Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09779


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Full Text
Anno XXIV.

Sabbado 99
'O D/4 7170 publlca-se todos os das que nao
forero de.guarda: o preco d i asignatura he
de 4/000 rs. por quartcl, pagan adiantaioi. Os
annuncios dos assignanles sao inseridos
.raso de 20 rs. por linia, 40 rs. cm typo dif-
ireme, easrepellccs pela mctade. Os nao
as9ignantes pagarn 80 rs. por linliac IfiO rs.
em typo difireme, por cada publicaco.
PHASES DA LUA NO HEZ DE- JULHO.
Crescenle, a 8, s 7 horas e II min. da manh.
La dicta, a 16, s 7 horas e 2 min. da manh.
Mnqounte, a23, s 9 horas c 50 min. da manh.
I.ua nova, a 30, s 5 horas e 0 min. da manh.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna eParahiba, s segs. e sextas-feiras.
Rio-G.-lio-Norte, quiulas-feiras ao mcio-dia.
Cabo, Serinhem.ftio-Formoso, Porto-Calvo
e Macci, no 1., all e 21 de cada mcz.
Gtranhuns e Bonito, a 8 c 23.
Boa-Vista o Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas-feiras.
Olinda, todos osdias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, s 3 horas e 42 minutos da manha.
Segunda, s 4 horas e 6 minutos da tarde.
de .Fulho de 1848.
N. 1*6.
DAS DA SE ANA.
24 Secunda. S. Christina. Aud. do I. dos or-
phaos, do J rio eiv. < do J, M. da 2. v.
25 Terca. **. S. Tiago
2( Quarta. S. Synfronio. Aud. do J. do c.
da 2. v. e do J.de paz do 2 dist. de t.
27 Quinta. S. Pantaleo. Aud. do J. dosor-
ph.e do J. M. da I. v.
28 Sexta. S. Innoceucio. Aud. doj. do civ.
e do J. de paz do 1 dist. de t.
29 Sabbado. S. Martha.
30 Domingo. S. Auna mi da mi de Dos,
CAMBIOS NO DA 28 DE JULHO.
Sobre Londres a 25 d. por 11 rs. a 60 dias.
Pars a 345 e 350 rs. por franco. Nora.
Lisboa 112 por ccnto.de premio.
Dse, de lett. de boas firmas a 1 'A X a o mes.
Accesda comp. de Heberlbe, ,.?.
Ouro.-Oncas l.cspanholas 31/0 00 a J"/5b0
Modas d 6/400 v. 17/200 a 17/400
. de 6/400 n. 10/500 a lb/BOO
.de 4/U00... 9/500 a 0/70O
PrataPatacdes brasileiros 2ffii0 a 2*040
Pesos columnarios. 2/020 a 2/JMO
. k Ditos mexicanos..... 1/850 a 1/900
Miuda.................. 1/920 a I/)
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
38. SESSlO OROIWABtA, EM 2* DE JULHO
DE 1848.
MESIDENCIA DO SR. DR. TRICO DE LOL'REJRO,
CONTINUABA PELO SR. VICARIO AZCVEDO.
(ConiBuafo rfo numero anccediil.)
Primeira discussao do projeclo n. 31 que reforma a
...thesouraria das rendas provinciaes.
*' Ilavendo outro projrcto idntico, sao ambos declara-
dos em discussao, para se decidir, na forma do regimen-
t, acerca da preferencia.
O ir. aurrnlino : Sr. presidente, nao he a hypocri-
sia, nao he urna modestia arreciada que me arranca a con-
lisian de que eu sejatalvez rnenos iabiiau'uciian-
-tosaqul nos adiamos para fallar sobre a materia em
' discussao.
Af tufos Srs. Depulados: Nao apoiado, nao apoiado.
O Sr. Laurenlino: Agradeco a benignidade dos ineus
nobres collega!.
He m, Sr. presidente a intima convlccao em qde es-
tou de mlnha Inopia de conheclmentos sobre a materia,
tanto que, conliecendo o grande mal que sollreinos, nao
me atrev a indicar urna medida quenroduza algum nic-
Ihoramento: minha raso, porm, Sr. presidente, nao
he lo obtusa, que me prive de fazer um julzo sobre as
produeceados outros.
Um facto eslrondoso, Sr. presidente, acaba de succe-
dernanossa provincia: apparece na thesouraria provin-
cial um desfalque enorme ; numerosas lettras falsas
inundara a piara, c gyram cm cireulaco; quebrara al-
guna individuos; ficain outros quasi de todo arruinados ;
perde a thesouraria o crdito; parausa o commercio ;
desapreciam-se os gneros; dmiuuc a recelta publica,;
acha-sc o corpo legislativo emharacado, fallando-lhc
um fundo monetario que Ihe sirva de base pera formular
a le do orcaineiito, e apsesidencia tem de lutar coin
difficuldades immensas para preencher as obrigacea a
seu cargo ; emfim he geral o desgosto.....
O Sr. Cunha Machado: Houve um roubo.
0 Sr. Laurenttno : ......desgosto que se l nos sem-
blantes de todos os Interessados no bem publico.
le oestas circunstancias, Sr. presidente, que alguns
de ineus nobres collcgas e amigos se propcm a apre-
sentar uina medida legislativa para reforma daquclla
reparticao, e neste sentido mandam mesa simultnea-
mente dous projectos cuja preferencia se discute agora.
Senhores, nao posso desconhcccr que o patriotismo de
ineus nobres collcgas fol quein os inoveu a dar este pas-
so, nem posso deixar de louvar os seus bons descjns:
mas, Sr. presidente, satisfar algum destes projectos as
louvaveis intciices de seu autor/ Oferece algum dcl-
les, e anda anillos juntos nina medida que se possa d-
zrr reformadora? Creio que nao.
Examinemos, Si. presidente, o que dlp> "i dos pro-
jeitos no seu primeiro artigo. Diz elle ; A thesouraria
das rendas provinciaes lica redutida a una contadorla
e thesouraria provincial, composta dos seguintes cm-
pregados: um conlador coin as attribuices de inspec-
tor; um procurador-fiscal, um thesourero das rendas
provinciaes, um fiel do thesourciro, dous primciios es-
ripturai'ios, dous segundos, um porteiro e um con-
tinuo.
Ora, aqui tcm V. Ex. a mesma actual thesouraria com
u's mismos empregados, com as mestrtus attribnlves. e
lmente com o nomo, do inspector trocado pelo de con
tador. Confronti'ino-locom o outro. Diz este cm seu pri-
meiro artigo :
Fica extncta a thesouraria provincial e creada em
senlugar urna nova reparticao que se denominar admi-
nistrado das rendas e despezas provinciaes.
Art. 2." Esta administraco ter as mesillas allribui-
ces que actual mente tcm a thesouraria proviuciaj.
Art. 3." Os empregados da administrado, que serao
de Hornearn do presidente da provincia, sao: um admi-
nistrador, n ni contador, um tiiesoureiro, um Hel, um
procurador-fiscal, e os que o presidente da provincia
julgar neccsarios para o regular dcsenipenlio do servi-
90 da mesma administraco. n
Aqui teiu V. Exc. a uicsiuissima cousado outro projec-
lo : he a conservaeo da mesma reparticao, tos inesinos
empregados, e com as mcsinas attribuices, s coin o
nome do inspector mudado no de administrador. Ser,
porventura, esta a medida salvadora de que necessita a
provincia ? A reparticao da thesouraria provincial, Se-
nhores, est creada pelo inesuio methodo da thesoura-
ria geral, com os mesnios empregados, guardada a re-
g 1 de proporco, com as inestnas allribuices que a-
quclla; appareceu una prevaricaco, remedia-sc aos
males provenientes della mudando-se o nome da repar-
ticao c de seg chefe ? Nunca meconstou, Sr. presiden-
te, que reparticao alguma financeira fsse roubada pelo
nonic de seus empregados : a prevaricaco, .'cuhores,
est nos homens e nao tos nomes : portanto at aqui
nao vejo nem sombra de reforma. O primeiro projeclo.
cin seu lerceiro artigo, limita-se a reduzir os ordenados
dos empregados : esta redueco tem alguma cousa de
impoltica, e de anti-economica. lie impoltica; Seoho-
res, porque lira aos empregados de certa ordein os
meios de tratarte com a decencia devida ao lugar que
oceupain na sociedade ; prlva-os de apresentareui aquel-
la importancia que attrahe o respeito devido mesma
lepanieao einque servem ;' e he anti-economica, por-
que um impregado, cujo ordenado lhe nao chega para
passar, einquaiilo all se acha tem os cuidados empre-
gados nos meios de que ha de laucar nio para levar o
|>n bocea de seus rlllios ; desvia dalli o desvelo que
all devia por ; e se algum amigo o adtcrle alguma vez
de suai omsses, elle nao vacillar em responder : O
queme impoita? Oque me pdem fazer/ Tirar-mc o
lugar ? Pnuca peca me faiem. > Nao he assiin o empre-
ado que cunta coin 11111 ordenado com o qual occorre
as suas precisdes 1 serve com gosto, desvela-sc, c em-
prega todo o cuidado, para que o 11.10 venha a perder :
e bem v V. Exc. que nisto ganha o servico publico. Se-
nliores, nunca pude adraittir como nielo de. ser bem ser-
vido o pagar mal M quem me serve. Portanto este pro-
jeclo aluda nada melhora as circunstancias criticas da
provincia.
O outro expriiue-se assiin :
Art. 4. O presidente da provincia marcar o orde-
nado que dever vencer annualmcntc cada unidos em-
pregados, e estabelecer as diversas classet e categoras
que devem distinguiros afaiercs e atti ilniicues dos ein-
gados de que lala cm ultimo lugar o artigo precedente..
Este artigo, Sr. presidente, encerra nina invaso ao
pod trahe odiosidades presidencia : quando S. Exc. mar-
car esses ordenados, se filrcm pingues, os seus zoilos,
que elle os ha de ter por frca, gritaro logo : He um
prodigo, quer ser generoso, quer fazer clientella cus-
a da fazenda publica. Se' freni parcos, dirao tam-
lii'iu : He um mesquinho, quer que srvam emprega-
dos a tusto. > Sabe a casa que he predicado do poder
legislativo crear os lugares e marcar os ordenados ; he
regala do governo escolher os cidados e prov-los nos
lugares : para que Invenios nos fazer confusftes ? E
alnr disto, Senhores, nos temos de fazer a lei do orca-
mento, c nesta iei inarcam-se as cifras para todas as re-
partieres, designndose o quantitalivo correspondente
ao venciinenlo de todos os empregados : coran se pode-
rn marcar quantas para os empregados daquella re-
partlea teqi se saber de quanto serao ? Vamos adante.
Art. 5. Os empregados da thesouraria provincial,
que-tivercm as qualidades e habilita(es precisas, serao
noineados para os empregos da administraco, ficando
aposentados, com o ordenado proporcional ao lempo de
servico exigido na lei de 4 de malo de 1840, aquellesdos
mesuios empregados que nao frein iiovamcntc empre-
gados, e que estlvercm isentos de qiialqucr iinputacc
criminosa pelos acontecimeutos ltimos da mesma the-
souraria.
No primeiro periodo deste artigo piefcrera-se para a
nova ailiufliislracao os empregados da thesouraria pro-
vincial que liverem as precisas habililaedes, c 110 segun-
do pcruiltic-sc que sejam aposentados os que nao frein
empregados, e que estivereni sentos de qualquer 111-
piltncao ; o c|ue dcstroe a preferencia que cima se
lies d.
Art. 6." Os empregados da thesouraria, que frein
empregados na administraco. contaro a antiguidade
de servico queja liverem, e lican isenlosde pagareni
novos c velhos dlrelos pelo novo provimento.
Nao posso, meus Senhores, cumpreliender como he
que se descinpregan homens de urna rcparti(o para se
un..... ni a empregar na mesma, smentc porque se
inudou u nome reparticao emqueserviain. Como obri-
ga-los a tirar uui novo provimento, lerando-sc Ihes em
emita os 1 linos que serviram com o antigo, continuan-
do a servir o inesmo emprgn, na misma reparticao,
com as ncMiias altribuices, a mesma responsabilidade,
einfini em ludo e por ludo o mesmo ? Senhores, ou os
empregados da thesouraria se ho de mostrar isentos
de criinc, ou criminosos : se criminosas, ipso fncto eslo
dendalos j ese iniocculcs, oque temos nos a fazer
comellcs?....
O Sr. ioi Pedro : E o nobre deputado nao enxerga
um termo medio eptre csses dous exiremos ? Veja o ar-
tigo que ha de achar
O Sr. I.aurentino (depois de liaver lido o artigo),:
Nao vejo termo uidio vejo que se isenta do pagamen-
to dos di re i tos eses empregados que passarem para a
nova reparticao ; vejo que s pdem passar para a nova
reparticao os que estlverein isentos de impntacoes, "e
vejo qufc, neste caso de Ilesa honra, nem dcvcn ser de-
mlttiilos, ni m aposentados, iicui Coreados a tirar um no-
vo titulo : ao menos nao vejo as bases sobre que tal dls-
pnsiean se deve firmar.
No artigo 15 diz o projeclo :
Para boa execuco desta lei, o presidente da provin-
cia dar uni regulainenlo em que providenciar a res-
peito das diversos lucios para com seguranca levar a ef-
feilo a cobranca da renda publica, e seu empregoao ser-
vico publico. .
Isto seria um dos arligos do sen regiment ; nao era
preciso legislarse aqui.....
O Sr. Jos Pedro :J acha alguma cousa de utili-
dad,-:
O Sr. Laurenlino : Oh.' Essa que acho he quasi nada,
por que j est subentendido que o presidente ha de dar
um regiment.
II Sr. Jos Pedro : Isto he o tudo do projeclo ?
O Sr. Laurenlino : --- Diz 111 ais no artigo lo :
i, A adiiiinislrauo se regular pela mesma legislaco
porque se regula actualmente a theaouraria provincial,
ficando revogadas as disposicea cuadrarlas a esta le.
Ora, aqui lem V. Exc. tudo quaiHO aepresenta entre
os dous projectos cora vistas de reformar a thesouraria,
e oceorrer ao apuro em que se acha a provincia. Nao
iramos, Senhores, representar um papel inulto trate
quando o publico, ancioso por ver um acto legislativo
que restabelecn o crdito IhcsourSHa, que anime o
commei'cio, que, quando 11R0 imposibilite, ao menos
dillicullc o tornar aappareccr urna fraudo igual que
acaba de acontecer, que facilit ao governo a preencher
os deveres a seu cargo, viesse a cncontrar-se com urna
le cujas providencias todas limitain-aeevmudar o no-
me da thesouraria para conladoria, ou administraco, e
o do inspector para contador, ou administrador ? Nao
sera um verdadeiro moni parlmicn ridieulum mus ?
He por islo, Sr. presidente, que, lendo cu de decidir-
me pela preferencia de um dos dous projectos, e vendo
que ueiihuin dos dous, nem ambos preeuchem as vistas
de seus nobres autores, e nem Irazcm provincia bene-
ficio de qaldade algum, requero que ambos elles se-
jam remetlidos a una coiuiuissu, para a vista delles,
da leifluc creou a reparticao, do rcgulaiuento que lhe
(01 dado, c do regulameoto "da thesouraria geral, formu-
le outro que d melhor andamento aquella reparticao, e
lhe restabeca o crdito. Neste sentido ivandarei uin re-
i|U,'l imentu a mesa.
t.'m Sr. Heputado : J est na mesa um iequerimcii-
tn nesse sentido.
O Sr. Lanrenlino : llein : eutao tenho concluido.
Vai mesa e he apoiado.o seguintp reqiieriuiento :
Requeiro que os projectos ns. 31 e 33 vo couiuiit-
saode faienda edr, amento para sobre elles apresentar,
coin a maior urgeucia, um novo projeclo, serviudo se
delles como entender. Xavier Lopes.
O Sr. Jos Pedro Creio que a discusso do reque-
rimeuto nao prejudica a discussao de preferencia dos
projectos, porque esta discussao pode esclarecer a casa
para votar ou deixar de volar pelo requeriiuenlo......
USr. Presidente : A discussao he conjuntaiiiento.
O Sr". Jos P^dro : Bem. j
Sr. presideute, o nobre deputado que acaba de tal-
lar aollciiiou-se lanto em pedir a palavra, que me obs-
tou de requerer a retirada do ineu prejecto, antes que
principiasse a discussao, e como nao o pude faxcr entao
o farel agora, dando as rasesque me levara a este pro-
ceder.
Ningucm mals do que eu tem liesta casa apresentado
menos projectos de lei ; sou nisto milito cauteloso, por
desconfiar aempre das iiiinhas prodcenos : mas, vendo
que pelos aconlecimentos ultimos da thesouraria eon-
vinha providenciar de prompto, para tirar a provincia
do estado excepcional e de embaracos em que a dexa-
ram estes mesmos aconlecimentos, e succedendo que
poi alguns dias nenhuma medida oeste sentido se Ini-
ciaste nesta casa, julguei do ineu dever apresentar o
projeclo que se discute, apexar de conhecer mu bem
que sou o menos habilitado para tratar desta questao ;
( na apoiados ) nao tendo deniais a certeza de serem aco-
Ihidas as minhas ideias....
O Sr. Cunha Machado : Tambera eu nao tenho a
certeza de que as minhas o sero.
O Sr. Jos Pedro : O nobre deputado nao enxerguc
no que acabo de dizer una proposicao oftensiva ; nao,
porquantoo nobre deputado sabe que multas vezesas
deliberascsdos parlamentos sao uina consequencia do
que combinara previamente os depulados entre si, e
at com o governo : nao ha, pois, nada a cstranhar,
quando, nao havendocominigo esse aecrdo, ou alguma
combinadlo, eu rccciassc o acollilincnto das minhas
ideias, e nao devessepor isso tomar a iniciativa em uina
questao de tanta transcendencia, que rae pozesse depois
em dilliculdadcs. Portanto, dlzia cu bem, que, nao ten-
do a cartela de ser favoravelinente acolhido o xiuc en
propoiesse a respeilo desta questao. Seria isto mal ura
motivo para o ineu acanhamento.
O lira que levei em visla cora a apresentaco do ineu
projeclo foi conipromeltcr a assembla cm uina discus-
sao a respeito das medidas que reclama o estado da
thesouraria provincial. J o consegu, e cstou certo que
a assembla se empeiiliarr em decretar as inclliorcs
providencias.
Os projectos que se achara em discussao sao quasi
idnticos, pouco diflerem entre si e como qualquer
delles pode servir de base para a questao, c a discussao
de preferencia pode demorar-se c dar cabimento ap-
provaco do requerlmento que quer que os projectos
vo coniniisso de fazenda, jiilgando eu uiais que nao
se devem demorar as providencias a respeito da the-
souraria, pedirci para retirar o ineu projeclo. Mas, an-
tes que o faca, nao deixarei de esponder s observa-
yiies do nobre deputado que me precedeu, principal-
mente poqquc disse o nobre deputado que a assembla
fari a urna figura triste se discutisse os projectos, cuja
preferencia est em discussao.
A proposicao do nobre deputado me oflende particu-
larmente ; porque, lejulga que a assembla far una
triste figura cliscuiindo esses projectos, por certo esta
eonveucido que os seus autores cstao de peior condico.
Devo, pois, responder ao nobre deputado, e inoslrar-
llie que o meu projeclo uo lhe deve merecer lauto des-
prezo ..
O Sr. Laurenlino d um aparte que nao podemos
ouvir.
O Sr. Jos Pcdr : Sr. presidente, se nos dcixarmos
passar sera reparo estas e outras scmclhantes cxpresses,
chegaremos ao ponto de nao pdennos-sustentar a di-
: in,l.1,le da casa, e ns respeltosque nos devenios mutua-
mente. Por mira, declaro que nao deixarei que me tra-
tera desta iiiancira. Nao he possivel que publicamente,
parante as galeras, c leudo de apparecer inprcssos os
discursos proferidos nesta casa, eu tolere, e d>lM pas-
sar sera reparo quaesquer expresses menos dignas de
iiiim. *
Pastare! a responder as observaces do nobre depu-
tado ; mas, antes que o faca, darei as rases que tive
para propr o projeclo da inaneira por que est conce-
bido.
Sr. presidente, todos reconhecem a necessidade da
crra(8o de nina nova repartco.que substiuia a thesou-
raria provincial; porquanto todos sabemos o estado era
que se acha a egerlptUracSo desta repartfo. As com-
tnlssoes desta casa, e a que fo nomcada pelo presdeme
da provincia, da qual fo membro una pessoa multo res-
peltavel, e reconhecida por todos cofno uiuilo ntelli-
gente nestas materias, declararam nos seus relatorios
que essa escripturacao se achava cm um cabos, o que
11S0 era possivel colher della os esclarecraenlos precisos
parareconhecer, anda com mullo trabalho. o estado da
1 li esi.iu-11 i 1. Portanto devenios suppr que essa escrip-
luraeo no soll're corrcct.ao alguma, que nao pode con-
tinuar, e que por isso deve ser abandonada.
Quanto aos empregados, julgo que ellctieein dircito
continuado dos seus empregos, cinquanto se nao pro-
var que esto criminosos. Has pergunlo, convcni que
1 uniinuem a ser considerados empregados da thesoura-
ria os actuacs empregados, contra quera pesara tutpei-
tat de comproraettiraento nos acontecinenlos ultUnos,
que desgrafadaraenle liverara lugar nesta repartio; e
que alui disto sao respousaveis pelo estado cm que se
acha a escripturacao ? Creio que nao. Portanto eu jul-
go necessario que esses empregados nao continucm no
exercicio dos seus empregos, sem que se mostrem livres
de toda c qualquer mputaco, e se os considere coin as
habiltaces precisas para bem deseinpenharem as func-
fOcs que eslao a seu cargo. Ora, nao sendo possivel que
continu escripturacao da thesouraria, pelo estado em
que se acha ; n5o convibdo que os empregados desta re-
particao fuuccionciu, sem se mostraren! desembarace-
dos de culpa, c aptos para os empregos que oceupara,
forcadamentc deve cxtngulr-sc a thesouraria, e crear-sc
eiu seu lugar oulr. reparlico ; foi Islo que me levou a
propr esta cxllncco.
Julguei que, creando oulra repartiyao, nao deviamos
dar-lhc o mesmo nome de thesouraria, nao s porque
este nonic recordar semprc os desastrosos aconteci-
iiK-iitus de que muito se lera resentido esta provincia, c
que ficram a desgraca de mullas familias; como por-
que, tendo a reparticao nova uina outra denoiuinacao,
os actuaes empregado. da thesouraria ficaro com um
motivo de menos, para allegaren! o dircito de continua-
ren! nos seus empregos.
Denomine! a nova reparlicoadministraco das ren-
dan e despezas provinciaes porque achei que esta de-
noiuinaco he a que mals se conforma com as allribui-
ces que tem a thesouraria; o que passo a demonstrar.
A palavra /naneas he um termo condecido pela econo-
ma poltica para denotar o rdito de um estado ; mas,
na sua accepcao propria, lie anlogo do que chamamos
thesouro, que he em toda parte o lugar era que se re-
ceben os rditos do estado e se pagara as suas despezas.
Mas a esle rccebiinenlo e a esle pagamento deve prece-
der semprc un processo que verifique o'principio por
que se recebe, e legitime a raso por que se paga. Islo
importa a administraco. Ora, para mira, a administra-
co lie o cssencial era uina reparlico fiscal, e por isso
julgo que a dcnoininaco que adoplei he a mais signifi-
cativa das attribuices da nova reparticao, que sao as
mesuias da thesouraria. Pode, ser que esteja era erro, e~
que oulra dcnoininaco se podesse dar mais appropria-
da, mas cu nao a pude descobrr, principalmente por-
que, com a pressa de apresentar este projeclo, o confec-
cione! de um dia para outro.
Uci nova reparlico as metalas attribuices que ac-
tualmente lera a thesouraria provincial, porque mo lia
motivo para o contrario, visto que tamboin nao he pos-
sivel agora alterar a legislaco que diz respeito ihesou-
raria.
O nobre deputado que me precedeu, disse que eu ti-
nha 110 priieiro artigo acabado com a ihesnuraria, e
restaurado-a no segundo. Concordar sem duvida 6 no-
bre deputado que a lliosouraria devla exiinguir-se, pe
las rases que tenho apresentado ; ora, rxlinela a the-
souraria, seria conveniente que a reparlico que tivesse
de a substituir nao tivesse as mesillas allribuices? Ccr-
lamente ipie nao, porque deviamos providenciar acerca
da anee ni ie.10 da renda publica que ana. ida directa-
mente a thesouraria, c das despezas que ell 1 paga, e nao
ha raso para que a nova reparlico se uo incumba
disto__
O Sr. Trigo de Lourciro : Era o.mcsiuo que destruir
e nao edificar.
O Sr.Jos Pedro: Depois de dar a denouiinacSo
nova reparlico, c inarear-lhe as attribuico.es, tralei de
providenciar a respeito da contabilidadc, que para uiiiii
he o esseucial, como disie ha punco em um aparte.
I'.n lenilo por contabilidado publica o complexo dos di-
versos meios que assegurain a cobranca da renda publi-
ca e seu empregoao servico publico. O mais importan-
te destes meios he a escripturacao ; e nao sei porque dis-
se o nobie deputado que nao valia apena providenciar a
este respeito.
O Sr. Laurenlino d ura aparte que nao podemos per-
ceber.
O Sr. Jos Pedro: Leiubre-sc o nobre deputado que,
(piando lhe perguntei se nao achava na providencia a
respeito da escripturacao algum 1 iililidade 110 projecto,
me responden que, se baria ulilldaile, era isso cousa
tan insignificante, que pao valia a pena. Oigo-lhe, pois.
agora, que est engaado: a etcripluracfio uniforme,
clara e concisa faz conhecer instantneamente, pelacon-
centraco'sucessiva dos resultados, a posico de todos
os respousaveis, e seguir os diuheiros pblicos, desde o
momento da sua arrecadar in al aqneiledo sen empre-
go s despezas publicas", coin a maior exactido possivel,
e sem prejui/i, dn contrlbuinte, da renda e das despezas
publicas; nao sei, pois, coran o nobre deputado aehoii
isto de poned monta.
Disse mais o nobre deputado que a escripturacao es-
lava providenciada na lei de 4 deoulubro de 1831. Nao
sei se a escripturacao da thetouraria provincial he a que
ili-ti'i min esta lei ; o que sel he que a escripturacao
desta thesouraria nao me parece a mesma da thesoura-
ria geral; porque, se o ftse, o inspector desta thesou-
raria nao se veria cm difiiculdadcs quando foi rev-la
para conhecer do alcance dos cofres ; quanto mals que
sei que a thesouraria provincial as adoptava cerlos me-
thodns de pr&ccssar as despezas, souraria geral. Julgo, pois, que o syslcnia de escriptu-
raco desta thesouraria he bo.m, e deve ser adoptado na
nova reparticao.
Alera da escripturacao, eslo provicleiiwiados lodosos
meios para levar a cfi'cito a cobranca da renda publica e
seu eraprego ao servico publico ; por isso que diz o pro-
jecto que lica em vigor toda u legislJco porque se re-
gula hoje a thesouraria, salva a parte em coutrrio s
disposices do mesmo projecto. Alui disto scautorisa
o presidente da provincia para dar um reg'ulamento em
que providenciar a respeito do que julgar necessario
para o mesmo fim.
Dada a dcnoininaco a nova repartirn, determinadas
as suas attribuices e a sua contabilidade, passei a tra-
tar dos empregados. Julguei que s devia designar os
principaes, que me pareccm indispensaveis, deixando o
'numero e categoria dos outros, bem como o.-, ordenados
de todos para o presidente da provincia filar, porquan-
to o numero dos empregados subalternos c a sua cate-
gora est dependente da contabilidade que vai adoptar
a nova reparlico ; C os ordenados de cada um dos em-
pregados deve ser na raso do trabalho de cada mu, e
esse trabalho tambera depende da contabilidade, cuja
importancia nao pode ser bem apreciada por esla assem-
bla.
Suppouho, pois, que o projeclo ludo provldenciou:
extingui a thesouraria ; creou outra reparticao; deno-
mlnoii-a; marcoii-lhc. as attribuires ; deleriuinou qual
a contabilidade que devia adoptarse ; aiitoiisou a con-
tinua, a,1 da legislafo precisa ; facilitn ao presidente
da provincia a providenciar, no regulainenlo, o que se
Ueste necessario para boa arrecadaflo da renda c sua
applicaco s despezas publicas; e providouciou acerca
do numero, categora c ordenados .dos empregados.
Creio que nada mais falta.
Nao deixci nnesquecimentoas providencias que se de-
vi un tomar a respeito da thesouraria cuja extioccao se
decreta. Crec urna cominisso para dar um balanco
desde o comeco desta reparlico. Aulorise o presiden-
te da provincia a marcar una gratificaran correspon-
dente ao trabalho que provaveluiento podesse ter essa
comraisso ; e dcixei laiubcui ao seu arbitrio o numero
dos membros de que devia ella coropr-se ; por isso que
nao ser fcil encontrar na provincia inultas pessoas ha-
bilitadas para esse trabalho a que so vai dar a commls-
so. E dei, Un lmente, ao mesmo presidente da provin-
cia a faculdade de tomar as providencias a bem da renda
publica e dos credores da thesouraria, segundo o que se
fsse encontrando e conhecendo pelo trabalho da com-
inissao.
Depois de ludo isto faltav 1 attender aos empregados
da thesouraria, e como d'enlre elles pdem liaver cul-
pados e nao culpados, disse que os habilitados sem cul-
pa fssem preferidos para os novos empregos, sem o
oiuis de pagarein os novos e velhos direilos pelo novo
provimento ; e ningucm dir que estes empregados nao
devem continuar. Aquellos, porm, que uo estlverein
culpados, e uo tenham as habilitarnos precisas, teudo
mais de 10 anuos de servico, nao he justo que percaiu
os seus empregos, porque alguma remuneraco se Ihes
deve pelo seu servico de 10 ou mais anuos : estes disse
eu que fssem aposentados com o ordenado proporcio-
nal ao lempo do servico.
Sao as providencias que julguei dever comprebeuder
110 projecto que offereci conshleraco da casa. Nao o
considero Sera dcfcilos, mas nao julgo que uo possa
ser adoptado*pelas fases que acaba de eXpcftder o no-
bre deputado que me precedeu, s quaes passo a res-
ponder.
1
I

r


.*.

Prlnclnlou o nobre deputado achando contradicho
nn 1. e 2. ates, do projecto. Ja respond a isto : nao ha
contradiccao pin acabar con nina reparticao que esl
na iinpossbilidade absoluta de continuar, pelos moti-
vos queja del, e crear outra que tenha as inesmas at-
tnbuicOes, mas que pode ir adianle scm obstculos.
Dlsseo nobrr deputado que o projpcto nada provi-
denciara sobre as fraude futuras. Ora, Senhorps, uina
reparticao montada cora a mclhor contabilidade pos-
sivol, que hp a principal garanta da probidade e res-
pons-abilidadc dos pinprpgados, spndo dirigida p adnii-
nlslradi, como scm duvida spr. por pmprpgados pro-
bos e IntPiligentes, nao offerecer a inaior garanta con-
tra as fraudes? Ninguein dir que nao. Nao sei oque
quera o nobrc depurado que uzesemos ; erlo que o
que est ao nosso alcance sao as providencias comidas
no projecto.
- Quanilo o nobre deputado estava lindo o ineu projec-
to para o d.sculir, vendo que nelle cu dava ao prcsl-
dente da provincia aattrlbuicao de nomear os empre-
gados, disse : Hp cousa velha. Eu Ihedlrel que est
engaado: se o nobre deputado lsse a historia inan-
ceira de Hanca e a de Inglaterra, se consultassc a al-
guna autores que tratam da sciencia financelra, verla que
nossos paizes. quando se trata de crear urna reparticao
fiscal, militas vezes ao governo s se dja attribuican de
nomear o chefe dessa repartlcio, e a este a faculdadc de
oscolhcre Hornearos mais empregados com quem lem
do servir, e por quem Cica responsavcl : c tanto nao be
isto novo, que no ontro projecto que hoje se discute,
encontrar o nobre d.putadu o ful do (hesoureiro ,,
nnieafodoniesnio thesourolro. Portanto nao he cou-
sa velha dar eu ao presidente da provincia a atlribulco
de nomear os emprpgados.
Quanto escripturacffo, c o mais
nobre deputado, j respond.
Sr. presidente, nao tenho o menor interesse particu-
lar nesu questao sou levado snieiite pelos nteresses
pblicos, e por isso pouco me importa que o mcu pro-
jecto soja adoptado, visto liaver outro que pode servir
de base a discussao. MO entrare! na questao de prefe-
rencia, porque nao devo ; c at a evltarcl pedindo a V.
F.xo. que submetta rotacAo da casa a retirada do meu
projecto, para ver se asslm nao nos demoramos nesta
discussao, e delxa tambem depassar orequerimento que
quer que os projectos rao cnmmlssao de fazenda ; com
o que mais nos demoraremos as providencias que que-
remos tomar.
o que se oceupou o
Sao estas as observares que tenho a fazer.
') Sr l.aurentino : Sr. presidente, ped a palavra pa-
ra dar nina satisfacao ao nobre deputado. Eu lmala me
levante! nesta casa com lencVi de offender pessoa al-
guiiia, Mu acnar sr-mprc o nobre deputado chelo de
susceptibilidades,o lito fcil eui ollcndcr-sc de qual(|uer
rxpressfto, e posso alnnar que talvezo nobre deputado
-oja un dos que menos raso tenha para me andar pe-
riodo patarras pelos ares. Eu disse que quera ver esta
assembla tomar nina medida de utldadp publica, c
nao apresenUr projectos smente com uiudaiicas de no-
mes. Quanilo eu disse que riamos fazer una figura
triste, nao falle! do nobre deputado, fallel de toda a casa,
falle! tambera de miin, <|ue tambem sou membro dola;
e no nobre deputado nao se encerra a assembla. Pas-
larel agora materia
Por inaior attencSo que eu presiassc ao nobrc deputa-
do, Sr. presidente, nada adiantei, nada ouvi que me con-
vencesse da utilidade do projecto ; nao me provou as
vantagens resultantes da mudanca de noines: urna vez
que se conserva a mesilla reparticao, e ludo o mais que
Ihe he relativo, aunde est a diHeienca?
Diz onobredeputadoque a actual escripluraciio est
ii'um cahos, e isso he un dos priucipaes motivos poi-
que elle propoe que se extinga a reparticao; mas per-
gunlo eu, na extlncSo esl o remedio da escripturaco ?
I'ina vez que o presidente d um regulanienlo aflu que
para o futuro seja mais clara a cscriptura9.n0, nao est
remediado o mal? E se os empregados freni relaxados,
lorem inexactos, nao he sempre a mesma cousa ? Pois
assenta o nobre deputado que existe o mal no nome da
reparticao e dos empregados, ou na sua probidade e
honra?
Disse mais o nobrc depuladoquc acabara coin o noine
de thesouraria para acabar com o odioso. Fique certo
o nobre deputado que o odioso ha de desapparecer logo
queapparrcaa honra e probidade dos empregados, lo-
go que se reslabelrca o crdito da repartifo.
A reforma deve ser feita nos empregados, deve esla-
beleccr-sc una polica restricta: logo que 'o inspector
seja obngado a apresentar ao presidente, de 3 em 3 me
/es, 11 n balancete demonslrulivo do estado da llicroura-
ria, afin deque o governo esteja sempre a par desse es-
lado, nao nao ile apparecer sienas 1:1o tristes, e quando
alguma appareca ser de data to recente, que fcil-
mente se providenciar scm causar os dainnoj de que se
resente agora a provincia.
Diz o nobre deputado que a escripturaciio nao he de
pequea monta. Eu nao o neg : o que disse he que,
filando se cria qualquer 1 eparlifSo, criam-sp os empre-
gados necessarios para a sua boa org.-1nis.19ao : mas na-
da se conseguir se nao se lizer com que csses empre-
gados andein em ordem com os seus trabalhos, que
coinpram com suas obrigafes.....
O.S'r. Cunha Machado: Piinam-se os delinquciites.
O Sr. Laurtnlino: Enifiin, Sr. presidente, tenho dilo
o que snto sobre os projectos, e contino a votar pelo
requerituento que est na mesa.
OSr. lote Pedro pede lu-enca para retirar o seu pro-
jecto.
A assembla nao assente a este pedido.
Julgada a materia disentida, he approvado o requeri-
nrnto do Sr. Xavier Lopci.
O Sr. Trigo de Loureiro manda mesa, e pede que seja
reinettldo comiuisso de fazeuda c oi^amento o se-
guinte projecto:
A assembla legislativa provincial decreta :
Art. 1. Fica extincta a thesouraria das rendas pro-
vinclaea, e creada em seu lugar una nova repartifo de
fzenda coin a denominafo de admiiiislrafo geral das
rendas provineiaes.
Art. 2. Esta reparticao se compor dos seguintcs
empregados : um administrador, um contador, um the-
soureiro. um fiel do thesourciro, um procurador-fiscal,
dous primeiros escripturarios, dous segundos, um se-
cretario, mu porleiro e um continuo.
Art. 3. Emquanto se nao dr a esta repartifo um
regiilaincnlo especial, ella se reger pela lei gera! de 4
de outubro de l831no que fr applicavela cada um dos
seus empregados, considerando-se o administrador, s-
mente para esse fim, como inspector de thesouraria da
provincia.
Art._ 4. Todos os referidos empregados sao de livre
nomeaco do presidente da provincia, exceptuado o fiel
do tliesoiireiro, que ser nomeado sobre proposta do
molino thesourciro, e sob sua responsabilidade llde-
jussoria.
>i Art. 5. O administrador vencer o ordenado an-
imal de 2:000/000 de rs. ;o contador 1:400/000 rs. ;o
thesourciro 1:800/000rs. ; o procurador-fiscal, eos dous
primeiros escripturarios cada um 1:000/000 de rs. ; os
dous segundos escripturarios e o secretario cada mu
8001000 rs. ; o fiel do thesoureiro 600/000 rs. ; o porlei-
ro 500/000 rs., e o continuo 400/000 rs.
Art. 6. Os enipregados'da extincta (hesouraria, que
estiverein iseulos de nota ou erro de officio, podero
ser Horneados para os inesmos ou outros lugares da no-
va reparticao, c se o nao frein, scrao apreseutados na
orina da lei provincial 11. 82. de 4 de maio de 1840, ex-
cepto os que nao cuntarem dez anuos de servio.
> Art. 7. O presidente da provincia far um 1 caula-
nento em que determine as atlribu9es e furicces
dos empregados dcsta administro, declarados no ar-
tigo 2 desta le. podeudo augmentar ou diminuir o
numero delles, segundo n pedir o bem do servicc e
administracao, o fim a que he destinado cada um del-
les, e o svstema de sua cseriptur.ieao.
ci Art. 8. Feito o regulamcnto de que trata o artigo
antecedente, o presidente da provincia o mandarra lo-
go observar na adminlslra9o, c depois o suBmctter
definitiva approra9o da assembla legislativa provin-
cial, logo que ella se reunir.
Art. 9. O presidente da provincia, logo que fdr pu-
blicada a presente lei, noinear urna commisso para
examinar todas as enntas, rscrlptuiafo e saldo dtu co-
fres da extincta thesouraria, desde a sua creafao at ao
presente, sendo obrigados a coadjuva-la em todos os
seus trabalhos 'os empregados da mesma thesouraria
que nao estivcreni physica 011 moralmente impossibi-
litadot.
Art. 10. A conimisso, concluido o exame, dar
exacta e circunstanciada conta do resultado delle ao
presidente da provincia, c depois, encerrando os lirros
da thesouraria, os entregar por inventario com todos
os mais papis ao administrador da nova reparticao, que
os far archivar e guardar na secretaria da mesma re-
partlflo.
Art. II. Concluido o inventario, e entrega dosli-
vros e papis da thesouraria, ua rrina do artigo antece-
dente, e remettlda ao presidente da prorlucia urna co-
pia aulheutica do mesmo inventario, assignada, como
este, pelos mtuibros da commisso, e pelo administra-
dor e secretario da admlulttracSo geral das rendas pro-
vinci.ics, se llavera por dissolvida a commisso.
Art. 12. O presidente da provincia, vista do resul-
tado do exame que mandar publicar pela imprensa,
tomar as provideecias que, sendo reclamadas pelos n-
teresses da renda publica e dos credoros da thesouraria,
estiverciu compreheiididas na esphera de suas attrbui-
9des, c reclamar da assembla legislativa provincial
aquellas para que nao esliver autorisado.
Art. 13. Se alguui saldo se liquidar pelo exame dos
cofres da thesouraria, o presidente da provincia o far
entrar nos cofres da admiiiistra9o geral das rendas pro-
vineiaes, onde ser considerado como receita do anno
llnanceiro ciu que se vcrilicar a entrada, proviuda da-
quella fonte.
Art. 14. Os membros da commisso de que trata o
artigo 9., vencerao una ;;r.iiiii.-.n;o mensal, a qual
Ihes ser arbitrada pelo presidente da provincia.
Art. 15. 'lcain revogadas todas as lela e disposifcs
em Culinario.
l'acn d'assembla legislativa provincical de Per-
n.imliiii-n, 24 de julho de 1848. Trigo de Loureiro.
Hejulgado objecto de delibera9o e mandado com-
misso de f.rzenda e uiclineiilo.
egunda discussao do projecto n. 28 que altera a di-
visao da freguezia de Po-d'Alho.
He approvado seni discussao.
Sao tambem approvados em terceira discussao o pro-
jecto que altera a diviso da povoa9ao da Muribeca e o
que manda construir una ponte no engenho San-Joo
sobre o rio Ooit.
He, enifim, approvado oseguinte requerimento:
Krqueiro dispensa do intersticio para entrar em se-
gunda discussao o projecto que approra, o compromis
so. Uarroio.
O Sr. Presidente d a ordem do dia, e levanta a sessao
depois das 3 horas da tarde.
mais o nao destlnguir-se nenliuma das provincias es-
criptas as palavres Imperio Uo liras!!.
4. as verdadelroa se distingue perfeitamente una
das tetas da cabocla inamcntandoa ciia", entretanto qu
nestas nada se vi.
5. As duas tarjas verlicaes (a do talan c a ornosla) '
sao maiores que as verdadvlrat, c o mesmo se d a res *
peito do roiupi iinento das mesillas notas.
6. O espado que deixaui as notas desse valor entre
o maior algarismo 10 c o emblema he duplo uai
falsas. 1
7. Finalmente das recaes dos assignatarios ex-
istentes nesta thesouraria, nao consta que nenhui'n dos
representados nestas referidas notas assignasse a.
valor de 10/000 rs. 8 as io
He quanto se nos ofl'erece adlzer acerca do exame
de que fjmos incumbidos por Vine, aquein Dos iila
de. Thesouraria da Parahiba, 18 de julho de 1848,-Os
verificad ores ioii francisco di Sale Baviera. Antonio
Mtmoelda tilva Coelho.*
Polo paquete inglez Peterei, chegado hoje, recebemos
folbas da Haba at 24 do corrente.
A provincia continua va a permanecer tranquilla.
As noticias da Europa, recebidas all, apenas chega-
vam a 3 de junlio ultimo.
0 cambio tlucluava entre 24 1|4 em 24 Ir2 d. por 1/ rs
Correspondencia.
PROPAGANDA HOM0EOPATH1CA.
VII
Primeiro consultorio homceopalhico de Pernambuco.
111......Iicin 1 o- I..1.1. .'.., ludo, e t palavra, ptuco.
fies non tvria.
Tenho aberto o primeiro consultorio hoiuccopathico
de Pernambuco na ra da Cadcia do Recife, sobrado n.
11, segundo andar, onde darei consultas todos os das
utes desde as 9 horas da mai.lia al as 2da tarde, a to-
das as pessoas que se dignaren! deprocurai-me. Outro
slm, ouvirei e Carel distribuir gratuitamente |remedios
aos pobre* que se me apresentareiii mullidos de altes-
lado de pobreta, passado pelo reverendo vigario de sua
Creguezia, ou por outro qualquer sacerdote, desde as 2
horas da tarde al s 5. S antes, ou depois dessas ho-
ras mareadas he que poderei visitar os doentes que,
011 por seu estado de molestia, ou por outra qualquer
circuiirslancia, nao possam virao consultorio;
Peruanibuco, 27dejulliodc 1848
L'r. Stbtm Olegario LuJgero Pinho.
P. S Ahi remello aosSrs. Inimigo doi Impoilore, Za-
bumb da Policia, el omnt eoiniflanfe caterva a cura de u-
na_ molestia aguda, operada pela houireopathia com a
niaiur brevidade possivel. E-la :
O Illin Sr. Polycarpo Jos I.aline, negociante, branco,
solteiro, de idade de 28 anuos, temperamento sangu-
neo, com pie Icio robusta, morador na ra do Pilar, n.
12, (Fra-de-Portas) veio ao meu consultorio uo dia 24
do corrente, com os svinplouias seguinles : uina e-
rupfio por todoocorpo, muito seinelliante a deniadas
de mosquitos pelle de cor vermelha escarale, com
muito calor, principalmente no rosto e na testa, pelle
do rosto bastante grossa, dr aguda na parte frontal da
cabe9a, dr nos olhos nao podendo fixar a vista em qual-
quer objecto, anurexia, amargor de bocea e mo hlito,
drligeira na nuca, pulso chelo e com 110 pulsa9cs
por minuto. Tomou nessedia um medicamento homoso-
palhlco. No da seguintc desappareceram a dr de ca-
becix e lodos os nulros syuploinas, excep9au da erup-
9S0 cutnea. Tmnou aiuda mais dous medicamentos
cornos quacs licou iiiteirainente curado no curto espa-
to de 4 dias.
Consultorio hoiiia'opathico de Pernambuco, 27 de ju-
lho de 1848.
I)r. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
DIARIO DE PERNAHBDC.
BEOIFE, 38 DE JDXHO SE 1848.
Usando da attrlbaleAo que Iheconfcre o artigo 24 2.
da caria de le! de 12 de agosto de 1834, S. Ex. o Sr. pre-
sidente da provincia liouvc por bem, por portara de ho-
je, |>rorogar aprsente sessao da assembla legislativa
provincial at 11 dia 10 de agosto prximo futuro.
provinciano, o Sr. doutor Anselmo Francisco Perctti,
ainda nao chegra capital; mas suppunha-se que es-
tarla ahi aos 15 do corrente.
A S de junlio devia de reuuir-se a assembla provin-
ciel, convocada extraordinariamente pelo vicepresi-
dente.
Quanto a seguraba individual, era bem lamentavel a
lltuaeio da provincia.. Smente no districto do Puly,
nao menos de oito assassinatos ilnham sido commetti-
dos, dentro de mu pouco teinpo.
Dentre esses homicidios tornam-se notaveis, por sem
duvida, o pratlcado por um inspector dequarteiro, e
aquelle de que Cora victima certa mulher, inaior de cin-
coenta anuos, de nome Bernardina Francisca que, es-
tando a Cazer renda na porta da casa em que resida,
recebra um tiro nos peitos, c falleccra inmediata-
mente.
Corra que os clebres Moures c Cnlelhas vagavam
pelos municipios do Ip e Principe-Imperial; bem co-
mo que, informado disto, o governo ia mandar refalar
o destacamento do segundo desses municipios, e fazer
marchar para al o chefe de policia.
O ("onjliluriniin! falla de nina conspirado mallograda,
que tendia a franquear as portas da cadeia aos reos Luiz
Carlos e Martiniano Soares; este sentenciado prisao
perpetua, eaquelle pena de niorie.
Em Principe-Imperial occorrra um facto, qne alta-
mente denuncia quo pouco ahi se respeita as regras da
moral. Vamos narra-lo, para que os leilores oavalicm
devidamente.
Certo rapaz raptara a lilha de um dos membros da fa-
milia Santiago. O anciao, zeloso pelo futuro da donicl-
la a que dera a existencia, e certo de que o raptor nao
estava as clrcuinstancias de torna-la feliz, apressra-
sc em ir busca-la; e, logo que seachou de posse della,
casou-a com um homem, de cuja honestidade estava
compenetrado. Feito isto. entendeu o desvelado pai que
pozera a 11109a a coberlo dos perigos o que quizera
siibtrahi-la: entreunto assim nao era, pois que ao cabo
de alguns dias, esse homem que elle renunciara acceitar
porgenro, invadio-lhe a residencia, e arrancou-lhe a fi-
Iha dos in-.ico;, depois de haver-lhe dado duas fculas!..
O Para coutinuava a gozar os fructos da boa adminis
trnr.no do Exiii. Sr. Jeronymo Francisco Coelho, que nao
poupava esCo>9os para aligeirar os males que outr'ora
pesavam sobre os nossot i maos, ahi residentes.
S. Exc. expedir as convenientes ordens para que os
collegios eleiteraes se reunain no dia 16 de seteinbro
prximo Cuturo, afim de prncederem i cli-icin para o lu-
gar de deputado que vagara pela nnmcio-io do Sr. ber-
nardo de Souza Franco para o cargo de ministro e secre-
tario de estado dos negocios cstrangeiros.
A .-ipiirac:io geral de semelhante eleitao devia de reri-
ficar-sc a 16de novembro desteanno.
Ao saber-se em Camela a iioinoacao do Sr. Souza Fran-
co, Cora tal o prazer da mor parta dos habitantes, que
illuin inaram as Crentes das respectivas habita9es, cele-
brarain um Te-Deum, e deram um magnieo baile.
Maranhao pareca comprazer-se da manelra imparcial \ ,,a
porque o Sr. Alvaro do Amaral o a goveruando ; visto) ph rases rouianiicas, como estascordei d rochidoi,
PROPAGANDA H0M0E0PATHICA.
ODr. Dulcamara 2., comprehendendo perfeilamente
o que diz Heanmarchais, no exeellente monologo de sua
comedia -- O calamento di Fgaro isto he que / 0f-
liiti imprimen n'onl tFimportnnce qu'aux lieux o fon en
geni le coun c que pour guonfr rfu 6n, le invoir faire
vautmiiuxqael lavoir s quer que as pessoas que
Ihe dirigem perguntas, asiigneni seus nomes, como se
do conhecimento desses nomes dependessem as respos-
t.is; mas cssas escapatorias, novas ou boas uo reconca-
ro da i'ahia. de nada serrem em Pernambuco, onde to-
dos sabem o que quer o novo here do Elixir d'amor
por isto, e desta vez, ihe farcinos as seguintcs pergun-
tas, sem Ihe ditennos o nosso nome :
1." Porque Hahnemaim, tendo feito. como 8. S. e ou-
tros arrenegados dliem. nina remitirn na s.-i,.r...;, .._
raudo desde 1790 todos os enfermos que o consultavam"
e vendendo sua earldade a subido prcto, andou seniora
em tribulacao/ viveu pobre em Paris, onde inorreu sem 1
clii-nlclla e si'iu nome ?
2. Porquena Europa, Asia, frica e em toda a Ame-
rica, excepto no Rio-de-Janeiro e um pouco na llahia
os hemosopathas nao teem tido nem echo e nem nome
3. Porque, sabendo os mdicos de todas essas partes
do globo que a homceopathia s demanda a ieitura de
cinco ou seis voluntes de Hahuemann, proinette resul-
tados sempre certos (porque com ella ninguem morre)
e vende cada dse de earldade a dex mil rii (em vidri-
nhos de onca^tem desprezado essa doutriua cas rique-
zas que ella da, se deixam ficar em sua l, e querem
com ella viver antes pobres do que ricos arrene-
gando?
A." Porque s sao os mos estudantes das escolas de
medicina do Brasil, ou alguns aventureiros e esperta-
Ihoes que se teem virado para a homoeopathia?
5. Porque, desde que os hoimropaihas nao pdem
vencer as suas dosesde caridade mw limite (rm uiiiiieiro),
ou m a pd.ir forocce-las por tal ou tal boticario coin quem
teem parceria, deixam de prosperar, embota a sciencia
nao tenha privilegios, e possa servir de manto ao char-
latanismo ?
Esperamos resposta ; e devenios prevenir ao Dr. Dul-
camara que nao se canse em vir com o exemplo de
Christo, perseguido e inoito em urna crus, porque o
velho Hahnemann nao Coi o salvador do mundo, e de
empregar comparaces sacrilegas como a da hostia
consagrada, porque em Pernambuco ninguein se empa-
pa com essas pitas, e nao se deixa seduzir
nleressc da renda publica, e en. que proveja pelo me-
Jhor modo possivel arrecadayu, b n~a,^" d0* di,'bc" P*licos, ucterminado ao
mesmo lempo o numero de lirros que deve harer na
O vapor San-Sebaitia, c/iegado hoje dos portos do nor-
te, Irouxe-nos jornaes do Piauhy at 20 de maio ultimo ;
do Para al 8 do corrate, do Maranhao at 17, e do Cea-
r e Parahiba at 22.
O Piauhy como que estremece em pre.sen9.-1 da allilu-
de hostil e .1 m ra.,-.-idi .1 em que os partidos se conservam. I
He tal a susceptibilidade desses partidos, que a tranquil-1 guinies :
lidade publica csteve em risco de ser perturbada em
Valenca eOeiras, pelo simples facto de haver policia
tentado impedir que certa porjao do povo dessas duas
paragens percorresse em bando pelas ras, em signal
de regosto jjp.e jenjira pelajiojne*9a do nop presV
dente,
Este, que, com se sabe, he o nosso mu digno com-
coino as parcialidadesque ahi se votam odio e guerrciam,
nao o atacavam por nenhum dos seus orgos.
Projectava-se abrir feira em Caxias, para facilitar a
venda Jos gneros do interior que para alli allluem.
As novas dessa paragem eram pouco satisfactorias : o
povo como que gemia subre aoppresso das autoridades
locaes.
Alm disso i.im apparecendo crimes horriveis, taes
como os que vamos enumerar.
Em San-Jos, Francisco da Costa do Espirito Santo as-
sassina coin cinco Cicadas a esposa, a misera Prxedes das
Mercal e, perseguido por .ligninas pessoas que, desper-
tadas pelos gritos da victima, correram em soccorro
della, busca o caminho da n>9a da fazenda em qu resi-
da; ahi chegado.volta contra si o instrumento mortfero,
descarrega sobre o proprio corpo nao menos de 18 gol-
pes desde os peitos al o embigo, e expira as maos dos
perseguidores que Ihe decepain a cabeja!....
No districto de Caxias, Jos Francisco Perrira Brasil
suecumbe a um tiro.
Em Codo, cabe igual sorte a Cosme Joaquiui domes
Draga.
Nos mezes de maio ejunho ltimos, a terceira secyaodo
thesouro provincial uiaraii lense arrecadra 240:917/811
ris.
O cambio sobre Londres eslava a 2.ri d. por 1/000 rs,
OCear, quanto a poltica, uada aprsenla va alm das
continas diatribes que quasi diariamente trocavatn en-
tre si Ptdroleo Ctarinte.
A assembla provincial prosegua em seus trabalhos.
Ella j linha votado, e ia submetter sancfo da presi-
dencia una Iciabolindo aaccumulac-io de servidos ge-
raes a provineiaes para fazer jus a aposentadoras, e ou-
tra que declara a incompatibilidade do exercicio simul-
taneo do einprego de professor e de qualquer outro.
A Parahiba ticra tranquilla. Apparecra na circula-
cn dessa provincia urna po^-o de notas falsas de 10/
rs., cujos signaes caractersticos vo mencionados 110
relatorio que abaixo transcrevemos :
ocano qui beija 01 pi, ele., e neui .por cartas de San
Paulo, quando nao ven a proposito,' e se trata de ho-
moiopathia.
O Innimigo doi impostores.
COMMEftCIO.
Alfande^a.
RF.NDIMENTODODIA28..........3:021/619
Deiearga para o dia 31 de julho.
Hrigue -Su6ii mercadorias.
I'rlgue Tarujo I lagedo.
Galera Stcord-Fih mercadorias.
Escuna Alexandtr-Cochran idrtn.
llrlPOHTACAO*

Sublime, brigue portugus, vlndo de Lisboa, entrado
no corrente mez, consignado a Oliveira Irmos h C,
manlfestou o seguinle :
,'> pipas e 25 liareis vinho Unto, 10 pipas vinagre;'a
Francisco Severiano Rabillo & Filho.
15 pipas c25barrls vinho tinto, 50 barris dito branco,
20ditos azeite doce, 20 caixas loueinlio ; a Oliveira Ir-
inoos <5l C.
41 canastras batatas, 40 barris carne ensacada, 400
molhos de ceblas, 3 caixas bixas, I caixole lirros do
Univerio Pitnico ; a Joo Francisco do Amor.
5 caixas rap princeza ; a Joo Jos de Caevalho Mo-
raes.
50 barris vinho tinto, 50 ditos cal em pedra, 4 pipas
vinho tinto, 20 barris dito branco, 10 ditos farinlia de
trigo ; a Thomaz de Aquino Fonseea
30 barris cal em pedra ; a Joo Pinto de I.emis t Fl-
Ibo.
7 Larris e 2 caixas drogas ; a Jos Mara Goncalres
Ramos.
10 pipase 50 barris vinho linio, 10 pipas vinagre ; a
Joo Luiz Marques.
n lllm. Sr ti loureiro. Sendo incumbidos para pro-
cedermos a um exame em tres notas do valor de IOJ rs.,
segunda estampa, stima serie, 118.7,404, 7,445 e 7471,
assignadas por Joaquim Pereiradc Albuquerque, Manocl
Gomes da Silva e Manoel Dias de Oliveira, declaramos
seren falsas, c os signaos de sua falsiddc sao os se-
LO papel das ditas notas he inui spero e duro, o
que prova ser laborado coin muito algodo.
2. A sua cor he mu desmaiada, pois, que sendo el-
las anda oras, c parecendo ter inui pouco uso, estio
quasi com a mesma cor das rerdadeiras, que teem tido
mullo gyro na circulafo.
3. Todos os seus caracteres sao muito iuiperfeilos
CONSULADO GERAK.
RENDIMENTO DO DIA 28.
Geral....................3:715/627'
Dlrrsas prorineias............', 211/669
3:927/296
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMEISTODo'dia 28.....-.....2:046/975
^ov.iucillo lio Porto.
II I "
Svoi enpadotmo di28i- -
de manelra que simples vista, indepeudenie de ave-1 Para emais portos intermedios ; 13 dias e 18 horas, c da
rlguafSo, se conhccc logo a dlfreren9, accresccndo | Parahiba 12, vapor brasilelro San-Sebaitiai, ,de 300 10-
I
.


-,
notadas, commandantc o. primeiro tencnte Antonio
Torrexao, equipagem 28. Passageiros : para esta pro-
vincia, Manoel Antonio dos Passos e Silva com dous
escravos. Antonio Goncalvcs de Muraos com Un psoia-
vo, Francisco Jos Pacheco de Modelros, Joaquim Ig-
I naci Pereira, Joaquim Ignacio Pereira Jnior, Anto-
nio Vicente de Magalhaes, um capitao com um lillm,
uinalferes com sua senhora, 67soldados-do sexto de
cacadores, um cx-sargcn)o, um soldado do segundo de
artilharia, 11:11 desertor e sote escravo a entregar ;
para o tul, Dr. Joaquim Franco de S com um escravo,
tnn'desertor, 10 recrutas para o ejercito, setc reeru-
tas para a marinha, um soldado e i|uatro escravos a en-
tregar.
Montevideo ; 30 dias, brigue inglet Wilton-Wood, de 247
toneladas, capitao Matheus Russell, equipagem 17,
carga couros e cabello ; ao capitao. Arrlbou por
falta d'agoa e mantimentos, c segu para Londres.
Rlo-de-Janeiro c Habla 21 dias e do ultimo porto 3 '/a,
paquete inglex Pelerel, commandanlc resser. Passa-
geiro, Wherlcly.
Trieste: 80* dias, brigue dinamarquez Edwards, de 1G0
toneladas, cipito Pedro C, Mollcr, equipagein 9, car-
ga farinlia a N. O. Bieber.
Navio inhitlo no meimo dia.
Philadelphia ; brigue americano I.ewis, capitao William
F. Nortb, carga assucar. Passageiro, L; I). Fredericks,
Americano.
KD1T.A i,.
Miguel Archanjo ilonleiro de Anirade oficial da im-
perial ordem da Rota, cavalleiro da deChristo e ins-
pector da alfandega de l'ernatnbuco, por S. M. o
Imperador, que Dos guarde, ele.
Faz saber que, no dia I. de agosto, ao inpio-dia, se
ho de arrematar ein hasta publica,na porta 'da meauM,
21 grupos de porcellanacom figura, no valor de 100/rs ;
1 par de calicaes de dita, u> valor de 7/500 rs., e2cha-
rnteir** de dita, no valor de 6/5 II rs., impugnadas pelo
guarda Antonio Lopes Pereira de Carvalho, no despa-
cho por factura u.478: sendo a arremataco subjeita
ao pagamento dos dircltos.
Alfandega, 29 de julho de 1848.
Miguel Archanjo Monleirode Andrade.
Deca raedus.
O vapor S.-Sebattio recebe as malas para
os portos do sul hoje (29): as cartas sc-
ro entregues as 10 horas da manha, e
dessa hora at as 11 pagarao o porte do-
hrado.
O arsenal de guerra compra 3 resmas de papel al-
nar.o; 2 ditas de dito de peso ; 200 peonas de es'crever ;
2 inassos de ohreias e 2 garrafas de tinta preta : quem
ditos gneros quixer fornecer mandar sm proposta
direutoria do mesino arsenal ateo dia 31 do corren te
mes.
Arsenal de guerra, 26 de julho de 1848.
O cscripturario,
Francisco Serfico de Assis Carvalho.
Oescrivo chefe da segunda sessao do consulado
|ovinc 11 avisa aos Sr. donos de fabricas de tabaco,
ditas de chapeos, ditas de charutos, otarias, serraras,
casas de modas e ditas de cambio, que o imposto sobre
laes estabelccimcntos 110 aiftio linaneciro de 1848 a 1849
j se acha'cobrando.
Segunda sessao do consulado provincial, 28 de julho
de 1848.
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
-Pela subdelegada de S.-Antonio se fax publico,
que 11a eadpia desta cidade existe um mulatinho que diz
ser escravo de Joao Leite de Azevedo e chamar-se
Agostiuho : seu senhor coinpareca munido do compe-
tente titulo que Ihe ser entregue = Recife, 27 de
julho de 1848. llrala de Almcida.
Avisos martimos.
Para o Aracaty sahe, com umita brevidade, porter
a maior parle da carga prompta, o patacho Anglica : pa-
ra o restante e passageiros.para o que lem bons commo-
dos, trata-secoin o capitao, Manoel Aun.....s de Oliveira,
011 com Luix Jos de S Araujo, na ra da Cruz. 11. 26.
Para o Aracaty seguir com umita brevidade, por
ter grande parte do seu carreganiento prompta, o liiate
nacional Tentador, forrado e pregado de cobre : para o
estante trata-se com Silva & Crillo, na ruada Mo. da.
n.ll.
Para o Rio.de-Janeiro segu, at o dia 30 do cor-
rente o patacho nacional Novo-Terne cario: para o res-
to da carga, trata-sc na ra do Vigario, n. 5.
-- Para o Rio-Grande-dn-Sul sahir breve o brigue
LeSo, capitao Antonio Rodrigues Garca, o qual ni-
camente pode receber passagelros e escravos '. quem no
inesmo quixer embarcar pode contratar com o sobrcdilo
capitao, ou com os consignatarios, Ainorim Irmaos, na
ra da Cadeia, n. 45.
_ ^-Para o Rio-Grande-do-Sul pretende sabir ein ppu-
cbsdias o brigue Esperanca, capitao Jos Alves Carneiro;
o qual pode receber alguns passagelros e escravos :
quem pretender pode entrnder-se com o aobredito ca-
pitao, ou com os consignatarios, Amorim Irmaos, na rui
da Cadeia. n. 45..
Para o Rio-Grandc-do-Sut segu com brevidade o
lirigue-pscuna Alegra: recebe alguma carga e escra-
vos a frete : quem quizer carregar cntenda-se com Leo-
poldo los da Costa Araujo, na ra da Moda, n. 7.
~ Sahe para Lisboa coma maior brevidade o brigue
poi iu^ch'/. .V11 blime, capitn Joo Francisco de Amor :
para carga e passagelros a tratar com Oliveira Irmaos &
*-. ou com o capitao na praca doCommercio'.
-Para o Aracaty estproposto carga o hiateiVovo-
i'llnda, inestre Antonio Jos Vianna; os pretendentes a
earregarem se entendern com o inesmo inestre no
Trapiche-Novo, ou na ra da Cadeia-Velha, n. 17, se-
guudo andar.
Para a Bahia ein pinicos dias o hlate Flor-do-Recife,
torrado e pregado de cobre : para carga e passagelros,
trata-se na ra do Vigario, n 5.
Para Lisboa partir, 110 di 20 do prximo mez de
Chegando ao conhecimento do annunciante, abaixo
assignado, que homens perversos leem laucado inSo do
sen noine para differentes pontos, pedindo dinhelros a
pessoas que gabein que guardam algumas relace* de
aiizade ao inesmo, qur como amigos particulares, 011
na qualidade de seus correligionarios polticos e que
ah*uns destes ho sido Iludidos, e satisfello a pedidos
tao apocriphos, quao fradulentos, sem que aluda elle
naja comtudo podido colliglr quaes tenham sido cases
fteuliorej (|UC assim tcem sido engaados o inesmo
iiiiiiii<-i.t,- faz por isso, ein prol da sua honra e ere-
dito tao atraicoadamene feridos, saber a lodo o pax,
dentro e fura da provincia das Alagoas. que, depois de
preso, a contar de 2 de feverelro de 1846 at boje, 13 de
julhode 1848, jamis dirigir pedido de qualquer natu-
reza a pessoa alguma, ( nao obstante seu ino estado de
nnancas ) para que se Ihe inaudasse dinheiros sb qual-
quer condico, e nem inesmo algum genero !
aun, o annunciante nao sabe ser malagradecido ; he,
antes, multo grato, e nelle assaz abunda mas esta gran-
ie virtude ; tem, poU, de pouquissimos amigos alguns
obsequios recebldo. como forjadamente, ou antes, com
o mor constrangimento seu ; comquauto estes orados
de amizade tenham sempre, e sempre que se dao, sido
presididos pela mais delicada espontaneldadc, e a ro-
gos daquellcs, e a cujo melindre por semelhantcs ra-
soes assaz otfenderia, de nenhum de seus favores se ser-
viudo ; o que bem difiere dessas exigencias c pedidos,
ou antes desses furtos de que vai tendu noticia, que in-
lamcs tereciros estao la/ende, uso pin ?u nome : quan-
do o loeamo bem prexa a sua honra, para que jamis
desta assim abusasse e seus verdadeiros amigos, e
quanlos homens dcsapaixonados o conhecem, sabeni
disto e o rccunhccem incapaz de tal proceder, etc.,
quaesqner que sejam as suas necessidades!
Pelo que o annunciante previne a tocios que median-
te a iPilura deste, s virem lesados, a elle apressadamen-
tc se dirijam com csses documeutos que tiverem, e que
sao falsissimns, para que prosigam as pegadas dos frau-
dulentos, que dest'arte querem pimpar ou antes eslo
muito campando escarnecentes iinpudentissiuos c im-
punemente, por meio de furtos de tal ordem! Sem du-
vida, feilos, j nao smenle a taes e laes pessoas, em
nome do, por todas as formas, ha muito assaz vctima-
do annunciante, mas, porventura, tainbetu j ha outros
individuos, Igualmente abusando eo genio do mal de
Seus nniin-s !
Ein virtude de declaraces tao explcitas, ningucm,
portanto, p'ora vante, deve dar dinheiros, ou inesmo
quaesquer gneros a pessoa alguma em nome do an-
nunciante, sb qualquer pedido ; qur vocal, qur por
escripia ; porque c : permanec na linne resoluco de
ser, o inais possivel, menos incomiuodo a lodos, e sto
em mximo rigor; comquanto continu a ser ainda da
iiiesma sortc atrocidado I. quando nao, obstante csse
proposito seu, se dem circumstaucas em sentido op-
posto, filhas de um porvir das muis doridas contingen-
cias, desde j previne tanibem ao publico que nlo
seus negocios de seiiielhaute naturrxa, mrmentc eiu-
quanlo preso, nunca sero tratados seno por sua pes-
soa, e, de outia sortc, nao ; logo que tanto Ihe nao seja
dado, aflu de ver siao menos assim colladas licaui pa-
ra diante as fraudes ditas, etc. !
O annunciante aproveita esta occasio para igual-
mente prevenir ao mesino publico incauto, que tainbem
agora, com profunda inagoa sua, Ihe chega mais a in-
fausta noticia de que por dillerentes lugares, como em
os municipios das villas de Porto-do-Calvo, de Porlo-de-
Pedras, ele, etc., se tecm promovido subscripecs para
auxiliar com o seu producto pecuniario a elle auutin-
cianle ; o que da mesma sortc nao passa de um arte-
facto do mas doloso embuste, faxendo-sc do seu nome
instrumento, c da bondade de seus amigos e correligio-
narios o mais vil abuso, para isso e smente em pro-
prio proveito desse ( ou desses ) que tao despejadamen-
te procede sb o venda de oicioso! de amigo! e de
compadecido do inesmo annunciante que, posto isto,
declara inals que gmente de taes subscripecs agora
soube por vias indiscretas; e que, comtudo, significa
a quem qur que a ellas se tenha prestado de tao boa
le os sitis inais respeitosos agradecimentos, comquan-
to renuncie o ulilisar-sc dos lindos das mesinag,
quaesquer que sejam as suas privaces ; pois que de
muito pouco ou de quasi nada mais precisar para
diante, Ihe restando j poneos dias de vida, consequen-
eias da aturada experinicntaco de todas as torturas,
pelas quaes os seus imnioralissimos tyrannns e as suas
to perversas quo prostituidas autoridades exclusivas
o tcem feito passar 111 Cuinpi indo, em presenca de
mais isto expendido, que os curiosos promotores ou
maliciosos agentes de taes gentilezas restiluain aos
dignos contribuidores de boa f, amigos e correligio-
nario? do annunciante o qnc destes lecebcram, de tal
sortc os lialu n. lo I !
E tanto mais esta restituicao he devida e justa, quin-
to he mu ucees ira e prolicua, para que ningucm as-
sim se locupelete com o alheio, peiteando c abusando
tanto da bondade c boa f de cidados, ceitamente di-
gnos de screm por todos -espoliados ; c para que, II-
naliiieutc, o publico saiba, assim, com quem vive, ese
acautele, cahlndo ao emutisteiro a funesta mascara com
que se tem acobertado, e de que pude ainda servir-se,
com grave daino de tercelros, de mitra sorte se o
tratando, se o tolerando, etc.!
~ Ein praca do Illm. Sr. Dr julz do clvel da prlmel-
ra vara, se ha de arrematar, lindos os dias da le, urna
caa de sobrado de tres andares, sita na ra do Trapi-
che n. 44, por cxecuc'o de Leopoldo Jos da Costa A-
1.lujo contra sen devedor Jos Gomes Villar, end'i di-
ta prnpriedade avallada em 14.000/000 rs. cscrivao
Reg.
-~0 abaixo assignado tem amigavelment.; dissolvido a
snciedadeqiip tinha rom seu irmo Joaquin Justlnlano
l'into Das de Magalhaes, na toja de (.tiendas da ra do
Sueimado 11. 46, que gyrava coma firma de Magalhaes
Irmao ficando o inesmo annuanciante subjeito ao
activo epassivo da mesma, que Ihe tica pertcncendo u-
uicamente, por Ir Europa tratar de sua aade o dito
seu nno.
Jola Joiio'iim I'ino Diat de Magalhac'.
O abaixo assignado tendo de ir Europa tratar de
sua sade, deixa encarregado de seus negocios pa rli-
cularea a seu rino__Jos Joaquin Pinto Olas de Ma-
galhea.
Joaquin huliniano Pinto Dias de Uagalhiles.
("asa de modas francesas.
/i- Millochau.
No Atcrro-da-lioa-Vista n. 1, primeiro andar por ci-
ma da loj.i fechada.
Ncstc pstabelcciincnto de modas', fazem-se chapo9 ,
toncados, camisiulias, colierinhos, vestidos de'baptisa-
do de baile e de casamento, do ultimo gosto e com
promptido por ter urna modista novamente chegada
de Pars. As senhoras acharao sempre para escolher um
lindo sortiinentn de chapeos de seda de todas as cores;
lindas (nucas ; chapeos de palhinha de todas as quali-
dades ; colierinhos e cainislhhas bordadas c punhos os
mais em moda cambraia de llnho bicos brancos ;
camhraia eentre-meios bordados ; (lores ; luvas de re-
troz e de mala aberta ; linhas de todas as qualidades e
nmeros ; litas de linho c de algodao lustroso : tambein
ha ludo o que he preciso para luto fechado ; mantas
visitas e manteletes ; sedas ; chamalotes ; trancas; bi-
cos pretos e franjas.
Joo Mara Ferrcira participa aos seus devedores
que no praxn de 30 dias queiram mandar salisfazer as
quantias deque Ihe sao devedores; do contrario, usar
dos ineios competentes.
I'erdeu se um sinele de ouro cs-
maltadn com pedia rxa e chave eji cima, presa a um
peda o de cadeia : quem o adiar e levar a loja de lvros
da praca da Independencia, US. 6 c 8, ter uma gratn-
cacao.
Offercce-se nina ama para casa do homeiu solteiro,
para todo o scrvlcode portas a dentro e que d boas
infnrmaccs de sua conducta: m ra de San-Jos,
n. 42.
Oll'erece-se uma inulher para ama de casa capa?,
de portas a dentro : quem precisar dirija-sc \ ra da
Liugocta, ii.3, que se dir quem he.
A Voi do Brasil.
Sabio hoje o n. 46, c acha-sc venda nos lugares do
coslume.
--Descja-se fallar ao Sr. Basilio Rodrigues Seixas:
na ruado Livrameiito, sobrado n. I.
Aluga-sc um sobradinho de um andar na Gamboa
do-Carmo por cima da venda n. 3 a tratar na ra da
Calcada, n. 6.
Aluga-se o sitio bem conhecido da estrada do Cor-
deiro de Nuno Mara de Seixas a pessoa que tenha
(ratamento : os quesitos que otornam preferente sao co-
niiccidos : a tratar com o inesmo proprieariu na iua
do Au'iorin, 11. 15.
Precisa-sc de utu litor para um sitio perto desta
praca que cnteiida de plantaces c seja de conducta
abonada : na ruado Amorim, n. 15.
Offerece-sc uma criada portugueza para o 3ervco de
una casa de pouca familia, a qual he de boa Iconducta ,
c he fiel: na ra do Trapiche-Novo 11. '.ib, segundo
andar.
Arrenda-ee o sitio da cscala, na Soledade, com
ptima casa de sobrado tanque estribara c com seu
pomar de larangeiras c outras diversas fructas : a tra-
tar na ra de Hurtas, n. 140.
Precisa-se alugar um preto que seja bom co-
peiro para o servico do unas familias estrangeiras :
na ra tiu Trapiche-Novo, 11. 10.
Urna pessoa com pratica de escripia
commercial, e bonita leltra, propoe-se a
escrever as horas vagas, nos domiii zerra Cavalcante: quem a achar Hlrja-se a ra Ve /ha .
Deii'eja-se fallar ao 8r- Policarpo, que Wt**M
ra do Rosario larga, e hoje mora no Mangu.nlio atra
do theatro, armazeui de taboas de pinho.
Precisa-se de 600/a 800/ rs. a premio, sobre tir-
inas acontento : quem quizer dar annuncie.
Precisa-se de uma ama de leite que o felina nome
com abundancia forra ou captiva : paga-secm na
ra Imperial, u. 25, ou anuuncie. .
Deseja-se fallar com o Si. JosSoares da l-osia, viu-
do ha pouco da baha a negocio de seu interense : na ra
Dircita, n.G'J. U11. .,
-- O doutorcm medicina JosGoncalve da Sllra me-
rece o scuprcgtimo ao publico, na ruado CollegK. o. o,
primeiro andar.
Pretende-ge negociar o sobrado de um andar n. 4 ,
na ra doa Copiares pertenccte a Jos Gon9alve aa
Silva liastos: quem scjulgar comdircito a eile.porqual-
quer titulo que seja pode annuueiar por esta folha no
prazode tres dias lindos os quaes julgar-sc-lia llvre e
se ell'eituar o negocio.
Firuiiano Jos Rodrigues Ferreira faz gcienleao*
seus freguezes que lem encarregado nesta prafa o Sr.
Cactauo de Mallos Simcs para tratar de receber eua
dbitos.
Comoras.
i.oiupr mi-s as Odes de Horacio tradu/.idas por
Joaquim Jos da Cosa c S F.lpino Durienne ou tro-
c.nn-sc por autores da philosophia moderna como se-
jam : Nicole, Dainiron Cousiu, LeibniU e outros mul-
los que na oerasio e mostraro ; os quaes tambein se
trocam polos clasjicos latinos r. francezes ; assim romo
se vendem os mesinos clasicos latinos a saber : Selec-
ta, Fbulas, Virgilio, Salustio, Tito I.ivio < diccionario
Magiium Lexicn e tambein de fbulas e de coinpoil-
yo por Fonscca Salustio traduziilo ao pe da lettra ,
utropio latino e franeex e outros iiiuil'M latinos; Te-
lemaco diccionario francex, por Fonseca, etc. : na ra
de S.-Francisco outr'ura Mundo-Novo, 11. 66.
:-">=
/ Vendas.
Ah O que restara ainda ao genio do inferno invecti-
ar e levar a eftelto em perda do annunciante ? !!
un. equando o supremo arbitro do universo se amer-
ceara de quem por lempo to aturado he victima inde-
fensa de toda casta de violencias, asmis inauditas,
etc.?!!
agosto, o bem conhecido brigue pnrtugtiex Tarujo-Pri-
mriro.d que he capitao Manoel de Oliveira Faneco. Tem
grande liarle* de seu carregamento engajada: pata o
estante de seu carrrgaiiiculo, assim como para passa-
(eiros.a quem oQerece sseiados coiuniodos e bom Ira la-
mento, trata-se com o ditacapitao na praca, ou como
consignatario, Firinino Joi Flix da Roza, na rua do
liapiche, n. 44.
gygagjavaMaars xn-nav'jnf jtaany
Lcilao
"" Rll-'!,a"'d Roylc far leilo,por iutervenco do cor-
etor Oliveira de grande sortimento de fazendas in-
feia,|'a m0r pi,,,e re<''n'<''nPnte despachadas : lerca-
'"', 1. de agosto as 10 boiras da inanha ein ponto ,
"'eu ariiHttem rua da. Alfandega-Velba.
EVC31MKdBKnKIGyfi
Avisos diversos.
Preclsa-se de uma ama com muito bom leite para
- mna casa fianceza": na rua da Cruz, n. 19, urceiroan-
> 7,",ra"c.i,co uos Sa'"o'' Neves, Portuguez, retira-se
puralra do imperio.
etc
De taes genero e quilate, pois, sao, em suinma, tam-
bein as negociosas e legicidas aecusaces, e tratos ao
annunciante Tcitos, sem que jamis se fartein 04 mes-
mosseus perverssimos c ladravoxcs contendore, os
seus exclusivos juizes, to seus enrarnicados inlmigos,
etc. !!:
Sis. Redactores, condiguem-se de levar ao conheci-
mento do publico, pelo vehculo de seus prlos. estas
linhas, nao s para prevencao e inteiro Conhecimento
daquellc, mas tambein eni desaggravo do igualmente
11 aludo e aggravado, este que, por semelhsnte servico,
ha de ser a VV. SS. sempre assaz grato.
laminado e degredantissimo callabouco secreto da
polica ( onde nao penetra ar livre, e nem a mesma luz
do dia, o anunciante est sendo todos os respeitos ju-
rdicamente assassiuado ao satnico apratimento dos
desnaturados entes vis, to gostosos traficantes da pol-
tica-moustro, que vai solapando o paix at abysma-lo
nteiro no hrrido lurbilho de todas as calamidades
e irreparaveis ruinas, .i cujas funreas bordas j mu
contiguo est!) aos 13 de julho de 1848. na cidade de
Maeei. Joaquim Jur de Araujo Lima Rocha.
Domingos Jos de Lima retira-sc para (ora da pro-
vincia com sua familia c dous escravos Aniceto c Lui-
1a: tambein veudc sua mobillae todos os pertences de
seu olficio.
Os credores do fallido Antonio Jos Antunes
Guiiiarflfs p'revinem auj devedotcs dcsto, que Ihe
nao peguern seus dehitos qur de cotilas de livro ,
qur por letlras que Iho ceitassotn : porquanto
leudo sido arreslados seus bous, letlras e livros ,
nflo pode o inesmo validamente receber quaulja al-
guma de seus crodores mas tudo deve ser recolhi-
do ao deposito cti mSo do corxelor Oliveira, como
bous tos nicsmos credores : o que so faz publico ,
para que ninguem so cham a ignorancia, o Bear
acautelado contra o mcsinb fallido que consta ler
dusapjiarecido desta piuca para ver se colhu algum
diiilieiin ile seus llovedores, contra quem proles-
la ni os mesmos credores havero quo indevidamente
pagureui.
Precisa-se de um boinem para feilur.de unren-
genho, que seja Portuguez, e d liador 011 cqnbc-
ciiuenio de sua conducta : na rua do Coliogio, 11. 15,
tereciro andar.
Antonio Jos dos Santos Braga retlra-se para fra
do imperio, com sua familia.
e dias sontos, com limpoza, mediante m-
dico estipendio : quem precisar, anntmcie.
DEnTISTA.
M.S. Masvson, cirurgio dentista, lem a honra de an
nunciarao respeitavel publico,que contina a ejercer
todas as operaces inherentes a sua profissao, como se-
jam : tirar denles, chumbar com ouro e prata collo-
car denles novos inais perfeitos e duradores do que os
proprios naturaes: ludo com a maior perfeico possivel,
e com a maior coiiuuodidado em precos na casa de
sua residencia na rua do Trapiche-Novo, n. 8.
Ensinvse por casas particulares as
primeiras leltras, a 3,oo rs mensaes
mais de tim alumno, com lotlo o esmero :
quem'quizer, annunce.
Prceisa-se alugar dous escravos para o servico de
um 1 casa : n rua da Cadeia de S.-Antoiiiu, arinaxcm
n.21.
Achou-se um dedal de ouro : quem for seu dono ,
pode procurar na rua da Treinpc voltando para a Sole-
dade n. 31, que, dando os signaos certos Ihe spr en-
tregue.
Tresse fabricante de orgos e realejos,
no Aterro-(lu-Boa-'Vn\a, n al,
tem para vender realejos com tambor e tromheta com
a miagara de screm msicas todas feitas no paiz, como
bem a polka, a.......li cavatina -- Casta diva -- etc.
(.'oncena dito instrumento e pe marchas novas. Na mes-
ma casa comprani-se realejos usados.
Aluga-se urna escrava fiel, sem vicios, que saiba en-
gomiuar, coxinharc tratar de um menino, e um escravo
he!, para todo o servico de casa c rua, para urna casa es-
trangcira na rua do Trapiche-Novo, n. 8, terceiro andar.
-- Antonio Carlos Pereira de Burgos Poncc de Len,
pelo presente, participa a seus amigos c a quem convier,
que elle mudou a sua morada para a rua Uireita, sobra-
do de un andar 11. 16, que faz esquina para a travessa
de San-Pedro e continua a receber correspondencia
dos senhoies de engenho que quierem consignar-lhe
as suas safras.
O Sr. Manoel Jos de Souza Luna, he rogada a ir
a rua Direta, sobrado de m andar que faz esquina pa-
ra a travessa de S.-Pedro, que haquem queira lalar-lhe.
Pierre Turbal, I- ranee/., retlra-se para a Franca :
por isso avisa a quem scjulgar seu credor que haja
de mandar sua conla at JO do crreme, na rua Nava,
n. 60.
Precisa-se de tima ama de leite que
o tenha em abundancia, para criar um me-
nino de seis mezes : na rua do Mngel,
n. 56.
= Vende-se a venda sita no palco dos Marlvrios 11. 8,
por seu dono querer retirarse para fra da provincia :
a tratar na mesma venda.
Vendc-sc urna venda das principaes que ha pele
linio local em queso acha o vender lano para a trra
como para o malta: vende-se por seu dono querer re-
li 1 11 -si para fra do imperio : na rua Augusta, n I, so
dir quem vende.
Vendeiu-se uus-lnucis grandes de amarello, novos
c que servem para qualquer cousa por lorem servido
de deposito d'agoa ; juntamente urnas canoas grandes :
tildo por proco coininodo : na rua do Trapiche defron-
tc do caos da Liugocta, n. 30.
Vende-se uma escrava do nacao,
menos de 18 a 20 annos, sadia, sem acha-
ques, nem vicios ; lie rccolhida e tem ha-
bilidades, como sejam : engommar, cozer e
fazer lavarioto; um molecote crioulo, de
\c a 20 aii'iu, sem vicios, hem conipor-
tado, bastante robusto, de bonita figura;
e um molequinbo de 8 a 10 annos, boni-
ta figura e sadio : quem os pretender di-
rija-se a rua do Crespo, ao p do arco de
Santo-Anionio, loja n, t\, que achara com
quem tratar.
Vende-se um relogio de ouro, patente inglez, mul-
to bom regulador : na rua dp Quciiuado n. 11.
Vende-seuinapreta.de nacHo moca, propria
para todo o servico : na rua da Cuiluia do Recife, lo-
ja 11. 50.
~ Vcndem-se barricas de superior farelo de Lisboa,
a ...' 11 'i> 1-.: nu ai in:i/oiu que foi do finado liraguex, ao>
p do arco da Conceicao.
C'iogou mu bom sortimento de louca da llahia ; o
de Cachueiru, em latas de iibras, ptima
I'u'i isa-so (aliar com o Sr. Julin Mara Freir : na
praca da Independencia, n. 17. .
Pcrdcu-sc urna procuraco baslaute do Sr. Joaquin
Carneiro Machado Rios e sua mullico, em a qual consll-
luem por seus procuradores os Srs. Or. Jos Francisco de
Paixa, Joao Carneiro Machado Rio e Jos Joaquim lle-
naa ut
para os amantes da boa pilada; abanos em milbelros:
tudo por proco commodo : na rua da Lapa, no f orle-
do-Maltos, armaxeui, 11.6.
Vende-se uma cama de angico, com enxerges :
uma dii/ia de cadeiras e canuap ; 2 bancas de colunia ;
de pao d'oleo ; umacarteir para escriplorio de ama-
la lio um armario ; dous lavatorios de canto ; urna ca-
xa de realejo, que toca cinco prcas ; urna pedia branca
de inariiiorc com 38 pollegadas de enmprimeoto e 18
de largura ,-para consol ; una pedia quadrada e gros-
sa de moer tinta com seus dous moedores ; urna cal-
xa de amarello de secreta : ludo por prrc.o commodo :
na rua Dircita Jia loja do sobrado de um andar, na es-
quina que vira para S.-Pcdro.
Vcndcm se 12 planchos de cedro de l2 a 14 pal-
mos de couipi i o o o lo e bem largos, por proco comino-
do : na rua do Quelinado, loja de ferrageus, n. 10
Vende-se, por precisan,.um escravo pardo de 22
annos, canoeieo c pescador de tarrafa ; sem achaques :"
as Cinco-Fontas, n. 71.
Vendein-sodiias latas de doce de lainr.-indos com
8 libras cada Ulna : na rua de Apollo, venda n. 21.
Vende-se um par de rodas novas de cinco palmos
e meio de altura proprias para carroca de cavallo : no
lim do Bccco-Largo, no Recife .junto as taixas de ferro,
onde foi tanque d'agoa : tambein se vende por pouco
dinheiro uma bomba de ferro com 21 palmos de
con.pri iiicnio e que se pode cnieiid.n pala mais com-
prmeme.
Vendcm-sc pecas do madapolo com20 varas, mul-
to largo c muito encorpado a 2/800 rs, c a rclallio a
140 e lliii is. ; pecasde chitas linipas de muito bonitas
cores de rosa e de muito bons pannos, a 5sap0 rs.; na
rua estreita do Rosario, n. 10, terceiro andar.
Vende-se mu casal de biirrinhos ; un, burra ani-
mal ; um porto de ferro proprlc para sitio nina col-
cha branca bordada de ouro ; duas bandejas de casqui-
nha ; dous baromethros; um oculo de alcance; dous
banbeiros c duas tullas de foli.a ja usados ; urna por-
cao de 10119a porccllanea : c diversos uniros objectos
miiidos : na rua do Vigaio, n. 7.
Vende-se uma bomba de cobre, em bom estado :
na rua larga do Rozario, 11. 20.
F.sto venda, na loja doSr. Dourado, 110 pateo do
Collegio os ns. -i e ."1 do rito da Patria, peridico que
nao advoga nem a causada inonarchia nem da anar-
chia odicial ou do povo ; s quer o apoio dos patriotas
honestos qur sejam brasileiros ou estrangeiros pois
o mundo inteiro he patria dos republicanos.
CAPACHOS
JSa rua do Queimado, n. i C,
vendem-sc capachos de diversos tamaitos e de supe-
rior qualidade por proco mais commodo do que em
outra qualquer parte : sao ebegados ltimamente a es-
te mercado c existe urna pequea porco em ser.
Aos 30:000^000 de ris.
Acaba de chegar ueste ultimo vapor do sul
completo sortimento de cautelas da lotera do Rio de-
Janeiro em quarlos oitavos e vigsimos, acham-se
continuadanveetc a venda no uuico lugar j por veies
annunciado rua do Quomado n. 16, loja de Jos Dias
SlmSes 3t Companhia. Adverle-sc que o seguate
trar a lista gcral da exiracco dess cautelas.
um
rapos
'
.-
t



.
-
A.
Vende-so a padari.i da ra da Scnzalla-Velha, n. 90,
bem afregue/. ida : ua rua Direita, n. 69
Vende-se uina prcta pcrfcita cngommadeira e
cozinheira, e que faz lodasas qualidade9 de doce ; urna
ditadenacao, boaquilandeira, por280^ rs. : no pateo
de S.-Pedro casa lenca n. 7, se dir quem vende.
Vende-se manleigafranceza, a 1/280rs. a libra, com
preferencia a ingiera : ua rua do Cotovello venda
n. 31.
Vnde-se una prcta de uaeilo, de 25 annos, sadia ,
sciii vicias, c que lava, cse chao, cozinha de forno, he
perita engommadeira amarra cabello, tem tuuito gei-
to para cuidar em meninos e no mais arranjo de urna
oaia de familia pelo que se torna rccommendavel : na
rua da Cadeia do Recite n. .'i, terceiro andar.
Vende-se ni escravo
Jaoin canoeiro por preco coinmodo : na rua do Livra-
iinnio, loja n. M.
Clm lindo molecote de naciio, de iS
anuos de idade, ptimo cozinbeiro e bom
cepeiro ; un) dito de idade de 20 annos ;
un dito crioulo, com principio de sapatei-
ro ; dtiss negras de meia idade, por pre-
co cmmodo j um lindo p.irdo cliro, de
idade de 22 annos, ptimo pagem; um di-
to de 25 annos ; non dito de meia id.de,
2.W000 rs. ; urna negra que emgom-
cose e cozinba ; tuna bonita pardi-
,, j j l.. -- Vendein-se caixas de macarro multo botn a '3#000
Yendein-SesapatOesdeCOUrodelUS ( cai]la de 25 libras: no armaiem de Francisco Das Fer-
tro, pelo baratissimo preco de 2,56o rs.
1
e vira, a 1,200
rs.
por
ma.
nlia ; urna preta de meia idade, boa la-
vadelra, tanto de sabiia como de vairclla;
urna preta de nacao Costa, e outros es-
cravos que se mostrarao aos comprado-
res : na rua d>s Larangciras, n. 14, se-
uiuio indar
__Vende-se urna prela de 24 annos, de bonita figura,
que cozinha bein o diario de una casa cose chao, lava
de sabao c varrella lie boa padelra e rcfinadeira de as-
eticar : na rua da Concordia pasiando a pontczinha a
dfrelti SfffQOdB c-i*n ierrea: se flir nuem vende.
Cera de Lisboa
Na rua da Cruz, n. 6o, vende-se a me-
Jlior cera que lia no mercado, em caixas
de todos os tamanbos, vontade dos com-
pradores, e mais barato que em ontra
parte.
__Vende-se cal virgen) de Lisboa em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco comino-
do : a tratar com Almeida Si Fonseca na rua do Apollo.
..i liiqn.nl ,l.li|l)S V DsnillL' a
saupa loas-onQ -aup.) epca seacicd aias apoia-id omn
-iiuip o|jd sexo sjjoo ap a saoipedsoaij ap apepio
isa e aiuauemiiin si.pi; 1..q.>' sosaj|Siicd sestea saou
se m.iiii. -v 'q -u ojnoiuy-'s ap oojb oe aitiojjuoa
' '[) ^ SJQJUlUin-j Jp l<>[ Vil d/JOO O
SJ Ot/CSC V 'S9SUJlSl.lt/liiiVSSVDSOaOUSf/
Vendem-se caixas pira guardar
joias, pelo diminuto preco de 900 rs. : na
loj de q na tro portas da rua doCabug, n.
1 C doDuartf.
-- Veude-se uina preta de meia idade, que cozinha e
trabalha de enxada : na rua da TJniao, penltima casa.
Vendem-se doze cadeiras de Jacaranda em boin uso,
c duas bancas de angico tainbcm cin lioiu uso por pre-
co commodo: rua do Rangel, n. 57.
Vende-se Lizia potica, ou colleccao de poesas mo-
dernas, de autores portuguezes publicadas no Rio-de-
Janeiro por Jos Ferreira Mouteiro contendo o pri-
ineiro voluiue 52 nmeros eom 312 paginas ; preco 2/
rs. Reecbem-se assignaturas para o segundo volunte
____....^......i__..... i o .i:..:.i;.i.. ..... \ > nnmftfOS.
ua rua da Cadeia do Rccife loja de Joao da Cunba Ma-
galliii s aoude j se enconlrariio os us. 1 a 9. Na mes-
illa loja se continan) a receber assignaturas para a
Chrunica-I.illeriu, jornal de instruccao c recrcio por
preco de 6/ rs. por anno por 52 nmeros.
ditos de bezerro de sola
rs., e superiores a 1,600 rs. : na rua da
Cadeia do llecife, n 9.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
aos 20:000^000 E BS.
Vendcm-se bilhetes e meios ditos da lotera a benefi-
cio da fabrica de papel: na rua da Cadeia do Recife, nu-
mero 56.
Em casa de Kalkmann & Rosenmund,
ama da Cruz, n. 1 o, acha-se a yenda
um grande sortimento de mobilias ,
consistindo em commoda mesas redondas e quadra-
das de jantar, de jogar, de xadrez pequeas pintadas c
todas as formas armarios de roupa ditos de livros ,
SEIS MAGNFICOS PIANOS dos melhores autores, ca-
deiras depalbinba ditas de balanco ditas de bracos,
mochos, lavatorios, etc. chegadb recentemente de
llainburgo ; bein como caixlohas para costura, estojos
toucadores apparclhosde vidro de cor para obre-me-
sa casticac de vidro candieiros e globos para corre-
dores c escadas tudn feito ao gosto moderno, e parte
com novas invencoc. Advertc se que na semana se-
guinte haver um grande leilao destas cousas.
= Vcndem-fc6 duzias de cadeiras com assento de
palhinha e que sao muito faites todas ou a duzias :
na rua das Trincheiras, n. 36.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em ontra qual-
quer parte : na rua do Trapiche, arma-
zem n I7.
Vende-se a bem acreditada venda da rua do Co-
dorniz n. 9, no r'orle-.lo-Mallos : a tratar na inesma
venda Tambemse vende vinho da rigueira a l/.r. a
canada ,e agarrafa a 160s ; e outros inultos gneros
por preco couiinodo para liquidar.
Vendem-se 4 esclavos de l.onilas figuras; urna pre-
ia Ao j snBOl boa ensmrelra e eneoininadeira e que
he propria parVoiucama ; 3 ditas com habilidades, sen-
do urna dcllas qnitandeira ; um moleque de Ib annos ;
una negrinha de 10a 11 annos : no pateo da matriz ac
S.-Antonio, sobrado n. 4.
Vendc-se uina duzia de cadenas de palhniha no
pao d'oleo uina mesa de incio de sala de angico, una
dita deamarcllo .parajantar um balcao e tres caixi-
Ihos para por amostras : na rua larga do Rozarlo n lo.
Vcndein-se 6 lindos inoleques de Ib a 18 annos ; 1
prctos de 25 a 30 annos sendo um dclles cozuiheiro ; 3
pardos de 16 a25annos, sendo um dclles bom carreiro ;
duas inulalinhas de 7 a 14 anuos com principios de ha-
bilidades ; duas pretas con: habilidades: na rua do
Collegio, n. 3, se dir quem vende.
Vende-se una porcao de tjado, todos hlhos do pasto,
entre clles vaccas de leite ditas mojadas novilhas, gar-
rotes garrotas e novilhos : ludo por preco coinmodo :
na rua da Concordia primeira casado lado direito.
reir.
Vende-se una excelleutf casa terrea na rcguezm
da Boa-Vista, com muito boris commodos grande quin-
tal coin inultos arvoredos de fructo_: na rua que atra-
vessa para a Gloria, casa do lampeao,
^3'8oo rs. a peca.
Na loja de Guimares & C.
nue faiesquina para a rua do Collegio n. 5, vendem-
se pecas de chitas de 38 covados a 3*800 rs. a peca, de
___Vende-sc urna escrava de Angola de 20 annos ,
de boa figura que engomma, cose e cozinha : na rua
do Passelo, loja n. 19/
Vende-se manleiga ingleza nova e de primeira
qualidade a 1^280 rs. a libia : na rua esteita do Ro-
zarlo venda que faz esquina para o pateo do Carino".
--Vende-se urna escrava de naco, muito vistosa, boa
coziuhelra eque ciigoinina, lava de sabao e varrella:
na rua do Sebo, n. 30.
Vendem-se os memores cha-
rutos da Baha qu teem chegado
y
se ecas de cnuas ae 00 cuvauu auouv ... .. ,- T o r
soflrivel panno e padrSes agradaveis. Dao-se as amos- jaje ||0je, COIT1 a UiarCa 1 > D : em
casadeJ.O.Elster
dea-Velha, n. 29.
"" sobr.e penh0Te;' ^Icasa de J. O. Elster, na rua da Ca-
iV loja que faz esquina para a rua c
, A is'ooo rs. ,
ancorelas com azeitonas superiores : ven-
dcni se no caes da Allaudega armazcm
ii.
7, de Francisco Das Ferreira.
Vendem-se fuzendas muito baratas nos
Onatro Cantos da rua do Queiuiado ,
loja n. 20, de Teixeira Bastos & Ir-
nio ,
como sejaiu : castores encorpadospara calcas a 200 rs.
ocovado i lencos brancos de cassa com risca em volta ,
a 200 rs. ; cortes de cainbraia pintada para vestidos ,
fazendalixa,a2/400rs. ditos com algum mofo a 2/
rs.; cassa chita lina e muito larga a 200 rs. o covado
dita superior a 400 rs. ; riscados largos em cassa com
algum mofo a 200 rs. ; chitas brancas de llores a (20
' rs. ; ditas escaras a 160, 200 e 240 rs. o covado ; ineias
para inenine a 80 e 160 rs. o par ; ditas para meninas ,
a 320 r. ; ditas para senhora de 400 a 560 rs. o par;
lenco de seda preta para gravata a 1/280 rf. ; ditos de
cores em seiim para gravata, a 1/600 rs. ; ditos de fran-
ja para senhora a %f0 rs.; luvas pretas bordadas a
JJQO rs. o par ; camisolas de meia americanas, muito
boas, a 1/600 rs ; e outras umitas fazendas por pre-
co coinmodo.
No \ trro-da-Boa-Vista, loja n. 78,
vendein-se bahus proprios para guardar roupa de
crianca e para costura de 1/ a 2/500 rs. ; bonetes de
varias qualidades, para meninos a 800 rs. ; anda res-
i.ini algiirM bonetes de marroqulm de muito bom gos-
to ; bonetes de riscado, a 320 rs.; sapalos de lustro c de
marroquin, tanto para homem como para meninos.
)uas grandes vistas de Perna/nbucot
proprias para ornamento de sala em fumo e coloridas ,
urna tomada do forte do Brum e a ontra da ladeira da
Misericordia, em Olinda muito bem acabadas e fei-
tas igualmente a beneficio da sociedade da licnelicien-
cia Allemaa e Suissa : cstao a venda no nrmazem de
Kalkmann Si Rosenmund, rita da Crua, n. 10.
Vendem-se ptimos presuntos para fiambre, chega-
dos ltimamente : no armazeui de Kalkmann !t Ro-
enintuid, rua da Cruz ii. 10.
Vende-se ceryeja hamburgueza
bocea de prata, errr barricas c cestos : vi-
hno de Claret, Keres e Porto, em caixas
de urna duzia cada tima ; e Champanha
da verdadeira marca Cometo, ltima-
mente chegada : na rua da Cruz, u. 17,
armazem de C J. A.slli-v.
Aos apreciadores da boa pitada.
Vndese, em Pedras-de-Fogo as loja do Sr. Joa-
q 111 m il v Franca ('.amara excetlente t muito superior
rap grosso e ineio-grosso da fabrica de J^stevao Gasse,
do Rio-de-Janeiro : seu preco he o mal cominodo pos-
ivel por e receber directamente do deposito geral
do Recife.
A sublime banha Jranceza.
Ainda cxislein alguns potes desta sublime banha, con-
tendo cada mu 2 libras, por 1/600 rs. : na rua larga do
Rozarlo, B. 24.
SUPERIOR PRELO, A 4,000 rs.
Vcndem-se saccas com farelo fino de Trieste, che-
gado ltimamente, o qiial lie o inelhor de todos que
aqui le ni aportado, por ser o mais nutritivo: em casa
de J. J. Tasso Jiinior, rua do Amoro), n. 35.
' ni 11 /o> 1 op eSici una eu : o^3 'eAoosa seqiei.eu 'bj
-liosa) oiiioa sq.ieq c jjzbj ujud ouessaoau o opuj)
-uoo uiaSea eied scijdojd *J| ded seiJessaaau se
tiiapujA js iuj.|uiiu : oloafqo irab|M)D no cpujzej .ianb
-|enb juojbiii efo| no opajiiiuioa ap bsb.i 1 anbp-'nli
BJBd ai.iuis mn uioo SBaiqdB.i8od.ti SBXiB.a SBuessaa
-ou i.iuini sb o5aad o)rlu)U)p sisa jod .is-ui.ipu.i \
SJ jfP JO
___ Vende-se una ptima morada de casa terrea ,
sita na rua Augusta com meia-agoa para a rua do Ale-
crn) ; un terreno junto a dita com aliccrces para
duas casas; cento e quarenta palmos de terreno com
cerca de dous mil palmos de tundo desde a rua do
Alccriuiatc a beira do rio : tudo por preco inulto coin-
modo : a fallar com Joaquim Teixeira Feixotu na rua
da Concordia, 11. 25.
*- Vendem-se aeces da
Collegio, n. 5,
vende-se prnceza larga preta multo auperlor pelo
baratoprecode 1/rs. ocovado ; luvas brancas finas, de
aleodao a 120 rs. o par; alm dejtas faxendas ha um
completo sortimento de todas as qualidades de fazendas,
ludo por preco coinmodo.
Vcndem-se pautas das alfandegas do imperio ao
Brasil, impressas no Rio-de-Janeiro : na rua da Crux ,
"'-- Vcndcm-scjogosde bancas de amarello lavatorios
dedito: ;udonovo e bem feito : na rua da Cadeia de
S.-Aulonio n. 21.
j,5 u oijbxoh op 3-"bI ml BU P0,U
-iiioo oSaid jod 'soioafqo soiimu soiino a sajn a sbao|
' seiy ap apepuBn sb sepoi ouioa uiaq jpioq a jjs
-oa rued oniaiuiiios o opo) moa sBja)iB3 ma maquis)
I snzjDuejj sbuu sBq|n3B sBJjapspjaA sb as-utapuaA -
VENi)EM-SE
collec^oes ije vistas de Per-
nambuco,
sendo as da ponteda Boa-Vista,ponte do Recife.Bom-
Jesus, Olinda, Poco-da-Panella e Cachang, fetas ao
heneficio da sociedade da Beneficencia allemfia e
suissa : no nrmazein de Kalkmann & Rosenmund ,
no hotel l'istor, as tojas dos Srs. Luiz Antonio Si-
quoira da Snra. viuva Cardozo Ayres & Flhos na
runda Cadeia do Recifa; as tojas dos Srs. Santos
'.Q^r/; ,1a Qi-# Joc
do Alenquer Simoes do Amaral, na rua Nova ; e do
Sr. J. Chardon no Aterro-da-Boa-Vista.
ex-
mela eompanhiade Pernambtieo
e Parahtba: no eseriptorio de O-
liveira limaos & C, rua dCilt,
n. 9.
Cal virgem de Lisboa.
(.'milia & Amorim; venden) ancoras com 4 arrobas
de cal virgem de superior qualidade, chegada no ul-
timo navio de Lisboa Tarujo-I'rimtiro por preco mais
cominodo do queem outra qualquer parle: na rua da
Cadela'.do Recife n.50.
Pao de Milho.
Na rua dosGuararapes, n. 5 em Fra-de-Portas ha
diariamente venda exccllente pao de milho.
Vendem-se caivetes linos ; te-
sout as de nnbas e de costura ; ditas de
afaiales, feitas em Guimaraes 5 sacarro-
Ibas de patente ; campainbas de cores cx-
t|iiisitas ; machinas para ilbozcs n i,aoo
rs. ; casticaesde vidro a 2,^00 rs. o par
na loja de quatro portas da r*UJ do Cabu-
g, n. 1 C- do Duarte.
(HAKUTOS,
Os melhorcs que ha no mercado: achnm-se a venda na
rua da Cruz no Recife, armazem n. 13.
Vende-se uina bonita preta de naciio que cozinha,
engoiinii.1, faz lavarinto c he muito sadia : vende-se
por sua senhora rclirar-e. Esta escrava no Rio-de-Ja-
ueiro pdc dar muito ganlio pela sua figura e habili-
dades : na rua larga do Rozarlo, n. 35, e dir quem
vende.
Vendc-se um portao de amarcllo proprio para si-
lio muito forte e com os seus pertences para poder
ser assentado em qualquer parle : atrs da matriz da
lloa -Vista n. 34.
Vcndem-se, para fechar uina conta 414 incios de
sola, pni preco coinmodo : na rua dos Tanoeiros, n. 5
No fiu di rua da Aurora, 11. 4, vende-se um jogo de
tambores antigos agullliOcs, rodete duas lucias cal-
deiras tudo por muito barato preco.
Cheguem,lreguezes,a leja nova do Pas-
seio-Publico, n. 5,
parede e meia da fabrica de chapeos de sol de urna s
porta vendem-se chitas escuras a 120, 140, 160 e 180
rs. o covado c a 4500, 5/, 6# e 6/5O0 a pee a ; cortes de
calcas a l# rs. ; pelle do diabo, a 200 rs. o covado ; ina-
dapolo a 3,200e 3/800 rs. muito fino, a 4/200 rs.,
de patente, a 4#800 e 5/200 rs. a peca ; cortes de cassa a
2/, 3/240 ,2/500 e3, rs. ; chapeos de sol, de seda prcta
de arniacao de ac a 5/500 rs ; e outras multas fazen-
das por preco cominodo.
Na rua da Florentina n. 16, defronte da cocbelra,
vende-se 11111 escravo, bom trabalhador de enxada e ma-
chado proprio para sitio 011 engenho c que he ga-
nliador de rua nesta praca que d 560 rs. diarios e
tem ptima conducta : vende-se para um pagamento.
Vendem-se e alugam-se as verda-
deiras bichas bamburguezas, por preco
mais commodo que ein parte alguma, e
tanibem se as voapplicar a qualquer ho-
ra do dia ou da noite, para maior com-
modidade dos pretendentcs : no antigo
deposito de Joaquim Antonio Carneiro,
rua da Cruz, n. V1-
Vendcm-se saccas com milho a 4/ rs.; nielas de
seda para h nuem pretas e de edres a 1/ rs. o pa.l ;
luvas para senhora das mcsinas cores a 640 rs. o par :
ua rua da Cadeia de S.-Antonio, aruiazein n. 21.
-- Vcndem-se ancorelas com a/.eitonas, a retalho : na
rua da IMadre-de-Deos. armaiein 11. 26, e a tratar na rua
da Cadeia do Recife loja deferragens n. 44.
No armn2cm da rua Nova, 11. 67, ocha-se um
grande sortimonto de movis, consistindo em um
grande sortimento de cadeiras de palhinha bem
construidas a duzia a 24/. 30/, 45/ 50?, 72/e 84/ ;
suplas, tanto de oleo como de Jacaranda ; bancas;
camas; mesas; espellios ; estojos para navalhas;
ricas cadeiras para vagem ; e outrus Atritos cuje-
los : ludo por preco muito coinmodo, que a vista
do comprador se far patent.
Vcndem-se, por prc;o extremamente mdico, 15
caixas com a mclhor folha de flandre que aqui tem
apparecido : na rua Nova, loja defronte da Igreja da
Couceicao dos militares.
Vende-se, na ruado Queimado, loja ri. 46, urna ar-
te latina ; Voltaire ; Geographia de Gaullier; Teleinaco;
Vende-sc a venda das Cinco-Pontai, n. 21, a me-
Ibor do bairro de S.-Jose, por ser exccllente local,
vender diariamente20/rs. a rettbo, e ter inulto bons
commodos para inorar familia a dlnbeiro, ou com
desobrlga a praca : a tratar na mesma venda.
__Vende-sc um relogio de cima de mesa, multo rico
e muito bom regulador ; una espingarda de dous c-
elos do inelhor autor : na rua do Sol, n. 7.
Vende-se, na rua da Praia, n. 37, superior arroz de
casca por commodo preco.
INo pateo do Collegio, prineiro an-
dar, junto da casa amareila lia para vender, perten-
cente a urna senhora que se retira tuna boa preta mo-
fa, que cozinha, engorrona coee faz o demais ser-
vico de urna casa.
Balain/ios para costura.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78,
vendem-se estes balaios por 56o, 1,000 e
i,a8o rs : sao t5o lindos, que (piemos Vif
nao deixara de os comprar.
Vendem-se Sescravos, sendo : um preto de naciio ,
bom ganhador de rua e que he proprio para armazem
de assucar ; um molecote de 20 annos com principios de '
ili'aiite ; una cabra que vende ua rua e faz todo o ar-
ranjo de una casa de familia da qual se atianca a con-
ducta ; um mulatinho de 11 anuos ; uina negrinha de
13 a 14 annos que cose, faz lavarinto e todo o mais ar-
ranjo de uina casa, e he recolhida : no pateo da S.-
Cruz, n. 14, se dir quem vende. __
= Vende-se urna escrava de io anuos e biila fi-
gura e de bons contines c que serve bem a uina casa;
por ter sido educada por uina senhora ingleza, a qua.|t|
tambem falla inglez cose cozinha, engomma e lava :
na rua do I.ivramento a. 36.
Colla da Babia,
de primeira qualjdade : na rua da Cadeia do Recife, u.
44, por preco commodo.
Vnde-se uina (lauta preta, com 4 chaves ; um me-
thodo por Deviennc ludo em bom estado, e por bara-
to preco : no pateo do Carino n. 17.
Vendem-se ricos capachos redondos e compridos;
ricos chapeos enfeitados para baptisado de meninos ;
courode lustro francez, multo bom ; navalha* inglesas,
muito finas e ja cscolhidas, das quaes se garante a qua-
lidade ; canivetes de una a tres folhas muito fino, por
preco coinmodo; dito de una folha, a 200 240 e 320
rs. : na rua do Queimado, n. 24, e no I.ivramento, n. 52,
ao p do nicho.
m Vendem-se 15 escravos, sendo : 8 moleques de na-
cao, de(4a 20annos de bonitas figuras c sein vicios
um cabrinha e um mulatinho de )4 a 18 anuos, opii-
mos para pagens ; um preto de meia idade ptimo para
itio por preco muito em conta ; 4 pretas sendo uina
dellas perfeita engoinmadeira, costureira e cozinheira;
urna dita de l3annos muito linda, he recolhida e tem
principios de habilidades ; 2 dita de naco, ptima pa-
ra lodo o servico de casa c campo: na rua do Vigario ,
o. 24, e dir quem vende.
Fbulas de La Fontaiue ; Salustio ; Potica
Ariihmelica de Lacrolx ; Pope; Fbulas de
Ovidio; Historia amiga ; Magnuin Lexicn:
muito bom estado e por preco commodo.
Gcruzcz
Phedro ;
tudo em
Da rua de
4goas-Verdes
n.
46,
vende-se urna linda e honesta mulatinha de 16 annos ,
exccllente mucama cujas habilidades c farao ver ao
comprador ; 2 bonitos moleques de 11a9ao.de 15a lan-
nos ; duas boa escravas para lodo o servico ; e outros
escravos qne se farao ver ao comprador, os quaes seven-
dem por necessidade.
= VenHe-se ron sellim inglez em i.nclo uso um flan-
dres e medidas para vender azeite de carrapato ; una
pipa arqueada de ferro muito boa : na rua de S.-Fran-
cisco, venda n 68.
Vendc-se uina porcao de couros salgados, por pre-
co barato por seren proprios para fazer colla: no ar-
mazem de Manuel Jos dos Santos na rua dos Tanoei-
ros ou na rua da Crui, n. 10.
= Vendem-se duas violas francezas com o seu com-
petente methodo de Caruli: tudo com pouco uso por
preco commodo: na rua Mova, n. 35.
Vende-se a venda n. 5 do largo da ribeira de S.-Jo-
s bein afreguezada tanto para a ierra como para o
mallo con) os fundos a vontade do comprador : a tra-
tar na ni es 111 j venda.
Vendem-se bot5es amarellos, finos,
de I' II. ; ditos ordinarios; ditos
cava liara
_
ditos
para
casacas ; ditos para cavallana : ditos pa-
ra infantina ; ditos para libr de pagens,
brancos e amarellos ; ditos prctos de bo-
nitos padroes ; ditos de vidro, para enfei-
tes de 1 oupas de menino : na loja de qua
tro portas da rua do Cabug, 11. 1 C. do
Duarte
.-Vende-se urna cadeirade arruar muito rica e qua
si nova ; um palanquim da liahia j usado ; eaixilhns
de janejlas de pelloril de amarello superior e feitos ha
annos ,'do tainanho exigido as posturas municipes*
encerados novo ; pri-gos gelozia; lemes para caixi-
llios; pedras de afiar, do Porto ; papel para copia de car-
tas pui''machina ; e diversas outras fazendas para liqui-
dar : na rua do Amorim n. 15.
Escravos Fgidos.
-- O escravo Joo, de nco Angola, de 30 annos pou-
co mais ou menos, de estatura baixa rosto descarnado
olhos abotoados na (lor do rosto ; tem pouca barba e
mu dente de um dos lados quebrado ; tem no hombro
direito alguns cortes de chicote c uina cicatriz na na-
dega do iiiesmo lodo que diz o dito escravo ter sido
uniaempingem, porm bem parece ter sido de algum
castigo ;eo-tuina nao separar-sede uina bolea de couro
a liraeolo, e as vezespor baixo da camisa ; levou cha-
peo de couro ,-surrao e na roupa uina camisa de linho-
chadrez que muitos chaniam chila ; foi comprado!
9 de junho prximo passado a Pedro Antonio Caflstde
S.-Pedro morador na faenda ('achoeii Inlia r dislricio
de Agoas-Bellas e fugio a 3 de crreme jullio ludo
no andante arino de l848 : quem o pegarlevc-oa casa de
seu senhor, o capit Joaquim de Faria Lcbc !.abat,
ein Coruripe ou en Macelo em casa de Jacasein, Bar"
buza i Cumpauliia. ou ein Pernaiuhuco ein casa de
Amorim limaos que recompensaro.
Kugio, 110 dia 2 de junho do corrente a nrgrinba
Jacintha, crioula de 12 para 13 annos bem preltolia w
tem nina grande marca que parece quelmadura de 1u
lado da cabera ao p da orelha : quem a pegr leve-
a seu senhor no armazem do deposito de azeitc da I-
111 uiiiiaeiio publica na rua de S.-Amaro que ser bem
pago : tambem se pagar a quein der noticia crrU
da dita negrinha.
Fugio. no dia :'.'. do corrente a noite do Hospicio,
um preto baixo, muito retinto com urna malba brauca
no calcanhar do p caquerdo.e as costas unas inarcis
de sua terra ; he de Luanda, mas veio pequeo por li-
so quer patriar por crioulo; he nielo capadoco; he
olHcial de sapateico; veio do Maranho no penltimo
vapor Imperairis mas foi criado nesta cidade : quemo
pegar leve-o a rua do Hospicio, n. 4, ou na alfandega,
rcenlo Fortunato da Silva.
-D3o-se50/a lOO rs. aquem pegar os escravo "
Se ver i un de Angola, de 30 a 40 annos de estatua or-
dinaria sein denles na frente, falla um pouco talo;
tem um joelho mu pouco grosso ; he bom canoeiro:
Sabino, de nacao Congo de vintc e tantos annos l1'
xo e grosso falla multo apressada e he multo viro ,
julga-se lerem ambos ido para as partes de Porto-Calvo:
Miguel, cabra, de vintc e lautos annos. sem barba;
baixo e grosso rosto secco, j foi de Alaga-do-Carro ,
do Sr. Itorborcma ; julga-se ter do |iara o lugar de v"
nascimento. Quem os pegar leve-os ao Sr. Antonio Lia'
Caldas no engenho Dous-Irinos eui Apipucos.
- Fugio, no da 23 do crj/reulu do sitio lltia-uo-
Roliro o preto Luz do nacfto Mocambique, "j8
cor prela alto, cheiodo corpo ; tem o' dedo mni-
mo da-mil* esquerda cortado pelo meo o us c>"
loliilius pelos peitos; mpreseula 50 annos pouco
mais ou menos ; levou camisa do algodito azul ce-
roulas (Je algodilozinlio o chapeo de palha : qua"
do anda he meio corcovado : quero o |iegar leve-o
a rua do Livraniehlo, n. 35, "que ser generosa-
mente recompensado. .
-- Fugio, no dia 24 do corrente da cidade de Olinda^
um escravo crioulo de nomeIgnacio de'cflr fula- '"
talura menor que regular, cheio do corpo pernas cu
tas euin tanto arqueadas; levou calcas e camisa biauc^
e bonete ; veio do Cear c foi comprado nesta prafa
Sr. negocame Francisco Joaquim Cardozo ha O n""' J
quem o pegar leve-o aeldade de Olinda obrado jui
a Udeira da S ou n.o Rfife, ao bospitpl do "J .'_.
a rua estrenado Rozarlo, 11. 43, que ser beTn rfeo
pensado. __ ir11?
I'eh.v .
MA TYP. DEM. F. DE FARIA.


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