Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09758


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Full Text
j\1.u\j AAlV>
Terya-fe.ra
O III !'''' publli i-" todoioidlaique r.o
furrii' de guarda: n prcfo da asignatura lio
ilr {/'Mili l por qiiartel, piqns adiinlndoi. O*
niiiiiiii'lix doi aaalgiianlca lio Iuicrldo'
.p d" 20 rt. P' iciente, fairrpnltoM pela mctide." O nao
a,junantes pag.vaoKO rt. por linha* 160 r.
cin 1}P dllercnte, por cada publioajio.
PHASES DA. LA NO HEZ UE JULHO.
CrttttnU, a 8, a 7 horaa e II rain, da manh.
7 im rA innoanlt, a 23, a 9 liorai e 60 mln. da manh
/ us nova, a 30, i 5 hora e 6 mln. da raanh.
P..PTIDA DOS COHREOS.
Gxianna e Parahiba, it tres, e irxlai fdrai.
lici-(.-ili>-N"rtr, milntat-frirai ao mrlo-dla.
Cali. .Sniiliarui. Ilio-Formoto, Pono-Calvo
Macelo, no I.', a 11 e 21 de cada niez.
Qaranhum e Honilo, a 8 e 23.
lina-Villa r Hnrr. a 13 28.
Victoria, i quintal-feirat.
Olinda, todo 01 diai. ,
PIlEAMAIt DE HOJE.
Primeira, Al 7 horaa e 42 minuto* da manh.
Segunda, a 8 horas e 6 minutos da tarde.
J'Mtl e 8-S.
N. t4.
rt'AS DA SEVAN a
3 Segunda. S. Juanillo Aud. do I. dos o
tliaos, do J no clv. c do J. M. d 2. T.
crea. S. fisjtfl rainha. And. do I. do
C. lia I v e do J. de pal do '.'. Sllst. de t.
.'i linaria. S. Athanazio. And. (tu I. do c.
1I1 '.!. v. c dnJ. de paz do 2 dist. de t.
0 Quinta. S. Domingas. Aud. do J. dus
orph. e do J. M. da I. v.
7 Seila. S. Pulquera. Aud. do J. do civ.
e do J. de paz do 1 dial, de t.
S Sabbado. S. Prncoplo. Aud. do J. do c.
- da 1 v. e do J. de paz do 1 diat. de t.
9 Domingo. S. Cy tillo.
* i.tMBIOS NO DA I DE HT.HO
ll.'IC
Ardr
0,1ro.-
iCTSobrc I ondees a M d. por I| rs. a 60 M.
I' iris a 345 e 350 rs. por tranco "\oi.i.
LiibM 105 por eento de premio.
ir irit de boas Instas l'/i 1 mr:
id.....np. de Heberlbe, 50/ r ao p
-<>.,,,. iiripannoln 3-2.-H. MM
* Mocitas detWO IT#.i0ti a 7#*|
. de6#4O0u. 16*601 a 17AH"'
. de4000... 9#600 a '
Pro laPatacn liraslleiros 2/000 a
Pesot coliimnarlot. 2/WM) a
Ditos mexicano...... If0 a
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Ui. .i. r-n-5
DIARIO DE PERWAMBUCO
PRTE OFFICiAl.
LEI N. 201, DE 28 DE JUNHO DE 1848.
Manda vigorar nos mttts it jMo tooslo di 1848 a lei
do oreamtnlo do auno financeiro prximo indo.
DoraingM Mal(ji!is de Aguiar Pires Ferreira,
vico"presTdentc da provincia de Pernambuco. Faco
saber a todos ossetis habitantes, que a assembla
legislativa provincial decrctou, e eu sanecionei a lei
seguinte:
Artigo nico. A lei do orcamento linanceiro cor-
rento lica em vigor nos mezes dejulho e agosto do
anno financeiro seguinte de 18*8 a 1849, seporven-
tura nSo for promulgada antes a nova lci do orna-
mento provincial.
Mando, portanto, a todas as autoridades quemo
conhecimento e execucSo da referida lei pertencer,
que a cumpram efa^am cumprfr tflo inteiramente
como nolla se cont^m. O secretario interino desta
provincia a faca imprimir, publicare correr, f.idade
do Recife de Pernambuco, aos 28 do junho de 1848,
vigesimo-setimo da independencia e do imperio.
1. -S.
Domingos Ualaquias de Aguiar Piret Ferreira
Carta de lei, pela qual V. Exc. manda exeeutar o
decreto da assembla legiilalha provincial, que houve
por bem sanecionar, mandando que a lei do orcamento
do anno financeiro corrente fique em vigor nos meses de
julho e agosto do anno. financeiro seguinte de 1848 a
1849, na forma cima declarada.
Para V. Exc. ver.
Antonio Leile de Pinho a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 28 de junho de 1848.
Antonio Jos de Oliveira.
Registrada a fl. 42 v. do livro 2. do registro das
.leis provinciaes. Secretaria da provincia de Pernam-
buco, 28 de junho de 1848.
Antonio Leitc de Pinho.
C031MAND0 DAS ARMAS.
(Juarlel do commando das armas na cidadt do Recife, 3 de
julho d* 1848.
ORDEM A.DDITIVA A DE N. 9, DE 2 DE JULHO DE 1848.
O coronel cominandanle das armas declara que de-
xon de mencionar os nomes dos Sis. lenentos-coroneis
chefes do quartn c quinto batalrides de guardas nacio-
naes deste municipio Francisco Carneiro Machado
Pos e Rodolpho Joao Barata de Almeida, por um equi-
voco smente. E" porque estes dons Srs. omciaes mullo
bein se comportaram no desempenho de seus postos,
tendo o primelro dcstes sido aquartelado, c tambem um
dos primclros que foi apresenlar-se para preitar coi
o batallio de seu commando os servifos que necessa-
rios fdssem para manter a ordrin publica : isto fazsei-
ente as tropas da guarnicao o coronel cominandante
das armas.
lenlo Jos Ltmtnha Lins.
EXTEROB
O EX-HEI DOS FRANCEZES.
Em o Time de 25 de abril l-se o seguinte artigo, ex-
trahido do Jornal del villes e dtt campagnes.
Urna pessoa que temos rasao de considerar bem infor-
mada communica-nos os seguintes interessantcs parti-
culares :
As sominas de que Luiz Phillppe dispdc em seu exi-
lio nao sao tao consideraveis como geralmente se er. He
verdade que desde 1830 at 1834 elle linha fcito reines-
sasquasi diarlas para Londres e.pata os Estados-Unidos;
mas dcpols de 1834, persuadido de que havia estabele-
cidoasna dynastia sobre urna base duradoura, rctirou
grande parte desses fundos e empregou-os em Franca. O
e.wei deixa dividas na quantia de quasi 30,000,000 de
francos (24 niilhes de cruzados). A phrase de &(r. Du-
pin, que a principio fura considerada como um gracejo,
Creio que a lista civil he pobre, porisso que esta sem-
pro comprando, v-se hoje que he urna realidade. Luiz
Phillppe cnmpravn lodos os dias algmna proprledade, e
he precito admiltir que grande parte dessas compras
fossem feitas a crdito para poder explicar a enorme
somina de suas dividas. >ua f.izenda deduzidas, as divi-
das, pode ser estimada em 25,000,000 de francos (20 rai-
llies de cruzados). A a florestas de seu dominio priva-
do sao de grande valor, e todas as propriedades da fa-
milia fraiu mui melhoradas depois de 1830. Todava,
Luii Phillppe deixa seus negocios pessoaes namaiordes-
brdein. Ktinca houve urna casa real to mal adminis-
trada como a sua. Seus negocios domsticos nao cram
inais bem dirigidos do que ot do paiz. Elle se intromet-
tia em (mo, e se deleitava com a confusao e desordem.
lmagiuava que dcste modo mostrava vivacidade e habi-
lidade. Folgava de ver os seus domsticos en deshar-
nionja e repeta muitas vetes: 11 Emquanto os asnos
lirigam, o trigo permanece no moinho. Foi su por seu
balo engauoque no dia 24 de fevereiro ficou completa-
mente parausada a defesa de leu governo, privado de
tudo, c de urna dh-ceco. Lui Philippe devia a todo o
inundo, e pagava o menos que poda. Os mercadores
'stavain constantemente exigindo delle o pagamento
de suaa faaendas; elle devia a seus fructeiros 95,000 fran-
cos (30:400/ rs.), e a seu padeiro em Ncuillv 25,000 fran-
cos (8:000/000 de rs.) Ncnhum homem possua em'mais
alto grao a inania de amontuar prorisdes, comprando
sem medida, e geralmente sem escolha. As adegas del
Neuilly contlnham 75,000 garrafas de 150 especies dff>-'
rentes de vinbo, e para cima de 1,200 pipas chelas. Se-
r Uso crlvel ? Havia em Neuilly um supprlmento de
24,000 vela de cera, as quaes serv rain para afear c sus-
tentar o Incendio desseedlllclo. Os arinazeai de bron-
ze de Villlert estavam chelos de urna glande quantldadc
de obras de arte, pequeas eslatuas, sinos, varios orna-
tos de bronze dourado, e outros objeclos, o que tudo
poderla dar para fbrriecer tres palacios. Elle ajunuva
todos esses artlgos geni nenhuma ordem, eoscomprava
sem gosto, comquanlo se Jactasse de ser entendedor.
O nten*lllo< de rnilnha achadns uaa Tnlherlaa, em F.u.
Drrtix e Fert-Vidame cram sumclcntes para preparar
jantar para um exercto inteiro. Mus adoptamos plena-
mente a opinlao de um personagem, intimo conhecido
de l.ulz Phillppe, o qual disse delle que era um hornera
voraz e rapace, mas que nao se podia chama-lo avaren-
to por isso que era demasiadamente esbanjador.
A este artigo fat o jornal Inglez as seguintes observa-
edes:
Cremos que as noticias das remessas do conde de
Neuilly para. em Clermont em um estado de quasi penuria, negndo-
se at aquelles pequeos commodos que pelo longo uso
se irn tornado muras tantas necessidades para um ho-
mem de sua idade ; dizem que, ainda com a inais rgida
economa, a sua renda no he sutttclentc para sua ina-
nutenco, c que dentro de umanna bu dous, se eiie
tanto viver, estar de todo arruinado. Com tudo he In-
tencSo do governo francez sequestrar os bens pancula-
res, nao so do cx-rci como de toda sua familia. Os do-
tes das inulheres de seus filhos diz-se que estiio quasi
inteiramente empregados, ou em fundos francetcs, ou
em trras em Franfa ; cqualqucr que seja odlreilooue
a nacao posea ter sobre as fazendas rcaes, elle nao pode
estender-se, por ncnhum processo que conhecamoi, a
bens assiui adquiridos,
PERNASftBUC .
ASSEMBLA PROVINCIAL.
BECTIFICACAO.
O parecer da commissao de legsla9ao, apresentado na
sessao de 26 do pastado, c publicado no Diario n. 143,
saino com alguns erros typographlcos que vamos cor-
riglr:
Pagina segunda, columna primeira, linha 137, adjun-
tos la-se adjuntas ; annraio 10a-ae anmxai. Linha 1-iO,
lubjeiloi la-se lubjiitas. Linha 146, aleijados la-se alo-
jados. Linha 156, cono* la-se concr(0t.
16." SESSO OBDINABIA, EM O I DE JUIUO
DE 18<8.
PnESIDKNCU DO SR. VICARIO AZEVEUO.
Soumamo. Declarado do malino porque se nao procede
it leitura da acta da seisio antecedente. Ex-
pediente. presentar-o do parecer da com-
im'jfu uc (Cniui|u c pvdcl'ii < <'i 'im ti'mj
acerca das pelifot do povo. Approvaeo des-
te parecer e de urna emenda do Sr. Laurtntino.
'Projecto, erigindo em comarca a villa de
Iguarasiii. Adopfio do projecto n.4, em pri-
meira discutido, e do di n. 17, em primeira.
Adiamento do de n. 1.
As II eineia horas da manhaa, faz-se a chamada c re
rfica-se estarem prsenles 25 Sis. deputados.
O Sr. Presidente declara abena a sessao.
Nao se l a acta da sessao anterior, por nao estar pre-
sente.
OSr. l.'Scrorfo menciona oseguinte
EXPEDIENTE.
Um requerimento, cin que o padre Demcterio Jacome
do Aiaujo, vigario da freguezia de Serinbaem, pede a
deroga^o da lei n. 198, de 8 de marco de 1847, que in-
terpretou a de n. 152, de 30 de marco de 1846, mando
em inteiro vigor a le n. 102, de 9 de maio de 1842, alim
de ser reparado o damno que sotfreu a freguezia do sup-
plicante. A' cominissiio de legsla(Ao.
Outro, em que o padre Vlaente Ferreira de Sequera
Varejao, prolessor publico de primeiras lettras em San-
to-Antonio do Recife, requer que se mande vigorar b
artigo 5. do capitulo 8. da lei n. 43, de 10 de junho de
1847. A' commissao de legislacao.
Outro, em que Simio de. Asevedo Campos, vigario en-
coiu incii d ido na freguezia da Varzea, cxpde o estado de
ruina era que se acha a Igreja matriz, e pede se marque
na lei do orcamento urna quota para osconeetos e
reparos da misma igreja. A*commissao de orca-
mento.
Outro, em que os proprietarios chabitantes da extrac-
ta fraccao de Ipojuca, relatando o mal que lhes causou
a lci provincial 11. 198, de 8 de marco de 1847, e mostran-
do Igualmente a dificuldade com que pdem obter os
recursos espirituacs, pedem a derogaciio da mencionada
le, tornando subsistente a de n. 102, de 9 de maio df
1842. A' commissao de legislacao.
Outro, em que Francisco Xavier Cue|ho, arrematante
dos dizimos de miuncas do municipio de Iguarass, al-
legando que os fabricantes de sal se teem negado ao pa-
gamento do imposto, pede que se declare se o sal se
coinprehende na classe dos objectos de cultura, ou en-
tao se determine cmara municipal de Iguarass, que
119a um abate rasoavel no contrato do peticionario.
A' commissao do or(ameiito de cmaras.
He lida e approvada a ultima redaC9ao do projecto
n. 48, do anno de 1846, que altera a diviso do municipio
d'Agoa-Prela.
He approvado sem discussao o parecer da commissao
de legislado, adiado da sesiao anterior, acerca Se casas
de albergarlas.
He lido oseguinte parecer:
,, As commis6es de constituicao c podre e auxiliar,
examinando duas pelicoes que foram endcadas a esta
asse.nDla. passam a dar o seu parecer sobre ellas.
. As commissei emenden nao dever enunciar o seu
jiiiio sobre urna dessas pet9fle, por Isso mesino que ge
rrfioachaastignada por um iu individuo.
Passando.porin.a examinar a outra, as commistoes
5.-;-,--.-.-. auc no circulo das attrlbuijoes dota astembla
uo estela poder providenciar subre os males que ah se
expOi'in. e cuja gravldadc as conimlssaes nao deixain de
reconhecer, ltenlo o grande numero de estrangelros
que e teem apoderado do coinmercio a retnlho; cpdr
Isso julgam que esta assembla se deve dirigir assem-
bla legislativa geral. Implorando della as seguin-
tes providencias, que so por leis geraes pdem ser to-
madas :
1.' Que scjaio ampliadas as atlribu^des das asscin-
blas legislativas provinciaes, quefdram mu cerceadas
pela interprctaao do acto addicional, e licaram mesmo
nal definidas.
2." Que se d toda a protec9io nossa definhada
agricultura, sendo ella allivlada de alguns tributos,
c concedendo-sc-lhe aencOes que aaalmcm ea fagain
prosperar.
" 3.* Que se proteja o nosso coinmercio interno, tor-
nando-sc privativo dos cidados brasilelros o coinmer-
cio a retallio, e prohibindo-tc que as casas, em que el-
le se faz, admittam-sc caixeiros estrangelros.
4." Que se proteja a Industria nacional, xilio pod'croso jamis pode avultar e progredir, conec-
dendo-se vantagens que ainmem os einprehendedores,
e algumas regalas aos artistas.
5.* Que se tornera as necessarias providencias, para
que sejam habilitadas as diversas clanes menos abasta-
das a adquirir!)) os meos de urna honesta subsisten-
ca ; visto ser esta urna das principaes obrigafocs do es-
tado.
6." Que se toinrm medidas-para o mclhoramcnto do
porto desta capital, o qual, de da cm dia, se val entu-
p ndo, eem breve icr de ficar completamenlc obstrui-
do e iiilran-.il.ivi-l.
7.' Que se fonnule urna lci que regule o recruta-
mento, e marque com a devida propo^So o contingen-
to de 11 o ni i-iis que cada provincia deve dar para o exer-
cito.
8." Que sejam ampliadas as rendas provinciaes, so
bre maneira escassas; visto como esta assembla ja n'
pude nem deve tributar inais a provincia.
9." Que com a possivel brevidade se orgabise a lci
de que falla o 4." do artigo 11 do ajjto addicional, afim
de que iejam discriminados os bens gracs dos provin-
ciaes.
Sala das coimnissoes, l.-deiulho de 1848. Cunda
Machado. Duarli Vertir. Joaqulm YiHela. Alve
Ferreira. Blavignier.
O Sr. ioi Ptdro: Peco a palavra.
O Sr. I'residente: Fica adiada a discussao do parecer,
na forma do regiment.
O Sr. Jote Pedro (pela ordem): Vou mandar 1 mesa
um requerimento para pedir a urgencia.
O Sr. 1." Secretario l u seguinte requerimento:
Requeiro a urgencia para se discutir hoje o parecer
da commissao deconstitu9ao e poderes que se acha sub-
mettido discussao da casa. Jos Pedro.
Apoiado, entra cm discussao, e he approvado.
O Sr. Jote Pedro: Sr. presidente, eu devia deixar
passar em silencio o parecer que se acha submettido
discussao da cata, porque he dllicil a posifao do depu-
tadoquoquer discutir materias desta ordem, quando a
respeitodas quaes, o povo cm massa, sem a calma e re-
dexo precisa, e por maneira inslita, pede providencias
a esta assembla : devia aluda deixar passar em silencio
o parecer aque rae retiro, porque 111c julgo o menos ha-
bilitado para attender, de una maneira provei.tosa a il-
lustracSo dcita caa, o complexo das materias que nelle
se conleem ; e ainda inais, Sr. presidente, p&HJUC receio
que, a nao seren publicados, no jornal competente, os
meiis discursos com toda a exactidao, pode acouleccr
que se lhes d urna intelligcucia maligna, e assim enve-
nenen) as minhas opinies e inlen9rs. E nao sera limi-
to que isto aconte9a, por isso que j fui victima da ma
f c de urna perversidade inqualilicavel, por opnjcs a
respeito da questao que nos oceupa huje, proferidas por
mira na cmara dos deputados ; embora corressem el-
las por todo brasil nos meusdiscursos impressot, e csti-
vesse assim ao alcance de todos lelos c aprecia-las : e, o
que inais he, devo isto aos meus correligionarios, a a-
quelles mesuras que outr'ora me acatavam, que reco-
nheclam os meus servaos, as minhas boas intci^es,
meii dcsinteresse, c inlnha dedica9ao a causa publica e
ao partido a que portero. Fui victima de calumnias
que se podiam desvanecer pela simples leitura dos meus
discursos e, petar de ter eu pelo Diario-Novo elucida7
do esta questao, ollercccndo a ao publico, c atirado a
face desses calumniadores tudo quanto me imputaran),
tudo quanto me fixerain, para que eu ficasse na execra-
co publica, ainda hoje sou insultado por esse motivo,
como o fui por pessoas das galeras no dia 27, o que bem
presenciou esta assembla Devia, pois, Sr. presidente,
por todas estas considera9oes, guardar silencio nesta
questao; mas o meu imperioso dever como deputado
me obi iga a esquec-las, c a faier algumas observares
ao parecer que vai disculir-se; mas, antes que as fa^a,
pe9o aos que me ouvem, que esteiain alientos as minhas
expresses, c que pesera bem o que vou dizer, alim de
que nao torne eu a ser victima da calumnia.
Si-, presidente, nunca meoppuzaque os Brasileiros
fossem caixeiros, e tlvessem esse recurso para vivercm :
sempre reconheci que elles encontravain obstculo va-
lioso, para se erapregarein TroressunaBeira, aquelles
que hoje se achara de posse do coinmercio; e que erara
e sao preferidos pelos caixeiros estrangelros, em rasao
sem duvida da protecto que entre si se dao os estran-
gelros em nosso paiz, e principalmente os Portuguezes,
inultos dos quaes sao levados 110 seu procedimcnto por
essas rivalidades que ainda hoje se notara cutre e les e
alguns Hrasileiros. Ningucm pode negar que os Urasi-
Iciros sem difficuldade exercem as outras industrias,
mas da commercial so elles repellidos, coro excepcau
d'umou outro, pela influencia daquelles que hoje a do-
minara ; C com pezaro digo, os meamos Hrasileiros lo-
go que sao negociante!, nao querein para ca xelro se-
rio estrangeiro.. Nao personalisarci, porque he Impro-
prio desta casa, e eu nao quero fazer ningucm odioso
mas ns todos conhecemos Brasilelros negociantes, que
nao teem um su caixelro brasllelro.....
O Sr. Btltro : A rasao he outra.
OSr. Jo Ptdro : Nao sel qual he a rasao, nem que-
ro Indaga-la..... *
O Sr. Biltrao: He o servico da guarda nacional.
O Sr. Joi Ptdro : O Brailleiro patriota, e que deve
dar o exerapln, deve subjeilar-se a este onus, porque
nao vejo que seja elle tao importante, que o obrigue, ou
a ter caixeiros estrangeiros, 011 a deixar o coinmercio ,
nao, esse onus nao be invcncivcl, noique outros o sup-
portain, e entre estes minios Porltigucies. Seja qual
oracansa, oque he verdade reconhrcida por todoi
nos, h que os 'Irasilciros nilo sao fcilmente admilti-
dos classe de caixeiros, c que' os proprios Hrasileiros
negociantes nao lhes dao a preferencia. Eu, pois, nao
aovo ser iiiduieieiue sortc dos Brasiieirus nesta parte,
c por liso, quando se tratou de impor sobre os caixei-
ros estrangelros, nao deixei cm abandono os interestes
dos Hrasileiros, postoque votasse contra o imposto.
IVessa occasio reconheci a iuexequibilldade da lei,
porque urna igual tlnha existido, e tinha sido abolida
sem produzir resultado algum. Com cllcilo assim acon-
teceu ; a le na sua execu9o no Rio-de-Janeiro ne-
nliiim elt'eito prodii/io, porqUC apenas se qual i licaram
como caixeiros estrangelros una 400, entretanto que so
a ra da Quitanda lem o triplo, ou quadruplo deite n."
A lei, no Rio, assim como em toda parte, foi illudida,
porque foi fcil considerar os caixeiros como socios,
criados, etc. Alm disto, dllicil fui assembla geral
marcar o limite dcsie imposto que estabeleceu, pelos
tei-pini dp (iie elle uaa produzsse um grvame enorme
ao coinmercio ; e nesse reccios estabeleceu O imposto
que sabemos, que por insignificante foi fcilmente sup-
portado, e nao produiio o resultado esperado.
Por c.i 1.1 -on-idci-ai s, por iniui previstas, volcicou-
tra o imposto ; mas, naoquerendodeixar cinabandono
o uteresse dos Hrasileiros, aproveitei a occasio para re-
diglr una emenda, que commigo assignouo Sr. Tosca-
no de Brilo, deputado pela Parahiba, cm que Ueulaya
os caixeiros hrasileiros do servio da guarda nacional ;
esse grande obstculo ha pouco allegado por un nobre
deputado, como causa para que os Hrasileiros nao quei-
ram 05 seus patricios para caixeiros.
Nao me esqueci, pois, dos Brasilelros, c sendo eu o
nico deputado desta provincia que levantou a sua voz
em favor dsta questao, tive de sofl'rcr a lncrepa9ao de
llie ser infenso, e quanto jfeferi.
Tenho, pois, mostrado que ha limito lempo partilho o
teresse que se toma nesta questao, e por isso nao pos-
Bgora abandona-la ; mas nao me conformo com a ma-
neira porque a commissao assentou de pedir a assem-
bla geral providencias a este respeito. O que diz a com-
missao ? Diz que se represente aiiciublca geral, para
que proteja o nosso cominerclo interno, tornando-sc
privativo dos cidados hrasileiros o comracrclo a re ta-
ino, prohibindo-seque as casas cm que elle se faz ad-
miitam se caixeiros estrangeiros. Ora, Senhorcs, como
pedir-se assembla geral, que sejam daqui por diaiilc
os Hrasileiros os nicos que commercicu a retalho, c ao
mesmo tempo que se prohiba aos inesuios Brasilelros ad-
miltirem caixeiros estrangeiros, epor parte dopovo.com
o consenlimenlo desta assembla se faz sentir a assem-
bla geral que a repulsa que soflrem os Hrasileiros, co-
mo pretndeme a classe de caixeiros, provm dos es-
trangeiros ? A meu ver, Scnhores, perinittam-ine que
Ibes diga, este procedimento revela urna contradic9ao,c
irroga nma injuria aos Pcrnambucanos ; he duvidar do
seu patriotismo, he suppdr que, quando elles frem os
lmeos commcrcianles a retalho, os Hrasileiros nao scrao
os seus caixeiros, e ainda coutinuar.o a ler repellidos :
cu nao fa9o csseconccito dos meus patricios.
O Sr. Peitoa :Sempre he bom providenciar.
O Sr. JoiPtdro Nao sci como se cntenda Isto: nao
sci como se dit que os Brasileiros, e principalmente 03
Pernambucanos, reconhecein a necessldade de provi-
dencias para que os Hrasileiros possam ser caixeiros, e
se diz ao mesmo tempo que convra obi igar aos mesmos
Hrasileiros, aos mesmos Pcrnambucanos a receberem os
seus patricios como caixeiroi.
O Sr. Pessoa : Pela rasao que ha pouco apresentou.
OSr Jos Pedro: Senhores, cu nao perno que os
Brasileiros merecam esta injuria. Eu espero, Senhores,
nue, quando o coinmercio a retalho lr privativo dos
Hrasileiros, seus caixeiros sejam Hrasileiros, sem que
seia necessario que uina lei os obrigue a isto. IVao pos-
so, pois, concordar que se providencie por essa manei-
ra para que o Brasileiros possam ser caixeiros. Bao que-
ro que s aniquile assim o mrito do procedimento que
devem ter os Brasileiros negociante^.
Eu esperava que a commissao tomasse algumas pro-
idencias a esle resneUo, mas nao pense! que se li.nilas-
se ao coinmercio a retalho. Quizera, pois, que fossem
anles os Hrasileiros admiltidos as casas de coinmercio
emerosso, porque s ah adquir rao elles os conheci-
mentos coinmerciacs, e acharao vantagem era seren
caixeiros, e nao no coinmercio a retalho, onde nada se
prende, e pouco interesse se tira. Dcvo, pois, esperar
que a commissao attenda estas minhas reflexoes, que
ao limite a providencia ao coinmercio a retalho, e que
nao d a entender, com estas providencias pedidas, que
os Brasileiros nao teem patriotismo.
O Sr. Laurenlino : Mas, altendendo i rasocs que
presentou ha pouco o nobre deputado, boro he que se
diga alguma cousa.
O Sr Jos Pedro: F.u nao posto fazer etse conccito
dos Brasileiros, creio que elles nao precisarao, parapro-
cederera conforme os interesses de seus patrooi, de
meios coercitivos: limitar-inc-hci, quanto a esta parte
do parecer, ao que tenho dito.
Passarei outra parte do parecer que dit que se lo-
mera as necessarias providencias para que sejain ha-
bilitadas as diversas classes menos abastadas a adqui-
'"s'fnhor presidente, eu considero os meiot de subsis-
tencia das classes menos abastadas, dependentes das
tres industrias agrcola, commercial e fabril. Estas in-
dustrias estao j recoinmcndadas no parecer, cada uina
por sua ver. Os individuos industriosos perteneca a al-
rumadcllas; portanto, pens que nao resta alguem a
recomiiiendar ao governo, quando se recommenda e ac
pede pr0tec9.no para todas as industrias. Quaes sao, pois,
stas classes menos' abastadas para as quaes e pedem
meios honestos de subsistencia? Nao sei Paiece-me,
pois, esta recommenda9ao superflua; salvo e a com-
missao entende que os poderes do estado sao obrigadoa
a dar trabalbo ao povo, e habilita-lo directamente a tra-
balhar, noque nao concordo. Hcconlieco que o gover-
no he obrigado a proteger o industriosos ; mal eua
proteccaio he toda indirecta. O governo nao he obrigado.
e nem pode furnecer, por exemplo, capitaes, instrumertv
tos, etc., para que o povo possa trabalhar: o auxilio que
pode dar he todo indirecto, elle nao daria algum directo
seno dispondo da renda publica, mas a renda publica
nao pode ter desvia.da para, islov Nao posso, pois. atinar
xoro o-fin desta recomnienda^ao. visto ter a commissao,
I
*'
m-
-'"
--------


A.
rPrnniiiirudado jni'iorllente ai tres industrias. Kipe-
ro '1".....ee..|ryim
Tr.it i liiiih-i. o parrrrr le iim Irl dr rrriutsitiriitn
U'ri I ijur f.|i r> ruuuiiendaco ir f.tx drinrirsiaris. Ja
ellr un |if,,j,., (,, ,|' ii'i nratf sentido, r paitara o anuo
MiMna i irgumli dorman na cunara dinilpiiti
do*, l ni iirn.! oi-.'.Ki.iu nll.ifci algumas emendas a un.
doi -u arligm ..
Or. Mal: Sempre he bmn lenihrir.
' Sr. Jo'i Pedro : Jul'u drincccsiaiio leiuhrar o que
rila Icnibradi
l'i'di* mal a coinmisso que irjaiu ampliadas as ren-
dai provinciars, e observa que nao podemos, e neiu de-
venios ni i. inip.'.i, ele. Parecc-tne ulu una contraillc-
cao ; porque, ao inesmo tempo que dli que nao se deve
tributar inais o povo, pede que ic amplieui as rendas
provlnciaei..... '
O Sr Ferreira (tomes: Concedendo alguin iiuposlo
geral para a renda provincial.
O Sr. Jos Pedro: Nao se deprehende lito da recom-
niondaco parece que sequer que se faculte iinpdr so-
bre (mu- cotisai.que nao aquellas que j esto subjellas
aimpostos: est un pouco ambigua esta recommen-
daco.
Taiiibcm se pede que se discriminen! os brns geraes
dos piovincaes. Kudirci a asiembla que possuo um
voluine fin que veem extremados estes bens: niio estou
ceno se fol isto resultado de alguma le, ou se de pro-
jecio que e acha na cmara dos deputados : bom he
consultar a legislaran, parase nao pedir oque j se acha
lei lo.
Sao estas as rcflcxes quelenho a fazer ; nao me In-
cumbo de emendar o parecer, porque a coinmisso
o poder fazer, se adiar rasoavel o que tcnbo expen-
dido.
Or Laurmlino : Sr. presidente, estando resol-
lido a votar pelo parecer tal qual se acha redigly.levan-
to-mc para explicar o motivos que a isto me ievain.
I'i'isoas mal intencionadas, esquecidas talvez que ns
deputadM que se acliam no recinto desta casa, eram
Urasileiros, c que entre ellesum s nSo se acha que niio
encerr no peilo um coracao lodo pernambucano, pro-
jiozerain-se a intrigar urna grande parle da populaco
'a cidade com a assembla, inovendo-a a apresentar
i representaco cheia de exigencias, lodas excentri-
deiti
runa
dent, M reminUies tambem vlram que, alni dos In-
dividuos que Ja .. acham appllrado* rile nu aqurlle
rama de industria, que j.i i-, mi u| cp|i,|
mu que pdem inliilii i. ni- : nu nsqmlla industria, e
assim obler uieios de .uIi.ki ,-. riMtPtil outro* rotil-
UM HraOleiios que mi irru as pinporc i ntcrssarlai.
ns uii'ii precisos, psia se dedlcsrrm a este 011 aqurlle
ramo dr industria ; e por Isso, depois dr prnpreui que
sis assembla solicite da assembla grral as inrdidis
ucrataarlli, para que sejam protegidos os diversos ra-
mos de industria, assentaram tamhem dever propr que
esta assembla estenda a sua representaco sproviden-
cias neertsarias, para que todos os Urasileiros sejam ha-
bilitados para adqnirlr os meios de urna honesta subsis-
tencia, proporcionandn-se-lhes os meios para se pod-
i nu applicar a algutn dos ramos de industria de que
pi ni '-ni os ineios de subsistencia. Creio que o nobre
deputado concordar que nenhum individuo, sem que
tenha certas habilitares precisas, certos ineios indis-
pensareis, certas proponoes, se pude applicar a este ou
aqucllc ramo de industria ora, he para que se faciliten!
ease ineios, essas habilitares, essas proporces, que|
porque j se presrnlou na cunara dos deputados um
prnjrrto a esse rrsprlto : mat eu entendo, Sr. presi-
dente, que. suppostoj te trate de urna medida dests
naluresa. urna ves que ella nu est definitivamente
adoptada, he bnm sempre que represente.....1 a res-
P"ito p ii i qur sr conheca que ella he a exprrs-
s ni de mu neressidade sentida as provincias ; por-
que isio ir influir fortrmrnt", para que ella seja to-
mada : he ii'crisarlo, Sr. presidente, que pelos ineios
constilucionaes o nosso alcance, informemos a assem-
bla geral das neceisldades publicas, para que sejam
ellas prvidas em tempo. Tal ves, Sr. presidente, que,
se a m.iis tempo os poderes do estado tlvessein tomado
essas medidas que a populaco toda reclama nao
houvessem pretextos para reduzir-se esta cidade ao
estado lastimoso a que ha poneos dias a viino* redu-
cida ; estado, Sr. presidente, (jue nao haver um s
bomein de bom senso que nao reprove altamente ,
um s li imeiii de coracao bem formado, que nao la-
mente profundamente. ( Apoiadoi repitidoi na aisembla
enas galeriai.)
lie, Sr. presidente, tomando-se medidas que satisfa


cas de suas atlribuices, levando a malicia ao ponto de
- 11 ti persuadir que a assembla uo annuiria a
auai exagerada prctences, se n;io quiesse : felixinenle,
poriu, depois de mais acalmadas as paixes, houve
qurm os aconseIhassc e rrdigisse urna segunda repre-
sentaco, em termos mais honestos e respeitosos, viudo
esta com nina porco de assignaluras, c com Carcter
de pretenc.no popular, pedindo que a assembla ende-
M (atSC una suppca aos poderes supremos do HUdo,
pe.lindo .ligninas medidas concernentes a seu melhora-
iiii'iIo : ora, tomando a assembla em consideraciio a
. !n edil i representaco, encarregou a commissau de
dar sobre ella o seu parecer i eiso que fea coinmisso.
Nmlie o parecer que deve ser dirigiuo assembla
geral : nrlle ssc aponlam as materias que devem ser-
vir de base representaco : logo nao ha motivo para
ser alterado, e nein mis podemos deixardc volar por el-
le, nina vez que todos estamos convencidos das neccssi-
dadesd* provincia. Nao vejo, poitantn, motivo para a
11 llexao do nobre deputado quando diz que de cerlo
modo he duvidar da probidade dos nossos representan-
tes na assembla geral o pedir que por um acto legis-
lativo se prohiba a admissao de caixeiros estrangei-
ros...
''Sr. Jo Pedro : Nao disse isso, Sr. deputado... Nao
disse nada disso que o nobre deputado est dizendo.
0 Sr, Laurtntino : F.u nao quero lancar sobre o no-
bre deputado a mais ligeira sombra de ndiosidade ; sou
seuainlgo, e jamis quererei atlrahir odiosidades sobre
elle, nein sobre qualquer outro dos uieus nobres col-
legas... F.u creio que o nobre deputado disse que era
uina ri-rommi-ndaf-o npfr/Iua ; porque, urna ves (finio dos
Urasileiros o commtrcio a retalhn, nao era de esperar que
etles tomassem caixeiros etranqeiros.
0 Sr. los Pedro d um aparte que nao percebemos.
0 .Sr. I.aurenlino : l-'.u creio que o nobre drputado
deve dar-se por satisfe4to com o que j ihe disse, isto
he, que nao pretendo inverler as suas palavras, princi-
palmente sendo amigo do nobre deputado...
F.u, pois, Sr. presidente, emendo que o parecer est
bem redigi do, e que devenios votar por elle, tal qual
se acha concebido ; porque, nao estando no circulo de
nossas altribuiccs decretar sobre os objectos comidos
na representaco, o parecer indica os pontos sobre que
nos devenios dirigir assembla geral, como orgo do
povo. Vol, porlanto, por elle tal qual se acha.
0 Sr. Jonquim filela : Sr. presidente, direi pouco
sobre a materia, visto que o parecer das coimnisses nao
foi impugnado no essencial, mas nicamente quanto
redaccao.
As commisses, Sr. presidente, nao presumem haver
Jpresentado casa um trabalho perfeilo ; ellas nao fze-
iiu mais do que ofterecer um esboco para que sobre el-
le a casa delibere aquillo que mais acertado achar em
sua alta sabedoria; portanto eu poderla al, sem que da-
h i resultasse desaire algum As commisses,concordar com
as obsrrvaccs do nobre deputado que impuguou o pa-
recer, principalmente versando ellas apenas sobre a rc-
dacca*oj mas nao o tato, porque em verdade nao asjul-
go attendiveis. Oarei, pois, as explicaces que o nobre
deputado exigi. Antes, porm, de entrar nellas, per-
initto-me V. ESC. que cu diga que folgo suinmamenle de
que o parecer das commisses nao fsse impugnado em
sua essencia, que folgo de que nesta assembla nina s
vos se nao erguesse contra elle ; o que por sem duvida
nao pode provir seno da convieco em que estamos de
que com eft'eito os ramos de industria se acham quasi
nionopolisados pelo estran'geiro, c que eni consquencia
dislo nein sempre os Urasileiros acham em que empre-
gar-se, nein sempre pdem adquirir os meios necessa-
nos de subsistencia.
As commisses, Sr. presidente, assentaram que nao
deviaui ocenpar-sr da primeira representaco que velo
esta casa, por isso mesino que, i:omo se acha declarado
no parecer, nao est ella assignada por um s individuo,
c he bem sabido que todas as pelices, queixas e recla-
inaces, etc., que se faxem qualquer autoridade uu
qualquer dos poderes do astado, devem ser assiguadas
pelas partes que as dirigein ; mas, havendo uina outra
representacao,assignada por varios cidados,julgaratn as
conrtiilsgesdeverdizer alguma cousa sobreella,propon-
do algumas medidas de rrconheciila uliId.iile publica En-
tretanto, as commisses virain que no circulo das attri-
buices desta assembla nao eslava na verdade faicrdes-
apparecer os males que ahi sao expostos, por meio de
piovidencias adaptadas; porque, circunscriptos como
nos adiamos a certas e determinadas attribuices, nao
temos o direito de legislar sobre objectos geraes ; assim,
pois, coinquanto reconhecessem as commisses, por ex-
empio, que Ir da maior conveniencia publica que o
comuiercio a retalho seja privativo dos Urasileiros, to-
davia. reconhecerain tambem que nao est as attribui-
ces desta assembla determinar isto por una lei; visto
como jog.i esse objecto com interesses geraes, sobre os
quaes s pmle legislar a assembla geral; mas, entendeu-
do aoiuesmo tempo as commisses, que deviam fazer
quanto podessem de til, ludo quanto manifestasse ao
publico as boas intences de que se acham possuidas, re-
solveram que deviam propr esta assembla uina re-
presentaco pedindo ao poitr competente as medidas
que julgaui necessarias, para que sejam curados os ma-
les que nos acabruiihau. e que esta assembla nao po-
de couverter em leis Foi, pois, por estas considera-
res que as commisses entenderam dever apresentar o
parecer que se discute. Passarei as explicaces pedi-
das pelo nobre deputado.
Nao delxo de condecer, Sr.presidente,que todos os meios
e subsistencia provem em ultimo resultado, coinodisse
o nobre deputado, da appllcacSo dos homens a este ou
aquelle ramo de industria, e he por isso jue as commis-
ses Dienderain que a primeira cousa deque deviam
oceupar-sc, era pedir assembla geral proteccao aos
diversos ramos da industria nacional; mas, Sr. presi-
vem consignado ao parecer o P, 5.", que diz. (t).
0 nobre deputado censurou ainda as ultimas exprrs-
sei do paragrapho; mas nao Ihe acho raso.
A sociedade, Sr. presidente, tem um ti m muito gran-
de ; ella tem por DIB promover o desenvolvimento do
homem, de todo e qualquer genero que possa ser consi-
derado, ipn r seja o desenvolvimento physico, qur o
moral, qur o Industrial; assim, pois, nao pode deixar
de (er a ohrig.irao de proporcionar, sempre que pode,
os ineios de subsistencia aos individuos que a com-
pein; porque os meios de subsistencia sao a condi-
tao ndispensavcl de todo e qualquer desenvolvimen-
to;porque sem ineios de subsistencia nlngucm pode vi-
ver, e sem viver ninguem goza direitos. O nobre depu-
tado sabe muito bem que he do rigoroso dever da socie-
dade prevenir os delictos, c que entre os meios necessa-
rios para a consecuco desse fim lem um lugar muito
importante a extirpaco da miseria ; mas poder a socie-
dadde extirpar a mendicidade sem proporcionar os
ineios de subsistencia? Parece-me, portanto, 5r. presi-
dente, que se nao aventurou urna ideia nova, quando se
disse no parecer que uina das primeiras obrigaces do
estado he habilitar as diversas classes a obterem os
ineios de urna honesta subsistencia.
Impugnen mais o nobre deputado o 3.' do parecer,
porque prope que esta assembla, nao s solicite da
assembla geral una lei tornando o cominercio a reta-
lho privativo dos Rrasileiros senao tambem que as
casas, em que se lizer esse cominercio, niio sejam ad-
mittidns caixeirosestrangeiros. F.ssa prohibirn quanto
aos caixeiros, diz o nobre depulado, he Injuriosa aos
Urasileiros.
Sr. presidente, darei as rascles, ein que as commisses
se l'n m n .um para formular o da manen a por que est
concebido.
Sr. presidente, lie reconhecido por todos que nao s
he necessario que commcrcio a retalho seja privati
tivo dos Urasileiros, seno tambem que s elles possaiu
ser caixeiros; [npoiados na sala e as galeras) porque todos
nos sabemos que numero de individuos se pdem em-
pregar como caixeiros, obtendn assim os ineios de sub-
sistencia ; por consoquencia nao poda escapar s com-
misses, que tomando-se apenas a primeira medida sem
asegunda; que, tornando-se privativo dos Urasilei-
ros o comuiercio a retalho, sem se prohibir que oses-
trangeiros fossem caixriro9, .nao se Imnavam todas as
medidas que a utilidaile publica reclama ; visto como
(icaria sempre livre aos estrangeiros ser caixeiros. I
poindos as galeras.) Portanto, parece que nao devem as
commisses merecer censura, porque propem que esla
assembla solicite urna e outra medida, urna ves que o
nobre deputado inesmo nao contesta a conveniencia
de ambas.
Mas, disse o nobre deputado, nao he de esperar dos
Urasileiros que negociaren! a retalho, jue cmpreguem
estrangeiros como caixeiros, desprezando ns seus patri-
cios. Sr. presidente, eu jamis afArmarel que os nieus
patricios nao tcem patriotismo ; mas perguuto ao no-
bre deputado, pergunto casa, uo ser possivel que
Urasileiros, por esta ou aquella raso, admit mi caixei-
ros estrangeiros ? He; logo porque nao se lia de evi-
tar isto, pin que n,ni se ha de providenciar tambem, pa-
ra que os estrangeiros nao possam ser caixeiros I* Nos
sabemos muito bem oque sao interesses ne classe ; e he
contra esses interesses de classe que cumpre tomar pro-
videncias ; (apoiados as galeras) o negociante, conside-
rado como tal, pertence a uina classe distincla do resto
da populaco, tem por coiiseguintc interesses distinc-
in della, c esses interesses pdem exigir que elle le-
nlia caixeiros estrangeiros. (apoiadoi.} Quein nao sabe
que, quando o interesse urge, umitas vezes o patriotis-
mo tica para um canto? 0 nobre depulado tamo reco-
nhece esta verdade, queprincipiou o seu discurso, la-
mentando que inultosBrasileiros tivessem caixeiroses-
trangeiros. F. se acaso vemos agora que muitos Brasi-
leiros leem caixeiros estrangeiros, podendo alias cin-
pregar patricios seus, porque havemos de crer que is-
to deixc de acontecer, s pelo simples facto de se tor-
naro comuiercio a retalho privativo dos Urasileiros "
Creio que nao ha raso para una tal mudanca : porque
o interesse, que boje faz com que muitos assim proce-
dan!, continuar a domina-los da mesnia maueira, se
nao com mais frca, por isso inesmo que quando os es-
trangeiros licarein privados de se applicarem ao com-
niercio a retalho, bao de envidar lodos os esforcos para
srii ni caixeiros, ollereeendo-se por menor salario do
que exigir qualquer llrasileiro. Ja v, pois, o nobre de-
pulado a raso por que foi formulado o 3." da mam i i a
por que se l. Quiz-se garantir s classes necessitadas
o i uipiegn de caixeiros, prevenindo-sc logo o abuso a
que poderia dar lugar o interesse do commerciantc :
por isso nao s se pede que o comuiercio a retalho seja
privativo dos Brasileiros, mas tambem que s estes
possam servir de caixeiros, assegurando-se assim meios
de subsistencia a individuos desvalidos, que umitas ve-
zes nao teein outra oceupaco a que recorran).
Fez tambem o nobre deputado algumas consideraces
sobre o 7., em que as commisses propem que es-
la assembla solicite do poder geral una lei que regule
o reci til amento. 0 nobre deputadn oppoz-se dizendo
quena assembla geral jtinha sido apresentado um
projecto de lei a este respeilo, e j estava em discusso.
Nao duvido, Sr. presidente; mas, almdeque nao me
record de ter visio esse projecto, c conseguintemente
nao posso ter na mente as disposices que elle encerra,
tenho a ponderar ao nobre deputado que o que se pro-
pe a esta assembla nao he simplesmente que ella so-
licite uina lei de recrutainento, mas una lei tal, que
iHiin/iir '-um a MVi'.i'i prnpiirfiio o rimtiniydi de homens que
cada provincia deve dar para oexeteito ; porque em ver-
dade, Senbores, todos reconheccui que o trbulo de
sangue deve ser igual para lodos. [Apoiados no sali
nat galeras.) Nao sel, Sr. presidente, a raso por que o
re< unamente ha de pisar qn.isi todo sobre certas pro-
vincias, ao passoque unirs sao deile alliviadas : todos
sumos Urasileiros, todos participamos dos bens que pro-
porciona ao paiz a tiiiea publica, por consquencia he
de justica que todas as provincias concorram propor-
ci mi.il mente para este terrivel imposto, assim como con-
correin para os demais. (Apoiados.) lista ideia, Sr. pre-
sidente, foi a une moveu as commisses a incluir no pa-
recer o 7,-- alini de que se represente, pedindo-se igual
dade de repartico do imposto de sangue ; para que nao
continuemos a ver o que temos vislo al boje ; isto he,
certas provincias smente carregarem com elle, cm-
quanto nutras sao completamente alliviadas, provindo
dahi deliulianieiito de todos os ramos de industrias
em urna parte do imperio, ao passo que vo prospe-
rando coiisideravrlmente em outra. G tanto mais, Sr.
presidente, entendo que devenios representar no sen-
tido do parecer, quaqto todos nos sabemos, qual a par-
te do imperto que mais acabrunhada tem sido com es-
te imposto. ( Apoiados na sala i nos galeriai. ) He justa-
mente, Sr. presidente, o norte do imperio. [s4f,_.
Votes : Sao Pernainbuco e o Ceara. ...
OS'r. Juaauim Kiea : Se a raso apresentada pelo
nobre depulado devesse prevalecer, enlao tambem da-
da dcveriuuioj diier quanto ao comuiercio a retalho ;
rain as necessidades publicas, que se previne que etpiri-
tos malfazejos facam appareeer essas scenas de horror,
que enluc iran es-s,i eidide por doiis dias, e que ter.lo
de lancar sobre seus autores urna nodoa iudclevel.
Quanto ao artigo 9, a respeito do qual tambem o no-
bre deputado fet suas reflexei, direi que me nao consta
que a assembla geral j tenha feito le, discriminando
os bens provinciacs dos geraes; pelo menos, recorrendo
legislaco. nao vejotal lei, nao me consta quehaja sido
confeccionada : ha um voiume descreyendo os proprios
n leionaes ; mas lei determinando quaes os geraes e
quaes os provinciaes, nao sci que baja ; e sendo esta di-
visan urna necessidade que o acto addicional manda sa-
tisi.,/.ei, quandndi/. no 4. do art. 11: Una le geral mar-
car o que sao bens provinciaes; me parece que eslava
no caso de ser attendida no parecer, binquanto, Sr.
presidente, se nao fizeressa discrlminaco, nos nao po-
demos saber quaes sao os bens geraes e quaes os pro-
vinciaes, nein conseguintemente podemos saber quaes
aquelles cuja administraco nos compete regular, para
cirrennos essa attribuico, alias muito importante
que nos d o acto addicional.
A'vista, portanto, Sr. presideute, deltas ligeirai con-
sideraces, que aprsenlo casa, julgo que o parecer es-
t no caso de passar; protestando, como em principio
j disse, que as commisses noeslo persuadidas, nao
presumem que tcem feito um trabalho perfeito: a casa
oaperfeieoai conforme entender em sua sabedoria.
0 Sr Jos Pedro sent que o Sr. deputado Laurentl-
no. ou por falla deoucas, ou por filia de atten(o que
reclamou, dsse um sentido diverso s suas prnposices ;
mas declara que nao quer com isto tambem offend-lo,
c bem assim que salva as suas intences, mas que, por
se ter dado essa inverso, repeta o que havia dito da
primeira vez.
0 orador insiste no que disse acerca da recommen-
da^ao que faz a coinmisso para que as classes menos
abastadas tenhatn meios seguros de subsistencia, sup-
pondo a mesnia coinmisso ser um dever dos poderes
do estado assegurar e lornecer estes meios. Contina a
reprovar esla npiniao, e julga que, alm de perigosa,
he ella contraria aos Interesses do inesmo povo a quem
se quer proteger directamente .
Nao se oppoz a que o commercio a retalho fsse pri-
vativo dos Urasileiros, nem inesmo que outro tanto se
conseguisse para os caixeiros, mas sim declara que s
se oppoz ao nielo por que se quera isto conseguir, por
supp-lo menos airoso aos Brasileiros.
Quanto lei do recrutamento, nota que nao tinha II-
do a condifSo de ser ella felta declarando-se que as pro-
vincias fornecessem os recrutas na raso de tua popu-
puiaco ; que concorda nlsto, e j a este respeito ti-
nha fallado nesta casae na cmara dos deputados, pois
nunca concordou com a desproporco terrivel que sul-
frla Pernainbuco.
Concluio, concordando com o precedente orador,
quanto ao mais.
0 Sr. t.Secretario le o seguinte requermenlo :
Rcqueiro que a coinmisso de redaccao seja encar-
rrgada de redigr quanto antes a representaco de que
fax menean o parecer, afim de que na primeira occasio
seja dirigida a assembla geral. aurrnd'no.
Apoi.id.i, entra discusso.
O Sr. Laurenlino : Sr. presidente, pedi a palavra s-
mente para me explicar, para dar una satisfaco ao no-
bre deputado. Ou por falta de miras, ou mesino por fal-
ta de intelligenca, percebi que o nobre deputado, no
seu discurso, achara alguma superabundancia na arti-
go do parecer, j citado, por Ihe parecer que em certo
modo la por em duvida o patriotismo de nossos repre-
sentantes : en queria responder a isto ; o nobre depu-
lado iieeiarnii que nao havia dito isso. retirei mnhas pa-
lavras : agora levanto-me para declarar novamentc ao
nobre deputado, que sendo seu amigo, que tendoo no-
bre deputado merecido minhas synipalhlas desde que o
ciiiihcco, e que nao gustando de envenenar as palavras
de alguem, estou muito longe de querer atlrahir sobre
elle a mais leve sombra de odiosidade, c que, pelo con-
trario, estarc sempre disposto a desviar qualquer stig-
ina, quando alguem Ih'o queira Linear ; porque estou
inteir.iinenie convencido da sua probidade, honra, pa-
triotismo e dedicaco. Visto, porm, Sr. presidente, que
me acho de p, aproveilo a occasio para requerer que
se accrescente representaco um artigo, pedindo a
revogneo de todos os avisos, consultas c decises do
governo, que fercm a constituirn, e que actualmente
o.lerecem mil embalaros, principalmente na adminis-
traen da justica, e que muitas vezes se acham em per-
fidia conlradicco da consttuicp ; e neste sentido man-
do um reqiierimento mesa.
O Sr. Ferreira Gomes : Sr. presidente, depois de te*
rem fallado os nobres deputados, especialmente um dos
ni nu hus da commisso cujo parecer se discute, pare-
ce-me que nada mais se poder dizer a respeito desse
parecer : nrlle sao mencionadas as medidas mais vitaes
para a provincia, medidas que sao por lodos exigidas
que precisan! de um prompto remedio.
Creio que ha um pensatnento unnime sobre estas
necessidades publicas, que ellas nao sao contestadas por
pessoa alguma i c por isso fallarei smente sobre o re-
quermenlo que foi offerecido como emcnda*aditva.
l'm Sr. Deputadn : -- O reqiierime.ilo nao esta em dis-
cusso.
OSr. 1." Secretario : Est, sim, Senhor.
O Sr. Ftrreira Gomes : Senhores, pela emenda se re-
quer que se represente assembla geral afim de que
sejam rvogados os avisos, consultas eordens, que of-
feudem a constituico do estado : e eu creio que nos
nao devenios deixar de q fazer, quando o acto addicio-
nal nos Incumbe de velar na guarda da constituico :
nao sao rnenle os avisos, algumas leis ha que tambem
esto em manifesta opposico a determinaces claras e
positivas da constituico do imperio ; tal be, por exem-
plo, a lei de 3 de dezembro de 1841, que crcoii juizes
por quatro annos, como os juizes municipaes c outros
amoviveis ad nulum, como sao os delegados c subdele-
gados ; crcu, digo, juizes temporarios, quando a cons-
tituico determina que os juizes sejam perpetuos: avi-
sos ha que sr expediram contra o espirito e at a lettra
da constituico. Oaclo addicional diz, por exemplo,
que os membros das asscmblas provinciaes, que frem
empregados pblicos, nao podero durante as sesses
ejercer seu emprego : entretanto, um aviso deteriuina
que elles pdem exrrcer os cnqi egns uina vez que
a assembla provincial ennsinta tcitamente, e assim he
derogada una disposieo do acto addicional por um
acto do ministro : daqui resulla que nao temos consti-
tuico de estado, nu que esta he lettra mora, que vive-
mos a meree do governo, subjeitos sua vontade s-
mente : daqui resulta a falta de harmona que deve
existir entre os poderes do estado, que he considerada
como o principio conservador dos direitos dos cidados;
daqui resulta qua o cidado iudepeudeote, e que tem
CQiisciehcla dos leus deveres, deixa de cumprir taes
nrdn do governo, c o resultado he nina constante op-
posico aos seus actos, urna constante anarchla.
Certo, Sr. presidente, dos grandes males que dahi
reiultam, equr devemo attrlbulr todos os que offre-
inos falta de rrllgloaa obsrrvancla da coniltuic.io,
voto prloirqurrlmriito, para que e represente contra
taes infraeces da cinullllllco.
Encerrada a discusso, lie o parecer subinellldo vo-
larn, r approvado uiiantmrmrnte.
Km seguida he I ido e approvado o seguinte requer-
menlo :
- Hrquriro qur, na rrprrarntacao que se dirigir aai.
sembla geral, leacrescente um artigo pedindo a revo-
gaco de lodos os avisos, drelaracoea consultas do go-
verno, que ferem a conililuico reformada. Laurtnii-
no. i
Logo depois be lido, julgado objecto de deliberaco,
e mandado imprimir o seguinte projecto:
A assembla legislativa provincial de Pcrnambuco
decreta i
Art. nico. Fica erecta em comarca a villa d lgu-
rasa, e comprehender o inesmo termo, fleando desta
orle desannexada da do Itecife.
Ficam revogadas todas ai leii e disposice em con-
trario.
Pa;o da assembla legislativa provincial de Pernatn-
buco, 1." dejulho de 1848. Os deputados, Ttixcirn di
Horba, Sousa Handeira, Albuquirqui Maranho, Olinda
Compeli, Tixiira Pessoa, liorna, Correia de Mello.
ORDEMDODIA.
Entra em primeira discusso, ebe approvado para pas-
sar a segunda, o projecto n. 4 acerca do deseccamenlo
do pantano dr Olinda. (Vide Diario n. 129).
O Sr. Billrilo participa que a deputaco encarregada
de apresentar ao F.xm. presidente da provincia a lei que
considera em vigor a do orcamento do auna passado por
dous mezei, cumprira sua miiso ; e que S. Exc rece-
liendn-a com as formalidades do costume, ditse-lhe que
tomara a mesnia lei na devida consideraco.
A aiiembla fica intelrada.
Entra em primeira discusso, e he approvado para
passar a segunda, o projecto n. 17, que autorisa a irman-
dadede Sra. do Livramento a mandar correr uina lo-
tera das que lbe fram concedidas para as obras da res-
pectiva igreja.
Entra em segunda dscusTso o projecto n. 1 que auto-
risa o presidente da provincia a mandar para San-Paulo
dous (lenles de elepbantiasis, afim de seren submelli-
dos ao ti at i ment de um Francezque all se acha. (Vide
Otario n. 128.)
Entra em discusso o art. I.
O Sr. Mavignier manda mesa um artigo substitutivo
ao l.'do projecto, einque autorisa o presidente da pro-
vincia a procurar obtei informaces acerca das curas de
elephanliasis que se diiein limas einSan-Pauln e ,, i-,, .
comprando uina poican dos remedios que ahi se submi-
nistran!, para seren applicados aoi doentes de que o
projecto trata.
Depois de algumas reflexes do Sr. Jos Carlos, em op-
posico emenda e do Sr. Mavignier em sustentado del-
la, fica a discusso adiada, por falta de numero.
O Sr. Presidente levanta a sesso as 2 '/a horas da tarde,
depois de haver dado para orrjem do dia da seguinte:
conii nuaco da de hoje ; leilura de pVojecWi^nape-
ceres e iodicaces terceira discusso do projexto n. 3,
primeira do de n. 14, e segunda do de n.8 deste auno;
terceira do de n. 2o do auno passado."
DIARIO HE PKR\AItI CU.
RECIFE. 3 BE JLHO DE 1848.
Ordetn do dia para a sesso da asicinbla, que ha de
ler lugar amanha(4) : continuarn da de hoje ;
leitura de projectos, pareceres e iudicacei; 2.' dis-
cusso dos prnjectoi ns. 12 e 13 deste anno.
Como havemos prometalo vamos referir com indi-
vidual n aos leitores o ataque da assembla nacional
de Franca em o dia 15 de mato do corrente anno.
Eram 12 horas pouco mais ou menos, quando o pri-
meiro dos corpos que deviam dirigir-se cmara dos re-
presentantes, passou o Boulevard dos Italianos. Ai pei-
soas que o compunham nao iam armadas, mas pare-
can! preparadas para longo marcha, pois a quarta par-
te delLis levava alforges chelos de provises. Meia ho-
ra depois a grande columna cotnecou a passar.
\ iain-se nesses corpos homens de todas as classes da
sociedade, mas os 19/20 delles pelo menos eram opera-
rios. De mistura com estes iam inultos guardas nacHo-
nars c varios grossadas por diversos Polacos, cuja aflfectaco de tris-
lou'ia apparencia produza nos espectadores conside-
ravel sensaco. Viam-se igualmente difl'erentes corpos
de comtnunnistas, cujos chefes se faziam nolaveis por
suas grvalas e beles vcnnelhos ; muitos clubs com-
postos de I0 a 200 homens augmentavam a inultldo,
a qual gritava toda com vehemencia Viva a Polonia
Vina a repblica I
Um piquete de 30 guardas nacionaes, viudo do pa-
lacio da assembla, postou-se ein a ponte da Concordia,
e all formou-se com o designio de impedir que o povo
passasse, mas um grupo de 300, ou 400 pessoaa corre-
rn! para os guardas nacionaes, abracaram-se com el-
les, e dando gritos de fraternidade, iuduiiram-nos a
abaixarem suas espingardas, c recolherem suas bayo-
netas.
Ento toda columna passou a punte, e (inmediata-
mente se dividi em diias partidas, das quaes uina se
encamnhou pela ra de Oourgogne, e a outra pelo caes
de Orsay. A primeira chegou logo ao largo do palacio
Uourbon, e sendo all engrossada pela segunda que es-
calara o muro do jardim do inesmo palacio, ambas as-
sim reunidas penetraram na assembla gritando das
galleras: Viva a Polonia. Varias pessoas entraram
o salo pelas portas lateraes, mas fram todas expelli-
das pelos membros e empregados da casa : seguio-se
a maior confuso e o presidente vio-se obrigado a por
o seu chapeo. MM. Barbes, Clement, Tilomas e outros
oceuparam a tribuna. O primero tentou fallar, mas
foi impedido por M. Larabit. Os membros do governo
execuiivo saliiram todos do salo uesse momento i M.
Barbes tentou de novo dirigir-se assembla, porm
muitos membros o cercaran!, e iuipediram-no de fal-
lar. O presidente largando a cadeira, foi ella oceupada
por M. Corbon; ento a mullido entrou por tpdas ai
portas, e poderou-se completamente do salo. Varios
membros, que protestaran) contra tal procedioienlo,
fram pelo povo maltratados.
Pouco depois o presidente tornou a entrar uo salo
acninp.anii.do do prefeito de polcia e dos membros da
coinmisso executva. U. Uarbi pedio mullido que
se aquiriasse para que a assembla podesse ouvlr a
petieo que mu homem do povo que estava junto delle
tinha as mos ; esta suggcstn nao (oi cuintudo at-
tendida, ea petieo foi llda no meio do maior tumulto.
O general Courtais, Messrs, Kaspail, Blanqui, Barbel, e
vanos homens, uns em camisa, outros vestidos de
blouies, oceuparam a tribuna, vociferando todos ao mes-
mo tempo. M. Luis Blanc appareceu ento pelo lado do
presidente, e foi mui victorado pela canalha. Resta-
belecido o silencio, pedio M. Luis Blanc ao-povo que ib
conservasse quieto afin de que a petieo podesse ser
lida, c I i vi emente discutida pela assembla nacional.
A petieo fol com eft'eito lida segunda ves por um de-
legado dos clubs, o qual concluio pedindo que a asiem-
cla decretasse nilanler que um convite amigavel fs-
se dirigido s potencias do norte para restabelecer a
amiga Polonia, e que um exercito francs eslivrsse
prompto a alravessar o Rheuo e marchar para a Polo-
nio, caso o ultimtum liissc rejeitado.
O presidente levantou-se depois, e observou ao poro
que, sequizessem que a asseuibla deiiberasse lobre a
petieo que acabara de ler-sc, deviam retirar-se. Un
dos presidentes dos clubs levantou-se ento, e pedio
permiiso para explicar a petieo. Elle diwe que o de-
J


p*

rmw.Wmmm
.r\a di Franca era que o Polonia fosse rrstabelccida un
-iii liiuil''* !' 17/i,Uto he, desde ai margen* do
"v n al t coslaa lo mar negro, e acerr-acentou qur
.Uiiilta queo governo uo ae delx.irla Intimidar pela
'diplomacia estrangeira que o gritos onvi.loj da parte
<.. Inri er.ini lucro iiidiiilul favor .!.. Polonia,
V,,,. mdns ellos se convertiran! eni gritos cm honra da
',j,.ii,li|ea, se ella decretasse a resurreieo da Pnlnuja ;
nU.' iodo oa partido conoordaviin nesse ponto que o
I.vo poda bem estar dividido acerca dos negocioa in-
imnos, mis que eram todos unnimes sobre a quei-
lio da Polonia ; que por conseguinte pedia assem-
bla houveise de declarar guerra contra os opprrsso-
rf5 danuelle pala. Elle disse mala que, pois, se acliava
na trrbuna, farla assenibla outro rcquerimeulo que
,rusirmSos de una cidade vlslnha ( Ruo) haviam ai-
do desapiedadamenic assasslnados ; que, cm vez de cu-
rar essas cruel ferlda, seus inimigoa pareciam coni-
nrazemn-se em envcnena-laa ; que as prisfies esUvain
chelas deste* infellzes, o elle requera que Wsscm lin-
medialamente sollos. Gritos de Abaixo com Frank
Carr retumbaram de todos os lados : o orador con-
cluio recoinmendando que ae adoptassem de promplo
as necessarias medidas para ministrar trabalho ao no-
vo, c melhorar a condic daa classes operaras. ( Eila-
beliC't' um wmi'trfo do trabalho e teja Luti tltanc colloca-
io itta (rente, exelamoa o auditorio popular.)
M. Ledru Rollin levantou-se e disse que fallava, nao
como uieinbrn da coinmisaao execuliva, pois nao tiuha
tido occaslo de consultar os seus collegas, mas como
limpies cldado e representante do povo.
O povo, dase o orador, tem-nos feito ver quaes os seus
dselos a respeito da Polonia, elle deve ser atlcndido, e
icualrmaos polacos devem ser conseguinteinente soc-
corridos.
illuslre ineinbro disse man que o povo haviatambeui
manifestado desejos de que a assembla empregasse to-
da a sua solicitud* eni alliviar os seus soffrlmentos,
a Sim, lio, < crtatSo de um ministerio do trabalho a )
que elle orador pedia agora ao povo quizesse dar urna
prova de sua sabedoria e de icu admravel bum senso'
os quaes nio podiam ser engaados, ( N naemoa ti-
do enganadoi e trahidot tictamou o pavo )reliraudo-se
ein boa ordem para habilitar a assembla a deliberar.
t c Yt nao deveii deliberar, elevis volar jrilou urna box.)
Srguio-se entilo um i extraordinaria scena de confuso
e tumulto. Gritos verdaderamente tcrrlveis sabiram
das ga'terias, respondendo aos i|uc partan] do saino que
te ochava sobre modo apinhoado. Os representantes do
povo perinaneceram todos sentados, c se algum dizia
por acaso qualquer palavra, era amcacado diversos al
frain batidos pelos faciuorosos que eslavain juntos del-
les. O presidente lincho/, e o vicc-presidciite M. Corbon
continuaran! ein seus postos, c evidentemente recela
vam levantar a sesso para que o povo, apossaudo-sc do
is.-il.iu, nao deelarasse, como em urna occasio rcenle,
que o goveruo tinha dcixado de existir, e proclamasse
oulro.
M. Barbes proclamou. no meio de tumultuosos ap-
plausos, que urna contribuicao extraordinaria de 1,000
inilliiii's de francos deveria ser imposta aos ricos para o
beneficio das classei,laboriosa. O povo insisti euto
ein ser M. Luis RlajjK Horneado ministro do trabalho, e,
li iv. ii(l(i-o posto sobre una mesa, Icvou-o ein triumpho
pelo saino. -
Nesta occasiao cntraram militas pessoas, c informa-
ram aoa chefes que os tambores da guarda nacional es-
lavam locando a rebate. Esta noticia excitou mui gran-
de tumulto, c M. Barbes, tendo subido de novo tribu-
na, pedio assembla houvcsse de decretar que o povo
de Paris liavia bem merecido do pa7., e que quem qur
que tiresse mandado tocar a rebate fsse declarado trai-
dor.
A assscmbla, nao mostrando nenhuma inclinaco a
laiislater essaa exigencias, c o presidente permanecen-
do sentado, urna suena da maior confuso leve lugar, e
M. Hubcrt, sublndo finalmente cima da tribuna, pro-
clamou ein nome do povo a dissolueuda asscmbla na-
cional, y
Entao o presidente pa o seu chapeo na cabera, e os
representantes se rctlraram, deixandoa iiiuilidao senho-
ra do salao.
Os facciosos* apoderaram-se tambcni do hotel de ville, e
eslabeleceram um novo goveruo provisorio ; mas os
guardas nacionaes, penetrando enlo no edificio, lan-
c.iram-sesobre os inembros do pscudo-governo.cdepois
de una lula, na qual M. Barbes em particular correu al-
gum risco, os prenderam, e fieram seus sectarios eva-
cuaren) assiin o dito hotel de ville, como o palacio da as-
sembla.
Mais de 200 pcasoaa haviam sido presas, dstingiin-
do-ae entre ellas Mil. Barbes e Alberto, inembros da as-
sembla nacional.
O governo executivo demittio o general Courtais do
coiuiiando cm chefe da gurda nacional de Parla, no-
iiicou o general Clemente Tliomaz para o substituir, c
deu outras providencias mais qucjulgou necessarias pa-
ra a ni a ii ii ion cao da ordem.
Dcclarncoes
COMMEii..0.
O arsenal de guerra compra azeite de carrapato ,
dltn de coco vrlai dr carnauba fio de algodn t fla-
vina : quem ditos gneros quizer fnnreeer mandar sua
proposli em earla fechada ,|a dir, loria do mesino ar-
senal, al o da S do crreme niez e no da 6 os concur-
r-ntea lio de comparecer ni sala da menina directora,
aftin de se realisar a dita compra : asslm tamban com-
pra 665 covaJos de baetilha mandando os concurren-
tes auas propoiias e as amostras e coinparecendo nos
dlaa cima indicados para o mesmo fim. = Arsenal de
guerra, l.'dc Julho de 1848.
O escripturario ,
Franeiieo Serfico ie nii Carvalho,
O arsenal de guerra compra 16 esenvas para fato,
10 mantas de algodo, 53 esleirs. 53 pares de sapatos,
47 pares de mcias curtas de algodo e 47 pares de luvas
de camurca : quem ditos gneros quier fornecer, man-
dar sua proposta com seus ltimos prec.os cm carta fe-
chada, e as amostras directora do mesmo arsenal,
ate o dia 6 do crtente mez ; cunda 7 os concurren-
tes ho de comparecer na sala da mesma directora,
alm de se realisar a dita compra.
Arsenal de guerra, 3 de julho de 1848.
O escripturario,
Franeiieo Serfico de Attii Carvalho.
O cscrivo chefe da segunda seociio da mesa do
consulado provincial faz constar aos Srs. proprietarios
de predios urbanos dos bairros desia cidade e da po-
voaco dos Afogados, que, no dia 13 do corrente mez,
expira o prazo de 30 dias uteis, que a iei tem designado
para o pagamento, bocea do cofre, da dcima do se-
gundo semestre do anno de 1847 a 1848, e incorrem
na inulta de 3 por cento sobre o valor dos seui dbitos
lodos os que deixarem de pagar at esse din.
Recifc, 3 de julho de 1848.
Thcodoro Macluido Freir Pereira da Silva.
. PUBL1C\C\'0 AGRCOLA.
daluo a luz e acha-.se venda por a#
rs na livrariada praca/d, Independen-
cia, na. 6 e 8, o manual pratico do fa-
bricante de assucar, tendo por cpigraphe
o proverbio quem irner os fins ijner
os mi'i s ; obra inleressantissima para
os nossos agricullores.
Avisos martimos.
Para oRio-de-Jancira sabe, com brevdade o bri
gue-escuna Relia-Virginia: para o resto da carga, es-
cravosa frele e passagclros drjain-ac a Joao Francis-
co da Crux ra da Cruz, n. 3.
Para Lisboa pretende sahir, no dia 18 do corrente,
o briguc portuguez Coneefilo -de-Uaria, por ter o seu
o.in i .; iinriii'i quasi prompto : para o resto e passagei-
ros, para os quaes ofl'ercce bons commodos, trata-se
com o consignatario, Thomaz de Aquino Fonseca, na
ra do Vigario n. 19. ou com o capitao na Praca.
Para Lisboa seguir, de 28 a 30 do corrente a bar-
ca brasileira Tanlaliva-f'eltt, por ter grande parte de
seu carregamento prompta : para o restantes passagei-
ros para o que ofl'crecc os mclhores couiinodos poss-
ves visto ter camarotes para o numero ate de 80 pes-
soas, trata-se com Silva & Grillo na ra da Moda,
n. 11, ou com o capilao, Antonio Slveira Macicl Jnior,
na I'ra; a-do-1 a, i nio i ( io.
Para o Rio-dc-Jauciro sabe com a maioi brevda-
de possvel, o briguc Sociedade : para o resto da carga,
passagerose cscravos a frete, trata-se com Jos Fran-
cisco Colares na loja de ferragens ao p do arco da
(.n no. i can, ou com Novacs U. Couipanhia, na ra do Tra-
piche, n. 34.
Para o Maranhao sahe, com brevdade por ter
a maior parte de seu carregamento prompta o patacho
nacional niireniina : quem no mesmo quier carregar ,
ou ir de passagem dirija-se a ra da Cruz, n. 64.
Para o Aracaty segu vagem o hiate tiuvidoto com
toda a brevdade por ter a maior parte de sen carre-
gamento prompta : quem no mesmo quizer carregar ou
ir de passagem, enleuda-sc com o inestre, Jos Joaquim
Alvos da Silva ou ao lado do Corpo-Saolo n- 25
Avisos diversos.
Al!ande{ja.
RENDIMENTO DO DIA 3..........2:569#812
Deiearregam hoje, 4 de julho.
Ilarca Enher-Ann mcrcadorias.
Brgue Conceico-de-Maria dem.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 3.
Ceral....................L089/I63
Diversas provincias............. 87/181
"T776/344
CONSULADO PROVINCIAL.
RF.NDIMENTO DO DIA 3. ."....... 1:346/811
Mov1 ment do Porto
Navio entrado no dia 3.
Port-Phllips ; 90 dias. barca ingleza Atice Uan, de 460
toneladas, capitao David Williams, equipagem 15. car-
fia laa, sebo e cobre ; ao capitao. Traz a seu bordo 13
l>assageiros. Vcm refrescar e segu para Londies.
iDITAT.
Miguel Archanjo Vonteiro de AnArade offteial da im-
perial ordem da Rosa, cavalleiro da de Chriito e ini-
pector da alfandega de Pernambuco, por S. M. o
Imperador, que Heos guarde, etc.
Faz saber que, no da 4 (hoje) do corrente, ao mcio-
d'. na porta da mesma, se bao de arrematar em hasta
Publica, 38 caixas com 240 ce utos de ceblas e 700 mo-
Ihos de ditas com 560 ceios, ludo em estado deavaria,
f avallado, segundo a tarifa, em 800 ra. o cento, cuja
arreinataco ser feita vista do genero, c pelo preco
que se olferecer segundo o artigo 277 do regulamento :
endo a mesma llvre de direitos ao arrematante.
Alfandega, 3 de julho de 1848.
Miguel Archanjo Monleiro de Andrade.
Traspassa-se o arrendamento de oito annos do en-
genho Cajabuss, a principiar do 1. de maio de 1849,
pertencente ao mosleiro de San-Bento da cidade da Pa-
rahiba, inoentecom agoa, cercado de valado, com ino-
enda de ferro, seis iaixas, dous tanques para inel, seis
coixos, balces, 49 furos c frrenles em proporcao, etc.;
urna poreode frinaa, urna balanca com pesos: almdas
alfaias de prata pertcncentes aos santos da capella, calix,
patena, etc.; quatro ornamentos e mais paramentos da
dita capella, constantes do inventario do dito engenho, e
mais as obras,do mesmo, conslantes da escriptura: quem
o pretender procure na ra de Hurtas, sobrado n. 22,
que achara com quem tratar.
Traspassa-se o arrendamento do engenho Cajabus
sn/inlin, a liiolar--.o cm maio de 1851, pertencente ao
mosteirn de San-Bento da cidade da Parahiba, inoente
com animacs; obras novas,boa casa de vivenda, pertcn-
centes ao mesmo engenho, como consta da escriplura :
he este engenho de boa produceo, e lem bom cercado :
quem o pretender procure na ra de II ras, sobrado n.
22, que achara com quem tratar.
Ea ra da Aurora, casa n. 62, terceiro andar, onde
mora Jos Thomaz de Campos Quaresma, anda tem e
ter aempre para vender, o milagroso xarope de bos-
que, pois recebe por todos os vapores que chegam do
Rio-de-Janeiro dito xarope, vindo da casa do verda-
deiro agente. Por tsso nao a afnrpia ser do verdadeiro,
como por ter feito inmensos progressos, e o Illm. Sr.
desembargedor Aires que o diga, pois se aclia quasi res -
tabelecido, c outros que teem de dito xarope feito uso.
Na mesma casa tambem se vende, as libras, o mais su-
perior cha de San l'.uilo, assiin como bogias de 4 em li-
bra da mais superior cera do Rio-de-Jancro.
tlanoel Luiz Goncalves embarca para o Rio-dc-Ja-
neiro o seu escravo cabra, de nome Luciano.
Precisa-se de um feitor para ser oceupado ein um
sillo nos suburbios dcsta cidade : a pessoa que a isso se
propozer. dirija-se a ra da Cruz do llecife, casa n. 66.
. Prceisa-se de um feitor que saiba tratar de borla
e enchertar : no Alerro-da-Moa-Vista, n. 43.
Precisa-se de um pequeo para estar ehi compa-
nliia do (iniro em urna venda o qual saiba ler : tam-
bem precisa-se de outro mais taludo, que se subjeite
a trabalhar ein um sitio sendo os seua maiores a fareres
tratar na cocheirade Joo da Cunha Reia no bairro de
S.-Antonio.
J. Doininguea de Souza retira-sc pya fra do im-
perio. -
__Precisa-se alugar um escravo para carregar pao e
fazer mais aigutn servico de casa : na padaria da ra do
Prea, n. 44, ao p da caixa d'agoa.
Joo Pinto de Leinos embarca para o Ilo-de-Janeiro
o seu escravo crioulo por nome Joaquim.
Fugto, no dia 26 de Junho prximo passado, uina
ioncenla ciloula, do 10 annos, pouco mais ou menos,
multo esperta; levou vestido de chita prea de quadron
desconfia-se que esleja recolhida cm alguma casa: quem
a prender leve-a a ra doLIvramenlo, n. JO, que sera
recompensado.
i l. n_... .. mumi
Oabaixo asignado, naqualidade de curador do de-
mente Joaquim Guinea de Alencasiro, fai sciente ao pu-
blico que penoa alguma contrate com elle negocio al-
gum, por isso que o aniinin i me he a unica peasoa au-
torizada pelo julio dos orphns pira rite lim ; aaalm en.
ino psra alugsr a eaa terrea n. .17. da riu Itirella dcsta
cidade.
Pedro lluptiita de'inln ffoia.
Oabaixoaiiignado faz acieute a lodos os Senhores
credoresque a venda sita na ra Direira, n. 2. que tem
gyrad debaixo da firma de Pluho ii Santos, je em diantc (lea extlncta a dita aociedade, fleando tilo
amente obrlgado o annunciantc a todas as dividas que
a dita sociedade estiver a de ver ale a dita deste ; c para
constar faz o presente annuncio Recife, 3 de julho de
1848. Manorl Uiai Pinho.
Sendo bem firmada a reputaeo e honradez doSr.te-
nente-corouel Jos Narcizo pe Carvalho, senhor de en-
genho na provincia da Paraliiba, nenhum deaaire llie
pode vlr da publlcacao que Sr Antonio de Soma Gon-
din prometi l'a/.or, no lim do presente, do motivo que o
ievou a osero wr uina carta ao.mesmo Sr. Carvalho, por
isso que, i'i/.ciuin j ssa declarafo, se llic poder res-
ponder convenientemente.
O curioso.
Aluga-sc ummolequede idade de 17 annos, multo
proprio para servico de um hoinein sorteiro, e mesmo
com familia, por saber coiinhar o diario de uina casa
com asseio c perfeco, e ler alguma inslrucco de for-
no : quem o pretender dirjase a ra das i ru/.es, sobra-
do u. 14.
yiioui precisar de um caixeiro brasileiro para qual-
quer casa de commercio, dirija-se a ra da Cruz n. 25,
seguudu aunar.
Luii Francisco Paos Brrelo embarca para o Rio-
Graudc-do-Sul as suas escravas Romana e Felicia.
Francisco das Chagas Cavalcanti Pessoa, achanda-
se provisionado para solicitar causas no foro desla ci-
dade, pe., presente aununrin demanda a conl.inca do
respeilavel publico, ceno de que seinpre contarao com
o desinicresse e actividade de seu genio, para desempe-
nho de tal oceupafo. As pessoas que do seu preslimo
se quizerein utilisar, o podero encontrar, nos dias
utes, cm casa de seu mano, na ra estreita do Hozado,
sobrado de um andar, n. 15, e fra destes dias, cm seu
silio na Magdalena.
= No pateo doParazo, casa n. 4, precisa se alugar
um escravo que emenda alguma omisa de cozinha, ou
iiiesinu alguma pessoa forra 'que estoja lias mrsinas cir-
cumstancias. .
Precisa-se de uina ama para casa de pouca familia
qne coznhe engomme e enteuda de lodo o mais ser"
vico de urna.casa o que de fiador a sua conduela na
ruadaCadeia de S.-AiUnin. n. 21.
Precisa-se de um uiliciai de barbelra que aoja h-
bil na sua arte : na ra da Cruz do Recife, o. 43.
O abaixo assignado, vendo no Diario Novo de 19 do
corrente n. 133 ser apprchendida por falslicacao da
tara uina caixa com assucar do engenho Gindahy ,
dcsta provnola consignada ao Sor. Manuel Alvcs
Ferreira .declara que nao he deste seu engenho a refe-
rida caixa, como tamdcm nunca reinetleu caixas ao
mesmo Sr. Alves Ferreira. Kngcnho Gindahy da fre-
guezia de Scrinliaeni, s3 de junho de 1848.
7oo Mauricio de Barros K'anderley.
~ Manoel Rodrigues Pinto rctira-se para fra do im-
perio
Tiram-se passaportes para dentro e fra do impe-
rio por barato preco c com presteza: na ra cstreila do
Rozario n. 31, primeiro andar.
Michall Marzes Guisepc Benveirg, Domingos
Seheteiro, Hiaggo Sottelno. Scheltno Biaggio Nico-
la Seliitiin'i Biasio Lmnarca Francisco Carlesano ,
subditos napolitanos rctiram-se para fra da provin-
cia.
OfVercce-se nina mulher para ama de casa de ho-
mem soltciro a qual sabe hem drscinpcnliar os arran-
jos precisos delta. \ acompanha um filho menor de cin-
co annos, que nenhum incoinmodo dar. Na rna da As-
siuupijn, n. 22.
Fugio, no dia 30 de junho um escravo, de nome
Jos crioulo de 11 annos pouco mais ou menos, gros-
so do corpo bem preto denles grandes c limados ,
baixo, grosso meio carrancudo falla fina. Este escra-
vo velo de Pantorra ao Sr. Caldas, da ra de Apollo,
para aqui ser vendido ; consta que era casado l no mal-
lo ; levou 9/ rs. que tirou de seu senhor uina trouxa de
roupa coiitcndo um panno da Costa, uina jgquetade ris-
cado e algumas camisas tudo amarrado em um panno,
chapeo de palha novo, ccroulas de algodo camisa
vestida de niadapolo ; julga-se o dito escravo ter ido
para o mano por isso roga-sc as autoridades policiaes
e o.ipi,o s de campo que o apprehendam e levem a seu
cenhor na ra da Calcada venda n. 2, que serao grati-
ficadoe.
Manoel Marques Mariannn e Joo Antonio da Malta
retiram-se para reino estrangeiro.
Oneni annuncion querer vender urnas herancas na
ilha de S.-Miguel, ou trocar por predios nesta cidade,
dirija-se a ra Nova, n. 3, a fallar com Antonio Ferreira
Lima.
No silio Capellinba precisa-se de um homem para
criar e tratar de horta. No mesmo sitio vendein-se 40 pe-
dras de ladrilho e um cavallo preto passeiro lem
achaques e de boas carnes.
).mi-so 350# rs. a premio sobre hvpothcca cm lima
casa: quem pretender annuncie.
Manoel Jos da Silva llraga embarca para o Rio-de-
Janeiro a sua cscrava Eugenia, crioiila.
Joo Yaz de Oliveira retra-se para fra da provin-
cia levando ein sua companhia seu filho Manoel de
menor idade.
D. Henriqueta Balbina da Encarnajao Prazeres re-
tra-se para fra da provincia levando em sua compa-
nhia duas filhas menores e suas escravas Felicidadc ,
Thereza e Bernardina.
Jos Francisco Belm embarca pa-
ra fra da provincia o seu escravo pardo,
de nome Pedro Lucas.
Hoje a tarde sahe o n. 39 da Yoi do Hratil. O re
dactor est preso de ordem do Sr. chefe de polica, c
eniquanto seus opressores consentirem escrever ella
ser publicada mais a miudo. Recoinmcndamos aos Per-
naiubucanos a leitura deste numero
Na ra Bella, n. 23, se fazeiti venidos, chapeos ,
toucas espartilhos equalquer outra roupa, propria
para senhora e camisas para homem : ludo por preco
commndo.
Um homem de meia idade, casado examinado em
gramuiaticaporluguezae em mathematica se prope
a ensinar por casas particulares as primeiras lettras ,
pela mdica quantia de 5/ rs. mensaes lembrando aos
chefes de familia a convemrncia que resulla de seus II-
Ihns sercm ensinados cm suas propras casas inuto
principalmente na estacao invernosa : a tratar ua ra
Bella, n.23.
Prccisa-se alugar um preto quo seja bom co-
peiro para o servico do uinas familias estrangeiras i
na ra do Trapiche-Novo, n. 10.
Precisa-se de urna preta captiva para o servico
de urna casa de familia ; na ra da Alegra, casa n.
11, acliarflo com que n tratar.
Roga-se encarecidamente ao Sr. Alexandre Augus-
to Ferreira, chegado a T do corrente, do Rie-Crande.
queira comparecer a ra da Cadea do Recife, aflm de
aclarear o negocio que sabe, e Ihe Ji respeito, o que
consta-sc inerccer-lhe.
Aluga-se um segundo andar do sobrado da ra do
Rangel n. 46, bastante freico, com boas salas 2 aleo
vas 2 (piarlos e sotao com 2 quartos quintal e ca-
cimba : na ra Dirca, n. 3.
Quem precisar de urna preta capti-
va com muito bom leitepara criar-, di-
rija-se as Cinco-l'ontas n. <)3.
LOTERA
DO HOSPITAL PEDRO II.
O tliesoureiro desla lotera fai sci-
ente ao respcitavcl publico quo pelos
acontet-imentos impirvislos ros dias i0 e
17 de junhr prximo pausado os quaes
izeram parausar a venda do resto dos
bilbetes, por este motivo deixaram de
correr as respectivas rodas no dia apra-
zdo o que espera brevemente marcar
outro, que ser annunciado.
A cominlaao admiiiiatrativa da sociedade Apolli-
nea tem marcado o da 4 de julho corrente, paraem
sessao receber as propostas e approvar os convidados
para a partida de 22 do sobredilo. A mesma coinmisaao
lem j.01 multas vezesparticipado, de conforinldade com
os cstalutos que nao admitir convites senao 6a que
fdrem apresentados no dia marcado : e como ae tem
abusado dessas decises, val por ein rgosa observancia
dita di liberaran : por isso todos os convites que nao fo-
rein apresentados no dia 4. ficarao prejudicados.
D-se dinheiro a premio sobre pe-
nliores de ouroou prata em pequeas
quantiasat cem mil rs. : tiesta typogra-
pbi< se dir quem da.
Tiram-se passaportes para dentro e fra do impe-
rio, despacham-se cscravos, correm-se folhas e mais
documentos: tudo ein conta e com preste?.: na ra
Augusta, n. &4.
AINNUNCIA
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira que vende lias auas
lojas do Passeio-Publico ns. 9 c 11 11111 rico sortimen-
to de brm trancado de linho puro branco e de cores,
a 720,800, 1/, 1/200 e 14600 rs.; superior merino, a 111c-
Ihor fazeuda que ha a 4# rs. o covado; cortes de fua-
taoaniarcllo c de cores ; cortes de gorgurao de seda
para col le tes a 2/400 rs. ; esguio de linho inulto fino ;
ricos cortes de vestirlos de cambraia com barra fazen-
da de bom gosto ; cortes de chta-cassa a 2/, 2/500 *
3/e 3,50) rs.; cortes de casimiras de cores a b/rs.;
ch itas-cassa a 240 rs. o covado ; chitas largas frailee*
zas, a 360 rs. o covado; tpeles de todos os tamaitos,
por menos do que ein outra qualquer parte ; chilas fi-
11 n Hit).. 200.240 e 320 rs. ; Umcos de cambraia bor-
dados linos; ditos de seda decores lila finas c grosas;
multas fazendas escuras para calcas ; madapolesdc to-
das as qualidades ; algodo blanco ede edres ; e ontras
mullas fazenlas que se deixam de annunciar para nao
lomar lempo : tudo se vende sempre por menos que
cmoii'.ra qualquer parte.
Prccisa-se de um feitor para tomar conta de um si-
tio: quem estiver nestas circumstaiicas, dirija-se .10
Alerro-da-Boa-Vista, n. 43.
Prccisa-se de 4 rapazes portugueses para traba-
Iharem em engenho em casa de caldeira c na manjar-
ra : na ra de S.-Goncalo, n.22.
Precisa-se de um feitor para um sitio: no Aterro-
da-lioa-Vsta, n. 39.
ni .,
Compras.
Compra-se um oratorio moderno com iraagens ou
sem ellas: na ra Augusta, n. 94.
Compra-se una bomba que sirva para cacimba ,
com bastante comprimeiito : na ra da Cruz, 11. 10.
Compram-sc cscravos sendo machos de 12 at
20 annos ; sendo fnicas duas negrinhas que tenham
ate 12 anuos para se educarein c negras que sejam
mocas, c comsignal de serem fecundas mclhores, e
assegura-se que uo sao para mandar para fra da trra,
nein revender-sc sini para urna fazenda do mallo : na
ra Imperial n 79 a qualquer hora do dia
Compra-se uina cartelra que sirva para escriptorio,
masque seja servida : na ruado Trapcie-r.ovo,_n. 8.
Connuam-se a comprar patacOes brasileirose
hespanhes, a 2,000 rs., e pecas, a 16,700 rs. : na ra
Ja Cadeia-Velha, n. 38.
Compra-se uina banda de olcial de segunda 11-
nli.i : annuncie.
Compra-se damasco rxo portuguez anda mes-
mo alguma colcha : quem tiver annuncie.
Compra-se nina litera que esteja em bom estado :
na piaca da Boa-Vista, n. 19
Compram-se garralas vasias a >#rs. o cenio ; uo
paico do Carino esquina da ra de Hortas lado dlret-
to n.2.
Vendas.
AOS 2o:ooosooo DE RES.
fua do Qeimada, n. 16.
A0I1111 -so a venda quartos,oilavos c vigsimos da lote-
ra do Ro-dc-Janciro, advertndo que o primeiro vapor
trar a lista da extraccao.
\ enilo se um par de banquinhas de Jacaranda, de
gusto moderno, e em bom estado, por preco. rasoavel :
no Atcrro-da-lloa-Vista, n. 86, segundo audar.
Vendein-se cxccllentes uavalhas hainburguezas ,
as quaes rcvalisam as da China e para garanta da ua
boa qualidade dac-se as amostras : vendem-se unica-
nienle na ra doQuelmado.n. 17.
Agna de ungir cabello.
Continua-se a vender agoa de tingir cabellos e sui-
sas : na ra do Queiinado n. 31. O metbodo de appli-
car dita agoa acompanha os vidros.
-- Vende-sc urna banda rica em bom estado para
official de guarda nacional : na p-aca da Boa-Viiu, bo-
tica n. 32. .._.. '.,'
Vendem-sc saccas com milho e familia de uiandio-
oa por preco commodo : na sua do Queiinado, n. 44.
Na ra de /lgoas-Verdes, n. 46,
vende ni se dous ptimos inoleques de l a 18 annos ; um
casal de escravos de 10 a 12 annos; utn yonilo mulato ;
2 escravos ; duas pretas ; uina molecota : todos por pre-
co commodo.
Continum-se a vender superiores bichas, ltima-
mente chegadaede Hamburgo a 800 rs. inulto gran-
des : tambem se alugam por prefo commodo l na ra
do (ollegin, n. 9.
Vcnde-se, na praeinha do Livramento n. 4, umn
poreao de caixas com velas de carnauba chegadas ul-
liinamenle'do Aracaty contendo por caixa uina arroba,
com o sorllmenlo do t, 7c8em libra, tendo prluaeira
e segunda qualidade por preco commodo.
AGORGONK
romance novissimo e interessante em
4 volumes, porG. de Londelle excel-
ente tradueco ntidamente impressa no
Rio-de-Janciro na typographia de Vil-
leneuve & Gompanhia como tambem
pautas das alfandegasdo imperio do Bra-
sil impressas na mesma casa : na ra da
i Cruz, n. ao.

i
v-






*Vende-sr a rend I* ra ilo Fono n. 2. multo aire* Quint Ulano 2 v. ; Moral fin accfio ; Historia da Ame-
guezada p ira i praca por rr em escolente local, c com tica 1 v. ; Horca Mariana* I v ; graimnatica ingle,a ,
fiiud<> 11 --miado do comprador : nal l.iiico-l'oiilas, nu- por Vicente Prrrira do Reg ; Diccionario da Tabula;
moro-I. ,M8tre Inglez, por F. de Paula J>ku ; Direlto das goji-
Vi-nde-sc urna mesa de mel de sala e una banca,
indo d aiuareiloTtiido se vende uiuito barato: na ra da Pe-
nda lonila do liarbeiro. se dir qiiem vende.
Vendo-s ama porfo de tabuM de louroe ama-
rello de boa ipjalidade uina porcrde casaes de rola*
brancas c pardas, por proco coinmodo: na ra da M.-i-
drc-de-Deos, n. 9.
Na loja ii. 17, de Ricardo Jos de F ret-
as Ribeiro no Passeio-Pidtlico,
vende-scretroz preto, azule de cores, deprimeira sor-
te ltimamente chegado do Porto a 13/ rs. a libra ;
asiim como velludilho'preto, que nao faz diUerenca al-
gumade velludo a2/o covado ; velbutina, a 1/280 rs.
o covado ; c outras multas fazendes bara tas.
ATTENGA'.
\ endcin-se nnus herancas na ilhade S.^Miguel, cons-
tantes de casas napovoacao, vinlias c trras: vnde-
se ludo junto ou a retalbo ou tambem se
predios e outros bens nesta praca
11 inicie
Vendein-se oito casiubas juntas, com duas salas c
dnusquartos, que rendem maisde un por cento : quem
as pretender dirlja-se a ra Augusta, n. 58.
---Vende-se azeite de canapulo cm limis, e tambem
se vende em poredes : a fallar com o Sr. Domingos Cal-
das Pires Ferrcira, na Alfandega.
M& Vendem-se chapeos de superior
aflLm caslr, brancose p trios, por preco
mii'io barato : na ra do Crespo, n. 13
lojde Jos Joaquim da Silva Maya.
trocam por
quem pretender an-
tes, i \ ; o outros inultos livros de aulas que se vondem
por menos de son valor e se coniinnaiii a trocar e
compra -, sendo boas obras e estando em bom estado.
Girram, fregueies, d lo/a de Manoel
* Joaquim Pascoal Ramos, no Passeio-
Pnblico, n. 19.
Vende-se pelle do diabo a 200 rs. ; castor, a 200 rs.;
alfudib azul, a200 rs.; algodao de listras, a 200 rs.;
chita de coberta a 200 rs. ; riscados francezes, a 200 rs.;
inadapolao tino a 200 rs. a vara ; meias, a 200 rs. o par;
chilas de assento escuro de cores linas a 120, M0, 160
e 200 rs. ; riscados muito nos, a 240 rs. o covado ; cor-
tes de cambraia de quadros, com 9 varas a 2/400 rs.;
cassa-chitas de todas asqualidad.es, a 2 2/500 3/ c
3/200 rs. o corte ; lencos de seda para grvala a 400 rs. ;
ditos de cassa, a 200 rs. ; chales de inelim a 1/rs.; di-
tos de laa a 2/600 rs. ; e outras inuitas fatendas, por
menos preco do que em outra qualquer parte.
Vende-se uina cscrava moca de uina figura en-
cllente e que he possan te para todo o servico de ra
e de quitanda: na ra da Florentiua, n. 16.
Vendem-sc coifas e mcias ditas de laa de diversas
cores e padrdes, do melhor gosto que tein vindo do Rio-
de-Janciro : na ra larga do Rozarlo, n. 24.
Novos gambreSes.
Vondem-se superiores cortes da fazenda denomi-
nada -- gambreoes pelo diminuto prego tle 1,800
rs. o corle : esta fazenda lio de mui superior quali-
dadoe scus padrOes rivalisam com as melhorcs ca-
simiras: na ra do Collegio, loja nova da estrella,
11. 1.
Vende-se superior cerveja preta em botijas e meias
ditas, em barricas de 3 e duzlas cada uina a retalho:
11a ruado Trapiche-Novo, n. 18, casa de Frederico Ho-
fclllfard
~Vende-se urna parda de 17 annos de boa figura ,
que cosee cozinha ; uina negrinha de 14 annos de na-
vao, que cose bem c cozinha o diario de uina casa e que
lie recolhida; um preto para o servico de campo: no
pateo da S.-Cruz n. 14, se dir quem vende.
Casimiras elsticas a G-O ris.
Vendem-se casimiras elsticas de algodloe la"a,
pelo barato preco de 640 rs. o covado : na loja nova
da estrella, n. 1, da ra do Collegio.
Boa pinga.
Vi'ii U'-si) superior vinho da Figueira, em barris de
4, 5, 6 e 7 em pipa : no armazem de J. J Tasso Jnior,
ra do Amorim, n. 35.
Vendem-sc 5 cscravos 'sendo : duas lindas pardas
de 26 anuos, que cngomiiiaiii, cosem chao cozinhame
lavan) de subao; dous molcques de nacao Angola de
16 a 18 annos proprios para todo o servico ; um ele-
gante escravo de nacao de 28 annos, ptimo canoeiro
e pedreiro : na ra das Cruzes n. 22, segundo andar.
Vendem-se saccas de farinha de alqueirc de me-
dida grande a 4/rs. : no Passeio-Publico ns. 9 e 11 ,
loja de Flrtniano Jos Rodrigues Ferrcira.
Vendem-se 4 arrobas de colla do Rio-Grande-do-
mi : multo superior por preco coinmodo: na ra Au-
gusta n.9i.
Vende-se um preto muito moco ,
de boa figura proprio pira todo o servi-
co de casa e ca.npo ; urna mulatinha de
16a 18 annos, que be engommadeira e
coslureira : na ra do Crespo, loja n. a
A, se dir qnem vende.
Vende-se sal do Assu' a bordo da barca brasileira
Tcnlciva-Felis a tratar com Silva & Grilio, na ra da
Molda n. II.
Vende-se salsa-parrilha ; redes de maquclra ; pa-
Iha de carnauba, por preco commodo : na ra da Ui-
da, n. 11.
Vende-se colla de superior qualidade, das fabricas
do Rio-Grande-do-Sul: na ra da Moda, armazem n. 7.
Vcnde-se, na ra das Cruzes n. 41 panno de li-
nho do Porto fino e mais Inferior pelos precos de 560
at 060 rs. e que a vista da qualidade se poder dizer
diifinilivamente o preco.
Vende-se Llzia potica, ou colleccao de poesas 1110
dernas, de autores portuguezes publicadas no Rio-dc-
Janeiro por Jos Ferreira Monteiro contendo o pri-
meiro voluine 52 nmeros eom 312 paginas; preco 2/
rs. Reccbem-se assignaturas para o segundo voluine
constando todoo anno de 48, dividido em 52 nmeros
na ra da Cadeia do Rccife, loja de Joo da Cunha Ma-
galhes aonde j se encontraro os ns. 1 a 9. Na mes-
illa loja se cootinuam a receber assignaturas para
Chronica-IMleria, jorm
preco de 6/ rs. por anno
de instrueco e recreio
, por 52 nmeros.
por

Vendem-se laas para calcas, fingindo
casimira, pelos baratsimos precos de 560,
640 c 720 rs. o covado ; cortes de vestido
de cassa de coros futas, a 2/240 rs. cada
corte de.7 varas; merino muito superior,
a 3/500 rs. o covado ; e panno Uno de va-
rias cores, a 4/000 rs, o covado : na loja
de Jos Morena Lopes & C, ra do Quei-
mado, quatro-cantos, casa ainarella n.
29.
Superior vinho da Figueira.
Vende-se esta superior pinga no armazem de Vi-
cente Ferreira daCosta na ra da Madre-de-Deos, em
barris de quarto, quinto sexto e stimo em pipa mui-
to proprio para gasto de casas particulares.
NOPASSEIO-FDBLICO,
na loja de Manoel Joaquim Pascoal Ra-
mos, n. 19,.
vendem-se muito superiores pannos finos, de todas as
qualidades a 3/, 3/600,3/800, 4/e 5/ rs.; sarja muito
superior a 2/ e 2/400 rs. ; merino, a 3/200 rs. ; alpaca,
a 1/rs. ; lencos de seda a l/rs ; cortes de casimiras ,
a 6/ rs. ; ditos de laa a2,500 rs. ; chapos de sol de
seda a 5/500 rs. ; e tudo o mais por preco rasoavel.
Vendem-se, na loja da ra do Crespo n. 11 os se-
guimos livro : r.eomelrla de Lacroix ; Algebra; Ari-
tltictica; TrignometriaT Curso de'pKflosopiia por o"uiraroa Snr. viura"Brdtrzo Arres A. Filhos", na
Damlron, 4 v.; Geometra de Euclldes; Diccionario fran- "
oez e italiano e intaliano e francez 2 v. ; Rhetorica de
(ua do Queimado, 1. 46, loja de Maga-
Ihacs & Irmao.
Vendem-se ricos cortes de cambraia abena, a 4,600
rs.; ditos, a 4,000 rs.; ditos de cassa de cor, a 3,000 rs.;
cortes de cambraia lisa muito fina, de 8 varas e meia, a
4,200 rs.; ditos de 3,200 rs.; lencos bordados, com bico.a
560 rs.; cortes de collete de fustao de cores, padrees mo-
dernos, a 1,280 rs.; ditos, a 800 rs.; brim trancado par-
do, de puro linho, a 600 rs ; merino preto fino, a 3,000
rs.; cassa de babado fina, a 360 rs. avara; chita de co-
berta de cor fixa, a 200 rs. o covado ; cassa lisa, a 400 rs.
a vara ; camisas de meia, das melhores que teein appa-
recido, a 1,400 rs.; muito boa fazenda para toalhas, com
4 palmos e meio de largura, a 600 rs. a vara; setiin pre-
to lavrado, a 3,500 rs. o covado ; chapeos de sol de seda,
a 5,500 rs.; brim franjado de cores, de mui ricos pa-
drese puro linho, para calca ; lencos de setlm para gr-
vala ; ditos de seda de cores; riscados francezes largos
muito finos; ditos inglezes; bicos largos e cstreitos ;
a rendas.
Vende-?** nina casa terrea Dft Bca-Vsta, ra da M22-
",1101ra n. 11, que tein lampeao na porta, com duas
grandes salas, 6 quartos, cozinha fura, cacimba, quintla
bastante grande, todo murado e com diversos arvoredos
de fructo : na ra do Arago, n. 27, a qualquer hora do
da. Esta veuda he feitade acedrdo c com consentimen-
to do hypotbecario da casa o Sr. Antonio Jos Duarte
Jnior.
Vendem-se pautas das alfandegas do imperio do
rasil, impressas no Rio-dc-Janciro : na ra da Cruz
n. 20.
-- Vendem-se oculos de armacao de aro de ac e de
aro branco proprios para todas as idades prxima-
mente ebegados de Allemanha : na ra larga do Hoza-
rlo loja de iniudezas, 11. 35.
Vendem-seJazendas muito baratas nos
Quatro Cantos, loja n. 20, de Teixei-
ra l, 'os & lrtn&O
como sejur. istores encorpadospara calcas a 200 rs,
o covado ; lencos brancos de cassa comrisca em volta ,
a 200 rs. ; cortes de cambraia pintada para vestidos
fazenda fixa, a 2/400 rs. ditos com algum mofo a 2/
rs.; cassa chita fina e muito larga a 200 rs. o covado;
dita superior a 400 rs.; riscados largos cm cassa com
algum mofo a 200 rs. ; chitas brancas de flores a 120
rs. ; ditas escuras a 160, 200 e 240 rs. o covado ; meias
para menino a 80 e 160 rs.o par ; ditas para meninas ,
a 320 rs. ; ditas para senhora de 400 a 560 rs. o par
loncos Jo seda preta para grvala a 1/280 rs. ; ditos de
cores em sctiin para gravata, a 1/600 rs.; ditos de fran-
ja para senhora a 2/5G0 rs.; luvas pretas bordadas a
800 rs. o par ; camisolas de meia americanas, muito
boas, a 1/1 0J) rs ;e outras muitas fazendas por pre-
co commodo.
CALUMBIA MILLS
Gcorg Iiwii.
Acaba de chrgar a este mercado urna partida desta
iperior qualidade de farinha de trigo, com a qual s
pode competir a verdadeira Gallega : vende-se a reta-
lho, no armazem de Antonio Annes, no caes d'Alfande-
ga; e em poredes, a tratar com J. J. Tasso Jnior.
de Alenquer SimOes do Amaral, na rui Nora ; e do
Sr. J. Ctiardon no Alerro-da-lloa-VisI.
Vi (i ros para vi dragas,
ven<1em-se em porcOos ou a retalho a vontade do
comprador: na ra da Cruz, n 31, casa do Schafhec-
llin & Tobler.
rins traillados.
Vendem-se superiores cortes de brins trancados,
de quadros e listras de muito bonitos padrOes, pelo
barato preco de 2,000 rs. o corte: na ra do Colle-
gio, loja novada estrella, n. i.
Na loja nova de livros do pateo do Col-
legio, n. 5, deJoSo da Costa Doura-
do, receberam-se os seguintos livros
que chegaram:
Os romances de Paulo de Koek. todos de meia enca-
dernacao ; o Galato do terreiro do Paco, 2 rol.; Rosa e
Dranca, verdades sonhadas, 2 vol.; a Ultima fada, 1 rol.;
Historia de Napoleao ; Cas tollo das Colli nas; o Amigo do
Castello ; Esmeransc; Elizia ; o Assassino ; Epstola de
Eloiza a Abeilard ; Emilia; Rochedo dos amores ; Viria-
to Trgico ; Cartas de Menlau aHelina ; Guerra dos Ra-
tos e Rass: alm destes romances tem i mappas impor-
tantsimos da cidade de Lisboa: a obraAdministraran
do marquez do Pombal; Architetura mstica, 1 rol.; Re-
fiexdes sobre a lingoa portugueza ; Tentativa potica, 1
vol.rResponsabilidade de garantas, 1 vol.;Nulliiladedo
matrimonio, 1 vol. brox.; Classificacao geral da legisla-
cao portugueza, 1 vol.; Ensaios sobre statistica, 1 vol.;
o Defensor da religiao, 6 vol.; Tratado de esgrima, 1
vol.; e outros minios iivros que se vendem multo em
conta, para fechar conta de uina factura que recebeu por
commisso.
Vende-se urna preta crioula de 22 annos : em F-
ra-de-Postas, ra do Pilar, sobrado n. 109
Na loja nova do pateo do Collegio, n.
6, de Joo da Costa Dourado,
ha mu colleccao de 14 quadros dos passosque passou o
Senhor, em moldura invernizada, por preco inulto coin-
modo.
Vende-se papel ahinco azul e branco de duas mar-
cas emcaixas de 50 e 60 resmas cada urna a retalbo :
na ra do Trapiche-Novo n. 18, casa Frederico Robil-
liard.
- Na ra do Queimado, n. 30, lia pannos de boni-
tas cores, proprios para palitos e sobrecasacas, as-
sim como chapeo de castor, pelo barato preco do
5/000 rs.
Vendem-se ac<;es da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira limaos & C, ra da Cruz,
n.9.
SUPERIOR FARELO, A 4,000 rs. '
Vendem-se saccas com farelo lino de Trieste, che-
gado u II mmenlo, o qiinl he O melhor de todos que
aqui temaporlado, por ser o mais nutritivo: em casa
do J. J. Tasso Jnior, ra do Amorim, n. 35.
Vendem-se oito escravos chega-
dos hontem do Aracaty sendo : 3 ne-
A isooo rs. ,
ancoretas com azeitonas superiores : ven-
dem seno caes da Alfandega, armazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreira.
Vende-se una peeta de nacao de 22 a 24 annos
com unta cria de sete mezes a qual coziuha engoin-
iiiall-.il e lava : o motivo por que se vende se dir ao
comprador: no Aterro-da-Hoa-Vista, loja n. 78, das 6
boras da manhaa as 9 e das 3 as 6 da tarde.
Vende-se fio tfe sapateiro: na ra Nova, loja de
ferragens de Jos l.ui/. Pereira.
Vcndem-se superiores velas de carnauba, cortidas
e muito alvas, a 320 rs. cada libra : assegura se que
luz he igual a de espermacelo e a cor pouco dill'erc : tam-
bem ha de 280 rs. cm libra, pouco mais inferiores na
rr Mmenlo comludo minio melhores do que as que
geralmenteapparecem a venda : na travessa do Veras
na Boa-Vista ,n. 13.
Vende-se, ou troca-se por escravos mocos e robus-
tos urna casa terrea na travessa do Lobato ao p da
ordem terceirado Carmo : a tratar no largo do Carino ,
venda n. 1.
Vendem-se saccas com milho a 3/200 rs. ditas
com arroz de casca, a 3/200 rs. : na ra da Cadeia de
S.-Antonio, n. 21.
Vende-se colla de superior qualidade das fabri-
cas do Rio-Grande-do-Sul: na ra da Moda, arma-
zem n. 7.
Cheguem ao barato djis cassas, a 3 20
rs. o covado.
Novas chitas atravessadas; riscados de novos padres;
chitas escuras muito finas ; chitas de coberta muito
finas a 200 rs o covado ; inadapolao muito fino a 5/
rs. a peca ; meias para senhora as mais filias que teein
apparecido ; e outras militas fazendas baratas que se
vomioni na ra do Livramento n. 14.
Vendem-se pocas de inadapolao com 20 varas, mui
to largo a 2/800 rs. e a retalho a 140 e 160 rs. : na ra
estrella do lio/ario, a. 10, terceiroandar.
VENDEM-SE
CQl.ecoeS de vistas de Per-
nambuco ,
sondo as da ponteda Roa- Vista,ponte do Kecife,Rom-
Jesus, Olinda, Poco-da-Panella e CachRng, feitas ao
'umelicio da sociedade da Beneficencia allemfla e
suissa : no armazem deKalkmann & Rosenmund ,
no hotel l'istor, nas lujas dos Sos. Luiz' Antonio Si-

grinhas de 11 a
uli i : uina dita
12 minos-, urna nmlati-
muilo linda de 18 an-
ilina cria ; um preto de a8 a
um mulatinhoe i molequinho
Fo
rmosa, na
nos com
3o annos :
de 6 a i annos: na ra
quinta casa.
Casimiras elsticas finas.
Vendem-se superiores e excellentes cortes de casi-
miras de superior qualidade e lindos goslos, pelo
diminuto preco de 5, 6 e7#rs. o corte de caigas, sen-
do seus padrOes tanto de gosto para o invern, como
ara overiio; a ellos antes que se acabem: na ra
do Collegio, loja da estrella, n. t.
Vende-se, ou arrenda-se o sitio de-
nominado Casa-Caiada na praia do
Rio-Doce : a tratar no Forte-do-Maltos,
n. la, com Jos Francisco Belm.
Vende-sc um preto ; um inoleque; duas negriuhas :
na ra de Penha n. 21. Na inesma casa aluga-se uina
preta moca sein vicios.
Bilhetes do Rio-de-Janeiro a beneficio
da fieguezia do Sacramento de Nic-
theroy.
Vendem-se quartos, oitavo e vigsi-
mos : na ra da Cadeia do Recife loja
de ferragens n. 56.
--Vende-se um pardo de 19 a 20 annos, sapateiro
e bolieiro ; nina parda cozinheira c lavadeira : na ra
Nova, n. 50, primeiro andar.
= Vende-se a venda n. 8, no pateo dos Marlyrios,
bem afreguezada para a trra : a tratar na mesma venda.
Vende-se, por seu donse retirar para fra da pro-
vincia a venda da ra de S.-Rita, n. 3, ao p da ribeira
da farinha com poucos fundos, a qual paga de alu-
guolG/rs e d-se a armacao degraca ao comprador:
a tratar na inesma venda
n Vendem-se, na ra das I.arangoiras n, 14,
iff j segundo andar os seguintes escravos, mui-
/,' Nir toein conta e todos de bonitas figuras: um
ei"i) casal de escravos pardos, casados de optl-
iiiumt irr ina conducta o pardo he ptimo purgador
de assncar ea parda tem algumas habilidades ambos
nao passam de 23 annos ; um lindo pardo claro, de 23
anos com alguns principios de sapateiro e que he
de uina conducta multo regular, por isso muito bom
pagem ; um dito da mesma idade lioin copeiro ; um di-
to de 40 annos ptimo para tomar conta de um sitio ,
por-J.'io,, i-s, ; dous pretosde naco; nina preta de na-
cao de20 annos vinda da Rabia, muito boa engom-
madeira e cozinheira ; urna ptima cozinheira, de 20 an-
nos ; uina parda de 20 annos ; um inoleque pedreiro ; e
atguns escravos.
Vendem-se dous lindos moleques de 16 a 18 annos;
dous pretos de 30 annos; 4 pardos de 11,14,16 e 25 an-
nos sendo utn dellcsbom carrelro ; duas pretas de 20
a 25 annos, com habilidades ; duas inulatinhas de 7 a
14 annos com principios de habilidades: na ra do
Collegio; n. S, se dir quem vende.
Vendem-se 3 inolecotes de i3 a 15 annos, muito
lindos; duas negrinbas de nacao de 13 a 16 annos, que
sao recolhidas ; una dita de 22 annos que cngomina ,
cose e cozinha; 3 ditas mocas, para todo o servico: na
ra Direita n. 3.
Vende-se um vestido de eda branca proprio pa-
ra qualquer baptisado por ser pequeo e servir para
menina de 3 annos : no Atorro-da-Hoa-Viita, n. 84.
Veud-se urna padaria na ra da Senzalla-Velha,
eia anda novo e apparelhado ; 6 cadeirsi 3i"tr|Car.i
una motiiiha tudo novo e ein bom estado .- na i na ,>,'
Sentalla-Nova, n. 16. a*
Na ra da lapa, no Forte-do-Mattos, n. 6, ha pira
Hender o afamado simn te da Cachoeira bahlano ,%,,.
lulas de libra ; bou, como um grande ortiiiirm tti
louca da Hahia .que se vende rm porcoes para lujas ?\
para senhoras que teein escravos vendendo na ra.
MEDICINA UNIVERSAL.
Pilulas egetaes de James
Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 20
annos de investigares do clebre James Moriso
Por meio tiestas Dilulas consogio seu autor innu^
meras eadmiraveis curas desdeas affecofles que
atacam as crianzas de peito at as molestias chtoni-
cas do ancifo.
A Europa saudou este remedio como remedio uni-
versal para todas as doencas, e at hoje anda no
foi desmentido tal titulo.
Esta medicina vem acompanhada de urna receita
que ensina e lacillita a sua applicacilo. Consiste em
tres preparacOes, a saber : duas qualidades de pilu-
las dlstinctas por ntimcros, e um p : cada qual goza
de modos e acooes diversas.
As pillas n. 1 silo aperitivas ; purgam sem abalo
os humores biliosos evlcoaos, e os expulsam com
efllcacia.
As don. 2,expulsain com esses humores, igual-
mente com grande for^a os humores serosos, acres
e ptridos, de que o sangue se acha a miudo infecta-
do; percorrem todas as partes do corpo, eso ces-
sam de obrar quando teem expulsado todas as im-
purezas.
A terco-ia preparacio consisto em ama limonada
vegetal sedativa : he apurativa temperante e ado-
cante : torna-sc em commum com as pilulas e facil-
11 la-l hes os melhores eleitos.
A posicSo social do Sr. Morison, a sua fortuna in-l
dependente, repellem toda a ideia do charlaUnisT"
mo; eas admiraveis curas, operadas com o seu
systema o collegio de sade de Londres, tSo mais
que garantes da efllcacia do seu remedio.
Kecommenda-so esta medicina, que no pede nem
resguardo de tempo, nem do posieflo da parle do
doenln^H indos os que, "lacados rln molestias ju\l
gadas incuraveis, se quizerem desengaar "dasuvl/
virtude. '
Oxal que a humanidade feche os ouvidos aos in-
teressadosem desacreditar estes remedios tilo sim-
ples Lloco ni modos e tilo verdadeiros.
Vende-se smente em casa do nico e verdadeiro
agonteJ. O. Elster, na ra da Cadeia-Velha, n. 29.
SALSA-I'ARMLHA DESANDS.
Este excedente remedio cura todas as enfermi-
dades, as quaes silo originadas pela impureza do
sangue, ou do systema ; a saber :
Escrfulas, rheumalismo erupcOes cutneas,
brebuthas na cara, hemorrhoides, doencas chroni-
cas, brebulhas, bertoeija, tinha, inchacOes, dores
nos ossos e juntas,ulQaras, doencas venereas.ciatica,
enfermidades que atacam pelo grande uso do mer-
curio, hidropisia expostos a urna vida extrava-
gante Assim como chronicasdesordena da cons-
tituicao sero curadas por esta t3o til e appro-
vada medicina.
Rio-de-Janeiro, 1* de dezembro de 1847.
Sr. Frederic B. Southwortk.
Tendo eu lido no Jornal do Commercio no Dari-
do Rio de Janeiro por diversas vezes annuncios da salo
sa-parrilhadeA. B e D. Sands, que se vendo ni
ra do Rozario, n. 79, por Frederico H. Southworth,
a este rae dirig o 1 lio comprei urna ca i xa com 12 vi-
dros do dito extracto eachando-me com um gran-
de tumor no sovaco do brago direilo e parte do pei-
to, aoflrendo immensas dores por todo o corpo me
deliberei a lomar o extracto da dita salsa ; o tendo
tomado dous vidros e usando delle, logo ao segun-
do vidro conheci mmensas melhores, e continuan-
do fiquei perfeitamento bom ; e tendo alguns
amigos meus feito uso do dito extracto para rheu-
malismo, tem no uso delle por fim do terem (ornado
8 a 10 vidros icado bons. do que tem resultado man-
darem-me de dilTerentos partes cncommendas di
dita salsa para fra desta corte a- diversos que teem
feito uso dola e se teem restabelecdo perfeilamente;
e mnndaiido-me agradecer, assim considero ser um
aclo de humanidade e ohrigacSo minha fazer publi-
co tilo eflicaz e -saluiai remedio. Joaquim Ferreira
de Sousn Flores.
Ilcconheco verdadeiro o signal supra. llio, 15
de dezembro de 1847. Em testemunho de verda-J
da Joaquim Jote de Castro. "'
Vende-se nicamente em Pernambuco na bolica
de Viccnto Jos de lirito, na ra da Cadeia do Re-
cife
Escravos Fgidos.
----- niiuc-.it uitita latidiia -.
ruada Cadeia do Kecire; nas lojas dos Srs. Santos I n. 90, bem afreguezada : na ra Direita, n. 69
Neves & Coimares na roa do Crespo ; do Sr. Jos | Vende-se urna porco de uboado de pinho da Sue-
'ugio, no dia 28 de junho o preto I.ou renco viu-
do do Aracaty para ser vendido ; levou uina trouxinha
com roupa inclusive urna rede. Koga-se as autoridades
policiaes da cidade de Goianna, que apprehendam o
dito escravo por se supr trrido para esse ultimo lu-
gar por ser delle natural : quem o pegar le-e-o a rus
rormosa, na quinta casa que ser recompensado.
1 Fugio um escravo crioulo, preto de nome Geral-
do, de 25annos de altura regular bastante beruado
a com suissas ; tem falta de dous denles lia frente ;
quando falla sempre he risonlio; he robusto, de esta-
tura regular ; com um brinco na orclha ; levou roupa
de riscado branco e bata dentro de um gigo de chain-
panha ; julga-se ler ido para as partes do Cabo por
ter prenles em dlveasos engenhos. ftoga-se as autori-
dades policiaes que o apprehendam e levem-noa seu
senhor Antonio Marques da Costa Soares na Rectlc ,
ra do Trapiche, n. 40.
Dao-se 108/rs. degratifleacao
a quem apprchender a cabra Josepha escrava de Ma-
noel Aleixo de Alemo fgida em 18 de agosto de 1838,
de 48 annos, pouco mais ou menos, estatura regular,
cabellos crespos ; tem um .igual delles brancos na tes-
ta ; he tabaquista ; tem um signal no naris de um dos
lados ; tem falta de 2 denles de cima e dous de baiio na
frente espaduas largas, pescoco e bracos grossos, bem
fallante : qnem a pegar leve-a ao engenho Lobo oa fr-
!guezia de Serinhaem.
Dosapparecen, no dia 26 de junho o inoleque Je-
Minias, crioulo, de 12 a 14 anuos algum tanto cheiodo
corpo ps achatados, com uina cicatriz no belfo su-
perior ao p do nariz que bem se distingue; levou ca-
misa de chila azul usada c calcas de casimira branca.
sujas : quem o pegar leve a ra dos Quarleis, n. 14, pn- >
ineiro andar que ser gratificado.
I'f.IIV. : N TVP, DE M. F. PE FAnTA
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MUTILADO
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