Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09716


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Full Text
U.
Anuo de 1847.
Sexta-feira 1.
DldUlO n^bliea-se lodos os diai, que ulo
. de uardV i o preco da auignaturn he de
* is uoi fluartel, pagos ndiaiitarln,. Os an-
0 los assi{ii.intes sii.i inserido a rasSo d
""Toorlinlia, 40 ra. tm Iypo difiranle, cas
i'l-eJ P'1" ">eMd "C'oaaarao 80 ra uor linha, c 160 ein lypo
PHASES DA LA NO MEZ DE JANEIKO.
rl.t a I, nos 51 ni nulo 'toante, ,** l,r" e IS mia> d Ur,1e-
nva a 10, s 10 horaa e t min. da larde.
Crecente, a a I liora e 67 min. da mauha.
PARTIDA DQS .CORREIOS.
Coiannae Paraliyba. i segundas Mrxtas feirat.
lio-Urande-do-Morle (puntos feiras aomeio-Hia.
Cabo, Sennli.em, Rio-Formosn, Pono-Calvo e
Macei no I., a ii e 2i de cada mei.
Uara.il.unj e Honito. a lOcSl.
flua-Vista e Flores a 13 e J.
Victoria, s quintas feias.
"linda, todos t>s dias.
PBEAMAd HE I1JE.
Primeira, ai i lunas 4 minutos da larde.
Segunda, s i Lorase IS minutos da manlia,
de Janeiro.
Aiii. XXTf.
N. II.
*=
das da semana.
I Segunda. S llrgino Aud doJ dos orpli.,
iln.I.doc da l v. do J. M. dj J V.
12 Terra. 8. Salyro, Atid do J. ilo civ. da I
v. e do ). de pal do 2 dttt. de t
1 Quera S. Hilario. Aud do '. do civ. da J
. c do J. le paz do 2 diit de l.
4 Quilla. S. Filia Aud. do J. de orpli., do
J. municipal > Setla. Amaro. Aud. do J. do civ. da I.
v e do J. ilc paz do I. disc. de t.
I* Saliliado. S. Aiarcelln. Aud do J. do civ. da
I, v. i do J de pat do I dial, de t.
17 Domingo. O SS. Nome de Jess.
CAMBIOS NO DA i I DE JANEIRO.
Cambio obre Luodrc 2 d. por Ij/r. a60 d.
n u l'.ns 324 rs. por franco.
ii T.islma 95 de premio.
Dcsc. delet de boas lirrn. I', a I Va P-V. *n '>"
Or-t)iifasl-e*pnliola$....*f!>,<0 a # 00
a Mr.e(l.isdeYio ., ,. de CflOO uov.. lafoo a ICOoo
da 4>ooo..... |800 itfooo
rala Patacor........ IfOlKl a 2|0to
Pesos columoarn... #0i0 #0 Ditos mexicanos... '#'J!> ,e',"
o Muida.......... 100 por oento.
Aceta da comp. do llebenbc de iajwim ti. ao par.
DIARIO DE PERN AMBUCO

P&T.TE OFFICUL
MINISTERIO DOIMPERIO.
Illm. rF.xm. Sr. Foi ouvida a seceSo do con-
ocllin d'estado dos negocios do imperio sobre as se-
Eiiintesduvidasque as autoridades abaixo mencio-
nadas teem encontrado na execucjlo da lei regula-
mentar das eleicOes numero 387, de 19 de agosto do
frrenle anno.
I.o Da cmara municipal de Iguarassu, provincia
de l>ernanihuco. Antes de creada a freguezia de
pasma.lo iln sen municipio, linha a cmara munici-
pal dividido o mesmo municipio em cinco dislriclos
le na/, e levado a eficitosua eleiclo que se verificou
depois da peral; c julgando que nenhuma das hypo-
theses do artigo 3. da citada lei se verifica, porque
denois da clccp geral fez-se outra antes da crea3o
da nova parochi'a, sem que depois de creada osla se
lenlia procedido a eleicOes, decidi o presidente da
provincia que presidisse juntaojuiz de paz mais
votado, visto n5o existir anda o do artigo 3. da lei;
e .la parle destasua deciso.
3.' Dojuiz de paz da freguezia da Laga do muni-
ripi'o da corte. Um dos eleitores supplcntes que
nessa freguezia devem ser convocados para a junta
qualificadora, lie o escrivllo que ha de servir nella
rom o juiz de paz presidente; e pede o mesmo juiz
se resolva se ao exercicio do cargo de escrivflo de
paz pode accumular-ao, em lal caso', o cargo de eleitor
opplente.
n. Da cmara municipal da capital da provincia
doCear, edo presidente da provincia da Parahiba.
Consultan) estas autoridados, se croadas, por leis
proviniaes, parochias que nfio teem sido cannica-
mente providas por opposicjlo do respectivo prelado
que nilo foi ouvido, leve, nfld obstante, fazer-se all a
qunlilicaco e as elciQOes primarias.
4.* Do presidente da provincia da Parahiba. S
no caso de se deverem fazer eleicOes na fregtiezia do
Ing que ainda Itflo tem cura d'almas, c que he hoje
villa, pode a presidencia crear collegio cleitoral nel-
la, apezar de ter j designado, em 28 de selembro
deste anno, os collegios da provincia.
5.* Do mesmo presidente. Devfindo fazer-se a
elcicilo de juiz de paz na villa do Inga que o nilo tem,
pedcaquclle piesidcntc se Ihe declare que juiz de
|7 ha de presidir i assemltla parochial.
. Do mesmo presidente. Se feita a eleiclo do
juiz de paz cima mencionado, pode ser installada a
junta de qualiliCacio em dia posterior ao marcado
no artigo I." da lei, ese a esta junta incumbe quali-
licar os cidadios do municipio, ou smente receber
das juntas das oulras villas que estiverem em exer-
'ieio, as listas dos ja qualilicados, c ultimar esse
tralialho.
"." Do mesmo presidente. Acamara do muni-
cipioile Campina-Crande deque fazia parte a villa
dnlng, mandn proceder 'clec,lo dejuizes de paz
dcsta na mesma occasiilo em que ordennu n dos ve-
jadores, c o presidente ta provincia declarou milla
esla decisoda cmara, porque, mo sendo actual-
mente paroeliia a villa do lupa, e uo podendo por
ennspguinte lerjuiz.de paz, uo potlia verificar-se a
filada elcicilo: curnptindo que os habitantes do luga
continenla pertencer jurisdic^o de paz, a que
eslavam siilijcitosanlcsda creaeo daquclla povoa-
cilo em pnioehia. Dando parte dcsta sua deliberaeflo,
pedeaquellc presidente que o governo imperial re-
solva acerradella.
8." Kinalmenle, do juiz de paz de Villa-Bella, pc-
dindo se Uic declare se, excrcendo elle interinamente
o cmprego do substituto do juiz municipal, pode
presidir n junta qoalificadora, visto ser o juiz de paz
mais votado do dislricto da matriz.
E tendo-se S. M. o Imperador, por sua i ni mediata
i esolticRo d 19 do corrcnlc mez, conformado coro o
parecer da referida seceso, exarado em consulta de
17do mesmo mez, ha pop hem declarar:
1.* Que -Sea fregtiezia de Pasmado foi reinte-
grada depois da eleicHo genial, o antes de sua rein-
tegracDo linha a cmara municipal dividido seu ter-
ritorio em cinco dislriclos de paz, para os quaes se
li/cinni as dovidas eleicOes, sem que porm, depois
de creada a parochia, se tenbam ainda feito s elei-,
cOes dejuizes de paz, que a lei suppoe no artigo $.*,
ruste caso he evidente que o juiz de paz do dis-
lricto da matriz mais votado na eleic.lo geral he o
que deve presidir i junta do qualificag1o, e mo o o-
Icito ltimamente depois da nova divis.lo dos dis-
lriclos : cunipi indo prtenlo que nest conformida-
deseja reformada ou explicada a decisio do presi-
dente da provincia a tal respeilo.
2.' Que nao pode accumular o cscriviio do paz o
exercicio deste seu cargo com o de eleitor supplenle
un junta de qualificacno, porque, nao sendo preveni-
da na lei esla hvpolhese, e convindo que aos traba
Ihos da dita junta presidnm a maior circumspeccilo
i lidolidade, tornar-so-hfo menores as garantas de
que releva cerca-Ios, permittin.lo-so esta accumula-
ciio, Iwm que mo seja incompativel : cumprin'do por
lauto aojuiz de paz Competenteexercer neste caso a
autoi idade que Ihe conferc o artigo 30 da mesma
lei.
i* Que nno havendo parochia, emquanto n5o he
cannicamente provida, tem resolvern! os presi-
dentes das provincias do peer e Parahiba em orde-
nar quenas parochias das dilas provincias ainda n;1o
prvidas se n1o reunisse junta de qualificagflo, neui
licitas se lizessem cleic,0es: incumhindo aos sous ba-
hitanlea votar as freguezias a que pertenciam an-
tes da creacfo das dilas parochias;
*. Que lend-se j procedido em setembro nova
divisBo dos collegios cleitoraes na provincia da Pa-
rahiba, como se col|ige do oflicio do respectivo pre-
sidente, nSo cabo hje ao mesmo presidente crear
mais collegio algum, como prescreve o artigo63da
lei regulamentar das eleicOes.
5. Qne effectuado o provimento cannico da fre-
guezia do Inga, deve ser chamado o juiz de paz mais
vizinhodclla, para presidir s eleicOes de juiz de
paz, visto que. os nio tem.
6. Qucquando se nilo reunir a junta de qualili-
cacfio no dia marcado, como se figura na sexta du-
vida, dever o juiz de paz a quem incumba a presi-
dencia da nisnia junta, reclamar a qualicaQo da
junta ou juntas que liverem feito para Ihe dar de-
vida puhlicidadec proceder nos mais actos declara-
dos na lei.
7. Que nao sendo a villa do Inga fraguezia, e mo
havendo na provincia da Parahiba juizesde paz se-
nilo as freguezias, acortada foi aordom do presiden-
te da mesma provincia, que revogou a da cmara
municipal de Campina-Crande, mandando proceder
clcic.no de juizes de paz para aquella villa.
8. Finalmente que, se o juiz de paz mais votado
do dislricto da matriz que deveria presidir junta
de qualifuAco esl i ver excrcendo oemprego de subs-
tituto dojuiz municipal ao lempo de se organisara
dita junta, uo ptlc, nem deve presidir menciona-
da junta, visto faltar-lhe em tal caso a circumstan-
cia essencial de que 'Ihe provinha a competencia,
por nflo ser entilo juiz do paz, pois que este empre-
o se n.loaccu mua com o de juiz municipal, do qual
nfo se tendo escusado antes, Ihe uo he licito cscu-
sar-se na nccasilo de formar-sc a junta qualillca-
dora. Oque tudocommunico a V. Ex. para sua in-
lelligeucia c govorno. Dos guarde a V. Ex. palacio
do Rio-de-Janeiro, em 21 de dezembro do 186. -
Joaquint Marcellino de Brito Sr. presidente da
provincia de Pemambuco.
Governo da provine a.
EXPEDIENTE DO DIA 29 DO PASSADO.
Oflicios Ao Exin. cotnmandanle das armas e ao
commissario-pagador, acamando remessa de copia
do augmento que, da quantia de 6:060,000 rs., c com
destino ser applicado aos concertos do quartel de
n i li I liara de Olitida, fui fcito em o crdito que para
asdespezas do ministerio da guerra nenia provincia
se abri om o exercicio de 18V6-1847.
Ditos Aos mesmos, inteirando-os da resolucio
por que o governo imperial mandou que o 1." tenen-
Je reformado, Jos Antonio l.ima, o o 2. lente
lambem reformado, Francisco de Assis Mello, rece-
bessem os seus sidos tiesta provincia
Dito Ao presidente interino da felaco, oxigin-
do o seu parecer sobre um requerimento do juiz de
direilodeNazarcth, Antonio liaptista Gilirana, para
com ello liahilitar-sc a cumprir o imperial aviso de 20
de novembro ultimo.
Dito Ao mesmo, scicnlificando-o de ter sido iti-
deferido o requerimento em que o secretario (lo tri-
bunal sob sua presidencia, Domingos Affonso IVi rei-
r, supplicava a S. M. o Imperador mandasse anne-
xar a semclhante emprego o do contador das rustas
do mesmo tribunal.
Di lo o mesmo, recommendando a oxecu?i1o do
aviso de 6 de julho de 1816, cuja copia Ihe transmu-
te, eque revoga, na parte que a Joaquim Jos l'ereira
dos Santos confere altrilmicOes de cscriviio do crime
etabellio de notas, a provullo pela qual foi a esse
cidado concedida a serventa vitalicia do um dos
ollicios do esriivo do cvel dcsta cidaile.
Dito Ao inspeclorda Ihesourana da fazeiida, or-
denando que faca cumplir o decreto que nomeou
praticanteda recebedona de rendas geraes internas
a Jos Francisco do Reg Barros.
Dito Ao inspector Ja thesouraria das rendas pro-
viniaes, dando-lhc faculdade para contratar com a
cmara municipal do Recife o pagamento dos
5:6000,000 rs., om que esta se acha debitada para com
os cofres da mesma thesouraria Participou-se a
referida cmara municipal.
Dito Ao inspector do arsenal de marinna, deter-
minando que, em execticlo d'ordein mortal, faca
pagar ao engenheiro Lotiis Legcr \aulhier, pela di-
rccgSodaobradocaesdo mesmo arsenal, a gratili-
ca?i1omensal de 30,000 rs.
Dito Ao mesmo, prevenindo-o de haver Joaquim
lanoelCarncirodaCunhaobtido licenca do governo
imperial para, depois do ajustar-se com os propric-
tai ios das mellas das Alagoas e Parahiba, cortar nes-
sas maltas as madeiras de que precisar para os pre-
dios que est construindo nesla cidade.
Dito Ao mesmo, declarando que, de conformi-
dade com o disposto no imperial aviso do 10 deste
mez (dezembro), no conccda'licencas annuacs aos
barcos de navegaeflo interior, sen.'.o a vista de conne-
cmento do pagamento do impoalo de .8O0 rs.
Dito A'cmara municipal deOhnda, indagando
se j remelteuaojuizdepaz da freguezia do Poco-
doquopasse para bordo do briguo Caliope o prese
Francisco Pedro Vinagre. Determinon-se ao com-
mandanledo Caliope que recpbesse o preso, e partci-
pouse ao chefedo polica, prevenindo-ode que o mes-
mo preso e mais dous que vieram lo Maranho de-
vem ser remetldos pata a ilha de Fernando.
Portara Aocommandanie do briguo-cscuna 7'i-
raj, determinando que conduza para o Maranlio a
Francisco Ignacio da Silva, soldado desertor do cor-
po policial daquella provincia Communicou-se ao
chefe de polica a cxpedeilo dcsta ordem.
iiiiM u i ni* 30.
Ollicio Ao presidente do Bfranhno, declarando
que dentro em nieve patir para a corte o capilao
Jos Tliomaz Sabino que daquella para esla provin-
cia viera em o vapor Thetis.
Dito -- Ao Exm. cotnmandanle das armas, rcrom-
mcndatiiln a expedicito de suas ordens para que seja
receido na fortaleza do Brum o preso Francisco Pe-
dro Vinagre. Ofilciou-.se a respeito ao chefe de po-
lica e ao coniniandanle do briguo Caliope.
Ditos Ao presidente da relaeo e ao inspector da
thesouraria da fazenda, inteirando-os de haver S.
M. o Imperador licenciando por 3 mezes com yenci-
nientosaojuiz.de direilo da comarca de Goianna,
Cactano Jos da Silva Santiago.
Dito Ao juiz relator da junta de justica, trans-
mittndo, para seren definitivamente julgados, os
processos dos reos, Marcellino Jos Ferreira, Joo
Jos da Costa c Jos Antonio Potrosa Braga.
- Dito Ao secretario da provincia, dando-se por
inteirado de haver terminado a licenc.a que linha
obtido do governo imperial para tratar de sua saiide,
e de ainda Ihe nilo permitlir o estado desta que elle
entre um exercicio.
Dito--Ao inspector interino do arsenal de mari-
nha, ordenando fac^i por diSpMCflO do presidente
do concclho geral de salubridade as duas barricas
com guano, viudas da ilha de Fernando.
Portara Nomcando para supplenles do delega-
do do termo da Boa-Vista, em primeiro lugar, ao le-
nentc-coronel Jos Victoriano da Silva ; em segundo,
ao tenenle-coronelFrancisco Alves dos Santos; om
terceroao mejor Alcxandre Comes; em quinto, ao
lenle Joflo Jote da Silva; em sexto, ao ajudanto
Bernardo Manoel do Souza. Participou-sc ao che-
fe de polica._________ __^^____
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
LISBOA, 23 UP. SOVEMUKO.
Porum decreto, em dala de IV do correnle, se de-
termina que toda a pessoa que por qualquor pretex-
to enjeitar as notas do banco de-Lisboa ncorrea, a-
4. lit. 22, na mul-
se praticar com os
da-Panel la a copia da acta da eleiclo de elei lores,
que nessa freguezia se procedeu cin o anuo de 1812
DitoAo administrador das obras publicas e ao do
eorrcio, tratismiltindo, para lerem o convcntcnl
uso. exemplaresdo mappa demonslrativo da distan-
cia geographica e do caminho da corte as cidades e
prncipacs villas da provincia do Rio-de-Janeiro, e
de cada una destnsasdemais do imperio.
Dito Ao commandanle do vapor Iheln, delcrmi-
nandopasse para bordo do brigue Caliope o mari-
nheiro sentenciado, Jos Bento Segundo. Olhciou-
se a respeilo ao commandante do Caliope.
Dito Ao presidente e membros da associaco
commerrial desta praca, solicitando a sua optnto
acerca da possibilidade de estabelecer-se aqu um
banco comtneroial de deposito edcscontos,para a vis-
ta desssa opinio poder dar ao governoimpenal a m-
formaeo que a semelhante respeito exigi elle em
aviso de 11 de novembro ultimo.
Dito-Ao oOunandante do vapor Tketii, ordenan-
:'m da pena de degredo da ord.
ta de 50 a 500 mil ris. O mesmo se |
queem utialquer transaceo exigtrem presos so om
metal :ou o que exigir agio em qualquor pagamen-
to. As autoridades administrativas sao encarregadas
da vigilancia c plena execticlo dcsta lei, uo adtint-
lindo anca nem jurados no julgomento deste crime.
So consideradas millas o de nenhum cireito todas
as clausulas e condicOes em moeda certa e determi-
nada ntie se tiverem estipulado ou de futuro se eslipu-
larem para excluirs notas do banco. Entretanto es-
ta ultima clausula ja foi posteriormente revogada a
pedido ilo rommercio.
Apezardas medidas rigorosas que se impOcm no de-
creto de que cima heo meneo, as notas do banco
de Lisboa continuam a ter o agio de 700 a 800 res, o
quedaaconhccerqtiesenno reccia que o governo
leve a cfl'eitoassuasanieacas, porque nfio tem forca
para isso. .
Furam novamente denuttidos c exautorados das
suas honras, ttulos, etc., novos olllciaese individuos
porsoterem unido aos revoltosos. Entre elles no-
tam-se o tcnenle general Jos Ozorio de Castro Ca-
bial o Albuquerqtie, o conde deAvllez, obarilo de
Olciros, o leen te-coronel de cavallaria, Joo Carlos
Forman, Roqu* Francisco l'urtado de Mello, major,
Luiz Antonio Ozorio, capito e outros.
O Diarista contine com as suas perlendas, dizen-
dodescaradamcntccousasqucenvergonhariainqual-
qiierhomem de algum pundonor. No seu artigo do
rundo do dia 16dizque:-"A rebclliflo comecada
na cidededo POrto, ecujo contagio apenas se com-
niunicoiaalguns poneos lugares do reino !" Que
infamia quando todo o mundo sabe que a maior
parte de todo o reino de Portugal est sublevado I
Desgracadameitlc no he elle s que mente ;. mi-
tras pessoas a oujos actos eescriplos deva presidir a
circumspeccilo e prudencia comeltem tainbem faltas
indisculpaveis : ludo com o espirito do partido.
O duque de Saldanha dirige, em dala do da 13,
urna partcipacloaS. M. a rainha, refciindo-lho os
seus movimentos, depois que sabio de Lisboa. Faz
meneo de que os revoltosos se retiraram para San-
tal -in logo que souberam da sua marcha sobre Rio-
Maor ; que apprehendco aos guerrlhas do conde da.
Taipa urna bolada que conduziam pera Santarem,
matando-lhc um guerrilha, c depois a junta : As
frqasdo metcommando oceupam hojees mesmas
posi^Oes em que eslavam em 1833 e 1834, notavcl
coincidencia a de oceuparem hoje as fOrgas leaos
contra os anarchislas.contraos que ousaram amcacar
o throno da legitima herdeira dos Alfonsos, dos San-
chos, dos JoOes edo afortunado Manoel, as mesmas
posicOes que tinhern occtipedo contra o usurpador
de suaeora ...
Eslc trecho tem sido aqui objecto Je riso, c todos
acreditam que o marechal Saldanha, desde que per-
deu seu filho, o conde de Almosler, e que.fazendo-se
proslito do josuitismo allemo, se melteu a tradu-
zir a Biblia, nSo esl no gozo pleno de todas as suas
facilidades intollectuaes.
Entretanto esto trecho niodava lugar a complica-
cOos algumas; porm aquelle com que o dito mare-
chal termina osen olcio, he que Ihe ia euslando
mais caro. Ei-lo ah.
" Ocoronel WH.Ie ao servico de S. M. hrilannica
que desde o da lOacompanba o met quartal-gene-
ral, tem sdoteslemunha de ludo o que acabo de re-
latar a V. M., e est convencido, tanto como eu mes-
mo, deque longo de serum movimenlo popular, es-
pontaneo, como oex-conde das Antas quera incul-
car, esta rehellio, a mais inaudita o infundada quo
tenvexiatido. he nicamente o ftticto das intrigas
dos seus chefes. "
Eslcappello ollicial para a opinio de un honiem
quo se tem apresentado a(|tt como um observador
neutral, pelo menos e por emquanto, lie a maior
iidiscr4Ao que se poda coinnielter. Disto resullou
que apenas o coronel Wilde soube do conlcdo do
ollico, dirigi una caita a Saldanha pcdindo-lho
una satisfazlo, e urna rcclilicaco do que linha es-
cripto a seu respeito. Parece que Saldanha llie man-
dara pedir quasi por amor de Dos) que nao dsse
peso as referidas expreaaOes, porque eram umnmru-
lira (le guerra como oulras muitas que se coslumametu-
piegar. Ignoro se o coronel Wlde se contentou com
esta resposla.
Cliegou honiem a este porto, procedente de Vigo,
o vapor de guerra liespanhol Masco-de-Caray, e es-
palhou-se logo a noticia deque as tropas doHiaro
de Casal liavam alcanqndo una assignalada victoria
sobre as do visconde de S da Bandeira, na provin-
cia de Tras-os-Montes. lindos ministros de estado,
r.o largo das Nccessidadcs distribua profusamente)
a varios ofiiciaes e soldados da guarda do paco uns
bolelinsrom esta noticia
Com ell'elo larde sahio um supplemcnto ao i> rio com um ofiicio do hanlo do Casal, o outro do vis-
conde do Vinhaes que afinal sempro se decidi a fi-
gurar na lula), em que participan! que a 16sahram
de (.haves para procurar Q visconde de S, e que.en-
conlraiido-o junio a \al-de-Passos, pela volla das
duas horas da larde, apenas se hayiam disparado os
primeiros tiros, quando os rcgimenlos ns. 3 el:.
que liguravam na forea procedente do Porto dispa-
raran^ para o ar, passando-se em seguida pare e tro-
pa do baro de Casal. Esta forca aprisionou o aju-
dante general, o quartel-mestre-general, o chefe do
guerrilhas Iteimo Palharcs, o tcnente-roronel Jos
Julio do Figueiredo e outros olliriaes.
1'odavia no se diz nos oflicios a perda quo tove
a tropa de Casal, osin que a do visconde de S leve
muta gente morta principalmente dos hatalhOes pa-
bulares, o que ndica que estes se hateram hem. A-
lm dos reginienlos i e 15 ara com o visconde deS
conlingcnies de artilhara e guarda municipal do
Porto. Diz-so mais que a noite poz termo ao cmba-
le, e evlou a total ruina da tropa do Porto;mas que
a ser perseguida; comtudo os ollicios de Casal e Vi-
iiliaes so datados do Villarandello, duaslegoas
retaguarda de Val-de-1'assus.
Acredta-scctn parle da veracdade dcsta noticia ;
masjulga-sc que o negocio foi idntico ao que leve
lugar no Alemljo entre as tropas de Schwalblac e
Celestino, no qual ambos soffreram consideraves
perdas, sem resultado definitivo.
No seduvida que os rcgimenlos 3 e 15compe-
lauteiiicntc aluciados se passasscinpara o Casal; mas
altrbiie-se o revez do visconde de Sa iulervencilo
despalillla, or uo fcjulgar possivel quo una Br-
ea, perseguida como a do Casal) pelo espaco de 20
legoas ou mais incerrada n'tima iraca da raa de
tlespanha, mulo menos numerosa que a do Si da
Bandeira. podcsserenssumir aoffensiva, sem auxilio
oceulto.
He posilivo que os llespanhocs teem verificado a
interferencia que podem, a excepeo de introduzir
tropas suas nestopaz, como Ihe podio o governo de
Lisboa. A entrada de tropas hospauliolas no se ree-
lsou, segundo o Jornalaos Dbales, porqtto o gabi-
nete das Tliulherias so oppoz a isso por uo des-
goslar a Inglaterra. Comtudo um oflicio intercep-
tado do baro doRendtiflc, ministro de Portugal em
Despalilla, ao barfio do Casal, e quo publica.11 as fa-
llas do Porto, da bem a conhcccr que a llespanha
presta todo o seu apoio ao governo do Lisboa. No di-
ta oflicio diz o baro de Rcnduflc, que obtevo auto-
risacuo para ter lettras pagas vista em Zamora e
Saldanha ; que as tropas hespanholasse approxima-
ro a fionlcira para dar fOrca moral ao governo de
Lisboa; que a esquadra inglcza se dirigi ao Tejo;
eqacoscommaiuianlesliespanhesda tronteira pres-
laro as tropas fiis da rainha, armas, municOcs o
todos os pelrechos de guerra. ,
Esto documento curioso, a circumstancia de se
arhar Antonio Pcreira dos Iteis em Vigo, como egen-
te declarado do governo de Lisboa, promovendo a
causa dos seus commillcntes as duas provincias do
Norle, o transito constante de ollicios, .Imtenos,
iniinicocs da fronteira para os pontos ocjjafpados
pelas tropas de Casal, tedo constlue urna certeza de
que os llespanhocs inlerveem nos nossos negocios,
propria para chamar a atrueno desse almireute
Parker, quo o barflo de Rcndulfe insina como vin-
do ao Tejo para proteger oscabralislas, porque jiil-
ga que em Tras-os-Monles se engolira essa peta.
Diz-se que Parker, o cncarregado de negocios bri-
tannico, eo coronel Wlde andam n'uma roda viva
eom as noticias da ntervencilo hespanhola, e pare-
ce queja foram ao paco dar parle a S. M. das medi-
das quo toncionam adoptar para que a neutralidado
do paiz vizinho se torne urna relidade.
No/Mario de sabbedo publicou-se a junceflo do
banco e da companhia ConlianQa-Nacional. O relato-
ro que precede esta medida he obra de Carlos Morolo
Roma.
Emquanto durou o ministerio do duque de Pal-
mella tratou-se da junceo do banco e das compa-
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


',
nhias; mas por leor inteiramcnte opposto ao que
agora vemos. Knt.lo desejava-se a fusilo para que os
accionistas dcssaseompanhias com os seus crditos
sobre a praca e com as prestacocs llovidas comecas-
mm por ahsorverquasi todas as notas em circulaco,
tirainlo-lhes desde logo, ipso faci, o descont, calli-
viamlo o publico do ouus de perder 12 e 15 por cento
no meio circulante.
O plano ltimamente approvado consiste na junc-
cSo de duas compnnhias Banco e Conlianea com
exclusfloda UniOo-Commercial para seguir mnita
cabralista ) nSo para a absorpeilo das notas; mas sim
Pra a sii.1 dilalacSn indefinida De 3,200 contos que
i aiBOra ,",v""r',,|ssn> a 5,000 contos as denomina
uas do banco de Lisboa, com curso (oreado e ha-
vera nutra serie do notas denominadas do banco
de Portugal, que sorSo pagas vista.
<:om estas duas cmissCics, as chamadas notas do
banco de Lisboa pnssam a oceupar o lugar do antigo
papol-niooda, e os que li*>je possuem os ;t,200 contos
que ha em circulacilo ficam poniendo a difierenca
iiue vai do seu valor nominal a.is 25 e 30 por cento
ilo descont que tcrSo logo que augmentar a emis-
s,io.
\olc-sntodaviaque, apezar dse fixar em 5,000
onlos o mximo da emissSo das notas ditas do ban-
co de Lisboa, ninguem obstar a que essa emissio
suba a 6,000, 7,000, ou k.ooo contos, quando o gover-
iio ou o banco quiz.erem meios a todo o custo.
Com o exclusivo de baler moeda, com as chapas
o com o papel transparente, o banco retornado na
sua diroccSo como auxilio do Roma, Silo RomSo,
do llessnnn. e de nnlros nupiniulrw ni,, a..,. ...... .i,.
No mesmo Diario se contina o curso das moedas adquirida pela scioncia urna grande parte desses re-
estrangeiras, que sSo os soberano inglezcs, as pata-. sultados.
cas bespanholas e mexicanas, cas moedas de 5 Tran-
cos francezas.
Transcrevc tambem o dito Diario urna proclama-
do do general Schwalbac, datada de Estremoz do
da 18. Ate agora nada mais so sabe dellc, e s sim
que o Diarista diz que vem oceupar os pontos desig-
nlos pelo duque de Saldanha; o que a junta do
Porto determinara ao conde das Antas que dsse
quanto antes urna acciTo decisiva.
do Beatona, e de outros quejandos, nSo deixar de
repetir em Portugal a experiencia dos assignados de
? ranea; visto que podo omittir notas quando Iho
ror preciso, fazer duplcala de chapas; porque a
rommisMo que se nomeou para a liscalisacSo, he
lomposta toda de einpregados o nflo figura nella um
hornera da npposit-So, um fiscal austero que obste s
ir.inqiiibcrnias.
O papel-moeila be um reourso como outro qual-
quer; mas carece de urna garanta cssencial, che
taso o que entre nos elle nilo tem. A divida publica
he milito superior aos recursos do estado, e o que
sera daqui a mais algum lempo! Urna banca-rola
-eral esta ilumnente; mas que importa quoobanco
quebr, e lodosos que na boa fe tenham ou vSo l
inctelos seus capitaes, com lauto que Roma, Silo
Romflo, Jos Haria Eugenio e oulros tenham salvado
do naufragio as suas fortunas ameacadas ? Quando
ihegara hnra do sake-se quem poder, os cofres do
banco nilo conterSo mais do que um montao de pa-
pelada sem crdito algum : o metlico, os verda-
ileiros valores estarSo as mSos de Roma & Compa-
nhi que se rirSo dos pobres tolos que cahiram em
Ibes entregar ns seus fundos. He esla geralmcnlo a
nniniQo da gente cordata.
inrM, 25.
A gente do partido dominante conta muito com o
oll'eilo moral que a derrota do visconde de S da
Bantleira lera produzido as tropas e mais partida-
ios que acompanhain o conde das Antas o se acliam
em Santarm. Entretanto nao se perde accasSo al-
guma de alli causar a desunSo e o alarma; at por
meios improprios o reprovados
Assegura-se que foram para alli mandados dous
soldados encarregadns de hincar fago ao paiol da
plvora, porem a tentativa nilo leve etleito ; depois
enviaran) outros para laucar logo a um convento, a-
bm de Saldanha dar um ataque durante a confu-
siloque produziria o incendio: este teve lunar, mas
apagou-se, e Saldanha nao ousou atacar, porque o
AI.I.E.MAMIA.
A (iazeia de Augtburgo publica o seguinte, datado
das fronteirasda Polonia, a 11 de novembro.
Por urna resolueflo das tres potencias protecto-
ras deixou a Cracovia de ser um estado independen-
te. Astros potencias concordaran) formalmente na
necessidade de priva-la da sua existencia poltica.
A Austria Un lia hesitado em aceitara incorporal; .lo;
mas a firme attitude de outro gabinete obrigou-a a
annuir a essa medida.
O Jornal Aliando de Frankforl annuncia em data de
12, das fronleiras de Galicia, que a 16 tomara a Aus-
tria posse solemne da cidado de Cracovia.
O territorio da repblica, diz elle, formar um
circulo deCalicia, doqual deve ser Cracovia a capi-
tal. O conde Stadion fui nomeado commissario de
Austria na occasiSo, o deve de presidir sua incor-
poraclo. Esta resolucSo produzioa mais viva sensa-
cioenlre a nobreza galiciana. As tres potencias de-
vein do publicar n'aquelle dia um manifest, c o de-
creto desuppresslo da repblica vai ser afiliado nos
muros de Cracovia.
A Caula Universal Alienta de 19 publicou urna
carta, datada dos dominios austracos a 11, na qual
o escriptor pergunta, se a poltica do rci dos Francc-
zos que triumphou ISO felizmente na llespanha, e
adquiri na fronteira oriental um vizinho neutral,
se nSo um alliado activo, ser igualmente feliz na I-
(alia, nico poni de contacto immediato com a Aus-
tria. Se o ral dos Fraucezcs fosso bem succedido,
tornar-se-hia inevitavel urna guerra entro as duas
grandes potencias; poique seria impossivel Austria
permittir Franca que nSo tem possessSoalguma
na Italia, interferir nos negocios d'aquella penn-
sula.
XGazeta Universal Prussiana de 2 descreve a an-
nexacilo da repblica de Cracovia aos dominios aus-
tracos da mancira seguinte :
u A's 9 horas da manhSa do dia 16 reunirani-se
todas as autoridades civis e militares no palacio do
Senado. A' 9 horas o um quarto chegou de l'odgor/e,
acompanhado por um esquadrSo de cavallaria.o Cun-
de de Deyun, camarista imperial o real commissario
ulico; o qual foi recebido a entrada do palacio pe-
los senadores llasszawski c Mjewski, c ao p da esca-
daria pelo conde de Castiglione, o pelo director do
concclhn administrativo, llricuzarski, que intro-
duzio o commissario ulico na sala do senado, onde
o conde Castiglione leu as lingoas polaca c allemla
o manifest,explicndoos motivos da suppressSoda
cidade livre de Cracovia, em nome das tres potencias
protectoras; e depois apresentou o conde Deyun co-
mo commissario imperial a cada urna das autorida-
des civis e militares, dizcndo-lhes que Ibes seria
transmittida a vontade do imperador por interme-
dio daquclle funecionano. O conde declarou-lhes
entilo que dahi em dianle todos os actos do governo
seriam publicados no nome do imperador. Alm dis-
to, dever-se-ham conformar a todos os respeitos
Hocerto, porexernplo, que, as costas da Norman-
da, cada litro d'agoa do mar contcm, pela manhSa,
19 centmetros cbicos e8 decimos do gaz, e tarde
20 cenlimetros cubicse 5 decimos. Esta quantidade,
j variavcl no seu todo, anda mais o he na sua com-
po-ieio, poisdemanhila se compile de 3,4 centme-
tros cbicos de acido earbonico, 5,* centmetros c-
bicos de oxygeneo c 11,0 d'azote, entretanto que
tardo conten 2,9 centmetros cbicos de acido carb-
nico, 6,0 de oxygeneo e 11,6 centmetros cbicos do
azote.
Assira durante o dia, urna parte do acido carbni-
co decompoe-se, como se devia esperar, em plantas
marmitas o he substituida,por um volumo igual de
oxygeneo; mas como ao mesmo tempo se observa
um excesso de oxygeneo c de azote, he o observador
levado a pensar que deve haver ahi agoa decomposta
ou antes urna nova poreflo de ar atmospherico dis-
solvda sob a influencia da luz. A agoa dos ros con-
tera duas vezes mais gaz dissolvido, e esse gaz con-
ten) ordinariamente 30 a 32 por cento de oxygeneo
o 68 a 70 por cento de azote: 6 que, quanto a estes
dous gazes, hequasi o mesmo que n'agna domar;
mas ha aqui urna proporcSo mais consideravcl de aci-
do carbnico, o que explica como o carbonato de cal
pde-se achar sempre dissolvido em quantidade suf-
ficiente para provr a formacSo das conchas noseo
do mar. lie com offeilo digno de notar-se que um li-
tro d'agoa do mar conlenha tanto acido carbnico
quanto oito litros d'aratmospherico; pos que sbe-
se que a aceito continua dos vegetacs em a superficie
do globo faz com que a proporcSo do acido carbni-
co, proveniente da combuslSo, da fermentacSo e da
respiracSo, nSo possa, na composico da atmosphe-
ra, exceder 4 ou 5 decimos-milsimos do volume
total.
De mais, a agoa do mar contcm 0,30 0,32, quasi
um terco de centmetro cubico de hydrogeneo sul-
phureo que evidentemente proven) da accSo dos mol-
luscos e dos meixilhOes, cidos e sulphatesdissolvi-
dos u'agoa do mar. Com eiTeto, em os charcos d'a-
goa abandonados pela mar, e cujo fundo eslava ta-
petado de meixilhoes vivos, observou M. Lwy que
a proporcSo de hydrogeneo sulphureo elevava-se r-
pidamente, em algumas horas, a dous, tres e at seto
centmetros cbicos por llro, comanlo, todava,
que osses charcos conlivessem ao mesmo tempo al-
gas inarinhas, porque a presenta desses vegetacs im-
peda a accumulucao do hydrogeneo sulphureo, de-
composto pelo demasiado oxygeneo a proporcSo que
se elle produzia.
Observa-se tambem em as praias, que a mar des-
cobre quando vasa, essa produccSo de hydrogeneo
sulphureo pelos molluscos ; basta que qualquer por
alguns lisiantes sapatee na areia hmida, para ver
surgir em torno de si urna multidSo dessas conchas
muitas maneiras e notavelmenlc porWieio de erys-
taes de reflexSo dupla laes como o crystal de rocha,
o espato d'lslanda ou a turmalina; e o empregodes-
sas substancias he mesmo o mais commodo e se cha-
ma analysador a um desses crystaes conveniente-
mente lavrado para dealguma sorle analysar a luz
polarisada por urna primeira reflexSo ou pororystal
semelhante.
Agora, eis o que vira SI. Iladinger, observando at-
tentamente una suporOcie branca alrvs do uma
torraalina: mostrava-so no campo urna linha ama-
rellenla, alargada'as extremidades da visSo, no en-
tretanto que e resto desse campo apresentava um
matiz rroxeado. Essa linha amarella era parallelu
ao plano da polarisacSo. Reconheceu-se depois que
basta receber sobre o olho um raio de 1U2 polarisada
ou observar as nuvens brancas alravs de uma tor-
malna ou prisma de Necol para verificar o pheno-
meno. Pos bem I M Sibbermann, como actoamos
de dizer, demonstra de uma mancira mui satisfac-
toria que, neste caso, a cornea transparente de nos-
so olho produz o effeito da lamina de chifre nter-
posta no trajelo do raio, e que o cryslalino preeit-
ebe as func?es do analysador. Assim, ainda uma
vez dcsapparece todoomaravilhoso. ^
CAI.OII DE FUSA DOS COHI'OS.
bivalvos {cardium) condecidas pelo nome de cocas, e
que sao mui procuradas ao longo da cosa. Tambem
se pode crcr, que a essa causa he que sedeveattri-
buir a evaporacSo do hydrogeneo sulphureo a que
ha pouco se attribuio a morlandade dos Europeos e
a corrosSo do forro dos navios na costa d'Africa, na
embocadura do Nigcr.
Scmadmttircomo M.Lwyque o hydrogeneo sul-
phureo existe geralmentc combidado cora o animo- mesmo abatimento de temperatura, concluio que
que este gaz existe ahi scfonstantemente se podsse conservar a agoa li-
lla algum tempo, teem-se publicado muilos trahi-
Ihos acerca da quantidade de calor absorvida ou
emittida durante aseombinacoes e as mudancas de
estado dos corpos. At a academia das sciencias poz
esta questSo a premio, e he de esperar que della co-
Iha a ciencia alguns resultados noyos; mas todus
esses trabal los sSo quasi sempre o seguimanto a nao
o complemento dos anteriores: mui diflicil he ana-
lysa-los, e muitas vezes vemo-nos obrigades a espe-
rar pelos re la torios dos conimssarios da academia.
Islo, porm, nilo obstante, varaos fallar dos traba-
dlos de M. Porson, que parecen) dever conduzir a
interessantes deduccOes.
Primeiro que ludo, lembraremos que chama-so ca-
lrico latente a quantidade de calor, differente em
cada corpo, que he absorvida quando esse corpopis-
sa do estado solido ao liquido, o do liquido ao de
gaz ou vapor. He assim, porexernplo, que a nev, ao
cahir, absnrve, sem aquecer-se, uma quantidade ile
calor que seria sullciento para dar um calor de "2
graos a igual peso d'agoa liquida. Em segundo lu-
gar notaremos que chama-se calor especfico de um
corpo a quantidado de calor necessaria para aquec-
lo tanto quanto a um igual peso d'agoa cujo valor es-
pecifico se toma porunidade. J era sabido que o
calor especifico nSo he o mesmo em os difiranles
graos de temporalura em que se observa, e notavel-
mente que o mesmo corpo solido ou liquido nSo tem
o mesmo calor especifico M. Person genoralisou este
principio, fez dellc applicaces mu curiosas, e fo
levado a admittir que o estado liquido nao he incom-
iativel com as'mais baxas temperaturas, e que o ca-
or latente de fusSo nada mais he do que a differenca
entre os calores totaes do liquido e do solido na tem-
peratura de fusSo.
EntSo, observando que a agoa, que durante a fusilo
da nove ha absorvido quasi 80 graos de calor, perde
duas vezes mais calor do que a niesina nev, dado
maco em as agoas do mar.ou que este gaz
emliberdade, annuncia M. Dumas novas experien-
cias tendentes a demonstraren) que, em certos casos
e sob a influencia do ar, pode o Hydrogeneo sulphu-
ronde das Antas tomn todas as providencias paralcias, al que seadoptassemoutras medidas. A ines-
repcllir o ataque. Diz-se tambem que se descobro ma ceremonia foi repelida em varias partes do ler-
unta grande porcao de racOcs do pSo envenenadas, rtorio: 21 tiros de peca do castello annunciaram aos
asquaes foram lancailasao Tejo, e preso um botica-
rio, que parece conprehendido no trama. NSo Ihe
quero estar na pelle.
lio Alemlejo consta que o conde de Romfim e Ce-
lestino deviain sabir de Evora no da 16, frente de
1,300 liomens, com destino n Almeirim e a Santarm
equcG. Q. de Avllar a frente de uma guerrillia se
liavia apoderado de Setubal : todava por ora nada
disto se confirma.
lie certo rumludo que o visconde de Sotubal
(Schwalbac ) que recebeo ordein do governo para vir
situar-se em Almeirim ou as proximidades para
obstara junecao das frcas de Romfim c Celestino as
do conde das Antas, permanece om Estremoz, o diz-so
Itic envin para Elvas o regiment n. 11, por nilo Ihe
inspirar confianca. Este procedmenlo de Schwal-
bac inspira recelos ao governo sobre a sua futura
conducta, c ha muila gente que j o suppe trai-
dor.
Parece que o conde das Antas s espera a junccSo
das tropas de Romfim c Celestino, para tentar um a-
Uque contra as frcas do Saldanha. Entretanto, co-
mo se v, as cousas apresentam demora, o quo nSo
me parece favoravcl para os revoltosos; porque,
quando mesmo os recursos se nSo Ihcacabem ( que
i i ir lim bao de acabar) os nimos esmorecem, co-
meca a desanimacSo, e depois ludo est perdido; por
rovseguinte esta demora da parle dos revoltosos em
tomara offensiva,he para muita gente incomprchen-
svej
No ultimo paquete do Sul chegaram de Cdiz as
esposas dos irniaos Cabrees. Estas senboras tecm si-
do comprimenladas por muilos dos amigos amigos
ile seus maridos, que parece as seguirSo em breve:
outros nSo Ihe teem ido a presentar os seus respeitos,
persuadidos que se pode muito bem governar e pas-
sar sem Cabrees. Veremos se pralicam o mesmo em
ustes chegando. He verdade quo tal vez s chegue
Jos Calmil, o qual por corto nao goza das sympa-
tbias de ninguem; porque Antonio Cabral conde de
Tliomar, esta nomeado cinbaixador de Portugal em
llespanha; passando o barSo de Renduffe para o
Brasil. Parece que a corle de Lisboa se acha descon-
tente com este senhor, desde que nSo couseguio sen-
tar no throno de llespanha, ao lado de Izabel II, um
jrmSodeel-rei D. Fernando.
A renitencia dos actuaes ministros, dos corifeos
do partido dominante c de altas porsonagens que
teem fHtp causa commum com esta gente.contina,
e nSo quercm ouvir fallar de irnnsaccto alguma
com os revoltosos. Exigem urna submissSo absolu-
ta, garanlindo apenas os postos e ttulos, os quaes
nilose tiraram nem aos niiguelstas pela convengo
de Eroramonte. Parece-me que os ebefes populares
nao cstarSo por isso em caso nenhum ; e talvez que
a obacca^So seja fatal a alguem; porque a resistencia
est organisada no paiz e cOm alguma constancia,
i trumpho nfio he duvidoso.
dem, 26.
O Diario de hoje conlm novas medidas coercitivas
contra os que nSo aceitaren) as notas do banco, ou
exigirem agio por ellas. Ordena-se que sejam logo
meitidos cin processo e castigados rigorosamente,
ficando incumbido aos administradores c regedores
fazercm as competentes revistas domiciliarias. Ape-
zar disso, julgo que nao so tirar melhor resultado
do que se tem tirado at agora.
com o governo militar adoptado pelas tres poten-1 reo converter-se directamente om acido sulphurco,
na superficie da trra, i Entilo, diz elle, se o gaz hy-
drogeneo sulphureo seproduzisse em toda a exten-
sSo dos piares, ver-se-bia realisar um desses grandes
equilibrios, de que j nos olereco tantos cxemplos
a historia da atmosphera. O sulphur quo exisle n'a-
goa dos maros em estado de sulphatc, della se desli-
gara constantemente transformado em hydrogeneo
sulphureo, para, na superficie da Ierra, de novo con-
verter-se em acido sulphurco eem sulphales, e para,
dissolvido pela agoa sob essa nova forma, tornar a
confundir-se com a niassa dos sulphales alcalinos ou
(erreos de que se liavia desligado. >
Alm disto, comprehendo-se a parte que o sul-
phur deve ter na formacSo dos entes vivos, durante
essas decomposcoes alternadas, sabendo-se que a
albmina, a fibrina e o caseum, conlem sulphur
conio principio cssencial. A vida animal ea vegetal,
diz M. Dumas, para se poderem 1 i vi emente desenvol-
ver em a superficie da trra, exigem que o sulphur
e os sulphales eslejam na primeira linha dos ele-
mentos que nella se encontram, e que por conse-
quuncia por um phenomono natural, sempre em ac-
tividade, seja mantida em a superficie do solo a di-
fusSo continua do sulphur.
habitantes de Cracovia a nauguracSo do novo sys-
tema do governo. O commissario imperial dirigi-
se entilo a igreja da Santa-Virgom no meio das accla-
macoes da populadlo. Canlou-se o Te-l)eum, e por
ultimo o li\ nio nacional. Dos guarde onosso
imperador Fernando N'um banquete dado no mes-
mo dia propoz o conde Castiglione um brindo sali-
do do imperador Fernando e de toda sua familia. A'
tardo illiiminou-se parle da cidade.
Journal des Debis puUlca a seguinte carta, da-
tada de Podgorze (cidade fronteira a Cracovia), a 15
de .novembro :
NSo existe mais Cracovia como cidade lvre. A-
manhSa se ha de fazera publicarlo ollicial da incor-
poradlo d'aquella cidade com os estados austracos.
As autoridades aduptaram as maiores precau^Oes,
para impedir que este laclo chegue ao couliecimen-
to do publico at se fazer a proclamacao. Poslarani-
seseutinellas as portas das casas, onde seestavam
imprimindo as novas ordenanzas O novo governa-
dor civil de Cracovia, Deyun, chegou aquella cidade.
Ogovernadormililar, Castiglione, esta alli desde a
ultima iiisurreicao. Galicia deve do receber uma no-
va organisacSo administrativa. Dizem que parto do
circulo de Wadowicc vai ser destacada da Galicia e
incorporada a Austria Silesia. Rumetto-vos esta car-
ta por mSo particular ; porque todas as cartas e com-
municacOes do Cracovia para a Allemanha ou Fran-
ca sSo interceptadas.
A (azeta de Augsburyo de 20 publica uma carta,
datada de Rruck, emStyria,a 16, a qual annuncia
quo s 9 horas da noited'aquelledia solemnisou-se
n'aquella cidade o casamento do duque do Burdeaux
coma princeza Tin-re/a de Modena. augusto par
parti da cidade logo depois da ceremonia. A igreja
receben um donatario de 1,000 francos, e foz-se ou-
tro de 2,5000 francos aos indigentes da cidade.
{Times.)
FKANCA.
i
BOIETIM DO MUNDO SC1ENTIFICO
CIIIMICA.
COMroSICAO DOS GAZES k'aiOa DO MAB.
PHVSICA.
CRISTAS OU COCAEBS COLORIDOS VISTOS NA LUZ POLARISADA.
M. Iladinger de Vienne, physico allemSo, havia
feito uma curiosa observadlo acerca dasapparencias
que o olho pode enxergar directamente na luz pola-
risada. Essa observadlo foi repetida por muitos phy-
sicos, e proaura rain explica-la. Pareca que era esse
um dos facros capitaes que inlluem no todo da scien-
cia; pretendia-se que elle era uma prova da per-
cepgSo immediata do movimento vibratorio doether,
aoqual, na theoria das ondulaces, so attribue a
produccSo da luz.
Em uma memoria apresentada academia, expli-
cou-o M. Sibbennann, de um modo mui simples, e
que faz desapparecer inteirameuto o maravilhoso
dessa pretendida descoberta, ora reduzda s pro-
porcOes de um pequeo facto, alias assaz curioso,
lleno olho do observador que todo o phenomenoso
produz. A cornea transparente despolarisa em parte
a luz que ja se a cha polarisada, como o faria uma la-
mina do chifre, ou de outra qualquer materia orga
nica, ocrystalinoexerceasfuiiccOes do analysador
da mesnia forma que uma tormalina. Mas procure-
n iud mesnia lorma que uma tormalina. Mas procre-
la rn que se possa conceber toda a importancia des- mos dar urna deia do que so passa entSo. Malus ce-
l"qJf_f t1,?.*l.aCf>.?LV.0.sl?noiJS a.z_e 5f^,lt"Jos nagoa Jlebro physico, descobrio no comeco do presen te s-
culo que uma vez que a luz tenha reflectido obliqua-
menteesob um certo ngulo sobre uma superficie
polida ou metlica, j nSo pode igualmente refiec-
tir-se em todas asdirecccs como a luz ordinaria :
a reflexSo verifica-se ainda em o mesmo plano em
que pela primeira vez teve lugar, mas he nulla em
sa
do mar, basta attender: 1., que esses gazes, a i ma
mesmo que apenas representassem uma quiuquage-
sima parte do volume das agoas, junto a sua superfi-
cie, formaran) uma carnada de mais de duzentos me-
tros de espessura sobre toda a superficie do globo ;
2., que esses gazes anda hoje concurren) para a for-
macSo o modilicacSo das substancias mineraes tanto
quanto concorriam nos periodos antc-deluvianos.
Do mais, linha sido esta quesillo tratada com tSo pou-
ca precisao, que ainda era reputada nina novidade
quando Al. Lwy della seoecupou em uma memoria
auecommunicou academia das sciencias em o l."
edezembro ultimo.
M. Dumas que foi oencarrogado de examinar essa
um plano perpendicular, ediminue a proporcSo que
se approxima dessa posicSo. A luz que uma vez as-
sim se recctio he a luz polarisada que rocebida pe-
lo olho se reputa va incapaz de manifestar por um
carcter qualquer a nova propriedade quehouvesse
recebido de uma primeira reflexSo.
Se no trajelo do raio depois da primeira reflexSo
quilla, ella deveria perder duas vezes 80 graos, ou
160 graos, quando nSo houvesse perdido mais de 80
graos. Assim, a agoa lquida e a solida ficariam in-
teiramcnte privadas do calor nessa temperatura que
M. Person toma pelo zero,ou pelo ponto de partida
de todas as temperaturas a medir. Concebe-se, pois,
que nSo existira mais o phenomono do calor laten-
te, se, a partir desse ponto, lodos os corpos conser-
yassein o mesmo calor especifico, qur no estado so-
lido, qur no liquido: de mais, quanto mais distan-
te do ponto de partida se achar o de fusSo, tanto
maig consideravel dever ser o calor latente, porque
ello he igual dilTercnca do calor especifico do liqui-
do do calor especifico do solido, multiplicados pelo
numero de graos, a partir do zero absoluto.
Para agoa, por exemplo, o grao de fusSo he a 160.
do ponto do partida, e o calor especifico a unidade,
no entretanto que o calor especifico da nev, que he
motade menor, d, em 160." do ponto de partida,
quasi 80" a restringir para obter o calor latente que,
assim, vom a ser quasi melada de 160." ou 80.'.
Essa fixacSo do zcro absoluto deve, primeira vis-
la, parecer emprica; mas uma vez que, como o de-
monstra o autor, ella so hnrmonisa com a determi-
nacSo do calor latente das ligas fusiveis, nilo se po-
den) deixar do admitl-la, salvo se se a modificar,
um pouco maisou um pouco monos, e entfio as for-
mulas que assentarom nessa supposicSo tornar-sc-
l)3o applicaveis solugSo de una multidSo de pro-
blemas. Foi assim que na ultima sessilo da acade-
mia, fez ver M. Person que com a sua furmula pde-
se calcular o verdadeiro calor latente da liga fusivel
de Darcct. Essa bem conhecida liga, formada do 8
p. de bismuth, 5 p. de chumbo e 3 p. de estanto, tem
a singular propriedade de derreter-se n'agoa cujo ca-
lor esteja a 96.", e por conseguinte ainda se nac acha
fervendo, o que permitle emprega-la em as mais de-
licadas experiencias.
Segundo a sua composieflo, c attento o calor laten-
te do bismuth, do chumbo e do estando, deveriara
ser precisos 10,4 para o calor a fusSo da liga, no en-
tretanto que a experiencia apenas da 6 Islo, pois,
provm de que os tres metaos da liga, derrelendo-se
a mais de 180 graos abaxo da sua temperatura me-
dia de fusSo, estSo no caso de um liquido por muflo
tempo conservado abaxo do seu grao de congclacSo
ou no estado de suspensSo: por co nsequencia o ca-
lor latente de cada um delles diminue do tantos
graos quantosos que da o numero daquelles multi-
plicado pela difierenca dos calores especficos no es-
tado liquido e no solido. Ora; fazendo-so o calculo
segundo esses dados, acha-so precisamente um nu-
mero muito prximo do que experimcnlalmente se
teria obtdo para o calor latente da liga.
F. DUJARDIN.
nmcxrx, u de jaweiro se m7.
Pelo briguepoi Iuguez Vestal que, procedente do
porto de Lisboa, entrn hoje nodesta cidade, recc-
bomoscartas do nosso correspondente naquella cor
lo, de23 a 26 de novembro do auno ultimo, e que em
lugar competente cnconlrarSoos nossos leitores.
Ellas minuciosamente dSo conta do estado finan-
coi ro de Portugal; dos rneios coercitivos a que o go-
lara
somclhanles
ida pe-
exer-
I ----------------, -.. wt^.^igs U(] UUB \J MCI-
raatos pontos, pde-se desde j consTderar lriSi5ij^^ (f


JJ-i.
um requinto de malvadeza, a do envenena-
cnl?' ,as raCoes do pilo que pelo mencionado e&er-
"'" iiliam de ser distribuidas; e dealguns outros
cl"i' dmenos importancia.
fondo brigue trOuxe-nos o Mario do Goterno
''lo nredito me/; do resultado de cuja revista
llflcrrernososnessos subscriptores em o numero
quinte ._______
nroronel Francisco Antonio deSouza l.eflo, cujo
"' |l0e noticiamos, alcm do enguiilio Timb,
"i,,., o de Paralibe, o nao o do Puulista, como,
Smil informados, dissomos cntfio.
CQMMERCIO.
Albudeca.
|,r.N|)IMi:NTOnOII.\ 14.......13:189,05*
DESCinanoAM nOJF 15:
lariiue ry/A.a -- hacnlhuo.
Le..S.-Domingo$--vinhos, vinagre e ceblas.!
[ "rig,ie_/fe/>nce--inerca polura Catharina dem.
Consulado.
RF..NDIMENTO DO l)IA 14.
fn d.'*curso.s 1ue ao mesmo tempo mostram a ncc*s-| o Sr. que pretende comprar o tanque de ferro
2 na de termos todo respeito ao principo que existe atrs do theatro vclh^, pode vir recbe-
lo pelo proco que offereceo.
da igreja. A leitura de um tal folhcto torna-so inne-
gavelmento ncoessaria a todos os quo profossam a
religiao catliolica apostlica romana.
Vende-se na praca da Indeucndenci
400 rs. cada fuihclo.
Independencians. 6o8por
ral. ;
provincial.
Movi lucillo do Por lo.
2:233,681
947,358
3:181,042

----------------------- i < I
ya tos entrados no dia 14.
Ilahia; 9 das, barca ingleza Uerold, capitio William
Turnbull, de 313 toneladas, equipagem 13 em
lastro: a F. Rohiliard.
Terra-Nova; 40 dias, brigue inglez Ann-Johnson, de
joo toneladas, capitiio James M. .Vi II, equipagem
carga 2705 barricas de bacalhaoj a James Crab-
iree & C.
lishoa; 39 dias, brigue porluguez Vestal, de 127
loneladas, capitilo Joilo da Costa Noves, equipa-
gem 10, carga vinbo, sal o niais gneros do paz :
a Nascmento i Aniorim. Passagoro, Manocl Ig-
nacio Itodrigues Vidal, l'ortuguez.
Stockholm ; 74 dias, brigue sueco Johan, de 140
loneladas, capitilo R. Ulandor, equipagem 9, carga
(aboado, alcatro, breu, ferro, mastros de pinho o
mais gneros do paiz: a Rothe & Itidolak.
Navio sahidn no mamo dia.
Paraliiba; hiatebrasileiro Pureza-de-Maria, capitSo
Hcrnardino Jos Bandeira, carga varior gneros.
I'assageiro, JoiioCorreia da Fonseea.
Ktfilal.
Jotlo Xacitr Curneiro da Cunlm, /dalgo cavalleiro da
tata imperial, cavalleiro da ordem de Chritto, e admi-
niilrador da mesa do con'ulado desla provincia, por
S. M. o /., que Heos guarde, ele. '
Faz saber que, no dia 19 do corren te, a 1 liora da
larde, se ha de arrematar em praca ni porta desta
reparlicao 1 caixa con assucar branco do engenho
N.-S.-do-Rozario, da provincia das Alagas, de n. 2,
marca II, posando liquido 47* arrobas, a 2,200 rs.
a diln, consignada a l,ourenco Jo das Neves, e ap-
preliunilida no trapiche do Polourinho, |tor falsifTca-
Clo da lara, pelo guarda Francisco Jos de Veras :
a arrcnialaijilo be livre de despezaao arrematante.
Mesa do consulado de l'ernambuco, 14 de Janeiro
de 1817.
O administrador,
Joo Xavier Curneiro da Cunha.
BR1LI1ANTK PRESEPIO
IV o
Theatro publico.
A DEGOLACAO DOS INNOCENTES.
Sabbado, 16 docorrenh.
Est novo e brilhante acto ser adornado com ao
ana (aim do outrasi do soldado de llcrodes e o
dueto da arvoradaQuando rompe a fresca aurora^.
A degola ser execulada com toda a verosimilhanca
em meninos de dous anuos e automatos bem seme-
Ihanles,cuja exccucDo ser ensaiada a primor: su-
bindo na scena-final as almas dos innocentes glo-
ria.
Avisos martimos.
Declarares.
"IUMATACAOqURPEIIANTB THKSOUIUMA DAS E*OAS
"'"OVIVCIAESSR IIt DE FFFEITUAR HOJE, 15 DO CJRAKN-
''E PELAS 12 HOKAS A MAMIAA.
0 cmpcdraniento do 270 bracas da primeira parte
ooitavo lauco da estrada do I>n-do-Alho, feito se-
guido o systema de Mac-Adam, dentro do prazo do
4 mezes, contados da data da arrematado, e pela
qnantia de 2:160,000 rs. pagos en quatro presta-
res, pela niancira prescripta em o artigo 15 do re-
glamento de 11 de julbo de 1846.
- O arsenal da guerra compra 4 arrobas de sali-
tre refinado urna dita de resina de cajueiro e 4ca-
adas do ago'ardcnte branca : quem laes gneros
liver. da melbor qualidade, e quizer forneccr, man-
' ara sua prqposta em carta fechada, a directora
Jo mesmo a; seal, at o dia 18 do corrente. Ar-
senal de guerra 14 de Janeiro de ,1847. Joo Ri-
fado da Silva, amanuense.
0 arsenal de guerra compra duas resmas de pa-
l"'l de peso, Iros ditas de papel almasso, cenlo c cm-
'penla fothasde papel de desenlio, seis garrafas de
tinta preta, quatrocentas pennas de escrever, doze
'hiziasdecrayoes, dozeditasde lapis, oitoduz.asdo
'aras de mesa, de rabo de osso, oito ditas de garlos
com ditos cabos, c oito ditas de eolheres de metal;
quem taes gneros quizer fornecer mandarai sua pro-
P'ista cm carta fechada, com as amostras, a directora
Jo mesmo arsenal at o dia 15 vhoje;do corrente mez -
Arsenal de guerra, 12 do Janeiro de 1847. Joao
Iticardo da Silva, amanuense.
0 abaixo assignado, encarregado do laiicamento
la decima dos predios urbanos do bairro de Santo-
Wilonio, participa aos inquilinos das casas e pro-
letarios do dito bairro, que, no dia 15 do corrente
e/., dar principio a collecta da mesma dcima,
riiiemiado pela ra da Cadeia: epor isso previne
ms msinbs (iue tenham promplos os seos recibos
para avsla dos mesmos poder azer o referido liin-
eainonlo, deconfoniiidadecom o "t'go 10 I. do
cap 2 doregulainenlode 16 de abril de 1842. -
Mesa de rendas internas provinciaes, 13 de Janeiro
de 1847. O 1.' escriturario, Joo Ignacio do lle-
go.
Para o Hio-de-Janeiro sabe, impreterivelmente
dentro em poocos dias, o patacho lourenco, capitSo
Jos Mara da (rara, recebe carga miuda e escravos:
quem pretender ombarcar cntenda-sc com Francis-
co Alves da Cunha, ruado Vigario,n. 11.
Para o Rio-Crande-do-Sul segu impreteri-
velmente no dia 22 do corrente, o briqueComp'ti-
dor; recebe nicamente passageiros e escravos a
frote para o que trata-sc con Comes & Irmo, na
ra de Apollo, n.2.
jjjj Para o Aracaly segu viagem a sumaca Car-
~^M m ''a> mestre e dono Jos Goncalvcs Simas:
"SSIBfcpnracarga e passageiros, trata-se com o
dito mestre, ou com l.uiz Jos de S Araujo na ra
da Cruz, n. 26.
Para o Aracaty segu viagem,o mais breve possi-
vol, o hiale Nereida, por ter o sen carregamento qua-
siprompto: quem quizer carregar ou ir de passa-
gein dirija-sen ra do Vigario, n. 5.
= Para o Rio-de-Janeiro seguir breve o velci-
ro brigue Ueli'ario o qual pode aihda receber al-
guma carga, escravos e passageiros, para o que tra-
ta-sc com Amorim Irmios na ra da Cadei n. 45,
ou com o capitilo a bordo.
Para Lishoa segu viagem, com a maior brevi-
dade possivel, a barca portugueza Tejo, capitilo Sil-
verio Manoel dos Res : quem na mesma quizer car-
regar ou ir de passagem para o que tem excellentes
commodos, dirija-sc aos consignatarios, Oliveira
lrmSos& Companhia ruada Cruz, n. 9.
- I'ara o Ass sahe.imprelerivelmente no dia 18 do
corrente, o muito veleiro hiale S.-Joo, e ainda re-
cebe alguma carga miuda ou passageiros: quem pre-
tender ir de passagem dirija-sc a bordo, ou a ra do
Qucimado, loja n. 7.
Leudes.
Quem precisar do urna ama para casa de um
homom solteiio eslrangcirn para lavar, engommar
e facer todo o mais servico dirija-sc a ra da Roda,
casa junto a coclieija do Sr. I'essoa.
Precisa-se d um pequeo de 10 a lennos,
paracaixeiro : njrua do Rangcl, n. 17.
- No dia 9 do corrente, cntrou na cocheira do
Frederico Ilansen um cavallo : a pessoa a quem per-
leticcr dando os signaese pagando as uespezas,
Ihe sera entregue.
OSr. Francisco Soares l.ieuthier tem urna car-
la na ra do Queimado, n. 55.
C4SA DEEDUCACADti MENINAS EM O I.IMIT
DO CARO.
1) Izabel d'Austria o sua prima D. Aurelia L'mbe-
lina do Carvalho teem estabelecido una casa de -
iaea(0o de meninas, junio ao engenho Jurisaca, no
limito da villa do Cabo, sob a dcnominaciU do f7o-
legio S -Jos.
Receben no dito ostabelceimenlo quo se acha
com as conimodidadcs nocessarias, alumnas inter-
nase meias-pensionistas; eensinam a ler, escrever,
contar, doutrina christla, grammatica nacional,
geographia e liistoria, e toda a qualidade de costu-
ras o bordados, mediante a retribuico seguinte:
Por cada alumna interna 20,000 rs. mensaes que
prefazom a somma annual de 240,000 rs.,cujo paga-
,hZ Precisa-S0 edous amasadores que mam pc-lmentoserfcitocm 3 prestaces de 80,000 rs., al.*,
ritos; pagam-so bem, agradando : em Olinda, na no diada entrada, a 2.' no 5.* mez, e a ultima no
paiiuna do Varadouro. r,nvn
Luiz Bruguire continuar, por intcrvenc*'0 do
corretorOiivcira, o seu leiliio de grande sorlimento
de fazendas, calcado, niiudczas, inclusive sellinsc
conservas de ructas, carnes, peixe o algumas em as-
umios para liquidaciio do seu eslabeleciment:
boje, 15 do corrente, s 10 horas da mandila, no seu
armazcm, ra da Cruz.
O corretor Oliveira far leililo da mobilia e de
todos os mais adornos da casa dolllm.Sr. l.uiz Fran-
cisco de Mello Cavalcanti, prximamente retirado
desla provincia, cujos objectos seria ocioso enunciar
pela sua mulliplicidade, lano dos de bom gosto, co-
mo da maior ulilidade, assim como de algumas o-
bras de prata : segunda-feira, 18 do corrente, as 10
horas da manhfla, ra da Aurora, n. 20.
/Ivisos diversos
OLIDADQR.
O n. 147 sabe boje a larde, conlendo um extenso
retrospecto os Tactos ar-
uma
artigo que dcscreve en
bitrarios praticados em 1846 nesta provincia ;
correspondencia da comarca da Roa-\ isla, etc.
Vende-sena livraria da praca da Independa, i
6e 8, e na tvpographia Uniao.
lotera
DA MATP.IZ
DA CIDADE DA VICTORIA.
6:000^000 de rs.
As rodas desla lotera teora o seu impreterivcl an-
lamenlono dia 29 do corrente mez, no consistorio
jngrejadaConceico do militares, anda que al_-
FnMieflcao lilleraria.
Acaba de ser publicada, emum folhcto de 78 pa-
-inas. a discussao quo qaassemblca desta provincia
sesucilou cerca do direilo que tem o Esm. prela-
do de ser ouvido quando se tratar de divisos de fi e-
guezias. Obro por cerlo intcressanle, tanto por se a
prim.ira que apparece ueste genoro, como porque,
sendo aquella embica negado por alguns de seu
niembrosesse dircito ao Esm. prelado, apDarecem
;ni sustcntacSo desse mesmo dircito os mais bnlan-
gnl'poneos" bilhctcs liquem por vender.
destes deve ser procurado no bairro
O reslo
do Recite ,
s loias de cambio dos Srs. Manocl Gomes e V.e.ra;
nodeSanto-Anlonio, na loja o lhe.oure.rc. Ario-
nio da Silva Cusmo, e na botica do Sr. Moro.ra
**V&ZS2i'An. a premio de 1i por
cento ao mez : dflo-sepaia seguranc.a ou hypotl.eca
Suasxasas terreas, sitas na ra Imperial, e pagam-so
os juros todos os mezes: quem quizer anuunc.e. ,
Aula ele IX a vega cao
meiro piloto pela academia imperial dosguardas-
marinhas, contina a ensinar navegagno pratica e
1icoiira, na ra Direita ... 91, pnme.ro andar
Persunta-se a pessoa que se achou com a habi:
lidade de tirar urnas cartas do corrcio nara Joflo Jos
la Cosa Santos, qual o seu intento a U.Mto
Espera-s que as entregue na ra arga do omtio,
deposito n 23; pois julga-se nao haver outro de i-
Eiial nomo, para haver engao.
-- OsSrs assignantesdo jornal Panorgma quei-
ram mandar buscar os ns. chegados ltimamente,
na botica de Luiz Pedro das Neves, n. 47-
sa
trat
'"'aa-se urna casa terrea na ra Helia, com 2
,_^_ <*.. ..:...! cacimba
lias 3 alcovas, cozinha fora, quintal o cacimba : a
alar na ra di Collegio,n. 15, segundo andar.
-. Prccisa-se alugar duas prcus ou moloques que
telan fiis para venderem na ra dando-se 10 000
rl men"es' c^o sustento : na ra da Clona, n. 10.
-Prccisa-se alugar urna escrava oucscravo que
aibaco/inhare tratar dos arranjos do urna casa, e
principalmente do meninos na ruado Aragilo, i.
27,ouaiinunce.
Comprou-se, porordem do Sr. Joaquim Avcl-
lino Tavares morador na cidado do Lisboa o bi-
Ihcte numero 1924 da primeira parte da primeira lo-
tera concedida a favor das obras da igreja matriz
da cidade da Victoria.
Aluga-sc urna casa terrea na ra Augusta, com
commodos para familia; urna meia-goa|na traves-
sa do Dique : a tratar na ra da Praia, n. 10.
Manoel Comes da Cruz comprou, por contado
Sr. Antonio Narciso F'errcira, de Macei, o meio bi-
Iheten. 5305 da lotera do theatro de Nictheroy do
Rio-dc-Janeiro.
Aluga-se urna escrava que saiba cozinhar e fa-
zer a mais obrigaciio de urna casa : na ra do Collc-
gio, vendan. 16.
Precsa-sc alugar urna ama secca para casado
urna senhora a qual saiba fazer todo o servico do
casa e engommar, anda que soja estrangeira com
tanto que lenha'boa conducta: na ra Imperial,n 47.
Precisa-sede dous aprondizes de charuteiro ,
e de um caixeiro para venda : em Fra-de-Portas,
n. st.
O abaixo assignado julga do seu rigoroso dc-
ver agradecer ao Sr ofilcial que se achava de estado,
no dia 12 do correte nocorpo de polica a pres-
teza com que mandou soccorrer a sua casa que se
achava em estado dequasi evadida de tentativa direc-
ta,da qual.senito fosse a sua prrsrnca,resultara a sua
perdc"o praticada porum individuo por antono-
masia Cncavo -. e juntamente agradece as boas e
semprc louvaveis manciras e allencilo com que o Sr.
chefe de polica se dignou ouvir-lheedar suas or-
dens n lal respeito. Josl'intode Barros Monleiro
Cuilherme Soares llotelho roga a lodos os seus
devedores antigos c principalmente quelles cujos
dbitos datam de 1840,Ihe queiramsatisfazor at fins
de fevereiro prximo vindouro; na certeza de que,
lindo este prazo, nito ter mais contemplaclo, e usa-
r dos meios judiciaes.
Cdulas encarna-
das de 20,9 rs. c brancas
de <2.?000 rs.
Na esquina do Livranicnto, loja de 6 portas re-
cebem-se cdulas encarnadas de 20,000 rs. e brancas
de 2,000 rs., a troco de fazendas.
Prccisa-se de 1 caixeiro para tomar conta de urna
venda por balanco em um dos melhorcs lugares da
Boa-Vista, por ser ra publica : quem cstiver nes-
las circumstancias dando fiador a sua conducta,
dirija-so a ribeira da Roa-Vista, venda debaixo dos
arcos, que se dir quem precisa.
Na ra larga do Rozario, 11. 48, segundo an-
dar, conlinia-se a ensillar primeiras Ictlrw, latn e
francez. O professor prometi desvelar-srflio adan-
lamento dos meninos quo Ihe lorem confiados. Na
mesma casa dilo-se Mcesde aritbmetica e geome-
tra das 6 al as 8 horas da nole.
Itebatem-sc ordenados e ttulos pertencentes a
thesourara provincial: na ra das Triiicheiras,
sobrado 11. 50.
A senhora Luiza Joanua Jordoa, moradora no
pateo de S.-I'cdro va rcsgalar o seu penhor que es-
t empenhado no pateo da S.-Cruz, sobrado n. 2,
al 20 do corrente mez; do contrario, ser vendi-
do para pagamento do principal e juros nao Ihe
(cando para o futuro dircito a rcclan.acio alguma ,
em consequcucia desle annuncio.
Prccisa-se de un caixeiro que entenda de pa-
daria para vender na sala : na ra Imperial, 11. 43.
Aluga-se una preta que sabe cozinhar, en-
gommar, lavar, tratar de meninos, e ludo que diz
respeito a una casa do familia: quem a pretender
drija-.se a ra eslreitado Rozario n. 30, segundo
andar.
Precisa-se de una ama que quena servir em
urna casa de pouca familia, prefenndo-sc crioulac
de meia idade, e que d fiador a sua conducta e nilo
tenba falta nenhuma ; d-se o sustento o vestuario :
em Fra-dc-Potas confronte ao hospital de mari-
nba,n. 147.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 82, da
ra Diroila, muito fresco e com commodos para fa-
milia : a tratar no piimeiro andar do mesmo so-
brado.
Aluga-se a casa da esquina da ra do Ho-
gueira, con oililo para a ra de S.-Jos, a
qual tem 2 quartos, 2 salas, cozinha fra ,
cacimba e portao concertada de novo ,
com jan'ellas nooililo : a tratar na praca da Inde-
pendencia, livraria ,ns. 6e8.
AVISO AO PijRLICO.
Desde o dia II do corrento mez acha-se na pas-
sagem da ponte da Tacaruna urna canoa que pe-
ga 30 pessoas destinada a receber passageiros c
cargas de um para outro lado, todos os dias, das 6
horas da manhSaataseda tarde impreterivelmen-
te ,e continuar dita canoa no caso de nfo haver
notavcl prejuizo: cuja passagem ser por mdico
preco.
Alugam-seos segundo e terceiro andares do
sobrado da ra do Trapiche, n. 36 : a tratar no pii-
meiro andar do mesmo sobrado.
Alugam-so os segundo o terceiro andares da
casa n. 17 da ra do Collcaio, com commodos para
familia : a tratar na ra do Vigario, n. 5, primoiro
andar.
___Aluga-se a prensa ou armazem n. 7, sito 110
rgo da Assembla, no Fortc-do-Matto que, aln
deservir paraacondicionamenlodo algodflo tam-
ben he pronrio para um bom armazem de recolhcr
farinha, vinhos, madeiras e mais gneros de estiva :
a tratar na ra do Vigario, n. 5, primeiro andar.
Aluga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, com ptimos e muito asseiados
commodos para moradia de homem solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar dirija-so ao
mesmo sobrado qualquer hora.
__Precua-ie de douj lavradores ; em cata do doura-
dor, ou fabricante de candlelrot de gar., na ra No-
va n. 58.
quintal
oitavo
Porcada alumna meia-pensionista 12,000 rs. men-
saes que prefazem a somma annual do 144,000 rs., cu-
jo pagamento ser Teto cm 3 prest acns de 48,000 rs.,
nos meamos pra/os do anterior.
F.nsinan alm disso msica vocal e piano, desenlio
e danr.-i, pela seguinte retribuieflo :
Msica vocal e piano, por mez.....10,00o
Piano somonte, dito. ......6,000
Desenlio, dito..... 5,00
llanca, dito...........4,00
Adverlen, poren, mo todas as retribuic^cs deven
Sr regulares, o mandadas entregar no collegio.
Ocstabelecimenloabrc-se no da 19 do corrente.
Collegio de S.-Jos em Jurissaca, 7 de Janeiro do
1847.
/>. Izabel d'Axntria.
D. Aurelia Umbelina de Carvalho:
ATTENCAft!
Para se dar cumplimento ao artigo 2 dos estatu-
tos, a mesa regadora da irmandade de N. S da Cou-
ceicilo, manda convidar a todos os irniHos, com es-
pecialidade os novos eleitos, eompareccrcm bo-
je, 15 do corrente, as 4 horas da tardo no respectivo
consistorio, visto quo, por falla de comparccimentn,
mo pode ter lugar a posse Venancio llenrique do Itezcndc contina a dar
liclesde la ti 111, francez e inglez, na casado sua re-
sidencia, n. 32, da ra do Rozario da Roa-Vista.
Precisa-se fallar com os herdeiros do fallecido
Manocl Goncalvei do Mello ou ao seu corresponden-
te nesta praa; annunciem a sua morada, para se fal-
lar.
l.uiz Concalves Pcreira cidadiio brasileiro, rc-
lira-se para a provincia do Para.
Jos Lourenco Meira de Vascon-
cellos, professor substituto de latim do
collegio das artes de Olinda, tem alierto
a sua aula particular de latim, em sua ra-
sa, ao p da ladeiro da S, aonde conti-
na a receber pensionistas, mesmo aquel-
los que pretendam cursar outras aulas no
referido collegio das artes.
Aluga-se urna casa terrea na ra das Trinchei-
ras: no sobrado da mesma ra, 11.19.
Os administradores da massa fallida de Jon
Luiz Vanna convidaiu oscredores commerciaes da
mesma a remetterem a casa de Avral & Irmftosanolu
dos seus crditos-assignadase mencionaudoaquan-
tia por quanlo silo credores e porque titulo, para
se proceder sua veriflcacAo. Igualmente convidan!
os credores do mesmo por dividas do alugueis
forneciinenlo de subsislencas e salarios a apre-
sentarom as suas coulas igualmente assignadas. Indo
at o dia 17 do corrente
O abaixo assignado declara ao publico quo
comprou ao .Sr. Joo Pcreira Lagos as suas duas es-
cravas, una de nome Mara, e outra de nomo Mari-
auna: por conseguidlo nada tem mais o ditoSr. La-
.oscom nsescravas, por me adiar munido dos titu-
lse bilbelede sza pela quantla do seiscentos mil
mii, Homo Anlomo da Silva Alcntara.
Perdcu-se urna ledra da quantia do noventa o
lres mil e lanos ris.acela pelo Sr. JuliSo Leocadio
Lima, c endossada polo Sr. Diogo Jos da Costa; por
isso o abaixo assignado rogs ao aceitante e aocn-
dossaiilcdadilalettraquenilna pagucniseno aoscu
proprio dono, pos para isso j estilo prevenidos,
etc. Antonio liento Je Araujo.
Macario Schltim, subdito napolitano, inudou-se
do Alerro-da-Roa-Vista, n. 6, para a ra do Arag3o,
11. 37, onde faz toda e qualquer obra de cobre es-
tanto e ferro, por preco commodo.
O abaixo assignado faz publico, principalmen-
te aos paisde seus alumnos, quo desde odia 11 do
corrente mez so arham abortas as suas aulas para
meninos e meninas, na casa de sua residencia no
bairro da Boa-Vista, Iravcssa do Veras numero-
13, ende tamben continua receber como at aqui
meninos pensionistas c mein-pensionistas, para o
que a casa oflerece boiis commodos: sobro o trala-
iiii-nio, boa oltiiMCio e adianlamento que sempre
tem prestado a seus alumnos durante novo annns
que labora nesto exercicio, o faz cror que o respeita-
vcl publico est satisfeilo pela preferencia c esculla
que Ihe tem merecido.
I'oljearpoNunes Crrela.
Aluga-se urna casa terrea com sodio corrido,
muito fresco, por ter 3 janellas envidracadas, com
cacimba meieira, cozinha independonte, sita no bec-
co do Serigado : a tratar na ra da Cadeia, n. 25.
Fabrica de chapeos
Pas*
11. S
Joao Loubet adverle aos seus freguezes que
queiram desenganar-se por urna vez sobre os
objectos abaixo declarados, tanto em preco
como em qualidade : tem nesta occasiilo um rico
sorlimento de chapeos de sol furta-cores c pretor
com barra lavrada os mais modernos quo leen
apparecido nesto mercado, de igual sorlimento ; e
lambem chapeos do sol, de panninho de todas as
corse ultimo gosto da rainha da Escocia; e para
senhoras um completo sorlimento dos mesmos de
todas as cores, pois seus gostos silo da ultima mo-
da de Paria. No mesmo cstabelecimonto se acha um
completo sorlimento de sedas o panninhos de todas
as cores, proprios para toda e qualquer obra que se
quizer fazer pois quo sao proprios para esse fin.
Tambcm se concertam chapos de sol, tanto de ho-
mom como de senhora, com toda a perfeicao, por
preco commodo, e com a maior brovidade possivel.
Na mesma fabrica tamben se vendem baleias para
espartilhose vestidos.
de sol, na ra do
seio-Publico,
T


!
1
Alugam-se as seguintes casas : n loja do sobra-
to do Atorro-da-IIoa-Vista n. 6 com proporcoes
para qualquer estabelecimento ; os dous tcrceiros
andares dos sobrados ns. 4c 6 do Aterro-darRoa-
Vista todos pintados earranjados. com slito o ca-
vallarico per 300,000 rs. annuaes ; os pn'mciro e se-
gundo andares do sobradinbo do pateo da S.-Cruz ,
n. 14, pintado de novo; urna casa terrea com quin-
tal cacimba e mais commodos pira grande familia,
na Trempc nn ra da.Soledade, n. 31, por 12,000 rs
inonsaes: a tratar no escriptorio deF. A. de Oliveira
& Kilhos, na ra da Aurora n. 26.
I'recisa-se alugar un preto que seja capaz e fiel :
no pateo da S.-Cruz, n. .
Antonia Francisca de Albuquerque Monteiro,
viuva de Manoel Bernardino Monteiro, faz scicnte
a todos osiseus credores que est procedendo a in-
ventario do bens de sen casal, pelo juizo do civel da
segunda vara escnvfio Souza ; assim cmo que os-
la diligenciando a venda de scu sitio, afim de poder
pagar aos meamos credores c evitar questes litigio-
sise despezas de custas. Concluida que sejaa referida
venda, participar aos ditos credores para receberem
sseus dbitos, com ordom do juizo respectivo.
Vende-se sal deCadix, a prego barato a bola-
do jJo brigue sueco Clara : a tratar na ra da Moeda,
Compras.
Compra-se para remedio urna cobra do viado
queosleja viva: na praca da Boa-Vista, sogundo an-
dar da casa n. 32, ou annuncie para ser procu-
rado.
Compram-sa 3 ou 4 pretosolliciacs de sapatei-
ro ; sendo de bonitas figuras, pagam-se Jiem : na ra
da Concordia passando a pontezinba, a direita ,
segunda casa terrea.
Compra-sc o Conde de Monte Cbristo om se-
gunda inflo : quem tiver annuncie.
Comra-seuma escrava que saiba cozinhar,
engommar, c que nflo seja recolhida : cm Fra-de-
Portas, n. 135.
Vendas.
fas,
-- Vende-se suporior fumo em follia para charu-
to : no armazem de Dias Fcrreira, defronte do caes
da Alfandega a tratar com Silva & Grillo.
Vende-se palhinha ou rotim para assenlo de
cadeiras.dc muito boa qualidade, cm poreflo ea
retalbo por preco commodo : na ra do Vigario
n,25, primeiro andar.
- Vei
FOLHhNHAS
de alman.ik e de porta.
A edico mais correcta e com
pela que existe deslas folliinhas,
est venda as livrarias da pra-
ca da Independencia, ns. 6 e 8; da
esquina do Collegio; e na Boa-
Vista, botica defronte da matriz,
pelo preco do costume.
Vende-se un sitio de torras proprias, na estra-
da de Agoa-Friade Beberibe, com casa de taipa e ar-
voredos do fructo ; cujo sitio oi do fallecido Jcro-
nymo Jos Marlins a tratar no inesmo sitio, ou na
ruado Pilar, Dalco da igreja, n 8, do lado do Poente.
JNa loja de Guimares Se
rafim & Companlii.t, en Ir on(e
ao arco deS-Antonio, n. 5, ven SlSfi^Tro3ro*:
dem-se lencos de vapor, de pa
dries modernos, pelo barato pre-
co de 480 rs, cada um ; lencos
francezes de cores finas e fixas ,
fingindo seda a 480 rs. cada un;
brim escuio francez trajinado, de
puro linho, a 720 rs. a vara.
Lances da fortuna aos
20:000^000 de rs.
Vcndem-se bilhetcs, meios, quartos, oilavose vi-
gsimos da lotera do theatro da cidadede Niclheroy
UoBio-dc-Janeiro : na ruadaCadeia, loja de cam-
bio doSr Vieira.
n. 7, eom Leopoldo k>s da Costa.Araujo.
Vendem-se nTarmazem Jo Bragucz saccas
com feij3o-*Vadinho, muito bom a 3500 rs.
Vende-se um refe com seu tereado : na ra das
Cruzes, n. S4.
- Vende-se polasa* branca, da
mais nova e superior pie ha nes-
te mercado, por mdico preco:
na ra da Gadea-Velha, armazem
n. 12, de Bailar 3* Oliveira.
-- Vcnde-se urna preta,* por 300,000 rs. que co-
zinha. lava roupa vende e compra na ra : no pa
teodo Carino loja do sobrado n. 7.
Vende-se urna mulatinha do 14a tSannos, mui-
to linda para urna mucama : na ra do Crespo, loja
Vendem-se 4 escravas que servem bem a urna
casa, vendem e compran) na ra ; urna parda de 20
anuos, perreita engommadeira, costureira e cozi-
nheira ; urna dita de 14 annos, muito linda o boa
para se educar; 2 escravos bons para o servico de
campo; 1 moleque c um mulatinhode 16 annos, que
dao-se por muito commodo preco, por procisarem
deum pequeo curativo; um dito de 10 annos, mui-
to esperto para servir urna casa : na ra do Cres-
po, n. 10, primeiro andar.
Vendem-se roquetes para padres, por preco
l na praca da Independencia, n. 19.
Vende-se um sitio com bons commo-
dos para tudo, boa casa;, com agoa
correnle que se tem banlieiro pelo ve-
rflo com bom pasto para vaccas de loite e Ierras
para plantar, frucleiras com olaria barro ao p
para toda obra : nos Remedios, sobrado que tem
olaria.
*- Na loja de Guimares Se-
rafim & Companhia, confronte
ao arco de S.-Antonio, n. 5, ven-
dem-se cassas finas, largas e fian
cezas, pelo barato preco de 480
rs. avara; chitas francezas, lar-
a 280 rs. covodo.
ende-sesarca-parrilha, de boa qualidade, por
preco commodo : no armazem do Braguez ou a
tratar com J. B. da Fonseca Jnior na ra do Viga-
rio n. 25, primeiro andar.
Vende-se um preto official de sapateiro de 23
a 24 annos i na ra da ."adela do Recic, loja de Cue-
des& Mello.
M Vcnde-se o sobrado de 3 andares e solflo,
n. 15, da na de Apollo, o qual he muito
bom repartido e tem cozinba em todos os
andares. por preco bastante commodo: na ra da
menosque em outra qualquer parte, om casa de
('laudjo Duboux na ra dastarangeiras, n. 18.
Vende-se na loja de miudezas da ra do Crespo,
>i- II, charutos regala de superior qualidade, a 1,700
|S- a caixa.
-- Na toja de Guimares Se-
rafim & Gompanhia, confronte
ao arco de S.-Antonio, n. 5, ven-
derse papel almaco aparado, a
2800 rs. a resma ; fita de retroz
e cores, peca grande, a 700 rs.,
surtidas retroz preto, azul e sor-
lido, a 10,000 rs. a libra ; cor-
tes de pelle do diabo, a 1440 rs.
Grammatica do Salvador,
soxtaedicflo correcta o augmentada : vende-se na
livraria da esquina do Collegio.
t\a ra do Trapiche, n. 54,
armazem de Fernando
de Lucca,
vendem-se os seguintes gneros, recenlemente
chegados pela barca '/Alia: confeturas e fructas
conservadas em frascos; salchichas em potes peque-
nos, de 3 4 libras; conservas do legumes, de carne,
de pepinos ecebollinho, de varias qualidades; amei-
xas; e tambem champanha, vnho do Porto, Sher-
ry, Madeira, vnho do Hheno, Sauterne, Clarette em
quartolasecaixas; dito engarrafado, 400 rs., muito
bom superior cognac, rhum de Jamaica, Arme, ge-
nebra de Hollanda, vnho de Malaga velho, em meias
garrafas; chocolate de Pamille; passas miudas; cer-
vejas; repolho conservado; barris pequeos de cu-
viar; mostarda franceza e ingleza, charutos. Todos
estes objetos silo da mclhor qualidade e por preco
commodo.
As cautelas da lotera da cidade da Victoria acham-
ic de hoje.em dJante expostas venda no Atorro-da-
Vamos afreguezar-
nos como baratei-
ro, que elle lem pe chin-
chas de fmuco dnheiro!
<.,.; Oanligobarateiro est torrando por .poueodi-
X, nheiro, na sua nova loja de miudezas da ra
Collegio, n !), um novo sortimento do chapeos de
sol, de seda nara senhora pelo antigo preejo de 2880
rs. cada um ; botOes de duruque c de soda finos, a
200 rs a duzia ; ditos de madre-dc-perola a 480 rs.
a groza ; ditos de metal para calcas, a 320 rs. a gro-
za ; carteiras de algibeira a 100 rs. cada urna, trin-
chantes de cabo de marlim e bfalo sendo faca
grande c garfo de mola a 1440 rs cada trinchante ;
- Vcnde-se um bereo de Jacaranda, de molde an-' Peillcs '' Pre"ler cabello de tartaruga, a 2000 rs. ;
tigo mas envci nisado e com cortinado por 10 000 l0(lues de scda com afeites dourados.a 2400 rs cada
rs.; urna podra de filtrar com sen mocho e jarra ua,' um cll!,PP0S do cambraia enfeitados para meninas,
ruada ".'inflo, junto a typogruphia ja2/rs. cada um;luvasdc algodflo brancas c decores,
Vende-se una cab'r- '- ""------- -i-s_j. I
gura quocose, engom
de 30 annos, com as
to do nacflo : na ra ._.
cima da loja do Sr. Lody.
peos, a 320cada um ; riquissimos caivetes finos de
umaeduas folhas, e outras muitas miudezas, por
Vende-se urna poreflo de telhas trincadas, mu
to boas duas grades de telhas, urna nova e outra
usada, e diversas grades de tijolos : na travessa da
Concordia sobrado n. 5.
Vcnde-se um pardo, de25 annos, de boa figu-
ra, ptimo carreiro; um dito, de 18 annos, pro-
prio para pagem ou outro qualquer servico; 2mo-
leques, de 14 anuos, do bonitas figuras esadios : no
armazem de farinha do caes do Collegio.
Vende-se sal em grandes e pequeas porcOes :
na ra da Moeda, armazem n. 7
Vendem-se 9escravos, sendo: Upretus, de 16
a 25 annos, duas das quacs com habilidades; urna
preta de nacflo, de bonita figura ; um pardo bom car-
reiro e de muito boa conducta : no paleo da matriz
de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Vcndem-se 30 accOcs da companhia de Bebe-
ribe, no valor de ni por cento : nesta tvpographia
se dir quem vende.
Patino de linho puro a 600 rs
a vara.
loja nova de Raymundo
mais barato prego do que em outra qualquer parte
fiH, Vendem-sc duas casas terreas em chflos pro-
Jiaiiprios, sitas no principio da ra Imperial: na
mesmarua, n. 61.
Folassa da lussia.
Yende-sc a Lem conhecida e superior
potassa da Htissia. cliegadd ltimamente,
no armazem de Rothe& Bidonlac, ra do
Vigario, n. j.
- Vende-se urna parda de 30 annos, que cozinha,
lava e cose, sem vicios, o que se alianca ao compra-
dor : na ra Direita n. 61.
- Vende-se una preta de 22 annos, de bonita fi-
gura bastante ladina e muito ferte, sem vicios nem
achaques ,c que tem algumas habilidades, propria
para vender fazendas, por ser muito fiel: na ra das
Larangeiras, n. 14, segundo andar.
- Vende-se sal do Ass: a bordo do briguc-escu
na llenriqutia fundeado ao p do trapiche novo.
__ Vlela iit luil u.nnm An I ni* _______I__
Koa-Vlsta, as tojas dos' Srs. Caetano Luiz Fcrreira,
n. 4 i Iriiio, n. 58, e Antonio Ayres de Castro, n. 72 ,
assim como na travessa do Veras, n. 13. onde os fre-
guezrs acharo sempre um variado sortimento de bous
nmeros. O pagamento das que sahiram premiadas
na passada lotera do Livramento contina a ser fello
como d'antes a toda e qualquer hora do da, sem ex-
crpco de domingos e dias santos. .
Potassa da Ilussia,
verdadeira e nova, em barris pequeos,
por preco muito commodo : na ra da
Cruz, n. io, em casa de Kalkmann &
KoscDmund.
Vende-se vinho linio commum, em
quartolas, pelo baralissimo preco de 4os'
rs. cada orna : na ra da Cruz, n, ao.
Vendem-se barricas e inelas ditas com farinha gal-
lega muito superior barricas e meias ditas com cal
Vircem de Lisboa ; barricas com potassa branca e preta;
fecbaduras para porla de armairm ; peneiras de rame;
rodas de arcos para barricas ; bichas de Hainburgo ;
tudo por pre^o commodo : na ra do Vigario amia-
zeni u. 9.
Vendem-se brzerros francezes. de Nantes de
superior qualidade os melbores que teem vindo a
este mercado, por atacado ou mesmo em duzias
vontade dos compradores por mais barato preco do
que em outra qualquer parte : na ra da Cruz, n 20.
I\a nova loja de Jo-
s Manoel Monteiro Braga ,
na ra do Crespo, esqui-
na que vira para a ra
das Cruzes, vcnde-se
chamalole de seda, preto, muito superior; sarja pre-
ta da larga do todas as qualidades; ditas de lis-
tras assetinada de muito bom gostoe o mais mo-
derna para vestido ; velludo preto, muito superior;
panno preto e de odres, de muito boa qualidade;
merino preto, superior ; dito mais abaixo; meias
pretas de algodflo, curtas c compridas; chales de
sedado todas as qualidades; mantas de seda; cam-
braias as mais modernas, tanto brancas como de
cores; e outras muitas fazendas que serflo patentes
aos compradores.
Vendem-se dous lindos moloques de 14 a 16 an-
nos ; um dito de 7 annos ; um pardo ptimo para
pagem de 18 annos e bastante hbil para outro
qualquer servico; um preto bom carreiro. de 30 an-
nos; urna preto, de 25 annos, com habilidades;
urna negrinha.de 7 anuos; urna preta de idade,
por 200,000 rs. : na ra do Collegio n. 3, segundo
andar.
*&
C \ \ Je -------na enrii,
L.ail0S Leite, na na do Queima-I Vende-so cal virgem de Lisboa, em caixas e
\n ii II -w.l... t-~ ., i IJ""3* chegada ltimamente: no escriptorio de
UV, II. ||, IClld'SC Um bom SorO^jFranciscoSeverianno Rabellot Filho.
menlo de fazendas finas e baratas Vende-se um bom cavallo, com os
assim come panno de linho a 600
rs. a vara, e as pecas sao de 15 va-
ras. Tambem lem a nova pelle do
diabf, de padies muito bonitos, a
400 rs. o covaqo.
competentes arreos em bom uso, por
prero muilo commodo: a tratar na ra do
Ctbug, loja.de fazendas de Pereira &
(jiicdes.
Vendem-se ca deiras de angico, por menos pre-
odoqnf^moutra qualqucr parte: na ra Impe-
rial, n. 145.
Vendem-se sorvetes do varias quali-
dades ; lamange; creme ; golea de
mfio de vitela. Esta galea he applica-
da as pessoas queeslflo em cnnvales-
cen<;a de molestias provenientes de
fraquezas: faz-se esta advertencia por
algumas pessoas ignorarem o mereci-
inento e ulilidade da respectiva ge-
Joa. Na ra larga do Rozado n. 26,
primeiro andar, das 6 horas da tarde
em diante. No mesmo andar lem pro-
porQes precisas para receber fami-
lias, com toda a decencia-
doceira eque engomma c coso mijito bem ; um
linda molecade nacflo Mozambique de 18 annos
com excellentes habilidades ; urna escrava boauuii
tandeira e lavadeira o que cozinha e engomma, p0r
400,000 rs. ; urna dita, por 420,000 rs. ; urna ditii
propria para o campo, por 250,000 rs.; urna linda
negrinha de annos ; um pardo que cozinha o
diario de urna casa; um moleque He 12 afinos: na
ra de Agoas-Verdes n. 46. *
j-j-^ Vendem-se livros em branco, proprios
i/itm, para qualquer casa de commercio n i
__3Ey ra da Cruz, n. 3, casa de Ridgwy Jami-
son & Companhia.
- Vendem-se 3 pretas e 2 pretos, de nonilas fi.
guras : na. ra do vigario, n. 5.
Vende-se fum em folha, chegado ha poueos
dias da Rahia.de superior qualidade por preco
commodo: no armazem de Fernando Jos (trague?
ao pedo arco da inceicflo do Recife.
Vende-se um guarda-louca em bom estado-
um globo de meio de sala; tudo por proco commo-
do : na ru a Direita n. 129.
Vende-se um sitio na estrada de S.-Amaro para
Relm passando a ponte, do lado direito, o primei-
ro portflo bastante grande com arvoredos de
fructo, pasto para 8 vaccas de leite com 3 viveiros
terreno para plantacflo : na ra do Livramento lo-
ja de latoeiro, n. 28.
-- Vendc-sc umcordflo deouro com li oitavase
meia de ouro de Ici ; um dito mais pequeo ; 3 pa-
res de botes cortados; um soberano inglez enm
guarnieflo; um rozarlo ; urna mndallia; tudo deou-
ro da le e sem feitio : no largo do armo, vend
n. 1.
Vende-se urna negrinha de bonita figura do in
annos: no Alcrro-da-Boa-Vista, sobrado n. 11.
= O corretor Oliveira tem para vender cobre em ro-
Ihae pregos de dito para forros de navios : os preten-
dentes dirljam-se ao mesmo, ou aos Senhores Besquia
& Outra. 7
= Vende-se potassa branca de superior qualldad I
em barris pequeos ; em casa de nfatbeiis Austin )|
Companhia, na ra da Alfandega-Velba, n, 30.
Vende-sc cal vh-geui em meias barricas carga-
da prximamente, por preco commodo; na ra da
Moeda armazem n. 15.
.IERRO FERRO, *
de todas as qualidades e cobre para torro de navio,
de 18 at 28 ncas, em grandes e pequeas parti-
das : no armazem de A- V. da Silva Barroca, defron-
te da igreja da Madrc-de-eos.
Alteneao!
Cunlia & Amonm teem para vender potassa
russiana nova, de superior qualidade, por bYa-
tissimo preco : na ra da Cadeia-Velha, n. 50.
>= Vendem-se moendas de ferro para engenhos de n-
sucar, para vapor, agoa c brstas, de diversos lmannos,
porprefo commodo e igualmente talxaa deferro cnad
e batido, de todos os tamauhos : na praca doL'orpo-San-
to, n. II, em casa de Me. Calmont Si Compaahia, ou m
ruade Apollo, armazem, n. 6.
(isa da F,
na ra rslreile do Roza rio, n.'6.
Nesta casa acham-se a venda as cautelas da lote-
ra das obras da matriz da cidade da Victoria; da qual
andam as rodas no dia 29 do corrento. A ollas que
sCo poucas: os precos sflo os do costume.
l\o Aterro-da-ltoa-
Vista, loja n. 1>5n,
vendem-se chitas linas a 140 rs. o covado o rispa-
dos francezes, a 200 rs.
A 9^800 rs. o covado!
Na loja de Gm'inares Serafim
& Companhia confronte ao ar-
co de S.-Anlonio, n. 5, vendem-
se casimiras francezas, sem pel-
lo finas de lindos nadioes, e
pelas pelo barato preco de 2500
rs. o covado ; ricos corles de cha
li de la e seda, com bar a, a doze
mil rs. o corle.
Vende-se um escravo de nacflo alto c do bo-
nita figura muito fiel f proprio para carregar ea-
deirinha ou para o servico de campo : na ru* da Ca-
deia do Hecife, loja de ferragens, n. 9.
Vende-se um terreno na na queGca por de-
trs da ra da Aurora em frente do fundo ta casa
do finado Pereira com igual largura n'dita casa,
com 300e tantos palmos d fundo, o qual chega
at a terecira ra : a tratar na travessa da .Madre-de-
Deos, n. 18.
Vende-se a armaeflo, com poneos fundos, da
venda da ra da Cadeia, n. 1, o traspaasa-se a mos-
maa vontade do comprador, a dinheiro ou a pra-
zo : a tratar na mesma.
Vcndem-se casaos do rolas brancas de llambur-
go : naruadoRangel, n. 5.
-- Vende-se urna escrava mucama recolhida de
Imui linda figora, deaOannos, que engomma, cose
com perfeic^oe tem outras habilidades que se farSo
rerao comprador; urna dita ptima coinheira
Js Ainda se acha fgido o moleque Cosme, ollicial
de sapateiro de 25 annos; he bem condecido
5. nesta praca, por ser bolieiro de Joflo Mallicus
quem o pegar leve atrs da matriz da Roa-Visla so-
brado onde mora o dito Joflo Malhcus que gratifica-
r generosamente.
, Fugio, no dia II do correnle, um moleque, de
Q nome Joflo, de 20 a 22 annos pouco mais ou
-ii menos do nacflo flaca de estatura baixa,
crtr bem preta (lentes claros, mos caleijadas, por
sercanoeiro ; levou camisa de algodflo ameiicaiio,
caigas do mesmo i/uI e vclhas, cliapeo depalha;''-
Iho. Rosa-se as autoridades que o possam ppre-
hender de o Icvareni a I'ra-de-Portas ra do l'i-
lar, n. 137, que se recompensara.
Fugio, no dia 9 para a madrugada do dia
10 do corrente um preto, de lime Jos,
que representa tcrW annos, de estatu-
ra regular, com um dneito em mu pe e
outro em nina mflo; he bem preto, criou-
lo, inuitoregrista a condecido as (erras d enfip-
nho .\ovo do Cabo : levou calcas de riscadinho, ca-
misa jaquota e chapeo : quem o pogm levo a ra
Nova, a Diogo Jos da Costa que dir quem lio
seu senhor.
fERN. : VK TVP. OBM. F. DE FARU. l%if].


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