Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09763


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anuo XXIV.
O 01AlllO publica-se todos o dasque nio
forein rie guarda: n preeo da anie.nalura hn
d<-4/000 ti. por qturteUpugat idiantldoi. Os
aniiiincio dos aisijnmte .y inserido*
i asao de 20 r. pni Iluda, n re. fm typo dif-
ireme, ea rrpptlcdM prh metide. O* nao
atiignanlr pagar.io 80 rs. por linda e 160 rs.
fin lypj d i lie re i te, por cada publicajao.
PHASES DA. LIJA XO MEZ E JUMiO.
CrucinH, aS.i7horaie 11 mo. damanb.
La rima, a 16. s 7 horas e mln. da manli.
Jl incoan/, a23,i0lioraiefi.inln. da inanh
/.na nova, a 30, s 5 horas e min. da manh.
Segunda-feira 10
PARTIDA DOS CORREROS.
Golsnna e Paivtbiba, s lg. e texias-fe ras.
Rio-G.-do-Norle, qitinUi-feirai ao moio-dia.
Cabo, Srrinhrin, Rio-Fonin..., Poilu-Caivo
e Macelo, no I.", a II r 21 de cada mez.
'.' iianiiiins Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, i qtiintas-l'eiras.
Olinda, todos os das.
PREAMAH DE II.IF.
Primeira, aot 30minutos da tarde.
Segunda, aos 54 minutos da inanli.
. L. ii i -

le Jnlho de MIH.
s. i.u>.
DAS DA SEMANA.
1" tVninda, S.Januarlo. ud. doJ. dos or-
phuos. do .1. no riv. do I. M, di >. v.
11 Trrc.1. S. SatMOO. \ud. do.l. do c.'dal
v edo J. mi .11 > di) ,i,. |.
12 Quina, s. JoaoGualbrrto lud do I. do
... Sr.' *v- fd"J-,in i"*1 (l" <" '<- <
II Quima. ;,. Anactrto. Aud. do J. dos
orph.c do J. M. da I. v.
14 Sexta. S. Boaventnra. Aud.do J. do civ.
e do i. de paz do I dist. de l.
l.'i Sabbado.S. Cantillo de Lcllis. Aud. do J.
doc. da I v. cdoJ.de pai doldist.de t.
10 Domingo. O Aojo Custodio di imperio.
CAMBIOS !*0 DA 8 PE ll'I.IIO.
Sobre Londres a 25 d. por 1,* r. a00 di is
>> Parla a 345 e SMrs. por fr-nco. Nom.
Lisboa 100 por cont de pr mi
Desc.de leu de boas fu ni i 1.7, aome/.
Aoresda coiup. de Me berilo, 50 rs. lo |.
lluro.Oiu-as licspaulinl.1 :."0(i a "
.-_ i'f/imt .. l-/ lun ..
32/500
Maedas de 0/4(10 v. i7jCIimi i I" 5011
de 6/400 ii. 16-iiOii a 17^100
dcTlOOO... 0/600 a 8 800
Prole-Patajes braslleiros StfOOO a 2^)20
. Pesos columnarios. 2W0O a 2*020
Ditos mexicanos..... M850 a 1A00
Miuda.................. 1/920.1 I.IWH
DIARIO
PEKI\AMBUCO
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
20.. lEfSAO OBDIBfARIA, EM 6 DE JUIBO
DE 1S4.
l'RESItiKM U DO SR. VICARIO AZEVEuO.
Suusumo. Afptovaclo da acta da seisdo anterior. Ex-
pedirme. lledncran doi prajeclos numeral 24,
22, 2 e 3. Requerimento do Sr. Loureiro.
Paree-tres, ipprovaco do projecto n. 12 des-
le auno, em segunda disemino, etm urna emen-
da do meimo Sr. \edoie n. 20 de 1847, em ler-
rrira. SubHiUlco do de n. 4 de 1848 por
outro do Sr. Alve Ferrtira. Adiamento da
diicuuo do projecto que fixa a forra policial
para o atino de 1848 a 184'J.
\s 11 e uicia horas da inaulia, faz-se a chamada c ve-
i-iiiea-.se rstaretn presentes ii ais. deputados.
O Sr. Presidente declara aliena a sesso.
O Sr. 2." Seerclono l a acta da sesso antecedente que
iic approvada.
0 Sr. 1." Secretario menciona o srguintc
EXPEDIENTE.
1 ni oflicio do secretario da presidencia, aecusando re-
inetas dc6 colleroes das leis provinclaes de 1847, e 4 das
geraesde 1844 a 1847. faltando n trmetra parte nade
1844 e a segunda na de 1847, de folhat 9 al 16. Man-
daram-sc archivar.
Outro do uiesmo, participando haver encaminhado
admlaistrafSo dos estabelccimenlos decaridade o pare-
cer da cominisso de leglslacao. Inteirada,
Outro do inesmo, com'inuiiicando que foi executada a
di'iiberacao da assembla, relativa diviso dos emolu-
mentos da sccretarra da provincia. Inteirada.
Outro doinesmo, remetiendo as posturas addicionaes
da cmara municipal desta cidade, para que a assem-
bla ai tome na considcraco que iiierccerem. A'com-
missao de posturas municipaes.
"oiro do iHfsiiio, transuiittlndo a relacao dos emnre- -
gados procrtoAtln, a... ,mra-j*ri.. i-i.,,,,,,^ i..:,. u.ui rio n.
toes do poder legislativo provincial, ao crear mais estes
don ofliciaes, foi dentina-ios para a coajuvacao do ser-
vlfo da secretaria. O meu requerimenta tende, pnrtan-
to, a indagar, se semelhanles empreados sao indlspen-
savcls, ou se o expediente da secretaria da thesouraria se
pode fazer sem elle.
Creio que hei justiucado o meu requerimento.
Encerrada a discussao, he o requerimento submettido
a votayao e approvado.
Eui seguida lie lido e approvado o seguinte parecer:
o A commissao de conslituicao e poderes, ijual foi
remettido o otiicio do secretario da presidencia da pro- j
viuda, de 29 de malo prximo passado, cobrindo as co-
pias authenlicas das
provinclaes c da acta
que sedevolvam as ditas
presidencia, visto estar pree'nchido o fim para que esta
assembla resolveu a requisicao dellas.
Sala dascommissdes d'assembla legislativa provin-
ienl de Pernambuco, 28 de junho de 1848. Trigo de
Loureiro. uarte Periira. Cunha Machado.
cipalmcnlc servicos de empregadus da ordem do pre- que esta asscmltla nSodeve diier o prohuor fuo f-
tcmlcnte; pun-in sympatdiso mais com o crdito com I cajuhilado, como est no artigo. Niio, nao be assim qop
a intelrcsa, com a usina da corporaco a que pertenco. unta assembla legisla : a assembla nao he execuliva.
Acho de toda a justifa que o pretndeme seja jubilado, lie ao presidente da provincia que cabem semeldanles
e goze da graca que implora ; mas pelos canacs compe- cxprcsscs, pois s a elle cabe diier : Fica jubilado o
lentes : nos nao temos urna s Ici que autorisc a jubi- nro/ror/u lacao do professor que tlver 12,14 ou 16 anuos, com Isembla o que deve diier he : i O profeuoi fuio tem di-
ordenado proporcional ao lempo quehouver servido : Irrito a ser jubilado : nao
pagar os novos e vcltios dlrcitos, assim como o sello na-
cional de suas provises. A' qtiem fez a requisicao.
Um requerimento, em que Joan Hiplito de Meira Li-
ma, arrematante do 15 lauco da estrada da Victoria, e
credor da fazenda provincial na quamia de 7:702^800 rs.,
pede que na lei do ornamento se marque quota para seu
pagamento, fazendo-sc o abate de 15 pul' cento. A'
coinuilsso de fazenda e orcamento.
Outro, em que Joao de Pinho Borges, arremtame'do
dizimo dos cocos do municipio de Olinda, requer a res-
cisao do contrato, ou a indeinnisaco na rasan da meta-
de do prefo contratado, atienta n alteracaoquc, em con-
equencia da lei do oia menlo provincial de 1847, hou-
ve lugar na cobranca do meflfcio dizimo. A' coinmis-
io de or(amento provincial.
Outro, em que Antonio Gonfal ves de Moraes, arrema-
tante dodizluin dos cocos, no Iriennio de 1846 a 1849,
requer ser desonerado da obriga(.o c dos encargos da
arrematacao, fazendo-sc esta de novo para os dous an-
uos de 1848 c 1849, sobre outra base, atienta a lei n. 192.
A' commissao de fazenda c orcamento.
Outro, cm que Vicente Fcrreira deSampayo, arrema-
tante do repeso e casa de assougue da villa "de lguaras-
s:i, firdc aasM-iiibia que o dcsoiterc de entrar para o
cofre da municipalidade com toda a importancia do con-
trato a que se submetleu, visto que a seu favor aprsen-
la circunstancias que devem ser attendidas. A' com-
*y iiiissao de ornamentos c rendas municipaes.
He apoiado, julgado objecto de deliberacao e mandado
imprimir o seguinte parecer:
A commisiio de ordenados, attendendo ao icqucri-
mento de Joao Honorato Serra-Grande, porteiro co tri-
bunal do jury desta capilal, cmqe pede urna gratllica-
cao annual por ter servido c continuar a servir neste lu-
gar sem vencimento algum, c com grave prejuizo dos
reudimentos que Ihe resultam do lugar deofflcial de jus-
lica, (que lambeni oceuna, e do qual tira a sua subsis-
tencia e de sua familia} pelas iuterrupces a que est
subjeito no ejercicio deste lugar quando trabalba o re-
ferido tribunal, he de parecer que se Ihc delira favora-
velmentr, adoptando-se a seguiute resolucao:
A assembla legislativa provincial de Pernambuco
resolve:
Artigo 1. O porteiro do tribunal do jury desta ca-
pital vencer d'ora emdiante a gralicaco annual de
200/000 ris, pagos pelos cofres da municipalidade.
Arl. 2. Ficam revogadas as disposirOes cm con-
trario.
Poco da assembla legislativa provincial de Pernam-
buco, 6 de ullio de 1848. Araujo lleltrao. Jos Pedro
da Silva. .,
ORDEM DO DA.
Segunda discussao do projecto n. 12 que considera
com direito a ser jubilado com o ordenado correspon-
dente ao tempo que tem servido o professor de gramma-
e foi talrez por esta rasao, que cahio aqu um projec-
to relativamente a um professor que est quasi ceg.
Eu, pois. nao censuro a casa por ter rejeitado esse pro-
jeclo mas quero que a lei seja igual para todos, e nao
quero que se argumente com lei que mo existe ; pois
que rigorosamente fallando nao ha lei que isto de-
actas"dareTelcos7a''de"pu7ados|lerl,Vnc- En conheco o peticionario sou amigo dclle ,
da apuracaogeral, de de parecer! c,fu'e:'0"lult0 os sc,,s '"c<;"c<"0s esejo muito que
tas capias a secretaria da mesma cfe conslf[a cssa jubilacao: mas, forrado a seguir a ini-
iina consciencia, nao posso votar por aquella sem que
venha pelos eanacs competentes, l'aca-se-lhc esta gra-
ta este favor que acho milito justo e muito beui en-
tendido ....
DouiSrs. eputadot : .-Nao he favor, nao he graca,
hejustica.
OSr. Padre Vicente : Se nao lie (>raca o que de que
elle pede? Se elle quizesse jubilar-sc com Hiende do
ordenado, conforme as leis vigentes, nao prrciiava re-
correr assembla requeria antes ao govern. e este
seria obrigado fazer-lhe justica ; mas eu reco.'teco
nesse acto legislativo una verdadeira i.in embora
mu liein merecida e porisso ella nao me oppunho ,
mas sim ao modo por que se ella pretende conceder:
Jiioro que ella se conceda mas debaixo de certas eou-
icoes ; que se estabelera una lei em eousequencia da
qual se faca a justica que, sem a menor cnntradiceao ,
tem o pretndeme em seu favor. He este o meu parecer.
' Vai mesa e he apoiada a seguinte emenda:
Subititutivo ao artigo primeiio do projecto n. I2.--0 pro-
fessor publico que liver ensillado sem Interrupcao, cconi
todas as condlroes da lei, mais de dez anuos c menos de
vinte, e que se adiar impossibilitado de continuar no
magisterio, tem dircitnj a ser jubilado com o ordenado
proporcional ao lempo de servico. Picando assim inter-
pretado o art. 10do capitulo segundo da Ici u. 43, de 10
de junho de 1837. S. H. Uavignier.
OSr. Laurentino: Sr. presidente, nao tcnciouava
mais fallar nesta materia; julguci >|tie na primeira dlt-
cusSaose linda dito ludoquanto erasurttcleute, nao pa-
ra se esclarecer o.negocio, mas para mostrar satisfacto-
riamente a j 11 s 11 c a que assislia ao peticionario, c por isto
ha pouco cu disse cm aparte ao nobre depulado que me
prt'i-cleu, ii ao peticionario nao se fazia urna grara,
Fram approva das as redacOes dos seguintes pro-
jecto:
N. 24, declarando que o abate concedido aps arrema-
tantes do imposto de 2^500 ris sobre cabecadegado vac-
| cun de extensivo aos seus socios e sub-conductores, ou
.compradores de ramos.
N.'^2, mandando pagar ao arrematante do 13." lanco
da estrada da Victoria, com o descont de 15 por cen-
l lo. a parte do imposto da arrematarn que devia licar
consumida divida provincial.
X." 2, ordenando que os ajudantes do' procurador-
'l iise.ii, em vez dagratificaco que percebem, tenhain 8
por cento das quantias que se ai-recadare... por virtude
de execuedes promovidas por elles.
X.' 3, determinando que o subsidio dos membros da
assembla legislativa provincial de Pernambuco para a
prxima vludoura legislatura seja de 54000 ris dia-
" rio.
He lido e apoiado para entrar cm discussao o seguinte
requerimento:
Requelro que, pelos canacs competentes, se exija do
inspector da thesouraria das rendas provinclaes que in-
firme cita assembla se o betn do servico da mesma
i Oiesouraria exige o ministerio dos dous otliciaes creados
I la b?i provincial u. 195, de 20 de abril do auno passado,
pois que parece certo que foi para coadjuvarem o se-
cretario na cscrlpturaco da mesma secretaria que a c-
lada lei os creou. Outrsim, Infonnie se para o mais
^ servido da thesouraria, exceptuado o da secretaria, sao
bastantes os mais enipregados existentes alm dos dous
ditos ofliciaes. Trigo de Loureiro.
O Sr. Trigo Loureiro: Scnhor presidente, pedi a pa-
lavra para explicar o requerimento que gora mandei
a mesa Elle se funda na informacao quedeu o inspec-1
' lor do thesouraria provincial presidencia no relatorio
' que hontem foi distribuido nesta casa. Em um dos arll?
. gos dessa informacao, o inspector diz o seguinte acerca
dos ofRciaes creados pela lei n. 192, de 20 de abril do an-
uo passado*. (I..) Ora, j se v que para lomar algmas
medidas legislativas acste respeito, muito nos convin
os esclarecimentos que peco. A lei de 4 de outubro de
1K30. quccrcii-t unta thesouraria de rendas provinclaes,
tambem creou para cssa reparticao um ofncial-iuaior,
ous amannenecs dous uniros empregados; mas a le
do anuo passado, creando dous otHciacs, dous priuieiros
cscripturarios c dous segundos, nao declarou quaes as
funcfcs deises empregados. Parece, pois, que a inten-
......- .- !"" .irci
da Silva.
O Sr. Trigo de Loureiro : Sr. presidente, pedi a pa-
lavra para explicar o meu voto : tenho de votar pelo pre-
sente projecto, e vou dar as rases que me iuduzein a
isso.
Sr. presidente, este projecto he justo, e tem fundamen-
to na ici. Quaulu a justifa do projecto, ella como que
salta aos odos, e dispensa toda a demonstrado ; porque,
cometfeito, nada mais justo duque recompensar arqual-
quer individuo os servidos que prestou; nada mais jus-
to do que proporcionar meios de subsistencia ao ptofes-
sor que, no exercicio do magisterio, adquiri molestias
que o privan- de continuar a servir : llmitar-me-hci,
pois, a provor que semclhante projecto funda-sc na lei.
A lei n." 43, que he a que reguloii a instrucrao prima-
ria e secundaria da provincia, no artigo 10 do capitulo
2., considerou um dever o jubilar-se com o ordenado
quando o legislador teve cm vista remunerar o servico
uestes empregados, emenden que o prazo de lu.anuos
era o miuinto para isso, porm nao dclcriuinou que>o
teni|io iiitercallar at aos 20 anuos fsse desaltcnilido :
jubilado : niio pode reconhecer mais do que o
direito ; o resto he attribuic.io de um poder difireme
e assim conloa assembla nao deve tolerar que o pie
sidente da provincia, ou una oulr.i autoridade nucir
usurpar os dircitos da sua prcrogativa, tambem n/io de
ve ultrapassar as barreiras aque se ada circumicripta.
Senhores, a lei de 10 dcjuiiho de J837 na parte rela-
tiva a esta questo, tem sotlrido inlerpretaees diversas
eu, pois, para saiiar todas as duvidas, mandei a minha
emenda, que interpreta a lei, e que he unta medida ge-
ni, com applicaco a todos que eslivcrcni no caso d.1
lei, c com as condirdes que ella prescreve.
Eu nao sou amigo das jubilaroes, porque assento que
o professor deve ensillar quaulu peder. 20, .'fu, 4ti au
nos ; mas quero que, chegada a poca em que elle u3u
possa mais continuar a servir, se Ihe d um ordenado
muito e multo grande, para habilitado a promover :i
subsistencia na velttice. Entretanto, o que acontece en
trenos? Acontece muitai vezes que, em virtude desta
lei de aposcnladorias c jubilaroes, se pague por um lu-
gar 2, 3, 4 ordenados. Em oulras nar.ies, cm que isto sr
regula lucidor, o professor ral at anude pode ir elle
se vangloria de diier : o Ha tantas de/cuas de anuos qur
me assento nesta cadeira. u E, quando assim se expri-
me, elle se sente tomado de grande e justo orgiildo. por-
que inanifesta aos que o ouvein, que tem mrito, -e que
esse mrito lia sido recondecido por muitOS. Mas, qtiau
do chega ao estado de caducidade, a esse estado cm que
a materia cumeca a cahir, e em que nos pendemos para
nosso nada ; enlao, como he preolSO que tuas forras
Sejatn manlida por aquello que com elle liicrou, que
foi o estado, paga-se-lde um ordenado duplicado, tripli-
cado memo ; tildo he pouco. As nossas leis, porui, linda
nao estao confeccionadas neste sentido, e he por laso
que se nao pode providenciar da mesnia Forma. O peti-
cionario, Senhores, aclia-se no caso que flgurel da pou-
eo, csl.i-sc detinli.iudo a odos vistos, est quasi ceg,
tem outra molestias grave, e por isso eu al entenda
que, se fsse possivcl, se Ihc devia dar o ordenado por
inteiro, mas pelo nielo legal, que lie o que designo ii.i
emenda.
O Sr. Laurentino : ~ Sr. presidente, muito folguel em
ouvir o resto do discurso dn nobre depurlo, eu scin-
pie o arbei rasoavel, nao cspcravauutra cous.i dille : r.
, antes que me passe do sentido como militas ve/es acn
'{'-..l/ie rforosa Justif a^JiUjicM. ovniecu iiuc a upa- Ia.lv, cu ioiwiiiii ei a algum.1 cotisa Cn !u, .1. ji-
fentadoria cm si fie" lima grara i .liou q..r, "-osioHin s*jMdo
e.,;,e..i Ja em i/iie. se u jniili-ssoren-
sinar 2ll, 30, ou 50 ailo.', isto he, tanto quanto poder,
se Ihc d, no lint des;e lempo, um ordenado pata 111 <-
subsistir ; mas o nobre deputado com isto nao la/ mais
do que conlirmar o direito que assiste ao peticionario,
logo, est demonstrado que existe a favor do peticiona-1 que, segundo sua mesma upinio, deve sor jubilado com
rio essa disposico no espirita da Ici, ao menos segundo I attencq ao lempo de seu servico. O nubre deputado
minha l'raca inlclligencia. confessa que, apparecendo impotencia de Continuar no
Na priineiina discussao, o nobre deputado, autor da
emenda que se discute, otl'ereceu urna rcllcxo, c foi
que j existia lei qulorisando o presidente a jubilar os
professores, c que por consequencia se o mandasse
para l ; mas o nobre deputado nao se lembrou que isto
era um caso especial; que, se o peticionario cstivesse
rigorosamente incluido nu espirito da ici, tivesse 10 ou
20 anuos completos, mandava-sc-o para o executor da Ici;
mas o pelicionorio acha-se n'iiin termo medio, n'um es-
tado que exige um acto legislativo, interpetrativo da-
cabo de dez anuos de servico, fsse o professor jubila-
do com motado do ordenado : por conieguinte estabe-
leccu o mximo e o mnimo do tempo necessario para
concciler-.se. a jubilaran. Ve-se, pois, que o legislador
nada menos quiz do que dispr as coutas de modo que
nao fsse prejudicado o professor que, no exercicio de
suas funeces, se constituisse cm circunstancias de nao
poder adquirir os meios de subsistencia ; mas he pre-
ccito de oireito que as leis devem de ser inlerpretedas
de n o neo a que se nao de comradlcr.o einqiiem as con-
feccionou : logo peccaremos contra este preccito, se por-
ventura nao eiitcndernios a lei de 10 de junho do modo
como a entendeu a commissao que redigia o projecto
em discussao porquanto nao be crivel que o legislador
quizesse recompensar os servidos prestados em dez an-
uos, c deixar no esquecimento c no abandono os que
houvcssem lugar em doze ou desasis anuos. Esta inter-
pretafo be tanto mais curial, quanto, ao tratar do m-
nimo do tcinpo necessario pora a jubilacao, a lei nao
exige mais de dez annos, porm smente esse prazo. Se
estivesse inscripta na lei a partcula muii, anda podra
prevaler o pensamento dos que coinbalem o projecto ;
porm, nao o estando, nao hcpermittdoduvdarque el-
la nada quiz seno que fsse jubilado com o ordenado
correspondente ao tempo do servo o o professor que, por
molestias adquiridas uo exercicio da cadeira, se impos-
sbilitassc de rege-la. Se altcnderuios, alm disto, Sr.
presidente, que o legislador leve em tanta considerarn
os serviros Jo magisterio, que, ao passo que exige 20
annos para jubilar o professor com lodo o honorario, s
periniltc que os de mais empregados sejam aposentados
com o ordenado por inteiro quando coutarem 25 annos
de servico ; (le ii. 82, art, 1 ") se attendermos a esta cir-
cuinstancia, digo, nao podemos deixar de reconhecer
que os professore devem de ser jubilados com o orde-
nado correspondente ao lempo de servil o.....
O Sr. Padre Vicintt : Mas porque nao diz isto a lei ."
O Sr. Trigo de Loureiro : Perdoe-me o nobre deputa-
do ; nao era preciso que a lei fsse to expressa : como
j demonstrei, ella nao pode ser entendida de outro mo-
do, visto que, quando fixao mnimo do tempo necessario
ara a jubilacao, uo se serve dos temos ou mais de dez
annos.
Convencido de que tcem direito a jubilar-se com o ho-
norario correspondente ao tempo de exercicio o proles-
sores que, lia vendo exercido o magisterio porjnaisde
10 auno de crvivo, se acliarein em estado de no poder
continuar no mesmo magisterio, em consequencia de
molestias adquiridas cm seuielliaiitc exercido ; conven-
cido dislo, digo cu, vou subinetler i considerarn da
casa una emenda neste sentido.
O '- Padre Vicente : Sr. presidente, sympathiso com
tedas as leis que tendetn a remunerar tervieo, c prlu-
esta assembla compete rcsolvO-la.
Mas disse-se: u o presidente tem um aviso para uo
sanecionar estas leis. Eu quizera que se me dissesse se
a opinio de um ministro da cora subordina nosso di-
reito, se por virtude dclle nos nao podemos legislar.'
Voto, pois, Sr. presidente, c muito consciencosamen-
te pelo projecto, na certeza de que a assembla nao ul-
trapassa o que he de suas attribuices, nao faz favor, faz
justica; o que he de sua honra e dever.
O Sr. Trigo de Loureiro: Sr. presidente, eu me op-
ponho a emenda. Quero que o peticionario seja atten-
ilido pqr esta assembla, porque cstou persuadido que,
attendendo-o, ella Ihe faz rigorosa justica. J disse, ha
pouco, que tinha de mandar mesa, como artigo subs-
titutivo do segundo projecto, tima emenda ueste sentido;
he preciso deferir ao peticionario, e isto iafaiera emenda
queconcebi ; porque a lei que regulaa materia he ambi-
gua, oili-reee linas intclligcacias, epor conseguntc de-
ve de se authenticamente interpretada pelo poder com-
petente. Portanto tenho de subnicttcr ao conhccimcnto
da casa a interpretaco desta Ici, mas como artigo subs-
titutivo ao segundo : e isto porque quer o que o peticio-
nario seja deferido pela casa, visto que a sua prcteiiyo
he de rigorosa justicia. Para que havemos de suhjcitar o
peticionario a novas despezas, a novos trabadlos, a pa-
gamento desello, etc. ? Est provado pera uto esta casa,
que elle adquiri no magisterio urna molestia, que o im-
jmssibilita de continuar no servico ; faca-se Un- justica
deferindo-ihe a preteuco. He esta a minha opinio.
OSr. IHaviynicr : -- Sr. presidente, na primeira discus-
sao deste projecto, disse cu que seria mais curial Inver-
so o peticionario dirigido ao governo, expondo a justica
servico depois de 30, 40, ou 50 anuos, de justo que o es-
tado marque um meio de subsistencia ao empregado que
em seu scrvivoassiin se inipossibilitoii ; logo, se o inoti-
vo da iinpossibilidade se presentar 30, 40, ou 50 anuos
antes dessa poca de decrepitufle, pelos u'icsiiios prin-
cipios do nobre deputado, o estado Ihe deve segurar os
meios de subsistencia ; lugo, a assembla obra segundo
seu rigoroso dever deferindo a prctcnraio do peticiona-
rio, c obra com rigorosa justica quando proporciona ,<
recompensa ao mrito do servico, c com rclaeo ao lem-
po dclle.
t) nobre deputado tem querido, n (orea, fa/.er des-
ta casa um tribunal de justica, para onde as partes que
obtivcreui scnlenca no tribunal inferior recitrram por
appeliaeo ; quiz empurrar o peticionario para o poder
xecutivo : mas nao observa o nobre depulado pie, nn
stando o peticionario na leilra da lei restrictamente,
depende de um acto interpretativo, que so esta uaa po-
de pr.iii. .ir ? Logo, muito bem fe?, elle cm edirigir para
aqui Inmediatamente, puupaiviu n iucoiuuiodo de rc-
querer ao governo, c muito bem faz a assembla defe-
riudo-lde ; e por isso ainda contino a votar pelo pla-
jelo.
Julgada a materia discutida, de o artigo substitutivo
do Sr. Mavignier submettido a votaco, c rejeitado, sen
do approvado o artigo do projecto por 12 votos contra 1J.
Entra cm segunda discussao o artigo 2.0
0 S'. Trigo de Loureiro, depois de alguinas simples re-
flcxcs, manda mesa o seguinte artigo substitutivo:
O artigo 10 do capitulo 2." da le provincial u. 43 de
10 de junho de 1837 comprchende o direito jubilacao
com ordenado'correspondente ao lempo porque tiver
servido, da parte do professor que, tendo entinado por
mais de 10 annos nao iulerroinpidos com aproveita-
mento dos seus alumnos, adquirir, no exercicio de sua
cadeira, molestia que o impossibilite de continuar na
regencia da luesma cadeira. -- Trigo de Loureiro. a
Apoiado, entra cm discussao.
O Sr. Trigo ne Loureiro i Sr. presidente, a minha
emenda difiere esscncialmente da emenda que ha pou-
co cahio, otl'erccida consideraco da casa pelo nobre
deputado que se assenta cm frente de iiiim, a qual li-
nda a falta de uina condicao esscncialissipta que de exi-
gida na mesma lei de 10 de junho de 1837, sto he o apin-
veitamento do alumno......
OSr. Mavigiur : Diz mais do que isso, porque di/ :
m com todas ascondicoesda lei.
OSr. Trigo de Loureiro : He rentada ; pode julgar-se
da sua pretendi, ou pedindo justica, ou aquillo que e^M.lSWlt^S* ift^tW%M
Ihc pweda estar de conforuudade com. a lei, porque la- j JgftJJJ Jg Jrlc da lnillna emenda nao' pode se,
to be que he justica ; e, no caso do presidente da pro
viuda Ihe na deferir, segundo elle entenda de raso ou
de direito, cmo recorresse a esta casa. Guardei-me,
alm disto, para, na scguuda discussao, fazer algumas
rdlxes acerca da rcd.icc.an do artigo.
Nao sei se o peticionario foi ou uo ao presidente da
provincia ; oque sei hcque elle uo nos apresentou do-
cumentos que provasscui haver-se elle dirigido presi-
dencia, c tcr-lhc esta uegado justica. Kniretanlo, se-
gundo deciarci em outra occasio, parece-mc que o pe-
ticionario est bem comprehendido na Ictlra da Ici, c
acha-se impossibilitado de continuar no magisterio, por-
que pens que jamis se peder rcstabelcccr da moles-
tia que sollre ; ora, um professor que tem os anuos de
exercicio do peticionario, c que, como elle, ba prestado
serviros de to alta importancia, est no caso de exigir
que, em cumplimento da lei, se Ihc faca justica ; logo,
cabe ao peticionario o que Ihe di o projecto em discussao,
mas pelos meios legacs. Do que levo dito quero concluir
seno a que teve a do nobre deputado : por isso uo fal-
larei mais, para nao fallar de balde, llejeitada aquella,
esta deve ter igual sorte.
lie lida c apoiada a'seguiulc emenda :
ii Artigo substitutivo ao artigo 2. do projeito n. 12. ti
prnlessui- que tiver ensillado por mala de 10 auuos, e
por menos dc^O, s ter direito inctadc do ordenado .
licaudo assim interpretado o artigo 10 do .capitulo 2."
da lei de 10 de junho de 1837. Araujo ticllrao.
O Sr. Trigo dt Loureiro : Sr. pcesidciile, eu j desis-
t da iniiba emenda, porque ella deve ter a sorte da-
quella que ha pouco cahio ; como he, pois, que se pode
sustentar esta em que fallam todas as condices que a
Id exige ? Nao he possivcl : se aquella cahio, exigindu
alias as condifes que a lei estipula, como sustentar-se
esta que as nao consigna.'
O Sr. Htllriio : Eu emendo, Sr. presidente, que a
i'
\
MUTILADO
i*


emenda que mandei meta est espirito c lettra da
lei; nem lenho duvida. Ig..... subre a disposico d
artigo 10, e so mandei a emenda em cnntraposiyo i
nutra que se achasobre a mesa, a qual emendo vir al-
l 1..1 l>-i, r nao iuleipn U-li porque, li ndo-ic o ai-
iigo, fcilmente ir condece que o professor que tivi'i
ensillado por rspafo de 10 ou mal anuos, _e monos de
SO, s leui dirrilua niclailr do ordenado, vista do ar-
tigo ID da 1*1 de lo dojunlio de 1837 que diz: Opro-
frtinr que, por molniia adquirida no txercicio de sua cadii-
r, nao poder continuar nci rg uta ta mesma, ser jubilado
rom a mttade doordenado.w Ora, at aqu a lei nao marca
o tempo do exercicio, e se nisto paraste o artigo, admit-
i-so- ln.i i ni -i.i jubilacao o professo, tlvesse elle de
exercicio 1U, ou I, ou 4 anuos e teria sumen te a ineia
jubilaran, mas o legislador nao quiz que o professor
percebesse a ineia jubilacao se tivesse menos de 10 an-
uos de ensiiio, e por isso accrescenlou a seguale con-
dico : lendo ja entinado por 10 annoi nao inltrrompidos
com aprovr ilamenlo de leut alumnos : ninas daqui se pode
concluir que aquelle que (iver rusinado por inais de 10
anuos, deve ter uin ordenado correspondente ao lempo
cid que ensinou ? Nao ; daqui o que se concluc he que
com menos de 10 annos de exercicio nao tem o profes-
sordireito a meia jubilaro, por fallar-lhe a condico
dos 10 annos, exposta na lei. Isto he mu claro ; nem a
lei precisa de ioterpretacoes.
A iei nao marca o tempo cm que o professor lenba de
.icli.ii-se impussibilitado, ou seja com 10, com 18 ou 19
annos a lei oque exige be que nao tcoba menos de
10 anuos de exercicio. Mas, di/.-seque, se com 10 ao-
iiM de exercicio, o professor tem (tircito u meia julo Ia-
coo, elle deve de ter um augmento em proporcao do
tempo que cnsinon alm dos 10 anuos : ora, eu reco-
nhceo que este argumento tem peso, c parece concen-
tauen com a boa rasan, mas o que nao duvido he que
a lei Ihe nao concede esse favor ; c devo suppr que o
legislador collocado na alternativa de, ou sacrificar essa
rasao, ou abrir a porta aos abusos que se poderiam dar
com as jubilarles correspondentes ao tempo, preferio
sacrificar essa considerarn : porque, do contrario, di-
go, abi iria a porta a minios abusos, nao fallariam do-
cntcs c as cadeiras se achariam sempre em oscillaces,
com prejuio do ensiao publico : ou enlao o que pare-
ce ainda mais conforme com a boa rasao beque, assim
como o legislador nao considerou o exercicio do ensino
desde 1 ale 9 annos para dar ao professor que se im-
possibilitassc de continuar um ordenado correspon-
denle ao exercicio de nove annos, pela mesinisiiiiia ra-
sao nao quiz que se levasse em conta os nove anuos de-
pois dos dez, para ter inais de meia jubilar jo : e, se
l'ossc de tanto peso a rasao do ordenado correspondente
ao lempo, cnto taubem devia perceber um ordenado
uu jubilacao com ordenado correspondente a oito ou
nove annos de exercicio, o que he exprcssaincnte pro-
hibido pelo artigo. Emendo, pois, que o artigo he bem
claro e nao precisa iulerpetaro e s mandei a mi-
nba emenda em contraposico a essa oulra que ,vem dar
ao artigo una iaterprelaco diversa e alterar a disposi-
co da lei, que eu aclio ser bern clara. Voto, portanto,
pela nonlia emenda substitutiva, que sustenta a ver-
dadeira iiilclligcncia do artigo.
O Sr. I.aurenlinn : -- Sr. presidente, o nobre deputado
que me precedeu, disse que o legislador, quandn mar-
cou o ponto mnimo c mximo teve cm vista antes fazer
urna pequea injustira, do que abrir a porta a abusos.
A proposiro contida no discurso do nobre deputado
tem dous esclitos, em qualquer dos quacs nao poder
deixar de naufragar ; ou tem de recoohecer que as
leis ho de ser cxeculadas sempre por estupidos, ca-
pazos de se dcixareiu Iludir a cada passo ; ou por bo-
inens corrompidos, capazes de abusaran de sua autorida-
de ; ou ento recrinhecer que o corpo legislativo decre-
lou urna injustica com conhecinicnlo della, o que lie
horrivcl, seja em que ponto fr cousiderado : imagne-
se urna iujustica, no ponto inais pequeo possivcl, he
sempre horrivel quando se diz que foi praticada com
aciencia, principalmente pelo corpo legislativo. Nao sei,
Sr. presidente, que cousa he injustica pequea : desde
que ha injustica, he sempre acto aboiuinavel. Se o no-
" w bre deputado enxerga injustica, entendendo-se a lei no
' sentido remuneratorio Jo n-iuj.u^iir.dg^ jleltl j"r"r/.

'
ra ..un os .iiiiism, o presidente pude, quando quizer
conceder essas jubilaces, iuformar-se exactamente,
mandar proceder a eximes mdicos,etc.procurar obter
a verdade por todos os modos, alim de nao ser Ilu-
dido : mas admittir-se que, para evitar abusos, o le-
gislador teve em vistas antes urna pequea injustica do
que remunerar o servico de um empregado que nao ti-
vesse precnchido, por inipossibilldade, o tempo mar-
cado, he proposico Sr. presidente, que se nao devia
deixar passar inclume ; porque, torno a repetir, nao
ha injustica pequea Voto pelo projecto.
O Sr. Jote Pedro oppelse a emenda do Sr. Bcltro, c
emende que, a approva-la, a casa ficar em contradiccao
com sigo inesina; porque j approvoa um artigo do pro-
jecto que reconhece no padre Joaqtilui Rafael direito a
ser jubilado com o ordenado correspondente ao tempo
que tem servido, e a emenda quer que se diga que ne-
i. lili ni professor deve de ser jubilado senao com todo o
ordenada, nu com metade delle, segundo tiver viste an-
uos de servico, ou dez, ou mais de dei.
( O discurso do Sr. deputado foi iiiterroinpido por nim-
ios e dill'ercntes apartes, que nao publicamos, porque o
nao damos em sua integra.)
Julgada a materia discutida lie a emenda do Sr. Del
tro rejeitada, sendo approvada a do Sr. Loureiro por
12 votos contra 11, e (cando prejudicado o artigo do pro-
jecto, que, assim emendado, foi approvado cm segunda
discusso, para passar a terceira.
I.un a em terceira discusso o projecto n. 20 do anno
passado, que eleva categora de villa a povoaco do $e
ihor-Boin-Jesus-dos-Rcmcdios, com os artigos additivos
e substitutivos, approvados em segunda discusso.
II" approvado sem discusso.
Entra em segunda discusso o projecto n. 4 acerca do
dcseccaiuento do pantano de Olinda.
Dcclara-se em discusso o artigo priinciro e seus para-
graphos.
O Sr. .V'it'iynier : Sr. presidente, pejo a palavra, pa-
ra me oppdr ao projecto, e direi em primeiro lugar que,
comquanto esta asscmbla, na primeiradiscusso, hou-
vesse declarado que o provecto era til, todava essa de-
da i ii ao nao prohibe que, na segunda discusso,elle seja
rrjeitado ; porque, se assim nao fsse, nao se devia dis-
cutir e votar especialmente.
Sr presidente, as leis a que se refere o artigo primei-
ro, abriram um campo largo, desataram as inos ao go-
vernopara arranjar una couipanhia naciouolou cstran-
geira, que quizesse emprehender esta obra, e todava
oilo anuos sao decorridos e ainda se nao formn esta
companhia ; e ser porque os presidentes que teem havi-
do desde cutan ate boje nao teiiham querido fazer este
contrato? Nao, Senhores; he porqueros interesses que
pdem resultar a esta companhia nao sao sufficienles
para convida-la a emprehender esta obra: alm da gran-
de despezada obra, outracousaha aatlender, e he que to-
dos aquelles terrenos j se achatn posn idos: teem dous
grandes proprctarios prlncipaes, qua sao a cmara e a
Misericordia, que teem aforado a diversos individuos por-
ccs inais ou menos extensas, e isto vein a serum obst-
culo a resolver, se uo inrencirel, ao menos imtnenso,
tal-como a indemnisacio a pequeos pro prieta nos, se
riles a exigirem da cmara ou dessa companhia, por
seus terrenos, ou por essas agoas que nao teem servido
de benelicio a algueni, e antes de mal a muita gente.
Ora, sendo isto assim, esse onus he realmente, se nao
insuperavel, milito grande ; e vista disto, como quer o
nobre deputado fazer esta obra mediante um projecto
que iiiauieta as inos de urna companhia, que Ihe nao d
recursos, que Ihe nao d lucros? Nao he possivcl. Eu,
mis. se me fsse periniltidn, pedira o adiainento iude-
'enidodo projecto ; mas, nao podendo fatc-lo, voto con-
tra elle. E nao se argumente com a companhia de Be-
beribe, porque essa couiccou seus trabadlos"depbis de
mais, te o presidente nao fes cousa alguma, tendo as
naos solas, como o far Meando preso com as bases que
este projecto consigna? Mo he posslvel: portanto voto
contra elle.
Val i mesa c he apoiado o tegulnt projecto substi-
tutivo :
Aassembla legislativa provincial decreta:
Art. !. O presidente da provincia mandar levantar
a planta do rio Bcberibe desde o lugar d* ponte do Vara-
douro em Olinda at povoaco de Bcberibe ; compre-
bendendo esta planta todo o terreno alagado pelas agoas
do mesmo rio, as dlfferentes estaces do anno.
Ai i. 2 Esta planta dever conter todos os perlls,
tanto longitudinaes, como transversaes, necessarios pa-
ra, vista della, ter-se um conheclinento exacto do rio,
c todo o terreno alagado no dito espaco.
. Art. 3. O presidente da provincia exigir, tanto da
cmara municipal de Olinda, como da irmandade da mi-
sericordia da iiiesnia cidade, una copia de todos os ttu-
los de aforamento, feito por estas corporaces aos parti-
culares, dos terrenos que Ihes pertencem ; assim como
da |iicllcs que nao esto ainda aforados ; c tudo isso sera
entregue ao engenheiro encarregndo do levantamenlo
da planta, para nclla fazer menean.
Art. 4." Organisada desta inaneira a planta com to-
dos os esclarecimeutos necessarios, o presidente da pro-
vincia mandar formular um projecto da obra para ca-
nalisaco desta parle do rio Beberibc e deseccainentos
dos alagados correspondentes, calculndose nesse pro-
jecto a extenso do terreno alagado que ainda nao esta
aforado, eque poder ser aproveitado para a agricultu-
ra, assim como uin orcamento de toda a despeza neces-
saria para a factura dessa obra, acompanhado de urna
memoria explicativa de todas as vantagens c inconve-
nientes, que julgar a respeito.
mettido esta esseniblca.
Art. 6 Ficam revogadas todas as leis c disposlcoes
cm contrario.
.. Paco da asscmbla legislativa pruviucial de Pcrnam-
buco, 4 de jullio de 1848. Alvet Ferreira.
OSr. Trigo de Loureiro demonstra as vantagens que o
primeiro projecto proporciona provincia; prova a uti-
lidade delle, 0 concluc dizendo que votar contra o subs-
titutivo.
O Sr. I."Secretario l o seguinte requerlmcnto, que he
apoiado:
Requelro que se mandein scoinmisses de obras
publicas e coininercio o projecto em discusso e o oll'e-
recidoemsubstituc.ao. S. R. Ain-ironier.
O Sr. Alvet Ferreira : Seuhor presidente, o nobre
deputado que acaboude fallar, quiz combater o projec-
to substitutivo ao n. 4 que apresente, suppondo que
elle ti nlia o ni lini contrario ao delle. c por issu liuiilou-
se em demonstrar a utilidade que feriamos da execuco
do seu projecto: porm, Sr. presidente, o projecto subs-
titutivo nao tem um fin diverso do do nobre deputado
ambos teem um uin conim-im, que he o deseccamento
do poutano de Olinda, e canalisa(o do rio lleberibe;
fun que realmente juigo muito til e mesmo necessario :
assim, os argumentos apresentados pelo nobre deputa-
do nao sao seuao cm favor d'ambos os projeclos, por is-
so que elles s diversilieam nos lucios que devenios em-
prear para consegulrmos o lim e realisaco desta dbra.
O nobre deputado quer autorisar ogoyerno a formar
urna companhia; mas esta autorisaco j existe, e minio
mais ampia, e ha muitos anuos: ella acha-se consigna-
da as leis de orfanientos de todos os annos desde 1840
at hoje.....
O Sr. Presidente: O que est em discusso he o re-
qucrinicnlo.c nao o projecto.
OSr. 1. Secretario K-o artigo do regiment relativo
especie.
OA'r. Joie l'edro faz algumas reflexes pela ordem.
O Sr. Prndente concede que oSr. Alves Ferreira con-
tinu seu discurso.
1
OSr. Alvet Ferreira: Ha entendo, Sr. presidente,que
u/lo <> /Um W ~ra*n. P-m~' .- "- .nac
ra do projecto, para avahar o requeruneutu e ver se os
dous projei-tos de vi.un ou nao ir commisso; cstav
estabelecendo a comparafo entre elles, para depois
einittir a minha opinio sobre o requerimento; porque.
se podesse demonstrar que algum delles era mais til,
(lesnei cssai iu seria que ambos fssem remcltidos coin-
inissao: assim, nao eslava fura da ordem, c neste senti-
do con lintia re.
Parccc-ine que toda a casa cohece o lim dos projec-
los, isto he, que ambos teem o mesmo fim ; assim como
conbece que a sua utilidade uo pode ser contestada, e
que dill'rreni os dous projecto to smente nos meios
que se devem empregar para conseguir-sc esse fim. O
nobre deputado estabelcce a formaco de uina compa-
nhia ; eu nao me opponho a isso, rrcinilicro que he o
inclhor meio que temos para chegar a esse lim; mas
reconlieco ao mesmo tempo que, pela inaneira por que
est concebido o projecto, elle he inexequivel. O pro-
jecto tem por fim autorisar o presidente a formar uina
companhia para dcscccar o pantano, debaixo de certas
e determinadas condiedes, emquanto que j existan ou-
tras leis anteriores autorisando o presidente a organisar
una companhia, sem se' Ihe terem marcado condicoes
para isso ; ora, se o presidente da provincia, tendo esta
autorisaco, nao lbe foi possivel achar urna companhia
quequizesse eucarregar-se dessa obra, como he que,
coarctando-se-lhe os poderes ampios que tinha, Ihe ser
Isso possivel? Parece-ine, Sr. presidente, que a causa
por que ainda se nao tem organisado esta companhia,
tem sido nao s o vacillarein os capitalistas se pdem,
ou nao tirar grandes vantagens desta empreza, como
tambein porque entendem que esta asscmbla nao pode
dar-Ibes o dominio daquelles terrenos, por isso que elles
perterfcein cmara de Olinda e irmandade da mise-
ricordia. Oeinais, dada a hypothese de que a companhia
contratasse previamente com a mesma cmara d Olin-
da, antes deempredender a obra, digo que esta compa-
nhia ainda se nao podia formar, porque nao tinha os
dados sufficienles para basear seus clculos, por isso que
nao sabia que quanlidade de terreno existe ainda por
aforar. Duvida-se mesmo se ainda existir grande porcao
devoluta, cquantoamim me parece que quasi lodo o
pantano est aforado, e digo ao nobre deputado, que
consla-mc que, pelo lado de leste do pantano, elle se
acha aforado desde aponte do Varadouro at extre-
uildade prxima ao lugar denominado Passagem, isto
he, todo esse lado do pantano com um fundo al ao (eito
dorio. Alm disto, consta-me que exislem ouiros mui-
tos afoiainrnlos dostos terrenos, e por conseguate eu
nao sei realmente se os terrenos que exislem por aforar,
sero ou uo em grande extenso. Ora, Sr. presidente,
a companhia, para fazer essas averiguares, e poder ob-
ter este resultado, que he abase fundamental para seus
clculos, precisava fazer grandes despezas, ter gran-
de trabalho, e Idtar com inmensas diftlculdadcs, sem
comtudo ter certeza deque noperderia o importe da
despeza necessaria para essa indagavo, e que aprovei-
l,n i,i o seu trabalho. Portanto, exigir que esse trabalho
preliminar seja feito custa da companhia, e em um
paiz como o uosso, onde nao podemos negar que o es-
pirito de associacao acha-sc muito atrasado, c cada vez
mais -ir nili.uin, onde, Senhores, iienhum particular,
isto he, iienhuiii capitalista vai arriscar seus capitaes
sem que teuha priineiraiiiente certeza, ou quasi evi-
dencia que ter uin lucro, e uin lucro muito vanlajoso,
he exigir uina cousa quasi que impossivel, he nao que-
rer mesmo a formaco dessa companhia.
Heais, Senhores, a experiencia tem mostrado o quan-
to isto he exacto; porque, exisliudo a autorisaco ampia
para a fofinaco dessa companhia, ella ainda se nao for-
inou, apezar de j terem decorrido muitos anuos, ao
passo que se reeonhece cada vez mais a necessidade
dessa obra; porm, ainda nao appareceu quem quizesse
e-sa empreza, logo he porque ninguem quer fazer estes
tfab'allios-prerminares; 'purl uito, reconheceiido-te-es
Emenda ao l.". Sercominaudantc do corpo um
capitao daquarla-ciasse cora a gtaduaco de.major. .
dissipadas inultas duvidas, e leudo por base urna recei- sa utilidade publica da execuco da obra, onhecendo- Carvalho.--Cunha Machado, *
taprovavcl; um respeito dona nada disto ha. Ue-' e que o uiaiur embaraco sao essc trabaihos prelemuu-1 O Sr. Jos Carlot nao e oppSe que o com mndame |
re, pereunto: quem os dev* fazer? Parece-me que o
nvrrno. E como ha de o governo faz-loi eui aulori-
sacao?
Quanto companhia do rncanamrnto da agoa para o
Reclfe, de que me falln o nobre deputado. dlrel que
nao eslava no mesmo caso: esta tiuha uina base, bia
(pial seria eu lucro, porque sabia qual o consumo d a-
goa nesta cidade, c tlnha esta base; mas a nutra do pan-
tano nao te ni base alguma.
A',vista, poli do que tenho dito,julgo ter demonstra-
do que o que contin o projecto do nobre deputado, que
me preceden, nao pode ler execuco sem quee tcnhain
feito os trabalbos preliminares que seexigem no pro-
jecto substitutivo, e por conseguale nao haduvlda que
este deve preferir a aquelle, e torna-se desnecessrrio te-
rem remettidos ambos os projeclos a essa commisso.
Nesse sentido, voto contra o requerimento.
O Sr. Trigo de Loureiro : Sr. presidente, eu honlein
disse aqui que nao tenho presumpfo alguma de ini-
nhas obras, e loda hoje o repito. Tenho que votar pelo
requerimento para que o projecto v commisso de
obras publicas, porque entendo que ella nos pode apre-
se nt.ir um projecto inais perfeito. Sr. presidente, eu di-
go que nada consegu remos enm o projecto do nobre
deputado, porque trabaihos perlimuiaics nada apro-
veitam coinpauhia, e o que Ihe ha de aproveilar, ho
de ser os trabalbos, planos, plantas e ornamentos,
que ella mesma mandar proceder. Eu citare! ao nobre
deputado um exemplo a respeito do encanamento das
agoas do Prata. O governo disse a uina companhia:
.. Faze esta obra e tercit o privilegio de vender aeoa ao
pnvn por cen anuos, c a 20 r. o caneco d'agoa. Esta
companhia abracou a proposta, e este bem para a utilida-
de publica acha-se ultimado ; nao por trabaihos perlimi-
nares do governo, mas por aquellos que_ a mesma com-
panhia julgou conveniente encarregar algucm da sua
confianza.
Diz mais o nobre deputado que todo este terreno esta
aforado. Ru sei que beira do rio ha algunt terrenos
aforados pela cmara, a qual j conceden o dominio til
desses alagados a Individuos particulares; mas fique cer-
to o nobre deputado que oiuterior do pantano tem tr-
ras, ainda nao aforadas, para mais de dous engenhos,
porque os terrenos oceupados pelas agoas, desde Oliu
da at Bcberibe, teem uina famosa exlensao : eu o sel
porque tenho andado por all multas vezes.
Diz inais o nobre deputado que o governo nao ollere-
cc garantas a qualquer que se encarregar dessa obra.
Fu dire que essas garantas exislem no projecto, por-
que eu deixo o governo autorlsado para conceder o pri-
vilegio de absoluta isencao do foro por nove annos, nao
pagando no 10." annoseno um vigsimo, ou mesmo um
quadragesinio do foro, augmentando dtil por diante
animalmente na rasao de uin vigsimo, ou de um qua-
dragesmo at que se eleve a laxa do foro actual; alm
das outras vantageus constantes do projecto. como do-
minio ulil perpetuo de todas as tenas, que frein desee-
cadas, etc. Tudo Isso he bastante a meu ver: e portanto,
como cu quero que isso seexecute, he a rasao por que
vol para que os projeclos vao cotumissao de Obras pu-
blicas. ,
O Sr. Joj' Pedro oppoe-se ao projeclo primitivo pela
sua inexequlbilidade, e vola para que nao vo a com-
misso, declarando c a favor do projecto substitutivo.
Encerrada a discusso, he o requerimento subineltido
votaco c rejeitado, sendo approvado o projecto subs-
titutivo do Sr. Alves Ferreira.
Seguuda discusso do projecto que fixa a frca poli-
cial para o anno de 48 a 49.
O Sr. Presidente ; Est em discusso o artigo 1. com
os seusparagraphos.
-Move-se urna discusso de ordem, a respeito de qual a
discusso em que se devia considerar o projecto, por is-
so que elle era um trabalho novo da commisso, resul-
tado de todos os que por ordem da casa lbe fratn re-
mettidos.
Ot Srs. Jos Pedro $ Trigo de Loureiro pensain que esta
discusso deve ser a primeira ; mas o primeiro destes
Srs. declara que se nao opnoc a querella seja conside-
que o objeclo da primeira discusso, est reconhecida.
Ot Sr>. Jos Carlos e Cunha Machado inauifestam opi -
ni.io contraria dos precedentes oradores.
A assembla resolve, sobre proposta do Sr. presiden-
te, que o projecto deve ser reputado como em segunda
discusso.
Contina, pois, a discusso do artigo 1.* e seus para-
graphos.
OSr. Jote Pedro felicita a assembla, por se ter con-
vencido de que a torca policial decretada no projecto,
que primitivamente se apresenlou, he insufAciente para
satisfaser as necessidades da provincia, visto haver ella
reconbecido, por sem duvida, que o auxilio da guarda
nacional e da tropa de llnha uo he auxilio com que
se deve contar cm toda e qualquer occaslo ; assim
como que o emprego da guarda nacional no servico
da polica nao podia deixar de ser muito gravoso aos
interesses ndustriaes.
Felicita aluda a assembla por nao se ter dcixado
impressionar de sera frca policial um auxilio poderoso,
iiasmaos do governo, para execuco de planos hosiis aos
Interesses e liberdades publicas.
Concorda em que o corpo de polica se componha
de 401 pracas, porque com este numero se concilla asa-
tisfaco' da necessidade publica com as toreas do co-
fre provincial ; mas nao se conforma quanto orga-
nisaco, porque quer que baja 4 coinpanhias ; que .o
commandante do corpo tenha a graduaran de tenente-
coronel, e que haja um major e um ajudaute do cirur-
gio-mr.
Quer qua tro coinpanhias, porque entende que deve
haver maior numero de omciaes, visto ser sua opi-
nio que os officiaes sao os inais aptos para counnan-
darem os destacamentos e encarregarem-se das dili-
gencias e do importante servico que est -commetlido
ao corpo policial.
Diz que o commandante deve ter a graduaciio de
teneute-coronel, porque convin assim distinguir a-
quclle que tem utn serviyO inis Importante e uina
responsabilidade maior do que os outros officiaes,
alm de que essa graduacao distinguir bem a su-
perioridade que elle tem sobre seus suuordiuados.
Justifica a necessidade de um major, pela qualida-
de de micho de que julga dever elle ncumbr-se,
visto a necessidade em que continuamente est o oom-
maudante do corpo de entender-se com o chele de po-
lica e o presidente da provincia, e nao poder por is-
so estar sempre presente ao servico interno do corpo,
que reclama a sua dircefo e cuidado.
Tambein he de.opinio que se nao supprlma o lugar
de ajudante do cirurgio-inr, porque assim licaria
muito onceado de trabalho o cirurgio-inr, e pre-
judicado nos lucros que lbe resultam da sua profis-
so ; o que talvez motive nd acbar-sequem queira oc-
cupar este lugar. Alm disto julga fura de duvida que
em muitos casos, como por exemplo de operaces, que
precisan! para serem executadas a coadjuvaco de pes-
soas professionaes, de concurrencia de muitos (len-
les, cuja cura nao periuitte demora, etc. ; terla mui-
to de sentir o corpo a falta do ajudante do cirurgio-
iiir.
Concluc declarando que, no sentido em que falln,
mandar uina emenda.
Sao lidas e apoiadas, para eotrarem em discusso, a*
seguales emendas:
Seja o corpo distribuido cm quatro compauhiaa,
cominaudado por um official com a graduacao de tenen-
te-coronel, e tendo ma major, e um ajudante de cirur-
gia com a graduacao de alferes. ~ Jos l'edro. *
Additivo ao $!. do artigo lf Depois do cirurglao di-
ga-e cirurgio-ajudante. -- S. R. -- Uavignier.
tenha a graduaeao de major, mas nao julga que trj iio
una necessidade absoluta ; responde a* objecedes doSr.
Jos Pedro, e conclue votando pelo projecto.
A discusso fica adiada, por nao haver cata.
O Sr. Prndente d a ordem do dia da sestao segua-
te, e levanta a de hoje.
Cmara municipal do Recife.
SESSAO EXTRAOKDINARIA EM i\ DE JUNH0
DE 1848.
PRRSIDHKCI DO SKMIOU DH. NF.IIi DA F0NSECA.
Presentes os Srs. Ferreira, Dr. Aquino, barata c Ma-
mede, abrio-se a sesso, sendo lilla e approvada a acia
da antecedente.
O secretario fez a lelura dos seguimos olhcios :
Um do Exm. presidente da provincia, mandando que
a cmara remettesse a assembla provincial o aviso im-
perial, scientificando a nonieaco do cidado Domingos
Malaquias de Aguiar Pires Ferreira para primeiro vice-
presidente desta provincia,para que l podesse prestar ju-
ramento o nomcado. lntcirada, visto queja se liaba
assl ni feito.
Outro do mesmo presidente, remetiendo em conse-
quencla de resolucao da asscmbla provincial o requeri-
mento de Antonio da Silva (Immn. acompanhado da
planta e descripeo de um inatadouro publico, que o pe-
ticionario se comprometi a fazer,o do parecer por copia
da commisso de pe ti cao da mesma assembla sobre o
mesmo objecto, para que a cmara o cumpra na parte
que Ihe diz respeito. Que fssem ditos papis enviados
commisso de edificaco, para que a vista delles dsse
o seu parecer acercada conveniencia e utilidade da obi a.
Outro do primeiro vico-presidente, de 17 do corrate,
participando ler tomado conta da administra;fio desta
piovacia. Que se aecusasse a recepcao, anxasse-se
edital e se olliciassc t cmaras da provincia.
Outro do mesmu vice-presidente enviando copia dos
avisos imponaos de 4, 6, 9, 19 e 22 de inaio ultimo, sol-
vendo duvidas acerca da execuco da le regulamentar
das eleicfies.Que se aecusasse a recepc/o e se fizesseiu -
as competentes remessas.
Outro do mesmo vice-presidente, participando ter
nomeado para segundo supplente do Jult municipal da
primeira vara desta cidade ao hachare! Joaqulm Anto-
nio de Faria Abreu e Lima.lntcirada, e que se respon-
de sie.
Mandou a cmara remetter ao Exm. vlce-prealden-
te da provincia para ser remettido assembla provin-
cial, um corpo de posturas, que organisara para este
municipio.
!iespaeharaiii-.se as petices de Joaquim dos neis Go-
mes, de D. Joanna Mara de Dos, de Manuel Antonio da
Silva Ros, de Manoel de Jess Gomes, de Francisco da
Silva Medeiros, de Jos Nanos de Olivcira, e levantou-sc
a sessao. Eu Joo Jos Ferreir a de Aguiar, secretario, a
suhserevi. Dr. ery da Fonteca, pro-presidente, ~
Ferreira. Dr. Aquino. Barata. Aiatnede,
1)1.11111) UG PGRNAHBUCO.
REOIFX, 9 SE JTUXHO DE 1848.
Ordem do dia para a sessao da assembla d'ama-
nba (10): contlnuaco da de 8, el.' discusso do
projecto ii. 19.
Correspndcncia.
Senhoret Rediiflarf- ,* 'r-'t aualidada <0.''cao,
quanto mais a de autoi idade.ine poe na abrigaran de nao
deixar passar sem reparo alguns trechos do Lidador n.
294, que me dizein respeito. A dignidade, honra ebrio
me inipellem a rebater, c nao deixar passar em julgado
como certas essas insinuarnos prfidas e malignas que o
espirito de partido fez contra inim. He verdade que,
depois que o espirito de partido comer.ou a confundir as
cousas, desvirtuar a aeco mais meritoria, quando nao
he de correligionario, ou elogia- la embora viciosa se he
feito dos amigos, teiu-se confundido tudo, e ninguem po-
de discriminar a virtude do vicio; mas, isso nao obstan-
te, zeloso de minha reputafo, entendo dever fazer uin
protesto couru o que oc miiu disse o Liddur.
Disse o Lidador que, amedrontado o Portugus pelo
que acabava de obrar e reslbso das consequeucias, fecha-
ra as portas do artnazem, trancando-se por dentro, e
conseguio evadir-se. Seo Portugus logo se evadi, co-
mo he que o poda prender? Como he que me caberla a
imputaran, aqui houve dlnheiro ? S o desejo de
molestar-un- podia levar a publicar una to prfida in-
siniiacao. Fallis nao para com a popularn desta cida-
de, que me conhece, mas para a de outras provincias ;
pois ninguem ha nesta cidade que duvide seria capaz
de deixar de prender o Portuguez criminoso se elle ap-
parecesse.
Logo que soubc do barulho, dirigi-me ao lugar com o
escrivo Atayde que nao pertence ao'lado praeiro, o of-
ficial de justica Goncalo liorges da Fonseca, o men orde-
nanza Joaqulm Francisco da Silva, e ainda dous outros
Individuos que dizlamconhecer o Portuguez, e o inspec-
tor de quarteirao Francisco Manuel da Boza; com ellos
todos corr os aruiazens; e elles rcs\So/adam se appare-
ceu algum homem udigtado por ottensor do cadete.
Eslava eu como delegado e supplente varejando os ar-
inazens, acompanhado das pessoas cima mencionadas,
permanecendo o povo em obediencia, quando por inte-
cidade apparecerain no meio da populacho o bfcharel
ni/ municipal tle lguarass Serpa Brandao e o teente-
aj iidanlo do;')." bal ilhao da guarda nacional BrandoCor-
deirn.a i ns ii lia rom o pavo que all estava, e at procuran-
do fazer que se rebcllasse contra inim. O Lidador confessa
que fui apupado, rcpellido, mas cm seu odio nao pode
poiipar-nio.Yisia aacorbaco e desordein.pedi aoSr. che-
fe de polica nina forja para coadjuvar-me no restabele-
cimetito da ordem publica; 40a50homens me fram
enviados du corpo policial; mas o que fez essa forja ? Se
toda- ella cumprisse o seu dever, como alguns dos indi-
viduos que a coinpunhaiu fizeram, de cerlo nao te-
riam apparecido os actos das' ras da Prala c Rangel. E
sou eu o icspons ivel por essa falta? Desengaado, dirl-
gi-me ao palacio da presidencia a enien .lor- me cum o Sr.
chefe de polica, e nesse entretanto se fizeram asduas
nortes, e nao oito como dii o Lidador. He, pois, tambein
falsa a alfirmajo de ter ido nesse dlaao quartel do corpo
policial. Se entre a populara all reunida estavain al-
guns correligionapios meus, cotno diz ti Lidador, lam-
ben! all estavam muitos correligionarios dos redactores
do Lidador gritando: Aqui nao ha partidistas, lodos
somos Brasilelros, morrain os marinhelros.
Porque deixou o Lidador de declarar esla verdade?
Accusa-me de me haver contentado com prender os Por-
luguezcs que encontrava, manda-Ios para a cadeia, c
cm dirigir conselhos inefficazes aos que osoffendiam.To-
dos sabem que nao prend, mas somonte procurci p-los
em segurauca, para uo seren ollendi los; isto nao s
OS saos, como a alguns outros que j bastante ferldos
arranquei das mos da populaca. Se.por outro modo a
experiencia me linha mostrado que nada fazia, o que me
restava senq fallar e exhortar ? Se nao podia obrar de
outra inaneira, nem empregar forja que a autoridade
competente devia maudar-me? Sasfac.o-me com o a-
preco que dos meus servijos fez o Exm. vice-presiden-
te noiiirando-me delegado effctivo e com os do publico
iinp.n oinl. He falso que na ra do Quciniado ein frente
da frca do quarto balalhao de artilharia se perpetras-
seiu.assassinalos nuespancatnenlos na*-dias26e 22. Ap-
pello para os moradores dessa ra e para o digno com-
mandante e otticialldade do quarto balaluo.
MUTILADO


;-."* ..,"? ^
1
Para justificar minha conducta serve tambem o officio
jo goveruo peloSr. chefe de polica ein que me agrade-
ce ni lervicus prestados nesses di.ia, e una carta do con-
iul portugus que se apressou agradecer-me por escrip
u es-es sen icos, prometiendo faiS-lo pcssoalmentc, o
me fez.
i .-litio assim,pelo que me toca, respondido ao lidador.
y Son, Senbores Redactores, seu venerador, criado e o-
liMgail.
Ftliciano Joaqun dot Saiitos.
, Illm. Sr. Autorisado pelo Exin vlce-presidente da
provincia para agradecer s autoridades pollciaes desta
idade os esforcos e diligencias que eihpregaram para a
mauutnco da ordem e tranquillidadu publica nos dias
26 e 17 do mez prximo Ando, eu faltarla ao meu dever
se, na qualidade de chefe de polica interino desta pro-
vincia, me nao dirigase V. S. em primeiro lugar lou-
vsndo-o -pelo procedimento sisudo e brioso con que se
liouve em raso do seu einprego nos referidos dias, ein
ane a sua coragein e acellacio publica inulto serviram
para obstar maiores actos.de barbarigmo as ras da
Praia e Rangcl desta freguezia. Fallando destes tristes
acontecimentos,' nao poso deixar de mencionar com
louvor o nome do Sr. Jos lligino de Miranda : esse cl-
dadao no meio dos tumultos que tiverain lugar as re-
feridas ras, apresentou-se e grandemente tambem con-
correu para o nobre fin do restabelecimento da ordem
e tranquillidade publica.
Mullos louvores merecen igualmente os senhores sub-
delegados das freguesas da Ho-VIu. Antonio Pires
Kerrcira.de San-Frei-PedreGoncalvesThoma7.dc Aqutno
Fonseca pelos servicos que prestaram no da 26. ao sup-
pleute emexercicio nessa freguesia o cidadao Alexandre
Rodrigues dos Anjos pelos servicos prestados no dia 27,
o ltimamente ao da freguezia de San-Jos do Recife, Jo-
s Fernandos da Cruz. v. S., portanto, far constar a es-
tas autoridades o agradecimento em que lhe est o go-
veruo da provincia, e particularmente O chefe de poli-
ca pela coadjuvacao quede lodos recebeu para o bom
desempenho dos deveres que a lei Ibes conferio.
. Dos guarde a V. S. Secretaria da polica de Per-
nambuco,4dejulho de 1848.
Illm. Sr. Feliciano Joaquim dos Santos, delegado
do primeiro estricto do termo desta cidade.
Maaoel Rodrigue! Villarti.
i. Illm. Sr. Feliciauo Joaquim dos Santos. Euiquan-
to nao vou como me cumpre agradecer a V. S. a pro-
teccao e auxilio que presin a mu tos dos ineus com-
patriotas nestes ntimos dias,-os quaes estlverain ex-
poslos aos maiores perigos, c fdram mutos salvos del-
les pela prelecfio, oomoj disse, de V. S., permita que
desde j lhe signifique os ineus maiores agradecimeu-
/ Sou com- todo o respeito e affeicao de V. S. amigo e
'limito obrgadiisimocriado. Joaquim Haptiita Murtira.
S.C., 30 dejunho de 1848. >
>3
das, capitn Bernardo de Souza, equlpagem 10, carga
fumo, charutos e mais gneros ; a Luz Jos de S
Araujo Passigriroj, o capitu-taheme d'armada Ma-
noel Jos Veira com sua familia.
Navio tahitlot no metmo dia.
Parahiba ; hiate brasileiro Etpadartt, capitao Victorino
Jos Percha, carga varios gneros. Passageiro, Ale-
xandrino Pedro do Amaral, Hrasileiro.
Canal; barca ingleza Dyion, capitao Roberto Cuminiug,
carga assucar.
EDITA L.
Manoel Jote Teixetra Dattoi, juii de pai tupplente da fre-
gitctia it San-Sot do Rtcife, etc.
Faz publico que se acha no exercicio de juz de paz,
e que dar audiencia nos inesmos dias marcados, ein
casa de sua residencia, na ra dos Martyrios, n. 9.
Manoel Jote Teitceira Battoi.
Declarares.
CMMEH31.
AIande{ja.
nKNDIMENTO DO DIA 8..........6:199^200
Dttcarregnm hoje, 10 de julho.
Eik carvao.
Concfifo-d-4faria mercadoiias.
Barca
Brigue
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 8.
Geral..........'.....'.....350O05
Diversas provincias
, 2(>/u64
376969
CONSULADO PROVINCIAL.
RF.NDIMENTO DO DIA 8.......T .1:043/536
/
PRACA DO RECIFE, 8 DE JULHO DE 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Resilla ttmanal.
Cambios.....Ilouve algumas transacedes a 25 d. por
1/000 r.
Algodao- Entraram 1,107 saccas.O de primei-
ra sorle fol ofTerecido a 2/200 rs. por
arroba ; e o de segunda a 3/800 rs.
Assucar......0 encallado vendeu-sc aOOrs. por ar-
roba sobre o ferro ; o ensacado e
embarricadoliranco, de 1*250 a 1/750
rs. e o mascavado, de 1/100 a 1/150
rs. Entraram 288 caixas.O deposito
acha-se uin pouco reduzido, em con-
sequencia das vendas terem sido re-
gulares. O mascavado fui mais pro-
curado.
Couros- ----- (Merecidos a 90 rs. por libra.
Mgo'ardente- Vendeu-se de 52/000 a 55/000 rs. a
pipa.
Bacalho- Nao houve entrada, c o consumo foi
diminuto.
Carne secca Venderam-se cerca de de/, mil arro-
bas de 2/000 a 2/400 rs. cada una.
I' icaram em deposito setenta mil.
Farinha de ti igo-As vendas fram pequeas, c os pro-
cos de 19/000 a 22/000 rs. por barri-
ca. Tocou no porto mu carregamento
quegeguio para o sul.
Dita de maiidio*a-Vendeu-sc de 3/200 a 3/500 rs a sacca.
Manteiga'- dem a 1/000 rs. a libra da franceza,e a
1/120 rs. da ingleza.
Sahlrain ll embarcacoes, e eutraram 5. Estilo anco-
radas no porto37, a saber; 1 americana, 1 austraca,
23 brasileiras, 4 franeczas, 6 inglezas e 2 portuguesa!.
Apezar dos boatos aterradores espalhados adrede
pelos perturbadores do socego publico, e de que hemos
inteiradoos leitores, contianca publica vai renascendo,
como previramos acontecera. O que cima deixamos
rscripto prova exuberantemente esta hossa assercao:'o
cambio subi un pouco ; o assucar foi mais procu-
rado ; o movimento da praca, emfim, revela um ca-
rcter menos melanclico do que esse que se descorlinava
revista passada. E qual a Causa desse phenomeno ? Ella
lie tito saliente, que quasi nos dispensa de menciona-la;
todavia sempic o fai emos : J2T he a energa que a
presidencia ha desenvolvido ; ao as continuas prova
que ella tem dado de se adiar disposta e preparada
para garantir o direito de seguranca individual e de pro-
priedade, rusta dos maiores sacrificios de sua par-
teM*sSe o governonohouvessetesteiiiunhadodest'arte
quanto se esforca por cumprir os seus deveres ; se pre-
ferase os seus comiiiodos ao interesse da populafao cu-
ja sorte lhe est incumbida, outra por sein duvda se-*
ria a perspectiva do merend ; pois que, sem a mnima
conlradicco, he sempre este que, em todos os pases,
l'iinieiraiiieuteae lesele do delelxo das administra-
res.
iVJovitnento do Porto
Navio mirado no da 8.
Habla ; sumaca brasileira Fhr-<1Angelina, de 92 toneia-
O cscrivan chefe da segunda srcciio da mesa do
consulado provincial faz enlistar aos Srs proprietarios
de predios urbanos dos bairros desta cidade e da po-
voaco dos Afogadns, que, no dia 13 do correle mez,
expira o prazo de 30 dias ulcis, que a lei tem designado
para o pagamento, bocea do cofre, da decima do se-
gundo semestre do anno de 1847 a 1848, o incorrem
na multa de 3 por cento sobre o valor dos seus dbitos
lodos os que dcixarein de pagar at esse da.
Recife, 3 de julho de 184
Thtodoro Machado Frtire Ptreira da Silva.
Rtlacdo dat pestoas qne deven dilima da chancellara, que
vai ter renettida parajuito, tt porvtnlura nao vieren pa-
gar no pre/i.r o pratodt 8 dial da data deilt.
A viuva c herdeiros de Antonio Jos Mus 700/000
Os berdeiros de Francisco da Andradc Urede-
rodes............- 435/000
Nuno Mara de Seixas........ 90/100
dem idem............. 400/100
dem idem............. 800/000
Jos Antonio de Magalhacs Bastos 4tC..... 240/000
Francisco da Rocha Paea Brrelo e outros con-
Henbores do engenho Apipucos 80/000
AudrWilmer............ 44/897
O administrador da llquidacao dos fundos da
extinctacoinpanhla......... 136/940
Jos Cordelb de Carvalho Leite..... 37/23
dem idem............. 35/980
Dr. Angelo Henriques da Silva ..... 5l/i40
Dr. Francisco Mana de Carvalho e S 9/00
Kstesmortb Poowel, por seu procurador Jos
Jeronyino Montciro......... 256/000
Joaquim Cardozo Ayres........ 17/460
Manoel eferlnp dos Santos ....... 15/069
Joaquim Jos Ferreir......... jOOO
Lima Jnior 8c C.......... 34/720
Russel Melors & C........... 74/766
Jos Joaquim Dias Fernandes....... 113/806
Antonio de Assumpcao Catral ..'... 105/594
Herculano Jos de Fi tilas....... 36/800
Jos Ignacio de Abreu Lima....... 60/000
liento Jos da Silva Magalhacs...... 49/572
Josu de Jess Jardim ........ 200/0011
Joo Filippe de Souia Leao...... 423/789
(Continuar-M-ha.)
PUBL1CACV0 AGRLCOLA.
Sabio a luz e acha-se venda por a#
rs na livraria da praca da Independen
ca, ns. 6 e 8, o manual pratico do fa-
bricante de assucar, tendo por epigraphe
overbio quem quer os (ins qner
prt
os mcios ; obra inleressantissima para
os nossos agricultores.
Avisos martimos.
Para o Riu-de-Janeiro seguir, com a maior bre-
vidadcpossivcl, abarca brasileira Tenlaliva-Ftlit, por
ter j tratados dous tercos de seu carregamento : para o
restante, passageiros e escravos a frete, para o que Me-
rceos melhorescommodos, trata-se com Silva &: Gril-
lo na ra da Moda, u. II, ou com o capitao, Antonio
Silveira Maciel Jnior, na Praca-do-Uommercio.
- O brigue nacional Sertorio segu com brevidade
ao Rio-Grande-do-Sul: recebe alguma carga, e escravos
a frete, e tem inultos e asiiados commodos para passa-
geiros : quem pretender qualquer das cousas dirija-se
a ra da Moda,.u. 7.
__Para o Rio-de-Janeiro segu em poucos dias, por
ler a maior parte de seu carregamento prompta, o bri-
uc nai ional Sociedade: anda recebe carga e escravos a
rete, assim como passageiros, para o que tem bons coui-
modos : trata-sc com Jos Francisco Collares, na loja de
ferragens ao p do arco da Conceico, ou com Novaes &
C.i na ra do Trapiche n. 34.
I.cilao
Leopoldo Jos da Costa Araujo contina a faier leilao
a bordo do brgue brasileiro Mintrva, surto no ancoia-
douro da praia do Collegio, c na presenca do Sr. Dr.
juiz municipal, com exercicio _na vara do civrI desta
cidade, hoje, 10 do corrente me/, de julho, cometan-
do as 9 horas da manhaa, da carne secca do carrega-
mento da dito brigue, que se acha avadada, por conta
de quem perteucer; sendo as compras ein lotes, oude
toda a partida, como convier aos licitantes.
Avisos diversos.
Hoje, 10 de julho, ipparecer o
i."numero do Capibarihe, impresso na
lypographia Brasileira: acha-se a venda
no AteiTo-da-Hoa-Vista, n. 47 'ja <*e
louca, e no largo do Collegio, n. 6, lo-
ja de livros do Sr. Joao da Costa Dou
rado.
Achou-se o annel que se animla perdido no ca-
minho de Otinda : na ra Nova, o. 57.
__Quem annunciou precisar de quem lavasse e en-
commasse com perfelcao, dirija-se ra de S.-'ioin-Je-
sus-das-Crioulas n. 19 segundo andar por cima da
venda. ,
.r-OSr.P. M. C. O. venba pagar o seu vale, pois
basta de cassoada e pouco caso que tem fclto; do contra-
rio mo tenha o que dzer.
Offcrcc-se nina criada porlugueza para todo o ser-
vico menos o de cozinba para qualquer casa estrau-
gelra : ua ra do Trapiche, a. 36, segundo andar.
Jos Antonio Marques roga a seus credores que
lhe apresentein suas cuntas at o dia 15 do corrente.
A pessoa que annunciou, no diario de sexta-feira ,
7 do correte querer urna pessoa que se encarre^ue de
engominare lavar dirija-se a run Augusta, n. 72, on-
de morou amigamente o Sr. Barata, que far todo o
negocio.
~ O escrivao da subdelegada da freguerla de S.-los
faz sciente aquellas pessoas que compile tenhaiiia tratar
negocios tendentes a inesina subdelegada o procurem
no paleo do Terjo, n. 4.
Jos Leonardo embarca para o Rio de-Japejro a
sua escrava parda, de nome Raymunda.
Mauocl Pereira Teixeira embarca para os portos do
sul do imperio o eu escravo de nome Benedicto ,
preto.
Auna Joaquina Sacramento faz publico a todas
aquellas pessoas que teem penbores de ouro ou piala ,
que j passam de um auno para cima, os venham tirar,
no prazo de olio dias visto nao ebegarem para seu pa-
gagamento ; do contrario nao dar satisfazlo.
-- Furtaram do Gqui do lugar denominado Casso-
te, um cavallo alazao-fovcro grande, como ferro FP ,
na noite de 6 para 7 do corrente cujo foi comprado ao
Sr. Canuto dos Afdgados e est alguma cousa magro :
quem delle souber ou tlver noticia participe na ra
Dircita, padaria n. 69.
Quem precisar de urna ama para todo o servv de
una casa de homein solteiro, dirija-se atrs da matriz
lie S.-Antonio, n. 14.
Aluga-se um sitio na estrada de Joao-de-Uarros ,
com boa casa de vivenda, c bastantes arvoredos de
fructo : a tratar na ruada Cadeia do Recife, n. 21.
Pergunta-se ao Sr Joiio Jos Leal se na lista que
distribuio pelos seus amigos para assignarem para a sua
pera dramtica k Mall'eiuir de Cradaque) o nome de
Manoel Joaquim I! u lio/, i tem a margem pg. ; pois exi-
ge-se isto, para tirar urna duvda ?a mesmo Sr. Barboza.
Oflcrecc-se um rapaz porluguez casado sem fa-
milia o qual sabe ler c escrever, para caixeiro de
qualqncr una arrumacfto ,e que d fiador a sua con-
ducta : quem de seu preslinio se quizer ulisar diri-
ja-sc a ra das Cruies, n. 21, primeiro andar.
~ Precisa-se de um rapaz que tenha alguns princi-
pios de pharmacia para caixeiro de urna botica na ci-
dade deGoianna : a fallar na ra do Rozado, botica de
Bartholomeu.
- Precisa-se de um rapaz que se queira applicar
pharmacia, eser ao mesmo lempo caixeiro de ra dan-
do fiador a sua conducta : na ra do Rosario botica
de Bartholomeu
O arrematante do Imposto de vinte por cento so-
bre o consumo das agoas ardentes de producf ao brasi-
leira avisa aos Srs. que anda nao p.i".iran dito COnSU-
ino venham fase-lo nos dias 10, II, 12 e 13 do corrrp-
te lidos os quaes, se proceder ua forma da lei contra
os que deixarem de pagar,
A viuva Carioca mtidou a sua re-
sidencia para para o Aterro-da-Boa-Vis-
ta n. 10
(T Tendo-se defazerum contrato com a Senhora D.
Marianna Hcmorgcnes da Conceifo Sampaio, relativo a
casa n. 2, sita na travessa de Jos-'.ourenc.o, se faz es-
te anuunco para que no caso deque algucm sobre ella
tenha algum dominio ou preferencia, o declare por es-
ta follia no prazo de Ires dias.
AOS SRS CAPITES DE NAVIOS.
Fugio, no dia 7 do corrente, as 10 horas da noite o
escravo Domingos, de cor parda baixo grosso, bem
musculoso de 24 annos pouco mais ou menos cabel-
los curtos e bqin crespos alguns dos quaes brancos ,
porm pouco visiveis roslo redondo com bastante
barba e suissas de passa-piolho, labios grossos den-
tes alguma cousa puntudos ; tem urna cicatriz no ante-
braco esquerdo de forma semi-lunar ; alin da roupa
3ue leou em urna trouxa tlnha um chapeo de palha
o Chlll envemisado de prelo e vclho ; exprime-se bem;
trabalba por dill'crentes olicios e pode passar por for-
ro em qualquer parte. Roga-se a qualquer Sr. capitao
de navio que o prenda, no caso de se elle acollara
bordo por quanto dciconlia-se que toiuasse esse des-
tino visto assim j o terfeito de outra vez em une foi
aleo Maranbo. Quemo pegar leve a ra larga do Ro-
zado, n. 12 que ser bem recompensado.
Luz Manoel Jorge Ribeiro, Porluguez rctra-se
para fra da provincia.
___Segunda-feira 3 do corrente, enlregou-se urna
barrica de bacalho a um preto ganhador, c ato o pre-
sente nao appareccu ; he de suppr que a entregasse ,
por engao, em alguma venda : a pessoa que a recebeu,
querendo entrega-la .queira aununclar por esla folha ,
ou manda-la entregar defronte da matriz da Boa-Vista,
venda n. 88, junto a boiiea.
Joaquim Antonio da Silva, subdito porluguez, rc-
tira-sc para fra do imperio.
--Jos Manoel dos Santos, Brasileiro, retira-ie para
fora do imperio, a tratar de sua saude : e quem se tai-
jar seu credor aprsenle suas contas no prazo de 8 das,
contados desta data ein dianle para seren pagas.
--Aluga-se um prelo que sabe trahalhareiu padaria:
quem delle precisar, dirija-se ao paleo da Santa-Cruz,
padaria n. 6, que achara coin quem tratar.
Manoel de Souza, Brasileiro adoptivo, retira-sc pa-
ra forado imperio
Manoel Gonc.alvcs da Silva embarca para o Rio-de-
Janciro o seu escravo de nome Miguel, de nacao An-
gola.
-Pcde-se encarecidamente a quem quer que encon-
trar a escrava Militana, crioula, de estatura regular, c
tendo por signa! caracterstico c fcil de reconhecer-sc
grandes ciealrizes d'aporcas no pescoco, mais de um la-
do do que do oulro e levando vestido di- chita aiul
com llores encarnadas, o favor de a capturar, e levara
seusenhor na ra do Rangel, n. II, que recompensar.
--Urna senhora brasileira, que j tem pralica de
ensillo por ter ensinado algumas meninas de sua fa-
milia e de pessoas de sua auiizade delibera-sc a acei-
tar mais algumas sendo de boas familias; quanto ao
seu ensino he de primeras letlras, ler, escrever ,
contar, grammatica porlugueza, arithmetica, doutr-
nachristaa costura cliaa bordar de seda lacada, sus-
to, matiz de froco de ouro c tapete ; assim como la-
varilo tanto passado como chelo marcar de difieren-
tes qualidades. Roga-se aos pas de familia que de seu
prestimo sequizerem ulilisar,dirjain-se a ruado Ara-
go, n. 32. ,
- Antonio Francisca Ramos faz sciente as pessoas
que com elle tiverem transaeces, tanto coiomerciaes,
como particulaics, que1 miidou de resideucla para a ci-
dade da Arela, ra do Limoelro, n. 2.
Quem annunciou precisar de roupa lavada e en-
gomuiada com inuita perfec,o, dirija-se a ra da Roda,
n. 10.
O abaixoassignado avisa ao publico que dcxou de
ser caixeiro e socio nos lucros o Sr. Antonio da Silva
Guimaraes, desde o dia 4 do crreme mez de julho, do
seu arinatem de carne, na ra da Praia, n. 38; fazendo.
outro sim, sciente que pessoa alguma pague as dividas
pertencentes ao referido armaiem senao ao mesmo abai-
xo assignado. fazendo elle extensivo o nao attender d'o-
ra em diante divida alguma fcita pelo ex-caixeiro cima
referido-
Antonio Francitco Altes de Miranda.
LOTERA
DO HOSPITAL PEDRO II.
O thesoureiro desta lotera de novo
marca o dia \!\ do comente mez para*
extraeco da ultime parte da pnmeira
lotera que deixou de correr no da a8
do passado mez por causa dos aconte-
cmenlos j declarados : e o pequeo nu-
mero de blietes que resta estar tao s-
mente a venda al o da ia.
Compras.
Compram-se escravos sendo machos de 12 al
20 anuos ; sendo femeas duas negrinhas que tenhain
al 12 anuos para se educarem e negras que aejam
mocas e comsignal de seren fecundas memore* e
assegura-se que nao sao para mandar para fra da trra,
nein revender-se sim para urna faenda do matto : ua
ra Imperial u. 79 a qualquer hora do dia.
Oonlinuam-se a comprar pataertes brasileirose
hospanhos, a 2,000 rs., e pe^as, a 16,700 rs. : na ra
da Cadeia-Velha, n. 38.'
Compra-se urna banda de oltlcal de segunda II-
nha : annuncie.
Compra-se banhade lijuassu' ouo proprio tijuas-
su': na ra larga do Rozarlo, botica de Bartholomeu
Francisco jo Souza, n. 36
Compra-se um lernode pesos de ferro, de8 libias
a ineia quarta : no pateo da Santa-Cru*, n- 14.
Cninpram-sc enfeites de cinteiro de meninos : as
Cinco- Pontas, n. 80. .
t-onipra-sc acolleccao do Diario de Pernambuco do
mez deJunho do corrente : no Atterro-da-Boa-VisM ,
loja ii. 24.
Vendas.
Fugio, no-dla 30 de junho um escravo, de nome
Jos cdoulo de 22annos pouco maisou menos, gros-
so do corpo bem prelo denles grandes e limados ,
falla fina barba apenas apontando; he meio flota. Este
preto foi esescravodoSr. Pedro Alexandrino, lavradordo
engenho Pantorra ; consta ser casado e que a mulhor
do dito preto be escrava de um filho do dilo Pedro Ale-
xandrliro ; levou urna trouxa de roupa contendo um
panno da Costa, umajaquetade riscado e mais um cha-
peo de palha novo ua cabeca. Roga-se as autoridades
pnliciaes c capitSet de campo, que o apprehcndam e le-
vein a ra da Calcada venda n. 2, que serao gratifi-
cados con 40/n.
Vendcm-se, na ra das Larangelras. u. 14,
segundo andar os seguinles escravos, mul-
to em conta e todos de bonitas figuras : um
casal de escravos pardos, casados de opti-
_ ina conducta o pardo he ptimo purgador
de assucar, e a parda tem algumas habilidades ambos
nao passam de 23 anuos ; um lindo pardo claro, de 23
anuos com alguns principios de sapatero e que ne;
de urna conduela muilo regular, epor isso inuilo boiu
pagein ; um dito da iiicsm'a Tdade bom copeiro ; um di-
to de 40 annos ptimo para tomar conta de um sitio ,
por 250/ rs. ; dous pretos de naco ; urna preta de na-
cao de 20 anuos viuda da Baha, muito boa engom-
madera e coiinhera; urna ptima cozinbeira, de 20 an-
uos ; urna parda de 20 anuos ; um molcque pedreiro ; e
alguns escravos.
Vendc-se, por preco cominodo, a terceira parle de
um sobrado de um andar c solao, no bairro de Santo-
Antonio : quem pretender antiuncie.
A OO Rs. O COVADO.
No novo armazem de fazendas
de ltaymundo Carlos Leite,
na ra do Queiinado, n. 27,
acha-so o melhor algodao tran?ado azul, proprio
para roupa de escravos a 200 rs. o covado e em
poqas a 2f>0 rs. a jarda o qual se loma recommen-
davi-l pelo muito corpo nao ler gomuia sor muito
largo e de cor ixa ; ptima chita preta forte, a
5,800 rs. n pega ; engranados pannos de mesa, de
algodao encarnados pretos e grandes a 3,200 rs.;
ptimos brins trangados do linlio, a 1,000 rs. a vara ;
lencos de cassa de cores grandes, para senhora a
480 rs.; ditos do seda para meninos, a 640 rs. ; ex-
cedente alpaca de linlio ; chitas finas do ultimo gus-
to ; e todo o sortimonto de fazendas finas e grossas.
para vender por atacado e a relallo o mais barato
possivel.
Vende-se um preto, perito ollicial desapateiro, da
idade de 20annos, sem vicios uein achaques: na ra es-
trena do Rozarlo, 43, segundo andar, se dir quem
vende.
Farinha de milito, a vapor.
Km !' ira-de-Portas, na ra dos Guararapes, n. 5, se
continua a vender superior farinha de ihilho, feila por
um monho puxado a vapor. A relalho, o preco da prl-
meira sorte, he de 100 rs. por libra, eo da seguuaa e
terceira 60 rs. A quem diariamente tomar de nina ar-
roba para cima se far um abate rasoavel.
--- Vende-se m braco de balanca grande, dous peso
de duas arrobas, dous 'ditos de ineia arroba e obras de
llandres de todas as qualidades; um torno de tornear,
proprio para torneiro : vende-se ludo Isto por preco
muito barato, e se faz todo o negocio, assim como se fa*
(ainbein com a loja bem acreditada de funieiro do
Atcrro-da-Boa-\'ista, n. 86.
Vendein 2 inolequcs de l3aunosdc idade; 2 escra-
vos de nacao, mocos;2 ncgrinfs multo lindas.de nacao.
sendo urna de 12 c outra dC 16 annos de idade; 2 escra-
vasde 22 annos de idadeT que cozein, cozinham e en-
gommam; 2 ditas de meya idade e de boa conducta : na
ra bireila, n. 3.
Vende-se ou permuta-se um pequeo sitio no lu-
gar do llarbalho, perto do rio Capibaribe : quem lhe
convier annnncie por esta folha, ou dirija-sc a ra do
Pires, n. 19.
Vendem-se too couros de cabra, e
urna porcao de chapeos de palha : na ra
da Crnz, n.6.
Vendem-se ceblas muilo grandes, entre as qnae ha
brancas por preco commodo na ra da Praia ,
n. 37. ,,
Vendem-sc oprimas navalhas da bem conhecida
fabrica de Rogers ein Londres : na ra da Cadeia ,
" 29" ,
Vendc-se um molcque, peca, de 18_annos, pouco
mais ou menos, ptimo coznhelro, e atianca-se a sua
conducta : quem o pretender dirija-se ao Hotel-Fran-
cisco, que se dir quem o tem.
Vendem-se cambraias muito finas de listras de co-
res c lindos padrfies, a 650 rs. a vara; briin escuro mui-
to fino de linho, a 200 rs. o covado ; fustao pintado, a
320 rs. o covado ; chapeos de sol de aeda, a 4/800 r.
lencos encarnados linos para tabaco, a 3/200 e 4/000 rs.:
na ra do Queimado, loja n. 8.
Na loja que faz esquina para a ra do
Collegio, h. 5,
vende-se princeza larga preta,. multo superior pelo
barato preco de 1/ rs. o covado ; Iuvasbrancasfinas.de
algodao a 120 rs. o par; alln destas fazendas ha um
completo sortiniciito de todas as qualidades de fazendas,
ludo por preco commodo.
-No Forte-do-Mattos, ra do Codonuiz, n. 1, vende-
se um negropadetro; assim como esleirs de carnauba:
quem pretender dirija-se ao lugar Indicado.
Vendc-se um escravo bom trabalhador de enxadae
machado que ganha na ra, e he de ptima condue-
la : na ruada Florentina, n. 16.
Vende-sc penas de etna, cera de carnauba, etc.: na
ra da Cruz, a. 26.



w
A
LOTE P. 14 DO IUO-DE-JANEIRO.
Vcndein-ie vario* DtlheiM da primeara lotera a bene-
ficio da iriti ( !<]<' da Sinti-simo Sacramento da impe-
rial cid i le de ilh'roy: ua rua da Cadeia, luja de cam-
bio, n. 38, de Manuel Gines.
NOP.ljSEl-PBLlCO,
na loja de Manoel Joaquim Pascoal Ra-
mos, n. 19,
vndem-sc muito superiores pannos tinos de todas ai
qualidades, aW, .3/60", 380O, 4/c bf xt.\ sarja muito
superior a 2/c 2/400 rs. ; mci-lu, a 3/200 rs. ; alpaca,
a 1/is. ; lencoi de seda a 1/rs. -crtei de casimiras ,
i' a 0/ rs. ; ditos de laa a 2,500 rs. ; chapeos de sol de
seda, a 5/500 rs. ; v ludo o inais por preco rasoavel.
Vende-se cerveja hamburgueza ,
ocqa de prata, embarricase cestos : vi-
nho do Claret, Xres fe Porto, em ca-
xas tle iima duzia cada urna ; e cbampa-
nha da verdadeira marca Cometa, lti-
mamente chegada : na rua da Cruz, n.
17, armazem de C. J. Asthy.
--Vcudem-se cxccllentes navalhas hamburguezai ,
asmiacsrevaltsamasdaChlna e para garanta da su
boa qualldade dao-se as amoitras: vendem-se nica-
mente na rua do Queimado, n. 17.
Vcndc-sc a venda sita na travessa do Dique n 54
coto poucos fundos a qual vende tanto para a trra
como para o inatto : a tratar na inesma venda.
= Vende-se una preta de nacao de 22 annos, que
cozinha, engomma, cose e lava ; sem vicias ncm cha-
quet: o motivo d yenda se dir ao comprador: u Ater-
ro-da-lloa-\ista, loja n.78.
, .Vc,ndc-fp colla de superior qualldade, da f.bricas
.lo R.o-Grandc-do-Sul: na rua da Moda, armazem n. 7.
\ende-se Lzia potica, ou collccco de poesas inc-
enlas, de autores portugueses publicadas no Rio-de-
Janciro, por Jos Fcrreira Monleiro contendo o pri-
iiieiro volunte 52 nmucros com 312 paginas ; preco 2/
v*. Keccbem-se assignaturas para o segundo voluine ,
constando todooanno de 48, dividido em 52 nmeros:
na rua da Cadeia do Recife, loja de J0S0 da Cunha Ma-
g-ilriaes, aonde j te rucontraro os ns. 1 a 9. Na mes-
illa loja se continuara a receber assignaturas para a
chronira-Litltria, jornal de instrucciio c recrclo por
preco de 6/ rs. por atino por 52 nmeros.
Superior vinho da Figueira.
\ eudc-se esta superior pinga no armazem de Vi-
cente Fcrreira daCosta na rua da Madre-de-Deos em
Darns de quarto, quinto sexto e stimo em pipa mul-
lo proprio para gasto de casas particulares.
r.; casta de babadn fina, a360r. avara; chita de co-r Vendf-ie a venda darua de S.-Thereia bem afre-
Agoa de ungir cabello.
Continua-sc a vender agoa de Ungir cabellos e suit-
aas : na rua do Queimado n. 31. O inethodo de appl-
car dita agoa acempanha os vidros.
bei ta de cor llxa. a 200 rs. o covado ; cassa lisa, a 400 rs.
a vara ; camisas de nina, dai inelhores que teem appa-
recido, a 1,400 rs.; milito boa tarada para toalh.11, coiu
4 palmos e meio de largura, a 800 rs a vara setiin pre-
tu lavrado, a 3,500 n. o covado ; chu,.oi de sol de seda,
a 0,500 rs.; brim trancado de cores, de mu ricos pa-
dres c puro liuho, para calca ; lencos de letlm para gr-
vala ; ditos de seda decores; riscadoi franceses largos
mullo finos i ditos iuglezes; bicos largos e eitreltos ;
e nuil.,..
Vende-se urna banda rica em boin estado para
ofiicial de guarda nacional : na piaca da Boa-Vista, bo-
tica n. 32.
Vende-se una casa terrea na Roa-Vista, rua da Man-
gueira.n. 11, que tcm lampeo na porta, coiu dual
grandes salas, li quartos, cozinha fura, caciniba, qulotla
bastante grande, todo murado e com diversos arvoredos
de fructo : na rua do Arago.n. 27,aqualquerborado
dia. Esta veuda he felta de aecrdo e com contentiincn-
to do hypothecario da casa, o Sr. Antonio Jos Duarte
Jnior.
Vendcm-ie pautas dai alfaudegai do imperio do
Hrasil, iuipi essas no Rio-de-Janeiro : na rua da Cruz,
n. 20.
Vende-se sal do Assu' a bordo da barca brasileira
renatitia-Feh 1 a tratar com Silva & Grillo, na rua da
Moda n. 11.
Vendem-seJazendas muito baratas nos
Quatro-Cantos da rua do Queimado,
loja n. 20, de Teixeira Bastos & r-
melo,
como sejavi.; -castores encorpados para calcas a 200 rs.
o covado ; lencos brancos de cassa com risca em volta ,
a 200 rs. ; cortes de cambraia pintada para vestidos ,
'..inda ixa a ig-iim rs. ditos com alguin mofo a 2/
rs.; casia chita fina e muito larga a 200 rs. o covado ;
dita superior, a 400 rs.; riscados largoi, em cassa com
algum mofo a 200 rs. ; chitas brancas de flores a 120
rs.; ditas escuras, a 160, 200 e 240 rs. o covado ; meias
para menino a80 e 160 rs. o par ; ditas para meninas ,
a320 rs. ; ditaiparaienhora de 400 a 560 rs. o par;
lencos de seda preta para grvala a 1/280 rs. ; ditos de
cores em sellm para grvala, a 1>00 rs. ; ditos de fran-
ja para lenhora a 2/5C0 rs.; luva pretal bordada a
800 rs. o par; camisolas de ineia americanas, muito
boas, a 1/600 rs ; e oulras inuitas fazcudas por pre-
co com modo.
CALUMBlA MILLS
Georg Inwn.
gambredes.
JSovos
Vendem-se siiperiorcscrtes da fazenda denomi-
ii"la gambrefles polo diminuto preco de 1 800
rs. o corte : esta fazenda he de mui superior quali-
dade e scus padres rivnlisam com as melhores ca-
simiras: narua doCollegio, loja nova da estrella
n. 1. '
Vendc-sc um preto muito moco,
de boa figura proprio pura todo o ser vi-
co de casa e campo ; urna mulatinba de
iGa 18 annos, que lie engommadeira e
costureira : narua do Crespo, loja n. a
A, se dir qnem vende.
Casimiras elsticas a Q Adris.
-- Vendem-se casimiras elsticas de algodao e lila
pelo barato preco de 640 rs. o covado : na toja nova
da estrella, n. 1, da rua do Collegio.
Boa pinga.
Vende-se superior vinho da Figueira, em barris de
4, 5,6 e 7 em pipa: no armazem de J. J Tasso Jnior,
rua do Amorim, n. 35.
1 ende-c una venda muito afreguezada para a tr-
ra, e com commodo para inoradla, quintal grande c
cacimba, e pode dar rancho a matuto iita|nas Clnco-
l'ontas, n. 34 : a tratar na misma venda.
Vende-se urna venda muito afreguezada para a tr-
ra e com os fundos a vontade dos coraprodor no Por-
to \ cilio dai Canoai, n. 1 : a tratar ua mesma veuda.
Vende-ie urna das melhores vendas da Roa-Vista ,
por eslar muito afreguezada.vende-se por seu dono ter
de retirar-se: na rua do Rozario da Roa-Vista, n. 2.
Comn, fregueses, d loja de Manoel
Joaquim Pascoal Ramos, no Passeio-
Publico, n. 19.
Vende-se pelle do dlabo a 200 rs. ; caitor, a 200 rs.;
algodao azul, a 200 rs.; algodao de llitrai, a 200 rs.;
chita de coberta a 200 rs. ; rlicados francezes, a 200 rs.;
madapoln fino a 200 rs. a vara ; nielas, a 200 rs. o par;
chitas de asiento escuro de cores fixas a 120 140, 160
r 200 rs. ; riscados muito finos, a 240 n. o covado ; cor-
les de cambraia de quadroi, com 9 varal, a 2/400 n. ;
cassa-chitas de todas as qualldades a 2, 2/500 3/ c
.i/200 n. o corte; lencos de seda para grvala a 400 rs. ;
ditos de cassa, a200 rs. ; chales de inetim a 1/rs.; di-
tos de la a S/iOO n. ; e oulras inuitai faienda, por
menos preco do que em outra qualquer parte.
Vende-ie urna morada de casa de doui andares ,
sita na rua Direlta, 110 melhor local com 36 palmos de
largura e 96dltoide fundo boai paredes, grande quin-
tal duailojas e embom citado -. na rua do Caldelrei-
ro n. 62.
Vendein-sc caiai de macarro muito bom a 3/000
a caixa de 25 libras : no armazem de Francisco Das Fer-
reira.
= Vendein-se6 duzias de cadeirai com aisento de
palhinha e que sao multo fojtei todas ou a duziai :
11a 1 na dai Trineheirai, 11. 36.
Vende-se a fabrica de chpeos da
rua da Cadeia-Velha, j bem conhecida
ha 15 annos nesta provincia, e em todas
as o..iras do norte e algumas do sul,
aonde em toda tem a acquisicao das me-
lhores freguezias : a tratar na mesma
lab
rica 11.
29
Acaba de chegar a este mercado utna partida dcsta
superior qualidade de farinha de trigo, com a qual s
pode colnpetir a verdadeira Gallega : vcndc-sc a rcla-
Iho, no armazem de Antonio Atines, no caes d'Alfande-
ga ; c em porces, a tratar com J. J. Tasio Jnior.
A i.s'ooo rs. ,
ancoretas com azeitonas superiores : ven-
dem-se no caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreira.
Vendem-se superiores velas de carnauba, cortidas
e muito alvas, a 320 rs. cada libra: assegura-ie que a
luz he igual a de eipertnacete e a cor pouco difiere : tam-
bem ha de 280 n. ein libra pouco mais inferlore na
cor smente com ido inulto melhores do que as que
geralmeteappareccm a venda : na travessa do Veras,
na Boa-Vista ,11. 13. ;
Vendem-se saccas com nilllio a 3/200 rs. ; ditas
com arroz, de casca a 3/200 n. : na rua da Cadeia de
S.-Antonio, n. 21.
Vende-iecolla de superior qualidade dai fabri-
cas do Rio-Grande-do-Sul: na rua da Moda,. arma-
zem n. 7.
Vende-se as legulntes obrai: Coila c S, djeciona-
rio fi ancez e portuguet por 8/ n. ; Rui, o cicudeiro ,
por2/500 n. ; Exposicao da doutrina enristaa, por2/ rs.;
Recreio, jornal das familias 5 v. por 6/rs. ; Gramina-
tica franceza deLhomond, por 2/rs.; dita |dc Hatno-
nicre por 1/ rs.; Telemaco por 1/rs.;Tentativa po-
tica por J. S. S., por 1/500 rs. : no Aterro-da-tloa-Vis-
ta u. 84.
No Aterro-da-Boa-Vista,, loja n.
78, vende-se superior couro de .lustro a
4,f rs. a pelle.
Vendem-se escravos de ambos os
sexos, de boniiasfigurase sem achaques :
guezada para a Ierra : a tratar 11a mesma venda.
Ilrins li';.n\alns;
Veinlam-se superiores cortes de brins trancados,
ilequadrose listrasdo muito bonitos padrOes, pelo
barato preco de 2,000 rs. o corte: na rua do Colle-
gio, loja nova da estrella, 11.1.
Casimiras elsticas finas.
Vendem-se superiores e expelientes cortes de casi-
miras de superior .qualidade o lindos gostos, pelo
diminuto preco de 5, 6 e 7# rs. o corto de calcas, sen-
do seus padres tanto de gosto para o invern, como
ara o vero; a elles antes que se acabem : na rua
do Collegio, loja da estrella, n. 1.
SapalSes de tres solas, a i sooo rs,
No Aterro-da-Boa-Vista loja n. 78,
vendem-se sapatSea de tres solas, pelo di-
minuto preco de isooors.
= Vende-ie um bonito cavallo rodado-escuro muito
novo, bom andador de baixo a eiquipar : na rua do
Queimado, n. 17.
-- Na rua do Queimadp, n. 30, ha pannos de boni-
tas cores, proprios para palitos o sobrecasacas, as-
sitn como chapeo de castor, pelo barato preco do
5/000 rs.
- Vendem-se aeces da ex-
tincta companhiade Pernambuco
e Parahiba: no escriporio de O-
liveira limaos & C, rua da Cruz,
n. 9.
Sl'l'EItlOIt FAHEI.O, A 4,000 rs.
Vendem-se saccas com farelo lino de Trieste, che-
gado ltimamente, o qual he o melhor de todos* que
aqui tem aportado, por ser o mais nutritivo: em casa
do J. J. Tasso Jnior, rua do Amorim, n. 35.
Vendem-se oito escravos ebega-
dos bontem do Aracaty sendo : 3 ne-
grinhas de 11 a n annos; urna mulati-
nba ; urna dita muito linda, de 18 an-
tratar com Antonio Francisco de Oliveira Catiro
bordo do berganlim Norma ancorado em frente nr'al3
do i olleel ou com o r. Manoel Alves Guerra, nJ
cal
rua da Aurora.
Vende-se
chegada no ultima
rgem
navio, em
e Lisboa,
bai '
rns p^
quenos, por menos do que em outra qu,,|.
quer parte : na rua do Trapiche, arma-
zem n I7.
Coutiiiua-.se a vender, na rua da* Gru-
zes, n. 41, cal virgein de Lisboa, vinda l-
timamente no brigue ('onceirao-de-Atwia,
por menos preco do que em outra qual-
quer parte, asiim como panno de liuho
lortldo : a vista da qualidade ae tratar o
preco.
# wa %^^m^0f^K*^rmT\f'm%*S0'WSr%rwn^^Wtr*h^f^
Vendem-se coifas c meias ditas de la de diversas
cores e padres, do melhor gosto que tem vindo do Rlo-
de-Janeiro : na rua larga do Rozarlo, n. 24.
Rua do Queimado, n 46, loja de Maga-
, Ihaes & Irmo. o t,
Vendem-ie ricoi cortes de cambraia abena, a 4,600
rs.; ditos, a 4,000 n.; ditoi de cassa de cor, a 3^100 rs ;
5 i5s cambral Um multo fina, de 8 varal e ineia, a
4:200 rs.; ditoi de 3.200 n.; lenco, bordados, com bico.a
WSU ri. cortei de collete de fustn de edres, padrocs mo-
dernos, a 1,230 rs.; ditos, a 800 n.; brim trancado par- ,
do, de puro linbo, a 600 n,; merino preto fino, a 3,000! > 2,
na rua do Crespo, n 4 ou no Passeo-
Publico, n. 17.
CHOCOLATE.
Na fabrica de licore do Aterro-da-Uoa-Vista n. 17 ,
ha seinpre do mais superior chocolate de saudc, cand-
a, baunilbac ferruginoso ; este muito conhecido pe-
las suas boas qualidades tonioas e ser proprio para
Irialdade, e para ai pessoai que padeccm do eitatnago.
JSa loja nova de Ricardo Jos de Fre-
tas Ribeiro, na rua do Passeio-Publi-
co n. I7 vendem-se
cortes de chitas escuras com 10 covados muito finas
c fixas a 1/600 rs. ; ditos de cassa com 6 varas a 2/
rs. ; e oulras multas fazendas muito baratas.
Vende-se, ou faz-se qualquer negocio de troca de
urna casa de taipa, bem feita na principal rua de Pe-
drai-de-Fogo : qnem a qulier procure no Aterro-da-
Boa-Vista fabrica de licores 11. 17.
VfiNDEM-SE
coHec^oes de vistas de Per-
nambuco ,
sondo as da ponteda Boa-Vista,ponte do Recife.Bom-
Jesus, Olinda, Poco-da-Panella o Cachang, feitas ao
beneficio da sociedade da Beneficencia allemla o
suissa : no armazem deKallcmann& Rosenmund ,
no hotel Pistor, naslojasdosSrs. Luiz Antonio Si-
qupjra.daSnra. viuva Cardozo Ayres & Filhos, na
rua da Cadeia do Recite; as lojas dos Srs. Santos
Neves <5c GuimarSos na rua do Crespo ; do Sr. Jos
de Alenquer Simes do Amaral, na rua Nova : e do
Sr. J. Chardon no Aterro-da-Boa-Visla.
~ Vende-se de urna pessoa que se retira utna ca-
brinha de J2 annos que cose, engomma c cozinha com
perfeico : narua larga doRozario loja de miudezas ,
11. 35 onde tambem se vendem oculos para todas as
idades ; navalhai inglezai para barba, as quacs se tro-
cara quando nao agradem ; e outrot muitos ubicaos ba-
ratos.
Vende-se una ptima morada de casa terrea
lita ua rua Augusta com meia-agoa para a rua do Ale-
crn ; uin terreno junto a dita com alicerecs para
diias casas; eruto e quarenta palmo! de terreno com
cerca de doui mil palmos de fundo, desde a rua do
A Ice rmate a bclra do rio i ludo por preco multo com-
modo : a Tallar com Joaquijn Teixeira Pclxoto na rua
da Concordia, n. 25. -
Vende-se, ou arrenda-se o sitio de-
nominado
Rio-Doce
nos com urna cria ; um preto de 28 a
3o anns ; um mulatinhoe t molequinho
tleGa 7 annos: na rua Formosa, na
quinta casa.
Vendem-se latas coiu bolachinha de araruta pe-
lo barato prero de 2/rs. cada una; bem como sacca
com farinha de mandioca, desembarcada hoje e inul-
to boa : no armazem de Dias Ferreira', no caes da Al-
fandega.
Vende-se a venda da esquina do
pateo do Terco, 11. 1, com os fundos qu
o comprador qui/er a dinheiro ou a pra
7.0 com boas urinas escudo a dinheiro
se far algum abatimcnlo cuja venda be
bem acreditada emfreguezia, tanto para a
praca como para o nialto; a tratar na
mesma venda.
Finitas, ago'ardenle e vinhos.
Christopbers & Donaldson ,
coutinuam a ter de leui bem conheeldoi e superiores
viudos do Porto e de llcspaiiha c ago'ardente de
Franca do melhor que vem a esta praca e de difie-
ren tes qualidadei engarrafados c em barris por preco
commodo : na rua do Trapiche ti. 40, no llccife.
Chd de supetior qualidade.
Na nova loja de llvros do pateo do Collegio, n. 6, de
Joo da Costa Dourado, haver lempre muito bom cha,
quetse vende de ineia quarta paradina, por preco com-
lUud.
AOS ao:ooosooo .DE RES.
Vendem-se quartos, oitavoi c vigsimos da primein
lotera a beneficio do Sacramento da imperial cidade de
Nicihcroy : ua rua da Cadeia, loja de ferragein, n. 56.
Vende-se com lafra um engenho, sito na (re-
suella de Ipojuca o qual se acabou ha pouco de edi-
ficar ou tambem le permuta por outro que nao diste
desta praca mais do que 4 lego a fallar na Soledade ,
sitio de Joi Gomes dos Santos Pereira de Bastos.
Vende-se ell'ectivamentc a Rhetorica popular,
traduzida do francei, pelo reverendo Joo Barhoza Cor-
delro, de niela encadernacao a 1/600 n. o volumcs ,
e quera tomar mais de 10 obras se lite far algum aba-
te : na rua de S.-Francisco amigamente Mundo-Novo,
n. til).
Vende-se um quarlo castanho ,
bom carregador : na rua da Cadeia, loja
de miudezas n. I7.
--Vende-se a venda sita no becco do Lobato, com
poucos fundos c em muito bom lugar porque vende
diariamente )6/a20/rs., eoaluguelhe inulto barato :
a tratar na inesma.
A sublime han lia franceza.
Anda existen) algum potei delta sublime banha, con-
tendo cada mu 2 librai, por 1/600 rl. : na rua larga do
Rozarlo, n. 24.
Vendem-se 3 pretoi de elegantes figrate regular
conducta ; duas pretal engommadeirai c cotinheiras;
1 dita de 16a 17 annos,boa costureira e engommadeira;
duas ditas para o servlco de campo ; una negrinha de
|0.i 11 anuos com bous principios de coitura ; um 1110
equede6annoi : no paleo da matriz de S.-Anlonio,
sobrado n. 4.
- Vende-se, barato una carteira para escrlptorio ,
um balco e 6 cadeiras americanas com pouco uso : ua
ruada Cadeia do Recife, n. 34.
Narua de Agoas-Verdes,n. 46,
vcndem-ie dous molfqucs pecas de 15 a 17 annos ; um
pardo de boa conducta ; 3 cscravoi para todo servico;
um linda inoleca de 13 annos ; um molequinho de 8 an-
uos ; urna bonita escrava perfeita cozinheira angotn-
madeira c que cose e lava : duas ditas, por preco com-
modo.
- Vcnde-sejuma aguloa de marcar de cmara, em
bom estado c um mappa eucadernado da costa do Bra-
sil : na rua do Vigario n. 1, loja de cabos de Francis-
co Hamede de A (incida.
Anda esta para le vender, para lora da provincia ,
urna preta moca, com todas s habilidades de cozinha,
sabendo igualmente relinar assucar fazer po-de-l c
bolinhoi de todas as qualidades : na rua do Passelo ,
loja i). 21, te dir quem vende.
--Vende-se, cni virtude de se retirar seu icnhor para
a Europa, um escrava de naco de 18 a 20 anuos, com
um bonito crioulo de 10 para 11- mezes muito proprio
a tratar no I" Orle- CIO- lUattOS, I para criar qualquer cThUlfa por ter muito "bom leife1;
COin A(W FranoUr-n It.-li-m I he ladia e nao tem vicloi de qualidade alguma ; labe
com JO.e r ranCISCO elem. | ,avar f cngomuur e C0JdnB,r o diarlo de urna caa : a
Vende-se umportSode amarcllo proprio para si-
tio muito forte, com o seus pertenec para poder ser
aisentado em qualquer parte : atrs da matriz da Hua-
Vista n. 34 : tambem se vende una porfao de cunos dt
barro proprios para esgotar as agoas do quintal para
a rua.
lou<;a.
Vendem-se jarras da Baha muito ricas e de todos os
lmannos de 2,3 e 4 azas : rrsiideiras de todos 0,
11 m i olios : niiartinhas ; fregideiras multo grande e
pequeas ; panellas e boidei para manteiga ou doce -
cacarolas grandes e pequenai ; papeiros ; alguldarcs
de tomos, grandes e pequeos ; ditos lisos, multo for-
tes c de todos os tamanhos ; uriuos vidradoi, niuit,-,
fortes e de todos os tamanhos; fregideiras e papeiros
eom pequea falha a 20 rs. e tudo mais por limito
commodo preco: na rua do Kncantamento armaieri
ao pe da cacimba.
\ ende -se mu preto proprio para fcltor de um sitio,
por ter disto bastante pratica o qual he de boa con-
ducta : o motivo por que le vende se dir ao compra,
dor : na rua da Penha, confronte ao oitao do Livrameu-
to, n. 1, pr i uuii o andar.
Vcndc-sc saccas com superior farinhc de mandio-
ca : na rua da Cruz, n. 26, e no armazem defronte da es-
cadiiiliu, que fui doGuimaici. ,
Vendem-se oculos para todas as idades ; na val has i
glezai para barba; ditas chinezas queic trocatn, caso nf
si rea n i ; c mitras miudezas baratas; na rua larga do Ro-
zarlo loja de miudezas, n. 35..
Vende-se una batanea grande e peoi de duas ar-
roba! para balxo por preco commodo : na praca da
Independencia u. 3, le dir quem vende.
Veude-se a venda da esquina da rua do Alecrlin ,
n. 2 com poucos fundos urna das melhores que hi
para asparles das Cinco-Pontas para vender a retalho :
a tratar na mesma venda
Vendc-sc a bem acreditada venda da rua do Codor-
niz n. 9, no Forte-do-Maltos: a tratar na mesma
veuda.
Vende-se um preta crioula de 40 anuos, boa co-
zinheira e que engomma faz renda c ensaboa : na
rua Direlta n. 98.
Vendcm-sc pecas de madapoln com 20 varas, mui-
to largo e inuito forte a 21800rs. c a retalho a 140 e
160 rs. a vara ; chitas limpas cores fixas multo eo-
corpadas c muito fortes a 6/ c /500 rs., e a retalho a
140 c 160 rs. : na rua estrella do Rozario, n. 10, tercei-
ro andar.
- Vende-se urna escrava de 18 annos, de ptima
figura que cozinha bem e engomma: no becco do Sa-
rapatcl sobrado n. 12.
= Vende-se um alias de geographla, um diccio-
nario da mesma, c outro dito de Fonseca: tudo em
francez: na rua de S.-ltita u. 40, segundo andar.
Vendc-sc, por seu donse querer retirar, a dinhei-
ro ou a desobriga na alfaudega urna venda no Beeco-
I.argo ,n. I: a tratar na inesma venda.
Vende-se urna ovelha com duas crias: na ruada
S.-Cruz n. 66.
CHARUTOS DA BAHA.
Vendem-se os melhores charutos da Babia : pa rua da
Cadeia do Recife, n. 48, primeiro andar.
Vendem-se
de Beberibe ,
realisadas : na rua Nova, loja n.
\ endein-sc diversos escravos tendo algumas ha-
bilidades sendo 3 canoeros e 2 carpinas -. todos de 18
a 20 annos : na rua Imperial, n. 39-
Vende-se um lotes de ourives um banca de puxar
fio com a sua licita um sepo com o seu taz, balanca*
c pesos para prata e ouro urna pedra de toque e fer-
ratnentas do inesino olficio : ua rua estrella do Roza-
rio, n. 19
Vendc-sc ntua espingarda de dous canal, do me-
lhor autor junto com os teui pertences por baratis-
sitno preco : no Atlerro-da-lloa-Vista, n. II.
t.o aceces da companhia
com todas as prestac5es
Escravos Fgidos.
4
Casa-Caiada na praia do
Dao-se 100/rs. dc'gratificacao
a quem apprehender a cabra Josepha escrava de Ma-
noel Aleixo de Alemo fgida em 18 de agosto de 1838,
de 48 aiiiioi] pouco maii ou menos, estatura regular,
cabellos crespos ; tem um signal driles brancoi na tes-
ta ; he tabanulita ; tem um ilgnal no nariz de um dos
lados ; tem falta de 2 dentes de cima e dous de balso na
frente espaduas largas pescoco c braedt grosios, bem
fallante : quem a pegar leve-a ao engenho Lobo na fre-
guezia deSerinhem.
Fuglo, em principios do mez de junho ultimo o
escrava Benedicta, crioula; representa ter 40 annos,
de estatura regular, iccca do corpo cor bem prew ,
"llios avermelhados rosto descarnado falta de dentes;
lem algumas cicatrlzes de escrfulas que teve no pes-
coco : quem o pegar leve-a ao sillo de Paulino Augusto
da Silva Freir na travessa do Arraial que ser bem
pago de seu trabalho.
I"'ligio a preta Juliana, crioula de estatura ordina
rai, secca do corpo desdentada na frente de 42 an-
nos rosto descarnado ; lerou vestido de ganga azul e
panno da Costa j usado. Esta escrava foi de Joo-Joa-
quim Freir Rabcllo, eperteneca Carlos Uardy.ouri
vea na rua Nova, n. 32.
Fuglo, no dia 6 de ulho do corrente anno do
Aterro da Doa-Viita n. 06, o preto crioulo, de nuine
Benedicto cujo eicravo foi criado no lerto do Rio-do-
Pexe ; be folio da cor ; tem o rosto lecco de estatura
regular muito bem fallante secco do corpo ; levuti
cairas a/.ues de algodao americano, e cainita de algodao,
de mangas compridai. Koga- qucoapprehendam e levem-no a dita casa, que sero
recompensad s,
--Fuglo, no dia segunda-feira, 3 do corrente, ua pre-
to veriueiho baixo grosso cabello pegado ; levou
um quarlo ruco de cor preta, magrerao, eque tem uui
carrego ; tambem furtou urna cangalha velha e levou
mais um faco na cintura. Este eseravo foi do Sr. Fran-
cisco Antonio Gaiao Jnior, senlior do engenho Buenos-
Ayres.i e he muito conhecido para ai panes do norte ; i
tem de idade32 annos pouco mais ou menos. Quemo pe-
gar leve-o ao dito engenho.
Pehv.
NA TVP. DIH. F. DEFAMA
. 1848 9


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E9NYYI0C2_VNIFGP INGEST_TIME 2013-05-01T00:55:43Z PACKAGE AA00011611_09763
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES