Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09762


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Full Text


y.
"*
Anno XXIV.
O 1)1 MU O publka-se tolos o diasque nao
forein de guarda: o pre^o da assignatura he
lt* -iOOO rs. por quartel, pagos adinnlados. Os
' nuncios ros assignantes sao inseridos
rjj.io de 50 r. por llnha, 40 rs. em typo dlf-
trr'tnU'' a' repeticfles pela.mc'Ude.. Os nao
' .jdcn'antes pagaro 80 rs. por linlia^ 180 rs.
em jpo diftVrente, por cada publicac-iio.
PHASES DA LA NO MEZ OE JULHO.
Creseentt, a 8, s7 llorase 11 min. da manh.
Luarhtia, a 16. sylioras e2 min. da manh.
linqoanle, a 23, s 9 lloras edO min,da manli
.a nova, a 30, as 5 hora* e 6 iniu. da manh.
.Sabbaclo 8
PARTIDA DOS CORREIOS.
Ooianna e Parahiba, t segs. e sextas-reiras.
Rio-G.-do-Norte, quintas-reirs ao meio-dia.
Cabo, Serlnh'-m. RJQ-Formnso, Porto-Calvo
e M.icci, no l.u, a II e 21 de cada mez.
Garanhuns e Ronito. a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas-feiras.
Olinda, todos os dias.
PREAMAR DE 1101K.
Primeira, s 10horas c 54 minutos da manh.
Segunda, s 11 horas e 18 minutos da tarde.
t.e Julho re 1848.
N. Mfl.
DAS da SE>IANA.
3 Segunda. S. Jacintho. A-id. do I. dos or-
phos, do J rii) civ. < do I. M.-da 2. v.
4 Teres. S. Isabel ralriha. And. do F do
c. da I v. e do J. de paz d., 2. di*t. de t.
5 Quarta. S. Alhanaaio. Aud. do I. do 0.
da 2. v. e do J. de paz do 2 dist. de t.
6 Quinta. S. Domingas. Aud. do J. dos
orph.c do J. M. da I. v.
7 Sexta. S. Pulquera. Aud. do J. do civ.
e do J. de paz do 1 dist. de t.
8 Sabbado. S. Procopio. Aud" do .. do c.
da 1 v. c do J. de paz do 1 dist. de t.
9 Domingo. S. Cyrillo.
CAMBIOS NO DA 7 DE JULHO.
Sobre Londres a 24 d. por If rs. a 60 dias.
i) Paril a-31.) e 350 rs. por franco. Nom.
Llsboi 10.) por rento fie premio,
riese, de leu de boas nrir is a I' Bornes
Acedes diemnn de Ueberibe. a.>>< rs ao ;..
0oro.-Ooeas hesnanholM 3#000 a 3MVW
Moldas de 0#400t. IW* ''<'
detWmin. I(W>I a 17^)011
de 4J00O... 0#WH0'a !
PrataPatacdrs brasilelros
P-'jos columnarlos.
> Ditos mexicano".....
> Miuda..................
2^)00 a
Sj/IW) a
1/8J0 a
1/9W a
2f>20
l#!HI0
..'
MBUCO

EXTERIOR--
COMPOSICA DA ASSEMBLE'A NACIONAL DE
FRANCA.
Em o Liverpool Courier deparamos coni a seguinte
anlfse da assembla nacional de Franca, transcripta da
Communa di Pars.
Memhros da cx-camaca de deputados. .... 129
Jiiiies e ndvogados. ............ 111
Clrigos :............ II
Mdicos................ 17
Obrelros..............' 34
Mimifacturelros............. 38
Militares. '.............. 38
Magistrados inunicipaes. j...... 39
Cnmniissarios do governo empreados. G3
T.iKeratos e diaristas........... 31
Fnzendeiros,.............. 16
Engenheiros...............'.. 8
Propietarios.............. 50
Desconhccidos........ ..... 243
828
PERNA3.BUC9.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
19.. SBSSO OBDINABU, EM 5 DE JULHO
DE 1848.
PRESIDENCIA DO SR. VICARIO A7.EVEDO.
-(Conlinunrtio do numeroanlectdente.)
O Sr. Laurenlino: Senhor presidente, eu fiz este re-
qiierimento por dous motivos: un porque estamos es-
pera, todos os dias,, do vapor do norte, o qual deve achar
prompta a representaco que por parte dos representan-
tes desta provincia deve dirigir-se assembla geral,
e eu nao queria que chegass'e o vapor e estivesse este
servicn por fazer: o outro'motivo, Senhor presidente,
he li'nilirar-ine que na mesnia occasljo da rcmessa destn
representaco, e pela mesma embareaco que a levar
para a assembla geral, teem de ir bastantes peridicos
desta provincia, narrando os infaustos successos dos
luctuosos dias 26 e 27 do mez passado, acontecidos nes-
la provincia. Sabem todos que a provincia se acha divi-
dida em dous partidos ; e, fosse quem fsse o autor, ou
fautor dos procediinentos aqui havidos naqiiellcs dous
dias, o certo he que- hoje se trabalha com tudas as forcas
para os imputar ao partido da praia. em prova do que
veja-se o que diz o redactor do Lidador, que tenho a for-
tuna de nao conhecer, e nem saber qurm he, a quem s
conheco como escriptor e partidista do lado chamado ba-
ronista: anda nao disse ber=, he um dos corifeus co
primeiro testa de ferro danuelle partido. Essc homem
nada produz, nada deixa cahir de sua envenenada pen-
na, pie nao tenha por fim lancar o estigma ao partido
contrario, com tiio decidido einpenho e com tal odio,
que despreza todo o criterio de escriptor publico e de
homem probo, comanlo que cheg'ue aos seus fins, que
silo estlgmalisar, rebaixar c desacreditar ojiartido prai-
oro.,Qiiando esse escriptor escreve ueste sentido, falta
exactidao, contradiz-se formalmente, emfini nao del-
ta nttenco a nada do que diz e escreve.
Eu simo, Sr. presidente, ter occasio de fallir, nesla
casa, de um partido que cobcrla-sc com o nome do ba-
ro da Raa-Visla, denominando-se baronista. Esrusa-
reli Senhores, contar casa o principio que teve tal de-
nominacao ; contcnto-me, prtanlo, em declarar que
tudo q uanto disser sobre a materia ucnhuiiia rclaco
lem com o !Sr. bariio da Boa-Vista, a quem consagro
amlzadc.
Fcita esja dcclarac.o, Sr. presidente, continuarei o
meu assuinpto, trazendo para prova do que acabo de di-
zer o lidador dosexla-feira prxima passada, 30 deju-
nlio, que se exprime desta manelia, fallando da massa
do povo em innvlnieuio: Esta massa, creada pelas
doutrinas e esperancas que a praia inspirou para acare-
ar adhesors, c com ellas vencer as eleicoes por nielo do
terror; esta massa reunida agora e por si mesma pela
anxiedade de urna occasio sempre promellida, esempre
adiada, foi nestedia a cspecula9ao dos ambiciosos que
se quieram aproveitar desse acaso enf seu favor.
Continuando o seu aranzet diz que, em nome dessa mas-
sa, fui apresentada assembla provincial a representa-
cao que se segu: mas note V. Ex. que, einquanto diz
que esta massa foi creada pelas doutrinas da praia, con-
fessa que por ella foi desacatada a assembla provincial,
toda praieira, c entretanto incite no escuro que a repre-
sentaco fosse feita por Francisco Carlos Crando, reco-
nlircido geralnicnie nesla provincia por guabir; nao
declara que este juiz municipal de lguarass segu de-
cididamente os principios republicanos, condemnados
pelo partido da praia ; em prova do que lam-se diversos
nmeros do Diario Novo. Nao conheco, Sr. presdeme,
o Sr. Serpa Urandao; mas sel, por tradiccao, que este
Sr. nao pertence,ao partido praieiro, c segu os princi-
pios republicanos: como, pois, quer o Lidador que a
praia responda pelos procediinentos desse Sr., se acaso
os teve ?
Diz m'ais que -velo nessa deputac.o o crioulo Cecilio.
Siipponhaiiros que o crioulo Cecilio adopta a poltica da
praia, e que entrn musa coinmissao, seguo-se daqui
que o fez por ser praieiro? Nao poda elle ser Iludido
pelas esperancas suscitadas pela suaavareza, ou por
<|ualqueroutracircuinstancia que nao fsse approvada
pela praia? Por certo; mas nao ocntciidc assim essc es-
criptor.
Aonde est, Sr. presidenie, a prova que oll'erecc o Li-
dador ao publico de que a praia tenha feito promessas
inassa do povo? Seremos obligados a cr-lo s porque
elle o diz? Como combinar-se|o principio de que o povo
fosse Instigado pela.praia, e a praia insultada pelo povo
nas pessoas-dos representantes da provincia, todos o
nuasi todos praieiros? He crive.1 que um escriptor pu-
blico escreva desta maneira ?' Ora, Sr. presidente, nao
6e est vendo a m vontade diste escriptor,a sem-raso c
desejoaj-deute com que elle ataca o partida da praia ?....
Por certo todos aconhecerao.. ..
O Sr. Joit Cario: O plano he delles.
O Sr. Laurenlino: -'Nao se contentando com Isto, quiz
tambern lancar o estigma na face do Sr. coronel Rento

Jos Lcmenha Lilis, cominandante das armas desta pro-
vincia, porque no inesino numero diz: Foi presente
a peticao assembla que a nao repellio in limine, como
fra osen dever em circunstancias ordinarias, mas re-
metteu-a a nina conunisso, prometiendo resolver o ne-
gocio em tres dias: esse arbitrio provocou insultos 8 me-
noscabos sobre a assembla, echegaria a exallaco al
aos desvarios dos especuladores, se o Exni. vice-presi-
dente da provincia nao toinasse as providencias necessa-
rias para rcOlisar a resoluco, tomada desde a vespera,
de acabar por lucio da frca essc estado desesperado ;
resoluto Iludid i pela irr'esolucao d auloridade poli
cial e militar. Encarregado o bravo coronel de segun-
da liuha Francisco Jacintho Pereira de desbaratar e dis-
solver o ajuiitamenlo, para logo c com a energa que
o caraclerisa conseguo restaurar a ordem publica e
desassombrar a cidade ; sci bastou querer para o conse-
guir. Ora, a auloridade policial c militar existia, nessa
occasio; nas pessoas do Sr. Lcmenlia e do Sr. Dr. Ger-
vasio Pires Ferrcira; ads quacs imputa o Lidador a illuso
das ordens do Exni. vice-prcsidcntc da provincia; mas,
para se ver a precipitado com que esse escriptor escre-
ve, quando trata da sua materia favorita, pruieiramente
note-se que em ambos os Diario desta provincia sabio a
ordem do F.xm. vicc-presidente, dada ao Sr. comuiandan-
tc das armas, concebida nenies termo ; que cmpic-
gasse os meios brandos para applacar o povo, c quando
estes nao prnduiissem efl'eito empregasse a frcan : e de-
pos pergun'arei ao Lidador: OSr. coronel Francisco Ja-
cintho arrogara a si a antoridade de enmmandar as ar-
mas? Obrariaporsi, ou cumplira uessa occasio as or-
dens que recelieu do Sr. commaiidante das armas? Em
nouic de quem obrou? Do commandantc das armas.
Que ordens cumprio ? Do commandante das armas. Lo-
go, he ao emniniud.in le das armas que se deve (tribuir
o hoiu resultado do emprego da frca, c nao vontade
do 8r. Coronel Francisco Jacintho...
O Sr. Ferreira (omei: Al se disse que se linha ti-
rado o commando das armas ao Sr. Lemenha. dando-jc-
oao Sr. Francisco Jacintho, s com o fim de o desacre-
ditar.
OSr. auren'ino i Mas, Senhores, be o inesmo pe-
ridico, que se vi Toreado a fazer ao commandante das
armas o mais completo elogio. EMoaquli Foi tarde,
mas a tantlica foi um bein, foi urna experiencia em pi
pretexto contra as fnebres previses da repercussn dos
movimentos europeus, ma infestadas no nosso parla-
mento.
Ora, aqui temos a defesa feita por este inesmo peri-
dico ao couiinandante das armas. Se este escriptor, Sr.
presidente, rcflcctissc no que escreveu, se tvesse a cabe
ca mais atienta ao que faiia, e luenosoecupada do espi-
rito de maledicencia, diria que a rrcsoluco do coin-
mandante das armas den lugar aos males que a provin-
cia soHrcu, c mais adame que essa mesma nrcsoluco
foi boa, por ser urna prova de dedicaeo inonarchia,
por ser um protesto comra as repcrcusses da Europa ?
i onfessa que havia uuia raso para assonibrar os cora-
ces dos bous eidados ; reconhece que era preciso nao
chegar o morro ao rastilho da mina, para nao haver
exploso; co,nfessa que desta morosdade rcsiiltou este
bom uccesso: como, pois. quer disto mesmo fazer um
crime? Nao se est vendo nUto asua m ntenco? Se-
nhores, todos nos Ionios tesicuiiinli is do que aqui se
passou, todos nos sabemos da antip.ithi.i innata dos
nossos patricios contra os Europeus ; ;.. ,.....; co-
nhecamos que o povo em certo modo esleja em desA-
pero, por se acharem tomadas pelos Europeus todas as
pnsii ues cominerciaes < in iusti iaes. e nossos patricios
se achem solados seni poder lancar nio de recurso al-
gum para viver ; com ludo, uem o partido da praia, nem
um s individuo pernaiubiicano de bom seuso, e com
inulto maior raso neiihum mcinbro desta casa, seria ca-
paz de. louvar os mcios que se enipregarain tiesta occa-
sio...
O Sr. -Tanifr Lope: O partido praieiro nada tem de
cominum com aquelle bando de anarchistas.
O Sil. Lnurtnlino: He dos principios da praia a or-
dem; entretanto, l-.y neste papel, foco de intriga, re-
sumo de falsidade, calumnias e composturas, o que se
segu : Certo, a experiencia foi tanto maior, quanto
de um lado se empregarain lodos os esforfos e incita-
mentos para lser que o povo e a tropa desvairassem no
sentido da repcreusso, e do outro lado se nao una trai-
yo, ao menos appareceu o desanimo do st lvagem que,
na plnase do Sr. Paula Sonza, quebrou os reinos da ca-
noa e enlregoU'Se Divina Providencia.
Ora, quaudu apparecc um escriptor publico que pega
na pinna para eserever falsidades destas, no lugar em
Iue acontecen u laclo, no lugar em que Inda a popula-
cao foi tesiemuuha oceular, nao sei que conceilo se pos-
sa fazer delle....
/m Sr. eputado d um aparte que nao podemos ou-
vir. .
O Sr. Laurenlino: Ora, como beque em Pernambu-
co onde ha um jornal, o Diario-Xovo, aonde teeuiapparr-
cido escrlptos artigo combatendo resolutamente o sys-
teina republicano, chamando os eidados ordem, mos-
tr.imlu-llics os males resultantes de tal svstcnia, citando-
Ibes a cada passo a aristocracia extraordinaria que se
pratiei nos Estados-Unidos, e sto quasi lodos os das;
como he, digo, que esse homem se atreve a dzcr que o
geneial Roma, que todos, sabem he o redactor daquella
ralba, foi um dos que estar all aculando o povo para
fa/rr aquclles males, c aniuiando-o no sentido da reper-
cusso...
QSr. Xavier Loptt: Aquella folha escreve por es-pe-
culac.id. '
OSr. Laurenlino: A concluso nica que se pode li-
rr daqui he o descrdito de seu autor, ,
Senliores, eu preciso dar urna explicacao. Talvez al-
gntn me censure pelo que eslou praticando; mas eu
sou partidario da praia, eu vejo que se quer imputar
praia indo aquillo que a torne ridicula, que a desacredite:
perianto julgo-me na necessidade de me defender de-
fender 0 partido.
Diz-se que aquclles aconteciinentos fram o resultado
das doutrinas da praia; mas agora, Sr. presidenie, he
preciso que comparemos as doutrinas da praia com as
doutrinas deste peridico. Quanto s doutrinas da praia,
me julgo dispensado de fijzer a sua defesa, por isso que
fallo em Ptrnambuco, aoo.de todos os dias sahe o Dia-
rio oco. Comparemos, porm, ests com a da tironde
Tempeilndt, produeco, seeunJo se me afnnna, da mes-
ma peona que escreve o Lidador. ( L ) Ora, aqu temos
o verdadeilo incitamento para a desorden ; aqqi te-
mos o convite aos Europeus para pegarem eir armas,
c a promessa de que a inorie de um Braslelro adopti-
vo ser vi ugadacoin a niorlc de dez Brasileiros natos.
Donde nasce a doutrina ? Ser da praia, ou do partido
guabir ?
Confrontemos as dontrinas da praia com as do tirit
da Piiliia eujo eslylo e cuja dmiiiina tudus sabem. A-
3iii temos o couccito que dcllc fiVrma o redactor do Li-
ulur (li) c Iriin i-l lie astro luminoso; deseje fazer
uin di i um consorcio com ella (piando se tornar mais
explcito e decisivo, Ora, quem lem estes sentimeulos
estar habilitado para tachar de criminosas as doutrinas
da praia, e dizer que os aconlecimentos de 26 e 27 f-
ram consecuencias deltas ?
I)i< esse hoiiirm, Sr. presidente, no' seu palavrado,
que para seus fins o partido da praia iicutio un odio
na populadlo contra os Europeus. Ettj disse que essa
averso pareca innata nos Mrasileiros, c que demais a
mais era fomentada c aiigmcnta.a pelo desespero em
que o povo est : nao sao doutrinas que se inciitisscni ;
mas, quando o lssein, quem sera o culpado a praia,
ou o Lidador! Esse homem que acaba de atirar ooin es-
ta nodoa por cima do partido "da praia, Q0 mesmo nu-
mero em que o faz, no mesmo numero em que con-
deinna aquclles procediinentos populares, contina
a fomentar o odio dos Hrasilcros contra os Europeos.
Est to habituado a istu que, sem o querer, por nao
serprspria a occasio, redigio oque se segu, fallando
do nosso collega, o Sr. I)r. Loureiro : Nesla dis-
cnsso o Sr. Loureiro exceden se e na. abundancia de
asneiras que soltou, cousa que Ihe be la familiar, in-
sultoii a mu Pernainbucano digno e credor de todos
respeitos e 'considerares, o Sr. Souza Teixeira ; eo
mesmo fez a aquelle que foi respeitado sempre pe-
los seus merecimentos, o Sr. Pires da Molla : pela
primeira vez vio-se um Porluguez Insultar Da tribuna
a dous rasleiros, una assembla fazer coro com os
insultos, dar-lhe importancia e valor. He preciso que
que certa gente tenha renegado sua patria para che-
gar a lana abjeceo.
O Sr. A'fiuier Lopes:,--Kssc escriptor do Lidador nao
sabe direilo publico constitucional, ou nao lem cons-
ciencia s^nso commum.
O Sr. Laurenlino: Sr. presidenie, se esse homem fs-
e o que inculca, devia ser o primeiro a confessar que o
Sr. Dr. Loureiro nao lie esse Porluguez, esse eslrangei
ro que elle diz ; porque o nasciinento em Portugal nao
Ihe tira o privilegio, que Ihe concede a ennstituicao, de
de ser-3raslcro : mas elle, reconhecendo a antipalliia
que teem os Kraslleiros aos Europeus, vulgo chamados
mariuheiros, nao quiz perder a occasio da fazer ver
massa do povo que o Sr. Loureiro era F.uropeu, pof isso
mesmo que o seu fun era faz-lo cahir na odiosidade do
povo. E estas sao as doutrinas que prodiizem os resulta-
dos que o mesmo Lidador inculca repr'ovar. Bein cabe
aqui a aenteura <\e qunm habel.
Sr. presidente, nao posso dispensar-me de lr um tre-
cha que faz umita honra ao sen autor !!.'
OSr. Roma .Ao autor do Lidador '
O Sr. Laurenlino :Esl sabido que he ao autor do pe
flodlco que analyso. (tjfl Aqui temos : primeiro a deli-
cadeza da consulta quevaiuiii homem fiar a um advo-
gado que nao conhece, s para llic perguntar, se deve
tomar urna luja de fazendas, se de niudezas....
O Sr. Ftrreira Goma: Advogado conhecidu do Lidi-
dor.
0 Sr. liorna : -- Talvez Francisco Carlos Braudo.
0 Sr. Laurenlino : Isto nao nicrecia a honra de ser
refutado. ( ApoitiJos. Porque cobre-sc o Lidador coma
capa to annnvmo? Porque nao declara o nome desse
hoiueni ? Porque no-dcscobre quem fez essa OQUMlIU,
e nao diz quem foi esse advogado, essc Sancho, Fuo?
Quer, porvcn'tura, (jiie acreditemos na existencia do
faci, s porque Aleja no papel ?... -
OSr. Jos Carlos: Isso merece completo desprezo.
0 Sr. Laurenlino : Kngani-se o nobre dcpulado : o
Lidador na corle tem su-s synipalbias.
O Sr. Jos Cirios : Leui una e onlra cousa. Se do
crdito ao Lidador he porque sao smiles cum limilibm,
Sr. Laurenlino:--~r. presidente, lomando ao Sr. com-
mandante das armas de Pernanibuco, sabemos que he
l'ei n iinliiic.ino; todos cotihecemos seu uirrto, naos na
qualidadc de militar como de simples eidado; esl multo
alm do alcance dos tiros do Lidador, para pod-los des-
piezar sobremaneira. Debalde se esforca esse homem
em seu einpenho: quando aconieceu a dcsordeui em
Pernanibuco, esse Senhor, tinha dous ou tres das de
empossado no comniaudo das armas ; desde o auno
passado, de quando em quando, espalhani-se aqui pro-
clamacfiei republicanas ; o Sr. Lcmenha iguorava o es-
pirito da Iropa, e, na Incerteza em que se achava teve
a prudencia de esgotar a blandura, e com ella acalmar
a desordena: no da seguinte tornando-se a levantar o
alarma, c teniendo elle que a nole fsse anda mais
triste, recorren frca.
O Sr. Pessoa: E com milita utilidade, pois nao hou
ve ell'uso de sangue.
O Sr. Laurenlino: Eis-aqui, Sr. presidente, a ver-
il ule do l.u to : porm r.o sel porque motivo, tanto a-
marga ao redactor do Lidador b conlessa-Ia.
Eu achei-mc, Sr. presidente, nesse lugar to conflicto;
eslava aqui, sahi, andei por una parte c outra ; o po-
vo, arriendo em odio pelos malea que tem experimenta-
do, e desprezo com que lem sido tratado belos Euro-
peus, e vendo de mais a mais um seu patricio mallia-
tado, ainearado de morte por um delles, por um im-
pulso natural dk vinganca, alvorocou-se contra cllcs :
acode o commnndaule das armas ao truipo que j se
acha tropa em inleira inaceau ; o que dlvia suppr o
co.....lamante das armas .' Connivencia. F. em caso tal
o que fazer? Causara exploso, c promover a repercus-
sn dos movimentos europeus ? Elle, conhecendo quan-
to exigiam as circunistanclas melindrosas em que nos
a, ha va inos, que elle usasse de todos os meios de per-
suaso, e nao empregasse medidas violentas que vies-
seiu transmutar a provincia, seguio esta marcha que
Ihe havia sido detcrminaa pelo presidente; pois deter-
mlnou que empregasse todos os meios braudos, e que
apenas usasse dos fortes, quando aquclles nao fsscm
sullicientes. Isto fez teinendo que a emenda fsse
peior que o soneto, e com feliz resultado, sem efl'uso de
sangue.
Sr. presidente, j disse o tim por que fallei : ilefcndi-
medas arguiedes que o Lidador fez ao partido a que
pertenco : nao posso continuar, portanto cedo de Cal-
lar.
O Sr. Ferreira Gomes: Peco a palavra.
O Sr. Presidenie : A hora passou ; o requerimento li-
ca adiado para a sesso seguinte.
ORDEM DO DA.
Continuaco da segunda discussao do pro
3ue autorisa o presidente a mandar construir nesla clda
e uina plisan de detenso.
Entra em discussao o artigo 2.. com a emenda dos Se-
nhores Alves Ferreira c Mavignier..
Vai mesa e he apoada a seguinte emenda:
Artigo substitutivo ao arlao i." Esta prso poder.i
accomiuodar 200 presos. Iiavendo.nella dirisdel para os
sexos e crime* de uraior e menor gravidade. na forma
preseripta pelo art. 179 ,21 da eonetituieio do imperio.
.VuiwVr Lopes.
O Sr. Trigo de Loureiro: Seulior presidente, oppo-
nho-iue ao eguiido artig do prnjeelo n. 8, e oppoulio-
ine lambem emenda, enereoida hontein a este projec-
to, assim como tenho de nppr-me .i cinetida substitu-
tiva, apresentada hoje; porm, antes deludo, euinpre-
nio fazer una coqfisso, e vem a ser que eu respeito
milito os talentos, a sabedoria e as boas intenpes dos
nobres autores do projecloedos uobres autores da emen-
da : mas, nlo obstante'os re*ploa-qoc Ibes consagro,
nao devo (entendo eu) constranger a nnnlii eonseeiieia.
para subjeltar o ineu pensamento ao dos nobres auto-
res do projectoedas emendas: pens que, pelo contrario,
devo cumprlr o restricto dever de apresentar inlnlias
Ideiaa consideraco da casa.
Feita esta eonlisso repetrei, Sr. presidente, que nao
posso TOUr pelo segundo artigo do projecto ; porque,
leudo o presidenie reclamado smente a construeco
de.tuna casa destinada detenso dos indiciados, e nao
/i reeluso tos condciunados t priso, recouheco pile os
pruporres que scexigem para essa casa, sao siinima-
inente excessivas; porque eu nao crelo, Sr. presidente,
que, habitualinente, baja na cidade do Recite 200 indi-
ciados. E Dos nos livre que, em una cidade, anda de
to pequea populaco, houvessem habitualmemc 20i)
Indiciados emcrlmes; porque isso mostrara que havia
grande mmoraldade, o que eu neg. Com cB'cito, 200
indiciados em erimes, nao os ha habitnalincnte: recor-
ra-so aos livros das prises, e se ver que rui tempo n,-
gum teem havidn tiesta cidade 200 indiciados em eri-
mes, porque cumpre notar que nao devein de ser consi-
derados como taes os que j,i esto condiunados a qual-
quer pena : esta casa he smente destinada ti detenso
dos indiciadas en> crims.....
/,in Sr, Depulado: Mas o nobre deputado nao falla
ds.so na emenda.
OSr. ligode Loureiro: Eu l volt: liei de fallar na
emenda. Pof tanto, por este lado, jase v que nao posso
votar pelo segundo artigo do projecto.
Diz-sc anda no referido artigo que a casa de que se
trata, ter os couimodos necessarios para 200 presos,
que se quer sejam separados um dos oiilrns, segundo as
classes dos eriin'es. Este sistema, como observei hon-
tem, he suiiinanieute vicioso, porque vai conluudir no
mesmo local, clula, cubculo ou como Ihe qu/erein
chimar, o autor do homicidio simples e innocente com
0 autor do homicidio qu.illicado criminoso no maior /'
grao, porque tanto o homicidio simples como n honii-
cidio qualilicado criminoso no maior (rao esto cottt-
prchendidos 114 mesma elasse dos crlnies contra a pes-
soa. O homicidio he considerado simples e reputado in-
nocente, quando he praticado por qualqiicr individuo
cm defesa propria, em mu confuto, nao provocado por
elle; quando nesse conflicto a sha vida lie posta em peri-
go, que nao pude ser removido seno com a morte do
aggressor; e, ueste caso', he um acto licito, um acto per-
mci.in pelas ieis. Noqucieici, pois. que o autor de
semell.ante homicidio seja confundido na mesnia clula
com o do homicidio qualilicado criminoso: > primeiro
nao mostea o grao de perversidade de que o segundo di^
ra provas. Portanto.no pusso deixar de opinar pela se-
paracSo dos reos.....
U Sr. Mavignier : Isto he em favor do projecto.
O Sr. Trigo de Loureiro: 0 que eu disse que se. nao
pode admiti', he que se contundan) os autores de mu
1 u m os tle outro ci i me. Dcve-se'attciider moralidade.
Vamos agora s emendas.
A primeira emenda oll'erecida hontein quer que essa
casa seja destinada smente detenso dos indiciados,
que seja dividida em cen cubculos, com as divises
necessarias para acomniodar un individuo cm cada um,
e que tenha mais 20 salas com as proporces de comer
cada unta litio menos de cinco individuos ; cinco vezes '
vtnte sao cen; cen com cen sao duzentos: temos, por
consegutilte, urna casa para conter 200 indiciados em
erimes. Portanto, o que disse a respeito dos 200 deten-
tos t < 111111 in lem applicaco esta emenda. F.slou con- -
Vencido, fe os livros no-o ho de provar) de que nao ha
scmelhantc numero de indiciados em erimes ; porque
deve-se advertir que mu iudiciado nao pode ser conser-
vado na priso par mifis de quiltro meses.. .
O Sr. Ferreira llames : Pode ser conservado at por
annos.
U Sr. Trigo de Loureiro: -- Se se cumplir a lci, nao.
0 Sr.. Ferreira Gomes: Cumprndo-c a lci.
OSr. Trigo de Loureiro: Sr. presidente, nos devenios
sempre suppr que os cuipregados cuniprem com o seu
dever... Os nobres deputados sao Jurisconsultos, sabem
que nao se pode condemnar sem proyas, e nao ignoram
a existencia do artigo 14S do cdigo do processo crimi-
nal, que iinpe a obrittefio de formular o processo den-
tro do prazo dcoitodias, oueutoo mais breve possivel,'
caso haja muita afllucucia de negocios publicas, De-
mais, para-coiisegiiirinos a separaco dos presos, vamos
expr-nos a despezas nmeiisas, c que sao tanto maisdes-
necessarias, quanto, como hci provado, nao he possivel
que nessa cas.1 se reunaui de una vei 200 iiidiciados.
Quanto a diviso esubelecida pela emenda de boje,
tambern me nao parece boa ; porque, segundo bel de-
clarado por vezes, julgo improben 1 a separaro dos
presos por classes de erimes, e nao por graos de mora-
lidade, ou perversidade.
Portanto veto, nao s contra "o projecto, seno tam-
bern contra as emendas ; e por isso vou oll'erecer casa
um projecto substitutivo no que se acha em discus-
sao.
0 Sr. 1." Secretario l o seguiute:
ti Projecto substitutivo do projecto n. 8 de 1848.
1 A assembla legislativa provincial decreta :
> Art. 1." i 11 1 .1 mi irisado o presidente da provincia
para mandar construirnesta cidade urna casa destinada,
assim detenso dos que sao presos antes de sentenca
rnndei naturia, cuino.1 reiluso dos que sao condciuna-
dos a priso, ou a qualquer outra pena acompanhada
da priso emquanto nao se torna ell'ectiva.
Art. 2." Essa casa reunir condi(o de segurauca
c das que cnnlribuirem para a tornar salubre, a capa-
I cidade necessaria fiara canter separados, segundo a dK
jeclo n. 8,1 vrrsidade dos sexos, e as mais salicutes diilerencas dos


drlletos r da moralidadc dos drlinqucntrs, o numero
din indiciados c mndcmii idos, que a experiencia liver
mostrado baver baMlualinenle tiesta cidade.
Arl. S.* llavera lmbela, ni n.f na cusa oa comino-
dos nccessaii"* para linhilareui nella o* euc cmprcga-
dim, e para alojamrnlo do corpu destinado a sua guar-
da.
Art. 4." O loral (jue e cscolhrr para a cnnstruc-
9ao da dita casa deve rontec dcsuccupaila maior rxlen-
sao ilc terreno, do que a que fot- necessaiia actualmen-
te, .Huii de que para "futuro se possa accrrscentar a
caa segundo o pcdiicm as nceessidades.
Art. 5. ITma commlaaSo coinpoala de pcssoas es-
. olli iila.. entre os mdicos, jurisconsultos e cngenheros
resllenle-, nesla cidade, ser encarregada, pelo presi-
dente da provincia, da escolha do local e da organisa-
co dos planos, plantas, orcamcutos e tudo o mais que
fdr nccrisario para a pcrfcico do projecto c direcrSo
da cxrcu(o dellj.
Art. 6." Na lei do ornamento se consignaio desde
ja vinte conloa de ri para a compra dos inateriaea c
iiiin colisas necessarias para o principio da obra.
Art 7. Ficam revogadas todas as Jis e disposiciies
ini contrario.
ii P.ico da .i-.s,-iiil.li-1 legislativa provincial de Pernain-
Imco, 5 de julho de IMS.Trigo de l.oureiro.-Padre Vi-
cente, o
fi Sr. Xavier tojwt (pela ordem) : Sr. presidente, en-
tendo que projecto que acaba de lr o Sr. piiineiro sc-
cremio nao pfide entrar etn discussao, porque he con-
tra o vencido ; digo que he contra n vencido, porque se
acli i.....iisi us-.a.i o artigo segundo do projecto, c pas-
soii 1.....11-ni o artigo primeiro que dii assini. (I.j.
Ora,-mandand'i ente artigo crear nina casa de deten-
an, c o projecto que acaba de ser lido transformando a
ordem desta priso, nada uicno> importa do que a eliuii-
i :i .in do artigo primeiro, que j est vencido, o que
equivale a exigir-sc una votarn contra o vencido ; e
tanto mais lite firmo nesta ronsideraco, quand i vejo o
arl. IIS do regiment que d isto. (Le)
Bem se v que di'dijposico-dcsle artigo 118 s se po-
de, na segunda discussao, mandar etn abstracto qual-
quer artigo additivo ou substitutivo mis mandarse un
projecto cuino es.se, nunca; porque importa o mesme
que a cliininaco do projecto que est eui segunda dis-
cussao, e anda mais dn uiu artigo queja lu approvado.
Logo est fura la ordem, e do regiment da casa a ad-
miasSo, ueata oecasio, deslc projecto, como e ve do ar-
tigo que lia pouco li.
O Sr. Trigo de Loureiro : Sr presidente, concordo,
coin o uobre deptitado que acaba de fallar, quando en-
Ti li-!.' si nao iltvo iiilerioiupcr a discussao do projecto
ii. S ; mas creio que o projecto apresrntado deve ser pos-
to a VOUeSo, para ser ou nao approvado porque ao de-
pois tenlio de fazer um requerimento para que tudo isto
v scoiuniissues de juslica criminal c obras publicas,
para dnreino seu parecer a respeito. Ncste sentido inan-
darel uin requeriinento mesa.
O Sr. i.*Secretario le o seguinte requerimento :
i liequeiio que o projecto substitutivo ao de n 8 seja
posto vnlacao, para ser ou u:io anotado, e que, sendo
apoiado, seja remeltido com o projecto n. 8 s coiniuis-
m'm-s de obras publicas cjustica criminal, para dareiu
sen parecer sobre ambos. Trigo de Loureiro,
Apoiada, entra ein discussao.
Depois de iiupugnad'i o reqtieriirtento por breves fc-
llexoes do Sr. Mavignier, e sustentado por seu autor, he
submittido volafo e rejeitado.
0 projecto he restituido a seu autor
Contina a discussao acerca do artigo segundo e emen-
das apoiadas.
" Sr. 'residente Tem a paiavra o Sr. Xavier Lopes.
O Sr. Xavier Lopes: Sr. presidente, acliamlo-se em
segunda uiscusso o artigo segundo do projecto u. 8; cu.
j confiado na llltutraclo dus seus nobles autores, j
persuadido de que a discussao lomara nutro norte di-
verso, guardei-me anda para dar o uieii voto syniboli -
camente; mas, pelo deseuvolviineulo que se deu na ca-
sa materia do pi ojelo, nao me pude escusar de tomar
a paiavra acerca do artigo seguudn do projecto ijue diz
isto. /.i A CoDJtitOlcao do imperio diz lambein oque
passo a le. /.- Ora, vista do disposlo na lei funda-
mental do imperio, e atteiideiulo au espirito c disposi-
\ ao em que est a casa na creaciu de una eadcia, como
uina nece-isidade urgente desta provincia, nao sei coin
que piuviai.i, ou mesino se sei muito conveniente urna
discussao lao lata como a que leni bavido a respeito dos
diversos sjarivinas de pi scs, qur se considere a priso
como casa de correceo, qur como casa de deteosao,
qur como de reclusfiu, que sao os tres systemas coulie-
cidos de priso. Ora, o que nos conveiu, Sr. presiden-
te, essciicialmente he que leudamos uina cadeia, como
prescreve a consliliiifao, que substitua a actual pri-
so desta cidade, que nao oll'erecc coiiiuioilidades, que
est em ino local, muito arruinada c subjeila por
Ciiscguiilc a diversas evasoes de presos. Islu lie por
cerlo un i grande uecessidade da provincia, e he na
iJeia de remediar esta uecessidade que eme mo que o
projecto a nao satisfaz plenamente ; porque como que
desnatura o disposlo lia coiistiliiic.au na parte qm ha
punen ai iln i de Icr, c quer a creaeo de una simples
casa de deteuso, Ora, a respeito de casa de detens.io
podeui oll'erecer-se diversas considerares ; pde-se ap
pillar para osdilferenles aysleiuas que cada una das na-
ciies tem adoplado ; pude, pols, apiesculai-se umaques-
tu mais de palavras do que de sentido genuino : mas a
emenda que eu apresenlei parece-me que sana esta dil-
liculdaile, porque manda crear una priso'com o carc-
ter de casa de delenso, segundo o que fui vencido no
arl. I., e demais d-lhe laubeiu o carcter de casa de
re Iiis.ni, na forma prescripla na constiluico porque
Sr. presidente, cu entend! que esla asscmbla deve tet
milito em vistas, as suas disposices legislativas, nina
suboidinajo ao disposto na lei fundamental, porquaulo
he esla a pi uncir de todas as leis, comu recoiihecem os
publicistas: o acto addicinnal he subordinado elli e
ciinse.juenieineiiti' as .nii iliiiu,ues desla casa esto igual-
mente subordinadas a esta lei primitiva e coiisliliicional;
porlanto, digo eu, a emenda sana essa dilliculdade, por-
que conciba o que votou esla casa no art. I e remeda
a uecessidade, lito I"', cria una c&sa que sirva de deteu-
so e de n i lus.iu ; por oulros termos, manda crear uina
cadeia qual a que prescreve a coiislituico do Imperio no
arl. 179 21. (L). Sendo, pols, esta a uecessidade que
mis temos em vista remediar, parece-me que tica sanada
desla ni.ni,ai a
Nada dlrei sobre o arl. 3., por nao eslar em discussao;
mas, aproveitaiido-uic da paiavra, observarei alguiua
euiisi a respeitu das consideraces apreseuladas cuulra
a niiiiha emenda pelo uobre deputadu que se scuta a mi-
nli.i direila.
Disse este uobre deputado que enxergava defeilos tan-
to no pmjecto cuino na emenda, porque urna casa para
200 presos exiga um grande edificio; c qurislo pruva-
va contra a moralidadeda pioviucia. Ora, Sr. presiden-
te, eu estou convencido, e bem convencido que pode lia-
ver iiiuitus casos em que se achem recolludos mais de
20o individuos, e a priso deve comer coiuiuodus para
as iii'i-i-ssiil.iiles que houverem ou podereto haver na
provincia. Mas disse o nbre deputado que isto de al-
gum modo depuuha contra a moralidadc da provincia.
Eu ib -se ja i i.i, e 11, ni tu desejo que os.piincipios de mora-
lidade eulre nos prugridam a Cal ponto, que nao baja um
s a iiiiiiiuso ; mas isto nao obsta que se d o caso de
immi i em na cadeia mais que duientus presos, tanto mais
quinto a experiencia ha justificado essa possibllidade.
Nao ,u bu, pois, ilillii iilil.uli- em conceder isto, c por es-
ta raso estou de aecrdu com os nobres autores do pro-
jecto, i|uaiitu a esta parte.
Dsse mais o nobre deputado que a separai;ao dos pre-
sos nao deve ser regulada pela gravidade dos crimes, e
siii pela moralidadc dos delini|iieiites. Comquaoto rrs-
peile ni i* i lo us conhi-ei'iientos juridicus do uobre depu-
tado: todava, ou eu nao o entupchriidi devidauente, o
que he mais pruvavel. ou enlfio creio eslava elle em rrro;
. ^pi.ryae UaO pltsso cdtuprinranlTrT*i~si'|tarae8u dd?C"iim seno debaixo da forma que estibe le, i, que he a que es-
ta belece o uosso cdigo e a que est consguada em to-
dos os cdigos das nar.ftcs elvllliadai. Senhores, a gra-
vidade do eiime conlicee-se pela qunlidaile do altenta-
ilu, pelo direilo que be violado, e pelos resultado! que
i ni mediatamente causa snciedade em seus rll'ci tos; por
i-iiiisegiiinie, e lavan. ella vai de aecrdo com o cdigo, e com as ideias
fie direilo criminal.
Sr. presidente, a hora est adiant.ida, a casa acha-se
siilrieieutemenle instruida, j porsi.j pela diseusi
que leiu havido, no ctanlo que para remediar o ma
que existe, parece-me que a miiiha emenda he muito
proficua: por conseguinle, concluirei votando por ella.
Encerrada a discussao, he a emenda do Sr. Xavier Lo-
pes siibniettiil.i em primeiro lugar votacao, e appro-
vada; cando prrjudicada a' di Sr. Al ves Fcrreira c
Mavignier, juntamente coin o artigo do projecto.
I- tu i a pin discussao o artigo 3."
Vai mesa, e he apoiada, e em seguida approvada
una emenda doSr. Mavignier, propondo que a commis-
sao deque o artigo trata, seja compusta de tantos mem-
bros quantos o governo entender necessarios.
Entra em segunda discussao o projecto n. 13, que
cria uina escola industrial.
OSr. Ciibral: Sr. presidente, pedi a paiavra para me
oppor ao artigo em discussao, que instaura varias cadei-
ras que, tendo sido creadas pela reforma do lyceti, de 17
de fevereiro de 1840. forain supprimidas pela reforma de
25 de fevereiro de 1841, (cando nicamente as de phy-
sica, cbinica c de historia natural.
Sr. presidente, quaildn se orgauisou o lyceu desla ci-
dade, algumas cadeirat secrearam, bem como a de phro-
nomia cujo resultadii fui sobreean-egar-se os cofres
priVTinciars com a despeja animal de 600/000 lis, que se
pagam ao lente jubilado, sem neiihun aproveilamenlo :
cnmacadelra de physlca r titmica despeudeu-se mu
par de contos de res com a c.impra de a|>paielhos que
por muito lempo jazeram depositados em mis quartos
dn palacio do governo, onde te arruinaran!, segundo sou
Informado, por falta de applicacao.
0Sr. fandeira Kqiieiu leve culpa de que elles se
arruinaitem, e nao lvessem ippllcacaof
(I Sr. Alve fcrreira : -- Nao me parece sso raso suf-
flcienle para se abandonar a InSlTUCelo,
O Sr. Cabral : Nao culpo a ningiiein, e nein digo
que se abandone a instrua,, o que digo he que o arti-
go l.'do projecto instaura varias cadenas que I. na ni
supprimidas pela reforma do lyceu, e que as de pbysi-
ca, cbiuilca e historia natural eslo vagas, sem duvida
por falla de oppostores.
OSr. Ilandcira : Nao lato mnha provincia a inju-
u.i de Mippr que nao baja quein DOSM reger essas ca-
deiras.
OSr. Cabral : Est o nobre deputado levando-me
para o lado odioso ; para ah nao vou eu.....
O Sr. tiaqutm Villela : -- Vai pata o nariz de cera.
OSr. Cabral : Justamente.
O Sr. Jui/niHi Villela : Elle serve para conibater a
tudo.
O Sr Cabral : Nao duvilo o que he cello be que
com o pessoal do lyceu despende-se a quanlia de res
15:675/000, e com os lentes jubilados do uiesuin lyceu,
2.87ft000 n'is, salvo erro: o que^monta o 18:550/00(1
rls.. ..
OSr. Joi l'edro : Ha nina reccita especial para at-
leiui ii esse despeza.
O Sr. Cabral He o producto das matriculas, que es-
t oreado em 1:850/000 ri, inclusive o que rende o se-
minario de Olinda : bem v, pois. o nobre deputado que
essa i|uan!i.a nao fai face despeza oi(ada, m i i mu se se
responsabilidad?, por trmerem que o trabalho, que hon-
VTcm de apresenlar, nao corresponda s necesidades da
provincia, ou s vistas da a.ssembla, e que se torne ob-
jecto de una disco.san mtei-miiiavel. Voto, pois,Contra
o requerimento.
lu- el i a materia discutida, he o requerimento sub-
iiua mo votae.no, e approvado.
O Sr. 1. Secretario l o segulnte requeriinento que he
approvado:
i. Iiequeiro queieja dado para ordem do da o projec
lo substitutivo, apresenlado pela coinmlssSo de frca
policial ao projecto n. 6, visto acliar-se lipresso nojor
nal da casa. lote Carlot.
0 Sr. Prndente d a ordem do dia, e levanta a sesa
> 3 horas da tarde.
------- ----- v ~---------
lIlltl) IIE PIRNIIBDCV.
RECirc, 7 DE jclho SI IMS.
.A ordem do dia para a sesso da assembli-a d'ama-
nli.ii, 8 do enrenle, lie a inclina que eslava designada
parajioje.
irearem as cadeirat de que trata o projecto, cuja inuti-
idade j foi reeonhecida pela citada refirma de 25 de
fevereiro de 1811 ; e as duas que se coii9crvaram rrjo l-
ram anda prvidas.....
O Sr. Handeiva : Nunca se pozeram a concurso.
U Sr. Cabral : ... apezar da DOineacia dos professo-
rei depender nicamente da vmitade do governo.
('Sr. Alces fcrreira: Nao he porque na provincia
lao Ii i j mi pessnas cpales de reger essas caderas.
O Sr. Cabral : Eiito porque nao solicitan! ?
O Sr. Alvcs herrara : Porque nao quercni levar um
indelirido.
O Sr. Cabral: Nao he de suppor, da parte do gover-
no, lauta ujustica : se algueui |se apresentar com as
habilftacoea precisas solicitando alguiua dessas cade-
ras, estou persuadido que ser prvido.
Sr. presidente, voto contra o arligo em discussao ;
tanto porque nao reconheco uecessidade na creaeo de
laes caderas, como porque entend) que os diuheiros
pblicos devem ser euipregados em objectos mais pro-
veilosos provincia.
O Sr. Mavignier : Ento s'ipprima-sc o lyceu e todas
as aulas de latiiu.
O Sr. Cabral : -- He cousequf nca do nobre deputado i
o que eu mo quero he a ustauraciio das cadeiras que
lua ni siippriuiidas, por se recoiiliecera sua inutilidade.
O Sr. JoaqMim Villela : Nao quer cuibaigos de ma-
leria ve I ha.
0 Sr. Cabral : Nao, por seren prohibidos pela orde-
nacao.
0 Sr. Jos l'edro pronuncia-se pelo artigo do nrojecto,
combate a opiiiao do precedente orador, e concille man-
dando mesa o seguinle requeriinento
Requeiro que o projecto que se discute v coni-
inisso de iiisljucco publica; para que, louiaudo-o na
devida consideracu, bem cuino quauto se ha pruposto
a respeito da reforma do lyceu, pruponba um projecto
de instrcelo que corresponda s nceessidades da pro-
vincia. Jos Pedro.
Apoiado, entra em discussao.
O Sr. Mavignier : Sr. presidente, oppnuho-nie ao
requerimento, porque elle a nada menos tende do que
a fazer caliir u projecto na pasta da coniuiisso, don-
de uo salina mais.....
O Sr. I'errcira domes Muilo obligado,
fin Sr. Deputado : -- 'Nio apoiado.
(I Sr. Marignier : Quando eu digo isto, nao quero Ir-
rogar culpa a niiigiiein. I'u anda nao disse por que mo-
tivo o prejeCM nao saliir mais da pasta ; por conse-
guinle peen aos nubles deputados, que nao tiimeiu em
uio sentido as mininas expressoes : porqiiauto cunan
quero ollender a iiingueui, e desde j peco perdo a
qualquer inembro da casa, a quem ellas possam desagra-
dar. Digo que o projecto nao salur mais da pasta da
coiiiinissao. porque sei, por experiencia, que a inslruc-
co publica ha sido.senipre o esciilbo desta asscmbla :
todas as coiuuiisses de instrueco publica desta casa
lian recitado ante a apreseutacan de uin projecto que
leuda a salisfazer a todas as nceessidades deslc genero.
Convencida da uecessidade de proinovc.r a instrueco
publica, esta assembla tem apresenlado mullos e insul-
tos proji'Clos respeito. -IS'uma occasiao (creio que fof
em 1840) aulorisoii-se o presidente da provincia a con-
lecciuuar um projecto ; o presidente, que ento era o
Sr. baru da Hoa-VisU, apreseutou csse projecto ; a casa
autor isoii certas despezas, exigidas por elle, mas nao o
discutio ; ao contraro inaudou-o a nina commisso que
api asi n (mi certas e o.i mas que nao fram deiiilivamen-
te apreciadas. Au depois auturisou-se o governo a refor-
mar o lyceu ; mas esse estabeleciuieulo ha permaneci-
do no liiesino estado ; a casa ha continuado a dar seme-
ntante l.iculil ule aos presideuies da jirovincia, paiin
estes nada teem feilo ; oi|Ueprova qu* o governo, as-nu
como a assembla, recua ame essa obra. Entretanto,
malta* projrctos de iiisirueco publica se leein apresen-
lado aqu, cosSrs. meamos declararaui que havia nao
uieiiiis de quatro. Sero todos elles desle anuo ? Se rao do
auno passado ? I'iide ser que algum o seja ; mas os ou-
lros sao mais amigos. E porque nao tem apparecido al-
guuia colisa por parle da cmumissiio ? N'.io sei; mas de
lodos estes lacios tiro urna coucluso, e lie "que este pro
jectoir junlar-se com os oulros, para elevar a 5o nu-
iiieiu do-, e visten les, | ue I il ve' p u a o da ule cheguem
a 6 ou mala. Por consegunte opponbo^-ine a que elle v<
coiiimissib. ,nu quero ifi'.er i uiu isfai, que os Oobres
depuiadus recuein de motu prnprio ; nao : reensr.io por
nutras causas, por nao quercrem a lirn lar to grande
Contina a tatica de fazer circular de bocea cm bocea
cerlos boatos aterradores, nao s com fim de derramar o
susto e a dcsconfianva por entre a populacho da capi-
tal, senao i inilieni coin o proposito de pda>em prova a
actividade da presidencia ; mas contina tainbcm esta a
mostrar aos desordeirns que se conserva vigilante, e dis-
posla a repelli-los, caso tentein renovar as tenebrosas
scenas de 26 c 27 de junlio ultimo.
Anda hontem, desde pela manhaa, comejaram a fazer
correr pela cidade, que uoile se praticariam Incendios,
as, i.sinaiiis, etc., etc.: esta noticia infausta foi levada
ao conhecimento do Exm. Sr. Ilalaquias de Aguiar.
Coinquanlo S Ex. nao houvessc dado grande im-
portancia a semelhanle nova ; todava, smente para
convencer a popuiaco de que se nao descuida Ja sorte
da provincia, tomou todas a providencias que poderiam
inllur para que se nao realisassein os planos dos anar-
elii-t is, caso elles tenlasscni leva-Ios a elfeito.
Entre estas providencias, S. Ex. julgou conveniente a
de dormir em palacio, para onde se passou s 6 horas da
tarde, vindo a pe com o Sr. secretario interino, e trazen-
do aps si duas ordenancas de cavallaria.
Acompanharain a S. Ex. na vigilia, nao s o Sr. secre-
tario interino, seno tambem o Sr. conunendador
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camargo, o Sr.
tenente-coronel Antonio Carneiro Machado Hios, o Sr.
Rodolfo Joao Karata de Alincida, c alguus empiegados
da secretaria do governo.
Merc de Dos, decorreu a noite, sem que nada ex-
traordinario succedesse; oqueainda mais nos conven-
cen de que os tacs lualos sao inventados muito de pro-
psitos por alguctn que quer fazer crer fra da provincia
que ella se nao conserva tranquilla, para dest'arte des-
acreditar a administraeo do Exm. Sr. Malaquias de
Aguiar, que, superior a intrigas lao mesqninhai, ainda
se nao arredou de seus principios,-e seinprc se ha osten-
tado ju-iioi iru c imparcial.
Declara^oes.
C
rviE^co.
Alrandega.
RBNDIMENTO DO DIA7..........
Descarregam ka/i, 8 de julho.
:04/860
arca Esk laixa, carvo e linli.a.
Rarca Hsther-Ann inercadorias.
Brigue Coneeieo-de-Uaria dem.
CONSULADO GKRAL.
RENDIMENTO DO DIA 7.
Geral. .
Diversas
pi ovllelas
1:080/217
51/850
1:141/067
RESUMO rfo rerfdimento arrreadado pelamesa do consulado
de Pernombuco nos annos financeiros abaixo men-
cionados.
Annos financeiros
1846-1847
1847-1848
/i'un /1, en ti
geral.
549:OI6Ar>5
569:193/596
Difterenfa para Ofl-177*941 **"fcrnS* Para
mais............. ni.iiifint luajs.............
Annos financeiros
Diversas
provincias.
1846-1847
18471848
14:926/:, 10
26:153/524
I1:227jC0I4
Mesa do consulado de Pcrnambueo, 7 de julho de 1848.
= ti ailiiiiiiisti ador, Joo Xavier Carneiro da Cunha.
Pelo escrivao, Francisco de Paula Lopes Heis.
CONSULADO lUtOVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 7...........1:305/615
A o vi ni (Mito do Porto
O escrlvo chefa da segunda seccao da meta do
consulado provincial faz constar aos Sr proprletar|Qt
de predios urbanos dos balrrot desla cidade e da pn-'rl
voacao dos Afogadns. que, no dia 13 do rorrrnle nir,
expira o prazo de 30 dias uleis, que a lei tem designado*
para o pagamento, bucea do rofre. da decima do se.
gundo semestre do anno de 1847 a 1848, e incorreni
na inulta de 3 por cento sobre o valor dos seus dbitos
lodos os que deltarem de pagar at esse dia.
Rcdfc, 3 de julho de 1848.
Theodoro Hachado Freir Percha da Silva.
thkat5o"Tii*lico
DOMINGO, 9 DE JULHO.
A beneficio de
Jaeih'ho. Jos Botelho
se representar o grande c insigne drama (que faz ,
gloria do inmortal artista fluminense o Sr. Joao Cae.
tao dos Santos )
A GAHGALEADA.
Rematar com a linda farca Segunda paite do
AVISO AGAZETA,
Ou
A PI LULA.
O henelieiado espera a prolecc.ao e concurrencia do
respeltavel publico para ver uin drama que lao grande
nonif tem adquirido, nao s na Europa, como na corte
deste imperio do brasil.
GRANDE COSMORA.MA.
(PELA ULTIMA VEZ.)
Hoje e amanha (domingo) estaro expostas, das 6 ho-
ras da tarde cm diaute, no lugar do voslume, as seguii.
les vistas:
. 1 A calera nacional, em Londres.
2." Hota-fogo, no Rio-dc-Janeiro.
3. B O monte Corcovado, no Catete, no Rio-de-Janeiro.
4." A magnifica ponte pensil, no canal do Meney, na
Inglaterra.
5. 0 banho universal de Plimonth, na Inglaterra. v
6.a A alfandega de Huilln, na Irlanda.
7." O interior da matriz de San-Jos, que se est edifi-
cando em Pernambuco.
S, a duqueza d'Orleaus, na sala da cmara dos de-
purados, com os dous menores principes, na revolucSo
de fevereiro,em Pars."
9. A cidade de Dresda com sua magnifica ponle de
pedra, na Allcmanha.
10. Tuda a cidade de Paris, pelo arco do Triumpho.
11. O catello de C'invay, na Inglaterra, em uina noite
de la.
12. O Tonel de Londres por baixo do rio Tamisa.
13. A erupcao do monte Vesuvio, na opera da ultima.
noilc em Pompea.
14. A grande scena da opera o Falsificador de mo-
da.
A belleza de tan magnificas vistas, como as da presen-
te cxposir.no, recoinmenda-seao respeltavel publiao.
Os iiiilictes vendem-se entrada a 500 rc'is gcral-
luciite.
PUBLICAC\'0 agrcola:
Sahio a lu e acjia-se venila por as
rs ni livraria Ja piaca da Independen*
cia, ns. 6 e 8, o manual pratico do fa-
bricante de isucar, tendo por epigraphe
o ptoverbio quem quer os ins quer
os meios ; obra interessantissima para
os nossos agricullores.
Avisos miir i limos.
Para o Rio-dc-Janeiro seguir, com a maior bre-
vidade possvcl, a barca brasileira Tentativa-Fslii, por
le .a tratados dous tercos de seu carregamento : para o
restante, passageiros e escravos a frete, para o que ofle-
recc os inelhores comuiodos, trata-se com Silva & Gril-
lo na ra da Moda, n. II, ou com o capilao, Antonio
Silvrira Maciel Jnior, na Praca-doCommercio.
O brigue nacional Sertorio segu com brevidade
ao Rio-Orande-do-Sul: recebe alguma carga, e escravos
a li ele. e tem muilos e assiados commodos para passa-
geiros : quem 'pretender qualquer das cousas ditija-se
a ra da Moda, n. 7.
Para o Itio-de-Janeiro segu em poucoa dias, por
ter a maior parle de seu carreganiCHto prompla, o bri-
Clie lili i'inal Sncinlndc: ainda recebe caiga e CCraVOS a
fete, assiui como passageiros, para o que tem bons com
modos : trata-se com Jos Francisco Collares, na luja de
ferragens ao p do arco da < .mu-i le.m, ou com Novaes &
C, na ra do Trapiche n. 34.
Leila
Leopoldo Jos da Costa Araujo faz leilto a bordo do
brigue In asilciro Minerva, surto no anoorndouro da praa
do.Collegio, c na preseu9a do Sr. Dr. juiz municipal, com
exercicio na vara do civil desla cidade, hnje, 8 do cor-
rete mez de julho, coloreando s 9 lloras damanha,
da carne gecca do carregamento do dito brigue, que se
aeliar avariada, por contade quem perlencer, sendo as
compras em lotes, ou de toda a partida, como convier
aos licitantes.
Avisos diversos.
lone-
ga fari-
Navios entrados no dia 7.
Bostn ; 37 das, barca americana Caroline,
liias. e ipinio Oliver Lae, equipagein 10,
nha e l'i/.'-nd ik ; a II. Koster S < onipanhia.
Babia ; 5 dias, polaca brasileira .Wm-iiilm, de 233 tonela-
das, capilao Jos Maria Alfonso Alves bacelar, equipa-
geni 16, em lastro ; a Amorm limaos.
Alario sabidos no mesmo dia.
Rlo-de-Jauciro ; barca americana Caroline, capilao Oli-
ver Lae, carga a inesuia que Irouxe,
.Mystc; galera americana retinan!, capilao flenjamim
F. Ilulines, carga a mesilla que troue. Passageiros,
5 Portuguezes.
Havre Tarea francesa AiWm, captio F.inilc Ocsrizier),
raiga a inesuia que trouxe. Passageiros, Hdame l.'nrn-
lina Sauvagc, Emilio Didier.
-- Precisa-sede mu- capelln para a povqacAo-de Col
na, em Paje-de-Flores : qualquer Sr sacerdote que
lhe convier, dirjase prensa de Jos Ribeiro de hri-
to, boje, at 5 horas da larde.
- Antonio Francisco Ramos Caz scirnle s pessoas
que com elle tlverem iransacedes, lano -cominerciaes,
como partcula'es, que mudou de resideucia para a ci-
dade da Arcia, ra du Limociro, n. 2.
Quem annunciou precisar d roupa lavada e en-
gomiiiada com milita nerfeico, diriia-se a ra da Roda,
n. 10.
O abaixo assguado avisa ao publico que deixon de
ser caixeiro e socio nos lucros o Sr. Antonio da Silva
liiiiuiai aes, desde o dia 4 do correnle mez de Jnlho, do
eu armazem de e.une, na ra da Praia, n. 38 ; fazendo.
oulro slni, sciente que pessoa alguma pague a dividas
]" i tencen tes ao referido armazem seno ao iiiesmo abai-
xo assguado. fazendo elle extensivo' o nio attenderd'o-
ra em dianlc divida alguma feita pelo ex-calxiro, cima
referido*
.4-ilonJ francisco Altee d Miranda.
-- l'iecis.i-se de uin fellor casado, sem fillio, ou ines-
tuo solelirn, |i.na l'iira da praca : a fallar no Recife, rus
da Cadeia, toja de falendas, n. 53
~ Havcndo algum houiui casado, que tenha pouca
lamilla e queira ir administrar uina fazenda, compare{a
na ra Imperial, n, 79.
-Sahio boje a Foi do Brasil o. 40 : est boa como DOin
dia': a ella, patricios. -


__FurIo, no dia 30 de junho um escravo, de nome
los t crinUlo de 22anuo* poitco inais ou menost gros-
,o do corno, bein preto dente grande e limado ,
fjll i fin.i barba apen.u aponlandn; he mel finta. Este
,,, io I' i eietcravo ilo Sr. Pedro Alexandrno, lavradordn
_ "ngeulio Panlurra ; cainita it Miada e que n inulher
jo dilo preb he escrava de um filhn do dito Pedro Ale-
jandrino ; levou urna Irouxa de roupa contendo um
panno da Cofia, nina jaqueta de rlfcado e niais un cha-
po de palha novu na cabeca. Roga-se a autoridadet
nolictaet e capilaea de campo, que o apprebendam e le-
Jenia ra da Calcada vendan. 2, que *erao gratifl-
cados com 40/ r.
__A aula de educacao primaria para meninos que
se aclia eftabelecida na ruada Madrc-de-Oeos sobra-
do ii. 30, contina a rebeber alumnos nao s para o
dito entino como tambein para o de francez. Este et-
labeleciinento he dirigido por pestua cujo desvelos no
tratamento e augmento de eus alumnos emera-se o
inais i.oisvel como-etl provado pelas pessoas que
e teem dignado entcegar-lhc seus fllhot. .
__Em resposta ao que diz o coiumunicado inscripto
o Di'ariVdo corrente mez, n. 147, responde o abaixo
assignado, que este enhor que quiz responder pelo te-
nenle-coronel Jos Narciso de Carvalho declare o seu
none, pois que quem nao tem nome, nao he baptlsa-
do c nein he homem que deva ter resposta : guarde,
porcni para o flu do prazo marcado ao mesmo tenen-
te-coronel que ver nefte mesmo Diario o objecto da
carta a que se refere
Anlomoae Soulo onoim.
' No Aterro-da-Boa-Vista loja n. 33. precUa-se de
umofflcial de charuteiros que faca porcao de charu-
tos e bein fellos.
= Jos Joaquim da Cesta faz tlente que nao assignou
abaixo assignado alguin : e para que nao appareca ou-
tm engao'obre, este nome se assigriara de hoje em
dianle por Jos Joaquim da Costa fajte
__Flrinino J. !'. da Kosa, na ra do Trapiche, r. 44,
no teu escriplorio, tem para vender lindos vasos es-
maltados para jardini por preco multo coinmodo as-
sim como o genuino vinho velhoda Figuoira, para quem
o sabe apreciar tanto em pipas como em barril: os
pretendentet entendain-se com o anuunciante lodosos
das da i lO lloras da mandila em diantc, no caes da
Alfandega.
Aluga-se o tercelro andar do sobrado ao p desta
rpofraptlla com cozinha no sotlio i na praca da In-
dependencia livraria ns. e 8
Lniz Manoel Jorge Ribeiro Porlugucz rctira-e
para fra da provincia.
-----Segunda-feira 3 do crrente, entregou-se urna
barrica de bucaliio a tim nieto canhador, e'alf o pre-
sente nao appareceu ; he de supprque a entregasse ,
por engao, em alguma venda : a pessoa que a recebeu,
querendo entrega-la queira aununciar por esta folha ,
un mandadla entregar defronte da matriz da Hoa-Vijta,
venda n. 88, junto, a botica.
Aluga-ae o segundo andar do sobrado da ra da
Mot'da, com commodos para grande familia : a tratar
na ra doVigario n. 5.
Obras de cabello.
Faiem-se, no Aterro-da-Hoa-Vista n. 26, segundo an-
dar, todas as qualidades de obras de cabello, como se-
i mi : trancelins para relngio e lonetas de todos os mo-
delos aderrcoa pulseiras brincos, alflneles e cres-
centes etc.: tudn por preco commod.
Roga-s a pessoa que.apprehcudcu uo dia 26 do
prximo passado um annelao e um alnete de pello,
sendo quequeira entregar taes objectos queira diri-
gir-se a ra da Praia, armazcm n. 13, ou annuncie para
ser procurado. .
Deseja-se fallar com a viuv'ac herdeiros do falleci-
do Jos M i ni da Cunha Guimaraes para negocio de
grande importancia : por issrf queirain auuuuciara sua
inorada oudirigir-se a ra estrella do Rozarlo n. 30,
primeiro andar.
Precisa-se trocar uin Santo Antonio : quem o tiver,
queira, annunciar por esta folha. .
O mcio bllhete n. 540 da quinta c .ultima parle da
lotera do hospital Pedro II peitence ao Sr. Francisco
Jos Rodrigues Chave, da Parahiba-do-Nortc.
A pessoa qua aununeiou querer roupa para lavar
e engominar com perfeico, pode entender-se com o
caixeiro da loja de livrosda praca da Independencia,
que Ihe dir a pessoa que se encarrega sobre o mesmo
lim.
Antonio Carneiro da Cunha, nimiamente penho-
rado para com os Illins. Sis. doutores VVanderley Ma-
cici Monieiro, Nery da Fouseca, e Souza, pelo desvelo
e ioterrsse com que se empenharain em sua cura e
bein assini para com lodos os que solcitos se mostra-
ran! em eu desastre em a noile do dia !5 de junho pre-
trito ; julga de seu rigoroso dever dar por esta lolha
um teslemunlio publico Jo seu reconhcciinenlo bem
como pelo zelo e acolhinientoqu-e recebera da senliora
Viuva Cunha para cuja casa compasivamente o cou-
duzlram, visto o seu estado ainda Ihe nao pcrmitur que
0 Taca pessoalmente, asseverando a todas estas pessoas,
que, portoquallfieado, lervicos, conservara petpelual-
inrnle a inail perfeila gratulan.
Quem tiver um preto fiel, cque o queira alugar
per inezet, para andar vendeudo faruha de milho na
ra, dirija-se a ruados Guararapes, n. 5, ou anuuucie
or rsle Diario.
Luhj Marques da Silva Mello faz publico que Ihe
frain deseincaininliadas tres lemas, sendo una.da
miantta rs. 411/000, sacada pelo annundante en 19 de
dezembro de 1846, aceita por Jos Joaquim Baptisla ,
morador em Gindahy, vencida em 19 de julho de 1847
a ouir.isacada pelo mesmo Jos Joaquim Uaptista. de
rs. 432/920, aceita por Antonio Carneiro de Lacerda,
morador em um engenho do Sr. Jos Pedro (das Lages)
em 25 de otubro de 1843, e vencida em 25 de Janeiro
de 1845; outra de rs 502>000 sacada pelo aiinuuciau-
te, em 20 de fevereiro de 1848, a vencer em 20 de feve-
reiro de 49, aceita por Joaquim Jos flraga,-morador
para as partes de ilarreiros, de cujas leltras os aceitan-
tes j esto 8ctentcs, e por isso nao poderlo ser nego-
cia-las com pessoia alguma.
Aconcelha-SjeaoSr. J J. de Ahiieida Pinto que he
prudencia ir entregar a" chave da loja a seu dono, pois
que nao Ibe soilira como pensava; que aquclle que pre-
lendia a loja, eSmc. se alrcvessara a ficar com ella nao
Ihe dar luvas, que os lempos nao esto disto, e que
se Suic. cou com ella foi porque as pessoas que se
imprnharam por Smc. nao sabiam quem era o outro pre-
tendeute, e segundo o boiu conoeito que deltas fa9o
nao esto ao faci de tuas traticanciate velhacarias, pe-
lo que j levou eu paga una navalliada : largue a loja,
nne persuada que auna-luvas, cnem Umbem que as
autoridades ^uticiaes do Recife consintam que Smc.
ponha luja de rifas, c viva em continua velhacaria ja
lesando a matulos, meninos, negros, etc.
Lourenco Jos de Moraes Carvalho embarca para
o Rio-de-Janeiro seu escravo de nome Silvestre.
Um Brasileiro de 21 annos livre de guarda na-
cional se offerece para caixeiro em qualquer das ci-
dadrs do )1aranho, Haba ,c Macelo: elle tem as pre-
cisas habilitaces para ben desempenhar as funcedes ,
nao s de Caixeiro de qualquer estabelcciinenlo como
de escripturaeo : quem de seu presumo se quizer uli-
lisar dirija-se a ra do Alecrim na ultima casa junto
ao vveiru do Muniz a qual uo tem numero.
1'rei i -.. i s i de um pequeo de 12 a 13 anuos, que
seja aclivo, e que teuha alguma pratica de loja de fazen-
das, para caixeiro fra desla provincia: quem. preten-'
der dirija-se ao Hotel-Francisco, que encontrar com
quem tratar.
Jos.qu.ui Antonio da Silva, subdito portugus, re-
tira-ae para fra do Imperio.
O abaixo aisignado, tendo de fazer una viageui a
Portugal, d-ixa a sua casa de negocio com todos es seus
fundos ruiiegue a seu anligo caixeiro, o qual lira de ho-
je em 1 i a ii le de sociedad na mesiiia casa, assim como
de seu bastante procurador, aulorisado competente,
mente.a psgar e recebei todas ns dividas perteacentes
su mesmo bailo asslgnado; assim como ca com igua-
i., u.Il r, com* procurailor.o seu amigo o Sr. Joaquim Fers
reir da Silva, o qual fica comprando para o ettebele-
cimento da abaixo assignado, cain a Arma de Manoel
Antonio dot Santos St C O abaixo atsignado roga mullo
encarecidamente aos Senhoret que Ihe devem taldem
tuas comas, e recebam seus crditos.
Joi (iomei do Sobral Na$ameiHo
Para as pessoas que lencio-
uam seguir viageiti. .
Na rus do Rangcl, n. 9, continuam-se a lirar pas-
saportos para dentro e fra do imperio, despacham-
se escravo e correm-se follias ludo com brevida-
de e por preco milito e muito commoilo
Ainda contina a estar fgido o pardo de nome Ra-
phael, alto, serrado de barba,, tem una fistola em um
queixo, he de poucas fallas ; levou caifa e camisa de al-
godu ; he (illm do Cear, e he de suppdr procurasse o
camlnho de Sobral, donde velo : roga-sc a quem o ap-
prchender de o mandar conduzir a ra da Cruz do Reci-
fe, n. 2(i, que se gratificar generosamente.
Thoinaz Jos Ferreira, Portugus, retira-se para
fra do imperio.
- Antonio Francisco Lisboa retira-se para fra da
provincia.
Jos Miguel dos Santos roga a quem se julgar seu
acredor haja de Ihe apresentar su.as contas no prazo de
15 dias da publicacao desie, assim como roga a todas
as pessoas que Ihe sao devedoras hajam por bem de
julho.
Agencia (leuassaporles.
Na ra do Collego, n. 10, c no Aterro-da-Boa-
Vista, n. *8, eontimiam-se a lirar passapories tan-
to para dentro, como para lora do imperio; assim
como despacham so escravos: tudo com brevjdade.
Aiuga-se una casa terrea na ra do Aragao do
lado da sombra com 3 quartos, coiiaha fra, quntale
cacimba : na praca da Independencia, livraria, ns. (i e 8.
- Jos Manoel dos Santos, Brasileiro retira-se para
fra do imperio, a tratar dcaua saude : n quem se jul-
jar seu credor aprsente suas contas no prazo de 8 dias,
contados desla dala em diaute para seren pagas.
Precisa-se alugar, no bairro de S.-Antonio uina
casa terrea r que tenha i-nmmodos para una pequea
familia e cujo aluguel nao exceda de 8 a 10/ rs
__Aluga-se um preto que sabe trabalhar em padaria:
quem delle precisar, dirija-se ao pateo da Santa-Cruz,
padaiia n. 6, que achara com quem tratar. .
__Manoel de So"; Brasileiro adoptivo, rclira-sc pa-
ra forado imperio
Manoel Goncalvcs da Silva embarca para o Rio-de-
Janeiro o sen escravo de nome Miguel, de najo An-
gola.
Pede-te encarecidamente a quem qur que encou-r
irar a escrava Milltana, crioula, de estatura regular, c
tendo por signal caracterstico c fcil de reconhecer-se
grandes ccatrzes d'aporcas no pescoco, inais de um la-
do do quedo outro, elevando vestido de chita aiul
com llores encarnadas, o favor de a capturar, c levara
seusenhornaruado Rangel, n. II, que recompensara.
___Perdeu-se, no dia 4 do corrente, um aune! da ra
da Unio indo pela ra da Aurora c d'ahi at Oliuda :
quem o tiver adiado querendo restituir pode decla:
rar a sua inorada que se Ihe darao os signacs e sera
gratificado generosamente.
MUDANCA.
D. W. Ilayuon, cirurgio deulisla, do F.stados-
Unidos, rcspctosainente noticia aos seus amigos c
peitavel publico, que tem mudado a.sua residen-
cia da casa n. 40 da ra da Cruz do Recife para a de n.
26 da ruada Cadea de Sanlo-Anlonio, tercelro andar,
aonde ltimamente resida o retratista americano Frede-
rlcks, e aonde daqui em diante o annunciaiile lera mul-
lo gosto de receoer os que prccsareiu dos seus servi-
cos professionacs.
^CHAPEOS DE SOL
lina do Passeio-Piiblico
Nesta loja ha presentemente um completo sorti-
incnto do chapeos de sol modernos, tanto de panni-
nho como de seda furta^cres o de inais cores co-
nhecidas; ditos para homem, senliora, meninos n
meninas ; guarda-rhuva para o toinpo de invern e
guarda-sol. Estes chapeos so tilo bein construidos,
que sealianca aqualidade sao de marca grande,
com 32 potlegadas e proprios para este tempo por
serum de seda o do panninho trancado. Nesta fa-
brica lia sedas de cores o panninbos trancados e
lisos de todas as cores para cobrir qualquer arma-
Qflo de chapeo de sol : tamnein se concerta qualquer
chapeo de sol, o vendem-se baleias para vestidos.
Quem .i ii n a ni i-1 ii querer comprar uina cama,
querendo urna de angicu bem feita bastante fornida e
qnasi nova drija-se a ra de S.-Hita, n. 91.
Do-se 240/rs. a juros sobre penhores de ouro c
prata : na ra Estrellado Rozario, n. 30, primeiro an-
dar.
Toinam-se de 400/ a 50o/ i s. a juros a um e meio
porcfiulo com hypolheca em uina escrava parda, de
hahiliilades : quem quizer dar annuncie.
___Jos Kslevo de Oliveira rcincttc para o Ilo-Gran-
de-doSul, por ordcni de.seu mano, o tcnente Manuel
Claudluode Oliveira Cruz, a escrava prela, de uome
Joanna, crioula.
~ A abaixo assignada roga aos Srs. assignanles do
Vmarno que anda nao pagaram suas subscrincrs de
o fazerem dos s ineies vencidos at o fim de junho ,
para que se possa liquidar contas da inesnia lypogra-
phia a cargo de seu marido o Sr. Antonio Borges da
Funseca pudendo entregar ao cobrador que he o Sr.
Manoel Silvestre Pimentel.
Maria da Conctifo liorget da Fonseca.
__Oft'crece-sc um moco'brasleiro de boa conducta ,
para caixeiro de cobrancas: quem de seu prcstiuio se
quizer utilisar dirija-se a rua dos Prazcres, n. 10, ou
annuncie.
Desappareceu, no dia primeiro do corrente de um
dos armazens de carne secca da rua da Praia uina ca-
vallo com nina cangalhae cordas cujo cavallo he ruco,
com cabellos vermclhos; tem uina rotura muito pe-
quea de.uin lado da barriga c uina das maos ao p da
junta do joelho he inais grossa que a outra; tem este
ferro -8- : quem o descubrir ou delle der noticia re-
cebera 20/rs. de gratificacao dirigindo seao engenho
t.onceico da fregueiia de S.-Amaro-Jaboatao oun
Bento Jo (ardozo, na rua Direlta.'
--Carlos Vaughan retira-se para a Babia.
__Aluga-se o primeiro audar do sobrado da rua da
Cadea-Velha, com commodos bastantes para urna gran-
de familia: a tratar na loja do mesmo sobrado, n. 29.
--l're]H|-sc fallar com o Sr.Jos Antonio tnlunet, a
negoi-I^Bfceu intereste ; na rua Imperial, n. 39.
HU'XISA-SE
alugar uin preto cozlnhelro e que tenha boa conducta :
a tratar'no botiquim junto ao theatro.
Ofl'erece-se urna crioula para ama de casa de ho-
mem soltero, ou de pouca familia, a qual engomma e
coziuha : qnem de seu presumo se quiter utilisar dir-
ja-se a rua do Fogo, n. 36.
--Precisa-se alugar um preto que soja bom co-
peiro para o servico de urnas familias estrangeiras :
oa rua do Trapiche-Novo, n. 10.
-- |>iecisa-se de urna preta captiva para o servico
dfuuiu casa do familia; na ruada Alegra, casa n
11, acharao com queii tratar.
i fe-.......--------------
LTERU
DO HOSPITAL PEDRO II.
O Ihcsetireiro dcsta lotera de i.ovo
marca o din \!\ do cnirenlc inez para a
cxtiacco da ullims parte da primen <
lotera, que deixou de correr no dia 8
do passado mei por cuisa dos aconle-
cimentos j declarados : e o pequeo nu-
mero de bilhetes que resta estar lao se-
ment a venda ateo dia 12
- Pugi, marceneiro francez,
na rua Nova, n. 45, acaba de receber, pelo navio Zi-
tia, um sortimenlo do trastes de mogno, domis
moderno gosto; bem como folhas de Jacaranda,
mogno e outras madeiras do Mear ; ferramentas
propriasde marconeiro; e papel.de lidia. O mesmo
se encarrega de fazer toda aqualidade de mobilia,
que se poder desojar, por ter recebido desenhos mobilias modernas que agora so usam em Franca.
AISNUNCIX
Firiniauo Jos Rodrigues Ferreira que vende as suas
Injas do Psseio-Pubiico ns. 9e 11 um rico sortimen-
inili-lu-iin tiMiii.-ailn de linho puro branco e decores,
a 720. 800, 1/, 1/200 e 1/600 rs.; superior merino a ine-
Ihorfazendaque ha a 4$ rs. o covado ; cortes de fus-
tn amarello e de cores ; cortes de go'rguro de seda
para cohetes a 2/400 rs. ; esgulo de linho muito fino ;
ricos cortes de vestidos de camhraia com barra fazen-
dadeoom gosto; cortes de chita-cassa a 2/, 21500,
3/e3,50irs. ; cortes de casimiras de cores, a 6/rs. ;
chitas-casta a 240 rs. o covado ; chitas largas france-
sas, a 360 rs. o covado ; tapetes de todos os tamaitos ,
por menos do que em outra qualquer parte; chitas fi-
nas a 160,200, 240 c320 rs. ; lencos de cambala bor-
dados finos; ditos de seda decores ; lilas liuas e grossas;
umitas fazendas escuras para calcas ; madapoldes de to-
das as qualidades ; algodo branco e de cret; c outras
muitas fazcnlas que se deiiam de annunciar para lio
tomar lempo i tudo se vende sciupre por menos que
em outra qualquer parle.
proprlo para tornelro : vende-.c l.tdo o por preto
uiii.n bsrato, e .. fu. tudo o negocio, assim eo o se laz
tanib..... ,-o.n a loja l.em acreditida de funi.elro do
Aterruda-llna-Visf. n..') ,
-Venden, 2 moleqi.es de ""?*'* ""*
vos de nafa......ofo;a negrtiibamOit SVl^JS
sendo una de 13 o.i.r.i de 18 tmnoa de **fV>J rst'a
vasdeSSannmdeldadr, que WMiWW'" cn-
|oniinam i ditas de mel. idade e de upa conducta na
rua Direita, n. 3. ...i. ,,i.
-Vende-se ou permuta-te um pequeo sitio o li-
gar do Barbalho, perlo do rio Capibar be ; quei iiic
convier annuncie por esla folha, ou dirija-se a rua do
Pires, n. 19. i l
Vendem-se 700 couros de cabra, o
urna porco de chapeos de palha : na rua
da Crnz, n-Ci.
-Vendem-se ceblas muito grandet, entre at qnaes ha
brancas por preco coinmodo na rua da fraia ,
" 37- i. .14
Vendem-se ptimas navalhas da bem con lleca a
fabrica do Rogcrs em Londres: na rua da Cartela.
K
I
Aulas de primeiras lettras
O abaixo assignado com aula de primeiras,
na travessa do Veras no bairro da Boa-Vista,
contina a receber meninos de ambos os se-
xos ,-tanto pensionistas como externos, me-
diante una relribuco mdica sbreos meni-
nos que d'ora em diante Ihe fur confiada a

9
m
sua i-ilncaeau, c ainda mala quellet cujos pas .jgj,
ninsejam abastados em fortuna ; por Isso no- '5*r
vamente convida ao publico c especialmente /^k
aos seus amigos tanto da prata como do cen- \J?
tro que desejarem a instrueco de seus fillios -jjfc
com decencia c pretteza o procurcm a este \hf>
lim. (S&
O annunciante lisonjeia-se de ler recebido W
em sua aula ( durante o periodo de II annos /v
queexerce este magisterio) grande numero sflf'
de meninos de pessoas ct.kI.is desta praca e rj^
para certificar o regime c boa ordetn de sua
aula basta ser publico a sua estada nella per-
manente nao se empregando em outros a fa-
zeres nos das utes__i'olicarpo iVuncs Correia.
#S#^ #
Aluga-se um sitio nos Afngados, coinqualro casas-
embarque perlo e muitas commodidades, por lSO/000
rs.: 110 inesmo lugar a fallar com o marceneiro, o Sr.
Paula.
Um rapaz brasileiro se olr'ercce para
qualquer arrumaco nesta praca o qual,
ait'in de ter Loa conduela d fiador a
contento : quem o precisar dirija-se a
praca da Independencia, n. 10.
i20 anuos, bonita li-
de 18 annos, pouco
Compras.
Coinpram-se escravos, sendo machos de 12 at
20 annos ; sendo fnicas duas negrinbas que tenham
at 12 anuos para se eduearem e negras que sejam
mocas ,,e com signal de seren fecundas melhores e
assegura-se que nao sao para mandar para fra da trra,
nem revender-se sini para uina faienda do mntto : na
rua luiprrial n 79 a qualquer hora do dia
Continuam-se a comprar patacOes brasilcirose
hespanhes, a 2,000 rs. e pecas, a 10,700 rs. : na rua
da Cmleia-VeHia, n 38.
Compra-se urna banda de ofilpial de segunda li-
nha : annuncie.
Compra-s banha de lijuassu^ ouo proprio tijuas-
su' : na rua larga do Roiaiio, botica de Ilartholomeu
Francisco do Souza, n. 36
---Compra-se um temo de pesos de ferro, de 8 libras
a niela piarla : no pateo da Santa-Cruz, n. 14.
Compram-se enfeites de cinteiro de meninos : as
Cinco- Puntas, n. 80.
Vendas.
Vendem-se, na rua das Larangciras, n. 14,
segundo andar os teguintes escravos. mui-
to em conta e todos de bonitas figuras : uin
casal de escravos pardos, casados de opti-
m ma conducta o pardo he ptimo purgador
de assucar e a parda tem algumas habilidades ambos
nao passam de 23 annos ; uin lindo pardo claro, de 23
annos com alguns principios de lapatc'"" c que he
de uina conducta muito regular, e por *.j OVlito bom
pagem ; mu dito da iiiesma idade bom copeiro ; uin di-
to de 40 anuos ptimo para tomar conta de um sitio ,
por 250/r ; dous pretos de nacao ; una preta de na-
cao ,dc20 anuos vinda daRahia, muito boa engom-
madeira ecoiinheira ; uina ptima cozinbeira, de 20 an-
nos ; una parda de 20 annos ; um molcque pedreiro ; e
alguns escravos. .
ptimas lesouras de Lisboa para
allaiale.
Vendem-se na rua da Cadeia do Recife, n. 56, loja de
ferragens.
Vende-se, por preco coinmodo, a terceira parte de
um tobradode um andar e toteo, no bairro de Santo-
Antonio : quem pretender annuncie.
Farinha de milho, a vapor.
Em Fra-de-Porlas, na rua dos Guararapes, n. 5, se
contina a vender superior farinha de milho, feita por
um molnho pnxado a vapor. A retalho, o preco da pn-
meirasorle, be de 100 rs. por libra, eo da seguuoa e
terceira 60 rs. A quem diariamente tomar de meia ar-
roba para cima se far.uin abate rasoavel.
Vende-te um braco de balanca grande, dout pesos
de duas arrobas, dous ditos de meia arroba c obras de
(landres de todas as qualidades; um torno de tornear,
n. 29.
-- Vende-se um molequ de 15 i
gura ; na rua das Cruzes, n. 40.
Vende-se um moleque, peca,
mala ou menos, ptimo cotinheiro, e ah.inca-se a sua
conducta': quem o pretender dirija-se ao llolcl-rran-
cisco, que se dir quem o tem.
-- Vendem-se cambraias muito iiuas.de listras uc co-
res e lindos padres. a 650 rs. a vara; brim escuro inul-
to fino de linho, a 200 rs. o covado ; fustfio pintado, a
320 rs. o covado ; chapeos de sol de seda, a 4^800 rs.;
lencos encarnados finos para tabaco, a 3/200 e 4/000 rs.:
na rua do Queimado, loja n. 8.
Vende-se um escravo boin trabalhador de cnxadae
machado que ganha na rua, ;: lie de ptima condue-
la : na ruada Florentina n. 16.
-- Vende-se penas de e.ma, cera de carnauba, etc.: na
rua da Cruz. n. 26.
__Vendem-se dous molecoles muito lindos um de
Malinos c outro de 16 ; una preta de boa conduela ,
une engomma cozinha o diario de nina casa de 20 an-
nos ; urna dita de 16 anuos muito linda que cotuinao
di'ario de una casa ; nina dita boa eoinhcira e eiigom-
mdeira,de30annos e que he de boa conducta o que
se alianca ao comprador : na rua da Pcnha confronte .
a turre do Livrameulo, ii. I, primeiro andar.
- Vendem-se os muito bem feilossa-
patos de lastro franceses, pelo barato pre-
co de 54 i, o par ; assim corno spalos
de inarroquim IVancezcs para senhora a
isiao is., todos (llegados uestes dias:
ha rua da Cadeia do >ecife, n. 35
Veude-se ellctivanieiite a phlosophia de Consi ,
tiadu/ida em pnrtuguez, em 3 voluntes liroxados, por
7/00(1 rs. e'quemcomprar de 10 obras para cima se
Ihe dar inais euconta : narua de Sau-Fiancisco, anti-
gatnenlc Mundo-Novo, n. 66.
Yenilem-se, pelo b.ralo preco de
3,6oo rs os muito descjaiios liorzeguins
para hnieni: ni nuda Cadeia ii. 35.
Vende-se mu milheiro de telhas de bom barro, por
20/000rs.; ladrilho, a 1#"00 rs. o cento, e tainbem qua-
drados grandes de forno de padarias, a 200 rs. cada
um : iia olariado FundSo, com entrada junto ao quar-
tel, c por mar, a primeira otaria, passando a Ponte-
Velha.
Na loja que faz esquina pora a rua do
Collego, n. 5,
vende-se princeza larga preta muito superior pelo
barato preco de I/rs. o covado ; luvas brancas linas, de
algodao a 120 rs. o par; alm destas fazendas ha um
completo sortiinento de tudas as qualidades de fazendas,
tudo por preco commodu.
A 3.s'8oo rs. a peca.
Na loja de Giumares & C.
que (ktesquina para a rua do Collegio n. 5, vendem-
se pecas de chitas de38covados, a3i800 rs. a peca, de
SOttrivel panno e padrors agradaveis. Do-se as amos-
tras sobre penhores.
saioquod jjqos imisuiiic a
Jl93 toaa-.OJfl 'atJOO upeo vaeind a}M BpOiJtl (iinii
-lunp d|."l scxij sajoa ^p o sarjjpBdsoD|J ap oprpp
isa b aiuauciiijiin svpvdaqo sjsujisjivd ssssn siauII
se as-mapua.\ .'c -u ouoiuv-'S aP oa.iv os )oojjnoi>
* > >s supjvmtuf) 3/J vlo[ VU 9J00 o
'SJObtit n sasujisi.ivd svssvv svaou sy
Obras novamente chepudas d livraria da
es/uina do Collegio.
{Vide Diario n 1A2 de 2S de junho.)
Hitloria liniccrtal. relatando os aconlccimentos inais
nolaveis em todas as pocas e os feilos dos homens
mais clebres de todos os povos desde os primHivos
lempos at(" 05 nossos dias : obra enriquecida de notas,
por um Brasileiro e ornada com 24 estampas finas ,
1847 5 v. perfeitamente encadernados por 12/ rs.
Mido Iraiarfo de arilhmttica eominereial: desenvolvl-
mento simplificado de todas as legras de arlihmelica re-
lativas ao coinniercio acompanhada de um grande nu-
mero de exemplos e exercicios, os quaes facilitam o mc-
thodo de resolver qualquer calculo que tenha relacao
com o trafico mercantil, por P. Perestrello da Cmara :
obra redigida com umita clareza e de grande prestimo
s pessoas do cominercio 1846, 1 v. em quarto, ptima
encadernacao inti-ira por 5/ rs.
Pamaio llraiileiro, ou selecv5o de poesas dos melho-
res poetas brasileiros desde o descobrimento do Brasil,
precedido de una ndrodiiccohUtorca e blographiea
sobre a litteratura brasileira pelo doutor Prreira da
Silva 1848 ,2 v. encadernados por 5/rs. Nesta com-
pillacao se encontraio algumas bellas producedes po-
ticas de Jos llbnifacio, marque/ de Paranagu Maga-
Ihes visconde da Pedra-Hranca M. Alvet Branco ,
Odorico Mendet, e de oulrot contemporneos illuilret.
Plutarco braiileiro, obra do inesmo autor e cujo ine-
recimento lemsido geralmenle reconhecido pelos ho-
mens competentes, 2 v. encadernados porlU/rs. (ues-
tam poiicosexemplarcs.)
Advoaadodopovo ou arte de fazer requerinienlos em
materia civil ecri.ne. terceira edifq de 1848, corregida
cauenientada, por 3/rs. ,, ,_ -, i
Na mesma livraria esto venda as edicoes brasileiro
da Doutrina das acedes ,c Manual do tabelliao, porC.
Telles o Tratado orphanologico. por Carvalho ; Manual
de appcllacese aggravos por C.ouvcla Pinto ; e outras
muito correctas e augmentadas com a ilgislacao bra-
sileira respectiva.
Casimira* lisas, a 2,400 rs.
cada covado, as melhores que tem vindo a esta praca,
nflo s petas delicadas cores, como por ser perfeila
fazenda ; ditas do listras, vindas ultimamonle de
Franca os melhores gostos e melhor fazenda que
lid, n 9,500 rs.ocrte ; meias casimiras a 3,500 rs.
o corte : panno preto o azul fino a 3,000 r.s ; ditos
de cores, e 4,000 at 5,000 rs. .dito preto a 6,000,
6,500, 7,000 at 11,000 rs. que nada deixam a dese-
jar ; e todo o sorlimenlo de fazendas finas e grossas
que se vendem a retalho e pdr atacado : na rua do
Uueimado n. 27 no novo armazetn de Raymundo
Carlos Leite.
t,
^
i\
MUTILADO


mmr*
*

a
.9.
"~ Vende-se un cavallo novo, carregador bailo, bem
carnudo, e de cor melada i na ra \ el ha ,. sobrado
D. 18.
- Vendem-se chapeos de Icbre, de castor de lonira
de eda : na na do Quemiado, n. 55.
Vende-se urna b'< venda de esquina na praca da
Boa-Vista, n. 2 : a tratar na meima venda ou ua na
de S -Rita, n. 85.
LOTKRIA 1)0 RIO-DE-JANF.IRO.
Vendem-se meios bilhetes da primcira lotera a bene-
ficio da innandade do Santiiiimo Sacramento da impe-
rial cldade de Nitheroy: na ra da Cadeia, loja de cam-
bio, n. 38, de Manoel Comea.
NO P.\SSE 10-PUBLICO,
na loja de Manoel Joaquim Pascoal Ra-
mos, n. 19,
vendem-sc milito superiores pannos linos, de todas as
qualidades .^3,600.3/800, 4c 5/ rs. sarja multe
superior a 2# c 2/400 rs. ; merino, a 3/200 rs. alpaca,
a 1/rs.; lencos de seda a 1/rs ; cortes de casimiras,
* / 1 kSS* l"1' 2,50 ; chapeo sde sol de
seda, a 5/500 rs. ; e tudo o utais por preco rasoavel.
Vendo se cerveja hamburgueza ,
bocea de prata, eni barricas e cestos : v-
nbo de Claret, Xeres e Porto, em ca-
x*s tle urna duzia cada nina ; e champa
nha da verdadeira merca Cometa, lti-
mamente chegada: na ra da Cruz, n.
17, nrmazem de C. J. Asthy.
Vendem-sc excedentes navalhas hamburguezas
as quacs revalisam as da China, e para garanta da sua
boa qualidade, dao-sc as amostras: vendem-se nica-
mente na ra do Queiinado, n. 17.
Vende-se a venda sita na travessa do Dique, n J4
coin poneos fundos a quai vende tanto para a tena
como para o mattn : a tratar na mesina venda
= Vende-se tuna preta de nacao. de 22 annos, que
cozinha, rngoinm.i, cose e lava ; sein vicios nem acha-
ques: o motivo da venda se dir ao comprador: no Atcr-
ro-da-Hoa-Vista. loja n.78.
J"^,Vr"dp"PCJ.0" de suPp'-!o'-qualldade, das f.bricas
ao Klo-rande-do Sul: na ra da Moda, armazem n. 7.
\ ende-se Llzia potica, ou colleccao de poesas ino-
.lernas, de autores portuguezes publicadas no Rio-de-
Jaueiro por Jos Ferreira Montelro contendo o pri-
merio volme 52 nmeros, tora 312 paginas preco 2/
rs. lleccbem-se assignaturas para o segundo volume ,
constando todoo anuo de 48, dividido em 52 Quineros
na na da Cadeia do Rccife, loja de Joao da Cu:.ha Ma-
galhaes aonde j se oncuntrarao os ns. I a 9. Na
as outras. do norte e algiirnas do sul,
aonde em toda (em a acqtiisico das me-
Ihores fregiiezias : a tratar na mesiM
fabrica u. g
Vendem-sc coifas c nielas ditas de laa de diversas
cores e padrdes, do.....Ihor gosto que lem viudo do Rlo-
Una do Queimado, i 46, foja de Maga-
I ha es \ Irma o.
Vendem-se ricos cortes de cmbrala a berta, a 4,600
rs.; ditos, a 4,000 rs.; ditos de casca de cfjr.'a 3,000 rs ;
cortes de cambraia lisa multo tina, de 8 varas-e niela, a
4,200 rs.; ditos de 3.200 rs.; lencos bordados, coin bico.a
560 rs.; cortes de collete de fttstao de cores. padMes mo-
dernos, a 1,280 rs.; ditos, a 800 rs.; brim trancado par-
do, de puro linho, a 600 rs ; merino preto fino, a 3,000
rs.; cassade babadn fina, a 360 rs. a vara ; chita de co-
berta de edr fixa, a 200 rs. o covado; cassa lisa, a 400 rs.
a vara ; camisas de lucia, das melhores que teein appa-
recido, a 1,400 rs.; inulto boa Calenda paratoalhas, coin
4 palmos c meio de largura, a 600 rs. a vara; setiin pre-
to lavrado, a 3,500 rs. o covado; chapeos de sol de seda,
a 5,500 rs.; brim trancado de cores, de mu ricos pa-
drees e puro linho, para calca ; lencos de setiin para gr-
vala; ditos de seda de cores; riscados francezes largos
minio liin,, ditos inglczes; bicos largos e estreitos ;
e rendas.
Vende-se una casa terrea na Roa-Vista, ra da Man-
guera ,n. 11, que teui lampeao na porta, coin ditas
grandes salas 6 quartos, cozinha lora, cacimba, quintla
bastantegrande, lodo murado e coin diversos arvoredos
de [un lo : na ra do Arago, n. 27,a qualquer hora do
dia. Esta veuda he feta de aecrdo c coin consentinien-
todohypothccariodacasa. o Sr. Antonio Jos Ouarte
Jnior.
Vendem-sc pautas das alfandegas do Imperio do
Hrasil impressas no Rio-dc-Janciro : na ra da Cruz ,
ii. 20.
Vende-se sal do Assu' a bordo'da barca brasileira
Tentativa-Feliz a tratar coin Silva It Grilo, na ra da
Moda n. 11.
por
loja se couiinuam a receber assignaturas para a
Cftromea-/.ii(eria, jornal de instriiccu e recreio ,
preco de (>/ rs. por anno por 52 nmeros.
Superior vinho da Figneira.
Vende se esta superior pinga nn armazein de Vi-
cente Ferreira daCosta na ra da Madre-de-Iteos em
barris de quarto, quinto sexto -e stimo em pipa mul-
to propno para gasto de casas particulares.
Agoa de fingir cabello.
Continua-se a vender agoa de Ungir cabellos e suis-
sas : na rut do Queimado n. 31. O methodo de appll-
car dita agoa accuipanha os vidros.
-Vende-se una banda rica em bom estado, i
idlicial de guarda nacional : na pMca da Roa-Vi9ta, bo-
tica n. 32.
Sj% Vendem-se chapeos do superior
tflK castor, brancose pretos, por preco
mu lo barato : na ra do Crespo, n. 12,
jojile Jos Joaquim da Silva Maya.
Notos gambreScs.
Vendem-se superiores cortes da fazenda denomi-
nada--gambreOcspelo iliininulo prego de 1,800
rs. o corte : esta razemJii lio de rtiui superior quali-
dade e seus pailrdes riviilisam rom as melhores ca-
simiras: na rua do Collegio, loja nova da estrella
n. 1.
Vf nde-se um preto milito moco ,
de boa figura proprio p ra Indo o ser vi-
co de casa e campo; orna mulalinha de
16a 18 annos, que he engomniadeira e
roslureira : na ra da Crespo, loja n. a
A, se dir qnem vende.
Casimiras elsticas a 640 re'is.
Venilem-se casimiras elsticas de algodHo e 13a,
pelo barato preco de 640 rs o covado : na loja nova
da estrella, n. 1, da ra do Collegio.
Boa pinga.
Ven'lc-se superior vinho da Figueira, em barris de
4, 5,6 e 7 em pipa : no armazem de /. J Tasso Jnior,
ra do Amorim, n. 35
~ Vende-se'una venda muitu afregurzada para a tr-
ra c coin ion un oiio para mol.nli.1 quintal grande e
cacimba, epde dar rancho a matulo sita |nas Cinco-
Pontas, n. 34 : a tratar na mesilla venda.
Vende-se urna venda 0,11110 afreguezada para a tr-
ra e coin os fundos a vontade dos comprodor no Por-
to Velho das Canoas, n. I : a tratar u,i uiesina venda.
Vende-se nina das melhores vendas da Koa-Vista ,
por estar niuito afregurzada ; vende-se por seu dono ler
de retirar-se : na ra do Rozarlo da Hoa-Vista, q. 2.
Corram, freguezes, loja de Manoel
Joaquim Pascoal Ramos, no Passeio-
Pnblico, n-.-19.
Vende-se pelle do diabo a 200 rs. ; castor, a 200 rs. ;
algodo azul, a 200 rs. ; algodo de listras, a 2110 rs. ;
chita de coberta a 200 rs. ; riscados francezes, a 200 rs.;
madapolao fino a 200 rs. a vara ; ineias, a 200 rs. o par;
chiasdeassento escaro di- cores fixan a 120 140, 160
e 200 rs. ; riscados muio finos, a 240 rs. o covado ; cor-
tes de cambraia de quadros coin 9 varas a 2/400 rs. ;
cassa-chitas de todas asqualidades a 2 2/500 3/ e
31200 rs. o corte; lencos de seda para grvala a 400 rs. ;
ditos de cassa, a 200 rs. ; chals de ineiim -a l/rs. ; di-
tos de la a 2/aOO r. ; e outras umitas faiendas, por
menos pre9o do qure em outra qualquer parte.
Vende-seo Conde de Monle-Christo encuaderna-
do de novo em 5 voluntes : na rita do Queimado loja
Vendem-se jazendas limito baratas', nos
Qnatro Cantos da ra do Qneiwado,
loja n. 20, de Teixeira Bastos & ]r-
mflo ,
como seji... tstores cnenrpados para calcas a 200 rs.
o covado ; leudos brancos de cassa coin risca em volta ,
a 200 rs. ; corles de cambraia pintada, para vestidos,
fazenda fixa, a 2/400 rs. ditos coin algiim mofo a 2/
rs. ; cassa chita lina e muitu larga a 200 rs. o covado ;
dita superior a 400 rs. ; riscados largos em cassa coin
algiim mofo a 200 rs. ; chitas brancas de flores a l20
rs. ; ditas escuras a 160, 200 e 240 rs. o covado ; meias
para menino a 80 c 160 is. o par ; ditas para meninas
a 320 rs. ; ditas para senhora de 400 a 560 rs. o par
leiifosdc seda pela para grvala a 1/280 rs. ; ditos d
cores em setioi para grvala, a l600 r. ; ditos de fran-
ja para senhora a 2/5C0 rs.; luvas pretas bordadas a
800 rs. o par; camisolas de ineia americanas, minio
boas.n 1/600 rs ; c outras umitas faiendas, por prc-
(0 ( mu lucillo.
CA-LDMBIA MILLS
Ceorg lown.
Acaba de chegar a este mercado unta partida desta
superior qualidade de farinha de trigo, c
pode competir a verdadeira Gallega : vl
brinda de 32 snnos que cote, engomma e cozlnba coin
licif. i. .m : na rus larga do Rosario loja de miudrzas,
o. .I'i mi li i iiiiheni se vendeni oculos para todat as
idades ; navalhas ineiezat para barba ai quaet se tro-
ca ni quando nao agraden!; eoulros inulto objectot ba-
ratos.
Vende-se nina ptima morada de casa terrea,
tita na ra Augusta*, coin meia-agoa jiara a ra do Ale-
crlm ; um terreno junto a dita ,_ coin alicerces para
duss casas; cento e quarenta palmos de terreno coin
cerca de dous mil palmos de rundo desde a ra do
Alccrimat a beira do rio : tudo por preco muito com-
inndo : a fallar coin Joaquim Teixeira l'cixoto na ra
da Concordia, o. 25.
Vende-se urna car roe. a de um bol, nova, sein uso
algiim multo bem construida e de boa qualidade de
i-.iadeira propria para todo o servido por prefo ra-
soavel : no Corredor-do-Bispo n. 8.
-- Vende-te a venda da ra de S.-Therea betn afre-
gueada para a (erra : a tratar na inesnta venda.
Uriiis trancados.
Vendom-se superiores corlas le hrinfc trancados,
ilc quadros e listras to muito bonitos pa'drOos, pelo
biirnto preco de 2,000 rs. o corte : na ra do Colle-
gio, loja nova da estrella, n 1.
Casimiras elaslicas finas.
Vendem-se superiores o excellentes cortes de casi-
miras ile superior qualidade o lindos gostns, pelo
diminuto preco de 5, 6 e7# rs. o corte de caigas, sen-
do seus padrOes htnto de gosto para o invern, como
ara o verio; a elles antes quo se acabem na ra
ilrrCollegio, loja da estrella, o. I.
Vende-se, ou arrenda-se o sitio de-
nominado Casa-Caiada na praia do
Rio-Doce : a tratar no Forte-do-Mattos,
nn, com Josa Francisco Belm.
desta praca mait do que 4 legoat : a fallar na Sol. ka
tillo de Jote Gomet dos Santos Perelra de Rallos '
--Vende-se effectlvamente a Bhetorica ponul.r
tradutida do francrt, pelo reverendo Jjo liarhoi r '
deiro de mria encadrnacao a 1/600 ri. o volitun.".'"
e qupin tomar insis de 10 obras se Um far aigum hV
te : ua ra de S.-Franciico antigamenie Mundo-Novoi
i.6.
Vende-se
ii ni
COM .1 qual s
,ega : vnde-se a rcla-
llio, no armazein de Antonio Annes, nn caes d' Alfande-
ga ; c em poreftad a tratar coin J. J. Tasso Junlor.
A isooo rs. ,
ancorlas coin azeitonas superiores : von-
dem se no caes da Alfandega armazcm
n. 7, de Francisco Das Ferreira.
Vendem-se superiores velas de carnauba, curtidas
e muito alvas, a 320 rs. cada libra : assegura'SC que a
luz he igual a de espermaceti c a cor pouco difiere : tam-
ben! ha de 280 rs. cm libra, pouco mala inferiores na
cr somonte coniludo limito melhores do que as que
^ci.ilincnic ,ip, .ni( ni a venda : na travessa do Veras,
na Roa-Vista n. 13.
Vendem-se saccas coin niilho a 3/200 rs. ; ditas
coin ano/, de casca a 3/200 rs. : na ra da Cadeia de
S.-Antonio, u 21.
Vi'iidc-sr colla de superior qualidade das fabri-
cas do Rio Grande-dn-Sul : na ra da Moda, arma-
zein n. 7.
Vende-se as seguimos obras : Costa e S, dicciona-
rio rranceze poi tugue* por 8/ rs. ; Rui, o escitdeiro ,
por2/500 rs. ; Kxposicao da doutrina enrislaa, por 2/ rs ;
Recreio, jornal das familias 5 v. por6/rs. ; Granima-
tica fraiicezadel.lioinond, por 2/rs. ; dita |de Bamo-
nlere por 1/ rs. ; Teleinaco porl/rs. ; Tentativa po-
tica por J. s, S. ,por 1/500 rs. : no Aterro-da-Hoa-Vis-
ta n. 84.
No AtciTo-(Ja-Boa-Vista, loja
7K, vende-se superior conro de lustro
\i rs. a pelle.
Vendem-se escravos de ambos
sexos, de bonitas figuras e sein acha
na na to Crespo, n 4, ou no l'asseio-
'iiblico, n. 17.
CHOCOLATE.
Na fabrica de licores do Atorro-da-llna-Vista n. 17,
ha senipre do BtaiS superior chocolate de saude, canel-
lerruginoso ; este multo conhecido po-
li
OS
ques
n. 18.
Vende-ie urna morada de casa de dous andaros,
sita na ra Direlta, 110 nirlhor local coni 36 palmos de
largura e '.Mi ditos de fundo boas paredes, grande quin-
tal duas tejas e em bom estado : na ra do CaldoircN
ro n. 62.
Vendem-se caitas de niaearrao muito bom a 3/000
a caixa de 25 libras : no armazein de Francisco Das Fer-
reira.
= Vendem-se 6 duzias de cadriras coin assento de
pallilnha e que sao muito fo.ites todas ou a duzias :
na ra das Trlneheiras, n 36.
Vende-se a fnbrica de chapeos d.i
/ua da Cadeia- Velha,j bem conhecida
*ha 1") anns nesfa provinca,"e cm "todas
la li mu 1 Illa e
las suas boas qualidailes tnicas e ser proprio para
frialdadc o para as pessoas que padecem do estamago.
A loja nova de Ricardo Jos de Frei-
ta Ribeiro, na ruado Paleto-Publi-
co /i. 17 vendem-se
cortes de chitas escuras coin 10 covados muito finas
e fixas a 1/600 rs ; ditos de cassa com 6 varas a 2/
. ; e nutras umitas fazeiidas muito baratas.
Vende-se ou faz-te qualquer negocio de troca di-
urna casa de taipa. bem feita na principal ra de Pe-
Jras-ilo-Fogo : quem a qiitter procure no Aterrn-da-
hoa-Vista fabrica de licores 11. 17.
Vemlcm .( pecas de madapolao com 20 varas mui-
to largo a 2/800 rs. e a rclalho a 140 e 160 rs. : na ra
estrella do Rozarte, n. 10, tereciro andar.
collecfOesdc vistas de Per-
no m buco ,
sondo as da ponteda Hoa-Vista,ponte do Recife.Bom-
Jesus, Olinda, Pocd-dn-l'anellae'Ciicliang, feitas ao
*>enncio da sociedade da Beneficencia Hemla e
stiiss.i : no armazem de Kalkinann & Roseninund ,
ne hotel Pistor, as lujas dos Sr. Luiz Antonio Si-
i|ii"iri, da Snra. viuva Cardozo A'yrs & Filfios, na
ra da Cadeia do Itecife ; as fojas dos Srs. Santos
.Veves & Guimares na ra do Crespo ; do Sr. Jos
de AlenquerSimOes do Amaral, na ra Nova ; e do
Sr. h etianlot', ^io*ftterr*-da,-1toa-Vista. ,* r
Vende-se de uin prssoa que se retira urna ca-
Sapatdes de tres solas, a 1 s 000 rs,
No Aterro-da Boa-Vista loja n. 78,
vendem-se sapal5esde tres solas, pelo di-
minuto preco de isooo rs.
= Vende-se um bonito cavallo rodado-escuro muito
novo bom andador de baixo a, esquipar : na ra do
Queimado, n. 17-
- Na ra do Queimado, n. 30, ha pannos de boni-
tas cores, proprios para palitos e sohrecasacas, as-
si tn como chapeo de castor, pelo barato preco de
5/000 rs.
- Vendem-se aeges da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Pa rali iba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
SUPEUIOR PRELO, A 4,000 rs.
Vendem-se snecas com farelo fino de Trieste, che-
gado, ltimamente, o qual he o melhor de todos que
aqmtein aportado, porsero mais nutritivo: em casa
do J. J. Tasso Jnior, rua do Amorim, n. 35.
Vendem-se oilo escravos chega-
dos hontem do Aracaty sendo : 3 ne-
grinhas de 11 a 12 annos; uina mulati-
uha : urna dita mtiilo linda, de 18 an-
nos com urna cria ; um preto de 28 a
3o anuos ; um mulatinboe 1 molcquinho
tle 6 a 7 annos: na rua Formosa, na
i|tiinla casa.
Vondcin-se latas cun bolachinha de aramia, pe-
lo barato prefo de 2/rs. cada una ; bem como saccas
com farinha do mandioca desembarcada hoje e mili-
te boa : no armazcm de Das Ferreira no caes da Al-
faiulrga.
Vende-se a venda da esquina do
pnteo do Terco, n. 1, com os fundos que
b comprador quizer a dinheiro ou a pra
/o t'tim bu is firmas e sendo a dinheito
se far algum abatimento, cuja venda be
bem acreditada em freguezi;, tanto para a
prac;i como par.i o malto: a tratar na
iiicsina venda.
- Vende-se urna venda no largo da ribelra de S.-Jo-
s, coin poucoi huidos : a tratar na inesma venda.
Vende-se a dinheiro ou a prazo ou mesiiio com
desobriga a praca a ptima venda da rua do Rangel,
n. II : a tratar na niesma venda.
Vende-so nina venda bom afreguezada para a tor-
a Com poycos fundos eque teni coinmodos sumeicn-
tos para familia : laz-se todo o negocio, e d-se nSguin
abatimento por seu dono querer retirar-se para tratar
de sua saude; a qual he sita em Olinda, nos Quatro-
1 ..niio- : a tratar na mesnia com Andr Manoel de
Amolda.
Vende-se um sellim inglcz em Inoio uso ,
co coininodo : na rua de S.-Francisco n. 08.
Vende-se una venda coin poucos fundos e bas-
tantes coinmodos : na rua Imperial n 33.
Vendom-se rolos de fumo
Novof
quarlo castanho
bom carregador : na rua da Cadeia, |0i,'
de miudezas n. 17.
Vende-s a venda sita no becco do Lobato, Cem
poucos fundos e em multo bom lugar porque vend
diariamente 16/a20/rs. eoaluguelhe muito barato
a tratar na mesnia.
A sublime banha jranceza.
Anda existein alguns potes desta sublime banha, con
tendo cada um 2 libras, por 1/000 rs. : na rua larga d
Rozarlo, n. 24.
Vendem-se 3 pretos de elegantes figurase regular
conducta ; duas pretas engominadeirat c cozioheirat
I dita de 16 a 17 annos,boa costureira eengoinniadeira
duas ditas para o servico de campo ; una negrinha de
10a II annos, com bous principios de costura ; um mo.
loque dolannos : no pateo da matriz de S.-Antonio
sobrado n. 4. '
Vende-se, barato urna carteira para escriptorio
um balcaooG cadeirat americanas com pouco uso : ni
rua da Cadeia do Recife, n. 34.
lia rua de Agoas-Verdes, n. 46,
vendem-se dous moloques pojas de 15 a 17 annos; um
pardo de boa conducta ; 3 escravos para todo servifo;
um linda moloca de 13 annos.; um uiolequinho de H an-
uos ; nina bonita scrava perfeita co/.i nlnira engoin.
madeira e que coje e lava duas ditas, por preco coin-
modo.
Vende-se urna agulha de marear de cmara, em
bom estado e um mappa encado nado da costa do llra-
sil : na rua doVigario n. 1, loja.de cabos de Francis-
co Hamede de Almeida.
Anda est para te vender, para fura da provincia
una preta moca, com todas ai habilidades de cozinha
sabendo igualmente reflnar assucar fazer po-de-lo e
bolinhos de todas as qualidades : na rua do Passcio
loja n. 21, se dir qnem vendo.
i'oiiiino i--c a vender, na rua das Cru-
zos, u. 41, cal virgem de l.isbda, vinda ul-
tiinameiite no brigue Concticio-de-Ma-ria,
por menos preso do que em outra qual-
quer parte, assim como panno de linho
sonido : a vista da qualldade se tratar o
preco.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte : na rua do Trapiche,, arma-
zein n 17.
Vendo-se Un preto de nacao, bumganhador de rua,
que d diario 480 rs.; um pardo de 20 anuos, bom para
todo o -cvico ; uina preta que eiigomma, cose e cozi-
nha ; assim como outros escravos: na ruado Vigario, u.
24, se dir quem vende.
Vende-se, einvirliide dse retirar seu sonhor para
a Europa, umaescrava de naco de 18 a 20 annos, coin
um bonito crioulo de 10 para 11 mezei muito proprio
para criar qualquer crianfa ,4f>or tor muito bom lefte ;
he sadia c n.io iim vicios de qualidade alguina ; ialie
lavar, engommar e cozinhar o diario de una casa : a
iratar com Antonio Francisco de "Dlivcira Castro a
bordo do bergantim JVorma ancorado cm frente praia
Sr. Manoel Al ves Guerra, nc
por pre-
propnor
para cigario, pelo diminuto preco de l'
rs. o rolo escolhido: na itia da Cadeia de
S -Antonio armazem de lijlo.
Vinhas agdardente e vinhos.
(Ihristophers & fmnaldson ,
contlnuain a ler de seus bem conheeidos c superiores
vinhos do Porto e de Hcspanba e ago'ardoule de
l'i .in.,1 do inellior que vem a esta praca e de dlflc-
renlos qualidades engarrafados e em barris por preco
com......lo : na rua do Trapiche n. 40, no liccifo
Vendoiu-sc 12 cadeiras de Jacaranda omito bem'
feitas fortes e com pouco uso ; nina mesa de tneio de
sala, da inesma madoira ; um soph tambera de Jaca-
randa ; una e.iin embutida multo rica e feita no Rio-
de-Janciro: tudoievende muito em cunta, por se ter
prociso em rasao de seu dono ter de fazer uina via-
gein : atrs do corpo de polica na leuda de uiarornri-
ro .do Sr. Siqueira.
Od de supetior qualidadei
do toliegu ou com
rua da Aurora.
.Vende-se um porto de amarollo proprio para si-
tio muito forte com os seus pertences para poder ser
assentado om qualquer parte : atr,s da matriz da Koa-
Vista n. 34: lambemie vende uina porco de canos de
barro proprios para esgotar ai) agoas do quintal para,
a rua.
LOUQA.
\ emioin-sc ii i.i-d.i aiiia ,-inuito ricas e de todos os
tamanhos de 2, 3 e 4 azas : resfriadelras de lodo os
:.no.ii.I,... ; quartinhas ; fregideiras muito grandes e
pequeas ; pancllas c boides para manteiga ou doce ;
ca; ii ol.i- grandes e pequeas ; papciros ; alguidares
de Minio-, grandes e pequeos ; ditos lisos muito for-
tes de todos os tamanhos ; urins vidrados muito
fortes e de todos os tamanhos; fregideiras c papeiros
oom pequena/alha a 20 rs. e tudo mais por muito
commodo preyo: na rua do Encantamento armaran
aop da cacimba.
- Vende-se um preto proprio para fcitof de um sitio,
por ter disto bastaute pratlca o qual he de boa con-
ducta : o motivo por que se vende se dir ao compra-
dor : na rua da Peiiha, confronte ao oitao do Livramen-
to, n. 1, primero andar.
- Vende-se saccas com superior farinlic de mandlo-
cb : na rua da dnl, n. 2(j, e no armazein defronte da c-
cadinha, que foi doGuiuiaraos.
Escravos Fgidos.
modo.
Na nova loja de livros do pate do Collegio, n. 67
"i Costa Doiirado, haver scnipre muito bou
vende de ineia quarta paradina, por preco com'
AOS 2o:ooosooo DE RIS.
Vondem-se quartos, oilavos e vigsimos da primrira
lotera a benehelo do Sacramento da imperial cldadejle
Nictheroy : ua rua da Cadeia, loja de ferragens, n. .86.
., Vendo-se^, rom jafra_, u,m eqgrnho' tito na.fre-
guezia de Ipojuca .o qual se acabou ha pouco de edi-
ficar ,.pu tainbem se permuta por outro que nao'diste
Fugio um cscravo crioule, proto, de nome' Goral-
do,de25annos de altura regular bastante herbado
a com suissas ; lem falla de dous denlos na frente ;
quando falla sempre he risonho ;, he robusto, de esta-
tura regular ; com um brinco na orcllia ; levou roupa
do rscado blanco o bata dentro de um gigo de cliam-
panha ; julga-se tor ido para as parles do Cabo, por
tor prenles em dive.isos engonhos. Roga-ie as autori-
dades policiaos que o apprcliondaiu e levem-noa seu
sonhor Antonio Marques da Costa Soarrs na Rectle ,
rua do Trapiche, n. 40.
Dao-se 100/rs de gratific'acao
a quem approhender a cabra Josepha cscrava de Ma-
noel Aleixo de Alcino fgida om 18 do agosto do 1838,
de 48 annosj pouco mais ou menos estatura regular ,
cabellos crespos ; tom um signal delles brancos na tes-
la ; he tabaquista ; lem um signal no narit de um dos
lados ; tom falta de 2 denles de cima e dous de baixo na
frente ospaduas largas pescoco e brapos grossos, bem
fallante : quema pegar leve-a ao engenho Lobo na fre-
gurziadoScrinhaein.
Fugio, om principios do niez de juho ultimo o
escrava Henodicta crioula; representa ter 40 almos ,
de estatura regular secca do corpo, cor bem preta ,
olhos avermelhados rosto descamado falta de denles;
lin algumas cicatrizo! de eicrofuias que te ve to pet-
LfO : (|in ni o pegar leve-a ao sitio de Paulino Augusto
Silva Freir na travesa do Arraial que ser bom
pago de seu Ira lia I lio. .
- t'ugio-a preta Juliana, crioula de estatura drdina
rai. secc do corpo desdentada na frente dt 42 an-
nos rosto descarnado ; levo vestido de gtoga azul c
panno da Costa j usado. Esta escrava fol de Joao Joa-
^uim Freir Rabrllo, e portrnce a Carlos Utrdy.ourl
ves na rua Nova, n. 32.
erv, :m tvi
- -________\ a.- -^
DE M. F. DEFA111A,
i848


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