Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09767


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Full Text
-
Anuo XXIV.
Sexta-feira 14
ile Julho de 1848.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Coia'nna e Parahiba, s scgs. c scxtas-feiras.
Rio-G.-do-Nortc, qulntas-feiras ao liicio-dia.
Cabo, Scrinliacm, Rio-Formoo, Porto-Calvo
e Macci, no 1:, a II e 21 de cada mez.
Garanhuns e Bonito, a 8 c 23.
Boa-Vista e flores, a 13 e 28.
Victoria, di quintas-feiras.
Olinda, todos os dias.
I
N. 154.
O DIARIO publica-se todos os diasque u
furcm de guarda: o preco da assignatura he
de i/OOO rs.por quartel, pagos adiantados. Os
annuncios dos assigiiantcs sao inseridos
rasfio'de 20rs. porlinha, 40 rs. en typo dif-
? ferente, ea9 repctifes pela me! ule. Os nao
csiignautes pagaran 80 rs. por liuhac 160 rs.
ai typo diflfereote, por i-a-.l i publicaran.
PHASES DA LA NO MEZ IJE JUI.HO.

Crescente, a 8, s 7 horas e II inin. da manh.
I,n i rhti'i, a 16, s7 horas e2 itiin. da manh.
M'Mgoantt, a23, s 9 horas e50 inin. da manh
La nova, a 30, s 5 horas c 6 inin. da manh.
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. Jauuario. Aud. do J. dos or-
phaos, do J. do civ. do J. M. da 2. v.
11 Terca'. S. S iliiiio." Aud. do I. do c. da 1
v c do J. de paz. do 2. dist. de t.
12 <_)uarta. S. Joo Gualberto. Aud. do J. do
c.da 2. v. c dq J. de paz do 2 13 Quinta. S. Adelo. Aud. do J. do9
orph.c do J. M. da I. v.
14 Sexa. S. lioaventura. Aud. do J. do civ.
e do J. de paz do 1 dist. de t.
1 Sabbado. S. Caniillo de Lellis. Aud. do J.
doc. da 1 v. edo J. de paz do I dist. de t.
16 Domingo. O Anjo Custodio do imperio.
CAMBIOS NO "DA 13 DE JULHO.
Sobre Londres a 25 d. por rs. a 60 dias.
Paris a 345 o 350 rs. por franco. Nom.
Lisboa 100 por cento de premio.
!)esc. de leu. de bqas Bruta* > l'/i V, ao mc.
Acedes da comp. de Iteberibe. all/rs.ao p.
Omo.Oncas liespanholas 32/000 a licito
Murdasdrt/OOv. 17/300 17/500
de 1^400.1. 16/600 a 17/000
- de 4/000... 9/600 a 0/800
PralaPatacdes brasileiros 2/00O a 2/020
Pesos colu.iinarioa. W00 a 2/l)2o
. Ditos mexicanos...'.. 1/850 a 1/900
._ Miuda.................. i/" '/J*'
FERNa^BUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
33.' arssAo ORDIWAB.1A, IM 10 DE JULHO
DE 1848.
PRESIDENCIA DO SR. VIGARIO AZEVEUO.'
iCimiinunriin do numero antecedente.)
O Sr. Xavier Lopes: Sr. presidente, quando fallei na
se primeiro lugar fallou, eombalendo o artigo additivo ;
mas, como este nobre deputado reproduiisse ds inesmos
argumentos, forcoso me he explicar e repetir as minhas
primeiras argomentaces. Antes, porm, que isto faca,
convin expora tnlnha opiniao a este respeito O corpo
de pneia.Sr. presidente, com 401 pracas, como acnmt
de passar no projecto de lei em segunda discussao. nao
prcencher lalvcz realmente o scrvic.o policial eui toda a
provincia, tal qual elle deva ser feito, attendendo.se s
suascircunistancias especiaes : estou liem convicto dis-
to ; mas, como o nossn estado de Mnaneas nao he nmito
satisfactorio ; como temos necessiilade de nutras medi-
das tambem milito importantes, nao podemos volar por
iini corpo com inaior numero de pr.i-, c : foi, pois, for-
coso diminuir forca exislenle, c votar a que est con-
signada no projecto ; todava convin que a distribuyan
desta loica so faca teudo em vista dnas idehs, ou prin-
cipios cardeacs : 1.", que ella soja distribuida conveni-
entemente em cada urna das comarcas da provincia', de
inaneira que coinprrbenila o alcance da necessidade gc-
ral, em urna propoic.no relativa ao estado da mesilla i he
esta, pois, a ideia que se acba consignada no artigo ad-
ditivo, e esta he a raso que mais me anima a volar por
elle O segundo inulivo lie que esta frca destacada as
comarcas se prcplc ao auxilio das outras, de uin modo
ju mi,pin c conveniente, logo que se der algoina emer-
gencia de casos extraordinarios, logo que fur alterada a
ordein cm .ligninas ilellas ; poique a forca de polica he
creada e organisada com a idea primitiva de eoncorrer
para as necessidades de cada urna das comarcas. Por-
tan (o, Sr. presidente, eu vou referir-me aos argumen-
tos que de novo apresentou o nobre deputado, e o que
se Ihe seguio.
Disse o priineiro'que fallou, que achava_ emba ac na
,':,! i iIhii ,,in da forca, e que o artigo nao ndicava os
meios de remediar este Inconveniente. Este argumento
j foi respondido em mcu discurso anterior, quando
disse ao nobre deputado, que o.inconveniente da dis-
tribuicao da forja existia, de qualquer mane ira que ella
fosse feita, porque nos temos ccrlos dados para distii-
bruir a loica, como tem qualquer autoridade publica,
quando distribue os contingentes de seu poder, os meios
que tem de garantir a ordein publica, e fazer ell'ectiva
esla inesiua autorida'de, cujas bases sao.^ como jndiquei
de outra vei, o estado de populacao, d'exlenso, e de
n "i ilnl ni.- mi civilis iiiiii ; quero dizer que o governo
cu qualquer aatorldade deve dividi ,-ss* frca em rela-
co s necessidades peculiares de cada sociedade : isto
ijii inin s necessidades ordinarias, servindo-se jiara as
exlraordlnarias daquellescorpos auxiliares que Ihe leein
dado as Ieis, quaes sao atropa de linha e a guarda na-
cional, destacando-a com sold, ou em servico ordina-
rio seiu elle, e ltimamente o mesnio corpo de polica,
que se deve adiar destacado em cada una das comar-
cas ; porque, Sr. presidente, esla distribuicao da forca
por todos os pontos da provincia s tem applicacao pa-
ra o servico ordinario, sem que todava o governo, eoi
caso extraordinario, lique vedado de fazer allluir niaior
numero de pracas a um ponto qualquer.....
OSr. Joi Pedro : -- Olhe que o artigo diz que nunca
na capital podero estar mais de 150 pracas.
O Sr. Xavier Lopet : Mas as coiuticdes da lei sempre
salvam um caso extraordinario ; porque, nesse caso, o
presidente pode ter na capital, OU em qualquer cornal-
n inaior numero de pracas do (juc aquclle que Ihe he
distribuido ; distribuicao que nao pode ser combatida,
porque o eu fin he til, pois he o de fazer com que cm
todas as comarcas as autoridades tenham a frca, se
uo bastante, ao menos possivel, para prender os delin-
quentese prevenir os abusos.
Vamos segunda consideraeo ou argumento do no-
bre deputado. Foi que, sendo o corpo dividido em des-
tacamentos, a disciplina do inesmo loare.
Es le Inconveniente parece-ine que nao he nada iuipli
cavel pelo artigo ; pvr.jue, segundo inesuio os princi-
pios dos nobre deputados, esse corpo l,m de ser dis-
tribuido pelas comarcas como o governo entender : lo-
go, se a divisao delle concorre para a falta de discipli-
na, d se isso em ambos os casos e demais, eu emenda
que este corpo nao carece da disciplina rigorosa da pri-
mera linha.
O.Sr. Jois Carlos : Dos nos acuda Eu nao sci o que
silo soldados armados sem disciplina.
O Sr. Xavier Lopes : Xomnrain-nie o serinoo no uieio
da escada. Eu disse que o corpo de polica nao careca
dadiscipluaiigorosa de um corno militar de primeira
linha.....
Um Senhor Deputado : Rigorosissicua.
O Sr. Xavier Lopes : Mas o faeto he que o corpo de
Solicia nao est subj.ito a esse rgimen austero, essa
isciplina severa a queestao subjeitos os corpos de pri-
luelra linha ; nao est subjeito a castigos corporaes i
qualquer soldado que provocar o seu superior, nao tem
pena maior do que nlguns dias de priso, ou alguma ou-
ira pena moderada, segundo a lei da creaco do corpo
de polica.....
O OSr. Xavier Copes: Eu nao seise he forte ou fra-
co : na minha comarca vi uin soldado provocar e insul-
lr ii seu superior ; e, perguntando eu por o castigo que
Ihe era devido, fol-ine respondido pilo olucial coiu-
iiiand.inte do destacamento, que s podia ser recolhido
poralgun* das., ..
O Sr. remira Gomes : Quem disse isso jiio leu o re-
gulamento.
O Sr. Xavier Lopes : O que he ceno he que o corpo
de polica, se tem esse regulamcnlo forte, nao pdem os
soldados Irllu ser cbibatados.....
OSr. Jvaquim Villela : Logo, a disciplina s consis-
te em levar chbala.
O Sr. Xavier Lopes : iNao digo isso ; mas digo que he
fra de duvida qiie o corpo de tropa em que nao ha es-
se recelo do castigo inmediato, tica reduzido ao estado
de indisciplina em que est a polica. Mas, enifini, eu
nao entrare! agora nessa questao dos-castigos.
Scnhores, o artigo tem por l'un impr ao presidente
a obrigaco de, em circunstancias ordinarias, tr sem-
pre destacamentos de polica cm cada comarca, porque
este he oTim principal do corpo de polica ; c as neces-
sidades de cada comarca, relativamente fallando, sao de
igual consideraco que as da cidade, se nao frcminaio-
res ou mais urgentes : isto ninguem pode duvidar.
Mas, di?, o nobre depulado, que nao quera que a
guarda nacional fsse auxiliar desta frca.
Sr. presidente, eu, fallando a este respeito, digo que
he urna' necessidade rigorosa I un; n mo, frequentes vc-
zes, da guarda nacional; e que o corpo de polica, para
fazero servico policial cm toda a provincia, he diminu-
to : logo, umitas vezes se ha de recorrer a cssas outras
corporaedes.
Mas, disse o nobre deputado que fallou enrultimo lu-
gar, e foi essa abase da su argumentaco, (alcin da
parte poltica) que nao competa essa distribuicao as-
scinblca, por ser ella excntrica de suas attribui(des. Is-
to, dito de um certo modo, parece que dexa algiim eui-
baraeo ; porcm queiu reflexionar, conhecer que mar-
car o meio porque deve ser distribuida a forca, por nos
decretada, em relacn a lei da sua creaco, he tima fa-
culdade que se nao pode tirar esla casa ; porque, a nao
ser assiin, licariam redmidas as uossas facilidades, os
nossos poderes a este respeito : a assemblca nao pode
introdiizii-sc na parte puramente administrativa ; mas,
no que loca a fix.ifo do numero, e maiera por que
esse numero ha de ser distribuido, isso he i neo utos ta-
veliuente de suas allrihuicdes:
A' vista, pois. do que tenho expendido, estou conven-
cido que o artigo deve passar, porque elle sana as dilli-
culdades que-mencionei, e nao tem os Inconvenientes
que fi'iraiu amoldados pelos nobres depnlados : pelo
que contino a votar por elle, e Ihe mandare! urna emen-
da explicativa
O Sr. Laurentino : Nao tenclonava fallar sobre esta
materia ; nao sou militar, nunca o fui, nao cntfido. na-
da de cousas militares : mas a discussao que tem havi-
do na casa, me ha coagido a votar absolutamente con-
tra a emenda ; e preciso dar as rasoes por qtte a slo me
resolvo. //
Tejo, pelo que tenho ouvido na discussao, que o arti-
go quer que esta frca seja rigorosamente dividida em
destacamentos por todas as comarcas da provincia, at-
tendendo-se s suas necessidades. Ora, se atlendcrmos
s uecessidades em casos ordinarios, bem ; mas,' se at
lendermos a um caso de revolta, ha scus inconvenien-
tes : vai um destacamento,por exemplo, para Gniannade
50 pracas, para Garanhuns 20, para Kio-Pormoso 30, na
cidade nao podem existir mais de 150 pracas ; occorre
repentinamente nina necessidade no Kio-Formoso, qual
o meio de acudir a ella .'
Um Senhor Deputado : A guarda nacional.
O Sr. Laurentino : Mas esse recurso va de encontr
ao fin da economa que se diz ser um dos principios a
favor da reduccao.
O Sr. Joaquini Villela (com frca) : Apoiado.
U Sr. Laurentino : lia casos em que se pode adiar
recurso no corpo de polica, c s quando este nao seja
suicie'.e se deve lancar nao da guarda nacional.
OSr. ioaquim Villela : Soslo muito de quem me en-
tende.
O Sr.. Jos Pedro : Apoidissiino.
0 Sr. Laurentino : Eu sci, Sr. presidente, que o go-
verno, a le ni da guarda nacional, tem sua disposicaoa
tropa de linha ; mas, se se tratar de um caso extraordi-
nario, se em Garanhuns, no Heoito c cm diversos oulros
pontos da provincia apparecereui casos que reclamen)
promplas medidas, o que ha de o governo fazer, nao
tendo frcassullicientes para mandar para todas cssas
partes ? Ouvi aqui dir.er-se que, neste caso, chama-sc o
destacamento de outra comarca ; supponhamos, porm,
que apparecc um caso extraordinario em lUo-Formoso,
ha dse ir buscar odestaincnto de Goianna afiui demn-
dalo para ah, quando devia partir da capital, centro das
frcas e das providencias ?
Eu, Sr. presdante, achava-mc cncarregado da polica
em Santo-Anlao, cui certa poca ; ameacou-se a pTovin-
ei.i enni lllll rnlll pi llien lo gCral, l|UC tOVC pillCpO Clll
Bonito, e o governo inandou-me immediatamente o ba-
talho de polica appareceu um movimento revolucio-
nario em Taquaritnga, mande! para all a frca e su-
focou-se promptamente a revolta.; acontecera o mes-
nio se estvessem divididas as forjas?
(Ct'usuirt-si! i'iiniiineros oparlcs.)
O Sr. Laurentino i Emliin, Sr. presidente, cu termi-
no aqui. J disse e repito ; entendo ponen da materia, e
s quii fazer estas rellexes pan justificar o meu voto.
Val mesa a seguinte emenda, que he apoiada :
, Em vez da palavra nunca diga-se m circums-
lanriat ordinarias. Aueier Lopes.
O Sr. Jos Pedro ainda se conserva lias idelas que ha
expendido : felicita ao nobre deputado que o piecedeu
por concluir seu discurso de inaneira a apoiar a opinio'
delle orador, e isto nao s pelo que disse, se nao timbem
peloque consignen em sua emenda; porquantoautorisoii
o presidente a movcrafOrca, em casos extraordinarios,
< "un Un- aprouver: jioiulcra cmlim que milito eonvui
nao alar as maos ao governo, para que, no caso de nao fa-
zer O bem, nao se possa elle eximir da responsablidade
allegando os embarajos cm que o deixarani. Concluc
votando contra o artigo.
O Sr. Trijo de Loureiro sustenta a sua emenda, aprc-
i-lilaila na scsso anterior.
Julgada a materia discutida, he o projeclo approvado
em segunda discussao para passar a terceira com aeincii-
da do Sr. Jos Pedro, relativa prohibco dos empres-
timos da caixa de adiuinstrajo ; sendo rejeilados ou
prejudicados osrligos additvos.
Entra em primeira discussao o projecto n. 17, que au-
toriia a irinandadc do Li.vramcnto a fazer correr una
lotera a favor das obras de respectiva igreja.
Nao havendo quem lome a palavra acerca delle, he
submetlido votacao, e approvado em primeira discus-
sao, para passar a segunda.
O Sr:Presidente d a ordein do da para a scsso seguin-
te c levanta a de boje quasi s 4 horas da |aide.
24.* S.SSAO ORDINARIA IH 11 D* JtJI>HO
DE 18*8.
PltF.SIDHNCIA DO Sil. VICARIO A/EVEDO.
SuMMinio. Arla. Expediente. Pareceres. Appro-
vac'io, em primeira diiciissiio, do projecto que
aulorisa o governo a mandar construir urna
ponte tnbre orio Ooitd no engenho San-Joo,
do de n. 10, do de n. 16. e do de n. 10 ; do de
n. 7. em segunda, com urna emenda do Sr. Xa-
vier Lopes ; do de ti. 12, cm terceira, com
outra emenda do Sr. Loureiro. llequerimcn-
tos para dispensa de intersticio.
s 11 e meta horas da manha, fa/.-se a chamada c ve-
ri Aca-se estarem presentes 22 Sis. deputados.
O Sr. Presidente declara abena a sessao.
O Sr. 2. Sferlnro le a acta da sessao antecedente, que
he approvada.
OSr. I." Secretorio menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofiieio do secretario da presidencia, participando
haver reinetlido ao inspector da tliesourara das rendas
prnvnriaes os reqiieriinenlos de Antonio Martlni 'le Mo-
raes, loo de.Pinho Borges e Antonio Goncalres de Mo-
raes. Inleirada.
I.'m requenmento, enique Francisco da Gasta Arruda
e Mello, solicitador dos feitos da fazenda provincial, pe-
de augmento de ordenado. A'coiuiiiissao de orde-
nados.
Oulro, em que o baeharel formado Antonio de Araujo
Ferreira Jacobina, allegando que tem na universidade
ile < iiinibi a um lillin do mesnio nome, que frequenta
o 3." anno do curso mathematico com o mais loilvavel
eniiipiii I Miieiilu li liria lio, como se vedo documento que
aprsenla, recorre a assembla a implorai-llie a graca
de consignar lima mesada ao mencionado esiiiilaule,
aflm de poder elle ir dar na Franca 4 anuos de engenha-
ra pralica ; visto que o peticionario, por falla de recur-
sos pecuniarios, nao o pode fazer sua cusa.A'com-
inissao de petices.
lluli o, em que Joao llypolito de Meira Lima, eredor
dos cofres provinciaes na quautia de ris 6:06.3/567 com
seus respectivos juros, pronenientes da estrada da ponte
da cidade da Victoria, pede o seu pagamento, dando de
abale 15 por cento. A' conuuissno de fazenda e orca-
menlo.
i ni i mi, cm que os moradores da ra da I'nio e Sauda-
de pcdeni que se mandem enllocar os lampedes de que
careeein aquellas ras. A' commisso de fazenda e
orciuncnto.
Outio, em que Alexandrina de Lima c Albuquerque,
professora publica de primeiras lettras da primeira ca-
deira dalreguezia de Santo-Antonio desta cidade, pe-
de augmento de ordenado. A' eomniisso de orde-
nados.
Sao lidos e approvados os seguintcs pareceres :
n Acoiiiinissao de obras publicas, leudo alternamente
a peticao dos habitantes do Mondrgn eManguinho, na
qual pedem a esta assembla para que mande eollocar
nesses lugares lampeos; e nao se adiando ella habili-
tada para tratar de semclliante objecto, por versar elle
iiitciraincnte sobre financia, declina de sua competen-
cia para a conimissaq de fazenda e orcamciito.
Sala das coinmisses, 5 de jolln de 1848. Olinda
(Jampeltu. --A/ves Ferreira.
A cominissao de legislafo, tomando na devida con-
iideraeo a represr-nlafao da cmara municipal da villa
doLiinoeiro, em que pede esta assembla esclareci-
mentos acerca dasseguintes duvldas: primeiro, se va-
lemos aforamentos, que ella tem feito a diversas pes-
soas, do terreno de seu patrimonio, sem previa autorisa-
fo da assembla, ou presidencia, como s cmaras mii-
nicipaes he determinado no artigo 42'da lei do I." de ou-
iubro de 1828, assiin como os que exisliain antes da dita
lei, e que igualmente ainda nao fram approvados; se-
gundo, se ainda tem lugar, para validado de ditos afo-
ramentos, impetrar-sc autorisaco c approvacu; ter-
eeiro, sendo ndmissivel, se tem lugar a disposic-'o do ar-
tigo 26 da lei provincial n. 78, de 4 de malo de 1839 na
parte cm que aulorisa as cmaras municipaes a marca-
rcni oquantitalivodofro ou laudemio: he de parecer:
primeiro, que, nao lendo vigor aquillo que he contra a
lei, e nao leudo a peticionaria observado-a no modo de
aforar o terreno de sen patrimonio,he consequencia ne-
cessariaque sao nudos os aforamentos, at aqui por el-
la feitos; porque, dizendo a prhneia lei, lui^rtigo 42,
que as cmaras municipaes nao podero vender, aforar
ou trocar bens immoveis do concelho sem autoridade
do presidente da provincia, etc.; todava a peticiona-
ria, sem a devida lcenfa, lem aforado o terreno de
seu patrimonio ; e tanto os aforamenlos preexistentes
lei do piiniero de outubro de mil oitocenlos c vinte e
oitocoino os cclebrados'depois de sua promulgarlo, por
ella drveiu ser reguladas; c o que annulla uns nullili-
ca outros, por Isto que a causa be a mesilla : segundo,
que nein porque sao nullos taes aforamentos, nao se se-
gu que uo possam ser sanados com a autorisaco e ap-
provaro previa do poder competente : lerceiro, que a
peticionaria deve, primeiro que tudo, se j o nao fez,
mandar tombar o terreno de seu patrimonio, e incorpo-
radlo nos prbprios da cmara, com todas as confronta-
edes e esclarecimentos neeessarios, como Ihe he incum-
bido pelo artigo 26 da lei cima citada, de 4 de malo de
1839; depois rciuetler presidencia a lopograpbia e a
avallaran do terreno que pretender aforar, declarando
os motivo* c vanlagens do aforaiueiito, e subuiettcr a
approva,an desta assembla, com as precisas iiiforma-
edes, oquauliativo que marcar, do foro e laudemio que
os terrenos drvein pagar, praticando assiin, como Ihe
he encarregado pelas citadas Ieis, c s depois da appro-
vaco da autoridade competenle |H>dem alliena-los, c
isto sirva de reara invanavel peticionaria emqiianto o
contrario nao fr determinado.
a Sala das cbmmissdes, I0.de julho de IH1H. tordi-
ro. Duarle Pereira.
He lldo e fica adiado, por pedir a palavra o Sr. Jos
Peden, o seguinte parecer: ^ ^ -
o A commissSo de conus e despezas [u-ovinciaes, a
quem oi enderecada a peticao do cidadao Thomaz de
Aquino Fouseca, como cessiouaiio do cidadao Joaquim
IdaFnnseca Soares de Fieiueiredo, pedindo o pagamento
da quanta de 10:326/160 rs. e juros, provenienie de es-
iradas feila? cm virtude da lei provincial n. 115, de 8 de
inaiii de 1843, nil'ei i eeiulo o abate de (|uinzc por cento a
favor da fazenda provincial, comqiianto esleja conven-
cida da vanlagem que colheiia o cofre provincial coma
decrclaco do paganicnto desla e outras semelliantes di-
vidas, se porventura as rendas proviuciaes fsscm equi-
valentes para satisfaier a esles c outros objeetns, alias
urgenlissiinos, do servico publico, todava altendendo a
coiiimisso, nao s as rases allegadas pelo peticionario
como inesmo aos interesses da fazenda-provincial, he
de parecer que na lei do orcamenlo se designe una
quota para amorlisacao do debito do peticionario c de
outros que, em Idnticas circumstaneias, teei requeri-
do esla assembla com o abate olferecldn dequinze
por cento, sendo o dividendo feilo proporcSo dos d-
bitos de cada un na oceasiao do pagamento.
Sala das commisiOCS, 11 de julho de 1848. Tihurlino.
Camilla Pcsio<.
ORDEMDODIA.
Primeira discussao do prnjectoque aulorisa o enverno
a mandar construir urna ponte sobre o riacho (oii no
engenho San-Joo.
O Sr. Olindii Campello: Sr. presidente, sendo eu imi
dos signatarios do projeclo que se acha em diseu>so,
euinpre-me dizer alguma cousa em seu favor," e mostrar
que he elle de utllldadc
lia na fregue/.ia de San-Lourenco um riacho denomi-
nado Goil, cuja direcvo corta algumas ierras do enge-
nho San-Joo, proprirdade esta pcrlcncente senhora
I) Anua .Cavalcanti, passando sobre o mesnio riacho a
estrada real; o lugar lem Ulna desoda inuilo ingreme,
e por sso a passagrin no invern se torna perigosa: as-
seuloii a proprielarla de mandar construir nina ponte,
o que ninguem reprovaria, a nao ser ella feita na estrada
real, privando StslinOS viandantes de urna passagcui pu-
blica, phr principiar a cobrar delles; o povo, porm,
escandalisado com seniclhante procedimedto, tralou de
fazer algum concert no riacho para se Ihe livrar de
nina iuiposifao obrigatoria; mas a proprielarla, vendo
que assiui perda o seu trabalho, mandou cercar o riacho
p.ir uin eoutio lado, lieainln o povo na rigorosa neces- .
sidade de s passar pela ponte.
Ora, en nao me imporlaiia que a Ma. li. Anua inau-
dasse fazer a sua ponte, arredada do leito da estrada
real, porque quem quizesse por ella passar, justo era
que pagasse ; o escndalo fui essa punte ser feita isobre o
leito da estrada real, como j disse ; o povo, ainda as-
siin, repugnou de pagar o pedagio estipulado, que he
de 20 ris por cada cavallo, e 320 por carro ; vendo a
propiietaria que assiin nada consegua, mandou rollo-
car defronte do engenho una barreira, leudo nessa
h.irreira un porto com o seu cadeado o qual s
se abre quando o cobrador tem recebido dos pobies al-
mocreves, que all se ui liain, o competente ptdagio; pe-
dagio esle que d muito mais proprielarla, do que a
sana do seu engenho, como passarei a demonstrar casa.
No auno de 1842, foi que teve lugar essa cobranca, V
Exc. sabe que a estrada do centro he'unia das mais fre-
quentadas que tem a provincia, e que no lempo de vero
P i.- un por da800 .ilmucrcves e mais ; mas eu, que nao
quero ser exagerado, lomo por base o numero de 300 al-
inucreves, que pagando o pedagio de 20 rs., vem a inon-
lar em 6/ rs. diarios ; ora, ha seis anuos que essa senho-
ra cobra esse imposto, tcilos por consequencia a quau-
tia de 13:140/000 rs.. lucro este percebido do pobre povo
contra todas as regras do justo c honcslo : c como.coii-
scnlir-se por mais lempo em tal abuso ?
Parcce-me, Sr. presidente, que tenho justificado a uli-
lidadc do projecto, deixando de entrar em inultos por-
menores a respeito dessa paute.
.litigada a materia discutida, he o projecto submetlido
volacSo, e approvado cm primeira discussao para pas-
sar egunda.
Entra em primeira discussao o projecto n. 16 que an
nexa ao municipio do Recife a freguezia da Muribeca.
lie approvado sem discussao.
lniia^rn segunda discussao o projecto n. 7 que auto-
risa a administraco do hospital deSan-Pedro-d'Alcan-
tara a aforar ao cidadao Bernardo Jos da ('amara o eu-
genho Bem-Ficadc que elle he usufructuarlo. -
Vai mesa e lie apoiada a seguinte emenda suppressi-
va ao artigo 1." do projecto n. 7:
Eliminem-sc as palavras < mediante a quanta de
1:200/1)00 ris annuaes Xavier Lopes.
OSr. Laurentino: Sr. presidente, avistadas obser-
vaedea que tenho ouvido fazer-se sobre o objecto em dis-
cussao, nao me posso dispensar de dizer alguma cousa,
ao menos para remover o rscmpulo dos que vacillam
em votar pelo projecto, por falta de conhrcliuento do
predio e eirciunslancas do negocio, que fazem o objec-
to da presente discussao.
<)bjecta-sc, Sr. presidente, que aquella propriedade
pode vr para o futuro a render muito mais do que aquil-
lo porque agora se afora lie preciso saber-se que essa
propriedade lie um engenho cuja casa esl toda escora-
da, e as poucas obras que tem sao do peticionario. Bellic-
la-se. em primeiro lugar, que o estabeleeimenlo de ca-
ridadedeve pagar cssas obras, depois que.se nao fr ree-
dificada ou conse tada cm trmpo, deve desmorouar-se
totalmente, e ento lem o hospital a escolher mu i de
dnas, ou lev.inta-lo ou v-lo reduzido a campos. No pri-
meiro caso, estar o hospital em circumstaneias da azer
essa dispe/.a ? No segundo caso, rendero as trras sim-
plesniente o inesmo que oll'ercce o peticionario l Nao :
he, portanto, innegavel que muito lucra aquelle estbe-
eclmeutn cqiii oaforainenlo, tendo all um rdito certo.
dependente de despezas ; pois que lioa a cargo do fo-
rero todas quantas demandar a cOQSCrvaeOO do pre-
dio.
Algueui aqui tem dito que este aforamento est Tora
das altribuifdcs desta casa, c firinam-sc cm que a cons-
tltuioio pde a cargo da assembla gcral decretar s a con-
servato dos bens nacionaes, e decretar a sua allienaco
quando fr necessaria. Eis-aqu o artigo da couslitul-
cao (li): porcui confrontcmo-lo com o 10 do artigo 10
do acio addicional: (l) est visto que, em prsenos des-
la disposico, cabe por torra essa objeccao. Eu nao te-
nho o aclo addicional s'cno por parte integrante da cons-
tituico, na qual se discriiiiiuaiu os objectos sobre os
quaes pode legislar a assembla provincial.on.exprimin-
do me de outra inaneira, he um acto pelo qual a assem-
bla geral como que alliunoj de si o pdjic 4 legislar ,
sobre taes e taes objectos, uivestindo delle as aasenibtas
provinciaes: consequentemente eu considero a estas com
pleno dircito para deliberaron! sobre tal materia: e pe-

'



^%

la convicco ein que eslou do que he expendido, vol
pelo projecto.
OSr. Trigo de Laurtiro: Sr. presidente, como tenho
de votar contra o projecto, e como iiiiiem nao posso vo-
tar |>f lu artigo substitutivo, ou emenda, que ltimamen-
te so apresenloii, vou dar ai rnsOes que me levam a isso.
Nao posso votar pelo artigo subslitulivo, porque me
faltatn o dados para poder votar coiiscienciosainente,
visto como nao teulio ideia alguina desse engenho, da
sua evtenso, da ferlilidade de eu terreno, ueui da sua
actual plantlco, e por conseguintc nao sei se elle po-
deraser aforado por uin cont e seiscentus mil ris. por
dous, ou por tres contos. Dentis, vejo que, conrorme
a legislado vigente, os aforamentos, tanto de bens ge-
raes, como de bem proviuciaes e de cmaras iiiunici-
pacs, deveiu ser feitos etn basta publica, porque este lie
o meio nielhor de se obler o preco mais rasoavel que o
bem territorial pode valer. K nao he so isto, Senliores;
anda ontra dilliculdade se me ott'erece, e he que os es-
tahelecimentos de caridade, o o bospltal de caridade,
por emquanto, apenas teem o dlrcito ao donjmio de urna
parle da ineiaco desse engenho, e smente o lera a to-
do elle, depois que inorrer a usufructuaria visto como
consta que fol essa usofructuaria que eedeu.ii seu direi-
to a uutro, c que esse outro que lem o dircito de usufruc-
to a propriedade durante a vida delta, hoque quer con-
tratar um aforamento como hospital de San-Pcdro-de-AI-
cantara, por uin cont e duzentos mil ris, na persuaso,
Mili duvida; de que assiiu alcntara melhores vantagens.
I 01 tanto, nao compete por ora ao hospital de caridade o
direltode dispr do usufructo futuro; o hospital, por ein-
quaiilo, smente tem direilo propriedade, por mortc
da actual usofi uluaria, e se us autorisartnos o contrato
deque no oceupamos, vamos dispr de urna cousa qiie
anda nao nos compete, vamos dispr do dominio mi
de
ca
e iim cngenlio que ainda nao perlenee ao hospital de
andado. Semeihanic diiuciildade se me antolha ainda
maior. quando considero que, chegada a poca cm que
nos seja perinjttido dispr do usofructo do engenho em
quistan, he bem possivel que o foro tetilla augmentado
de rondo que os cst.ibelecimentns de caridade venham
a soli'rcr grave picjuirocoin a renda que ora se estipula
de uin cont e du/.eutos mil ris, ou que a propriedade
tenlia inelhorado tanto, que valha mais do que essa
renda.
Por todas estas rases, voto contra o projecto em dis-
cussuo.
t) Sr. I.aurenlino : Sr. presidente, pareee-me que o
nobre deputado que acaba de fallar nao den rasan milito
sutlicirntc paia firmar o seu voto negativo. DifSC que
nao trolla consclencla segura, por falta de coiihcciuicu-
to pleno do predio, 0 creiinisinncinc rtn requerlmento,
Peiinitia-iiie que Ihe diga que se nao den ao Irabalho de
ler o rotatorio que fe acOininlsiSo antes de dar o pare-
cer : all se d especificadamente a rasiio em que ella se
eslrihou para formular o seu projecto ; e como o nobre
deputado nao tem os cscku ccinietos orenos, eu procu-
ra iei dar-lh'os.
O predio he mu engenho. O seu amigo possuidor, alo
temi lilhos, por seu testamento detxou a sua ineiaco ao
liospit il de caridade, ficando sua mulher usofructuaria
do luesino engenho, durante a sua vida. BsCa senlinra
contratou coin o hospital desmembrar uin terreno da-
quelle engenho, coui a cundirn Je Ihe deixar a sua mei-
eiio por sua inorte, com a condicSo taiubem de ser uso-
fructuaria do mesiiio, durante sua vida. Depois de fecha-
do este contrato, passou una escriptura de vepda desse
usofructo ao peticionario. Kssa senhora he viva, nin-
guein Ihe pode taxar o lempo de sua dur.19.io ; pode vi-
ver mullos anuos, pude inorrer logo, entretanto o peti-
cionario diz : .. Eu cedo em favor do hospital os anuos
que eu pnsso usofruir por um dircito sagrado que te-
nho, com a condiciio de que me aforis perpetuamente o
engenho. Ora, j se ve que esse iisofrnctuario cede, a
favor do hospital, de uin dircito que ninguem Ihe pode
contestar.
Ora, a outra difficuldade que se apresentou foi que,
nao puliendo alhear o dominio til senao quem tlvesse
o dominio directo, e nao tendo o hospital esse dominio,
sen;io depois da inorte da doadoura, nao podia esta as-
c inlil. .i autorisaressa allienacao aiileripadameute, por
isso que o hospital ainda nao he senlinr do predio, Mas
BU ereio que o nobre deputado nao ignora que desde o
momento em que o usufructuario pede em favor do hos-
pital o seu direito de tisof'rucco, lera o hospital todo o
dominio til c directo, e portanlo neuhuui obstculo se
ofl'erece ao contrato por esse lado.
Agora, quanto outraObjrccio que o nobre deputado
fea, de que s poderla este aforamento fav.er-.se em hasta
publica, digo que o nobre deputado, como est acostu-
mado marcha forense, quer por loica que esta casa le-
gible em ennformidade das leis existentes, assema que
nos devenios regular pelo que dispem n ordenafflc ;
mas nos somos Brasileiroi, e aqui confeccioaam-ie lili c
ivvng.iiii-.se leis, todas as vezes que ellas se oppeiu as de-
< i.Oes da asscuiblra. Bem sabe o nobre deputado que os
bens de ral* pertenoentei a eorporaedei de mo morta
pdem ser aforados. Einquaiiio circuinsianeia de di
vi r-se faier em basta publica, a casa a pode dispensar,
quando dabi resulte vanlagem como no caso presente
pulqueo peticionario de certo nao se quererla expr a
perder o usofructo do predio, subjeito as Incertezas de
Ulna arrematarn. Estando, portanlo, em nossas allri-
buices o dispensar essa furmaluladc, nao vejo uipedi-
inentonlgum para a concluso do conlrato.
Acabo de mandar agora una emenda mesa, dizeudo
que se faca esse contrato a apraziuiento das partes, por-
que aeho excntrico de nossas attribuices otaxar uin
preco. ,
Concordarei tambem com o artigo additivo qay vai ser
mandado mesa, para que o contrato seja approvado pe-
lo presidente. Voto, portante, pelo projecto
Vao mesa c sao apoiadas as segiiinles emendas:
< Ao artigo 1." doprnjeclo n. 7. Esse aforamento faca-
se pelo preco que fr a apraziuiento das partes. Car-
valho.
Artigo additivo ao projecto n. 7. Este aforamento se-
r feito pela adminislraco dos referidos estabelecimen-
tos, sb approvaco do presidente da provincia. Xa-
vier Loprt. u
O Sr. Jos Carlos sustenta o artigo, apresentando as ra-
' socs que a coimuisso leve para confeccionar o pro-
jecto.
O Sr. Xavier iMpes : Sr presidente, eu entendo que o
projecto pude passar em segunda discusso, emquaiito a
pi uncir i parle ; e esle foi o motivo por que niaudei
ii.inli.i emenda, suppriinindo asseguintes palavras. [I.)
A rasoem que me firme! para isso foi entender que a
parte administrativa de qualquer contrato nao he segu-
ramente desta assembla, porque o que nos temos, se-
gundo o nieii pensar, he attribuices de legislar a res -
peito da facuhiade da autorisaco do contrato ; aparte
administrativa deve pertencer aos administradores do
estabelecimento. E por mais una cautela, indiqaei eua
approvaco do presidente, porque entendo que n'um
contrato como este, do aforamento de um engenho, era
mister dar mais urna poma de garanta ao hospital, e
por isso me parece que com a emenda e com o artigo ad-
ditivo ricam sanadas todas essas difneuldades que ofl'ere-
ce o projecto, e ao inesino tempo esta assembla faz um
acto de justica.
Senliores,nos sabemos que propriedades desta especie
se deterioran! constantemente; que por conseguintc se
la" ni obras; e o nosso direilo comiiium concede seus
privilegios a respeito daqueiles que teem beiufeitorias
ou obras nos engentaos : daqui resultara, por falta de
iiitelligeiicia. contestarles entre hospital e o usufruc-
tuario, em pura peda de ambos ; oque tudo fica sana-
do desta furnia.
Agora direi alguma cousa em relaco ao que diste o
nobre deputado que fallou contra o projecto.
O primeiro obstculo que achou nelle, foi de que o
hospital so tinbao dircito futuro ; mas cu digo que nao;
o direito ja ejiste desde a dala da doaco, o que resta ao
no|uial-he-cntrariia-posn desse diretlo; esta*lic qucThc*
futura, mas o dticiio existe j.
, i liase, purm, o nobre deputado, que cnconlrava ou-
tro !ncouvcuieiue,oqual realmente existe at certo pou-
to, event a ser de nao poder votar consclenclosamente
por falta de conhecimento do engenho Bem-Fica ; purm
p.u e-ine que a consclencla do nobre deputado podci.i
fcar tranquilla com o artigo additivo.
I'i.se ainda, que talvezfsie mais conveniente que es-
le aforamento se zesse cm hasla publica. Ora, os con-
tratos feitos cm hasta publica, ger.iliiicnle. fallando, sao
picfciivei; mas, como ueste aforamento ha adunia
cousa de especial, segundo meu entender, e vem a ser
estar o peticionario no engenho, por contrato feito com a
doadoura durante lod.a vida desta, cujo direito renuncia
favor do estabelecimento de caridade, no caso de effee-
tu.ir-se o aforamento accrescendo as bemfeitorias que,
como disse, tem no referido engenho, crcio que mais
ulilis.,ri.i o hospital de caiidadr, contratando, por meio
de seus administradores, mediante approvaco do presi-
dente da provincia, como proponho no artigo additivo
ao projecto. Alm disto, dadas estas ciremnstancias, me
convenco que, em hasta publica, o peticionario lucrara
mais, porque elle como que afugeutava os licitantes,
allegando que tinha bemfeitorias e um direito de prefe-
rencia sobre o engenho. Finalmente os administrado-
res san os mais habilitados para apurar os interesset dos
estabelecimentos a seu cargo ; c a lei os nao obriga a
contratar em prejuizo dcstes ; apenas he facultativa. O
presidente ser o ultimo fiscal da contracto. E isto he
preferir!, emquanto mlm, aos manejos c estrategias
que as bastas publicas s vezes tambem se fazem, prin-
cipalmente quando se diin factos ou circumstancias que
"'ejar.iroiii os euipreliendedores,
Por estas rases, voto pelo projecto com o artigo addi-
tivo c emenda suppressiva. ,
O Sr. Frigo de I.oureiro: -Sr. presidente, a iiiinha duvida
principal aluda existe, que he o me nao julgar habilita-
do para poder votar consciencosamenle a respeito do
aforamento. Entendo, por nutro lado, que a assembla
he sempre incnnpctente para fixar o preco de laes con-
tratos : isto s o pode fazer o administrador da provin-
cia. Prtanlo, eliminando-so do arligo"a ultima parte, e
lie.ni 1.1 o contrato dependente da approvaco do gover-
no, eu votarei pelo projecto.
Vao a mesa, eso apoiadas as seguintes emendas :
o Substitutivo.Fiel autorisada a adininislraco dos es-
tabelecimentos de caridade a contratar com o cidado
Bernardo Jos da Cmara o aforamento perpetuo do en-
genho Hcm-Fica de que he usufructuario, sobas con-
difes mal favoraveis. esb a base de l:600 auno ; sendo o contrato subjeito approvaco do pre-
sidente da provincia.-- S. R.Mavignier.n
Oepois das palavras o de que he usofrucliiario "
uiga-se u cun previa approvaco do presidente da pro-
vincia a respeito do preco do aforamento.nTrigo d'
Lmireiio.
Encerrada a discusso, he approvada a primeira par-
te do artigo do projecto, com o artigo additivo do Sr.
Xavier Lopes : sendo icjeladas ou prejudicadas as de-
ntis emendas e artigos e passaudo, assim emendado,
o projecto da primeira para a segunda discusso.
Entra em primeira discusso o projecto n. 10 que c-
leva colgaren a villa de lguarass.
lie approvado sem discusso,
lie taiubeiii approvado em primeira discusso para
passarsegunda o projecto n. ".'idoanno passado, que
autorisa o presidente a mandar construir um acude em
a p.u na ao de hezerros.
Entra em terceira discusso o projecto n. 12, que man-
da jubilar com o ordenado proporcional ao tempo que
tem servido na cadeira de graiuuiatica latina da fregu-
ida de San-Frei-Pedro-Ooncalves ao ladre Joaquim Ra-
pl.ael da Silva.
Vai mesa e he apniado o seguinte artigo substitu-
tivo :
Art. I." O reverendo Joaquim Itaphael da Silva,
prnfessor publico de la ti ni da fregueiU de San-Frei-
Pedro-Gonjalve, tem direito a ser jubilado cora a par-
te do seu ordenado correspondente ao lempo que tem
servido na referida cadeira, como determina a presente
lei Maviunicr.ii
O Sr. Ijaurentino : -- Sr. presidente, eu nao tenho
mais nada a accreseentar aoque se tem dito lias discus-
so anteriores. Lcvantci-me apenas para fa/.er urna re-
capitul.ico de ludo quanto tenho dito a favor do peti-
cionario, porque sei que alguem ainda pretende oppr-
se a que passe o projecto em 3.' discusso. I.embro-ine
que na primeira discusso um dos uobres deputadus
que combaten o projecto, disse cm seu discurso, que o
peticionario nao tinha adquirido mrito algnm por ter-
se snbrecarregado de uin numero inmenso de discipu-
ius, porque o i. / por leu gOStv, u (|iic o ter sido exacto
no cuinprimento de seus deveres, tambem nao era
milito, porque isso nao era mais do que o cumpli-
mento de sua obrigaco. Ollercee-se agora una emen-
da nlgaiolo o peticionarlo apenas coin direito a ser ju-
bilado, fazendo como que limitar o poder qiielem esta
assembla de o dar logo como jubilado. .
.Nao posso, Sr. presidente, uein approvar essa emen-
encerrada a dlscuss.o, sendo o projecto approvado em
terceira com a seguinte emenda do Sr. i.oureiro.
-Nos l. e 2."atigos, em lugar da palarra corres-
poudeule diga-se proporcional -r Trigo di Lou-
rciro.
Subiin iliilo votafao o artigo substitutivo do Sr. Ma-
vignier, he rejeilado.
Val mesa e he approvado o seguinte requerlmento :
Adamlo-se j impressai as emendas ao projecto da
frca policial, requeiro que seja dispensado o intersticio,
e dado para ordein do dia de amanba. Teixeira.
Tambem he approvado, depois de .ligninas reflexdes,
o seguinte requerlmento:
ii Requeiro dispensa dg intersticio do projecto n. 25 do
anno prximo passado ; e seja dado para ordeni do da
de unaiiii.ia. Cabral.
0 Sr. Jos Pedro lembra a necessidade de se dar para
ordem do dia o projecto n. 24.
OSr. Presidente declara que a leinbrancado nobre de-
putado ser attendida.
Entra em primeira discusso o projeeto n. 10, que au-
torisa o presidente a mandar construir, una cadeia na
villa do Rio-r'ormoso.
0 Sr. Xavier Lopes : Sr. presldedte, quando se poz
este projecto cm primeira discusso, no dia 27, cm
que o nobre deputadT que se assenta do lado opposto
inipugnoii a utilidade delle, eu comecei por demons-
trar as rasdes de sua utilidade ; e, como'o meu dis-
cu so houvesse sido iuterrompido nesse dia aziago, em
que a anarchia accendeu seu facho horrivel para nos
patentear scenas de puro canibalismo, de deircspeito,
de completa desorden!, he esta a ras por que agora
continuo, Direi multo poucas colisas, porque me a-
guardo para a segunda discusso ; e o que, no meu en-
tender, j se tem dito he bastante para provar a sua uti-
lidade.
Senhores, a villa do Rlo-Formoso est em um grande
estado de olvlllsacto, n'um estado commercial multo
mais elevado do que o eslao outras villas da provincia,
sem que por este facto eu queira deprimir alguma : e
pois, sendo esta villa limito populosa e prxima a outras
ditas de menor populaco, creio que a falta de nina c-
llela aonde se recolham os presos della e os das outras
duas villas que Ihe ficam liuiitrophes, he limito sensivel.
Ora, 9c estas rases n.o sao a favor da utilidade de um
projecto. nao sei que mais possa dizer-se. Nada mais
direi ; agoardo-me para a segunda discusso, volando
pelo projecto em primeira.
Julgada a materia discutida, lie o projeelo approvado
em primeira discusso para passar segunda.
Vai mesa e be approvado, depois de algumas refle-
xes, o seguinte requerimento :
Requeiro que se dispense o intersticio do projecto
ii. 10 deste anno, para que entre na ordem do dia de
amanlia. l unir Lopes.
O Sr. Presidente d a ordem do dia da sessao seguinte,
e levanta a de buje depois de 2 horas da tarde.
\
da, neui as opiuies que se acabain de apresentar c que
a.pii lorain controlas.
Sr. presidente, opponho-uie emenda ; porque, sen-
do essa lei das jubilacocs ambigua, convm remover
essa ambigiiid.ide a respeito ilo peticionario, e nao o
confundir com outros .pie nao estejain ein idnticas
circumstancias.
Quanto opinlSo que ouvi ein particular a um nobre
deputado que votava contra, por estar prevenido contra
os professores ein geral, repillo-a, Sr. presidente, de todo
o met coraco; porque ella lie a maior das injusti^as i|iie
se pode fazer; porque no caso de 99 professores nao cun
prircmsi'us deveres, seria justo que por isto se liegas-
se a um o que tivesse merecido ? Se um principio des-
tes passasse, seria, alm .le injusto, perigoso para a so-
en I ele ; se os piocedimenlos de uns meuibros de qual-
quer reparlicodcvessein regular o meiitodc todou.qual
seria o estimulo que os levassc ao desejo da perfelcno e
preferencia ? Se tivessem certeza de que tanto Ules ren-
deria ser exacto, como negligente, qncui se eiforcarla
para ser exacto ? Eu/quauto s nutras proposices que
aqui se avaiifaram de que o peticionario nao tinha fei-
to servico algiim relevante em Iccciouar a 80, 90, c 100
discpulos-,-porque o fez por seu gosio, nao sao menos di-
gnas de rcllexo. Pois o nobre deputado que assim se
exprimi, assenta que um hoinemque, leudo seu cargo
um peso menor, e achando-se autorisado por lei a divi-
dir o trabalho que Ihe est incumbido, poupa ao estado
essa despeza, nao tem adquirido mu mrito ? Como se
pode negar isto, Senliores ? Poi um hoiiiein que s de
matricula! da sua aula recolhe no herario tanto quanto
he necessarlo para pagar o sen ordenado, que por este
lado nao foi pesado ao estado, nao merece por isso al-
guma i MI-.I le e .i ?
isse-se ainda que, por ser exacto ein seu dever, na-
da tinha de servico relevante, porque esta era a obri-
gaco de todos os empregados. Creio, Sr. presidente,
que o nobre deputado-esqueceu-sc, na occasio, de que
o ciiinpi miento exacto dos develes he a base fundamen-
tal de todos os mcrccmeiitos. Eu nao sei que o nobre
deputado possa apresentar um s acto meritorio que
nao esteja coinprehendido dentro do circulo das obri-
gacoes do cidado. O general que vai ao campo, que
consegu' um.i victoria, que salva a patria de sua to-
tal ruina, faz um acto glorioso, recebe recompensas
mas eiulini nao faz mais do que devia na qualidade de
soldado ; 'entretanto, conta-se isto Como servico rele-
vante, e assim todos os mais casos : at para cm Dos,
os inartyies qiic,dciaui suas vidas para sustentar a le
que profcssavain, nao li/er.un mais do que deviain ; eu-
tretanlo, receberam a gloria como recompensa do ser-
vico.
Agora, quanto emenda do nobre deputado, eu j a
combat na segunda djscusso : ella j cihiu, e entendo
que igual sorle deve ler agora porque militan! ainda
as mesillas rafOfla. __
iTiiTanlo, Sr. presidente, vol ainda pelo projecto,
talqual se acha tedigido.
Depois de sustentado pelo autor o artigo substitutivo
do Sr. Maviguicr e combatido pe Sr. Sot Pedro, he
Quartel do 4." batalhio de nrtilharia a pe de primeira linha
na cidade do Itecife, 2 dejulho de 1848.
ORDEM N."34.
Camvrvdas. Vos fostes testemunhas dos aconteci-
incnios deploravei i que livcr-im lugar nesta capital nos
dias 2 c 27 do passado.
A's enrgicas medidas tomadas pelo Kxm. Sr. coronel
coinmandante das urinas, e lealdade e lirineza da tro-
pa de primeira linha se deve o rcstabelccinicnto da or-
dem publica.
0 Exui. Sr. coronel coinmandante das armas j agre-
dcceti, em noine dogoverno,os relevantes servicos pres-
tados pela frca armada emerise to melindrosa na or-
dem do dia que acabastes de ouvir, publicando os no-
uics dos que deraiu a mais exuberante prova de ener-
ga e zelo no desempenho de seus deveres.
A niiin, pon.mo, cumple, em qualidade de com-
uiaudaiitc do batalho de que tenho a honra de ser che-
fe desde o I "de julhode 1839, de um batalh'io que ha
sempre merecido plena confianca do governo imperial,
respeito e estima publica ein todas as provincias, onde
ha militado, pela sua lealdade, disciplina c bravura.....
. inilll cumpre elogiar os Sis. olticiaes, a quem coube
o emprego de diversas coinmissoes, que. uein desem-
peiiliaram.
O Sr. inajor da baUlftSo, Innocencio E.taqnio Ferrei-
ra de Araujo, j foi devidainente elogiado na ordem do
dia do ciiuiiuaudo das armas cima referida.
O Sr. capllo da 7.* eompanhia, Izidoro Jos Rocha do
Brasil, que no dia 26 coiiiiiiandou o piquete na ra da
Praia, e os Srs. segundus tenentcs Joaqiiiiu Fabricio
de Mattus c Joaquim da Silva Maia, bem como o l. sar-
gento o particular Florentino do Oliveira Dias, c 2 ca-
deite 2U sargento Fclicberto da Costa Crrela, sao dignos
de louvor pela energa c circunispecco .com que'se
portaran! maniendo a erdeui naquellas uimediaccs, e
liviando algumas victimas da furia dos molinadorcs.
Aos Srs capito Jos Lasaro de C'arvalho, capito
graduado Jos Leito de Almeda,, 1. lente Francisco
Carlos luieim Desehanips, 2.' lenles Joo Mara de
Aluieida r cijo, Epifaifn Korges de Menezcs Doria e Cae
tao da Silva Paranhos, primeiros cadetes Jos Proco-
pio Tavares, Innocencio Eustaquio Ferreira de Araujo,
Pedro da tamba llarboza Vascoucellos, e segundo ca-
dete Jos Tiago Dantas, rendo os meiis agradecimenlos,
lelo bem que desempenharam as coiiimissds, que Ihes
fiain encaii-egadas, de policar os districlos da Hya-
Vista, ponte e ra do Aleiro desde o dia 26, sendo a-
companliadiis pelo sargento ajudante aggregado Anto-
nio Joo (fe Lyra-Flores, o primeiro sargento da stima
eompanhia Jos udrigiirs de Paiva, que se prestaiain
com todo o zelo e actividade. .
Cabe-ine anda render o devido elogio aos Srs. se-
gundo lente qiiaitel-mestre Leopoldino da Silva c A-
zevedo, e segundo lenle Angelo Simioda Silva, que,
nao obstante estarci doenies, se prestaram prouiptos,
e ni ii i leu .un com o batalho no ilia 26 para a ra da
Praia, e testa de seus pelnles sustentaraiii a iiiclhor
onlein c disciplina, e ao Sr. alferesaddido Joaquinl Can-
dido Pessoa de Seixas que servio de ajudante da brigada
sb 111.11 ni, 11111, uni, pelo zcloc pi olupl iil.io no ib scui-
peuho de seu posto.
Finalmente, te ho a s iiislaeie. de declarar que todas
as mais placas inerecem louvurpela firmeza c discipli-
na que ostcntarain.
Joj fcente deAmorim Reserra,
Coronel graduado conimandantc.
RECIPE, 13 DE JUXHO DE 1848.
iloje nao linuve sessao na assembla provincial : a or-
dem do dia, pois, para amanlia (14) he a incsma que
declaramos cm o numero 153 deste Viario.
------------------------- CJ
Desde ante-hontem, pela tarde, lodo o corpn de com-
mercio, todos os capitalistas desta cidade, se acham lo-
mados de recelo intenso, suppondo suas fortunas gra-
vemente auieacadas I ... O boato de lerem apparecido
umitas lettras falsa, revestidas dos caracteres das que I
a ihesouraria provincial couservava em gvro, to
lecido do estremecimento que soirrr.i em consequen-
cia dos infaustos aconteciinciitos dos dias 26 e 27 de ju-
nad ultimo.
I'odcramos para logo dizer aos leitores alguma couu
a scmelhante respeilo ; mas o caso era em si .inesino y
tao serio, qu- resolvemoi rcinetler-nos ao silencio, para
smente rompc-lo, quando liouvessemos obtido, acerca
do facto, algumas informales um pouco mais circuim-
tanciadas. *
Infelizmente, havia, coin ilcito na circulacao u0
poucas das lettras a que nos reportamos cima : o Sr.
Luiz Gomes Ferreira & Companhia, Amoriin Irmos, Po-
n ingos Caldas da Silva, Joo Francisco de Chaby, Adria-
no Xavier Pcrcira de 111 ito, Thoiuaz de Aquino Fouseca
c outros inultos possuem nao pequea porco deiiei ti-
lulos falsificado, que, segundo nosinforinaiu, teem'de
comproinetter a sorle de certo cambista que os havia as-
signado no verso. Nao sabemos ao certo a quanto
inontam as soturnas que por tal guisa fram arrancadas
aos seus legtimos possuidores ; mas informam-nos que
orcam po r mais de DTJZENTOS CONTOS DE RIS !! i
.. K quaes os autores de seinclhante falsificacao, dessa
fraude escandalosa que veio empeiorar ainda mais as
circumstancias linauceiras da provincia ? Pergun-
t.ir nos-bao talvrz. Por cinquanlo, ignoraino-lo : sao
tantas c to encontradas as iinpulacea, que ainda iios
nao foi poKsivel chegar ao conhecimento da verdade.
Necessariamente, ha de sr instaurar um procreso acerca
deste acto criminoso, c o resultado delle deve de habili-
tar-nos a conhecer o perpetrador de tal delicio, que, seja
quem fr, bem mrece, mo s a mais severa punico,
seno tambem a execrafo publica, o mais pronun-
ciado desprezo de todos os membros da coiiununho
social, cujos intere'sses lao altamente oftendeu, e ctja
lepni.ii ao to negramente manchou.
Ao darinos cont desse successo deploravei, que, para
llin ier, veio uescarregai c ultimo golpe por sobre
os thysicos cofres da thesouraria provincial, releva que
noticiemos nos subscriptores as providencias que ho
partido do governo da provincia.
Logo que o Exni. Sr. vice-presidente soube da appari-
caod.is lettras falsas,omeiouao inspector da thesouraria
de fazenda c ao respectivo contador, para que, com mais
um empregdo da esculla delles, se dirigissem thesou-
raria das rendas proviuciaes eexaminassem o estado dos
seus cofres, como se vai ver do documento que se se-
gu :
Illm. Sr. Convindo ao servico publico, que, quan-
to antes, se proceda ao balanco da caixa da thesouraria
das rendas proviuciaes, verificando-se os saldos existen-
tes e o estado delles, tenho Horneado a V. S., o contador
dessa thesouraria e mais a um empregdo da mesira
thesouraria, que, de aecrdo com o dito cantador, fr
por V. S. noini i.l.i. para procederem ao referido exi-
me, dando parle do resultado.Dos guarde a V. S.
Palacio de Pernainbuco, 12 dejulho de \H%.~Domingos
Maluquios de Aguiar Pires Ferreira. Sr. Joo Goncalvcs
da Silva, inspector da thesouraria de fazeuda.
Remettidu este ofiicio ao Sr. Joo Goncalves, e outro
no inesuio sentido ao Sr. Ludgero Francisco da Paz, que
he o contador a que nos referimos, estes dous Senliores
elegeram para coadjuva-Ios na coimuisso ao Sr. Joan da
Malta de Miranda Castro, e com elle passaram-se inme-
diatamente reparlico que deviam examinar.
No entretaalo que essa coininisso trata va de fazer a
averiguafo que Ihe fra incumbida, rrcrbeuS. Exc, s
2 e meia horas da tarde, o orlioio que vamos transcre-
ver:
.i Um. e Kxm Sr. -- Veriiicaudu-se, pelo imianco que
procedeu a cominisso noineada por V. Exc. para tomar
conhecimento do estado do cofre desta tbesourariaj ex-
istir no uiesmo cofre um d'fieit, resnlveu ficar em sessao
permanente, at que V. Exc delibere sobre as provi-
dencias que convm lomar. Dos guarde aV. Exc.
Ihesoiii ai i i il is rendas provincial s de l\ i na mimen, 12
de julho de 1848. Illm. e Exm. Sr. Domingos Mala-
quias de Aguiar Pires Ferreira, vice-presidente da pro-
vincia. O inspector interino, Joaquim los da Sifeo
Castro.
Para resolver respeito, aguardava S. Exc. alguns ei-
elare inienius .la parte da commisso, quando pelas cin-
co e meia horas da tarde, foi entregue do seguinte o-
rtelo :
Illm. e Exm. Sr. Em cuinprimento do alucio de V.
Exc, da dala de boje, passiuos a dar balanco nos cofres
da thesouraria provincial; mas, nao nos leudo sido pos-
sivel concluir este bala 1190, pelos uiuitos exames que
he Decenario proceder para se fazer una ideia, quando
nao exacta, ao menos approximada de tudo, por isso s
amanlia poderemos dar conta do resultado : entretanto,
devenios levar ao coiihecin'ienlo de V. Ex. que o alcance
no cofre da receila c despeza anda por mais de 60:0000
de rs., e que no de depsitos deve apparecer outro,conai-
deravelinente maior. Dos guarde a V. Exc. Thesoura-
ria provincial de Pe n anibiu-o, 12 dejulho de 1848. -
Illm. e Exm. Sr. Domingos Malaquias de Aguiar Pires
Ferreira, vice-presidente desta provincia.Joo Goncal-
ves da Silva. francisco Ludgero da Fax. Jado da Motn
de Miranda Castro.
l-.ui.io S. Exc. expedio a ordem infra !
Visto que acominlssao nomeada para dar balanco
na caixa desta thesouraria nao pode concluir hojeo seu
trabalho, segundo me participa ; deve Vin. mandar fe-
char e lacrar os cofres, e proceder s demais cauteJas
iieecssa 1 i as Dos guarde a Vm. Palacio de Pernambu-
co, 12 de julho de 1848. Domingos Mulaquiat de Aguiar
Pires Ferreira. Sr. inspector interino da thesouraria
das rendas proviuciaes.
O Exm. Sr. vice-presidente, pois, se n3o esqueceu de
recorrer de prompto aos mcioi legaes, para por a faien-
da provincial a co'berta de fracaco maior do que esse de
que jfoi victima. Solicito, como sempre, no impr-
menlo dosseus deveres, S. Exc. apressou se ein conhecer
do mal, apenas leve noticia delle; e, sem duvida, prepara-
se para remedia lo da mancira mais curial.
Entretanto, couio. vista do reconhecido deifalquedos
cofres, a thesouraria lem de vr-sc cm apuros nos paga-
meutos a que se acha obrigada, S. Exc. j dcterininou
que fssem suspensas todas as obras publicas proviu-
ciaes, que se est procedendu por administraco.
A coininissfio averiguadora prosrgue em seus traba-
Ihos. Logo qucobtiveiiiios coiihcciiiieuto delles, lubinet- _
te-los-bcuios consideraco dosque nos leem,
Ao concluir, declaramos que, informada da triste oc-
para que se dsse semelbante evento, de lauto maior pe-
so, quanto a praca ainda se nao havia de todo restaba-| currencia de que heinosjfallado, a assembla provincial
-*.
ILEGIVEL


i
s
encirrrgou a os Sr*. deputado* C.hrislovao Xavier Lopes,
(.llppeCarucIrodeOlinda ('impeli, Luiz Duarle Perel-
,u, Luiz Ignacio Rlbclro Roma c Vtente Ferreira (o-
uieJ cxame igual ao iiiesmo que o. Em. Sr. vlce-presi-
\ m joule mandara proceder; --quc. requislco dasobredita
njsembla, S. Exo. ordenou ao inspector interino da Ihc-
souraria a examinar, latisfizesse todas as' requisicoes dos
mencionados Srs., tendentes a constitui-loi em circumi-
tancias de bem cumprirem amlsiao de que se achara in-
Cniiibldo e que nos consta que os Srs. deputadoa estao
iratando de dcscinpenbar o encargo que receberam.
Por semelhante proceder, a aisembla provincial me-
rece, por de certo, os elogios de toda a gente sensata.
OfVfiiilESliaO.
, Alfandega.
HEND MENT DO DIA 13..........8:833,0569
Descarregam luije, 14 de julho.
Sumaca -Flor-do-Angclim fumo e barras d ferro.
Flrigue -Minerva pipas e barricas vasias.
Briguc Lewit farinha, bolachinha e barricas aba-
tidas.
Calora Tentadora mercadorias.
Uriguc --San-lote pipas vasias, barricas abatidas c
fumo.
MPftTACAO'.
Lewis, brigue americano, rindo de Philadelpliia, en-
trado no correntc me/,, cbnsignado a Malhcus Ausliu &
C, maiiifcstou o seguate:
1,287 barricas farinha; 291 caixas cha, 15 fardos fazen-
da de algodo, 500 b.irrii]uinlias bolachinha. 30 caixas
tiucijoi, 100 barril banha de porco, 1,000 barricas abati-
das, i!) resmas de papel, 8 arris .potaisa, 2 caisas < <>
cascos fumo, 1 caixa ignora-se, I pao de pinho, 1 cin-
brulho livros ; aos mesinos consignatarios.
CNSUL\DO (iKK.AL.
RENDIMIENTO DO DIA !3.
Oeral....................1:8867991
Diversas provincias............. 81/888
1:9I8#857
CONSULADO FUOVINC1AL.
RENDIMENTODODIA 13..........2:815/504
MovS ment do Porto
y avio entrado no dia 13.
Itoslon 42 das, patacho americano Venus, de 148 tone-
ladas, capitao George W. Adama, cqoipagem 8, carga
taboado, massaine e vergame ; a Luiz Gomes Ferreira
Sr Oompanhia.
Navioi sahidoe no mesmo dia.
UnahiatebrasilciroSan-Jo-6'lorioo, capitao Hypoll
to Jos da Silva, carga varios gneros.
dem ; hiatcbrasilelro Novo-Destino, capitao hstevao Ri-
beiro, carga varios genero. .
Parahiba ; hiate brasileiro ronceieo-Flor-da-lirtudci,
capitao Antonio Francisco Madeira, carga varios g-
neros.
iieclamooes
- Pela subdelegada .le polica dos Afogados se faz
publico que se ada em deposito um quarto castanno-
escuro. grande, qur fol encontrado un- IMsso da-Harre-
ta dstrlcto da Poa-Viagem vagando : quem com il-
cito se julgar em dito quarto dirija-se a mesilla sub-
delegada munido do documentos que prompamen-
te Ihe ser entregue. Afogados, 12 de julho de 1848.
Machado Riot.
ii
Avisos martimos.
- Para o Rlo-de-Janclro> seguir, com a maior bre-
vidadepoasivel, abarca brasileira Tentativa-Felit, por
terj tratados domi tercos de seu carrcgainenlo : para o
restante, passagelros e escravos a frete, para o que olte-
recc as melhores commods, trala-se com Silva 8; Gril-
lo, na ra da Moda, D. II, ou com o capitao, Antonio
Silveira Maciel fautor, na Praca-do-Commercio.
- Para o Cearpretendesaliir com multa brevida-
de por ler a maior parle da carga prompta a sumaca
Carlota : quem na mesma quizer carregar ou ir de
paisagem dirija-se ao mestre Jos1 Goncalves Simas uo
a LuitJoscdc- Araujo, na ra daCrui, n.26
-- Obrigue-escuna Helia-Virginia segu impretenvel-
mentepara o Rio-de-Jaiiriro sabbado, 15 do crlente:
nnein quizer embarcar escravos afrete, dirija-sc aJoao
Francisco da Cruz na ra da Cruz, n. 3.
- Para o Rlo-de-.Ianeiro deve sabir com toda brevi-
dade possivrl, por ter a maior parte da carga, o briguc
Snn-lm: quem quher carregar, ir de passageme em-
barcar escravos, dirija-se a Gaudino Agostlnbo de Bar-
ros, na ruada Cruz do Recife.casa n lio.
- Opatacho Nitheroy larga hoje(l4) para o Rio-de-Ja-
neiro : as pessoas que tcem de embarcar escravos deveni
po-los bordo, al ao meio-dia, mandando os conheci-
nientoi dos mes-nos ao escript'orio, na ra da Cruz do
Recifc, casan. 66..
Avisos diversos.
--Oreverendo sacerdote que quier comprar uin ro-
quete de lavarinto limito rico dirija-sc a ra da La-
deia-Velha, botica n. 3, onde o podera ver c achara com
quem tratar.
O abaixo assignado na qualida.de de lestamentei
ro do finado Jos Pereira Teixeira avisa a tudas aquel-
las possoas que se jiilg.n em credoras do dito finado ,
que hajam de apresentar sua cuntas legaliadainopra-
io de 15 dial, visto que sr esiaprncci'endo ao inventario
dos bena do mesino finado. = Recite, 13 de julho de
1848. = Joaquim Antonio dos Santos Andrade. ,
Perante o juiz municipal da 'segunda vara se deve
- arrematar urna morada de casa de um andar, sita na ra
Velba, por execuco movida contra Anna Joaquina
- GiHmares e nutras. -
-- Aluga-se una casa na travessa da ra Bella em
multo lioin estado, com 4 quartos, 2 salas corredor in-.
dependentr, quintal e cacimba : a tratar na na de
*\-Frane4sco palacete prximo a. mar.
-- Sabbado, 15 do crrante, na sala das audiencia!
perante o Sr. doutor juiz do civcl da srgunda vara se
nao de arrematar urna caa e um terreno no lugar do
Moiiteiru penhorados ao coronel Francisco Jaclnthn
Perira e umaeaia no lugar de Apipucos, peuhorada
a Florencio Joi Oarnelro Montelro.
--.O maior Manoel Hcnrlquei Wanderley faz publico
que elle nao accltou lettra alguina prcientemcnte : e
como Ihe consta que alguem tein eiii se'u poder lettras
de importancia sobiua firma proteila por eite mel
contra ellas c declara que sao falsas, prometiendo pro-
ceder a Um examc minucioso a esse reipeito se acaso
ellas apparecerem a luz.Kugenho Changu, 10 de julho
de 1848.
Tendo voado. do sobrado n. 38 da ra do Quel-
niado um papagaio levando uina cotrente no pe dl-
relto, e tendo-ie visto pausar cin um dos qulntaes da
ra do Livraiiienio e ter sido abi pegado roga-se, por-
tanto, a pcisoa que o pegou de o mandar entregar na
casa cima mencionada, que se licar agradecido.
Precisa-ie de urna pessoa que v a Grvala co.brar
urna divida ; sendo activa e que d fiador : no Aterro-
da-Boa-Vista; n. 10.
Precisa-se fallar ao Sr. Lourenco Justinianno de
Siqueira : no Aterro-da-Boa-Vista u. 10, ou annuncie
sua morada.
Aluga-se a casa n. 22, lita na Passagem-da-Magda-
lena do lado dorio Gapibaribc, contendo duas salas ,
6 quartos e mais una salae urna alcova forrada : a tra-
tar ao lado do Corpo-Santo, n.25.
s dous meios billieles da quinta.e ultlmi parte
da loteria do hospital Pedro II ns. 23 e 1,417 e um -'-
gesimoda lotera do Rio-dc-Janeiro n. 3,141 perlen-
cem a Jos Joaquim Vieira e Antonio Joaquim Mello.
Precisa-se de um prcto para o servido de uin ar-
mazrm pagando-se-lhc bem e] faiendo-sc o ajuste a
vista : na ra de 8..RIU, n. 85.
O abaixo assignado, tendo de rctirar-se para Lis-
boa a tratar de sua saude avisa a scus devedores e crc-
dores que deixou cncarregada ao Sr. Joo Ferreira da
Costa a sua casa de negocio, sita* na ra da I.ingocla ,
ii. 1, para pagar o que se dever e fazer qualquer tran-
snrcSo debaixo do mesmo nome ; assim como liea au-
torisado para realisar todas as suas dividas. llecil'e,
13 de julho de 1848. uarte Antonio Serva.
INo dia 13 do crreme, pelas 10 horas da inanha,,
na i ii i do Collegio perdeu-se una ca tena com diver-
sos papis e dous meios bilhetes da loleri i do hospital
Pedro II ns. 23c 1,417, cujos estavam assignados com
os iiomes, Jos Joaquim Vieira e Antonio Joaquim Mel-
lo e um vigsimo da lotera do Rio-de-Janeiro n.
3,! !, e juntamentca quauii de M M. e:n dinheiro.
Roga-sc aqiiem a achou o obsequio de a entregar no
largo da Alfandcga a Jos Joaquim Vieira caixeiro de
Domingos Pereira de Mni rosaniente.
Amulherde hons coslumcs que se encarrega da
criacaodc meninos de peito e que tanibcm recebe me
nios para desmamar com todo o minio c amor
miidou a sua resi -'enca para a ra da l'cnha junio do
sobrado de dous andares e sotao.de varanda.de ferro.
l\a ra Direila, sobrado de um andar n. 33, ao pe de
dous de varando! domadas ha doces seceos de varias
qualidades, milito bem fe i tos : taitibem se faieni bo-
los de todas as qualidades bolinhos para cha ban-
deja enfeitaJascom ramos de llrese figuras dos mes-
nos bolos, fruteiras de doces seceos pao-dc-l arroz
de leile, tortas tremedeiras doce de ovos de difieren-
tes qualidades: tudo inulto einconla Na mesinacasa se
fazem jaleas de substancia para as pessoas fracas.
O hacha re Nanoi-I Firniino Je
Mello advoga no civel e ciime na co-
marca do Rlo-Formoso ;c como tein de se retirar para
allia ueste tres das .oflerece o seu prelimo quellcs que
para esse lim delle.se quizereni ntilisar, podemlo ser pro-
curado na casa de sua residencia, na ra larga do Roza-
rio ii. 23.
Ao autor do animacin. 9, insert
ein o Diario-Novo n. 148, de il do cor-
rente, sh a epigraphe Avisos diver
sos teni de responder nni amigo doSr.
C. J. Gomes de Oliveira ; mas, sendo bas-
tante desigual a lutu, por ler de com b-
ter com gente que tem pejo de puhlic.ro
sen nome, deixa tamhetn este amigo, por
6ra de sssisnar este, o so se declarara
depois que o autor desse annnncio, on an-
tes de verdiJeira. chirinola, fixer primei-
ro outio tanto. Desde j, porem, se dc-
clinain para arpille autor os f pilhetos com
que quer indicar o nosso .migo, porque,
nao sendo elle conhecido por algum d'el-
les, talvcz assentem mellior emquem os
concehe, e enlo cahe aqui o adagio
i hamo, entes que te chameni. Olan-
lo advertencia sobre escravos, he neces-
sarioque o autor do ti anuncio seji'mais
explcito ; nada de cbnselhos por meio de
prfidas insinuacoes, diga a verdade e as-
signe : d'outr.i maneira, ser tido como
um.intrigante desprezivel.
~ Antonio Jos de Arantes relira-se para fra do lin-
Pe--Manocl de Freilas, Portugucz, retlra-ie deslacida
depara a de Lisboa
Jos Machado Cotta e seu irmao Francisco Macha-
do (.otta Yt-liraiu-sc para fra do imperio.
Pelo juizo dos rphaos, nos das 17, 20 e li do cor-
rentc, val a praca de renda, por um triennio o engeulio
Amparo, sito na ilha de llaiuaraca, c juntamente 14 es-
clavos robustos e de todo o servir. >, cujo engcubo, alem
do fabrico de assucar, tein mais os seguinles ramos lu-
crativos, como bem : calheiras em ponto grande ; tres
salinas eviveiros, e grande quautidade de ps deco.iui'1-
ros, que dao fructos, com a grande vantageni de ser to-
do o seu transporte embarcado para o Recifc; c outras
militas vantagens: os pretndeme dirijam-se a ra do
Uospicio, n. 21, para se Ihcs darem as informacOcs exac-
tas a respeito.
Ocsapparcceu, no dia 13 de julho, um carneiro
mocho, capado ha pouco'tempo, com um cabresto de
corda e una corda de rasto comprida : rog'a-ie s pes-
toas que delle tiverem noticias de o levareni a ra do 11-
res, padaria n. 44, que sero recompensadas.
Ofterece-ae um rapaz de 18 a 19 annos para caixei-
ro de loja, e tambem para ra, ou de qualquer eslabele-
ciinento que Ihe appareccr, com a cxopco de venda, o
iiual dallador a sua conducta : quem do seii presumo
se quier servir, dirija-se junto s catacumbas de San-
Pedro, casa 0. 1.
Precisa-se de um criado nacional ou estrangeiro,
nue saiba covernar carro : na ra do Hospicio, n. 9.
Precisa-ie de una boa ama para todo o icrvicodc
urna casa e que tambem compre : na ra do Vigano,
n. 27, segundo andar.
Ueiappareccu do quintal da casa n. 32, na ra da
Camboa-do-Car.no, um cavallo capado, pedret, bem
eaiudo dinas cnidas e curtas, e pescoco fino .quem
o v.Pri-olevar ao engenho lloacica, ou a ra das Cru.ei,
n 30 sei bein recompensado.
_ -yun. quizer con'.prar um casal de eicravo.; n.oCo,,
altos e corpulentos, prop.ios para lervico de campo, di-
LOTERIA
'to hospital SVri.o 18.
Ciirrem boje un horis tln ininhaa, no
consi-totio da igreja de N. S. do Livra-
mento, as rodas tiesta loteria : convidarse
o respcitvel publico a presenciar a sua
extraccao.
-O abaixo assignado, morador uarua do Collegio, gra-
tifica generosamente a quem apprehender u:n cscra vo,
cabra claro.de nome liencdlctu.de 16 annos, i|uc princi-
pia a barbar, secco do corpo, bem eipigadu, canellas
cumplidas e finas: tein o rosto e o pescoco at ans pcitos
manchados de pannos brancos, os denlas da frente todos
podres, bastante ladino c curioso para qualquer oHicio,
muito vivo e esperto ; sahio vestido de camisa c calca de
algodaozinho azul trancado, liste escravo pertence a
Joaquim de Moraes Navarro, da villa de San-Gonrallo,
provincia do Ro-Grandc-do-Nortc, donde fujjio em 27 de
junho correte auno, e igualmente gratifica a quem
quer que lh'o entregar.
Sebattio Jos Gomes Penna.
Fugio, no dia 12 do corrente, as nove horas da nol-
te, una cscrava crioula por nome Ricarda : representa
lor30 anuos ; levou vestido de chita de lislra, com as
rustas bastante cortadas de chicote, estatura baixa ; he
bailante feia de cara, est bastante magra, barriga um
tanto grande, e lem a cor fula : quem a pegar ou dalla
der noticia, dirija-se a ra da Penha, sobrado n. 21, que
ser bem recompensado.
Fugio, no dia segunda-feira,3 do corrente, um pe-
lo vermellio, bailo, grosso, cabello pegado; levou um
quarto ruco, de cor prcta, inagrcirao, o que tein carre-
go : tambem furtou nina cangilha velha, e levou mais
um lacia na cintura i este escravo foi do Sr. Francisco
Antonio Gaifto Jnior, senlior do engenho Bueno-Ayres,
e he muito conhecido para as partes do norte ; lem de
idade 32 anuos, punco mais ou menos: quem o pegar
leve-o ao engenho das Maltas, a Antonio de Paula Souza
Leo.
O abaixo assignado faz scienteao publico que aini-
gavelmenic dissoiveu a sociedade que leve com Joaquim
Jos Correia, na venda da rua do Rangcl, n. 11, que gy-
rava debaixo da firma de Rodrigues 4 Correia, fieaudo
o mesmo aiinunciantc obligado a Indetnnliar todas as
dividas contrahidas por aiiuella firma at 11 do crreme.
-,-- S.Mbu.
j mu ixqmxiu mu .;: -
0 abaixo assignado fai loiente ao respeitavel publi-
co que, durante o lempo de dous niezcs que se achades-
arrumado.tem assslidona venda dos Srs.SouzaSt Irmao,
aonde por all eslava, dedia, ( menos de noite) e como
no dia segunda-feira, 10 do crrente, os Sis. Soma &
Irmao acharam-se com falta da quautia de i lfOOO rs.,
e como os ditos Srs. cima nao sabem quem seria o au-
tor do dito i mi lio, c como eu por alli eslava, elles enlo
sevaleram de iiiiin, dizcndo-nie a niiin c a mais algu-
mas pessoas que all estavam tao bous como elles, que
en era quem llie milla lirado a dita ipianlia; poli Bqiie
o respeitavel publico certo que tudo islo he un doloi|iie
querem fazer os ditos Sis., pois o lempo niesnio assini
o permita. O respeitavel publico nao dever dar crdi-
to a mu falso que me imputam. He verdade que boje
me acho ein circumltanciai tristes pelas lofelici-
dades que tcnlio lido; mas o que devo, appareja, nao o
neg ; todas aquellas pessoas a quem sou devedor ,
tem documentos por niiili assignados. Kspcroque o pu-
blico me d crdito a estas duas legras, que para gozar
de algum crdito, me obrlguel a escrevc-las.
Jo de Messa tiuimarti.
O abaixo assignado laz publico que tem aduiiitido
para socio do sen estabeleeinicnto de venda, na rua do
Ainorliu, n. .'Mi, ao seu primo Amonio da i osla Ferreira
F.strella nico gerente e encarregado da llquidacau
de todas as transaccoes anteriores, qur passivas, quer
activas, da piesma casa.-que gy rara de hoje ein vante de-
baixo da firma de Antonio Joaquim Vidal i\ U llecitc,
I3deiulliode 1848.
, Antonio Joaquim ) idal.
Una parda de bous costuiues se oll'ciece para ama
de casa de hornera solle'iro ou de pouca familia : na rua
do Collegio, no segundo andar do sobrado n Ib, se
dir. ..
Lava-se roupa de varela com perfeicaO : na rua uo
Qu'eimado, u. 30.
Tomain-ac cento e cincoenla mil ris a premio com
hvpolhcca ein uma boa casa terrea na Koa-Visla, li.re c
desembaracada : na rua do Rangcl, no segundo andar
da casa-n. 38
Umapessa habilitada se ollerece para tirar passu-
portes c l'olhas corridas, por preco muito coinniodo :
na rua Noval n. 67, se dir.
Precisa-sc de cen ou cento e cincoenla mil res a
premio por lempo de 6 iiicjcs, dando-se firmas a con-
tento : quem quizer annuncie para ser procurado.
Amonio Joaquim embarca para o Hio-de-.laiieiro
o escravo ci ionio, de nome Simfio, perlenccnte a Auto
lio da Costa Ferreira. .
Antonio Joaquim Concalves f.nimaiacs e Joao Mi-
Ionio da Silva braga reiirai-se para fra do Imperio.
--No dia 14 docorientc peame o Sr. doutor mi/, do
civcl da pi'imeira vara na sala das audiencias depois
destas, se ha de arrematar por venda un bom sobrado
de 3 andares silo na rua do Qiieiuiado u 0 penhora-
do a viuva e mais herdeiros de Joiio da Silva Sanios :
quem o pretender corapareca que he a ultima praca.
Koga-se ao autor do aviso intitu-
lado Logarlo, haj.de declara, qnai h o
caixeiro da rua do Qui imado que escreve
cartas anonyms.
0% caixeiros da mesma.
liuii! r is.
UMA CORRKNTE DEOUIIO.
Cmpra-se una correntc de ouro :' lia rua do Quei-
nado, n. 27.
Compra-ic uin labuinbacoui uso, sendo por pre-
co coinmodo : na rua do Torres n. 40 segundo andar.
Compram-se, ein segunda ino, unas lleras l.usi-
anas : quem tiver annuncie.
Compra se um par de mangas de vidro : nrita| t>-
pngraphia.
Vendas.
res
tovatlo
i\.is, a 4,&oo
Vendetn-se chitas escuras,
4.5(io rs. a peca e. a nors. o
,ama d) Crespo, n 4, lJa da
une volta para i da Cadea.
'. ..... r.k. lH> rlll L
do
...Ve do-ie lortidai. abrlaidae1^
esquina que
... Vendc-sc ce...
boa: no cscriptorlo de Firmino J. F. da Roa,
Trapiche, n. 44. fi ....
Vende-sc una balinca grande eoin pelos ce
robas para baixo : na ruadu Vigario
Vende-se um pardiuho
com
i. I...
e idade 18 annM,
principio de alfaiale, ptima figura, e de initUo boa
conducta : na rua do Vigario, n. 25.
igar
Champanha C & C.
Vende-se chainpanha dcsta aua-.
mada marca em casa le 31 c. Calmont
& C. praca do Corpo-Santo, n. it.
Vende-sc urna prcta de nacao, de niela Idade, que
COltnha o diario de una casa lava de sabao e he qui-
landeira : dase por 200/ rs. pela precisSo : na ruada
(loria u.
8b.
de grvala
bonetes fe velludo
4//
Vendem-se, na rua das Larangeiras. n. 14,
segundo andar os seguintes escravos, mui-
to em conta'e todos de bonitas figuras : un
casal de escravos pardos, casados de opti-
ina conducta o pardo be ptimo purgador
de assucar, e a parda tein algumas habilidades nibos
nao passam de 23 annos ; lira lindo pardo claro, de 23
annos com alguns priiicipios de sapatclro c que lie
de una conducta multo regular, c por isso inulto boni
nagein um dito da mesma idade bom copeiro ; uin di-
to de 40 anuos ptimo para tomar conta de um sino ,
nor250Sri ; dous pretow de nacao; una prcta de na-
cao de 20 annos viuda da Hahia, muito boa engom-
inadeira ecoiinheira : uma ptima cozmheira, de 2Uan-
nos ; urna parda de 20 annos ; um molcque pedreiro ; e
a,g--DVerS^Veo-sitio, na estrada do Arraial,[que foi do
fallecido Manoel Goncalves Rodrigues : os prctendentes
dirijam-se a rua da tadela de Santo-Anlonio, casa
15.
Lotera do hospital Pedro II
Vendem-se meios bilheles : na rua do Cabug, loja da
esquina, junto da botica do Sr. Moreira.
Vende-se uma bomba de cobre j usada, propria
para cacimba : na rua larga do Roiario, n. 2u.
Vnde-se um pianoforte, com mui-
to boas vozes, dos autores Cola ni & Go-
lard.-tdverte-.se que le-m inui pouco uso,
e se vende por preco coinmodo : no A-
terro da-boa-Vista, I j n. io
Vendem-se luvasde cores, de algo-
da o, para lumem, a oo rs. o par ; ditas
de pellica ; ditas para senhora, de exqui-
sita cores; lene s de girca e
a i ,ooo rs. cada um ,
para meninos, i gfio rs.; cinivetes com di-
versas folhas, .los melhores que teeinap-
parecido ; (lores paiacnfeiif s de ch pos,-
galOes linos ; eapiguilhas; ( rendas) vo-
lantes de diveras larguras : ludo por pre-
C08 mais boratos que coi otitra qualquer
parte : m rua do Cabug, loja de quatro
portas, do Duarte.
Na rua do Rangcl. n. 8, vende-sc a dinheiro a vis-
la. para liquldacSo do cslabelecimenlo, o seguintc : yt-
uho superior de Lisboa muito velho a caadas a i#oou
rs. e em garrafi.a 20 rs: ; cerveja branca em diizia a
iVillO rs. ; genebra de Hollando a botija ; a ligitiuia la-
linha de aramia a 5,1 r. a arroba e a 200 rs. a libra ;
e lodos os mais gneros muito era conta.
Aoham-ie alguns eaamplarc a venda do novo ics-
tainentodcN.S. Jesus-airislo, conforme a vulgaia la-
lina traduildo em portugucz e anotado segundo o sen-
tido dos sanios padres e expositores catllolicos, peio
qual se esclarece a verdadeira doiitrina do texto sagrado,
e se refutara os erros subversivos dos novadores amigos
e modernos pelo Kxm. Sr. hispo de Comibra ; obra
multo til a lodos, pciucipaluiente aos.Srs. paroenos.
nariiada Cruz, loja de livros n. 58.
Vendem-se 76 accoes da compa-
nhia de Beberibe: a tratir no Aterro-
-da Boa-Vista, n. 63, primeiro andar.
Vendem-se ricas franjas para cor-
tinados, assim como hnha para bordar,
muito fina : na loja de miudezas da
do Calinga, n. 1 !>, do Cnimaraes.
--Vendem-se, na loja da rua do Crespo 11 II, os le-
grantes livros! Diccionario porluxuc/. e francez, e fran-
eez e po.luguez por J. J Roquete, 1 v. por Bf rs. ;
dito de Constancio 2 v. por 4,000 rs. ;.dilo geograpln-
1 v por 19 rs. ; dito italiano e francez, 2 v. por
rs. ; Fonseca, Lexicn 1 v. por 2/500 rs. ; obra
completas de Huiln, 50 v. por 14/ rs. ; Retiro espiri-
tual 2 v. por5r ; tratado da religiao, .1 v., pdrw
rs Cuno de nhilosophia por Uaniirou, 4 v., por 7f
rs. ; Principios de dircito natural c das gentes, por
J .1. Iluilaitiaque,5v. por 10/rs, ; formularlo de I.-
bellos e pelirOes por J. II Concia Telles, 1 v. por S#
rs. ; Cdigo dMJuixei de paz, l v., por 5/ rs. ; Geome-
tra de Kuplides, Algebrae Trignomclria, por Lacroi?
Instiluicofl oratorias de M.F.gratiiano, 2 v. por -1/
rs ; l.icoes de eloquencia nacional pelo padre Miguel
do Sacramento Lopes Gama 2 v. por 5/rs. ; Graniuia-
tiea francea por Sevcne, por 4/rs, ; dita de Monlever-
de por W rs. ; Resumo da historia de.Portugal, Ir. .
por.Vrs.; eoutroi inuiloi romances por Alphonsc IIan-
bc,a500rs. cada um : cuntim'.a-sc a comprar e tro-
car por outrrs obras sendo boas e estando em bom ej-
tado.
A 900 Rs. O COVADO.
$0 novo armazem de fazendas
de utaymiiiivio Carlos Le le,
na rua do ^ueimado, n. 27,
cha-seo mellior algoilao trancado azul proprlo
para roupa de escravos a 200 rs. o covado e em
pecas 1 Jt'.O rs. a jarda 0 qual so loma recommen-
lav-l nela muito corpo no ler ommi """
largo e de cor fixa ; ptima chita prota frte a
5,800 rs. a poCa i ngraca-los pannos de '". J
a "mino encarnados protos e grandes a 3,200 rs.,
s hrins ln.nQa.los de linlio, a 1,000 rs. a vara ;
do cassa de cores, grandes, para senhora a
rua
Vende-se um jircta de 26 aunos que he perfeita na(i l0;a n 11
igoinmadeira costureira cozinheira e muito des- "<*uu, j j
oplimos hrins tranca
lencos do cassa de cores grauuc, F"'" ~'"." ->,
iSO rs ditos tl<> seta para meninos, a 640 rs. ex T
cono l|ca do linho chitas I as do ultimo go -
U,e todo o sorl i ment de fazendas Unas e grossas
para vender por atacadoe a relalho o ma.s barato
possivel.'
Cera de Lisboa
>a rua da Cruz, n. Go, vende-se a me-
Ihor cera que ha no mercado, em caixas
de lodosos tamanhos, vontadedos, com-
pra ioi es, <* mais barato que em outra
parle.
' Vendem se Irinta varas de babado
de linho de palmo de largura, pelo dim'i-
huto, preco de 4,ooo rs.: na rua do Quei-
engoiniu
t^w
^aii



-

Sapa/des de tres solas, a i s'ooo rs,
No Aterro-du-Doa-Vista luja u. 78,
vendem-se sapalesde tres solas, pelo di-
minuto prero de i.sooo rs.
Na loja nova de Ricardo Jos de Fre-
tas Ribeiro, na ra do Passeio-Publi-
co n. 17, vendem-se
cortes de chitas escuras uoni lo covados milito finas
e fixas, a 11600 rs. ; ditos de cassa com ti varas a 2#
Ti. ; e outras muitas a/.endas multo baratas.
A i.soo rs. ,
ancoretas com azeitonas superiores : ven-
dem se no caes da Alfandega armazem
ji. 7, de Francisco Das Ferreira.
Vendc-sc a vcuda sita na travessa do Dique, n. J4,
coi" poucos fundos a qual vende tanto para a trra
como para o mallo : a tratar na niesma venda.
= Vendc-sc urna preta de nacao de 22 annos, que
. .1/1nii.i. cngouuua, cose e lava ; scm vicios nem acha-
ques: o motivo da venda se dir ao comprador: no Aler-
ro-da-Boa-Vista, loja n.78.
-- Vcndcm-sc caixas de macairo muito bom a 3#000
a caixa de 25 libras : no armazem de francisco Das Fer-
reira.
= Vendem-feC duzias de cadeiras com assento de
palhiuha e que sao muito faites todas ou a duzias
lia ra das Trincheiras, n 36.
Vendem-se coilas e meias ditas de laa de diversas
cores e padroes, do melhor goslo que teni vindo do Rio-
de-Janeiro : na ra laiga do Rozario, n. 24.
llua do Queimado, i 46, loja de Maga-
lhcs & Irmo.
Vendem-se ricos corles de cambraia aborta, a 4,600
rs.; ditos, a 4,000 rs.; ditos de cassa de cor, a 3,000 rs ;
cortes de cambraia lisa muito lina, de 8 varas e meia, a
4,200 rs.; ditos de 3.200 rs.; l.mcos bordados, com bico.a
filio rs.; corles de collete de fustn de cores, pattres mo-
dernos, a l,2S0rs.; ditos, a 800 rs.; brim trancado par-
do, dr puro linlio, a 600 rs ; merino preto fino, a 3,000
rs.; cassa de babadn fina, a 360 rs. a vara ; chita de co-
i_..'i i, iii> ,.-, !>-^i 2 200 r*. o covado rasi !c2 ,- 400 rs.
a vara ; ',imisas de meia, das melbores que teein appa-
recido, a 1,400 rs.; muito boa fazenda para loalhas, com
4 palmos c nido de largura a 600 rs. a vara ; setiin pre-
to lisilo, a 3,500 rs. o covado ; chapaos de sol de seda,
a 5,500 rs.; brim trancado de cures, de mu ricos pa-
drote e puro linho, para calca ; lencos de setim para gr-
vala; dilos de seda decores; riscados francezes largos
mullo finos j ditos inglezcs; bicos largos e cstreitos ;
e reiidas.
Vendem-se pautas das alfandegas do imperio do
Prasil impressas no Rio-dc-Jaueiro : na ra da Cruz ,
n. 20.
GALUMBlA MILLS
Georg town.
Acaba de chegar a este mercado urna partida desta
superior qualidade de farinha de trigo, com a qual so
pode competir a verdadeira Gallega : vende-se a reta-
lho, no armazem de Antonio Anucs, no caes d'Alfande-
ga ; e em porces, a tralar com J. J. Tasso Jnior. *
Vndansejazendas muito baratas nos
Quatro Cantos da ra do Queiwado,
loja n. 20, de Teixeira Bastos & Ir-
mo ,
como sejku.. .istores.encorpados para calcas a 200 rs.
0 covado ; lencos brancos de cassa com risca cin volia ,
a 200 rs. ; cortes de cambraia pintada para vestidos ,
1 .i/, ma livi, a 24nil rs. ditos com alguin mofo a 2/
rs.; cassa cblta lina e muito larga a 200 rs. o covado ;
dita superior a 400 rs.'; riscados largos em cassa com
algum mofo a 200 rs. ; chitas brancas de llores a l20
rs. ; ditas escuras a 160,200 e 240 rs. o covado ; .indas
para menino a 80 e 160 rs. o par ; dilas para meninas ,
a 320 rs. ; ditas para senhora de 400 a 560 rs. o par ;
lencos de seda preta para gravata a 1/280 rs. ; ditos de
cores em setim para gravata, a 1^600 rs. ; dilos de Iran-
ia para senhora 9*500 rs.: luvas prpras hnrrtadas a
800 rs. o par; camisolas de meia americanas, muito
boas, a I iioo rs ; e ou tras muitas fazendas por prc-
co commodo.
Vende-se Lizia potica, ou colleccao de poesas mo-
dernas, de autores portuguezes publicadas no Rio-de-
Janeiro por Jos Ferreira Monteiro contendo o pri-
liieiro roame 91 nmeros eom 312 paginas ; preco 2/
rs. Itecebein-se assignaluras para o segundo volme ,
constando todo o auno de 48, dividido em 52 nmeros:
sa roa da Cadeia do Recife loja de Joo da Cu:iha Ma-
galhes aonde j se encontraro os ns. 1 a 9. Na mes-
ina loja se coutinuan a receber assignaluras para a
C/ironico-f.i'tleri'a, jornal de instruccao e recreio por
preto de 6/ ts. por anno por 52 numero*.
Superior vinho da FigneWa.
Vende-se esta superior pinga no armazem de Vi-
cente Ferreira daCosta na ra da Madre-dc-Deos em
barris de quarto, quinto sexto e stimo em pipa mui-
to proprio para gasto de casas particulares.
Novos gambredes.
Vendem-se superiores cortes da fazenda denomi-
nad* ~ gambreOes pelo diminuto pre?o de 1,800
rs. o corte : esta fazenda lio de mui superior quali-
dade e seus padroes rivalisam com as melliores ca-
simiras : na ra do Collegio, loja nova da estrella,
n 1.
Vcnde-se, ou arrenda-se o sitio de-
nominado Gasa-Caiada na praia do
Rio-Doce : a tratar no Forte-do-Mattos,
n. 12, com Jos Francisco Belm.
li ins Iraii(virios.
Vendem-se'superiores cortes de brins tranca,los,
de quadros e listras do muito bonitos padrOcs, pelo
barato preco de 2,000 rs. o corte : na ra do Colle-
gio, loja nova da estrella^ n 1.
Casimiras elsticas finas.
Vendem-se superiores e encllenles cortes do casi-
miras de superior qualidade e lindos gostos, pelo
diminuto preco de 5, 6 e 7# rs. o corte de calcas, sen-
do seus padrOes tanto de gosto para o invern, como
ara o verio; a ellos antes que se acabem : na ra
do Collegio, loja da estrella, n. 1.
. NOPASSEIO-PBLICO,
na loja de Manoel Joaguim Pascoal Ra-
mos, n. 19,
vendem-se muito superiores pannos finos, de todas as
qualidades-, *3/r3GO0, 3/800, 4/e 5#"rs. ; sar]i rrTito
superior a 2/c2#40O rs. ; merino, a 3/200 r. ; alpaca,
a l/rs. ; lencos de seda a l/rs ; cortes de casimiras ,
a 6/ rs. ; ditos de 13a a 2,500 rs. ; chapaos de sol de
seda a 5/500 rs. ; e ludo o mais por preco rasoavel.
LOTERA DO RIO-DE-JANEIRO.
Vendem-se meioi bilhetes da primeira lotera a bene-
ficio da irmandade do Santsimo Sacramento da Impe-
rial cidade de Nitheroy: na ra da Cadeia, loja de cam-
bio, n. 38, de Manoel Gomes.
. Vende-se urna ptima morada de casa terrea ,
ita na ra Augusta com meia-agoa para a ra do Ale-
ion ; un terreno junto a dita com alicerces para
loas casas; cento e quarenta palmos de terreno com
cerca de dous mil palmos de fundo desde a ra do
Alecrimatc a beira do rio : tudo por preco multo com-
modo : a fallar com Joaquim Teixeira Pcixoto na ra
da Concordia, n. 25.
Na ra do Queimado, n. 30, ha pannos de boni-
tas cores, proprios para palitos e sobrecasacas, as-
gim como chapeo de castor, pelo barato proejo de
5/000 rs.
Vendem-se aeges da ex-
tincta companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira limaos & C, ra da Cruz,
n. 9.
SUPERIOR FARELO, A 4,000 rs.
Vendcm-se saccas com farelo fino de Trieste, che-
gado ltimamente, o qual he 0 melhor de todos que
aqui tem aportado, por ser o mais nutritivo: em casa
de J. J. Tasso Jnior, ra do Amorim, n. 35.
VFNOKM-SE
collccgoes de vistas de Per-
nambuco ,
sendo as da ponteda Boa-Vista,ponte do Recife,Dom-
Jesus, Olinda, Poco-da-Panella c Cachang, fcitas ao
'enelicio da sociedade da Beneficencia allcmfia c
suissa : no armazoin dcKalkmaun& Itosenmund ,
no hotel Pistor, as tojas dos Sra. Luiz Antonio Si-
qudra da Snr-i. viuva Canlozo Ayres & Filjios na
ra da Cadeia do Recife ; as lojas dos Srs. Santos
i\eves do Alenqucr SimOes do Amaral na rua .Nova ; e do
Sr. J, Chaflon nt Atorro-d&'Boa-VistS,
Vinhas, agoardehle e vinhos
Chritophers ck Donaldson ,
continuam a ter de seus bem conheeidos e superiores
sinlio do Porto e de Ilespanha e ago'ardenle de
Franca do melhor que vem a esta praca, e de dulc-
ientes qualidades engarrafados c em barris por preco
cominoilo : na na do Trapiche n. 40, no Recife
Cha de supelior qualidade.
Na nova loja de livros do pateo do Collegio, n. 6,' de
fofo da Costa Dourado, llavera seuipre inuilo bom cha,
que se vende de meia quarta paradina, por prec.o com-
modo.
A sublime banha Jranceza.
Ainda existem alguns potes desta sublime banha, con-
tendo cada un 2 libras, por 1/600 rs. : na rua larga do
Rozario, n. 24.
Vcndemse 3 pretos de elegantes figurase regular
conducta; duas pelas rngommadeiras e cozinheiras ;
I dita de 10a 17 anuos,boa coslureira cciigoiumadeira;
duas ditas para o servico de campo ; urna negriiiba de
10a 11 annos com bous principios de costura ; um ino
leque de 6 annos : no pateo da matriz de S. -Antonio,
sobrado n. 4.
Vende-se urna morada de casa de dous andares,
sita na rua Direita, no melhor local com .'16 palmos de
largura e 96 ditos de fundo boas paredes, grande quin-
tal duas lojas e em bom estado : na rui do Caldeirei-
ro n. 62.
Mo Atcrro-da-Boa-Vista, loja n
"8, vende-se superior curode lustro a
\S rs. a pelle.
Vendcm-se escravos de ambos os
sexos, de lionitas figuras e sein achaques :
do Gcesoo, n
na i
Publico
4,
UO.ll. iu
, n.17.
Casimiras elsticas a G40 ris.
Vendem-se casimiras elsticas de algodo e 15a,
pelo barato preco de 040 rs. o covado : na loja nova
da estrella, n. 1, da rua do Collegio.
Corram, fregueses, loja de Manoel
Joaquim Pascoal Ramos, no Passeio-
Publico, n. ig.
-Vende-se pelle do diabo a 200 rs. ; castor, a 200 rs.
algodan azul, a 200 rs. ; algodo de listras, a 200 rs.
chita de coberla a 200 rs. ; riscados francezes, a 200 rs.
madapoln fino a 200 rs. a vara ; meias, a 200 rs. o par;
chilasde assento escuro de cores fixas a 120 140, 160
c 900 rs. ; riscados muito finos, a 240 rs. o covado ; cor-
tes de cambraia de quadros com 9 varas a 2/400 rs.
cassa-chitas f de todas as qualidades a 2 2/500 3/
3/200 rs. o corte ; lencos de seda para gravata a 400 rs.
dilos de cassa, a200 rs. ; chales de metim a l/rs. ; di-
los de laa a 2/600 rs. ; e outras muitas fazendas, por
menos preco do que em oulra qualqucr parle.
Vende-se cal virgem de L^boa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em ootra qual-
quer parte ; na rua do Trapiche, arma-
zem n I7.
Vendem-se oculos para todas as idades ; navalhasiu
glezas para barba; ditas chinezas que se trocam, caso nao
sirvam ; c outras miudezas baratas; na rua larga do Ro-
zario loja de miudezas, n. 35.
Vende-se a bm acreditada venda da rua do Codor-
niz n. 9, no Fortc-do-Mattos: a tratar na mesma
venda.
Vende-se um pela crioula de 40 annos boa co-
zinheira e que engonima faz renda c ensaboa : na
rua Direita n. 98.
Vendem-se pecas de madapolao com 20 varas, mui-
to largo e muito forte a 2#8O0 rs. e a retalho a 140 e
160 rs. a vara ; chitas limpas cores fixas muito en-
corpadas e muito fortes a5/ e 5/500 rs. c -a retalho ,
140 c 160 rs. : na rua estrella do Rozarlo, n. 10, tercei-
ro andar.
Vende-se um pardo alfaiatc e que he proprio pa-
ra todo o servico ,-por ter inulta habilidade : na praca
da Independencia, llvraria ns. 6e 8, se dir quera vende.
Vende-se um moleque de bonita figura, de 15a
18 annos : na rua dasCruies, n. 41.
Em casa de Hebrardtk- Companhia na
ruado Trapiche-Novo n. 2a,
vende-se azeitedocecm caixas da bem conhecida mar-
ca Plagnol ; sunerjores presuntos r salames de Arles ;
ltimamente cbgacTos de IQar*selra'; 'todas as qfidades
de conservas de frutas da Europa em calda e vinagre ,
superiores licores; marraschiuo ; cognac; absinth
klrschwasser ; vinhos de Champanha; do Rheno, Haut-
Ilersac Sautcrnes, Chery, Porto, Reveialte Cherry-Cor-
Boa-
011 na
dial, M : este c muitos outros gneros vendem-se por
preco commodo.
Cheguem aos novos riscados.
Na ruado Livrainento, n. 14, vendem-se rlscadoi mul-
to linos e de ricos padroes ; cassas pretas com flores en-
carnadas ; pauno/eouro para calcas ; e outras inultas
fazendas baratas. -
Vendcm-se dous lindos moleques de Ib a 18 anuos ;
dous pretos, sendo um delles cozlnhelro, de 25 a 30 an-
nos ; dous pardo de 16 a 25 annos, sendo um delles
bom carreiro ; duasmulatlnbas de 7 a 14 annos, com
principios de habilidades ; duas pretas de 18 a 20 annos,
com habilidades: na rua-do Collegio, n. 3, se dir quera
vende. ...
___Vcndcm=Je ptimas navalhas da bem conhecida
fabrica de Rogers cm Londres : na rua da Cadeia ,
11. 29.
ISa loja que faz esquina para a ra do
Collegio, n. 5,
vende-sc princeza larga preta muito superior pelo
barato preco de l/rs. o covado ; luvas brancas finas, de
algodao a 120 rs. o par; alni delta* fazendas ha um
completo sortimeoto de todas as qualidades de fazendas,
ludo por preco commodo.
Farinha de milho, a vapor.
Em Fra-de-Porlas. na rua dos Guararapes, n. 5, se
contina a vender superior farinha de milho, fcita por
um mui n ho puxado a vapor. A retalho, o preco da pri-
meira sorle, he de 100 rs. por libra, eo da segunaa e
lerceira 60 rs. A quera diariamente tomar de inda
roba para cima se far um abate rasoavel.
CHARUTOS DA BAHA.
3'endcm-se os melliores charutos da Baha : na rua da
Cadeia do Recife, n.a48, primeiro andar.
Vendcm-se os sguintes escravos : um casal pro-
prio para um sitio ou engenho ; duas pardas 11105,15 e
bonitas ; una negrinha de nacao de 13 a 14 annos, que
cose faz lavarinto e he rccolhida : no pateo da S.-
Cruz, n. 14, se dir quem vende.
Vendem-se pregos ripares do reino em barris de
50 : na rua do Trapiche, n. 16.
Vende-se a boa venda da esquina da praca^da
Vista n. 2 : .1 tratar na rua da S.-Rita 11. 85, >
mesma venda.
Vende-se urna flauta com 4 chaves e com multo
pouco uso : na praca do Corpo-Santo venda de Jos
MoreiraPaimcira.
Vende-se um escravo de nacao Angola de 26 an-
nos bom cortador de carne : na rua do Rangcl n. 2*.
Vende-sc una escrava crioula de 18 annos ,com una
cria de 2 mezes bem nutrida ; a escrava he perita cozi-
nheira engoinmadcira e>faz bolos, doces, refina
assucar faz um fiambre e^udo que for assado com
asseio : na rua Nova, n 11 i.
Vendem-se duas bombas, una de ferro e outra de
pao; tainhem se vendem pedras de cantara : na rua da
Piala, defrouleda ribeira ns. 9c 11-
Vende-sc cal virgem de Lisboa era barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco commo-
do : a tratar com Alineida & Fonscca na rua do Apollo.
Curso de direito civil,
ou mniun 1,1.11 io .;, instituicoes de Pascoal Jos de Mello
Freir sobre o mesmo direito, pelo doutor Antonio Ri-
beiro de Liz Teixeira, lente de direito na universidade de
Cohlibra 3 grossos volumes boa encadernaco e com
iiiargens para apontamentos. Esta importante obrarle
direito recen teniente publicada, be de mxima ulill-
lade para as pissoasqiiecsludam a jurisprudencia pra-
lica, c que seguem a camelia do foro : vende-se na li-
vtaria da esquinado Collegio.
Farcasnovas ?
Depois de incia-noitc ; o Primo d'impolia ou estapafur-
dio logrado; a Logracao; e oulros muitos, chegados de
novo mesma livraria omle igualmente se acha una
colleccao de dramas dos melliores e mais modernamen-
te publicados.
Casimiras lisas, a 2,400 rs.
cada covado, as melliores quotcm vindo-a esta praca,
nilo s pelas delicadas cores, como por ser perfeita
fazenda ; ditas do listras, viudas ltimamente de
Frauda os melliores gostos e melhor fazenda que
ha a 9,500 rs. o corte ; meias casimiras a 3,500 rs.
o corte : panno pelo o azul fino a 3,000 rs ; dilos
de cores, de 4,000 ate 5,000 rs.; dito prcto a 0,000,
6,500, 7,000 al 11,000 rs. que nada deixam a dese-
jar ; e todo osortimento de fazendas finas o grossas
que se vendem a retalho o por atacado : na rua do
Quoimado n. 27 no novo armazem de ltaymuudo
Carlos l.eite.
sa itii|ii.nl ,ni|o.. r 11-ni i ni a
sauoo mi as-ni'd -31,103 upes scacicd ajas apoijad oinu
-innpcil.nl sr\i| s.i.in.i .i[> 3 -.ioi|iril mi.n i o|i .i[iii[n.i
E)S3 B 3)U3UIBUir)in SCpcSjtp .:.'..:;.:; -| i.l SUSSBD B8AOU
se .i-.-iu.ipu.iA '5 -u oiuomv-'S 3P 3Ae 0B aiuojjnoD
' 'O t$ sapjDuiviQ ap vio/ vu 9j$o o
'&i Ofrcjfc 7> sasiti>m.ivdsvssvosnaousjs
Contna-se a vender, na rua das Cru-
zes, n. 41, cal virgem de Lisboa, vinda l-
timamente no brigue Concfirfio-de-J/ por menos preyo do que em oulra qual-
quer parte, assiin como panno de linho
>fip sonido : a vista da qualidade se tratar o
m pr"co-
II l!
A 3s'8oo rs. a peca.
Na loja de Guirnares & C.
que faz esquina para a rua do Collegio n. 5, vendem-
se prrar, de chitas de 38 covados, a 3800 rs. a pe;a, de
sollrivel panno e padroes agradaveis. Do-sc as amos-
tras sobre penhores.
Vende-se una excelleutc casa terrea na freguexia
da Moa-Vista, com muito bous coimnodos, grande quin-
tal com muitos arvoredos de fructo : na rua que aira
vessa para a Gloria casa do lainpeao.
Liz Teixeira,
curso de direito civil portuguez, vende-se por menos
preco do que em outra qualquer parte : no pateo do
Collegio loja nova n.6, "le Joo da Costa Dourado.
Na rua de Agoas-Verdes, n. 46,
vende-se una bonita escrava de 18 annos com habili-
dades ; una moleca de 15 anuos, de nacao Cabinda
cora boas habilidades ; dous moleques; quatro e,scra
vos para todo o servico.
-- Vende-se urna prela lavadeira, quitandeira e que
faz todo amis servico de cuna casa de familia, cun
desembaraco e presteza : na rua Augusta, u. 54.
Vendein-se 4 escravas, sendo : anas lindas pardas
de 26 annos, que cngoininam, cosem chao, cozinham e
lavara -, dous lindos molecotes de nacao Angola de 16
a 16 a 18 annos, proprios para todo o servico sendo um
delles canociro': n cua das Cruzes n. 22, segundo ar
dar
a Vciv'cm-sc dous escravoscrloulos. de 20 a 22 an-
nos de bonita figura : na rua do Queimado n. 27, se
dir quem vende.
Vende-se una boa escrava de 22 annos, que en-
fomnia, coziuha c lava, tudo cora pcrfdcao : o motivo
da venda se dir ao comprador : na rua da Cruz venda
ii. 37.
Vendem-se 45 taboas de assoalho de amarello
16 ditas de costadinho 31 ditas de assoalho do louro >
na rua da Praia n. 35, ou tratar as Cinco-Pomas'
n. 34. Na mesma casa vndeui-se 10 barris de uiel de fu'.
ro de 4 e de 5 em pipa.
~ Vendem-se dous selllns novos, patente Ingle 0i
melbores que pdem apparecer no mercado : atrs do
theatro na cochera de Joo'da Cunta Res.
--Vendem-se, no largo da (Jadela vaccas de leite 4,
10 horas d maiihaa.
Vende-se un cordao de ouro com o peso de 20
oitavas e sera feltlo ; urna llanta de bano : na rua da
Aurora na loja do sobrado n. 36.
esa Vendenvse dous escravos sendo um pardo e um
prcto da Costa, muito proprios para engenho por se-
ren muito moros e possantes : na rua da Cadeia do H,.
cife, n. 59.
Vendem-se queijos londrhioi de superior quali-
dade : na rua do Trapiche-Novo n. 22 casa de He-
brard 8t Companhia.
Vende-se um moleque de bonita figura, de 15 a 18
annos: na rua das Cruzes, n.4l.
Vende-se um escravo de ptima conducta, enten-
dedor de plan tan ios e he bom hortelo : na rua do Hos-
picio n. 9.
Vende-sc urna porco de telhas taboas de pinho,
c outras madeiras perleneeiites a um tdheiro que se
desmanchou: ludo muito novo: na rua da Viracao ,
n. 29.
-- Vende-se um quarteiro de casas contendo. 12
moradinhas sendo urna com 87 palmos de fundo, tra-
vejada e assoalhada, as quaes rendera 78/ rs. inensaes :
tambera se vendem a retalho e em eonta : na rua Au-
gusta, n. 58.
Vende-se urna preta de 22 a 24 annos, que engoni-
ma com toda a perfeicao cose^, cozinha c faz todos os
mais arranjos de una casa : nao c duvidando dar para
se experimentar: na rua do Rangel, n. 11. primeiro
andar.
Vcnde-se um moleque de 8 a 10 annos, por preco
commodo ; no Aterro-da-Boa-Vista, n. 10.
Vende-se ummulatinho de 10 a 12 anuos, muito
esperto e proprio para aprender qualqucr oflicio : na
rua da Praia casa da esquina pintada oe encarnado ,
defronte da rampa.-
Calcado.
Chegaram os acreditados sapatfes de Yantes de na-
ia e de 3 soias ; Dem como outros calanos : na pracad
Independencia ns. 13 e 15, loja do Arantes. Na mesma
loja vendem-se caixas com doce de fructas crystaladas,
vindas de Marselha.
Vendcm-se 12 cadeiras, um cannap, urna coinmo-
da, uinjogode bancas e varios quadros : tudo de Ja-
caranda c nina mesa de indo de sala de angico ; na
rua do Rangel, venda de Jos Rodrigues Coelho & .Com-
panhia, se dir quem vende.
Vendem-se botoes para casacas pe-
las, de bons gostos ; dilos emarcllos de
Pedro 11, os mais km dourados que
teem apparecido -y ditos para infanlaiia de
primeira linha ', ditos para cavollariada
guarda nacional ; dilos para libr de pa-
gens. de militas diversidades e gostos ;
dilos para enfeiles de roupa de meninos 5
e outras muitati qualidades que s exporao
vista dos Srs. compradores : na loja do
quatro portas, n. 1 G, do Duarte, rua do
Gabug.
Vendem-se indos bilhetes da lotera do hospital de
Pedro II, que andaui as rodas no da 14 do corrente : na
rua Direita, n. 7.
Vunde-se urna negra de nacao, boa figura, que en-
gomme, eo'iiih.i c cose : na rua do Queimado, n. 39.
Fugio, no dia 12 do rorrente o escravo Manoel,
crioulo de estatura regular secco do corpo olhoi
grandes c vista espantada quando falla nariz bastante-
chato ; lera 09 dous denles da frente abertos como pre-
to congo ; falla muito, porm parece abestalhado ; an-
da espigado e com os peilos muito para frente e sella-
do : representa ter 24 annos para cima; enfeude de
sapateiro e de cozinha Este escravo he ben* conhecido
por ter ido do Sr. Monteiro, professor. Roga-se a quem
o pegar de o levara rua do Trapiche, n. 42, no baiiro
do Recife, que ser gratificado.
Desappareceu, *io dia 8 do corrente do sitio do
Mirante que ficaao p da pontezinha uina prela de
noine Fiara, de nacao com um taboleiro com renda;
levou um vestido azul cabecao e urna saia de chita
por cima ; tem o rosto redondo ; he baixa, secca do cor-
po ; representa ter 30 arinoa poueo inais ou mcnos_o
quem apegar leve-a a casa do annunciante na pr.ii-.-
do Coniniercio, ou no dito sitio que ser, recompen-
sado.
-- Fugio, no dia primeiro de marco do corrente an-
no, um mulalinho, de noine Casimiro de 13 annos .
tem olhos grandes c abugalhados cabellos annellados,
muito esperto gagrja alguina cousa ; tem principios
de carp na. Roga-se as autoridades policiaes que o ap-
preheudam e levem-o a rua do Collegio botica n. 6, de
Cyprianno Luiz da Paz.
Fugio, no dia 10 de julho do corrente anno una
escrava crinla (le nonio Kuzebia de l8 a 20 anuo!,
de crum tanto fula estatura regular secca do cor-
po ; tem nina cicatriz no peito direito procedida de
bichas e ventosas ; levou vestido escuro com palmas
roxas j desbotada*: quema pegar leve-a a rua da Cruii
no Recife n. 46, que se dir quem he seu senlior e se
recompensar.
Fugiram, de bordo do patacho brasileiro fiithmy.
capitao Joaquim Suares Mearim, em o dia 8 do corrente
julho, dous escravos da iripol.-icii de dito patacho, um
de noine Joao, de nacao, cor bem preta, estatura ordi-
naria, idade 35 anuos, pouco mais ou menos, e quinao
falla gagueja alguma cousa ; e cutio de noine Vicente,
de nacao Angola, estatura baixa, magro, idade 35 anuos,
pouco mais ou menos, e muito moderado no lall.n' :
quem os appreheuder dirija-se a rua da Cruz do Reo-
fe, casa n. 66, que ser gratificado.
Fugio, no da 30 de maio prximo passado, um pr<>
to crioulo, de noine Marcos oifcial de pedreiro de 2o
anuos de estatura regular secco do corpo, rosto coin-
prido lo icos grossos ; tem todos os denles da frente c
duas cicatrizes no pescoco bem df baixo d'onde obotoa o
collerinho da camisa ; consta andar pescaudo pela t--
baMa e Al'ogados : quemo pegar leve-o a rua do Cabu-
gtBttoja de miudezas, n. I D de GnimarcS.
--- Fugio, no dia 9 do corrente pelas 5 horas da no -
te,o esciavo, de noine Joo de 20 annos pouco niais
ou menos .alto, scm barba falla bastante desembara-
cada ; he crioulo ; levou camisa c calcas de algodo ru-
cado suspensorios de fita e chapeo de palha ; ujo es-
eravo conduzio do Crar oSr. Frederico Jos Perelra ,
chegado a esta cidade no ultimo vapor, Imperatrit. R"
ga-se a qualquer pessoa ou capitao de campo que j
apprehcnda e leve-o a rua da < adela do bairro de
Autuniu y. 25, qjief^i gr.aijJiciulo _geucrosapiente; ^
Peii.m. : na typ. dih, f. defama.if8


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