Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09780


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Full Text
\-
Anno XXIV.
TVS
Segunda-feira 51
i
O DIARIO publica-se todos os diasque nao
furcm de guarda: o preco da asignatura ho
de 4/000 rs. por qunrte\, pans aitiaalmlos. Os
amulados do asignantes sao inseridos
raso de 20rs. por linha, 40 rs. em typo de-
ferente, cas repetices pela metade. Os nao
asiignantespagaraoSOrs. por linhae 160 rs.
em typo dierente, por cada publicacao.
PHASES DA LA NO MEZ UE JULHO.
Creicmli, a8, s 7 horase 11 min; da manh.
La cheta, a 16. s 7 hora e 2 mo. da manh..
ilingoanle, a 23, s 9 horas c 50 mi. da manh.
La nova, a 30, s 5 horas e 6 mi. da munh.
de Julho de 1848.
N. 167.
partida dos correios.
Goianna e Parahiba, s segs. e sextas-feirug.
Rio-G.-do-Norte, qtiintas-feras ao ineio-di*.
Cabo, Serinhaein, Rio-Formoso, Porto-Calvo
c Macei, no 1., a 11 e 21 de cada mez.
G iranhuns e Bonito, a 8 e 2.3.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas-reiras.
Oliuda, todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
DAS da semana.
Primeira, s 6 horas e 6 minutos da manhaa
Segunda, s 6 horas e 30 minutos da tarde.
31 Segunda.S. Ignacio de Luidla. Aud. do
J. dosorph, do .1 to riv. e do J. M. da2. v.
1 Terca. 8. Pedrod(nenia. Aud. do .1. do
c. da I. v. e do J. de paz do 2. dist de t.
2 Quarta. S. Estevo Protomartvr. Aud. do
J. do c. da 2. v. o do .depazdoS dist.de t.
3 Quinta. S. Lydio Purpurarlo. Aud. do J.
dos orpH. e do .1. M. da I. v.
4 Sexta. S. Domingos de Gusino Aud. do
J. do civ. e do J. de paz do 1 dist. de t.
5 Sabbado. K. S. das Neves. Aud. do J. do
c. da 1 v. e do J. de paz do 1 dist. del.
Domingo. Transfiguracao de Christo,
CAMBIOS NO DA 29 DE JULHO.
Sobre Londres a 25e257jd. p. 1? rs. a60 d.
Paris a 315 e 350 rs. por franco. Nom.
Lisboa 112 por ccnlo de premio.
Desc. de leu. de boas firmas a V/,X ao "*
Acedes da comp. de lleberibe, a50/rs. ao p.
Ouro.Onpas iicspanliolas 31/0 00 a 30#500
- Modas ticlWnn v. 17/200 a 17/400
de 6>400n. 16/500 a 16/500
de 4/U00... 9/500 a 9/700
PraaPatacSes brasilciro 2/020 a 2/D40
Pesos coluuinarips. 2^020 a 2/04(1
Ditos mexicanos..... 1/850 a 1/900
Miuda.................. 1/920 a 1/930
PERWA8JBUC0.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
3. SSSAO ORDINAItl, EM 26 DE JULHO
DZ IMS.
PRESIDENCIA DO SR. VICARIO AZEVEuO.
Somuamo. Acta. Expediente. Pareeeret. Dispen-
sa da impreiio do ultimo desses parecere, re-
lativo t refirma da thesouraria dai rendas pto-
vinciaei.tiomeaco di urna commitso de tice
membrot para examinar o estado de lodos os co-
fres etoxni, cingue se depositam dinheirosp-
blicos provinciues. Approvacao dosorcamen-
los municipal e provincial, cm primeira dis-
cusso. jidiamento da tercena do projec-
(on. 13.
/ As 11 e incia horas da manhaa, faz-se a chamada c vc-
"rifica-se estarca prsenles 22 Sis. deputados.
OSr. Presidente declara abena a tessao.
O Sr. 2. Secretorio le a acta da sesso antecedente, que
he approvada.
OSr. 1. Secretario menciona oseguintc
EXPEDIENTE.
Un offlcio do secretario da presidencia, remetiendo
a informadlo da llirsourarnria das rendas provinciacs,
exfgida pela assembla. A' quem fez a requscao.
Outro do mesmo, devolvendo os requerimentos de An-
tonio Marlins de Moraes, Joo de Pinho Horges e Antonio
Goncalves de Moraes, acompanhados de informaco da
thesouraria provincial. A' commissao de fazenda e or-
camento-
He Hdo e approvado o seguinte parecer:
A commissao de contas e orcamento das cmaras
iniinicipaet, examinando coin a devida atlenco a coma
da recita e despeza da cmara municipal desta cidade,
do anno que decorreu do 1. de outubi o de 1846 a 30 de
Art. 8." Ficam revocadas todas as leis e disposicoes
era contrario.
Paco da assembla legislativa provincial, 2G de iu-
iho de 1H4H. Luis Homa. Cabral.
Val a mesa e lie apoiado o seguinte requerimento:
Requeiro que seja dispensado da impressao o projec-
to sobre a thesouraria, e que seja dado para ordem do
da de amaobfa. Ferreira Ornee, ..
O Sr. Jos Pedro devia de concordar na dispensa da im-
pressao do projecto, porque, lendo-sc consumido tres
das na impressao do outro, relativo ao mesmo obj reto,
pode beui ser que os mesmos inconvenicntesque deram
lugar a scinelhante demora, concorram para que ella se
lorneaveriricar;mas,atlendendoa que o parecer que se
acaba de 1er, conlm um projecto que nada menos-lie
do que o resultado de tres; allcndendo mais que nao lie
possivel que a casa avalie dcvidamcnie a natureza desse
ttaballio vista de um simples excmpiar.que.ccrto, uio
podera ser considerado por todos os membros della ; e
alteudendo, finalincnlo, importancia da materia, vola-
ra contra o reqqerimento.
O Sr. Laurcnlino : Vedi a palavra, s para combater
o que acaba de dizer o nobre deputado que me prc-
cedeu.
Sr, presieule, cu voto peia dispensa u impressao .
em priineiro lugar, porque na primeira discusso so s
lala da ulil'dade, e essa est rccouliecida por toda a ca-
sa, e em segundo lugar po-que he preciso attender ao
pouco tempo que nos falla para acabar asessao, c. para a
necessidade quo lia em montar aquella reparticao. Nin-
gurin ignora esta urgencia ; mas diz o nobre deputado
que a falta do impresso Ihe he sensiyel, para poder fa-
zer asnuas rcflexcs cm visla delle ; mas pergunlo en,
nao he a primeira discusso apenas acerca da utilidade
db projecto ? He : mio querer-se-ha negar a utilidade
dHe ? Nd hc-possivcl : logo a rasau que allega o no-
bre deputado nao procede.
Dlsse mais que he preciso attlender aos tres projec-
tos
discusso
,
dada, apresenlain o resultado de ris 32:191/028; mas no-
tou-se que na reccita oreada houve a diifereuca para
menos de ris 3:219/523, sendo por isto o verdadeiro re-
sultado de ris 28:975/505.
Achou mais a couiinss.io que n despeza dentro do
anno iinporlou na nnantia de ris 22:979/931 que, dedu-
zida da receila 27:762/6611, veio a licar o saldo de ris
4:782/738, que, com o debito porarrecadar de 4:428/365,
orea quantia de 9:211/103 ris.
A commissao. finalinenle, reconhecendo que as des-
peza esiao autorisadas c legalisadas coir. osdociimen-
tos que aeompanharam, he de parecer que as contas dc-
vem ser approvadas.
Sala das cominisses, 26 de julho de 1848. Tiburti-
no. Luiz Roma. -
He tambein lido o seguinte parecer :
a A commissao de fazenda e orcamento, a quem f-
i .un submettidos os projeclos que iratain da reforma da
thesouraria provincial, para dar o seu parecer, depois
de examina-Ios attentamente escolhendo o que eada um
teut de mais proveitoso, tein a honra de ollereccr i casa
a seguinte resolucao:
i A assembla legislativa provincial decreta:
Artigo 1. Ficaextiucta a actual thesouraria das ren-
das provinciaes, sendo substituida por outra reparticao
que se denominar thesouraria da lazciida provincial,
tuja organlsaco ser pela mancira seguinte: um ins-
pector ; mu olHcial-maior, que lera a sou cargo o livro-
inestrc c o diario, servindo igualiiientc de contador; um
procurador-fiscal; um thesourciro c um fiel do mcsnio
lliesoureiro ; dous primeiros escriplurarios, dous se-
gundos, servindo um de secretario; dous amanuenses,
servindo um dclles de carturario; um porleiro c um
continu.
k Art. 2.' Eniquanlo se nao d esta icparticaoum
regulamento especial, ella se reger pela lei de 4 de ou-
tubro de 1831 e regulaiucnlus respectivos, naquillo que
Ihe forappllcavcl.
Art. 3.a Os empregados desta reparticao veucero os
ordenados seguintes: inspector, 2.000/000 de ris: i.lti
cial-inaior, 1:400/0(0 ris: o procurador-fiscal, 1:000/
de ris: o thesoureiro ser o guarda dos cofres da faten-
da provincial, prestar llanca idnea, e vencer I:4U0/00
ris: o liel do lliesoureiro lr as suas vezes nos impedi-
mentos, ser da esculla do inesino thesoureiro, a quem
lie responsavel, e vencer o ordenado de 600/000 ris:
cada iini dos primeiros escriplurarios vencer 1:000/000
de ris, c dos segundos 800/000 ris. Os amanuenses te-
r.o : o 1. 600/000 ris de ordenado, e o segundo 400/000
ris servindo o lugar de carturario, ao qual cumpetiro
lanibein os emolumentos como se cobram pela thesou-
raria geral: o porleiro veuccr 600^000 ris, e o conti-
nuo 300/000 ris;
Art. 4. O servico dcstes empregados ser marcado
em as instmecoes que a esta reparticao frein dadas pe-
lo presidente da provincia.
Art. 5. Kita lei lera o sen erlclto desde j, ficando
o presidente da provincia aulorisad,o a nomear os em-
pregados creados por ella.
<< Art. 6. Os empregados, por ora existentes na the-
souraria das rendas provinciaes, que passarem a ser
empregados na nova reparticao, creada por esta lei,
contaro aanliguidade de servico e licarao isentos de
pagar novos e velhos direitos pelo novo-provimeuto, sal-
vo se liverem maior ordenado, em cujo caso os pagaro
smenle pela dillrenca do augrpeto.
Art. 7." Fica autorisado/o presidente da provincia
a noiiiear urna coinmisso ooinposu de tres membros,
a qual arbitrar urna gratHicaco, afim de dar um ba-
taneo na actual tbesoaraira das rendas provinciaes des-
de oprtiieqrto-u^cu-eslDelec'hneiilo at o*pfyseBte;cii
OSr. Roma: Pedi a palavra nicamente para res-
puimcr accusa(o que o noDrc deputado que acalja de
la.lar, Tez typographia de que sou propietario, dizen-
do que os projeclos que alli vao a imprimir, se demo-
ram Ires dias. Eu nada diria agora, se esta aecusacao
que se acaba de fazer na casa, nao lsse repetlcS do
que se triu dito fura della ; mas, cinliui, saiba o nobre
deputado que os projeclos, depois deaqui apresentados,
vao para casa do Sr. secretario, que he quem Ibes d des-
uno ; que alli se deinorain 24 horas, e que no outro da,
ja pela larde, beque vao para a typographia; por con-
scquciicia nao ha, nein houve lal demora de Ires dias;
o projecto foi no sabbado para a typographia, no domin-
go uno ha trahalho, e sein embargo veio impresso na se-
gUDda-feira. Tal vez o nobre depulado coutasse os tres
dias desde o momento da leitura ; mas nao devia fazc-lo,
nein isso he exacto, como j deuionstrei casa. Arm
de que, concorreram ao mesmo tempo muilos outros
projectos, todos extensos e todos urgentes, como os do
orcamcnlo municipal c provincial, ele: portanto cuten-
do que a aecusacao foi gratuita, c que S se dirigi a mo-
lestar-mc como dono daquellc estabelccimento.
0 5r. Jos Pedro no aprescnlnu casa as relie xoes
com que deu comeco ao seu discurso, pelo faci de ler
o negocio alguina relacao com o precedente orador; e,
pois, suppe que a ollnsa, que se figurou ao mesmo
orador, he lilh.i de urna prevenco, que lambem nao po-
de deixar de qualificar gratuita.
Cr que as impresses da casa se nao coininriteui a
deputados, e por isso l.illou. na iicrsuasr do ..u''',,'*Kr
ollendcr a susceptif....."J "**( Tfeai
,^.mij; i ...... I....I-. <|ii.i ii i<> se relerio a mil faci que
existir, taheomo o ter-se demorado o projecto na typo-
graphia nao menos de Ires dias.
Para provarque uo Uvera em vistas molestar a pes-
soa alguma, o illustre preopinante lembra, que, ao fal-
lar pela primeira vez, disse que os mesmos iuconvemen-
ics que tinhain uccasionado a demora da impressao an-
tecedente, podcriaui porvcnluraconcorrer para a deque
selrata, c que dcst'arte dera um motivo scinelliaii-
Ic demora.
Demals, ignorava Inlciramente os tramites por que
passavam os projeclos antes de irem imprensa ; tan-
toque, ha biiii pnucos momenlos he que soube que
alada nao tinha sido rcniellido para a secretaria do go-
verno o parecer da coininissao que, por parle da assem-
bla, examinara os cofres da thesouraria das rendas
provinciaes.
mas eu digo que no ha lies tres projectos em
sao : casa oll'ereccram-sc tres projectos, discu-
ti se acerca da sua preferencia, e afinal decidi a mes-
nia casa que todos tres fsscm a urna commissao, para
vista delles formular um nutro : desde que isto se deci-
di, desappareceram os tres projectos, c s tem de ap-
parecer aiuiellc que a coinmisso oll'erece como resulla-
do do irabalho de que ful encarregada. Pcrmitta-me o
obre deputado, que se senta do meu lado, que Ihe di-
ga, sem que Icnha iiilencoes de o oUendcr, um pouco
de amor proprio por ler sido o aulor de um dos projec-
tos. he s quem o faz esquecer que o nobre depulado
mesmo requercu que o seu projecto fsse la.nbem com
OS oiilrus a commissao, afim de que elle, apioveiUndo
as Ideis de un e de outro, lizesse um mais Conforme s
necesidades da provincia : como he, prfis, que o nobre
depulado quer agora fajer resscitar, e mandar ini-
prensa urna |u udue.,.10 i|ue o mesmo nobre depulado,
com seu requerimento, reconhcccu insuIRclentc c sub-
jciion i reforma?
Vol, Sr. presidente, pelo requerimento de urgencia.
O Sr. Xavier Lopes : Sr. presidente, cu voto pelo re-
querimento que pede dispensa da impressao do parecer :
darei, anda que muilo succintamente, as rasos que pa-
ra isso iiuio, c responderei ao mesmo tempo a algumas
consideaces apresentadas pelo nobre deputado que se
nssenta a meu lado.
Prinieiranienlc, direi i casa, que o requcrinrenlo he
milito simples : elle pede a dispensa da impressao de Um
projecto cuja utilidade he condecida gcralmenle, mas
cuja urgencia c magnitude lambem todos recoiiheccm ;
porquanlo toda a casa, e mesmo toda a provincia, se
compenetra da necessidade que ha de substituir a ac-
lual/rncsuuraria das rendas provinciaes poi outra repar
"?' ''yo'valentc. O laclo nella eommettido, foi Io pu-
**g "* '** ** "r,*** "".-onseduencias, a esta casa remediar o mal, .!., ,,.., .'.- nnwii,.\
com mxima bTevidadr*-,;,: ''ua'" "": grl nilWHl I,
OSr. Ferreira Gomes: Sr. presidente, liz um reque-
rimento pcdir.do a dispensa da impressao do projecto
que acaba de ler-sc ; porque, tratando-sc ua primeira
discusso da utilidade desse projecto, persuadi-me que
loda a casa eslava convencida della.
l'ran aqui apresentados tres projectos; a coinmis-
so de fazenda, a quem frain clles remellidos, tendo al
tencos suas dillrentQS disposi(es, formulou outro e
o Irouxe ao conhecimento da casa: pode acontecer mili-
to bem que este nao preencha os lins que se tem em vis-
ta ; mas, como temos a segunda discusso onde he per-
mitlido propr emendas que corrijam os defeitos que
porventura conteiiha csse novo trabalho, parece-me
que nao havia inconveniente em evitar a demora re-
sultante da impressao, e por isso mandei mesa o re-
querimento em discusso, que julgo haver justificado.
O Sr. Trigo de Loureiro : Sr. presidente, pedi a pala-
vra para me oppr ao requerimenlo que est em dis-
cusso.
Trala-se, Sr. presidente, da exllncco da actual the-
souraria das rendas provinciaes e da sua substituirao
por outra repartieo ; o negocio, portanto, he de summn
transcendencia : por isso, pois, c porque existen! tres
projectos sobre a inesma materia, nao se pode proceder
primeira discusso do parecer oli'crecido pela coinmis-
so de fazenda, sem que seja elle impresso juntamente
com aquellc desses projeclos_que anda o ndo foi, vislo
como os nobres deputados nao eslao as circunstancias
de avaliar devidamente as disposicoes desse projecto,
por isso que apenas o ouviram lr urna vez, c no he
possivel que ellas Ihe casscm na memoria.
Comquaiito, pois, cu reconheca que he til o projecto
aprescnlado pela coinmisso de fazenda, c que acaba de
ler-se ; todavia, como entendn que nao he iinpossirel o
ser algum dos outros tresjulgado mais til pela casa,
emendo que lodos dcveni de ser iinpressos.
Mcus, Senhores, releva que nos convencamos de que
o bem pode vir de todos ; abandonemos o espirito de
partido; dexemos a presumpeaode que o bem s ha pro-
vir de certas c determinadas pessoas. Quanto a miin,
declaro mui ingenua e francamente que no leudo es-
sa presumpeo ; porque, conforme j hei dito aqui,
no confio muilo nasminhas obras. Entretanto nao pos-
so persuadir-mc de que nada baj til em ludo quanto
aprsenlo na casa : obrocoinsa conscieucia, e crcio ter
algumas liabilitaces para poder fallar, como qualqucr
outro'dos nobres deputados que se acham presentes.....
Varios Srs. Deputados : Para mm no serve a cara-
puca.
O Sr. Trigo de Loureiro : --Scjam iinpressos todos os
projectos. Neste sentido, inandarci um lequerimento.
Vai i mesa c he apoiado o seguinte requerimento :
Requelro qne o projecto anda nao impresso, e en-'
trege a commissao de fazenda com os dous j impres-
so s, v a iTiTpiamirjutilSiiieule *co71i o protecto apresen-
eerrando todos os livroi depois dcste exame, e fazendo' tado pela jucsiiia conmilssao, e depois seja distribuido
passar qualquer saldo que liouvcr para a thesouraria I juntamente com este pelos membros da casa. Trigo de
- v.avaincnlc creada.
Ijuutament
Loureiro.
do ao governo provincial, o parecer ta commissao en-
carregada de verificar o estado dos cofres dessa reparti-
cao, que esta assembla providenciara legislativamente,
com a prumptido que requera o caso.
lisias circunstancias, Sr. presidente, me parecem as-
saz valiosas, para que se volc pelo requerimento que
leude a abreviar o prazo ordinario, marcado pelo regi-
ment da casa para a primeira discusso, e reconhecida
como esl a necessidade de se apresentar com urgencia
11111 projecto de le que refunda, ou substllua a actual
tlicsouraiia, no se i porque nao quercm agora os no-
bres deputados a dispensa da mpreixio, havendo na ca-
sa um jornal que publica, quasi sempre, de um dia pa-
ra o outro os irabalhos e os projeclos, onde os nobres
deputados o podero ler, e licar assim habilitados para
a primeira discusso, que, como sabem, s all'ccia uti-
lidade geral e englobada do projecto ; supposta sempre
a necessidade e urgencia da medida que temos de tomar
a respeito da thesouraria provincial ; necessidade que,
como disse, tem sido reconhecida c sentida por todos
ns,
A materia lie Importante ; mas o nobre deputado que
foi o autor de um projecto que, por delibera--.10 nossa,
foi remetlida coinmisso, ja esta ao alcance da mate-
ria ; pdc milito bem coiieebcr os defeitos que 6196 Ira-
balho tcnlia com referencia ao ponto que se discute,
que he a ulilidade. Por coiisequeucia, Sr. presidente,
cu nao vejo essa diflieuldade de se nao poder votar pe-
lo requerimenlo, mxime leudo elle de so'rcr as tres
discusses do estylo, c estando a concluir-se o lempo
que tem de trabalhar esta casa, ao patio que na presen-
te legislatura temos outras leis a discutir, leis que del-
las se no pude prescindir, que sao indispensaveis, co-
mo sao os 01 c.miemos municipal e provincial. Dcmais, o
projecto tem anda que passar por duas discusses, nel-
las pode ser aperfeicoado : por consequencia essa im-
pressn no serve senao de protclar esta discusso, o que
neo julgo muilo coiiveuieule.....
O Sr. Trigo de Loureiro : He precisa a impressao, para
se poder votar conscicuciosamenle ; nao sendo impresso,
cu por niiin declaro que no posso votar conscicncio-
samcnle.
O ir Xavier Lopes : Todos nos votamos cousciencio-
saiuenlc : cu devo suppr que lodos os membros desta
casa votaiu conscicnciosaiiientc, porque tcein muito
tempo para examinar as quesuies : ha tres discusses,
tempo que lie sullicienic para se esludar c votar com
conhecimento de causa.
.Mas, Sr. presidente, nao posso deixar passar cm olvi-
do urna rellexo do nobre deputado, que me pareceu
lenos conveniente.
Eu emendo que todos os membros desta casa cslo
adstretos a algum partido, lecm convieces polticas;
mas, quando se traa de emittir um voto na confeceo
de nina lei da importancia desta, todos, sejam quaes f-
rcm suas convic(es, ou aUeices de partidos, pem de
parle consideraces particulares, c assenlam s no que
he ulil c conveniente : por consequencia no sci a que
veio essa coqsideraco de espirito de partido, minio
principalmente em una medida de tanta imporlaiicia.
-t/miiiiio.,! Creio, pois, que o nobre deputado avaucou
esta proposieo menos reilectidamenlc : foi ella extem-
porauea, e fura do objeclo cm quesiao.
Pelo que acabo de expender voto pelo requerimento
que pede a dispensa da impressao.
Qr. 2'rijo de Loureiro torna a declarar queacha mui-
to necessaria a impressao do terceiro projecto ; por-
quanto julga que nao he possivel discutir-se urna mate-
ria qualquer sem se ler fcito estudo della, e reconhece
a Impossibilidadc de procedcr-sc a semelhante estudo,
guiado por urna simples c nica leitura.
O Sr. Laurenlino demonstra que fa impressao se faz
tanto menos necessaria, quahlo, ua discusso do projec-
to, pdc o Sr Trigo de Loureiro addicionar-lhe, por
ilion de emendas, algumas das ideias cometidas 110 ter-
ceiro, que porventura lenham escapado commissao.
O Sr. Cabral, nao por espirito de partido, mas guiado
pela consciencla, vola pelo priineiro requerimente, por-
que enlende que podo disperisar-se a imprcuSo do pro-
jecto, para ser apreciado' em primeira discusso, visto
como nella apenas se trata de conhcccr da utilidade do
mesmo projecto, e esta he geralinentc reconhecida-
Vota, porm, cuntan segundo requerimenlu, porque
o julga desneerssario, em consequencia de estar previs-
ta pelo art. 05 da regiment a materia sobr>> que elle
versa; tanto mais quanto a- commissao consigoou no
seu parecer as ideas cometidas nos Ires projeclos, que
Ine parecern! apruveitaveis, sein que approvassc ne-
nbum delles.
O Sr. Jos Pedro sustenta a npiuio que antcriormen,te
manifestara. < ,-
Quaulo a questao de parlado, que se ha aventado na
rasa, o orador declara que scus principios politicosjain-
da sao os mesmos que tem sustentado desde que tomou
assenio na casa ; mas que nao he considerado partida-
rio, porque actualmente s he reputadu tal aquellc que
conserva certas relaces que elle noeiitrctm.
O illustre propname, pois, anda he o mcsnio ho-
inem, anda adopla as mesmas ideias por que sempre
I 11 ,n -11 : o lugar, portanto, que boje oceupa na casa,
nao (iii c CwoOdirer para <|UC se :;;ppoi!>>i que ei-,
se acha debaixo de bandeira diversa daquclla sob que
mili luli.
OSr. Xavier Lopes: Sr. presidente, pedi a palavra,
pela ordem, para fazer urna reilcxao a respeito do nor-
te que ha tomado a discusso. Appareceu aqui urna pro-
positan emittida por um nobre deputado, talvcz um
pouco inconsideradamente, que" deu lugar a apresenta-
rem-se certas ennsideraces polticas e pessoaes, que
creio nao sao da ordem, c mesmo nao pdem trazer uti-
lizado alguma discusso. O objeclo que est em dis-
cusso he u requeiimento pedindo a dispensa da im-
pressao do projecto : peco a V. Exc. queira restringir
a discusso a sel termos, e por em execueo o regi-
ment desla easa.
OSr. Trigo de Loureiro contina a sustentan o sett re-
querimento, liase., ailo-se no que prescreve o art. 105 do
regiment ; e, explicando o sentido das expressoes de
que iis. n quando lallou em espirito de partido, declara
que nao se referi a partido politico, e sim a alliccs
particulares, a amizades.
O Sr. Xavier Lopes : Peloi lie a emenda que o sone-
to : aiieices particulares e amizades no se trazem para
a discusso; porque nossa missao aqui he mais alta, mi..
imprtame. Apoiados. )
Encerrada a discusso, he approvado o requerimen-
to do Sr. Ferreira Gomes, sendo rejeitado o do Sr.
Loureiro.
Vai mesa, c he apoiado o seguinte requerimento :
<.:,' "PW "'"> "oumalfnrSa lio na inesoututia provincial, deve-se faer um exame
em todas as repartieses fiscaes da provincia, requeiro
que autorise-se ao br. presidente d'assembla para no-
mear urna commissao especial de tres membros, afim de
examinar o cofre e cnntabllidade da thesouraria da ad-
ministracao do patrimonio dos orphos.
E como seja costume noiiicar-sc para esta commis-
sao os autores dos requerimentos, declaro que nao pos-
so ser nicnibro della, porque sou thesoureiro desta ad-
1111n1str.1e.-10, na qual sirvo gratuitamente. O deputado,
/.. liorna.
O Sr. Trigo de Loureiro:Peal a palavra,pa,a me oppo
a este requerimento; porque entendo queesse exame'de-
ve eslender-sea lodos os cofres pblicos, e no particu-
larmente a um ou a outro ; muito principalmente sen-
do o requerimento deum iiicmbro da inesma reparticao
que se quer seja examinada, iisla casa, ou deve man-
dar proceder a exame cm todas as repartieses fiscaes, ou
em nenhuma dellas. Esta considerapo, pois; a nimia
conlianca que deposito nos membros da administracao
cujos cofres se propoe sejam inspeccionados ; a circui'ns-
tancla de ser o exame solicitado pui um dos membros
dessa uiesina administracao, e por conseguate a cousi-
dcracu de que nada se tem a recejar; ludo isto, digo,
leva-inc a volar conlra o requcrimeiito....
O Sr, Jos Pedro : O exame servir para fazer sobre-
sabir anda mais a probidade da administracao.
O Sr, Trigo de Loureiro : Contra esta cparlicao nfio
ha suspeila de ningiiem. Demais, se o nobre dcpuladu
he o mesmo que requer que se faca esse exame, segue-
se que se devem nomear commisses para examinar
todas as repartieses tiscaes; mas aoudc iremos parar?
Ns precisamos aqui de lodos os membros da casa; pre-
cisamos dos seus conliccimeutos para tratar de materias
tan importantes, como as que temos a discutir ; tudo
que ha a fazer he de sumuia importancia, c por conse-
guale uo podemos-disuadir os membros da casa para
essascommisses; porque, se o lizermos, a falla delles
ser sensivel ao trabalbo da casa.
Voto conlra o requerimento.
O Sr. Roma: l'rincipiarei agradecendo ao nobre de-
putado as expressSes que leve a bondade de proferir em
meu abono c da reparticao dos orphaos, de que sou uiem
bro; mas permita que insista no meu requerimento,
pois que, vista doroubo ltimamente pralicadona the-
souraria provincial, he iiiiuha opiuio que se proceda a
um exame rigoroso cm todas as repartieses fiscaes da
provincia; e eu, como membro de uiua dellas, deveria,
por ininli.i prupra honra e dignidade, ser o priineiro a
requerer esse exame, e no so requerer como exigir
puguar para que elle se faca sem demora, principiando
pela reparticao deque faco parte; principalmente por-
que no quero que se diga que me prevalc(0 de minha
posico como membro desla casa. Portanto, a assem-
bla nao pude negar se ao meu requerimento, no que
insislo de novo, porque desejo at uiesinu que se saiba
que fui o priineiro a solicitar este exame na rcparti(o
dos orphos.
O Sr. Jos Pedro he de oppiniao que se noine urna
cominaso para rever todos os cofres, c nesse sentido
manda mesa o seguinte requerimento :
a Requeiro que se noine una coininissao que se en-
carregue de examinar o estado de todos os cofres e ca-
xas em que se depositam os dinheiros pblicos provin-
ciaes. S. R. -- os Pedro.'
He approvado sem discusso, ficando prejudicado o
requerimento do Sr. Roma.
O Sr. Presidente noma para esta commisiao os Srs.
Alvcs Ferreira, Xavier Lopes e J. J. da Costa, tendo sido
dispensado, por assim o ter pedido, o Sr. Maviguicr.
O Sr. Jos Pedro pede que de novo se ollicic ao gover-
no para fazer remessa dos eselareciinentos que solicitou
acerca das quantas despendidas, nos dous annos ante-
riores, com concertos e reparos das obras publicas.
Mandou-iomtliciar.
<
'i*.
MUTILADO


------wm

ORDEM DO DA.
Tercelra discusso do projecto n. 13 que cria una es-
cola industrial junta ao lycu desta cidade.
O Sr. Ferreira (iornei requer que se discutam primei-
rainente os orf ameutos, por isio que a sua materia lie
de luinma urgencia.
A casa assenlc a este pedido.
Sao approrados em primeira discusso os orcamentos
municipal e provincial, que passain para segunda.
Contina a discusso do projecto n. 13.
Vai mesa, e he apoiada a seguate emenda:
No artigo primeiro, paragrapbo segundo, depois da
ialavra sao dlga-se approvacao em grammatica da
Ingoa nacional e francez, exames feitos no lyceu desta
cidade. -- S. R, Trigo de Loureiro.
0 Sr. Roma : Sr. presidente, o artigo quarto dii o
seguinte. (L.) Pergunto eu agora, se este concurso he
sopara os adjuntos, ou tambem para os proprietarios:
eiiiHin desojo que o nobre deputado autor da emenda
me diga como se entende isto, que aqu est, para saber
rotar.
O Sr. Trigo de Loureiro: Eu dou a explicacao.
Sr. presidente, cu quizera'que tanto os professores ca-
thrdraticos, como os adjuntos, fssem tirados por incio
de concurso, porque estou convencido que esse he o me-
Ihor meio para podermos ter bons professores; mas co-
nheci que. para se. adoptar este Sysleina i. havia um
grande etnbaraco, que he nao termos professores dessas
materias, que sirvam de examinadores no concurso ; por
consequencia esses concursos so prtem ser feitos por
oommisscs nomeadas pelo governo, que ho de decidir,
visto niio terem responsablHdade, conforme suas afl'ei-
ccs, e perianto ileste modo tainttell) ce d abuso: por
isso, quando propuz a emenda, foi s quanto aos lugares
doadjunlos, que hiio de vagar para o futuro ; esses que-
ro que sejan nomeados por nielo de concurso ; mas os
primeiros nao, pelas rasos que dei.
Vai mesa, e he apoiado o seguinte:
Artigo substitutivo an guari. -- As cadeiras de que faz
mencao esta lei scro providas por concurso, na forma
da lei existente. Xavier Lopes.a
O Sr. Roma: -- Vejo agora que nao era infundada a
minha din-ida ; porque acaba o nobre dcpiKado de di-
zer que o concurso s ter lugar com os adjuntos, cujos
lugares vagarcm para o futuro: e como a experiencia
me lem provado que muilos abusos se teem commeltido
com as nomraces de lugares de magisterio sem concur-
so, tendo sido nomeados individuos sem as precisas Ha-
bilitares para ensinarem as douirinas deque se incul-
cam mesttes, succedendo que por crassa Ignorancia
ninguem quer frequenlar as suas aulas; o resultado tem
sido que sao logo aposentados com 600# rs. ou quanto
liverem de ordenado, e que os rio comer em sanio ocio,
rindo-se da bonhomia dos governos que os iiomcou c
ila provincia que Ibes paga.
Voto, portanto, contra o artigo c a favor da substitui-
rlo.
O Sr. Mavignier combale as emeinlas apresenladas.
Vai mesa, e he apoiada a seguinte emenda :
. No artigo quarto, depois das palavras os professo-
res adjuntos diga-sc sendo aqucllcs, pela primeira
ve, de nomeaco do governo, e estes por concurso se-
gundo depois como est no artigo, ale as palavras os
successores dos adjuntos. Trigo de Loureiro.
O Sr. Trigo de Loureiro : Sr. presidente, com cfl'eito
estou convencido, como j disse, de que o nn-lli.ni- indo
de obter bons professores he o concurso ; conheco que
ahi tambem pdem haver abusos, porque nlo ha nada
de que o homem nao possa abusar ; mas, uesse caso, ri-
les dar-se-hao em menor escala, do que na nomeaco
arbitraria do governo. Ora, nomeados os quatro profes-
sores que faltam, e contemplados os dous do lyceu. te-
lemos seis, que serao cutios tantos examinadores para
o concurso dos adjuntos : por consequencia, j que nao
podemos seguir o melhor tnelhodo a respeito de todos,
sigamo-lo ao menos em parte.
Quando eu propina minha primeira emenda Qza t
que, uo futuro, os adjuntos fsseui nomeados em vlrttide
de concurso ; mas, considerando que, nomeados os ca-
tedrticos, pode seguir-se o methodo conveniente, rc-
solvi-me subjeitar consideracao da casa a oulra c-
inenda que ora se aprecia, e que j'ulg'i esta,r no caso de
poder ser approvada.
O Sr. Xivier Lopes Sr. presidente, quando na se-
gunda discusso emit! as minhas ideias a respeito deste
projecto, com franqueza disse quanto senta a respeito
dele : reconheri a necessidade e utilidade que havia
em se dar una inslruccao com igualdae a todas as clas-
8cs ; mas a casa rejeitou as minhas ideias, e o projecto
passou em segunda discusso. A experiencia mostrar
le que lado eslava a raso.
Estando, porm, o projecto em tercera discusso, ao
menos qniz emitlir uina ideia em referencia ao ai i. 4.
que me parecen de summa conveniencia.
Sr- presidente, pelo mcu artigo substitutivo, eu pre-
tendo que ;as cadeiras sejam prvidas por concurto;
porque cnlendo, em vista da experiencia, que o melilo-
to mai mil no provimenlo desies lugares litlernrins he
a concurrencia de capacidades : alli se aprsenla nao o
patronato, ncm as aReices polticas, mas sim o mri-
to e o saber ; alli urna commisso de examinadores c o
publico conlieci'in do mrito dos candidatos.
Sr. presidente, eu nao pretendo censurar pessoa al-
guma, e inuito menos s autoridades superiores que
imito respeito ; mas eu tenho infelizmente condecido
que no provimenlo dos empregos publicos, e princi-
palmente no de cadeiras onde se fornecc a inslruccao
publica, tem bavido nao pequeo patronato, com grave
detrimento da nossa mocidade. As leis que nos temos
de elaborar devem ter muito em vista, quanto ser possa,
os ineios de remediar esses inconvenientes. O nobre de-
putado que se asienta a meu lado, como professor c co-
mo homem litterato, nao podia deixar de reconhecer
3ue o melhor meio de se provrem as cadeiras he sem
uvida nenhuina o concurso, e os exemplos do nosso
pait sao todos em abono dessa experiencia ; nein podia
deixar de concordar conr esta ideia que se acha apoia-
da na legislaran geral e. que se acha justificada pela
prtica ; mas encontrou o nobre deputado una llovi-
da, e foi nao haverem pessoas habilitadas, para seren
examinadores dos professores. Isto, porm, nao he mo-
tivo plausivel ; porque o presidente, pelos meios legaes
que tem ao seu alcance, pode prevenir'isto chamando
pessoas de fura para os exames.
Disse-sc tambem que nao appareceriam concurren-
tes no concurso ; mas eu nosei porque se possa sup-
pr ou recejar isto, salvo se os nobles deputados reco-
nheeem a iuexequibilidade de projecto, c enlo devem
votar contra elle ; pois que as pessoas que liouverem
de requerer ao governo estas cadeiras as rao tirar em
concurso, e se forein habilitadas com suffleicnte inslruc-
cao para lecciouara mocidude, nao lero duvida disto; se
nofrem aufficienlcmcnte instruidas enlo he que pode-
rao recelar diante d'um concurso publico, c ueste cajo
mullo g-nilia a provincia com se evitar o charlatanismo
onde pode multo fcilmente naufragar o presidente d '
provincia, nos porque nao pude avaliara aptid.io dos
professores, como porque os patronos dos pretenden-
tes peccam muito na deslealdade de urna inforiiiacao
exacta. Inconvenientes sao, por sem duvida, estes que
corrigem o concurso, e por isto, a ineu ver, be elle pre-
ferlvel atoda outra prova. Maja concurrencia de capaci-
dades, de iostrucfo, de moralidade mas evitemos a do
patronato, dos espertalhes ; nao ponhamos o adminis-
trador da provincia em difficuldades, das quaes nao Ihe
he possivel as vezes sabir.
PROPAGANDA HOMCEOPATHICA.
VIH
' EmraeJicim o. facloi lio ludo, o palatm po.
J* Ittl non vtrba.
f
Foi com bastante prazer que li no Mario Aovo n. 161
um excedente artigo com o titulo Propaganda homao-
pallucafirmado com as inlciaes de um Sr. que nao
tenho a honra de conhecer, mas que me merece toda a
consideracao, por se mostrar amigo da hemoiopathla, e
conseguintemente da humanidade. E, principiando por
agradecer-lhe cordialmente a coadjuvacao que me of.
ferece, tenho de lembrar-lhe que a medicina he a sclen-
cia que mais deve interessar a todos os liomens, por-
que lera sobre elles o dlreito de vida e inorte; portanto
nao embarga, que o Sr. E. O. U. A. nao seja medico, como
disse em seu artigo, para tratar de questoes de mediciua-
mu ves que o faz com conheclmento e clareza. Nao gno-
uora o Sr.K. O. U. A. que frca de vontade.de perseveran,
ca e de esludo pdequalquer homem amante das sciencias
adquirircelebrldade em qualquer ramo dos conheci-
menlos humanos, sem haver requemado as academias,
c oblido um diploma de bacharel ou de doutor, que as
vezesheapeior carta de rcconunendaco que contra si
pode ter um ignorante formado Continu, pois, o mcu
Ilustre coadjuvador a prestar seu espontaneo e valioso
auxilio em favor da doutrina dos semelhantes, c pode
desde j ficar certo que por minha parte nao bel de
recitar um palmo ido terreno que j dei principicio a
conquistar^ aindaque para isto seja necessario derra-
mar a ultima gola do meu sangue; porquanto morrere
contente por una verdade, que nunca jamis ha de
morrer Mcinbro da Soeiidade homaopathiea bahianna,
filial db Instituto homaopalhico do Urasil estabclecido no
R io-de-ianciro o desejando muito concorrer com o
que esliverao meu alcance para a prosperidade e glo-
ria dessas ulilissimas inslituices eu nada poupare,
que licito seja, paro levar a ell'eito mcus projectos, la-
zendo convencer o povo com palavras c obras, que a al-
lopalhia he um edificio fundado sobre ureja sola, que a mats
pequea borrasca bate e desmorona.
Cumpre-me, finalmente, pedir ao Mustie amigo e
minhas crensds, que, nina vez que por modestia dci-
xou de declarar seu noniccm longo, talve por se niio
querer expr as gracolas de certa gente poga, se digne de
dar-tne o gosto de conhec-lo pai ticularmenle para
beni rcspeita-lo como devo.
Pernambuco, 28dejulhodc 1848.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
$ No primeiro consultorio homceopalhico de Por- ,j,
I) nambuco.sito na ra da Cadeia do Rccife, n. 41 -
i 2." andar, seda consultase remedios de graca aos S
* pobres que se apresenlarem munidos de atiesta- P
9 do passailo pelo reverendo vigario de sua fregu- w
lia, ou por ouiro qualquer sacerdote. Pernambu- T
I co, 2! dejulho de lMS.-r. Sabino Olegario Lud- ^
gero Pinho. ___________(!(
tabeleclmento deltaguahy, e apresentra as amostras
della a Sua Magestade o Imperador.
O cambio sobre Londres e.tava a 23 d. por 1^)00 rs.
As datas de Montevideo cram de 26 de junho.
O Jornal do Commt'cio resume as noticias no artigo
que abaixo trancrevemos:
a Nada de importancia tinha occorrido na pra9a.
O governo oriental resolveu-se a abandonar o ponto
. de Maldonado. A sua guarnicao, coinposta de 600 ho-
inens, foi incorporar-se as fileiras da filrja que de-
o fende Montevideo.
0 general Rosas recusou receber o br. Hood Jnior,
,. no carcter de cnsul geral da Inglaterra. Cartas que
.temosa vista, asseguram que o comniodore Herbert
e o Sr.Gorc fazlam osmaiores esfnrcor para demover
o general Rosas do aeu proposito.
Conimunicaclo.
1)1 luII ;! I'KRNASijIII.
HEOIFE, 30 DE JOXHO DE 1848.
A orden, do dia para a sesso da assscmbla, amaiihaa
(31) he a incsina que lora designada para o dia 28.
Pelo que acabo de expender, voto pelo artigo subali-
I utlvo que aprsenle!, c contra o artigo do projecto.
OSr. aeioiuVrcontina a insistir na sua oninio e
combate a emenda ltimamente apreselada. '
Verifica-se nao hiver casa.
Sr. rVeiiess daurdem do da, e levanta a seisao
quatl s 3horas e meta da Urde. .
Cbsequiaram-nm com alguns exeuiplares do Jornal do
I Commrrrin do Rio-de-Jaeiro, oue aJcaa^J"- 2-15 0*
1 i..~:\-'-"K''u ......^
As scsscs do senado, publicadas no mencionado pe-
ridico, chegam a H.
Essa cmara ocenpra-sc da nterprctaco do artigo 80
da lei de 19 de agosto de 1846, e da lixaco das frcas de
Ierra. Na discusso da primeira dessas materias, que
ficra adiada, linhain lomado parte os Srs. Rodrigues
Torres, Paula Souza, Carnciro I.eo, llollanda Cavalcan-
lej visconde de Olinda, Alvos liranco, I.linpo de Abreu c
Costa Ferreira. Em a da segunda, pirm, se haviain
envolvido tambera os Srs. ministros da guerra, conde
de L'axias, Clemente Pe reir e Vascnucellos,
Terminados os debates, acamara approvra em se-
gunda discusso para paitar tercelra, a lixaco propos
la, com as emendas adoptadas na mura casa.
Os trabalhos da cmara dos depuladns, inseridos no
jornal, traziam como ultima data a de 14.
Fina approvada a redaccao da lei das incompatibilida-
des, depois de caloroso e renbido debate.
Discutia-se o ore menlo do imperio, eo projecto so-
bre caixeiros brasilei ros c cominercio a letalho.
Por occasio de se considerarem os projectos a que nos
acabamos de referir, apreciaram-se os desastrosos acon-
tecimcnlos que houver an: lugar nesla cidade nos luclun
sos dias 26 e 27 de junho ultimo.
O Exm. Sr. ministro dos negocios estrangeiros, ao pas-
so que se manifes lou avesso ao segundo dos calados pro-
jectos, cstlginatis o ti e rrprovou altamente os lamenta-
veis eventos de q ue i nfelizmenle Ionios tcsteniunlias.
Toda a cmara ac ompanhou a S. Exc. nesse estigma e
nessa reprova(o mas, chamado o negocio ao espinho-
so c acanhado campo de partido, o Sr. Urbano esforcou-
se porfazercrr que a paternidade de to nefauslos suc-
cessos pertencia aos scus adversarios polticos. A casa
como que nao adherio ao pensameuto do Sr. deputado,
to plenamente como elle esperava ; lauto mais, quan-
to o orador, entre outras cuusas, dcixou aperceberque
din id iva podesse o governo salvar esta provincia dos
nales que aaguardam, adsiringindo-se s regras da im-
parcialidade.
E assini devia de ser: as circunstancias quasi anor-
maes, em que se acha o paiz, quando os diversos bando
polticos como que se buscam aniquilar; cejlo que, pa-
ra salvar a nao do estado dos cachopos que nao de mui-
to longe a aini-ac-am, o governo deve de collocar-sc no
meci dsses bandos, c envidar todos os meios ao seu al-
cance para fazc-los chegar a um acedrdo; mas nunca
dar a qualquer delles a frca de que se julga carecedor
para consliluir-se em circumstancias de esmagar o ou-
iro; porquanto esse acto pode ter consequencias inui
ltaos, e que comprometan! mu seriamente o futuro
da naco.
At aqu a poltica ; agora o que diz respeito a outros
objectos.
O Sr. Jos Perora Tavare j colhera seda no seu es-
SdiifiiiJ"! ei-m mullir.
Melhor he errar com inultos, que
acertar com poucos.
Impellidos por urna causa que nos peTtence perfilhar,
vamos boje c continuaremos, -- se a Dos approu-
ver, e nossas frcas o permiitirem, combater essa pseu-
dosciencia, sem privilegios nein excencoja seus fin-
gidos apostlos ; c essa pseudo caridade, sem limi-
tes em ambic.o de ouro, e que, para maior contumelia,
um homem alcunhou de systema medico, a que cbamou
homeeopathla Esse homem foi Hanhemann.
Antes, porm, de entrarmos na materia, pedimos ao
aprendiz propagante que nos nao ponha o ferrete do In-
teresse de classe ; e limito menos o tachar-nos de e-
goista ; pois que alto e buui lom declaramos que, para
vvennos honestamente, nao precisamos usar da allopathia,
nein recorrermos cruzada dos aventureiros da nova
propaganda.
Todos sabein.c ninguem ousara dizer o contrario, que
o Urasil est inulto distante do progresso scientifico da
vrlha Europa ; e desla a parte, que tem dado maiores
liomens, he a Alemauha ; ora, couiquanto o nosso lia-
nliemann alli nascesse scusconheciuientos scientificos
nunca o clevaram altura que elle proprio cogitava ;
pois que, abandonado e perseguido, l foi asylar-se no
territorio francs, aonde inorreu desamparado.
Mean desla eontumaz noraoguico ao autor dii homrpA-
pathia em sua propria'terra na'talica, as experiencias
Icii-is em Franca moslraram evidentemente que a ho-
mcepathia nada era. Alm do voto unnime da acade-
mia de medicina. Andral, Guibourt, Dumas, Doublc,
llailly e outros fieram as mais escrupulosas experien-
cias, j sobre o homem sao, j sobre o homem doente, e
todos os seus resultados fiam negativos para a homreo-
palhia. Repito, dous gneros de experiencias se fize-
ranij as primeira* tiveram por fim o saber-se se o me-
dicamenlos teem apropriedade de produtirsobre o human moiccliiK semelhantes aquellas que elles pdem curar : isto
he, se por cxeniplo, a centomillesima_ parte deumgro
de quina (pre que me cuslou a pronunciar o lal que-
brado! diris vos, pois sabei que ainda he grandio-
ssimo] dado por tempo sufliciente era capaz de produ-
sir febre : se a bilionessima parte de um grao de en-
xofre dado por tempo suIHcicnle prodmiria sarna, e ou-
tras que-j indas referidas no novo methodo. O outro ge-
nero de experiencias foi ; verificar se ot medicamentos ad-
ministrados cm doses Iwmmopatilicas ciirumm realmente :
islo he; su quando por exempio houver urna constipa-
cao do vcnlre, una millesima parle de um grao de rui-
barbo ser capaz de produzir a evacuacao das materias
lecaes : se no caso de haver um incominodo do estoma-
go em que aproveite a applicac.no da ipecacuanha; esta
applicada na dose de urna centeinillesima parte de um
grao ser capaz de produtir o vomito 1 (*)
Ora, como ianios diendo, todas as provas fram em
-----i.-jO Uc semelliante doutrina, a ponto de, em toda
liro*.'" *"" "'* -------w, seET1" -orrldo
de vcrifnnlia; e ate (vaina a saa justi(a) expulsos por le
de alguns estados para nunca mais apparecer^m : final-
mente na Europa os homceopalhas se sumiram deixan-
do smente postendade essa pagina vergonliosa de
sua loucura.
Ncm nos digam que nada veein em nosso apoio os Tac-
tos que acabamos de citar, porque elles sao um teste-
in un lio solemne da verdade--una prova que nao ser f-
cil a ninguem derribar ; l no ce,mro das sciencias,
l onde o charlatanismo nao tem guarida para se asy-
lar l onde o charlatanismo paga a peso de -ourn a
sua audacia, e a penas corporaes os seus delictos,alli,
vista e dcbaixo da dirceco dos liomens mais ablusa-
dos na sciencia medica he esse systema aniquilado,
perseguido e esquecidol ... aqu, ou antes no Rio-de-
Janciro aomtc um avenlureiro o Dr...... desembarcou
para experimentar fortuna com colonias foi esse pseudo
systema acolliido por meia duzia de individuos que assim
julgaram tirar uiaiorvanlagcmdesuapnsco:mais claro,
aeliaram nisto a verdadoira a purissima pedra philo-
sophal dos amigos alchimistas, s com uina ditiereuca
para melhor, e he que estes trabalhavain sobre os nii-
ncraes decompondo-os, faiendo novas combinares,etc.;
entretanto que aquellos nao; nao querein tanto traba I lm
pois que este fatiga muito o espirito; a agoa, esse mens'-
iruo universal he o alvo de suas vistas, a ella recorrem,
e verdadoira pedia phlosophica irocam cada onca por
10/000 rs., nu antes para serinos mais entendidos pelo
povo (para quein cscrevemos) nos querein impingir ca-
da garrafa de agoa por 240/000 rs quando em ijual-
quer dos nnssos chafarizes a inesma agoa nos custa 20
rs. o balde I Ah que nao podemos deixar de exclamar:
insolencia! ousadia II
E que diremos nos sobre os conhecimentos dos ho-
inreopatliicns nosla nossa trra do Brasil quando ao seu
systema? Risum leneats. A maior parte delles, todos,
da noitc para o dia se teem tornado seus defensoies; dous
coiiheccmos nos que, tendo escripto e muito em desaba-
no de Mam lliante doutrina, sem mais nein para que-
da imite para o dia fiearaiu homceopathas :! e nole-se
dos mais abalisados!
He preciso confessar que nein a vapor se anda mais
depressa .' He preciso acreditar, que as inspiraces di-
vlnas fram a orlgcm, o motor, o agente oucomo quie-
rem, de scmolhante couverso : porm nos, que s gos-
laiuns do positivo, nos que nao gostamos brincar com
os dogmas c preceilos de nossa rellgo, diremos antes,
que essas inspiraces nocturnas liverain por causa a
ganancia, o lucro c a usura III
\ nli ii canos breve, declarando desde J aos homceopa-
thas, que : 'Valia dicenlur Ubi, qualia dixerts ipse.
Corres[)0;i(lencia.
Sr. Redactor. Bein puncas vezes o tenho ineommo-
ilado, oceupando as paginas do seu bein concrituado
jornal, uo sopor conhecer o pouco, ou nenhum prn-
vi itu que daro aos seus leitores os meus escriptos, pe-
lo pouco descnvolvimenlo que nelles mostr, como
t-jiiibcm falla que tenho de inslruccao, como inesmo
da hnliiliiladc precisa a um escriptor : por to fortes
motivos uouscrvo-iiie sempre silencioso, ainda me.smo
quiido lelo, como tenho lidoein aigum impresso, cer-
tas aecusaces, cujo fin he s ierlr urna reputaco pu-
{* I V. qm -dirn a islo os nossos certanejos !.' ...elles que
iuiii.un setenta edous graos,olhem que so graos; -por
dose ficando o mais das vzes seu estomago mudo e que-
do !...Ah por corlo que se estes missiouarios Ihe fossem
l pregar estas doutrina, nao sel aonde irlam parar V. ..
algiiiu santelmo propicio os leVepor lrpara ver seos que
cficareni registam as paginas de sua historia osmarly-
res que sua seita fr tendo, e desta sorte melhor pod-
rein lzcr comparaces com Jesut-Christo e seus disci-1
IllloS,'
blica, sem a mais llgeira nodoa de crime, em desabafo
talvezda mais leve offensa. Agpra, porm, nao pude
presisllr naquolle meu systema. vendo o sem-funda-
ment com que um annuncio inserido na Vos do Bra-
sil pedia a attenco do governo a espeito dos cofres
da thesouraria geral, confiados ao multo digno llicsou-
relro, o lllm. Sr. Domingos Alfonso Nery Ferreira. di-
zendo que inultos rumores se teem espalhado de que
nesses cofres se suppe alcance (supponho que foi o
termo de que usou quando nao fsse de outro mais of-
fensivo )e que portanto convinha dar-se a balanco os
niesmos cofres O autor desse annuncio cerlainente
assim fallou to livremente, talve persuadido de que
para se fallar basta o querer, sem fazer a mais leve re-
llexo de que he preciso cuidar sobre o que se tem de
fallar, e fallar para o publico !! Pede elle que se faca
o que j foito eslava ; pois que logo nos primeiros das
de julho se dou balanjo do semestre anterior, e ainda
que nao tivesse sabido impresso como sabio o resulta-
do desse balanco j dado, nao era de esperar que to
conspicuos niembros da thesouraria de lazenda de Per-
nambuco drixassem passar por alto um pcocedimento
recoinmendado na lei, nao porque fsse precito para
se conhecer da inteireza do lllm Sr. Nery Ferreira, -
s sim por ser determinaco de lei, de que tao ellos
fiis cumpridores Conheco, e muito bem convencido
stou da modestia do lllm. Sr. Nery Ferreira para me
dispensar de leccr-lhe elogios, e quando justamente me
os exigisse, eu o deixaria de faz-los por me fallarem
expresses que igualasscui ao seu merfreimento, e inul-
to mais minha eonvlccao se estende a 'onw de sem o
menor remorso poder concluir dlzendo que a sua hon-
radez no descmpenbo de seu iinportantissiino empre-
go chegou ao ultimo apuro de perfeicao!!! Sim, a con-
ducta do lllm. Sr. Nery Ferreira nao est em duvida em
lodo Pernambuco ; seu procedimenlo honesto, e segui-
do sempre de aeces honrosas o tem constituido, para
gloria dos Pernambucanos, um empregado publico
cxemplar, um cidado respeitavcl, e um patricio .pres-
limoso.
Aceite o lllm. Sr. Domingos Aflfonso Nery Ferreira es-
te pequeo obsequio, todo devido ao seu mereciinenio
que loe dirije seu afl'eicoado aluda dcsconhecido ail-
go e respellador. A.
cnnMMrnnin
PRACA DO RECIFE, 28 DE JULHO DE 1848,
AS 3 HORAS DA TARD.
Revista semanal.
Cambios.....As trausaccdei da semana tiveram por
base o cambio de 25 a 25 '/, d. por 1/
rs. a 60 dias.
Assucar-.....Entraram 144 caixas.As poucas ven-
das do emanado fram eft'ecluadas aos
procos de 500 a 600 rs. por arroba so-
bre o forro. O mascavado obteve pre-
ferencia.
Algodo.....Vieram ao mercado 641 laceas. O de
primeira sorte foi ofl'crecldo a 4/Oj'O rs.
por arroba, e o de segunda a 3/600
rs.O mercado esl suIRclenlemente
prvido ; mas ha falta de comprado-
res.
Couros......Offerecidos a 90 rs. por libra.
Racalho.....Relalhou-se a H/000 rs. por barrica.
Carne secca Or procos fluctuaram entre 2|300 a
2700 rs. por arroba.Flcaram em ser
45 mil arrobas.
Farinha de trigo-Chogou de Trieste um carregamenlo
com 1,600 barricas, queelevon o de-
posito a 8,600 ; mas, tendose vendido
600, de 19/000 a 22/000 rs. cada una,
flcaram em ser 8.000
Manteiga A que veio de Liverpool pela galera
Sword-Pish, vendeu-se de 800 a 850 rs.
por libra.
Entraram It ewH>t*.- Mm 7Ri5o anrn-
,.'...r.... porio 49, a saber: 3 americanas, 1 austraca,
25 brasileas, 2 francezas, 12 inglezas, 4 portuguezas,
sarda e 1 dinaniarqucza.
n
Exportando da provincia de Pernambuco pora fra do imperio,
no anno financeiro do I.' dejulho de 1847 a 30 de junho di
1848.
Algodo. 55,943 saccas, com o peso de I41,885(5)e 3 fi
/ Calxs 10,288 i
Fechos 256 /
llarricas 41.293} pesando 3,302,544 (5) e 19
Saceos 503,6651
Utas, etc. 331]
.Soceos 1,196. -
Couros. Salgados 2,402 (ffl e 11 .
I Muidos 100.
Sola e vaqueta 7,128 meios.
.Pipas 6851
Agoardcnte. ,'Quai tolas 571 com 131,149 caadas.
Jliarris 1601
Arroz pilado 6,115 alqueirca.
Cbifres 81,420.
L'nlias de boi 89 600.
Carnauba I,i24 "-.
Carne secca 1,800 @. &T- ^
Caf 294 @ e 5 libs. iT
Doce 3,396 .
Farinha de mandioca 747 alqueircs.
Madcira de tatajuba 424 @.
Una de construeco pecas 126.
Mel.ico 311 volunies. MiiO 11,695 caadas.
Ouro ein obras 15 930 oucas.
Prala e ouro amoedado ris 265:848/730.
OSSERVACES.
Comparando a exportacao do algodo em o anno que
acaba de lindar com a que houvc lugar no anterior, se
nao pode deixar de reconhecer que aquella excede a esla
em nao menos de 6,419 saccas, ou cm 38,319 (a) e 16 libs.;
pois que do l. de julho de 1846 a 30 e-juiilio de 1847,
apenas se exportaran! 19,524 saccas, como iiollcimoi
em tempo competente. Addicionando a esta circuins-
lancia ofacto de ainda exittir no interior avultadissima
purcu deste genero, alArmamos, sem receio de errar,
que a safra foi maior do que a antecedente cm 50 por ex-
Menos contrariados, pois, pelas cstacoes, os agriculto-
res de algodo obtiveram melhor colheita do que cm
outrasras; e certo tiveram resarcido quasi completa-
mente os prejuizos sofiridos, se os luctuosos aconteci-
mentos que, dentro do anno, appareceram, nao tlves-
scui constituido a praca em estado de descooanca, ''
por couseguinte concorrido para que, rccolhidot os ca-
pitact, uo podesse esse producto obter o preco a que
teria attingido, se nao houvessc de lular eomtemelhantc
tropeco. Ouerenios fallar dos eventos desagradavcis
que se seguiram s eleices desetembro e novcuibro do
anno ultimo ; do e^pancaineuto havido antes e depois de
8 de dezembro prximo passado; c finalmente dos cala-
mitosos successos de 26 e 27 de junho lido
Absolutamente fallando, devenios dizer que, no anno
de 1847 a 1848. exportaram-se mais 404.910 .ue 16 libs.
deassucar do que no antecedente; pois que, te-no en-
callado, verlficou-se a diminuico de 2,999 voluntes, no
embarricado deu-seo accresuirao de 6,977, eno.ensacca-
do o de 104,411.
Quanto diminuico que nos havemos referido, en-
tendemos Mue-eHa he proveniente, nao t da dlBculda-
de no transporte de caixas, senotam bem da desconnau-
ya do tara, c de falaificaco na qualldade do assucar.
As consideracos que lijemos acerca do artigo anioce-
deute.soapplicaveis, riortem duvida, a estede que nos
oceupanos : a' nao seren t fados eni que locamos, os
nossos senbores de eiigcnlio e lavradores,ter-ie-biam ln-
deninisedo, em parte, das perdas que sofl'rcrain em po-
cas alrasadat, visto como, a este respeito, o niovunenio >
do mercado foi igualmente maior.
MUTILADO



3

Sendo certo que a expnrtaco de couros salgados no
anno de 1846 a 1847 fo de 2,697,864 lilis., c no de 1847 a
1848 de 2:402,011 lilis, he Cora de duvida <|ue haumadif-
ferenca de 295,853 lilis, para menoi. Siippomr que isto
pruvm das secens anteriores, qne, como se abe, asso-
luain nimiamente o gado. i
>lovi(iienlo do Porto,
Savioi tntradoi no dio 29.
Mafanhio ; 17 da, brlguc-escuna braslleiro' aura, de
167 toneladas, capllo Antonio Francisco da Silva, e-
quipagein 13, carga arroz ; a Novaes St Cuipanhla.
Passageiro, Augusto Beltro, Francei.
Rio-de-Janeiro ; 18 (lias, escuna brasllelra Oalanle-Maria,
capilao JosMendo de Souza, equlpagera 10, carga
varios gneros. Pasiageiros, Joao Marques Pcrdigao
com uin fllho menor, llrasllelros.
.Vario taido no momo (lia.
Aracaty ; sumaca brasilcira Cariota, capilao Jos Gon-
calves Simas, carga varios geueros. Passageiros, Anto-
nio Jos da Oliveira Castro, Antonio Luit Alves Pe-
queo, Joao IVngueira Ha bel lo, Antonio Itorges da
Costa, Antonio Maria Horges, Vicente Ferreira Lustro-
sa, Antonio Ferreira de Moura Jnior.
y avos eniradoi no da 30.
Vendres ; 42 das, caico hespanhol San-Joii, de 19 '/t to-
neladas, capltao Izidro Manstany, equipagein 12, em
lastro ; a Joao Pinto de Lcnios Segua para o Rio-
de-Janeiro, o arrlbou para procurar comprador.
Rio-de-Janciro ; 14 dias, brigue-escuna brasileiro Veloz,
de 177 toneladas, capilao Francisco Rernardo de Mal-
tos, equipagein 11, carga pipas vasias e caf : a Firml-
iio Jos Flix da Roza. Passageiros, Francisco Mendes
Rodrigues, Joaquim Ignacio Xavier, Joaquim Lucio
Monteiro da Franca, Thomas A. Goodhaine, Inglez.
Liverpool ; 51 das, barca uglcza Thomat-Mellort, de 257
toneladas, capilao Koliri i Bruce, equipagein 15, carga
fazenda ; a Russell Mellon.
Genova,; 52 das, brigue sardo Maria-Therexa, de 170 lo-
n.ilodas, capilao Jacome Columbino, equipagein 10,
cin lastro ; a ordem.
A'ui'ici sahidot no mestito (lia.
Portos do sul ; vapor brasileiro San-Se6asliti<, commin-
iaiuc u primeiro tcuculc Anlory.G XaTxcr OC ..oren..2
Torrezno. Alm dos passageiros que trouX'c dos por-
tas1 tto norte para os do sul leva a seti bordo : para Ma-
celo, Joo Jos da Silva, o vigario Antonio Joaquim da
Silva cnin tim escravo ; para Baha, Maria Roa, capi-
lao Luiz de Franca Leite com un Tanuio, llenrique
I.. Elns com sin nmllier c urna escrava ; para o Rio-
de-Janeiro, Albino Jos Pereira da Cunha, una praca
de iiarinhageni, de nome Diogo KstevaoGoncalves.
Lisboa! ; brigue porliiguez Conceicao-de-Maria, capilao
Antonio Perrira Rorges Jnior, carga assucar, couros
c algodao. Passageiros, Antonio Maria da Conccicao,
Joaquim Pereira Porto, Jos Manoel dos Santos, Hra-
sileiros ; Manoel Jos de Freitas, Thom Ferreira da
Silva Coiinbra, Francisco dos Sanios Neves, Portu-
gueses.
Londres ; brigue inglez Willon-Wooi, capilao Malheus
llussell, carga a mesilla que trouxe.
Para o Maranhao sahe, at o fin d< prsenle sema-
na, o brigue-escuna tamal anda recebe alguina carga
e passageiros, para o que lem bons coinmodos : trata-se
com o capltao a" bordo, ou com Novaes & Conipanhta
na ra do Trapiche, o. 34.
Leudes.
-- Richard Royle far leilao, por Iniervencao do cor-
retor Oliveira de grande sortimento de fazendas in-
glezas a mor parle recentemenle despachadas i terca-'
reir, 1.' de agosto as 10 horas da inanhaa em ponto ,
no sen armazem ra da Alfndeg_a-Velha.
Kalkmann 8c Rosenmuud farao leilao por Inter-
vencao do corretor Oliveira do mais rico sortimento de
mobilia, chegada prximamente deHamburgo, con-
sistndo em commodas mesas de todos as qualidades ,
jantar e adornos desalas lavatorios, armarios para 11-
vros, guar-roupas leitos toucadores cspelhos mul-
to lindos ptimos pianos de varios precos quadros
de paredes appaielhos e vasos de vidro de cor para so-
bre-mesa e para (lores ditos de porcellana gaiolas ,
burras de ferro eoutros objectos de bom gosto ; as-
sim como a mobilia em pouco uso pertcncente a urna
familia que ha pouco tempo se retirou desla praya:
quinta-feira 3 de agosto as 10 horas da inanhaa na
sua casa ra da Cruz.
Avisos diversos.
Ueclaracoes.
ADVUN1STRACAO DO CORRIilO GERAL DE
PERNAMRUCO.
A pessoa que botou tima carta na caixa deste adminis-
tracao para a Baha, drijida a Manoel Simons, queira
anparecer na mesma para salisfazer o seu porte, para
poder seguir 8e" destino.
Oescrivo chefe da segunda sessao do consulado
provincial avisa aos Sis. donos de fabricas de tabaco,
ditas de chapeos, ditas de charutos, olarias, serrarlas,
rasas de modas e ditas de cambio, que o imposto sobre
tacs estabeleciinentos no auno financeir de 1848 a 1849
j se aclia cobrando.
Segunda sessau do consulado provincial, 28 dcjulho
de 1848.
heodoro Machado Freir Pereira dabilva.
Pela subdelegada de S.-Antonio se faz publico,
que na cadeia desta cidade existe um mulatinbo que diz
ser escravo de Joao Lelte de Aievedo e chamar-se
Agotttohn : sen senhor compareca munido do compe-
tente titulo que Ihe ser "entregue Recife, 27 de
julho de 1848 Haraiadc Almeida.
Foi apprehendido, na freguezla da Boa-Vista um
cavallo castaohn-andrino, excessivainentc magro : queni
se julgarcomdircito a elle, dirija-se a subdelegada da
mesma freguezla que, dando os outros signaes o re-
ceber. = Roa-Vista, 29 de julho do 18i8.
Antonio Pire Ferreira.
i!________U11 ..""' i 1.1- .JX-l-UJJ-il
Avisos martimos.
Para o Aracaty sahe, com muita brevidade, por ter
a maior parte da carga prompta, o patacho Anglica : pa-
ra o restante e passageiros,para o que tcm bons comino-
dos, trata-se om o capltao, Manoel Antunes de Oliveira,
ou com Lult Jos de S Araujo, na rua da Cruz. n. 26.
Para o Aracaty seguir com muita brevidade, por
ter grande parte do seu.carregamento prompta, o hjate
nacional Tentador, forrado e pregado de cobre : para o
restante trata-se com Silva & Grillo, na rua da Moda,
n. 11.
Para o Rio-de-Janeiro segu, at o dia 30 do cor-
rente o patacho nacional JVnt>o-7>mrrarin : para o res-
to da carga, trata-se na ruado Vignrio. n. 5.
-- Para o Rio-Grande-do-Sul sahir breve t brigue
Leo, capilao Antonio Rodrigues Garcin, o qual ni-
camente pode receber passageiros e escravos : queni no
inesmo quizer embarcar pode contratar com o sobredi to
capilao, ou com os consignatarios, Amorim Irmaos, na
rua da Cadeia, n. 45.
Para o Rlo-Grandedo-Sul pretende sabir em pou-
cosdlas o brigue Biperanpa, capilao Jos Alves Carneiro;
o qual pode receber alguns passageiros e escravos :
quem pretender pode entender-se com o sobrcdllo ca-
pilao, ou com os eonsignalarios, Amorim Irmaos, na rua
da Cadeia, n. 45. .
Para o Rio-Grande-do-Sul segu com brevidade o
brigue-escuna Alegra: recebe alguma carga e escra-
vos a fretc : quem quizer carregar rntenda-se com Leo-
poldo Jos da Costa Araujo, na rua da Moda, n. 7.
Sahe para Lisboa com a maior -brevidade o brigue
portuguez Sublime, capilao Joio Francisco de Amor :
para carga e passageiros a tratar com Oliveira Irmaos 8:
C., ou com o capitn na praca doCommcrcio.
Para a Babia em poucos dias o liiale Flor-do-Recife,
Currado c pregado de cobre : para carga e passageiros,
Irata-se na rua do Vigario, n 5. ,
Para Lisboa partir, no dia 20 do prximo mez de
agosto, o bein conherido brigue portuguez rarojo-Pri-
meiro.de que he capilao Manoel de Oliveira Faneco.Teni
grande parle de scu carregameiitn engajada: para o
restante de seu carrcganicnlo, assim como para passa-
Kcros,a quem offerece assciados coinmodos e bom trala-
mento, trala-sc com o dito capilao na praca, ou como
consignatario, Firmino Jos Flix da Roza, na rua do
Trapiche, n, 44.
Para o Aracaty tein de saljir com muita-brevidade
o hiate Novo-Olinda, por estarem j tratados alguns car-
regadores: quem nelle pretender carregar anda, se en-
tender com o respectivo meslre, Antonio Jos Vianua,
no trapiche Novo, ou na rua da Cadeia-Vtilia, n. 17, se-
gundo andar. ... -
Para o Maranhao sahe no dia 5 de agosto o pata-
dio nacional f.aurenlina : para o restante do carrega-
in-nto trata-se com Antonio Germano das Neves, na
rua a Gru, o. 64.
Antonio Jos.dos Santos Braga retira-se para fra
do imperio, com sua familia.
LOTERA DO TIIEATRO PUBLICO.
O thesoureiro desta lotera, vista da curare.i i que
val tendo a venda dos respectivos bilhetes, lem marcado
o dia 25 de agosto prximo futuro para o audainentii in-
fallvel das rodas, que ser rcalisadn em um s dia, no
consistorio da igreja da Conccicao dos Militares. ; c pe-
de aquellas pessoas que teeiu feto encomiuenda' de n-
meros sympalhicos, que os vo, ou mandem buscar. Os
bilheles cnntiniiam a estar a venda no bairro do Reci-
fe, loja de cambio da Viuva Vieira Si Filho ; e no de S.-
Antonio, as lojasdosSrs. Moraes e Gusuiao Jnior 8c
Irin.io, ua rua do Queimado ; na venda do Sr. Manoel
Pequeo, no largo do Terco ; c na boiica doSr, Moreira
Marques, no pateo da matriz.
ji'-Mii, cin poder da qual existir una cuiieira
que desappareceu da rua Nova, venda n. 65, de 28 para
29 do crreme mez de julho, conteiido una ordem de
30^000 rls, passada pora A. 1. B., varios papis de im-
portancia c mais 14^1)00 rs. em cdulas uiiudas, que-
i rmlo restituir a sen dono a dita carteira e os papis,
os quaes s servem ao.legitimo dono, pode licar com o
dinheiro, c deitar a carteira e mais papis por debaixo
pa porta da dita venda, s horas que I lie convicr.
Una parda ffadia c com multo bom leite se olFerecc
para criar em alguma casa capaz : quem do seu prestimo
se quizer ulilisar, dirija-se defronle da ribeira da fari-
nli i, casa ii. I, que l achara com quem tratar.
Manoel Fuado Goveia, Portuguez, relira-se para o
Rio-Grande-do-Sul, levando em sua companhia o seu
criado de nome Jos do Nasciuiento.
Fugio do engenlio las Mattas, da
freguezia do Cabo, no dia segunda-feira,
3 do corrente, um prelo fula, de nome
Mauricio, baixo, grosso, cabello pegado ;
levou um quarto ruco-escuro, algnma
cotisa magro e carregador ; tainbeni fur-
tou urna cangalba e um facao. I'oueos
dias depois foi preso em Santo-\nt3o,
mas pode conseguir soltar se, por apre-
sentar urna carta. Este escravo foidoSr.
francisco Antonio Gai^o Jnior, senhor
do engenbo Buenos-.\yres, e he muito
conhecido p;ira as paites do norte : ter
pouco mais ou menos 3a anuos. Quera
o pegar, leve-o ao. engenho das Maltas^
que sera hpm rproinneo^ailo-
Precisa-sede um menino para caixeiro de urna loja
de fazendas: no Aterro-da-lloa Vista, n. 24.
Domingos Jos de Lima bein ceno esl que nada
deve nesta pr-aca e se alguem se julgar scu credor
queiraaprcsenlar sua coma para inmediatamente ser
paga.
Precisa-se de um caixeiro para venda, que tenha
pratica desle negocio de Mide Mr 14 a 18 aunos c
2ue d liador a sua conduela : na esquina da Camboa-
o-Carino, n. 46.
Aluga-sc um prelo com pratica de padaria : na rua
da Madre-dc-Deos n. 36, prlmeiro andar.
O menor Joao Vicente Atilano vai a Hahia.
Aluga-se urna preta para o servico de urna casa:
quem a pretender dirija-se a rua do Roiario da Boa-
HMU, n. 34.
Contina a andar fgido desde o dia 9 do corren-
O abaixo assignado ensina priineiras IcUras, dou-
trina chrislaa, arlthmctica e grammalica poitugueza
rom o maior zelo e e actividade pnssivcl ; assiin como
oflrece-sc para dar liv'Oes em casa particular i quem
do seu prestimo se quizer ulilisar dirija-se rua da
Roda, n. 42.
.Iiiiin Antonio l.eilSo.
Traspassa-sc a chave de urna leuda de sapateiro
brm afreguezada, com alguma ariiiacio c pertences do
dito omcio, sita no Becco-Largo do bairro do Recife, c
I'i-m' lodoe qualqucr negocio com os pretendcnlcs que
se aprsentarem at o Um do corrente mez, na rua da
Cruz n. 55.
Precisa-se de um caixeiro que queira tomar conta
de urna'venda por balanco, dando fiador sua conduela,
ao qual se dar bom ordenado: na Boa-Vista, rua do Se-
bo, n. 23, achara com quem tratar.
- Arrenda-se um sitio no camlnho de Reberibe, cha-
mado Agoa-Fria, com arvores de fructo, coqneiros,
jaqueiras c urna mata de cajueiros, com baixa para ea-
pfm e um riacho que corre todo o anno: quem o' pre-
tender dirija-se a rua do palacio do Rispo n. 1,a qualqucr
hora do dia.
Um rapaz brasileiro, de boa con-
ducta se offerece para caixeiro de rua de qualquer ca-
sa de commercio para o que d ador Idneo : quem
do seu prestimo se quizer utilisar" dirija-se a rua dos
Marlyrios, n. 142, primeiro andar, ou anuuncie.
Precisa-se de pretas para venderem pao paeando-
se-lhes u vendagem sendo sob responsabilidadc de seus
senhores : na rua Direita, padaria n. 26.
D-se dinheiro a premio sobre penhores a um e
iiirin por cento ao mez com trato passado a termo : na
rua larga do Kozario ns.6 e 8, se dir quem d.
Aiuga-sc a casa terrea n. 101, sita na rua do Co-
lovello : a tratar na rua do Vigario n. 7.
Precisa-sc alugar una ou duas pretas para ven-
derem na rua : pagando-se-lhes 10/ rs. mensa'es edan-
do-se-lbes n siistenlo : na rua do Queimado, n. 40, se-
gundo andar.
Aluga-sc um prelo e um mulatinho para o ervic.o
de padaria os qnaes sao liis : na rua da Manguelra ,
ontr'ora becco da doria, n. 16.
b
Precisa-se de ama ama que tenha
asanle leite para criar um menino, pa-
gando-sc bein ; na rua doCollegio, n. -ji,
segundo andar.
'recio', s* alujar urna sscrsv-.! D&rQ
o servico interno de una casa de pouca familia, que
saiba bein ensaboar, comprar na rua c cozinhar ; damln-
sc-lbc o sustento e 10/rs. niensaes: na Soledade indo
pela Trempe, lado esquerdo, segunda casa nova, n. 42,
junto das do Sr. llerculano.
NOVO PAO DE PROVENGA.
0*proprielaiioda padaria e pastellaria franec/.a
do Atciio-da-lloa-Vista, n. 50, desejando agradar
cada vez mais aus seus freguzes, resoivcu oll'ere-
ccr-lhcs um pao que se fabriaa em Provcnca por

f\ um process multo dill'ercule do ordinario, e que, ej\
J^ exigiudo fuinlia das melliores qualidades, mere- V
M ce a preferencia do publico pela sua alvura, AA
^ pureza e delicadeza de sua fabricaco.
q S se fario pes de 40, 80 e 160 rs., e ser fcil ^
* conhee-lns pela sua forma oblonga c elegante.
Principia a vender-se lerc.a-feira,25 do coiren-
te julho de 1848.
Na.
._ .nesma casa contina-se tambem a vender
Sfl hnliiilius para cha de todas as qualidades, t lam- j
bem a enfeitar bandejas ricas par.a bailes e sa-
ros. '
Para as pessoas que tencio
lian) seguir viagem.
Na rua do Rangel, n. 9, continuam-se u tirar pas-
saporlcs para dentro e fra do impe.rio, despachajr.-
sb escravos e correm-se follias ludo com brevida-
de e por proco muito e muito conunodo.
Tiram-se passaportcs
para dentro c fra do imperio, com muita brevidade, e
por menos que outra quaiquer pessoa ; assim cins co-
bra-se qualimer divida por porcent igcni, preslando-se
flanea para isto : quem pretender dirija-se ao largo do
Collegio, loja de llvrosdo Sr. Uoiirailo, quesempre acha-
ra a pessoa habilitada para o tlin cima.
Aluga-se o primeiro andar e armazem da rua da
Cruz no Recife, n. 63, proprio para recolher fazendas e
cscriplorio de casa cstrangeira. sendo o armazem todo
I nli iihailn c pintado de novo: no segundo andar da
mesma.
te julho o preto .lo.o, crioulo o qual conduzio d Cca-
r para esta praca o ir. Frcderico Jos Pereira no vapor
Impcratrit chrgado a este porto em 17 de junho pr-
ximo passado ; he alto bastante, fula de 22 a 24 annos ,
sem barba, falla moderada ; levou camisa e calcas de
algodozinhoriscado c suspensorios de lita. Roga-sc
a qualquer pessoa ou capitn de campo que do dito
escravo liver noticia, ou possa encontrar, o prcuda
c leve-o a rua da Cadeia de S.-Antonio, n. 25, que se
gratificar generosa.T.cute.
Precisa-sc de um bom cozinheiro : na rua do Tra-
piche, u. 19.
ASSOC1ACAO' C0MMF.RCIAL.
A mesada direccao faz scicnte aos socios da associa-
\un riinniirrri.il ilrst.i praca que, na qulnla-feira, 3 de
agosto, ha rcunio da assemblageral ao mcio-dia em
ponto, na sala das suas sesses aiim de se preeuchc-
rcm as formalidades maleadas no artigo quinto do ca-
pitulo tereciro dos seus estatutos Joi Vire Ferreira ,
secretario.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da rua das
Trincheiras u. 46 : a tratar no primeiroandar do mes-
mo sobrado.
~ Aluga-se a casa terrea sita na rua de Joao-Maria,
por detrs da rua da Aurora com bastantes coinmodos
para familia : a tratar na rua do Crespo, n. 11.
J. B. da Fonscca Jnior embarca para o Rio-de-Ja-
neiro a sua escrava crioula de nome Francisca, com
urna cria de 6 mezes.
-- Offcrece-se urna parda de bons costumes, com al-
guinas habilidades, para ama de casa ilc um lionicm
soltciro ou de pouca familia : quem de seu prestimo
se quizer utilisar dlrija-se a rua Augusta u. 40.
Quem for dono de um cachorro inglez dirija-se ao
largo do Pilar do lado esquerdo n. 12.
Offerccc-se nina ama para casa de homem solteiro,
para lodo o servico de portas a dentro c que d boas
iiiformacoes de sua conducta: na rua de San-Jos,
n. 42.
__Prctcnde-se negociar o sobrado de um andar n. 4 ,
na rua dos Copiares, pertencente a Jos Goncalvcs da
Silva Bastos: quem se julgar comdlreilo a elle,por qual-
qucr liluloque seja pode a nnunciar por esla fola no
prazo de tres dias, lindos os quaes julgar-se-ha livre e
se effeiluar o negocio.
-'- Olfeecese um rap"az brasileiro de idade de 14-an-
nos para caixeiro de qualquer esubeleclraeoto, oqua
j lem alguma pratica de venda : quem de seu prf*'"n
se quizer utilisar dirija-sc rua Imperial, n. IOd, de
parte do nascente.
.1 i i^Ilt.'+A?
Compras,
Compram-se as Odcs de Horacio traduzidas por
Joaquim Jos da Costa e S Elpino Durienne ou tro-
cani-sc por autores da philosophia moderna como sc-
jam rNicole, Da mi ion Cousin, Leibnitz c outros inul-
tos que na occasiao se mostraro ; os quaes tambem se
troram pelos classicos latinos c francezes; assim como
se vendem os mesmos clasicos latinos a saber : Selec-
ta, Fbulas, Virgilio, Salustio, Tito Livio, diccionario
Magnum Lexicn e tambem de fbulas e de composi-
cao por Fonseca Salustio traduzido ao p da letlra ,
Eutropio latino e'francez e outrus muitos latinos; Te-
lemaco diccionario francez, por Fonseca, etc. : na rua
de S.-Francisco outr'ora Mundo-Novo, n. 66.
Compram-se os6. 9. 'c 10. "volumesdo roman-
ce Conde-do-Monle-Cbristo : paga-se bein : quem
tiver annuncic.
Compra-se un moleque de 14 a 16 annos eujo
valor nao exceda de 400/ rs. : na rua Direita, sobrado
de um andar que faz esquina para a travessa de S.-
Pedro.
Vende-se a venda da rua de S.-Thereza. u. 60. bem
afreguezada para a trra: a tratar na """ T Mu'lp.
-Vende-se a Historia universal pelo rtW^J*
en, ponugue. 10 volumcs encarnados ; G'"B^P?
moderna de Pinkcrtou em francez, coin mappas co
loridos, 2v.: na rua larga do Rozano, n. o. ____
Vende-se urna mulata, muito moca
e de boa figura, engommadeira e costu-
reira ; e um casal com una cria de isa
16 annos: na rua do Crespo, loja n. a A,
se dir quem vende.
No armazem de Francisco Dias Ferreira, no cae* aa
allandega. ha para vender por preco commodo *"""
com l>qa farinjia de mandioca, assim como latas com u
laehiiiha de ararula. .
Na rua das Cruzes, n. 22, segundo andar, venaem-
se6cscravas, sendo: duns lindas pardas de 20 annoi.
que engommam, cosem chao e lavam de sabao ; l mo
lecotes de uacao Angola de 16 a 18 annos proprio
para todo o servijo urna crioula de 26 annos que oo-
zinha, lava e vende na rua; urna negrinba de nacao
Angola de 14 annos que cose chao lava de sabao ,
he reclhida e por isso ptima para andar com crlan-
Vende-se arrovroos em barrls de multo boa
qualidade por preco commodo : na rua da Crus. n. W.
__Ve'tcin-se botoes amarcUos, irnos,
de P. II, ; ditos ordinarios-, ditos para
casacas ; ditos para cavallaria ; ditos pa-
ra infanttria ; ditos para libr de pagens,
brancos e amarellos ; dilospreios de bo-
nitos padr5es ; ditos de vidroj para enfei-
tes de roupas de menino : na loja de qua-
tro portas da rua do Cahug, n. i C do
Duarte
Vende-se a venda n. 5 do largo da ribeira de S.-Jo-
s bem afreguezada tanto para a trra como para o
mallo com os fundos a voniade do comprador : a tra-
tar na mesma venda.
Vendem-se, por preco extremamente mdico 1j
caixas con) a mclhor folha de (landres que aqu tcm
apparecldo : na rua Nova, loja rlefroute da igreja da
Ccnceirno dns iil!it2rffs.
vraria da rua da Cruz, do bairro do
fecife, n. 50.
Acabam de cliegar referida iivraria onde se ven-
dem por preco commodo alguns exemplarcs das obras
seguimes iinprcssas no Rio-de-Janeiro ; Crrela Tcllcs,
doutrinas das accoes ; Carvalho. pruuciras liohas sobre
oprocesso orphanologico ; Gouvcia Piulo tratado so-
bre os testamentos e successes; Gouvcia Pinto, ma-
nual de appellaces e aggravos ; correia Tellcs ma
nuil do tabelliao : todas estas obras accommodadas a
legislac.io brasileira ; Mauual do cidadao brasileiro ;
Ailvogadu do povo ; Constituicao poltica do imperio;
Cdigo criminal ; Digesto brasileiro; Alvar de 10 de
outubro de 1754, seguido de outras disposices relativas
a emolumentos etc. ; Conselhciro fiel do povo ou col-
Iccco de formulas para qualquer pessoa saber regular-
se em seus negocios ; compendio da historia do Brasil ;
Diccionario do bom gosto ; os Dous Renegados ; Paulo e
Virginia UndUsiuta cdlcSo COIW bellas estamp? colo-
ridas ; l'utarco brasileiro ; The.souro de meninos com
estampas ; Livro dos destinos ; Proverbios, Amexins, etc.
da lingoa porlugueza; Hermn! ou a liorna castellana,
por Vctor Hugo ; Manual da sadc ou livro de todos ;
Diccionario de medicina popular. por Chernovls.^etc.
Vendem-se lingoas muito
Grandc-do-Sul i
superiores
na rua da Praia, n. 20.
do Rio-
Vendas.
Vende-se um rico piano vertical de nao vulgar
modelo fabricado pelo melhor autor de Pars o mui-
to afamado Mr. Alfonso Blondelle, construido positiva-
mente para paiz calido e hmido : na rua do Queimado,
n. 32.
Vendem-se 10 escravos de ambos os sexos cores
de bonitas figuras alguns driles com oflicio e de dif-
femntes idades viudos do Aracaty : defronte do Cor-
po-Santo loja de inassamcs, n. SA.
- Vende-se um moleque de 13 a 14 aunos por scu
enhor retirar-sc para fra da provincia : na rua do
Livramcnlo, sobrada n. 1.
Vende-se urna escrava moca, de muito bonita li-
gnra, que cozinha e diario de una casa, lava muito
bem lem principios de engoinmado, c he ptima ven-
dedeira : na rua de Moras n. 9. primeiro andar.
Vcndc-se um relogio de ouro, com corrente de bom
gosto : na rua do Queimado, n. 33
-- Vende-se, ua ruado Queimado, loja n. 46, urna ar-
te latina ; Vollalre ; Gcographia de Gaullier; Telemaco;
Fbulas de La Fuame ; Salustio Potica"; Geruzez;
Arltlimellca de Lacroix ; -Pope ; Fbulas de Phedro ;
Ovidio; Historia amiga ; Magnum Lexicn: tudo em
limito bom estado e por preco commodo.
-Vendem se uns pertences de um armazem de sec-
eos proprins para qualquer principiante, por preco
commodo : ua praya da S.-Cruz n. 8, ou ao p, arma-
zem junto a botica.
Batatas novas.
Vendem-se superiores batatas novas a 1/280 rs. a
canastras : na rua da Cadeia, armazem n. 64.
Vinhos, ago'ardenle, vinhos.
Continuamos a Icr dos nossos varios e bem conheci-
dos c superiores qualidades, do Porto, de Hespanba e
de Franca c alguns vendem-se mais em conta para fe-
char contas; ha em garrafas e cni cascos para servir
todos os bons Ireguezes : na rua do Trapiche, n. 40.
.. vHdc-*e mu escravo da Costa, inda moco e bastan-
te ladino ; una escrava de uaciio, de 40 annos, que sabe
cozinhar, lavar de sabao c varrela, e vender na rua;
dous sellinsnovns, patentes inglezes ; dous ditoa novos,
leitos na ierra, com lodos os pertencer : todos estes ob-
jectos vendem-se por commodo preyo, por seu dono ter
de rclirar-se para fra do imperio : defronle do thcatro
novo, n. 11.
t f VNDESE a mais superior BANHA DE PORCOl
REFINADA que tem viudo a este mercado, por preco
comniodo ; assim como BATATAS em canastras cora
una arroba, ditas avulsas por 1/500, c AZEiTONAS a 900
riscada ancoreta : na rua da Madrc-dc-Deos, n. 31, d
lado da Alfandega.
Vende-se um sobrado de um an-
dar, na ruado Hospicio,junto ao sobra-
do do Leo de Ouro, com bastantes com-
nfodos, quintal e cacimba de ngoa de be-
ber : a tratar com o proprietario, no ines-
mo sobrado.
Vende-se superior cha brasileiro,
na loja de Guerra Silva &C. chegadoa-
gora do Rio-de-Janeiro: na rua Nova,
n. ii.
Vende-se cal virgem de Lisboa chegada ltima-
mente em barris pequeos ; panno de linbo ; coeiros
dealgodao; retroz sortido : tudo do Porto : na ra da
Cruz n 49 a tratar com Mendes i Tarrozo.
Aa loja n. 4, da rua do Crespo ao p
do arco de S. Antonio de Ricardo
Jos de Freitas Ribeiro,
vendem-ke as seguintes fazendas por preco mais cora-
do do que r ni mi ira qualquer por se querer liquidar ,
a saber : chitas de cores fixas e de bons pannos a 120.
140, 160, 180, 200 e 240 rs. o covado e em peca mais
em coma ; corles decassa de cores a2J, 2/500 3/,
3/500, 4/e 5/rs. ; cassa de cores com imano palmo*
de largura a 240 rs. o covado ; pannos tinos de todas
as cores a 3#200 ,3/800 ,4/, 4/500 at 10/ rs. o cova-
do ; lencos de cassa para grvala a 160, 240 e 320 rs;
cortea de colleles de velludo a 2/500 rs ditos de gor-
guro de seda, a 3/OO rs. ; ditos de fustao, a 500 e 800
rs. ; chapeos de massa francezes. a 7/rs. ; portes de
casimira de bonitos padres, a 6/c 7/rs.; pejas de ma-
dapolao fino a 3/200, 3/500 4/ at 6/ rs. ; cortes de
gorguro de algodn ,a 320 rs.; cortes, de caifas da ver-
dadeira pelledodiabo, a 1/280 rs.;brim trancado bran-
co e cor de canna de puro linho a 1^600 rs. a vara ; '
oulras mimas fazendas.
Vende-se um preto de nacao de 35 a 40 annos ,
bom canoeiro cntende de bortalice, c he muito hbil
para todo o servico : na rua Direita, esquiua do becco do
Serigado n. 93, segundo andar.
Vende-se urna preta de nacHo moca, propria
paro todo o senvi^o : na rua da OU'ia do Jtecife, lo- -
ja n. 50.
-- Vendem-se barricas de superior farelo d Lisboa,
a4#000rs.: no armazem que foi do nado Dragues, ao
p do arco da ConceicSo,
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Vende-se urna vendadas principaes que ha, pelo
l)oin local em que se atha e vender tanto para a trra
como para o inatto : vende-se por seu dono querer re-
tirar-sc para Tora do imperio : na ra Augusta, a. i, se
dir qucm vende.
Vende-se a padaria da ra daSemalla-Velha, n. 90,
bemafreguezada : u.' ra Direita, n. 09
i Vendem-sesapatSesdecourode lus-
tro, pelo baratissimo preco de 2,56o rs. ;
ditos de bezerro de sola e vira, a 1,200
rs., e superiores a 1,600 rs. : na ra da
Cadeia do leeie, n. 9.
Lotera do Rio-de'Janeiro.
Aosao:ooos'ooo de rs.
Veodem-se bilhetes c meios ditos da lotera a benefi-
cio da fabrica de papel: na rua daCadeia do Recite, nu-
mero 56.
= Vcndein-e6 duzias de cadeiras com asseato de
palhinha e que sao minio folies todas ou a duzias :
na rua das Trlneheiras, n. 36.
Vendem-se caivetes finos ; te-
souras de unhas e de costura ; ditas de
alfaiates, feitas em Guimaraes ; sacarro-
llias de patente ; campainhas de cores ex-
quisitas ; machinas para illiozes a i,aoo
rs. ; c&sticaesdc vidro a 2,400 rs. o par :
na loja de qnatro portas da rus do Calin-
ga, n. i C* do Duarte.
CHARUTOS,
Os melhorcs que ha no mercado : achant-se a venda na
rua da Cruz no Rccife, armazetn 11. 13.
Vende-se urna bonitapreta de apo, que coiinha ,
ciigomina, faz Uvarinto c he inuit sadia : vende-se
por sua senhora rclirar-se. Esta escrava_ no Rio-de-Ja-
nciro pude dar mullo ganho pela sua figura e labili-
dades : na rua larga do Rozario, n.'35, se dir quem
vende.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
rheo-ada no nllima navio- em harria ne-
quenos, por menos do que em outra qual-
quer parte : na rua do Trapiche, arma-
zetn n I7.
Vende-se a bem acreditada venda da rua do Co-
dorniz n. 9, no Farte-do-Mallos : a tratar na incima
venda Tambem se vende vinho da Hgucira a 1/ rs. a
canad.i e a garrafa a 160 rs ;e outros inultos gneros
por preco coimiiodo para liquidar.
Vendem-se 4 esclavos de iionitas figuras; una pre-
ta de 16 annos, boa costureira e engommadeira e que
lie propria para mucama ; 3ditas com habilidades, sen-
do una dellas qiiitandrira ; um inolequc de 16 anuos ;
una negrhiha de 10a 11 anuos: no pateo da matriz de
5.-Antonio, sobrado n. 4.
Vende-se urna duzia decadelias de palhinha, de
pao d'olco ; urna mesa de ineio de sala de angico, una
lita de amarello para jantar um balcao e tres caixi-
lhos para por amostras : na rua larga do Rozario n. l.
Vende-se nm escravo
bom canoeiro por preco commodo : na rua do Livra-
mento, loja n. 14.
m lindo molecote de nacao, de iH
annos de idade, ptimo cozinhetro e hom
copeiro um dito de idade de 20 annos ;
nm dito ctiotilo, com principio de sapalei-
ro ; duas negras de nieia idale, por pre-
co commodo \ um lindo pardo claro, de
idade de 22 annos, ptimo pagem; um di-
to de 25 annos ; nm dito de tneia idide,
por 25os1ooo rs. ; urna negra que emgom-
ma, cose e cozinha ; urna bonita pardi-
nha ; urna preta" de rneia idade, boa la-
vadelra, tanto de sibao como de varrelia;
urna prela de nacSo Costa, e outros es-
cravos que se mostrarao aos comprado-
res : na rua das Larangciras, n. 14, se*
gundo andar.
A is'000 rs. ,
ancorctas com azeitonas superiores : ven-
dem se no caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco ias Ferreira.
A sublime banha franceza.
Anda existem alguns potes desta sublime banha, con-
tendo cada um 2 libras, por 1/600 rs. : na rua larga do
Rozario, n. 24.
SUPERIOR FAR.EL0, A *,000 rs.'
Vendem-se saccas com farelo fino de Trieste, che-
gado ltimamente, o qual he o inelhur de todos que
aqu tem aportado, por ser o mais nutritivo: em casa
do J. J. Tasso Jnior, rua do Amorim, n. 35.
"f5 '
' ouc70)i op b3jv| en.i eii : 'Ota 'sAoaca SBt||ei.Eu 'vi
-nota) muo.i eqaiq B j.r/.cj e.ieil o isssaoau ,o ipii.n
-lld.i UiaSeA BJBd sin lilu lil si llalli.) SEUBSSajJU so
uupiijA as uiaquiGi: opafqo .mu h|i'nb no epujzej .i.mli
-|enb JBOiiui efo| no np.iaiiiiiio.i op bsbo janb|enli
i li.il ,M.mis- um KIO.l Sl-.ll l((Il'.I S.)(I i| SUX1EO SUI.II.'SS.i.i
-ju otinut se oJjjd oinuiunp )Sj jod as-uiapua \
'SJSf JOJ
Vende-se una ptima inorada de casa* terrea ,
sita na rua Augusta com ma-agoa para a rua do Ale-
crini ; nm terreno junto a dita com alcerces para
duas casas; cento c quarenta palmos de terreno com
cerca de dous mil palmos de rundo, desde a rua do
Alecrimat a beira do rio : tudo por preco inuito com-
modo : a fallar com Joaquim Teixeira I'ciioto na rua
da Concordia, n. 25.
->- Vendem-se aeces da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira limaos & C, rua da Cruz,
n. 9.
Cal virgem de' Lisboa.
Cunta & Amorim, vendem ancoras com 4 arrobas
de cal virgem de superior qualidade, chegada no ul-
timo navio de Lisboa TqrMJo-Ptimtiro por preco mals
commodo do que em outra qualquer parle: na rua da
Cadca doRecife n.50
-Yendeiit-sc, para fechar unta conla 414 inelos de
o' jPOJ preco commodo : na rua dos Tanoelros, n. 5.
N flm di rua da Aurora, n. 4, vende-se um jogo de
tambores antigos agu limes, rodetes duas mciasc.il-
deiras tudo por multo barato preco.
Cera de Lisboa
Na rua da Cruz, n. 6o, vende-se a me-
Ihor cera que ha no mercado, em caixas
de todos os tamanhos, vontade dos com-
pradores, e mais barato que em outra
parte.
Vende-se cal virgem de Lisboa em barrls de 4
arrobas chegada pelo ltimo navio, por preco commo-
do : a tratar com Aimeida & Fonseca na rua do Apollo
s.uoqu.iil .uqos BJ)>0(U a
..iin.i Mi.i-.-111'd mi mi rpn sBocjBd aias apo5ajd ojnu
-nuip u| ni 'sbxii sajoa ap a sapjpBdsooji ap apepi.-i
Bisa b aiaamBuiiiin sBpeSjqa sasuapiiBd sdssbd sbaou
se as-uiapuaA 'r- -u oiuoiuy-'s ap odbob oiuojjuoj
' 'O ^ sspjowwQ zp vlo vu auoo o
sj ttyele n sasutstivdstwosoaousy
Vendem-se caixas para guardar
joias, pelo diminuto preco de 900 rs. : na
!op de quatro portas da rua doCabtig, n.
1 C do Duarte.
Veudc-se mna preta de rneia idade, que Colinda e
Irabalha de enxada : na rua da Uniao, penltima casa.
Vendem-se doze cadeiras de Jacaranda em bom uso
c duas bancas de angico tainbein em bom uso por pre-
co conimudo: rua do Rangel, n. 57.
-- Vendem-se caixas de macarrlo multo bom a '3^000
1: caixa de 25 libras : no arinazem de Francisco Das Fer-
relra.
Vende-se una cxcellente casa terrea na freguezia
da lloa-Visla, com milito bous commodos grande quin-
tal com ni 111 ios .irvoi edos de fructo : na rua que aira-
vessa para a Gloria, casa do lampeao.
AiSBoo rs. a peca.
Na loja de Guimares & C.
que faz esquina para a rua do Collegio n. 5, vendcin-
se pcf as de chitas de 38 covados a 3*800 rs. a poja, de
sofl'rlvel panno e padres agradaveis. Do-se as amos-
Na loja que faz esquina para a na do
Collegio, n. 5,
vende-se princeza larga preta multo superior pelo
barato preco de 1/rs. ocovado luvas brancas finas, de
algodo a 120 rs. o par; alm destas fazendas ha um
coniplelii sortlmento de todas asqualidades de fazendas,
tudo por preco commodo.
Vende-se una escrava de Angola, de 20 annos ,
de boa figura que cngoinma, cose c cozinha na rua
do l'asseio, loja n. 19.
Vende-se manteiga ingleza nova e de primeira
qualidade, a 1/280 rs. a libia : na rua estreta do Ro-
zarlo venda que faz esquina para o pateo do Carino.
Vende-se una escrava de nacito, limito vistosa boa
cozinheira eque cngoihina, lava de sabo e varrclla :
na rua do .*rbo, n. 30.
- Vendem-se os melliores cha-
rutos da Babia que teem chegada
al boje, com a marca T vS B : em
casa de .1. O. Elster, na rua da Ca-
deia-Velba, n. 29.
-- Vende-se a vendadas Cinco-Pontas, n. 21, a ine-
Ihor do bairro de S.-Jos, por ser excellente local,
vender diariamente 20/ rs. a relalho e ter multo bons
commodos para morar familia a dinheiro ou com
desobriga a praca : a tratar na mesilla venda.
Vende-se um relogio de cima de mesa, inuilo rico
e rtiuito bom regulador ; urna espingarda de dous ca-
dos do inelhor autor : na rua do ."-o I, n. 7.
Vende-se, na rua da fraia, n. 37, superior arroz de
casca por commndo prefo.
N pateo do Collegio, primeiro an-
dar, junto da casa amarella ha para vender, pcrlen-
cenle a una senhora que se retira urna boa preta mo-
fa, que cozinha, engomma cosee fazo demais ser-
viro de una casa.
Vende-se Lizia potica, ou collcccao de poesas mo-
dernas, de autores portuguezes publicadas no Rio-de-
JanCiro por Jos Ferreira Monteiro contendo o pri-
meiro volunte 52 nmeros eom 312 paginas ; preco 2/
rs. Reccbein-se assignaturas para o segundo volunte ,
constando lodoo auno de 48 dividido ciu 52 nmeros :
na rua da Cadca do Rccife loja de Joao da Cu;ha Ma-
galhaes aonde j se encontraro os ns. 1 a 9. Na mes-
illa loja se coutinuain a receber assignaturas para a
Chronica-lUcria, jornal de instruc(5o e recrelo por
prejo de 0/ rs. por anno por52 nmeros.
Vendem-se fazendas muito baratas nos
Qnatro Cantos da rua do Queiiuado,
loja n. 20, de Teixeira Bastos & Jr-
i)i o ,
como sejam i castores encorpados para cairas, a 200 rs.
ocovado ; lencos brancosde casa comrisca em volla ,
a 200 rs. ; cortes de cambraa pintada para vestidos
fazenda lixa a 2^400 rs. ditos com alguin mofo a 2/
rs.; cassa chita fina e muito larga a 200 rs. o covado ;
dita superior, a 400 rs.; riscados largos em cassa com
algum mofo a 200 rs. chitas brancas de flores a 120
rs. ; ditas escuras, a 160,200 e 240 rs. o covado ; meias
para menina a 80 e 160 rs. o par ; ditas para meninas ,
a 320 rs. ; ditas para senhora de 400 a 560 rs. o par;
lencos ile seda preta para grvala a 1/280 rs. ; ditos de
cores em setini para gravata, a 1/600 rs.; ditos de fran-
ja para senhora a 2|5C0 rs.; luvas pretas bordadas a
800 rs. o par ; camisolas de nteia americanas, multo
boas a 1/600 rs ; e outras multas fazendas por pre-
co commodo.
Vendem-se pautas das alfandegas do Imperio do
Brasil iinprcssas no Rio-dc-Janciro : na rua da Crui ,
n. 20.
Vendem-se jogos de bancas de amarello; lavatorio
dedilo: udonovo e bem feltJ : na rua da Cadeia de
S.-Antonio n. 21.
~ Na rua da Florentina n. 16, defronte da cocheira,
vemle-.se um escravo, bom trabalhador de enxada c ma-
chado proprio para sitio ou engenho e que he ga-
nhador de rua nesta praca que da 560 rs. diarios e
tcm ptima conducta : vende-se para um pagamento.
^5 #u omc70)i op bSjbi bim bu : opom
-moa o5..id jod 'soi.iafqo si.imm sojino a sajn; 3 soaui
' SI'HI .ip s.l|)i:p!|i:nl) 88 SBpol illllu.) lll.ll| .ll.'p.mq ,1 j.is
-oa BJd onuui!i.ios o opoi uioa sc.n.ii jlm uta uiaquiBi
i SIU3UBJJ suuu sci||ntc sei|3pepjaA su .is-iu>puj\
VENDKM-STE
colleccoes de vistas'dc Per-
nambuco ,
sendo as da ponleda Boa-Vista,ponto do Itecife.Bom-
Jesus, Olinda, Poco-da-Panolla e Cachang, feitas ao
heneficio da sociedade da Hencficencia allemfia e
suissa : no arniaiem doKalkmann& Rosenmund I
no hotel Pistor, naslojasdosSrs. Luiz Antonio Si-
qiiira ,daSnra. viuva Cardozo Ayres .& Filhos, na
rua da Cadeia do Recife; as lojas dos Sis. Santos
Veves << Guimarflea, na rua do Crespo ; do Sr. ios
de AlenquerSimOes do Amaral, na rua Nova ; e do
Sr. I. Chardon no Aterro-da-lloa-Vista.
Cheguem,freguezesta leja nova do Pas-
seio-Publico, n. 5,
parede e rneia da fabrica de chapeos de sol, de urna l
porta vendem-sc chitas escuras a 120,140, 160 e 180
rs. o covado,e a 4500,5/, 6#e6/500 a peca ; cortes de
calcas a 1/ rs. ; pe le do diabo, a 200 rs. o covado ; ma-
dapoln a 3,200 e 3/800 rs. multo fino, a 4/200 rs.,
de patente, a 4/800 e 5/200 rs. a prca i cortes de cassa a
2/, ?/J40,2500 e3# rs. ; chapeos de sol, de seda preta
de armacao de ac a 5/500 rs ; e outras umitas fazen-
das por preco commodo. .
Vendem-se e alugam-se as verda-
deiras bichas hamburguesas, por preco
mais commodo que etn parte alguma, e
tambem se as vo applicar a qualquer ho-
ra do dia ou da noite, para maior com-
modidade dos pretendentes : no antigo
deposito do Joaquim Antonio Gsrneiro-
rua da Cruz, h. 43.
Vendem-se saccas com nilho a 4/ rs. ; meias de
seda para homcm pretas e de cores a 1/ rs. o pa.i ;
luvas para senhora das irtcsinas cores a640 rs. o par:
na rua da Cadeia de S.-Antonio, armazem n. 21.
Vendem-se ancoretas com azeitonas, a relalho : na
rua da Madre-de-Deos. armazem n. 26, e a tratar na rua
da Cadeia do Rccife loja deferragens n. 44.
\o armazem da rua Nova, n. 67, icha-sc um
grande sorlimonto de movis, consislindo em um
grnnde .aoilimento de cadeiras do palhinha bem
construidas a duzia a 24/, 30/, 45/ 50jf, 72/e 84/ ;
sophs, lauto do oleo como de Jacaranda ; bancas;
camas; mesas; espelhos; estajos para navulhas;
ricas carteirns para viagem ; e outros mu i Los objec-
tos: ludo por prego muito commodo, que a vista
do comprador se fura patente.
uiiluuihS pura costura.
No Atetro-da-Boa-Vista, loja n. 78,
vendem-se estes balaios por 56o, 1,000 e
1,380 rs : sao to lindos, que quem os vir
nao deixara de os comprar.
Vendent-seSescravos, sendo : um preto de narao ,
bom ganhador de rua c que he proprio para armazem
de assucar ; um molecote de 20 anuos com principios de
alfaiate; una cabra que vende na rua e faz todo o ar-
lanjodc una casa de familia da qual se alianca a con-
ducta ; um i mi la i i o lio de 11 anuos ; urna negrnha de
13 a 1-i anuos que cose, fazlavarinlo e todo o mais ar-
ranjo de una casa, e he recolhida : no pateo, da S.-
Cruz, n. 14, se dir quem vende.
= Vende-se una eserava de 18 annos de bonita fi-
gura e de bonscostumrs e que serve bem a urna casa,
por ter sido educada por urna senhora ngleza a qual
tambem falla ingle/., cose cozinha, cngomiita e lava:
na rua do l.ivratnetito a. 36.
No S.lcrro-da-Boa-Vhta, loja n. 78,
vendem-se bahus propros para guardar roupa de
enanca c para costura, de 1/ a 2/500 rs. ; bonetes de
varias qualidades, para meninos a 800 rs. ; ainda res-
tam alguns bonetes de marroquim de muito bom gos-
to ; bonetes de riscado, a 320 rs.; sapatos de lustro e de
marroquim, tanto para homem como para meninos.
Duas grandes vistas de Pernambuco,
proprias para ornament de sala em fumo e coloridas ,
unta tomada do forte do Brum c a oulra da ladeira da
Misericordia, em Olinda muito bem acabadas e fei-
tas igualmente a beneficio da sociedade da lleneficien-
ci.i -niemai e Suissa: estilo a venda no armazem de
Kalkmann Si Rosenmund, rua da Crua, n. 10.
Vendem-se ptimos presuntas para fiambre, chega-
dos ltimamente : no armazem de Kalkmann & Ro-
enmund, rua da Crui, D. 10.
Colla da Babia,
de primeira qualidade : na rua da Cadeia do Recife, n.
44, por preco coininodo.
Vende-se unta flauta preta, com 4 chaves ; um me-
tliodo por Devienne tudo em bom estado e por bara-
to preco : no pateo do Carino n. 17.
Vendem-se ricos capachos redondos e coinpridos ;
ricos chapeos enfeitados para baptisado de meninos;
muro de lustre francez, muio bino ; navalhas iuglesus,
muito finas e j escolhidas, das quaes se garante a qua-
lidade ; caivetes de urna a tres folbas multo finos, por
preco commodo; ditos de unta folha, a 200, 240 e 320
rs. : na ruado Queimado, n. 24, c no Livrainento, n. 52,
ao pe do nicho.
ob Vendem-sc 15 escravos, sendo : 8 motrques de na-
cao, de l4 a 20annos de bonitas figuras, c sem vicios ;
um cabrinha e um mulatinho de i4 a 18 annos, pti-
mos para pagens ; um prclo de niela idade ptimo para
sitio por preco muito em conta ; 4 pretas sendo una
ilellas pcrfeila engommadeira, costureira e coziuheira ;
una dita de 13anuos, muito linda, he recolhida e tcm
principios de habilidades; 2 ditas de nacao, ptimas pa-
ra lodo o servico de casa c campo: na ruadoVigario ,
n 24, se dir quem vende. ,
Vende-sc cerveja hamburgueza ,
bocea de prata, em birncas e cestos : v-
hno de Gart, Xeres e Porto, em caixas
de urna duzia cada urna ; e Ghampanha
da verdadira marca Cometa, ltima-
mente chegada : na rua da Cruz, n. 17,
armazem de G. J. Astley-
sios apreciadores da boa pitada,
Vende-se, em Pedras-de-Fogo as lojas do Sr. Joa-
quim da Franca Cmara excellente e multo superior
rape grosso c meio-grutio da fabrica de Estevao Gas.se,
dq Rio-de-Janeiro : seu preco he o mais commodo pos-
sivel por se receber directamente do deposito gcral
do Recife.
-Vende-se unta cadeirade arruar muito rica e qua-
si nova ; um palanquim da liahia j usado ; raixilhns-
dc janellas de peitorit de amarello superior c feitos ha
anuos, do^tamanho exigido as posturas municipaes ;
encerados "novos ; pregos gelozia; temes para caixi-
I ti ns; pedias de aliar, do Porto ; papel para copia de car-
tas por machina ; e diversas outras fazendas para liqui-
dar : na rua do Amortin n 15.
Na rua de dgoas-Verdes n. 4 6,
vende-se urna linda e honesta mulatinha de 10 annos ,
excedente mucama cujas habilidades se faino ver ao
comprador ; 2 bonitos inoleques de nacao, de 15a 16an-
nos; duas boas eseravas para todo o servico ; e outros
escravos que se farao ver ao comprador, osquacs ae ven-
dem por necessidade.
= Vende-se mu selllm ingle/, em mel uso ; um (lan-
dres e medidas para vender aieite de carrapato ; urna
pipa arqueada de ferro inulto boa : na rua de S.-Fran-
cisco, venda n. 68. j
Vendc-sc urna porcao de couros salgados, por pie.
co barato ,por serenproprios para fazer colla: no ar-
mazem de Manorl Jos dos Santo* na rua dos Tanoei-
ros, ou na rua da Crut, n. 10.
= Vendein-se duas violas franceas com o eu com-
petente methodo de Caruli: tudo com pouco us por
preco commodo : na rua Nova, n. 35.
Escravos Fgidos:
Ausentou-se, na noite do dia 8 de novembro de
1847, o escravo Herculano, de cor fula que parece ca-
bra cabrea pequea cabello ralo olhos pequeos
grosso do corpo pouca barba estatura regular; teut
urna cicatriz no hombro esquerdo que pode ter 3 a
4 pollegadas de compriinento; costuma einbebedar-se
e ueste estado se intitula por Herculano Jos dos San-
tos Tranca-Rua : quem o pegar leve-o a cidade de Olin-
da, na rua da Boa-Hora, a seu senhor, Jos Ferreira
Marinho que gratificar generosamente.
- Nuno Alaria de Selxas recompensar com cem mil
ris, por cada um, a quem Ihe aprsenlar ou indicar o
lugar em que est qualquer dos escravos abalxo de-
clarados de sua propriedade podendo-se dirigir rua
do Amorim n. 15.
Paulo, Mor ambique com os signaes de sua nacao,
baixo, gordo, retinto; lie canoeiro ; tcm os denles li-
mados e alvos e que oulr'ora fui escravo de Roben
Pelly, e ullimamenie de Jos Marques Vianna, em cuja
nao o couiprou e est fgido desde 1836.
Paulino, Calabar, baixo, olhos espantados e esbuga-
Ihados fulo, dentcs agudos, representa ter 40 annos ;
Toi escravo de um padre, no Rio-Grande-do-Norte o
qual lli'n venden por seu procurador Tboinaz Antonio
Lobo, e est fgido desde 1838.
Mathrus, Angola, alio, magro, rendido das verllhas o
qual velo do Marauhao para ser vendido pelo anuu'n-
ciante ; fugio em junlto de 1830, do sitio do Cordciro
na Casa-Forte c sabio com uina crreme nop, mas
he natural que a tirasse : he a terceira vez que foge o
tem sido sempre agarrado longc da praca.
Augusto, Mocambique, alto, gordo, sem barba com
mu no peito direito ou esquerdo pernas grossas he
canoeiro ; fuglo em 28 de junho de 183(1.
Manoel, de nacao Augola moleque de 18 annos, ma-
gro, cor fula ; levou camisa e ceroulas de algodao de
Minas ; quando falla ou responde parece espantado -
fugio em 10 de oulubro de 1840 e suppoe-se ter ido em
algum coinboy para o centro desta provincia.
Sergio de A'ngola, de 14 annos, baixo, grosso do coi-
po, fulo ; levou camisa e ceroulas de algodao de Minas;
he ladino e muito pronostico ; fugio segunda-feira na
noite do dia 17 de malo de 1841 ; tem sido encontrado
no Chora-Menino, Magdalena e Fra-de-Pnrtas ; o qual
olha vesgo de um olho
Hvpolito, tambem Angola, baixo, de 11 a 12 annos,
muito esperto falla correntcmeute parecendo n ion-
io ; levou ceroulas de algodu de Minar: sem signal de
nacao retinto da cor, com o rosto c denles coinpridos ;
desappareceu sabbado noite, 5 de junho do ^iicsmn
anno de 1841, na occasio cm que iaparao sitio, c jul-
ga-se ter sido desencaminhado por seductores.
Victorf mas d pelonome dcSarnento) de naco An-
gola de 15a 16 annos ; levou camisa c calcas curtas de
algodao .de Miuas ; nao tem signal de nacao embi-
gudo ; tem os ps grandes e as pernas algum tanto zum-
bas; fugio no trajelo do Recife para o sitio da I asa-For-
te na noite de 10 de srtuibro das 7 horas e rneia em
diante, levando um bolijaode oleo de buhara ; suppe-
se ter sido sedmido como j frain outros. '
Tito.doAngola.de ni a 20 annos, rosto Uso e sem
barba estatura regular pernas um pouco tortas, ps
chatos e curtos : he pintor c bolieiro mullo ladino c
falla com lilemente o portuguez : fugio em abril de
1842 ; suppe-se que esteja Irabalhando de pintor por
ter em o anno de 1839 fito igual fuga Irabalhando por
este offtcio em Olinda como forro.
O escravo Joao, de nacao Angola, de 30 annos pou-
co mais ou menos, de estatura baixa rosto descarnado
olhos abotoados na llor do rosto ; tcm pouca barba e
nm dente de um dos lados quebrado ; tem no bombn
direito alguns cortes de chicote, e uina cicatriz na na-
dega do mesmo Ldo que diz o dito escravo ter sido
una empingem, porcm bem parece ter sido de algum
castigo ; costuma nao separar-sede unta bolea de cuino
a macollo, e as ve/es por baixo da camisa ; levou cha-
peo de couro surro e na rupa urna camisa de linho-
chadre que muilns chainan chita ; foi comprado a
9 de junho prximo passado a Pedro Antonio Catlisnle
S.-Pedro morador na fazenda Cachoeirinha districlo
de Agoas-Bellas e fugio a 3 -de corrcnle julho tudo
no andante anno de I.S-8 : quem o pegar leve-o a casa de
seu senhor o capitao Joaqun! de Fara Lobo Labasal,
em Coruripe ou em Maceem casa de Jacasein, Bar-
boza t Conipanhla, ou cm Pernaurhuco em casa de
Amorim Iriuos que recompensaro.
Kugo, no dia 2 de junho do corrente a negrinha
Jacnllta, crioula de 12-para 13 annos, bem preiinha ,
(un unta grande marca que parece queimadura de um
lado dacabeca ao p a seu senhor ; no armazem do deposito de azeile da I-
luminacao publica na rua de S.-Amaro que ser bem
pago : tambem se pagar a quem dr noticia ccrla
dadila negrinha.
Fugio. no dia 22 do correte noite do Hospicio,
um preto baixo, muito retinto com urna niatha branca
no calcanhar do p esqueVdo.e as cosas untas marcas
de sua trra ; he de Loanda, mas veio pequeo por I*.
SO quer passar por i rioiilu l:e ineio rapadlo ; lie
(illici.11 de sapateiro; veio do Maralio no penltimo
vapor Imperalriz mas foi criado nesta cidade : quein o
pegar leve-o a rua do Hospicio, n. 4, ou na alfandega a
Arcltio Fortunato da Silva.
D.io-se 50/a 100 rs. a quem pegar os escravos:
Severiuo, de Angola, de 30 a 40annos de estatura or-
dinaria sem dentcs na frente, falla um pouco tato ;
(em ii ni otlio ii ni pouco grosso ; he bom canoeiro:
Sabino, de nacao Congo de vinlc e tantos annos, bai-
lo e grosso, falla muito apressada e he muito vivo,
julga-se tercm ambus ido para as partes de Porto-Cali m
Miguel, cabra, de vinlc e tantos anuos, sem barba;
baixo e grosso rosto secco, j foi de Alaga-do-Carro ,
do Sr. Itorborema; julga-se ter ido para o lugar de seu
nascimento. Qucm os pegar leve-os ao Sr. Antonio Lins
Caldas no edgeiiho Dous-lrmos cm Apipucos.
Fugio, no dia 23 do corrente do sitio llha-do-
Reliro. o preto l.ui/., de uaen Mocambique, do
cor preta alto, cheio do corpo ; temo dedo mni-
mo da mia esquerdu cortado pelo meio e uns ca-
louibus pelos |icitos; representa 50 annos pouco
mais ou menos ; levou-camisa de algodilo azul ce-
roulas de algodflozinho o chupo de palha ; quan-
do anda he meio corcovado : quem o pegar leve-o
a rua do Livramcnto, n. 35, que ser generosa-
mente recompensado.
Fugio, no dia 24 do torrente", da cidade de Olinda,
um escravo criuulo de nome Ignacio de cor fula, es-
tatura menor que regular, cheio do corpo pernas cur-
tas e um tan lo arqueadas; levou caifa e camisa blancas,
e bonete ; veio do Cear~, e foi comprado nesia praca ao
Sr. negocian.c Francisco Joaquim Cardozo ha 5 istezes:
quem o pegar leve-o a cidade de Olinda sobrado jumo
a ladeira da S ou no Recife, ao hospital do Paraizo ou
a rua estrena do Rozario, n. 43, que ser bem recom-
pensado.
Fugio no dia 21 de. dezembro prximo passado ,
o pardo Jacob, de 18 anuos, secco do corpa, cabellos es-
lirados ; tem falta de um dente na frente, algnuias mar-
cas de bexigas c um pequeo lalbo na maca do rosto :
o mais vislvel signal he ter a marca de um caustico as
costas : quem o pegar, ou do mesiTiu der noticia, dln-
ja-sc a rua Nova loja de Jos Lniz.Pereira. ___
l'.UN. : NA TVP. SEM. F. DE FARA .


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