Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09721


This item is only available as the following downloads:


Full Text

I I

tno de 1847.
Qui-ta-feira Sel
(I VIARIO |iulilio-e todos oj das, que nao
' a iie R""1 I rc d" a*iRnJl"ra ned
"".., rs. n0i quarlel. >?<" nHiamadns. Os an-
dos mi"""'** sa inseridos rusti de
!, lUlinli. 40r. eUfpO dilftrente, eu
.i'i-es P"' me"""' <,J 1ue n"' f rem "S1 R"
"T;Jnati-%0 80 porfinh, e l'l em Ijpo
Sft,,ie,t.orMd.|.uUc{So.
MIASES DA LA NO ME'/. DE JANEIP..
i ,c'ei", a aos 31 m nulos da Urde.
'Loaiiie, a 9, i horas e I nun. dn tarde,
i no ,">"5 "' ''orasel min.d urde.
Cretcente, a 'ora M Rain.-da maullan.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e PijaUl*, i, segundas caritas fe Iru.
RiiM.rande-dn-Nortc quimas fe jas aomeio-dia.
alto, Sei'nliam, ltio~('ormoso, Poito-Calvo 8
_ alaccid no I.*, a II e Ji dcada mei.
Carauliunse Rouilo. a 10 e 21,
Itoa-VIsta e Flores a U e Ji.
Victoria, as quintas feis.
Ulinda, lodos os das.
PItEAMA.1 DE IIOJE.
Primeira, al 8 lioias SO minutos da tarde.
Segunda, s 8 lionse M minutos da manlia.
de Janeiro.
Auno XXIII.
N. Ifi.
DAS DA SEMANA.
18 Segunda. S. Princa Aud lo .1. dos oriili ,
da I. do c da } v. e do J M. da v
19 Terra. S Camilo. Aud. do .1. do dv. da I
r. e do J de nal do 5 disl. de l
JO Oiiart. S F.hio Aud do.' do clv. da 2
t c do .'. de paulo 2 21 Quinta. S. Isnei Aud eto i. daorph., do
.1. municipal da I vara.
22 Sesta.t.Gaiideiicio. Aud. do J. docir.da I.
v e do J.ile nar.do I. disl. de t.
J Sabhado. S. Ildefonso. Aud do J dociv.da
l. v fdul de pac do I disl de t.
}4 Domingo. Mossa Seniora da l'a/.
CAMMOSNO DA 20 DE .IANEIRO.
Cambio a d.re LondreshrI"/, d p. Ifra.aCO.l.
a P-ris20is por franca.
ii a Lisboa 96 de ureiii*.
I)ese. de let de Ikms firma l'/i > Vi P-V "'"
r)Kro-0.iH.slcsn.i>!iol..... 2|0
a Me.edu de ttftOOvelli. lfifo.10 a I#201
i datftOC nov.. 10(000
lie iKlOO..... 9*000
PrU P.tacoe. ... ... i*'" ''"I
a Pesos columnties... 2#20 ffOfii
Hilos mexicanos ... '#"*** 'i8""
Moda.......... U <*"!"
Accoes dacomp..lo Hrberibede S0f000 la.ao par.
DIARIO DE PERHT AMBUGO.
PHT OFFICUL.
MINISTERIOS DOS NEGOCIOS ESTRANGEIROS.
COnlIKXI'ONOENCIA HA VIDA LTIMAMENTE F.VTRP. O GOVRRRO
iMPiniAi r. a legQa0 aucmtina na corte, relativa
A' IMHRVEXIJaO ANOLO-FRAKCF.ZA O RlO-nA-PftiTA, f.
SIVDA SOBRE O nEC0lllEClM3STO DA INDEPENDENCIA DA
RFPl'BMCA DO PARAGUAY.
(Conlinuaclo do n. 15.)
PI10TF.STO DO GOVERNO ARGENTINO A RESPEITO
DA NAVEGACAO FLUVIAL.
Icgaciio argentina.Viva a Confederarlo Argen-
tiia.--lto-de-Janeiro, em 19 de oiituliro de 18(6.--
37,o da lherdade, 31.* da independenrio c 1".ada
Confcderacilo Argentina.
lllm.eEsm.Sr. barlodeCayru, do concelhodeS.
II. o Imperador, ministro e secretario de estado dos
negocios cstrangeiros.
0 Paraguayo ndependtnle, peridico que se publi-
ca na ci ladeda AssumpQilo, menciona em seu n. 53
de 23 de maio prximo passado que haviam chegado,
nodia 11 daquelle mez aquello porto duas barcas
cmihoneiros do Brasil, das que governo dn 8. II.
lem na eslacflo fluvial da provincia de Matlo-Grosso;
as barcas foram debaixo do commando do capililo
de Trgala Augusto Levcrgcr, armadas e com a sua
Iripolaco completa,
Esle successo lem chamado a seria atlencSo do go-
verno cncarregado das relacOes exteriores da Con fe-
deracau Argentina, e lem considerado a sua impor-
tancia em relaciloaos seus direitos eminentes sobre
a provincia do Paraguay esobre o rio Paran eseus
confluentes.
Otado he considerado pelo governo argentino: i',
como urna violaciio do scu territorio fluvial; 2, co-
mo un desconbecimento da nacionalidado argenti-
na, da qual faz parle a provincia do Paraguay.
Para demonstrar o pnmeiro ponto basta examinar
ocurso do Paran. Este no, braco oriental do Piala,
como o denomina un escripior contemporneo, nas-
ce nos Andas do Ilrasil, em suas verlenlcs occiden-
tacs, osttl de Villa-Rica.
i'cppis de banhar urna grande parte das provincias
argentinas de Bucnos-Ayrea Sanla-F, Entre-Rios
e Corrientes de ambas as margens, confunde as suas
agoas mais abaixo de Nembuc com as do Paraguay
que lambem corro pelo territorio argentino de am-
bas as margens : uina pela provincia do Paraguay
al seus confus eom o Brasil, e a outra a Cttac
Grande, por onde cabe a incorporar-se-llie o Rermo-
jocol'ilcomayo.
Em urna palavra, o Paran corre por ambas suas
margens pelo territorio argentino, como corre o Mis-
sissipi pelo dos Estados Unidos c o. Amazonas em sua
mxima parte peludo Ilrasil.
O Estado Argentino representado pelo chefe supre-
mo, encarregndp das relacOes exteriores da confede-
raeiio, he poiso dono do rio Paran o do rio Para-
guay; este exclusivo he um allributo esseneial da
independencia nacional,e usando dos direitos perfei-
tos quedi'lln derivan, e Sr. ministro ha de convir,
rom os mclhoics publicistas, que nilo se podena ac-
ensar de injiistica repblica, seprohibisse toda a
passagem de embarcaertes eslrangeiras pelos nos, ca-
laos ou lagdasde seu territorio.
Esto principiu incntrovorso se applica com todas
as suas coiisequenciasao comincreio martimo es-
trangeiro nos rios leriores de um paii indepeiuleii-
le. K::iqiianto a entrada de bandeiras estrangeiras de
guerra, romo uo caso presente, a applieagAo dos
principios he anda mnis severa, e ainda se lem es-
temlido al e\clui-las de cortos mares; dircitoesle
que lem sido praticado c reconhecido na Europa por
ilgumas potencias.
Convt^m leinbrar que a America sanccionou lam-
bem esle principio fundamental, que apenas pode
dos-Unidos peloorg-Io de'Adams em 1823 lizeram a
declaracno seguinle:' Inherentes a condicao da
independencia e soberana nacional, os direitos so-
bre ainavegncao interna de seus rios pertcnceriio a
cada urna das nacoes americanas dentro do seus pro-
prios territorios
Assim, esta auioridade do novo mundo eslabeleco
com precis.lo como base da poltica dos novos esta-
dos em suas relaedes entre si, e com a Europa : I o
dominio dos rios interiores, com exclusHo da passa-
gem e navegacilo das bandeiras estrangeiras ; 2", a
propriedade do estado dos rios interiores, nilo com
relacfio as f uas nascentes ou aos pontos onde desa-
goam, massini em raso dos teminos por onde
lord Aberdecn lem reconhecido, na sua qualida-
de de ministro da Grlo-Bretanha e peante o parla-
mento, odireitodedominio da Repblica Argenti-
na sobre o rio Paran; e pela quinta e sexta da pro-
posites apresentadas pelos gabinetes da Inglaterra
e da Franca, como preliminares de um.ajuste panu-
ro no i o da Praja se disse textualmente quo a na-
" vegaciio do Paran.he reconhecida como navega-
cito interior da Confwderacao Argentina, e sulijeita
cimentea suas leis e'regulamentos, emquanlu a
" repblica continuar a occtipar as dua.s margens
do dito rio, e que lica plenamente adinittido e rc-
conhecido que a Repblica Argcnlina esta napos-
se e gozo inconteslavel de todos os direitos, sejam
depaz ou de guerra, que pcrlencem a uni estado
(i independente..
O governo argentino, fie! aos deveres ligados a de-
fesa desto direito nacional, tifio hesitou em oi-por-so
denodadamente a entrada do Paran das esquadras
''a Inglaterra e Franca, qundo os agentes daquel as
>ac6es no Prata se resolveram a commclter esse de-
ploravcl abuso do seu poder; pois seus ttulos de
dominio j estilo sellados com muilo sanguc argen-
tino ; nenhuma nacilo sobro a Ierra devo contar com
fraqueza nem deferencia por parle da repblica ante
a invasilo de seiis rios.
O mesmo governo imperial tem dado vigor re-
grado direito das gentes, assim como a legislacao
do Brasil, pela sua ordem de 3 de iulho do anno cor-
rente, excluindo os estrangeiras da navegagilo inte-
rior dos rios do imperio.
enllocada a questao debaixodeste verdadeiro pon-
i do vista, a entrada no porto da Assumpcilodas
duas barras de guerra brasileiras he um facto con-
trario lei publica c aos direitos exclusivos da cen-
federacSo sobre seu territorio lluvial.
O gabinete do Brasil pretender talvez exonerar-
se da responsabilidade do passo inconsiderado que
acaba de autorisar, allegando quo o reconhecimento
da independencia do Paraguay comprehendeasagoas
sobreseoslas daquelle territorio ; porm o gover-
no argentino tem protestado solemnemente contra
este acto e sitas consequencias ; e fundado na Mica
dostrabalhos e nos factos histricos, nem reconlie-
ce, nem reconhecr direito alguma quo o governo
brasileiro tentar dcduzir do sua poltica em relacilo
ao Paraguay que nilo he na actualidade scno um
memoro da nacionalidado argentina, separado de
facto Ilegtimamente.
No mcio das gravssimas complicaeocs em que se
tem adiado a confederaeflo, lulando contra a inter-
vcnclo das duas mais fortes nacoes do mundo, m-
tervencilo provada pelo celebre memorndum de um
ministro brasileiro, o governo imperial nao so tem
querido rcaggrava-las, solicitando com vivas instan-
cias da Inglaterra e da Franca, como tambem do
Portugal o Estados-Unidos, afim de seguirem o seu
excmplo rcconheccndo a independencia daquella
provincia, mas tambem empenha do em fracciona-la
porestemodoem proveito de seus ininugos, parece
mo ter perecbdo a offensa que faz nos direitos na-
turaes da repblica, introduzndo-sc sem seu con-
sentimento as agoas, cuja posse e dominio Ihe per-
tence. ....
O abaixoassgnado, enviado extraordinario e mi-
nistro plenipotenciario da Confederaciio Argentina,
niavoltar sobro os principios e lacios enunciados
detalladamente ante o governo imperial em sua re-
plica datada de 4 do abril do anno crrante ao con-
tra-protesto de S. Exc. oSr. LiinpodeAb/iu. .Nilo
podendo felixmente ser contestados, deixarSo pe-
lo contrario justificada plenamente a resistencia
do governo argentino separacio de urna parte do
territorio nacional; mas aproveitar-se-lia da occa-
siflo para rectificar um caso que nfio oi bastante-
mente elucidado pela Icgacio na sobredita peca,
allm de desvanecer um argumento de que laucn
inSo o governo do Brasil.
O ministerio imperial, em sua singular pretencao
de manter havor sido consentida a independencia
do Paraguay pela Repblica Argentina, citou como
prava nilo ha ver ello sido incluido na convocaeflo
do congresso daquella nacSo em 1826. Fallavam ao
abaixoassgnado, pora rebater esta asser^ilo, docu-
mentos obtidns posteriormente, c em presenca del-
les declara desde j :
Que no anno de 1824, um commissario especial do
governo argentino na provincia de Corrientes, para
promover a reunio do congresso, convidou para
assisliraelln por duas ve/es ao director D. Gaspar
Irnnca, e delalhou pelo terceiro convite os objectos
quo so tnham em vista.
Se por falta do conlestac.no por parle do dictador
hilo se realisou o objerto desojado pela naciio intei-
ra, deu-se pelo menos um testcmunho publico de
nario o mnialro plenipotenciario da Confederaco
Argentina, Ihe dirigi eom dala de 1! de oulubro
prximo passado.
Na referida nota protesta o Sr. Guido em nomo e
por ordem do son governo contra o imperial por te-
rem ido da provincia de Malto-Crosso duas lianas
eanhoneias Assunipcao, capital da repblica do
Paraguay. Nesta navegaciin ve o Sr. Guido violado o
territorio lluvial do seu governo e desconbecida a
nacionalidado argentina, entre cujos membroscom-
prchende aquella repblica, porque, perlencendo
tanto o rio Paraguay como o Paran Confednracilo
Argentina, sem assentimenlo desla navegaran as
barcas o Paraguay. Invoca autoridades americanas
e europeas para confirmar o principio de que os rios
pertencem as nacoes cujo territorio alravessam, e
tanto que o direito da confederaeo ao Paran foi cx-
pressamente reconhecido por lord Aberdecn, assim
no parlamento inglez, como as bases 6." e 7.' para
a paciilcack) do Itio-da-Prala que ao governo das
duas repblicas veni do apresentar o agente inglez
llood. Suppoo que nao justifica ao Brasil o reconhe-
cimento que fez da independencia de Paraguay, j
porque na livpolhcsc de lal independencia, ainda as-
sim vinha o Brasil a navegar a margem direila do
Paraguay que diz pertencer Coiifedcracfio Argenti-
na, do Chaco para baixo, e ja porque o Paraguay he
parte integrante da mesma Confederadlo Argcnlina,
como o Sr. Guido presume havo-lo demonstrado, c
aproveita esta occasiiio para ufanar se de que os prin-
cipios c factos individuados em sua replica do 4 do
abril prximo passado ao contra-protesto do Sr.
I.impodo Abren, nilo poderam felizmente ser contes-
tados; eoulro simpara rehalera asscrco do gover-
no imperial, de que para o congresso de Boenos-Ay-
resem 1826 uiio se convocou o Paraguay, quando
realmente fora convidado o director daquelle estado
em 1821 por um delegado do argentino na provincia
de Corrientes, niio s urna, mas tres ve/.es, successo
que indica nilo ter o governo argentino em lempo al-
gum renunciado ao scu direito-sobre i dita provm-
O governo imperial prestou referida nota do Sr
Guido a atlcncao que niereceu; e posto que a mate-
ria esseneial de que trata podera julgar-se ja sulli-
cientemonlo discutida, comtudo para abundar em
pravas da reclidflo da sua ptica a respeito do Pa-
raguay, reccbeuoabaixoassignado ordem para an-
da se oceupar deste assum|4o.
NHo podo o governo imperial penetrar o intuito
com queoSr. SuidojlHgOU a proposito descrever, e
com ambigu'ulade, o rio Paran. Com elle-Roas bar-
ras eanhoneias viudas de .Mallo-Grosso a Assunipcao
n.o ontraram no Paran; navegaran, sun o Para-
guay na exlensao perlcnccnle ao Brasil em lolalnia-
de eom parle, ateomle as suas duas margens sfio
possuidas pela llepublfca do Paraguay. Sem duvida
UUe as barcas podiam navegar a parte de Paran pn-
milivo que iiidispulavelmei.te pertonce ao impenoj
mas nao solearam.as agoas deslc no, nem as do i a-
ran secundario, ou depois que se Ihe rene o I ara-
guav c corre por territorio argentino. Nao eoncei.e
o eauivow do 8r. tiuido quando denomina o Paran
braco oriental do rio da Prata, apoiado na descrip-
te independente de Itueims-Ayres, e se den as leis e
forma do governo que jiilgou convir-lhc. t." Tanto
o governo de Buenus-Ayres niio eonsiderava o Parn-
guav como provincia argentina que no sen congres-
so d 1826 para fazer a eonstituietlo da Repblica Ar-
gentina nao apparceeraui representantes do Para-
guay, nem deste se fez meucau nos aelos daquelle,
nem se dirigi ao seu governo c habitantes para que
adoplassema eonstituicilo, como pralieou com to-
das as provincias da reunan argentina. Verdade lie
que o Sr. Guido allega agora em sua nota que o dic-
tador do Paraguay l'oi por tres ve/.es convidado pora
tomar parle ftate congresso; mas o Sr. Guido ha
de concordar que factos de tanta niagntudo como
os que rtUjJM careeeni de formas legaes o da notario
daue precisa paraproduzirem elTcilo internacional.
K anda admillido esle successo, frca he reconhe
cor nelle a constante rosolucfio do Paraguay de man
ter sua independencia. V O niesmo governo de
Buenus-Ayres hesitou por muilo lempo em negar .
reconhecimento da independencia do Paraguay Hilan-
do Ihe foi pedido em 1842, dando assim lugar a pro
sunir-sc que era necessario antes predispr a opi-
niito para se retractare que se liavja solemnemente
reconhecido o respeiladu desde 1811 o 1813. 6." I'i-
nalinente, rotos os lacos que lgavam a Amei ii a lles-
panhola n nictropole, vollou a soberana i sua or-
geni, isto he, aos povos e nilo aos vice-renados,
rrarertes da soi iedade ; o sendo o contracto social
livre, espontaneo o unnime dos ovos queseeman-
........ .._:- i:i.,l.x .I... .i .>it;..>,.ii;.l4ilii Ka noli..
iiniv" mH-iiini -----' -i ," i... ii reprimir, lie unas una : iii.iBi.n.uiiu'an|""
Cao do esciptor conlcmporaj.eo, mto^M Wieo ..dependencia esta de raelocslabelecida nao So
seu braco occidental, polSOUC so loma aquello nomo
depos da conllucncia do braco oriental, o rio l.iu
guav. Como que que soja, he estranha.a este pro-
testo a dlaeussflo sobro a propriedade do I arana
primlivo ou secundario, porque as barcas de guerra
brasileiras nilo suloara.it as suas agoas.
Nunca o governo imperial disputou a Itcpul.lica
Aruentina, nem a nutro qualqiier governo, a proprie-
i testcmunho publico de '*'' ^ 'rZ cujas margens Ihe nertcncam ; a.ilei
quenaquella poca, como em todas, o governo '-,"" ,"snejtili|0 sle principio de mancira que indi
genlino considerou sempre o Paraguay como urna|n BP7JJ^ nSo onaentio aue a sua bandera
iraguay como urna ,;"' ', c^lem(l Illl0 cnsclio que a sua
das provincias da conrederaeflo, nem apparece um "^Xsse en re as que, protegidas pelas n
so acto da repblica em conformidado com a asser- L\r:TJ?.^.u...'. :,..L,m',., S .raanlim
cilo do ministerio do Brasil.
O gabinete imperial niio teve presente que anda
mosmo quando a independencia do Paraguay oulor-
gar-lhe ou sanecionar o que ello tem chamado jut
inrt, com referencia s agoas quo hanharn suas cos-
tas, sempre pertencia e era do dominio da confede-
raeo a margem occidental di no Paraguay pe o
territorio do Chaco, do maneira que anda nes a
gratuita hvpothese mo podiam entrar os navios do
guerra brasileiras sem o accordo c conscnlimenlo
do noverno argentino. ____
Todos os governos a menanos devem admirar que,
estando os direitos c interesses que a mMenffc
defende nesta transcendente questao intima nenie
ligados com a seguranca de todos erada umd" es-
tados cm particular, o governo de S. M. prelira ani-
ma? comleu exemplo as exhortantes pretencoes
das nnc"es europeas, antes de assoc.ar-sc a causa
rFnamen.c a confederaco nilo pode contemplar
em sdncoa positiva vfblacao de seu trntorgeom
a entrada dos navios do imperio no poo d A^_.
sumneno. e nflo londo ella renunciado, nem estn
doXpMU a renunciar ^.^"^.JE
o rol'araguav, o abaixoassgnado recebeu o ani
etnreasa O MN governo para protestar, como pro-
tos' perantc governo do Brasil contra aquelle
S tensivo do. direitos *"* ,,a Re"
publca Argentina sobre seus nos Ipteriores.
cos guarde a V. Exc. n.u.tos anuos. ^^
RESrOSTA DO GOVERNO IMPERIAL.
3/ Seccao n. 18. Uio-de^Janciro, rnjn.stf"o os
negocios estrangeiras, em 18 de dezembro de 1846
bandera
oraas on
go-fracczs, invadraiii' os ros argentinos, como
confessa o niesmo general Oribe na sua eoriespon-
dencia com a legacflo brasileira em Montevideo, co
nilo podo ignorar o governo da .confedorecSo. Ite.s-
petando, pois, o governo imperial esta propriedade
do argentino, nilo Ihe pode caber a imputocao de re-
jeitar o principio que o Sr. (nido defende, nem do
intento de offender a confederaeo mandando des-
cero Paraguavat a Asstiinpco. Reconhecida a in-
dependencia da Repblica do Paraguay, era ronse-
queneia natural reconheccr tambem o governo im-
perial o tlalu quo das suas possessf.es, e por eonsc-
guinto considcra-lo proprietario da margem direita
do Paraguay desdo o forte Olympo ( antes Bourbon )
ale a fZ do rio Vermejo, de (|ue tem posse. O gover-
no do Paraguay considorou, desde o lempo do domi-
nio hcspanhol.'como perteocentc ao scu oslado toda
esla margem direita do Paraguay, linlia nella postos
niililares, e ainda boje os conserva, havendo-os
augmentado em diversas pocas, como em 1842, ein
que o congresso paraguayo decrelou a creaco de
duas povoacoes na referida margem. Portante, o go-
verno imperial ere por inconsiderado o passo que
den j governo argentino de protestar contra a men-
cionada viagem das barcas brasileiras.
Km verdad o governo imperial confirniou em
1844 o roconhccimcuto da independencia da rep-
blica do Paraguay apoiada em factos histricos in-
contestados e em'pnncipios inconcussosqno lecm si-
do eiimpridamente eommunicados ao Sr. Guido, c
supe uno he rcpcli-lo; bastara apontar os scguintes:
1.' O governo da provincia do Paraguay recusou ro-
ceber ordens do governo de Buenus-Ayres logo que
o vicc-roinado se desprenden dos lacos que o uniam
a metropolo (acto explcito de 20 de julho do 1811,.
2 Por acto categrico datado de 28 do agosto do
i\ K UJU lllll(.l'Vllll livu. w. .-__-------------
responsavesasoutr.'is naroes por seu proco lmen-
lo, ou, no caso do as prejudicar, devem ser Ira lados
como bandidos e piratas, A primeira destas alterna-
tivas he absurda, o a segunda tito monstruosa que
nilo pode applicar-se a una porcflo considofavcl do
genero humano por um espaco indefinido de lempo.
Nao descobre, por conseguinlc, outro expediente
senilo o de reconnoccr existencia das novas nacOes,
o de estender a ellas deste modo a esphera das nbr.
gachs edrelosque os povos civilisados devem res-
peitar mutuamente o podem reclamar uns dos ou-
tros.
Applicados estes principios incontestaveisao Pa-
raguay, observa o governo imperial que esla rep-
blica so governa independente desde 1811 ; que o
governo de Buonos-Ayres ainda una so vez em 35
anuos nilo ocrupou aquello estado que nenl.unia in-
gerencia lem lido no seu governo em tilo longo es-
paco de lempo ; que losiloU nao pouco em reconhe-
ccr sua independencia ; que nunca laucn aillo dos
meios necessarios a la/er parte daConfederacilO Ar-
gentina, e que conscguinterocnle o imperio do Bra-
sil proceden com regularidade reconbecendoa inde-
pendencia de um oslado vi/iuho e que seuinre nian-
teve relaedes cornmcrc.iacs rom o imperio, de um es-
tado tflu digno da independencia, que lem saludo vi-
ver em paz com todas as nacoes c conservar a mais
completa tranqillidade interior, ao mesmo lempo
que urna guerra fratricida devorava innumeraveis
vicliniasearruinava a immensa opulencia dos esta-
dos conlcrraneos O governo imperial, reconbecen-
doa independencia do Paraguay, e prestando seus
bous ollicios para que oulros governos facam igual
roennliecimcnto, nao se propo/. hostilisar a Conle-
deracfo Argentina, nem recis o mais severo juizo
da opiniiio publica. A posicilo geographica do Pa-
raguay o a falla que tem de representantes em ontrns
pajzesnconselhou o scu governo a solicitar de S. al.
I. que advogasso o niesmo reconhecimenlo junto
dos diversos governos da Europa e da America. An-
nuindo a esta requtsicflo, o governo imperial so per-
suade que nenhuma regia internacional ofrenden.
Enlcndc, pois, o governo imperial que nenhuma in-
juria foi irrogada a Confederaco Argentina pele
mencionada dcscida das duas barcas canhoneiras ate
a Assumpco; bem como que nenhum desacato foi
coniinetlido contra a nacionalidade e soberana da
confederac-o ; o por conseguinto, considera de ne-
. nbum elTeito o protesto do Sr. Guido constante da sua
rador, ministro e secretario, aeesra"0""' '',^"vTI'",,,., de Buonus-Ayres. 3." A 12 de oulubro de 1813 referida ola,que lica respondida.
ostrangeros, tem a honra c acc^" a recepc. a j^ conslilu0 g epubiiCa a0 Paraguay absolutamen-' 0 abaixo assignado prevalece-se desU occasiSo
nota que o ftv D. Thomaz otiiuo, tiivi
^^*Wm~Zs*:o '"Pe- 'mcsmrannoTe Pode ,'2 de oulubro seguinle. foi
O abaixo assignado, do concellioue reconhecida a independencia do Paraguay pelo go-
dor, ministro e secretario de estado dos 1legocios leco >m- 3.. k ,2 uo oulubr de 18l 3
cipaui, o nico titulo de sua nacionalidade, he nelb
que so devo ir buscar a existencia poltica do Para-
guay. Exemplos nflo fallam na mesma America lies
pautiola para corroborar esta verdade. Da capitana
geral do Guatemala que pertencia ao vicc-reiuado
do Mxico foi formada a repblica independente do
Cenlro-Anierica. A capitana goral de Caracas e au-
diencia do Quito que faziam parte do vice-remado do
Santa-lo, separaram-see constituiram as repblicas
udependontosdVonezucia e doEqondor. A capi-
tauin geral de Chile, parte do vicc-reinado do Peni,
he hoje a Repblica Chilena. As provincias do Alto
Per, separadas do vico-reinado de Buenus-Ayres,
formam hojo a Repblica Boliviana, ja reconhecida
pelo proprio governo que disputa ao Paraguay esle
direito depois de 35 nonos do perfeila Independen-
cia. ,
\a exposicilo desles argumentos liuha o governo
imperial em vista, enlre outr is autoridades respeita
veis, os principios e procedmcnlos do ministro 111
glez'caning,que, nilo obstante tesfavdroja a Confe-
deracao Argentina m-ste transcendente isstimpto,
no merecer ao seu governo menor cnncetlo que
lord Aliordecn. Respondendo aquello ministro a le-
gaefio hcspauhola em Londres que reclamava contra
o reconlieoiiiiento dos novos estados americanos pi--
la Grilu-lirctauha, dizia em ola de 28 de marco de
1825 : i. Toda a naciio he responsavel por sen procc-
dimento as outras, isto he, esla ligada ao cumprimon-
to dos devores que a naliiroza tem prescrplo aos po-
vos em sen comiiiereio reciproco, a composi'co do
qualqiier diiiiino causado por seos ciilailos ou sub-
ditos. Masa metrpoli; niio pode -ser j rosponsavel
por actos que nao tem meo algum de dirigir nem
reprimir. De duas un.a : ou os habitantes dos paizes
MUTILADO


para reiterar no Sr. D. Thomas Guido as expresles de
sua perfnla estima e distincla considerado.
Barao de Cavro'.
EXTERIOR.
FftANCA.
OI.ZTIM SO MUNDO SCIEWTiriCO.
ASTRONOMA.
PUSETV LKVBRIIISK. (*)
Como antecedentemente dissemos em o uosso bo-
Ietimde3desetcmbra ultimo, a deseobcrta de um
novo pianola. Conquistada polo simples poder do ra-
ciocinio, era umacontecimento lito importante na
sciencia, era un. Tacto tSo capital quo, segunda-fei.a
paseada (5dooutl,ro). urna grande porcS de ole
ench.a a sala das sessoes do instituto muito lempo
intes da hora para ellus marcada. Se bem,quc os or-
naos ja houvessem publicado quasitudoquo sepodia
lizora semelhnnte rospoilo, esperava-so todava que
M. Alago expozesse todo o histrico dessa dcscobcr-
m>. i27hC aur'npn,nr iml niais o interesse
que ledos Ihc roconhorem.
Com effeilo.nflo foi Iludida a expectativa do nu-
bil co, epr.me.ro que ludo ouvio-se con. mili pro-
nc:adaSahslacaoalcilura de urna caria, escripia
to.la pelo propr.o punl.o de M..Salvandv, c em quo se
.,.",I,5"viq_u..?_'.' cm al.le''cSo a esse evento de
do Hu-
ello uno tinha o 'lempo exigido,"di"zia "o Sr! mVnis-
singularregra emprica achada pelo'astrnomo Bo-
no, oque trio impropriamente ehamnm lei.
t.omelleito, consisto esta reara em d7or
ter-
380,
.iniciados, escrevendo qudro om primeiro lugar,
se-liflo os nmeros *, 7,10,16, 28, 52, 100, 203, _
que serfloquas. proporcionaos s distancias dos pa-
e. S&r,0i,,nU,'.'Tcrp?' Marln> Ve.ta,,pi.
tci, Saturno, I ranoe Uverr.er. Resorte que se se
tomar por unul.de o raio da rbita terrestre, bala-
la ornar um.lee.mo do todos esses nmeros enllo-
cando uma virgula antes .la ultima cifra, o que da
para ad.stancia desplnelas Urano e lAoX, o
qT^2?e38'',ouco,,i'rc,"cnles'l''s''"'erosraos
msiwl'>!S' Pfrrmiwi*? Mn0Mr flue instrumentos
mms poderosos lacam descobrir cm derredor do'no-
vo astro um cortejo de aatellitea, pequeas las,
twnpaiavel ao dos Iros mais volumosos planetas, Ju-
pie., Saturno e Urano, lie tambem pormittido pen-
sar que se na reyolueflo desse astro cm torno do sol'
se observassem irregularidades e perturhacoes como'
M de Urano, po.ler-se-bia lunnor a existencia do
um deo.mo-quarlo panela que estara quasi duas vc-
/cs mais distante que o novo. Mas lie muito para
receiarque, nesse limite, use possn obterda ob-
=nr~ i__i ,j___:______i.ji
dotis bandos. Lns buscam os detalhes os factos'sephina Barata deAlmeida.D-Anna daSilva Buslorr
isolados, as multiplicadas d i ITc rencas, o estilo con-i D. Anna Claudina Ferreira d Aguiar, D. Anua Joa-
vencidos de que a somnia doslcs fados, quando 10 quina da Silva l.ima.
vr completado, constituir a sciencia. EnUro
estes Tactos achar-se-lilo, por comparnijlo, dispos-
naj/(lem mB'scorlve'iiente, se o espirito huma-
no poder colhe-los todos, o que he um pouco mais
duvidoso : e he este o alvo da escola de Cuvier. Os
outros, como CeofTroy-Saint-llilaire, teem procu-
rado a unidadena vanodade; teem preferido a syn-
thesc, (|iie, para ellos, he a alavanca com que se
pode revolver as massas para coerdena-las antea que
se ellas tornem demasiadamente pesadas. Eslos,
em vez de ao afforrarem procura das diflerencas,
teem-buscado as relacOosj c devem ler, porconse-
quencia, grupado e .cupido, como simples varie-
d.-idc
de um mesmo
D. Catharina Josefa Alyes de Mello, D. Gandidal
Augusta Gomes da Silva ,'*D. Carlota Lodovina da I
Fonseca Son res, I. Candida Cisilia l'oreira da Cu-
nha, I). Catharina Augusta Ferreira da '.unba.
I). Francolina Mara Brasilina Bastos, D. Francisca
Eulalia l'ereira Lisboa 1). Francrna Leopoldina
Carneiro Monteiro, I). Foruandina Flora Amalia da
Cunha, .1). Francisca llcrniina Candida deFigucirc-l
do, D. Fructuosa Hara da Cruz.
I). Gtiilhermina Alvos de Oliveira Cavalcanti, .
Gtiilhermina do Paula Freir, I). Guilhermjna Emilia
Moreira. '
I). Ilermina Oliveira Gomes, I). Ilcrminda Candi-
teem distinguido como outras tantas especies.
D'ahiessa doutrina das influencias do meio ambi-
ente ou das circumstancias exteriores que uiodifi-
cam os caradores diversamente apreciados pelos na-
turalistas-, para confundir ou distinguir as especies.
Foi oque M. IsidoroGeolTroy-Saint-lllairc mostrou
com evidencia, por occasiflode ser lida porM. Du-
yernoy urna memoria sobre as duas especies de
luppopolamos que este sabiu professor admiti em
, VW>W VI ...|*.ww ... -. ..^.. v---------- ,v^, .* --...........-*. '"lilil ~
os entes que aqueles'da da Fonseca, I). Hcimina Silveria d ('amar- p_
frica, uma no Senegal o no Nilo, outra no cabo
da Ba-Esperanca. Com effeilo, quando se no po-
que tanto se oceupa o mundo sabio, acabava
mear oflloial da Legiio-de-Honra ji M. Lev
ello nilo tinha o lempo exigido, dizia o Sr
tro, mas a sciencia teni, como a guerra, seos serv-
eos extraordinarios, suas accOes Minantes. Ostra-
amos de M. Lcverrier pertoncem ao numero dos que
l.oi.rarilo nosso secu loe a Franca. .. M. do Salvandv
communicava ao mosmo lempo que, para nao sepa-
ar dousnon.es que ficarno gloriosamente unidos na
Instor.a das ma.s bellas deseobertas e .los Inais raros
e.slorcos do espirito humano, S. M. dignava-se de no-
mear cavalleiro da Legiilo-de-llonra a M. Galle, de
N.lo querendo repetir aqui tudo quanto proceden-
temente dissemos sobro a historia dcsta dscobe. ta
Ionizaremos nicamente, depois da brill.anteexpo-
sicao do M. Arago, que M. Levorrior cl.egou a ella
lepuis de haverem vflo tentado, por meio do calcu-
lo, iiarmonisar a theoria com as ohservaces astru-
iioimcas do planeta Urano. As taimas atoenlao el
lentes para este planeta eram ineuclssVicofDnle-
min Y'"'.r l,rucu.rou aperfeiroa-las, e coiwe-
xuindo-o pode harmoiiisar mdhor a obso vacao com
o calculo; mas, mesmo assim, anda rftio podia a
theoria reprosenla-los com uma approximacno su-
licienlo; haviam anda orros consideravois e tanto
mais cons.derave.s quanto se rcmontavaiu as ODSer-
Nacoosdcl.emoiinier, liradlv e Flamsteod quo ha-
viam observado o precitado astro tomando-o por urna
eslrella,antes que llerschell livesso verificado geu'
movimonlo no co.
Devia-sesuppor, coinoM.Houvard, queexislia alli
um agento perturbador ; mas oa preciso dcscobri-
lo, e toi oque Tez M Leverrier com uma perspicacia
que nunca sera demasiadamente admirada : porque
nada ha tilo bello nos annaos da astronoma como o
resultado desse traballio, diz M. Arago. Domis, lo-
oo o mundo sabio unnimemente leslemuiiha ao au-
tor o apreco en. quo tem a sua dcscoberta. Na Alle-
manba, por cxcmplo, s;1o to.los os astrnomos un-
nimes em apreseiitar-lbo sinceros c pronunciados
lestomunhos deadmiragilu. a Vossonome, escreven-
'liedo BerlimM. Enke, ficara eternamente ligado a
continuadlo da lei da Httraec.lo universal. M. Schu-
inacber.d Aliona, dizque esta descobertu hcomas
nobre Inumpbo da theoria.
Nada mais natural do que procurar saber a rasflo
por que esse planeta dealguina surte adiado por M
Leverrier em os b.cos de sua ponna, foi visto em ller-
Iim antas do o ser cm Paris ; c nada tambem mais na-
tural do que sentir-so um corto pozar por ver confir-
mada por umeslrangoirouma Lio bella dcscoberta
ii.isr.da em Pars, no seo do instituto. M. Ara-p ax-
plicou-nos esta circu mala neja que lio puramente for-
tuita. M. Leverrier tinha directamente convidado os
observadores dos diversos palies a procuraren o seu
planeta que com eircitu, assim orno em Paris, era
procurado em Lon iros, em Cambridge, em Aliona, e
oni lodos os outros observatorios. Mas nao bastava
v-lo por meio de urna luneta, senfio fosse possivel
dislingui-lo das outras estrellas de nona ou dcima
grandeza. Com efle-ito, smehto o scu nioviinenlo
deyla da-lo a conhecer, e como esse movimonlo era
muito lento, cumpla que a observacHo fosse l'uita
coinparativan.e.ile cm um mui grande umiicro to
pequeas estrellas aiim de saber-so qual leria mu-
dado de lugar.
De mais, iccoiihceu-sc a necessidade do Iracar
exactamente urna carta celeste da regiao onde so de-
na fazer essa busca, pois que, com quanto ja liouves-
sem minias carias celestes, iienhunia dolas trazia
estrellas tilo pequenas quanto as quo se deviain con-
ter nessa regif.... Knlretaiilo ja tinha sido encelada
em Berlim, havia muito lempo, una publicaoflo des-
so genero, muito mais importante oassaz completa
Ja M. Hrcinikir linhasuccessivainento publicado cr-
ias das diversas regiOes do co, com a poseflo do to-
das as estrellas ate a decima grandeza ; o que conti-
nua um verdadoro retrato do ecoem cada uma das
-suas regioes. Tinba-so partido da I.' hora contada
.m ascencao recUy c ia-se ebegar 21.', a essa incs-
ma regulo cm qusedevia acharo planeta Lis, pois
:i rasfiu por que os astrnomos de Berlim l i vera m a'
extraordinaria felicidado dopossuir, a 23 dcsoieni-
..ino cessiunariodo diroi-
todenomeaciioque caba ao aulor, propoz queso
diamasse Leverrier o planeta, fundado en. quo ja os
cometas cuja revoluto be condecida toem o nomo do
astrnomo que os descobrira, como os de llnd, Vico
raye, e al dd que calculara a sua marcha ou ure-
Uissera a sua volta, como os du llallv e F.iiko. Foi por
essa mesma rasflo que a principio so dora a l rano o
nomo do paneta de llerschell, e no entretanto, diz
m. Arago, ha urna distancia incommcnsuravel entre
o monto da descobertu do M. Leverrier edude llors-
Com om-ilo^armado do gigantesco telescopio, este
apenas yira urna eslrella que em aspecto defera das
suas viz.nhas. Depois reconboceii que essa estrella
'avia mudado de lugar, mas julgou que era um co-
leta. Foi o presidente garran que, em Franca nri-
iciro provou que o nuvoastro movia-se em urna or-
na quas.circiilaredeviaseru.il planeta. Fstav.im
as cousas nesle estado quando Lexwell e {.aplaco dc-
lerin.narain os elementos do novo astro, e lixaram a
sua distancia om dezanove ve/es o raio da orhila ter-
reslre. lie, pois, anda uma vez o reiietimos, desco-
berla inhniiameiiie mais importante ter adivinhado
por meio do raciocinio somonte, a existencia de um
astro cujoscUiiieiilasriiraiiid-aiilc-inlodolerniiiiaiIns
com iMcr.vel exactd.lo, o l.aver conlrmado. de um
modo tito Irisante, a lei da atlraccflo universal
Apezarde todas estas rasOcs, appareccram obser-
yacoes de alguns acadmicos sob
Itiplicados q
cumpre transforma-loa cm un grande numero de
especies ou reduzi-los a uma nica.
M. CeolTroy-Saint-Hilaire refere o que elle pro-
mi
m
bita
rain obtersenlo chacees vindos de paiz.es mu lon-
gincuos, descobnram-lhes ospecies distinclas que
progresivamente elevaram at sele; mas quando so
conseguio a sene completa dos chacues dos paizes
intermediarios, deu-se a alternativa de admitlir
iiuatorze especies ou uma nica que variava segun-
do as circunstancias lcaos.
F. Dujaroix.
(7radaii'o<.)
ni4BlV!DE PIISIUDCJi:
comm.ssaoouomeproposlo,eque apenas llevia in-
fluir, como director do observatorio, para azor com
quo os astrnomos o adoptassom. Emflm, soja qu,
lor a dec.s.io dos sabiflS, n.lo he urna homonago!
que se lern p.od.gal.s.ido em outros muilos ramos da
sciencia, quo ven. augmentar a gloria de descobo, la
de M. Leverrier, e anda que ao novo astro so clia-
niasse Nuptuno. este nonio levara a todas as eras a
gloriosa reconlaco do M. Leverrier.
PIIYSICA.
INFLUENCIA VARIADA DOS IUVMS0S RAI0S LUMINOSOS
no DoOEaanonpo,
Em a ultima sessHo da academia, aprsenlo.!
.o mesmo tompo-provinham da acciio nica do azU|
da cor de an.l e do rxo; por conseguinto, dizi
Ule, os raioa mais luminosos, o verde, oamarello
o aiaranjado e o enearuado pareciam retardar
- -..,.,.j.. c ,.,., lrilo pareciam retardar a aceflo
dos raios siloados na outra exlrcmdadeda visao
Nessa occas.ao requislou Al. Foucault a academia
a abertura de um maco sellado trazido por elle de
coml..,,aCao com M. Fizeau a 9 de dczcml.ro do
184, e que conlinha resultados de uma serie de ex-
periencias muilo mais Completas e conclodentes so-
bre a acoao inversa ou retrograda dos raiog encarna-
aose dosraios vizinbos as experiencias photoueni-
cas. (,om efleito, estes sonhores, depois de have-
rem, como do ordinario, por meio da aceflo do iode
o do bromos, p.oduzido urna lamina sobre um Icito
bro, essa carU da 21 hora que falla va a lodos os ou-
iros da Europa. Apenas liveram que verificar o nu-
mero das estrellas nessa regiao; se achassem urna do
mais, seria cata o planeta. Apenas so trata va d sa-
berse narealidade tinha ella mudado de lugar c
com efeilo, quando M. Galle communico a sua b-
sorvaeflo, ja a estrella liavia peicorrido a distancia de
um minuto.
Por isso, pois, se acham-confirmados todos os re-
sultados do calculo, e betn assim essa grande lei da
dlraccBo universal que sequzcra declarar impoten-
. i' ?.---* T----- ~ w .<* '"i iwnil-
e ain de um corto limite a partirdo sol, co/no o pre-
londra Um celebro astrnomo que, alias, nflo i>de
por outra forma explicar as perlurhaces de Urano
o novo astro, como lodos os oulros corpos- plaueta-
j ios do mundo, move-se de Occidente para Oriente
lem o mesmo valor, a nicsma densidade une M Le-
verrier Ihe havia assiguado ; e sua distancia li'armo-
i.isa-sc tanlo como a dos outros planetas com essa
(*; Isie planeta he o mesmo de cuja dcscobeita dj
ronia a noticia acienUfiea qttf, iraduzia da Vrutf i.u-
Iiliraiiiui eln o uosso luiiniro 212 r U c srteinbrodr
1846; c de que te oceupa o boletim do mundo teirniiro
que, tamben, da /'mar tradu/ido, vcui no l/iurtu dt Ptr-
nnmbuco, n. 3, de do coiienlc
Vi fR-
c
sens.vel, expozerau.-na a luz de uma lampada'ait
tornar-te ella capaz de tomar urna "cor ciuzenta uni-
lorme condensando o vapor do me. cuno : essa la-
mina, antes da aocfio do mercurio, fra exposta a
de uma visito.solar mui pura na qual se distinguan
asIistrasdeFrauenhofler 6
EnIflo pareca que as partes frulas polos diversos
raiosdeliizdeviain lornar-se mais capazes de con-
densaro vapor do mercurio c tomar uma cor mais
branca, ou ao menos se cortos raios estivessem cm
accao, a poreflo por ellos tocada nflo deveria solfrer
alleracfloalguma. Pois henil Succodeu o inverso dis-
so. Enlrotai.to que as porgoes corrospundenles aos
raios azul o roxo tinham-se tornado mais brancas ou
liav.am condesado mais mercurio, o espaco tocado
pelo encarnado, e mesmo em um espaco igual alem
de.le, so linhain tornado negras, islo he, tinhauT
deixado de condensar o vapor do mercurio co.no o
resloda iaimna.queremos d.zer.nesso lugar retrogra-
dara c acabara por desapparecer completamente a
acgaoprimitivamenteproduzida sobro oleitosensivel
pelachatnma da lampada.
Domis, uma serio do Jaminas, igualmente expe-
rimentadas, moslravaquc cada um dosjaios medios
da visao tinha comecado por produzir um eireito re-
liogrado sobre o lidio se.isivcl, para chegar iiouco e
pouco ao estado primitivo, e para depois exercer
sua aceflo no mesmo sentido que os raios azues e
roxos, de sorlo que podra crer-so que ao cabo de
um periodo de tempo assaz longo o proprio encar-
nado poderla exercer uma accao directa. Todava
estes resultados Iflo curiosos e evidenciados Com ha-
hliddde rara bastam para explicar um mnltidflo de
anomalas que teem desanimado os apaxadus do
daguorreolypo.
ZOOLOGA.
nccxrz, 20 de Janeiro dsim7.
Temi rpidamente lidoa nossa correspondencia
de Lisboa .que, datiuia de,30 do novembro a 19 de
dezembro do anno ultimo, b trazida pelo briguo por-
luguoz Conce(do-de-Mara, entrado boje ueste por-
to, ebegou-nos s mfios depois das 7 horas da noile
vamos noticiar o soguinto nos nossos subscriptores'
Em obediencia a una ordem da rainlia, por cll'
mesma intimada ao duque doPalmolla, sanio este
para G.braltar cm um vapor ingloz, no da 27 do pri-
meiro dos precitados mozos, por ter sido aecusado de
animar com supprinienlos do dinheiroo movimento
revolucionario.
Achava-se na corte le Portugal, de volta de Ingla-
terra, o conde de Total que no lempo dos Cabraes
oecupara a pasta da fazenda : e diziu-sc geralmente
que essa pasla Ihc ia sor restituida.
Depois do diversas escaramuces entre as Torcas do
governo c a dos revoltosos; tlepois de terem obtido
aquellas Dlgu.nas Victorias, em consequencia das
quaes, alem de Valonea, onde se acba instaurada
urna junta contra-revolucionara, a cuia frente esta
Antonio Peroira dos Keis, com olilulb decomms-
sario-rcgio, se apnssaram do Sclubal que, cm se-
guida a um pequeo tirotelo, foi abandonado pelos
robellados yue o oceupavam, e reliraram-se para Al-
cacer-do-Sal; tinha havido urna Iregoa entre as di-
fas torcas, o attentos os ltimos movimentos dos
dou.s exoreitos helligerantes.suppunlia-se que,dentro
cm breve, do urna voz terminara a sanguinolenta lu-
la em que so toem elles empenbado.
Tinha sido prologado ale 7 do crrente o decreto
de susponsflo do garantas
Um outro decreto de do dezembro ultimo decla-
ra va donuttidos todos os oflieaes que desde 9 de ou-
lubro anterior houvessem tomado parte narebelliflo
e bem assim aquelles que, tci.do-se conservado in-
iiitterentes, se nao apresentassem na capital no pra-
zo do 2i horas, e no de 10 dius cm as domis divisos
militares.
Ficavam presos o administrador e um dos impres-
sores da typographia do f'alrioia, onde so suspeitava
quo eram impressos os bolctins que com noticias fa-
vnraveis aos rebeldes costumavam ser clandestina-
mente distribuidos.
Corra que o general miguclsta Mac-Donal acha-
\a-se no Minho c ja tinha alguma frca reunida as
vizmhancas de Braga.
As novas notas do Baqco-de-Porlugal, de 1,i00e
,\00 res, tinha... comecado a correr no dia 19 do do
Sabia-se que Iiohvcm em Hespanha uma crise mi-
nisteial, da qual nonhlima mudahea resultara ao ca-
binete; que se manifestara um grande incendio no
edifico, onde ah scachavam es'sbelecidaa as socrc-
8,1, ^rtTi'n *2?^ 0Jus.lia; e que cbogara a
h-. .. He"rlue I..tetado eih Bruxellas do protesto quo contra os ca-
samentes darainliae da infanta outr'o.a, zm
*MMM*"M^^nn'fimi -!.i. i ___ ...
mentel.
D. Izabel Joaquina doFigueiredo.
I. Joanna Edellrttdes liomaua Bastos, D. Joaqun
Bernarda Scveriana Quinteiro, D Jesulna Atves du
Oliveira Cavalcanti, LV Julia Maria Burlo, D. jU|a
lgnacia Riboiro Roma, II. Joaquina Josefa to Figuei-
redo, D. Josefa Pinto Gumaracs, D. Joaquina Marco-
lina Gtiimarfles, I). Joanna rsula Moreira.
D. Maria ta Conceicflo Veiga, D. Maria da Silva
Buslorr, D. Maria de Carvalho Paes de Andrado Hon-
ra, D. Maria Candida da Silva Lima. *
D. Olimpia Lins Caldas.
D. Paulina Josephiua Carneiro Montoiro.
D. Rozalina Joaquina do Reg Cavalcanti, B. Rita
Cezaria de Azevedo, D. Roza Mara da Conceico P.
: nl.ciro.
I). Senhrinha Francolina Ramos.
1). Theonilla de Olinda Molla, D. Thereza Ceslia
Pereira da Cunha.
D. Virgina da Silva Guimaracs.
M0RD0M0S.
Os lllustriitimos Senhortt
Antonio da CunhaSoaresGui.narfles, Antonio Bap-
tisla RibeirodeFaria, Antonio Luiz dos Santos, An-
tonio Augusto da Foneeca, Antonio Jos Pires J-
nior, Antonio Bcnto, Antonio Carlos F.rederico Se-
ra, Antonio Epaminondas de Mello.
Rento Jos Pires, Bornardinode Sona da Silva (ui-
marfles.
Candido Casimiro Guedos Alcanforado.
Eduardo Burle.
Francisco Antonio Cousseiro e Silva,Francisco Bor-
gesde Assumpcfln, Franklin Americo Eustaquio Co-
mes, Firmino Jos do Oliveira, Francisco de Paula
Silva Jnior, Francisco Antones Ferreira, Francisco
Antonio de Souza.
Cuilherme Augusto Rodrigues Sette, Cuilhermr
da Silva Guimariles.
Ignacio Jos Pinto.
Jos ATuiiso dos Santos Bastos, Jos Teixeira
Bastos, Joflo Antonio da Veiga. Joflo Cavalcanti de
Mello eAlbuquerque, Joaquim Faria de Abreu e Li-
ma, Joflo Lucio da Costa Monleiro, Jos Ignacio de
Medciros Reg Monteiro, Joaquim Carduzo Avres
Joflo dos Santos Porto Jnior, Jos Ignacio Rento d
Layla, Jos Mendos de Freitas, Joflo Jos de Fariaj
Jos Gomes do liego Cazumh,.Jusno Ferreira d
Silva, Jos Joaquim Anlunes, Jos Alemquer SimOes
do Atnaral. Joflo da Silva Braga, Jos Francisco Pi-
res, Jos Francisco Carneiro, Jos da Rocha Pra-
nnos.
Lu?. Francisco do Mello Cavalcanti.
Manuel Juvencio de Sabia.
Pedro' Alfonso Ferreira, Prxedes da Silva Cii-
mflo.
Tliom Correia de Araujo Jnnior.
Vicente Jcronynio Wanderley.
POR DEVOCAO.
Jua
Alllma. Sra. D Mara, Illha do lllm. Sr. Jos AITon-
Moreira.
Juix
O lllm. Sr. Antonio Joaquim da Sflva Castro. '
Jiicriva
A lllma. Sra. D. Maria Adelaida Baptista MagalhScs.
r.tcrivo
O lllm. Sr. Manoel Joflo de Amorim.
, Jttiz protector
Jos Joaquim do Rogo Barros.
.COMM:RCb.;
Alfandeifa,
REND1ME.\TODODIA20. .'. U-m 9i%
"HSCABRCAMIlOJEl.
r.guc-yoAn-tnboado, ferro, pixe c alcalrflo.
Br.gucAnn-Jo/mston- hacalhao
ftrct-Uella-fernambucanamerca
Patacho- liogle dem.
Briguo/.aurabreu.
or.as.
Ceral. .
'rovincial. .
live'rsas provincias
Co/isulado.
RENDIMNTa DO DIA
20.
4:307,085
1:931,884
192,392
INblicayo a pedida.
Aluiiiuciiiu |>ji(o.
Aaw'oi tntradvs no dia 20,
Ba|n,,n;..aJ.aS' Va hri,sil''il!' .-Bituiieto, de 43
."' CU'"t! ,Joi,,Iuil" J"s da Silvcira, cqt.i-
VARIASII.IUAOE DAS ESPBC.es.
He sabido que os naturalistas estilo divididos em]
. ELEICAO
ftnaro glor,o,o S Unco* de Amarante que ,,
coltucar-sena ,gr,ja de Sanio Amaro na Cidade-fiova.
Juiza
Alllma. Sra. I). Balbina Fiel da .Silva.
Juis
O lllm. Sr. Antonio Bernardo Qainleiro.
. ,., Ksrrta
A lllma Sra. D. Felicidado Perpetua Pereira do Car-
valho. i
EsorivSo
O lllm. Sr. Antonio Francisco Maya.
froeuf dores
Oslllms. Sis. Eduardo Firmo da Silva.
Vicente de Paula Quinteiro.
Pedrada Silva Ferreira.
Thesoweiro
o lllm. Sr. I.uiz Antonio Pereira.
M0RO0MAS.
.... ,4* Mu'lriisimas Stnhoras
o. Alcxandrina Amalia de Oliveira, l). Amalia Jo
sage.ro
silriro.
Francisco Jos da Gosla Medeiro \ Bra-
Cdl.\IS?5-d2 dr S,,w-Lo"^'' ^21 mozos, e
do ultimo porto ha 3; galera Americana Electon ,
*J onelad8s- Pf*> Josopb Ward eqnipa
I gen. 26 carga aze.te; ao capilflo.
i'^' i'.'' s-,,i,, ,|e New-Londoa, pesca da
balea ha 32mozos; galera americana Char/eslotcn.
JIl o0."""''"' capiWo "'"ddick Chester. equi-
pagem 31, carga azeile; aocapil '
Nova-|lotan(|il. 90 diu9 barca \m
toneladas .capitn Charles Furgenson. Juuuam
312
------tir .'tison, -eq upagen.
18, carga Ifla, aze.tr do peixe o mais gneros ; ao
cnp.ino. Segu para Londres.
19 ,,"t. uoz ConctifOo-de'Ma-
Antoruo Pereira
ni.o e mais
quino Fonseca. Passagei-
|uimda Silva.
|t tnhidos no mesmo dia.
'ia, de
BorgesJui.
gencii
ro, Manoel
Antuerpfcij barca belp eapiWo W D V
-. carg.
S '"i h.ialDrMi'e<-o Sovo-Olinaa capilflo An-
tonro Jos \isnna, carga Varios gneros Passa-
geiras, Manoel Francisco da Cuaba Livio de Sousa,
(


v>
1
los Francisco d Castro Silva M<
Alfonso Batalha, com 1 lilho e
regar-
Meno7.cs, Domingos
3 cscravos a en-
EcllaL
"iiouel -irchanjo Munitivo de Andrade, oficial da i'm-
Itrinlordtm da llosa, cavulleiro da de Chrislo, e mi-
pctor da alfandega detta provincia, por na S. M
I C-
Faz saber que no lia 21 (hojtf so h3o ile arrema-
urna porta d'aifandega, ao meio-dia, duas cnias
mlcndo quarcnU a oito chapeos depalha para ho-
mcmi no valor "de oitenta mil rii, impugnadas, pelo
lana JoSo Mannel Riboiro do Couto, no despacho7
5-factura do Olivoira Irmflos c Companhia: senrjb a em '"" ca
rrematacilosubjeita ao pagamento dos direito. dos i.cvot
arremaiaciloi
Alfandega, 20 de dezemhro de 18*7.
Miguel Arehanjo Monttirodt Andradt.
._
g>cclarACoe>i.

_ o lllm. Sr. inspector interino deste arsenal
manda fazcr publico; que, no dia 23 do presento mcz,
pelas 11 horas da mandila, contratar, pur lempo de
{res mozos contados do 1 .* de feverciro prximo fu-
turo, o fnrnecimpnlo de carne verde para os navios
ilcarmada conformara de marinbn. \s pessoasque
quizcretT! fazer semelhatite fornecimento, compare-
enni nesta secretaria no indicado dia o hora, com as-
sitas proposlas em cartas fechadas. = Secretaria da
nspeceitodo arsenal d marinha de Pernambuco, 20
de Janeiro, de 18*7. O secretario, Altxandn Rodrj-
tueidoi Anjot.
o escrivilo da mesa de rendas internas geraes
desta cidade, servindo no impedimento do adminis-
trador, faz constar a quem convicr que teinde bre-
vemente remelter para juizo a relaefio de todos os
devedores sem cxcepco de pessoa algumai quo se
acham a dever a tasa de escravos, do auno prximo
passado e crrente ; da segunda decima de m;1o
morta, impostos do lojas, de seges ccarrinhos, e
de barcos do interior do anuo crrante,, inclusive
qualquer divida que anteriormeute exista ; assim
como da dizima da chancellara daquellas pessoas,
cujas causas foram afinal julgadas contra ellas, des1
de jinilio iln mni> lindo at o presente, quo constam
das relacocs ja reniettidasa mesa pelos respectivos
rscrv3os, llecebedoria, 20 de Janeiro do 18*7.
Ettdnitlo l'ereira de Uliveira.
dealetria lalharim e passas : se*ta-fera, 22 do cr-
rante no caos d Alfandega ao p do armazem de
Antonio Annes.
Avisos diversos.
PROGRAMUA
DO LEVANTAMIENTO DA BANDEIRA DO CLOIUOSO
AVTO-amABO, QIJE TF.RA LUGAR NA MADRUGA-
DA DE SEXTA-FEIRA, 22 DO CORRENTE.
-Pelas quatro horas da manhfla, a Rolgifio, em cuja
dextra tremulara a bandeira do miraculoso SANTO,
em inri carro ptixado por alguna dos mais acrisola-
BRIUUNTK'-PtttiSEI'IO
> o
Tlientri) publico.
SABRADO 23 DQ CORtlENTf..
i;RATlS rARA OS Sns ASSic.nantks.
I I TIMA FUNCCO.
Nesta imite se represontarilo todas as pecas que
lecm obtido maior applauso 4o respetavcl publico,
lano cm can toga como em Janeas.
Seguir-se-ha
A AMIEMATACA DAS OFFERTAS.
Cada pastora apresentar, por intervencilo do pas-
tor Boos, a sua ofei ta; os benemritos espectadores
podero hincar as ditas offertas quo prelencerflo a
quem mais der, e o producto ser, a vista do publi-
co, entregue* competente pastora ou pastor: facili-
laudo-lhes assim o director o meio do serem melhor
recompensadas por um publico que se Ibes mostrou
tilo affeicoado.
linda esta operacfo, seguir-se-ha a queima das
palhinhas, ornada de cantorias e dancas, com o que
terminar o presepio este anno.
Os
PI11)1 cacho liUcrarm.
Satura m a luz os ns? *, 5 e 6 do l'rogresto.
Srs. subscritores do bairro do Recifo terflo ahonda-
do do mandar buscar os seus exemplarcs na-loja do
Sr Cardoso Ayres; os de S -Antonio na praca da
Independencia, livraria ns. 6 e 8, o os da Boa-Vista
na loja de E. Cliardon.
marituiius.
Para a Baha segu vilgera a sumaca Sanio-Anto-
iimio-dt-l'adua, le lote de 7(1 toneladas, pregada e
torrada de cobre: quem quizer ea/regar ou ir Jo
passagem dirija-se a ra do Vigario, n. .
-- l'ara a llahia esla a sahrein poneos das o bri-
gue-esrona nacional laura; anda pode receber algu-
ma carga iniuda fqtiem no tnesmo quzer carregar ou
ir de passagem,. dirija-so a Novaos & C, ra do Tra-
piche, n. 3*.
Para o Rio-T.rande-do-Sul segu impretcri-
velmcnte no dia 25 do corrente o brique lomp'li-
dor ; recebo nicamente jiassageiros e esclavos a
frolo, para o que trata-se com (ornes & lriiiiIo,na
i na do Apollo, n.2.
~ Para o Rio-d-Jimeiro seguir breve o velci-
rnbrlgc Ueli'ario o qual podo anula receber al-
guma carga, cscravos c passageiros para oquetra-
la-se com Amoi im Irmilos na ra da Cadeut, n. *5,
ou com o capitao a bordo,
^ene-seuma barcaca de lote de2icaixas.no-
va bem construida e muilo veleira; C tambem se re-
la para qualquer porto do Norte OuSul : na ra das
Trincheras, casa, n. 19. .-..,.
Para o Aracalv sabe, con) muita brevidade ,
a sumaca Carila nieslrc c dono Jos Gou-
calvesSimas,"perlera maior parto de sua
''arga ptompta : quem na mcsna quizercarregar <>u
ii no passagem, entenda-se com o dito mestre ou
rom l.uiz Jos de Sa Araujo, na ra da Cruz, n. 26.
I.ccs.
tos do mosmo SANTO e acompanhado de
urna banda do msica militar, passar por urna al-
dea habitada por pastores.
Um dos habitantes da pittoresca morada, ao ouvir
a msica, picado de curioidade, e encantado dohar-
monioso o bem combinado som qu* Ibe fero osou-
vidos, descera do um monte para mais a gostodes-
fructa-lo, e conhecer do motivo que Ibe proporciona
um prazer, para elle ihleiramonte novo.
Entilo a Religiio, a cujos ps estar humilhada a
Impiodade, exhortar, om verso, o admirado pastor,
para que, escapando s citadas do malfazejo genio
q'.:e por olla ve supplantada, e compenetrando-so da
necossidade do culto que se deve a Daos c aos seus
Saktos, encarregue-se de bastear em o lugar que Ihe
ha de indicar, a bandeira queem suasmios desrobre.
O pastor acceder promptamente ao convite, c em
consequencia dirigir-se-ba aos seus eornpanbeirns,
contar-lhes-ha em versos o que com ello se acaba de
passar, e chama-los-ha a ajudarem-no a desempe-
nhar a missilo de que tflo voluntaria e gostosamente
se cncarregra. ,
Estes Ibes promellcrio. a coadjnvaco ppdida ese
Ihe reunirQo cm numero de 6 ; mas observar um
dellcs quo, para que seja completa a funecao, pre-
ciso he quo nella lomem parto as suas charas me-
tades, e sondoessa observaefo bem acolhida, o que
a fez oncarrogar sua consorte de a transmillir as
suas amigas o convito que elle acabou de receber, e
Ihe lem cummunicado. Partir esta a desenipenhar a
comniissno, o ao vbltar trar comsigo cinco lindas e
encantadoras aldelas, que, com ella unidas aos seus
pares, formaran! um grupo de doze pastores que iro
eolher flores.
Terminada a colheifa, viro todos laucar as flores
sobre o carro e a bandeira, e nesse acto cada um del-
les improvisar alguns versos.
Entilo, entoando um liviano anlogo ao objecto,
lancanlo mSo da bandeira econi ella cncaminbar-
se-hilopaca a igreja.
No enllanto passarSo por urna outra aldea, donde
persurosos sahiro ostros doze pastores que, depoia
do lambom haverem recitado alguns versos, os se-
guirlo ; e, formando com ellos curo, enloarilo igual-
mente o liymiio e os ajudarflo a levar a bandeira.
Cbegados frente da igreja, e convidados pela Ito-
ligio a nltimarem o acto comecado, hastearn a
bandeira. Depois recolher-se-hio ao templo; ou-
virlo missa, o, terminada esla, vollarilo para osca-
saes na muira ordein cm que tiverem viudo.
Quem tiver duas pretas de boa conducta que
as queira alugar as tardes de lodos os das, para
serem eirtprcgadas na venda de azeite dirija-se a
ra da Florentina, casa n. 16, que achara com quem
tratar.
Na ra do Rangel, sobrado n. 9, ha quem se en-
carregue de toda e qualquerescripluracilo; cominui-
to boa lettra, certeza de ortographia e preco muilo
commodo; ebem assim copiam-sesentencas de qual-
quer genero que seja.
Precisa-so de um caixeiro para uina venda, na
ra da Cruz, n. <2, ou cm Kra-dc-Portas, venda de
Bernardo Jos Rodrigues Pinheiro.
Aluga-se um prclo cozinheiro para urna cas
do familia : quem o tiver derija-sc a rasa n. 7 da ra
da Cruz, segundo andar, ou annuncie para ser pro-
curado.
Manoel Jos de Barros Veigas avisa a todas as
pessoas que tiverem penhores em seu poder, os quei-
ram tjrar dcnlro do prazo de oito das contados da
data deste; c nio o fazendo assim, os perderiio, pois
oannuncianto os vender para pagamento do princi-
pal ejuro; porquoo annunciante teido retirar-se
desta provincia, para tratar de suasade.
Deseja se saber-se tiesta cidade existem al-
guns prenles de Manoel Arehanjo dos Santos, ca-
sado com Mauoclla do Nascimento de Jess, j falle-
LOTERA
DA MA'TH IZ
DA CIDADE DA VICTORIA.
C:00,?000 de rs.
As rodas desta.lotera lecm o seu imprelerivcl an-
damento no da 29 do corrente mez, no consistorio
da igreja da Conceiciio do militares, anda que al-
guns poucos bilhetes liquen) por vender. O rosto
uestes deve ser procurado no bairro do Recfe ,
as lojas de cambio dos Srs. Manoel Gomes eVieira;
no de Santo-Antonio, na loja do thesoureiro Anto-
nio da Silva Gusmilo, e na botica do Sr. Moroira
Marques, na ra do Gabugii.
O arrematante das aicricoes desle municipio de
novo avisa aos Srs. de engenho e mais pessoas que
tnandam vender ago'ardentc ueste municipio que
o lempo da mesma afericlo se acha lindo, e por laso
devem, quanto antes, mandar aferir as ancoras;
pois do contraro passar a denunciar a quem com-
pete, daquelle's que vieren vender sema dita afe-
ricio.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
Nova, n. 7, com cxcellentes rommodos para familia :
a tratar no mesmo sobrado, com TentpttAf C.
Uucm quizer alugar duas escravas dirija-se as
Cinco-Ponas, n. 53.
A arrecadaijilo das joias dos mordomos
cleitosda feslividudedb Glorioso Santo
Amaro estilo encarregados os Srs. mor-
domos, Jos liapiisla t.nnies, Manoel
Jos dos Santos 'o Antonio l.uiz dos
Sanios.
Precisa-sede um preloparao servicodecasa,
pagando-se mensalnienle no hotel do l.uiz Pistor,
na Lingoli n. S.
Sabbado, 23 do corrcnle, arremala-se, por von-
da, a parle de um sitio no lugar do Arraial, pelo
iuizo da segunda vara as horas do costume, na sa-
la das audiencias, depois de linda esta: os pretenden-
tes com pa roca m por ser boa compra.
0 doulorem medicina. Moscoso, esta morando
no Atcno-da-Roa-Visla, ti.
Precisa-se de urna ama de leito forra ou es-
crava, sem lilho : na ra do Encantamento, n. 8.
Quem anuunciou querer comprar obras de ou-
ro o prula inda mesmo quebradas c vclhas, diri-
rja-sca ra das Cinco-Pontas n. 65. Na mesma ca-
sa vende-so urna cama de armaefio moderna, por
preco commodo.
Precisa-sede umaama seccapara urna casa de
pouca familia : na ra da Paz, antigamenle do Cano,
n. 30.
= Precsa-se alugar urna prela que seja liel, om-
bora seja id osa ; paga-se mcnsalmente o que se con-
vencional' : na ra Augusla n. 16. Na mesma casa
se olTorece urna mulher porlugueza para ama de ca-
sa de pouca familia.
Engomma-seconi asseio e promplidilo, assim
como se faz toda a qualidade de costura inclusivo a
de airaiate : na casa ao p do sobrado da esquina, no
pateo do Parhizo, quem segu do quartel de polica.
Procisa-se de um cozinheiro hbil, para em-
pregar-se nesta cidade em casa particular : na ra
larga do Rozario, n. 26, primeiro andar.
Antonio llenriques Rodrigues embarca para o
Rio-Crande-dn-Sul o seu escravo Mathous de naco
Congo. .
Quem precisarduiim destilador de ago arden-
te, que est acstumado ao trabalho segundo o sys-
Icma moderno, annuncie.
I'rccisa-se de dous aprendizes para marcena-
ra, de12annos para cima i no Aterro-da-Boa-\ is-
la, n. 21, casado fabcante deorgflosc realejos.
l'ermttc-se a qualquer individuo o tirar ma-
doiras e ferragens nos restos da barca Nora-Aurora,
encalhada na Coroa-dos-Passarnhos
becharel Angelo llenriques da Silva advoga
no crinia o cvol : pode ser procurado na ra de Hur-
tas, n. 22. primeiro andar.
Na ra da l'raia de S.-llila n 25, aluga-se
una ama quccozinha cose toda a qualidadede cos-
turas e engomma, todo com peifeigto.
Jos dos Santos Souza declara ao publico que,
porbaveroulro de igual nome do boje cm dianto se
assgnar Jos dos Santos Souza Lins.
Braz Florentino llenriques de Souza, estudanle
do segundo anno do curso jurdico, ensina parti-
cularmente pbilosophia, rhetorca, geograpbia c
franco/: quem de seu prestmo so quizer u
ama largado Rozario, n. *S, segundo an-
dar, conlinu-seaensinar primoiras Ictlras, la ti ni e.
francez. O ptofessor promelle desvelar-se no adian-
lamentodosnioniu. qie Ihe forem condados. Na
mesma casa dilo-se licOesde aritbmctica e geome-
tra das 6 at as 8 horas da noile.
- Rento l.uiz da Gama e iMello onsina primeiras
lettra 9, grammatica porlugueza, ari Ib mlica pralica,
nariro que tainbem aceita pensionistas o meios-pen-
sionistas : na roa do Queimado, n. 8, onde lem aula.
Compras.
Compra-se o diccionario porluguez de Cons-
tancio, usado: nesta typograpbia.
Compra-so o compendio de aritbmetica, por
Besout, e o do geometra por Elididos quem tivoc
annuncie.
Compra-se nina prela moca e sadia que saiba
coser, engommar o vestir una senlinra ludo com
perfeiclo ; um preto moco sadio e diligente, para
comprar o diario do urna casa c fazer mais scrvico
dola : na rua,daCadeia loja n. 57, do Jos Mana
Sove.
Compran*H obras de oflro e prala anda
mesmo quebradas o vellias : na rua do Rangel, II. 11.
Compram-se 3ou protos ofllciacs de sapalei-
ro ; sondo de bonitas liguras, pagam-so bem : na rua
da Qpncordi, passando a pontezinha a dircita ,
segunda casa lenca.
Compra-se tuna escrava quo saiba coiinba
e engommar, nilo exoedondo o seu proco a mais de
*00,000 rs., a hoco de nina lettra a vencer a 6 me-
zos .aceita por pessoa segura que possue dous pre-
dios nesta praca lvres : qucui tiver annuncie.
Compra-se una prela do naciio, de i a Man
nos poueo mais ou menos : na Boa-Vista, rua Volha,
n. 22.
Vendas.
Vendem-so diversas ferramentas para ourives,
em muilo boni oslado p por diminuto preco: na rua
da Gloria, n. 87.
Vendcm-se roquetes para padres, por preco
coniinodo : na praca da Independencia n. 19.
ya loja novii da rua do Quei-*
niaidi, ii. l l,
de Raymundo Garlos Leite, se
acham mantas de seda, das mais
modernas tjue ha, mult baratas ;
assim tomo diales de seda, e
desde la e seija; chapeos deso
d'hasiesde ac, e o novo algodo
doblado americano,
ridos, natiiraes da freguezia da Boa-Vista desta cida- |djr ju.gji., tju$ de s na residencia, na rua do Quei-
de, onde foram moradoras : comparceam na rua do
Queimado, loja n. 6, onde se Ibes deseja fallar.
Nos abaixo assignados participamos ao publico
3lie de commun accorJo temos dissolvido a soeic-
ade que tiuhamos na loja de ferragens c miudezas,
sita na rua Nova, casa n. 15, cuja gyrava debaixo
da firma de Andrade & Rosado, (cando o socio An-
drade obrigado a liquidadlo da extincta firma. Per-
nanibuco, 14 de Janeiro de 18*7. Jeaquim Antonio
dvi Sanios Andrade, Jeronymo Hibeiro llosado.
Quem precisar do urna ama secca para casa de
homeiu solteiro, dirija-se a travessa da rua das Flo-
res, rasa n. II.
Na ruado Rangel, sobrado n. 9, continuam-se a
tirar passaporles para dentro e fura do imperio,
ludo com muita brevidade, e por preco muilo com-
modo ; e bem assim despacham-se escravos
-- Ccralda Mara da Conceic3o, senhora e possui-
dora da melade do sitio n. 6, da rua do Joilo Fer-
nandes, declara ao respeitavel publico que tuTo lem
feito transaccilo alguma sobre o dito silio, c quando
appareca alguma cousa a respeito, desde ja protesta
que he tudo falso.
. Jos Manir
- Christophera & Donaldson fan'.o loilio, por in-
lerveticSo do corrotor Olivoira de nina lind.1
os da Conccico faz scienlc a quem
tiver penhores de onro e. prala em sua mf.o e em
m.lo ae seu lilho Maximlano Jos Ramos, os venha
tirar no prazo de oito dias : na bita, er.1o vendidos
para seu pagamento. O mesmo tom um papagaio
bom e bem fallador para vender. Na rua do l.ivra-
mento, n. 9, loja de calcado.
= Se convier a alguma Franceza de prohijado c
bous costumes ter passagem gratis para o Havre,
nelo simplesservico de 6onne a urna senhora doente,
duranle o trajelo, poder dirigir-so a rua da Sen-
lecqao de pinturas a oleo, com riqusimas inoldu-
luntamenle afamados, bem roiro debitas estam-1"^. "-* ^^e^e marco deste anuo.
P.aslinissimasexcretadas pelos mais delicados bu- cara quem precisa, aie o i \. aira;a(P
ns, ludoproprio para o mais bullante adorno de Precisa-se de oUiciaei* Uc ail.uate,
salas dos amadores das bellas artes: sexta feiru,
do correle as 10 horas da manhla na casa do-sua
residencia, roa da Alfaridcga-Velha.
George Kenworthy t. farilo leilSo, por inlcr-
vengao do correror iveira, de muilas chitas, e ma-
uapoles vanados, por conta o risco de quem pec-
encer.c bem assim de muilas fazendas iliglezas de
f le, c pro|rias deste mercado : boje, 21 do corren-
fmez, s lo hora da manliaa, no seu armazem
'na da Cruz.
- telfio que pretende fazer Jos Fcrnandes Eiras,
lano de obra miada como grauda, na rua
Nova, n. 19.
Alngain-se os armairns da rua de
Apollo ns. 38 e 30, com deBemb=.rr|ue :
a tratar no mesmo lugar, co 11 Joae he la-
ves da Silva.
- Antonio da Silva Jnior lem autonsado ao Sr
Francisco de Lemos Duarle a receber suas dividas.
mado, 11. *, primeiro andar.
Qucr-se comprar partes da casa terrea, da na
doLivramento, n. 10: quem se julgar com direilo
annuncie, no prazo de 3 dias.
a-scdinheiroa premio com penhores, mes-
mo cm pequeas quantias 1 na rua do Rangel, 11. II.
Precisa-so de um caixeiro pequeo para venda:
na ruado Vigario, 11. 1.V
Precisa-se alugar unta escrava para o servico de
urna casa de pouca familia, que saiba comprar, cozi-
nhar, emsaboar e engommar: dando-se-lhe o susten-
to, e iiagando-se-lho conforme o ajuste: atrs da ma-
triz ta lloa-Vista, casa n. 19, se dir quem quer.
Relalba-se o terreno .lo beccodas liarreiras,
que fo do liento de Barros Faleo cm terrenos de
30 palmos de frente e mais do 500 de fundo : a tra-
tar na rua da S.-Cruz n 06.
Domingos da Fonseca Suzano, subdito porlu-
guez, retira-se para fi'ira da provincia.
Precisa-se alugar urna escrava que cozinho e
engonime, c um molequc de 10 a I* annos : no lar-
go do TerQO-, 11. 16.
Aluga-se urna casa na rua da Alegra. 11. *2,
com bastantes conimodos por preco mdico a
tratar na rua da Aurora, n **.
A padaria da rua dos l'ires, n. *4, ao p da ca-
xa da agoa contina a trabalhar com as melhorcs
farinhasdo mercado: por sso avisa-se aos fregue/cs
que-quizerem mandar comprar pOo, bolacha, bis1
couto, doce de bandejas e bolos sevados que ludo
acharfio o melhor possivel.
Aluga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da rua da Aurora, com ptimose muiloasseados
comniodospara moradia de homem solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar dirja-sc ao
mesmo sobrado qualquer hora.
Prccia-e de dou lavradorrs ; ein caa do doura-
dor, ou fabricante de candieiroi de gax na rua No-
va n. 52.
O padre Leonardo Antunes Meira llenriques,
bacharel em direilo, advoga no civel c crime e en-
sina particularmente theologia : pode ser procurado
rua das Cruzcs n. 18, primeiro andar.
f nroprio para
saceos, &c., a 300 rs. a vara.
Vcnde-sc, na rua de Apollo.no segundo andar
da propriedade n. 27, capsulas de gelatina com bal-
samo de copaiva; ditas com dito o cupebas em no: di-
tas com dilo o gomma-kinno; ditas com oleo de liga-
do de bacalbao
__ Vcndc-se a venda da rua da Cadea do coile ,
n. 1, com fundos a vonlado'docomprador a dinbei
ro ou a prazo : a tratar com Jos Goncalves Torres.
Vondom-se bichas grandes e tambem sealu-
gan, por preco commodo : no Atorro-da-lioa-Vista,
na primeira venda ao peda ponle, n. 2.
**** Vendem-so unas casas terreas sitas na rua
l""'- dos Quarteis. ns. 17 e 19 : na rua da Guia, n.
15, a fallar com tollo do Souza.
Vende-se urna casa entra as duas pontos du
Magdalena com cacimba do boa agoa e alguma-
bomfeitoras, por commodo preco sendo cm cho.s
forciros ; faz-sc muilo vantajoso o negocio ao com-
prador quo para ser esclarecido pode procurar na
ruada Florentina ,n. 1(.
Vende-se fumo para charutos, velho o novo ,
de primeira e segunda qualdade do *.r>00 a 7500 rs.
a arroba ; charutos om oaixinhas de cem e ditos fa-
ma, por preco commodo : no Fortc-do-Mattos rua
do Codorniz armazem n 9.
Vende-se urna piola do 20 anuos que lavae co-
zinba e nao lem vicios; um cabra de 18 annos,
robusto sem vicio e apio para qualquer ollicio; un
pardo de 16 anuos as mesmas circumstancias : na
Boa-Vista rua de S.-fioncalo, n, H, das 7 as 9 ho-
ras da mantilla e das 2 as h da tai do.
Vcndc-sciim sobrado de um atinare sotflo, si-
to na rua da Aurora, n. 3* : a tratar na mesma rua ,
na piimeira casa terrea n. 50.
Vende-se um escravo de naci, de :w annos
pouco niasou ranos : no largo do Carmo, loja do
sobrado u. 7.
-- Vendo-de, por preco commodo, um realejo cm
bom uso, com 3 cylindros o muilas pecas, o mais
cylindros novos e sem pecas; urna Anula do chano,
com 6 chaves de prata ; um relogio com machina do
pao : na rua do Jardim, n. *3.
Vendem-se cadeiras de angico, por menos pre-
co do que em outra qualquer paito na rua Imperial
n. 1*5.
Vende-se urna rica cpula do mogno com
bambncllas dcselim carmozim com borlas, pro-
pria para cama franceza do casado ; umaaradedo
ouro bem feila, propria paracscada ou loja; lu-
do por preco commodo : na rua das Cruzes, n. 9.
Vende-se arroz pilado braneo, por preco com-
modo : na rua larga do Rozarlo, venda da esquina ,
n. 52. m
__ Vende se urna porcao canos de
zincn, que aerviram em tanque de agoa,
por preco commodo : na rua de Apollo,
no anligo porto das canoas, a fallar com
loo Esleves da Silva.
-- !Na loja de Guimarcs, jc-
raim & C. vendem-se pannos
finos, de cores, pelo barato pre-
co de 2#40O rs. o covado; e de
outias muilas tjualidades, de va-
rios precos.
Vendem-se oculos de alcance, por
O padre Manoel Thomaz da Silva se offerece aos
habitantes do centrada provincia, para dar a seus!
filhoseducacao Iliteraria e religiosa, inorando es- prero commodo, na rua da Cadea do Me-
tes cm casa do annuncianle na Camboa-dn-Carmo,I' .f ..
tescm
sobrado do dous andares, n. 19.
'"rife, n. 3(j.
lalITILADO
11


Vende-se sal em grandes e pequeas porfes
na niH da Mooda, armazem n. 7.
Vendem-sp 30 argOns da companhia de Bebe-
ribe, novalorde70 por ccnto : nesla tvpographia
ae dir quem vende.
Na laja de Guimares Se-
rafim & Companhia, e nronte
ao arco de S -Antonio, n. 5, *en-
dem-se lencos de vapor, de pa*
droes modernos, pelo barato pre-
co de 480 rs, cada um ; lencos
francezes de cores finas e fixas ,
fingindo seda a 480 rs. cada um;
brim escur franciz trancado, de
puro linho, a 720 rs. a vara.
Potassa da Russia.
Vcnde-sca bem conliecida e superior
riolassa da Russia, cliegad,i ltimamente,
no nrmazem de Rothe & Bidoulac, ra do
Vigario, n. i.
Vende-se cal virgem de Lisboa, em caixas e
barricas, chcgada ltimamente : no oscriptorio de
Francisco Scverianno Ra bello & Filho.
Vende-se superior sebo em rama ; na ra da
:niz,n. 5t.
- Vende-se potassa branca, da
mais nova e superior cjue ha ues-
te mercado, por mdico preco:
na ra da Cadeia-Velha, armazem
n. 12, de Bailar ^-Oliveira.
Vendem-se iivros em branco proprios
para qualquer casa de commercio : na
na importancia de 1:000,noii cii!r,, com o rebate do
20 por rento : na ra da Concordia passando
ponleziiiha, a dimita segunda casa terrea.
M*W 441AHtMUW
VA ra da" Cruz, n. 13, casa de Bidguav Jami-
son k Companhia.
= 0 corretor Olivcira tm para vender cobro em fo-
Jiia < prrgos de dito para forros de navios : os pretn-
deme dlrijain-se ao inesmo, ou aos Senhores Mcsqutta
& Dutra. H
Vende-se potassa branca de superior qualidade,
rm barr pequeos; em casa de Mallieus Auslin &
t.inpaiihla, na ru da Alfandega-Velha, n. 36.
= Vende-se cal virgin em meias barricas cliega-
ua prximamente, por prcto cuiniuodo; na ra da
Aloeda anua/i in n. 15.
FERRO! FERRO,
le todas asqunlidades e cobre para forro do navio,
ile 18al 28 ongas em grandes e pequenas ptirti-
las: no armazem de A V.ila Silva Uarroca, defron-
te ila igreja da Madre-dc-Deos.
Vendem-se sdrvctes dades; lamango ; crcme ; golea do !i
mito de vitola, feita a moda da Europa, -
a qual tem lido milita extraocSo, pelos jl
beneficios que dola Tcsultam; ludo he fl
com perfoi^fio : na ra larga do Roza- je
rio,n. 26, primeiro andar.
).f f f,f..f!.f: $ffEff(
AVISO
aos Srs.deengenho
Ka ra do Crespo, lojan.12,
de Jos Joaqun) da Silva
Slaya, vendcinsc
cobertores de algodflo, muito cncorpados, proprios
para escravos ; bem como urna fazenda de linho a
imitacflo.de estopa forte c propria para roupa de
escravos e saceos para assucar; tudo por preco mui-
to barato.
Y'cndom-sc'30 escravos, sendo pretas, protos,
mnleques, pardos, negrinhas pardas com habilida-
des esem ollas : na ma da Cruz n 51.
(CSSfc3 *t'll''t'-S(' ",n piano novo, de superiores
rTTiif vozes e feito polos melhores autores : na
ra da Senzalla-Vclha, n. 50.
Vende-se urna preta e um eabrinha ; sola ;
couros miudos c bezerros; cora de carnauba ;uma
porgflo de sebo em barricas ; um oculo do ver ao
ionge; urna porgflo de esleirs pintadas : vende-se
em conta sendo por junto e tambein se vende a
rctalho i na ra da Cruz, n. 26.
I\a na do Crespo,
toja n. 12, de Jos Joaquim
da Suva 11 aya,
vende-se superior sarja preta hespanliola ; nobreza
roa muito .superior e muito propria para capas
doSr. dosl'assse outras irmandades; ricos corles
Vendc-sc cal de pedra a melhor que tem vin-
do ao mercado em barris de arrobas ; e 100 meios
besla da malta : nn ra Nova, n. 3.
Vendem-se duas cscravas, sendo : urna parda de
22annos, comalgumns habilidades; urna preta do
servico de casa: na na da Cruz, n 26.
Vendem se elegantes cortes tic cambraia com
harra, fingindoseda, proprios pira assenhorasdo
'om goslo irem a fesla do Glorioso S,-Amaro : na
ra do Crespo n. 13, loja de Silva & Villaca.
Vende-se um jumento chegado ltimamente
le Lisboa no brigue portuguez S.-Pomingos : na
ra da Cruz, n. 54, primeiro andar.
Attcnco!
Fardo do arroz fardo
de arroz !
De todas as substancias nutritivas at hojo co-
nhecidas para o sustento de animaos lie incoles
tavelmonteo farolo de arroz que, alm de muita?
proprietades rouno ser alimento fresco, o mai.-
proprio para o nossoclima privando os cavallos d
serem accommetidos de algumas molestias a que es-
Iflosubjcitos.
As vantagens enumeradas e outras muitas que dei-
xam do ser notadas, teem sido reconhecidas peh>
Sr. commnndantodacavallariadelnha.que he com
que alimenta os cavallos da companhia de seu com-
inando ; de quem podem os compradores se infor-
mar.
Vendem-se as barricas de 3 a -t arrobas para mais,
nos armazensdo Braguezc Bacelar, ao p do arco
da Conceicflo c defronto da eseadinha.
Panno de Imho puro, a 600
rs. a vara.
Na loja nova de Hay mundo
Carlos Leite, ra do Queimado,
u. II, achare um nevo soi lmen-
lo de fazendas finas ebaratas; as-
sim como panno de linho, em
pecas de 15 varas; a nova pclle
do diabo, a 400 rs. o covado; len-
cos de seda, pequeos, proprios
para meninas, a 6 '
Allencao!
Cunta & Amorim teem para vender potassa
russiana nova de superior qualidade por bara-
tsimo proco : na rua da Cadoia-Velba, n. 50.
Vendem-se inoemlas de Trro para engenlios de as-
sucar, para vapor, agoa c bestas, de diversos tainanbos,
por preco coumiodo e igiialiueiilr taixas de ferro coado
e bando, de todos os (amanlios: na praca do t.orpo-San-
lo, n. II, em casa de Me. Calmonl & Companhia, ou na
rila de Apollo, armazcui, n. 0.
rs.; e os pan
nos finos sao preferiveis aos d'ou-
de seda para vestido de senhora ; meias de seda pie-1 Ira parte, (aillo pelo pi*eC0, COIIIO
laso brancas, as mais superiores que teem aPPare-| i
cido, tanto para homem como para senhora; luvas
de soda ; chales de seda muito modernos e de lin-
dos goslos; cambraia de linho, muito lina; lencos de
cambraia de linho bordados, para senhora, dos mais
linos que lia por muito barato proco; osguiflo de
puro linho c muito lino ; plalilha de linho ; c oulras
muitas fazendas que serio patentes aos comprado-
res e por barato preco.
*- Na loja de Guimares Se-
Vende-se a troco de tijolo urna canoa grande'
muito forte que carrega mil lijlos de alvenaria na
rua da Cruz, n. 62
Vendem-se bichas muito superiores, aos fin-
tose a rotalho : na rua da Cruz n. di.
VEAS DE CERA 00 IIIO-llE-JANEIRO.
Vende-se completo sortimento do urna a 16 c lo-
gias de 4,5 o <> : no armazem de Alves Vianna n
rua da Senzalla-Velha, n. 110. '
Vendem-se 5 escravas, e um escravo moro de
bonita figura com algumas-habilidades : no p|en
doCollegio, n 81, segundo andar.
Vende-se azeitc fino de gerselim, para comer e
nara luz : no deposito de azeite de carrapato na rn
laSenzala-Velha.n.lto. Ua
Vende-se sag de primeira qualidade; cevi-
linha de Franca : gomma de araruta ; tapioca do
naranhflo ; covada ; tudo por preco commodo n
rua das Cruzes, n. 40.
Vendem-se 10 escravos, sondo: urna prela, bn,i
ngommadeira; 3 ditas de 15 a 25 annos, com lu-
'n'lidades; uma'tnulatmliade 15 annos; 2 moleques
le elegantes figuras; um nreto canoeiro; um dito
'lom cozinheiro ; um dito do sorvico de campo: nn
pateo da Matriz, n. 1.
Vendem-se 2 liados moleqoes de Ua 16 annos-
um dito de 7 annos ; um pardo ptimo para pagem
le 18 annos, e que he bastante hbil para oulro qua-
querservico; um dito de 10 annos; urna preta de 25
innos, com habilidades; uina negrinha do7 anuos-
ima preta de idade, por 200,000 rs : na rua di
Collegio ,n. 3, segundo andar.
Vendem-se 2 escravos, sendo um pardo, ofiicial
dealfaiato.eum prcto,ofiicial de carpina ambos
mocos ede bou i las figuras: na rua da Cadeia, n. 38
casa do Manoel Joaquim Ramos o Silva
Vende-se um terreno com mais de meia lagoa,
nmquadro, ptimo para nelle se lovantar um en-
genho de fabricar assucar : a tratar na comarca d ,'
ia no engonho Poco-Redondo.
Vende-se um sitio na estrada de talo
de llarros, com bastantes arvoredos
de fructo, que enm a vista melhor so
mostrar : na ruadas I^rangeiras, n-29, casa da
sfericflo.
Escravos Fgidos.
loja
rafim & Couipanbta-, confronte
ao arco de S.-Anlonio, 11. 5, ven-
Ic-iD-se cass is linas, largas e fian
na
('asa da F,
do
lotc-
rna r.slrrila lo Hoznrio, n. C.
Ne.sla casa acbam-se a venda as cautelas da ..
na da obras da matriz da cidade da Victoria; da qual
andam as rodas no da 29 do crrente. A ellas que
nao pouras : os procos sflo os do costumo.
Vende-se um terreno na rua que tica por de-
trs da rua da Aurora em lenle do fundo da casa
do finado Pereira com igual largura a dita casa,
com 300 e lanos palmos de rundo o qual checa
al a terecira rua a tratar na Iravcssa da Madrc-de-
Oeos, n. 18.
(
eczas, pelo barato preco de 480
rs. avara; chitas francezas,
fas,
lar-
a 280 rs. o covado.
rua
respo
'-

.Vendc-sesarja de seda larga, hespanliola,
muito superior; setim de varias quididades
para vestido ; dito de Jlaco para rollete ,
o maissuperior que ha; casimira preta,
elstica, superior; panno prcto muito fino;
dito de cores, de todas asqualidades ; vel-
ludo prcto; merino pelo de todas as qua-
lidades ; dito, o mais superior que lem ap-
parecido; chamalole; casimiras francezas,
sem pello, de bonitacores; damascos para
colxas, muilo superiores e debons gustos;
e outras muitas fazendas que a visla dos
procos e da sua qualidade comprador au Itf
deixar de comprar : na nova loja da rua
do Queimado nos quatro-cantos casa
amaren,!, n. 29.
CARNAUBA.
No armazem de farinhado caes do Collegio, con-
tinua-se a vender cera de carnauba, por preco com-
modo tanto em porcOes como a retalho o he che-
gada agora urna poreflo da melhor qualidado que tem
apparecido.
A tft&OOr*. o covado!
Na loja de Guimares Serafim
& Companhia confronte ao ar-
co de .S.-Antonio, n. 5, vendem-
se casimiras francezas, sem peU
lo, finas de lindos padroes e
pretas, pelo barato preco de 2500
rs. o covado ; ricos corles de cha-
l de la e seda, com barra, a doze
mil rs. o corte.
Vende-se urna preta de 2* annos, de bonita fi-
gura, que engomma. i ose, cozinha e faz todo o mais
servico de urna casa; urna dita de 30 anuos, que" lava e
cose alguma cousa ; urna dita de 20 annos que lava
do sabflo e varrella,cozinha o diario de urna casa,o he
(jiiitandeira ; um mulatinhode 7 annos, muito es-
perto para se ensinar qualquer oicio; fazendas,
loja ii.l% de Jos Joaquim
da MI va .11 a va ,
vende-sealpaca preta a800 rs o covado; dita muito
lina, preta e do cores, por barato prego; merina
prcto, muito superior ; panno linoprolo o de cO-
res; casimiras elsticas, de duas larguras, para
calcas a 0000 rs. o cinto; velludo ; gorgurflo de se-
da jst'licn para rollle; ludo por proco commodo ;
fustes para Golletes; e outras muitas fazendas,
tanto para calcas como para vestidos de senhora;
ludo pelo barato.
-- M loja de Guimares Se-
rafim & Companhia, confronte
ao arco de S.-Anlonio, n. 5, ven-
derse papel almago aparado a
2800 rs. a resma ; fila de relroz
de cores, peca grande, a 700 rs. ,
soitidas ,- retroz pelo, azul e sur-
tido a 10,000 rs. a libra ; cor-
les de pelle do diabo, a 1440 rs.
Vendem-se charutos de regala da bem co-
nliecida marca de Fama-Voa, de S. Flix : na rua da
Cruz, n. 55.
Vende-se ohampanha ltimamente clicgada ,
por preco muito commodo: na rua da Cruz, n. 55.
por serem noves na loja.
Jos Joaquim da
Silva Mayqi
vende urna preta de nacflo que cozinha o diario de
urna casa engomma liso, lava de sabflo o varrella ,
cose soffi ivelmenle ; um preto de 2* annos, do boa
ra Proprio para todo o servico.
Vende-se um bom sitio, com urna
encllente casa do sobrado, com bas-
tantes commodos para grande fami-
a, com 4 salas, 13 quartos inclusive 3 maiores, com
janellas, 2cozinhas uma em baixo e outra cin c-
la bastante alejadas, com fornos modernos
oulrus diversos arranjos, quarto para feitor sen-
zalla para pelos, estribara para 3 cavallos, a folga
alemdouma pequea casa velha que podo servir
para coclicira ; em um dos quartos existe um orato-
rio para celehracfloda niissa com osseus necessa-
nos arranjos: o sitio he de urna extonsflo imnionsa
e conten diversos arvoredos, um pomar de laran-
geiras cnxortadas com laranjas selectas e de embigo,
I lines doces o Huas de embigo que ja produzem
"rucio, alm de oulros ns ja a'ntigos que produzem-
laianjas muito doces, coqueiros, algunsdedenzeiros
cajueiros, ma'ngueiras, jambreiros, pitombeiras'
pilangiieiras, ubaiciras, assafroeiras, jaqueiras,
pinheuas llguelras, goiabeiras brancas immensos
racaseiros ananazeiros, oiti-cors com baixa de
ffiuP?. "V1?. .sH5toma n2eaval|08, com umj Publico, fabrica de cha'pcos de'sol, quesera
grande viveiro subdiv.d.do em 3 con. bastante ler- smente recompensado,
reno para diversas planlacfles, como os bons melocs.
Fugio, no dia 9 para a madrugada do da
10 do corrente um preto, de nomo Jos,
que representa ler 50 annos, de estatu-
ra regular, com um defe'ilo em.umne
oulro em tima mflo; he bem preto, criou-
lo, muito regrista e conhecido as Ierras do enge-
nho Novo do Cabo : levou calcas de riscadinho, ca-
misa ,jaqueta eohapeo : quem o pegar leve aru
Nova, a Digo Jos da Costa que dir quem hu
seu senhor.
Fugio, na noilede 1* para 15 do corren-
te > um escravo de Angola de 50 annos
poiu-o nijjis ou menos, alio, magro,
pernas finas; tem um dedo mnimo
alcijado cabeca rapada ps bastantes
grossos; levou alpargata, camisa o caigas de'chila:
quem o pegar leve airavessa do Queimado, n. 3, que
ser recompensado.
, Fugio, no dia 20 de dezembro de 18*6, do en-
golillo Fernando, freguezia de Ipojuca um
moleque de nome Daniel, de na;flo; repre-
senta 16 annos ; he bem ladino, de elegante figura,
cor bem preta, espigado do corpo ; lem uma cica-
triz em utnqueixo, motivada de um dente quo su-
porou por fra csoU're de calor de figaio as milos,
sofTrendo mais na mflodircila do que na esquerda,
e as tem raxadas, e tambem tem a mesina molestia
nos ps que tambem raxam, de forma que elle nao
anda com perl'eicflo quem o pegar leve ao dito cn-
genho, ou no Rocife, a entregar a Antonio da Silva
Gusmflo que recompensar.
Fugio, no dia ti do corronle, as 8 horas ta
w> "oite, uma preta, de nome Antonia, crioula,
-J* baixa o gorda bastante; levou vestido de cbila
e urna trouxa com urna rede: quema pegar leve a
Joflo llenriqucs da Silva que leoompensar
Fugio, no da 18 do correte,, urna negrinha,
& de nome Mnrcianna de 12 a H anuos, com
!h uma queimadura na face esquerda uma empi-
gem na direita e uma outra queimadura na por-
na direita ; levou vestido loxoe panno da Costa;
lem cabello cortado: quema pegar leve ao Passein-
Cra de Carnauba
muito superior, vende-se na rua da Madrc-do-Deos,
n. 36, por preco commodo.
-- Vende-sc uma cnrxa de piala dourAda c esmal-
tada, o mais delicado que be possivel; t relogio tam-
bem dourado ; annelOes de varios goslos; conloes ;
medalhas; brincos; correntcs para relogios; uma
ihocda guarnecida ; o outras muitas obras, proprias
para homem e senhora; clices para ehampanha;
vidros para candeiro; bules azues quo levam-12 chi-
caras; chicaiasazuos ; copos, a 100, 120, 160 e 200
rs.; gallieteiros para afeite, e vinagre; lantornas;
pintos de vidro; c outras militas loucas o vidros:
ha rua do Itangel, n. 11.
Vondeni-se2paresde bancas obra muito bem
feita sendo cada um dos paros de dilli-renlos mode-
los ; urna mesa redonda para meio de sala ; um so-
|ilm ; uma cama de arma?flo, obra muito rica tudo
do Jacaranda; 4 mangas de vidro lavradas ; um pa-
lanqum em bom uso : na Uoa-Vista, rua dos Pires ,
u. 23.
Vendc-se uma preta que cose, engomma, lava,
cozinha e faz renda : na rua do Cabug, n. 18.
niedubins macaclieiras lugar para jardiin e com
algumas llores, oulro lugar nara borla todo ccrca-
lo de limilo con. um grande poco do agoa de be-
ber e mais outros dous pequeos, em chaos pro-
prios muito porto da capital por ser no principio
ua estrada de Joflo de llarros : a tratar no inesmo
sitio, a qualquer hora do dia. .
Refrescos.
Xarope de grosello, foitodo verdadeiro summo ;
vindo de Franca, a 1000 rs. agarrafa ; dftode llores
de larangeiras a 1000 rs. a garrafa ; dito do niara-
cuja o tamarindos, a 640 rs. a garrafa ; dito feito da
verdadeira resina de angico que he muito conhe-
cido c approvado por as pessoas que padecem do pei-
to, por ja ler feito bons beneficios, a 1000 rs. a gar-
rafa : vendem-se no Aterro-da-Boa-Vista fabrica
de licores, n. 26.
IIAPF.' PBINCEZA NOVO LISBOA.
Acaba do chegar pelo ultimo vapor "urna nova re-
messa dcste cxcellento rap, muito fresco e com de-
licioso aroma, e contina a vender-se no deposito da
rua da Senzalla-Velha, n. 110, e em todos os lugares
do costme, at hojeannuuciados.
Vende-se superior sal do Ass : a bordo do bri-
gue-oscuna llenriqwiu, Tundeado ao p do trapicho
novo.
Vende-se um burro de boa raca : no Forle-do-
Maltos rua do Codorniz, n. 12 casa do Belm.
Vende-se urna prela do 36 anuos pouco mais ou
menos, muitosrdia sem vicio nom achaques, boa
lavadeira de sabflo e varela c que cozinha o dia-
rio de uma casa por puco muito commodo na
rua das Larangeiras n. 14, segundo andar.
Vendem-se cal virgem cm meias barricas, che-
gada prximamente ; "caixas vasias para assucar;
urna poreflo de pesos de forro de 2 arrobas; sorras
grandes para serrar madeiras ; tudo por preco com-
modo .- na rua da Aloeda armazem n. 15.
Vende-se um escravo de nucao, bom traba-
Ihadordenxada por proco commodo : no princi-
pio da rua de Horlas, travessa de S.-Pedro, sobra-
do de um andar, n. 15.
Fugio, no dia 15 do corrente, uma preta, de
nome Marianua, de naco Costa do 30 anuos,
de boa altura bom prela com 3 talhos na
testa enfeitesdesua nacflo; tem o dedo Mnimo
da mflo.esquerda virado para a palma da mSo que
quandoa abrenflo iguala aos outros 3 dedos; lem
um dedo do p virado alguma cousa para cima mo-
tivado de uma cha^a que leve, do que licou.uma
marca ; levou vestido de oliila branca com pintu-
ras encarnadas, e panno preto usado : quem a pe-
gar, leve ao largo do Corpo-SagtO, n. 13, que sera
generosamente recompensado.
Fugio, no da 15do corrente um preto, de no-
me Joaquim, de naco Benguela de 28 annos pou-
co mais ou menos, de estatura baixa, um pouco
cheio do corpo, olhos grandes ps largos e com os
calcaiihare.scoirihiclio.se raxados, poreni j bons,
com urna foridiuha pequea e nova em uma perna
quasi junto ao tornozelo, com uma coroa na cabrea,
proveniente de carregar, cabellos um tanto grandes;
tem marcas pelo corpo que indic-im ser chicotadas;
levou calcas de Ifla cor de caf, camisa de algudflo-
ziuho echapeo de palha oleado do preto; costuma
andar pelas vendas de garapa por gostar de 'beber o
principalmente ago'ardente. l-sto preto costuma a
trabalhar em lanchas em Fra-de-Portas e Uiuhetn
be canoeiro ; he muito pouco barbado. Quem o pe-
gar leve a Olinda no Varadouro rua.do Balde, n.
23,ouem Frii-de-l'ortas, n. 96, a seu senhor, Joa-
quim Lopes de Almeida enixoiro do Sr. Joflo Ma-
Ihens, que promelle recompensar bem a quem o pe-
gar; assim como perseguir com todo o rigor da Ici
a quem o livor occiillo.
Fugln, ha pouco lempo, um prelo de nome
Ignacio de nacflo Mina, consta ter mudado o nome
para o de Manoel, o inculca-se forro ; tem os p* al-
guma cousa grossos e anda quasi poiado ; lem o ca-
bello muitocarapinhado ealgnnia cousa ruco, com
bstanles marcas de bexigas no rosto, nariz um tan-
to grosso. Boga-seas autoridades poliches ou oy-
Ira qunlquerpessoa que o pegar, de levar a rua aa
Aurora, n. 8, casade Joflo Piulo de Lomos Jnior.
*?.
V
PE11R.': ICA.TVP. DKM.F. PE FABIA.~l847-


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ERFWRXP6G_EJLVWZ INGEST_TIME 2013-05-01T00:18:49Z PACKAGE AA00011611_09721
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES