Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09760


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Full Text
MI
XXIV.
Quint-feira 6"
O 1)1 iltlO publicare todos o diasque no
i,ii- ii de guarda: o prrco da asignatura he
f (/U00 rs. por qiiartel, pago* adiantndm. Os
-nniiuclo dos'assigmnles sao inseridos
a,$ndc20rs. poiTinh, 40rs.emtypo dif-
,e,ie, ea repMicdes pela inctide. Osnio
4i(t,iiantcspagWio80'r. por linliae ICO ri.
ein typo difl'erente, Por CI,aa publicacao.
PHASES DA. LA NO MEZ DE JULUO.
rtlicinU, a 8, s 7 horas c lt inln. da inanh.
7 un chiia, a 16, a" 7 noras e 2 min. da inanh.
inqounte, a 23, as 9 horas e 50 mi u. da inanh
la nova, a 30, as 5 horas e 6 min. da manh.
PARTIDA DOS CORREIOS.
i...
Goianna e Parahiba, i segs. e seitas-feiras.
Rlo"-G.-rt-Norte,'qiilnts-feiras ao meio-dia.
Cabo. Serlnhacn, Bio-Formnso, Porto-Calvo
e Macri, no 1.", .i 11 e 21 de cada mez.
Garanhuns e Donito. a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Vicloi i.i, s quintas-feirat.
Olinda, todos os das.
PREAMAR OE HOJE.
Primeira, s 9 horas e 18 minutos da inanh.
Segunda, s 9 horas e 42 minutos da tarde.
.Fullio de 1848.
N. 147.
rr
das da BESANA'.
3 Segunda. S. Jacinlho. Aud. do J. dos or-
phiios, do J no eiv. < do J. M. da 2. v.
4 Terca. S. Isabel rainha, Aud. do J. )o
c. da i v e do J. de paz do 2. dist. de t.
.'i 1,111 ni i. S. Atliauazio. Aud. do .1. do c.
da 2. v. e do J. de paz do 2 dist. de t.
6 Quinta. S. Domingas. Aud. do J. dos
orph.e do K M. da I. v.
7 Sexta. S. Pulquera. Aud. do J. do civ.
e do J. de paz do I dist. de t.
8 Sabbado. S. Procopio. Aud do 1. do c.
da I v. c do f. de paz do 1 dist. de t.
9 Domingo. S. Cyrillo.
CAMBIOS NO DA 5 DE JL'LHO.
Sobre Londres a 24 d. por 17 rs. a 60 das.
Pars a 345 e 350 rs. por Tranco. Nom.
* Lisboa 105 por cenlo de premio
Hese, de leu de boas limus *.l'UV ao mer.
Acdesela comp. de Heberibe. a 59/M.ao, n
oVro.-Ouca. liespanhol.s 3M0O0 a
Modasd.-6/400 v. I7/'M)0 a '
. de 6/400 u. 16.#t00 a
. de 4>O00... 9/000 _
PrataPataces brasilelros 2/W0 a
Pesos columnarios. 2/000 a
Ditos incxicanoi..... '/*59 a
Miuda.................. /920 a
17/200
17/000
9/800
2/020
2/1)10
1/1)00
i/y3o
DIARIO D
PERNAMBUCO.
i
ASS'EMBLA PROVINCIAL.
HECTiriCAQAO
No resumo do discurso do Sr. Jos Pedro, impresso no
jornal de hontem, ein lugar do que distemos, la-se o
segulnte: OSr. Jos Pedro observa que a discussiio
est reduzida a una questSo de economa, porquanlo
toda a casa est de aecrdo que se faca urna experiencia
coui amaior economa, para que se verifique a cura dos
elephanliacos, ou mandando doentes, ou mandando m-
dicos c doentes, ou smentc mdicos. Elle, pols, prefe-
re que se mandem os doentes por certas rases qu apre-
ntou de economa e conveniencia, c conclue votan
pelo projecto.
N 18.a SESSAO ORDINARIA, ZM < DE JULHO
DE 1848.
k
' rlHMiir.,.i,l UU SM. VIOAK10 AZEVb.
Si'mm uno. Acia. Espediente. Projecto. KejeicSo
do parecer de eominimSo de fazenda e orcamen-
to, acerca do requerimiento do arrematante do
ditimo do capim do$ municipios do Iiecife e
Olinda, por ler sido approvada urna emenda do
Sr.Joi Pedro. Reinessa do projecto n. 20
dat ememlai, oferceidat a elle, commiiiilo de
eitalistica. Approvacio, emlerceira disem-
ino, mo do projecto n. 2 com urna emenda
do Sr. Loureiro, teno tambem do de n. 32.
Adopco do den. 14. em primeira, .-Mi l-
menlo do de n. 8.
As II eineia horas da manha, faz-se a chamada e ve-
rilica-se estarciu presentes 21 Sis. deputados.
O Sr. Preiidenle declara aberta a sessao.
O Sr. 2." Secretario l a acia da sessao antecedente que
lie approvada.
O Sr. 1. Secretorio menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um oflcio do secretario da presidencia, remetiendo o
aulographo do acto legislativo que foi sancionado no da
28 de junho ultimo, afim de ser archivado. Mandou-
se archivar.
Um requcrmento, em que o padre Joaquiui Ignacio
Goncalves da Luz, vigaiio coliado da fnjjcuczia de Nossa-
Scnhora-da-GIoria-do-Goit, pede eselarecimentosacer-
ca dasduvidas que se ApJia npresentado tJyre os limi-
tes de sua freguezia coiiWs de San-LoBrenco-da-Matta,
Po-d*Alho. A' coinmissiio de cstalislca.
Oulro, em que a rmandade do Santissimo Sacramen-
to da freguezia da Boa-Vista pede a revogacao do privi-
legio concedido ao hospital de carldade c ao theatro pu-
blico, relativo ao andamento das loteras a beneficio do
nieaino hospital e ibeatro, aflu de que possain correr as
loteras concedidas a favor das obras da respectiva igreja
matriz___A' commissao de leglslacao.
Outro, cmqucManoelJoaquim do llego Albuquerque,
naqualldade de arrematante da segunda parte do 8.
lanco da estrada do Po-d'Alho, e credor da thesouraria
provincial naquantia de 9:779/640 res, requero se
designe quola para pagamento dessa quantia, meoTante
o abate de 15 porcento. A'commissao de fazenda c
orc.Snento.
He lido, julgado objecto de deliberarlo e mandado
imprimir.o seguinte projecto:,
A asseiiiblea legislativa provincial decreta :
Artigo 1.0'Ficaogoveriioautoiisa^o amandar cons-
truir una ponte sobre o rio Coila," no engenho San-
Joao.
Art. 2. A ponte de que trata o artigo antecedente,
derer ser feita por^todo o corrente uno lnaneciro.
Art. 3. Ficam (gvogadaJlodas as Icis e disposices
em contrario.
Sala das sesses legislativas da asscmfcla provincial
de Pcrnambuco, 4dejulho de 1848. O/inda Compeli.
W/lro. Sot /'j/u'co de Aloran.
lie lido seguinte padecer, adiado na sessao ante-
paM
A commissao de fazenda e orcanicnlo provincial
exaniinou co0n Sevilla attencao o reqiierimcnto junto
que esta asscmblea dirigi o cidado Pedro Jos Car-
neiro Monteiro, arreinatante d^dzimo do capim dos
municipios do Reclfe eOlim, 0Wi que, allegando ter si-
do losado com a lei do orcamento provincial do anno li-
nanceiro findo, n. 192, artigo 4.', que dispensou do pa-
gamento di-.Nic imposto todos os predios subjcllos a de-
cima urbana, e calculando o seu prejuizo na quantia de
ris 862/500, correspondente ao tenipo de um anuo c
tres innes, comidos do 1. de jiillic do anuo passado at
n ultimo de setetnbro do corrente, pede que esta assem-
'la se digne tndemnisailo fozendo suspender o paga-
fenlo das ultimas duas Mitras do valor de ris 509/500,
aceitas pelo peticionario em favor da fazenda provincial
' embolca-lo pela thesouraria do restante que fallar pa-
ra complemento da sominn em que or^a o daino que
soffreu.
A commisso nao pode desconhecer que o peticiona-
rio, na qualidade de arrematante do imposto sobre o
opim dos dous municipios do Reclfe e Olinda, foi ne-
cesariamente prejudicado ein seus legtimos Intcresses
peloartgo4. da lei referida, visto ter sua disposicao
diminuido o numero dos coiitribuintes, e que por co'n-
" unite tem indisputavel dircito a una indeinnsa;ao,
urna ves que poraoto dcsta asscmblea foi offendida no
cssencial abase da obrigacao que contrahio eomafa-
enda mas. como qur que jio provasse procedente-
"lente o peticionario ter o seu prejuizo montado quan-
tia pedida, de ris 862^500, he a coinuiissao de parecer
* ovarte da soinma pretendida, inandaudo-se que a thesou-
'aria a leve em cunta no pagamento das duas ultimas
leitrat.
Sala dascommissdes d'assembla legislativa proviii-l
JaUdcPcrnambuco.-SdejuIho de 1848. Ciinho Ma-t
elwwlo. Cabral. ,L. Roma. I
NN"
O Sr. Alavignier Sr. presidente, pedi a palavra pa-
ra rogar a nobre commissao que deu esse parecer, me
esclareca sobre dous pontos.
Prlmciro, qual foi a base que leve para saber do pre-
juizo desse arrematante j -porque, Sr. presidente, o pa-
recer vem smente dizendo que, como o peticionario
nao ollrece dados justos por onde a coiiiinssao possa
deliberar, por Issosticoncede a terca parle do que elle
pedio Ora. pergtinto eu : ha una base, mais ou menos
fundada, que fez com que a commissao attendesse em
parle ao requerlincnto, do peticionarlo T Se ha, cssa
base deveser slida, cpbrtaiito deve fazer com que, a>-
sini i min) mi parte se satisfez a exigencia do peticio-
nario, satsfaca-se em toda a sua extensao, para que
jamis possa-sc tachar esta assembla de mesqunha;
c se esta base nao existe, nada_se deve dar, para que tam-
bem nao se diga que ella lie generosa.
oiian i, i ao segundo ponto, umaoutra duvida tenho, e
vem a ser, se por um simples parecer de commissao a
thesouraria l'ica aulorisada a receber menos da quantia
que deve receber? (Apoiado.) Pens que esta assembla
su por una lei pode dar talautorisacao; (apoiao) e, se a
memoria me nao falla, parece-ine que essa mesma the-
souraria jase tem recusado a satisfazer mandatos ^se-
mentantes. EanaoBer assiui, como poderla depois a-
justar suas contas ?
G Sv. Roma: 'orm st.agura ii- entrai iu ic
do orcamento.
O Sr. Mavigjiicr : Mas cntao, porque se nao dsse
Isso logo no parecer ? Oh entilo parece-me que a no-
bre commissao devia ter i edigido o seu parecer de ou-
lro modo. .
O Sr. Cabral: Sr. presidente, nao se achando na ca-
sa o nubre relator da coimnissao, que me parece o mais
competente para sustentar o parecer, por ter sido elle
quem o redigio, entend que devia pedir a palavra para
satisfazer as duvidas do nobre depulado que me prece-
deu, e que deseja saber: primo, em que se baseou a
commissao para conceder o abate do terco do que pedio
o arrematante: secundo se a assembla pode por um
parecer dispensar a um dos devedores da fazenda de pa-
gar aquillo que convencionou com a thesouraria. Di-
r! quanto prlmcira duvida, que o peticionarlo ju:itou
aoseu requerimento urna relaco que inoslra haver sof-
frido o prejuizo de 862/500 rs. ein consequenca de tc-
rem sido dispensados do pagamento do imposto os plan-
tadores de capim, cujas propriedades pagavam dcima ;
eiitenileiulii. poiui, a coiuiiiisso que o peticionario niio
Ii.i\;l bem provado a sua nlenciio, por isso que a ineii-
cionada rclaco nao linha f publica, e reconlicceudo ao
mcsino lempo que elle havia sotl'ridn um prejuizo,resol
veu conceder-lhe um abate do tcico da quantia pedida,
ficando assim indeinnisado do prejuizo que sotlrra
Quanto a'oulra duvida, se o parecer da cnmniissiio pode
obrigar ora da casa, emendo que nio pdeobrigar no
foro contencioso, mas na thesouraria que est subjeita a
iiupecciio da assembla, cstou quesiin ; tanto maisquan-
do tcni de se atlender na lei do orcamento esse abate,
por ter sido esta a pratica seguida cm objectos dcsta or-
dem, nao se fazendo instcr propr urna resolU9ao. Por-
tanto, voto pelo parecer.
O Sr. Joi Pedro nao so se oppe ao parecer cm discus-
sao, seno tambem justifica e manda a mesa o requeri-
mento, que abaixo vai inscripto, c que he approvado
sem discussao: *
o V o requerimento do peticionario a ser informado
pelo inspector da thesouraria provincial. ./ojc Pedro.
Fica prejudicado o parecer.
,. oiu)i:m no da.
rmiiinnaeaii da lerceira discussao doprojeeto n. 20
do auno passado, que eleva categora de villa a po-
voaco do SeMior-Iloin-Jesus-dos-Reinedios, e dos arl-
gus additivos, approvados cm segunda discussao.
s^Bsr. Cordeiro : Sr. presidente, he esta a lerceira vez
i;1, liar o projecto que cstjein
sao, conjiinctaiiiVJQe com os arligos additivw ;
desde j declaro que nao o impugno caprichosamente,
mas mu porque at aqui anda me nao poderam con-
vencer as rasoes apresenladas, para que Pancllas seja
elevada categora de villa. Seria inuito sedico o repe-
tir estas rases ueste momento, porquanlo ellas tcem si-
do-exuberantcmentc projmidas as duas priuieiras dis
cusses. Eu, pois, romo esta discussao seja englobada,
e por conseguinte me seja permittido considerar tudo de
cnvolta, o farei, anda que muto rpidamente. Dc-
vo declarar casa epiaes as rases que inc nioverain a
oITerecer estes artigos additivos.
- C.ousideraudo que. a comarca do Bonito tem urna gran-
de extensao, e por cbi\seguinle pode mullo bem ser di-
vidido cm dous tenris ; reconhecend que 0 niclhor lo-
cal que ella possuc he sem contestacao a povoafao de
Carnal ai, uao s por se aullar margein do rio Ipojuca.
como tambem por ser orlada de brejos frescos, c ter um
extenso povoado de pe lo de 800 a 900 casas, na distan-
cia de ineia legoa.una grande fciraque tornaos lucios
de subsistencia muto comiiiodos, nina popula9ao, que
de dia em dia se vai tornando cada vez mais considcravel,-
e lcmbrando-mc que, alm disto, ha alli um templo que
talvos depois de concluido possa admittir cerca de 4,00n
pe Mas ; reeniiliecendo, pois, como la diieildo, todas
estas propor{dcs no povoado deCaruar; vejo-mena
necessidade de perguntar a iiiim incsino, qual a rasao
porque Caruar tem sido olvidado, e porque j nao leni
sido lembrado ao menos para villa, quada tem toda a
capacidade para cabera de comarca? Apresentada esta
rellcxo, poder-se-ine-bo couibater, dizendo que a agoa
he que concorre principalmente para isso, que as seccas
a que estsubjcto Caruar Ihe tiram toda a ainenida;
de, c o fas ein um torro rido; mas parece-meque tu ja
preveni esta objccc.ao, quando dsse que elle era guar-
necido de brejos frescos, e nao he, por consequenca, es-
ta arides que alguem imagina, que lolhc sua elevacao,
porque nunca faltou agoa em Caruar. Mas dir-me-hao
que nunca faltou agoa, porin que a agoa nao he boa.
Concedo que em parte o rio Ipojuca, por causa das Ire-
nuntes lavagens de roupas, dc-animaes. e niesino por
falta de polica, se v algumas vezes toldado c impreg-
nado de partculas alcalinas; mas tem-se notado que
esta agoa depositada deixa um sedimento que fcilmen-
te se decompe, e cntao se torna ella bem potavel. A-
lm disto accresee que o rio he peridicamente ba-
nhado pelo Taquara. quede vt c.n quando ven. pagar-
ll.e scu tributo, e esta agoa he multo agradavel. e tia o
desagradaveldaoutra. Kstas rases sao mais que sulh-
cemes pra .pie Carua. seja elevado a categora ,le eo
marca. Vuaudo ..este ponto, devo dizer algun.a cousa a
rspeito da trasladayao da sede da freguezia.
A freguezia, Sr. presidente, eslava com effeito assen-
tada em um torrao muito rido, milito pnuco povoado ;
apenas continha cerca de25 casas, c era tao diOcl de
proporcionar os melos de subsistencia, que o parodio
respectivo se vio na necessidade de emigrar para Carua-
r, aondcj ha dous mezes se acha. Alm deque, ac
cresce s rases que apontei o nao poder elle funecio
nar, ou inin'istrar-lhe os sacramentos, por falta de al-
aias. Eu.pois, a este respeto, contentar-me-hei uom o
parecer do reverendo diocesano, que peco licenca casa
para ler. {L.)
A vista, pois, de documentos tao irretragavcis, lie cs-
cnsado que dgas una palavra mais a respeto da con-
veniencia da trasladacilo da sede da freguezia de San-
Cactano-da-Raposa para Caruar c tendo eu Ja de-
monstrado a conveniencia de ser a comarca do Bonito
removida para Caruar, devo agora tambem dizer
que, quando concebi este artigo, foi tendo cm vista que
o Bonito ficasse conservado como termo, e niio Panrllas
e para que esta questao possa ler lugar he nrcessario
cxaiuinarinos una outra que me parece original, isto
he, se o territorio da comarca do Bonito pode compre-
hender tres termos. Declaro que nao : a comarca, cm
sua maior extensao de pocote ascente, coniprehen-
de a extensao de 32 legoas, desde Itaeahct al Itapissi-
rica; niio pode por conseguinte subsistir com um so
termn r.irpce ser dividida ein dous. < assim lica boa a
divjsao, sendo comarca Caruar, e sendo conservado
termo o Bonito, porque nada mais repugnante do que
fcar reduzida povoacao urna villa que anda hoje go-
za da categora de comarca, eclevar-se villa um po-
voado sem os precisos elementos da sua crcacao: c ues-
te caso milito terio de soll'rer os povos, como j disso,
porquanlo a instituico de villas, termos e comarcas,
ele., tem por Sin o dar fcil expediente aos recursos das
parles, que he oque se deve ter em mira. Sendo, pois,
a comarca Caruar e o termo Bonito, temos de ver prcen-
chido o lim ; logo niio he preciso que se crie mais um
termo em Panellas, porque he isto prejudicial paraos
empregados que nao devein licar milito redmidos em
seus emolumentos; porquanlo niio lie desconhecido
que, por grande que seja una comarca no centro, toda-
va o foro niio trabalha muito, e por isso pouco interes-
se llramosescriviies e labelliaes, que, como se sabe, nao
teei'n ordAado, Osjui/es, csses eslao s-m niclhorcon-
diccao, porque teein ordenados. Combinando, pois. o
interesse dcstes com os dos povos, cu iniaginei a divisilo
em dous termo*, ou dous municipios, a saber: Caruar,
Bezerrose Allinho; Bonito e Panellas constitulndo ou-
tro municipio. Mas, como j existe um projecto ante-
rior que procura erigir em villa Panellas, e j passou
ein segunda discussao, poderla dah tirar-se o argumen-
to se Bonito lica tambem creado villa, ou se lica perlen-
eendo a Panellas. hu, ueste poni, devo dizer que Bo-
nito deve ser conservado villa, nao s porque cxistein os
elementos constitutivos de urna comarca, como una casa
de cmara, una casa depriso. que, anda que se nao
possa chamar boa, eonuudo tem servido de iccluso e
segnranra dos criminosos ; e mesuro porque existem j
alli autoridades nomcadas para a polica, o que niio se
pdc dizer a respeto de Panillas. Mas, para que esta
divlsio llvcsse lugar, fura preciso que se discriininassem
os municipios ou termos, c se inarcasscm os limites pa-
ra nao tcrein lugar os coiillictosde jurisdicciio, tao fre-
3DCDtes nos lugares, cujos limites sao mal discrimina-
os. Eu, pois, digo no art. 2.": (le) julgo esta divisan mui-
to conforme com o prompto remedio das necesidades
dos povos, porque os lugares mais (lisiantes que aqui se
liguran so Itacahet, que dista 12 legoas de Caruar :
mas de Caruar ao riacho da Onca sao 4 legoas; a Jara
catlli ha a inesuia distancia ; ao riacho Carapol silo 5
legoa*; au riacho da Egoa 4e ineia, a llcbedouros 5, a Al-
linho 5, aCachocira-Grandc 8, ele. Parece-ine que esta
diVlso est o mais proporcional possivel, prioclpalmen-
te se nos a confronlaniioi com a outra que exista quan-
do, sendo Bonito a cabeca da comarca, nao deixava de
ser gravemente incoinmodo aos moradores de Itacahe-
t, ou anda mais cima, que tinhan de ir mendigar
recursos a comarca, na distancia de 22 legoas, ou mais
Istoquanlu ao artigo 2. Passcmos ao aiiigo 3".
Como succedeque por causa do riacho da Onca tcnlia
havido conllicK entre o parocho do Orejo c o parodio
deSaii-Caelano, c succede haver rcclaiuaco da parte
desles habitantes, e dos habitantes do riacho da Egoa,
que declararan! querer antes pertencer a Caruar, por
Ihcficar mais perto, e ser-Ule mais tacl a adininstia-
caodo'psto espiritual, do que ao llrejo; eu conceb a
freguezia dividida neste sentido : mas, se uesta parte se
lrou ao parocho do. llrejo alguma cousa, por outra
se o indeinnisou, porque a freguezia de San-Caelano,
segundo a lei de 46, ia at Agoa-Fria, lugar que pouco
dislavado Brejo ; oque era uina iiijustica, e injuslica
com que os povos vinham a soB'rer considcravelincnle,
porque o parocho do Brejo nao quera curar esles ha-
bitantes, a pretexto de nao screm suas ovclhas, c o pa-
rodio de San-Caetano, que achava que a distancia era
muito grande, nio se dava a este trabalho ; alm de
que, pela sua idade avancada, nao poda fazer tal jor-
nada. Eu, pois, leudo em vista esta attribulaco dos po-
vos, c tambem o conflicto dos parochos, conceb a di-
visao ueste sentido, por entender que desta niancira fi-
ca o pasto espiritual administrado convenientemente,
co nial que parece haver-se feito quelle parocho fica
remediado no artigo 4.". aonde digo; (l) porque parc-
cia-mc muito desrasoavel que, distando esla porcao de.
terreno unas 9 ou 10 legoas, nao fssem estes habitan-
tes curados c soccorridos pela freguezia e comarca do
Brejo, visto como iiinguem deixa de ir buscar o reme-
dio man- pe tn, para o ir buscar mais longc.
Aqui no artigo 5.", que se pode chamar de alguma
maneira o artigo substitutivo do projecto n. 20 cu
faco comprehensivo do termo de Cm uar os dislrictos
de Bebedouro e Allin'io, pelas rases qne j del, islo
he, pelas rases de proxiinidade. pela rasao de ter ima-
ginado, quando conceb o projecto, que ficava o Bonito
sendo villa, c Bebedouro e Allinho fazendo parte do
termo de Caruar.
Voto, prtanlo, contra o projecto e a favor dos artigos
substitutivos.
He lido eapoiado para entrar em discussao oseguinta
artigo addilivo ao projecto n. 20, que se acha em dis-
cussao :
a Fica pertencendo a termo da Boa-Vista a frcgueiia
de Salgueiro. Tiourltno Barroso. -- Cvrrem de ello.
Jote Pacheco de Moran.
O Sr. Barroto : Sr. presidente, tendo assignado esse
artigo addilivo, devo dar as rases por que o fli.
A freguezia de Salgueiro rica mais prxima da Boa-
Vista, do que do Ex, porquanlo dista da Boa-Visla vililc
legoas, e do Ex trlula. Alm disto, os povos daquclla
freguezia teem reclamado militas vezes a medida que
ora propoinos. Em attenciio, pois, a todas estas consi-
derarles, assignei este artigo, que foi apresenlado nesta
occasio, para nos pouparmos ao trabalho de um novo
projecto.
He approvada para entrar em discussao a seguinte
emenda:
Ao ortigo segundo do projecto n. 20. Depois da pala-
vra t'amar diga-sc -- cuja povoacao fica elevada a
categora de villa. O mais como no artigo. S. R. Ti-
/ifno.i>
U Sr. 1. Secretario l o seguinte requerimento :
llequeiro que o projecto e artigos additivos v.o
commissao de estatstiea, para dar o seu parecer. S. lt.
Olinda Compeli.-
Apoiado, entra em discussao, e he approvado.
Entra ein lerceira discussao o projecto n. 2 que extin-
gue os ajudantcs do procurador-fiscal, cas emendassu-
bstilutivas cadditivas, approvadas em segunda discus-
sao.
O Sr. Trigo de Loureiro: Sr. presidente, voto pelo
projecto que est ein discussao; porm quizera que os
ajudantcs do procurador-fiscal fssem eslabelecidos cm
todos os municipios ; porque recouheco que nao he pos-
sivel continuar como te quer, isto he, nao he possivel
que as comarcas, que UhfUI ires e mai municipios, pos-
sa ti ni s hoiiiem promover a arrecadacao judicial dos
iuipostos da faicnda pblica. Ora, deixando ao presi-
dente da provincia autorisaciio para noincar estes agen-
tes, com a condicao.de poder elle iiomcar aos promoto-
res pblicos das comarcas, parece me iuiprolicuo ; por-
quanlo csses funccionarlos nao pdem abandonar a s-
de da ecniarca, para irem promover judicialmente as
causas da fazenda provincial que tiverem de correr pe-
rante as autoridades locacs. Tomemos por exemplo a
comarcada capital, que tem o municipio do Bccifc o de
Olinda e o de Iguarass ; ah, eertainente, um O aju-
danle do procurador-fiscal niio poder comparecer cm
todos os municipios, c por conseguinte nao poder cum-
plir as suas obrigaces.'relativunenta cobranea das
dividas da fazenda provincial: he preciso quem propo-
nha a causa cm juizo ; a qual, coiuquanto comece por
taina policio, niio dispensa, todava, a presenca do aju-
dantc na audiencia. Feita a penhora, tem o executado
seis das para vir com os srlts embargos ; e se vicrcom.
ellcs haode ser discutidos, etc.; como he, pois, possivel
a um s liouiem fazer isto em uns poucos de municipios
ao inclina lempo? Esla ohservacao he tanto mais valio-
sa quanto se aprescnlou urna emenda para que as cau-
sas da fazenda provincial sejam tratadas perante-o foro
commum. Km todos os municipios ha um juiz munici-
pal com jurisdiccao civel: ora em quasi todos os muni-
cipios, eslao os juizes inuncipaes acctimulando sua
essa jurisdiccao, por falla de juizo do civel ; quizera eu,
pois, que para mrlhor andamento das causas, os ajir-
dautes do procurador-liscal fssem distribuidos por to-
dos os municipios, ou por outra, que cm cada uin mu-
nicipio houvesse um ajdante do procurador-liscal, e
neste sentido vou mandar uina emenda additlva ao arti-
go |)l illll'il 11.
He lida e apoiada a seguinte emenda:
h Acresccnle-se ao art. 1." substitutivo depois das pa-
lavras (Jite iirrcriuiirm o seguinte : -- e haver um em
cada municipio. trigo de Loureiro.'
Depois de pequeas rcllexes do Sr. Tiburtino, he o
projecio appiovadu em icicera discussao, c bem aiiUU
a emendado Sr Trigo de Loureiro.
Entra ein lerceira discussao o projecto n. 3 que marca
o subsidio dos depulados provincacs para a seguinte le-
gislatura.
1Ij approvado sem discussao.
He laminan approvado em prlmcira discussao o projec-
to ii. 14 que autorisa o presidente a mandar examinar o
rio Una, para contratar a sua abertura com uina conipa-
nliia, ou late-la a expensas dos cofres provinciaes.
Entra em segunda discussiio o projecto n. 8 que auto-
risa o presidente da provincia a mandar construir nesta
i i I el'' una casa de dctcnsSo.
Declara se em discussiio o artigo primeiro.
Vai mesa a seguinte enieuda :
Em lugar da palavra prisao diga-se rasa. Al-
vei Fe mira.;
O Sr. Trigo de Loureiro : Sr. presidente, reconheca
necessidade de una casa de delensao, destinada guar-
da ou custodia dos sniplesmente prevenidos,_ou snspe-
tos de crime ; porm, se esta casa de delensao he tam-
heni destinada priso correccional ou penitenciaria da-
iiielles que por senlenca houvcrem sidocoiidemnados
prisao ou a outra pena semelliantc, cinquantn se lhes nao
der o destino que Ihe houver designado a mesma sen-
lenca, parece-me que pelo inodo por que est concebi-
do o primeiro artigo np se pdc chegar an lim que se
quer ; poique, como dsse, Sr. presidente, as casas de
delensao ditlcrem das casas de prisao correcional ou pe-
nitenciaria : as casas de delensao silo, segundo ja nolel,
privativamente destinadas guarda ou custodia daquel-
les que siio sniplesmente prevenidos, ou suspeitos do
crime, c esta prevencSo ou suspeita etistc desde o mo-
mento cm que um individuo he indigitado como tendo
coinuietlido um crime tal, pelo qual deva ser preso an-
tes de culpa formada, e conservado ate que baja uina
seutenca definitiva que o declare ou Innocente, ou cri-
minoso ; porque neste estado ja nao temos nada a duvi-
dar ; o estado de suspeita desapparece, c apresenta-sc a
certeza : desde que ha una sentenca passada em julga-
do que tem declarado o individuo innocente, on crimi-
noso, temos certeza moral. Portante reconheeo. e creio
firmemente que a iotcneo dos nobres autores do pro-
jecto foi que houvesse uina casa de delensao c de pri-
sao, porque nao posso persdadir-ine que seja da inlen-
co dos nobres autores do projecto, que os nossos con-
demnados contiiiucm a viver sepultados nessas inasinor-
ras, nessas cnchovias, s propriasdos governos despti-
cos. Esta medida he, comell'eito, uina grande necessida-
de social, pois que o he, sem duvida, uina casa de de
tensan e prisao, aucoininodada populaco e a frequen-
ca dos delicios, aonde possam estar, com as devidas se-
liaraeiie.-, n3o s os tuspcilos de crimes, como os con-
demnados, e ainda esles, seguudo a gravidode do delic-
ie e a moralidadc do delinquente. Portanto, nerto de
que esta he a iutencao dos autores do projecto, tenho de
mandar mesa urna emenda, que explique meihor sua
idaia. E se nao he c%tc o scu pensanicnto, se querem s
a casa de delensao, cutendoque uao uonvm ; porque a
uecessidade que agora urge he a de casa para os dous
MUTILADO



'


2
fins;detinso e priso. IVcste sentido he que vou
mandar a inilihn emenda, que he a seguidle :
Artigo iitbititutivo.O presidente da provincia Moa
autorizado a mamlnr construir nesta eidade do K <.I.
uina casa destinada, assim detenso 011 custodia dos
suspeitos de crime, com priso dos condcinnados
Jtn pena 011 ontra seinclhantc, ein<|uau(o nao se llics
der outro deslino Trigo de Loureiro.
Apoiada, enlra em discussao.
0 Sr. Aivn Ferreira : Sr. presidente, o nobre depu-
tado que acalia de fallar, pareceu querer impugnar o
projecto, enlendeiido que elle se nao limitara smente
construefo de uina casa de detenso ; julgou que a
palavra priiiw, aqui inserida, envolva a ideia de nina
cata de detenso, eao mesmu tempo de piisao peniten-
ciaria : forcoso he portanto, que eu diga qual fot o
ineu pensamentO como mu dos colloboradores do pro-
jecto coi discussao.
O projecto nao foi feito com a ratenco de que em
uina mcsiiia casa fssem comidos os ndiciadosm crime
eos julgados criminosos; nao i o projecto foi tiio s
mente concebido na intcncu de se construir urna casa
destinada para os indiciados em crime, isto he,' una ca-
sa de detenso simplcsmenle; c nao era possivel termos
em vista a ideia de em uina mesina casa eolloca as duas
especies de prises que. por sua nalureza, sao muito
dulcientes : as casas para cada uina destas especies de
priso teem una forma particular, muito dill'erente u-
ina da oulra.
Uina das pfimeiras dilliculdades que se aprsenla pa-
ra que a mesina casa nao possa servir para ambas as
plisos, he que nlo conveiu de maneira atgunia que as
prises de detenso scjain collocadas lora da eidade :
as pi mu's de detenso devem estar no centro da eidade,
o mais prximo possivel do tribuaes ; porque os ho-
mens comidos nesta casa teem por vejes de vir a estes
tribuaes, nao s para presenciaren! a fonnaco de
en processo, como tainbcm para ilof'ondeiem na oc-
casio que tiverem de ser julgados : as prises peniten-
ciarias, ao contrario, nao convm que sejam dentro da
eidade devem ser construidas lora da eidade, devem
ser collocadas, por assitn dizer, nos arrabaldes da ei-
dade, e-isto por militas rases. l'rimeirainenttv por-
que as prisoes penitenciarias exigein un grande espa-
do de terreno, e por isso mais riifticil seria tambera o a-
ehar-sc na eidade local para ellas em segundo lugar,
porque, devendo estas conter malor numero de indi-
viduos, e por conseguinte sendo mu edificio taiuliein
uiainr, mais difHeil he, para satisfazer as rrgras da hi-
giene, estabelecer un bom systema de vcntilacio, c
liara issso deve tambem ser estabelecido em lugar mais
arejado, os quaes sempre eneontrain-se com mais faci-
lidade fura das eidades, do que dentro ilellas.
As casa de detenso sao muito mais pequeas do
que as penitenciarias, e por isso he mais fcil alcancar
local conveniente, e cslabelecer-lhc a, vcniilacao preci-
sa ; tiestas nao se l'aieni precisas olucinas, porque os
delentos ah nao sao obrigados ao trabalho ; mas nas
outras, nao ; devem haver ofHciuas, e estas nao se po-
dero estabelecer dentro da eidade.
I'in [.11.10, Sr. presidente, par. ee-iuc ter demonstrado
que nao lie possivel construir-sc minina mesma casa
duas prises, e para que o projecto nao possa offerecer
duvida por esta palavra prUSo, eu j apresentei una
emenda para que seja substituida por casa. Quanto aos
mais artigos do projecto, tratare! delles quando se dis-
cutireidV
.lnl; id 1 a materia discutida, he o artigo approvado
COUI a emenda do .Sr. Alvcs Ferreira, sendo rejeitada a
do Sr, Trigo de Loureiro.
Entra em discussao o artigo 2.
Vai mesa a seguinte emenda substitutiva :
Substitutivo ao artigoi. Art. A casa lera 100 cu-
bculos, para conter cada 11111 a un preso isoladamenle,
e mais 20 salas que smenle aduiitlam reunidos i presos
cada urna, e mais cominodos iudispensaveis ao eslabc-
leciineulo. S. R. -- Alvt Ferreira Mavignier.
O Sr. Mavignier : Sr. presidente, o nobre autor do
projecto, mcu amigo, 1. /-me o favor de consultar a e-
este respeito, e de cominum acocado redigimos esta
Hienda, porque s com ella se salva o que a asscmblea
teve eui vista, oque a constituirn) recomuienda, eo
que a scieneia aconselha ; porquanto o que a assembla
teve em vista foi fazer uina casa de detenso, aonde os
presos aecusados como suspeitos de crime, estejam li-
vres da infecc*o ; o que a conslituicao recommenda, ou
manda no artigo 179 21, quando dii que as cadeias
serao limpas c alejadas, e divididas de modo que os pre-
sos estejam separados por classes ; o que a scieneia
aconselha quando diz que preso neiihum, ou indiciado,
ou jjulgado, deve estar cm contacto com outro, ou
que, pelo menos, deve restringir-se esse contacto, fa-
lendo com que re nSo seja em grande escala : por con-
sequencia, quera priso seja penitenciaria ou de correc-
fo, que'r seja puramente de detenso, os individuos
que para l sao mandados devem cstai solados dos mi-
li o- individuos ; porque bu o aecusado he innocente;
ou he culpado : se he innocente nao deve estar em con-
tacto com o ni.ni se he culpado nao deve inleccionar
aquclles que sao reputados Minrenles. Heais, evita-
se esta escola de barbaridade, esles rmateos de gente,
que lie o que sao as nossas prisos, visto como todo o an-
tigo systema de prises as reduzia a armazens de gente,
a escolas de perversidade. Esta he a verdade, e esta ei-
dade lem exuberantes provas disso em a nossa cadeia.
Por conseguinte, nao se pude ter un preso em contacto
com outro : he preciso que elle nao seja Infeccionado
pelo nial, nem infeccione ; o que se nao pude fazer sc-
nao com estas prises soladas. Mas islo nao he prisiio
penitenciaria, he urna prito de puro solamento, para
tirar este contacto nfectuoso, esta convivencia de uns
com outros : nao se quer que este isolainento seja to
rigoroso quanto o deve ser nas outras prisoes; porque
aqui o preso deve estar habilitado para ter relaces de
conversa com sua familia, com scus amigos, com aquel-
las pessoas que devem estar encarregadas dn sua defe-
sa ; por conseguinte este isolamcuto nao he to rigoro-
so, mas he rigoroso para com seus coinpanheiros, pois
deve evitar-se, quanto seja possivel, a commiinicaco
entre elles. He. pois, por isso que a emenda pede se fa-
cam 100 cubculos, reservando as outras casas para os
pequends delictos, ou para aquellos Tactos que nao p-
dem bem qualincar-se como criines, c para os quaes as
lcis teem exigido una certa 'priso, como a transgresso
de posturas, etc. ; ou para aquelfes homens que as leis
determinan! que percain por certo tempo a sua liberda-
de>, nao como meto de correceo, mas como meio de
coagi-los a fazer urna cousa ; e tanto assim he que os
deposiiarios eslo.prcsos emquanto querein ; esto pre-
sos at que pagam ou apresentam os bens de que frain
depositarios. Estes homens c outros em casos semellian-
tes teem dircito a nao eslarem em contacto com a pes-
te, e eu cuamo peste ao crime. Anda temos outraordem
de criminosos que nao devem niisturar-se, c sao os cri-
minosos politicos, ao menos de certa ordem. Por conse-
guinte deve haver esta separaco, c he ella que o projecto
teve em vasta, que mandou quando se separassem de 0 a
5 ; separaco que eu quizera fsse antes de 3 a 3, alim de
liuve inals isolamenlu ; mas oniiiin v de 5 ein 5, por-
que he numero impar : e qualqucr pude perceber a ra-
san disso, que he a da iiioralidade. Vo 09 5, para dimi-
nuir a extenso do edificio. *
Sonlioros. se se derem ao trabalho de estudar a ma-
teria, vero que todos os rscriptores que tratain dclla,
advogam o isolamcuto ; e eu, se visse que as circuns-
tancial da provincia eram melhores, que ella poda
gastar maior soiuina, proporia que o solamento fsse
individual, anda que no rgimen se dsse mais largue-
za a commuiiicayo dos presos da mesma classe de cri-
ines entre si ; mas isto tornara o edificio mais dispen-
dioso. Entretanto, Senbores, nao facamos urna obra que
v servir de desilouro provincia c tambem esta casa :
decrete a cata uina obra digna della. Se o nao pode, ge-
ma, fique com o seu arrnazein, com essa escola de bar-
baridade, com a qual se tein gasto tanto dinheiro, que
a sua melade talve tivesse chegado para uina casa de I"
detenso.
Demos no projecto, u filamos o numero de 200 pre-
sos, porque he tambem esse o numero que provavel-
oienle pmler existir em seu maxiino ; ao menos he o
que se pude calcular, tendo-se em vista o que se tem ve-
rificado em um espado consideran! de anuos. Quan-
do a eidade creseer, certainente lia de haver mais de-
liiiqueutes: cnto se faro que fr possivel.
\o correr da discussao, ou na dei do orcamento, eu
pro[>orei una emenda para autorisar o presidente a
dar andamento a esta casa penitenciaria, que j est
decretada, c que nao tem lido execuco por falta de
quota, e por falla dos trabalhos de que foi encarrega-
da una comiuisso, acerca de saber qual o systema que
devia seguir-se ; entretanto que isto hoje esta debatido,
entretanto que lodos sabem que entre tollosos systeinas,
dous ha que sobresalten!, c se dol.tem, masque a verda-
de se vai pronunciando poucoa pouco a favor de um que
est sendo quasi gcraluieiiteadoptado, e vira em poucoa
ser umversalmente recebido, que he ochatnado systema
de i'hiladelphia, ou solaineulo absoluto : o outro he o
isolaiueuto nocturno, e a commuiilio durante o da :
mas o preferido lie o do solmenlo durante o dia e
uoile, trabalhando os presos cm seus cubculos.
Crcio ter justificado, tanto quanto cabe em inhibas
iiii, a emenda que redig. Voto por ella. -
U Sr. Laurenlino: Scnhor presidente, levanto-me
para declarar que voto contra a emenda, e pasto a dar
as rasos cm que me firmo para me resolver a isto, apc -
Mr dos argumentos do nobre deputado que me pre-
ceden.
Bu nosci, Sr. presidente, quaes fram as vistas do
autor do projecto quando mono/ que se autorisasse o
presidente da provincia a construir una casa de de-
lenso ; cu tcnlio a palavra ilettnso por synonimo de
priflo.....
MuitosSrs. Depulados: He absolutamente diversa urna
da outra.
O Sr. Laurenlino : Bem, nao quero entrar nesta dis-
cussao; seja uina casa penitenciarla, cadeia, ou casa de
detenso, como querein osnobres deputados : ella deve
ter, como requerem os nobres autores da emenda, cen
cubculos, para que os presos se conservera all isolada-
menle; ora, se os nobles deputados querein crear una
casa de eorreco, crcio que o plano nao he este, e alin
disto j se acha decretada essa obra ha mais tempo:
urna casa de corrccvo deve ler a laliludc necessaria,
nao s para a priso c castigos, mas tambem para o esla-
Im le ment de todas as olficinas cofcios mecnicos,
para nelles se oceuparem os mendigos e vadios, e reos
de certos criines, e criines policiacs, ele.; mas,Sr. presi-
dente, crcio que nao he disto que se trata; trata-sede uina
casa de dctensii, poini com carcter de casa penitencia-
ria: ora, se nos devenios guiar pelo lime dessa casa, he
Uin edificio ein que vai o individuo faier urna penitencia :
a penitencia sempre se enlende como penaou castigo de
uina culpa, c nngucm deve sollicr essa pena sen.10 em
consequencia de senteuca : ora, um simples indiciado tic
crime deve, pm ventura, soll'iier qualqucr pena indepen-
dente de senlenca? Nao ; mas elle sofl'rc-a cora o isola-
nienlo,porque esse cm si mesmo he urna pena; o.iiaini-
nli 1 opinio, |iena horrivel. Nao posso conceber como se
quer que um hoiiiem, que anda nao ha certeza de Mr
criminoso, soil'ra uina pena ; mas du-so que he por cau-
sa de nao se perverterem os bous estando em contacto
com os mos. Peis, porque 10 ou 12 se pdem perver-
ter, havcinos de condcinnar toda a gente que fr reco-
Ihida, por qualquer motivo, a sollrer a terrvel peua de
estar debaixo de chave, a titulo de se nao contaminar,
-ol 1 euilo mu pona tanto mais horrivel quanto anda nao
ha certeza de que o hoincm he ou nao criminoso ? Se-
nhores, a coiiiiiiitnicaeo, he um allivio das penas que
soll're um preso; nao he possivel suppor-se que o gozo
desso all vid, dessa consolaco seja motivo para se per-
verterem quantos homens all eiitrarciii.- Supponhaiiios
que todos nos que aqui estamos, por isto ou por aquillo,
eramos cncarcerados nessa casa, que motivos nos leva-
rama crerque pelo facto de estarraos juntos licassctnos
pervertidos? Nao estaro os deinais homens no mesmo
caso ? Mao ha rasao, Sr. presidente, para que se nao fa-
ca dos outros o mesmo juzo : s se pcrverteiu aquelles
que j so perversos, ou teem disposico para o sei-em.
Nao posso, portanto, Sr. presidente, couvir em que um
hornera qualqucr, s pelo facto de ter indiciado de cri-
me, c anda antes de ser classlicado criminoso, seja met-
tido em 11111 quarto debaixo de urna chave, solado todo
o tempo que o arbitrio de um juiz julgar necessario pa-
ra Ihe faier o competente pjocesso, e privado at da con-
solaco de eiiiiiiiiiine.ii- a seus consortes.
Voto, portanto, redondamente contra a emenda subs-
titutiva, e pelo projecto como se acha concebido.
' Durante o discurso do Sr. diputado houvc inuitos
apartes ; nas, sendo proferidos ao inesiuo tempo por
diversos oradores, nao os podemos lomar.)
USr. Trigo de Loureiro : Sr. presidente, pedi a pa-
lavra, porque reconheci que me nao comprehenderam
os nobres deputados que acabara de fallar. Ha pouco
disse-sc que se quera urna casa de detenso, agora defen-
dc-se a emenda que quer que a casa seja de detenso
e priso coreccional : mas quer-se isto porque con-
yem a separac^o, para que os crl ninosos nao estejam
juntos cora os suspeitos de criines; logo he casa de
eorreco e no de detenso, porque nesta apeuas ha
suspeitos de criines e nao criminosos recouhecidos co-
mo tacs. Foi na suppoticao de que a casa serveria para
ambos os fins que eu apresentei a niitilia emenda, lie
preciso que se refiieta muito nesle ponto. Eu vou ex-
plicar o que he urna casa de detenso.
Segundo os principios do todos os criminalistas, casa
de detenso he a que smplcsincnte se destina guir-
da, ou custodia daquelles que sao siiuplesracnlc pre-
venidos, ou suspeitos de crime : desde que elles sao
omitleinn i.los e deixados na priso, passa esta a ser
correccional, pois seu nico fin he para corrigr o ho-
rnera a ver se elle se emenda isto he a priso sim-
ples ; mas, quando se accrescenta com trabalho, en-
lo ha mais alguma cousa, porque nao se quer s-
menle corrigr a moraldnde do individuo, me. tam-
bera fazer com que, por iucio do trabalho que he
condemnadn, indemnise a sociedade da despeza que
com elle, susteiitando-o em una cadeia. Etrlretan-
eoin isto nao se ennsegue o fin, mas segundo a gravida-
de do delicio, e segundo o grao de moralidade do delin-
qurute, porque nisto inesrao ha dirterenfa. Feta a se-
paraco por classes de criines, nao se consegueofim.
Nos criines polticos, por exeraplo, se coiuprehendcra
os que atacara a naco, o governo, os poderes politi-
cos, a integridade do paiz, os dreitoi polilcos dos cida-
dos, etc.; na classe dos que atacara a seguranza indi-
vidual, se incluem o homicidio, o infanticidio, as offen-
sas physicas graves, as offensas physicas leves, os feri-
iitentos, etc.: mas, sendo a separaco por classes, o que
se segu he que bonicos que corametteram o mesmo
crime, mas cora dlffercnte grao de moralidade, se acha-
ran juntos; porquanto nao se pude duvidar que dentro
da mesma classe lia diversidade de moralidade: o indi-
viduo que pratica um homicidio cm conflicto, nao pro-
vocado por elle, era sua defesa propria, nao tem criml-
nalidade ncnhutna, emquanto que outros ha que o pra-
lio.iiu com prenifditacao, e outros com premiditaco e
Eagos para isso; logo na diversidade de moralidade, e
c esta que eu quero seja attendida na separaco, e nao
as classes pela rasdet que j de.
A miiili.i emenda prevemo. tudo isto ; ella foi rejeita-
da, mas agora conhece-se a dlfficuldade : quer-se no
artigo 1. una casa de detenso, e 110 secundo una pri-
so penitenciaria. Senhores, a casa nao attcndeu bera ao
que se quera no prmeiro artigo ; nao pode ser que el-
le quiesse una casa s de detenso, quando a nossa
maior necesidade lie de urna priso. -Anda dre mais
alguma cousa.
Sr. presidente, fua-se o numero deduzentos delentos;
mas una priso de detenso para duzentns individuos
nos vai expr a una despeza enorme. Demais, eu n-
creio que possam existir continuamente cera ou duieno
tos delentos nesse edificio. Segundo o cdigo, logo que
qualquer pessoa fr convencida de algum crirac, o juiz
municipal preparar-lhe-ha o processo eo submetter
prxima icuoio d" jury ; e conforme a seiilenya que ti-
vci, ou essa pessoa he sola, ou parle para oulra priso,
dallando vago o lugar que occupa.a : logo he quasi ira-
possivel que se ajuntein duzentos delentos na mesma
casa.
Pelo que tenho expendido, Sr. presidente, declaro
que me opponho ao projecto.
A discussao lica adiada, por nao haver casa.
" Sr. Presidente d a ordem do da e levanta a sos-
sao.
faz
lo, o nobre deputado que se asenla dn nieu lado,
quera s uina casa de detenso, eo nobre deputado
que acaba de fallar, quer una casa de detenso e de
priso correccional ...
O Sr. Mavignier : Naoquero, nao, Senhor.
O Sr. Trigo de Loureiro : Disse que quera que os
suspeitos cstivessem separados dos criminosos, no en-
tinto que nas casas de detenso nao ha criminosos ; pois
que, logo que sao recouhecidos como tacs pelos tribu-
aes, saliera d.illi para os seus destinos, marcados na
sentenc 1, A detenso, na nlelligeiicia jurdica, nao he
una pena, he um mal necessario : o crime que se coih-
raetteu he tal, que a seguranca da sociedade exige que
o criminoso esteja detento at que urna senteufa o ab-
solva, ou condeuine. Sirva de prova o nosso cdigo
do processo, o qual diz que o mal que cada um sof-
fre com a priso antes da senlenca, nao ser levado
einconla na pena...
O Sr. Cnnha Mackado : He do cdigo criminal.
" Sr. Trigo d Loureiro: -- Iteconhecn, como ha pouco
disse, a necessidade de urna casa de'priso correconal,
e reconhef o que esta necessidade he muito Jiiaior do que
a de uina casa de detenso, c vou niostra-lo.
Os delentos eslo na cadeia muito pouco lempo, e nao
teem para se perverterem; logo, acerca delles nao
ha tanto a receiar como a respeito dos condemnados;
lauto mais quanto elles se nao devem demorar em custo-
dia, porque temos o art. 148 do cdigo do processo, que
iinpeaos juizes formadores da culpa a rigorosa obriga-
co de l'm'iiiiil.n em os processos dentro de oilo dias.
IMPORTANCIA DORF.NDIMENTO ARUECADADO PELA
RECEIIF.DORIA ni: RENDAS INTElliSAS CERAES
HA PROVINCIA DE PERNAMRUCO, EM TODO MEZ
DE JIMIO PRXIMO FINDO.
a Sanea :
Frus de torrnos ile marmita......160/546
Siza dos bens de raz.......... 728/370
Decima de m0o morta.........1:045/368
Dita urbana.............. 3/240
Direitos novse vclhos......... 228/306
Ditosde chancellarla.......... 5/290
IH/iiini da mesma........... 224/870
Sello fixo .............747/840
Dito porporcional............... 1:221/140
Porcentos dos tleposilos pliblicos.
I iieiio.i Je despachantes da alfandega
Emolumentos do certidOes.....
Cartas de hachareis........
Applicado ao papel moda.
Imposto de lojas abortas.......
Dito de seges e carimbos.......
Dito de barcos do interior......
Taxas de escravos..........
Total. .
1/440
100/000
4/030
4/000
1:872/200
20*000
U/liOO
1:334/000
7:710/240
lllucuhcdoria, I. do jlnho de 1848.
No impedimento do escrivuo,
Joo Rodrigues de Miranda.
Tiiiiiio n prnTiBiico.
rtECIFE, .5 DX JUMO DE 1848.
Ordem do dia para a sessao da assembla, que ha de
haver lugar aiuanhia (6)-; lcitura de projectos, pare-
ceres o imlii .lees ; segunda djscusso^dos projectos
ns. lie" deste auno ; -- terceira do de n. 20, de 1847.
esta capital, temos seis sesgos de jury, c se se observa
a le, se lodos os empregados cuinprcm suas obriga;es,
como devenios suppr, emquanto se nao prorar o con-
trario, podemos dzer que nao temos um suspeito de cri-
me detento por mais de qualro inezet; lempo mais que
siiilieiente para a formar,o da culpa : logo o detento nao
lera tempo para se perverter, porque ningucui se lorna
de repente mi. Aquello qce lem moralidade nao a per-
de de sbito, ou cm to poucos inezes. Kntretanto co-
Para experimentaren!, sera- duvida, se a presidencia
eslava vigilante, os desordeiros fizeram circular hfta
loniinoitc, e hora um I-oiu*. adiantada, ccrto^MA-
tos aterradores. Entretanto, Stkxc o Sr. commendador
Aguiar dcu-lhes uina lico de meslre inoslrou-
Ihes que, quaesquer que sejam as circumstancias nao
o colhcro dasapercebidn. Logo que Ihe chega-
ram aos ouvidos os lacs rumores espalhados adre-
de, sanio de casa acouipanhado do Sr. tenente-co-
ronel Antonio Carneiro Machado Ros, do Sr. coronei
Jos Vicente de Aniorini Bezerra, e de una pequea fr-
va de primeira linha ; percorrau alguinas ras d
eidade [ foi ter cora u coronel cuiiiin.unanlo das ar-
mas ; -- e depois de haver estado urnas duas horas com
elle, com o Sr. chefe de polica, que cnto apparecera,
com o Sr. secretario interino da provincia, c cora algu.
mas pessas mais, recolheu-.se i sua residencia, segui-
do dos mesmos com quera tlnha viudo.
Era para vera placidez esangue-lrio, com queS. Exc.
prucurava obter informaces exactas a respeito dos boa-
tos assusladorct que corriam. Dissereis que ahi eslava,
nao um ancio que terapre ha vivido vida pacifica e
quieta, mas si ni um hornera no verdor dos annoS, e
alleito aos bulicios da desorganisada sociedade em que
vivemos .'...
Sirva isto de exetnplo aos perturbadores do socego p-
blico. Saibaui elles que o governo nao dorine, era se
descuida das providencias necessarias para inutilisar-
Ihes os negregados planos; e que, se oasarera tentar
outra vez contra a seguranca individual e de proprie-
dade dos habitantes delta bella capital, serao repellidos
de [u -implo.
por levar a rlcito as reformas demandadas.
Que o governo de Venezuela tinha concedido patrnt
a uiiiacnmpanhia americana para navegar a vapororjn
Orinoco.
Que o Mxico haviaelei(o o general Herrera para -.,
presidente, dando-lhe 150,000 votos. Jj
Que em consetiuencia de um novo rfioviniento revol
clonarlo que a la de malo tivea lugar em Vienna '\ut
tria, promovido principalmente pi losesiudantej da uni
vertidade, a conslituicao recen teniente eslabeleclda f"
ra substituida por uina s assenibla constltiiinie, elei"
la porsuflfragio universal.
Que no dia 6 de malo o re Carlos Alberto atacara n.
Austracos cm S -Lucia e Parlrengo, mas que depoit a.
mu vivo fogose retirara sera nada conseguir, havendg
consideravcl perda de parle a parte.
Finalmente que a 19 de maio se reunir era Frankfori-
sobi e-o-Maine o parlamento germnico.
Vamos continuar agora cora os trabalho) da atteuiblt'i
nacional de Franca.
Era a sessao de 11 de maio, depois de alguns processos
preliminares, levautou-se um memoro e perguntou
qual devra ser a duracalo da coinmisso executiva, se
ura inez, como havia proposlo M. arbs, se dous, con-
forme quera um oujro iiieni In o ? (I presidente obser-
vou que, niio tendo sido mandada mesa nenhuma pro-
posta a este respeito, a qiicttao nao poda ser discutida.
M. David d'Angeri, esculptor, subi depois tribuua
e propz que a assenibla votasse uina mcdalba indivi-
dual de honra em nonio do paii agradecido aos inern-
bros do governo provisorio, os quaes tinham salva.i.. .
f ranea dos horrores da anarchia. Esta proposta nao fo
tomada em consideracao. M. Hrunet indicou que, afim
de facilitar os trabalhos da asscmblea, se nomeassem ])
i oinini-si'ies geres para cxainiuarcratodos %n negocloi
ligados cora os di lie rentes ramos do governo.
Esta indcaco.a requerimento de M. Vvien.foireinei-
litia coinmisso encarregada de preparar os reguli-
inentos internos da asicmblda.
O relalor'dessa coinmisso commuriicou depois as-
sembla que, nao tendo ella podido, por falta de lempo
formular um regulamento completo, lirailava-sc a es-
tabelecer alguns pontos relativos polica da casa a
qual devia ser exercida pelo presidente em ame da
mesma assenibla. Que nenhura individuo estranho
podet i.a entrar no salo da assenibla, fsse debaixo de
que pietexto (sse. Que as pessoas adinillda s ga-
leras publicas deveriam permanecer sentadas, silencio-
sas e com as cabecas dcscobertas. Que todo o Indi' (
do que dsic signaes, qur de approvaco, nur /
dos.ippiiivatn, deveria ser iinraediatamente expcllf'da
pelos empregados da casa, e se perturbasse as dclibe-
i a. oes. deveria ser pelas autoridades competentes proi-
cessado. Que o presidente vigiarla sobre a srguranV
ca interna e externa da assembla nacional, e para essa
fira teria o dlreito de exigir a assistencia de uina frz'i?
armada, e de lodos os olliciaes, com mandantes e fue.
cionarios, os quaes obedeccrlam suas ordena debaixo
das penas estipuladas no art. 23 do cdigo penal.
Que o presidente podena delegar o seu poder aos ques-
tores, ou a um s delles. Que os omciaes, assim do
exercito como da guarda nacional, seriara obrigados a
cumplir as ordens do presidente da assembla, embo-
ra Ihcs nao fssem ellas transmitidas por seusisuperio-
res. Que o presidente abrira e -encerrara as sesses,
annuncando no fin de cada uina o dia e a hora em
que teria lugar a seguinte. Que a nenhum membro
seria perniittido fallar sera haver obtido perniisso do
presidente. Que todo aquello que se quizesse dirigir
assembla, o deveria faier da tribuna, salvo se o pre-
sidente I be porininisso fallar de seu lugar. Que o pre-
sidente chamarla ordem a todo aquelle orador que
seaparlassc daquesto. Que, quando um orador fsse
chamado ordem por duas vesrs no decurso da mes-
ma Cilla, o presidente podrida nao dar-lhe mais a pala-
vra durante o resto da sessao. Que a nenhum membro
seria pcrmillido fallar mais de duas veres sobre a mes-
ma questo, sem autorisaco da assembla. Que to-
das as personalidades, applausos e signaes de desap-
provacao seram prohibidos. Que, se algum membro
inipedis.se a discussao, o presidente o chamara ordem,
e a assembla poderia at ordenar que seu-nome fuste
inscripto na acta com censura. Que, todas as vezei
que a assembla se tornasse tumultuosa, c o presiden-
te nao podesse restaurar o silencio, poria o seu, chapeo
na cabeca, e poderia suspender a sessao ddYantc una
hora, Que, acs de encerrar qualquer discussao, o
presidente deveria consultar ausembla para saber se I
a questo cativa ou no suRicafKeiiiente discutida.
Estas disposlces fram todas approvadas pela a-
SOIIllill'.l.
Era a sessao do da 12, M. Lasteyrie depositou sobre a
mesa uina pelico era favor da Polonia, dirigida at-
ii'inlili'ii naeiioi il nelo elllll F'rlfTT.idsdS
Nessa sessao, a assenibla, depois de animada discus-
sao, rrsolveu que a coinmisso de conslituicao fsse
eomposia de 78 inoinliros. nonieadot directamente pela
nicsnia assembla.
M. Jernimo bonaparte levantou-se depois,' e reque-
ren que todos os documentos relativos Polonia e Ita-
lia fssem depositados, cm o dia 14, nos archivos da ca-
sa,flara all ficarem disposico de seus membros, an-
tes aS discussao que devia ter lugar no dia 16.
O rrlalor da coinmisso encarregada de preparar os
regiilainentos internos, subi tribuna, e coiiiinufflcou
assembla u resultado de suas deliberaces a respeito
das peliccs. Elle disse que a coinmisso era.de opinio
X
qitc todas as pelicoes deveriam ser escripias e a'ssigua-
JS, dirigidas ao presidente da casa, ou deposita
bre a mesa poruyi membro dclla, eque em nenhniu ca
so seria perinittldo%o peticionario, ou peticionarios ira-
zcrera barra una peticu qualquer; que lodas ellas,
depois de classificadas c numeradas, deveriam ser re-
inettidas as comniifses, as quaes deveriam apresenlaro
sen parecer sobre ellas, p#i> menoauraa vez na semana.
Estas disposioeics fi'ir.un todas adoptadas sem nenhuma
opposico. *
fio Correio de Liverpool de 21 de maio, lanos que Luiz
l'bilippo, esse liiiinoin que anda Vonteui se senlava do
throno de una das mais poderosas nacoos da trra ; es-
se hornera que se Iratava con^ftito fausto, que s para a
illuuilnaco de seu palacio tmna era deposito 24,000 ve-
las ; esse lniineiii que se banqueteara jjp suniptuoe*-
niente, que suas adegas conlinhain 75^0 garrafaTfle
150 especies difieren tef de vnho, afora mais de 1,200
pipas do mesmo licorwesMaw rcduzido era Clermoni a
to tristes circurastanclas.^iie nao tinha un carro eui
que andar ; que toda sua familia, c befes e dependentes,
'"ini.iiii juntos ; que em sua mesa nao havia inais que
urna s cubera: e que elle nao linha para o servir uiaii
que mu s creado !
Foi-nos ltimamente entregue o nM de 23 de maio,
e de sua leitura colhmos :
Que no Haily o povo se reunir em grande nume-
ro no campo de Marte, exigir a abolie.no da cons-
tituido de 1846, a rcstaurao. da de .1816 e a de-
niissiio do ministerio ; que.O presidente deferindo a
essa dcmonslracu da 'opinio publica, demillfra, com
(lleno, o ministerio ; iioureara' ontro co-tuposto' rie
. cidados distinctos pela conanca que nelles a nacu
nliccoque nas prises ha uina necessidade absoluta de I depositava, e publicara urna proclamaran, declarando
dividiiera-se os presos, nao por clasus de criines, porque I que cora o gabinete novanicnte formado se esforcaria
Publicairao \ iiedidu.
Informado dos serviros que Vine, prestou com o cor-
po do seu interino couiuiando gcral, a bera da traquil-
lidade publica, tanto nos dias 26 e 27 do inez prximo
passado, em que ella esteve grawraentcaineacada, co-
mo nossubsequenies, este gojBjBbi Ihe tributaos llo-
vidos elogios per essa prova deflpSr ordem, e espera
que, sempre que se oflerecer occasio, Vine, se porte da
incsina maneira. Ao concluir, recoinincndo-lhe que,
era ordem do dia, agradeca cm ineu noiiic aos officiaes
e mais pracas do niesino corpo o modo por que concor-
reraiu para que Vine, couseguisse o lira honroso a qi'e
se propoi.
Dos guarde a Vine. Palacio de Pernambuco, 1." de
julhn de 1848.Domingos Malaquiai de guiar Pires Fer-
reira.Sr. Antonio Bernardino dos Res e Silva, cora-
nandante geral interino do corpo de polica.
Alfandega.
RENDIltKRTO DO DU5.......... .l2:3r
\,0
MUTILADO
ILEGIVEL


VE
llnrca
Drigue
llarca
Ilrigue
Deicarregam hoj, .6 de julho.
t'fc carvo. '
Conceico-de-Maria mercadorias.
A'ithtr-Ann dem.
Ceiar ideni.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DA 5.
Gcral.....'............ 90^81
Diversas provincial. ..........' /
920/781
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DU 5..........1:489/100
Mov ment do Porto,
Navio tntradoi no da 5.
Camaraglbe ; 2 das, hiatc brasileiro San-Jus-(orioi-i.
de30 toneladas, capitao llynolito los da Silva, equl-
naeem 5, carga assucar; a Jos de Olivelra Campos.
dem ; 2 dias, hiatc brasileiro Xovo-Deilino, da 22 tone-
ladas, capitio Esteviio Riheiro, equlpagem 4, carga
assucar ; a Jos Manoel Martlns. Passagelros, Jos Joa-
qultn lo Rogo. Antonio Joaqiiim Fablo, Antonio Jna-
quim Fabiao Jnior, fos Alves Pereira. Joaquim Ro-
drigues de Jess, Manoel Filippe, Brasileiros.
.V iiw'oi sahidoi no mesmo dia.
Illi.i de Fernando ; brlgue-escuna de guerra Legalidade,
comniandante o capitao-lenentc Joao Custodio d'Hon-
den. Beva a seu bordo o preso Antonio Pedro Vina-
gre e 9 presos de justica.
dem ; brlgue-escuna brasileiro Olinda, capitao Manoel
Marciano Ferreira, carga gneros dogoverno. Leva
k a seu bordo o cirurgio Joao Dontingues da Silva com
ua familia, o tenent Antonio de Carlos Delgado com
sua familia, 1 sargento c 36 pracas de pret, conduzin-
do 46 presos de justica.
Parahiba ; hiate brasileiro Sanla-Crui, oapilSo Nicolao
Francisco da Cruz, carga varios gneros.
O brigue nacional Serori segu com brevldade
ao RIo-Grande-do-Sul: recebe alguma carga, e escravos
a fret, e tem muitos e assiados counnodos para passa-
gelros : quem pretender qualquer das cousas dirija-se
a ra da Moda, n. 7.
Avisos diversos.
KDIT.VL.
Claudino Benicio Machado, juii de paz eupplenle do segundo
dislrirlo rfd fcegeiia de Santo-Antonio do Beeife, ele.
Faz publico que se acha no exercicio de juiz de paz, e
que dar audiencia nos mesinos dase lugar, por este jul-
io marcados.
Kecife, 5 de julho de 1848.
Claudino Henicio Hachado.
Declaracoes.
O arsenal de guerra compra 16 escovas para fato,
10 mantas de algodao, 53estrilas. 53 pare, de sapatos,
47 pares de meias curts de algodao e 47 pares de luvas
de i-amurca : quein ditos gneros quizer fornecer, man-
dar sua proposta com seus ltimos precos em carta fe-
chada, e as amostras directora do mesmo arsenal,
at o dia 6 do corrente mez; e no dia 7 os concurren-
tes nao de comparecer na sala da mesma directora,
a fin de se realisar a dita compra.
Arsenal de guerra, 3 de julho de 1848.
O escripturaiio,
Francisco Serfico di Assis Carvalho.
O cscrivao chefe da segunda scrcao da finesa do
consulado provincial faz constar aos Srs proprletarios
de predios urbanos dos bairros desta cidade e da po-
vooco dos Afogadns, que, no da 13 do corrente jn*z,"
espira o prazo de 30 dias uteis, que a le tem designado
para o pagamento, bocea do cofre, da dcima do se-
gundo semestre do anno de 1847 a 1848, e Ipcorrein
na multa.de 3 por cento sobre o valor dos sew} dbitos
lodos os que delxarcm de pagar at esse dia. \
~_ .... _. .oa *
-w.ir ** j
Iwlhft r 19*9..
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
TtfKATRO PUBLICO
. DOMINGO, 9 DE JULHO.
A beneficio de
Jacintho Jos Botel/iu
se representar o grande c insigne drama ( que faz a
gloria do inmortal artista fluminense o Sr. Joao Cae-
uno dos Santos )
A GAftGALHABA.
Rematar coin a linda farca Segunda parte do
AVISO AGAZETA,
00
A PILULA.
Ofceneficiado espera aproteccao e concurrencia do
respcitavel publico para ver um drama que tao grande
nome tejfcadquirido, nao s na Europa, como na corte
deslc imperio do Hrasil.
PUBLICADO AGRCOLA..
Sabio a luz e acba-se venda por 2$
rs ni livraria da praca dj Independen-
cia, ns. 6 e 8, o manual pratico do fa-
bricante de acucar, tendo por epigrapbe
o preverbio quem quer os (ins quer
os meios ; obia interessantissima pare
os nossos agricultores.
Avisos martimos.
Para oRio-de-Ianeira sahe. com brevidade r o brl
gue-escuna Helia-Virginia : para o n slo da carga es-
cravos a frele e passagelros dirijam -se a Joao Francis-
co da Crut, ra da Cruz, o 3.
Para Lisboa pretende sabir, no dia 18 do correnle,
o brigue porluguez ConccAo -de-Maria, por ter o seu
carregament'i quasi proinplo : para o resto e passagei-
ros, para os quaes offeiece bons commodos, trata-se
com o consignatario, Thomaz de Aquino Fonseca, na
ra do Vigario n. 19, ou com o capitao na Praca.
--Para o Rio-de-Janeiro seguir, com a maior bre-
vidade possivel, a barca brasileira Tentativa-Felit, por
ter j tratados dous tercos de seu carregamento : para o
.^'.eslante^patsageirosj^escrajos^a frete, para o que ofl'e-
recc os melhores commodos, iral-se JomSifva ilirll-
lo, na ra da Moda, n. II, ou com o capitao, Antonio
Silveira Maciel Jnior, ua Praca-doCouiwercio.
= No pateo do Paraizo, casa n. 4, preclsa-se alugar
um escravo que entenda alguma cousa de cozlnha, ou
mesipo alguma pessoa forra que esteja as inesmas cir-
cumstauvias.
Lourenco Jos de Moraes Carvalho embarca para
o Rio-de-Janeiro o cu escravo de nome Silvestre.
t\o sitio das Roseiras do major Joaquim Elias de
Moura, appareceu urna vacca velha.j sem cabello ha
dous mezes pouco inais ou menos : quein for seu dono,
dirija-se ao dito sitio, que, dando os signacs certos Ihe
sera entregue.
Um Brasileiro de 21 annos livre de guarda na-
cional se offerece para caixeiro em qualquer das cl-
dades do Maranhao, baha e Macelo : elle tem as pre-
cisas habilitaces para bem deseinpenhar as funeces ,
nao s de caixeiro de qualquer eslabelccimento como
de escripturaco : quem de sen prcsUmo se quizer uti-
lisar dirija-se a ra do Alecrim na ultima casa judio
ao viveiro do M u ni/ a qual nao tem numero.
Offcrece-se um moco brasileiro de boa conducta ,
para caixeiro de cobrancas t quem de wti presumo se
quizer utilisar dirija-se' a rua dos Prazeres, n. 10, ou
annuncle. .
Pedc-se ao lilm. Sr. juiz de capellas que haja de
tomar conta a irmaudade de S. Benedicto erecta no cou-
vento de S Francisco que consta ha muito as nao tem
dado: isto se pede para que nao aparecam naufragios se-
melbantcs aos que aaonlcccu a irmandade do Hozarlo.
Dcsappareceu, no dia primelro do corrente de um
dos ai ni.uc n. de carne secca da rua da Praia urna ca-
vallo com urna cnngalhae curdas cujo cavallo he ruco,
com cabellos vermrlhos; tem urna rotura muito pe-
quena de um lado da barriga c urna das mos ao p da
junta do joelho he inais grossa que anuir; tem este
ferro -8- : quem o dcscobrir ou dcllc der noticia re-
ceber 20/rs. de gratilicacao diiigindo-se ao engenho
Concciciio da l'regiiezia de S.-Amaro-Jaboato ou a
Bento Joo Cardozo, na rua Direita.
Carlos Vaughan retira-fe para a Babia.
Alnga-se o primelro andar do sobrado da roa da
Cadeia-Velha, com commodos baslantes para una gran-
de familia: a tratar na loja do mes'iio sobrado, n. 29.
Precisa-sc fallar cum o Sr. Jos Antonio Antuncs, a
negocio de seu interesse : na rua Imperial, n. 39.
A pessoa que aununciou (|uerer dar 350/ rs. sobre
hypotheca dirija-se a esla typograpliia para ser enca-
uinhado a quem faz bom negocio.
PRHXISA-SE
alugar um preto cozinheiro e que tenha boa conducta
a ir.11 ii 'mi botiquini junto ao theatro.
-- Quem precisar de urna ama moca, sadia ecoin mui-
to bom lelte '. dirija-se a rua da Cadeia-Velha, n. 5L,
primeiro andar.
Ollrece-se urna crioula para ama de casa de ho-
mem solteiro, ou.de pouca familia, a qual engomina e
cozinlia : quem de seu prcslimu se quizer utilisar diri-
ja-se a rua do Fogo, n. 36.
Quem precisar de um caixeiro brasileiro, pardo.de
trinta annos, e que d fiador a sua conducta : dirija-se a
rua da Praia, armaiem de Mathias de Albuqucrquc
Mello.
Ainda contina a estar fugido o pardo de nome Ra
phael, alto, serrado de barba,, tem urna fistola em um
queixo, he de poucas fallas ; levou calca e camina de al-
godao ; he filho do Cear, e he de suppr procuraste o
i .un iiili.i de Sobral, donde velo : roga-sc a quem o ap-
prcliender de o mandar conduzir a rua da Cruz do Reci-
fe, n. 26, que se gratificar generosamente.
A pessoa que annuneiou no Diario de hontem dar
quantia de 350# rs. a juros, com hypotheca em urna ca-
sa dirija-se a rua da praia do Caldeireiro, n. 9, que a-
char com quem tratar.
D-se um cont de ris a premio sobre alguma hy.-
polheca em casa : a pessoa que quizer dirija-se a loj
de sapaloiro no Atcrro-da-Boa-Vista, n. 03.
- ^ Ihomaz Jo Ferreira, Porlugue/, rctira-se para
forado-imperio Ij
Antonio Francisco Lisboa rctira-sc para fra da
provincia.
--- Oab'aixo assignado faz puplico que, por haver outro
de igual nome, de boje em diante se assiguara Jos For-
tunato doi Santos Porto. Josi dos Santos Fortunato.
Jos Miguel dos Santos roga a quem se juigar seu
acredor haja de lhe apresentar suas contas no praio de
15 dias da publicaco dcsle, assim como rog a todas
as pessoas que lhe sao devrdoras liajam por bem de
solver seus dbitos at o ultimo do corrente mez de
julho.
Traspassa-se o arrcndauenlo de oilo anuos do en-
genho Cajabuss, a principiar do 1. de maio de 1849,
pertencente ao mosteiro de San-Bento da cidailo da Pa-
r.ilnl'.i. iiiuriih-.mu agoa, cercado de valado, com mo-
end de ferro, seis laixas, dous lauques para mcl, seis
coixos, balces, 49 furos-e correntes em proporcao, etc.;
urna porcaode furnias, una balanza com pesos: almdas
alfaias deprata pertencenlcs aos santos da capella, calix,
patena, ele; quatro ornamentos e Miis parsinenlos da
dita capella, constant'.'S do Inventario do dito engenho, e
inais as obras do mesmo, constantes da cscriptura: quem
o pretender procure na rua de Hurlas, sobrado n. 22,
que achara cum quem tratar.
Traspassa-Se o arrendamento do engenho Cajabus-
suzinho, a findar-se em maio de 1851, pertencente ao
mosteiro de San-Bento da cidade da Parahiba, inoenle
com animaes; obras novas,boa casa de vivenda, pertcn-
centes ao mesmo engenho, como consta da escriptura :
he este engenho de boa produc5o, e lem bom cercado :
quem o pretender procure Ha rua de Ifcrlas, sobrado n.
22, que achara com quem tratar.
Na rua da Aurora, casa n. 62, terceiro andar, onde
inora Jos Tliomaz de Campos Quoresma, ainda tem e
ter sempre para vender, o milagroso xarope de bos-
que, pois recebe por todos os vapores que chegam do
Rio-de-Janeiro dito xarope, vindo da casa do verda-
deiro agente. Por Uso nao saffirnia ser do verdadeiro,
como por ter fcllo immensos progressos, e o Illm. Sr.
desembargedor Aires que o diga, pois se acha quasi res-
tabelecido, e outros que teem de dito xarope Tcilo uso.
Na niesiua casa tainbem se vende, as libras, o innis su-
perior cha de Si o 1', mi", assim como bogias de 4 em li-
bra da inais superior cera do Rio-de-Janeiro.
Precisa-sc de um feitor que saiba tratar de horta
e enchertar : no Aterro-da-Hoa-Visla, n. 43.
Oabaixo assignado faz'sciciitc a lodos os Senhorcs
credoresque a venda sita na rua Dircira, n. 2, que tem
gyrado debaixo da firma de Pinho & Santos, de bo-
je em diante fica extincta a dita sociedade, ficando tao
smente obrigado oannunciaute a todas ast dividas que
a dita sociedade esliver adever at a datadesle; e para
constar faz o presente annuucio Recife, 3 de julho de
1848. Afanol Oifis Pinito.
Sendo bem firmada a reputa;ao e honradez do Sr. te-
ncnle-coronel Jos'Narcizo pe Carvalho, scuhor de en-
genho na provincia da Parahiba, nenhum desaire lhe
pode vir da publicaco que o Sr Antonio de Souza Gon-
din promette fazer, no fim do presente, do motivo que o
levou a escrever urna carta ao mesmo Sr. Carvalho, por
isso que, fazendo j ssa deelaracao, se lhe podera res-
ponder convenientemente.
Quem precisar de um caixeiro brasileiro para qual-
quer casa de cominercio. dirija-se a rua da Cruz u. lo.
segundo andar. ... ..
I- D-se dinheiro a premio em poucas porpes, sobre
penhores de ouro ou praia; no pateu do Terco, n. I,
segando- auirar. -.
Francisco das Chagas Cavalcanti Pessoa, achando-
se provisionado p ira solicitar causas no foro desta. ci-
dade, pelo pres< ate annuucio demanda a ponflaset dq
respeilavel publicd, ceno de que sempre contarn com
o desimerrsse e actividade de seu genio, para desempe-
nho de taluccupaco. As pessoas que do seu presuma
se qulzercm utilisar, o podero encontrar, mis dias
uteis, em casa de seu mano, na rha eslreita do Horario,
sobrado de um andar, n. 15, e fra desles dias, em seu
sillo na Magdalena.
-- Precisa-se de urna ama para casa de pouca familia.
qne cozinhe engomme e entenda de todo o inais ser-
vido de urna casa eque d fiador a sua conducta : na
rua da Cadca de S.-Antnio, n. 21.
Precisa-se de um official de barbeirn que seja h-
bil na sua arte : na rua da Cruz do Recife, u. 43.
O abaixo assignado, vendo no Oiario Nono de 19 do
corrente o. 133 ser apprcheudida por falsificaco da
tara urna caixa com assucar, do engenho Gindahy ,
desta provincia, consignada ao Snr. Manoel Alves
Ferreira declara que nao he dcste seu engenho a refe-
rida caixa, como tamdem nunca remetteu caixas ao
mesmo Sr. Alves Ferreira. Engenho Gindahy da fre-
guezia de Serinhaem, 53 de junho de 1848.
Joo Mauricio de tfarroi Wanderley.
Carlos Dias de Mello, subdito portuguez, rctira-se
para fra do imperio.
A -ha-si- em praca a casa terrea sita na rua Impe-
rial, n. 214, desta cidade. por execufao de Manoel Joa-
quim Pinto Machado Guimaraes contra Francisco Xa-
vier das Chagas Kicupira, cuja deve ser arrematada no
dia 20,dn crreme, por ser a ultima praca : quem uellu
pretender tancar, queira comparecer neste dia marca-
do, na sala daaudiencia do Sr. Dr. juiz do civcl, que sc-
rao recebidus seus lances.'
Tirain-se passaportes para dentro e fra do impe-
rio por barato preco c com presteza: na rua estreita do
Rozario n. 31, primeiro andar.
Miehall Marzes, (iuisepe Henveirg, Domingos
Schetciro Haggio Sotlelino, Schcltino Biaggio Nico-
laSchiilino lliasio Liunarca Francisco Carlcsano ,
subditos napolitanos rcliram-se para fra da provin-
cia.
Manoel Luiz Goncalves embarca para o Rio-de-Ja-
neiro o seu escravo cabra, de nome Luciano..
Manurl Marques Marianno eJoao Antonio da Malta
reliram-separa reino eslraugeiro.
Prcoisa-se de urna ama secca que cosinhe e en-
gumiuc para casa de puuca familia : na rua do Rangcl,
n. 36.
Aluga-se uina escrava milito carinhosa para crian-
cas a qual sabe bem engummar, coser, cozinhar, Usier
doces e lodos us oais ananjus de urna caa preferente
casa cstrangeira pur a dita escrava nao sahir a rua ;
quem a pretender dirija-se a rua de S -Jos, n. 59 ao
pe da igreja a fallar com Aguslinho Jos de Almeida :
lambeui se vende.
Domingos Jos Marques solicitador de primeirae
segunda instancia capellas residuos, ausentes c do
ecclesiaslico mudou a sua residencia da rua do i II. -
i;io para a rua de S.-Francisco defronledo becco que
Val para o pateo do Paraizo, n. 8.
Oll'erece-se um 111050 brasileiro casado, com pra-
lica no commercio para caixeiro de cobrancas na pra-
ca, ou para cscriplorio <|uem o pretender dirija-se a
rua doCabug loja de miudezas 11. 4, que dar fiador
a sua conducta.
Antonio laman a subdilu napnlitano rctira-sc
para fra da provincia.
Precisa-se de 4 pretas para venderem inillio, arroz
e feijo : nu beccu da Bomba, n. I.
Precisa-se de un feitur que saiba balar de um si-
lio beui como de plantas, horta c demais arvoredos ,
e que d fiador sua conducta : a tratar ua rua da Guia ,
no Recife n. 5, nos segundo e terceiro andares.
O Sr. padre M. Ciryllo de Olive ira tenha a bouda-
de de apparecer na travessa do Pcixoto a negocio que
lhe diz respeito.
Precisa-se de una mulher nacional ou estraugeira,
que tenha boa conducta para una casa de pouca fa-
milia com tanto que cosa toda a qualidadede costura e
engomme : na rua Nova, 11. >5.
Aluga-se una casa terrea em qualquer rua cu-
jo aluguel mo exceda de 8/Za 10/ rs. : quem a tivr di-
rija-se a rua Imperial, 11. 63.
Urna senhora brasileira, que ja tem pratica de
ensino por ter ensinado algumas meninas de sua fa-
milia e de pessoas de sua amizade delibera-se aacei-
tar inais algurias sendo de boas familias ; quaiita ao
seu ensino he de primeiras lettra's, ler, escrever ,
contar, gramniatica portugueza, arilhmetica, doutri-
nachrifUia 1 costina clia bordar de seda lacada, sus-
to, matiz de froco de ouro e tapete ; assim como la-
yar luto tanto passado ruino chcio marcar de difieren-
te! qualidades. Roga-se aos pas de familia que de seu
presumo sequizerein ulilisar,diiijaiu-sc a ruado Ara-
gao, i]. 32.
Os abaixo assignados achain-se encarregados pelo
Sr. doutor Roberto Jorge Haddock Lobo, do Rio-de-Ja-
neiro de recebr dos ."rs. que subscreverain nesla pro-
vincia para a publicaco dos Aunaos de Medicina Brasi-
liense, no anno que se concluio no ultimo do prximo
passado junlio : bem como csto aulorisados para pro-
mover nova subscripfao para o anno principiado hoje,
a concluir se no ultimo de junho do anno futuro: de-
vendo, advertir queanova snbscripyao ser a 6/ rs.
por anuo c uo ja8/rs. como fra a do anno proxi.....
passado em ottenyao a diminuicao de portes do cr-
relo.
Aquellcs senhores pois, que quizerem subscrever
para a referida publicaco pdem dirigir-se a livraria
da rua da Cruz no bairro do Hecife, n. 56, onde estan-
do a dever a subscripcao do anno passado, farSo o favor
de deixar satisfeita cada um a (juanlia de 8/ rs,= Recife,
l. dcjulho de 1848. Sanloi a Companhia.
Precisa-sede uiu criado nacional ou estrangeiro,
que entenda de governar carro : na rua do Hospicio ,
n.9.
No ijia 3 deste mez, pelas cinco horas c meia da
tarde, dcsappareceu um escravo crioulo, por nome An-
selmo,, idode 22 anuos, altura regular, refeito do corpo.
cor fula, olhos grandes, com uina marca debaixo do
queixo, d'uma ponta de pao, urna queimadura as cos-
lellas do lado direito, que tem um pequeo, e he bem
civilisado : quem delle souber queira leva-lo a seu se-
nhor, no Alerro-da-Roa-Vista, 11. 57, loja de ourives de
Custodio Manoel Goncalves, que ser bem recompen-
sado.
Jos Gomes do Sobral Nascimento vai fazer uina
viagem a Portugal.
lotera
DO HOSPITAL PEDRO II.
O thesoureiro desta loleria de novo
mai cao dia 14 do coi rente mez para a
extraeco da ultima parte-da primeir
lotera que deixou de correr no dia 18
do passado mez por causa dos acohle-
cimcnlos j_declarados : e o pequeo nu-
mero de bilhetes ipie resta estar tao s-
mente a venda al o dia ia
- Compra-se urna varea parida de pouco c que se-
* A55i! rn^Sa q-i- P-ra caj^mba ,
^-C-ompr^u^r^'Sf^^
de angico e urna cama : tudo em bom estado quein.
hespanhes, a 2,000 rs. c pegas, n 16,700 r. na
da Cadeia-Velha, 11. 38. :rH li-
- Compra-se urna banda de offlcial de segunda II
nha : annuncie. w .,,!,. .
- Compra-se urna lite-Ira que esteja em bom estado .
na piaca da Boa-Vista, 11. 19-
- Compram-se garrafas vaslas a v#rs. o
pateo do Carino esquina da rua de Bortas
- Compra-se banhade tijnassu1 ouo proprlo j'j""-
u* : na rua larga do Rozario, botica de Bartnolotncu
Francisco do Souza, n.36.
cento : no
lado direi-
V en (Lis.
Compras.
___. ni,,|, 1 -1 iii-sr escravos sendo machos de 12 at
20 annos ; sendo fnicas duas negrinhas que tenham
al 12 annos para se educarem c negras que sejam
mocas, ecomsignal de seren fecundas melhores, e
ass4igira-se que nao san para 1uand.11- parafjra da trra,
g P r'aucanas Frhcez vai fazer urna viagem a nem rvender-sc sim para urna fazenda do matto : na
p. caucanas rrantrz, y j ^ ,luperai n, 79 a qualquer hora do dia.
I-.uropu.
Vendcm-se, na rua das Larangeiras, n. 14,
segundo andar os seguintes escravos, inul-
to em conta e lodos de bonitas figuras : um
casal de escravos pardos, casados de opli-
.11a conducta o pardo he ptimo purgador
o a parda tem algumas habilidades ambos
nao passam de 23 anno ; um lindo pardo claro, de !3
anuos com alguns principios de sapaleiro e que he
de urna conduela muito regular e por isso multo bom
pagem ; um dito da menina idade bom copeiro ; um di-
to de 40 anuos ptimo par lomar conta de um sitio ,
por 250^ rs. : dous prctosde naco ; uina preta de na-
f To.de 20 annos, vinda da Hahia, muito boa engom--
madeira ecoiinheira; uina ptima co/.inheira, de 20 an-
uos ; una parda de 20 annos*, um inulcquc pedrelro ; e
alguns escravos.
-- Vende-se una escrava, boa coiinheira, eiigoiniua-
deira c ensaboadeira : ao comprador se dir o motivo da
venda : na rua Augusta, 11. 17, sobrado de um andar.
Na mesma casa se vende urna mesa de ainarello de abas,
para jaiUar, por preco cominodo.
Vendem-se os seguintes livros usados : compendio
de geugraphia por Casado Giraldes ; Mximas c Sen-
lencas pelu duque de l.a Roche Foucaul.l, e visoonde de
Chateaubriand, em I volumc ; Telemaco, retocado por
Jos da Fouseca ; Diccionario da Fanula ; por Chainpre,
brochuras Cramur', poema ; Historia da America sep-
tentrional c meridional, eom .ippendice da revolucao
de 1824, era Pernanibuco, por Ja'cintho Alves Itranco
Muniz Maneto ; Romances de Voltaire ; Guerra entre
Pedro e Miguel, escripia por um Miguelista ; Mascara
negra ; Druiua, valido d'EIrei, drama. Livros no-
ros ; Horas da Semana Sauta, encadernaco rica ;
Cartas selectas do padre Antonio Vieira ; Ensaios d'e-
loquencia ; lleloiza e Abcillard, 2 volumes ; Relajao
histrica, eslalistica e Medica do cholera-morbus em
Part, com a estampa il'uin enfermo aeomiiiettido, simp-
loiuas, e mappa dos morios, etc. ; Diccionario de Cons-
tancio, 2." ediejo. -- Brochuras, o Honrado negociante;
Serpo ; o Engao fatal ; a Frca da amizade ; Perdita ;
Qscheliin a llha das llores. Novellas, ttrve exposicao
do Dr. Francisco Goncalves Muniz subre os acouteci-
mentosde7 de -novembro na 'labia ; 2. e 3. volumc
.lo curso de philosophia, por V. Comin, traduccao de
Figueiredo ; 4 exemplares de elementos d'aslronomia
por J. A. It. M. B. ; O Malfeitor de Gadrque, drama.
Do-se a quem quizer comprar tudo os dramas 2 Mar-
quezes e Pedro Cesar, tudo em porluguez. Na rua No-
va, n. 58, terceiro andar, cas9 da manhaa at s 4 da
tarde. Adwrlc-sc que faz se lodo o negocio sendo :iido
com brevidade, que a pessoa quer reliiar-ae.
ptimas tesouras de Lisboa para
alainle.
Vendem-se na rua da (adeia do Recife, n. M, loja do
ferragens.
Vende-se cal virgen* de Lisboa,
chegath 110 ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outia qual-
quer parte : na rua to Trapich*-, nrma-
zem n I7.
Vende-se um preto de nacao, bom gauhador de rua,
que d diario 480 rs.; um pardo de 20 anuos, bom para
todo o servico ; uina preta que engoinma, cose e cozi-
11 li 1 ; assim como outros escravos: na rua do Vigario, 11. .
24, se dir quem veude.
Contina-sc a vender, na rua das Gru-
zes, 11. 41, cal virgeni de Lisboa, vinda l-
timamente no brigue Conceico-de-Mcria,
por menos preco do que em oulra qual-
quer paite, assim como panno de linho
sin 1 i,la : a vista da qualidade se tratar o
preco.
Vende-se saccas com superior facinhe de inandio-
ce : na rua da Cru, n. 26, e noarinazem defronte dacs-<
cadinha, que foi doGuimaraes.
Vende-se peuas de cma, cera de carnauba, etc.: na
rua da Cruz, n. 26.
Qbra% novamenle chegadas d livraria da
esquina do Collegio.
(Pide Diario n. \[ide 28 de junho.)
m uolaveis em todas as pocas e os feitos dos homens
inais clebres de lodos os povos desde os primitivos
lempos at os nossos dias : obra enriquecida de notas,
por um Brasileiro e ornada com 24 estampas finas ,
1847 5 v. perfeitamenle cncadernados por 12/ rs.
Novo tratado de arilhmetica commercial: desenvolvi-
mento simplificado de todas as regras de artihmetica re-
lativas ao commercio acompanhada de um grande nu-
mero de excmplos c cxcrcicios, os quaes facilitara o meT
thodo de resolver qualquer calculo que tenha relaco
com o trafico mercantil, por P. Prestrello da Cmara :
obra redigida com muita clareza e de grande prestimo
s pessoas do commercio 1846, 1 v. e^n quarto, ptima
encadernaco infira por 5/ rs.
Parnuto llraeileiro, ou seleccao de poesas^ dos melho-
res poetas brasileiros desde o deseobrimento do Brasil,
precedido de uina indrodueco histrica c biographica
sobre a litteratura brasileira, pelo doutor Pereira da
Silva 1848 ,2 v. eneadernados por 5/rs. Nest com-
pillaco se cncontrarao algumas bellas produeces po-
ticas de Jos Bonifacio, marquez de Paranagua ,-Maga-
Ihaes viicondc da Pedra-Branca M. Alves Branco ,
Odorlco Mendcs, e de outros roo temporneos (Ilustres
Plutarco braiileiro, obra do mesmo autor e cujo me
reclnenlo tem sido geralmenle reconhecido pelos |ho-
mens competentes, 2 v. eneadernados por 10/ rs. (Res-
t.ain poucos exemplares. )
Advogadodo povo ou arle de fazer requerimentos em
materia civil e crime, terceira edico de 1848, corregida
e augmentada, por 3/rs.
Na mesma livrariaestao venda as ednjoes brasileiras
da DoiTtrina das acedes e Manual do tabellio, porG.
Tellcs ; o Tratado orphanologico, por Carvalho ; Manual
de appellacoesc aggravos por Couveia Pinto ; e omr.es
muito coTrectas e augmentadas com a ligislaco bra-
sileira respectiva.

i
II.
^_





'v.
=/-flcr------ -
I
I
Vendem-se dous relogios de ouro,
bons reguladores, sendo un de abone-
te c oulro de viJro, p,,r 6os' rs. cada un,
preco este milito coiiimod. : na ra cs-
treita do Rozario n. 3o, segnn lo andar,
onde acharo patentes ditas pecas.
Vende-se una porcao de caibroi de
muito boa qualidade, para andaimes, por
preco mais commodo _do que nos arma-
zens : as Cinco-Pontas, n. 112.
Vende-so um cavallo novo, carregador baixo, be,m
carnudo, e de cor nielada : na ra Velha sobrado
n. 18.
Vendem-se chapeos de lebre, de castor de lontra
r de seda: na ra do Queimado, n. 55.
RICAS NAVALHAS.
Vendem se ricas navalhas inglezas de muito boa
qualidadr para barba : csloj cscolbidas como as mc-
Jhores : na ra estreita do Itozario loja de barbeiro ,
11. 21. defroute da ra das Larangeiras.
Vendc-se urna boa venda de esquina na pra9a da
oa-Vista, n. 2 : a tratar na niesma venda, ou na rua
de S-Rita, n.85.
LOTKRIA DORIO-OE-JANEIRO.
Vcndem-se nieios bilhetes da primeira lotera a benc-
liiin da irmandade do Santissimo Sacramento da impe-
rial ctdade de Nllheroy: na rua da Cadeia, loja de cam-
bio, n. 38, de Manoel Gomes.
Vende-se um cavallo caslanlio, andrino, carrega-
dor baixo e bastante carnudo : na rua da Aurora ,
ii.50.
Vcndr-se o Universo I'ittoresco, contendo C annos.
3 vol., por 25S"J00 rs.; Feliz, independente do mundo e
da fortuna, 2 vol., 6//000 rs.; n Estrangcira, 2 vol., 3*000
rs.; Amigo dos Homens, 4,vol., 10/u00 rs. ; Historia Sa-
grada, contendo o vcllio c "novo testamento, I vol.,5^000
rs ; Revista Histrica de Portugal, 1 vol., 1/600 rs.; Amor
a Melancola, 1 vol., 2/000 rs.: na rua da Uniio, penl-
tima casa do lado esquerdo, quem val da rua Formosa.
Vende se ceneja hamburgiieza ,
bocea de prata, em barricas e eestue : vi-
nho de Glaret, Xeres e Porto, em caU
xas de ama duzia cada una ; e champa -
iih i da verdadeira mnrea Cmela, ulti-
inamcnte chegada : na rua da Cruz, u.
17, armazem de C J. Asthy.
AOS ao:ooosooo DE RES.
Rua do Queimado, n. iG.
Achani-sc a venda quartos.oitavos e vigsimos da lolc-
liado Rio-de-Janeiro, adve lindo que o primeiro vapor
traa a lisia da extraccao.
Vende-te um par de baiiqtiinhas de Jacaranda, de
goslo moderno, e em boui estado, por preco rasoavel :
110 AtciTO-da-Hoa-Vista, n. 8fi, segundo andar.
Vendem-se exccllentes navalhas haniburguezas ,
asquacs revalisam as da China c para garanta da sua
boaqualidade dao-sc as amostras : vendeni-sc unica-
111. ili na rua do Queimado, n. 17.
Vende-se a venda sita na travessa do Dique, n. 54,
co:u poneos fundos a nal vende tanto para a (erra
como para o niatln : a tratar na mesma venda.
= Vende-se una prcta de naco de 22 annos, que
co/.inha, cngoinma, cose e lava ; sem vicios nem acha-
ques: o motivo da venda se dir ao comprador: no Alcr-
ro-da-Boa-Vista, loja n.78.
Vende-se urna padaria na rua da Senzalla-Velha,
11. 90, bem afreguezada : na rua Oiieita, 11. 69
\'ende-se a bem acredi(ada venda da rua do Co-
dorniz 11. 9, 110 Forte-do->lattos : a tratar na mesma
venda.
-Vende-se, por precisan, 11111.1 iiiulatinha de 13 a 14
annos com principios de costura, c que he propria
para mucama : na rua da Praia, travesa do Carioca ,
armazem.
DE6RPB.TASN03K
Ncsta loja vendem-se pecas de chitas Unas,
5/00O rs. c o covado a 140 rs.
i
iS
WMi
AGORGONK
romance novissimo e inleressanle em
4 volumes, por G de Londeile excel-
Itvnte traduccao ntidamente impressa no
Rio-de-Janeiro, na lypographia de Vil-
leneuve & Gompanhia como tamben)
pautas das alfandegasdo imperio do Bra-
sil impressas na mesma casa : na rua da
Cruz, n. 20.
Agoa de tingir cabello.
Continua-se a vender agoa de tingir cabellos c stiis-
sa : na rua do Queimado n. 31. O methodo de appli-
car dita agoa acompanha os vidros.
-- Vende-se una banda rica en) boni estado para
oHicial de guarda nacional : na piaca da lioa-Visla, bo-
tica n. 32.
JEfe Vendem-se chapeos de superior
jrtf castor, breos e pretos, por pirco
mulo barato : na rua do Crespo, n. ta,
loj de Jos Joaquim da Silva 31ay.
NovoS gambreoes.
Vendem-se superiores cortes da lazenria denomi-
nada -- gambreOes pelo diminuto preco do 1,800
rs. o corte : esta fazenda lio de mtii superior quali-
dsdee seus padrdes rivalisam rom as melhores ca-
simiras : na rua do Collegio, .loja nova da estrella,
n. 1.
Casimira a elsticas a 640 ris.
Vendem-se casimiras elsticas de algodo e lila,
pelo barato preco de 640 rs. u covado : na loja nova
da estre'la, n. 1, da rua do Collegio.
Boa pinga.
Vende-se superior vinlio da Figueira, em barris de
4, 5, 6 e 7 em pipa: no armazem de J. J Tasso Jnior,
rua do Aiuorim, n. 35.
Vende-se um preto muito moco ,
de boa figura proprio pura todo o ser vi-
co de casa e campo ; urna mulatinha de
iGa 18 annos, que he engonwnadeira e
costureira : naru* do Crespo, loja n. a
A, se dir i|ii rn vende-
Vende-se sil do Assu' a bordo da barca brasileira
TenVitiea-Felii : a tratar com Silva t Grilio, na rua da
Moda n. 11.
Vende-se colla de superior qualidade, das fabricas
do Rio-Orande-do-Sul: na rua da Moda, armazem n. 7.
Vende-se, na rua das Cruze, n. 41 ; panno de U-
nho do Porto fino e mais inferior pelos precos de 560
at 960 rs., e que a vista da qualidade se podera dizer
difnnitlvamente o prcfo.
Vende-se Lizia potica, ou colleccao de poesas mo-
dernas, de autores portuguezes publicadas no Rio-dc-
Janeiro por Jos Fcrreira Montciro contendo o pri-
meiro volumc 52 nmeros eom 312 paginas ; pre90 2/
rs. Recebem-se assignaturas para o segundo volumc ,
constando todoo anno de 48, dividido cin 52 nmeros :
na rua da Cadeia do Rcclfe loja de Joao da Cunha Ma-
galhes, aonde j se cnconlraro os ns. 1 a 9. Na mes-
ma loja se coutinuam a receber asignaturas para a
Chrouiea-LiUeria, jornal de instruccao e recreio por
preco de 6/ rs. por anuo por 52 nmeros.
sg
Vendem se laas para coicas, fingindo
casimira, pelos baratsimos precosde 560,,
640 e 720 rs. o covado ; cortes de vestido
de cala de cores (xas, a 2/240 rs. cada
corte de 7 varas ; merino muito superior,
a 3#500 rs. o covado ; c panno fino de va-
rias cures, a 4^000 rs, o covado : na luja
de Jos Morena Copes & C, rua do Quei-
mado, q'uatro-eanlos, casa ainarclla n.
Su/.
perior vinho da Figueira.
Vende-se esta superior pinga 110 armazem de Vi-
cente Fcrreira daCosla na rua da Madre-de-Deos, em
barris de quarto, quinto sexto e stimo em pipa mui-
lo proprio para gasto de casas particulares.
SO P.\SSEIU-PUBLICO,
na loja de Manoel Joaquim Pascoal lia-
mos, n. 19,
vendem-se muito superiores pannos finos, de (odas as
qualidadcs a3/ 3/600, 3/800, Age 5/ rs.; sarja inuUo
superior a 2/e 2/400 rs. ; merino, a 3/200 rs. ; alpaca,
a 1/rs. ; lencos de seda a l/rs ; qiirtcs de casimiras ,
a(/ri, ; ditos de laa a 2,500 rs. ; chapeos de sol de
seda a 5/J00 rs. ; e ludo o mais por preco rasoavel.
Corra'm, fregueses, d loja de Manoel
Joaquim Pascoal Ka/nos, no Passeio
Publico, n. 19.
Vende-se pelle do diabo a 200 rs. ; castor, a 200 rs. ;
algodao azul a 200 rs.; algodao de listras, a 200 rs. ;
chita de coberta a 200 rs. ; ciscados francezes, a 200 rs. ;
madapoi.io fino a 200 rs. a vara ; meias, a 200 rs. o par;
chilas de assento escuro ile cics fixas a 120 140, 160
e 200 rs. ; riseados muito finos, a 240 rs. o covado ; cor-
tes de cambraia dequadros com 9 varas a 2/400 rs. ;
cassa-chitas de todas as qualidadcs a 2 2/500 3/ c
3/200 rs. o corte ; lencos de seda para grvala a 400 rs. ;
ditos de cassa, a 200 rs. ; chales de melim a 1/ rs.; di-
tos de laa a 5/500 rs. ; c oulras muitas fazendas, por
menos preco doquem outra qualquer parte.
Vendc-se una eserava moca de una figura ex-
cellenle e quehe possante para (odo o servico de rua
e de quitanda : na rua da Florentina, 11. 16.
Vendem-se coifas e meias ditas de laa de diversas
Corel e padroes, do melhor gosto que tcni viudo do Itio-
dc-Janeiro : na rua larga do Rozario, n. 24.
Ba do Queimado, n 4G, loja de Maga-
Ihaes ck Irmao.
Vcndeni-se ricos cortes de cambraia aberta, a 4,600
rs.; ditos, a 4,000 rs.; ditos de cassa de cr, a 3,000 rs.;
corles de cambraia lisa niuio lina, de 8 varas c nieia, a
4,200 rs.; ditos de 3,200 rs.; leaos bordados, com bico, a
560 rs.; corles de collete de fustao de cores, padres mo-
dernos, a 1,280 rs.; di(os, a 800 rs.; brim (raneado par-
do, de puro linho, a 600 rs ; inclin preto fino, a3,000
rs.; cassa de b.ibadn fina, a 360 rs. a vara ; chita de co-
berta de cor lixa, a 200 rs. o covado ; cassa lisa, a 400 rs.
a vara ; camisas de mcia. das melhores que leeui appa-
recido, a 1,400 rs.; muito boa fazenda para toalhasrcoiii
4 palmos c meio de largura, a 600 rs. a vara; setim pre-
to la vendo, a 3,500 rs. o covado ; chapeos de sol de seda,
a 5,500 rs.; brim lran;ado de cores, de mui ricos pa-
dres c puro linho, para calca ; lencos de setim para gr-
vala ; ditos de seda de cores; riseados francezes largos
muito finos; ditos Ingleses; bicos largos e cstreitos ;
o rendas.
Vende-se una casa terrea na lioa-Vista, rua da Man
gueira 11. II, que iciu lampeao na porta, com duas
grandes salas 6 quartos, cozinha fura, cacimba, quintla
bastante grande, todo murado c com diversos arvoredos
de 1110 lo ; na rua do Aragao n. 27, a qualquer hora do
dia. Esta veuda he feita de aecrdo e com consenlimcii-
todo hypothccario da casa o Sr. Antonio Jos Duarte
Jnior.
Vcndem-se paulas das aliandcgas do imperio do
llrasil impressas no Rio-de-Janciio : na rua da Cruz
D. 20.
Vendem-se jazendas muito baratas nos
Quatro Cantos da rua do Queiwodo
loja .20, de Teixeira Bastos ck Ir-
mo,
como seju... .istores cncorpados para caifas a 200 rs.
o covado ; lencos brancos de cassa com risca em volla ,
a 200 rs. ; cortes de cambraia pintada, para vestidos,
fazenda lixa ,n 2/400 rs. ditos com algum mofo a :'./
rs.; cassa chita tina e muito larga a 200 rs. o covado ;
dita superior a 400 rs.; riseados largos em cassa com
algum mofo a 200 rs. ; chitas bPancas de flores a l20
rs. ; ditas escuras a 160, 200 r 240 rs. o covado ; meias
para menino a 80 c 160 is. o par ; ditas para meninas ,
a 320 rs. ; ditas para senhora ,'de 400 a 560 rs. o par;
lencos de seda prcia para grvala a 1/280 rs. ; ditos de
cores em scliin para gravata, a 1/600 rs. ; ditos de fran-
ja para senhora a 2/500 rs.; luvas pretas bordadas a
800 rs. o par ; camisolas de mcia americanas, muito
boas a 1/600 rs ; e outras muitas faiendas por pre-
co commodo.
CALLMBIA MILLS
Georg lown.
Acaba de chegar a este increado una partida desla
superior qualidade de farinha de trigo, com a qual s
pode competir a verdadeira Gallega : vende-se a reta-
Iho, no armazem de Antonio Anues, no caes d'Alfande-
ga ; e em poredes, a tratar com J. J..Tasso Junlor.
A isooo rs. .
ancorctas com a/eitonas superiores : ven-
dem seno caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreira.
Vende-se urna peeta de najan de 22 a 24 annos ,
com una cria dsete mezes a qual cozinha engom-
la liso e lava : o motivo por que 6e vende se dir ao
comprador: no. Aterro-da-hoa-Vista, loja n. 78, das 6
horas da manhaa ns 9 e das 3 as 6 da tarde.
Vendeui-se superiores velas de carnauba, cortidas
e limit alvas, a 320 rs.cada libia: assgura se que a
luz lie igual a de espermacete e a cor pouco difiere : lam-
beta hade 280 rs. coi libra, pouco mais inferiores na
i r miimcmio comtudo milito melhores do que ai que
geralmenleopparecem a venda : na travesa do Veras,
na Roa-Vista n. 13.
Vendem-se sacca com milho a 3/200 rs. ; dilai
com arroz de casca, a 3/200 ri. : na rua da Cadeia de
S.-Antonio, n. 21.
Vende-se colla de superior qualidade, das fabri-
cas do RioGraude-do-Sul: na rua da Moda, arma-
zem n. 7.
Veudem-se pecas, de madapolo com 20 varas, mui-
to largo a2/800 rs. e a retalho a 140 e 160 rt.: na rua
estreita do Rozario. h. 10, terceiroandar.
VENDRM-SG
collecoes de vistas de Per-
ita mbuco,
sendo as da ponteda Boa-Vista,ponte do Recife.Bom-
Jesus, Olindii, Poco-da-Panelta o Cachang, feitas ao
icncficio da sociedade da Beneficencia sllemfSa c
suissa : no armazem deKalkmann& Rosenmund ,
no hotel Pistor, as lojta dos Sr. I.uiz Antonio Si-
qu*ni, da Snra. viuva Cardozo Ayres & Filhos na
rua da Cadeia do Hecife ; as lojas dos Srs. Santos
Nevos >' Un;m;i 1 os, na rua do Crespo ; do Sr. Jos
de Alimquer SimOes do Ainaral na rua Nova ; e do
Sr. J. Guardn no Aterro-da-lloa-Visla.
Itrios trancados.
Vcndein-se superiores cortes do brins trancados,
dequadros o listras de muito bonitos padres, pelo
barato preco de 2,000 rs. o corte : na rua do Colle-
gio, Injn novada estrella, n 1.
Na rua do Queimado, n. 30, ha pannos de boni-
tas cores, proprios para palitos !e sobrecasacas, as-
sim como chapeo de castor, pelo barato prego do
5/000 rs.
- Vendem-se ac<;es da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parabiba: no escriptorio de O-
liveira limaos & C, rua da Cruz,
n. 9.
SUI'KUlOlt FAHELO, A 4,000 rs.
. Vendem-se saccas com farelo fino ile Trieste, che-
(.ado ltimamente, o qual he o melhor de todos que
.-1.1111 tem aportado, por ser o mais nutritivo : em casa
dcJ. J. TassoJunior, rua do Amorim, n. 35.
Vendem-se oilo escravos chega-
dos liouicn do Aracaly sendo : 3 ne-
grinhasde 11 a in annos; urna mulati-
ilia : tuna dita iiuiilo linda, de 18 an-
uos com urna cria ; um preto de 28 a
3o anuos ; um mulatinhoe 1 inolequinho
deG a 7 annos: na rua Formosa, na
(iiiiiita casa.
Casimiras elsticas finas.
Vendem-se superiores o exccllentes corles de casi-
miras de suporior qualidade o lindos gostos, pelo
liuiinuto prego de 5, 6 o 7# rs. o corto de caigas, sen-
10 seus padrOea tanto de gosto para o invern, como
ara o vcrSo; a elles antes que se acabem : na rua
do Collegio, loja da estrella, n. 1.
Vende-se, ou nrrenda-se o sitio de-
nominado Casa-Caiada na praia do
\io-Doce : a Iraiar no Forte- do-atos,
n. i, com Jos Francisco Belm.
= Venilc-sea venda n. 8, no pateo dos Marlyrios ,
bem afreguezada para a trra : a tratar na mcsina venda.
Vende-se, por seu donse retirar para lora da pro-
vincia a venda da rua de S.-Rita, n. 3, no p da ribeira
da farinha com poucos fundos a qual paga de alu-
guel 6/rs c d-se a armaciio degraca ao comprador:
a tratar na mesma venda
Vcndem-se saccas com milho c farinha de mandio-
aa por preco commodo : na sua do Oueiuiado, n. s4.
Na rua de Jgoas-Verdes,n. 46,
vendem se dous ptimos moleques de 16 a 18 annos ; um
casal de escravos de'lO a 12 puos ; um bonito mulato :
2 escravos ; duas pretas ; urna molccota : lodos por pre-
co commodo.
1 on 1 mini-so a vender superiores bichas, ltima-
mente chegadaede Hanibiirgo a 800 rs. muito gran-
des : t.-iinlii'in se alugam por preco commodo : na rua
do Collegio, n. 9.
Vende-se, na praeinha do Livramento 11. 45, urna
porcao decaisas com velas de carnauba chegadas l-
timamente do Aracaty contendo por caixa una arroba,
com o sorlimento do t, 7e 8 em libra leudo primeira
e segunda qualidade por preco commodo.
Vendem-se dous lindos moleques de IB a 18 annos;
dous pretos de 30 anuos ; 4 pardos de 11, 14,16 e 25 an-
uos sendo um dellcs bom carreiro ; duas pretas de 20
a 25 annos, com habilidades ; duas mulatinhas de 7 a
14 anuos com principios de habilidades: na rua do
Collegio; n. 3, se dir quem vende.
Vende-ie um vestido de seda branca proprio pa-
ra ipialquer baplisado por ser pequeo c servir para
menina de 3 annos : no Aterro-da-lloa-Visla, n. 84.
--Vi me-so iiin.i porjao de (aboado de pinlio da Sue-
cia anda novo e apparelhado ; 6 cadeias ainericauas,
una mesinha ludo novo e em bom estado ; na rua da
Scnzalla-Nova, n. 16.
Na rua da Lapa, no Forle-dg-Maltos II. 6, ha para
vender o afamado.simonte da Cachoeira bahiano em
latasde libra ; bem como um grande sortimento de
loiii .1 da llahia que se vende em porpes para lojas e
para senhoras que teein cscravoi vendendo na rua.
Sapates de tres solas, a is'000 rs,
No Alerro-daBoa-Vista loja n. 78,
vendem-se sapatoes de tres solas, pelo di-
minuto preco de isooors.
Vendem-se 70 couros de cabra 80
libras de peonas de ema, e urna porcao
de chapeos de pallia : na rua da Cruz,
n. 6a.
Vende-se a venda da rua das Cinco-Pontai, n. 21,
muito afreguezada para a praca a, dinhelro ou com
deiobriga a praca : a tratar na mesma venda.
=a Vende-ie um bonito cavallo rodado-eicuro multo
novo, bom andador de baixo a eiquipar : na rua do
Queimado, n. 17.
Vende-ie um reloglo Inglez caixa de ouro e mos-
trador tambem d ouro e que be bom regulador: na
travesa de S.-Thereia, 11.2.
- Vendem-se saccas com arroz de caica ,' mullo no-
vo com maii de alqueirc da medida velha a 4/ n. 1
sacca : na rua da Cadeia do Recite, n. 6.
Vende-ie milho inulto barato : na rua de S.-Fran-
cisco, n. 8 defrohtedo becuoque vai para o pateo do
Parazo.
Vendem-ce latas cun bolachlnha de aramia pe-
lo barato preco de 2/ n. cada urna ; bem como laceas
com farinha de mandioca, desembarcada boje, se mui-
to boa : no armazem de Dias Ferrelra no caes da Al-
fandega.
Vende-se a venda da esquina do
pateo do Terco, n. i, com os fundos que
o comprador qnizer a dinheiro ou a pra-
20 com boas firmas e sendo a dinlieiro
se i'ar algum abatimento, cuja venda he
bem aciediladajem freguezia, tanto para a
praca como para o matto; a tratar na
mesma venda.
Ycnde-sc una venda no largo da ribeira de 8.-J0-
l, com poucoi landos : a tratar na mesma renda.
Vende-se a dinheiro ou a prazo ou mesino com
desobriga a praca a ptima venda da rua do Rangel,
n. 11: a tratar na mesma venda.
Vende-se urna venda bein afreguezada para a tr-
ra com poucos fundos e que tem comiuodos sfnclen-
tei para familia : faz-se todo o negocio e d-se algu'ii
abatimento porieu dono querer retirar-ie para tratar
de ma saude ; a qual he sita em Olinda, nos Quatra-
Cantos : a tratar na mesma com Andr Manoel de
Amoda.
Vende-se um sellim inglez em meio uio por pre-
co commodo : na rua de S.-Francisco n. 68.
Vende-se urna venda com poucos fundos e bas-
tantes coinmodos : na rua Imperial n 33.
Vendem-se rolos de fumo propiior
para cigano, pelo diminuto preco de ls
rs. o rolo escull ido : na ruada Cadeia de
8.-Antonio armazem de lijlo.
Vinhast ago'ardente e vinftos
Christophers & Donaldson .
continuam a ter de seus bem conheeidos e i'uperiore
vinbos do Porto c de Hespanba, c ago'ardente de
Franca do melhor que vein a esta praca e de dlfl'c-
rentes qualidadcs engarrafados e em barris por preco
commodo : na rua do Trapiche n. 40, no Itccife.
Vendem-se 12 cadeiras de Jacaranda, muito bem
feitas fortes c com pouco uso ; urna mesa de meio de
sala, da inesma madeira ; um soph tambem de jaca-
randa ; 11 m.i e.ini 1 t-mlouida muito rica e feita no Rio-
dc-Janeiro : tudo se vende muito em cunta, por se ter
preciso em raso de seu dono ter de fazer uina fia-
geni : atrs do corpo de polica na toada de marcenci-
10 do Sr. Siqueira.
Vende-se una venda muito afreguezada para a Ier-
ra c com commodo para moradia quintal grande c
cacimba, e pode dar rancho a matulo sita |nai Clnco-
Ponlaa, n. 34 : a tratar na mesma venda.
Vende-se urna venda muito afreguezada para a tr-
ra e com 01 fundoi a vontade doi comprodor no Por -
lo Velho das Canoai, 11. 1 : a tratar ua mesma vcn'da.
Veudc-sc uina das luelliores vendas da Moa-Vista ,
por estar muito afreguezada: vende-se por seu dono ter
de retirar-sc : na rua do Rozario da 1 0.1 Vista, n. 2.
Vende-seo Conde de Monte-Christo encaderna-
do de novo em 5 volumci: na rua do Queimado loja
n. 18.
Vendc-ie ma morada de casa de dous andares,
sita na rua Di rcia, 110 melhor local com 36 palmos de
largura c 96 ditos de fundo, boas paredes, grande quin-
tal 1I11 is lujas, e em bom estado : na rua do Caldcirci-
ro n. 62.
Vendem-sc caixas de macarro muito bom a 3#000
a caixa de 25libras : no armazem de Francisco Dias Ter-
rcira.
Escravos Fgidos.
Fugio un: csciavu crioulu, pretft, de ioino. Geral-
ilo do >.') anuos de altura regular bailante bsrbado
o com siiissas ; tem falta de doui denles na frente ;
quando falla semprc he riionho ; be robusto, de eita-
tura regular ; com um brinco na orelha ; levou roupa
de riscado branco e bata dentro de um gigo de cha B-
panha ; julga-sc ter ido para as partes do Cabo 01
ter prenles em divc.isos engenhos. Roga-sc as autori-
dades policiaes que o apprehendam e leveni-noa seu
senhor Antonio Marques da Costa Soares na Rectlc ,
rua do Trapiche, 11. 40.
Dao-sc 100/rs. de gratifleaco
a quem apprehender a cabra Joscpha eserava de Ma-
noel Aleixn i!e Alemn fgida em 18 de agosto de 1838,
de 48 anuos,, pouco mais ou menos, estatura regular,
cabellos crespos ; tem um sigual dilles brancos na tes-
ta ; he tabaquista ; tem um signal no nariz de um dos
lados ; tem falta de 2 denles de cima e dous de baixo na
frente espaduas largas pescoco e bravos grossos, bem
fallante : quem a pegar leve-a ao ehgenho l.obo na fre-
o, lli /..l lie Sel 11iM.11 in.
Dcsappareceu, no dia 26 de junho o nioleque Je-
ramias, crioulo, de 12 a 14 anuos algum tanto cheio do
corpo ps achatados com uina cicatriz imbrico su-
perior ao p do nariz que bem se distingue ; levou ca-
misa de chila azul usada c calcos de casimira branca
sujas : quem o pegar leve a rua dos Quarleis 11. 14, pri-
meiro andar que ser gratificado.
Na segunda-feira, 3 do torrente, a tarde, dcsap-
pureceu da fabrica de caldeireiro na rua Nova, n. 27,
1101 ioncenle ile linnil i (igurU que representa UT 20
annos de nome Florencio ; he um tanto folhata ; j
foi bolieiro c agora eslava apreudendo.o olcio de fu-
nileiro ; riuando falla gagueja um punen; be secco do
corpo nao tem barba : quem o pegar leve a dila fabri-
ca que ser gratificado generosamente e se Ihe paga-
rao algumas despezas que se fizercm coin elle,
Fugio, no dia 3 do corren te o prco Joao, crioulo ,
natural da cidade do Maranho ; he de altura regular,
de cor fula com alguinas.niarcas de bexigas no rosto ;
(em algumas cicatrizes pelas costas ; levou camisa de
algodao c calcas de algodao riscado : quem O pegar le-
ve-o a rua do Collegio n. 5,que ser recompensado.
Fugio, 110 dia 3 de julho o cscravo preto, crlou
lor de nome Confalo de 35 annoi estatura regular ,
grosso do corpo peinas tambem gronai e um tanto
quebradas para tras estando elle firme ; cor retinta .
cara tirada olhos alguma cousa grandei e muito bran-
coi ; tem pouca barba, denles perfeitos : quem o pegar
leve-o a Jos Antonio Kastoi.
Fugio, na noite do dia4 do correntc inez, um preto
de nome Jos, natural do llrasil, representa 1er 45 anuos
de idade, grosso do corpo, estatura boa, bem barbado, e
alguma cousa calvo, com aluus cabellos da cabeca e
barba brancos, e bem fallante; levou vestido camisa e
oalcas de risoado azul de algodozinho, e mais alguma
roupa entrouxada : foi captivo de um Sr. que Ibe cha-
mam Mil Homem de lc<), ou do lugar chamado Ala-
gas' do uiesnio Ico : qualquer pessoj ou cainpanha o
poder a pegar e levar na rua das Cruses, n. 30, que sera
l,eiii n! ai ni pensado.
'En.\. : NA TYI DE
H. F. DE PARIA. ----1^4"


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