Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09713


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Full Text


1847.
Ter(ja-fera l!
MAMO puldica-se todos os das, que n2o
0 ., uuarda o preco da awiRiialura he de
""* 'ol qimrlel. papo* adiaiilados. Os an-
" dos aisignan.es ,a 'eri<(o i raso de
"l1""" ,|nli, cm lJP difl'erenlc, e >
*":-l'L pela metade. O que nSo rem assig-
"Io.tSo 80 rs porlinl., ellOem lypo
"fr;illttfPored-*MtoS-
CIASES DA LA 0 MEZ DE JANEIRO.
,i f, ". "'" '' mnoto d* Urtle
1 a s4 liorasc 18 rain, da tarde.
M,n" a I. ''rase Jl mi... da tarde.
'^nte, a 21, bora mia- d ">"""
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goiaiinae Paraliyba, s segundas escitas feins.
Uie-flrande-dn-iSoile quintas lenas aoineio-din.
Cabo, Scrinliem, llio-Formoso, Pono-Calvo e
Macelo, no I.", a 11 c 11 de cada tnei.
Garant uns e Bonito, a loe 21.
Roa-Vista e Flores, a 13 e 18.
Victoria, i quintas lenas.
Uliuda, lodos os das.
PUF.AMA ItE HOJE.
Pritncira, as 0 lioiaj >il minutos da larde.
Segunda, s llorase 54 minutos dn mantilla.
de .Janeiro.
Ann XXIT.
N..
DI AS DA SEMANA.
I Segunde. S llygiuo Aud. do J. dos orpli.,
do J.doc. da 'v.e do J. M. da 2 v
12 Terra. S. Serr. Aud do J. do.civ. da I
v. c do J. de |iax do 2 dist. de t.
I) Quarta S. Hilarlo. Aud do .'. do civ. da I
v. e do .'. de paz do 2 dist de t.
14 Quima. S. Felli. Aud do J. de urph., do
J. municipal d I vara.
15 Sola. >. Amaro. Aud. do J. do civ. da I.
v e do J. de pazilo I. dist. de t.
I* Sabanlo. S. i a. cello. Aud do J do civ. da
I. v. e do J de pas rio I dist de t.
17 Dominio. O S. Nome de Jess.
CAMilOS NO DA 10 DE JANEIRO.
Cambio sobra Londres 29 d. por Ifr. a 00 d.
u Pars J25ra por franco.
I/sbna 95 de premio.
Desc. .le re de boas l. M I', Va P-Ve **"**
Ouro-0..sl-esMiihola....18fWO a 29^00
,, &a.de*40pvel. '6"",I1 ",*,""
, deOlOOnov.. lif.'OO a lt|'JM
. ,. de 41001..... |0U a tl|00(
Prau l'-tacoei........ '*'"> *{"'?''
Pesos columnares... IM #un"
Ditos mexicanos... '//9 U"
Miuda............ """ I"" cenl0"
Acces dacomp.do llcberibe de iOlOflo rs. ao par.
DIARIO DE PERNAMBUCO

EXTERIOR.
l'OMSESI'ONDENCIA DO DIARIO DE PEHNAMBUCO.
LISBOA. 1 DE NOVEMBBO 1846.
li estado deslo bello paiz contina a ser pouco sa-
lisfnclorio, grecas s mesquinhas amblcOes, insa-
ri'-ivel avidez de manilo, c aos erro3 governativos de
,.,'rtiis homens que, para desgraca de Portugal, se
^oniconstitudoenichefes de partido.
A nouca prudencia de alguns homens do partido
prgressista, querendo logo obter o mximo dos scus
'lesejns, no pequeo espaco de quatro mozos quo
domnou o governo, producto da revolu.c,flo da Mana
da folt, concorreu em grande parte para a reaceflo
i ue acaba de veri(lcar-se, e faz con que esta tifio
.nconlrasse, nem encontr urna opposic.no tilo gran-
de edecidida como era de esperar; porque muita
ccntcsc mostra indifforente, receiosa dos excessos da
canallia, se esta vier un da a triumphar. Por outro
lado rcccia-sc tambem muito pela actual ordem de
euusas, attendendo a que muitos dos individuos que
hojctoai carta*, poden ser muito bem considera-
dos, c o sfo, como canalha aristocrtica.
No estado, porm.a que chegaram as cousas, s
ha a esperar a seguntc snlucito : ou a revolueflo tr-
iimpha.ou be vencida pela reaceflo militar. No pri-
mcrocaso,teremos talvczses ou oito mezesde tur-
bulencias, do oselacoes, de exigoncias da plebe, de
excessos talvcz, porein, acalmada essa efTervescencia
popular, poderemos camnhar, posto que custosa-
nicnlc, para um futuro mais prospero, para a conso-
lidarlo do verdadeiro systcma representativo, e para
a rcgi.larisacflo das nossas (naneas. No segundo ca-
so, teiemos quatro ou cinco annos de urna dictadura
propriamente militar, con disperdicios ncalcula-
veis.eom exigenciasaospovos, impossiveis de satis-
fazer, com emprestimos ruinosos, con violencias, e
talvcz com desterros o oppressflo; e no fin disto lu-
do, be muito provavel que tino poderemos jamis le-
vantar caneca ; porque nflo lio do un governo tiesta
naliireza que se deve esperar economa e regularisa-
i'.lo de fazciida, e sem estas he impossivel quo Por-
iupal possa existir por muito tempo, como nacHo n-
(lepciulenle.
Aguardando, pois, o desenlace do drama,_ refer-
re o que ten occorrdo desde a minha .ultima, na
qn.iljiilgoter-lhcjtannunciado queem varios pon-
tos das provincias do Norte se havia reogido contra a
mudanca de govemo verlicada em Lisboa, Esta no-
ticia verilicou-se : no Porto e Combra formaram-se
juntas, e adoptaram-sc disposicOes para marchar so-
bre a capital. as provincias do Sul, Alemljo e Al-
garre tambem se mnnifeslou a rcacQo em Evora,
Eiras, Faro, Porlalagre e outros pontos.
(I govemo de Lisboa logo que soubc destes movi-
menlos iralou de tomar tmliem medidas para se sus-
lenlar; sendo urna das priineras crear batalhOes
nacionaes. Alm de um bsilallifo de empregados pu-
bliros, em que lodos estes sflo obrigauos a alistar-
se, c de que becommandantc o conde de Sampao,
ctearam-so i un batnlhfio de voluntarios da carta,
um balalhfto de obras publicas; dous batalhdes do
coimnercio; dous batalbes de aliradores nacio-
iiios; un batalliode voluntarios da rainha ; um
regiment de artilharia, o um esquadrHo de ca-
viillaria de voluntarios da caria o rainha : ao todo
"ilo liatalhocs, um regiment do ai-lilharia, c un es-
ijiiadriioda cavallaria. Todos estos corpos levam a
dcsignarjilo devoluntarios da caita o rainha, c tecm
|">r rommandanie o." hatalhao de voluntarios
FOLHET1M.
AIEMOAIAS DE UM MEDICO. (*)
pon aiejcanfire ^utnaiB.
PltlLlltA PARTE.
lba 3S.S33d.
>080o
CAPITULO XXXIV.
A rAIZ>TE SAKOBS.
Podo fallar, minha senhora, disse a favorita
condessa ; falle, que eslou prompla aouvi-la.
Permita, minha rina, disse JoHo milicara de
pe. pcrmilla que nf.o consiiilu que a senhora pareca
uiiiaprelendenW; ella ucm de tal se lombrava O sc-
Mior cbancellcr foi quo a encurregou M adama de Bnrn la neo u reconbecidos olhos a JoSo,
i- prescntou a condessa a patente assignada pelo
uce-clwncellcr, a qual origia Lucienncs em castei-
lureal, o con feria a Zamora o titulo deseugover-
""_ ou eu cntflo quein Ihe fico obligada, minina
senhors. disse a condessa depois de ha ver pausado os
nlhos pelo papel, e dar-mo-hia por feliz, setivesse
nccasio de lamboni serv-la.......
Oh' sera isso cousa muito fcil, atalhou a ue-
niindista'com urna vivacidade queencantou os dous
a-CcJno assim, minha senhora ? fsz-mo o favor
dem'odizer?
i i*) Vide Dt'an'o n.* 7.
da carta, Jos Feliciano de Castilho, individuo bem
contiendo pelas suas tranquibernias com os bilhetes
das loteras da Allemanha, tendo chegado a ser de-
clarado ladr.lo pelo banqueiro Fuld, de Amsterdilo.
Alm disso Castilho era o agento das concussoesdo
Jos dos conegos, irnito do conde dcThomar; o a-
cusam-no de varios roubos durante a sua gerencia
na bbliotheca publica, como biblotbccario mol ; lu-
gar a que agoiadizcm renunciara, comofimde ver
so Ihe do o emprego de administrador da imprensa
nacional, ou outro algum, onde possa mais larga-
mente saciar a sua amhicno o o scu instincto concus-
sionaro. Entretanto este honiem abjeelo tcm boje
dcsgiajadamente influencia junto de el-rci; he o
redactor do Diario do Cocer no, onde ten escripto
cousas de espantar.- cmim he um dos corifeos mais
inllucntes da sitiwgflo. Logo quo so instillou o quar-
tel do seu batalhilo, com o qual ameaqa ludo que
nilo se submetle s suas exigencias, annunciou quo
urna pra^a se farda va com 4,800 rs. Ha quem diga
que nesta mesma vroposta econmica do fardamento
leva ratea na atsndura o tal Castilho, a quem todos
chaman o novo Manta*, com a diflerenca que o aiili-
go ninguem o acusou de ladrflo, c este he conbecido
por tal.
Os commandantes dos outros batalhoes sao:
Vcllez Barreiros, das obras publicas ; J. A. F. Vianna
Jnior, do 1." do commercio; conde de l'cnamacor,
do 2.' do commercio; J. J. Falcflo, do t.' de alirado-
res ; G. A, de Almeda, do 2." de atiradores; marquez
de Santa Ira, de voluntarios da rainha; hamo da Fa|-
gosa, do regiment de artilharia ; e bar.lo da Junquei-
ra, do esquadnlo de voluntarios. Ao batalhno de vo-
luntarios da rainha pertencem todos os ofliciacs da
3.* e t." sesses do exercto.
Apezar do Diario dizer quo no primeiro dia se alis-
taran jios ditos batalhOes mil e lautas pracas, e de
se decretar que quem se, alistar nelles fica isento do
recrutamento, comtudo parece quo a allluenca nilo
tem sido muito grande; pois que para poderem ad-
quirir juz e serom considerados como batalhoes
(aqueles que se mo compcm de empregados p-
blicos, militares da 3 e 4. scssoVs, c operarios das
obras publicas, porque todos estes teeiri sido volunla-
riamtntt obrigados) tem sido preciso precncherem-
nos com individous presos pelas ras; pois que lti-
mamente tem-se procedido a militas prisOes, o dos
apurados uns tecm ido para a f." linha, e outros para
os batalhOes. Ainflueneia da militanga, quer de um
qur do outro lado, jarahouem Portugal; c a pro-
va he que a guarda nacional esteve cinco mezes para
se formar, e nAo so formou.
Mandou-se proceder tambem a un recrutamento,
servindo s tres anuos os que se alislassem voltiu-
tarianientc, o chamaram-se s lileiras du excrcito as
pracas que tinham lido baixa desde 184d, dando-sc-
ihes de premio 4,800rs. e um augmento do 20.rs.
diarios no pret; porm ncnlinm destes meios sinti
o elTcilo desojado, e foi preciso lanzar mo de medi-
das coercitivas. .
O marquez de Fronteira, aclual governador civil
de Lisboa, foi nomeado comtnandaiite gcTjl de todos
os batalhoes nacionaes, formados e que se formaron,
e ja transita pelas mas da capital, seguido de um nu-
meroso eslado-mainr. O marquez he iiiiiodo coiu-
mandanlc da guarda municipal I). Carlos Mascare-
nhas; he um acrrimo cabralisla, anda mais m-
tolciaiitedoqueo rniiio. Acaba de ollcrecer tluas
parelhasde machos para oservicoda artilharia.
Foi exonerado do governo da torre de S3o Juliao
da barra o bi igadeiro Luna, e nomeado para o subs-
J que V. excellencia tem a bondade dedizer-
meque o meu nomo Ihe nilo he totalmente desco-
" "equem ha h que n.lo conheca a familia dos
" "pis bem. Talvez tenha V. excellencia ouvi.lo
fallar de um letigio que declara vago o patrimonio Ue
minha casa. .,
Disputado por MM. de Saluces, creio eu
lio verdade, minha senhora.
Sim, sim, sci dessa demanda, disse a condessa
outro dia em minha casa lallava S. magestadedella
a meu primo, M. deMaupeoti. m.ii
S magstade! exclamou a velha, S. mageslaile
falln na minha demanda ?
Sim, senhora.
Eem une termos? ___
Ai! pobre senhora condessa, exclamou tam-
bem madama Dubarry, meneando a bcCa: ..
Ah! ja sci; demanda perdida, nao lio isso. uis-
se a velha angustiada. ____.
Se Ihe devo dizer a verdade, minha senhoia,
muito o receio.
Disse-oS. magstade? .......
S. magstade, sem se declarar, pois be clieio
de prudencia o delicadeza, pareca olhar esse patri-
monio como ja pertencente aos Saluces.
Oh! meu Dos! pois, minha senhora, seS. ma-
Bestadeostivesse-informado do negocio, sesoubesse
me foi por cessno o depois de um crdito pago. Sin,
senhora, pago; asduzentas mil libras foram res t-
midas. Verdade he que nflo tenho o recibo, tci.ho
porem as provas moraes, e so podesse cu mesma
uslcnlar pcranle o parlamento, provar.a por de-
''"Spor deduceSo ? interrompeu a condessa que na-
da absolutamente eomprehendia do que Ihe diz.a
madama de Barn, mas que entreunto pareca dar
mais seria atteneflo ao seu arrasoado.
Sim, senhora, por deduccao.
A orova por deduecao he admissivcl, disse Joao.
Ah! osenhorviscondoestiporisso? exclamou
velha,
tiluir o baro de Saavcdra ; para Elvas foi o bn-
gadeiro Bastos, e para Pcniche o brigadeim Car-
doso Muniz Castalio Branco, em subsliluictlo do Ma-
rinho. Diz-se quo este n"o cedera o governo, e se
pronunciara contra o governo.
Segundo o Diario, em Castello-Branco, branles,
Beja, Serpa, e Estremoz, prestou a tropo o o povo o-
bediencia as ordenada rainha. Comtudo em Torres-
Novas insubordinou-se parle dn regiment de caval-
laria n. 4, o parti para Combra, com ofllciacs e
sargentos.
Soubc-sc oflieialmcnte quo no Porto e Combra se
linha reagido contra o governo de Lisboa ; quo no
Porto lora preso o duque da Terceira, nomeado lu-
gai-tenenteda rainha, as provincias do Norte; as-
sim comoo conde de Santa-Mara, o ha rilo de Cam-
panil, c todos os detnais individuos que o acompa-
nhavam. O mojor Joaqun Bcnto leve a fortuna de
3ue o vapor em que ia n1o podesse entrar a barra
o Porto, earribou a Vigo, donde ltimamente re-
gressou a Lisboa. Parece que a vida do duque da
Terceira correu algum perigo, o que a gcnlalha com-
molteu alguns excessos, o que he impossivel evitar
cm taescircunislancias. Com esto motivo o Diarista
Castilho, tanto as noticias que d da reaceflo do
Porto, como na de Combra, chama ndslinctamcnte
ret, gente nfima, de*prezivel. &c. aos que se aeham a
frente do movmento quo silo: na junta do Porto,
conde das Antas, presidente; Jos da Silva Passos
Sebasliflo de Almeda e Brto; Francisco de Pau-
la Lobo de Avila; Justino Fcrreira Pinto Basto i
na de Combra, o Marquez de Loul, Jos Alejan-
dra de Campos e outros.
NflO he s urna grande ndiseneflo e sanha que so
nota na redacefla da folha odlcial, onde se .lisse ja
que o marquez de Loul, tioda rainha, liona dirigido
aos poros urna proclamufHo rergonhosa ; he tamben
una inconseqiicncia c contradiceflo inauditas. I>iz-
sc que no Porto domina a rel e gente nfima, e cm
seguida que se tem lido com o duque da Tercena
lodo o genero de attences, c que a sua vida corre
perigo. Tem-soassegurado cousas que duas linnas
maisahaixo se negam ; cmfim dcclaiou-se que nao
se publicaran! artigos de fundo no /ano porque
nflo havia quem combatesso a sua doutrina, e dous
dias depois appareceram c tcem-continuado a appare-
cer artigos de fundo, fazendo increpacoes, odisriilin-
dodoutrina, a qual militas vezes nflo lio do me litn-.
Em prova disso citaremos um trecho do Diario ae 22
do passado, no qual se faz, no nosso entender, a apo-
loga do absolutismo : Vintc e seis anuos ( rt.s o
Di'.riila ) contamos de tirocinio na milicia da liber-
dade. o outros tantos se team consumido quasi exclu-
sivamente om lulas desastrosas ou ensaios nilruc-
lUOSOS. Acliaino-nos boje no ponto de que pan
mos -anda peior; porque tennis dcsinoralisado a
nossa sociedae. ........ E mais a mis o: Ppemm
virtudeecastigo ao crmo a.... Patarra aon.que
Antonio Xavier terminara quasi todas as suas come-
' Em consequencia das noticias recebidasdo Porto c
Combra pnblicou-so urna nova pmelainagaocm no-
me da rainha, em que altamente se esligmalisa opro-
cediinenlo dos Porliienses e Coin.brcnses, e em que
S M. declara quea todo o custo mantera a oiden
que be a p. inicua neecssdade do paiz, o que se
preciso el-rci, scu augusto esposo, marchara a lente
<,Fo"nomado ministro da fazenda 0 coatrthc.ro
Jos Antonio:Mara de Souza Azcvedo. Este honiem,
eujos piecendentcs nflo sflo os melhores, powque
alm de ter sido acrrimo partidista de l>. Miguel,
j foi acensado de ter distraliido em seu proveito va-
rias quantias provenientes dos furos e decimas da
freguezia da Ajuda, quanilo all exereeu o lugar do
suponintendenle, parece que quer agora deitar a
barra a diante aos mesmos Cabrees Diz-se que pro-
pozera a emssflo de un novo papel-mocda, recebidu
como metlico; poini esta proposta foi rejeitada
in limine pelos economistas a quem eonsultou ;_ por-
que nina lal emissao t'.-aria comsigo a elevac.no do
agio das notas do banco a 1.200 rs., aostaes bilhe-
tes ilo thesouro vtram ter o mesma crdito quo ti-
veram em Franca os asfignailat. Isto parece que a-
bateu o seu furor financeiro, a por ora nada tem fe-
to, para melhorar nessa parte a nossa precaria sita-
eRo.
Foi posto cm vigor oregulamcnto do 1811, rotativo
aos transportes; nrohibio-se que se dessem licon-
cas aos empregados pblicos; suppriiiiiu-so o im-
posto de 400 res para as estradas, t 0 que be una
coneessflo a rcvolucflo) j obrgou-so a que lodos os
individuos do 18 a 45 annos sentassem praca nos ba-
talhoes nacionaes; rcrogou-se a convocaeflo das
cortos para o l."de dezembro, declarando que su
se reuniran em Janeiro do 1847; mandou-se fechar
a L'nivcrsidade do Combra. Ordenou-se a creaeflo
de um batalhflo racional de defensores da carta, em
Setubal; cexoneraram-se os governadores civis do
Porto, Braga, Vianna, Evora, Villa-Kcal, Braganca,
Beja, Estremoz, Guarda, llorta, Angra, Porta-Delga-
da, Porta legre o Combra.
O duque de Piilmella pedio os scus passaporles pa-
ra Franca ; porem julga-se que ya i para Turim, ou
para a sua possessao de Santr, prxima aquella ca-
pital. Todava S. Ex. anda se conserva nesta capi-
tal, cat nem consta que tenha anda feto prepara-
tivos de viagem.
O governo obtevo um empreslimo de 300 conlos de
risdo banco de l.islioa, o que be bem pouca cousa
para as actuaes circumstancias
Em Cintra, clebre villa, a 5 legoas de Lisboa, pe-
las suas encantadoras e pittorescas immediaQOes, o a-
onde ha un anlgo palacio real, e actualmente ou-
tro reedificado no exlincto convento da Peninha, e
que pertence a el-rei I). Fernando, houvo tambem
um nioviinenlo contra a nona orden de cousas exis-
tente cm Lisboa; formou-se urna junta, eos salmos
armados de espingardas e de nutras armas, o coadju-
vados pelos seus vizinhus das immediagoos, nflo s
resisliram atropa que all foi para os siibinelter;
mas nvadiram os palacios rcaes, destruiram os mo-
vis, e quizeram laucar fugo aos edificios. Em vista
do que mandou-se retirara tropa, e as cousas fica-
ram assim.
Em Lisboa (ihi-se procedido a vanas prisOes do
Individuos mais conhecidos do partido contrario.
Foi preso Antonio Alimiu Jei vsde Atbouguia, Uoncl
Tavares Cabial, redactor do Patriota; o general Lu/.
de Moura Furtado, Pedro Antonio Burgos, editor d;i
lierolucio do Minho, o outros individuos; e procu-
rarain-se mas nflo so poderam encontrar o barflo do
Vi||a-Nova de Foscoa, Itio-Tnto, Jos Mana Grande,
Manocl de Jess Coelho, editor do l'atr'ota. e Jos do
ascmento Moraes o Mantas. Estes dous ltimos, as-
sim como o visconde de Sa da Bandeira o Lu/, da Sil-
va Mosnhoex-ministio.la guerra einannha, leem,
segundo se allirma, ido para os revoltosos.
Diz-sequa a rainha tcm dito que nflo quer per-
seguicOes, iiemsangue, c que quem quer isso sflo o
marquez do Fronteira, seu ii inflo I. Carlos, e o Cas-
tilho, e que ella tcm Bledo desles homens...
- Assim ocrcio, respondeu o vscondo comsu-
d re ni a uravidade. ___
|>ois bem por deduceflo provar.a cu que esse
crdito de. duzentas mil libras, que, com juros aecu-
iniilados. forma boje um capital de mais de niilbao,
; ovaria que esse crdito, datado de 140fi lo, remido
por CUY Ulan IV, conde de Bearn, no leito da mor-
ecm 1417, pois que no seu testamento, escripto Ue
scu propri punho, se le o scguinlc : Achando-mo
moribundo, ndodeicndo mai* nada aos homens, o pies-
tes a apresenlar-me no tribunal divino.
K que se conoluo d'abi ? disso a condessa.
ouueseronclue? est claro; se elle nflo doria
mais nada aos homens. he porque eslava quite com
os Saluces. Se assim nflo Tora, d.ssera : VrMjto aV-
semas mil lihrat, cmvez de dizer: So detento mais
""'inconlcstavelnicnteohouveradto, acudi Joflo.
Mas nflo tcm a senhora nutra prova i
Afora a palavra de Gastn l\ ? nflo, senhora ;
masera aquello a quem chamavam o Irrcpreben-
S'!l' No entonto que os scus adversarios exhibeni a
-gS?m,'bcmose! disse a velha, ecis-ahi justa-
mente o que embrulha a queslflo.
Esclarece a queslo, devora ella dizer, mas mada-
ma de Barn va as cousas a seu modo.
Desortc que, a conviccao de V. excellencia he
de que os Saluces estilo pagos ? disse Joflo
Sim senhor visconde, respondeu madama de
Barn precipitada, he minha conviceflo.
Mes, Joflo, disse a favorita com ares de persua-
00 na verdade essa deduceflo, como a senhora con-
dessa diz, muda lerrivelmente o aspecto as cousas.
_ Terrivelmente, sim, senhora, respondeu Joflo.
Terrivelmente para os nieus adversarios, eonti-
nuou a condessa; os termos do testamento de Gas-
tn IV sflo positivos: nodetendo mais nado aos ho-
""i'NSos he claro, mas at lgico, disse Joflo.
- Ah! nflo ser a senhora condessa o meu juiz!
exclamou a velha deniandsta.
Voutro lempo, disse o visconde, cm caso se-
inelhante, ao se recorra aos tribuimos, e sim ao
iui/o de Dos. Por mim.tal conviceflo tenho da bon-
dade da causa, que juro, se semcihante meio anda
eslivesse cm uso, que me oflerecena para campean
de V. excellencia.
Oh iBjpu senhor! .
He corno Ihe digo ; alm de que nflo fana mais
do quo meu av Dubarry Moore que levo a honra de
nlliar-se com a familia real de Stuart, qutndocom-
baten cm campo cerrado pela joven c bella tuilli Ue
Scarborough, e obrigou o seu adversario aconressar
que havia mentido. Porm dosgracadaiiientc, conli-
iiiiou o visconde con um suspi ro de desden, nao vi-
vemos mais nesses lempos gloriosos, e a nobreza i.o-
ie. quaiido discuto osseus direitos, tem dcsubmel-
tera causa ao julgamenlo de um bando de becas que
nada entendem de urna phrase tflo clara como esta:
o deiendo mais nada aos homens.
Ora ouca, mano, sao nassados tresentos annos
depois que cssas palavras fon
.oram escripias, aventu-
rou madama Dubarry, e parece-nie que em tal caso
da-se prescripeflo, como em juizo se chama
Nao importa, nflo importa, disso Joflo, eslou
convencido de quo seS. magstade ouvisse a senho-
ra expor o seu negocio, como ella aqu acaba de ra-
Oh! cu o convencera, nfloacha, senhor? es-
lou certa disso.
Eeu tambem.
Sim, mascomohei de conseguir ser ouvida
Seria preciso para isso que V. excellencia me
fizesse a honra de me ir ver um dia a Luciennes, e
comoS. magstade me faz agraes dla me visitar
algumasvezes....... .
Sim, sem duvida, querida madama, mas tudo
isso depende do acaso,
ale lgico, o.sse luau., Vscondo, disse a favorita com encantador sor-
mJSTJt a?s homensf logo ^WW^ ? E U-
qr Logo rn. pago, repeli madama Dubarry. I ToVia o acaso pode azer que a senhor. con-


. ..
As noticias do Alemtjo dizem que houvera em
Bejaum combate entre cncadores 6, o infanlaria n."
11, (cando vencedor o batalhflo c que defendcu a
causa popular. Este corpo, unido a guerrilha do
Calamita, proprietariosetembrista das immodiacoes
de Evora, e que derrotou tambem urna guerrilha
contraria commcndada por um tal fios, cntrou m
Evora, onde se achava o regiment de cavallaria n."
5 c mais alguma torca, e all se tem tonificado, tendo
ja resistido ao primoiro alaqueque lhedeu o barflo de
Estrtmoz, general da rainha no Alemtjo, que coni-
manda o dito regiment II j batido, um batalhflo
lo n." i e cavallaria 3. Conheceu-se que ora preciso
lrea maior, e parti dcstacapital paite de n." I c 16
de Inrantaria, com o general Schwalblach que vai
tomaro commando de todas as torcas.
Diz-sequecacadoresn.0 5 e arlilharia so revo-
lucionaram em Faro e Lagos; e que as ordens do ge-
nerel Celestino marcliavam a reunir-se aos revolto-
sos de Evora ; anda nto consta dcsla juuccfio Es-
peram-se com impaciencia noticias das operacocs do
Alomtejo, de cujo resultado parece estar dependente
a questfio.
* rainha c a ramilia real trasladou-sc do pago de
Delnt para o das Necessidades, pareco que com re-
ceto de nlgum desembarque as praias prximas -
quelle paco, visto que os rovoltosos do l'orto tinham
asua disposicoquatro vapores, a saber 2 de guer-
ra, o Mindello e o Duque do Porto em que foi o duque
da Terceira e comitiva, c o Fetuvio o l'orto da com-
panliia daquella cidade. Dissc o Diario que os
omiiinndantesdos vapores de guerra s se submet-
teram, dpois de intimados quo os melteriam a pi-
<|ue. Ignoramos a veracidade dcsta noticia quo s
o tempo a pode dilucidar.
Mandou-se proceder reparacflo das linhas da ca-
pital, sendo todos obligados a ir trabalhar na fachi-
na ou a paga-la; excepto os militares.
Por carta regia de 9 de outubro foi nomeado o
principe real, corunel dos granadeiros da rainha, e o
duque le Bcja, guarda-marinha da armada. Por
carta regia de 17 do dito mez foi nomeado el-rci,
cooimandanto em chefe do exorcito, tendo por seu
cliefe de estado maior o marquez de Saldanha.
fio Diario dodia 19, dfio-se como obedientes ao
governo todas as forris de Tras-os-Montes e Beira-
Alla; todava o governo nfio tem publicado partici-
paefles, nem de Avciro, nem do Visen, nem do Villa-
Iteal, etc.
No da ischegou n'um vapor inglez,viudo de Vigo,
o major Joaquim liento, eespalhou-sc que o conde
das Antas se tinha suhmcttido ao governo. Isto
causou o maior temor entro os setembristas, tanto
mais que se dizia que havia um supplemento ao
Diario, participando isso mesmo Porm tal sup-
plcmento nfio appareceo, e os setembristas passa-
ram da tristeza ao jubilo, chogando a cacoar as
pracas publicas os amigos do governo. Soubc-se
pela Diario do da seguintc, que a junta do Porto ha-
via dirigido a S. M. una representaran em que llie
pedo restabeleca tudo no estado em que se achava
antes da reaeca) ila noit(- do dia G de OUtubro. O
crinde das Antas dirigi tambem una carta rainha,
na qual, nao obstante fazer muitos protestos dca-
ilheso, e de por lodos os seus servidos aos pos do
throno, pedo a S. M. o mesmo que a janta, se nfio
querque se ateic no paiz a guerra civil. Parece
que as respostas toram negativas a urna o outra pro-
posta, oque se exigi urna submissflo seni coudi-
qOcs I
Segundo as mesmas noticias soubc-se i|ii tinliam
sabido do l'orto para Coimbra as ordeiis do barflo de
Fornos-de-Algodrese do conde das Antas duas bri-
gadas compostas da guarda municipal doPorlo, in-
lantaria n."2,7 c parte de 9, caqadores 2." c 7, ca-
vallaria, arlilharia, e 800 guerrilhas. 0 Diario diz
que toda a Airea, tora as guerrilhas, se pode calcular
em 2:600 homens. Pde-sc calcular o dobro.
As torcas do governo t em parte ^uvdosas) que
se achantas ordens do viscondo uc Yiiihacs o do
barflo do Casal-(segundo diz Diario), mas do cuja
minuta tor^a, assim como tambem 14, e li (cara La-
mogo, e Viseu abandonados. Alm desacs coritos teem
viudo para Lisboa n. 8 com 203 pracas, o o Diarista
dcu-lhe 260; os restos de cavallaria 4 o do cacado-
res 1, quo o mesmo Diarista deu como corpos intei-
ros, entrados em branles o Santarm, e que logo
depois disse que se vinham organtsar a Lisboa.
. Wz-sc que om Elvas arlilharia u. 3 se hatera com
intentara ii. 4, edepois de urna grave oscaramuca
aquella se retirara ao forte da fintea ou de la Lipne
que domina a cidade, ealli sustenta a causa popu-
lar.
O governo declarou bloqueada a barra do Porto, e
cnviou para all urna corveta de guerra. Tambem se
oiz qucroienviadoaol'ortoumindividiiocomdinhei-
m para comprar agurmelo do castetlo da Foz, -e
sonar o duquo da Terceira eos seus com pan hci ros.
Parece queo partido setembrsta.sabendo disto,man-
aara a toda a pressa um proprio para Coimbra com
osla noticia, aflm de ser communicada junta do
Porto pelo telegrapho.
Corro que o conde do Mello que ao principio an-
nuira ao governo do Lisboa, o lomara conta do go-
verno do Alcmtejo, se unir aos rovoltosos em Evora
com o tencntc-coronel Forman de cavallaria n. 3, e
parle dosteregiment.
O governo do Lisboa contina a desenvolver a
maior actividade. Declarou queso procedera summa-
riamente contra todos os Ihesoureiros c recebedores
que entregassem dinheiros aos revoltosos ; mandn
entregar no prazo do 4 horas todos os cavallos o ca-
valgaduras existentes em Lisboa para servico do
exercito; dividi este em quatro brigadas deinfan-
tana, duasdo cavallaria, tres baleras do arlilharia
o um corpo de sapadores. Tomar o commando do
toda esta frca, sobas inmediatas ordens de el-rci,
o marque/, de Saldanha. O estado-maior de ol-rei j
se ada formado; serve de ajudanto-gciieral o barflo
desrmenlo,equartel-mcstre-gcneral o coronel de
engonhoiros Joaquim Antonio Vellez llarrciros, ins-
pector das obras publicas.
Continuam a publicar-so Unto no Diario eomoem
supplemento noticias sobre os movimentos da rovol-
ta Escusado he dzer que em todas estas noticias so
da a revolta como iraca o prxima a suecumbr. Pelo
seu lado, o partido contrario nfio se descuida em cs-
palhar clandestinamente boletins, nosquaes apparc-
eem outras noticias, sendo urnas c outras tilo encon-
tradas que he impossivel apurara verdade. Dous do-
cumentos notaveis selec.m comtudo espalhadu. He o
1/ urna proclamadlo da junta do Porto, em que se
diz que Os cstrangeiros que vivem no paco o os
renosos sequazes do ministerio Cabral, teemeom-
metlido omaiordosattentados; hfio cercado a rai-
nha, violentando-a, arrancando-lhe a sua real assig-
nalurn, prendendo o presidente do concolho de mi-
nistros, para exonerar estes quo tilo cabalmente ti-
nham servido os seus cargos, etc.
O outro documento he um papelucho intitulado
Estado da questflo-no qual se pretende demons-
trar queja nfio lio possivel haver harmona entro a
corte e a rovoluefio, cque a rainha deve abdicar.
Segundo o Diario de 24, o barflo do Cazal olliciou
em data de 14 ao governo, manifestando-lhn que a
provincia de Tras-os-MonUs obedeca s ordens da
rainha, c podindn dinheiro para pagar as tropas. O
Diario quo j tinha dito que o dito barflo entregara
" commando ao viscondo de Vinhaes, da-o
adhesflo ao governo do Lisboa se duvida, sflo : 12,13,
14e 17 de inrantaria; 3 de cacadores, 6, 7 e 8 de
avallara ; parto destas torcasostflo na Beira oTras-
os-Monlos, o parte marcha contra o Porto, s ordens
do viscondo de Vinhaes.
Em Coimbra, onde j consta terem entrado as
brigadas viudas do Porto, e avanzado para Condeixa,
lruiou-sc a guarda nacional o o balalhfio acadmi-
co, (i Diarista, dando parto destas noticias, dirige
jiovos insultos ao marquez de Loul I
N'um supplemento ao Diario de 20 dopassadose
d os revoltosos do Porto em dcsanimaeflo, por sa-
bcrcm que infanlaria 3 c 15se reuniramem Braga
s ordens do governo; HemViscu e 'J em I.aniego.
Lslc ultimo corpo acaba de entrar em Lisboa com di-
dessa nfio se encontr com S. magestade nestes olo,
ou quinze das, ou tres semamis.
He verdade.
No emtanto a sua causa devo ser "julgada se-
gunda ou ter^a-foira.
Terga-feira, seiihor.
E hojcheseita-fcira, ehcnoile.
Oh entfio disse madama Dubarry, como des-
engaada, nfio ha mais quo contar com'fsso.
E o que fazer ? disse o visconde, mostrando re-
lleclir profundamente, diabo! diabo!
l'ma audiencia cm Versalnes? disse tmida-
mente a velhn.
Oh nfio a oblar.
Nem com a sua proteccSo, ininha senhora ?
A ininha protec$fio nada pode ah fazer, S. nta-
gestado tem horror s cousas officaes, enaactual-
dade s de um negocio se oceupa.
0 dos parlamentos:' pergunlou a demandista.
Nfio, oda minha apiesentacao.
Alt! disse a velha condessa.
Porque V. excedencia sabe que a despeito da
opposicflo de 11. de Choiscul, e das intrigas de M. de
Pmslin, edasanlicipaciies de madama dofirammont,
el-rci decidi que cu seria aprosontada.
Nao, minha senhora, eu nfio o sabia, dissc a de-
mandista.
Oh meu Dos, sm, est decidido, disse Jofio.
E quando tora lugar essa apresen taclo, minha
senhora ?
Muito breve.
Eis-aqui o negocio ...... ol-rei querque a coli-
sa tenba lugar antes da chegada da senhora dclphi-
na, aim de poder levar minha irmfla s festas de
Compigne.
Alt! entend). Entilo a senhora condessa ost
cm via de ser apresentada? disse tmidamente a
velha.
He verdade. A senhora baroneza d'Alogny; co-
nhece-a V. exccllencia?
Nfio, aoiihor. Oh! eu nfio conheco maisnin-
gtiem ; ha vinte annos quo deixei a corte.
Pois boin He a baroneza do Alogny quem Iba
serve de madriiJia. El-rei trata- com inulta distioc-
coinmandando, ediz que Iheforam ordens de paga-
mentos, quando o governo no tem dinheiro: por
isso he ainda muito duvidosa a adhesflo do barflo do
Cazal ao governo de Lisboa.
Diz mais o Diario que as torcas de Tras-os-Montes
entraram cm Braga, donde fugiram o irmflo do con-
de das Antas o as autoridades de Tras-os-Montes
tendo chegado ludo aol'orlo. QueMelgaco e ViaiiHa
so pronunciaran! a favor da rainha; quo o povo so
tem mostrado indifferente ao movimento revoltoso
e que em alguns pontos se tem proclamado D. Miguel'
Ajuiila que dcpois da sabida das tropas revoltosas
para Coimbra, s ficou fazendo a guarnicJo do Porto
arel, o rotos, descalcos, dcipresiteit, etc.; que o du-
quo daTerceira,receiando pola sua vida, o manifesta-
ra ajunta, c que esta lite enviara unta deputaefioas-
segurando-lho que nada temosse, o oflerecendo-llio
todo o genero do attoiiOes I O inconseouente redac-
tor da folha ollcial he tilo curto do entondimento quo,
no mu aviltante servilismo, nflo conhece que est
manifestando os mais irrecusavcisdocuinentosda to-
lerancia dos seus contrarios. Porm commcltam-se
embora as maiores contradiccOes a face do paiz c da
Europa, comanlo que so adule a camarilha, do quom
se pretende alcancar graeas c merecs.
O mesmo faiifarrfio Diaritta az na folha official
urna pomposa descripeflo da nianeia porquemontou
primeira guarda ao paco o batalhflo de voluntarios
da carta de quo he commandahte.
No dia em que o principe real tomou posse do
commando do batalhflo de granadeiro da rainha,
houve grande funcefio no corpo.
Corre que o regiment n. 12de infanlaria partir
para Coimbra a unir-so.aos revoltosos; o que as for-
jas do conde das Antas tcem alm, de 8,000 homens
de tropa de linha, guardas nacionaos o guerrilhas, o
3ue as suasayancadas eslflo em llio-Maior, arredado
e Lisboa 18 logoas.
Oque parece certo he'que o governo mandn a-
bandonar branles e SauUrem, recolhcndo-se as
torcas que so achavam nesses dous pontos, unas a
Lisboa inclusas a guaruicOcs dos tclegraphos, e
outras passando ao sul do Tejo. Em consequencia
disto, parece que Abrantcs e Santarm j estilo pelos
rovoltosos.
No dia 29 do passado foi o anniversario dos annos
de le-rei. Houve parada o beijamfio. Iteunio toda a
tropa no Tcrrciro-da-Passo, edepois foi marchar em
continencia pela frente do paco das Necessidades. A
torca que formou nflo excede de 3,500 homens. lio
verdade quo alguns corpos teem muitos recrutas que
no comparecern!. A guarnalo de Lisboa foi fei-
(a nessedia pelos batalhOes uacionaes, e aguarda
do Paco pelo batalhflo de odlcaes.
Nflo se notou nesse da o bulicio o animacoque
costuma a havorom tacs occasiOes. A populaco da
capital vio ludo com a maior frieza c ndiHcrenca, o
O baro do Casal marchou sobre Penaflcl e Porto,
(cando visconde de Vinhaos govcrnandff Tras-os-
Monlos. Ha dous dial que Vinhaes so achava sobre o
Porto. Estas repetidas eontredicoes faz que se duvi-
de Je tudo o que publica o Diario.
No mesmo suppleiiiento se annuncia que as torcas
docommando do visconde de Setubalgoneral Schwal-
blachlderrotaram as torcas revoltosas do Alemtjo,
juuto villa de Vianna daquella provincia; perden-
do os revoltosos 200 homens entre morios, feridos
e prsoneiros: Schwalblach teve s um ollcial mor-
to 0 dous feridos, alguns soldados oca va I los, A torca
derrotada tinha sahido de Evora, onde se achava n-
trincheirada e o general vencedor nflo diz quo mar-
cija sobre aquella cidade; mas shn que so oceupa cm
recolhercarrolese armas !!...
Koi rcvog.i'io o decreto para a eieii.no ger! das c-
maras muncipaes, promulgado pelo governo tran
sacio. Publieou-se o regulamento para os batalhOes
nacionaes. He o regulamentodas antigs miliciaseom
pequeas alteracOes. O batalhflo das obras publicas
(lea sendo batalhflo do sapadores de segunda li-
nha.
O patriarcha de Lisboa acaba de publicar urna pas-
toral para que so facam preces publicas; afint do que
termine quanto antes a guerra civil.
O desenlace desta he ainda impossivel do prever;
posto que segundo a opiniflo de pessoas entendidas
a demora nfio pode ser favoravel aos revoltosos. En-
tretanto se, quando as torcas belligerantea se aclia-
a noitc, excepeflo dos edificios do estado, mu pou- rom em frente urna da outra, nflo houvcr urna gran-
i"ii inii'ii linli am 1 > i ii .i.- I.'.d ii ilnnin m > iiA.1.. ^h^ fia /likl\/rwr il. "i 1 (ni mi ilac n a fl ttti n 11 ffn > .i _
5flo ; seu marido he camarista, o filho est com t
promessa de entrar na primeira vaga de lente das
guardas; a sua barona he erigida em condado, e
na noito da anresenlacflo receber ella em moeda
vnlc mil escudos. Por isso d ella pressa ao ne-
gocio.
Comprchcndo isso, disse a condessa de Barn
com graciososorriso.
Ah! agora mcoccorre, exclamou Joilo.
Oque? pergunlou madama Dubarry.
Que desgrana! accrescontouoll, remechendo-
se na cadera, que desgraca nflo haver cu encontra-
do oitodias antes a senhora condessa em casa do pri-
mo vice-chanccller.
Mas entilo?......
Ora, entilo nflo tciamos nos tratado cousa al-
guma com a baroneza d'Alogny.
mano falla como urna esphinge, disse mada-
ma Dubarry, e cu naooenlendo.
No meenteude?
Nflo.
cas casas tinham luminarias. Esta dcsanimaQfio pro-
cede do todos cstarcm convencidos de que, soja
3nal tor o partido que venen, os tristes resultados
a guerra, a falta de recursos e de trabalho a escas-
scz das colhoitas, tudo concorrer para fazer soffror
Tyros e 'I roanos.
Diz-sc quo o ministro da fazenda Iraballia, deac-
cordo com alguns capitalistas, para buscar um meio
com que faca diminuir o agio das notas do banco
que se conserva a 600 ris. Oxal que o consiga; pois
ser um grande servico quo far ao paiz.
Por decreto de 29 do passado, transcripto no Dia-
rio do Govrno do da30, e precedido de um largo re-
latorio, foi a rainha servida assumir a dictadura,
reuniudo em s todos os poderes polticos, durante
as icluaes circunstancias. No mesmo Diario vm
urna carta deS. M ao conde das Antas, em resposta
que elle lhc dirigir, na qual a rainha estranha o
procedimeutodo dilo conde o Ihe ordena que obede-
ce s suas ordena. A resposta do conde das Antas,
transcripta tambem no mesmo Diario, he respeitosa,
mas lirme.sustentando o que anteriormente dissera.
Em consequeucia, pois, disto, apparece no dito
Diario o mesmo conde exonerado de todos os scui
ttulos, honras, postos e condecorares; eo mesmo
se declara a respeitodo viscondo de S da Bandeira,
conde do Mello e barflo Fornos-de-Algodres.
Nflo obstante isso consta positivamente que o
conde de Bomlim o muitos olllciaes fugiram de Lis-
boa parase unireni aos revoltosos.
Diz-sc que a decso da exautoracao do conde das
Antas tinha sido tomada em concelho de estado, po-
rem que S. 11. a nflo quizera assgnar; porm em
vista da presistencia do conde cm nflo ceder aos
mandatos da corte, se decidir S. M. aflnal u assgnar
a dita exautoraeflo.
Entretanto parece que tanto esta medida, como a
da dcclaracao da dictadura, causaram terrivel im-
pressflo nos nimos da inaioria dos habitantes da ca-
pital, e muito mais osera as provincias; do ma-
neiraqueso dizabertamente, que tacs medidas fo-
ram augmentar comdez ou vinte mil homens o exer-
cito do conde das Antas.
Circula urna noticia que, por em quanto, nflo sai
se he positivo, mas sondo-o he na verdade triste. Diz-
sc que se lentou urna contra-resoluefio no Porto, pa-
ra soltar o duque da Terceira o os seus companhei-
ros. Parece que a reaceflo foi tentada por alguns cm-
pregados demittidos, auxiliados pela guarniefio da
corveta de guerra .... que daqui foi para bloquear a
barra do Douro, o que, tendo all entrado com o pre-
texto de se entregar junta, auxiliara a reaceflo.
Parece que esta tora vencida pelos revolucionarios,
e que toram victimas do furor popular: o cundo de
Sanla-Maria e o barflo dcCainpanhlI quoj iam fu-
gindo disl'arc.i.los, o cummaudanto da dita corveta,
chamado Sergio, o individuo inglez, (deque cima
fallo, que parti daqui com dinheiro incumbido de
comprara guarniefio da Fozj, eoutros mais do s-
quito do duque da Terceira. Este parece quo foi fe-
udo
Entretanto no supplemento ao Diario do dia 30, e
no Diario do dia 31, diz-se que o barflo do Casal der-
rotara as imniediacfles de Villa-Real urna guerrilhu
numerosa commandada por Vciga o outros influen-
tes na provincia, o que ousara atacar as suas tropas.
HM
de defcalo de alguma das partos, correr o sanguc
a jorros, o paiz lera a lamentar muitos de seus fi-
nios; militas familias licarao sepultadas no luto e
desolacfio; mas ficarao satlsfeitas algumas ambicoes,
e far-se-hflo algumas fortunas improvisadas'. Oxal
que islo nfio aconteca.
0 ultimo navio chegado a osle porto de Peruani-
buco foi obligue portuguez liobtm que onlrou a8
de outubro, o Irouxe noticias dess porto ato 20 do
agosto.
DIABIO DE ['Eimillll'CO.
Os olhos da velha condessa cada vez mais se dila-
tavam.
S urna cousa mo dosgosta,accrescentou cl:rc.
Ah urna cousa dosgoslava a S. magestade ?
Sim, urna nica. Urna s cousa me desgosta,
he que eu quizera para aprosontar madama Dubarry
um nomehistrico. E ao dizer estas palavras, olha-
va S. magostado para o retrato de Carlos I por Van
Dick.
____ COMMEBCtO.
Alfandega.
RNDIMENT0DOD1A11.......7:3ai,3'li
DESCABBEGAM UOJK 12.
IlrigueCouperthtraitefarinlia, bolachinha ebarri-
cas abatidas.
BriguoZcaVmercaduras.
BarcaNavarradem.
CaleraColumbus- ideen.
Brgue Sultamidem.
Geral. .
Provincial. ,
Diversas provincias
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA
11.
|:i|5,926
497,524
4O,00
1:773,456
Moviiuciito Navio entrado no dio 11.
Porto; 28 das, barca portugueza Bella-l'ernanibuca-
"Sjm.entendo, disse a velha demandista, S. na- zcr a Pars, dar-sc-lhe-hia urna ndemnisacflii. Oh
Aposto que me cnlende a senhora condessa i
Queira perdoar, similor visconde, mas debalde
procuro entende lo.
Ha oitodias, a mana nflo tinha madrinha.
Sem duvida.
Poisbem! A senhora....... talroz me adente
muito.
Nfio, senhor, diga.
A senhora lhe feria servido de madrinha ; e o
que cl-rei faz a baroneza de Alogny, fa-lo-hia se-
nhora condessa.
Os olhos da demandista dilataram-so.
Oh! dssoella.
E se V. exccllencia soubesse a bondado rom que
S. magestade lhc conceden lodosesscs favores! Nflo
foi preciso, podi-los, elle mesmo lito adivinhava as
vontades. Lego que lhe disseram que a baroneza do
Alogny se offerecia a sor madrinha do Joanna :
Ainda bem disse ello, ja me aborreeiam esses
malcriados que me parece querem ser mais orgullio-
sos do quo cu. Condessa, liaveis de me apresenlar
essa mullier, ouvistes? Tem olla alguma demanda,
est alcancada, endi vidada ,:i...... J
5estado dizia isso, por causa dessa allianca dos Du-
arry Moore com osStuarls, de quem o senhor ha
pouco fallava.
Justamente.
Ocaso he, disse madama de Barn n'um lom
quo he impossivel roproduzr, o caso he que nunca
ouvi fallardesses d'Alognys.
Todava he boa familia, e apresenlou provas, ou
cousa que o valha.
Ah meu Dos! exclamou Joflode repente, sus-
pendendo-se da cadeira sobre os punhos.
Que tem, mano? nerguntou madama Dubarry,'
con leudo com grande for^o o riso, vista das ex-1
torsOcs do cunhado.
O senhor visconuc picou-sc talvez ? disse a ve-
lha condessa cuidadosa.
Nfio, disse Jofio, deixando-.se cahir brandamen-
to na cadeira, foi urna ideia que me occorrou.
Que deia, que quasi o volta da caitibalhota!
disse a condessa a rir.
Deve ser muito boa acudi madama de Barn.
Excedente!
Entfio diga-no-la.
Tem um inconveniente smenle.
Qual he?
Nfio se poder executr.
Digasempre.
Nn verdade receiodar pezar a alguem.
Nao importa, diga, visconde, diga.
Lembrava-me que, se a mana communicasse a
madama d'Alogny essa observaefio quo cl-rei fazia a
olhar para o retrato de Carlos I......
Oh visconde, isso nflo seria civil.
H verdade.
Nfio fallemos entfio mais nisso.
A demandista sollou um suspiro.
He pena, coiitinnon o visconac, como se fallar*
entre si, as cousas iam por si mesmas. A senhora,
que tem um grande nome, o que he urna danta espi-
rituosa, offereccr-se-hla em lugar da baroneza d'A-
logny ; gauharia a demanda ; seu lilho seria lente,
ecomo tem feilo grandes despezas as differenlcs
viagens que essa demanda a tem ronstrangido a fa-
quo scmclhante fortuna nfio se encontra dus vezes
na vida !
Oh que nfio! oh que nfio! exclamou madama
de Itca n, aturdida com esso golpe inijircvisto.
O facto ho que na posiefio da pobre demandista,
qualquer outro houveraeileo mesmo,c ficaria, cooin
ella, esmagadn no fundo de urna poltrona.
Ora bem, mano, disse a condessa com accenlo
do profunda commiscra^fio, bom v que a III i ge a se-
nhora condessa. Nfio bastava que lhe provasse eu que
nada poda pedir a el-rci antes da minha presen-
ta?flo.
Oh I se eu podewe faaor recuar a minha de-
manda !
Ainda que nfio fosse scnlooilo dias, disse bu-
ba rrf.
Sim, oito diaa, dase madama de Barn; a se-
nhora ha do ser apresentada daqui a oito dias.
Sim, mas daqui a oito das cl-re estar em
Compigne, no moio de Testas, a delphina ter che-
gado.
He verdade, he verdade, disse Jofio, mas......
O quo he '
Ora espere : ainda mcoccorre urna deia.
Qual he, senhor, qual he ? dase a dciiiaiidisla.
Parece-me... sim... nflo... sim... sim... sim !
Madama de Barn repeli anciosa o monosyllabn*
de Joilo.
O senhor viscondo disse aim ? coneluio ella.
Crcio quo acortei com a junta.
'.CaiKMMW-ff-A*.:
MUTILADO

ItECIFE, II DE JANEIRO,
A correspondencia de Portugal, quo com esto nu-
mero publicamos, foi recebida pelo S.-Domingos, en-
trado hontem de Lisboa, e he a mesma a que nos re-
ferimos quando em finado dezembro ultimo trans-
mitlimos aos nossos le lores as noticias que hara-
mos recebido daquella corte.
Comquanto essa correspondencia seja de dala un
pouco atrasada, resolvemos a sua publicarlo, por-
que ella toca em alguns (actos de que ainda nflo li-
ndamos intoirado os nossos subscriptores.
Os jomaos do Porto que nos trouxe a barca Belh-
Pernumbueana quo boje aqui ancorou, sflo do data
mu antiga, e por isso nada ti vemos que colhcrdel-
les.
Por informales, porem, de alguns dos passagei-
ros dessa barca, snubemos que aquella cidade ainda
so achava bloqueada; que obloqucio ao mesmo lem-
po que pe minia a sabida do qualquer embarcacAo,
nflo consenta a entrada de nenhuma ; que asur-
cas revoltosas oceupa vain a mesma posieflo emane
j as demos; e que, conservando-se tudo o mais no
itatu quo, apenas tinham havido pequeos tirotcios
entre essas torcas e as do governo


IC 087 toneladas, espidi Manoel Francisco No-
mcira, f'iipagom 23, caiga vinho, ferragons e
i-iis Kcnoros (lo paiz ; a Antonio Francisco de Mo-
U Passagciros, Jos Coelho da Itocha, Joilo
uutista de Passos, Manoet Francisco da Silva Car-
rico Francisco Augusto da Silva Castro, Manoel
tntnio das Nevcs, Domingos Jos da Costa, Jos
icnacio Hninflo, Manoel Rodrigues Guimarles,
Francisco Kerreira da Rocha, Joo Caclano deMa-
ealhncs, Anecotoda Silva e Uessa, Joilo lthptista da
Silva Antonio da Silva Hibeiro, Josy Joaquim da
Silva'Manoel Joaquim Moreira, Joaquim Moreira
cgiri'do Josc.Goncalves, Joilo Goncalves, Antonio
Moreira'da Silva, Manoel Joaquim Soares, Jos
Francisco, Joaquim Francisco Fcrreira, Victorino
creira, JosTavarea Manoel Moutinho da Silva,
-.se MoiHlnho da Silva, Jos da Silva, Francisco
tose de Brito, Jos dos Santos, Domingos JoscFer-
reira da Costa, Thomaz Jos Soares, Manoel Jos
C Brito liarreiros, Jos Joaquim da Silva, Jos
rtur Pinto de Abrcu, Joaquim Seabra a Joaquim
,le O.ivcira alaia. Portugueses.
Navio tahido no metmo da.
...de-Janeiro ; brigue-cscuna inglez Eleonor, ca-
pitao Nicolao Brbaro, carga parte da quetrou-
cc.
Dcclara^oes.
i^!E>IAT*C>OQUE>'f,,,*''r,l TIIRBOUnlMA DAS EDAS
wovixcias su ha be ryEiiuia so da 15 do oaaEs-
TE MUS 12 BOA* HA MANUAA.
Oempcdramento de 270 brac.as da primeira parte
dooitavo lauco da estrada do Po-do-Alho, feito se
undo o systema de Mac-Adam, dentro do prazo de
* mezes, contados da data da arrematadlo, e pela
quantia de 2:160,000 rs. pagos em quatro presta-
cocs, pela mancira proscripta em o artigo 15 do re-
eulamentode II de jullio de 1846.
__Odoutorjuiz de direiro da segunda vara do
rrime desta comarca manda fnzer publico que no
dia 13 do correntc, as 10 horas da manhifa, na casa
da cmara, commecam os trabadlos da junta quali-
eadora.
= OcscrivSoe administrador da mesa de rendas
internas provinciaes desta eidado previne a quem
possa interessar que no dia 1* do corrento mez so
ultima o prazo que a lei lem designado para o pa-
gamento, a bocea do cofre, da dcima dos predios
urbanos dos 3 bairros desta cidade c da povoa$io dos
Afogados,do primeiro semestre do andante anno
linanceiro de 1846 a 1847 ; e que no dia 15 se lem
de cobrar de todas as pessoasque nlo liverem sals-,
l'eito osseus debilos.a mulla de 3 porcento sob o va-
loros mesmos dbitos Recite, 7 de Janeiro de
1847. Clorindo Ferreira Cato, cscnv.lo e adminis-
trador.
O arsenal do guerra compra cem pedes de ca-
bra : quem este genero tiver mandar sua propos-
ta, em carta fechada ,e a amostra a directora do
mesmn arsenal al o dia 13 do corrente mez Arse-
nal de guerra, 9 do Janeiro de 1847. O amanuense,
Jlo Kieardo da Silva
O abaixo assignado. onearregado domcdidto e
demarcarlo dos terrenos do -.narinlin, declara a todos
osSrs. que teem requerido aforamentos dos ditos
terrenos, queemscu poderse acham varios reque-
rimenlos com despacho para informar os quaes
nao podem ser informados sem que primeramen-
te os mesmos Sis Ihes deem alguns esclarec uien-
lus acerca dos mesmos terrenos: para o que deve-
rlo prorura-lo na casa de sua residencia, ra Direi-
t, n. "8, das 8 as 10 horas da manhila e das 2 as
4 da tarde. Antonio Egidio da Silra, segundo te-
nenie de arlilharia.
BRUJANTE pbeseimo
Tlieatro publico.
QUARTA-FEIRA 13 DO CORRENTC.
1.* eAF.TK.--A chegada dos tres Reis Magos.
2." Drama de Judas.
3.' --A serpente e as pastoras.
4.a b A adoradlo dos Reis.
Os intervallos serSo prcenchidos com escolhidas
dantas, arbitrio do Sr. Ezequiei, mrslrededanca.
N. II. Os Senhorcs assignantcs que quizerem con-
tinuar nestas tres recitas extraordinarias, se Ihes a-
bater mil risem cada noite, e lerflo a ultima gra-
tuitamente, em si'gnal de gratidflo que Ihes tribua o
director do tlieatro.
,msS manlimns.
= Para o Rio-de-Janeiro seguir breve o velei-
robrlgue ftliiario,o qual pode ainda reccberal-
guma carga, escravos e passageiros para o que Int-
ta-se com Amorim Irmilos na ra da Cadea n. 45,
ou com o cptalo a bordo.
-^O hiato Novo-OUnda sabe para o Avacaly no da
12 do corrento, e s pode admittir csiga miuda: pa-
ra a-qual se trata com o mestre do mesmo, Antonio
Jos Vianna, no Trapiche-Novo.
Para Lisboa segu viagem, com a maior brovi-
dade possivel, a barca portugueza Tejo, capitilo Sil-
verio Manoel dos Reis : quem na mesma quizer car-
regar ou ir do passagem par* o que lem excedentes
commodos, dirija-sc aos consignatarios, Oliveira
limSosct Companhia ruada Cruz, n. 9.
I.tilao.
llavera leilo de pipas com vinho, cascos cata-
lf.es: no annazein de Machado & Pinbeiro, hojeas
lo hpraa.
Avisos diversos
O-LID ADOR.
O n. 147 aalin hontem ; traz um artigo sobre o ac-
tual ministerio e algumas dccisoes de duvidas sobro
a lei das eleicOes : vende-se nos lugares do cos-
tume.
__Precisa-se alugar um escravo diligente, para o
servico de urna casa, eque seja bom cozinheiro: na
ra daAragilono bairro da Boa-Vista, n.27, ou an-
nuncie. .
D-se dinheiro a juros com penhores do ouro e
rala, rebatem-se soldse ordenados aqudles que
3o colmara a vender um sold ou ordenado a
mais que urna pessoa : na ra do Rangel, n. 3b, pn-
geiro andar.
LOTERA
DA MATRIZ
)A CIDADE DA VICTORIA.
6:000,?000 de rs.
As rodas desta lotera teem o scu impreterivel an-
damento no dia 29 do corrente mez, no consistorio
da igreja da Conceiclo do militares, ainda que al-
guns poucos bilhetes liquem por vender. O resto
destes deve ser procurado no bairro do Recife ,
as lojas de cambio dos Srs. Manoel Gomes eVieira;
no de Santo-Antonio, naloja do thesoureiro Anto-
nio da Silva Gusmlo, e na botica do Sr. Moreira
Marques, na ra doGabug.
Precisa-se alugar um moleque ou mulatinho,
de 10a llannos: no pateo do Tere/, n. 16.
Luiz Antonio de Mosquita FalclO pretende vender
scu estabelecimento de padaria que lem em Fra-
dc-Portas: se alguma pessoa se achar com direito ao
mesmo, haja de dcclara-lo por esta folha no prazo
de tres das, lindos os quaes ser a dita venda fecha-
da, e he a dita venda para pagamento da mesma pa-
daria ao Sr. Manoel Antero de Souza Reis, ou a quem
em seu poder liver as lettras por que a mesma foi
comprada.
= D-se dinheiro a premio de dous por cento ao
mez sobre nenhores de ouro ou prata : no largo da
Santa-Cruz, venda n. 2, se dir quem faz este nego-
cio.
Quem precisar de urna ama de leito dirija-sc a
ra Velha da Don-Vista, n. 100, que achara com
quem tratar. t>
O abaixo assignado vio n/B Diario de Pernam-
oueodcll do corrente, n. 7, um nnnuncioque diz que
o sobrado n. 16 do becco do Sarapatel acha-se hypo-
thecado na quantia de 800,000 veis: e como o abaixo
assignado tem urna hypotheca da quantia de 992,000
reis no dito sobrado, por isso previne ao resnetavel
publico, para que uinguem contrate negocio algum
com o dito sobrado sem se entender com o abaixo
assignado, na ra da ConccQSo do bairro da Boa-Vis-
ta, n. 40.
II y palito Jote Elia*.
O abaixo assignado, indo hontem, 11 do cor-
rente, ao sello para sedar dousatlestados do lente
Manoel Jos da Silva l.eite, destacado na ilha de Fer-
nando, os ditos se extraviaran! da dita repartido he
fativel que alguma pessoa os levasse por engao, c
por isso se roga o favor de os entregar na travessa
das Cruzes, n. 12.
Jote No dia 14 do corrente mez, pelas 4 horas da tar-
de, porta do Sr. juiz de orphlos, tem de ser arre-
matada urna olaria, sila no lugar do Cordeiro, em
chaos proprios, avadada em 400,000 ris, c urna ca-
noa aberta, avadada em 30,000 ris.
O abaixo assignado faz saber a todos os Srs. com
Juem tem transaecoes, que o Sr. Antonio Jos Leite
o Araujo deixou de ser scu caixeiro, desde o dia 11
do corrente.
Francisco Mar lint de lemas.
Nosdias13e 16 do corrente.depoisdaaudiencia
o perantc o Sr. I)r. juiz do civel da segunda vara des-
ta cidade, se ha de arrematar a quem maisdr, por
venda, um sobrado de dous andares e sotilo. em
chaos proprios, na ra do Queimado, n. 24. Os li-
citantes comparecam no dia e hora aprazados, por
ser a ultima praca.
A o btiiii l o ni
- Precisa-se alugar una preta que saiba engom-
mar e fazer todo o arranjo de urna casa; no pateo ao
Terco, n. 16.
Deposito de rap Gassc.
" o deposito desle rap acha-sc transferido para a
i na da Cadoia, n. 37, ondeos fregue/.cs aiharflosem-
prea boa pitada, nlo so do de Gssse, romo das mi-
tras qualidadesj annunciadas.
O actual Ihcsotirciio do irmandade
da Senhora da Conceiro, da Congrega-
do, roga oos genitores que tomaram ca-
pa da dita rmandade para acompanliar a
cToquizar faz^anncie." procissHo de Sanio Antonio do orco, e a
-- Precisa-se alugar um preto para o servico de do Corno de Peos, o anno passauo, o nao
enxadaemumsitio, ejunUmonto urna preU para ^ en,rpara)n? qeram ter a bondade d'
(i bacharel formado Antonio Joaquim de Fi-
gueiredo Seabra advogado dos auditorios desta ci-
dade, seaclia residindo no pateo do Carmo, sq-
hradon. 7, primeiro andar: quem do seu presti-
moaeqiiizcrutilisarpoderah procura-lo a qual-
querhoradodia. O mesmo bacharel da lices de
francez c geomotria, na mesma casa de sua residen-
cia.
Precisa-se de um caixeiro com pratica de ven-
da o que d> liador a sua conducta : na ra do Cal-
deireiro, n. 94.
II Kll \ff II. JTi
--- Precisa-so de 3:000,000 do rs.'a premio de 1
o recio por cento ao mez, dando-se para garanta
do principal um predio de um andar, com grande
quintal, livre c descmbarac^ido : quem este neg-
na
parisiense
ra Nova, n. 7.
Tempette&C, alfaialcs,
teem a honra de participar aos seus freguezes que
acabamde receber pelo ultimo navio Trancez um
bello sortimento de pannos pretos e de cores, c
tambem para calcas ccollctcsiuuito ricos, e do ul-
timo gosto.com a codelo dos figurnos das modas
as mais recentes de Pars. Acharan igualmente no
mesmo estabelecimento um grande sortimento de
vestuarios promptos para honiens o meninos. Lm
sortimento completo do objectos de luxo, e de todos
os nrecos.
HISTORIA DE PORTUGAL.
POR
Alexandre Herculano.
Os Srs. assignantcs desta obra queiram mandar
buscar o primeiro volunte, casa n. 7. da ra da
Cruz, segundo andar, servindo-se na mesma occa-
siiio enviar a quantia de 3,000 ris, preco por que ti-
ca aqu o dito volme.
ram-scdesta provincia, epedem que Ihes apresen-
tem as suas contas no prazo de tres das, em casa dos
Srs.Avriallrmios, ra da Cruz, n. 20.
O abaixo assignado, vendo no harto n. 28i. ut
15 do dezembro, um annunCio da Sra. D. Mana Theo-
dora da Assumpcflo, como procuradora do seu gen-
ro Joaquim Concalves CascSo. ahm de quem com
elle tiver conUs as apresontar, por este mesmo .a-
rio Ihe faz sciente que em seu poder param lettias
por elle lrmadas, vencidase protestadas, no valoi de
Antonio Joaquim de Souza Mbeiro
A irmandado de N. S. do Amparo da cidade de
ainda da juros, sobre penhores de ouro ou pra-
270.000 rs.: os pretendentes dirijain-se a boti-
ca do Sr. Luiz Jos Gonzaga na ra deS.-Bonto da
me-lm0Caldrem.tante do imposto de 20 Pr -ntoso
bre o consumo das agoas-ardentes d> J^ce8o
brasilera avisa aosSrs. que anda mo pagaram dito
consumo, venham faze-lo nos das '*>'*'"
I5e 16, lindos os quaes, se proceder na formada
lei contra os quaes doixarem de pagar.
-- Machado & Pinbeiro mudaram a sua rcsiden-
_j da casa n. 60, na ra da Cruz, para a casa n.
23, da mesma ra
Macario Schttim subdito napolitano tem
bertouma loja decaldeireiro, na ruado Aterro, n
, aonde faz toda e qualquer obra de cobre c es-
nho ditas de cobre e ferro, por preco commodo.
Precisa-se de una senhora de idade e capaz,
nranca ou de cr, para ama do urna casa de pouca
ramilia,eencarregar-so de cuidar em dous meni-
nos. Paga-se bem. Iiirigr-se ra do Rangel, n. 59,
cundo andar.
_ precisa-sede um menino, de 12 a 13annos,
para caixeiro de urna loja de lou?a na ra do Ran-
_I-Aluga-seum preto possanto para refinacSo ou
arm'azem de assucar : quem o pretender annuncie.
Joflo Albino da Silva Souza faz sciente aos Srs
orovedor e mais rimlos inesarios da rmandade das
thagas, que sua mulher .Guilhermina Engraca Loa-
la da Silva, no aceitn a provedoria da mesma ir-
mandade.
c.iAuia rm um lin, t'juuiaiuc.itu una |v% pw.
vender fructas; pagando-so mcnsalmente confor-
me o ajuste: na ra do Rangel, n. 17.
Aluga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, com opt'mose muiloasseiados
commodos para moradia de homem solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar dirija-so ao
mesmo sobrado a qualquer hora.
~ Precisn-icde doustaviadurrs ; em caa do doura-
dor, ou fabricante de candlciros de gaz na ra No-
va n. 52.
Luiz Jos do Magalbaes declara que o Sr. Joilo
Goncalves Netto, tenente do primeiro balalliflo de
cacadores de linlia nada Ihe licou devendo tanto
como agente que foi do mesmo batalho como de
suas contas particulares, duranto o lempo de sua
agencia que so ultimou no ultimo de dezembro
prximo passado ; assim como aproveita a.occasiilo
para agradecer ao lllm. Sr. Francisco JosDamaceno
Rosado, coronel e commandanle do mencioado ba-
talho eao referido Sr. tenente cx-agente, a pnn-
tualidade de seus pagamentos, sem que nunca nel
les houvcsse a menor dilTerenca,
OSr.|Silvestrc dos Rios queira vir, no prazo
de oto dias resgalar os penhores que nlo ignora ,
na ra larga do Rozario n. 39 : quando, n_3o serio
vendidos para pagamento do principal c juros, fl-
cando subjeito ao que faltar para a ndemnisaejio do
annunciante o para que a lodo lempo no venha
allegando ignorancia se faz o presente annuncio.
As pessoas que teem penhores na venda da
praca da lloa-Visla n. 13, na esquina do becco do
Veras, queiram ir resgala-los, no prazo de 10 dias ;
do.contrario ser.lo vendidos para pagamento de
principal e juros.
A pessoa que, por engao, levou da thesoura-
ria provincial um chapeo de sol, de seda, j usado,
no dia 9 do corrente na occasiflo de so fazer um pa-
gamento queira por obsequio manda-lo 'entregar
no pateo do ('.armo, a Narciso Jos da Costa.
Alugam-seos segundo o terceiro andares do
sobrado da ra do Trapiche, n. 36 : a tratar no pri-
meiro andar do mesmo sobrado.
Precisa-se de urna ama do leite que seja es-
crava : na travessa do Veras, n. 24.
~ Aluga-se urna preta que sabe fazer lodo o ser-
vico de tima casa com toda a perfelcfio cozinha, eri-
gomma, ensaboa be boa compradeira e muilo Del
quem a pretender dirija-sc a ra Imperial, n. 47.
Antonio Julio de Medeiros, subdito norluguez,
retira-te i'ra fra da provincia.
nao se esquecerein
D-se para morar uni sobrado de um andar em
boa ra, muilo fresco, quosenlug por 200,000 rs.
annuaes, aqunm quizer dar 1:200,000 rs., fleando <
aluguol pelos juros: hypolheca-se para seguranca o
mesmo sobrado quem quizer este negocio an-
nuncie. ,v..
Aluga-so urna casa terrea sita na Soledade ,
n. 17 aop doSr. Vieira, cambista : a tratar no pa-
teo do Carmo, n. 17, com Gabriel Antonio.
Contintiam a estar para se alugar as casas ns.
25, 27 e 31, sitas na ra Real junto ao Manguinho ,
com muilo bous commodos quintal murado, por-
13o e porto de embarque ; e o sobrado n. 12 da ra
do Arag.lo : a tratar com Manoel Percira Teixeira ,
morador em o sitio prximo a Estancia.
~ 0 abaixo assignado faz sciente aos pais do seus
alumnos e a quem de scu pi-cstimo se quizer utili-
sar, que mudou sua residencia para o bairro deS.-
Antonio, na ruado. Oucimado, n. 37, continuando
com a sua aula de primeiras lettras, grammalica la
tina efranceza; elamboni continua a receber pon
sionistas emeio-ponsionistas.
,0 padre Joao Jos da Costa Itibeiro.
Manoel Adrianno de Albuquerquc Modo fa/
sciente ao publico que abri a sua aula de primeiras
lettras em o dia, 11 do correntc, na ra doJardim,
n. 43. ,
Precisa-se de urna mulher, prelerindo-se par-
da ou rabuda para servir do ama a una casa de
pouca familia : na ruado Brum, no segundo andar
do sobrado onde mora o cnsul americano.
No boliquim da ra larga do Rozario, n. 27 ,
haver sorvete .amanliHa, 13 do corrente das 5 ho-
ras da tarde em dianlc.
AVISO AO PUBLICO.
Moje, 13 do corrente mez achar-se-ha na pas-
sagem da ponte da Tacaruna urna canoa que pe-
ga 30 pessoas destinada a receber passageiros o
careas de um para oulro lado todos os dias, das i;
horas da manhila at as 6ih tarde imprclerivelmen
te o continuar dita canOa.no caso de nlo haver
notavel prejuizo: cuja passagem sera por mdico
preco.
Guitheinic Soares llotelho roga a lodos os seus
devedores antigos e principalmente muelles rujos
dbitos datam de I840,lhe queiram satisla/cralr lina
de fevereiro prximo vindouro ; na certeza do que,
lira-senara fra da provincia. de levereiro prximo mhuoum. ,.._ ------.-.
__Alugam-sc os primeiro e segundo andares da lindo este prazo, nno tora mais contempIac,ilo ,
casan.17daruadoCollcgio.com commodos para usar dos meios judiciaes.
familia : a tratar na ra do Vigario, n. 5, primeiro
andar.
Aluga-se a prensa ou armazem n. i,sito
argoda Assembla, no Forte-do-Malto, que, alem
de servir para acondicionamento de algodao tam-
bem he pronrio para um bom armazem de recolliei
furinha, viiihos.madeirasemais gneros de estiva i
a tratar na ra do Vigario, n. 5, primeiro andar.
Aluga-se urna ama para criar una menina, que
lenha muito e bom leite : na ra da Praia de S.-Ri-
'' Ouem annunciou querer {vender nina pada-
ria muitoarreguezada, dirija-sea ra da Gloria, na
n-Vprecisa':sc5do urna ama para o servico interno
de una casa de pequea familia; na ra do Domin-
R-S- D-sen'dinieiroajuros com penhores de ouro,
mesmo em pequeas quantias: na ra do Itangol,
"'-'osr. Luiz dcl'inho Borgcs queira dirigir-sea
r"a--fRogan-gse'anquem foi oh-erecido ou entregue, um
rolo de fumo Po?um preto no dia 9Jo corrente
sendo queira en trega-lo, dinja-scao seu dono, na
ribeira da Boa-Vista, venda n 3. ,.,.,,.
Joaquim Pereira Arantes avisa a scu* dovedo-
y?^S^TSs?KrSt: arSaa^AantSaat
das o Sr. Jos Joaquim Fcrreira, a quem os mesmos
Srs. poderflo satisfazer.
AnlonioJono Ramos faz sciente ao publico que
no dia 1. do outubro prximo passado venden
a sua venda sita na ra do Amorim, n. 1 -, ao Sr.
joilo Goncalves, e de commum accordo com o mes-
mo Goncalves quer comprar outra vez a dita vena.
quem sobre a mesma tiver algum d.rc.to declaro
uestes 3 dias, f.ndos os quaes, seeTe.luara o ne-
gocio. .
Aluga-se urna casa terrea com sotSo corrulo,
m uito fresco, por ter 3 janellas envidracadas con.
cacimba meieira, cozinha independ.-nte sita no bec-
co do Serigado : a tratar na ra da Cadea, n. 2j.
O abaixo assignado faz sciente ao respeitavel
publico que pela barca americana jioac-rronMm ,
linda de Boston, entrada neste porto em 22 do pr-
ximo passado recebeu um novo provimento de pi-
lulas vegetacs do doutor lliandrcth. Estas pilmas
rujo autor baila para garantir sua excedencia tor-
nam-se muito reconimendavcis, porserem um medi-
camento inteiramente inolfensivo, podendo applicar-
se al as crianzas recem-nascidas ; ltimamente> se
teem applicado a urna infinidade de molestias mi-
gadas incuraveis, de cuja applicaQSo se teem tirado
tilo felizes resultados que parece cada vez mais re-
solvido o problema de um remedio universal. Ao
annunciante cabe a gloria de asseverar ao publico
que as ditas pilulas sDo as nicas verdadeiras que
cxislem nesta praca as quaes so vendom em sua
botica, na ra da Cadoia-Velha, n 36.
Yictnle Jos de Unto.
Jos Valenlim da Silva abro a sua aula de la lint
a 18do presente janoiro, na ra da Alegra n. 40, e
recebe alumnes. O annunciante ha II annos que cn-
sina, e conla urna felicidade, que he que seus alum-
nos teem sem pro sahido plenamente approvidos na o
academia de Olinda, ainda mesmo nos exames de d
novembrodoanno passado que foram rigorosos,eem "
que houveram reprovaefles. Os alumnos queoannun-
cianledeu por promptos em outubro, e foram em no-
vembro approvados plenamente na academia, sao :
Maximiano Francisco Duartc Jnior, Thomaz J
de Sena Juaior,
mwMsmn
1.1 M A
mete
RLA NOVA, N. 2, PRIMEIRO AKDAR,
acaba de recebe^ pelo vapor S.-
Sebastido, chapeo armado, Jra-
gonasl;aiida.s e fiadores, para of-
liciaes superiores e subalternos;
gales de ouro e prata, finos, lar-
gos e estreilos ; pennachos e cha-
peaiuen(os,osniais modernos, para
barrelinns ; espadas de copos dou-
rados ; (lilas prnleadas, sem roca;
pastas, talins, cananas e escamas ;
canotillio, de ouro fino, para bor-
dar ; maulas com galao ; luvas de
camurc.,1, brancas e prelas ; boluca
para sobrecasacas mililares; ar-
reio para cavallo de ollicial de
legiao; c globos e estrellas para
golla e abas de i'ardj : tambem
aprompla bonetes de panno, com
galo.
0 abaixo assignado faz publico, principalmen-
te aos pais de seus alumnos, quo desde odia II do
corrente mez so acham abortas as suas aulas para
meninos e meninas, na casa de sua residencia no
bairro da Boa-Vista, travessa do Veras, numero
13, ande tambem contina receber como ale aqm
meninos pensionistas e meio-pensionistas, para o
quo a casa offerece bous commodos: sobro o trata-
mcnlo, boa educacAo e adiamntenlo que sempre
tem prestado a seus alumnos durante nove annos
que labora ueste exer'-icio, o fozerer que o respeita-
vel publico esta satisfeilo pela preferencia eescolha
que Ihe tem merecido.
PoljcarpoNunes Corveta.
Compras.
Compram-so os segundo o qnarto volumes da
obra intitulada Quentino Durward : quem tiver
nniincie.
Compram-se bois, carneiros, vaccaa e vi-
telas gordas, proprias para acougue : pro-
curcm, ou mandem por escripia na ra
larga do Rozario, ns. 6el1, ao pedos quarteis oa
iinunciem. ....
Compra-se para remedio urna cobra do viado>
ue esteja viva: na praca da Boa-Vista, segundo an-
ar da casa n. 32, ou annuncie para ser procu-
rado. ...
-- Compra-se um cordiio de ouro de loi, sem Tei-
- lio com 12 a 20 oitavas de peso i quem tiver an*
11 nuncio.
l Compra-se um viollo e um methodo, prefenndo-
Ise de Caruli.: na ra Nova, loja u,26.


!

'
Vendas.
FOLHIJNHAS
de a Imnale e de porta.
A edico mais correcta e com
pela que existe deslas folhinhas,
est venda as livrarias da pra-
ca da Independencia, ns. 6 e 8; da
esquina do Collegio; e na Boa-
Vista, botica defronte da matriz,
elo preco do costume.
Vcnde-soum piano com expelientes vozes;
prego commodo: na rua
8 horas da manhia
em perfeito estado", por
dos Tanociros, n. 24, das
da tarde.
.ia7VP!ere- Um *itode'erras proprias na estra-
da de Agoa-Fria de Bel.enbc, com casa de taina e ar-
vorcdos de fructo ; cujo sitio foi do fallecido Jqro-
'Jjmo Jos Martms, a tratar no mesmo sitio, ou na
ruado Pilar, patcoda igreja, n. 8, do lado do Poente.
OCONDF.DE M0NTE-CHR1STO ,
por Alexandre Dunas, 10 voluntes em ni lavo
Chegaramuli,mmente do o-de-Janeiro alguns
templares da segunda edigilo dcste ininitavel ro-
manee a qnal he mais correcta e aperfeicoada do
que a primeira. Rtflo venda na livraria da rua
da Cruz, no Recite n.56.
Orapdoconsumo da primeira edigfm que .nao
obstante tersido de grande quantidade de exem-
plares, se esgotou em menosdeum anno, prova
fonvenientemento a geral aeeitagilo com que pelo
publico .Ilustrado foi acolhido este romanee o
qual he,sem contradigan, nm desses romances ra-
ros que podem ser lidos sem perigo por qualquer
j.essoa seja qual for o sen estado ou condico.
NA MESMA LIVRARIA
feriences para escripiorio.
I-ivrosembrapcodebom papel pautado e de va-
nos formatos ; tintas de varias cores para escrever
e nscar liyrns ; regras de bano, linas ; boas pennas
C v* tmleiros de "china, superiores, e etc.
\cndem-se duas escravas una parda com
principios de engommado, de 21 annos; urna ca-
nia, de 2 annos ; urna liteira o 5 cangalhas na rua
do Cellegio, n. 17, segundo andar.
Na loja de Guimares Se*
rafim & Companhia, enfronte
ao arco de S -Antonio, n. 5, ven*
dem-se lencos de vapor, de pa-
drees modernos, pelo barato pre-
go de 80 rs, cada um : lencos
Vende-se umeabrinba, de 8 annos; bahuszi-
nhosde tartaruga; courinhos miudos; bezerros
sola; esleirs superiores e baratas; charutos rega-
la e de S.-Felix : na rua da Cruz, no Recite, n. 2*?
-- Vendle um bergode Jacaranda, de molde an-
ngo mas envernisado e com cortinado por 10,000
rs.; urna pedra de filtrar com son mocho o jarra na
rua da Unilo, junto a typographia.
Vendo-so una cabra, de 20 annos de linda fi-
gura quecoae, engomma e cozinha; urna parda,
de :)0annos, com as mesmas habilidades: um pre-
to de iiaclo : na rua larga do Rozarlo n. 35 por
cima da loja do Sr. Lody. v
-- Vende-se un.a boa casa na cidado de Olinda.
c pela qual ha offerecimento de um cont de
rus, por preco mu commodo ; na rua do Trapiche,
Vendem-se muito boas esleirs de palha de
carnauba : na praca da Independencia, loja n. 3.
Na loja de Guimares Se-
rafim & Companbia, confronte
ao arco de S.-Antonio, n. 5, ven-
dem-se cassas finas, largas e fian-
eczas, pelo barato preco de 480
francezas, lar
a vara; chitas
a 280 rs. ocovodo.
VENDE-SE,
ta rua das Larangeiras, n. 14, segundo andar,
urna moleca de 14 annos, muito bonita ,
propria para mucama ; um molecote, de 18
annos, de bonita fiura sem vicios ; um
mulatinbo, de Ifi annos, proprio para pa-
go m por ser muito esperto e de bo-
nita figura ; um preto hom canoeiro, de 35
annos, muito forte esadio, por preco com-
modo; urna preta, de 22 annos, de bonita
. figura com algumas halidades ; todos por
<< preco commodo, pois be para Ijquidacflo
15 de contas.
Vende-se potassa branca de superior qualldade,
em barris pequeos; em casa de Matheus Austin (S
Coinpanlua.na rua da Alfandega-Velha, n. 36.
= O corretor Olivrira lem para vender cobre em fb-
Ina e pregos de dilo para forros de navios : o preten-
ilentes dirijam-se ao mesmo, ou aos Senhores Mesnuita
Si Dulra. *
Vendem-se brincos, cordes, medalhas, pecas
para cinteiro, eoutras obras de ouro e piala : ua
ruadoRangel. n. II.
= Vende-se cal virgem em meias barricas, chega-
da prximamente, por preco commodo; na rua da
Mor,la arniazciii n. 15.
Vende-se una preta de nacSo, de 23 annos de
bonita figura, que cozinha o diario de urna casa la-
va de salino e varrella e he quitandeira; urna dila, de
30 annos, que lava e cose ; um niolcque, de 6 a 7
annos; lodos sem vicios tem achaques: na rua da
Concordia, passando a pontozinha a direita, se-
gunda casa terrea.
Vcnde-soum pardo, de25 annos, de boa figu-
ra, opluno*arrciro; um dito, de 18 annos, pro-
prio para pagem ou oulro qualquer servjco 2mo-
iti.i ii..t .i.k t c <...*,.. .i^ i___. ,- .:
FERRO FERRO,
de todas as qualidades o cobre para forro de navio,
de 18at 28 oncas, em grandes e pequeas parti-
das : no armazem de A. V. da Silva Barroca, defron-
te da igreja da Madrc-de-Deos.
As cautelas da lotcria da cidade da Victoria acham-
te de hoje em diante expostas venda no Aterro-da-
Hoa-Vista. as lojas dos Srs. Caetano Luiz Ferreira,
n. 46; Tliomaz Perelra de Mattos Eslima, n. 54 ; Leal
* IrmSo, n. 68, e Antonio Ayrcs de Castro, u. 72 ,
assim como na travesa do Veras, n. 13, onde os fre-
guezes acharan semprc um variado sortimento de bous
nmeros. O pagamento das que sahiram premiadas
na passada lotera do' I.ivramento contina a er fello
como d'antes a toda e qualquer hora do dia, sem ex-
cepjao de domingos e das santos.
O liarateiro est
queimando !
O antigobarateiro est vendendo a troco de pouco
dinhciro, na sua nova loja do miudezas, na rua do
Collegio, n 9, papel de peso inglez, de primeira sor-
te a cinco patacas e meia a resma, e meia dita a
880 rs.; ricos pentcs do tartaruga para segurar ca-
bello a 2000 rs.; travessas de tartaruga a 960 rs. o
par; chapeos de cambraiaenfeitados, para meninas,
a 2000 rs. cada um ; loques de seda enlejiados, a
2400 rs. cada um ; I uvas de pellica, para homem o
senhora a 800 rs. o par ; ditas de seda, para meni-
nas a 200 rs. o par; ditas de seda preta, compridas
o curtas, para senhora a 1000 rs.; ricos cachos de
flores para enfeites de chapeos ou cabello, a 320 rs.
cada um ; caixas e carteiras de agulhas de Tundo
dourado sorlidas, a 280 rs.; riquissimas tesouras
finas, para costura e tinbas ; assim como outros
muitas miudezas por diminuto preco.
Vende-se vinho linio comtnum, em
quatlolas, pelo uaralissiino preco de 4o'
rs. cada tima : na rua da Cruz. n, ao.
= Vendem-sc barricas c meias ditas com farlnba gal-
lega minio superior; barricas c meias ditas com cal
virgen de f.isboa ; barricas com potassa branca e preta;
techadoras para pona de armairiu penetras de rame;
rodas de arcos para barricas ; bichas de Hamburgo ;
zen Pfl PrPt co",lnodo : "a ,ua do Vlgario arma-
~ Vendcm-se bezerros francezes. de Nante, de
superior qualldade os melhores que leem vindo a
este increado, por atacado ou mesmo em duzias a
voutade dos compradure por mais barato preco do
que em outra qualquer parte : na rua da Cruz, n 0.
francezes de cores finas e fixas ,
fingindo seda a 480 rs. cada um;
brm escuro frauc,z, trancado, *|OMSS. de iMSCiSk,
piiro linllO, a l20rS. a Vara ^mazen.defaiinbadocacsdoCollcgio.
--Vendem-sc4escravas mocas que servem bem a dllied."^"m'T Pe"UC"nSPrCS =
mi a li'nho, de ri fn ". um" <*aSa ;, om preU de ?aBo' de ,,on!ta u Pardo bo'm SS
?!^^ Katoss*'noEa,c,,,,am atriz
-- >a lo| a de Guimares Se-
rafini & Conipanhia, confronte
ao arco de S.-Antonio, n. 5, ven-
Al ten cao!
Cunha 6 Amorim leem para vender potassa
russiana, nova, de superior qualidade, por bara-
tsimo preco : na rua da Cadeia-Velha, n. 50.
Vende-se urna escrava do naclo, de 23 annos,
de bonita figura ptima engommadeira ; urna dita
boa quitandeira e cozinheira de naciio, por 400,000
rs. ; urna dita, propria para o campo por 250.000
,rs.; urna negrinha muito linda, de 8 annos, por
250,000 rs.; urna moleca, mucama, do 16 annos,
de naciio Mozambique, com excellentes habilida-
''"'.",es1crav. do 24 annos, de boa figura, peri-
to ollicial de pedreiro ; um dito para engenho, por
400,000rs. ; um moleque de 12 annos; um pardo
hom cozinheiro : na rua de Agoas-Verdes, n. 46.
corpadas, proprias para escravos, a 800 rs.; chitas
de cores, a 140 r. ocovovado; eoutras muitas fa-
zendas, por preco commodo.
NA RUA DIREITA, N. 9,
vendem-se saccaa com superior farinha por pr*t0
mais commodo do que em outra qualquer parle.
Vende-se um rete com seu tercauo : naruads
Cruzes.n. 34.
Vende-se, por commodo preco urna moend.
para moer com animaes : no engenho Novo da Mu-
ribeca.
- Vende-se potassa branca, da
mais nova e superior oue ha nes-
te mercado, por mdico preco:
na rua da Cadeia-Velha, armzeni
n. 2, de Bailar ^ Olveira.
Potassa da Russia.
Vende-se a bem condecida e superior
potassa da Russia, chegada ltimamente,
no armazem de Rothe & Bidoulac, rua do
Vigario, n. ;.
= Vendem-se moendas de ferro para engenho de ai-
sucar, para vapor, agoa e beatas, de diferios Umanhoi
por preco commodo; e igualmente taias de ferro coad
e batido, de todos os tamaitos: na praca do Carpo-San-
to, n. 11, em casa de Me. Calinont & Companbia, ou na
rua de Apollo, armazem, n. 6.
Vende-se sal de Cadix, a preco barato a bor-
do do brigue sueco Clara : a tratar na rua da Noedi
n. 7, com Leopoldo Jos da Costa Araujo.
Vendem-se, no armazem do Braguoz, saccas
comfeijfo-fradinho, muito bom, a 3600 rs.
Vendem-se 35 escravos, sendo : pretos, prc-
tas, moleques, mulatinhos, negrinhas, pardosepar )
das, com habilidades e sem ellas por preco com-
modo : na rua da Cruz. n. 51.
Vende-se a armacito da loja de miudezas si-
ta na rua da Cadeia do Recife n. 14, propria para
tezendasou miudezas, pela sua boa localidades
tratar na mesma loja.
Escravos Fgidos.
na rua do Crespo, n. 10, primeiro andar.
Lances da for luna aos
O:MMr.?OfM de rs.
Vendem-se bilhetes, meios, quartos, oilavoscvi-
K^S'mos da lotera do lliealro da cidadede Niclhcroy
IpRio-de-Janeiro : na rua da Cadeia, loja de cam-
bio do Sr Vieira.
Vende-se potassa branca, da
mais recem-chegada por mdi-
co preco : em casa deL. G. Fer-
reira & Companbia.
Potassa da Russia,
verdadeira e nova,
por preco muito
de-se papel almaco aparado a
2800 rs. a resma ; fila de relroz
de cores, peca grande, a 700 rs. ,
sortidas ,- relroz preto, azul e sur-
tido a 10,000 rs. a libra ; cor-
les de pelle do diabo, a 1440 rs.
Vendem-sc dous lindos moleques, de 14 a 16
annos; dous ditos, de 7 a 11 annos ; um pardo pti-
mo para pagem, de 17 annos, com otlicio de ban-
queiro de engenho; um preto bom carreiro, de 30
annos; dunspretas.de 25 annos com habilidades;
urna parda, de 25 annos com algumas habilidades;
duas negrinhas, de 7 a 12 anuos, proprias para se-)
rem educadas; urna preta, de idade, por 200,000
rs. : na rua do Collegio, n. 3, segundo andar.
Vendem-se 30 acebos da companbia de Rebe-
nbe, novalorde70 por cento : nesta tvpograpbia
i'M'4';4
l-H.W.AVliW^lw,
MVW\M.iwnw
Vendem-sc sorvetcs do varias quali-
dades ; gelea; lamanga ; reme do va-
nas qualidades : na rua larga do Ro-
zarlo, n. 26, onde achar-sc-ha urna
sala decente para familias.
em Larris pequeos,
commodo : na rua da
Cruz, n. jo, em caso de Kalkmann &
llosenmund.
- Vende-se urna padaria em um dos melhores lu- n
arca, a qual, alem dos grandes commodos para la- so di'r quem vende
f.aTmnr1p?|tAiS.h^?,,Tf!,Or'P0,*qUe ^"'" iCOm 300 c lanlos ^ de fu, d o, o qual c ega'
dor Lea nlo J as' (loaZI;"fT5" Cm,,ra" ala tcrcci,a ,ua : a trutar n lravcssa da Madre-dl-
uor, para nno pcrtlcr as Ireguezias. Assegura-se ao Dos n 18
rKffdtSK' 'm^n Cm "^ "i ~ Vendem-se 2 pretos, sendo um de 16 a 18 an-
nor Km temnn im SnZJZJ0*""*0*, n0S 0ulro de 20 a 2 an,10S > c muito b"as *"-
por aigum lempo, alim do o convencer rjuo se nflo ras c proprios de todo o servico um lindo mulati-
Tomam-so aprendizes para aprendercm a
marceneiro : na rua da Cadeia de S -Antonio n. 18
vende-se urna espada para ollicial, uns cor-
dOes para o mesmo : urna fechadura grande de so-
gredo; 4 pesos de duas arrobas e alguns mais pe-
queos; alguns eaixes bem feitos, para deposito-
4 caixilbos para fiteiros; ludo bom o barato na rua'
da Lapa n. 2, junto noForle-do-Matto.
Vende-se um methodn para violflo por Caru-
li.eneadcrnndo, pelo mdico preco de 7000 rs na
rua da Cadeia, n. 36.
Vendem-se cadeiras, sophs mesas, tu-
po de oleo ; camas; commodaso meias di-
las de amarello ; urna dita de condur ;
marqtiezasdecondur; 1 fiteiro proprio
para loja de miudezas; cadeiras de jaca-
randa de ps torneados c lisos; mesas do meio de
n.5 ^?g0"deb.anCi"' de dit0; mesas ue amarello
com duas gavetas; camas de vento, .le armarr.o-
ludo por preco commodo : na rua da Cadeia de S -
Antonio, n. 18.
Vende-se urna preta crioula, de 24 a 26 annos
bem robusta e forte, sem habilidades por ser d
matto : na rua de Agoas-Verdes, n. 18.
tem outras mais vunlagens que se dirfio ao compra-
dor. Quem a preteuder annuncic.
A 2^SOOis.oeova1o!
Na luja de Guimares Seraim
& Companlua confronte ao ar-
co de S.-Antonio, n. 5, vendem-
se casimiras francezas, sem pel-
lo finas de lindos padroes e
pretas pelo barato prego de 2500
rs. o covado ; ricos cortes de eha-
li de la e seda, com barra, a doze
miirs. o corle.
Vendem-se Siellins inglezes, em bom uso: na
rua do Crespo, n. 10, primeiro andar.
Casa du F,
na rua estrella do Hozario, n. 6.
Nesta casa acbam-se a venda as cautela* da lote-
ra di3 obras da matriz da cidade da Victoria; da qual
andam as rodas no dia 29 do corronte. A ellas quo
silo poucas: os preco* silo os do coslume.
iVo Aterro-cla-lloa-
Vista, loja n. !>5i,
vendem-secbitai finas,a 140rs. o covado e risca-
dos francezes, a 200 rs.
GKLO.
Na rua da Cadeia-Velha n. 15, das 9 as 11 horas
da manhSa e das 3 as 5 da tarde.
Vendem-se bichas de Hamburgo muito boas,
aos eolitos e a retalho, por preco commodo na rua
da Cruz, n. 62.
Calcados.
Rorzeguins, a 3500, 4000, 6000e 7000
rs ; sana toes do luslro, a 4000 e 5000 rs.;
ditos de bezerro a 2000, 3000 e 4000 rs. ;
a n Lnn ,nB,C2e>. a M rs-: botina france-
zes a 4, 6 c 8000 rs.; meios ditos, a 7000 rs. ; botina
?nV,io1ncV 300. "; me0S di,os- a 20W' rs': P-
toa de lustro para homem, senhora e meninas; sa-
patos de tapete para homem e senhora; ditos de
marroquim francez pretos e de cores a 1000 rs
ditos, a 1280 rs.; chiquitos de lustro e de marro-
qu ni para meninos; sapatosde lustro para rapazes,
a looo rs.; espartilbos para senhora a 1000 rs : pei-
U.s de camisa, a 320 rs.; meias de algodUo, para
meninas a 300o rs. o mago ; e oulros muitos calra-
dos P^temarias : na praca da Independencia, ns.
Uel5, loja do Arantes.
-- Vendo-so urna venda na rua Nova, n, 5, a di-
nlieiro ou com desobriga a praca ; um terreno; urna
canoa que carrega 900 lijlos; ludo em conta : a
tratar na mesma venda
awl?.^"*6 Uma. vendana r"a de Apollo, bem
aireguezada para a trra, com poucos fundos a tra
tar na padaria da rua da Guia,
-- Vende-se cera para limas de eheiro a 1000 rs,
a libra : na rua do Rangcl, sobiado n.52.
Rio Alerro-da Boa-Vista loja
de f'uasendas, de 4 portas ,
n. 60 ,
vendem-secobertaa dealgodflb, grandes, bem en- pern.
Fugio, do engenho Campo-Alegre freguezia
de S.-Anto o escravo Joaquim do Angola de il.5
anuos, baiso, seceo do corpo muito ladino ; tem
os dedos dos pes arrebitados, bracos e pernas mus-
culosas liste escravo foi ter a cidade de Coianna ,
onde o Sr. doutor Bernardo Jo Fernandos do Sa
tevo a bondado de o fazer prender e avisar para se
mandar conduzi-lo; mas os conductores, rocebeu-
do-o no dia 17 dedezembro prximo passado, ness
mesma noitc o deisaram fugir do engenho Janga-
deira, entre Coianninha e Nazareth. Roga-se as au-
toridades policiaesecapitiles de campo o favor de
o prenderen) e levaren) ao dito engenho que serio
bem recompensados
Fugio, no dia 9 para a madrugada do dii
iodo correnle, um preto que represen-
ta 50 annos, de ostatura regula. com
um defeito em um u o oulro em urna
mo de nome Jos bem prelo, criou-
lo; he mullo regrista e conhecido as trras do en-
genho Novo do Cabo; levou caigas de riscado, ca-
misa, jaqueta e chapeo : quem o pegar leve a rua
Nova,n. 12,a DiogoJos da Costa que dir quem
heseusenhor.
Fugiram, do engenho Campo-Alegre, fregue-
zia de S.-AnUlo, dous escravos, Kslevfio eMaru,
ambos crioulos, aquello em principio de dezembro
prximo passado e esla algum lempo antes ; sflo ca-
sados eteem os signaes seguintes : EslevSo ,> aca-
bralnado alto, grosso, de 35 annos; tem na face
esquerdapor baixodoolho urna cicatriz de coucede
cavallo ,emum dos lados da cabeca duas pequeas
Melladuras deferida do tamanho de urna moeda de
i reisilom as pernas grossas e na barriga da es-
querda tem urna cicatriz do carbnculo e a junta do
pesquerdo um lano indiada de erisypela que lhe
la : a escrava, de 40 annos, baixa e secca, bem pre-
ta da cor cu tranga os cabellos da frente; nobeico
inlerior tem urna cicatriz que apresenta u .) debrum.
i'.stes escravos oram comprados em maio do anno
passadoaocap.liloalanoel Francisco da Costa, sc-
nhor do engenho Pilar as Ala^a* para onde
suppOe-soterem vollado, prinei, almente a preta,
e o preto para o lugar do Rocadioho omie ja estevo.
Roga-se as autoridades policiaes o particularmente
aos capitilesds campo o favor de os pega rem e leva-
rcm ao dito engenho, queserSo gratificados com
100,000 rs. porcada um.
aj( Anda se acha fgido o moleque Cosme, ollicial
*l desapateiro, de 25 annos; he bem conhecido
-ia. nesla praca, porserbolieiro de Joilo Malheus:
quem o pegar leve atrs da matriz da Boa-Vista so-
brado onde mora o dito Joilo Matheus que gratifica-
ra generosamente
Oesappareeeu no dia 9 do correle, demanhia,
um preto de nome Pedro, alto, grosso do corpo, pou-
ca barba e alguma falta de dentes na frente, beicos
grossos, una cicatriz por cima de um olho. cabello
grande, foi de caiga branca e carniza fina j usada, e
lia noticia que anda sem chapeo; be cnociro e ga-
nhadorderua; representa ter 30 a 35i,nnos de ida-
de: quemo pegar leve-o a rua da Cruz do Recife,
n. 26, aonde se gratificar generosam. itc.
fugio do engenho l.obo freguezia do
.SennliiJem, no dia ti do prximo passa-
lo, um escravo ( de nome Miguel, criou-
o estatura mais que ordinaria pouca
barca, pernas algum tanlo arqueadas,
o a Ir" pelq"enas cicatrizes no pescoco provenien-
tes de arranhOes de espinhos em occas.Do que vaque-
{ItotTr SQ-aCS i10 lin,ooiro. P'a ondoso sup-
pLI L "e fufd0 ; ho locador de 8ai'a quem o
vagn ti ZV!'\JPeef ou no Recif0- o rua No-
gratificar Gongalves Pcreira Lima que
\n~~J?J!lam' da casa de An'n' Coelho de Mel-
noi i," 'a'0Ssegu,nt,e.s: ''ed> ^bra, de 25 an-
,S mr0: Vicente, pardo, a'llo, de 40
nSL c0S,('U8es v,eran> do Ass cm pagamonto .
E^0"86 rem SCguid0 I mcsn'o l''ar ; le-
varan) camisa c ceroulasde algodlo, jaqueta e cha-
annreh^r = "- c"' W? a quem
ffiiu?r?eni-rc.B,r?olraP.ic,M' do Pelourinho,
SSS'r"ffloe!tanc,a e d0 traba,h0'8e dr
NA TTP. BtK.r.DE TAJUA. !^,


Full Text
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