
nheiros que lhe nSo pertencem ; do contra-
rio, passar pelo desgoslo de ser citado pa
ra as quantias que tem recebido.
Deseja-se fallar aos Srs. Manoel Tei-
xeira Barcellar e Mancel do Nascmento
Bastos ; na ra Nova, loja do ferragens,
n. 16.
Sr. B. F. G. queira ir pagar o aluguel
da casa em que morou na ra Bella, n. 28 ;
do contrario, ver o seu nomo por extenso
nesla folha.
Passaporles.
Tram-st' passaporles para dentro e fra
do la perio, despacham-se escravos, tiran,-
se ttulos de residencia pata sempre : para
este liin procura-se na 1 raca da Indepen-
dencia, livraria ns. 6e 8, e na ra do Quei-
mado, 11. 25, loja de mudezas, do Sr. Joa-
quim llonlero da Cruz.
Quem annunciou um escrave para alu-
par, que enlende de plantajes de sitio, di-
rija-se ra larga do llozario, n. *6, venda.
No dia 31 de maio do corrente anno,
furtaram um relogio horizontal, com caixa
de ouro, ponteiros e mostrador de prata
com algarisaios a romano, tem vdro, sem
lampa de ouro ; he francez n. 18301 ; le-
vou urna crrenlo lina de ellos sobre com-
pridoe com ganxo de prender na casa do
collete, que lera de peso duas oitavis t
um quaito de ouro ; supiOe-se ler sido
loriado por um preto que fo levar a casa
do abaixo assignado um par de margas de
viJro, e quando saino entrou por engao
110 quarlo quo tem porta junio a da escada,
onde eslava dependurado o relogio, o sen-
par ao abaixo assignado, na ra de Apolb
n. 2*, que agradecer com a gratficacSo
merecida. Jos Antonio de .Soucn Machado.
'-- Aluga-se um sitio nos Afogados, com
bastantes commodos para qualquer familia,
e com varias fructeiras : a tratar no largo
la Paz, n.61.
Prccisa-se alugar urna preta, anda
que seja vclha : na pra?a da Independen-
cia, n. 32.
Aluga-se um moleque proprio para
0 servico de casa : atrs da matriz de S.-
Antonio, n. 16.
1 (-- O Reverendo padre Thiago de Pina Ca-
bra I tem umi carta, vn la do Rio-de-Ja-
neiro, no pateo do Crarmo, n. 17.
O Sr. tenente llemeterio Jos Vellozo
ra Silvera, drija-se ao pateo de S.-I'edro,
n. 5.
Peranle o lllm. Sr. Dr. juiz de orphSos
supplente, no pateo do Livramenlo, se hSo
de arrematar, por sera ultima piara, hoje,
3 do corrente, os bens do expolio da finada
Isabel Francisca do Jess, quesSoosseguin-
tes : duas moradas da casas terreas de pe-
dra e cal, urna dita de taipa, um mocambo
coberto de palba, sitas no lugar denomina-
do Catuc, na povoacSo dos Afogados, um
oratorio com algumas imagens, um cordSo
com urna cruz de ouro baixo, urna mesa
de amarello usada, urna cscrava do meia
iJade boa vendedeira de ra.
O Sur. Zeferino Rodolpho
Delgado de Borha, dirij-se ra
Nova, n. 35, a negocio que lhe diz
respeilo.
Precisa-se alugar urna escrava que en-
tenda decosinha, pagando-so bem : na rui
largado llozario, n.*8.
-- Jos Fernandes I'ovoas i C. vende-
ram hoje a sua taberna, sita na ra do Cor-
doniz, n. 10, no Forto do Mallo desta ci-
dade, aos Srs. Mendes & Macieira, com a
'mi lilo, porm, que os mesmossanhores
com quem ultimar un a referida venda se
obrigarSo apagar todas as dividas, que a
mesma exmela irma tstava devendo a es-
ta praca li esta data: epor ser verdade
lizeram a presente declaracSo. Recife, 27
de maio de 1850.
Quem precisar de una ama forra pira
casa de punca familia, drija-se ao largo da
Ribelra, n. 5.
Precisn-se de urna mulher capaz para
ama interior de urna casi de pequea fami-
lia : na ra do Queimado, loja n. 32.
Alugam-se : o armazem do sobrado da
ra do Sol, n. 23 ; urna mei'agoa com liona
commodos, no becco do Quiabo, ti. 13 ; du-
tra dita, na ra da Guia, n.il : fallar com
Jos Cypriano de Moraes Lima, 110 Forte-
do-.Mailos, defionte Jo clufariz, 11. 8, se-
gundo andar.
Precisa-se alugar urna preta ca|tva,
quesaiba engommar, para uina s pessoa :
no becco do Bomba, casa n. 1.
Aluga-se um sitio na estrada do Cor-
deiro, propriopara pessoa que tenha trata-
mento, qur nacional ou estrangeira ; o
bem assim mais dous sitios, um na ra da
Casa-Forte, e outro na Campia a tratar na
ra do Amorim, n. 15.
Na ra da Roda, n. 10, lava-se e en-
gomma-so por prego o mais commodo pos-
sivel, a80is. a peca.
Aluga-se urna sala mui decente, pro-
pria para escriptorio ou residencia de hu-
no ni solleiro, na ra do Queimado, sobra-
do amarello n 29, primeiro au Jar. A tratar
no mesmo sobrado.
No dia do corrente mez do junho, pe-
las horas da larde, porta do Sr. Dr. juiz
do civel da primeira vara, se hSo de arre-
matar em hasta publica, moradas de. ca-
sas terreas, sitas na travessa do Lima, por
execuco de I). Conslantina Jacintha da Mot-
ta contra Manoel de Almeida Lima.
-- No dia 1 do crrente fugio um preto de
naeflo, idade 30 e tantos annos, bem ladi-
no, falla bem, bstanle barbado e tem tima
cicatriz junta ao tornoselo da perna direi-
ta, chama-s Gabriel, (em o coslume de
abaixar a cabega quando filia, gosta de
embragar-se, veio ha pouco do llio-de-Ja-
neiro, e por isso deve ignorar as ras desta
cidade ; levou vestido caiga de casimira ris
cala e camisa de madap >IS<>, mas furtou
irna Iroxa onde leva algumas calcas o ou-
tros obj"ctos, assim como algumas colhe-
res de prata : quem o pegar dirija-se a ra
di.cadeia do Recite, n. 21, quesera recom-
pensado.
i
Compras.
Cpmpram-se escravos de ambos os se-
xos, de 10 a 30 anuos, de bonitas figuras, e
que nSo lenham molestias: pagam-so bem :
na ra das Larangciras, n. 1*.
Cumpia-so malte: quem tiverannun-
ci.
-- Compra-seum metbodode violSo por
Carulli na praca da Independencia, loja
deSr. Meroz, ouannuncie.
H
Vendas.
II tsicas
Melhodopratico de canto italiano dividi-
do em 15 ligues do mestre N. Vaecay.
Methodo para aprender-se a locar orgSo.
F.lemenlos de niusica e methodo de tocar
piano com exerciciosem Indos os gneros,
30 preludios em todos os lons e 12 cstudoa,
obra compusla e offerecida nacSo purtu-
gueza.
Exerciciosde agilidade para as vozes de
baxo e bartono, pudendo igualmente servir
pora voz de contralto trans cu lados urna
8.a alta.
Tratado completo dola Iheoria o dalla
pratica de urna armunia de F. J. Fetis.
Methodo para aprender-se a tocar clari-
nela.
Pequeo methodo paia piano forte por
Cario Czerniy
tudimeni du Plaste, ou reunin dea
exeicices les plus indispensables pouric-
quenr un mecanismo parfail par F. Bertine.
F. nutras muitasobras que se moslnrSo ao
comprador : no pateo do Collegio, casa do
livro azul.
Vende-so um mulata de 38 a *0 annos
que engomma, enzinha o cose chSo, etc.:
do visto por urna pessoa da casa quando sa- no Aterro da Boa-Vista, n. 78, se dir quem
lua do quartu, respondeu o preto, como me vende.
IVEL


Vendem-se 10 lindos moleques de 8 a
ti annos ; s pretos de 20 a 25 annos, sendo
um dellfs ptimo sapateiro, e nutro ofllcial
de ni rain Ir; 2 pardos de 18 a 20 annos, sen-
do um delles perilo cozioheiro, bolieiro,
empalhador, e qunhe de boa conducta; 3
nardas com habilidades, de 18 e 20 annos ;
fi pretas de 1* a 25 annos, com algumas ha-
bilidades, e que silo proprias para todo o
servigo : na ra do Collegio, n. 3.
Para camisas, a 280 rs.
o covado.
Vendem-se finos e largos riscados bran-
cos com lpicos de cores, muito proprios
para camisas de homem, pelo haratissimo
precede 2S0 rs. o covado : na ra do Cres-
po, n. 11.
Na loja franceza na ra Nova atraz da
matriz, tem bonitos jarros de porcellana,
lantemas de pe de vdro, ditas de casqui-
nha inglezas, ditas fracnezas, candeiros
vara sala, ditos de lalflo paia estudantes,
bengalas de rana, bandejas Tinas, chapeos
de sol de seda de cores para homem, fundas
para os quebrados, chapeos francezes de bo-
nitas formas, lencos de seda de 1,000 rs. ale
5,000 rs. para senbora e homrns, ditos de
morsulina, e oulras muitas fazendas : sa-
patos de duraque (le cores para senhora a
800 rs., ditos de coro de lustro a 2.000 rs.
Assim como roga aos seus devedores que
Ihe vam pagar, para niio mandar tantas
vezes os seus caixeiros em suas casas.
Chegaram novamente ra da Sen-
zalIa-Nnvs, n. 42, relogios de ouro > prata
patente inglez, para homem e senhora.
Capas para invern.
Vendem-se capas de psnno fino e barre-
gana e iiihis qualidades, para invern, por
prego commodo : na ruado Crespo, n. 11.
Vendem-se saccas com arroz, a 1,200
rs. a ai roba: no caes da Aifandcga, srma-
/ein do Sr. Aunes.

Grvalas de molas.
Grvalas de ola de nova inven- |5
* cilo; lengos de setm preto o de ro- 8
t irs; ditos de fo da Ksroria ; ditos $
| leridodo noile ; chapeos francezes; S
w boas caseniiras^ pannos pretose de
rotes hrins com lecido de lona ; e $
S nutras imitas fazendas, no t para j'
f homem como para senhora : tudo
vende-se ior ron molo prego: na p
,: ra do Crespo, n. 9, loja i marella.
Vrnde-se niuilo superior farinha em
inrins I ai ricas : na roa da Cadcia do Recife,
escriplorio de l)eaneVoule & C. em seus
arnazensdo beceo do (,'oiigalves.
As novas cassas sublimes
a 2,240 rs. o corle.
Na loja de Guimares &- Henriques, na
roa do Crespo, n. 5, que faz rsquina para a
ra do Collegio, vendem-se novos cortes de
cassas finas denominadas sublimes, pela
sua 1 oa qualidade e barato prego.
-- Vende-se um lardinho de 12 annos
urna preta que cose, engomma e cozinha :
isto barato qiip hepaia liquidar ronlas ve-
lhas : na ra larga Do Itozario, u. 46, pri-
ineiro andar.
- Vendem-se cigarros de palha de milho,
iions, por preco commodo : na ra das Cru-
ces, n. 40.
Casemlra pret* a 1,300
o covado:
vende-se no Aterro-da-Boa-Vista, o. 18,
loja.
. A 3,000 rs. o barril de cal de Lisboa.
Vende-se, para fechar contas, um restan-
tes de barris de cal virgen) de Lisboa, da
oresen te safra: na ra da Cadoia do Reci-
'e, n. 50.
Urna pessoa chegada ba pouco de urna
las provincias do imperio tem para vender
urna porgSode toalhas efronhaa de breta-
nha fina elavarinto de muito bom gosto e
moderno, por muito barato prego, por ter
de retirar-se para lora do imperio : na ra
Nova, n. 34.
Farinha de mandioca de
S.-Catharina.
Chegou em direilura de S.-Catharina o
brigue nacional Minerva, com um carrega-
mento da superior farinha muito nova, e
acha-se fundeado defronledo caes do Ra-
mos, onde se vende a prego commodo, ou
em casa de Manoel Ignacio de Oliveira, na
Praga do Commercio, n. 6, primeiro andar.
Vende-se um dos dous engenhos, Telha
e Triumphos, sitos na freguezia de Seri-
uhSeo, com bastante trra e muito produc-
tiva para criar grandes safras : ambos bons
d'agoa, por seren copeiros, e dislam do
embarque duas legoas : a tiatar com o pro-
pietario, JoSo Climaco Fernamles Caval-
ean, ou rom Antonio da Silva Gusm3o, na
ra Imperial, do Aterro-dos-Afogados.
Corram ao barato.
Na nova loja do Passeio-Publico, n. 19,
de l.emos Amaral & Compendia, se esta
vendendo fazenda por todo o dinheito, ct>-
mo sejam chitas muito finas e do cores li-
xas, a 120, 140, 160 e 200 rs. o covado, e a
pega a 5,500, 5,800, 6,000 e 7,000 rs ; brin.
de lindo mi o,lindo, a 300 rs. o covado ; cas-
tores para caigas, a 200 rs. o covado. A el-
les antes que se acabem. Os novos admi-
nistradores eslSo loi r mo por todo dinhei-
i'o, e estilo resolvidos a acabar com todas as
fazendas para Oi tir de novo.
Vende-se
llozario, n. 1.
*'
i
>
>
>
*
>
um palanquim: na ra do
Deposito de bichas. Js
Nalravessa da ra do Vi-
gario, n. i,vendem-se bichas ^
de llamburgo, ltimamente *
chegadas, a 3o$ rs. o cento :
tambem se alugam por mais
barato preco do que em ou-
tra qualquer parte.
Pecbncba.
*leP!A ""."beof otuoiuy op
efoj 'Piapcj) ep boj bu js-uiopiuA
: -sj OVO
U 'OJL',) V.U (1 SOl{lll()||
Vendem-se amarras oe >rro : na ra
da Senzalla-Nova, n. 42.
Vende-se espirito de 36 graos, a mil
rs. a ranada: no palto do Paraizo, n. 20,
taberna.
99999 ft*!tf 991$ C
i
Alantelelesa ao.ooo rs. 9
Ricos manteletes modernos, vindos
* de Franca, vendem-se pelo diminuto *
prego i'e?0,000 is. : na ra do Cres- f.
po, ii. 9, loja Je.o Antonio Comes <
i
"? ****** ***- **<
Vendem-se no Atierro da lia-Visla, n
1, msntelleUs e capolinhos de seda preta,
c de rres, das ultimas modas de l'ris.
~ Vendem-se, por prtgo muito commoelo,
duascaixasde tartaruga paia rap, feitas
no Araraly : na ra do Cabug, loja da es-
quina dcl'rente da matriz.
Vendem-se, na rna do Cabug, loja de
quairo porta*, do Uuarle, capolinhos meiros de fil e seda, e louras de selim pa-
ra baptisados.
Domingos Alves Msiheus tem para ven-
der no sen escriplorio, na ra da Cruz, n.
52, dous tinelos escravos, e urna escrava
milito moga e sem defeito.
Itua do Crespo, n. 21.
Vendem-se guardanapos de linho adamas-
cados, fa/enela a mais lina que ha no mer-
cado : pelo diminuto prego de 10,000 rs. a
dozia.
Venelem-se chapeos de palha de Mani-
Iha, ii mo finos paru homem ; rana da India
venlaeleira, propria para I angalas, de urna
se pode 1.1/er duas : na ra Nova, loja n. 2,
airas da matriz.
Ao barato preco de 146
rs. o covado.
Na cjs o. 5, iieGuimariles & Henriques,
vendem-se i lu. s escuras, pelo diminuio
pregode Uis. o Cuvadu, e. d ouiras mul-
tas qualidades por diminuto prego.
l*anno pardo fino a 4,000
rs cada um cuva o.
Na loja da esquina da ra do Crespo, n 5,
vende-se.panno lino pardo e cr de caf,
pelo barato prego de 4,000 rs o covado ;
dito preto o azul, a 3,00o rs. o covado, e di
oulras miiilas cores e qualidades, por dimi-
nuto prego.
Vende-se urna vecca torina,
milito boa leiteira, vinda ha pou-
co de Lisboa, com urna cria de 4
mezes; no Hospicio, sitio n 8.
Na ra doQueirrado, vindo do Rozario,
segunda loja, n 18, anda restam algumas
pegas de nietim veide e cor de caf, com 20
covados, a 2,200 rs.; cortes de colletes de
setim preto lavrado, a 1,000 rs.; chales de
seda, a 5,000 rs.; panno de linho suisso,
rom 25 varas a pega, a 6,400 rs. ; panno li-
no pelo muito bom, a 3.2(10 rs. o covado ; e
oulras fazendas por prego commodo.
Vendem-se 12 escravos, sendo 4 mo-
leques de 14 a 20 annos, de enlre os quaes
um he I mu cozinheirn e oulro caireiro e
6escra%as: na ra Direits, n. 3.
Vende-se, ou troca-se por um preto que
seja moco e possanie, urna negrinha de 10
a II anuos, que j tem principios de costu-
ra, e he muito viva : na ra larga do Roza-
rio, ii. 16, sobrado.
Na ra do Queimado, n. 46, loja de
Azevedo & limo, vendem-se, por prego
commodo 428 pares de sfalos, 1,480 cha-
peo* de palha, 1,545 couros miudos : ludo
vindo do Aracaly.
Vendem-se e Blugair.-se bichas de Mam-
burgo, as melhores rossiveis, lauto em ta-
innnlio rein.en ni qualidade: no Aterro-da-
Boa-Vista, venda nova ao p da refinsgSo,
n. 70 : tn n. de- ni se vende manteiga, a 400 e
560 rs. e a mais superior, a 610 rs. ; cha, a
1,800 rs. e do mais superior, a 2,200 rs.
Vende-se chapeos de sol, de seda, pre-
tos, a 4,500, 5,000 e 5,500 rs. cada um, ar-
mages de baleia muito fortes; leigali-
uhas de junco, a 2,500 e 3,500 rs.; retrz
(relo muito forte, em porgSo e a relalho !
na ra do Collegio, n. 4.
aforos de vispora a 1,000
lNb ra Nova, n. 6, loja de Mava
liamos & Companhia,
vendem-se por esteeliminuto prego, para
diverlin.ento das noitcs de S.-Antonio e S.-
Joiio.
Vende-se urna morada de casa lerrea,
na ra da l'raia-de-S -Rita, n. 44, em cliflos
proprios, equo rende 8,000 rs. me usa es :
urna preta crioula, de bonita figura, 0e 25
annos, boa rostureira, cozinheira, e que
engomma | erfeilamente, ensaboa e faz to-
lo o mais servigo de urna casa: na ra do
Mondego, ti 99.
SI a niele tes.
Vende-se, na ra do Crespo, loja de qua-
tro portas, n. 12, manteletes de seda lu la
corea, de mullo bom gusto e du superior
eiualidade, chegados ltimamente del'ran-
ga, os quaes se vendem por menos prego do
ini- em oulra qualquer paite.
Vende-se ago'ordenie do reino, gene-
bra, ago'ardentn deauiz e licores : na ra
da l'raia de Saula Rila, defronte da ribeira
ns. 10 e 12.
-- Vende-se urna prela de nag5o, de 24 an-
uos, que cozinha, faz todo o servigo de urna
casa e vende na la : na ra do Livramen-
t, n. 28.
Vende-se graxa do Uio-
Grande a '1,700 rs. a arroba: na
ra da Praia, n. 3a. Na mesma
casa existe urna certeira, que foi
adiada, com alguns papis de cir-
cunstancias : quem fr scu dono,
dando os signaes certos, llie ser
entregue.
Vendem-se duas casas terreas, sitas na
Irovessa do l'eisolo: na piag do Corpo-
Santo, n. 2.
Vende-se um ravallo de estribara,
muito bom andador, bastante novo e gor-
do, por prego rasoavel : na cocheira da ra
da Florentina.
Vendem-se meias barricas
com farinha gallega, a melborpos-
sivel ; caixas com velas de es-
peimacete americano de diversos
tamaitos : na ra do Trapiche,
n. 3G cscriptorio de Mutheus
Austin & (J.
Vende-se um pardo mogo e de bonita
figura, perito ofllcial de alfaite ; na ra da
Cadeia do Recife, n. 39.
Vende-se a lenha tirada dos
arvoredos do sitio destinado para
o cemiteriodeS.-Amaro, propria
para reinac5es, olarias e padarias:
a tratar com o procurador da c-
mara municipal desta cidade, das
10 horas da manlia a urna da tar-
de, no paco da mesma cmara, ou
em casa de sua residencia na ra
Velha,n. 61.
Vendem-se Diccionarios da lingos por-
luguez, por Constancio : na ra do Sol, n.
I, em casa de Flias Baptista da Silva, aonde
lambem se vendem duas columnas de ferro
e um fogSo de dito.
Vendem-se duas pretas que engom-
mam, cozinham e lavan desabito e de var-
ela, urna dems cose alguma cousa, e a 011-
tra refina assucar e faz o mais servigo de
urna casa : nao tem vicios nem achaques :
na ra da Ordem Terceira de San-Francisco,
sobrado n. 6.
Vende-se um methodo para (flauta .* na
praos da Independencia, n 12.
Vendem-se livios para copiadores de
carias, tinta para copiare papel de copiar,
em esmas : na ra do Trapiche-Novo, n.
18, primeiro andar.
Grande surtimento de
msicas
Acaba de recebera casa do hvro azul, no
paleo do Collegio, n. 2, pira piano, asse-
guintes pegas :
La Fidanzata corso, msica del M. Ci
Pacini.
Nova Castro, drama heroico, posto em
msica e olTerecido ao'conde do Farrobo.
Roberto devereux, msica del M.' Do-
nizetli.
Cristina di Svczia, del M Alessandro,
L'Esule di Roma, melodrama heroico
posto em msica porC. fonizelti.
La liglia del reggimento por Donizelti.
Uondelmonte por Geovsnni Pscini.
Caterina Cornaro, msica de Donizelti
Clemenza di Valois, msica deCahussi.
Olielo cont di S. Bonifacio, G. Verdi.
Mara regina d'inglaleira, msica de C.
Pacini.
Kllena da Fellre, msica de lercadanti.
Cianni di Parici, msica de Donizeli.
Ksmeraldi, msica de Alberto Mazzucalo
I dnes ligare, msica de Speranza.
La l'ricione di Edimburgo del Frederico
flicci
/ana, msica del Mercadanti.
Souvenirdas operas modernas por Doni-
zelti, Mercadante, Relline, Verdi, e ou-
lras pegas, duelos e pequeas msicas.' pe-
los mesmos compositores.
A bordo do brigue Aguia-do-Prata, ven-
de-se farinha de mandioca, por prego com-
modo.
Vende-se a obra RecreagSo philosophi-
e-a pelo padre Theodoro de Almeida : na
ra Nova, 11. 16.
Vende-se urna prela crioula, de 22 an-
nos, de bonita .figura, sem vicios, eque cn-
gomma, lava e faz todo o servigo de urna
casa : na Ponte-Velha, n. 33, taberna.
Vende-se um sobradinho de um andar,
rectificado de novo, na ra da Calgada, cu-
jo rende um por cento ao mez; urna casa
leriea na ra do Quiabo ; um tanque de
pao para 30 ou 40 pipas de liquido ; um
deposito de'ferro que leva duas pipas, e que
podo servir para oleo ou azeile : na ra das
l.arangeiras, n. 18.
-- Vendem-se quatro terrenos na ra da
Aurora, sendo um do frente, e tres no fun-
do, entre a ponlezinha e a casa do Sr J0I0
Vieira da Cunha : na ra da Praia-de-S -Ri-
ta, n. 1.
Vende-se urna parda muito moga, de
bonita figura, com principios de engom-
mado e de costura ; he de boa figura sem
vicios nem achaques : o motivo por que se
vende he por haver grande precisflo : lam-
bem se vende urna preta de naglo Costa, de
18 annos, do elegante figura : na 1 ua .lo Kan-
gel, n. 38, segundo andar, se dir quem
vende. '
Vendem-se 2 escravos de ho.is figuras
o proprios para lodo o servigo : na ra da
Cadoia do Recife, n. 39.
e Vendem-ae colleecSea com
mais de seis lindas vistos, repre-
sentando a ponte do Hecife com a
allandega, a ponte da Boa-Vista,
a cidade de Olinda, a ponte do Ca-
changa, l'oco-da-Panella, e a ra
da Cruz com o arco do Bom-Jesue;
bem como duas grandes vistas de
Pcrnambuco: 11a ra da Ciuz,
10, casa deKalkmann IrmSos.
Cadeiras de balancD
muito commodas, e cadeiras de
asiento de palhinha, vendem-se
por preco muito commodo : na ra
da Cruz, n. 10, armatem de Kal-
kmann limaos
Vende-se missa de Rquiem
pieno com ac-
Sementes de horlaiicc.
Vendem-se sementes de bortalice, muito
novas e chegadas ltimamente de Lisboa:
na ra da Cruz, armajfcm 62.
A 1,000 nf o corle.
Na loja n. 5, que faz esquina para a ra
do Collegio, vendem-se cortes com 3 cova-
dos e meia de brim de algodo trancado de
listrasedequadros, pelo barato paego de
1,000 rs. cada um corle.
Xa ra Nova, n. 6, loja de
Maya Ramos & C.,
vendem-se, pelo antigo prego de 2,000 rs.,
sapstos de lustro francezes, chegados pelo
ultimo navio.
--Vendem-se dous carneiros muito man-
sos e bonitos; urna pareina deliicudos mui-
to bous cantadores; 50 arrobas de doce de
goiaba em caiiotes: na ra da Aurora, n.
24,loja.
Os antigos riscados mons-
tros a 80 rs. o covado.
Na loja de*CuimarSes & Henriques, ven-
dem-se os snligos riscados monsiros, de 5
palmos de largura, e de padrOes novos, a
280 rs. o covado; riscados california, de co-
res finas e muito encorpados, e lambem de
cores escuras, pelo barato prego de 200 rs.
o covado.
Chitas lrancezas linas a
3*20 rs. cada um covado.
Ns ra do Crespo, n. S, confronte ao ar-
co de S.-Antonio, vendem-se chitas france-
zas finas e de modernos padrOes aioda nSo
vistos neste mercado, pelo barato prego de
320 rs. cada um covado ; panno preto, pelo
barato prego de 1,600 rs. cada um covado;
lengos de cambraia brancos e abertos pela
btira, a 2,800rs. cada umaduzia.
M-ya llamos &G,
na ra Nova, n.6,
vendem ss verdadeiras navalhas inglesas
do melhor autor, e caivetes de mola para
pennas.
Vende-se araruta, a 240 rs. ; chouri-
gas, a 400 rs.; queijos do reino, a 120 rs.;
manteiga ingleza, a 400 rs.: na ra Direita,
n. 14 Na mesma taberna precisa-so de um
feitorpsra um sitio distante ilesla praga 10
legoas.
Vende-se, na ra estreila do Rozario,
n 8, a obra de Moral do hispo Monte, tanto
a enliga cmoda nova edigSo ; Breviarios
romanos ; Missal; cedernos para missas de
defuntos; carias de a l> c, e laboadas ; Cs-
ihecismos de differenles edigOes e autores;
traslados, procuragOes bastantes, apudac-
tas ; e todos os livros latinos inclusive al-
guns traduzidos ao p da letlra : tambem se
Vendem velas de ct-incbs, feilas no Ara-
caly.
Na
'uz, n.
a tre
c
voce
ra Nova, loja, n. 2,
airas da Matriz,
recebeu-se um soitmenlo de encerados
pintados, proprios para mesas de jantar,
por ser de largura de 6, 5 e 4 palmos; man-
gas para castigaes; chapeos de seda para
homem, ditos de manilha, ranas verdadei-
ras da India para bengallas, a quede urna
se faz duas ; lengos de cambraia de linho;
candieiros para sala, ditos de corda, lengos
de seda, a 1.000, 2,000 e 2,400 ris ; frascos
d'agoa de colonia, a 2,000, 4,000 e 6,000 rs.;
agoa para Ungir cabellos, espelhos peque-
nos, a 2,000 lew; chapeos de palha para
senhora, sapa los de eoiio de lustro, a 6,700
ris; ditos de marroquim, a 1,500 ris;
ditos de lustro, a 2,000 ris ; botins Ras-
peados para &nhora, a 5,000 ris, ditos de
cores para meninos, a 4,000 ris; o peles de
COUlO do lustro fiance/.
Vende-se um lindo mulalinho, pro-
prio para aprender ofticio, ou para pagem ;
um relogio sabonelc de prata e horizontal;
um dito de cima de mesa: na ra de Agoas
Verdes, n. 5.
Na r dasCruzes, n. 22, segundo an-
dar, vendem-se 6 escravas, sen 'o urna
crioula. recolbida, de 18 annos, que en-
gomma, cose chilu, cozinha e lava ; urna di-
ta de elegante figura, com as mesoias ha-
bilidades ; urna dita de nago, de 24 annos,
com as mesmas habilidades ; urna dita de
naglo, que cozinha, lava e he ptima qui-
tandeira ; urna dita da osla ; um moleco-
te de nagSo Angola, de 18 a 19 annos, de
linda figura, e que he proprio para qual-
quer servigo.
A ultima moda.
O
o

Para roupinhos de vestidos veludo
C
j- decOros, conforme os ltimos figu- jj
** rinhos: vende-se na ra do Crespo, v
O n. 9, loja amarella. o o
Ka roa do Crespo, n. 11.
vendem-se Msgnum Lexicn novos. a 5 o
6,000 i Cbarnia novo, por 4 e 5,000 rs. ;
Geouapbia le Vellez nova ; (.limnologa ;
Itiiyjasjtpudeiro, cont por Mousiubo de
Albj|Hhaw9 ; Discurso apresentado a me-
sa da agricultura sobre b construcgflo dos
edificios ruraes, por Jos Feliciano Feman-
tes l'inheiro, com 40 estampas ; Horacio,
Tito Livio, Saluslio, Virgilio, Fbulas de
l.a Fontaine, Cornelio, Fbulas, Selecta,
Telemaco, Diccionario do Vieira : todos es-
tes livros se vendem mais barato do que
em onira qualquer parte.
Vendem-so 2 mulatinhas, urna de 10
aunse a outra de 12, de muito liadas fi-
guras, com bons principios de habilUades,
e que sSo propiias para um pai fazer mimo
a urna lilha, por seren vendijas por urna
grande precisao ; urna prela de 20 annos,
que cozinha, eogomma e lava de salan;
orna prela boa quitandeira, com dous 11-
ilios, un de 7 anuos o o oulro de 5; urna
escrava da Costa, nimio boa vendedeira ; 2
escravos os mais lindos que pode haver
para carregar palanquim a moda da Baha ;
i ditos para todo o trabalho ; 2 aoleques,
um de 10 aunse o oulro de 16, prupiius
para lodo o servigo a que os que iran appli-
na lua/do Collegio, n. 21, primeiro
car
andar, se dir que vende
'ymp.gnamento d rgano, com-I -Vende-seuma grande commoda dean-
posicao de Cherubini : no pateo p'co po-* 40,ooo. : para ver, no becco da
do Collegio, loja do hvro azul. KSS o*"'' e ^r' t"Ur*M ru*
Escravos Fgidos...
Fugfo, no da 30 do prximo passado
o mulalinho Jos, de 14 a 16 annos pouco'
mais ou menos, cor avermelhada, cabellos
pretose anudados, beigos grossos, bocea
um pouco pontuda; levou camisa de ma-
dapolfloe caigas de brim trancado de algo-
dSo riscado : quem o pegar leve-o ra d
Aurora, casa immediata ao n. 18, que sera
gratificado. .
Do engenho Beberibe fugio o escravo Vic-
torino, ciioulo, de 30 annos pouco mais ou
menos ; be carreiro: quem o pegar leve-o
ao dito engenho que ser gratificado.
Fugio, no dia 11 do prximo passado,
urna preta de 30 a y) annos, de nagfo JCon-
go, baixa, gorda, cor retinta, bexigosa,
olhos pequeos ; tem em urna das faces um
signal de carne, andar atrapg|tdo, porque
puxa por urna perna ; he bastante desem-
baragada no fallar, bastante ardilosa e ca-
paz de Iludir a qualquer pessoa que a nfio
conhega bem ; sabe de quasi todas as po-
voages da provincia, por ter andado a ven-
der miudezns pelo mallo, de cojo saber
lalyez se tenha servido para melhor Iludir
a vigilancia das autoridades, porque ji de
outra vez que fugio foi encontrada coro um
balaio de miudezas para com elle subir pa-
ra o centro ; chama-se Maris Joaquina ; j
foi escrava de um senhor de engenho, cha-
mado Manoel Buarque; levou vestido de
chile azul, panno da Cosa, camisa de al-
godSozinho c mais urna trouxa com um
vestido branco, una sai prela de lila, um
psnno preto, um vestido de/riscado escuro,
um frasco d'agoa de Colonia, urna faca de
mesa, d cabo branco, urna ligella peque-
a e urna colber de cha. Roga-se, portantn,
as autoridades poiiciaes, capilSes Je cam-
po e oulras quaesquer pessoas, que a apprc-
lie-iielam e levem-na ra dos Quarleis, lo-
ja de miudezas, n. 23, que gerSo recom-
pensados.
OO^OOO.
Fugiram de bordo do brigue
Stni-Par, viudo do Uio-ile-Janei-
ro, dous escravos, sendo um de
nome Sabino, de cor parda, esta-
tura regular, de ao annos pouco
mais ou menos : levou calcas e
camisa azues, e bonete encarnado:
o oulro de nome Euzebio, criou-
lo, de i!\ annos pouco mais ou
menos, estatura alia; levou calcas,
camisa e bonete azues. Roga-se as
autoridades poiiciaes e capilSes de
campo, que os apprebendam e le-
vem-nos ruado Trapicbe, n. 34,
casa de Movatfs 5c Companhia, que
recompensar.
--No dia 19do corren le fugio da casa de
Guilherme Marques do Souza, morador em
Olinda, um cabrinha de nome Domingos, de
16 a 18 anuos ; levou caiga de algodflo Iran-
gado azul, carniza branca e bonnet preto ;
he feio, de estatura baixa, urna arraiga-
dura na testa e falta de cabellos dos lados
junto sorelhus: quem o pegar ser gene-
rosamente recompensado.
Fugio, no da ultimo do correle, a es-
crava Jialbina, baixa, grosss, cara redon-
da e bstanle lalhada tas faces e testa, sig-
naes de sua narflo, por ter da Costa, i re-
nhedeSpara 9 mezes; levou vestido de
chita branca com palmas encarnadas e ro-
as, e panno da Costa j usado ; he muito
couhecida por vender leite, oitys o mais
fructas em um taboleiro : quem a pegar le-
ve-a a ra Velba, n. 83, ao padre bacalho,
que gratificar.
Fugio, no dia 29 de abril ultimo, o es-
cravo Joaquim, crioulo, cuto por ter de
menos o brego esquei do, representa ter 33
annos, de altura regular, pouca baiba, ps
largos e com os dedos qussi todos comidos
de bichos ; suppOe-se que ira para a bar-
ra do prata, comarca do Bonito, de onde he
natural: quem o pegar leve-o ra do Vi-
gario, n. 7, primeiro andar, ou no Cordeiro,
sitio da viuva do commendador Antonio da
Silva, que gratificar generosamente.
Fugio, no dis 21, s 9 horas, um mo-
leque de nome Bainab, de 14 annos pou-
co mais ou menos, preto/ bastante magro,
cara descarnada, olhos brancos; quando
olha para a gente he um pouco espantado,
cabello um tanto crescido; tem algumas
pelladurasns cabega ; levou caigas de al-
godSo de listras e camisa de madapol&oquo
Ihe (ca grande por nSo ser delle : quem o
pegar leve-o ra do Livramento, n 14.
Fugio, da barcaga Joitphino, onde sn-
dsva embarcado, um preto crioulo, de no-
me Anlonio, de 25 annos, de estatura re-
gular, pouca barba, rosto comprido; he es-
cravo do Sr. Anlonio Jouquim de Souza,
morador em Macan do Ass ; levou camisa
debaiela azul e caigas de algodflozinho :
quem o pegar leve-o a ra da Madre-de-
Deos, casa do Jos Antonio da Cunha & Ir-
mSos, que recompensar.
Fugio, no dis 26 de Fevereiro do cor-
rente snno, do engenho Aguiar, termo da
villa de Iguarass, o escravo Thom, alio,
magro, cor fula que'parcce cabra, olhos pe-
queos, csra comprids, orelhas pequeas,
com muito pouca barba, pernas finas, ps
grandes, inchados e cinzentns que parece
solTrerde calor de figado ; he Tallador e re-
grista; quando foge inculca-se forro; ha
nolirias-de ter ndado por Po-do-Alho o
Limoeiro, principalmente nos das de feirs,
e tambem costuma alugar-se para o servigo
de campo. Itoga-se as autoridades policiars,
CapilSes de campo e pessoas particulares,
que ospprehendam e levem-no ao dito en-
genho, a enlreger so rendeiro, Torqualo
llenrique da Silva, ou nesla cidade na ra
de Dorias, sobrado n. 22, de Agostinho llen-
rique da Silva, que sero recompensados.
(rali. cacao.
Fugio, da Cidan.de Macei, no passado
abril, a escrava de nome Colela, do dou-
tor Jos Ta vares Bastos, e gratilica-se a sua
apprehensBo nesta praga, ra do Rangel,
n. 36, segundo andar: signaes seguintes :
crioula, moga, distargada, boa estatura,
corpo espigado, peilos escorridos, e com
visivel queimadura no rosto.
Pisa.: a ro. pe u. i. he mu.1850

II Ffl


Full Text
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