Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09736


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Full Text
^w^Sj^-j'WJB*^
Auno de 1847.
O M4R10 pobiiei-ie todos os das, riue nao
f-em le ginrda i o prero da asignatura he de
IjOOft ts.poi qitartel, pnor adiantadot. Os nn-
n<> inseridos raso d.
5(i ti. por lint; 10 rs. em typo Hldereiitc,. e as
n>peli".aes pila meted* Os que n'io Piram assig-
nanles paijaro 80 r per linda, e 100 ca lypo
dilTerento, porcada pnWic.eo.
PHASES DA LTOMEZDR OUTUBRO.
Mni^o.mte, a 1, a 7 llorase 10 inin. da mana.
I.ua nova, a 9, u 6 horas 47 inin. da iiianli.
Cicscentee 17, a a horas'.i l mi. d* mauh.
I.iki cheia H. a 0 hor. c 16 rain, da taio)e.
Min^uaule a So', a 7 horas 35 iniu. da tarde
Sexta-feira C
PARTIDA DOS CORREIOS.
Uoianoa e Paratiyba, s segundas e sextas fein.
llo-'rande-dn-Norte quintas feirasao meio-dia.
Caho, Scriuliem, Jtio-Forhioso, Podo-Calvo e
Macelo, no I.*, a 11 e l de cada tnez.
foraidium e Bonito, a 8 e 23.'
Boa-Vita e Flores, a 13 e 8.
Victoria, lis quintas l'eiras.
liiind i, todos os das.
PRBA.MAA tiK OJE.
Primeira, as 3 horas e 42 minutos da mauhaa.
Segunda, s 4 horas e f minutos da tarde.
de Outu-bro. Atino XXIV.
;:. Q27.
CTBB II' !W-BW-tltaHU
DAS D\ SEMANA.
4 Segunda. S.Fiancisco d' latil Aud.do J.dos
orph. do.', dor. d* ? f. c lo i. "!. da v.
5 Terca. S. Placido. Aud do I dociv. da i.
v. c d(. I. de pM do 2. \ti. dr t.
0 -Onarta. S. i'intio. Auil. do t.do Ctv.da Vi-.
cdo J. do paz do 2. ditt. del.
7 (Quinta. N..Marcos Au dn J. municipal da l.var.
8 Seda. S. Ilrit-ida. Aud do I- dociv. da I. v.
e do .1 de paz do I. dist de t.
9 Sahhado. S. Djonffio. Aud ilo J. do civ.da
I. V. e do J de az do I dist. de t.
10 Domingo. O Patrocinio de Jos
tOS NO DA 7 DE O0TDRO.
Cambio sobre Londres a 27",
i) a Pnris 340 rs. p
i) u T,i> lio.'i 10 '1 a I
Detf. de lettrx de l>oas Ora
-cilas..
'Iud.#d.- 6J 00 velh
a de 8t0" i,ov.
o > d 4,<00____
Prala Pataces........
u Pesos columnares..
i) Ditos mexicanos .,
Miuda............
Acedes da coinp. do llelieribe
d p. Ijrs.a C0d.
ir franco.
ir. de premio.
1 de '/*/ aomez.
. 29|flO"0 a 29^20"
. 11 Ifl a 1
161(100 a IflJlO"
. 9I00 a 9J50
. 2ftl0 a 2#0O
. I('() a 2ii"M>
,. Ifson.-i l|820
,. 1*930
de jofooors. ao par.
DIARIO DE FERKTAMBUCO

INTE^-fOR.
PARLAMENTO BRASILEIRO.
SESSA EM 11 DE SETFMBRO DE 1847.
ORNAMENTO DO IMPERIO.
(ConlinuatSo do numero 22*.)
O Sr. lollanda Cataleanti (proseguindo) : Sr.
rra, all nascido, all contiendo, all cstabolocido.
Houve urna onlra vaga, parece-mo que a do Ro-
Grande-tlo-Norte. Nflo ignora a casa o que se pas-
sousobreoRio-Crande-do-Norle; olla me dispensa-
r de locar nisto.
presidente, Im notavel tima cousa na ninlia vida,
iinguem pode iltividar que o quo aconteco em Per-
lambuco, lia annos para c do; que eu nflo posso ser ndilTerente ao quo se tem
passado. lia certos annos paraca, na provincia de
Pernambuco, especialmente estando eu na admi-
nistraeflo. Muitas vezes tivo occasiflo, com algum a-
tnigo, e nflo sci se com algum collega, do fazer m-
nhas qtieixas ; e, senhores, nflo ouvi outra voz, ou-
tra resposta senlo: est apaixonado ; de ma
neiri que sou o pnmelro a desconfiar de niim. Mas,
senhores, querem que eu renuncie a minha provin-
cia, a torra onde nasci, onde tenho os ossos de im-
mensidade dcsvs, onde tenho minhas rola (Oes, on-
de fui criado, que me tem honrado semine, sempre
e sempre? Posso eu ser indifTcrente s cousas de
Pernambuco ? Que posso eu dizer mais ? Sr. presi-
dente, physlca e moralmcnte eu nlo sou senflo Per-
iiaicliucano ; entretanto, tendo eu a confianza da
corda, foi essa provincia que mais sofTicu e conti-
na a soffcr.' Desconfi de mim mosmo, averiguo ;
mas emfim apparccem factos que nflo se contestam,
fazem-se arensacoes, e agora essas accusacOes nflo
he a Pernambuco, he minha familia que sediri-
gem. Nftoseique ogerisa teem minha familia. Se-
rei eu seu defensor ? Nflo, nflo defendo ; mas apr-
senlo os factos pelos quaos teem sido atropellados
os direitos dos Pernambucanos.
A rasa nflo podo ignorar que foi no principada
minha administrarlo que a cmara dos deputados
fez a depuraeflo de alguns membros. A cmara esla-
va em lodo o seu direilo; mas o faci he quo os vo-
tos dos coilegiQS annullados tinham sido dados iegi-
timamente. Mas esses deputados nflo entraran) na
cmara; a depulacflo do Pernambuco foi feiU pela
cmara dos deputados e nflo pela provincia. Resist i'
Houve algtima paixflo da minha parte i'
O nobre senador mcu comprovinciano, que tanto
se distingui este auno, que me conteste, diga o que
ha a este respoito. O fuclo lie este : fe/.-sc a depura-
eflo; Ipresentou-se urna deputarflo da provincia de
Pernambuco com o principio exclusivo da persegui-
eflo dp cortos individuos; nomoaram-seempregados
para a provincia...... Alguom dir : Vos sois res-
ponsavel. He verdade que eu nflo resist a nomoa-
Cflo nenhunia ; eu confiei sempre muito nos nic.us
collegas, ejulguei que respeilarim todas as provin-
cias, todos os direitos dos individuos, para eu estar
reclamando, pedindo, solicitando, &c. Nlo approvei
todas as nomeacOes, Mas esses einpregads que fu-
ra m para Pernambuco consideraram-se orgflos de um
partido. Eu nunca entend que urna admlnisliacflo
fosse administrgflo de partido ; o prinieiro dever de
toda a administraeflo he prqicgei' os direitos de to-
dos os cidadflos, o nflo dividir o paiz, ncm chamar
amigos a estes, noni reputar nimigos aquellos : a
lei tem descriplo quein sflo os amigos^ quem os ini-
tnigos ; os reos devem ser punidos Mas lie Tacto que
o chele de policio e o presidente da provincia espe-
cialmente coiiMiioraiani-se orgflos de unpai tido.
Senhores, nunca estivo em rcbelliflo. Lenibiava-
mo que, quaesquer.que fossem os oros das autori-
dades, havia o.dircito dcqueixa, bavia o direito de
accusacBo, havia a representacao ; mas.cu nflo posso
deixar de confessar que ha no paiz todo, nflo em
Pernambuco so, una persuasflo deque, quandose
trata de recorrer justica, he ncessario una gran-
de coragem. Islo mesmu, ou por semelhantos pala-
vras, disse o Sr. ministro da justica. na cmara dos
deputados.
Tainbem nflo gostava de muitas mudancas; nun-
ca conheci essa iransmissfio de pensamento, essas
pessoas deconianca ; nao soi distinguii' nem appli-
rar essas confianzas ; o meu principio era conservar
os administradores ate que por tactos ellcs se mos-
tl'asscm indignos lio eonlianca ou dignos de lima ac-
ensadlo. K pefuiiltii-se-me* dizer mais, a confianza
da cora, eiiiquaulo fui sou ministro, lisongeava-ino
tanto, que eu ilizia quo deviu solfror; eslava con-
vencido que cu e nieus amigos ireviam soft'ier pelo
soi vico publico, embora a todo o lempo eu esperar
va justica, e ainda espero.
Depoisdessa nomeaeflo de deputados, houve algn-
mas vagas de senadores no imperio. Desafio a quem
qurqueseja a que aprsente- una carta, tima re-
coinmeudacio minha, como ministro, a favor de ni li-
gue tu para um lugar na representaciio nacional.
Quando ministro he que vagou algum lugar de sena-
dor ; havia um liomem do mcu paiz quesera dolo-
rosissimo que fosse a sepultura sem lor tido um as-
sonto 11 esta casa (escuso dizer o seu nomo, o sonado
"sabe,; havia um Brasileiro que, emeompanhia de
outros da su propria familia, linha feito servigos
impoilanlissimosao Brasil : dous jaestavain na se-
pultura ; o.ultimo achava-se nofitn de sua vida, e
nflo tuina um jsenlo nesla casa, e eu desejava que
elle o tivesse. A primeira vaga qoe houve de sena-
dor supponho que loi porSanla-Calharino, sea mi-
nha memoria nflo falla. Eu desejei que a provincia
de Santa-Cathanua tivesse a fortuna de collocar nes-
l'a casa a>um Brasilero lito digno de ser meuibro del-
!, mas consulorarOes so mo lizeram, aprcsenlou-
Nse-me o direilo' das provincias sorom rop esenladas
por pessoas uellas iateressadas, calei-me, e o sena-
Occorreu depois a morlo de meu sogro, o senador
Manuel Caetano, c meus amigos, sabendoa disposi-
Qflo em que eu eslava, o respoito que consagrava ao
Brasileiro a que me tenho referido, o desojo que li-
nha de o apresentar por Sanla-Catharinn, olicgaran
a dizer-me, talvez inesiiio no da da morte de meu
Sogro: Tem voss os mesmos senlmentos por Per-
nambuco que tin'ha por Santa-taitliarina acerca des-
sa pessoa ? Eu Ihes respond que com muito inaior
prazer a vera eleita pela minha provincia; que mui-
to estimara se o podesse conseguir, mas nflo como
ministro. Nflo cscrovi senflo a minha familia, nflo
escrevi senflo a meus irmflus, que me respondern!
abundando em meus sentimentos. E com eflelo,
permittam-me dizc-lo, ti ve a fortuna de ver que a
minha provincia collocou nesla casa o Sr. Anloniu
Carlos llieii o de Andrada, o Sr. Antonio Carlos que
nflo era liomem de provincias, reprsentava o impe-
rio todo, tinlia affeices em todo o paiz, e.tirilla-
as muito e muito radicadas em minha provincia
(apoarfos,1.
Morieti | onoo depois o Sr. Antonio Carlos, c qua-
si ao mesmo lempo oSr. senador Marink. Senhores,
alguns conselheiros teem querido inculcar ao paiz
quo a elelrflo de senador pertence a cora. Estes
conselhos serflo dados na melhor boa lo; mas per-
mi ta-se-me dizer que he este um consolbo perni-
cioso, percursor das mais horriveis desgracas. A co-
ra tem grandes e eminentes altribuicos, a cora
nunca sera posta na urna ; os conselheiros quo as-
81 m ponsam nflo coiilieccm bem o alcance dessa sua
opiniflo : a primeira, a principal aurola da cora
he a estima de todos os cidadflos, do todos os Brasi-
leiros apniadtis Ai daquelle que tocar na arca san-
ia ai daquelle que quizor prostituir a cora, arre-
dai-lhe as sympatliias de seus subditos !
Mas com a vaga desses senadores em Pernambuco
appaieceu urna circular. Eu nflo a trago, mas ja foi
aqu lida he un documento que exisle, e que nun-
ca foi contestado pelos seus autores.....
OSr. Vasconcellot: Eu trouxe o original.
O Sr. H. Caialcanti: Escreveram para Pernam-
buco (supponho que dous deputados), dizondo :
Una alta personagem desoja que se eloja o Sr. Ki-
nesto Franca : o partido deve transigir, deveadmil-
tir o Sr. Ernesto E depois recotnmenda-se o Sr.
Chichorro. Senhores, estes factos sflo authenlicos ;
0 o que quer islo dizer? Quer dizer que houve con-
trato entre esses individuos e o presidente da pro-
vincia. O presidente da provincia seria Horneado so-
nador; mas o presidente, em obediencia a esses in-
dividuos, faria oqtieelles quizessem ; o presidente
ila provincia cooperara para que fosse elcrlo o Sr
lirnesto. Que o presidente da provincia se apresen*
tou como postulante, como recommendando 0 Sr.
Ernesto, he testiunho que est no jornal da casa,
dito peloSr. Urbano Pessoa de Mello na cmara dos
depulados. Este senhor disse que oSr. Chichorro pe-
dio pelo Sr. Ernesto ; nflo disse que elle uedio paro
si, e o pedido do ministro respondam o Sr. Verguci-
n>,.oSr. Vasconcellos o que he, responda a lei da
responsabilidadc dos ministros.....
OSr. R. Torres da um aparte que nflo nuvimos.
OSr. /I.Cacalcinli: Nflo soi se foi o ministro,nflo
quero entrar nesla questflo. Eslou mostrando como as
cousas se fizeiam na minha provincia. Os foros dos
Pernambucanos fo rain menoscabados para se a ira li-
jar a inainiia de ternura, de au.or e de nflo sei que
mais {risadat).
Senhores, nlo he possivel, quando o presidente iU'
una provincia julga-se apoiado as maiorias, com
carta branca para fazer o quo entender, nflo he pos-
sivel deixar do mellerdous individuos n'tinia lista,
o n'uiiia lista de seis, em qualqticr provincia do im-
perio. E em que lempos, senUOTOBr No lempo dessa
famosa loi do policia com a quul nflo ha seguranea
individual nem de propriedade, com a qual os dele-
gados, os subdelegados, ascreatuias do presidente
dispem da vida c da fazeuda do rida.lflo. Na cma-
ra dos deputados apioseiilaiam-so factos nesla ses-
sflo, apresenlou-se o que se esta platicando em Por-
nainbuco Essa elcicflo foi folla no lempo dessa fa-
mosa lei, das famosas iuslrucees polas quaes so re-
gularan] aseloites; nflovotava senflo quem ogo-
verno quera Actualnienle existo le muito inellioi
quo essas iuslrucees; mas o que tem occonido
acerca das qualificac,es ? Eu chamo a iilleucflo do
senado sobre o que lem occorrdo a este respeilo;
chamo mosmo a sua atlencflo para oque sedeiiun-
ciou na cmara dos deputados, e que iicou sem res-
posta, ignora o governo o que se passa ? Ignora qual
hea acefloque lem boje o poder as eleicos? Nao
ignora, antes regosija-se, antes exulta, antes ap-
pluudo I
Vom com a famosa circular, dizendo : o Os em pre-
gados pblicos que nflo votareni pelo que o governo
quizci serflo dcinillidos; aquellos que, nflo sendo
empregados, altenderem a voz do governo, serflo
premiados. Oh! senhores, islo beque he governo
de harmona ? isto h -ue he governo da paz publi-
ca ? islo he que he governo que nflo conspira?......
Mas vamos adianto.
Senhores, Cu ouvi os principios do Sr. Paula Sou-
sa, esuspeito que a molestia do Sr. Paula Sousa foi
em virlude dessa circular ; desconfi disto, porque
o Sr. Paula Sousa he liomem de honra, o Sr. Paula
Sonsa nflo havia Iraliir a sua conciencio, adhoiindo
a semelhaiilo circular. Mas, senhores, eu suppunha
que ti ni governo quo se estimasso, que um governo
que inspirasso confianca ao publico, deva oscrever
pouco mais ou menos na circular as palavras quo vou
proferir: 0 governo nflo podo embaracar que o eni-
pregado publico tenha o voto do paiz ; mas, se I he
constar que serve-se de sua autoridad para o con-
seguir, ello ser deinllido inmediatamente, quan-
do nflo possa ser punido na forma da lei. Assim eu-
tendo eu um governo sisudo, porque, se se faz dos
empregados pblicos cohortes para promover elei-
cos, que be do voto do povo ? Nflo ser isto urna
copspiracjfo? Nflo ser isto conspirar contra as ins-
litllices ?
Mas, Sr. presidente, fizeram-se as eleicnescm Per-
nambuco para senadores, vieram na lista os dous
senhores apadrinhados pela administraeflo do Per-
nambuco, o esses dous individuos forain escolhidoa
Senadores j prevalecen o consellio de queelles erni
os mais dignos. Eu eslava bem convencido de tildo
lina n lo se linha passado ; ora sabido por todo o paiz
que urna semelhante escolha era a minha domissflo ;
ella era una prova de que a conancji da cora me
eslava tirada ; e, com efloito, coberto de honda des,
nflo tive senflo do applatidii-me do minha convierto,
de deixar que os ooncellieiros de conlianea conti-
iiuasscm na ailminislraQflo.
Vem, porm, esta noineacflo ao senado ; o senado
ticifia ueconhecer da legaliuade daeleieSo; os mi-
nistros da cora sustentarani-na com lodo o denu-
do ; mas o senado votou pola niillidade da cloic.lo ;
0 senado decarou que essas oloices eram utas,
que o presidente da provincia tinba abusado.....
O Sr. f'usconcellos : Tin ha connnellido fraudes
o apoiado violencfsjs.
O S>. II. Cavaleatiti: Assim votou o senado. E,
senhores, se eu livesso na minha mflo o senado in-
toiro. ou rotara unnimemente como votou oscila-
do. Confesso que conheci entilo, como em militas
nutras occasioos, quanto O senado he digno do co-
operar para o esplendor da cora lirasiloira, de ga-
rantir as liberdades publicas Has pormitla-so-me
dizer que o nio espera va, porque presuma que es-
lava apaixonado, eu descouliava de mim mesmo.
Entretanto, oque occorreu depois disto? Ha 6S8S
grande aceflo do sonado; mas eu tambeni tivo as
iniulias tristezas. Pela primeira voz vi-ine sem os
meus dous amigos que ronstanli mente volavatn
commigo ; un he este que aqui esta \vollando-sc pa-
raoSr. Cosa Ferrtira), o meu nobre velhoamigoo
collega, (^ collega por miiilos titulos. Supponho que
foi essa a primeira voz que nlo voluu commigo des-
de quo somos senadores. O outro foi oulro velho
amigo mou, ooin|ianlicro liel, que lem sempre vo-
tado por mim, oSr. senador pela l'aiahiba, que nflo
eslava na casa. Estou corlo que, so nflo fosse o seu
iucomuioilo, loria o mou amigo vutado commigo ;
nlo Ihe fallo!, nada Ihepedi, coutava que nSo nos
O Sr. II. Cataleanti: Mas, senhores, o sonado
voloi: assim; os ministros advogaram a causa ; os
ministros oram da maioria ; os ministros nflo se re-
tiraram, nflo.....
O Sr. Presidente do Coneelho : Eu, porm, que nlo
son da maioria......
O Sr. H. Cnralcanli: -- He pao dedotis blcos......
O Sr. Vaieonetllos o Sr. ministro da justica ain-
da osla encantado com a porl'eicfln dossas oloices /
O Sr. II. Cataleanti : Ainda nflo conclu as pro-
vas da conspiraran.
Os obres ministros nflo se retiraran); os nobres
ministros ou os seus amigos, as suas tullas, incul-
caran) que o senado conspirara contra a cora ; os
nobres ministros sflo os conspiradores.....
O Sr. 'residente do ('oncelho ri-se.
OSr. B. Cuvatcanti: Senhores, oconcolho da
cora, o coneelho dos ministros nflo faz senflo des-
acreditar o senado, o senado quemn todo o seu di-
reilo, debaixo do um exame o mais maduro, com
una discussflo a mais franca, a mais leal, velo em au-
xilio da cora .' O senado disse : Nflo, a cora nflo
entra na urna ; sao abusos de seus oonoellieiro* ; sflo
perfidias, silo calumnias ; a provincia tle Pcrnanihu-
co, o paiz intelro ha de ser representado! ~ o sona-
do he digno de sua posicSo, o senedo bem mereceu
da cora, o senado fez un servido importantiasmo
ao sen paiz. Nflo se pdocom menos palavras fallar
cun mais eloqueuoa, cun mais iineflu do que fallou
nessa occasiflo 0 meu nobre collega por Porniimbu-
00, (i Sr. visconde de linda.
Mas os concelheiros da corda, a despeito de seus
principios, a despeito da rasflo e da justica, polas
suas tullas, polos seus amigos, pelos seus conse-
lhos, tralan de degeadar, de criminar o sonado, do
cha na-lo conspirador.....
OSr. Vatconetlloi:--Conservando o Sr. c.bicliorro.
o Sr. II. Cataleanti: Sini, eu vou adianto; vou
dar as provas Que muito lie, senhores, que ex abun-
dancia eordis o nobre presidente do concellin-mo
chamo conspirador, quando talvez. esta palavra
lem sido repelida em atuiosphera muito mais al-
ia ?......
O Sr. 'residente do Coneelho : Esta engaado;
nflo meoecupo disto ; repillQ a injuria quo me faz.
O Sr. i. CavaUmnti Eu nflo me valere das com-
niiini'oacoes que me fazem ; repulo as intrigas ; mas
o seu aparto, os seus actos ndica m isto, porqu de-
pois dosla volaefio do senado, depois dessa manifes-
(aeflo do ministerio, depois do que disseram os seus
amigos, a sua imprensa, o quo occorreu, senhores?
O presidente prevaricador Iicou na presidencia, os
vico-presidentes ulicos de reennhecida probidado,
do reconlieeido mrito, foram destituidos, e substi-
sepaiai lanos.
Mas esses que sempre votnvam com-1 luidos por pessoas que haviam lomado parto activa
migo l'aliaiain-nie nessa occasiflo; um sem duvida
por (lente do son voto sabia eu, tinba sido o pri-
meira a dcclarar-m'oj; o outro, laborando n'm er-
ro que Ihe perdo, mas quo talvez a Providencia Ihe
nflo perdo {risadas) ..... Eu me explico. O meu no-
bre amigo, velho collega, motivando 0 sou voto, dis-
se : a Como poderci eu suppr (|ue os Pernambuca-
nos quizossem ser escravos ? Nao o posso suppr.
E por iaso votou pela eleicflo......
O Sr. Costa Ferrtira .- Perde-me, ha equivoc-
oslo. Repet urna verdade eterna, escripia por un
dos maiores publicistas : Quando um povo inleiro
quer sor escravo, quem be quo tem autoridade de
O obstar/1 o
OSr. II. Caralcanti: Applique agora esta ver-
dade cierna ao caso de que se trata.' {lasadas e
apoiados.)
illa diversos apartes que nflo ouvimos.J
OSr. Costa Ferrei/a : Nflo, nflo, Quando um po-
vo inleiro quer cscolher um individuo, quando o
povo ou a maioria do povo quer cscolher un indi-
viduo, quem pode obstar ? Eiso que disse.
O Sr. I'iscondede O/inda: lio o mesmo que so
llio atrribuio.
OSr. II Cataleanti: Permltta-nio o meu ami-
go que Ihe diga que o entend perfeitamente, e
que sua mxima nao poda lor applicacSo para o
caso.
OSr. Costa Ferreira : Poda cscolher o individuo
sem sor escravo.....
0 Sr. /'residente : Perde-mo o nobre senador ;
so quer discutir ou explicar, poca a palavra.
O Sr. H. Cavalconli: Sr. presidente, quando
algum Brasileiro mostrar que quer ser escravo, va-:
moa em auxilio delle ; esta coacto, esta n'uma guer-
ra, porque, nflo ha Brasileiro algum que queira ser
escravo taporados.*. Os Pcrnaiiibiicauos qneriam ser
esclavos? Nflo lio possivel. O meu collega os aban-
donen ; peca perdfloa lieos dessa injustica.....
V Sr. Costa Ferreira : Nflo disse que queriam ser
escravos.
OSr. II. Cataleanti: Poja se osla convencido de
quo os Pernambucanos mostraran) querer sor escra-
vos, tire o enrollarlo de que os Pornaniliucauos esto-
van) coactos; deveria volar com o seu coinpanlieiio
vcflio.....
O Sr, Costa Ferreira : Se fosse assim, sem duvi-
da ; mas escolher un individuo na conforinidade da
loi, ainda que este individuo soja do lora, nflo he
querer la/-los escravos.
OSr. II. Cavaleanti: Quem quer ser escravo nflo
esta na conoruiidado da lei. Mas eu espero acliar-nio
outra vez com o mcu amigo.
Agora quero di/er-llie o motivo por que me pare-
ce quo a Providencia nflo Ihe pordouu. Eu o loulio
visto depois dessa volaeflo afililo com as cousas de
sua lena, e isto sem dunda nao lio senflo castigo da
Providencia [apoiados e risadas). Kaca mais justi-
ca ios l'eriiunibucauos, que nflo quorum sor escla-
vos...'.
na eioicflonnullada pelo sonado; osjuizes foram
removidos e substituidos por outros condecidos e
havidoscomo perlcncendo a esse partido; as auto-
ridades militares, as autoridades civis o polticas,
lodas estilo da parte do governo contra o voto fraco,
normo da provincia de Pernambuco, que nflo lem
oulro pi'ccado senflo do lor sido leal a tnnnarchia,
especialmente durante a mehoridada ;sim, a provin-
cia do Pernambuco he nada a vista do partido, vis-
ta das maiorias, a vista dos ministros, que ufln pro-
curan! dar verdadeiros conselhos ao monarcha, o
talvez prostiuian o seu sagrado uoine.
O Sr. Aten tranco Nflo ; sso nflo.
O Sr. II. Caralcanti: Sini... loen) consentido, teem
deixado propalar que essa candidatura vem do mo-
narcha, do poder iriosponsavol.
OSr. Alves Urano : Nao ha tal.
O Sr. Vasconcellos : Apoiado. Est escripto na
circular.
O Sr. Visconde de branles: Para mim, boa ni-
ca conspraoslo seria.
O Sr. II. Caralcanti: Sim, he a nica conspira-
Qflo seria, o o ministerio nflo pode negar que olla
existe. Al de minha torra !.... ai de minha torra.'. ..
que be victima das mais gnobeis protences, dos
conselhos os mais prfidos/! Que!......pois assim
queris amistar a cora na lama;' Pois a cora nflo
he rica de thesouros o gracas para premiar aquellos
que quzer, aquellos que bem servireni ? lio preciso
ir roubar, usurparas liberdades publicas ? Aqui ou-
vi que em Pernambuco nflo ha'dous
qu
jam ignaes.. ao menos igtiaos J
dous homeiis que so-
, aosdous csco-
llidos.'.' Oh senhores onde estamos nos '! I.ancai
as vistas sobre a provincia de Pernambuco, vOde en-
tre os ministros do Dos quantOS piolados pernam-
bucanos honram a (groja brasileiro..... quantos.'!
quanlas autoridades ecclesiasticaa, quantos minis-
tros da relgifio coberlos do servigos, que nflo teem
IIveja nenhuma aos de oulras provincias! Ide
classo militar, sehnoros, e deparareis com os Per-
nambucanos que pugnaran) pola independencia do
seu pail.....
OSr, Aires llranco : -- Como todos os Brasileiros.
O Sr. II Caralcanti: Deparareis com Pernambu-
canos que dorrainaram seu sauguc nflo s na Baha,
como as campias do llio-Craudc.....
OSf. .ilc.es llranco : Como todos os Brasileiros.
O Sr. IJ. Caralcanti : -- Silo os outros melhores ?
Pea nflo ha Pernambucano igual aos Srs. Ernesto e
Chichorro i1
Ide a classo da magistratura, e acharis magislra-
dos que honram a toga ; do aos empregados da fa-
zeuda, o veris a honra personificada ; do aos agri-
cultores, o nesla classo acharis grandes fazendeiros
quo teem prestado importantes servigos aopaz;
no coinnioicio igualmente; Em que classo queris
procurar ? Em que lugar do paiz acharis esta pre-
le enca '' E como nflo ha em Pernambuco quem pos-
sa competir com Chichorro o Ernesto ? Ser preciso
quo ou os designe polos nonios? Membros do parla-
'
'
O Sr. Costa Ferreira : Nem cu digo que que-1 ment, em cuja longa vida nlo se. pode notar a rae-
rem. I or mancha.


M

. i

Mflsiliz-se ou poder dizer-se : sto he capricho,
isto he paixflo, islo he conspirado favor de sua fa-
milia .' Senhores, se en advogasse os servidos do mi-
nha familia, nlo faria nenhum mal; mas nflo.....i
nao.....a minha familia lionrn-sa em servir a cora,
honra-so en servir ao son paiz ; ella nlo duvidara
ceder do seus dfrailos, comanlo que nflo sejam fo-
ndas as prerogat vas de sna provincia. Diz-sc tam-
bom : -- Haver compensaeflo, porque Pernambuca-
nos serinelei tos por nutras provincias! Pois eu
consenlirei nunca que as provincias deixem os co-
nhecidos para nomonrem a dcsconhecidos? Qucr-se
adiar isto no espirito da constiluico? Como! he
este o espirito da lei, lie osla represonlagflo nacio-
nal !J Pois porventura queris que os Pernambucanos
sejam Horneados por oulras provincias? Nlo: ca-
da urna nnrneie os seus, que esto he o espirito das
inslituicoes. Assiin a cadeia que nos une ha de ser
mais firme. Nflo digo que nflo baja predileoges;
mas ii3o falta m meios ile premiar, de honrar a quem
qgr que lenha feito servicos sem violentar, som
orgar o povo a preferir tacs c taes candidatos, sem
O fazer renunciar a sua grande allribuigilo de no-
mear es seus representantes.
O .Sr. tatconccllos : O Sr. ministro da justica
dissoque era urnas das elciges mais perfeitas de
que elle tinha noticia: sinto que nflo esteja pre-
sente.
O Sr. H. Cavalcanli: Eu digo que O ministe-
rio tem feito o seu ponto de apoio nesla eleieo de
Pernambuco.
O Sr. Vaiconcellot : He verdade.
O Sr. H. Ctvalcanti: Masen prescindo dclla ;
o que quero lie que o nobre senador prove que sou
conspirador : ha de provarque conspiro; S0II0, lia
de ser reputado calumniador.
O Sr. Alpti liraneo Oa adeos !
O Sr. U. Cavalcanli: Ora adeos.' as palavras
silo como as peleas.
O Sr. Alces Bronco : Diga o que quizer Nao
esta dizendo?
O Sr. R. Cavalcanli: F.stou provando que o
ministerio em tojos os seus actos o que faz he pro-
vocar a desordem na minha provincia.
O Sr. Vasconcellos: He ver-lado. Se eu contasse
urna conversarlo que liouve com teslemunhas na
ra -la Joanna e no Campo-Alegro..-, oh! oh.'
O Sr. Altes lrancu : Era Um he!!;; episodio.
O Sr. II. Caralcanti: Nlo a-lmilto presump-
gdosuem ditos sem prava. Eu aprsenlo o acto da e-
leicflo de Pernambuco; desde a sua origem ella foi
inculcada como imposta pela violencia. No proec-li-
nienloda adimnislracflo e de seus agentes desen-
brio-sc fcilmente o emprego da fraude, -la violen-
cia, dosuliorno. O senado, juiz competente, 0reco-
nheceu ; o governo, porm, descoiiheceu o julga-
nieuio do seua-lo, e em vez de aceitar as suas cott-
sequencias naturaes, obrouem sentido inteiraroen-
te contrario em tudas as suas palavras e aeces.
Urna Vot Obrarain como concelhoiros per-
lidos.
O Sr. II. Cavalcanli: Sim, prfidos!... Con-
celheiros prfidos !. Nflo trciu outro iioinc.
Eu peco ao senado que aconselhemos aos Pernam-
bucanos o que deven) fazer. Iiiz-se que s-iu apaixo-
na-lo; mas os fados sao estes, coque quer que fa-
ga m os Pernambucanos? Senhores, eu, ainda apal-
XOliado, digo quedeviam facer urna cousa, apresen
lar-se para volar livreinente....
O Sr. K Turres: Se O consenlireni.
O .Sr. II. Cavalcanli: .... e -le todos os actos e
violencias fazerem actas, tomarcm leslemunhasde
tu-lo ; e entilo digo eu : Ainda temos um juiz, c es-
te juiz he o senado
O Sr. Pasconcellos : Fe as inslituicoes .'
O Sr. H. Cavalcanli: Fe as insltuigoes, 8001
duvida !
Isto he o que os Pernambucanos devom fazer.
O .Sr Vascimcelhi: E OS conspiradores bao de
cali ir.
O .S- //. Cavalcanli: Apoiado.
Masperguuto cu : Esta peeseveranca, esta cora-
gem, este sanguo-frio, este saber pde-se communi-
car to.lo o mundo i nomeiode lautas anteceden-
cias? .Vio he possivel. Os senliores niio lerain o que
disse o iiepiitadn L'eho.i do que se passava smente
na sua fieguii/ia i' Eu declaro que elle lie lionieui de
honra, e nao veni aqui mentir.
O Sr. Vasconcelos: Ouvi dizer quo nlo foi
qualilicado volante
O Sr. II. Cavalcanli: N80 he 830, isso he o
uiciios; mas os em pregados de polica mandavam
ospancar os liomens, prenda ni, ameacavam e laziam
lodo o genero de violencias.' Este he o estado da
administroslo de Pernambuco; este he o estado que
lio acorocoado, animado, promovido pela actual ad-
niiuislragao !
Ora, digamos nobres senadores se, vista disto,
nao he possivel naves urna reaecao lerrivel em Per-
nambuco '! E esta reaceflo nflo he -leseja-la por estes
chefes de partido? El les inuilo tcem contado coin a
propriedade, porque sem duvi-la, senliores, a pro-
priedade no quer desordem : ella tem ludo a per-
der e nada a ganllar as revolucOes. Mas, quau-lo o
gpverno manda que os agentes de polica vflo ilevas-
sar as casas dos particulares, e as tropas de polica
ameacam o cdadflo, islo he governo, Sr. presiden-
te? Nflo he querer eusanguenlara provincia de l'cr-
nainbuco ?.'...
O Sr. II. Torres: E o Brasil todo.
O Sr. II. Cavalcanli* Eo Brasil lodo.
Eu quando digo isto aqu, porventura conspiro i'
Eu que pens assim c que aconsellio desta forma a
cora, sou um conspirador? Sera esla a minha cons-
pirado 1
Senhores, eu ouvi fallar na minha familia; mas,
se me enganaram os ouvidos, enlflo direi que os
meus prenles, e especialmente aqucllcs com quem
tenho mais relacOus, que sao meus irmflos, conc-n -
dam na minha opiuiflo ; o seu maior bra/flo he a re-
sistencia a senielliaute eleicao, mas cni homenagom
cora, em servido a cora. Aquellc que tivesso em
visla fazer urna revolugao, e preleiidesse desacredi-
tar o syslema monarcluco representativo, nflo tinha
niellior meio senao aconselliar a cora queso iute-
ressasse nessa eleigao, purque por esla forma vi-
nhain as desall'eices, vinliain as descoulianccas ; os
revolucionarios iiiesmu dcixar-se-hiam vencer para
desacreditar a cora, e logo que eslivesse desacre-
ditaos, fariam o queja outrosleein feito. bu: lie o
grande syslema dos conspirado!os contra o monar-
clia ; mas os que sao seu legtimos e leues amigos,
os que conhecem os verdaJciros iuleresses do paiz e
couliam que a litierdade nao succumlura emquuulo
houver uiua coia 110 Brasil, essses deveui resistir,
esses devem scoppr, esses devem convidar os seu
amigos para que o vol seja livru, para que se nflo
acre-ule no ulerease qae se diz que a cora loma
nele uegyeio, para que, se algue'ui llie acoilsvlha
que tal laca, se fique sabeiido quo era um coiiscllio
pedido.
embora
premias-
provincia
Sim, sehe ossaa minha conspirarlo, eu a con-
fesso. Eu digo aos meus amigos que nflo aceite)
bcnhuin candidato externo, quo nflo aceilem ne-
iiIimn insinuaeflo do governo, que se aprsente),
que vilo volar livremente, q:ie apresontem 1, 2, 6 e 20
Pernambucanos, porque sem duvida Pernambuco
leni membros para um sonado, tem individuos para
presidentes de todas as provincias, assim como as
nutras provincias lambein osteein ; a llustraco no
Brasil he maior do que se ponsa.
Senhores, o proprietaro em gcral nflo gosta do
melter-M em questes ; quer achar-so em sita casa,
cuidar de seus negocios. Eu vi,, nflo sei onde, que
um individuo, depois de nimio perseguido, escrev-
raa um encarrogado de cleices, que elle transiga,
que o deixassem tranquillo, porque elle votara em
quem quizessom Mas supponhaiuns que esses lio-
mens sabem reeleitos, veem na lista trplice. Por-
ventura estar acabada a quesillo Nflo; o fogo (ica
dehaixo (las cinzas. Qual he O Pcrnambucano que
nflo se pnssua de un se ment iiobte para dizer
que nflo ha Pernambucanos iguaos ou superiores a
esses individuos ? que a provincia nflo tem lio-
mens ? Qual he o llrazileiro que aconselha cora
diversamente daquillo que pens e digo acerca das
I actuaos eleicOes?
Senhores, eu supponho que tenho provado que
existeconspiraeflo da parle -lo governo em relaQflo
a Pernambuco. Poisficava desairada a cora, como
tenho ouvido, se o ministerio, depois da volac,flo do
senado, dissesseao seu presidente....
i m Sr. Senador : l)emittisse-o.
O Sr. II. Cavalcanli : l)emttisse-o
mas supponliamos que quera premia-lo
se-o como quizesse: porm -leixasse a
Hornear a quem quizesse. Nflo seria isto um tro-
pb'eo de mais para a corda i' Mas nflo ; inculca-se
que somel llanto procedimenlo befilho da faltado
r-.'-speilo, he lilho da conspiraeflo .' Aondc querem
levar o paiz ?
Senhores, cu supponho que uo fallo senflo em
favor da administraQao, que llie allurnio os passos
pan (|iie a toilo o lempo possa entrar as vas de
respeilo e le consideracilo para com o paiz, de cs-
tahili-la.le e de amor a ordem...
O Sr. Presidente do Cootlho: Eutao nflo est na
ordem ?
O Sr. II. Cavalcanli : Eu uo sei que segurancas
dar a administrando. Pode ser que minhas presump-
coes sejam mal fundadas ; mas eu, pelo que tenho
oxposto, sem entrar nos pormenores, sem especifi-
car que fulano foi nian-lado para aqui, sicrano para
acola, sem entrar uestes pormenores, estou persua-
dido que a provincia de Pernambuco est imminen-
lemenle umeacada -le nina revolta, que esla revolta
lie promovida pelo ministerio, que o ministerio
conspira contra as liherdades publicas. Isto que di-
go, qualqucr que soja o aconteoimento Cque Dos
permuta seja pooiiico) eu espero em lempo com-
ptente, peanle os juizes competentes, aprese illa-
loem meu libello; eu espero que nflo fique s em
palavras....
11 Sr. Presidente do Conmino : Estou espera do
facto.
O Sr. II. Parres : lie porque confia as maiorias
-le gratidflo, -le amor e do ternura.
OSr. Fateonetllo$: As maiorias lamben) passam,
vflo-se embora.
O .Sr. //. Cavalcanli: Qual maioria 1 o menor a-
ceno lia Corda -la coin to-lo osle castello em lena.
Tenham coragom, nflo tnnham modo; condin as
instituices, sirvam com lealdade a cora.
.sr. presidente, a quesillo beimporlanlfssima ; eu
nflo loilhodito a millessiina parle daquillo quo levo
dizer. Eu discord de algumas opinioes por mullos
admitilas e propala las. Nao sei porque se pinta o
paiz sempre triste, calamitoso : o nico mal que
existe, senliores, sflo as pretcnces 1I0 governo, es-
pecialmente dos membros do governo que querem
ser senadores, ou fazer senadores a quem Ibes pa-
rece 'apoiados) ; o nosso mal sflo as elevos. O no-
bre senador pelo Rio-de-Janeiro, por occasiflo de
discutir nornamento,fez-nos aqu urna pintura bem
triste do paiz. Eu devo dizer ao nolire senador que
osla com lgubres pensainentos; o paiz prospera....
O Sr. Vasconctllos: A despeito do ministerio:
OSr, II. Cavalcanli: ....... o paiz prospera, a
renda augmenta.......
O Sr. V. de branles: Por causa do calor e hu-
midade.
O -Sr. // Cavalcanli : Nao.. ..
O Sr. Presiden!? do Concelho : Sflo os mias-
ma-;'.....
USr. II. Cavalcanli: -Nao; por causa da moral
dos Brasileiros, que vflo amando otrabalho. Eu te-
nho argumento mui forte para assim exprimii-me.
Eu fui ao interior da provincia do l'.io-de-Janeiro cni
1828; vi inuita miseria : acabo de passar polos mea-
mos lugares quasi, e vi milita riqueza, muita pros-
peridade. Querem proteger, quorem auxiliar a 111-
duslria? animar a riqueza publica ? augmentara
renda? lie cousa multo fcil; reformen) a circu-
lar.......
OSr. f'asconcellos : Sim, maudem-a queiuiar.
U Sr. II. Cavalcanli :...e ordenen) que os empre-
gados pblicos nflo Besirvam deseos lugares, nflo
se sirvain de suas allribuiees para fazerem elei-
ces ; punam os criminosos, quaesquer quo sejam ;
nflo escolham s os chamados amigos do punido;
nflo persigan) aos chamados inimigos; e verflo a ri-
queza augmentar, verflo o paiz ebencoar os seus ac-
tos, verflo um governo marchando coni gloria, com
satisfcelo.
Se as pravas que acabo do dar nflo corresponden!
As minhas propositos, esporo que o Sr. ministro
presidente do concelho baja de tomar como peiicao
aquilloque tenho enunciado, de attenderum ponen
ao estado do paiz, e especialmente provincia de
Pernambuco. Eu serei muito feliz so poder abencoar
a administraeflodo uobre presidonle Esporo pravas de minha conspirado, e enlflo con-
tiiiuarei.
nados, pra commedidade do publico ; convidamos,
porlapto, a todas" as pessoas que anda nlo ouvi-
ram o Sr, llobbio, hajant de apparecer, pois nflo
loderflo imaginar a sua habilidade.
Alfandejj"..
HENDIMENTODO DA 7...........10:863,246
Detcarregam hoje, 8.
Patacho Providencia mercadorias.
Barca ik"--idem.
Brigue-escuna /I masnos idem.
Brigue hspirilo-Santo idem.
Consulado.
KENDIMENTO DO DA 7.
r.eral........................'. 6*0,981
Diversas provincias
7,899
648,880
PERNAMBUCO, 7 DE OUTUBRO DE 1847.
AO MEIO-DIA.
Itua da Caleia do Recife, n. 34, hja de cambio de
Lourenco & Oliveira.
PRECOS CORRENTES DE HOJE.
Moeda de prala. Compras. Tendal.
PatacOOS brasileiros--------2,000...... 2,020
Pesos columnares.....1,990 ------------ 2,000
Ditos da patria......1,820...... 1,840
Moedasde 5 francos--------1,660...... 1,680
Ditas de 2 patacas.....1,280...... 1,290
Ditas do 1 dila...... 640...... 660
Moedas de ouro.
Pecas vclhas........16,300......16,400
Ditas novas........16,000-------------16,100
Moe las de 4,000 rs.--------9,100......9,200
Oncas hespanbolas 29,000......29,200
Ditas-la patria.......28,800-------------29,000
Soberanos.........8,900......9,000
Moeda de cobre 4 p % de premio 6 p. /.
Desconlos.
Compram-se lettras de boas firmas do commerco
a lpor%aomez, vencimentos at dezembro do
concillo, e vendem-se a 7/8 por % vencimentos pa-
ra o mesmo lempo.
Cambio sobre Londres 271/2 d. a 60 dias.
lourenco & Oliveira.
1 ~ 1
Ifov i turnio do l'orto.
Kaeiot entrados no dia 7.
Porl-Jackson [Novo-Holanda) j 100 dias, galera in-
gloza Hftshine, le 473 toneladas, capilflo \V. Pun-
chan!, equipagom 19, carga lila, azeitc de peixe,
arroz c mais gneros"; ao capilflo. Segu para
Londres,
Rio-Grande-do-Sul ; 21 dias, escuna brasileira F.u-
ropisla, do 114 toncla.las, capillo Antonio Luiz Co-
rnos Lima, equipagom 11, carga carne ; a Amnriin
Irmflos. Passagoiro, Narcizo Joflo Ferreira, Por-
tuguez.
A'at'o sahido no mesmo dia.
Portes do norte ; vapor de guerra brasileiro fuapi-
arn, comniandantc Guilherme Carlos Lassanec. --
Aleui -los passagoiros quotrouxe dos portos do
sul para os do norte leva a seu bordo : para a Pa-
rahilia, Jos Lourenco ; para o Rio-Crande-do-
Norle, Joaquim da Silva Castro.
Observacdo.
Entroil para o Uosqueiro a barca sarda Washing-
ton, capilflo Antonio Copla, que fundira no Lamei-
1 fio em 30 do passado, viuda de Cardiff, coin carvflo
-le podra.
E DITA ES.
Coniiiiiiiiicado.
O SENH0R RBBIO.
Este distincto artista satisfez completamente as
pessoas que assistirain ao seu concert no thealro
de Apollo, na noilc de i de oulubro ,- he impossivel
tirar melliores ses do violino, e o Sr. Roblo lic-.ni
de tal maueira acre-litado para o publico pernam-
biicauo, que a voz geral lie que no seu segundo
concert lera urna concurrencia inmensa, oque nflo
duvidaiuos allirinar, purque ainda nao (vemos nes-
la cnlaile um piofessor de lalieca com lano mrito.
Somos informados que, em nina das prximas nui-
les, o Sr. Rohbio ha do dar o seu segundo concert
no hotel Francisco, onde havera dous salos iiluini-
Joo Xavier Carneiro da l'.unha, fidalgo caalleiro da
casa imperial, cavalltiro da ordem de Chrislo, e admi-
nistrador da mesa do consulado desta provincia, por
S. )l. o Imperador, que heos guarde, etc.
Faz saber aos propietarios e mestres dos navios,
barcacaa e canoas -le cabotagem, que esta adminis-
traeflo tem designado os pontos do trapiche do al-
go-lfloe caes-lo Ramos para os embarques dos g-
neros que houverem de sor exportados desta para
oulras provincias do imperio, a excepeflo das pipas
e uniros volumos quo uecessitem de guindaste, que
pdenlo continuar a embarcar no caes da Alfandega.
E para que cheguo a noticia aos referidos pro-
pretarios e mestres, assim como a todos os mais
iulercssapos, mandei allixar o presente na porta des-
la administradlo, e publica-lo pelos Diarios.
Mesa -lo consulado do Pernambuco, 6 de oulu-
bro de 1847.
O administrador,
Joo Xavier Carneiro da Cunha.
Joo llapiisla Pereira Lobo, juit de pos presidente da
mesa parocl.ial da freguesia do Poco-da-Panetla, em
virtude da lei, etc.
Convoca aos senhores elcilores e supplenlcs da
frcgueza, para que se reunam no dia 7 de novem-
bro prximo futuro, as 9 horas da manlifla, na gro-
ja matriz alim de proceder-se organisaeflo da
mesa parucbial para a eleicflo dos elcilores, que, na
forma -la lei regulamcntar das cleices, lecm de ele-
ger os deputados a assembla geral para a legisla-
tura de 1848 a 1851, e os membros da assen.hla
provincial para 1848 a 1849, em virtude das ordens
do governo, recebidas por intermedio da cmara
municipal
Os que dcixarem de comparecer son motivo jus-
tificado, seibos impor a multa db art. 126 5." n.
2 da citada lei.
Por esla uccasiflo convida aos cidailflos qualifica-
dos para darem os seus votos em cdulas quecon-
leiiliam 1 ( elcilores que tem de dar a freguezia.
E para constar mandei fazer o presento edital,
quesera allixado e publicado pula impreusa.
Freguezia do Poco-da-Panella, 6 de oulubro de
1847. ~ E oUf Francisco Jos Altes Gama, escnvflo
juramentado o escrevi.
Jado faptisla Pereira Lobo.
Deca raides.
~ Olllm. Sr. coronel director do arsenal de guer-
ra tem de contra taro fornecimenlo de carne verde
para os api endizes menores do mesmo arsenal: a
pessoa que a esse foineciinento se quizer propr,
poder comparcer na sala da directora, das 9 ho-
ras da manhfla as 2 da tardo dos dias 8 (hoje)e
9 do correte mez.
Arsenal de guerra, 6 de outubro de 1847.
Joo Ricardo da Silva.
Amanuense.
O arsenal de guerra compra 8 livros em hran-
co de papel pautado de 50 folhas cada um quem
os mesmos tiver e quizer fornecer mandar sua
proposta em carta fochada.e as amostras a direcloria
do mesmo arsenal, al. o dia 9 do corrento mez.
Arsenal de guerra, 6 de oulubro de 1847.
Joto Ricardo da Silva,
Amanuense.
0 arsenal do guerra compra 119 caadas de
azeiln de carrapado, coito dilas de dito de coco;
dez libras de fio de algodflo, c tres duzias de pavio
quem ditos gneros quizer fornecer mandara sus
proposta em carta fechada a directora do mes-
mo arsenal at o dia 9 do crrente mez.
Arsenal de guerra, 6 de outubro de 1847.
Jodo Ricardo da Silva,
Amanuense..
Pela administrarlo do correio desta cidade se
fazcm publicas, para conhecimento de quem con-
vier, as circulares da directora gcral dos crrelos
do imperio, abaixo transcriptas:
Correio geral, 6 de outubro de 1847.
Circular n. 37. Determino a V. S. que, desta da-
ta 1:111 -liante, laea Cobrar nessa admiuistracflo e a-
gencias martimas que lho sflo subordina-las, do
porte porcada gazeta hespanhola que vier para o
Brasil, 8 maraveds, ou 23 e i rs., visto ser este o
porte que uaquelle piiz pagam as gazetas eslan
geiras, at o formato de 500 pollegadas cuadradas,
inclusive as do Brasil, segundo communrcou a esla
directora geral o aviso da secretaria dft'eSta-lodos
negocios do imperio, de 20 do mez passado, e ter
determinado a le de 2 de selembro doanno passa-
do, sob n 396, que se estabelecesse a reciprocidade
a tal respeilo. V. S. fara publico esta medida pelos
jomaos mais litios dessa piovinca.
-lieos guarde a V. S. Directora geral doscorreios,
13 de selembro de 1847. O director geral interino,
Jos Dias da Cruz Lima. Sr. Bruno Antonio de Ser-
pa Rrandflo, administrador.do correio da provincia
de Pernambuco.
(-circular n. 40. Com mullicando a esta directo-
ra geral o aviso da secretaria de estado dos nego-
cios do imperio, de 11 do corrente, que as folhas
peridicas do Brasil remettidas a republica do Pe-
r nflo pagam porte algum uaquelle paiz ; deter-
mino a V. S na conformi-la-le da reciprocidade
marcada na lei de 2 de selembro do anno passado,
sob n. 396, que mande entregar, livres de porte, to-
das as folhas peridicas daquella repblica, que vi-
eren* a essa admiuistracflo e agencias que I he silo
subordinadas. O que V. S. fara publico pelos jor-
na es mais I i-I os dessa provincia.
Dos guarde a V.S. Directora geral dos correios,
16 de selembro de 1847. O director geral interi-
no, Jos Dias da Cruz Lima. Sr. Bruno Antonio.de
Serpa Brandflo, administrador do correio do Per-
nambuco.
Contrato a celebrarse com a thesouraria das rendas
provinciaes, no corrente mez.
DIA 30.
O eslahelecmento de urna linha de mnibus, que,
na formada lei provincial n. 191, de 30denaico
ultimo, facilite o transporte desta cidade para qual-
querdos respectivos arrabaldes, e paralinda.
Cadeiras vagas a concurso.
De 4 do corrente a 50 dias effeituar-se-ha o con-
curso cadeira de grammatica latina da villa de Na-
zareth. Os quequizerem intorvir n concurso de-
vem apreseutar na secretaria do lyceo desta cidade
os papis que necessarios se fazem para que sejam
considerados habis a ser incluidos na l sta dos op-
positores. '
Obiectos apprehendidos pela policio.
Um barril de 5em pipa, com algumas caadas de
azeite-doce -- Foi adiado no quintal do Porluguoz
Domingos da Rosa.- Devo de ser reclamado na sub-
delegada do Recife
Escraoos apprehendidos pela polica.
Tres pretos que se suppfie fgidos, e dos quaes
um declarou pertencer ao dono -le urna rundidlo.--
Estflo no callabouco do corpo policial.- lio na sub-
delegada do Santo-Antonio que se hflode verificar
os ttulos comprobatorios do direito quo a elles tiver
quem qur que os reclamar.
THEATilO PUBLICO.
DOMINGO, 10 DE OUTUBRO,
a beneficio do dous particulares represents-se a
grande e patritica pec,a^
A HKSTAURA DE PERNAMBUCO,
OU
A lomada da Casa-PorIt aos tailandeses.
No fim da pega o Sr. Santa"Roza cantar a muit o
applaudida aria
0 MSICO CIIHAI.AT\0.
TEKC-FEIKA, 12 DE OUTUBRO
DE 1847.
GRANDE E VARIADO ESPECTCULO.
A cantora" italiana Margarida Deperini, echndo-
se de passagen) nesla cidade, tem a honra de oflere-
cor ao Ilustrado publico desta capital o segualo
divertimenlo :
PARTE PRIMEII,\.,
1.* Symphonia grande orchestra.
2." Bollissima aria da opera 1/ Giuramento, canta-
da por Margarida. Deperini.
3. Escull ida arla, por oSr. Joflo Toselly.
4- Romance e duelo da opera Norma, cantade
por Margaridi. e Jos Deperini. .


MUTILADO


5 o primeiro acto da drama Camilla, ou o Saltea-
dor da Selva-Negra.
PARTE SEGUNDA.
(, Segundo acto do drama.
j. Grande duelo da opora Normani in Parigi, por
Margarida Deperini ooSr. Tosofly.
PARTE TERCEIRA.
1." Symphonia.
2." Cavatina da opera Torquato Tasto, por Marga-
r Deperini.
3, Terceiro acto do drama.
Margarida Deperini pede ao tilo Ilustrado quanto
hospitaloiro povodesta capital sua benvola indul-
gencia e honrosa prteccSo.
Os bilheles vondem-se na na do Queimado, n. 16,
primciro andar.
PRECOS DOS CAMAROTES.
Primeira ordem..... 6,000 rs. e frente 10,000 rs.
Segunda ..... 8,000 12,000
Terceira ..... 3,000 1,000
Platea superior..... 2,000
geral....... 1,000
Varanda......... ,500 .
avisos martimos.
__,para o Rio-de-Janeiro segu em poucos dias o
brigue-escuna Amatorias, por ter parto de seu carre-
g.uncnto prompta : quem quizer carregar ouirdc
passsagem. para o que tem bons commodos, dirja-
se a na do Vigario, n. 5.
.-Para o Maranhio segu, no da 25 do corren-
te o muito vcleiro patacho S.-Crut, cap tfo Joa-
quim Antonio Goncalves dos Sanios : para carga o
passageiros trata-so ao lado do Corpo-Santo loja
'de massames, n.25.
Para o Ass partir imprterivelmente no dia
15 do crranle obligue Feliz, para carga ou passa-
geiro trala.-se com Firmiiu Jos Flix da Roza no
caes da AlCandcga, ou no seu escriptorio, ra do
Trapiche, n. 4*.
Para Lisboa pretende sabir com brevidade o bri-
gue portuguez Robtm : para carga o passageiros ,
trsta-socomo capilSo na praija do Commercio ou
com o consignatario Thomaz de Aquino Foiieca,
naruado Vigario, n. 19.
Sabe com a maior brevidade para a Rabia, por
teramaior parle de seu carregamento prompta, o
j boin conhecido hiate Tentador, forrado o progado
decobre: para o resto da carga e passageiros, tra-
ta-secom Silva & Grillo, na ra daModa, n. 11.
Lcilad.
Jolo Kcller & Companhia continuarno o seu
leilio, por intervengo do correlor Oliveira, de
grande pon;no de fazendas da todas as qualidades ,
e proprias do mercado": boje, 8 do corente, asi
horas da manliSa no seu armazein da ra da Cruz.
a>
Avisos diversos
'<
-- AFFONSO SAINT-MARTIN, residente no princi-
pio da roa dos Quarteis por cima da loja do miu-
dezas de Victorino do Castro Moura ,-n 24, rece-
beu agora, pelo ultimo navio vindo do Franca, ricas
maulas de seda de novos padrOos e lindos gostos ;
outr.is imitacOos de cachemiras muito ricas e
elegantes; dilasde granadina ,n outras de foulard,
sendo todas da ultima moda adoptada em Pars j
chales de seda e meios ditos decores milito, lindas;
manteletas de grosdenaple ondeado e liso, guarne-
cidas de franja de rctroz e outras com babados en-
hilados de trincas de dito,-as quaes estilo no gran-
de tom no s por serem de geral moda, como
pela gravidade docostume; cortes de seda branca
e de cores para vestidos, sendo do boa qualidadc e
bonitas disposicoes no gosto do lavrado ; chapos
de seda para senhora armados na ultima moda,
combo inculcan! os figurinos que em cada carlita
cosluniam a vir estampados; ditos de palhinha
aherta e lisa enfeiladosasenielhaiica dos program-
mag de modas dos raesmos carios ; cortes de ba-
rege para vestidos ; e um completo sortimento de
luvas para senhora.- As.sonfior.is que dcstes objee-
tos precisaren) o os quzerem ver em suas casas,
tertaa bondadede, a qnalquer hora, mandar avisar
ao aununciaule, que immedialameiilc Ihcs serilo le-
vaJos.
-- JosJoaquim Rarroso, cidadflo brasileiro, re-
lira-sc nara a cidade d,o Porto.
Offerec"e-se urna mulhcr com muito bom leite
para criar : na ra das Cruzcs, loja n. 18.
Precisa-se de urna ama de leite, forra, e sem fi-
lho, para acabar de criar urna crianza de seis me-
zei: na ra da Cadeia do Recifc, loja de miudezas
n.51
O TRIBUNO N. 24,
j est venda na praca da Independencia, n. 6 e 8,
en. 12. Os que goslaram do numero anie<'edcnte,
gostarflo mclhor desle, que na verdade esta digno
de rccomincudur-se.
O TRIBUNO N. 25,
est venda infallivelmente as duas horas nos mes-
mos lugares cima, e tambem igualmente nteres-
sante, e mais ainda : comprem, que nflo teriTo do
que arreponder-se.
Oabaixo assignado previne a quem possa ser
particularmente interessado, e ao publico em geral,
que, tendo comprado a Francisco Itibeiro do Rritoe
apa mullier o eiigenlio l'enainduba pelo valor de
28:000,000 de ris, sendo 14 a vista o 1 i em i lellras
de 1, 2, 3 i' 4 unios, como est declaiadona escrip-
tura de compra, n o sabem pessoas respeilaveis, que
intervieram nesta transaccjio, chega a Sua noticia
que, no passar a lellra da terceira prcslaco, Irouve
engauo na pessoa que a enclieu, escrevondo tres me-,
zesem vez de tres anuos ; pelo que, pioteslou levi-
damenteem juizo, c est procedendo nos terntos de
direilo para desfazer este engao, e nflo pagar a let-
tra antes do lempo convencionado, que he o de tres
anuos, que se bao de vencer em agosto do anuo de
1850, e nflo em novembro doste anuo, como por
engao nella se declarou. A dita leltra he do ris
3:500,000, saca.la por Francisco Itibeiro tic Rritoe
aceila pelo abaixo assignado, c nella se declara que
esta qyanliaho proveniente da compra do mencio-
nado engenhp, e por isso nflo pode haver a menor
duvlda: do mesmo teor sa"o as outras leltras, as
quaes se hita de vencer, al.' em 9 de agosto do auno
de 1848, a segunda em 9 de agosto-tlo auno de 1849,a
tercena, que
anuo ile 1850
1851, o que tira
de saber plenamente dito Brito da vordade do ox-
pnsto, queira negociar a lettra ou*exigi-la, protega
desde ja o abaixo assignado nOo pagar a lettra refe-
rida senflo no lempo real do seu vencimento, que he
ern 9 de agosto de 1830. Oabaixo assignado he fe-
lizmente conhecido pela sua probidade, pela lisura
e boa re em seus tratos, e nflo recusara pagar a let-
tra no corrente anno, se com effeito fosso a do seu
?encmenlo, e nem este pagamento lhc costara sa-
criicio algum; mas entende que nflo ijeve subjeitar-
se a este engao, o nflo devo prevalecer a ni f e
dolo, so delles se quizer prevalecer dito Rrilo.
Paulo Cattano de Albuquerque.
Oarrematanto do imposto de 20 por ceno so-
bre o consumo das agoas ardenles de produccita bra-
silera avisa aos.Srs. que ainda nflo pagaram dito
consumo, venham faze-lo nos dias 9, le, II, 12 e 13
do corrente, na ra Direita, n. 80; lindos os quaes,
so proceder na forma da ei contra" os que deixa-
remde pagar.
Joaquim da Silva Reg, oserivfo do juizo do
paz do prmeirodistricto da freguezia de Santo- An-
tonio, e da subdelegada da dita freguezia, mudou a
sua residencia para a ra do Livramento, no pri-
meiro andar do sobrado n 33.
Precisa-se do um caixeiro para venda, que
tenha pratica da niesma, e d (ador de sua conduc-
ta : a Tallar com o Sr. Bacellar, no armazem do
caes da Alfandcga.
Aluga-sc urna escrava parda para todo servido
de urna casa de rainilia : quem a pretender dirija-so
a ra das Flores, n. 29
--Furtaram, no dia 6 do corrente ouliihro, as 9
horas da noite, do primoiro andar do sobrado da
ra Direita; n. 29, de cima de urna mesa, um rolo-
jo, com caixade ouro guilhoche, com vnlro, mos-
trador de prala, com ponteiro do ac, machina ho-
rizontal, 4 buracos con diamantes, cal xa de la tilo
pordentro, n. 56:9861860, e um cordita de ouro
com 25 oitavas de peso, oqual seachava pres ao
mesmo. Portanlo, roga-se as pessoas a quem os di-
tos ohjectos forem offerocidos, hajain de capturar o
ditoladrflo, e Tazer sentir ao seu dono Jofo Men-
diboure na hiesina casa, ou na ruada Cruz, esorip-
lorio deM. E. Bolli, quo lenta 50,000 rs. de graliti-
cagi.
Alugam-se na Trempe, urna casa terrea com
quintal, cacimba e mais commodos para grande
ramilia : outra na ra da Soledade, n 35, por 12,000
rs. mensaes, e mais duas outras pequeas, na ra do
Sebo, ns. 52e54, por8,000 rs. mensaes: quem pre-
tender dirija-So ao escriptorio do F. A de Oliveira,
ra diLAurora, n. 26.
Precisa-se de um moco que saiba Irabalhar em
padaria, para tomar conta de una freguezia de ven-
der pflo : quem pretender dirija-sc ao pateo do
Terco, n. 32.
)3 SOCIEDADE -o
PHILO-DMMATICA
O primeiro secretario avisa aos Srs. socios, que
hoje, pelas 6 horas e'meia da tarde, ha sessflo da so-
ciedade.
Porante o Sr. doutor juiz de orphfos o ausentes
vai a praca no dia 11 do crrenle por venda o si-
lio da Capunga com 50 palmos de largo e 260 ditos
de Tundo, com casa de vivencia e algons arvoredos,
por execiiQflo de Antonio Dias da Silva Cardlal con-
tra 0 finado Antonio.Marlins Vianna: os pretndanles
comparecam-se as (4 horas da tarde do 0)080)0dia,
|ior sera ultima praca.
Aluga-se, na povoaco do Monteiro, defron-
te do Sr. Joaquim Tirburcio una casa com bastan-
tes commodos para se passar a festa : bem como um
sitio as trras da Torre q.iasi derronte da i'onte-
de-Ucha com una pequea casa boa baixa de
capim um hananeiral e terreno devoluto parase
ter animaos sollos: a tratar no Alerro-da-Boa-\ is-
la n. 37, segundo andar.
Aluga-se, ou arrenda-se nina das nielhorcs ca-
sas do Caldeireiro com quintal e cacimba de mui-
to boa agoa de beber, com 5 janellas de frente, sala
de frente, iluus ilcovas gabinete com alcova, sala
de detrs com dous quarlos e gabinete, junto ao
sitio do Sr. Jos lligino : a tratar na ra do Queima-
do n. 37
Quem precisar demandar fazer almocos/ou jan-
lares dirija-se a ra da llica-de-S.-Pedro, 44.
Quem precisar de um cozinheiro, chegado lti-
mamente de tara di rija-so a ra da Cadeia de J>.-
Antonio, lojideempalliador, II. 14.
Aluga-se a casa terrea da ra do Sebo, n. 15 :
a fallar na rua-Vcllia, n. 87.
Foram pprehendidos, nif estrada da Passagem-
da-.Miigdalena dous quailos com cangalhas, son-
do um ruco e oulro melado ialo em das do niez de
selenibro : quem se julgar c6m direilo a ellos diri-
ja-se a liarreirado mesmo lugar, que, dando os
signaos cortos, e pagando as despezas Ihe serflo
entregues.
Arrenda-sc um sitio na estrada do Monteiro,
ptimo para so passar a-festa. por ler muito bous
commodos, casa com gabinete ao lado, toda en-
vidracada cacimba com tanque, coclieira estri-
bara e quarlo para escravos : a (ralar na ra Ve-
Iha casa da esquina da travessa do Veras n. 94.
Quem tiver mulatinhas, Ol crioulinhas, forras
ou captivas, para aprendorcm a coser, fazer lavarin-
to e renda, dirija-so a roa estreita do Rosario, n 21.
Quem quizer dar600 a 700,000 rs. a premio,
sobre hvpolheca em um predio livre o desembara-
zado d"irja-se a ruado Aragflo, n. 7 que se dir
quem precisa.
Precisa-se, na fazenda de Cinipapo da comarca
doRrejo-da-Madre-deDeos, de um sacerdote para
capellflo e para ensillar as prmeiras Ictlias a uns
meniJios leudo todas as missas subjeitasa capclla-
ma exceptuando as duas do Natal e todos os mais
actos proprios de seu ofllcio ; dando-se-lho o sus-
tento diario roupa lavada e ongoiiiuada casa pa-
ra morar, eum bom ordenado: por isso convida-
se a qualqucrSr. sacerdolo de conducta exouiplar,
que Ihe agradar as condicOes para ir contratar
csso negocio com o juiz de direito da inesnia co-
marca na ruada Cadoia de S -Antonio n. 14, pri-
meiro andar.
Precisa-se de um caixeiro que entenda de pa-
daria para tomar conta de urna freguezia de pao :
no paleo do Terco n. 30.
precisa-se do um caixeiro para lomar conta de
urna taberna por balando, e que d fiador a sua con-
ducta : na ra das Cinco-Pontas padaria n. 38.
Quem precisar de urna mulhcr para ama de
urna casa de pouca familia ou de homem solleiro ,
que cozinlia regularmente e engomma dinja-se ao
becco dq Pe soto n 21.
O abaixo assignado faz sciente ao respeitavcl
publico, que pelo brigue americano Olinda, vindo
de Roston, entrado nnste porto em 22 do pretrito
mez do sotombro, ha rceohido novo provmonto de
pulirs vegolaos do lir. Rrandreth. Kstas pillas, cu-
jo autor bsla para garantir sua excollenoia, tor-
nain-se muito recommciidaveis por sor um medica-
mento inloiramento noflVnsivo, podendo suplicar-
se ule s criaiiQas reeein-nascidas ; ltimamente so
teem applicado a una infiuidade de molestias jul-
gadas incuraveis, decuja applicaijflo se tom tirado
tflo felizes resultados que pareco cada vez mais rc-
solyido oprobenla de um remedio universal. Ao
annunciante cabd a gloria do asseverar ao publico,
quo as ditas pilulas silo as nicas vordadeiras quo
existem nosta praqa, as quaes se vendein em sua
botica, na ra da Cadeia-Volha. n. 61.
Fcente Jos de Brito.
Agencia de passaportes.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Boa -
Vista, n. 48, continuam-so a tirar passapories tan-
to para dentro, como pararra do imperio; assim
como despachan se escravos: ludo com brevidado.
Jos da Costa Guimar.los com >rou ao Sur. Ma-
nool Francisco da Silva a sua venda sita na na do
Caldeireiro, n. 91 froguezia de S.-Jose do RecHo :
quem se adiar com algum direito sobre a mencio-
nada venda queira, no prazo de 3 dia, cortados.
da publicarlo dosto declarar aoaununciaiile, que,
passado o prazo por nada so responsabilisa. Reci-
fe, 7 do outubro do 1847.
Aluga-se annualmente. ou para passar a festa,
um sitio no lugar do Poeo-ila-l'anella na mor par-
le murado con boa casa de vivencia com 6 guar-
ios' casa para pretos, estribaria poco com tan-
que arvoredos de fructo, inclusivo dous parreiraes:
lirijam-sc a rus da Calcada-Alta, sobrado do dous
andares n. -, na freguezia ele S.-Jos OU a tho-
soura ra dos ordenados, para tratar com seu pro-
pietario Jos Lopes Rosa.
No dia 4 do corrente desappareceu da ra das
Trinoheiras, n. 48, segundo andar. O lionino par-
do, forro,de 13annosda idsde, do nomnjoaquim,
o qual se achava apprchendendo a marceneiro na
Camboa-clo-Carnio : quem do mesmo levar noticia
dirigiiido-sc a mesma casa, sera eternamente a-
gradecdo londo-sc de proceder judicialmente
contra aquello quo o uceultar, pois ha algumas SUS-
peilas.
-O abaixo assignado, tendo-sc no illa 6 do corrente,
levantado, acbou dentro do quintal de sua residen-
cia, em l'iira-de-l'orlas, n. 95, da parte da maro
grande, um barril com urna porefio de azeite-doce,
do que foi dar parte ao Sr. subdelegado, a quem on-
tregou o mencionado barril quem se adiar com
direilo a elle, pode dirigir-so ao mesmo Sr.
Domingos da Rosa.
Hoje a tarde, na ra Nova, a porta lo Sr. Dr.
Si Iva .Nevos, sera arrematada, por ser h ultima praca,
a casa que foi do liudo Miguel Fnrroira de Mello,
na ra do Vigario, com dous andares e solflo, com
37 palmos de frente 0 117 de fundo, que deita para a
ra do Burgos, em chaos proprios, por 4:800,000
ris. '
Precisa-sede um trahalbador de macona: na
rus largado Rozario, n. 48.
AttencTio.
Joaquim Antonio llarneiro & Companhia avisam
ao respeitavol publico e particularmente aos seus
freguezes; burgo, reccbcrain una grande porcffo de bichas das
inelhoros que lia, as quaes se aliigam e se venclem
aos ceios e a retalho, pelo menor proco possiyel,
no seu anligo deposito, na ra da Cruz do Recifc, n.
43. Poclarain mais que .sondo preciso, a quajquer
hora da noite, applicar bichas ou sangras, os sclis-
rflo promptos na mesma ra, n. 28, primeiro andar.
\ mesa regedora da rian-
dade do SS. Sacramento da freguezia da Boa-Vista
manda convidara todos osirinflos da mesilla irnian-
iladc para oomparecerem no seu consistorio, no
dia 10 de outubro corrente', polas 9 horas da manllfla,
para em mesa geral discutir-so o novo ooniproniis-
so, qireso pretende adoptar. A vista da importan-
cia doobjeclo espera a mesa regadora que to-
dos concurran no indicado dia. Consistorio 12
de seioinl.ro de 1847. -O escrivflo interino^. Jos*
Cundido dr Carvalho Mr.deiros.
Marlinlin da Silva Costa correspondente do
Sr. leronymo de Albuquerque Mello nesta praca ,
avisa a quem interessar. que reside na Roa-Visla ,
paleo da S.-Cruz, n. 7(, segundo andar.
Aluga-se un. sitio na Capunga na estrada que
vai para a Raixa-Verde com estribara quarlo pa-
ra pelos cacimba con) bomba de pndula : a Ira-
lar na ra da I'enlia n.33.
l'.ulino Jo.s i.oneia de Almeida
anniincia que se ada competentemente
lioitador do numero da rela-
isa.lo
LOTPRf A DO THRiTRO.
3:000,000 DERS., SE NAO" QUE-
iioineado solio
e8o lesia provincia, e por isso autor
olicilar causas no civel e criroe, na
segunda instancia : quem de
se quizer ulilisar pde-o
dias nteis, em sua casa na
a s
primeira e
seu prestimo
procurar nos
ra ila Saaia-Crui-da Uo-vVista, n. 78.
da- 6 as 8 horas da manliaa, e dessi ho-
ra em
rivolmeiile 110 dia 13
gnus liillietos liquem
AOS 6:000,000 e
REM FICAR SEM EI.I.ES.
As rodas dosta lotera clesta vez andam mP'^
do corrente "ida que al
e por isso o respectivo the-
soureico convida Bos.amadarea doste J^0,*X0
concorran para se a cala re ,11 o s biltoetes restante,
e principalmente aquellos qT.o so giia.dain para as
vsperos, visto que estas silo chegadas.
Muita altencaio!
Ao amanhecer do dia quarla-feira, 6 do
correle nuluhro de 1847, furtaram da
casa do ahaixo assignado mu alececo de
hrilhanlcs, constando das segundes pecas:
-- urna cruz, com um lio de per-olas,
que d duas volias ; UTO par de pu'lseiras,
com (ios de ditas ; um allinele para pei-
to de senhora, e um par de brincos: tudo
ni sua competente cixa : alin dcstes
objectos, mais um holao de brilhante.s,
para abertura.
O abaixo assigifado promette bem re-
compensar a qualqner pessoa que Ihe des-
cobrir, o der noticia verdica .de ouaj-
111er dos objectos cima mencin idos.
Jos Joaquim rf* Freitas Gnimardas.
- Quem livor e quizer singar um prole robusto e
sadio que sirva para 0 servido decampo, dirija-so
ao Alorro-da-Boa-Visla, n. 39.
- Precisa-se de um feitor portuguez, ou brasi-
leiro, que soja mostreen) iodo o servico ;lo enge-
nho ; fallar no engentio S.-JoSo", em lianwraoa ,
11 nesta pracacoin Francisco X. U. Bistos, na ra
do Encantamento. ...
... No dia 8do crtenle, polas 1 linas da larde, a
porta do Sr. Dr. juiz da primeira vara do eivr.i na
na .Nova; vai a praca para seren arrematados o
miro e prala. panhorados por eou?BO contra D.
Gertrudes Felizluda Quinte.
-Precisa-sede um caixeiro que ia cntcncla no
miudezas e qued Nadcr a sua conduela : na ra
da Cadeia do Recife loja de miudezas, 11. 51.
Compras.
Compra-se urna espingarda de dous canos,
mgloza, ou mesmo frsnceza : na ra estrena do
Rozario, 11, 30, segundo andar.
-- Comprain-sc ,. para una eiicommcncla escra-
vos de anillos os sexos, e de qualquor ct, ate, 40 an-
uos ; agradando, pagam-se bom: na ra estreita
do Rozario,n.3l primeiro andar.
Coniprain-se, para una encoinineilda para lora
da provincia, dous oflieiaes de carpina ; 11111 carpiu-
leiro do ribeira ; dous ferreiros ; e um lanoeiro : na
roa da Cruz no Recite n. 49, primeiro andar so
dir quem compra. Adverte-se que,'agradando, se
paiarfio bem. ,
Compra-se urna pela boceteira : tendo as qua-
lidades quo so desojan, paga-s bem: na ra da
Senzalla-Vellia, 11 110.
-- Co iipr.iiii-se sementes e batatas dejiores u
lodss as qualidades: 11.1 ra da Glora, n. 87.
Vencas.
L
oteria do Rio-de-Janeiro.
Aos20:000.5OOO de ris.
Na roa da Cadeia do Recife, loja de cambio do Vi-
,ra, estilo a venda bilheles e ovios ditos, da lotera
a beneficio da matriz da cidade de Nictheroy : o el-
los aillos que cliegUO 0 vapor.
__Vonde-se una mesa com 10 palmos de coni-
sorve para tor
da Independencia,
pimiento e8ditos de largura que serve para
diante un ra Nova, loja do Sr.
Gueira Silva ck Companhia.
-Mugam-se os .segundo e terceiro andares da casa
da roa do Queimado, n. 17 : a tralar na loja
ma casa.
- Ainda csto para se alugar os casas terreas He
ns. 25, 7, 29 e 31 sitas no logar do Mangiiuiho ,
fazendasem urna loja na praca
'.".'.Vende se um sobrado co um andar, no largo
ds B0*-Visla. rectificado de novo com muitos
commodos: no .Ucrro-da-Boa-Vista loja de louca
'''- Ve'i.'do.n-se 4 moleques. de 14 a 16 annos ; 3 es-
cravos de todo o servico ; 3 ditos, sendo um delles
ptimo nara engenlia, oulro carpina e nutro canei-
ro ; um eahriiiha de 12 anuos ; 3 inulalinhas mu,lo
Mudas, o que sao recolbidas; una negriiilia de lan-
nos; S ditas de Ifi annos; ditas de 90 a 21 anuos: lo-
dos do-se a contento : na ra Direita, n. 5.
Champanha de superior ((Ha-
lidadc ,
vende-sc na rua da Cruz, n. 38, armazem da
Scliaflioitlin& Tobler.
Vendem-se pecas de panno de linho do Porto,
deboaqualidadee por proco commodo: na rua da
Gsdeii......terile, toja do miudezas n 51.
_ Vonde-se un elegante niulalinho de 10 anuos
pouco u.aisou menos ptimo para pagem de es-
cor ser de boa conduela : na rua do Quei-
pi-ias para se passar o vero por serem milito
[roscas de bons commodos com qdalNin ^ o uca.s se
dos pollo de embarque te urna dellas tem seu vi- i
veiro de poixedenleodii quintal : I iratar con. Ms-
noel l'ereirafcixeira, morador prximo aquello lu-
88--- Precisa-se de uina ama de leite para acaborde
criar una menina de Sniezes : a fallar na loja da
Braca da Independencia, n. 3.
kA......n .jutmi O fo-
-- Desappareceu dos ApipUCOS una cadelinha con
os signaos seguintes : he loda nielada com o m-
cinho prrlo responde pelo nome de chiquita e
lie muito pequea. Quema adiar, querenUo resti-
luir dirija-so ao sitio do coronel Ruado no mes-
mo lugar ou no Recife rua da Alfandega-Velha ,
n. II que sera recompensado com 10,000 rs.
Quem tiver o quizer alugar una prets sadi
timaron, pe
"' --'vcSin^seMinsinglezes de patente .elsti-
cos, a lcocl.oa.los clisos, os inelhores me ha no
mercado o recem-cnegados ; cabeca.las mlicas, es-
'" tribos de metal-principe; litas para slUa;cartjr
,,,. ras brancas: na rua da Cruz n. a, casa de Geo .
Keiiworlliv Companhia.
- Ve,.,ie-se una parda clara, da 25 a 30 annos ,
lava e faz bicos de Indas as qualidades ,
vico de una casa; u.n cabnnha de 12
, muito bonito o diligente : os quaes vendero-
.noi tereui viudo do serlo para um pagamento:
,,a rua dos lanoeiros armazem n. 5, ou na ruado
Trapiche-Novo n. 36, segundo o torre.ros andares
__Vendem-se 6 escravos sendo 3 de 12,16 e 22
anuos, de bonitas figuras, proprios para todo o
servico e o oulro mogo que he ganhador de rua ;
urna escrava criuula do 2(1 anuos, com habilida-
des : na rua das Crozos, n. 22, segundo andar.
AOS ESTDANTtS DE GE-
GIUPIUA.
; annos
na
'hVde qe seTral.7.r 9^ agJsto do ) Sr. I.oiz l.anndo da Paz Lima morador en,
le a quarla em 9 de agosto do anuo de Olinda ten, urna carta na rua da- Cadeia do Hecii e,
Va toda a duv da Quaudo, pois, apezarl loja de miudezas de Antonio Lopes i'ere.ra de Mello.
SoliicSo dos principaes PROBLEMAS DE GEOGRA-
PIIIA l'HY.SlCAEASTRiiNiMlCA, livnnlio indispen-
Q.iein.iveroquizeralu.aruniapretas^

da-Boa-Vista sobrado do Sr. Porlo, n, 39.
los* Compauliia, por IrfOOO ris.




Vendem-se milito boas bichas chegadasnlti-
mamonteile Hamhiirgo, (anlo aos centos como a re-
talho, n tambem sealugam; vito-se applicarpara rilis
commodo dos pretendcntes : na ra estrcita do Ro-
zario, defronle da ruada l.arangeiras, loja n. 19. Na
mesma rasa vende-sc urna bonita mulatinha de cin-
co annos.
Vendcm-sc caixas decli hysson, do 13 libras,
cm porches ou a retalho ; caixas de velas de es-
permacete de 5 c 6 era libra : na ra da Alfandoga-
Velha, n. 36, em casa de Matlieus Au9tin & C.
Loeria do Rio-de-Janeiro, a be-
neficio da matriz da cidade
de >.ic(heroy
Vendem-se biHieles desta lotera : em casa de J.
O. Elster, na ra da Cadeia-Velha n. 29.
AGENCIA DA FUNOCAO' DE LOW-MOOR.
Na ra da Senzalla-Nova n. 42, contina a haver
um completo sortimento de moendas e machinas de
vapor, para engenhos de nssucar : bem como tai-
xas de ferro batido ecoado de todos os tamanhos ;
ludo por prego commodo.
JVa loja nova da ra do Quei-
aiado,n. II A, de Kaymuii-
do Carlos I-rile ,
ncha-so um rompilo sortimento de chitas finas
bem romo as asselinadns pidas, que paroeem de
soda. : novo' sortimento de mantas de seda das da
3.200, 10.000 e de 20,000 rs ; os methores chapeos
doChili nito s por seren finos como encorpados :
tudo por precos rasoaveis.
SSSF.
Vcnde-se a verdadeira farinha SSSF
de raminho chegada no dia 5 do cor-
rento : a tratar rom .1. J. Tassd Jnior.
POTASSA
Veiip-se a verd deira c superior po-
tasSH da Ktissia a inais nova que existe
no mercado : na rita da Cadeia do Heri-
fe, armazem n. 13, defialthar & ol
veira.
-- No fin da ra da Aurora n. 4, vendem-se
moendas de engenho, antigs, e rodetes por preco
commodo ; e um crioulo de 24 annos bom carrei-
ro e vaqueiro.
Vendem-se pecas de madapolto limpo eoiri
SOvaras, a 8,400rs. e a sele vinteus a retalho
na ra estrella do Rozarlo, n. lo, terceiro andar.
feSSF.
Vendem-se meias liarricasde (arfaba de SSSF de
raminho : no caes du Allamlega arniazcm n. 1, I
CuimarScs.
DEPOSITO 1)K CALViRGtM.
Na rua do Trapiche n. 17, lia sem-
pre cal virgem de Lisboa, em bariis pe-
queos, e nlliniamente
elegada
nuil

to superior c por preco rasoavel.
Vendem-seescravns baratos, na rua das
Larangolras, n. 14, segundo andar: 1
lindo pardo de 22 annos, sem vicios
nem achaques de boa conducta c que
he ptimo para pagem ; mu dilo rom
olfirio de sapateiro, este troca-se por una pela
moca ; um molecote de 18 annos, com oflicio de al-
l'aiale; dons molrcotcs de 18 anuos, bous para o
trabalhn de campo ; um pelo de 25 anuos por
450,000 rs. ; un. dito de 36 anuos muito forte a *U"n" ,a'l ?'?, '"".' "* m,,ls
'a 800 ib. cadaum; brms tranca
a 2,000 e fi,500 rs.; pollo do diabo, a 200 rs.; lan-
zinha, a 280 o 320 rs. o covado ; meia-casimira a
600 rs. o covado; pegas de madapolilo, a 2,200, 2,400,
3, 4c 5,000 rs.; lengos de, grvala a 200 rs.; cassa
lisa a 240 rs.; pecas de bretanha a 2,000 rs.; di-
tas de puro linho a 800 rs. a vara ; lencos de seda,
a 1,440 c.1,800 rs. ; pegas de cambraia lisa a 2,560
rs.; chales de me'im a 1,000 rs. ; brim branco de
puro linho, a 1,000 rs. a vara ; e outras muitas fa-
zendas, que pelo seu diminuto prego nio desagra-
darlo aos seus freguezes.
Vendem-se caivetes de mola para aparar pen-
nas 1I0 urna s vez; botOes pretos para casaca,
os mais modernos; caixas de tartaruga redondas c
quadradas, a 3,000 rs. cada urna ; suspensorios de
borracha} carteirasde mola; petiles virados para
prender cabello ; sabonetas para barba ; luvas pre-
ias para senhora ; relogiosdourados, a 200 rs ca-
da um para meninos; esporas para salto; botOes
para camisa do ultimo ansin caixas de Rafnia ,
grandes para tabaco ; brincos e collares para luto;
meias' prelas para senhora ; oculos de 2 e 4 vidros ,
para todas as vistas ; pennas para secretaria ; luvas
brancas para montara, a 100 rs. o par; linha do car-
retel, ilc 200 jardas; ludo muito em cunta,porser par
llnuidacfi : na rua larga do Roza {O, 11. 35, loja de
mudezas baratas.
O BAKATRIRO.
!\a nova loja da rua do Cres-
po, 10 p do arco de S.-An-
loiiio 11.4, de Ricardo Jos
de Fie i is Ribeito ,
ha novainente rhegado um esplendido sortimento
de fazendas france/as e inglexas do melhor gosto
possivel para (esta por presos muilo moderados,
como sejam : cflmliraias oscocezas de cores lixas e
de. 1 icos padrOes, cor de rosa e do nutras cOres tan-
to claras como escuras com quasi vara de largura,
a 320 rs. o covado ; corles ile cassa lo cores minio
modernas a 3,500 rs. ; boa casimira prela clstica,
a 2,800rs. o covado; lindos corteado brim de li-
nho, ile Corea escuras, que parecem casimiras,
para calcas a 2,000 rs. ; riquissimos cortes de cam-
hraia padiOes de moderna invencto eestampados,
para vestidos de baile, a 6,500 rs. padrOes admi-
rarais ; una porefio de chitas baratas, a 120,14o e
160 rs. o covado de edres lixas e escuras.
Vrnde-se alpaca de cordflo, muilo encor-
pada e de varias rori-s, propria para pali-
tos, a 800 rs. o covado ; pannos linos ver-
de, azul, cor de caf e cor de vinho a 4/
rs. o covado; chapos fraiicezei da ulti-
ma moda ; corles de vestidos ricos pro-
prios para baile ; a toa I liados lo varias lar-
guras o muilo em conla ; corles de chi-
la de bonitos padrOes, fingiudo seda;,/
meias-rasiniiras de bonitos padrOes* a ***
6401 a. o covado; e outras muitas lazen- [Q?
das de gosto : luuo por menos prego do **
que em oulra qualquer parle: na loja Q
'*\.
&
m
nova de Jos Moreira Lopes & Conipanhia ,
na rua do Quetraa do, nos quatro-can- ((
los, casa amarella n. 99.
###### & fg@@ o
Vende-se um rico methodo de violan pnrl.ui-
gi Caslelacci, contando ricas pecas em tollosos lona
e em 8Uas competentes alinagoes: 110 primeiro an-
dar desta typographia.
Xa loja ni va da rua d Quei-
otado, 11. 11 a, de Raymuii-
do Carla? Leite ,
que be canoeiro por 400,000 rs. ; um dito, poi
250,000 rs. ; uma parda de cor escura bastante
i'oriiolenta de i2 annos, com algumas habilida-
des, esta escrava vende-se muilo em conla porlcr
um pequeo deleito; una mulatinha de 12 annos;
uma negrinha de 13 anuos que cose engomma ,
cozinha e serve bem a uma mesa ; una negrota de
do 20 anuos, que cose e cozinha o diario de urna
casa ; tima dita de nagflo de ptima conducta, por
1 Mino rs. ; e mais alguns eseravos.
Vendem-se sellins inglczes, elsticos, de pa-
tente forrados de couro de porco ; ditos sem seren
elsticos francezes para montara de bomcm e
scnrtaa; cabreadas roligas inglczas ; ditas de cou-
ro de lustro prcto c branco; estribos do metal bran-
co o de latiio; pcrncias e guarda-lamas, de todos os
jeitios; Chicotes para montara de homem e senho-
ra ; bezerros de lustro de superior qualidade, para
calcado; couro de lustro para canhOes de criados.
Tainhem secobrem sellins de couro ngleze Crancez,
ficamlocomo novas., 6 concerlam-se uniros; tudo
por mdico prego N'a mesma luja tainhem ge vrn-
dem barretinas para ollieiaese soldados de eavalla-;
riaeiiifsilttiria-da guarda nacional; talfns e cana-
nas de couro branco j; preto; espadas de metal I
branco, de roca e sem ella ; bandas ricas e inferi- j
res ; fiis ditos ; correiames de lustro para solda-J
dos; estrellas ; globos ; appaiellios para barretinas 1
ricas; molas para espadas dduradase de laido; e
oulros muilos objertos por prego commodo. Na rua
Nova, n. 28, loja antiga de Antonio Ferreira da Costa
Braga, defronle da igreja de N. S. da (.onceic/io dos
militares.
~ Vende-se uma parda de 20 anuos, de figura ,
e ptima para mucama que engomma, coseclulo ,
lava de sahilo; cozinha alguma cousa e faz renda: no
Atcrro-da-Boa-Visla, sobrado n. 5.
Na venda de Antonio Juaquim lavares, na rua
da Cadeia-Vefha n. 1, vende-se mel de eligenho ,
fresco, por preco coniinodo tanto as garrafas co-
mo em calladas.
l\a l. ja nova do lasseo-lu
buco, 11 19, de Manuel loa
qoim Pascoal Uaoios,
vende-se panno fino muito superior, a 5,000 rs. o
covado ; dito azul a 4,500 rs. ; cortes de eassa-clii-
ta de inuHo bem gorto a 3,200 c 4,o00 rs.; eln
tas finas; a 120, JOeaoo rs.; chales de 19a o sed,
alem de um completo sortimento de fazendas finas
e giossas, anda ha ptimo panno de linha do 800
rs. a vara e as pegas sao de 19 varas ; dito a 560
rs. a vara ; e as pegas sao de-25 varas e urna terca
modernos que ha,
gados do listcas do li-
co ; estribos de metal branco c de lato ; perneiras
e guarda-lamas, de lodosos feitios; chicotes para
montara de homem e senhora; bezerros do lustro
de superior qualidade, para calcado; n.arroquins
de todasas cores; couro de lustro para canhOesde
criados : tambom so cobrem sellins de couro inglez
e trancQz ficamlocomo novos e concertain-ce 011-
tros; ludo por mdico prego. Na mesma loja tain-
hem so vendom barretinas para offciaeso soldados
de eavallaria o infamara da guarda nacional; (alias
e cananas do couro branco o preto ; espadas de me-
tal branco ,de roca esem ella ; bandas ricas e in-
feriores; fiis ditos ; correiames de lustro para sol-
dados; estrellas; globos, apparolhos para barre-
tinas ricas ; molas para espadas, douradas e de la-
tfo; o outros muitos objectos, por prego commodo.
So Aterro-da-Boa-viS, n. 78 ,
vendem-se bezerros inglezes de superior qualida-
dade para calgado a 3,000 rs. a pello.
Bous livros e baratos.
Vende-se um diccionario francez, por 4,000 rs. ;
umdito do composigiio, por 2,000 rs.; 5 tomos de
Volts i re por 4,000 rs. ; dous ditos de fbulas de I.a
Fontaine, por 2,000 rs.; II liad de Homero, por
1,000 rs.; Tho vicarof warklield, por 1,500 rs. ; uma
grammatica purtugueza por 1,000 rs.: no Aterro-
da-Boa-Vista loja n. 78.
Vende-sc por precisrio uma prota boa la-
vadeira c que cose cho e cozinha por prego
commodo : na rua da l'raa, n. 20.
Vendem-se os utensilios do armazem de as-
sucar da rua do Vigario n. 22 muilo em tonta : a
tratar no mesmo armazem : bem como so precisa
de um fi'ilor para um ongenho perto da praga.
Vende-se um sellim novo do eavallaria com
todos os perlences e que servo para pagem : na rua
das llores, n. 17.
Vende-sc cora de carnauba muilo boa, tanto a
retalho, como em porgos : na rua das I.arangeiras
n. 14, segundo andar.
7- Vendem-se 8 eseravos sendo : 3 pardas de 18
a iSannos, com habilidades: uuimoleque do 4an-
uos, cozinheiro ; um preto de 22 annos bom car-
reiro e do bonita figura ; 3 prelas com habilida-
des ; um pardo do meia idado por 250,000 rs. de
muito boa conducta : no palco da matriz de S.-An-
tonio, sobrado n. 4.
Vendem-se, por prego demasiadamente com-
modo casaos de pombos bons batedores grandes,
bonitos e de ptima raga: na rua da Florentina,
ll. 16.
Vendem-se 4 lindos molequesde 18 a 20 an-
nos sendo um delles ollicial de alfaiale e cozinhei-
ro ; 3 pretos um ol al de sapateiro, o dous pro-
prios para todo oservigo de 25 annos; dous par-
dos, sendo um bom carreiroe o outro proprio para
pagem de 16 a 18 annos ; duas pardas, urna de 20 !
annos com algumas habilidades, e a oulra propria
para ser educada; 3 prelas de 20 a 30 aiinos.com
algumas. habilidades; duas negrinhas de 11 a 12 an-
nos, com principios de habilidades : na rua doCol-
Icgio, n. 3, segundo andar, so dir quem vende.
Na 1 ja nova da rua do Qtiei-
tuado, ti. il A, de ilaymim-
do Canos Leite ,
acaba de chegar um ptimo sortimento de pannos
linos de todasas cores e qualidailcs com especiali-
dad o prelo ; a melhor casimira preta e elstica;
ditas de listras de cores ; alpaca prcta fina, a 800 rs.
o covado; ricos longos de setim e gorgorito preto;
ditos de vareja de cores ; o vordadeiro velludo hes-
pauhol de quatro pellos, a 4,400 rs.; chanialolo ;
os nolavels chapos francezes nito s por sorom os
mais modernos como por seroni os inals finos que
'ia: ludo por pregos baratissimos.
Vcnde-se urna parda de 18a 20 annos, de figu-
ra elegante que cose, marca engomma e cozinha
bem, sem vicios nem achaques, e que da-so acon-
tento para melhor se verem as habilidades ; 1 molo-
que de 12 a 14 annos, que entendo de cozinha : no
pateo da matriz de S.-Antonio sobrado n. 4.
Vende-so um escravo robusto, proprio para o
servieo tle campo : na rua da Veras, n. 11.
nho ; ditos liraucos ; meias de linho as mais linas
que lecm apparecido ueste mercado; ditas do
algodoci linas : tudo por prego muito rasoavel.
Folassa da K ss;a.
Cunha & Amorim term para vender polassa da I
rua da Ca-
li. 52, de
Na nova loja da
deja do Recife
andino Salvador Perci
ra Braga,
lu'".nfi!""'.'" ""i.a P M'l"''li,'.(l,K'.I, no" '''"'" .' vendem-se verdadeiras gangasazues la In
LdnLftaTr!8pOUb08barr8! n,ru,daCa- tooneprpadas propriaa para caigas, j,
una uo mello ll. oo. saiils ue pr(.las t H ooo rs. a pega lo 14 co
Casa da F
na rua estreitB do Hozario, n. (i.
Neste cstabclcci incido acham-se a venda as bem|dengSo
dia, mui-
i|ui-las c
eovados..
Vendem-se dous bonitos moleques do na gil o ,
le 14 a 16 anuos para fra da provincia ; um pardo
perito official do alfaiale; um dilo de, 13 annos, pro-
prio liara pagem ; um dito le 15 annos ; um escravo
de
as bem j le nagfo de 30 anuos proprio para sitio, por 250/
acreditadas cautelas da lotera do,llicatro publico rs.: um dito, por 230,000 rs.; luna escrava boa la-
desla cidade cujas rodas andam no dia 13 de cor- > vadeira e quilandcira, de 35 annos, por 150,000 rs. ,
O caulolista espera <|ue os seus freguezes I duas molecas de 12 a 13 anuos; uma parda de 25
piar o re"" das lilas cautelas annos que cozinha muilo bem lavan cose, pe-
rcute, u caulolista espera que os
concorram a comprar o r;'" las
as quaes se esperam boas surtes, pela excclleiile es-
culla que se fez los nmeros para seren divnlidos
om cautelas. A ellas que sao poucas e boas. Pregos
os do cosluine,
-- Vendem-se dous mulatinhos de io anuos, de
muilo bonitas figuras ; nina parda ie 22 anuos, eos-
lurcia e ciigonimadeira ; urna preta de 28 anuos,
que he lavaJeira o quilandoira : na rua do Tra-
(iche-Novo, n. 6, se dir quem vende.
A rila, rap. ziaila.
Na loja de Manml Joaquin l'ascoal llamos, no
Passeio-I'ublico ll. 19 vende-se pello do diabo a
200 rs. o covado; brim de quadrns c liadas a 240
rs. lista faznila Le le inulta dura por ser eutran-
gada e alcochoada. (ihegucui antes |ue se acabo.
Vende-se urna parda lina engommadeira la-
vadeira e que cose chao, cozinha bem sabe l'azer
alguns doces e bolos tratar Iccriangase fazer todo
o arranjo de urna casa, he muito liel, e sean vicios i
vendi-se com a cun.iigito de ser para fra da pro-
vincia : n.i rua do Aragilo, n. 26.
Na rua Bftrva n. 5 loja de
loao da ilva Braga, defron-
t do oiloda na ti z,
vendem-se bons sellins inglezes o franceses, para
; 'abogadas religas I
420,000 rs. ; uma escrava para engenho por 250/
rs. ; 3 moradas de casas nos Afogados, todas unir
las e na melhor rua por commodo prego : na roa
de Agoas-Verdes n. 46.
m
Vende-sc o estabeleciment da cochera do
pateo da matiz de S.-Antonio", montado de carros o
cavallos: nSosse vender por junto, como div
dido, ea differentescompradores: a tratar como
son propietario, no terceiro andar do quarto so-
brado da rua da Aurora.
- Vende-se um preto de oag.lo de 28 annos
perito calafate, que j tom andado embicado '
e cuja conducta se afianga : na rua do Colleain'
lbjan 9. 6 '
Vendem-se pegas de chitas escuras e de co-
ros.fixas proprias para o sprvigo de casa por se-
ren muito encorpadase fortes, a 5,500 rs. e a re-
talho a meia pataca : na rua estreita do Horario
n. 10, terceiro andar. '
Vende-se uma parda de bonita fignra moca
com todas as habilidades : o motivo da vend se di-
r o comprador : na rua de Agoas-Verde, n. 46.
Na rua do Rozario n. 11, primeiro andar
vende-se um?. bos esersva, que cssassaa. cozinha!
lava o cose.
Vende-se um moleque de nago de 18 a 20
annos de muito bonita figura, quesabe cozinhur e
que lie proprio para qualquer servigo, por ser cor-
pulento e muito forcoso : na rua da Madre-de-Deos
n. 9. '
Vende-se uma escrava de nagSo^moga, com
uma cria que lava vende na rua, he propria
para ongenho : na rua do Queimado, n. 69.
Sorvete, a 200 rs.
No pateo la S.-Cruz n. 6 com todo asseio e
perfeiglo que he possivel, las 6 horas da tardo em
diante. *
Vende-so um bonito relogio de miro, sabonete
sulsso com pouco uso, por prego muito barato f na
rua da Cruz armazem n. 54.
Riquissimas mantas de seda
a 8 .jOOO rs,
Vendem-se na noa loja n. 4, da rua do Crespo, ao
p do arco do S.-Antonio.
Chtp s de sol, de seda, para
liomem. a 6.^400 rs.
Vendem-se 'na lojan. 4, de Ricardo J.'deF. Ri-
beiro, ao pedo arco le S.-Antonio chapeos de sol,
de seda, muito superiores para liomem, a 6,400 rs. :
bem como lengos arrendados de cambraia para se-
nhora a pataca cada um.
Lotera do Riode~Janero.
Vendem-se bilhetese meios ditos da stima lo-
tera a beneficio da edificago da matriz da impe-
rial cidade de Niclheroy : na rua da Cadeia loja
de cambio n. 38, de Mannel Comes.
Venderse um escrava crioula, de 30 annos,
sem vicios ;assim como aluga-se um preto diaria-
mente: as Cinco-Ponas, n. 71.
fco Hotel C< mmercio,
na rua do Queimado, n. 27, continuam a vender-so
diariamente sorvetes de varias qualidades de fr'uc-
tas. No mesmo hotel ha decenios e independentes
quartos para sorem servidas as familias que quize-
rem comparecer.
a rua do Trapiche, q. 4a em
rasa de Adamson Howie Se C. existe
para se vender um piano-forte horizontal
de excellentes vozes e ptima construc-
ca.i, de um dos mais acreditados autores;
nssim como lambem se venle vinho de
Champne e Bordeaux de superior qua-
lidade e do mais delicioso paladar, em
cnixinhas de duzm, por precos modera-
dos, por ser para fechar contas.
Manoelda Suva Santos ven-
de superior fa inha de trigo de
Kiclunond em bai ricas e meias
ditas.
Vendem-se dous moleques, muilo bonitos,
de 14 a 16 anuos, quo se afianga nito terem victos
nem molestias : na rua Nova, n. 18, se dir quem
vende.
Eseravos
Fgidos.
Vende-se um lindo relogio de ouro, de gosto
oderno, por 75,000 rs. : no beceo do Sarapale
sobrado n. 16.
Von.le-se um cavallo j cnsinado para carri-
nho e que trola mui bem : na I'onto-de-llcha ,
casa de rendes a lliandis at as 8 horas d ma-
ntilla ou de larde depois das 5 horas.
Veudem-se dous moloques pegas.de 20 an-
nos de bonitas figuras, sendo um delles ollicial I1" Dorolhea crioula, de 15 annos baixa, roslo re-
do marceneiro : na rua das Flores, n. 17. jdondo, olhos nito grandes, peilos regulares, om-
bigo quebrado ps um tanto apalhetados; ievou
Ausenlou-se, ha difls, da casa de. seu senbor, o
escravo Joflo, pardo trigueiro de 15 a 17 annOs ,
cara grande, olhos regulares, bons dentes; bem
conhecjdo porandar frequenlemenle fardado: quem
o pegar leve ao Mondego a seu senhor Luiz Go-
mes Ferreira que recompensar generosamente.
~ Fugio, na noite do da 17 do setembro do en-
genho Queluz em Ipojuca um preto de nac'o de
lime Antonio de estatura alta, bom cofpo, olhos
grandes e un lano avcrmelbados; lem ja alguuS
cabellos brancos; Ievou camisa de cbila azul de
quadrinhos ceroulas de algoiltozinlio branco ou
de bamburg chapeo de pnlha novo e mais al-
guma roupa e lambem Ievou urna enxada enca-
vada : quem o pegar leve ao lito engenho, ou na
Boa-Vista rua da Aurora n. 26, casa de Francis-
co Antonio de Ulivcira.
Desappareceu, ou se julga calar furtada no dia
5 do crrente, a urna para duas horas da tajde.a pre-
monlaria de liomoin o sel,hora
Vende-se urna vistosa rapariga de nagflo do
19 anuos, que sempre Ib i rocolhid desde quo voio
do gentio; he de boa conducta n tilo hbil como
perfeta engommadeira excellenie lavadeira desa-
bito e vanclla boa cozinheira, e cose alguma cou-
sa ; porm s se vende para fra desta capital, por
um supposto motivo que nlo desagradara ao com-
prador: na rua da Cruz, n. 49, su dir quem vende.
Vendem-se dous eseravos mogos o de bonitas
figuras: na rua da Cadeia-Velha n. 33, se dir
quem vend.
Vende-se urna negtinha do nagflo Cosa de 13
anuos, recoihida e.que sabe coser o lavar : na rua
do Hospicio, casa terrea rom slito defronle de
um sobrado grande que esl fechado.
Vende-se uma cabra de muilo bonita figura,!
de 25 annos que faz ludo o servigo do urna casa e
luglezas ; ditas de couro do lustro, preto e tiran-1 de rua : no becco do Padre, n. 4.
vestido de chita de assento verde pintado de ama-
relio e branco, o as orelhasargolas do bur : quem
a pogaHcvoasua senhora, Alexandrina Francisca
Humana de Souza em Olinda, ladeira da Ribeira ,
que gratificar.
Fugio, lio dia 4 do correle urna escrava, de
nomo Leopoldina de nagflo, estatura regular, cheia
docorpo ps e mitos grossos 1'eigOes grosseiras;
Ievou vest'nlo do cass de raminho verde ja desbo-
tada outro azul de babado e mais outro de chita
cOrde rosa e panno azul da Costa abaiohado :
quem a pegar I evo a rua lo Crespo) loja de mude-
zas n. 11, que ser recompensado.
FtHA. >A TV, OEM. 1> FAIUA.---l^kl'
MUTILADO


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