Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09740


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anno de 1847.
Querta-fera 15

O DIARIO puliliea-.se todos os das, que nao
f,-em '* guarda o proco da asjignatura he de
4j(ihi' rs.porquartel, pago' adianlados. Os nn-
niincios dos signantes jo inseridos i rns'o de
n,i ,,-. |vir linlia, 40 rs. em typo dilTerente, cas
rps!jn pala metido. Os que n'io foreio aig-
nsntes pagaro 80 frj. por linha, e 160 ein tjpo
dillcrcnte, porcada publicarlo. *"
PliASES'D\ 1.U A NO MEA DK OUTUBRO.
Miu oante, i I,l7 llorase IG mili, da manli.
|,ua no, a 9, h 0 horas 47 min. da inanli.
Crcente a IT, a 5 horas 21 mi. da muh.
Luacluia a 23. a 9 hor. e 10 min. da Uide.
M>uoaute a 3o, a 7 horas 35 mi. da tardo
"PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Paral-yba, s segundas e sextas reirs.
Rio-llrandc-dn. Norte quintas reiras ao meio-dia.
Cabo, Serinliem, P.io-Formtiso; Porto-Calvo e
tlacei. no l., i II e Si dcada mez.
Garauliuns e Bonito, a 8 e Z{.
IIoa-Yk"t e Flores, a 13 e 8.
Victoria, s quintas feiras.
(Miada, todos os dias.
PREAMAR DE HOJE. *
[Primeira, i 7 horas e 42 minutos da manlia.
[Segunda, ai 8 horas e t minotoi da tarde.
de Outubro. Auno XXT.
N.-u*.
das da semana.
Sejuud.'3. Firrairo Aud.do 1. dna orph.
doJ. c. da 2 v. e do .1. M. da I v.
Terca. S. Cvprlano. Aud. do J do civ. da
I. v. e do J. de paz do 2 dbt de t.
Quarta. S. Eduardo. Aud. do J.do civ.da
2 v. edo J. de paz Oo 2. tst. de t.
Quinta. S. Calicto Aud do J. de orph, e
do J. municipal da I. ara.
Seita. S. Therea de Jess. Aud do I- do
civ. dal.v.e do J. de paido t. dist. de t.
Sabhado. S. Martiuiau. Aud. do J. do civ.
da I. v. e do J. de az do 1 dist. de t.
Domingo, llei'uviges
C\MUIOS NO DA l DE OUTUBRO.
Cambio sobre I^udres a 27/ad p. (fin. a 60 d.
a Pilis 3M> rs. pof (raneo.
., a Lisboa ios iindepramio.
DSC. de leltra? de boas firmis de '/,/, ao mez.
Ouro-OiirajhesPanholas....29;t" 29(200
i MorHasdoF?i<">elh. tBK" ? i4 00
i .i de OjjHOP nov .
, ,. des^OO.....
Pradi Pataces..........
a Pesos columnares...
u Ditos mezicauos.... I#820 a
a Muida............. J930
Acones ila comp. do Hcberibe de SOJfOOOrs. ao par.
i crin
9J00
IfOlO
2J000
l|840
DI ARIODPEENAlaBGO.
PARTE OFflCUl,
COVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 2 DOPASSADO.
Olllcio A' cmara municipal do Rio-Formoso,
declarando em respsta ao seu olcio do 18 de agos-
to pretrito, eao do respectivo presidente, do igual
data: 1., quo as autoridades mencionadas nesses
oflicios devem de prestar novos juramentos, que,
reduzidosa termo, sejam assignados por olla; 2.*,
que releva deixem os substitutos de funecionar, lo-
<< que se apresentem os que os precedem, o Ins
U ti officialmente que v8o entrar em excrcicio;
3.", que cumprelevem Smcs. qexposloao conheci-
rento das autoridades que indicadas lcam, para
que, scientes de semellianto rcsolugflo, procedam
ellas ratifrccSo de juramento, em quo mais cima
se fallou ; 4.*, aliiri, quo agora mesmo oflica a pre-
sidencia aojuizdedireltodo crime daquella comar-
ca, para que, feitos os precisos oxamos nos livros#
papis do archivo da respectiva municipalidadc, ap-
plique a le aos que forem reconliecidos autores das
alturacoes o falsiflcages a que Smcs. se referom.--
OfTiciou-so a respeito aojuiz de direilo do crime e
ao segundo supplente do juiz de paz do primeiro
distncto do termo do Rio-Formoso.
DEM DO DA 13.
(illicio Ao commandanle das armas, procuran-
do saher do destino dos remitas Sim.lo Pinto dos
Sanioso Joaquim Jos de Saot'Anwt, que seguiram
para a corte no vapor San~$ebastio, mas que uflo fo-
ram recebidos all.
Dito Ao mesmo, exfgindo o concelho de disci-
plina- do soldado desertor do segundo batalhilo do
arlilharia a p, Jos Fernandes, para ser transinitt-
doao Exm. presidente das Alagas, onde esse sol-
dado fo preso, e onde tem de responder a conce-
llio do guerra.
Dito Ao mesmo, ordenando faga por em liber-
dade o capitio Manocl Agostlnho da Silva Morcira,
o aiferes Joaquim Jos de Araujo e tres soldados. ---
Parlicipou-se aoExm. presidente das Alagas, cuja
rcquisigflo dou lugar cxpodigflo desta ordem.
Ditos -- Ao presidente da relacao o ao inspector da
thesouraria da fazchda, inteirando-os das remogOes
do bacharcl Jos Francisco do Artida Cmara da va-
ra criminal da comarca da Boa-Vista para a de Ho-
do-Allio, c dobacharoi Pedro da Costa l.obo desta
para aquella vara. Tamben) se p'articipou s c-
maras municipaes da lla-Vista o Po-d'Alho, c aos
removidos.
Dito Aocommissario-pagador, determinando,
em consequencia de rcquisigflo do Exm. presidente
das Alagas, que do 1.* do pretrito agosto em (li-
ante suspenda o pagamento da consignaeflo quo dei-
xra nesta provincia do Pernambuco o aiferes do
primeiro balalho de cagadores, Antonio do Moraes
Pimentel. Participou-se ao Exm. presidento da
provincia das Alagas. -
Ditos Ao inspector do arsenal de marinha e ao
respectivo contador, scicntifieando-os do ter sido
prorogada por mais seis mozos a liecnca com vonct-
mento de sold de tena, pago aqu, em cujo gozo so
achava o capitflo de fragata Cactano Alves deSouza
Filguciras.
Dito A' cmara municipal do Limoeiro, decla-
rando que, na forma do aviso do 27 de junlio de
1846, o quatiionniodo respectivo juiz municipal o
(forphos devo ser contado do dia em que elle liou-
ver entrado em exercicio.
DEM DO DIA 14.
Olcio. Ao commandante das armas, recon)-
mendando a execucilo ao imperial aviso de 5 .de
agosto .leste anno, que ordena a bal Xa dos soldados
do 2.* batalhilo de arlilharia a p, Joflo Francisco o
Antonio Mari ns dos Santos.
Dito. Ao mesmo, inleirando-o de haverom ob-
ti
sol
o Jos? Lu do Souza. ,
Ditos. Ao mesmo c aocommissario-pagador,
sciontificando'-os de ter S. M. o Imperador concedi-
do passagem da cumpanhia lixadecavallaiia da pro-
vincia de Matto-Crosso para a primeira companhia
do 6." balalho de cagadores ao capitSo Antonio Jos
Lilis de Oliveira.
Ditos. Aos inesmos, signilisando que S. M. o Im-
perador approvra continuasse aserviicomo amanu-
ense no hos|ilal logimontal do 2. balalho de arli-
lharia a p o sargento aggregado ao 1 c balalho de
cagadores, Joaquim Garcia dos Sanios.
Dito Ao inspector da thesouraria da fazenda,
declaranao lora approvad a noineaco do guarda da
alfandega, Filippo Teixoira de Albuqucrque.
Dito. Ao presidente interino da relacflo, dan-
do-se por Inlirado do ha ver. S. S. concedido 30 dias
delicengacom vincimento aojuif-ddorphUosdesta
cidade, Jos Nicolao llegueira Cosa. .
Dito. Aocommissario-pagador,exigindo infor-
magfles acerca do conteiido no requrimento do ca-
pitSo reformado Joaquim Ignacio da Costa Miranda,
quo Ihe remelte com a copia do impenal aviso de 20
de agosto prximo passado.
Dito. Ao capitao do porto, exigindo seu parecer
a respeito de certa prelengo do Manoel da Silva No-
ves, constante dos papis que lhe transmitte, acom-
oanbados do copia do imperial aviso de 13 de agosto
iroximo lindo.
Dito. Ao Inspector do arsenal do marinha, ac-
" cusando rcccbfo o olllcio cm que S "me. dera parte
de baver transferido para um sobrado do centro do
1)110. rtO IIIUSUIU, lllioiinuuu-u uo iio.ciuiii uw-
tido passagem para o 6."batulli2o de cagadores os
soldados do 1.* de fuzilciros, Marcolino Jos Simos
referido arsenal, que se achava devoluto, a onfer-
maria dosolllciae9 marinheiros e da manija da ar-
mada.
Dito. Ao mesmo, recommondando a cxecugio
do imperial aviso de 13 doagosto prximo passado,
que oautorisa a indemnisar a cmara municipal
desta cidade de 7#240 ris que gastara com airacspe-
zas da concess3o dos terrenos que passaram para a
capitana do porto. Participou-se cmara muni-
cipal do Itccife.
Dito. A'cmara municipal do Goianna, orde-
nando rometta ab 5." supplente do juiz do paz da fre-
guezia do mesmo nonio o livro e mais papis que
teem deservir as prximas eleiges, visto como ol-
las n3a podem sor presididas pelo juiz de paz mais
votado, e.m consequencia de baver sido promotor
publico, "nem pelos quatro que se Iheseguem, por-
quanto o 1." he parocho, o 2." e o 3." acham-so pro-
nunciados, e o 4, aceitou o tem servido o cargo do
supplente de juiz municipal. *- Parlicipou-so ao
moncionado 5." supplente.
Portaras. Ordenando quo as respeclivas auto-
ridades locaes so n3o opponham a conduegilo de 55
duzasde laboas de vinhatico, quo, com licenga do
governo imperial, Manoel Thomaz dos Santos man-
dara vir das Alagas; nem tilo pouco de 54 duzias
de pranchesde amarello vinhatico, que, coiri igual
licenga, ilerculano Antqnio Jos Marroquin zeia
cortar as maltas de Una o Jaculpo.
DEM DO DIA 15.
Offlcio. Ao commandante das armas, recom-
mendando a execugilo do imperial aviso do 24 do
agosto prximo passado, que manda dar baixa do
servigoaos cabos da companhia tic cavallaria de pri-
meira linha, Manoel Ferroira Escovar o Jos dos San-
ios Leal.
Dito. Ao mesmo,declarando quo S. M. ordena-
ra se recolhcsse ao respectivo corpo no Maranhfo o
tenente-quarlel-mestie do 5. batalhilo de fuzilei-
ros. Jos Joaquim Meirelles, logo que se offerecesse
occasiilo opportuna.
Dito. Ao mesmo, dizendoque, no da 19 dcste
mez, (setembro) a guamigilo da praga devo ser fei-
ta pela tropa de linha, o mo pelos guanlasnacio-
naes, am de que possam comparecer a volar as
eleiges primaras aquelles dos inesmos guardas
que houvercm sido qualificados- Participou-se ao
commandante superior da guarda nacional do Re-
cite.
Ditos. Ao inspector da thesouraria das rendas
provinciacs, determinando faga pagar oquesedes-
pendou com os presos pobres do Rio-Formoso, de 9
deoutubro de 1846 a 14 do tnaio prximo passado,
o do 17 do ultimo desses mezes a 21 dojulho desle
anno; e ordenando mando entregar" a quantia ro-
quistada pelo delegado do mesmo termo para a con-
clusfo dos concertos da cadeia respecliva, e da casa
que serve de quarlel frca policial que all se
aclia destacada. Participou-sc ao chefe de po-
lica.
Portaras. Recommendando quo as respectivas
autoridades locaes permitan) a Antonio Das da Sil-
va Cardial o corte do 100 duzias de pranches de
amarello, 50 de cedro, o outras tantas do pao-d'oleo;
assim como a Francisco Antonio de Paula a tiragem
das maderas de vinhatico que achar as derribadas
feilasem sous terrenos para a agricultura ; visto co-
mo para isso se acbam licenciados os mesmos cida-
diSos polo governo de S. M. o Imperador.
['lia II I li 11 i* I i- m-i
INTE OB.
PARLAA1E1NTU BRAS1LL1RO.
SESSAO EM 13 DE SETFS1BRO DE 1847.
ORCAMENTO DO IMPERIO.
{Continuando do numero 229)
O Sr. Presidente do Concelho (proseguindo) : Sr.
presidente, se taes accusatjes eontinuam a ser fei-
tas por esta forma no corpo legislativo, entilo o cor-
po legislativo no lr nada mais que fazer, entilo
oceupar-se-ha constantemenle de quesles que nao
podem ter resultado. En quizera quo se examinas-
sem os actos de um ministro, que se lhe pedissem
nformages com anticipagilo, porque o mnislro
no pode ser sunhor de lodos os pormenores da ad-
ministragilo, iiilo s geral como provincial Eu nao
quero islo para mim como urna prerogaliva, como
urna primazia, niio : em Inda a pallo do mundo nlo
silo os ministros sorprendidos como no Brasil; cm
toda a parte do mundo se previnem os ministros
queso quer fazer tal ou tal inquirilo ou invesliga-
cilo ; pedem elles lempo, inforniam-so, e quando os
docuincntos mo bastan), apresentam-so peanlo o
corpo legislativo o podem muito bem adiar as infor-
mages at que ollas cheguem das autoridades que
as podem competentomoule dar. Entao, se com cf-
feitose verilicarquoos factos sio irregulares, a ro-
commendagSo he elTicaz, o ministro mandara pro-
ceder sobre o negocio, e este ter um resultado.
Mas albrmar-su um laclo cm urna das cmaras, ser
ella contestado, continuar a conteslagilo, n.lo haver
um terceiro, ou aquello quo a lei designa como
quem devo dcidir questos do facto, para ser con-
sultado, isto no pede trazer resultado algum, nao
pode fazer boneficin.
O Sr. Taiconcetlos : Estimo que V. Exc. adop-
to hoje osla ideia, pos algum dia esteve fra dola...
O Sr. I'retidente do Concelho : Quando?
O Sr. Vasconcelos: No lempo da minlia ad-
ministrago, e por occasiilo do se haver tirado um
Sr. Vasconcollos do um lugar diplomtico.
O Sr. 'residente do Concelho : Nlo me lembro.
O Sr. Vasconcellos: PU est )>a minlia me-
moria.
O Sr. PYcsidente do Coacelho : Tratare agora
dooutros ohjectos quo niio perlenoem ao orgainen-
lo, mas que podem por occasiilo delle tratar-se, co-
mo se tem tratado...
O Sr. Vasconcellos: E sobro colonisagilo V. Exc.
nlo diz una palavra ?
O Sr. Presidente do Concelho : O nobro senador
devo saber que nao dei ordem anda para vir colo-
nos...
O Sr. Vasconcellos': Mas deram-se certo numero
de Icgoas de torras aos governos provnciaes para
colonisar. .
O Sr. Presidente do Concelho : As provincias
teem dselos do ler algumas leguas de trras, ha mui-
to lempo pielondem isl. O governo nao nterpo/. o
seu parocer a osle respeito ; maso nohre sanador
sabe quo ha muitos projeclos que silo lilhos das af-
feiges do eoragilo, do desejo das provincias. O go-
verno, repito, no Interpoz o seu parocer acerca
desso projecto; ello ha do entrar om discussao, o
entilo oxpeuderei a minha opiniilo.
Por ora o que apparece sobro colonisagilo he o que
0 governo don para fomenta-la. Votaiam-se amen-
tos contosde ris para este lim ; lem-so dado a al-
guna particulares algum auxilio para levar colonos a
quem do trras ou as aforam, ou fazeiu com elles
contractos de pareara, etc. O governo nao tem man-
dado vir colono nenhum ; entretanto, se algum par-
ticular, algum fazendeiro quizer colonos e compro-
meller-se a pagar a despoza, por que rasao o gover-
no uflo os mandara vir? Mandando o corpo legisla-
tivo favorecer osle processo, se algum lazendeiro
quizer, a vista da lei, que o governo manilo vir al-
guns colonos escolhidos, o governo poder recusar-
se a isto ? Nflo. Entretanto, eu nlo digo que este se-
ta o inclhor systema do colonisagilo ; mas lio oAjuo
lia actualmente. Possodizer ao nobre sonador MJiie
niio ienho mandado vir colonos; mas niio posso re-
cusar manda-Ios vir, so acaso alguns fazendeiroso
quizerem, podindo aquollo auxilio que o corpo le-
gislativo mandou dar o existo cm lei.
Eu tambem nSoacho quo a colonisagilo allemiia
para o norte do imperio, para debaixo dos trpicos,
seja boa: daqui para o sul podoriam ros Allemnos;
mas para o norte, niio.
I'ambem ienho algum receio do acumular cslran-
goiros as Irontciras. Estou persuadido quo 0 go-
verno nao mandou vir colonos com Um de irem para
tal ou tal lugar; preio q'uo 0 governo anterior vio-se
sorprendido com a chegada do colonos que nao lo-
ram encominondados ; ao menos nao me consta que
elle tivesse l'eito seinelhante eucommenda, porque
apenas exped dons avisos, um para Minase outro
para Sau-1'aulo, perguutando aus presidentes se al-
guns fazondeiros nessas duas provincias queriam co-
lonos pelo pagamento de sua passagens e pela sita
primeira entrada no paiz. Foi apenas o que liz; para
1 Europa nao encommendei nada. Entretanto elles
vieram nlo sc como ; sorprenderam 0 governo ; o
governo procurou ver se ibes dava um destino, por-
que elles tifio podiain licar em raeio dessas ruassem
nada fa/.er, a pedir esmolas: isto nao era possivel.
Deu-sc-lhes um deslino i parle foi mandada para o
Espii'ilo-Sanlo, parle para Sanla-Calharina e parle
para o ltio-Grande-do-Sul; alguns oulros forain to-
mados por fazondeiros com o auxilio do 50,000 rs.
por cabega e coma obrigagio do trata-Ios, etc. Isto
nao foi senfio, urna sorpresa ao governo, pojs crelo
que nenhum dos ministros que lizcram parte da a-
mioisirscBo cm 1845 ou iHtG mandn vir colonos.
Tralare agora de oulros objectos.
Um nobre senador aecusou-me do abandonar a
discussilo. Creo que tenho estado aqu a pe quedo
ouvindoludoquaniose quer dizer, alo com urna
paconeia exemplar. Tenho sido aecusado de ludo,
o nem me tenho at oceupado do responder.
O nobre senador apresentou ideias sobre urna
nova organisaglo da administragilo, o nessa occa-
siflo censurou muilo a existencia de seis pastas, que
ello entendo quo podiam muito bem ser reduzdas
a tres. O nohre senador niio dispensa todava o au-
xilio de olliciaes do gabinete; deseja que a adminis-
tracno seja redtizida a tres pastas com dous ou tres
olliciaes de gabinete habis que podem servir as ou-
tras pastas.
Nlo sou desta opinao: eu entendo quo o nume-
ro das seis pastas niio fazem mal ; antes esle nu-
mero podia o devia ser maior ; o que faz nial lie nao
haver centro do unidade na administragilo. Esto
centro nao se podo oblcipor meio de tres pastas ,
porque, emfim, seu.prc havia tres ind.vidiial.Ja-
des as duaes podiam divergir entre si, podiam tra-
zer os mesmos transtornos que as 6 pastas; islo
me narece quo he defeito (|uo nflo se emenda com a
reducgSo das seis paslas aires Eujulgo quo a re-
forma devia ter por fim nao so dar unidade par
a execucilo como tan.bom dai multiphcidado para
o trahalho. Ora, a unidade multiplico como quasi
lodasas cousas humanas, d motivo para se traiia-
lharmaisparaqueo trahalho seja uniforine.seja mais
activo, soja mais prompto. Eis-aqui o <|uo entenda
quo se podia obter com maior numero de pastas :
ncsla parte pens como o Sr. Vasconcellos; Douves-
se maior numero do pastas, comanlo que ellas los-
sem um pouco centralisadas.' Esta ccntralisagflo nao
importava renuncia das prcrogativas da corda, o
menos insubordinava os companheiros.
Mas, como por ora o nobro senador no desenvol-
veu era projecto o seu pensamooto, cu limilar-nic-
hci a estas considerages goraes em respsta s suas
considerages tambem geraes.
Quanto a presidencia do concelho, que nflo teve
outro lim senfio dar algum centro, alguma unidado
adminislragilo, a minha opiniflo nflo ora que olla
so creasse por meio de decreto; inclinava-me mais
a que o fosse por meio do una le. Comtudo, como
pessoa havia i|iie assentava quo o decreto podia ser-
vir, ouconcor.lei. Censiirou-sc, porm, o decreto,
por nSo se dizer nada nelle rclalivainentc as attri-
liuiges do presidente do concelho. Devo dizor ao
nobre senador que )i;1o he islo negocio lo jjacil de
so fazer quasi sempre sentimos primeiro "neces-
sidade do reforma do que a podemos desenvolver 0
realisar. Scnto-se a neccssulade do un centro do
unidade; mas a mancra do o fa/.er anda he um
problema, he iiiuilo dillicil. Kis-aqui a rasao por
quo anda nflo se apresentou o regulameoto ; entre-
tanto devo dizer ao nobre. senador que deslo regu-
lamcnto se trata ; temos por albinias vezes quasi
assontado o que elle deve COtltOf ; mas eu prinripal-
monte desejo muito ouvir ludo antes de apresenlar
um trabtlni desta ordem. Tenho procurado todas
as noticias que me podem ser suggeridas, mas nflo
luitio achado oa la d eiimplelo ; luesuio no uisour-
so do duque de Palmella em Portugal, onde so orga-
nisou urna presidencia do concelho, ah mesmo nlo
ha nada de cmplelo ; o espirito nao lie. salisfeito
com a solugfio das quesles que se me ott'crecom so-
bre este objecto. Tenho procurado examinar o quo
ha na Frang; pouca COUa tenho achado ; na Ingla-
terra o mesmo. Eis-aqui o estado em que nos a-
chamos; pensamos, trabalhaiuos a esle respeito;
mas nao se podo dar um trahalho completo j em
negocio que o importa.....
O Si: Vasconcellos: Os sous agentes nao teem pro-
curado pessoas que estojan) mais nlei.ra.das dos ne-
gocios.
O Sr. Presidente do Concelho : Pois os metts a-
gentes se oceupam disto, ou de eleiges sement ?
O Sr. II. Torres: lie vordado 1 *
O Sr. Vasconcellos : Isto lie o principal.
O Sr. Presidale do Concelho: Disse tambem o
nobre senador que s duas cousas tem l'eito- pre-
sidencia do concelho Ble. boje, que silo a circular
aos presidentes do provincia, e lomar o presidente
do concolho o primeiro lunar na corto. Bu digo ao
nobro senador, quo esta segunda parte mo he exac-
ta ; nunca saiii uo meu lugar como ministro da ia-
"zonda ; se tomei o primeiro lugar, foi siuiplesmeu-
tecoino ministro do imperio....
O Sr. lasconcellos : Nflo fez bem ; liear o pre-
sidente do concelho na retaguarda .'...
O Sr. /'residente do Concelho : Em qualquer parle
estou bem. Quaulo circular, devo dizer ao nobro
senador, que ella devia serassignada polo presidento
do concelho como opiniflo do ministerio; devo
dizer tambem ao nobre senador, quo foi proposta pe-
lo meu digno collega o Sr. "Paula Souza, c, so o
nobre senador duvida disto", rrcio que.poder con-,
vencer-so muito depressa. Com islo nflo quero dizer
que nos renunciamos a circular ; cu a adoptei, ea
idoplo anda.
Falla-so nolla em eleiges por ser um negocio
prximo, mas falla-so em jusliga, cm economa,
etc. lailou-se om eleiges principalmente, porquo
era o objecto de que mais soccupavam os nobres
senadores; assentamosde dar a nossa opiniflo aos
presidentes, fazeudo ver a todos que nos nflo que-
ramos nem fraudes, nem violencias, mas que nao
entendamos que a adminislracKo devesso ser intei-
ramenteestranha a um acto de tanta importancia
que linha de passar-sc dentro do paiz.
Sr. presidente, eu admiro com os nobres senado-
res se escandalisaram lauto por dizer o governo quo
nao pode ser estranbo a esse gratulo acto da elcigfio
dodepuladose senadores, porque eu creo que o
governo niio disse nenhiima heresia poltica. Sei
mesmo que homensquo so podem considerar como
patriarohas dos governos livres nfiojulgam este pen- .
smenlo do governo como urna berc.ua poltica ; pe-
lo contrario, o julgam muito natural, muito dcscul-
pavel; pelo menos, um dos patriarchas do rcgi-
uieii livro ijue eslava' em opposigflo a mais furibun-
da, por assim di/.er, contra o governo da Franga,
como he Benjamn Constant, niio reprova o que os
nobies senadores reprovam.....
() Sr. Vasconcellos : Veja Gisimir Perner, isto
he, o primeiro estadista da Franga, comoconheceu
esta inlerlerencla dogoverno as eleiges, e islo
quando presidente do concelho.
O Sr. Presidente do Concelho : Nflo sei como elle
entendera, nflo o li ; mas poderia muito bem ser
que, na occasifio cm que elle governava, a posigflo
da Franca cm presenca dos partidos o obrigasse a
niodilicar um pouco o seu pensamento, c que elle
nflu disesse quanto entendeu que so devia lazer.
Casimir Perrier foi ministro na occasiflo em-que a
Franga mal sabia de una revolugflo, em que os
partidos eslavam no maior delirio, e por isso nao.
he muilo que elle nioiiilieasse a expressao da in-
fluencia que o governo pretenda ter as eleiges.
V Sr. Vasconcellos : Nao modificou, antes tor-
nou-somais forte no ministerio.
O Sr. Presidente do Concelho : Eu nflo quero d-
zer que Benjamn Constant, de cuja obra trago aqui
copiado um trecho.....
O ir. Vasconcellos: Advogava a monarchia e a
repblica ao mesmo lempo
O Sr. Presidente do Concelho : Eu n3o quero di-
zer quo approvo o que diz Benjamn Constant; mas
ho preciso considerar quem era Benjamn Constant
na occasiflo em que tserevia isto; era o chelo da
opposicfio contra Carlos X. Entretanto elle assim so
exprime no tomo 2. pag. 1fi3 :
Em l"ao o governo representativo he natural
a ao ministerio influir sobre as eleiges ; comtanto
quo elle nao ompreguo nem a fraude nem avio-
loncia, seus esforgos sflo muilo desculpaveis.a
I
I ^
"'
t
i

MUTILADO
TT


m
i



11
~=
'' o (jco (onho dit. : declarei que nfo terla duvi-
da de recommcndar, mas que nfo approvaria i-
muis os tneios [llegaos, nio dara un passo nico
nein para a fraude nein para a violencia. .Entretan-
to he. isto o que se me tem contestado, porque la
um lemhra-se quctin (aloutal freguezia noscon-
flns do imperio houvc um liarullio ; l^o o governo
influjo, fez violencia por este modo pnairtasiaoi-Se
violencias como o quando se queirn.
Permitlam-me os nobres senadores que, como
Benjamn Constan!, esse cscriptur notavel, mestre
de quasi lodos nos, eu considere natural que o mi-
nisterio deseje influir as eleicOes, e que, quando
o faz sem frca nem violencia, isto he pelo menos
muitodesculpavel.
O Sr. Vascoiwelloi: Elle nilo diz quo os minis-
tros mandem listas, que obriguem os presidentes
a fazer as eleiges, que as fagam recan r sbreos
seus candidatos, seja como fftr. Com o nicsino Ben-
janiin Conslant hei de refular as opines do nobre
ministro.
(.Conlinuar-se-ha.)
PERMAMBUCO.
TRIBUNAL DA KKLACAO'.
JUI.CAMENTO' NO DA 13 DE OUTUBRO DE 1847.
Desembargador de semana o Sr. l'eixuo.
Na appcllaglo civel entre Jos-Antn'nio de Sonza
Machado e Francisco Eduardo Alves Vianna, manda-
ran! dar vista asparles.
Nadila dita entre Amorim 6; Irmfios c Joaquim
Cardozo Ayres, desprezaram os-embargs.
Na diladita entre Elias Goelho Cintra co teente-
goneral francisco de Souza Soares de Andrea, con-
firmaram a sentenga.
Na dita dita entre Flix Monlciro de Castro e Jos
Concalves Torres, mandaran) dar vista ao l)r. cura-
dor geral dos Orjihftos.
Na dita dita entre Severino d'Olivera Souza o Jos
da Fonseca Silva, mo tomaram conheciment da
appellacflo.
Na dita criine ein qMC sao paites os vereadores da
cmara municipal da villa do Pao-d'Alho e o juizo,
confirmaran) a scnlcnca cm parle o roforinarain-na
em parte.
Negaran) o hnbeas-corpas requerido por Antonio
Alves Jnior.

I
DIARIO DE PEItUlIIJUCO.
nECIFE, 12 DE OUTUBRO DE 1847.
I'elo paquete inglez Cranc recebemos o Times de 4
desetembro ultimo.
Jornaes do Cabo-da-Hoa-Espcranca al 30 deju-
nho inclusivamente davain noticias milito pouco sa-
tisfactorias sobre o estado daquella colonia ingleza.
Reforjan) ellos (|uo a 15 dejuiiho houvcra um
combate entre as Micas brtaiinicas c a tribu caffie,
cominandada por Sandilla. no qual levara esla a
valitagem, cm consequencia da sua frea numrica.
Todava a perda doscaffres Cora sem duvida milito
consideravel, ao passo que aquella que soffrerain
as armas inginas lora comparativamente! ins gnill-
Cant : se bem que tivessom estas a lamentar a per-
da do lenlo RusselVquesedjzia pertenceri fami-
lia dopriineiro minislro da Inglaterra) o qual, ha-
vendo sido mortalmente ferido, fallecer a 17.
Cartas de Pars datadas a 2 de setombra diziam
que hava alguma duvida acerca da linha de conduc-
ta quo seguira o general Narvaez na llespanlia, e
(Vnnegava a vogar a crenca de que elle obtivera o
consenso do rei dos Fraucczcs edarainha Christi-
na, para tenlar promover o divorcio entre a rainha
I). Isabel c sen esposo, por mais cstranho que isto
parecesse Helalivamente aos negocios da Suissa, o
correspondente do Times persista na opiniioque ja
navio emillido, deque nilo se seguira a guerra ci-
vil i pcrplexa pendencia entre os canlOes.
O Journal des llbals annuncira 0 fallec ment de
M. Bordes, membro da convengiio, a 13 de agosto,
cm Rimoiit, fArrige) com 83 anuos deidade. Elle
s livera assonto na convengiio depois da execugfo
de Robespierre, quando substituir De Vadicr.
As Ultimas noticias de Madrid cram do 28 do agos-
to. O gencial Narvaez Uvera urna audiencia da rai-
nha na tarde precedente, c S. M. pedira-lhc que pre-
narasse um programla o oiganisasse um gabinete.
O general pedir dous das para satisfazer o desojo
de S. M. Cria-se que se comporia o ministerio a 2'J,
o que constara das seguntcs personagous : O du-
que de Valencia, presidente do coueelho e minis-
tro dos negocios estrangeiros ; o general Cordova,
minislro da guerra; o Sr. Orlando, ministro da fa-
zenda ; o Sr. Sartorio, ou o Sr. Seijas Lozano, mi-
nistro do interior; oSr. Arazola, ou o Sr. Gonzalos
Morn, ministro da justica ; o Sr. Olivan, da mari-
nlia ; e o Sr. Sartorio, du instrucgo publica, so n9o
fosse eucarregado da reparticao do interior. O l'o-
pw/or, jornal ministerial, allirinara que Mr. Bulwer
se dirigir raiirha a 26, o cm pregara lodos os es-
forcos paradissuadi-la de conliar a organisaco do
ministerio ao general Narvaez. Mr. Bulwer linha com
efleito visto a rainha naquelle dia, mas lora smen-
.U>..ara agradecer a S. M. a honra que I he quizera
ve 2.N'erir, condecurando-o com a gran'-cruz du Car-
los III, que elle recusara aceitar O general Narvaez
parlra para o Prado no dia 28, para aprosenlar os
scus respeitos ael-rei.
Cartas de Lisboa, cun data de 23 de agosto, an-
nuiciavam a nomeagflo do novo ministerio portu-
guez, queso compuiilw dos seguinles Senliores :
Antonio de Azevedo Mello e Carvalho, minislro do
reino c presidente do coueelho;
Francisco Antonio Fernandos da Silva Ferrfio, mi-
nistro di s negocios ecclesiasticos e da justica ;
Bario da Luz, coronel Ha nonos, ministro dos ne-
gocios estrangeiros ;
Mariano Miguel Kranzini, ministro da fazenda ;
Jo8o da F. Pereira de Mullo, ministro damaiinha
e colonias ;
Bariio de Almofalla, (brigadeiro Silva Lelo) nii-
nislro da guerra.
O correspondente do ?Vnui accrcsccnta que este
gabinete provavelmonte nao lluvia de durar mu i los
dias, e que os cabralistas esperavaiu quo elle bre-
vemente cedera o lugar a Costa Cabral c ao scu in-
mediato partido.
Carlas de Borne de 29 referiam quo no dia ante-
cedente tinha o vorort recebido, cm resposta a par-
licipagao, que dirigir aos cantos, das difidentes I
decisoes da dieta acerca do SmUrbuiid, Urna lor-J
mal dedaragSo do coueelho Uo estado de Lucerna-1
contestando a validado dos decretos de 20, 23 31,
lo julho -comquanto honvsseni sido adoptados
por nina maiora de 12 cuitos contra 2 e i. Alm
disto accrescentava oconcelbodo estauo.que rosisli-
ria i sua execugiio por todos os meios ao seu alcan-
co. Ocxemplo de Lucerna seria com toda a proba-
bilidad!; seguido pelos outros cantOs catiiolieos.
O Vnivtrs publicara a aoguinte carta, datada de'
Boma, a 23 de agosto :
O governo francez acaba de experimentar um
dos mais serios revozes que pode. solTrer a diploma-
cia do um gabinete; o por outra parte o governo
pontificio lein dado um dos mais nobres e maiores
xemplos de coragom e independencia. Depois de
un) procedimento fraudulento c de urna lingoagem
cheia de dobroz, resolveu por ultimo M. Bossi fazer,
cm nomo do seu governo, um oflereci ment de pro-
lecgo armada. 0 cardeal Ferreli responileu, em no-
mo do seu, com um vigor e com una franqueza que
espantou o diplmala, que o papa nunca conliou
implcitamente as intenges daFranga; e que de-
pois de ludo quanlo occorrera, oda conducta deiia
nos mos dias do mez passado, e cm presenca da
violagfo do territorio dos estados pool (icios pela
Austria, a sua coirianca nclla nilo linha augmenta-
do. Consoguinlemente rejeitou elle a intervengilo
franreza, assim como protestara contra a oceupa-
gfo austraca, tanto mais qnanto nao podia deixar
de considerar os dous governos como ligados por
un> pacto secreto, c leudo al aqui obrado cm per-
feilo acertrdo. O cardeal annunciou outilQ a M. Bossi
a sua inleiiQo do comeQar oppondo frga fiQa.
Neste intuito, deve de formar-se em Forli um ar-
rala I ile 5,000 homens, e vito ser postas as fronteiras
em estado do defosa. Por-se-hflo imm'ediatamenle
em oc$3o as armas espiritases o moraes. Asresolu-
qOcs do papa leein sido notilicadas a (dos os em-
baixailores. Diz-se que o governo napolitanotam-
bem ofTerccou o seu auxilio, que foi aceito, massob
expressa condicilo de que o oirerecimento fosse feito
directamente por cl-rei mesmo.
O Semapliore de Marseillcs de 30 de agosto da va no-
ticias de Roma de 25. u Reina a mais perfeita tran-
quillidado dizia o correspondente do Semaphore,
na nossa capital e as proyincias. ( insulto feito
ao governo e nacfio om Ferrara ho sofl'rido com
calma e diguidade, mas a iudignagilo contra a Aus-
tria esla no seu auge. O que mais conlribuio para
serenar os nimos e assegurar ao papa a conlianQii
do povo, c os meios de obter a reparagilo da viola-
dlo dos direitos iternacionaes foi a firmeza mani-
festada na occasilo pelo santo padre. Se os Austra-
cos pretendan) intmida-lo pela sua demonslracilo
em Ferrara, enganarani-sc completamente, e talvez
so ariependam da sua conduela.
VAIWI-DADE.
t.ir so.vno.
i.
Era cm urna das noitcs do corrente mez de outu-
bro de 1847 : com a niaior altenefo lia cu um dos
discursos ltimamente proferidos na cmara dos se-
nadores, quando, por ditas sacudidas vbrales, a
pndula, que me orna sala, adverlio-me que era
ebegado o momento de interromper a leitura, afim
do dormir por alguiuas horas, para dar descanso a
corpo, que ja senta fatigado, e assim habilitar-me
a renovar no dia seguidle o arduo e fadigoso traba-
Iho que me proporciona os meios de subsistencia.....
Entilo, dohi'o a gazeta em que o discurso eslava exa-
rado; deposito-a sobre a banca ; cerro a janolla do
quarlo, que deixara soaberta, para gozar da agrada-
vel brisa do norte, ao passo que me punha ao cor-
rente do urna parto dos dbales parlamentares, col-
loro a vela de maueira que os raiosde luz quedella
partiriam me nilo convergissein sobre osolhos; e
depois de liaver disposto as cousas por este teor,
melto-me na cama, pensamenleando noporvrque
meaguardava, a man pobre operario, cercado do
dillicnldades immensas, habitante do um paiz onde
so Olhu com estpida indilTercnca para o homem que
vivo do frueto do scu labor, e quo se esforca por ad-
quirir urna replanlo, por si, e por si somonte, visto
como liie falta um desses iiomes Ilustres quo sem
fazer recomniendavol aquello que o Iraz, e que nilo
puncas ve/es ho espesso veo atravs do qual se oc-
cullam grandes delfoilos moraes, capazes de toma-
ron; merecedores do mais pronunciado desprezo da
sociedade o individuo a quem maculam. Quesera
do mim, dizia cu a sos, quesera do mim nesta trra
malfadada, onde tantos tropecos tenho encontrado
na vereda por quo hei assentado do caminhar, regu-
lando sempro as miphas accOes polos preccitos da
virlude? Qual ser o meu futuro ueste desnaturado
Pernambuco onde o pobre lie despiezado s porque
he pobre,por mais queso afane por observar restric-
tamente as regras da houeslidade; o o rico, somon-
te porque o he. v-se cercado da gente que se apelli-
da grada, da gente que se reputa da alta plana, por
mais irregular que se aprsente o seu comportamen-
to, por mais ignobeis que sejam as tragas porque
tenha adquirido ossa deslumbradora riqueza? Co-
mo poderei accommodar-me com essa actualidade,
eu que lllo se i condescender com as tralicnciasdos
polticos improvisados; ou .|uo me nio posso amol-
dar aos hbitos da commundade corrompida no
meto da qual vivo; eu que censuro ou elogio um
ocla qualquer, segundo lie elle bom ou inao, o nSo
conforme a synipalhia, ou aiilipalliia que'voto a
quem qur que praticou esse acto ; ou oinlim,' quo
sou urna das individualidades que, se podessem,
romperiam essa uegregada atmosphera do ptridos
miasmas, que dosgragadamente nos onvolve, e quo
nos veda o passo na carreira da civilisagfio, da mo-
ralidade e do progresso ? Finque siluagflo me acha-
rei, quando, no ultimo quartel da vida, a pallla o
horiendu Morte vicr desean-ogar-me por sobro a ca-
liega a fatal e minada dextra ? Na mais pungente,
na majstriste, na mais ufllictiva de todas as posi-
gocs, sem duvida. Nossa poca, que dcsd'agora so
me antolha, a miseria me lera enredado em lodos
os seus horrores : dura u cstreita barra mesuppor-
tar os posados membros; os andrajos da pobreza
cobrir-ino-lio asearnos; as privages tcr-me-hilo
dcixado na fronte mu dilatadas e profundas rugas ;
pois que, gasto pelos anuos, o pelo inuito Ira bal liar,
nao mais poderei afadigur-me como.hoje, o porcon-
seguilllo faltar-me-lia. o rcndiiiionto preciso para
subsistir cm urna provincia como esta, ondeos g-
neros de pi inicua uccessidade cncarocoin de dia pa-
ra da ao passo que so va o difllcultando os meios do
obter o numerario, e da qual nSo tenho esperan gas
de sabir, porque muilas e forlssimas cadcias a ella
i!.' Jila ni.....
II.
Preza do Uo lgubres pensamentos, e como quo
hor.orisado da sorte quo me aguardava, adormec
u omflin, reccioso de quo modonho pesadelo viesse
|)crlurbar-:ne o somno : mas, dentro onc ,'ouco, o
mais bello painel sj desdobrou ante mim.
Clara e transparente n_uvem c'rcumdou-me o Jei-
to; c atravs uessa cortina do vapo.es distingu eu
urna forma que mais pareca de seraphiin quede
inulher. .
Tez tfo alva como QjySltulo do lina rambraia que
traja va ; fronte espagojR.eingida de rubro diadema,
que Ihedeixava cahir sobre o hombro esquerdo al-
gunsfios de seda tambem rubra, de que pendan)
bellas c ongragadas perolas ; olhos scintllantes, cu-
ja cracastanlada como quoseharmonisava com a
das lindas e espessas trangas sotopostas ao diadema;
faces Lio rubicundas como duas rosas quo comogam
a desabrochar ; labios nacarados, cujo tagueiro sor-
riso me permiltia lubrigar denles tito brancos como
so fdram do mais exquisito mrphim ; niveo o arre-
dondado eolio; bragos tflo regulares que dssereis
torneados pela natureza; bellas e mimosas mlos;
cintura delicadissima ; ps pequeos, cuja delicade-
za era attestada pelasconchegadas chindias que nel-
les seajustavain: eis em resumo, por ventura inex-
actamente doscriptas as oncantadras perfeigOes
dessa Figura que me appareccu om sonho, o que,
qual nutro anjo tutelar, vinha espancar da minba
imaginagflo as ideias de desgosto e tristura, que
tanto me opprimiam.
111.
De feito, era ella um anjo de paz que vinha arran-
car-mo de sobre o peto os negros presentimenlos
que tanto me vexavam : tocou com a sua a minha
mao direita; ordenou quo me erguesse, c depois de
haver consentido que por alguna instantes a obser-
vasse, assim fallou-me com a lingoagem da candu-
ra : Mortal, para que com semelhantes phantasias
a anda mais aggravas ala situagilo-? Acaso nSo
sabes que ha um Dkos que constantemente vela
sobre suas creaturas e que jamis permillir seja
precipitado no pelago das desgragas aquelles dos
i habitadores do orbe terrqueo, que buscam bto-
lar suasacgOes pelas regras do justo e do hones-
a lo ? Ignoras, porventuro, que esto Dkos nunca dei-
xar do premiar devidamento todos os humanos
quemis se esforgarem por cumprir os diversos
a deveres a quo estilo obrigados, j para com seus
semelhantes, e j para com Li.i.i ? Nflo to brada a
conscencia, que as glorias deste mundo sfio tran-
sictorias, ou de epliemera durago, o quo o Crea-
non do ludo reserva, l nos altos cos, um lugar
de honra, do dislincgilo, de descanso eterno, para
aquelles de scuslilhos que melhor houverom cor-
respondido s vistas com que Elle os organisou
a sua imagem o semelhanca ? Brada-lc, sim ; tu o
a nilo podes negar: estas verdades silo eternas, o
foi o propro Creador quoasgravou no leu cora-
gilo, assim como no de lodosos leus irmUos. Para
u que, pois, te dejxas arrastrar por antevidencias
tilo dolorosas como essas com que lutavas anda
ha pouco? Longo, para bem de ti quadro tioater-
rador: seja ello substituido por urna confianga
plena no Dispensador dasyerdadeiras gragas; e
leus das correro mais felzcs; e tuas noitesse-
rilo menos amargas; o teu despertarser mais
aprazivel, mais risonho, niaiscspcrangoso.
IV.
E lendo-se assim expressado, dcsappareceu a vi-
silo anglica, deixando-me como que cnlevado, co-
mo que cm profundo extasa /
I.ntiomeii tes, aoordoi eu : senta n'alina un) con-
forto inleuaineute novo'; nschagasquo me ulcera-
vamocoragilo estavam perfeilamente cicatrizadas;
inflo serfica'espargira por sobre ellas o melhor dos
blsamos.
Iiesde ontfio ja nao SOU O niosnio lioinoni ; tildo
em mim he esperangas, ludo prazer, tudo leticia
prspero he o futuro que se me antolha ; nfo mais
pensamentos pristes mcacommcltcm... E neste viyor
feliz, o neste manancial de-delicias, bemdigo o for-
mse cheruhim que m'o proporcionou.
_.X..._._-U-X_L>_-J .!-_. i -------^
de 335 toneladas, c.ipi.lo llenjamin L. Johnso
equipagem 13, carga farinha, mbilia e mais g-
neros ; a L. G. Ferrera & Cotnpanhia.
Varios saludos no mesmo dia.
Canal; briguo inglez Athens, capillo William Alien
carga assucar. '
Falmouth ; paqueto Inglez Crane, commandanta 0
tenento Parson.
EDITA L.
4 cmara municipal da cidade de Olinda e teu termo
tm virlude da le, ele.
Faz saber quo, no dia 13 (hojej do corrento m, so-
rlo arrematados por quem maisder os Contratos se-
guinles : dos mscales e boceteiras, o repeso dos
agougues as casinhas da ribeira. o subsidio dos
porcos, a aforigfo dos pesos o medidas, arma-
zem grande no Varadouro, dito pequeo no mos-
mo lugar; devendo os pretendenles comparecer
habilitados e munidos dos competentes fiadores.
E para que chegue ao coithoci ment de todos
mandamos publicar o presente nos lugares do cos-
tme e pela imprensa.
Cidade de Olinda, 1. de outubro de 1847. Jot
Joaquim de Almeida fuedet, presidenteyodo Pau-
lo herreira. secretario.
Declarar*).
COMME^CfO.
rVlfandega.
IIENDIMENTO 1)0 1)1 A 12. ...........15:926,991
Descarregam hoje, 13.
Barca Esk merendonas.
Polaca Rosa farinha.
Hiato Nereide mercaduras.
( \b\
istiladu.
IIENDIMENTO DO DIA 12.
i.cral
203,911
PERNAMBUCO. 12 DE OUTUBRO DE 1847.
AO MEIO-DIA.
Ilua da Cadeia do lleoife, n. 3i, toja de cambio de
Gregorio AnluneM de Oliveira.
PliECOS CORRENTES DE HOJE.
Compras. Vendus.
2,000...... 2,010
1,980------------- 2,000
1,820...... 1,840
1,660...... 1,680
1,280...... 1,290
6t0------------- 660
Moedas de ouro.
Pegas velhas........16,250-------------16,350
Ditas novas------------------ 16,000-------------16,100
Moedas de 4,000 rs. 9,100-------------9,200
(tucas hespanioias--------29,000------------- 29,200
29,000
9,000
6 P. V.
Moeda de prala.
Pataces brasileros--------
Pesos columnares- -
Ditos ds patria-------------
Moedas de 5 francos--------
Ditas de 2 patacas-----------
Ditas do 1 dita-------------
Ditas da patria-------------.28,800
Soberanos........- 8,900
Moeda de cobro 4 p. /0 de premio -
Descont/.
Compram-sc leltras de boas firmas do commercio
a I por %ao mez, vencimenlos at dezembro do
corrente, o vendem-se a 7/8 por /o vencimentos pa-
ra o mesmo lempo.
Cambio sobre Londres 27 1'; 2 d. -, a 60 dias.
G. A. de Oliveira.
Contrato a celebrarse com a Ihesouraria da rendat
provinciaei, no corrente mes.
DIA 30.
O eslabelecimento de uina linha de mnibus, que,
na formada lei provincial n. 191, do 30 do margo
ultimo, facilite o transporte desta cidade para qual-
quer dos respectivos arrabaldcs, c para Olinda.
THEATRO PUBLICO.
SEXTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO,
a beneficio da segunda dama, Francisca Theodon
das Chagas, se representar o muito applaudidoea-
nreciavel drama
U DUQUE DE BAVIEKA,
o qual ser decorado com todo o brilhanlismo
tanto no funeral da duqueza como na transmutaco
do seu mausulo para um elegante throno, ornado
do (ropa e msica militar. Terminar o espeta-
culo com a muito graciosa farga Os dou Liboriot,
ou a Camara-Optica em que o Sr. Santa Rosa
far a graciosa parle do Andr Pateta. A beneficia-
da nao tem poupado despezas para o bom desem-
penho do drama que com a cooperagflo do director
aprosentar o mais brilhante que al hoje se tem
visto neste tbealro.
Avisos martimos.
Para o Rio-de-Janeirn-seguo viagem, ^em breves
dias, o hiato nacional Nereida, forrado de cobre e
de priiiHMva marcha, por ter o carregamonto quasi
piompto : quem quizor carregar ou ir do passagem
dirja-se a run da Cadeia do Recife, botica n. 61.
Para a Babia segu viagem. em poucos das, o
hiate Uoa-fiagem : quem no mesmo quizer carregar
ou ir do passagem, dirija-sc a loja de ferragens jun-
to ao arco da CnnceicTlo.
-Para o Maranhilo segu, no dia 15 do corrente,
o patacho fianta-Crui: para o resto da carga e pas-
sageiros, Irala-se ao lado do Corpo-Santo, loja de
massames, n. 25.
Sabe com a maior brevdade para a Baha, por
teramaior parte de seu carregamento prompta, o
j bom conhecido hiate Tentador, forrado o pregado
de cobre : para o resto da carga e passageiros, tra-
ta-sccom Silva & Orillo, na ra da Moda, n. t.
Para a Baha segu, em poucos dias, a sumaca
Santo-Antonio-de-l'adua: para o resto da'carga o
passageiros, trata-sena ra do Vigario, n. 5.
Leilois.
. Johnston Paler & C. farlo leilo, por inter-
venglo do correlor Oliveira, de grande sorlimento
de fazendas inglezas, todas propras do mercado:
quinla-fcia, 14 do crrele, as 10 horas da maiihi,
no seu armazem, ra da Msdre-de-Deos.
Kalkmann & Bosenmund contnuarflo o seu tei-
liio, por intervongao do corretor Oliveira, do grande
porgflo de fazendas, lodas proprias do mercado:
hoje, 13 do corrente, s 10 horas da manhfla, no sau
armazem da ra da Cruz.
Avisos diversos
lovintento do I'orto.
Navio entrado no dia 12.
Pbiladclphia; 48 dias, barca americana San-James,
Carapuca a polka.
Manoel Joaquim Congalvese Silva ruada Cruz,
n. 43, faz srionte a. scus devedores principalmen-
te aos que nio silo desla praga que est resolvido
a embargara passagem a lodo aquello que tencio-
nar retirar-se, sem ter salsfeilo o seu debito. E ad-
verte los que ter toda a vigilancia em que nenhun)
I he escapo, principalmente daq'uellea que,(endo-lhe
a pregado o culote, afreguezaram-so depois para
outra parte.
2P Peante o Sr. doulor juiz-de orphilos o au
gentes vai praga, no dia quinla-feira, 14 do cor-
rente, por venda, o sitio d Capunga, com 50 palmos
de frente e 260 de fundos, com casa de vivenda o al-
guns arvoredos, por execigao de Antonio Das da
Silva Cuidial contra o finado Anlonfo Martins Vian-
ua ; os protendenles cuinparecam as 4 horas da lar-
de do mesmo dia, por ser a ultima praga.
O TRIBUNO N. 27
est venda as 2 horas da tarde na praga da Inde-
pendencia, lis. 6 e 8. Recommenda-se ao povo a
leitura deste numero, e principalmente as condi-
ges que o povo deve impr a quem quizer agora
ser eleilo depulado, afim d nfio liaver mais lo-
graefio.
Prccisa-se de um feilor para sitio, cquecn-
tenda do jardim de llores : quem estiver ncslascir-
cumstancias, dirija-so ao sitio, junto caf ella do
San-Jos do Manguinho, ou na ra da Cruz, casa,
I. 66.
- Precsa-se de um corneta de chaves para o 1 '
hataHiao de guardas nacionaes de Olinda : a pessoa
queso quizer propr ao dilo lim, dirija-sc a cidao"
de Olinda, na, ra do San-Pedio-Marlyr, a fali-
com Antonio Nunes de Mello.

M

m


i eaeja-se fallar coui o Sr. Joao P
mentel. vinde da llha de San-Miguel no
brigue Espirito-Santo : na ra Nova,
numero 35.
Aluga-se o segundo afldar do sobrado do tres
andaros da ra da Senzalla n. 48, onde morou o fal-
lecido Antonio de Souza neis
ns. 5ou 7.
Aencao!
Na loja da ra do Qucimado n.' 30, do .Jos Joa-
quim do Novaes, contina a liaver um sortimento de
obras fcitas; chapeos do todas as qualidade2 ; ditos
para meninos e meninas; ricos chales de seda ;
mantas de seda; lencos de todas as qualidades ; e
outrosmuitosoBjcctos que ha para vender.
--Francisco Pinto da Cosa Lima lom para von-
der bons pannosprotos azul o verde; bom selim
oreto a 3,000 rs.; bons brins; bom velludo preto ;
lindos cortes de colletes, a 3,200 rs. o corta; brim de
linlio; hamburgo; algodSozinho branco entrancado;
linba de carretel branca o de meiada ; botos pre-
tos de Pedro II; ditos do massa para fardas ; sar-
eeiinaspara forros; ganga amarella e mesclada ,
Francezas; fustOes brancos e algumas obras [Bitas.
Aluga-sc urna oscrava parda para todo servigo
do urna casa de familia quem a'prelendordirija-se
n ra das Flores, n. 29. .
__Precisa-sede urna ama deleite, forra, esem fi-
lho para acabar de criar urna crianga de seis me-
zes' na ra da Cadeia do Kccifo, loja do miudezas
n. 51.
Agencia depassaportcs.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-so a tirar passaporles tan-
>o para dentro, como para fra do imperio; assim
- jino despacham -so escravos: ludo com brevidado.
Joo Vgnes fabricante e
afinador de pianos, na ra
do Qucimado, i. 1*2,
recobeu, pelos ltimos navios chegados de Franca c
Inglaterra, um grande sortimento de aviamentos de
primeira qualidade, proprios para o fabrico dos
mesmos : bemeomo cordas, camuas o claves. O
mesmofaz qualquer concert, por grande que seja,
c tambem alia : tudo com brevidadee perfoicSo.
Os abaixo assignudos partiripam ao
publico, que dissolveram amigavelniente a
sociedude que tinham na casa de cambio
da ra da Cadeia do Rerife, n. 3$, a qual
gyrava sob a firma de Lourenco & Oli-
veira; e que unnimes se responsabilisam
tr todas as transaccOes feilas at boje,
O abaixo assignado, tondode luzer iim v'
gom fra da provincia n tratar do sua saudc, (iri-
sa por seus procuradores o c.nrarregados de sua ca-
sa a sen mano Antonio Pinheiro de Mondonga o a
Jos Jc.iquim de Oliveira Gongalvos. Rccife, "de
outubro do 184". Manoel Pinheiro de Mmdonca.
Precisa-so de um criado quo se subjeito a 'fazer
as compras de urna casa, e quo as coiuluza para ci-
a ra do Vigario, la no pateo do Torco, n. 16.
Arrendam-se, pelo lempo daTesta, tres moradas
de casas na propriedade de Sanl'Anna, com suffici-
entcs commodos para aualauef familia honesta, e
......------': qualquer ramilla .._- snieuiares que secomuiuiuononiiii a iinwi --
por prego commodo : quemas pretender, dinja-sn g ob(,clos mi|tre9 que o tboalro publico nfio
ao Forte-do-Mattos, a fallar com Jos Francisco y s0 nf|0 ailimaria a CSColli6T
poi
acha obrigat
la
n-
Colra.
Precisa-se do urna ama de lcite, parda, ou pre-
ta : na ra Nova, n. 63.
-- Roubaram, do primeiro an-
dar da casa do abaixo assignado,
na ra Nova, n. 5, na noite de
sabbado, para amanbecer no
dia de domingo, os objectos se-
guintes : urna casaca de panno azul nova com bo-
les amarcllos e gola do chamelote ; dotis lengos de
seda nos bolgos da mesma ; um par do caigas de
panno preto com suspensorios ; umpar de ditas de
casimira.de listras ; um colletc de gorgurfio lavra-
do cor de lirio ; 2 camisas com os seos competen-
tes botOes deouro.j'um chapeo do Chili.fno, e
maisalguma roupaque aindasei.no pode saber da
porgo; una caixa com differentes obras de ouro,
jantigas e quebradas; um trancelim novo; urna
corrente nova para relog.o bastante grossa; 2 bo-
tOes do abertura de camisa presos em una corren-
tinha com diamente ; um dito do dito ; urna cartei-
ra com 332,000rs. o alguns papis de importan-
cia ; duas caixinhas com dous retratos etc. Os ron-
badores destes objectos entrtfram pela varanda da
frente porescada ou vara tropadeira. Quem es-
tes objectoslapprehendor, ou delles der noticia ser
compensado generosamente certo que niln de
ser comprometido. Joo da Silva Braga
lia-M' mu silio muit grande, com duas bai-
xaspropriaspara lavoura rapim ou outra qual-
quer cousa com urna camboa a niargem do rio Ca-
pihartbc, com muitasfructas para plantar o des-
fruclar de meias i quem este negocio quizer fazer,
dirija-se ao pateo do Terg, n. 16.
Quem precisar de una ama parda forra, para
casa de um homem casado com pouca familia ou
de mulherviuva a qual engomma, cozinlia e traa
de meninos .dirija sea ra da Guia, n. 5, terceirol
andar.
Roga-se aos Srs. administradores da casa do fi-
nado Joaquim Antonio Ferrcira de Vasconcellos, ha-
jam de por em praga os bens do inesmo finado, para
pagamento dos credores; visto terem decorridomais
do 5 anuos, alm do prazo que foi de 3 e 6 mezes, e
nlo convir aos credores mais demoras, que de
certo saosempro prejudiciaes. Um dos credores
--Quem precisar de 300,000 rs. a juros, dando
por soguranga umu escrava rccolhia para estar
em companbia de urna senhora, annuncie.
Quem precisar de um rapaz brasileiro para fei-
tor do algum sitio ou mesmo para alguma pada-
ria o qual he hbil em qualquer destas cousas
dconhecimenlodo sua conducta, annuncie.
-- Precisa-se de um pequeo porluguez que quei-
ra ir para o Para ser caixoiro de loja, porm que
tenha alguma pralica : na ruado Cabuga, n. 1 I).
Quem Uvera receber do Augusto Ruarte de
Moura contas por dbitos que o mesmo tenha con-
trahido, pode procurar seu pagamento, na casa da
ra da Cadeia do Recife 14 quo serflo pagas,
sendo lepaos. '* '. _
A viuva do fallecido Manocl Jos de Bastos Sou-
tello avisa aos credores da vepda sita na ra da
Praia, hajam de apresonlar suas contas, no prazo de
Desappareceu no dia 6 do corrente do por-
to de Luiz Comes Ferrcira no Mondego una ca-
noa aberla, bastante grande, o que faz multa agoa:
quem a tiver adiado ou tclla der noticia dirja-
se ao annuncintc quo gratificar.
J. 1) Wolhopd & Conipanliia lazem scienlc ao
rcspcitavcl publico que teom desonerado do cargo
de seu procurador bastante ao Sr. Manocl Percira
Maglblcs;eque por isso desd ja* hcara sem ue-
uhum cffeitoa procuraguoque llie passaram, para
tratar de suas demandas.
fferece-se um homem para administrador de
engenho sitio, ou olaria o qual tein pralicade
qualquer desles servigos ,- o alm disto,
dor, nesta praga, de sua conducta: a tratar na ra
da S. -Cruz, n.2. ,
Prccisa-sedo urna ama do lolte: prefurmdo-sc,
sem filho : na ra.do Collegio, n. 23
A. ROBB10 RABKQU1STA ,
dar o sen ultimo concert no bolel
Francisco, na noilc de terca-feira 19
do corrente e avisa no respeitavel pu-
blico, que lnverao dous saloes no mesmo
hotel para nos intervallos poderem os
espec'adores estar mais*a seu com-
modo
Us bilbeles vendem-se na casa do be-
neficiado, ra do Torres, D. 8 segundo
andar c na noiie do concert no mes-
. ,iotel. Entrada geral 3,000 rs.
Alugam-se as dus moradas de casas, sitas em
Sa.1fA1111a.de dentro, juntas extincta engenhoca
da mesma, com mullo sufficientes commodos I a
pastura-feto quem as pretender d.r.ja-se a boti-
ca do Joflo Morcira Marques, n. 11.
A Senhora 1). Francisca Escolstica Josepha da
O actor Pedro.Ilaptista do Santa llosa, que ja Cui-
to deve ao philanthropico e respeitavel publico des-
ta capital, prepara-so a contrahir com ello urna di-
vida de mais, levando scena a grande e riquissima
pega, intitulada
A MORTK DO GEN-r.nAL COMES FRUIR"! "E NtllUDR.
O mesmo actor est dispondo tudo quanto ho 11c-
cessa rio para quo a pega seja representada a earac-
tor, e com toda a pompa o asseio que rrcommonda
o poeta quo com tanto gusto a organisou.
A nfo ser o generoso otTerecimento de certos
particulares que se comprometieram a prestar aj-
guns objectos militares qi
pode ter, Santa Rosa so

nSofazer nogocioaigum com ditas
mtero.ssados estilo provenidos. .-..u^iro,
L Aind. 1.a para alugar 3 casas no ,.l o .^bj" r^
para se passnra testa e urna me.a agoa U10 e
para co't.eira na lloa-Vista 1 at*atar com 1 ranc
coP.ihcirode Rrito. ,., ,ii enmarca
- Procisa-sc, na fazenda do (.i;fH^n ,,,
de um siiccrdoto pai
para seu beneficio a precitada pega, por isso que,
comoj disse, doseja o procura quo ella seja repre-
sentada a carcter.
Mas nlo lie smente com esse excellento drama
quo o annuncianto pretende entreler os seus protec-
tores em a noite que brevemente se ha de annun-
ciar; elle tambem os recrear com a jocosa o nova
aria denominada
A NEGRA AFWCANA
OU
A quitandeira na Baha
Quando se declarar a noite da representagfo, dar-
sc-ha igualmente urna minuciosa dcscripg.lo do di-
vertimento, o dir-se-ba qual a farsa quo deve de
completa-lo.
Nessa occasiilo o actor Santa Rosa csrorgar-sc-ha
or leslemunhar a todos que o bonram com sua
syinpathia, quanto Ihcs he grato, e quanto aprecia
e reconhoco essa mesma syinpathia, que antes he
Ulna da bondade desses Srs., do que dos seus me-
recimentos.
- A mesa regedora do glorioso patriadla San
Jos de Riba-mar desta cidado do Hecife participa a
lodosos irmflos charissimos e em particular a-
quellcs que teein oceupado cargo na mesma ir-
maudade, que tein do so .convocar a beneficio da
mesma una mesa geral no dia domingo 17 do
corrente mez, pelas !i horas do dia, no consisto-
rio da mesma irmandade. F.para que n1o baja igno-
rancia para o futuro, faz-se o presento annuncio.
Jos Francisco Cabral,
Fscrivilo da rmandade.
Hoictem de so arrematar urna casa na praga
do iuiz do civel da segunda vara na ra1 do (.ol-
legio, as 4 horas da tarde, avahada por 60,000 is.
em ierras do engenho Ciquia, porcxecug;1o do co-
ronel Manocl Cavalcanli .le Albuqucrque Mello.
,iaos', tendo todas;as ^Xto'lX*^*
n.a, exceptuando as duas do Nal, oto. o
aptos proprios do seu oflicio; >am1-" In,a pa-
tento diario roupa lavada t WV*&J $.
ra morar, e un. bou. ordenado.: P sea qualquer Sr. sacerdote do conducU eJW
que l'ho agradar as eondiees para .r contr.Ur
esse negocio com ojuiz de dircito tta mesm
marca na ruada Cadeia de S -Antonio n. 1, P"
n.eiro andar. ,. ,.-0nn no
- Fnrtaram na noite do da 9 do eoirento no
luar dos Bulhes tros cavallos sendo .1 m canijo,
com tres pos brancos ; um preto errado MI j_
roila um dito alazno-caboclo ,ja velho ouiro>*>
lo rugo com lodosos quatro pos liranco. noga so
a qualquer pessoa que os aprehender baja ^mlte
ga-losnas Cinco-Ponas, n. 21, que se pagarao 10
dasas despe/as. .
- Alnga-se una casa muito propr.a para PMM
ou theatrinho particular, por estar toda en| "ixao,
,. ter muito fundo a largura sita e,n nimio bom
lugar : tratar com 1.11 i/. log Marques, na ra uo
Rangel, que todo o negocio tara. .
- Precisa-sede uinfcitoroara um sitiojgrW'
cidade. que seja soltoiro, o que Quo seja mogo nos-
la typographia se dir quem precisa.
Compras.
- Compra-so um prelo embora nao seja moco ,
porm que seja sadio o quo sirva para o serv.go, de
campo c vender finetas na ra da (.adea de S.-An-
tonio Borrarla n. 13.
Compra-ao um palanquim de rebufo novo, ou
a bom estado : quem o tiver para vender, dirija-so
, Forte-do-Matlos, a fallar com Jos Francisco
em
ao
llelm.
Compram-sc 1
estejamem honi estado ,-.
Ibodelouro, ouamarello, o que tonham to pal-
mos para mais do comprilhonto e 4 de largura : no
Aterro-da-Boa-Vlsta 11. 2i,OU annuncie.
algumas portas ja servidas, quo
,sendo de tahua do assoa-
- OSr. que em o Diario de segunda-leira proxi-
a passada avisou a um Sr. Quciioz, estudante de
eparatorios ,'para certa reslituigao, tenha a .011-
idede declarar se o dito annuncio enlende-se
-Auga-stoarmazcm da praia da Ponte-Vellia ,
junto a fabrica do fallecido Ccrvazio, proprio para
deposito de madeiras ou ca. vilo de pedra : a tratar
Vendas.
em que futuramente se
dita firma era tiicU; passandoa sua
quidacSo a ser feita na mesma casa cima
declarada, e a cargo de Gregorio Anto-
nes de 1847. JosAntonio Lourenco. Gre-
gorio entunes de Qliveira.
O abaixoassignailo participa ao pu-
blico, que tern estabelccido urna casa de
cambio e de conetagens na ra da Cadeia
do Recife, n. 34, e que se acha prompto
para pagar c receber,nos das dos seus ven-
cimentos, o importe de qualquer letlra
das que seacbam em circulaco comas
exlinclas firmas de Lourenco,Basto & C",
e Lourenco tk Oliveira ; e o mesmo far
rom aquelfas que de boje em diante nego-
ciar sob a sua firma. O mesmo tem colis
tituido seu- bastante procurador ao Sr.
Manoel Joaquim Silvcira, pora tratar de
todas as trans;icc5es da sua casa, e poder
firmar qualquer "documento no seu impe
dimenlo. Becitc, 11 de outubro de 1847.
Gregorio Jnlunes (le Oliveira.
Manoel Jos Vieira de raujo, subdito porlu-
guez, relira-separa Babia.
PABA AS PF.SS0AS QUE TENCIONAM SEGUIR
VIAGEM.
Na ra do Rangel, n. 9, continuam-se a tirar pas-
saporles para dentro e fra do imperio, despacham-
sc escravos e corrom-se folhas; tudo com muita bre-
vidade c por preco commodo.
Precisa-sede urna ama de leitc para acabar de
criar urna menina de 8 mezes : na praca da Indepen-
dencia, 11.3. .... ,i
permuta-s a casa terrea n. 3, sita na la do
Bom-Successo, da cidade-de Olinda, com duas salas
na frente, quatro quarlos, co/inha entro, toda
reedificada denovo.com um sitio soflnvjM, cn..o.s
proprios, por outra qualquer no bairro de Santo-
Antonio ou Boa-Vista; preferindo-seser na Soledade:
na ra de San-Francisco, casa 11. 24, ou na praga ua
Roa-Vista, 11. 6.
Madama Millochau com casa de modas Iran-
cezaS na ra do Aterro-da-Boa-Visla n. 1, pri-
meiro andar recebeu pelo ultimo navio francez,
a Zilia,wm gende sortimento de chapeos do palha
para senhora meninos e meninas; ricas- Atas de
todas as larguras ; hicos de blonde ; un. bonito sor-
timento de b.cos de liuho verdadoiro ; Jucos ai 1111- CosU'' u'P!ra quanto antes mandar"realisar o-nego-
tacd, multo largos, para cabogSo ; ricas-cinturas _UJ. n|0 nora coma irmandado de N. S. do
de senhora c meninas ; cortes do vestidos Dorua- _
lioa rtVcres; gravatinhas de fila ; collarinhos e
camiajnbas bordadas para montara ; ntremelos
e tiras bordadas ; fiis de linho de todas as1 quali-
dades ; fil do bico preto muito mais elegantes
que a seda', para mantas; visitas o manteletas,
cambraias lisas o bordadas; luvas de rotroz pai a
senhora e meninas- lengos de mo de cambra 1
de linho, e cambraia bordad c imprimid; cortes ut
vestidos para casamento flores para os ditos; se-
das de lodas sores o flores para chapeos de se-
nhora; e oulras muilas fazem*as que se vndenlo
..........' Na mesma casa conti-
1
depos...
na Boa-Vista, ra da Matriz n. 33.
- i\a ra do Itai.gel, n. 36 primeiro andar, pic-
cisa-so de una ama de leile. forra, ou captiva, para
acabar de criar um nicn.no de 6 mezes.
-Fiirtaram.ao amanbecer do da 12, na na la
Senzalla-Vellia, do primeiro andar da casa do Sur.
Jos Antonio Bastos 55,000 rs. em notas ama
lettra Je 200,000 rs. aceita no da 11 do con ente
Leonardo Rufino de. Fi citas a favor de I
Lotera do SUo-de-Janeiro.
Aos 20:000,y000 de ris.
de cambio do
Na ra da Cadeia do Bccil'e, loja
esto a venda bilhetes c meios
beneficio da fabrica de
a
Sr. Vicien n.
ditos da terceira lotera ..
papel de Zeferino Perre?.. A des antes qH(bi|n
' "heteS vao lubricados por Vieira da
o vapor.
Silva.
F.sles bilhetes
19 desie. Previne-1
por
dro Nicolo'villa, vencivel no dia 19 desle
se, portante, au publico, que pessoa alguma
negocio com a dita lettra ; pois nflo sera paga ,
j se adiar prevenido o aceita uto.
-Precisa-se de dous Portuguezes que-saibam
trabalharem nadara para tomaren, conta dalrc-
guezia de vender pfio : lias Cn.co-Pon as 11 ^0
Precisa-sede um Porluguez de 14 a tt. anuos
de idade para caixeiro de um engenho seis legoas
dislantc da praga ; o ben: assim de um leitor para o
mesmo : a fallar na ra do Vigario, 11. -22.
Carlos Haily, ourives lVance/.,
na ra Nova, n. 32,
acaba de receber de Paris um sortimento de obras
de ouro de le dos mais modernos aderecos ricos,
alenos a buril, rom pulseiras, e oulios sem pul-
seras; cargantilhas para pescogo ; alluictes ; brin-
cos parenhora o menina; cagolclas; botc.es de a-
bertura c aunis, e obras ile ouro da Ierra. Na mes-
ma loja ha para vender locas para menina c S
nhora; ese fazom do encommcndii.
n abaixo issignado faz ver as. pessoas do sua
amizade, que, por motivos de grave molestia, e por
assim rteigiro seu medico assstente, rcl.rou-se pa-
ra fra da cidade, alim de ver se, mudando do ares,
recobra sua sado. ,
A nlonio llorges Ual
__OSr. que por engao tirou da lista do sul a
carta don. 979, dirigida a Joaquim Pinto de Aze-
vcdo.queira lera bondade delira mandar entregar
na ra da Cruz, n. 49, ou annuncie aonde devo ser
procurada.
l1SP
O
Segundoelerceiroai.no do llamrtele, jornal
le instruegao c reacio com lindas estompas :
bemeomo urna grandoquant.dail
conta. Vende-se
ino
rasoavel.
na-se azer chapeos,
3 ais do toilette das senhoras.
I'0.r >:iS5.mi'.U.K'; rostidos, o em geral tudo o
visto que s mo pode mais admittir demo
"- Precisa-se de trabalhadores de enxada para um
silio porto da praga : na ria do Collegio, n. 15,
Terco
ras.
diversas
i : tudo muito em conta. ve.uie-se na ruado
Auoas-Verdes 11. 4S, primeiro anuar.
Atl Vendem-se 4 escravos, sendo um negro to
mola i.lado, proprio para serv.go de um iltior 00
negra dbannos, boa <,iiilandoiw ; urna dita de
80 annos, proprla para qualquer aerylco, o urna
mulata d annos com muito bons COJtumcs o da
muito elegante figure, com principio MmriM.
costura c engommado : no pateo da Santa-Cruz,
n. 10, se dir quem vende .
Vciidem-se quatro pahteiros de
piala do I'oito, obra mui delicada, c de
aostos muito modernos-, c bem assim
duas salvas pequeas tudo praia le ;
um liolao de ouro com brilbante por mm
commodo precoM na ra ,1o Crespo, n. 8,
a de Campos & Maya.
indos moloques de 18 a O
tres pelos do
utros
iironrios para limo 11 'H"i ..- ,.....~' !.
, ',, ,reiro 0 0 ouiro proprio para pagc.n;
a ardas, una de 0 anuos ,.....I habilidades e ou-
r com aannoa, propria para se educar; duas p e-
laa de O a 80 anuos, com algumas habilidades;
Ojf
Vendo m-se tres.
anuos, sendo um ptimo cozinheiro ; tres prctos
o nnos, sendo un. ollicial de sapate.ro, o;os ou
nronriosparalodoo serv.go; dous pardos se.
ruado Collegio, ... 3, segundo andar, se
quem vende.
20
ho
$&O
B
m
m
Vendcm-so 10 escravos, a saber: 4 escravas
muito mogas com algumas habilidades
que se dirSo ao comprador, c que vcmlein
na ra; urna dita de nagilo.quc he boa cos-
lureiraeengornmadeira, marca, faz lava- _
rintoe he boa cozinheira ; um bonito ca- *&
brinha de 16 anuos ; um molccote do 18 a g&
20 anuos, muito hal.il e esperto ; um pie- ^
to de 24 anuos, propiio para armnzeni; W
dous pardos muito mogos, ptimos pa- *9&
cens, unidos quaes tein ollicio de alfaia- ;^
te : todos estes escravos vendem-se por
is commodos. Na ra do Vigario, n. ^
porto
nrimeiro andar. .
-KdwardFenton.nflo podenuo, pela brevidade
dosua sabida para Lisboa, despe.lir-so de todas as
pessoas de sua amizade, o faz pelo presen e offo-
lecondo-lheso seu presumo naquella cidade.
-EsU para alugar-se o segundo andar do sobrado
.. i da ra do Burgos: a tratar no
armazeni n. 5,
da travesea do Arseual-de-Cuerra.
.-Precisa-se alugar um prelo diligente : na fa-
brica do licores da travessa da Concordia.
- perdeu-sc, no dia 10 do correnle a noite, na
miltri/. de Sanlo-Antonio, poroccas.ao de^hrumn,
um -
en. cdulas anudad,
urna, e Tdc 18 mil e tantos res,
por este
rcarteira de algebeira'usada, contendo 24,000 rs.
23 leltras de 20,000 rs. cada
sacadas por Mano-
imos, accas por'jos Pinto de Maga-
l.opes Morcira, e todas pagas
urna dita de 100,000 rs., passada por Jos
---' Vende-se um molcque de nago, do 18 a
anuos de muito bonita figura ; sabe cozntiar,
orofriopara qualquer servico, por ser corpulento o
mo lorcoso : na ru da Madre-dc-l)cos ... 9.
"-Ven.lem-sel.essacadas de pedra da Ierra, o
(na cama con. seus cortinados: ..amada (.oncor-
d'- VVnde-s ummoleque de 18 a 20 annos: na
niii do Cabuya, loja de miudezas, n. 1 0.
i.% coche ra 00 palco da Matriz deSanto-An-
lonio venden-se d.lfcrontes parell.ee de cavallo pa-
ra carro bons e por prego commodo; c .guarnien-
te dilTeronlos carros maiores e menores.
t0.- Ve de-se um berco o.n mu.to bom es lado
preg commodo i no Alerro-da-Boa-Vita ,
- vendom-ee duescarrogascom dous bois man-
sos : na Trompe, n. t-
flicas sedas brancas
nan vestidos de senhora ; luvas de pe-
edCCcUna's'e coundas, onleitadas; muito bons
e por
n. 49.
ncIdaV nas do tres anuos, c ...ais papis que
nada serven.. Por isso, quem a achou, queron o res-
itui-la, o pode fazer na ra ireita, n. 135. Iicando-
se cora os 24,000 rs. : oPrevine-se ao publico para
adeWndeTme'ardo'seda para homem so-
,., n-is- ...antas chales do seda, do mui-
lobmgS ciaosde palha para senhora; fitas
d e bordadas bor/cgui.is para senhora ; sapa-
lodas as qualidades ; e outras mudas fazen-
das que se venden, poi commodo prego : na ra do
Cabuga, loja de Manocl Pinheiro de Alme.da.
Vende-se espirito de vinbo muito bom ; agoa-
ardentc do reino aniz genebra e licores ; tudo
ocios mecos por que nas fabricas se vende : na pra-
ga da oa-Visla venda cm frenlo do oitao da ina-
' -vciidcin-sc i moloques do 12 a 18 annos ; um
cabrinha ; 4 escravos, sendo um carpma, ouiro car-
rciro c dous do servigo do campo ; 3 mulatmlias
muito lindas, com principios de costura; 5 escra-
vos de 12 a 30 annos i na ra Direila, n. -.

5

i
*,


MUTILADO
7T


- _'.
I
1


Vendc-se urna pa da clara, de 25 a 30 annos ,
buc cose, lava e faz b,cos do todas as qualidades ,
c ornis servico do una casa; im cabrinjio de 12
annos mirto bonito o diligente : os quaes vendero-
sc por terem vindo do.serlo para um pjpamcnto:
na na dos Tanoeiros, armazem n. 5, ou na ra do
Trapiche-Novo, n. 36, segundo.e lerceirps andares,
Vendem-se 8 cscravos sendo : 3 pardas c'e 18
a 25annos rom habilidades; um moloque de tan-
nos, cozinheiro ; Um preto de 22 annos bu ni car-
rero c de bonita figura ; 3 pretas com habilida-
des | um pardo de mala idade por 250,000 rs. de
muito boa conducta : no pateo da matriz de S.-An-
lonio, sobrado n, 4.
Vendem-se pecas de chitas escuras e de co-
res Iixas proprias para o servico de casa por se-
ren muito encorpadase fortes, a 5,500 rs. e a re-
talhoa meia pataca : na ra estreita do Ilozario
n. 10, lorceiro andar.
A ella, rap;tzlada.
na ra do Cadeia do Bed-
il. ia, de Kalthar fk Uli-
Ven.lc-sc cera de carnauba multo boa,' tanto a
n-iaino, como em porpes : na ra das l.arangeiras
n. 14, segundo andar.
- Vende-so una parda de 18a 20 annos,' de figu-
ra elegante que cose, marca engomina e cozinha
liorn, sem vicios nem achaques, e que d-se a con-
tento para melhor se verem ns (labilidades ; 1 molc-
que de 12 a H annos, que ontende de cozinha : no
paleo 3Va nova lo ja ca
(lea do Recite
Caudino Salvador
"?a,
rua da
n. ,V2,
Ca-
de
Peiei-
ra lira
yendem-se verdadeiras gangas azues da India, i
toencorpadas proprias para calcas, aquetas o
saias depretai, a i,00n rs. a peca de t covados..
-Manoelda Silva Santos ven
de superior fa rinda de trigo de
RichiHond em bai ricas e meias
ditas.
--- Vende-so urna porcffo de fumo da Babia, em
fardos, lu.no de lavrador, sonido, de ptima qua-
Iidadee barato; na rua Dircila loja do sobrado
i\a nova loja do Passeio-Pu-
blico, n 17,
ha um grande mmenlo de rambraia de cores para
vestidos de senhora leudo cada corte 6 i a 7 varas
d multo lindos padrf.es pelo barato proco de 2,5fi
o 2,800 rs. o corte; ditosos mais modernos que lem
SSES60"1 ,!i"'1''' 5' n-i ,lill,s Jamas-
Mi os com llores de cores a 5,000 rs. ; ditos mili-
to largos e linos a 280 e 320 rs. o covado ; mii.su-
woL es.,)ar, ve8lid. qe fingom seda a
200 rs. recovado; baleemiras de milito lindos gus-
to a 200 rs. o covado ; chapeos do sol, de seda ,
para homcm fazenda milito superior i 6 non rS
ditos de masas franceza os mis modernos che-
gados pelo ultimo navio a 7,000 rs.
no mercado
fe, armazem
veira.
-- Vende-se una parda do20annos, de figura ,
o iptima para mucama quo engomma. cosechflo ,
lava de sabilo, cozinha a'guma cousa e faz renda: no
Aterro-da-tloa-Visla, sobrado n. 5.
--Vendem-se pegas do madapolSo limpo, com
20 varas, a 2,400 rs. e aste vintn a retalho :
na rua estreita do Itozario, n. 10, 'terceiro andar.
O BARATEIRO
na nova loja da rua do Cres-
po, a o p do arco de S.- An-
tonio n.4, de Ricardo Jos
de Frcitis Ribeiro.
A esta loja ha chegado um riquissimosortimcnlo
de cambraias de ci\rcs de muilo ricas cores fixas e
estampado suisso, a 2,560 e 3,000 rs.; chapeos de
massa franeczes e do ultimo gosto a 7,000 rs. ca-
da um ; lencos de seda para gravata do bonitas
ciares c boa fazenda a 1,280 rs. ; lencos do cam-
braia com abertura, para mito de sonhora a 240
rs.; muilo ricas cambraias de. cores, com raina-
gens e transparentes proprias para cortinados, no
ultimo gosto, a 320 rs. o covado; um rico sortimen-
to de pannos linos de todas as cores por prego mais
comniododo que em Outra qualquor parte; casimi-
ras e b.ii.s muilo modernos ; um esplendido sorti-
mento do chitas linas, a 120, 140, 160, 200 c 240; cor-
les de chitas milito linas e do siyuras tintas, com 14
covados, a 3,500 rs. ; los pretos de muito bonitos la-
voures, a 2,400 rs, ; o emlioi contina a chegar to-
dos os dias novo soitimento de fazendas de gostos
modernos por precos rasoaveis. As amostras es-
Larflo francas aos freguezes.
Vende-se, por prego coinmodo, urna parle
no engcnlio Jaguaribc: no Atcrro-da-lioa-Vista .
n. 58. '
Vende-se fumo de primeira qualidade e re-
talho e em pnrgilo no Aterro-da-Boa-Vista n. 58.
Para cumplimento das disposigOes testamen-
taria do tinado conegn Francisco Antonio pinto ,
vende-se una terca parle da casa de um andar n.
4. sita na rua da Cadeia lio bairro de S.-Antonio
desla cidade do Reeife ; a tratar com Manocl l'crei-
ra Teixeira.
Vende-se urna parda muito moga sadia e de
bonita figura que entende de costura lavar cn-
gommar,cozinhar cfazer doces: no principio da
SoledadO logo ao sabir da Trempe, casa de tres ja-
nellas com vidros grandes e porto de grades ver-
des.
Vendem-se 12 cadeiras de Jacaranda com al-
gum uso por prego em conta por sen dono pre-
cisar de dinbeiro : na rua larga do Itozario
prjmeiro ailar.
Vendem-se
n nli i de V
.'"o para jaquota, a 480rs.; setim preto snperior,
a 3 600 rs. o covado ; bnm pardo trangado de puro
l.nho.aiSOrs.o covado; dito de quadros lisos,
i ropno para jaqueta a 400 rs. ; castores para cal-
gas do superior qualidade a 280 e 320 rs. o cova-
do ; bnm da Russia, largo, a 560 rs. a vara : meri-
'n!Pr.ittl,WKLr8, eovad; a'godno america-
no, delislras, a 160 rs. o covado; cassa branca de
2 uS.\3'?0D?'-a.Pcfai al6diI ** Ierra, lar-
go c de superior qualidade a 240 rs. a vara ; cha-
'nnnTra 'u 8,ed? me,hor (aten<*a POBSiVel a
o.OOO rs ; alm destas, outras muitas fazondas de
bom gosto por prego commodo.
:- Vende-se urna preto crioula ,do 18 annos, com
principios de engommar o de costura, e que cozi-
nha o diario do urna casa lava, o nlo tem vicios
nem achaques: ao comprador se dir o motivo da
venda : em Fora-de-Portas, rua do Pilar, n. 107.
Vende-se um sitio na estrada dos Afflictos,
com oa casa de vivenda, do pedra e cal, com slito,
cozinha fora, estriban para urn cavau muito
bom poco, o qual admitte ora todo cheio de ar-
voredos novos: a trata,r na mesma estrada com
Joaquim de Oliveira e Souza.
Aos Srs. martimos*
Na rua do Queimado, loja n. 13, vende-so um
mappa da costa .lo Drasil.
--Vondem-so pcsdefructa-pUo de larangeiras ,
desapotis, n do tmaras da India : na rua das Flo-
res, n. 25, so dir quem vende.
Vende-se una preta do 20 annos quo cozi-
nha laya de sabao e engomma : vonde-se para fura
da provincia o motivo porque so vendo se dir
ao comprador : na rua Dircila, n. 22.
- Vendem-se 5 escra vos, sendo 4 de 12, 16, 18
unos, de bonitas figuras, proprios para o
Estes candiel ros s os meihore, e
mais modernos queexlstem hoje : recommendam-,.
publico, tanto pela seguranca e bom gosto de a L
conrelo, como pela boa qualidade da lu*. economh 1
ass( io de scu servido. "ae
Na meSma loja oacotsumldorcsicnu
pre a cha rao um deposito de CAZ, de cujo se aflanes
qualidade e em porcao bastante para consummo *
Vende-se conforme a qualidade, a 320 e inn
a garrafa. rSi
vende-so um cavado em boas carnes que
nda baixo at meio muito bem, o lie de bo-
nita cor, por prego commodo
Larangeiras, n. 14,
Vende-se urna cabrinha do lo para 11 annni
na na .los C!nn.P.n.. /> s'
- "'uia, ii
e 22
0. 46,
asseio e
lardo em
Chapeos de >o], de seda, para
liomem. a 6^400 rs.
Vendem-se na loja n.*4, de Ricardo J. de F. Ri-
beiro, ao pe do arco de S.-Anlonio chapos de sol.
le seda, muito superiores para homcm, a 6,400 rs :
bem como longos arrendados de canibraia para se-
nhora a pataca cada un.
Sorvete, a i0 rs.
Nonaleoda.S.-Cruz, n.6, com lodo
perreiQOo que he possivol das 6 horas da
oante.
Riqusimas mantas de seda ,
a8#00is
\ en.leni-se na no*a loja n. 4, da rua do Crespo, ao
podo arco do S.-Anlonio.
Champanlia de superior qn*.
Vendem-se pegas de panno de linho
le boa qualidade e por prego commodo
(.adea do llecifo, loja de miudezas n. 51
necoee du exiinota com.
rinamhoco e Parnbiba : no
escriplorio le Oliveira Irtnos & Coro-
panliia, na rua da Crui, no Reeife, n. g
A casado Alves Vianna ,
na rua da Senzalla-Vellia n. 110, receben pelo ul-
timo navio, vindo do Havre, caisaa com 4cha-
peos para homcm e nutras fazendas de lila e algo-
do, o seda proprias deslc mercado.
Cerad Itio-de-.lanciro e.e
IJslida,
vendcni-seem caixas sortidas, c qualidades sepa-
radas de 1 a 16 em libra, e tambem brandOcs.
tochas o bogias : na rua da Senzalla-Vellia, n. 110,
Loja do nicho.
Na esquinado Livramento, loja do nicho; ven-
dem-se corles de easaa de cAres usas, a 1,600 rs.
A S#000 rs-
Na loja nova da rua do Quei-
mado, ii. lf a, de S avnuin-
Carh
servigo de campo emesmo da praga; urna crioula
de 24 anuos, de bonita figura, com habilidades:
na rua das Cruzes n 22, segundo andar.
Vendem-se, por commodo prego caixllhos o
poilas para janellas; ditos com almofadas, para
interior de casas: na rua da Cadeia do Reeife,
n. 52. '
Vendem-se do 80 a 90 caadas de azeite de
carrapato, pelo prego de 1,000 rs. a caada: em
Fora-do-l'ortas n. 145, venda de Jos Gongalves
Rell'-no. Y
-- Na rua de Agoas-Verdes, n. 46, vendem-se dous
moloques de naeflO j dous pardos de boas conduc-
tas ; um dito insigne criado; duas molecas; urna
parda mucama, com um lindo filho de um auno do
idade a qual he insigne cozinheira ; 3 escravas
por commodo prego; umescravode naclo de 30
annos.
TIJOLOS DE MARMORE.
J. Saporili tem lijlos de marmore azul e branco
para vender: quem os quizer comprar apparega em
sua casa no Reeife, n. 18 segundo andar, de ma-
nnfla at as 9 horas e de larde das 3 em diante.
Vendem-se na rua do Trapiche, n, 6, 20 o
tantos escravos, lendo entre elles negrinhas mu-
latinhas de 10 a 14 annos, muito proprias para mu-
camas; pardas e pretas de 20 a 25 annos, que silo
ongomniadoiras, costurciras o lavadniras; moleques
do tO a 20 anuos, de muito bonitas figuras; 8 pretos
( et20 a 40 anuos: lodos se vendem por prego commo-
do por o dono relirar-sc para lora da provincia.
O a precia ve I sorvete
vende-se no pateo da Matriz de S.-Antonio, todos
os dias das 6 horas da tarde em dianle com lodo
asseio e perfeig.lo.
Vende-se um escravo mogo, sem defeilo, mui-
lo proprio pura o servigo de campo ou do engenho,
doque lein muita platica, e inesmo para todoo
servigo de rua na praga : na rua Nova n. 44, casa
do Sr. doulor AgUiar.
~ Vendc-se com meio feilio 1 palitiro 1 ca-
reteira, 1 bule, 1 manlcigueira com mato, urna li-
gella, 1 jarro, 1 hacia 1 leiteira t espevilador
com pralo, 1 rolhcr para molho, 1 assucareiro 1
copo, 1 faqueiro de mesa, completo, com 12 colhc-
res. 12 garlos, 12 facas, 1 trinchante, 1 collier de
-Vendom-se 5 propriedades de casas, sendo: urna
do sobrado, em Olinda, na rua do Coxo; urna dita
de sobrado e soto na rua da Senzalla-Nova, n 37
1 dita terrea no boceo dos Martyri os, n. 4; urna dib
na rua dos Pescadores, do bairro do S.-Antonio
n. 7; urna dita dita meia agoa nos fundos desb
cima n. 8 : a tratar na rua da Cruz, n. 54 com
Mendes & Tarrdzo que se acham competentemen-
te autonsados para esla venda por conta de quem
pertencer. n
Vendem-se 3 parles de urna casa Terrea em
chfios proprios na cidade do Olinda rua de Ma-
tbias-Ferreira: a fallar com Manoel Jos Mairiz
morador em Maria-Simplicla. '
Vendem-se, na ruada Cruz, n. 26, os segua-
les escravos : urna parda do 20 annos, que cose o en-
gomma ; duas bonitas negrinhas do 12 annos ; un
preto ; um molequo de 12 annos; um mulaiulio
le 14 anuos; um dito do 8 annos, proprios para
apronderem qualquor ofilcio ; sola ; couros miudos-
bezerros ; cera de carnauba ; sebo ; esleirs ; cha
peos de palha ; penuas de orna ; uma porcito de sac-
eos vasios.
Vendo-so urna barretina barreUlp, talim, ca-
nana o urna farda ; ludo proprio para guarda nacio-
nal por progo commodo : na rua Nova, n. 35, se di-
r quem vende.
Vende-so um sobrado do um andar no largo
da Roa-Vista : a tratar no Aterro do mosmo lugar,
irimeira loja de louga.
Escravos Fgidos.
trastada novo e de melhor g'oslb : na ruaVeThaVn.
'>.), se dir quem vende.
Vende-se urna venda com poucos fundos, sita
do Porto,
na rua da
DEPOSITO >E CAL V1RGKM.
1 roa do Traniclie n i
rapiche n.
pre cal virgein de Lhii
lia
lenos, e
nllii
sem-
-a, em lia iris pe-
imanieiite chegada mui-
to superior e por preeo rasoavel.
Vendem-se meias barricas de rarinhn deSSSKde
raminho no caes da Alfandega armaze.n ... 1, do
Cumiarles. '
Vendem-se caixas de cha hysson de 13 libras
cm porgues ou a retalho ; caixas de velas de es-I
per.nacetede5e6em libra : na rua da .Alfandega-1
ellia n. 36, em casa de Matheus Austin c< C.
do este o ultimo gosto de i'ai iz.
Vende-se, por precisflo, um escravo pega de
excellcnleconducta ,apto paracadeirinha; cujo se
pielero vender-se para a praga : na rua estreita do
rozario n. 31, primeiro andar.
- Vende-se merino verde, delimito boa qualida-
de proprio para vestido de montara, a 1,600 rs
o covado ; meias para meninos e meninas a 120 o
160 rs. o par : na .ua do Queimado, n. 57.
Tandega
Vendem-se msicas as mais modernas, para
diversos instrumentos e cantorio do celebre autor
C. Verdi: na rua dn Cruz, no Reeife n 18, segun-
do andar, de manh.la a' as 9 horas c das 3 da lar-
de em dianle.
Vende-se, para fra da provincia
11111 111
. *------ ......... i'.".i..^n. um iiiuiwt-
que de 18 a 20 annos, de bonita figura, e quo he
omeial de inarceneiro : na rua do Queimado, 11. 10,
terceiro andar.
-- No lim da rua da Aurora, n. 4, vendem-sc ro-
detes tambores e aguilhes antigos, por prego
commodo ; bem como um crioulo de 24 anuos, bom
I caneiroe vaqueiro.
Aflsentou-se, ha dias, da casa do seu senhor o
escravo Jolo pardo trigueiro de 15 a 17 annos ,
cara grande, olhos regulares, bons denles; bem
condecido por andar fiequenlemenle fardado: quem
o pegar leve ao Mondego, a seu senhor l.uiz Go-
mes J'erreira que recompensar generosamente.
Fugio, nanoitododia 10 para 11 do corrente
um escravo, de nomo Rufino ,-de naclo Congo, de
40 annos de estatura alta, corpo medio cor fula
olhos grandes nariz e bocea regulares barbado
tem uma perna cambada; foi queimado em um
braco.c por isso icou com elle meio branco docoto-
vcl o para a mo, ficando com a mesma mflo sem a
poder techar : tem o p? eomnr.os e ap,.!leUu,.s
Quemoaegar leve a sen senhor, [Jos Fcrnandes
I-erre ira.
Fugio, na noite de 10 do corrento, um preto,
de nomc temando de estatura alta barbado por
baixo do queixo ; reprsenla ter 40 annos falla
bem che bastante desembarazado; tem os ps
grandes clargos; levou camisa e caigas brancas,
suspensorios e sem chapeo ; foi escravo do lllm.
Sr. Thomaz Jos da Silva Cusmlto ; julga-se que an-
da mcsino pela Boa-Vista ou S.-Antonio. Quem o
pegar leve a seu senhor, na rua do Trapiche, n.
34, que se recompensar.
-- Fugio, da rua da Cruz, no Recre, n. 49, a Joa-
quim l'into.dc Azevedo a sua escrava Leopoldina
de nagio S.-Thom a qual a tinha vendido ao ISr.
Antonio Domingues ferreira, e em. nome de sua
t senhora. Como a dita escrava paucos dias.depois do
I vendida fugisse da casa da compradora foi o dito
Azevedo avisado da sua fuga, ao que respondeu que,
apparecendo, Ihe levasse que elle .dava o mes.no
dinbeiro c a remeltin para o Rio ; e sendo-lhe e3ta
apresenlada pelo Sr. Ferreira amarrada de bragos ,
nodia 11 do corrente, generosamente Ihe deu seu
importe c ficou com a dita [escrava. Acontece, po-
rm, que, ficando fechada em uma sala da frente lo
primeiro andar, fugio de noito pelas janellas, que
silo bastantes altas o que faz crerque foi auxilia-
da de fra por algiins malungos pu amantes. Por
isso recommenda-se a todas as autoridades supe-
riores e inferiores lano da capital como das co-
marcas, que a apprehendam aonde quer que ella ap-
1 parees. Os signaes daloscravasio os seguimos: de 30
Ult-" U 1\ iitilinK ,i.. 1.......1....... .U.t. .!_-______ __....._
m
fftJSm
Nosla loja vendem-se corles de cambra|a de
Cdres (xas, a 1,600 rs. ; chales da Suis-
sa, de ricos padrocs a 2,000 c 2,500 rs.
ni. "A^NDCAO'nE LOW-MOOII.
Na rua da Senzalla-Nova n. 42, contina a hivfr
- Vendom-se sellins inglezes de na ten I
^'^C,!l'1idoseli^.os,ne.horesu
Ue elasti-
Kenworthy & ComSnhia "' "' CaSa "C Ceo :
POTASSA
VeiHe-se a verdadeira
^adaRu.ia^.nai^;:'^^
msmssm
AOBOM E HAltATO.
os quatro-canlos da rua do
I Queimado, n. iO, loja de
Francisco Jos leixeira Bas-
los vciidein-se
corles de rambraia de cores, com algum mofo, a
2,400 rs. ; cassas brancas de quadros rxos pro-
prias para vestidos a 240 rs. o covado ; lindeza de
militas cores, a 160 rs. o covado; corles do cam-
bias adamascadas a 4,500 rs. ; chitas finas, de
core nxasc modernas, a 200, 240, 280 e 320 rs o
i .' meil's l,rai|cas para senhora a 2"00 320 v
400e480rs. o par; fustes brancos c decires, pa- """ !J" ''- ''o iorilinenlo deLAMPOES
raeolleles, a8O0rs. o covado ; dito de qa.dVof,']leTe^Ze*** co",I,olen,cs 'idros. ccendedo-
otos da moda.
Na loja .le miudezas de Francisco Joa-
qun. Dinrte, na rua do Calinga, o 1, re-
cebeu-se, pelo ultimo navio viudo de
t ranea, um completo sorlimento de bo-
I fies de casaca, de seda, sarja, selim e aina-
rellos, tanlo para casacaa, como para bi
de pagens de marquezes e bardes e de pes-
soas particulares ; assim como um opta
soitimcnto de boloes de madre-perola
para palitos, e de vidros proprios para en-
fetes de roupea liescnlioras e de meni
nos:ns amostras se acham patentes
aos senbores compradores.
Gaz.
S oja de Joao <:hardon,
1 erro-da-Boa-Vista, o. 5.
a 35 anuos de boa altura, rheia do corpo, nadegas
grandes, retinta cabega grande, cabellos corla-
dos da parlo posterior, ecrescidos alguma cousa na
parte superior testa larga, alta o saliente,' olhos
grandes e fundos com os lagrimees muilo abati-
dos, principalmente odirelto que parece acanhado,
ou dclle padecer, beigos grossos falla baixa o de-
vagar pouco ligeira no andar ps chelos ^ ou c ar-
nudos ; levou varios vestidos, entre as cores do ro-
sa branco azul-claro alvacenlo, esle de |riscado
achadrezado miudo e com babado chale de me-
tilo, de franja semi-encarnado rozetas as ore-
Ihas. e panno da Costa. Quem a pegar leve a seu se-
nhor que gratificara generosamente a protesta
com todo o rigor da lei contra quema sedUzio, ou
der couto.
-- Fugio, no dia 11 do correlo a preta Marja,
de nagao Angola de 20 a 22 annos ; ralta-lhe um
denle no queixo inferior; tem os ps bastante
grossos; levou vestido de chiia e panno da Costa
velho: quem a pegar leve a rua largado Rozario,
n. 30, terceiro andar, quesera generosamente re-
compensado.
-- Fugio, na noito do dia 17 de setemhro do cor-
rente auno, do engenho Uueluz, em Ipojuca, um
piolo de nagao, do nonio Antonio do estatura alta,
de bom corpo olhos grandes o um tanto-verme-
Idos j com alguna cabellos brancos ; levou ca-
misa de cbila azul do quadrinhos, ceroulas de al-
godaozinho branco ou bamburgo o mais alguma
roupa em una trouxa e levou mais unta cnxada
encavada : quem o pegar leve ao dito engenho, ou
na oa-Vista, rua du Aurora, u. 26, em casa de Fran-
cisco Antonio de Oliveira quo ser recompen-
sado.
!?. NA TTP, DE M, T. DE fAflU l84j.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EYD5T8NKO_N3KERZ INGEST_TIME 2013-04-30T20:44:20Z PACKAGE AA00011611_09740
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES