Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09757


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Full Text
>*-
O DIAM publica-se todos os das que nao
mretn4cguarda: o preo daassignaturahe
i, .1*000 rs. por quartel, pagos adiantadoi. Os
inicios dos assignantes sao inseridos
i?." o de 20 rs. por ifnha. 40 r. en. typo dif-
erente, e as repecoes pela metade. Qs nao
' s enantes pagarn SO rs. por iinha e 166 rs.
k emTjpo difireme, por cada publlcacao.
FHASES DA LA NO MEZ DE JULHO.
/VueMff. a 8, s 7 hora e 11 Inin. da manh.
l"aZi', a 16. 7 hora, e 2 ...ir,, da ...anb
uZaoanli, a 23, s 9 horas e 50 inin. da manh
juanom, a 30, s 5 horas e 6 mln. da manh.
Anno XXIV.
.
Segunda-feira 5
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianua eParahiba, s segs. e sextasfeiras.
Itio-G.-do-Norte, qulntas-feiras ao meio-dla.
Cabo, Serinhem, llio-Formoso, Porto-Calvo
e Macei, no 1., a ll,e 21 de cada mez.
Garanhuns c Bonito, a 8 e 23.
Hoa-Vista e Clores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas-fejras.
Olinda, todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Priineira, s 6 horas e 54 minutos da manh.
Segunda, s7 horas e 18 minutos da tarde.
.
"-A.!
p
de Jnlho de 1818.
N. MI.
;
DAS DA SEMANA.
3 Segunda. S. Jaciotho. Aud. do J. dos or-
hos, do J. do civ. < do J. M. da 2. v.
erca. S. Isabel rainha. Aud. do J. do
c. da 1 v. e do J. de paz do 2. dist. de t.
.'i OuarU. S. mii ni i -ni Aud. do I, do c.
da 2. v. c do J. de paz do 2 dist. de t.
6 Quinta. S. Domingas. Aud. do J. dos
orph. e do J. M. da I. v.
7 Sexta. S. Pulquera. Aud. do J. do civ.
e do J. de paz do 1 dist. de t.
8 Sabbado. S. Procopio.,Aud. do J. do c.
da 1 v. c do J. de paz do 1 dist. de i.
9 Domingo. S. Cyrillo.
CAMBIOS NO DA 1. DE JULHO.
Sobre Londres a 24 d. por lf rs. a 60 das.
) Paris a 345 e 350 rs. por franco. Rom.
a Lisboa 105 por cento de premio.
Dcsc. de leu de boas tirinas a I'/, % ao mez.
Acces da comp. de lieberibe, M/rs ao P^
Ouro.-Oncas despalilllas 32/000 a 3W500
. MoVdas de 6/400 v. 17AHM a JWM0
. de 6/400 n. l/600 a 17/000
, de 4/000... 9/600 a 9/MO
r^^,u^riaaa
P*RTE OFFICUU.
i
\

COLMANDO DAS ARMAS
Uuartil docommando dat armasnacidadtdo Recife,
2 dejulho de 1848.
ORDEM DO DA N. 9.
O coronel coiiimandante das armas julga consequente
fazer scientes tropns da guarnico o detalhc apresen-
tado nos dias 26 e 27 do mez que acabou, por occasio
dos desagradavels accontecimentos que naquelles dias
appareceram nesta capital.
Un conflicto pessoal produzio uin tumulto en. o da
26 na ra da Praia, o qual chegando ao meu conhecimen-
to, dirigi-ineao palacio do governo, c de aecrdocom o
Exm. Sr. vice-presidentc mandri formar.as tropas no
Tsrgo do mesnio palacio. Suppnndo necessario que a
frca de linha Interviesse para rcslabelecer a ordem,
/. marchar oquarto batalho de artilharia a p e a cora-
panilla de cavallarla, e com o quinto de fuzileiros mar-
ohei para o lugar ondej sehaviain passado os deplora-
veis acontecimentos que nada honrain a nossa civilisa-
v3o, ou multo depcm contra a nossa pioverbUI hos-
pitalidade,
O governo niio quiz empregar a frca lem primeiro
1 esgotar os ineios de brandura e persuaso, pelos quaes
consegu que os grupos se dsisolvessem, cdeixando um
destacamento disposicao do Sr. subdelegado da freguc-
zia de Jante-Antonio, rctlrel-ine com a tropa que all es-
lava postada para o lugar em que antecedentemente a ha-
via collocado, onde formei um acampamento. Pela noi-
tc tomel todas s providencias necessarlas para prevenir
os boatos aterradores que se espalhavam ; nenhum ou-
tro acontecimento, porin, veio augmentar as luctuosas
circumstancias daquelle dia(26).
Em o da 27 pela inanhaa, proclamarles incendiarias
appareceram, bem como novos grupos composlos da
mais nfima classe do povo. e faziam-se graves excita-
n.entos contra a orden, publica, e inesmo contra a mo-
narchia. Continuava o n.otim em grande ponto e o go-
verno touiou todas as medidas para abafa-lo, Ki/. sal.ir
o m timo batalho de catadores, e a companhia de ca-
vallaria disposicao do s. desembargador chefe de po-
lica, a intimar aus dlfferntcs grupos que se dissolves-
seui a tropa carregou sobre os que desobedeceraiu, e
as ras dacidade foram varridas de todos os revoltosos
que as obstruan.. Felizmente nao houve o menor ferl-
mento, e a nossa capital goza presentemente toda a tran-
quillidade e seguranca, e o governo tem forja de sobra,
c est firme en. fazer respeitar as leis, e os direilos do
ihrono de S. M. O Imperador; e dar garantas a todos os
scus habitantes, qur nacionaes, qur estrangeiros
Apresencou-se nesta tarde de 27 o Sr. coronel com-
mandante superior Francisco Jacintho Pereira, a quem,
tendo organisado una divisao, confer o commaado, sen-
do chefe da prn.cira brigada o Sr. coronel de legiao
Francisco Joaquim Pereira Lobo e da segunda oSr. co-
ronel graduado Jos Vicente de Ainorlin liezerra.
Julgo do meu rigoroso dever louvar tropa de linha
e da guarda nacional, e a seusbriososolliciacs pela fide-
ldade, dedicac'ao e firmeza que apicsenWram, e agrade-
jo-lhes a cooperacao que prestaram ao governo de S. M.
0 Imperador e naco.
Igualmente louvo frca dos imperiaes niarinlieiros
pertencentes a guarnico da corveta Euterpe e a seus
dignos offlciaes pela disciplina e firmeza que inostraraiti
nestes dous dias. Aim disso particularmente agradeco
aosSrs. coronel e comuiandante superior Francisco Ja-
cntho Pereira, pelo bo.n desempenho no comniando
ue Ihe confer; chefe de legiao cconiniandante da pri-
ineira brigada Francisco Joaquim Pereira Lobo, nao so
pilos servicos prestados ueste couunando, como por in-
Vnsavel serem mantera ordem no bairro do Itecife; co:
oncl graduado coinmandante da segunda brigada Jos
Vicente de Ainorim Bezerra, prlo-zclo e promptid.io no
desempenho de seu posto; e assim ans Srs. couimandan-
tes dos corpos tenente-coronel commaiidante do quinto
batalho de fuzileiros Feliciano Antonio Falco, major
commandantc interino do sexto batalho Joo Gulher-
me de Bruce, major coinmandante do segundo de arti-
lharia Higino Jos" Coelho, major do quarto da racima
arma Innocencio Eustaquio Ferrcra de Araujo, capiuio
cnminai.dante interino do stimo de ca9adores D. Diogo
Roberto da Silveira, e major graduado commandaiiteda
companhia de cavallaria Sebasliao Lopes Guimaraes,
tendo estes dous ltimos prestado valiosos servicos
quaudo dissolveram os grupos dos revoltosos.
Dou Igualmente louvores aos Srs. olliciaes do estado
inaior do exercito coronel Joaquim Jos Luiz de Soma,
coronis graduados TrajauoCeiar Hurlamaque e Cypria-
no Jos de Almeida, tenenles-coroncis Baroda lioa-Vis-
taque, estando de llcenca, apresentou-se a este com-
mando para qualquer servifo tendente a testabelecer a
ordem, c Jos Mara Idclfouso Jaconic da Veiga Pessoa,
major graduado Joaqun, de Pontes Marinho, e aos Srs.
olliciaes da terceia classe capito Joo Francisco do Re-
g Harrelo e tenente Pompeo Romano de Carvalho, que,
sendo chamados, bons servaos prestaran! desempcntian-
do as minbas ordens.
Tambrin julgo do met dever mencionar a honrosa
conducta do Sr. tenente da companhia de cavallarla Ma-
noel Francisco Monteiro que, estando s minlias ordens
c sendo por mim mandado examinar e ver o estado do
tumulto, asslrn que tive a priineira noticia, chegou a lem-
po de salvar urna porcao de victimas do furor dos desor-
deiros.
Xtnlo los Lemtnha Lint,
Commandantc das armas.
ORDEM ADDICIONAL.
O coinmandante das armas manda transcrever em se-
guimento a esta o officio do Exui. Sr. vice-presidente da
provincia, datado do 1. do correnle.ein que rende seus
elogios as tropas e ofTicialidadc que u'estes dous dias
teve a salisfa(o de cominandar.
lenlo Jos Lemenha l.ins,
Coinmandante das armas.
s.lllra, Sr. Testemunha occular'do modo porque V.
S. se presin a coadjuvar-iiie as medidas, que tomei a
bem da tranqullidade publica, quando esteve esta em
grave risco nos dias vinte c seis e vinte sete do passa-
do, nao posso deixar de agradecer-lhe o comportainen-
to que desenvolveu cm scmelhante occisic. Ao passo
que assim nic-exprimo para com V. S., cabe-me reeoin-
mendar-lhc, que, em nome desta presidencia, renda em
ordem do da os devldos elogios, nao su ao snhor
eommandante superior Francisco Jacintho Pereira, se-
an tamben, aos senhores commandanus dos corpos de
prhnera linha, officiaes do exercito. chefes e orticines
da guarda nacional, e a toda forja, que nos citados dias
estiveram no largo deste palacio ; declarando-lhes que
este governo jamis olvidar os esforcos que fizeram pa-
ra que o socego se restabelecesse. Dos guarde V.
S., palacio de Pernambuco, 1." dejulho de 1848. 0o-
mingas Malaquias de 4ouiar Wr#j lerreira. Senhor co-
ronel liento Jos Lemenha Lins, con.mainlantc das ar-
mas.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
15." SESSO ORDINARIA, EM 38 DE JUNIIO
DE 1848.
PHESIOF.NCIA do sr. vicario azeveuo.
(Cond'nuafilo do numero antecedente.)
ORDEM DO DA.
Priineira discusso do projecto n. 12, que jubila, com
i ordenado correspondente ao tempo de servico ao
professor Je grammatica latina do bairro do Recite, o
padre Joaquim Kaphael da Silva..
O Sr Laurenlino : Sr. presidente como membroi
da coinmiS8o e relator ilo parecer que se discute, nao
posso deixar de fallar sobre elle, muito principalmente
quaudo, tendo um dos nobres uicmbros da comniisso
de que faco parle dcixado de asslgnar o parecer, pensci
que o meu nobre cninpanhciro estivesse de animo a
combat-lo em sua apreseutao ; mas como o nobre
deputado se acha na casa e se tem conservadado silen-
cioso, nao quero expr a prctenco do peticionario ao
per jgo de ser votado o projecto sem que a casa tenha
formado uin juizo seguro da juslica que lhe asslste e
quero expr os fundamentos em que se bascou a com-
misso para dar o parecer.
A commissao, Sr. presidente, depois de ter lido alten,
tamente o requerimento e documentos do peticionario,
achou nelles ras*es tao solidas para ser deferido favora-
velmente, que eu, receando diminuir a sua forca com
mullas ri'llrMies c argumentos, quero sustentar o pare-
cer com o inesmo requerimento, e por isto peco ao no-
bre deputado o Sr. 1." secretario me o mande trazer.
Sr. presidente, a lei de 10 de junho de 1837, que re-
gula as aulas em nossa provincia, no seu artigo 10 diz
que os professores que tiverem servido 10 anuos nao
interrumpidos, e com aproveilamento de scus alumnos,
tendo molestia proveniente da cadeira e que os prive de
continuar, podero ser jubilados con. metade do seu
ordenado; e que os que servirein 20 anuos debaixo das
mesillas condiedes sejam jubilados com o ordenado in-
teiro. Cumpre-nos, portento, prlmelro indagar se o pe-
ticionario tem preenchido as condicoes exigidas pela
lei. Aqui tem a casa un documento lrreciisavcl que o
prova exuberantemente ; [ti) aqu temos outro que pro-
va achar-se o peticionario empregado no exercicio do,
magisterio ha lSannns, sem o follar em seis anuos que
cusinou particularmente. (L.) Examinemos se, no de-
curso desse tempo, o peticionario solicitou c gozou, a
titulo de descanso, molestia ou negocio, algiinia li-
lenca. Aqui temos outro documento que prova negati-
vamente. Portanto j vemos que ha 16 annos de exerci-
cio sema menor nterrupcao Vejamos se iceni tido a-
proveitamento os scus discpulos. (Le.) J vi a casa que
essa clausula da lei esl preenchida, c provada com
minia honra do professor.
Ora, exigindo a lei 10 anuos nao interrompidos de
magisterio para sci jubilado qualquer professor, claro
esl que lixou um ponto de partida, para se terem em
contcmplaco os anuos que excederema essesdez, por-
que seria a nias palpitante contradieco prove- com
meio ordenado a subsistencia de quem se inhabilitasse
para continuar no servico da cadeira depois de 10 anuos,
e deixar em total abandono ou desprezo todo o tempo
posterior a dez annos, anda que fssem 6,8 ou 9 annos.
He, portento, inquestionavel que o peticionario requer
aquillo que se acha estalielecido no espirito da lei. Ora,
a luesma lei, no artigo 5. de suas dispos;dcs geraes,
concede dous tercos da gralificaco aos professores que
tivereii mais de 50 alumnos : vejamos se o peticiona-
rio se acharia nest caso. Aqui tem a casa documentos,
todos legaes, pelo qual se prova que, a excepeo de um
anno em que tive 50 discpulos, a sua aula foi frequen-
teda constantemente desde esse numero al o de 104 dis-
cpulos ; embora me diga alguem que essa gralificaco
foi derogada pelo artigo 13 da lei de 7 de inaio de 1842;
porque, sendo esla una lei de orcamento, cujas dispo-
sicoesso annuas, cu laboro na duvida se tal deroga-
cao se pode estender alen, do anno, e se urna lei an-
nua pode derogar una lei permanente ; mas o ceno he
que, anda antes da promulgacao de tal lei, nunca o
peticionario requereu essa graja.
No nicsiiio artigo supracilado se dispoe que, quando
a aula t/cr mais de 75 discpulos, o professor participe a
congregacao do lyceu para dividir a cadeira, ou dar-
Ibc adjunto: o peticionario, Sr. presideulc, lem carre-
gado con. o peso enorme de 80, 90 e 90 e tantos alum-
nos, sem que jamis se prevalecesse desta disposicoda
lei, poupando ao inesmo lempo ~ fazeuda provincial o
desembolso com mais un professor. E nao ser isto
servico relevantsimo? Anda mais, o peticionario, sej
de matriculas dos seus discpulos, lem rccolhido ao llie-
souro provincial com que se lhe pague, viudo a ser de
ncnlium peso fazenda ; accrescendo ainda que, ao
lempo que a provincia paga mais duas cadeiras de la-
tan nos ouiros bairros desta capital, o peticionario,
por si s, tem lecciouado animalmente o triplo dos dis-
cpulos das outras duas cadeiras. E nao sero estes cir-
cumstancias inuito e multo allendiveis, para ser oiic-
tionario deferid na (orina exarada no parecer? Sao,
sem duvida, Senhores.
Passemos agora a examinar os motivos por que pede
o reverendo peticionario a sua jubilaco ames do tempo
marcado. Aqui tem, V. Exc. allestados dos mdicos
em que aflirmain o mo eslado de sua saude, amcacada
de duas Kravssiinaseiifermd.des, que sao ataques pul-
monares e diebelis. F. nao merecer, a vista disto, ser
I ittcndido un. cidado que to voluntariamente, se leirT
I dedicado instruccao de seu patricios, que tao exacia-
mnle-tcm preenenidj) as de^res ajjnjxosa essa dedi-
caco ? Quando prova que nao pode proseguir no ramo
de vida que abracou, sem perigo de sua existencia?
Quando nunca foi pesado provincia' Quando nunca
se uegou ao trabalho ? Nao, Senhores : seria a niaior
das i.ini.ii. i,
Pelo contrario, Sr. presidente, elle foi to parco no
pedir, e lo modesto, que, achando-se multo as cir-
cumstancias de requerer a sua jubilaco com todo o seu
ordenado, requer apenas um ordenado proporcional
ao tempo que tem servido. Que tiuha direto ao orde-
nado nlero, segundo a mesina lei citada, parece, Sr.
presidente, nao dmitlir duvida, pos se acha provado
com os un smos documentos que acabo de ier ; porque,
periniltindo-lhc a lei ou um adjunto, ou a divisao da
cadeira, em qualquer dos dous casos pagara a fazenda
a mais un. professor ; elle carregava como peso de am-
bos, e por consequencia 16 annos assim empregados e-
quvalcma32deservco, vindo a ultrapassar o servico
de seus dous conipanheiros, cada um dos quaes no um
de alguns annos tero -lireito jubilaco.
Inl'elUmenle, Sr. presidente, ha aqui um argumento
favorito, quaudo se quercombaler qualquer projecto
ou parecer de coinmisso, seinelhante ao que se discu-
te presentemente; mas com o qual cu me nao posso
acoiiiniodar ; e he dizer-se que esta ou aquella Jubila-
co nao est na letlra da le, quando o tempo decorn-
.lo nao tem chegado ao termo marcado na mesma lei.
Mas eu, Sr. presidente, nao pens assim, c digo que a
letlra da lei he para que se gratifique o professor que
Utaer traballiado tanto como este; porque j mostr! que
oijspirito.da lei he segurar a subsistencia a um'.cidadao
que, no servico da patria, nipossbilitou-sc de gran-
gea-lo por si ; e a letlra da lei cst'satsfcila quando se
iiiostraquc os 16 anuos de servico do peticionario equi-
valonia'iOe tantos ou 30; e poique he uin impossivel
absulato que se pioniulguema leis taocomprchensivcis,
que provideiicccn. a todas as hypothescs, a todas even-
tualidades possvcis : desde que a lei providenciou a
favor do einpregado que tem servido 10 anuos, tem pro-
videnciado a respeto de todos os que excede ni esse lem-
po, porque nao s sera irrisorio c ridculo que a lei
marcasse tanto para jubilaco do professor que ensinas-
ses 10 anuos, lano para o que cnsinasse 11, e assim
at 20, como seria injusto e contradictorio que, atlen-
dendo ao servico de 10 annos,esprezasse todos os mais
que excedessem, sem chegar aos 20.
Resuniindo, portento, Sr. presidente, tildo quanlo
hei dito, pondero casa que, exigindo a lei para a jubi-
laco de mu professor assiduidade na cadeira, aprovei-
taiucnto dos alumnos, cnlermidade que o inhabilite pa-
ra continuar, numero de discpulos at 75 no mximo,
c achando-se provadas e satisfeitas todas estas condicoes,
dcnionstrando-se, emquanlo ultima, que o excessodo
numero excede ao tempo que falta ao peticionarlo ; elle
estaasen cu instancias de ser altendido e inuto mais
quando se limite a pedir um ordenado proporcional ao
tempo.
Julgo, portento, ser cscusado estar cansando por mais
lempo a paciencia da assembla em justificar um aclo
de reconhecida juslica ; porque ella j ha de ter forma-
do o seu juizo acerca da materia, e firmada nos princi-
pios de juslica votar, sem duvida, coiniuigo pelo pro-
jecto.
O Sr. lerreira (lomes: Sr. presidente, sendo eu um
dos inrmbros da coiuiiiissao de iustrueco publica, a
quem foi alleclo o requerimento do peticionarlo, que
deu causa ao projecto em discussao, c nao leudo assig-
nado esse parecer, pareca que devia dar as rases pe-
las quaes negava meu asseniimeiito a elle ; as ju.suci-
nte dispensado de o fazer, altendeudo aos precedentes
que a casa lem tido a respeto de outras perlcnce* idn-
ticas que teein sidu apresentadas nella, c pcrsuadi-me
que a assembla no poderia approvar este projeto sem
cahir em manfesla contradieco. Ha poucos das apie-
sentou-se aqui uina prelencao do professor de Lruangy,
e a coinmisso foi de parecer que esse requerimento
osse#metlido ao presidente da provincia; porque, cxis-
Indo una lei reguladora das aposentadoras, a elle com-
peta aposentar ou nao o peticionario, e a asseinlilea ap-
provou este parecer; pareca me, portanto, digo, que
ella cabiria em inteira contradieco, scapprovasse hoje
"-'* projectu. Mas anda nao he so islo : lia poucos das
fA-jeitado un. piojcclo que aqui se apresentou cm 11-
vor do professor de piimeiras ictlras de Nazarcth, que
relo eslava em idnticas circunstancias ; porque, como
o peticionario, tem os 10 anuos para que se conceda a
aposentadoria, ou cnto linha pouco menos, c nao loi
elle approvado, porque se entendeu que o requerente
nao eslava comprehendido na letlra ou espirito da le de
10 de junho de 1837, que trata das aposentadoras. F.m
vista, portanto, desles precedentes que tem tido a assem-
bla, julgava eu que, para ser coherente tena ella de
rejetar u projecto cm discussao, c portanto desnecessa-
rio era apresen lar as rasespor que nao tinba assiguado
'esse projecto, sendo eu incnibro da coinmisso. Mas,
chamado a campo, darei as rasOcs que a isso ine leva-
rain.
Senhores, eu emendo que, havenuo nina le que re-
gula as aposenladorias, ao poder executivo he que com-
pete aposentar aquelles que estiverem no caso de o se-
rem, c nao esta assembla. O nobre deputado, que
me precedis, disse que a prctenco do peticionario es-
lava na lettra da lei: digo eu, se est, ciilao ao presi-
dente da provincia compete aposentar o peticionario,
com o ordenado que a lei marca, e he desnecessai 10 que
nos facamos um projecto especial a favor dcslc preten-
dente. Senhores, cu estou determinado a votar contra
ludo oque fr lei excepcional; emendo que as leis de-
vem ser geraes, devein conter dsposices geraes que te-
iihain applicaco a todos on quasi todos" os casos oceur-
rentes. Diz, porin, o nobre deputado que nao he pos-
sivel cstabelecer-se urna lei casustica que abranja lodos
os casos que pdein occorrer; entretanto cu digo que
a respeito de aposenladorias, os podemos estabeiecer
disposlces genricas que abranjam quasi todos os casos
occurrenles : nos podemos dizer nesta le: Fica o pre-
sidente da provincia autorisad J a aposentar os professo-
res pblicos, com o ordenado correspondente ao lempo
queelles servirani.uinavezquese impossibilitem de con-
tinuar a ejercer o magisterio. Assim, temos estable-
cido uina lei geral que inclue a lodos aquelles que esti-
verem no caso do peticionarlo; porm na actualiilade
existe urna lei que he a de 10 de junho da 1837, he por
ella que o negocio se deve regular: se este comprehen-
dido nella, ao presidente compete resolver ; se nao esta,
nao se deve aicr uina lei especial: te se quer comprc-
hender o peticionario na dispos9ao da le, revogue-se a
lei existente, ou interpiete-se neste sentido.
Ora, as rases que aprsente o peticionario para ser
atlenddo, sao as suas inolesties, c as que aprsenla a
coniiiiissaosao os relevantes servicos prestados pelo pro-
fessor. Quanto as rases apresentadas pelo peticionario,
en i en.lo que, se porventura elle est doente, se nao po-
de continuar hoje no exercicio da cadeira, pode chamar
o substituto at que se restabeleca da sua saude, ou al
que lhe chegue o tempo preciso para a sua jubilaco;
porque elle nao he obrigado a continuar no exercicio de
sua cadeira, citando doente ; pude mesmo pedir liecuca.
Esta raso, prtenlo, nao me parece plausivel para que
o peticionario oblenha a jubilaco que solicita. A ra-
so da coinmisso he os relevantes servicos prestados
por este professor; mas, Senhores, comquanto eureco-
nheca a babllldade deste professor; coinquauto reco-
nlieca a sua milita poiiiualidade no cumuiluieiilo de
scus deveres; coinquauto lhe reconheca todas as virtu-
des, que sao recouiniendaveii iiiiiu ridadao....
O Sr. Laurentino: Acceitocsla conlisso.
OSr. Ferreira Gomes : Sim, reeonheco isto, reconlie-
co-o como o modelo dos professores; mas emendo que
nao se devem considerar como relevantes servicos o
cumprir elle exactamente seus deveres, porque esla he a
ohrigaco de todos os professores pblicos ; 'logo a ra-
so le ser elle assiduo c ser exacto no ciimprimento dos
seus deveres, nao me parece bastante pava que se en-
frinja a lei, esede uinapensao.para que se considere co-
mo relevantes servicos; nao me parece que islo importe
uina excepeo na lei, porque a lei o que quer he que os
professores cunipram exactamente seus deveres.
Disse, porm, o uubU deputado que advoga o projec-
to, que esse professor tem algn, direto, concedido pe-
las leis que regulan, a nstruc{o publica, tal como o
exigir unta gralificaco por ter tido inaior numero do
discpulos, o pedir a reacio de una nova cadeira, mas
que de nada disto se lem aproveitado. Respondo que,
se tem esse direto, e o nao tem reclamado, he porque
nao quer, foi porque entendeu ter as forjas sufncientcs
para ensnar esse numero de discpulos; foi porque en-
tendeu que lhe nao era necessario exigir a creacao des-
sa nova cadeira.
Senhores, cu entendo que os servidos dcslc professor
nao se pdoin qualilicar de relevantes; porque, se por-
ventura elle os preste em inaior escala que qualquer dos
outros, iambem elle he o unico professor que ten. um
cont de. res de ordenado, quando os outros 10111500/
res. ,
Por todas estas rases, eu voto contra o projecto. -Nao
pretenda, como j disse, apresentar as rases do meu
voto; mas o nobre deputado que sustenta o projecto
ehamou-ine a canipo^ provocou-me, obrlgou-me a en-
trar na discussao, c nao live remedio seno faze-lo.
OSr. laurenlino: Senhor presidente, eu j esteva
esperando pelo argumento da excepjao na lei, por esse
cavallinho de batalha todas as vezes que aqu sediscu-
tcm negocios desta natureza. Disse o nobre deputado
que esla assembla, quando negou a jubilaco do pro-
fessor de Nazarcth, leudo elle menos de 10 annos, e
quando remetteu para o governo a prctenco do profes-
sor de tal, linha resolvido esta questo.e que, resolvrt-
elo esta cni sentido contrario,eslava em contradieco com
scus proprios principios: teuho falte de viste, Sr. presi-
dente, e por isto nao posso divisar aonde alcanca o no-
bre deputado essa contradiocao; porque os exemplos
que citouo nobre deputado noveeiri aproposin daques-
lo, porque a lei marca dous pontos, mximo e mnimo,
liara a jubilaco dos professores; o primeiro nao tnha
chegado ao termo, e o segundo tinha completado; foi
mandado estopara o governo, j aulorisado para o ju-
bilar, estando uestes circumstauciaa, e despretou-se ou
indelirlo o outro. O caso deque se trate,he mullodi/fe-
rente: esle professo excedeu dos 10, e nao chegauao*
20 anuos: he um caso excepcional, e se fosse ao presi-
dente expr-se-hia a ser jubilado com a metade do or-
denado, conforme fsse a opiniSo do governo; recorre
assembla: ora, pergunto-que paridade ha ntreos
tres casos? O peticionario nao se quiz expr a perder
gralificaco que a le lhe concede cm attenco a 6 annos
de servico,porque nao he possivel que, tendo o legislador
tanta considerado para 10 anuos de trabalho, condem-
nasse a inleiro desprezo c csqiiccincnto6, 8, ou9, quan-
do o cidado esl mais necessitado da proteceo da mes-
illa lei.
O nobre deputado nao se esqueceu do segundo argu-
mento favorito aqui na rasa para casos tees, e he que
vamos fazer una lei especial, ou excepeo na lei; mas
eu qulzera que o nobre deputado me explicasse como se
pdein appliear leis geraes a factos especiaes, quando
elles appaiccem na sociedade. Eu j aqu em oulra oc-
casio, Sr. presidente, trouxe para exemplo as leis mili-
lares,as quaes deteiininain que o soldado, emquainto po-
de c serve no exercito, receba o seu sold, e depois d-
se-lhe baixa; mas succede ir uin militar a priineira
campanha e licar mutilado de maneira a nao poder pro-
ver a sua sub-stencia; oque acontece? Marca-sc-lhe
urna penso vitalicia, he isto ou nao he una espccialda-
de na lei ? Nao se di creta para urna oceurrencia especial
una disposicao nao coinprehendda na lej geral? Jase
tem dito aqu que isto he estabeiecer penso, e que nos
nao podemos conceder penses: mas a islopergunUrel
eu, oque he a jubilaco, ou aposentadoria; etc.? Sao
pensos, sem duvida nenhuma: he isto una questao pu-
ramente de nome, porque o resultado he sempre segu-
rar un. meio de subsistencia ao servidor do eslado que
j o nao pode fazer: c assim nao sci que frca lenham os
argumentos que se tiram de ser urna medida especial
uina pensao, e eousas scniclhantes ; e por isso continuo
a votar pelo projecto.
O Sr. Souta Uandeira : Sr. presidente, o nobre de-
putado que primeiro fallou sobre a materia em discus-
sao, como memoro da coinmisso de instruccao publi-
ca, da qual teinbcmeu fajo parte, justificando o parecer
queassignamossobre ajubilacao do professor de lalim
dafregueza do Recife, fallou lo bem sobre a materia,
c lo comprehensivamente, que nada me resta a accres-
centar ; mas, emfim, como tomei a palavra para justifi-
car o meu voto, apresentarei algumas consiaeracoes so-
bre os poucos argumentos prodmidos pelo nobre depu-
tado que em ultimo lugar fallou contra o parecer. ------
Parcce-mc, Sr. presidente, que a prctenco do profes-
sor de lalini da freguezia do Recife, considerada relati-
vamente lei que a tal respeito nos regula, que he a le
de 10 dejulho de 1837, he a mais justa possivel, e nao
olTerecc a menor duvida; porque, marcando esta lelo
mximo do tempo necessario para a jubilaco das pro-
fessores com todo o ordenado, 20 annos, nao delxou im-
previsto o caso daquelle professor que, servindo a me-
tade deste tempo, 10 annos, e achando-se impossibilita-
do de continuar, em virtude de molestias adquiridas no
exercicio do seu emprego. ficasse assim privado do fa-
vor da lei e sem compeiisajo alguuia para esse tempo
dedicado ao magisterio ; mas islo esl remediado na
mesma lei, quando ( nao sei era que artigo ) concede em
'

4

/


*-
.0
tal caso ajubjlacao com a metade do ordenado; c, pol,
partlndo destcs dous extremos, v-se bem claramente
que o professor que houvcr servido por mais de 10 an-
Jios sem intrrrupcao e nliabilit.ido-se para conti-
nuar por molestias adquiridas no desciupeiiho de suas
funcfcs, tciu diieitn a ser jubilad com um ordenado
. correspondente ao lempo que servio: ora, se, srrvindo o
mximo (lo lempo mareado, 20 annos, tm todo n orde-
nado, e o mnimo, 10 annos, tem a motado, servindo
mals de 10 anuos, c achatido-se cni estado de ser jubila-
do, ser injiistica ter somonte a metade do ordenado,
visto que nao pude ter todo, c ueste caso est ^peticio-
nario, <|iic tem servido por mais de 10 annos, segundo
pens; que servio seni nterrupcao que prestou rele-
vantes miiiiih, e coni iiiiiu i iutelligencia c <|ue final-
mente achava-sc inhabilitado para continuar, ein conse-
quencia das molestias que adquiri.
Portanto, considerada esta pretencao cm lace da le,
he ella inuita justa, c nao tem raso o nobre denutado
que combate o parecer, quando di?, que este caso nao es-
t na lei, que nao lie do espirito della, no cntanto que
nada me parece mais chiro.
Fazendo agora applicarao ao facto, cu me escusarei de
nominar os documentos do peticionario, porque elle
j fram profundamente compulsados pelo meu nobre
collega que primeiro fallou a favor do parece c apenas
iocarel nelles muito de leve.
Que o peticionario servio por mais de 10 annos e srin
a menor interrupciio, est exuberantemente provado,
como ja se vio dos documentas lidos; que tem prestado
na sii.i cadeira relevantes servidos, eom niuita iutelli-
gencia, muito aprovcitamenlo para os seus almonas, e
por isso com muita utilidade publica, bastatyo o de-
liionstraiii os referidos documentos; e -se.jkreumentos
vnlom alguma coma, estes deven) merecer toda a eonsi-
deracao, ellcs tccui muito peco, K, prescindido meemo
de documento, quem nao conhece em Pernambuco a
unida capacidade desse professor, a sua moralidade, e
ns releante servicos que elle lia prestado, nao s no
lli i [llterlocomoem nutro lugares pblicos, caqui ties-
ta casa niesnia, da qual j Ib i nieuibro pnrduas vezes? Ku
(lo lenlio a fortuna de' communicar de perto este pro-
fessor ; mas estou que niuguem desconhecer o que
ai abo de di/.er : elle lie bem condecido aqu. Aclia-se
finalmente o pfofeacor peticionario impossibilitado de
continuar no magisterio, cni cousequeiicia das molestias
nclje adquiridas 7 Senhores, pondo de parle os docu-
mentos que alii csto vista de todos, cu perguntarei se
I)
P
Entra em primeira dlscussao o projecto n. 13, que
cria urna escola industrial (Vide Diario n. 129.1
He approvado em primeira discusso para pnLw
gunda. TfP-
i se-
ne possivel que mu liomem da categora deste, que tem,
por mala de 1( nnos nao interrompidos, prestado ser-
vidos uto importantes ao pal/., j no magisterio, e j ein
muios lugares pblicos, e com tanta honradez e probi-
laile (apoiorfw), se heposslvrl, digo, que agora se apr-
sente diante de nos fallando a verdade, e dizendo-nos
que est impossibilitado de continuar, ein.conse(|ueneia
de molestias que nao soIlVe.' Por certa que nao.
Dlllro) lugares pblicos, e com tanta honradez e probi-
laile (apoiorfw), se hepossivrl, digo, que agora se apr-
sente diante de nos faltando a verdade, e dizendo-nos
:a
que ni
Quantn mal rjo ajii nos oflerece elle um attestado pas-
sado por mu medico graduado, que nos deve merecer
toda .-i-ii soflrc realmente all'ccccs liemorrodaes ediabelis, cjul-
ga-o impossibilitado de continuar no exercicio do sen
rmprego, sb pena de arriscar asna vida, c lodos nos sa-
bemos que scmelliantes molestias sao de ordinario una
conseqiiencia do long habito do ensino. Porlanto, vis-
ta do pouco que ponderci, cu nao sei que duvida tem o
nobre denutado, ou cni que se funda para impugnar o
parecer da commisso.
Ku nao tomei apontamentos, e nao sei se poderci lo-
carein todos os argumentos do nobre deputado; mas
pens que elle nao passaram de (res.
Dissc priiiirirameule o nobre deputado que o caso em
que se aclia o peticionario, nao esl bem especificado na
lei ; que nao he do seu espirito ; mas isto j ficou com-
pletamente respondido, segundo peirso, com as observa-
rfles que fiz.
llissc mais em segundo lugar que, se o professor se
achara realmente enfermo, poda dar paite de doenle
romo os mais. e o governo remediara a IUO, mandando
para a cadeira mu substituto ou adjunto, emquanto du-
rar o seu impedimento: pois nao v o nobre deputado
que, segundo o juizo do medico, esta enfermidade ir
em augmento, se acaso continuar o professor no mesmo
exercicio em que as adquiri? Como, pois, esperar que
seja curada estaenferuiidadc ?
O Sr. Punir* Goma : Nao diz que lie incuravcl.
V Sr. Soma Bandeira : Nao precisava que dissesse,
porque, se ellas frain adquiridas no exercicio do magis-
terio, se eslo muito desenvolvidas, segue-sc que, se con-
tinuar ii.'1 le, cada vez mais se auiimcntarao.
I)i iludida legislativa a-tal respe!to, c que o presidente, j
autorlsado por conseguale, niio tuina mais do que cuiii-
piira lei se o peticionario seachasse as circumstancias
de merecer este favor. A isto responder! que, ainda
quando assim fsse, como he, scniprc semelhante pre-
U'iirao tiuha de aqui apparecer, para se Ihc marcar a
quola na lei do oiraniento : c'nrin he esta a primeira
ve/, que aqui e at na assembla geral teem apparecido
qesiSe desta natureza, c sido reaolvidaa, conccdcodo-
seas aposentadorias e jubilaedes pedidas. Alm disto,
nao me parecein iudenlicos os casos trar.idos pelo nobre
I pulido com o de que nos oceupamos, para dahi con-
cluir achar-scesla casa em COnlradiccSo por ter-sc nega-
do as pretenees das professores de Cruangv c Nazarcth,
arnllier a do peticionario em qucslo; porquanto aqucl-
lea nao teem anda 10 annos de trrico, e estao complc-
tanienle lora do que determina a lei. Por estas c oulras
rasos emendo, Sr. presidente, que deve passar o pare-
cer tal qual se aclia.
Sr. Mavignicr: Senhor presidente, a commisso de
insl i ii. i .ni publica den o seu parecer sobre a pi. im. a.>
do iili Joaquim Rafael um dos iiiembros desta com-
niissfm divergi de seus collegas ; mas lie preciso ver o
que daqoi se pode deduzir. Km primeiro lugar direi que
desojarla que o inembro divergente nos propozesse tam-
bem alguma cnusa; porque, divergindo elle de seus
eollegas, e nao dando um parecer especial, como que
deixaapcreeber que quer a rejeicao pura e simples do
projecto, e por consfguintc o indefcriinenlo. puro e
simple da pretencao: mas este indefermento absoluto
equivale a dizer-sc ao peticionario; Vos nao leudes ra-
so, de-vos embora. Entretanto a pretencao do peticio-
nario he rasoavel. Mas s por aso (levemos concordar
com a commisso cm ludo que ella quer? Entendo que
nao: devenios procurar aqui um termo medio: asjubi-
lacoc sao causas que pertencem ao poder rxeculivo, c
cu'dcscjra que a Ilustre commisso me iiiformassc se
porventnra o peiicionario requereu em primeiro lugar
ao executivo da provincia, e se foi indeferida a sua pre-
tencaoi porque, s leudo succedido assim, lie que tem
lugar conheccrnios, em forma de recurso, de semelhan-
te prelenco.
Ku sou amigo do peticionario, e posso asseverar a esta
casa, nao so que elle est doente, seno tanibeni que du-
vido ni ni 111 que" elle jamis se restabeleca: a sua vista
esl.i quasi perdida, agora sobrcvierain-lhe novas egra-
vissimas molestias, e que, segundo sou Informado, teem
crescido u olhos vistos. Se assim he, ellcjinais poder
recobrar a ana saude; por conseqiiencia, por esle lado,
elle est na lettra da lei, a qual quer que o professor que
cachar impossibilitado, seja jubilado, tendo a condico
dos 10 anuos de servico ; mas, apezar disto, no que eu
entro em duvida, he se esta assembla, eem arr em for-
ma de recurso, deve entrar j no conhecimento do nc-
goetor^'reto-que o^jettetenarie teria4Ba'Chadpjnals_ciii
regra, se se tivesse dirigido ao presidente da provincia,
instruindo a sua preicnciTo com os documento: que nos
oflereceu : pode ser que o presidente llie no negasse
juslica, e se Ih'a negasse, entao recorresse a esta casa.
Ainda mesmo no caso de passar o projecto, cumio con-
venhojia redac^ao delle, porque entendo que a assem-
bla nao pode deliberar de um modo executivo, nao pu-
de dizr : Fuao he jubilado ; deve dizer: a Fica au-
toftsado o presidente a jubilar Fuao. A assembla le-
glsl, e nao executa. Neste sentido mandare! em tempp
urna emenda.
Julgada a materia discutida, he o projecto submetli-
doavota9ao c approvado cm primeira dlscussao, para
passar a segunda.
,a"a"SC a terceira discusao do projecto n. 11, que
considera em vigor, no me/es de juho e agoto, a lei do
ornamento provincial do auno eorrente.
Encerrada a discusso, he opiojecto approvado como
loi emendado cm segunda discusso, c mandado a com-
misso de redaeco. <
O Sr. Jvi Pedro manda mesa o seguate requeri-
mento :
Requeiro que v commisso de redaccao, para
que boje mesmo redija o projecto que acaba de appro-
var-se
He approvado sem dlscussao.
O Sr. Joif Pedro requer, que hoje mesmo se pcrguutc
ao presidente da provincia qual o dia e hora cm que
qur receber a ilcputaco que Ihc ha de apresentar
o projecto iancco, c que se nomcie logo semelhante
deputaeo.
OMicia-se ao Eim. presidente da provincia, c sao no-
meados para a deputaeo os Srs. Itellro, Barroso c Al-
ves Fcrreira, tendo sido dispensado o Sr. Laurentlno,
por pretextar incoinmodo de saiidc.
He lida e approvada a ultima redaccao do projecto
Q
Esgola-se a ordem do dia.
O Sr. Prndenle levanta a sesso a 1 c meia hora da
tarde, depois de haver dado para ordem do dia da se-
gttlnte: leitura de projectos, pareceres e indiccocs;
- primeira discusso dos projectos nmeros 4 e 17, se-
gunda do de n. 1, e terceira do de h.S, deste auno.
BECirE, 2 DE JDLHO DE 18 Ordem do diapara a sesso da assembla, que deve
de haver lugar amauha f3) : conlinuaco da de hon-
lem ; lei lua de projectos, pareceres e indicarles ;
terceira discusso do projecto n. 3, dette anuo, e do de
n. 20 de 1847 ; primeira do de n. 14, c segunda do de
n. 8, de 1848.
Para evitar cquivocos, declaramos em lempo, que os
insultos que recebeu o Exm. Sr. Manocl de Souza Teff
xcira, no tenebroso dia 26 do passado, nao fram feitos
pelos quatro inspectores de quarteiro que Ihe vareja-
i un a casa, mas sim por meia duzia de energmenos
que, antes de platicado esse acto de negra e nicsqttlnha
vinganca, c no cntanto que se elle elleituava, conserva-
ram-se em frente do sobrado em que S. Exc. reside.
Fallando, pela segunda vez, nesse trislissimo evento
que mais que muito revela de quanto sao capazes riiimi-
gos pequeninos e estpidos, nao podemos deixar de de-
clarar ao vcncravcl Sr. Manocl Suuza Teixeira, que esae
novo martyrio por que o fizeram passar aquellcs que
Ihc lina injusto odio, como que ainda mais o recoin-
mendou ao amor c respeito dos Pernambucauos sensa-
tos, que vcm cm S. Exc. um comprovinciano, que mui-
to os honra pelas nobres qualidades de que he dotado.
Continuando a uteirar os leitores das noticias que
nos trouxe a barca Ranger, oigamos conveniente coin-
inunicar-lhes as seguiutes considerafoes, com que de-
paramos em um arligo do Times de i de inaio, quando
ainda se niio conhecia cm Londres o desfecho da revo
lucio rniii.-iiia, de que em outro numero lhes havemos
dado conta.
A in iis importante oceurrencia que de 'prximo
tem tido lugar relativamente nos negocios da Italia, c
deycnios accrescenlar a circunstancia mais calculada
para desacreditar a causa liberal, he por sem duvida a
revoluco de Roma e a deposicao amcacada do papa
de sua soberana temporal. Quando nos recordamos da
entluisiasiica devocSo que o povo italiano de todas as
classes c de todos os elados ha professado a Pi IX,
quando nos lembramos do zeloso c desinleressado es-
pirito com que este leni tratado o grande objecto da re-
gencraco da Italia e da reforma do governo pontificio,
larca he confessar que a propria Rlmia nao ha jamis
lestemmiliado um exeniplo mais rcvoliantc do ingrali-
9.10 a causa das nstilu9des livics, c ao bem de seu po-
vo, he o ultimo homem que cede na Italia ao' claCMor da
1. i. j. 11!. i.. i o que elle concebe ser um direilo. (ionio sa*
berano temporal, e como caheca da igreja romana, elle
tem procuradoexercer com religioso espiritos poderes
que Ihc foraiu confiados, guiando-se por seus sagrados
deveres para com esse ente cujo poder elle ci rcra-
cntar c exi rcer na trra c nao pelos clculos da sB-
tca mundana. Una grande parle do mundo chiisTao
er que o papa de Roma nao pode, sem profana9o, ser
degradado dessa soberana que por tantos seculos tem
andado annexa a seu poder rspiilual ; c quando esse
papa be preeminente por suas virtudes c por sua sabe-
doria, nao se sabe que ideia fazer de homens que, re-
clamando ser Italianos, calbolicos, c vassallos seus hao
ousado na ell'ervescencia das paixdes populares levan-
tar as inos contra elle. Obrigar o papa a declarar guer-
ra contra a malor potencia eatholica romana da Euro-
pa, e a tratar os catholicos romanos da Allcmanha me-
ridional como seus InlmlgOt, he um ultraje monstruo*
so aos priiuciros c mais sagrados deveres lo seu cargo.
Elle ha mostrado que a poltica da Austria na Italia
nunca merecer oacu apoio ; elle sustenloii a indepen-
dencia de seu territorio quando fura amea9ado. file
at tem animado a guerra da independencia italiana
mais do que poderiam permltlir as restrictas regias do
direilo internacional. Mais que isso he impossivel, e
estamos convencidos que. Po IX nunca se submetter
aos dictados da paixo, e qu, se for obligado a deseer
do throno doQuirinal, oceupar semprc um lugar ds-
tincto entre os espirites indepcndentes do presente sc-
culo. Um governo provisorio em Roma he me.a extra-
vagancia, delle nao pode provir seno a mais desenfrea-
daanarcliia; por Isso que as lberdades que o papaj
tem concedido a seus vassallos cxcedein muito o que el-
les merecem, nao sendo capazes de fazer boui uso del-
la. Se, pois, tal calaniidade occorrer, nao poder deixar
de ter as priores consequencias, nao s para os estados
romanos, como para o resto da Italia, e a lula que co-
mcera pela independencia acabar provavclmente pe-
la anarchia.
Q governo provltorlos de Millo. Sicilia e Veneza
tinhaiu enviado agentes o Roma, os quaes ainda nao
iPontona ao norte do Adige, e conseguir estabelecer-ae
de sorte a cortar tuda a commuhica9o entre Peschiera
e VcToni, eprovavelmente com oTyrol pela linha desse
rio. No dia 29 de abril lograra elle expelli-los, depois de
forte resistencia, de todos os pontos at a villa de tius-
solongo, onde cstabelecra no dia 30 seu quarlel gene-
ral ; e eslava fazendo preparativos para atacar Ponto-
na. O Pieinoiilees,cmi'as3odescus successivos trium-
phos, achavam-se mui animados, todos os soldados ita-
lianos que eslo cm Verona com os Austracos deser-
tan! apenas se vecm fra dessa fortaleza, e se o conde
Nugent nao conseguir atravessar o Friuli, e fazer una
prompta junc9ao com o marechal HadeisKy, este nao
poder sustentar-sc mais tcinpo ciu Verona, achandn-sc
cnmplctaincntc solado com um exercito apenas de
20,000 homens sem poder contar anda mal com 5,000
deste, por cercm Italiano e citarcm promptos a deser-
tar, tendo entretanto contra si os habitante da eidade
e o rei Carlos Alberto a frente de 30 a 40,000 homens
dentro de tres horas de marcha de Vallegio a ltusso-
iongo.
O conde, conhecendo a pnsiiao difficil do marechal,
tem feito oque pode para ir soccorr-lo, mas nada tem
conseguido ; elle alaran e tomn a eidade de Udina,
capital do Friuli, mas dentro de pouras horas depois
suas tropas fram. expulsas da jira., a. Os habitantes ha-
\ i mis i iiiiini lirii.iila as ras, mas ein conseqiiencia de
um falso alarma, abandonaran! repentinamente os pon-
tos principacs, e o Austracos aproveltaram-se desse
terror pnico parase apoiaarem delles. Durante a noi-
te, com tudo, os cidadaos te* lcvalitaram outra vez, e
cabindo sobre as tropas que tal nao suspeitavam, ma-
taran! a umitas, c cxpclliraui o resto.
O conde Fiquelmont, ministro austraco dos negocios
estrangeiros, em data de 30 de abnl comlnunicou ao
vlaeondc Tonsoraby, cmbaixador c ministro plenipo-
tenciario da iainlia de Inglaterra na corte de Vi. una,
que o governo de Sua Magestadc Imperial e Real Apos-
tlica resolver por n porto de Veneza debaixo de cll'ec-
tivo bloqueio desde o dia 23 do incsmomcz.
Em a iiolc de 10 de abril fra preso em Bolonha o
duque de Parma, e ainda no dia 21 se chava detido
por ordem do cardeal legado que esperava receber ins-
tiucfes do governo.
Por um decreto do governo provisorio de Modcna e
Reggo fra Horneada una commisso especial para o
tim de ordenar una eonstituifo representativa. As as-
seniblas primarias devem ser convocadas sobre a ba-
se do suflragio. universal ; entretanto, o governo pro-
visorio vai fazendo o que pude para estimular o ardor
do povo pela causa da independencia italiana.
Em aples progrediam as ciernes, pordin sem en-
thiisiasino al;um : poucas pessaas se aprescnlavam pa-
ra votar, 'finhan sido despachadas varios navios com
iropas para a guerra da independencia i o governo na-
politano he unidos que mais teem concorrido para a
SUStentacSo dola pois que o contingente por elle for-
neeido para esle fin j inontava a 20,000 homens.
Quanto a Austria, sabemos que grandes desordens ha-
viaui tdo lugar, aasini nos estados allemcs, como nos
hngaros. Em Vicnna, capital daquelle imporio, preva-
lecer em os primeiros das do mez de maio grande ex-
citainento. O partido democrtico achava-sc por cx-re-
\no exaltado e sobremodo desconfiado de todo o ino-
viinento, embora insignilicante.
Comoqurque fsse, expedida de Vicua a sociedade
religiosa dos ligurianns, seita filial das ordeos dos jesu-
tas, o arebispo dessa eidade requereu ao governo hou-
vesse por bem mandar passar provlsao da propriedade
do convento liguriano aquellos inembros que nao crain
aptos para as func(dcs parochiaes, e s freirs ; o povo,
porm, entendendo que o reverendo prelado pedir ao
ministerio a volia dos ligurianos, c lambcm a restitul-
9u de seus bens, rcuuio-se cni grande numero ein a
noile do dia 2 no largo de S.-Estevao, c dirigi ao arce-
bispo inuitos convicios. A inultidocompunha-se de es-
ludantes, guardas nacionaes fardados, e oulras pessoas
altamente respeilaveis e bem vestidas. Nao contentes
com haverem perturbado o somno do infeliz prelado, os
insurgentes fizeram cm pcdac.ns as valeacas inferiores, e
um individuo trepando auinajanclla do primeiro andar
laii(uu por terra a bandeira alleinaa que all eslava sus-
pensa.
Dous das depois, succedendo prender o povo um in-
dividuo por suspeitarque era agente secreto da polica,
os estudantes da universidade largaram inmediata-
mente os livros, e, tininla-sr- ja povo, depois da haver o
preso confessado que a polica secreta continuava como
dantes, inarcharain para a secretaria da polica metro-
politana com o intuito de destru-la ; todava, como M.
Uorn, o novo chefe de policia, cliegassr varada c pro-
testasse solemnemenle que nao havia empregado pela
policia neiihum agente secreto, ou ospao, e suas aaser-
9es fssem confiriuadas pelo Dr. Giskra, coiitcntarain-
sc com quebrar alguns videos, e passaram logo casa do
conde Fiquelmont, ministro dos negocios estrangeiros,
a quem suspeitavam de favorecer os Russos, c que havia
excitado a indignaran popular pelo seu silencio a respei-
to da visita que em Londres fuera o coude Dietrichs-
tei, cmbaixador austraco, ao principe de Melternich
O ministro fra obligado a dar a sua demisso, e o im-
perador nomeou para interinamente o substituir ao ba-
ro Lebzeltcrn. ^
podesse ter sido obrigado a assignar, eram 'millos e r-
ritos.
O baro Krieg tinha cora clFllo sido forjado evo-
gar a ordem dada para deter as fronteiras os emigrados
que nao pertenceesem Galicia ; e esta contra-ordem a
.iiiiniu'sso nacional havia despachado inmediatamente
por mel de um correio extraordinario, para a fronteira'
de S/nkova. Ein a mesma noitc fram tomadas a medi-
da necessarias para embarajar a execujio da ordem as- _|
siin estorquida. ^1
No dia seguinte, pelas 12 horas, a polica apprehendeu
em a casa de um l/crreiro grande numero de laucas e
fauces : nessa occasiu succedeu dispararctn da vizi-
iiliain, a da residencia do fcrrclro dou tiro aobre a fr-
9a que acompaiihava o cominiasarlo de policia, os quaes
sendo respondidos por outros mals da parte da tropa
derain o signal de alarma. Toda guarnirn corren a
postos ; o conde Castlglione vlsltou a cidadella, e, ao
chegar Praja-Grande, soube que cm muita ras e
estavam construindo uincheiras. A primeira dotas na
ra Florianigasse foi inmediatamente eacalada; na
mu chuveiro de bala cahlo das casas vizinhas aobre at
tropas empregadas nestaaccao. A trincheira era tao al-
ta, que nopatcceu possivel toma-la, c comerva-la sem
grande perda. O conde, conhecendo que o levanta men-
ta era geral, e que era intil combater as ras esttei-
las, concentrou todas as suas tropas ao p do castello, e
mandn bombardear a eidade ; mas, por (er sido ferino
no ataque da primeira trincheira, paaaou o com mando
das tropas ao major general baro Moltke. Por liin s 7
horas da noite o principe Jablonowk e o conde Adant
Potocki appareceram com bandeira branca e declararan)
que estavam promptos para aceitar todaa as condijea
que fssem impostas pelos militare, e'adaptadas s exl- -
gencias da occasio. Ncsla ac(o as tropas liveram 10
murius e 40 feridos, incluidos 4 ofticiars. A perda dos
insurgentes diz-se haver sido consideravel.
Ti vemos o Timet de 12 a 22 de maio, c do que de su
leitura colhmos, passamos a dar conta aos nosaos sub-
scriptores.-
A Inglaterra liera tranquilla, comquanto ainda con-
tinuasse o exclamento dos repcalera, e carlistas. Tinha
havido na caaa dos lord una animada diacuaso acerca
dtranatas -trocadas entre Mr. Bulwcr, ministro brilanni-
co em Madrid, co dnque de Sotomaior, ministro dos ne-
gocios estrangeiros dcS. M. Calholica ; a maioria da a*,
niara havia-se declarado contra lord Palmerston,por icr>
querido ingerir-ce ein os negocios internos da Hespanha.
Lord Stanley, em um cloquele discurso, (o qual, se nos
for possivel, mais tarde publicaremos com toda a cor-
respondencia que houve lugar com o goveruo hespa-
nho) expoz os absurdos de lo estranho procedimento
c o conde Aberdeen inostrou a toda luz a mi. poltica do'
ministro dos negocios estrangeiros de Inglaterra cm
provocar uina disputa diplomtica ein o inomennto mes-1
no cm que a antiga allianja entre esse paiz c a Hcspa- \
nlia poderla ter sido, cm vrtudc darevolujo franceza /I
mais que nunca estrellada.
haviam sido reconbecidos por Sua Santidade. Una dieta
devia ser convocada nessa capital para o ajuste de cor-
tos negocios de geral intej-essepara a Italia, e ella jase
tera reunido, se os delegados napolitanos houvcsscm
chogado. O paca havia recusado concorrer para um
congresso militar que o rei de Sardenhasc p'ropunha
convocar em Turiin.
Quanto ao theatro da guerra, temos dcannanciar aos
nossos leitores que os Austracos se acliam acantonados
em Peschiera e Verona; que o rei Ciarlos Alberto a frente
deum grande corpo de tropas piemontoas, em numero
de30,000 pouco mala ou menos, oa tem expellidn de to-
dos os pontos entre Vallegio nac margena do Mineio e
Em Praga, a tranqulldade publica fra mui seriamen-
te perturbada em o 1. de maio. Os tumultos drgram-
se principalmente contra oquarlciro dos .ldeos, os
quaes se entrincheiraram contra aguarda nacional. Al-
gunias pessoas ficaram feridas, e unas 30 fram presas.
Faziam-se as mais rigorosas investiga9es, c todojijun-
lamcnto de povo havia sido restrictamente prohibido.
A Hungra achava-se no mais deploravcl estado de
anarchia. Os ultrages que all se succcJiam uns aos ou-
tro, 1 1 .-un cm geral dirigidos primeiramentc contra os
Israelitas ; mas quasi invariavelinentu acabavam pelo
saque indistinclo de todos aquellos que tnliam alguma
1.111,1 que perder. EmPrcsburgo, nao mcticionando an-
da, crueldades, fra atacado o hospital judaico, e os
doentes arrastados pelas ras. Os magistrado, como
nico meia de apasiguar o tumulto, ordcnaran que to-
dos os Judeos ova. iiasscni a eidade A guarda nacional,
langa de inlcrvir para a supprcssao dos disturbios, man-
tinha ineramcnte nina decente peutralidade. Nessas cir-
cumstancias, o ministerio pedio com urgencia ao gover-
no imperial houvesse demandar retiraras tropas liun-
garas da Italia, Moravia o Bohemia ; pois o exercito ac-
tualmente existente na Hungra, nao contando mais que
18,000 pracac, era inteiramente insuflicientc para a de-
fensa do paiz entretanto rccciava-sequc 11111 rompimen-
lo loria brevemente lugar entre a Hungra e a Austria.
No dia 25 de abril houve ein Cracovia grande desur-
d m. Urna um I liil.ni de pessoas sabidas da commisio na-
cional (um club; atacaran) o baro Kricg, commlssario
austraco, ein sua propria casa, que lhe servia tainbcm
de secretaria, apoderarani-se de seus papis olliciaes,
tratarain-no ignoiiiniosaiiiento, o, amearaiulo-o eom as
espadas nuas, o levaram por tira como refem a casa do
club, situada na Prac.a-Grande.
O conde Castiglione, marechal general comtnandanle
das tropas, logo que soube do occorrido, mandoii o ma-
jor general baro de Moltke ao lugar do tumulto para o
fin de se informar do caraclrr da retino, ordenando-
Ihe que, se julgasse preciso, levasse coinalgo quatro com-
paginas de infantaria e um osquadro de cavallaria, e
obrasse conforme as circumstancias o exigissem.
O major general, chegando ao lugar da desor'
1 aniroii 11111 grande numero de guardas nacionaes ; ma,
nada podendo colher delles, subi casa do club, crio
cnto que o baro Kriog eslava all delido. Poucos mo-
mentos depois chegou pra9a o marechal general, e a
multido furiosa exigi delle 200 armas para a guarda
nacional, e a retirada inmediata das tropas, nicas con-
d9es que poderiam evitar o dorramaincnto de sangue.
O conde recusou-sc a ambas estas exigencias, c insis-
ti na entrega inmediata do commissario captivo, a
qual cousogiiio depois de tres horas de negociafo, sem
fazer uso da forra armada, depois do .pie a multido
gradualmente sedispersou.
Conseguida a soltura do commiasario, o conde decla-
rou que todos oc actos que, durante a sua detenfao elle
Em odia 19 demaiodera arainha no palacio de B11-
cl.ingli un un inagnliccnliaaiino baile. Alm da familia
real, dos principes estrangeiros actualmente em Ingia-
terrr, c de todo o corpo diplomtico, assistlram a elle
para mais de 1000 pessoas gradas do paiz. Temos a satis-
i'n o de annunciar aos nossos concidados que nao s
o ministro brasilelro Marques Lisboa e sua sendera
como 1 ainlie ni todos os mais empregados da ligaran t
veram a honra de ser convidados, eaasisliram ao baile
real.
A respeito de Portugal, as noticias eom que depara-
mos nos jornaes que recebemos, sao todas anteriores i
queja ein outro numero desta falla havemos com mulli-
cado aos nossos leitores.
Da Hespanha sabemos que depois da re volta militar
que ti vera lugar as ras de Madrid, e que, como j no-
ticiamos, fra de prompto Millarada, a tranquillidade
publica nao havia sido perturbada, nein na capital, ncm
as provincias. -
O regiment de Erpana fra disaolvldo. Os eahos de
esquadra e os sargentos fram rebaixados para solda-
dos ; e todos ns olliciaes, assim os subalternos, como os
superiores, fram passados para a lista de reserva.
O lainbor-inr do regiment foi executado, c dous sar-
gentos que iam ter a mesma sorte, declararan) que, se
lhes salvasscm as vidas, fariam importantes 1 evelarrs.
O gciieral Narvaez ordenou que fssem levados sua pre-
sen9a, e diz o Heraldo (jornal hospanhol) que, em virtu-
de de suas declararnos, o governo tinha has inos a cha-
ve de una extensa ranspiraro,
Diversas pessoas tinham tido ordem de sabir de Ma-
drid. O infante D. Henrique fra dcsautorado de sua dg-
nidade, de seus titulas, de sua honras e de seus enipre-
gos, e redo/i.la a ei>mlii,o de simples cidado.
O governo havia suspendido as sessdes do parlamento,
c tinha noineado urna commisso para o filn dr, com a
menor dilaco, formular um projecto, em o qual se de-
terminasse qual a divida consolidada, qual a nSo conso-
lidada, ou a divida sem juros, ."icr interna, qur ex-
terna.
A fin de exocutar devidamente esae trabalbo, e de evi-
tar toda dilatan, ou obstculo, a commisso devora con-
t rir directamente com o ministro da fazenda, emquanto
liase sobre que esta detn minaran devora ser feila ; e
poder exigir directamente das respectivas reparases
todas as m l'oi na. lies e todos os documentos'que julgar
necessarios.
Osinembros da commisso sao os Senhores: D. Ramn
Santillan, ex-ministro da fazenda c senador; D. Antonio
Houipanero de Cos, ex -ministro do interior; D Manoel
Sanche Silva, depu tado s corles; o director geral da di-
vida publica, e D. Jos Borrajo, da repartirn da fazen-
da. 0 primeiro dcstes Senhores devora obrar na quall-
dade de presidente da commisso, e o ultimo na tic se-
cretario da mesma.
Finalmente as olas do banco de S.-Fernando corriam
em Madrid com o descont de 10 por cento, e grande
desconteiitamento prevaleca na elasse militar.
A assembla nacional de Fraila continuava cm seus
trabalhos, e do extracto que passamos a fazer de suas sos-
ses de 0 a 19 de maio, verao os nossos leitores o que de
mais naiavcl ha occorrido naquclle paiz.
Em a sesso de 9 de maio, depois da assembla haver
resolvido que se elrgcssc una commisso executiva, a
qual iiain.-a.-,e os ministros, um das membros dellapro-
poz que cssa commisso fsse composta de 3 inembros,
outro que de 5, outro que de 10, outro finalmente que de
II, isto he, dos iiicsinos quccoinpunhain o governo pro-
visorio.
Houve ento urna confusa discussap, no funda qual
dissc M. Bcrard que, para a assembla poder sabero que
deveria de esperar, era necessario que se certificasse se
o governo provisorio eslava 011 nao unido (nnitarcin); que
conseguinleincntc quera pergiintar a M, Lcdru-Rollln
se era ou nao verd ade que em uina 1 i.n vei-.s.-n ;ia particu-
lar.....(ii'nimii (iimii/to.)
M. Ledru-Roliin observou que as scsses da assem-
bla eram multo importantes, c nao deviam ser oceupa-
das como que occorria em conversare;.-.-. particulares.
Que quanto ao dzer-se que o governo provisorio nao
eslava unido, elle confessava que era verdade, que al-
guns dos seus collegas tinham ideias que nao eram as
dos outros. E como nao havia de ser assim Pexclamou M.
Ledru-Rollin. Quando ha,que a huinanidade nao foi as-
sim constituida ? Os inembros do governo, disse elle,
teem rada un mi i individualidad,-, maopinio c suas----
pTcdilcc9es ; mas todos csto unidos por um ardente
amor do pau em quenasceram ; (cron que entre elle e os sefls collegas nunca sa havia trocado
urna s spera palavra, que, quando eram de oplnics
diftcrcntcs, sempre a minora se havia curvado diante
da maioria. Nos havemos sido todos bous cidadaos',
disseojiobre ministro, o nos havemos reunido as nos-
sas f^as para servir a Franca .' Fazei como havemos
feito {Applamot.)
Depois de alguma discusso mais a assembla decidi
que a coimnissu executiva fsse composta de 5 mem-
bros, e que sua cle9ao fsse feila por escrutinio e a
malln,) absoluta de votos.
Cm a sesso de 10 de malo, depois de baver fallado JI.


Senard, lerantou-te M. Martin de Straburgo, edeclarou
uc o vcneravel Du'pont de l'Eure o baria autorlsado
pjra informar a assembla, que llie era impouWel acet-
{ar um asseuto no governo.
Esta declarado excitou estrondosos murmurios, e va
rioj membros observaram que, havendo rejeitado a re-
siciiacao deM. Beranger, elles tinham igual direito de
fAeltar a de M. Dupont de l'Eure.
v j,estabclecido o silencio, M. Heaumont correu tri-
,iii.i >' disse que nao poda comprehender a posslbili-
Mie de excluir da commissao executiva o veueravel
fundador da repblica. M. berrier obtervou que a om-
nipotencia da assembla era compromettlda por urna
discusiao de nomes proprios ; que o eu voto nao-devia
depender da vontade de nenhum de seus membros,
ncm ser influido por loteras ; que a revoluco tlnha
sUll,centcniente revelado quaes os homens que incre-
ciain a confianca do paiz, e nao era preciso que seus
nomes fssem publicados na tribuna.
pepois de haverem fallado MM. JoSo Kenaud e Barbes,
nrocedeu-se elelcao da coinmissSo executiva, e achan-
5o-sc presentes 794 depulados, sahiram eleitos MM.
Araeo por 725 votos ; Garniel- Pags por 715 ; Marie ppr
M i Lamartine por 643 c Ledru-Rolliu por 458; os
(luaes fram proclamados membros da commissao.
II. Wollowskf subi entao tribuna e pronos a elei-
f jo inmediata de nina commissao cnerregada de pro-
nr as medidas necessarias para o uielboramento da
ondicao das classes operaras. Elle annunciou depois
Uc ii i uianhaa daquclle dia, os delegados de Posen,
Cracovia e Galicia Ihe haviain entregado uina repre-
sentacao dirigida pelos patriotas polacos assembla
nacional; 1ae nea representajao elles dcscreviam os
cus sofl'rcmentos', c pedtam soccorro "da Franca. 0 il-
ustre depuiado disse que conava que a assembla ha-
_, jc recommendar commissao executiva que tomas-
ie em considerarn a peticao dos representantes, epro-
noique a assembla sem demora convidasse a naco
germnica e a dicta de Frankfort a se reunirem com
a Franca afiui de resuscilarein a amiga Polonia.
M. Doucoux que fallou depois, apoiou a peticao dos
Mirllas polacos. Elle disse que a revoluco trnce-
la (ieyia ser tito humanitaria como era poltica, e acba-
va que a assembla devia dirigir urna allocuco a todo
o mundo, na qual expressasse a sua delcrminaco de
sustentar em toda- a parte os principios cujo triuinplio
l,av;- Armado cm Franja.
\ crguntaudo um deputado a M. Lamartine se havia
algum inconveniente em coinmuniear elle a assembla
asinformaces que havia recebido de seus agentes di-
plomticos acerca do estado da Italia, ou se prefera que
aassembla maicassc um dia pata ouvir essas cxplica-
tdes, o ministro respondeu que eslava prompto para
du-essas.cxplicaces se o nobre deputado insistisse
nisso, mas que seria preferivel .narcar um dia para
esse ti 111; todavia declarou que, quando a cooperaran
aFranca fsse necessaria Italia, ella llic nao serla
aegada, eque nao havia ,..-..-. para que o nobre meiubiu
nceiasse que os acontecimeutosde 1831 podessemoccor-
rcr de novo cm 1848.
Levantou-se depois M. Luis Blanc e requereu que
a assembla autorisasse a commissao executiva para es-
tabcleccr um ministro especial do trabalho e progres-
io. ( rande agilaco. ) Elle queixou-se de haver sido
repetidamente victima de calumniosos ataques (ltian-
lou-e aqu um grande tumulto, o qual durou por algum
limpa j Os ataques que me hao sido dirigidos, disse
oorador, teanvine affligido, mas de ncnbuma sorte des-
animado. F.u nao desistir! de servir causa do povo.
Eua defender! sempre. ( interrupeoviolenta : latina as-
itmblca lunio-iiie uio/enamenlc agitada, e depois levanlou-se
por um moviminlo unnime, protestando por tuat exclama-
ra contra as observacies de M. Luis lllanc. Por fimo il-
liutre memoro ronsetjuio faser-se ouvir e continuo assim.)
NSoposso dizer-vos, Senbore, o prazer que me haveis
dado pelos senlmcnl&"c|nc tends manifestado. ( Riso
irnico.) Eu eslava persuadido que nao havia aqui quem
tomassea peito a causa do povo. ( Exprselo de duvi-
da.) Mas, j que amis o povo, nao tardis em virem
succorr-lo. l.embral-vos que a fome nao .-:.!:-.!!;;!ila
cao, lembrai-vos que ella rejeita o provisorio. O que
leudes de faier para o povo que vos enviou aqu,,he
oceup.-ir-vos de suas necessidades, he crear um mi-
nisterio do trabalho e progresso ( Eslrondosas garga-
Ihadas interrompram aqui o orador.)
Um deputado disse ; Vos sois ourives, M. Josse i
( fisadas anda maiores. )
M. luis Blanc; -Talvez supponhais, Senhores, que
tenho interrsse na questo. ( A'onai riladas. ) Se desejo
testcinunhar o Iriuinpho de ideias a que he sacrifica-
do a iniulia vida, he porque essas ideias parecem-me
o correctivo da opinio que actualmente prevalece na
sociedade. Eu digo que a nomeacao de um ministerio
do trabalho c progresso teria por objecto fornecer un
remedio a tao terrivcl estado, sim terrivel, euo pos-
so declarar por Isso que de perto o hei examinado. Hon-
tem se vos disse que nao havia mais em Franca parti-
dos polticos. Euo creio. Porm o que existe e o que
le deve trabaihar para que nao exista he o grande e
lamentavcl partido que he victima da miseria. He
esse o partido para cuja dlssolucao devenios incesan-
temente trabaihar. Rcqueiro, pois, que o trabalho sc-
ja inmediatamente organlsado.ofim de prevenir a rc-
loluiao da fome. ( ^jitafo prolongada )
M. Peupin levantou-se depois, c disse que de todo
seu coracao apoiava a opiniao do illustrc inembro, de
que lignina cousa se devia fazer cm proveito das clas-
ses laboriosas ; que conceba a conveniencia de elcger
urna commissao de inquricao, a qual por suas iuvesti-
gaces aiudasso^ assembla, c propozesse os meios de
alliviar a miseria que pesava sobre essa parle da popu-
lacho ; que nao proporia que se nomeasse um minis-
tro especial, (estrondosos poiados, e todos os olhos sevol-
teram para M. Luis Blanc) por isso que cm sua opiniao
o ministro do trabalho devia [ser o ministro das obras
publicas. ((rondoa appronapiio, acompanhada de algum ri-
lo.) Dorador disse mais que os operarios so o que exi-
giain, era que seu trabalhb Ihes proporcionasse meios
siillicirntes de sulisistencia, e que todos elles salnain
mu bem que o trabalho s pode dar-sc onde existe a
confianca; (apoado) que esta soda assembla poda e-
ni.iii ir. por Isso que, conforme forem os seus actos, mais
ou menos rpidamente, a confianca havia de ser restau-
rada. (poiados.) Depois de haverem Tallado MM. Fal-
loux, Wolrrw'sk e Flocon, M. Barbes propoz que aas-
sembla declaraste que M. Luis Blanc havia bem mere-
cido do paii. (Oh on !j
M. Freslou disse que era do dever da assembla oc-
cupar-se com a questao social, sb pena de ser despre-
zadaprla Franca, e ainaldicoada pela posteridade, po-
retn que nao Ihe seria pocsivel rcalsar de chofre o que
poderia ser o resultado dos esforcos desenlos. (O om
tmphalico do illutlre membroestus gestos exalaramestrondo-
ioi oaroafhada, elle ilesccu da tribuna depou de faier com
ot bracos mis dout, movimentos anda mais extravagantes
que os primeiros.)
O presidente, consultando a assembla acerca da pro-
posta de M. Luis lllanc para a nomeacao de um minis-
tro do trabalho e progresso, foi estaunamimemente re-
jeitada, decidindo a cmara que se nomeasse una com-
missao de inquirieo para examinar n questao relativa
lis classes operarlas de todas as denominacoes.
O ministerio republicano fdra organisado pela com-
missao executiva da inancUa segulnte:
Negocios estrangeiros, M. Bastid; sccreUno adjunc-
da assembla nacional, quando esta se achava reunida,
deelararam-na dssolvida, e iam eital)elecer um nov
governo coinposto dos seguintes membros:
Raspail, presidente da repblica ;
Cabet, ministro dos negocios estrangeiros ;
Blanqui, ministro do interior ,
Barbes, presidente do concelho ;
Lcdru-Roliu, ministro da guerra;
Albert, ministro do progresso ;
Thor, muir de Paris ;
Caussidlre, ministro da polica;
iuando aguarda nacional correndo era grande numero
-los evacuar a casa da assembla c salvou assiin a rep-
blica.
Os esl .Jantes da escola polytechralca, logo que tlve-
raiu notl a da sublevajao, annarain-se todos e se IV,-
ram pi disposljao da commissao executiva ; a popu-
lara de Paris deu nessa occasiao urna prova exuberan-
te de sua deditaco ao governo estabelecido, a guarda
nacional dos suburbios correu tambera pressurosa para
tomar parte na manutenso da ordem.
As seguintes proclamare darao aos nossos leitores
alguns eselarecimentos acerca do levantaraento com-
munista, do qual trataremos anda em outro numero
mais extensamente.
REPBLICA FRANCEZA..
Liberdade, Igualdade, Fraternidadc.
a Em nome do povo [roncet.
U PKOCI.AM.\e.AO.
Cidados. Um crme ha sido comraettido contra a
assembla nacional. Uus poucos de facciosos teataram
yinl.tr a snlierania do povo.
Os nossos representantes permanecern! calmos e
firmes ein presenja dessa tentativa. A magestade da lei
prevaleceu sobre a for;a bruta.
A assembla perturbada por um momento, prose-
guio depois ein seus trabalhos. Ella se rene no meio
de vos, sempre grandes, sempre fortes, sempre protnp-
tos para assegurar o trumpho da repblica, e realisar
as justas esperanzas que a revoluco ha feito brotar nos
nimos dos operarios.
Hojc foi o crime vencido. T
A guarda nacional, a garde mobile, tudas as forcas qne
existem, assiin cm Paris, como nos suburbios cxpellir
rain liante de si os loucos conspiradores, que han con-
cebido os seus tranas contra a liberdade dcbaixo do no'
me da Polonia. ~
Cidados, a vossa victoria foi santa ; depois o sangue
de vossos irmaos nao fra derramado. Permanece!
I (impos, permanece! armados para defender, ja que
para isso tao competentes vos haveis mostrado, a rep-
blica contra a anarchia.
Os homens que polluiram o templo da constiiuicao
pertencem de hojc por dlante jnsiica.A juslica obra,
O governo esta vigilante.Os criminosos cst.io pre-
sos.
Tende confianza no futuro. O futuro nunca ha sido
infiel fidelidade e i coragem, c vossa tideldade e cora-
geni i lia sido bem provadas.
a Os membros da commissao do governo execulivo,
Arago, Lamartine, Marie, Ledru-llotlin, amier Pagh
REPBLICA FRAKCEZA.
|| l iri.nii.MiK, IGUALDADE, i HA11.11M11.M11 .
A assembla nacional
a ao povo francez c aguarda nacional de Paris
c dos suburbios.
Cidados. Aassembla nacional, eleitapelo sufira-
gio universal do'povo, ha sido atacada. Seu presidente
tora cxpellido de'sua cadeira, certos homens facciosos
usurparan! o lugar dos vossos verdadelros representan-
tes; mas estes confiara cm vos e cm todos os bous cida-
dos, assiin como vos confiis nelles.
u Degousie (o questor delegado).
o Paris, 15 de maio de 1848.
Viva a repblica'.
REPBLICA FRANCEZA.
LIBERDADE, IGOALDADE, ERATERNIDADE.
Pars, 15 de maio de 1848.
(i Cidados. Uina mullid,io, fascinada por alguns
homens facciosos, ha violado a representado nacional.
Essa louca tentativa foi mal succedida era consequencia
da inanifestacao unnime da populacao parisiense. O
governo da repblica, podis ficar certos disso, ha de
cuniprir o seu dever. Elle ha de desenvolver aquello
grao de energa necessario para estabelecer a ordera
publica sera soQ'rer a menor viola;ao do principio da li-
berdade. ......
ii Itscurt (ministto do interior).
COmfEdO.
Alfandega.
RENDIMENTO DO DIA l...........
Discarregam hoje, "3 de julho.
Brlgue Sociedade mercadorias.
Brigue Cesar dem.
Barca Esther-Ann ideut.
CONSULADO GE.RAL.
RENDIMENTO DO DIA I.
Gcral............'.......
Diversas provincias............
4:903^092
.3:100/032
, 93/000
3:193/032
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIAL..........2:739/677
RENDIMENTO TOTAL NO MEZ DE JUNIIO DE 1818.
Ditimo do assucar.........13:653/270
to M.Julio Fabrc.
Interior, M. Recprt; secretario adjuncto M. uarterei.
Justica, M.Cruiieux -
Instruccao. publica, M.Carnot; secretario adjunejo,
M. Joo Reynaud, '
Guerra, M. Carras, intrinm#n(.,
Marinha, vice-alinirante Casy.
Agric|iltura e cominerclo, M. Flocon.
Fazenda, M. Unciere.
Cullo religioso, M. Trelat.
M. Pagnerrc fra nomeado secretarlo da commissao
exeoutlva cwn voto deliberativo no concellio.de minis-
tros.
Em o dia 15 e maio um bando de desordeiros commu-
J>'t\as apoderrao-sc do hotel de ville, atacaran! a casa
Cinco por rento do algodo
Dito do caf
Dito do fumo
802/162
9/871
74/554
Tasa.............. 1:261/120
Capatazia............ ,r 234/860
Decimas dos predios urbanos : ,J:gSj^
MAa siza de escravos........ 680#350
SflVde heranfas......... 270/941
F.moAineutos de passaporte de polica
Cincfciit ris por escravos despachados. .
MeW^ldo c sello de patentes da guarda na-
cional ............
Novos e velhos direitos de einpregos pro-
vcae;..........
Matiiculasdas aulas de grammatica latina .
\
9/000
55/000
173/600
423/500
20/000
::295/085
Transporta........
Imposto sobre fabricas de charutos
Dito sobre otaria......
Multas..........
Juros...........
33:295/085
12/800
IBMO
22/775
2^364
33:340/824
Recife, l.Me julho de 1848.
No impedimento da escrlvo,
Jos Uuedes Salgueiro.
PRA?A DO RECIFE, I. DE JULHO DE 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios.....Ha saccadores a 24 d. por 1/000 rs.'
mas nao se fez transaccio alguina.
Algodo Nao houve vendas..
Assucar......dem.
Couros.....- dem.
Bacalho.....Existem 600 barricas. Retalharam-se
400, de 10/000 a U/000 rs.
Farinha de trigo-Venderam-se cerca de mil barricas aos
precos de 19*000 a 22/500 rs. por cada
una.Existem no mercado 9,000.
Carne secca Chegaram tres carregamentos, que e-
levarain o deposito a oitenta mil arro-
li.is.--.Nao houve vendas.
Entraram 16 embarcaedes, e sahiram 10.Es tao an-
coradas uo porto 44, a saber : 3 americanas, 1 austra-
ca, 24 brasileiras, 1 dinamarqueza, 4 francesas 8 in-
glezas, 1 uiinuini e2 portuguias.
Para oRio-de-J.neira sabe, m brejid.de o brH
gue-escuna Bello>Virginia: para o '*??''".
cravosafreteepasssgelros.dirijain-sc a Joao Hancis
90 da Crus ra da Cruz, n. 3. hrevida-
Para o Rio-de-J.neiro sahei. com a raa or breuda
depossivel.obrlgucioc.da*; pa-ao Jj "f
pUMMlrote escravos afrete, trata-se com cisco Colares na loja de ferragens ao pe "
Conceicao.oucoraNovaesk Companhla, na tuaao lia
P'--epanr'a o Rlo-dc-Janeiro deve seguir com toda a bre-
vldade, por ter a maior parte da cargaP**apn>
cho nacional fiilheroy: quera no inesinoquizer ""'= -
ir de passagera, ou embarcar escravos, dlnja-sc a
dio Agostinho de Barros, ou ao capitao Joaqulin soarc
Mearim. ,-_
Para o Maranhao sahe, cora brcvldade pgr r
a raaior parte de seu carregamento prompta o P"*"-"1
nacional taurentina : quem no inesino quier carrega ,
ou ir de passagera dirija-se a ra da Cruz, n. o.
Para Lisboa seguir, de 28 a 30 do corrente a ba -
ca brasileira Tentadoro-f'lir, por ler grande parte ui.
seu carregamento prompta : para o restante e passagei-
ros para o que ollcrece os inelliores commodos possi-
veis trata-se cora Silva & Grillo, na ra da Moeaa,
u. 11
ParaoAracalysegue viagemohiate Duvidoso com
toda a brevidade, por ter a maior parte de seu carre-
gamento prompta : quem no mesuro qui/er carregar ou
ir de passagera, entenda-se cora o iiieslre. Jos Joaqu Un.
Alves da Silva ouao lado do Corpo-Santo u. 2j.
. ""I
Avisos diversos.
Os horrorosos acontecirentos de 26 e 27 do passado
fortn causa mui poderosa, para que apraca apresenlas-
se esta semana o aspecto melanclico que bem dcixa
aperceber a breve revista que cima Qoa c-xaraua. He,
porm, de esperar que renasca a confianca publica,vi sto
como he sabido que a presidencia se couserva vigilan-
te, e preparada para aniquilar os planos dos desordei-
ros.
ovinento do Porto,
A'anioi entrador no dia 1."
Cear pelo Ass ; 10 das sumaca brasileira Carlota, de
44 toneladas, capitao Jos Gonoal ves Simas, equipa-
geni carga sal c palha-, a Luiz Jos de S Aran jo
Passagciro, um escravo a entregar.
Lisboa ; 51 das, brigue portuguez Conceipo-de-Mario,
de 174 toneladas, capitao Antonio Percira Borges J-
nior, equipagem 16, carga vinho c mais gneros ; a
' Thosna/. de Aqnino Fonscca. Passagciro, Joo Antonio
Gomes Guimaraes.
Liverpool ; 41 dias, barca iogleza Uaru-Clark, de 180 to-
neladas, capitiio C. Joseph Colbeck, cquipagcn9, cm
lastro ; a Joliuson Patcr & Companhia.
.Vni'i'i sahido no mesmo dia.
Ro-de-Janeiro ; barca americana Tixidor, capitao Wil-
liam Snow, carga parle da que trouxe.
Navivs*airados no dia 2.
Liverpool ; 35 dias, barca ingteza Esk, de 217 tonela-
das, capitao George Wasc, equipagem 12, carga fa-
zendas; a Latham & Hibbert.
Maranhao por Acarac ; 31 dias, patacho bjasileiro Emu-
laco, de 122 toneladas, capitao Antonio Gomes Perei-
ra, equipagem 10, carga farinha de mandioca c sola ;
a Manoel Goncalves da Silva. Passageiros, 0 escravos
a entregar.
Mazatlan ; 79 dias, barca franceza Sirene, de 285 tonela
das, capitao Emile Desrozicrs, equipagem 14, carga
]io-cauipc,xe, couros, conchas, etc.; a B. Lasserrc 8i
Companhia. Vem refrescar, e segu para o Havre.
Hull ; 41 dias, brigue inglcz Lady-Sales, de 199 tonela-
das, capitao David Voung, equipagem lO.carga carvao
de pedra pnra lastro ; a Dean Yullc & t^ompanhia.
Navios sahidis no mesmo da.
Canal ; brigue inglez Isabel, capitao William Telly, carga
assucar.
Rio-Grandc-do-Sul; patacho brasilelro Dous-de-Mareo,
capitao Antonio Monteiro de Almeida, carga assucar.
ObservacOet.
Fiindearam no Laraerao a galera americana j4iro-
naut, capitao Benjamn T. olnies ; e as barcas Ingieras
Dyson. capitn Roberto Cumning; c Ranger, capitao W.
Page ; sendo as duas ultimas para acabarem de carregar.
Avisos martimos.
-
EDITA L.
JooTmiter Carntiro da Cunha /dalgo cavalleiro da
casa imperial, cavalleiro da ordem de Chrislo, c admi-
nistrador da mesa do consulado desla provincia, por
S. tta Imperador, que Ueos guarde, ele.
Faz sirque, no dia 3 de jul ho prximo (hoje) ao
meio-dia, se bao de arrematar em praca na porta da
ursina, 10 saceos com assucar brauco e 100 cocos,
viudos sem guia de Porto-de-Pedras, provincia das Ala-
gas, i4sJ^ircaca Gioria-de-faria, apprchendidos pelo
guardbase Marcelino da Silva Braga : sendo a arrema-
tacao IHJte de despezas ao arrematante.
Mesa 3o consulado de l'crnambuco, 28 de junho de
1848.
O administrador,
Joo Xavier Carneiro da Cunha.
lleclirac'cs.
__A adnilnstra{ao geral dos estabclecimentos de
caridade manda fazer publico, que nao se tendo effei-
tuado no dia 26 do corrente a arrematarlo do rendiinen
todo furo das caixas do auno Imanceiro prximo futu-
ro fra transferida ditaarremalacao para o dia 3 (hoje)
do prximo futuro mez no lugar c hora jajannunciado.
Administracao gcral dos estabelecimeutos de caridade,
27dejunhode 1848 = 0 escrlpturario, F. A. Calateante
Consseiro.
__Por esta subdelegacia se faz publico, que, ao ama-
nhecer do dia 30 do mez passado, foi apprehendido um
cacillo melado cora a cauda e crinas brancas, o qual se
acha depositado : quem se julgar feom direito a elle,
compareca perante a mesma subdelegada, que, justifi-
cando pertencer-lhe, Ibe ser entregue.
Subdelegacia da freguezia de Santo-Antonio, 1. de
julho de 1848.
O arsenal de guerra compra azelte
dito de coco velas de carnauba fio de algodao c pa-
aito ae coco mn uutaiuauuu i^ *..Bww..w ,
vlos quem ditos gneros quizer fornecer mandara sua
proposta em carta fechada ,|a directora do mesmo ar-
senal, at o dia & do corrente mez, c no dia 6 os concur-
rentes hao de comparecer na sala da mesma directora,
afim de se reallsar a dita compra : assim tambera com-
pra 695 covados debaetilha mandando os concurren-
tes suas propostas e as amostras, c comparecendo nos
dias cima indicados para o mesmo nm. = Arsenal de
guerra,'1," de julho de 1848. _,
O escrlpturario ,
Francisco Serfico de Assis Carvalho.
Precisa-se de um feitor que trate e liinpe un pe-
queo sitio : a tratar nosAtcrro-da-lloa-Vissa n. 62.
Nanocl Jos da Silva Braga embarca para o Rio-dc-
i .un 11 o a sua escrava Eugenia, crioula.
Una senhora brasileira, que ja lera pratica de
ensno por ter ensillado algutnas meninas de sua fa-
milia e de pessoas de sua amizade delibera-se a acei-
tar mais algumas sendo de boas familias; quanto ao
seu cnsino he de prlmclras lettras ler, cscrever ,
contar, grammatica portuguesa, arthractica, doutri-
nachristaa costura chaa bordar de seda lacada, sus- ^
lo, matiz de froco deouro e tapete ; assiin como la-
varinto tanto passado como cheio marcar de difieren-
tes qualidades. Roga-se aos pas de familia que de seu
prcstiino scquzeicm ulilisar.dlrijara-se a ruado Ara-
gao, n. 32.
Os abaixo assignados achatn-se encarregados pelo
Sr. doutor Roberto Jorge Haddock Lobo, do Rlo-de-Ja-
nclro de receber dos frs. que siibscreveram nesta pro-
vincia para a publicacao dos Annacs de Medicina Brasi-
liense, no auno que se couclulo no ultimo do prximo
passado juilio : bem como estao autorisados para pro-
mover nova subscripco para o anuo principiado boje,
a concluir-sc no ultimo de junho do anuo futuro : dc-
vendo advertir que a nova subscripco ser a u/ rs.
por anuo e nao ja a 8/ rs. como fra a do auno prximo
passado em atleucao a diininuicao de portes do cr-
relo.
Aquellos senhores pois, que quizerciu subscrever
para a referida publicacao pdem dirigir-so a livrana
da ra da Cruz nd bairro do Kecife, n. 56, onde estan-
do a dever a ubieilpoio do anuo passado, farao o favor
de deixar satisfeita cada um a quantia de 8/ is,= Reoife,
1. de julho de 1848. Santos c Companhia.
__Precisa-sede un criado nacional ou estrangeiro,
que enteuda d governar carro : na ra do Hospicio ,
n 9,
'--Francisco dasChagas de Oliveirapede a estes Srs.
da commissao que publiquen! onde foi que elle assig-
uou em tal commissao, e declara que sua firma he falsa.
__Alcxandre LopesGalvo remettepara o Rio-de-ln-
neiro o seu escravo Jcronymo, Loanda.
__Aluga-se um segundo andar do sobrado da ra do
Rangel, n. 46. bastante fresco, cora boas sals 2 alco-
vas 2 quartos e sotao cora 2 quartos quintal e ca-
cimba : na ra Direita, u. 3.
___Joao Vaz de Oliveira rctira-sc para tora a provin-
cia levando ein sua companhia seu lillio Manoel de
menor idade.
Quem precisar de una preta capti-
va com multo bom leite para criar, di-
rija-seas Cinco-Pontas ., D. q3.
Quem precisar de um rapaz brasilelro para caixcl-
ro de loja de miudezas, annuncie.
D. Ilenriqucta Balbina da Encarnacao Prazeres re-
tira-se para fra da provincia levando em sua rompa-
nhiaduas lilhas menores e suas escravas Felicldade ,
Thercza c Bernardina.
Precisa-se de um fcitor para um sitio: :io Aterra-
da-Boa-Vista, n. 39.
Jos Francisco Belm embarca pa- "
ra fra da provincia o seu escravo pardo,
de nome Pedro Lucas.
Arrancaran c fiirtaram, de urna canoa, uina cor-
rente de ferro lia mais de 15 dias : quem soubcr dcste
furto dirija-sc ao tcucnte-coronel Manoel Joaquim, nos
Afogados, que recompensara
O abaixo assignado pede ao Sr. tenente-coronel dn
segunda liaba, Jos Narciso de Carvalho, da^-proriucia
da Parahiba a resposla da carta que Ihe dirigi pelo
hr. mejor Jlo Jos Botclho ; e declara que at o finido
corrente julho nao vindo a resposta far publico o
que ihcinandou expona mesma caria.
Autouio de Soulo ondim.
O abaixo assignado, rhegado ltimamente de Fran-
ca, faz publico que, tendo feito a acquisicao do estabcle-
ciracnto do Sr. Hebrard, na ra Nova, n.69, a dita casa .
trabalha por sua conta desde o dia 1." do corrente mes
de julho de 1848, O mesmo abaixo assignado espera que
as pessoas que bonraram com sua confianca o seu an-
tecessor, quererolh'a continuar ; e pela sua parte nao
se poupara a esforcos para incrccc-la.
.-Inferno 6'ranoii.
= No pateo doParaizo, casa n. 4, precisa-se alugar
um escravo que entenda alguina.cousa de cozinha, ou
mesmo algumapessoa forra que esteja as mesmas cir-
cumstancias.
__ Uodrigues Se Crrela convidam aos seus credores a
rennireni-se, na ra do Rangel, n. 11, hoje, 3 de julho,
pelas 3 horas da tarde, a ti m de toraarrm conta do que?
existe na venda, para pagamento dos meninos credo-
res.
MUDANCA.
/^ea D. \V. Ilaynon, cirurgiao dentista, dos Estados-
?3BUnidos, respeitosamente noticia aos seus amigos u
ao rcspeitavcl publico, que tcm mudado a sua residen-
cia da casa n. 40 da ra da Cruz do Recife para a de n.
26 da ra da Cadeia de Santo-Antonio, tercelro andar,
aonde ltimamente resida o retratista americano Frede-
rloU, e aonde daqui em diante o anminciante ter mni-
to gosto de receber os que precisarcm dos seus serv-
eos professonaes,
Precisa-se d um feitor casado sem filhos, ou mes-
mo soltclro, para fra da praca : a fallar no Recife, ra
da Cadeia, loja de fazendas n. 53.
Il.ivendo algum homem casado que tenha pouca
familia e quelra Ir administrar uina fazenda compare-
ca na ra Imperial, n. 79.
- OSr. Joaquim Pinto da Cunha tcm urna carta,
vinda do Rio-de-Janciro na ra da Moda, n. 11.
Precisa-sede um fcitor para tomar conta de um si-
tio : quem estiver nestas circumstancias, dirija-sc ao
Aterro-da-Boa-Vista,',n. *3.
MUTILADO


^
.4
-aa




lotera,
DO HOSPITAL PEDRO II.
O thesoureiro tiesta loteiia laz sci-
ente ao respcitavel publico que pelos
acontec met tos imprevistos dos das 26 e
^7 de junho prximo passado os quaes
fizeram parausar a venda lo resto dos
bilhetes, por este motivo deixaram d
correr as respectivas rodas 110 da apra-
zado o que espera brevemente marcar
outro, que ser annunciado.
~ MariaJoaquina da Cosa, com 3 filhot, rrtira-ie
para fura A eominisso administrativa da sociedade Apolli-
nea tm marcado o dia 4 de julho corrate para em
scsso receberas propostas e approvar os convidados
para a partida de 22 do sobredild. A mesina commisso
tem por umitas ve7.es participado, de conforinidade com
os estatuto*-, que nio admitir convites seno os que
frein apresentados no da marcado : e como se tem
abusado dessas decises, vai por em rigosa observancia
dita deliberacao : por isso todos os convites que nao f-
rem apresentados no dia 4, caro prejudicados.
D-se dinbeiro a premio sobre pe-
nhores de ouro ou prata em pequeas
quaulias alt: com mil rs. : tiesta typogra-
phi i se dir qtiem d.
Prccija-sc de um caixeiro de II a 14 annos, para
fura da Proviucia, que saiba vender fazendas : no Ho-
tel Francisco se trata das coudicoes.
Lie
Compras.
Conipra-se um oratorio moderno com imagens ou
.-.ni ellas: na ra Augusta, n. 94
Compra-se urna bomba que sirva para cacimba ,
com bastante compritpento : na ra da Cruz, n. 10.
C'ompram-se escravos sendo machos de 12 al
20 annos ; sendo fnicas duas negrinhas qyc tenliam
al 12 anuos para se educaren) c negras que sij.nn
mocas, ecomsignal de seren fecundas melhores e
assegura-sc que nao sao para mandar para fra da ierra,
ncm revender-sc siin para urna fazenda, do inatlo : na
ra Imperial n. 79 a qualquer hora do dia
Compra-se uina carleira que sirva para escrtptorio,
masque seja servida : na ra do Trapiche->ovo, n. 8.
Contintiam-so a comprar patacOes brasileirose
liespanhes, a 2,000 rs., e pecas, a 16,700 rs. : na ra
da Cadeiv-Velha, n, 38.
Compra-se urna banda de olTlcial de segunda II-
lilia : annuncic.
Compra-se damasco rxo portugus ainda mes-
mo alguma colcha quem tiver annuncic.
Vendas.
-- Vcnde-se a venda da ra do Forte n. 2, muito afre-
guezada para a prafa por ser em eso lien te local, e com
fundos a volitado do comprador: as Cinco-Puntas, nu-
mero 21.
Vcnde-se um preto, perito oflicial desapateiro, de
ida.le de 20 annos, sem vicios ncm achaques : na ra es-
trella do Ruzario, n. 43, segundo andar, se dir quera
vende.
Vendc-sc una mesa de ineio de sala c urna banca,
indo de angico e com algum uso ; uina commoda de
annirilo :tudose vende muito barato: na ra da Pe-
iiha tenda de barbeiro, se dir quem vende.
Vende-sc uina porfo~- rello de boa qualidade ; urna porcao de casaes de rolas
liancas e pardas por preco cominodo : na ra da Ma-
drc-de-Deos n. 9.
Na loja n. 17, de Ricardo Jos de Frei-
tasRibeiro no Passeio-Publico,
vende-se rctroz preto, aiul e de cores, de primeira sor-
te ltimamente cliceado do Porto a 1.3/rs. a libra;
iissim como velludilho preto, que nao faz dill'crenca al-
guma de velludo a 2/o covado ; vclbutina, a 1^2s0 rs.
o cavado ; comas nimias fazendes baratas.
ATTENCAO'.
A. endein-sc limas hcrauvaiuaiUiade S.-Miguel, cons-
tantes de casas, na povoacao vinlias c ierras: vende-
so ludo junio ou a retalho 011 tambem se trocam por
predios e oulros bens nesta prafa : quem pretender an-
uiincie
Vendeni-sc oito casinlias juntas, com duas'salase
dnisquaitos, que rendem maisde um por cenlo : quem
as pretender dirija-se a ra Augusta, 11. 58.
Vende-teaxelte de carrapato em toneis, e tambem
fe vende em pnrces : a fallar com o Sr. Domingos Cal-
das Pires Fcrreira, naAlfandega.
Vendem-sc chapeos de superior
castor, brancose pretos, por preco
mulo barato : na ra do Crespo, n. 12,
loj;, rlc Jos Joaquim da Silva Maya.
Vcndcm-se vidros para espelhos de todos osta-
inauhos : no armazein do Knlkinann & Kosciiniuiul,
la ra da Cruz, n. 10.
Nonos gambredes.
Vendem-se superiores cortes da fazenda denomi-
nada--gambreOespelo diminuto prego de 1,800
rs. o corte : esta fazenda lie de mu superior quali-
dade e seus padrOes rivalisam com as melhores ca-
simiras : na ra do Collegio, loja nova da estrella,
n. 1.
Vende-se superior cerveja preta em botijas e meias
ditas, cin barricas de 3 e G duzias cada uina a retalho:
na ruado Trapiche-Novo 11. 18, casa de Frcderico Ito-
billiard.
Vende-se urna parda de 17 annos, de boa figura,
que cose e cozinba ; uina n"grinha de 14 anuos de na-
fo, que cose bem e cozinha o diario de uina casa e que
lie rccolhida ; um preto para o servio 11 de campo : no
pateo da S.-Cruz n. 14, se dir quem vende.
Casimiras elsticas a G<0 ris.
Vcndetn-se casimiras elsticas de algodo o 18a,
pelo barato preco de 640 rs. o covado : na lo/a nova
da estrella, n. 1, da ra do Collegio.
Boa pinga.
Vende-s superior vinlio da Figtielra, ni banis de
*, 5, 6 e 7 em pipa: no armazein de 1.J Tasso Jnior,
ra do Amorim, n. 35.
Vcndem-se 5 escravos sendo : duas lindas pardas
de 26 annos, que engomniam, cosein chao cozinhame
lavam de sabo ; dous moleques de naf o Angola de
16 a 18 annos proprios para todo o servico um ele-
gante cscravo de nacSo de 28 annos ptimo canoeiro
c pedreiro : na ra das Cruzes n. 22, segundo andar.
Vendem-se saccas de farinha de alqueire de me-
dida grande a 4/rs. : no Passeio-Publlco ns. 9 e 11 ,
loja de Firmiano Jos Rodrigues Ferrcira.
Vendam-se 4 arrobas de colla do Rio-Graude-do-
Sul muito superior por prefo cominodo : na ra Au-
gusta n, Ui. -_
Vende-se um preto muito moco ,
de boa figura proprio para todo o iervi-
co de casa e campo ; luna muUtinha de
6a 18 annos, que he engommadeira e
costureira : iiarua do Crespo, loja n. a
A, se dir quem vende.
Vende-se sal do Assu' a bordo da barca brasileira
Tenlativa-Ftliz 1 a nalar com Silva t Grillo, na ra da
Mu .l.i n. 11.
Vende-se aalsa-parrillia ; redes de maqueira ; pa-
Iha de carnauba, por preco coinmodo : na rua da Mot-
da, n. II.
Vende-se colla de superior qualidade, dai fabricas
do Rio-Grande-do-Sul: na ra da Moda, armazein n. 7.
Vende-se, na ra das Cruzes n. 41 panno de II-
nho do Porto Uno c mals inferior pelos picos de 560
at 960 rs. e que avistada qualidade se poder dizer
ililliuili vaiiicn te o preco. '
Vcnde-se Lizia potica, ou collecco de poesas mo-
dernas, de autores portuguezes publicadas no Rio-dc-
Janeiro por Jos Ferreira Monteiro contendo o pri-
ineiro volunte 52 nmeros eoin 312 paginas ; preco 2/
rs. Reccbem-se assignaturas para o segundo volunte ,
constando todoo anuo de 48, dividido em 52 nmeros:
na ra da Cadeia do Rcclfe, loja de Joao da Cunha Ma-
galhaes ,/aonde j se cncontrarao os ns. 1 a 9. Na mes-
illa loja se couiinuain a receber assignaturas para a
(,'/iroiiici-/,iieriu, jornal de i ns trueca o e recreio por
preco de 6/ rs. por anno por 52 nmeros.
Na luja nova de Ricardo Jos de Frei-
tas Ribeiro, na ruado Passeio-Publi-
co n. 17 vendem-se as segualesja-
zendas muito boas e baratas :
cortes de chitas com 10 covado muito finas e filas ,
proprias para vestidos de senhora para andar por casa,
por seren escuras a 1/OO rs. ; ditos de cassa com 6
varas e niela a 5/ rs. ; ditos de tarlatana de cores, a
3/ rs. ; cortes de caifas de pelle do dialio fazenda es-
cura e muito forte a 1/280 rs.; brim para caifas a
540 rs. o covado ; cortes de fazendas para caifas, qUe
parceem casimiras a 2/rs. ; cassas de cores de qua-
dros e llstras s 240 rs. o covado ; chitas muito boas, ti -
xas e sem defeito algum a 12o, 140, 180, 200, 220, 240 e
280 rs. o covado ; riscadinhos francezes azues e de qua-
droi, proprios para vestidos de pretas a 160 rs. o co-
vado ; algodo trancado inesclado proprio para^pre-
fos a 200 rs. o covado ; curtes de collelc de fuslo d
cores, a 500 rs.; ditos brancos a 640 rs. ; ditos de co-
re, a 800 rs. ; ditos de gorgurao a 1/rs. ; ditos de*a-
iinira de quadros a lbU0 rs. ; ditos de velludo a 2/560
rs. ; lenfos de seda muito grandes e bonitos, proprios
para grvalas a 2/560 rs. inteiros, e partidos, a 1/280
rs.; ditos de algodo c seda a 1/600 rs. e partidos ,
a S00 rs. ] mantas de seda para- grvalas a 1/600 rs. ;
merino, a 1/600,2/800 c 3/200 rs. o covada ; settm pre-
to para collete : a 2/660 rs. o covado ; luvas de algodo
decores para homeme senhora a 160 rs. o par; brim
branco iranfado de linho, fazenda muito superior a 1/
rs. a vara ; c outras inuits fazendas por preco muito
mais barato do que em outra qualquer parle.
Vendem-se, na loja da ra do Crespo n. 11 os se-
guintes livros : Geometra de Lacrois ; Algebra ; Arl-
thmetica ; Trignomelria ; Cuno de pliilosophia por
Damiron, 4 v.; Geometra de Eucldes; Diccionario fran-
cez e italiano e intaliano c francez 2 v. ; Rhelorica de
Quinliliano 2 v. ; Moral em acfo Historia da Ame-
rica 2 v.: Horas Marianas 1 v-; graiiunatica iiigleza ,
por Vicente Pereira do Reg ; Diccionario da fbula ;
Mcstre inglez por F. de Paula Jaku ; Direito das gen-
tes, 2 v.; c oulros muitos livros de aulas que se vendem
por menos de stu valor c se continan! a trocar c
comprar sendo boas obras e estando em bom estado.
Vendem-se 7 escravos, sendor~rrma
mulatinha de 1G annos pouco mais ou
menos que cose e engomma solTrivel-
mente ; urna pela moca de muito bo-
nita figura ; urna parda padeira e que
lava bem roupa j um casal com urna cria
de 14 a 15 annos, todos pardos ; um
preto de 16 a 18 annos por aoos' rs. ,
por ser defeitUOSO f na ra do Crespo,
loja n. a A, se dir quem vende.
Vendem se las para caifas, fingindo
casimira, pelos baratsimos precosde 560,}
640 c720 rs. o covado ; cortes de vestido
de cassa de cores linas, a 2/240 rw caria
corte de 7 varas ; merino muito sirprrio
a 3/500 rs. ti covado e panno lino de vi
rias cores, a 4/000 rs, o covado : na loja
de Jos Morena Lupes &.C., rua do Quci-
mado, quatro-cautos, casa ainarell
29.
Superior vinho da FignerW*
Vende-se esta superior pinga no arniazctjPde Vi-
cente Ferreira daCosta na rua da Madrc-dc-fteos em
barris de qiiarto, quinto sexto c stimo em pipa inul-
to proprio para gasto de casas particulares.
1NOPASSEIU-PDBLICO,
na loja de Manoel Joaquim Fascoal Ra-
mos, n. 19,
vendem-se muito superiores pannos finos, de todas as
qualidades,a3/, 3/600, 3/800, 4/c 5/ rs.; sarja multo
superior a 2/ c 2/400 rs. ; merino, a 3/200 rs, ; alpaca,
a l/rs. ; lenfos de seda a 1/rs ; cortes de casimiras ,
a 6/ rs. ; ditos de la a 2,500 rs. ; chapeos de sol de
seda, a 5/500 rs. ; e ludo o mais por prefo rasoavel.
Corraih, freguezes,' d loja de Manoel-
Joaquim Pascoal Ramos, no Passeio-
Publico, n. 19.
Vende-se pelle do di abo a 200 rs. ; castor, a 200 rs. ;
algodo azul, a 200 rs. ; algodo de lislras, a 200 rs. ;
chita de coberta a200rs. ; riscados francezes, a 200 rs.;
madapoln fino a 200rs. a vara ; meias, a 200 rs. o par;
chitas de asiento escuro d> cores fixas a 120 140, 160
e 200 rs. ; riscados multo luu, a 240 ia. o covado ; coi-
tes de cambian de quadros com 9 varas a 2/400 rs. ;
cassa-chitas de todas as qualidades, a 2. 2/500 3/ e
3/200 rs. o corte; lenfos de seda para grvala a 400 rs. ;
ditos de cassa, a200 rs. ; chales de metim a 1/rs. tos de la a 2/400 rs. ; e giras inuitas fazendas, por
menos prcf o do que em oulra qualquer parte.
Vende-se urna escrava mofa de uina figura ex-
cellenlc e que he possante para todo o servico de' rua
e de quitanda: ua rua da Florentina, n. 16.
Vendem-se coifas c meias ditas de la de diversas
cores c padrdes, do inclhor gosto que tem vindo do Rio-
de-Janeiro : na rua larga do Ruzario, 11. 24.
Vende-se urna casa terrea na Boa-Vista, rua da Man-
guera, n. 11, que tem lainpeo na porta, com duas
grandes salas 0 quartot, cozinha fra, cacimba, qiiinlla
b ist.interaiide, todo murado e com diverso arvoredo
di Imito : na rua do Arago, n. 27, a qualquer hora do
da. F.sta reuda be felta de accordo e com eonsenlimcn-
to rio livpodiecjurio da casa u Sr.'Antonio Jos Duartc
Jnior.
('na do Queimndo, n. 46, loja de Magu-
lliacs rk Irmo.
Vendem-sc ricos cortes de cambraia aberta, a 4,600
rs.; ditos, a 4,000 rs.; ditos de casta de cor, a 3,000 rs.;
cortes de cambraia lisa inulto Ana, de 8 varaa e ineia, a
4.200 rs.; ditos de 3,200 rs,; lenfos bordados, com blco.a
560 rs.; curtes de collete de fustao de cores, padrdes mo-
dernos, a 1,280 rs.; dltot, a 800 rs,; brim iranfado par-
do, de puro linho, a 600 ri ; merino preto fino, a 3,000
rs.; cassa de babado na, a 360 r. a vara ; chita de co-
berta de cor lixa, a 200 rs. o covado; caita lita, a 400 rs.
a vara ; camisas de tneia, dat melhores que teem appa-
reeido, a 1,400 rs.; muito boa fazenda para toalhas, com
4 palmos e ineio de largura, a 600 rs. a vara; tetim pre-
to lav.rado, a 3,500 rt. o covado; chapeos de sol de teda,
a 5,500 rs.; brim iranfado de corea, de mui ricos pa-
drdes e puro linho, para caifa ; lenfos >; setlin para gr-
vala ; ditos de seda de cores; riscados francezes largos
muito finos; ditos inglezes; bicos largos e estrelles ;
o rendas.
-.Vcnde-se vinho de Champagne, marca cometa:
no armazem de Kalkmann & Rosenmund, na rua da
Cruz, n. 10.
Vendem-se pautas das alfandegat do imperio do
Hrasil, impressas no Rio-de-Janeiro : na rua da Cruz
n, 20.
Vendem-se oculos de armacan de aro de afo e de
aro branco proprios para todas as idades prxima-
mente chegados de Allemauha : na rua larga do Roza-
rlo loja de in 1 inle/as, n. 35.
Vendem-se fazendas rnuip baratas nos
Qnatro Cantos, loja n. 20, de Teixei-
ra Bastos & lrm&o ,
como si ja m : castores encorpados para caifas a 200 rs.
o covado ; lencos brancos de cassa com risca em volta,
a 200 rs. ; corles de cambraia pintada para vestidos ,
fazenda li xa a 2/400 rs. ditos com algum mofo a 2/
rs.; cassa chita lina e muito larga a 200 rs. o covado ;
dita superior a 400 rs. ; riscados largos em cassa com
algum mofo a 200 rs. ; chitas brauca^de flores a 120
rs. ; ditas escuras, a 160,200 e 240 rs. o covado ; nielas
para menina a 80 e 160 rs. o par ; ditas para meninas ,
a 320 rs.; dilas para senhora de 400 a 560 rs. o par;
lenfo'sde seda preta para grvala a 1/280 rs. ; ditos de
crcf cmsetiin para grvala, a 1/600 rs. ; ditos de fran-
ja para senhora a 2/5U0rs.; luvas pretas bordadas a
800 rs. o par; camisolas de ineia americanas, muito
boas, a 1/600 rs ,- e outras inultas fazendas por pre-
co coinmodo.
CALUMB1A MILLS
Georg town.
Acaba de chegar a este mercado uina partida desta
superior qualidade de farinha de trigo, com a qual su
pode competir a verdadeira Gallega : vcnde-se a reta-
lho, no ai m./.ni de Antonio Annes, no caes d'Alfande-
ga ; c em porfdes, a tratar com J. J. Tasso Jnior.
No pateo do Collegio, n. (i, loja nova de
livros, de Joo da Costa Do,irado, re-
receberam-se as seguinles novellas, to-
das de rica encadernaedo:
Novosjogotde sociedades; Solitario ; tala Rene, do-
te .de Suzaninha, 2 vol. os segredos de triumphar das
mullirles ; Camilla no subterrneo; D. Remend de
Agular, 2 vol.; vida de Pedrilho, 2 vol.; historia de um
pilho, 1 vol.; caverna de Setroze, 1 vol. ; EstreJIa por
Pin lia 11 ; um pugillo, 2 vol.; Lazarinbo, 2 vol.; Clara de
Alba, 1 vol.; Izabel, 1 vol.; D. Queixote, 8 vol.; Gil Mraz,
4 vol.; Alfonso llraz, 2 vol. ; diabo coixo, 2 vol. ; Estevi-
nho Golfalves, 2 vol.; Guilberme Tell, 1 vol.; aventuras
de Robisn, 6 vol.; os verdadeiros orculos dat damas, I
vol.; ditos das senhoras, 1 vol.; tala, I vol ; caverna da
norte, 1 vol.: todas estas novellas vendem-se por coin-
modo preco.
A isooo rs. ,
ancorelas com azeitonas superiores : ven-
dem seno caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreira.
Vende-se una morada de casa de dous andares ,
com duas iojas grande quinta! formidaveis oiides ,
com 36palmus de largura e 100 de fundo sita ua rua
Direita desta cldade no inclina- local: a tratar na rua
do Caideireiro, n. 62.
= Vende-sc urna cabra mofa que cose, cozinha en-
gomma, c he muito sadia : na rua larga do Rozario ,
n. 35, se dir quem vende.
Vende-sc ulna peeta de naf o de 22 a 24 annos ,
com una cria dsele mezes a qual cozinha engom-
ma liso e lava : o motivo por que se vende se dir ao
comprador: no Aterro-da-Hoa-Vista loja n. 78, das 6
horas da manhaa as 9 e das 3 as 6 da larde.
Vende-se fio de sapalciro: na rua Nova, loja de
ferragens de Jos J.uiz Pereira.
Vendem-se superiores velas de carnauba, conidas
e muito alvas a 320 rs. cada libra: assegura-se que a
luz he igual a de espermacete e a cr pouco difiere : tam-
bem ha de 280 rs. em libra, pouco mais inferiores na
cor simiente comludo'muito melhores do que as que
geralmenleapparecem a venda : na iravessa do Veras,
na Roa-Vista n. 13.
Vende-se, ou troca-se por escravos uiocos e robus-
tos uina casa terrea, na iravessa do Lobato ao p da
ordem terceirado Carmo : a tratar no largo do Carino ,
venda n. I.
Veiidem-te saccas com niilho a 3/200 rs. ; ditas
com arroz de casca, a 3/200 rs. : na rua da Cadeia de
S.-Antonio, 11. 21.
Vende-se colla de superior qualidade, das fabri-
cas do Rio Grande-do-Sul: na rua da Moda, arma-
zem n. 7.
Cheguem ao barato dan cassas, a 3 20
rs. o covado.
Novas chitas atravess.nas ; i ise.ulos de novos padrdes;
chitas escuras muito finas; chitas de coberta, muito
linas a 200 rs. o covado ; madapoln muito fino a 5/
rs. a peca ; meias para senhora as mais linas que teem
apparecido ; e outras umitas fallidas baratas que se
vendem na rua do Uvramento n. 14.
\ ende-se nina banda c fiador muito ricos : as pes-
soas que taes objectos qiiizerem 'comprar dirijam-se
prafa da Roa-Vista, venda n. 13, por baixo da casa do
escrivo Aabide.
Vendem-se pcf as de madapolo com 20 varas mui-
to largo a2/800 rs., e a retalho a 140 e Mu rs. : na rua
eslreila do Rozario, n. 10, tereciro andar.
YBNDHM-SE
collcc^oes de vistas de Per-
naiubuca,
sendo as da ponteda Boa-Vista, ponte do Reci
Jesus, Olinda, Poco-da-Panella e Cachang,
eneficio da sociedade da Beneficencia -
suissa : no armazem do Kalkmann & Boienmund ,
no hotel Pistor, as tojas dos Srs. Luiz intoiao St-
qu>ira,daSnr. viuva CarJozo Ayres & Filhos, na
rua da Cadeia do Hecife; as Iojas dos Srs. Santos'
Neve & CuimarSea na rua do Crespo; do Sr. Jote
o AlenquerSimos do Amiral, na rua Nova; o a0
r. Chardon no Aterrc-da-oi-Vita.
Vidros para vidracas,
vcndem-se em pnrrrlaa ou a relalho a vnntsde o
comprador: na rua da Cruz, n. 38, casi de Schsriiec<
tlin & Tubler.
Ilriiis trancados.
Vendem-se superiores cortes de brins trancados
de quadros e listrasde muito bonitos padrOes, pel
barato prego de 9,000 rs. o corte : na rus do Colle-
gio, loja novada estrella, n. I.
Na loja nova de livros do pateo do Col-
legio, n. 5, deJoSo da Costa Doura-
do, receberam-se j)5 seguimos livros
que chegaram:
Os romances de Paulo de Kock, todos de ineia rnca-
ilernaf o ; o Galato do terreiro do Pafo, 2 vol; Rosa e
Branca, verdadet sonhadas, 2 vol.; a Ultima fada, 1 vol.;
Historia de Napoleao ; Castello das Collinas; o Amigo do
Catlello ; Esmerante ; Elizia; o Attattino ; Epstola de
Eloiza a Abrilard ; Emilia; Rochedo dot amores ; Viril-
lo Trgico ; Cartas de Menlau aIlelina ; Guerra dos Ra-
tos e Rass: alm destet romances tem 2 inappat iinnOr-
lantissimos da cldade de Lisboa; a obraAdministrado
do marquez do Pombal; Architeturo mstica, 1 vol.; Re.
fiesdea subre. a liugua puilugueza ; Tentativa puee.i, 1
vol.; Retponsabilidade de garantas, 1 vol.;Nulliiladcdo
matrimonio, 1 vol. brox. Classlficafao geral da IrgitU-
fo portugueza, 1 vol.; Ensalos sobre statistica, 1 vol.;
o Defensor da religiao, 6 vol.; Tratado de esgrima, 1
vol.; e ourrot mullos livros que te vendem multo em
coma, para fechar conta de una factura que rcCcbeupor
comiiilssao.
Vende-se uina preta crioula de 22 annos : ciu !',.
ra-de-Postat, rua do Pilar, sobrado n. 109.
Na loja nova do pateo do Collegio, n.
6, de Joo da Costa Dourado,
ha urna collecf o de 14 quadrot dos passos que passou o
Senhor, em moldura invernizada, por preco mullo coin-
modo.
Vendf-se papel almaco azul e branco de duas mar-
cas emcaixas de 50 e 60 resmas cada unta a retalho:
na rua do Trapiche-Novo n. 18, cata Frederivo Hobil-
liard.
Na rua do Queimado, n. 30, ha pannos de boni-
tas cores, proprios para palitos o sobreeasaeas, a%
sitn como chapeo de castor, pelo barato preco ddk
5/000 rs. n
Vendem-se cadeiras de balando muito linas
commodas : no armazem de Kalkmann & Itoseii-
mund, na rua da Cruz, n. 10.
*. Vendem-se aceces da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, rua da Cruz,
n. 9.
SUPEIIIOn FAREI.O, A 4,000 rs.
Vendem-so saccas com farelo fino de Trieste, che-
gado ltimamente, o qul be o melhor de todos que
aqui tem aportado, por ser o mais nutritivo: em casa
do J. J. Tasso Junior, rua do Amorim, n. 35. .
Vendem-se oito escravos chega-
dos hontem do Aracaly sendo.: 3 ne-
grinhas de ii a 12 annos; uina mulati-
nha ; tima dita muito linda, d. 18. an-
nos com urna cria; um preto. de 28 a
3o annos ; um mulatinhoe 1 molequinho
de6'a 7 annos : na rua Formosa, na
quinta casa.
Casimiras elsticas finas.
Vendem-se superiores e excellentes cortes de casi-
miras de superior qualidade e lindos goslos, pelo
diminuto preco de 5, 6 o 7 rs. o corte de caigas, sen-
do seus padrOes tanto de gosto para o invern, como
ara o vcrSo; a elles antes que se acabem : na rui
do Collegio, loja da estrella, n. 1.
MISTURAS DOS GRILLOS,
livro interessantissimo de divertimentos :
vende-se no pateo do Collegio, loja nova
de livros n. 6, de Joao da Costa Dou-
rado.
Vende-se, ou atrenda-'se o sitio de-
nominado Casa-Caiada na praia do.
Rio-Doce : a tratar no Forte-do-Mattos,
n. 12, com Jos Francisco Rclm.
Vende-sc um preto ; um molqne; duas negrinhas :
na rua dePenha n. 21. Na mesina casa aluga-se urna
preta moca sem vicios.
Bilhetes do Rio-de-Janeiro a beneficio
da freguzia do Sacramento de Nic-
theroy.
Vendem-se quartos, oitavos e vigsi-
mos : na rua da Cadeia d Recife loja
de ferragens n. 56.
Vende-se um pardo de 19 a 20 annos sajaiciro
e bolieiro-; una parda cozinheira c lavadeira : na rua
Nova, n. 50, priuieiro andar.

Escravos Fugids.
Fugio, no dia 28 de junho preto Lourenf o vin-
do do Aracaly para ser vendido ; levou urna tn-uxinha
com roupa inclusive urna rede. Roga-se at autoridades
policiaes da cidade de Goianna, que apprehendam o
dito escravo por se supor (crido para esse ultimo lu-
gar por ser delle natural : quem o pegar lce-o a rua
Formosa, na quinta casa que ser recompensado.
Na noile de 28 para 29 de junho fugio uina preta,
de nomo Auna, de naf o Loanda, secca do corpo, multo
preta ; levou vestido de ciscado azul americano, e urna
trousa da a fugir c mudar de nomc ; tmmaia entre os peilos
uns talhos fingindo um lavor de sua trra ; anda mui-
las vc/.os pela reira e rua do Rozarlo: quem apega'
leve-a a rua do Hospicio, n. 4, aonde se dir a quem
pertence.
Perv.
VA TTP. DE M,
F. DEfrIA. -'IM'Li


Full Text
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