Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09777


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Full Text
"-"-
Anuo XXIV.
Qiiinla-feira 17
tf
O DI AMO publica-te todo* os diasque n5o
foreiu deguarda: o preco da asignatura he
de 4/000 r. por quartel, pagot adiaitlados. Os
aiinuiicioi dos assigu mies sao inseridos
raso de 20rs. |:n muii.i, 40 rs. em typo dif-
, t< ic ule, easrepetices pela metade. Os nao
asignantes pagarao 80 rs. por linha e 100 rs.
em typo differentc, por cada publicar.
PHASES DA. LA NO MEZ DE JULHO.
Crcente, a 8, s'7 horas e 11 min. da manh.
/.ii i clu-i, a 16, s 7 horas e 2 min. da mauh .
Minqnanlt, a23, s9 llorase50 min. dainanh.
/.un nui'ii, a 30, s 5 horas e 6 min. da maiili.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna, c Parahiba, t srgs. e sextas-reirs.
Rio-G.-do-Norte, quintas-reirs ao ineio-dia.
Cabo, Scriiihiiciii.'Rlo-Korntoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1., a II e 21 de cada mes.
Garanhuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintasrfeiras.
Olinda, todos os dias.
de .Iiillio de 1SIH.
N. 16*.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, s 2 horas e 0 minutos da inanbaa
Segunda, s 2 horas e30 minutos da tarde.
umhf DAS DA SEMANA.
Wj> 24 Segunda, S. Christina. \ud.do J. dos or-
'yij' pluios, do J do el, do I. !U. da 2. .
2T> Teiea. fc*f?. 6. Ti.tgo
H (lu.ii 11. S. Synl'roiii'i. Aud. do I. do O.
da l.v. edoJ.de p.i/ do i dist.de i.
27 Quinta. S. I'antalco. Aud. doJ. dnsor-
pli. e do J. II. Ja I, v
28 Sexta-. S. laoooenoie. Aud. do i. do civ.
e do J. de paz do I dist. de t.
29 Sabbado. S. Martha. Aud do J. do o.
dal v. edo J.depazdo Idist. del.
30 Domingo. S. Anua mi da mal Me heos,
CAMBIOS ISO DA 2fl DE JULHO.
Sobre Londres a Ib d. por 1 f rs. a 00 dias.
>, Haris a 31ft c 350 rs. por franco. Nom.
. Lisboa 112 por ccnlo Wf.,'- ,.
II, s, de leu de boas firma a 17*.. ao mes.
Accoe.d e..mp. de M>^^ff "ft
Oiira.-Oucashesp.olilas 31*10" **"
, Moldas drOHOO 7/200 u LJJM
deO^lUlu. 16/500 a 16/TOO
. de 4/1)00... 8/50J W7*
Prala-Palaccs brasileiro 2/OM 2/040
. Pesos coluuinarios. 8/020 a 2/(M
. Ditos mexicano...... 1/850 a IWW
. Miuda.................. 1/920 a 1/MO
NAMBUGO.
.

EXTERIOR.
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CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
LISBOA, 8 DE JIMIO DE 188.
Aopiniao deste paiz tem estado ullimamcnte oc-
cupada com a crear.Tn de iim novo centro director
carlista, creado noda29 dopassado, em casado con-
de de Thomar, n'uma reuniilo das maiorias parla-
mentares c do ministerio. Silo designados para o
compOr alguns delogados das provincias, nomeados
c em Lisboa ; ha de entrar nelle gente da capital,
de lodos asclasscs ; hade ha ver socios correspon-
dentes ; e fram nomeados qtiatro presidentes : a sa-
ber, os duques de Saldanha e da Tercena, o mar-
que/. Je Fronteira c o conde do Thomar..
Ksteeeniro director dirigi ja una circulara todos
os Individuos da sua oniiiiuiihilo poltica, convi-
dando-osa auxilia-lo ; pois que so tem em vista
combater os associaces revolucionarias, os planos
regicidas que amiMi.....u tlirono ua rnnl)3, a su
dynaslia, a carta constitucional ea independencia
nacional.
Esta nova associaco poltica tem sido acoimada
por alguns jornaes de ant-constitucional, por ser
um governo dentro do govorno ; pois que, sendo for-
mada dos membros do govorno c da maioria parla-
mentar, aquelle s far 0 que decidir o centro direc-
tor. Outros chaman ao tal centro -- comit de lalut
publique; emliin, exepQo dos jornaes Popular e
Unieo, lodosos dentis estygmatisam tal associaco
como extra-legal, pela maueira porque est compos-
ta, e porque parece s tor por lint vistas ambiciosas
do seu autor, o conde de Thomar.
Ornis singular deste negocio lio que no mesmo
dia m que apparocia nos jornaes Populara laido a
circular de que cima fago mencio ; apparecia no
Estandarte una declaracao, assignada por Jos Ber-
nardo da Silva Cabral, dizendo-se nico presidente
do centro eleitoral carlista do reino e ilhas, e ma-
nifestando que este nunca deixar de existir, o quo o
seu programma era a sustentculo da ordem e das
lihcrdades publicas, a mannfencao do.throno, a
integridade da lei, --as reformas necessarias *na
carta e segundo a carta, &c, &c.
Alm desta declarando, o Estandante tom nilo s
combatido a creacTo do centro director, mas at a
tem inettido a ridiculo, chamando-lhe centro aris-
tocrtico. Isto e a creaCjflo do dito ccntio director
moslra evidentemente que os dous rtilos Cabraos
estilo cada vez mais desunidos. O Estandarte, tra-
tando da creacodo centro director, diz que o conde
de Thomar sorprender e engaara a boa f das
pessas que reunir em sua casa para um soire a-
migavel, eque depois aroun.iloassumira um carc-
ter poltico. Parece que o conde de Thomar se es-
candalisr muito com estas deca rages de Es-
tandarte.
A cmara dos depulados, que foi prorogada ate ao
dia 2 dejulho, eque parece anda o sera ale2 de
agosto, contina aocenpar-sc da qnestfio de fazen-
da, cujos resultados teem desgostadu a maior parte
da gente, porque os sacrificios silo s para o povo
e a favor do banco. A discussilodo orcamento de
dospeza foi suspendida, para*se tratar do projecto
da circularlo das notas, que tinlia voltado coin-
misslo para reconsiderar urnas altcracos apre-
sentadas pelo governo, sendo o mais essencial
ue os contratos nacionaes celebrados depois do
pcrelode23 de julho de 183* at 23 do niaio de
1846, sojara satisfeitos em moda metlica, e ao
mesmo lempo que isto se estipula deixa-sc-subsislir
' o artigo 13 do projecto que autorisa o banco de
Portugal alagar as .suas dividas, contratadas dentro
da mesma poca, em tmtas pelo seu valor nacio-
nal na totalidade. Isto"tem sido considerado como
o cumulo da iinmoralidade ; soffreu grande discus-
sfio na cmara, tem alevantado em gcral altos cla-
mores, e duvida-se que seja appruvado na cmara
dos pares, onde outros projectos de menos monta
tecm soffrido grandes cortes e al teraces, e onde a
opposico vai cada vez adquirindo maiores torcas,
sobre tudo desde qu alli se apresentou o duque de
Palmella ; pois que, tratando-so ltimamente da ad-
missSo, como par, dobarilodo Almcidinha, individuo
daopposicno, c que reclama a heranca de seu pai,o
que lheera contestado pela commissflo, porque fal-
tava o registro da carta do nomeaeflo do dito pal do
requerente, a votado ficou empatada, votando gelo
parecer da commissflo o governo ; o que foi conside-
rado como ulna derrota, por elle sofrida.. Ora, se
n'um assumpto de IHo pouca monta a cmara dos
pares tomou um tal aspecto, o que'acontecer
quando se tratar de negocios a quo estilo ligados
tilo grandes e 13o transcendentes interesses ? He
por isso queja se falla em que, convencido o gover-
no da impossibildade de fa/er passaroin lempo, e
como quer, as suas propostas de fazendo, est deci-
dido a pedir um voto de confiancu E ohtc-lo-ha i
Duvida-se muito disso.
Tem.continuado a apparecer um enxaine de im-
pressos revolucionarios e anarchicos, que mais inla-
mam a imprensa do quo a Ilustran); eos jornaes
cabralistas bradam altamente contra isso, e nSo dei-
xam do ler raslo; porm no que elles nilo a teem he
em confundirem os autores incgnitos e turbulen-
tos de taes escriptos com os redactores dos jornaes
progressistas e outros papis assignados, como, por
exemplo, o bello opsculo do Sr. Casal Hibeiro, in-
titulado Iwjeno he hontem, que altrahio as irasdo Es-
tandarte, que vai revolver as cinzasdo pan do Sr. Ca-
sal Ribeiro, chamando-lhe quantosepithetos injurio-
sos [h.q lembra, por ter servido l). Miguel, para res-
ponder expaiisao liberal d o'eu fiuo. O mesnio
jornal e os demais cabralistas, nilo s teem pedido
medidas de rigor contra a imprensa, pelo que se
acham aecusados alguns nmeros do Patriota eRevo-
lucdo dcSctembro, mas continuamente fazem denun-
cias de conspiracCes e tramas revolucinanos, dan-
do motivo a que se facam revistas domiciliarios, e
a quo se premia m individuos dos mais salientes do
partido progressista ; como foi ltimamente preso o
coronel Hurta, e se acha no castello de San-Jorge,
sem que se saiba por em qiianto o motivo da sua
prisilo.
Nio digo que os nossos revolucionarios nilo tra-
nii'iu, porm os seus planos n3o inspira ni, por em
quauto, receio algum; o o paiz acha-se em completo
socego.
Diz-se que o marechal Saldanha dssera a. certa
personaqem, que em breve tempo ou estara segura
para sumpre, ou cahiria de todo.
J chegaram'os llespaiihe.i que e lovuluciona-
ram em Sevillia e se refugiaran! em Portugal. Silo
20 ofliciaes, inclusos 2 coronis e 19 sargentos. Os
soldados flearam om Beja, c parece que d'alli parti-
rilo para a Hespanlia, pois acabam de ser indulta-
dus.
Emquanto aos olliciaesc sargentos, lram manda-
dos pelo nosso governo para bordo da fragata /.
Mara, onde dizem que nao havia camas, ncm cousa
alguina para os accommodar, e que mesmo o comer
que Ibes deram foi tarde. Alm disso, mandarain mis-
turar com elles alguns carlistas quo estavam na
fragata Diana. Esto procedimento do misturar ho-
mens de difl'crentes cores polticas nada lem de lou-
vavel. Contina a dizer-se que estes ofliciaes lies-
panhesserio mandados para as ilhas; porm niui-
tos teem pedido passaporte para Inglaterra.
O correio das nossas' provincias do norte foi rou-
bado ltimamente ao p do Rio-.Maior. Tiraram-lhe
o dinheiroque tr.izia, e parece que a corresponden-
cia oflicial. Os cabralistas atlribuem isto aossotem-
bristas como comeca de revoluc.iloi os setembristas
dizem que lram os cabralistas que o mandaram
fazer, pata servir de pretexto a medidas de rigor e
perseguiges. Vilol enleud-los.
dem, 13.
Umincidenie occorrido ltimamente na cmara
dos pares tem oceupado muito a imprensa, em con-
sequencia das personagens que nelle estBo envolvi-
das. Na circular que o duque de Saldanha dirigi ao
coipo diplomtico, por occasiilo da reaccilode 6 do
oiitubro de 18G, disse que o ministerio Palmella ti-
nha pedido a sua dcmisso. Nos decretos da demis-
silo deste ministerio nio apparece tal clausula. 0
conde de I.avadrio interpellou o duquu de Saldanha
sobre esta nexaclido : o duque responden quen/-
rjuem assegurava que o duque de Palmella ha-
via manifestado a impossibildade de continuar no
gabinete. O duquo de Palmell.i, chamado autora,
declarou que nunca pedir a SUS demissito, nem de
palavra ncm por escripto, eque a sua intcncilu era
conservar-se no poder at a abertura das cmaras. O
duque de Saldanha assegurou que era verdade o que
dzia o duque de Palmella, mas que se Ihe linha dito
que elle pedir a-sua demissSo, eque a cmara ava-
hara a sua reserva. Esta reserva d a entender que
esse al'jucm que disse ao duque de Saldanha que o
duque de Palmella pedir a sua demissio una alia
personagem, cujo iiomc prohibido proferir nasdis-
cusses: masque, segundo as declaracOes de ambos
os duques, ufiofallou verdade. Isto tem dado lugar
debtese reCriminaces da parte da imprensa de t
das as cores; querendo os jornaes cabralistas salvar
essa alia personagem da responsabilidade que dahi
Ihe provenha c ltribui-la ao duque de Palmella.
Os jornaes adversos defendem este ecoiidemnam o
//wHida reserva. Esta discusso ha de terminar a-
final, como tem terminado uiitras inuilas, sem resul-
tado algum.
A quesillo sobre a demissio do successor do barflo
de Almcidinha voltou novamente discuss;"io, e a de-
CSflo esleve duvidosa; pois.apezar de todos os snphis-
mas dos que combatan) a admssilo, esta s levo
contra dous votos. N'outro paiz isto era considerado
una derrota para o governo.
A cmara dos depulados, em consequencia do
adantado dassessOcs,decidi que estasdurassom seis
horas, e ha dias que trabalha a vapor. Um novo pro-
jecto de transferencias de juizes foi votado entne-
nos de duas horas, e quasi sem discussfio, e, alem de
outros projectos menos transcendentes, votados da
mesma maneira, o orcamento da despeza aclia-se
quasi ultimado, faltando-lite apenas a verba desti-
nada ao ministerio da guerra, porque ha divergencia
entre as commisses de guerra e fazenda, e o pro-
jecto acha-se-lhes submelltido para concordarem.
Apezar do todas estas pressas da cmara dos depula-
dos, a sesso nilo podo deixar de ser prorogada por
mais alguns dias, porque na cmara dos pares os pro-
jectos nem passario com tanta rapidez, nem as vo-
tages serflo tilo accordes.
Teve hoje lugar urna brilhante corrida do touros,
na prac,a do campo de Santa-Atina, a beneficio do
cofre dos subsidios, para as victimas da ultima re-
volucao. A funego esteve brilhantissima, e concor-
rida a mais nSo poder ser. A praca eslava ricamente
armada: os touros fram dados gratuitamente pelo
conde de Bel monte e pelo barflo de Almeirim, que
presidio ao divertimento : os toureadores de p e Jo
cavallo, eram ludo pessoas distinctas, sendo um dos
cavallciros o conde de Vimioso. llouveram alguns
desastres de pouca monta : comtudo D. Jos de Mello
e Castro leve urna farpa mettida n'um p, que o fez
rccolher acama, por continuar a lourear aggravan-
do-se-lhea feridajl.uiz l'orjas deLacerda fracturou
a clavicula, e o Sr. Soarcs rendeu urna costella. En-
tanto, ncnliumdos magoados inspira cuidado. A n-
merosaT.oncurrenria desta corrida-de totwos. tornou.
mais notavel, porque na tarde anterior, sendo bene-
licio de alguns ofliciaes patuleas, estes fram convi-
dar a ramha e elrci que aceitaram o convite, segn- ><
ilo so diz, para mostrarespirilo de conciacflo. Os be- ao
noticiados obsequiaran! magnficamente SS. MM. o
do corrento Mr. Baukes propoz un voto de censura
ao governo por causa deste assumpto. Nadiscussao
onsequiaram magnilicamenie ss. MM. tomaram parte os principaes oradorna, e militas cau-
que se retiraram muito satisfeitos ; porm a concur- sasse disse, tanto por parle da opposiqao como do go-
rencia foi pouca, e os beneficiados periiciam. Alm verno, que nao podem ser agradaveis pata o governo
disso, consta que,leudo solicitado dos augustos con- do llespanba. Lord John ltussnll declarou formal-
vidados um donativo para resarcir as perdas, foi-lhe mente que nflo reconhecia os duques de Valencia
mandado dar tres ntoedas, que elles uia4Quizcram e de Sotto-Mayor como representan les da llespanlia,
aceitar Na verdade, o tal dom depo pouco a l'avorj que he um paiz eminentemente liberal, o \oto do
da generosidade deSS. M\M. .censura foi retirado, e todos opinam que a Ingla-
S. M. el-rei"tem continuado a visitar os quarteis; trra, ou directa ou inilireclaineiite, se vingara da
da tropa, examinando tudo minuciosamente. aflronta que o governo hespanhol tez ao seu ropre-
Assogura-se que os commandantes dos corpos da sentanic.
euarnicSo de Lisboa continuam a castigar rigorosa- Em Franca os negocios-nflo caininliam com a pa-
mente com chibaladas os soldados que Ibes consta cidez o regularidade que se desoja, e a coiisolidacilo
'allarem com os paisanos, quorondo vorsedesta sorte da nova ordem de cousas tarde se realisar.
tvitam a alliciacno. Julgamos que esto meio nflo he
o maisappropriado,muito mais quando as tropas an-
dam mal pagas. A imprensa progressista tem clma-
lo contra estos actos de barbaridade.
Diz-so que o marquez de Fronteira so acha ele-
vado a duque e o conde de Thomar a marquez. En-
tretanto, anda nao se publicaram ollicialmente estes
ttulos.
O Estandarte publicou una noticia, dizendo quo os
ofliciaes hespanhes refugiados em Portugal, em
consequencia dos acontecimentos de Sevilha, e#quo
haviam pedido passaporte para Inglaterra, tinham
desembarcado no Porto, para se evadrem para a
Caliza; mas, sendoapprcheuddos, soachavam presos
no castello da Foz. 0jornal cabralisla lauca logo
una malvola insinuaciU), di/.ondo que a tentativa
daquelles ofliciaes lora aconselliada pelo conde das
Antas, que, poneos das antes da partida dos ditos re-
fugiados, lhes lizera urna visita.
Has O Estandarte teve que rctractar-se no dia se-
guinte, inserndo una carta do coronel Portal, com-
mandante dos ditos emigrados, em que prova que
o seu desembarque no Porto nao foi voluntario,
mas sim obrgado pelo commandantc do vapor in-
glezque osconduzia, dizendo-lhcs quo licassem no
Porto, porque na chogada a Vigo la I vez fssem re-
clamados pela autoridaile hespanliola. Este proce-
dimento do commandaute ingloz tortia-se inquali-
licavel, quando os ditos emigrados tinham pago
a sua viagem para Inglaterra, importancia quo nilo
libes foi restituida ; e, alm disso, os ditos ofliciaes o-
>rigaram-se, sb a sua palavra de honra para com
o governo portuguez, a ironi directamente para In-
glaterra. Veremos qual ho o desenluce deste ne-
gocio.
O estado das nossas provincias, se niio ho satisfac-
torio, ao menos he pacfico. Desdeas ultimas oceur-
roncias de Coimbra niio consta que om parte algum?
ten ha acontecido cousa notavel. Ascollieitas apre-
sentam um aspecto de milita abundancia. O que se
sent he grande faltado numerario, tanto alli como
na capital. O agio das notas, apezar das medidas -
nanceiras, nao tem diminuido.
dem, 18.
A imprensa cabralisla nio cessa um momento
de denunciar ao governo tentativas revolucionarias,
que felizmente at boje anda se nilo rcalsaram.
Agora, nao S publica que os revolucionarios vao
estabelecendo o carbonismo em Portugal, e que teem
mandado instriieces aos seus irmiios do Coimbra
para crearem as chocas c revolucionaren) o paiz
mas aflriiiam que ha m grande plano de revolucao
Bendo El vas e Valencia os dous principaes pontos de
apoio, onde se acolhem todos os vadios, facciosos
e desertores, tanto do llospanha, como de Portugal, c
com os quaes tenconam formar corpas /ramos para
assolar e devastar paiz.
Talla-so de projectos do repblica ibrica, e de que
a conjuraefio tem lomado grande incremento, prin-
cipalmente no Alentojo ; -que os conspiradorescon-
lam com o forte da Graca, e por consoguintc com
a praca d'Elvas. Que no Minho oclu central he em
Vienna, o qual est cm correspondencia com Valonea
e com a baliza,donde esperan), segundo se diz, gran-
des reforcos. Que nos dstrictos do Coimbra e Torres-
Novas so preparam guerrlhas ; o que em Castcllo-
Branco, Mafia e Penichesc fazem activas diligencias
para revolucionar os corpos do exercito.
Tudo isto sera assim ; porm no paiz niio se nota
agitaeflo alguma, e muito imprevidente ser o go-
verno que, saliendo de lauta cousa, nao teuha to-
mado as convenientes medidas. He verdade que o
marechal Saldanha fallou ha pouco, no parlamento,
da crcccflo de barracas carbonarias om Tras-os-.Montes,
mas falln nisto a rir, e para mostrar quanto cstava-
mosainda atrasados em meios revolucionarios. Seja
o que fr, todos estilo persuadidos que, so ha ideias
de repblica, encontrarflo no paiz grandes resisten-
cias.
Contina a polmica entre o Estandarte de urna
parle e a Unido c o Popular de outra ; c a creacilo do
novo contro director tem dado so beja materia para os
doestos e as invectivas entre os jornaes carlistas.
A iniprensa da opposico diverte-se com isto.
A poltica estrangeira oceupa aqu muito os ni-
mos; porque ltimamente teemorcorrido factostrans-
cendentes.
O negocio das notas entre Mr. Bulwer, ministro
brtannico, c o governo hespanhol, tem oceupado o
parlamento inglez, assim como a sabida do dito mi-
nistro britannico de Madrid, em 48 horas, por ordem
do govorno hespanhol. Este niandou a Londres o
conde do Mirasol, com a missiio de explicar ao go-
verno inglez os motivos que obrigararo o gabinete
de Santo-Ildefonso a proceder daquella maneira con-
tra Mr. Bulwer; porm lord Palmorston nilo qtnz
receber o enviado hespanhol, e cntabolou negocia-
fSes^ioj-eicripto cojnn Srjsluriz, ministra plenipo-
tenciario de llcspanha-em Londres, negociaces que
prometteu apresenlar ao parlamento. Na sesso de
Na Italia a cansa da independencia tem alcancado
novos triumplios. He verdade que a reaccSo que sil
tima mente teve lugar em .aplos, e quo inulo ale-
grn aos retrgrados, poder demorar por algum
lempo a completa omancipacffo da alta Italia, porm
he inqueslionavel que o rei Fernando II nao podo
sustentar o quo foz, no estado de elfervescensia em
que se acha a Europa, e sobretudo a Italia e a Alle-
inanlia ; c quo tarde ou cedo pagara, o taUez milito
caro, o seu alferro ao absolutismo e s atrocidades
que commetlcram os seus soldados.
Na Alleinaiilia, o partido democrtico vai adqui-
rindo milita torea, a tal ponto quo as suas manifes-
taciies lizera ni com que o imperador de Austria
abaudonasse a sua capital o se refugiaste no Tiro!,
donde peusu passar Hungra. Os nimos estilo muito
exaltados : em Vienna ereou-so un governo provi-
sorio o nina cominissflo do seguranca, o l'alla-se D&O
so da abdicaeflo do imperador, como de proclamai^iio
de repblica Os acontecimentos SUCCedem-Seeom
tal rapidez, que hd inipossivel prever os resultados.
n
PE
'i
ASSEMBLA PROVINCIAL.
33. SESS&O ORDINARIA, EH 23 DE JULHO
SE 1848.
PRESIDENCIA DO SR. VICARIO AZEVEDO,
CONTINUADA PEI.O su. nit. TKIOO DE i.mi m miu durante
A D1SCII9SA DO FUOJECrO N. 2U.
Somnario. Acta. liemessa do projecto n. 18 ii commis-
$1x6 de instrucca publica. /Ipprovaciio do
projecto n. 26, cm primeira ditcuuaii. Adia-
ment da segunda do den. 4.
11 c niela horas da m.inha, l'az-se a chamada e vc-
iiiLa-sc cstarem presentes ?! Srs. depntados.
O Sr. Presidente declara abena a sessau.
O Sr. 2." Secretario le a acta da sessao antecedente, que
he approvada.
Nao ha expediente.
ORDEM DO DIA.
Primeira dlicassao do nrujecto n. 18 cerca da disci-
plina das escolas.
O Sr. Ilarroso : Sr. presidente, constaiulo-ine qur
a commissSo do histruccao publia est confeccionando
um tiaballio sciiirlliaiili' a esse comido no projecto que
se acaba de lr; eu requeiro que v o mesmo projecto
a referida cominisslo para dar seu parecer a respelto
porquanto me parece que ella, aproveitando as iilcias do
projecto e aquellas que j tem Organitado, pode apre-
senlar un irabalho mais completo.
Vai mesa o seguiute requerimciilo:
Requeiro que o projecto v a couiinissao de instruc-
cao publica, para dar o seu parecer. arroso.
OSr. 7'ii'i/n de Lourriro: Si. presidente, se o nobre
dcputailo que acaba de uiAiidar mesa o requerinicnto
me assevera que a coinililisu de inslrucco publica se
esl occupaiidu, ou mesmo pretende necupar-sc aiiula,
na prsenle sessao, de materia igual do projecto, ento
vol por elle.....
O Sr. 5ou:a Bandeira: Na presente sessao nao he pos-
sivel.
OSr. Trigo de Louniro : E vulo por elle, porque j
disse que niio me lio em minhas obras. Mas se assim nao
he, vol contra. Se ha alguma cousa eomecada, repito,
voto a favor.....
OSr. Souia llandeira: J ha alguma cousa come-
c.ada.
OSr. Trigo de Lureiro: Knto, bem: voto pelo re-
qiicriinciito.
Subinettiilo o lequei iuiento volaco, he approvado.
Primeira dlscussiio do projecto n. 2b" que aulorisa
o governo a mandar construir nina ponte sobre o rio
Una.
OSr. vigario Azevcdo dcixa a cadeira da presidencia,
que passa a ser oceupada pelo Sr. Dr. Trigo de Lou-
reiro.
O Sr. Vigario Aievedo: Eu vendo, Sr. presidente,
que na casa nao lia um deputado que esteja sufnciente-
inenle habilitado para diier alguma cousa a respeito da
ulilidade deste projecto, e sendo eu ao inesm tempo
alli morador ha trinta .unios, punco mais ou menos, en-
tend portanlo, que eslava ua rigorosa obrigacao de
pedir a palavra para dar os necessarios esclarecimen-
tos; o que farei-couio me fr possivcl.
O rio Una, Senhores, he apenas navegavel at o lagar
indigilado no projecto para se construir a ponte, que
disla da sua fox duas legoas, pouco mais ou menos; e he
nesse lugar aonde Oltao col locados os trapiches, quer
eui una, qui em outra tnargeiu, para recetoerem os
gneros, nao s que se exportan! desta capital para a-
,qualla-rbiraPuouio para recaberem os^eneros que-ella
exporta, e que teem de vir para o mercado desta ca-
pital.
.
f



A ribeira de Vn Sr. presidente, 'he milita extensa,
multo povo.nl i e inulta lic.iM, porque prnduz anim-
almente muios mil caixai com assucar, < un numero
in ii i lo inain i nii-i.liriv I lo sarco* rom n meinin jcdp-
ro ; produi, .ilrui Julo, mullo arroz, tirite de mamo-
na, leijao, caurot >.il|ja'io, inadeira, milho, etc.) lem
duat rttrail.is iniiiiu couimerclida, urna pelo lulo do
norte, e outra pelo lado do mi, por onde desce con-
tiniiadaini n- combat que vcem do centro das inatlU
condutln I i genero de alguma importancia ; por essas
inclinas estradas desce seinanalinenlc umitas boi.idas
e cavalgadnras viudal do serto : e lio nesse lugar, aon-
de se pretente collocar a ponte, que toda ossa giandc
concurrencia procura ordinariamente atravessar o rio.
Aquellos que descem pela estrada do norte, querem a-
. travo-Mi alli, em procura das povoaroes c praias do A-
breu, San-Jos, Barra-Grande, Pono-Calvo na provin-
cia das Alagas ; os que desce pela estrada do snl,
tjiubeiii procuran! atravessar alli em ilircceo a povoa-
co de I'na.e lugares adjacentes, praiai de Tainandar,
villa do Kio-Pormoso e finalmente para chegarem a
estacidade. Alnidc tudo Isto, a niaior parte dos habi-
tantes daquella ribeira estn em continua neerssidado
de atravessar o no para se dirigiris! t diii'crciiles po .
voares iiueexistein de mu c outro lado, alini de pro-
curaron os uioios necessarios para a sua subsistencia.
i) ptico que tenho dito, Sr. presidente, parece-
mc bastante para se fa/er una ideia, inais ou menos
exacta, da utilidade do projrcto ; inaseu, apezar disso,
ainda apresontarei nutra rasan por mein da qual
lalvrz posta mostrar casa, que o projecto nao s
he til, (ionio necessario c voin a ser que o rio a traves-
a a fregue/ia de l na de ste para oeste, epassa mili-
to prximo .i respectiva matriz ; e ainda que cu con-
seive do lado do sul eapellas com sacrarios prepara-
dos para guardar o .-S. Sacramento afini de se po-
der acudir rom mal promptidao jos enfermos que
moraiu daquelle lado; todava aquelleI dosineus fregne-
aes que inorain juntos margen! do rio, e minio prxi-
mos matriz, para alli correin quando precisan! dos soc-
corroi eipiriuiaei, embora tenham o locomuiodo de atra-
vessar ii rio : eo parodio, ou quein suas vezes faz o que
dere fazer ? Ii minediaianicnic.ao menos para eonfessar
e ungir ao enfermo, embora nao leve o SS. Viatico,-por-
que tein certeza de nao encontrar cnibarcaeo suliiecii-
te para paliar com promptidao e scgtiranca, poli de
nutra sorte nao pode o sacerdote uianlcr a devida decen-
cia ao nono Itcdemptor; oque nfio acontecer certa-
menlc, liavendo alli urna ponte que di! passagem franca
a todas aquellas pessoas que se dirigir 11 matriz para
procuraren! os soccorros eipirltuaei; porque o parodio
ou quein suas vezes fizer, contando com a pauagem
franca e segura, vendo que nao arrisca a sua existencia,
como acontece quando se passa o rio de noite em em-
barcares frageis, e de iieuliuma consistencia, vai sein
demora acudir ao enfermo, c nao entra na indagarn se
a molestia lie ou nao grave, ou se poder o enfermo ou
nao esperar que amanlieca o dia, como teui acontecido
coinmigo inesino, e cu o confosso.
Destas demoras, Sr. presidente, destas indagacoos po-
de resultar etalveztenha resultado mu mal gravissimo,
e vem a ser o morrer o enfcrino sein receberos Sacra-
meutos. B que maior desgraca, Senbores, que maior
transtorno, que maior alllicco para un eliristo catlio-
lico que na ultima llora de sua existencia reclama e pe-
de a aduiiiiistracao dos Sacramentos, e se v privado ao
mesmo tempo desse balsamo consolador, nico e seguro
refugio para onde apella o alllicto e consternado mori-
bundo, que, lirme nos principios de sua religiiio, espera
a cada momento vr-se na presenta augusta de un jui/
II emendo, infallivel e recto poressencia'
A'vista, pois, distas verdades incoiilcslaveis, Sr. pre-
sidente, assento que nesta casa nao llavera un so depu-
tado que que ira avancar pruposicao alguma contraria
tililldadc dcste projecto, e tao convencido estou desla
verdade, e tal he o conceito que me merece esta respel-
i ivel uiocidadr, cheia de illuslrac.io, que desde j pro-
testo nao levantar-me uulra vez para na segunda e ter-
ceira discusso sustentar este projecto, a favor do qual
dou o meu voto.
Encerrada a discusso, lie o projecto snbmettido vo-
laco, c approvado em primeira discusso para passar
segunda.
Entra em segunda discusso o projecto n. 4 acerca do
deiecamento do pantano de linda.
Declarara-se em discusso o artigo I." do substitu!, o
oH'erecido pelo Sr. AI ves Ferreira.
lie approvado sein discusso, assim como o artigo 2."
Entra em discusso o artigo 3.
O Sr. Trigo de Loureiro: Sr presidente, inandei
mesa una emenda substitutiva ao 3." artigo, e vou jus-
lifica-la.
Entcndo que se nao derein exigir da cmara munici-
pal deOlinda c da irmandade da misericordia copias dos
mulos de al'oramento drsses terrenos alagados ;i que se
refere o artigo; porque lie exigir um impossivel, visto
como m'iiii II.antes terrenos nao csto aforados. Entre-
tanto o que julgu nuil necessario e inesmn indispcnsavcl
Jic que se pecam a estas duas corporaces documentos
que psovem o direitoque ellas teeni aos referidos ter-
renos.
Crelo, pois, que a minha emenda est milito no caso
de passar.
O Sr. Alvti Ftrrcira : O nobre deputado que acaba
deaprcsenlar casa una emenda ao projecto em dis-
cusso, parec"e-me que nada mais fez do que repetir
aquillo iiiesmo que esse projecto conten; c pioecilcii
nssim, porque iuterpretou mal aspalnvras do artigo 3 ",
visto camo o que este exige he a copia dos ttulos dos
terrenos que a cmara e a misericordia possiieni, e ainda
nao estn aforados.
Portant, entcndo que a emenda nada pdc adianlar,
e que mesmo nada adianta.
O Sr. Ji-i'jo de Loureiro: Sr. presidente, eu nao duvl*
do que o nobre deputado tivesse em vistas pedir as co-
pias dos ttulos porque peiicnccm aessas casas aquello
terrenos alagados; poriu as palavras deque o nobre
deputado se servio nao cxprimeni scmclhantc ideia ao
contrario, exprimem ideias muito oppcstas, porque, se-
gundo o que ahi se li, o nobre deputado quer -que o pre-
sidente exija copias dos ttulos dos afora ni o utos dos ter-
renos que ainda nao eslo aforados. O nobre deputado
acaba de ilizerque quii exigir copias dos ttulos que prc-
vem odireto que as duas corporaves leeni a esses ter-
renos alagados, mas nao he isto o que se deprebeo.de do
artigo; ao menos nao o pude perceber, c foi por este
motivo que inandei minha emenda mesa.
O Sr. Alves Ferreira :-- Sein haver necessidade dclla.
O Sr. Trigo de Loureiro: Perde o nobre deputado,
eu a julgo muito necessaria para esclarecer a ideia que
o nobre deputado quiz consignar no projecto, masque
nao consignou, como lile inii-.ii ai oi graminaticalmeiite,
se assim o qui/er. Vejamos o primeiro artigo; (fe) vejamos
agora o segundo, 'J, nos quaes ttulos. [Com urca). Ao
que se refere o nobre deputado? Diga-uie; vimos ana-
lysar.
O Sr. Alves Ferreira : Ttulos de que?
OSr. Trigo de Loureiro: Ttulos de que? Eu nao sei,
o uobre deputado quer a copia daqueltes; ageites se re-
fere a ttulos, eu interpreto de dous modos : daquelles
supino- un substantivo, e sabe muito bein o nobre de-
putado O Sr. Alve Ferreira: Sr. deputado, aquellos he urna
referencia a ttulos ...
O Sr. Trigo de Loureiro : Porui cnlao rcinova o no-
bre deputado o absurdo i diga aquellos ttulos, e telo-
nios um pronomc relativo.
O Sr. Souta Bandeira : Que bella liyo de graminali-
ca latina /1!
OSr. Trigo de Loureiro : Portan lo, vista do que aca-
bo de dizer ao nobre deputado, relo que elle, concor-
dando coinmigo, nao pode deixar de adoptar a emenda
queremove o seu absurdo.
Vai mesa, e he apoiada a seguinte emenda :
Depoii das palavras assim como diga-se dos ttu-
los poi c-nde prrf-tice o dominio til ; continuando ao
depoil > e ludo sso, etc.' I -uno est no artigo. rfo
de Loiirtiro.
i loiiiem he lida, e apoiada a seguinte emenda:
Sutiitilutivo ao artigo tiroriro. O presidente da pro-
vincia exigir, assim da cmara municipal de Ulindaco-
mo da irmandade da misericordia, copia authenlica dos
ttulos por onde Ihe vem o dominio directo de todo ou
de pnreocs daquelle territorio; e bein assim dos ttulos
de aforamentos que hajam feito a particulares de quaes--
quer portos de terrenos e todos os esclarrcimentoi a cs-
e respeito ; o que tudo ser entregue ao engrnheiro
cncarregadn do levantainento da planta, para nella fazer
as dei lii.K.-oes o i ndic.n, oes convenientes. S. R. .W.irig-
nier.
OSr. Trigo de Loureiro Sr. presidente, pedi a pala-
vra para me oppr a esta emenda. Em primeiro lugar
diz ella. ( Le.) Or, a cmara municipal de Ollnda nao
ti ni su n dominio directo dos terrenos alagados, tambem
tein o dominio pleno; e eis-aqui a primeira rasao porque
un' npponlio emenda. Alui desta, tenho ainda iduas
raseirs. A primeira, he que a presente emenda nada a-
dianta ao que j. so ada no artigo do projecto com a
que oll'erec, por isso que cu entend) que o artigo tica-
r bein emendado por esta forma. A segunda, he por-
que o nobre deputado j disse que nao so quera copia
antliertca dos ttulos de afoiaiuento, isto he, copia por
onde se mostr o dominio dos alagados, senn tambem
copias coiiipnlatnriis do dominio directo. Entretanto,
saiba onobie deputado que acamara de Olinda tem o
dominio pleno de quasi lodo esse terreno, e que seine-
I ha uto dominio lmente se nao estonde aquellas porces
de terrctlo que ella lia aforado, porque coileu a outro o
dominio mil que linlia sobre elles, e he certo que o do-
minio plijao seconi|ioe do til e do directo : mas, ao pal-
io que ss^he assim, o nobre deputado quer copias que
provni o dominio directo da cmara sobre os alagados :
nao posso, pois, concordar com senielhanto Ideia.
Km segundo lugar exige o nobre deputado. ( Li.)
Mein ; ao Icr pela primeira re esta parte da emeiida,
parecc-inc que ah eslava a palavra um. Entretanto en-
ganei-ino, e por isso a mi tiln opposico liinitar-se-ha
ao que tica dito.
O Sr. Mavijnier ; Sr. presidente, levauto-inc para
justificar a ininlia emenda que, segundo me parece, nao
s toiule a esclarecer o projecto, como tambem a pri-
meira emenda. Oque eu Uve em vista foi esclarecer
Combinar todas ai ideias mas vejo que este nao foi
resultado, e que, em vez de fazer isto, li/. o contrario ; o
que nao teria acontecido se a minha emenda tivesse urna
patarra de tnalti isto he, se dsese dominio directo,
e dominio pleno Creo que assim (icaria o nobre de-
putado salisfoito. Se eu tivesse mais novcs de direilo,
nao caliiria nesta ; poriu, tirando a palavra pleno, estou
que o notire deputado concordar couiuiigo...
O Sr. Trigo de Loureiro : Ou mesmo tirando a pala-
vra directo.
O Sr. IHavignier :~ Anda melhor. Poi tanto, a mi-
nha emenda substitutiva tende a esclarecer a ques-
to : present que neui o autor do projecto, nem o au-
tor da primeira emenda se eiiteuderam ; quera ver se
viudo assim de foca dar a minha colherada, conciliava as
partos, t i/i i de juiz de paz ; e foi para isso que pu na
minlia emenda oiV-i j retlacco, para poder corrigir al-
guma palavra ; porque depoil de haver fallado o uobre
deputado autor do projecto e sou opposiciunista, liquei
a ver qual tiulia raso, sem perceber a um nem a outro;
c lupponlto que aliual diicuriain um auno inteiro e ii-
cariain no mesmo. I'ortauto tirare! da minha emenda a
palavra directo e deixarei smente a palavra dominio.
Verificarse nao haver iiuuiero legal, para consumir
casa.
" Sr. presidente ada a discusso do projecto, d a or-
dem do dia, e levanta a sesso 1 hora da larde.
IIIaIt 10 III P8BNAIBI1C0.
RECIPE, 26 DE JUL'IO DE 1848
Ordein do da para a sesso da assemblca, aman ha
(27j: contumacia da de hoje ; leilura de projectos,
pareceres e IndlcacOei; primeira discusso do projec.
lo n. 37, relatorio reforma da thesouraria provincial.
O brigue Sublime, que, procedente do porto de Lisboa
chegou boje ao desla cidade, irouxe-nos as cartas de
iiiismi en. n spon denle, que i \ a ramos licite numero do
Diario, e diversos peridicos.
Api essamo-nos a publicar as cartas, visto como dao el-
las ideias exactas do estado de Portugal, que, merc de
Dos, nn he lo calamitoso como algucm tuppiiiihn.
Pola galera Strord-F/i, procedente de Liverpool, re-
cebemos o 7'i'mrr de 7 a lo de jiiulio.
As novas do Franca sao muito importantes.
A asseuibla, com o presuposto de provenir a repet-
vo de icrnai to desagradareis como as que em o dia 15
de malo livorain lugar na capital da repblica, adoptara
por 478 votos contra 82 a proposta da cominisso exeeu-
tiv.i, prohibindo as ras, toda a reunan de individuos
armados ; assim como lodo o ajuntaiuento de pessoas
desarmadas, calculado |m perturbar a tranqiiillidade
publica. Ella autorisou o governo a fazer dispersar pola
rea todas as roiinic.cs, qur armadas, quer desarmadas,
una vez que so nao dispersarse) pacifloamente, as pri-
meiras no lim de duas iiiliinacos, ns segundas no lim
de (res.
Tal he, poriu, o excitamento cm que se acha o novo,
que as copias dosle decreto fram rasgadas, apenas pos-
tadas sobre os muros da oidade : nesse mesmo dia 15,000
lioniens ostiveran reunidos, como que por acinte ao go-
verno, junto da porta de San-Dimz at alta noite ; mas
urna forca da gard mobile aiinal os dispersou.
Ein o club da lievoluco, Mr Delloltc, alludindo ao
decreto da assembla nacional, relativo s reunios tu-
multuosas, exelauou : u Desde quando costumam os
criados amea(ar os amos ? i. Esla exclamafo foi segui-
da de estrondosos applausos de loda a assembla, que se
compuiiha de 3,0(10 pessoas pouco mais ou menos.
A (orea armada, existenle em Pars, era de 350,000
homeiis, o o governo, certo do apoio dclla, a obrando
com energa.
Tinliam sido elcitos deputados por l'aris os seguin-
los cidados : Caussidicre, ex-prefeilo de polica, por
MG.7I6 votos ; Moreau, amigo deputado, por 126,650 ;
Goudchaux, banqueiro, por 106,982; Changarnier, ge-
neral, por 105,301 ; Thiers, ex-deputado, por 97,546 ;
Pedro Lerioux, economista, por 90,577; Vctor Hugo,
Iliterato, por 86,726 ; Luiz Ronaparte, por 84,431 ; La-
grage, ex-preso poltico, por 78,180 ; Uoissel, por 77,118;
l'rouhdon, economista, por 74,416.
O iioine ile Mr. CailSSidire, quando proclamado pelo
maire, foi saudado pelo povo e pela guarda nacional com
um unnime grito de > llravol o U de Mr. Thiers foi
menos applaudido, pois algiins assobios se ouvram. O
de Pedro Lerroiix foi recebido com troves de applau-
sos. O de Luiz Napoleo, que se seguio a este, arraucou
a-todas as pessoas presentes um grito universal e cn-
thusiaslico.
Osobriiiho do grande homrin havia sido elelto por
tres dillerentes deparlamcntos Pars, Yonne c Sarlli.
Durante as eieices, tal era oexaltamento dos campo-
nezes de Gemozac, que Icvavam as chapas na frente de
seus chapeos, havendo sobre ellas escripto em grandes
caracteres /. Napolio. Yiva o Imperador! Abaiso a re-
pblica '.
No da II ile jniilio reinou em Parii grande agitaco e
oxcitainentn Numeroso povo se reunir u Prya-da-
i'no o li i para Ustemunliar a eliegada de Luis Mona -
p.n te. o ii k"*''"" ordenara medidas folios contra esse
ajiintamento Id pin utos de infantarla e cavallaria r
grandes eorpos de guardas uacionaes atrnveiisram a
ponte em frente do palacio da assembla, e, reunindo-se
aos que j na prata eslavam, expelliram ponta da
bavoncla os numeroso grupos que a oceupavam.
tima columna de 2,000 guardas tnobitrs, pelo menos,
man luiii depos disto com passo dobrsdo pela ra de
llivoli, e pelas ras de Casliglione e La Paix. Havendo
chrgado ao Bouletard, ella se cncaminhou para o hotel
do ministro dos negocios eitrangciroi. e ah fez alto.
Entretanto, os dragrs marcharan! da Praca-da-Con-
cordia pela ra Real, levando de arrojo o povo que dl-
ante delles grilavam com fr,a a Yiva o Imperador I Yi-
va Luis NapoleSo I
Varios outrosajuntamentos fram dispersados nesse
dia pela frca armada ; poriu em todos os casos o povo
se retirava aleando os mesmos gritos de ii Vita Luit lio-
aparte, viva o Imperador
Em o dia 12, logo pelas 7 horas da manliaa, 100 solda-
dos da infamara ligeira occnp.iram a rncruzilhada de
Armenonville, no bosque de llolonha ; c 500 guardas mo-
biles fram postados na barreira da Estrella. Os tambo-
res da guarda nacional tocaran! a rebate desde s 6 ho-
ras da manlia.
Em Pars a guarda nacional teve ordem de prover-se
de cartuchos rmbalados, e de estar prnmpta a marchar
ao primeiro aviso.
A ponte, cm frente da assembla, eslava oceupada por
um destacamento de archeiros ; em cada unta de suas
extriinidades achava-se um esquadrSo do dragos que
nao consenta niuguem approximar-se dclla ; estes dra-
gos era ni sustentados na inargem esquerda por eorpos
re laneeiros e coraccros. A Praca-da-Concordia era ex-
clusivamente oceupada pela frca armada. A ra Real
eslava todava apinhoada por urna densa massa de guar-
das nacionaes ; as ras vizinhas estay.un tambem chelas
de guardas e soldados. Numeroso povo, a maior parte
cm blouse, oceupava a ra de llivoli. A guarda nacional
enllocando as bayonetas carregou sobre elle : o povo
corren, gritando repetidas vezes Yiva Luiz Nupoleao '.
Yiva Ilenrique Y '.
A commisso executiva, vendo isto, propoz na assem-
bla o seguinte decreto :
A commisso executiva, temi em vista o artigo 4 da
le de 12 dejunho de 1816, e considerando que Luiz Na-
poleo i oiiap.ii te est comprebendido na le de 1832 que
banio a familia de Napoleo; considerando mais que,
se a assemblca dispensou nessa le pelo voto dado em
favor de tres membros desta familia, os quaes fram ad-
mllidos a tomar assento como representante! do povo,
tal dispensa he inteiramenlc pessoal, e por ncnlium mo-
do se refere ao dito Luiz Napoleo Ronaparte, o qual j
duas vezes se ha apresentado na qualidade de pretn-
deme, sendo que suas pretenees pdem comprometter
a repblica ; considerando, finalmente, que o governo
nao pode aceitar a responsabilidade de tacs actos, e que
faltarla aos seus devores se nao tomasse medidas para
prevenir a repelifao delles;
Declara que a Ici de 1832 ser executada contra Luiz
Napoleo Bouapartc, emquanto pela assembla nao fr
dicidido o contrario.'
Mr. Lamartine convidou a assemblca a adoptar a me-
dida por nei l.iuiae.io. e disse. u Vos podis fcilmente
conceber que a 01110930 que sent a assemblca em conse-
quencia dcste infeliz evento me compcllir a abreviar o
meu discurso. Eu enlrarei coniludo as ultimas consi-
deracaics delle. O governo executvo oppor-se-ha fac-
co, qualquer que soja o nonio com que apparoea. Nos
nao consentiremos jamis que a repblica seja desviada
de sua carreira.(/lp/irot'aeao.)Ns havemos adoptado a re-
publica seriamente. Nos nao deixarcmos nunca que a
Kran-ca seja maculada em suas mais gloriosas record aces.
(Applauso.) Scmpre que ao povo seque ha fallado a lin-
guagem da rasao, elles se teein tornado em soldados da
ordem. (Approvaca,) A rovolueo de fevereiro fex pro-
no --as serias, c ella as cuinprr ; ella indicia com be-
neficios e realidades esse abysmo que os agitadores de-
sejam enclier com desgranas c faisidades. Nos j have-
mos vencido ns maiores difculdades, c tenbo f de que
havemos igualmente vencer esta.que actualmente se a-
presenta. He natural que se nos aecuse de fallos ; mas
nos carreganios com a responsabilidade das circunstan-
cias ;,nos aceitamos esta desgrana que ser tal ve/ um
dia a nossa maior gloria. (/Ipprorarao.) Por ninlia parle
vojo-ine todos os das aecusado nos jomaos c polos par-
tidos ; tem-se dito que hei conspirado com homens a
quein seris lalvcz em breve chamados a julgar com
Manqui e COIII la 1 lies. (.Uiiitus voz. n.\ inguem pode a-
creditar em tal. a ) Se contplrcl com estes homens, foi
em quanlo elles nn fram desmascarados. Eu conspi-
re! com elles como o conductor conspira com o ralo. Por
longo tempo tenho resistido a estes homeiis. A salva-
(o do paiz em minha opinio est eu> una repblica lio-'
As tropas sublevadas em Serilha havlain itdo perdoa-
das, menos os omelars.
A grzrtta de Madrid anuuncra a priao, em Cuenca,
,\P ,r( oreiaes carlistas que iain a Aragao a reunir,,,'
o ooin (.'rabera, o qualdevia sublevar o pais em f,r
de Monteiimulin.
0 minlitro do interior bavia ordenado a suppressi
iuiinediala dos clubs, d gabinetes de leitura, socieda-
des patriticas, etc., em todo o reloo.
As freas rustas actualmente na Polonia andam por
300,000 homens. Os grnerae rumos empregam-se coni-
tantemente em ejercitar no uso de suas reipcctiva ar-
mas as tropas, por elles coinmandadai.
Da Suissa sabemos que no canino de Friburgo fura
proclamada a mal Ilimitada soberana do povo, c que
varios conventos haviatu sido supprimldos em Schwytz
e Lucerna.
Cartas de Boma com data de 28 de malo annuoclam.
que monsignor M ricliini tinha sido enviado palo papa
a Vienna, al'nv de negociar a paz com a Austria sobre os
termos estipulados 0111 a cart dirigida por S. Santidade
ao imperador no dia 3 do mesmo mei. Pi IX havia reco-
brado toda sua popularidade, c na Testa de San l'ilippt
Nerya popularan fez urna brllhante menifostaeo em
seu favor. O abbade Gioberti eslava anda cm Roma
pregando a iiniaj entre o povo e o soberano. O novo
ministerio inspirava geral conanca.
A tiazetla de Roma dit:
1 Sua San tillado, oouin pa coinmuin dos liis, apoian-
do os designios manifestados em favor da paz, acaba de
enviar um delegado apostlico extraordinario aos bel-
igerantes ( com excepeo do imperador d'Austria, a
quein S. Santidade j tinha escripto) para o fin de abrir
uognciaces para a ternilnaco da guerra. O santo pa-
dre far ludo que poder para prevenir que a naco ger-
mnica empenhc a sua honra as sanguinarias trniati-
vas contra a Italia, c para iuduzi-la a reconliecer a ulti-
ma como aua rma, sendo todos aquellos estados em f
o caruladc tillios cnmmuiis do santo padre. S. Santida-
de ha de proseguir nestas negociaces com todo o zeln
que pode ser inspirado pela con.vlcr.iio de assim cuni-
prir cun o dever do supremo sacerdocio, a elle confiado
por Jcsus-Christo. O ministerio ha dirigido gracas ao
papa por haver insislido, em sua carta ao imperador da
Austria, sobre esta condic.no de paz, isto he, que sejam
restituidos ao povo da Italia os seus naturaes limites.
A llalla uo odia, ella ama mesmo 0 ostiiia as naedei
germnicas; porm atravessein os Allomaos outra vez os
Alpes,jure 111 observar os pactos proscriptos pela le
natural das naeoos, e ento os Italianos os abracarao
como ii nios.
Piacenza, r.ni-i -lila. Modena e Parma huviam decla-
rado a sua adheso ,ao Piemontc. A Lombardia tam-
bem havia decretado por 561,0(2 votos contra 681 iua
inmediata aunexaran ao Piemonte. Ot habitantes de *
Valtelina tinhain votado em favor da incorporado m-
mediata por urna mainria de 20,883 contra 3. Em a pro-
vincia de Krescia 85,334 pessoas tinliam votado pela
niiio e 35 contra; em Pava os votos a favor fram
36,560, os contra 9; em Milao os votos a favor fram
120,44o, os contra 272; cm Cremona os votos a favor f-
ram 47,064, os contra 24; em Lodi os votos a favor fram
46,860, os contra 69.
Os Austracos, derrotados nabatalha do Goito,entrega-
ran! por capitulacoa fortaleza de Pesebrera e se retira-
ra para Mantua: os Italianos preparavain-se para atca-
los alli.
Fram ochadas cm Peschiera 180 pecas de artilhara e
milita mullican: as casas aprosentavaiu um aspecto de-
ploravel. A guarnico,' que por falta de mantimento j
se sustenlava em carne de cavallo, e usara de salitre
por nao haver sal, sahio da fortaleza com todas as hon-
ras militaros
A causa da independencia da Italia nao corra mais
perigo.
O rei Carlos Alberto e seu filho o principe de Genova
havi.im sido levemente feridos na aeco do Goito.
)
l'u})Icacao a pedido.
- Em ciiinpriuionto a o despacho supra certifico que
o termo de que ueste reqiierimento trata o suppllcante
he do teor seguinte. Aos tres do jullio de mil oito-
ecutos e quarenta e oitu, na casa dos cofres da thesoura-
ria da la/i mi 1 desta provincia, estando presentes os Srs.
inspector Joo (om,,il vos da Silva, contador Francisco
Ludgero da Paz, c procurador-iiscai Interino Antonio
Epaminondas de Mello, procedeu-se ao bataneo da re-
colta e dospeaa da mesilla thesouraria do segundo se-
mestre do exercico de mil oitocentos e quarenla e sete
a mil oitocentos e quarenla c oito, sendo thesuureiro o
Sr. Domingos Alfonso INery Ferreira, c conferidos iodos
os documentos de receita de numero setenta e olio a
ilur.onios e dous, o despezas de numero centn e trinta e
quatro a tresentos c cincoenta e dous, com o livro
nesta e nacional com sufl'rago universal sem excluso; j calxa e seus auxiliares, dandu-se cortes de tesoura nos
lia triuiphar quando a conlian;a fr restituida ao documentos de despeza proporco que se fram achan
coinmercio c industria. I-,-1 oln le ......-. urna tal rep-
blica, c seremos orgulhosos c folizes .'
A medida proposta foi por extremo combatida, o go-
verno empregou todos os esforcos para a fazer passar ;
mas afinal foi rojeitada por una grande malora.
* A assemblca decretou a admisso de Luiz Napoleo
como representante do povo, com tanto que provasse ser
1 ni nl.io francs.
Esta condi .10, cria-so, havia de occasionar alguma dis-
cusso por isso que Luiz Napoleo se havia naturalisa-
d 1 1 iilailao suisso; mas, atiento o obvio temperamento
da assemblca, iiingueni duvidava de que a sua admisso
fosse ratificada.
A inipiesso geral era que o governo eslava seriamen-
te coiiipromeitido por este voto, esperava se a cada dia
a sua resignaco e corra que j um triumvirato eslava
promplo para o substituir, composlo de M. M. Marras!,
Ilillaulte o general Cavaignac.
W. M. Thiers, Udillon Uarrot, Duvergier de Hauran-
ne, Herryer e quasi todos os amigos deputados votaram
pela admisso de Luiz Napoleo. Os exaltados tambein
quasi todos votaram por ella
Sua admisso em Franfa pareca que iiievitavclniente
excitarla oflagelloda guerra civil; seu partido era inmen-
so, o do duque de Rordeaux era poderoso ; o dos verda-
deiros republicanos comparativamente menor. O daj
familia Orlrans era ncnlium ; pois cria-se gcraliuente
que li. 1 vi 1 I'i lo all, un; 1 com os Icgitimislas.
Na tarde de 13 de juuho alguinas tentativas se fue-
ram para levantar urna barricada na ra Mont-Thabor,
porm os desordeiros fram logo dispersos por una
carga da ntaiilaria ligeira. Nesse mesmo dia una ca-
nalba tumultuosa tentn apossar-se do Ihesouro, mas
a guarda relirou-sc para dentro do pateo, focliou as
portas c resisti aos assaltadores.
No departamento dos Ardcnnei fra postada a seguin-
te proclamaco :
Francezes. Depois de haver expedido a lyranuia
que nos enganou ciiijullio, nos nos havemos deixado
outra vez Iludir por una lyranuia uiais hypocrita e
mais infame ; por isso que se oceulta debaixo do vt'o
da democracia. Em lugar de um rei que nos r nili.iv.i,
temos inultos que se enriquecen! nossa custa. Homens
dos Ai (leones, corramos s armas ; quebremos nossas
cadeias ; demos o excmplo, que a Franca se apressar a
segui-lo; enlloquemos a nossa frente o nico homein
que he digno de nos. enlloquemos aqui Luiz Napo-
leo.
Viva o Ihpebadoi.
do legacs, bem como os saldos com as soturnas existen-
tes, se achou tudo exacto ; sendo o saldo efiectivo, con-
forme o dito lvro-caix.i e seus auxilires, de seis contos,
digo de seiserntos trinta c cinco contos cento e qua-
renta e sete mil novreentos e oito ris ; sendo em moc-
ita de ouro um cont seiscentos sessenta e um mil qua-
trocentos e dez ris ; em prata setenta c um mil e du-
zentos res ; em cobre trinta c um mil qualroccntos
cincoenta c cinco; em notas cento e oitenta cantos se-
lecetitos cincoenta c cinco mil ris ; em billieies .da
ill I lele;;.1 ti esculos viole e Um c-imt, s oitocentos e vil!--"
te e quatro mil quinhentos e setenla ris ; ein lettras
vencidas vinle e um contos selecentos e olanla e quatro
mil e viole e tres res cin lettras a vencer nos an-
uo, fnanceiros de mil e oitocentos quarenta e oito a
mil oitocentos quarenta e nov e ao de mil oitocentos e
sessenta e cinco a mil oitocentos sessenta e seis, cento
e nove contos e vinle mil duzentqs e cincoenta ris: o
que tudo passou para principio de receita para o se-
mestre addicional do mesmo exercicio. E para constar
lavrei este termo emqilc todos assignaram. No impe-
dimento do ofncial-maior, Antonio Luizdo Ainaral e Silva
o escrevi Joo Gon^alves da Silva. ~ Francisco Lud-
gero da Paz. Antonio Epaminondas de Mello. E pa-
ra constar onde convier ao siipplicanle liz passar a pre-
sente que vai por niiin smenle assignada. Secretaria da
thesuiiia i.1 de l'ei nanibiieo, em '26 de julho de 1848, vi-
gsimo- stimo da inde pendencia e do imperio. Igna-
cio dos Santos da Fonseat, ofhcial-maior.
CGMMERCIO.
Urna gazela devla apparecer dentro de poucos diai
em Pars com eite titulo : A Conslituica diario Ja
repblica napofeonina.
Na Inglaterra naja de extraordinario havia occorrido,
tinha-sc retirado de Londres o ministro hespanhol oSr.
Isturitz, Meando assim suspensas as relaves diplomti-
cas dos dous paizes.
Na Hespanha fallava-se em um novo gabinete, presi-
dido pelo general O'Donuell. A rainha cria-se estar de
esperanzas.
Alandega.
RENDIMKc.TODO.DU26..........4:080/550
Uesearregam hoje, 27 de julho.
Xovo-Olinda oleo e aicatro.
Sublime ceblas c batatas.
Flor-do-Recife charutos, fumo e tabaco.
Stcord-Fisk morcado ras.
Hiate
Brlguc
Hiate
Galera
Mrigue Tarujo I dem.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 26.
Geral....................2:947/^
Diversas- provincias ........--%* iw5*"
/



LgEZBJ
CONSULADO PROVINCIAL.
nKNUIMKNTOUO UIA90........ .'.1:649/851
3
agmmmm
i Mov ment Navio* tniradoi no da 26.
Lisboa ; 34 das, brigne portuguez Sublims, de 144 tone-
ladas, capito Joo Francisco de Amor, equipagein
17, carga vinho c mais gneros a Olive ira Irmoi ti
Companhla.
MaraDliSo por Assu ; 40 dias e do ultimo porto 22, hlute
brasileiro Novo-Otinda, de 83 toneladas, capitao Jos
Francisco de Oliveira, equipagein 8, carga sal e mals
gneros ; a Francisco Joaquim Pedro da Costa. Passa-
gelro, 1 eicravo a entregar.
Aio-Grande-do-Sul ; 36dias. brigue brasileiro Sagitario,
de J50 toneladas, capitSo Joao de Dos Perelra. equi-
pagein 12, carga carne; a Antonio Francisco dos San-
ios Hraga.
Liverpool; 48 das, escuna inglesa Mtxandcr-Cochrane,
capitao John Waldron, equipagein 8, carga fazendas ;
a Dean Yulle fe Companliia. Passageira, a ienhora
do capitao.
.Vueio taido no meimodia.
Havre; barca frsnccia Julia, capitao Reduchand ReltrSo,
carga assucar, algodao e couros.
l>eclara -- Pela subdelegada da freguezia de Santo-Antonio
se fas publico, que pela inesma fol aprehendida una
preta de nonio. Maria, por se suppr fgida, aqual diz
ser escrava de Jos Mathias da Assumpco, morador ra
Pindoba: seu senhor compareca,munido do competente
titulo, que Ihe ser entregue.
i Recite, 24 de juiho de i848.
Rodolfo Joo Barata de Mmeida.
A arremalacao jlo arrendamento triennal do arnia-
/em n. 3, silo im Foit-do-!Hattos. j ptir vezes anun-
ciada, tica transferida para o dia 31 do corrente mez. E
para constar se inanduu publicar o presente, por ordem
do Illin. Sr. inspector. Secretaria da lliesouraria de fa-
/oiida de Pernambuco, 24 de juiho de 1848.
Ignacio Oflicial-maior.
-- O arsenal de guerra compra 3 resmas de papel al-
fiac; 2ditas.de dito de peso ; 200 peonas de escrever ;
i massos de brelas e 2 garrafas de tinta preta : qiiem
ditos gneros quiser fornecer mandar sua proposta
directora do mosiiio arsenal at o dia 3f do corrente
mes.
Arsenal de guerra, 26 de juiho de 1848.
O escripturario,
Franciico Serfico de Asiii Carvalho.
juizo dos ffjtos da fazinda.
Ein cumpriitiento portara do Hita, Sr. Dr. juii dos
feitos da f.i'.cnda, datada de 19 do corrente, declaro e
faco publico a todos os devedores fscaes, que as custas
devidas por qualquer mandado exccu'.ivo, pagas antes de
procedido o sequestro ou penhora, sao asseguintes :
Assignstura do mandado para o-juiz 150
da guia
ter grande parte do seu cirregamento prompta, o hlate
nacional Tentador, forrado e pregado de cobre para o
restante trata-se com Silva fe Orillo, na ruada Moda,
n. 11.
Para o Rio-de-Janeiro segu, at o dia 30 do cor-
rente o patacho nacional A'otio-l'emrario: para o res-
to da carga, trata-se na ruado Vlgarlo, n. 5.
Salte para Lisboa com a utaior brevidade o brigue
portuguez Sublime, capitao Joo Francisco de Amor:
para carga e passageiros a tratar com Oliveira Intuios
C, ou com o capitao na praca doCointnerclo.
--Para o Aracaty est nroposto carga o hiate Aiot>o-
Olinda, mestre Antonio Jos Vianna; os pretendentes a
carregarem se enlenderao com o mesmo mestre no
Trapiche-Novo, ou na ra da Cadeia-Velha, n. 17, se-
gundo andar.
Para o Maranho sabe com a tnaior brevidade pos-
sivel, por se adiar com a maior parte de seu carre-
gamento promta, o patacho nurnliita: para o restante
do carregamento trata-se cotn Antonio Germano das
Neves, na ra da Cruz, n. 64.
Para a Baha em poucos dias o hiate Flor-do-Rectfe,
forrado e pregado de cobre : para carga e passageiros,
trata-se na ra do Vlgarlo, n 5.
Avisos diversos.
Da guiaao cscrivao .
Do mandado ao escriviio
500
120
200
350
620
Rs. 970
Aos officlaes de justica, de cada urna citacao, 400 i vis.
c logo que se eli'ectiiar o sequestro ou penhora, pa-
garo mais 1/200 rs. aos ditos olliciaes, e um por cento
ao solicitador da quantia devida, assim como as custas
que occorrerem depois da aceusacao da arcan rm audi-
encia, para cujo fim se far a con la respectiva, que ser
assignada pelo mesmo Sr. Dr. juii dos feitos.
liedlo, 21 de juiho de ISIS.
O solicitador da fazenda publica,
Francisco Antonio Couiseiro e Silva.
A MENTIRA N. 3
est a venda na typographia nazarena, na ra do No-
gueira n. 19, e na nio dos destribuldores : na inesma
typographia precisa-se de habis vendedores de folhas.
Pcrdeu-se urna procuracito bastante do Sr. Joaquim
Carneiro Machado Rios e sua mulhci-, em a qual consli-
tuem porseus procuradores os Srs. Dr.Jos Francisco de
Paisai Joao Carneiro Machado Rios e Jos Joaquim lle-
zerra Cavalcante : quem aachardirija-se a ra Vellia,li-
brado n. 18.
A luga se o primeiro andar e armazem da ra da
Cruz no Recife, "n. 36, proprlo para recollicr faicndas e
escriptorio de casa cstrangeira, sendo o armazem todo
ladrilhado c pintado de novo: no segundo andar da
mesina.
Dcseja-se fallar ao Sr. Policarpo, quP leve venda na
ra do Rosario larga, e hoje mora no Maiiguinho : atrs
do theatro, armazem de taimas de pinho.
A REFORMA,
peridico social, poltico c noticioso, sahio hoje a luz :
vende-se na tvpographia Nazarena, na praca da Indepen-
dencia n. 12 e na mo dos dcsirihnidores pelo diminuto
piren dolo rs. Sua leilura torna-se mais que recotnen-
davcl a qualquer conimiinho poltica e principalmente
ao povo de quem he fiel amigo.
- Na ra do Rangel sobrado n. 43, fnzein-sc espana-
dores mais em conla do que em ootra qualquer parte.
Precisa-se de 600/a 800^ rs. a premio, sobre fir-
mas acontento : quem quizer dar annuncie.
Na ra Nova, n. 18, loja de alfaiatc de M. do Ampa-
ro Caj, vende-se um completo soriimento de roupas
fetas como sejam : casacas de panno, sobre-casacas
de dito palitos de dito, merino, franklm, duraque e de
brim branco e de cores ; jaquetas pelas de panno fino,
un ti un, duraque franklm preto c de cures c tanibcui
brancas e de riscado ; colletes de selim d cores e pre-
los ; gorgurao de diversas cores e de mu i tu bom gosto ;
velludo sarja, calcas de panno fino e casimira, lauto
preta como de cores ; c outras umitas obras : lainbcm
se fazcn dcencnminenda : ludo por preco commodo.
- Precisarse de um pequeo, ou preto que queira to-
dos os dias trazer capim de un sitio sendo justo men-
salmente: na ra Nova, n. 18.
= Precisa-se nlugar um niuleque para servir em tima
casa distante dcsta praca 2 legoas : na ra Nova, n 21.
Precisa-se de una ama de leitc que o tenha bom e
com abundancia forra ou captiva : paga-se bem : na
ra Imperial, n. 25, ou anuuncie.
Domingos Jos de Lima retira-se para Pira da pro-
vincia com sua familia c dous escravos Aniceto c I.ui-
ta: lanibem veitde sua mobilia c todos os pertenecs de
seu olicio.
Deseja-se fallar com oSr. JosSoares da Costa, viu-
do ha punen da Baha a negocio de seu i ulerease : na ra
lllle.t i. II ii:i.
O doutor em medicina JoscGoncalves da Silva o (Te-
reco o seu prrstmo ao publico, na ra do Collegio, ti. 8,
primeiro andar.
Picrre Turbal, Franccz, retira-se para a Franca :
por isso avisa a quem se julgar seu- credor que haja
de mandar sua conlaat. 39 Jo corrente na ra Nova,
n.60.
na
Procisa-se (aliar com o Sr. Julio Mara Freir
praca da Independencia, n. 17.
irtniano Jos Rodrigues Penetra faz scienle aos
seus freguezes que tem encarregado nesta praca o Sr.
Cactano de Mallos Sintes para tratar de receber seus
dbitos.
Precisa-se alugar dous escravos para o servico de
nina casa : na ra da Cadeia de S.-Antouio, arinazent
1.21.
Nos lugares do costiimc est a venda o Eclctico :
no mesmo lugar continuam-sc a receber assignaturas
pura o Capibaribc.
Achou-se um dedal de puro : quem for seu dono ,
pode procurar na ra da Trompe,vollando para a Sole-
dad* n. 3l,quo, dando os signacs cerlos Ihe ser en-
tregue.
Desapparecou, no dia 25 do corrente da rita do L-
vramento, um cavallo castanho-escuro, grosso, com
estrella na testa, dinas compridas, cabo regular e com
cangalha : quem o pegar leve-o a dita ra. venda de
Joaquim Concia ou na ra do Rozario, n. 43, primeiro
andar que ser gratificado.
Hoje val a praca pelas II horas da nianhaa o
resto dos bens da heranca jacente de Manuel da Silva
Santos, lendolugara praca na loja do fallecido.
Pretndese negociar o sobrado de um andar n. 4 ,
na ra dos Copiares pertcncente a JoS l'nin> ilu. da
Silva hastos : quem se julgar com direito a elle, por qual-
quer titulo que seja pode annunciar por esta follia no
prazode tres dias lindos os quaes julgar-se-ha livre e
se rlleiiuai a o negocio.
Tresse, fabricante de oreaos e realejos,
no Aterro-da-Boa-\isUi, n al,
tem para vender realejos com tambor e trombela com
a vanlagem de seren msicas todas fcitas no paiz, como
bem a polka, a masuika cavatina -- Casta diva etc.
Concerta dilo instrumento e pdc marchas novas. Na ines-
ma casa coinpram-se realojos usados.
-- Jos Cotrim de Soma, nao podendo despedr-se das
pessoas que o toeni obsequiado, pela brevidade de sua
partida, roga-lhes sedignem desculpa-lo e aceitar seus
fracos servicos onde quer que se acbe.
No dia -a8 do corrente, na sala das
audiencias', a o meio-dia, tem de se arre-
matar a renda animal de. urna easa terrea
no lugar da Capunga, avahada em 84,000
rs. por anno, por execuco :le Jos lla-
zary contra JoSo Thomaz Pereira, escri-
vo Santos.
Aluga-se unta cscrava fiel, sem vicios, que saiban-
gommar, coilnhare tratar de um menino, e um escravo
fiel, para todo o servico de casa e ra, para urna casa es-
tra'ngeira : na na do Trapiche-Novo, n. 8, terceiro andar.
Antonio Carlos Pcreira de Burgos Ponce de Len,
pelo presente, participa a seus amigos c a quem convicr,
que elle inudou a sua morada para a na Dircila, sobra-
PaTa o Aracaty sabe, cotn muita brevidade, por ter dodeum andar n. 16, que faz esquina para a travessa
a ntalor parte da carga prompta, o patacho Anglica: pa-. de San-Pedro ; e continua a receber correspondencia
r ,o restante e passageiros.para o que tem bons comino- dos .senhores de engenho qu qtniercuT consigilar-lhe
ds. trata-se com o capitao, Manoel Antunes de Oliveira, as suas safras.
ou com Luis Jos de S Araujo, na ra da Cruz, n. 26. Precisa-se de um pequeo portuguez para cai-
Para o Aracaty seguir com muita brevidade, por xciro de venda : na ra Augusta, n. 94.
Publicagao Luterana.
Est-se conclundo a mpress/o do resumo da histo-
ria 'i Brasil .composta pelo professor publico Salvador
Henriqte de Albuqiierque.
Este resumo, alem de couter o tnais interesante da
nossa historia, vai intermediado por bellas estancias do
poema Caramur composicao do nosso patricio Fr.
Jos de S.- II i ti Un i .io e para darmos unta idoa de sua
escolha ah vao as seguidles collocadas no lugar em
que se'trata da revolucao de Pernambuco contra os
llollandezet.
^> n Jodo Fernanda Vitira foi na empresa,
O instrumento da patria liberdado,
Herfje que soube usar da gra riqueza,
Libertando o Urasil desta iiitpedade :
De amigos e prente* na defoza,
Tentou furtivamente a sociedade,
E como a pedra estatua de Nabuco,
O Belga derribou de Pernambuco.
Nomeou cabos, tropas, coinpanhias,
Pedio soccoitos e invocou prudente,
Expoudodo Hollandei as tyrannias ,
Aogoverno brasilico potente :
Avisa sem demora Henrique Dias,
Capitao dos Elhiope valentc,
E o forte Camaro que em guerra tanta,
Cuinos seus Carijto Belga espanta.
Leva no fin este resumo os ndices chronologicos
seguimos : um dos reis de Portugal desde D. Allonso
Hcnrlques at D. Joao VI; outro dos governadores ge-
raes do Xrasil desde Thom de Souia at D. Marcos de
Noronha cRrito ; ontro dos papas desde Alezandrc VI
ateo SS. padre Po IX que actale felizmente tena ; e
outro finalmente dos bispos carcebispos do Brasil des-
de os prlnteiros at os artuaos.
A isto segue-se dous mappas dos hachareis formados
as duas academias jurjdicas de Olinda e S.-Paulo e fi-
nalmente a lista dos Srs. assignantcs.
A impresso deste resumo, que pouco exceder de
400 paginas he a tnais llmpa possivel em multo, bom
dapel o em formato de oitavo francoz.
As assignaturas anda se recebom at o lint do pro-
Mino mez de agosto nos segiintos lugares : livrarias do
Sr. Fjguelroa ,' praca da Independencia ; do Sr. Dr. Cou-
linho esquina defronte do Collegio ; do Sr. Roma, pa-
teo do mesmo Collegio ; do Sr. Cardo/o Ayres ra da
Cadeia do Recife ; e em Olinda, ra de Malhias-Fcrrei-
ra n. 6. rreco de cada assignatura he 3/ pagos
>o receber a obra.
Avisos martimos.
No dia a8do corrente. na sala dis
audiencias, ao meio dia. teem de se arremi-
tai* os bens seguales una naque-
ni -si de taipicom quintal, chaos pro-
prios, avaliada em Sk,oco rs. ; utn; dita
junto mesma, avallad) em 100,000 rs. ;
urna outra junto mesma, avaliatla em
100,000 rs. ; um terreno de 3o palmos,
com urna casa de taipa coborta de telha,
em trras proprias, avaliado em i3o,ooo
ri. j cujos bens s5o situados no lugar da
Casa-I* orle, e vao em praca por execucao
de Anacido Jos de Mendonca contra
Jos Maria de Mello Zumb, pelo juizo
do civel da primeira vara, escrivao Motla.
Roga-se a qualquer das pessoas que fdram herdei-
ras, ou inosmo prenlas da fallecida D. Francisca Mara
da Silva, que dizem morrra nesta cdade, de apparecer
na ra da Cruz n. 10 ; pois multo se-desoja fallar com
qualquer dessas pessoas para negocio que lites diz res-
poito, eque Ihes interessar.
Precisa-se alugar urna escrava para
o servico interno de urna casa de pouca familia, que
-aili.i bem en-almar, comprar na ra c cozinltar ; dando-
se-lhc o sustento e lO/rs. mensacs: na Soledade indo
pela Trompo, lodo esquerdo, segunda casa nafa, n. 42,
junto das do Sr. Uerculano.
--Allonso Saint Martin, cojn loja na praca da inde-
pendencia, n. 38, tem paj-a vender cliapos de seda do
ultimo gosio para senhora, igualmente de palliiuli.i; ri-
cos cortes de seda para vestidos; ricas inantrlr tas, igual-
mente na ultima moda, chales c mantas de seda, etc..
etc., e leva-sc em qualquer casa para se ver : os amado-
res de caisar que tiverem de comprar espingardas de
inuito alcance, pdem procurar na inesum luja cima,
pois que as ha chamadas -- p.iteiras, san milito leves,
e nan Irvaui tnais carga do que se fsse para uina lazarna.
Precisase fallar cotn os filhos ou herdeiros do fal-
lecido Joaquim de Sottza .natural de Portugal da fre-
guezia de Farnello a fin de se contitiunicar um nego-
cio por isso dii ij n-so a ra das Cruzcs ti. 22, se-
gundo andar ou aunuiiciem sitas moradas.
Oabaixo nssignado roga aos Srs. rendeiroi < fo
reros dos cngciihosc terrenos pcrtciiccnlrs ao hospi-
tal de V S. do Paraizo que hajam de satisfazer, qitaulo
antes os pagamentos vencidos exhbindo nossa occa-
sio os recibos c clarezas que tiverem cni seu poder.
Leonardo Anlunc Mcira l/rnri/ucs.
. Precisa-sede uinaamade leitc que
o tenha em abundancia, para criar um me-
nino de seis fineses : na ra do Kangel,
n. 56.
Odcrcce-sc um rapaz acaboclado, de 18 anuos,
para criado, ou pagciu por saber tratar de cavallos e
ser do matto : quem de seu presumo se quzcr ulilisar,
dirija-sc a ra do Livramonlo, n 9
Alugam-sc as seguimos casas: um subradinbode
um andar com sotao, lojas o quintal na ra do Sebo,
n. 50 ; nuil casa torrea na ra da l'nio ou Sevc, n. I ,
porlO/rs. mensacs; as lojas do sobrado do pateo da
S.-Orot,n. 14, por 7/ rs. mensaos ; urna casa terrea
uovameulc roctlicada as Cinco-Punas, ra dos liair-
ros-llaixos n. 24, por 8/ rs. mensaes ; a tratar no es-
crptorodcF.*A. de Oliveira na ra da Aurora, n. 20.
-- Precisa-se alugar nina casa terrea, ou um' obrado
do um andar que tenha cominodos para urna grande
familia quintal e cacimba na lioa-Vista, ou S.-Anto-
ni-i : quem tiver annuncie.
Aluga-se ulna parda captiva que cozinha c trata do
mais arranjo do una casa de familia por proco rom-
modo : a tratar no Atorro-dos-Afogados, n. 187, a qual-
quer hora do dia.
Agencia de passaporles.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aterro-tla-lloa-
Vista, n. *8, continuam-sc a tirar passaporles (au-
to para dentro, como para fora do imperio; nssini
como despacham se escravos: tudo rom brevidade.'
Al hit HO-DA-BOA-VISTA R. !i
l'ommateau, cutelleiroearmeiro
tem a honra de participar ao respcitavcl publico que rc-
cebeu de Franca pelo ultimo navio um sortiinento de ar-
mas francozas, espingardas, pistolas tle montara, supe-
riores espoletas de marca G, tudoquanto perlence a cu-
tellaria, finas navalhas das quaes se garante a qualidade,
estojos com lodos os pertcncos para houieiii, brides, es-
poras, chicotes, bengalas, estribos, cabecadas, polvari-
ulios, chmbenos, esponjas grandes, niassa para aliar
navalhas, potes do banba preparada para conservar o
lustro do ac o prohibir que se enferruge, fundas de to-
das as qualidades o feilios, assim como outras umitas fa-
lencias, tudo por proco commodo.
Aluga-sc um preto padeiro c um uiolcquc para o
servico do casa :.a tratar no Recife becco do Abreu ,
casa de Jos Cactano.
NOVO PAO DE PROVENCA.1

0 proprlelaroda padaria epastellarla franceza ^r
do Atorro-da-lloa-Vista, n. 50, desojando agradar @
cada voz mais aos sous freguezes, resol veu ollero- t\
ccr-lltes um pao que se I ilin i i ein Provenca por Qy
flQ um processo milito diilerente do ordinario, o que, f*
j' exigiudo farinha das melhores qualidades, more- "O
fA ce a preferencia do publico pola sua alvura, .a pureza e delicadeza de sua fabrioaco. \f
S se farao paes de 40, 80 c ICO rs., c ser fcil W
, conhecc-los pela sua forma oblonga c elegante.
9
-iiuiecc-ios pea sua forma oblonga c cieganio.
Principia a vender-se terca-feira,25 do corren- W
tJ\ te juiho de 1848. fl
Na mesma casa contina-se tambe ni a vender *J
y, bnliuhos pira cha de todas as qualidades, o tara- y
bciit a enfeitar bandejas ricas para baile., o sa- r~.
ros.. I&
W'0&@36a4
." Jos Antonio de Lima e seu filho Domingos Jos
de Lima retiram-so para fra da proviucia ; por isso ,
quem se julgar seu credor aprsente sua conta sendo
legal para ser paga ; assim tanibeiii seus devedores
queira*!!! mandar pagar-lhc o mais breve possivel, por
oslar prxima a sua viagem.
Domingos Joaquim das Lindas c Joaquim Vinhas
Marauval, Brasilciros, retiram-se para fra do imperio.
' E. Bdoulac embarca paia o Rio-dc-Janeiro o seu
escravo de nnme Flix.
Joaquim Fcrrcira de Araujo Guimaraes subdito
portuguez relira se para fra do imperio.
=0 menor Almado Alberto Rodrigues, llrasilciro, re-
tira-se para Portugal.
Antonia l'errira de Miranda faz saber a todas as
pessoas que tem penhores de ouro e pratn em seu poder,
os vao resgatar no praio de oito dias: do contrario os ven-
der para seu pagamento, visto ter de retirar-so para f-
ra do imperio.
M*neel JoaquirrvGo*,.c.4*!C8 e Silva-,
na ra da Crux n. 43, faz aber a sous freguezes, que
pelo ultimo navio, vlndo da Baha, ihe ha chogado um
completo soriimento dos melhores charutos all fabri-
vor annuncie por oste Diario.
O abaixo assignado faz viente aos
seus amigos e freguezes que niudou a sua
lojide relojoeiro para a na Dm'ita, loja
do sobrado n. -q, junto botica do Sr.
Dr. Ignacio iNciyda Fonseca.
Joclo Antonio de Sabia.
Precisa-so alugar um preto que seja bom co-
peiro para o servico de urnas familias eslrangotras :
na ra do Trapiche-Novo, n. 10.
__Procisa-se de 4 serventes de pedroiro para unvl
obra na estrada da Magdalena entre a pnnto/inba
a ponte grande sendo o jornal de qitalro erntos e oi-
tenta rs. : quem tiver, ou todos ou alguns pode dirigir-
se n na Imperial n. 79.
Precisa-se dcuin 111090 portuguez para caixero de
venda, e que tenha pralica no Forie-do-Maltos, rita do
Codorniz, 11. 8.
Lima pessa com pralica de escripia
commercial, e bonita lettra, propor-sc a
escrever as horas vagas, nos domingos
( dias sanios, comimpeza, mediante m-
dico estipendio : quem precisar, annuncie.
DENTISTA.
M. S. Mawson, cirurgiao dentista, tem a honra de an-
tiunciarao respeitavrl publico que contiiu'ia a exereer
todas as operacea inherentes a sua prolissao, como sc-
jain : tirar denles, chumbar com ouro e piala enllo-
car denles novos mais perfeitos e duradores_do que os
proprios naluraes: ludo com a maior porfeiciio possivel,
8 com a maior coiiiinodidado em procos na casa do.
sua residencia na ra do Trapiche-Novo, 11. 8.
Knsina-sc por casas particulares as
primeiras lettras, a 3.ooo rs mensacs
mais de um alumno, com todo > esmero :
qufi quizer, annuncie.
Vendas.
Vende-se um preto de uacSo de 35 a 40 annns ,
bom canoeiro onlende de hortalice, e he milito hbil
para lorio o servico : na rita Direita, esquina do becco do
Serigado 11. 93, segundo andar.
'- Vcndem-se os meiores cha-
rutos da Baha que teem cliegado
al hoje, con a marca T S B : em
casa de J. O. llster, na ra da G-
deia-Velha, n. 29.
Vende-se tima rica c nova banda para oflicial su-
perior e um fiador para espada : na travessa de S.-The-
tesa n 2.
Vcndc-so um relogiodc ouro, patente inglez,' inui-
to bom regulador : na ra do Qucitnado n. II.
t= Vcndein-sc Ift escravos, sendo : 8 moloques de na-
ciio, de l4a 20anuos de bonitas figuras c sem vicios ;
um cabritilla e um mulaiinlio de a 18 anuos pti-
mos para pagens ; um treto de nicia idado ptimo para
sitio por proco limito ein conla ; 4 pretas sendo nina
dolas perfrila cngoiniiiadeira, OOStUreira o cnziuhcira j
una dita do 13anuos milito linda, he rocolhida e (em
principios de habilidades ; 2 ditas de naco, ptimas pa-
ra lodo o servico de casa c campo: na ra do Vigario ,
ii. 24, so dir quem vende.
Vendein-se ricos capachos redondos c compridos;
ricos chapeos enfeitadns para baplisado de meninos;
courodo lustro francoz, milito bom; navalhas inglczas,
inultofloas o jescolliidas, das quaes so garante a qua-
lidade ; caiiivetcs de nina a tros folhas milito finos, por
proco eoiuiiiodo; ditos do una folln, a 200, 240 e 320
rs. : na ruadoOiteiniado, n. 24, c no Livramcnto, n. 52.
ao pe do nicho. ,
Vende-se una cscrava de rmcao,
t!e bonita figura, t\c idmle pouco mais ou
menos de iH-a jo anuos, sadia, sem acha-
ques, nem vicios ; be rccolbida e tem ha-
bilidades, como sej un : engommar, cozer e
fazer lavarinlo; um molecote ciioolo, de
19 a 20 anuos, sem vicios, bem compor-
l tiii. bastante robusto, de bonita lisura ;
e un molequiuho de 8 a 10 anuos, boni-
ta figura e sadlo : quem os pretender di
r lia-so a rui do Crespo, ao p do arco Santo- Antonio, loja ii. 4, que achura con
quem tratar.
a Vende-se unta esorava de 18 anuos de bonita fi-
gura e de bons costunios c que serve bom a una casa,
por ter sido educada por una senhora inglo/.a a qual
lanibom falla inglez cose, cozinha, engonnna c lava:
na la do I.ivraineuto a. 36.
Vcndein-sc ancorlas com azeitonas, a retalho: na
ra da Madre-dc-l)eos. armazem ti. 20, o a tratar na rux
da Cadeia do Recife loja deferragens ti. 44.
Colla la liahia,
de primeira qualidade : na rita da Cadeia do Recife, n.
44, por proco commodo.
Vende-se una llanta preta, com 4 chaves ; um me-
thodo por Dcviennc ludo em bom estado c por bara-
to preco : no pateo do Carino n. 17.
Balainlios para costura.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 75, .
vendem-se estes balaios por 56o, 1,000 e
1,280 rs : sao tao lindos, que quem os vir
nao deixara de os comprar.
Vendem-sc 5 escravos, sendo : um prelo de nacao ,
bom ganhador de ra c que he proprio para armazem
de assucar ; um molecote de 20 annos com principios do
1 Mai ite; iimi [cabra que vende na ra o faz todo o ar-
lanjo de urna casa de familia da qual se alianca a con-
ducta ; um inulatinho de 11 annos ; una uegrinlia de
13 a M annos que cose, fazlavarinto c (odo o mais ar-
ranjo de una casa, e he recolhida : no pateo da S.-.
Cruz, 11. 14, se dir quem vende.
-- Vende-se a vendadas Cinco-Pontas, n. 21, a ine-
Ihnr do bairro de S.-.loso, por ser excllenle local,
vender diariamente 20/ rs. a retalho, c ter inulto bom
commodos para morar familia a dinheiro, ou com
desobriga a praca : a tratar na mesma venda.
Vende-se um relogio de cima de mesa tnuito rico
e ifluilo hoin rfgiflallbr ;' tama "espingarda" de^dois na-
tos do mellen- autor : na ra do Sol, n, 7.
Vende-se, na ra da l'raia, n. 37, superior arroz den
casca por cointnodo preco^
.

'M
j





.

.41.
Vend ;< i paitara da na daSenialla-Velha, u. 90,
beiiialYegu. la na rua Dirrila, n.69
Vendem-se dom pardo de 22 anuos.
de bonitas
Vcudc-se urna preta de meia Idadc, que cozinha e
ii.dulha de enxada : na rua da TJniao, penltima casa.
--Vendcm-se dote'cadeiras de Jacaranda em bom liso,
ssgura*|da< egrinlui de nayao,de 14 a lli annos, inui- dua* bancal de angico lambeta etn bom uso porpre-
to lindas lo recolhidaa, com principios de costura, e c/i commodo: rua do ngel, n. 57.
que ootlolian o diario de IMM ca$a un mulequc d. Vcnde-ie ccvadlnlia de Franca sag de primeira
13annu>: umditodelannos; duas esclavas de 22 an- qualidade, gomuia de araruta, por preco coiiimouo .
uo .que eofOOSinatU ioziiili.il. bem; dou escravos de na rua dasCruies, n.40.
afia: a rua liircila n. 3, dcfroiite do beooo de S.- Vendc-sc Lizia potica, ou colleceao de poesas ino
ac
Pedro.
__Vendc-sc urna preta perleita engoinmadeira e
coziiiheira, c que faz todas as qualidades de doce ; urna
dita le naci boaquilandelra, por 280/ rs. : no pateo
de S.-Pedro casa terrea u. 7, se dir quem vcude.
dems, de autores portugueses publicadas no Rio-de-
Janelro por Jos Ferreira Montclro contendo o prl-
inciro Toluiue 52 nmeros eom 312 paginas ; preco 2/
rs. Reccbcm-se assignaturas para o segundo volunte
constando todooanno de 48, dividido em 52 nuineio :
Vende-se manteiga francesa, a 1/280rs. a libra, com na rua da Cadeia do Rcclfe, loja de Joao da Cunha Ma-
in, li-nncia a ingleza : na rua do Cotoveilo venda galhfies, aondej se encontrarlo os ns. 1 a 9. Na inca-
l. 31. I na loja se coulinuam a receber assignaturas para a
Vende-ge una preta de nacao, de 25 annos, sadja Chronim-Ulleria, jornal de instruccao e recrelo por
em vicios, c que lava, esse chao, cozinlta de forno, lie preco de 0/ rs. por auno por52 nmeros,
perita eugommadeira amarra cabello tem muito gei-
to para cuidar cni meninos e no ma|ff avranjo de urna feude/ll-Se fazendS mullo baratas TOS
casa de familia pelo que se torna recommcndavel : na ^.....^ /,MtM J ,J fiUnadn .
rua da Cadeia do llecifc ti. i>3, terceiro andar.
Vende-se 11 m escravo
bom canoeiro por preco commodo : na rua do iTvra-
iicuto, loja 11. 14.
Yendi-.m-se boloes amarcllos, linos,
de l'-II. ; dilos ordinarios; dilos para
casacas ; dilos para cavallaria ; ditos pa-
ra inaiit.ria ; ditos para libre' de'pagens,
b.aiicos e amarellos ; dilos prctos de bo-
nitos padrdea ; ditos de vidro, para enfei?
les de roupas de menino : na loja de qtia
tro portas daru-i doCabug, tt. 1 C. do
J) narte.
- Vcndem-se caixas pira guardar
'oias, pelo diminuto preco de 900 rs : na
oj 1 de ntl .to portas da 1 ua do Cabuc, n
iG.j doDuart \
o"'
0 dono dcste cstabeleciitiento,estando em cir- ?
cumstaiicias de toe ser preciso rclirar-se para a g|
% Europa precisa priineiro pagar a seus credo- {g|
M es.c para cll'eiluar este pagamento o inais
5=5 breve possivel, oll'erece alguin batimento a y*
"% seus devedores que quizerem saldar suas con- s5
H5J tas ; assint cont lem resolvido vendar todas as gfej
B l'c/.ciidas por diminuto* preeos, a saber : pecas f>,
S3 de madapoln a 2/ 2/iOO, 2/800 3/ 3/500 SS
9| 3.?X00c 4g rs. ; ditas dc.cltita, a5/, 5/iOO .5/800 gt
"<5 liv e (i/500 rs.; pannos linos, a ty, 4/500 e 5/ rs. ; ^
S sarja de seda hespanltola, a 2/ rs. ; corles de
K9 ''olletes de velludo setiui e gorguro, a \fl 2/ fg
M e 3/ rs.; bretanha de Franca ( que vale a 2/600 ^
8 rs.') a l/500 e 1/800 rs. ; cortes de cassa de pa- H
I dres novos e cores fixas, a 2/ ,2/500 c 3/; briui g
tramado escuro de algodao, a 100 e 200 rs. o co- ||
?%f vado ; algodao azul a 180 c 200 rs. o covado ; p|
-3 ganga, a 80 e 100 rs. o covado; eambraia bor- gg
>i dad., de llores e de ramagens, a 400 ts. a vara ; Iq
23 tassa para babados.a 300 e 310 rs. a vara ; cas- H
jg sa lisa lina, a 400 rs. a vara ; nieliin de cores, a 0*
^ 100 rs o covado ; chapeos de sol, de seda a 4/ yg
|q! 4/500 e 5/ rs. ; dilos de uiassa para cabrea J>
^ a 2/ ; bonetes, ,1 400 e 480 rs. ; boloes de aber- g?
tura a 40 rs. ; suspensorios a 20, 40, 120 e I(>0 jjgj
rs. o par ; unta grande porco de lencos de caitt- pS
braia eom bien em volta mis adamascados
muros bordados de militas qtialidades a 320 ,
40c480rs. ; e outras militas l'a'endas que se
niio aununciam por oceuparem uuiiio lugar
qua.
yent rao lo.las anda mcgino com |g
|s^ grande prejuizo : tambem se vende o estabele- j
9S cimento no estado rin que se acha havendo *k qiieui queira comprar alada inegino a prazo f^
J<; eom lellras de urinas que agraden! aos seus ere- 5
dores; e juntamente vende dous esclavos, sendo ^
hu preto de bonita ligura de 30 anuos tnui- ffi
lo bom ollicial de sapateiro ; c um cabra de ~
l(i anuos, de bonita ligura, proprio para pa- H|
S$" Bem, '<>
(Jm lindo inolecote de naco, de i*
annos de idade, ptimo cozinln tro e bom
ntn dito de iddde de 20 annos :
Qualro Cantos da rua do Queiiuado,
loja n. 20, de Teixeira Bastos & Ir-
mcLo,
como sejam : castores cncorpados para calcas a 200 rs.
o covado ; lencos bran6os de cassa com risco em volta ,
a 200 rs. ; cortes de eambraia pintada para vestidos ,
Duenda lixa a 2/400 rs. ditos com alguin mofo a 2/
rs. ; cassa chita tina e multo larga a 200 rs. o covado ;
dita superior", a 400 rs. ; riscados largos em cassa com
oigan mofo a 200 rs. ; chitas brancas de llores a 120
r*. ; lilas escuras a 160, 200 e 240 rs. o covado ; nielas
para nteniue a 80 e I(i0 rs. o par ; ditas para meninas
a 320 rs. ; ditas para seuhora de 400 a 500 rs. o pal-
enlos de seda preta para grvala a 1/280 rs. ; dilos de
cores em letim pata grvala, a I/U00 rs. ; ditos de fran-
ja para senhora a 2/500 rs.; luvas pretas bordadas a
'800 rs. o par ; camisolas de meia americanas, multo
boas, a 1/500 rs ; c outras umitas fasendas por pre-
co commodo.
Vende-te Uin bote novo sem reinos e pregado de
cobre, o qual se aeha no ariiiazein de fariiiha de llcn-
iy Portier & C. no trapiche do Hamos.
Na \terro-du Boa-Vista, loja n. 78,
vcmlcin-se bahut proprios para guardar roupa de
enanca e para costura de 1/ a 2/500 rs. ; bonetes de
valias qualidades, para meninos a 800 rs. ; anda res-
tan! olgUDS bonetes de iiiarroqnini de milito bom gos-
i,. bonetes de ciscado, a 320 rs. ; sapalos de lustro e de
inarroquiui. lano para honicm como para meninos.
= Vende-se nina prea de nacao, de bonita figura de
22 anuos, que cozinha c e'ngomnia ; nao leni vicios tem
achaques : no Aterro-da-Hoa-Vista loja n. 78.
Ritas grandes vistas de Pernumbuco,
proprias para ornamento de sala em fumo c coloridas ,
una tomada do forte do liruin c a oulra da ladeira da
Misericordia, em Oliuda muilo bem acabadas c fei-
las Igualmente a beneficio da soeiedade da Beneftcien-
ciaAUemaa e Suissa: estlio a venda no arinaiem de
Kalkmanu S Hosentnund, rua da Crua, n. 10.
Vendcm-se ptimos presuntos para fiambre, chega-
dos ltimamente : no armazn de Kalkmaun U llo-
enuiuud, rua da Cruz., n. 10.
Vende-se ceneja limburguesa ,
bocea de prata, em birricas e cestos : v-
nbo de Claret, X.eres e Porto, em caixas
de una duzia cada tuna ; e Cbampanlia
da verdidiira marca Cometa, ultima-
inentochegada : na rua da Cruz, n. 17,
armazcm de G.J. Astley-
__Vende-se um pardo bom ofncial de alfaiate e que
he proprio para todo o servico por ter multa Itabilida-
de : na rua do Raugel n. II, segundo andar.
Aos apreciadores da boa pilada.
Vndese, em Pedras-de-Fogo as lojas do Sr. Joa-
qun! da Franca Cmara exeelleute e muilo superior
rap grosSO e meio-grosso da fabrica de Kslevao Gasse,
do It io-de-.laneiro ; seu preco he o mais commodo pos-
sivel por se receber directamente do deposito geral
do Recit,
Vende-SC un bonito inolecote de 20 anuos per-
feilo sapateiro ; um inoleqiic de 13 anuos que cozi-
nha o diario de nina casa limito bem e com nimio bous
principios de sapateiro oirs do Corpo-Sanlo loja de
sapateiro se dir queill vende.
Vende-se, por eouunodo preco, o sobraUo da tra-
vessa da M.nlre-de-l)eos 11. 7 ; tambeinse recebem lel-
lras ein pagamento : a tratar na rua rua da Cruz, n. 50.
Vendem-se sapato. sdecotirode lus
tro, pelo baralissimo preco de 2,56o rs.
560 rs.; corles de collete de fuslao de cores, padrdes mo-
dernos, a 1,280 rs.; ditos, a 800 r.; briin trancado par-
do, de puro llnbo, a (WO rs ; merino preto inm, a J.O
rs.; cassa de .bado fiua, a 300 rs. a vara ; chita rj"-
bci 11 de cor lUa, a 200 rs, o covado; cassa lisa, a 400 rs.
a vara ; camisas de niela, das melhores que teeni appa-
recido, a 1,400 rs.; muilo boa faienda para toalhas, com
4 palmos e meio de largura, a 600 rs. a vara; setiui pre-
to lavrado, a 3,500 rs. o covado; chapeos de sol de seda,
a 5,500 1 a.; brim trancado de corea, de mui ricos pa-
drdes c puro linho.para calca ; lentos de setim para gr-
vala ; ditos de seda de cores; riscados frabcezes largos
muilo finos; ditos ingleses; bicos largos e estreltos ;
e rendas. ,
Vende-se cal virgem de Lisboa,
c'hegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em ontra qual-
quer parte : na rua do Trapiche, arma-
zcm n I7.
Vende-se a bem acreditada venda da rua do Co-
dorniz n. 9, 110 Forte-do-Mattns : a tratar na mesnia
venda. Tambem se vende vinho da blgueira a 1/ rs. a
caada, e a garrafa a 160 rs ;e outros inuitos gneros
por preco commodo para liquidar.
lO
cope
um dito crioulo, com principio de sapatei-
ro ; dtns negias de meia
co commodo ; um lindo
ida
.c, por
na
ido
por pre-
claro.
idade de 22 annos, ptimo pagem; um di-
to de 25 annos : tur.
dito
:,e meia
iduli
por 25osooo rs. ; urna negra que emgom-
ma, cose e cozinha ; una bonita pardi-
nlia ; urna preta de meia idade, boa la-
vaielia, tanto de siba como de vai relia;
urna preta de nacao Costa, e outros es-
clavos que se moslrfro. aos comprado-
res: ua rua d s Larangeiras, 11 i/j, se-
gundo lili !!'
Vcnde-sc una preta de 24 annos, de bonita figura,
que cozinba bem o diario de urna casa cose chao, lava
'de sabio c varrella le boa padeira c refinadeira de as
sucar : na rua da Concordia passando a poneziuha ,
.! n eia segunda casa terrea, se dir quem vende.
Cera de Lisboa
Na rua da Cruz, n. 60, vende-se a me-
Ihor cera que ha no mercado, em caixas
de todos os tamanbos. vontade dos com-
pradores, e mais barato que em oulra
parle.
Vende-se cal virgem de Lisboa em barris de '
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco comino
do : a ira tai com Alie ida 8c Fonscca na rua do Apollo.
---.. .tiiu.i.l ajqos r ii-niii 1: a
sai 190 soas-oea 3U9D epeo seacjd ) |> oJjj oiuu
-imip o|jd 'sexy S3J93 ap a sopipedsoau ap apcpia
usa e aiaauBiiuiin sBpeSjqa'sjsojsni!dsssE3 scao'u
SB 3S-UlapU0A 'Q -U OIUOIUV-S aP O3JU0B 31UOJJU00
' '.9 *d swiutnf) 9p vio/ vu 3/jpn o
&i o^cc n i


$
9
Chanilos depulado1'.
Joaquim Bernardo dos Rcis, na rua larga do
Rosario, n. 32 avisa aos seus fregezes, que ,
pelo ultimo navio, vindo da Babia, recebeu ,4r^
um completo sortimento dos tnelborcs cha- \tJJ
is. rulos qucalli sepdem fabricar, como sejam : fgg\
V regalos, llavana e millos nao plus-ultras os W
bous ^P
regalos, llavana e millos nao pius-uuras os
apreciaveis charutos depulados que veem
n este mercado pela segunda vez, poi* os I
fumantes Ihe deiam o devido apreep. M
e v 1 r;i, a 1.
rs.
na rua
00
da
litos de bezerro de sulla
rs., e supertoies a 1,600
Cadeia do lenle, n 9.
NO \TERUO-DA-BOA-VIST\,
Defronte da callln&a,
hachegado, pelo ultimo navio francez, um novo e com-
pleto sortimento de calcado de todas as qualidades, tan-
to para liomeni como para senhora, meninas e meninos,
assim como os muilo desejados sapalos de Nantes, de
bezerro e de lustro, e borzeguins para homcm : o mes-
um sortimento para meninos de 8 a 14 aunes ; sapalos de
niarruquiui, de lustro.de setim ede duraque, tanto pre-
to como branco. e borzeguins para senhora ; dilos de
inarroquim c de lustro, lano para meninos como para
meninas; os bem conhecidos sapatos do Aracaly, para
lio un ii i : e ludo se vende por preeos commodos, a di-
nheiro a vista.
Lotera do Rio-de Janeiro.
aos 20:000*000 bE RS.
Vendem-se bilhetcs e meios ditos da lotera a benefi-
cio da fabrica de papel: na rua di Cadeia do Recife, nu-
mero 56.
Emcifa de Kalktnann k Rosenmund,
mana da Cruz, n. lo, acha se a venda
um grande sorlimento de mobilias ,
ennsistindo em commodas mesas redondas c quadra-
das de jautar, dejogar, de xadrez pequeas pintadqsc
todas as formas armarios de roupa dilos de l.vros
SFJS MAGNFICOS-PIANOS dos melhores autores, ca-
deiras depalhinha ditas de bataneo ditas de bracos,
mochos, lavatorios etc. chegado recenteinentc de
Hambdrgo ; bem como caixinhas para costura, eslojos,
toucadores apparelhos de vidro de cr para sobre-me-
sa casiicaes de vidro can.dicir.os e globos para corre-
dores e escadas tudo feito ao goslo moderno c porte
com novas invenedes. Advcrte-se que na semana se-
- ni me haver um grande leilao destas cousas.
= \ endein-se Ii duzias de cadeiras com assento de
palbinha e que sao muito foitcs todas ou a duzias :
na rua dasTrineheiras, 11. 36.
Hua do Queimado, n. 46, loja de Alaga-
lliaes rk Innao.
Vendein-sc ricos cortes de eambraia aberta. a 4,600
rs.; dilos, a 4,000 rs.; ditos de cassa de cor, a 3,000 rs.;
sa?i/jci mrf nccn .-..< ,., I cortes de eambraia lisa muito flna, de 8 varas e meia, a
S9SUJWJVU iVSSVO svOU sy \ 4,200 rs.; ditos de 3,200 rs.; lencos bordados, com bico, a
Vendem-se, na loja da rua do Crespo n. II, os
seguintes livros : 1 diccionario Maguun Lexicn en-
cadenado, edicao de Pars; 1 dito j usado ; Atlas de
Simenconrt, novo c cncadernado ; Historiados deoses ,
1 v. por barato preco; e conlinuau-se a trocar.
Vendem-se 4 cscravos de bonitas figuras; urna pre-
la .le 16 anuos, boa coslureira e engoinmadeira e que
lie propra para mucama ; 3 ditas com habilidades, sen-
do lima dea:; aiiltaudelra ; un moleque de if> annos;
urnanegrinhade 10a 11 annos: no pateo da matriz de
S.-Antonio, sobrado n. 4.
Vciidcin-s'c40accocsda companhia de Bebenbe ;
na rua das Larangeiras, n. 15, segundo andar defronlc
da refinaco.
Vende-se a loja de miudezas d rua do Oueunado,
11. 43; com poucos fundos c bem afreguezada : vende-se
por motivos de seu dono relirar-se : a tratar na mesiii;
Ja-
Vendem-se, ou nocam-se uns predios e dinheiro,
na ilha de S.-Miguel por outros nesta praca : a tratar
naCapuiiga primeira casa terrea ao p do porto, com
Jacintho Jos Bolelho.
Vende-se una duzia de cadeiras de palbinha de
pao d'oleo ; unta mesa de meio desala ,_de angico, una
dita de amarello parajantar uin balcao e tres caixi-
ios para por amostras : na rua larga do Rozario n 16.
Vende-se una DOrcSo de taboas de assoalho de
amarello ; una porcao de taboa3 de forro de louro : tu
do por commodo preco : a.tratar na rua da Cadeia do
Recife com Joaquim Ribciro Pontes.
- Vcndrni-seo lindos moleques de 16 a 18 annos ; 4
pelos de 25 a 30 annos sendo um delles cozinhelro ; 3
pardos de 16 a25annos sendo uip delles bom carreiro ;
duas mulalinhas de 7 a 14 anuos com principios de ha-
bilidades ; duas pretas com habilidades: na rua do
Collego, n. 3, se dii quem vende.
Vende-se nina porcao de gado, todos lilhos do pasto,
entre elles vaecas de lele ditas mojadas novilhas, par-
iles garrotasc novilhos : tudo por prcc.o commodo:
na rua da < (incordia primeira casado lado direito.
... Vende-se um sitio na estrada de Beberibe com 300
bracas de frente e mais de mil Iliacas de fundo at o
pantano que segu de Olinda at Belm com balsas
para planlacAo de capim c umita trra para outras la-
vouras e para pastagem de vaecas: na rua Velha, so-
brado n. 18.
Vende-se um cavallo novo grande., passeiro, de
boa cor c ardigo : na rua Velha, sobrado n. 18.
Vende-se a Rcvoluco franecta, em 7 tomos, orna-
dos com ("lampas, c a obra completa de Moliere : na
rua Nova, loja n. 8.
-- Vende-se leilc puro, a 200 rs. a garrafa : na rua do
Queimado, sobrado de um andar por cima da botica
do Sr. Castro u. 36.
Vendem-se uns pertencesde um armazem de sec-
eos para qualquer pessoa que quizer botar omro ne-
gocio por preco commodo : a tratar no armazem de
seceos 11. 6 ou 8 casa ao p.
Vende-sc bolachinha de araruta em latas, muito
nova por barato prejo ; bem como farinha de mandio-
ca muilo boa : no arinaiein de Das Ferreira, no caes
da Alfandega.
A 1 son rs. ,
ancoretas com azeitonas supe ores : ven-
dem seno caes da Alfandega armazem
n." 7, de Francisco Das Ferreira.
A sublime banha jranceza.
Anda exstem alguns potes desla sublime banha, con-
tendo cada uin 2 libras por 1/600 rs. : na rua larga do
Rozario, n. 2*
SUI'KItlOU FARELO, A 4,000 rs.
Vnilem-se suecas com farolo fino do Trieste, che-
gado ltimamente, o qual he o melhor de todos que
aquilcm aportado, por ser o mais nutritivo: em casa
doJ. J- TassoJunior, rua doAmorim, n. 35.
' ni 11.-/011 op bSjb] Bnj bu : 'Oa 'eAoasa seqie.-.i u 'j
-nsai ouioa cqieq b jozbj njud ouBssaaan o opuai
-nos uijSbia Bied seudojd sbjjijc3 sciiBssaaju se
iiupujA as luquiei: oiDafqo .1. 111 11.-111> no '.cpujzcj aanb
-p.'ll Ii .le 11 i'iii lTo| no 01 1.1 iiililli 1 1 3p ese.i j iulj|i:illi
caed .M.niis uin moa m iiipIeirtoilAi suxica scijessjj
-,)U oijiiui se o5j.nl oinuMiiip .i|s.i jinl ,is-ui.i[iii.1 a
Si ffJQj
Vende-se una ptima inorada de casa terrea,
sita na rua Augusta com mcia-aga para a rua do Ale-
crim ; 11111 terreno junto a dita com alicerces para
duas casas; ccto c quarenta palmos de terreno com
cerca de dous mil palmos de fundo desde n rua do
Aleerimat a beira do rio : tudo por preco muflo com-
modo : a fallar com Joaquim Teixeira l'cixoto na rua
da Concordia, n. 25.
-- Vendem-se acedes da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Paraliba: no escriptoria.de O-
liveira rmos & C, rua da Cruz,
n. 9.
Cal virgem de Lisboa.
Cunha & Ainorlm vendein ancoras com 4 arrobas
de cal virgem de superior qualidade, chegada no ul-
timo navio de Lisboa Taru/o-Priineiro por preco mais
commodo doqueem oulra qualquer parle na rua da
Cadeia do Recife n.50.
"1 Na rita de 4goas-Verdes n, 46,
veude-se, por seu dono se retirar um. boa escrava ;
inn.i bnnil i moler de nacao que faz todo o mais ir'.
ranjo de uuia casa e que lie de ptima conducta ; duai
escravas para lodo o servico ; dous moleques de 17 a \\
annos ; uin escravo carreiro ; e outro mais que se vendff
por precisao. "l
Pao de Milito.
Na rua dosGuararapes, n. 5, eni Fra-de-Portas ha
diariamente vendaexceHeute pao de milho.
Vendem-se duas escravas-, sendo urna parda com
habilidades e urna preta propria para todo o servico :
na rua do Vigario, n. 5, segundo andar, ou na rua da
Cadeia-Velha, n. 21
= Vene-se urna mulatinha de 8 annos muilo liada
e esperta ; una preta de 16 annos de multo bonita fi-
gura que cozinha o diario de nina casa cose um ves-
tido de senhora urna dita de 35 annos propria para o
trabalho de campo por ter sido criada nisso ; urna di-
ta de 30 annos, boa engoinmadeira, e que cozinha toda a
qualidade de comida c de assatlns de forno, bem co-
mo faz doces de todas as qualidades; urna dita parda ,
que be muito boa para vender na rua, pois tero disso
nuiit.-i pratica ; uin moleqne de 13 annos, muito lindo ;
uin dito de 18 anuo; de linda figura: na rua da Penha,
confronte a torre do Livramento, n. 1, priineiro andar.
CHARUTOS,
Os melhores que ha no mercado: achain-se a venda na
rua da Cruz no Recife, armazem n. 13.
-- Vendeiu-se saccas de facililla de alqueire, por pre-
co commodo : no Passeio-Publico, lojas ns. 9 e 11 de
Firminianno Jos Rodrigues Ferreira.
= Vende-se junco, boa palha preparada, c cadelrai:
tudo por preco commodo : na rua da Cadeia de S.-An-
tonio, n. 14.
Vende-se urna inorada de casa terrea de pedxa o
cal em chaos proprios, sita em S.-Jos do Mangui-
nho defronte da igreja, pelo diminuto preco de 600/
rs. a qual rende b/ rs. uiensaes ou troca-se por ou-
lra na praca do mesmo valor ou ainda que se rolle,
alguma cousa : a tratar no inesmo lugar, venda da esqui-
na ou na rua da Guia, n. 46.
Vendc-sc una bonita preta de nacao, que cozinha,
engomma, faz lavarinto c he multo sadla : veude-se
por sua senhora retirar-so. Esta estrava no Rio-de-Ja-
neiro pode dar muito ganho pela sua ligura e .habili-
dades : na rua larga do Rozario, n. 35, se dir quem
vende.
Vende-se urna uegriuha de l annos, que engomma
com pe i'ei. ao corinhu o diario de una casa e cose sol'.
frive! ; Ua qual se aanca a conducta ; o nolivo porque
3e vende se dir ao comprador : na rua da Penha, de
fronte da torre do Livramento, n. 1, priineiro anda* *
Vcndem-se setc escravos de ambos os sesos, dr
bonitas figuras, e tein achaques alguns dos quaes com
habilidades : na rua do Vigario, n.5, segundo andar, ou
na rua da Cadeia, n. 21.
Vende-se um port.io de amarello proprio par si-
tio muito forte e com os seus pertcnces para poder
ser assentado ein qualquer parle : atrs da matriz da
lloa-Vista n. 34.
\ i iiile--.se um faqueiro de prata ; com os arranjos
neeessarios para mesas de jantar e cha : est traballiado
com o melhor gosto possivel, e ebegado ltimamente
da Europa': na praca do Corpo-Santo, o. 15; defronte da
igreja.
Vendem-se caivetes finos; te-
souras de tullas e de costura; ditas de
alf'aiates, feitas em Guimaraes ; sacarro-
Ihas de patente; campanillas de cores ex-
quisitas ; machinas para illiozes a 1,200
rs. ; c&sticaesde vidro a 2,400 rs. o par :
na loja de qualro portas da rua do Calin-
ga, n. 1 G" do Duarte.
Vciidcm-se bilhetcs para vinho da Madeira, dtoi
do Podo, ditos para agoardeote de Franca c aniz c li-
cores : na praca da Independencia, os.6 e 8.
Vende-se urna escrava parda, de 31 annos de idadr,
com minias habilidades, menos engomiuar, e que he de
una conduela esemplar, com duas filhas clarase muito
bonitas, urna de selle anuos, a oulra de cinco, cujas es-
cravas so se vendein a pessoa que as queira possuir;
vende-sc por seu senhnr se fetirar para fura do imperio:
quem as pretender dirija-sc defronte do oitao do ihei-
tio novo, n. 11.
= Ven.lc-se a boa venda da esquina da praca da Ros-
Vista n. 2: a tratar na rua dcS.-Rila, u, 85, ou atrs
da matriz, n. 4.
Vende-se um diccionario francez e portuguez, por
Jos da Fonseca ; dous diccionarios, um ingles para por-
iii-iie/. e outro portuguez para inglez por Veira: no
Aterro-da-Uoa-Vista u. 84.
Escravos Fgidos
g/ O escravo Joao, de nacao Angola, de 30 anuos pou-
co .iiiis ou menos, de estatura baixa rosto descarnado
olhos abotoados na llor do rosto ; tetn pouca barba '
nm dente de um dos lados quebrado ; tein no hon.yii
direito alguns cortes de chicote e una cicatriz na ni-
dega do mesmo lado que diz o dito escravo ter sido
urna emplngein, porm bem parece ter sido de algum
castigo ; eos tu ni a nao separar-sede urna bolea de couro
a liracollo, e as vezespor baixo da camisa ; levou cha-
peo de couro surro e na roupa urna camisa de linlio-
chadre que muitos chaiuam chila ; foi comprado!
9 de junho prximo passado a Pedro Amonio Caflisede
S.-Pedro morador na favenda (achocirlnha districlo
de Agoas-Bellas ,e fugioa 3 de crreme julho ludo
no andante anuo de 1848 : quem o pegar leve-o a casa de
seu senhor, o capitao Joaquim de raria Lobo labasat,
em Coruripe ou ein Macelo ein casa de Jacasein, Bar-
boza k Companhia, ou em Pernamhuco em casase
Atnorim Irmaos que recompensaran.
Fugio, no dia 2 de junho do corrente a negrinba
Jacintha, crioula, de 12 para 13 annos bem prctuha,
tein nina grande marca que. parece queiinadura de uoi
I i'ln da cabrea ao p da orellia : quem a peg^r leve-a
a seu senhor (lio armazem do deposito de azeile da il-
luminacao publica na rua de S.-Amaro que.sera bem
pago : tambem se pagar a quem der noticia certa
da dita negrinha.
-- Fugio, no dia 23 de julho de 1848, da casa do abai-
xo assignadn urna preta de noine Rosa, de nacao, oe
mais de 50 aunos ; he recolhida e pouca pratica tein andar na rua ; levou chale de chita encarnada lene
na caber i vestido de cassa c outro de chita cor de ro-
sa por baixo daquelle; lem nina escaldadura em um
belco rosto comprido lricos grossos ;sabio com Pre'
testo de ir a uiissa : c como nao tomasse mais a casa,
est provado que se acha recolhida em alguma_ cssai
entretanto que se roga a pessoa qne a tjver, baja de
mandar entregar, ao contirio se usar dos nicios
lei quaudo se verifique nao se duvldando tai""e
vende-la por preco commodo. Firmino Joi ti"1
Roa. .
Pugio. no dia 22 do corrente noite do "osl"" j
uin preto baixn, muito retinto com urna malba D" ,
no calcanhardop esquerdo,* as costas urnas '"*'.
de sua trra ; he de Loanda, mas velo pequeo P' )e
so quer passar por crioulo; he meio capadoc0.1 ul
ollicial de sapateiro; veio do Maranho no penu
vapor Imyrvalriz mas fi criado nesta cidade : qu
pegar leve-o a rua do Hospicio, n.'4, ou na alfanacg .
Arcenio Fortunato da Silva.
PEBN. : NA TYP. DE M. F. DE FARM
%L'\U
V
i


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