Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09755


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Full Text
V
Auno de 1847.
> Sabbado 5a
O DIARIO p!tlic-je lodos os, dias, que nSo
f.-em re guiriti i o preco da atnri he de
4|"0" rs.poi quartel. J*?! luiiantadnt. Os an-
nuncios do assii'iintes fas inseridos j,raso de
10 rs. p ir liolia, (0 rs. em lvpr dillercnlc, e as
rpelijOBS pjla matada. Oj que n'o f >rem attlp
nnt<-s pagara SO rs pnr linha, e 10 en: typo
dilercnle, por :ad publion;". ).
PIIASES DA Wi NO MEZ DE OUTUBRO.
Miiioante. I, a 7 horas* IG min. da manh.
I.m nova. aD, ( lloras 17 min. da inanh.
Cicsccnle a 17, u 5 horas?! min. di manh.
La eluda a13. a 9 bor. e 18 min. da laide.
lliic_oanle a 3o, a 7 horas 35 nfii. da larde
PARTID \ DOS CORREIOS.
(oianna e Paralivhes secundas escitas Mr, .
Rio-Ui aile- ln- N jruquinlas feirasao meio-dia
Cabo, Serinliem, Rio-Kormoao, Poito-Calvoe
Maoei.. no I.*, a I! c 71 de cada mez.
'.-ira iliuiK e Un.lito, ale 51.
Iloa-Vi'la e Flores, a IJ e 78.
Victoria, as rjiiintai l'eirai.
Diinda, todos os dias.
iNlEAMA.t DE HOJE.
I'rimeira, s 9 hora* 18 minutos da manliia.
Segunda, >s V horas e 4} minutos da tarde.

de Otitubro. Anno XXIV.
N. 546.
MAS da semana.
aSeaunda. 3. Crispen And.do J. dos orph.
do J. doc. da 7 v. a do J. M. da v.
it Terina. S. Evaristo Aii'l doJ ilociv da I. v
e do J. de MZ do 7. disl. de l.
57 Ouarta. S. Klcsb.'.o And. do i. do ci<. da ?
v. e do I. de pan do dist de t.
78 Oirnta. > S. Simo And do J. de orph. c
do I. municipal da i. vara.
29 Sesla. S. Feliciano Auri do ) do civ. da I.
v.e do J, depaz do I. disl de t.
30 Sdiliado. S. Serapto Aud. do I. do civ.
da I. v. e do J de pai do I dist. de t.
21 Domingo. S. Quintino
CAMBIOS NO DA 79 DE OUTUBRO.
Solre l/>ndr-s ''e 77'/, a 78 d. p.ljrs.a 6" d.
u '.ris .'.O rs. por franco.
a T.nlm 1115 a 110 de pr. niio.
Den. de launa da boas linu.a de i/naome7.
OiiniOnrta hespaiiliola*------J88(1 a SfOOi)
MnedasdclSf.oavelli. Ii.?l00 a I6}ii>
4 de 61100 uov
.de !'>"" ....
Prata Patace.........
Pesos columnares..
Ditos meiicauos...
a Minda
16/jfOO'l a
0* '0(1 a
, l|97B a
10950 a
, l|780a
I 380
10/10(1
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If990
I970
l#0
Aceoesdacomp. do Bebrtbeda0#000r.aopar.
DIARIO DE PERNAMBUCO
P/RTE OFFICIAL
MINISTERIO DO IMl'EttIO.
Illm. e Exm. Sr. Tendo subido presenga de
S. M. o Imperador, com o cilicio de V. Ex., datado
delO de maio desteanno, copia do representago do
juiz de paz supplente do distrlclo da freguezia da
Escada, nessa provincia, perguntando se devo elle
entregar ao juiz depaz tnais votado do districto o
livro em que foram langadas asadas das scsso.es da
junta do qualilicago, <]ual o dito juiz de paz sup-
plente presidio por impedimento daquelle : houve
por bem o mesmo augusto senhor approvar a deci-
cCtii por V. Ex. dada, ordenando que fosse entregue
ao juiz de paz niais votado o mencionado livro das
actas, visto ser a ello que, em conformidado do de-
creto n. 503 de 20 de fevereiro desto anno, compete
a presidencia da referida junta.
Dos guarde a V. Ex. Palacio do Rio-de-Janeiro,
em o I.* de outubro do 1847. Manuel Alces Bron-
co. Sr. presidente da provincia de Pornambuco.
Illm e Exm. Sr. Foi presente a S. M. o Im-
perodor o oficio de 6 do corrente, em quo V. Ex.
submeltc decisflo do governo imperial a solugflo
que dra soguinte duvida, que, na exccuco da ici
regulamentar das cleiges, apresentou o vtgario da
nova freguezia do San-Vicenle-Ferrer de Arca :
Se, dividida por Ici provincial a freguezia de Je-
quirica, crendose no districto da capella deSan-
Vicenle-Ferrcr de rea nina nova freguezia que se
acba j provida de parodio, devem as elegdes pri-
marias ser all feilas, recebendo-sc a qualilicago
que se procedeu na anliga de Jequirica, dos votan-
tes daquelle districto; e ueste caso, que numero de
eleilores dove dar a nova freguezia.
Einteirado o mosmo augusto senhor do ludo, hou-
ve por bem declarar :
Que bem resolvida foi por V. Ex. aquella duvida,
quando respondeu que, cstundo cannicamente pr-
vida a nova -freguezia, se devia nes proceder ia
clcifOes primarias, por serassim conforme referi-
da loi, que manda praticar taes actos por freguezias,
como foi j declarado no aviso do 31 de dezemhro
do anno passado, expedido ao presidente da provin-
cia do Rio-de-Janeiro, exigindo-so asqualilicaces
Vitas em Jcquii-ira dos volantes do citado districto,
e regulando-so pelo numero dellcs o de cleitores
que cabo dar a nova parochia, na fnna do artigo 52
dasobredita Ici.
0 que ludo communico a V. Ex., para seu conhe-
ciinento e governo.
Dos guarde a V. Ex. Palacio do Rio-dc-Janeiro,
em o 1." de outubro de t8i7. Manuel Alvti Bronco.
Sr. presidente da provincia de Pornambuco.
nhecer da legalidade dos jtilgamentos do sobredito
concelho.
Oque communico a V. Ex., para sua intelligencia.
Dos guarde a V. Ex. Palacio do Rio-de-Janeiro,
em2 de outubro de 1847. Manuel .ilve Branno.
Sr. vice-presidentc da provincia de Pernambuco.
<~ i i i aa
INTEHfOR.
Illm. e Exm. Sr. Foram presentes a S. SI. o
Imperador as seguinles duvillas acerca da execucao
da lei regulanicntar das elei^es, a V. Ex. propostas
pelo presidcnlo da mesa purochial do Pao-d'Alho,
nessa provincia.
I." Se, tendo aquejle presidente de fazer a convo-
ca(8o dos eleilores csupplcntes de eleilores, em con-
formidade do artigo 4." do cap. 1." da mencionada
Ici, para a formac/to da mesa parocbial uodia 19 de
selemhio desteanno, deveria ello convocar uleilo-
res e suppl.-nles <)ue porvenlura eslivessein pioces-
sudos porcrime de responsabilidado.
2.* So devo admitlir os eleilores da mosma paro-
chia que se tenham mudado della antes e depois da
formacio da junta qnalilicadora do corrente anno,
de cuja mudanca esteja o referido presidente da me-
sa inleirado. sem que todavia so tenham novamonte
declarado domiciliarios na parochia, masque por
espirito de partido queiram tomar parte na forma-
crio da mesa parocbial, embora n:1o sejam para isso
convocados.
E o mesmo augusto senhor manda significar a V.
Ex. em soluglo ao seu ollicio de 12 do mez passado,
que bem responden V. Ex. ao mencionado presiden-
te da mesa parochial do Pao-d'Alho, declaraudo-llie
quo no artigo 5.* da lei regulamenlar das elciQes,
o nos avisos de 31 de dezemhro de 1846, 5., de 18
de Janeiro e 20 de fevereiro, 8.'' e 5.", adiara elle
as necessarias explicacOcs a respeito dasduvidas
occorridas.
O que communico a V. Ex., para seu conhecinrento
e governo.
Dos guardo a V. Ex. Palacio do Rio-dc-Janeiro,
em o 1." de outhro de 1847. Manuel Alvet Branca.
Sr. presidente da provincia de Pernambuco.
RIU-DE-JANKIRO.
CARTAS ESCRIPIAS PELO DESGRANADO VICENTE
FERREIRA MESQUITA SAMPAIO POUCAS HORAS
ANTES DE SJJIC1DAR-SE.
Illm. Sr. Joaquim Valerio Tacares. Rio, 7 de ou-
tubro de 1847. Meu charo amigo, eu nSo tenho
termos ou expressOes para Ihn agradecer a prova que
me deu da sua afTeicSo na poca de eu fcar com es-
ta casa.. Pcco-lhe de Icr com calma o sem allligir-sc
o que Iho vou referir: nilo silo infamias, porque a
id iita conscieitcia baixara a sepultura livro de as
t'er praticado. Meu amigo, vou dar um passo que
Dos o os homenscrim.inaiii; mas eu o vou fazer no
proposito de que o Supremo salvar minha alma, co-
mo bom religioso, que sempre tratei de ser. Se o
meu amigo meditar bem o quo minha alma chegou
a soflVer, e.m lugar de me criminar nio lastimar.
Kniiini, vou deixaro mundo ; mo se mortifique, Icio
devagar. Com a cducacffo quo livo, ou lalvcz por
minha organisaeflo, cu nflo posso resistir; nilo o fa-
go por aegito romntica, crcia, mas por no ler co-
ragem desoffrer urna vergonha. Etique nunca em
minha'vida livo medo docousa alguina, nunca a co-
ragem me faltou, menos para soffrer ou praticar um
vexame.
Sr. Valerio, pego-lhe pelo que tem de mais charo
que moattenda, o depois sentencic-me. Mui bem sa-
be quando e como fiquei com esta casa, c igualmen-
te sabe que rigorosamente satisfiz o importe por que
me obriguei, e por quo V. S. era responsavcl ; feliz-
mento pude conseguir, com os uetihuns recursos
que Liiiii, desenvoiYer-me de nianeira que o no
commodei, e assim corresponder conlianga que em
mira linha feito. Esperava, meu amigo, poder acu-
dir aos oulros pagamentos, islo he, do que ia com-
prando; ahi lie que me enganei : aquclles aquem
fui fiando foram-se demorando, o eu sem vintem de
fundo, como mui bem sabe, para poder satisfazor os
pagamentos que se iam vencendo. Ah .' meu amigo,
nflo calcula V. S. as alllicges que padec de lempos
a esla parte, vendo vr um credore eu Iho nao poder
salisfazer o que Ihe devia ; era cada um urna morte
que soDVia, o sonra s coniinigo, porque a alguns
dvcrtiinoiitos ia-quasi sempre forgado ; mas esses
passa-tempos eram bem nioinenlaneos, porque meu
futuro era duvidoso. Nunca fui extravagante, bem o
sabe, e leva una pena minha alma o nflo poder jus-
tilicar-me para com o meu amigo da arcusagflo (|uc
e mira lizera a Sra. D. Anua. Declaro-lhe por meu
mas que me fosse possirel, porque risca nilo sei se
llavera mortal que o faga S V. S achei com di-
reito do as dirigir, que ter ahondado do as entre-
gara meu mano Miguel, porquem pogo sua prolec-
gflo. Itecommendo-lhe lamhem a supplca quo di-
rig aoSr. I.eflo seu amigo, eao Sr Ireneo Evange-
lista de Souza, sobro a quitagflo de meu infeliz pa-
trflo o Sr. Jos Antonio Ferrera da Silva, mais infe-
liz do que eu, porque levo que supportar a vergo-
nha e conservar a vida, porque a familia Ih'o exi-
ga, senflo, deixara de existir, como elle mesmo o
deca ron, esse homemque me lemhra emoutro lem-
po tanto clainava contra aquelles que tentuvam con-
tra sua existencia ; mas que importa conserva-la so
elle para si inorreu desde aquelle faiat momento.'
Elle trema, coir.o cu o vi, quando pz o p na ra,
i|uantn mais apresontar-so a seus amigos ou conde-
cidos .'E islo prova a sabida proinpta quo fez dosta
curte. Creio quo sabe que hojo se acha lamhem fal-
to de recursos, porque Ihe faltn essa arrumagflo
que linha em un trapiche em Porlo-Ale^re.
A'vista daseonsideragesque lenhofeilo, minha
coragein nflochega para poder supportar o futuro
3ue antevejo, para conservar a vida cdcixar o Rio-
e-Janciro, ecaila um ajuizar-me de prevaricador.
Ah antes a morte; cstoii ouvindo tambora oulros
dizorem : -- quo cobarde que alma pequea Co-
mo se enganam! Nonhum perigo, .nciihtim Irahallio
meassustaria ; nonhum revoz seria capaz do me fa-
zer suecumbir, mesmo solivesse milita fortuna e
nada me licasse. Ah eu me contara feliz so nflo ti-
vesse quera me dissesso: Pague-me o que me
deve.
Ha dias que aqui me veio Joaquim Ribeiro do
Amaral entregar um dinheiro, 800^)00 reis, poror-
dera de Antonio Thomaz Kerreira Dias. Este rapaz
he eslabelccido cm Simflo-Antonio, em Vassouras.
Sera comtudo receber carta delle ou aviso para que
era esse dinheiro, porque elle apenas me devo una
portes dejornaes, por isso reputo um deposito, e
como tal sagrado. V. S. tora a bondado do Iho avisar
que o dinheiro est em seu poder sua ordem, para
cujo lim remetto-lho a quanlia de 5667-000, quo, com
2341000 que Ihe devo entregar 0 Sr. Cosa Ferreira,
prefaz a quanlia de R0U#uuu. ienia paciencia cm o
incommodar anda depois de morto, pois ja pelo que
do senhor linha recebido em vida, jus linha para
que meu reconhecimenlo fosse eterno. Pego-lhe
quo leuda u hondade de ir casa deAvrial, o lem-
hrar-lhe a melhor maneira do liquidar minha casa,
para quo meus credoressejam pagos: ueste momen-
to meu oslado physico e moral ajuizaia V. S. como
elle se acha ; o meu amigo sabe quo os rapazes que
teuho em casa sao capazos : o Francisco, quo escrc-
via, esta ao laclo ; podem delle lor todos os esclare-
cimentos. Pego-lho por tudo que tome parte nesla
tarefa para so poder liquidar de raanera quemn
crdito nflo padega, c depois disto entender-se com
met irmflo sobre meu pai e mais familia, e a elle se
dirigir para Ihe informar que deixou de existir sen
lillio, mas que nunca foi perverso, o sim infeliz ;
que Iho perde em dar um passo que eslou vendo
Dos a quera breve .re. dar contas, que fo. falsa :, rppr|;vacil0f porauo B0 contra a doutrina que
'ti
Illm. eExtn. Sr. Tendo sido prsenle a S. M.
o Imperador, com o ollicio de V. Ex de 6 de agosto
prximo lindo, oque lite dirigir o juiz de paz do
1. districto da villa do Cabo, cm que, participando
ter-llie o conocido municipal do recurso enviado
u.na rolagao das pessoas que deviain ser excluidas
e incluidas na lisia geral de qualiticagflo, consulta a
V. Ex. sobre a duvida ora que se acha de cumprir a
deliberago do reforido concelho, por considera-la
contraria a lei, visto nflo terhavido rcclamagflo al-
guma peranlea junta do qualilicaco, a quo elle juiz
presidir, que nflo fosse altendida, o nflo dever o
concelho lomar conhecimento do recursos sem que
delles o tivesse tambora a dita junta, e fossem as re-1
clamagoesdesalrcndidas por ella: houve o mesmo
augusto senhor por bom declarar que V. Ex. proce-
deu com ucei lo ordenando aquelle juiz do paz que
cumprisse a deliberago du mencionado concelho
unicipal, porque o n.csmojuizdo paz, na qualida-
o de mero exoculor, nflo leu. competencia para co-
lega-lhe que, para desencargo do sua consc.enca,
o declare; e V. S. destrince tflo infame calumnia, c
peso ella na orea tura que a iuventou : prezo muito a
minha reputago, o mesmo na sepultura apreciarei
o amigo quo a defenda. Meu amigo, a minha fami-
lia nao he obscura cm Portugal; aqui linha gran-
gcado immensas relagOcs eaini/adc, o por isso pre-
liro morror con. honra do que viver desairado. Eu
Ihe explico.
Primeiro quo ludo, Ihe aliango que tenho em fa-
zendas o cm dividas fundos de sobra para pagar aos
meus credores ; mas o que nflo falhava he o quo Ihe
vou expr. Eu liquei com a casa, mas sem vintem
para fundos, e sem estes Ihe posso assegt.rar que
ningucm se pode estabeleccr ; nflo me atrev a fal-
lar .fisto a ineus amigos, s com receio de os arre-
negar : ja sabe que lio preciso fiar, c estes so demo-
rara, o que me acontecen. Do meus credores nflo te-
nho quo rae queixar, porque alguns, leu io raso pa-
ra nieapoqueutar, sempre 1.10 rospeilarai ; eu di-
recta .nenie a ellos me dirijo agradecendo-lhes ; mas,
ueste caso, atrasando-me como ia (cando, o que
mo restava fazer ? Chamar meus credores e dizer-
ll.es : Scnhores, vos leudes aqui o estado de mi-
nha casa: tenho fazendas, tenho dividas que preci-
so tratar de cobrar para vos pagar; preciso algum
lempo : eu nflo sou ladro, no botei fura o que me
confiasles ; o que vos oxponho ho urna verdade .
Ah .' meu protcelor, eslou a ver a su decisflo. A' vis-
ta dos iininetisos' escndalos deque esla praca tem
sido ll.ealro, espero ouv.r dizerera : Esta de urna
das especulagOes de que lomos sido victimas; fe-
che-se a porta, faga-se leilflo de suas fazendas o di-
vidas-. E assim, como licavaeu; quaulodariam as
lvidas desta maneira ; quen. me salvara de eu en-
trar nesso inmenso numero dos que islo teem feito
por negocio i'E eu, que linda sido bastante sacrifi-
cado, e por alguns que se diziam meus amigos.' lio
a verdade de tudo que doixo dito, V. S. so ira desen-
gaar assim quo loinarcm conta, oque lucren, urna
cxposigflo do que encontraren). Estas consideragOus
1110 fazein gelar a alma, o ou nflo tenho coragein pa-
ra resistir. S una eousa me prendera, a vida, se
soubesso que, eu fazcudocsta declarago, vina urna
cornmissfio, urna autoridad comuu-rcial examinar
111 nlia casa, erquo ella por mim fallasse e dissesse
ao publico : ste domen, nao he ladrflo, oslo ho-
rnera da conta do si, salvai-o ; mas islo nflo exis-
te ; por eonseq nunca, clieio de vida e ca pacida.le pa-
ra a ganhar, vou passar a oulra mais justa, que a
Providencia me chama. Rcinello-lhe as instiucgOos
que recebi do meu charo pai quando ...e larguu en-
tregue uo capitflo que aqui me conduzio por m.ida
t.cliiiagflo o pedido. Sempre trate! de as seguir o
delle recebi ; mas a Providencia assim o determina,
porque ella o faz por dilTerenles .na..oirs. Pego-lhe
que tenha coragein para soffrer lamben, seus des-
goslos ; os seus sao de oulra especie ; mas, coul.e-
cendo sen genio eseu carcter, tenho pesado o que
tem tambera sofTrido; mas V. 8. nflo precisa mais do
que philosophicamcnte contrariar sou genio, e por o
corago larga, o ora sua sade e existencia cuidar,
por cuja delonga a eternidado vou fazer meus votos
ao Allissiuio. Muito extenso tenho sido, e tanta eou-
sa quera dizer-ll.e anda, que por lim nflo sei se
minha raso atribulada, como far idoia, mo nflo
ajudar a peona a cxplicar-lhc o que sinto ; ao me-
nos creia-mc que sou e sempre fui reconliccido ao
interesse que Iho merec. Adeos, mou protector ; se
mo fosso possivcl mostrar-lhe minha gratidflo, co-
ndeceria que nflo se ti.ida engaado protegendo-
ine; del mesmo da oloruidade o screi. O infeliz,
/'cente l'errcira Maquila Snnpaio.
Citarintimo amigo Anlonio Jote Coila l'erreira.
Reinclto-te essa conta com recido, e em meus li-
vros lica saldada, que entregaras quando poderes ao
meu amigo o Sr. Valerio a quanlia de 234^000 ris,
para completar urna quanlia sagrada que tenho in-
cumbido ao mesmo Sr. para salisfazer quando Ido
fr exigida por son dono.
Meu amigo, de.n mais digno eras do ler um amigo
mais feliz do que eu fui, mas incapaz de maldades,
domo sades; acredita-me, nflo leva minda alma o
reinorsodc nina perversidade ; cuilini, em momen-
tos vou voar ao mundo mais justo que este, nflo lu
alll.jas, os motivos nflo silo romnticos nem cdinie-
ricos ; logo os sabers, nflo to envergonliarflo por me
teres ldo ainizade.- Por falta de lempo nflo le expli-
co minha vida, o que f.z ao amigo Valerio c aos meus
prineipaes credores ; nflo creas que do por nflo ler
com que pagar : minda casa liquidada pagara a
quoin devo; mas eu nflo posso viver.
Nflo me crimines, meu amigo, porque nflo son
digno disso ; laslima-mo : nflo me tacl.es tamdcm de
cobarde, porque nunca condec modo nem pergq
que rae aterrasse senflo o que me obrga a r a eter-
nidad*. I. nvi pedir ao Altissi.no mil venturas para
ti e quanto to perlencc. Tendo condecido que s
bom christflo, e como tal reprovaras como deves o
passo que vou dar; pois, raen amigo, uoudc soube-
res quo dei lim a meta das, ubi le dirijo, e entilo sa-
bers que antes de o fazer procurei em tudo por-me
bem com Dos, o morro na convicgflo de quo elle Bul"
vara minha alma. Depois de i..lor...ares-te, infor-
maras lamhem os mais amigos, paru quo nflo me ta-
cdeui do auli-ruligioso. Recebe, meu charo, o ulti-
mo suspiro dcsaudosa e pura amizade; faz por mim
minha triste e ultima despedida toda tua familia,
quecstou certo Ihe moreceroi um Padre-Nosso por
minha alma.
Adeos, charo amigo; lemdra-to que tivesle um
sincero amigo, quo foi tflo Infeliz como P. F. M.
Sampalo.
Rio, 7 de outubro de 1817.
Sr. Miguel. Nostc momento vou doixar o
mundo. Trate sempre do seguir o quo f?. de bom em
11.inda vida ; mas nunca tome para dalisa o que pra-
liquei no in della : lu; 111.1 cune para com Dos e
para con. os l.oinens o quo vou fazer; porem eu nflo
podia continuar 1 viver. Pelo miu lo informo do mi-
nda vida a meu amigo o Sr. Valerio, e a meus credo-
ros, aoSr. Lefio Loconto, o.ao Sr. Ironoo mo dirijo
por interine.lo doSr. Ilenri|ue Fron : a elle deve
prestar todos os esclarec metilos, 00 mesmo diga
ao Sr. Francisco. HflU irmflo, mesmo na sepultura
eu pr/.o a honra, por isso Vra. concorra o mais que
poder para a doa liquidaeflo de ininlia casa, o para
que ni'Mis credores ou o publir > nunca possam dizer
que fui prevaricador; dein sal .11 minda doulrina ;
ao tacto esta quo nunca tratei de prejudicar a nin-
guei... .Nflo tendo lempo do ser cxlensu : vou a Dos
pedir que o faga mais feliz do que cu fui. Onde sou-
ber que inorri, mande ah tirar um atlcstado de
quera Ih'o poder passar, deque tratei de cumprir,
primeiro que o lizesse, todas as obrgagOes do bom
religioso. Dove igualmente exigir um par de pisto-
las, que mandara entregar a Lavault, na ra dos Ou-
rives, cora dous mil res, porque enganei aquelle
hoinom dzci.do-lho quo eram para atirar aoalvo;
e como sabe que sou allcgoado a armas, elle mesmo
as cscolheu ; por isso Ido deven, ser restituidas cotn
dous mil reis, pelo trabaldo que levo.
Adeos, meu innflo ; tenha muito cm Vista os con-
sell.osquo ll.oder oSr. Valerio, o no deixe nin-
guom ingerr-se na casa sem influencia das duas ca-
sas, Avri.tl eCairulders. -Seu irmflo e amigo
V /'. .t/. Sampaio.
Eu nflo pude escrever a nossopai; diga-llieque
ine peru6c, que hu tettlpOs le nflo escreva por ues-
gostos de minha vida; que aguardava um futuro
mais feliz, que me enganei. Mande-Ido o meu suspi-
ro eterno o a toda a familia ; o mesmo far ao ma-
no Noutil. Rio, 8 do outubro de I847. Sampaio.
A respeito do aviso que ll.c fago para a cortidSo e
pistolas, pega ao Sr Bastos, porque para isso Ido
envi 4^000 reis 1 elle Sr. Bastos. Mostre-lhe mosmo
este tpico.
(Jornal do Commercio.)
. :.
vr, r-u'^udanarav
DIAiSIO lili I'EIUAIIIIUCO.
BECII'E, 39 DE ODTDBBO DE 18*7.
Os subscriptores dcslc Diario lero, por sem duvi-
da, com interesse c compaixflo.as tres cartas que ora
copiamos do 7orna/ do Commercio, o quo foram es-
criptas polo infeliz Vicente Ferreira Mesquita Sam-
paio, poucos momentos antes de suicidar-so.
Tanta disposigo para cortar os lios da propria
existencia ; tanto horror a idoia de ser lido por tra-
passeiro ; tanto zelo pela honra o reputago ; tanta
conlianga n'uiii amigo, cuja prolecgflo elle implora,
quasi do fundo do tmulo; tanto desvelo pelo irmflo
quo ia ahi licar exposto a enredar-so e.n dllicul-
ladis idnticas a essasque o levavam a acabar com
a vida ; tanto receio do ser considerado como pouco
religioso; tanto cuidado em la/er-scrocommendar
ao pai o den.ais prenles ; lano afn era exigir me-
didas capazos do eoneorrcreni para que os credores
fossem in.lemnisados da melhor forma possivel; tu-
doiste revela no misero Sampaio um desses espiritos
nflo communs; ludo isto o aprsenla como digno de
sorte mais feliz do quo essa que Ihe tocou ; tudo
isto, einlini, cooperara para quo derramen) lagrimas
de dros que apreciaren, devidamente ocontodo
as precitadas cartas.
Cor
CSjOlHH'IIClilS.
Srs Itedaclores Tenham a bondade de inserir pre-
sento cxposigflo e protesto, para a todo o lempo
constar.
Meu irmflo llypolito Saint-martiii, infelizmente
alienado e interdicto desde 27 de agosto de 1846,
aeda-so em l'aris, da mais do um anno, cm um hos-
pital particular, entregue ao cuidado de mdicos,
sem que ateo presente leuda tido uelle meldora al-
guma, e antes pelo contrario, indo cada vez peiOr;
tanto que em 23 de agosto prximo passado, reque-
ren Nicolao Cadoutd como curador de llypolito
Saiiil-niartin.aoSr. Dr. juiz deorpi.os o aulorisasse
iara supprir as despezas do curativo, -te, do seu
tutelado que ainda so conserva .lenle cm Pars; e
a 17 de selombro prximo passado os partidores do
jui/.o arhitrarain para esto lim 1:400,000 rs. an-
nuacs que declararan) lerem tirad." dos lucros dos
lena dO demente llypolito. Os pa idores nflo po-
dara fazer esse calculo, porque a 28 do mesmo mez
anda se nflo achava concluido o inventaro.
Acdando-se assim meu irmflo em Pars, e osea
curador cncarregado de velar nos seus interesses e
llaveros que ale essa dala estavam sol) a discrieflo de
suasocia, madama Poirson, couseniio olleGadouth,
que a d.la madama dissolvesse un. a rienda monto
que llypolito Saini-iuarliii & C. tiuham feito dacasa

Jr-


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MUTILADO


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.
^ quo elles loem loj.i a terminar no 1.* le ottlu-
o (le 1850, tota coro grave prejuizo ilc ;eu cun-
do, (toqese no pode chamar ignorancia, pois
que serve elle le teslemnnha a um oulro arrenda-
mento da mencionada lo>a, que Poirson celebrou
em sen nomc smento !!
Estes fados j se aehatn denunciados ao Sr. I)r.
juiz do orphfios, (|iio mandn juntar a denuncia
aos autos de embargo em que commigo litiga a re-
ferida madama, sendo ella a provocadora.
Sen etc.
Affonso Sainl-martin.
Sr. Redactor do Diarto de Pernambuco.--Bogo-lhe
a puhlicac.lo de seguinte aviso. O honrado Antonio
Henriquc do Almeida, consequcnle com sens prin-
cipios, ludo empenha em prol da lilicrdado do vo-
to na capital da provincia; mas tem contra si a fr-
ca (Jo governo, embora a> declarares fla/.os do
I>residente, que ludo tem ompenhado para fazer-se
eleger e ao seu secretario. Documentos desla or-
dem devem ter o majar curso, para que se aprecie o
como o governo entende a liberdade de voto, o tam-
bem para que no futuro se faca justioa ao patriotis-
mo do juiz de paz da freguezia de l. S das Nevcs.
Conta com o favor da insorsflo, o seu amigo e col-
lega Antonio Rorges da Fonseca.
AVISO.
Antonio llenriques de Almeida, juiz de paz, pre-
sidente da mesa parochial que tem de funecionar
as prximas futuras eleicOes de eleitores desla fre-
guezia da cidade da Paranibn, lendo por indecli-
navel dever, que sobre si pesa, matilT e fazer res-
peitara liberdade do voto, garantida pela lei fun-
damental do paiz, e pelas disposices da lei rogu-
lamentar daseleicos, vem denunciar ao respeiln-
vel publico, que varios inspectores de quarleirfio ,
de ordem do sulidclogado (leste districto, lecm lan-
zado mflo de lodos os meios illicitos e violentos pa-
ra o fim de coagirem os ridadios votantes c recobe-
rem a chapa que por ventura Ibes houvcrem de im-
por, ameacando-ps com rcenilainonlo e oulros
meios reprovados pela moral o conscicncia publi-
ca ; e mais que todos, o coronel da segunda b-gifio
Francisco Alvos de Souza Camino tem posto em
pralicaesses manejos, fulminando amoacas de ro-
crutament para a marinha e fazendo acreditar
aos cidadfios, que o segundo lenle de mantilla
que actualmente aqu se arlia tem ordem do gover-
no para recrutar a lodos aquellos que se-recusurem
a votar em sua chapa; eparn mais nfluirem sobre
o animo dos volantes, declaram que a sua chapa bu
imposta peloCzm. presidente da provincia, e orde-
nam aos volantes que devem receberas soaa listas no
dia das eleicOes em casa do subdelegado e secretario
da presidencia ; pelo que, autorisado | elo mesmo
Ezm. Sr. presidente, a quem de viva voz tive de re-
presentar contra o Ilegal e reprovado proced mon-
to dos mencionados agentes eleitoraes, declaro a
todos oscidadflos votantes, que o governo nao impc
chapa alguma, e menos autorisa os desmandse
violencias dessas autoridades; que, garanlidor das
libcrdidea publicas, comolhe cumpre, jamis con-
correr para que se npprimam e volentoin oscida-
dflos na cxpresso livre dos seus votos ; pois esta
certo que a liberdade de voto be a base e funda-
mento dos goveinos representativos. Sao leinam,
portSOtO, os c.a;.flGScssS ameacas, rcpiuiu-as com
a energa edignidade que os caraclertsa, edospre-
zem essesagentes,queossuppOem ncapazesdu pro-
ferir um voto livre ; he a igreja matriz que todos
devem concorrer no dia 7 de novembro; he ubi
que, rounindo'se o povo para excrcer a sua sobera-
na, tem de manifestar com o seu votse o coraefio
generoso dos Parahibauos trepida dianto de aniea-
cas Parahiba, 23 de outubro de \HM.-Antonio
tlenrique de Almeida.
, : '.'?." \,
Alfandega.
RLWDIMENTODODIA 30........
5:295,081
Descarregam Aoje, 29.
Rrigue Rom-Jesus fumo e bar Iba.
Brgue Manj-Queen-of-Sctits earvflo.
Polaca lleliopoles morcadot-as.
Barca Fspintu-Santo idem.
IMPORTAR AO'.
Mary-Qneen-of-Scott, barca inglezn, viuda de Li
verpool, entrada no correte mez, consignada' a J
Crabtree & ('.., manifeslou o seguinte
5 caixas fazendas de linho ; a Me. Calmont & C
10 fardos fazendas de algodflo, 1 gigo louca ; a N
O. Ilieber & G.
1t fardse* caixas fazendas de algodflo, 4 ditas
linhasde dito, 1 emhtulho roupa; a II. Cibsou.
6 caixas e 7 fardos fazendas de algodflo, 15 ca
xas linhasde dito ; a J. Cockshotl.
7 barricas louca, 9 fardos fazendas de algodflo :
F. Brothers.
8 caixas o 0 fardos fazendas (ie algodflo, 1 caix
ditas de 18a, 2 ditas papel e tinta ; a Adamson
1 caixa e 8 barricas ferragem ; a P.rander & C.
1 raiza conservas; a S. Johnston.
1 caixa obras de prata, 18 gigns louca, I barril
lingoas, 1 caixa assucar, I dita um relogio, 1 dita
eonserva, 1 einbrulho bandejas, t barril c erveja, 2
ditos niantciga, 1 far.linlto loucinho, 1 caixa com
prata, 4 presuntos, 7 voluntes miudezas, 3 barricas
vinho ; a F. Yottlc.
15 toneladas de ferro bruto; a Ridguay & C.
15 lardos fazendas de algodflo, 1 enibrullto papel;
aJ. Ryder&C.
1 caixa diversos objeetos, 118 toneladas de ear-
vflo de pedra, 1 caixa chinellas, 1 embrulholivros,
50 bar is manteca, 10 presuntos, 2 caixas quejos.
1 barril hervidlas, 1 l'ardinho loucinho, 1 barrica sal,
1 dita conservas, 1 dita carne; a Chrislophers
5 fardos fazendas de algodflo ; a II. Itoyle & G.
26 fardos fazendas do linho, 25 barricas ferragens,
182 barras do forro, 142 duzias de pas de dito, 1
cesto ferragens, 16 caixas linbas de algodflo, 8 ditas
fazendas de dito, 33 fardos ditas de dito, 2 caixas
miudezas; aC. Kenworthy & C.
2 caixas fazendas do 13a, 2 fardos cobertores de
algodflo, i caixa livros imnressos, 42 fardos e 5
caixas fazendas de algodflo, 60 barris manteiga ; a
James Crablree&C
26 caixas e 43 fardos fazendas de algodflo, 1 dita
objeetos para escriptnrio ; a Deanc Youle & C.
30 lardos e-2 caixas razendas de algodflo, 1 caixa
papel; a Jones Patn & C.
2 caixas cha, 2 quartolas ago'ardenlo de Franca pa-
ra uso do navio, 1 fardinbo loucinho, 4 presuntos,
1 caixa diversos objeetos para senh(ia, 10 gigos ba-
tatas, 1 caixa para chapos ; a Edward Fenton.
1 barrilnho farinha de ava, 1 jarro vinagre, 1
caixa miudezas; a A. S. Corbelt.
1 barril conservas, 1 fardo loucinho, 28 presun-
tos, 25 quejos e 74 gigos batatas ; a Howsley &
Itaymoud.
30 presuntos, I fardinho toueinlio, 2 caixas bis-
couto, 25 quejos, 1 barril conservas e mostarda ; a
Jos Connives da Fonte.
Consulado.
RENDIMENTO 1)0 DIA 29.
coral..........
Diversas provincias
o.ni Air
217,771
2:321,817
1847.
PERNAMBUCO. 29 DE OUTUBRO DE
AO MEIO-DIA.
Hun daCwleia do Itecife, n. 31, luja de cambio e
de corretagens de Gregorio Antunes de Oliveira.
PRECOS COMIENTES DE IIOJE.
Mofda de prata. Compras. Vendis.
Palaroes brasileiros--------1,970 ---------- 1,990
Pesos columnares.....1,950...... 1,970
Ditos da patria----------- 1,780 --------- 1,800
Moclas de 5 francos--------1,600...... 1,620
Ditas de 2 patucas.....1,280...... 1,290
Ditas de 1 dita...... 640...... 660
Mcdas deouro.
Pecas volitas........16,100..... 16,250
Hilas novas........16,000------------- 16,100
Mnclas de 4,000 rs. 9,000 ------ 9,200
ticas hespanholas 28,800...... 29,000
Ditas da patria.......28,500------------- 28,800
Soberanos.....--------8,900------------- 8,950
Descontos.
Compram-se lettras de boas firmas do commerco,
prazos at dous mezes a 1 por /0, al quatro a 11/8,
e at 6a 1 1. 4 por %
Cambio sobre Londres 27 3/4 a 28 d. por 1,000 rs.
Por procuradlo de ('. A. de Oliveira
lUanoel Joaquim Silveira.
Deca lacees.
Olllm. Sr. inspector da lltesouraria da fazen-
da desla provincia manda fazer publico, que se a-
cha autorisado para afretar urna cmbnrcacflo que
coniluza 3:400 quintaes de pao-brasil da provincia
do Itio-lrande-do-Norlo para Londres, o que, por
conseguinto, as pessoas que quizerein contratar
este afrelamenlo, poderflo comparecer na casa da
itiesma lltesouraria as lloras do expediente.
Secretaria da Ihesouraria de fazonda de Pernam-
buco, 29 do outubro de 1847.
O oflieil-mnor,
Ignacio dos Suntos da t'onseca.
O arsenal de guerra compra altha contusa,
alcacus dito, salsa-parrilba dita, raspa do viado, li-
nhaca, dita em p, mostardaem p, trtaro emti-
co, tintura de opio, precipitado branco, dito rubro,
goinma arabia, ruibarbo em p, ipicactiariha em p,
rosas, flores de tilia, ditas de sabugo,macolla, quina
em p, crmor de tai taro, sulphato de quinina, pos
de daves, sulidtalo do magnesia, senne, man, ta-
marindos, sal de chumbo, nitro em p, pomada
mercurial, dita de hydriodato do potassa, ungento
balzilleSo, dito de altha, dito visicatorio, emplas-
tro adsivo estenddo, acido ctrico, sal do trtaro,
cantridas em p, esseneia de flores de laranja, ethor
sulphurico, espirito de herva sedreira cotnposto, le-
nlmento de sabflo e opio, oleo de recio, dito de a-
mendoa, agoa ingleza, labarraque, parelara, gram-
ma, aerlo simples, vinagre aromtico, alcool, es-
pirito de sal-amoniaco, assucar refinado, cera bran-
ca em velas, panno ganis, dito de linho, copo gra-
duado, chocolateras de Ierro, canecos de folbas,
balanca granataria, serint;a, algaliassorlidas, vrn-
lozas, lancetas finas e bichas : quem taes gneros
tiver da melhor qttalidado, e qui/.er fornocer, man-
dar sua proposla em carta fechada directora do
mesmo arsenal al o dia 3 de novembro prximo
vindro. Arsenal de guerra, 29 de outubro de 1847.
Jodo Ricardo da Silva,
Amanuense.
A adminislraco goral dos cstal.clecimentos de
candado manda fazer publico, que, em consequen-
cia de se nflo ter ell'ectuado boje a arretnataeflo do
rendimenlo do furo das caixaa de assucar, foi trans-
ferida a mencionada arrenialacflo para o dia 30 bo-
je, do concille, | elas 4 horas da tarde.
Administrando goral dos esiabelecimentosdo cari-
dade, 25 de outubro de 1847.
O escripturaro,
Francisco Amonio Cavalvante Cousseiro.
A adiniiislraciio geral dos cstabelecimetilos de
cardade manda fazer publico.quc no dia 30(hojo)do
corren le, felas 4 horas da tarde, irflo praca as ren-
das da casa n. 17 da ra do Nogueira (ltimamente
reedificada) pelo lempo que decorrer do dia da ar-
rotnataefloa 30 dejunbode 1850.
Administradlo geral dos otabelccimcntos de ca-
ndado, 25 de outubro de 1847.
O escripturaro,
Francisco Amonio Cavalcante Cousseiro.
Contrato a celebrarse com a thesourria das rendas
provinciaes, no corrente mez.
HOJE, 30.'
O cstabeleci ment de urna linha de mnibus, que,
na formada lei provincial n. 191, de 30dcii.arcro
ultimo, facilito o transporte desla cidade para qual-
quer dos respectivos arrabaldcs, e para 011 ma.
Objeetos que a reparlicao das obras publicas quer
comprar.
Vintee quatro laboasdeassoalhode lomo; 3 tra-
vs de 32 palmos do coinpriuicnto e palmo o coito
em quadro ; 5 mflos-lravessas ; 12 duzias de rpas ;
25 prego caixaes 200 cailiraes e 2:000 rtpaes.
Escravo apprehendido pela polica.
Benedito, apprehendido em Ferraz, Ierras de A*
pipucos, no da 23 do selembro prximo passado.--
Acla-scna cadeia desta cidade, e deve.de ser re-
clamado ante a subdelegada do Pocb-da-Panella.
THEATRO PUBLICO.
SEGUNDA-FEIRA, 1." DE NOVEMBRO ,
a beneficio do actor Podro Baptista de Santa Rosa,
lera lugar o seguinte espectculo:
Depois de executada por gratulo orebestra a pti-
ma symphona Chtval de Rronze, represontar-se-ha
o aparatoso drama intitulado
AMORTE DOTENENTE-GENERALGOMES FREIR
DE ANDRADE,
noqual o beneficiado esforcar-se-ha por bem desem-
penhar a parte do gracioso criado.
Os intervallos do drama serflo preenchidos com
as heiss'mas svmphonas: Duetlo Nell'Opera I
Due Foscari, listocq. Terceto de Lucrecia forgia
Nubuco Donotor.
O mesmo actor, certo da benvola attencflo.que
os seus protectores som prestar-lhe, espera que el-
les apreciem devidamente, nflo s a representaeflo
,V--S0UEMDE
O-MAM/VTICA
O primeiro secretario avisa aos Srs. socios, que
hoje, pelas fi horas e meia da lacle; ha sessflo d
sociedailo para a conelusflo dos eslatulos e no
da primeiro de novembro para a eloicflo do conce-
nto administrativo.
Offorcco-fe tima pesson de milita capacidailo
para calxciro de venda do que tem muila pratica ,
ou mesmo para armazein de assucar para o que
da fiador a sua conducta, no caso do ser preciso :
quem de seu presumo se quizer iittlis.tr dirija-so a
ra do Cabug, loja n. 1 D.
Prccisa-se de urna ama forra para o servico in-
terno e externo de urna casa : na ra da Cruz,
ii. 29.
Troca-se um preto croulo, de 18 a 20 annos,
perito cozinheiro, e bom catraieiro, robusto o pos-
sante, sem dofeitos, de bonita figura e que tam-
ben servo para pagem, por um moleque, ou mula-
tinhode12a 14 annos, ou entilo por urna preta
do indicado drama, como ^f P"1'0 '" Pd- mo'ca ~AS de bonitas' figuras o sem vicios : q'uem
SS^&S Th8~ M.rSof "pro! I JUgJlg *" dirija-se a ra Nova \ 5,
melle a fazer exocutar com todo o zelo o pcrfeicflo ;.' u ."S^Un SAINT MARTINI residente no nrinei
la porque conta com numero de mus.cos ma.or que "^ I.^ SAIN1-MAJ1^. resiento no pr.nc^
o ordinario, c j porque, amigo, como he, do bene-
ficiado, deseja concorrer para que o divertimento
soja em ludo digno do respcitavel publico desla ca-
pital.
Terminado o drama, Santa Rosa cantara a joco-
sa c nova aria denominada
nr.ank AFRICANA,
ou
Aquilandeira na Bahia.
Dar fim ao espectculo a graciosa farqa
OS DOUS Mnimos.
Puhlicaeao Litteraria.
Sal lo a luz, c acha-so a venda na botica da ra
da Cadeia Vclha do Rccife, n. 3, o romance origi-
nal ~ Nossa Seshora dos Goararai-rs -- em dous
voluntes, preqo 4:000 rs.
O autor que mui cordialmento ama Pernambuco ,
esta bolla provincia, quo tao generosamente o ac-
colhcu na sita desgraca, por um esforco, om ver-
dade superior ao seu talento, aventurou a sua pri-
moira producQflo litteraria neste genero, dedicando-
aa objeetos pornambuoanos. Oassumpto era digno
de penna mais aparada ; porin, se olla o nflo des-
creveu, como elle pedia, servir ao menos de in-
centivo a outras para melhor ti Iralarom.
O autor nflo pede indulgencia; antes conta ees-
pera que os judiciosns crticos o advirtam, pata que
possa corrigir as umitas inadvertencias, de que,
como est convencido, ha do abundar este seu ra-
blbo : nilo.se ufana elle de romancista, nflo; por-
quanto ronhece que para o ser lite falta, alm do
genio sublime, a summa de materiaes para isso
indispones veis. Ser tachado de emprehendedor ou-
sado, e com rasflo; nflo o dosconhece : mas, se o seu
animo o impellea laos emprezas, tambcmesl dis-
poslo a receber o merecido castigo da cordata cr-
tica dos sabina, e mesmo dos entendidos e da des-
temperada maledicencia daquclles que crilicam lu-
do c de tudo.
Itecife, 22 de outubro do 1847.
Ilernardino Freir de Figueiredo Abreu e Castro.
avisos martimos.
Vende-so a melhor barcada quo navega tiesta
costa de lote de 35 a 40 caixas: na ra larga do
Rozario vendan. 33.
Frota-se, ou propc-se carga para qualquer
dos portos do nortate 0 Cear a" melhor barcada
que navega tiesta costa de lote de 35 a 40 caixas :
na rita largado Rozario, venda n. 33, se dir.
Sabe imprclervelmente para o Rio-de-Janeiro,
no dia 3 do corren le, o muito veleiro hrigua ame-
ricano Whig com muito hons commodos o asseio
para qualquer pessoa : quem nelle quizer seguir .
dirija-se aos seus consignatarios llcnry Forstcr &
Companhia na ra do Trapiche, n.8.
Para a Bahia segu viagem, em poucos (lias, 0
hiato foa-Viagem, por ter a maior parte da carga
prompta : quem no mesmo quizer carregar ou ir
de passagem, dirija-se loja de ferragens junto ao
arco da Conceigo,
-- Para o Bio-Crande-do-Sul segu, com brevida-
de o brigue Dom-I'edro-Segundo ; recebe carga e
escravos a frote o tem excedentes commodos para
passigeiros : os pretondentes dirijam-se a Joflo
Francisco da Cruz na ra da Cruz, n. 46.
Para Lisboa sube, com toda a brevidade, a bar-
ra portugueza Tejo de que he capilflo Silverio Ma-
nocl dos Bcis : quem na mosma quizer carregar,
ou ir de passagem para o que tem os mais nsseia-
dos commodos dija-se aos seus consignatarios,
Oliveira Irmflos& Companhia ou ao capilflo, na
praca do Commerco.
Para o Rio-de-Janeiro segu viagem, imprcler-
velmente no dia 30 do corrente, o biateA'ereida ; pa-
ra passageiros trata-so na ra da Cadeia do Recif,
botica n. 61.
Para o Cear segu viagem a sumaca Carlota,
mestre Joflo Antonio da Silva : quem na mesma qui-
zer carregar ou ir de passagem, dirija-se ao mesmo
mestre, ou a Luiz Jos de Sa Araujo, na ra da Cruz
do Itecife, ii. 26.
Axisos diversos
O LIDADOIl N. 224
achar-se-ha a venda as 2 horas da tarde : neste nu-
mero relala-se a vida poltica do Sr. Nones Ma-
chado.
O TRIRUN0 N 36.
i sia a venda osle excelicntc numero na prc,a da
Independencia, ns. 6 e 8. A elle, quo hetempode
ouvir a verdade.
O n. 35, que sabio liontem, j larde, est igual-
mente a venda no lugar cima : procurcm, quos
"oslaui poucos.
I hcatro de Apollo.
Osccretario da direceflo da S. II Tlteatral avisa
aos Srs. socios para a recep^flo dos carios da re-
cita dos Srs. alumnos dolyco, que deve ter lugar
esta noite, o cuja dislributcflo ello a far no salflo
do Ibeatro, das 10 as 4 horas da tarde.
Aluga-se um pequeo armazem sito na ra
daSetizalla-Velba: a tratar na ra da Cruz, n. 64.' bilheles que licar.
po da ra dos Quarteis por cima da loja de miu-
dezas de Victorino de Castro Moura, ri. 24, recebeu
agora pelo ultimo navio viudo de Franca ricas
mantas de seda de novos padros e lindos gostos;
outras imitaee da cachemiras muito ricas e ele-
gantes ; ditas de granadina, e outras de foulard,
sendo (odas da ultima moda adoptada em Pars ;
chales de seda c meios dilosde cores muito lindas;
manteletas de grosdenaple ondeado e liso, goarne-
cidas de franja de retroz o oulras com babados en-
fetados de Iranias de dito, as quaes eslflo no gran-
de ton, nflo sopor seren de geral moda, como
pela gravidade do costumo ; cortes de seda branca
e de cores, para vestidos, sendo de boa qualidadee ,
bonitas dispusieres no gosto do lavrado; chapeos
do seda para sen hora armados na ultima moda,
como o ineuleam os figurines que em cada carliio
costtimam vir estampados ; ditos de palhinha aber-
ta e lisa, cnfeilados a semelhanca dos program-
las de modas dos mesmos carios ; corles de bare-
go para vestidos ; e um completo sorlimenlo do
luvas para senhora. AssCnhoras que (lestes objee-
tos precisaren!, o os quizercm ver em suas casas,
terfto a bondade, a qualquer hora,de mandarem avi-
sarjao annuncianlc, que inmediatamente Ibes serflo
levados.
. Aluga-sc urna casa no Poco-da-Panella," mar-
geni do rio com quatro quartos estribara para
dous cavados quai lo para pretos, cacimba, que
est pintada e caiada.o quo por isso de nada precisa:
a.tratar na ra Nova loja n. 24.
Com a devida venia. Pergunto ao Snr. M G.
da Silva se lambem he meu procurador, para en-
br.-ii leiti-as que me for.iui dcsencaniinhadas como
>*7- com a do Sr. Jos Simos do Magallifles : per-
gunto -lite mais, se nflo est salisfeilo com ser men-
tor, advogado, thesoureiro depositario ele. Ora,
Snr. Manocl G., Vmc. nflo vio os metis annttn-
cios pelo Otario? Vmc. nflo sabe que lettras nflo se
pagam a outrem que nflosejao dono, senflb como
pague-se, ou portence ? Oulra vida, Sr. M. G. da Sil-
va.- M. P.
Miguel Joaquim da Costa embarca para o Rio-
Grande-do-Sul o seu esclavo de nacflo, de nomo
Francisco.,
Perdeu-so, na noite de 27 do corrente na so-
eieilade Pililo-Dramtica o primeiro numero do
Eche da vox portugueta por trras da S.-Cruz. Roga-
se a pessoa que o adiar o queira restituir no ar-
mazem n. 5, nrtravesea do Arsenal-de-Gucrra.
Anda est por se alugar o segundo andar do
sobrado n. f, na rita do Burgos : a tratar na traves-
sa do Arsenal-de-Giierra armazem n. 5.
Quem tem ensinado a traduzir, escrever e fal-
lar correctamente inglez e francez, prope-se de
novo a faze-lo por um systema muito mais fcil .
encarrogando-se igualmente de instruir no portu-
gueza pessoas csttangeras : na Boa-Vista, ruado
Colovello n. 30, das 6 as 9 horas da manhfla.
-- I)eseja-se saber aonde moram os Srs. Francis-
co Bodrigues Cardozo de Barros c Antonio Jos da
Fonseca, os quaes rosidiain em Nazareth do Cabo,
para negocio que Ihes diz respeito : annuncem por
esta folha para seren procurados.
Precisa-se alugar urna cscrava para o servico
interno e cxlorno de una casa : na ra do dorias,
n. 16, primeiro andar.
Deseja-se fallar aos Srs. Jos de Souza Macha-
do e Jos Pedro Maraues da Silva, a negocio de seus
interesses: na ra da Cruz, no Rccife, n. 54, pri-
meiro andar.
--Quem precisar do urna ama para o servico in-
terno do urna casa de liomein soltciro ou de pou-
ca familia dirija-se a ra du Roda n. 14.
O abaixo assignado, acbando-so desempregado
nesta cidade.offerece o seu pequeo presumo aoses-
tudantesda lingoa latina, que, durante as ferias,
quizorem exercitar-se para fazer exame em marco
do annoseguinte. Os que delles se,'quizerem ulilisar,
poderflo etitendcr-se com o mesmo abaixo assigna-
do na roa Nova botica do Sr. Pinto. Jos Nco-
ci da Silva.
A abaixo assignada, viuva de Antonio Das Sli-
to roga aos credores do seu casal, quo se dgnem
de comparecer em sua casa rita da Cruz n. C8 ,
pelas 10 horas da manhfla de hoje 30 do carrente ,
para resolverem a respeito do mesmo casal.
,1/an'u Filippa Lima Souto.
Quem precisar de urna amii para casa estran-
geira de homom soltciro, ou casado, dirija-se a
ra da Penda, n. 29.
Quem liver na ilha de S-Miguel alguma pro-
priedade de Ierras ou quintas livres e desemba-
razadas e queira vender, dirija-se a ra do Collc-
go, Ii. 19
Aluga-se um sobrado de um andar, sito na
ra da Alegra n. 6, por preco commodo : a tratar
na ra do Mondego, n. 21.
Precisa-se de um caixeiro para cobrar fra des-
la praca quetciiha bastante pratica e d fiadora
sua co'nducla : na Soledade, silio da cscala a tra-
tar com o Sr. Burgos.
LOTERA DOTHEATRO.
Pela ultima vez declara o respectivo thesoureiro,
que asrodas desla lotera sao transferidas para o
da 16 de novembro proximn-futuro em ennse-
quencia de restar anda por vender a quanlia de
6:892,000 rs. em bilheles; advertindo que no dia 1t
lo referido mez ora marcado as rodas da lotera
andam inialliveiiuciilu soja qual for o numero do
.-,..
fcaaaa,


,3
& D5b3<8o
F.st aborta urna subsc'ripglo para comprado urna'
lvpo"raplia Popular, que se ponha no lugar >la Na-
zarena, e para isto convido a lodos os intcressados
na defBsa da libordade a concorrercm como po-
derom.
Ilethosouroiroo mou amigo o Sr. Victorino Iran-
citco das Sanio, o qual dar recibo a quem quizer
para restituir asqtianlias dadas, no caso de so nflo
elTocluarii compra da typographia : a residencia do
dito thesoureiro he na roa do Itangel, n. 5*.
lie senlo desta subscripgio o mcu amigo o Sr. Ja-
cob deSantiago, com loja de alfaialo na ra Nova ao
p da.Conceico.
Ossenhores quequizerem concorrer para to til
(im, o farfio nos sobreditos lugares. Agora, mais quo
nunca, leinos necessidade do urna imprensa pela
qua! possa o povo sdvogar a sua causa contra "oe
stnhoret que oopprimcm.
Ksporo que o povo se mostr digno da liberdade,
concorreiuio promptamenlo.
Recife, 21 do outubro de 187.
Antonio Borges da Fonseca.
deciaraca.
Alm dos agentes cima, estilo mais encarrega-
dos da subscripgilo para a typographia os mous ami-
gos, Srs. Joo Jos de Albuquerque, morador nos
Afogados, c Jolo Tenorio de Albuquerque, morador
em Iguarass.
Adverte-se que, para embargar o curso da subs-
cripgilo, andam por ahi os traidores a dizer que i
tonbo em mcu poder urna typographia. He esta fal-
sidade digna dos inventores.
Antonio Borges, da fonseca.
Os Srs. estudanles de grammatica* latina que
ge quizerem applicar pelo lempo das ferias ou se
apromptarom para em margo azercm seus exames,
dirijam-se a ra do Quoimado, n. 37, pnmeiro an-
dar. ,
~ Braz Florentino llenriques de Souza, csttidan-
t do terceiro anuo jurdico ensina particular-
mente philosophia francez rbetorica- e geogra-
phia.nacasa da sua residencia na ra Nova, n.
38. Adverte que cnsinar gratis aos que estivercm
cmcircumslanciasdo o mcrecor.
Perdcu-se, desde a ra do Itangel ate a ra do
Quoimado, urna cartoira conlendo 23,000 rs. cm
cdulas e varios papcis,entrc ellos um vale da quan-
tia de 16,770 rs.. a vencer em 30 do corrento, assig-
nado por Ezcquiel de Souza Cavalcanto : quem a
achar o quizpr restituir dirija-so a ra do liangel,
venda, n. 50, quesera recompensado.
Prccisa-sc de um bm oflicial de sapateiro pa-
ra obras de lustro, o qual queira trabalhar d nflo se-
ja vclhaco : na ra Nova, loja n. 58.
--Precisa-sede urna boa lavadeira, o de conduc-
ta conhecida, para lavar roupa de urna familia
nflo pequea na ra da Cruz, no Itecife, n. 18, se-
gundo andar.
Aluga-se um solfo muilo fresco o em boa ra,
proprio para homom sollciio. a tratar na esquina
do l.ivramento, loja de 6 portas.
__Precisa-so de nina ama de leitc para acabar do
criar urna menina do nove mozes : na ra larga do
Razario, outr'ora dos Quarteis, n. 24, segundo an-
dar.
Jos Jlaptista da Fonseca Jnior embarca para
o Rio-dc-Anciro a escrava crioula, de nomo Tudo,
do Sr Joaquim Raymundo Corrcia Machado ,do Ma-
ranhfio.
O Francez icsgoutes, assim chamado pelo
lllm. Sr. Carlos Marlins de-Almoida, lem de declarar
ao rcspeilavol pblico, quo a carta, ciijaresposhi el-
le exigo, nflo smente trata da celoridade aO laori-
CO das caldoiras o ferramenlas, como tambem de
urna corta quanlia mensal de dinheiros quo S. S. de-
ve ao abaixo assignado, em virtudc do contrato pS-
sado entre elle e S. S. em Hdosetombro do 1846 ;
he so isto o verdadeiro meio inslito o desvio da
rasflo do abaixo assignado. Desgoutes.
Trancelinsde qualquer modelo, aunis fitas ,
flores, aderecos, pulseiras, brincos, etc. ; ludo o
mais bem feilo possivel e por prego mdico.
Ra do l?mmaPublico, n. 5.
Joflo I oubct participa ao rcspeilavol publico, que
receben, por estes ltimos navios rrancoze.sum com-
pleto sortimento do chapeos de sol, de seda, amis
rica e superior qualidade; rurta-rres e outras mu-
lis conhecidas. tanto para homens, como para Sras.
e meninos. No mes ni o eslabelecimenlo ha um sorti-
monto de chapeos de sol do paninho, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homens
decampo tambem lem chapos de sol]do paninho
para meninos c meninas, por seren muito linos: po-
dein-so chamar chapeos do economa. Na mesma loja
ha sorlimonlo de bengalas, bengalinhas e chicotes
muito modernos; cobre-se qualquer armaeflo de cha-
peos de sol, com sedas do todas as cores cqualida-
des Na mesma casa ha .um grande sortimento de
nan'ninhos trancados c lisos, imitando seda, para
cohrir os mesmos: desta fazenda se vende aretalho.
Concorta-so todo qualquer chapeo de sol, por haver
um completo sortimento de todos os pertonecs para
os mesmos, com toda a peifcigo e brtvidado
Furtou-se, da Ponte-de-l'chOa, da casa do ma-
jar Miguel Aflonso Kerrcira, um cavallo ruco, com
algumas pintas do pedrez, que he capado e rabilo.
--- O abaixo assignado lem contratado a compra
de urna venda om Fra-do-Porla com o Sr. Manoel
Domingos Percirn Ramos: c para que nflo baja du-
vida cm lodo o lempo, por isso se faz publico.
Ignacio Jos Rodrigues.
__Perdeu-se urna chave de porta, grande, deduas
brocas, na directo para o Iheatro publico, na noi-
te de 2 do correte : roga-se a pessoa que a achou,
annuncie, ou leve-a na ra lireila, padaria, n. 69,
quo se recompensar otrabalho.
Joo V?ges fabrican le e
afinador de pianos, na ra
do Quoimado, n. 1%,
recebeu, pelos ltimos navios ebegados do Franca e
Inglaterra um grande sortimento do aviamentos de
primeira qualidade, proprios para o fabrico dos
mesmos : bem como cordas, camurcase claves. O
mesmofaz qualquer concert, por grando que soja,
c tambem atina : ludo com brevidadec perfeiQflo.
__ |)-sc azeite de carrapato de ven-
ein a i, 110 rs. a cariada i na ra
. U.2 SMSM9 SMS iiriJC <1<
GIUT1FICACAO' 5o'ooo RS. fjlj
jl Desemcaminhou-se, no domingo |*j]
TI 17 do corrente, da ra do Viga- lj
rio, n. ^4, nm caboclinho de no-
mc Vicente, escuro, secco do cor-
po, com camisa de algodao j su-
ja : tem no antis duas feridas d
bobas ; foi visto chorando no For- 4J
le-do-Meltoir, depois foi condu- M
zido p'ara Santo-Antonio por uns
meninos e moleques, e depois 1
L-] noticia que passou a ponte da
fa Boa-Vista : quem do mesmo der
Jl noticia ser generosamente recoin-
I
r?
I
1
rf| pensado na dita casa cima.
ja33&T3E$25jgaiaa&
I
m
Clara Roza Ramos, vi uva do Joaquim Marlins
Ramos, declara ao publico assim como a todos os
seus crotores,que a sua venda da ra do Vicario, n.
33 se acHa fechada c penhorada pelos alugueis da
dito predio : e como a mesma reconhece que lie de-
vedora a diversos genitores, que negociam na alfan-
dega, de gneros que comprara para sortimento da
mesma venda o nflo lenha outros bons e meios
com que possa pagar aos ditos seus credores : por
meio deste faz scicnte a lodos, que he os bens que
possuo ; afim do que seus credores bajam com tempo
de reclamar para nflo (careni na ignorancia li-
cando cortos quo por nada mais se responsabilisa.
Recife. 26 de outubro de 18*7.
__O Sr. Carlos Rarboza, natural de Guimarflos, da
cidade do Porto, o queja residi cm Pedras-de-Fo-
go, queira ter a bondade comparecer, ou quem do
mesmo Sr. souber dar noticias, no armazom da ra
da Moda, n. 17.
Joflo Manoel, subdito portuguez, rclira-sc pa-
ra a corto do Rio-de-Janeiro.
..= Aluga-se, na Trompe, una casa terrea com quin-
tal, cacimba o mais commodos pa*a grande fami-
lia, na ra da Solodade, n. 37, por 12,000 rs. men-
saes; e mais duas nutras pequeas, na ra do Sebo,
ns.52c5l, por 8,000 rs. mensaes : quem pretender
dirija-se ao escriptorio de F. A. de Oliveira, na ra
da Aurora, n. 26.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado da ra
larga do Rozario confronte a groja : a tratar na
ra da Cadeia do Recife n. 44, loja de feriagcns.
Precisa-sesaber se existe, ou quem da noti-
cia de D. Quiteria Maria da Conceicflo que foi ca-
sada com Simflo Jos Rorges de Araujo, natural da
Iba Trrceira onde falleceu e filho ite l.uiz de
Mello l.obo o desua mulher Cobrelinda de l.emos ,
para intoresso da mesma senhora : na ra Imperial,
n. 67,primeiro amlar.
__ O Sr. doulor Lotuenco Bezetra
Gsrneiro da Cunha queira ter a bou ia-
dede dirigir-sc ra do. (Jabug \o'p
n. (i, a negocio que llie diz respeito.
Prcisa-sedoum molcque ou preto que saiba
fazor o servico ordinario do urna casa : no Aterro-
da-Roa-V'ista n. 1.
PARA AS PF.SSOAS QUE TKNCIONAM SEGUIR
VIACEM.
Na ra do Itangel, n. 9, continuam-se a tirar pas-
saporles para dentro o fra do imperio depacham-
so escravos e correm-se fallas ludo com brevida-
do, c por prego muito c muito commodo.
-- No domingo, 3l de outubro, s se
dai gelo at as tres horas da larde.
Naollicint. de Manoel Antonio Alva-
res de Brito, ra Nova, n 38, defronte
da Conceicao dos militaros, admittein-se
meninos ( sendo bem comportados ) para
aprenderem o oflicio de funileiro.
-- Anda estflo para se alugar os casas terreas de
ns. 25, 27, 29 e 31 sitas no lugar do Manguind,
proprias para se passaro verflo por seren muito
frescas, de bons commodos com quintaes mura-
dos, porto de embarque, o una dellas tem sen vi-
veiro do peixe dentro do quintal : a tratar com Ma-
noel PcreiraTcixcira morador prximo aquelle lu-
gar.
m
Compras.
-- Compra m-so, para fura da provincia, 2 mole-
ques que tonliam 12 ?. ISannos.o duas pretas, ou
pardas com a'lgumas habilidades ; na ra Nov.1,
loja n. 18, so dir quem compra.
Compra-so una ou duas folhas de venderom
azeite na ra com as competentes medidas e um
barril tamlicm para azeite : na ra Imperial, n. 9.
Compram-se garrafas francesas, vasias : na ra
da Cadeia-Velha n. 29.
Compram-se odiciaes de carpina pedrciros ,
ferreiros o carpinleiros, para fura da provincia;
pagam-se bem, agradando: na ra da Cruz, no Re-
cife n. 49.
Vendas.
dag
Direita venda n 72.
Casimiras elsticas e Qiws a
7#000 rs.
Vcndem-se superiores casimiras elsticas finas o
de cores, pelo baratissiino prego de 7,000 rs. o cor-
te de caiga. Esta fazenda he rccominendavel pela
sua qualidade tanto em fazenda como em gostos,
prsercm os mais modernos; casimiras pretas,
superior fazenda, por seren multo Anas a 2, 3 c
3,500 rs. o corado : na ra do Collegio. loja II. 1.
-Veudem-se muito finos sa-
pa los de selim brahe, para se
oher,; borzcgiiiiisesapalos de
lustro, para dita ; ditos de mar-
roquim e cordovao, para dita ;
ditos de lustro, marroquim c
d raque para meninos; sapa-
los de oezerro, de urna e duas
palas.de Nautes ; ditos de 3
solas, taxeadas; ditos de lustro;
borzeguitis inglev:cs ; botins
e snpatos ditos ;sapatinhosde
clcheles, de lustro e marro
quim, para meninos ; e de ou-
tros muitas qualidades, por
proco cmodo, na ra da Ca-
deia do Recife, 11. 33, loja do
.11 ore ira.
-- Conliiiuam-se a vender as superiores velas do
carnauba de 6, 8 o 9 om libra a 210 rs.., tanto em
libras conioem arrobas : na ra do Rozario da Roa-
vista, n. 2.
Vende-so una venda das mclhorcse.mais afre-
guozadas para a praga, por scu dono ter de retirar-
se ; assim como tambem so da sociodade a quem ti-
ver alguna fundos, cuja venda tem commodos para
familia, o o son aluguol lio bastante mdico : em
Fra-de-Portas. n. 92.
Vendeni se.travesde boas qualidades,
do cotnprimenlo de 36, 4"i 45, 47 > e :,
palmos : na ru 1 da l'raia, a tratar com
Siva Cudiil.
-- Vendem-se, por o dono se retirar
pura fra da provincia, 12 cadeiras, 1 ca-
nap, urna mesa de meio desda, e um
par de bancas, lado de Jacaranda ; dous
pares de mangas de vidro, e iinn cama
de Ion 1, rom armaciio o cortinado : todo
por prceo muito commodo e em bom uso :
n? ruado (collegio, ti. 10 segundo andar.
Por inudanga dearmazem, vondem-sc alguna
depoajtos paraaSsuear, muito baratos, pipase bar-
ricas vasias : na ra da Seuzalla-Velha, n. 110
Vtnde-se um sitio na estrada dos
Allictos, com boa casa de vi venda, de
pedra e cal, com sotao, cozinha fra, es-
triharia para um cavallo, muito bom po-
co, o qual admittenora, todo ebeio dear-
voredos novos : a tratar na mesma estra-
da com Joaquim de Oliveira c Souza.
Contina-so a vender calgado, feilo nesta cida-
de, linhas, lio, couro, sola, marioi|uiin e couro de
lustro a relallio, o mais alguma couaa ; assim como
urna poreflo do madeiras, como sejain : caibros, va-
ras, ripas, e algumas mflos-travessas, nina cama pa-
ra casal, nina porgflo de parreira brava ou ablua,
para remedio, e alguns ferros para eolleira de caval-
lo decarroga : na ra Nova, loja n 58
-----Veudem-se superiores queijos lon-
drinos ; presuntos ingleses; conservas;
cha preto ; passas mitidas ; Iructas para
fazer pudins ; latas com salmn e outras
muilas conservas de carne ; liei viihas car-
roHs; cnrry-powder ; hilas com eeidlitz,
tanto gr,iudes como pequeas ; jigos com
hlalas inglezas ; toiuinho dito ; ago'ar-
deuiedc rranca ; vinho do Poiio, Madei-
ra, Constancia e Chcriy; lijlos para lim-
par lacas : no armnzem da ra do Trapi-
che, n. 44a
Gaz.
Loja de Joao Chardon,
lcrro-da-Boa Vista, n.5.
Ncsla loja aclia-sr un rico sorthiicnlo de LAMPEOES
PARA OA/. com seus coinprlriitrs vidrns, acccnilcilo-
res o abnfadorrs.
K.SteS candicl'OS metheres c
mais modernos queexistein hojr : rrcominendain-sr na
publico, (aillo pela seguranza c bom gosto de sua boa
confcccao, como pela boa qualidade da luz, economa c
assriodcscu servio.
JN'a llICSina loja ocooaoinldoresem-
prc acliaiao um deposito de GAZ, de cujo se aflaofa a
qualidade c cm por(lo bstanle para coiisiiuinio.
Vende-se conforme a qualidade, a 320 e 400 rs.
a garrafa.
Vendem-se, na praca da Indepen-
dencia, luja ns. 0 e 8, as seguinte. obras :
Talemaco em francez, por ijjaSo rs. ;
Mysterios da Inquisicao, encadernados,
por Bsooo rs. ; Tragedia por Antonio
Jos, ou o poeta e a inquisicao, por
a'ooo rs. : (irammatica franceza, por
Sevcne, por 4sooo rs. ; Curso de Philoso-
phia, por Cousin, por Ss'o.'O rs. : ludo
encadei nado e em bom estado.
Loteria do Rio-de-Janeiro.
Vcndem-Sfl bilhctes c meios ditos da torceira lo-
teria a beneficio 1I0 convenio de S.-Antonio : na ra
I da Cadeia, loja de cambio, n. 38, de Manoel Gomes.
-Na padaria do urna s porta, na praga da 8.
Cruz, unto 110 sobrado ila espiina da ra yema ,
vrndc-se, alm do escolente p.lo, biscoulo doce e
d'aaoa e sal falias, bolachinhas doces o d agoa o
sal de i*0 mais em libra bolacha de todos os la-
nianhos ; ludo d i mellior farinha que ha no morca-
do c com o maior assoio possivel. Na mesma paila-
riasedirquem venequatro mergulhos de par-
reira moscatol-jasmim, em calios, proprios para
serem plantados em qualquer quintal.
-- Vende-se fio de vola ; pregos eaixacs, do 17 li-
bras cada milheii o ; machados de 3 libras ; pan-
no de linbo ; cociros de algodflo ; botes protos de
osso : ludo do Porto : mercurio doce, do Lisboa ,
em caixinhas de-3 libras; velasdecera do Lisboa,
em caixotes pequeos do bom sortimento : na ra
da Cruz, no Recife, n. 51, pnmeiro andar.
jl Vendem-se dados demailim de <&
bl olho grande e claro- e muito bem
JJ{ quartados, assim como agulhciros
{!{ tambem de marlim e ligas de re-
7 troz para senhora : na ra da Ca-
j dciadn Kecife, n. 35, loja do MV
i:
reir.
n
'ara escravos,
vendem-se pecas de za re da In-
dia con ?'\ covads e lrinfa duas pol-
legalas de largura, a 5OOU rs. ; ditas de
ganga azul com Ircse covadosayGj rs. ;
pecle azul dew.lrez, a 180 rs.;ocovado,
algodSozinho, liso a 100 rs.avjra; cober-
tores de algodao americano, a 710 rs.;
e outras muitas fazendas para os mes-
mos escravos por bualo proco : na ra do
Crespo, loja n. 10, >le l'Veilas CuimarSes.
MEZ MARIANO A 1,000 RS.
Vende-se nalivrariaJa praga da Independencia ,
ns, fi o 8 o Novo Mez Mariano, aecrescenlado com o
l.ausperenne do Santissimo Rozario.
Vendem-se os modernos cortes de
cambraia matizada de cores, pelo bara-
to proco de 4s'ooo rs.; ditos de cassa pin-
tada, a is3oo rs.; linissimas cambraia
francezas, estampadas com as mais deli-
cadas tintas, e com quatro palmos de
Ingina, a 64o rs. avara; ditas a 5oo rs.;
gol s de cambraia, bordadas agolha,
para scnlrrase meninas, a 3ao e 4oO rs.;
ditas de lil de linbo, a isoo e as'000
rs. contras maisfazendas por mdicos
precos : 111 ra do Crespo, loja n. 10,
lie Freitas Guimares.
; i:l!-f/.!lka !
!

Eleva Iva vos, excelsa Fama!
Innunela ai mu he/las Princezinas ;
indo adorno que serve a toda dama,
Sejain velhas, ou iqoras, ou meninas.
Antonio I.ui/. dos Santos 8t Companhia, com ;J,j
i loia dehzendat na roa do Crespo n. 11. recebo- m
l rara polo ultimo navio Arancel chegado a este W
' porto os mais ricos e bellos cortos de vestidos
i para senhora ao iilliniogosto de Pars, onde esta g
qiienda be denoinloadaPrinceiina : nao he f
(i possivel descrovc-la com todas as suas proprieda- JS
1! des c sublimes encantos ; por isso limitamo-nos fa
I a dierque seus delicados padroes S0 nao s mo- m
i dernos, como de una especie nunca vista. K
A cor azul, o verde gaio,
O rj-o fino, a cor de rosa,
Vittadeperto, lie tentaran, 9
Ao lonyc mui cubicosa.
Pechincha na loja do nicho.
Na esquina do l.ivramento, loja do nicho, vcndem-
se chales de seda, a 2,000 rs.; lengos de dita, a 800
rs.; riscados do novos padrees com lio do soda, a
too rs. o covado; cambraia de sedalina, aSOOrs. o
envido; damasco de duas larguras, a 1,000 rs. o
covado, o outras mais pochinchas novas, proprias
para a prxima fesla.
Vende-se urna parda de boa figura:
representa ter ^4 ""os de idade; n5o
trm vicios nem achaques, oque se afi-
nnca; cozinh) minio bem o diario de urna
casa, e he mu'o propria para todo e ser-
vico. Vende-se, por preco commodo.
Na un doCrespo, n. 12, a fallar com
Jos Joaquim da Silva Maia.
i\o vterro la Boa-
Vista, loja ii0 2^<,
vencletn-sebrinsfrancezes,clecr,
pelo baratisimo prego de 280
Iris o covado : esta fjzenda he
muito bem acabada, e nao des^
bota.
M

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A
Vende-se una ptima crioula par.i mucama,
por ser bonita o do boa conducta : no palco de .S.-
Pedro, sobrado de um andar, n. 1.
AGENCIA DA FIJNDrCAO' DEI.OU-.UOOP..
Na ra da Senzdlla-fiova n. f2, contina n haver
um completo sortiment de moendas e machinas de
vapor para engenhos de assuear : bera como tai-
xas de ierro batido e coado de lodos os tamanlios:
ludo por prego coinmodo.
Xa ra Nova loja de fazen-
das, n. IV ,
vcnilem-se ricos cortes de seda para vestidos ; ditos
de ilitas cscocezas com algumas pintas de mofo ,
por barato preco ; setinsde cores e de boa qualida-
de; damasco de soda ; dito de lila ; bonilos cortes
de barege, a 11,000 rs.; casimiras de cores, a 1,800
rs ocovado; pannos linos pelo e verde, a 3,000
rs.; casimiras francezas de quadros e listras, a 4/
rs. o corte ; cortes de cassa-ebitas, a 2,400 c 3/ rs. :
ditos de cambraia piulada ,a 2,200 rs.; diales do
lfiaescda, a a,ooo rs. ; cintas francezas a 280,
320 o 360 rs. o covado ; lencos de setim, muilo boa
fazciida para senhora a 4,500 rs. ; bonitos cortos
Inrlatana, a 3,000 rs.; brins traillados brancos, a
800, 1,600 c 1,800 rs. a vara ; riscailinbos francezes,
a 200 e 20 rs. o covado ; cbapos de sol, de seda ,
para senhora, a 3,000 rs.; ditos para boincm a
(..OOOrs ; meias pretas de laia, curtas e rompridas;
(lilas do seda ; luvas de dita c do pellica; coutras
minias lazendas por baralo preco.
Vende-?e urna pardado 20 annos-, de figura,
e ptima para mucama que engomnm, cosecnlo ,
lava de sablo, cozinha alguma cousa e faz renda: no
Atcrro-da-Roa-Visla, sobrado n. 5.
tuvasde pellica,
Afianca-so as boas qualida les destas luvas. lia de
todas as cores tanto para homem como para se-
nliora. Vendem-so mais em conta do que em ou-
tra qualquer parte. Na ra larga do llozario, n. 24.
Cartas para volta-
rete,
as melbores e mais baralas
ga doRozario n. 24.
vendom-se na ra lar-
Vende-se mar melada nova, vin-
f em latas de i e libras : na ma
Potassa.
Vende-se a verdadeira e superior po-
tassa da Rtissia a mais nova que existe
no mercado : na mu da Cadeia do lieci-
e, ar'mazem n. 12, de Bailar & Oliveira.
---Vende-se um mulatinbo de 11 anuos; urna par-
da do 18 annos com habilidades ; dous lindos mo-
leques do 12 a 16 annos ; 3 pardas mocas quo co-
sem e fazeiu renda ; 3 pretas engommadeiras o co-
zmheiras ; um prelo do bonita ligura, bom carrei-
ro ; um pardo demeia idade ptimo para o sem-
en decampo ; no pateo da matriz de S.-Antonio,
sobrado n. 4.
Vende-se. ou troca-se por casas nesla praca, um
terreno com 412 palmos de frente e 150 do fundo,
sito por dolas do eovento do Ca-rmn : a Iralar com
o seu proprictario no Manguind, segundo sitio
depoisdacapellade S.-Jose
Xa
I ja nova
mado, 11. II
do Carlos ILeite
da rua do Quei-
.1, dcttaymiin-
(*isa
na rua estrella
la F
o Hoz.'rio.
n, (>.
as bein
ubi ico
no-
ni
de
Nestc cstabelecimenloacham-sea venda
acreditadas cautelas da lotera do Ihealro
desta cidade, cujas rodas andam no dia 16
vembro. o cautelisla espera que os sens freguezes
concorram a comprar o resto das dilas cautelas,
nas quaes se esperan) boassortes, pela escolente es-
colba que 80 fez. dos nmeros para seren divididos
em cautelas. A ellas que silo poucase boas, l'iecos
os do cosluinc.
A ^OOO rs-
Na loja nova da rua do Quei-
niado,n. II a, de aymun-
11 um novo sorti ment de fazendas finas e baratas";
l'.0m.C""'0 !,ns Uno.f f0,lcs (le eliiUa francezas
a 5,000 rs. sen-
arba-se um novo sortimento do meias cras e finas,
a 5,000 rs. a duzia ; ditas do linho, finissimas a
5,800 rs,; a rica fazenda intitulada fazenda do
norte, tecida de linho c seda, cores escuras e
nroprias para todo o trage ; mantas de sedado pa-
dres modernos a 3,000 10,000 16,000 o 20,000
rs. ; chales de seda e de lila e seda : ludo por preco
baralissimo.
Vende-se a bom condecida venda da rua Impe-
rial n. 145, por seu dono ler muita preeisffo do ir
a Portugal. Os Srs. que ba porto le um anuo dese-
jam", comprar a dita venda sendo quo ainda quei-
ram dirijam-sea mesma venda.
-- Vende-se um mulalinho de 11 annos, com
principio de sapaleiro isto por seu dono se retirar
para lora da provincia : na rua larga do llozario-,
n. 44 leuda de sapaleiro a fallar com o sou mes-
tro.
-- Vende-se um piano inglez que precisa de ol-
gum concert por 60,000 rs. proprio para se
aprender por ser forte o bom : na rua larga do Ifo-
zarib, loja de miudezas, n. 35, se dir quem vende.
ptimos pausaros.
Bicudos, curios, canarios eum excellcnto papa-
capim : vendem-se na Boa-Vista, rua do Pires,
11. 10.
Vende-se muilo superior panno de algodlo da
trra : na rua do Crespo, n. 23.
PIANOS FORTES.
Vendem-se dous pianos fortes, do Jacaranda,
chegados ltimamente quo, alm do seren um
magnifico ornato de urna sala, tcem escolenles
vozos sendo o machinismo de urna nova invoueflo
muilo approvada chamada repetidor patente de
Collard : na rua da Cruz, n. 55.
Vendem-so duas carrocas e 3 bois mansos
para as mesmas : na Trompe, 11. 1.
to de Lisboa ; conservas, tanto ingleza* como do
Lisboa ; sag e massas finas ; passas e figos : tudo
novo o por barato preco : na rua da Cruz, no Re-
cie, n. 46.
Vende-se um moloquede nacflo, de bonita fi-
gura de 18 annos, sem vicios nem defeito algum ,
ptimo oozinheiro do diario de urna casa o que he
muilo babil para todo o servido : na rua do Vigario,
n. 18, terceiro andar.
Vende-so urna carteira de duas abas, para es-
critorio : na rua da Cadeia-Velha, n. 25.
Na loja nova da rua d> Quei-
mado, n. UA, de Raymun-
do Carlos Leit
anda ha o sortimento de todas as fazendas j an-
nunciadas bem como guardanapos de puro linho,
com urna lislra azul tecida a 800 rs. cada um; cor-
les do vestidos de lita de ricos padrOes; chapos
francezes finos ; um oplimo sorlimento do pannos
finos pretos e de cores : os quaes se tornam recom-
mendaveis, nao s pelas boas cores e qualidades ,
como por seren novos na loja : tudo por preco
muilo rasoavel.
Lotera do Rio-de-Janeiro, a be-
neficio do eovento de S-Anlo-
i>io da corte.
Vendem-se bilhetes desta lotera, em casa de J.
O Elsler, na rua da Cadeia-Velha n. 29.
Uvas, animas e passas ,
tudo novo, chegado ltimamente e de qualidade
superior : no armazem deBias Ferrcira ;nocaesda
Alfaudega.
-Vendo-so urna prota de nacio Angola de 15
annos que cose, lava o vende na rua : na rua da
Cruz, 11. 52.
Pechicha.
No Aferr da Boa-Vista, loja n. 78,
vendem-se sapatoes de bezerro, para lio-
mem, obra boa, a 1,280 rs.; ditos de lus-
tro, a 4,000 rs. ; bengallinbs para pas-
seio, a iip rs.; e botins de bezerro, pa-
ra bomem, a 2,800 rs.
Vende-so urna osera va muilo moca sem vicio al-
gum, queengomma, cozinha e vende na rua: no
palco do Carino, loja do sobrado n. 7.
do Queimado, n. 33, com frente para o pateo do Col
legio, segundo andar.
-- Vende-se um moleque, ptimo para pagnm
quo cozinha o diarioe urna casa o tem principios
dealfaiate: na rua do Queimado, n. 30.
- Vendem-se na rua da Cruz, n. 26, 3 escravas
boas, com algumas habilidades ; 'duas lindas mole-
cas de 12 annos ; tres cscravos ; sola ; couros miu-
dos; hezerros ; esteiras ; sapatos o botins; sebo e
cera de carnauba.
Vende-se urna prela de nacfto de 18 annos
de bonita figura, boa engommaileira costuroira '
coninheira doccira e lavadeira : na rua da Cadeia-'
Velha, n. 53, terceiro andar.
Vende-se um bode 6 quatro cabras (bicho)
de inulto boas qualidades : na rua do Pires, n. 21
Vende-so um moleque de 12 annos, de bonita
figura oplimo para aprender olllcio ou para outro
qualquer servico : ao comprador so dir o motivo
da venda : no pateo de S.-Pedro, n. 6, sobrado da
esquina quo volta para a rua de Hortas.
tHl'ii'liatUti-iswalUMTJi'iaamaii^^iM
t"k""".........""^cxrrrr.trrr:.*..-.....'. .w.r.1.1 i^w.'.nnpppp*;HHHMH I
iVIuita atteiicao.
Na rua da Cadeia, loja defronte da rua da i
Madre-de-Deos n. 50, de Cunha & Amorim fj
vendem-se pegas do madapolilo fino, a
2,800, 3,200, 3,700 e 4,000 rs |; panno msela-
do para palitos fazenda superior, tanlo em $
qualidade como em gosto, a 4,200 rs. ; sedas i
de cores proprias para vestidos de senhora o
meninas a 800 rs. o covado; mantas do gar- ft
ca para senhora, a 2,200 rs. cada urna ; brim W
trancado de coros para calcas a 1,200 rs. a $
vara ; chitas do cores escuras, fazenda que &
nlo deslila, a 150 0I6O rs. o covado; pannos f
de cores para calcas, a 240 e 280 rs. o covado- fir
panno lino prelo, a 2,600 e 3,500 rs.; dito 31
azul, a 3,400 rs. o covado ; mantas e chales 8
de seda de muilo gosto; chapos de massa $
francezes ; cassa pintada de muilas qualida- II;
de; cambraias com lloros de seda para vesti- $
dos de senhora : ludo por menos preco do que ) -
em outra qualquer parte.
mmmmmwwe
SOH VETE A 200 RS.
Cada dia de urna qualidade : no sobrado do pateo
para senhora prepa-
$<88
i
m
m
%
linas, ornadas com 11
do estn ullimogoslod
arras
Paris.
Na loja de ferragens de Joaquim da Costa Maya,
alm do grande sortimento de apparelhos do metal,
receberam-se novamente bules c cafeleiras grandes,
jarros e bacas de dilTercntcs gostos.
('liegarain do
escravos para
noite bonitos
se venderem,
muilo lia ralos na rua das
l.rangeiras, iv. 14, segundo
andar:
um elegante molecilo de 20 annos com principios
de sapaleiro e que he ptimo para pagem ; um
moleque de 14 annos ; um dito de 18 annos, com
pequeo defeito ; limpelo de 25 annos, de bonita
ligura.com um pequeo principio de sapaleiro;
Pannos mos.
Vendem- se superiores pannos finos, a prova de
limito pretO, a 3,000, 4,500, 5,50O e 6.500 rs. ; di-
to azul, a 3,000 rs. ,e muilo lino, a 4,500 rs. Estes
pannos sao novos e pela sua baialeza, atli-ndendo
isuaboa qualidade, tornam-se reconimendaveis.
Na rua do Col legio, n. 1.
Vende-so urna linda escrava de naco Angola ,
do20 annos, propria para qualquer applicacilo que
so queira dar por ser de boa conducta : na rua es-
treita do Rozarlo n. 31, primeiro andar.
Vende-So um Indo de navio, em muilo boin
estado por commodo prego por se ler necessida-
de: na rua da Florentina n. 3.
Vende-se um sevudu milito gordo : na rua da
Florentina n. 3.
Veude-so una parda de bonita figura, que
sabe coser, engommar, cozinhar o fazer doces : no
paleo do Terco, loja do sobrado n. 37, de mantilla
al as 9 horas, o a tarde das duas em dianlo.
0
A 160 rs. covado.
lliscados francezes, a 160 c 200 rs. o co-
vado ; damasco do algodlo, a 640 rs. o co-
vado ; cobertas de dito muilo largo a
3,500 rs. cada urna ; meias casimiras, a
2,240 rs. o corle; ditas elsticas, a 2,500 o
3,000 rs. ; panno fino de todas as cores, a
4,000 rs,; cortes de cassa-chita, de bons
gostos a 2,500 e 3,000 ; novas casimiras
elstica de bonilos padrees; cortes de p*
chita o mais lino possivel; cortes de cassa '*''
) do padrOes muito modernos ; alpaca mui- 'S)
lo lina ; dita de cordilo e de varias cores : v?
da S.-Cruz comcommodos para senhora ,
radoscom lodo asscio e perfeicSoque he possivel.
CAIXAS DE VELAS DE CERA DO RIO-DE-JANEIRO,
de una libra at 19 e tambein brandOes, lochas o
hgias a vontade do comprador: na ruadaSenza-
Vclha d. 110.
DEPOSITO DE CAL VIUGEM.
Na rua do Irapicbc n. 17, ha sem-
pre cal vii^eni de Lisboa, em barra pe-
queos, e ulliniamenle chegada mili-
to superior e por prefo rasoavel.
Vendem-se eaixas decb hysson de 13 libras,
em por?0es ou a relalho ; eaixas de velas de es-
permacetc de 5 e 6 em libra : na rua da Alfandcga-
Velha n. 36, em casa de Matheus Austin & c.
1 cores
^1 coi tes de panno bordados para sapatos
@. novo sortimento do corles de cassa-seda
de novos goslos; chapos francezes da ul-
/^ tima moda ; contras niuitas fazendas (i-
w nas: ludo por menos prego do que em ou-
QB Ira qualquer loja : na rua do Queimado,
__ loja nova da casa amarella n. 29
4
Iloluchinha de
rgueiro.
Ruado Oueimado,n !0)(
nova iojadesi
Lima
vnde uniformes militares, para lodas
as pateles de legido cavallaria e in-
fanlaria da guarda nacional; gales de
ouroeprata; espadas pralcadas, com
roca o sem ella.
TRASTES NOVOS E QUASI NOVOS.
ara ruta,
muilo nova e de superior qualidade, em latas: no
aniiazem do Bacelar, confronte da cscadinha da
alfandega.
Vendem-se raizinhas com agulbas francezas,
das mais superiores quo tcem viudo a este mercado ,
lauto em qualidade do agulbas como em lindas
pinturas que tnizem as ditas caixinhas; grozas de
hotocs de madre-perola para camisas lisos e lavra-
dos e de lodos os (amanlios ; resines do papel al-
maco branco ; dilo de peso azul; as mclhoies pen-
nas deescrever, por preco muito barato: na pra-
ca da Independencia, loja de miudezas, n. 4.
I'rcsunlos para fiambre,
muilo superiores e novos por preco commodo :
no caes da Alfandega armazein 11. 1.
Vendem-se chapeos de palha americanos : em
casa de L. G. Fcrreira & Companhia.
Na loja da rua do Queimado,
n. 1 de Gaspar Antonio Vi-
eira Gumaraes & Compa-
nliia,
cxisle um completo sorlimento do ricos cortes de
Escravos Fgidos.
<111u.11 H.iim.in(i-i c n uia que uguio 101 vi
trapiche novo procurando gatillo : quem o
levo a rua da Praia-do-S.-Hila, n. 25 que se
dousditos muito fortes ,e que sito ptimos para lambem so vendem algtins escravos escolhido's
Vende-se urna grande poreo de cadeiras de oleo GKatSSft*,^**f,ta,|,^!!^
e de palhinlia ; neos sophas do angico marquezas,
anuarios, mesas redondas c elsticas, camas, etc. :
armazem do assucar ; um dilo de2i annos que es-
to acoslumado ao trabalho do campo o enlcndc de
carreiro, por 420,000 rs.; um dilo de 40 annos, mui-
to forte sadio e que be bom canoeiro o ptimo
ollicial de canteo, por 400,000 rs. ; um dilo bom
para trabalhar em algum sitio por 220,000 rs. ; 11111
pardo de 38annos por 330,000 rs. ; urna pn-ta, que
lava muito bem por 220,000 rs.; urna dila boa do-
coira o cuziuheira ; uitia mulaliulia de 16 annos;
inanrela de nago, de 26 annos boa quitandeira,
por 420,000 rs. ; urna prota de 20 annos com mui-
to bom leite c sem cria ; c mais outros escravos.
Cad
eirasa polka a t^'600 rs.,
por
preCO COmmodO : para ver e Iralar, na rua da Ca-
deia do Recite, loja do miudezas, n. I!.
le Imiras.
Vendem-se superiores cortes da fazenda nova
denominada bclinira para vestidos de senhora
pelo barato preco do 4,500 e 5,000 rs. o corle. Lsla'
fazenda he nova e de muito sublimes gostos, sen-
do as suas cores mui apreciaveis por seren cor de
lirio, rosa operla. A cllcs antes que se acabcni.
.Va rua do Coljcgio, loja n. 1.
Vende-se um carro de 2 rodas com lodosos
seos pe lences, em bom uso-, c sem quo so precise
fazer despeza alguma com elle: lambem se vonde
vendem-so no armazem do Cuimarites, no caes da urna cadena de arruar : na rua do Cotloaio n, 15
Albndega e em casa de J. J. Tasso Jnior na rua -........'-
do Amorim, 11. 35.
Vnde-se na livraria da rua do Crespo, n. 11,
Chesdeauviesde Voluire, 5 v. por 3,000 rs. ;
seda escoceza, do melhor
gosio que tcm viudo, e por preco mais commodo
uoque em outra qualquer parte, pois he o eos-
turne desta loja.
, ""J';!"36-5,0 um Icreno com 117 palmos de fren-
te c ,vj ditos de fundo em eslado de se edificar,
por niio precisar aterro, em cujo terreno podem-s
azer tres ptimas mei'agots, sito na rua do Pi-
lar cm Fora-de-l'oi tas do lado da maro grande:
na mesma rua, pateo do Pilar, n. II, das 6 as (8 ho-
ras da manida.
--Vende-se jim ocu lo com aros de oora, ccom
muilo bonsvidi-os : na rua doLivrameulo, n. 14.
\endem-seposdolouro proprios para mas-
a reos, ou vergas de qualquer navio: na rua da
'' iiz, n. 64.
CB ryiende-se,lmfl parda de 30 annos, com um
? 1II10 muilo lindo de 9 annos : a parda cose,
$ iaz lavarinlo educes, engomma e cozinha:
na la das l.rangeiras, n. 14, segundo andar.
.\0uvea11 diclioiiaiie pbftatif des
et portuguaisc, por Constanci
Vemaque, por 1,280 rs.
segundo andar.
Vende-se para fra da praca um prelo mo-
co, bom canoerio: na rua da Praia-de-S.-Rita, 11. 25.
Vende se muito superior biscoutinho lino ; pro- 'b
les laugues francaise suntos mglezes ; piles de assucar refinado a 300 I Kie''S,e-@,@e'e'S5e56:"e2e5S^*
.0, por 3,000 rs. ; Te- rs a 'Jj^'^^'Mjltti. ; ditas con. sardi- -Vende-se um cava.lo alazao novo do bonita
ninas, criegadas ltimamente do l rabea ; chocla-1 lisura bom marchador do balx a cima; na rua

Ausentou-sc, ha das, da casa de seu senhor o
cscravo Joilo pardo trigneiro de 15 a 17 annos ,
cara grando, olhos regulares, bons denles; bem
conhocido por andar requenlomenle fardado: quem
o pegar leve ao Mondego, a sen senhor Luiz Go-
mes Fcrreira que recompensar generosamente.
-- Fugio, no dia 25 do correnle, um moleque
crioulo, de 18 anuos pouco mais ou menos ; he bs-
tanle amalutado por ler vindo ha pouco do Ass ,
de onde lio natural ; cabeca grande, com a pollo do
rosto bstanle lina; he. um pouco Tulo ; costuma
andar ganhando e 110 dia que figuio foi vislo no
pegar
- ser re-
compensado.
-- No dia 27 do correnle, pelas duas horas da
larde da porta de urna loja, na rua do Queimado,
dosapnarcecu um cavallo ruco, com a rauda torada,
levando em cima da cangalha um sacco com urna
arroba de carne do Cear. Este cavallo tem marca
de glrimuiu na siirnclha, ja nlo he novo, e carrega
de furta-passo obrigado. Quem o 1 egar, leve as Cin-
co-Ponas, casa de Joanna Francisca de Menezes,
que ser gratificado.
Fugio, nodia 17docorrenlo. o prelo Joaquim,
de nacilo Calabar, de 45 a 50 annos, estatura regu-
lar nariz chato bocea grande cor fula ; j- tem
alguns cabellos brancos, e lio ollicial de carpintei-
ro : quem o pegar leve-o a rua da Cadeia do Recife,
n. 2, quesera recompensado.
Fugio, na noite do 27 do correnle, de bordo do
patacho Dom-de-Agosto, um escravo marinlieiro do
norne Luiz crioulo, de 30 aunes pouco mais ou
menos, altura regular, magro, cor bom prela ; tem
signaes de bexigas ; levou calcas o camisa do zuar-
te azul chapeo de huela o igualmente urna por-
cilodcroupa usada; provavelniento j lera muda-
do de tragos. Roga-se as autoridades policiaes e
capilfles de campo, que o prendam o lvem-no a
bordo do dito patacho ou a rua da Cadeia n. 45
que serflo gratificados.]
Fugio, no dia 27 do correnle, o preto Filippe ,
crioulo, do 24 anuos pouco mais ou menos, cor
prela olhos abugalliados e vivos ; tem um poilo
grande como do mulher; consta ler passado na es-
Irada nova; levou calcas de algodSo riscado, ca-
misa do madapolilo e mais urna calca e una ca-
misa u m cobertor do algodlo grosso. Este piolo
pertence a Rufino da Molla Souza bastos o estero
fgido bastante lempo; l'oi entregue polo Sr. Ca-
ininha morador em Ierras do engenho Novo do
Cabo a umeapililo de campo que recolheu na
cadeia de Iguarass. Pede-se as autoridades poli-
cines e capitilcs de campo que o apprehendam o
lovom-no a rua do Crespo, a llernardino (ornes do
Carvalho.quehc pessoa competente para tomar con-
t del le.
Fugio, no dia 29 do correnle, a prela Benedic-
ta crioula, de bcieos grossos, bocea grande, nariz
chato Jovou vestido azul, o um lenco encarnado
pelos hombres ; quom o pegar leve-a a rua do Cl-
lagio 11. 6 botica de Cyprivmio Luiz da Paz.
-=--SSHS
EHN. N\ TYI'. U M. F. DE FAIltA.
- lJ-5'7.


Full Text
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