Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09768


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Full Text
Tin no XXIV.
Sftbbado 13
O DIAM publlca-setodos o diasque nSo
forr"' de guarda: o preco da aisignatura he
c i)0l) rs. por qu.iriel, pojo adiantados. O*
jntiiiclol dos assignahte* sao inseridos
fio ik 20 rJ. purllnha, 40 ri. em typo dif-
erente, eas repeUfoes pela metade. Oj nao
,j.iinnli's pagai o 80 rs. por linha e 100 rj.
^jm typo difireme, por cada publlcacao. .
P1IASES DA LA NO MEZ DE JULHO.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna c Parahiba, s legs. e sextai-feiras.
Rio-G.-do-Norte, quntas-feir.ii ao mcio-dia.
Cabo, Kerlnhacm. Rio-Fonnno, Porto-Calvo
c iiifin, no 1.", a II e 21 de cada raes.
Garanhiins e llonllo, a 8 e 23.
Boa-Vinta'fl Florea, a 13 e '28.
Victoria, s quintas-feiras.
Olluda, todos os das. '
' PREAMAR DE HOJE.
Prlmeira, s 4 horas e 30 minutos da tarde.
Segunda, s 4 horase 54 minutos da inanh.
(fe Julho re 1848.
IV. IS5.
DAS da semana.
10 Segunda. S. Januario. Aud. do J. dos ni -
tibios, do J. do i- v. e do J. M. da 2. v.
'erca. S. Sabino. Aud. do J. do c. da I
v e do J. de paz do 2. dlst. de t.
12 nnaria. S. Joao(iualberto. Aud. dn I. do
c.da 2. v. c do J. de paz do 2 ilist.de t.
13 Quinta. S. Anacletn. Aud. do J. dos
orph. e do J. M. da I. v.
14 Sexta. S. Boaventura. Aud. do J. do clv.
e do J. de paz do 1 dlst. de t.
l.'i Sabbado. S. Canil lio de Lelil. Aud. do J.
din:, da 1 v. edo J. de paz do I dist. de t.
10 Domingo. O Anjo Custodio do imperio.
CAMBIOS NO DA H DE JULHO.
Sobre Londres a 24 d. por 1# rs. a 60 das,
i) Paris a 345 e 350 rs. por franco. Notu.
. Lisboa 100 por cciHp de premio.
Dcsc. de lett de boas Urinas a I Vi 1 ao me*.
Aceoesda comp. de Meberlbr-, a 50/rs.ao p
fl.ro.-Oi.vas liespanhola. ftMMO a 32/500
Modas de 0/400 v. I7/W0 a rgM)
. de0/400o. 16/600 a l.U0O
de 4/000... 9/600 a
PralaPatacfles brasilelrof 2/000 a
Pesos columnarloi. OTJ a
Ditos mexicano..... '3 a
. Mluda.................. 1/9 a
/na i
1/900
____L-1U -

,1
AMBUCO

PI.RTE OFFICIAl.
MINISTERIO. DA FAZENDA.
Exmelo do expediente do dia 70 dejunhode 1848.
A' alfandega, declarando que pelo ministerio do impe-
rio se cipedio aviso cm 16 do corrente .i directora geral
dos rorreios"paraque os cmbrulhos conlendo amostras
dHa/endas quem isenlos do porte estabelecido no ar-
tigo 185 do regulamento de 21 de dezembro de 1844, e
seiiin directamente desembarcados para a alfandega, e
no casode viran dentro dellcs cartas subjeitas ao sello,
dahi sedever rcmett-las administracao do correio,
afim de se proceder na conformidade do citado regu-
lamento. ."'-.- .ii
_ Ao presidente do Para. com o decreto de 14 do cor-
rale, por que Joo Jos Monteiro foi nomeado thesou-
re/ro da thesnuraria.
.* A do Piauhy, com outro da mesma data, noinean-
d!a Fernando da Costa Freir inspector da tbesouraria.
Ao de Pernambuco, com outrosda mesma data, no-
meando ao primeiro escriplUrario da rccebedorla Ma-
noel Antonio SiiiOpj do Ainaral para escrivao.
Ao secundo escriptuiarlo Joo Rodrigues de Miranda
para priiiieiu.
Ao amanuense Francisco Alexandrino de Vasconcellos
Calaca para segundo.
Ao pralicante Manoel Augusto deFigueircdo para ama-
nuense, e a nomeacn do continuo Angelo Custodio Ro-
drigues Franca para platicante.
Ao deji. Paulo, com as copias dos decretos de 8 des-
te inez. pelos quaes lo rain demittidos Francisco Gonc.al
ves de Araujo, de escrivao, e Joo da Silva Arouca. de
amanuense da alfandega de Paranagu iccouimendaii-
do (tile demitla os guardas da mcsnia alfandega Jos da
Silva Cruz e Jos Autonio de Siqueira c mandando que
faca dar andamento ao processo a que se deu principio
pelo desfalque de 39:000/000 rs.no cofre da mesma al-
fandega.
Ao mesmo, co'm o decreto de 14- deste inez, pelo
qual Caetano de Souia Pinto foi nomeado escrivao da al-
fandega.
Ao de Sonta Catharina, rom a copia do decreto de
15, concedendo adeinissao que pedio Gregorio da Sole-
dade Pontcs, do lugar de amanuense da alfandega.
= Ao mesmo, com o de nomeacao de Manoel Frart-
cisco de Olivelra para este lugar.
Ao do Rio-Grande-do Sul, com o do dcmlssao de
Joao Gomes Ferreira do lugar de lancador da recebe-
doria.
Ao mesmo, com o de domeacao de Joaquim Anto-
nio de Castro para lancador.
dem do dio 21 de Julho de 1848.
AosSenhores ministros da juslica, guerra e marinba
aprcscntando-lhes as consideraces que faz o inspector
interino d alfandega em.oflicin de 2do corrente contra
a desuioralisacan e corrupcao que por todo o litoral da
iinssa costa affeclaiu as autoridades, e eminentemente
tendem aproduzir drfrnudaco das rendas, corroboran-
do istu com a parlicipacao que recebra dos guardas da
barca de viga S'afcrja, de que nos portos da costa publi-
camente desembarcan!, nao so Africanos como nicivado-
as de contrabando, entre outras grande quantidade de
tartaruga, cera e marlim; e dependendo as providencias
de medidas adaptadas concertadas com o concurso dos
tres ministerios, afim de que SS. Exs. de accordo prnvi-
dcnciein como mrlhor convier.
A' alfandega, participando aexpedicuo destes avi-
sos, c mandando que o inspector exija dos guardas a olaracao de como souberam - leio conduzir Africanos desembarcam-os e traten! aquel-
les gneros, e que informe se tem mandado visitar e
ciamiuaros barcos costeiros que vcni de Macah, alim
de se apprehenderem os ditos gneros, ou outros estran-
firiros que lenliamsidn desembarcados ou baldeados na-
i|iielle porto, e qual o resultado destes cxaines.
k
MINISTERIO DA MARINHA.
AVISO DE 16 DE JUNIIO DE 1848.
Determina que o Santo ao< novios da armaia, nat provin
ciat. teja dado pelo reipectivo prndenle.
Tendo-sc S. M. Imperador conformado, por sua Im-
perial resolucao de 10 do corrente mee, com o parecer
do conselho supremo militar, emittido em consulta de
do mesmo mez, acerca da competencia de dar o Santo
aos navios da armada que estiverem as provincias : lia
por bem o mesmo augusto Senbor determinar que o men-
cionado Santo srjadado pelo presidente da provincia on-
de se acharem os referidos Jnavlos ; n que cotnmiinico a
V. S. para que assini o faco cumprir, e.xpedindo para csse
liin aneeessrlasordens.
Dos guarde a V. S. P.150, em 16 de junbo de 1848.-
loaquim Antonio Fernanda /.cao'.Sr. Jacinlbo Roque d
Sena Pereira.
O Sr. Prerdente declara aberta a essao.
O Sr. 2. Secretaria^ a acta da sessao antecedente, que
he approvada.
0 Sr. 1." Secretario -.menciona oseguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario da presidencia, communican-
do que se exigi do inspector da tbesouraria das rendas
provinciaes arelarn dos professores e substitutos das
aulas theologicas do seminarlo deOlinda. Inteirada.
Outro do mesmo, participando haver rcineltido c-
mara municipal de Olinda a copia do parecer de com-
missao, que diz respeito aos negocios da mesiiia enmara
Inteirada.
1 111 1 fiiui'i imi-iito, em que Manoel Antonio da Silva
Molla representa a vantsgcm que resultar aocommer-
clo e agricultura de ser destinado para um dos pontos
de embarque oarmazem que o peticionario tem na ra
do Apollo, e pede que a assembla determine que o dito
ai ni a "ni do peticionario seja incluido em o numero dos
j destinados para o fim indicado. A' commissao de
coinmercio e agricultura.
Outro, cm que Vicente Ferreira da Costa Miranda, ar-
rematante do imposto de. transito nel-i harreira do Ca-
chang, pede urna providencia paraque se nao aniqui-
le aquella renda publica pelo capricho individual, c re-
qiirr igualmente qno a assembla se digne declarar, se
a barreira do referido lugar, ou outra qiialqtier em que
baja urna ponte he essencialineute inherente e so relati-
va a ella, ou tambem comprehensiva das curadas conti-
guas. A' commissao de Icgislacao.
Outro, em que Joao Francisco do llego Maia, arrema-
tante que foi do II." 131190 da estrada nova do I'o-d'A-
Iho, sendo crednr da tbesouraria provincial na quantia
de 2:UU3/864 ris, pede o pagamento dessa quantia com
0 abate pe 15 por cento. A' commissao de fazenda e or-
camento. '
Outro, cm que Manoel Alvcs Pereira, piofessor de la-
1 un do Limoeiro, pede o pagamento de seu ordenado
desde o 1." de marco de 1842 at 5 de dezembro de 1840.
A' commissao de fazenda e orcamento.
Sao lidos c approvados os seguintes pareceres :
A commissao de estatislica, examinando o requeri-
11 ti-11 r<> < mais documentos do reverendo parocho da (llo-
rla, Joaquim Ignacio Concalves da Luz, cm que pede a
esta assembla csclarcciuientos snlnv os limites de sua
freguezla com as de Po-d'Alho e San-Lourenco, visto
as duvidas apresentadas pelos^parochos destas fregue-
zias, acbou a mesma commissao que nenhuma duvida
existe em perlencer freguezla do supplicante aparte
da freguezia da Luz que tica abaixo da foz do riacho
Aratangy cujas agoas ciitram no riacho Golt, vista da
Ici n. 38, dco de ni.aio de 1837, artigo 5."; assini como
que nenhuma duvida ha que todas as porefles da fregue-
zia de Po-d'Alho, cujas agoas entram nos riachos Goi-
t e Cutimguiba, partam d'ondc partirem, pertcncem
dita freguezia da Gloria, segundo a mesma lei ci-
tada.
(i Sala das comniissoes. 12 de julho de 1848. A/ve
Ferreira. Olinda Campelln.
A coiiiinisso de instruciao publica,.!quein foi all'ec-
to o rcqucriniento dos professores de prnneiras lettras
em que pedem quesejam dispensados de dar aula duas
vezt-s por da, c uilrgaii que u uctuai iiicihuuo iic con-
trario sade dos mesmos professores, dos alumnos, e
contrario tambem aos interesses dos pais drsies, pela
maior despezaque fazein, attendendo que as i-asiles al-
legadas sao insubsistentes e contrarias experiencia, he
de parecer que o requeriinentoseja indeferido
Sala das sessocs, 7 de julho de 1848. Ferreira do-
mes. l'ertira de Carvatho. Souza andeira. 11
PERNA8BUC
ASSEMBLA PROVINCIAL.
25." SESSAO OEDIMiaiA CM 12 DS JOtHO
SE IMS.

StmiiMO. Acta. Expediente. Pareceres. Frojec-
tos. Uedacctin, do projeclo n. 12. Nomea-
cao de urna commiisa para examinar o fila-
do da thetouratia das rendas pravinciaes^-
llequtrimentos. Adiamento doparercr a6r-
ea da prelcnca de Thomaz de Aquino Fonseca.
^nproiwfa. em tereeira disemino,, ecom
varias emendas, do projeclo n. 6. > Dos de n-
meros (0, 14 e 25, em segunda. Do de n. 8,
em tereeira. Dos de numtfos I5e24, empri-
tneira
U PRESIDENCIA DO Sil. VICARIO AZEVBDO.
As II horas da raaaJia* faz-s a cham{Fdaen*Tfica-ie
fstarera presentes 21 Sr. deputados.
\
11 A commissao de instrueco publica tomou na devida
considsracao o projeclo 11. 13 deste anuo, que Ihe foi
submcttid'o para dar o sen parecer, ecoinpcr.etrando-se,
com os seus collaboradores, da palpitante necessidade
em que se acbam os nossos artistas de seren iniciados
nos principios Ihcoricos da technologia geral, alim de
que dcixem essa pratica rutincira emqiic fram educa-
dos, e possam desta arte por-se cm estado de com,van-
tagem competir em seus productos com o estraugeiro,
nao pode a commissao descouhecer a mxima utilidade
de scuielhante insliiuicao consagrada no projeclo.
Escrupulisoii, porm, a commissao apreseutar urna
invcstigacao. minuciosa sobre o numero e disposico das
aulas dillcrentrs de que se coinpde a escola indus-
trial sobre que vena o projeclo, nao s por nao se echar
sullicientemente habilitada para islo, por llic faltaren!
os conbeciinciitos especiaes, conw porque, Jevcndo es-
sas dift'crentes aulas formar 11111 systema na mente de
seus autores, uo era posslvel aitcra-lo sein romper o lio
desse systema, e desvia-lo do lini a que se elle cnca-
minlia.
Entretanto, nao pude a commissao deixar de obser-
var que o mencionado projeclo poderia ser mais com-
pleto, se, assim como teve em visla o nielhoramento da
industria manufacturera entre nos, dotaudo o paz com
urna escola especial, comprehendesse tambem as in-
dustrias 1 oiiiim 1 nal c agrcola, as quaes. por falta da
precisa habilitaco as pesso.is que a ellas se applicam,
jazem abandonadas s tralicancias e monopolios do es-
trangeiro, ou subjeitos as cgai rutinas que nos lega-
1 un os nossos antepassados. ,
A vista do que, cntende a commissao que o projec-
lo deve seguir o curso da discussao, porque ncUa po-
der ser aperfeleoado com alguinas emendas c mudan-
cas que porvenlura se pnssaiu aprcsenlar, c tornar-se
assim um trabalho completo quo remedie eiu parte as
ncccssidadcs da proviucia.
Outro tanto sent a commissao nao poder dizer so-
bre a mi .sao, que Ihe incumbi esta assembla, de or-
14.1nis.1r um plano geral de instrueco publica; porqiian-
10 salta aos ollios que um projeclo de lauta uansceden-
eiae magnitudc nao he pnativel ser tratado di momen-
to, quando se v algumas das priiueirai uacdrs da Eu-
ropa, apezar dos aturados estuos e longo lempo que
hao dedicado essa materia, anda hoje aodarem asapal-
padellas a tal respeito ; e pois, s com algum vagar se
poder para dianle apresentar um trabalho qualquer,
Mis rclectindo a couiiiiissao especialmente sobre a
actual'oreanisacaodo lyceu dest cidade, julga que una
das eoiidices iudiS|Sensaves para que rile se converta
eiiiuiu curso regular de preparatorios, e tenha assim
maior cnsideracao, he que se eonhra o grao de bacha-
re em letlras aos alumnos que frequentarem todas as
disciplinan qu*-ctua4uicntc sa ensilladas no lyceit. e
fraui approvados nellas nos exames que ahi presU-
rem ; e, para que tenha toda Importancia este grao,
pensa a commissao ser de grande utilidade que esta
assembla encaminhe agora mesmo urna representacao
a assembla geral, pedindo que os alumnos, assim gra-
duados, possam ser admittidos, independente demais
exames, cm qualquer das academias do imperio, que
se destinaran.
. Sala das commisses d'assemblea legislativa provin-
cial de Pernambuco, 12 de julho de 184S. A. Hercula-
110 de Souta handeira. Laurenlino Antonio Pereira de 6ar-
valho. f'ictnte Ferreira (jomes.
lie tambem lido, e lica adiado por pedir a palavra o
Sr. Lamenlino o seguinte parecer :
A commissao de estalistica e divisan civil, a que
esta assembla subjeitou o requcrlmenlo do ri-vercndo
vigario da freguezia de San-Jos desta cidade do Reci-
fe, em que pede sejam mudados os limites da sua fre-
guezia com a de Santo-Antonio, dando como ras.o su-
Hii.-ienti' para isso, nao s o nao passarem proclssfles
pelas ras limitrophcs, como tambem nao eslarem cs-
sas ras limitrophes em linha recta a commissao cn-
tende que o nao passarem procisses pelas ras liiui-
trophes nao he rasao sullciente para que seja alterada
a freguezia. Quautn tambem a nao eslarem em linha
recta as ras limitrophes. nada prova em favor do pe-
ticionario. F.mquanlo divino proposta pelo peticio-
nario, por onde diz elle passam a> procissoes, esta divl-
sao nao s se affasta mais da linha recta, como tambem
lira nina grande parte da freguezla de Santo-Autonio,
a qual nao pode passar para a de San-Jos sein grande
nconvenienie de seus habitantes.
A vista, pois, das rases expendidas, a commissao he
de parecer que deve ser ndclirido o reqiierlincnlo do
peticionario.
Sala das commisses d'assembli legislativa pro-
vincial de Pernambuco, 12 de julho de 1848. O/inda
Compeli. Alves Ferreira.
Sao julgados ohjeclo de deliberaco mandados im-
primir as seguintes projectos '.
A assembla legislativa provincial de Pernambuco,
decreta.
ArL 1. Fita autorisado o presidente da provincia
para mandar construir una ponte de madclra sobre o
rio Una entre a passagcui do engenho do mesmo nomc
e o engenho Parazinho.
Art. 2. Na lei do orcamento se marcara a qnota de
1:500^000 rs. para as despezas que se teem de fazer na
construeco desta obra.
Art. 3. Ficam revogadas todas as leis c resolucoes
cm contrario.
Pa90 d'assemblea legislativa provincial de Pernam-
buco, 12 de julho de 1848. Alves Ferreira.
a A assembla legislativa provincial de Pernambuco
decreta :
u Artigo 1." Os alumnos que frequcjitareni todas as
disciplinas que actualmente sao ensilladas no lyceu des-
ta cidade, c frem nellas approvados nos exames fei-
tos 110 mesmo lyceu, obtero o grao de bacharel em
lettras.
Art. 2 o A disposico do ai ligo precedente com pre-
bende tambem os alumnos que em pocas anteriores
houverem fcito 110 lyceu exames de alguma 00 algumas
das referidas disciplinas, urna vez que complelem o cur-
so com as disciplinas que Ihcs fallaran c as Icnham es-
1 oda.lo no lyceu.
Art. 3." Depois de exccntaila esta lei, ninguem po-
der ser nomeado para qualquer dascadeiras 00 i>eeu,
prpprietario ou adjuncto, que nao seja bacharel cm
lettras.
. Art. 4 o Sr na concurrencia a qualquer lugar pro-
vincial entrar um bacharel em lettras, ser srmpre. 111
caleris parilms, preferido a qualquer outra pessoa com
queni roncorrer.
Art. 5." Fica o presidente da provincia autorisado a
fater um regulamenlo preserevendo o modo por que se
deve conferir esle grao, e dar um modelo das cartas
de bacharel cm lettras, c manda-las Imprimir em perga-
ininho para seren vendidas na thesouraria provincial,
fa/.endo parte da renda provincial.
. Art. 6." Ficam revogadas todas as leis e disposices
cm contrario.
- Paco da assembla legislativa provincial de Pernam-
buco, 12 de julho de 1848. A. Ilerculano de Suata Han-
deira. Ferreira (ornes.
DIARIO i)E PBRNAIBUCU.
ISOIFE, 13 BX JUX.1JO DE 1S48.
Ordem dn dia para a sesso da assembla, amanha
(15): conliniiafo da de hoje; primeira discussao dos
projectos us. 10, 19 <: 20; segunda dos de ns. 27 e 28;
~ tereeira dos de ns. 17 c 25.
(Conlinuar-se-lia.)
Cmara iiitmicipal da itecife.
SESSAO EXTRAODIARA liM 8 DE JI.IIO
DE 188.
PRPSinENCU do s> mioii r.i i.iii- ai 1:1 ni Pino 1:.
Presentes os Sis. Dr. Nery da Fonseca, Dr. Aquino,
Barata cGaudino, jibrio-se a sessao, sendo lida c appro-
vada a acta da antecedente.
0 secretario fez a Icitura dos seguintes oftcios :
Um da cmara municipal do llonilo, acensando a re-
cepeo do desta communicando-lhe .1 posse do Dr. Vi-
cente Pires da Molla, presidente desla provincia.In-
teirada.
Outro da cmara municipal de Cimbres no mesmo
sentido do anterior.-Inteirada.
Outro do cordeador desta cmara, informando a pre-
tcncao de Marcellino Jos Lopes sobre 11111 terreno de
marinha no lugar dos Coelhos.-Que, vista da informa-
fao se offlciasse ao. governo da provincia.
ilandou-sc reineller commissao de edlficacao a peli-
fSo de Francisco Teixeira Peixolo, pedindo lerreno de
ni.n i o lia, por iioi.uneiiio, na ra Augusta,c commissao
de pellces a dos proprielarios e moradores dos lugares
Magdalena, Remedio Uoiigy, Eslrada-No>a Torre c
Cordciro da freguezia dos Afogados, pedindo que esla
cmara ftesse com que esses lugares pcrlenccssein a
um novo districlo de paz, como a o foram.
Despacharam-se aspetic.sdo inspector do arsenal de
guerra c de Joaquim Candido Ferreira, de Manoel Zc-
lerino dos Sanios, c lcvaulou-e a sessao.-- Eu, Joao
Jos Ftrreira de Aguiar, secretario, a subscrevi. liego
Albuquerquc, presidente. Dr. -Very da Fonseca.--Ma-
mede.Barata.Aquino.
Fiis nossa promessa, vimos submetter a coniidera-
cao dos Icilores os ltimos trabalhos da commissao a
que o Exm. Sr. vicepresidente da provincia encarre-
gra o examc do estado dos cofres da tbesouraria das
rendas provinciaes. Ei-los
u lllm. i E.rm. Sr. Adiando- se concluido o examc
nos cofres da thesouraria provincial desta provincia, que
V. Exc. nos encarregou por seu olflcio de 12 do corrente;
cuinpre-uos levar ao conheeimenlo de V. Exc. os termos
inclusos, nos quaes consta o alcance que nos foi p;;i
vel reconheeer nos mesmos cofres, c qual o estado em
que ludo encontramos.
1 Devenios igualtiiente levar ao conheciiiienlo de V.
Ese. que, sem que se proceda a um minucioso examc
em lodosos livros c contal, mesmo de pocas anteriores,
e sein que se i.iniu rrcolhcr todas as lettras que existem
na circulaco, para seren conferidas, trabalho de alguin
lempo, e que s pode ser feilo por pessoas que a elle l-
mente se appliqueiii, nunca se poder saber com exac-
tido o verdadeiro liquido.
Dos guarde a V. Exc, Thesouraria provincial de
rernamhuco, 13 de julho de 1848. ~ lllm. e Exm. Sr. Do-
mingos Malaquias de Aguiar Pires Ferreira, vlcc-presi-
dcnle desla provincia. Jado G'oMfa/eei da Silva. Fran-
cisco i.udgero da Fas. Joo da Malta di Miranda Castro.*
Aos doze de julho de mil oitocentos c.quarcnla e
olio, pacata dos cofres da thesouraria provincial desta
provincia, onde se acliavam os senhores Joao Gon9.1l-
ves da Silva, Francisco I.ndgro da Paz, inspector c con-
tador da thesouraria de fazenda, e Joao da Malta de Mi-
randa Castro, segundo cscripturario da contadoria da
mesma thesouraria. passou-se, cm cumprimento do offi-
cio do Excellentissmo Srnbor vice-presidente da provin-
cia, desta dala, a dar balanco ao cofre e a faser os exa-
mes competentes; e achando-sc igualmente presentes os
senhores inspector interino Joaquim da Silva Castro,
prinieiro caciipluraiio, servindo de contador, Jos Ma-
na da Crus, procurador-fiscal, o bacharel Jos Bernardo
Galvo Alcanforado, secretarlo Antonio Ferreira d'An-
iiii. 1.n ni, primeira escripturario Joao Cavalcante de
Mello c Albuqucrque, thesourciro Joao Mauoel Alendes
da Cunha Atevedo, c Evaristo Aleudes da Cuuha Azcve-
do, fiel do mesmo ,.prnciplou-sc a conferir todos os
documentos de receita e despeza com as quanlias lanza-
das no livro-caixa desde o primeiro de Janeiro do cr-
reme anuo eni diante, em seguimento do saldo do ultimo
balanco fechado cm trinla c 11111 de dezenjbro do anno
passado, e achou-se : primeiro, que todas as receitas nao
se achavam assiguadas pelo respectivo theioureiro; se-
gundo, que a despeza de cincoenta e seis conloa tresen-
los oilenta e sete mil e trinla e setc ris. do mez de inar-
[0, foi mandada abonar por una simples portarla, tem
aigiim esclareclinenlo, c uo comblnava com os docu-
mentos que se aprcsentaraui, por imporlareni lmente
eiiiquareuta cbntos oitocentos mil quinhentos c trlnta
cqualroris; terceiro, que o abono de quinte contos
duientos c setenta c um mil seis ceios e quarenta ris.
de lettras rcmeltidas para o juio, linha sido euglnba-
daincnte rcito por urna simples portarla, sem a compe-
tente reiaco, e sem que esta fsse laucada na con-
tadoria, e por conscguinlc sem se fazer a coinpeteu-
te remessa ao procurador-fiscal; quarto, que a ad-
dicao de despeza do mez dejunho nao se achava ,ain-
da laucada, posto que conslassc dos respectivos docu-
mentos importar em trinla c cinco contos quinhen-
tos c sessenta e oito mil duzcntns e trinla c nove ris ;
e quinta finalmente, que, comparando-sc a receita
com a despeza, por esses lancamcntos e documentos
apresentados, devendo existir o saldo de cento e dezaseis
contos 1 oiiiln 111 o- e dezanove mil novecentos c trinla e
cinco ris ( 110:519^935). sendo noventa c nove contos
cento e quarenta c doiis mil quatro centos c triuta e
quatro ris em lettras, e dezasele contos tresentos e se-
tenta e sete mil quinhentos c um em notas, achou-se
lao tmente clncoeuta coplos tresentos c trlnta c seis mil
novecentos e noventa e oito risem lettras, apparecendo
assim um alcance de sessenta e seis contos cento c cten-
la e dous mil novecentos e trinla e sete rit(60:182#
937 JJsendo quarenta c oito contos oitocentos c cinco
mil quatroccnlosc trinta c seis ris em lettras, e deza-
sele contos tresentos setenta c sete rail quinhentos e um
ris em notas, alm das liquidarles cima referidas. E
pornohavermosmaisempopara se examinara caixa dos
depsitos de lettras ed'outrasquantlas, se. deu o acto por
findo, para continuar no dia seguinte : de que se lavrou
o prsenle termo em que todos assignaram. Eu, Joao da
Malta de Miranda Castro, o escrevi c astignei. Joao
Concalves da Silva. Francisco Ludgro da Paz. Jo*
alalia de Miranda Castro. Joaquim osdaSUva Castro,
ot Maria da Cruz. Jos Bernardo (iatvau Alcanforado.
.I11i11.no Ferreira d'Annnnciafo. lao Cavaleantt de
Mello e Albuqusrqui. *a Joo Manoel Mendes da Cunha 1 A-
zevedo.Evaristo Mendes da Cunha Atevedo. >
11 Aos trese de julho de mil oitocentos c quarenta e
oito, em contlnuaco do exame que se deu principio
np dia antecedente, passou-se a examinar as tres calxai
dos depsitos : -primeira, de lettras de arrematacoes
de rendimcntos a vencer em annos finaneciros futuros;
segunda, de leitras provenientes de lquidos despacha-
dos para fra da provincia; e tereeira. do9 desconios
nos vcuciinenlos dos einpregados pblicos: e nao ap-
parecendo escripluraciio pela qual se podesse fazer a
competente averiguacao, recorreu-ie aos termos dos
contratos e alguns apontamentos que existiam : em re-
sultado achou-se : primeiro, que, devendo existima pri-
meira caixa diuentos c sessenta e quatro contos quatro-
centos c trinta e quatro mil seiscentos e sessenta c seis
ris (264:434/006) cm lettras, s existe a de sessenta e
oito contos duientos c seisenta c tres mil cento e n-
venla e tres ris ( 68:2631193), apparecendo a falla de
cento c noveuta e seis contos cento e setenta c um mil
Jiiatrneeiiios e setenta e tret rii(196:171/473 ); segun-
o, que na segunda existiam smente quatro contos
ceto c nov mil tresentos e setenta reit (i:109/370f.

'
MUTILADO
.



m itirm, nXo M podendo conherer se esta he a toto
lidade rrceb'lda t medro, que na terceira nada exla-
tia, ponto Je un apontamento frito pelo :i I do
ihiMoureiro Coalla de ver exlillr um conlo qiilntienlos
oiienta e cinco mil cento c de7.an.1ve ris ( I :585/i l'j ) .
E para constar se lavrou o pn teme termo em que asslg.
11.11 nu todas as pessoas declaradas no termo dodia aur
tecedente, menos o llie>oiirelro Joo Manuel Afeudes da
Cunliae Aievedo e seu lid Evaristo Mendes da Cunha
Azevedo, por terein sido presos, na occatio em que ae
ealava lavrando o presente. Eu, Joo da Malta de Mi-
randa Castro, segundo escripturai io da contadoria da
tliesouraria de fazenda, o escrevi e asslgnel. J0X0
Goncahet da Silva. Francitco .udgro da Pat. Joa'o
da Malla de Miranda Catiro. Joaquim Josi da Siftia
Catiro. ot Mara da Crut. Jos Bernardo Galeno
Alcanforado. Antonio Perrira d'Annunciaco. loto
Cavbanle de Mello e Albuqutrqut.
A' vista, pois, do que lie.i exposto nos dous termos
que acabamos de tranterever, be cerlo que nos co-
fres provinciaet existe um desfalque de 263:939/529,
c que ha-rases ~-,sra crer que esse desfalque veulia a
ser milito maior quando se proceder conferencia de
Icltras, aconsclhada pela commissao averiguadora, no
offlcio que copiamos em primeiro lugar.
Ja que fallamos cm lettrai, releva que apresentemos
a que a relncao de algumas pessoa, cm cujas maoj nos
consta estarem nao poucos desses ttulos, que nao p-
d-in deixar de inspirar desconancaaqnemqucr que os
possua :
Os senhoues :
QOANTIAS.
52:000/000
46:000/000
24:000/000
21:000/000
27:600/000
30:000/000
12:000/0110
M ni 1 Antonio da Costa e Silva'N
Joo (tardo da Fonseca j '
Luiz Gomes Ferrdra &C......
Joo Francisco da i.hiby.....
Adriano Xavier Pereira de Brito .
Manoel Percira Caldas.....
l.iiu 1 ruco Bastos 4 C.......
Antonio Joaquim de Souza Ribeiro
I,e Bretn Schramm 81 C....... 10:160/000
Manoel Joaquim Ramos e Silva..... 11:000/000
Manoel Ignacio de Oliveira...... 9:000/000
Jos Ignacio Ribeiro........ 10:000/000
Jos Antonio Lourenco........ 5:000/000
Joao Vleira Lima........ 12:000/000
Antonio da Silva Gusmao....... 30:000/000
Antonio Joaquim Goncalves Guimaraes 25:418^750
Manoel dos Santos......... 5:080/000
.!. J. Tasso Jnior......... 5:080/000
Vicente Alves Souza Carvalho...... 7:000/000
Tliomai de Aquino Fonseca...... 5:080/000
Herdeiros do Muniz........ 5:080/000
J. Kcller............. 5:080/1100
Jos Concalves Torres....... 10:000/000
Thereza Goncalves de Jess Azevedo 2 000/000
Jos Pedro Moreira e outro...... 10:000000
Antonio Francisco Maya ....... 3:0000000
Vielra & Lobo........... 10:000/000
Ccorg Kenworlh.......... 4:000/000
Jos l'ires Ferrdra......... 2:000/00(1
Ensebio Paula Pinto........ 5:000/000
Antonio Martins Ribeiro....... 10:000/000
Custodio Jos Alves......... 5:000/000
Francisco Jos Teixcra Bastos .... 5:000/000
Manoel Joaquim Lamas....... 8:000/C00
Manoel Joaquim Haplista....... 10:000/000
Total .'441:578/750
He para notar que, dentre as letlras cm poder dos capi
^alistas i'iijns n iin.'s havemos mcncionaJo, unas se rc-
putan falsas, e outras verdadeiras ; e que, segundo nos
informain, nao sao ellesos nicos defraudados pois que
alguem ha que, achando-sede posse de crditos iguacs,
nrga-se a declara-lo.
as,linhas que publicamos acerca deste sujeito em o
nosso n. 154, demos cunta das providencias tomadas a
respeito pelo Ex ni. Sr. vicc-presidente : cumpre pois,
que prosigamos na tarefa, noticiando ao mesmo lempo
algumas medidas adoptadas por outras autoridades.
Hoje, pela manha.S. Ex. uo su dominio dos lugares de
inspector, tlicsourciro c fiel dcste aos Srs. Joao Baptista
Pereira Lobo, Joao Manoel Mendes da Cunha e Azevedo
e Evaristo Mendes da tboba A-vedo senao tambem,
cin deferimento representaran do administrador inte-
rino do consulado provincial, ordenou que, eniquanto
o contrario se nao resolver, sejam depositados semanal -
mente nos cofres da thesouraria de fazendaosdinheiros
Ilontem, o Sr. procurador-fiscal da fazenda provin-
cial requereu jobleve mandado de sequestro sobre os
hens dos tres empregados cujas demisses menciona-
mos, e sobre os do Sr. Manoel do Nascimento da Costa
Monteiro edascubora Viuva Cunha, como fiadores do
tliesourciro demitlido.
Na mesma dala, o Sr. promotor publico deste termo
solicitou e conseguio mandado de captura contra os Srs.
Pereira Lobo, Joao Manoel e Evaristo; mas, nao liaren-
do sido encontrado o primeiro, smenle fram presos
e recolhidos os dous ltimos. Entretanto, quasi que nao
ha i| mili nao csteja persua dido de que estes dous senho-
res sao victimas deuma demasiada boa-f; tanto mais
quanto, nao se occu'Undo, e indo assistir a todas as
averiguarnos,deramelles a mais flagrante prova deque
descansaran! em suas consciencias.
O Illm. Sr, major Antonio Jos de Oliveira foi apo-
sentado hontem no lugar de offlcial inaor da secreta-
rla da presidencia, com ordenado correspondente ao
teinpo deservico, que, seguudo provou com documen-
tos, orea por mais de 24 annos.
Depois de aposentado, S. S. continuou a exercer as
funcedes de secretarlo interino da provincia por no-
neacao conferida pelo Exm. Sr. vice-presidente, cm
virtude do disposto no regulainento provincial de 16 de
setembro de 1836.
Cansado, pois que desde mui teura idade se inscrereu
na lista dos funcionarios pblicos ; com a sua sade
gravemente arruinada, o Sr. Oliveira accitou esta nova
nomeacao, smente para demonstrar ao Exm. Sr. Ma-
laquias que se esfurcava por condescender com a vonta-1
de de S. Exc. ; e por isso, hoje que se elle preparava pa-
ra deixar a administracao, solicitou e obteve demissao.
Kniqiianto ae conservou na secretaria, o Sr. Oliveira
semprese portoude maneira a merecer plena con lia 11-
9a de todos os presidentes. Na poca ein que, pela se-
gunda ves, o Sr. Manoel de Carvalbos Paes de Andrade
goveinou a provincia, o Sr. official-inaior aposentado
prestou sn vicos t.to relevantes, que S. Exc. assentou r
recoiiiincuda-lo proteccao do governo Imperial.
S. S nao delxou a repartlco setn dirigir urna breve
allocucao aos leus coinpanheiros ; na qual, ao passo
que Ihes pedio perdo de algumas faltas em que por-
ventura houvessc cahldo para com elles, Ihes olfcrcccu
o seu presumo como particular.
Pelo vapor Pernam6ue ana, ebegado hoje dos portos do
sul, recebemos jornaet do Rlo-de-Janeiro at 3, e da
Bahia at lOdo correte; bem como alguna excinplares
do Correio-Sergipenic, que alcancam a 15dc junbo ul-
timo.
Este vapor trouxe a seu bordo o Exm. Sr. desembarga-
dor Antonio da Costa Pinto, presidente Horneado para
esta provincia, e o Illm. Sr doutor Antonio Henriques de
Miranda que aqu veni exercer o cargo de chefe de po-
lica.
S. Exc. o Sr. Costa Pinto foi recebldo pelo Exm. Sr.
Malaquias de Aguiar, nao su com todas as honras que
Nie e iin.nu pela importante minio de que se achaen-
carregado, senao tambem com os obsequios que sem
prestar-se s pessoas gradas, quando chcgain a urna tr-
ra a que veem pela primeira vez.
S. Exc prestar juramento as miios do Exm. Sr. pre-
sidente daassembla provincial ainanlia(15), ao melo-
da, e depois tomar posse da presidencia com as for-
malidades do cstylo, visto como estao expendidas as con-
venientes urdens para que ellas hajam lugar.
Creado no que referem varias cartas particulares,
que liemos visto, devenios annuociar aos Icitorcsque o
Exm. Sr. Costa Pinto traz a intcncao de governar segun-
do a le, fazendo j ustica a quem a merecer.
Os artigos que abaixoexaramos, conten o que vimos
mais curioso as folhas fluminenses cuja recepcao ac-
cusmos.
O commandante do corpo de iniperlaes marinhei-
ros, Pedro da Cunha, capitao de mar e guerra graduado,
e o major do mesmo corno, n rnli5n-tenen!e Antonio
Jos Francisco da Paixo, fram suspensos do excrcicio
desses cargos, alim de seren responsabilisados pela fal-
ta de sete eolitos de res, encontrada nos cofres do res-
pectivo corpo.
0 capitSo de fragata Francisco da Silva Lobto adia-
se uterinamente encarregado daquelle eommando.
Foi nnineadopresidente daprovineia do Espirito San-
to o Sr. Antonio Pereira Pinto.
Chegou hontem de Montivido o vapor francez Magel-
lan, trazendo a seu bordo o Sr. Oros. Como j dissemos,
rompeu-se a negociaco de pazentabolada ltimamente,
por ter-se o general Oribe retractado das proposir.des
que apreseulra por intermedio dos interventores, re-
tractaciio que Ihe foi imposta pelo general Rosas.
OSr. Gros ao retirar-se resolveu, de aecrdo com o
almirante Le Predour, suspender at ulterior resolucao o
bloqueio do porto e costa de Buenos-Ayres, e turnar
elleclivo o bloqueio de todos os pontos da costaorieutal,
oceupados por frcas s ordens do general Oribe. Alm
desla medida, decidi o agente francez ministrar ao go-
verno de Montivido um subsidio incnsal.
O governo oriental revogou o decreto de 20 de malo,
3ue estabeleceu um imposto de rexenda sobre os artigos
e consumo, subsli tuindo o por outro para todas as ca-
sas de coimnercio, segundo o qual devem pagar men-
salinenle a quarta parte da patente annual que Ihes cor-
responde.
Tinham sido presos em Montivido algum individuos
chrgados do campo sitiador c suspeitos de complicida-
dc noalcivosoassassinato dol)r. Varella.
O Sr. Gore, collcga do Sr. Gros na recente missao con-
juucta, fica residindo cm'Monlivido no carcter de en-
carregado dos negocios de S. M. Brilannlca.
De Buenos-Avres nada ha de importante.
t O Sr. Henry Southern secretario de legacao em
Lisboa foi Humeado ministro inglez cm Buencis-
Ayres.
1. f%a noile de ante-hontem (25) para hontem (26) foi
assasiinado o cdado porluguez Jos de Barros Carnei-
ro, caixeiro da venda da ra da Imperatriz n. 11, com
urna navalhada no pescoco.
Os assassinos arrombaram depois a gaveta da venda,
donde roubaram cento e tantos muris, e reunindo al-
gumas adas de lenha deitaram-lhe fogo, na esperanca
lalvez de que, communicando-se o incendio s pipas de
ago'ardenteque havia na venda, ardcria.todo o edificio,
eneobi indo assim este seguno crinie o primeiro que
tinham commcltido. Neste intuito fraiiipos malvados
mal succedidos. Antes de gauhar corpo o incendio, ful
presentido por um entregador dejornaes que passava
pela rua da Impcraliiz s 3 horas da manha, e dando
logo o alarma, foi apagado o fogo pelos moradores da
vlzinhanca.
A polica procede indagacao, e consta que j se fi-
zeram algumas prisdes.
S. M. o Imperador vi-.it m ante-hontem (27) o arsenal
de guerra da edrte, onde se demorou desde as 11 horas e
nina at a urna da larde.
S. M. I. assistio ao exercicio e applicacao dos saceos
de salvamento contra os incendios, que foi execulado pe-
los novos sapadores com desembaraco, o que uiuito sa-
lisfet a S. M. I.
< Passou depois s aulas decsculplura e desenho, onde
examinou varios trabalhos que esto em andamento.
llalli se dirigi balara do Cafofo, e ordenou que se li-
tessem alguna tiros de bala com unm prca de montanha,
montada nos novos reparos com as ultimas modificaedes
que sofl'rram ; S. M. I. tambem pareccu minio salisfei-
10 com esle exercicio.
11 A casa d'armas e a capella uicreceram igualmente a
attenco do Imperador.
i. A primeira commissao de orcamento da cmara dos
deputados apresentou a proposta do governo que orea a
reccita e fixaadcspeza publica para o anuo linanceiro
de 1849 l850, na parte relativa ao ministerio da fazen-
da, com as inodilicacdes e addcdes da* mesma commis-
sao. Urna das emendas propde que os direltos debal-
deaco e reexprlaco quem elevados, desde j, a direl-
tos de consumo. Outra emenda autorisa o governo a
preencher o dficit com a emissao de bilhetes do thesou-
ro 011 apolices da divida publica. Publicamos em seguida
as emendas da commissao precedidas do relatorio sobre
o qual chamamos a attenco dos letsres.
Persuade-se commissao que, achando-se o paiz
ein paz, sero suficientes os indos existentes para que
se possa supprir todas as despezas necessariaa, e poder a
*>. sito a> que devem solver as nossas financas do miio
-lado ein que se acham.
a commlssflo est (Iludida em acreditar que gran;
de- .te de nossa renda he descsmlnbada, llluaida esta
tiiiibem a parle da populacao UUuuia o 10.1.1 1 seio ini que se .il.i a ulfaudega deta
rilrle, e falsos sao lodos os dados e factos que demons-
tran! o auge da prevaricacao. A commissao limita-se a
estas p-, ivras, c convencida como est da neerssidade
de medidas vigorosas da parte do governo, que se frem
empregadas, nao hesita em assegurarque a nossa recei-
ta se elevar cerca de trinla 111U cootos de ris, e que os
cofres pblicos nao conlinuarao a ser defraudados. Se
a ordein, pois, fr introduzida na administraran da fa-
lenda, poderemos diier oue lodosos nosaos empenhos
aeran salisfeilos sem grandes sacrificios.
Senhores, as provincias que maiores recursos teem,
viem suas rendasgeraes sahlrcuidellas conslantemente;
entretanto que bem diminutas sao as que se emprcgain
em seus proprios melhoranicntos e necessidades, cau-
sando multas veies embaracos s transac90es coimner-
ciaes a continua sabida do indo circulante. A commis-
sao jnlgou conveniente dlser no seu pensar qual he o
principal defcilo da nossa administracao linanecira.
m Emendat da commie*tiu.
Ao artigo 7."
1." Olvida externa fundada......2,797:867/000
$ 2. Dita interna dem.........3,391:716/000
"bservacao. A commissao nesles$supprimio-a des-
peza com a amorlisacao das dividas interna c externa,
lito obstante o que expenden no relatorio, cumprindo
que se determine que, havendo snbra, sejaesta applica-
da s amortisacoes de urna ou de outra divida, ou no res-
gate da fluctuante, como indica o relatorio do Sr. minis-
tro da fay.enda.
29. Supprima-se.
(Jbservacfio. Tendo sido feila a encoinnienda do pa-
pel, e ilovendo chegar dentro do anno finaneciro que vai
comecar emjulho do crreme, desnecessaria se torna
essa quantia que se pede para o anno de 1849-1850.
. [', .''I. Obras, incluindo a qnantia de60contos com
a conlinuarao da obra da alfandegada Baha, 150/000/000
(llise vacan. Nao convndo de manelra alguma fa-
icr parar esta obra, a commissao applica 60 conlos para
a -o.1 e.ni 1 ni 11 ic.io, da qual depende maior renda e lis-
calisacao.
32. Gratifica9ao................70:000/000
0bscrva9ao. A commisso julgou conveniente ao
servifo eleva a 70 contos de ris esta consignaran, aim
de habilitar o governo, nao s para poder ler no thesou-
ro e ihennrar22 cf nccessarl numero de addidos id-
neos, como para a titulo de gratilicafao augmentar os
vencinientos dos empregados que sao nimiamente mal
pagos. He una necessidade reconhecida c ha muito re-
clamada em todos os rclatorios dos ministerios da fa-
zenda.
Ao artigo 9.
3." Direitos de baldeaco e reexportajao, devados
desde j a direitos de consumo ..."......60:000/1)00
Observa9ao. O grande contrabando que se contina
a fazer de fa e o limitado eoinniercio licito que ora tem lugar, mo-
veu a commissao a elevar os direitos que pagam esses
gneros para oconsumTW
(i A commissao nota a pVjiieo.i renda que he recebida
por deposito, relativa a salarlos de Africanos livres, cor-
respondente a 1,500 ou a 1,600, quando muito maior he
0 numero dcsles Africanos, c cujos salarios nao entram
para os cofres.
Art. 10. o caso de deficencia, etc. Redija se |No
caso de delicencia da receita geral ser o dficit preen-
1 linio com aemlsso de bilhetes do thesouro, ou apoli-
ces da divida publica.
Artigo) adiitivot.
Art. O governo fica autorisado a augmentar, a titu-
lo de gratfica9o, os nrdeuados dos enipregedos das the-
sourorlas, exceptuando os da thesouraria do Rio-de-Ja-
neiro, cuja tabella ser apreseutada ao corpo legislativo
para ser approvada.
11 Ai:. He tambem autorisado a augmentar os ordena-
dos dos guardas das alfandegas e consulados,- interes-
sando-osem urna porcentagem rasoavel, segundo oren-
diinento e servido que prestam.
1 Art. Fica transferida a adininistracao do correio pa-
ra o ministerio da fazenda, e autorisado o governo para
por em harmona o respectivo regulamento.
Art. O governo nao poder applicar as sobras das
enns guarnes marcadas nos 24, 25, 26, 27 e 28 do arti-
go 7 s outras censigiiacSc do mesmo aigu.
11 Art. Oimposto da siza flea reduzido a 6 por cento
para os contribuintes que qiiiterem pagar avista todo
O imposto.
(i Por decreto de 8 de junho foi nomeado Joo Bap-
tista remandes para servenluario do ollieio de avalia-
dor dos predios urbanos do termo do Recife, que* inte-
rinamente serve ; por outros de 15 do dito fez-se mer-
ca a Jos Coelho da Molla da serventa vitalicia do ofli-
eio de partidor dos juizos municipal e de orphos dos
termos reunidos da cidade de Belin, Muan e Ourem
na provincia do Para, sendo obrigadoa mostrar-se com-
petentemente habilitado para enlrar na posse do ofncio,
e a Manoel do Espirito Santo Siines, da serventa vita-
licia do ottieif de 2. tabellio publico judicial e notas
do termo de Propri da provincia de Sergipe, sendo
obrlgado para o encarte a apresentar certidao de idade
legal, e de approv.ico em exames.
11 O presidente da provincia de Goyaz communicou
ao governo que, a 14 de fevereiro deste anno, chegra a
capital da provincia o bacharel Rufino Theolonio .Segu-
rando, que tinli.1 ido ao Para, encarregado Jtfla presi-
dencia de Goyaz de fazer un ensaio de navegaran e com-
mercio dessa para aquella provincia pelo rio Araguaia.
OSr. Segurando ( diz o ofncio do presidente) ein-
" barcou-se no Toeantint, na villa do porto Imperial,
condiuinho dous barcos, um de 1,200 arrobas, outro
de 1,000, e urna igarit, carregados de couros que
fram permutados no Para por sal, vinho e outros ge-
(i eros : largou do porto da cidade do Para em direc-
11 rao capital de Goyaz ein 17 de maio do anno passa-
do ; c depois de urna yiagem trabalhosa de perio de
nove meces, chegou a 6 de fevereiro do curren ic anno
(i ao porto deThomaz-de-Souza, no Rio-Vermelho, dis-
tantc da capital 22 legnas, e do arraial de Santa-Bita
> 6. Fra melhor que estes barcos houvessem sido con-
(huidos pelo Rio-Vermelho cima at o arraial da
Barra, distante da capital 5 legoas ; mas as poucas
.1 agoas qu? teem havido 110 crreme anno, naoprrniu-
tiram que os barcos fssem alm do porto de Tho-
maz-dc-Souza.
Tendo a sociedade deste eusaio de ser dissolvida
por ter sido organisada smente para urna viagem, o
presidente de Govat proiuovcu outra por tres anuos,
provincia do Cear, e todas do nlspado de Pern.,n.
buco. _,
- Mandou-se seguir para a provincia do Rlo-Grinq.
do-Sul, afinidescralll convrnleiiteii.ente einpreBi,|0
o I. lente do corpo de eogenhelrosLuiz Manoel Mrl
' "a* Por decreto de 15 de junho, leve a deinliio ,
pedio o 2.' trncnle do corpo de arlllharia a csv.i||Q .
Jos Antonio dos Santos Caslro,.qiie e aehava na B.|,i,.," *
O padre Joo TavareS Mello foi despachado par4
lugar decapelluo do2 balalhao de fu.lldros, p0r ae.
cretodc 14 de junho.
Fram dispensados do exercicio cm que se achai,,
os cscriplurarlos addidos da admlnistra9ao do corre|
da corle, Lourento Jos^Alves da Fouseca I,uci1Un
Alves da Silva e Antonio Pereira daNobrcga Sonsa CoU.
tinho, em rasSo de suas continuadas faltas ; sendo no.
meados para os substituir Joaquim Plnlielro1 de Aii-
drade, Manoel Jos de Sousa Lcite Fllho c IIenrlqUr
Jos de Araujo Filho, que se acham praticando griu.
Uniente na mesma administracao.
. Foi nomeado Joaquim Rodrigues de Medelros part
escrlvSo da mesa de rendas da cidade do Penedo, pro.
vfncia das Alagas. .....
o Por decreto de 15 de Junho obteve passagem pa.
ra o esudo-maior de primeira elasse o_brl^adeiro gM.
duado de infantaria Joo Feliciano da Cosa Fcrrei-
ra ; por decreto da mesma dala foi promovido a al-
feres quartel-mestre do2 bal&lhaode fuzileiroj, o j
cadete el." sargento Lucio da Cunha Pavollde Me'uel
zes ; e por outro de 16 do rclerido mrz, obteve paisa-
rem para a quarta rnmpanhl do l. Ntalhfe de f,.
leiros, ocapilaodo 7. da mesma denomlna{ao Fran-
cisco Joaquim Bacelar.
ti Foi exonerado do lugar de director da escola mili-
tar o inarechal de campo reformado Salvador Jos Ha-
ciel, e nomeado para o substituir o tenentc-gencral
graduado concelheiro de guerra, Francisco de Paula
Vaseoncellos.
.< Mandou-se addir companhia de cavallaria de
Minas-Geraes o alferes addid ao corpo fixo de Goysi,
Luiz Candido Gonzaga, que ora se acha ua corte.
Manoel Jos dos Santos foi nomeado para o lugar
de enfermeiro-inr do hospital militar da corte.
.1 O Dr. Jos Maria Brrelo Jnior foi Horneado direc-
tor geral dos ludios da provincia do Maranho.
o Por decreto de, 10 de junho foi removido o juii
municipal e de orphaos Antonio Marcellino Nunes Gob-
9alves dos termos reun|dos do Codo e Croata para o d^/
Pastos-Bons, no Haranbao /
Appareceram boje (15 de junho) em elreulacan bi-
lhetes falsos de 10/000. Sao to Imperfeitos que pri-
meira vista se reconhece sua falsidadc. O papel tem
iiiuo algodu ; o emblema esia nial Kluvau, a ponto
de nao sedistinguira'cabe9a da cabocla, nein a crian-
ea que amamenla ; os tres troncos da arvore qne Ihe'
ficam esquerda nao appareccm, e os nomes das pro-
vincias dentro das lettras que ormaiu a pala va impe- '|
lio estao apagados. A assignalura he de Jos Vicente
Ferrdra.
A Balii ficra tranquilla.
O da 2 de jullio, paraque se annunciavam successos
nao deplorareis, passou-se no iheio do maior rigosijo
publico, e sem que fsse enlHctado por uenhum acon-
tecmento desagradavel. Nunca, diz o Corrtio Mercan-
til, o imperio da lei foi respeitado; nunca esse di.-, foi mais
brilhante, nem mais festejado.
A assembla provincial fra prorogada por 15 das.
Em Sergipe, nada occorrra extraordinario. O Exm.
Sr. Zacaras de Goes c Vaseoncellos diriga por Ul gui-
zaos negocios dessa provincia, que a respectiva assem-
bla IhChavia enderecado nina felicitaran mu lisongeilt.
Consta-nos que o Illm. Sr. doutor Estcvao de Albu-
querque e Mello Montenegro acha-se nomeado secre-
tario desta provincia.
O vapor llahianna que, procedente dos portos do norte,
enlrou boje no desta cidade, trouxe-nos diversos jor-
naet. Os do Para alcancam a 26 do passado ; os do Ma-
ranho a 3 de julho crreme; ot do Cear a 8 eos da
f/arahba a 12 do ultimo dot nieves citados.
O Para ia eolhendo bons resultados da administracao
do !>.:::. Sr. Jeronytiio Francisco Cocino.
A 15 do passado reunira-se a assembla dessa provin-
cia cm srs-.au extraordinaria.
A 4, fram baptisados sete indios adultos da tribu
Aping, depois de preparados para receberem o sacra-
mento pelo conego honorario Filippe Nery da Cunha,
e pelo vigario da freguezia de Sant'Anna-da-Campina,
A ceremonia efl'cctura-se com a devida pompa. Os lu-
dios escolheram para padrfnhos as pessoas mais gra-
das do lugar, inclusive o Exm. Sr. CoJho.
No ultimo de maio hpva uos cofres da thesouraria
provincial o saldo de 10.603/152 rs.
No Maranbao nada se pastara de notavcl quanlo a
tranquillidad e publica.
A imprensa denunciava grande excitamento nos par-
tidos; e, de mais a mais, havia sido conspurcada por um
verdade ropasqum intitulado Halagela, que nada me-
nos era do que o pelourinho das reputaces de iiuita
gente.
Concluira-se a cleieo de senador. Es o seu resul-
tado. '
Os SENHORES VOTOS.
oy
e8
cojii o capital de 8 a 10 centos de ris : e no seu refe-
caiiiara applicar inaiore soturnas aos melhorainentos rido officio, datado de 18 de ina^o, moslrava esperar
matenaes, ja tao reclamados, sem necessidade de recor- r
rer-se ou a novos impostos, ou a operafes de crdito,
como ordinariamente se tem feito.
' He notorio que grande parte dos Impostos sao de-
fraudados, principalmente os de impoi taran, j porque
o contrabando se fi em grande escala, j porque acor-
I ruinan tem invadido algumas de nossas alfandegas. He
tambem sabido o estado de relaxaco a que tem che-
gado a alfaudega desla corte, que forca a commissao a
pedir a attenco da cmara para que ponha termo aos
escndalos que all se coinmettem.
A commissao deplora que nao se lenha Lineado mo
de meio algiim para chamar alguns empregados a seus
deveres, qur reformando os dcfelios dos'regiilamentos
liscaes, qur demitlindo aquelles empregados que sao
recouhecidos como incapazes; c nem mesmo se procii-
rou cnsaiar o meio da arrcmaiacao das rendas das alfan-
degas, entretanto que Ues rendas, sendo bem liscallsa-
que dentro de 15 di as a nova cx'pediro largaria do
porto de Thoinaz-de-Souia.
O vice-consul do Brasil em Anvers recusou legalli-
saro processo verbal de una venda ultiinamentealli fel
U de caf avariado importado no navio belga Windhondt,
ido dodo Rio-de-Janeiro por isso que, nao tendo el-
le sido requerido e convidado a assistir a dlu venda
do caf, nao poda dar aos seguradores brasileas, nem
a ccrtea de que todas as formalidades haviam sido es-
crupulosamente observadas, nem a garanta- de que os
seus inteiesses nao tinham sofiVido a menor mingo.
Fram apresentados os padres Francisco de Messias
ll.11 bma, na fregueiia de N. S. 1I0 O', do Rio-de-San-
Miguel ; Jos de Mala e Mello, na de N. S do Amparo,
da Palineira-dos-lndios ; Antonio Alves de Sonsa, nado
Seulior nooi-J>stis, de Camarapibe ; Francisco Jorge da
Souza, na de N. S. da Conceico, da cldade^e Sobral ;
c Joao Filippe Pereira, uade Sau-Joao-do-Princlpe, da
460
360
251
230
183
165
19
17
10
Concelheiro Paulino Jos Soares de Souza .
Joaqnim Vieira da Silva e Souza ......
Coronel. Honorio Jos Tcixera .......
Tenentc-coronel Joaquim Marlanno.....
Doutor Joaquim FrancodeS ........
Alexandre Bernardino dos liis e Silva .
Arcidiago Antonio Lobato de Araujo.....
Baro do Itapucur-Mirlm......... .
Georgc Gromwrl ........... .
Iiesfinli.n g olor Francisco Carneiro Pinto Vieira de
Mello'................
Coinmendador Manoel Odorico Mendes ._ *
Doutor Antonio Hernardo da l-.m-anneao e .Silva .
Manoel Gomes da Silva llelttbrt....... '
Desembargado!- Tlburcio Valeriano da Silva Tava-
res............. I
Coronel Diogo Lopes de Araujo Salles .... '
Do Ceaa pouco temos que dizer.
Fnuccionava a aesembla provincial, cuja sessio or-
dinaria deste anno fra aberla a I do corrente.
wParabiba eslava aineajada de sofl'rer gande forme.
J havia falla de mllho, feijo, arroz, farinha, etc., ele
ConvSpndcntias.
Sr. Redactont. Sendo informado na cidade de Olio-
da, aonde sou morador, dos infaustos acontcclmenui_,|
dosdas 26 e 27 do prximo passado junho, na rua ua
Praa e do Rajigcl nesu,ciriaiifi do liecICe, .""i.coin 'ia'p
goa qiiccrain tanibcm attibuidos Influencia de me
filho o bacharel e juiz municipal de Iguarass, Antonia

MUTII

-


3
Trlst" de Serpa nr.ind.1o : passei logo nrsta cidade a in-
foniiT -mf minuciosamente desle laclo com relacao a
...,11 lllh, e arhri que na verdade elle havia (ido pre-
,fi.te im di* 36, depois da 3 horas da larde ; e qup,
rulando rhegAra.J liavia Hilo lugar a parte mais cruel
1,ii."i acon(erlinpntn, e que rom pft'rilo dera votes,
'. de matar e oilendcr, mai aim de ordein populara
lenfrMda-
T Sien lili" nao sabia de tai aconleclmculos, e sendo
visado que havlau. uioiln a seu primo, o cadete los
da Costa Cordeiro, eni a ra da Praia, correu ao lugar do
jinaisinato, mas j nao achou ahi sen primo, porm
nchoii o tuniulloein todo oscu vigor, aisini como lain-
l,,.in na'o anliou o assaisino por te ter evadido : nao he
scieditavel que um bacharel, criado com as lices da bu-
manldade, n.andsse malar homrns que no llaham of-
fcndi'lo a seu primo, e nern* se pode avancar ter (ido
eise procediinenlo por odio a Portugueses, tanto por-
que o criado que o serve he Portugus, como porque
punca de suafamilia teve estes principios de odio a na-
(o portugurza Tambem nao se pode dizer que fol por
iiulivo de partidos, porque elle nao se acha ligado a
partido alguin, e niuilo menos ao republicano, que nes-
ia provincia nem carcter teni de partido : as vozrlas
de alguna energmenos faltos inleiramenle de senso
coinmuiii, iSo be partido.
Com eflfeilo, acrcdltei ter havido nos das 2b e 17 ru-
mor vago contra o procedimento de meu Albo, porque
ueste sentido vi fallar pelo Diarios alguns Senhores de-
butados, e talvez algum escriptor ; porm attribuo esse
rumor vago aos verdadelros promotores ou executores
j-....-p-^tco, n,p: para se nn tado' procuraran! encostarenr-se em nina pftsoa grada,
liara dimlniiieiii desta forma a gravidade da imputa-
cao e de tudo : be evidente que as informaedes que ti-
veram os Sis. deputados que fallaran, de diverso modo
n.lo fram verdadeiras, e si ni espalbadas por pessos na-
.Jnfoniu rrldo'rf Serpa Rrandiio.
Srt- Redactores.Ticm a meu pezar vojo-me forcatlo
a romper o silencio em que me lici conservado por
innis de cinco annos, para defende'r-mc das prfidas
mputacesqueme sSo eitas pelo maisvil sycophan-
ta pelo calumniador ornis desprezivel que sulca as
rn'iis d'esta cnpital : fallo do redactor do Diario Novo.
/se hornein, nodissebem, esse complexo de tor-
Vas o perversidades, entendeu que era um crimo
* haver-me eu retirado do combate dos partidos po-
lticos, e por isso, com solTreguidilo diablica, apro-
veitou-seda occasio" emque todos os espiritosse
acliam mais ou men agitado, pata envolver u
meu nome em urna discusso odiosa, e assim satis-
fazerantigos rancores que nutria contra mim. A
uo ser o respeilo que devo ao publico e a mim
; mesmo, eu certamente desprexaria a estupida estra-
tegia d'esse refalsado redactor; mas he justo que
a calumnia seja desmascaraJa, e que ainda por esta
vez se prove em face do paiz quanto infame he a-
quelle a quem se acha incumbida a redacQ3o do Dia-
rio Novo. -
Em o n> 1*7 U'essa folha, debaixo da epigrapbc
Os guabina c os Portuguesa o indicado redactor,
depoisde haverassacado injurias e calumnias con-
tra o partido de que he orgSo o Lidador, condujo
dizendo que eu, como membro d'esse partido, fra
quem excitara o povo para a perpetrado dos fac-
tosoccorridos nos dias 26 e 27 dejunho ultimo, ac-
crescentando que n'esta empreza cu me prevale-
cer do corpo io pocia e do ba tal hilo dos Ar.rga-
dos, os quaes sustentaram a anarclua, por mim
plantada. Miseravcl Niio vos envergonhais de
proferirdes urna aleivosia, inteiramcnle rcpellida
pela notoriedade publica? Niio sents horror em
lancardes um labo d'eslo genero sobre quem vive
apartado das lulas polticas, e mesmo sobre um
partido que nenhuma influencia teve nos aconte-
cimenlos d'aquelles dias? Se algum vislumbro de
honra, se algum vestigio do pudor se cncontrasse
sobre a vossa face, sem duvida n3o profenneis ar-
sercOes de semelhante especie ; entreunto, ouvi a
verdade e ella vos confundir.
Depois que voltei do Cear em 185 tenho vivido
o mais particularmente que he possivel, tratante
.apenasda minha profisso de advogado, como he
sabido pelas pessas. que frequentama minha casa,
e especialmente pelos meus amigos. Sendo, pois,
este o meu comportamento, niio he crivol que de
repente me constituisse anarchista e procurasse ex-
citar o pvo, como infamemente di/, o sevanuija
redactor do Diario Novo. Alm de que, nos das -26
c 27 dejunho, achava-mceu gravemente doenio ue
nina constipagSo, e or isso conservei-me sempre
em minha casi, sendo apenas frequentado pelo fa-
cultativo que me estava tratando e por algum ou-
tro amigo que me visitou, como provam os docu-
mentos que abaixo vilo transcriptos e muitos ou-
Iros que, sofrmister, exhibirei. Se tudo isto niio
he bastante para fazer calar ao estpido redactor do
Diario Novo, invocarei o teslemunho dos Srs. Dr.
Gervazio Concalves da Silva, que entilo era chefe
de pocia, coronel Lemenha, delegado Feliciano
Joaquim dos Santos, e subdelegado Jos Ilygmo de
Miranda, assim como dos juizes municipaes que
modizom'havercm apparecido no lugar dos acn-
tocimentes, e terem percorrido todas as ras da ci-
dade nos dias cima apontados : elles quedigam se
nio viram, ou mesmo se observaran) algum ajuuta-
mento em minha porta. E demais, se cu ttve parte
nos mencionados acontecimentos, se excitei o povo,
sopratiquei os horrores que me atlribue esse co-
barde redactor, se fui mesmo o escriptor de papis
incendiarios, por que motivo o meu nome se nao
acha estampado no-oHlcio que dirigir o relendo de-
legado ao doutor chefe de polica, relatando os so oro-
di to> acontecimentos ?Por que rasiio, fazendo o mes-
mo delegado menco no dito oflicio de diversas
pessoas, c entre ellas do I)r. Serpa Brand3o, nem ao
menos tocou em mim ? Nao he elle do credo poli ico
do redactor do Diario Novo ?!! Certamente, porern tem
brio, temvergonha, tem probidade, e ia *? as
qualidades que faltam a aquello redactor. Termina-
re! aqu, desafiando ao infame que procura acarre-
tar sobre mim a od.osidade. publica, para QU se
aprsente em juizo o denunc.e-me, ou intesv*
jurar contralim no processo que se act a nstu-
rado pelo Sr. desembargado!' chefe de polica as
sim faz quem tem vergonha e coragem ; q, con-
trario a obra .quem traz desenliadas na fronte a in
famia e vlaniat ,.,,.
Pelo Lidador responder! ao Sr. deputado Lau
rentino. ... i.j_ a
Sirvam-se, Srs. redactores, de dar publicidad- a
estas linhas do seu assignante.
Francisco Carlos Branda
Recefe, 1* de julho de 18*8.
lllm Sr. Dr. Francisco Jos Cirillo Leal.Recife
10 de julho do 1848. Rogo a V. S. que or obse-
quio verdadequeiradeclarar-me ao pe desta, se, v -
sitando-me nos dias 26 e 27 ejunho lindo, achou-
meadoentado de urna constipado, tanto que nesas
occasir.o receitou-mo alguns remedios de que tm-
medialamente eiitrei a usar; assim tambem, se, du-
Sntc asvtsitirs-querTi.c ffcz nesses-dotts-dtasr-vw
se ter eu parte nos acontecimentos occorridos nes-
ses mesmos dias.
Roste favor Ihe ffcar obrigado seu amigo o res-
peitador Francisco Carlos Brandio.
c lllm. Sr. Dr. Francisco Carlos RrandaO.-Rccebi
a sua carta, e nella vejo o seu contetdo. Reclaro que
no dia 26 de jtinlio prximo passado fui chamado
para o ver que se acliava doenle de urna constipac,ao;
nesta mesma occasiflo recoiloi-o: no da 27 tornei
a l ir ver comotinha passado, e continuei a ir todos
os dias t seu restabelecimento. Tanto faz no da 36
como no dia 27 nao vi em sua casa ajuntamento al-
gum, e nem indicios de quem tinha parte era seme-
fhanto acontecimento. O que digo li vordade e afllr-
mo debaixo de minha palavra cirurgica.
Recife, 11 de julho detsW.-Soude V S. at-
iento venerador e c/iado
Francisco Josr CmlloLeal.
lllm. Sr. Joaquim Machado Portella. Recife 10
julho de 18*8. ~ Como seja V. S. meu vizinho, vou
logar-lhe que por obsequio verdade qneira decla-
rar-mo ao p desta, so nos dias 26 e 27 de junno
findo na occasiilo em que occorriam os aconteci-
mentos da ra da Praia, vio-me constantemente em
minha casa, assim como se Iho consta que eu da
varanda ou de qualquer outro lugar msullasse o
povo. ,
Deste favor Ihe llcar agradecido este que ne D
V. S. rospeitador e criado
Francisco Carlos Brandad
o lllm. Sr. Dr. Francisco Carlos Brand3o. Res-
pondendo a presonte carta de V. ., tenho a dizer
ihe, que nos dias 26 c 27 do uie passado vi por va-
rias vezes a V. S., em trajes casciros, por tras das
vidracas da casa do sua residencia ; e que nunca o
vi insuflando o povo nem me consta queofizesso.
Aqui me tem as suas ordens por serDa V. S. mui-
to ltenlo venerador Joaquim Machado Portella.
Sua casa no Recife, II dejulhode18*8.
i. lllm. Sr. Manoel Joaquim llamos. Recife 10 de
julho de 18*8. Como seja V. S. meu vizinho, vou
rogar-lhe que por obsequio a verdade queira deca-
rar-me ao p desta, se nos dias 26 e 27 de junho
lindo, na occasiilo em que occorriam os aconteci-
mentos da ra da Praia, vio-mc constantemente em
minha casa, assim como, se Ihe consta que eu da
varanda ou de qualquer outro lugar nsuuasso o
povo
que, cquipagem iO Nssajreiros : para esta provincia,
o Ksui. Sr. presidente ileseiiiharg.iil'ir Antonio da Cos-
ta Pinto com tres escraVos, Dr. Antonio Henriqio de
Miranda, o teen te Ai fn/.lleiros Manoel Amnelo de
Aluieid, o escrivo-y'armada francisco Coelho da
Costa, Ur. Sabino Olegario Ludgero Nabo ton um es-
cmvq, los de Pontea, o Americano i.. Frrdericks. a
Kraneera O. Carolina Andrav com unta criada, o In-
gle* Uredo H. Pawcr, o figarlo Antonio loaquIlM da
bilva rom um escravo, o vigario Manoel Jos dos Su.
tos. KraiiLlsco Vital da Silva com um escravo. um ex-
soldado e um escravo a entregar ; para o norte, o capi-
to-lenente Joaquim Jos de Almelda Cmara Manoel,
Alfredo Hull. ,. .
Porto-dc-Pedras ; 4 dias, hiale brasileiro ianlo-^atoruo-
Ffor-dn-flio, de 30 toneladas, uapito Andre de Souia
Mesquita, equipagem 4, cargo,assucar ao capltao.
eclsira^oes.
As malas que tem de ennduziro vapor
Bahianna para os portos dosul. fecahm-se
ainanhaa (IR) as 0 horas do dia, e (inda
essa hora nao se recebero mais corres-
pondencias, nem mesmo com o porte duplo.
As malas que tem de condutlr o vapor
Pernamtuennaparn os portos do norte, fc-
cbam-se amanlifia (IR) as II horas do dia,
_ e linda essa hora nao sr recebero mal
respondencias, nem mesmo com o porte duplo
- Pela procuradora fiscal Interina da farenda wabll-
ea nacional .eav.s.. ..... se tem passado uu. d
s.que.tro ceir os Sevettotei do <"Wnsln,*V.'r e
HUbelecImeatoS n.uuerciaei do bairr do lee c e
me os tUMdoreaqne nraquizerem ***"?'""?':_
Jeber docserlvao guia e com ella verlAcarr_, o paga
entt. bocea do cofre publico e recolhe. coohe
.-......uto ao .artorio pa se ajuntar ao <*<*? r. '"_
ntaoquitaeao ,.ein oque nao se P^gn" """.
,ao nem aerfo havldo* por dcnerados. Ojiu"' '. "
avisa que nenbumdos empreados do juiao esu
lel.itos para e_
se
bsterem
ta districto da Koa-Viageiu vagando : quem com di
reitosejulgarem dito quarto dirija-se a mesma sub-
delegacia munido de documentos que pi oinptamen-
te Ihe ser entregue. Afogados, 12 de julho de 1M8.
Machado Ros.
Avisos martimos.
Deste favor Ihe licara agradecido o seu respeit-
dor e criado Francisco Carlos Brandao.
o lllm. Sr. Dr. Francisco Carlos Brandilo. F.m
resposta a sua carta, tenho a dizcr-lhe que nos das
26 27 constantemente o vi em sua casa, assim como
nao vi insuflar da varanda ao povo.
Uecil'e, 11 de julho de 18*8. De V. S. mullo
venerador e criadoManoel Joaquim l'ascoal Ramos
tO^WEBOIO.
Altandega.
REND1MEKT0 1)0 DIA H..........0:4*l>768
Descarregam hoje, 15 ie julho.
nmuaFlor-io-Angelim mercadorias.
Rriguc Lucs farinba, bolachinha c barricas aba-
tidas.
Ilrigue Minerva pipas e barricas vasias.
Galera Tentadora mercadorias.
Geral. .
Diversas
CONSULADO GE RAL.
RENDIMENTO DO DIA !4.
pruvincias............
1:0M/W8
8/58*
torisado para receber taes .lel.itos pata ,
dos quaes recebimentos at j I6ram Jim icial"'' ln
timados como consta no carlorio. O de*r. 1P"''
que, apezar disto, Ibes entregar qualquer so.nma .las
contribuicoei que devem est entendido que o ior.i
como a quaesquer particulares c que ie 'lle*-."" ,
rcm da sua boa f e conflanca nao entregando ""'
mente no cofre publico o que assim receberem nao
lecm os devedores pago fazenda a qual profeguir*
contra elles contribuintes as exeeucoes.
Jos Leonardo embarca para o Rio-de-Janeiro o
seu molcquc crioulo, de uome Oamillo. ti.
= Constando ao abaixo assignadn que o Sr. JO-lMit
Salpado de Castro Accloli de Albuquerque Maranbaoan
da requerendo aolllm. Sr. desembargador chele inte-
rino de polica, e j requereu ao subdelegado dos Alo-
cados para obter ordem para tirar do poder do mesm
abaiso assignado. ( dando-lhe o nome diverso do,que
tem, e com o qual sempre foi conhecido ) os escravos
Adelo, Manoel, Mara e Catharina, com o falso fun-
damento de o mesmo abaixo assignado Ih os ter luna-
do o abaixo assignado declara Pea'subde>gaca de polica dos" Afogadi se faz a'atroz do Sr. Joao Luiz Salgado ; que S. Me. sane que
lUblico que se aelia em deposito um quartao castanho- om 23 de novembro de 18*1, por eseriptura puDlica, tei-
scuro. grande, que foi encontrado no Passo da-Barre- ta em nota do tabelliao das hypotbecas, Jos Alexanare
.-...:_.-. j. Bu.vi.Mm u.n.ndn onetn com di- Kerreira, bvpothecou os ditos escravos ao Sr. Antonio
Urasiliuo ,de Hollanda Cavalcanti de Albuquerque, e
Ih'os entrrgou ; .(ue este Sr. condoido da sorte desgra-
cada das lilbas do Sr Joo l.uiz Salgadir. e netas J
abaixo assignadn, c que em poder- deste esto, sem que
o Sr. Joao Lula Salgado Ibes d nem um par de sapatns,
leudo alias deitado quantu possuia fra com.....entre-
gou ditos escravos ao abaixo assignado para servirem-
aa ditas lhas do Sr. Too Luiz Salgado ; e sao esses os
escravos furtados por o abaixo assignado l r. Joao
l.uit Salgado, lome o meu coinelbo : contente se com o
que V. Me. ten. deludo fra ; procure viver como deve,
e Ihe OUinpre nao cuide que, assim faltando a verdade,
reiiuereudo falsamente as autoridades, V.llc. na de sem-
pre passar bem olbe que ao depois pode virar o fnico
por sobre o feiticeiro, e as mesmas autoridades o po-
dem punir e nao cuide, que por ser o abaixo assigna-
do velbo e fraco, esta mudo e solado, para V. Me. o an-
darInsultando e calumnindolo tan atrozmente. Adeos,
Sr. Joao Salgado, continu se qui/.er que o velbo seu ex-
sogro continu tambem. Recife. lo de julho dellM.
Alfonso Jos de Albuquerque Helio.
O cscrivao da subdelegada da frcgueiia de S.-Josc
faz scirnte aquellas pessoas que comelle lenbama tratar
negocios tendentes a mesma subdelegacia o procureiu
no pateo do Terco, ti. 4. ... .
--Aarcisa Perpetua da Cu/, rrtira-se para o itiouc-
Janelro, levando em sua conipanbia sua filha Mana
Perpetua da Conceican e urna sua ablliada de nome
Isabel Maria da Pcnba duas escravas : Maria, parda e
liarla, prr(a. .
O abaixo assignado faz publico, a quem convler ,
que-o-Sr. Jeaquim Manoel de Barros deixnn de ser pro-
curador do hospital de N.S. do l'araizo em cujo lugar
Ihe suceder o Sr. Jos .lacinlho .la Silva .nica pessos
autorisada para cobrar os alugueis, rendas e foros do
patrimonio do mesmo hospital.
Leonardo nlutifJ Metra Henriques.
Precisfl-se de serventes de pedreiro para urna
obra na estrada da Magdalena entre a ponlc/.nba e
a ponte grande sendo o jornal de quatro eeetae eoi-
tenta rs. : quem livci. ou todos ou alguns pode dirigir-
se a ra Imperial n. 79. ______
... l'erdeu-se una crreme de ouro francez, com urna
loneta pequea engastada em ouro : quema achou c
ntiizer restituir di. ija-se ao lim da ra da Aurora, n
i, que receber20^rs. de gralilcacao
cida a alguein pede-seque a demore
casa, para final deciso.
U abaixo assignado declara que tem
vendido a sua refinacao, sita na ra Di-
reita, n. r>, e juntamente tres escravo
refinadores, ao Sr. Jos Francisco de
Lima.
Joilo Antonio da Silva Braga.
um prcto que seja bom co-
de
un
Para o Rio-de-Janeiro seguir, com a inaior bre-
vidade possivel, abarca brasileira Tentub'tia-'/ii, por
ter ja tratados dotis tercos de seu carregamento : para
restante, passageiros c escravos afrete, para o queolle-
rece os inclhore coininodos, trata-se com Silva s Gril-
lo na ra da Moda, n. II, ou com o capilao. Antonio
Silveira Maciel Jnior, na Praca-do-Commercio.
Para o Cear pretende sabir con. milita brevida-
de por ter a niaior parte da carga prompla a sumar
Carila : quem na in.sina qnizer carregar ou ir
passagem dirija-se ao meslre Jos Goucalvcs Simas ,
a Luis Jos de !>a Araujo, na ra da Cmi, n. 2b
O brigue-escuna Kel/n-Virgina segu impretenvel-
mcnlepara o Rio-dc-Jauciro sabbado, 15 do crrente :
|uem quizar embarcar escravos afrete, dirija-se a Joao
Francisco da Cruz na ra da Cruz. n. .'t.
-- Para o Rio-de-Janeiro deve sabir com toda brevi-
dade possivel, por ter a maior parle da carga, o brigue
Snn-lo: quem quizer carregar, ir de passagem e em-
barcar escravos, dirija-se a Gaudino Agoslitibo dr Bar-
ros, na na da Cruz do Recite, casa u Wi.
___Para o t:ear salte, rom milita brevidade por ter
parte da carga prompla, a sumaca f'or-rfo-/l>ige/im : para
o restante e passageiros, trala-se com o incstre Ber-
nardo de.Sou/.a ou com Luiz Jos de S Araujo, na
ra da Cruz n 2.
Para o Aracaly sabe, inipreterivelmenlo no da H
do crreme Jior ter a carga quasi proinpta a suma-
ra Carlota para o restante e passageiros trata-se com
o nirstre, JosGoncalves Simas, ou com Luiz Jos de
S Araujo na ra da Cruz, n. 21).
Avisos diversos.
CONSULADO PROVINCIAL.
RF.NDIMF.NTO DO DIA 14..........1:164/782
^
R10-DE-.rAN"F.IRO.
CMMIO NO Dl\ Io DE IULIIO.
Cambios sobre Londres 23 a 23 1/2
i, Paria...... nominal.
,. u Hatnbiirgo .... nominal.
Metaes. Oncas hespanhlas .... 32^000 a 32#500
da patria..... mOO
Pesos hespanhes .... 2#tl40
da patria.....2>30 a 2/0*0
Prcas de 6/400, vclhas 18/000 a 18/800
Piala......... JI1 a 1'3
Apoliccs de 6 por cento..... 82 a 8.1 div. pago.
provlnriaes...... 82 a 83
(Jornal do Commercio.)
BAHA.
CAMBIOS NO DI 9 DE IllLHO DE 1848.
...... 26
Londres.........
Paris.............
Ilamburgo..........
Lisboa.........../
Oncas hespanhlas ....
Ditas mexicanas ....
Pecas de 6/400....... -
Moedas de 4/000 .....
Prata ...........
.Acedes do banco 20 por cento nominal.
Correio Mercantil.)
335 rs.
670 rs.
100al0(Wde.|i.
30/000
29/500
16/500 a 17/000
(1/501)
105 allO p. c

O |. secretario convida os Srs. socios a comparece*
rcm scsso gerel, que ter lugar boje (15).
O LIDADOR N. 299
ncha-se desde j a venda : este numero faz emniudeeer o
Diario Novo sol.re a n.iscravel pertinacia de attrihnir aos
seus adversarios os suecessns dos dias 26 e 27 de jiinbo.
..Oa dnamelos bllheles da irolnta e ultim. parte
da loleria do bospit.l Pedro II ns. 23 c 1,417 e MrJ*
gesimo da-loteria do Rio-de-Jane.ro ... 3.141 perten-
cema Jos Joaquim Vieira e Antonio Joaquim ello.
AntonioJoaquim Vidal embarca para o N.o-de-Ja-
neiroo escravo Ctenlo, de nome Simo, perlencenle a
Antonio da Costa Ferreira.
_ Antonio Joaquim fionfalves Gtiunaraes c Joao An-
tonio da Silva Braga retirain-se para lora do imperto.
Antonio Jos de Arantes rclira-se para lora do im-
perio
e sendo offere-
e avise em dita
- mr. t TMJi^uwiigo ssssMaesjssisBta
Vlovhnonlo do Porto
Navios entrados no dia 14.
Maranhao e mais portos ; 14 dias e 7 horas e Ao
15 horas, vapor bras.leiro Bahianna. a
Para,
ultimo porto
240 tonelada, co.nn.andanle J. II. Olton, enoipagem
28. Passageiros para esta provincia. Joao 'ho'^ aa
Silva con. un. escravo, Jos Saboia com dous escravos,
V
l'
em mi
'nha casa ajuntamento, ou cousa que denolaa-
JosRibeiro-Guimaraes Ilrasilino com um fllho. Cy-
, ano Antonio Rodrigues, Domingo Rodrigncsd
nsta icostlobo MoreiraGuerra Jnior, Manoel ato
ao oFrancezBFellccCahu,9recrutaS c qualro escra-
K^e-.^eXHab.aeMace.; .Odia. -^J" ^%?Zi^Z^^" ,*
" oe^ Cu^^:^mo0^uT^f^ BSBU a. <'
lilas vantagens : os pretendentcs dirijani-se a ra do
Hospicio, n. 21, para se Ibes darem as inforn.acoes exac-
tas a respeitu.
PTtOPAGANDA IIOMOEOPATIIICA
O doutor SabinoOlcgarioLudgroPinho, reccbcndo.so-
breosseusbon.brosagrai.de missao depropagrr a ho-
mmopapalhia ncsla provincia, e as que llcan. ao norte,
avisa a todos a quem possa esta nova doulr.na ldl^a
teressar, que s acha por ora hospedado no Recife, hotel
Francisco onde poden ser procurado lodos os das
uteis desde as 9 horas do dia ate 2 da tarde.
-- Miguel Jos de Almelda Pernambuco participa a
lodos os seus cousiiluintes e a quem convier que mu-
dou a sua residencia para o palco do Carino sobrado
do um so andar pegado a orden, terecira.
Oftrcec-se una pessoa de boa conducta e que
ten. pratica de engenho para administrar .Iguin en-
trando con. 4 escravos de servico entre riles um car-
reiro : que... este negocio quiter dirija-se a uuna ,
ra d J Carino casa do professor de francez.
Da casa da ra do Aniorim, n. 43, de Francisca Gc-
trudes de Oliveira ausentou-se o seu sobrinho, de no-
mo Francisco, desde o dia 9 do crreme e como he de
suppdr que ande vagando pelas ras .previne a mesma
a todos os seus conhecimentos que nada deem usando
elle do nome da annunciante pois que por nada ser es-
ponsabilisa, c rogaque o apprchendam e Icvem-no a
casa cima que multo se agradecer.
Rodrigo Teixcira l.eile relira-se para o Ceara al o
fin do crreme : quem se julgar cuDfedo,',aP''f''" \CR
suas comas, em sua casa ra de S.-RUa n. 3, ateo da
20 desie n.cz, que depois desta dala nao se responsabi-
lisa por cousa alguma que appareca : t>e>" muo r-oga a
seus devedores que llic vao pagar at a esta dala, c. tm-
benlas pessoas que teem penboresdeosirresgatar.
Prccisa-sealugarunia escrava para o servi9o ta*
terno de u.na casa de pouca hrnJIia. que -^ >''^
saboar comprar lia ra e cozuihar toa*-''-lb'"
ustent e 10/ rs. ...ensacs: na Sokdade indo pela
T^Xci]ad.edXnrdpequUenode 12 a .4 annos. par.
ca.xefoem Caruan. .'pr^rindo.e Portuguez C( deate.
__Precisa-so allrgr
peiro para o servico ile urnas familias estrangoiras
na ra do Trapiche-Novo, n. 10.
Precisa-se de urna ama secca, preferindo-sc de Ida-
de. para faier todo o servi?o de una casa de familia : na
ra do Oueimado, n. 39. .
O pham.aceulico queestiver nascircumsUnc.as de
ir para tima casa, nao precisando se. approvado,dir.ja-se.
a ra do Rangel, n. 64.
Ainda conlin.'.a.a estar fgido o pardo de nome lla-
nhael, alio, senado de barba, tem urna fistola era um
ancho, be de poucas fallas ; levou calca e ca.n.sa de al-
godn ; be filbo do Cear. c be de suppor procurasse o
caminho de Sobral, donde veio : roga-se a quein o r.p-
prehender de o mandar eonduslr e ra da Cruz do Rert-
fe, n. 26, que se gratificar generosamente. .
Ho|e s 10 horas do (Jia sa-
he a Voz do Brasil n. 42 : a el-
la, patricios.
-Os dous sobrados de i oao Tho.naz Pereira sitos na
ruada Praia, tfirMe 31, em chaos foreiros avahado
cada ..... en. doze%onlos de ris sao de dous andares.
sot;?oetrapeira:acha...-se em praca por *
Jos Joaqui... Theotoniode Mello contra o mesmo.Joao.
TI.ou.az sua mulher pelo ju.zo do e ; v^ V"
nha. Oescriptoacba-seem .nao do porteiro que pode
dizer o dia da arrcinatac.'io. ___i^ ..
Firmino J. F. da Rosa, na ra do Trapiche, n. 44.
o seu escriplorio. te... para vender lindos vasos es-
maltado, para jardn., por preeoi multo commodo, aa-
sim co.no o genuino vinbo velhoda Hgue.ra, Plu.e;
o sabe apreciar tanto en. pipas como n barrls. o*
pretendentcs enie..da...-se con. o >"'n,le0 *!Z
d.as das .0 lloras da manha em diante, no caes da.
Alfandega.
Compras.
UMACORRENTEDEOURO.
Compra-se urna crreme de ouro: na ra do Quel-
,n!-d0Comprk.se un. par de manga, de vidro : ne.t.| tv-
pographia.
Vendas.
_ Vcude.se urna mulata moca, de boa conducta, sa-
brdo cozinhar bem. engommar. lavar, coser, e todo o.
mais servico de u.na casa : na ra da Cadeu de Santo-
Antonio, n. 21. .
Vendc-se um diccionario latino, de
composicao de Fonseca, e outro latino,
Magno lexicn, rom pouco uso : na pra-
ca da Independencia, ns. 6 e 8._ ^
\
ILADO




wmmm
m
mmm

M
Vendem-se 45 taboas de assoalho de amarello,
16 ditas de costadinho 31 ditas de assoalho de louro :
na ni i da Praia n. 35. ou iralar as Cinco-Poiitas ,
n. 34. Na metina casa vrudein-ae 16 barril de niel de fu-
ro de 4 e de 5 em pipa.
.Vendem-se dous scllins novo> patente ioglez, os
melhores que pdein apparecer no mercado : atrs do
ilir.11.-i) na cocheira de Joao da Cunlia Hcis.
--Vendem-sc, uo largo da Cadcia vaccas de leile s
10 horas da nianha.
-- Vende-.- uiua boa escrava de 22 anuos, que cn-
omina, cozlnha c lava, tudo com perfeicao : o motivo
a venda se dir ao comprador : na ra da Cruz venda
n. 87.
Vende-se um cordao de ouro cora o peso de 20
o i Uvas e sein feitio ; urna llanta de bano: na ruada
Aurora na loja do sobrado n. 36.
= Vendem-sf dous cscravos sendo ura pardo e uui
prcto da Costa multo proprios para engenbo por se-
ren muito inor.oi e possantes: na ra da Cadeia do Be
cife, n. 59.
Yendciii-se queijos londriuos de superior quali-
tladc : na ra do Trapiche-Novo n. 22 casa de Hc-
brard Si Compauhia.
Vende-se um moleque de bonita figura, de 15 a 18
annos: na ra das Cruzes, ti. 41.
Vcnde-se umescravo de ptima conducta, enten-
dedor de planlacdcs c he boni hortelao : na rUa do Hos-
picio n. 0.
-- Vendc-se urna porcao de telhas taboas de pinho,
coulrasmadciras pertencentes a um telheiro que se
desmanchou : tudo muito novo : na ra da Viraco ,
n. 20.
Yendc-se um quarteiro de casas, contendo 12
moradinhas sendo urna com 87 palmos de fundo, Ira-
vejada e assoalhada, as quaes rendeni 78/ rs. mensaes
tambera se vendem a retalho e em conta : na ra Au
ru -n, n. 58.
Vende-sc una prcta de 22 a 24 annos, que ciigom-
iu.i com toda a perfeicao cose cozinha e Cat tuiUit ui
nais arranjos de urna casa : nao se duvidando dar para
se experimentar: na ra do Rangel, u. 11. primeiro
andar.
Vendc-se um moleque de 8 a 10 annos, por preco
coiiiinodo ; no Aterro-da-Boa-Vista, n. 10.
! Vende-se uminulatinho de 10 a 12 anuos, muito
espertoeproprio "para aprender qualqucr ollicio : na
ra da I'raia casa da esquina piolada de encarnado ,
defronte da rampa.
Calcado.
Cliegaram os acreditados sapatdcs de Nantes de pa-
la c de 3 solas ; be ni como outros calcados : na praca da
Independencia ns. 13 c 15, loja do Arante*. Na mesma
loja vendem-se caixas com doce de fructas crvst.ilisadas,
vindas de Maisclha.
Vendem-se 12 cadeiras, um cannap, uina comino-
da, umjogo de bancas e varios quadros : tudo de ja-
caranda c nina mesa de ineio de sala de augico : na
i ii i do Rangel, venda de Jos Rodrigues Coclho & Com-
|. mili i. se dirquem vende.
Sapaldes de tres solas, a i s'ooo rs,
' 'No Aterro-da-Boa-Vista loja 11. 78,
vendem-se sapaloesde tres solas, pelo di-
minuto preco de 1 .s'ooo rs.
Na loja nova de Ricardo Jos de Frei-
tas Ribeiro, na rita do Pasteio-Publi-
dern.is, de autores portuguezes publicadas no Rio-de-
Janeiro por Jos Ferreira Monteiro contendo o pri-
ineiio viiluiur 52 nmeros eoin 312 paginas ; preco 2/
rs. Recrbem-se asignaturas para o segundo volume
constando todoo anno de 48, dividido eili 52 nmeros :
na ra da Cadeia do Rccife, Inja di Joo da lamba Ma-
galhes, aonde j se encontrarao os ns. 1 a 9. Na mes-
ma loja se coutlnuam a receber assignaturas para
Chronica-t'll preco de 6/ rs. por anno por52 nmeros.
Superior vinho da Figueira.
Vende-se esta superior pinga no armazein de Vi-
cente Ferreira daCosta na ra da Madre-de-Oeos era
barris de quarto, quinto sexto e stimo em pipa inul-
to proprio para gasto de casas particulares.
Novas gambreSes.
Vendem-se superiores cortes da fazenda denotni-
nada gambreoes pelo diminuto preco de 1,800
rs. o corte : esta fazenda no de mu i superior quali-
dade ii seus padroes rivalisam com as melhores ca-
simiras: na ra do Collegio, loja nova da estrella,
n 1.
Vende-se, ou arrenda-se o sitio de-
nominado Casa-Caiada na praia do
Hio-Doce : a tratar no Forte- do-Mattos,
com Jos Francisco Belm.
n. \2,
lirins trancados.
Vcndem-se superiores cortes de brins trancados,
dcqunilrose listras de muito bonitos padrOes, pelo
barato prego de 2,000 rs. o corte : na ra do Colle-
gio, loja nova da estrella, n I.
Casimiras elsticas finas.
co n. i 7 vendem-se
cortes de chitas'escuras ,coni 10 covados muito
c fixas a 1/600 rs. ; ditos de cassa com 6 varas ,
rs. e .muas inultas fazendas muito baratas. .
finas
a 2/
A isooo rs.
aurrelas com axeitonas superiores : ven-
dem seno caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco Das Ferreira.
Vende-sc a venda sita na travessa do Dique, n. 24,
com poucos fundos a niia-l vende tanto para a trra
como para o matto : a tratar na mesma venda.
= Vende-sc una preta de nacSo, de 22 annos, que
cozinha, engomuia, cose c lava ; sem vicios ncm acha-
ques: o motivo da venda se dir ao comprador: no Atei-
ro-da-Boa-Vista, loja n.78.
Vcndein-se caixas de macarro muito bom a 13/000
a caixa de 25 libras: no armazein de Francisco Dias Fer-
reira.
= Vendem-sc 6 duzias de cadeiras com assento de
paihinha e que sao muiiu fu i tes todas ou a duzias :
lia ra das Trineheiras, n 36.
Vendem-sc coifas e ineias ditas de laa de diversas
cores epadrdes, do melbor gosto que tem vlndo do Rio-
de-Janeiro : na ra larga do Rozario, n. 24.
Buft do Queimad, n. 46, loja de Maga-
Ihaes & Irmao.
Vendem-se ricos cortes de cambraia aberta. a 4,600
rs.; ditos, a 4,000 rs.; ditos de cassa de cor, a 3,000 rs.;
curtes de cambraia lisa muito tina, de 8 varas e tocia, a
4,200 rs.; ditos de 3,200 rs.; lencos bordados, com bico, a
Mili rs.; cortes de collete de fustn de cores, padres mo-
dernos, a 1,280 rs.; ditos, a 800 rs.; brim trancado par-
do, de puro linho, a 600 rs ; merino preto fino, a 3,000
rs.; cassa de babado fina, a 360 rs. a vara ; chita de co-
berta de cor fixa', a 200 rs. o covado ; cassa lisa, a 400 rs.
a vara ; camisas de meia, das* melhores que teem appa-
recido, a 1,4(10 rs.; muito boa fazenda paratoalhas, com
4 palmos e mel de largura, a 600 rs. a vara; setim pre-
to lavrado, a 3,500 rs. o covado ; chapeos de sol de seda,
a 5,500 rs.; briin trancado de cures, de mui ricos pa-
dri'n s e puro linho, para calca ; lencos de setim para gra-
vata; ditos de seda de cures; riscados franeczes largos
muito finos ; ditos inglezcs; bicos largos e estreitos ;
e rendas.
Vendem-se pautas das alfandegas do imperio do
Brasil impressas no Rio-dc-Janeiro : na ra da Crus ,
n. 20.
CALUMBlA MILLS
Ceorg town.
Acaba de chegar a este mercado urna partida desta
superior qualidade de farinha de trigo, coin a qual s
pode competir a verdadeira Gallega : vende-sc a reta-
llin, no armazem de Antonio Anncs, no caes d'Alfaude-
ga ; e em poredes, a tratar com J. J. Tasso Jnior.
Vendem-seJazendas muito baratas nos
Qnatro Cantos da ra do Queiwado,
loja n. 2o, de Teixeira Bastos & lr-
mlo,
corno sejtt.. .istores encorpados para calcas a 200 rs.
o covado ; lencos brincos de cassa com risca ein volta ,
a 200 rs. ; cortes de cambraia pintada para vestidos ,
fazenda fixa a 2/400 rs. ditos com alguin mofo a 2/
rs.; cassa chita fina e inuito larga a 200 rs. o covado ;
dita superior, a 400 rs.; riscados largos em cassa com
algum mofo a 200 rs. ; chitas brancas de flores a 120
rs. ; ditas escuras, a 160,200 e 240 rs. o covado ; ineias
para menina a 80 e 160 rs. o par ; ditas para meninas ,
a 320 rs. ; ditas para senhora de 400 a 560 r. o par;
lencos de seda preta para grvala a 1/280 rs. ; ditos de
cores em setim para grvala, a 1/600 rs. ; ditos de fran-
ja para senhora a 2/5C0 rs.; luvas preUs bordadas a
800 rs. o par; camisolas de meia americanas, multo
boas a 1/600 n ; e oulras multas fazendas, por pre-
co commodo.
Vende-sc Lizia potica, ou colleccao de poesas ino-
Vendcm-se superiores eexccllentes drtesde casi-
miras do superior qualidade e lindos goslos, pelo
diminuto pretjo de 5, 6 e 7( rs. o corto de calcas, sen-
do seus padres tanto de gosto para o invern, como
ara o vern; a e.'les antes que se acabem : na ra
do Collegio, loja da estrella, n. I.
NOPASSEl-PBLICO,
na loja de Manoel Joaquim Pascoal Ra-
mos, n, 9,
vendem-sc muito superiores pannos finos, de todas as
qualidades, a3/, 3/600,3/800, 4/e 5/rs.; sarja muito
superior a 2/c 2/400 rs. ; merino, a 3/200 rs. ; alpaca,
a 1/rs. ; lencos de seda a l/rs ; cortes de casimiras ,
a 6/ rs. ; ditos de laa a 2,500 rs. ; chapeos de sol de
seda, a 5/500 rs. ; e tudo o mais por preco rasoavel.
LOTERA DO R.IO-DE-JANEIRO.
Vendem-sc melos bilhetes da primeira lotera a bene-
ficio da irmandade do Santissiino Sacramento da impe-
rial i n I i le de Nilheroy: na ra da Cadeia, loja de cam-
bio, n. 38, de Manoel Gomes.
Vende-se urna ptima morada de casa terrea ,
sita na ra Augusta com inea-agoa para a ra do Alc-
< rini ; um terreno junto a dita com alicerces para
duas casas; cento e quarenta palmos de terreno coin
cerca de dous mil palmos de fundo, desde a ra do
Alecrimal a beira do rio : ludo por preco muito com-
modo : a fallar com Joaquim Teixeira l'cixoto na ra
da Concordia, n. 25.
-- Na ra do yueimado, n. 30, ha pannos de boni-
tas Coras, proprios para palitos e sobrecasacas, as-
sitn como chapeo de castor, pelo barato prego do
5/000 rs.
- Vendem-se acabes da ex-
mela eompanhiade Pernambuco
e Paraliiba: no escriptorio de O-
veira limaos & C, ra da Ciuz,
n. 9.
SUPERIOR FARELO, A 4,000 rs.
Vendem-sc saccascom farclo fino de Trieste, clie-
gado ltimamente, o qual he o melbor de todos que
aqu tem aportado, por ser o mais nutritivo: em casa
de J. J. Tasso Jnior, ra do Amorim, n. 35.
VEJVDEM-8E
collccgoes de vistas de Per-
nambuco ,
sendo as da ponteda Boa-Vista,ponte do Rccife,Bom-
Jesus, Otinda, Poco-da-Panella e Cachang, feitas ao
'leneficio da sociedade da Beneficencia allemfla e
suissa : no armazein de Kalkmann & Rosenmund ,
no hotel l'istor, naslojasdosSrs. Ltlix Antonio Si-
qu<*ira da Snra. viuva Cardozo Ayres & Filhos na
ra da Cadeia do Itecife ; as lujas dos Srs. Santos
N'eves & Gu i maraes na ra do Crespo ; do Sr. Jos
de Alenquer SimOes do Amaral, na ra Nova ; e do
Sr. i. Chardon no Aterro-da-Boa-Vista.
A sublime ban/ia jranceza.
Anda existem alguns potes desta sublime banha, con-
tendo cada um 2 libras, por 1/600 rs. : na ra larga do
Rozario, n. 24.
Vendem-se 3 pretos de elegantes figurase regular
conducta ; duas prctas engommadeiras e cozinheiras ;
I dita de 16 a 17 anuos,boa costurcira c engommadeira;
duas ditas para o servico de campo ; urna negrinha de
10a II annos com bous principios de costura ; um rao
Icque de 6 annos : no pateo da matriz de S.-Antonio ,
sobrado n. 4.
Vende-se urna morada de casa de dous andares,
sita na ra Direita, no melhor local com 36 palmos de
largura e 96ditos de fundo, boas paredes, grande quin-
tal duaslojas e em bom estado : na ra do Caldeire-
ro n. 62.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n
78, vende-se superior cotirode lustro a
!\S rs. a pelle.
Vendem-se escravos de ambos os
sexos, de bonitas figurase sem achaques :
e 200 rs. ; riscados muito finos, a 240 rs. o covado ; cor-
tea de cambraia de quadros, com 0 varas a 2/400 rs ;
cass.i-chitas de todas as qualidades, 2 2/500 3/ c
3/200 rs. o corte; lencos de seda para grvala a 400 rs. ;
ditos iie cassa, a.200 rs. ; chales de inetim a 1/rs,; di-
tos de laa .''.,00 rs. ; e outrns militas fasendas, por
menos preco do que em outra qualqucr parte.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em putra qual-
querparte: na ra do Trapiche, arma-
zem n I7.
Vendem-se pe'cas de madapoln com 20 varas, inui- I sem vlcl
delles oanoelro : na tua das Cruzes n. 22, segunde
dar. .
= Vcn nos de bonita figura : na ra do Queimado n. 27
dir quem vende. *e
= Vende-se cal virgem, chegad iilliinamentc J.
Lisboa por preco mais barato 500 n. que os outros vci
derem : na ra do Gula n. 9.
Vcnde-se urna venda na ra do filar u, 89 bein**
afreguezada para a trra : a tratar na mesma venda.
Vende-se um lindo molecote de nacao, ptimo co-
zinheirn e copelro e que nao tem vicios nem achaques"
na ra dasLarangeiras, n. 14, segundo andar.
Vende-se una preta crloula de 26 annos pouen
na ra do Crespo, n 4j ou no Passeo-
l'ublico, n. 17.
Casimiras elsticas a 640 re'is.
. Vendem-se casimiras elsticas de algodilo e lTa,
pelo barato prego de 640 rs. o covado : na loja nova
da estrella, n. 1, da ra do Collegio.
Corram, fregueses, d loja de Manoel
Joaquim Paseoal Ramos, no Passeio-
Pidlico, n. 19.
Vende-se pelle do diabo a 200 rs. ; castor, a 200 rs. ;
algodo azul, a 200 rs. ; algodao de listras, a 200 rs.
chita de coberta a 200 rs. ; riscados franeczes, a 200 rs.;
madapoln fino a 200 rs. a vara ; nielas, a 200 rs. o par;
chitas de assento escuro de cores fizas a 120 140, 160
to largo e muito"forte a 2f800'rs. e a retalho a 140 e
160 rs. avara; chitas limpas cores fizas muito en-
corpadas c muito fortes a5/ e 5/500 rs., e a retalho ,
140 e 160 rs.: na ra estrella do Razarlo, n. 10, tercel-
ro andar.
Vende-se um pardo alfaiate e que he proprio pa-
ra todo o servico por ter multa habilidade : na praca
da Independencia, livraria ns. 6e 8, se dir quera vende.
Vende-se uin moleque do bonita figura de 15a
13 annos: na ra das Cruzes, n. 41.
Em casa de Hebrard&c Companhia na
ruado Trapiche-Novo n. 11,
vende-se azeite doce em caixas da bem conhecida mar-
ca Plagnol ; superiores presuntos e salames de Arles",
ltimamente ehegsdos de Marselha ; todas as qulidades
de conservas de frutas da Minina em calda e vinagre ,
superiores licores ; marraschino ; cognac ; absinth ;
kirschwasser ; vinhosde Champanha; do Ulienn, II 1111-
Bersac, Sauternes, Chery, Porto, Hevesalte Chcrry-Cor-
dial, etc. : estes < 'ninilus (nitros gneros vendem-se por
preco commodo.
Cheguem aoS novos riscados.
Na ruado Livraiuento, n. 14, vendem-se riscados mui-
to tinos e de ricos padres ; cassas prctas com flores en-
carnadas ; panno-coure para calcas; e outras inultas
fazendas baratas.
Na loja que faz esquina para a ra do
Collegio, n. 6,
vende-se prlnceza larga preta muito superior pelo
barato preco de 1/rs. ocovado ; luvas brancas finas, de
algodao, a 120 rs. o par; alm destas fazendas ha um
completo sortimento de todas as qualidades de fazendas,
tudo por preco commodo.
Farinha de milho, a vapor.
Era Fora-de-Portas, na ra dos Guararapcs, n. 5, se
continua a vender superior farinha de milho, feita por
um inoiiilio pii.adn a vapor. A retalho, o preco da pri-
meira sorle, he de 100 rs. por libra, eo da segunda e
Icrceira 60 rs. A quem diariamente lomar de meia ar-
roba para cima se far um abate rasoavel.
CHARUTOS DA BAHA.
Vendem-se os melhores charutos da Babia : na ra da
Cadeia do Rccife, n. 48, primeiro andar.
-- Vendem-se os seguintes escravos : um casal pro-
prio para um sitio ou engenho ; duas pardas mocas c
bonitas ; una negrinha de uaco de 13 a 14 annos, que
cose faz lavarinto e he recolhida : no pateo da S.-
Cruz, n. 14, se dir quem vende.
-- Vcnde-se a boa venda da esquina da praca da Boa-
Vista n. 2 : a tratar na ra da S.-Rita n. 85, ou na
mesma venda. ..... -
Contina-se a vender, na ra das Gru-
zes, n. 41, cal virgem de Lisboa, vinda ul-
'\g/^f timamente no briguc Conetico-de-Btaria,
r>3f por menos preco do que em oulra qual-
qucr parte, assiin como panno de linho
sortido : a vista da qualidade se tratar o
preco.
Vendc-se um cscravo de nacao Angola de 26 an-
nos bom cortador de carne : na ra do Rangel n. 24.
Vende-se urna escrava crioula de 18 annos ,com urna
cria de 2 mezes bem nutrida ; a escrava he perita cozi-
niieira engommadeira, e faz bolos, doces, refina
assucar faz um fiambre c tudo que for assado con
asseio : na ra Nova, 11 16.
Vendem-se duas bombas, urna de ferro e outra de
pao; tamficm se vendem pedras de cantara : na ra da
Praia. defronte da ribeira ns. 9 c 11.
Vende-sc cal virgem de Lisboa em barris de 4
arrobas ebegada pelo ultimo navio, por prejo commo-
do : a tratar com AI incida & Fonseca na ra do Apollo.
Casimiras lisas, a 2,400 rs.
c>da covado, as melhores que tem vindo a esta praca,
nao s pelas delicadas cores,-como por ser perfeita
fazenda ; ditas de listras, vindas ltimamente de
Franca osmelhbresgostos e melhor fazenda que
ha a 9,500 rs. o corte ; meias casimiras a 3,500 rs.
o corte : panno prelo o azul fino a 3,000 rs ; dilos
de cores, tie 4,000 ate 5,000 rs.; dito preto a 6,000,
6,500, 7,000 at 11,000 rs. que nada deixam a dese-
jar ; e todo o sortimento do fazendas finas o grossas
que se vendem a retalho o por atacado: na ra do
ueimado D. 27 no novo armazem de Raymundo
Carlos l.eite.
i.-.u'ii|iiail a.npis ciisome a
san".' soas-ouq "aiJoa upeo seaejed oas ap.oajjd ointi
-llllip 0|Jd 'SBXU S3J03 a[i 3 s.ni.ipl.'il Miau ap apepia
biso i.- .iinamciniiin scpv3at|3 sasuam led sessea m: um
se as-niaptuA 'q -u omoiuy-'g ap aje ob 3)uojjuoo
' 'O >>? spjvuwiQ ap vio/ vu < 9uoo o
SJOfft 7) .' sasunsijvdsvssvosvaousj/
Vcnde-se una excellcnte casa terrea na fregueiia
da lloa-Vista, com muito bons commodos, grande quin-
tal com ni ni tus amireifos de fructo : na ra que atra-
vessa para a Gloria casa do lampeo.
A 3s'8oo rs. a peca.
Na loja de Guimares & C.
que faz esquina para a ra do Collegio n. 5 vendem -
se pecas de eli i tas de ,'!S covados a .'IjSilli rs. a peca, de
sol 11 vel panno e padres agradaveis. Dao-se as amos-
tras sobre penhores.
Liz Teixeira,
curso dedireito civil portugus, vende-se por menos
preco do que em outra qualquer parte: no pateo do
Collegio loja nova n. 6, de Joo da Costa Dourado. -
Na ra de Jgoas-Verdes,n. 46,
vende-se una bonita escrava de 18 annos com habili-
dades ; urna moleca de 15 annos, de nacao Cabinda ,
com boas habilidades ; dous moleques ; quatro cscra
vos para todo o servico.
-- Vende-se urna preta lavadeira, quitandeira e que
faz todo o mais servico de uina casa de familia, com
desembarace e presteza : na ra Augusta, n. 54.
Vendem-se 4 escravas, sendo : duas lindas pardas
de26 annos, que engommam, cosem cano,, cozinham e
lavam ; dous lindos molecotes de nacao Angola de 16
a 16 a 18 anuos, proprios para todo o servico, sendo um
menos que cozinha, engomma e cose soffrivri -
asnera achaques: na ra Direita, oonlronte a
ilao do I.iviamenKi venda-n. 4.
=Vende-se uina preta de 30 annos, que ibl de Manoel
da Silva Santos crguelro na praca da Independencia
o qual fb mono dentro do Recite no' da de trvas, por
aiija causa talvcz a nao deixasse forra, attendendo aoi
seus bous servicos: esta preta alm de excedente coa.
ducta bonita figura esadia engomma, cose, cozinha
corta e faz bontes e he boa vendedeira de ra : na rus'
larga do Rozario, n. 35, se dir quem vende para dar
contal.
Vcnde-se a venda n. 86, na ra dosPilar o melhor
lugar de Fra-dc-Porlas bem afreguezada com com-
modos para pequea familia e quintal, e ha outra con-
veniencia vantajota que se dir ao comprador, a dinhei-
ro ou aprazo cora endossante que agrede: vende-se
porque o seu dono oceupa-se em outro negoelo e quem
a administra nao pode continuar : a tratar na ra du
Queimado luja i\. 21.
= Vende-se um bom violan encorduado, coin excel-
entes vozes por 6^ rs.: na ra do Seve, teaceira casa
do lado direito.
Vende-se vinhq, do Porto de todas as qualidades
em pipas e em barris de quarto e oitavn ; cevda ; nain-
90; pendras de rame; azeite doce; fechaduras para
porta de armazein ; retroz do Porto; cnelros de algodo -
ineias de lioho para hornera; panno de linho, azeitonas
em ancoretas; tudo por preco commodo : na ra do Vi-
gario, armazem 11. II, de Francisco Alvesda Cunha.
Vendem-se 76 aeces da compa-
nbia de Bbcribe : a tratar no Aterro-
-da Boa-Vista, n. 63, primeiro atulay ,
Vcudem-se ricas franjas para cor /
tinados, assiin como linha para bordar,
muito fina : na loja de miudezas da ra -
(1(1 \jiiijiij;. 1, l. i Di, U (iiillliai es.
Na ra do Rangel, n. 8, vende-se a dinheiro a vis- '
la, para liquidaciio do estabelecimcnlo, o seguinte : vi- 1
nbo superior de Lisboa, milito velho a caadas a 1/600 I
rs. e em garrafa a 220 rs:; cerveja branca em duzia a
4/500 rs. ; genebra de Hollanda a botija ; a ligitima fa-
rinha de araruta a 5# r>. a arroba e a 200 rs. a libra ;
e lodosos maisgencrosmuitocm conta.
Acham-se alguns exemplares a venda do novo Tes-
tamento de N. S. Jcsiis-Chrislo conforme a vulgata la-
tina traduzido cm portuguez, e anotado segundo o sen-
tido dos santos padres c expositores catholicos, pelo
qual se eselarece a verdadeira doutrina do texto sagrado,
e se relntam os crios subversivos dos novadores antigos
e modernos pelu F.xin. Sr. bispo de Colmbra ; obra
muito mil a todos, principalmente aos Srs, parochos:
na ra da Cruz, loja de livros n. 56.
Vendem-se, 11a loja da ra do Crespo n 11, os se-
guintes livros: Diccionario portuguez c franeez, e fran-
crz e portuguez por J. J. Roquete, I v. por-f rt. ;
dito de Constancio 2 v. por4,000 rs.; dito geographi-
co 1 v., por 7/ rs. ; dito italiano e franeez, 2 v. por
5/ rs.; Fonseca, Lexicn 1 v. por 2/500 rs. ; obras
completas de liuflon, 50 v. por 14/ rs. ; Retiro espiri-
tual 2 v. por 5rs ; tratado da religio; 3 v. por 4ff
rs. ; Curso de philosophia por Dajnirou, 4 v., por 7/
rs. ; Principios de direito natural e das gentes por
J. J. Un Hamaque 5 v. por 10/rs, ; formulario de li-
bellos e pelices por J. H Concia Tellra, 1 v. por 3/
rs. ; Cdigo dosjuizes de paz, 1 v. por 5/ rs. ; Geome-
tra de Kiiclides Algebra c Ti ignometrU, por Lacrolx ;
Instiliiices oratorias de M. F. Quilliano, 2 v. por 4/
rs. ; I.mics de eloquencia nacional, pelo padre Miguel
do Sacramento Lopes Gama 2 v. por 5/ rs. ; Grainma-
tica francesa por Se vene, por 4/rs. ; dita de Montever-
de por 3/rs. ; Resumo da historia de Portugal, 1 V., ,,
por 1/ rs. ; c outros mui tos romances por Alphonse Rab-
be a 500 rs. cada um : contina-se a comprar e tro-
car por outrrs obras .sendo boas e estando em bom es-
tado.
Vendem.se trinta varas de babado
de linho de palmo de largura, pelo dimi-
nuto, preco de 4,000 rs.: na ra do Quei-
mado, loja n. 17.
Vende-se um pianoforte, com mui-
to boas vozes, dos autores Colard & Co-
lard.adverle-se que tem mui pouco uso,
e se vende por preco commodo : no A-
tecro da-Uoa-Vista, luja n. 10,
-\:-.-.ii--e.-.
Escravos Fgidos
Fugio, no da 12 do crreme o escravo Manoel,
i rumio de estatura regular ,' seceo do corpo olhos
grandes e vista espantada quaudo falla nariz bastante
chato ; tem os dous dentes da frente abertos como pre-
to congo ; falla muito, porm parece abestalhado ; an-
da espigado e com os pellos mulo para frente e sella-
do : representa ter 24 annos para cima ; emende de
sapaleiro e de cozinha. Este cscravo he bem couhecido
por ter sido do Sr. Monteiro, professor. Roga-se a quem
o pegar de o levar a rua do Trapiche, n. 42, no bairro
do Recfe, que sera gratificado.
Fugio, no dia 30 de maio prximo passado, um pre-
to crioulo, de nomc Marcos, orncjal de pedreiro de 26
annos de estatura regular secco do corpo, rosto com-
prido, beicos grossos ; tem todos os dentes da frente e
duas eieatrizes no pescoco bem debaixn d'nnde abota o
collerinho da camisa ; consta andar pescando pela Ca-
banga e Alonados : quem o pegar leve-o a rua do Cabu-
ga loja de miudezas, n. 1 D de Guimares.
rugi, no dia9 do enrente pelas 5 horas da noi-
te,o escravo, de nome Joffo de SH> annos pouco mais
ou menos alio, jera barba falla Instante desembara-
zad i ; he ci ionio ; levou camisa e calcas de algodao rls-
cado suspensorios de fila ,e chapeo de paiha ; cujo es-
cravo conduzio do Cear o Sr. Frcdcrlco Jos Perelra ,
chegado a esta cdade no ultimo vapor, Imperalriz. 'Ro-
ga-se a qualquer pessoa ou capitn de campo que o
apprehcndae leve-o a ruada ( adeia do baino de S.-
Aiitono ,n. 25, qne ser gratificado generosamente.
Fugio, de berdo do brigue Serlorto na uianha do
da 5 do corrcnlc um escravo inarliiheiro de nome
francisco de nacao Jang; represenlaleroO a 35 an-
nos ; tem um signal na lace esquerda falla multo des-
caucado ; levou caifas e camisa de algodao aiul, chapeo
de palha pintado de tinta branca um balde onde con-
duzia a racao e 7/ rs. era cdulas ; falla hespanhol:
quem o pegar ou dellc der uoticia a bordo do mesuio
briguc fundeado na Lyigoeta ou na rua da Rloda ,
n. 7, que ser recompensado.
Per*.
NA TtP. DE M,
F. DEFAMA. 1848
X
>
MUTILADO


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