Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09776


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Full Text
\
Anuo XXIV.
Terja-feira 36
0 DIARIO publlca-sc todos os dias que n!o
forcni de guarda: o prcco da asslgnatura he
de 4/000 rs. por quartcl, pajoi adiantadot. Os
annunclos dos assignantes sao inseridos
raso de 20 rs. por llnha, 40 rj. ein typo dif-
erente, e as repetices pela mot.de. Os nao
assignantes pagarao 80 rs. por Urinae 160 rs.
" ca typo dilTercnte, por cada publicarlo.
PHASES DA LA NO MEZ E JULIIO.
Crescente, a 8, s7 lloras c 11 min. da inanh.
Luacheia, a 16, s7 horas e2 min. damab.
Mingoante, a 23, s 9 horas e 50 min. da inanh.
La nova, a 30, s 5 horas e 6 min. da manh.
PARTIDA DOS CORRF.IOS.
Goianna eParahiba, s segs. sextas-feras.
Rio-G.-d-Norte, quintas-feiras ao mcio-dia.
Cabo, Serinfaaein, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1., a II e 21 de. cada mex.
Garanhuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 c 28.
Victoria, s quintas-fclras.
Olinda, todos os dias.
de Julho de 1848,
N. 163.
PREAMAR DE HOJE.
Priincira, a 1 hora c 18 minutos da larde.
Segunda, a 1 hora 42 e minutos da manhaa
DIAS DA SEMANA.
24 Segunda. S. Christlna. Aud. do .1. dos or-
phos, do J. do civ*. e do J. M. da 2. v.
25 Terca. %%. S. Tiago
2( Ouarta. S. Synfronio. Aud. do J. do c.
da 2.v. e do/.de paz do 2 dist.de t.
27 Quinta. S. Pantalco. Aud. do J. dosor-
pli.e do J. M. da 1. v.
28 Sexta. S. Innocencio. Aud. do J. do civ.
e do J. de paz do 1 dist. de t.
29 Sabbado. S. Martn. Aud do J. do c.
da 1 v. e di J. de paz do l dist. de t.
30 Domingo. S. Auna mai da mfii de Dos.
CAMBIOS NO DA 24 DE JULHO..
Sobre Londres a 25 d. por g rs. a 00 das.
Pars a 345 e 350 rs. por franco. Rom.
Lisboa 112 por cento do premio.
Dcsc. de lett de boas firmas a Vl-A ao mcz.
Acedes da conp. de neberBM^V UJOIJ.
Ooro.-Oncas hcspanl.olai 3M0OO a 30/500
Muidas de('400 v. 17(200 a ,00
. de 6/400 n. 16/aOO a ItyWlO
. dc4>)00... 9500a 9*700
Prato-Palacaes br.sileiro. M020 a 2JM0
Pesos columnanos. 2/020 a -#>i<>
. Ditos mexicano,..... ,50 a 1*WJ
, Miuda.................. 1/920 a- 1/9.
PERNAMBUC?.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
31.. SESSAO ORDINARIA, IM 31 DE JTJ1HO
SE 188.
PBHSIDBNCIt DO SR. VICARIO AZEVEUO.
Sonhario. Acta. Expediente. edaccSo do projeclo
que aulorita o governo da provincia a mandar
conitruir um acude na povoacao de Beserros
do que d faculdade t administrafio doi eslabe-
lecimentos decaridade para contratar desde jn
com Bernardo Joii da Cmara o aforamento
perpetuo do engenho lem-Fica ; e do que per-,
mitle que a irmandade de Sosia Senhora do
Livrumenlo faca correr urna das respectivas
loteriai depois deextrrhidoi os hiIlutes de outra
das do Ikealro pubiieo. pprseafA) dopa cer adiadona sessao antecedente. Adopco do
projeclo ii. 15, em segunda dtscutsa, com urna
emenda e um artigoadditivo do Sr. Mavignier ;
e do n. 24, tambem em segunda, com um artigo
substitutivo do Sr. Trigo de Loureiro.
s 11 horas e tres quartos da manhaa, faz-se a chama-
da e veriflea-se estarem presentes 22 Si-s. deputados.
O Sr. Presidente declara abena a sessao.
O Sr. 2.a Serriari'o lo a acta da sessao antecedente, que
he approvada.
O Sr. 1. Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um offlco do secretario da presidencia, participando
que seexigiram da mesa das rendas provinciaes as in-
foririaces de que trata um omcio de S. S., datado de
honiein. Inteirada.
Outro domesino, remetiendo cnias das duvidas sus-
citadas acerca da posse do territorio da freguezia da Ta-
quara. A' quem fez a requisicao.
TJm requerimento, em que Francisco Jos dcOliveira,
fiel e amanuense da mesa do consulado provincial, alie
cando que sobre elle pesam os trabalhos do lugar de
csc ipturario, requer que nao s Ihe concedam o titulo
de 3. escripturaro e fiel, como tambem o augmento
de 40/000 annuae em scu ordenado. A' commissao de
ordenados.
Outro, em que o padre Firmino Jos de E igueredo, pa-
rocho da freguezia de Cimbres, pede quena Iei dei orca-
jnenlo provincial seja consignada a quota de 4:000/000
dercispara o concert da igreja matriz que se acha
completaineiile arruinada, e para a compra de lodos os
paramentos sagrados de que precisa a mesma matriz.
A' commissao de fazenda e orcamento.
He Sida c approvada a redara? dos tres projectos:
O l.'.autorisando o presidente da provincla-a mandar
construir um acude na povoacao de Hezerros.
0 2.. dando faculdade .administracac.dos esttbele-
cincnios de caridade para contratar desde ja com Ber-
nardo Jos da Caniara o afora.ncnto pe.pc.uo do enge-
iiliii Hem-Fica. .
03 nermitllndo que a irmandade de l\ossa Scnhoia
do LW.memo de.ta cidade faca correr urna das loteras
que Ihc fram concedidas pela le provincial n. 104, de
U de malo de 1843, depois que (ofertado Mo
houver de correr este anuo tiver cxtrahido os seus b-
1 he tes.
Entra em discusso o parecer adiado na sessao de
bon'tcm.
Tendo o Sr. Cabral cedido da palavra, he o parecer
subuicllido a votacao e approyado.
ORDEM DO DA.
OSr. t.'Stcretario l o projeclo n. 5, que providencia
acerca de mendigos e vadios.
OSr. Presidente declara em primelra discusso o pro-
jeclo lido pelo Sr. 1." Secretario.
OSr. Xavier Lopes pondera que na sesso anterior tj-
cra adiada por falta de numero e diseussao encelada
sobre o artigo 1. do projeclo n. 15, e que por isso enn-
vm se ultime esta discusso.
A mesa accede s relexoes do Sr. deputado
Contina a segunda discusso do projeclo ii. 15 que
manda constru? dous aterros e pontes navilido Rio-
Formoso. que dcm entrada para a mesma villa pelo
norte e sul.
Declaram-se en discusso o artigo 1. cas emendas
eflorecidas a elle.
O Sr. Xvvier Lopes:- Sr. presidente, hontcm Uve oc-
c.sISo de mostrar a neces.idade da obra queO projecto
temen vista; mas boje proponho-me P'"eJro*
inconvenientes que acarreta o artigo add.tivo, ora em
do"rgoaddilivo, Sr. presidente leude a "fenecer
u.n pcdlgio que le... de recahir sobre as classes malpo-
bre, da sociedade. e de ser com preferencia po. eas
inais sentido, o que se nao harmonita com M r'u','f
scienlifico do direito financeiro. Anda lis.pouco. pat
sou aqu urna Iei, mandando construir a expensas dos
cofres provinciaes um ponte no eugenlio San-JMo,
lugar que nao tem rgiiramenle urna commumeacao
como a estrada de que fas mencao o projeclo.....
O Sr. Ferrelra omes: Se nao he na comarca do no-
bre deputado i... .
O Sr. Xavier Lopes: Ora, Sr. deputado, isto he urna
questao pessoal.....
O Sr. Ferreira Gomes: Assiin parece.
O Sr. Xavier Lopes: Digo que a medida decretada
suas necessidades: he immenso o concurso de pessoas
que teem de passarporessas pontes, Eujmostrei que
ellas davant entrada para a villa, c todo o interior para
ahi se dirige com seus productos, cargas de assucar, al-
gnrtan. elr. ITma nnnlp romo a do encenho San-Joiio,.
que nao ten. de ser to frequentada, feita cusa dos co-
fres pblicos, entretanto que para outra necessidade da
mesma natureza tem de ser estabplecido um imposto
onerosisslmo, he realmente incomprehensivcl, e, perde
a casa, urna inconsequencia, setal acontecer. Vejo que
o artigo additivo leude a fazer uina economa; mas es-
sa economa torna-fe improHcua, porque vai aggravar
o estado da popi.lar.ao pobre com este imposto. Nao sei
em que principio de direito o nob.e deputado se funda
para negar ao pobre este con. mudo, o coinniodo de pisar
em terreno seguro, o de transpor a margen, de umrio,
e que paradle gosar esse beneficio, seja mister in.pi-
se-lhc um tributo gravoso, qual lie o do pedagio deque
faz mencao o artigo additivo. Se se referisse s classes
inais abastadas da sociedade, a aquellos aos quaes he in-
diliereute pagar un. imposto des natureza, se po leria
tolerar", com tanto que me provasse a exequibilidade da
empresa e realisaco dos aterros que pretendo ; mas
eu cuido que isto vai recahir especialmente sobre pes-
soas que nao teem com que subsistir, e a quem, anda
usi.n, e ouer tomar i!.".s afine!! esta subsistencia
Em verdade, Senliores, todos os Impostos que pesa-
ren, contra aquelles que os mo pdem supportar, como
nahypotesc da emenda, he absurdo e quail que lyran-
nlco. Como, por excmplo, hao de pagar esse pedagio as
classes pobres residentes na villa de Rio-Formoso c seus
suburbios? Com que juslica o tolerarn pessoas dcstas
inesmas classes que porventura tenharh de se communi-
car para aquella villa? Nao ser urna tal lci, cin vez de
um beneficio, cm vez de urna prolecrao do corpo legis-
lativo provincial, um verdadeiro mal cu. realidade,;uma
le inexequivel, ou gravosa para a sociedade ? Creio que
ningucm inepoder contestar. A'vista disto, voto contra
a rnirinl.i substitutiva, e pelo.projecto. '
OSr. Trigo de Loureiro: Sr. presidente, parece-mc
que a casa deve votar pelo artigo substitutivo ao primei-
ro do projeclo que est em discusso, porque as rasdci
que contra elle apresentou o nobre deputado que acaba
de fallar, certo nao produzem.
O nobre deputado para sustentar o artigo do projeclo
e combaler o outro, dlsse que o pedagio era injusto,
porque ia recahir sobre a elasse dos pobres ; mas este
principio nao he exacto : o pedagio recahe tanto sobre
os ricos como sobre os pobres, porque uo sao so estes
que: teem de passarpor all : a3 pontes nao sao fcitas s
para os pobres ; ellas constiluem una parte da estrada
que ha de ser frequentada tanto pelos indigentes, como
Tainbein nao he exacto o que o nobre deputadoviisse"
a rrspeito do pedagio : elle deve de saber que temos pe-
dagio na ponte da Magdalena, e cm outras limitas, e que
essas pontes sao transitadas, sen. essa odiosidade que
notou. Este imposto, Senliores, he muito justo, sempre
que tem por lim indemnisar as drspezas fritas com
obras que sao de utilldade municipal, visto como he In-
contestavel que dcve.n de concorrer para cssas obras
aquelles que gozam directamente dellas : mas as pontos
e os aterros de que se trata sao de utilidade municipal,
porque por ahi teem de transitar os habitantes de
um municipio e nao a mor parte da populacao da pro-
vincia : logo he evidente que nada lem .! U4uatO- -vnp..
dT>'ss2,''f.orm,"o "obre depurado que esta casa nao po-
de votar pelo artigo substitutivo, sem calur cm contra-
dieco, porque ha poucos dias deliberou que, a cusa
dos cofres provinciaes, se construisse urna ponte no en-
genl.oS.-Joo. Entretanto, ao exprimir-se assiin, o no-
bre deputado, nao s delxou de notar que essa pon-
te ten. de assentar na estrada gcral, e que por coi.se-
quencia ha de ser frequentada por individuos viudos de-
limitas e mu longincuas distancias ; mas lamben, se es-
iiueceu de haverem muito inais engenhos cm circuinle-
renoU do ugar em que ella deve de flear do que em der-
redor desse a que se refere o nobre deputado. Uciiiais,
a despeza a faier com essa ponte para que volamos Hui-
dos he menor do que aquella que hao de exigir os ator-
ros c pontes de que falla o projeclo, c que nao poden
mi vez cuslar menos de 20 eolitos de res. Portanto, nao
muito frequentada. Pode votar-se, oudcixar de votar-
se pela Iei; mas a questao nada tem de particular. Se
a obra l'ssc puramente particular ou municipal, cu nao
apresentaria casa documentos queprovam o contrario,
pols que esses documentos poderiaiuscr contestados.
iua dlssc ainda o nobre deputado que me precedeu,
que o imposto nao be oneroso para com as classes po-
bres ; eu, porm, digo que sim ; porque, licando a pon-
te na entrada da villa, todas as pessoas, amas indigen-
tes, que veem procurar os alimentos villa, ter.io de
pagar urna taxa, urna contribuco excedente de suas
forras. Sr. presidente,eu cntendo que,passando o arligo,
o mal he niaior do que aquclle que actualmente existe,
e com toda a franqueza que me earacterisa dirc a casa
que, apattkr o artigo, preliro antes que se naofaca a
obra : conlieco a localidade, emendo ser assiin inais con-
veniente. Portanto, contino a votar pelo projeclo, c
contra a emenda.
Encerrada a dciisso he o artigo substitutivo app. o-
vado, e rrjeitado o artigo do piojelo, licando o mais
prejudicado.
O artigo segundo he prejudicado pela volaro ante-
rior.
Val mesac beapoiada a seguinte emenda addliva :
rlijo arfi/iliro, pura ssr cl*cuJi) itpoi do primtiro.
O pedagio ser calculado sobre as bases do plano,
planta e orcamento da obra, a que o presidente da pro-
vincia mandar proceder, e daexteuso do transito pro-
vavel pelas pontes que leen do sor feitas. Trigo de
Loureiro.
Vao mesa, c sao apoiados o artigo sublltitivo e a
emenda seguimos :
a Sn6li(u(iia ao arligo 2. O pedagio recahira tmen-
te sobre carros c animaos vaceum c cavallar.
Arligo additivo. O contrato nao tora execuco sen
ser approvado por esta assembla. S. R. Mavignicn.
O Sr. Jos Pedro diz que a emenda do Sr. Loureiro nao
ten por fin seno marcar as bases do contrato ; mas
cuteudo que nao ha necessidade de designa-las, visto co-
mo ellas nao poden ser outras.
Oppe-se emenda do Sr. Mavignicr, porque reco-
nhecc que a duiinuco dos que bao de pagar o im-
posto nao faz mal do que augmentar o prazo da du-
ii;'" desse imposto, c por isso pode dar causa a que nao
appare9a.11 licitantes, atienta a falib.iidade do luco.
O Sr' Mavignier : Urna vez que a miiilia emenda foi
impugnada, frca be justifica-la.
Estou polo que disse o nobre deputado ; mas devo no-
lar priiueiamonte que o que o arligo quer sao duas
obras da mcsiiiajiatureza o projeclo falla en dous a-
.'/iludo no plural devo pensar
cftftKra
que o adjectivo dous se re
c que por cousequeuca t> mmu "-"''"
sabidas como llies quizerem chamar. Podc-se,
deve-se estabolecer um pedagio en. cada urna dol;
de cobro, do tiro de bacamartc, ou faca de ponta.
OSr. Cordciro : De sorlc que dizem ellos que nos,
cm vez de progrcdiriuos para o optimismo, retrograda-
mos para o pessimismo. Na considoraco, pols, de mo-
tivos to fortes, bouve a Icmbranca de allerar-sc a Iei pa-
ra meliior, e nao para peor facnltitiido-sc assiin a 110-
moaco de pessoas que se habiliten peranto o conce-
nto de salubridade. Parece-uie, Senborcs, que esta me-
dida he til...
fin Sr. Diputado : Nao apoiado.
O Sr. Cordciro : Eu estou certo que o nobre deputa-
do deu o niio poiaiio caprichosamente ; mas eu emendo
que isto he una medida til, porque s desta maneir.i
licaro remediadas as necessidades que o Interior len-
te, nao s 110 tocante vaccina, como inesmo nas curas
das enfcmiidadet, D'ora em diantc n3o llavera inais 11111
riupj rico ou charlalo que laca sua fortuna custa de
vidas preciosas, mas cidados honestos, nolosos de sua
roputaco e dedicados a sua prossao, com alguns co-
nhocimcntns que a prtica aperfeicoar.i Portanto, incus
Senliores, esta medida he nao s til mas at necessa-
ria, e de una necessidade imperiosa. (Apotttdos ) Por-
tanto se he til, se lie nocossaria, altere-te a le, e nos
bemdiro os nossos coiitrrraueos.
Voto, por isto, a favor do projeclo.
OSr. Cabral: Sr. presidente, quando entrn em
Uncir discusso este projeclo. tenninnel pppor-wM
elle ; mas, como a hora eslava adiantada, nao quiz (ali-
gar aos meus nobles collegas, e cnlo guardei-me para
a segunda discusso-, e por isso ped a palavra para im-
pugna-lo, por me parecer iuionslitucional a sua dispo-
sicao.
Sr. presidente, amigamente havia em Portugal um
physico mor do reino, cujas attribuicdet estavam mar-
cadas no regimcnio de 25 de foveriro do 1521, c con-
sistan 110 exaine dos boticarios, mdicos e cirurgies,
que cstudavanj en paics estrangeiros e dos que se
niotlia.ii a curar sem sorem approvado!, etc. Por de-
creto de 7 de feverclro de IS08 crcaram-ie os phytlcoi
nos i'stados ultramarinos c suas attribuicocs l'rau
marcadas no reginionio de 22 do Janeiro de 1810, que.
no artigo 21, autorisava-os a concoderein licenca para
curar, e ento aquellos que entro nos tiiihaui adquirido
a prtica noeessara, passavam por um exeme de sujfici-
encia ante a junta denominada proiomdcae presidida
polo physico, sou secretario e dous examinadores. De-
pois da Iei do 1. dcoulubrodc 1828 passaram estes cx-
ames a ser presididos polas cmaras inunicipaes, como
encarregadas de vigiar sobre a srguranca, saudc ecoin-
modidade dos habitantes dos sous respectivos munici-
pios : boje, porin, depois da creacao das academias da
Babia e Rio-de-Janeiro cessou inteiramenle, essa attri-
buico municipal, c.inguou. presentementepode ej-
ercer oollicio de medico e de cirurgio seno os tim-
ados -en alguma das referidas academias : ora, como
.11. .1.. ..luk^iliiila n ilnllinir P11 _
qur racional, qur irracional, dava-se o Inconveniente
il ser a iiidcmnisace malor do.|UC cumpria que losse,
nrmente se verficar-sc, como creio que se verificar,
eettenasrmas'int^^^^
W tmente sto oque tiveem vistas con. a emenda en.
dISCMsSo lamben' uiz beneficiaros pobres. Como es-
', a i sempre a pe, nao pagarao, eousa algu-
menos sen. o
EinqiL
passarpor.ini oxa.nc de cirurgia pelo
liie nao podero ser Horneados delegados, cujas.aair 1-
talvez cuslar menos---------
se d a eontradicco, notada pelo Ilustre preopinante .
una obra he geral, c tende a beneficiar una grande
parte da populacao da provincia ; a outra he especialis-
ima, pois que s tej de aproveitar a R.o-For.noso.
A' vista dcstas rases, espero que a casa recouhocera a
utilidade c juslica do artigo subtitutivo.
OSr. Xavier Lopes:--Sr. presidente, cu uao tencio-
nava oceupar mais a altcnco da casa a respeto dos ata-
ros de que faz mencao o projeclo: mas a vista das rasos
e dos argumentos do nobre deputado que me precedeu,
iuluuci de rigoroso dever ceder do propos.to j porque,
ao concluir.proccu elle marchar para un. resultado cer-
to, quando nao havia destruido, nem lao pouco ataca-
do os meus argumentos e as cons.deracoes que cu havia
oiferecido casa. .
O nobre deputado bascou toda a fija da sua argu-
mentacao en. que isto era urna necessidade >"uiiicipal;
mas chamou-lhc municipal graciosamente, (lalo
aterros e pontes de que faz mencao o projeclo) entretan-
to que chainou ou considerou de utilidade geral essa
ponte do engenho San-Joao, e de.ta manclra q"'ldcs;
truir os meus argumentos de senielhanca, por onde cu
havia comecado, chamando a attencao da casa para a
comparaco das duas pontes. Eu, por mini, declaro que
nao sel como se possa chamar de mais utilidade urna
ponte sobre um engenho do que un lanco de estrada
que da entrada para una villa ; eu nao vejo nada mais
gracioso do que dlzer. Esta strada he multo frequen-
tada, aquella nao he. Vamos aos tatOs.
Eu disse que esta obra hede sunima importancia; es-
lou bem convicto disto ; he una estrada, aluda que pe-
quea, um aterro e duas pontes que dao entrada para
una villa que he o centro de immcnsldade de producios
da provincia: se isto nao he de utilidade geral, nao sei
o ae soja : mas uo sou eu s que reconheco esta ne-
cessidade ; a cmara municipal j represcutou ueste
sriilidoao.eove.no da provincia, e elle, convmdo ncslo
necessidade, tambem enviou o negocio esla casa para
o Solver con. un acto legislativo. Domis, eu ja disse
mdo quanto havia ncsle ponto ; j notei que a vil la. .ca-
va "creada pelamar, que exista all u... sorvedou.o
demonsirei tanto quanto me era possivel, a necess.da-
e Kcnlli lina desta obra : mas, querendo combaler o
dc ur* -..... estabeleci esle argumento de seme-
para'.e faier" um pon le n"o ehgenho San-Jlo nao lie f*'"^1""' nbrVdVputado, nlio sei fundado em
Je tanta trascendencia como a do Rio-Forinoso, poique 'h_f',\,J's'u''or(,ue nada demonstrou, enteodeu que
rhelo!pot^Ubelecl as cousas de modo que t-
do se conlili ;'e por isso peso que a emenda pode
passar.
Julgase a malcra discutida.
O Sr. l\rio de Loureiro pede permissao para retirar a
sua emenda.
A assembla assente ao pedido.
Sub.ncltida: votacao a emenda do Sr. Mavignier, he
prvida, c bem attim o artigo additivo do mes.no S..,
Segunda discusso do projeclo n. 24 que aulorisa^o
oncelhO de salubridade a habilitar para lHlg-
Uos nas comarcas do interior, em que nao bouveic.n pi s
^TtS^-^wSSSm "--nb a j re-
conheceuarrf.fiidade do ptjeoto, e de ***Z
lemne, que seno houve quem o dofendesso, bem
naote levantou urna s voz para o impugnar ; elbei n se
"que ha dofesa onde ha aggressao (^*->
concralulo-me com os meus uobres collegas pelo as-
sent.mento que Ihc prestara. c he de crer continen, a
prestar-lhe..
0 Sr. Cunha Machado -- Vcreinos.
O Sr. Cordciro : Mas, Sr. presidente jiB>l-
ta de alterar, revogar ou abrogar una le ]"!<
necessidade absoluta o lar-se a jaiSo por! lf
nara me se nao diua que o capricho foi que piesiuio ..
^enle do legi lador. Isto poito, he patente o ...olivo
q!.:" .... ........11 ir no campo da discusso
nlieceremdaquclles-que, sendo graduados nas escolas
eslranKc'iras, esto ou nao habilitados para curar entre
"""k '. .jj.i.i nrohibp < nsseinbleas pro-
r\tl.%Wl..re.n.ot^^^^^^^
de duvidaque o projocto ..llondc \^MSO,VVmH.
(indo aos curiosos .. oxerc.cio de delegado na falta do
facultativos.
O Sr. Josr Podro : E isso he curar 1
" 0Cs'r"tviral : J disse que as academias sao as ni-
cas con.pelonte, para coiice'dcrem titulos aqitaf*
se propcm a oxereor a profissao de medico ou cirur
e"mSr. Deputado: -Mas o que fasem csses delega-
- ,.ercorposdc delicio nao be curar,
E isto he incons-
os facultativos so
a
cad
do cm mira proviuc ;o^iiii r
felo nao reniediou os seus males, como mu succn
claramcule deinonslraro ; porque
'I
me
baiidoiiaram toun
rene Ihes poda proporcionar ; e o **5
,,,,, ro uiatrioUs do utcrior nao leem poioo con
pa:.U.haCr dosa'bene.icios dessa ****$&
que d lugar a justos clamores, c a.us,'"e!,'.J"!l0
lempo en que por l havia un cirurg.ao da vaccina.^..
PSrCnnl,a Machado : E boje nao existen clrorgie
"Vstwdeiro : -Que teem H"jgg!F ?
Hoie por la esl ludo entregue a Divina Providencia ....
11 Sr. Barroso : Se nao ha molestia .
O Sr. tordeiro: S nao a ha aonde nao ha vi-
uizeran.aranjar-se pelas cidade, ou alguma comarca
lielhor, que Ihe's assegura.se malores luc os, e as,,... a
Modonaram tolali.ioi.le o centro, porque pouco te
venguac
nhecimentos
o nobre deputado em que "Miste a liaWlltato
O Sr. Jos Pedro : As attnbuicoet desses delganos
%VXral^a^o nobre deputado que me pre-
code'.'-iue o projeclo en discusso he muilo vaiitajo-
tenos havia pessoas que, coin o carcter
de delicio; mas a isto res-
so, porque ao 11
ollicial, tizessejn os corpos
pndoVe a Ucaflica nada adi.nl. con. sene-
nCle medida ; e.tou persuadido qc s UeS curioso,
ornando muito saben sangrar e applicar .1111 pouco Qe
ang coa u.na col.tuso, cnlrelanto que va.-se i"brccar-
rogar os cofres provinciaes con Uina despeza sen apio-
vciaincnio. .
O Sr. .Varier Lopes : Ue urna i< euia.
O Sr. Cabra! : Portanto, sendo o projeclo. a 1 ncu
ver, inconstilucional, por dar ao_conce.ho de .Jubrlda-
de.o a nao reconbeci, ou reconDOC. 11"g=3Z
.niondo"projeclo, pir nu-tivo^de -^fc
valha. Al' ni
1 autorlsada
V^l?g%>XZX*"< noore^u!
do nao s exceSiu o estylos parlamentares, como me
fe0 projSraiKiorisarpessoas que sirvan de fa-
proj
cultativos...
O Sr. Cordciro: -Que sirvan, nao
.. de ceno aqueila nao ser Ino frecuentada como esta ten que raso. 1 parcular; cu posen, enien- vetes. de acn,ada
tHr de lef. *e?o nobre d.?putadb quitar ai1 provas dw qsi r di* urna obra .< *. e Ucutar. ne urna estrada | O Sr. lose redro. no seru
^ Ago, pode Informar-se do .estado do Rio-Formoso ede|do que ella aua
O Sr Xavier Lopes: -Bem. Sr. deputado; seja assim :
o projecto traa de supprr a falla dos delegado, do. con-
cell.o de salubridade nos lugares en que nao houver fa-
cultativos. J alguma cousa se ten dito-a este respeilo.
c se n.ostrou que lalve/. as a}tpoilcoes do projeclo lam
complicar comas altribuces desta casa, legis>
unia.naneira indirecta acerca das faeuldades das esco-
las dc medicina, sobre o rgimen cattribuicoes das quaes
1
P
1, i
I DATA INCORRETA


------
%

s pode legislar o poder legislativo geral; mas, chaman-
do a qucsto para oulro terreno, cu direi que nao vejo
utilidadc .-lignina no projeclo, epelo contrario vejo inul-
tos inconvenientes; porque, Senhoies, i|uc ganharo as
comarcas rui que se de o urter ollicial aum homciii
ignorante dos coiihecinicntos mdicos, para exercer taes
e taes actos, tais e taes facilidades que se acham des-
criptas e bem discriminadas no regulainento do conce-
lho de salubridade. Que utilidadc, digo, pode resultar
s comarcas de recorrerem a homeus sein hahilitaccs
alguma, para exercer actos da medicina? Todos nos sa-
bemos que a sciencia niedicr.. .
O Sr. Jos Pedro : Para que vai por all ?
O Sr. Xavier l.ope: Posso ir por onde quizer...
O Sr. Cunha Machado : Apoiado.
O Sr Jos Pedro: Nao he muito parlamentar dizer
hei de ir por onde quizar...
O Sr. Xavier Lope: F.u entendo que o he, c ser
quanto basta, porque nao devo cncaminliar mcus ra-
ciocinios por onde entender o nobre deputado, c itin
por ondejulgar mal conveniente.
Todos nos sabemos que os conheeiincntos da medici-
na sao multo variados, que exijem estudo e relcxo pro-
funda ; como, poli, habilitarcm-sc homeus para exer-
cer actos de medicina sem este estudo "
Peinis, cu entendo que estes delegados nao s nao
precnchem o ti ni que se quer, mas que demais a mais
occailonam una despeza desnecessaria.
Teem dito algutis tiobres deputados que as altribui-
coes dos delegados do coneelho nao sao taes, que exi-
jam necessariamente uin professor habilitado c expe-
rimentado as scicucias medicas ; mas, Sr. presidente,
eu creio que isto nao he exacto, porque realmente to-
dos sabem que ha casos cid que para a factura de UU1
corpo de delicio silo precisos conhecimentos muito cs-
pecilicos, para se reconher a qualidade do mal de que
niorreu o vistoiiado...
OSr. Jos Carlos : Eolio o cdigo erruu.
O Sr. Xavier Lopes: Nao se trata de saber disto, por-
que mis uo tratamos de legislar acerca de cdigos. A
confeccaodos cdigos he attribuiro do poder geral a
nossaqiirsto he multoestranha aisso.hc relativa ao pro-
jecto u. 24, que quer habilitar curandeiros para suppri-
rem os delegados doconcelho de salubridadc. A' vista
disto creio que nao se pude duvidar de que ha neccsslda-
de de conhecimentos mdicos para se cumplir esta obii
gaco; poique, repito, convni saber-se, cni miiitos ca-
sos, de que molestia, ou deque circuinstanciafatal lilor-
reu un individuo : mas dizem os nobres deputados que
isto he de pouca rnlidade, entretanto cu digo que nao, e
entendo que convin que sejaiu feitos pelus facultativos,
ou cnto por peritos, como diz o cdigo, mas chamados
na occ.asiao ; porque, nao estando revestidos do carc-
ter ollicial, o tribunal dai-lhcs-ha o peso que julgar con-
veniente. O legislador quiz que, seinpre que fsse pos-
svci, os corpus de deiieio fssem felos por pessoas po*
fessionaes, c quando nao houvcsse estas, cnto por po-
titos, c a lei de 3 de dezembro chcgouatt a dispensa-Ios,
ordenando que o juiz interrogasse as testeinunhas, nao
so acerca do autor do laclo, mas da existencia do mes
no facto.
Mas diz-seque ha inuitos lugares ein que nao ha fa-
cultativos. Respondo a isto, que, neste caso, vamos lu
tando i mi i este inconveniente, porque he mellior do que
autorisar a medida que se prope; e sobretudo porque
se poupa una despeza que, na minha onlnO, he in-
til, ou nao tcni prnveito alguui publico.
Por estas rasoes votei mmr.i o projeclo cni primeira
discussao, c ellas mesillas me habilitam a volar contra
elle cm segunda.
OSr. Trigo deLourtlro : Sr. presidente, combate-sc o
projecto sh duus fundamental. Prlineiramente porque
se suppoc que elle manda conferir un grao de medici-
na, que habilite a curar. Km segundo lugar porque se
julga que as funeces incumbidas aos delegados do con-
que, comqdantoalguns dos mcus nobres collcgas, cujos
conhecimentos muito sel acatar, toinassem parte nclla,
todava suas argumentares nao me liraram asdnvidas
cni que laboro, e por consequencia acho-me era difucul-
dade para prestar o incu voto ein favor do projecto.
Nao desconheco, Sr, presidente, que os mniclplosdo
sertao carecem de pessoas professionaes que possam ser
cncarregadas, nao soda vaccina. mas lambem de outras
.it(iilMii.-cs que a le da crcaco do coneelho de salu-
bridade conferc aos delegados respectivos: reconheco
que a medida proposta ir iri i aos habitantes desses luga-
cclho de salubridadc exigem cnnlicciincntus mdicos,
que, nao os possuindo, elles vao compioinetler a saiidc
publica.
Sr. presidente, nao se trata de autorisar pessoa al-
guma a curar. F.u reconheco tanta utilidadc no projeclo,
que vou mandar incs.i urna emenda, para que se criem
delegados doconcelho de salubridadc ein cada un dos
municipios da provincia, visto que a lei de 21 de maio
de 1845, que estabeleceu este coneelho. nnr-
--*.- ., .,,, ,,, i cm occasiao oppor-
tuna. ''
Entretanto, permuta V. Kxc. que diga que se nao se
tiata de dar a pessoa alguma direitos que Ihe nao pos-
sainos conferir ; trata-se, sim, de remediar uin mal que
pode ser muilo damnoso. Km Olinda, que he (ao perto
do Recife, existia mu delegado do coneelho, retirou-si
d\ill aqucllc homeiii e licou a misera Olinda si ni dele-
gad>de salubridadc que a soccorresse. Entretanto, nao
lie essa a parag^m que mais je retente desse mal, ja pe-
ino facultativo que se liVtrr perdido a'carta :oiitras
ha que estn cm peiores circumslaiicias, taes como as do
Interior que nunca tiverain nein teem licenciados.
Sr. presidente, as funeces destes delegados cstendem-
se smente aos actos da medicina legal, como seja vac-
unar, fazer corpos de delictos, autopsias, e qualquer
i o'ri '|Ue te"(,a ,avort'c,'r a ac9:~"> 'a juslica. O artigo
o. da lei de 21 de mato nao impe aos delegados mi ;,
pessoa alguma o dever de curar, conferc o de verificar
eertos casos, como os de que acabo de fallar. O corpo
de delicio he una necessidade publica, pois todas as
vezes que se d uin ferinwmto, ainda mesmo que delle
nao resulte a limite, he obrlgacii da juslica mandar vc-
rilicaressc ferimento... -'I
OSr. Xavier Lopes: --Bar pessoa habilitada e nao por
curiosos.
OSr. Trigo de Loureiro: Supponho que deven de
rudas como habilitadas aquellas pessoas a quemo
de salubridadc hala delegado csses pode-
res..... '
O Sr. A'aWer Lopes : Sao habilitadas, porm sao cu-
riosas.
OSr. Trigode Loureiro : Nem todos sao como aquellc
delegado de Olinda, a quem j me refer ; porm creio
que sempre se encontraro pessoas com a capacidade
precisa para vaccinarem ou para fazerem um corno de
delicio.
Sr. presidente, se smente tormos a depositar esses
poderes as unios de facultativos, entao nada leremos
feito ; porque, quando em Olinda se sent falta desses
bonicos, o que nao succeder no interior da provincia ?
Em un,ioo, em Olinda, j fui chamado una vez para
fazer um acto de vistoria, por nao haver pessoa com-
petentemente habilitada. Por conseguinle, concordo
muito que seja islo coniinrttido a pessoas que o conce-
ibo de salubridade julgar aplas ; porque, sendo elle
coinposlo de mdicos, nao ha de incumbir semelhan-
les funcedes a individuos que as mo possam desempe-
nha-
OS
ser
coneelho
Jecto como ha de ser feta esta habilitacao, cm que dev'
ella consistir, qual he o meio pratico de se habilitar o
individuo para ser delegado doconcelho; porque aqu
nao se diz. Ser por um exainc .' Ser por um tirocinio ?
Sobre que materias tem de versar a habilitacao ? Sobre
vaccinar smente, ou sobre actos de medicina legal c
questes de hygiene publica? Nao se diz cousa alguma.
Dse jara, porlanto, saber como he que isto ha de er
feito. Tcnlio, pois, esta duvida para poder dar cunscien-
ciosamenteo incu voto esta lei.
Senhores, agora direi alguma cousa sobre a materia, -,
e notare! que esses embaracos ein que se acham os non- res militas vantagens, por biso ^,f_ic_on^_1_l1aJ^arjia
rados membros afim de fornecerein aos municipios do
interior, aos povos delles, esses recursos mdicos,, foi
de antenio previsto ha muitos annns, quando o projec-
to da creaco do coneelho de salubridade foi primitiva-
mente proposto por mlin esta casa: nelle cupropu-
nha a creajao de nm coneelho de salubridade, mas
licou esse projecto adiado espera de occasiSo op-
portuna, c quando ella chegou eu cnto nao fazia
parte desta casa ; mas formulou-sc o projecto, e sabio
do modo por que se acha vigorando como lei ; o projec-
lo primitivo ia ao encontr de urna difriculdade, retne-
dlava nina falla que soll'rcn os povos do nosso interior,
qual a de nao tercni facultativos. Julgava eu que os
incios de remediar esle malera convidar facultativos ao
interior, assim como se faz em alguus nutros paizes :
propunha eu nene projeclo que nao vigorou, que em
cada municipio houvcsse um medico pago para all re-
sidir, curar os pobres gratuitamente eos presos, vacci-
nar, c ser o delegado do coneelho ; leudo, fra disto, o
pulso livre. Era este um incentivo que conv dava os mo-
cos que viessem das academias promptos em seus estu-
dos para ireiu para l ; porquanto, aecumuiando-se
grande numero as capitaes, o interior fica cnliegue,
por assim dizer, misericordia divina. Era, pois, a ma-
ocii.i de chamar os uovos habilitados, porque contavam
j com urna subsistencia segura, trabalhavain, habili-
tavam-se, c quando o julgassem conveniente viriam para
a capital, ou como qur que lossc ; mas assim nao se eu-
tendeu. c jiilgou-so que qualquor pessoa o faria.
Diz, porem, a lei que os delegados sao para fazer cor-
pos de delicio, autopsias, c platicar lodos os mais actos
de medicina legal, c de hygiene publica. Ora, certamen-
te estes dous ramos sao dos mais difliccis da medicina,
porque nada menos importan! do que a applicaco de
lodos os conhecimentos mdicos : e o que se segu da-
qu ? Segue-se o que sempre tem succedido ; he que os
povos do interior sao vexados. Nao obstante, direi que
o malfeito dos corpos c delicio nem sempre he culpa
das pessoas que osl'a/.cm, depende issodc outras, depen-
de ein parte de militas autoridades. Aqui mesmo nesta
cidade aunde estamos, e anude se nao pode negar, sein
que se negu tainbem a evidencia, que os mdicos que
lio je existein. fra eu, que son o penr soas muito habis, muito capazes, os corpos de delicio,
na malor parte, apparecem muito mal feitos, porque
multas pessoas que para a factura dessa peya ollicial
tanibein concorrem, quando se qur fazer um corpo de
delicio com perfeieao e clareza, veem logo dizer : Para
que he islo ? Nao vale a pena ; he cousa que uo vale
nada, ele. Nao se preslam, nao entran) no exame cm que
se deve entrar, e o resultado he licarcm as cousas mul-
tas vezes nial feitas, e por isso algumas vezes os proles-
sores teem abandonado a factura do corpo de delicio,
por eiilenderem que niio devein fazer nina cousa de
ponen mais ou menos, com que coinproinettam a sua
reputaco ; porque rcfcciam que, quando o caso se apr-
senle no tribunal, e seja analysado por un advogado, se
uiostrcn defeitos, com que elle fique prejudicado em
seu crdito Iliterario. Quando, porem, esse faci nao he
platicado por facultativos, cnto os juizes do-lhe o ca-
rcter de una testemuuha informante, c sobre essa lu-
frmaeSo resolvem como Ibes parece justo. .Vio aconte-
ce assim como corpo de delicio fcilo por um facultati-
vo, porque esse lem toda a fdrfa, tem toda a f. Por-
lanto, creio que a minha ideia para se couvidarem fa-
cultativos ao interior, era melhor.....
O Sr. Triqo de Loureiro : Dando dous cotilos de rll
a cada um
0 Sr. iWui'i/iiitr : Nao, Senhor ; uo precisa lano.
F.u, se ebegasse agora a Pernarojuico '"<< q -'"
alfiui '.;- !"' ou mesmo mais longe, linha
uiiu ou 800 mil rcis eertos, ia na carreira ser medico nes-
sc municipio, ciicarregando-me cnto destas atlribui-
ccs dos delegados, isto he, annexando-sc a delrgacia
ao partido que se Ihe deve pagar em cada municipio. E
nao se diga que nisto ha desperdicio ; nao ha, nao, Se-
nhor : o governo tem obrigaco de levar a medicina a
toda a parte ; assim como leva a cadeia, leva o recruta-
llicnlo e leva us cobradores de tantos imposlos, deve le-
var tainbem os soecurros para aconscrvaeo da sade
do individuo cm toda a parle em que elle esteja ; por-
que para isto do os povos muito dinheiro ao estado.
/>------.. .-----.:..- Jl.l fetmi cii.i-
inoii osla repartieao a si, estabeleceu um instituto vac-
cinieo no Rio-dcvlaiiciro ; este intitulo lem delegados
lelas provincias, aqui j tem um ; por conseguinle pa-
rece que a vaccina j uo pertcnce provincia.....
OSr. remira domes ; D um delega'do na capital
de cada provincia ; mas cslc pode vaccinar cm loda
ella ?
O Sr. ilavijnier : Nao he possivel, nern que elle an-
dasse uo cavallo de I), yuixoie, que nao comia ; quanto
mais nos nossos cavallos : sei que nao pode, mas entilo
perguntoeu : o delegado he provincial ou geral? Sup-
pouliu que he geral, e que nesia parte est revogada a
lei provincial do coneelho de salubridade.....
O Sr. Trigo de Loureiro : Nao, Senhor : he preciso
que seja revogada cxpressanicntc... lie preciso que se
diga iica revogada tal lei provincial : emquaulo se nao
disser isto, nao o est.
O Sr. Mavignicr : Estarei engaitado. Eu nao o pen-
sava assim, suppunba que a lei geral allerou a outra
provincial cm parle, e que esta ncava revogada nessa
parte.
Porlanto precisa saber-se como se bao de dar estas
habilitacoes, he exame, ou ensino ?... E ein que deve
consistir ? ....
Um Sr Depulado : He exame.
0 Sr. Mavignier : Islo he que se deve dizer : he pre-
ciso explicar : o artigo est ambiguo ; por isso he que a
emenda do honrado membro me parece melhor, c por
isso voto por ella.
Todos nos sabemos, Sr. presidente, que no llrasil nin-
guem pode curar sein caria conferida por una das duas
academias de medicina, eslabrlecidas no imperio: mas
nao se trata de funcecs medicas, porni sim c smenle
da vaccina Lea o nobre deputado o artigo 3. e se con-
vencer desta verdade.
Vai mesa, e he apoiado o seguinte artigo substitu-
tivo :
B Nos municipios da provincia onde fallarem facul-
tativos, podero ser nomeados delegados do coneelho
de salubridade o individuos que o mesmo coneelho jul-
gar aptos para supprirem essa ralla.Trigo de Lou-
reiro.*
O Sr. Mavignier: 8r. presidente, julgo do meu de-
ver fallar tambem sobre a materia, e dar rasao do meu
voto.
IJcsde que li este projeclo pela primeira vez, entrei
Jogo n urna duvida, e coniquanto cu votasse a favor delle
em primeira discussao, foi condicionaliuenle, a espera
de que na segunda discussao se me tlrassc a duvida, ou
que, existindo ella no projecto, os honrados membros
autores delle mandassem urna emenda nesse sentido, ou
r,. 7" Vcvida Pcacao. Creio. pois, que a principal
qiirsuiodetodo este artigo versa sobre a natiilitacuo
aeiejTa Mber, porlanto, dos nobres autores do pro-
0 Sr. Jos Pedro nao pode deixar de notar a dureza com
que procura trata-lo o Sr. Xavier Lopes, sempre que en-
tra em discussao com elle, enumera as diversas expres-
ses do Sr. deputado, que o Icvam a reconhecer-lhe se-
"" Iban te proposito; e observa que nenhum membro
desta casa pude cncaminliar a discussao da inaneira que
ihe parecer, quando o regiment auloiisa o Sr. presi-
dente a chamar a ordem qualquer depulado que se des-
viar da materia de que se houvcr de tratar.
I' i ss.nulo a fallar sobre o projecto, que ora se aprecia,
o orador uo sabe qual o motivo por que se lbe faz op-
posico, quando be sabido que os delegados doconce-
lho nao sao obrigados a curar, e quando os proprius cu-
riosos esto autorisados pelo cdigo a platicar os actos
de medicina legal que se quercm incumbir a esses dele-
gados. E se os simples curiosos, diz o orador, pdem,
segundo a le, fazer autos de vistoria. e vaccinar como
succedia amigamente em todas as comarcas do centro,
qual a raso porque o nao podero aquellas pessoas que
forcn julgadas aptas para isso pelo ooucelho de salu-
bridade, que he urna corporaco composta de m-
dicos ?
O nobre deputado acha de tanta inaior necessidade a
crcacao de taes delegados, com a obriga(o de vacciua-
reni, quanto sabp, porterouvido dizer a moradores do
centro, que a bexiga he o maior flagello que ahi ha cuu-
tra a sade dos povos, e nao ignora, que a nossa popular-
an se nao nega operajo da vaccina como a de ou'lros
lugares.
desapparecer essa falla que infelizmente experimntalo
e os llamos que, sem duvida, tero sofirido pela ca-
rencia de uin vaccinador e de pessoas habilitadas para
procederein aos corpos de delictos, autopsias, etc.; mas
nem por isso que considero a medida vantajosa e til,
se segu que deva reconhecer que esta assembla es-
t aulorisada para prover essas precisdes, legislan-
do do modo que se pretende, c se acha consignado
no projeclo. Se a assembla provincial devesse to-
mar absolutamente todas as medidas que deman-
dan! as necessidades da provincia, por certo que eu
j nao teria olivlo no recinto desla oasa dizer-se
militas vezes em alta voz: Islo lie una necessidade.
he de suninia ulilidade.mas nao est as nossas attribui-
focs a applicafo do remedio ; nao est na esphera da
nossa faculdade legislativa, decretar as medidas recla-
madas, absolutamente, ou deste, ou daquelle modo.
E factos recentes temos: ha pouco urna representaao
aqui appareceu ein que se requereu a esta casa que hou-
vcsse de estabeleccr una medida legislativa, segundo a
qual o enminercio a relnlho fieasse pertencendo exclu-
sivamente aos Mrasileiros, e nao ao estraugeiro; maso
que se respondeu? Foi que todos nos recouheciamosa
necessidade de urna tal medida; todos nos reconhecia-
mos que havia crescida conveniencia em que o commer-
cio a rctalho fsse so da profissao dos Brasileiros ; mas
que, cornil o ni to tivessenios esse reconheciuiento, coni-
Sii.into nos aeli.isseinos compenetrados da nimia justifa
a represcntavao, todava nao eslava em nossas attribui-
fes remediar o mal e decretar os meios tendentes a sua
extirpado ; mas que deviamos recorrer, por via de re-
presentafo, ao poder legislativo geral; o mesmo se fez
a respeito da necessidade da abertura do pono, e de ou-
tras medidas que se requereram e frain julgadas de
grande conveniencia: porlanto nao ser novo, nao se-
r extraordinario dizer-se que, comquaiito se reconhe-
fa a vanlagem da medida proposta pelo projecto, toda-
va he ao menos minha opiuio) nao esl no circulo de
nossas atlribuir.dcs legislar a respeito, ou pelo menos do
modo indicado.
Vm Sr. Deputado : Porque ?
O Sr. Cimha Machado : Para que, Sr. presidente, pos-
- irnos i lo ii a este conbecimento, para que possatnos
saberse esl as nosassnttribulccs remediar essa falta
que sentem os habitantes do centro, he mister exami-
narmos antes de tildo quacs sao as attribucdcs que sao
conferidas aos delegados do coneelho de salubridade ;
apreciarmos cada una dcllas de per si, e examinarmosse
ns podemos ordenar que o coneelho de salubridade
habilite pessoas nao graduadas as escolas medicas pa-
ra exerecrem essas altribuicoes. Toda a argumentaco,
pois, que nao se fundar neste conhecimentu previo, que
o nao liver por base, ou como ponto de partida, he,
por sem duvida. viciosa, e como lal nao nos levar
verdade que devenios attingir : compete, Sr. presi-
dente, aos delegados do coneelho de salubridade, nao s-
mente vaccinar e fazer corpos de delicto, mas lambem
fazer autopsias c quaesquer outras averiguaedes do do-
minio da medicina legal, que freni requeridas pela auto-
rldade publica : os nobres deputados queoraram a favor
do projeclo, nao se cnvolveram na analysc de todas a-
aitribun.. i, -_ i 1111! i i ules a estes delegados, argumentas
rain lo smenle com duas, porque eram as que favo-
reciam a sua prelencao, c foi a vaccina e autos de cor-
po de delicio ; mas cu perguntarel aos nobres deputa-
dos, se sao estas as duas nicas altribuicoes dos delega-
dos ? Se fossem s estas, cu me calara ; mas lio :
cxistci outras altribuicoes bastan'te importantes, c at-
tr'" ..cocs que nos nao podemos conferir a qualquer, e
pelo modo consignado no projec.o ; c por isso foi que a
lei que creou o coneelho, dclerminou que os seus de-
legados fssem facultativos, e consegiiutemeiite pes-
soas graduadas as escolas medicas ; porque com cf-
feito a assembla provincial nao poda fazer outra cou-
sa. Ns sabemos, Senhores, quacs sao essas averigua-
ces do daniiiiio da medicina legal a que sao obriga-
dos os delegados doconcelho de salubridade a instan-
cias da autoridade publica : ellas sao as recommenda-
das e exigidas em umitas disposcoes do nosso cdigo
criminal como indispensavesao descobrimento de cer-
ta ordem de criines, cujos julgamentos dependem in-
.-...-.nei.... ,iu auxilio das invcitiear.> ,t.. ,..,.,..... ,,ro.
les-ouiiaos : nao mencionaici ue momento todo os ca-
sos, lodas as hypolhcscs, cm que o nosso cdigo faz
ecessarias essas averigua'ces, mas apresenlarei alguns
eiemplos : o caso da propinacao de veneno, cm que pa-
ra ojulgainento he inister reconhecer, por um rigoro-
so exame medico, se a mor te foi, ou nao occasionada
por veneno, exame esse da mais alta importancia, e tao
melindroso c diflicil, que mdicos inuiio habilitados
bao nellcs militas vezes encontrado graves troperos c
deixado os~ti ibuuacs em perplcxldade : o caso previsto
no arl. 195 do cdigo, em que, para gradnacao da Ira-
posir.no das penas commiiiadas contra o crlnie de ho-
micidio, he necessario decidir-sc a priori, por juizo dos
facultativos, se o mal de que proveio a inorle, era, ou
nao, esscncialiiicnte mortal e semejantemente a es-
tes mitid muitos relativos aos criines contra a vidae
honra como nos abortos por artificio, nos estupros
etc., etc.
Porlanto, seos delegados do coneelho de salubridade
sao obrigados a essas averiguaces, se devem exercer
essas iinportanssinias funejdes, s quaes urgem co-
nhecimentos nao vulgares da sciencia medica legal, e se
elles, segundo a phrase do mesmo cdigo criminal, as
nao pdem exercer senao sendo facultativos ; pergunto
cu, tero o carcter de facultativos as pessoas que em
virtude do projecto vamos encarregar dessa tarefa nos
lugares centraes? Nao, por certo : quer-se, porem, ha-
bilita-las para o exercicio de tao importante cargo por
um simples exame perante o coneelho de salubridade,
de que ho de receber um titulo: mas isto be o que nao
podemos fazer; porque est estabelecido em lei geral
que ninguem poder curar uo Hrasil ou exercer a
protisso medica, sein que se tenha habilitado as
duas escolas do Rio-de-Janciro e Bahia, e que mesmo
os formados as academias cstrangeiras nao possam
curar sem passarem por um exame previo n'uma
dessas duas escolas
que estudarcm uas
las examinados, he
projeclo; masestou que ra'o nSo pdem demonstrar
e se o nao pdem demonstrar, tambera nao poden, pre^
tender que esla assembla o approve.
Euj disseque reeonheela a conveniencia da medida-
quero mesmo conceder, que dabi nao resultcm gran'
desperigos; mas o queperguuto he se Isto nao est f'
ra de nossas attribuicdes, se para tanto |nos achainos au-
torisados f Eu emendo que no, e por isso nSo posso yo.'
tar pelos projecto, porque elle he inconstitucional; ,. ne '
inconstitucional, porque o acto addicional deierniln
que as asscmblas provinciaes nao icgislein acercadas
escolas medicas, e urna le geral tem estabelecido qUe
s estss escolas possam conferir ttulos para se exercer
profissao medica, c faiendo-o violamos o artigo 102
(lo acto addicional.
E, Sr. presidente, nao se argumente cora o que dls.
pe o cdigo do proceso a respeito dos corpos de de-
licto paraos quaes pdem ser chamados, curiosos ; por.
que ninguem dir, por certo, que o verificar se un
homem morreu de urna punhalada, ou deum tiro, he
da mesiiia importancia que verificar se elle perecen em
consequencia de propinajSo de veneno : nSo ha entre
as dous casos, e nutros seinclhantcs, como o do artigo
195do cdigo criminal, dentidade de importancia; e
tanto isto he assim, que a lei permitte que se organi-
sein processos sem corpos de delicto, urna vez que na
inquirico das lesleraunhas, nao s se atienda ao faci
criminoso, mas tambera a quem foi seu autor.,.
O Sr. Trigo de Loureiro : S na falta de vestigios per-
manentes.
OSr. Cunha Machado : Por todas estas rasoes, con-
cluo, Sr. presidente, votando contra o projeclo.
Encerrada a discussao, he o artigo substitutivo an-
provado, assim como o projecto em segunda discussao
para passar terceira.
OSr. Presidente d a ordem dodia, e levanta a ses-
so s 3 lloras da tarde.
Hospital de Caridade,
NOVOS ENSAIOS A'CERCA DO CHLOROFORMIO.
Logo que tivetnos conhecimento da prnprledade anes-
thsica do elher, apressmo-nos de oempregar nos (len-
les que bou ven ios de operar, qur na clnica dohosiiital,
quer na particular, e tanto n'uns como n'outrosjainals
.obtivemus os resultados preconisados por algn orti-
cos, alias respeitavels; excepto, porm, ein uinsesso
na clnica particular, por occasiao de prnticannos a liga-
dura da arteria femoral, em consequencia de um gran-
de aneurisma desta arteria, operacao que asststiram os
Srs. doutores Dnrnellas e Pinto; e ueste mesmo enfermo
,,.,,, se o i, m i vuu eu ii. .!. :.; cthcri.>acao, apegar de se con-
sumirem algumas nucas de ether; ou fosse por esle nao .
ser bem rectificado, ou por nao ter sido administrado por
intermedio de apparelhoappropnado.ou pela compleicao
dos enfermos refractaria aeco insensibilisadra do
ether,
Porm o mesmo j nao podemos dizer do cbloroformio,
que, em algumas oitavas, e sem otilro apparellio mais
do que um bocado de esponja, produzio os mararilhosos
cfteitos que passamos a referir as observares seguin-.
les:
Primeira experiencia. A primeira operacao foi pralica-
da n'uin homem braneo, natural das Alagdas, afi'ectado,
de ha muilo, de um tumor enorme, resultante da dege-
nerescencia elephantiaca dos igaos sexuaes. Submelt-
do s inbalaces chloroformlcas, tornou-se em poucos
minutos tao insensivcl, que, beliscando-sc-lhe com una
l>un a a pello de urna das coixas, nao manifestou signal
algum de dr. Entao eomecmos a operacao daectomia
do escroto,que durou 20 minutos, inclusive o tempo gas-
to em ligar-sc tres pequeasarteriase reunir por meio de
pontos de sutura osretalhos da pelle, com que se cobri-
i am os testculos e o penis, desnudados de seus envolto-
rios n a til raes, alterados pela molestia. Durante a opera -
cao o doente fez por duas vezes ligeiros moviientos com
as extremidades superiores; mas, logo que se Iheapplica-
vs horca e nariz a esponja ensopada de cbloroformio,fi-
cava instantneamente tao tranquillo, que pareca dor-
mir profundamente; e, assim conduzido ao lelo, foi nes-
sa occasiao assaltado de vmitos que cessaftun logo. O
tumor pesou 15 libras.
Segunda experiencia. O segundo operado era um ho-
mem pardo, natural des:a provincia, o qual padecia de
um osteo-sarcoma dos ossos, tibia c peroneo da perna
esquerda ; e era consequencia tomos obrigado a ampu-
ta r-llio a dita perna abaixo do joelho. A' proporco que
o enfermo solva os vapores do chloroformio, cahia ein
somnolencia, a qual converteu-se cm um lethargo tal,
que, durante a operacao, nao fez o menor iiiuvimento,
nao deu um s gemido o nem manifestou o mais equivo-
co signal de dr : desorteque, despertando ao applicar-
sc-llie a bandage unitiva da fciida, escudo por nos inter-
rogado, se havia sofii-ido dr, disse-nos que nao, porque
ainda se Ihe nao havia cortado a perna.
Terceira experiencia. O terceiro enfermo era um Portu-
guez, afi'ectado de um llegmo dift'usoj se estendendo ao
len medio do ante-brar.o esquerdo, e acompanhado de
nli era i ai i de toda a face palmar do dedo Index da mcsuia
nio, de cujas arterias corrodas havia perdida muito
sangue. Nao obstante o mo estado geral cm que se
.ieli.ua, c afim de sublrahi-lo terminar.no fatal que o
ftraeAfftva c-m consequencia das frequentes hemorrtia-
i as que solivia, decidimo-nos a praticar-lhe a ligadura
a arteria braquial. Mas antes disto, sendo submettido
a nlluencia do chloroformio, licou no fim de qualro a
cinco minutos completamente insensivcl ; e. tornando a
si com a niesma rapidez com que lora Insensiblllsadoy.
quando havia ja terminado a opera;o, sendo InterJ
rogado acerca do que acabavamos de Ihe pralicar,
respondeu-nos nao haver sentido incoinmodo algum,
cuja i mi lissao e o estado de chloroformisaco ( per-
"milta-se- nos a exprcsso ) cm que o viramos, prova-
vain exuberantemente que elle nao sentir dr alguma
durante a opci a ao.
Todas estas experiencias e ope acoes liverain lugar no
scrvic.o de cirurgia do referido hospital, em presenca
dos Srs. doutores Dornellas, I.oboMuscoso c Pontes, o
dous pi inicuos Srs. iiiedicoj decasa assistindo a todas,
e o ultimo Sr. smente primeira; aos quaes dirigimos
nossos agradecimentos pelo zelo e bom desempenho das
funcfcs de que se enearregaram, ajudando-nos nesia
laboriosa trela.
A' vista destes e omos muitos casos, j observados em
Edimburgo, Pars e outros lugares, he inconlcstavel que
as inbalaces chloroforuucas sao proferiveis as elheriss,
equcsuadescoberla tem de elevara cirurgia moderna ao
explendor em que jamis se vira; porque, iulllficando a
i por consequencia s estes, s oslddr inherente a loda e qualquer operacao, lanca tain-
cadeinias medicas, ou rrem ii^i-l bem por Ierra a nica barreira que muitas veies se op-
-.e que pdem curar entre ns,
c os nicos que devem ser chamados para exercer estas
altribuicoes, para proceder a autopsias, para fazer as
OSr.Perreira Gomes defende o projecto, e votar por elle
pelos mesmos motivos que aconselbain seniclliante pro-
rcdimcnio aquellos de seus collegas que o acomp.iiiliaiii
nesse voto.
O Sr. Cunha Mchado: Sr. presidente, vjo-me forjado
a entrar na discussao do projeclo de que se traa; por
-\
pinilia seus triumphos.
Nao devenios terminar esta noticia, sem agradecer-
inos igualmente ao Sr. iiuutor May, que, primeiro euire
nos, recebeudo de Inglaterra algumas libras de chloro-
foimio, t,-s o a liouil ole, cuino homem Je sciencia, de
nos ceder gratis urna porco delle, com que fizemos es-
tas experiencias.
Pcmambuco, 24 dejulbo de 1848.
Jos Francisco Pinto Guimaraes,
Ciriirguo do hospital de caridade.
PROPAGANDA HOMOEOPATHICA.
V
Visita dos mdicos fitlopalhas de Pernamtiuco a um medico
viajante, propagador da hommopathia pura.
Em iinsluiiij M Licio* lio lujo, u al p*la*rl piKO.
Rm non rertd.
Uin acto de cavalleirosa urbanldade teem para coinini-
goprallcado os Illms. Srs. doutores Alexandre de Souza
Pereira do Cuino, Cosme de S Pcreira, Francisco Gon-
averigo iciies ilo dominio da medicina legal, e l'orneeer
aos ti ibunaes os escl.u cciincntos indspeusaveis, para
proii n re ii i seus julga me utos, condemnando ou absol-
vendo aquel les que lreni .icetisados por estes criines,
cujos julgamentos nao pdem ser proferidos sem o soc-
corro e intervengo da medicina legal.
Ora, Senhores, se estdomonstrado que os delegados
do coneelho de salubridade sao obrigados a exercer
I ii no, ue, que s competen! aus fien I ta 11 vos, e que nao
pdem eonsiderar-se entre ns facultativos seno aquel
les que esludarem as duas academias, ouaquelles que,
temi estudado uas academias cstrangeiras, se sub-
metterem a um exame na forma determinada pela nies-
ma le, qual he aconsequsncia? lie que, sem duvida no-
li li una, nos nao podemos autorisar o coneelho de salu-
bridade para conceder ttulos medico c clrurglcos ha-
bilitando, como se pretende, pessoas que nos munici-
pios, onde nao honverein facultativos, exercara asattri-
buic.ies conferidas pela lei aos seus delegados. Se os
nobres deputados me mostraren) que estes delegados
uo sao obrigados a todas as investigaades da medicina
.legal nqs dilcrentes municipios para onde, sao creados, jaives de- Moracs,'-Jos? Joaqui u\Ycn:Vs"a"rmeiitoPe-'
eque conseguintemeute dispensara inaiores habilita- dro de Athaide LoboMoscoso e Ignacio Nery da Fon.eca, -,
{Oes, eitouprotupto para dar .o meu voto erafayor do J todos mdicos assaz disiinctos desta capital, e quepro-
I

#
MUTILADO
#


fcssam a medicina pelo systcma allopathioo. E esto.icio,
que para uniros parecer coma milito simples, he alias
para niiin da inals alta importancia, por au estar ein
harmona com o que praticam em diversas partes, al-
guns outroa mdicos do mesmo systema, talvezemcir-
cumitancia menos hrilhintcs doque aquellas etn que
se acham estes dignos Senhnres tu, que sei reconhe-
* .cer o mrito e a frca da delicadeza dos Ilustres colle-
jas, deveria passar por nimiamente incivil, se llies nao
dsse publicamente urna prova da mais alta considera-
cao e respeito que Ihes tributo, e Ihcs nao ollerccesse
meu limitadissiuio prestimo para ser empregado em lu-
do quanto llies pos ser til. E esta minha gratido, e
este meu olTerccimento sio tanto mais sinceros, quanto
as opinides dos nobres collegas, a respeito da nova dou-
trina medica, que, com o favor de Dos, pretendo po-
pularizar, sao eaes c francas; san embargo, porcia, da
divergencia de nossas acucas, e confiado naboaf de
que osjulgo animados, me persuado que auteporao seus
interesses particulares ao bem geral da humanidade,
procurando promover nesla cid ule o desenvolvimento
e a prtica da hoinoeopathia pura com toda a honra e
lidelidade, que requer tao seria questo.
Devo declararnos Ilustres collegas que cu nao vim
guerrear interesses de pessoa nenhuma. Aminha mis-
sao he toda de paz. O incu nico desejo he fazer abra-
car a doutriua de Hahncmann, e ser para inun un dia
de grande prazer, aquelle era que eu vir todos os m-
dicos scgulndo de coracao tao bemfazeja sciencia.
Pernambuco, 23 de julho de 1848.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
PUMO DE PEBSAlBUCft.
nECIFE, 25 DE JUIHO DE 18(8.
Ordem do dia para a sessao da assembla, amanha
(26): contlnuacao da de 24; le tura de projectos,
pareceres e indicacu"cs; segunda discusso do projec-
to n. 35; primeira do que orea a receita e fixa a des
pea da provincia para o auno de 1818-1849. e dos de n-
meros 23, 25 e 32.
O discurso do Sr. doutor slavignicr, que publicamos
com os trabamos da assembla de l'J Uo crreme, con-
k.tm algumas Incxactides, por ter sido tomados pelos
praticantes de tachigrapliia, em raso de se adiar in-
commodado o respectivo chele.
Para a conimissiio examinadora do estado dos cofres
da cmara municipal desta cidade fram nomcados pelo
Exm. Sr. presidente da assembla os Srs. I.ni/, lumia,
(Huida dainpello e Tburlino; e nao smente os dous
primaros destes Srs., como se le em o nosso nume-
ro 162.
>
*
Os jornaes inglezesque ltimamente recebemos s al-
cancam at 29 de maio: as noticias, pois, com que nclle
deparamos sao todas de data anterior daquellas que js
por este Diario havemos publicado; todava julgamos
conveniente communlcar algumas deltas aos nossos le
lores.
Em a tarde do da 27 de malo, anniversario natalicio
(29) da raiuha de Inglaterra, recebera esta em o palacio
de San-James as congratularles que por essa occasiao
lhe fram dirigidas, assim pelos meuibros da real fami-
lia, eprincipes eslrangeiros residentes em Londres, como
por lodo o corpo diplomtico c 1,500 a 1,600 pessoas gra-
das do paiz.
Nesse niesnio dia fnara-sc em Kcnsington, onde resi-
da, a princesa Sophia, filha do fallecido re Jorge III e
lia da rain ha Vitoria.
No dia 22 de malo teve lugar a sessao de abertura da
assembla nacional da Prussia, a qual consta de 402
membros.
Pelas 12 horas chegaram os ministros ao palacio da as-
sembla; o re, acoinpanhado de seu irmau o principe
Carlos, de alguus dos membros mais mocos da real fa-
milia e de sua comitiva, chegou logo depois trajando
o uniforme de general de infamara com capacete e plu-
mas. Logo que elle entrou no saino, a assembla le-
vanlou-se e recebeu-o com acclamacfies, tres vezes repe-
tidas. Sua Magestade fez una cortezia em reconheci-
niento, c tomapdo assento sobre o throuo, receheu das
lilaos de Mr. Camphausen a falla real, a qual inmedia-
tamente leu. Finda a leitura, o re levantou-se e relirou-
se no mel de acclamaces iguaes sque linlia recebido
ao entrar no salao.
A falla he em substancia como se sogue :
Deputados da assembla nacloiial da Prussia Ge
com o maior enthusiasmo que eu sado nina assembla
qiicproeede ds urna eleieo geral Jo povo, urna asscin-
hla que tem por misso unir-se commigo na formaco
de urna conslituicao historia da Prussia e da Allemanha.
Estou certo que, ao comecardes esta obra, vos vos
proporels urna duplicada tarefa : vos procurareis asse-
gurar ao povo una larga parte no governo do estado,
assim como apertar aquelle lacos que por inalsde qua-
Iro seeulos han indissoluvelincntc ligado a minha casa
com a historia desle paiz.
O meu ministro vos apresentaro esboco da consti-
tuicao. Ao mesmo tempo que vos, se lio reunido em
Frankfortos representantes de toda a naco germnica.
De i)i)in grado teria eu esperado o resultado de suas de-
liberaces para convocar os representantes de meu fiel
povo. A urgente necessidade de restaurara ordem pu-
blica em nosso mais inmediato paiz no adinittio, porm,
tal adiamento. A unidade da Allemanha he o meu
constante alvo ; e este grande fin, estou certor que ser
alcancado pelavossa cooperacao.
A traoquillidade interna, corneja j a lancar profun-
das raiz.es. A plena restauraeo da confianca, c com el-
la uina inaior actividade conmercial e industrial depen-
de esscncialmente das vossas deliberares. Vario es-
forcos lio sido feitos para renovar c eslcnder a pelico
de trabalho que em nimios lugares comeca a faltar. Es-
C8 esforz lio de continuar sem duvida, e elle se cs-
tenderao em suasoperaedes. Os saldo do passado an-
da nao fraui exauridos pela necessidades do presente
momelo
Os meu s esfor90 para conciliar os habitantes da pro-
vincia de Poen por insliluices orgnicas no conse-
guiram prevenir uin cxcitamento.oqual, comquanlo sin-
ceramente o deplore, nao me impedir de proseguir na
vereda em que lenho entrado ; entreunto eu darei a at-
tencao necessaria s reclaniacfies da nacionalidade ger-
mnica.
A respeito das grandes convulces dos ltimos pou-
cos nicies.as relacct auiigavei do meu governo com as
potencias eslrangeiras s em un ponto bao sido pe tur-
nadas. Actualmente eutrelenho a esperanca de que
urna mediacao amiga?el levar prompta terininacao
uina lula que a Prussia nao provocou, mas que, como
principe federal allemo, uo pude evitar, desde que as
uuntrira de nosso paiz coiiiinum fram ameacadas, e
eu fui convidado pela confederacao germnica a susten-
tar uin direito reconbecido. .
Segundo o projecto de conslituicao apresentado pelo
governo, o direito dos cidados prussianos o: a igual-
dade peranle a lei; a liberdade pessoal; a inviolablli-
kdaz)e da-oaea do idadan; o drefco. de -p roprwdad ; a
liberdade religiosa; a liberdade de nstruceo; a liberda-
de de imprenta ; o direito de reuno pacifica e desar-

mada ; o direito de associacao e peticao, e o direito com-
mum e dever de servir noexercito.
Todas as religies sao livres, menos que iufrinjam as
leis penaes, ou violem ou ponham em perigo a seguran-
za publica, a ordem ou a moralidade; as communidades
religiosas sao livres de ciiiiuuiicar com seus supe-
riores.
A pessoa do rci he uviolave!. Os ministros sao respon-
aveia. Os decretos reaes, para seren vlidos, devem ter
ao menos a assignatura de um ministro. -O rei he o che-
fe do poder executivo : elle decreta a proclamaco das
leis, e prov ua execucao dellas ; commanda oexercllo ;
nomca todos os officiaes civis e militares; declara a guer-
ra, faz a par, e concille tratados com as potencias es-
lrangeiras. Os tratados cominerciaes, porm, eligen
para tua validade a adhesao do parlamento. O rei per-
dda olfensas e commuta pennas, mas no o pode fazer
ao ministros, quando sentenciados, menos [que o re-
quera o parlamento. Elle conferc ttulos e outros Big-
uaes de honra ; convoca, proroga o parlamento, e o dis-
solve ; mas nao o pode prorogar por mala de 30 das, a
nao ser com o seu proprio consentimento. Em caso de
dissolucao, uina nova casa dever reunlr-se 60 das de-
pois da dissolucao da antiga. '
Os ministros pdem ser presos por nina resolucao da
cmara baixa ; massero julgados pela alta. Ellcs vo-
lain em a casa de que so membros, mas pdein assistir
s sessdes de qualquer dellas. O poder legislativo per-
tence juntamente ao rei c s duas cmaras.
Os principes da real familia e 60 pares nomeados pe-
lo rei formain urna parte da cmara alta. Esta dignidade
he hereditaria, porm exije urna renda annual de 8,000
dollars. A outra parte consta de 180 membros eieitos pe-
lo povo em geral. Estes devem ter mais de 40 annos de
idade e urna renda annual de 2,500 dollars, c so eieitos
por 8 anuos.
O membros dacamara baixa so eieitos por quatru
annos, ea nica condicao exigida he que ten Mam mal
de 30 annos de idade,
As sesses de ambas as cmaras sao publicas. Suas
resoluedes sao tomadas maioria de votos.
Os deputados pdem interpellar 09 ministros, propor
e votar representares ao re, e nao sao legalmeme res-
ponsaveis por seus votos, aera por suas fallas no parla-
mento, nem pdem ser presos durante a sessao.
Os membros dacamara alia nao recebem nenhum
subsidio.
Os da baixa so pagos.
Os juizes sao vitalicios, e no pdem ser removidos se-
11:10 com o seu livre consentiincuto, nem oceupar ne-
nliuiii' outro emprego. .
As sesses dos triuunaes sao publicas.
O julgamento por jurados heestabelecido.
Os supprimeutos sao volados todos os anuos, e os im-
poslos e emprestimos o devem ser igualmente pelo par-
lamento.
O goveruo prussiano ordenara ao general Wrangcl li-
zesse retirar da Jullandia, com a maor brevidade pos-
sivel, as luais da confedera(o germnica, por elle com-
inaiulailas.
No dia 21 de maio tinha sido celebrada, sem nenhum
.em incidente, em Paris a festa da concordia ; segundo
o iMonile'ir a solemnidadc esteve digna da repblica frau-
cza.
A Reforme conten a seguinteestatislica, relativa a esta
festa: ...
A despeza das lluminaccs em Pars pode ser esti-
mada em 208,000 fr. (66:560^ ris). O numero das latea
foi de 1,290,000, a saber v30,000 casas (Iluminadas cada
uina por 10 lainpce, termo medio, 300,000 la'mpedes ;
noCampo-de-Marte, nos Campos-Elyscos e as Tuilhe-
rias 560,000 lampadas de cures, 10,000 lantemas chine-
las, e 33,000 beci de gaz ; e filialmente nos monumentos
pblicos 200,000 laupeoes.
u 1,290,000 pessoas, pouco maisou menos, tomaram par-
te na festa, e para cima de 10,000,000 de fr. ( 3,200:000/
ris) circularam nessa occasiao por entre os pequeos
vendedores de refrescos.
Desde a chegada da assembla nacional ao Campo-
dc-Marte, at as 11 horas da noile, dispararam-se 8,402
tiros de cauho.
. O cholera-morbo havia apparecido de novo, e lza
grandes estragos em Conslaulinopla c Moscow.
A guerra civil assolava a maior parte da Gccia conti-
nental ; a forjas do governo no leein podido restan
a ordem, e os insurgentes recebiam diariamente novos
reforcos. ,.,.,,,
A seguinte representafao que foi dirigida por quatro
dos principaes cliefes usurgentcsao governador da pro-
vincia de Phlhiotide dar a conhecer a nossos letores o
espirito de que os revolucionarios se acham animados.
.. A nao dissoluco das cmaras illegaes, a viola(o
da conslitilic/io, a presenca em o paco de pessuas cor-
rompidas, e a geral persistencia uo destructivo systcma
do autigo ministerio, ho compellldo a nayao a levan-
tar-se em massa, alini de requerer de S. Magestade, nos-
so augusto rci, os remedios necessarios para o inleres-
se do povo. Nao recis, pois, nada do espirito de nossa
empieza ; permanece! tranquillo, pois nem vos nem
nenhum cidado leudes raso de recelar cousa alguma ;
nossos principios so dirigidos nicamente para o bem
c no para o mal.
., /'. S. Nos esperamos que haveis de sympalhisar
com o nosso inoviuiento para o bem do estado, e que fa-
reis o que poderdes para prevenir a eltusao do snngue
grego esforco que por nossa parte ser ardeute-
mente maulido. o
As noticias do Egypto alcan(am at 11 de maio.
Mi lo inri Ali contina gravemente enfermo, seu espi-
rito est inleiraniente proslrado. Ibrahim Pacha he ac-
tualmente quem governa o paiz ; elle parece disposlo a
inlroduzir em lodos os departamentos do governo a
111 11. restricta economa. O exercito est sendo augmen-
tado os fortes que rodeam Alcxaudria esto sendo vigo-
rosamente armados ; a cidade de Uamictta est sendo
fortificada, e inultos Europeus ho sido demittidos do
servico.
A India c a China ficavam em paz.
n
O.
Alandega.
RENDIME.NTO DO DIA 24..........2:619/018
Dticarregnm hoje, 26 de julho.
Krigue Tarujo 1 mercaduras.
Flor-do-Recife charutos, fumo e tabaco.
Iliate
Kriguc
Iliate
Itraiilian bacalho.
Tentador mercadorias.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 24.
Geral....................2:964/805
Diversas provincias.............264/757
3:229^562
. CONSULADO PltOVlNCiAL.
RENDIMENTO DO DIA 24.........' .1:419/995
>fovJincnto do Porto.
; ____ -1 --- '_________ --------
4, carga fqnio, charutos e mais gneros do paiz ; a
Luiz Rorgcs de Ccrquera. Passagciro, Firmiuo Car-
los Pereira Gulmares, llrasileiio.
Hollanda ; 50 dias, barca ingle/a Emilia, de 235 tonela-
das, capito Anthony Dadson, equipagein 13, em las-
tro ; a Me. Calmont i Coinpanhia.
Naviot entrados no dia 25.
Hamburgo, 43 dias, barca iugieza WUliam-llancll, de
298 tonelada, capito J. D.Goulding, equipagein 16,
em lastro ; a Russell Mellors.
Liverpool, 37 dias, galera iugieza Sword-h'isli, ele 345
toneladas, capito Richard Green, equipagein 22 car-
ga fazendas ; a Me. Calmont & C.
.Vatiio lahido no metmodia.
Macei, Baha e Rio-de-Janeiro, vapor de guerra brasl-
leiro Thetit, commandante o 1." tcuente Pedro Mara
Coclbo de Abreu.
Declarares.
Pela subdelegacia da freguezia de Santo-Antonio
se faz publico, que pela inesma foi aprehendida una
prcta de nomo Mara, por se tuppr fgida, a qual diz
ser escrava de Jos Malhias da Assumpcu, morador em
l'nduba: seu senhor compareca,munido do competente
titulo, que lhe ser entregue.
Recife, 24 de julho de 1848.
Rodolfo Joo Barata dt Almeida.
A arremataco do arrendamenlo triennal do arina-
zein n. 3, sitono Forte-do-Mallos. j por vezes anun-
ciada, i'm.i transferida para o dia 31 do enrrente mcz. E
para constar se uiandou publicar o presente, por ordem
do lllin. Sr. inspector. Secretaria da thesourara de I 1-
zenda de Pernambuco, 24 de julho de 1848.
Ignacio doi Santos da Fonieea,
Oflicial-maior.
mm
Savias entrados no dia24.
Uahia" 7dias, hi7te brasTlciro Flor-do-Reeife, de 36 tone-
ladas, canito Antonio Duarte Rodrigue, cqu.pa8eiii
Avisos martimos.
Para o Aracaly pretendesahir, com minia brevida-
de por ter a maior parte da carga prompta a sumaca
Carlota : quem na mesilla quizer carregar ou ir de
passageiu dirija-sc ao mestre Jos Goncalves Simas 110
a Luli Jos de Araujo, na ra da Cruz, n. 26
Para o Maranho deve sahir o patacho f.aiirentina :
quem 110 racima quizer carregar ou ir depassagein, di-
rija-se a ra da Cruz, n. 64.
Para o Aracaly salle, com yiuita brevidade, por ter
a maior parle da carga prompta, o patacho Anglica : pa-
ra o restante e passageiros.para o que tem bous commo-
dos, trata-se com o capito, Manocl Antunes de Olivcira,
ou com Luis Jos de S Araujo, na ra da Cruz, n. 26.
-- Para o Aracaty seguir com muita brevidade, por
ter grande parte do seu carregamento prompta, o hiatc
nacional Tentador, forrado e pregado de cobre para o
restante trata-sc com Silva & Grillo, na ruada Moda,
n. II.
Para o Ro-de-Janeiro segu, at o dia 30 do cor-
rente o patacho nacional /Voeo-i"em to da carga, trata-sc ua ruado Vigario, n. 5.
1 mi 1 mu m 1 ib
1. ^-tuff^i. rrsrx^SJBiCS
Avisos diversos.
O Sr J. !'. A. S. T. queraquanto antes entregar as
A. S. 11., o que por este foi autorisado a receber de M.
L. de M. II., por evitar a publicacao desle negocio.
Roga-sc ao autor do annuncio das lettras iniciaos
M. A. A., publicado nos Diarias ns. 157 a 159, tenhaa
liondade de responder a pergunta feita uo Diario 11, 16O
de sexta-feira, a qual nao fui filia por Malaquias Antu-
nes de Almeida como por engao sabio no Diario^ mais
sim por Melquades Antunes de Almeida.
Traspassa-sc a chave de urna leuda de sapateiro
mili afreguezada, com alguma urmac.no c perlcnces do
dito officio, sita 110 Recco-Largo do bairro do Recife, e
faz-se todoe qualquer negocio com os pretendeutes que
se presentaren! at o flu do corrate mes, na ra da
Cruz 11. 55.
Quem annunciou precisar de uina ama para o ser-
vico interior de uina casa, dirija-se a ra do Fogo, casa
n. 46.
-- Precsa-sc de um caixero que_ quera tomar conta
de uina venda por balando, dando fiador sua conducta,
ao qual se dar bom ordenado: na Boa-Vista, ra do Se-
bo, 11. 23, achara com quem tratar.
Arrcnda-se mu sitio 110 camiulio de lleberibe, cha-
mado Agoa-Frla1 mm arvores de fructo, eoqoelro,
jaqueiras e uina mata de cajueiros, com baixa para ea-
pim e uin riacho que corre todo o auno: quem o pre-
tender dirija-se a ra do palacio do Rispo 11. 1 ,a qualquer
horado da.
Aluga-sc o aun i/.ii 11. 34, da ra do Apollo : a
tratar com o .Mola, no cstabelecimcnlo ao p do mesmo
armazem.
~ O aballo assignado responde ao annuncio do Sr.
Guillierme Soares llotelho ( na parle que diz no ficava
rcsponsavel por <|ualquer compra que elle lizesse d'ora
avante) que foi desnecessaria essa advertencia ; por-
sua firma illcgalmenle, depois de nao ser mais seu caixei-
ro : porlanto, nenhum dezar lhe acairela, por ser pa-
tente o seu comportamento, eos bons lucros que sem-
pre deu, durante o tempo que esteve em sua casa.
Francisco lavares da Silva.
Joo Francisco do Cazal, na sua retirada desta para
o Rio-de-Janeiro, passaria por impoltico se na"o dsse
um liste.nidio de reconhecimenlo ao lllni. Sr. Jorge
Nesbitt pelos beneficios que se dignou prcstar-lhe, j
cooperando com a sua amizade, c ja procurando remir-
Ihe as necessidades que est exposto qualquer Iioniem
fra de seu paiz ; e desejando ter occasiao opportuna ein
que lhe possa mostrar o seu reconhecimenlo, oll'erece-
Ihc desde j o seu limitado prestimo ein qualquer lu-
gar em que porventura possa achar-se.
O abaixo assignado pede ao Sr. Jos Goncalves de
Paria, ou a qualquer outra pessoa, que para o mesmo
tenha cartas em seu poder, aja de as mandar entregar
na ra do Queimado n. 30, primeiro andar, ou na das
Cruzes, casa n. 30.
,1111' nni /nri'/ii/iiuM Silveira.
Francisco dos Santos Nevcs, Portuguei, retra-sc
para fra do imperio.
Domingos Antonio llranco retira-sc para fra da
provincia.
= Jos da Silva Campos embarca para o Rio-Grande-
do-Sul oseu cscravo de nome Jos de naco Angola.
Jos da Costa Jorge, P01 luguez, retira-sc para o
rtio-dc-laneiro
O abaixo assignado faz sciente ao respeitavel pu-
blico, que, tendo una appellaco na rela;ao desta cida-
de que mova contra o Sr. Jos dos Santos Ncves e
como leve a ultima sentenca a favor" de sua consti-
tuinte Antonia Mara do Sacramento, nao he mais seu
procurador bastante e que s foi para este fim c nao
ter vigor outra-qualqucr aeco que possa apparecer em
juizo com o Sr. Ncves.
Joo da Silva Loureiro.
=0 menor Aliado Alberto Rodrigues, llrasileiro, re-
lira-se para Portugal.
Oabaixo assignado faz sciente'ao publico que, ami-
gavelmcntc dissolveuastocifcddequc tinha com Fran-
cisco Tavares da Silva na venda da ra do Rangel, n.
10 que gyrava debaixo da firma de Francisco Jos da
Costa Sl Companha, ficando o mesmo annunclantc
obrigado a indemnsar todas as dividas contrahidas por
aquella lirma at 22 de julho correntc. Recife, 23 de
julho de 1848. = Francisco Jos da Costa.
Ofl'erece-se um rapaz brasileiro, de 1':) anuos, com
baunUiJiabilida*Ws, < -qur falla e traduz francez, para
caixero de escriptorlo ou de cobrancas, nesla praea :
quem de seu prestimo se quizer utiiisar annuncie.
LOTERA DO THEATRO.
Continua.il a estar ..vendaos bilhetes dPi"t;
ca parte da IS. lotera (Cujas rodas deve.., torrer no
mcz de agosto prximo futuro no barrro do llec.ie lo-
a da viuva VieL i Fllhu ; e o de S.:AUonio ,n -loj s
dos Srs. Moran, < Gusmao Jnior & Umipa. I. na 1 a
dotiueiinado ; na venda do ,Sr. Manuel Pequen no o
paleo do Te. co;eua botica do Sr. Morena, no pateo d*
'"-rsponde-sc a quem qur que tem "'gS?01I*e"
las folhas publicas, prendam o cdadao portugue' -
noel Gomes da Cunta e Silva, que este nunca adq o
eousa alguma com tralieancas. c que ex^rcer o oiiu o
c prolisso de cambista he industria eommercialI mu to
licita e honesta, assim como que vender lettras ao ine-
souraria por que deu seu valor, no he crime ein paiz
algtim do mundo, do mesmo modo que nao he venaei
aquillo que se comprou ; sendo que elle contratou na
boa f que lhe garanta a assignatura do thesoureiro ou
seu fiel, 3 publicidade com que se dcscontava.n essas let-
tras, e a procura que ellas tlnham, faicndo empenho di-
versas pessoas para receb-las do mesmo thesouro, o que
ludo fazia crea legitimidade da transaevao, e tanta boa
f tinha o cambista, que revenda com o seu endosso, o
quej unis liria se tivesse a mais lcvesuspeita contra a
transaceo ; sendo que, havendo reformas de lettras que
se apresentavam com o endosso do thesouro, o descon-
t foi sanprc em boa f que presid: as transaccOes do
eommercio; o ninguem d oseu valo'r, eassigna em urna
lettra, se tiver suspeita de ser illegalinente tirada do
thesouro. Se o avltamenlo do annuncio he pela sim-
ples qualidade de l'ortugucz, parece inellior deixar a
publico c mundo civilizado apreciar, e responder com,
os principios de direito das gentes, com o que se prati-
ca as nafOes cultas para com Mlengelros de qualquer
especie, e com o tratamento que recebein ein Portugal.
Guillierme Soares Hotelho faz eerto ao corpo do
eommercio que Francisco Tavarcs da Silva nao tem mais
ingerencia em um seu armazem de carne secea, e por
isso no se responsabilisa por qualquer compra que i
mesmo Silva faca.
Thom Ferreira da Silva Coimbra subdito porta-
guez, retira-sc para Lisboa aonde offercee seu pres-
timo na quella capital a seus amigos.
Precisa-se de umforncro : na ra Dircta, padaria
n. 82.
-- Precisa-se alugar um prcto bom amassador : as
Cinco-Pontas, n.30.
- Quem precisar de una ama que cozinha c engonv-
na, dirija-sc a ra Bella, n. II.
OSr. Honorio Jos da Rocha Carioca queira man-
dar buscar una carta com una encomenda vinda do
Min.ilp-Janeiro, na praea da Independencia livraria
ns.fie 8.
Precsate alagar um moieipuc ou preto.de niela
idade ou mesmo urna pela para o servico deuma ca-
sa ile honiem solteiro sendo o servico leviano 1 na rita
de S.-ltita-Nova, n. 91.
-- Appareceu, na noite do dia 18 para I!) do correte ,
um cavallo rtlCO na ra do Pires : quem for seu do-
no dando os signaes certos c pagando as despezas ,
lhe ser entregue, na mesmarua padaria 11. 44.
Aluea-se un vasto armazem na rua da Cadeia do
Recife, proprio para recolhcr gneros : a tratar na ines-
ma rua n. 34. ^.l inesma casa vende-se um balco para
qualquer cstabelccimento e 6 cadeiras americanas ,
por lodo o prefo.
Precisa-se de uin caixeiro brasileiro, ou porluguez
que tenha boa conducta c que afiance alera da boa
lettra, alguma pralica de eseriptorio rua c despacho:
na rua do Trapiche, 11. 44, primeiro andar, eseriptorio,
Precisa-se alugar um sitio pcrlo da praea, que te-
nha commodos para dez a doe vaccas de leile : quem
tiver annuncie por esta falla.
Oft'erece-sc urna niullier parda para ama de casa de
honiem solteiro ou casado com pouca familia : quem
de seu prestimo se quizer utiiisar dirja-se a rua do
Mogucira, 11. 15.
Jos Tiloma/, de Campos Quaiesnia avisa ao respei-
tavel publico que de novo receheu una porcao do vir-
tuoso xaropc do bosque, viudo pelo vapor Rernambu-
cana, em occasiao queja nao tinha urna garrafa para sor-
correr a humanidade quc'delle precisa ; por sso avisa
de novo que na inesma sua casa, na rua da Aurora, n.
62, terceiro andar, contina a vender este milagroso
xarope, que tanto bem tem feito, e contina a fazer, co-
mo he notorio; c a qualquer hora do da ou noite p-
dem procurar, que acharao quem o venda.
-- l>rsrja-sc saber onde reside Andr Peque, Allemo
de naco, o qualjcstevc nesta cidade, onde casou com,
\| mu 1.1 dos Passos llenrque ; e como sua mullid- nao
tenha noticias delle, c milito deseje saber para interesse
de ambo!, visto ler fallecido seu pai, rogase-lhe queira
amiuuciar sua inorada, ou dirija-se a rua de Manocl-
Coco.
Aluga-sc o terceiro andar com grande sotao da ca-
sa onde mora o Sr. doutor llaptista na rua estreita dn
lo/. 11 ni; a tratar na rua do (Jucimado, loja n. 13.
= Aliigain-sc esclavos que estejam acostumados ao
trabalho de campo : na rua doCollegin, n. 4.
:= Precisa-se de una ama que tenha bstanle leite e
sejasadia, para criar urna enanca, ha pouco uascida :
preferc-se parda : na rua da Crur, n. 31 terceiro.au-
dar.
Aluga-se a casa de uina andar na travessa da Vira-
cao no bairro de S.-Antonio, n. : a tratar na rua da
Cadeiajdo Recife, n 18.
Da-se diuheiru a premio sobre penhores, a um
meio por cento ao mcz com trato passado a termo : na
rua larga do Rozado ns.6 c 8, se dir quem d.
Ollerece-se, para ama de casa de pouca familia, 011
de Iiomeiu solteiro ummulher forra, de muito bou
eostumes : na rua Augusta, 11. 40.
Vt'iHh'ui-se c alngam-se as verda-
deiras bichas hamburguezas, por preco
mais cointnotlo que ein parte alguma, o
tambem se as vao applicar a qualquer ho-
ra do dia ou da noite, para maior com-
modidade dos pietendentes : no antigo
deposito de Joaquim Antonio Carneiro,
rua da Cruz, 11. 43.
~ Chegou um bom sortiinento de louca da Halila o
o boinsimontc daCachoera.em latas delibra atenida,
para os amantes da boa pita ; abanos em inilheiro 1 tu-
do se vende por preco commodo : na rua da I-apa no
liirii -1I11-M utos, armazem n. 6.
Precisa-se alugar uina preta para vender na rua :
quem tiver annuncie.
Precisa-se de um amassador: na padaria de urar
soporta na praea da S.-Cruz, junto ao sobrado.
Um rapaz brasileiro, de boa con-
ducta se oll'erecc para caixeiro de rua'de qualquer ca-
sa de eommercio para o que d fiador idneo quera
do seu prestimo se quizer ntilisar dinja-sca rua dos
Martyrios, n. 142, paimeiro andar, ou annuncie.
-Tem de ser arrematado em praea publica, pelo juizo
da segunda varadoctvel, no da 26 do corrente, pelas 4
horas da larde, aporta do Sr. Dr. juiz do clvel, na casa
de sua residencia, na rua da Madre-de-Deos, duas mo-
radas de casas de sobrado, sitas na rua da Praia desta
cidade, avahadas em 12:000/000 de ris cada unta, por
execucao de Jos Joaquim Theolnnid e Mara da Con-
ceicao do Coracao de Jess contra J0S0 Thomaz Perei-
ra e sua niiilher : os pertendenles dpvero concorrer
no dia e hora indicados, por ser esla a ultima praea.
Precisa-se de prelaspara venderem pao pagando-
sc-lhes a vendagem. sendo sob responsabilidade de seus
senhores na rua Direta, padaria n. 26.
Alugam-se mobilias da forma que convier ao fre-
guez pagando mensalmcute ; bem como cadeiras para
rnelos c festividades por preco muito commodo: na
rua Nova, armazem n. 67.


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AVISO SATISFACTORIO.
O aballo assignado, agente dodoutor Brandrcth, fat
sciente ao respcitavet publico, que, pela a escuna ame-
ricana Outerie, entrada a 16 do crrente teui recebido
Hovoprovimento de pilulas vegetaes de scu proprio au-
tor : estas clebres pilulas sao reconimendadas por m-
Ifiares depessoas como bem dcmoslrao rcccltuario que
acoinpaiilia as calxinhas, a quem ellas ten curado de
tsica, influencia, catarros, indigestos, dispepesia, dores
de cabeca dores ou peso cm a nuca que gcialmente
3o slmplomas de apoplexla, ictericia, febles interini-
tentesa bilis, escarlatina, febre amarclla c toda a classe
de febres, asma, gota, reumatismo enfermidades ner-
vosas, dores nos ligado pleuresa debilidade Interior,
abat ment de espirito,.roturas, inflainniaccjes, inchacucs
dos olhos accidentes, paralisia, hidropesa, bexiga sa-
rainpo, enfermidades dos meninos tosse de toda a qua-
lidade clicas, cholera-morbus dr de pedra lom-
brigas, desinteria surdez, vagados de cabeca erisi-
pela, ulceras algumas de 30 annos, canearos tumores,
Inthacoes nosps e ponas nlmorreimas crupeo de
pe le, sonhus horriveis peadcllos toda aqualidade
de dores e molestias de mullieres como obstrucOcs ,
rclaxacdes etc. He um medicamento inteiramcnte inof-
iensivo podendo applicar-se at as triancas reccin-
naseidas. ltimamente se tcm applicado a urna enliiii-
ciio se teem tirado to felfees resultado, que parece cada
vez mais esohiilci.o problema de um remedio unlver
sal. Vcnde-sc na ra da Cadeia-Vclha botica n. 61.
Victnle Joi Je llrilo.
Roga-sc ao -'r. Jos Pereira de Ges que baja, at
sexta-feira prxima, de ir a ra da Cruz, n. 43, para dar
cumplimento aquelle negocio que nitoignoia ; do con-
trario, se far ver por estafolha qual o negocio e cou-
diefies propnstas por sua merc.
Quem annunciou, no Diario de 19 do corrente ,
quere trocar urna imageni de Chiistu, diiija-se a ra
das (.'mies, n. 10.
Domingos Joaquim das Lindas c Joaquim Vinhas
Marauval, Hrasilciros, relirani-se para fura do imperio.
Ollcrece-seumPortuguczde 18 20 annos, para
l'eltor de qualquer sitio : quem de seu presumo se qui-
zer utilisar dirija-se as Cinco-Ponas, n. 82.
Quem precisar de urna ama para lodo o servico in-
terior da casa de um homem sollclrs a qual d fiador a
sua conducta dirija-se a ra de S.-Jos, n. 42.
K. Ilidoulac embarca para o Rio-ie-Jaueiro o scu
escravo de notne Flix.
-OSr. T. J. C. que ira mandar pagar o que deve a
ularia sita no Cotovello.
--Joaquim Ferreira de Araujo Quintarles subdito
porttlgUAS : retirase para forado imperio.
A loja do anligo barateiro da rua do Collegio, n
9, contina a vender bichas grandes, a 800 rs. cada una,
t tambein altiga, a 240 rs. dando-se dobrada porcao pa-
ra serventa das que precisarem.
O gerente, tiesta praca, do contratodo rap prin-
cesa de Lisboa contina a vender esta boa pilada era
caixas e a retaJbo a dinbeiro a vista : assiin como roga
a todos os que teem levado algumas libras fiadas quei
i un mandar satisfa/.cr sua importancia, pois que nao
tein caixeiros para os empregar etn taes recebmentos ;
do contrario se Ihesniio entregar mais rap pois nao
be genero do seu oslaboleciinc:,to.
Jos Antonio de I.inia c seu filho Domingos Jos
de Lima reliram-se para fura da provincia ; por isso
quem le julgar seu credor aprsente sua conta sendo
legal para ser paga ; assim tambem scus devedores
quelram mandar pagar-lhe o mais breve possivcl, por
estar prxima a sua viageui.

Compras.
Compram-sc 200/ rs. de cobre por 200,0500 rs. em
papel : no acouguc de Joao Dubois n. 6, ou no sobra-
do n. 8, na rua larga do Rozario.
Compra-sc a gcomclria o trignonietria de I.acroix :
na rua larga do Hozarlo, n. 14, junto a botica do Sr. Jos
Mara Ramos.
Compra-sc urna balanca com os competente! pe-
sos de duas arrobas al una libra para armazem de
carne ." na rua de S.-ltita, n. 91.
- Compram-se dous pares de mangas de vidro, lisas
e pi i r,i uniente irmas: quem as liver annunce.
Vendas.
Vende-se una preta de 24 annos, de bonita gura,
,j..- cozlnfae bem s diario c una casa cose cbo, uva
de sabo e varrella le boa padeira c refinadeira de as-
sucar : na rua da Concordia passando a ponlc/.iiiha a
direita segunda casa terrearse dir quem vende.
-- Vcndem-sc caixas de macarro mullo bom a 3/000
e caixa de 25 libras : no armazem de Francisco Dias Fer-
reira.
Cera de Lisboa
Na rua da Cruz, n. 6o, vende-se a me-
Jhor cera que ha no mercado, em caixas
de todos os tamaitos, vontade dos com-
pradores, e mais barato que em outra
parle.
Vende-se cal virgem de Lisboa, em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por piejo comino.
do : a tratar com Almeida & Fonseca na rua do Apollo-
s.i.liitpi ni .elipi' eilsniui; a
sjjjod soas-oyrj auoa tpca seacicd atas ;ip o3a.nl oitm
- un qi opd sbxij sajoa ap a carjjpedsoou jp apepici
BS3 B ,i)il.iuirmi||il scpea.up SOSOaiSllcd SCSSBD SBAOU
sb as-uiapuo.\ 'c u oinoiuy-'S '!' "'"-' ">' aiuojjuoo
* 'D N sjpjvwinQ ap uo vu ajjpo o
Opfz *> sasudisuvd svssvo svaou sy
Na rua das Gruzcs, n. 22, segundo andar, vendem-
se 5 escravas sendo : duas lindas pardas que engom-
niain, losem chao cozinhaiu e lavam de sabo ; dous
lindos molcquesde naco de 16 a 18 annos proprins
para todo o servico ; uina crioula de 26 annos que co-
ziiiha lavo de sabo e vende na rua.
Vende-se um escravo de boa figura sem vicios ou
defeitos : na 'ua da Moda junto ao Sr. Leopoldo se-
gundo andar.
-Vendein-sc travs de boa qualidade: na rua do Quci-
niado, n. 4.
Vende-se um prelo, perito oHicial desapateiro, de
id ule de 20 annos, sem vicios nem achaques : na rua es-
trella do Rozarlo, n. 43, segundo andar, se dir quem
?ende.
Farinha de mandioca'.
No armaiem de farinba da rua do Collegio, n. 21 ha
uma porcao de saccas com farinha nova c de boa qua-
lidade por preco coinmodo.
Vendein-se saccas com milho a ijf ; rs. na rua da
t.adela de S.-Antonio, n. 21.
Vende-se um mulalinho, milito proprio para pa-
geui de 10annos : na ruados Tanoeiros, 0-5.
Vendem-se, para fechar uina conta 414 meios de
sola, por preco Commodo: na rua dos Tanoeiros, n. 5.
No lim d rua da Aurora, n. 4, vende-se um jogo de
tambores amigos aguilhes, rodetes, duas uieias cal-
deiras tudo por inulto barato preco.
Vende-se sal do A c palha de carnauba, chegado
ltimamente : na rua da Moda, n. 11, a tratar com Silva
ii Grillo.
Vende-se urna excellente casa terrea na freguezia
da Boa-Villa, cora muito bous commodos grande quin-
tal com mimos u> m-edos de fructo : na rua que atra-
vessa para a Gloria, casa do lampeo.
slisSoo rs. a peca.
Na loja de Guimares & C.
que fazcsquiua para a rua do Collegio n. 5, vcndem-
sc pecas de chitas de 38 covados a 3800 rs. a peca, de
soll'rivcl panno e padres agradaveis. Uo-se as amos-
tras sobre peuhores.
Na loja (/ue faz esquina para a rua do
Collegio, n. 5,
vcnde-sc princeza larga preta muito superior pelo
barato preco de 1/rs. ocovado luvas brancas finas, de
algodao.a 120 rs. o par; alm destas fazendas ha um
completo sortimento de todas asqualidades de fazendas
tudo por preco commodo.
Vendem-se pautas das alfandegas do imperio do
Urasil, impressas no itio-de-Janeiro : na rua da Cruz ,
n.20.
Vende-se superior cha brasileiro,
na loja de Guerra Silva &C. chegado a-
gora do Rio-de-Janeiro : na rua Nova,
n. ii.
Vendc-sc urna rica casa de vivenda com estriba-
ra cocheira cacimba com excellente agoa de beber ,
sitio com bellosarvoicdos, ha pouco plantados, banliei-
ro no fundo do inesnio sitio na povoacao do Honteiro :
na rua larga do Hozario, botica n. 36, de Uarlboloineu
Francisco de Souza.
~ Vcndem-sc jogos de bancas de amarello ; lavatorios
de dito: :udo novo e bem fcito : na rua da Cadeia de
S.-Antonio n. 21.
^* -u oijczoh op b8jb| tu bu : opom
-moa oSa.id aod 'soioafqo soiiinu sojino i sajoi; a (MB|
sbuj op sappi|cnb se supoi oiiioo tuaq .iBpaoq a Jai
-oa bjciI oitijiuiijos o opoj moa B.Mauo tua maquiBi
sBzaoucjj scuii SBq|n3c scjppBpjDA se as-mapuaA
VENOKM-SG
colleceoes de vistas de Per-
nambuco,
sendo as da ponteda Boa-Vista,ponte do Itecife.Bom-
Jesus, Olinda, Poco-da-I'anella e Cachang, feitas ao
beneficio da sociedude da Bencficoiicia allemia e
suissa : no armazom do Kalkmann & Kosenmund ,
no hotel l'istor, naslojas dosSrs. I.ui/. Antonio Si-
qupira da Snra. viuva Cardozo Ayres & Filhos na
rua da Cadeia do llecife; as lojas dos Srs. Santos
Neves & Guinarfies na rua do Crespo ; do Sr. Jos
de Alenquer SimOes do Amara! na rua IVova ; e do
Sr. J. Cliardon no Aterro-da-Boa-Visla.
Cfieguem,/rcguezes,a loja nova do Pas-
seio-Publico, n. 5,
parede e meta da fabrica de chapeos de sol de uina s
porta, vendem-se chitas escuras a 120, 140, 160 e 180
rs. o covado e a 45O0, 5/, 6# c 6/500 a peca; cortes de
calcas a \f rs. ; pellc do diabo, a 200 rs, o covado ; ma-
dapoln a 3,200e 3/800 rs. muito lino, a 4/200 rs.,
de patente, a 4/800 e 5/200 rs. a peca ; cortes de cassa a
2/, 5/340,2/500 c.'W rs. ; chapeos deso, de seda preta
de arinaco de ac a 5/500 rs ; c outras militas fazen-
das por preco commodo.
a rua da Florentina n. 16, defrontc da cocheira,
vende-se un escravo, bom trabalhador de enxada e ma-
chado proprio para sitio ou engenho c que he ga-
nhador de rua nesta praca que d 560 rs. diarlos, e
tcm ptima conduela : vende-se para um pagamento.
Vendc-sc uina porcao de ptimos casaes de pom-
bos de muito boa rafa, grandes c bous batedores ,
por preco muito commodo : na rua da Florentina ,
n. 16.
-- Vende-se um guarda-lvros de amarello com com-
nioda cm muito bom estado por preco commodo :
no pateo do Carino, n. 17.
Vende-se cal vlrgin de Lisboa, chegada ltima-
mente em barris pequeos ; panno de linbo ; cocros
de algodo ; i etn,/ sortido : tudo do Porto : na rua da
Cruz n 49 a tratar com Mendos i Tarrozo.
Na loja n. 4, da rua do Crespo ao p
do arco de S. Antonio de Ricardo
Jos de l'ieitas Ribeito,
vendem-se as seguinles fazendas por preco mais colu-
do do que em oulra qualquer por se querer liquidar ,
a saber : chitas de coros fixas e de bous pannos a 120,
140, 160, 180, 200 c 240 rs. o covado e cm peca mais
em coma ; curtes de cassa de cures a 2f 2/500 3/,
3/500 4/c 5/rs. ; cassa de cores com quatro palmos
de largura a 240rs. o covado ; pannos linos de todas
as cores a 3/200 3/800 ,4/, 4/500 at 10/ rs. o cova-
do ; lencos de cassa para grvala a 160, 240 e 320 rs.;
curtes de cnlleles de velludo ,a2/500rs ; ditos de gor-
H ni ao de seda a 3/500 rs. ; ditos de fustao, a 500 e 800
rs. chapeos de massa franeczes. a 7/rs. ; curtes de
casimira de bonitos padres, a6/c7/rs.; pecas de ma-
dapoln lino a 3/200, 3/500 4/ at 6/ rs. ; cortes de
gorguro de algodo a 320 rs. ; curtes de calcas da ver-
dadeira pclle do diabo, a 1/280 rs.;biim trancado blan-
co c COI de caima de puro linho a 1/600 rs. a vara ; e
outras militas fazendas.
Vende-se ccvadinha de Franja sag de pi imeira
qualidade goiiiina de araruta por piejo commodo :
na rua das Cruzes, n. 40.
Vende-se Lizia potica, ou colleccao de poesas mo-
dernas, de autores portuguezes publicadas no Rio-de-
Janeiro por Jos Ferreira Montciro contendo o prl-
meiro volumc 52 nmeros eoin 312 paginas ; preco 2/
rs. Recebem-se assignaturas para o segundo volume ,
constando todoo anno de 48, dividido em 52 nmeros:
na rua da Cadeia do Rccife loja de Joo da Cunha Ma-
galhars aonde j se encontrarlo os ns. 1 a 9. Na mes-
illa loja se continuara a receber assignaturas para a
Chronica-Lilteria, jornal de instruccao e recrcio por
proco de 6/ rs. por anno por 52 nmeros.
Vendem-seJazendas muito baratas nos
Quatro Cantos da rua do Queiwado,
loja n. 20, de Teixeira Bastos & Ir-
ma" o ,
como scjain : castores encorpados para calcas a 200 rs.
ocovado'; lencos brancos de casta com rsca cm vulta ,
a 200 rs. ; cortes de carabraia pintada para vestidos ,
fazenda fixa a 2/400 rs. ditos cora algiini mofo a 2/
rs.; cassa chita fina e muito larga a 200 rs. o covado ;
dita superior, a 400 rs.; riscados largos cm cassa com
algura mofo a 2Q0 rs.; chitas brancas de llores a i20
rs. ; ditas escuras a 160,200 e 240 rs. o covado ; tneias
para menino a 80 e 160 rs. o par ; ditas para meninas ,
a 320 rs. ; ditas para senhora de 400 a 560 rs. o par;
leos de seda preta para grvala a 1/280 rs. ; ditos de
coi es cm sel i ni para gravata, a 1 sliilll rs. ; ditos de fran-
ja para senhora a 2/5C0 rs.; luvas pretas bordadas a
800rs. o par; camisolas de incia americanas, muito
boas, a 1/600 rs ; c outras multas faiendas por pre-
co commodo.
Vende-se, Ou atrenda-se o sitio de-
nominado Gasa-Caiada na praia do
Rio-Doce : a tratar no Forte-do-Mattos,
rr. 12, com Jos Francisco l'eini.
Vende-ae um bote novo sera remos e pregado de
cobre o qual se ai lia no armazem de farinha de llcn-
ry Forster G. no trapiche do Ramos.
No \terro-da-Boa-Vista, loja n. 78,
vendem-se bahus proprios par guardar roupa de
criaaca e para costnra de 1/ a 2/500 rs.; bonetes de
varias qualidades, para meninos a 800 rs.; ainda res-
tara alguns bonetes de inarroqulin de milito bom gos-
to ; bonetes de riscado, a 320 rs.; sapatos de lustro e de
iiiarroquin, tanto para homem como para meninos.
= Vende-se uina preta de nacao, de bonita Agtira de
22 annos, que cozinhae engomma ; nao tein vicios nem
achaques : no Aterro-da-Boa-Vlsta lojan. 78.
Duas grandes vistas de Pernambuco,
proprias para ornamento de sala em fumo e coloridas ,
uina tomada do forte do Brura e a oulra da ladeira da
Misericordia, em Olinda multo bem acabadas e fei-
tas igualmente a beneficio da sociedade da Itenolicien-
cia Allemaa e Suissa: esto a venda no armazem de
Kalkmann & Rosenmund, rua da Gra, n. 10.
Vendem-se ptimos presuntos para fiambre, chega-
dos ltimamente : no armazem de Kalkmann k Ro-
eiiniund, rua da Cruz, n. 10.
Vende-se cerveja hamburgueza ,
bocea de prata, em barricas c cestos : vi-
nho de Glaret, Xeres e Porto, em caixas
de urna duzia cada urna *, e Champanha
da verdadeira marca Cometa, ltima-
mente chegada : na rua da Cruz, n. 17,
armazem de C. J. A si le y.
Vende-se um preto de 40 anos para o servico de
casa, ou de campo : na ruada Cruz, no Reclfe, sobra-
do n. 30.
Vend se cera de carnauba de boa qualidade che-
gada prximamente Jo Aracaty : a tratar com Antonio
Joaquim de Souza H i lien o
Vendem-se cadinhos para ourlves : na rua do Brura,
fabrica de Mesquita St Huta.
Vende-se urna parda que lava engomma e cozl-
nhaconi perfeicio ptima para o matto por ser mul-
to robusta c sadia ; nao lera vicios, pelo queseafian-
ca ao comprador : no Aterro-da-Boa-Visla, n, 42, pri-
ineiro andar.
= Vende-se urna cama de angico nova, de gosto mo-
derno por proco commodo ; na rua do Caldeireiro ,
n. 50, por detrs dos Martyrios.
Vendem-se os diccionarios geographioo histrico
e descriptivo do impe io do Brasil cora rica encaderna-
cao equasi novo, por preco commodo : na rua de S.-
Itita n. 91.
Vende-se um pardo bom omcial de alfaiate e que
he proprio para lodo o servico por ter muita habilida-
dc : na rua do Ilangel, n. 11, segundo andar.
jios apreciadores da boa pitada.
Vcnde-sc, era Pedras-de-Fogo as lojas do Sr. Joa-
quim da Franca Cmara excellente e muito superior
rap grosso e meio-grosso da fabrica de Estevao Gasse,
do Rio-de-Jaueiro : scu preco he o mais coinmodo pos-
slvel por se receber directamente do deposito geral
do Rocife.
Vendc-sc um bonito inolecote de 20 annos per-
feilo sapateiro ; un moleque de 13 annos, que cozi-
nlia o diario de urna casa muito bem e cora multo bons
principios de sapateiro : atrs do Corpo-Santo loja de
sapateiro se dir quera vende.
-Vende-se, por commodo prefo o sobrada da tra-
vessa da Madre-dc-cos n. 7 ; tambein se recebem let-
tras era pagamento : a tratar na rua rua da Cruz, ti. 50.
V endem-se sapales de couro de lus
tro, pelo baratissimo preco de a,56ors. ;
ditos de bezerro de sola e vira, a 1,200
rs., e superiores a 1,600 rs. : na rua da
Cadeia.do llecife, n g.
NO ATERhO-DA-BOA-VISTA,
Defronte da calunga,
ha chegado, pelo ultimo navio fi anee/, um novo e com-
pleto sortimento de calcado de todas as qualidades, tan-
to para homem como para senhora, meninas e meninos,
assiin como os muito desojados sapatos de Nantes, de
bezerro e de lustro, c borzeguins para homem : o mes-
nu M'i 1 ,m oto ),.i,.. me:;::;;::; uc oft 11 :;;;;;...;, 53ptOS de
niarroquim.de lustro,de setlm ede duraque, tanto pre-
to como brauco, c"borzeguins para senhora ; ditos de
marroquira e de lustro, tanto para meninos como para
meninas ; os bom condecidos sapatos do Aracaty, para
homem : c ludo se \ ende por precos commodos, a di-
nbeiro a vista.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
aos 2o:ooosooo E RS.
Vendem-sc bilhelcs e meios ditos da lotera a benefi-
cio da fabrica de papel: na rua d Cadeia do Reclfe, nu-
ucro 56.
Em casa de Kalkmann fa Rosenmund,
narua da Cruz, n. lo, acha-se a venda
um grande sortimento de mobilias ,
consistindo em commodas mesas redondas e quadra-
das de jantar, de jogar, de xadrez pequeas pintadas e
todas as furnias, armarios de roupa, ditos de livros ,
SF.IS MAGNFICOS PIANOS dos memores autores, ca-
deiras depalhinha ditas de balanco ditas de bracos,
mochos, lavatorios etc. chegado recenteinente de
Hamburgo ; bem como caixinhas para costura, estojos,
toucadoros apparelhosde vidro de cor para sobre-me-
sa castlcacs de vidro candiclros e globos para corre-
dores e escadas tudo felto ao gosto moderno e parte
com novas invencdes. Adverte-se que na semana se-
guate haver um grande leilao destas cousas.
. n Vendenwe 6 duzlas de cadeiras com assento de
palhinha e que sao muito foites todas ou a duzias :
na rua das Trinchen as, 11 36.
Vendem-se coilas o nioias ditas de 1:1. de diversas
cores e padres, do melhor gosto que tem vindo do Rio-
de-Janeiro : na rua larga do Rozario, n, 24.
Rua do Queimado, n. 46, loja de Maga-
Ihaes-ck Irma o.
Vendem-se ricos cortes de cambraia aborta, a 4,600
rs.; ditos, a 4,000 rs.; ditos de cassa de cor, a 3,000 rs.;
cortos Je carabraia lisa muito fina, de 8 varas e niela, a
4,200 rs.; ditos de 3,200 rs.; lencos bordados, com bico,a
560 rs.; corles de collete de fustao de cures, padres mo-
dernos, a 1,280 rs.; ditos, a 800 rs.; brira trancado par-
do, de puro linho, a 600 rs ; merino preto fino, a 3,000
rs.; cassa de babado fina, a 360 rs. a vara ; chita de en-
hena de cor fixa, a 200 rs. o covado; cassa lisa, a 400 rs.
a vara ; camisas de ineia, das inelhores que teem appa-
recido, a 1,400 rs.; muito boa fazenda para loalhas, com
4 palmos e meio de largura, a 600 rs. a vara; setim pre-
to lavrado, a 3,500 rs. o covado; chapeos de sol de seda,
a 5,500 rs.; In ni traucado de cores, de mal ricos pa-
dres e puro linho, para calca ; lencos de setim para gra-
vata; ditos de seda decores; riscados francezes largos
muito finos ; ditos inglezei; bicos largos e estreitos ;
e rendas.
Vendem-se pecas dejnadapoln com 20 varas, inul-
to largo e muito forte a 2#800rs. e a retalho a 140 e
160 rs. a vara ; chitas limpas > cores fixas multo n-
eo rpadas e muito fortes a5/ c 5/500 rs., a retalho ,
lin e i fin rs, : na rua estrella do Rozario, n. 10, tercei-
ro andar. ^ '
Yende-se cal virgem de Lisboa,!
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que cm outra qual-
quer parte : na rua do Trapiche, arma-
zem n 17.
> 1 mi-si- .1 in 01 .11:11 dilada venda d 1 fu do Co- 1
dorniz n. 9, no Forlc-do-Mattos : a tratar na incsnia* f
venda. Tambera so vende vinho da Figueira a 1/ rs. %
caada e a garrafa a 160 rs ; e outros inultos gneros
por preco commodo para liquidar.
v) Charutos cleputados.
'S\ Jaquim Bernardo dos Res, na rua larga do i4
^ti Rosario, n. 32 avisa aos seus freguezes, que IQjj)
pelo ultimo navio, vindo da Baha, recebeu
um completo sortimento dos inelhores cha-
rutos que all sepdem fabricar, como sejam :
regalos, Ilavana e millos n5o plus-ultras os
apreeiaveis charutos deputados que vcem
a este mercado pela segunda vez, pois os bons
fumantes Ihc derain o devido apreco.
m
4M
- Vendem-se, na loja da rua do Crespo, n. II, os
seguimos livros : 1 diccionario Magnum, Lexicn en-
cadernado, cdijSc de Pars ; 1 dita j usado ; Alias t
Simenconrt, novo e cncadernado ; Historia dos deosc,
1 v. por barato prejo; e contiuuam-se a trocar.
Vendem-se 4 escravos de Umitas figuras; urna pre-
ta de 16 annos, boa costureira e eiigommadeira e que
he propria para mucama ; 3 ditas com habilidades, sen-
do urna dellas qiiilandelra ; um moleque de 16 annos;
umanegriuha de 10a 11 annos: no pateo da matriz de
S.-Antonio, sobrado 11. 4.
Vendem-se 10 aecoes da companliia de Bcberibc :
na ruadas Laraugoiras, n. 15, segundo andar defronte
da refinaco.
Vende-se a loja de mludezas da rua do Queimado
n. 43, com poucos fundos e bem afreguezada : vende-se'
por motivos de seu dono rctirar-se : a tratar na inesma
loja.
\ 1 iidem-se. 011 Irnomii-se mis predios e dinhelro
na ilha de S.-Higuel, por outros nesta praca : a tratar
na Capuuga priineira casa terrea ao p do porto, com
.lacintlio Jos Bolclho.
Vende-se uina duzia de cadeiras de palhinha, do
pao d'oleo ; uina mesa de meio de sala de angico, una
dita de ainareilo para jamar um balean c tres caixi-
Ihos para por amostras : na rua larga do Rozario n. 16.
Vende-se uina porcao de la boas de assoaho de
amarello ; uina porcao de talmas de forro de louro : tu-*"
do por commodo preco : a tratar na rua da Cadeia do
Recife com Joaquim Ribciro Pontos.
- Vendem-se 6 lindos molequcs de 16 a 18 annos ; 4
prctos de 25 a 30 annos sendo um dilles cozinheiro ; 3
pardos de 16 a25annos,, sendo um delles bom carreiro;
duas m 11 la ti nlias de 7 a 14 annos com principios de ha-
bilidades ; duas pretas cora habilidades: na rua do
Collegio, n. 3, se dir quem vende.
Vende-se una porcao de gado, todos filhos do pasto,
entre ellos vaccas de leite ditas mojadas novilhs, gar-
rotes garrotase novilhos : tudo por preco commodo:
na rua da Concordia priineira casado lado direito.
Vende-se um sitio na estrada de Bebcribc cora 300
bracas de frente e mais de mil bracas de fundo al o
pantano que segu de Olinda at Belm com baixas
para plaiiiacao de eapiin e umita Ierra para outras la-
vouras e para pastagem de vaccas: na rua Velha, so-
brado n. 18.
Vende-se um cavallo novo, grande passeiro, de
boa cor e ardigo : narua Velha, sobrado ti. 18.
Vende-se a Revolucao francesa, ein 7 tomos, orna-
dos com estampas e a obra completa de Moliere : na
rua Nova, loja n: 8.
Vende-se leite puro, a 200 rs. a garrafa : na rua do
Queimado, sobrada de um andar por cima da botica
do Sr. Castro n. 36.
Vendem-sc uns pertences de um armazem de sec-
eos para qualquer pessoa que quizer botar ouiro ne-
gocio por preco commodo : a tratar no armaiem de
seceos n li ou S casa ao p.
Vende-se bolachinba de araruta em latas, mullo
nova por barato proco ; bem como farinha de mandio-
ca muito boa : no armazem de Das Ferreira .no caes
da Alfandega.
uscravos rugaos
Fugio, de bordo do briguc Serlorio na nianhaa do
dia 5 do corrente um escravo mari nheiro de nonio
Francisco de nacao Jang ; representa ter 30 a 35 ali-
os ; tem uin signal na face esquerda falla muito drt-
o,miado ; levou calcas e camisa de algodo azul, chapeo
de palha piulado de tinta branca um balde onde con-
duzia a racao e 7/ rs. ein cdulas ; falla hespanhol:
quem o pegar ou del le der noticia a bordo do mesmo
brigue 111 mi. .idm na Lingota ou na rua da Moda ,
n. 7, que ser recompensado.
O escravo Joo, de nacao Angola, de 30 annos pou-
co mais ou menos, de estatura baixa rosto descarnado
olhos abotoados na flor do rosto ; tem punca barbs e _,
11 ni dente de unidos lados quebrado; tem no Iranu-,(>
direito alguns cortes de chicote, e uina cicatriz na na-
dega do mesura lado que din o dito escravo ter sido
urna empingem, porm bem parece ter sido de algum
castigo ; costuma nao Separar-so de urna bolea de couro
a tiracollo, e as vezes por baixo da camisa ; levou cha-
peo de couro surro e na roupa uina camisa de liulio-
chadrez que niuitos chamara chila ; foi comprado a
9 de junho prximo passadn a Pedro Antonio Callissde
S.-Pedro morador na fazenda Cachoeirinha dlstriclo
de Agoas-Bcllas e fugio a 3 de corrente jullio tudo
no andante anno de 1 S-iS : quera o pegarleve-oa casa de
seu senhor o capitn Joaquim de Faria Lobo Labasat,
ein Coruripe ou em Maccieni casa de Jacasein, Bar-
boza & Conipanhia, ou ein Pernarabuco em casa de
Amoriui limaos, que rocompensarao.
Fugio, no dia 2 de Junho do corrente a negrinbi
Jacintina, 11 iuula de 12 para 13 anuos bem preiinha|,
tem una grande marca que parece quelmadura de um
lado da cabeca ao p da orelha : quem a pegor leve-i
a seu senhor no armazem do deposito de azeile da II-
luininacao publica na rua de S.-Amaro que ser bem
pago': tambera se pagar a quem der noticia ceta
da dita negrinha.
- Fugio, nodia 18 do corrente, a preta africana,
de nome Anglica, de 40 annos pouco mala ou inenoi,
bem fallante, alta, cabellos quasi brancos, dondo, olhos prctos nariz chalo, bocea grande; levou
vestido de chita vellio e panno da Costa ; andava ven-
dendo verduras. Esta escrava vcio do Rio-Grande eiu
pagamento. Quera a pegar leve a a rua do Qneimado ,
n. 30, que ser gratificado.
Fugio, no dia 23 de julho de 1848. da casa do abai-
xo assignado nina preta de norae Rusa, de naco, de,
inis de 50 anuos ; he rccolhida c pouca pralica lein de
andar na rua ; levou chale de chita encarnada lenco
na cabeca vestido de cassa o outro de chila cdr.de ro-
sa por baixo daquello; tem tima escaldadura ein un
boleo rosto enmprido beicos grossos ; sahlo Com pre-
texto de ir a inissa 1 e como nao trname inals a casa ,
est provado que se acha recolhida em algoniaf casa i
entretanto que se roga a pessoa qne a livor, baja des
mandar entregar, ao (contrario se usar dos meios da
le, quando se verifique uo se duvldando tambein^
vende-la por preco coinmodo. Firmino Joi Filix "*
Roa.
Pern.
NA TYP. DE U. F
. DE FARIA. 1848
MUTILADO


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