Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09775


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Full Text

~

Anno XXIV.
Segunda-feir S4
O D/^/l/O publca-e todos os diasque no
forera de guarda: o preco daasslgnatura be
de 4/000 rs. por quartcl, pijo adianadot. Os
anntiiicios dos assignantes sao Inseridos a
ras,o de 20 rs.poi llnha, 40 rs. em typo dlf-
i :, 111. -, cas repetlc"es pela mctade. Os nao
signantes pagarao 80rs. por'liuhae 100 rs.
* ii l) I' difireme, por cada publicaco.
PHASES da la no mez de jlho.
Cteicenlt, a8, s7 horas e 11 min. da manli.
I.u i ckeia, a 16. s 7 horas e 2 min. da nanli.
ilinqoanle, a23, s9horase50 min. damanh.
i.ua noca, a 30, s 5 horas e 6 min. da nianh.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Parahiba, s segs. e sextas-feiras.
RIo-G.-do-NoTte, qiiintas-l< Iras ao mcio-dia.
Cabo, Serinhein, Rio-Formoso, Porto-Calvo
k Macelo, mi i.-, .i: i i '1 de dada mez.
Garanhuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas-feiras.
Olinda, todos os dias,
PREAMAIt DE BOJE.
Prime ira, s 11 horas e 42 minutos da inanh,
Segunda, s 12 horas e 6 minutos da tarde.
de Juiho de 1848.
N. I6.
DAS DA SEMANA.
24 Secunda. S. Christina. Aud. do J. dos or-
phaos, do J. do civ. e do I. M. da 2. v.
25 Ter9a. **. S. Tiago
2 Quarta. i. Synfronio. Aud. do J. do c.
da 2.v. e do /.de paz do 2 dist. de t.
27 Quinta. S. Pantaleo. Aud. do J. dos or-
ph.e do J. M. da I. v.
28 Sexta. S. Innoccncio. Aud. do J. do civ.
e do J. de paz do 1 dist. de t.
29 Sabbado. S. Martha. Aud. do J. do c.
da 1 v. c ilo .'. de paz do 1 dist. de t.
,30 Domingo. S. Anua nii da mil de Dcos.
CAMBIOS NO DA 22 DE JULHO.
Sobre Londres a 25 d. por lf r*. a 60 dias.
Pars a 34,'re 350 rs. por franco. Nora.
Lisboa 112 por ccnlo de premio.
Dcsc. de lett de boas ftrmis a l'/s % ao mei.
Acedes da comp. de Meberibe, a50/rs. ao p.
Ouro.Oncas hcsp.iuliolas 31/000 a 3(1/500
MudasdcfefOO v. 17/200 a 17/100
de 6/400 n. 16/500 a 16/608
i. de 4/000... 9/500 a 9/700
PrataPataccs brasileiros 2/JJ20 a
Pesos columnarios. 2/020 a
Ditos mexicanos..... 1/850 a
Miuda.................. 1/920 a
2/040
2/040
1/90O
1/930

DIARIO
BUCO.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
30." BS8O OBBMAB1 A, M SO DE JUIHO
DE 18*8.
PRESIDENCIA DO SR. VIGARIO AZEVEUO.
Somvamo. Acia. Expediente. Redacco do projecto
que autorisa o presidente da provincia a man-
dar Iret elephantiaeot para San-Paulo, afim de
l serrm tratadoiahi pelo Francs Pedro Etchoim.
Pi-ojectoe. Diipensa dejmpressao para un
^ desse projectos. Requerimenlos, A'omea-
(iio de urna commitsao ara examinar o citado
doi cofres da cmara municipal do Rccife.
Pareceree. Adiamenlo do projecto n. 27.
'arteparo de haverem tido apresentadoi aMrfo algunt actos legtitaiivos. Approva-
(o do projecto n. 10, em ttreeira discussao,
com urna emenda do Sr. padre Vicente. Adia-
menlo da segunda do den. 15.
As 11 e me ia horas da raanhaa, faz-se a chamada e ve-
rifica-se estarem presentes 21 Srs. deputados.
O Sr. Pretidenle declara aberta a sessao.
O Sr. 2." Secretario le a acta da sessao anteedente, que
he approvada.
O Sr. .' Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
l'ni o (Vicio do secretario da presidencia, communcan-
do que se havlam exigido do inspector da thesouraria
das rendas provinciaes certas informaces pedidas pela
assembla. Inlerada.
Outro do mesmo, participando que o porteiro ra se-
cretaria da provincia, Virlssiino Antonio de Mattos, fra
aposentado com o ordenado de 472/000 ris e nao com o
de 4(12/001), como por engao se dissera em outro ollicio.
Interada,
Outro do mesmo, remetiendo os documentos, avista
dosquaes fAra aposentado o offrial maior da secretara
da provincia, Antonio Jos de Olivelra. A'quem fez
a requisicao,
Outro do mesmo, transmittindoum corpo de posturas,
organisadn pela cmara municipal desta cidade. A'
coinmissao de posturas inunicipaes.
Outro do nesinu, declarando que ia ser transmiltida
assembla geral legislativa a represenlaco que esta
llie dirige. Inleirada.
Um requerimcnlo, em que os moradores da fregueiia
de Murlbrca representam que nao pdem edificar casas
no terreno enique seacha assenlada a inesma povoacao
por Ihes obstar a proprietario do terreno, Joaquim Ma-
diado Portella, a ponto de nao consentir que se rep-
renlas casas alli edificadas, apetar do loro que e im-
paga, e drprecaui uina providencia capaz de por termo
a scnu-lliante proccdiinenlo. A'commlssao de legis-
laco.
He lida e approvada a redaccao do projecto que auto-
risa o presidente da provincia a mandar para a de San-
Paulo tres clephanticos afim de serrn siibiuctlidos ao
tiatamento dcscoberlo pelo francez Pedro Etcboiin, aili
residente.
He lido, julgado objecto de deliberaco e mandado im-
primir o seguinte projecto:
k A assembla legislativa provincial de Pernambuco
decreta:
Art. Io Todo o terreno da parochia de Nossa-Scnho-
i i-o-Rosai o da cidade deGoianna, que actualmente
pertcnce.ao municipio da villa de lguarass, fica d'ora
avante incorporado comarca daquella ridade c subjei-
to respectiva jurisdiccao civil.
a Art. 2.' A cadeira de prlmeiras Irmas da povoacao
de Goianninha, na comarca da cidade deGoianna, fica
desde j transferida para aquella cidade, afim de que te-
lilla duas cadeiras para o ensino do sexo masculino.
Art. 3. Ficam revogadas todas as Icis c dispusieses
em contrario. S R.
Paco d'assembla legislativa provincical de Per-
nambuco, 20 de julhode 1848. Cunlia Machado.
He tambem Hdn o seguinte parecer, e julgada objec-
to de deliberaco a resoluco que elle encerra:
u Aconunisso dos negocios eclesisticos, a quem foi
reme nido o compromiso da irmandade de Nossa-Sc-
nhora do Moni-Despacho, erecta na capella da povoacao
de Alagoa-Sacca de Nazareth, c petcao dos respectios
irniaos, em que pede ni a esta assembla se digne appro-
va-lo, vendo que o sobredito comproinisso s esta ap-
provado pelo Exin. bispo diocesano, na parte religiosa,
e nao aohando nelle disposicao alguma que olt'enda o
direito civil, he a commlssao de parecer que seja appro-
vado com a seguinte resolu(o:
A assembla legislativa provincial de Pernambuco
resolv:
Arligo uirtco. Fica approvado ocompromisso da ir-
mandade je Nossa-Seuhora do Bom-Despacho, creada
na capella da povoacao de Alagoa-Secca-de-Cima, na
freguezia de Nazareth.
Sala das cominlssSes, 20 de Julho de 1848. Carta-
zo. J'adrs fcenle.
He lido o seguinte requerimiento:
Reqneiro que seja dispensado de imprestao o pare-
cer e resoluco approvado, e dado para ordem do dia
d'amanhaa. S. R. Barroio.
He approvado depois de breves reflexSes de seu autor.
He lido c approvado o seguinte requerimento :
Requeiro que os documentos do ollicial maior An-
tonio Jos de Olivara vo cominissao de legislacp pa-
ra dar o seu parecer. S. R. Olinda Campello.
OSr. 1. Secretario l o seguinte requerimento:
Requeiro que a assembla autorisc ao*Sr. presidente
para noinear urna coininissao especial para examinaros
\J
cofres e contas da cmara municipal. S. R. Olinda
Campello.
O Sr, Joi Pedro nao v motivo para que se encarregue
a urna MroioiwSo especial o exainc dos cofres da cma-
ra, quando ha na casa a comnnsso de comas e Uespc
zas muniripaes, qual compete, por sem duvida, o exa-
me de que se trata.
Emende que nao pode aproveitar ao autor do reque-
rimento em discussau o facto de se haver mandado ve-
rificar o estado dos cofres da thesouraria das renda pro-
vinciaes por coinmissao idntica essa cuja creacao se
propde; porquanto ento davain-sc certas circunstan-
cias extraordinarias que ora se nao manifestam.
Faz algumas reflcxes mais, e declara que votar con-
tro o requerimento.
O Sr. Trigo de Loureiro : Sr. presidente, eu sinio
nao poder concordar com o nobre deputado.
A coinmissao de exame de contas inunicipaes, segun-
do pens, s tem a seu cargo os misteres declarados no
uosso regiment : ;!?') he o exame das contas das muni-
cipalidades: ella tem, pois, d compulsar devidamente os
documentos que acoinpauliain essas contas mas nao
est autorisada a ir examinar os cofres das cmaras. En-
tretanto, creio que o nobre autor do requerimento, o
que iiini- lie que naja mna coinmissao que v aos cofres
municipaes, examine o estado dcllcs c verifique quanto
existe alii em dinheiro, e para isso he necessaria urna
autorisaco especial : logo entendo que o requerimen-
to est nos termos de ser approvado. Urna vez que se
trata de una missao especial, carece-sc de autorisaeo
especial, e V. Exc. deve de ser autorisado pela nasa para
tornear essa coinmissao, tanto mais quanto estou per-
suadido que o nobre deputado que fez o requerimento,
teve motivos para apresenta-Io. Voto, portanto, pelo
requerimento.
O Sr. Joi Pedro nao pode de maneira alguma confor-
mar-se com a opinio do nobre deputado que o prece-
deu, por isso que est inlimameiile convencido de que,
pelo factodc ter de tomar contas s cmaras, tem a coin-
missao de contas e despezas municipaes o direito e a
obrigaco de examinar os cofres, e verificar o estado em
que se el les acham ; visto que nao lhe he possivel verifi-
car os liiil.inciis apresentados annualmeutc por seme-
Ihntes repartieres, e nempor conseguintcosaldo oud-
ficit, alii mencionado, sem examinaros referidos cofres :
insiitc em alguns dos, argumentos que empregra quan-
do falln a primeira vez : nota, enifiui, que se todas as
coinmissdes de contas municipaes nao teem procedido
como elle cutende quedevede proceder a actual, cabe-
llies a censura de nao haverem cuuiprido sua obri-
gaco.
O Sr. Trigo de Loureiro : Sr. presidente, ainda me
levanto para sustentar a ininba opiuio.
Disse o nobre deputado que a coinmissao de contas
municipaes tem o dever de verificar o saldo das despe-
zas das cmaras ; que uo pode proceder semelliante
verificar.no sem ir aos cofres, e que este dever est Im-
plcitamente coinpreheudido as altribuices da coin-
missao. Ku entendo o contrario, e tenho em meu apoio
a prtica, que he o 'mellior mestre. Temos assembla
desde 1834, e ainda nao houve una couimlssan de con-
tas municipaes que sejulgasse autorisada a ir verificar
o saldo nos cofres da munipalidadc...
O Sr. Jos Pedro :Mas, como prova o nobre depu-
tado que ella uo i i autorisada ?...
U Sr. Trigo de Loureiro : Repilo, tenho a pralica ein
meu apoio. Kporveniura devo suppr que u commiwSo
de contas tem voluntariamente incorrido ein falta do
cumpriinento de um dever seu ?,,.'
U Sr. Jos P'dro: -- Que duvida !
O Sr. Trigo de Loureiro : Nao, devo tirar una con-
clusao que seja mais airosa do que essa ; devo concluir
que, se a coiiimisso de contas nao tem ido verificar o
saldo no proprio cofre, he porque se nao julga autori-
sada para isso. Esta concluso he tanto mais curial
quanto o procedimentoquea autorisa uo he de una
uu outra commlssao, mas sim de todas a: que se eeiu
succedido desde 1834 at hoje...
O Sr. Jos Pedro -- O que se segu dahi he que essas
commisses nao teein tomado contas.
O Sr. Trigo de Loureiro : En supponho que ellas
seniprc teem tomado contas...
O Sr. Jote Pedro : Nunca teem tomado nem tomam.
O Sr. Trigo de Loureiro : Ento nunca leeni cumpli-
do o seu dever ? Nao he crivcl que tantas commisses
se tivesscm assiin esquecido de una obrigaco impor-
tante. Voto pelo requeriinemo.
OSr. Olinda Campello: Sr. presidente, quando fiz o
requerimento em discussao fundei-me no direito que
me d o art. 38 do regiment que diz o seguinte.
(ti.)
Parece-me que o caso he especial, porque a commls-
sao de que trata o regiment, tem de fazer o exame das
contas e dos batneos municipaes, aqui na casa, mas
nao fra della : entendo que sem autorisaeo especial,
essa coinmissao no pode ir cmara municipal e exi-
gir contas do respectivo presidente ; pois que este po-
de dizer-lhe Eu vos no conlicco com esta autorisa-
eo. E demais, se*essahe a obrigaco da coinmissao, el-
la para verificar as contas deve ir a todas as cmaras da
provincias, inclusive adalioa-Vista, etc.; mas istonao lie
possivel : logo, o que se srguc be que a coinmissao nao
tem tal obrigaco, c que s tem de verificar as contas
aqui na casa. Portanto, entendo que o meu requeri-
mento deve ser approvado, mesmo porque no ouvi
objeceo que me convcncessc a nao volar por elle.
Conneco todas as habilitaces na actual coinmissao
de contas, e estou convencido de que ella tem desem-
penhado inuilo bein os liaballios que lhe dizem respei-
to, e por isso me escaso de lhe fazer defesas
Encerrada a discusq, he o requerimento submettido
votaco,' e approvado.
OSr. Presidente nomcia para esta coinmissao aos Srs.
Olinda e Roma.
He lido, julgado objecto de deliberaco e mandado
imprimir o seguiule parecer :
j A coinmissao de legislacao, examinando a peticao e
documentos do cidado Estevao Protomartyr de Fignei-
redo Wanderley, arrematante do dizimo de cocos do mu-
nicipio de Iguarass, em que, representando a esta as-
sembla a linpossibilidadc de arrecadar dos contribuin-
tes este imposto, nao obstante as avene as que Ihes tem
nroposlo, pede inesma urna medida legislativa que
resille o modo da arrecadaco, e garanta em toda a sua
nlenitude o contrato celebrado entreelle e a thesoura-
ria das rendas pro.vinciaes; vendo por outra parte que
existe a le provincial... 192, de 12 de abril do anno pro-
"mo panado, a qual, modificando este imposto, dispc,
no arUgo 4. do titulo 4., que delle ficam isento os
l predios que pagarcm decima urbana ; tendo esta dispo- .quota. He verdade mas vote-se a le, e na discussao
I sico dado lugar a interprctaces mal cabidas; cumprin-1 do orcatuento veremos o que se pode faier com relacao
| do commlssao explicar por conseguinte a Ici, para que | quota .* no^ serassiin
, nao cont
I pao lie posterior
' deve ter
c a prevalecern os argu-
inuein os abusos, e vendo que sua promulga- mentos do nobre deputado, le nenhuma que envolva
niiei mi celebracao do contrato, e que ella no ) despeas se pode votar sem que se discuta a lei do orej-
eiieuii tctroac'.ivo, sob Besa dp ficar tesado n ment, devendo ser esta lei a primeira quando he ulti-
petlcionario, he de parecer que se lhe delira com a se-
guinte resoluco :
A assembla legislativa provincial de Pernambuco
resolve : ,
Art. I." Os i -o ii m bu ni tes do dizimo de cocos, mu-
dado pela lei de 22 de malo de 1845, arligo 30, 8.", fi-
cam obrigados a satisfaz-lo em dinheiro, na formado
ree,iil.imenin de31 de marco de 1832, artigo 3."
Art. 2. A Ir-i provincial n. 192, de 12 de abril de
1847, no artigo 4. do titulo 4.", isenta do pagamento do
sobredito imposto, assim como dos mais neila mencio-
nados, aos individuos que possuircm predios de que
pagam decima urbana, nos quacs cstejain enclavados
oscoqueiros.
u Art. 3." A lei citada no artigo antecedente obliga
ao pagamento do dizimo de cocos, flao s os que nao
possuircm predios que pagam dcima urbana, que com-
prehendam coqueiros, mas tanibeni os que, possuindo-
os, todava possuem predios rsticos com sitio3 de co-
queiros.
Art. 4.' Os arrematantes do diiimo de cucos, capin
de planta c miuncas teem direito a um abate propor-
cional ao prejuizo que houverem soll'rido com a extinc-
jo do referido imposto, a que dantes cstavam subjei-
tos os predios mencionados no artigo 2.
Art. 5." Ficam revogadas todas as lcis e disposi;ocs
en contrario.
Paco da assembla legislativa provincial, Odcjulho
de 1848. 6'ordei'ro. llanoso de Uoracs.
He lido e fica adiado, por pedir a palavra o Sr. Cabral,
o seguinte parecer i
A coinmissao de legislasao, solvendo as duvldas
apresentadas pelos habitantes de Itamarac, acerca da
verdadeira intelligencia da le do orcainento do anno li
nanceiro de 1845 a 1846, que impoz o dizimo de cocos, o
qual foi laxado por cada p 100 ris e attendendo
ao inconveniente ponderado pelos peticionarios, de que,
a dar-sc a intelligencia rigorosa de que a lei conipre-
hendeu bous e mos, viro quasi lodos os proprietarios
daquella illia a soll'rer mais ou menos com semelliante
imposto, por isso quesillos ha que se arrendara a 200
ris por triennio e ainda menos, c contendo mais de
1,000 coqueiros, viro a pagar de imposto animalmente
mais de 100/ ris, e reconlieccndo que este deve ser
ni n i tu inferiora renda e nunca superior, he de parecer
que, visto no se poder por ora abolir o dizimo dos r
eos, ltenla a inauico dos cofres provinciaes, todava
scodiminua de modo tal, que nem srja gravoso aos
coutribuintcs nem Ilusorio faztwda, iancado indistinc-
tamente para evitar questao entre os conectados e
os exactores, desorle que o lucro do coqueiro fruc-
tfero compense o ouus do infructfero : e mesmo
poique, sendo una prerogatva desta assembla le
gislar sobre os impostos necessanos as despezas pro-
vinciaes, como sr v consagrado no artigo 105."dn
acto addicional, fAra melhor que ella os tixassc do que
que contine a tolerar a allribuico abusiva que to
intrusamente se tem arrogado a tesouraria provincial na
laxa dos mrsnios. K como a lei vigente do orcamcuto do
auno fiianceiro prximo passado modilicoii o dizimo de
cocos, a coinmissao considera Din deer exnlloa-l, para
que no continen) as duvidasNo s ficam obriga-
dos s.111 -.i. i .i. i do dizimo (que deve ser em dinheiro e
no nn fruclos) os que n.io possuircm predios que pa-
gam decima urbana, nos quaes estejam enclavados co-
queiros, iiiastaiiibcm os que. possuindo-os, todava pos-
suem predios rsticos com sitio de coqueiros : devendo
por aqui inferir-se que o que a Ici teve ein vista foi no
accumular imposto sobre imposto, e alliviar de duas
contribiiicocsaqucllcsquc j beiuconcorriain para as
rendas u provnola,
i. A coinmissao recusa proferir nina resoluco a res-
peito do expendido, por entender excntrico de suas at-
tribuices.
. Sala das commisses, 17 de julho de 1848. Cordei-
ro. Barroso.
ORDEM DO DIA.
Primeira discussao do projecto n. 27 que confere o
grao de bacharel aos alumnos que frcqucntarcni todas
as disciplinas do iyecu.
Val mesa o seguinte requerimento:
a Requeiro que o projecto seja adiado por 15 dias.
Ferrira Gomes.
Apoiado, entra em discussao, e he approvado..
Tcrceira- discussao do projecto n. 10 que autorisa o
presidente da provincia a mandar construir urna cadeia
navilla do Rio-Formoso.
O Sr. Jos Pedro pede que se declare se a despeza com
esla construccao deve ser fcita de uina s vez, islo he,
dentro do anno financero, se por parcellas, como ou-
traso teeinsido: observa que, a nao ser feitapouco a
pouco, oualei licar san cxcciico, ou ento se preju-
dlcaro as despezas indispensaveis: nota que em qual-
querdos dous casos figurados, d-se grande mal: roga,
em fin, ao autor do projecto designe a receita donde ha
de sahlr essa despeza que por certo no montar a me-
nos de 30 contos de ris, que no pdem ser gastos de
una s vez pelos cofres pblicos.
OSr. Xavier Lopes: Sr. presidente, o nobre depu-
tado que acaba de fallar, concorda coiiunigo inulto po-
sitivamente, nem era d esperar que o delxasse de fazer
tendo alguns conhecimentos a respeito da necessidode da
obra da cadeia. Senhorea, j mostrei que esta obra c
outra de un aterras eram de uuia necessidade urgente
para a villa de Rio-Formoso; mas o nobre deputado
que acaba de fallar, apresentou o Inconveniente de nao
saber donde se hade tirar a quota necessaria para oc-
cftrrer a esta despeza, deduziiido daqui a difticuldadc
na execueo desta lei, ou por outra, a dlrlicuidadc na
edificacao desta cadeia ; mas, a este respeito, cu direl
ao nobre deputado que, ainda que nos discutamos es-
ta lei, isto nao nos obriga a fazer a despeza logo : a le
do orcamento he que regula, de .combmacao com os
nossosjuizos, as quotas uecessarlas para a realisacno
dessas despezas...
O Sr. Jote J-edro :--Ento he isso rasao para se nao
annrovar agora o projecto.
O Sr. Xavier Lopes : A le do orcamento anda se nao
discuti ; nao sei, pois, como, se nao possa votar por es-
ta lei. Mas disse-se : Nao sabemos, c temos ou nao
ma a decretar-Be _ina isto no he possivel : volam-se
acuellas lcis que sao necessarias para autorisar o pre-
sidente a mandar fazer taes e tacs obras publicas, e na
lei do ore.miento eonsigna-sc cntao, em attenco s fa-
culdades dos cofres pblicos, a quota possivel para cada
una ih II.i : nao se consigna de um jacto toda a quota
necessaria para a despeza da construccao que se votou,
e iircrssariamciitc se vai votando nos annos seguutes.
Orinis, ns sabemos que ha despezas ordinarias c ex-
traordinarias ; faz-se na Ici do orcamcnio menino des-
las duas qualidades de despezas i umitas vetes a quota
das despezas ordinarias no rliega, o administrador da
provincia lauca nio de alguma quota extraordinaria ou
que nao leve applicaco, c d-ihc o destino conve-
niente.
Mas parece-me que a opiniao do nobre deputado, ne-
ta materia, est em contradiceo com os scus factos an-
teriores ; porquanto o nobre deputado, tendo agora du-
vMa do votar por este projecto, por atlenco ao estado
dos cofres pblicos, no ha muito que votou sem este
escrpulo por um projecto que creava escolas, e por
consi'guiulc despezas, c ist quando as duas quaiidades
de despeza se nao pdem comparar entre si, por ser
evidentemente mais til a lei das cadeias. Sr. presiden-
te, na falta prevista pelo nobre deputado incurre todo o
projecto de despeta, mas ella fica sanada pela maneira
que eujdissr, isto lie, consignando-se na Ici do orca-
uiruto uina quota proporcional s frcas do cofre, visto
que estas obras se uo fazem de um jacto.
Agora dirci que a cadeia que cria o projecto, nao he
grande para o lugar ; deve conter proporjes para uina
casado cmara, etc. Isto nao he cousa de to grande
despe/.a como se suppc, ao passo que lie de uina gran-
de necessidade ; porque naquella villa no ha um edi-
ficio apropriado para supprir rssa necessidade urgente ;
de tanta urgencia que o governo j reconheceu, e af-
feclou negocio esla casa a quem compete legislar a
respeito. Por conseguinte esses trapeos que encontrou
o nobre deputado, uo sao motivos sullicicnies para nao
dar o seu voto pelo projecto, assim como cu fajo.
Vai mesa e he apoiada a seguinte emenda :
Depois da palavra Rio-Formoso diga-se em
Po-d'Alho c Nazareth.--/'adre Fcenle.
O Sr. Jote Pedro reflexiona acerca da materia, respon
de aos argumentos do precedente orador ; e uonclue vo-
lando a favor do arligo, visto que se emende que a des-
peza nao ser feita de urna s vez.
O Sr. Maeignier: -- Hci votado semprc a favor deste
projecto, c'das emendas que se lio aprescnlado ; mas
esperara que apparreesse urna outra emenda a este ar-
tigo 2. ; entretanto uo succedeu assiin, e cu quizera
evitar o inconveniente que delle resulta. Antes de ludo,
pornt, desejra que me explcassem um ponto sobre
que tenho minlias duvidas, e he quem tem rigorosa o-
brigaeo de fazer una casa de cmara c urna casa de
tribiinars, se a provincia, a cmara ou o imperio? De-
lejdra saber isto.
Quanto o projecto, direi que essa cadeia de ma-
ncira por que pussou em segunda discussao, uo hade
importar rm to pouco como se suppde ; porque, mes-
mo quando apenas se quizesse fazer dous armazens, um
para liomens, outro para mulheres, os quacs podessem
conter 60 criminosos, no era possivel consegui-lo com
una despeza diminuta. Entretanto nao fi isto o que
passou mas sim uina cadeia, com certos requesitos
proscriptos na constituieo, c que por conseguinte ten
de custar muito mais dinheiro do que esse em que tem
sido oreada.
Ora, cu relo que no he boni procrastinar a velha
pratiea de Irabalharem as cmaras no mesmo edificio
em que se acham os presos : ma cmara municipal hn
o corpo representante do respectivo municipio, logo
deve fazer as suas scsses numa casa mais decente :
entendo, pois, que devenios decretar a separa^o dos
edificios, a menos que queirantos dar um testeinunho
publico de que estamos em perfeito anachronismo a
respeito da sciencia das cadeias. Quizera, portanto, que
o artigo 2." fsse redigldo de outro modo, isto he que
aulorisassc o presidente da provincia a mandar cons-
truir una casa separada com as couunodidades necessa-
rias para a cmara epara os tribunacs. Nestc sentido,
mandarci tima emenda mesa.
lie lida e apoiada a seguinte emenda :
Fica, oiilrosim,autorisado o presidente da provincia
a mandar construir urna casa em separado com as ac-
commodaces necessarias para a cmara municipal e
trabalhos dos tribunacs.S. R. Uavignier.
OSr. Xavier Lopes: Sr. presidente, eu nao posso
dcixar de me oppr ao arligo substitutivo, porque en-
tendo que elle, era vez de apresentar una medida que
di'iiinua mais a despeza que com a edigeaeo de urna ca-
deia tem de fazer-se, pelo contrario augmenta essa des-
peza, c conscguintemcntc as diiliculdudes para a reali-
sacodaobra. Dous edificios cuslam inais do que um, e
o projecto prope s um edificio com essas proporces
que quer o nobre deputado em dous, porque leve em
vista economisar despezas, e satisfazer a necessidade ao
mesmo lempo : portanto o arligo additivo aprsenla em
resultado una consequencia como que contra-producen-
tem mente de seu nobre autor ; c por isso me persua-
do que, uo contendo este ponto de utilidade que deve
ser caracterstico de cada nina Ici, nao pude merecer o
voto desta casa. -
No posso deixar passar em olvido a emenda leita ao
artigo 1., que exige a edificacao de cadeias as villas de
Po-d'Alhoe Nazareth.
Sr. presidente, nos conhecemos que geralmentc todas
as villas da provincia necessitam de certas obras publi-
cas, no numero das quacs tem preferencia a edifica-
co de cadeias ; mas a questao reduz-se a avallar o es-
tado de cada uina das villas, as uecessidades comparati-
vas de sua populacao, industria, etc., como j foi pon-
derado em primeira discussao : a questao pois, he de
necessidade mais ou menos clamorosa, mais ou menos
urgente, em relacao s circunstancias peculiares de ca-
da uina villa mas as circumstancas especiaes da villa
do Rlo-Formoio sobre a coustruco de urna cadeia e ca-
sa de camaraso superioresa necesidade de cada urna das
oulras villas: geralmentc todas as villas da provincia
teem necessidade de cadeias: nao ha duvida; mas, em
relacao a Rio-Formoso, essa necesidade he urgentsssi-
ma, como se ha demonstrado, c at por documentos
que l'iaui reinettidos casa,-e que *u subineito con- .


alderaco dos nobres diputados: mas a emenda tende
de alguma maneira adifliculiar a disposlco do projec-
to, o que nao me parece justo. Aautorisaco para as
caricias dessas villas pode ser dada cm oulra occasiao,
porque Calvez filas no (enham ns meamos pomos de ur-
gencia que cxisiciu naquclla villa.
O Sr. Padre Vante: Porque l mora o nobre depu-
tado.
O Sr. Xavier Lopes : ~ Aqui nao ha nada de pessoal,
Sr. deputado : nos devenios decretar estas cdilicaces
segundo a qualidadeda necessidade, a urgencia della :
por exemplo, em concurrencia deve preferir-sc a editi-
eaco de una cadeia no Recite u edilicaco em oulra
qualquer villa, e se me perguntarem qual he a raso
disto, dlrel que he porque he urna cidade inaior, c por-
que aflecta interesscs mais geraes.
O Sr. Padre Vicente : Logo, emqnanlo no Recite no
houver cadeia, nao pude fazcr-sc cm inais villa al-
guina.
O Sr. Xavier .opee : En estou demonstrando a ne-
cessidade da edilicaco de urna cadeia, digo que essa
necessidade deve ser calculada segundo as necesidades
de cada urna das comarcas, e trouxc para exemplo o Re-
clfe: entendo que esta comarca deve ser preferida a to-
da* ; porin Rio-Formozo, em relacao as outrs, lam-
brin tara necessidade urgente, porque he a villa mais
coiiiincrcial que temos na provincia.
O Sr. lote Pedro : Logo, a mais moralisada.
OSr. Xavier Lopes : A palavra moralidade pode tonar
seem difl'erentes sentidos; porni rio cntrarri nesta
questo, conUnuare dizendo que, sendo assim, he a-
qucll que inais carece de ediAcacn publica, porque he
urna comarca que serve de rsceptaiAilo dos presos de
mais duas villas que lhe sao adjacentcs...
O Sr. Padre fcente : Assim he Pao d'Allie.
O Sr. Xavier Lopes : Una comarca que conten mais
populaco, que est em estado de prrfeito apuro a res-
peito de ediiicios publico*, e que por cu.*, -'uimc de-
ve ser com preferencia attendida reservando-sc para
Olttraoccasiao aa nutras.
Sr. presidente, duas maneiras ha de nullilicnr um
projeeto, ou rejeilando-o, on embaracando-o de manei-
ra que se torne impossivel a execucao : he o que se faz
com a emenda, e o que nao me parece justo, alienta a
necessidade da obra : a casa est certa disto, cu nao a
cansare! mais, e aguardo justica da uiesma casa ; con-
cluindo por votar contra a emenda e artigo substitutivo.
O Sr Mavignier : Ainda riirei alguina cousa sobre a
materia*, porque he pela discussao que chegaremos ao
descobrimenln da verdade.
Sr. presidente, tildo qnanto se le ni passado faz-ine
crer que nao eslava em erro quando ao scr-mc apre-
sentann o projeeto em discussao, julguel que era inais
conveniente que se aulorisasse o presidente da provin-
cia a mandar levantar plantas e edificar cadeias em to-
das as comarcas, quando eutendesse, e que as fosse
conslruindo a medida que as neerssiriades do trrico
publico o permitlissem. para enlo osla assembla. as
jis de orcamento, ir consignando quolas al que se com
plelasse a edilicaco. Pareceu-mc que islo era vantajoso
ao paiz, porque scpodeiia consegu? um systcma de
priscs e apresentei estas inhiba ideias aos signa-
tarios do projeeto ; mas, coinquanto elles me lizessem
a honra de as reconhecer como boas, conitudo enten-
dern) que nao erain conveniciiles, porque talvcz ilcs-
sem lugar a larga discussao na casa, e nao poilessem
ser adoptadas sem inconvedienles. Cedi, pois.de minhas
P'-etences; mas, pelo que ora se aprsenla |na terceira
discussao, rccunlieco que o mcu pensainenlo era bom. E,
com efleilo.a passar o projeeto e oulros que lacs, nao s
acontecer que hajam cadeias n'iimas parles c n'outras
nao, mas tamben) succeder que nunca lenhamos um
8) sti na de prises ; entretanto que, se se houvesse dado
ao presidente da provincia a autorisaefio que propnnlia,
elle organisaria um priigramma. que seria apreseutado
ao architeclo, esobre o qual formularia este um plano
aciiiiiniodado s necessidades de todas as villas od co-
marcas.
Agnra vamos emenda. Tem-sc dilo que ella vai aug-
meuim a despeza, inas eu emendo que no porque o
gasto a fazer com urna cadeia s he menor doque aquclle
que eleve ,!. .11,1111 i ii una cadeia, .cun casa de cma-
ra, de jurados etc. Demais, como eu nao propouho
que os ediiicios, cuja separaco indico, sejaui fcitos ao
iiiesmo lempo, o pequeo accreseiino de despeza que
rialn hade provir nao ser para notar, lano inais quan-
lo elle tende a mostrar que esta asscmhla acha-sc a par
da construecao das prises modernas, e se nao quer a-
prcsentar face do mundo como perpetuadora de um a-
. nachronismo revultanie, como nao quercudo acotnpa-
nli.iro progresso da cirilisaco. Alm disto, lenho para
jnim que a despeza coma construecao de casas para as
cmaras e Iribunaes nao deve de ser provincial, c que
a assembla geral est na obrigaco de marcar quota
para ella.
Creio terprovado que devenios marchar apar dos co-
nhcciilifutoi da scicncia, c que a despeza de caria um
dos ediiicios he menor do que a despeza que lia de ser
fcita com um s, proporcionada a rious cstabclcchuciHos,
f nibora que ambas sejam maiores doque a de um s ..
O Sr. XavU f Lopes: Logo he contra a econ unia,
O M'. Mavignier : < onlra a economia he o projeeto ;
porque o edificio que elle quer, nao ha de servir para
nada, ao passo que eu com una despeza menor, faco a
divisan propriamente dita, e encimada de maneira,
que pode dar servico immedialaiuente ; n que nosiic-
ceder, sefdrfeila como querem os uobres deputarios,
por que o nao poder dar, sem que loda a obra esleja
concluida.
Voto, pnanlo, pelo ineu artigo substitutivo.
O Sr. Padre Vicente : Sr. presidente, cu cont tatito
com a dignidaife e rrctido desla casa, que nao precisa-
rei de remontar-me a longos argumentos para esperar o
bom resultado da medida que exijo.
I.ii creio que esla assembla se propde nicamente a
promover o bem da provincia, c einprehender os seus
inelhoi-ainentcis sem rrslricces ou excepces algumas.
Trata-se de construir urna cadeia, mi mu edificio com
essa denoniiiiaco na comarca do Rio l'ornioso ; porque
all ha a necessidade que o nobre deputado aprsenla, c
qnc eu nao quero contestar ; mas creio que no mesmo
caso etlao as comarcal de Po-d'Alho c azareth, por
aerem mu! povoadas, terem as devidas proporces e as
mesmas necessidades que allega o nobre deputado etu
favor do .Rio-Formoso.
Portante, estando estas no mesmo caso daquella, nao
vejo urna s rasao por onde sejam preteridas do favor
da le que se discute, e menos que deixem de merecer
casa a mais decidida proteccao, a nao querer incor
rer na justa censura que lhe pode provir da falla de
igual larie na ditlrbuico dajustica. E assim, auiorisan-
do aleiem discussao, que se faja urna cadeia na comar-
ca do Ro-Formo o pelas rases que acaba de expender
o nobre deputado que me precedeu, e riaiirin-se asmes-
mas rases en> favor da emenda olferecida, emendo
que a casa obra com toda justica votan lo por ella. Nao
exijo, comtudo, que se l.c un de urna s vez todas estas
cadeias, porque, em verdade rreonheco a fraqueza de
nossos cofres provinciaes ; mas quero que se marquen)
aunualinente as quotas proporcionacs para taes obras,
al que cheguetn aseu iuteiro aprfcicoamenlo. F. he s
assim que voto pelo projeeto, contando coi a rectido
ejuslica da casa na approvaco da emenda pela qual me
ciiinpre votar.
OSr. Soma Handeira (pelaordem): Sr. presidente, a
coininlsso e'ncarregada de levar sanectio do prsidente
da provincia os actos legislativos da assembla, cutnprio
mi i mi--...... c S. Ex. se diguou responder que os to-
mara na devida considera,,u>, tendo em vista o acto ad-
dicional.
A assembla fica inieirada.
Encerrada a discussao, he o projeeto submettido vo-
do Rio-Formoso, que dau> entrada para a villa pelos la-
dos do norte esul.
Oeclara-se cm discussao o artigo 1.*
Val A mesa e he apoiado o seguinte artigo substi-
tutivo :
(vi.i,,, l.o (substitutivo). 0 presidente da provincia
lica aiiini is id,, para contratar com particulares a factu-
ra de dousaterros e inintes na villa do Rio-Formoso,
que dem entrada para a niesma pelos lados do tul e
norte, concedendo-lhes o privilegio de um pedagio por
lempo sulciente para indemnisacao das despezat.
S. R. Trigo de Loureiro.
O Sr. Trigo de Loureiro: Sr. presidente, ped a pala-
vra para justificar o artigo substitutivo.
Primciramcnte, noto que, a decrelarmos que cites
dous aterios e pontes sejam teitos custa dos cofres
provinciaes, iremos sobrecarrega-los de despezas que
na aci ii.i liria de excedem s suas frcas. Nos vemos que
nos cofres provinciaes se descohrio um alcance que ex-
cede a 200 rontos de ris; demais, esta casa ha decreta-
do urna mu -.id.ule de despezas: portanto, nao ha riti -
vida que j nos nao he possivel decretar fundos para no-
vas obras. (Apoadot.)
O Sr. Xavier Lopes : Nao se decretain fundos; sao s
asleis.
OSr. Trujo de Loureiro: onde os ha de ir buscar
o nobre deputado? Em novot imposlot. Decretar dinhei-
ro para obras que se hao de fazer, he decretar de&pezas.
Portanto_ creio que me exprim muito betn.
Mas nao fui s por essa rasao que mandei .i mesa o
ai'tigu Miustiutivo, mi, i,, a ,|u, in'u .i, ,,m,< iiiuu : eu-
(i niln que o beneficio feito a una povoacao cm particu-
lar, nao doyc ser pago |ior toda a populado cm geral :
beneficios laeseomo o de una ponte, um aterro, &c. ,
nao devem de correr por conla de todos os conlribuin-
les, mas siin daquelles que teem de gozar delles parti-
cularmente. Se se tralasse de una estrada publica, que,
por exemplo, ennduzisse daqui al Hoa-Vista, at aos con-
fn t da provincia, bem a despeza a l.i/ -i devia ser pa-
ga pelos cofres, porque lodos os contribiiinles aprovei-
tavaui com a obra; mas una ponte v dous aterros, isso
nunca, porquanto van proporcionar cominodos aos ha-
bitantes rio lugar.
A' vista do que hei expendido vol pelo artigo substi-
tutivo
O Sr. Xavier Lopes : Sr. presidente, cu nao sei, por
que fai ilid.nle, que mo fado peta sobre a infeliz villa
de Rio-Formoso, nesta casa, quando se trata, pelo fraco
nrgao de um de seus representantes, de reclamar provi-
dencias a respeilo das necessidades mais palpitantes,
mais extraordinarias della. Senhores, todos sabein que
esta puvoaco he utua oaqueiias que concoi ir muis po-
derosamente para os cofres provinciaes, e nao sei por-
que nao se quer acudir s suas mais precisas, mais ex-
traordinarias despezas: a villa do llio l-orinoso nunca
exigi dos cofres pblicos a despeza de uuis real; a vil-
la de llio-Formoso te ni comportado com as despezas ne-
cettariat para a edilicaco de MI matriz, c de mitras
cousas, sem que icnha sirio onerosa de tnauera algiuna
thcsour.iria da provincia....
0Sr. Jote Pedro; Mais urna rasao para naja se lhe
conceder, porque elle pode com asriespoas.
O Sr. Xaricr Lopes : Nao he rasao, para se nao con-
ceder, he rasao para se fazer essa despeza que o projeeto
exige, porque ella he indispensavcl. A necetsiilade, Sr.
presdeme, he lo recuiiheciria, que j em pocas anterio-
res, durante a ndinlniltracSo de um dos presidentes des-
la provincia, relo que o Sr. baro da Roa-Vista, sem
ter consignacao na lei do orcaiuento, mandou orear a
despeza, c tenlou manda-la fazer, por meio de arrema-
ti.au ; e a causa de nao se levar a efleilo, foi o nao ap-
paiccereui licitantes para esseliin...
O Sr. Ferreira (ornes:Nao o poda fazer, era um
abuso.
O Sr, Xavier Lopes : Eu s trago isto para provar
3ue he necessidade que j reeouheceu um administra-
or da provincia....
O Sr. Ti i/o de Loureiro : Para seus lins, talvez.
O Sr. Xavier Lopes: -- Nao sr i disto ; o que sei he que
o administrador da provincia, servindo-se de una auto-
risaco da lei do orcameiito, relativa a estradas publicas,
mandou tirar a planta e fazer o orcamento dessa obra ; o
lini suppnnlio que foi o fazer este beneficio a villa, por-
que emendo que os administradores da provincia sem-
pre procedein com boas iiitencoes....
ImSi-, Deputado : Nein scinpre.
Oulro r. Uepaado: Prouvera a Dos que astiin
fsse /
O Sr. Xavier Lopes: Einqiianto se nao prova o con-
trario, em regra he assim ; nas deixemos a questao po-
li lea, parque isto foi smente para provar a necessida-
de da medida de que faz meiico o artigo primeiro do
projeeto, c que tanto se reconheceu esta necessidade,
que, mesmo um pouco excntrico das quotas consigna-
das na lei do orcamento, mandou-se orear essa despeza,
c quiz pr-se cm execucao a obra. Este argumento pro-
va, sean plenamente, de nina maneira muito positiva a
necessidade ejustici do artigo primeiro do projeeto.
Alas riisse o nobre deputado que ha va de volar contra
o artigo poi duas rases: a priineira e a fundamental, he
a deficiencia de fundos cm que estilo os cofres provin-
ciaes ; e a segunda porque, cnnlendo projeeto una
dida particular, contra dquelies ou custa daquelles
. ..;..,.. lili I ,.'.,.. I I. ._____ 1_____________Lt_ I__
de iUn*\ n: nnlivo para que esta casa deixc d>-
prest,, sen .-.seiitimento a nina tal medida.
Mas, | i gu ii lar ine-ho porque nao voto pela emenda '
Nao voto porque ella vai crear un imposicao um pou-
co pesada, e como que odiosa, para objecto de tao pou-
ca monta. E nem me digam que a cmara devia faier
essa despeza, porque ella nao tcm patrimonio algum,
ao passo que sent a necessidade, que he t.-io grande co-
mo se pode tuppdr, atteodendo a que na barra da villa,
na tua entrada, ha um sorvedouro iinmento, que he cau-
sa de grandes perdat, e que ae pode evitar com urna
despeza de dous, Iret ou quatro contos de ris, que ser
feita quando fr possivel; mas o pedagio be utn imposto
duro, e que recahe obre a ciaste desvalida, tobre a
classe inais pobre, que o nao pode soffrer, nem tem
obrigaco disto todas ai vezet que ae lhe quiter faier
justica. Senhm-es, au lei para que te ha de eitar com
tanto receio de decretar detpezat desta especie, quando
se teem aulorisado outrat menot proveitotat.que tenham
menos o cunho de urna utilidade justificada, guantas
vezes, Senhores. a renda provincial tem tldo distribuida
para lins mullo mais petsoaet? Quantas vezes as contri-
buiciVs populares teem aproveitado aot intereitei de al-
guns com muito menot applcarao a serventa publica, e
tcm achado esla casa rases lo autorisativas, hao pro-
vadas...,
0 Sr. Souza Sandeira Apoiado. Eu me conformo
muito com as ideias do nobre deputado.
O Sr. Vm-i-r Lopes: Mas, quando assim me exprimo,
nao personifico ninguem, nem me retiro etta sessao,
nem lo pouco quero laucar estigma de modo alguin so-
bre nieiis collegas i fallo com relacao a pocas atrasadas,
Por todat "ias rases. voto pelo artiim rio projeeto
tal qual se acha, c contra o artigo substitutivo.
Verifica-te nao haver casa, e lica a discussao adiada.
0 Sr Presidente d a ordem do da para a sessao se-
guinte, e levanta a de boje as 2 horas da tarde.
PROPAGANDA HOMOEOPATHICA.
Sr. inimgo dos impostores. >= Estou prompto a respon-
der nao s as pergunlas que V. S. agora me faz, como
a muras quaesquer que para (liante queira fazer po-
rin para isto exijo soincntc um nico favor de V. S., e
he : que se nao acoberte com a capa do anonymo. De-
clare franca e lealmente seu nome por externo, assim co-
mo eu o tenho feilo em todos os meus artigot; e fique
enlo certo que lhe darei a competente resposta.
I', rn.uuliucn, 23 ric jolln de 1848.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
PRA^A DO RECIFE, 22DE JULFIO DE 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revitta semanal.'
Cambios : Fireram-se diminuta* transaccoei. ..
cambio de 25 d. por LflWOrs.
Algodao.....hntrarainl,I75iaccat.-Odepr|ineir*
sorte foi ollercido a 4/OOD rs. por r
roba s.
Attucar......Nao soll'ieu a I lera cao nos precoi que
obtere na semana antecedente. thp
Siran 160 caixas.
Acrecidos a 90 j\t. por libra.
Ago'ardente- Vendeu-se de 50/000 a 55/000 rs
pipa.
Bacalhao- Chegou um carregamenlo de i 290
barricas, cada una das quaes foi J
dida a 12/500 rs. *en-
Rarricat vatiat Venderam-se a 900 rs. em p,' e a. 700
rs. abatldat.
Ratataa......dem a 1/600 rs. por arroba.
Caf.......dem de2/800 a 2/900 rs. a arroba.
Carne lecca O consumo da semana orcou por dez
mil arrobas As vendas regularam de
2/200 a 2/600 rs. por arroba
Cha hyton Vendeu-te de 1/450 a 1/700 rt. a libra
Cervela......dem a 4/400 rt. a dutia de garrafas.
Familia de trigo-Exittem no mercado 7,000 barricas
Venderam-ie 500 aos precoi de 19/000
a 22/000 rt., conforme a qualidade.
Manteiga Vendeu-se a 280 rs. por libra da de
porco.
Mas- i-, ..... drui a 5/250 r. por arroba.
Palos de Lisboa dem a -291 (tu rs. aduzla.
Toucinho de dito-Idem de 5/000 a 5/500 rs. por arroba.
Vinlio de dito- dem a 109|000 rs. a pipa do de inarci
PRR.
Entraran) 13 embarcaces, e sahirain 7.Esli no
porto 44, a saber : 5 americanas. 1 austriaca, 23 brasi-
leras, 4 francetai, 8 iuglesat, 3 portuguezst e 1 tarda
MoviineiUo do Porto.
taSoe.pprovado, con. a emenda do Sr. padre Vicente, "lr.aUa8- a aberiura Ue nos e
}eu.doxejeitdo oargo.suJ)StUiuiv(o dSff Mavte-iiier- ,racy,.tar os productos da industria e augmentar a rique-
za e illustracao do paiz, e por conseqjicucia augmentar e
favorecer a arrecadaco das rendas publicas: por isso
Segunda discussao do projeeto n. 15, que autorisa o
goveroo a mandar fazer dous aterrqs e ponlct na villa
que gozassem do beneficio beque deve recalar o impos-
to do pedagio.
Ora, emquaulo prmeira difficuldade, o nobre depu-
tado por ceno convir que, se attender smente a ella,
nada poderemos fazer, porquanto ainda nao e sabe o
liinilte do alcance, fraude 011 roubo feilo no thesouro;
por conscqucnca he preciso que isto se verifique pri-
meiro.
Sr. presidente, eu son naturalmente severo economis-
ta dos dinlieiros pblicos, e os nobres deputados que ti-
verem attendida ao ineu procedimento nesta casa, de-
ven) ter reconhecido que com etirito nao estou muito
deaccrdo_na decretaco de toda e qualquer despeza
que nao tender a um ponto de utilidade publica; inas,
quando se trata das necessidades materiaes da provincia
com um fin tal, c fallando econmicamente com um fim
productivo,, eu nao receio volara despeza prrefta....
O Sr. Ferreira Gomes: Mas a obra he municipal, ou
provincial ?
O Sr. Xavier Lopes: Os nobres deputados pdemcha-
mar-lhe como quizerem. mas se me poeui na alternativa
de declarar a miaba opinio, direi que he provincial. ...
O Sr. Ferreira Gomes: E qual he a rasao ?
O Sr. Xavier Lopes :A rasao he porque tende ou alte-
la os interesscs geraes da provincia, ou porque excede
i circulo das necessidades do municipio, porque tende
ao beneficio geral de todos os habitantes que all veirl
i-un seus productos....
OSr. Ferreira (ornes : Logo o calcaniento da ras
do Recite he obra provincial.
O Sr. Xavier Lopes : Nao, Sr.: ha palpavel differenca
enlr urna e oulra cousa, estou bem convencido que a
obra de que faz menco o projeeto he de utilidade geral.
Wat "objeclou o nobre deputado que me precedeu,
com asegiindahypolliese de sera obra de interesse par-
ticular.* Eu nao sei se um 1.11)90 de estrada de um lugar
amule, no lempo de safra, traiisilain miniares de caval-
los cu-regad,1 de productos agrcolas, he urna estrada
de interesse municipal ; para iiiiin, entendo que he urna
necessidade provincial, porque ella altela o interesse
geral, e nole-se que a villa de Rio-Formoso he o centrq,
de 20 legoas cm circunferencia, que veem trazer teut
producios quelle mercado, porque be o ponto de em-
barque mais prompto que teem, porque he a villa mais
cmiiiucrci.il c populosa que se mostra dentro de 20 le-
goas: logo nao sei como esla casa poderla negar-se a
mu.1 despeza de poueds contoi de ris, que tende a fazer
um beneficio urlla villa, benifico que aflecta a outras
povoaces; poique nos sabemos, r. presidente, que as
estradas, a abertura de rios e canaet, sao os nieins de
III 1!' I (I "H i'1' v un II na,
1 \ 11 i u imj r h 11 ti 111111 <> \f
riECIFE, 23 DE JULHO SE 1848.
Ordem do dia para a sessao da assembla, amanbaa
(24): continuaco da de 22 ; leitura de projectot,
pareceres e indicaces ; terceira discussao do projee-
to n. 19 ; pi uncir dos de nt. 31, 33 e 21 ; segunda
do den. 28. __________________
Como distemos n'outra occasiao, os bens do casal do
finado Antonio da Cunha Soares Guimaraea fram se-
cuestrarios por parte da fazenda provincial, logo que se
reconheceu haver um alcance consideravel nos cofres
da respectiva thesouraria, pelo-molivode tenido o mes-
mo finado um dos fiadores do ex-thetourciro Joo ala-
mud Mendet da Cunha e Azcvedo.
Passadot algunt das, o procurador-fiscal entendeu de
ver esteuder o sequestro s lojas que potsucm, na ra
do Crespo, os herdeiros do fallecido e, de feito, conse-
guio que se Ihet fecha sse as portas dos etlabelecimen
los, em fins da semana atrasada.
Entretanto, estes commerctantet provaram, nao s
que 01 bens anteriormente sequestrados sao inais que
-iilln lentes para garanta da fazeuda, seuao tambem que
o facto de terem hrrdado de Antonio da Cunha nao sub-
jeita flanea, prestada por elle, aquillo que porventura
adquirirn) por si inesmot ; e em consequencia ohlive-
ram mandado de levantamento do tegundo sequestro
que sofreram, e que Ihet poderla ter sido bem fatal.
Elles, pois, j se acham comal lujas desembarazadas,
e i mi tiii 11,1 ni a ('iiiiiiiifrnai como dautes.
Correspoudeiicia.
Sr. Redactor. Tendo lirio na Vo: do Brasil, de 19 do
crrenle, um elogio que pelo seu redactor me he dirigi-
do, julgo de ineu dever, dcpo< de agradecers obse-
quiosas expresset com que se diguou honrar-me, de-
clarar que nao posso altribuir esse louvor seno ao tra-
tamentu civil c urbano que coslumo dar a todas as pes-
soas ruin queui cominunico, por ser elle um dos pre-
ccilos que recebi de meus pas quando me educa-
ra 111.
Bordo do brigue-eteuna Canopo, turto eui Pernambu-
co,20dcjulhodc 1848.
Jtfanoel Antonio Vital de Olivara
2. teneute d'armada.
coiviiviEncio.
Alfandega.
ENDIMENTODODIA22........ 5:466/991
Desearregam hoje, 24 de julho.
Escuna Outesie harria de breu.
Hrlgue llrasilian bacalhao.
lirigue Tarujo I mercadorias.
IMFOBTAGAO'.
Brasiliiin, Irrigue inglez, vindo de Tcrra-Nova, entra-
do no crreme mez, consignailo a Me. Calinout & Com-
p inlii 1, manireslou o seguinte :
1:299 barricas coi bacalhao ; aot consignataroi.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 22.
Geral....................2:309/985
Diversas provincia..............160/470
2:470/455
Nopiot entrados no dia 22.
1 f
Parahiba ; 7 diai.hlatebratilelro Santa-Cms, de 22 to-
nelada!, capitn Antonio Manoel Afionso, equipagein
4, carga toros de mangue ; aocapito. '
dem : "1 dias, hiaic brasilriro Espadarle, de 27 tonela-
das, capitn Victorino Jos Pereira, cquipagem 4, car-
ga assucar ; a Joaqun) de Oliveira.
Navio sahido no mesmo dia.
Por tos do norte ; vapor brasleiro San-.Vn/ivK/or, comman- *i
danle o primeiio tenente Antonio Carlos de Azeredo
Coutinhn. Alm dos passageiros que trouxe dos por-
tot do tul para ni do norte leva a teu bordo : para -
Parahiba, Jos Joaqulm da Silva Braga ; para o Mara-
nho, Salvador Cardoso de Oliveira ; para o Para, Joao
de Almelda Pinto.
A'otiio sahido no dia 23.
Rio-de-Janeiro ; brigue bratileiro Sociedade, capilo Ma-
noel Jo iqiiiui Lobato, carga ago'ardente, vinbo e mais
gneros. Passageiroi, Jote Joaquim Vieira, Portu-
gus ; e 6 escravos a entregar.

KIMT.AL.
Miguel Archanjo Honteiro de Anirade oficial da im-
perial ordem da Rota, cavalleiro da de Christo t ins-
pector da alfandega de Pernambuco, por S. M. o
Imperador, que Deot guarde, etc.
Faz saber quc.nosarmazens da mesma, se achanralin
do teinpo marcado pelo artigo 272 do regulamento, 01
voluntes abaixo descriptos, os quaes devein os seus do-
nos fazer despachar dentro de 30 dias contados de hoje,
lindos os quaes se proceder sua venda em hasta pu-
blica, por conta e a custa dos mesmos donos, sem que
Ihes fique direilo algum a allegar contra o etl'eito desta
venda, como he expresso no artigo !74 do referido re-
gulamento. E para que chegue a noticia aos interessa-
dos, manda affixar o presente edital na porta da alfande-
ga, c publicar pela imprensa,
Armazein u. 4, dia 12 dejunho, anno de 1847, vapor
Pernambucana, a Francisco Silvelra Muniz Leal, tein
marca, sem numero, I lata, ignora-te.
Dito n. 4, dia 23 de junho, anno de 1847, Serafina, bar-
ca inglesa, ordem, sem marca, tem n., 6 dilat com er-
vilhas.
Dito n. 4, dia 9 de julho, anno de 1847, Polidora, brigue
hamburguez, a J. O. Elster, sem marca, sem n., 1 em-
lirullio amostra.
Dito n. 5. dia 16 de abril, anno de i846, Arago, brigue
francez, a Joo Saum, R. C, ns. 26 e 27, 2 caixas.
Dilo n. 6, dia 23 de malo, anno de 1846, Laura, brigue
brasleiro, ordem, S 1 V n. 10, 1 caixa com rap.
Dilo n. 6, dia 28 de oulubro, anno de 1847, ipiri(o-
S'iuin. barca porlugneza, a Joaquim da Silva Pereira, 1
lata peixe salgado.
Dito n. 6, dia 13 de agosto, anno de 1847, barcava Flor-
do-Recife, a Francisco Moreira P. B., R, 2 canastrat com
alhos.
Dilo n. 6, dia 14 de outubro, anno de 1847, Esk, barca
ngieza, ao capitn Croktt, J R ns. 98 e 109, 2 barrls coHy-'
entendo que, quando te trata da despeza de um lauco |
CONSULADO PBOVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 22..........1:270/249
i
agoardente.
Dilo n. 6, dia 4 de novembro, anno de 1847,' Espirito-
Santo, barca portugueza, aJ. Goncalves, sem marca e
sem 11., 1 ancorela com vinho.
Dilo n. 8, dia 10 de novembro, anno de 1845, 7'rum-
phante, brigue portuguez, a ordem, C. sem n., 1 caixa, ig-
nora-se.
Dito n. 8, da 26 de julho, anno de 1845, Ermelinda.
barca portugueza, a Jos Justino, sem marca, tem n 1
eiubrulho.
Dito n 8, dia 10 de Janeiro, anuo de 1846, Bella Per-
nambucana, barca portugueza, ordem, A T F V, tem n
1 caixa.
Dito n. 8, da 7 de marco, anno de 1846, Empresa, bri-
gue portuguez, a Emilia A. Teixelra, 1 embrulho.
Dito n. 8, dia 15 de junho, anno de 1846, ConeticSode-
Maria, brigue portuguez, a Manoel C. P. de Mendonca,
1 embrulho impretsos.
Dito n. 8, dia 18 de junho, anno de 1846, dita dita, a
T. A. Fonseca, T. C. ni. 120 a 124 e 127, 5 caixas com
rap.
Dito n. 8, dia 16 de Janeiro, anuo de 1846, Espirito-San-
to, barca portugueza, a Joo Antonio Maciel, diamante
M, n, 2, 1 caixa com espora de ferra.
Dito n. 8, dia 18 de Janeiro, anno de 1847, Reliance, bri-
gue inglez, ordem, tcm marca, 1 barril ignora-te
Alfandega, 21 de julho de 1848.
Miguel Archanjo Monleirode Andrade.
Oeclaragoes.
PARA OS PORTOS DO SUL.
O paquete brasleiro a vapor San-SebastiOo, coinman-
dante A. X. de N. Torresao, deve estar aqu dot portos
do norle al 26 do crreme, e partir no dia seguinte
A admlnistraco geral dot eitabrlecimentos de ca-
rdade manda fazer publico, que no dia 24 do crrente
pelas 4 horas da tarde, na tala das suas sesses, contra-
ta o rornecimento da carire verde de que preclsarem os
mcsnios ettabelecimentot. Ot prrteudentet deverao
pretentar-se no lugar e hora aprazados.muoidoide tuas
propostas.
Aduiiuislraco geral dos eslabeleclmentos de caridade,
i7deju|hodel848.
Oescripturario,
F.A. Cavalcanle Coutlliro. '/
I


i--.
JIZO DOS FEITOS DA FAZENDA.
Emeumprimenlo portarla do Illm. Sr. Dr. iuii do.
feilos da fazenda, datada de 19 do correle, declaro e
faco publico a todos os devedores ficaes, que as cusas
devidas por qualquer mandado exccutlvo, pagas anti
pronedido o aequettro ou pcimora, So as seguintes
Asignatura do mandado para o juiz .- 150
3
, pagas antes de.
aa gula 200
Da gula ao etcrivio Do maudado ao escrivao . 500 120 350 62Q
lis. 070
A MENTIRA N. 2
Aos oftk-iacs de juttica, de cada urna cltacao, 400 rls,
e logo que se effectuar o sequestro ou peohora, pa-
garo inais 1/200 rs. aos ditos officiaes, e um por cento
ao solicitador da quantla devida, assim como as cusas
que occorrerem depois da accusacfie da acco cm audi-
encia, para cujo fin se lar a conta respectiva, que ser
assignada pelo mesmo Sr. Dr. juii dos feitos.
Recife, 21 de julo de 1848.
O solicitador da fazenda publica,
Francisco Antonio Coussciro e Silva.
acha-se venda nos lugares do costume.
Oabaixo assignado fazselente ao publico que, ami-
gavelmente dissolveuasocledadeque tinha coin Fran-
cisco Tavare* da Silva na venda da ra do Raugel, n.
10, que gyrava debaixo da firma de Francisco Jos da
Costa Si Compaohia, lcando o mesmo annunciante
obrigado a indemnlsar todas as dividas contrahidas por
aquella Urina at 22 dejulho corrente. Recife, 23 de
Julho de 1848. = Francisco los da Costa.
Offerece-se um rapaz brasileiro, de lOannor, com
bastantes habilidades, e que Talla e traduz francez, para
caixeiro de escriptorio ou de cbrancas, neata praca :
quem de seu prestimo se quizer uliliaar annuncie.
Tiram-se passaportes
para dentro e fra do imperio, com multa brevidade, e
por menos que outra qualquer pessoa ; assim como co-
bra-se qualquer divida por porecotagem, preslando-se
Manca para isto: quem pretender dirija-sc ao largo do
Collegio, loja de llvrosdo Sr. Dourado, que seinprc acha
r a pessoa habilitada para o fim cima.
Publioagao Luterana.
Est-te concluindo a impretsao do resumo Da histo-
riado Brasil .composta pelo professor publico Salvador
Henrlque de Albuquerque.
Este resumo, alein de conter o mala interesaante da
nossa historia, val intermediado por bellas estancias do
foenia Caramur composico do nosso patricio Fr.
asa de S.-Rita Durao c para darmog urna ideia de sua
escolba ahi vao as seguimos collocadas no lugar em
que se trata da revolucao de Peroaiubuco contra es
Hollaodezet.
Urna pessoa com pratica de escripia
commercial, e bonita lettra, propoe-se a
escrever as horas vagas, nos domingos
C dias sanios, comSimpeza, medanle m-
dico estipendio : quem precisar, annuncie.
Ensillarse por casas particulares as
primeiras lettras, a 3,ooo rs. mensaes
mais de um alumno, com todo o esmero :
quem quizer, annuncie.
-- Domingos Antonio Braoco retira-se para fra da
provincia.
= Jos da Silva Campos embarca para o Rio-Grande-
do-Sul o seu escravo de nome Jos de nacao Angola.
DENTISTA.
M. S. Mawson, cirurgiao dentista, lem a honra de an
nuociarao respcitavel publico que contina a exeroer
todas as operares inherentes a sua profissao, como se-
jam : tirar denles, chumbar com ouro e prata collo-
car denles novos inais perfeitos e duradores do que os
proprios naturaes: ludo com a maior perfeicao possivcl,
c com a maior comniodidade era precos na casa de
sua residencia na ruadoTrapichc-Ncvo, o. 8.
Joto Fernanda Vitira fol na empresa,
O Instrumento da patria liberdade,
Here que soube usar da gra riqueza,
Libertando o Hrasil desta impiedade :
De amigos e prenles na defeta,
Tentou furtivamente a sociedade,
E cmo a pedra estatua de Nabuco, -
O Belga derribou dePernambuco.
Nomeou cabos, tropas, companhias,
Pedio scrnrr<> fnvacou prudente,
. Expuiid do Hollandez as Ivrannias ,
Aogovernobrasilico potente :
Avisa sem demora Henrique Dial,
Capitao dos Ethiopes valente,
E o forte Carnario que em guerra tanta,
Com os seus Carijs o Belga espauta.
Leva no fim este resumo os ndices chronolocicos
seguintes : um dos reis de Portugal desde D. Alfonso
Hcnriques at D. Joao VI; outro dos governadoies ge-
raes do Krasll desde Thom de Souia at D. Marcos de
Noronha e Brito ; outro dos papas desde Alexandre VI
al o SS. padre Pi IX que actual c felizmente reina ; e
outro fioaluiente dos bispos earcebispos do Brasil des-
de os priineiros at os actuaos.
A Isto segue-se dous inappas dos hachareis formados
as duas academias jurdicas de Olinda e S.-Paulo e fi-
nalmente a lista dos Sr's. assignantes.
A impresso deste resumo, que pouco exceder de
400 paginas be a inais limpa possivel em multo bom
dape! e em formato de c'.Uvo fr.ucez.
As asignaturas alada se recebem at o fim do pr-
ximo mez de agosto nos seguintes lugares : livrarias do
Sr. Figueira praca da Independencia ; do Sr. Dr. Cou
tinbo esquina defronte do Collegio ; do Sr. Roma, pa-
teo do mesmo Collegio ; do Sr. Cardo/o Ayres ra da
Cadeia do Recife ; e em Olinda, ra de Mathias-Ferrci-
ra n, 6. freco de cada assignalura he 3/ rs. pagos
ao recebera obra.
Avisos 'martimos.
-Para o Loar tahe, com multa brevidade por ter
parte da carga prompta, a sumaca Flor-do-Angtlim : para
o restante e passageiros, trata-se com o mostr, Ber-
nardo de Souza ou com Luiz Jos de S Araujo na
ra da Cruz, n 26.
Para o Cear pretende sabir com inuita brevida-
de por !er a maior par c.a carga prouipta a sumaca
Carlota : quem na mesina quizer carregar, ou Ir de
passagem dirija-se ao inestre Jos'Goncalves Simas uo
a Luii Jos de Araujo, na ra da Crui, n. 26
Para o Havre segu vlagem por estes dias tendo
o carregamento prmpto a barca franceza Julie ; re-
cebe smente passageiros, para o que tem excedentes
couiinodos : os pretendentes dirijam-se aos consignata-
taiios fi. I.asserre & Compaohia, na ra da Scnzalla-
Velba. n. 138.
Para o Maranhao deve sabir o patacho Laurentina :
quem no mesmo quizer carregar ou ir de passagem, di-
r I ja-te a ra da Cruz, n. 64.
Para o Aracaty sahe, com-inuita brevidade, por ter
a maior parte da carga prompta, o patacho Anglica : pa-
ra q restante e passageiros,para o que tem bons comino-
dos, trata-secom o capitao, Manoel Antunes de Oliveira,
ou com Luis Jos de S Araujo, na ra da Cruz, n. 26.
Para o Aracaty seguir com inuita brevidade, por
ter grande parte do seu carregamento prompta, o hiate
nacional Tentador, forrado e pregado de cobre i para o
restante trata-se com Silva bi Crillo, na ra da Mocda,
n. 11.
Para o Rio-de-Janeiro segu, at o dia 30 do cor-
rete o patacho nacional Novo-Temtrario: para o res-
to da carga, trata-se na ra do Vigario, n. 5.
Precisa-sj alugar urna escrava para
o servico interno de urna casa de pouca familia, que
saiba bem cntaboar, comprar na ra e cozinhar; dando-
se-lhe o sustento e lO/ra. mensaes: na Solcdade indo
pela Trompe, lado esquerdo, segunda casa nova, n. 42,
junto das do Sr. Herculano.
Guilherme Soares Hotelho faz certo ao corpo do
- ninn.p,,.|M ,,,. Francisco Tcls da Silva nao tem mais
ingerencia em um seu armazem de carne secca, c por
isso nao se responsabilisa por qualquer compra que o
mesmo Silva faja.
Alfonso Saint Martin, coin loja na praca da Inde-
pendencia, n. 38, tem para vender chapeos de seda do
ultimo gosto para senhora, Igualmente de palhinha; ri-l so oncarrega de fazer toda a qualidade de Bbilis.
eos cortes de seda para vestidos; ricas manteletas, igual-1 qU se poder dosejar, por ter recebido desenlios das
mente na ultima moda, chales e mantas de seda, etc., mobilias modernas que agora se usam em Franca
etc., eleva-se em qualquer casa para se ver: os amado- i o y
- Preclsa-se de um amassador: na padarla de aun
s.-porta, na praca da S.-Cruz, junto ao sobrado.
Um rapaz brasileiro, de boa con-
:ta se offerece para caixeiro de ra de qualquer ca-
. de commerrio para o que d fiador Idneo
o seu prestimo se quizer utllisar dinja-se a
lartj ros, n. 142, pjimeiro andar, ou annuncie.
Idneo : quera
ra don

Compras.
--- Pugi, marceneiro francez,
na ra Nova, n. *.v caba de recebar, psio navio Z -
lia, um sortimento de trastos Je mogno, domis
modorno gosto j bem como folhas du Jacaranda,
mogno e uulras madeiras do folear ; ferramentas
propriasde marceneiro;. e papel de lidia. O mesmo
res de cassar que tiverem de comprar espingardas de
multo alcance, pdem procurar jia mesina loja cima,
pois que as ha chamadas--pateiras, sao multo leves,
cnolevain inais cargado que se fsse para una lazarina.
Precisase fallar cornos filhos ou herdeiros do fal-
lecido Joaquim de Souza natural de Portugal da fre-
guezia de Farnello, afim de se coinmunicar mu nego-
cio por isso dinj im-se a ra das Cruzes u. 22, se-
gundo andar ou annunciein suas inoradas.
Unjo, 24 do corrente a porta do Illm. Sr. doulr
juiz de orphos pelas 4 horas da larde, se ha de ar-
rematar urna morada de casa de dous andares sita na
ra da Aurora penhorada a D. Isabel Busa Carueiro
Montciio.
Thom Ferreira da Silva Coimbra subdito portu-
guez, relira-se para Lisboa aonde offerece seu pres-
timo na quella capital a seus amigos.
Preclsa-se de um menino portuguez de 12 a 14 an-
uos para caixeiro de una loja de fatendas : no \terro-
da-Boa-Vista, n. 2l.
Precisa-se de umforneiro : na ra Dircita, padarla
n.82.
-- Precisa-se alugar um preto bom amassador : as
Cioco-Ponlas, n-30.
-- Aluga-se um preto padeiro c um molcque para o
servico de casa : a tratar no Recife boceo do Abreu ,
casa de Jos Caelano.
Oabaixo assignado roga aos Srs. rendeiros e fo-
rciros dos engenhos e terrenos pertenceutes ao hospi-
tal deN. S. do Paraiio que bajam de satisfaier, quanto
antes os pagamentos vencidos exhibindb nessa occa-
siao os recibos e clarezas que tiverem cm seu poder.
Leonardo Antunes Ueira llenriques.
Ofl'erece-se um rapaz acaboclado, de 18 anuos
para criado, ou pagem por saber tratar de cavallos e
ser do mallo : quem de seu prestimo se quizer utilisar,
dirija-se a ra do Llvramento, n 9.
Alugam-se as seguintes casas : um sobradlnhode
un andar com sotao, lojas e quintal na ra do Sebo,
n. 50 ; urna casa terrea ua ra da linio ou Sevc, n. 1
por 10/ rs. mensaes; as lojas do sobrado do pateo da
S.-Oruz n. 14, por 7/ rs. mensaes; urna casa terrea
novainente rectificada uas Ciuco-l'ontas, ra dos Bair-
ros-Uaixos n. 24, por S,/ rs. mensaes : a tratar no es-
criptorio de F. A. de Oliven a na ra da Aurora, n. 26.
Urna senhora' brasileira, que j tem pratica de
ensino por ter ensinado algumas meninas de sua fa-
milia e de pessoas de sua amizade delibera-se a acei-
tar inais algumas sendo de boas familias ; quanto ao
seu ensino he de primeiras lettras, ler, escrever ,
contar, grammatica portuguez, arithmetica, doutri-
nachristaa costura chaa bordar de seda lacada, sus-
to, matiz de froco de ouro e tapete ; assim como 11
'.::::;.:.- tanto jiussado Civ i,. ... marcar uc di'ereii-
tas qualidades. Roga-se aos pais de familia que de seu
prestimo sequizerem utilisar,dirijam-se a ra do Ara-
gao, n. 32.
Leilao,
-- O corretor Oliveira far leilao em o armazem de
JooKeller & Coinpanhia napresenca do cnsul da re
publica franceza e por conta e risco de quem perteu-
cer de urna caixa contendo 258 cortes de cassa para
vestidos avarlados a bordo do navio francez Cesar, ca-
pitao Billard, aportado a este porto ein 30de junho pr-
ximo passado: hoje 24 do corrente as 10 horas da
nanhaaem ponto.
Avisos diversos.
A pessoa que annunclou, oo Diario n. 16j, precisar
de urna ama com as qualidades que apona, v ra do
Collegio, o. 16, segundo andar.
Aluga-se urna escrava fiel, sem vicios, que saiba en-
goininar, cozinhar e tratar de um meiiino, e um escravo
fiel, para todo o servico de casa e ra, para una casa es-
irangeira i na ra do Trapiche-Novo, n. 8, terceiro andar.
-- Antonio Carlos Pereira de Burgos Punce de Len,
pelo prsenle, participa a seus amigos c a quem convier,
que elle mudou a sua inorada para a ra Uireita, sobra-
do de um andar n. 16, que faz esquina para a travessa
de San-Pedro; c contina a receber correspondencia
dos senhores de e'ngenho que quizerein consignar-lhe
as suas safras.
Roga-se a qualquer1 das pessoas que fdrain herdei-
ras, ou mesmo parelas da fallecida D. Francisca Mara
da Silva, que dlzem inorrra nesta cidade, dcapparecer
na. ra da Cruz n. 10 ; pois mniio se deseja fallar com
( Qualquer dessas pessoas para negocio que Ibes diz res-
uelto, e que lhes rnteressar.
MUDANCA.
3jB| D. W. Ilaynon, cirurgiao dentista, dos Estados-
BBHTUnidos, respetosamente noticia aos seus amigse
peitavel publico, que tem mudado a sua residen-
cia da casa n. 40 da ra da Cruz do Recife para a de n.
26 da ruada Cadeia de Santo-Antonio, terceiro andar,
aonde ltimamente resida o retratista americano Frcde-
rcks, e aondedaqul cm diante o annunciante lora mul-
to gosto de receber os que precisarcm dos seus servi-
dos professionaes.
Chegou um bom sortimento de louja da 'labia e
o bom simme daCachoelra.em latas de libra at niela,
para os amantes da boa pita ; abanos em milheiro in-
do se vendo por proco com modo : na ra da Lapa no
Forte-do-Mallos, armazem n. 6.'
-- Precisa-se alugar uina casa terrea, ou um sobrado
de um andar que tenha commodos para uina grande
familia quintal e cacimba na Boa-Vista, ou S.-Anto-
nlo : quem tiver annuncie.
Aluga-se urna parda captiva que cozinha e trata do
inais arranjo de una casa de familia por proco com-
inodo ; a tratar no Aterro-dos-Afogados, n. 187, a qual-
quer hora do dia.
Preoisa-se alugar uina preta para vender na ra:
quem yver annuncie.
Precisa-se de um pequeo portuguez para cai-
xeiro de veqda : na ra Augusta, n. 94.
Quem annunciou querer comprar dous dicciona-
rios ingleses do autor Vicira dirija-se a ra Velha ,
n. 54.
Agencia de passaportes.
Na ra do Collegio, n. 10, c no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-se a tirar passaportes tan-
topara dentro, como para fra do imperio; assim
como despacham se escravos: tudo com brevidade.
ATERRO-DA-BOA-VISTA N. 16
Pommaleau, cutelleiro e armeiro
tem a honra de participar ao respcitavel publico que re-
cebeu de Franca pelo ultimo navio um sortimento de ar-
mas franeczas, espingardas, pistolas de montarla, supe-
riores espoletas de marca G, tudo quanto pertence a cu-
tellaria, finas navalhas das quaes se garante a qualidade,
estojas com lodos os pertences para homein, brides, es-
poras, chicotes*, bengalas, estribos, cabecadas, polvari-
iilio, chumbeiros, esponjas grandes, massa para aliar
navalhas, potes de banha preparada para conservar o
lustro do ac e prohibir que se enferruge, fundas de to-
das as qualidades e feilios, assim como outras multas fa-
tendas, tudo por preco cominodo.
. Roga-se ao Sr. Jos Joaquim Vieira, que haja de
se nao retirar para fra da provincia tem que prtmei-
ro v liquidar suas contas que tem com o Sr. Joa-
quim Jos Goucalves Braga.
H CHAPEOS !)E SOL
lina do Pasma-Publico,
Nesta loja lia presentemente um complato sorti
ment do chapeos de sol modernos, tanto de panni-
nho como de seda furta-cres o do mais cores co-
nhecidas; ditos para homom, sonhora, meninos o
meninas ; giiarda-chuva para o lempo de invern ; e
guarda-sol. Estcsubapos s!Tn laobam construidos,
que so afianca a qualidade ; sao de marca grande ,
com 32 pollcgadas o proprios para este lempo por
serem de seda e do panniibo trancado. Nosta fa-
brica ha sedas de cores e panninhos trancados e
lisos de todas as cores para cobriV. qualquer arnia-
Qio de chapeo de sol : tambem se con certa qualquer
chapeo do sol, e vendem-se baleias para vestidos.
-@<
NOVO PAO DK PROVENCA.
0 propietario da padaria e pastellaria franceza J
do Aterio-da-Iloa-Vista, n. 50, desojando agrada.- W
cada vez inais aos seus freguezes, resol veu offerc-
cer-lhcs um pao que se fabriaa em Provenca por Qp
ff\ um prncesso mu i lo difireme do ordinario, e que, *^ exigiudo larinha das melhnres qualidades, mere- V
M ce a preferencia do publico pela sua alvura, Qk
^^ pureza e delicadeza de sua fabrieajao.
S se farao paes de 40, 80 e 160 rs., e ser fcil C
conhec-los pela sua forma oblonga c elegante. ,.,
Principia a vender-se tcrca-feira,25 do corren- T)
0& te julho de 1848. *
^ a mesma casa contina-se tambem a vender jj
Q boiinhos para cli de tudas as qualidades, e um- @
^ bem a enfeitar bandejas ricas, para bailes e sa-
-- Coi.ipra-se uina padaria j afreguezada com pou-
cos fundos, dando-se inelade de seu valor a vlsu, e
sendo em bom local: quem tiver annuncie..
Coinpram-sc 200/rs.de cobre por 200/500 rs. em
papel: no arougue de Joao Dubois o. 6, ou no cobra-
do n. 8, na ra larga do Rozarlo.
Comprase a geometra e trigoometria de Lacroix:
na ra larga do Rozario, n. 14, junto a botica do Sr. los
Maria Ramos.
lompra-sc urna balanfa com os competantes pe-
sos de duas arrobas at urna libra para armazem de
carne : na ra de S.-Rita, n. t9I.
Compram-se dous pares de mangas de vidro, li*a*
e perfeiumente irmaas: quem as tiver annuncie.
Vendas.
Ofl'ercce-sc una pessoa habilitada para tirar pas-
saportes e foihas corridas por preco multo commodo :
na na Nova, n. 67, se dir quem lira.
Precisa-se de una uiulher branca ou de cor que
teja moja para ama do interior de urna casa de um ra-
paz (brasileiro : paga-se bem : quem quizer annun-
cie.
-- Antonia Pereira de Miranda faz saber a todas as
pessoas que tem penborcs de ouro e prata em seu poder,
os vao.resga'sr no prato de nilo dlSSido contrario os ver.
der para seu pagamento, visto ter de relirar-se para f-
ra do imperio.
Manoel Joaquim Goncalves e Silva,
na ra da Cruz n. 43, faz saber a seus freguezes, que
pelo ultimo navio, viudo da Kahia, Ihc ha chegado um
completo sortimento dos inelhorcs charutos all fabri-
cados, como seja, quem fumar saber, os verdadei-
ros San-Folix, caradores e regalo de Ilavana.
l'i i londc-se alugar um primeiro ou segundo andar,
ou tambem una casa de ums andar, para urna fami-
lia, em qualquer um dos bairros desta cidade nao
sendo em ras exquesitas, c paga-se bem : quem o ti-
ver annuncie por este Diario.
Jos da Costa Jorge, Portuguez, rctira-sc para o
Rio-dc-Jaiieiro.
Precisa-se d,c un moco portuguez para caixeiro de
venda, cque tenha pratioa : uo'Portc-do-Maltos, ra do
Codorniz, n. 8.
Precisa-se de pelas para venoerem pao pagando-
so- lhes a vendagem, sendo sb responsabiiidade de seus
senhores i na ra Direita, padaria n.,26.
Alugam-se mobilias da forma que convier ao fre-
guez, pagando inensalmcntc ; bem como carleiras para
oificlos e festividades, por preco uiuilo commodo : na
ra Nova, armazem n. 67.
*0 abaixo assignado faz sciente aos
seus amigos e freguezes que mudou a sua
loj do sobrado n. 29, junto botica do Sr.
Dr. Ignacio Nery da Fonseca.
Joo Antonio de Saboia
-- Precisa-se alugar um preto que seja bom co-
peiro para o servico de urnas familias estrangeiras :
na ra do Trapiche-Novo, n. 10.
Precisa-se de 4 serventes de pedreiro para urna
obra qa estrada da Magdalena eutre a pontczinha e
a ponte grande sendo o jornal de qualro ceios e oi-
tenta rs. : quem tiver, ou todos ou alguns pode dirigir-
se a ra Imperial n. 79.
Hcorique Luiz subdito americano e sua mulber
retiram-se para fra da provincia.
--Tem de ser arrematado em praca publica, pelo juizo
da segunda vara do civel, no dia 26 do corrente, pelas 4
horas da tarde, .porta do Sr. Dr. Juiz do civel, na casa
de sua residencia, na ra da Madre-dc-Deos, duas mo-
radas de casas de sobrado, sitas na ra da Prala desta
cidade, avahadas cm 12:000/000 de reis cada urna, por
execuco de Jos Joaquim Theotonio e Maria da Con-
ceicao do Coracao de Jess contra Joao Thomaz Perei-
ra e sua mulher: os pertendenles devero concorrer
no dia e hora indicados, por ser esta a ultima praca.
= Offerece-se um pardo forro, para criado copciro
c todo o mais servico relativo, que d fiador de sua con-
ducta e da pratica desle servicos : assim como uina
mullior costureira, para una casa estrangeira : quem
pretender dirija-sc a ra Bella n. 43, que se dir quem.
= Offerece-se nina mulher para ama de casa capas,
de portas a dentro: quem precisar dirija-se a ra da
Lingota, n. 3, que se dir quem he.
Na ra a Giiia i. 22, segundo andar, vendem-
se 5 escravas .sendo : duas lindas pardas, que engoin-
mam, cosemchao cozinham e lavain de sabao ; dous;
lindos molequesde nacao de 16 a 18 annos proprioi
para lodo o servico ; uina crioula de 26 annos, que co-
zinha lava de sabio e vende na ra.
Vende-so um escravo de ba figura sem vicios ou
defelos : na ra da Moda junto ao Sr. Leopoldo se-
gundo andar.
Vendem-se travs de boa qualidade;. na ra do Quei-
niado, n. 4.
\ eiide-se un pro lo, perito ollieial de sapateiro, de
idade de 20 annos, sem vicios nem achaques : na ra es-
trella do Rozario, n. 43, segundo andar, se dir quem.
Tende.
Curso de aire to civil,
ou comino otario s instituices de Pascoal Jos de Mella
Freir sobre o mesmo direito, pelo doutor Antonio Rl-
beirode LizTelxeira, lente de direito na universidade de
Coimbra 3 grossos volumes boa cncadcrnaco e com
margens para apontamcr.tos. Esta importante obra de
direito, recentemente publicada, he de mxima ulill-
(I ido para as pessoas que estudain a jurisprudencia pra-
tica c que seguem a carreeira do foro : vende-se na II-
vraria da esquina do Collegio.
Farras novas :
Depois de meia-noitc ; o Primo d'impofia ou ettapafur-
dio logrado; a I.ograco; e outros inultos, chegados de
novo mesma livraria onde igualmente te acha urna
collecfao de dramas dos melliorcs e mais modernamen-
te publicados.
No pateo do Collegio, primeiro an-
dar, junto da casa amare ha lia para vender, perten-
cento a urna senhora que se retira uina boa preta mo-
ca, que cozinha, eugomma c faz o demais servi{o de
una casa.
Chocolate amargo de musgo islndico,
ou thesouro do pito} preparado por
Mr. J. G. C.
As afi'ecces do pcito olferecem todas um symptoma
geral e constante. A tosse essa doenca to coinmum
quando descuidada, to graves sao suas consequencias
quanto parece ligeira em seu principio ,- tao matadora
. por si so como todas as outras docncas que contrnela
A a especie humana nao tinha para conibale-la e destru-
la um medicamento especial c nico. Tadas as pastilhas
c xaropes quetcem apparecido et hoje, teeni sido im-
potentes.
Yidjem acontecido islo com o chocolate de musgo
preparado por J. G. C. O principio que forma a sua ba-
se principal offerece propriedades incontcstaveis e re-
conhecidasdepois de milito lempo c niuguem ignora
os felizes resultados da sua applicaco em todas aa
plileumasias agudas, ou chronicas, do pulmo -atl'ec-
caodo peito phtisica, defluxo, tosses etc. para dar
mu ao estomago abrir a vontade de comer conser-
var as gengivas e o bom alito matar as loinbrlgas
principalmente as enancas
Toma-se puro mascando-o, e pde-se tomar tambem
combinado em agoa como outro qualquer chocolate r
com leitc tomandn-se urna das ilusos marcadas em
ii na cha ve na dos ditos lquidos un" inais de uina con-
forme a gravidade da doenca.
Vcnde-sc nicamente na ruado Queiniado n. 16, lo-
ja de Jos Dias Si infles.
4 livraria da esquina do Collegio acaba
de receber do Rio-de-Janeiro os
SEGUNDOS CANTOS
do Ilustro poeta brasileiro Antonio Goncalves Dias 1
v. de 300 paginas cm grande oitavo de ntida impresso
c ptimo papel preco 4/ rs.
Farinha de mandioca.
No armazem de farinha da ra do Collegio, n. 21, ha
una poican de saleas com farinha nova c de boa qua-
lidade por proco commodo.
Vendem-se saccas coin inilho a ifl ; rs. na ra da
Cadeia de S.-Aotonio, n. 21.
-- Vende-se um mulalinho, omito proprio para pa-
gem de 10 annos : na ra dos Tanoeiros, o. 5.
Vendem-se, para fechar uina conta 414 meiot de
tola, por proco commodo : na ra dot Tanoeiros, n. 5.
No fim da ra da Aurora, n. 4, vende-se umjogo de
tambores amigos aguilhfles, rodetes duas meiat cal-
deiras tudo por milito barato preco.
-- Vende-se uina escrava parda, de 31 annos de idade,
(din militas habilidades, menos engommar, e que he de
uina conducta ejemplar, com duas filhas claras e muito
bonitas, urna de sene annos, a outra de cinco, cujas es-
cravas s se vendein a pessoa que as queira possulr;
vende-se por se senbor se retirar para fra do imperio:
quem as pretender dirija-se defronte do oitao do thea-
tro novo, n. 11.
= Vende-se a boa venda da esquina da praca da Roa-
Vista n. 2; a tratar na ra de S.-Rita, n. 85, ou atr*
da matriz, n. 4.
Vende-te, por motivo que se dir ao comprador,"
um escravo moco, de bonita figura, sem vicios nem acha-
3uet, entendedor de plan taces, c boro hortelo : na ra.
o Hospicio, u. 9.
Vendem-se caivetes finos; te
sutil s de nnbas e de costura ; ditas de
alfaiates, feitas em Guimaraes ;. sacarro- -
Ibas de patente ; campanillas de cores ex-
quisitas ; machinas pBra ilhoxes a i,aoo>
rs ; cssticaesde vidro a a,400 rs. 0 par :
na loja de qualro portas da ra do Calin-
ga, n. C- do Duarte.
Vendem-se bilhetes par vioho da Madetra, dito
do Porto, ditos para agoardente de Franca c aniz e li-
cores : na praca da Independencia, os.6 e 8.
. Veodc-se sal do Ass c palha de carnauba, chegado
ltimamente : na ra da Moda, n. 11, atratar com Silva.
6 Grillo.


^^"r
M

i
> Vendem-sc acges da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira limaos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vende-se una preta de 22 a 24 annos, que engoni-
ma com toda a perfeifao, cose, cozinha c faz todos os
uiais arranjos de una casa : nao se duvidando dar para
se experimentar: na ra do Rangcl, n. 11, primeiro
andar.
__ Vendem-se escravos de ambos os
sexos, de bonitas figurase setn achaques :
na ruado Crespo, n 4> ou n0 Passeio-
Ptiblico, n. 17.
.- Vendem-se calas de macarrao muito bom a '; 3/000
caixa Je 25 libras : no arinaiem de Francisco Dias Fer-
reira.
Vende-se una ptima morada de casa terrea ,
tita na ra Augusta com meia-agoa para a ra do Ale-
crim ; un terreno junto a dita com alicerces para
duas casas ; cento c quarenta palmos de terreno com
cerca de doqs mil palmos de fundo desde a ra do
Aleerimat a beiradorio .-tudopor prefo muito com-
modo : a faai Coiu JuUouiuiTeixoira KOlSOtO ra
da Concordia, 11. 25.
-- Na ra do Queimado, n. 30, ha pannos de.boni-
tas cures, proprius para palito* e sobrecasacas, as-
sim como chapeo de castor, pelo barato preco do
5/000 rs.
SUI'F.lilOK FAREI.O, A 4,000 rs.
Vcndom-se suecas com farelo fino de Triesto, che-
gado ltimamente, o qual he o melhor de todos qiio
aqui tein aportado, por ser o mu is nutritivo! ein casa
do J. J. Tasso Jnior, ra do Amorim, n. 35.
A sublime banha Jronceza.
Anda rxistem alguns potes delta sublime banha, con-
tendo cada un 2 libras, por 1/(300 rs. : na ra larga do
Rozario, n. 24.
A i|ooo rs. ,
ancoretas coin azeitonas superiores : ven-
dem seno caes da Alfandega armazeiu
n. 7, de Francisco Dias Ferreira.
Cera de Lisboa
Na ra da Cruz, n. 60, vende-se a me-
lhor cera que ha no mercado, em caixas
de todos os tamaitos, vontade dos com-
pra 01 es, e niais barato que em outra
parle.
n'"
' oiieznq op e3jb| tna cu : 'oa 'eAoasa sct||ii/.vu 'ci
-nosj) 01110.1 eqieq c jjzcj caed ojdssjsju o optuj
-uoa uw9c|.\ cied seudod scimuco scuEssjajti se
iti.ipttjA jb mi .ipiii 1 : ni i.i!'.|n 1 1111.| 1 11!> no cpiuzej .unb
-jLil JS3JEU1 tfu 510 opj.lUllUO.? <~tp EC". jjiii|lii'
eacd ovnis uin inoa sejuidei3id.il scxioa scijcssao
-.111 1 imiii se iij mi 1 >i 111111111 p ,i)s.i jod as-uijpiuA
sj 5,- joj
Vi'ndem-sc, por muito coininodo preco, duas ca-
noas do couduiir agoa que scrvrm para almos; nina
bomba de ferro, muito bein feila ; duas ditas de slcu-
pira ; uin relogio de parede ; uina balaiifa grande com
traeos e dillcrcnlcs pesos : na ra Nova leja n. 33.
YBNDEM-SE
collcc^oes de vistas de Per-
nambuco ,
sendo as da ponteda Roa-Vista,ponte do Recife,Bom-
Josus, Olinda, l'oeo-ria-P.inellao Cachang, feitas ao
"ic-icico i!d sociedade da lerirniCcnCia iicuua 6
suissa : no arniazotn de Kalkmann & Rosenmund ,
no hotel Pistor, as lujas dos Srs l.ui/ Antonio Si-
qora da Son. viuva Cardozo a y res & Filhos, na
ra da (adela do Recife ; as lujas dos Srs. Santos
Hevea c\ (iuinaries na ra do Crespo ; do Sr. Jos
de Al'Miquer SimOes do Amnral na ra Nova ; e do
Sr. J. Chardon no Aterro-da-ltoa-Visla.
Chegiiem,fregtiezes,a loja nova do Pas-
seio-Publico, n. 5,
paredec meiada fabrica de chapeos de sol de urna s
porta vendem-se chita* escuras a 120, 140, ICO e 180
rs. o covado ,c a 4*500. 5/, 6fc6/5u0.a pcfa; cortes de
calcas a 10 rs. ; pelle do diabo, a 200 rs. ocovado ; ma-
dapoln a 3,200 e 3/800 rs. muito fino, a 4/200 r.,
de patente, a 4^800 e 5/200 rs. a peca ; corles de eassa a
2/, /MO 2/500 e 3# rs. ; chapeo de sol, de seda pela
de armacao de ac a 5/500 rs ; e oulras umitas falen-
cias por preco commodo.
= Vendem-sc 6 duzias de cadeiras com assento de
pathinlia e que sao muito frutes todas ou a duzias :
na ra das Trinelieiras, n 36.
Vendeui-sc coifas e meias ditas de lita de diversas
cores e padrdes, do melhor gosto que tein vindo do Rio-
de-Janeiro i na ra larga do Rozario, n. 24.
Hita do Queimado, i. 46, loja de Maga-
1 tifies \ Irutao.
Vendem-se ricos cortes de cambraia aberta, a 4,600
rs.; ditos, 4,000 rs.; ditos de cassa de cor, a 3,000 rs ;
cortes d cambraia lisa inulto fina, de 8 varas e meia, a
4,200 rs.; ditos de 3.200 rs.; lencos bordados, com bico, a
560 rs.; cortes de cohete de fustao de cores, padrdes mo-
dernos, a 1.280 rs.; ditos, a 800 rs.; briin trancado par-
do, de puro linho, a 600 rs ; merino pretu fino, a 3,000
rs.; cassa de babado fina, a 360 rs. a vara ; chita de co-
berta de cor fina, a 200 rs. o covado ; cassa lisa, a 400 rs.
a vara ; camisas de meia, das melhores que teein appa-
recido. a 1,400 rs.; inulto boa fa/enda para toalhas, com
4 palmos e meio de largura, a 600 rs. a vara ; setim pre-
to lavrado, a 3,500 rs. o covado ; chapeos de sol de seda,
a 5,500 rs.; brim trancado de cores, de mu ricos pa-
drdes e puro linho. para caifa ; lencos de setim para gr-
vala ; ditos de seda de cores ; riscados fraucezes largos
muito finos; ditos inglezei; bicos largos e cstreitos ;
e rendas.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte : na ra do Trapiche, arma-
zem n 17.
Vendem-se pecas de'madapoln com 20 varas, mul-
to largo e muito forte a 2J800 rs. e a retal lio a 140 c
160 rs. a vara ; chitas lnipas cores fixas muito en-
corpada c muito fortes ,'a 5/ e 5/500 rs. c a. retalho ,
. 14.0 e460 rs.: n-wm aslrlla do.Rozartor n. 10, tercei-
1 o andar.
Vende-se cal virgem de Lisboa em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por pref o commo-
do : a tratar com Almeida & Fonseca na ra do Apollo.
1..i.lnl(0.iiI .1.11|os- CJI80UID a
83)103 S0 3S-OU(l '31JQ3 tpB3 iU.n.'H'd 313S jp OJjd OltlU
1 ni 1 (> o| ni SBXIJ S3J03 jp 3 8JQjpBdS03|J 3p apBpp
B1S3 B 3)UJUIKIU||tl >i.-|.i:i H|.> SJSUJISIIBdSBSSBS SBAOU
86 3S-IU3PU3A '5 -U 0|UO|UV-'S JP 03JB OB J)UOJJU03
' "> > sjyjDiumQ ?p fo vu nuoo o
sjoizz v sasujisjjvdsvsvosoaousy
Vende-se urna excellente casa terrea na freguezla
da llo.i-Vista, com muito bons commodos, grande quiu-
tal com minios arvoredos de fructoj na ra que atra-
vessa para a Gloria, casa do lampeao.
A 3s8oo rs. a peca.
Na loja de Gulmardes & C.
que faz esquina para a ra do Collegio n. 5, veudein-
se pecas de chitas de 38 covados a3*800_ rs. a peca, de
sofl'rivel panno e padrees agradaveis. Dao-se as amos-
tras sobre penhores.
JSa loja que faz esquina para a rita do
Collegio, n. 5,
vende-sc princeza larga prcta mu.ito superior pelo
barato preco de 1/rs. ocovado ; luv.is brancas finas, de
algod.io a 120 rs. o par; alm dcstas fazendas ha un
complet sortuncato de todas osqualidadea de fazendas,
ludo por prc{0 commodo.
Vendcin-sc pautas das alfandegas do imperio do
Brasil, iuipressas no Rio-de-Janeiro : na ra da Cruz ,
n. 20.
Vende-sc superior cha brasileiro,
na loja de Guerra Silva&C. chegado a-
gora to Itio-de-Janeiro : na ra Nova,
n. 11.
-- Vende-sc 11111 tanque para deposito que leva C00
a 700 galdcs de oleo obra muito bein fclta c com pou-
co uso : na ra da Treinpe, sobrado n. I.
^g #u o|.iB7oa op b3.ie| cn.i bu : opoiu
-ios oJid lod 'loiaafqo io)|rtui to.ijno a ajon 3 shaui
sbu) 3p lapepnenb n SBpoi 011103 -oj gjeil oiiijiiipjos o opoj 11103 sB-ujiaeo in? ui3quiB)
! SBZJ.111BJJ sbuii scqinSe seji3pvpj3A se as-tuspiuA
Ka ra da Kloreiiiina 11. 10, de fronte da cochelra,
vende-se un escravo, bom trabalhador de cnxada e ma-
chado proprio para sitio 011 engenho e que he ga-
nbador de ra nesla praca qucid 560 rs. diarios c
tein ptima conducta : vende-se para 11111 pagamento.
Vende-se urna porfi de ptimos casaes de pom-
bos de muito boa raca, grandes c bons baledores ,
por prejo muito commodo : na ra da Florentina ,
11. 10.
~ Vende-sc nm gnarda-livros de amarello com coni-
nioda em muito bom estado por preco commodo :
no pateo do 1 armo, n. 17.
Vende-se cal virgem de Lisboa, chegada ltima-
mente em barril pequeos ; patn > de linho ; coeiros
de algodao ; retro* sonido : ludo do l'orto : na ra da
Cruz n 40 a tratar com Alendes t Tarrozo.
iVfl loja n. 4, da ra do Crespo ao p
do arco de S. Antonio, de Ricardo
Jos de Freitas ibeiio,
venilein-!,c as seguinles fazendas por |preco maiscom-
do do que em outra qualquer por se querer liquidar ,
a saber : chitas de cores fitas e de bons pannos a 120,
140, 100, 180, 200 e 24(1 rs. o covado c em peca inais
euicoiita; cortes de cassa de cores, a 2# 2/500, Of,
3/500 4/e ,'i/is. ; cassa de cores com quatro palmos
de largura a 240 rs. o covado ; pannos linos de todas
as cores a 3/200 3/800 4/ 4/500 at 10/ rs. p cova-
do ; lencos de cassa para giavaia a 100, 240 c 320 rs.;
corles de colines de velludo a 2/50U rs ; ditos de gor-
guio de seda a 3/500 rs. ; ditos de fustao, a 500 c 8U0
rs. ; chapeos de massa franceses, a 7/rs. ; corles d
casimira de bonitos patlroes a 6/e 7/ rs. ; pecas de ma-
dapoln lino a 3/200, 3/500 4/ at 0/ rs. ; cortes de
gorguro de algodao a 320 rs.; corles de caifas da ver-
dadeira pelle do diabo, a 1/280 rs.;brim tranfado bran-
co e cor de eanna de puro linho a 1^000 rs. a vara ; e
oulras militas fazendas.
~ Vende-se cevailinha de l'ranfa sag de primeira
qualidadc goinina de ararula por prefo commodo :
na ra dasCruies, 11. 40.
Vende-se Lizia poelica, ou coccfiio de poesas 1110
(lernas, de autores portngiieze publicadas no Rio-de-
Janeiro por Jos Ferreira Monleiro conlendo o pri-
meiro volume 52 nmeros com 312 paginas; piefo 2/
rs llccebeni-.se assignaturas para o segundo volume ,
constando todoo auno de 48, dividido em 52 nmeros:
na rna da l.adeia do Recife, loja de Joao da C.uaha Ma-
galhaes aonde j se encuutrarao os ns. 1 a 9. Na mis-
111a loja se coiiiinuain a receber assignaturas para a
CJuvalea-tUIsrte, jornal de InstrnceSo e recrcio por
prefo de 0/ rs. por auno por52 nmeros.
Vendem-se fazendas milito baratas nos
Quatro Cantos da ra do Queiwado,
loja n. 20, de Teixeira Bastos & lr-
rnao ,
como sejb.... istores encorpados para caifas a 200 rs.
ocovado ; lencos brancos de cas- a 200 rs. ; cortes de cambraia pintada para vestidos ,
fazenda fixa a 2/400 rs. ditos com algun mofo a 2/
rs.; cassa chita fina e muilo larga a 2U0 rs. o covado ;
dita superior a 400 rs.; riscados largos em cassa com
algum mofo, a 200 rs. ; chitas brancas de flores a l20
rs. ; ditas escuras a 100, 200 e 240 rs. o covado ; meias
para menino a 80 e 100 is. o par ; ditas para meninas ,
a 320 rs. ; ditas para senhora de 400 a 500 rs^ o par ;
lencos de seda prcta para grvala a 1/280 rs. ; ditos de
cores em setim para grvala, a 1/600 rs. ; ditos de fran-
ja para senhora .1 2/500 rs.; luvas pretas bordadas a
800 rs. o par; camisolas de in-ia americanas, muito
boas a 1/000 rs ; e oulras militas fazendas por pro-
co commodo.
Vende-se, ou orrenda-se o sitio de-
nominado Casa-niada na prnia do
Hio-Doce : a tratar no Forte-do-Mattos,
n. 12, com Jos Francisco Dclm.
Vende-se nm bote novo em reinos c pregado de
cobre o qual se ai-ha no armazem de farinha de II- t. -
ry Forster S C. no trapiche do Ramos.
Vende-se a bein acreditada venda da ra do Co-
dorniz n. 9, no l'in-i---ilo-Maiios a tratar na mesma
venda
Vende-se uin prrlo de 40 annos para o servico de
casa, ou decampo : na ruada Cruz, no Recife, sobra-
do n. 30.
Vende-se, por 15/rs., uina banda rica c nova.,
para nli'n i.il subalterno da guarda nacional: no Aterro-
da-ltoa-Visia, loja 11. 58.
*- Vende-sc una canoa de amarello de uin s pao,
nova, e qucconduz7 caisas, promplo de apparelhos nc-
cessarios : na ra da Cadeia do Recife loja de fazendas,
11. 53.
Vende-se um quarlo gordo, muito novo, pro-
prlb paraviagein : lambein se vendem 20 toros de an-
gico na ra Nova n. 18.
Vende-se uin relogiode ouro de bom gosto, com
correute : na ra do Queimado, n. 30.
No. h.terxo.-jla.-Boa-Vta^ lvja.ru 78,
vendera-se bahus proprios para guardar roupa de
crianfa c para costnra, de 1/ a 2/500 rs.; bonetes de
varias qualldades, para meninos a 800 rs.; anda res-
um alguns bonetes de marroquim de muitobom gos-
to ; bonetes de riscado, a 320 rs.; sapalos de lustro e de
marroquim, tanto para homem como para meninos.
= Vende-se urna preta de nafSo, de bonil figura de
22 annos,que cozlnhae engomma ; nao icm vicios nem
achaques : no Aterro-da-lloa-Vista loja n. 78.
= Veidc-sc una venda com poucos fundos e com
commodos para familia, na Passagcm-da-Magdalena
junto ao sobrado, grande n. 70: a tratar na incsina
venda. .
Vende-se arroz sem casca, por pref o commoao .
na ra da Piala, n. 37.
. Duas grandes vistas de Pernambuco,
proprias para ornamento de sala em fumo e coloridas ,
una tomada do forte do Brum e a outra da ladelra da
Misericordia, em Olinda muito bein acabadas, e'fel-
fas igualmente a beneficio da sociedade da Beneficien-
ciaAllemaa e Suissa: estao a venda no armazem de
Kalkmann Si Rosenmund, ra da erua, n. 10.
Vendem-se ptimos presuntos para fiambre, chega-
dos ltimamente : no armazem de Kalkmann S Ro-
enmund, ra da Cruz, n. 10.
Vende-se cerveja hamburguesa ,
bocea de prata, em barricas e cestos : vi-
nlto de Claret, Xeres e Porto, em caixas
de unta duzia cada urna ; e Champanha
i y>______i __!
,ia vn^liiioirn mifr;!
Cametn^ ull
mente chegada : na ra da Cruz, n. 17,
armazem de C. J. Astleyv
CASA DE MODAS FKANCEZAS.
A. MILLOCHAU.
Aterro-da-Boa-Nista, ti. I, primelro andar.
Neste cstabelecimcnto especial de modas ha sem-
prc para o escolhimento das senhoras uin grande 101-
tiincnto de chapeos de lodas as qualldades c cores ; ri-
cas filas e bicos de lodas as larguras; collcrlnhos, ca-
mishihas c toucasas inais em moda, e recebidas pejo
navio Ceror ; c oulros nuil tos objectos que se venderao
por muito barato prefo: tamBein scuiprcse fazein cha-
pese toucas para senhora, da ultima moda e com
proinplidiTo.
__Vende-sc um pardo bom offieial de alfaiate e que
lie proprio para lodo o servifo por ter multa habilida-
dc : na ra do Rangel. n. 11, segundo andar.^
= Ycndem-se 3 pares de brincos, 2 anneles, 1 cor-
dita, nina garganlilhade ouro bom tudo novo ; um par
decaslicaes urna duzia de colhcres; una salva* uina
colher de tirar sopa urna dita para arroi, um coco pa-
ra agoa tudo de prata muito boa c sem fcitio : no paleo
do Paraso, n. 20, se dirquem vende.
Vcndc-sc cera de carnauba de boa qualidade che-
gada prximamente do Aracaty : a tratar com Antonio
Joaquim deSouza Bibeiro.
Vendem-se cadinhos para ourives : na ra do Ilruin,
fabrica de Mcsquita & Dutra.
Vende-se urna parda que lava engomma e cozi-
uha com perfeleao ptima para o malto por ser inul-
to robusta e sadla ; nao tem vicios pelo que se afian-
fa ao comprador : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 42, pri-
meiro andar.
= Vende-sc una cama de angico nova, de gosto mo-
derno por prefo commodo : na ra do Caldeireiro ,
ii. 50, por detrs dos Marlyrios.
Vendem-sc ns diccionarios geographicu, ...storico
e descriptivo do Impeilodo Brasil, com ricaencaderna-
fo e quasi novo, por pref o commodo : na ra de S.-
Itita ti. 91.
A os apreciadores da boa pitada.
Vende-se, em Pedras-de-Fogo as lojas do Sr. Joa-
quim da Franfa Cmara excellente c limito ^superior
rap grosso c meio-grosso da fabrica de Estevao Gasse,
do Rio-de-Janeiro : seu preyo he o inais commodo pos-
sivel por se receber directamente do deposito gcral
do Recife.
Veude-se um bonito motecote de 20 annos per-
frito sapaleiro ; um inolequc de 13 annos que cozi-
nlia o diario de nina casa muito bein e com muitoibons
pi incipios de sapaleiro : atrs do Corpo-Santo loja d
snpalriro se dir quem vende.
Vende-se, por commodo pref o, o sobrado da 1ra-
vessa da Madrc-de-Ueos n. 7 ; tambein se recebem let-
tras em pagamento : a tratar na ra ra da Cruz, n. 50.
Vt'ndem-scsapatSesdecourodelus
lio pelo baratissitno preco de*?,5oors. \
ditos de bezerro de sola e vira, a 1,000
eriorrs a 1,600 rs. : na ra da
Vende-sc urna bonita preta de nacao.que cosinha,
engomma, faz lavarinto, e he muito sadia : ven por sua senhora rcllrar-sc. Esta escrava no Rio-de-Ja-
neiro pode dar muito ganho pela sua figura e habili-
dades : na ra larga dp Rozario,, n. 35, se dir quera
vende. *
__Veude-se uina nrgrinha de 18 annos, que erigomina
com perfeifao coiinhe O diario de Una casa c cuse sof- }'
frivcl; da qual se afianfa a conducta : o motivo por que
se vende se dir ao comprador : na ra da Penha, de-
fronte da torre do T.ivramento, n. 1, primeiro andar.
CHARUTOS,
Os melhores que ha no mercado : acham-sc a venda na
ra da Cruz no Recife, armazem n. 13.
- Vendem-se saccas de farinha de alquelre, por pre-
fo commodo : no Passeio-Publico, lojas ns. 9 e 11, de
Firminianno Jos Rodrigues Ferreira.
=a Vende-se junco, boa palha preparada, e cadeiras:
tudo por prefo commodo : na ra da Cadeia de S.-An-
tonio, n. 14.
Vende-se urna inorada de casa terrea de pedra e
cal em chaos proprios sita em S.-Jos do Man|ui-
nho defronte da igreja, pelo diminuto pref o de 600/
rs. a qual rende 6/ rs. mensaes ou troca-se por ou-
tra na prafa do* mesmo valor ou aloda que se volte
alguma cousa: a tratar no mesmo lugar, venda da esqui-
na ou na ra da Guia, n. 46.
Po de Milho.
Ja ra dosGuararape, n. 5, ern Fra-de-Pnrta, ha
diariamente vrimaexiieUeuiepo de iniiu.
Vendem-se duas esoravas, sendo uina parda com
habilidades e una preta propriapara todo o servifo :
na ra do Vigario, n, 5, segando andar qu na ra da
Cadeia-Vclha, n. 21
Vcndem-se sete escravos de ambos os sexos, de
bonitas figuras e sem achaques alguns dos quaes com
habilidades: na ra do Vigario, n.5, segundo andar, ou
na ruada Cadeia, n. 21.
Vende-sc um porto de amarello, proprio para si-
tio muito forte e com os seus pertences para poder
ser assentado em qualquer parte: atrs da matriz da
Boa-Vista n. 34.
Vende-se um faqueiro de prata ; com os arranjos
necessarios para mesas de jantar e cha : est trabalhado
i-un n nielliiir gosto possivel e chegado ltimamente
da Europa: na prafa do Corpo-Santo, n. 15, defronte da
igreja.
= Vende-se urna mulatiqha de 8 annos multo linda
e esperta ; una preta de 16 annos de multo bonita fi-
gura, que cozinha o diario de urna casa cose uni ves-
tido de senhora uiiiaa de 35 anuos, propria para o
trahallio de campo por ter sido criada nisso ; una di- .
ta de 30 annos, boa engommadefra, e que. cozinha toda a
qnalidade de comida e de assados de forno bein co-
mo faz doces de todas as qualldades ; uina dita parda ,
que he muito boa para vender na ra, pois tem disso
multa pratica ; uin moleque de 13 annos, muito lindo ;
um dito de 18 annos de linda figura: na ra da Penha,
confronte a torre do Livramento, n. I, primeiro andar.
Na ra de 4goas-Verdes n. 4 6,
vende-se, por seu dono se retirar, uina boa escrava;
uina bonita molcca de nafo que faz todo o inais ar-
ranjo de urna casa e que he de ptima conducta ; duas
esclavas para lodo o servifo ; dous moleques de 17 a 18
anuos ; uin escravo carreiro; e outro inais que se vende
por precisao.
Cal virgem de Lisboa,
Cunha & Amorta, vendem ancoras com 4 arrobas
de cal virgem de superior qualidade. chegada no ul-
timo navio de Lisboa Tanja-Primtiro por pref o mals
commodo doqueem outra qualquer parte na ra da
Cadeia do Recife, n. 50.
i
rs.,
supe
Cadeia do Recife, n 9.
NO ATERKO-D A-BOA-VIST A,
Defronte da calunga,
ha chegado, pelo ultimo navio francez, um novo e com-
pleto sortimento de caI- .ido de todas as qualldades, tan-
to para homem como para senhora, meninas e meninos.
Mita como os muito desejados sapalos de Nanles, de
bezerro e de lustro, c borzeguins para homem : o mes-
mo sortimento para meninos de 8 a 14 annos; sapatos de
marroquim, de lustro.de setim ede duraque, tanto pe-
lo como blanco, e bor/.eguins para senhora ; ditos de
marroquin e de lustro, tanto para meninns como para
meninas ; os bein condecidos sapatos do Aracaty, para
homem : c tudo se vende por prefos commodos, a di-
niieiio a vista,
Vendem se queijos nacionaes, de
superior qualidade, e que em bondadeex-
redem aos do Alcmtejo, pelo commodo
preco de 4>^o rs. a libra a retalho, e 6,000
rs. cada um, tendo de i/j a i5 libras : no
largo do Livramento, n. 20.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
aos io:ooos'ooo df. bs.
Vendem-se bilhetes e melos ditos da loteria a benefi-
cio da fabrica de papel : na ra da Cadeia do Recife, nu-
mero 56.
Em casa de Kalkmann P Rosenmund,
nariut da Cruz, n. lo, a cha se a venda
itm grande sortimento de mobilias ,
cnnsislindo em commodas mesas redondas e quadra-
das de jantar, de jogar, de xadrez pequeas pintadas e
todas as formas armarios de roupa, ditos de livros ,
SEIS MAGNFICOS PIANOS dos melhores autores, ca-
deiras de palhinlia ditas de balanco ditas de brafos,
mochos, lavatorios etc. chegado recentetnente de
Hamburgo ; bem como caixinhas para costura, estojos,
toiicadores apparelhos de vidro de cor para sobre-me-
sa castlfaes de vidro candielros e globos para corre-
dores e cscadas tudo feito ao gosto moderno e parte
com novas invenfei. Adverte-se que na semana se-
guinte haver um grande leilao destas cousas.
Vende-sc urna rica casa de vivenda com estriba-
rla cocheira .cacimba com excellente agoa de beber ,
sitio com bellos arvoredos, ha pouco plantados, banhei-
ro no fundo do mesmo sflio na povoafao do Monteiro :
na ra larga do Rozarlo, botica n. 38, de Barlholomcu
Francisco de Souza.
Vcndcmse jogosde**nca*-de ainaseHo j^lavatris-
dc dito : tudo novo e bem felto : na ra
S.-Antonlo n. 21.
da Cadeia de
Escravos Fgidos.
Cugio, de bordo do brigue Serorio na mandila do
dia 5 do corrente um escravo marinhelro de nonie
Francisco de naf o Jang ; representa ter 30 a 35 an-
nos ; tem um signal na face esquerda, fajla muito des-
canfado ; levou caifas e camisa de algodao azul, chapeo
de palha pintado de tinta branca um balde onde con-
duzla a rafSo e 7/ rs. em cdulas ; falla despatihol :
quem o pegar ou delle der noticia a bordo do mesmo
brigue fundeado na Lingola o na ra da Moda ,
ii. 7, que ser recompensado.
__Futi, o dia !2 da correte do cr.gcnhc /undla,
comarca de Nazarelh o escravo Manoel Lourenfo ,'de
cor fula, rosto redondo olhos abotuados, altura regu-
lar com ambas as peinas chelas de cieairiv.es resulla-
do de gomas que teve ; consta ter apparecido pelo Hos-
picio e Magdalena. Roga-se aos capitaes de campo e a
oulras quaesquer pessoas, que o apprrhendam e Icvem-
no a ra do Crespo, n. 2 A.nuao dito engenho, que se-
rijo recompensados.
O escravo Joo, de nafau Angola, de 30 annos pou-
co inais ou menos, de estatura baixa rosto descarnado
olhos aotoados na flor do rosto ; tem pouca barba e
nm dente de unidos lados quebrado ; tem no hombro
direilo alguns cortes de chicote, e urna cicatriz na na-
den a do mesmo l&do que diz o dito escravo ter sido
umaenipingein, porm bem parece ter sido de ajgum 1
castigo ; eos tu ma nao separar-sede uina bolja Hcouro
a (racollo, c as vetes por baixo da camisa ; levou cha-r
peo de couro surrao c na roupa uina camisa de linbo-
chadrez que mullos chainain chila ; fti comprado a
9 de junho prximo passado a Pedro Antonio Caflisade
S.-Pedro morador na fazenda tachoeirinha districto
de Agoas-Bellas e fugioa 3 de corrente jolln tudo
no andanteanno de i848 : quem o prgarlevc-oa casa de
seu senhor, o capilao Joaquim de I-aria Lobo I.abasat ,
em Coruripe ou em Blaceiem casa de Jacascm, llar-
boza & Companhia, ou em Pernambuco, em casa de
Amorim Ii nios, que rrcoinpensaro.
Fugio, no dia 2 de junho do corrente a negrinha
Jacinlha, crioula de 12 para 13 annos, bem pretinha),
tem una grande marca que parece queimadur de um
lado dacabrfaao p da orelha : quem a peanr leve-a
a seu senhor no armazem do deposit de azelle da il-
luminafao publica na ra de S.-Amaro que ser bem
pago ; tambein se pagar a quem der noticia cert
da dita negrinha.
GUATIFICAQAO' DE 50/000 rs.
No dia 12 de maifo de 1848 fugio, ao doutor Joao Cal-
das Vlanna um pardo claro, de nonie Jos Vicente ,
natural do Cear, donde velo- por Pernambuoo-, mas
d-se por nascido ein S.-Paulo ; reforfado-, com 58 a oO
pollegadas de altura, cabellos de caraphtha solta c
preta barba serrada, sulssas fechadas por- baixo da
barba, poul'agugudas, nariz um pouco chato, cara sobre
o arredondado, physionomia carregada com urna ci-
catriz sobre o peito do p, proveniente de una macha-
dada ; com ofiicio de carpinteiro, especialmente de ma-
chado ; muito dado a fados e a sucias ; fol comprado na
villa da Harra-Mansa e na corte vendido ; d-se par tor-
ro e consta que raspn as suissas para disfarfar-sc
Quem o pegar e leva-loao largo do Roclo, n 28, no Rio-
de-Janeiro ou na ra do Hospicio, desta cidade, n. 9,
ou delle der noticia certa lera 50/ rs.
Fugio, nodia 18 do corrente, a preta africana,
de nonie Anglica, de 40 anuos pouco mata ou menos ,
bem fallante, alta, cabellos quasi brancos, rosto re-
dondo, olhos pretos nariz chato, bocea grande; levou
vestido de chita velho e panno da Costa ; andava ven-
dendo verduras. Esta escrava veio do Rio-Grande em
pagamento. Quem a pegar leve a n ra do Queimado > ^
n. 30, que 'ser gratificado.
'ERN. NA TYP. DE M. F. DE FAR1A
.-184J*
MUTILADO


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