Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09711


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Full Text
c
uno de 1847.
Sabbado 0
I) DIARIO puldici-ic todos os das, que iiSo
i -, de guarda l""e da signatura lie de
liooc rs. l>i qiurleJ. pagJ ad.antados. O an-
rim ''os nssignantes jio inseridos rso de
'," norlinl>. 40 n. em lypo didereme, e as
' |'ieJ pila mitad*. Oi que no P rem ssg-
1 us*P's"r'io 80 Pr ''"""> e loo m lypo
!;|lTfMil porcada publicacSo.
piiasks da la no hez de Janeiro.
i n chei. I, os JI minulof de Urde.
Vlin'oxile, a D, is 4 liaras e 18 inin. do tarde.
I iu uova, a t, As '" hon$ e JI mi. da larde,
liietcenle, JJ, I hora e57 mi. da miaha.
PAHTIOA DOS COHREIOS.
Goianna e Par.liyl. s segundas escitas felru.
Hi.-(Jriide-dn-^orte quipus fefs omeio-dia
(alio, Serinhaem, llio-Formoo, Poilo-Calvo e
Macci nol., a ll el i dcada mez.
(>ara lloa-VLsU e Flores, a ISe 58.
Victoria, s quintas feiiu.
Ulinda, todos os das.
PuEAMAR HE BOJE.
Primeira, s 10 Ilotas e C minutos da manlia.
Segunda, as 10 traase 30 minutos da larde.
de .laneiio.
Anuo XXIIf.
N.tf.
DUS DA SEMANA.
4 Seguuda. S. Tilo.
.'> Tfi-ra. S. Semeo Estellifa.
6 Quarta. vl.l< Os Sanios l'cia Magos ( Kpi-
lania do Senhor.)
7 Qulntoi S. Tlieodoro. Aud, do J.ile orpli.
do J. municipal da I." vara.
8 Seita. S. I'acieule. Aud. do J.dociv.da I.1
r e do J. de pazdo I. dist. de I.
9 SabUdo. Ss. Julio, Celso, lipilecto e Mar-
cionilla
0 Domingo. S. Gonralo de Amarante.
CAMMOS HO DA 8 DE JANEIRO.
(Janiliio sobre I/>udres d. por l/rs. a
l'ris 3JS rs. por franco.
h u Lisboa 95 de premio.
Desc. de lellrts de linas linn.s I '/, p. %
Ourolluras l-espaiihol'is.... J8|000 a
Motilas de too velli. 10/000 a
i de nov.. ISHM a
j a de UOiici..... 8#80U a
Praa l'.tacuea.......... I|980 a
i Pesos coluinnares... Ijt'SO a
i Ditos mexicanos.... i#701 a
u Miurla............ I5" '" a
Acodes da couip. do llclierilie de .'lOfnno rs
60 d.
ao me/.
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i r. looo
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1/SOl
l#70
iaO|>ar.


DIARIO DE FERHTAMBUCO.

PAHTE 0FF1CUL
tiovornor el a provincia.
nreniRNTR no Dit 29 do passaro.
Oflioio ~ Ao presidente da cmara municipal do
Ilonito, declarando que, deconformidade com o dis-
posto no artigo liodaleide 19 de agosto de 1846,
deve proseguir nos trabalhos ta junta qualilicadora
ojuiz de paz supplcntc do districto de urna das pa-
rnrhias daquclle termo, que, no impedimento do
efleclivo e por virtude da disposieflo linal do artigo
a* da mencionada lei, convocara a referida junta.
DitoA'cmara municipal do llecife, significando
' que para presidir o concento municipal a que se re-
feren) os artigos 36 e 119 da lei de 19 de agosto de
1846, lia designado ojuiz municipal da 2.' vara dcste
termo.
Dito A' cmara municipal do Bonito, dizemlo
queso se deve preceder elcicilo de juizes de paz
para o districto d'aquelle municipio, cuja diviso
foi alterada, depoisde feita a qualfieagao para os
t'lcicOcs que so teem de effeiluar em Janeiro de 1847;
porquanto, em obediencia ao que dispe o artigo
129 da lei de 19 de agosto de 1846, lie smente de.
conlbrmidade com a mesma lei que devem ser lei tas
as eleicOe s.
HiloAojuizdcpaz e presidente da junta quali-
licadora dos Afogados, significando em resposta ao
sen officio de 26 de novembro ultimo : 1., queo juiz
de paz presidente da mesma junta nfo pode ser con-
templado em o numero dos eleilores, por tifio ser
possivel que ao mesmo individuo caiba oexercico
simultaneo de funeges que a lei quiz fossem incum-
bidas a pessoas diversas, como se deprebende da 2."
declaracSo do imperial aviso de 5 do corrente (de-
zembro; 2.', que ao mencionado juiz nlo be conce-
dido cnnliccer da legalidade da clcigflo de supplentes
e eleilores, e por isso he de sua obrigaeflo, na con-
vocado desses supplentes ordenada pelo artigo .*
da lei de 19 de agosto de 1846, regular-sc pela res-
pectiva acta ; 3.*enifim, que, ainda mesmo nlo es-
lando reunida a junta, pode o referido juiz requisi-
tar, para os trabalhos deJla^-o ccrivio de paz ou do
subdelegado e os olliciaes de justica que precisos se
lzerem.
dem do bia 30.
OflioioA' cmara municipal de Nazarelh, dizendo
que a qualificagflo dos parochianos da nova fregue-
zia de Curang, onde se nflo pode reunir junta qua-
lilicadora por nlo baver juiz de paz elcilo, deve ser
operada pelas juntas das paroebios a que ellos lian-
tes perlcnciam.--No mosmo sentido se nllciou c-
mara municipal de Goianna. declarando-se-lho que
a eleica do juiz de paz da mencionada freguezia s
pode ter lugar depoisde feita a qualfieagao para as
clcicOes de Janeiro de 1847.
DitoAo juiz do paz supplcnte dol.* distrelo de
Trncunhlem, significando que, por frga do artigo
110 da lei de 19 de agosto de 1846, cabe a S. me. a
continuaclo da presidencia edireclo dos trabalhos
da respectiva junta qualilicadora, que, por estar im-
pedido ojuiz do paz effecfivo, e em consequencia da
disposieflo linal do artigo 2." da referida lei, S. me.
convocou.
EXTERIOR.
LONDRES, 4 l)K DKZEMIinO DE 1846.
SllafMARIO SEMANAL.
As noticias da semana, qur externas, qur inter-
nas, gSo todas muito esteris. Todava, aqu damosl
11 m resumo d el las. *
S. M.arainha eo principe A-lbcrlo ebegaram ao
castellodc Arundel nodia 1." do corrente, em visi-
ta ao duque de Norfolk; e provavelmente vollarlo
boje para a capital.
A mysteriosa invenclo do capitlo Warner, dono-
minada ottg rangt, que tanta bulha fez dentro e fra
do parlalnenro, nlo mais a fara, por terem as experi-
encias de Portsmotith provado ser a cousa urna com
pleta burla. Semprcsuspcitamos que tal seria o re-
sultado, e mais especialmente quando' de proposito
se cspallwva o boato de que o capitlo Warner havia
patriticamente rejeitado immensas sommas que llie
cram offerecidas por paizesestrangeiros pela sua in-
venefo.
As noticias da Irlanda silo as maisdesanimadoras
e anmalas. Por urna parte, consta-nos que habi-
lanlesde districtos inteiros andam lodos morrendo
fome, e alguna ja teem morrido; por outra, que
os camponezes gaslam odinbeiio recebido de sala-
rios ganhos em obras publicas, emprehendidasso
alim de fornecer-lhes emprego.nao em comprar
sustento, mas na compra de armas, lleem l.imcnck
eFipperary que onrocesso de armamento parece ir
progredindo com mais vigor, e so mo se ha forjado
algum plano do insurreicflo, o motivo nlo podo ser
oulrosenflo aquelle que mova o atrevido mendigo
deCil-Braz que recorra caridade cm nomc de Dos,
c reforcava o appellocom urna arma cara. O go-
bern lem feito c vai fazendo ludo quanto se pode
fazer para dar emprego, mas os efleilos da sua inter-
ferencia no mercado do trabalho parecem mais do
que questionaveis anda no que respeita ao pre-
sente Ha urna sofregt-'idio universal porapanliar
"sdiiiheiros pblicos s rebatinhas, proprietaros
e rendeiros, magistrados e gran-jurj s,- todos pare-
cem anciosos por pilbar quanto podem ; e no enlre-
anto, o trabalho ordinario do paiz, a cultura dos
eampos, jaz iriteiramente desprozada. Dizemqueso
'ni bonegal ha 50,000 geiras do trra lavradia, na
lual anda naoentrou o arado. Volvam-se os olhos
.para qualquer parle que se queira, a perspectiva he
temivel, e o governo da Irlanda lem probabilidado
de nfferceer maiores dillculdades do que nunca.
Todava, a associaclo lleptal nlo lem probabilidade
de oppr-llte obstculos por muto mais lempo, a
noser o povo da irlanda a gente mais tola do mun-
do. Todos os militares de libras, arrecadados para
a compra da revogacio, leem sido gaslos, de um
ou de outro modo, sem que a revogacao adianlasse
um s passo, e a associa<;ao. est fallida. Mr. O'Con-
nell declamo a insolubilidad)' della no da 30 do
novembro e fez-seseu credor. Devia haver un mee-
tingdos jovens Irlandezes no Rotundo, eino dia 2 de
dezembro larde. Anda nio vimos relcelo alguina
: cera da associaclo deve de ter sido nozes e maclas
para os dissidentes.
As noticias da India silo no todo muto mais pac-
ficas e satisfactorias do que as do ultimo crrelo ter-
restre. O rebelde mahometano, governadordo Cash-
mere, Kmaumood-Deen, deu a sua dcmb>sflo ao che-
fe de Jamoo. Km lugar de defender o vallo contra
os assallos do seu novo amo, e de incitar os sens fa-
nticos sectarios a mantera sua independencia, coa-
suntiu em render-so sob condicilo de ser garantida a
sua seguranca pessoal, e de seren restituidas cer-
tas propriedades confiscadas. He alguma cousa ques-
tionavel, se oshcik foiimpellido a esta determina
Silo pelos Ires encontros adversos entro os seos sol-
ados eos aggressores desles, ou por temor do for-
midavcl auxilio dado a Ghoolab-Singh pelo governo
uglezc pelo durbar de Labore. Comtudo, era mui-
to para desejarqueos nossos^lliados a ludia esli-
vessem cm estado do manter a paz nos seus domi-
nios, equizessem vivore conservar-se em boa intel-
ligencacom os seus vziuhos, em vez de exigrem
constantemente a nossa intervenclo para submetter
os seus subditos rebeldes, e obstar s suas proprias
usurpares.
Nada ha de importancia do cabo de Boa-Esperanca.
A guerra com os Cafres ainda contina; mas o go-
verno parece entfim determinado a adoptar medidas
taes que devem Iraze-la a urna conclusSo rpida e
satisfactoria. '
A anncxacflo de Cracovia e do seu territorio Aus-
tria acha-se por ora consummada, sem outras cou-
sequencias mais do que um protesto do governo in-
glez, seguido d'outro separado da Franca e de
mensagens indignadas dos Polacos desterrados em
Franca e da assoriac.no democrtica de Paria. A op-
posclo a esse acto de audaz villana e perfidia, com-
mettido pela Austria por instigaclo da Itussia, c com
a eovarde connivencia da l'russia, anda lio mera-
mente verbal; mas lempo vir para mais alguma
cousa. Na casa dos communs declarou lord Palmera-
Ion que, se o tratado de Vienna fra desrespeitado no
Vstula, podera ser igualmente impotente as mar-
gena do l'o; e os orgilos do governo franeez declara-
ra m que as disposieocs iraquelle tratado, ora vio-
lado rclalvamcnle Franca, ser.'io observados eni-
quanto convieraos nteresses francezes, e nein mais
um momento. Fis-aqui, pois, esperanzas, assm pa-
ra a Polonia como para a Italia. Os dentes do dra-
glo cstiio semeados.
Fm Franca teem reinado muitos boatos de mudaii-
ca de ministerio, e at se dizia que o conde Mole ti-
rilla tido urna longa conferencia com Luiz Philippe,
preparatoria para a supplantac.lo de M. (uizot. A
poltica destes dotis homens bo quasi a mesma, an-
da que o conde llol tem una tendencia mais deci-
dida para a Mussia. Dizcm que, no caso de ascender
elle ao poder, ter o apoio de Mr. Thiers e dos seus
amigos. Todava cessaram os boatos, e Mr. Ciiizot
pode vacillar por mais um pouco de tempo. Dizcm
que da parte da Franca lia o mais ancioso desojo da
Irestauracloda intente cordtale com a Inglaterra ; c o
boato da sua probabilidade, c o faclo da volta do con-
de St. Aulairepara Londres, teem causado urna alca
consideravel nos fundos francezes.
Em Portugal, soffreram os insurgentes, capitanea-
dos pelo S da Bandeira, urna derrota completa por-
to de Chaves, no dia 16 do passado (novembro), cm
consequencia da deserciiodedous regimentos de li-
nha que se passaram para o inmigo antes de se dar
um s tiro. O reato das frcas do Bandeira, posto que
sdte miliciase voluntarios, bateu-se denodadamen-
te ; mas foi derrotado com grande destroco, e o ge-
neral fugiu para o l'orto em muito miseravel estado
Comtudo, lia va m muilasoutras divises em campo,
e o resultado daquella aceito nao era considerado co-
mo decisivo sobre o xito provavel da contenda na-
cional. Se o povo estiver de veras disposto, c os seus
cheles frem sinceros, nao lie a desercBo deumou
dous regimentos de tropa mercenaria que pode fazer
pender balancascinpre para urna ou outra parte.
O coronel Wylde anda eslava empregando os seus
bonsoliiios,' da parte do governo brilannico, para
promover unta accommodac3o.
Da llespanha nada temos de novo, excepto que em
Cdiz, outr'ora fortaleza do principios protectores,
tinha-se dado um grande jantar cm honra de Mr.
Cobden, apostlo do commercio livre.
Segundo folhas da P.ussia, o hroe circassiano,
Schamyl, frente de 15,000 homens, foi destrocado
com grande porda em llataschi, em Daghespan, a 16
de outubro ultimo. Talvcz haja nsto alguma exa-
Kcracfio. se o facto nao he inteiramente o contrario,
ooisquenemsempresedeve por confian? r.as noti-
cias da Crcassia, dadas pelos Kussos. Parece estra-
nlio que, se Schamyl foi totalmente derrotado, como
se diz ter elle sido, o deixassem retirar em boa or-
dem para Weder. J he lempo de que estes bravos
n.ontanhezes conten ao menos com a sympatina da
Europa livre e civilisada na sua brava lula contra
as usurpacesda Russia.
FIUNCA.
BOLETIM DO MUNDO" SCIENTIFICO.
astronoma.
I'arallaxe de. urna terceira estrella.
A papallaxede um astro he, como se sabe, o an-
glo formado por um raio visual dirigido para esse as-
tro e urna linha quesesuppe (xa, quanto a sua di-
reccSo no espaco, da mesma sorte que o seria a ver-
tical a respeilo de um ponto qualquer do globo. Foi
a determinacao da parallaxe que pern.itliu comparar
o volume dos corpos celestes com o de nossa tena,
e ao mesmo tempo avallar suas distancias. Ora, o
que fcilmente se havia podido fazer a respeito da
la o do sol tornava-se mais dilllcil a proporefio que
os astros estavam mais distantes de nos. O raio do
globo terrestre que a principio linha podido servir
de unidade de medida, Ib substituido, como base,
pelo dimetro da rbita da torra que nao tem menos
de 68 mlhes de legoas, e todava, a principio se nao
pido assim determinar a parallaxe das estrellas c a-
prociar sua distancia.
Ha vinto annos anda se negava a parallaxe desses
ses longinquos. F isto succoda, porque o valor do
ngulo a medir be tflo fraco cas probabilidades do er-
rar comparativamente tao grandes, que so nao poda
ter plena confianca nos resultados, nocossariamenle
alToctados da imperfcgaodos instrumentos, das dif-
ferciir,as de temperatura em seis mezesde distancia,
c do nuras militas causas, dependentes do proprio
observador, anda mesmo suppondo que elle podesse
fazer todas as corroerles indicadas pela tbcoria. Li-
mitavam-se, pois, a dizer, sem prava alguma, que a
estrella mais brilliante que Sirius estava n'uma dis-
tancia de mais de tres mil milliares-do-millioos do
legoas.
Todava, o celebre astrnomo Bessol chegou a de-
terminar com mui nolavel precisao a parallaxe da
61.a estrella do Cysnc. Esta parallaxe que be do um
terco de segundo pouco mais ou menos ( 0',3483 |,
periuilteavaliar a distancia dessa estrella cm 31300
v/es o raio medio da rbita do Uranos. Foi tambem
determinada por um astrnomo, no cabo da Boa-Es-
petaiiQa, a parallaxe do urna outra estrella de bcniis-
pherco austral, e que he a estrella alpha, ou a bu-
llante do Centauro que tera una parallaxe quasi
igual a um segundo i0',9128 j, donde sododuz urna
distancia de 1900 vezos o raio de l'ranus, ou 226000
vezesa distancia do sol trra, o que faz 7 a mi
milbares-de-milhes de legoas.
M. Favo, do observatorio de Pars, pretondeu che-
par a esse resultado, sto he, quiz medir parallaxe
o urna estrella porum mclhodo muito mais simples
oque provavelmente sera d'ora em diante adoptado
para essa especio de pesquisas. Parliu dos ltimos
trabalhos de Bessel sobre as variacocs dos moviinon-
los proprios de certas estrellas; mas, em vez do tri-
Ibar a mesma estrada seguida pelo celebro astrno-
mo, recurren a um methodo j indicado por Galilea
c prenonisado por llersehel; isto bo, em voz do com-
parar entro si as posicOes absolutas das estrellas de
urna mesma onlom de grandeza, para doduzir dessa
comparac.no as variacOesdo movimento proprio de
taes estrellas, serve-se do methodo dilTerencal como
para as estrellas dobres, dando-lbe mais extensfio.
Assim, compara a posicilo da estrella de que faz o ob-
jcclo do suas observagOes, com a posicffo da estrella
vizinha cuja distancia.no systema solar, possa sor
supposta inuilomaorocuja posig3o no co, porcou-
seguinte, bo quasi nvariavel.
M. Paye escolheu para essa experiencia una es-
trella anonyma da grande l'rsa, a 1830/ do catalogo
deCroombridge, cm n qual M. Argelaoder havia ro-
conheeido um movimento annual de sote segundos
(7"j maior queo da celebre 61.* do Cysnc, o chegou
ao nolavel resultado de que a estrella que mais rpi-
damente sedosloca no co, be tambem a mais prxi-
ma do nos. Essa estrella de sptima grandeza foi
comparada a urna pequea estrella de 9.' a 10." gran-
deza i|uo est na distancia do mcio grao em ascendi
recta o na de tuna quarentena de segundos cm dfl-
el i na cao.
Do suas observagOes, cuidadosamente disentidas e
subjoitas a todas as correcces indicadas pelas theo-
rias, concluid M. I'aye que a parallaxe da estrella de
que se trata he 1", o 6 um pouco mais forte que a da
brilhauto do Centauro, e mais que o triplo da 61.' do
Cysnc, A distancia dessa estrella, pois, he de 195000
vezesa distancia media do sol torra, ou 6700 mi-
Ihares-dc-milhoes de legoas, espago que a luz per-
corre em lies annos pouco mais ou menos.
TIIYSIOLOCIA.
Mecanismo da voz humana
He esta urna dasquesles physiologcas de que os
entendidos na materia mais se teem oceupado Desde
que os physcos reconheceram que o som he o resul-
tado das vi bregues do ar ou dos corpos elsticos, de-
ver-sc-hia ter assentado que a voz produz-se no
laryngc o be modificado cm o resto do seu trajelo.
Mas, aesse caso, era s o arque vbrava, ou vibra-
vam todas as partes do apparelho ao mesmo lempo,
o como vibravam i" A esso respeilo, lizeram-se com
iis diversos instrumentos de msica todas as compa-
ragOes possiveis, e o doutor Blandet, autor de urna
memoria que acerca desla ques,tao foi lida na aca-
demia, concluiu comparando o orgam vocal com um
accordam
Das compa rages precedentes citronlos a que as-
semclba as cordas vocaes ou os ligamentos inferio-
res da lingoa as cordas do violfio pesias em vibraco
pelo ar como por um arco de rabeca ; e depois a do
celebre physico Savarr que, fundando-so naslruclu-
ra particular do larynge do homem, julgou que os
igamcntns superiores tinham importancia igual a
dos inferiores, e comparou ao buzo dos cegadores a
cavidade comprehendida entre esses dous pares de
igaos. Nessccaso, o ar contedo nessa cavidade, na
parta que se chama os lentriculos, he posto cm vibra-
gao pela passagem do ar o torna-se a origom do som;
mas he fcil roconhcccr experimcntalnionte que os
ligamentos inferiores podem por si sos produzir n
voz; reconbeci monto a que tambem nos deve con-
duzir a consideragao de quo he inteiramente baldo
do ligamentos superiores o laryngo dos runiinautos,
cuja voz be tao forte.
Nessa poca, M. Cagniard-Lalour, o com especia-
lidade M. Muller, demonstraran), ao contrario, pela
comparagao do um larynge artificial do lingoetM
membranosas que o orgam vocal do lioincni he
una palhota de duas bordas membranosas. Por una
longa successo de experiencias, coucorreu sobre-
ludo M. Muller para por fra do loda a duvida, queo
sum he exclusivamente produzido pelos ligamentos
inferiores, mais ou monos tendidos, mais ou meiio
approximados, e que lodo o rosto do apparelho vo-
cal apenas he um accossoro quo concorre para mo-
dificar o molal da voz. Para fazer as experiencias,
angava elle inflo do un larynge humano despojado
de ludas as partos que repuva accessorias, e lixa-u>
em una columna col ligando as carlilagotu arythe-
noideaa ; depois fazia variar ao mosmo tempo u in-
tensidadedo sopro eatensflo das cordas vocaes ti-
rando bori/ontalmente, ou de alto abaixo, a carli-
lagem thyroidoa.
Na supposigflo de que esla manen a de limitaras
oondigoos do proiilcma deveria conduzr a conclu-
ses igualmcuro restringidas, procurou M. BlaerdeL
una soluQflo mais completa fazendo em cadveres
suas experiencias : inlroduzia urna corrente d'ar no
larynge dessos cadveres, depois proeurava imitar o
jugo de lodosos msculos que coiicorrem para ac-
QfiO do mesmo larynge; para isso, comegava por li-
xar a oarlilagem tiiyroidea, a oue forma o piastra
anterior, ou o pomo de Adflo, alim de obter um pon-
i de apoio; depois fazia presses diversas cora os
dedos, segundo o elfeilo que pretenda produzir,
oblinba, por esse ineio, sons variados o tanto mais
agudos quanto mais se approximavam asapophyses
internasdas cartilagens arytlicnoideas, porqueen-
lo as cordas vocaes smente vibravam na sua parle
anterior, que Mo quasi melada mais curia. Assim,
dizia elle, variando os pontos de apoio eos de pres
sao, podemos dedos sacar do larynge tantos sons,
quaulos os que durante a vida lliu produziriam os
msculos He muito para desojar que uniros physio-
logislas rcpilam e confirmen) essas experiencias;
porque ellas Icvam o autor a rejeitar a tbeoria do
M. Muler, o a considerar as cordas vocaes, nflo co-
mo constitutiva de urna pallicla, mas como laminas
vibrantes, anlogas as quo funecionam noaccorJilo:
e isto he tanto mais verosmil quanto, corlada una
das cordas, lie a outra bastante para produzir o som.
MKCAMCA .11 I I 'c mi.
Novo processo para cavar os pocos artesianos.
De volta de Pcrpignan, oommunicou M. Arago
Academia detalhes em extrema curiosos sobre o bre-
quear de um novo pogo artesiano nessa cidade, e
sobre o processo tflo simples quanto ongenhoso para
essefim inventado por M Fauvclle. Sabc-sc que o
processo habitiialmcule seguido he mui longo, mui
dispendioso, o subjeito a um grande numero de acci-
dentes tanto mais graves quanto maior he a profun-
didade, ou quanto menos consistente he o (errono. O
gigantesco verrumflo emprogado para finar o solo
em profundidades do 00 a 300 metros, deve ser des-
montado o retirado por peda eos para Irazer do fun-
do os deslrogos a proporgio que os Wr produzindo.
A aceflo desso verrumflo quo as mais das vezes opera
como um niartelloquesodeixa cahir, anda he en-
fraquecida pelo lodo, pelos cascalbos, que se nflo
tem podido tirar, lio tal a lentidao desso procosso
quo, som fallar do pogo e do mataJouro de Crcnelle,
cujos maravlhosos resultados se esperaran) por seis
ou selo annos, cm um furo feito segundo esse mesmo
processo em Pcrpignan trahalha-so lia onzo mezes e
apenas se lem chegado a 170 metros.
0 processo chino/, pareca dever produzir no Occi-
dente resultados tao ventajosos como no Imperio Co-
leste; msate o presento apenas tem coucorridopar)
se aperfoicoar, por una especie de cniolagilo, o pro-
cesso habitual. M. Fauvello, de Pcrpignan, impres-
sionado desses inconvenientes, magiiiou umacom-
binaeflo da bomba, ou dos efleilos hydraulicos, com
o antgo verrumflo, ecreou um novo processo quo
Ihe permitliu cavar, em 140 horas, um pogo artesia-
no ue 170 metros de profundidade ; este pogo arte-
siano, comegado om o I.* de julbo, dava agoas sal-
tantes em abundancia a 23 do mesmo mez, mas ti-
nham havidn nove das de repouso ou de interrup-
cao.
A invengflodo M. Fauvello consiste no emprego do
urna sonda concova ou formada do um longo tubo a-
berlo no fundo c pelo qual, por mcio de urna bomba
decompressao, sefazchegar urna corrento d'agoa.
Disso resulta que a lama, os cascalbos e os seixos,
militas vezes assaz voluuiosns, sao remontados pela
rorrete entre a basto concova da sonda e a parede
do pogo que aprsenla o mesmo calibre que a arma-
dura inferior dessa sonda. Para que nflo seja emba-
ragado o jogo do apparelho e para que, por meio de
urna roda a maneira de macaco, so possa lovanta-lo
ou dosvia-lo segundo for preciso, he a agoa da bom-
ba conduzida por um tubo flexivel ou articulado. De
mais, a mesma agoa nodo servir infinitas vezes depo-
is de baver depositado em um reservatorio os restos
terreos. Cmaobservagao lamben) muito importante
he que o liquido que com Torgas remonta sempre no
intcrvallo que lica entro a sonda ea parede do pogo
deve repclliro liquido cxlerior que procurar infil-
trar-se, o ao mesmo lempo consolida essa parede por
causa da prsalo que excrce.
Quando se recea que seixos demasiadamente vo-
lumosos nao possam remontar entre a sonda e a pa*
.


rede do poco, da-se um curso inverso agoa da bom-
ba de compressilo; faz-se a b i car o tubo ja bomba
ao mesmo poco, cujo orificio se tapa conveniente-
mente, e a agoa represada sobe cora frca pelo tu-
bo interior que forma a liaste da sonda, arras-
trando comaigo todos os dcstrocos. Seixos do com-
priniento de 6 centimetros c da largura de 3 teem si-
do assim arrancados de urna profundidade de 150
a 170 metros; o que fcilmente se concebera se se at-
tendorquo esses scixos, como todos os corpos sub-
uiergidos, perdem nagoa urna parte deseu peso que
equivale a quasi metade. Se igualmente so altendcr
que urna haste concova aprsenla mais resistencia a
torsiioou a rotura que urna haste chata do mesmo
volume, ou foita com a mesma quantidade de mate-
ria, comprehender-se-ha quahto serilo mais raros os
accidentes nesse novo syslema de brocarj quanlo
rapidez da execucSo, ella depende sobretudo de uflo
ser preciso retirar a sonda antes de acabado o traba-
Ihoetambem de operarsempre directamente o ins-
trumento sobre a podra que deve romper.
zoologa.
Alternativas das geraces ara os biphorot.
M. AugKrohn, sabio naturalista allcmilo, apresen-
tou academia um epilogo das observarlos que fez
sobre os biphoros em alguns mezesque esteve na Si-
cilia. Os biphoros sao molluscos diaphanos ou ele-
gantemente matizados de azul, que ora se encon-
tram solados, ora reunidos em tongas grinaldas, nos
mares dos paizes quentes o no Mediterrneo. Cha-
in isso, o poeta e o naturalista, ja os tinlia estudado
em urna viagem de circuninavegacfio que fizera com
oaliuranterusso kotzebeu, e j tinha opinado que
os animaos solados ou reunidos s3o duas pilases do
desenvolvimento dos mesmos animaes. Desdo entflo,
diversos traballios sobre as medusas e sobre outros
organismos inferiores teem demonstrado que certos
animaes nem sempre se reproduzcm sob a mesma
forma, mas apresentam alternativas de geraco, ou
phases alternacs de desenvolvimento, ora sob a for-
ma de zoophilos, ora sob a de polypos. Comquanto
llora em diantc nSo possa a especie animal ser defi-
nida como precedentemente, ella dcvecomludo com-
prchender todas essas phases, todos esses graos de
desenvolvimento. M. Krohn achou resultados anolo-
gos para os biphoros, e, porseu trabalho, contribuiu
sem duvida para a ronovaeflo das doulrinas zool-
gicas. F. Duiardin.
**2*
dem do mundo relicioso.
si'msiabio. A Irlanda. Estado da igreja d'Hespa-
nka. Vigilia* eccleiiatlicas. ~ O Sr. abbade de Bus-
sy. O P. Kelter. 0 Sr. abbade Liot. Sr. bis-
po d"Evreux. OSr abbade Boyer. M. James.
O Sr. card'al de la Luzerne. M.de Pressy, bispo de
Bolonha. O P. Perront. M. L. Guerin. Ne-
gocios religiosos do Oriente. Bischid-Pacha.
i. Temos fome! pao, batatas, ou trabalho! Eisos
gritosque na Irlanda retinen) de una a nutra extremi-
dade, as estradas, nos burgos e as pracas publicas
ilas cidades; gritos repetidos or homens armados de
paos, macilentos c descarnados. Mais da metade da
populacflo irlandeza soffre fome; ese procura alimen-
tar-sc, o alimento he tflo nocivo que a envenena, de
sorte que por urna deploravel fatalidade, qur coma,
aur nio, nfio pode escapar morte. Ha, a seme-
jante respeito, detalhes lito horriveis que he diffi-
cil transcreva-los sem passar por exagerado. I.imi-
tnr-nos-hemos ao seguinle tacto: algunscampone-
zes arrancam a casca das arvores novis, e pisam-na,
para delta fazercm pao: outrosajuntam-Ihea serra-
dura de certas madeiras. Fcil he do conceberas des-
ordens que tal alimento devem occasionar na orga-
nisngfio humana, clerocatholico acha-se em urna
sitiiacfio mui dolorosa : j nio tem a que recorrer
para mitigar tilo cruel agona, c v-se obrigado a
inspirar resignadlo a homens que morrem de fome
com as inulheres eostilhos. Oareebspo de Tuam
alcunha dederisorias as mcias-medidas do ministe-
rio inglez, e aecusa forlemenle seu descuido ou im-
providencia. A lulo ser a influencia do clero, ja tc-
riam npparecido lulas sanguinolentas, a pilhagem
inesmo; e muitos padres c Dlapos duvidam que, nflo
obstante seus esforcos, seja possivcl evita-las.
O bomem observador reconliece quo ao povo irlan-
dez cabe um papel na historia do catholicismo. Os
Irlandezcs distribuidos pelas colonias nglezas, qur
como soldados, qur como colonos, qur como con-
victos c deportados, tornam-s nessas colonias a cau-
sa de estabelecimentoscatholcos. Assim, as Anti-
Ihas, no cabo da Boa-Esperanza, em Ceilfio, no Ilin-
doslilo, em Malaka o na Australia, cneontrani-so ca-
pellas, igrejas, padres obispos protegidos esusten-
tados, em parle pela Inglaterra, cuja f fundamental
no entretanto he a cxclusto do que os anglicanos
chama m o papismo. A Irlanda he, pois, para a Ingla-
terra urna causa permanente decontradiccOes e ano-
malas.
O casamento da rainlia de Uespanha e da infanta,
sua irmfla, chama-nos a allencfio para o estado da
igreja nesse reino. Na poca da invasflo franceza, no
lempo do imperio, havam muitos anuos que o jan-
senismo inquietava a igreja de Uespanha, onde, alm
disto, os estudos eram rutineiros e defeituosos. A
guerra catisou um damno irreparavel favorecendo a
ignorancia, produzindo o roubo c a destruidlo dos
principaes edificios religiosos. No tempo da primeira
restaurado de Fernando Vil, apenas a igreja tinlia
tido tempo de tratar das rendas, quando sobrevieram
os acontecimentos polticos de 1820. Na segunda res-
tHuracao, depois da expedidlo do duque de Angou-
Jeme, tanU>em poltica como cm religiflo, todos
aceitaram 6'italu quo. Foi isto um erro, quanlo a re-
ligiflo : essa calma eessa immobilidadeprcsagiavam
as tempestades e a morte, e nilo a vida.
Com effeito, o exilio, as proscripces, os mortici-
nios, adestruieo dos templos eseudespojamento,
a dispersad do episcopado, eis as difTerentes phases
por que lia dozc annos tcm successivamente passado
a igreja de Uespanha. Ja nfio he urna igreja, he um
montfio de ruinas que provocam a dr eas lamouta-
ces do um novo Jeremas. Aqui chefes sem solda-
do; alli igrejas despidas, degradadas, privadas dos
seus magnficos quadros e dos ornamentos necessa-
rios para a celebrado do oflicio divino. Existem va-
gas trnta e nove sedes episcopaes; nfio ha mais que
rite e dous bispos, a mor parte dos quaes est des-
terrada ou fra das respectiva* dioceses. He intil
fallar dos estudos actuacs: elles silo nullos. Urna tal
8iluac.no he grave e merece toda asolicilude dogo-
verno oda sanla-s.
Tiveram lugar esta semana (na de 28 de setembro
a 4 de outubro de 1846!, em o seminario de Saint-
Solpice, as vigilias ceelesiustieas para o clero da di-
cesi de Pa#is-; foi prgadoro Sr. abbade Chalaudoii,
vigario-gcral deMelz. Nssoutras dioceses estaoca-|
badas as vigilias. Em Evreux, fpram
presididos por M. Oliver. Fram prg
let eoSr. abbade Liot que, na quaresm
gon em Sant-NicQlas-das-Champs. Em Motz eem
Naucep, onde haviam duzentos padrea reunidos, fo-
ram os excrcicios dirigidos pelo Sr. abbade de Bussy.
Em Suissa, na diocese de S3o (cantBo do Valais, foi
a missflo de pregar confiada ao P. Nelter, da compa-
nhiadeJezus, reitor docollegio deSilo, muito co-
nhecidoem Franca o cm Suissa pelo seu talento, ze-
lo e devotamente.
M. de Bussy he brusco ; entra na materia do dis-
curso sem prembulo e sem periphrase. O padre Nel-
ter he mais eloquente e harmonioso. O primeiro o< -
cupa-se pouco coro a dcclo, mascommove pela con-
cislo o vigor do pensanrenlo : o segundo lie insigne
em tornar pomposas assnas descripcoes edar cores
brilhantes aos'seus quadros: maneja a palavra cc-
clcsiastica com eloquencia e habilidade. Esses dous
padres que se teem votado importante missflo das
vigilias, lembram um antigo director deSaint-Sul-
pioe, o Sr. abbade floyer, que marreu ha tres ou
qualro annos. M. Boyer havia-se de todo dedicado a
essa especie de predica. Quasi todas as dioceses de
Franca o tiveram por director das vigilias ecclesias-
ticas. Instruido e infatigavel no trabalho, distingua-
se pela profunda convicefio quo tinha a habilidade
de communicar aos outros, e por urna verdadelra
singeleza.
D'uma abnegacilo e d'um desinteresse raros, es-
quecia-se das suas necessidades quando tinha de soc-
correr aos desgranados Um dia, um moco que mo-
rava a trinta legoas de Pars, escreveu-lhe pe.lindo-
lhe conselhos e informando-o da triste posicSo em
que seachava. M. llover responde-lhe immcdiata-
mente por cartas de que resumbravam prudencia,
sabedoria c dedicaQito. u Quanto aos vossos emhhra-
cos (inanceiros, Iho disse elle, nada vos posso faicr;
nao couhego ningiiem que possa ouqueira obsoqui-
ar-vos, e toda a minha fortuna consiste em 300 fran-
cos que moda o seminario de Saint-Suplce para ir
pregar as vigilias ecelesiasticas de julho a outubro.
Mando-vos pela posta essa mdica quantia, na espe-
ranza de que ella ser-vos-ha til, evos habilitara a
esperar por nielhor occasiSo. Mais tardo m'a paga-
reis. Quanto a iriim, como farei a viagem? Anda o
ignoro; tenhoesperancasem Dos. Ma3,quandoaqui
soubcrem que eu dispuz dos 300 francos, reprehen-
der-me-hno...... A ctcito he textual. A ultima
phraso parece revelar que M Boyer fazia muitos fa-
vores dessa especie. Cumpre mo esquecer homens
les, que sito a gloria do clero.
M. Boyer, qur verbalmente, qur por escripto,
insista sobretudo na necessidade de urna bihlio-
theca para os Srs. curas. Nio exiga que ella conti-
vesse muitos volumes, mas sim que possuisse obras
uteis ou relativas ao ministerio ecclesiastico Os pa-
dres, com o mdico condimento a que hoje estilo re-
ducidos, nio pudem fazerdespezasavultadas, anda
mesmo com as cousas necessarias. He verdade que,
ao revs do que ha alguns annos succedia, ha actu-
almente algumasedieOes baratas. Assim, o Diccio-
nario da Biblia, por dom Calmet, em qualro volumes
de 4.% c em duas columnas, no cusa mais que 28
francos; no entretanto quo a antigaedicSo da mes-
ma obra in folio, custava 70 francos. O Diccionario da
fiblia merece lugardistincto em qualqucr bibliollic-
ca ecelesiastica, e bem assim a Ditsertardo sobre os
So a autoridade i igreja. Todas as materias conte-
dasnesses dous volumes s3o>de utilidade gcral. Os
padres enconlrarflo nelles as regras condu-
zirem santamente e a sua paroehia, e os fiis que os
lerem so consolidaran na f e progredirao na pi-
edade.
0 P. Perrone, professor de theologia no collego
romano, compoz urna obra dctheolugia nmOvol.
em 8., que al hoje conla quatorze edicOes, quo ho
solida c orthodoxa, e que, finalmente, segundo o
juizo de muitos bispos, e principalmente deM. Wise-
man, aotoridade muito competente em semelhanto
materia, he urna das melhores Iheologias. Sob o ti-
tulo de Lugnru theologicos, ( de Locis thtologis) sOo
dous volumes consagrados aoexame das questoes
religiosas e philosophicas que ha um secuto se
teem suscitado em Franca, Inglaterra e Allemanha.
He muito curioso ver como o sabio jesuta aprecia a
escola eclctica do Cousin, a escola escoceza e as
diversas escolas allem.lss 0 clero nao deve ser indif-
ferente a essas apreciacOcs. A ediQo do Sr. abbade
Migne, em 2vol.em4., e por 12fr., comprehende
os 9 vol. em8.* da edicSo romana, com todas as no-
tas que sito tflo chcias de erudiccno quanto numero-
sas e variadas. Em Inglaterra e Italia, muitos semi-
narios teem adoptado por compedio esta obra de
theologia. O autor nfio s lio muito instruido, mas
lambem como capacidade he de uro inconlestavcl
valor philosoplrico.
Em outro boletim continuaremos no examc da bi-
bliotheca ecelesiastica, tal comoaqueria M. Boyer.
^ M. L. Gurim quizera que se permttisse igreja de
Franea ler synodos o concilios provincias, como a
igreja calholica americana, e puhlicou urna obra pa-
ra demonstrar a necessidade dossas reunios. Con-
fessamos que esta materia he de summa gravidade.
Todava recelamos que mo escapo esta aos mesmos
que daquella se oecupam. Esla nossa observacSo
nflo he feta a M. Gurim que parece haver estudado
a quesillo attentamente. Corto, a igreja tirara van-
tagens reaes lia reunifio dos synodos o concilios.
Domis, essas assemblas estilo nos limites dos
direitos da igreja. Mas, a vista do actual estado dos
espiritse da presente legslacfio, sarao possivoises-
sssreunioei? 0 poder poltico nao intervr nessas
reunifles, o mo vira discutir materias a que he e a
que se deve conservar indifferente ? Se alguem ha
que queira que se reunam os tres poderes para com-
prunicatochismo; nao haver quementenda que es-
ses mesmos poderes devam ler voto deliberativo nos
synodos e concilios!' Isto posto, vemos na reunido
dos synodos un perigo prximo e real; e sabemos
que ecclesiaslicos de urna virtude e de um carcter
toda a prova parlilham de mlssas apprebensoes.
M. Gurim afilign-se igualmente com a deploravel
situacSo doscathnlicos da Syria, e faz um appello a
Europa em favor dos desgranados Marontas. Os ca-
samentos hespanhesea fome na Irlanda teem des-
viado um pouco as attencOes dos negocios do Orien-
te. Em materias religiosas, bem louge de melhora-
reni as cousas, caminham sempre em detrimento das
popula^Oes christSas. NAosc Ibes faz justica em coli-
sa alguma : ainda Ihc nao foram oulorgadas as in-
demnisa;0es que Ibes estipulou o emibaixaJor da
. Franca. Einfim, os Drusos, sempre ameacadores,
direitoseas obrigacOes dos bispos e dos padres; na|eontinuam a roubar edovastar a mnnlanlin. O rtii-
igreja, pelo cardeal de la Luzerne, m volume em .
grande ; as Oirs completas de M. de Partz de Pressy,
bispo de Bolonha, dous grandes volumes de 4; a
Theologia de Peronne, tambera dous grandes volu-
ntes de 4.; as Praticas para os domingos e Testas,
por limloire, antigo cura de Saint-ltoch, um volume
em 4.
0 Dioionario da Biblia foi sabiamente annotado
pelo Sr. abbade James. Beceiamos que o autor se nao
tivesse aproveilado bem dos trabullios de dom Cal
uiet. Ao laborioso benedictino faltava sem duvida a
critica que tflo necessaria be nos estudos hisloricos
escientilicos ; maspoderia elleescrever no comeco
do deciino-setimo seculo com os conhecimeiilos que
temos no decimo-nono? N5o, certamenle. Desojra-
mos que M. James reparasso alguns erros assaz nota-
veis de dom Calmet, Ofl trutasso mais partrcularmeii-
le das queslOes que mais iniporlam nossa poca.
Assim, a questSo do Kgypto i;os nao satisfaz. Dom
Calmet aceita a dislincla sabedoria ca anliguidade
dos Egypcios; nisto cede elle aos prejuizos e igno-
rancia da poca. Bossuel, nflo obstante a sua perspica-
cia, Ihes nflo pode escapar, pois que no sen Discurso
sobre a historia universal celebra com magestosa so-
lemnidade a sabedoria egypciu. Esses erros histri-
cos, porm, j nao podem passar desapercebidos
depofs das multiplicadas descobertas o explorares
que, em nosso tonipo, se lem feito no vellio Egypto.
M. Jamos desprezou a quesillo do sal, muild im-
portante para os padres do campo, como questflo
agronmica. Dom Calmet nflo a podia tratar bem em
sua poca; mas agora que ella tem sido desenvolvida
na academia das sciencias, na tribuna, noslivrose
nosjornaes(eem particular na Preste), nflodevia e*-
quece-la um sabio do quilate deM. James; he urna
omissflo mui sensivel em sua obra, porque noticias
scientiticas ha, deque, para interesse dos respecti-
vos parochianos, muito convem queossrs. parochos
teniiam scicncia.
Muito conhecidas sao dos fiis c do clero as diver-
sas obras do cardeal de la Luzerne. Bispo zeloso, es-
criptor methodico, sabio controversista, theologo
perfeito, M. de la Luzerne, bispo do Dangres, par de
Franca no tempo da restaurarlo, na idade de 80 an-
msiro Keschid-Pach, nflo lendo encontrado apoio.
e ha vendo adiado obstculos por todas as parles,
nflopOde fazer o bem quo tinha cm vistas. He do-
loroso diz-lo, mas ho um facto.
*
(Prtsse.)
ASSOCIACAO COMMERCIAL.
Iltm. e Exm. Sr.
A associacao commercial, fiel ao cuniprimentodo
dever que lhe corre, como orgam desta praea, de er-
guer sua dbil voz perante o governo do paiz para
impetrar todas as providencias que porventura forem
necessarias, para resguardar o commercio do quaes-
querabusosouoppressOesque tendam a prejudicar
seus intei esses legtimos; tem a honra de voltar
presencade V. Exc., alim de reclamara protecefloda
presidencia da, provincia no caso que se p'ropOe re-
latar.
Exm. Sonhorl Pela provisflo regia de 28 de abril
de 1730, foi concedido ao senado da cmara de lin-
da o dreito de arreradar o imposto das balancas do
pesar assucar nos trapiches desta cidade : nao se fir-
mando, porm, essa concessflo (nielhor chamada dcs-
communal anomala, attenta a natureza, daquella
corporaeflo) senilo na citada provisHo, he visto que
ella caducara completamente desda a poca em que
foi proclamada no imperio a carta constitucional, na
(jiial seconsagrou expressaraent: i.", a divisan o
independencia dos poderes soberanos do estado, e ao
legislativo se attribuiu o dreito de fixarauuialmen-
siito pura subtilisar sobro a inteliigencia genuina da
citada le de 1842, e assim obter da assemnla legis-
lativa da provincia o acto interpretativo ouc lhe con-
leriu o direilo ilo arreradar o imposto las balancas
de pesar assucnr at o ultimo de julho de 1841.
Isto posto, a nssociacio commercial pede Hccnca a
V. Exe. para succntnmente ex por os motivos juri-
eas rasOes de bem entendida economa, que se
em para rondemnar aqueU medida, corno in-
constitucional, desarrasoad, contraria a nulidad
publica, esii calculada para favorecer um individuo
em detrimento do rcinmorcio oda praca que-alias
tanto direito tom prolccalo dos pooresdo estado.
Senhor: Pelo mesmo acto de roncesslo feita a
cmara de Olinda, se lhe Impoz a obrigacilo de-4M
batanease empregados proprios para veriflearo peso
e quantidade Jo assucar exportado ; mas desde u mo-
mento em que aquella cmara dcixou do ler a sen
cargo o onus estabelecido na lei, e se commetteu 4s
repartieres tlscaes a fiscalisselo snprndita e a c-
branos dos impostos ulleriormento creados para es-
ta fin, be mathematicamente evidente que se tornou
de nenlium effoito a provisflo que estaboleceu o sen
dreito; porquanto nflo se pode admitlir sob as ins-
lituiQfles representativas que nos regom, e alienta a
organisacitoe o mecanismo do lancaniento, cobran-
ca e fiscalissQflo da renda do estado, que uan ramo da
renda publica deixe de entrar no thesouro nacional,
e seja appficado como um dom gratuito a urna cma-
ra, a urna corporaeflo especial.
Exm.Senhor! A centralisacao as oporacOes da
receita e despeza publica he principio tflo aomezi-
nhoem administracflo finanecira, que nflo ba paiz
algum racional e livromente constituido, aondeelle
nflo seja professado : na legislaco linancial do im-
rierio sta elle estabelecido da inaneira a mais indu-
itavel e solemne. Querer, pois, que depois da nova
organisaeflo do thesouro possa ainda substituir seme-
ntante ordem de cousas, he manifestamente comet-
ter um anacronismo de grande vulto.
Domis, quem ha ah no imperio quo pague uina
contribuirn que.nfio esteja previamente decretada
pelo poder legislativo em as leis annuaes d receita
e despeza ? Quem ?......Pois s ocommercio de Per-
namhuco est fra da constituic.lo do estado, o das
garantas tutelares do rgimen representativo? Ou
alm do poder legislativo haver inda algum outro
poder que possa tributaros conlribuintcs P
He, pois, matbcmaticaniente evidente, que o im-
posto das balancas deixaria de existir desde que foi
promulgada a primeira lei do orcameuto, se porven-
tura nS o estivera j pelas rases cima deduzidas.
Ainda mais; a lei de 31 de outubro do 1835 quo divi-
de as rendas do estado em geraeso provincias, nilo
mencionou nem classificou semelhanto imposto; pa-
ra que, pois, elle podesso ser cobrado, fra misler
crea-lo; e quem o criou ? quando? onde? Exm. Sr. 1
Nflo ha acto algum da assembla provincial que an-
lorise tal cobranca, e os que na legislac/flo existem o
forem de morte; pois que entre as rondaa marcadas
noorcamento do municipio de Olinda nflo be elle
comtemplado, nem mencionado como alias fra mis-
ler, para que se Ihc podesso dar una existencia le-
gal. Assim, pois, desde que as leis do ornamento pro-
vincial o municipal nflo autorsaram sua cobranca,
he mathomaticamente evidente que elle deixaria de
existir, se porventura j anteriormente nflo estivera
abolido. Releva ainda observar, Exm. Senhor, que
sendoa iinpnsicitocm queslflo laucada no munici-
pio do Recife, sua nerfeico nao nodia caber a c-
mara deOlinda scnrmaniresta volacilo de todas as
regras, sem flagrante infracilo do acto addicional
que manda tributar cada municipio para suas prfi-
pras despozas, e sem urna verdadeira perturbacilo
de todos os meios de arrecadacjln e fiscalisacao das
rendas publicas. Emfim, Exm. Senhor, a lei oovissi-
ma da assembla provincial que faz o objecto da pre-
sente representacflu, be um acto queso tem por fim
reviver innmeros processos, e armar o arrematante
d'aquelle imposto de moios vilenlos o vexatories
para opprimir o comraercio desta cidade, o qual ar-
rematante a seu bel prazer, c debaixo das aj^aren-
cias as mais frivolas, ou dos motivos mais especiosos,
pudo por urna derrama em urna parte dos cnmmcr-
i imites; e aceitando com a terrivei arma do execu-
livo que se lhe melteu as mflos, teca ello por certo
de tqrnar-se o terror dosta praija que, para nflo des-
trabir-se das suas laboriosas Tunecues, nem solfrer
jactura que lhe podem causar contenas, de tal or-
ilcm, preferir sem duvida pagar duas o mais vezes
aoimplacavel arrematante do que defender seus di-
reitos nos tribunaes do paiz.
lima le tal, Exm. Senhor, mo pode ser executada
sem grave prejuizo doconiniercio: o ja que V, Exc.
foi servido sancciona-la, sem duvida por nio ler ap-
plicado aoexamedasua materia as ampias facnlda-
des do seu espirito, ou por nflo poder consagrar
ponderaeflo do tal assiimpto o pouco tempo, quedos
cuidados da administracSo sobra para averiguaeao
de laes questws;
gou ao Ihesouro nacional a receita e despeza da fa-
y zenda publica; 4., se conforto privativamente c-
mara dos depulados a iniciativa sobre mpostos Nfio
obstante to terminantes e valiosas rases, a munici-
palidad de Olinda conlinuou ainda a cobrar a impo-
siefio em queslflo; e tal foi a condescendencia do
commercio, e sua nunca desmentida obediencia s
autoridado.^eonsttuidas, que ainda se subjeilou a
mesmo depois
nos anda escrevia, e conservava todos os hbitos do supporliir tl0 |)Psado e ,1^,, gravamo
seminario. Todos os das, lavantava-seasquatrv ho- de nromulKadasns diversas leis de fpppi
rasdamanhfia eprincipiavaal^
ascender a cliam.ne por mam fro que cstivesse o mente confeccionado no corpo legislativo, em nen-
tmpo l-o. assiinqueapezar das tempestades da huma das quaes aqueHe imposto figura como ramo
revolucaoe das miserias do exilio, elle conse^uiu de renda, e mesmo depois Je publicada a legislacito
con.pr 50 volumes. Quando moi eU de.xou ninnus- provincBl quc nunca '(izera n'le lo do la, f3^
completa e mais bem desenvolvida obra, que sep-j Tanla longanimidade, porm, longe dedesarmara
delr, sobre mater.a ^"^fj'^.41 l ^ que ha seculo .cubi<;a daquella cmara, pelo contrario a accendeo
e meto se oecupam na_ turopa todos os theolpgos. sobr-modo, e aquillo que nflo fra senilo effoito de
no objecto em questo, em sua saliedoria nflo poder
deixar do revogar tilo perniciosa legislaco.
Sala da associacao commercial de Pernambuco, '1
de dezemliro de J 846.
Jodo Pinto de Lrmo>.
Presidente.
Jos Jtronymo Uonteiro,
Secretario.
CMMEft.UO.
Atl;mde,fjn.
RENDIMENTO DO DIA 8. ) .
10:475,98.1
qur protestantes, qur janeenistas, qur calhulicos.
manuscripto que veio ter s mflos do Sr. abbade
Migne, era quasi todo da propria lettra do cardeal ou
poi elle corrigido. A questflo acha-se alli discutida
com natural superioridadede inteliigencia, admira-
velfrga de penetraSo, e mo vulgar scicncia his-
trica.
M.de Part dePressey, seu contemporneo pseu
collega no episcopado, administrara, a diocese de
Bolonha antes de 178tt. Esta sede ja naoenSKEsr
so prelado gozava de urna mui merecida reputadlo
de talento o virtude Suas instrueces vatoraes, cujo
fim era demonstrar a harmona da fe com a raso
m s mysterios, augmenlram-lhe muito essa rapu-
mcra tolerancia, avista dos fundamentos cima indi-
cados, autolliou-se aos inexoraveis exactores da la-
xa em questflo como resultado de legal obrigacilo :
oi assim que no foro judicial agitaram-so porfiados
lides para decidir-se e julgar-se a legitmidade do
tal cobranca : foi assim que mesmo na assembla le-
gislativa da provincia se discutiu desenvolvidamentc
a validado do imposto do que se trata, e para por
termo as exageradas e inadmissiveis pretences da
inunicipalidadode Olinda houve por acertado a mes-1
ma assembla de mandar cessar tal arreeadacflo, co-
mo consta da l provincial de iodo m-.io de 1842.
iFruslradas assim, o por diversas vezes, as diligencias
da cmara de Olinda, ci-la quenovamente apparece
lacflo. Suas obras que se tornaram mui raras, che-|no corpo legislativo (rovincial pretendendo rtsus-
garam a vender-se a O franoos. A pedido do clero, o citar um direilo morto ; o como fra por demais ab-
BESCARIIEGAM HOJE 9.
Brigue/ Brigue6'oieprfAuiaiVmereadorias.
IlrigiieUptr farinha e bren.
Barca ingleza l'riscilla mereadorias.
Barca ingleza Mary-Queen-of-Scots- idem.
Calera (olumbus ~dem.
BrigueSultanaqueiios.
BarcaJViirarrefarinha e bolachinha.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 8.
Geral............. 1:910,056
Provincial........... 824,916
Diversas provincias....... 54,726
11 o v tinento
2:789,698
assaasaBsassasB
do Torio.
Afetrfo entrado no dia 8.
jllh.vdo-Sal; 14 das, brigue dinamsrquez Margewet,


,!,> 00 tonelada*, capito J. J. Moos, equipagem
,0 carga sal: a N. O. Bichen
Navio auAWn nomesmo dia.
Trieste; l'i'iguo austraco Lusitano, capito 0. C.
Hollslein, carga asu
Hin-Je-^neiro; briguo dinaniarqucz Margan!, ea-
Clio. J. Moos, carga a mesmn, quo trouxe.
i,i; hule brasiloiro Tentador, capitflo Antonio
jse Barreiros. carga varios genero*. Passageiros,
< o lente da armada nacional imperial Ricardo
,1a Silva Neves, Francisco Jos Marlins, llrasilci-
ios, c Jos Caetano, l'ortuguez.
Paradina; "ato I la-Cruz, capito Ni-
colao Francisc ra varios gneros.

zes, Armoriquc
cezas do liom g
Ufe; como hem, casimiras fran-
m grande sortimcnto de cal-
fe,rsd6901 |,ara hon,e,"< dispara cabe-
ra lW LPaIa.mC"";0s' "rink.setins lisos, moias
se n dersed8-.curtis ecompridas, suspensorios,
sed.ns.perfumaras superiores eoutr.s mu tas fazcV
das de bom gosto.
Avisos diversos.
Deca racoes.
jimrMATACiOQURPElUNTr A THKSOUniRIA DAS rendas
l-nOVUCUS SK UA DE EFSITOA N( i 15 DO CJtMW-
TE PELAS \'l nORAS A MANUAL
uempedramento do 270bracas da primeira parta
dooitavo lancoda estrada do Po-do-Alho, feito se-
gundo o systema de Mae-Adam, dentro do prazo de
4. mezes, contados da data da arremataefio e pela
quantia de 9:160,009 rs, pagos em quatro presta-
ces, pela maneira proscripta em o artigo 15 do re-
gulamcntodo 11 de julho de184i.
A administracfio dos estabelecimentos de cari-
dade contrata pelo lempo de mezes o fornecimen-
lo dos scguinles gneros : farinha de mandioca, as-
sucarrelinado, dito branen redondo, manteiga fran-
ce/a de primeira qualidade cha hysson caf em
grao, arroz pilado branco, aletria toucinho de
Santos azeite doce, vinagre de Lisboa azeite de
rarrapato sabfio preto e leulia de mangue. Os pro-
tendentes dirijam-sq a ruados Coelhos a casa das
sessfics da uiesnia administracfio, nodia 11 do corren-
le, pelas-1 horas da tarde, munidos de suas propos-
las. Administrado peral dos estabelecimentos de
caridade, 4 de Janeiro de 18*7. O escripturario,
Francisco Antonio Cacalcanti Cousseiro.
A administracao gpral dos estabelecimentos de
caridade contrata pelo lempo do 6 mezes o fornecj-
mento de pilo e bolacha de que precisaren) os mes-
mos estabeleeimeillos. Os pretendentes drijam-sea
ra dos Coelhos, a casa das sesses da misma admi-
nislracfto, no dia II do corrente pelas horas da
larde munidos Jo suas proposlas. Administra-
ran geral dos estabelecimentos de caridade, 4 de Ja-
neiro de 1847. O escripturario, francisco Antonio
Cavalemli Cousseiro.
A administrarlo geral dos estabelecmenlosdc
caridade contrata pelo lempo de 6" mezes o forneci-
mento de carne verde do que precisaren) os mesmos
estabelecimentos. Os pretendentes dirijam-se a ra
dos Coelhos, a casa das sesscs da mesma adminis-
tracfio no dia 11 do corrento, pelas lloras da tar-
de, munidos de suas propostas. Administrarlo ge-
ral dos estabelecimentos de caridade 4 de Janeiro
de 1847. O escripturario, Francisco Antonio Caral-
eanti Cousseiro.
* Oescrivfioe administrador da mesa de rendas
internas provinciaes dosta cidade previno a quem
possn interessar que nodia 14 do corrente mez se
ultima o prazo que a lei tem designado para o pa-
gamento, a bocea do cofre, da dcima dos predios
urbanos dos 3 bairros desta cidade e da povoacfio dos
Afogados,do primeiro semestre do andante anno
linanceiro de 1846 a 18*7; equo no dia 15 se tem
de cobrar ue todas as pessoas que nilo tivercm satis-
feito os sens debitos.a multa de 3 porccnlo sob o va-
Inrdos mesmos dbitos. Itecife, 7 de Janeiro de
18*7. Clorindo Ferrara Cali, escrivfioeadminis-
I radar
A commissilo da administracfio do theatrn pu-i
plico convida aosSrs. accionistas para se renirem
em asscmbla geral,
II horas da manhfia.
Hoje, 9 do corrente pelas
BRIL11A1NTE 1'hESEFI
s o
Theviho publico.
Novo drama A entrada dos Res Magos em Jeru-
saleni.Eale arlo ser desempenhado com toda a
pompa e liriU;anlihtno, apprpcejido oprestitodos
tres res, vistosamente ornados a moda do Oriente,
montados todos a cavado, e seguidos cada um do
seu estado de cavallaria. O debate de Merodea com
os tres res do Oriente sera o maisadequr.do aos prin-
(i|4osda illnstraefo do presente seculo, em com-
tudo faltar a poca a que se refere esta importante
seena. Alm das- novas cantonas, seaddicionar o
lirilhaiile nCto das pastoras na adoraefio dos reis.
Principiara as 9 horas em ponto.
LOTERA
DA MATRIZ
DA CIDADE DA VICTORIA.
6:000,^000 de rs.
As rodas desta lotera teem o seu impreterivelan-
ar lento no da 29do corrente mez, no consistorio
da igreja da Conceicfio do miniares, ainda que al-
guns poucos bilhotos iquom por vender. 0 resto
clestes de.ve sor procurado no bairro do Recifo
as tojas de cambio dosSrs. Mauoel (ornes e Vieira;
no de Santo-Antonio, naloja do thesoureiro Anto-
nio da Silva Cusmfio, e na botica do Sr. Morcira
Marques, na ra doCabug.
- D-se para morar um sobrado de um andar em
boa ra, muilorresco, quesealuga por 200,000 rs
annuaes, a quem quiz.er dar 1:200,000 rs., ficando o
aluguel pelos juros: hypotheca-se para seguranca o
mesmo sobrado : quem quizer este negocio an-
nuncie.
-Antonio Botelho Pinlo de Mosquita Jnior, ten-
do do retirar se para o Rio-de-Janeiro, e nfio poden-
do despedir-se pessoalmente de seus amigos, o faz
pelo presente annuncic.
I.uiz Antonio do Mesquita Falcfio pretende vende
seu estabelocimenlo de padaria que tem em Fra-
de-Portas: se alguma pessoa so achar com direito ao
mesmo, haja de declara-lo por esta folha no prazo
de tres dias, (indos osquaes ser a dita venda fechada;
o he a dita venda para pagamento da mesma pada-
ria ao Sr. Manoel Antera de Souza Reis, ou a quem
cmseu podjr tiver as lettras por que a mesma foi
comprada.
Deposito de rap Gassc.
O deposito desle rap acha-so transferido para a
ra ila Cadeia, n. 37, ondeos freguezos achanto sem-
prea boa pitada, nfios do de Gasse, como dasou-
trasqualidadesj annunciadas.
O actual thesoureito da rmandade
da Senhora da Comea ao, da Congrega-
c3o, rog.i aos senhores que tomaram ca-
pa da dita rmandade para acompanhara
procissao de Santo Antonio do arco, e
do Corpo de Dcos, o anno passado, e nSo
as cntregeram, queirao ter a bondade de
nao se esquecerem.
- Antonio Franco de Souza l'ortuguez, re-
Hra-se para o Rio-de-Janeiro.
Uilo-Ke 500 a 00,000 m, a premio sobre penbo-
res de ouro : na ra do Cabug n. 3.
Avisos martimos.
0 hiato ftoro-Olinda sabe para o Ararat) nodia
lo ntrenle, o s mide adinittir carga miuda; pa-
la a qual se trata com o mestre do -mesmo, Antonio
Jos Vianua, noTrapiclie-Novo.
Para Lisboa segu viagem, com a maior brevi-
dade possivel a barca portugueza Tejo, capito Sil
COLI.KGIO SANTO-ANTONIO.
No dia 11 do corrente abrem-se as aulas no dito
collegio. =Recife, 5 de Janeiro de 1847. 0 direc-
tor fernardino Freir de Figveirtdo Abrat e Cauro.
- Dflo-se 100,000 rs. a juros sobre penhores de
ouro ou prala com os juros de 2 por cento : na ra
Direita, sobrado n. 29.
Guilherme Soares Botelho roga a todos os seus
dovedores antigos e principalmente quclles cujos
dehitos dalam de 1840,Ihe queirain satisiazerat filis
de feverciro prximo vindouro ; na certeza de. que,
lindo este prazo, nfio ter mais contcmplaclio, e
usar dos meios judiciaes.
Joaquitu Jos de S.-Anna Barros faz sciente
aos pas de seus alumnos, e igualmente ao respeita-
vel publico, que abro as suas aulas de primeiras let-
tras e francez, no dia II do corrente, em Fura-de-
Portas ra dos Guararapes sobrado n. 2.
- OfTerece-se um l'ortuguez, de meia idade, pa-
ra feitor de um sitio, do que tem bastante pratica :
quem de seu preslimo se quizer utilisar dirija-sea
cocheira de Jos Mara na ra das Flores, n 33.
Aluga-se nina casa terrea sita na Soledade ,
n. I" aop doSr. Vieira, cambista : a tratar no pa-
teo do Carmo, n. 17, com Gabriel Antonio.
Gontinuam a estar para se alugar as casas ns.
25 27 e 31, sitas na ra Real junto ao Manguind
com muilo hons commodos quintal murado, por-
tfio o porto de embarque ; e o sobrado n. 12da ra
do Aragfio : a tratar com Manoel Pereira Teixeira
morador em o sitio prximo a Estancia.
Arreuda-se urna padaria, sita na Passagem-da-
Magdalena, entre a ponte grande e a pequea, o com
casa de vi venda separada : a tratar na ra Volita, so-
brado n. 18.
Pedro Jos Bezerra e Jofio Francisco de Mone-
zes Itrasileiros, vilo a Portao-Calvo.
Perdeu-se urna caria com subscriplo aos Srs
Carvalho & Affonso do Bio-de-Janeiro ; quem a
obsequio manda-la entregar na
achou queira por
veno Manoel dos Res: quem na mesma quizer car-j fabrica de Mesquita & Dutra na ra do Brum, uo
regar ou ir de passagem para oque tem excedentes Rccife.
Hiveira Manoel Jos da Silva faz sciente ao publico ou a
quem convierque, nodia 17 de dezembro prximo
passado, deixou o Sr. Manoel Nunes Sabino na co-
cheira do annunciante, no Alerro-do-<;iquia dous
cavados sendo um ruco e oulro tirando a rodado,
paraserem tratados: e como tenham decorrido bas-
tantes dias sem que os tenha procurado, por isso
avisa por esta folha a quem se julgar com direito a
elles de virda ossignaese pagar as despezas que|se
lecm feito para Ihe screm entregues; pois o annun-
ciante se nfio responsabilisa por morle ou dcscami-
nbo dos ditos cavados.
O abaixoassignado faz sciente ao publico quo
se Ihe deseucamlnhoii urna lettra da quantia do
213 243 rs. sacada no Rio-de-Janeiro pelos Srs.
Tinoco AMedciros a favor do abaixo assignado e
como nfio tenha endosso ncm recibo, de nada vale
por j estaren) os acceitantes, os Srs. Machado & Pi-
nhoiro, prevenidos.Joaquim Lnpe de Almeida
Nodia 13 do corrente, se ha de arrematar, em
praca, na sala das audiencias, depois das mesmas,
pela segunda vara, dQ Sr. doutor Nabuco, o cscravo
Joaquim de nacfio Quicam penhorado por Ma-
noel Jos Lopes Braga a Jofio Theodoro da* Cruz Al-
ves de Ol veira.
* -- Precisa-so de um eonto c quinhentos mil rs. a
premio de um e roeio por cento ao mez, pagndo-
te os juros todos os mezes :dfio-se por seguranca
duas moradas do casas terreas, sitas no bairro de
S.-Josdo Recife : quem quizer dar annuncie.
--Precisa-se de um menino de boa conducta, para
caixeiro de urna pequea toja de calcado: noAler-
ro-da-Boa-Vista n. 7*.
eommodos, dirija-so aos consignatarios
Irmaoso Companhia ra da Cruz, M. i.
Para o Bio-de-Janeiro segu viagem, mprete-
rivelmente no dia 15 do corrente, o patacho louren-
o capillo Jos Mara da Graca ; recebe unicamen^
le carga miuda e cscravos a ficto : os pretendentos
il irijam-se a Francisco Goncalvcs da Cunlia na ruaj
do Vigario.
Para Lisboa sabe, no dia 17 do corrente, o bri-
Bue Vtriatti; recebe a lrete assucar em caixas e bar-
ucas a 200 rs. por arroba e em saceos, a 160 rs. ,1
' passageiros, por ter bous commodos: Irata-secom
"capitao na praca do Commercio ou com o consig-
natario, Thomaz de Aquino Flnscca ra do Vigai
"o, n. 19.
Para o Bio-de-Janeiro sabe, at o dia lOdocor-
'enlc, o patacho inglez Eleonor, capitflo Nieolas Br-
baro; recebe passageiros, para os quaes tem excel-
entes commodos: os pretendentes dirijam-se aoa
'"nsignatarios.'Oliveira Irma os & Companhia,-ra
i:|i'z, n. 9.
-Para o Rio-Crandc-do-Sul segu com muila bre^
vidadeobrigue nacional Competidor; pode receber
passageiros e cscravos afrete, para o que trala-se
1 om Gomes* Irmfiu, na ra de Apollo,armazcm n. 2
I,citad.
- 11IZ BRl'CUIFRE, querendo liquidar a suaca-
" de commercio nesta cidade, far leilflo, no dia 11
do corrente, de um esplendido soi tmenlo de fa-
r'endas chrgadas pelos dous ulliinos'navio france-
NOVA AULA DE PRIMEIRAS LETTRAS.
Jos Xavier Faustino Ramos declara aos seus ami-
gos que Ihe teem fallado para tomar conta do ensino
oe seus futios e aos que porventura eslejam dis-
postosa conliar-lheessa missfio, que a sua aula se
i abrir nodia 11 do corrente mez, na ra do Aragfio,
n. 17, enellareceber alumnos, nfio s externo
mo pensionistas e meio-pensionistas qur para
as primeiras lettrns, quer para grammatica das lin-
goas nacional, latina e franecza.
-- Oprofessorda lingoa ingleza uo lyceu desta
cidade avisa aos seus discpulos, que abre do novo
os seus cursos particulares da mesma lingoa da
Iranceza e de geometra, nodia lo do corrente, em
a casa da sua residencia, ra larga do Rozario n.
30, primeira andar. &
"7 I>*"?e,,'n,ieiroaJuros com penhores do ouro e
prala, rehatem-se solitos o ordenados quelles que
nfio costumam a vender um sold ou ordenado a
mais que urna pessoa : na ra do Rangel. n. 36, pri-
meiro andar.
O abaixo assignado faz sciente aos pas de seus
alumnos e a quem de seu preslimo se quizer utili-
sar que mudou sua residencia para o bairro deS.-
Antonio, naruado Queimado, n. 37, continuando
com a sua aula do primeiras lettras, grammatica la-
lina e francoza; etamhem contina a receber pen-
sionistas e meio-pensionistas.
O padre Joo Jote da Costa llibeiro.
-- Manoel Adrianno de Albuquerque Mello faz
sciente ao publico que abre a sua aula de primeiras
lettras no dia 11 do corrente, na ra do Jardirn .
n. 43. '
Dcsappareceu, no dia 7 do corrente, as 7 horas
emeada noito pouco maisou menos 1,cavado roda-
do, de urna estribara na ra da Praia; suppie-se
ter-se soltado : quem o pegar love a ra da Praia, n.
32, quoser gratificado.
TODA A ATTENCAO!
Pede-se ao Sr V. A. II. que deixe-se de fallar em
quem nfio se lembra delle, e que lembre-se do lem-
po passado fO^OC. t.
OITerece-se urna ama forra para casa de um
homem solleiro a qual lava, engomma, cozinha e
fez o mais servico com perfoQfio : quem de seu pres-
limo se quizer ulilisar dirija-se a ra da Conceicfio
da Roa-Vista n. 60. Na mesma casa curam-se, san-
gram-se, e alugam se cavados.
No botiquim da ra larga do Rozario, n. 27
haver sorvete, amanhfla, 10 do corrente, das 5 ho-
ras da tarde em diante.
AVISO AO PUBLICO.
Segunda-reira ,11 do corrente, adiar-se-ba na
passagem da ponte |da Tacaruna urna canoa que
pega 30 pessoas destinada a receber passageiros e
cargas do um para oulro lado, todos os dias, das 6
horas da mantilla at as 6 da |tarde impreterivelmen-
te, e continuar dita canea no caso de nfio haver
notavel prejuiz.o: cuja passagem ser por mdico
prego.
OSr. Henrique da Silva Ferreira Rabcllo quei-
ra mandar entregar as duas ancoras que tem em
seu poder, pertencentesa restilaefioda ra deS.-Ri-
ta visto que se ignora a sua morada para ser pro-
curado.
Na ra das Cruzas, n. 12, bvpotbeca-sc um mo-
leque por 200,000 rs., Picando o dito molequo aluga-
do, parado aluguel tifar-se os juros e ir-se amorti-
sando o principal.
No dia 2 de dezembro prximo passado, per-
deu-se urna caite ira amarrada com urna fita de li-
ndo com varios papis de importancia 2 bilhetes
da lotera do Livramenlo, e um vale do coronel Joa-
quim Jos Luiz de Souza, o qual j se acha sciente
para que nfio pague a pessoa alguma que lh'o apre-
senlar e sao annunciante : o como estes papis
nfio servema pessoa alguma,e sim ao proprio do-
no por isso roga-se a pessoa que a tiver adiado o
favor de a mandar levar na ra do Crespo, loja da
esquina que volta para a ra das Cruzcs n. 16, que
sera recompensado.
Precisa-se de urna mulhcr prel'erindo-se par-
da ou cabocla para servir de ama a una rasa da
pouca familia : na ruado Brum, no segundo andar
do sobrado onde mora o cnsul americano.
Nara do Queimado, loja de cncadcrnacfio ,
n. 43, contigua ao becco da Congregarlo fazem-se
encadornacoes conforme o ultimo gosto vindo re-
centomenlcdo Paris, ea vontado de seus donos, com
polidez e brevidade possivel; tamhem-scfazem bor-
radores diarios para lojas ; pastas para guardar pa-
pis c para meninos; cartOes para escriptorios; car-
teras a portugueza ; eludo o mais qne for concer-
nente a sua arte. Na mesma loja vendom-se alguns
livros em branco, por preco commodo; a obra de
Decadas de Barros e Couto, em 24 v.; Chronologia
dos reis de Portugal; fbulas de La Fontaine; Bi-
blia Santa; Castcllo do Crasville; os Esfoladores;
Algebra de Lacroi x, em ineio uso; Trignometria ;
Le Roy medicina ; Coustituigfio notada ; e livros
latinos para preparatorios.
Na madrugada do dia 8 do corrente foi rou-
bado ao abaixo assignado na casa de sua residen-
cia ra do Callabouco, por Manoel Jos de Souza
Braga, que leve negocio uo Rio-Formoso, repre-
senta ter 3(i jimios branco, Portuguez quando fal-
la parece estar rindo-se, barba t errada altura re-
gular, cheio do corpo e tem morado pelas Cinco-
Pontas &c. um bahu com roupa do uso do abaixo
assignado levando 600 c tantos mil rs. em cdulas ,
3 meias doblas em ouro, 5 patacesc duas cruzcs de
ouro; o bahu j appareceo na praia dos Martyrios
com parte da roupa e 39,000 rs. em cdulas que es-
tavain misturadas com a roupa Roga-se as autori-
dades policacs a capturado mesmo pois se descon-
fia que elle foi para as bandas do Poco-da-Panella,
c quo siga para o centro. Joaquitu Antonio Maesa.
O secretario da associagfio das artes convida a
lodos os socios a comparecerem no lugar das suas
reunies, domingo, 10 do corrente, polas 3 horas da
tarde, ali u de se proceder volagfio da nova admi-
nislracfio.
Amanbfia, 10 do corrente,se aeharfio na ra lar-
ga do Rozario, n. 96, primeiro andar, sorvetcs de va-
ras qualidades, tudo a vonlade dos freguezes, e tam-
ben) aeharfio gela de mfio do vitela, de champanhe,
lamaiijc, cremo de baunilha, tudo feito com o maior
asseio possivel: advertindo quo os sorvetes estarn
promptos das 6 horas da tarde em vante, e o mais do
meio dia em diante.
Francisco Simes da Silva mudou a sua residen-
cia da Soledade para a ra larga do Rozario, n. 26,
primeiro e terceiro andares.
Omoradorda casa n. 16da ra da Florentina,
respondendo ao Sr. perguhtador do Diario i Per-
nambuco de terca-feira 5 do corrente, declara que o
n. da casa entre as duas ponles da Magdalena, o se-
nhoriodo solo, eo titulo pelo qual o houve, esto
provados nos autos aue farfio titulo ao comprador; e
que em quanto aos foros, no caso da venda, o com-
prador ficar obrigado i pagar conforme o papel <-'e>
aforamenlo, nada leudo por tanto com aquelle fro
que porventura eslea en) atraso.
Jos Valenlim da Silva abre a sua aula de latini
a 18 do presente Janeiro, na ra da Alegra n. 40,
recebe alumnos. O annunciante hall annos que en-
lina, e conla una lelieidade, que he que seus alum-
nos lecm se.i.ipro sabido plenamente approvados na
academia de ((linda, ainda momio nos exames do
novemtirodoanno passado que rffcm rigorosos, o om
que houvcram reprovacOes. Os alumnos que o annun-
ciante deu por promptos em oulubro, c foram em no-
vembro approvados plenamente na academia, sSo :
Maximiano Francisco Duartc Jnior, Thomaz Jos>
de Sena Jnior.
Quem precisar de urna ama de cas* preta ,
milito ftoacozinheira, equo lava, engomma edfc
fiador a sua conducta, dirija-se ao talho de Jofio
Dubois, ao p dos quarteis, que dir quem he.
--- Todas as pessoas que tiverom penhores na ven-
da atrs da matriz de S.-Antonio bajam de os ti-
rar no prazo de 15 dias, contados da data desle ;
do contrario serfio vendidos para pagamento e juros.
Jos Soares de Azevcdo, lente d<;
lingoa Iranceza no lyccu, tem aberto em
sua casa, ra do Rangel, n. 5q, segundo
andar, um curso de phii.osophia e outro
de mngoa fiunceza. As pessoas quede-
sejarem estudar una ou outra destas dis-
ciplinas, podem dirigir-se indicada resi-
dencia a qualquer hora, excepto em das
santos ou feriados.
Precisa-se de 500,000 a 600,000 rs. por tres me-
zes, dandn-se urna casa de bypotheca : quem quizer
dar annuncie.
m
LIMA
RA NOVA, N.,a, pniMEino ANDK,
acaba de receber, pelo vapor S.-
Sebaxtio, chapeos armados, dra-
gonas, bandas e fiadores, para of-
iiciacs superiores e subalternos;
gales de ouro e prata, finos, lar-
gos e estreilos ; pennachos e cha-
Eeanientos,osmais modernos, para
a rretinas ; espadas de copos lloa-
rados ; ditas prateadas, sem roca;
55 pastas, tafias, cananas e escamas ;
canotilho, de ouro fino, para bor-
dar ; mantas com galo ; linas de
camurca, brancas e pretos ; bolOes
para sobreeasacas militares ; ar-
reios para cavallo de ofiicial de
legio ; c globos e estrellas para
gola e abas de l'ard i : tambem
api (impla bonetes de panno, rom
galo.
= irilhmetica c algebra de Lacroix, para uso do
lyceu edo cnllegio das artes. Vcndcm-se na ra da
Cadeia do Rccife, loja de livros da Viuva Carduzo
Ayres.
O abaixo assignado faz publico, principalmente
aos pas de seus alumnos, quo de segunda-feira, 11
do corrente, em dianlc, estarito iberias as suas au-
las para meninos e meninas, na casa de sua resi-
dencia no bairro da Boa-Visla, travessa do Veras, n.
13, ende tambem contina receber como at aqu
meninos pensionistas e meio-pensionistas, para o
que a casa offerece bons commodos: sobro o trala-
mento, boa educarlo e adiantamento que sempre
tem prestado a seus alumnos durante nove muios
que labora ueste cxcrcicio, o faz cror que o respeita-
vel publico est satisfeito pela preferencia e esculla
que Ihe tem merecido.
Voljcarpo Nunes Correia.
I). VV. Bajnon, cirurgifio dentista, chegado no
ultimo navio dos Estados-Unidos, ofTcrere os seus
servicos aos residentes desta praca nesta sua profis-
sfio. leudo niuitos a unos de experiencia e pratica em
os t.-.lados-ruidos e Cuba, ello se acha persuadidode
dar toda a satisfcelo as pessoas que o queiram fa-
vorecer com a sua protecefio. Quem se quizer utili-
zar do seu preslimo dirija-se a roa da Cruz, n. 7, no
primeiro andar por cima do armazcm de Davis & G.
Precisa-se fallar ao Sr.Jofio Luiz Rbeiro de Faria
negocio : annuncie onde mora, ou dirija-se a ra
do Trapiche, n. 34, terceiro andar. Na mesma casa
existe urna carta para o Sr. Jos Mara Vianna.
Precisa-se de um moleque cozinheiro, ou mes-
mo prcto j de idade : no pateo da S -Cruz, n. t.
Aluga-se urna casa terrea com solam corrido,
milito fresco, por ter 3 janellas envidracadas, com
cacimba meieira, cozinha independente, sita no nec-
eo do Serigado : a tratar na ra da Cadeia, n. 25.
, O abaixo assignado faz sciente ao respeitavel
publico que pela barca americana Isaae-Franklin ,
viuda de Boston, entrada miste porto em 22 do pr-
ximo passado, receben um novo provimento depi-
lulas vegotaes do doutor Brandrclh. Estas pillas
eujo autor hasta para garantir sua excedencia tor
nam-se muilo recommendaveis, porser um medica-
mento inte ira mente inolfensivo, podeudo applicar-
sealas crianzas recem-nascidas; ullimamento so
teem applicado a urna infiiidadc de molestias jul-
gadas iucuraveis, de cuja applicagfio se teem tirado
tito felizcs resultados que parece cada vez mais re-
solvido o problema de um remedio universal. A
annunciante cabe a gloria de asseverar ao publico
que as ditas pilulas sfio as nicas verdadeiras que
existem nesta praca as quaes se vendem em sua
botica, nu ra da Cadeia-Vclba, n 36.
Vicente Jos de Arito.
--Alugam-seasseguntescasaa: loja do sobrado
do Alerro-da-Boa-Vista, n. 4, com proporeftes para
qualquer estabelecniento; os terceiro,primoiro e ter-
ceiro andares com sotam.dos sobrados ns. 4 e6, do A-
terro-da-Boa-VisU, todos pintados e arranjados de
novo.por 300,000 rs. annuaes; urna casa terrea na ra
daSenzalla. n. 31, com quintal, cacimba e mais com-
modos para grande familia, por 12,000 rs. raensaes.
quem pretender dirija-se aoescriptoro de F. A. de)
Oliveira, na ra da Aurora, u. 29.
J


I,





Alugt-se o andar terreo ou luja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, rom ptimos e muiloasseiados
commodos para moradia de homem solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar dirija-so ao
mesmo sobrado k quulquer hora.
I'i eciss-se de dous lavradurcn ; cm casi do doura-
dor, ou latineante de candiciros de gai na ra No-
ta a. 52.
--- Precisa-se alugar ura escravo diligente, para o
aervico de urna caaH e que seja bom cozi.iheiro : na
ra do Aragflo no barro da Boa-Vista, n. 97,
Vista, bolica defronte da matriz,
pelo prego do costume.
Vende-se um sitio de trras proprias na estra-
da de Agoa-Fria de Beberibe, com casa de taipa e ar-
voredos de frueto; cujo sitio foi do fallecido Jero-
nymo Jos Martins, a tratar no mesmo sitio, ou na
ruado Pilar, pateo da igreja, n. 8, do lado do Poente.
Vende-se urna preta de naclo^d^
o diwTdc
ou an-
nuncie.
Para que se nilo poasa allegar ignorancia, pre-
vine-seao respeitavel publico que, tendosido os par-
dos menores, Justina e l.auriano alforrados pela
viuva de Antonio Rodrigues deFiguciredo.que o po-
da fazer, como cabega do casal, imputando na suu
ineiaQflo o valor dos ditos pardos, foram, na accBo de
seravidlo intentada por Mannel Moreira da Costa ,
considerados iivres e vigorosas as cartas, por sen-
tonca da primeira instancia confirmada por accor-
dam da relaqto, havendo unanimidade de votos;
mas, sendo embargado o accordam alinal, foi refor-
mado por 3 votos contra dous, c foi interposto o
recurso de revista: e porque consta que Moreira quer
vender os ditos pardos menores, se previne ao pu-
blico que esto em litigio eno podemser vendi-
dos visto que nao ha senteura passada em julgado,
e protesta-s sustentar lodo o direito que aos ditos
fardos menores assistir afim de quo nflo percam a
iberdade tilo favorecida por todas as leis.
Precisa-se alugar um moleque ou mnlatinho..
de 10 a 14 annos : no paleo do Terco, n. 16.
Precisa-so de una ama de leite : no paleo do
Ter^o, n 1 t.
Precisa-se alugar urna preta que saiba engom-
niare fazer todo o arranjo de urna casa; no pateo do
Terco, n. 1C.
--l)-se dinheiroa premio com penhores, mes-
mo em (quenas quantias : na ra do Rangel, n. 11.
Quem precisar de urna mulherforra para ama
de urna casa, para t6do o servico, dirija-se a ruado
Agoas-Verdcs,n. 10 Na mesma casalingem-seobras
detintureiro .detodasasqualidades, com perfeicflo
e por precocommodo.
Compras.
Compram-se os segundo o quarto volumes da
obra intitulada Quentino Durward : quem tiver
annuncic.
Compra-se um par de mangas de vidro, lisas ,
ou urna s manga : na ra de Moras, casa terrea,
n. 62.
Compram-se bois, carneiros, vaccas e vi-
telas gordas, proprias para acougue : pro-
curem, ou mandem por escripia na ra
larga do Rozario, ns. ti e 11, ao pedos quarteis, ou
annuuciem. ...
Compra-se para remedio urna cobra de viado
3ue osteja viva: na praca da Boa-Vista, segundo an-
ar da casa n. 32, ou annuncie para ser procu-
rado.
Compra-se urna venda com poucos fundos em
bom Ingar que estoja bem afreguezada princi-
palmente para a trra e tenha commodos para pe-
quea familia, quintal e cacimba: na ra largado
Hozarlo, venda n. 52.
Vendas.
O CON DE DE M0NTE-CHR1STO ,
por AUxandre Dtmat, 10 volumes em oitavo
Chegaram ltimamente do Rio-de-Janciro alguna
cxemplaresda segunda edicSo deste inimitavel ro-
ma neo a qual he mais correcta e aperfeicoada do
3uea primeira. Estilo venda na livraria da ra
a Cruz, no Recife n. 56.
Orar ido consumo da primeira edicto que.nio
obstanter ter sido de grande quantidade de ejem-
plares, se esgotou em menos de um anno prova
convenientemente a geral aceitado com que pelo
publico Ilustrado foi acnlhido este romaneo o
qual he, sem contradicho, um desses romances ra-
ros que podemser lidos sem perigo por qualquer
nessea, seja qual for o seu estado ou condicio.
NA MESMA LIVRAItIA
PerUnoe* para eicriptorio.
I.ivros em braceo de bom papel pautado e de va-
rios formatos ; tintas de varias cores para escrever
e riscar livros ; rearas de bano, finas; boas peonas
de ac ; tntenos de machina, superioros, e &c. i
Vendem-se duas cscravas, urna parda com
Erncipivisde engommad, de 21 annos; urna ca-
ra, de 25 annos ; urna liteira e 5 cangalhas : na ra
do Collegio, n. 17, segundo andar.
P pleselecabra emeios de sola.
Para se fechar urna conta vendem-se 194 moios de
sola a 1100 rs. ; o pellos de cabra, a 25,000 rs. o
cento : na ra dosTanociros, n. 1.
CF.I.O A DINHEIRO
na ra da Senzalla-Velha, n. 18, das 9 as 11 horas
da mandila e das 3 at as 5 da larde, preco a 3200
rs. n arroba e a libra a 120 rs. adverte-so que nSo
ha troco em cobro ou cdulas miudas, e por isso he
necessario trazerem os Srs. compradores a quantia
certa.
Vendem-se 4 escravas mocas que servem bem a
urna casa veudem ecompram na ra; 4 escravos
bons para o trabalho de campo; um moleque, do 12
annos, muito esperto para servir urna casa ; um
mnlatinho de 16 annos muito lindo pagem, d-so
muito cm conta, por precisar do algum tratamenlo :
na ra do Crespo, n. 10, primeira andar.
Vendem-se 2 sellins inglezes, em bom uso: na
ra do Crespo, n. 10, primeiro andar.
Vendem-se, na leja de miudezas da ra do Cres-
po, n. 11, ricosoculos de armacSo, a 800rs.; um
chapeo para menino.de 7 a 10 annos, feilo em Lis-
boa, da ultima moda, por 4000 rs.; saceos para es-
crotos a 480 rs. ; 12guardanaposdelinho adamas-
carlos, por 10,000 rs.; charutos do regala de S.-
Felix, ile varios precos; um cinteiro para crianca,
bordado de prata dourada por 3000 rs.: urna plu-
ma de chorno para olllcial superior, por 4000 rs.;
urna espada de banha de ferro por 4000 rs.; um
refe sem lercado, por 10,000 rs.
Vende-se a armacilo da loja de miudezas, si-
ta na ra da Cadeia do Recife n. 14, propria para
fazendas ou miudezas pela sua boa localidade : a
tratar na mesma loja.
Vende-se um piano com exccllentes vozes; e
em perfeilo estado por preco commodo: na ra
dos Tanoeiros, n. 24 das 8 horas da manhSa as 2
da tarde. .
Vende-se urna escrava de naclto, sem vicios,
de 22 annos, perita engommadeira ; duas ditas pa-
ra todo o servico ; urna negrinba muito linda, por
250,000 rs., de 8 annos; urna parda do 16 annos,
de bonita figura com habilidades; urna dita, boa
ama de casa por 350,000 rs.; um moleque e um es-
cravo para todo o servico; urna moleca de naclo
Moeambique,del7 annos, com habilidades, sem
vicio algum; urna escrava que engomma e lava
muito bem : na ra de Agoas- verdes, n. 46.
Vendem-se castanhas frescae s, em sacras e
arrobas, por preco barato : no armazem do Bra-
guez.
Na botica da ra do Rangel, vendem-sc os reme-
dios seguimos, dos quaei a pxperiencia tein confirmado
os memores efleitos : demilico, que tem a propriedade
de liiupar os drmos cariados, e restltuir-lhos a cor es-
maltada, em muito poucos dias; o uso dn dito reme-
dio fortifica as gengivas c tira o mo cheiro da bocea,
proveniente nao so "da carie, como do trtaro que so
une ao poscoco dpstes orgos; o remedio he designado
pelos nmeros l. e 2*: orchaU purgativa, mui til as
. i -ancas e as pessoas de toda e qualquer idade ; he coin-
posta de substancias vcgeues, nao conten mercurio,
itcui droga alguma que possaprejudlcar: remedio para
curar calos, em poucos das ; dito pata curar durrs ve-
nreas amigas e que loem resistido ao tratamento (fe-
ralmente applicado ; dito par provocar a menstruacao,
e accelprar a aeco do tero nos partos naturaes em
3 ue nao se precisadas manobras cientficas da arle;
ito para resolver tumores lyitiphalicos, vulge glndu-
las ; dito para curar boubas t cravos seceos, o mais rni-
cas que se condece at aqui; dito oximel de ferro, mui-
to un na chlorocs, vulgarmente chamadas frialdades;
pos antl-WHosos de Manoel Lopes ; capsolas de gelati-
na, contpndo balsamo de cupahiba ditas de oleo- de
rocinos purificado ; ditas de cubebas em p fino ; ditas
de asaafctd; ditas com pos purgante; ditas de ruibardo
da China; ditasde sulplialodequinino de i e 2 grao cada
cansla algateas, veliulias plsticas; pilulat de sai deca-
bacinho; agoa das Caldas, ebegada prximamente; reme-
dios que cu rao a frialdade dentro de 40 dias, mesmo estan-
do lachado; oleo mu1 loboni para conservar o cabello.que,
altn de nao dpixar cahir o cabello, limpa a caspa, e
cute uso continuado fas reapparecer o cabello perdido ;
pilulas especificas para curar as gonoi titeas chronicas,
quando lesao nao passa da ureta ; igualmente um xa-
roe auti-hemorragioo, applicado nos caos em que so
doita saague prla bocea : o preco de todos estes reme-
dios he mui rasoavel, c os bons resultados da sua appli-
caro he que devm fazer sua apologa.
FOLHhNHAS
de Iinanak e de porta.
A edi?o mais correcta e com*
pleta que existe destas folhinhas,
e&l venda as liyrarias da pra-
ca do Independencia, ns. 6-c 8; da
esquina do Collegio; e na Boa*
Vende-se um engenho distante desla praca
legoas com 40 captivos bestas bois com safra
para 1500 piles, e excel lente casa de vivenda ; a tra-
tar com Silvestre Joaquim do Nascimento.
Lances da fortuna aos
20:000^000 de rs.
Vendem-se bilhetes, mcos, quartos, oilavose vi-
gsimos da lotera do theatro da cidadede Niclheroy
do Rio-de-Janeiro : na ra da Cadeia, loja de cam-
bio do Sr Vieira.
Vendem-se 35 escravos, sendo : pretos, pre-
ta?, moloques, mulatinhos, negrinhas, pardos e par-
das, com habilidades e sem ellas, por preco com-
modo : na ra da Cruz, n. 51.
Vende-se potassabranca, da
mais recem-chegada por modi
em casa deL. G. Fer-
co preco
reir & Companhia.
Vende-se um piano, em meio uso;
com muito boas vozes; duas rabecas no-
vas; a obra Kecreiodas familias;dicciona-
rio da penalidadc, com ticas estampas,
em 5 vol. ; diccionario jurdico, de Fer-
reira Burgos ; Cambista universal, em
i vol. ; Je*us Cbtisio peranle o seculo ;
Traladoda religi5o, em 3 vol. Todos
estes objecloy se vendem por barato pre-
co, na ra Bella, n. 4
Potassa da Russia,
verdadeira e novo, em barra pequeos,
por preco muito commodo : na ra da
Cruz, n. io, em casa de Ralkmann &
H oseo mu mi.
m VendPm- moendasde ferro para engenhos de as-
suca r; para vapor, agua c bostas, de diversos tamaitos,
por preco couimodo ; e igualmente tixas de ferro coado
e batido, de todos os tamaitos : na praca do Corpo-Saa-
to, n. 11, om casa de Me. Calmont & Companhia, ou na
ruado Apollo, armazem, n. 6.
= Vpndc-se potassa branca dp supprlor qualidade
pin barrls pequeos ; em casa de Mathcus Austin a
Companhia, na ra da Alfsndoga-Velha, n. 3.
= Ocorretor Olivelra tein para vender cobre em fo-
Iha e progos de dito para fonos de navios : os preten-
dentes dirijam-se ao mesmo, ou aos Senhores Mesquita
Vende-se urna excellente escrava, de 18annos,
cora cria.de nacio CosU; e de que se atianca no papel
de venda os vicios, todos e quaesquer que possam
apnarecer, e isto por expasso de um anno; he muito
sadia, como vera o compr ador a quem se dir o mo-
tivo por que so vende : na ra Direila, loja n. 61.
Vohdem-so brincos, cordOes, medalnas, pecas
para cinteiro, eoutras obras de ouro e prata: na
ra do Rangel n. 11. __
c= Vcnde-sc cal vlrgem em meias barricas, chega-,
prefo commodo; na ra da
Moeda arinazrin n. 15.
Vcnde-sc fumo era fardos, para segundas e
'3 annos, do
bonita figura, quecozinha o daWrde urna casa la-
va de sabSo e varrella e he quitandoira; urna dita, do
30 annos, que lava o cose ; um moleque, de 6 a 7
annos; todos sem vicios ncm achaques : ra ra da
Concordia paasando a pontozinha a direila, se-
gunda casa terrea.
Vende-se um pardo, de25 annos, de boa figu-
ra ptimo carroiro; um dito, do 18 annos pro-'
prio para pagem ououtro qualquer servico; 2mo-
eques, de 14 anuos, de bonitas figuras e sadios : no
armazem de farinha do caes do Collegio.
Vende-se sal em grande e pequeas porcOes :
na ra da Moeda, armazem n. 7.
Vendem-se 9escravos, sendo: 6pretas, de 16
a jannos,-duasdas quacs com habilidades; urna
preta de nac3o, do bonita figura ; um pardo bom car-
reiro, e de muito boa conducta j no pateo da matriz
de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Vendem-se dous lindos moloques, do 14, a 16
annos; dous ditos, de 7 a 11 annos; um pardo pti-
mo para pagem, de 17 annos, com oficio de ban-
queirode engenha; um pretobom carre.iro, de :
annos ; duns pretas,de 25 annos com habilidades;
urna parda, do 25 anjios, com algumas habilidades;
duas negrtnbas, de 7 a 12 annos, proprias para se-
rem educadas; tima preta, de dade, por 200,000
rs. na ra do Collegio, n. 3, segundo andar.
Vende-se urna parclha de moleques pequeos,
de bonitas figurase bastante sadios : nasCinco-Pon-
tas, n 31.
Vende-se urna grande casa no Montciro, de
pedrae cal, com duas salas na frente, 6 quartos.
sala e ante-sala atrs coznha quarto para pretos,
eslribaria dousquintaes, um murado eoutroaber-
to que vai at o rio, por muito barato preco para
se liquidar cenias: na ra Direila, n. 69.
Vende-se urna preta do gentio do Angola de
25 anuos pouco maisou menos, que cozinba, engom-
ma, cose chflo e faz todo o mais servico de urna casa
de familia : na ra larga do Rozario, n. 48, primei-
ro andar. .
Vende-se urna poreflo da terreno com mais de
meialcgoaem quadro, ptimo para 'nelle se levan-
tar um engenho de fabricar assucar: a tratar em
Coianna no engenho Poco-Redondo.
Vendsm-se caixas com aletria meia grossa a
mil e tantos ris, por preco muito commodo: na
trav'essa da Madre-de-Deos, armazem n. 5.
Vende-se urna barcaca de 20 caixas, de boas
madeirase bem construida: na ra da Praia, n, 27.
Vendem-se 40 escravos de ambos os sexos,
sendo psrdos e pretos, grandes e pequeos: na pra-
ca do Corpo-Santo n. 23, a tratar com Antonio Ro-
drigues Lima.
Vende-se urna machina de copiar cartas, nova
e muito forte: na ra da Cruz, no Recife; n. 26 ,
primeiro andar.
Vendem-se 80 meios de sola da malla, de su-
perior qualidade por preco commodo: atrs do Cor-
po-Sanlo, n. 68, a fallar com Antonio Dias Souto.
Vendem-se varios escravos,sendo: pelas com
habilidades, prelos, molequese pardas com habili-
dades : na ra Nova n. 40.
Vendem-se 30 accOcs da companhia de Rebe-
ribe, novalordc70 por cento : nesta typographia
se dir quem vende.
Vende-se um terreno narua quefica por de-
trs da ra da Aurora, em frente do fundo da casa
do finado Percira com igual largura a dita casa,
com 300e lanos palmos de fundo, o qual chega
at a tereora ra : a tratar na travessa da Madre-de-
Deos, n.18.
Vende-se sal de Cadix, a retalho, a bordo do
brigue sueco Clara, entrado no da 4 do corrento: a
tratar em casadeMc- Calmont & Companhia, defron-
tc do Corpo-Santo, n. 11.
Vendem-se 2 pretos, sendo um de 16 a 18 an-
nos o o outro de 20 a 22 annos, de muito boas figu-
ras o proprios de todo o servico; um lindo mulati-
nho, de 14 annos, proprio para pagem ou para
aprender qualquer oilicio; na ra da Cadeia de S.-
Antonio, n. 25.
(asa da F,
na ra eslreila do Itozario, n. C.
Nesta casa acham-se a venda as cautelas da lote-
ra das obras da matriz da cidade da Victoria; da qual
andam as rodas no dia 29 do crlente. A ellas que
sao poucas: os precos sSo os do costume.
B.B.=Quem comprare chocolate fm arrobos, o obtr-
r mais cm conta.
Ai cautelas da lotera da cidade da Victoria acham-
se do hoie om di.inte oxpostas venda no Aterro-da-
Hoa-Vista. das loias dos Srs. Caelaiio Lu/. Kcrrelrs.
n. 46; Thornaz Perelra de MaUos Estima, ti. 51
S IrmSo, n. 58, e Antonio Ayres de Castro, B. ,2,
assim como na travessa do Veras, n. 13, onde M.n-p-
ffiip-ips acharo sompre ttin variado sortlmento de bons
numerot. O pagamento das que aaliiram premiadas
na passada lotpria do LWramento continua a ser n-iio
como d'antes a toda qualquer hora do dia, sein tx-
cepcao de domingos c dias sontos.
Vamos aproveitar
as pechioehas do
barateiro !
O antigo baratelro est dando por muito pouco
dinheiro, na sua nova loja de miudezas da ra do
Collegio n. 9 chapeos do sol, de seda, para ho-
mem a doze patacas; ditos do seda para senhora a
novo patacas ; retroz sortido do todas as cores a
12,000 rs.: botfles de duraque lino o de seda com
palmas, para casaca, a 200 rs. a duzta j.carleiras
paraalgibeira a 160rs. cada urna ; botes do ms-
dre-de-perola a 480 rs. a groza; ditos do metal
Turados, para calcas, a 320 rs. a groza ; torcidaspi-
ra candiciro de todos os tamaitos a 100 rs. a du-
za ; carapucas, a 160 rs. cada una ; trinchantes
grandes de cabo de marfim o de bfalo, sendo far
grande e garfo de mola, a 1440 ra. cada trinchante
luvas de algodfio brancs e de cores, para hornera
e senhora a 320 rs. o par ; lencos de seda preta par
grvala a 800 rs. cadaum ; bicos eslreitos. a 40 ra.
a vara para acabar com o resto; riquisslmos ca
niveles finos para pennas de urna e duas folnis; e
oulras umitas miudezas que estariio palentos aos
compradores vclhose antigos camaradas, a troco do
barato. .^^
l\o Aterro-da-Koa.
Vista, loja n. 1,
vendem-se chitas finas a 140 rs. o covado e risci-
dos rraneczes, a 200 rs.
GELO.
Na ra da Cadeia-Vclha n. 15, das 9 as H horas
da manhSa o das 3 as 5 da tarde. .
Vendem-se bichas de llamburgo multo boas,
aos centos e a retalho, por preco commodo : na ra
da Cruz, n. 62.
FERRO! FKRIIO,
de todas as qualidados e cobre para forro do navio,
de 18atc28 oncs, cm grandes e pequeas parti-
das : no armazem de A. V.da Silva Barroca, defron-
te da greja da Madrc-de-Deos.
- Vende-se a armacao da venda n, 21 da na do
Collegio, para servir na mesma casa ou para desar-
mar, s ou com aiguns pertenceso effottos que an-
da restam; ludo junto ou dividido conforme convier
ao comprador; faz-se todo o negocio pelas circums- 1
ancias que a isto.obrig3oao vendedor,
Isscravos Fgidos.
derico da Costa Ros.
~ Fugiu, no da 26 de dezembro prximo pasu-
do, do engenho f.uararapes ura mulaUnho, de no-
mo Sergio, de cor bassa, baixo, ps apalhetados ,o
18 annos pouco mais ou menos; suppoe-se haver iu-
gido para Olinda, aondej foi urna vez preso : quera
o pegar leve ao dilo engenho, quesera recompen-
sado.
Livros em branco.
Vendem-se encllenles livros em branco, feitos
em llamburgo por proco commodo : na praca da
Independencia, livrana, ns. 6 e 8.
Obaraleiro est
queimando !
O antigo barateiro est vendendo a troco de pouco
dirhciro, na sua nova loja de miudezas t na ra do
Collegio, n 9, papel de peso ingiez, do primeira sor-
te a cinco patacas e moia a resma, e meia dita a
880 rs.; ricos pentos do tartaruga para segurar ca-
bello a 2000 rs.; travessas de tartaruga a 960 rs. o
par; chapeos de cambraiaenfeilados, para meninas,
a 2000 rs. cada um ; lequesde seda enfeitados, a
2400 rs. cada um ; luvas de pellica para homem e
senhora, a 800 rs. o par ; ditas de seda, para meni-
nas a 200rs. o par; ditas de seda preta, compridas
c curtas, para senhora, alOOOrs.; ricos cachos de
flores para enfeites de chapeos ou cabello, a 320 rs.
Cada um; caixas e carteiras de agulhas de fundo
dourado sorlidas, a 280 rs.; riquissimas tesouras
finas, para costura c unhas; assim como outros
muilus miudezas por diminuto preco
CHOCOLATE DE SAO DE.
ATERRO-DA-BOA-VISTA, NA FABRICA DE LICORES,
DE FREDERICO CHAVES, n. 26.
ba sompre um grande sortlmento de chocolate de todas
as qualidados NSo se hz preciso diteras boas qiiali-
dades, por ser conhecido e por ser bem superior a
outros quaesquer que teem vindo e qu veein das ou
tras provincias do imperio como tambem da Europa ,
porque o mesmo fabricante nao se tem poupado a tra-
balhos para o obler superior a todos os que podem se
presentar. Os precos das qualidados sao : saudo ca-,
n.ll.t e baunilhaa 400 rs. ; o chocolate ferruginoso a
lyOO r. a libra. Este ultimo se eha agora mui co-
nhecido c em toda a Europa acha-se mui vangloria-
do, por suas virtudes tnicas; e por este motivo lorna-se
mui necessario nos palzes quemes, onde sompre se pa-;
dfoent as frousiilaesd* estomago, e nos quaes os tni-
cos se lornao Indlspensaveis. Na mesma fabrica ha li-
cores de toda as qualldadrs e do todos os procos com
ricas tarjas diiur idas, c por preco mal cominodo doj
6""" y i |ue em omra fabrica ; genebra ago'ardontedo reino,
milo de charutos, de boa qualidade, por. preco di-.adeanfe, dita He f/aoca, em caadas ou em garra-,
commodo : na ra da Praia n. 31, em casa de Fre- h, vqaBre branco e um .multo forte a 400 e ftOO
ENIGMAS
PITTORESCOS.
TRIBUTOTBIBUTOTRIBUTO
rnum
DECIFIACtO
Un temo coraeSo vale ihesouros.
vi nao
rs. a caada
espirito de vinho de 36 graos.
PERN.
NA TtP. DE M. f. DE PABIA. ***7
MUTILADO


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