Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09756


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Full Text
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Krmq de ISIS.
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Sa libado i
O />/ 1/t/to publiea-se ib los os di n que n o
Mrtm de guarda i o preco da asignatura he d e
i'jnoo r.porquurtel, pago adantadnt. Os an-
imaos "los assignantes sjo inseridos 4 raso de
r.r, por linha. '<> e,n f,neti--.es pal meUde. O que "-o forero assig-
Jntep'p 8 ff '":..... e ,,i ei" lP
.5-erenW,pordpublfc.S*o.
PIIA8ES DA LA. NO MEZ. DE JNI1U.
.. .,,.,,,! f is 1 horas el I min. d raanh.
", cheia a /6 J* 7 horas e J min. da manh.
uuoaiite as 9 hora e 52 min. da manh.
I ua "OVa, 30' S n0ra* e Smia' dl nUnb
PAKTIDA OUS CORREIOS.
I'oianna, Parahusa as segundas e sextasfeiras
Rio-Orande-dn-Nortequinta feirasaomeiodia
Cabo, Serinhem.'RioKormoso, Porto-Calvoe
Macelo, no I.*, a 11 e II de cada mci.
(laranhum e Itonilo. a 8 e It.
llna-Vi>U e Flores, a I 3 e 2S.
Victoria, as quiutas-feiras.
Girada, todos os dias.
-------------- '
PUEAMABOB BOJE.
Primeira.s adoras e 18 minutos da manli.'a.
Segunda, as 5 horas e 4} minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
Atino XXV. N. 145.
J6 Segunda. Si. Joo e Paulo. \>- !.'.. J. dos
orpli., do J.dociv. e do M. da l. v.
S7 Terra. S. Ladislao. Aud. doJ. dociv. e do J.
de ;...-. do 2 rlist. de t.
18 Hilarla. S. Lco. All. doJ. dociv. e do
J. de paz do 2 dist de t.
29 l>uinta. >% S. Pedro eS. Paulo,
3 Sezta. ** O SS. Coraco de Jess.
1 ^ahitado. S. Theoiforico. Aud. do J. docir.
edo J. de i' /. do I dist. de I.
2 Domingo. Visitacode ossa Seniora.
CAMBIOS NO DA 28 DE JUNIIO.
Sohre Londres a 21 d. por t ri. a 6l> das,
Pars 315 a 350 r. por franco. Nom.
Lisboa 105 por 100 de premio.
DeK. do lttras da boas rm3 3 I '/"/ >o
OiiroOncasfcespaiiholas...-. 32JO0O a 32*500
a Mcelas de O'-00 velh 17^000 a I7#20l>
det#t"<'nov.. IUjG'10 a iTfOOO
. de 1J000..... 9fO"0 a 9/S00
PraU Pataces brasileos. 7*001 a 20O
a Pesoscriumnares... 2JI00O a 2l0l<>
a Ditos mexicanos.... IjJTSoo a IfiOO
Miuda........... l0 a IftXt)
Accoes ilacmp. de Beberibe, a 5"00 rs. ao par.
PERNAMBUCO.
ASSEMBL-t PROVINCIAL,
i.*
I
SEMiO OKDHf*IA KM 97 DE JTTJfHO
BE 1848.
I-RESIDENCIA DO SU. VIGARM AZBVEDO.
DMMAdo. Approvaco da aeta da sessio antecedente, e da
r^ de 23. reatie rmenlo*. RejeieAo do projet-
I" Ion. 10, del846. Approvaco, en terceir,
discussao, do projecto que marca 0$ limita de
freguctia d'Agoa-Preta, com urna emenda do
Sr. Cordeiro, edo que (as extensiva aat com-
pradores de ramos e subcodurtores do imposto
de 2/500 ret's tobre cabera de gado vaceum a
moratoria concedida ao arrematantes de seme-
'/me imposto. Jdopco, tm segunda discus-
sao, doprojecto que marca o subsidio dos depu-
tndns provincial! na seguintl legislatura.
Adiammto do projecto n. 3 deste atino. llcti-
rada do dt n. 9, e pproaacao do de n. 8 em se-
gunda discuuao. Adiamento do projecto n.
10. Grande tumulto as galenas. Apr-
senla fio 1 leilura de urna peticao do pavo.
bisrussdo a respeilo.
\s 11 c ineia horas da manhSa f'nz-se a chamada e vc-
iinc.i-se estarc presentes 96 Sis. deputados.
OSr. Presidente declara abena a sessao.
lr posta em discussao, direi qual o motlro que me 1110-
vcu a apresenta-la.
lie lida a seguate emenda que, depois de apoinda, en-
tra cm discussao:
i'ep!4ft">!arras -=jm a do Bonlto-= accrearen-
te-sm = inclusive a propriedade da Cachoelra-da-Fura-
da, de AnlonJo Teixcira das Jievcs = : o inais como no
artigo. Cordeiro. .*
O Sr. Cordeiro : Senhor presidente, torno a pedir a
palavra para explicar o motivo que me levou a apreson-
tar a emenda que se achi en discussao.
0 Sr. 2. Seeretarto lea Jeta da sessao aulecedeatc que
he approvada ; assim como a de23, que tambeiu n he.
OSr. 1.*Secretario declara naohaverexpediente.
H.S'r. Jos Pedro (pela ordem), diz, que Tai aprsenla!
um rcquerimetlto, pedindo dispensa do intersticio mar-
cado no regiment, para que entre amnnliaa em tercei-
ladiscussao o projecto que faz vigorar por 111 ais dous
mezes a lei do or;amento vigente. O orador no fez o rc-
querimento, ao acabar a caaiude liunlom, jwr nao lia-
ver casa.
He iido c approvadu o seguale rcquerimenlo:
. u Requeiro que se dispense o inlenltcio, aflu du en-
trar em terceira discussao ainanbna o projecto que pSe
em vigor no anno nanreiro seguinte a lei do orcaiuen-
lo do corrate auno. Joie Pedro.
0 Sr. Xavier Lopes manda a mesa o seguinte reque-
riincnto:
Requeiro que com urgencia a respectiva coinmisso
d o seu parecer sobre as posturas da cmara municipal
d'Agoa-Preta.
Sala das sessdes d'assembla legislativa provincial,
26 ilc jiinho de 1848. Jtamer Lopes, a
lie approvadu sem discussao.
ORDEM DO DA.
Terceira discussao do projecto n. 10 do anno dH846,
concebido assim:
A assembla legislativa provincial de Pernainbuco
decreta:
Artigo 1. O presidente da provincia lica autorisado
i'faier urna collecco da Icgislacao provincial, coi.tn-
defV,I o rea lorio da abertura dassessdes; 2 *, todos
osados legislativos; 3., todas as ordena e reglamen-
os da presidencia, .para exeoucao da mesma legislacao;
i', nalmenle, todas s posturas das cmaras munici-
pios que lkrcita.decretadas.
a n. 2." Sero distribuidos exemplares deslas col-
Ifcfoes por todas as repartifdcs provinciaes, Denudo'de
I lobresalente Una porcao disposieo d'assembla pro-
I ii:nni, e ouira que ser posta venda, fazemlo o seu
II 1111 ( di pnrtc da renda,provincial.
I' Art. 3. O presidente da provincia dar o rcgula-
I un uto preciso para execuctio desln lei, uoso no que diz
'speito a iinpresso, como distribuieo e venda das
collcecOcs.
1 Art. 4. Ficam revogadas todas as leis c disposicocs
tui contrario.
Paco d'assembla provincial, 16 de marco de 1846.
Odcputado, Carvatho Mindonca.
He rejeitado sem discussao.
em terceira discussao
tm seguida entra
l'rojcclo i
"A assembla leg
decreta :
o seguinte
ativa -provincial- de Pernambiico
a Artigo nico. O municipio c fregnezia de Agoa-Prr-
11, coniprchcnde todos os terrenos ao sul do rio Seri-
anaein, que cslio dentro da linha que parte do engenlio
I tapes, na inargem do rio Una, ao engenho Pcreirinha,
luaniargem do inesmo rio Serlnhaeni, at ao (tonto em
I que a mcsina freguezia d'Agoa-Preta conflna cornado
1 onito; Dcando assim interpretado o artigo 2 da lei n.
1 l-w.de 31 demarco'del846.
. Sala das commissdei da assembla legislativa pro
incial de Pernambuco, 23 d novembro de 1846. Joa-
' ViUela. Cunha Machado.
OSr. Cordeiro: Senhor presidente, eu pedi a pala-
"*jtra dizer que avista doindo porque se aclia con-
fuido, o artigo dcste projecto nao pode deixar de resen-
iai"u dC a,Buma obscuridade acerca de sua verdadeira
"""'gencia; porque, oceupando-se elle de interpretar
lc'- e"' vez de, com 1 licito, servir de interpretaeo,
" J'nda deixar. a lei em duvida. O orligo 2. da lei n.
'*>,de 21 de marfo de 1846diz; (M) mas nos temos tam-
fip" a!!ll80 2- da lei n. 157 do inesino mez e anno que
I r a ""eguezla a capeila curada do Senhor do-Uom-
I Il,c iue diz: (lf) ora, tratando este projeelo de dis-
de'"lar S ",ni,e9 1uc ,c devem dar entre a freguezia
Agoa-Preta e a fregueziu do Bonito, dando per inar-
uinacaclioeira chamada Cachoelra-da-Furada; c ha-,
"a. no rloSerinbacm duaseachoeiras com esta mes-
la ucnominacjjo, com a diRcren(, porm, de urna es-
pL-'|!a'snc''na> e outra mais abaixo; do modo porque
*disposto, uo Dea claro em qual das duas he otliiii-
1 V-i 5ant0 'le P'eCsoque esta assembla diga qual he
-.W"1 cacJioaisas a. que 4ee ser*ir-de limite. Eu
"oque mandar anesa tuna emenda i e, quando ella
fidedignas, estou alguina cousa apar da comarca do Bo-
nito, nao so porque l:i morei dous annos, como porque
leoho relaees com as principies ppssoas daquelle lu-
gar : e entilo cram mullas as pessoas que se qucixavam
dos legisladores nSoterem claramente marcado qual das
duas cachoeiras era que servia de limites entre as fre-
gupzias do Bonito e Agoa-Preta. lista confusao pode ser
motivo de diseucoes entre os dous parochos daquellas
freguezias, e supponho, Sr. presidente, que a cachoeira
de que faco inenfao na minlia emenda, lie a que dev-
seme no indicado limite, nao so porque est mais perto
da freguezia d'Agoa-Preta, como porque fica inuito fura
da linha que parle do rio-Una ao rio Serinhaem: persua-
do-me ecom rasSoquc a cachoeira que o legislador leve
em vista foi a outra que fica eollocada da parte de cima
dcsla, e que nem Dea fura da linha e nem dista tanto do
Bonito.
Pens que Os mcus nobres collegas estilo j scientes
do que me induzio a apresentar esta emenda
(O orador termina aqu o discurso, interrompido por
um grande susurro que se desepvolve as galanes, e
por gritos de: Faino/ aoiiono direito. Vamos t-er sea
assembla acaba com isto. Famas' acabar cot isto. n )
O Sr. Laurentino : Senhor presidente, estou conven-
cido qtL|'o nobre deputado, com a sua emenda, vai fazer
alguina alteracio nos limites j existentes.....
(Augmenta o susurro as galeras, de mancira que nos
he impossivel ouvir o preopinante orador. Vai ditnl-
nuindo q tumulto; c agora podemos perceber o orador.)
O .Sr. Laurentino: F.u entendo, Sr. presidente, que,
nina ve que a emenda do nobre drpulado altera os li-
mites da freguezia, deve-sc ouvir o Exni. prelado dioce-
sano, para que nao passemos pelo desgosto porque-j
temos passado, de, depolsde volada a le, ficar sem exe-
cuefio.....
f (O 9r..Cordeiro d wa aparte, que nao no he possivel
lomar cm rasao do grande alarido que se inanlfesta as
galeras. O Sr. Laurentino conclc declarando que
votar pela emenda, urna vez que ella nao leuda a alte-
rar os limites eslabeleeidos.)
Encerrada a discussao, he a emenda approvada, jun-
tamente com o projecto.
Entra em terceira discussao o seguinte projecto:
A assembla legislativa provincial de Pernambuco
resolve:
Artigo nico. Osbales, concedidos por causa das
desolacoes da secca aos arrematantes do imposto de
2T)00rcis sobre caheca de gado vaceum consumido,
aproveitam proporcionalmente aos seus socios, c sub-
condttclores, ou compradores de ramos.
s Flcnjn revogadas toda as dlsposlrrtes em contri-
rio, a
' Paco da assembla legislativa provincial, 17 de abril
de 1847. Joaquim Tllela. 6'uirha Machada.
O Sr. Mavignier: Sr. presidente, pelo modo por-
que se acba concebido o artigo deste projecto, tenho
minhas duvidas de votar sobre elle : porque diz o ar-
tigo do projeelo: (l) ora, pci'guiito eu, havendo um
arrematante vendido um destes ramos a um sugeilo, c
este.a outra parte dcste ramo, tc'm a assembla o direi-
to de fazer o credor dcixui de cobrar a sua divida, uu
quer a assembla que se pague a expensa do cofre pro-
vincial ?
Ora, esta assembla atienden as queixas de alguns,
isto lie, dos arrematantes do imposto, e agora quer fa-
zer extensivo esse beneflcio aos demais, que compra-
rain parte destes ramos ; mas en temo que dahi nao
resultem demandas interminaveis, por isso que nao sel
se a assembla pdeobrigar alguem a que deixe de re-
ceber aquillo que Ihe he des ido, e mesraoque a assem-
bla se comprometa a fazer mais do que pode. Eu de-
sejava, pols, em consequencia tiestas duvidas, que o fi-
lustre membro da cominissao que redigio o projecto,
me esclarecesse, para poder com mais conhecimento de
cansa, dar o seu voto.
O Sr. Laurentino : Sr. presidente, parece-ine que as
rrflexSes apresentadas pelo nobre deputado. que irte
precedeu, nao sao mais do que duvidas...
O Sr. Mavipstier : Sao duvidas..H.
O Sr. Laurentino : A' assembla requereram os ar-
rematantes deste imposto, que se Ibes concedessem
abale no prcen porque linham arrematado este imposto
cm rasao a secca que tinhaiii soffrido: a assembla, em
attenco a esta causa de Torcas maior, bateu-lhes um
tanto ; mas ellcs fuerana reverter em beneficio priva-
tivo seu aquillo que a assembla Ihes concedeu, nao
querendo comprehcnder.no beneficio: aquel les que in-
tervierem i.a arremataco, comprando diversos ramos,
illudindo assim o espirito da lei, que leve em vistas
iiltendcr a todos quantos soOreram o prejuizo prove-
niente do inesino motivo : um desses com quein se
praticou essa injusllca he que requer a esta casa a ex-
plicacao daquelia resolucao, c he isto o que faz objec-
lo do projecto. Nao vejo que perigo corra .1 fazenda
publica, nem donde se possam originar as demandas
que tinto 1 recia a nobre deputado : a graca est con-
cedida, a casa agora s faz declarar que fol sun inten-
sao quando a conceden.
11 Sr. Mavfgnier : E a assembla pode mandar per-
doar unia divida .'... ,
O Sr. iiurenlino : Esta questo he secundaria, de-
via ser apresentada em occasiao opporluna, que por
certo nao he esta ; porquanln a assembla s pretende
presentemente ,lSzer declarar que esse beneficio com-
prchende os compradores dos ramos. Julgo, porlanto,
improcedentes as duvidas do nobre deputado, e assim
vol pelo projecto. v
no, que niiiiuN.i a ailininistrae.lo dos cstabeleciuientns
decaridade a contratar o afaramento perpetuo do enge-
nho emfica com o usufructuario do mcsino, o cidadao
Bernardo Jos da Cmara.
(Cada vez cresce mais o susurro as galeras, que sao
invadidas por varios individuos, com os chapeos na ca-
heca. O Sr. presidente ordena a esses individuos guar-
PoVexpSh^^^^^^
lodi.n. ...n .i,...,, ;n.,, m. d ,m.r,..1,l lt. ''<''' chapeos. Os amotinados a nata atlcndem, e
peo
jrii.nu: ti No querem dar providencias : nos as vamos
lar. .)
Alguns Srs. diputados reclamara ordem.
O Sr. ." Secretario l 4 seguinte requcrinicnto :
tt Requeiro o adiamento da presente discussao por oi-
tb dias. jaurentino.
Sendo apoiado, entra em discussao e he approvadu.
(Contina a agilacao as galeras.)
digital Srs. deputados : Ordem, ordcni.
Entra rm prmeira discussao o projecto 11. 8, adiado
na sessao de honlcn, por falt.- de numero (Vid Diario
n. 142.)
Vai a mesa o seguinte rcquerimenlo:
Requeiro licenca para retirar o projecto n. 9, dado
para prmeira discussao no dia de boje, visto que trata
do niesmo objecto que o projeelo n. 8, e que sabio da
imprensa inteiramciitc mutilado. Trigo deLoureiro.
Cordeiro.
Apoiado entra cm discussao; c submettidb a voiacao
he approvado, juntamente com o projecto, para passara
segunda discussao.
Entra em segunda discussao o projecto n. 10 deste au-
no, redjgido assim:
He approvado, para passara terceira discussao. I ou verdadeiros criminosos, reseme-se graudemente,
(Augmentaconsideravclmcnte o tumulto as galenas. I *X^j!;Fijreru}^^umeiU\cio que ao me-
- 0 Sr. presidente reclama ordem.) I nos "* cr,m,nosos' eo"1 g SP^S '
1 i e reparltmentos para as pessoas de dillereiites sexos c
En ira cm segunda discussao o pr*jcclo n. 7, deste an- i|uaiidades ; porque, Sr. presidente, he lastimoso c con-
tra .1 terminante rtiipnsirao de leis cxpvessas que nos
regem, que se inisturem na mesilla priso os scxoi:, pe-
la ualure/.a separados ; qnantas ve/es vc-em-sc os jui/es
cnili ir-i ail.i, entre dous deveres tilo arduos e contra-
rios c o resultado necessario he srnipre a infrrtVSo de
um driles.....(Nnvos rumores as galeras.) X proudencia
da coiistiucco de um edilicio como eslabclccc o pro-
jecto he urna medida de vil.il interesse na villa do llio-
Formoso, e reclamada por nina necessidade publica.
Esla Villa, Sr. presidente, he a sede de duas nutras vil-
las que lf. licain adjacenles a sul c norte, as qtiaes sito
Serinliani e Agoa-Preta. Esta segunda fui creada ha i
anuos, c est to principiante, que lein de recorrer, em
quasi todas as stias necessidades, para a cabrea de co-
marca ,- assim, distando una da ouira nao menos de 10
leguas, sao remetlidos seus presos para seren rccr.lhi-
dos em Itio-Formoso ; e como, Sr. presidente, se a ac-
tual 1 ule i 1 do Rio-Kormoso he um arniazcm particular
sem a precisa segiiranca, sem cominodos para os reclu-
sos, c oneroso para a thcsoiiraria, sem satisfazrr a ne-
ccssitlnde publica ; como,,digo en, se nao v a urgente
necessidade de se edificar nina eatleia m villa de Rio-
Kormoso, com a economa c ulilidade publica c, no
111 esu ni edificio, haver nina casa para fazer suas sessocs a .-
cmara municipal ? ? Eu bem sei, Sr. presidente, que dos
cofres das municipal I-I.ules deve sabir a despeza -da casa
de suas sessoes ; mas a de Ro-Formoso nao pt'ide isto
fazer, poique no te patrimonio, e porque creio que
lera sido mal Dscalisada em suas rndasenos anuos ante-
riores. Demais a drspeza da casa tem de ser fornecida
pela t!icsniirai i a provincial ; e j ve a cuar 1 que esses
alugticis relluem para o thesouro, cdilicando-se a ea-
tleia de que talla o projecto cni discussao.
Passarei agora, Sr. presidente.....
(O orador he interrompido, segunda vez, pelo niolitu
que reina na galera Kein todo o edilicio ; pede ao Sr.
presidente t|ue nianlenha a ordem, e como esta se au
reslabelcce, prosrgue)
Sr. presdeme, como se no restabeleca a ordem as
galeras, VOU mandar mesa um rt-querimento, pedin-
do o adiamento do projeelo em discusso, licando tam-
ben! adiado o nu-ti discurso. Remettn o meu requeri-
mento.
(Os espectadores saheiii cm lioibuto, gritando :
tt Nao querem que passe a deputacao ; o piquete nao
quer deixar passar o povo, nos vamos dar as providen-
cias..... )
rozetnoialtio : Ordem, ordem !
, OSr. 1.Secretario : J se deram as providencias.
(Unidos espectadores aiiuunca ao povo que os Srs.
deputados dqplararaiu adiar se coactos, e pede-Ibes sai-
li un das galeras, paati'ue entre a comiiiissao do mes-
mp povo, o guardein respeito a assembla. ... O povo a
nada atiende e grita : Queremos ver apresentar-se a
pe tira n, queremos ver.o que diz a coinmisso do povo
(> Sr. Diputit'lo Joaquim Villela : Declaro solemne-
mente que n3s> estou coacto... (Numerosos apoiqjps nosa-
ICto c as galeras.) 9 0
Votes na assembla: --Nao csta#os coactos.
O Sr. Jos Carlos : I, presidente, ntrennos no na
coaeco ; nos deliberamos conforme ns nossfls. concien-
cias, c com resiguacao ; o povo priiuunbiicftno respeita
os seus escolhidos, e nao nos ptide forcar n que tomc-
11103 una dc(iberacao que c\ca8* a rbita cft nossaj ui-
Mtibuicdcs : csta,assciiiblca reconhccc fajirrito que lein
oljpvo para fazer pelicocs aos poderes politicos ; porm
lamenta quando v excessos, pois uo he com riles que
so bteeiu o remedio : roto moderaeo. e mulla inode- v
raettb, ludo se eoiisegue. Porlanto, reclamo, Sr. presi-
dente, ordem c iiiuiaApdem, visto que s com ella, e
com afeaior calma se pode discutir negocios de grande
monte. ^Ipoiados.)
O Sr.Jos Pedro tambein pugna pela ordem e requer
ncs'tc princip'io "so v erlen te ,
O Sr. 1. Secretario lo.
Enlratn para a galera reservada varias pessoas do po-
vo encarregadas por este de apresentar i assembla a,
a sua pe nao.
O Sr. Presidente manda reccbc-la pelo continuo.
O Sr, y Secretario faz a titura da mesma que he a
seguinte:
n Illms. Srs. deputados provinciaes. O povo tiesta ca-
em
artigo
"ais
tt A assembla legislativa provincial de Pernambuco
decreta:
Artigo 1." 0 presidente da provincia lica autorisado
a mandar construir, na villa do Rio-Formoso, una ca-
ricia que possa conter 60 criminosos.
Art. 2." Este incsino edificio de.vcrconter commo-
dospara as sessoes da cmara municipal c jurados, c uin
corpo de guarda.
Art. 3. Ficam revogadas todas as leis e dsposccies
em contrario.
11 Paco da assembla legislativa provincial de Pernam-
buco, 19 de junho de 1848. Alves Ferreira. /'eWrc de
Canalho. Xavier Lopes.
0 Sr.Jos Pedro nao contesta a utilidadequc em gcral
provm da construceo de cadeias em todas as comar-
cas da provincia ; mas entendrque antes dse darjirc-
ferencia a tima ou outra desss comarcas, releva exami-
nar as oircumstancias especiaes della, attender s des-
pejas a fazer, c aosmeios de occorrer a semelhantcs
despezas.
OSr. Xavier Lopes : Sr. presidente, he cni virtudc
desta necessidade relativa, que o nobre deputado que
acaba de sentar-se, alludio, que cu, como signatario do
projecto, tenho de sustentar a sua iitilidade. Nao quero,
Sr. presidente, envolver-ine naquestao de ulilidade ge-
ral, ou ulilidade relativa, pnrauc rcconhcco que a cdili-
ca9.n0 de uina cadeia em qualqricr comarca da provincia
he de reconheeida necaidade. Elfcjpis, Sr. president?,
singindo-ine a opinio tsw nobre dapulailo, vou
que existe esta necessidade relativa, a respeito
marca do Rio-Formoso. Sr. presidente, as despe
vein ser decretadas por esta caa, segundo o estado de
cada urna Jas comarcas, sef mido seu augmento re po-
pul.ico e estado de civilisac.o, Proporcionndoos ctim-
inodos t necessidades da p'opUBco : he
que consiste a juslica distribuiliva, principioy^ie he
proclamado pelo nosso pacto fundamental, pcQrconsti-
tufeo do imperio. lMo posto, vejamos sc a villa do Rio-
Formoso est, a respailo de outras comarcas, menos fa-
vorecida, sc podc-sc prescindir iJiiiiii ta providencia
conteda no projecto*Eu desculparei, Sr. presidente,
ao nobre deputado, porque, fclvel, nao tenha viajado
provar
!<:.,-
zasde-
por essa comarca, Agna,,sein duvida, de maior protec-
caodo poder legislativo provincia^tendo apenas infor.
es della ; mas eu informojei alguma cousa Ti casa, apital reunido, cm torno da casa de vossas sessocs, ven
o natural e morador desse lugar. pacificamente usar do direito que Ihe concede o arligt
villa do Rio-Formoso he a villa mais commercial 1?9, 30 da constiliiicao, prdindo-vos que o allendaj

mac
como
que temos na provincia ; existem all no menos de 60
casas de coinmercio ; e, sendo a sua elevaran catego-
ra de villa de 1832, (sc bem me le min o tem erescido c
prosperado com um impulso espantoso, c que promet-
tc um ,porvir lisongeiro a respeito de suas rendas : to-
dava, Sr. presidente, tem sido aquella villa infeliz cni
nao ter merecido alguma .atiene.10 desta casa, em decre-
tar algumas verbas de despezas p'ara se fazer as obras de
irais vital inieresse c de maior uegencia : aquella viMa
tem sempre sido a menos onerosa ao tblacouro de sua
provincia, porque nella uo existe urna svolira publica,
um s edificio mandado fazer pelo governo, nao obstan-
te ser esa comarca a quemis concorre para a recrita
provincial.
residente, urna matriz que ha, no cuusu-
o real dos (ofresAublicos, entretanto quev-jjp
orcamcto? passados c na algente grossas
sommai applicadas s despezas das irtatriics. 4 matriz
CHUS
1 rxpi
deme
eacTo
diver:
constinico, promulgaraili^- ce
trangeiro continuou c onMa
Encerrada a discussao-be o projecto subntettido vo-
tacao, approvado, e reinrttido coinmisso de redaceo.
Entra em segunda discussao o projecto n. 3 dcste an-
no que marca o subsidio dos membros d'assembla pro-
vincial para a prxima vindoura legislatura.
doRio-Formoso, tendo sido parte deuniacapclla, he to-
da devida aos louvaveis 8sfor?os de urna irmandade. A
casa da cmara municipal hejuna pequea casa particu-
lar, que iienliiiui commodo ftcrccc para as sesses dcs-
sa corporafo, nem para nelle trabalhar o tribunal do
jury,>ncij'darcm-se as audiencias do foro civil e crimi-
nal..... m
(O discurso he interrompido aqu por graneTes alari-
dos c vozeiias, embaixo do edilicio e as galeras, o ora-
dor fac {atusa, e depos contina.) *
A casada cmara de Ro-Formoso, Sr. presidente, ia
eu dzendo, nao tem commodos proporcionados aos niis-
tere, s occupafSes de que a revestio a le da creacao
desasas corporaccies, do l, de outubro de 1828 ; nem to
pouco pora se darcm as audiencias, etc. ; e, o que mais
he, sendo una casa particular, nao pode ser substitui-
da, pXr niib haver outra mclhor, a estado de sc alu-
gar ; pols, comodisse, a poputocSdH^rescent, e a edi-
Hcscao particular agora he que vaTprogrcdindo. Alm
disso, Sr. presidente, niio tem essa villa um lugar onde
possa recolher aquelles que sao indlgitados de crimes,
no que passa a eipor.
Vnte e seis annos fazem que o Brasil he indepen-
x, c no entanlo o povo tem continuado a s%r esma-
garto pela influencia estrangrira : teem-sc succeilido
diversos ministerios c legislaturas, houvc a rtfrma da
centenares de leis, e o es-
la anda cni seu predo-
minio fcTOl, cm sun conquista barbara.
No satisfeito em haver transportado para a Europa
lodo o 110A0 ou^R) elle invadi o nosso comniercio de
umamaneira espantosa; e, como sc isto ii.'n> fosse bastan-
te para saciar sua avareza, elle trata de appropriar-srde
lodos os ramos da industria brasilrira.. J uo ha artista
nacional que possa vi ver de eu trabalho, poique o es-
(rangero ambicioso Ihe tem roubado lelos os ineos ho-
nestos de una subsistencia licita ; c nao satisfeito com
ludo isto, elle lenta contra a vida dos lilhos do Brasil,
einseu incsmo paiz, comhontem acontecer neslames-
uflr'cidade, segundo deve ter chegado ao vosso conlieci-
inento.
Um estado io deshonroso e aviltante como esle nao
aprsenla perante vos, encorajado pela coiiscicnc(.1 do'
seu direito, pedindo-vos que o salvis da dominaran
estrangeira, fazendo passar nina lei que garanta aos na-
cionaes nicamente oconinicrclo a retalho, bem como o .
direito de sen ni caixeiros c o exercicio-dos difl'erentes
ramos de industria brasilcira dentro da provincia, prc-
veniMdo, por meio ludiln a providencia que do vosso patriotismo se exige.
Outrosim, requer o povo, que ordenis ao presiden-
te da provincia, que, uo prazo improrogavel de quinze ,
dias, faca embarcar n lodos os Portugueses soltciros, que
-.- ai harrio tiesta eidade e nos demais lugares da pro-
vincia, visto seren inimigos implacaveis dos Krasileiros,
como em dillerenlcs pocas leem mostrado : assim tam-
bera, que representis assembla gcral da naco acer-
ca da necessidade que tem o paiz de urna assembla
constituinte para tratar de una reforma social, que se

i
I
L

MUTILADO
* -
;.: "
riC iU
DATA INCORRETA



--------*-

*m-
y
harnionie com o progrrsso liberal do scula c estado
prsenle da sociedade brasilcira.
o 0pOTOconfia em vos, Sculiorrs deputados provn-
ciaes, e por sso espera que o aUcndercis, fazendo passar
dentro em tres das a le de que cima se faz inencfio, e
decretando providencias tacs, que desde ja nao baja mais
um caixeiro eslrangeiro, a excepcio darjuellrs que sao
indispensaveis as casas de grosso trato, os quacs nao
poderao exceder a um eui cada una dellas.
u Se nao l'r attendido, o poro protesta usar dos uieios
que aisua rasao Ihe suggcrir, para libriiar-se do insul-
tante jugo que o opprinie; esobre rostas caberas, Srs.
deputados provinciaes, recahiro as cnsequencias de
qualqucr conllicto que porvcntiira baja de appareccr.
- Pateo da assembla provincial, 27 dcjunho de 1848."
0 Sr. Jote Pedro ( pelp ordem ) observa que a peti-
tao j>ela sua materia, deve ir scommsscs de consli-
tuicao e poderes c de orfamento ; porm lembra a no-
meacSo de una coinmissao auxiliar.
O Sr. Cunha Machado : Sr. presidente, lie verdade
que a representarlo do povo coiiiprelicndc objectot per-
teuceutes s atlribuices da coinmissao de constituic.au
e poderes, da qual faco parle. Ella nSo se esquiva de
lar o seu parecer ; mas como tnciiibro desta coinmis-
sao, c em vista da faculdade que me concede o regimen-
t, requero que 6e nomci una coinmissao auxiliativa,
tirada ou dos uieiubi os que compe esta casa, ou de
pessoas iiilelligentes de fura ; para que a coinmissao de
constituido e poderes, d'accrdo com a coinmissao au-
ilialira, possaemitlir uinjuizo niais seguro, enflorecer
a esta assetnblapi'oposiccsqucsalisfacauas necessida-
des legitimas da populaco ; e esta minlia proposta esta
de accordo rom o regiuieiito. [Li) Ora, cu poda reque-
rer a noro.CAe.to de urna eeiumllMu especial, nal nao fa-
re isto porque quero tomar parte no juizo.que se tenido
proferir, e as medidas reclamadas. Esloii convencido
que todos os incus nobics coiupanheiraj concordarlo
rouirnlgo n'ist.
I.-sr o siguile requeriinciito :
Roqueo que, de conforinld Je com o art. 35do re
giineiito, .aiitori.se esta assembla, a iioinoaco de nina
eoiiimissao auxiliar, romposla de .'! nicnibios, que, de
accordo coma cominissn de cousliliiicao e poderes, to-
me em lonsiileray-ao a representacao enderess.ida por
parte do povo desta capital. S. R. Cunha Machado.
Apoiailo, entra eni disriisso.
O Sr, Jor Pedro observa rjue a expressao do reg
ment lie um pouco ambigiia, mas que se n.m deve en-
tender que ella autorisa a iiomraeao de pessoas de lora
OSr.Cunha .Machado : Sr. presidente, com e/l'eito be
um ponen ambigua a expressao do art. 'M do regiment,
pporiiloperiuadi-raequc esta assemblca poda Hume-
ar urna commiattto de (Vira para, de accordo com as com-
.nissrs internas, proferir o sen parecer acerca de qual-
qner objecto iinpuiiaiiie ; mas, una ve/, que esta nao lie
a inlelligeiicia jenuiia do regiment, estou conforme,
e conolSlrel, pedlndo a V. Exc. submeita o mea reque-
rimeiito votafSo visto que elle at aqu nao lem soIlVi-
lo opposco.
Siibmcttidn votacao, hcapprovado o requerimento.
O Sr. Presidente, noiura para meuibrns da comiuis-
so auxiliativa o Srs Jos Pedro, .loaqiiiiu Villcla e
Alves Fencira.
Depois de breves rclejuies, be oSr. Jos Pedro dis-
pensado da coinmissao, a pedido sru.e nomeado para o
substituir o Sr. Simplicio Amonio Mavignier, que aceita
a nomeaciOi coinquaoto se houvcssc esforcado por obler
escusa.
OSr. I." Secretario declara que a potlc.no vai ser re-
mctlida a coinmissao de constituieao c poderes, c ;i
auxiliativa. ; O poro saheda galeriat. Contina a dis-
riisso interroinpida.
O Sr. A'arer Lopes observa que seu discurso fra n-
terrompido, quando elle declarara que quera mandar
un requerimento mesa e pede que este seja sulinict-
lido votacao.
(I Sr. 1." Sttutario I* o seguiute rcqucrimciito :
Requero o adiamento do projecto n. 10 por tres
lias. Salla das sesses, ele. Xavier Lopet.
Apoiado, entra em discussao, e he approvado.
OSr. .Wiirr/iini requer se de para ordem do dia da
sessiio seguate o projecto que cria nina escola indus-
trial, e que se acha assiguado por elle e pelos Srs. Alvos
Ferreira c Oordcro.
O Sr. 'residente d para ordem do dia da sessao se-
guiute iIntua de projectos; -- pareceres eindicaces;
piimcira discussao dos projectos I2e 13;3.* do de n. 11
todos deste anuo, c continuarn das ordena dos dias an-
teriores, e levanta a sessao as duas horas la larde.
*
r.
Oitl
15.> SESSAO OBBnjAlllA, EM 28 BE JUNHO
DE 1848.
MBSIDKNCII 1)0 Sil. VICARIO AZEVEUO.
Si'.iMAino. Apfipvaca'ovda acia da tetsa anterior.
Elidiente. Adiamento 11? itm parecer
rninmjo de legitlacao. Ueprcsenlacao
poro. j(pprot'iir, em I .* discusiao^mlo
parecer da commiun de inslruccao (nAfc-a
lirerca do profeisorjjf latim do bairro do lle-
rife ; do n I. -^dopcao' do den.A\, em
i.' discuisao.
As II horas da inanhaa, faz-se a chamada e verilica-sc
. estarem presentes 19 Srs. deputados.
O Sr. Presidente declara abena a sessao. 4
II Sr. 2. Secretario l a acta da sessao anlerior, que he
approvada.
OSr. I. Secretario nienciona o segiiinle
EXPEDIENTO,
Um olTico do Secretario da provincia, acctfsando re-
messa da nformar,o do inspector da all'andrga acerca
da'quantidade lc sabao estrangeio o nacional, impor-
tdo tiesta provincia, nos annos linancciros de 30 a 37 e1
de 37 a 38. Inteirada.
.Outro do niesmo, rcmeltenilo um ollujip da eoiimiis
fio encarregada da direc;ao darpjxa ecVhoiuiea dos rm-
j'iegadosaprovinelacs. Inteirada.
Oulro do mesino acoiiipanhndo do paycer do Etm.
bispo diocesano, acerca da Irasladacao da inatrll da fre-
guczla d?*an-Caeiano-da-Rapozajpara a igreja deJN-Sc-
zihora das Dores de Caruark- Inteirada V
U tnesmo Sr. Secretario le nuibein o seguinte parecer :
A coiiiinUso de legislafao, examinando a pelica
da adminlstracao geral dos rstabrlei-juieiilos de carida-
labora acerca da erdadeira inielligcneia que se deve
dar ao arl. 31 da lei provincial n. M4, de 22 de inaio de
is.'i. pin i mil i das
do o sobredi lo a.
ii imoiiio dos es
pobres ou albergarlas da cidade do Rccife cntende
que a palavra adjuntos, querendo dier annexoi, licaui as
albergarlas, ipso /helo, fazendo parte do patriuionio
rslabelecitnentos de caridade, e por consequencia stX-
jeilns aos meamos estatutos qiie regein aquelles estabe-
lecimentos, enb a inspeccao da inesma adininistraraikJ
sein que coinludo dahi se.colha que os pobres e nienl
digosdevain ser expulsos de seus alvergues, se a admi-
nistracao entender conveniente : oque em caso ne-
nbuin poder fazer, nao s porque nada mais deshuina-
no Irreligioso do que ver csses miseravels aleijados pelos
mercados pblicos, expostos s intemperies daotlnixis-
phera, e a irnsao de entes degenerados, como princif-
paliucnle porque existe urna rasa p,ara guarida dsjel
legada pelo Imado concelhelroo Keverendo conegof oa-
mrsuio para as despezas da conse va^ao las sobreditas
casas.
Salas das commissdes d'asseinbla legislativa pro-
vincial, 28 de junho de 1848. V. T. Cordeiro. Ouarle
/Viilira, .lii(nnio Pereira Barroco de Moraet. a
Floa adiado, por ter pedido a palavra o Sr. Ferreira
liomrs,
OSr. Cunha hfachadn ( pela ordem.) diz,que na quali-
dade de nieuibro da commisiao de constituirao*e pod-
res, a cuja considcrac;ao foi submellida na sessao de 27
do correntc. nina representacao enderessada aisein-
blea provincial em nonie do povo deelarou 'que nao foi
posslvel coinmissao orgauisar o seu parecer no curto
prazo de menos de 24 horas, como se desejava, tanto por
causa da Iranseedeucia das medidas reclamadas em di-
ta representacao, que demaiidam aigum lempo de me-
ditarlo c ir.Mi illm. como tambem porque nao podia a
coinmissao deixar de ser distrnhida de sua missao em
prescuca dos movinienlos occorridos nesta cidade ; na*
que apresentar o .resultado de seu Irabalho no lempo
ni.i-. breve que Ihe rorpossivel,
' O Sr. I. Secretario 1 a seguinte representacao :
Sr. d'assemblca provincial. Os cidadaos, abaixo as-
signados, pelo 30 do art. 179 da constituieao, que Ihe
perinltte apresentar por escripto ao poder legislativo e
ao execulivn rcrlamnrors, queixas, ou petc.<5cs, vem ps>-
rante os representantes da provincia dclencar oquadrn
dos seus soUreineiitos, e pedir um remedio prompto e ef-
ticazque niclhore suas condicoes. He sabido o iiuanto te-
mos sollrido pelo estado de orphandade do povo, en-
tregue to<}> a Intcresses incsquinhns, sem que ate ago-
ra nenhiim dos poderes do estado cure de seus pade-
ciinrntns : toda a industria, todo o Irabalho nos he ve-
dado ; porque os Portuguezes, protegidos por circums-
laneias que Ihes sao favoraveis, com a inesma lingoa, a
iiiesnia religio e quasi os mesmos costumes, se tecm
Introducido entre o povo, c apoderado do pe|ueno
eoiiiinereio, da industria artislica c de todos os ramos
principis da vida domestica. Um Portugus sapatei-
ro, por exemplo, ou chaina para a sua loja os seus pa-
tricios, ou Compra escranos c os applica este odelo,
cxcluindo desta arte aos lilhoi do paiz quequeriain
aprender o merino oiHcio ou j o tinham aprendido.
i\inla importa i|iie tenhamos urna prolissao se a nao
pode-nos exercer e milito menos viver do nosso Iraba-
lho, porque lodosos recursos nos sao tolhidus pela con-
currencia de estrangeiros ; sendo os Portugueses os
m.iis favorecidos pela lingoa coinmuin, e pelos que ja
existen) no paiz, sempre em hostilidade com os natu
raes por seus odios inveterados, por seus ulereases
inesquinhos, e sobre tildo pela audacia com que aflfron-
11 ni os nossos justos reientlmentos.
Sabemos que a asseinbla provincial nao est auto-
risada a legislar sobre negocios geraes, porm a males
rxtremos rejuedioa heroicos, e a assembica provincial
nao nos deixar correr de abysmo a abysmo, at que
nos precipitemos lodos na voragem da anarchia. Vos,
Senhores, nao descoiihcceis os nossos males pedimos
que os remediis, e o mais prompto remedio ser lo-
mar urna deltberecfio momentnea, emquanto recorre-
mos assemblca gcral, ou vos o farcls em vosso nome
eomo he do vosso rigoroso dever.
Queremos, Senhores, |ue o coinmcrcio a rctllio,
que a pequea industria seja privativa dos lllhos do
paiz c los cidadaos naturalisados, no gozo de seus di-'
reims politicos.
Senhores, o momento he precioso, nao o percais,
prrdendo-iios a todos. Itecife de Pernambnco, 27 de Ju-
nho de IS48.- Jos Higino de Miranda.Padre Salvador
da Rocha OMvrira.Manorl F.lias de Moura.Jos Joa-
quim I Milu lino de Miranda.--Francisco Xavier Rodri-
gues de Miranda.Manorl Antonio Nunes Machado.
Antonio Mnis Tavares.Claudlno do llego I.ima.An-
tonio Ferreira d'Aiiniiin-i-i, an.Filippe Jos deSouza.
Jos Joaquim da Costa.-- los Francisco de Paula.Can-
dido I Icmeiitino Pereira de Carvalho.Joaquim Anto-
nio de I.ima Pinto.Jos Telxeira Peixoto. Antonio
Francisco dos Passos.--Amonio Pire* tlalvo.Joaquim
Rufino do Reg.Joaquim Claudio Monleiro Jnior.
Marcolino I'erreira da Costa.-Joaquim Canuto de Santa-
Auna.Joao Tavares da I riuFonseca.Francisco Mari-
nlio de Miranda e Castro --Francisco das Chagai de 011-
veira.-Antonio Francisco RodrigUei Magallies.--Ha-
noel Juvenci de Saboia Alexandreda Silva Fragozo.--
Ameiico Pereira de llrito Jcronyino Dantas Timb.-
Vicente Ferreira de Mello Albuiiuerque Pltta JoS Do.
mingues Codceira.Jo,ao Pereira Lagos.-0oncaltt> Nu-
nes Ti I ,-i i. -M um. i Joaquim llaptista'.Jos Lco
de Castro Jnior.Manoel de Jess MaraMacario de
iu ni provincial n. ni, le '- ele inaio de
a das variadas iiilerprelacoes que teni ti-
axJigo, queMiz : Picara adjuntas ao pa-
sanieleeimentos de caridade as casaspara
driguesda Silva Cabral.Venceslao Machado FacirePe-
reira da Silva.Manoel Folicea de IMedeiros.Francis-
co do: P>cis .Nunes Campello Jnior.- Joo Carlos augus-
to de Figucirrdo.- Antonio Joaquim Goncalvcs de Mo-
rarse-Jos dos Santos Poccira.'. hristovio Jos Ferrei-
ra.-Joao Prolirio de SaiitaFAuna --Antonio Joaquim Cr-
rela Lilis \\ an(lei-|ej|.Jos llodi%ues da Silva Cabral.
I.ki Alves (iiioria. # Jos MatfTdo Ainaral.Francisco
Felimdas Mcrces.-Joao Haptista de Carvalho.Victorino
osTIos Passos Jos4 de llrito SalgueircHenriquc Jo-
s d'Azevedo. -Padre Pedro Jos Nunes.Liz de Fran-
ca.-Manoel Antonio da Sil%%.-Jos Ilibeiro do Ainaral.
--ConstaMXino Jos Filinjac S.-Thiago.-Anlonio Pedro Ro-
drigues Franca.-Izidonlternardo da Silva.Joao Dio-
nizio Uacbuza.Padre Jos Mathias Ribelro.-Jos Thco-
doroGlkjjps.--Joaquim Elias de MouraGondln.Paulino
Coelho Uahia. Joaquim Jos Pesjelra Vianiia. Flix
Antonio Alves MascarcuhasJoaquim dos Santos Aze-
vedo Jnior.MlgiiojjBjYielra de Mello.Joaquim Alfon-
so Ferreira.Joao de Carvalho traposo.Francisco de
Souza Reg Monleiro.--JoaV|iiim Francisco Franco.Jo-
s Gomes lo Reg Cazumb.F/ancilto Jos do Reg.--
Francisco de Taula S^a Junior.Vicente de Paula Oli-
,veira Tilla-lioa.-Manoel. Jos- Ferreira.Antonio Jos
Gures de Harros.-Jnscltoniao de Freitas.- Claudio Jo-
s Duraiis.-Gregorio Alves da Rocha.Jos Francisco
de Paula.--M.-iiiiii l Francisco de Paula.Antonio Teixci-
rl Lima.liinocrncio Paz Mendonca.Innocrncio Ro-
drigues de Miranda.Francisco Solano de Paula. -Pauli-
no da Silva Rarboza.Antonio Climaco Morelra Tempo-
ral.Francisco Fausto Jasiniui.-.LuizCyriaeo da Silva.--
Mathias Carlos d'Araujo Macicl.-Antonio Manoel de
Franca.Manoel Agapito.Pedro Jos Alvos Crrela.
Joao Figucira da Silva.Francisco Jos Arantes -Bnie-
ilitlo Geas-azio das Merees Cbavins.Zerino d'Oliteira
Souza.STanoakJoaqiiiin Muniz.Jos Cyriaco dos Pra-
/.cres.- FraoclWo Manoel da Rosa.-Antonio Jos dos
Santos Scrvina.I.uiz Marciano do Sacramonto.--AiUo-
llio Francisco Alvos.Jos Flix da Cruz.Francisco Jo-
s da Piodado.-Vicente Ferreira de. Paria*. Jos Flix'
Pareira de Lira Costa. -Miguel da FpnsecaGalvao.-Fran-
cdfco Joaqufni de Oliveira Soijzae-Jpsc Gomes da Silva.
mioel (.oiiral#fcs llrancn.--MTicdfln'Jos Alves.-Fran-
nandesM. J.Paulino Jos Santa Anna.Irineo Ferreira
Rabello.Jos de Sb'uia Fortuna.-Ferminiano Jos Barros. -Joao Coelho.Luis de Franca e Mello.Joao
Ronifacio da Silva.Antonio Francisco de Jess.Ma-
noel Jos de Sarita Auna.Angelo Jos Themoteo.-Joao
das Virgcns Molla.-.-Manoel Pereira.AntonloJIcrnar-
dcs da Cunha Av'ellar.Manoel Francisco da Cunha.
Joaquim Salvador Prssoa deSIqucira CavalcantLDiogo
BaptUia Pernaades.-Joao.Chrisonomo Lima Jnior.
Joao naptlsta Furtado.-Klias Ellseu -Antonio Rufino
Ferreira Padilha.-Jos Salvador Pereira Rraga.Silves-
tre Antonio.Manoel da Fonscca.Mauricio Alves de
Freitaj.Jesuino Antonio Marques.Francisco de Paula
Rodrigues.Elequiel da Silva Franca.Manoel Vicen-
te de narros.Caetano Ferreira da Silva.Jos Joaquim
de Cima.Antonio Camello Pessoa.Antonio Jos dos
Santos. -Francisco Roinao Barboza.--Manoel Joaquim
Varedas.Francisco I.uiz Wanderley. Joao Antonio Ber-
n n-,lo.--Francisco Xavier de I.ima.Estevao Proto-Mar-
llr de Figueiredo.--Joao Leite de Sampaio.Antonio da
Costa Reg Mina.Manorl Bezerra de Menczes.-Manoel
Thomaz dos Santos.Jos Joaquim de Almeida Caslro.-
Migue,l Joaquim Machado Freir.Jos Ignacio Rlbeiro.
Francisco de Paula Carneiro Leao.Joaquim Claudio
Monleiro.Antonio Aunes Jacome.Pircs.-Jos Ignacio
de Abreue Lima Francisco Xavier Pereira de Brito.
Manoel Esteves'da Costa.Antonio Honorio de Carva-
lho.Francisco Antonio de Figuelredo.Joaquim de
Souza Cirnc.Joao Rodrigues de Miranda Jnior.Joao
Fernandos de Souza.Luiz de Franca Souia Marlnhn.
Joaquim Thcotonio Ferreira.PantaleBo Gomes.Hen-
rlque Cerylo de Mndelo.Joaquim Hemeteno da Trin-
dade.Domingos Pires Ferreira. -Flix da Cunha Navar-
ro l.ins.Jos Joaquim Umbehno de Miranda Juii-i
Antonio Pereira da Camera Lima.Padre Antonio Fran-
cisco da Trindade.Joao Jos de Gouvcia.Jos Vieira
de Oliveira Maciel.Eugenio Amancio da Pax3o.-Jose
Joaquim de Souza.Victorino Rlbeiro.Manoel Iiidovo
dos Passos,Manoel daCnu.ConsUnclo Carneiro Ce-
zar.Francisco de Ai .mijo Carros.
He remedida coinmissao de constituirn e poderes,
c auxiliativa.
(6'on inuar-ie-/iii.;
mu i iie i'ERMiiircii.
RECIFE, 30 DE JSIMO DE 1848.
Ordem do dia para a sessao da assembl |pgi provincial, que deve de haver lugar amanhaa ( 1. de
junho): leitura de projectos, pareceres e indicaces ;
1.* discussao dos projectos ns. 4 e 17, 2.' do de n.
1, e 3.a do de n, 3, deste anno.
quun Marques d'Araujo, a qual, achando-se sb a li-
recfio do seu testnientoiro o Reverendo Domneos
germano Alfonso Regueira, deve passar sabredila ad-
iiunislra9ao, por ter a seu cargo a polica de_.taes ins-
II tille IM'S. > ,
Ouuo sim, he a coinmissao de parecer qUc os coti-
los, que demanda a oulra casa, sejam costead
rendas do patrimonio ; c nao sendo sufncieni
signe quota na lei do orcamento para eases
cao.Guilhcrmc Goncalvcs.Jaquea Joaquim da Silva
Agostlnlio de Souza Piulo.-Antonio Concia da Silva.
Dalblno Jos de Aiidradc.--liinocenc.io Ferreira Pul-
querfo.Francisco Pi da Roza.Ignacio Bento de I.oyol-
la.Jos Monleiro da Silva.Manoel Jos de Souza Ln-
AINDA OS ACONTF.CIMKNTOS DE 26 E 27
DE JUNOO.
Anda bem que ahi lieam aqum de mis os tenebrosos
dias 26 e 27 de junho!... Gracs ao Reocladobe tudo,
j passou essa poca de terror, esse padrao de vergo-
nha para Pernambuco !..... J nos nao vem echoar nos
ouvidos o horrivel e brbaro grito : Mata marinheiro* ,
que, nesses dias de eterno lulo, foi posto na bocea de
algumas pessoas inexperientesdo povo por cortos cabe-
ri I lias safaros e srdidos ; por alguns entes degenerados
e egostas, que, csquecldos dos preceitos da santa reli-
gio que pri.ressamns, ousam concitar seus concldados
a cobrirem de oprobrlo a patria dos Vlclras, Henrlquea
Dias c Camares commettondo actos de carnificina,
sinente jiroprios dos barbaros habitadores dos rido*,
sendos da frica 1... J nao vemos arrancar um pobre
lioiiiem dos brafos da esposa e dos filhlnhos, para cs-
trangula-lo em pleno dia, pelo simples facto de haver
nascidoem Portugal, como nos dizem que acontecer
na ra da Praia !.,.'. J nao temos o desgosto de ouvir
alliriu ir quoalguein, a quein corra rigorosa obrigacao
de aplacar as iras da plebe, cada vez mais as ateava,
clamando-Ihe que nao poupasse vida a um s Portu-
guez, cque os cacasse como a lobos !... J amainou o
phernesi popular, e pois se nopdem aproveitar delle
para invadir a residencia do l-;.vm. Sr. Manoel de Souza
TeUeira, varejar-lhc lodos os cantos da casa, cobri-lo
de insultos, e por em prova a coragom cvica de que
he capas esse anciao venerarel, que esmagou os seus
vis i n i ni ig os, recebendo com o maior sangue-frio os
phariseus encarregados da torpe missao de Injuralo de
modo Mmente proprio de quem ha perdido todo o bro,
todo o pundonor, toda a honestidade, e facilltando-lhes
o almcjado varejo !.. Essa poca "de terror j passou,
nso repetimos; ecertonao se Uvera prolongado tanto,
se as primeiras ordena lo Exm. Sr. vice-presldcnte da
provincia fossem cumpridas tao religiosa e prompta-
monte como convia ; st todas as autoridades policiaes
de en tao desenvolvossem a necessaria activldade.
Prazaa Dos que semelhantes aceas jamis se ropro-
dii/an entre nos ; sirvam ellas para fazer com que se-
jam mais prudentes os escriptores, que menos pensada-
mente iusull un o incauto povo, e com llngoagein des-
abrida e subversiva, fazem reviver odios amigos e qua-
si extiuctos. Attendam csses escriptores que, chegado o
momento critico, nem ellos mosmos se pdem julgar a
caberlo dnrlscodevida que correm todos aquelles que
dem a infollcidade de.contar um dcsallecto ou um iul-
inign entre os ardentes que, ncisas occasics, se encar-
in da trela de dirige os que se acham fascinados,
e acnmmeUidos da feble da anarchia.
Ouando fallamos dest'artc a alguns dos nossos con-
oH'end-ln.s ; nao
apaies de appro-
na de que j
jeiro nao sabe traWr o seus deveres. Dcntre os Srs. coui-
mandantes de batalhiSes, a que por ultimo nos referi.
mos, nao delxaromos de mencionar o nome do Sr. ;apj.
tao Dom Diogo Roberto da Sllvclra, que se acha com-
mandando interinamente o stimobatallio de cacado-
res, e que nao a coadjuvou multo a companh de ci.
vallarla na dispersao dos grupos desordeiros.senao tanit
bem deu a mais flagrante prova de dedlcacao ao g0Ver
no, quando, no da 26, ppareccram ospriaaalros niovi"
mentos ; pois que, aprosentando-se ao Exm. Sr. vice-
presidente da provincia, se exprimi assiin E,n CU1(]
priinentu das ordens do Exm. Sr. cominaadaiiic das
armas, acho-me no pateo deste palacio, cncarregado
de guardar, com o meu batalhilo, a pessoa de V0Ml
Exc.: pode, pois, V. Exc. estar descansado, e corto de
que s ser desacatado depois que aquellos que lenta-
rcm desrcspelta-lo houvcrem passado {>or cima do
meu corpo. Procedendo deste modo, cumprirei o meu
dever ; porquanto nada mais farei doque defender
SuaMageatadc o Imperador na pessoa de aeu dele.
gado.
Falta-nos noticiar aos lcitores, que, na cidade de Olin
da e na Passagem- gunsdesaguisados : a barbaria chegou al l. Ncssaspi.
ragens os pobres.Toi luguezes enermes fraui igualmen-
te victimas do furor dos desalmados. Entretanto, deve-
inos declarar que o Sr. subdelegado da froguezfa da Boa-
Vista, informado de que o inspector da Passagem fra0
promotor do tumulto que ahi houvera lugar, deniiuio-
inimedatamenle. He de esperar que S. S." trate le pro
cessar a esse individuo que, abusando do cargo quo
tinha sido confiado, tenlou contra a seguranza indivi-
dual e de propriedade dos moradores no distrlcto cuja
vigilancia lhc fura incumbida.
Ao conclu rmos, ann ti nejaremos que, tanto na ra
da Praia, como, na do Ilangel, e na Passagem da Magda-
lena, commetteram-se alguns roubos ; sendo mais consi-
deraveia os platicados as referidas nas. Informan-
nos que os autores desses roubos nao sito desconheci-
dos. Temas para cus que, i.ji.m os degenerados qm
assim mancbaram a gloria de Pernambuco, senaolam-
bem os que provocaram c fizeram a carnificina, serao d.f
vidamenle punidos.

Com.alo llorges da FausocaP-Joo Paulo da Silva o Mel- ,',,,j|os cbnia em o numero passado': apenas levamos ein
Francisco Xavier Carueiro.-A. Eustaquio cT'Matos.
Ucruardoloares dos Rois.Francisco da Cruz c A-.sui.ip-
. -n----_-------------------- ----------. -u.w ... .-.luir I|(l-
caustica e provocadora, que lie capaz de ex-
ros amigos, c arrastra-los'a desatinos que nodoa-
a sempre o nome de quem qur que os prati-
rainosconluir aqu esta parte do nosso irabalho de
lateados pelas noel Rento da SIlva.-Lui.zGonzaga de Viterbo.-Bernar-
icntes, se n- do la Gula.Jos Victorino de Paira.Theophilo Ma-
iscs reparos, e | noel.Estevao Teixoira Pinto.Francisco de Paula Fer-
Pauia.--JcisGoiic.ilrjadaPorciuncula.--Joo de Duda da ,c Bera* uo.corpo de polica, e os dlstlnctos comman-
'Herculano de Figuelre.lo.-Ma- dantes dos batalhes de primeira linha que ora perien-
cem esta guarnlcISo, portaram-se de modo a convnce-
los de que o militar honrado e verdadeirainente brasi-
OS PORTUGUEZES EKTRE NO'S.
Quasi que se achava extlncto esse odio que em rai
mais atrasadas os Pernambucanos votavam os Porlu-
guezes ; senao quando mao arteira e maligna procura
fazer reviver seinelhaute sentlmento, tanto menos jus-
tificarel, quanto somos christaos e devenios de amar a
todos os nossos rmaos em Jesus-Christo, muc.a!n ellos
aqui ou all. Reconhecemos para logo que essa mao
era, por acm duvida, a de alguin especulador que te
esforcava por turraras agoaspara poder pescar mal
rontade ; contando, porm, com a illustracao do secu-
lo actual, e com a bondade natural dos nossos compro-
vincinios, entendemos eflie Hsa vil Intrig nao pro-
duzirla o mnimo effelto, e por isso a entregamos ao
deaprezo. Entretanto, enganamo-nos : os factos que
uestes ltimos diaa lio tido lugar entre nos, provainde
inaneira a nao deixar a menor durida, que, nada obs-
tante essa illustracao e essa bondade, os nossos patri-
cios deixaram-se engodar pelos cantos da arela. Cum-
prc, pois, que saiamos da apathla, c digamos alguma
cousaarespeito; afini de verse conseguimos rehabi-
litar o crdito do nome pernambuco, tao gravemente
manchado pelos tenebrosos acontecimeutos de que an-
da hoje nos oceupmos.
Por mais tratos que demos imaginacao nao pode-
mos atinar com a raso de semelhante odio, e ainda
menos com o motivo justificativo dosses actos de bar-
baria, que se pratlcaram contra os Portuguezrs, e que
algueui quer que se pratiquem. Se absolutamente fal-
lando, taes actos jamis se pdem justificar, por isso
que a qiralquer de nos corre a rigorosa obrigacao
de nao ofiender aos nossos semelhantes ; como se-
r posslvel que nos desprendamos dessa obrigacao pa
ra com os Portuguezes, cujo sangue gyra as nossas
velas ; que estn ligados com nosco pela religio, pe.
lo idioma, e pelos costumes < pelos lacns de rnmiM
Nao o devenios de certo ; tanto mais quanto he sabido
que alguns dos nossos que teoui vivido entre elles nao
sido tratados com todo o acatammio c rospeito, e nao
convenirme em bonhoniia e gencrosldade cedamos um
nico palmo de terreno a povo algum do mundo co-
iiheeido. Se ha quem duvide do que temos dito com
respeilo ao tratamenlo que nossos concidadaos rece-
ben! em Portugal, perguntc-o aos Srs. Thomaz de Aqui-
lio Fonseca, Joaquiuj Jos da Costa c Jos Marques da
Cossa Soarcs. Estes Pernambucanos honrados, qur ahi
vivrram por alguns anuos, confirmarn, por scni du-
vida, a nossa assercn. Domis, nao he soberana neis'
reino urna nossa patricia ? Nao he ella idolatrada rfla
maioria da nacao ? Corto que sim. Como, pois, decla-
ra rmos guerra de vida c nimio a um povo que, go>er-
hado pos una nossa concldada, a ama e venera, como
a urna mi carinhosa e desvelada ? Esta s considera-
cao fra por sis suflielente. para, que oUiassenios psra
os Porluguexcs como para um poro-amigo.
E a inlluencia que estes exorcem no commercio, redar-
guir-nos-bo ? Pois bem : apreciemos as rasos da alle-
gada inlluencia, e rejamos se a objeceo he raliosa.
No commercio, assim como em todas as classesem que
se acha dividida a sociedade humana, se nao passa le
sallo da mnima para a mxima categora i ninguem po-
de ser bom negociante, qur de grosso trato, qur nao,
sem qu.c tenha sido caixeiro ; os Portugueses subjeitam-
se a isso, soffrem priraedes, accommodam-se a tudo, e
an cabo .i", ai.no.adquirein, nao s a pitica, senao taia-
bem a confianja nocoaaaria para ac estabelcccrem. Te-
nliam, pois, todos os nossos patricios a inesma-resigna;
cao ; sejam educados de modo que se nao tornen) ni-,
miamente susceptiveis ; dcixciu ospais de presJav ouvi-
dos a todas as queixas que Ibes elles fazem, quando por-
MUTILADO
1


'
s-'1

ventura se acham de caixeiros ein algumas casas de ne-
gocio ; que, corto, serSo preferidos aos Portuguczes, co-
mo j o sao alguns que rcuncm as qualidades a que nos
referimos, e chegarao a ser tao negociantes, como o he o
Sr. Thoma* de Aquiuo Fonseca, que, por si mesmo, con-
quistou aposlcao cm que boje se acha. E nao cxlstcra,
nesta inesma cidad, inuitos caixeiros brasileiros, nao so
lilhos da capital, como de outras provincias e db interior
esta ? Nao lie verdade que em todos os ramos da vida
conimerclal ha Brasileiros? Como, pois, allegar essa
preferenpia exclusiva ? Ella nao existe. Nos, que assim
vos fallamos, somos Brasilclro, nascemose fomos criado
neste Recife; mas, isto nilo obstante, ha mais de 25 anuos
,.ue vivemos vida conimcrcial, sem que nunca tenha-
mos solTrido a mnima perseguico, nelo simples facto
de havermos visto a lu no Brasil: ao contrario, temos
recebido mu bom tratamento c militas provade confi-
auca, nao so dos Portuguezes, aenao tambein de todos os
estrangeiros que cominerciam nesta praca ; flzemos o
nosso tirocinio em casa de um Portugnei. que, alm de
nos preferir, naamlzade e confiaba, a varios patricios
,eus que comuosco trabalhavam de parceria, acredltou
nos na praca, e nao quix expirar senao nos noaaos bra-
co?, depois de haver-nos constituido as circuinstancias
de substitnl-lo. Estes tactos jamis se rlscaro da
nossa memoria ; e scinpre que nos recordamos delles,
nao podernos deixar de reviver os sentimentos de amor
e respeito de "que sempre estiveinos animados para com
ohomem que tanto nos honrou. E nao he so isto: te-
mos prenles que, havendo encelado sua carreira como
caixeiros, hoje negociam jio trapiche, sem que os Portu-
guezes Ihes ponham cstorvo algum
Somos bem conhecldo;nunca bajulamos aos estran-
geiros para nierecer-lhes as grafas; temos coracao
perhainbucano --amarnos devras o nosso paii;alme-
jamos a sua prosperidadc;--ma queremos qu ella ve-
nlia pelos meios honestos e ordinarios, c nao pelos des-
communaes e torpes.
Pernambucanos, crede ua slncerldade dasnossasex-
prcsses; nao vosdelxels Iludir por csses que querem
fascinar-vos, para desacredltar-vos e apresentar-vos ao
mundo civilisado, como urna horda de selvogens, sem-
pre dispostos a fazer correr o sangue humano. No exi-
jis das autoridades aquillo que ellas vos nao pdem pro-
porcionar; respeital a as leis, e seris fcllzes. Attendei
que nao ha esse pretendido rancordos Portuguezes con-
tra vos: os factos demonstran! o contrario. Um ou ou-
tro excesso deste ou dquelle, he cao singular, e nada
pode prevalecer contra o que se observa no geral. Ilem
vedes como quasi todos os Portuguezes se esmeram em
preparar para a vida couunercial os proprios fllhos. que
sao nossos patricios.
Portuguezes, conlial no governo, e no bom senso da
parte sa da popular fio : nao vos intromeltais, as nos-
sas questdes polticas, e sede tranquillos.
O Sr. Rodolfo Joao Barata de Almela acha-ie noniea-
do subdelegado da freguezla de Santo-Antonio. Clda-
dao probo e uimiamente intrpido, homem da conflan-
ca de todo o eorpo de coininerclo, e bastante conhecldo
pelos scus precedentes honrosos, o Sr. Barata era o mais
proprio para semf lhante cargo, na occasao em que foi
escolhido para elle. Congratulamo-nos com o Exm. Sr.
vicepresidente da provincia e com o Mu. Sr. dcsembnr-
gador chefe de polica interino por tao acertada nomea-
cao.
Transporte] .
'WM
>50.
fc?tl#!
Alfandega.
Dttcarrtgam hoje, I. dejulho.
Brigue fteliopolis mercaduras.
Brlgue' Sociedade pipas vasias. %
RENDP1ENTO TOTAL NO ME7.DE JUNHO DE 1848.
Rcndimento total -....... 102:5X5.^/417
Restltuicdei.......... iijilT^
102:232/200
Direltos de consumo....... 100:587/329
Recxportacao, 1 por cento...... .?2
Espediente dos gneros do paz, 1|2 p. C. .i/l).)"
Dito dos gneros com carta de guia, 5 p.c. ilV,
Armazenagem de inercadorias .... i-2'n
Dita da plvora......... Wu
Premio dos assignados -...... ,: .'
-Mullas........... Ifgu
Emolumentos de certidoes ...' s/4
102:232#200
O escrivao da alfandega,
. Jacotne Geranio Mara l.umachi de 'Millo.
....
Diversas provincias.
Diiimo do assucar de Alagas 1:710/780
Dito do algodao da provincia 95/097
Dito do assucar da dita .... 88/323
Depsitos existentes...... 6:091/324
Dito restituidos........ 1:378/202
34:770/41?'
1:894/800
36~665/247
O administrador,
Joo Xavitr Carneiro daCunha.
\ ___
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTODO DA 28 ... S}:778/644
YovJmcnio do Porto
Navios entrados no dio 28.
Maranhao ; 71 das, barca brasilelra 7Vnl*txi-fVK*, de
504 toneladas, capitao Antonio Silveira Maclel Jnior,
equipagem 19, carga sal e palha ; a Silva e Grillo.
llarseillcs ; 45 dias, barra francez Julia, de 166 tonela
das, capitao II. beduchaud, equipagem 12, em lastro ;
a II. Lasserre S Companbia.
Baltimore ; 48 dias, barca americana Etepetela, de 180 to-
neladas, capitao W. M. Huran, equipagem 9, carga fa-
rinha e mais gneros ; a L. G. Ferreiraz Companhia.
Navios sahid-is no mesmo dia.
Portos do norte ; vapor brasileiro San-Sebastio, coni-
mandante o primeiro lente A.Torrezao. Passagci-
ros, os,mesmo que trouxe dos portos do sul para os
do norte.
I.Mn'i.i ; brigue portuguez Snn-Dominoo, capitao Manuel
Goncalvci Vianna, carga assucar e arroz.
Liverpool pela Parahiba ; barca ingleza Uroad-Oak, ca-
pitao D. D. Me. Gralta, carga assucar.
Navios entrados no dia 29.
Parahiba ; 4 dias, hiate brasileiro Espadarte, de 27 tone-
ladas, capitao Victorino Jos Pereira, equipagem 4,
carga toros de mangue ; a Joaquim de Oliveira. Pas-
sageiro, Chrlstiano da Silva Boa-Vista.
dem ; 3elias, hiate brasileiro Vuresa-de-Maria, de 22 to-
neladas, capitao Elias do Rozarlo, equipagem 4, car-
ga toros de mangue ; ao capitao.
dem 4 dias, hiate brasilclro Coneeifo-For-rfas-Firtu-
des, de 24 toneladas, capitao Antonio Francisco Madei-
ra, equipagem 3, carga toros de mangue ; a Paulo Jo-
s Baplista. .
Jersey ; 32 dias, esauna ingleza Apparition, de 1J7 tonela-
das, capitao i. Miller, equipagem 8, em lastro ; aoca-
Loudrcs ; 42 dias, brigue inglez Industrial, de 306 tone-
ladas, capitao Samuel Wceks, equipagem 12, em las-
tra ; a Dean Yullc S Companhia.
Navios lahido no merao dia.
liacci ; patacho breutense 6'atharina, capitao A. Kestcr,
em lastro.
Barcelona ; galiota hespanhola uvidota, capitao Salva-
dor Millct, carga algodao.
Rio-de-Janeiro ; barca americana John-Farmer, capitao
I'.iw.il Smack, carga parte da que trouxe.
Portos do sul a vender a carga ; barca americana Eteps-
teta, capitao W. M. Huran, carga a inesma que trouxe
iVaviot entrados no dia 10.
Havre ; 40 dias, brigue francez Cesar, de 152 toneladas,
capitao Billard, equipagem 15, carga faiendas. man-
teiga e mais gneros do paiz ; a Avrial Frre Si Com-
panhia. Passageiros, G. Gadu, negociante francez ; C.
Lacoze. relojoeiro ; Caetano Luiz Travaco, Brasilei-
ro ; Eugene Chardon e Emilc Chardon, filios da Fran-
ceza Anaia.
Liverpool; 35 dias, barca ingleza Esther-Am, de 334 to-
neladas, capitao Tilomas Uunter, carga faiendas ; a
James Crabtree & Companhia. Passageiros, os meno-
res 11. Middleton, Joao Eliza Spears.
IHichuaco s
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO" DO DIA 28.
Geral. ................. 2*WW|
Diversas provincias. .......... *J5
2:C80#I75
RENDIMENTO TOTAL NO MEZ DE JUNIIO DE 1848.
Consulado de 7 por eento .
de 2 por cento
de 1|2 por cento
Ancoragem para forado impe-
rio.............
para dentro.....
ello fixo .,........
Dito de ttulos........
CertidSe..........
Siza de cinco por cento
29:837/258
1/6.2
562/644
30:401(514
3:566/809
I85/S04
A administrado geral dos estabelecimentos de ca-
ridade manda fazer publico que, no dia 2 do prximo
futuro mez de julho, pelas 4 horas da tarde, na respecti-
va casa, ter lugar a revista geral dos expostos, e que
dessa hora para dianle se franqueiar entrada as pes-
soas que quizerein visitar a mencionada casa.
Aduiinistraco geral dos estabeleciineutos de caridade,
26dejunhode 1848. .
O escripturario,
F. A. Cavalcante Cousteiro.
O arrendamento do armazem, sito no Forte-do-
Mallos que devia eB'eUuar-se hoje ficou transferido
para o dia 13 de julho prximo futuro Secretarla da
thesouraria de Pernainbuco 28 de junho de 1848.
Ignacio dos Santos da t'onseca.
A administrado geral dos estabelecimentos de
caridade manda faier publico,.que nao se tendo eflei-
tuado no dia26do coireuteaarrematacao do rendimen
todu furo das caixas do anno flnanceiro prximo futu-
ro fdra transferida dila arrematacao#para o dia 3 do
prximo futuro mez no lugar c rora j annunciado.
Administracao geral dos estabeleciineutos de caridade,
27 de junho-dc 1848 = O escriplurario, F. A. Cavalcante
Consseiro.
TU? ATRO PUBLICO
O actor Antonio Lopes Ribelro nao teem fraies com
que nossa agradecer ao respeitavcl publico a benigna
atteucao que se dignoU prestar ao espectculo doseu
beneflcio-, na noite de 22 do crreme. Esta altencao e
espirito de ordem que rcinou na platea, he ja o prelu-
dio da felicidade que vai reinar para os nossos actores ,
piscom aboaordcni e attcnciio de tilo benemritos
compatriotas de certo concorrerao as familias ao tlica-
tro e.todos os dramas seriio soUrivelmeute desempe-
nhados.
O beneficio do artista Jaclntho Jos Botelho com a
grande peca Gargttlhada ftca transferido para domin-
go, 2 de julho, por nao estar suflicicntemente prompta
para ira serna.
3:752/673
538/040
/700
26/520
51(000
- ~3^0/4~47
FUBLICvC\'0 AGRCOLA.
a'aliio a luz e acho-se vcntla., por i$
rs ni livraria da piaca da Independen-
cia, ns. 6 e 8, o manual prtico do fa-
bricante de assucar, tendo por epigraplie
o proverbio quem quer os fins quer
os-mci'S ; obra inteiessantissima para
os nossos agricultores.
GRANDE COSMORAMA.
lloje, esto expostas, das 6 horas da tarde em dianle,
no lugar do coslumc, as srgaintes vistas :
l"A calera nacional, cm Londres.
2." Hoia-lngo, no Rio-dc-Janeiro.
3. a O monte Corcovado, no Catete, no Ro-de-Jqijc>ro.
4. A magnltica pona pensil, no canal do Meney, ua
Inglaterra. .,
5. O ii i ii lio universal de Plimonth, na Inglaterra.
6. A alfandega de Dublin, na Irlanda.
7. O interior da matrii de San-Jos, que se est edifi-
cando ini Pernambuco.
8." A duqueza d'Orleans, .na sala da cmara dos de-
pillados, com oa dous menores principes, ua rcvoluco
de feverciro.em Paris.
9. "Acidadede Dresda com sua magnifica ponlc de
pedra, na Allemanha. .
10. Toda a cidade de Pars,, pelo arco do Tnuiripno.
11. O castello de Convay, na Inglaterra, cm urna noite
de la.
12. O Tnel de Londres por baixo do rio Tamisa.
13. A erupcao do monte Vesuvio, na opera da ultima
noite em Pompea.
14. A grande scena da opera o Falsificador de moe-
da.
A belleza de tao magnificas vistas, como as da presen-
te exposicao, recommenda-scao respeitavcl publiao.
Os bilhetes vendem-sc entrada a 500 rcis geral-
mente.
IWawi."!.-"W...H.!XJ!- W V- --1-T ------..... i'-1""-
Aviaos martimos.
Para oRio-de-Jancira sahe, com brevidade o br-
gue-escima Ce//a-Kiroiniii: para o resto da carga cs-
cravosa fete e passageiros dirijam-se a Joiio francis-
co da Crui, ra da Cruz, n. 3. .,
-- Para o Ro-de-Janeirosahe com a maior brevida-
de possvel, o brigue Sociedade : para o resto da carga,
passageiros c escravos afrete, trata-se coin Jos Fran-
cisco Colares na loja de ferragens ao pe do arco da
Conccicao, ou com Novaesb Companhia, na ra do Tra-
piche, n. 34.
Para o Rio-dc-Janciro deve seguir coin toda a bre-
vidade, por ter a maior parte da carga prompta, o pata-
cho nacional Hitlteroy: quem no mesmo uulzer carregar,
r de passagem, ou embarcar escravos, dirja-sc a Gau-
dino Agostlnho de Barros, ou ao capitao Joaquim Soarts
Mcariin.
Avisos (1ivers a-M,
A commssao deliberativa da sociedade avisa aos Sis.
joeios para a sua geral reuulo, para celebrajao do an-
niversaro da inesma, hoje, s 6 '/a horas da larde.
O PARLAMENTAR N. 5
acha-se hoje a venda as maos dos destribuidores dcsta
iolba.
O LIDADOR N. 293
estar a venda as inaos dos distribuidores desta folha,
boje as 4 horas'.da tarde : o numero anterior, publicado
na quarta felra, tratando dos successo dos dias 26 c 27
do me findo, acha-sc igualmente a venda as maos dos
ditos distribuidores.
PrWsa-so de um caixeiro de 11 a 14 annos, para
fra da Provincia, que saiba vender faiendas : no Ho-
tel Francisco se trata das coudiedes.
-- Prccisa-se de uina ama para'casa de pouca familia,
qne cozinhc engomme e cntenda de todo o mais ser-
vico de urna casa eque d fiador a sua conduela : na
ra da Cadeia de S.-Antnio, n. 21. .
Precisa-se de um feitor para ser oceupado cm um
sillo nos suburbios desta cidade : a pessoa que a isso ae
propozer. t'irija-se a ra da Cruz do Itecife, casa n. GG.
Precisa-sc de um feitor que saiba tratar de borla
c ciiehcrtar : no Alcrro-da-Koa-Visla, n. 43.
Precisa-se arrendar un sitio perto desla cidade ,
que tenha boa casa arvoredos, baixa e banho : na i ua
Direita, n. 36, primeiro andar.
__Na ra Bella, n. 23, se fazem vestidos, chapeos ,
toucas espartilhos, equalqucr outra roupa, propria
para senhora e camisas para homem : tudo por preco
eoinnioilo.
__Um homem deineia idade, casado .examinado em
grammalicaportuguezae cm matheinatica se propc
a ensinar por casas particulares as primeiras lettras ,
pela mdica quantla de 5/rs. mensaes Icmbrando aos
ebefes de familia a conveniencia que resulta de scus fl-
lhos seren ensinados em suas proprias casas, limito
principalmenWna cslacao invernosa: a Halar na, ra
Bella, n.23.
___Caetano da Costa Moreira embarca para lora da
provinciaduas cscravas crioulas.ConstanciaicMargarida.
Aluga-scacasa'n. 22, na Magdalena: a tratar ao
lado do Corpo-Sanlo, n. 25. A
Aluga-se a casa terrea n. 30 da ra do Seo, com
bous coinuiodos .grande quintal murado com arvores
de fructo cacimbae portao ao laUo da inesma casa: a
fallar na venda defronlc onde se dir com i|uem se de-
ve tratar. S ,
__Prccisa-se de uuicaiieird para venda : delrontc ua
Ribeira da Boa-Vista, n 60.
--- Precisase de uina ama para una casa de pouca la-
milla : na ra do Rangel, n. 42.
D. Alcxandrina de Figuelredo Barros embarca para
o Rio de-Janeiro o seu escravo Manoel, pardo, oflicial
de sapateiro. .
l'ede-sc encarecidamente a pessoa que apanllou
uina niaracanaa, traga-a a esW typographia, que sera ge-
nerosamente recompensado. _
Engomma-se com toda a perfeicao c por preco
coiniiiodo : no pateo do Terco loja do sobrado n 9.
Pretendc-se alugar, para urna familia capaz, um
sitio que tenha boa casa de vivenda, arvoredos de Inic-
io e se for possivel capini para sustento de um cavalla :
prefere-sc as viiinhancas do Manguinho Mondcgo ,
Solcdadc lassagem-da-Magdalcna e Hospicio ; quem
tiverannuncic.
ANNNCIA ;
Firmiauo Jos Rodgucs Fcrrcira que vende as suas
lojas do Passeio-Publlco ns. 9ell um neo sorliinen-
to de briiii trancado de linho puro branco c decores,
a 720, 800,1/, i/200 c 1/600 rs.; superior merino, a me-
lhorrazcndaqueha,a4jlrs. ocovado; corles de tus-
taoamarcllo e decores; cortes -de gorguraode seda
para colletes a 2/400 rs. ; esguiao de linho multo fino
ricos cortes de vestidos de canibraia com barra t.wn-
dadebom gosto corles de chita-cassa a 2/, aguo ,
3/e 3.50)rs. ; cortes de casimiras de cores, a /rs. ;
ci itas-cassa a 240 rs. o covado ; chitas largas trnce-
las, a 360 rs. o covado ; taptenle iodos os umanlios ,
por menos do que em outra qualquer parte ; cimas li-
nas a 160,200,240 c 320 rs. lencos de cambraia boi -
dados linos; dilos de seda decores ; lilas finas e grnssas;
multas faiendas escuras para calcas ; madapoloes de o-
dasas qualidades; algodao branco ede cores e m
muitas faiendas.que se deixam de annunciar paia nao
tomar lempo i ludo' se vende sempre por menos que
em oulra qualquer parte. .
Offerccc-se urna mulher para ama de urna casa de
homem solleiro axjualsabe desempenhar os arraujo,
precisos della. Con. excepcaodo servlco de r^lMom.
panlia un. filho menor dbannos, que nenliun. m-
cominodo dar : ua ra da Assuinpcao, n. U.
J Domingues de Souza retira-se para fora do m-
ftreriT- *...............
Aluga-se a loja da ra Direita, n. 94 por 6/ "
mensaes : a tratar lia ra da Cadeia do Recilc, n.
- Precisa-se de protas para venderem pao, sob es
ponsabilidade de scus senhores, pagando se a venaa
geni: na ra Direita, padaria n. 26.
Precisase de dous pretos padciros pagase uro.
na ra Direita, n. 26. .:", dver-
_ Precisa-se de um trabalhador de masseira adier
te-sc que seja prcto : na ra Direita, padaria u. ao.
- lrccisa-se alugar um prelo que wji bom co-
peiro para o servico de ninas familias estrangeiras .
na ra do Trapiche-Novo, n. 10.
- I'tecisa-so de urna preta captiva pata osnrvico
de una casa -tle familia; na ra da Alegra, casa n.
II, acharilo com que ti trular.
Roga-se encarecidamente ao Sr. Alcxandrc Augus-
to Fcrreira, chegado a 7 do correntr, do Rio-Granae.
queira comparecer na ra da Cadeia do Recite, atim e
aclarear o negocio que sabe, e Ihe dii rcspciio, o qui.
consta-sc merecer-lhe.
ANNUNCIO INRESSANTE.
Existem, para quem baja de convir, e livor interesse,
as demarcaefics c ttulos amigos das propriedade s.guin-
tes: demarcacio das ierras de San-Jose-d Aldc.a, no ter-
ritorio de Scrinhaem ; alguns ttulos do eugenlio Jagua-
ripe ; ttulos do sitio denominado Hraco-do-Mclo ou t.a-
poer.is-dos-Duarles, e mais terrenos annexos aos eu^c-
nhos Viceiile-Can.pello e Racho-d'Anta ; ttulos de di-
Vitio por una villora entre os engullios de *an-rrau-
cisco, da Vanea, c San-Cosme, produiidos em urna qurs-
to sobre a posse e dominio das torras denominadas
Parlido da outra banda ; lindos do par ido denomina-
do Seiium produiidos em una quesiau entre os
senhores de cngculio de Caniaragibe c Jaguar; do terri-
torio de Serinliaem ; ditos do sitio Helrim, na freguesia de Santo-AnlSo; demarcavao das
torras no rio Cucah, territorio de. Seriiihacni, por pro -
visao regla que alcaneou Manoel de Araujo l.mia ; de-
marcaeao das tenas do ongenbo Boa-VliU, do territorio
de Scrinhacni, por provlsao regia que obteve Luiz I.
xoiraLinia ; demarcacao das tenas do eiigenho lern.iii-
des ; demarcaco e ttulos das l'aralibe-dc-Kano ; de-
marcaeld c Ututos das torras, entre as duas estradas que
van para lleberibe de baixo e de cima ; demarcacao o t-
tulos das torras da Cachooira-do-'lainatoupc. da Ireguc-
zia de Tracunbaoni ; demarcavao aniigavrl entre as ier-
ras do engenho Bom-Jesiis, o propriedade do l'aiol. le- (
ritorio do Po-do-Albo : lilulos das lenas entra os on-
gonhos Sibir o Justar; ttulos das trras de Campia,,
que 1'oram de Andr de Albuqucrque, junto as tenas do
engenho Alaga-Grandc ; lilulos das torras do engenlio
Arariba-dc-Ciina, do territorio do Cabo; mulos da ralea-
da Paurlias. denominada Queimadas-Novas, e de nutras
torras do mesmo ttulo, entre os engenhos Guerra
Massangana, c Iba das Mercs; lilulos de una legoa e
tenas para nina e oulra parle do rio Tamatoupo. que lo-
ram de Jos Camello de Vasconccllos ; lilulos das torra
denominadas Caiualeao, na fregueila de Una ; lilulos
das torras do ongenbo ^an-Goncallo, de Iracunliaoni,
chamado vulgarmenlc-ilos Marolos lilulos do silio d.-
torrasdecreargados.no sortao de San-Jose dos Heter-
ros, denominado Scrra-do-Ayrcs ; lilulos da proprieda-
de dos Fornos-daCal; ttulos do ongenl, o Pctribii, por
Invocacio Almas-Santas. Aln, deslos ttulos existem ou-
tros de terrenos de alguns prodios ncsia cidade, e vanas
justificacos de sorvicos. A pessoa a quem convior dm-
ja-sc a ra Nova, n. 67, no arinaioin de trastos. ,
<; CHAPEOS DESOL
Rita (lo Paaseio-Fublico. n.
5.
Nesta loja lia presentomente um completo sortj-
mento do chapos de sol modernos, tanto do panni-
tiho como de seda furta-cres e de mais cures oo-
tihccidas; ditos para homem, suuliora, meninos e
meninas; garda-chuva para o lempo de invern ; o
guarda-sol. Esteschapos silo tSobem construidos,
que snalianca R qualulaile ; sio de marca grande ,
com 32 pollegadas e proprios para este lempo por
seretn de seda e de panninlio trancado. Nesta fa-
brica ha sedas ilc cores o panninhos trancados e
lisosilc todas as Cra para cobrir qualquer arnia-
go de chapeo de sol : tambom seconcerla qualquer
cliapi>ode sol, e vendom-se baleias para vestidos.
__Na ruado Amoriin, bairro do* Recife, ha un ter-
oeiro andar nara alugar da casa n. 37 : a tratar na ines-
ma ra, n. ixi.
njarcenero liancez,
na ra Nova, n. 45, acaba de receber, pelo navio Zi-
lia, um SOrlitnonlo de trastes .le moRno, domis
moderno gosto ; bom como folhas de Jacaranda,
tnogno 8 outras madeiras do folear ; ferrainenlas
proprias do marcoueiro; e papel de lidia. O mesmo
se encrtela du fazer toda a qualidade de mobi.Ua,
que so poder desojar, por 1er recebido desenlies das
mobilias modernas que agorase usam em Franca.
-- Pogi
UIIA DA CRUZ, N. 40, SECUNDO ANDAR.
D. VV. Raynon, cirursiSo dentista dos Estados-Uni-
dos da America do Norte, tendo-se resolvido licar
mais algum lempo na cidade de l'ernamlitico, pe-
lo presente participa aos scus amigos e ao publico
em geral, que elle sempre se achara prompto a qual-
quer hora paia fazer qualquer operacHo que soja so-
bre os denles como seja chumbar, limpar, c extra -
bir} enformar denles sobre pio e sobro chapa da
tnelhor mancira e com a maior perfeieHo confornir
Si ultimas descobertas, tanto pa America como na
Europa.
Jalas de primeiras lettras.
\ bWaIha, u>l>H*iln .ij-.hi aillo. fl*> niiiUi'll
A
i^ O abaixq assiguado coin aula de primeiras,
-W na iravessa do Veras no bairro da Boa-Vista, .
,-Jr conlinaa receber meninos do ambos os se- -ajv.
59' xs .tanto pensionistas como externos me- V'
II
m
Sfc. dianle urna rctribuicao mdica sobre os ineni-
V nos que d'ora em dianle Ihe fin confiada a
& sua cducacSo, c ainda mais aquellos culos pais -atj
f nao srjam abastados em fortuna ; por isso no- \^f
vanientc convida ao publico e especialmente "
aossciis-amigos, tanto da pra^a como do cen-
tro que desejaiem a inslruccaode seus hlhos
com decencia e presteza o procuren! a este
O annunciante lisonjeia-se de ter recebido
em sua aula ( durante o periodo de II annos /'t.
que exerce este magisterio ) granoV numero *B"
do meninos de pessoas gradas desta praca c ir?
para certificar:a'regline o boa ordem de sua V
*+*/ MI..',,,'.'" -t.---- ...
* aula basta ser publico a sua estada nella per- Ai
\&) manciite.naoscenipiegando ou. outros a fa- SA*
JTA /ores nos dias uleis.I'olicarpo Nunn Correia. jj
!####P
__Prccisa-se de 4 rapazes portiigueze para traba-
Iharemein engenho em casa de caldera e na uiajijai-
ra : na ra de S.-Goncalo, n.22. -C
__Quem precisar de urna ama para uina casa estran-
geira a qual fai todo o servico annuncie.
Quem tiver e ijuizer dar 400^000 rs. a premio, com
seguranca a contento, dirija-sc a ra da Praa-do-Cal.
Atreiro, n. 9, se dir quem precisa.
\
5> -



^
.A.


LOTERA
DO HOSP(TAX PEDRO II.
Vende-se um preto muito moco ,
de boa figura, proprio pira todo o servi-
0 tliesoureiro desta loteiia faz sciente Vo ^e c*sa c campo ; urna mulatinha de
'
ao rcspeitavel publico que pelos- os
ai 07 de junlio prximo passado os quaes
iizeram parausar a venda fio resto dos
hilhetes, por este motivo deixaram de
correr as respectivas rodas no dia opra-
2 do ,po que espera brevemente marcar
outro, que ser annunciado.
D-se dinbeir'o a premio sobre pe-
nhores de o uro 011 prata em pequeas
quantias at cen mil rs. : nesta typogra-
pbia se dir quem d.
-Mara Joaquina da Cosa, com 3 l'ilhos rctlra-sc
para fura da provincia.
O Sr. Joaquim Piolo da Cunha tein urna carta .
viuda do Itlo-de-Janeiro na ra da Moda, n. II
Precisa-se de um feilor para lomar coma de um si-
tio: itiem esliver nestas circumstancias, dirija-se ao
Aterro-da-lioa-Vista, n."43.
O Sr. iiie no Diario dt Pernambaco n. 139 pretend!
aluzar um sitio para mm familia capaz, querendo o
sitio denominado Salgadinho perlo desla praca meia
lo(;oa encontrar nao so excedente sobrado de um an-
dar com capclla para celebrar niissa como t.imbem
baixa para capiui c militas arvorrs de fructo dirlja-se
ao Aterro-da-Jtoa-Vista, n. 17, segando andar.
- O Sr. JoSo Luiz Kerreira Ribeiro, dirija-se a repar-
licSn do correio a fallar com Antonio Jos Gomes do
Crrelo a negocio que llic diz respeilo.
A commissao administrativa da sociedaHa Apolli-
nea tem marcado o dia 4 de jtilbo corrate para oa
sesillo receberas propostas e approvar os convidado
jara a partida de 22 do sobredilo. A mesiua coiiimisso
tem por multas vezes participado, de conformidade com
os estatutos que nao admitir convites senao os que
frcm aprescnlados no dia marcado; e como Se leai
abusado dessas dcciscs, val por em'rigosa observancia
dua delibaraeSo : por isso todos os convites que nao fo-
j oa aprescnlados no dia 4, ti carao prejudicados.
Preoisa-se alugar urna preta para vender na ra :
jia ra do (.abug luja da esquina, junio a botica.
Precisa-sc de um pequeo para estar ca compa-
nbia de outro em urna venda o qual saiba ler : lam-
ben) precisa-se de outro inais taludo, que se lubfeite
alraballiaiem um sillo sondos sous maiores a fareres
tratar aa cocheira de Joao da Cunha Reis no bairro de
S.-Antonio.
iOa 18 annos, que be engommadeira e
costurcira : na ra do Crespo, loja d.
A, se dir qnem vende.
Vende-se sal do Assu' a bordo da barca brasllelra
Tenlaliva-Felit: a tratar com Silva 8i Grilio, na ra d
Moda n. 11.
Vende-se salsa-parrilha ; redes de maqueira ; pa-
lha de carnauba, or preco commodo : na ra da Mo-
da, n. II,
Vende-se colla de superior qualidade, das fabricas
doRio-Grande-do-Sul: ua ra da Moda, arinazem n. 7.
~ Vende-se, amadas Cruzcs n. H panno de li-
nliu do Porto liun c mu. inferior pelos precos de 560
at 9(0 rs., e que a vista da qualidade se poder dlzer
dimnitivamente o proco.
Vendc-sc IJzia potica, ou collccfao de poesas mo-
dernas, de autores portuguezes publicadas uo Ro-dc-
Janoiro por Jos erreira Monteiro conteado o pri-
laeiro volume 52 nmeros com 312 paginas ; proco 2/
rs. Reccbem-se assignaturas para o segundo volume ,
constando todoo anno de 18, dividido em 52 nmeros:
ua i ii i da C'adeia do Uccifc loja de Joao da Cuaba Ma-
galhcs, aondo ja se cnconlraro os ns. I a 9. a mes-
ma loja se continuara a receber assignaturas para a
Chronica-Litttria, jornal de instrueco c recreio por
proco de 6/ rs. por auno por 52 nmeros.
Compras.
--- Lt>inpra-sr urna casa terrea no bairro da Boa-Vista
ou ^.-Antonio : na ra Vclba do inosmo bairro n. 55.
Comprase urna cartoira que sirva para oscriptoi io
mas quqscja servida : na ruado Trapiche-!\ovo, n. 8.
Conlinuam-sc a comprar palardes brasileiros o
bespanhoes, a 2,000 rs. e pecas, a 10,700 rs. na na
la Cadea-Velha, n. 38.
Compra-sc um preto que soja bom oflicial do al-
laiate : na ra da Moda, n. 7.
Coinpra-se banha de tijuass 'ou o proprio ti -
jUSMU : na ra larga do Rozarlo n. W, botica de 3ar-
tbolomeu Francisco de Souza.
Compram-se moleques de 12 anuos para cima al
M,e molecas de 12anuos para baixoal 9 : na ra Im-
perial, 79.
-- Compra-se una banda de oflicial de segunda II-
iiba: annuncie.
-- Conipra-sc damasco rozo portuguez ainda mes-
ino algurnacolcha : quem tivor annuncie.
Coiupra-sc um par de casticaes de prata de lei: na
ra Augusta, n. 94.
Vendas.
Na loja nova de Ricardo Jos de Frei-
tas Ribeiro, na ruado Passeio-Publi-
co n. 17 vendem-se as seguales fa-
zendas muito boas e baratas :
curies de chitas com lo covados muito finas c lixas.
proprias para vestidos de senhora para andar por casa,
por serem escuras a 1/600 rs. ; ditos de cassa com 0
varas c meia a ?/ rs. ; ditos de tarlalana de cores a
3/ rs. ; cortes de calcas de pcllc do diabo la/en J.\ es-
cura e muito forte a 1/280 rs. ; brim para calcas a
?40 rs. o covado; cortes de fazendas para caifas, que
parecem casimiras a 2/ rs. cassas de cores de qua-
dros e llstras. s 240 rs. o covado ; chitas multo boas, fl
xas e sem defeito algum a 120, 140, 180, 200, 220, 240 e
280 rs. o covado ; riscadlnhos frneczes azues o de qua-
dros proprios para vestidos de preta* a 100 rs. o co-
vado ; algodao trancado mcsclado proprio para pre-
cos a 200 rs. o covado ; cortes de collete de fustao de
cures, a 500 15. i ditos brincos a liin rs. ; ditos de co-
ros, a 800 rs. ; ditos.de gorgurao a 1/ rs. ; ditos de ca-
simira de quadros a 1/600 rs. ; ditos de velludo a 2/TitiO
rs. ; lencos de seda muito grandes c bonitos, proprios
para grvalas a 2/560 rs. Intciros, e partidos a 1/280
rs.; dilos de algodao e seda a ljliOO rs. e partidos ,
a 800 rs. ; mantas de seda para grvalas a 1/600 rs. ;
merino, a 1/600,2/800 c 3/200 rs. o covado ; setim pre-
to para collete: a 2/660 rs. o covado ; luvas de algodao
de cores para homeinc senhora a 160 rs. o par ; brim
branco trancado de linho, fazenda muito superior a 1/
rs. a vara ; c oulras umitas faiendas por proco muito
mal barato do que em otitra qualquer parte.
Vendem-se, na loja da ra do Crespo n. II os se-
guimos livros : Oeometria de Lacroix ; Algebra; Ari-
thmolica ; Trignometria ; Curso de philosophia por
Damiron, 4 v. ; Geometra de Euclidcs; Diccionario fran-
cos o italiano o intaliano c francez, 2 v. R Pictrica de
uiniiliano 2 v. ; Moral em accao ; Historiada Ame-
rica 2 v. ; lloras Marianas 1 v.; grammalica iugleza ,
por Vicente Pcreira do Rogo ; Diccionario da fbula ;
Mestre inglez; por F. de Paula Jateo.; Diroito das gen-
tes, 2 v.; c outros muitos livros de aulas que se veadem
por menos de scu valor e se continuam a trocar c
comprar sendo boas obras c oslando em bom estado.
Vendc-sc um prcta crioula, que cozinha, cose chao
e faz o inais servico de casa c ra : no Aterro-da-lloa-
Vista, n. 39 que avista do comprador se dir o moti-
vo por que se vende.
Vendem-se 7 escravos, sendo : urna
mulatinha de iG annos
Vende-se .superior coi veja prcta co botijas o meias
unas cm barricas de 3 c 6 duzias cada urna a relalho-
na ra do Trapiche-Novo n. 18, casa de Fredcrico llo-
billiard.
Vendem-se presuntos de Wes!plca!ia, Bupeno-
res noarroazem de kalkmann & Roscnmund, na
ra da Cruz, n. 10.
---Verrdem-n pianos ingle/es da fabrica de Co-
lard : no armazem de Kalkmann & R.oseiimun.1.
na ra da Cruz, n. 10.
Vende-secharutos de llavana, de diversas qua-
lidades, ltimamente chegados : na ra da Cruz,
armazem de Kalkmann & liosenmund.
Vende-se urna parda de 17 annos, de boa figura
que cose e cozlnba ; urna negrinha de 14 annos de na-
cao, que cose bem c cozinha o diario de urna casa e que
be rccolhida ; um preto para o servico de campo : no
pateo da &.-Cruz n. 14, se dir quem vende.
Casimiras elsticas a 040 ris.
-- Vcndem-so casimiras elsticas do algodo e lila
pelo barato preco de 640 rs. o covado : na toja nova
da estrella, n. l, da ra do Collegio.
Vendem-se vidros pare espelhos do todos osta-
manhos : no armazem de Kalkmann & Rosenmund,
na ruada Cruz, n. 10.
NtAHt gambreocs.
Vendem-se superiores cortes da fazenda denomi-
nada -gambreOes- pelo diminuto preco de 1,800
rs. o corte :^esta fazenda be de mui superior quali-
dade e scus padroes rivalisam com asmelhores ca-
simiras : na ra do Collegio, loja nova da estrello,
Boa pinga.
Vende-se superior vinlio da Figueira, em lyrris de
*, 5, 6 e 7 em pjpa; no anr.azem de 1. Tasso Jnior,
ra do Amorim, n. 35.
f^ Vendem-se chapeos de superior
^S^ castor, brancose prctos, por preco
mulo barato : na ra do Crespo, n. i,
lojfxde Josa Joaquim da Silva Maya.
potico mais ou
menos que cose e engomma solTrivel-
mente ; urna prcta moca de muito bo-
nita figura ; urna parda padeira e que
lava- bem roupa ; um casal com urna cria
de i4 a i5 annos, todos pardos; um
preto de 6 a t8 annos, por aoo' rs. ,
por ser defeituoso : tu ra do Crespo,
loj.i n. i A, se dir quem vende.
Vende-se umaprotade20 annos, perfeila engom-
madeira e cozinheira, equehede boa conducta; duas
neg inhas de 9 a II annos ; um prcta de.25 annos que
cozrhha c ciigomina ama prcta de bonita figura pro-
priapara o servleode campo : no pateo da matriz de
S.-Antonio sobrado n. 4.
---Vcadem-se ptimos casacs de pombos, muito bons
grandes c de ptima raca por preco muito
por se querer acabar com ellos : na> ra da
na, n. 16.
algodao azul ,a 200 rs.; algodao de llstras, a 200 rs.;
chita de coberta a 800 rs. ; riscados francezes, a 200 rs.;
madapolo fino a 290 rs. a vara ; meias, a 200 n. o par;
chilas de assfii tu escuro do cores li xas a 120 140,160
c 200 rs. ; riscados muito finos, a 240 rs. o coyado ; cor-
tes de cambrata de quadrot, com 9 varas a 2/400 rs. ;
cassa-chltas de todas asqualidades a 2 2^500 3/ <
3/200 rs. o corte; lencos de seda para grvala a 400 rs.
ditos de cassa, a 200 rs. ; chales de metim a 1/rs.; di
tos de laa a 2/500 rs. ; e outras umitas fazendas, por
menos proco do que em outra qualquer parte.
Vende-se uina escrara moca de urna figura rx
ccllenle, e que he possante para todoo servleode ra
e de quitanda: oa ra da Florentina, n. 16.
Vendem-se coifas e meias ditas de laa de diversas
cores epadroes, do melhor gosto que tein viudo do Rio-
de-Janeiro : na ra larga do Rozarlo, n. 24.
Vende-se una casa terrea na Boa-Vista, ra da Man.
gucira.n. 11, que tem lampeo na porta, com duas
grandes salas, 6 quartos, cozinha fura, cacimba, qulntla
bastante grande, todo murado c com diversos arvoredos
de fructo: na ra do Aragao.n. 27, a qualquer hora do
da. Esta veuda he feltade aecrdo e com conienmcn-
to do hypothecario da casa, o Sr. Antonio Jos Duarte
Juuior.-
Hua do Queimado, n. 46, loja de Maga-
lliacs-cx Irmuo.
Vendem-se rieps cortes de cambraia aberu. a 4,600
rs.; ditos, a 4,000 rs.; ditos de eassa de cor, a 3,000 rs.;
cortes de cambraia lisa muito una, de 8 raras e meia, a
4,200 rs.; ditos de 3,200 rs.; lencos nnrdados. ooitt ico.a
560 rs.; cortes de collete de fusio de cores, padroes mo.
dernos, a 1,280 rs.; ditos, a 800 rs.; brim trancado par-
do, de puro llnho, a 600 rs ; merino preto Ano, a 3,000
rs.; cassa de babadn fina, a 360 rs. a vara ; chita de co-
berta de cor IIxa, a 2011 rs. o covado ; cassa lisa, a 460 rs)
a vara ; camisas de meia, das melhores que tocia appa-
recido, a 1,400 rs.; mullo boa faxenda para toalhas, com
4 palmos c mel de largara, a 600 rs. a vara; setim pre-
to la viudo, a 3,500 rs. o covado; chapeas de salde seda,
a 5,500 rs.; brim trancado de cures, de inui ricos pa-
drocs c puro linho, para calca ; lencos de setiiu para gr-
vala; ditos do seda decores; riscados francezes largos
muito finos; ditos nglczs; bicos largos e estreitos ;
3 rendas.
-Vo;ide-se virdio de Champagne, marca cmela:
no armazem de Kalkmann & Rosenmuntl, na ra da
Cruz, n. 10.
Vendem-se pautas das alfandegas do imperio do
Rrasil, iinprcssas no Rio-de-Jaaciro : na ra da Cruz ,
d. 20.
Vendem-se oculos de armacao de aro de ac e de
aro branco proprios para todas as idades, prxima-
mente chegados de Allcmanba : na ra larga do Roza-
rio loja de miudezas, n. 35.
Vendem-se jazendas muito baratas nos
Qnatro Cantos, loja n. 20, de Teixei-
ra Bastos & Irntdo ,
ordem terceira do Carmo : a tratar no largo do Carmo
venda n. 1.
Vendem-se saccas com hiiino a 3/200 rs. dlt.
com arroz de casca a 3/200 rs. : na ra da Cadla -de
S.-Antonio n. 21. ue
Vende-se colla de superior qualidade, das fabri
na ra da Moda, anna-
muito bom rogu-
como sejam : castores encorpados para caifas a 200 rs.
o covado ; loncos brancos de cassa comrisca em volta ,
a 200 rs. ; cortes de cambraia pintada para vestidos
fazenda fixa a 2/400 rs. ditos com algum mofo a 2/
rs.; cassa chita lina e muito larga a 200 rs. o covado ;
dita superior, a 400 rs.; riscados largos, em cassa com
algum mofo a 200 rs. chitas brancas de flores a l20
rs. ; ditas escuras, a 160,200 c240rs. o covado ; meias
para menina a 80 c 160 rs. o par ; ditas para meninas ,
a 320 rs.; ditas para senhora de 400 a 560 rs. o par;
irn.ee.!,' seda preta para grvala a 1/280r. ; ditos de
coros em setim para gravata, a I#600 rs. ; ditos de fran-
ja paia senhora a 2/.'ii',0 rs.; luvas pretas bordadas a
800 rs. o par; camisolas de meia americanas, muito
boas a 1/600 rs ; c outras inultas fazendas por pc-
eo commodo.
CALUMB1A MILLS
Georg town.
Acaba de chegar a este mercado uina partida desta
superior qualidade de farinha de trigo, enm a qual s
pode competir a verdadeira Gallega : vende-se a rela-
lho, no armazem de Antonio Annes, no caes d'Alfaude-
ga ; c em poredes,a tratar com J. J. Tasso Jnior.
balcdorcs
coma,
Florc
minarlo por se querer acabar
rnii
Vende-se meia legoa de torra na inargem do rio de
l na, na freguclia de Agoa-Preta, com urna legoa de
fundo, entre o dito rio c os engenhos Grvala c Formi-
guciro : os prctendentes pdem dirigir-se nesta praca
ao scu proprietai io, Manoel Zfeferino dos Santos.
Vendem-se laas para calcas, fingindo
casimira, polos baratissiinos precos de 560,
640 e720 rs. o corado ; cortes de vestido
de cassa de coros futas, a 2/240 rs. cada
edrte de 7 varas ; merino muito superior,
a 3/500 rs. o covado ; e panno fino de va-
rias cores, a 4/000 rs, o covado : na loja
de Jos Harem Lopes & C, ra do Quei-
mado, quatro-cantos, casa amarella n.
29.
ni
LOJA
DE 6 RORTASNcK
i loja vendem-se pecas de chitas finas, a
> rs. e o covado a 140 rs.
Superior vinho da Figueira.
Vende-se esta superior pinga no armazem de Vi-
cente Ferroira daCoita ua roa da Madre-de-Deos ca
barrls de qaarto, quinto sexto c stimo em pipa mui-
to proprio para gasto de casas particulares.
NOPASSEIO-PUBLICO.
ff *ff ^ w tr*iirii/i -trxrti ti l<
rnosj n. i9,
vendem-se muito superiores pannos finos, de todas as
qualidades, a3/, 3/600,3/800, 4/e 5/ rs.; sarja muito
superior a 2/c 2/400 rs. ; merino, a 3/200 rs. ; alpaca,
l/is. ; loncos de seda a 1/rs ; cortes de casimiras
a b/ars. ditos de laa a 2,500 rs. ; chapeos de sol de
seda a j/500 rs. ; c ludo o inais por proco rasoavel.
Corrain, fregueses, d loja de Manoel
Joaquim Pascoal Ramos, no Passeio->
Publico, n. 19.
Vende-se pelle do diabo a 200r.; castor, a 200 rs. :
N pateo da Collegio, n. 6, loja nova de
livros, de Joo da Costa Dmirado, re-
leceberam-se as seguintes novellas, to-
das de rica encadernaco:
Novos jogosde sociedades; Solitario ; tala Rene, do-
te de Suzaninha, 2 vol.; os segredos de triumphar das
muflieres ; Camilla no subterrneo; D, Remend de
Aguiar, 2 vol.; vida de Pcdrilho, 2 vol.; historia de um
pilho, 1 vol.; caverna de Setroze, 1 vol. ; Rstrcila por
r'lorian ; um pugillo, 2 vol.; Lazarihho, 2 vol.; Clara de
Alba, 1 vol.; Isabel, 1 vol.; D. Queixote, 8 vol.; Gil lira?.,
4 vol.; Alfonso llraz, 2 vol. ; diabo coixo, 2 vol. ; Estevl-
nho Golcalves, 2 vol.; 6uilherinc Tell, 1 vol.; aventuras
de Robison, 6 vol,; os verdadeiros orculos das damas, I
vol.; dito3 das senhoras, 1 vol.; tala, I vol ; caverna da
mortc, 1 vol.: todas estas novellas vendem-se por com-
modo preco.
A is'ooo rs. ,
ancoretas cora azeitonas superiores : von-
dem-eno caes da Alfnndega armazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreira.
Vende-se una morada de casa de dous andares ,
com duas iojas grande quintal forutidavels oitdes ,
com 36 palmos de largura e 100 de fundo sita ua ra
Direita desta cidade no melhor local: a tratar na ra.
do Caldelreiro, n. 62.
Vende-se vinho de claret, xeres e Porto, de qua-
lidade muito superior prlncipahueoteo primeiro ; en-
garrafado c cin calzas de urna duzla : na ra da Cruz, no1
Rcclfe. n. 17.
= Vendc-se urna cabra moca que cose, cozinha cn-
goaiina, e he muito sadla : na ra larga do Rozarlo ,
n. 35, se dir quem vende.
Vendc-se uina peela de nacao de 22 a 24 annos ,
com una cria dsete mezes a qual cozinha engom-
ma liso e lava : o motivo por que se vende se dir ao
comprador : no Aterro-da-lloa-Vista loja n. 78, das 6
horas da manhaa as 9 e das 3as 6 da tarde.
Na ra do Trapiche-Novo n. a a ca
sa de Hebrard H Compauhia,
chegou ltimamente de Marselha pelo navio Ilelio-
polii, aicite doce em caixas da bem conbecida marca
Plagniol .superiores salames d'Arle epresuntos tam-
bem vendem-se na mesma casa todas as qualidades de
conservas de Inicias da-Kuropa cm calda e vinagre
licores cherrl-cordial marraschino xarope, cerveja
francesa c inglesa kirschwasser superior vinho de
Champanna Kheno, llaut-Uarsac Sauternes, Cherri
Porto, Bivealtrs, Cognac, etc. : cajes e inultos ou-
tros gneros se vrndcm por preco commodo.
Vende-se lio de sanateiro : na ra Nora, loja de
ferragens, de Jos l.uiz Pcreira.
Vcndem-se superiores velas de carnauba, cortidas
o muito airas, a 320 rs.cada libra : assegura se que a
luz he guala de esperuiacctc c a cor pouco diOerc : tain-
bem ha de 280 rs. cm libra pouco inais inferiores na
or smente co m ludo muito melhores do que as que
geralmcnteapparccctn a venda : na travessa do Veras,
na Boa-Vista n 13.
Vende-se o verdadero xarope de Bosque, vindo do
Rio-dc-Janeiro pelo vapor Bnkiana : na ra da Cadeal-
Vclha, n. 61, botica de Vicente Jos de Hrilo.
Vende-se, ou troca-se por escravos mocos e robus-
tos urna casa terrea na travessa do Lobato ao p da
cas do Rio-Grande-do-Sul:
zem n. 7.
Vende-se um relogio de
lador : na travessa deb.-Thereza, n. 2, se dira"oiioi!,
vende. "
Vende-se urna cabra de 22 annos sadia, que cose
engomma e cozinha : na ra larga do Rozarlo, n. 35 ,e'
dir quem vende por necesildade.
Cheguetn ao barato das cassas, a 3ao
rs. o covado.
Novas chitas atravessadas; riscados de novos padrpes-
chitas escuras multo finas; chitas de coberta mult
finas a 200 rs. o covado ; madapolo muito fino a 5/
rs. a peca ; meias para senhora as mais finas que teein
apparecido ; e oulras maitas fazendas baratas que se
vendein na ra do Livramenlo n. 14.
Vende-se urna banda e fiador muito ricos : as pes-
soas que taes objectos quizerem fcoinprar dlrijam-sc
praca da Boa-Vista, venda n. 13; por baixo da easa do
escrivao Atalude.
Vendem-se pecas de madapolo com SO varaa, mul-
to largo a2/800 rs. e a relalho a 140 e 160 rs. : na ra
estrella do Bozario, n. 10, terceiro andar.
ArENDEi>I-SE
cofllec^oes de vistas de Per-
naiiibuco,
sendo as da ponteda Boa-Vista,ponte do Recife.Bom-
Jesus, Olinda, Poco-da-Panella e Cuctiang, feitas ao
beneficio da sociedade da Beneficencia nllemia o ,
suissa : no armazom de Kalkmann & Rosenmund ,
no hotel Pistor, as Iojas dos Srs. Luiz Antonio Si-
quira da Snra. viuva Canlozo Ayres & Filhos ni I
ra da Cadeia do Recifc ; as Iojas dos Srs. Santos-
Noves & Cuimarfies na ra do Crespo; do Sr. Joso'
do Alenquer Simoes do Amaral na ra Nova ; e do '
Sr. J. Cbardon no Aterro-da-lloa-Vista.
Vidros para vidracas,
venilem-se em porefles ou a relalho a vontado do
comprador: na ra da Cruz, n. 88, casa de Schaflicc-
llin &. Tobler.
Brins trancados.
Vendem-se superiores cortes de brins trancados,
de quadros e listras do muito bonitos padroes, pelo
barato preco de 2,000 rs. o corte : na ra do Colle-
gio, loja nova da estrella, n. 1,
Na loja nova de livros do pateo do Col-
legio, n. 5, de Joo da Costa Honra-
do, receberam-se os seguimos livros
que chegaram :
Os romances de Paulo de K'ock, todos de meia enca-
dernacab; o Galato do terroiro do Paco, 2 vol.; Rosa e
Branca, verdades sonhadas, 2 voj.; a Ultima fada, 1 vol.;
Historia de Napoleao ; Castello das tollinas; o Amigo do
Castello ; Esmeranso ; Elizia ; o Assassino ; Epstola de
Eloiza a Abcilard ; Emilia ; Rocbedo dos amores ; \ ra-
lo Trgico ; Cartas de Menlau aHelina; Guerra dos Ra-
tos e llass : alm destos romances tem 2 mappas impor-
lantissimos da cidade de Lisboa; a obraAdminlstracao
ilo marque/, do Pomb.il-; Arohilotara niistica, 1 vol.; Rc-
lleOcs sobre a lingoa portugueza ; Tentativa potica. 1
vol.; Responsabildadc de garantas, 1 vol.;Nullidadcdo
matrimonio, 1 vol. brox.; Classificacao geralda legisla-
fo portugueza, 1 vol.; Ensaios sobre stallstica, 1 vol.;
o Defensor da religiao, 6 vol.; Tratado de esgrima, 1
vol.; e outros muitos livros que se vendem muito em
conta, para fechar conta de una factura que recebeu por
commissao.
-Vende-se uina preta crioula de 22 annos : emF-
ra-dc-Postas, ra do Pilar, sobrado n. 109.
Na loja nova do pateo do Collegio, n.
6, de Joo da Costa Doiirado,
ha urna colleccao de 14 quadros dos passosque passou o
Senhor, em moldura invernlzada.-pur preco multo com-
modo.
Vende-se papel almaco azul e branco de duas mar-
cas oa caixas de 50 e 60 resmas cada ama a retalho :
na ra do Trapiche-Novo n. 18, casa Frederico Robil- ,
liard.
Na ra do Queimado, n. 30, ha pannos de boniJ
tas cores, proprios para palitos le sobrecasacas, afc-
sim como chapeo de caslor, pelo barato preco v-,
5/000 rs. ,.
Vendem-se cadeiras de bataneo muito boas
commodas : no armazem de Kalkmann & [liosen-
mund, na ra da Cruz, n. 10.
- Vendem-se aceces da cjl-
cincta companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C., ra- daCiuz,
n. 9.
SUPERIOR FARELO, A 4,000 rs.
Vendem-se sacoas com farelo fino de Trieste, che-
gado ltimamente, o qual lie o melhor de todos quo
aqu tem aportado, por ser o mais nutritivo: em casa
de 1. J. Tasso Jnior, ra do Amorim, n. 33.
Vendem-se oito escravos chega-
dos I hu I em do Aracaty sendo : 3 ne-
grinhas de n a 12 annos; urna, mulali-
nlia ; urna dita- mullo linda, de 18 an-
u mulatin
preto
na
de 28 a
oe 1 roolequinho
ra Formosa, na
nos, com urna cria; um
3o a ti nos
de 6 a 7 annos
quinta casa.
Casimiras elas\icas finas.
Vendem-se superiores e excellentes cortes de casi-
miras de superior qualidade o lindos gostos, pelo
diminuto preco de 5, 6 e 7# rs. o corte de caigas, sen-
do seus padrOes tanto de gosto para o invern, como
ara o veraV); a ellos antes quo se acabem : na ra
do Collegio, loja da estrella, n. 1.
MISTLl\AS DOS GRILLOS,
Uvro interessantissimo de diverlimenlos :
vende-se 110 pateo doColegio, loja nova
de livros n. 6, de Joao da Costa Dou-
rado.
PeR.V. A TTP. OE M. P. DEFAMA. ----1848
ILEGIVEL
V


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