Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09764


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Full Text
"-
Anno XXIV.
pp-a
**as ^.mi..ijLuuian*B!vxmm
Ter$a-fera II
0 01 AMO publlca-se todos as das que nao
forlUHf B"^?n' pr'co da asignatura he
d,- 4M)0 n. por qunrtel. p,n, ,d,lnMrfn,. 0
umuiicios nos assiitiiantcs o insiHos
rnaode20rs. pm llnha, 40rs.emtyp df-
ff rente. > a rcpctices pela metale. () uo
>^fsienaiilPpagarao80r*. pur lindar I (SO rs
am typo diUerentc, por cada publicaco.
PHASES DA. LA NO MEZ I)E JULIIO*.
CreiceMe, a 8, s 7 horas e 11 mln. da inanh.
Imcheia, a 10, as 7 hora e2 min. da man).
Minqoante, a 23, s 9 horas eO mln. da inanh
luanova, a 30, s 5 horas e 6 min. da inanh.
*le Julho de 1848.
w. isi.
PARTIDA DOS, CORREIOS.
Coiannn pParahiba. s spgj. e scxtas-felras.
luo-(,.-.u-Nui le, i|i.is-t'i-ir.is ao nielo-dia
tabo, Serlnliarm, RioForamso, Pono-Calvo
p Macelo,, no 1., a 11 p 21 de cada mez.
fcarantiunsp Bonito, a 8 e 23,
Cna-\ ta p Plores, a 13 e 28.
Victoria, spjiitas-flraa.
Olinda, todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, a 1 llora e 18 minutos da tarde
segunda, a 1 hora e 42 minutos da inanh.
DAS DA SEMANA.
10 fegUBU. S. Jannano. Ad. lo I. dos or-
pliaos, do J. oo olv. rtn I. M. di i v
11 Fca. 8. Sibinn. And. do.I. do ca 1
.o X J;d,' P* '' <" 'I' t.
u yu'irla. JooGualhrrlo Aud. do r do
,iS2":',-,d?i'*ll dht.de t.
1.1 Quinta. S. Anacilo, Auu. do J. dos
orph.e do J. M. da 1. v.
14 Sexta. S. Itoavenjura. Aud. do J. dociv.
e do J. de paz do 1 dist. de t.
15 Sabbado.S. Gamillo de Lcllis. Aud. do J
doc. da 1 v. edo J. de paz do 1 dist. de t.
16 Doinlogo. 0 Anjo Custodio do Imperio.
EXTERIOR.
cambios no da 10 de julho.
Sobre Londres n 25 d. por \ ra. a 60 das.
Pars a 345 e-350rs. por franco. Nom.
I.islma 100 por rento de premio.
F>psc. de leu de boas flnnia a I1/, o au me*.
Vec's da nomp. de Keberlbe. S'Vrs.ao p.
0r.Oncas liespanholas 32^000 a 32*500
Jlui1dasd.-(s*400 v. l/ftOO a IT*J00
d.-bXOOu. I0j00 a 17#000
. de4#000... 9/600 a 9/800
/VotaPalaces brasilclroa 2/D00 a 2/1120
Pesos coliimnarios. 2/W0 a 2^)0
Ditos mexicano*..... J/850 a 1/900
luda.................. 1/920 a 1/930
mi.'-u1
Km vista da grande c repentina queda que a Franca
deu da falsa grandeta da ultima inonarchia para a iin_
jienetravpl obscurUlade e forinldavpis dfliculdades de
scu estado actual, nunca cntretivemos a menor duvlda
de que rssa revolucao nao era sean o comeco de tre-
quentes convulces, c que o abysiho em que o paii
dispersan temporaria da assemblea fol u
or do que a prostltuicao de sua autorldade aquelles
que havlam ultrajado a dignidade, e ameacado as pes-
aras dos representantes da nacao. Porin as consequen-
ciasdc un tal aconteclmpnto sao momcnlosas c nde-
leveis. Elle acabou com a illuso de que a proclama-
cao da repblica havia reunido os Francezes de todas
as elasses Pin roda de um s principio, de um si. es-
tandarte. Tem-se-nos dito que esses bandos de ho.
nieusi ignorantes e fascinados sao a escorla da capital,
precipitara sous destinos ser or um bamm.am'
llodo' de tempo, nao s profundo, im". ^dPei" l?.Tdam' de ttl- e crc,"os "'esmo-que o .o } mas
Todava a coiiipaixao c o pezar que 'n0 pdem _v?;
de ser excitados pelo afllictivo espectculo da ruin
de un reino florescenlc, pelos revezos da civil ..acaES
pela miseria de nina populaco numerosa, levaram-nn,
a suppmnir os sombros prognosticos que o aspecto de
taes lempos nao poda deixar de suggerir. Era do rigo-
roso dever daquelles horneas que no primeiro e terrivel
momento do desenfreado podlr popular permanecan
entre a Europa e a anarchla da Fwofa, da.-lhe todo
anolo a queseus motivos o habiliiava.n, e at
der-llie o beneficio de urna confian

conce-
._.ic.a que nos clara-
menle nao podenamos sentir. So o mais superficial co-
nheciinento dos principios revolucionarios que se ti-
nhain Iniuliddu na sociedade. e do estado da Franca
fin particular, poderla indiizir um liomem a ernda-
aienle persuadir-sc que a repblica franceza havia i
chegado a condicao de um poder permanente e incoa-
eunlestivel. A approxlmafSo de nutra explosao tornava-
se de da cm da mais evidente, e mus certa. Antes
inesinodese liavcrem formado partidos na assemblea
moa f.iccao do mais ousado carcter se levantou as
mas. O plano fura evidentemente dado por aleuns da-
quelles que iinliam tomado parte no ultimo coui de
mam que decidi da sorte da nacao. Ero um momento
lu elle tao feliz que o saino da assemblea, o Hotel de
Ulle, eato ministerio do interior caliiram as mabs
(ti cinallia, e mu (joverno provisorio terrorista foi en
tao cstabplecldo. Felizmente a guarda nacional p o ao
verno obrararo coa, sulclente energa, sem embarco
da traicao de mu.tos daquelles a quem tinha sido eoi-
fi.ido o commando das Aireas cvicas. Um immenso
priinunclamento se fez em favor da assemblea e do exe-
riilivo. A horrivel conspiraeo fol suH'ocada, Pars foi
salvo, e ao menos por um pouco de tempo a horda dos
lerozes insurgentes que se apoderaran! do govemo e
le novo representaran! algumas das mais terriveis sc'c-
Das da convencao, ha sido derrotada. A causa da or-
lan esta reforcada : a resistencia ha comecado ; mas
a certeza do perigo c o espirito vingativo da debellad
anarebia nao tambem do nugino.iio.u.
Desde o momento em que se soube que o resaltado/
das elrifes geraes havia dado decidida maioria aos re +
publicanos moderados, c que at tialiam sido pleitos os\
propi'ius cliefes do partida monarcliico liberal na ulti^
na cmara dos d'cputados, niugeiiia mais duvidou que
a minora, ligada aos comiiiuuistasi e clubistas de Pa-
rs, cuja maior pane na Unh nhtldp yotacao, fara
violento esforco para coagir a assemblea. Vl-sc ,,.
barbes, um dos mais violentos desses enfurecidos pa-
lmitas, excitava o mais alto ponto o desgosto c horror l
de SCUI collegas legisladores pela audacia de sua lln-
goagem e de seus gestos. I.uis l'laoe, nao so desatten-
ido e ludlbradd pela assemblea, mas at re/itado do
iiininembro nbslinado dessaelasse de operarns, ineamo all'ectava representar, resealla-se aiiftrgaincn-
le de seu mo successp. Alguns dos oulroii membros
exaltailos do governo provisorio havlam sido acalma-
dos, posto que nao satsfeitos por urna conctsso. To-
das essas paixdcs procuravam ardentemente pxpandir-
le. Atacar a assemblea nacional (oi o sea priinjim objec-
to. A revolucao de 24 de feverclro tinha sido ufoa grande
li(o nessa especie de milicia popular. O ataque foi re-
novado da mesuia inaneira ; e quando nao liara anda
mua semana que a assemblea nacional se inim nessa
j|j, una irrii i>.. ,i<) da populara desacatoil su|i atltori-
dacle, contestou seu poder, forcou suas delb-ia^oes, e
:..' nenie com ns mais-grosseiros Insultos c at inesmo
com pancadas laiifon fra dalll lodosos nicn',, os k1,_
la. Iiesie modo vcrlicoii-se litteraliucntc a prediccao
llflue filemos, qaando mitas semanas antea objerva-
/Wus que nenhum corpo legislativo poderia n^sr tem-
po deliberar com seguranca em Paris. O priii'. ,, ac-
to da assemblea apenas constituida tinha sid, provi-
denciar por sua prbpria defensa, dando ji seu Iresiden-
te directa autoridade sodre todos os ofliciaes Militares,
c lijos seivieos podessein ser i-xij. i .los para a
do palacio em que as legislatura se rcuiic. Pi
o general Courtais, coinmandanlc da guarda
de Paris, trahlra a confianca nelle depositada,
ra obrar contra o pavo ; pois, vendo que se Ipproxi-
niava a canalha, ordenara ao des|acamento <, gartte
mobile em servico, embainhasse suas bayoneta^ e ne-
nliunia medida eflicaz tonioii para impedir a pealada
do edificio. Todava mais energa se drsenvoteu cm
mitra parte, principalmente' por M. Duclere, nhiistro
da fazenda, c pela primeira ves depos da rcvnli .,,, de
feverriro conspgulo o governo fazer sentir o sei^ poder
eniopposifo da parle anarchica da popolacao^e Pa-
rs. M Lamartine recobrou toda sua actividad ; Le-
di ii-Rnllin esforcou-se em defensa da ordein, e ( op-
posifao aessa nova revolu(ao ; e quando 'cahfra I noi-
le, decidida victoria tinha sido alcancada pe, au.
toridades estabelecidas da repblica. Mas o quci|c'quc
poder apagar a lcmbranc.a de urna secna. tal co^
1-idemao? A naco franceza havia sido con
confiir o soberano poder do povo a urna assetn
tinha ero suas maos a mesilla existencia da re
No ineio de ndas pelos elementos que se debaliaia dentro
ila reunto, levantoa-sc um tumulto, o qual
comparado pon um daquelles que o ouviraia,
le um mar teinpestuosn, c em um momento a c ni,
'uosa usurpou os poderes do grande conclave t
,,io. Um grito frentico e sanguinario de guerra'
perguutamos nos, que he feito enlao da doiitrina da
completa igualdadc c universal fralernidade ? Confor-
me a extravagante formula do puro credo democrti-
co, esses mesuios homens que estao em guerra com os
pninciros.principios da sociedade so os iguaes polti-
cos dos mais sabios cidadaos de Franca, e a frateraida-
dede mu repblica indlvisivcl Inclae assim os mais.
mortaes inimigos de. suas proprias l;is como aquelles
que pisam suas proprias instituiedes. J no he agora
lempo de fallar como se nenhuina classe tal existisse
ais lilelras do povo; c tal he a eterna d.'sigualdade
uas condices humanas que na inesma trra da gualda-
de essa lula tpve lugar entre duas grandes ordena da
populncMo A pr.,pru republiua f.ii salteada cm suas
mais sagradas mansoes ; o principio da soberana da
nacao ha sido aberlamcnte atacado por aquelles que si-
mularan! invocar sua autoridade. Contra taes calami-
dades nao ha outro remedio qne a repressao pela tor-
ca. Contra ellas nao ha oulra garanta que a resisten-
cia armada.O governo e a assemblea so, pois, compell-
ejercer aquelles meamos diretos de defenso por ineio
da forya militar e dasaneco penal das leis, contra os
quaes mutos dos membros desse nicsiao governo se
rebcllaraai, ha dez semaaas, quando por oulras auto-
ridades constituidas fdrain contra clles cropregados. A
desIVta aiesiao da recente aggressao uo he urna segu-
ranca perfeita contra a volta do pcrlgo. Os donativos es-
lianjadoi com os vadlos e dissolutos nao pdein conti-
nuar por mu! is semanas mais, c as falsas promessas
feilas aos industriosos c aos operarios scrao reduzidas
a sua nudez c impotencia. O exercito dos descontentes
sera recrutado pelos mais formidaveis de todos os ini-
niigos, a nrcessdade en desespero Provde, dis-
sc Luis Itlanc na primeira falla que dirigi assem-
blea, Provede, que a prxima revolucao ao le i a
rcvoliifo da fume. Infelizmente "os ltimos distur-
bios faino mais rpido e mais inevitavel o progreiso de
calamidades snciaes ; e depois de haver promcltido um
KMnr.iH" A*- -;-." "* "" *^<*vvveirn
as llludidas c niiseraveis vi nina-, dessas extravag.Tines
ficefies s -lerfio que encontrar a opposlyao armada de
urna coininttnidadc irritada e assuslada, que nao se sub-
aielter a cssas irrupcdei e ameafas da auarchia.
( The Times.)
, mcK ib-iBihpt. ii i ii i n ii i i professor subsUtuto das cadeiras theologicas do semi-
nario de Olina. S. R. Cahral. n
Depois de breve consideracoes dos Srs. Jos Pedro e
'alii.il, so approrados os dous requerimentos.
O 4'r. I. Secretario faz a le tura da redaccao da segu li-
te n iireseniic io, qne deve ser dirigida assemblea ge-
ral, na forma do parecer da coinmlssao de constluco
e podif,s e da auxiliar, approvado pela assemblea :
Augutloi e JignUtimoi Srs.repreicnlantci da nai-o.
PERNA^BUC .
"ASSEMBLEA PROVINCIAL.
91. sessao or.Eir.*Ar.iA, sax 7 se juiho
se 1848.
pnesidknci* do sr. vicario azeveiio.
SoHMtRIO. Acia. Expediente. Requerimentos. Re-
presenlaeo d assemblea qeral, acerca de certas
necessidades da provincia. Pareceres. Pro-
jeclo. Redaccao do que tramfere para a igrt-
jit tte Nossa'Scnhora das Dores em Caruan'i a
seds da freguizia deSan-Caetano-da-Raposa.
Adiamcnlo da discusso do que fi.va a /Viren po-
licial para o anno de 1848 a 1849.
uco.
'-------L- l-.-TCT
go 11 do acto addlcioual, afila de que sriaai dicriaiiaa-
dos os bens geraes dos prnvinciaes.
9." Que se tomem medidas para o melhoramcnto do
porto desta capital.
A asseinila provincial de Pernambuco confla mais
que iuuito.no patriotismo dos senhorps augustos c dto-
niss.mos rcpresentanles da naco brasileira, e por s?o
espera que suas supplicas scrao attendidas. Dr. Joa .
quim Villela d Cnstrn '/Vitare...- Dr. LouriHfo Trigo de I.ou
reiro.~Antoni Herrulano de Soma Rnniirira. >
OSr l.aurenlino : Ea noto. Sr. presidente, quenas
medidas de que a cominisso faz menco, nao comprc-
hendeu aquella materia que propuz em meu requeri-
inenlo qual a de pedir-se a revogacao de lodosos avi-
sos e decisOes do governo, que ferhi a coaslituicao di-
rectamente, cajos avisos teem estabelecldo a confusao,
nao so no fofo, mas mesmo aqui, onie teem dado moti-
vo a duyidas. porque se tem vacillado cm tomar algu-
mas deliberaroes cm consequencit de avisos que exis-
ten! ; pnrtaulo, requeiro que a representacao volle a
comiuissao, para incluir esla especie.
OSr.Jouquim Villela ; He verdade, Sr. presidente,
que pasaou na casa o reqiierimento do nobre deputado
que acaba de fallar; mas he verdade tambero que a
eoinmissao nao o inelnin na rrdaccn, por esqueclinen-
lo. >a nota, que se me deu ni .secretarla, uo vlnha o
rcquerlinento do nobre deputado, creio que taiabpm
por i-sqaecimcnto eeu. formulando a redacro sobre
esses dados, liSo o inclu; mas pode o nobre deputado
incluir essa especie, em unta emenda redaeso.
V ii a mesa, e he apoiado para entrar em discusso, o
seguinte requeriinenio
Requeiro que volte a repreaetHaoAa em discusso i
inesiiia Qoiiimbaao, para que nella se indita a materia
comida em meu icqueriineiito, apresentado quando se
discuti o parecer. (.'ri-alho.
O Sr, lonquim Vi/lela : Sr. presidente, acho desne-
cessario que a redaccao volte commlsaio, tanto mais
quanto me parece da mais alta importancia quejesta re-
daccao seja qiianio antes adoptada pela casa, aftlH do
que tuaiito antes seja remettida ao poder geral a rc-
preseutucSo que na casapassou, Aprejente o nobre de-
putado tima emenda redacrci, cm que inclua a mate-
ria que eoiiiprelieiuleii em sea requerimento, e ludo es-
ta triio ; basta fazer um periodo, em que se contenha a
,. especie ;.-. approvada elle, pastar a redaccao : cscusa-
senliorcs, nao na quem nao conhe;a o etado de de- oo^poi, lie uuc a eoinmissao d Povo oaieuer..
(inliamento luri JJUJJ, vaJ,t;.'.--'t' ,----------------------- --------
P&VI\fWuia. Ali de que certas elasses da sociedade "O'Sr. Joaqulm Villela (le verdade ; o nobre deputa-
do tem reconhecido a argeheia desse negocio ; o vapor
sl a passar ; c anda he preciso copiar a representacao,
c faze-la assignar pela mesa : he bota, pois, que casa rc-
uaceo Oque decidida hoje mesmo.
O Sr. Laurenlino : -- Nao vejo ero que se basca a es-
A assemblea legislativa provincial de Pernambuco,
convencida de qiioeumprc quanln antes provee a cenas
iieeessidailes publicas que so geraliaeule sentidas, c
veido que no circulo de suas limitadas attribuiedes nao
est reduzir a leis as medidas adaptadas consecnr.o
desse lim; julga de seu rigoroso dever, no s levar ao
eonhecmento des augusta c dlgnissima assemblea os
niales que actualmente pesam sobre esta provincia, e
que as mesinas rasdes que paradles aqui se do, deve
do fazer apparecer as de mais do imperio, seno lain-
bem solicitar a adoprao di-certas medidas que ella ere
serem necessarias para faz-los desapparreer.
Senhores, a le de 12 da maio de Isiu, c|uc inlerpre-
tou a reforma constilucloiial, cercena do tal modo as at-
tnlniicc.es das asscnililcas provinciacs, que hoje he ge-
ralmcnle recoulieciilo que ellas uo teem os nidos pre-
cisos para fazercia s provincias o bem que Mies he ne-
cessarios mesmo no que respeita aos seus interesses |o-
caes, provindo d'ahi o grande inconveniente de se n-
triliuir unio dis provincias, de se Imputar .i inie-
gridade do iiupe o tildo quanlo se sollre em consecuen-
cia deasa demasiada centralisacao; inconveniente que
pode ler eonsequencias mili funestas, 'cajo alcance nin-
guein inetlior que essa auguala e dignla.sima assemblea
pode conliecer.
ii Por outro lado, Senhores, as provincias sofirem c
sollrein nmito pela escassez das rendas prnvinciaes, que
as pim na impossibilidade de verem providas inultas
necessidades i|oe flearam a cargo das asseinlilas pro-
vinciacs. lie coro elfeito para lastimar quear.-ceita ge-
ral abranja a quasi tolalidade das hnpoticOes, entretanto
que a provincial seja a mais diminuta possivel. Essa dci-
prnporco tao grande, que nlijs n.o deixa de ser conhe-
cida por uiugiicro, pois que se prora com as cifras, con-
cifire niaisqiie muilo para augmentar o perigo que lia
pouco fui notado, sendo por isso da maior conveniencia
publica que quanto antes ella desipparc9a.
no icein as habllitacdei e meioa precisos para se appii-
c.iieiiicm proveito a eslcouaqiielle ramo de industria,
accrcsce que a inesma industria j existente carece do
anitnaco, alini de que no fique de todo arruinada. Os
llrasileiros em geral nem sempre eacontram trabalho,
c d'ahi provin que militas vezes se v.Vm na impossibi- Iquivanca do nobre deputado; eu nao sou membro da
lidade de adquirir os meios de subsistencia, c expostos I eominissao de redacfo, esUcasa tero una coinmlssao
As lLemeia horas da manha, faz-se a chamada c ve-
ri lica-se estarcui presentes 22 Srs. deputadus.
O Sr. Presidente declara abena a sessao..
. O i'r. 2. Serrelario le a acta da sessao antecedente, que
he approvada sem discusso.
OSr. I. Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
coiiscgiiiniciiiriitc i todos os reverta da miseria. Ora,
esse mal, Senhores, he hoje geralmeate considerado co-
inocil'cito da competencia cstiaugcira, que se fa/. prin-
cipalmente prejudicial no commereio a retalhn, cm o
qual scpodeiiain euipregar centenares de llrasileiros
que, por circumstancias especiaes ilo nosso pai/., no
pdem sustentar a competencia doi Mtrftngelroa que se
dcdicaiu a essa industria.
Senhores, o recrulamento tem sido feito no imperio
com tal desproporeo, que esta assemblea julga ser da
mais alia conveniencia publica solicitar una Ici que es
taheleea para todas as provincias a mais completa igual-
dadc na distribuico dcste terrivel imposto; todas.fa-
"iii parte do mesmo imperio, todas participan! das vau-
lagens que o paiz colhe da frr,a publica: justo he, por-
tante, que todas concorram proporcionalmeiite para el-
la, aflu de que no continu o abuso, que se lea visto,
de serem amas acabrunhadas coro o reerutaincnto,
ao passo que cutas, vivero quasi absolutamente alli-
viadas.
Outra necessidade, cuja salisfacao nao pode ser por I arligo que redigi, para ser addicionado represcnlaco.
mais tempo protelada, he a discriininacn dos bens ge- 0Sr Scn.elar a SPgUinte emenda :
de redacfo, afin de a cncarregar de negocios desta es-
pecie, enlao como querrr-.se que eu o faca ? Eu nao di-
go que foi por in voulade que a commisso dcixoa de
coinprchender una parte da materia que aqui passou ;
nao : mas ao sei porque se nao possa agora cncarregar
disto, nao sel incsmo que mal possa dahi resultar.....
'm Sr. Deniitnilo : A demora.
OSr. I.aurentini i -A demora de 24 horas I I A eoin-
missao pode amaiiha apresentar o parecer': roas, em-
in, quer-ac quecu rtdija, poiaprco licen^a para reti-
rar o meu requerimento, c vou redigir a emenda.
A assemblea. concede a retirada do requerimento.
O Sr. deputado sahe da sala ; a assemblea conserva-
se em iaactiviilade.
Passado alguin lempo, volla o Sr. deputado, e reclama
a palavra.
O Sr. Presidente : -- 0 Sr. Laurenlino tem a palavra.
O Sr. Laurenlino : Sr presidente, mando mesa o
ef-
ris,
io-
ta.
pretexto desse extravagante pronnni iinicnlo, e l.
iTvesccncia das paixoes da mais baixa rale de
_ lascinada pelo prior dos homens, fol empregado
me da Polonia para completar a liunjiliaro da t
Vasa horrivel exhlbicao de illigitimo poder, a cf.o-
lacao dos rivm, termo este pelo qual so deslgn los
oaos aquelles que poasupm alguiiia propriedad c
uma invasao armada da Europa lViram as duas pi io-
itoei a que a inultido deu seus insanos applausos u
_in certo po,nto alguns dos membros da asseu.b c
mesmo do governo prestaram-e a esses absuM e
Um requerimento dos membros da irmaudade de N.
S. da Cuneen .in da villa do llonito, pedindo que na lei
do crcarocalosc marque quota para o reparo da capella-
nir da matri da referida villa. A' cummlsso de or-
camento.
O Sr. Rorba: Scnhor presidente,.como emendo que
os empregados reintegrados nao se actiain, pelo faci da
relntegrafao, dispensados de pagar os novos e velhos di-
rcitos de.seus titulos, vou requercr <|iie essa rclaco que
nos foi enviada pela presidencia, seja remettida com-
iuissao de legislacao, para dar o seu parecer a res-
pcito.
lie lidn e apoiado o seguate requerimento:
(i Requeiro que a relaeo dos empregados que deixa-
rain de pagar os velhos e nevos diretos, a titulo de rein-
tegra can, v coromisso de legislacao, para dar o seu
parecer a respeilo. Teixeira de Rrrrba.
O Sr. Cabial: Senhor presidente, nesla r'ela(o nao
se acha incluido o noisc de um empregado que, coiu-
j 11 iiid, no fosse dispensado de pagar novos e velhos di-
retos a titulo de reintegrando, todava nao pagou pelo seu
titulo esses direilos, e he o professor substituto das Ca-
deiras theologicas do seminario de Olinda, o Sr. Leonar-
do Antunes aterra Henrques. Este professor, alero de se
adiar noompctentciiieiite prvido, por Isso queo fol
pelo Exin. hispo diocesano que, quanto ainim, no he
o competente, vista da lei de 3 de outubro de l834,qoe
considera o presidente a primeira autoridade da provin-
cia, accresce que foi dispensado pelo ex-prcidente, o
Sr Pires da Molla, de pagar os direilos desua,provisao,
nao obstante a duvida opposla pela thesouraria provin-
cial ora, bem se v que ato lie uro leso feito aos cofres
danrovincia; portanto quero mandar um requerimento
. mesa, para que se accrcscentc nesta retacan o nome do
?'rs0,L'Pr|OjeCtO^epr^ln0,^ra,naoPvo e|Tca refej ido professor. ......
* '^Zo^X^^^I^^^^ Vai .La e hc'apoiado o seguinte requerimento:
cessdes mesmo nao pndeaseui acalmar o tumultu al Requeiro que narelaco se accrejeente o nome do
raes e provnciaes. O acto addicional, no *i 4." do artigo
II, investa asassemblas provnciaes da attriliiiico de
regular a adniiiiistraco dos bens provnciaes, declaran-
do que um i lei geral marcarla os bens geraes c os pro-
vnciaes ; mas acontece que al hoje anda no appare -
cesse esaa le, e que coiiseguintemeiite as asseuiblas
provnciaes nao possam saber quaes os bens cuja adni-
nistraco Ihes incumbe regular.
i Estas necessidades,Senhores, sao geraes; e qur esta
qur as outr.as provincias do imperio interessaiu forle-
aicntc em que sejam ellas salsfeitas por medidas ade-
quadas. Pelo (|iic rrspsta, porcm, particularmente a
Pernambuco ; esta assemblea nao pode deixar de implo-
rar a attencao dessa augusta c diguissiiaa representa-
Cao nacional sobre o estado do porto que de dia em dia
se vai consideravrlmeiite arruinando, e ter ile fiear
completamente innavegavcl, se poi'vrntuia se ao tra-
tar quanto antes do seu iiielhoraiaento.
lieniiiiiid.i, portanto, quantb acaba tle expr consi-
derafo de.isa augusta e diguissiina represcnlaco nacio-
nal, a a.semille.i provincial de Pernambuco solicita as
aeguintes medidas :
Io Que sejam ampliadas as attribuices das asseui-
blas legislativas provnciaes, que, alm de mu limita-
das, se acliam mal definidas.
ii 2." Que sejam ampliadas as nudas provnciaes, so-
bre inaneira diminuas, passando-se para receita pro-
vincial algumas iinposicoes geraes
3. Que se d toda a proteceo nossa deliuhada
agricultura, sendo ella alliviada de alguns tributos, c
conceilciido-lhc certas iscncoes que a aainieiii p a fa-
9am prosperar.
4." Que se proteja o nosso coimnercio interno, tor-
nando-se privativo dos cidadaos brasileiros o coimnercio
a ii t illi.i, prohibindo-sc i|iie uas casas cm que elle se
faz se admitan! caixeirus estrangeiros, c prefixando'se o
numero desses que podero ler as casas de grosso trato.
5." Que Se proteja a industria fabril do paiz, que
sem auxilio poderoso jamis pode progredir. concedcN-
do-se vaiitageus que aiiiuicm os ciiiprehenpedores, e al-
gumas regalas aos artistas.
n 6 Que se tomem as necessarias providencia* para
que sejain habilitadas as diversas elasses menos abasta-
radas a adquirir os roclos Je un i honesta subsisten-
cia.
a 7. Que se formule uma le que regule o recruta-
iii en t" e marque, com a devida prnporco, o contingen-
icaeliomcis qne cad"provc*dr\c Vtsr para 'o ex-
ercito.
8.' Que se organise a lei de que falla o ^ 4,* do arti-
ce Esta assemblea, intimamente convencida de que n
mais religiosa observancia da constituico do estado, ho
que pode fazer a felicidade nacional, porque smente
assim se julgar a mesina iiavo garantida ero seus di-
retos, pede que sejam revogadas todas as leis, avisos e
decises do governo, que se appociu a litteral disposi-
eo da inesma constiluijo. Carvatlio.
Apoiada, entra em discusso.
O Sr. Soaquim Villela : J>arcce-ine que o requeri-
uieato do nobre deputado, que passou na casa, no se
acha concebido nos termos cm que se acha a redaccao
que o nobre deputado ollreec ; ao menos tenho Ideia
de que ouvi fallar lmente em avisos c decises do go-
verno ; entretanto que agora vejo tambero fallar-se de
leis. A redaccao deve ser conforme ao vencido, e nao
estando no vencido esta especie, parece-meque a redac-
cao no pode passar ; iiicaiiio porque nao acho nada
conveniente que esta assemblea, dirigindo-sc asicm-
bla geral, Ihe peca que revogue leis contrarias cons-
tituico, Ihe pc(.i a revogacao de actos seus, dizendologo,
que sao contrarios constituidlo : parecc-uie que lie
a assemblea provincial querer subir inuito ; inspec-
cionar al a marcha seguida pela assemblea geral. Na
discusso do parecer eu votei contra a emenda do no-
bre deputado, porque uo achci curial que esta assem-
blea representaste contra as decises do governo ge-
ral ; entend que com isso a assemblea se arrogara o
direito de iiispecco sobre o governo geral, decidi.ln
da consttucionalidade ou ncoiistitucionalidade de seus
actos, o que na verdade me parece nao nos pertcnce.
Ora, se eu volei contra a emenda do nobre deputado,
dizrudo smenle respailo aos avisos c decises do go-
verno, como poderei approvar a redaccao, referindo-
sc at a leis. at a aclos da assemblea geral, e declaran-
do-os logo incoiislitucionaes ? Sei que qualqucr de nos
individualmente pode entender que uma lei he incons-
titucional mas mis collectivaroente nao podemos di-
zcr asemille i geral, que ella transgredi a constitu-
cao ; porque no nos compete isso : podemos velar na
guarda da constituico e das leis na nossa provincia,
mas no na guarda da constituico e das leis de todo o
imperio, nem to pouco vigiar sobre os actos da assem-
blea geral, quando ella he que compele revogar as
nossas leis, quando entender que ellas vao de encon-
tr comslituco. Por todas estas rases, emenda que
a redaccao nao pode.passar coro a palavra teis: sup-
primida ella, como nao se trata seno de redigir oven ""
cido, a approvarei.
MUTILADO

K


. >---.
(Sr. Ldurentino: Dou urna prova de minlia docili
dade, declarando que sou niiiilo de accrdo em que ftf
Wllrn palana leis i acb" milito heni leu, hi.nl.i a rcflc-
xio drcnabre deniitadn : nao nevemos anrrsraiarnoi
eoiui censores daassemhla geral. nrm pedir mesma
a iC'-agaj de mu acto sru: portanto conci>rdn em qui-
se retire csa palavra Iris. Qtianto ao mais que dial*
nobre drputado. acerca dos motivos por que nao voton
pelo meu rrapieriuicnlo.devo declarar que nao |he achci
mili.a raso, porque us juramos aipii observar e fazer
observar a eonsu'tuijo do imperio, isto debaixo de uin
juramento; logo, todas as vczes que ella fr infringida,
nos temos direilo e dever de nos oppdrmos, e se o nao fa-
zcnioscoiii autoridade propria, nao nos tica prohibido o
direito de pelijo, para requerer autoridade suprema
que o 11. .1, una ves que o governo, abusando da sua ju-
risdiejau. ultrapassc as suas attnbuljes: a provincia,
representada pela assembla, est no seu direito quando
i r.-1.1111.1 pela nullidade desses actos. Ora, poder ne-
gar-se que he inconstitucional o aviso que declara que
os dous tercos que a constituido marca para que passe
uina lei que fr negada a sancjo.devem ser ein relajao
a lotalidade da assembla ? Creio que ninguem duvida.
Supprima-sc a palavra leit: o mais deve subsistir. Man-
do urna emenda para a supprcsso.
O Sr. I." Seentario !.' a seguinte
pi ovada:
I emenda, que he ap-
a palavra o Sr. I.auren-
Na emenda offerecida ao requei ment, supprima-
se a palavra Mi. Carvalho.a
Encerrada a discusso, he approvada a redacjo da rc-
presentacao, coui as emeudas apresentadas pelo Sr. Lau-
entino.
Sao lidos c nppi ovados os seguintes pareceres:
Acamara municipal de Olinda expe asnecessida-
les que ha de allienar ou con verter em d'ias casas de
\ i venda o edilicio que foi mandado fazer na ra do Va-
i i I ii i ii para a relajo do districtn, o qual nao -foi con-
cluido, e no estado em que se acha rende apenas 27/100
is. animalmente, e val cin prpgressiva ruina : a mesma
cmara, allegando a cziguidade de suas rendas, requer
que ou se cousinta na allicnajo do predio, ou que se
consigne por cmpresliino a quantia de 5:000/000 de ris
para u din cima mencionado. A commisso dos nego-
cios das cmaras he de parecer que se aulnrise a mencio-
nada cmara a mandar fazer o orjaincntn da obra indi-
cada, afim de que esta assembla, vista delle, possa
deliberar com conhecimento de causa.
Saladas sesses, 23 de junho de 1848. FerreiraGo-
mes. Joaquim Jos daCosta.
u A commisso de negocios das cmaras municipaes,
a. que foi iifli-ctu o niiiiii (i;i cmara municipal do Cabo,
em que esta expe a necessidade que ha de continuarse
a factura da estrada do sul, e de coustruir-se una poute
sobre o rio Pirapama, comquanto reconheja a necessi-
dade destas obras, entende que sao provinciaes, c por
isso be de parecer que o meiicionado oflicio seja remet-
lido commisso de obras publicas.
u Sala das i un mis. oes, de julho de 18-18. -- Partir
fomei. Jmiquim Jos da Cusa. <
A commisso de negocios das cmaras municipaes, a
quein foi enderezado o relatorio da cmara municipal de
Pao-d'.Uho. attendendo que a rcedificajo do ajougue
daquella villa deve ser de promplo f'eila, he de parecer
que seja o mesiiio relatorio dirigido a commisso de or-
namento municipal, para consignar a quola necessaria
para C3sa obra.
Sala das commissdes, 7 de julho de 1848. Fcrrtira
fime. Jonquim Joi Sao lidos c adiados, por pedir
lino, otsrguiues pareceres :
A commisso de examrs c posturas municipaes, al-
tpmlrndu que apostura da cmara municipal da cidade
da \ letona, de 1J de julho do anno prximo passado, he
mu nu-io ellicaz de arrecadar p-mc de suas rendas, lie
de parecer que seja adoptada esta postura.
lUctc, 7 de julho de 184$. Ferreira Gomes. Joa-
quim Jos da Cnstm *,
A commisso de exame c posturas municipaes, i-
vendo as posturas da cmara municipal de Oaranbunl,
he de parecer que sejam adoptadas com as alteraces
seguintes:
no art. 1., diga-se: -- E na reincidencia, a perda do
i-nerii e duplo da mulla.
No Art. 2.", em lugar de -- e abcrla a custa dos mes-
iiios -- diga-se sendo a obra feita a custa dos uiesmos.
a Supprima-se o art 3.'
No art. 4., supprima-se as palavras--pagando pela
proviso 2j rs.
Nos anigos 5." e 6, em lugar de sero morios
diga-se sero appreliendidos.
llecife, I de jullio de 1848. Ftrreira Gomes. Joa-
intim Jos da Costa.
He lido e approvado sem discusso o seguinte reque-
ri meneo!
m Requeiro que seexija, pelos canacs competentes, do
inspector da thesouraria provincial nina relaco dos pro-
li simes e substitutos das aulas iheologieas do semina-
rio de Olinda que llverein sido prvidos desde jullio de
1847 at o ultimo de junho do curente anno, declaran-
do as datas do seu proviiucntd, ordenado e gratificaco
que percebem, e em nomc de que autoridade se Mies
passaram os lilulos de quegozam. Padre Vicente.
He lido, julgadoubjectode deliberado c mandado im-
primir o seguinte projecto:
A assembla legislativa provincial de Pcrnambuco
resolvei
Art. 1." as comarcas dn interior da provincia, onde
nao houverem facultativos que possam ser nomeados
delegados do concelho de salubi id.rde, podero ser no-
meadas pessoas que se habilitem peame o inesino enn-
selho. Assim licar alterada a lei de 21 de mala de 1845.
Art 2 Ficam revogadas todas as leis e disposijes
i ni contrario.
" Paco da assembla legislativa .provincial de Pcrnam-
buco, 7 de julho de 1848. Jos Pedro da Silva. Ca-
mello Pessoa. Olinda Compeli. Cordeiro.
Approva se a ultima redaeco do projecto que transfe-
re asede da freguezia deSan-Caetano-da-Raposa paraa
igrrja deN. Sra. das Dores em Caruarti.
ORDEMDODIA.
Continuarn da segunda discusso do projeeto que fi-
xa a forra policial para o anno de 48 a 49, e das emendas
offerecidas ao art. I.
II Sr. Jonquim Villila- Sr. presidente, tendo-mc op-
posto ao primeiro projecto apresentado pela commisso,
fixaiuio a foii,a policial da provincia em 240 pracas,
lanibem nao posso deixar de oppdr-mc ao que se disi-u
te; por isso qup a principal raso que Uve para oppr-
ine no nutro projpeto, foi nao s entender que era mui
diminuto o numero de pra(as, nelle flxado, seno estar
na firme convli'fo de que nao emivni. as circumstan-
ci is actuaes da provincia, diminuir a Ion; i policial ; e
como qurque rsteja em discusso o artigo 1 'eclo que lita a frca policial ein40l pracas, pedi a pa-
avra para dar as rasoes por que voto contra elle.
O artigo, Sr. presidente, comquanto eleve a frca po-
licial quasi ao duplo daquella que marcava o primeiro
projecto. todava diminue a que existe actualmente, re-
diizindo-a metade.
Sr. presidente, o augmento que a commisso apre-
sent no artigo 1. do|irojerto, em relaco ao outro, he.
por -.i-m duvida, tima raso mais que sufficientc para
provar que a commisso se convencen do quaotu era di-
minuta a frca fixada no primeiro projecto ; mas ser
pul ventura sulficiente a que ora propc ? Creio que nao :
para mim ainda be ella diminuta.
Os argumentos, Sr. presidente, que, quando sc-discu-
tio o primeiro projecto. Uve a honra deapresentar ca-
sa, parece-ine que nao lram combatidos ; comquanto
alguot Srs. depuudos fallassem sobre a materia, e pro-
cui asseu. dar os motivos justificativos da redueco que
fez a copimlsso.
is r.-ises, que cu ouvi produiir, cstavam, por assim
dizer, prevenidas e respoudidas por miiu.
Eui primeiro lugar procurou-sc justificar a reduccao
pela economa que della resultara ; ein segundo, allc-
-oii-M- que havia na provincia multa tropa de linha ; e
em lereeiro, recorreu-se possibi id.ide de fazer se n
servico da polica com a guarda nacional, no caso de
i|iie se reconhecesse a iiisufficieiieia da fren decretada ;
mas todas estas i as.-s. Sr. presidente, as havia en preveni-
do ni man* iiiipiignaco, j, la/.en do ver que a econnmia
nao era verd.idciraiociitc a ideii qu pos devia dominar
em i| m .iiirs desta ordem ; j mostrando que a circuos-
la ncia dehaver na provincia tropa de linha, nos nao de-
via regular na fixaco da forja policial visto como,
.ili'-m di- i-si.ii- eil i disp'osifo do governo geral, e nao
pdennos conseguintcineiite contar com ella, he muito
differente a sua incumbencia da que tem a fr^a poli-
cial ; j, finalmente, ponderando que nao deviamos con-
tar com a guarda nacional para o servico da polica.....
OSr. Cunha Machado : Tem prestado relevantes ser-
vicos.
O Sr. Joaquim Villela : Nao duvido ; mas nao deve-
nios contar com-ella ordinariamente para o servico da
polica, ainda que extraordinariamente se possa pres-
tar : o seu lini nao he certamente policiar.
Ora, Sr. presiderrtev-que outras rases se apresenta-
i.mi em sustentaco do projecto ? Euas lenho em lein-
brauca e inc parece que se reduziram a estas : pri-
meiramente, que o projecto era um mel de opposic.o
ao governo da provincia ; porque nao s a commisso,
como a ni um i.i d'assembla nao ennfiava no governo
da provincia, e por isso era mister a forca policial.....
ti Sr. Cunha MutUud '. A maioria da provincia he
que nao confiava nelle, eno a commisso smente.
U Sr. Joaquim Villela: Isto disse-o na casa franca-
mente um ineinbro da commisso ; mas ser proceden-
te esta raso ?
Sr. presidente o que eu pude deduzir dahi, foi que a
commissso, na organlsaco do projecto, nao attendcu
s necessidailes publicas, nao fixou a frca policial nc-
cessaria para conseguir o fin que se deve ter em vista
na sua lixaco mas allendeu s conveniencia de par-
tido : o que eu pude deduzir dahi, foi que o projecto
era propriamriite um projecto casustico, filho das cir-
cumitaociai.....
O Sr. los Carlos i Nao apoiado.
O Sr. Joaquim Villela : Oh Pois nao se disse que di-
minuia-se a frca policial, porque era presidente o Sr.
padre Vicente Pires da Molla ? E que consequencia posso
eu tirar dahi, seno que se conservara a forca existen-
te, ou inesuio que se augmentara, se pm ventura fsse
presidente outro individuo que merecesse as simpathias
da casa ?....
O Sr. Joir. 6'ar/oi : IN5o se disse sso. -
O Sr, Joaquiui VilJtla; Eu nao esiou repellado agora as
palavias do nobre deputado : expuzaraso que deu, e
estou tirando as consequencias.....
OSr. tiorba: Mas consequencias a seu gelo.
OSr. Jonquim Villela : Pois nao se disse que se di-
minuta a loria, porque era presidente um hoinem un
quem a assembla nao confiava?
O Sr. Cunha Machado : Em quem a provincia nao
confiava.
0 Sr. Jonquim rii/ria : ~ Dsse-sc isto ; logo, o projec-
to que reduzia a finca, era filho das ciicumslancas ; lo-
go, na fixaco dessa frca, nao sealtendia s necessda-
des publicas, nao se allendia ao iiin para que esse for-
ra he creada, mas apenas se quera crear obstculos pa-
ra o governo ; logo, a frca >c nao diminuira, se por-
ventura estvesse na presidencia um outro hoinem que
merecesse as all'eices da cnmniiaso ; porque, cessando
a raso em que se l un da va a redueco,' devia necessaria-
mcnlecessar esta.....
O Sr. Jos Carlos : Propunlia 400 homens, sempre re-
duzia.
O Sr. Jonquim l'i'Uein Quando aprend lgica, cn-
sinaram-me que, cessando a raso cfticeute de uina cou-
sa, crssava a mesma cousa ; ora, a redueco da forja
fes-te em consequencia de ser presidente o Sr. padre
Vicente logo, nao sendo elle presidente, nao se dimi-
nu i a frca.....
*"V .SI .'lUTIhll muiAUHi/ J"*" -. .iirrwT-i.. ^-------, ., | |n m
economa. "*"^
O Sr. Joaquim Villela : Outra raso, Sr. presidente,
se produzio em favor da rrducco da frca policial :
celia servio de resposla a um argumento de queme
servi.
Comparando aforra, que se liavia decretado no an-
no prximo passado, com a que se quera lixar este an-
no, note! que se podera ver uina nao pequea enntrn-
dieco ; porque, leudo sido elevada ,i forca policial no
anno passado a 800 pracas, neste anno se reduzia a 240 :
entretanto que nao era possivel que a moralidade pu-
blica tivesse crescido to rpidamente, que bastasse hoje
apenas a quarla parte da forja que o anno passado se
jiilgmi necessaria : ouvi dizer em resposa a slo-, rme
com ceiio a moralidade publica tinha crescido muito ;
mas o nobre deputado que me responden a esse respei-
lo, longc de comparar as pocas a que me refer, Ion-
ge de comparar a inaralidade aa aciiialidade, a morali-
dade do anno de 48 com a moralidade do auno de 47,
eoinparoii-a com a do auno de 42. Ora, essa falla de ri-
gor em sua arguinciitaco bastara por sem duvida para
mostrar que o meu reparo a esse rcspcito nao pode
deixar de merecer a atlenjo da casa.
Mas, Sr. presdeme, iul'eliimenle os factos que tcem
acontecido, piovam a miulia asserjo, isto he, que se
nao pode adiuittir que a moralidade publica tenha me-
lliorado tao exlraordinariauente, do anuo passado para
c ; infcluineiilc esses factos provam que, se o anno
E,n outro periodo ainda acresceuta :
o Os iiialu os leva rain urna lico que Ihes deve a-
(i proveitar : o povo levou-os bengaladan a tiontnpes
Ora pergunto en, em uin'paiz onde grupos de gente
se 11 ni un de heno alas <. cAcetet, e s ihoin para a na
dar od luda e lienyal idas, podi--e-ha dlzer que a
moralidade tem ido em grande augmento, mxime nn
havendo ouiros motivos para Irem esbordoar s'us pa-
tricios sena-i segnirem elles um partido diverso ?
O Sr. Cunha Machado : Com eflejto, nao he boin ;
mas tambem o partido adverso nao devia provocar o
povo ; devia haver tolerancia reciproca ; fsscm todos
tolerantes....
OSr. Joaquim Villela : Eu respondo ao nobre depu-
tado ; e mininas palavras devem ser tomadas em consi-
deraran, porquanto insta questo sou iinparcial. ino
nao me domina espirito de partido...-
Vm Sr. Deputado: Nao apoiado.
O Sr. Cunha Machado : O Tacto he mo ; mas nao
devia o partido contrario ter provocado o povo.
O Sr. Joaquim Villela : Mas o que chama o nobre
deputado eo Diario Novo provocaces Pois o facto de
sahirem alguns individuos de um partido para a ra
e soliarein foguetcs para applaudir a nullidade de urna
eleico, que esse mesmo partida si: linlia opposto, he
porventura provocaco ? Ninguem certamente o dir
de boa .
Ora,digam-me os nobres deputados, se tivesse chega-
do a noticia invera ; se, ein lugar da noticia da nulli-
dade, viesse a noticia da vaiidade da eleico, nao jul-
o -o i .un os nobres deputados que o partido, que per-
tencem, estara no seu direito applaudindo este facto ?
Dlrlaui que era isto urna provocajo / Nao se lem-
brnm ns nobres deputados que o partido, a quem per-
tencem, j tem leito isto por minias vezes ?
OSr. Cunto Machado : Preccdendo a competente li-
cenca da pollcia....
O Sr. Joaquim Filela : Est engaado o nobre de-
putado. Quando no tempo das eleijes andava-se pe-
las ras com msica e foguetes, nao havia (cenca da
polica.
O Sr. Trigo dt Loureiro i Esse facto entao foi da
maioria da provincia.
O Sr. Joaquim Villela : Isto he que eu nao cntendo :
nns pdem sahir para a ra com msica, soltar fuge-
les dar vivas, ele, etc. ; porque pertcncein maioria,
da provincia ; outros porque nao cstao na maioria nao
o pdem fazer Que tolerancia (
U Sr. Cunto Machado : Nao devenios insultar, e se
formos insultados devemos repellir.
OSr. oaquim Villela : Mas entende o nobre depu-
tado que he insulto o aprcsenlar rigosljo por um fac-
to?...
U Sr. Cunha Machado : Al se teotou contra a vida
de um subdelegado com um punhal...
OSr. oaquim Villela: Henolavel, Sr. presidente,
que se conslderem para uns como provocaco factos
que outros se julgain com direito de pralicar ; c eis
porque se diz que nao ha tolerancia e justija ; por-
que, comquanto todos apregem urna e outra, nunca
a vemos em pratica.
OSr. Pessoa : E que forja tinha nesta occasio a
policia ?. ..
O Sr. oaquim Villela : A policia eslava s ordens do
subdelegado....
I'm Sr. Deputado : Ento, ou o subdelegado comen-
tio, ou o governo nao leve forja para se oppr.
O S. Joaquim Villela: Nao digo isto. Eis o que o
mesmo Diario Noto diz a rrspeito :
Apparecerain todas as autoridades entre o povo;
mas, em abono da verdade, devemos confessar que
- se portaran) com toda a moderajn, assim como as
ii palmillas de policia.
O que he ceno, portauto, Sr. presidente, he que f-
i .un para a Roa-Visla grupos armados destinados a dar
hoido.ada : e que o Diario Novo alardea que se derapi
puniaps, bengaladas c cacetadas. E das duas urna : ou
o facto h "*"*' enlp.Jll nohrea denotados ha o de
-----"mr que o /liarlo iVovo mente ; c nao merece cr-
dito.
O Sr.
passado julgou-sc ncccssMia una forja de 800 prajas,
boje deve-se julgar necessaria essa mesma forja, seno
urna ainda maur... .
Vm Sr. Dtputudo : Dez mil homens!! E porque ? ...
U Sr. Joaquim Villela : Porque o anno passado nao
se tnliam dado os factos de que todos nos temos sido
Icsteniunlias...
0 Sr. Padre Vicente : Praticados de proposito.
O -r. Cunto Machado : E de quem seriain esses jac-
ios ?....
O Sr Joaquim Villela : He o que nao importa. Ve-
jo, Sr. presidente, succedereiu-se na iniuha provincia,
lia cerlo temp, factos que certamente nao abonain esse
estado de moralisajo to lisougeiro, que o nobre de-
putado suppoz...
O Sr. Cunha Machado : O facto de um ou outro
hmnini nao prova contra a moralidade da provincia.
O Sr. Jonquim 1'iWo i Vimos, Sr. presidente, uo
ha inultos das, nobairroda lla-Visla secus que, em
verdade, nao frain nada agradavis ; ouvi dizer que
grupos de gente, capitaneados por certos individuos,
corrern) para aquella fregueia, armados de cceles,
bengalas e facas, para esbordoarem....
I'm Sr. Deputado : A quem ?
O Sr. iiiiii/nuii Villela : Factos desta ordem' nao abo-
ii.nii a moralidade de quem os commette.
Ora, a verdade desses fados ja casa nao pode negar,
porque sao pblicos, e principalmente quando j forana
confessados em urna folha publica, que he considerada
na provincia como orgo do partido a que pertencein
os nobres dequtados. Eu refiro-me, Sr. presidente, ao
Diario Novo, que creio que para os nobres deputados
deve ser autoridade e autoridade muito importante.....
.l/qiin.i Srs. Deputados : Venha para os lacios dos dias
26e27.
O Sr. Joaquim Villela : --Se os nobres depntados me
provocaren! a essa discusso, eu nao terei duvida de
entrar nella ; mas quero primeramente fallar dos
factos ocenrridos na lla-Visla.
Eis-aqui, Sr. presidente,, o" Diario. Novo que referi
esses faciosem seu artigo de 16 de junho de 1848, que
tem portilllo Osguabirs--: depois de algumas re-
flexes dii:
O povo a i-inou-se de cceles e de bengalas, e saino tu-
do para ra : algumas poucas casas, que tiiiham lu-
> zcs as varaudas, ou reUraram-nas logo, ou as vidra-
ca fram quebradas : os foguetcs, que sijencoiuiaiaui
v em mos dos guabirs, fram ao ar, gritando o po-
vo : i ii-ii o Imperador, viva o Chicharro Finalmente,
onde o povo descouliou, que os guabirs cstavam
reunidos para o provocar, dcu-lhes uiua tremenda li-
jo de ccete e de bengala. ^^>
ioina : Venha para o negocio da ra da
Praia.
OSr. Cunha Machado i Mas que quer concluir disso ?
O Sr. Joaquim Villela : O que quero concluir dsse
facto ? Quero concluir que a moralidade do anno de
48 nao est levada a esse ponto que o nobre deputa-
do tiuppuia.
O Sr. Cunto Machado : Pois de um ou outro excesso
quer concluir contra a moralidade de Pcrnnmbuco ?
O Sr. Joaquim Villela : Ento o nobre deputado laSo
pode concluir dos factos, commeltidos por uin o u
outro individuo em pocas anteriores contra a morali-
dade dessas racimas epoeat.
Agora, Sr. presidente, deixando de parte mesmo es-
se faci ; que maior prova queremos nos de que nao
ha esse progresso na moralidade, do que os aeonteci-
mentos que ainda ha pouco se passaram debaixo de
uossns iillms ? .. .
' m r. Deputado : Vamos para ah .
O Sr. Soma Handeira : Pcior esl essa.
Vm Sr. Deputado : Quem os eommetteu foi o povo ?
( Sr. Joaquim Villela: Nao digo que foi o povo per-
ii.iliihllcano : min : es-a injuria nao i he i r ro;o cu : digo
que foi um bando de desorderos...
Vm Sr. Deputado: Donde vieram? Aonde exisllam ?
Veram do co ?
O Sr. Joaquim Villela: Kiistiaui entre nos, como
existem mais ou menos em outros paizes. Esses homens
sao reos de policia, proprianienle ditos, que and.un mis-
tralos com o povo; que andam entre n; msto nao
ha duvida nenhuma : mas porque existem entre o povo,
nao se segu dahi que elles componham o povo e que se
possa dizer que os seus mos feitos sao do povo de Per-
nambuco.
Sr. presidente, o facto de se arrombarem casas como
todos sabemos, tirarem-se lie dentro homens para serem
morios a Tacadas, e de outras multas maneiras, parece
me que nao atiesta progresso na moralidade; porque
snppc a existencia de homeuscapaies dessa alrocidade.
" Sr. Cunha Machado : Foi a policia que fe tuto isso,
que fez todos os IVrmenlos, e que al degolou un no-.
inein na ra do Rangel.
O Sr. Pessoa: --Toda nao, foi alguem da policia.
O Sr. Joaquim Villela (com forja): Nao foi a policia
Sr. deputado; quando mesmo uin ou outro soldado se
rnvolvesse nesses acontecimentos, pode o nobre deputa-
do por isso desacreditar a corporajo inteira, di/.i-ndo
que foi a policia que fez tudo?
O Sr Padre Vicente : -- Nao fram todos, fram alguns.
O Sr. Cunha Machado: Nem me refer a todos, fram
alguns.
O Sr. Joaquim Villela: Pode ser, Sr. presidente, (com-
quanto nao me conste) que umou outro soldado de poli-
ciase en vulve-se nesses acontec liemos; porque, Sr. pre-
sidente, em todas as corporajcs ha bous e maos; eV. Kxc.
sabe muito bem que na mesma corporajo cscolhida por
Jess- ('hristo, c que se compunha de um numero to pe-
queos de individuos, appareceu uin Judas....
O Sr. Cunha Machado: Assim como entre nos ha pou-
O Sr. Cunto Machado: Dios he que sabe par
foi...."Quein ubi aos telhado? Quem iiiij-u e Fram elles sem duvi'la abruma. Qu*m cortou a ca..'
ja de um hoinem na vua do Rangel ? Foi um sargento de
'"() Sr. Jooqnim Filela: Nos sabemos que o PorlifK,,f,
que allrou o peso ao esiinlanle do lyiu, se evad,, c'
que, para procura lo, fizerani-se diligencias. Mas Sr
pi. siil-nte, o que he inurgavel he que, quando se \al
loa una forja de polica para o lugar da desordeni, foi
porque J Unhaiii principiado essai aceas que unto en-
luctuaram esta capital; portanto nao foi a policia uue
as fez. E lembro ao nobro deputado que ha pouco if
deu um aparte, que esta forja foi requisftada, e posta a
disposijo do subdelegado.....
OSr. Lui: Duarte:- No da seguinte.
OSr. Joaquim Vitttla: Nao senhor, no primeiro da
O Sr. lua Duarie: E o que prova isto ?
O Sr. Joaquim Villela: Prova que a forja nao foi de
seu inotu proprio, que estava a ordens do subdelegado
e que nao se lhe pdem atlribuir os factos que acon-
tece rain.
O Sr. Cunto Jlfortodo: -- Tanto esa frjase nao portn
bem, que foi requisitada tropa de linda. .
. O Sr. Joaquim FiWa:-Nao he prova isto. A frca.
policial foi posta disposijo do subdelegado, e este (de-
claro que nao he minha Intenjao fazer-lhe accuiajao
alguma) por entender que ssim era conveniente, dstrl-
buio-aem pequeas patrulhas, e estas, confundidas com
os desordeiros e curiosos, ficaram,. por assim dizer, inu-
i i lis-idas : nos todos sabemos iimilo bem o que pdem
fazer2, 3, 4, soldados no meio de grupos....
OSr Boma: Nobouve nada disso; mistirou-seeom
o povo, e obrou com esse povo.
O Sr. Joaquim Filelo : Pois a nobre deputado qUr
negar um facto de que lodos temo* conhecimento? p0|t
nao foi depois disto que o Sr. chefe de policia requisitou
essa outra tropa de linha ?
O Sr. Roma: O chefe de polica foi com o comman-
dante das armas.
O Sr. Joaquim Villela: Da segunda vez be que f0
com o Sr. comandante das armas: mas, pela priniciri
vez, foi s.
E tambem nao sabe o nobre deputado que, se di que
o Sr. chefe de polica se retirara, por lbc ter declarado o
i-un ni unante da forja de linba que nao tinha ordeui
para emprega-la contra o povo, isto be, contra os desor-^
deiros? Que, ein consequencia disto, o chefe de policia
se dirigir a palacio, flzra reclamacdes, e depois vallara
com o Sr. com manda ule das armas?
Sr. presidente, o que eu quero fater vr. assembla
he que, ainda .ruando um ou outro soldado, posto ci
contacto com os desordeiros, se deixasse nrrastar para
commetter algum excesso; todava he injustija flagiw
to dizer-se que foi a policia que eommetteu esses exces\
sos; nao, Sr, presidente, nao se pode dlzer tal comal
mxime, (piando he sabido que a forja policial presltui
nesta occasio, e tem prestado em outras inuilas rele-
vantes servjos causa publica,
Sr. presidente, hoje acha-se imi a forja de policia, ni-
pulain-e-lhe todos os defeltog ; mas em outro lempo
ella era boa nesse lempo em que o Sr. Chchorro aqu
nesta casa leca-lhe pomposos elogios, pela coadjuvaco
que'prestava causa publica, pela boa disciplina c su-
bordinajo.
\Hilando aos acontecimentos dos dias 26 e 27 do tnei.
passado, pergunto, nao sao elles uin argumento de mais
contra a.opinio deque a moralidade boje tem ido em
grande progresso ? E se assim he, eslao em p as ri-lle-
xes que em outra occasio fiz; e, pois, posso dizer que,
se no anno passado se julgou necessaria urna forja de
800 prajas, nao ha motivo plausivel para que hoje se
julgue bastante umi forja menor ; se julguc sufficli-u-
te apenas a un-lude da f Sr. presidente, os factos que se tecm succedido, ecuj
repetico reccia-se, seria uina raso sulficiente para que
a assembla, em vez de diminuir, augmentasse a forja ;
porque parece-meque, quando ha seiiog recejos de que
se perturba a ordem publica, se deve darao goveino da
~irovincla todoaos meros de iuantc-la, tudo9 os lucios de
upplantar a desordein.....
O Sr. Cunha Machado : -~ F. quem fez a desordein ? De
mili se rrecia ? Talvez daquelles que a promovain em
m da, para no outro se apresentarem em 'palacio, de
espada, ott'erecendo seus sen jos e quereudo que se
acredite sua importancia....
fj S. Joaainm Fif'* (-" fOra)r .- Eu qulzera que o
~>",T *puwoo lsse mais franco.que dlssessequaeiso
eases que mandain fazer a desordein em um da par>
no ouiro se apresentarem em palacio, ofl'erecendo] seus
servicos ; quera que rasgasse o veo do mystero
O Sr. Cunto Machado : Tenho a coragem ne'e'essarij
,oara dlze^a verdade toda, para dizer tudo quando |ul-
g.- conve>iente Uize-io....un tenlio medo ..
OSr." Joonim Villela : Nao digo que tem medo : os
nobres debutados nao o pdem ter ; eslo muito acoin-
l>.minlos. ..Eu estava mais no caso de ter reacio de fal-
lar nesta casa, porqu ein verdade me acho multo des-
acompanhado : mas declaro que nao tenho o menor re-
ceto....
Vm Sr. Deputado : Tem tantas garantas e direitoi
como nos.I
O Sr. Joouim Fiflefa-: Nao ha, pois, motivo para que o
nobre dcpbladn se nao declare com franqueza : cu, ain-
da mesmohue qorresse algum risco, expnba sempre ai
minhas reas casa sem myslcrios, fallava sempre se-
gundo as] minhas conviejes. Portanto, estando nos
nesta dislussao, parcce-iue qu* o nobre deputado deve
explicar l cu aparte ; deve fazer todas as declarajes,
Eorque laccasio he a mais propria.........oiiHerL
;nlo n3t lhe posso responder... 'n
unto Machado : guando fr occasio bel de
porcm munido de provas, factos importan-
r appareceu um.
fj
O Sr. Joaquim Vi/lela :.... um homem que nao teve as
virtudes que oroavaiu os seu> compauhriros; mas, Sr.
presidente, o facto de um ou outro individuo que se en-
volve mim ou noutro disturbio, nao serve para manchar
a corporajo toda.
Votes: Nao, nao.
O Sr. Joaquim Villela : Portanto nao se pode dizer
que foi a policia...
OSr. Cunha-Machado: Eu quiz dizer que umi tos sol-
dados de pollcia fram os que fizeram os ferimentos e
que estes homens uo deviam ser soldados de polica.
II Si. Joaquim Villela : Se alguns soldados se euvolve-
r.iin nesses acontecimentos,; o-que cumprc be conhecer
do facto, e puni-los dcvidameiite ; mas nao deduzir-se
dahi motivo para aecusar todo o corpo. e dizer-se : Foi
a policia qoe fez toda' a desorden]. E perguntarci aa no-
bre deputado, porque foi mandada para o lugar da des-
ordein urna forja policial? Nao foi porque a desordein ja
linha apparecido?
ulao n.i
O Sr.
faz-las
tes.
O Sr. Jaquim Villila :-E eu etarei prompto a respon-
der-lhc. Mas, dizia eu, Sr. presidente, que, quando lia
perigo de que a ordem publica seja ameacada, parece
que se dvem dar ao governo lodos os nielo de sup.
plantar a* desordein, eno procurar-lhc einbarajos; por-
que os desordeiros, quacsqiier que elle sejam, lenlam
sempre Jontra o governo.
Sr. prfldente, o governo n u nca tem Interesse em pro-
mover desordena, em traier a populajo em sustos...
VmSillepulado : Teem.havido governos que a leem
promovido para se conservaren!...
O Sraoaquim Villela : Senhorcs, o governo, quan-
do quefopprmir o povo, opprime por seus actos, mal
nao polmeio de desorden ; porque todas as desorden!
tendela crear einbarajos sua adinnlstraj.io; por
consecuencia eu nao posso conceber que as desorden
que letin acontecido, c que, dizeiu, se- conlinuain i
train*/, possam partir do governo ; uo, Sr. presidente:
etiaimto partem certamente do governo da provincii,
einquejiuuito e inuto devemos confiar ; e se asaini he,
se o gr remo he mais que muito interessado em suBocar
essaijdjsordens, porque raso esta assembla ha ded-
minilii a forja policial. tirando-I lie assim os meto de
repel- desoldeos, quaesquer que ellas lejam ? Emen-
do, pb, que nao he a occasio propria para diminuir-
se o (>ca policial, quando se le em succedido factos di
mporaiicia desses de que hei fallado.
O Ri Cunha Machado : Talvez que esses successos
appa'e-cssem para este mesmo lni, dse nao diminuir
a lio-i: mas uo somos crianjas.
.O JK Joaquim Fi//ela(voltand-jepara oSr. Cunha M-
chadj): Quer o nobre deputado fazer de mim crianja.
O i;. Cunha Machado:-- Nao, porque o tenho por mui-
to caerlo.
O lr. oaquim Villila : Isto he para se dizer a.outras
pess ,a mas uju a mim....Tambem se tralava da re-
ducto da forja policial no lempo do Sr. Pires da Mol",
quarlo por venes se pos esta cidade em alarma ? E os
uoudciineiitos.da iloa Vista, de que lauto se jacta o j
Diaf Novo, tamueiu appareceram para e nao dimi-
uuiissa forja? ^
" ^yrcsideute" quando faltei em uin dos motivos alle-
8auj para justificara reduejo da forja policial,-eica-
pouie locar em um ponto muito esseucial. Um dos
meiliros da commisso dcclarou ser un dos inoiiv ,i
-4.S... .
MUTILADO [




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- .!"?

Safa
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que levara a commlsso a diminuir a frca policial a
puuea ou ueiiliiima cuaianca que linda nu presidente o
Sr. Pietda Mull, e v. Kc. vio que essa rajao foi aceita
pela m aioria la casi. n
AiIiiiik, com elleito, que esta assrir.bia manifestaste
tanta desoofl inca a respeito 0.0 Sr, Pire* a Mona, e
t que no outro da posterior a esta dUcuiso, a f-illia,
onj:i"do partido a que os uobres deputa los pertcnceni,
appirecesse tecendo el-igra* a esse.inesmo presidente,
a qiieui a assemblj tinlii felo as mais.graves censu-
ras" E' o que dii essa tulla :
o Embarca hoje para o Hio-de-Jaiiciro o Eim. Sr. Dr.
1, Vicente Pires da Motta, presidente que acaba de ser
a desta provincia Se S. Kxc. nao foi decidido amigo do
uosso partido, tamban nao foi hoitil.....
Ora, Senlior presidente, que mala pode querer um par-
tido rasoavel, nm partido que nao proscreva a jusura,
e a tolerancia, do que que o presidente llie nao seja
hostil?
O Sr, Soma andeira : Essa opiniao he do Sr. Roma.
O Sr. Joaquim Vitlila: Ser mister que uin presiden -
te se torne o interprete, ou pelo nienos o executor de to-
das ai veleidades, para que convenha aos nobres depu-
tados? E snesse caso merecer elle a confianza desta
casa? Creio que he milito exigir, e que, "se elle no he
hostil, hequanto basta para que uin partido rasoavel se
satisfaca,
Contina ainda o Diario JVovo, fallando do Sr. Pires da
Motta:
* Fez qualro ou cinco demissdes, porm rcintcgrou
a 15 ou 20 dos nossos amigos demittidos pelo.....(nao
(i pronuncio oepithetoqucaqui csl,...acho-o minio in-
decente, e improprio desta casa.)... pelo Sou/.a l'eixci-
ra. He verdade que S. Ex. nio fui justo para com a co-
11 marca deGoianna; mas, novo no paiit, deixou-se levar
n por ialsas nlbriuace, cujas perigosas consequencias
u serao de certo remediadas pelo seu successor -
Depois de fallar a' respeilo dos Srs Qlinda e Burla ma-
que, o Diarto Novo assim conclue: .-
Sem embargo, devenios confessar que em tudo o
a mais nao pallemos qutixar-noi dinenliuma arhitrariedade
aeintota do poder: porque S. Ex. no quiz levar a effei-
.. toaordem terminante para o recrutamento.c respeilou
(i osdireitos do povo eln todas as suas demonstradles pa-
n triolicas.Ao menos tratou-nos sempre enm benevolen-
u cia, aftabilidade c boas maneiras.
Ora, isto, Senhor presidente, he mais do que no ser
hostil.....
I'm Sr. Depulado: E que temos nos com Isto ?
OSr.JaswM VilMa: Oh! Pols esti flha (mostran-
do o Diaria Sovo) nao he o orgo do partido dos nobres
deputados* .Nao he esta fulha a que propaga os scus
painciplos, suas ideias, suas conviccries? E se acaso em
uin objecto de tanta importancia a folha trahe as con-
vic(dcs de seus correligionarios, o que se dere mais es-
perar delia?
OSr. Cunha Machado: Peca espllcacao ao autor do
artigo, nao Internemos nlsso, e cu repillo-o de 1111111.
O Sr. loaquim Villela : Ja vem os nobres deputados,
que eu nao posso approvar o artigo I. do projeclo;
porque nao posso approvar que, as ciicuuistancias
actuaes, leja diminuida a fdrea policial : entretan-
to, como os rsio tambcni em dbcusso, farei ainda
algumas rellexdes a respeito delles ; bem que j fsse
hoiiteiu prevenido em parte por uin nobre depulado
que se se-nta do meu lado.
Senhor presidente, confesso que nao entendo nada de
militar, nunca fui guarda nacional, nuuca vest farda
rmdias de minha vida, nunca fu ronda, uem servico
niilitil de qualidade alguma; confesso, pols, a minha
ignorancia a este respeito; mas nao me lembro de ter
ouvido fallar cm uina organisaeo, como a que o pro-
jelo quer dar a,o corpo de polica. Em priinelro lugar,
nao me record de ver uin corpo com tres compauhias ;
sempre tenlio visto com duas, qutro: cm segundo lu-
gar sempre tenho ouy ido dizer quemis deuinacom-
p.anhia pede no comiuando un official superior; duas
coiiipanhias inesmo ja pcdeiu uiu major.....
Vm Sr. Depulado: Uin capillo mais amigo cun man-
da os outros.
O Sr. .luui/iiiiii Villela: Em caso de nrcesiidade, mas
nao com effectividade ; na falta do cnuunandante,
acontece isto: he mu 1 medida momentnea que ten-
de a oecorrer urna necessidade urgente; mas que
permanentemente um corpo de tres companhias seja
commandado por um capitn, creio que nunca se vio ;
porque, se duas companhias pedein uin major, milito
mais tres. Nao julgo, pois, muito curial que o com-
in.'.nilanie de 11111 corpo de 3 companhias, cada urna das
quaes he omiindada nor '."ti cii-io, seis 'Mialenie
ea|iito ; um capito coiiiuiaudaudo tres companhias
com a mesma graduaco que teem os cominaiidantes
dcssns companhias, que teem de ser seus subalternos,
nio me parece curial.
Tainbem nao acho conveniente que no corpo s haja
um 1 1 urgan, e como a esse respeito j lia urna emen-
da, v.ii.irn por ella ; so precisos pelo menos dous : no
caso de una operacao, como a far um cirurgiao s?
K ciernis, o cirurgiao nao pode ter um incoiiunodn re-
pentino ? No pode nu sino haver necessidade de um
curativo repentino em occasio-em que esleja ausente,
em que tenha ido, por exemplo, fazer nina visita a al-
gum dos seus dorntes ? Suppoulioque os nobres depu-
ta pos naqurrrrfio, que o cirurgiao estfja amarrado
mucepo no hospital. Mas, lia vendo dous, elles se com-
binaran de maneira, que sempre haja un prompto.
Nao acho conveniente, Sr. presidente, que a frca se-
ja dividida em tres companhias: ainda que fiquem as
401 piaras, creio que pcidein compdr quatro compa-
nhias. J fui prevenido a este respeito, j se fez ver
1 iva 1 ue as pracas uiaisiinpurtantes do corpo siioosof-
liciaes, porque lugares ha no mato, como os nobres de-
putados sabem, onde no ronvm que sejam connnan-
dados ns destacamentos por uin inferior, esim por um
inicial ; alian de -que, sabemns que os olliciacs fazem
citado, roiidini etc.; ora, o numero dos officiaes que
ev.i-.leni, nao lie eerlainenle exceden I e, e por isso julgo
inconveniente dmnui-lo.
Eis as observaces que tenlio .1 fazer sobre opriiueiro
artigo contra o qual voto.
{Continuar-te-ha.)
CONSULADO PROVINCIAL.
RENOIMENTO DO DIA 10...........2:230/301
Weclaraces.
PARA OS PoRTOS DO SOL
O paquete brasilelro a vapor Mana, enmmandante
J. H. Otton, eleve estar aqu dos portos do norte a 14 do
crreme, e partir no da seguinte.
O cscrivao chefe da segunda seccao da mesa do
consuladojprovncial faz constar aos Srs- proprfetarios
de predios urbanos dos bairros desta cidade e da po-
voaco dns'Afogadns, que, 110 dia 13 do corrente me/,,
expira o prazo de 30 dial uteis, que a lei ieni designado
para o pagamento, bocea do cofre, da decima do s-
gundo semestre do anno de 1847 a 1848, e lncorrem
na multa de 3 por rento sobre o valor dos scus dbitos
lodos os'que deix.irem de pagar at esse dia.
Recife, 3 dejulho de 1848.
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
DIARIO DE l'hhWllllliti.
HIOirE, 10 DE JOLHi) DE 1848.
Ordeiu dnil.i para a seisaa da aisemlila d'a 111 milicia
(II) 1continuaban da de hoje; -- 1." discussjo dos
projectos ns. 12e20.
^^
P
CGfftMErtCJ.
Allai!(Jc,a.
RENDIMENTO DODIA10..........ti:780/058
Detcarregam hoje, 11 de julho.
Sumaca Flor-do-Angelim charutos e fumo.
I'riguc Concricio-ie-Mara mercadorias.
CONSULADO (ilRAL.
RENDIMENTO DO DA 10.
Gefal. .-.-. .-". .-. .* ..-.... .1:914/412
Divenas provincias.............. 49/016
Continuacao da rclaeaodosdevtdare da divida da chancellara,
que vai ter remeltida para juio,para ier cobrada eieculiva-
mente, te por ventura na vierem paqar no prep.ro prazo de
8 diat da data detle.
OS SlCMIOIll.S :
Rernardo Antonio de Miranda.....'. 25/082
Francisco Ribeiro de Brito.....- 100/1)00
Jo3o Evangelista da Costa Silva ..... 53/l75
Joaquim da Silva Moura........ 22/342
I.uiz Pires Ferreira......... 24/000
dem idem............. u-6/7u7
dem dem..............-4MM800
llreissard Pires Ferreira....... 37/765
Antonio Ferreira da Costa Braga. 28/(l(i
M.inoel Antonio Villaca........ 53/415
dem dem............. 539I5
Joaquim Antonio da Silvcira...... 40/000
Amorim Se Irinaos.......... 170460
Jos VellozoSoa res '.......... 25/382
MarcellinoGonctlvcs da Silva Coelho 57/022
Bernardo I.asserre '...... 22/000
Domingos Caldas Pires Ferreira ...... 179*322
Antonio Jos Pereira.......... 20/160
dem dem.............. 40/305
JosCaiiddo de Banais........ 30/4.V2
Joo Xavier Carnriro da Cunha...... 400/Wil)
Francisco Joaquim Cardozo. ....... 20/743
Joaquim Pereira Arantes........ 28/528
Brito kCarnciro........... 20/478
Joaquim de Olivelra Souza........ 40/000
THEATRO PUBLICO.
O difector do llieatro agradece mnilo
e muito ao rcspeitavel publico a atlencao
(|u se dignou preslar-lliena noilc de c
do corrente, no dillicil papel de Andr,
no grande drama A Gargafliada e
em particular aos olliciacs dos batalhes
que estiveram n<\ corte, e mais pes'sn s
que viiam este interessante papel desem-
penhado pelo inimilavel artista o Sr. Jo3o
Caetano dos Santos, e que nao despreza-
ram os debis esforcos que empregou o
bailo assignado (sem Iuzps, nem conlie-
cimento de tao importante parte) para
agradar nos benemritos espectadores.
Sobre tudo faz publico, para em toda a
paite constar, que he digno de notar-se
que em urna cidade onde inda nao se com-
pletavam quinze dias que' eslava toda em
alarma, se fizesse um espectculo publico,
onde reinasse a ordein e boa briiiouia na
platea, sem guarda policial, nem frca
alguma militar, e s presidido pelo bene
merilo Sr. delegado Feliciuno Joaquim
los Santos. He esta a mais incontestavel
prova da civilisico e bondade dos habi-
tantes desta capital. Note-se que esla re-
ta foi em beneficio de um PortugiiPZ,
o Sr. Jacintho Jos Bolelho Viva, viva
o brioso povo pcrnambitcano Vivam os
Brasilhiros !
F. f. Gamboa.

Avisos martimos.
Para o Rio-de-Janciro seguir, com a niaior bre-
vidadepossivel, abarca brasileira Tentativa-Felii, por
ter j tratados dous tercos de seu carregamento : para o
restante, passageiros e escravos a frete, para o que ollc-
rece os melhores commodos, tiata-se com Silva & Gril-
lo na ra da Moda, 11. 11, ou com o capitn, Antonio
Silvcira Maciel Jnior, na Praca-do-Commercio.
O brigue nacional Serlorio segu com brevidade
ao Rio-Grande-do-Sul: recebe alguma carga, e escravos
a frete, e tem inultos e assiados commodos para passa-
geiros: quem pretender qualquer das cousas dirija-se
a ra da Moda, n. 7.
Para o Rio-de-Janeiro Begue em poucos das, por
ter a malor parte de seu carregamento prorapta, o bri-
gue nacional Sociedade: ainda recebe carga e escravos a
Frete, assim como passageiros, para o que tem bous com-
modos : trala-se com Jos Francisco Collares, na loja de
ferragens ao p do arco da Conceirao, 011 com Novaes Si
C, na ra do Trapiche n. 34.
Avisos diversos.
O L! DADOR N 297
achar-se-ha a venda hoje, ao meio-dia : trat a reper-
cuso dos dias 26 c 27. em Olinda. Ahi tem o Diario Nova
una Immensidade de alternados para disentir.
Duarte Antonio Servo retira-se pi-
ra fra do. imperio.
__O abaixo assignado faz sciente aos
seus amigos e frfguezes que mudou a sua
loja de relojoeiro para a roa Direita, loja
do sobrado n. 39, junto bolica do Sr.
Dr. Ignacio Neiyda Fonseca.
- ~ Jotto'Antonio de Saboi>
Jos Leonardo, embarca para o Rio de-Janeiro a
1 963/4281 sua escrava parda, de nome Raymunda.
LOTEIUA
do hospital Pedro II.
'orrrm as rodas desta lotera impiete-
riv. luiente no dia 14 do correte, s g
horas da manliaa, no consistorio da igre-
ja de N. S. do Livramenlo.
as Cinco Pontas, n. 91, ha urna
prcia captiva para ama 'de leite.
-- X pessoa que precisar de um crrelo particular pa-
ra qualquer comarca pertencenlc a esta cidade, dirja-
se a ra Direita n. 45, a tratar com Va leu ti m lzidoro
Bciptlsta, pois faz todo o negocio comqualqucrSr. a quem
Isto interessar.
Furtarain, naooite de 8 para 9 do corrente, do
quintal da casada ra Imperial, um cavallo castaulio-
escuro de cauda e dinas rlpadas; t*m um dos ps
calcados c cm outro p tem um pequeo signal brau-
co junto ao casco; tein os mesmos cascos gastos na
belra por ser passeiro ^ carrega baixo at meio obri-
gado; tem entre as ventas um signal branco c em cima
da anca uina mancha redonda de eflr preta ; tem nn cs-
pinhacoum calo procedido de urna bexiga que teve 6
de um dos lados junto a sarneia urna marca de sarna .
que est pellada : quem o levar a dita casa ou der no-
ticias, ser generosamente recompensado.
- Hoje, II do corrente, ao meio-dla na sala das au^
dicncias doSr. doulor juiz do civel, por execucao de
Manuel Joaquim Pinto Machado Guimaraes se hilo de
ai rematar as casas terreas sitas na ra Imperial desta
cidade n. 214, pertencentes a seu devedor Francisco
Xavier dasChagasSlcupira : quem nellas qulzer tancar,
queira comparecer que serao recebidos scus lances:
escrivao Santos.
VV. C, Cox, subdito ingle?., relra-sc para fra do
imperio.
-- No engenho Novo do Cabo compra-sc ago'ardente
em qualquer porciio que seja : paga-sea 320 rs. a caa-
da seudo de 20 graos para cima.
O abaixo assignado faz sciente ao publico que, ami-
gavclincntc; dissolvcti a sociedade que leve com Amo-
nio Jos de Souza Cuimaraes na venda da rua da Sen-
zalla-Nova, n. 39, que gyrava debaixode lirma de Gui-
maraes & Cunha licando o mesiiio aniiunciantc obri-
gado a indeinuisar todas as dividas contrahidas por
aquella lirma al 3 de junho prximo passado. Reci-
fe, 10 dejulho de 1848. = oVrnnrdo Joi da Cunha.
Antunio Jos dos Santos faz publico que, por haver
outro de igual nome se aitignar de hoje cm diante
Antonio Jos Marlins Jnior.
Jos Coelho Montelro retira-sc para (ora da provin-
cia.
Oh"erece-se um moco brasilelro para caixciio de
qualquer estabelecimento i quem o pretender aiinuii-
cic.
Diio se 240/ rs. a juros sobre penhores de ouro ou
prata : na rua estrella do Rozario, n. 30, primero
andar.
Prccisa-sc alugar, no bairru de S.-Antonio, uina
casa terrea que tenha commodos para urna pequea fa-
milia cujo alugucl nao exceda de 8/ a 10/ rs. : quem
liver annuncie.
Alugam-se tres sobradinhos de um andar, na 1ra-
vessa do Carioca : a tratar com Gulherinc Selle, no
Atcrro-da-lloa-Vista, n. 10.
AOS PAS DF. FAMILIA.
lina senhora examinada cm priiueiras leltras c de
boa moral perfeita modista em ludo o que i\U retpi I-
to ao 11 -i li.illni de agulh.i, ollerece-sc para entinar meni-
uas em qualquer lugar fra da cidade inda mcsnio sen-
do muito remontado : assiin^us pais de familia que de-
se|.u ,-in enm a boa educacao formar o doni primario
de suas filhas querendo ulllisar-sc de seu mrito ,
poderlo ao cuidado da mesma conHar toda a expecta-
tiva pois com o maior desvelo e applioacto proinetle a
dita senhora ministrar o saber aquellas que tocarem ao
seu alcance. Na rua larga do Rozario, n. 28, lerceiro
andar.
Antonio Joaquim Goncalves Guimaraes c Joo An-
tonio da Silva Braga reliram-sc para fra do imperio.
Quem precisar de nina pesssoa para qualquer es-
cripturaco e.'que a faz muito em conta dirija-se a rua
eslreita do Rozario loja de cncadernaco, n. 6, que se
dir quem he.
Tiram-sepassaporlcs para dentro e fra do imperio,
cciirrciii-se folhas : na rua estrcila do Rozario, loja de
encadei nadnr, n. 6, se dir quem lira.
--Antonio otelho Pinto de Mesquta embarca para o
Rio Grande o escravo Francisco.
Antonio da Silva Guimarilcs Brasileiro, na-
tural desta ciclado abaixo assignado, com loja do
miudozas no Aterro-da-Boa-Vista vendo os annuii-
cios feitosnos Diarios de Pornnmbuco ns. 149 o
150 por Antonio Francisco Alvcs de Miranda, em
que diz ter dcixado do ser caixeiro e socio de Anto-
nio da Silva (.uiinarflos do seu arma/oin de carne
da rua da Piala desde o dia* do julho do corrente
anno e vendo que aquella nomo lie igual ap seu,
declara que dito annuucio nSo so entendo com o
inesmo abaixo assignado c pede ao mesmo Sr. que
(em esse nonio qncira mudar com alguma onda
'declarado, para evitar d lvidas o aimuncia agora
para conhecinienlu do publico Antonio da Silva
Guimarfics.
Os dous sobrados de.loao Thomaz Pereira, sitos na
ruadaPraia, ns. 29 c 31, cm chaos forciros avallados
cada um em aozcconws de rcis sao de dous andares,
sotiio e trapeira : acham-se em praca por execucao de
los Joaquim Thcoloniode Mello contra o mesmo Joao
Thomaz e sua inulher pelo juizo do civel, cscrivae Cu-
nha. O escrplo acha-scem mo do porteiro que pude
dizer o dia da arrematacao.
Roga-se a pessoa a quem fr offerecido um lenco
de cambraia de linhode lavarinlo, leva-lo a rua do No-
gucira, n. 15, que receber 5/000 rs. de graliflcacao.
Iara as pessoas que leiicio-
na ni seguir viagem.
Na rua do Jlangel, n. 9, continuam-se a tirar pas-
saportes para dentro e fra do imperio, despacham-
se escravos c coirom-sc folhas tudo com brevida-
de e por proco muito o muito commodo.
Ainda contina a estar fgido o pardo de nome Ra-
phael, alto, serrado de barba,, tem una fistola em uin
queixo, he de poucas fallas ; levousalca e camisa de al-
godo ; he llllm do Cear, e he de suppr procuraste o
caminho de Sobral, donde velo : roga-sc a quem o ap-
prehener de o mandar conduzir a rua da Cruz do Reci-
fe, n. 26, que se gratificar generosamente.
Agencia de passaporles.
Na rua do Collegio, n. JO, o no Aierro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-so a tirar passaporles tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despachan! se escravos: tudo com brevulade.
Aluga-se una casa terrea na rua do Aragao do
lado da sombra com 3 quanos, coiinha fra, quntale
cacimba : na praca da Independencia, livraria, ns- o e 8.
Aconcelha-seaoSr. J. I. de Almeida Pinto que he
prudencia ir entregar a chave da loja a seu dono, pois
iiue nao Ihe sorlira como pensaya; que aquelle que pre-
tenda a loja, eSiuc. sealieveasara a.litar con. ella nao
Ihe dar luvas, que os lempos nao cstao disto, e qui-
se Smc. ficou com ella foi porque as pessoas que se
iuipenliaram porSmc.naoSdbiam quem era o oulro pre-
tndeme, e segundo o boin coaceito que dellas taco
nVealio w facto de suas tralicaacia**. velhacanas, pe-
lo que j levou em paga urna navalhada : largue a loja,
nao se perinada que acha luvas, c neui tainbem que as
autoridades polleiaes do Recife cbnsintam qrSmc.
ponha loja de rifas, e viva em continua v.lhata.ia, ja
tesando a malilt s, meninos, negros, etc.
.- Pre.i.a-se de mu pequeo de 12 a 11 ai.nos que
seja acflvo, c que tenha al^Uma praiiea de loja de laxeD-
dc.,, para caixeiro lo, a de*,tt prurteta Mjuen pretett-
1er djrlja.se ao Hotel-Francisco, que encontrara com
'|U--,.!iz,Maiioel Jorge Hibelro, Portuguez rellra-se
para fi'a ca provincia. _..
^-Precisa-se trocar um Santo Antonio : quem o t.ver,
queira aiinunciar por esta follia. ..,.*
O nielo bilhete n. .i40 da quinta c uU',n:,_I,"!;f."
lotera do hospital Pedro II perlence ao .T. francisco
los Kodrigues Chaves, da Parahiba-do-Norte.
A pessoa que anniinciou querer roupa para lavar
c engommar com pcrfelcao, pode rntender-se com
caixeiro da loja de livros da praca da Independencia,
que Ihe dir a pessoa que se encarrega sobre o mesmo
nu). ,.
-- Luiz Marques da Silva Mello faz publico que me
loram deieincaminlndas tres lettras, sendo urna da
quantia rs. 411/000, sacada pelo aiinunclante cm 19 de
dezembrode I84G, aceita por Jos Joaquim Baptlsla.
morador em l.inclaliy, vencida cm 19 de jullio de 1847 ;
a ouir.i sacada pelo mesmo Jos Joaquim aptista, de
rs. 432/920, aceita por Autanio Carneiro de l.acerda,
morador cm um engenho do Sr. Jos Pedro (das I.agesJ
em 25de oulubro de 1843, e vencida em 25 de Janeiro
ile 1845 ; nutra de rs, 502/000 sacada pelo annunclan-
te, em 20 de fevcielro de 1848, a vencer em 20 de feve-
reirode49, aceita por Joaquim Jos Braga, morador
para asparles de Barreirns, de cujas lettras os aceitan-
tes j csto sciente, c por isso nao podero ser nego-
ciadas com pes-.ii. alguma.
I I.J..J
Com i)ras.
Compram-sc escravos sendo machos de 12 at
20 anuos ; sendo fnicas duas negrinhas que teuham
ate 12anuos parase educaren! c negras que sejam
mocas, e com signal de seren fecundas melhores, .
assegura-sc que nao sao para m.apd.ir para fra da ierra,
nem revender-se, sim para urna fuzenda do iiiatto : na
rua Imperial n 79 a qualquer hora do dia.
Continuam-se a cogiprar pataces brasileirosa
despatillos, a 2,000 rs. e pecas, a 16,700 rs. : na nm
da Cadcia-Vellia, n 38.
Compra-se urna banda de olllci.il de segunda II-
nha : annuncie.
Coinpram-sc eufeiies de einleiro dementaos: as
Cinco- Puntas, n. 80.
I.ompra-scacolleccao do Diario de Pernamburo do
mez de junho do corrente : no Atlerro-da-lloa-Visl.l .
lujan. 24.
Vendas.
Vendcm-sc, na rua das Larangciras, n. 14,
nudo andar os seguintes escravos, mui-

segn
SSL
de assucar ,
nao passan
anuos
loem conta e lodos de bonitas figuras : uin
casal de escravos pardos, casados de pti-
ma conducta o pardo he ptimo purgador
e a parda tem algumas habilidades ambos
... de 23 auno* ; um lindo pardo claro, de 23
, com alguns principios de sapaleiro c que he
de una conduela mnilo regular, c por isso muito bom,
pagem ; um dito da mesma idade bom copriro ; um di-
to dr 40 aunen ptimo para lomar conta de um sitio ,
por 250/rs. i dous pelos de naciio ; una preta de na-
cao, de SO anuos, viuda da llahia, muito boa engom-
inadeira e cniinheir.i; urna oplima cozinhelra, de 20 an-
uos ; uma parda de 20 annos ; un inolcque pcdrelro : c.
alguns escravos.
Vendem-so luvas de cores, de algo-
ilao, pura hotnem, a qoo rs. o par ; ditas
ale pellica ; (litas para senhora, de exqui-
sitas cores; lencas de garc.i e de gravara
a 1,000 rs. cdda url; bonetes de velludo
para meninos, agSor*.; caivetes com di-
versas folhas, dos melliorrs que teem ap-
parecido ; flores paratlfeiles de ch pos,-
saldes finos ; espiguilhas; ( rendas) vo-
iantcs de diveras lai "tiras : tudo por pre-
iidis bfa'OS que em
'V 1
Talsnf..
laiaucr
parle : m rua do Cahug, loja de quatro
poitas, do Duarte.
__Veudc-sc o sitio, na estrada do Arraial, que foi do
fallecido Manoel Goncalves Hodrigues : os preteodentes
dirijam-se a rua da (adeia de Santo-Antonio, casa
n. 15.
Vende-se um piano forte, coiu mul-
to boas vozes, dos autores Colard & Co-
lard. uilverle-se que tem mui potico uso,
ese-vende por preco conunodo : no A-
ler'ro da-Iioa-Vista, |n|a n 10
Vendem-se botoes para casacas pre-
tas, de bon gustos ; ditos amarellos de
l'edro II, os mais licm domados que
teem apparcrido 5 ilitos para infantaria de
primeira linha ; ditos para (avallara da
goaida nacional ; ditos para libr de pa-
gens, de militas diversidades e gostos ;
ditos para enfeites de roupa de meninos ;
e (Mitras multas qualidades que se exporao
vista dos Sin. compradores : na loja de
quatro portas, n. 1 C, do Duarte, rua do
Cabug.
Vendem-se chitas escuras, de co-
res fixas, a 4,5oo rs. a pera e a 120 rs. o
(ovado : na rua do Crespo, n 4, loja da
esquina que volta para a da Cadcia.
A jlOO Ks O t OVADO.
Vo novo armazen de fazendas
de ltaymiindo Carlos Leite,
na ru;i do (^neimado, u. 27,
acha-soo melhor algodio trancado axul, proprio
para roupa de escravos a 200 rs. o covado e cm
pecas a 20 rs. a jarda o qual se lorna recommCB-
davcl pelo muito corpo no ler gomnia ser muito
largo e de cor lixa ; ptima chita, preta forte a
5 800 rs. a peca ; eugracados pannos do mesa da
aigodflo encarnados protos e grandes, a 3,200 rs.;
ptimos brins trancados de linho, a 1,000 rs. a vara ;
lencos de cassa de cores, grandes, para senhora u
480 rs. ; ditos de seda para meninos, a 640 rs. ; ex-
cellente alpaca de linho ; chitas finas d.o ultimo gos-
to : e todo oaorlimenlo de fazendas linas e grossas.
paraVederporalacSdoVa retaniO o~ mis* barato
possivel.
7


ff^
-w
M
eJin^z:________-c:-=zr:z-:-~
-Vende-se a venda lila na Iravcssa do Dique, n. 14,
coi poucos fundos a qual vende tanto para a Ierra
como para o m ili : a tratar na mesma venda.
= Vende-se nina preta de naco de 22 annos, que
cozinha, engomma. cose* lava ; geni virios uein acha-
ques: o motivo da venda te dir ao coiupradoi: no Aler-
ro-da-Hoa-Visia, loja n.78.
Vendr-sc rolla de superior qualidade, das fabricas
Vende-ie Lizia potica, ou collec-fo de poesas mo-
dernas, de autores porluguezes publicadas no Rio-de-
Jaoeiro por Jos Ferreira Monleiro contendo o pri-
ini'ii o volunie 52 nmeros eom 312 paginas preco 2/
rs. Recebem-se assignaturas para o segundo volunte ,
constando todoo anuo de 48, dividido cin 52 nmeros:
na ra da Cadeia do Recife, loja de I nao da Cunha Ma-
galhes ,aondcj se encontrarlo os ns. 1 a 9. Na mes-
ina loja se coutinuam a receber assignaturas para a
Ckronica-I.itleri, jornal de instrueco c recrcio por
proco dc6/rs. por auno por52 nmeros.
Superior vinho da Figueira.
Vcnde-se esta superior pinga no armazein de V-
ceute Ferreira daCosta na ra da Madre-de-Daos, ein
barris de quarto, quinto sexto e stimo empipa mul-
to proprlo para gasto de casas particulares.
Novas gambreoes.
Vendem-se superiores cortes da fazenda denomi-
n a Ja gambreOes pelo diminuto preco de 1,800
rs. o corte : osla fazenda lio de mui superior quali-
dade e seus padrOes rivalisam rom as melhorcs ca-
simiras : na ra do Collegio, loja nova da ostrella,
n 1.
LOTF.RIA DO RIO-DE-JANEIRO.
Vcndcm-se pieloi billn-tes da priineira lotera a bene-
ficio da irinandade do Santissiino Sacramento da impe-
rial cidade de Nilheroy: na ra da Cadeia, loja de cam
bjo, n. 38, de Manoel Gomes.
NOPASSfilu-POBMCO,
na loja de Manoel Joaquim Pascoal Ra-
mos, iu 19,
vendem-se multo superiores pannos finos de todas as
qualidades, a 3/, .,"600, 3/800, 4/e 5/ rs. ; lana multo
superior a 2/c 2/400 rs. ; merino, a 3/200 rs. alpaca,
a 1/rs. ; lencos de seda a 1/rs ; cortes de casimiras ,
O df n. ; ditos de lia a2,500 rs. ; chapos de sol de
seda a 5/500 rs. ; e ludo o mais por preco rasoavel.
Vndese cerveja Iianiburgueza ,
hoco de prata, em harnease cestos vi-
nho de Glaret, Xeres e Porto, em caK
xis de urna dnzia cada urna ; c champa-
nh da verdadeira mi rea Cometa, lti-
mamente chegada : na rna da Cruz, n.
17, armazem de C. J. Astley.
Casimiras elsticas a C-O ris.
Vendem-se casimiras elsticas de algod.loe lila,
pelo barato preco de 640 rs. o covado : na loja nova'
da estrella, n. i, da ra do Collegio.
Boa pinga.
Vende-se superior vinho da Figuoira, em barris de
A, 5,6e7em pipa: no armazem deJ. J Tasso Jnior,
ra do Amorim, n. 35.
Corram, fregxie-zes, d loja de Manoel
Joaquim Pascoal Ramos, no Passeio-
Publico, n. 19.
Vende-se pelle do diabo a 200 rs. ; castor, a 200 rs. ;
nlodao azul, a 200 rs. ; algodao de listras, a 200 rs. ;
chita de coberta a 200 rs. riscados francezes. a 200 rs.;
niadapolao fino a 200 rs. a vara ; mcias, a 200 rs. o par;
chitas de assento escuro de cores fixas a 120 140, 100
r 00 rs. ; riscados muito finos, a 240 rs. o covado ; cor-
te de cambraia de quadros com 9 varas a 2/400 rs. ;
i-assa-chilas de todas asqualidades a 2 2/500 3/ e
3/200 rs. o corte ; lencos de seda*para grvala a 400 rs. ;
ditos de cassa, a 200 rs. ; chales de metim a 1/rs.; di-
tos de la a 2/600 rs. ; e outras multas fazendas, por
lucnus preco do que em outra qualquer parte.
Vende-sc urna morada de casa de dons andares,
lit* na ru.1 Direita, 110 inelhor local com 36 palmos de
largura e 96ditosde Tundo, boas paredes,grande quin-
tal duas lojas e em boiu estado : na ra do Caldeirci-
ro n.62.
-- Vendem-se calas de macarro muito bom a 3/000
a caia de 25 libras : no armazem de Francisco Dias Fer-
reira.
r= Vendem-se 6 duzias de cadeiras com assento de
palhinha e que sao muito folies todas ou a duzias :
na rna dasTrinelieiras*, n 36.
Vende-se a f.brica de chpeos di
ruada Cadcia-Velha, j bem conhecda
ha ii anuos tiesta provincia, c em todas
as outras do norte e alga reas do sul,
aonde em toda tem a acquisico das me-
lliores freguezias : a tratar na mesma
fabrica u. 29
Vendem-se coifase meias ditas de 1:1a de diversas
cores e padrdes, do inelhor gosto que tem vindo do Rio-
de-Janeiro : na ra larga do Rozado, n. 24.-
Bua do Queimado, n. 46, loja de Maga-
IhSes & limito.
Vendem-se ricoi cortes de cambraia aberta, a 4,600
rs.; ditos, a 4.000 rs.; ditos de oassa de cor, a 3,000 rs ;
cortes de cambraia lisa muito fina, de 8 varas e me a, a
Iho, no armazem de Antonio Annes, no caes d'Alfande-
ga; e em porcoes, a tratar com J. J. Tasso Jnior.
Vendem-se jazendas muito baratos nos
Qnatro Cantos da ra ..'o Queiwado,
loja n. 20, de Teixeira Bastos & lr-
mo ,
como seju... stores encorpados para calcas a 200 rs.
o covado ; lencos brancos de cassa comrisca em volta ,
a 200 rs. ; cortes de cambraia pintada para vestidos ,
[fazenda fixa a2/400 rs%. ditos com algiim mofo a 2/
rs.; cassa chita fina c muito larga a 200 rs. o covado ;
dita superior, a 400 rs.; riscados largos, em cassa com
algum mofo a 200 rs. ; chitas brancas de flores ,. a 120
rs. ; ditas escuras a 160, 200 e 240 rs. o covado ; mcias
para menino 80 e 160 rs. o par ; ditas para meninas ,
a 320 rs. ; ditas para senhora de 400 a 560 rs. o par ;
lencos de seda prela para grvala a 1/280 rs. ; ditos de
cures em selim para grvala, a 1/600 rs. ; ditos de fran-
ja para senhora a 2/5C0 rs.; luvas pretas bordadas a
800 rs. o par; camisolas de mcia americanas, multo
boas, a 1/600 rs ; c outras inultas fazendas por pre-
co commodo.
Vende-se urna banda rica ein bom estado para
oflicial de guarda nacioual : na piaca da Boa-Vista, bo-
A
tica n. 32.
A sooo rs.
ancorctas com azeitonas superiores : vn-
dem seno caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreira.
chocla ti:.
Na fabrica de licores do Aterro-da-lloa-Vista n. 17 ,
ha sempre do mais superior chocolate de saude, cand-
a baunilha e ferruginoso ; este inulto condecido pe-
las suas boas qualidades tnicas e ser propiio para
frialdade e para as pessoas que padeccm do estamago.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n
78, vende-se superior courode lustro a
4, rs. a pelle.
Vendem-se escravos de ambos os
sexos, de bonitas figurase sein achaques :
na rna do Crespo, n !\, ou no Passeio-
'nblico, n. 17.
Vende-se ou faz-se qualquer negocio de troca de
ulna casa de taipa, bem feita na principal ra de Pc-
Jras-dc-Fogo qucn a quiter procure no Alerro-da-
lioa-Vista fabrica de licores n. 17.
VENDEM-SE
coUec^oes de vistas de Per*
na minio,
sondo as da ponteda Boa-Vista,ponte do Recife,Bom-
Jesus, Olinda, Poco-da-Panella e Cachang, feitas ao
"leneficio da sociedade suissa : no armazein de Kalkinaun & Rosenmund ,
no hotel l'istor, as lojas dos Srs Luiz Antonio Si-
quoira da Snra. viuva Cardozo Ayres & Filhos, na
ra da Cadeia do Itecife ; as lojas dos Srs. Santos
!\ieves & Guimares na na do Crespo ; do Sr. Jos
do AliMiqucrSimes do Amaral na run Nova ; e do
Sr. J. Cliardon no Aterro-da-lloa-Vista.
Na loja nova de Ricardo Jos de Fre-
tas Ribeiro, na ruado P'asseio-Publi-
co n. 17, vendem-se
cortes de chitas escuras .com 10 covados muito finas
c fixas a 1/600 rs. ditos de cassa com 6 varas a 2/
rs. ; e outras muitas fazendas muito baratas.
Vende-se urna ptima morada de casa terrea ,
sita na ra Augusta ,. com meia-agoa para a ra do Alc-
crlm ; un terreno junto a dita, com alicerces para
duas casas ; cento e quarenta palmos de terreno com
cerca de dous mil palmos de fundo, desde a ra do
Alecrimal a beba do rio : ludo por preco muito com-
inndo : a fallar com Joaquim Teixeira l'cixoto na ra
da Concordia, 11. 25.
Vende-se, ou orrenda-se o sitio de-
nominado Casa-Caiada
na praia do
Rio-Doce : a tratar no Forte-do-Mattos,
n. 12, com Jos Francisco Belm.
Ilrins trancados.
Vendem-se superiores cortos de brins trancados,
de quadros e listras de muito bonitos padrOes, pelo
barato prego de 2,000 rs. o corte : na ra do Colle-
gio, loja nova da estrella, 11 1.
Casimiras elasU'cas finas.
Vendem-se superiores e excellentes cortes do casi-
miras de suporior qualidado o lindos gostos, pelo
diminuto prego de 5, 6 e 70 rs. o corte de caigas, sen-
do seus padrOes tanto do gosto para o invern, como
ara o verflo; a elles antes que se acabem : na ra
do Collegio, loja da estrella, n. 1.
Sapa/des de tres solas, a isooo rs,
No Aterro-da Boa-Vista loja n. 78,
vendem-se sapaloesde tres solas, pelo di-
minuto preco de isooo rs.
m Vende-se un bonito cavallo rodado-escuro muito
novo, bom andador de baixo a esquipar : na ra do
nm bonito crioulo de 10 para 11 mezes muito proprlo
para criar qualquer enanca por ter muito bom leite ;
he sadia e no tem vicios de qualidade alguuia ;' sabe
lavar engommar e co/.inhar ji diario de urna casa:
tratar com Antonio Francisco de Orivelra Castro a
burdo do bergantn! Horma aueoradoem frente praia
do ollegiu ou com o Sr. Manoel Alves Guerra, na
rna da Aurora.
Vinhas, ago'ardenle e vinhos.
Christophers & Donaldson ,
coutinuam a ter de seus bem conheeidos e superiores
vinhos do Porto e de Hespanba e ago'ardenle de
Franca do inelhor que vem a esta piara e de dille-
rentes qualidades engarrafados e em barris por preco
commodo : na ra do Trapiche n. 40, no Rccife.
Chd de supetior qualidade.
Na nova loja de livros do pateo do Collegio, n. 6, de
Juio da Costa Dourado, haver sempre muito bom cha,
que'se vende de ineiaquarta paradina, por preco -com-
modo.
AOS 2o:ooosooo DF \\t\S.
Vendem-se quartos, oitavos e vigsimos da priineira
lotera a beneficio do Sacramento da imperial cidade de
Niclheroy : na ra da Cadeia, loja de ferragens, n. 56.
Vcnde-se clleclivaiiientc a Rbctorica popular,
11.nl 11/ida do francs pelo reverendo Joao Itarhoza Cor-
deiro, de meia encadernacao a 1/600 rs. o volumes ,
e.quem tomar mais de 10 obras se Ihe far algum aba-
te : na ra de S.-Francisco amigamente Mundo-Novo,
11.66.
Vende-sa venda sita no becco do Lobato, com
poucos fundos, c ein muito bom lugar porque vende
diariamente l6/a20/rs. eoaiuguel he muito barato :
a tratar na mesma.
A sublime banlia Jranceza.
A i nd.1 existem alguns potes desla sublime banha, con-
tendo cada 11111 2 libras, por 1/600 rs. : na 111a larga do
li"/.. 11 in, n. 24.
Vendem-se 3 pretos de elegantes figuras e regular
ronducta ; duas pretas engommadeiras c cozinheras;
1 dita de 16 a 17 annos,boa costureira c engommadeira;
duas ditas para o servlco de campo ; urna negrinha de
10a II annos com bons principios de costura ; uih ino
lequedc6 annos : no pateo da matriz de S.-Antonio ,
sobrado n. 4.
Vende-se, barato urna carteira para cscriptorio ,
un balciio e6 cadcirai americanas com ronco uso : na
ra da Cadeia do Recife, n. 34.
Na ra de /goas-Verdes,n. 46,
vendem-se dous molequcs pesas de 15 a 17 annos ; um
pardo de boa conduela ; 3 escravos para todo servil o:
um linda moleca de 13 annos ; um molequinho de 8 an-
uos ; una bonita cscrava perfeita cozinheira, engom-
madeira e que cose c lava : duas ditas, por preco coin-
mndo.
Vende-scjuma agulha de marear de cmara, em
bom estado e um mappa cncadernado da costa do Bra-
sil : na rna do Vigario n. 1, loja de cabos de Francis-
co Mainede de Almeida.
Anula est para se vender, para Aira da provincia ,
una preta moca, com todas as habilidades de cozinha ,
sabendo igualmente retinar assucar fazer pcde-l e
bolinhos de todas as qualidades : na ra do l'asscio ,
loja u. 21, se dir quein vende.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
navio, em barris pe-
:l>egada no ultima
quenos, por menos do que em outra qual-
quer parte : na rna do Trapiche, arma-
zem n 17.
Contina-sc a vender, na ra das Cru-
zcs, 11. 41, cal virgem de Lisboa, vinda 11I-
liiu.menle 110 brigue Conceico-de-ttff.ria,
por menos preco do que em outra qual-
quer parte, assiin como panno de linho
sonido : a vista da qualidade se tratar o
preco.
- ----------------------------- H .i. .., ... v taiu c un.,, ,1 --- ---- -..--...
4.200. rs.; ditos de 3.200 rs.; lencos bordados, com luco, a I Queimado, n. 17.
560 rs. cortes de collete de fustao de cores, padres ino- -- Na ra do Queimado, n. 30, ha pannos do boni-
Ar.^'Zi'nV^1^h"'^ a M0 ; j>r> trancado par- tas cores, proprios para palitos .e sohrecasacas, as-
^tXZ^Z^r^^T SooT0 chap,le caslor- ",el baralopre"'
berta de cor (Ha, a 200 rs. o covado ; cassa lisa, a 400 rs. \j t
a vara ; camisas de meia, das melhores que teein appa- "- VelCiem-Se CCGS (la PX-
recldo, a 1,400 rs.; multo boa fazenda para toalhas, com
. largos e cstreitoS';
e reodas.
Vende-se una casa terrea na Boa-Vista, rna da M^n-
nni'.a n. 11, que tem lainpeo na porta, com u.as
grandes salas. 6 quartos, cozinha fra, cacimba, quirrla
. 9.
SUPERIOR FAIIEI.O, A 4,000 rs.
Vendem-se saccascom farclofino de Trieste, che-
bastante grande,, todo murado e com diversos arvoreos gado ltimamente, o qual he o inelhor de todo's nue
da Fsaveinu^ w.!8*0 \" ^^ "alquerhora do aqui tem aportado, por ser o mais nutritivo: em casa
faihl^^ *e feita de aecrdo e com consenlimen- de J. J. Tasso Jnior, ra do Amorim o 35
to^o hvpotheo.no daca,,, o Sr. Antonio Jos Du.rte j ---Vendem-se latas^m bbUchina de aran
Jnior.
Vendem-se pautas das alfandegai do imperio do
rasil, unpresias no Rio-de-Janeiro : na ra da Cruz ,
CALUMBIA MILLS
Ceorg town.
Acaba de ctiegar a este mercado urna partida dcsta
_ araruta pe-
lo barato preco de 2/rt. cada lima ; bem como saccas
com fannha de mandioca desembarcada hoje e mui-
to boa : no armazem de Dias Ferreira no caes da Al-
fandega.
Vende-se um quarto castanho
bom carregador : na ra da Cadeia, loja
de miudezas n. \n.
superior qualidade de familia He irion A... .__1 .na ; Vende-se urna venda na esqu
P6de competir .t^-^^^T^.i^^ *?" -' ^^\
Vende-se saccas com superior farinhe de mandio-
ca : na ra da Crur, n. 26, c no armazem defronte daes-
cadioha, que foi doGuimaraes.
Vendem-se oculospara todas as idades ; navalliasin
glezas para barba; ditas chiuezas que se trocain, caso nao
sirvain ; c outras miudezas baratas: na ra larga do Ro-
zarlo loja de miudezas, 11. 35.
Vende-se urna balanca grande e pesos de duas ar-
robas para baixo pur precu commodo : na praca da
Independencia n. 3, se dir quein vende.
Vende-se a venda da esquina da ra do Alecrim ,
ii. .!, 1 ciin poneos fundos uina das melhores que ha
para as parles das Cinco-Fontas para vender a retalho :
a tratar na mesiiia venda
Vendc-sea bem acreditada venda da ra do Codor-
niz n. 9,no Fortc-do-Maltos: a tratar na mesma
venda.
Vende-se um prela crioula de 40 annos. boa co-
zinheira c que engoinuia faz renda e ensaboa : na
ra Direita n. 98.
Vendem-se pecas de madapoln com 20 varas, mui-
to largo e muito forte a 2#800rs. e a retalho a 140 e
160 rs. avara; chilas limpas core fixas muito cn-
corpadas e muito fortes a 5/ e 5/500 rs., e a retalho ,
140 e 160 rs. : na ra estrella do Rozarlo, n. 10, tcrcel-
ro andar.
Vende-se urna cscrava de 18 annos, de ptima
figura que cozinha bem e eogomma : 110 becco do Sa-
rapatel sobrado n. 12.
Vende-se um atlas de geographia, um diccio-
nario da iiirsuia, e oulro dito de Fonseca: tudo em
francs ; na ra de S.-Rila n. 40, segundo andar.
Vcnde-se, por seu dpno se querer retirar, a dinhei-
ro ouadesobriga na alfandega urna venda no Becco-
1.11 e.n ,11. I : a tratar na mesma venda.
Vende-se uinaovelhacoui duas crias: na ra da
S.-Cruz n. 66.
CHARUTOS DA BUHA.
Vendem-se os melhores charutos da Baha : na ra da
Cadeia do Recife, n. 48, primeiro andar.
Vendem-se ioaccoesda comnanhia
d Beberibe com todas as prestacoes
realiaadas : na ra Nova, loja n. 21
Vendem-se diversos escravos, tendo algumas ha-
bilidades sendo 3 canoeiros c 2 ca pinas : todos de 18
a 20 annos : na ra Imperial, n. 30.
Vende-se um foles de ourives um banca de puxar
fio com a sua fieira, um sepo com o seu taz bataneas
c pesos para prata e ouro urna pedra de toque e fer-;
rainentasdomesirioofficio : na ra estrella do Roza-
rio, n. 19 ,
- Vende-se nina espingarda de dous canos do ine-
lhor autor .junto com os seus pertenecs ,' por baratis-
siinn preco : no Atlerro-da-Boa-Vista, n. II.
Vende-se um pardo alfaiale e que" he proprjo pa-
ra todo o servico por ter milita habilidade : na praca
da Independencia, livraria us. Ge 8, se dir quem vende.
Vende-ge um moleque de bonita figura, de 15a
18 annos : na ra dasCruze, n. 41.
Vend*-se uina venda na esquina coofronte a praca
a tratar na mesma
Vende-seum cochicho multo cantador, e que tarn-
bein cauta de noile ; na Lingola venda o. I.
Vende-se um estojo p oprio para engenheiro : na
piaca da Independencia, n, 17.
Em casa de Ilebrard & Companhia na
ruado Trapiche-Novo n. i],
vende-se azeitedoce em caixas da bem condecida mar.
a Plagnol ; superiores presuntos e salames de Arles
ltimamente chegados de Marselha ; todas as qulidadei
de conservas de frutas da Europa em calda e vinagre
superiores licores; niarraschino ; cognac; absinth;
kirschwasser ; vinhos de Champanha; do Hheno, Haiii-
B rsac Sauternes, Chery, Porto, Hcvcsi lie Cberry-Cor.
dial, etc. : estes e inultos oulrosgneros vendem-se, por
preco commodo.
Vendem-se dous jogos de mesas de Jacaranda; ca-
mas de amare lio ; marquezasde oleo ; ineias-coimnodas
de amarelln ; cadeiras de oleo ; sophas de dito ; mesas
de meio de sala ; jogos de bancal; toucadores ; e outroi
diversos traites : tudo por preco muito commodo : na
ra da Cadeia de S -Antonio, n. 18.
Vendem-se, a vara, bicos c rendas da trra de to-
das as larguras de inulto bom gosto por precos mo-
derados : na ra do Itangel, n. 42.
--"Venilr-se una prela de nacau, de 28 a 30 annos, que
cozinha, engomma, lava de sabo trata de meninos,
he quitandelra, muito fiel, e tem outras habilidades
que se diro ao comprador: as Cinco-Pontas, n. 75.
Cheguem aos novos riscados.
Na ra do Livrainento, n. 14, vendem-se riscados mul-
to finos e de ricos padrOes ; cassas pretas com "llores en-
carnadas; panno-couno para calcas; e outras multas
fazendas baratas.
Vende-se uina (lauta de bano, com muito boas
vozes por preco multo commodo : na ra da Aurora ,
-loja n. 3, se dir quein vende.
=-= Vende-se urna prela de 22 a 24 annos, que engom-
la com toda a perfeic.o, cose, cozinha e faz todo o mnis
arranjo deuma casa; nao se duvidadar para se experi-
mentar : na ra do Rangcl, n. II, primeiro andar.
Vendem-se dous lindos moleques de 16 a 18 annos
dous pretos, sendo um delles cozinheiro, de 25 a 30 an-
nos ; dous pardos de 16 a 25 annos sendo um driles
bom carreiro ; duas mulalinhas de 7 a 14 anuos eom
principios"de habilidades ; duas pretas de 18a 20 annos,
com habilidades: na ra do Collegio, n. 3, se dir queu
vende.
Vende-se um quarto gordo, muito novo, e que lie
proprio para viagein na ra Nova n. 18.
Vende-e nm panno de rede de lio de linho eom
34 bracas de eoinpi iinento proprio para vivelros de pei-
ne : na ra da Madre-dc-Deos, n. 36, primeiro andar. (
ATTLNCA'. N
Vende-se a venda das Cinco-Pontas, n. 21 a niclhor
do bairro de S.-Jos por ser em cxcellcnle. local, a
qual vende diariamente 20/rs. a retalho e tem muito
bous commodos para familia morar, a dinheiro, ou com
desobliga a praca e com fundos a vontade do compra-
dor: a tratar..na mesma venda. '
c= Vende-sc um moleque crioulo de 15 annns; um
inulatinhode 12 annos ; urna prela de Angola, de 16
annos que cozinha o diario de urna cata c tem mais
algumas habilidades : na ra dos l'anoeiros, armazem
n. A.
Farinha de mil/io, a vapor.
Km Fra-de-Porlas, na ra dos Guararapes, n. 5, se
continua a vender superior farinha de millio, feita por
um inoinho pinado a vapor. A retalho, o preco da pri-
ineira sorle, li de 100 rs. por libra, eo da segunda c
lercera 60 rs. A quem diariamente tomar de meia ar-
roba para cima se fat um abale rasoavel.
Vende-se uin braco de balanca grande, dous pesos
de duas arrobas, dous ditos de meia arroba e obras de
flandres de todas as qualidades; um lomo de tornear,
proprlo para torneiro : vende-se tudo islo por preco
multo baralo, e se faz todo o negocio, assiin como se faz.
lambem com a loja bem acreditada de funiieiro do
Atcrro-da-Boa-Vista, n. 65.
Vcnde-se ou perinula-sc um pequeo sitio no lu-
gar da llai bal Im, pecio do rio i apiliai ihe : quem Ihe
convier annuncie por esla folha, ou dirija-se a ra do
Pires, n. 19.
Vendem-se 700 couros de cabra, e
urna porco de chapeos de palba : na ra
da Crnz, ,n, 61.
Vendem-se ceblas muito grandes, entre as qnac ha
brancas por preco coinmodo : na ra da Praia ,
n. 37.
Veiideni-se ptimas navalhas da bem conhecida
fabrica de Rogers ein Londres : na ra da Cadeia .
n. 29.
Na loja que faz esquina para a 111a do
Collegio, n. 5, .
vende-se princeza larga prela multo superior pelo
barato preco de 1/rs. o covado ; luvas brancas finas, de
algodao a 120 rs. o par; alm deslas fazendas ha uin
completo soi ti nien tu de todas as qualidades de fazendas,
tudo por preco conmodo.
No Forte-do-Mattos, ra dotodonnlz, n. 1, vnde-
se uin negropadeiro; assiin como esleirs de carnauba:
quem pretenderdirija-se ao lugar indicado.
~ Vende-se penas de eina, cera decaruaba, etc.: na
ra da Cruz, n. 26. -
Vendo-se, por preco commodo, a tercelra parle de
um sobrado de um andar c sotao, no bairro de Santo-
Anlonio : quein pretender annuncie.
K>i
Escravos Fgidos.
Fllgio, no dia fi de jiilho do crlenle auno um
Aterro da Boa-Vista n. 66. o prcto crioulo, de noine
Benedicto elijo eseravo foi criado no sertao do Rio-do-
Peixe ; he tullo da cor ; tem o rosto secco de estatura
regular muito bem fallante secco do corpo ; levoii
calcas aziics de algodao americano, e Camisa de algodao,
de mangas cmpralas, l'.oga-se as autoridades pollclaes,
que o apprehendam e levem-no a dila casa, que lerao
recompensad 8
Fugio, no dia segunda-feira, 3 do correhte, um prc-
to vea im iho baixo grosso cabello pegado ; levoii
um quarto ruco de cor preta, magr'erao, e que tem uin
earrego ; laminan Hn ion uina cangalha velha e levoa
mais um faciio na cintura Este eseravo foi do Sr. Fran-
cisco Antonio Gaiao Jnior, senhor do engenho Buenoi-
Ayres e he muito conhecido para as partes do norte ;
tem de idadc32 annos ponen maisou menos. Qum o pe-
gar leve o ao dito engenho.
Fugio, no dia 18 do frrente um preto crioulo de
nome Candido, que representa ter 30 annos, poco mais
ou menos ; he alio, secco do corpo ; tem falla de den-
les aparte superior ; a priineira vista parece maluco
at se finge mudo quaudo Ihe parece ; descoofia-se
que tenha ido para Goianua, por l j ter morado : quein
o pegar le Ve-o defronte do o I uto do theatro novo p_.
11 mi na cuchi-ira de Joao da Cunha Reis, que ser
generosamente recompensado.
Fugio, no dia 9 do correte, um moleque, de no-
me Franciseo de nacao Rebolo de 20 annos ; levou
calcas de panno azul velhas .camisa de panno de" linho,
com mangas curtas ; teui a marca C atrs do hombro
direito; he baixo e robuito: quem o pegar leve-o ao
pateo do Paralzo relinaco n. 2.
ERN.
NA Tr. DE M. F. DE PARIA. 848
P
b
fa
la
Id
d I
ci
re
P
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Hii
j i
ze
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10!
IB
li
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