Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09766


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Full Text
" __
>'
Anno XXIV.
Quinta-feira 15
0 DIARO publlci-se todos os rtinsque no
forrtn jirgu:,r d,.4^)()0 rs. por quartol, pnqns adiantados. Os
aiiii'!"*'"'* '"s antiguantes Su Inserido i,
sao de 60rs. pin Tliha, 40 rs. nn lypo dif-
{rfiite, rasrepeticors pela monde. Os io
\ ^,jKninies pagaro 80 ri. por liuliae IBO rs.
J typo difireme, por cada publlcacau. .
PHASES DA LJJA NO HEZ UE JTJLHO.
*
CrtictnU, a8. s 7 dorase 11 mili, da inanh.
luaeheii, a 16, s7 horas e2 inin. damanb.
fnqoanle, a 23, s 9 horas e 50 inin, da inanh
muoa, 30, s 5 horas e 6 min. da inanh,
PARTIDA DOS COBREIOS.
tinianna e Parah'iba, i sogs. e srxt.is-Tcir.is.
I\^o-G..:fo-Norte, qulmai-friras ao mein-dia.
Cabo, Scrinhctn, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1., alio 21 Garanhiins c Roiiito, a 8 c 23.
Bna-Vista c Flores, a lile 28.
Victoria, s quintas-feiras.
Olinda, todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Pi uncir, s 2 horas e 54 minutos da inanh.
Segunda, s3horase 18 minutos datrde.
ile Julho i?e 1848.
DUS da semana.
10 Segunda. S. Januario. Aud. do J. dos or-
phaoa, do i no clv. o do .. M. da 2. v.
11 Terca. S. Sabino. Aud. do 1. do c. da 1
v c do J. de paz dt> 2. dlst de t.
12 Quarta. S. JooGualhrrto. Aud. do .1. do
c.da 2. v. e do J. de paz do 2 dlst. de t.
13 Quinta. S. Anacido. Aud. du J. ,dos
orph.e do J. M. .da 1. v.
14 Sexta. S. Boaventura. Aud. do J. do clv.
e do J. de pa* do 1 dlst. do t.
15 Sabbado.S. Cimillo de Lcllis. Aud. do J.
do c.da 1 v. edo J.dc paz, do 1 dist. de 1.
16 Domingo. O Aojo Custodio do imperio.
W. 135.
CAMBIOS NO DA 12 DE JULHO.
Sobre Londres a 25 d. por 'l rs. a 60 das.
Pars a 345 e 350 rs. pozanco. Nom.
Lisboa 100 por c<*nto dr^picinio;
Desc. de Irlt de boas firims a I'/. *' ao ,net-
Aeros da comp. de Hcberlbe, a Mt> rs ao p.
Oiiro.-Oncas hespaotWiae 32A000 a 32#500
Modas de 6/400 v. 17/300 a
. de 61400 n. 16/800 a
. de 4/000... 9/800 a
PrnloPataccs brasileiros 2/000 a
Pesos,coluinuurios. 2/000 a
Ditos mexicanos..... 1/850 a
. Miuda.................. 1/920 .a
17/500
2/1)20
2^)20
1/900
1/930
BUCO
PERNA&BUC
ASSEMBLA PROVINCIAL.
21,' SESSAO ORDINARIA EM 8 DE JU1HO
SE 1S8.
PRESID NCIA DQ si: VICARIO AZEVKDO.
Conlinuardo do numero oiitcei/cntr.J
O Sr. Ferrira Gomes: Sr. presidente, eu entendp
que a raso que deu o nobre membro da commisso, he
inaii que tufnciente para que o artigo passe como est :
-c porventura nao se marcar um lempo para o engaja-
Jj ?nlo, pode ver-se o governo multas vezes em enibara-
r %, nao podendo latitfazer aos empenhos da polica.
1-.pponhninos, por exemplo, que se nao faz o engaja-
liento por lempo determinado, o soldado pude quando
ijnizerabandonar o corno, c que raso lera ogoverno
{ara obrigar o soldados servir? Diz o nnhrt deputado,
que sempre ha quem queira ser soldado de polica : nao
duvidu; porm Islo suocede em lempos bonancosus,
quando nao, ningucinjquer servir: ha bein pouco lempo
/quando Mil urna das comarcas da provincia foi alterada
_' a ordem publica, mullos soldados quizeram abairdonar
ocoipo, muitos dissram que, logo que se leruiinasse o
rngajamento, nao servirlam mais; alguns dizian que
nao cstavam disposlos a ir a Lages, islo naoccasio cm
que o governo dellrs precisava, para satisfazer uina ne-
cessidade. da polica : ora, se islo iiiccedeu londo elles
obrigaco, com maior rasao succederia se nao a lives-
srm. Quinto objeeo da falta dar dos contratos, digo
ruque isso nao seda, porque Seria necessario suppr
que todos os soldados tinliain sido engajados n'tiin mes-
inodi.v, mas islo nao se d, por consequencia o artigo
deve ser approvado, porque o inconvenientes que se
opresentaram sao degrande monta, visto como a falla de
engajamcnlo pode projuzir graves embaracos ao go-
verno.
Val mesa e be tipninda tuna emenda do Sr. Trigo de
Loureiro, que a final he retirada por elle.
OSr. Trigo de Loureiro : Sr. presidente, ped a pa-
lana para mostrar que 11S0 posto concordar com o no-
bre deputado que acaba de fallar quando chega a atran-
car que be OielhlW faltar a fe dos contratos do que cx-
prmo-nos contigencia de retirar-se o corpo ou parte
delle, no raso de urna necessidade publica. Sojaiu i|uaes
frein as cirruinstancias dadas, o governo nao deve fal-
tar a f dos contratos ; por conseguinle deve regular-se
o negocio de forma que se nao dcoccasiao para isso :
nieva, pois, dwrr-scquc, ou haja ou delxe de haver cn-
gajamenlo, o governo pode demiltir todos aquclles que
nao nierecerein a sita coniian'ca ; eonsigne-sc islo na Ici'.
A passar o ai ligo, tal como se acha, e a poder o governo
deniittlr a qualq do o engajanicuiu, sem lhe mandar formar culpa atiiu
de conliccer-sc se elle violn ou nao alguia dos arllgos
do inesnio engajamcnlo, d-ac falta de f no contrato,
porque nSo se estabelece na lei o arbitrio do governo
poder demiltir o soldado se DO tiver coniianca nclle.,...
OSr. FerreirnGomei,: Falta do niesm modo a le do
coqtralo, se, concedido o dlreito de drmillir por falla
de eonfianca, vcrficar-sc a dcinissao, nao existindo essa
falta.
OSr. Trigo dt l.ourtiro :J os soldados sabem, quan-
do se rngajain*, que se teem de csfoi{ar por mrrecercn
i eonflanca do governo. pois que nao ignoran! que, se-
gundo a Ici, havcdo falla dessa confi.inca, pdein elles
ser driniltidos : neste caso nao ha falla de f do con-
lialo ; mas, se o arbitrio nao fr expresso, o governo so
pode demiltir em vlrludc de una srnlenca.
Ora, faltando a f dos contratos, o governo drs'acredi-
i.i-se Inteirainrnte, loma-se incapaz de governar : por-
tento nuned ru re para ah; perqu, rcalisad.a seme-
llianle hypothesc, nao tercnios mais governo, visto co-
iiio nni governo desmor^lisado uo pude existir ; pdr-
qnanto sab-Se milito bem que a moradade do gover-
'"^iii he quem pode plantar a submisso dos subditos, a
obediencia aulorldade : a opprcssao suBbca {cmquanto
oopprimido nao pode rrpellir a forra ; mas aniuiali
dadeassenla na propiia vonlade dos subditos.
Para evitar, pois,Tale mal, en volare! pela ininha
emenda, ou pwr outra que consiga o inesnio nm, isto he,
que prive o governo de faltar a f dos contratos. '
OSr. Joc Cirios : Sr. presidente, a meu ver, tenisc
dado ao arllieo mais importancia do que elle merece.
He ininha oplniao que o governo deve ser restricto no
cumplimento de srus contratos ; r concordo com os no-
bres diputados, que dom cH'eilo he obrigaco de todo o
Rnveruo nao fallar a f dos contratos ; porcia, no caso
em questo, nao se d essa falla : o soldado sempre enti-
la que, se nao merecer a eonfianca do governo, ser de-
uiltido ; al aqu sempre scentendeu assiin, c todas as
legislaturas, coinpnstas de pessuas, nao menut inters
sadas do que esta no deseinpenho deaas obriga(des,
nunca atolharam'esta Talla de f ; por'conseguinle, es-
tando eu multo de accrdo com alguns dos membros da
casa, taiubeiir o eatou com outro que j aqu liveram
assenio, eqo sempre obraram desla maneira.
Quanto a emenda apresentada em primeiro lugar,
picstar-Jhc-hei o meu asscnsu ; nio no todo, mas so-
mente na parte que manda siipprimir o resto do artigo
em dlscutsao ; porque um soldado pode servir os dous
anuos, ao depois querer continuar, eser aproveitado se
sua conducta fOr regular ; lano mais quanto eu cnten-
du que he de interesse publico que o soldado veterano
s<'ja preferido ao fecruta.
Julgada a materia discutida, he o artigo approvado,
eon a primeira parte da-emendado Sr. Laurenlino.
Entra em uiscnslio o artigo 16 e lio approvado.
Entra un discussao o artigo 17.
Vai i mesa a seguinte emenda :
/
" Depois' das palavras n auloridade policial accres-
centc-tc dojuiz de tai, e cmara municipal: depois do
*erbo iter accrcscenlc-ie e o eht(e de polica dapro-
rnca te julgnr conveniente. O mais como no artigo.
S. R. Cunka Machado.
k
Apoiada, entra cm disciissiio.
Julgada a materia discutida, lio o artigo approvado,
sendo rejeilada a emenda.
. Entra em discusao o ai ligo 18.
f ) Sr. Jote Pedro oppe-se ao artigo, e demonstra que
o coininandante, c nao o presidente da provincia he que
deve dar baixa aos aoldados.
. 0 Sr. Jote Carlos concorda que as baixas, cm rasao d
acabamento do engajamcnlo, possam ser dadas pe
comiiiandantc ; mas oppoe-se a que sejain verificadas
assiin aquellas.que hoiivcreiu de ter lugar por falta de
coniianca.
OSr. .'Secretario !" as seguintea emendas, que <,5n
apoiadas:
Suhiliiutivo ao artigo 18. Ao presidente da provin-
cia compele ainente dar baixa s pracas do corpo de po-
lica, qu> no caso de tercul finalisado osseus engaja-
mcnlos, qur por tcrein perdido as qualidades exigidas
no artigo 16, apresenlando mo couiportamento. S. R.
Teixeira.
Subtlilutivo ao artigo 18. A demissan das pracas de
prcl, que tlverem terminado o scu lempo, c noquize-
rem continuar, ser dada pelo conimandante do Oorpo ;
nos outros casos, porm, pelo presidente da provincia.
Mavignier.
Depois de breves reflcxOes, he a emenda do Sr. Ma-
vignier approvada, ficando prciudicada a outra junta-
mente com o artigo.
He approvado o artigo 19.
Entra cm discussao o artigo 20.
Val mesa, depois de algumas reflexocs do Sr. Jos
Pedro, a seguinte emenda:
Os fundos de fardameuto que actualmente existtin.
Continen! na calxa como auxiliar aos fundos que se ar-
recadarcin. S. R. Jote Pedro.
O Sr. 1. Secretario le a seguinte emenda, que he
apoiada:
O que de boje cm dianle sobrar do producto do
quautilativo abonado s pracas de pret para fardamen-
lo, ser dividido por todas as pracas de pret que serv-
rain no inesnio lempo. Trigo de Loureiro.
Encerrada a discussao he approvado o artigo substitu-
tivo do Sr. Jos Pedro, ficando prejudicados a emenda
do Sr. Trigo de Loureiro c o artigo do projeclo.
O art. 21 lie approvado sem discussao.
Sao lidos e approvados para entrareni em discussao os
seguintcs artgos additivos:
A foros, policial, decretada na presente lei, ser ri-
gorosamente distribuida em destacamentos por todas as
comai cas da provincia, altendendo-se s necesaidades r.
populacho de cada umadellas ; de sorte que na capital
se nao possa nunca accumular um numero maior de 150
pracas. Estes destacamentos serao, as comarcas pr-
ximas, reciprocamente trocados de dous em dous iiirzcs,
c uas longinquas, de qalro eti qualro mzes S. R.
Cunha Machado. Sausa landeira. Padre Vicente.
Olinda Compeli. Xavier Lopet.
. Os olliciaes do corpo de polica, que se liouveremde
nomcar, nao pagaro nada por seus ttulos, servindo-lhcs
smciite a portarla de nomcac.o : devendo smenle pa-
gar os novse vclhos'direitos e estes inensalmente, pela
dcima partele scu sold. S. R. -- Teixeira.
i, O corpo de polica nao far junc^ao com os corpos
do exrrclto e da guarda nacional, as craudes paradas
c marchas S. R. Fcrreira b'oino.
i O presidente da provincia empregar a fOrea segun-
do as iiecessidades do servico, tendo sempre na capital
150 pracas pelo menos. S. R. Mavignier.
Em cada um dos municipios de fura desla cidade
haver, sem imerrupco, um destacamento de 13 a 16
pracas, tiradas do corpo policial, o eommandadas por
um sargento. Estes destacamentos, nos municipios mais
distantes, 6 scrao substituidos de tres cm tres mezes..
Trigo de Loureiro.
ii Os fundos da caixa do corpo nao podero ser distra-
hidos com emprestimos feitos a qnalquer praca do-corpo,
i|uaesquer que sjam os motivos allegados para se os
contrahr. Jor Pedro.
OSr. Jote Pedro oppe ac ao artigo additvo, que man-
da distribuir a forca policial pelas comarcas; aprsen-
la as rases eui que Urina sua opiuio, e concluc votando
contra o inesnio artigo.
OSr. Xavier Lopet: Sr. presidente, nada me parece
mais rasoavcl do que a disposico do artigo additvo, a
que se referi o nobre deputado que me precedeu; por-
que o li ni da forca policial le:n una appli. .n.-.m que se
dere calender popula9ao de cada urna tas, comarcas,
ou municipios: como, porm, nao he possiyel pelo esta-
do a que ficou reduzido o corpo de polica, segundo o
projecto que acaba de passar cm segunda disetissau, com
400 pracas allender-se aos municipios lodos, entrado
que o artigo addiliro a que me rcliro, ser o mcio mais
conveniente a aeguir-se. Vamos a idea cardeal do ar-
tigo. Tem ella por liiu evlar que continu o que al
aqlii tem succedldo, que he conecntrar-se o corpo lodo
na capital, c ncarcut as comarcas sem frco alguiiia:
isto se tem feito, e ningucm se tem opposto, porque a lei
nao prohiba.
O Sr. Jote Pedro : Mas com que dados formara o no-
bre deputado esta distribuidlo ?
0 Sr. -Yauitr Lopet : Sr. presidente, cu rtconhe-
o alguma difnculdade-nlsto ; porm de quajquer ma-
neira que se possa imaginar a distribuico, olase
de ver lzer, a menos que o nobre deputado, que
me interroga, nao queira suppor o corpo de polica
lodo na capital : estes dados sao a popular.io, a mora-
dade ou estado de tranquillidadc da comarca, sua ex-
tensao, divisdes, etc. ; c neui por isso he inipraticavel
esta distribuico de frca ; porque ella iem sempre de
praticar-se segundo as bases que indico: por exemplo, a
comarca do Hio-Formoso....
/m Sr. Deputado : Porque cita a comarca de Rio-
Formoso e nao outra ?
Outro Sr. Deputado He porque o nobre deputado
l reside.
OSr. Xavier Lopet: Sim, Scnhor ; he porque l mo-
ro e porque cstou mait scientc de suas necesaidades, e
por isso me parecen acertado t'az-la para exemplo. -
A comarca da Rio-Eormoso, ia eu dizendo, sera a-
quinhoada na rasao de sua extensao e populacao, e as-
siin todas as mais da provincia i e pergunto eu, o pre-
sidente quando manda dcalacar, ou distribuir a forca
nolitial nao te'm isto em vistas ? Crelo que sim ; como,
pola, antolliar-se to grande diniculdade ao nobre de-
putado nesta par, quando esut dilnculdade sempre
existi aluda ineaino que o projeclo passe aem o arti-
go addlivo cm discussao, e pornuuua.Migoado? Crelo,
pois que nesta parte nao traz o artigo inconvenien-
te atgum.
Nos' sabemos que em cada urna das comarcas existe
I sempre a imperiosa necessidade de ser feito o servico
policial, oqualse dever prestar pelo rnritlngcntc do
respectivo corpo ; que a lei da creacao desle corpo le-
ve cm mira cata distribuico de servico a que se re-
fere o artigo additivo ; e como, pois, se negar a dis-
tribuico feila pelo artigo cm questao ? Mal, diz o no-
bre deputado, esta necessidade a respeiio do servico po-
licial pode variar segundo o estado de cada urna das co-
marcas : pois bem, lie por ssq inesnio que o artigo de-
ve passar, porque preenchc o fin principal da le da
creaco do corpo policial, e acode s necessidsdes'de
cada comarca, sem todava vedar que o governo allerc
a fdrea destacada as comarcas, una vez que reconheca
a preciso de augmentar em alguma onde se dreni cir-
cumslancias imperiosas e extraordinarias.
O corpo de polica foi calculado no projecto em 400
pracas ; se ticarem, pois, 150 para a cidade do Itccife, c
950 para pira todas as mais comarcas, bem se v que
a proporriio nao prejudica ao servico desta cidade ;
aopasso que os lugares centraos nao llcain, como as vc-
7.08 acontece, entregues a Divina Providencia, sempre
que o presidente da provincia isto entender em sua sa-
bodora, ou em seus clenlos de politica.
O Sr. Ferreira Gomes { rndu-sc ) : Sim, a cidade do
Recife nao deve merecer altciifo : e acha multo o no-
bre deputado as 150-pracas quellie qiicrem dar?
O Sr. Xavier Lopes : Nao julgo muto, mas o que
procuro prevenir he que esta cidade tenha gente de so-
bra, disponha de quasi todo corpo : entretanto que al
gumas comarcas vceni-se na necessidade de nao seren
satisl'clas suas precisos policiaca por falla de gente, e
islo as voios por caprichos nial entendidos, e injustca
manlfesta a osle respeto ; o asslm como ellas contri-
bncm para as rendas publicas com todos os antis e
clausulas das Icis lisoaes, tamben, devoni ter o propor-
cional contingente de frca, ou tropa, para que seus a-
gentes pblicos possam acudir s suas precises ; alm
disto, todos nos sabemos que na cidade ha outros re-
cursos, cncontram-se mais lucios do adminislraco, c
a populaco he mal civilsada, sendo que por isso o
commeltimonto de crlmos lora da cidade guarda sem-
pre a necessaria proporcao, torna-sc mais frequente,
c os criininosos enconlram mais recursos para se tor-
nar impunes ; e anda por esta raso reconheco a con-
veniencia do sempre haver nal comarcas fi\a policial,
o Isto leve multo em VislSs o artigo additivo. Venais, na
cidade tem o governo os corpos de primeira luha a seu
dispor ; tem as iripolacoes dos navios de guerra ; iem
una guarda nacional mais regulariaada do que a das
comarcas : poi tanto, bem se ve a desigualdade do para-
lello. Sr. presidente, eu nao comprehendo como se pos-
sa fuccionar nos cargos de polica sem o contingente de
forca paracoadjuvare cumprir as orden; da aulorida-
de : Isto ser quercr-se os litis sem euipregar os lucios
e todava, tem acontecido que as comarcas dcxcni de
teros destacamentos do corpo de polica ; este grave
inconveniente pude continuar ; c por Isso quero inse-
rir na Ici uina obrigaco expressa, para nao continuar
cate abuso, esta desigualdade ; porque ai comarcas ( re-
ilo ) teem lauto direlto a seren bem administradas
uanto a cidade. Se nao passar o artigo addilivo, lica-
mos como d'anies subjeitos aos uiesinos inconvenien-
tes, aos iiirsmos abusos, sempre que se drreni as mes-
illas causas, isto he, vontadodo do presidente da pro-
vir.cia, ou suai e.nrenlacoes polticas. Voto, poi tanto.
pelo artigo addilivo.
O Sr; Trigo de Loureiro di/, que o corpo policial fui
crciidopara satisfacau de uina necessidade social, que
por isso cm todas ascoinaicas deve haver a, forca ne-
cessaria para ooadjnvar as autoridades : sustenta a sua
emenda e termina drelaraudnqnc reconhecc que ajforco
que ae vaf decretar be pequea! porm que nao podo
doixardoser assim, porque nao so podem despender
gfossos cadilaes, ltenlo u estado do cofre.
O Sr. Jos Pfdro pede que ae adi a discutido, por j.-i
haver dado a hora ha muito.
Acata assente ao pedido dn Sr. deputado.
O Sr. /'rc.tidiile d a ordem do dia para a sessao se-
guinte, o levanta a do boje s 4 horas da tarde.
23.. SESSAO ORDINARIA, EM 10 DE JULHO
DE 1848.
PRESIOENCU 1)0 SR. Yir-ARIO AWVBDO.
Smmaiiio. Acta. Expediente. Incidente acerca de mn
requerimcnlo de Francisco Borges. lUcndes.
'/IpprotWfdo em segunda diicussao, do projeclo
i/iie ixa a [irc.a policial, e do den. 17 rm pri-
meira.
s II emeia horas da manliaa, faz-se a chamada e ve-
rlica-se eslarom prsenles 20 Sis. deputadot.
O Sr. Presidente declara abena a tetsao.
O Sr. 2." Srcrelirio le a acta da seij/io antecedente, que
he approvada. .
OSr. \. Secretario menciona o seguinte
EXPEDIF.NTE.
Utn reqiicrimonto, cm que Jos Bcrnardino do Sena
uovanienie pede a indemnisaco do que a theaouraria
provincial lhe cata a dever, pelo tempe em que substi-
tuto a Cadelra de lingoa nacional. A' coinmisso de or-
. menlo provincial,
Outro, cm que Eatevo Proto Slartyr de Figuoii do
Wanderley, arremalanlc dn dizimo dos cocos do muni-
cipio de Igoarasa, requer um abate' no proco da arre-
matacaodo referido diimo, pelos prejuizos que iem aof-
frido eincoitsequencii da lei provincial u. 192, de 12
de abril de 1847. A' commitiao de fazenda e 6ra-
iiionto.
Outro, em que Francisco llorges Mendes pede que a
assembla. baja de attestar, ae elle, no da 27 dn Masa-
do, na ocoaalao em que aprrsr'ntou a rcprcsentac.no que
o povo da capital enderecou mesilla assembla, lhe di-
rigi alguns insultos ou ameac'as; vilto que, alm de
oulros criinet, lanibcmhc aecusado detle.
OSr. Prndente: En nao sel que a assembla deva
despachar aemelhantr requerimeiito ; cumpre-jne, po-
rm, colmillar a caaa, ae quer que a coinmisso de poli-
ca delira cata petico. ..
. O Sr. Jos Pedro: Oquoest em discussao para se
votar ?
OSr. l. Secretario i Se deve ir coinmWso de po-
lica.
GSr. Jos Pedro : Par mim, he esta tuna questo
bem dinicil de rraotver. Como lie que ae pede a lim cor-
po collcclivo um allestado desles, dependente da von-
lade individual de rada um de teus membros? Como he
que a cammis^o de polica h> de attestar por toda a as-
sembla? Qualquer que seja a decisao da coinmisso, (
deve ileser nubjeitada vota(o da casa: a coinmisso
se ha de decidir, ou pela afiirmaliva ou pela negativa ;
mas, estar a assembla por isso? Sao cousas que, a fal-
lar a verdade, eu nao aei como resolver.
O Sr. Ferreira (lomes: Senhor presidente, eu emen-
do que o requeriiuonto foi mal encanilnliado, elle devla
ser dirigido comnilsso de polica, a quem compete fa-
zcr a polica da casa, o ella devia attestar da conducta
deste individuo; mas, por ser mal cneaminhado, nao se
deve negar ao peticionarlo isso que pedo. Nao he da de-
libcracodacaaa? Pois bem : d-se-lho a dlrecco que
o regiment prescreye, c com isto ter-sc-ha feito ludo.
O Sr. Xatier Lopes: Sr. presidente, eu emendo que
ssa pelico, que ha pouco se leu. nao pode ter deferi-
monto, porque ella lie dirigidas todo o corpo da assem-
bla ; ha dill'erenra entre todo Oorpo e a coinmisso
nc polica: alm disto, aendo o alicatado, nella reque-
rido, dependente de eirctimslaiicias, da vontade indivi-
dual de cada um dos membros da casa, como pode a
coinmisso do polica representar a assembla, lomar
sobre si uinaattribuioAo ou infurmacaa que all'ecte a
vonlade do lodos nos? Sabemos, e be fura de duvida
que, cuitaos occasies, a casa nao presta a cases Tactos
a devula considrracao; c para mim onlendb que este ca-
so he timo, ni i' generis : como se poder dar um tal altes-
lado, a nao ser cada un dos depulados de per si? Mas
isto nao iem lugar, porque seriam 20 ou 30 alicatados.
Mr cousequenoia o autor da pelico devia procurar a
prova disto, ou roforindo-sc ao losieinunlio de pessoas
que eslivcssein fura da casa, ou consoguindoque alguns
dos membros da assembla fosaeni depor acerca do oc-
oort ido sobre os fados paitado!, ou nao pastados po-
rm nao requerer ao corpo legislativo, a um corpo col-
lcclivo, que d um allestado para este ou aquello lim :
isto lio una cousa do grande novdade para-iniu: nc-
ithuiiia coinmisso pude atleslar por todos. Porlanto, cn-
(endo que esta pclijao nao est no caso de ser submel-
tida volncao da casa; antes deve devolver-sr, por in-
coinpctcnte, ou por nao estar coi.oebida em tormos.
Pela ininha parte, era este o despacho ou deilino que
lhe dava.
O i'r. Cunha Machado: Sr. presidente, nao pens co-
mo o nobre deputado que acaba de fallar. Eucntendo
que qualquer rcqnciiiiieiilo do parte, queVier a esta ca-
sa, deve ter Utn despacho, qur favotovel, qurdesfavo-
ravel: o peticionario devia ter eiicaminhado a sua peli-
co a coinmisso de polica, na forma do regiment ;
porque he olla que est cncarregada de fazer niantcr a
ordem nosla caso, nao so a respeto dos membros que a
compoin, mat taiubcm dos cspccladorc*, de conhecer
dos fados criininosos, cat de prender em flagrante o
delinquemos, e fornecer s autoridades competentes as
provas de quacsqiior fados criminosos que aqu so com-
uietlan; mas o peticionario nao se dirigi oicialmente
coinmisso do polica, porm sim a easa ; o que deve
faier a assembla '.' He mujlo cfaro : dar a sen requeri-
mcnlo o destitu eiintpetcnlo, que he remelt-lo ; enni-
misso do polici. Para provar ninfia opiuio, temos
dous artigos no rcgiiucnlo, que, se nao frisaiti bem a
questo, podemos, todavia, delles argumentar para o
caso verlonte i sao os arligos 178 e 179, que dzem (ic'J :
" Se algutii deputado coiniiieltcr dentro do paco da
assembla 'qualquer cxcelto,qiiet>ossa julgar-sc digno de
castigo maior que o declarado ueste capitulo, a coinmis-
so de polica conhcccr do laclo, c o propor a assem-
bla, para olla determinar o que ha de pralicar-se.
So no paco da assembla se perpetrar algum delicio,
a coinmisso de polica far prender cm flagranteo cul-
pado, ou culpados, e os remetiera inmediatamente ao
preleilo, mandando com a maior brevidade'o relator!
do succedldo, para servir de corpo de delicio.
Ora, diz-se que o peticionario, no dia 27 do prximo
pastado mez, aqui se aprcsenlou como portador do una
representaco por parto do povo, e que nesia occasio
auieacra e insultara a' assembla ; est-se procedendo
a um summario contra esse individuo, elle quer juaii-
lioar-se, quer defeudor-sc; pede assembla um docu-
meulu para sua justilicaco : como negar-se-lhe o des-
pacho do scu requerimento, um mcio de defsa, te a el*
le livor por acaso diroito? Portanlo, tou de opiuio que
o requerimento deve k commitaao de polica, que he
aquella a quem compete conhecer de todot e quaetquer
fados criminlos que aqui se piatquem; ote ella enten-
der que o peticionario commctleu, com cIVeito, cstei fac-
tot pelos qiiacs he procussado e acensado, afflrmar cm
sen allestado; e se nao, negar i e lodo o procediinento
que nao fr este he sobre maneira injutto.^..
Sr. Xavier topes : Eu entendo que nao.
O Sr. Cunha Machado : Eu desojara que o nobre de-
putado indicaste o meio que o pctlcionxrio tinha sem ler
este, para conseguir desla cata um documento que jus-
tifique sua conduela..... '
G Sr. Xavier Lopes : t'onteguir que um ou outro de-
putado va depr nesse procetso.
OSr. Cunha Machado : Isso he que sera extraordina-
rio Se existe na casa urna coinmiaso permanente, a
quem competo todo o negocio tendenle a pojlcia. he in-
dubtavel que esta conimisio he que_ deve intcrviiK
eproforii o seu juzo, paliando ineaino atlcstados em
favor dos mi culpados, e fornecendoa autondade docu-
mentos tendeutet a provar o crime ou crlmcs.aqu. ce.
meltdos : por isio, repllo, emendo que se deve deferir,
ao requerimento, subinetlendo-o a conalderacao dacoin-
uiisso competente. a...,, j.m.i.a.
OSr. Aaelir Lopes : Eu reipoado ao riobre deputado
que acaba de sentar-te. Nao vejo no regiment deata
casa, na parte relativa s allribuieeiida coinmisso de
polica, um Id artigo, urna ao dtspoticSo a relpeito do
caso de que nos oceupamos: O peticionario pede a eta
assembla lhe atieste, se com effelto cominetteu elle tara
e tacs faclos. Prlmelramenie, a atsemblea nao pode co-
nlieccr da conducta dojielicionario, nem de uenhum
individuo que se achounoi dial taes otaet nesta casa...
OSr CunAu Machado: A commisiaode policadeve-
o saber, a lei a obriga a isso.
O Sr. Jaeier Lopes : Nao pode saber do que pratlcain
ai pcisoasque oceupam as galeras ella s pode saber
do que. se passa dentro do recinto da assembla : he ver-
dade que pode ouvir urna ou outra couta; mat, em oc-
casio que eatao, por assiin dizer, suspensas as garan-
tas, os sniiinenioa de ordem, cerno- acontecen nos ca-
lamitoioi das 28 e 27, nao podia saber couta alguma,
'
I MUTILADO



"P
W

~


*
mxime quando .i galera eslava apinhnaria .de crcunis-
tnnlos ; o. que- sesab-apenas a respeiu, dcste individuo.
h> ;ue i-He sp apresentoa i'iu fn-pte ,| ( galern, fa/.endo
p irte de Ulna C........isso que nprosenlnu min represen-
tacan,e ubre i iii il nilo i|iirru tallar, porque eal i caaa
j i decidi a rMpeitn della ; mas dalo, ili/.i.i eu. nao po-
de delxar de recouhecer-se a iinpossibilidude da asaem
bia sabir, te prallraraui se taes e taes cousas; c isu> an-
da pela rasan une vnu impender.
Nos abemcs que a assemblea he un corpo colleclivo,
ile estar prceucliiilu por taes ou taes pessoas porm
'da emque se ii.nassc, por exeinplo, de discutir o pa-
recer desta commisso de polica, segundo quer o nobre
deputado, poda nao estar coinposta das mesmas pes-
soas que cstvcrain aqu no da a que se refere a petico :
eis-aqui, pois. una iinpossibilldadcreconhecida, qual a
clrcumstauca de nao saberem esses deputados como
devem votar. A votacao, como se sabe, he afirinaliva,
ou negativa; nao adinitte meio termo : logo a commis-
..ii) nao pode representara opiuiao daasseiubla.
0 Sr. Cunha Machado : O requeriniento vai com-
inissan; nao para dar o parecer, mas para passar o al-
teslailo.
0 Sr. Xavitr Lope: Mas o atlestado representa a opi
niaoda usscmblca, ou nao?...
0 Sr. Cunha Machado: Nao representa a opiuiao da
assemblea, o negocio est debaixo da aleada da Cominia-
ao de polica, por isso se Ihe remelle.
U.Ir Xavier Lopet: A commisso nao pode dar uin
atlestado que legtimamente satsfaca o que quer o pe-
ticionario; e me parece que o atlestado desta commis-
so he iuteiraiHtntc excntrico e irregular, fra da mal-
illa dos trabadlos legislativos provinclacs; ou peln me-
nos, en nao vi acontecer isto ein parte alguma. A coni-
luissao, pois, como dizla, nao preenclie o lim ; he nina
cspecialidade, o peticionario quer uui atlestado que im-
pouha a autoridade da assemblea provincial, quer que
ella diga: En sei, ler acontecida sio pro ou contra o pe
teioiiaro. E elle en to usar desse atlestado, como Ihe
aprouvrr. J disse, para miiii, isto lie nina novidade,
nina assemblea dar alicatados, nunca tal vi em provin-
cia nlguma.
Agora, quanto as atlribuicdea, vejo que o artigo 178
3ue citou o nobre depilado, n.to frisa a queslo, nada
iz a respeto da sua opiuiao; apenas se refere ao proep-
diiiieulo dos deputados. Consignouo regiment a dispo-
sico do artigo 178 para poder mafiter-se a ordem, for-
niar-sc a culpa, etc. ; mas tudo se refere aos deputa-
do.
Portante-, me parece que esta asamblea nao pode re-
melter esta petico a coininisso de polica, pelo incon-
veniente, que ncaliti ilc apresen lar, drlla nao poder attes-
tar com autorisacode toda a casa; paluda mala, por
ser un caso nnrissium, e nao .previsto no scu regiment
interno.
O Sr. Jote Pedro : Sr. presidente, nao me conformo
romo m.bre deputado que acaba de fallar: eituu na*'
Idelasdo nobre l. secretario. Oque cu disse nesta ca-
si a respeito da petico, fol em aitenco a inaneiru poi-
que se qupria remeller o negocio co.....lsso enten-
d que a casa nao poda d legar poderes na commisso,
para atlestar sobre mu negocio que depende da eonsci-
eneia de cada um de nos. que podemos ler urna vontade
une i ramente differentc da da coiiimissa o Creio

teta de
i, e que
fornecer um documento que Justifique a
qualquer que nao tivesse parte nesles fa
n..r engao ou nutro incidente esteja injustamente sof-
riendo: a praticar-se p'Contrario, fuz-se una injusli-
ca 11 voliant". p eu nao quero inetrrer na pecha de te-
comuirt'ido urna injustica desta ordem. Se o peticio-
nario1 coinmetteii nesta casa actos criminosos, a como
misso de polica o dir no alternado ; e se o nao fez o
dir lamban.
lie esta a minha opinio, que a julgn tanto mais ra-
soavel e attendivel, quaoto tem scu fundamento as
disposices preventivas do regiment.
O Sr. l. Secretario declara que o requerimento vai
cominisio de polica para defirlr.
ORDEM DO DA.
Continuaco da discusso dos artigos addittvos apre-
scnlados ao projecto que fixa a frca policial para o
anuo de 1848 a 1849.
OSr. Jote Pedro nao est satisfeito com as rasos apre-
sentadas pelo orador que na sesso passada sus-
tcntou um dos artigos; por isso que ellas nao tive-
1 mi a lrca de fazc-lo mudar da opiuiao em que se
I ue a
atlestacBO pedida he um acto todo voluntario, e que,
pola, .1 casa nao pode delega-lo ;i couiinisso de polica ;
nao ; ella deve decidir o negocio por si mesmo, c pas-
sar o atlestado que entender ; porque essa eoinmsso,
Jiiesmo pelo regiment, tem inspeceo sobre as gale-
ras, e se tem semelliaiite inspeceo. tainbem pode u'u-
111a orcasiao como a que seden outro dia onnliecer da-
quelles que pertiirbain a ordem da assemblea ; tambeni
pode saber quem f.,i que iusultoii a assemblea, visto
como isso he das suas atirbuicocs, e lanto pstoii nesta
COininlMio.que nesse dia, qiiando reclainei em favor da
oril-ni, ped a mesa que cuiuprsse o seu dever, e lase
o artigo do regiment que diz respeito as galeras Se,
pois, a commisso tem Pisa inspeceo, repilo, podo es-
tar rlente de quem qur que perlurbou a ordem, c dar
infnrniaces a respeito a quem qur que lli'as pedir.
Pnrlantu nao me parece que dependa de deciso da casa
o negocio de que se traa : o peticionario requeren a
assemblea, mas he cominissao que cabe deferr-lhe.
Eli nao quero, que a casa delegue seus poderes lia coui-
niissao de policio, nao: porque poder para resolver
cena desta materia, j ella leni no regiment ; nao en-
tendoquea casa se deva responsabilsar pela.lelberaco
que acommisso lioiivercle tomar; esl as suas attiibui-
coesdar o anexado pedido, que o de, que nao negu ao
snpplieante esse nielo de defesa : o que nao quero he
lespoiisabilisar-me pelo que a coniinisso houver do
dizer ; nao- earregue sme ,te ella com alai ou qual
responsabilidade do acto que Ihe deve peilencer
todo.
*J Sr. Cunha .finchado : Sr. presidente, ainda direi al-
guma cousa acerca do objecto em questao, coiiiqiianio
devesse dir-me por salisfeito com o que acaba de dizer o
nobre deputado que falln em terceiro lugar.
<> nobredeputado que he de opiuiao contraria,dizque
rsleeaso he novo, que nao tem noticia- deque procedi-
iiieuto seuiilhante tivesse j apparecido nos corpos toT--
lertivos, e que nao ha no regiment um s artigo que
d a cnmuiisso de polica a attribuico de conceder at-
testadas que lendam a justificar qu ilquer individuo ac-
riisadodeter nesta casa coiuiiieliido uuicrime; maseu
luoatrarel ao nobre deputado, que esse caso nao he novo,
e que a commisso tem a atlruuicao de fornecer docu-
mentos, mo s que sirvam de base a proceaios crimi-
naes contra qualqner di linqiienle, aqu apaiihado em
flagrante) ou iiienuo contra o que o nao tenha sido ; mas
tambein a attribuico de conceder aqualqucr acusado
de ler commetlido aqu un criine documcntnt para jus-
tificar-se, caso mereca. Que se nao traa de um caso vir-
gen c imprevisto, ve-se Claramente) do regiment que,
autrvendo a possibilidade de pratcar-se, no recinto
da assemblea 011 as galeras, factos reprovados e puni-
dos pelas leis. incumbe a una commisso permanente a
tarefa de conhecer desses factos, de prender os deliu-
quentes, de culher as provas e remellc-los auloridude
ciiinjn.il com um relatorio do succedido, que sirva de
corpo de delicio 1 he isto, pois, bastante para que o no-
bre deputado se conveuca de que iieni ha na pretenco
do peticionario essa novidade que presume, iieui to
pouco 110 requerimento a improvidencia de sucessos to
ordinarios e conhecidos na ordem das cousas humanas;
aeiiil mais de notar que o nobre deputado iio deve ig-
norar que em inultos parlamentos se ho commettido
Crimea, desacatos e insultos, e que 11111 meio pralco he
cin todos adoptado para chegar-se ao conhcciuiento de
fus autores, e obter-se a devida e necessaria puuifo
dos rerdadeiros delinquentcs. Se, pois, compele com-
inisso de polica faser prender a qualquer que coinuiei-
tpr aqu algum criine, e remetlc-lo, depois de preso,
autoridade competente, para formar-llic a culpa, e man-
dar o relalorio do ficto succedido com especificaco de
todas as circunstancias que oacoiupanharaui e revesti-
nchava : demonstra as diffculdades que ha em dividir meacada...
2hoiuens por 13 comarcas, cujas necessidades pdem
variar niuilo, como com eneilo variam : pondera o
quanto soll'rer a disciplina do corpo, conservando-se
elle eireclivainente disperso por lanos e lo dill'ereiites
pontos. Km consequeiicia de ludo isto c do mais que
expenden, o orador volar contra a primejra das emen-
das cm discusso.
O Sr. Jonquim filela: Sr. presidente, eu fui quasi
completamente prevenido pelo nobre orador que aca-
ba de somar-se ; as niinhas Ideias se acliam iiiteiramen-
le conformes com as que elle eipo* na casa: todava,
sempre drei alguiha cousa a respeito dessa emenda!
que elle cniubaleu....
O Sr. Xavier Lopet : Nao he emenda, he rtico au-
ditivo.
O Sr. .'oaquim Villela: lie nina emenda, poique o
artigo leude a emendar o projecto...
O Sr. Xavier Lopet : Nao, .Senhor ; he o artigo addi-
livo ; addiciona as disposices do pfojecto.
OSr. loifiiim filela : i'ois bcui, aprenderei esta II-
cao.
Sr. presidente, oppoiiho-iue a essa emenda, artigo ad-
ditivo, ou como qur que Ihe quizerem chamar, c pas-
so a dar os motivos que a sto me levain.
Sr. presidente, a nica rasao que lenho ouvido apre-
scntar-se na casa para justilicar o artigo, he a necessi-
dade que ha de que a lrca policial seja distribuida pe-
las comarcas, por isso que todas as comarcas leemdi-
relio de ser policiadas ; mas parece-meque os que teem
combatido a emenda nao negain em eeral a necessida-
de de que se distribua o corpo policial por lodas as co-
marcas, nao negara que todas as comarcas devam ser
policiadas ; aqueslo. porianto, he nutra, a quesillo he
se nos compete a nos, se nos he que' devenios facer a
disiribiico da frca policial, ou sedevemos drixar ao
arbitrio do governo faier essa dislrbuico segundo as
necessidades.
de 'esponsabillsar o governo por nao ler fclto o bein
'le deve....
O Sr (.'nnha Machado NSo tem a confianca da pro-
vlncia, deve resignar o poder.
U Sr. Jonquim filela : Ku direi ao nobre deputado.
que o presidente nao he obrigado a resignar o poder
porque esta assemblea o quer. O presidente lie delega-
do do imperador; ao imperador he que compete de-
milli-la, e nao he a assemblea provincial que o pode
obligar a resignar o poder...
O.Sr. .Vawi'er ^opes Isto est milito poltico.
O Sr. .lud.yuim filela : En creio, Sr. presidente, jue
nao lenho apresenladn uina s rasao que nao seja re-
lativa a materia em discusso. Pois nao se trata de es-
labelecer os meios conveniente para occorrer s ne-
cessidades publicas ?...
O A"r, 6'uii/in Machado : A's necessidades policiaes.
OSr. Joaqun filela: A frca policial deve tambein
auxiliar a-manutenco da ordem publica, todas as ve-
tes que ella correr perigo: nao conheco forra publica al-
guma no paiz que nao seja obligada a concorrer para
a conservaco da ordem publica, logo, que ella he a-
rain, aflu de servir de corpo de .delicio ; logo he fra de
duvida que a inrsma cnmmisao pode fornecer os docu-
mentos precisos c relativos prava de qualquer criine.
Apparrceu aqui nina iuvasao praticada por diversos
individuos em iiiuliidao, e no meio de alaridos : quero
conceder que por isto nao fsse possivel, uem a com-
inissao de polica, uem mesmo a assemblea, conhecer
todas as pessoas que compunham essa mulido, ea in-
sultaran!: nao era possivel; mas, tendo islo occorrido.
e iratando-se da forma9no de um siimmario criine
contra os delinquentes, nada mais rasoavel do que a
auti.ridade processmle buscar obter da commisso
documentos para instruir esse suniiiiario : islo fez a
autoridade, pedindo assemblea o original de una
representacao auarchiea que a.,ui ppareceu c foi
ella lormcida por intermedio da commisso. Ago-
ra, por scu turno, vem umdosaceusadosdc ler amea-
ci'o,.""" """oblea pedir igual.....ule um do-
1 :,.!,.,.!'utu,,ue abon'' a ronducta. um documento que
O piineipiu geral he que a frca policial deve servir
para toda a provincia ; mas vamos applicaco : quem
deve fazer adislriliuico ? Nos, ou o presidente? un-
iendo que he o presidente, emendo que he o poder exc-
cutlvo, a quem compele distribuir a frca que houver
decretado a assemblea.
Oacto adilicional que attribuico nos d.? A de fixar a
frca, marcar o sen numero c mais nada ; para toda a
provincia, he verdade : mas s marcar o numero : a
distribiiifo, porm, deste numero lixado parere-mc
que he Ullia attribuico do poder executivo; uina altri-
Duicao que nos nao podemos arrogar-; urna attribui-
co da qual nao podemos nein devenios despojar oto-
verno. "
Sr. presidente, a assemblea geral fixa a (orea |>ub-
ca ; mas quando j se vio que ella distribuale o nu-
mero de liatalhcs que devessem estar nesta ou na-
quella provincia, que dissesse ao governo : Vos deveis
mandar para a provincia tal tamos batalbes I Nao se
vio ainda islo. A assemblea fixa a frf.i o numero de
pracas deque se deve couipr o exercilo e diz ao go-
verno : 11 Kis a frca que vos concedo: applicai-a se-
gundo as necessidades das diversas provincias. I'ois^o
mesmo devenios nos fazer ; lixemos a frca marque-
mos o scu numero, e dcixemos ao arbitrio do gover-
no empregar essa forra segundo as nescessidades das
dirlerentes comarcas ; fazer mais duque islo parece-me
que he alacar as auiibuices do poder executivo, he
impossibilitar mullas veaes o governo de occorrer a
certas necessidades; por isso que sse Ihe permita ter
cm uina cena c determinada localidade um coito e de-
terminado numero de piafas; e nao poderrlle, con-
seguliitemente, fazer allluir para essa localidade inaior
numero de pracas do que o designado 11a distribuico ,
quando, alias as conveniencias publicas pdem exigir
essa medida.
O Sr. c'unhu Machado : Nesse caso tem a guarda na-
cional.
OSr. Jum/uin filela: Uina necessidade apparece,
por exemplo, na capital, que exige que o governo tenha
una frca do corpo policial maiui do que a de 150 ho-
incns ; segundo o artigo, o presdeme nao pode fazer
vir para a capital o rstame da frca, que eslea por f-
ra ; esera isto conveniente '.'
Mas, dixeuios nnbrej deputados, nesse caso tem a
guarda nacional mas, se esse auxilio ainda nao fr suf-
liciente, se ainda o de lroHa.de linha nao fr bastante ?,.
Um Sr. Ucpalado : Nefse caso, nao he o resto da fr-
ca policial que Ihe ha de permittir occorrer essa ne-
cessidade, nesse caso elle he repellido por loda a pro-
vincia, nao tem remedio se nao ceder.
O.-r. Jnauuim filela: I'ois o nobre deputado nao
adinille a bvpotliese de que 250 homens poaaam fazer
algiiin peso em una totea ; nao pdem ellos influir, nao
piulen faxer com que uiqa desurd 111 seja sufl'ocada ?
Hdein se ni duvida; logo a emenda, nao permittiiiuo
isto, colloca o governo em serios euibaracos.
Alas disse-so, Sr. presidente, que esta medida tem
por lim cortar abusos, pulquele agora n.'io se tem vis-
to o corpo de polica distribuido pelas comarcas. Pa-
rece- me, Sr. presidente, que essa ass.rco nao he ex-
acta. O corpo de polica, creio, sempre rol distribuido
em destacamentos pelas diversas comarcas ; c tamo is-
to he verdade que, coinquauto este corpo conste de
800 pracas, quando chegou esla provincia o Sr. Pires
da Mola, nao liaviam 100 honieus nesta capital ; onde
cstivam, pois, os 700 Elavam distribuidos em desta-
camentos por todas as comarcas.
0 Sr. Cunha Machado : Em lodos os pontos.
O Sr. loaquim filela : \ lrca policial deve poli-
ciar segunda a sua misso especial ; mas, se ella nao
s nao pdc satisfazer as necessidades desta ordem, se-
no tambein occorrer a necessidades extraordinarias !
se, mesmo cm relacao com a sua misso especial, p-
dem apparecer necessidades extraordinarias, como j
foi demonstrado, por que rasao haveinos impossibili-
ta-la de se pieslar a todas as necessidades, mu., ordi-
narias, qur extraordinarias?
I'or todas estas rasos, Sr. presidente, voto redonda-
mente contra a emenda ; declarando a V. Kxc-.queos
mrus principios a este respeito sao osseguintes. Neg
a um governo, que me nao mereca as minhas sympa-
1 lnas, aquciias medidas que san de confianca ; mas nao
aquellas que sao necessarlas para que elle possa gover-
nar o paiz, e fazer o bein que deve; nao aquellas me-
didas que sao necessarias para que manlenha a ordem
publica : estas, Sr. presidente, Ih'as concedo, mesmo
quando elle nao mereca as minhas syinpalhias ; por-
que quero ter o direito de accusa-lo e responsablli-
sa-lo...
O Sr. Xavier Lopet: He muilo poltico.
U Sr. Cunh Macltado : Nao tratamos disso. -
O Sr. Joaquim filela : Voto contra o artigo. *
(6'oninuar-<-ha.)
Philadelphla ; 42 dias, brigne americano Leioit, de 18(
toneladas, caplu W North, eq'.iipagem 8, carga fir
nha.e mais gneros; a M aleos AusilusiCoHtpnnhia
Porto; 30 das, galera poruigur/a Tentadna. defino in^.
neladas, capitn Kuilgdio Jos de Oliveira. euuip.ij.,.."
40, carga inho, niobllia e lastro ; a Manuel Joaquim
Ramos e Silva Passageros, Miguel Ferrelra Duarte,!
Velloso, Antonio Augusto-Ferreira Sampaio, Carlos**'
Coelho Messeder, Manuel Joaquim Venancio desun-
za com sua inua Maigarida, .Manuel Jos H.iptist.,,
Joao Antonio de Aranjo, Joaquim da Costa Lima, Joan
llarboza Mendes Machado. Jos de Soma, Joa.iuiui de
Oljveira, Antonio Jos Duarte, Jos Perelra de Olive),
ra, Manuel Pcreira, Amonio Joaquim de Andrado, Joa-
quim l'crnandes de Oliveira, Jos Vlaiiua, Manuel Vas-
qus e sen irmo Jos Vasques, Joo Antonio Valterk
com sua mulher Mara Clara e I criado de nome An-
tonio Rodrigues de Azeved, Dent Jos da Molla
Joao Jos da Molla, Jos Crrela -Martn, Francisco
Domingos Tavarea, Joaquim Domingos Tavares,
Xaviot tahidot no meimo dia
Liverpool por Macei ; barca ingle/a Etlher Am, capt0
7'honias lliinter, carga assucar e lastro de arela.
Canal ; briguc inglcz ilary-Hountell, capilo Baker, car-
ga .assucar.
Dcclarages.
Cmara municipal do Recife.
SE SSAO EXTRAORDINARIA. EM 4 DE JU1.H0
DE 1848.
inRSIOKXCIi nO SF.NHOR DR. NERY DA F0NSECA.
Presentes os Srs. Ferreira, Dr. Aquino, Barata e Ma-
mede, abrio-sc a scsso, sendo lida e approvada a acta
da antecedente.
O secretario fez a leitura dos seguintes oflicos :
lu do Bxm. presidente da provincia respondendo ter
encaniinhado assemblea desta provincia as posturas
que a cmara Ihe remetiera em ofcio de 21 do passa-
do.--lnteirada-.
Outro do mesmo Kxm. vice-presidente, ordenando
que esta cmara, a bem da tranquiilidade publica, f-
zesse, com urgencia, una postura, prohibindo n'ni s
3uc os escravos se forman em grupos as ras desta ci-
ado, .se nao lamban que depois do toque de recolher
aiideui pelas iiiesmas. ras soni blHieles de seus senho-
rcs.Imcirada. c assim cumpro iniiiediatamente.
Iiilornioii-sc o officio da cmara inuncipal do Cabo
em que se qucixa do aferidor desle municipio.
Uespacharaiu-se as pe nenes de Antonio de MedCiros,
de Amonio Joaquim Pereira, e levanlou-se a sesso.
Uu, Voiio Joi Ferreira de Aguiar, secretario, a suhscre-
vi." Reg Albuquerque, presidente. tonino. --Mame-
de.Dr. Nerij da Pontee*. Barata.
O cscrlvao chofe da segunda seefo da mesa do
consulado provincial faz constar aos Srs. proprielarios
de predios urbanos dos bairros desta cidade e da po-
vuaefm dos Afogadns, que, 110 dia 13 do crreme mez,
expira o prazo de 30 dias uteis, que a lei (em designado
para o pagamento, bucea do cofre, da decima do se-
gundo semestre do anno de 1847 a 1848, e DCor,retn
na inulta de 3 por cerno sobre o valor dos seus dbitos
todos'os que deixarem de pagar al esse dia. .
Retifo, 3 dejulho de 1848;
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
O subdelegado da fregnezia de S.-Antonio tem de-
signado dar audiencia as segundas e quintas-feiras
as 4 horas da larde, na casa de sua residencia.
\\\\ BIQJa.PJnlialllljCO.
REOIFE, 12 DE JLHO DE 1848.
Ordem do dia para a sesso da assemblea, amanha
(13}: leitura do projectos, pareceres e indicaces ;
segunda discusso do projecto n. 13 : lerceira do de
n. 1 ; -- primara do de 11. 18.
PUBL1CAGV0 AGRCOLA.
Sahio a luz e achn-se venda por a,5
rs ni livraiia da praca da Independen-
cia, n. G e 8, o manual pratico do fa-
bricante de assucar, tendo por e pigra ihe
o proverbio quem quer os fins quer
os meios ; obra interessantissima para
os nossos agricultores.
Alisos martimos.
(
\
Para o llo-de-Janeiro seguir, com a inaior bre-
vidadepossivel, abarca brasileira Tentativa-Felit, por
ler j tratados dous tercos de sen carreganionto : para o
restante, passagpiros e escravos a frete, para o que ofl'e-
rece os melhores commodos, trata-se com Silva & Gril-
lo na 1 ua da Moifii, 11. II, ou com o capitn, Antonio
Silvrra Macel Jnior, na Praca-do-Conunercio.
-- Para o Oar pretende sahlr com muila hrevida-
de por ter a inaior parle da carga prompta a sumaca
Carlota : quem na mesuia quizer carregar ou ir de
passagem drija-sc ao mestre Jos Gon(alves Simas no
a Luii Jos de t Araujo, na ra da Cruz, n. :H\
O briguc-esruna llella-firginia segu impreterivel-
mente para o Rio-de-Janero sabbado, lfi do correte :
quem quizer embarcar escravos arete, dirija-sc a Joo
Francisco da Cruz na ra da Cruz, n. 3.
PuMicaoao pedido.
o justifique, se porvenlura uu
Nos sabemos os sustos que appareceram nesta cap
tal ; sabemos muito bem que umitas vezes se tocou re-
bate, que houve serios recelos pela tranquiilidade pu-
blica; sabemos que nao liara ento quasi tropa de li-
nha ucnliunia; que lluvia de fazer, pois, o presdeme?
Dcixar 7011 piajas espalhadas por toda a provincia, ou
chama-las para a capital? Chama-las, seiu duvida, para
onde huvia o recri de que a urde; publica f.se alte-
rada. Eis, pois, o que elle fez; fci justamente oque de-
va; maniluu lecolber os destacamentos capital, para
ter una lorca capaz de eonfer os desordeiros, e por
ceno, Sr. presidente, que a essa medida se deveu o nao
ter apparecido a deso dan e a auarchia na capital de
Perambuco...
I 'n;i'< : Nu apoiado.
OSr. Joaquim filela : Por eouscqiicncia, Sr. presi-
dente, mo posso de maneira alguma votar pola emen-
da ; porque enteudo que, para crtannos abusos, cu-
ino se diz, nao devenios tirar ao governo os meios ne-
cessarios para fazer bem ; porque, Sr. presidente,
emendo que, quando o coi po legislativo tol'hc ao gn.
verno us meios necessarios para fazer o bem que deve,
se nao tem direito de pedir-Ule coutas, uem dcrorua-lo
responsavel pelo nial que apparefa'..
I) Sr. Xavier Lopet: Isto he muito geral.
O Sr. Joaquim filela : He muilo applicaxel : ao
governo nao se deve dar meios para abusar ; mas ao
J se a, lia ni suspensos dos seus officios o carcerciro da
cadeia desla cidade, Jos Vidal Nunes, c o scu ajudadle
Jos Francisco de Castro Urando ; j clles eslo denun-
ciados pelo Sr. Dr. promotor publico perante o Sr. Ilr.
juiz de direito docrimeda segunda vara, pelos uiuitos
Crimea e eslorces que commettiaui contra victimas des-
validas, contra os infeiizes presos. Que merecimento nao
ha ueste proceder ? Oous individuos i|ue se valiaiu do scu
emprego, para aggravar a lorie de pessoas infeiizes, e
que eslo debaixo da guarda e prolecco das leis certo
que com clles nao se deve ler coimderacao alguma, e
ames a moralidadc publica, as conveniencias sociacs li-
carao eonleutes com a punico delles, tanto mais quan-
to piles ho inostrado iiiconogibilidade Ovala que us es-
forcni do digno promotor e a proverbial probidade c
intolligoncia do Sr. Dr. juiz do crime possain por urna
ve/, libertar os presos do furor de taes empregados.
Periiainbuco, 12 de julho de 1848.
Jote Homao (ioncalvet Moniz.
Avisos diversos.
uem convier ,
u de. ser pro-
.G:v*i$H*-Ji>.
Alfandejja.
KKiNDIMKNTO DO DIA 12.........
Detearrega hoje, 13 de julho.
Sumaca Flor-do-Angelim fumo, charutos
;w----------------
CONSULADO GERAL.
REND MENT DO DIA !2.
10:231/397
e smenlo.
Geral. .
Diversas
couiniPileu elle esses in- governo nao se devem tirar os meios necessarios para
na %d?d?^t^fc^ttiteM',- P'.rcu..tpr-sai -ebrlgac, paro faxer-o benn: nao acho
de un. ocume no^ que teu'TmliT^T'"''^ iur.U,euUf'U .'! *J'vo. a por motivo, de
consequente que tamben, est .Vkad. 2 -* \*,anidoioa de "Pl'oaicao, iHeAegue, como j se dis.c
H a uutm esu ua alfada da commisso I aqu, pao c agoa : nao ; porque, neste caso, se nao p-
..................2:82.'><0I
provincias.............163/132
2:988#733
CUNSlILAIl PROVINCIAL.
RENI)I>IENTOD0DIA 12 .......3:279/977
. w ra-.-. n -jt .'ajanicraiw
VIovifQCJjito .Yatii'of enlradot no dia 12.
llio-de-Janeiro ; 13 dias, brigue brasileiro Minerva, de
P4I r.inelTIas: eapiau Henil.pies Crrela P*rcitasri"Hiii-
pagem II. carga pipas, barricas vasias. caf o lastro
Oabaiso assignado faz publico, i^ai
que o Sr. Joaquim Manuel do Barros denro
curador do hospital de N. S, do Paraso em cujo lugar
Ihe'suceder o Sr. Jos Jacimho da Silva nica pessoa
autorisada para cobrar os singuis, rendase foros do
patrimonio do mesmo hospital.
Leonardo Anlunet Meira Henriquet.
Antonio Jos de Arantes retira-sc para fra do im-
perio.
Precisa-se de 4 serventes de pedreir para una
obra na estrada da Magdalena entre a pnntezinha c
aponte grande -sendo o jornal de quatro centos e ol-
tenta rs. : quem ti ver, ou todos ou alguns pdc dirigir-
se a ra Imperial 11 -79.
Avisa-so minocioaainente a certo caixriro na rua
do Queimado quemis parece um biltre do que car
xeiro, que haja do se oceupar no quelite manda fazer
sen pairan que nao he to pouco, e deixe-sp de es-
crevercartas anonymas a uina donzela que f nao d
de sua incrce ; do contrario .'! Pitia para sua nierc.
O lrgalo.
-- Cozinha-se com muito asscio e a content das pes-
soas que quizerem por proco muilo commodo : no pri-
meiro andar do sobrado da esquina do becco da Pule, -
que vira para a rua das Cruzes. Na mesmacasa tamban
se apromptam bandejas de doce de ovos secos, de bo
linhos.
No dia 14 do enrrente depois d# audiencia que faz
oSr dnutor juizdu eivel da prinieira vara, por execu-
fo de Manocl Alves Guerra se ho de arrrinalar ditas
esclavas p alguma 1110 billa que foram pon horados a seu
devrdor, Francisco Martins (,'oi-lho porserestaa ulti-
ma Jir-ie.i.
Quem precisar de uina ama de leile forra, dirja-
se a travessa do Queimado, 11. 2, segundo andar.
Joaquim Antonio de Oliveira participa as pessoas
que leem pe uli ni es ile i n 10 em -i ii puiler, que hajain
dos tirar ; do contrario passa a vndelos para scu
embolco. '
--Os Srs. solicitadores da fazrnda nacional hajam de
receher do.Snr. Jos dos Santos Neves a quanlla de
309/590 rs. d dcima da casa da rua dos Quarteis da
sentenca deappellacan da relafo que teve contra, ea
favor de Antonia Mara do Sacramento como consta da
certidao junta aos autos : nao fique, pois, no esqueci-
mentocoum te'm acontecido. Recife, 12 dejulho de
1843. Joo da Silva Loureiro como procurador bas-
tante.
Pcrdcu-se urna correte de ouro francez, com uina
loneta pequea engastada em ouro: quema achou e
quizrr restituir dirija-sc ao Hu da rua da Aurora n.
4, que rrcebcr20/rs. de gratificaco : e sendo offere-
cida a alguem pede-se que a demore e avise em dita
casa, para final deciso.
Quem quizer comprar um casal do escravos mocos,
altos e e.n pllenlos, proprios para vervico de pampo, di- .
rija-sc a rua dos Marlyi ios, casa 11, 2.
-- Manuel de Fritas, Portuguez, rotira-se desta cida-
depara a de Lisboa
Trucam-se um Menino Dos, Santa-Auna, San-Joa-
quim e o Senhor Cruxilicado : quem livor annuiicie.
-- Quem precisar de um ornamento usado, com calix,
pedra e missal, aununeie.
Precisa-sede una ama secca, preferindo-se de Ida-
de, para faier todo o servico de una casa de familia : na
rua do Queimado, n. 3i).
O pliarmaceutico queestivrr as circuiustancias de
ir para una casa, uu precisando ser appt ovado, dinja-se
a rua do Kangol, n. 64.
Pri'cis^e""alugiir, no balrro"*de a-Sutonlo," *uTi "
casa terrea que tenha commodos mira uina nenuena fa-
pagom 11. carga pipas, Dnicas vasias. cale e lastro ; casa terrea que tenha commodos para uinancquena fa-
a Francisco Alves da Cunha. Passagelro, o cscrivao inilia cujo alugucl nao exceda de 8/ a 10/rs. :-queii.-
d armada Izidoro Jos de Araujo. tlvcr aimuncic.
\


JHR
- .
T"
s
LOTERA
do hospital Pedro II.
Am'nhaa, pelase) horas do lia, correm
'* is rodil desta lotera, 110 consistorio da
igreja de N J. do Livromento.
Aluda contina a estar fgida o parda de nomc Ha-
nhael, alto, serrado de barba,, lein una fistola em un
queixo, he de poucas fallas ; levou caica e camisa de ai-
goda" i he lillin do Cear, e he de suppr procuraste o
r.iiiniilio do Sobral, donde veio : roga-sc a quem o ap-
preliender de o mandar conduzir a ra da Cruz, do Recl-
IV, n. 26, que se gratificar generosamente.
MUDANZA.
D. W. 11,-ij non, cirurgiao dentista, los Estados-
?Unidos, respeitosauente noticia aos seus amigse
peitave publico, que tem mudado a sua residen-
cia da casa n. 40 da ra la Cruz do Recife. para a de n.
20 Ja ruada Cadcia de Santo-Antonio, terceiro andar,
aonde ltimamente resida o retratista americano Frede-
rick, e aondedaqul em diante o annunciantc ter limi-
to gosto de receber os que precisarem dos seus servi-
cos professlonacs.
,g CHAPEOS. DE SOL J|
Rua to Pasado-Publico, n. .
Ssta loja ha presentemente um completo sor-
ment do chapeos de sol modernos, tanto de panni-
nlio como de seda furta-ciVes e de mais cores co-
nhecidas; ditos para homom, senhora, meninos e
meninas; goarda-rhiiva para o lempo de invern'; o
guarda-sol. Estes chapeos silo tTnhem construidos ,
que so alianza a qualidado ; sao le marca gratule,
com 32 pollegadas e proprios para este lempo por
serom de seda e le panninho trancado. Nesla fa-
brica ha .sedas' de cores e panninlios trancados e
lisos do todas as cores para colirir qualquer arma-
enlode chapeo do sol : lambein seconcerla qualquer
chapeo de gol, o vendem-se baleias para vestidos.
O abaixo assignado declara que tem
vendido a sua refinacao, sita na roa Di-
reita, n. 22, e juntamente tres esc r* vos
refinadores, ao Sr. Jos Francisco de
Lima.
Jocto Antonio da Silva Braga.
Prccisa-se alugar nm prelo que soja bom co-
peiro para o servico de urnas familias estrangoiras :
na rua do Trapiche-Novo, 11. 10.
I'iecisa -so de urna preta captiva para o servico
de urna casa dn familia ; na ra da Alegra, casa n.
II, acharlo com que ti tratar.
->- Fug, marccireiro 'francez,
na na Nova, n. 45, acaha de recebor, pelo navio 21-
lia, um sorlimeiito do Instes do mogno, domis
moderno gosto ; bem como folhas de Jacaranda,
mogno e Jutras madeiras do fulear ; tarramentas
propriasde marceneiro ; e papel de licha. O mesmo
so encarrega de fazer toda a qualidade de mohilia,
que se poder desejar, por ler re'ccbido desenlios Ihs
mobilias modernas que agora so usam cm Franca.
ANNUNCIA
Firmiano Jost- Rodrigues Fcrreira que vende as suas
lujas do Passeio-Publico ns. 9e II um rico soilinien-
tode brim trancado de linho puro branco c de cores,
a 720; 800, \g, 1/200 e l#B0O rs.; superior merino, a me-
Ihor fazcuda que lia a 4) rs. o covado ; cortes de fus-
tn amarello c de eflres cortos de gorgurao de seda
para colletes a 2/400 rs. ; osguiao de linho muito lino ;
ricos ortes de vestidos de camhraia com barra fazen-
da de bom gosto cortes de chita-cassa a 2/, 2/500 ,
3/e 3,50' rs. ; ciirles de casimiras de cores, a (/rs.;
ciiitas-cassa a 240 rs. o covado ; chitas largas france-
za,.a 360 rs. j covuilu ; tapetes de todos os tamaitos,
por menos do que cm nutra qualquer parte; chitas fi-
nas a 160,200, 240 e320 rs. ; lencos de cambraia bor-
dados finos; ditos de seda, de cores ; lilas finas e grossas;
nudas fazendas escuras para calcas ; madapoldes de to-
das as. qualidades ; algodno branco ede cores; e outras
militas f.i/eu las que se dcixaui de annunciar para nao
lomar tcttipo : ludo se vende sempre pitr menos que
em ouira qualquer parte.
l@ Aulas O abaixo assignado com aula de primeiras, *n*
na travessa do Veras no bairro da Boa-Vista, s**'
contina receber meninos de ambos os se- jt
tos tanto pensionistas como externos me- J.
iliantc iimi.i rctribuiciio mdica sobre os moni- jy.
nos |iie d'ora. cm (liante Ihe for confiada a vj*
sua educacao,.e anda mais aquellos cujos pais .;*.
nao sejatn abastados 0111 fortuna ; por i3so no- Vi?
vameiue convida ao pblico e. especialmente .jri
aos seus amigos tintucl.i praca ionio do con- 'sJ?
tro que desejarein a instrueco do seus lillios n^
com decencia epresteza, o procurcm a este V^
llm. (gfe
p annunciantc lisonjeia-se de ter recebido '4*?'
em sua aula ( durante o periodo de 11 anuos
3ue eicrce este magisterio ) grande numero
e meninos de possoas gradas dosta prac^i e ff\
para certificar o reginie c boa'ordem le sua \J
aula basta ser publico a sua estada nella per- g*
"'P manente nao seempregando un outros a fa- '*?!
f/nifa zeres nos dias utefs. I'olkarpo Atines Correia ./*,
Jos Machado Cotia e seu irmao Francisco Macha-
do Cotia retiram-se para fra do Imperio.
-^arcisa Perpetua da Iuz retira-se para o Rio ele-
Janeiro, levando em sua coiupanhia sua filha Mara
Perpetua da Conccicn, e urna -sua afiliada de nome
Isabel Maria da f'enha duas esclavas : Maria, parda e
Maris, preta.
Antonio Joaquim Goncalvcs Guimaraes c Joo An-
tonio da Silva Braga retiram-sc para fra do imperio.
Dnarte Antonio Servo retira-se pa-
ra fra do imperio.
Jos Antonio Marques roga a seus credores que
Ihe apresen tem suas cuntas at o dia 15 do corrento.
O escrivo da subdelegaeia dafrcguciia de S.-Jose
faz sciente aquellas pessoas que comjellc tciihama tratar
negocios tendentes a mesiiia subdelegada o procurem
no pateo do Torco, n. 4.
Aluga-se o icrceiro andar do sobrada ao p desta
typogr.aphia com cozinha no sotiio : 'na praca da In-
dependencia livrarla ns. Iic8.
O arrematante do imposto de vinte por cento so
bro o consumo das agoas arden tes de producciio brasi-
"eirs alsa aos Sis. que adida Ao pagarain dito consu-
mo vonham faie-lo nos (lias 10, II, 12 e 13 do corron-
te, fiados osquacs, 10 proceder na furnia da lei contra,
os que deixareiu de pagar

* Sanio Inz o primeir numero do
Eclctico, peridico imprcas na typo
grapliii Brasileira ; e.-.t ptimo ; Iraz
uariac o dos acoutecimentos dos dias 26
o ->7,d> prximo passado mez : vende-sc
no largo do Collej-i, n. O, loja doSr. :
Dourado, e na Boa" Vista, n. 67.
-- W. C. Cox, subdito inglez, retira-se para fra do
imperio..
Jos Coolho Monteiro retira-se para fra da provin-
cia.
--' Aluga-se o segundo andar do solirado da ra da
Moda, com commodos para grande familia a tratar
na ra do Vlgarlo n. 5.
-- Deseja-se fallar com a viuva c herdeiros do falleci-
do Jos Maaia da Cunta Guimaraes para negocio de
grande importancia : por isso queiram annuuciara sua
morada oudiriglr-se a ruaestreita do Rozarlo p. 30,
primeir andar.
Quein tiver um prcto fiel, eque o queira alugar
per inezes, para andar vendeiido farinha de milho na
ra, dirija-se a ra dos Guararapes, n. 5, ou annuucic
por este Diario. '
Alujra-seum sitio na estrada de Joao-de-Harros",
com boa casa de vivenda, e bastantes arvoredos de
ii tu id : a c .ii n- na ruada Cadeia do Recife, n. 21.
Preeisa-se de 100/ou 250/ rs. a premio de 2 por cen-
to ao mez por tcmpo'dc6 ou 12 inezes: du-se boa
tirinas : qnem quizer dar annuncie.
Aluga-se um sobrado de um andar com soto, lo-
jas e quintal na ra do Sebo, n. 50, por 250/ mensaes;
urna casa terrea com quintal cacimba c commodos
para grande familia na ra da Soledade, n. 35, por
10/ rs. mensaes ; outra dita pequea na ra do Sebo,
n._ 54, por 7/ rs. mentaes : a tratar na ra da Aurora, n.
26, escriptorio de F. A. de Oliveira.
I ni -i.-n.im. na noite de 9 do correte julliu do si-
tio onde morn o cnsul inglez na Capunga dous ca-
vallds sendo um col ruco-pombo e bem conhoei-
do por s inli.ii ii, o qual pertenec! oulr'ora ao Sr. major
Florencio e ooutro alazn ; tem una estrella na testa,
esquipa bem com tres ps cacados ; ambos gordos :
qucni os levar ou der milicias no dito sito ou.no Re-
cife ra da Cruz, n. 42, ser recompensado.
Aluga-se urna preta para tolo o servico de urna ca-
sa : i|uem a pretender dirija-sc a ra da Guia, n. 4(i.
No dia 14 do crreme perante oSr. doutor juiz do
civel da primeira vara na sala das audiencias depois
dcstas, se ha de arrematar por venda um bom sobrado
de Candares sito na ruado Quelmado, n U penhora-
do a viuva c mais herdeiros le Joao da Silva Santos :
(]iicui o pretender comprela que he a ultima praca.
Prccisa-se de urna pessoa forra que nao soja pre-
ta para ama secca de una crianca de aiguns dias ,
bem como para mais algum servico interno de una ca-
sa de pequea familia : paga-sc bem : na ra nova do
lirum no segundo andar da casa novado Sr. Francisco
Alvos da Cunta
No 4leriv-da-Boa-Vistaf n, 64.
Oarmadore estufador participa ao respcitavcl publi-
co tt 110 0111 sua casa se continiiam a fazer cortinados
para canias francezas oude qualquer outro foitio ; di-
tos de jauellas tildo do mais moderno gosto que ha;
colchos de molas ; ditos oucos muito frescos : respon-
sabilisa-so, nao estando as obras perfoitas a fazercm-
sc outras ao gosto dos Sis. compradores.
O abaixo assignado, rin nome de seu prente, o
Sr. Joaquim Alvcs Camello de Araujo Pcreira senlior
da preta Severina crioula, coui os signaos seguimos ,
moca, alta, grossa comuina marca de ferida no rosto
do lado csquerdo.ao presente em deposito,avisa que nin-
guem a compre ou arremate pois protesta liavc-la do
poder de quem so achar e haverdias de servico e mais
despozas. Joic Lu: de Araujo.
Precisa-se de uina ama de leite de boa condi'cta :
na ra Nova, n. 39.
-- Precisa-sede um pequeo de 12 a 10 annos para
caixeiro de venda que tenha 011 nao pratica: na 111a do
Cotovello n.3l.
Fiirtaram, no dia30 de junho prximo passado ,"do
sitio junto a igreja de Helm um cavallo castanho-es-
curo quecarroga incio a baixojtem uina subre-canna
na mao direita e queimada de fresco comferro na per-
nadireila : quem o levar n estrada de Joiio-de-Uarros ,
confronte ao heceo do Espinheiro, ser bem recom-
pensado.
Furtaram doGiqui do lugar denominado Casso-
te, um cavado alazao-foveiro grande, com o ferroTP ,
na noite de ti para ? do corro ule enjo fai comprado ao
Sr. Canuto dos Afogados c est alguina cousa magro
quem dellesouber 011 livor noticia, participe na r
Direita, padaria 11. li'.i.
Procisa-sc de um rapaz que tenha aiguns princi-
ios de pharmacia para caixeiro de una Botica na ci.
ado deGoianiia:a'fallarna ra do Rozado, botica de
llartholomeu.
Preeisa-se de um rapaz que se queira applicar a
pharmacia, cscr ao mesmo lempo caixeiro de ra dan-
do fiador a sua conducta : na ra do Rozario botica
de Bartholomeu
Tendo-se de fazer um contrato com a Senhora D.
Marianna Hemorgenes da Conccicao Sampaio, relativo a
casa 11. 2, sita na travessa de Jos-I.ouronco se faz es-
te annuncio para que no caso deque alguem sobre ella
tenha algum dominio ou preferencia, o declare por es-
ta inili 1 110 prazo de tres dias.
as Cinco Ponas, n.91, lia nina
preta captiva para ama deleite.
A pessoa que -precisar de um correio particular pa-
ra qualquer comarca perlcnccntea esta cidade dirija-
sc a ra Direita n. 45, a tratar com Valentn) Izidoro
llaptisla, pbis faztodoo negocio coinqiialquei'Sr. aqueni
isto iuteressar.
Furtaram, na noite de 8 para 9 do correntc, do
quintal da casa n. 33 da na Imperial, um cavallo casta-
nho-eseuro, de cauda cetinas ripadas; tem um dos pos
calcados e em outro pe tem um pequen signa! bran-
co junto ao casco ; tem os niesuios cascos gastos na
beira, por ser passeiro carrega baixo at ineio obli-
gado; tem entre as ventas um signal branco e em cima
da anca urna mancha redonda de cor preta ; tem no cs-
pinhacoum calo procedido de urna bexiga que leve e
de um dos lados junto a sarncia uina marca le-sarna .
que esl pellada : quem o levar a dita casa ou der no-
ticias, ser generosamente recompensado.
O abaixo assignado faz sciente aos
seus amigos e frrgu.ezes rpie miidou a sita
loj 1 de relojoeiro para a roa Direita, loja
do sobrado n. 29, junto botica do Sr.
I)r. Ignacio Nery da Fonseca.
Joclo Antonio de Saboia
No ongoulio Novo do Cabo compra-se ago'ardentc
em qualquer porcao que soja : paga-sc a 320 rs. a caa-
da sendo de 20 graos para cima.
O abaixo assignado faz sciente ao publico que, anu-
cavrlmente, dissolveii a sociedade que leve com Anto-
nio Jos de Souza Guimaraes na venda da ra da Son-
zalla-Nova, n. 39, que gyrava debaixo de firma de Gui-
maraes & Cunta Meando o mesmo annunciantc obri-
eado a indemnisar todas as dividas oontrahidas por
anuella fiCma al 3 do junho prximo passado. Reci-
fe 10 de iullio de 1848. = Aernardo Joie da 6unh '- Antonio Jos dos Santos faz publico que, por haver
outro de igual nome, se as.lgnara de boje em dianje
Antonio Jos Marlins Jnior. ,
--()llcrecc-se um moco brasileiro para caixeiro de
qualquer eitabelecimcnto quem o pretender annun-
cie. .
A pessoa q'i" annunciou querer roupa pt ra lavar
cengommar com perfrhjSO pode on(ender-se com o
caixeiro da loja de llvros da pra;a da lodepondonoia,
que Ihe dir a pessoa que se encarrega sobre o mesmo
tira.
Alugam-se tressobradinhos de um andar, na tra-
vessa do Carioca : a tratar com Guithermc Selle, no
Atcrroda Roa-Vista, n. 10.
AOS PAIS DF. FAMILIA.
Uina senhora examinada em 'primeiras lettras c de
boa moral perfeita modista em ludo o lo ao trabadlo de agulha, ofterecc-se para ensinar meni-
nas em qualquer lugar fra da cidade inda mesino sen-
do muito remontado : assim, os pais de familia que de-
sejarein com a boa educacao formar o dom primario
de suas filhas, querendo ulilisar-se de seu mrito ,
poderao ao cuidado da mesma confiar toda a expecta-
tiva ,pois como maiordesvelo e appdcacao proinette a
dita senhora ministrar o fibcr aquellas que tocarem ao
seu alcance. Na ra larga do Rozario, n. 28, terceiro
andar.
Quem precisar de una pesssoa para qualquer es-
cripturaco cjque a faz muito em conta dirija-se n ra
estreitadoRoiario loja de cncadernaco, 11. 6, que se
dir quem he.
Tiram-sc pasaportes para dentro e fra do imperio,
e correm-se folhas : na ra estrella do Rozario, loja de
cncadernador, 11. 6, se dir quem tira.
Antonio da Silva Cmniaraos Brasileiro, na-
tural desta cidade obaix.o assignado, com loja de
iniudezas no Aterro-da- oa-Visla vendo os aiiiiun-
eios folios nos --Diarios do Peruambuco ns. 149 e
150 por Antonio Francisco Alvos de Miranda, em
que diz lar duixado do ser caixeiro e socio de Anto-
nio da Silva (iiiiniaraos do seu arma/.em de carne
la ra da Ptaia desdo o lia 4 de jullio do crrante
anuo u vendo quu aquella nomo iie igual Oseu
loriara que dilo niinuncio no so unlende com o
mesmo abaixo assignado e pedo ao mo.smo Sr. que
tOmesse nome, queira mudar com alguma outra
dcclaractu, para evitar tiuvidas, e annuncia agora
para cntlliecimento do publico Antonio da .Silva
Guinarffes.
, Os dous sobrados de loao Tliomaz Pcreira sitos na
ra da I'raia, ns. 29 c 31, em chaos forciros, avahados
cada um 0111 dozocontos de ris sao de dous andares,
sotao c trapeira : noham-se 0111 praca por execuoo de
Jos Joaquim fheotoniode Moli contra o mesmo Joo
Tliomaz e sua uiulhcr pelo juizo do civel, escrivae Cu-
nlia. O escripto acha-se em linio do poi teiro que pode
dizer o dia la arrrmataco.
Roga-te a pessoa a quem fr ouoreoldb um lenco
decambraia de linho de lavaiinto, leva-lo a ra do No-
guoira, n. 15, que receber 5/000 rs. de gralilicaco.
Fugio, no dia 30 de junho um escravo, do nome
Jos crioulo de '22annos pouco maisou menos, gros-
so do corpo bem prelo dontes grandes e limados ,
falla lina barba apenas apuntando; he ineio finta. Este
piolo l'oi esescravo doS'r. Pedro Alexandrino, lavradordo
engeulio Pantorra ; consta sor casado e que a niullier
do dilo prcto lie osorava de um fillio do dito Podro Ale-
xandrino ; levou urna Irouxa do roupa contend) um
panno da Costa, umaJaqueta de riscado e mais um cha-
peo de palli.i novo na calioca. Roga-se as autoridades
pnliciaes e capites de campo, que o apprchcndam e le-
veni a ra da (Jaleada venda n. 2, que scrao gratifi-
cados com 40/ rs.
Lin rapaz brasileiro se oFercce par..
nnaluaei' arrnmaco nesta praca orpnl,
ador a
conducta d
o preeisar dirija -se
alm de ter boa
ton ten lo i emem o precisar tln
praca da Independencia, n. 20
A aula de educacao primaria para meninos que
se acha cslabolocida na ra da Madre-de-Peos sobra-
do n. 30, contina a receber alumnos nao s pira o
dito rnsino como tanibm para o do francez. Este cs-
tabelociuiento he dirigido por pessoa cujo desvelos no
tratameuto c augmento de seus alumnos esmera-se o
mais possivel como est provado pelas possoas que
se teeni dignado entregar-lhe seus filhos.
Firmino J..F. da llosa, na ra do Trapiche, n. 44,
no seu escriptorio, tem para vender lindo: vasos es-
maltados para j.-irdim por proco milito coiiiiuodo as-
sim comoo genuino vinhovelho da Figueira, para quem
o sabe apreciar tanto 0111 pipas como 0111 liareis : os
protondontos ontendam-se com o aniiuiiciante todos os
das las lOhoras da manha cm diante, no caes da
Alfandega.
Obras de cabello.
Fazoni-se, 110 Atorro-da-Hoa-Vista n. 20, segundo an-
dar, todas as qualidades de obras do cabello, como se
jaro : tranceln: para relogio o lonetas de todos os mo-
delos aderofos pulseiras brincos, alfiuetos e tres-
centes etc. : tildo por proco cniimudo.
- Roga-se a pessoa que apprchoudcu 110 dia 20 do
prximo passado., um aiinolo o um alfincte de peito ,
sondo que queira entregar lars obiectOS 1 queira diri-
gir-sc a ra da Praia, armazeiu 11. 13, ou annuncie para
ser procurado.
Compras.
t'MA CORRENTE DE OURO.
Conipra-se uina correntc de ouro : na ra do Quci-
mado, n. 27.
Couipra-so una banda de olllcial de segunda li-
nha : annuncie.
Coinpra-sc um zabumbacoin uso, sendo por pre-
cocouiiuodo : na ra do Torres 11. 40 segundo andar-
Comprara-te, em segunda nio, unas lloras I.usi.
anas : quem tiver annuncie.
' \ encas.
Vendem-se, a ra das Larangeiras 11. 14,
segundo.andar os seguimos escravos, mui-
to cm conta e todos de bonitas figuras : um
casal de escravos pardos, casados de pti-
ma conducta o pardo he ptimo purgador
de 1 ..ni- 1 r e a parda tem algunias habilidades ambos
nao passam do 23 annos ; um lindo pardo claro, de 23
annos com algUns principios de sapateiro e que he
de una conducta muito regular, e por isso muito bom
pagem ,- um dito da mesma idade bom copoiro ; um di
lo de 40 annos ptimo para tomar conta de um sitio
por 250/rs. ; dous prelosdc naciio ; urna preta de na-
cao de 20 annos viuda da Rabia, muito boa engom-
madeira ccoiinheira ; uina ptima cozinheira, de 20 an-
nos ; urna parda de 20 annos ; un molcque. pedreiro ; e
aiguns escravos.
Vende-se um pianoforte, com mui-
to boas vozes, dos autores Colard ck Co-
lard.udverte-se que tem mui pouco uso,
e se vende por preco coinmodo : no A-
terro da-Hoa-Vista, foja r. m
Vende-seo sitio, na estrada [do Arraial.fquc foi do
fallecido Manoel Concalves Rodrigues : os prctcndenles
dirijam-se a ra da Cadeia de Santo-Antonio, casa
__Vende-se um preta de 26" anuos, que he perfeita
engoinniadeira costurcira cosinheira e muito des-
embarazada ; 3 ditas do servico ;de campo muito
jnocas; um ptimo preto bom ganhador de ra, que
d 480 rs. diarios ; um dito bom ferreiro e trabalhador
de campo ; nm dito de mela idade, que se d muito em
conta : na ra do Vigario n. 24, se dir quem vende.
Vende..e uma preta de nacao, de .neja Idade, que
connh-ao diario de ...na casa lava de.abao I.^ui-
tandolra : d-sc por 200/ rs. pela precisao na ruada
Gloria n. 8a.
Lotera do hospital Pedn> II.
Vendem-se meio bilhotos : na ra d Cabuga, loja da
esquina, junto da botica,do Sr. Mereira. nrnnrla
~ Vrmle-se urna bomba de cobre ja BMda.propna
para cacimba : na ra larga do Rosario, n. *u.
Vendem-se luvas de cores, dealgo-
dao, para homem, a a'oo rs. o par ; ditas
He pellica ; ditas para senhora, de exqui-
sitas cores;lencos de garen e de gravata
a 1,000 rs. cada nm; bonetes de velludo
para meninos, 960 rs.-, caivetes com di-
versas folhas, dos melhores que teemap-
parecido ; flores paraenfeites de ch'pos;
galoes finos ; espigttilft; ( rendas ) Vo-
lantes de diveras larguras : ludo por pre-
cos mais baratos que em outra qualquer
parte : ni ra do Cabug, loja de quatro
portas, do Duarle.
Na ra do Rangcl, n. 8, vende-so a dinheiro a va-
la, para liquidaco do cstabclccimciito, o soguinle : vi-
nho superior de Lisboa muito velho caadas a 1/OO
rs. e em garrafa a 220 rs: ; cerveja brauca em duzia a
4/i00 rs. ; genebra de Hollanda., a botija ; a ligitiuia fa-
rinha de araruta a 5, o todos os mais genero muito em conta.
Acham-so aiguns exemplares a venda do novo Tes-
tamento-de N. S. Jesiis-Chrislo conforme a vulgala la-
tina tradufido em portuguez c anotado segundo o sen-
tilo dos sanios padres e expositores catholicos, pelo
qual se esolarccea.vcrdadcira doutrina do texto sagrado,
o so refiiiam os erYos subversivos dos novadores amigos
o modernos pelo fixm. Sr. bispo d'e Coimbra ; obra
muito til a todos principalmente aos Srs. parochos :
na ra da Cruz, loja de llvrps n. !>
Vendem-se 76 a croes da com pa-
nilla de Bebcribe : a tratar no Aterro-
-da Boa-Vista, n. 63, primeir andar.
Vciiiicin- r-iras iranias nata cor-
tinados, assim como Imha para bordar,
muito fina : na loja de mimiCMs da rtm
do (.abtig, n. 1 l>, do Guimaraes
Vendem-se, na toja da ra do Crespo n 11, o c-
guintes livros ; Diccionario portuguez c francez, e frail-
eo/, o portuguez por J. J Roquete, 1 v. por .)/rs. ;
dito de Constancio 2 v. por 4,000 rs. ; dito geograplii-
ro 1 v., por 7/ rs. dito italiano c francez, 2 v. por
5/rs. ; Fonseca, Lexicn 1 v. por 2/500 r. ; obras
completas de Rution, 50 V. por 14/ rs. ; Retiro espiri-
tual 2 v. por 5J is ; tratado da religiao, 3 v. por 4/
rs. ; Curso do philosophia por Damirou, 4 y., por 7/
rs. Principios de direito natural c das gentes por
J. J. Ruilamaquo Bv. por 10/rs, ; formulario de li-
bellos e pelicos por J. II Concia Telles, 1 v. por ./
rs ; Cdigo dos juizos le paz, I v., por 5/ rs. ; Geome-
tra do Euclides Algebra c Trignomelria. por acro,;
Instiluices oratorias de M. F. Quitiliano, 2 v. por 1/
r, ; Lices de eloqucucia nacional, pelo padre Miguel
do Sacramento Lopes Gama 2 v. por 5/ rs. ; Gramnia-
tica trancis por Sevene, por 4/rs.; dita de Montcver-
de por 3/ rs. ; Resumo da historia de Portugal, IV. ,
por 1/rs. ; e outros mudos romances por Alphonsc Rab-
be a 500 rs. cada um : coiitina-sc a comprar c tro-
car por outrrs obras sendo boas c estando em bom es-
tado.
A 00 Rs. O COVADO.
fo novo armazerii de Kaynniiido Carlos Leite,
na ra do Qucimado, n. *17,
tcha-so'O melhor algodlo trancado azul, proprio
para roupa de escravos a 200 rs. o covado e cm
pecas a 200 rs. a jnrdn o qual se torna recotnmen-
dVfl pelo muito corpo So ter gotniua ser muito
largo e de c^r fixa ; oplitna chita preta forlo a
5,800 rs. n peca ; engragadua pannos do mesa de
algodfio encarnados protos e grandes a 3,200 rs.;
ptimos hrins trancados do linho, a l.ooo rs. a vara ;
lencos de cass de cores, "grandes, para senhora, a
80 rs. ; ditos de seda para meninos, a 640 rs. ; ex-
folente alpaca de linho ; chitas linas do ultimo gos-
to ; e todo o sortimenlo de fazendas finas e grossas,
para vonder por atacadoe a retadlo o mais btalo
possivel.
Cera de Lisboa
Na ra da Cruz, n. fio, vende-se a ine-
Ibor cera que lia no mercado, cm caixas
de totlos os tainanhos, vontade dos com-
pradoies, e mais barato que em utra
parle.
__Vende-sc urna muala moca, de boa conducta, sa-
liendo .cozinhar bem, eiigonimar, lavar, coser, e todo o
mais servico de uma casa : na ra da Cadeia de Santo-
Antonio, n. 21.
Vendem-se trinta varas de babado
de linho de palmo de largura, pelo dimi-
ulo, preco de 4,000 rs.: na rua do Quei-
Miado, loja n 17.
Vendem-se mcios bilhetes da lotera do hospital de
Pedro II,que andam as rodas no dia 14 do correntc : na
rua Direita, li, 7.
Vende-se urna negra de nacao, boa figura, que erf-
goinnio, coHiiha e cose : na rua do Queimado, n. 39.
Vcndem-se botd.es para casacas pre-
las, de bous gostos ; ditos amarellos de
Pedro II, os mais bem dourados a/im
leem apparecido ; ditos para infantaiia de
primeira linha ; ditos para cavallarin da
guarda nacional ; ditos para libr de pa-
gens. de militas diversidades e gostos ;
ditos para enfeites de roupa de meninos";
e ouiralmilita* qualidades que se exporao
vista dos Srs. compradores : na loja de
quatro portas, n. 1 C, do Duarte, rua do
Cabtig.
Vendem-se chitas escuras, de co-
res linas, a 4,5oo rs. a peca e a 120 rs. o
rovado ;*na rua To Crespo, TT *4, "loja Ta"
esquina que volta par a da Cadeia.


*Wi
mn*P
..ya*

Vpndeni-se calas de macarrao multo bom a 3/000
calla de 25 huras : no arinaiem de Francisco Da Fer-
Jfeira.
r? V>ndem-se6 dtizias de cadeira9 com assento de
painliiha e qUP t multo folies toda ou a duzias :
na ra da Trlneheiras, u 30.
Vendem-se coifas e meias ditas de la de diversas
cores e padres, do mrllior gusto que tem viudo do Rio-
de-Janeiro : na ra laiga do Rotarlo, n. 24.
Bua do Queimado, i. 46, loja de Maga-
Jhes & Irmo.
Vendem-se ricos cortes de cambraia aberta, a 4,600
.; ditos, a 4.000 rs.: ditos de cassa de cor, a 3,000 rs.;
S'r'* de cambraia lisa multo fina, de 8 varas e meia, a
?a r,,; d"0, de3200 r,-; ,enos bordados, com bico,a
wO rs. cortes de collete de fusta de cores, padres mo-
derno, a 1,280 rs.; ditos, a 800 rs.; brim trancado par-
do, de puro linho, a 600 rs ; merino preto fino, a 3,000
rs.; cassa de babada fina, a 360 rs. a vara ; chita de co-
toerta de cor fixa, a 200 rs. o covado f cassa lisa, a 400 rs.
a vari; camisas de meia. das melhores que teem appa-
recido, a 1,400 r.; inuifoboa fazenda para toalhas, com
4 palmos o nielo de largura, a 600 rs. a vara; setim pre-
to torrado, a 3,500 rs. o covado ; chapeos de sol de seda,
a 5,500 rs.; btim trancado de cores, de inui ricos pa-
dres e puro linho, para caifa ; leiifos de setim para^ra-
vata; dltoa de seda de cores; riscados francezes largos
mullo finos; ditos Inglcze; bicos largos c estreitos ;
e rendas.
Vendem-sc pautas das alfandcgas do Imperio do
Brasil, impressas no Rio-de-Janeiro : na ra da Cruz .
n, 20.
CALUMBlV MILLS
Georg town.
Acaba de chegar a este mercado una partida desta
superior qualidade de 1'a.rinhade trigo, com a qual s
pode competir a verdaileirn Gallega : vende-sc a rrta-
iho, no armazeinde Antonio Annes, no caes d'Alfaudc-
ga ; c'em purces, a tratar com J. J. Tasso Jnior.
Vendem-seJazendas muito baratas nos
Quatro Cantos da ra do Queituado,
loja n. 20, de Teixeira Bastos & lr-
mSo,
.. como sej.._ istores encorpadospara caifas a 200 rs.
o covado ; lenfos brancos de casia comrisca em volla ,
a 200 rs. ; cortes de cambraia pintada para vestidos ,
fazruda fiza a 2,0400 rs. ditos com alaum mofo a >/
rs.; cassa chita lina c muito larga a 200 rs. o covado";
dita superior, a 400 rs. ; riscados largos em cassa COIU
nlgum mofo a 200 rs. ; chilas brancas de llores a i20
rs. ; ditas escuras a 160, 200 e 240 rs. o covado ; nielas
para menino a 80 e 160 is. o par ; ditas para meninas ,
a 320 rs. ; ditas para senhora de 400 a 560 rs. o par ;
lenfosde seda preta para grvala a 1/280 rs. ; ditos de
cores em setim para grvala, a 1/600 rs. ; ditos de fran-
ja para senhora a 2/5G0 rs. luvas pretas bordadas a
800 rs. o par ; camisolas de meia americanas, muito
boas, a 1/600 rs ; c outras muitas fazendas por pre-
co coiiimodo.
Sapatdes de tres solas, a sooo rs,
No Aterro-da-Boi-Vista loja 11.78,
vendem-se sapaloesde tres solas, pelo di-
minuto preco de isooo rs.
Na loja nova de Ricardo Jos de Fre-
tas fibeiro, na rundo Passcio-Publi-
co n. 17 vendem-se
corles de chitas escuras .com 10 covados malta finas
e fizas a 1/600 rs. ; dito de cassa com 6 varas a 2/
rs. ; e oulras muitas fazendas muito baratas.
A i .sooo rs. ,
ancoretas com azeitonas superiores : ven-
dem seno caes da Alfandcga orniazem
11. 7, de Francisco )ias Ferreira.
Vende-se a venda sita na travessa do Dique, n. S4,
com poucos fundos a qual vende tanto para a tena
como para o mallo : a tratar na mesiiia venda.
= Vende-s una preta de nafo de 22 annos, que
cozlnha, engomma, cose e lava ; sem vicios nem acha-
ques: o motivo da venda se dir ao comprado!: no Acr-
ro-da-Hoa-Vista, loja n.78.
Vende-sc colla de superior qualidade, das Mricas
do Rin-Graudc-doSul: na ra da Moda, armazcm n. 7.
Veude-se I.izia potica, ou collccfo de poesas mo-
dernas, de autores porluguezes publicadas no Rio-dc-
Jauelro por Jns Ferreira Monleiro contendo o.pri-
luoiro volumc 52 nmeros emn 312 paginas; piefo 2/
rs Itccrbcin-se assignaturas para o segundo voluuie ,
constando lodoo auno de 48, dividido eiu 52 uumeros :
ra na da 1 adeia do Beeife loja de Joo da Cuaba Ma-
gallie aonrie j se cucuntraro os ns. I a 9. Ma mea-
na loja se coiilinuam a receber assignatura para a
Chroniea-I.iuetia, jornal de imitruccio c recreio por
proco de 6/ rs. por anno por52 nmeros.
Superior vinho da Figueira.
Vende-se esta superior pinga no aruiazem de Vi-
cente Ferreira daCosta na ra da Madre-de-Deos em
barris de quarto, quinto sexto e stimo em pipa mul-
to proprlo para gasto de casas particulares.
Novos gambredes.
Vendem-se superiores cortes da fazenda denomi-
nada -- gambreoes'*- pelo diminuto preco de 1,800
rs. o rrle : esta fazenda lie de mu superior quali-
dadee seus padres rivalisam com as melhores ca-
simiras: na rua do Collegio, loja nova da estrella,
n 1.
LOTERA DO RIO-DF.-JANF.IRO.
. Vendem-se ineios bllhetes da prlmeira lotera a bene-
ficio da rinandade do Santissimo Sacramento da impe-
rial cidade de Nitheroy: na ra da (.adeia, loja de cam-
bio, n. 38, de Manoel Gomes.
Vende-sc urna ptima morada de casa terrea ,
aita ni ra Augusta com meia-agoa para a. ra do Ale-
crn! ; mu terreno junto a dita com alicorees para
duas casas ; cento e quarenta palmos de terreno com
cerca de dous mil palmos de fundo desde a i na do
Alii i i;ii at a boira do rio : ludo por prefo muito -oni-
iiindo : a fallar com Joaquim Telzeira l'cizoto lia ra
da Concordia, n. 25.
Vende-se, ou arrenda-se o sitio de-
nominado Casa-Caiada na pralia do
Bio-Doce : a tratar no Forte.-do-Mattos,
ara o verflo; a ellos antes que se acabem: na ra
lo Collegio, loja da estrella, n. 1.
NOPASSEIO-PBLICO,.
na loja de Manoel Joaquim Pascoal Ra-
mos, n. 19,
vendem-se muito superiores pannos finos, de todas as
qualidades, a3/, 3^600,3#800, 4/e 5/ rs. ; sarja muio
superior, a 2/e 2/400 rs: ; merino, a 3/200 rs. ; alpaca,
1 '/rs. ; lenfos do seda a l/r6 ; cortes de casimiras ,
a 6/ rs. ; ditos de l a 2,500 rs. ; chapaos de sol de
seda, a 5/500 rs. ; e tudo o mais por prero rasoavel.
VENDEM-SE
collec$oes de vistas le Per-
nambuen,
sendo as da ponteda Boa- Vista,ponte do Recife,Bom-
Jesus, Olinda, Poco-da-Panella e Cachang, feitas ao
'lenefcio da sciedade da Beneficencia allemfa e
suissa : no armazcm deKalkmann& Rosenmund ,
no hotel Pistor, as lojas dos Srs. Luiz Antonio Si-
quira da Snra. viuva Cardozo Ayfes & Filhos na
ra da Cadeia do Recife; as lojas dos Srs. Santos
Neves & Guimarites na ra do Crespo ; do Sr. Jos
de Alenquer SimOes do Amaral, na ra Nova ; e do
Sr. i. Chardon no Aterro-da-Boa-Visla.
= Vende-sc un bonito cavallo rodado-escuro muito
novo bom andador de baixo a esquipar : na ra do
Quciiuado, n. 17.
- Na ra do Queimado, n. 30, ha pannos de boni-
Ins enref, propros para (>alits e sobrecasacns, as-
si in como chapeo de caslor, pelo barato preco de
5/000 rs.
Venclem-se ac^es da ex-
mela compaiihiade Pernarabuco
e Prahiba: no escriptorio de O-
liveira Irtnos & C, ra da Giuz,
n. 9.
SUPERIOR FARELO, A 4,000 rs.
Vendem-se saccascom farelo (no-de Trieste, che-
(iiio ltimamente, o quei iieo meihor de todos que
qui lem aportado, por ser o mais nutritivo: em Qasa
de J. J. Tawo Jnior, ra do Amorim, n. 35.
Veiidcui-se latas cun bolacliinlia de aiaruta pe-
lo barato preco de 2/rs. cada nina ; boin como saccas
cun farinha de mandioca, desembarcada hoje e limi-
to boa : no armazcm de Dias Ferreira, no caes da Al-
fandega.
Finitas agurdente e vinhos
Christophers & Dooaldson ,
continuam a ler de seus bom conhoeidos e superiores
vinlios do Porto c de llespanha e ago'ardeute de
Franfa do iiicllior que vcni a esta praea c de difl'c-
renles qualidades cnganafados e em barris por prefo
coininodo : na ra do Trapiche n. 40, no Uccifc.
Cha desupetiar qualidade.
Na nova loja de I ivros do paleo do Collegio, n. 6, de
Jnao da Costa Dourado, liaver semprc niuilo bom cha.
que se vende de meia quarla paradina, por preco eoin-
inudu.
A sublime banlia jranceza.
Ainda ralatem alguna potes desta sublime banha, con-
tendo cada ion 2 libras, por 1/000 rs. : na rua larca do
Rozarlo, n.24.
Vendem-se 3 pretos de elegantes figurase regular
conducta ; duas pretas engoinmadoiras e coiinheiras ;
I dita de 16 a 17 anuos,boa costureira eengommadeira;
duas ditas para o servifo de campo ; urna negrinba de
10a II anuos com bous principios de costura ; uiu 1110
loque de 6 anuos : no pateo da matriz de S.-Antonio,
sobrado n. 4.
rVende-se unja morada de casa de dous andares,
sita na rua n niisjt. meihor local com 36 palmos de
largura e 96 ditos de fundo boa paredes, grande quin-
tal duas lojas e em bom oslado na rua do Caldeirei-
1 o n. 62.
- 1N0 Aterro-da-Boa-Vista, loja n
, veude-se superior conrode lustro 1
\S rs. n pellc.
Vendem-se cscravos de ambos os
s*exos, de bonitas figuras e sem achaques :
na rua do Crespo, n f\, ou no Passcio-
Publico, n 17.
- Vende-se ou faz-scqualquer negocio de troca de
uina casa de taipa, bem fcita na principal rua de Pe-
Jras-de-Fogo : qem a quher procure no Aterro-da-
Hoa-Vista fabrica de licores n. 17.
Casimiras elsticas a 640 ris.
Vendem-so casimiras elsticas de algodffo e lin,
pelo harnlo prego de 640 rs. o covado : na loja nova
da estrella, n. 1, da rua do Collegio.
Boa pinga.
Vendo-so superior vinho da Figueira, cm barris de
l, 5, 6 e 7 em pipa : no anr.azem de J. J Tasso Jnior,
rua do Amorim, n. 35, '
Comn, fregiiP2es, d loja de Manoel
18.
n. 12, coin Jos Francisco Belm.
Itrns trancados.
Vendem-se superiores cortes de brins trancados,
dequadrose lislras de muito bonitos
barato preco de 2.000 ra. o crU : na r
gio, loja nova da estrella, 11 1.
Casimiras elaslicas finas.
Vendem-ge superiores e encllenles cortes do casi-
miras de superior qualidade o lindos gpslns, pelo
*imi,uCo prende 5", 6 e 7# rs. o corte de calcas, sen-
do seuspadrOes tanto de gosto para o Invern, como
Joaquim Pascoal Ramos, no Passeio-
Ptiblico, /?. 19.
Vende-se pello do diabo a 200 rs. ; castor, a 200 rs. ;
algndao azul, a 200 rs. ; algodao de listras, a 200 rs. ;
chita de coberta a 200 rs. ; riscados francezes. a 200 rs. ;
niadapolao fino a 200 rs. a vara ; meias, a 200 rs. o par;
chitas de asiento escuro de cores fizas a 120 140, 160
e ?00 rs. ; riscados multo finos, a 240 rs. o covado ; cor-
I tes de cambrajadcqiiadros emu 9 varas a 2/400 rs
cassa-chitas de todas as qualidades a 2. 2^500 3/
3/200 rs. o corte; lenfos desda para grvala a 400 rs
ditos de cassa, a 200 rs. ; chales de melim a 1/ rs.; d-
: tos de laa ,a 2/aOO rs. ; e outras muilas fazendas, por
I menos prCf o do que cm outra qualquer parte.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, cm barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte : na rua do Trapiche, orma-
lem n 17.
--VtfjMMin-se oculos para todas as idades ; na valhasin
glezas para barba; ditas chlnrzas que se trocam, caso nao
'ad'l os'"pelo 3irvai" I "lras uiiuilezas baratas; na rua larga do Ro-
lla do Crille- a'io loja de iniudezas, n. 35. .
*-"^ Vende-se a bem acreditada venda da rua do Codor-
corpadas e muito fortes ao/ e5^500 r., c a retalho ,
140 e 160 r.: na rua estrella do Rozarlo, u. 10, tcrcl-
ro andar.
' Vende-se una escrava de 18 annos, de ptima
figura que cozinha bem e engomma : no becco do Sa-
rapalcl sobrado n. 12.
CHARUTOS DA BAHA.
Vendem-se os melhorc charutos da Baha : na rua da
Cadeia do Recife, n. 48, primeiro andar.
Vendem-se 10 acedes da compendia
de Beberibe com todas as pt estacos
rtMlisatJ.is : na rua Nova, loja n. ai
Vende-se um pardo lfaiate e que he proprio pa-
ra todo o servifo por ter muita habilidade : na prafa
da Independencia, llvraria ns. 6c8, sedlr quem vende.
Vende-se um moleque de bonita figura, de 15a
18 annos : na rua dasCruzes, n. 41.
- Vcnde-se uina venda na esquina confronte a prafa
da farinha da ribeira de S.-Jos : a tratar na mesma
prenda,
<= Vende-se um estojo piopiio para cngenhelro : na
prafa da Independencia, n. 17.
Em casa de Hebrard & Companhia na
ruado Trapiche- Novo n. a a,
vende-se azeite doce em caixas da bem conhecida mar-
ca Plagnol ; superiores presuntos e salames de Arles ;
ltimamente ebegados de Marselha ; toda as qulidades
de couservasde frutas da Europa em calda c vinagre ,
superiores licores ; marraschiuo ; cognac ; absinth ;
kirschwasser ; vinhos de Champanha; do Rheno, llaut-
Oersac, Sauternes.Chery, Porto, Revesalle Cherry-Cor-
dial, etc. : estes e muitos outros gneros vendem-se por
prefo coinmodo.
Vcndem-sc dous jogos de mesas de Jacaranda; ca-
mas deamarcllo ; marquezasde oleo ; meias-coinmodas
de ainarello ; cadeiras de oleo ; sophs de dito; mesa
de ni 11 mi i- sala ; jogos de banca ; toucadores ; e outros
divenos trastes : tildo por prefo muito camiuodo : na
rua da Cadeia de S -Antonio, n. 18.
Vendem-se, a vara, bicos e rendas da trra de to-
das as larguras e de muito bom gosto por procos mo-
derados : na rua do Itangel, n. 42.
=Vende-se uina preta de uafao, de 28 a 30 annos, que
cozinha, engomma, lava de sabo trata de meninos ,
he quitandeira muito fiel, e tem outras habilidades
queso diraoao comprador : nasCinco-Poutas, n. 75.
Cheguem nos novos riscados.
Na ruado Livramento, n. 14, vendem-se riscados mul-
to linos e de ricos padres ; cassas pretas com flores en-
carnadas ; panno-couro para caifas; e outras muilas
fazendas baratas.
Vendem-se dous lindos moloques de 16 a 18 annos;
dous pretos, sendo um dclles cozinheiro, de 25 a 30 an-
nos ; dous pardos de 16 a 25 annos sendo um dclles
bom carrciio ; duasmiilatinhas de 7 a 14 annos, com
principios de habilidades ; duas pretas de 18a 20 anuos,
com habilidades: na rua do Collegio, n. 3, se dir quem
vendo.
Vndese um panno de rede de fio de linho com
34 brafas de compriinento proprio para vivelrosdc pei-
na rua da Madre-de-Deo n.36, primeiro andar.
ATTKNCA.
Vende-se a venda das Cineo-Pontas, n. 21 a meihor
do bairro de S.-Jos, por ser em excellcnte local, a
qual vende diariamente 20/ rs. a retalho, c tem muito
bous commodns para familia morar, a dinheiro, ou com
desobliga a prafa e com fundos a vontade do compra-
dor : a tratar na mesma venda.
= Vcnde-se um moleque crioulo de 15 annos ; um
mu.ni iilin di- 12 annos ; urna preta de Angola, de 16
annos que cozinha o diario de una caa c tem inais
algiimas habilidades nn rua dos Tanoeiros, armazcm
o. 5.
Vendem-se ptimas navalhs da bem conhecida
fabrica de Rogers cm Londres : na rua da Cadeia .
n. 29.
fia loja que faz esquina para a rua do
Collegio, n. 5,
vende-s prlnceza larga preta, muito superior pelo
barato pref o de l/rs. o covado ; luvas brancas finas, de
algodo a 120 rs. o par; alm destas fazendas ha um
completo soroiento de todas as qualidades de fazendas,
ludo por pref o coinmodo.
1 aiinha de milho, a vapor.
F.in Fra-de-Portas, na rua iros Guararapes, n. 5, se
continua a vender superior farinha de milho, fcita por
um moinho puxado a vapor. A retalho, o prefo da pri-
lucir surte, he de 100 rs. por libra, e o da segunda e
lerceia 60 rs. A quem diariamente tomar de meia ar-
roba para cima se faiaiui) abate rasoavel.
-|i4^ndem-ae o seguinles cscravos : um casal, pro-
'"^S''1 '"" s"'" "" eiigenlio ; duas pardas mocas e
""flSft;'; urna nogrinlia de nfao de 13 a 1 i anuos, que
cosf^faz lavarlnto, c he recolhida : no pateo da S.-
i-ruz, n 14, se dir quem vende.
Vendciurse progos ripa res do reino, em barris de
50 : na rua do Trapiche, n. 16.
Vcndem-se dous moloques de 13 annos ; dous cs-
cravos de nafo mofos ; um dito cozinheiro ; 2 negri-
nhas de nafo, de 13 a 16 annos ; 3 escravas mofa, que
cosein engoiiimain e cozinham : na rua Dircita, n. 3.
Vende-sc a boa venda da esquina da prafa da Boa-
Vista 11. 2 : a tratar na rua da S.-Rila 11. 85, ou na
mesma venda.
Vende-sc urna flauta com 4 chvese com mullo
pouco uso : na piafa do Corpo-Santo venda de Jos
Moreira Palmelra.
Vende-se um escravode nafo Angola de 26 an-'
nos bom corlador de carne : na rua do Rangel n. Js.
--Vende-sc uina escrava crioula de rtf anuos ,com una
cria de 2 niezes bem nutrida ; a escrava he perita coii-
nheira ,' ciigoiumadeira, e faz bolos doces refina
asaltear faz um fiambre e ludo que for assado com
asscio : na rua Nova, 11 16.
Vendcm-sc duas bombas, una de ferro e outra de
pao; tauheiii se vendom pedras de cantara : na rua. da
Praia. defronte da ribeira ns. 9c II.
Vende-jc cal virgem de Lisboa cm barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por prefo comino-
: a tratar com Aducida & Fonseca na rua do Apoll.
6,500,7,000 al ll.OOOrs. que nada deixam a dese-
j.r ; e todo o soi tmenlo de fazendas finas e grossas
que se venden) a retalho o por atacado : na rua dn
/Ut-imado 11. 27 no novo artnazoin de Raymmuio
Carlos l.eile.
Mjoquad aaqos bjjsoiiib a
s 11111.1 -oas-oijd 'aupa epoa sejcjad jus jpo..^u 0|IMI
-Minp o|,nl 'SHZIJ SJJOO jp 3 SJpipedKKIIl ,,p jpgpij
i-isj e .iiii.iiiiimii;i|Ii su|)B5lji|J sjsujjtia-d sussea si-.,ou
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' 'O ^ SJPJDUIIUQ 9p V0[ VU 3jQO O
sjo$zjjt, v S9sutsuvdsossvo svaou fy
mmmm
(.'oninna-se a vender, na rua das Cru-
zes, 11. 41, cal virgem de Lisboa, vinda l-
timamente no brigue Conceifo-de-Mariit,
por menos prefo do que cm outra qual-
quer parte, assini como panno de linho
sortido : a vista da qualidade se tratar ^o
prefo.
^3s8oo rs. apgca.
Na loja de Guimares & C
que faz esquina para a rua do Collegio n. 5, vendem-
sc pefa de chitas de 38 covados a 3fl800 rs. a peca, de
sofl'rivel panno c padrdes agradaveis. Dao-se as amos-
tras sobre penhores.
Vende-se una excellcnte casa terrea na freguezla
da Boa-Vila, com muito bons com modos, grande quin-
tal com muitos arvorcdoii de fructo : na rua que aira-
vessa para a Gloria, casa do lampeao.
Liz Teheira,
curso de direlto civil portugus, vende-se por menos'
prefo do que cm outra qualquer parte: no pateo do
Colegio loja nova n.6, "ie Joo da Costa Dourado.
Na rua de Agoas-Verdes, n. 46,
vende-se urna bonila escrava de 18 annos com habili-
dades ; urna inoh'ca de 15 annos, de nafao Cabiuda
con. boa?habilidades; dous ir.Uqus quatro escra^
vos para lodo o servil n.
-- Vende-se urna prcla lavadeira, quitandeira e que
faz todo o mais servifo de nina casa de familia com
desembarafo e presteza : na ma Augusta, u. 54.
Vendcui-se 4 escravas, sendo : duas lindas pardas
de26annos, que engoinniain, cosenicho, cozinham c
lavam ; dous lindos molccolcs de liafo Angola de 16
a 16 a 18 anuos, proprios para todo o servifo sendo um
delles canociro : na ma das Cruzcs n. 22, segundo an-
dar
= Vcndem-se dous esclavoscrioulos, de 20 a 22 an-
uos, deliimia figura : na rua do Queimado n. 27, se
dir quem vende.
-Vende-se una boa escrava de 22 annos, que en-
goiuma. cozinha c lava ludo com perfeico : o motivo
da venda se dir ao comprador : na rua da Cruz venda
n. 37.
Vendem-sc 45 lahoas de assoalho de amarcllo,
16 ditas de costadlnho 31 ditas de assoalho de louro :
na rua da Praja n. 35, ou iratar na Cinco-Pontas,
n. 34. Na mesma casa vendem-se 16 barris de mcl de fu-
ro de 4e de 5eni pipa. ^ '
Vendem-se dous scllins novos, patente inglcz os
melhores que pdem apparecer no-mercado: atrs do
thealro na cocheira de Joao da Cunha Res.
Vendem-se, no largo da Cadeia vaccas de leile
10 horas dn manlia.
'Vcnde-se mu cordo de ouro com o
oitavas e sem feltlo ; urna flauta de bano
Aurora na loja do sobrado n. 36.
= Vendem-se dous escravos., sendo um pardo e um
preto da Costa multo proprios para engenho por se-
ren muito mofos e possanles : na rua da Cadeia do Re-
cife, n. 59.
Vcndem-se queijos londriuos de superior quali-
dade : na rua do Trapiche-Novo n. 22 casa de He-
brard & Cumpanhia.
peso
: n.i
de 20
u.i da
Escravos
aJ UglUUS.
9, no Furle-do-Mallos: a tratar na mesuia
ni/ n.
venda.
Vende-se um prela crioula de 40 annos boa
zinheira oque ongomina faz renda e ensaboa
rua Dircita n. 98.
-"Vendeinie-|iefas de rirada"pofaiTcoin*20"varas; mui-
to largue muito forte a 2/800rs. e a reulho a 140 e
160 rs. a vara ; chitas limpaa cores lixa, muito en-
co-
na
Curso de direito civil,
ou dwiuiienlarios nsliwifoes de Pascoal Jpsc de Mello
Freir sobro o mesmo direlto, pelo duutor Antonio Ri-
beiro de Liz Teixeira, lente de direito na universidade de
Coimbra 3 grotiei VOlamea boa cncadornafo e com
margen para apontameiitos. Esta importante obra de
dlreilo reconteineute publicada, he de mxima ulili-
dade para a pessoasqueestudain a jurisprudencia pla-
tica, equeseguem a carrrclrado foro : vende-se ua li-
vi.in.i da esquina do Collegio. -
FarCas novas ?
Depois de mela-noite; o Primo d'impolia ou estapafur-
dio logrado; a Lografo; e outros muitos, chegados de
novo mesma livraria onde igualmente se acha una
collecf o de dramas dos melhores c mais moderna men-
te publicados.
asi mi ras lisas, a 2,400 rs.
cada covado, as melhores que tem viudo a esta praca,
tifio s pelas delicadas cores, como por aej perfeit
fazenda ; ditas de lislras, viudas ltimamente de
Franca os melhores gostos e meihor fazenda que
ha 9,300 rs. ocrltr-, meias Casimiras a 3,500 rs.
o corte : panno preto e azul fino a 3^000 rs ; dilos
de cOres, de 4,000 at 5,000 rs.; dito preto a 6,000,
Fugio, no dia 9 do correntc um moleque, de no-
me Francisco de nafo Rebolo de 20 annos ; levou
caifas de panno azul velhas camisa de panno de -linho,
com mangas curias ; tem a marca C atrs do hombro
direito; he balxo o robusto: quem o pegar leve-n- ao
pateo do Paradlo rclinafo n. 2.
Desappareccn, no dia 8 do crlenle, ih) sitio do
Mirante que fica ao pe da pontezinlia una prcla de
nonio F.larla, de nafo com um taboleiro com venda;
levou um vestido a/ul cabecao o nina saia de chita
por cima ; lem o rosto redondo ; lio baixa, seeea |n cor-
po ; representa ter 30 annos pouoo mais ou menos:
quem apegar leve-a a casa do aununciante na prafa
do Commcrcio, ou no dito sitio que ser recompen-
sado
Fugio, no dia primeiro de mareo do correntc an-
no um niiil.iiinlio, de mime Casimiro de I.'I anuos
tfin olhos grandes c abugalhados cabellos annellados ,
muito esperto gagueja alguma cousa ; tem principios
de ca -pin i. Roga-sc ai Autoridades policiaes que o ap-
prehendain e ievem-oa rua do Collegio botica n. 6, de
Cypriauno Luiz da Paz.
Fugio, no dia lOdejullio do crreme anno uina
escrava crioula de noinc'Euzebia de 18 a 20 annus ,
de criim tanto fula estatura regular, secca do cor-
po ; tem urna cicatriz no peito direito procedida de
bichas c ventosas ; levou vestido escuro com palmas
i xas j desbotadas: quem a pegar leve-a a rua da Cruz,
no Recife n. 46, que se dir quem ne seu senhor e ae
recompensar.
Fugiran>; de bordo do patacho brasileo Nilhery,
capitn Joaquim Soarrs vieariiu, em o dia 8 do crtente
julho, dous_ escravos da tripularan de dito patacho, um
de noiiie Joo, de nafo, cor bem prela, estatura ordi-
naria, idade 35 anuos, pouco mais ou menos, e aliando
falla gagueja alguma cousa; o nutro de nomo Vicente,
de nafo Angola, estatura baixa, magro, Idade 35 annos,
pouco mais ou monos, e muito moderado no fallar :
urin os apprcheiider dirija-se a rua da Cruz do Reci-
fe, casa n. 66, que ser graiiGcado.
-Fugio, no dia 30demaio prximo passado, uin pre-
to crioulo, de nome Marcos, officlal de pedreiro de 26
annos .de estatura regular seceo do corpo, rosto coiu-
prido, beicos grossos ; tem todos os denles da frente-, c
duas cicatrizo no pescofo bem debaixo d'onde abota o
collerlnho da camisa ; consta andar pescando pela Ca-
banga e Albgados: quem o pegar leve-o a rua do Cabu-
ga loja de mludezas, n. ID, de Guimarcs.
Fugio, no dia 9 do correute pelas 5 horas da noi-
tc,o escravo, de nome Joo de 20 annos pouco 'mal
ou menos ,-dJto, icm barba falla bistant desembara-
fada ; he crioulo ; levou camisa e caifa de algodao rls-
cado suspensorio de fita e chapeo de pallia ; i-ujo es-
cravo conduzlo dp Cear o Sr. Frederico Jos Perelra ,
chegado a esta cidade no ultimo vapor, Imprmtriz. Ro-
ga-se a qualquer pessoa ou capito de campo, que o
apprehendae leve-o a ruada < adeia do bairro de S.-
Antoiiio ii. 25, que ser gratificado generosamente.
KRN. : MA TVC DE M. F. DE FABIA. 1
848
ILEGVEL


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