Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09710


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Full Text
"
niio de 1847.
Sexla-feira 8
.. nURtt) uuWien-sc todos os iliai, que no
,ic liimrHa : o precia da asignatura lie de
1 ",' rs ,,oi quarlel. pop" ndiniiladt". O n
" ,(j atsijinnnles sil > inacrirffu A rai'o de
U"C,"nrl'''. ,"r' emtTpoH.flrr.nlc, a*
i'-c* P-'" nalade. c" T" n-' ,"r"n *" R-
"p; '...nro > por [nlia, eli>ein lepo
;^lf;|l0rcad.|^l.cc;o.
,,|1AS1;S DA LA NO MES F. JANEIRO.
fl. I "0I '' ,"'nul0, u,,le-
m" oiile 0. 4 ''Oras e m'nd Onde.
rMHOVi. ". V' l,or' '! m"-I,'r. PAfiTIDA DOS CORREIO?.
Coiimna e Paralivh, i'n segunil.s e sextas fen,s
rtia-tiraiide-dn-^orle quimas fe iajaomeio-da.
('abo, ScnnliMCn, Rin-Formnso, Po'tto-Celvo e
_ Itlaceid no l., a II e Ji de cada mez.
Caranlum e Pnnio, a 10 c 21.
Rua-Viita e Flores a M e 8.
Victoria, s quintas fenas.
Oliuda, todos'01 das.
PBEAUAv. I>E HO.li:.
Primeira, s 9 lioias t 18 minutos da manla.
Segunda, is 9 horas e 42 minutos da tarde.
de Janeiro.
Anuo XXIII.
N..
Ul.'.S D.\ SEMANA.
Segunda, S. lilii.
Terra. S. Remeto EsteMi .
Quarta. Os Sanios Hela tRos ( l'pi-
fiiiia do Senlior )
Quinta. S. Tlicodoro. Aud, do J.de orph.,
rio J. municipal da I.' vara.
Sexta. ^Paciente. Aud. do l.dociv.da I.*
t e do J. de paz do I. disi. de t.
Sablndo. Si. JuliSo, Celso, Epilect e Mar
ciouilla
Domingo. S. (onralo de Amarante.
CAMblOS NO DA DE rANRIBO.
Cambio sobre I.o.idr.- 7 di por l/ri.aGOd.
* n P-risliSil porfranco.
u L'.-boa 96 de iiremio.
lese, de lellradeloat!iin..s i '/, p.% '
Onro-O..ra lesp.nl.ol... ... i**""" a *6
Uoedaa da iM jtll.....*""" i'"
>, ,, .ie 6#ii> nov I|'nl) a 16*0.1
., de I 'O* ....
PraU PaUCuel.......
1'rsoi oolumnxres..
ii Pilos mexicanos...
Mil i di .
S8i>ii a
IJo" a
IfDSO a
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l71
OfoOri
J'IIIIII
jiooo
1,800
1*760
\ cries da comp. do llcberibr de SO 000 r.. ao par.
f&S

DIARIO DE PEKHJAMBUCO.
r,M.;m : ~r-~ -,.,.,, M.. aa^.^aaiwiiigt'HLL^iai"

PA*TE OFFICML
MINISTERIO DOS NEGOCIOS ESTRANGEIROS.
l'OnKESI'ONimNCIA HAVIDA ULTIM AMENTK ENTRE 0 G0-
yjjRVO IMPERIAL F. A LECACO ARGENTINA RISTA CRTK,
RELATIVA a' IMFRVKNCA ANGLO-FRANCEZA NO RIO-DA-
PRATA, E AISDA SOBRE 0 BECONHECWENTO D INDEPEN-
DENCIA DA REPUrLICA. DO PAmOAY.
[ConlinuafSo do n. 4.,
3.' secc.a n. 1T. --bio-de-jneio.-- ministerio nos *e-
G0C10S ESTBANCEIEO'S, EM 17 DE DHEMDRO DE 186.
O aliaixo assignado, do eoneeli.o de S. M. 0 Impe-
rador, ministro o secretario do estado dos negocios
eslrangeiros, recebeu a. nota que o Sr. D. Thomaz
Cuido, enviado extraordinario e ministro plenipo-
tenciario da Confederacjlo Arpn tina, lliedirigiu com
.i data de 18 de oulubro prximo passndo, em que
prolesta por orilcm expressa do seu governo por nio
ter o imperial olirado em commum com ndacon-
ledrracSo contra s planos da liga aiiglo-franecza na
hepublica do Uruguay.
Funda o Sr. Cuido o seu protesto em que, cum-
priudo ao goveruo impeiial, pelo art. 3." da conven-
c3o de 27 de agosto .le 1828, defender a independen-
cia e intcgi idade da llepublica do Uruguay, tem tcs-
tcmiinhailo impassivel a oceupacilo dos pontos prin-
eipaesdoseu territorio pelas forjas anglo-francezas,
scmempregarmeiosalguns para as l'azer retirar, c
proclamando plena consolla ncutralidade, nio obs-
tante a expressa disposiciio do citado ai I. 3.": reputa
o Sr. Guido inatlendivel a declaracao feita pelogo-
verno imperial de que aohrigaco derivada do dito
artigo s liga depois que fur feito o tratado definiti-
vo obrigacilo he absoluta c permanente, ainda quando
niio se ajuste o tratado definitivo. E dado que o go-
vernoda confedciaQo uo fuc.a como o imperial Ulo
subido apreco daquelle tratado, declara o Sr. (uido
que nilo cabe emsua intclligenciaocceitarcomo ver-
dado o erro deque esse tratado teria poupadocala-
midades ao Rin-da-Prata, nem be culpa ilo seu go-
veruo nflo estar elle concluido ; que, exiginilo sua
negociaeno o concurso de varias circumstancias, e
no tendo-se marcado un brazo Fatal para sua celo-
liracflo, devia, nilo so verificando a liypotbese, enlon-
der-w tcitamente prorogatlo pelos governos signa-
lariosda convenclto ; que, suppondo esta hegocia-
i;o soreg e tranquillidadc, mesmo relagoes ami-
gaveis dos dous estados, bavia o goveruo imperial
al o presente negado solucAo satisfactoria r, todas as
queslocs quea legaQflo argentina tem sustentado, das
quaes unas passaram ja ao dominio da opini.lo pu-
blica, o outias acabam de ser accumtiladas pelo en-
carregado de negocios imperial em Montevideo, ata-
cando ja o direito peifeito rom que o goveruo ar-
Srnlinodeclarou piratas os eslrangeiros lujgrssres
o Paran, e ja com|ilitando mui gravemenlo a ques-
tao de limites entre o Brasil e a Banda Oriental, c
consegriintemerite o equilibrio poltico dos lies es-
tados.
Julgfl o Sr. Cuido que no meio decontroversias tilo
desagradaveis nio podem ter decisto proficua mui-
los dos enleados objertos de que se lia de oceupar 0
tratado, e que por isso milito importa evitar sua ne-
.uooiacfio.
O Sr. Cuido esperara muilo desse tratado se o go-
\erno do Brasil procurasse aplanar o camlnbo para
elle, reitioveodo os acluaOs obstculos, e reservan-
do-o para teoipos tranquillos, e quando se realisas-
se estreita inle.Uigenciii das potencias signatarias 0
u completa paciiicaefifl da Repblica Oriental; mHS
pelo contrario o ve accumular inai embaracos e di-
vergir do goveruo argentino em pontos fuiulanien-
taes e connexos com a existencia poltica da Rep-
blica do Uruguay.
MEMORIAS DE UM MEDICO. (*)
pon aicraiire turnas.
PRIMEIRA PARTE.
CAPITULO XXXII
O VIOE.
Tremia todo o corpo vclha cotidessa ao encami-
nhar-se i ara casa de Maupeou.
Entretanto una reflexo llichavia orrorrido em
'aniinho, rapaz delranquilliza-la. Ilavia toda a nro-
babilhiadc que a hora avancada nfio permitlinii a
Maupeou recebe-la, celia se contentara de annunciar
o pnrteiro a sua prxima visita.
Com elTeilo nodiam ser sele horas da lardo, e pos-
to que anda lizesse dia, 0 coslumc de jantar as quil-
tro horas, j derramado pela nobreza, inlerronipia
<'m geral todos os negocios depois de jantar ato.ao
oniro dia.
Madama de Barn queardente desejava encontrar
u vice-cl.anceller consolou-se no entonto com a leta
'*} Vide Diario n.* 2.
Assim, reconhecenJo o governo da confedorac.io o
principio e direito sobe/ano dos Orientaes represen-
tado polo goveruo, cmaras o immensa maioria do
seu paiz, o imperial liega a csses mesmos poderes
sua nacionalidade earro legal, e vai acatar em Mon-
tevideo urna autoridade refractaria; divergencia os-
sencial que oppOc invencivel barreira ao ajuste do
tratado. Devendo ser esse tratado a consummaco e
complemento das basos postas originariamente, o
governo imperial viola urna das mais importantes, a
do referido artigo 3. como o prova este seu protesto
o a nota de 19 de abril do correntc anno Quando se
infringen) convencoes c trotados, deixam estes de
ter cubito, e o infractor a si propro seesbulha es-
pontneamente do direito de exigir o seu cumpri-
menlp ; e tendo abandonado o goveruo imperial a
Repblica-Oriental aos designios da liga europea, o
faltado conseguintemente a um dever emqueserc-
conheco constituido, em nota de 25 de marco do cor-
rentc anno (alias 26 de junho de 18*5', pelos arli-
gos 1." e 3.' da convenci, nao a pode invocar para
cohonestar sen piocedmento, e nem a Confcdora-
cjlo Argentina, antes que laesdilliculdadessejam re-
movidas com honra, prestar-se a reciprocidadeper-
feita desua benevidencia, sem que deixc dcsoHrer
mingua sua soberana e dignidade.
Mui expressamente repello o Sr. Cuido a paridad*
que o governo imperial enconlra na declaradlo dos
governos francez e inglez a respeito de seus intentos
sobre a llanda Oriental com a tjuo fez em 1838 a Con-
federaeo Argentina, deque, mvadndo oquelle es-
tado, respeitaria sua independencia, integrdade e
soberana. A rase de ditTcrenra fnz o Sr. Cuido con-
sistir em quea confederoco, invadndo o territorio
do Uruguay, fariauma guerra justa, pois tinha por
ohjeclo rcpellir os aggressres de seu territorio, c
reparar os males que elles Ihe havian feito ; c que
intervindo os governos inglez o francez na lutadas
tiuas margens do Prata, mo lnhain em seu apoio ra-
sao iienijuslica, pois que he sempre injusta a jntor-
vengaoque nilo lie estipulada em tratados anteriores.
OSr. Cuido como que poe em duvida a existencia
das declar.igoes dos dous governos, de que fez men-
cilo o imperial em sua nula do 1." de julho prximo
iiassado ; cuxrrga contradiccilo em suas notas de 17
donovembrode 1845, e 28 de fevoreiro desto anno,
kom a do 1." de julho, mostrando as primeiras des-
confianza das potencias interventoras, e confianza na
ultima Diz que era perfeito o direito do governo im-
perial para investigar o objecio da posicao assumida
pelos interventores no territorio vizinho, o que a-
bandonaudo esse direito, cpreferiodo antes manler
relacOrsdiplomatiras com um poder apocryphn, do
qucentender-scj com o representante da nacionali-
dade oriental, se tem recusado a executar a conven-
cao preliminar ; e conclueque, sendo esles os rae-
tos e as conviccOcs do governo da confederaran, que
uiio podem ser alteradas, nem por insinuacoes para
um tratado definitivo, nem pelo mesmo tratado, es-
t autorisado para declarar que o governo do Brasil
tom rallado ao artigo 3.a da convenci de 27 dea-
gosto do 1828, cujo cumprimento Ihe foi reclamado;
e protesta solemnemente por tal infracrilo paraos
efl'eilos que della possam resultar.
O abaixo assignado tendo levado ao ronhecnnenlo
de S M. Imperador a referida nota, recebeu ordem
para dar sobre o seu contexto a scguinto resposta :
Comecar o abaixo assignado por declarar ao Sr.
Guido que as rasOes dedo/idas cm a nota a que res-
iiondo. nao altcraram ojuizo quo o governoimJenal
tom fe Id da questflo em que se acham empenha. as
as repblicas do Rio-da-Prala c a intervcncaooiiglo-
franceza, nem conscquc.fteniente o resolvern! a a-
bandonar a marcha e poltica q**2S ZSSiJZ
argnicocs reiteradas na mesma nota teem sido por ve-
zes rebatidas e refutadas Ulo victoriosamente pelo
governo imperial, ouo sobejo fora rcfer.r-so a cor-
respondene a havlda sobre a materia en, queslflo.
Masa deferencia pelo governo argentino oa espran-
os de que urna reflexflo mais seria da parte desto Ihe
dar occasiao de rcronherer a verdadeira siluacHo
ilos paizes vizinhos, o determinan) a repisar os ar-
gumentos emquoassenta ajuslica do seu procodi-
mento para com as duas repblicas do Rio-da-Prata e
a interven^ao europea.
Juslica he reronhecer que as potencias signatarias
da convcncilo do 1828 linham previsto os males de
quesera victima, o infelizmente o tem sido a Re-
pblica Oriental, que ellas hindaram se Ihe.nSo
preslassem a necessaria eoa consolidada sua soberana, independoncia e ntegri-
dade; dalii o artigo 3." da convenci, polo qtial se
obrlgaram aderendera independencia o integrdade
do novo estado. Convencidos, porm, de que a pro-
Oiessa desta garanta aniquilara a existencia pol-
tica desto estado, se nao houvcssc um termo marca-
do para sua cffectiva prestadlo, e se nao fosso de-
terminada a inaueira pola qtlal seria reolisada, re-
servaram ellas para o tratado definitivo de paz o lem-
po e o modo pelo qual haviam decurnpi ir a sua pro-
messa.
I'.slasuccintaexposieao dos motivos justificativos
do artigo 3." evidencia a necessidade do tratado de-
finitivo de paz, para poder verilicar-se a garanta Re-
cordada do defender a independencia c integrdade
do Uruguay.
Se em qualquer lempo, e se por qualquer modo
podessem as duas potencias intervir na defesa da
independencia c integrdade do Uruguay, seraosla
nominal e Ilusoria, eemvcz de um estado sobera-
no, ter-se-hia levantado mais um protectorado. A
obrigacan, pois, de defender osla independencia so
so tornara efTecliva e real depois de concluido o tra-
tado definitivo de paz ; heesla urna condicao, e co-
mo lal o reconbece o Sr. Cuido na mesma nota a que
responde o abaixo assignado, nos palavras El Rra-
sil romo l Confederacin tienen derecho deen-
i vocar esa garanta sin neressdad de realisar ino-
I pin tunamente aquella condicin.
Se pois o tratado definitivo do paz he nina condi-
efio para se realsar o dever da defesa da indepen-
..oncia do Uruguay, lisio existe a obrigacilo de cum-
prir a promessa antes do tratado. Tal he o elTeilo das
eondicoes reconbecido em todas as legislagOes dos
povos cultos, tanto em suas relacocs interiorcscomo
extrriores.
Equivocou-se, pois, o governo argentino quando
ronsiderou infracto do mencionado artigo 3. a no-
mperal ao seu convite para n-
ula da Confederoslo Argentina
spondenc
do que nao o adiara? Era urna dessas froquentes
contradiocoes do espirito humano, que sompro s.
comprehenderan, mas nunca se explicarsio.
Amescntou-se portante a condensa, contando que
o porteiro a despedira. Para abrandar o cerbero e
raze-que Ihe nscrevesse o,io.no na lista das audi-
encias pedidas, havia ella preparado um escudo de
'lZr em frente dos pacos do vice-chanceller,
achou ella o porteiro conversando com um alcaide
que pareca Inr-H.e urna ordem. Discreta esperou,
.lelo recelo do que a sua presenca mcommodasse os
dous interlocutores mas ao avista-lana sua carrua-
Rcm doaliigiiel, oonicaldejnstica retirou-SO.
Chegou-se o porteiro carruagom, e perguntou
onomcdasolritanle. ... ,
Oh' en sei, disseclla, que nSotere provavel-
mente a honra de fallar a S. rxceltencia.
Nsio importa, minha senhora, Vcspondou o por-
teiro, faca-n'e sempre a honra de dlzer-mc como se
'^Condessa de Barn, respondeu ella.___
S. cxcellenciu est em casa, replicou o por-
te!'r.omo diz? perguntou madama de Barn no eu-
n,U' fgo^o^xcel.enria est em casa, repeta o
Pai em duvida, no recebo ntaguem.
_ tteceber o senhora condessa, disse o porteiro.
A condesa apeou.-so som saberse dorma ou vela-
va O porteiro puxon por um cordita que fez soar
ma s neta O alcaide apresentou-se no poial, o o
tot o alcaide.
gativa do governo
lervir na presente ._
com os dous governos da Inglaterra e Franca, i.eie-
bre-sc o tratado definitivo de paz, ajuste-se o lempo
o o modo pelo qual dovem o Brasil o a ConMeracffO
Argentina defender a ndepcndeiiria da Banda Ori-
ental, o nao roeeie o governo argentino que em qual-
oucr orrasiao possa exprobrar-so ao imperial o mais
leve csqu.H'inient" do dever cm que so ronstituiu, de
defender cssa independencia.
O governo imperial, reclamando a negociocHo do
tratado definitivo to paz, mo allende so aos seus
interesses, consulta e promove os das duas repbli-
cas do Rio-da-Prata. Se estivosso bom definida ama-
neira pela qual deva rcalisar-se a garanta de que se
trata lio provavel que a Confedenrcflo Argentina
nflo tivosse feito lanos sacrificios, nem continuaste
a Tazo-Ios nrsta lula deploravel, em que estflo obs-
tinadas duas nacrs quo alias leoin urna origcm com-
mum, a mesma religiflo, os mesmos costumes e in-
teresses. .
Se nesta oceurrencia existissoj o tratado defini-
tivo do paz, o Brasil poria meios oflieazes para ser
satsfeiluemjusticaa Coofederacilo Argentina, o urna
guerra sanguinolenta nfio tena ossolado os dous
estados, nem so teriam apresontado as aguas do
Rio-da-Prata as frcas inglzas o rraneczes para n-
Sim, senhor, desejava esse favor sem ousares-
pera-lo.
Qucira seguir-mc, senhora condessa.
Fallava-se tanto nial dcste magistrado! dizia
comsgo a condessa seguindo o alcaide; e todava
tem elle urna grande qualidade, a de ser acoessivel
a toda a hora. Um chanceller!...... he cousa extra-
ordinaria.
K assim andando, tremia a idea de adiar um ho-
mem, tanto mais ntralavel, tonto mais grosseiro,
quanto Ihe dova esso privilegio o assiduidade aos
seus deveres M. de Maupeou, esmagado por una in-
mensa cabelleira, ecom urna casaca de vellu'do pio-
lo, traballiava cm um gabinete a portas abertas
Uancou a condessa, aoanlrar, rpidos olhos em
derredor de si, mas viu com admirado que eslava
s o que nenhuma cara mais alm da sua e a do ma-
gro, amarcllo o alTanoso chanceller se refleclia nos
espeUios ',
(i alcaide annunciou a senhora condessa doBearn.
.Maupeou ergueu-se como uina peca inteirssa, o no
mesmo movimonto achou-so encostado cbamine.
Madama de Barn fez as tres mesuras de rigor.
Obrevecomprimento queseguiu as mesuras toi
um pouco acanhado. Nflo centava com a honra.......
nslo suppunbaqueura ministro l.lo oceupado livesse
o animo de roubar as suas horas de repouso.......
M de Maupeou replicou que o tempo dos subditos
deS. niagestiidej nslo era monos precioso do que O
dos seus ministros, o que ainda assim haviam dis-
tinecoesa fazer das pessoas que linham mais pressa,
e que posconseguinte elle dava sempre o inelhor do
tempo que Ihe sobrava aos que mereciam essa dis-
linccslo. ...
Novas mesuras do madama de Bearn, novo silencio
deembarac.o, porque ah devam cessar oscompri-
mentos.fl comecar as suppllcas.
torvir nos negorios das duas republiras, porque nao
rhegaria o caso de seren necessaras.
A idoia vantajosa quo faz o goveruo imperial do re-
sollado daquello tratado, o a obrgacao em que so
constiluiu do o celebrar, o lom feito constantemente
insistir em sua negoriacao, desde queforam trocadas
as ralilirarfles da conveneflo de 182S.
Nilo pode, pois, o governo imperial doixar de repel
lir a imputacfln quo Ihe faz o governo argentino
quando attrihue aos seus aggravos nao se ter con-
cluido esse tratado, porque nslo so recorda de se ha-
ver negado as mais claras o terminantes xplicacOes
de seus actos, e atea satisfaces, todas as vezes que
poderam ser interpotradoa desl'sn oruvelnientc ron-
leilerarao.
Com eflejto no pode o governo argentino estar
esqiu'rido que em nenhuma erisc eolio as potencias
contratantes o governo imperial tem constantemen-
te solicitado desde 1828 al 183(5, mas embado, a
nnmcac^lo do plenlpolonrarios argentinos para ce-
lebrar;" do li,iludo definitivo; o se em 183fi inter-
rompeu cssas instancias, as lem i ncessa Dienten lo
continuado desde 1838at o presente, e sempre com
o mesmo resultado.
Aguarden o governo imperial rom auxiedodeo
ministro que a esta corte veio em 1838, por so haver
anniiuiiado que era incumbido desta importanto
inissslo ; mas tal aun inicio nslo so verilicou, o o go-
verno imperial nBo lem recebido do argentino ou-
trasexplicar/es desto procodiinento que nslo sejain
ov rommofof da rtpubtiot, u a/fluencia dr negocios, as
enfermidades dochrfe do gorrrno, o ntaio de gutrra.
Com o intuito de acoderar a conclusa. do tratado
definitivo'prestou-se o governo imperial cm 1843 si
entrar em urna allianca que, inspirada por sonti-
mentos de pliilantbropia o pela civilisaqo, era de es-
merar que removesse o allegado obstculo da guerra,
e rosolvosse o governo argentino a concordar emfim
o definitivo. Ust passo de tilo da transcendencia
fui dado durante a molhnr intelligencia dos dous go-
vernos; o argentino o rejeitou, o nslo sera racil o
juslillcar-se pelas i -asos qne produ/iu. Entretanto
Sr. Guido se. alialanra a sseverar quo o gabinete bra-
sileiro em ttfl de decidir-te a remorer obitaculo ot aecu-
mula, nao concordando com a Hepublica Argentina tm
ponloi fundamental e cannexnt cum a exiilencia poltica
ila Hepublica do Uruguay
.Nslo desconhece o governo imperial que um tormo
fatal nao foi avsignado para a conclusslo do tratado,
mas IV.rcsi he confessar (fue n convencslo de 1828 quiz
que ello fosse celebrado iinniodialamentc, logo que
se Irocassem as raliicacoes dola artigo 17 E nem
outra podia sor a intonclo das altas partos contra-
Untes estipulando aquella garant*, podendoser ne-
cessaria soemquaoloa Repblica Oriental, por soa
novi'dnde, diminuta popularslo, identidade de inte-
resses e oulrasrasOos, prerisava de externo auxilio
para consolidar sua existencia poltica.
Todava o governo imperial nslo qualificou de pre-
textos cstududos para procrastinaro Iroladoo illu-
dr a conveneflo da 1828, os fados que a elle se teem
opposlo: bem que iiilillcada aquella ha mais do 18 an
nos, nem so quorse rcunram at ao presente os ple-
nipotenciarios dos dous governos para a sua cele-
bracao.
O governo imperial, pois, nao merecera a pecha
... leviano se aecusasse o da Conuidcracfio Argentina
por nslo ter acqniescida aos seus convites para a (lila
nngocacao, do haver qui'brantado o artigo 3." da
conveneflo, porque detengas infundadas no cumpri-
mento dos tratados sao na le publico equiparados m
sua transgressffo.
Sent o governo imperial que o argentino nutra
sentimentos menos favoravos para com o Brasil por
acontecimeiilos que no sou conceito o nslo olrondc-
ram, nem pndiam otrender, como tem sido porvcz.es
cornpi idamente explicado; nslo cabe porem duvidar
desta disposiciio, visto quo elle mesmo o assevera.
Maupeou esperava, afTagando a barba.
Quiz apresentar-me a V. excelloncia, disse a de-
mandista, para muilo humildemente expor-lhe um
negocio grave, do qual dependo toda a minha for-
tuna
Maupeou fez com a cabeca um ligero movimonto
que quera dizor
Falle.
Saber V. excellenca, proseguiu ella, que toda
a minha fortuna, ou, para melbor dizer, ademen
li 1 lio est intcrrssada em urna demanda que actual-
mente corro com a familia Slticos.
O vice-chanceller continuou a acariciar a barba.
Mas reconheco tanto a cquidadcdoV. excellen-
ca, quo, ainda saliendo o interesso, dire atamiza-
deque V. excellenca tem aparte minha adversaria,
nflo hesitei um s instante em vir supplicar a V. ex-
cellenca que me ouvisse.
Maupeou nao pode dexar desorrr, aoouvir lon-
var a sua cquidade que se pareca muito com as vir-
tudes apostlicas de Dubois, que cincuenta anuos
antes orain igualmente, elogiadas.
Senhora condessa, disse elle, V. excellencia tem
rasflo de dizer que sou amigo dos Saluces ; mas tam-
ben! a tem quando julga que, ao tomar sobro os hom-
bros este nobre cargo, puz do parto toda a amizade.
Responder-fhe-hci portante, despido de todo a affe-
efio particular, como conven ao cliefe soberano da
justica.
Oh! Exm. senhor, gr.ic.asIhesejumdadas! ex-
clamoii a velha condessa.
Examino pois a sua causa como simples juris-
consulto, continuou o chanceller.
E fico por isso muito obrigada a V. excellencia
que tslo hbil he nessas materias.
A sua demanda creio que vai brevemente ser
julgada.


Ha parte do governo imperial achara sempre a con-
edcradlo as mais amigaves disposces, e o mais
vivo e ardente desojo do as estrcitar.
Ainda suppondo inquestrouavcis os resentimento
do governo argentino contra o Brasil, ellos nflo po-
dan) empecer o tratado detinitivo. Se taes tratados
ex.g.sseni tranquillidade e retacos amigaves nas
potencias que os celebrara, raro seria o concluido,
Porque eslos so toen, lugar depois de lulas n.uitas ve-
^eseusanguentadas, depois d odios radicados por
m.lharcs do desgracas e calamidades, e lie nestas !le-
ploraveis ciroumstancias que as mais das Vczes os
povos cansados buscan, o soeego e a tranquillidade
po. meio dos tratados de paz, e nflo os tratados de
paz por meio do soeego o tranquillidade.
Se om materia llo clara fossem precisos exemplos,
bastara rerenrque o plenipotenciario francez oito
discutalem 1801 tranquillamente eni Londrescom o
plenipotenciario llawkesbury negocios de immensa
magnitude pira suas naces e para o mundo, ao mes-
mo tcnipo que as suas esquadras e excrcitos se bati-
am e deslruiam.
O governo imperial observa com estranbeza que o
aigentmo nHo considere a situaeflo presente apro-
pnadapara.em tratado dclntvo, se regular o lem-
po e o modo pelo qual ha de ser defendida a indepen-
dencia oriental ; e entretanto convide o governo
!.^Ttr", *cm*ssn balado obrar e,n comrnum
.ni a Conredcracflo Argentina contra a intervencfo
europea nos negocios do Itio-da-Prata Costa a con-
celler como os rescntimcnlos que o governo argen-
tino nutre contra o imperial obsten, a negociado
do tratado defin.t.vo o nenhum embaraco ponl.am
i queso |lgl,em os dous estados para contrariar e
oombater a inle-venc.no anglo-francoza !
A nao estar plenamente convencido o governo im-
!f.rJ ?-EUn" ">enC' "o argentino, acreditara
,T rlX rn"?1 desl -coherencia era nno convir
o tratado definitivo a ulteriores pretencr.es do i-
l.eolas'il3 a':il0SUl"'e0 Estd0 rienlal es-
pl..oril!}gOV<,rno im,Perial que os actos do en-
. anegado de negocios do Brasil en. Montevideo se-
jamolTeiisivosdo direilo da confederadlo nem do
trugauy, quando declararara piralaria a invasflo dos
ios arana e Iruguay, bem como dos relativos aos
imites entre o Brasil e a Banda Oriental. Pelo con-
mns,?:,m J1*"^?. ^slo funecionario imperial
n. 5. ".T0^ (llsPsltn> >o governo imperial
Snpr. n '\l,enubl"'a o Uruguay. Habilitando o
general Oribe vanos porto seceos do Estado Orien-
tal sob o seu dominio para o couimercio com o Bra -
oL ^bnete imperial, apezar de instancias em
^.en^^(reC?n'eCeu a ""dado Ueste acto,
mas n.lo sobro todos os portos seceos comprendi-
dos no decreto do general Oribe, porque sobro al-
guns dellos lem o Brasil titulos mais valiosos do que
a cphemera oceunaefo pola frca desse general. Esta
declarado do governo imperial maniresta suas pu-
tados JSFh"" CJ dG manlCr paZ rom os *-'s"
inIL.S,rSlenCa l' RPneral 0ribc em cualificar pira-
Ir! ^Sl?ngCln?S,<|ue ""vegarem o lVurubv e ou-
ran?rd1' reP"b 'ra S0,,a Predio de Torcas e4-
lo< fl e,nf0l,lJ!1-se a Positiva e clara confissao
deste general de nflo ter o Brasil permitido que a
Ma bando, remulasse entre as que, protegidas ne-
a rnIr.io^n!H^nran1CeZaS' W?di"un "" rmsd.'SS.
Mof.ov tt Prnla ; ,Cfe a le8?1o brasilea em
das on,o?nJo gmVCXOr-b,t?n^e 0PPosta ao* Jireitos
Se" .?*" ela*\'''cacflodc piratas dada aos esl.an-
- J perlence ao governo imperia
A !t-?.1a.tural co ,,el" da humani.lade se rcunem
mar, a f. cilida. ede commelter taesrouboseviolon-
en por "'"""" '-,,deSCOhlr S tlc!in,iucntes,
dado.
conseguinle a quasi certeza da impuni-
Declarando o general Oribe, como fizera o governo
argentino para seus ros, piratas aosestrangciros en-
comiados nos da lle|iul)lica Oriental, o sendo um
desleso Uruguay, cuja margein esquerda perlence
em nflo pequea extensivo ao Brasil, e he navegado
por Brasileos, forca era protestar contra urna me-
dida concebida em termos geraes, que nflo exceptua-
va non. aos subditos imponaos, pois commosles o
liengo de seren punidos como piratas, quando, na-
vegando ras agoas do imperio, fossem dellas arroja-
dos por frca maior, e apprchendidos pelas frcas
mando do referido general. Nflo proce.leu o governo
imperial semejantemente a respeilo do mencionado
decreto argentino; pois, dado que difficil seja con-
cilia-lo com o direito comrnum, todava, referindo-
se a estrangeiros queentrassem no Paran, limilou-
Foi avocada a semana passada, ExnT. senhor ~
Agora, que desoja a senhora condessa?
Que \. exeellencia examine os documentos
Isso esta feto.
,.T venta,! Per6untou tremendo a condessa, que
JulgaV.excellencia? '
Da suademanda?
Sim, senbor.
Digo que nenhuma duvida pode haver.
Como! sobre a victoria '
Mflo, sobre a perda.
V. excelleacia enlflo diz que hei de perder a mi-
nba causa ?
Indubilavelmenle ; e por isso dar-llie-hei um
contelho.
-- Qual he? perguntou a condessa cora um vis-
lumbre de caperanca.
He que, se dada a sentenca, lem de fazer aleum
pagamento.......
Que devo fazer ?
Toohaodiuheiro promplo.
Mas ento, Exm. senhor, nos estamos arrui-
nados ?
A senhora condessa bem v que a justca niio
pode entrar nessas consideraefles.
Todayia, senhor, apar da justiya anda a com-
paixao.
HejusUmenle por.sa rasSo, senhora condes-
Ka, que se pinta a juslca coga.
No eintanto, V. excellencia nao me ha de recu-
sar um conselbo
Eusei! diga. Dequegenro oquer a senhora
condessa ?
IVSo ha meio algum de entrar em convencSo,
de obter urna sentenca menos dura i'
V. exceflenca nSp ronhece nenhum dosse
julzes? perguntou o chaDceller.
sea prohibir que barcos brasileiros navegassem os
nos argentinos.
i\flo deve |iassarsom reparo que o Sr. Cuido enUm-
fla produzr direito perfeitoda Confederacflo Argen-
tina um decreto publicado om nomedo general Ori-
be como suprema autoridade da Repblica do Uru-
guay, e para ser observado no territorio della. Nem
o hr Guido ( a nflo considerar Oribe como general
rgentino est habilitado para reclamar nesta cor-
le, em seu nome, som competente autorisacao na
imnia do cstylo, quando Ihe rosseadmltida.
Ilonicia o governo argentino nestas obtervaces,
conn-onte as notas do governo imperial o de seus a-
gentes, e nflo negara a modcracSo deates, e o arden-
eosejoqueoanimadeestrciUrcada vez mais os
lacos do amizade entre ambos os estados.
Igualmente ignora o governo imperial qual soja
esse governo legitimo que tenha o Brasil recusado
reennheccr. Se o Sr. Cuido se refere srelacftes di-
plomticas do governo imperial com o de Montevi-
deo, eondomna nflo ter elle reconheeido ao general
Oribe como presidente do EsUdo Oriental, este pro-
cedimento so pode ser lido por hostil quando um no-
vo direito das gentes substituir o actual. Sem duvi-
da que, sendo o reconheciment de um governo ma-
teria de Tacto, cuja aprecacflo he da exclusiva com-
petencia do que o pratica, e sendo igualmente certo
que, se reclamacoes podem ter lugar, sdevem par-
tir do estado cujo recoiiheeimcnto he recusado, nflo
ne concebvcl como o governo argentino se conside-
re injuriado polo imperial, por suas relaces diplo-
mticas com o governo de Montevideo; e por nflo re-
conhecer a Orbo como presidente da Repblica Ori-
ental, quando s este poderia reclamar tal reconheci-
mento. He bastante que o abaixoassignado invoque,
para justificar o governo imperial, o incontesUvel
laclo de continuare.m boje suas relaces diplomticas
com o governo de Montevideo todas as potencias que
all tinham representantes antes dos ltimos revezes
das frcas orientaos : a Eranca, a Inglaterra, llespa-
nba, Estados-Unidos ainda teem agentes polticos a-
creditados junto do governo de Montevideo. Se o go-
verno imperial commelteu a infraccio do direito das
genles, de que o acensa o argentino, resta-Jhe a con-
solacflode ter por companheiros em sua falta e de-
licio govornos esclarecidos da Europa e da America.
Alienta a boa fe espirito de justica que animam
ao governo argentino, he de esperar que barreiras
como as referidas cahirflo com as negocaces dn tra-
tado delimliro de paz. Nelle podem ser consagradas
disposices relativas maneira e lempo em que ue-
vom inlervir as duas naces garantidoras, em cir-
cumslancias como as actuaes do Estado Oriental, bem
como o reconheci ment do seu governo quando a po-
pulacho estiver dividida em partidos, como presen-
temente succcdc.
0 governo imperial nflo pdedeixarde convir com
o argentino quo muilo inleressa, para a celebradlo
do tratado definitivo de paz, a nontual e exacta ob-
servancia do preliminar ; e se lisongeia de ter nesta
ta parle cumprido plenamente o seu dever. Adcsin-
lelligencia que se vem de suscitar entre os dous go-
vernos sobre o artigo 3." da conveneflo faz ainda mais
saliente a necessidade do traladodcfinitivo.e nflo Ihe
opnfle o mnimo embaraco ; elle aplanar estas dilh--
culdades, c previnir mutuas impufaces: pois.
assim como o gnverpo argentino qualifica de in-
rracQo o que o imperial repula genuina interpre-
tacflo do artigo 3", poder este tachar de violacflo do
tratado essa repugnancia que lem incessaotemente
mostrado o governo argentino om negociar definiti-
vamente a paz como se obrigou. Seus receios, essas
dilhculdades que allega,esses entes derasSo que ima-
gma,poderiam ser irazidos como artificios cstudados
para nflo se celebrar o tratado difinitivo de paz, e por
conseguinle como violceo da convenci.
Nflo pode o governo imperial admitlir em toda a
extensao dos termos o principio de quo as obriga-
ces entre os governos claudican, ou se suspenden.,
por qualqucr infracto da parto do um dclles. O go-
verno imperial reconhece que a infracto dos trata-
dos por um governo da ao outro o direito de decla-
rar sem efieito suas disposiefies, mas s nos casos em
que nflo be o infractor quem os declara sen. vigor, e
quando nflo ha contestaeflo sobre sua intelligencia,
comoaconlecc a respeitoda conveneflo de 1828 en-
tre o imperio do Brasil c a Conrederacflo Argenti-
na. Esta declarado importa a de que tica cessando
a ohngacflo em que se constituirn, a* partes con-
traanles, m. deque se recorre s armas para cons-
trangero infractor; nunca porm d direito a pro-
testos como o apresentado pelo Sr. Cuido, em nome
do seu governo.
'8*5 (o nflofm 25de mar^o deste anno\ citava os ar-
ligos f.e3. da conveneflo de 1828, nflo se conside-
rava obrigado por frga della a defender a indepen-
dencia da Repblica Oriental antes de concluido o
tratado definitivo de paz; seu intento foi e he o de
certificar aos governos eslrangeiros-que ello nao con-
sentir na menor offnsa independencia e integri-
dad do Estado Oriental, pois tanto n ten. a peito que
pelo dito artigo 3.' se obrigou a esta defesa, embora
seja ainda necessario fazer o tratado em quesillo.
Nflo raras vezes os mais precisos jurisconsultos o le-
gisladores consideran, ohrigacflo condicional como
j cxistenlc.ainda antes de verificada a condi<;flo,bem
queso a lenliam porexigivcl depois quo esta se rea-
lisa.
Se o governo imperial comparou as deelaraees da
Franca e da Inglaterra a respeilo do Estado Oriental
tegridadodo Uruguav. Eis os termos em que os e-
nunciou o Sr. l.impo de Abren ta citada nota de 18t5:
0 Sr. Cuido sabe perfectamente que taes ns-
IruccOes 'as do visconde de branles para urna al-
lianca; nflose deram ; que nenhuma inlellgencia
hM.vecom o governo do Brasil. O gOvcrno do 8ra-
sil poda pensar, e pensa com' cffeito mui diversa-
i mente quanto iniciativa dos meios que deviam
o emprogar-so para restabelecer a paz nas republi-
cas do Rio-da-Prata.Dahi rcsultou um faci tpu
a historia nflo poder, ele.
Nfloresultou, pois,das instrueces o factoda nter-
veneflo, nem a elle se refere a qunUficacflode mons-
truosa anomala, e sim ao modo de intervir; expres-
sa um resentimento, e n.lo urna desconfianca, e a-
quolle pode existir sem esta.
0 governo do Brasil nflo tem ohrigacflo de investi-
com as que fez em 1838 o governo argentino, culpa gar o objecto das hostilidades actuaos contra a Con-
de desle que, na sua nota de 19 de abril do corrente federacSo Argentina, pois nenhum tratado Ihe im-
anno, solicitou do governo imperial o expediente de
pedir explicaces aos interventores do Rio-da-Prata,
como entflo as pedir ao argentino. E se em 1838 te-
ve o governo imperial por sincera e verdadeira a de-
claracflo do argentino de que, mvadindo o Estado
Onontal, nflo attentaria jamis contra a sua indepen-
dencia, mas que procurava reparaeflo dos damnos
solTridos, fura digno de censura se nflo dsse crdi-
to aoque no mesmo sentido acabavam de assegurar
os governos interventores; e o governo imperial lem
a satisfaeflo de ver confirmada a asserc.no das poten-
cias interventoras nas bases ltimamente apresenta-
dos polo commissionado llood para a pacificaeflo do
Rio-da-Prata.
pfle este dever; alm de que, reconhece o ijireito de
intervir como fica expendido. Nflo pode, pois, o go-
verno argentino exigir do imperio sua cooperaeflo na
presenta luta, quaesquer quescjain os interesses que
della venham ao Brasil e as sympathias da America a
favor da causa da Repblica Argentina.
Resumido quanto fica dito, entonde o governo im-
perial quo, nflointervindo na presente lula do Rio-
da-Prata, por se nflo considerar obrigado pela con-
veneflo de 188, nflo offendeu o direito de governo
algum : apenas poderia ser notado de nflo exercex o
que Ihe compete en. rasflo de americano, vi/inho o
amigo. O nflo exercicio deste direito s pode sera-
preciado pelo mesmo governo do Brasil, e nflo pelo
noseu conceito, o reclama a justica, o bem da hu-
manidade e as rasos de estada.
Espera,portanto,o governo imperial que,pesando o
argentino as ponderaces expendidas nesta nota e
nas antecedentes, relativas ao mesmo asstimpto, se
convencer de que o nflo investigar o Brasil a posi-
eflo que oceupam os interventores no territorio ori-
ental conservando-se neutral, e preferir manter re-
laces diplomticas com um podVr que o Sr. Cuido
chama apocrypho, nflo justifica osen protesto por
infraceflo do artigo 3." da convenci de 27 de agosto
de 1828, nem dellc pode resultar cffeito algn para
Brasil.
Oabaixoassignado, deixando assim respondido o
protesto doSr. D. Thomaz Cuido, enviado extraordi-
nario e ministro plenipotenciario da Confederado
Argentina, tem a honra de rciterar-lhe as expressas
da sua perfeita estima e distincta consideradlo,
Bha de Cayro*.
Rccresce o equivoco dealfirmaro governo argenti-
no que o Brasd permittiu a oceupaco de pontos im-
portantes do Estado do Uruguay s Torcas eslraneei-
ras .los inlervenlores, quando tal permissflo nflo
existiu. nem o governo argentino pode produzr em
apoio de sua assereflo, nem sequr conjecturas He
pois, gratuita o infundada a accusago que o governo
argentino Taz de haver o Brasil faltado a obricaces
naturaes e s convencionadas. ,
Quando o governo imperial, em 26 de junhode
Nenhum, Exm. senhor.
He maol OsSaluces estilo ligados com os tres
quartosdo parlamento!
A condessa estremeceu.
Note bem a senhora, conlinuou o velho chan-
ce llcr, que isto nada ii.fiue no essencial da questflo
porque um juiz nflo sedeixa arrastrar porinnuen-
cias particulares.
Islo era tflo verdadeiro come a equidado do chan-
ce llere as ramosas virtudes apostlicas de Dubois
A condessa quasi quedesmaia.
Masenifin, conlinuou ochanceller, pondo de
partea inlegndade, ujuiz pensa mais noseu amigo
do que no indierenlc; isto he mais que justo quan-
do se Taz justica, e como baver justica em perder a
senhora a sua demanda, poder muito bem acontecer
Scalguma differenQa existe enlre urna contra de-1 argentino, nem por qualquer outro; perlence acias-
claradlo, consiste ella em quo as potencias nter- se dos di re i tos que as naces fazem valer quahlo,
ventoras, pelo orgam de seus ministros no Ro-da- ~
Prata, declararam ao mundo civilisado em um docu-
mento categrico, datado de 18 de setembro de 184
que passavam a tomar medidas enrgicas para obri-
gar o governo argentino a retirar seu exercilodo
territorio da Repblica Oriental, o que o governo ar-
gentino nflo se oceupou de dcclarac/ies previas, man-
dou invadir aquello territorio, e a presen tou como
nico documento comprobatorio do suas iutences
a preseuca de seu exercito; e quando o governo im-
perial exigiu explicaces, sempre a sua exigencia foi
qualilicadade offens.va boa f do argentino. As
mensagens ediscusses parlamentares em Franca e
Inglaterra, e as asserces dos seus ministros valem
pelo menos tanto como as idnticas de oulro qual-
quer uaiz.
liado que seja fcil o abuso dos governos fortes,
intcrvindo nos negocios de out.-as naces, nflo pode
o governo imperial admitlir como principio incon-
cusso do direito das gentes o deque as intervences,
nflo estipuladas em tratados precedentes, sflo sem-
pre injustas. Justase injustas podem ser taes inter-
vences, como justas e injustas podem ser quaesquer
guerras oflensivas e dcTensivas: a historia contem-
pornea confirma essa asserc.flo.
Nemo Brasil quo desde 1815 accedeu aos principios
do direilo das gentes europeo, pode emquanto este
subsistir, renunciar ao que ltimamente tem sido
postown pralica na Europa culta com a approvacflo
da todas as naces.
Este era o sentimento, esta era a poltica do gabi-
nete argentino em 1838, como se le na sua nota do
13 de outubro daquelle anno dirigida legaeflo im-
perial em Buenos-Ayrcs. Nflo se contentou a citada
nota de expressaroluizodo governo da confedera-
cflo sobre o direito de intervir; corroborou-o com as
segundes palavras de lord Casllereagh em 19 de Ja-
neiro 1814: o Que nenhum governo estava maisdis-
posto quo o brilaunico a sustentar o direito que
tem qualqucr estado para intervir quando a sua
egundade immediata, ou ot seus inltrtsses cssen-
caos se acham seriamente compromettidosjpelos
aclos domsticos dos oulros oslados.
O governo imperial nflo pode dissimular a sorpreza
que Ihe causou a hesitaeflo do governo argentino em
acreditar na existencia das explicaces que o impe-
rial asseverou terem sido dadas pelos governos inter-
ventores. Deve comprazer-se, porcm, o governo im-
perial em nao sor olio quem d o exemplo do taes
desmentidos, nem do esty lo acre que as relaces ami-
gaveis entre os governos e a corlczia diplomtica
reprovam
Nflo he lgico inferir das notas de 17 do novembro
de .845 ao governo argentino, o de 28 de fevereiro
deste anno ao oriental, quo o governo imperial des-
confiasse dos interventores na lula do Rio-da-Prata,
e quo en. a nota do 1. de juuho lindo manifest con-
fianza nelles. O Sr. Cuido transcreveu algumas pa-
lavras dessas notas com omissflo de outras: o que
o induziu no erro, e o levou a pensar que o governo
imperial desconfiava dos interventores, e imputava a
intervcncflo as instrueces conferidas ao visconde de
branles.
I.idas, porm, as mencionadas olas com a devida
at tendi, se reconhecer que o Sr. Liu.po de Abreu
na nilestou nellas o resentimento que no gabinete
imperial devia produzr urna inlcrvencflo nas contes-
tarles doRio-da-Prata,sem audiencia do Brasil que
se tmlia obrigado a defender a indepondencio e in-
1
que
mu"
i se Ihe lornem as consequencias da sentenca
ilo mais desagradaveis.
O que V. excellencia me faz a honra de dizer he
horrivel.
Pormim, minha senhora, continuou Maup'eou,
oem v que me hei de abster; nflo tenho recommen-
dacnoafazeraosjuizes, e como nflo sou quem julgo,
posso fallar. 6 '
Ai! Exm. senhor, eu sempre desconfiei muito
de urna cousa.
O vicc-presidente cravou na demandista osolhi-
nltos pardos.
HcqueossenhoresSaluces, moradores de Pa-
rs, ligados com todos os meusjuizes, havam de ser
omnipotentes.
Primeramente porque teem o direfo
favor.
i ~ Quan, he doloroso ouvir essas palavras sahi-,
das da bocea deum homom infallivcl, como he V.
excellencia.
Com mando das armas.
QUARTEI-CENERAL NA CIDADE 1)0 RECIFE, 6 DF
JANEIRO DE 1847.
OaDEM DO PA k. 146.
D'ordem do Sr. general commandante das armas,
publica-so para conhecimento da guarnQflo o aviso
abaixo transcripto quo por copia Ihe ro remettido
em ollico da presidencia, de 29 de dezembro ulti-
mo.
COPIA.
PRIMKIRl SKCCt.
a Illm. e Exm. Sr. Sua Magestade o Imperador
manda declarara V. Exc, para seu governo.o afin.de
provenir abuso, que a faculdade pcrmitlida pelo ar-
tigo 2. do decreto n. 78, de 26 de junho do 1841, o
artigo 14 dasintrueces mandadas observar pelp de-
creto n. 263, do 10 de Janeiro de 18t3, para adiantar-
se ale tres mozes do sold aos ofliciaes do exercito
por occasiflo de marchas e embarques, dove enten-
der-so somonte para os casos em que os ditos ofli-
ciaes sah i rem de urna para outra provincia em dili-
genciado nervico militar, e.tunca por motivo de l-
cenca. Dos guarde V. Exc. Palacio do Rio-de-Ja-
neiro, em 25 de novemhro de 1846. Joo Paulo dos
Sanlot farrelo.Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco.Cumpra-se.--Palacio de Pcrnambuco,29
de dezembro de 1846.- I'inio ChicharroConforme.--
rancitcoXatiert Silva, ollicial-maior interino.
Jo> da Silva (-uimardu,
Ajudante d'ordens.
COMMERCIO.
Alandega.
RENDIMENTO DO DA 7. .
DRSCARRECAM IIOJE 8.
Barca ingleza Mary-Qwtn-of-Scot- Trro.
Bngue~/.o/wfarinha e bolachinha.
BarcaOapray-bacalho.
BarcaJVtwrr-farinha e bolachinha.
Polaca CatAari'numercadorias.
BrigucI.tdadem.
Barca portuguezaTejo dem.
8:715,561
a seu
cou com fingida bondade.M. de Maupesu, affirmo-lhe
que desojara ser-lhe til.
A condessa estremeceu; parccia-lhc ver oquequr
que fosse obscuro, senflo nas palavras, ao menos no
pensamento do vice-presidente; e que se essa obs-
curidade se dissipasse, descobriria ellaalguma cou-
sa lavoravel.
Alm deque, proseguiu Maupeou, o nome de
V. excellencia, que he um dos mais nobres de Fran-
ca, be para mim urna recommendacflo muito eflicaz.
Que me nflo valera para nflo perder a minha
causa, Exm. senhor.
Eu sei! por mim nada posso.
Oh! senhor, senhor, disse a condessa, balou-
Cando a cabeca, como vHo as cousas nesle mundo! I
Parece-me que V. excellencia quer dizer, re- condessa
pncou Maupeou sornndo, que nonosso bom lempo
velho iam ellas melhor.
Ai! senhor, sim, ao menos assim me parece,
e me record com delicia desse lempo em que V. ex-
cellencia simples advogado de el-rei no parlamento
pronunciara aquelles bellos discursos que eu, mo-
cnha entflo, ia applaudir com enlhusiasmo. Que fa-
go.' quecloquencia! quevirtude! Ah! sonbor chau-
ce'ler, naquolle tempo nflo havam intrigas nem
favores; naquelle tempo gndara eu a minha de-
manda.
Ainda assim lindamos madama do Phalarisque
procurava reinar, quando o regente fecha va osolhos,
frSourisque se introduzia por toda a parte, para'
levar rasca em alguma cousa.
Oh! Exm. senhor, madama de Phalaris era tflo
grande senhora, oaSouris tflo boa rapariga......
Que nada so I lie poda recusar.
Ou que nada sabiam recusar.
dista, tflo Tranco e natural pareca, nflo me obrigue
a fallar mal da minha administradlo por amor da mi-
nha mocdade.
Mas V. excellencia pode entretanto fazer que
eu nflo chore a minha fortuna perdida, a mjnda casa
para sempre arruinada.
Isso he nflo estar mais no seu tempo, senhora
condessa, sacrifique aos dolos do dia, sacrifique.
Ai! Exm. senhor, os dolos nfloattendem aon
que vfto adora-los com as mflos vasias.
Mas creio que a senhora ainda o nflo lento..?
Oh V. excellencia he tflo bom, que rae falla
como um amigo.
I Essa be boa J somos da mesma idade, senhora
Ah senhora condessa, disse o chanciller com
- Digo-lbe lodo ,sto, he verdade, e todaria, repli-Jum riso que cada vez mais adrairou a velhVdeman^
Que nflo tonda eu vinte anuos, Exm, senhor, o
nflo seja V. excellencia anda simples advogado!
O senhor advngaria a minha causa, e nflo baverian.
Saluces quellieresistssent.
Infelizmente, nflo temos mais vnteannos, se-
nhora condessa, disse o vice-chanccller com galan-
te suspiro; he preciso portento implorar aquellos
que os leem, pois que V. Exc. mesma confessa quo
lie a idade da influencia... Que! nflo conhece a se
nhora nmgueni da corte ?
Yelhosfidalgos retirados que so envergonha-
nam da sua antiga amizade, porque esta ficou pobre.
Ora.eu tenho, Exm. senhor,nimbas entradas em Vcr-
salhes, e apresentar-me-hia, se quizesse; mas para
3uc? Al. que se eu cnlrasse na posse dos moiis
senlos mil francos, me procuraran.. Faca esto
milagre, Exm. senhor.
O chanccller nflo deu mostras de ouvir esta ultima
pnrase.
Em seu lugar, disse elle, esqueceria os vclhos,
comoellesaesquecem, edirigir-me-hia ao* moco


Geral .
Provincial.
Consiliario.
RENDIMIENTO DO DA 7.
1:191,575
462,738
Diversas provincias....... 103,459
i :757,772
Movitueiito do lorlo.
Navios entrados no dia 7.
Tarahilia ; 12 horas, lancha hrasileira l'ureia-dt-
Maria, de 6 toneladas capillo Bornardino Jos
Bandeira, equipagcm5, carga toros de mangue;
an rapitfio. JL n
Xew-Yo'rk ; 34 dias, riguc dinamarquez Elisa, de
130 toneladas, capitSo H. Jorgensen, oquipagem 9
cm lastro ; a Itothe Bcdulack.
Londres e Falmouth 84 das, e do ultimo porto 62
briguo inglez .Sultana, de 169 toneladas, rapita
JohnDixon, cquipagerr. 8, carga canos de ferro e
fazendas; a Frederieo Rnhiliard.
Navio sahido no mamo da.
Itio-dc-Janeiro ; brigud brasileiro Echo, capillo Ma-
noel Luiz dos Santos, carga assucar e sola. Passa-
geiros, luiz Frandsco de Mallo Gevalcanli, Joa-
quim Tires Carnciro Monteiro, Antonio Jos Pinto
o ex-cscrivflo da armada Gamillo de Leus Duarl
Garneiro, FiHppc Joaquimdo Melo Pamplona, An-
tonio Flix da Costa, Antonio Botelho Pinto de
Mosquita Jnior, Manoc! Rodrigues Villares Jnior,
D. Candida Maria de Miranda e um sobrinho me-
nor, li. Thereza Paes de Miranda, e 32 escravos a
entregar.
vdTuaKrnJ,"Gran'lc",!0-Sulse8uoc,,m 'nuita b,e-
vidaJeo bngue nacional Competidor; pode receben
com Gomes & Irmflo, na ra de Apollo, armazem o 2
Deca rnces
I.cifao.
7lf? BRUGL"KI,E. querendo liquidar a suaca-
?t Lrlmcrc'n nestacidadc, far leil.1o.nodial!
do correte, de um esplendido sortimento de fa-
zeBUaschegad pelos dous uitimos navios irance-
rfw. T0.n,U'eA/'0i como bcm- casimiras fran-
cezas debom gosto.um grande sortimento de cl-
culos, chapeos de sol para homem, ditos para cane-
ca dito, c para meninos, merinos, setins lisos, meias
c uvas de seda, curtas-ecompridas, suspensorios,
seiiins.periumarias superiores e outras militas lazen-
das de bom gosto.
Avisos diversos.
LOTEKIA
ABEMATACAOQUF. PBRtNTa THESOURAMA BAS KENDAS
PROVIICIARSIB II US EFrEITUAR NO DA 15 DO CJRREd-
l' PP-I.AS 12 HORAS BA MA1IIAA.
Qempedramento de 270 bracas da primeira parte
do oitavo hinco la estrada do l'o-do-Alho, feito se-
guudoosystema de Mac-Adam, dentro do prazo de
4 mezes contdos da data da arrematado, e pela
quantia de 2:160,000 rs., pagos em quntro presta-
riles, pela maneira prescrinta em o artigo 15 do re-
gulamentodo 11 dejulho de 1846.
CORREIO. *
Garla segura existente no correio geral para llen-
rique Tiberio Lobo Gapistrano.
O vapor Guapiass recebe as malas
para os porlos do Sul hoje (8; as 4 horas
da larde.
0 esrrivilo e administrador da mesa de rendas
internas provinciaes desta cidade previno a quem
poss.i interessarquenodia 14 do corrento mez se
ultima o prazo que a lei tem designado para o pa-
gamento, a bocea do cofre, da decima dos predios
urbanos dos 3 bairros desta cidade e da povoacflo dos
Afogados,do primeiro semestre do andante anno
linanceiro de 1846 a 1827 ; e que no dia 15 se teem
de cobrar de todas as pessoasque nflo liverem satis-
feito osseus dbitos, nr.illa de 3 porcento sob o va-
iordos mesmos dbitos. Recife, 7 do Janeiro de
1847. Clorindo Ferreira Cato, escnvlio e adminis-
trador. .
A commissilo da adminiatraclo do tbealro p-
nico convida aos Srs. accionistas para so reunirem
cm assombla geral, sabbado, 9 do corrente, pelas
II horas da mauhfla.
BRILHATKlpaKSKl'K)
N O
Thetro publico.
Novo drama A entrada dos Reis Magos em Jeru-
Milm.Rsle acto ser desempenhado com toda a
pompa o brilbanlisino, apparecendo o prestito dos
tres reis, vistosamente ornados a moda do Oriente,
montados totlos a cavallo, e seguidos cada um do
seu estado de cavallaria. O debate de llerodes com
o tres reis do Oriente sera o maisadequado aos prin-
cipios da illustracjlo do presente secuto, sem com-
Indo faltar n poca a que se refere esta importante
scena. Alrm das novas cantorias, seaddicionar o
irilliantc acto das pastoras na adoraeflo dos reis.
Principiar as 9 horas em ponto.
DA MATRIZ
)A CIDADE DA V1..TORIA.
6:000,^000 de rs.
As rodas desta lotera teem o seu impreterivcl an-
damento no dia 29 do corrente mez, no consistorio
da igreja da ConceicAo do militares, anda que al-
guna poucos bllietes fiquem por vender. O resto
destes deve ser procurado no bairro do Recife
as tojas de cambio dos Srs. Manuel Gomes e Vieira;
no de Santo-Antonio, naloja do thesoureiro Anto-
nio da Silva Gusmflo, e na botica do Sr. Moroira
Marques, na ra do Cabug.
Domingo, 10 do corrente, se achanto na ra lar-
ga do Rozario, n. 26, primeiro andar, sorvetes de va-
rias qualidades, ludo a vontado dos freguezes, e tam-
ben) achanto gela de mio de vitela, de cliampanhe,
lamanje, reme do baunilha, ludo feito com o maior
asseio possivel: advertindo que os sorvetes estarflo
promptos das 6 horas da tardo em vante, e o mais do
meio dia em diante.
Francisco Simoes da Silva niudoii a sua residen-
cia da Soledade para a ra larga do Rozario, n. 26,
primeiro e terceiro andares.
o morador da casa n. 16 da ra da Florentina,
respondendo ao-Sr. perguntador do Diario de Fer-
nambuco de terca-feira 5 do corrente declara que o
n. da casa entre as duas ponles da Magdalena, o se-
nhoriodosolo, eo titulo pelo qual o liouve, eslo
provados nos autos que farlo tituloao comprador; e
que em quanto aos foros, no caso da venda, o com-
prador ficar obrigado n pagar conforme o papel de
aforamento, nada tendo por tanto com aquelle furo
que porvenlura esleja cm atraso.
Jos Valentim da Silva abroa sua aula de latim
a 18 do presente Janeiro, na ra da Alegra n. 40, e
recebe alumnos. Oannunciaute ha 11 annos que en-
silla, e conta urna felicidade, quo he que scus alum-
nos teem sempre sabido plenamente approvados na
academia de Olinda, anda mesmo nos exames de
novembro do anno passado que foram rigorosos, em
quehouveram reprovaces.Os alumnos qneoannun-
ciantedeu por promptos em outubro, e foram em no-
vembro approvados plenamente na academia, silo :
Maxmiano Francisco Duarte Jnior, Thoina/. Jos
do Sena Jnior.
orado da ra cstreita do Rozario, n 6.
Aluga-sc urna casa assobradada, com varanda
oc rerro no sotam, c com commodos para daas fami-
ias, sita na ra da Alegra n. 34 : a tratar nos Coc-
ino n. 15, com Marcellino Jos Lopes.
Quem precisar de urna ama de casa prcta,
muiloboaroznheira, cque lava, engomr eda
jiador a sua conducta, dirija-se ao talho uu Joao
IHihois, aopedosquarteis, que dir'quem he.
--- Todas as pessoas que tiverem penhores na ven-
aa atrs da matriz de S.-Antonio bajan do os li-
rar no prazo de 15 das, contados da dala deste :
do contrario scrlo vendidos para pagamento o juros.
Jos Soares de Azevedo, lente de
lingoa Iranceza no lyccu, tem aberto em
sua casa,'ra do Rangel,n. %, segundo
andar, um curso de phii.osophia e ouho
de mngoa franceza. As pessoas quede-
sejarem eslndar urna ou otitra destas dis-
ciplinas, podem dirigir-se indicada resi-
dencia a qualquer hora, excepto em das
santos ou feriados.
Francisco Goncalves bastos faz scente quo, por
baveroutro de igual nome, se assignar d'hoie em
diantc Francisco Goncalves Bastos cSa.
LIMA,
Hl'A NOVA, >. 2, PRIMEIBO ANDAR,
acaba de receber, pelo vapor S.-
SebnsttO) cliapos armados, dra-
gonas, bandas e fiadores, para of-
liciaes superiores e subalternos;
galftes deonroe prati, finos, lar-
gos o estreitos ; pennachos e cha-
pamelos, os mais modernos, para
barretinas ; espadas de copos dou-
rados ; ditas prateadas, sem roca;
pastas, talins, cananas e escamas ;
canotilho, de ouro fino, para bor-
dar ; mantas com galao ; luvas de
camurc, brancas e prclas ; botoes
para sobrecasacas militares ; ar-
reios para cavallo de oflicial de
legiao; e globos e estrellas para
golla e abas de fardj : tambem
aprompta bonetes de panno, com
galo.
Avisos mu Hunos.
Para o Ro-de-Janeiro segu vlagem, imprete-
rivelmente no dia 15 do corrente, o patacho louren-
(o capillo Jos Maria da Graca ; recebe nicamen-
te carga m inda e escravos a fele: os prelendentes
dirijam-sea Francisco Goncalves da Gunha na ra
do Vigario.
que procuram recrutar partidistas. Tem algumas re-
lacrtes coni as princezas ?
Nilo se lembram mai de mim.
Edemais, ellas nada podem. IJ com o delpliim
No.
Alm de que, conlinuou Maupcou, elle est to
oceupadocom a sua arcliiduqueza que e.:t a chegar,
que nilo Densa cm outra cousa. Procuremos entre
ns favoritos.
Eu nem se i mais como se ellos chamam.
M. d'Aguillon ?
- l'm bonifrale de quem se contam cousas in-
dignas; que se escoudeu em um moiuho, emquanto
'^uniros se Dalia ni... nilo fallemos nisso I
Do dito ao feito vai grande geilo, alalhou o
chanceller. Procuremos ainda.
Sorvetes no Aterro-
Na casa do sorvetes do Aterro-da-lloa-Vista,
por bai'xo do sobrado onde mora o Sr. Dr. Na-
buco, conlina-se a preparar sorvetes todos
'=Mos dias, as 5 horas da tarde: estarHo promptos
com todo o asseio, e das melhorcs fructas: a casa
tem urna grande sala mobiliada, e muito fresca por
ficar defronte do becco. Ilaverao todos os dias duas
qualidades de sorvetes.
Joaquim Ribeiro Ponles compra piala, patacoes
brasleiros ccolumnaresulcdousmil equarenta ris:
os prelendentes dirijam-se a sua toja na ra da Ga-
dea do Recife, n. 54.
A mesa regedora da irmandadede N. S. do Ro-
zarlo do bairro de S.-Antonio do Recife faz scen-
te aorespeitavel publico que todos os bens perlcn-
cenlesa Ghrispim Marques .Nogueira se acham em-
bargados pelo juizo do civel da segunda vara, para]
indemnisacSo do ron lio feito a mesma irmandade.
= *rthmetiea e algebra de Lacrois, para uso do
lyceu e do collegio das artes. Vcndem-se na ra da
Cadeia do Recife, loja de lvros da Viuva Cardozo
A yres.
O abaixo assignado faz publico, principalmente
aos pas de seus alumnos, quo de segunda-feira, 11
do corrente, em (liante, eslarflo abortas as suas au-
las para meninos c meninas, na casa de sua resi-
dencia no bairro da Boa-Vista, travessa do Veras, n.
13, ende tambem contina a receber como al aqui
meninos pensionistas e meio-pensioniktas, para o
que a casa oflerece bons commodos: sobre o trala-
mento, boa educacfto e adiautamento
tem prestado a seus alumnos durante
que labora ueste exercicio, o faz crer que
vel publico est satisfeito pola preferencia e esecilla
que I be lem merecido.
Poli/carpo Xunei Correia
IYecisa-se alugar urna amn delei-
te : no A trrro da Boa Vista, n. 36.
I). W. Ilaynon, cirurgiilo dentista, cliegado no
ultimo navio dos Gstados-linidos, offerece osseus
servicos aos residentes desta pi ara aesla sua profis-
De hoje em diante ns c horas da tarde, ha sor-
vetes na ra do Rozario, n 2, defronte da igreja.
Precisa-sede um molequecozinheiro,ou mes-
mo pretoj deidade i uo pateo da S -Gruz, n. 6.
Aluga-se urna casa terrea com sotam corrido,
muito fresco, por ter 3 janellas envidracadas, com
cacimba meiera, coznha independen lo, sita no ber-
ro do Scrigado : atralarna ra da Gadeia, n. 85.
Preeisa-sealugar duas ou 3 pretas para vende-
rem a/cite de carrapalo todas as ardes, pagando-se
por caada 320 rs., e se dar a ranada rom tavagem
sufllciente para que nao baja quebra: quem tiver, an-
nuncie.
Desappareceu do sitio de (icorge Kenworthy, em
S.-Jose-do-.Manguinlio, um casal de cachorros ingle-
zes, da raga galga, ambos pretos, rabos compridos,
focinho tinoe compridn, pernas compridas eestflo
alguma cousa magros : qucmdellessouber dirija-se
ao mesmo sitio, que sera generosamente recom-
pensado.
Precisa-so de 500,000 a 00,000 rs. por tres me-
zes, dando-se urna casa de hypolheea : quem quzei
darannuncie.
Precsa-so de um rapaz rara caixeiro de urna
venda : na ra Imperial, n 145.
I'ma miilher prcta, de *5 annos, muilo activa
fiel, que d fiador a sua conducta, sabe com
perfeicio engommar, coser, cozinhar lavar roupa
de sabio e varrclla e outras muitas cousas do ser-
vico interno de urna casa ,e tambem trata do me-
ninos, se propflo a servir de ama de casa de homem
solteiro viuvo ou casado rom pouca familia, pre-
ferindo casa estrnngcra, pela mdica quanta de
oito mil reis mensaes e sustento : quem a preten-
der dirija-se ra Nova loja n. 58, ou annuncie.
Precisn-se de 1 a 3 contos do ris a juros a 1
porcenloaomez hypothecando-se para seguranca
casas de maior valor c pagando-se os juros mcns.il
menle : quem quizer dar dirija-se ra Nova, loja
n. 58, que se dir quem precisa.
Osabaixo assignadosfazem publico que dissol
veram, no dia primeiro do corrente, a sociedade que
tinham soba firma de Joaquim Forreira Ramos & Ir-
mflo, e que desla data em diante tica perlcncendo ao
primeiro abaixo assignado a loja da ra da Gadeia, e
ao segundo a do Aterro-da-lloa-Vista. Recife, 4
de Janeiro de 1847. Joaquim Ferreira Ramos. -Jado
Ferreira llamos.
O abaio assignado faz sciente ao rcspcitavel
publico que pela barca americana Isnac-t'ranklin ,
viuda de Bostn, entrada ueste porto em 22 do pr-
ximo passado receben um novo proviniento de pi-
I o las vegetaes do doulor Itrandrcth. Kstas pilulas
cujn autor basta para garantir sua cxcellencia tor-
nam-se muito recommendaveis, por ser um medica-
mento inteiramentc inolTeusivo, podendo applicar-
seatas enancas recem-nascidas ltimamente se
leem applirado a urna infundado de molestias jul-
gadas inciiraveis de cuja applicaQfto se teem tirado
tilo felizes resultados que parece cada vez. mais re-
solvido o problema de um remedio universal. Ao
annunciante cabe a gloria de asseverar ao publico
que as ditas pilulas silo as nicas verdadeiras que
existem nesta praca, asquaes se venden) em sua
botica na ra da Gadeia-Velba, n. 36.
Vicente Jos de Unto.
Os abaixo assignados declaram que tem,desde o
dia 31 de dezombro de 18*0, dissolvido amigavel-
meule a sociedade que nliaui na loja de miudezas
da ra da Gadeia-Velba, n 5, e que gyrava dcbaixo
da firma de Yaz & Borges: licando d'ora em diante a
firma do Antonio Bernardo Yaz de Garvalho que he
o responsavel pelo activo o passivo da referida loja.
Antunio Bernardo Va: de Carralho.Francisco Ma-
nuel forges.
Manuel Pacheco da Fonsoca e Jos Gaetano, Por-
luguczes, reliram-se para a Babia.
Ao morador da casa n. t6 da ra da florentina
Procure, Kxm. senhor, procure.
-- Mas.., porque nflo ? Sim... nao...
com efl'ei-
Diga, Exm. senhor, diga !
Porque se iiiio ha de dirigir condessa em
rossoa?
A madama Dubarry ? dissea condessa, a brindo
nleque,
Sim, ella lem boa alma.
Deveras!
~~ K lie sobretudo servicat.
Nao lheposso agradar, porque soudocasamui-
lo velha, Exm. senhor.
E eu creio que se engaa, senhora condessa,
("a procura*(iiar-se com as boas familias.
~- V. excellencia suppoosso? disse a velha con-
llpssa, j vacillante na sua posiqflo.
A senhora conhocc-ai'
Nflo, meu Dos!
Ah eis-alii o mal! -- Ora, supponho que essa
"'nyalimento.
Ah! sim, valimenlo tem ella! maseununcaa vi.
Nem a irmia Ghon ?
Tilo pouco.
.Nem a irmila lliscbi ?
Nema irmia Biscbi.
Nem o irmflo Joflo?
Nem o irmflo Joilo.
Nem onegrinho Zamora i'
Oque? o negrinho ?!
Sim, minha senhora. O negrinho de madama
Dubarry he urna potencia.
Esse diabinbo muito feio, cujos retratos se ven-
dem na Pontc-.Nova, e que parece um doguezinbo
vestido.'
Esse mesmo.
Eu, conhecer esse negro, Exm. senhor I excla-
mou a condessa offendida em sua dignidade, e como
quer V. excellencia que eu o tenha couhecido ?
Vamos, j vejo que a senhora condessa nflo
quer Picar com as suas Ierras.
Porquo?
Porque despreza Zamora.
Mas que pode Zamora fazer em tudoisto?
Pode fazc-la ganhar a sua causa, essa baga-
tella.
Elle, esse mocambique, fazer-me ganhar a mi-
nha demanda E como assim? faz favor de me ex-
plicar? .,
Dizendo sua senhora quelhe da prazer que
V. excellencia a ganhe. A senhora condessa sabe o
que so influencias. Ello faz quanto quer da senhora,
e a senhora faz o que quer d'el-rei.
Mas entilo Zamora he quem governa 1 ranea i'
Eu soi! disse Maupcou meneando a canece, Za-
mora be bem influente, e eu antes quizera estar mal
com......com a detphina, por exempto, do que com
elle.
que annunciou por esta folha a venda de urna casa
terrea entre as duas ponles da Magdalena, compre
nflo omitlircm seu annuucio : 1.", o n. da casa : 2.%
que sempre 10 onic do senhorio directo do solo em que se acha
n r.i'.'i'iT e,la |,lanlada : 3-"> litul l'c, "t""1 n bouveao seu
..'i.7~ dominio c posso : 4.", se ella esta desembaracada e
livre do pagamento do fdro: afim de que nflo se ve-
ja em cmharacos qualquer que seja o comprador
que a pretenda.
Aluga-se um pequeo sitio, com cafa
de vivencia, na estrada do Fombal, na es-
quina da entrada para o.sitio do Sr. coro-
nel Joaquim Bernardo de Figueiredo :
silo. Tendo muitos annos de experiencia e urlica cm I f|i_ ..i Innn.il.v, l ,.. t ___:,i.
osEslados-lnidoseGuba, ello seacha persuadidode a fa,,ar con) Joaquim Lopes de Almeidd,
dar toda a satisfaeflo as pessous que o queiram fa- caixeiro do Sr. Joao Malbetis.
s o c i r. o i o e
IIARMOMCO-TIIEATRAL.
A commissilo administrativa convida aos Srs. so-
cios para se reunirem em asscmbla geral, na forma
do artigo II dos novos estatutos, boje, 8 docor-
renle pelas 4 horas da tarde afim de se proceder
elcicflo do concedi deliberativo e dircccSo, adia-
da da sessflo de II de outubro prximo passado.
vorecer com a sua proteceflo. Quem se quizer utili-
zar do seu prestimo dirija-se a ra da Gruz, n. 7, no
primeiro andar por cima do annazem de Davis& G.
Precisa-sc fallar aoSr. Joflo Luiz llibeiro de Faria
negocio : annuncie onde mora, ou dirija-se a ra
do Trapiche, n 34, terceiro andar. Na mesma casa
existe urna carta para oSr. Jos Maria Vianna.
JcronymoSchiallino, Sardo, retira-se para a
Babia.
Jess exclamou madama do llearn. Se nflo fu-
ra una pessoa tilo seria como V. excellencia que me
dissesse scmelhanlcs cousas!
Oh meu Dos, nilo sou eu s que Ihe direi isto.
Pergunlc aos duques e pares, se se esquecem, quan-
do vilo a Marly ou Luciennes, dos confeilos para a
bocea, e das perillas para as orelbas de Zamora? Eu
que Ihe eslou fallando, que sou o chanceller de Fran-
ca, ou quasi, nflo lie assim ? pois bem que pensa
que eslava eu fazeudo quando a senhora aqui che-
gou ? redigia o provimenlo do governador para
elle.
De governador ?
Sim. M. de Zamora est nomeado governador do
castello de Luciennes.
O mesmo titulo com que recompensaram o se-
nhor conde de Barn, depois de vinte annos de ser-
vicos ?
Eazendo-o governador do castello de Blois?
sim, be isso.
Que aviltamentn, meu Dos! exclamou a velha
condessa; a monarchia eniflo est perdida ?
Ao menos est bem doenle, senhora condessa ;
mas de um doento que est morte, bem o sabe, ti-
ra-se o que se. pode
Sem duvida, sem duvida; mas ainda assim lio
preciso a genio chegar-sc ao enfermo.
Sabe V. excellencia o que Ihe convirin para ser
bem recebida de madama Dubarry ?
Entilo o que?
Seradmiltida a apresentaresla provisflo aoscu
negrinho.
Eu!
Que bello modo de entcnr na materia 1
V. excellencia suppOc isso ? disse a condessa
consternada.
Estou certo do que Ihe digo; oas......
Mas......repetiu madama do Barn.
Mas a senhora nflo conhece ninguem da su*
gente.
PormV. excellencia.'
Oh! eu......
Sim, senhor.
Ver-me-hia bem embaracado.
Ora, decidida mente, disse a condessa molda por
todas estas alternativas, decididamente a fortuna na-
da mais quer commigo. Y. excellencia recebe-me co-
mo nunca fui recebida, quando cu at nflo contava
v-lo ; mas agora deixa-mc no meio do caminho :
nflo s eslou disposta a fazer a edrte a madama Du-
barry, cu que sou una Barn I para tercom ella 'nun
entrevista subjeito-ine a ser correio desso licflo, a
quem uo bourorra com um pontap na trazeira, se
o encontrara na ra, e nflo posso teraccesso junto a
esse monstrozinho!......
M. de Maupcou comecava a alisar a barba, e pare-
ca retrelo-, quando de repente o meirinho d'ordens
annunciou :
O senhor visconde Jofio Dubarry.
A'estas palavras o chanceller bateu as palmas em
signal do espanto, e a condessa caliiu n'itma poltrn
sem pulso e sem respiracio.
Diga agora quo esta abandonada da fortuna,
minha senhora, exclamou o chanceller. Ah senho-
ra condessa, senhora coudessa, oco, pelo contrario.
combate em seu favor.
E voltando-sc para o meirinho, sem dar lempo
pobro velha de tornar a si do espanto :
Mande-o entrar, disse elle.
O meirinho retirou-se; um instante depois voltou
precedendo o nosso couhecido Joilo Dubarry que fez,
a sua enlradada de perna estendida, c braco a tira-
eolio
I Cimlinmr-H-ha.:
'


.

Aluga-se o andar torreo ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, rom opbmose inoilnasseiadns
commodos para moradia de homem solicito ou de.
pouea familia: quem o quizer alugar dirija-so ao
mesmo sobrado qualquer hora.
Prrnia-tr dr doiitlnrr/iitorps ; em casa do doura-
ior, on fabricante de caudieiros de .caz na ra No-
va n.5-2.
- Precisa-so alugar um escravo diligente, para o
orneo de uni.'i casa, o que seja hom eozinheiro: na
ra do Aragflo no bairro da Boa-Vista, n. 27, ou an-
nuncie.
Para que se mo possa allegar ignorancia, pre-
vino-se ao respoitavol publico que, temi sido os par-
dos menores, Justina o l.auriniio, alionados pela
viura de Antonio Rodrigues deFigueiredo.que o po-
da lazer, como cabeca do casal, imputando na sua
meiacjlo o valor dos ditos pardos, foram, na accao de
cscravidiln intentada por Manoel Moreira da Costa ,
considerados livrcs e vigorosas asearlas, por sen-
tonQa da primoira instancia coninnada por accor-
dam da relaeflo, havendo unanimidade de votos ;
mas, sondo embargado o aceordam afnal, fui refor-
mado por 3 votos contra dous, e foi interposlo o
recurso de revista; e porque consta que Moreira quer
vender os ditos pardos menores, se previne ao pu-
blico que eslao em litigio enflo podemser vendi-
dos visto que nao lia sentcnca passada em juigado ,
o protosla-se sustentar lodo o direito que aos ditos
pardos menores assstir afim de que nflo percam a
liberdade tilo favorecida por lods as leis.
Precisa-se alugar um moleque ou mulatinho,
le 10 a Hanno: no pateo do Terco, n. 16.
Precisa-sede urna ama de leite : no pateo do
Terco, n 16.
Precisa-se alugar urna preta que saiba engom-
mar e fazer todo o arranjo de urna casa; no pateo do
Terc.0, n. 16.
-- l>-se dinheiro a premio eom penhores, mes-
jno em iiequonas quantias : na ra do Hangel, n. 11.
-- Quem precisar de um mulhcr forra para ama-
de urna casa, para todo o servido, di rija-se a ruado
Agoas-Vcrdes.n. io Na mesma casa tingom-.seobras
detinturciro de todasas qualidades, com perfeicflo
e por preijo commodo.
, Pedro Joso Bezerra e Joo Francisco de Mene-
zes Hrasilciros, vflo a PortSo-Galvo.
Perdeu-sc urna carta com subscripto aos Srs
Carvnlbo & Alfonso, do Rio-de-Janeiro : quem a
achou queira por obsequio manda-la entregar na
fabrica deMesquita & Dutra, na ra do Brum, no
leo i fe.
' .. t ManoeJ Jos, da Silva faz sciente ao publico ou a
quem convierque, no dia 17 de dezembro prximo,
i.- .^ passado,deixou o Sr. Manoel Nunes Sabino na co-
cheira do annunciante, no Aterro-do-Ciquia dous
cavallos sendo um ruco e outro tirando a rodado,
para serem tratados : e como tenham docorrido bas-
tantes das sem que os tenha procurado, por isso
avisa noreste folha a quem se julgar com direito a
elles de vir dai os signaes e pagar as despe/as que 'se
tecm fcito para llie serem entregues; pois o annun-
ciante se mo responsabilisa por morte ou descami-
nho dos ditos cavallos.
- Offerece-se um Porltigucz, de meia idade, pa-
ra feitor de um sitio, do que tem bastante pratica :
quem de scu prestmo se quizer tilisar dirija-so. a
eoeheirade Jos Mara na ruadas Flores, n 33.
Aluga-se una casa terrea sita na Solcdnde ,
n. 17 aop do Sr. Vieira, cambista : u tratar no pa-
teo do Carmo, n. 17, com Gabriel Antonio.
Continuam a estar parase alugar as casas ns.
a', $7 e3l, sitas na ra Real junto ao Manguind ,
oom muilu hons commodos quintal murado, por-
tflo e porto de embarque ; eo sobrado n. 12da ra
do Aragflo : a tratar com Manoel Pereira Teixeira ,
morador em o sitio prximo a F.stancia.
Arrenda-se urna olaria sita na Passagem-da-
Magdalcna, entre a ponte grande e a pequea, c com
casa de vivenda separada : a tratar na ra Velha, so-
brado n. 18.
Fabrica de chapeos
de sol, na ra do ias-
scio-l'ubliro, n. >.
Joflo Loubel adverle aos seus freguezes que
queiram desonganar-sc por urna vez sobre os
objectosahaixo declarados, 'anto em preco
romo em qualidade : tem nesta ocusiflo um rico
sorlimcnto de chapeos de sol furia-cores c pretos
com barra lavrada os mais modernos quo tecm
apparocido neste mercado, de igual sortimenlo ; c
tambero chapeos de sol, do panninho de todas as
crese ultimo posto da rainlia da Escoria; epara
sonhorasum completo sortimento dos mesmos de
todas as coi es, pois seus gostos silo d ultima mo-
da do Pars. i\o mesmo oslabelecinientose acha um
completo sortimento de sedase panninhos de todas
as cores, proprios para toda o qualquer obra que si
quizer fazer pois que silo proprios para
Tambem se concerlam chapeos de sol
prou, por conta do Reverendo Sr. rigario do cara-
ou uoCeara Antonio Xavier do Castro c Siva 4
meios bilhetes da primoira parle da primeira loto-1
na concedida a beneficio das obras da Igreja matiit
da cidade da Victoria sob os ns. 1119, 2043, 3820 e
3889.
NOVA AULA DEPRIMEIRAS I.ETTRAS.
Jos Xavier Faustino Ramos declara aos seus ami-
gos que Ihe toom fallado para tomar conta do ensino
deseusfilhos, e aos que porventura eslojam dis-
postosa coniar-lbeessa missflo, que a sua aula se
abrir no dia 11 do correnle mez, na ra do AragSo,
n. 27, e nella reeebera alumnos, nao so externos co-
mo pensionistas o meio-|>ensionstas, qur para
as pnmeirasleltras, qur para grammatica das ln-
goas nacional, latina e franceza.
-- Oprofessorda lingoa ingleza no lyceu desta
cidade avisa aos seus discpulos, que abre de novo
os seus cursos particulares da mesma lingoa, da
franceza e de geometra nodia 10 do corren te, em
a casa da sua residencia, ra larga do Rozaro n.
30, primeiro andar.
l'ompras.
Compra-se um par d mangas de vidro/lisas ,
ou urna s manga : na ra de Horlas, casa terrea .
n. 62.
Compram-se bois, carneiros, vaccas e vi-
telas gordas, proprias para acougue: pro-
curen!, ou mandem por escripia na ra
larga do Rozaro, ns. 6el1, ao pedos quarteis, ou
annunciem.
Compra-se para remedio urna cobra do viado
3ue esteja viva: na praca da Boa-Vista, segundo an-
ar da casa n. 32, ou annunce para ser procu-
rado.
Compra-se effeclivamente cobre a 3 por cento,
para trocos : na ra larga do Rozaro loja de miu-
dezas, n. 35, do Lody.
Compram-se pataces brasileirose columnarios,
qualquer poreflo : na ra da Cadeia do Recife, loja
de fazendas, n. 54. do Joaquim Ribciro Pontea.
Compra-se urna venda com poucos fundos, em
hom Ingar, que esteja bem afreguezada, princi-
palmente para a trra e tonda commodos para pe-
quena familia quntale cacimba: na ra largado
Rozaro, venda n. 52.
Vendas.
POLHIiNHAS
de ilmaiiitk e ele porta.
A eilico mais correcta e com
pela que existe destas fulhinhas,
est venda as livrai-as da pra-
ca da Independencia, ns. 6 o 8; da
esquina do Collegio ; e na Boa-
Vista, botica defronte da matriz,
pelo prego do costume.
Vendem-se duas escravas, urna parda com
principias do engoinmado, de 21 annos; urna ca-
bra, de 25 annos ; urna liteira e 5 cangalhas : na ra
doCollegio, n. 17, segundo andar.
P elles de v\ lira e meios de sola.
Para se fechar urna conta vendem-se 194 meios de
sola a 1100 rs. ; e pellos de cabra, a 25,000 rs.
cento : na ra dos Tanoeiros. n. 1.
CEI.O A DINHEIRO .
na ra da Senzalla-Velha, n. 18, das 9 as 11 horas
da manhfla edas3 at as 5 da tarde, proco a 3200
rs. a arroba e a libra a 120 rs. : adverte-se que nao
ha troco em cobre ou cdulas miudas, e por isso he
necessario trazerem os Srs. compradores a quantia
certa.
Vendem-se 4 escravas mocas que servem bem a
urna casa vendem eoompram na ra; 4 escravos
bonsparao trahalho de campo; um moleque, de 12
annos, muitoesperto para servir a urna casa ; um
mulatinho de 16 annos, muito lindo pagem, d-se
muito em conta, por precisar de algum tralamento :
na Ma do Crespo, n. 10, primeiro andar.
Vendem-se 2 sellins inglezes, em bom uso: na
ra do Crespo, n 10, primeiro andar.
Vendem-se, na loja de miudezasda ra do Cres-
po, n. 11, ricosoculos de armacjlo, 800rs.; um
chapeo para menino, de 7 a 10annos, feito em Lis-
boa, da ultima moda, por 4000 js. ; saceos para es-
crotos a 480 rs. ; 12guardanapos de linho adamas-
cados, por 10,000 rs. ; charutos do regala de S.-
i Flix, de varios precos; umeinteiro para crianza,
mem como de sonhora, com toda a j ci leicflo, por bor(,.1(1(, (|e nrata t|ourada or 3000 rs.: urna plu-
prcO Commodo, e com a maior brev^dade i^ossiveL mi do chorJlo para odical superior, por 4000 rs.
X.S*.
esse lim.
tanto de lio-
a mesma fabrica Umbem se vendem baleias para
cspartilhnse vestidos.
Antonio Francisco de Souza Portuguez re-
tira-se tiara o Rio-de-Jaiieiro
COI.l.F.CIO SANTO-AMONIO.
No dia 11 do correte abrem-se as aulas no dito
collegio. =Recire, 5 de Janeiro de 1847. O direc-
tor llcinardino I reir de Ftgueiredo jibreu e Catiro.
___Dlo-sc 100,000 rs. a juros sobre penhores de
ouroouprala comosjurosdo2 por cento : na ra
Direita, sobrado n. 2?.
urna espada de' bainha de ferro por 4000 rs.; um
refe sem lercado, por 10,000 rs.
- Vende-se um engenho distante desla praca 5
legoas com 40 captivos bestas bois cora safra
para 1500 pfles e excedente easa de vivenda : a tra-
tar com Silvestre Joaquim do Nascimento.
Lances da foi luna aos
20:000^000 de rs.
Vendem-se bilhetes, meios quarlos oilayosevi-
Zta aue"les culos' esimps da lotera do theatro da c.dadede Nietheroy a'nnog duns^retas;,,e as'annos com habilidades;
.heQfflwmMtXerSt lilis doRio-do-Janeiro : na ruadaCade.a, loja de cam- uma parda/(lc 25 ann08 con, algumas habilidades;
bio do Sr Vieira.
Guilhermc Soares Uotelho roga a todos os seus
devedores antigos e i
dclfitosdatam de 1840,lho queira
de fevereiro prximo vindouro; na certeza do que,
co prego : em casa de L. G. Fer-
reira & Companhia.
Vende-se um piano", em inpio uso;
com muito boas vnzes; duas raberas no-
vas; a obra Rpcreio das familias;dicciona
rio da penalidade, com ricas estampas,
em 5 vo!. ; diccicnario jurdico, de Fer-
reira Borges ; Cambista universal, em
a vol. ; Jess Clnisto perante o secnlo
Tratado da religio, em 3 vol. Todos"
estes objectof se vendem por barato pre-
co, na ra Bella, n. 4.
Potassa da Rtissia,
verdadeira e nova, em barris pequeos,
por preco muito commodo : na ra da
Cruz, n. io, em casa de Kalkmann Se
Hosenmiind.
-|Vende-se a bem situada venda da ra da Ca-
deia, n. 1, para dissolver urna sociedado que nella
existo, com poucos fundos : a tratar com Miguel
Joaquim da Costa na ra da Scnzalla-Nova n. 4.
= Vendem-ir nioeadai de ferro para engrnlios de a-
lucar, para vapor, agua e bestas, de diversos lmannos,
por prrfo commodo ; e Igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tamanhos: na nraja do Corpo-San-
to, n. 11, em casa de Me. Calmont Companhia, ou na
rude Apollo, armazem, n. 6.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em casa de Matheus Austin A
Companhia, na rna da Alfandega-Velba, n. 36.
= 0 corretor Oliveira tem para vender cobre em fo-
lha e pregns de dito para forros de navios : os pretn-
deme* dlrijaiu-se ao mesmo, ou aos Senhorcs Mosquita
t Dutra.
= Vende-se cal virgrm em meias barricas chega-
da proiiniamrnte, por preco commodo; na ra da
Mqeda .armazemn. 15.
Vende-se una preta, de 24 annos, que cozinha
sofTrivelmcnle o diario de uma casa ; una cabritilla,
de 12 annos; uma porcao de barricas com sebo;
sola; couros miudos; bezerros ; esleirs ; um oculo
e um relogo deouro; tudo para se fechar contas,
por preco commodo : na ra da Cruz, n. 26 venda
.de I.uiz Jos de S Araujo
Vende-se uma preta de nacSo, de 23 annos de
bonita figura, que cozinha o diario de uma casa la-
va de salio e varrella e he quitandoira; uma dita, de
30 anuos, que lava e cose; um moleque, de 6 a 7
annos; todos sem vicios nem achaques: na ra da
Concordia passaudo a pontczinha, a direita, se-
gunda casa terrea.
- Vende-se fumo em fardos, para segundas e
milo de charutos, de boa qualidade, por preco
commodo : na ra da Praia, n. 31, em casa de Fre-
derico da Costa Ros.
Vende-se um pardo, de25 annos, de boa figu-
ra ptimo carreiro ; um dito, de 18 annos, pro-
irio para pagem ou outro qualquer servico ; amo-
sques, de 14 annos, de bonitas figuras esadies : no
armazem de fariuha do caes do Collegio.
Ka rna co Trapiche, n. 54,
armazem de temando
de Lucca,
vendem-se os soguintes gneros, recntenteme
ehegados pela barca Zilia: confeituras e frtelas
conservadas em frascos; salchichas em potes peque-
nos, de 3 4 libras; conservas de legumes, de carne,
de pepinos crebollinho, de varias qualidados; amei-
xas; e tambem ehampanha, vinho do Porto, Sher-
ry, Madeira, vinho do Rheuo, Saulerne, Clarette em
quartolas e caxas; dito engarrafado, 400 rs., milito
bom ; superior cognac, rhum de Jamaica, Arrae, go-
nohra de llollanda. vinho do Malaga volho, em inoias
garrafas; chocolate de Pamille; passas miudas ; cer-
vejas; repolho conservado; barris poquenos de cu-
riar; |mostarda franceza e ingleza, charutos. Todos
estes objetos sflo da mclhor qualidade c por preco
commodo.
Grammaliea do Salvador.
sexta edieflo correcta e augmentada : vende-se na
livraria da esquina do Collegio.
Vende-se vinbo titilo comaium, en
quartolas, pelo baratissimo preco de 4os'
rs. enra orna : na ra da Cruz. n. ao
= Vcndem-sc barricas c meias ditas eom farinha gal-
lega muito tiiprrinr; barricas e nielas ditas com cal
virgem de Lisboa ; barricas com potassa branca e pfrta;
{cebaduras para pona de aruiairm ; peneiras de rame;
rodas de arcos para barricas ; bichas de Hamburgo ;
tudo por prreo commodo : na ra do Vlgarlo arma-
sen! n. 9.
Vendem-se beterros francezes. de Nantrs de
superior qualidade^ os melbores que tecm rindo a
este mercado, por atacado ou mesmo em duzias a
rontade dos compradores por mais barato preco do
que rm nutra qualquer parle : na ra da Cruz, n 20.
Vendem-se 9escravos, sendo ; 6pretas, de 16
a 25 annos, duas das quacs com habilidades; uma
preta de naco, d bonita figura; um pardo bom car-
reiro e de muito boa conducta : no palco da matriz
de S.-Antonio sobrado n. 4.
Vcndem-se dous lindos moleques, de 14 a 16
annos ; dous ditos, de 7 a 11 annos ; m pardo pti-
mo para pagem, de 17 annos, com ofilcio de ban-
queirode engenho ; um pretobom carreiro, de 30
liodoi'sle prazo,
nno lera mais conten plcalo, e
usar dos meios judiciaes.
Joaquim Jos de S.-Anna Barros faz sciente
aos pas de seus alumnos, e igualmente ao respeita-
v*l publico, que abre as sitas aulas de pnmeiras let-
tras e francez, no dia II do correte, em Fora-de-
Portas, ra dos Cuararapos, sobrado n. 2.
Precisa-se de um cont o quiuhentos mil rs. a
premio de um e mcio por cento ao mez, pagndo-
seos juros lodos os mezes : dfio-sc por seguranca
duas moradas do casas terroas, sitas no bairro de
S.-Josdo Recife: quem quizer dar annuncie.
Precisa-sede um menino de boa conducta para
.aixeiro do urna pequea loja de calcado: noAter-
ro-da-Boa-Vista n 74.
-- Ndtla 5 do coi i ente, appareceram 2 cavallos
com cangalhas na rna do lUQgel, as 9 horas da
noilc ;estt> recollndos na mesma ra, n 41 rqtiem
for seudono dirija-so a dita casa, que, dando os Big-
uaes e pagando as despezas, lhe scrSo_entregues.
Jeronvmo Marliniano Figueira A
de Mello com-
Vendem-se 35 escravos, sendo : pretos, pre-
tas, moleques, mulatinhos negrinhas, pardos e par-
das, com habilidades e sem ellas por preco com-
modo : na ru da Cruz, n 51.
f\a na oTrapibe, n. io, tercei-
ro andar, vende-sc urna iiqius>ima cama
de ferro envornisada e dourada, com o seu compe-
tente cortinado do.mais moderno modelo que existe
na Europa ; certosde qyea %ita da mesma nao pode
deixar de agradar aos amantes do bom gosto : pde-
se ver a qualquer hora do da.
Vende-se ola hysson, ltimamente chegado e
de muito boa qualidade, em caxas grandes e pe-
quenas de 12 libras: em casa de I.. C. Fcrreira &
Companhia.
Vende-se sal em grandes o pequeas pofgflos i
na ra da Moeda, armazem n. 7.
*- Vende-se-poiassabranca, da
mais recem-chegada, por rnodi-
duas negrnhas, de 7 a 12 anuos, proprias para se-
rem educadas; uma preta, de dado, por 200,000
rs. : na roa do Collegio, n. 3, Segundo andar.
Contina-se a vender azeile de carrapalo a
1280 rs. a caada velha : no deposito da ra da Sen-
zalla-Velha, n 110.
Vende-se cera em velas, do Rio-de-Janeiro,
magnifica qualidade ecompleto sortimento, desde
uma al 16 em libra ;e tambera bogias de 4, 5 c 6
em libra em caixas e as libras, por menos preco do
que em outra qualquer parle : no.armazem de Alvos
Vianna na rna da Senzalla-Velha, n, 110.
Vende-se uma parclha de moleques pequeos,
de bonitas gurase bastante sadios : tas Cuico-Pon-
las, h 31.
. -- Vende-se uma grande oasa no Monteiro, de
podra e ral,com duas salas na frente, 6 quartos,
sala e ante-sala afras cozinha quarto para pretos,
estribara duusquintaes, um murado eoutroaber-|
lo que vai ate o rio, por muito barato preco para]
so liquidar conlas: na ra Direita, n. 69.
25 annos pouco mais ou menos, que cozinhsttengom-
ma, cose chao e faz todo o masservico de tima casa
de familia : na rita larga do Rozaro, n. 8, primei-
ro andar.
Vende-se uma porcSo do terreno com mais rhj
meia Iegoaem quadro, ptimo para'nelle se levan-
tar um engenho do fabricar assucar a tratar em
Goianna no engenho Poco-Redondo.
Vemfem-se caixas com aletria meia grossa, a
mil e tantos ris, por preco muito commodo: na
travessa da Madre-de-Deos, armazem n. 5.
Vende-se uma bareaca de 20 caixas, de boas
madeiras e bem construida: na ra da Praia, n. 27.
Vende-se urna mulatinha, de 14 annos; uma
negrinha, de 15 annos ; uma dita, de 13 annos, que.
cose e marca ; 4 moleques, de 12 a 14 ann09; um
ptimo mulatinho, de 15 annos; escravas com
varias habilidades : na ra Direita, n. 3, defronte do
becco de S.-Pedro,
Vendem-se 40 e9cravos de ambos os sexos,
sendo psrdos e pretos, grandes e pequeos : na pra-
ca doCorpo-Santo n. 23, a tratar com Antonio Ro*
drigues Lima.
Vende-se uma machina de copiar cartas nova
e muito forte: na ra da Cruz, no Recife, n. ge ,
primeiro andar.
Vcndem-sc 80 meios de sola da malta, de su-
perior qualidade, por prego commodo: atrs do (au-
po-Santo n. 68, a fallar com Amonio Das Souto,
Vendem-se varios escravos,sendo: prelasrom
habilidades, pretos, moleques e pardas com' habili-
dades : na ra Nova n. 40.
\ 12$ rs. o corte.
Na loja da esquina confronte ao arco de S.-Anto-
nio, n. 5,de Cuimarflcs, Scralim &.., vendem-se ri-
cos cortes de chal de lila e seda com barra, os mais
lindos padrOes que teem vindo a esto mercado,
polo barato proco de 12,000 rs. o corle.
Vendem-se 30 acgOos da companhia de Bebe-
ribe, novalorde70 por cento : nesta typographia
se dir quem vende.
Vende-se utn terreno na na quefica por de-
trs da ra da Aurora em trente do fundo da casa
do finado Pereira com igual largura a dila oasa,
com 300c tantos palmos de fundo, o qual cheg
at a terceira ra : a tratar na travessa da Madre-de-
Deos n. 18.
Vende-se sal de Cadix a retalho, a bordo dn
brigue sueco Clan, entrado no dia 4 do correntc: a
tratar em casa de Me Calmont & Companhia, defron-
te do Corpo-Sa uto, n. 11.
Vende-se uma parda moca do bonita figura:
na ra da Cadea-Yelha, n. 30.
Vendem-se excellentes cordas de tripa para ra-
bera e violflo, chegadasde prximo, por preco com-
modo : na loja do miudezas, 0.5, no Recife.
Vendem-8c2 pretos, sendo um de 16 a 18 an-
nos o o outro de 20 a 92annos, de muito boas figu-
ras c proprios de todo o servico; um lindo mulati-
nho, de 14 annos, propro para pagem ou pare
aprender qualquer oflicio ; na ra da Cadeia de S.-
Antonio, n. 25.
Venden-se chapeos de palha de superior qua-
lidade : em casa do llenry Forster & Companhia nn
ra do Trapiche-Novo, n.' 8.
Casa da F,
na ra eslreita do Hozario, n. 6.
Nesla casa acham-se a venda as cautelas da lote-
ra das obras da matriz da cidade da Victoria; da qual
andam as rodas no dia do crrente. A ellas que
silo poucas: os precos sflo os do costume.
Livros em bronco.
Vendem-se excellentes livros em branco feH*
em Hamburgo, por prego commodo: na praca da
Independencia, livraria ns. 6 e 8.
Vendem-Se relogios de ouro e prata, patente
nglez : na ra da Senzalln-Nova, n. 42. '
Vendo-sea armaeflo da venda da ra da Praii,
n. 46 c passa-.se a chave, em bom lugar, por Picar
no meio da ra em a esquina qu vol la para a ra do
Rangel; e o aluguel he mais em conta por ter oSr.
Paulo Caotanode Albuquerque comprado a casan
abaixndo o aluguel: a tratar na ra estreita do Ro-
zarlo venda n. 1.
Vendem-se 3 prelos, proprios do trabalho de
campo : no sitio do Cajueiro, d F. R. Briba
Vende-se uma pela Mozambique, de 48annos,
de bonita figura, que cozinha o diario de unta cusa,
e engomma; vende-se para frada provincia : 'a ra
do Sebo, n. 40.
FF.RROIFERRO,
de todas as qualidades e cobre para forro da navio,
de 18 ate 28 ticas em grandes e pequeas parti-
das : no armazem de A. V. da Silva Barroca, defron-
te da greja da Madre-dc-Dcos.
Vendem-se castenhas frescacs em saccas e ar-
robas por preco baralo : no armazem do Bregue*
Escravos Fgidos.
Fugiii, no da primeiro do crrente, um preto,
de nome Joaquim, do iaclo Angola, de SO annos, le*
boa altura tito plido do rosto que parece tor frial-
dade; tem um p incluido e he aleijado do dedo
grande e dos dous immediatos; tem alm disto nina
chaga era uma nenia e costura em um braco. N
mesmo din tambem fugu uma preta, de nome Hele-
na baixa do corpo cara redonda pos milito ja-
chados, fulla muito clara e baixa. Itoga-se a, toda*
as pessnas da polica que os encontrarem eond'uzam a
ra da Cadeia do Recife, n. 25, que serflo genero-
sa mente recompensados.
Fugu, no dia -22 do prximo passado, tima pre-
ta do naclo ; levou vestido de chita ja desboladn e
panno da Cosa no.o ; tem entuma mo man
queimadurasde fogn ; julga-se estar acoitada I""'
isso que sahiu para vender e nlo vollou ; a qual "
comprada no dio 9 do mesmo mez o aono e ha to-
da prova de tersido acoitadu polo mesmo vendedor:
no apparecondo a dita eserava derlarar-se-lis
quem be o vendedor e previne-so a todae rpi.il-
querpessoa do nao comprar dita eserava porque se
i cha fu rinda.
Fugu, no da -26 de dezembro prximo passa-
do, do engenho Cuararapes um mulatinho,. de no-
mo Sergio, de cor bassa, baixo, ps apallictados de
18 annos ponoo mais ou monos; suppe-so haver f-
gido para Olitldo, aondeja foi uma vez preso ; qucni
o pegar leve ao dito engenho, quesera recompen-
sado.
-- Vende-se uma preta do gento de Angola, de,^,ER'',. : A typ. dem. r. de fama. 1847


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