Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09720


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Full Text
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Auno de 1847.
Quarta-feira 20
nURIO publica-.* Wdoj os das, que uno
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";.< na-aro 80 rs por Iiutia,
"IIASU5 DA LOA NO MEZ DE JANEIRO,
i -I.eia. I. minuw lude.
$A "4 't*e ,8,mio- I "uora a 10, 's I" toras "">. da tarde,
f jcenle, a 1J, a l l'ra e 57 u,in- ^ "naolio.
PAIlTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Paraliyb., .ssegundas escitas felnn.
Ria-Orande-dn-Morle quintas feiras aomeio-dia.
('alio, Scrinlmem, Riu-Formosn, Poito-L'alvo e
Mitctl no I.*, a 11 e i de caita m.
(.Hiauliuns eRouilo. a 10 e 21.
Iloa-VIsUe Flores a 13 e 8.
Victoria, as quintas feii as.
Olinda, todos os dios.
PflEAMAn Iili'liOJE.
Piimeira, s lioias 42 minutos da la/de.
Segunda, i 8 horas e 0 minutos dn mauhr.a
de Janeiro.
Auno XXIII.
N. li.
das da semana.
I Segunda. S Prisca Aud doJ. doiorph ,
doJ.doc d. J..do J M.da J v.
Terra. S Canuto. Aud. do J. do civ. da 1
v. e do J de na. du i > SO Cuarta S FahiSo Aud do ). do civ. da i
v. e do J. de pal d" 2 dist. de l.
31 Quinta. B. Igntr ud do J. de orph.. do
J. municipal da I vara.
22 St.la. I. G.udeiiclo. Aud.doJ. do civ.da I.
t edoJ.depazdol.dist.dat.
3 SahUdo. S. llueoiuo. Aud do J do civ.da
I. v. e do J de pai do I dist. de t.
2 4 Domingo. Nojsa Seniora da !'/..
CAMhlOS NO DA 10 DE JANEIRO.
Cambio s.,bre Londres202" Ui p. i#r.a0d
a P-i is 120 is por Irancs.
u Lisboa 96 d piwio.
Desc. de let. de boas lirm.s !>/, Vs l>V '""
Oyro-O icm I [..ulas.... #"00
a MncdasdeOjtllOvcll. I0#"0i) a
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de 4*000....
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u Peso* culumn.res..
ii Ditos mexicanos ..
a Miuda ,
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Vcces d. comp. do Ucberibe de 50f 000 rs. o p.i.
DIARIO DE PERMAMBCO
PA*TE OFFICIAL.
MINISTERIO DOS NEGOCIOS ESTRANGEIROS.
COUBESPONOIKCIa lUVIDi LTIMAMENTE ENTRE O.COVKRNO
MPK*IAL fcEOACA ABIJE".* HA CORTE, RELA-
TIVA A' INTERVENGO ANOLO-fRANCMA NJ MO-DA-PBA-
IA E AINOA S0DBE O BKCOXIIKCIMFIITO DA l*DBPE!DEN-
CIA DA REPBLICA DO PA.IAC0AY.
(ContinuacHo do numero 5.)
lltpltca da legaedo argentina ao contraprotesto do minit-
ttrio do /(rasi, tobre o reconhecimenlo da independen-
cia da repblica do Paraguay.
Legaco Argentina.
Vita o Confrderacdo Argentina1. Rio-de-Janeiro, i
de abril de 1846, auno 37 da liberdade. 31" da inde-
pendencia e 17* da Confederadlo Argentina.
Ao lllin. e Exin. Sr. Antonio Paulino Limpo do
Abreu, doconcelho de &. M. o Imperador, ministro
c secretario de estado dos negocios estrangeiros.
Desde que clicgou ao conhecimenlo do governo
encarregado das relacoes' exteriores da Confedera-
cao Argentina o contra-pro testo de S. Ex. o Sr. An-
tonio Paulino Limpo de Abreu, ministro dos nego-
cios estrangeiros do imperio, com data de 20 de jullie
do anno prxima passado, em resposta ao protesto
do abaixo assignado, do 21 do fovereiro do mesmo
anno, contra o.rcconliccimcnto da soberana e inde-
pendencia do Paraguay por parte de S. M. I., o go-
verno argentino considerou do seu dever fazer urna
nova manifeslacflo ao gabiuete do Brasil, negando-se
a reconhecer validas, e com effeito algum prejudici-
al aos direitos perfeitos da repblica, as rasos de-
duzidaspclo Sr. Limpo de Abreu, chonrou aoabai-
xo assignado com a ordem expressa de 0 levar ao
ronliccimento do ministerio de S. M.
Para o abaixo assignado satisfacer confianca do
sen governo, e deixar claramente estabeleridos os
fundamentos que o guiaram no seu protesto, prefere
seguir perante o Sr. ministro de estado a ordom do
suas mosmas ideias, oppondo as reflexes a que do-
ran) lugar e debaixo da nica inspiracSo da justicia*
da conveniencia da repblica e to imperio.
(' Sr. limpo principia por Ihzer observar ao abai-
xo assignado que a manifestaQno dos impedimentos
do governo argentino para reconhecor a indepen-
dencia do Paraguay apenas podia ser ouvida como
referencia ile u incidente sem influencia na polti-
ca do governo imperial, c que os desejos do Sr. cx-
niinistro dos negocios estrangeiros o conccIJieiro de
estado Garneiro Lefio, expressados ao abaixo assig-
nado, do saber qual a poltica do governo argentino
a respeitodaquelle territorio, nlo podiam ser rasoa-
velmente interpretados com o proposito de segu-la,
poisque o laclo do reconheciment ja ha minios an-
uos que esta constimmado pelo governo do Brasil.
Assim, segundo declara o Sr. Limpo de Abreu, de-
\eu o abaixo assignado receber as investigacoes do
Sr. ex-mnistro como estril curosidade; porem
S. Ex. nfio tevo prosenlea promessa do Sr. Garneiro
Lelo de que o governo imperial suspendera o seu
vcnnhecimento at estar oais bem informado
dessa poltica, o que dcixou ao abaixo assignado a
mprcssfio de que nlo smenlc se obrara nesto gra-
.umplo em confornidade com 0 governo argen-
lirto, sehnoquetal rcconliecnienloa tmha existi-
do, por mais pronunciada quefossea vontade do go-
vorpu braslleiro para leva-lo a effeilo.
] em verdade nilo se realiaou at a expressa de-
i laracHo do Sr. Pimenla Bueno, de 1* de selembro
de 18*4; poisque a nomenQilo do agentes do Brasil
ao Puraguav, em annoanteriores, nilobastava para
dar o acto como cousummadn, assm como nlo bas-
tou a presenta de agentes plenamenle autonsados
pelo governo dos Estados-Unidos, e pelo da Inglaterra,
junto a algumas das novas repblicas da America
ni. para que n smi iidepeiideifcia so considcias-
se lecoiilieeida por aquellas nacOes, emquanto que,
por urna declararlo categrica ou mu tratado, QflO
derlarassom 0 recoiilicciinenlo.
Oircrece um cxemplo recente dcsta verdado a nns-
s9o4o Sr. MopKins, enviado pelo governo de \\a-
shinalon junto ao de Assumpcilo, o qual, nao obstan-
te a sua categora diplomtica aceita pelo presidente
Lope/, absteve-sc de reconhecer a independencia pa-
raguaya o i egrossa ao seu paiz a dar conla dos objec-
tosdasua commissro. Enlendeu portanlo o abaixo
assignado que a pergunta do Sr. ex-rrnnistro se nao
eoniiiiha a resoluc,rio de seguir em ludo a poltica do
governo argentino a respelo do Paraguay, signiii-
eava quando menos a vontade de a nilo contrariar, e
do obrar em lodo o caso com a franqueza devida a
boa e mutua intclligenca.
A nomea1o do um agento brasilciro para o Para-
guay em 182* e a partida e recepcao deoutroein
1820, a quera se refere o contra-protesto, uno da for-
ca algtima a preten;lo deduzda pelo SC. Limpo. A
piimeira tiestas medidas ro lomada em vesperas da
nerri) entre a repblica e o imperio que o gabinete
do Brasil devia considerar inevilavel depois da de-
daracfl la legislatura do llucnos-Ayres, de 3 do
maio daquelle mcsnio anno, e a segunda foi dictada
no meio da guerra.
Os artos da corte do Brasil, emanados de urna si-
tuaeo excepcional, licaram annulladoa cora o res-
labek'cinienlo da paz, nein o gabinete deS. M., na
occasiilo de negociar-so com o abaixo assignado co-
mo representante da Repblica Argentina a conven-
clo de 1828, se referi em caso algum ao reconhcci-
nicnlo precedente da independencia do Paraguay,
antes hem aduiiltio no governo argentino pelo arti-
go addicional a parfeiU soberana sobre a navega-
cilo do Paran, nica va do communicae> fluvial
para o Paraguay.
Nemtopouco o pretendido reconhecimenlo fica
legitimado com as preferencias do contra-protesto
nomeaclo de agentos brasileiros para aquelle territo-
rio em 18*1 1843. /
Por outra parte se merece algum ere lito a historia
contempornea sobre os pontos nilo contestados al
agora, nom na America nm na Europa, a missilo
hraslcra ao Paraguay em 1826 nlo se pode numerar
ontre aquellos actos desnteressados cuja lembranca
revela a liberalidadede um governo.
OSr. D. Pedro I escreva em abril daquelle mesmo
anno ao dictador Francia, oflerecendo-lhe seus bons
servidos, e al a garanta da Crilo-Bretanha, para as
provincias que ello administrava com sabedoria, como
una continuarlo da protec^lo concedida ao Para-
guay por sua augusta mu a Senhora D. Carlota de
llourbon, o ronbecida como hoja a oreem desta pre-
dilecco ou a oflerta do gabinete do Itio-de-Januiro,
ra urna emanado das previas intellgencias diplo-
mticas entre o dictador e a princeza, ou conlinban
o pensamento de supremaca e predominio sobre a-
quclle territorio. E que independencia poda entilo
ser reconhecida pelo gabinete do Brasil, se nenhuma
deliberacilo tinha tomado o Paraguay at entilo para
emancipar-se da nagiio de quo formava parto? Kefc-
rir-se-ha porvenlura a de 2* de selembro do anno
mencionado, proclamada a12dcoutubro seguinte
por urna assembla diminuta, incompetente esem
autorisaclo ? ...
O abaixo assignado nao offendera a circumspec^io
do Sr. ministro, referndo-se aquello acto irrisorio;
porm, se fosso nullo, como o he o cerno o confirma
a ullima declarac.flo de independencia debaixo do go-
verno do presidente Lpez, o Sr. Limpo tem que
considerar o reconhecimenlo como um successo no-
vo, o nao como laclo preexistente, e cingir-se nica-
mente ao que foi platicado pelo encarrogado de ne-
gocios do Brasil, o Sr. Pimenta Bue.no, em selembro
do anno lindo, dopois quoo governo argentino havia
declarado as poderosas rasos que tinha para nao se
prestar ao reconhecimenlo da independencia quoo
Paraguay pretenda.
Tambera nao se tratava, Sr. ministro, de um as-
sumploemque o gabinete imperial se podesse ter
por desobligado de consideraces para cora urna na-
cioeslrangeira.ou francamente desembaracado para
obrar na espberada soberana. O reconhecimenlo da
independencia do Paraguay mporlava urna declara-
cao contra os direitos perfeitos de um estado amigo;
sanecionava asegrcgac.no territorialdisputadapela Re-
pblica Argonlna, e intervindo o Brasil incompeten-
temente a decidir urna queslilo alhcia, estabelecia
um precedente de funesto alcance para a integridade
e para o equilibrio publico das naces do continente.
O ministerio de S.M. tinha conhecimento ollicial,
tanto pelas explicacOes antecedentes da legacao ar-
gentina, como pela mensagem de 1843 doKxm. go-
vernador de Buenos-Avres, encarregado das relacOos
exteriores da repblica, a respeilo dos justos ttulos
que reelamava sobre o Paraguay; porem anda quan-
do para o gabinete imperial fossem controvert veis
ouinsuh'eientes, o governo argentino dovia esperar
doSr. ministro dos negocios estrangeiros aviso pre-
vio do passo que se propunha dar, quando n3o pela
gravidade e transccdcnca do assumpto, ao menos
pela franqueza ecorlezia mutuamente usuaes entre
estados amigos.
A Inglaterra nSo se prestou ao reconhecimenlo da
independencia das que fpram colonias de licspanha,
sem que o seu eminente estadista Canning o tiyesse
anticipadamente annuncado a corte de Madrid; igual
procedinento adoplou o governo de Washington ; e
boje mesmo, na occasiao deaiinunciar-se ao presi-
dente Polk as didiculdadcs objeccionadas pelo gover-
no argentino ao reconhecimenlo da independencia
Paraguay, deferio elle a nomeacao de um novo gen-
te diplomtico a que eslava disposto, para deixar
maisiivrea aeco de urna nacflo amiga no exame e
na applicacao de seus direitos nacionaes.
Suba de ponto na opiniSo do abaixo assignado a
obrigac.no dessa ofllciosidadc internacional no gover-
no de S. M. para com a Repblica Argentina, allen-
dendo-se ao momento dessa poltica e diflerento
conducU seguida por aquella nacao a respeilo de
urna provincia do imperio, n3o obstante invocaressa
o seu dreito primitivo para dispr do seu proprio
destino c disputar por muitos anuos ao soberano do
Brasil a legitimidade de seus ttulos para subjuga-la.
O governo argentino, maslcal a seus principios
conservadores do que ambicioso de vanlagcns in-
compatveis com a S&i poltica, nao quiz venias pre-
lencoes do Ro-Crande sei.ao una ruptura illegal do
pacto constlucional do imperio c urna insurreicao
contra o dreito do soberano, e associando-se a sua
augusta causa sem reticencia e sem rebufo, decla-
rou a guerra aos perigosos innovadores.. Era, pois,
de esperar que o ministerio de S. M. n3o se esqueces-
so de una iemonstrac.ao tilo importante. Louitudo,
coetneamente o governo do Brasil reconhecia em
silencio a independencia do Paraguay que o governo
argentino reputa va parle integrante da repblica, e
nf.ojulgou propro cominunica-lo cora antecedenc a
a nacao quo combata a seu lado pela integr.dado do
raperio.
Em vilo buscara o abaixo assignado coherencia
ncs'la poltica com a que havia ostensivamente ob-
servado o gabinete do Brasil com a confcderuc3o ale
184* pois os principios que promovem o rracciona-
meno dos estados coln os quo os conservara e robus-
tecen! repelloui-so mutuamente ; e destes pareca oc-
cuiiar-so o governo imperial, quando nao poupava
sacrificio para evitar o desmenibraraento de urna pro-
vincia, o quando offerecia a sua alljnca a Repblica
Argentina : emquanto que o reconhecimenlo prema-
turo da independencia do Paraguay ensinaocaininlio
a novasdivisOes polticas, excita o espirito de sepa-
rado, e auxilia a poltica de nacOes forte da Euro-
pa, empenhadas ha lempos em dilacerar a America
para a dominar.
i a ti uu.iiiiibi .
A assercilo substancial do Sr. Limpo nesta questto
he que a independencia paraguaya resulta do mesmo
principia Tnnji""v;"":" de, Buenos-Ayres podo invo-
car em seu favor; porm o abaixo assignado provar
que nao existe identidade de caso, o pelo mesmo mo-
tivo falta a identidade de direitos e prerogativas.
Convenanlos deludo, nao confundir indepen-
dencia provincial do Paraguay com relacjlo as de-
ntis provincias da Confederarlo Argentina, com a
sua perfeila oinancipac.no como estado soberano e
iiidcpendenle. O governo argentino nSo tem dispu-
tado ao Paraguay, depois da convonrno do 1811, o seu
dreito municipal para orgausar-so cconsttuir-se
como ntclhor lite convenlia. Esse dircito vinha da re-
troversjo da soberana a sua origein primitiva, logo
que so alTrouxaram os lacs que uniam a America
llespanhola sua mclropole, porm sem destruir a
uuidade social da seccao de quo formava parto em
1810, debaixo da denoniinacfio de vico-reinado de
Buenos-Ayres.
era poda ser de oulra manera, desde que se pro-
testava a nao alterarlo da dependencia doSr. I). Fer-
nando Vil, logo que fosse libertado de seu captvei-
ro: e era coiiforinidadedeste principio, a junta eri-
gida em Buenos-Ayres a 25 de maio do mesmo anno,
em subsliluicao da autordade do vice-re que da-
quella capital regia os dentis povosdo vico-reinado,
os convdou a conservarem-se unidos para devolve-
rem integro o deposito a seus antgos soberanos, se,
livres do servil estado colonial em que viveram, fos-
sem considerados no mesmo pe que qualquer outra
aee(3o da monarchia na pennsula hespanliola.
Todas as provincias acudiramaoappello fraternal
do primero povo a quem coubc a honra de levantar
a voz para recobrar a dignidade e os direitos dos Ar-
gentinos, e desta forma couservaram e afiancaram-
se os vnculos mutuos, com a nica excepto do Pa-
raguay, que o seu governador licspanhol Velasco
consegiiio subjeitar, emquanto negociava a incorpo-
rac3o daquelle territorio aos dominios de Portugal.
Velasco suecumbo reaccilo patritica dos Para-
guayos, depois destes liavercm triumpbado das ar-
mas' portuguezas, que aquelle solicitara em seu sue-
co rro ; e o primero acto de sua soberana provin-
cial, restaurada noannodcIStl, fo fazer-lbe cargo
do empenhoem sustentar a total divs3o daquella
a provincia, som querer arrostrar ou tentar um meio
de conciliar a sua reuni&o com sua liberdade e seus
u direitos, e sem querer subjeitar-se a enviar seus
a deputados ao congresso geral das provincias, com
u o objecto de formar urna associac3o justa, racional
e fundada cni equdade c nos melhores principios
de dreito natural que s8o comntuns a todos, e que
mo havia motivo para crer que baviam do ser a-
bandoiiados ou esquecdos por um povo tilo illus-
Irado e generoso como o de Buenos-Ayres.
A asseinl.lea geral da provincia do Paraguay, reu-
nida na Assumpcr.o a 17 de julho do niesino anno de
1811, no ollicio citado pelo Sr. Limpo, dirigido a 20
de julbo seguinte ao governo de Buenos-Ayres, laz
as seguiules declarares :
yue as actas mesraas manifestaran) a v. r.
tro tem mutilado no contra-protesto o arl. 5 da con-
vonclnde 12 de outubro de 1811, omittindo delte
tudo o quo prejudicava sen proposito, julga utl res-
tabelerer seu texto com a exactitudo digna de ta>
serio negocio, para que S. Exc, servndo-se recon-
sidjra-lo, advrta a debilidade da arma ompregada
em defender um acto do gabinete imperial pratcado
com demasiada pressa.
O arl. "> diz : Em consequencia da ndependen-
ciaem quo lica esta provincia do Paraguay da de
Buenos-Avres, segundo o prevenido na citada
a contestacao ollicial do 28 de agosto ultimo, Uto
pouco a mencionada Exilia, junta pora reparo no
curaprniento e execuc.110 das mitras deliberaQOes
- tomadas pela do Paraguay em junta geral, confor-
me as declaracOes do presente tratado e debaixo
destes artgos, desojando ambas as partes contra-
t intes estreitar mais e mais os vnculos a empe-
nhos que unem c devem unir ambas as provincias
era una federaclo e allianca ndissoluvel, se obri-
ga cada urna pela sua parle, nao s a conservar e
cultivar urna sincera, solida c perpetua anuzade,
semio tambem a auxilar-se o cooperar mutua e
cllcazmenle com lodo o genero de auxilios se-
gundo permitan) as circunstancias de cada urna,
toda a vez que sejam exigidos pelo sagrado fin) de
aniquilar o destruir qualquer iumigo quo tente
oppr-se aos progressos da nossa justa causa e
coinmum liberdade.
(o governo de Buenos-Ayres que a vontade deci-
dida da provincia do Paraguay Ae unir-te com uta
a cldade e demais confederadas, nao so para conservar
urna recproca amizade, boa barmonia, coinmei-
Destes factos neontestaves segue-se que a procla-
maclodc 2"i de maio du 1810 leve ura echo profun-
do nos oppri raidos Paraguayos, oque ao sacudir
autordade bespanhola manfestaram do modo mais
solemne sua constante vontade de unir sua sobera-
na provincial as emais provincias do vice-reinado,
formando um corpo poltico ou nacionalidado soli-
dara. Assm o accitou e nao podia deixar de acci-
ta-lo a ittnla provisoria do cx-vice-reinado estabele-
cida em Buenos-Ayres, reconhecida por todas as
provincias, e deslas vontades conformes resultou o
pacto federal em que fieavam salvas as soberanas
pi ovinciaes, cuja renuncia nao era nccossaria para
Tornou-se entSo indispensavel entre o Paraguay,
as provincias representadas por seus deputados em
Buenos-Avres ca junta central daquella capital, a
convenca do 12 de optufara de 1811, que estipula
as bases de urna verdadeiraconfeleracao. Seus ar-
tgos estao concebidos em relacnoa estesystema, o
daqui resultou continuar o Paraguay a gozar do d-
reito como estado confederado e ribeirano as agoas
do Paran. ; _
Como a independencia provincial do Paraguay foi
coelanea com a de Buenos-Ayres e com a das mais
provincias do vce-rcinado, assun tambem o foi a
conederacao de todas aquellas quo no da 95 do
maio de 1810 so encerravam na descnpc.no gcogra-
phica do dito vce-reuado, e nada importa ao ob-
jecto do contra-protesto que a dvisSo territorial dos
vce-reinados e capitanas geraes inherentes ou nao
soberana da mclropole casse dissolvida pelo
mesmo principio que destrua a saberama da llespa-
iiIi.i nas suas colonias.
O quemis importa a questo presente para con-
sagrar o principio assentado pelo ministerio impe-
rial de que s a lvre c espontanea vontade dos
poyos piule regular a IbrmactTo de novas sociedades
licquo as provincias argentinas,
aniizatie, uon iiuniiuin.i, ". n.-.|.i. .............-----...D_--.-... _,__._
cioccoVresnondoi.cia, senOO tambem para formar Paraguay, queocctipa.n aquella descripcBo gcogia
ITrndada em principios de iustica,' piuca livesseiu constituido um O
i a_ i _........, .kiiih du it/tMit: ...I...I imil t'iiL'iun'l d':k nliPlillll
ii uidu socieilado "
. de equdade e do igualdade. Algumas providencias
relativas ao rgimen interior teem sido simples-
mente provisorias at a determinarlo do mesmo
a congresso. .
ue emquanto nao se forme o congresso geral
esta provincia segovernara por si mesma sera que
a Exina. junta do Buenos-Ayres possa dispOt nein
exercerjurisdietjao sobre a sua forma de governo,
rgimen, adinnstracao ou cousa alguraa que a
a ella corresponda.
Resulta, pois, do conteiido deslas declaracOes todo
o contrario do que o Sr. Limpo deduz a favor da sua
causa O Paraguay desejava conservar somonte sua
independencia provincial sem dcsconhecer seu an-
ligo vinculo nacional. Mein naqueila occasiao ncm
agora se negou o governo de Buenos-Ayres a urna
preteiico que ello mesmo roserva para aquella pro-
vincia debaixo do syslcma federal, e que forma a
basa da actual iiacionalidade da Confederac3o Ar-
gentina.
' 0 governo de Buenos-Ayres nicamente n3o pode
assenlirem 1811 a exigencia do Paraguay, de que
qualquer regulamenloou cousttuic3o que so deh-,
berasse no congresso geral n3o deveria obrgar
aquella provincia at que fosse ratificada em ple-
na junta geral do seus habitantes e moradores, a
A esta declaraqao do Paraguay respondeu o dito
governo : Que nSo seachava autorsadoa sanccio-
nar este ponto, por nao dever dar preceitos ao con-
. gresso geral, nein prevenir suas deliberaqcies, e
a que nessa confbrmidade poda a provincia do Pa-
t raguav dar a seus deputados as instruccfles que
julgasse convenientes, como tmhain feto as ue-
mais provincias que os tinham nomeado, poisque
no supremo congresso deva venlilar-sc a questao
a se as leisestabilecidas pelos povosdeviam ou nao
ser ratificadas por cllcs mesmos nas suas asseni-
fa'as. .,.,,..
Manfesta-se porfotamcntc a vontade do Para-
guay na poca a que se referi o Sr. Limpo como
bando del* do selembro do mesmo auno do 1811.
A' assembla provisoria do Paraguay, lelicitando-sc
do resultado da uiiif.o e das negociac.Oes polticas
disse
corpo poltico reassu-
inindo suas respectivas soberana*.
Logo, se, como Oca demonstrado, o Paraguay,
por cll'eilo de sua vontade livro espontneamente
declarada, conveio na divs3o preexistente do viee-
renado, incorporando-se i Confoderacao Argenti-
na oSr Limpo encontrara estabelccido o faci mo-
ral que a S. Exc. fallava para aceitar o argumento
derivado da divisSo territorial.
OSr. ministro allega que o Paraguay, semprehel
ao principio do sua independencia, eslabeleceu, de
accordo com ella, era 12 do outubro de 1813, urna
constitualo ou plano de governo segundo o qual o
poder exeeutivo fo confiado a dous cnsules. Nas
este laclo n3o prova contra a sua lvre e espontanea
incorporaeflo coutederacao. ...
O Paraguay no gozo de sua soberana provincial
tinba-se reservado o dreito de governar-sc interior-
mente, e assim bem poda dar-se aconstituicaoquo
julgasse conveniente. O Sr. Limpo descobrira a
identidade do caso nos estados da America do .\orte,
sem que por isso se rompa sou laco federal, como
nao tem ralbado e subsiste firme nos da Comedera-
c3o Argentina.
So se prelendesse provar com aquello racto a rup-
tura do pacto federal preexistente, com ella se qui-
zesse jnslilicaro recoubecimento da udcpciidencm
do Paraguay pelo imperio, se buscara em um ata-
que a soberana nacional a origen) de um direitu
perfeito. Que pensara o imperio a respeilo daquel-
le estado que leconhecesse como legitima em qual-
quer provincia do Brasil a abnegarlo da lei funda-
mental jurada por toda a nacSo? Admittiria como
argumento victorioso a innovarlo dessa mesma in-
fracto para cohonestar o reconhecimenlo da sua in-
dependencia por um poder eslranho? O abaixo as-
signado despreza senieihanle hypothese; nem por
idntica raeio pdeadmttir o governo argentino na
pretendida ruptura do pacto federal o fundamento
do reconhecimenlo da independencia do Paraguay.
Ncm ho mais solida a rasao apontada polo Sr. mi-
nistro, de que o governo de Buonos-Ayres cm res-
peilo aquolla independencia mo incluio o Paraguay
na convocac3o do congresso argentino reunido em
ia.-u( O Sr 'mnn nA" irimrn mu ili pnl&n I 11111 r
enos-Avres disse: De um so golpe reco- 1826. O Sr. Limpo n3o ignora que ja entilo tina
r lB^kz^rM* Hsrs rarAi isas.*
" lS^nffl3Stoq oSr. rninis-lpiivaudo-adetodaacommuaica^oporurasystcma.
-v
i


&
sem exemplo nos annaes da America, intil isa va
loila a gestfloque nflo so apoiasse na frtrca para rcs-
tiluiro Paraguay repblica de que era mctnbro.
Pelo decurso lento do lempo e por mere. da alta
Providencia cessou a dictadura, e assornou no hori-
zonte do Paraguaya sombra da iiberdade.
I'nlio a Confederaeflo Argentina achava-se a bra-
cos com seusinmigos internos c externos, eainda
que ueste estado nada exigi do Paraguay do que
poilcra eni ennformidade do pacto federal, nflo ihe
negon franqueza alguma das que dimanavam do
mesmo.
Gozou o Paraguay como pacto da nacCo do Rio-
Parana na mesma extensflo que as domis provincias
federaes do lilnral ; gozou das tarifas protectoras
de seus productosindustriaese na tu raes, e de todas as
vantagens que,como pacto da confederaeflo, Ihe con-
cedeu a convonefln do I2de outubro de 1811 ; o so o
fado de nflo tera repblica reclamado do Paraguay
como estado federado nadado que poda exigir eii
prolda commiinilade, nflo provaa renuncia de tal
diroito originario o ler aquello conservado sem in-
termissfloscus gozos provenientes do mesmo pacto
orgnico, prova a continuado da acquiesceucia
commumdoeonoeilodcambos.
Encadeavam-seoasuccessosdessa mancira, quan-
do no anuo de 183 o Paraguay, preoociipado com
iiMK lu.,.,.,.....,, ,^i!i:^. ___i-
seus intcrosses polticos, solicho do governo en-
carregado das rolacoes exteriores da repblica o re
conhecimento de sua independencia absoluta, isto
be seu desligamento da federaeflo primitiva, pois
que a sua indenpendencia provincial eslava recnnhe-
cida opportunamcnle pela nacfloe por cada urna de
suas provincias, da mesma forma que o Para-uav
leconhceera originariamente a dasoutras. Assim'
esterado do atino de 1843 be lestemunbo praticod
ter o Paraguay pertencido ede estar pertencendo a
.onroderaeflo, e urna homenagem positiva sobera-
na indivisivel da repblica.
O governo de Iluenos-Ayres, de qualqucr mancira
que o tenha expressado ero sua mensagem do citado
anno, negou positivamente ao Paraguay sua acqui-
esceucia, o o abaixo assignado nflo comprebende
comoent tal repulsa nflo tenha podido perceber cla-
ramente a marcha poltica que a confederaeflo se
prupunha seguir a respeito do Paraguay. Pordm
se ella nflo msse bem manifest ao governo imperial
a duvida seria una nova rasflo para invesliga-la com
JlullSfl.
Nen se poda sustentar que existia controversia
Iioslil a tal respeito entre a confederacilo e o Para-
guay ; porque se solicitava de una parte ese negava
la oiitra sem quebra de seu respectivo dimito. Tvio
contrario, a negativa do governo argonlnn foi ejer-
cida tilo comedidamente, que nella se comprehen-
viva vozex|ilicassem os inconvenientes polticos do
reclamo. r
Se o Paraguay, sem dar treguas sua pretendo
semouvirexplieaces e sem consultar o alcance de
seu empenho contra os inleresses essenciaes da eon-
lederacao, proclamou inincdiatamcnte a sua inde-
pendencia, caberiao pcrguntar-se-lhe dequem se e-
mancipava. O congresso de Tucuman havia procla-
mado o.n 1816 a de todas as associaces polticas
eomprehendichisno territorio ou deacripcflOOToara-
plnca preexistente do rice-reinado de Buenos-A y ros
centre ellas se comprehendia a do Paraguay, apo-
zante que seus deputados nflo tinbam comparecido
no congresso. I'resumia-se sua vonlade, como se
conieeia a sua Talla absoluta de Iiberdade. e nflo
enilo sido aquella desmentida nunca desde essa
poca,a declaracflo soberana daquella asscmbla na-
cional conservou toda a sua validez o seus oll'citos
yoraes, emquanlo que de um modo directo e parcial
nao se livesse manifestado oulra contraria.
V-se de tal observaeflo que apezar do que na ('.no-
ca da proclamarn na independencia do Paraguay de
1813, nflo scachava ligada a sua soberana provin-
cial senflo a nacionali(btde argentina, he obvio que
aquello acto so pode referir-se ao de desligar-sc vio-
lentamente da rederaeflo.
Porem a aflirmativa comprebendida no eontra-pro-
tosio de que o mencionado reconhecmento por par-
te do imperio nflo foi acto novo senflo a oxprossflo
ou emergencia do consuniinado com mulla aiilcee-
lencia, nflu servira senflo para mostrar o quanlo loi
prematuro, co ter-se tornado a acolbcr pelo Brasil
um ladoi que tende a frustrar a solida organisaeflo
ira Repblica Argentina, cuja inlegridade foi sein-
prc urna garanta poderosa para o liiiimpho dos
principios amencuiios e para a seguridado dos po-
yos I un itrophes.
Oabaixo assignado nflo concluir sem invocaras
mesnias palavras do Sr. Limpo. Seo Paraguay, diz
i Exc, livesse emalgum lempo convindo, porefloi-
to de sua vonlade livre c espontneamente declara-
da, na divisflo preexistente incorporando-sc Gon-
iederacfloArgentina, neste caso nicamente Meque
o governo de Iluenos-Ayres poderia allegar como
principio o argumento que oflVrece >, Porem esta
condicSo, como se lem demonstrado, se realisou
amplamente por parle do Paraguay em todas as suas
relacoes; eoSr. ministro heobrigadopelasua mis-
ma proposito a reconhecer o inconlestavel direito
em que se funriou o protesto da legaeflo argentina.
O abaixo assignado nflo se delm a analysara po-
sicflo actual do Paraguay dohaixo do ponto de vista
poltico e econmico ; chama comludo sobre ella a
atteneflo do Sr. ministro.
S. Exc. tem visto duas grandes naces martimas
allegar dinitos s vantagens que a natureza e as leis
Jiiternacionaes reservaran para os estados liloraes ,
o tem visto por lim reunidas esquadra franceza e
ingleza para abrir-se caminho pelos rios interiores,
e violar a independencia da Repblica Argentina em
nome da do Paraguay que o brasil reconbeceu.
RESPOSTA DO GOVERNO IMPERIAL.
PARA D. TOMAS CUIDO. RIO-DE-JAHEIRO, MIHISTHRIO DOS
NBoncios rSTRicf:,ROS, fu 1 dejlliio de 18*6.
O abaixo assignado, do concelho de S. M. O Impe-
rador, ministro c secretario do-estado dos ;iegoeios
eslranceiros, leudo levado ao conheciment do S. M.
Imperial a nota do Sr. D. Tbomas Guido enviado ex-
traordinario e ministro plenipotenciario da Confede-
raeflo Argentina, datada de de abrilultimo.cm que
responde ao contra-protesto que o governo imporhl
izera, cm29dejulho do anno prximo passado, ao
nrol oslo olTerecido pelo governo argentino cm 21 de
fevereiro anterior contra o Tacto de havor o Brasil
rooonheeido solemnemente a independencia da Re-
pblica do Paraguay, recebeu ordem do mesmo au-
gusto Senhor para declarar ao.Sr. Guido, cm respos-
ta a sun referida nota, que o governo imperial nflo
oncontra nella argumenlo algum que possa ler for-
os para destruir as rasos em que se fundou par re-
conhecer a independencia da Repblica do Paraguay.
O abaixo assignado aproveita esta oecasifto para
reiterar aoSr. D Tbomas Cuido os protestos da sua
perfeita estima e distncla oonsideracflo.
Uaiiao de Cayru'.
{Continuar-te-ha.)
Goyo
compiehender as funestas consequencias da polti-
ca anli-americana, implicada no reconhecimento da-
quella independencia e a grande risco se expoe a
inlegridade do imperio, e a paz eamizade duravel
entre os governos conterrneos, se as doutrinasdo
Sr. ministro para justifica-la, viessem a ser explo-
radas pelo erro ou ambieflo dos innovadores.
o governo argentino em previsflo dos perniciosos
efleitos de taes principio* contra a ordem c equili-
brio das novas repblicas, ordena ao abaixo assig-
nado reiterar o protesto que teve honra de elevar
ao gabinete imperial a 21 de fevereiro do anuo pr-
ximo passado contra o seu reconhecimento da inde-
pendencia do Paraguay, imlslindo cm desconhecer,
como desconhece, a validez dos actos ou reclama-
res queem consequencia disto intentasse deduzir
o governo de 8. ti. u Imperador do Brasil.
Heos guarde a V. Exc. muitos annoa.
Tomas Guido.
rfln d provincia.
EXPEDIENTE DE 5 DO CORRENTE.
OflicioAo Exm. presidente das Alagas, solici-
tando a expediento de suas ordens para que sejn all
comprada e rcmcltida para esta provincia a madeira
que ara a construeeflo da barca do escavaeflo pede
no oflicio que Ihe remelle, o inspector interino do
arsenal de marmita, onde serflo salisfeilos o impor-
te da mesma madeira c o respectivo frote.~Partici-
pou-se ao inspector interino do arsenal de mari-
nha.
DitoAo Exm. presidente da Rabia, acensando re-
messa de um oflicio do Exm. commandanto das ar-
mas, comprehensivo dos eselarecimenlos que acerca
do lempo da senlcnca do furriel do 2." hatalhflodo
artijharia a p, lzidro Vieira da Silva Picando, S. Exc.
pedir em oflicio de 7 de dezembro ullimo
DitoAo commandanle das armas, scicnl'ficando-
o de haver S. M. o Imperador concedido a bai.xa que,
por ter flnalisado o lempo de servico, Ihe reque-
rora Manocl Peroira doCarmo, soldado do2.*bala-
Ihflo de artilharia a p.
DitoAo mesmo, prevenindo-o de ter de ser le-
vado aoconheciinenlo do governo impeiial o oflicio
em que S. Exc. da parle de haver incumbido o trata-
mento dos enfermos do hospital regimental ao dou-
lor Alcxandrc Percira do Carino.
DitosAo mesmo e no commissarin-pagidor, in-
teirar.do-os de haver S. M. o Imperador revolvido que,
derogado o aviso de 2!) de julbo de 1813 na paite re-
lativa ao sold dos anspecadas da compauliia de ar-
lilices, saja a osles abonada a diaria de 160 rs.
DitoAo inspector da lliesouraria da fazenda, or-
denando que, em cumplimento do imperial aviso
de 17 de dezembro prximo lindo, exija do cx-guar-
ila da alfandega Manoel Theodoro os ttulos que elle
referi em seu requerimento.
DitoAo mesmo, determinando faca dar execu-
Cflo ao decreto que nonioa thosouroiro da mesa de
rendas internas goraes a Joaquim alaria de Carvalho.
Dito Ao commissario-pagador, determinando
que, em ciimprinientn de aviso do 1. do mez ulti-
mo, descont pela quinta parte dos respectivos sol-
dos o que indevidamentehoiivcrem recchidoosoln-
eiaes mencionados no rclatorio que por copia Ihe
remelle, c suspenda os pagamentos que como inde-
\idos voem declarados nesserotatorio
HiloAo clnre de polica, recommeiidnndo que,
em oxecueflo d'ordcm imperial, laca seguir para a
c^rle cnio vapor C.uaptass, acompanhados das res-
pectivas guias, os amnistiados Manocl Dionisio, Pi
Rodi iguesdos Santos, Francisco LopcsCastcllo-llran-
co e ElorencioileSoiiza.Expediram-se as precisas
ordens para que esses sentenciados fossem recebdos
a bordo do Guopta$$, e nelle seguisseni para o lu-
gar do seu destino.
DitoAoconta'dor da marinlia, ordenando que
mande recober do cnnimandaute do Cuapiass, para
ser oollooadona repartieflo a seu cargo,um retrato do
s. M. o Imperador.Hotcuninou-sc aosupramencio-
nado commandanto que pozeske orelerido busto
disposieflodo conladorda m.uinha.
Dito,\ administrador do correjo, exigndoque
declare com urgencia, por quem Ibrain levados e a
quem entregues os ollicios que, com data do 18 de
seseniluo c26 de outubro do anno ultimo, o relati-
vos a cxocuofio da le de eleicte, a presidencia ex-
padio a cmara municipal da villa do Cabo.
Dilos Ao juiz de paz da Muribeca e a cmara mu-
nicipal do Cabo, indagando, se cumpriram asobr-
gacOesque Ibes silo impostas pela le rcgulaincntar
de 19 de agosto de 1836; ordenando que, caso as nflo
tenham cumplido, deem os motivos dessa falta: e
determinando que, sob penada mais restricta res-
ponsabilidade, salisfacam essas obiigaces.
DEM DO DA 7.
OllicioAo commandante das armas, transmit-
tindo segunda va da guia do tcneiile-quartel-nies-
tre do 1. batalhflo de caladores, Americo Fcrnundes
daCunha.
DitoAo mesmo, scienlilicando-o da nomeacAo do
doutor Manoel Adriano da Silva Ponles para cirur-
giflo ajudantc do 1 batalhflo de cacadores.
Dito>o inspector da thesoiiraria das rendas pro-
vinciaes, ordenando que mande adiantar* mozos do
sold, inclusive o que corre, ao destacamento poli-
cial da comarca do Bonito.-- Pin ticpou-se ao com-
mandanle geral interino do corpo de polica
DitoAo commandante superior da guarda nacio-
nal do Brejo, declarando que, com exclusflo do ci-
* Conducta de Ires sacerdotes respeitaveis e virtuosos
deum modo t.lo inslito, o com tanto elastero, que
de alguma sorte este ultraje vai alTcctar o nosso res-
peitavele virtuoso prelado diocesano. Deixandode
anal ysar todos os periodos do supradito artigo, sA
merefiro aoseguinte: Um amigo nono da Parahiba
rita rerelaco), em cuja probidad muilo confiamo, n-
f rma-not agora que existe all um ptdre queaprega
do modo mais tolemne que o Sr. P Sobrtiralhe d:utra
em confianca que o tnico protector que elle Uvera no
concurto fra o itu dinhtiro, hbilmente dittribuido
por algum dot examinadores He at onde pdecbc-
gar a impudencia I Podia eu analysar palavra por pa-
lavra dcsle trecho ; mas a indignaeflo que ora me
oceupao peito, mo dispensa desse Irabalho, e so di-
go ao autor do communicado, que o desafio do mo-
do mais solemne, para que me aprsente esseseua-
migo, e esse padre, a quem eu tal disse: do contra-
rio, permita que Ihe diga que o nloacredilo;porque
o leudo por vil calumniador, e infame cmhus'eiro
Felizmenteo publico conhecc a illi'iada conducta dos
examinadores, os quaes foram os lllms. e Reveren-
dissimos Srs., conego Manoel da Costa Palmcra, an-
ciflo respeitavel, Dr. Joaquim Francisco do Fariaoo
padre meslre Joaquim Raphael da Silva, cujas virtu-
des so inenntestaveis, tros sacerdotes cheios do es-
pirito religioso, o tflo iniciros, que s o pensar em
soborno Ibes causa a maior indignaco e horror.
Quciram, Srs. Redactores, iuscrirestas lindas na
sua conecituada tolda; rogando-Idos eu o especial
favor dedizerem ao tal aulor do communicado que
nflo mais responder! as novas calumnias que elle
inventar; pelo que lites ser mujto grato o seu reve-
rente capellflo
O padre Manoel Joaquim Xavier Sobreira.
ra Bastos, Jos Joaquim do Paraizo, Johann i
Kladt, Jos Rsptista Gomes, Jos Goncalves da Fon-
te, JoslyBSsary.
Lino Jos da Silveira, Luiz Francisco de Mello San-
tos.
Manoel Riheiro Bastos, Hatltias de Aievedo Villa-
ronco, Manoel Jos dos Santos, Manool Caetaaol'-
reir de Mondones, Manoel Ignacio de Oliveira J-
nior, Manocl da Silva Passos, Manoel Francisco de
Souza Santos, Manoel Francisco da Silva Novaos, ma.
noel Vctor do Jess da Malta, Manoel Jos da Silva
Bastos, ManoebBaslos de Abren I ima, Manoel Fer-
reir Barboza, Manool Norberto Jorge Goncalves, Ma-
noel Joaquim Flix da Costa, Manocl deS Percira
Melchior Jos Comes, Manoel Pereira La mogo, M;gue
Carneiro Jnior, Manoel Mauricio dos SantosMeu-
>lonca, Miguel Jos Alvos, Manoel dos Santos, Manoel
Pereira de Carvalho, Manoel Jos Mntciro Braga
Manoel Joaquim Pascoal Ramos.
Nalhanirl Swifl.
R. L. Coller.
Sebastian Lopes Guimerfles, ScbasliSo Coellio Vi-
eira.
Thomaz de F'arias, Thomaz Antunes Jo Almei-
da,Thomas Rolhwell, Thomas C. Masn Tbomas
Heywood, Tbomas Garret, Thomaz de Aquino Fon-
seca Jnior.
Vicente Alves de Souza Carvalho, Vicente Fcr-
reira de Jess da Malta, Vicente Cardozo Avres;
I'nblicacAo a pedido.
ELEICAO
das pessoas que ho de festejar o glorioto Santo Amaro,
no anno de 18*7 (no dia 31 do corrente.)
ron ei.ehjai*.
Juiz
Olllm. Sr. Jos Gongalves Ferreira Costa.
Juiza
A Mima. Sra. D. Francisca Coelho Rastos Gomes.
EscrivSo
0 lllm. Sr. Sebastiilo Jos Gomes Penna.
Escriva
A lllnia Sra. l). Anna Machado Freir da Silva.
7'floue'ro
Olllm.Sr. Jos da Silva Ferreira.
Procuradores
Os lllms. Srs. VerissimoPoixotoSoares.
Manoel Pereira Lentos.
Joaquim Rodrigues Pinheiro.
Manoel Esteves do NascimcntoQuin-
teiro.
POR DEVO^Afl.
Juiz
O lllm. Sr. coinmendador Manoel Goncalves da Silva.
Kscriro.
O lllm. Sr. Antonio Jos de SaAraujo.
F.scrivda
A lllnia. Sra D. Maris Antonia da Cruz.
Juiz perpetuo
Jos Joaquim do Reg Barros.
Ileroto
Antonio Jos Gomes do Goireio.
M0RD0M0S
Anlonio de Aquino Fonseca, Antonio Jos Leal
Res, Antonio Jos Vieira deAraujo, Anlonio Jos do
Araujo, Antonio Muniz Machado, Antonio LeitePita
Ortigiieira.Anlonio Augusto da Cmara Costa Rodri-
gues Selle, Anlonio Machado Comes da Silva,Antonio
Alves Barboza, Antonio Bernardo Rodrigues Selle,
Antonio Jos Anlunes, Antonio Joaquim de Faria J-
nior, Antonio Jos da Costa Arantes, Alfonso Hono-
rato Bastos, Adolpbo Schmidlh Alfredo W||ars,
Alfredo Youle, Augusto Muniz Machado, Alexandrc
Coelho Messeder, Antonio Francisco Bandeira J-
nior, deseinbargador Antonio Joaquim deSequoira,
Anlonio do Azevedo Villarouco, Antonio Jos dos
Santos Draga, Anlonio Maya da Silva, Antonio Fran-
cisco Pereira Jnior, Antonio da Cunda Soares Coi-
ma rflc.s.
llernnrdo de Oliveira Mello, liento Candido de Mo-
raes, Benjamim Tuokncss, Rento JosTavcira, Ber-
nardo Cardozo Avos, llernardino Mayada Silva
CaetanodoRego Toscano, Claudin Jos Pereira
Xisto Vieira Coelho.
COMMERCIO.
Alfandega.
REND1MENT0D0DFA19.......t0:*29
DBSCARREGAM MOJE 20.
Brigue.S.-Oomnoo*~cebolas.
BrigucAnn-Johnston -bacalho.
BrigucCynthiaidem.
BrigueyAn-ferro, alcalrio e pixe.
BrigueSultana -mercadorias.
Brigue- -Vestalidem.
BarcaBella-Pernambucanaidem.
JMPORTACAO.
Patacho americano Eagle, entrado no dia 19 do
corrente, vindo de Salem, manifestou o seguinle
58 caixas algodfleszinhos azues, 5 ditas fazendas de
algodflo riscado,5 fardos algodoeszindos lisos pardos,
30 ditos de riscados, 50 barris banha de porco, 30
caixas chapeos de palha, 50 saceos pimenta da India
30 caixas canda, 250 caixinhas cha, H fardos al-
godeszinhos lisos, 8 caixas algodeszinhos lisos do
cores, Sbarriscravo da India, 9 caixas algodeszi-
nhos trancados de cores, 230 barris farinha do trigo,
4 caixinhas fumo, 5 caixas riscados, 1 dita lencos de
algodflo, 9 ditas lencos pretos de seda, 20 fardos il-
godeszinhos lisos riscados, 5 ditos ditos pardos, 7.'.
pacotesdefioda India, 800 ps de laboado; al.uiz
Comes Ferreira ct C.

Consulado.
RENDIMENTO DO'DIA 19.
,;era!- .-,........... 3:537,126
Provincial........... 1:067,419
Diversas provincias ....... 228,6*x
___________ 4:833,193
Pacheco, Careos lloingdestre, Carlos Asllov, Carlos
Vaugban, Carlos Deppcrmann, Claudio Cox".
Domingos Alves Malheus, Duarte Valeriano Madail,
Diogo llunter, Diogo Taylor, Diogo Arkwright, Dio-
go Ducan, Dellino dos Alijos Teixcira Ribeiro.
Elias Ignariode Oliveira, Eduardo Hughes, Eduar-
do Wyatt, Eduardo Broad.
Francisco de llorja Ccraldes, Francisco Vicente
dos Santos, Francisco de Souza Travasso, Francisco
Xavier Pires, Fredurico Arkwright. Frederico Gu-
Iherme Sniilh, Filippe Turby Filippe Neauthan,
Francisco Edlemann, F'ranciscb Jos Pereira Braga,
Fernandos Jos Braguez
Moviiiieiilo do Torio.
Ciiilderme da Silva Guimarfles, Cuilbermc Reyd,
iuHhermo Proderico de Souza Carvalho, Guilberme
lackson, Guilhertne Sowthall, Guilhornie Gurlet
iuilherme Uauch, Cerard Robinson, Comer Evam
eorgo Chadwick George Ncsbitt, Germano llobn
llenrique Low, Henrique Stepple, llenrique Ce
ard, Hypolite Gadaulh, llenrique'Coopper, Hilari
/Vatios entrados no dia 19.
Aracaly; 14 das sumaca brasileira S.-Antonio-ile-
Padua, de 76 toneladas, capitflo Manoel Jos lli-
beiro, equipagcm 9 carga couros esola ; a Luiz
Jorges do (.erqueira Passageiro, Jos Goncalves
\ alele, Brasileiro.
Maranhflo; 13 das, brigue-escuna brasileiro Laura,
00 163 toneladas, capitflo Anlonio Ferreira da Sil-
va Santos, equipagem 15, carga gneros do paiz;
a Novaos & Gompanbia. Passageiros, Joflo Mendos
de Alenla, Joflo Climaco Lobato, Jos Antonio de
Lima,com sua senbora, Domingos Jos deLima,
comsuasenhora, 2 lilhos monores c 4 escravos a
entregar.
jto-de-Janeiro; 27dias, brigue sueco Helena de
242 toneladas, capitflo J. II. Knoll, equipagem 13,
em lastro; a N. O llieber & Companhia.
Navios sabidos no mesmo dia.
Trieste; barca austraca Perattina, capitflo M. Siro-
vich, carga assucar.
Babia; brigue inglez Diana, capitflo W. Greig, carga
a mesma que trouxe.
Falmulh; brigue inglez Mary-Houmell, capitilo John
Bakec, carga assucar. :
Philadelphia; barga americana Natarre, capitflo Ja-
mes Viak N carga assucar.
Kdiiaes.
Secada um des es fados fosse contemplado com< dadflo Manuel Cela.,., de Medeiros a quem filia F
pausa pelo gabinete de S. || nflo necossilaria tomar idade precisa para ofllcial da guarda nacional, foram C
consellio senflo do seus mais vitaos intoi esses para approvados todos os outros contemplados na ropos- \h
Coi resjjoiidiicia.
Slieppard.
Ignacio Nunes Corroa.
Jos Joaquim da Silva Maya, Jos Joaquim de
Freitas Guimarfles, Dr. Jeronymo Cabral Ranozo da
'lamara, Jos Teixcira Bastos, Joflo Jos da Costa
-inpladosna propos-l ,-ein10S. Jn E- RoberU, Joflo Marriolt, Joflo Filip-
la para o esquadrflo docavallaria daquellcniunici-llle "osSal,,os, Joflo Luiz Pereira Lima, Joflo Cowie,
pi. I Joflo Pedro de Jess da Malta, Joflo Manocl de Jess
da Malta, Joflo da Costa L'ynne, Joflo Bapttista Las-
sary, Joflo Carlos Augusto da Silva, Joflo Maria do Al-
buquerque e Oliveira, Joaquim de Oliveira Maya J-
nior, Joaquim Pereira Rozas, Joaquim dos Santos
Nunes Lima, Joaquim Bernardo da Cunlta, Joaquim
Anlonio Carneiro, Joaquim Maria Ribeiro do Andra-
dc, Joaquim Cardozo Ayres, Joaquim da Rocha Car-
valho, Joaquim Lopes do Aducida, Joaquim Fran-
cisco Torres, Jos Podro Jorge Goncalves, Jos de A-
quino Fonseca, Jos Joaquim do Miranda, Jos Eu-
genio da Costa Paiva, Jos de Oliveira Mello, Jos
Ferreira de Mallos, Jos Pudro Morcira, Jos Fran-
ciscb Dias, Jos Joaquim da Silva, Jos Luiz Pereira
Lima, Jos da Silva Campos, Joso Duartedas Noves,
Jos l.uiz da Silva, Jos Ignacio Bonto da Layla, Jo-
s Antonio de Araujo, Jos de Azevedo Andrade, Jo-
'-Souza Galvo.
Simes, Jos
Ayres, Jos da
Srs. Redactores.-Sem ter costume de ler peridi-
cos, muilo principalmente hoie que a desenfreada li-
cenga de cscrever tem chogado ao ponto de so nflo
respeitar nein mesmo as cousas mais sagradas, ca-
sualmente veio-mes mflos o n. 68 de um papeluxo,
que se intitula \a*areno, e ao passarpor elle os olbosj
depaiei com um nrtigoque tem por thoma estas pa -
lavrasdoevangcllio Nihil etl ocultum,quod nonre-
reletur:peusei que fosse o lal arligo tima explicacilo
religiosa do evangelho; masqualtbi a ininbaadmi-
raeflo, quando encontrei a mais revoltanle calum-
oa que se poda estampar no espirito do publico! O s Joaquim Anlunes, Jos Elgino de S
insulto maior que se pode ratera honra, a probida- Jos AgosAinho de Macedo, Jos ias!
TJ.^1 -J h?m,n1.'nenos neumtico se dei-t Ignacio Gomes Jnior, Jos Cardozo Avres
xana poaaurda maior indignacBo,vendo mancbar-se' Rocha Pamnbos, Jos Mendes de Freils) Jos feixe gan
llodrign Theodoro de Freitas, cavall-iro da ordem deS.-
llento de Aris, condecorado com a medalha da Ilutan-
raido da llahia, capitilo de fragata da armada nocio-
nal e imperial, inspector interino do arterial de ma-
rmha e capttdo do porto desta provincia de Pernam-
buco, por S. M. o I. que Dos guarde, etc.
F'az constar a quem ennvier que,em observancia rio
imperial aviso de 10 de outubro ultimo, estilo sub-
jcitas ao pagamento do imposto animal de 4,800 rs.,
na Horma do arligo 27 do regulamento de 15 do ju-
nlio de 1814, todas as nmbarcacOcs enipregada no
trafico do porto e rios navogaveis desta provincia ; o
que, em consequencia, nflo poderflo continuar nesso
servico aquellas que antes da data deste obliveram
hcencas aiinuacs desta capitana para nclle se eni-
pregarem, sem que apresentem conbecimento de ta-
Jflo da recebedona desta provincia do pagamento
desse imposto relativo ao corrento exercicio: Ocando
por esta sorto sustadas por emquanlo as mesnias li-
cen^as.
Faz sabor mais, para esclarecmenlo, queasrerc-
ndas embarcacOis subjeitas a esse imposto sflo pelo
dito regulamento as lanchas, cscaleres, boles, ca-
lalas, jangadas, canoas e ootras embarracoes de
qualqiier forma e denominaefio que nflo navegarem
roa das barras, sealuguem eandeni a riele, e ent-
preguem-seem servico de transporte de gneros, a
oxeepeflo do canoas empregadas em servico particu-
lar dosdonos dolas, e as que se empregarem as
pescaras, anda que estas nflosejam constantes; as
jangadas c quaesquer embarcacOes destinadas e em-
pregadas exclusivamente as pescaras; easenibar-
cagOos pertencontes ao servico e costeio das caieiras,
cortumes, olarias c outros eslabelecimentos de in-
dustria fabril ou rural de que izerem parto inte-


HHOH
*-*.
\ V
Capitana do porto de l'ernamboco, lude Janeiro
i,8'6' llodrigo Tlieodoro de 1-reilat,
Capitflo do pinto.
Dcclaracoes.
neordem doSr. coronel pagador militar desta
"neia.eemvirtude doofliciodo Exm. Sr. presi-
Uin de 1S do corrento, se faz publico que cm o dia
'. evdpste mezao moio-dia, e porta dcsta repar-
\ 'o s proceder arrematado, em hasta publica,
k sobras dos gneros que acaba m de chegar do
r,.*iJioda ilha de Fernando no brigue Competidor,
sientes no arsenal de guerra,nde os concurrentes,
fn 'reanlo, pode* dirigir-sc, *0 caso de, pretende-
nm examinar sua quanlidade e qualidade I aga-
lla militar de Pernambuco, lo de janeirode 1847.
_ O escrivfo, Joaquim Marinho CaraicanU de Albu-
''""'oabaixo assigna4a> encfVegadodo lanqamento
la decima dos predios urbanos do bairro de Santo-
' ntonin, participa aos nquilinos das casas e pro-
n otarios do dito bairro, que, no da 15 do crrante
mez dar principio a collecta da mesma decima,
principiando pela ra da Cadeia:
m msmos que tenham prompt
e por isso
tos os seas
previne
ans mesmos que = recibo
nira a vista dos mesmos poder fazer o referido lan-
,'imenlo.deconforinidadecom o artigo 10 l. do
o i'doregulamentode 16 do abril de 1842. -
Mesa de rendas internas provinciaes, 13 de Janeiro
ile 1847. <> 1. escriturario, Joto Ignacio do Ri-
Ia- _________
BRUJANTE PRKSEPIO
NO
TheH.tro publico.
HOJE, 20 DE JANEIRO,
SE HF.N1ESKNT4RAO OS SEOUINERS DRAMAS.
1 par*.
O FIAT LUX.
Ser ornado com todos os seus coros e arias, com
intervallo da danca,
A JACOCBMl ESCUCSZA.
2. parle.
0 muito applaudido drama
AMORTE DE AREL.
Intervallo de danca,
O yUlHTUTO CIII*PZ.
Segue-se a mu engracada
MASIIURCA
3.' parle.
O drama das pastoras com todas as guas arias, o o
da velha, lindando com a vistosa contradanza dos ar-
cos.
HBBB
l VSOS
martimos.
SOCIEDADK NOVA-NATALICIA.
O thesooreiro da mesma convida aos Srs. socio?
a comnarecerem na casa da sua residencia, na
larga do Rozario, toja de odrives, n. 38, para rc-
ceberem seusbilbeles para a representaeflo do dia
21 dn crrante; sendo a representaclo dos Rois com
adegolaclo dos Innocentes: das 8 horas do dia em
diantc.
Aula de Navegado.
AgostinhoFernandes Catanho de Vasconcellos,pri-
meiro piloto pela academia imperial dosguardas-
marinhas, contina a ensinar nayegacao pratica e
theorica, na ra Direita n. 91, prmeiro andar.
Qucm precisar de um destilador de ago'arden-
Roga-sc a qualquer pessoa, o quem
fr olFerecido um casal de gneos bran-
cos, ingleics, que furtaram do silio onde
mora S. P. Jolinston, na ponte d'Uchu,
na noile de 18 para 19 do torrente, de os
levar a ra da Senzala-ova, n./ja onde
receber.i tos'uuo de gralilicacao : a mes-
mo se olTerecea quem desrobrir o ladnio.
Precisa-se do um caixeiro para loja de ferragens,
que tenhn principios della 011 dcstes chegadoa de
prximo do Porto, eque lonbasido caixciroem al-
te, que est acostumado ao trab.lho segundo o svs- K"mestabelecmento, saliendo loro cscrever solTri-
tema moderno annuncie volmente: na ra da Cadeia do Recite, n. 4*. M mes-
Pracisa-se'de dous prendiics para marcena-, malo<> vende-se solado Aracaty pelles decabrae
Para o Rio-Grande-do-Sul seguq, impreteri-
vclmente no dia 25 do crrante o brique Competi-
dor ; recebe nicamente passageiros e escravos a
frelo para o que trata-se com Comes & Irnilfo na
na de Apollo, n.2.
= Para o Rio-de-Janeiro seguir breve o velc-
robrlgue lltlitario, o qual pode ainda receber al-
guma carga, escravos c passageiros para o que tra-
fa-sccom Amorim Irmflos na ra da Cadeia n. 45,
ou com o capitflo a bordo,
Para Lisboa segu viagem, com a maior brevi-
dade possivel, a barca portugueza Tejo, capitflo Sil-
verio Manoel dos Reis : quom na mesma quizer car-
regar ou ir de passagem para o que tem excellcnles
commodos, dirija-se aos consignatarios, Oliveira
Irmflos & Companhia ra da Cruz, n. 9.
Vende-se urna barcacn de loto de24caixas, no-
va, bem construida c muito vcleira; e tambem se fre-
a para qualquer porto do Norte ou Sul : na ra das
Irinclieiras, casa, n. 19.
Para o Aracaty sabe, com muita brevidade ,
a sumaca Carila, mestre c dono Jos Gon-
calves Simas, por ler a maior parte de sua
carga prompta quem na mesma quizer carregar nu
ir de passagem, cntenda-se com o dito mestre, ou
com Loiz Jos de Sa Araujo, na ra da Cruz, t. 26.
Lciles.
Christophers & Donaldson farflo leilfio, por in-
tcrvenciio do corretor Olivcira de.uma linda col-
leccSo de pinturas a oleo, com riqusimas moldu-
ras, copias dos mais abalisadosaulores conbecidos,
c juntamente afamados, bem como de multas estam-
pas linissimas executadas pelos mais delicados bu-
ris, ludo proprio para o mais bullante adorno de
alas dos amadores das bellas artes: sexta fe ira, 22
do coi rente as 10 horas"da manha na casa de sua
residencia ra da Alfandcga-Velha.
I.uii Bruguire far leilflo, por inlervencflo do
corretor Oliveira, de boa porcao de brins, casimiras,
pannos, cassas, setins, ciscados, muito calcado para
senhora c homem, e muitas outras fazendas que ven-
der pelo maior preco, por ser para liquuiacocs :
hojo ,20 do crrante mez as 10 horas da manliSa,
nosenarmazem, ra da Cruz...... ..,.
George Kenworlhy & C. rarflo le.lflp, por inler-
vencilo do corretor Oliveira, de muitas chitas, e ma-
dapolOes avariados, por conta c risco do quem per-
loncer, o bem assim de muitas fazendas nglezas de
lei, o prop as desto mercado: quinla-fcira, 21 do
crrante, as 10 horas da manhfla, no seu armazem,
nU Leiflo que pretende fazer Jos Fernandes Eiras ,
de aletria talharim e passas : sexta-feira, 22 do cr-
rante no caes d Alfandega, ao pe do
Antonio Aunes.
prendizes para
ria, de 12 auno para cima: no Alerro-da-Roa-vis-
ta, n. 91, casa do fabricante de orgSos o realejos.
Precisa-se de um caixeiro de I)oa conducta para
padaria : na ra Direita, padaria, n.82.
LOTEKIA
DA MATRIZ
DA C1DADE DA VICTORIA.
6:000,^000 de rs.
As rodas dcsta lotera teem o scu impreterivcl an-
damento no dia 29 do crrante mez, no consistorio
da igreja da Conceicflo do militares, ainda que al-
guns poucos bilheles (quem por vender. O resto
dcstes deve ser procurado no bairro do Recife ,
as lojas de cambio dos Srs. Manoel Comes eVieira;
no de Santo-Antonio, na loja do thesoureiro Anto-
nio da Silva Gusmifo, e na botica do Sr. Moreira
Marques, na ra doGabug.
Oabaixo assignado faz scienle as pessoas que
Ihc teem fallado para a educarlo de seus lilhos, que a
abertura de sua aula de primeirasleltras, Intime
francez he no dia.l." de feverciro, na ra doQuei-
mado, n. 37.
O padre Joo Jo$i da Cotia Ribeiro.
Quem tiver um menino o lhe falte ama
do leile, procure na travessa do Dique, o becco
do Marisco, n. 12, que achara quem se encarregue
desuacriaQflo.com a condicSo do ser mesmoem a
referida casa dita enaguo, c nflo para ir criar fra.
Est-se em ajuste para se comprar a venda n.
8, sita na travessa dos Martyrios, confronte a igreja,
perlencente a Jos dos Santos Souza o que se a-
visa ao commercio : e roga-se a toda a pessoa que
se julgar com direito para que dita venda nflo le-
uda lugar, haja de declarar por estes tres dias depois
da puhlieagflodesle, lindos os quaes se fixar o ne-
gocio.
Hoje, 20 do corrento, depois da audiencia c
peranteoSr. doutor juiz do civel da segunda yara
destacidade.se ha doarrematar a quem mais der,
por venda, I sobrado de 2 andares e solflo, em chaos
proprios, sito na ra do Queimado, n. 24 : os lici-
tantes comparecain no dia aprazado, por ser a ulti-
ma praca. ... ,
Extrav'aram-se, do tabolenode miudezas que
andava vendendo urna preta ,2 pares de fronhas de
lavarinto para travesseiros pequeos tendo lava-
1 into as ponas um par Teito de esporas e1 oulro
par de urna trepadeira urna dellas tem una los li-
rados no corpo da fronha sendo todas do bretanha
fina roga-se a quem as tiver, ou a quem forem
offerecidas, de levar a ra do Rozario da Roa-\ ista
sobrado n- 32, que sera gratificado.
__ Permitte-se a qualquer individuo o lirar ma-
deiras e erragens nos restos da barca Noca-Aurora,
cncalhada na Cora-dos-Passarinhos
O bacharel Angelo Henriques da Silva advoga
nocrimee civel : pode ser procurado na ru
las, n. 22, primeiro andar.
Joo da Costa Palma julga dever declarar ao pu-
blico, para esclarecimento da verdade, e afim de des-
vanecer a impressAo que no animo de alguem te-
nham porvenlura feito os embustes com que os seus
gratuitos inimigos o teem procurado desacreditar,
que no anno de 1844 a 1845, em que ello servio como
cscrivaoem a mesa da irmandade de S -Benedicto ,
erecta no convento de S. Antonio do Recife, ficaram
em divida para com a mesma irmandade :
O lliesoureiro Antonio Marque de Carvalho,
em.............8*>520
O procurador do patrimonio, Luiz da Motta,
em.........'.'.' ,23770
O procurador de S.-Antonio, Flix decanta-
ba m....... 49,000
O "procurador deS Fr. Pedro Goncalves, Ma-
noel Marcellino de Lima, em .... 169,000
426,290
referida
Oque ludo prefaz a quantia do .
da qual ainda se nflo acha indemnisada a
irmandade.
.Na ra da Praia de S.-Rita n 25, aluga-se
urna ama que cozinha cose toda a qualidade de cos-
turas o engomma, ludo com perfeicflo.
__OSr. Luiz Pereirados Santo tem urna carta
na ra da Cruz, n. 43.
Jos dos Santos Souza declara ao publico que,
por haver oulro de igual nomc de hoje cm dtante se
assignar Jos dos Santos Souza Lina.
-- Braz Florentino Henriques do Souza, cstudante
do secundo anno do curso jurdico ensina parti-
cularmente philosophia, rhetonca, geograph,a ^e
francez: quem de scu preatimo se qi ze rul ilisar
dirija-se a casa de sua residencia, na ra do Quei-
mado n 42. Drimeiro andar.
m--.Quer-se comprar partes da casa terrea da ra
doLivramenlo,n.10: quem se julgar com d.ra.to
annuncie, no prazo de 3 das. nonlinr mes.
Da-so dinheiro a premio com penhores mes
fflocm pequeasquantias na ra do ngel, n. II.
prcc.sa-se de um caixeiro pequeo para venda.
urna casa de pouca familia, qucsa.ba comprai
nhar, emsaboar e engommar:
bozerros ,por preco muito commodo
O major Antonio Bernardes do Azeveilo Baptis-
la, morador em sua fazenda Libcrdade cabceeiras
de Paja comarca de Flores avisa a um pardo, de
nome Pedro Lula, que esteve em sua companhia 2
para 3annos, que procuro dous hois o urna varea
que existem om sua fazenda, os quaes o mencionado
rteixou quando se retirou para a ciliado do Penedo ;
ficando certoqueodito major nflo so responsabilisa
pela fuga dos mesmos.
Retalha-so o terreno do becco das Barroiras,
que foi de liento do Barros Falcflo cm terrenos de
30 palmos de frente e mais de 500 de fundo : a tra-
tar na ra da S.-Cruz 0. 66.
Domingos da Fonscca Suzano, subdito portu-
gus, retira-se para fra da provincia.
--Oabaixo assignado avisa ao respeitave! publi-
co que niuguein contrate com I). Francisca Mara de
Carvalho e S, viuva que foi de Antonio Jos Pereira
deS.ou com seu marido, Domingos Jos Dias de
Oliveira a respeito de beus alguns qur movis',
3ur de raz ; porque, estando ella na posse dos bous
eixados por scu finado pai, Jos Zacaras do Carva-
lho at ao presente nflo concluio o inventario a que
deu principio ror ser chamada ao juizo pelo atwi-
xo assignado. Antonio Jote Zacaras de Carcalho.
Precisa-se alugar urna escrava que cozinhe e
engommc, e um inoleque do 10 a 14 annos : no lar-
go do Terco, n. 16.
Aluga-se una casa na ra da Alegra, n. 42,
com bastantes commodo*, por preco mdico: a
tratar na ra da Aurora, n 44.
Hoje, 20 do crrante perante o juiz da se-
Djnda vara do civel, cscrivflo Santos, na casa da
audiencia, depois desta, ter lugar a arrematadlo
da armaeflo e fazendas penboradas a I). Mana Joaqui-
na de Oliveira: os prclendentes comparccam.que he
a ultima piara. .
-- A padaria da ra dos Pires n. 44, ao pe da cai-
xa da agoa contina a trabalhar com as melhoras
farinhas do mercado: por issoavisa-se aos freguezes
que quizercni mandar compiar nflo bolacha l.is-
coulo, doce de bandejas e bolos sevados que ludo
acharflo o melhor possivel.
Antonia Francisca de Albuqucrque Monteiro
viuva de Manoel Bernardino Monteiro faz scienle
a todos os seus credures que esta procedendo a in-
ventario do bens do scu casal pelo juizo do civel da
segunda vara escrivSo Souza ; assim como que es-
t diligenciando a venda de scu sitio, afim de poder
pagar aos mesmos credores e evitar quesloes litigio-
sas e despezas de custas. Concluida que seja a referida
venda, participar aos ditos credores para receheren
os seus dbitos, com ordem do juizo respectivo.
__ Furtaram de dentro da gaveta de
urna commoda, no sobrado n. 66 da ra
de Hortas, as seguales pecas de onro ; 1
cordo grosso, com seis palmos, pesando
iQoitavas ; nina cacolcta lavrada e esmal-
tada ; 1 annel de abracos ; :i 'Utos com
diamante 5 a ditos pequeos, sendo um
delles de cravaco, porm sem pedale 1
alfinelegrande, desenlila, com um dia-
mante c esmalte: roga-se, porlanto.a
qualquer pessoa a quem for ollerecida
qualquer das ditas pecas, de as apprcbcn-
der e mandar participar em dila casa; as-
sim como a quem de tal roiibo tiver no-
ticia participa-lo, pois se proinettc guar-
dar segredo: emesmo sralguma pessoa
Kouver empenbado lodo, ou mesn.o al-
Bnm, se llic satisfar o importe do que
houver d do, c se llie ficar obng*do.
Na cocheira do becco da ra la Cadeia de
S-Antonio, por detrs da casa do hr'Jo-
s .Narciso Camello, alugam-se cavallos,
de boje cm diantc, e tambem se tratam :
os prclendentes poderfio dirigir-so a mencionada
cocheira que serfloservidosimmediatamantc.
Alugain-sc os segundo c lerceiro andares da
casan.l7daruadoCollcgio.com commodos para
familia : a tratar na ra do Vigano, n. 5, primeiro
andar. .,
Aluga-se a prensa 011 armazem n. /, o no
largo da Assembia, no Forte-do-Mattos que, alten
de servir para acondicionan) enlode algodflo tam-
bem be pronrio para um bom armazem de recollier
farinha, virihos, madoiras e mais gneros de estiva :
a tratar na ra do Vigano, n 5, primeiro andar.
Aluga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, com opt mose mullo asseados
- 0 padre Manoel Thomaz da Silva se oflereceaos
habitantes do centro da provincia para dar a aeu..
lilhos educaeflo Iliteraria c religiosa, ":ori,m, 5;L
tescm casa dn annunciantc na Camboa-do-carm",
sobrado de dous andares, n. 1. .__.
Rento Luiz da Cama o Moli ens.na pnmmras
lettias. grammatica portugueza, arilhmetica prain a,
para o que tambem aecit.vpenaionistase meios-pcn-
sionistas : na ra do Queimado, n. n, onde tem ana
O solicitador Jc-sc Jnaquim FerraiW Baen"
Taz seicnto ao publico e especialmente aos seus con. -
tituinles, que mudoii a sua residencia para a ra es
treita do Rozario 11. 31, lerceiro andar.
Fabrica de chapeos
seo-Publico, 11. U
un,
r
Jolo Loubet adverle ans seus freguezes que
queiram desenganar-se por urna vez sobra os
objectosahaixo declarados, tanto em preco
como em qualidade : tem nesla occasiflo um rico
sorlimento de chapeos do sol furia-cores e pralos
com barra lavrada os mais modernos que teem
apparecido neste mercado, do igual sorlimento ; e
tambem chapeos do sol, de panninho do todas as
corase ultimo gosto da rainha da Escocia; e parn
scnliorasuin completo sorlimento dos mesmos, 00
todas as cores pois seus gostos sflo la ultima mo-
da de Paria. No mesmo estabelecimonto se acha um
completo sorlimento de sedas e paniiinlios do todas
as cores, proprios para toda e qualquer obra que se
quizer fazer pois que sflo proprios para esse I1111.
Tambem se coneertam chapeos de sol, tanto de lio-
niem como do senhora, com toda a porftlco, por
preco commodo, e com a maior brevi.lade possivel.
Na mesma fabrica lanibem se venden) baleas para
spartilhos e vestido.
As pessoas que qui/.erem l'azer sorvetes na Tes-
ta de Santo-Amaro, acharflo sempre gelo a venda na
ra da Cadeia, n. 15, loja de Roiirgard.
-0 Dr. Joflo Baptista (:asanova,subdito francez,va 1
cidade da Babia.
Compras.
Compram-so obras de ouro c piala anda
mesmo quebradas e velha : na ra do Rangel, n. 11.
Compram-se 600 lijlos de cacimba, ou mil ,
para roda de 6 palmos : quem tiver annuncie.
Compram-se 3 ou 4 pretos olliciacs de sapatei-
ro ; sendo de bonitas figuras, pagam-se bem : na na
da Concordia pausando a pontezinha a direita ,
segunda casa terrea. .
Compra-se urna escrava que saiba coznnar
e engommar, nflo excedendo o seu prec.o a mais de
400 000 rs., a troco de urna lettra a vencer a (> me-
zes', aceita por pessoa segura que possue dous pre-
dios nesla praca livres : quem tiver annuncie.
- Compra-se urna preta de nacflo, de 28 a an-
nos pouco mais ou menos na Itoa-Vista, na Velha,
n. 22.
V cufias.
cozi
dando-se-lheosusteti-
T'SEZXSaTSSm o ajusie: atrs da na
ri'z da Boa-Vista, casa n. 19, se dija quem quer.
_ Pr,risa-scde um homem de boa conducta, sen
0 11. 149 sahe hojo a tarde com os artigos seguin-
tcs : um sobre o insulto feito pelos Americano-In-
glczeg ao governo brasileiro no Rio-de-Janeiro; --
oulro, tratando das recommendacfle feitas daqui
para o Rio para a distribuieflo das gracas o seu resul-
tado. DecisOes sobre eleicoes. --Negocios de Ta-
quaretinga, da Boa-Visla, &c.
Vende-se na praca da Independencia ns. tes.
Quem annunciou querer lijlos de cacimba
para roda de 6 palmos, dirija-sc a ra do Cotovctlo,
piimcira olaria depois do becco das Barreiras.
Antonio da Silva Jnior tem autonsado ao Sr.
Francisco de Lemos Duarte a receber suas dividas.
- Precisa-se de um homem ac noa eouuuu.n, sem
familia, q" tenha pratica o intelligeuc.a, para, admi-
nWra? ou arrendar uina padaria, a qual esta he ni
situada e bem frefueMda.jjo aeu fono faz _qu,
quer dos
tfStie doces de differantes qualidade
bem afreguezada, poja seu MMmvm*:
; dous negocios, por nflo a poder administrar,
de sua? molestias: a quem convier qua-
?.i .u-crorios. diriia-se a venda n. 1, na
des,e podins; ludo com a maior perfeicflo e
' Pr ^Zo d0rmen .orsPqUe I o foram confiados.
Tt*j*^J ruados boTn. 36 onde Ja se achan. promp- mesu-
commodo do que em outra_ oealqoer
sa : na ra do Sebo, n. 36, onue
tas muitas qualidades de doces,
- Vondcm-se diversas fcrramenlas para ourlvos,
em muito bom estado e por diminuto preco: na ra
da Gloria, 11. 87.
Vendem-se roquetes para padres, por pico
commodo : na praca da In.lependencia n. 19.
Ya loja nova da ra do Que
infido, n. 11,
de fUvmiiiwlo Carlos Leile. se
acliam mantas de seda, das mais
modernas que lia, muito baratas ;
assim como chales de seda, e
desde la c seda; chapeos de sol
d'hastesde ac, e o novo algodo
dobrado americano, proprio para
saceos, &c., a MO rs. a vara.
Vende-so una preta de 25 annos.que cozinba.en-
gomma, lava, compra na ra o he muito humilde;
urna cabra de 25 anuos, que lavaroupa e faz todo ser-
vico de una casa : no largo lo Forte-do-Mattos, n. .
-*- Vendem se galoes de uro
e piala, finos, largos c estreitos ; e
compram-se dragone usadas de
offieiaes de prime ira e segunda l-
tiha : na ra Nova, n. 2, primen
ro andar.
Vcndcm-se, na livraria da ruado Crespo, n. 11,
os seguinles livros por barato preco: diccionarios
classieos, cm bom estado, por 5,000 rs.; melhodo
do piano cncadernado, por 6,000 rs. urna proso-
dia, em bom estado, por 4,000 rs. ; um diccionario do
Horaea 4.' edORo, por 18,i)00 rs. ; diccionarios por-
mesmo sobrado a qualquer hora. 2,400 i>. J-----A.......,_.
- Prccia-icde dous laviadoies ; em casa do doura- I
dor, ou rabiicante de candiclros de gai na ra Ho-
* -'j. P. Adour& C. embarcam para oRio-Crande-
do-Sul o seu escravo prelo, de nomo Manoel.
- O coronel Joflo Jos de Sales, morador na Par-
iiahiba. faz saber ao Senlior Ser.ho.inho Anloiiio
Pereira da Silva que, no dia 6 de dezembro de 1846,
al e eoo seu prezado pai, Luiz Carlos Pcre.ra; por
issoroga-lhcqucirair ou mandar receber una es-
cravos qdo o dito fallecido llie dencou.
- OSr. Senhorinlio Antonio Pereira da Silva tem
urna paita na ra do Amorim n. 17.
i O padre Leonardo Antuncs Meira Henriques,
hicharel em direito, adv..ga no civel e enme e en-
sh J icul.rmenlctheologia : pode ser procurado
. I .i,s rri.7os n. 18, primeiro andar.
n^UN.ua argado Rozario, n. 48, segundo an-
d.7 contiiua-beaensinarprimeiraslcllras, latim e
O professor promette desvelar-, no ad.an-
geomc-
das 6 at'as 8 huras a noile.
2 400 rs. ; D. Qusolo de Lamancba, o.to volumes,
por 7,000 rs ; cartas de Echo a Narciso encadernadas,
por 8,000 rs. : o Fi.leralista tradundo lo inglez, tres
lolun es, por 2,000 rs.; instit.ncOes oratorias de M.
F. Quinliliano, por 2,000 rs ; diccionarios das des-
cobertas, en, francez, 17 volumes. por 6,000 rh. ; ,
outros inultos livros porluguezes o francezes, poi
mui commodo proco. _j.j
-Vende-se, na ra de Apollo.no segundo andar
da propriedade n 27, capsulas de gelatina com bal-
samo de copaiva; ditas com dito e cupebas em no; d.-
tas com dito o gomma-kinno; ditas com oleo do liga-
do do bacalhao' .
Vende-so a venda da ra da Cadeia do Rec te ,
n. 1, com fundos a volitado docomprador, a dinhei-
ro ou a prazo : a tratar com Jos Goncalves Torres.
Vendem-se bichas grandes e tambem se alu-
gam, por preco commodo no Alcrro-da-B6-\ isla,
na primeira venda ao peda ponle, n. 2. .
Vendein-se bi-Terro daiiceies de Sanies, an
superior qualidade os melhorcs que leeni vindo a
osle mercado, por atacado ou mesmo era duzlas,
vontade dos compradores por mais barato praco 1
que em outra qualquer parte ; na ra 'la Cr, n.w.


pe
A
Vendc-se sal em grandes e pequeas porpes :
na ra da Moeda, armazem n. 7.
Vendem-se 30 acgOos da companhia de Bebe-
ribe, no valor de 70 por ecuto : nesta typographia
se dir quem vende.
i\a loja de Guimares Se-
ra fim & Companhia, c nlrontc
ao arco de S -Amonio, n. 5, ven
dem-se lencos de vapor, de pa-
dres modernos, pelo barato pre-
go de 480 rs, cada um ; lencos
francezes de cores finas e fixas ,
fingindo seda a 480 rs. cada um;
brim escuro franca trasigado,de
puro linlio, a 720 rs. a vara.
-- Vende-so superior fumoem folha para charu-
to : noarmazem do Das Ferreira defronto do caes
da Alfandega a tratar com Silva & Grillo.
M Vende-sc o sobrado de 3 andares c sotflo
n 15, da ra de Apollo, o qual he muito
bem repartido e lem cozinha em todos os
andares por prego bastante commodo:na ra da
da Cadeia do Recite, loja do cambio do Sr. Vicira.
Fofassa da Itussia.
Vende-se a bem contienda e superior
potassa da Htissia, chegadd ltimamente,
no armazem de Rothe & Bidoulac, ra do
Vigario, n. a.
Vende-se cal virgem de Lisboa, em caixas e
barricas, chegada ltimamente : no escriptorio de
Francisco Severianno Rabelioft Filho.
Vende-se fumo em folha, chegado ha poucos
dias da baha de superior qualidade por prego
commodo: noarmazem de Fernando Jos raguez,
ao pedo arco da Conceigao do Recife.
Vende-sc superior sebo em rama ; na ra da
Cruz.n. 51.
- Vende-se potassa branca, da
mais nova e superior cjue ha nes-
le mercado, por mdico preco:
na ra da Cadeia-Velha, armazem
n. 12, de Bailar $ Oliven a.
Vcndem-se livros em liranco proprios
para qualqucr rasa de commercio : na
na da Cruz, n. 13, casa de Ridguav Jam-
son k Companhia.
= 0 corretur Olive ira tem para vender cobre em lb-
llta e pregos de dito para forros de navios : os pretn-
deme* unijani-se ao incsiuo, ou aos Scnliorcs Mcsquila
& Dutra. '
Vrnde-se potassa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em casa de Maibciis Austin &
Companhia, na rua da Alfandega-Yellia, n. '.Vi.
= Vende-sc cal virgem em meias barricas chega-
da prximamente, por preco cominodo; na rua da
Moeda armazem n. 15.
ramo! FERRO,
de todas as quididades e cobro para forro de navio ,
de 18 at 28 ongas em grandes e pequeas parti-
das : no armazem de A. V.da Silva Barroca, defron-
te da igreja da Madre-de-eos.
Vende-se um escravo denaco.
Ihadordecnxada por prego commodo: noprinci-
bom traba-
: noprinci-
do S.-Pedro, sobra-
Allcncao!
Conha & Amorim leem para vender potassa
russiana nova de superior qualidade por bara-
tsimo prego : na rua da Cadeia-Velha n. 50.
?= Veiidi'iii-ie iiioeudasdr ferro para cngenios de as-
ailcar, para vapor, agua e brstas, de diversos tamaitos,
por preco commodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tamaitos : na praca do Corpo-San-
to, n. 11, em casa de Me. i. a I moni ii Companhia, ou na
rua de Apollo, armazem, n. 6.
(/'asa da F,
na rua estrella do Hoza rio, n. <>.
Nesta casa aebam-se a venda as caulelas da lote-
ra da obras da matriz da cidade da Victoria; da qual
nnriam as rodas no din 29 do currante. A ellas que
sSo poueas: os pregos (lo os do costume.
IVo Aterro-da-Roa-
Vista, loja n. l/4,
vendem-se chitas finas a 140 rs. o covado o risca-
dos francezes a 200 rs.
Vende-sc um terreno na rua que fica por de-
trs da rua da Aurora em frente do fundo da casa
do finado Pereira com igual largura n dita casa,
cora 300e tantos palmos de fundo, o qual chega
at a terecira rua : a tratar na travessa da Madre-de-
Deos, n. 18.
pi da rua de Horlas travessa
do de um andar, n. 15.
CARNAUBA.
No armazem de farinhdd caes do Collcgio, con-
lim'ia-sc a vender cera do carnauba, por prego com-
modo tanto em pnrgoes como a rctnlh e he che-
gadi agora urna porcoda n,clliorqualidadoque tem
apparecido.
A <2#300 is. o covado!
Na loja de Guimai fies Seraim
& Companhia confronte ao ar-
co de S.-Antouio, n. 5, vendem-
se casimiras francezas, sem pel-
lo finas de lindos padroes, e
pelas pelo barato preco de 2500
rs. o covado ; ricos cortes de clia-
li de la e seda, com barra, a doze
mil rs. o corte.
AVISO
aos Srs.deengenho
Ka rua do Crespo, loja 11.19,
de Jos Joaqun) da Silva
Maya, venden.sc
cobertores de algodflo, muito encorpados, proprios
para escravos ; bem como urna fazenda de lindo a
imitagiTo de estopa forte e propria para roupa de
escravos e saceos para assucar; ludo por prego mui-
to barato.
Vendc-se,
Na rua das larungetrat, n. 14 segundo
andar,
um pardo de 23 annos, do elegante fi-
gura ecor, sem vicios nem achaques,
proprio para pagein ; um inolecotc de 18
anuos, de bonita figura, sem vicios,
bastante sadio e forte ; urna preta de 20
anuos, de bonita figura, que engomma
c cozinha o diario de urna casa; urna
nioleea de 14 anuos, de linda figura, sem
vicios nem achaques, propria para se
I he ensillara engommiir, por ser muito Fofa
forte : un pelocanoeiro, de35 anuos, &**
bastante robusto e sadio.
Vendc-se urna prela de 24annos, de bonita fi-
gura, que engomma, ose, cozinha e faz todo o mais
servigo de urna ca a; urna dita de 30 anuos, que lava e
cose alguiua cousa ; tuna dita de 20 annos que lava
ili- solido o varrella, cozinha o diario do urna casa,e
quilandeira j um iriulalinho de 7 anuos, milito es-
perto para so ensillar qualquor oflicio ; fazendas
na importancia de 1:000,ooo de rs., com o rebate de
20 por rento : na rua da Concordia passando a
pontecinba a direita segunda casa terrea
Vendem-se duas casas, e um terreno aterrado,
onde so podem fazer 5 casas e que ja lem al-
guns lijlos ; una venda na ruacslivita do Ko/ario ,
n. 5 : a tratar na niesuia venda.
Jos Joaquiui da
Silva Maya
vende urna pela denacSo que cozinha o diario do
una casa engomma liso, lava de sahilo e varrella ,
cose soffiivelmente ; um preto de 24annos, do boa
figura proprio para todo o servico.
Sr^Zz, Vendc-se um sobrado decanto, de um
'9CL0 ant'f" e s"l'10. ltimamente acabado,
^G. bem construido e elegante, com varanda
corrida na frentec."> ditas no oilflo rando 3 cada
urna em seu quarlo porta para carro quinlal e ca-
cimba, portflo com comiiiuniearflo por dentro como
quintal
dem-se cassns finas, largas e fian
cezas, pelo barato prego de 480
rs. avara; chitas francezas, lar-
cas, a 280 rs. o covado.
kA' 'i
Vendem-se sorvetcs de varias quali- ||
dades; lamange; reme; golea de i
mo de vitela, feita a moda da Kuropa, g55
a qual tem lido muitaextracgflo, pelos |M
beneficios que dclla rcsultam; ludo he V'^Z
com perfoigflo : na rua larga do Roza- fp>
rio, n. 2ti, primeiro andar.
i\a rua do Crespo,
loja n.1'2, de Jos .loaqijni
da Silva Haya,
vendc-se alpaca preta a800 rs ocevadojdita muito
lina, preta e de cores, por barato prego; merino
preto muito superior; panno fino preto e de co-
res ; casimiras elsticas, de duas larguras, para
caigas a 6000 rs. o corte; velludo ; gorgurflo de se-
da ; selim para collele ; ludo por prego commodo;
fustoes para Golletes; e outras muilas fazendas,
lano para caigas como para vestidos de senliora ;
liiilu pelo barato.
\a rua do Trapiche, n. 54,
armazem de I croando
de Ltteca,
vendem-se os seguintes gneros, recenlemente
chegados pela barca Zilia: confeituras e fructas
conservadas em frascos; salchichas em potes peque-
os, de 3 a 4 libras; conservas de legumes, de carne,
de pepinos cccbollinho, de variasqualidades; ame-
xas; e lambem champanha, vinho do Porlo, Sher-
ry, Madeira, vinho do Rhcno, Sauterne, Clarette era
quartolas e caixas; dito engarrafado, 400 rs., uiuilo
bom ; superior cognac, rhum de Jamaica, Arrae, ge-
nehra de llnllanda, vinho do Malaga velbo, em meias
garrafas; chocolate de Pamille; passas miudas; ccr-
vejas; repolho conservado; barris pequeos de cu-
viar; mostarda frauceza e ingleza, charutos. Todos
estes objetos silo da mclhor qualidade e por prego
commodo.
(aTammatira do Salvador,
sexta cdigflo correcta c atigmen tada : vende-se na
livr.iria da esquina do Collegio.
HiHfiograpliia.
Dinito, economa poltica, medicina, philosaphia, his-
toria, geographia, lillcralura, malhem/iticas, roman-
ce, etc.
Vm sortimentoescolhido do que ha de melhor e
mais recenlemenle publicado em francez c porlu-
guez acaba de chegar a livraria da esquina do Col-
lcgio. Ahiseacha lambem una rica e variada col-
lecgio de estampas, en formatos diversos, das malo-
res celebridades scienlilicas, Iliterarias, polticas e
militaros da poca, eomoArago. la Place, Lamartine,
Uichelet, Cuizot, ItuijerCollard, l.amenais, Cousin,
Rosal, liroglie, Soult, Espartero, etc. Outras estarna
pas sobre assumptosdc religiilo e santidade.
iSaloja de Guimares Se-
rafim & Companhia, confronte
ao arco de S.-Antonio, n. 5, ven-
de-se papel almaco aparado a
2800 rs. a resma ; fila de relroz
(e cores, peca grande, a 700 rs. ,
surtidas 7- relroz pelo, azul e sor-
tido a 10,000 rs. a libra ; cor-
les de pelle do dabo, a 1440 rs.
Vendem-se charutos de regala, da bem co-
ndecida marca de Kama-Voa, de S. Flix : na rua du
Cruz, n. 55.
Vende-se champanha ltimamente chegada,
por prego muito commodo: na rua da Cruz, n. 55.
Faro
Attcnco!
lo de; arroz farelo
de arroz
i
De todas as substancias nutritivas at hoje co-
nhecidas para o su.-le!.'> de animaos ho iiirontes-
tavelmcntco farelo de an oz que, alOm de maltas
proprietades rene ser alimento fresco, o mais
proprio para o nossoclima privando os cavallos de.
sci em acromnietidos do algumas molestia* a que es-
tilo subjetos.
As vantagens enumeradas c outras muilas que dei-
xam de ser notadas, teem sido reconliccidas pelo
Sr. commandante da cavallarla de linha, que he com
que alimenta os cavallos da companhia de seu cam-
inando ; de quem podem os compradores se infor-
mar.
Vendem-se as barricas de 3 a 4 arrobas para mais
nos armazens do Hraguoz e Bacelar, ao pe do arc
da Oonceiglo e defronto da escadinha.
Panno de Imhopuro, a 600
rs. a vara.
Na loja nova de Hay mundo
Carlos Leite, rua do Qneimado
n. 1 l,acha-eum novo sortimen-
lo de fazendas finas ebaratas; as*
sim como panno de linho, em
pegas de 15 varas; a nova pelle
do diabo, a 400 rs. o covado; lenv
eos de seda, pequeos, proprios
para meninas, a 640 rs.; e os pan-
nos finos sao prefer veis aos d'ou-
tra parte, tanto pelo preco, como
por seren novos na loja.
Escravos Fgidos.
Fugio, nodia !9docorrenlo, um pardo,
do nome Antonio, com ossignaes seguin-
tes : baix'o, corpo fornido, cabellosgnn-
des e crespos, cara redonda, denles alvos
e limados, sem barba e falla branda ; le-
vou raigas de brim hr.mco, camisa de inadapolao,
sapatosde panno forrados de couro e chapeo de se-
da novo ; escreve e l alguma cousa : quem o apprc-
liender leve-o a seu senhor Narciso Jos Ferreira,
na rua Formosa da lloa-Vista, ou a Antonio Luizdos
Santos, rua do Crespo, n. 11 que gratificar.
Fugio, no dia 9 para a madrugada dodia
10 do corrente um preto, de nome Jos,
que representa ter 50 annos, de estatu-
ra regular, com um defeito emumne
outroein una mfio; he bem preto, crion-
lo muito regrstac conhecido as trras do enge-
nbu Novo do Cabo levou caigas de rscadinho, ca-
misa jaqueta e chapeo : quem o pegar leve a rua
Nova, a Diogo Jos da Costa que dir quem lie
seu senhor.
Fugio, na noite de 14 para 15 do corre-
le um escravo de Angola de 50 annus
pouco mais ou menos, alto, magro,
pernas linas; tem um dedo minina
alcijado rahega rapada ps bastantes
grossos; levou alpargata, camisa e caigas de chila
quem o pegar leve a travessa do Queimado, n. 3, que
ser recompensado.
jjs Fugio, nodia 20 de dezembro de 1846, docn-
kJ genho Fernando, freguezia de Ipojuca um
Cera de Carnauba
lem as precisas coinmodidades para urna muito superior, vende-se na rua da Madre-do-Deos,
c desembarazado silo, 36, por prego commodo.
- Vende-se urna caixa de pratn dourada eesmal-
Vendc-sesarja de seda larga, hespanhola,
muito superior; selim de varias qualidades
para vestido ; dito de Maco para collele ,
o mais superior que ha; casimira pula ,
elstica, superior; panno preto muito lino;
dito de cores, ludo preto; merino pelo de todas as qua-
lidades; dito, o niaissuperior que lem ap-
parecido; chamalote; casimiras francezas,
sem pello, de bonitas cores; damascos para
colxas, muito superiores e debons gustos;
e outras muilas fazendas que a vista dos
pregds e da sua qualidadeo compradornflo
lexara de comprar : na ova loja da rua
g1 do Queimado, nos quatro-caulos casa
amarella, n. 2g.
familia muito fresco, livre
na rua Augusta : a tralai no mesmo sobrado como
seu propriclario, Jos Uarja Placido de Magalhncs.
Vendem-se 30 escravos sendo [netas, pro tos,
moloques, pardos, iiegrinhas pardas com habilida-
des e sem ellas : na rua da Cruz n 51.
Jfife&ft Vende-sc um piano novo, do superiores
IT I r~f* vozes c feilo pelos melbores autores : na
rua da Senzalla-Vellia, n. 50.
Vende-se urna preta o um cabrinha ; sola ;
couros miudos c fiezenos; cera de carnaiha ;uma
uorcilo de sebo cm barricas ; um oculo de ver ao
ionge; una porgio de esleirs pintadas : vende-so
em conla sendo por junto e lambem se vende a
relalbo : na rua da Cruz, n. 26.
\a rua do Crespo,
loja n. f !,de Jos Joaqnini
da Silva .V.ay.i,
Vendem-se os pertcnces de tima venda, con-
sistiudo em brago com correles c conchas de pao ;
4 ternos de medidas de folha e um le no de medidas
depao;um brago que/esayo a 40 arrobas e sena
competentes pesos ; ludo, por pregos rasoaveis : na
rua da.Moeda, n. 15
Vende-se arroz pilado branco, por prego com-
modo : na rua larga do Hozado, venda da esquina
II. 52.
vende-se superior sarja preta hespanhola ; nobreza
roxa, muito superior emuilo propria para capas
doSr. dos Passose outras irmandades; ricos corles
de seda para vesiido de senliora ; meias
tada, o mais delicado que he possivel; 1 relogio lam-
bem dourado; aiinelocs de vanos goslos; conloes ;
medalhas; brincos; correles para relogios; urna
moeda guarnecida ; c oulras muilas obras, propnas
para homciri e senliora; clices para champairha ;
Vid ros para candieiro; bules azues que levam 12 chi-
caras; chicaras azues ; copos, a 100, 120, 160 e 200
rs.; galneteiros para azeile e vinagre ; lanternas;
pratos de vidro ; e outras muilas lougas o vidros :
na rua do IIngel, n 11.
Vedel-se9 pares de bancas obra muito bem
feita sendo cada um dos pares de difierentes mode-
j los juma mesa redonda para meio do sala; uinso-
I pha ; urna cama de armagflo, obra muito rica ludo
I de Jacaranda; 4 mangas de tidro lavradas ; um pa-
lanqun! em bom uso : na Boa-Vista, rua dus l'irea
n. 23.
_ Vende-se um jumento chegado ltimamente
de Lisboa no brigue portuguez S.-omingos : na
rua da Cm/., n. 54, primoiro andar.
-- Vende-se urna porgao de patitas de coqueiro :
na loja de cera, prxima ao cemiterio do Itozario. Na
dauU mesl"n ,0Ja oluga-se um sitio na Soledade, com boas
Bm .,1T fructeiras, confronte a entrada do becco que vai pa-
queserao patentes aos comprado-
res e por barato prego.
- INa loja de Guimares Se-
rafim & (Joiiipanbia, confronte
ao arco de S.-Anionio, n, 5, ven-
Vflndem-SO duas esclavas, sendo i urna parda de
22 unios, com algumas habilidades; una preta do
servigo de casa: na rua da Cruz, u 26.
-- Vendem se elegantes cortes de cambraia com
barra, liogindo seda, proprios para as senhorasdo1
bom gosto irema Testa do Glorioso S.-Amaro na
rua do Crespo n. 13, loja de Silva 6i Villaga.
molcque de nomo Daniel, de nacio ; repre-
senta 16 annos ; he bem ladino, de elegante figura,
cor bem preta espigado do corpo ; tem una cica-
Ira em umqiioixo, motivada de um dente quo su-
porou por fora esollre de calor de ligado as mos,
soffi-endo mais na mito dircila do que na esquerda,
o as tem raxadas e lamliein lem a mesma mol.--.lia
nos pos que lambem raxam, do forma que elle nao
anda com perfeigflo : qucoi o pegar leve ao dito en-
genho, ou no Ri-cife, a entregar a Antonio da Silva
Cusmoque recompensar;
^ Fugio, nodia 14 do corrente, as 8 horas da
nN noite, urna preta, denome Antonia, crimila,
- baixa c gorda bastante; levou vestido de chila
c urna trouxa com urna rede, quema pegar leve a
JoiloHcnriques da Silva que recompensar.
. Fugio, no dia 14 do coi rente do sitio do Ar-
rtjN raial, urna cscrava crioa de nome Emeren-
-w cianna, natural do Ico, de 20 a 22 annos pouco
mais ou menos, allura regular, grossa do corpo,
denles limados, rosto redondo; heigos grossos, Idos
grandes, testa larga bocea grande ; levou ao pe-
cogo um lozano vestido decidla escura com |slras
largas e ramos camisa de algodflo amei eann e urna
trouxa contendo um vestido de riscado azul, um
roupflode riscado roxo, cobertor de batilba ca-
misas do algodilo americano rom as lellras E. F. c
II. F., fritas com linha encarnada, um lengo de
chita azul n nutro de cassa branca cora ja niitihoe,me-
tmle de um chales azul de lia urna saia de riscado
com buhados, umparde apatos d couro prelo e
maisoulrosobjeclos. Roga-se as autoridades poli-
ciafs e empregados do registro rio porto, bcmciimo
aos capitflesilc campo, o favor de a ippiclunriorem
o mandarem a rua da Aurora, casado Angelo Fran-
cisco Carneiro ou na rua do Sol rasa de Elias flap
lisia da Silva, que, alm de pagar todas as (Jespezas,
sedar a devida recompensa.
Fugio, no dia 18 rio corrente, urna negrnha ,
b^ de nome Marcianna, de 12 a 14 anuos, rom
JSl urna queimadura na face esquerda una empi-
gem na direita e urna outra queimadura na pei-
na direita levou vestido ioxoo panno da Cosa;
tem cabello corlado: quema pegar leve ao Passeio-
Publico, fabrica de chapeos de sol, que ser genero-
samente recompensado,
Desappareceu, no dia 18 do corrente, d? casa
^ do abaixoassignado na cidade de Oiula, on
-A. de eslava depositada, urna escrara, de nome
Mara Joaquina, do 40 annos, preta, fula com os
joelhos ochados ; a qual li rio Sr. Joaqiiim
de Barros: quem delln soubcr queifa leva-la ao an-
iiunciantc que gratilicara. llernardo da SikaGui-
martt
m*l
PEI\N.
NA TYP. DE M
. F. DE TAMA. 1 ^47
.____


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