Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09709


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Full Text
lino de 1847.
Qunita-feira 7
de* Janeiro.
\ DIARIO publica-sc lodos os ili
. 1, de oii"l o l'"C d a.iKnUira he de
lulo* r ("" 1u"rlrl- Ws <"l""ii<"ln<- '
los isnnlfvj5o oJ^^^^^HH
.o'es P'"' meUiie. < >s que no T rem s r-
MASES DA I.U V NO MEZ DE JANEIRO.
I ni cheia, 1. J "'inu'0 <' '"
Minso.ule, a fl,.* t.o,^ elff"*|
l>scecte', b 33, i I hora 57 miayda maulla.
partida dos conneos,
I arad!, aisejjimd.sesoxuurci,,,,
H^Yoile quimas fras aontelo-du.
.. Iliu-Kormoso, Poilo-Colvo e
"laceio mi.*, ii 11 e lr-de cada mei..
Car .Iiun e Rondo, a li|
lina-Vista e Flores a lie 58.
Victoria, .i quul!ei's.
Uliuda, lodos os di
PRP.AMA.l IiE.HUJE.
Primeira, s 8 lioias e 30 minutos da manlu'a.
Segunda, s llorase 44 minutos d larde.
Aun XXIII.
N./.
das da semana.
4 Segunda. S. Tito.
5 Terra. S.Beaato Estcllil^.
fi Quaiia. ** Os Sanios Res Macos ( Epi-
fana do Scnlior )
7 Quinta. S. Tlieodoro. And. do J.de orph.
do J. ir.unicipal da I." vara.
8 te.au, .-. I'acienle. Au'l. v. cdoJ.de paz do I. disc. de I.
'J Sabbsdo. Ss. Julto, Celso, Kpilecte e Mar-
cioniha.
10 Domingo. S. Hnralo da Amarante.
CAUblOS NO DA DE JANEIRO.
Cambia sobre landres ? d por l#ri.i" d.
> Parts 12a rs.. por fraiico.
ii n Lisboa 'Ja de premio.
eac. da [tiras de boas firai.s l V, p.'/, "tez.
01/ro(Incas laspanholas.... 38*0011 a 3*b'i0
.) Meadas ale 1400 velli. lfl^O;io I#i0i.
X defijioviiov.. lef'UO a |0J*O
.. de 4*0n..... 8800 a "fOOt
Pral.1 Patacoes......... JtfUB'i :. 3#0ui
> Petos c.ilumnircs... It'-Si a 3/000
Ditos mcxlcauos ... i^Tt^ a !'<
Mmda../........ I|70 a l#76fl
AceOes da couip. do Heberibe de 0JOO0 rt. ao par.
DIARIO DE PERNAMBUGO.
iMt..n. i, itaasaajifc.
PAHTE OFFICIftL.
^_______ i usuran ------ I!
MINISTERIO DOS NEGOCIOS ESTRANGErROS.
coRESPoxnRNaa ha vi da ultimamkhtr entus 0 00-
VEBNO MPIIUI K A LpAC^O ARGEHTINA SIESTA CRTK,
RELATIVA A'IWMVPWQSO ASGLO-FRASLK/A M) RIO DA
MATA, T. ANDA SObPE OKECONBRCIMeNTO DA IXDEPEK-
DP.NCIA DA REFUHLICA DO RABAGITAaC.
I.ogaeflo Argentina.'-.- Viva a Cfijpfoderaeao! Ro-
tlc-Janciro, 19 de abril de 1816, 37'. annn da lber-
dado, 30." da independencia, e 17. da Co nfederarflo
Argentina.
1.4o lllm, e Exm Sr. Antonio Paulino I.impo de Ahreu,
itoconctlho deS. M. o /mptrador, ministro e secretario
de estado dos negocios estrangeiros.
Eroquantoa poltica da Inglaterra eda Franca no
Rio-da-Prata ostentava uro carcter pacilico sol) i
promessa de seus respetivos ministros de haverem
sido enea rregados da missflo de acabar a guerra em-
penhada entre a Confederaeflo Argentina eosrebel-
tlesda repblica dol'ruguay, ogovernoencarfegado
das relacoes axleriprea da confcderagrio utriu a es-
peranca de cliegar aquello fin, mediante o reconhe-
cimento de segs direiloa de lielligerante e a restau-
racao da unir auloridadu legal na Randa Oriental.
Notorios siii os esforcis do governo argentino para
obter dosSrs. ministros le Inglaterra e Franca o li-
vreexerciciodaquelle dircito como base dcqualquer
negocia^io, easenneessOes successivas oflerecidas
nos niesmos negociadores para remover qualquer
difliruldade que compromettesse adignidadeeode-
ver de un governo soberano e independente j e ppr
di'sgracn lie tambero condecida de sodra a degenera-
cao dos prinieiros protestos dos enviados pacificado-
res oniumempenlio odirtamente liostll, coercitivo
e aggrcssor, em menosprrc.o Be palavras solemnes
edas aiillienticaa dcclaracoes dos gabinetes de que
dependan!.
Para rolorar.esta funesta aberracSo, os Sis Oscley
cbefTaudis appellaram, entre outriis rasocs que leen")
sido victoriosamente)batidas, para o direito reser-
vado a Inglaterra e a Franga de preservar a initcpen*
delicia da repblica dolruguay por haver sido, no
entender dos plenipotenciarios," mais ou menos d-
reetimiente garantirla for ambas as nuecs; e sobre
este precedente e^iulros nflo menos apocryplios prin-
ripiou a serie de violencias e Btteutados qif, afas-
tando o termo naturaf e prosim o da guerra, e accen-
dendo outra nova as costas do Rio-da-l'rata, aitra-
bo_ s dita* repblicas males semeonta, cofferccc
America a perspectiva, de serios perigos para a sua
independencia.
Oun a declaracfto explcita de lord l'onsomby, en-
viado extraordinario e ininistr* plenipotenciario de
S. M. Ilntaiiyica junto (feS. M. o Imperador do Rra-
sil. enrarrepado de iutervir entre o governo impe-
rial ea Repblica Argentina para o ajusto da paz, se
demonstrou aos ministros inlcrveiitnres a ausencia
completa do sen pteleiiitido direito, porque o honra-
do lord respondru cin 26 de agoslo de 1828 inler-
pellaco dos negociadores aigenlinos na corte do
l'.io-de-Janeiro irflo aehar-se aiilorisado para garan-
lir iiciilium cimvtMtio neni tratulo que se celejirasse
entre as alias pai les coiitenilenles, e nao pode a (irilo-
Rrelaiilio invocar nem na o nssignada no
nieneiimadoanno, mni era iiriibum oulro aclo d-
ploiiialicp, o indicio mais leve de tal garaiitia.reser-
vatla para cano algum.
iX'em a Franca de dudo deriva-la da convenci con-
i luida com a Confederacfio Argentina cm 29 de ou-
lubro dc18i0, cojo arligo 4.' relativo a independen-
ca da repblica do l'ruguay lie pura e simplesmcnte
a referencia a un fmlo consignado de novo em honra
do governo argentino, que niTo recusou rcrorda-lo,
tomo um deverscu estabelect'do na coiivcnco de'
1828, porm sem que se envolva naqut lie artigo
nem um nenhtim oulro do convenio obrigaeflo con-
tiabida pela Frailea de garantir em circiirnstancia
alguina aquella indefendencia.
Desvanecidoaasim o principal motivo allegado para
a inlervenclo de una e outra potencia, quand Ibes
tivesse ido possivel provar o perigo da independen-
cia ila llanda Oriental por parle do estado que con-
tribuiu para funda-la, e quo nao lem notipado saeri-
liciopara defcnde-la, de parte da rohfoderacae com-
pellida a guerra por urna anloridade aleada na rep-
blica do Urtigtiay sob a gido doeslrangciro, osmi-
nislros inlervenlores, em vez do Innilnieni-se a olTI-
fiosde pacilicacao, conlinuaram dsenvolvendoum
plano de guerra, reanimando a fbceflo tyrannica de
Uniitevidt), nssociando-se a ella as aggresses as
nargens do Plata, guarnecendo Montevideo com (ro-
nglezas u francezas. apOssando-se da Col
pendencia que ambos os governos nica e conjun-
tamente garantiram.
Fspra emeonsequencia o governo argentino que
o deSl-JUtl. solicite dosSrs. ministros de Inglaterra
e Frajujj adesoccupac.no immediata dos pontos do-
minndr^ pelas suas respectivas forcaa cporscusal-
liadof, e nSo duvida um momelo que o gabinete
d Brasil se preste a esta demonstragn, por ealdde
aos tratados e porcoborencia com o que pralicou
para com. a Repblica Argentina quando o exercito,
confederado se. approximqu s frunteiras do Uru-
guay, nio obstante condecer-se a origem "daquella
marcha para repellir a iuvaso do territorio argi'ii-
ttno pelas tropas capitaneadas peloanarchista Ri-
vera.
Se ento o governo brasileiro se julgou com direi-
to, que o da con federa cio respeitou, para pedir rasiio
de um moviniento mijlar que uno era em si outra
cousa que urna represalia indispcnsavel contra um
inimigo queja tinha penetrado na Repblica Argen-
tina, apezar de ser o^xercito confederado eomma.ii-
dado pelos mais Ilustres guerreiros da Repblica
Oriental; seo governo brasileiro mo julgou compa-
tivel scu silencio com o espirito da referida estipu-
lagilo, como se deduz da nota dirigida a legagAo ar-
gentina nesta corle, de II dejunhode 18*2, nao pu-
de boje caber a menor hesitacflo ao governo do im-
perio para ilecidir-se a sabir a frente em uniilo com
o governo argentino contra a aggresslo das filrcas
anglo-francezas na repblica do Uruguay.
A falta de estipulacflo sobre o lempo e o modo de
applicar-ge a garanta de ambos os estados, por nflo
se ter ajustado o tratado definitivo a que alinde o ar-
tigo 3.', nflo diminue o tlever que as parles contra-
tantes se impozeram, poisque elle se estriba na con-
veniencia e nrcessidade de rons rvar inclume a
existencia de um poder intermediario na Repblica
Oriental, independente e soberano para manter o
equilibrio poltico, c para prevenir futuras collisocs
entre povos chamados amizade perpetua por gran-
des iiileresses.
E heesla.aoccasiaode ueclararoadaixoassgnado
a S. Ex." o Sr. Linipo de. Abren, ministro de'estado
dos negocios estrangeiros, que o goYcrno argentino
leseja ardentemente a celebracao daquelle tratado,
e que a nflo sercm osronflictos de urna inlerven^lo.
europea que absorve lodos os seus desvelos, sem per-
mittir-lhe riuc meditem sobre negocio algum de me-
nor urgencia, o governo argentino se teria prestado
j a cumplir es.se compromisso, como teria entrado
em oulins transaces pendentes rom gove nos ami-
gos, entre elles o dos Estados-Unidos, e sobre este
ponto nflo parece aoabaixo assignado dever accres-
cenlar obscrvacaoalguma para persuadir ao gabine-
te de S. SI. das nlcnroes leae poda repblica, nflo
menos do que da sua franca- voitade de afianzar com
o Brasil as meihores relances por mcio deste mesmo
pacto, cuja realisacflo he urna obrigaciio explicila.
Desde t|tiet> governo imperial nao pode negar-sc a
evidencia do aiaque feito sobre a Banda Oriental por
tropas cslrangeiras e ao restricto dever de impedi-lo ;
desde que a denominada aiitoridade de Montevideo
carece de volitado propria, e he, quando inulto, um
oream dosaggressoies, S. Ex o Sr ministro reco-
nhecera como consequencia incvilavel negar-lhc lu-
da a cotisideracflo das que o direito internacional re-
seiva nara o poder supremo de um paiz independen-
te^fcnispendeiido suas relacoes diplomticas com urna
aiitoridatle eadrlca e completamente inhbil para
traiarporsi so e para garantir cousa alguma noex-
terior.que possa estar em desacord com a fdrea pre-
iiotentequeasubjeila.
Oabaixoassignadonflo se demorara em renovar
parante o Sr. I.impo as observaces a que Ihe deu ocj,
asifl o manifest de U de feverciro do chamado go-
verno de Montevideo. Basta lancar a vista sobre este
lie esta a classe de governo que se propozeram lun-tgoverno argentino, nflo se devem considerdmenos
dar o Brasil c a Repblica Argentina:' lia nelle algum I sinceras asdaquellas dnas potencias.
symptoma de seguranea afiancada para ambos os p-1 Portanto o governo imperial est na firme resotu-
dOres na existencia da consttuieflo do Uruguay ?|cflodenflo intervir deforma alguma na actualqnes-
Trata-se acaso do rgimen interno de um estado neja-1 tilo do Rio-da-Prala anlesde feito o tratado dedni-
tro, a que as nacOcs signatarias devamser impassi-
veis?
Oadaixn asaignadn nflo receia porcertoa aflirma-
t a doSr. I.impo, esim so prometi positiva monte
que, cessaudo toda vacillacflo do governo imperial,
reclame dos interventores a desocciipacflo do ten i-
lui io da repulilica do Uruguay ; e que, cortando suas
relacoes diplomticas com o governo faccioso de
Montevideo, assuma, em ciimprimento do arligo i "
ila cmivencuo de 1828, a atlitudc clara que Ihe desig-
na, e que a Confederarlo Argentina aguarda da leal*
dade de S. M. o Imperador do Brasil.
Heos guarde a V. Ex. muitos anuos.
TllOMAZ GlllbO.
RIO-DF.-JAXniRO.MINISTERIO DOS NEGOCIOS ESTRASCEIIlOS,
I..M O 1.' DI JULIIO DE 1816. -- 3.a SECCA N. 11.
du Salto e Ibas adjacenles no Uruguay, e prelendon-
d dominar Maldouado, donde por voiilur* lora ni re-
jacados.
Nesie estado, a Repblica Oriental, posto que dc-
fr'iili.la briosamente pela mroensa maioria de seus
lillius, esta invadida por riVcasestrangeiras; sua ca-
pital eoiiipletameiile subjugada por ellas, e o gover-
5" imposto e apoiado pelos mesinos inlervenlores,
"eum simulacro destituido de toda personalitlade
Witica, illa: ullo.
. "giivcrno argenlino, considerando que o artigo 3.
"a convendlfl preliminar 'HiipOeobrigacOes epoiniuos
coiifetloracrm eao imperio, ordenou ao aban
'nado, enviado extraordinario e ministro pie
Ifnciario da repblica, manifestasse. aogove
s- o Imperador que, atacada, como se disse, a
"Tendencia e ulegridade da repblica do l ruguay,
* "eutralidade do Brasil seria inconsisleule com a
jondieflo que se impz no referido arligo 3. para de-
leiider em commum com a confederaeflo cssa inae-
cto de impvida "usu. pacao para nao reconbecer nos
actuaos oppressores daquella cidadu senflo indivi-
dualidades albeias constituido e a vonlade nacio-
nal, erigidas unicameute para consuminar os bus da
nler/cnco europea no Bio-da-Prala.
Porm o abaixo assignad chaina seriamente a a -
teneflo do Sr. ministro sobre oulro acto substancial,
Inseparavel da organisacao daquella rcpuliga edo
espirito da conveneflo do 1828.
Estipulou-so pelo artigo 7.' que o governo do Uru-
guay seria constitucional sdb um cdigo que nao po-
por-se em pratica sem a pieria dcclarac.flo dos
podCresconlrataiiIesdeiiflo existir nelle cousa que
prejudicasse a sua seguranza, como se fez com ellei-
to em 1830 por altos commissanos respectivos; de
mi 'a que nem o Brasil nem a Repblica Argenti-
na julgaraiirsalisfeilas as suas vislis polticas com a
mera creaeflo de umestado sem ahancji-lo aom ms-
tiluCOCS tutelares para evitar o predominio de urna
faccfio iilesliiia que algum da d.spozcsse a sua voli-
tado do destino da Banda Oriental.
Essa consttuieflo foi conculcada pela rcbelliao de
1838; o posto que a anloridade levantada djumis sol
ida do conspirador pretendesso revesTir-se de
formas lgaos pela coac^flo e a cabala, e anda que
tal ordein sociat jamis fosse reconhecida pelo go-
verno argentino, o escndalo se consuinmou desde
que, havendo expirado en. 19 do feverc.ro deste au-
no pe iodo constitucional das chamadas cmaras
0abaixoassignado, do conocido deS. M, o Impe-
rador, ministro c secretario de estado dos negocios
eslrangeiros, tema honra de aecusar a recepqfloda
nota dirigida ao scu antecessor, comdata de 19 de
abril deste anno, pelo Sr. I) Thomaz Cuido, enviado
extraordinario e ministro plenipotenciario da Con-
federaeflo Argentina.
F.xpe o Sr. Guido na sua nota, depois de outras
consideraces, que o artigo 3." da conveneflo preli-
minar de paz de 27 de agosto de 1838 impe ao Bra-
sil e a Confederaeflo Argentina a obrigaqflo de defen-
der em commum a independencia do Estado Orien-
tal; eque aehando-se este invadido por torcas es-
trangeiras, espera o governo argentino que odeS.
M. Imperial solicite ministros interventores a imme-
diata dvsoccupacflo dos pontos dominados por tor-
cas anglo-francezas, nflo duvidnndooSr. Cuido que
o gabinete imperial se prestar a dar este passo por
lealdade aos tratados, e por coherencia com o que
pralicou com n Repblica Argentina quando um
exercito da confederacfio se approximou as frontei-
ras do ti ligua*. Stippoe oSr. Cuido que a falla de
estipulacAo sobre o lempo e o modo de applicar-sc a
garanta de ambos os oslados, por nao se ter anda
ajustado o tratado definitivo aqueailude o artigo
3., nflo diminue o dever que as parles contraanles
soimpozeiam de conservar na Repblica Oriental un
poder independente e soberano; e que hoje nflo po-
de ter lugar a menor heslacflo por parte do governo
do impeli para decidir-seasahir frente, em unflo
com o governo argentino, contra a aggrcssflo das
torcas anglo-francezas na mesma repblica do Uru-
guay. Julga, finalmente, que hetempo docessar o
que Chama vacillacflo do governo imperial em rada-
mar dos interventores a desocupaeflo do territorio
oriental, e dever-se cortar toda u ntolligenca diplo-
mtica com o governo de Montevideo.
0 governo imperial nflooonsdera snlTcicntcs para
demovC-lo da poltica que lem adoptado na presente
lula dasduas repblicas do Piala as ponderarles
apresentadas pelo Sr. Cuido, asquees antes tendem
a confirmar anda mais a conveniencia e juslca des-
sa poltica. Eutrelanto, tem visto com a mais pro-
funda magna aensmiguentada guerra que no Rio-
da- l'rala devasta duas na (Oes vzinbas, ligadas pelos
fortissmos vnculos de urna origem commum, de
idnticos interessos, da mesma luigoa, costumese
religo; e as calamidades que essa guerra lem pro-
duzido leriain sido prevenidas e remediadas se desde
.... i-i._ ..:_.......:.,.. ,i,> iir...-;i
principio(ossem altendidas as instancias do Brasil
fundadas nessa mesma conveneflo.
0governo imperial lem presento as notas do go-
verno argentino datadas de 8 de agosto de 1836, 27
de setembro, 13 de outubro, 29 de novemhro de 1838
e outras emquiiegou constantemente ao Brasil o
direito de intervir na*s dissencOos intestinas do Esta-
do Oriental, e niuto monos para impedir que outros
governos intervicsseni. Para prova dcsla assercao
bastar transcrever ueste lugar um paragrapho da
ultima das notas supraciladas, dirigida pelo Sr. D.
legislativas, expirou tambem, porconlissflo da me*
maa.lminislrac.flo monlevideana, oseu prMnMo
Oder execulivo, que novamentese lem proclamad"
S propro, sallando por todas as barreras legaes
estrado fica, Sr. ministro, por csteun.coM
OS obieelos essenciaes da conveneflo de 28. Ilo-
c nflo leis, regem na aclual.dade em Moi.levi-
' nmensnuc. Prosternados peanle o estran-
uisirae.iu iiiuiiiviu>-i------r i i.
poder execulivo, que novamentese lem proclamado
propro, sallando por todas as barreras legaes.
Frustrado fica. Sr. ministro, por e
un d
mens
domens que
"l jndividu'acs'edelriumpuo de minguadas
paixOes.
prosle
"na'aTccm ou.itlido para hW^^IMtna
encarregado de negocios do Rrasil, quando esto re-
clamou contra a invasflo do Estado Oriental porum
exercito argentino.
A infraceflo do artigo 10 da conveneflo prelimi-
liar de paz ntreos governos do Brasil eoda Con-
u federaeflo Argentina he o motivo 'llegado porS.
Exc. para gabinete imperial rept roquecbama
< iutertenco as disseneOes intestinas do Estado O-
liental ; porm S. Exc. nflo adinitte de inoneira
u alguma oseulido violento que su pretendo darn
u texto claroe terminante do mesmo artigo Nelle
u so estipula, por urna parle a obrigagAo mutua de
prestar ao governo legal da Repblica Oriental o
auxilio necessaro para manter e sustentar a ordein
dentro do periodo do cinco anuos marcados no
k mesmo arligo, e por outra parte, se cstabelece que,
u passudo este termo, a Repblica Oriental fica cohii-
n derada em estado de per/eila e absoluta independencia.
u CpsSOU pnis aos cinco anuos, por ambas as par-
. tes colitratanles, a obi igaeflo de proteger a aulo-
ii ridadesuprema daquella naco, e licou esta, como
qualquer outra. independente e soberana.
Se o governo imperial pediu explicac^es ao gover-
no argenlino sobre a invasflo quo meditava contra
a Repblica Oriental, o se contontou com ellas, he
porque satisraziam o objecto essencial que se tulla
em vista, islo be, a declaraeo de que a invasflo ufto
se diriga a atacar a independencia da repblica, o
sim a obter do respectivo governo a reparaeflodeof-
fensas feitas por este a GonfcJeracflo Argentina.'
tivo de paz em quo so explique o artigo 3 ".estipulan-
do os casos, modo e tempo em que ha do ter lugar a
interveneflodo Brasil e da ('.onfeileracAo Argentina
nos negocios da Repblica Oriental, e persuadido
?|iie, sem a eclebraeflo desse tratado, serte impro-
icnas quaesquer medidas que se tomarcm.
.Nflo offendendo os direilos da Confederaeo Ar-
gentina a contirMiacio da correspondencia entro o
imperio o Montevideo, continuar o governo impe-
rial suas relacoes com aquello governo segundo o
que os dictamos da rasflo c os interessos do Brasil o
aconseldarem.
O abaixo assignado aproveita esta opportunidado
para reiteraran Sr. D. Thomaz Guido os protestos da
sua perfeit estima o distineta consi.leracflo.
RaraA deCaybu'.
IECtCAO \RCENTIHA. VIVA A CONFtDllIltQlO ARGMTI-
NA BIO-DE-JANEinO, 18 >>R OUTUBSO DB 1846, AUNO
37' DA L.BERDADE, 31" DA I.NIIRPF.HDKIICIA t. 17* DA
COXFEDERACAO ABi.K.TISA.
lllm. e Exm. Sr. bardo de Cayr, do concelho de Sua
Magestade, ministro e secretario de uta to dos nego-
cios estrangeiros.
O'ahaixn assignado, enviado extraordinario o mi-
nistro plenipotenciario da Confederaeflo Argentina,
leve a honra de levar opportunamentc no conhec-
menlo de.sen governo a nota com data do 1. do ju-
IbodeS. Ex oSr. barfio de Cayrii, ministro e se-
cretario de estado dos negocios eslrangeiros,' con-
testando a reclamaeo da legaQflo argentina do 19
de abril ante o governo do imperio.
O abaixo assignado se absteve de replicar mmc-
diataniont.'', para poder reoeber novas instruceocs do
seu governo, o na expectativa de que nina rellexflo
mais seria da parte do de Sua Magostado Ihe dsse
occasiflo de conbecer a verdadeira situaeflo dos pa-
zos vzinhos c a necessidade do obrar em commum
com a Confederaeflo Argentina contra as vistas da li-
ga anglo-franccza na repblica do Uruguay.
O governo de Sua Magestade persisto em sua pol-
tica o declarou: que osla na firme resoluto de
nflo intervir de forma alguma na actual queslAo do
Rio-da-Prala, antes de concluido o tratado definitivo
de pa/. em que se explique o art. 3 da conveneflo
preliminar d 828 a; o lamentando a contin.iaeflo
da guerra que se agita as repblicas do l'rala, sus-
tenta quo tacs calamidades havoriam sido preveni-
das e remediadas se desde d principio livessem si-
do, attondidas as instancias do Brasil.
O governo argenlino, a \ ista de semelhantc dccla-
raego, e naoobslanlc apreciar o interesso benvolo
do gabinete do Brasil na ccssac,flo dos males da re-
pblica, expediu ao abaixo assignado ordena que se
apressara de exerular com as observaeoes a que d
lugar a mencionada ola do Sr. ministro.
Nflo cabe na inlelligoucia do abaixo assignado a-
ceilar como verdade o erro do Sr. barflo. de quo a
iiegociacffo do tratado definitivo douvesse preserva-
do ao Ro-da-Prala das calamidades que levo desof-
lier 8 Ex. examinando as inlluencia-. o os inle-
resscsqtie lecm agitado a Banda Ori"ntal, reconhece-
ria a insufileienia daquelle pacto para evitar o eon-
II oto entre as duas margena do Rio, o para suflbear
nellas o germen da redellioj da rivalidade ou da
ambieo. Convem todava examinar se o ajuste do
tratado era possivel pura o governo argentino na
ciise das i olnciVs da repblica cm o Brasil desdo
1843 al a poca actual.
Misterbe deixar eslabelecido que, apezar da ce-
lebraeflo do tratado definljvo sor explcitamente
concordada na conveneflo preliminar, nflo ha nella
referencia alguma a um periodo determinado e fatal,
nem he de presumir-so que son comprimeuto fiel e
pleno nao snpponlia um oslado de perfeita amizade
entro os poderes signatarios. Assim, anda quando
Felipe Arana, ministro dasrclaeoesexleno.es, ao baja animado a ume oulro gnvT.no desojo vhro do
'. ..__' ......-.i. ...i ... rvalianpSn iln Imluilii. tnmulii dilinrnlii tarilamnilla
realisiieflo do tratado, tem sido dlloridii tcitamente
por ambos, sempro que ombaraeos du actualidado
ou consideraeoes transconJenles Ibes teem aconse-
Ibado posterga-lo, sem por sso volar-se dever al-
gum internacional ou estipulacflo precedente.
O governo argentino nao be culpado de que suc-
cessos deploraves hajam compromelldn a neutra-
lidade do gabinete imperial en suas relaeoes coma
confederaeo, eque alo agora estejam sem soluQflo
todas as qffesloes quo a legacflo tem sustentado anta
o governo de S. M. Nao lie iuteueflo do abaixo assig-
nado recordar as quo ja passaram ao dominio a
opiniao publica, e que derivaram do acontecmentos
siiislros para o Rio-da-Prata ; maso governo bra-
sileiro nflo ignora que ao catalogo dos Tactos contra
que a legarlo ha'reclamado sem xito, teem vindo
aggregar-se actos inesperados (lo Sr. encarregado do
negocios do imperio em Montevideo, para com o
Exm. Sr. general presdento I). Manoel Oribe, en-
tro os quaes figura o quo ataca o direito perfeito
cm que o governo argenlino declarou piratas aos
estrangeiros aggressores do Paran, e oulro que im-
plica mui gravemente a queslAo de limites entre o
Brasil o a Banda Oriental, c por consequencia a do
equilibrio poltico dos tres estados.
Travar una dscussflo sobro os objeclos complica-
dos que a'braea Q tratado sob a impressflo de contro-
versias desagradaveis, poderia nflo smenlc tornar-
se estril, mas anda pi "judicial. Gusta s.repbli-
cas doPratn.Sr. ministro, c doloroso he ao abaixo
Iguaesexpficaeesderain a Franca e a Inglaterra I assignado dize-lo, cusa mu caros sacriticios a oc-
iando intervCram nos nppncios da mesma republi-1 (tica seguida pela corle do Brasil na contendaa que
' e leudo sido aceitas pelo governo imperial as do' foram arrasladas contra a liga anglo-franccza; o
quando
ca


nlo obstante haver o governo argentino esperado do
imperio nutra poltica mais conforme coni a conven-
cifo preliminar, e mais prnpria de urna nacfln vizinba
o amiga, nilo foi todava feliz em suasesperangas.
A garanta da independencia do estado oriental,
estipulada entre o Brasil a a Repblica \rgentina, lio
absoluta e permanente, anda quando nlo se ajuste
o tratado definitivo no qual smento se determinar
o modo e o lempo. O Brasil, e bem assim a confede-
raclo, tem direlo de invocar ssa garanta sem ne-
cessidado de realisnr inopportunamonte aquella con-
digAo. Pelo contrario, deveriam evitar boje esta nc-
gnciacflo, nSo s pola espcialidade das circunstan-
cias, romo porque he deanecessario para establecer
o direlo peremptoro de garanta.
Alm dissn, aplana-so duplicadamente o caminko
ao tratado definitivo se se ajustar em lempo tran-
quillo, em meio de estreta nlelligencia dos estados
contratantes e da completa pacilicacAo da Repblica
Oriental; porm o gabinete brasilero, e'm vez de
deciilir-se a remover obstculos, os nrcuinmula,
discordando da repblica argentina sobro pontos
fundamentaos e connexos com a existencia poltica
da repblica do Uruguay.
A ron federar jo reconlieceo principio e o drcito
soberanos tos Orientaos representado pelo governo
e cmaras ronsltucionaes, e pela inmensa maiora
do paiz: noenlanto que o Brasil nega a esses mea-
mos poderes sua nacionaldade e acgAo legal, e acata
em Montevideo urna autoridade refractaria. Existe
pois urna di>ergencia essencal que levanta por si s
urna immensa barreira para bem enleiuler-.se no a-
juste do pretendido tratado que, segundo todos os
principios da le publica, iiAohescnao a consumma-
ciTo e complemonto das bases convenconadas origi-
nariamente.
Sua ceebracHo prosuppoe a fiel n commum exeru-
cio dos preliminares, e quando o objeclo mesmo da
nreseute nota, assim como o da de 19 de abril tiesta
legacilo, provam haver-se faltado por parte do gover-
no imperial ao art 3..da citada convengan, nAo
pode attrbuir-se so governo argentino sem nust-
ca c sem violencia, que seja movido do m vontade
para com o Brasil, por nAo prescindir entre outros
desto gravissimo precedente e por nlo prcslar-se ce-
gamente u tratar.
Qucasobrigacoesentreos governos, por expres-
sas e terminantes que sejam, claudieam on so sus-
pendem em consequencia de qualquer inffacco da
parte de umdelles, nlo hddoutrina desconbecida do
Sr. minstio. O governo argentino n3o s julgou
violado o art. 3.daconvencflo, por parte do Brasil,
permttindo a occupacAo por tropas europeas de pon-
tos importantes da repblica do Uruguay, e continu-
ando snas relages diplomticas com um simulacro
de governa submettido servilmente a vontade do e%-
trangeiro, como tambem que, faltando o governo im-
perial as obrigaces naturnes, e as convencionadas
ou facticias, se despoja espontaneamenle do dreito
de exigir ao da confcderacilo sua execugAo.
O sustentar a integridade o independencia do es-
tado oriental era um dever primitivo para os que
lirmaram a convcnco preliminar. Abandonar a exis-
tencia poltica daquella repblica as miras da coali-
Slo europea be quebrantar a convenga ; nem cabia
subterfugio para cohonestara prescindenca do Bra-
sil, quando a frca anglo-franceza havia oceupado,
como todava oceupa, Montevideo e a Colonia, o Sallo
.2.
franceza, se as houvesse. O governo argentino con-
tcnta-se com a gloria de haver comprovad sua pro-
lercAo desinteressada independencia daqitelle es-
tado, sua aflianca franca c decidida com agrande
maiora nacional, e sen illimitado respeito a suas
leis orgnicas Elle lem combatido smento a'seus
uimigus, usando do dreito de reuliacuu, e tem au-
xiliado a autoridade suprema, transtornada pelo in-
fluxodoouro e das armas eslrangeiras.
. Codera o Sr ministro dizer oulro tanto da inter-
venga anglo-franceza ? JJue importancia quera dar
a corte do Brasil aos protesto* de dcsintoresse dos in-
Art. u.o Em todos osdasuteis, os fiis e marca-
dores do assucar seapreseiitarSo nnj trnpiches-.qne
Ibesforem designados, as 7-horas da manhAa, e re-
cebcro dos trapchenos urna lista em duplicis, por
elles assignada, com declragAo do numero deeai-
xas, fechos, saceos e har.ricas,*dcstinadn.s a inspec-
Cfio naquelledia, indicando a marca, numero, tarae
peso de cada volunte.
Art. 7. O fiel, em presenca dotrapicheiroomarca-
dor, verificara o peso de cada ca xa e fecho, e achan-
do-o conforme, o indicar por sua propria letlra na
mesina lista,e o imprimir inmediatamente no vo-
dcsolm o paiz, perscguemde morte aos defensores
de sua constitugAo e animam os rebeldes contra ella?
Oahaixo assignado, comtudo, nAo acerta comas
declarages a que o Sr. ha rilo se refere. SerAo por
ventura as palavras pacificas dos ministros da roroa
no parlamento de Inglaterra o no da Franca, no mo-
mento mesmo que seosagentes no Crata invocavam
suas irislrucces para levar adiante em ambas as
margena um plano do subversDo, de dominio e de
guerra? Assombroso seria que'um governo ameri-
cano livesse podido tranquillisar-sc com somelhan-
les declaraces, a vista do sangue de Argentinos e
Orientaes profusamente vertido em defesa dos direi-
tos eda integridade de sua-patria, atacados pelos di-
tos agentes.-
Cor pulra parte, o Sr. baro no achara eslranho
3ue seja impossivcl para o abaixo assignado concor-
ar com esses motivos de ennfianga quo cita S. Exc,
e quo, segundo se v, contriburaiii a impassihilida-
de do ministerio do Brasil, com o quo este declarava
em 14 de novembro de 1845, negando que se houvcs-
seiq dado inslrucces ao visconde de branles para
solicitar a intervengAo.
O Sr. (nido, dizia o Sr. I.impo de Abren, sabe
perfeitamente que taes iustrueges naosederam,
que nenhuma intellgencla leve com o governo do
Brasil, h.ilii resulta um facto que a historia nlo po-
da deixar de consignar como urna das anomalas
mais monstruosas que tem engendrado a diplomacia
moderna, ndo tendo ouvidas sobre a torit da llepublica
Urienll do Uruguay as duas nicas potencial que, por
um tratado solemne, sao obligadas a iiitervir nos ne-
gocios della, com relacAO ao lempo e ao modo de
sustentar e defender sua independencia c integri-
dade.
o Sr. I.impo repeta em 28de feverelro de 18il
chamada legagA oriental
Tanto dvergam os dous gabinetes (o da Ingla-
terra e da Frangaj da marcha quo o governo impe-
rial julga legitima eadequada para o lim da pacifica-
gao do IIiu-da-Crata, que nilo quizeratn encarregara
hu ministros tiesta corte de conferentia alguna com o
governo imperial, como este o solicitou. Julgaram
escusada a discussBo, c resolveram mediar da manei-
ra por que o tem feito, procedendo depois a hostili-
dades que anda duram.
Nao poderla ser poissenito mu recente essa ma-
uifestagao satisfactoria dos ditos governos, quo o a-
baixo.assignado nao leve a honra de conbeccr, e
cuja existencia tem negado o propro governo do
Brasil.
O governo argentino lom dovido lutar s com os
conflictos da intervengan eslraugeira, e nesta ililllcil,
. porm gloriosa situag'ffi, dianlu de duas potencias
e Maldonad.o, eas IbasGorreti o Viscaino, e desde jila Eurona, nao tem pedido ao imperio mais do que
que havia destruido at os vestigios do governo ori- o "formal exerejelo de um dever em harmona com os
ental.
tervcnlores, quando ccupam os povos orientaes,pa- lume com firo ardente.
i"'.0!!"'^ i5c.,,l'*ln ,,e avenlureiros estrangeiros que | Quanlo aos saceos e barricas s se proceder jo
O mesmo governo imperial adverta ao intruso de
Montevideo a 25 de margo do anuo correte que
eslava resolvido a sustentar a independencia da Ite-
publca Orienlal, alin de outros motivos, pela obri-
gaedo expressa que < ontrahiu em virtude dos arts. i." e
i." da convengo de 27 de agosd de 1828.
Ocasus furdeiis linba chegado vsivelmente para o
governo brasileiro, e delle dependen que se soubes-
se, se esta decidido a defender "a independencia do
estado oriental ou deixa-la comprometida.
Subsistindo com o governo brasileiro laas clifTi-
culdades, oSr. ministro nao pode dcixardo roiibc-
cerquesem que sejam antes removidas com honra,
nao poderia a confederagao esperar a reciprocidade
perfeita de sua benevolencia, e como a esta cond gao
se ligam seus dreitos mais essenciaes, o olvido dos
precedentes indicados nao poderia. ter lugar, sem
iningoa da soberana c dignidade da republic,a.
Carece ao abaixo assignado que oSr. barflo quiz
alleiiuar a frga do direitt) com que a legago recla-
mou a nlerposico do Brasil em defesa da iiulepen-
dencia oriental, com referr-se s declaraces do
ministerio argentino em 1838 a respeito da inlelli-
gencia do art. 10 da convengilo preliminar; porm
S. Ex., volvendo as vistas para a serie dos successos
daquella poca, chegar a recordar que entAo recla-
niava o governo imperial contra o quechamava n-
lerrtnfo da repblica nm disscncSes intestinas da Hon-
da Urienll, esemelbante qualificag3o seria no caso
presente nao menos impropria que insustentavel. O
mundo conhere os motivos da guerra que naquella
poca teve que sustentar o governo de Buenos-Ay-
res contra urna autoridade levantada debaixo da pre-
potencia da Franga ealliada con ella para atacar a
confederagri.
E ninguein tem meios plausives para negar que,
se actualmente uo existe o menor elemento nacio-
nal no que em Montevideo se chama governo, enlo
a autoridade rebelde era da Franga e para a Franga.
O Sr. ministro ajunta que as declaragaes daquella
nagaoe da Inglaterra de respeitar a independencia
oriental teem sido consideradas pelo governo de S.
M. tSo sinceras como as do governo argentino, e S.
Exe. esquiva com esta asscrcaV) a responsabilidade
do gabinete pelo abandono de suas obrigages es-
cripias.
Porm be sensivel que o Sr. ministro nao teuba
considerado que as declai agocs da confederagao per-
tenciam a um cas de guerra, e as da Inglaterra e
Franga a um de inlervengao, c que toda a interven-
gan que nao procede de tratados preexistentes be of-
fewa eataque a soberana e independencia das na-
gei entre asquaes se intervin. Bastava isto para
que o Brasil, em consequencia dabbi igagao que so
itnpz pela convengiodo anilO 28, exigase nflo s a
desuccupagflo dos ponlos dominados pelas frgas an-
^lo-fraucezas, romo tambem a cessagao de toda a in-
terferencia cstrangeira.
O governo da confederagao, exercendo na repbli-
ca do Uruguay o dimto da guerra, nao poda
perturbado priietilium outro |M violac/io da le publica, no enlanlu que qualquer na
g2o cstrangeira, ntefvindona llanda Oriental, pode
sercompellida a dar raso daquelte excesso na-
ges quebajam garantido suj9B|en'leiieia, pois,
ao mesmo lempo que as oliendo, as habilita emeon-
formidadecom o (liieilucominum de em pregar ifleios
ellicazes queannullcm sua accSt
O governo argentino
inlcresses actuaes e futuros do Brasil, e com as sym-
pathias da America a favor da causa da Repblica
Argentina
Pcrfeito era o dreito do governo de S. M. para
investigar o objectn da posigao assumida pelos inter-
ventores no territorio viznbo ; e abandonando-o e
preferindo nianter suas relages diplomticas com
um poder apocryphu, emvexde etileuder-se como
repieseutante da nacionaldade orienlal, se tem re-
cusado a executar a convengAo preliminar.
Taes sao os fados e as convieges do governo cn-
carregado das relages exteriores da confederagao,
que nao podem ser alteradas, nem or iiisuuagfles
para um tratado definitivo, nem pelo tratado mes-
mo.
Em sua consequencia, o abaixo assignado est au-
torisadopara declarar: que o governo do Brasil tem
faltado ao art. 3." da convengAo de 27 do agosto de
1828, rujo rumpriment foi reclamado pela IcgagAo;
e eiitendendo-o o declarando-o assim em nome e por
ordem expressa do governo da Confederagao Ar-
gentina, e para os effelnsconsegintes, protesta so-
lemnemente por tal infraceflo ante o governo de S.
M. O lu peradnr do Brasil.
Dos guarde a V. Exc. mutos annos.
Tiiomai Guido.
(Continuarse-ha.)
peso, quando os fiis desconfiaren!-que n!fo ha exac-
lidao, e nesse caso fica a seu arbitrio pesar os volu-
mes ndstinctamenle.
Art. 8.0 Concluido o peso pela maneira indicada
no artigo antecedente, sorSo as das listas assigna-
das pelo fiel e marcador, e entregues inmediatamen-
te aos inspectores.
Art. 9 Os inspectores procedcnlo logo inspec-
glo, e proporgAo que forem qualitlrando cada um.
dos voluntes, o'marcador ir imprimindo, com forro
ardente', a sua qualdade, e com tinta nos saceos e
barricas, e oescripturario lngara as duas listas as
qualidades de cada um dos volumes.
Art 10. Concluido o trabalho do da, os inspecto-
res rubricarAo as duas listas no principio no fim,
sendo urna entregue ao trapichoro para por ella pro-
curar os despachos, e pagar Os direitos e taxas cor-
respondentes, e finando a outra em poder do escri-
turario que, depois dea registrar em um livro, a da-
r ao administrador do consulado.
Art. II. A nspeegAo dos saceos de assucar se fa-
V abrindo- se estes, e sem que sa extraa assucar ai-
gum. E pelo que toca s barricas, os mercadores a-
bririlawni furo com verruma inuilo fina, nao tirando
mais do que meia-quarta de assucar que Ihes per-
tencer em atteugao s despezas que devem fazer
com ferros e tintas.
Art. 12. I'ieam revogadas todas as disposges dos
regulamentos em contrario.
Palacio de Cernamhiicn, 23dedczembro de 1846.
Antonio Pinto Chichorro da Gama.
KXFEniRNTB DO Dll 22*00 PSS*DO.
OUlcoAo Exm brigadeiro commandante das ar-
mas, declarando que a licenca obtida pelo soldado
do segundo batalhao de urtlbaria a p, Franklim do
RcgoCavalcanti, foi concedida na forma da le de 2
deoulubrodel844.
DitosAo mesmo, ordenando que, em cumpri-
mento d'ordem imperial, mande dar ha xa ao 1.'ca-
dete Francisco Jos Martn;, ao 1. sargento do*.
batalhao do artlharia a p, Jos Pedro FalcAo, e s
46 pragas cuja relaeflo Ihc transmute.
DitoAojuz relator da junta de justiga*, envian-
do, afim desfirem definilivamento julgados, oa pro-
cessos dos reos Antonio Carlos da Silva, Francisco
Jos de Olivcira, Manoel Flore Antonio Juaquim Mo-
rara.
DitoDo secretario interino da provincia ao t. da
assembla legislativa provincial, restiluindo os ult- _
mosautographos das ieis provncaes promulgadas!auc tinha composto. V-lo edar-lhesolugSo foi obra
nesteanno. | Je um momento, com o que acabon degrangear n-
teiramenleaaffeigao deFaulhaber. Para quo os ma-
.....'rJTfrTr~ -l T^gasg^
rerrou-se em urna casa retirada no arrabalde de S -
(erinano, e all seguiu as investgagoes sobre a geo-
inelra e a analyse dosantigos que Urda comecado
no collegio s seus amigos, jovens folgaztos, o
absolutamente entregues aos prazeres do mundo ,
ignoraram por nlguin tenino o retiro-do sabio; mas a
.forca de nvestigagoe.s pmleram descobrt-to no fin
de um anuo. Foram logo todos busca-lo, decididos &
lera-lo comsigo ; mas as suas persuasOes cas suas
supplicas se aniquilaran! na vontade de ferro de
Descartes que Ihes nlimou com resolugAo o ener-
ga que todo o poder do mundo nao era capaz de ar-
ranca-lo do estudo a que se havia entregado. .\em
por aso desistiram os seus amigos de suas preten-
coas,'antas pelo contrario torna ram a ineomfiioda-
lo por repetidas vezes, rasll por que lev que aban-
donar aquella grande cidade.
Parta .com efTcitn para os Paizs-Baixds, e alis-
tou-senas tropas do principo Mauricio, na qualda-
de de voluntario. NAo era na verdade mu a propo-
sito a vida militar para quo ni stc. cntregava ao estudo;
mas Descartes quo tomn esta resolugflo por neces-
sidade, encontrn em todos os oslados meios de fa-
zer-s admirar, o de em pregar os seus grandes co-
riecimentos. Sahendo que o principe Mauricio es-
lava em Itreda, foi logo apresentar-se. Os gemetras
daquella cidade tnham publicado que todo aquelle
que fsse capaz de resolver o problema que sean-
nunciava, feria um grande premio. Esta especie do
desafio eslimuloua um mancebo quo contara enlo
apena vinto annos, e apresentou-se aos orgulhosos
mathomaticos para o resolver; masaquelles bomens
encanecidos no estudo iulgaram ver naquella oflerta
urna loucura da moridade, e mo fizeram caso del-
la. Comtudo elle s,em dissuadir-se.lhes anresentou
resolvido o problema no meio do universal applnu-
so, c da provas nais distinctas de admiragilo. Ra-
le mancebo era Desearlos. De Breda passou a Ulm,
onde den urna nova prova do seu prodigioso talento.
Viva tiesta cidade um dos matbematicos mais sa-
bios do sputempo chamado Mr. Fanlhaber, o por a-
quella allinidade magntica que existe entre osa
bios, Descartes nflo pode estar muito lempo sem
visita-lo. Disse-lhe que tinha ouvido fallar muito da
superioridade deseus conhecimentos em mathoma-
ticas, e que desojando instruir-so tinha tomado a
liherdadede se Iheaprosentar para resolveren! jun-
tos alguns problemas. Mr. Faumnber primira vis-
la julgou encontrar no mancebo que t3o ousado se
Iheapresentava, um dssos pedantes que tanto hilo
abundado desgragadamente cm todas as pocas, e
estove tentado a fazer-lhe pagar Caro o quesuppu-
nha urna fanfarronada, mandando- expulsar igno-
miniosamente de sua casa. Comtudo, quiz experi-
mentar aquelle aventureiro, e em vez do desvio qut
que primeiro sentir, concebcu una especie de cu-
riosdade aflectuosa, quando o mancebo llie dsse
com firmeza, que conhecia a analyse dos gemetras.
Faulhaber propoz-lhe algumas questoes, as quacs
elle resolveu com tanta exaclidiio e facilidade, que
o sabio mathematico nao fzia senfio admira-lo. De-
sojando conhecer a fundo at ondo alcangavam os
seus conhecmentos, llie apresentou um problema
mu dilTicl que propunba em um tratado de algebra
;i
Varitulade.
(jovoriio RECL'LAMENTO DE 23 DE DEZEMBRO DE 1846.
Altera emalguma de ivas partes oregulomento que,em
30 de selembro de 1836, /ora expedido pela presidencia
ra de ver equiparadas su a do des-
tino d Banda Oriental com as da coalicSo anglo-
paraa impecfo doai'ucar eolgodOo.
O presidente da provincia, em virlude da le .pro-
vincial n. 187 de 10 do correte, ordena' que na exe-
ciigaiu da mesma se observe o regula ment de 30 de
sclenibro de 1836 com as seguintes alleragea :
Artigo 1. A in'specgAo do assucar ealgodao ser
annexa mesa do consulado, o tora os seguintes em-
pregados :
6 inspectores, 4 do assucar e dous do algo-
dao, com o ordenado cada um de......700,000
3 cscripluraros, sendo dous do assucar e um
do algodao, com o ordenado cada um de. 500,000
7 fiis das bataneas do assucar, com o ordena-
do cada um de.................360,000
ditos das balangs do algodao, com o orde-
nado cada um de.................320,000
7 marcadoresdo assucar, com o ordenado ca-
da um de......................300,000
3 ditos do algodao, com. o ordenado cada um
de............................300,000
1 porteiro que sirva do continuo, com o orde-
nado de.......................300,000
Art. 2. A inspecgfio do assucar sera feita nos tra-
piches, onde cslverem depositados os volumes que
dtpeuderem della.
Art. 3. Os inspectores do assucar dividrAo o ser-
vico entre si, trabalhando dous em caua trapiche,
onde deverSo comparecer as 9 horas do da, edemo-
rar-sn al as duas horas da tarde ; e, quando houver
grande allluencia do volumes pura serem nspecta-
dos, se conservarilo ate duas horas.niais.
Art. 4. Cada um dos escrpturarios do assucar
acompanhar a dous inspectores, duranto a' ns-
peegAo.
Art. 5. No primeiro da de cada mez, os inspecto-
assuear dislribiiirOo os liis e.marcadores pe-,
ESTUDOS BIOGRaPIIICOS.
DESCAITRS.
deltas eslej
livos.
no mesmo por dous iezes cunaeeu-
Na historia da philosophia, s o nome de Descar-
tes significa urna revolugAo na sciencia ; porque 0
sabio plnloso lio destruiu abusos admitldos at
cnlflo. esubstituu aos principios litios por inega-
veis outros maisclaros e mais uleis para o ensino. 0
nome de Descartes, fui o objeclo da aversflo deuns
edo respeito de outros Descartes pode ter tido seus
defeitos, seus erros como homem, mas seria urna
injustiga querer arrebatar-Ida a gloria de restaura-
dor dos bous principios philosopbicos. #
A reputagAo dos liomens que signilicam muito na
escala social he o que mais perseguigOes soffre, por-
que he o alvo dos zelosde uns e da prevengflo deou-
tros.que pode mu bem ser os nAo tenham compre-
hendido.
Descartes era descendente de urna das princpaes
familias de Brctanha. lia algumas duvdas sobre a
poca do seu nascimcnlo; porm ornis rfrovavel
be que nasceu a 31 de margo de 1596. Todos os lio-
mens manifestam gcralmente desde pequeos as suas
inclinagoes boas ou ms, o este grfido homem deu
nina prova evidente desta verdade.
Quasi desde o sen nasciniento manifestou urna
paixfio cstraorditiara pelo estudo, e em breve a-:
prenden o grego e o lalim. I.endo os poetas, tomou
gostoa posia, e foi poeta ; c estudando os antigos
mitbulognscobrou afTeigAo mithologia Cropoz-se
esttidar lgica, eadve lindo que os sylogismos nAo
serviam seiiao para ensinar sem discernimento cou-
sas que se ignoram, apezar da sua pouca dade, pois
nSo tinha entAo mais que qualorze annos, reduziu
toda a lgica a quatro regras que serviram de fun-
damento a nova philosophia. O mesmo defeito en-
controu no methodo rutineiro que se segua para en-
sillar moral, e o emendou, como antes o havia veri-
ficadojcom a lgica.
Depois de ter estudado a philosophia, cstudou as
mathematicas com um adianlamento iucrivel Quiz
aperfeigoar a analj-se dos anligos, e a algebra dos
modernos. Di/licil e arriscada era a empreza; mas
Descartes pesou todas estas difiiculdades antes de
commcltc-las, e concluiu por arrostrar com lodosos
inconvenientes que se llie oltereciaoi. Formou para
islo um plano que admirou a todos os professores :
lo sublime e tfi extenso era, que todos pareca
impossivcl que podesse ser obra de um joven deto
poneos anuos como o seu autor.
No anno de 1612, e aos dezaseis annos de dado sa-
biu ilo collegio admirado, abengoado c cheio de elo-
gios de lodos quantos o conheeiam Mas o incens
das adu^coes e das lisonjas nfio era siilllciente para
transtornar a cabega do sabio, e permaneceu insen-
sutl a ludo, conliiiiiando impassivel na sua come-
cada carreira TOdo o mundo recouhecia a Descartes
por um sabio, e como tal era considerado; mas elle
nao fazia caso do que sabia, e com a- maior modes-
tia dizia que a sua sciencia eslava reduzida a duv-
das, embaragos e fadigas do Qiitcudimcnto. A tAn
alio grao chegou nclle a desconlianga da sua insulli-
ciencia edos progressosque poderia fazer, que desa-
nimado abandonou o esludo. Cheio de tristeza partiu
paraParisnoaiinodo 1614, onde um feliz acaso-fez
querenaacessonl iies tivera^o es-
tudo. Tendo encontrado all o n, com
quemantes tinha sludatl e fallar
va; e tqI foi
ilercntes trapiches, de maneira que nenhum oelfeito na a alma fez a relagAo que
ouviu, qu* se a ules' tinha tido desejo de aprender,
desde entao este desejo se converteu cm paxAo, En-
thematicos e osquesedcdicavam algebra encon-
trassem com maior facilidade a solugAo daquelle ge-
nero de problema, accressentou uns theoremas ge-
raes que devam servir como de chave para resolve-
lossempre que se apresentassem Nestn ultinio lan-
ce deu tanto que fazor o que pensar a Faulhaber,
foi tanta a admiragAo e respeito que concebcu para
Descartes, que no meio da sua illusAo e de seu en-
thusiasmochegou aduvdar se era homem ou anjo,
e para assegurar-so Ihe locou com as nulos para ver
se liulialcrpo comolh'o representava a vista Prodi-
gioso effeito tranquillisoii do seu enlliusiasmo, e fica ram desde
aquella entrevista os mainres amigos do mundo.
Salisfto Descartes de si proprio, e cheio de elo-
gios e de dstincgOPSf partiu de Ulm para Praga, on-
de havia vivido o justamente celebrado. Tyclio-Bra-
lia. A fama desle grande astrnomo cstimulava o
mancebo philosopho a imitar aquello sabio, e a vi-
sitar os lugares que tinha habitado. Recordava com
enlliusiasmo quanlu a sciencia devia a Tycho, emlo
podia deixar de venerar a Ilustro memoria do ho-
rnera queconsentu gustoso em sepultar-se -porrs-
pago de vinto anuos no observatorio astronmico
construido cusa do re de Dinamarca, na ilba que
est entrada do mar Bltico. Aquella prisflo volun-
taria produziu um uovp systema do mundo diverso
do de Copern ico o do de Ptolomeu, no descobrimcii-
to de que os cometas nao eram simples meteoros ro-
mo at entao se tinha acreditado ; mas sm verda-
deiros planetas com a sua rbita, e o seu curso re-
gulare peridico, e outras mil ovestigagOes ijueli-
zeram iinmortal o nome de Tycho-Braha. A' imita-
gilo deste profundo observador quiz tambem habitar
um retiro, onde, solado completamente do mundo,
podesse com toda a lnerdade enlregar-seau estudo,
c seguir os traeos que com tanta gloria tinha dcxa-
do marcados o Ilustre dinamarqus. Para executar
o seu projecto relirou-se Bavicra, onde por tiin
conseguiu encontrar o sitio desejadn.
Kncerrou-se em urna cmara, e para estar mais
expedito, lembrando-se que n'outra semclhanto uc-
casiflo que se retirara, os seus amigos o foram en-
contrar, deu as ordens mais terminantes, para que o
negassem a quem qurque fsse procura-lo. S alli,
e sem dislracgcs de nenhum gnero, estabeleceu
por primeiro principio nAo admittir por verdadeiro
senAo o que Ihe parecesse evidente : croado que lu-
do quanto at entAo tinha aprendido eslava cheio do
erros, esqueceu lodos os seus conhccimentOSj o for-
mou urna serie de uvesligages certas, das quacs
formou um methodo que llie servu de chave para
encontraras prnc:paes verdades pbilosophicas.
Os seus cstudos o conduzram s questoes mais
intrincadas da physca, e nAo sejulgando com oa co-
nhecimentos necessarios para resolve-las, abando-
nou o seu retiro, c passou Italia, e dalli a Caris,
rtirando-se por ultimo llollauda. N'psle lempo li-
nda conseguido a sia baixa do servigo militar, e po-
de por couseguilite, cuino seulior do suas aegocs que
era, entre'gar-af'inlcirameiite ao esludo.
A sua-divisa de nflo ser verdadeiro senAo o que
julgava evidente, era para ello urna fon te perene de
desgoatos e de vigilias. Tornou a suas idea*
sobre a physca, e estas o couduziram a investiga-
gOes de um methodo, por Hfl0 do qual pode conhe-
cer a caua geral dos uhenomrnos da natureza, e as-
sim iuiitago dos antigos sabios, formou um novo
systema do mundo, quo se nilo tem o carcter da
exaclidAo e da verdade, ao menos tem o mrito da
origiiialdade, e de urna invengAo engenhosa. Os
seus vrtices e os seus aunis causaram mais de um
conflicto na astronoma, e nAu Ihe fallaram discpu-
lo que'susleutaram com firmeza aquella nova dou-
trina.

mutilado!


Conheeendoque.se publicassejogo aquella obra,se
fxporin talvez a perseguigoes como o celebre Culi-
leu, oii i|i'C pelo menos seria olhada como urna lou-
ciira, quiz antes cispr os unimos, para que deste
moilorocebesem scm espanto, e de bom grado, a
jeviiluco que ia a fazer:
iinesteflm, e eomojireltidio, publicOu ante o
mclhodoque tinlia coioposto om Olio, para c.onuu-
ir liem rasfio, e Averiguar a verdade.nas sciencias,
afom|ianliando esto melhodo de urna nova geome-
tra Esta obra I lio deu^^^Beredito, mas em troca
Ihe causnu nSr> pequeos desgostos.
L'in inl Voccio. hrmcm le pouco talento e menos
saber, mas mui poderoso, se encarregou, s pelo
insidelo da sua nai vontade, de persegui-lo edesa-
credita-m. Trabalhou minio com este flm, pondo em
jnKo todas as inaehinagoos de quo um homem per-
verso pode vale sS' para perder um contrario : mas
asna ma ndole lo i oonhucida, elevo o sentimanto
de ver que s principaes sabios tributavam hoinona-
gem ao talento de De onsolando-o as suas
per5eguigoes, e exhorlando-o a que nffo dcixassea
sua enmelada carreira. A mesma priiiceza Izaliel,
quando soube os trabalhos que Descartes tinha feilo,
e a perseguidlo que contra elle suscitara Voccio, Ihe
esrreveu por scu proprio punhu cartas asmis ex-
pressivas e honrosas. O estudo o a ciencia tiveram
osou justo e merecido premio, e a roputagflo de Des-
cartes brilhou alrays da m vontade de seus mu-
los mais pura, mais acrisolada, ecom maioV esplen-
dor que antes.
Ten Jo chegado ao conlieci ment da rainha Chris-
t i na de Sucia a Taina do sabio astrnomo, Iho ma-
nifestou por meio do embaixador de Franca na sua
corte, quanto o prozafa, o com qnauta instancia do-
cajava vi>-l0i para o que. o convidou com especiali-
dad a passar corte de Sucia. Descartes nao pode
negar-ae a todas estas attengocs tiio dislinctas o que
tanto o bonravam ; acabando de dctermiiia-lo Sir
Canut. Partiu, pois, para Stockolmo no dia l!dose-
temhrode 16*9, c morreu nessa cidade a 11 dc'feve-
reirodelfiJO, tendo de ktaflo cificocnta e cinco an-
uos dez mezos o onze das,
{Mercantil.)
m i -a.
2upe!R maneir,a prescrinta em o artigo 15 do re-
gulamento do 11 de julbo de 1846.
A administragfodos estabelceimentos de cari-
uaiie contrata pelo lempo de 6 mezes o fnrneeimen-
lo dos segu ntes gneros: farlnl.a de mandioca, as-
ear retinado, dito liranco redondo, manteiga fran-
jado primoira qualidad. sson caf em
rao, arroz pilado branco, alelria toucinho de
santos azoite doce, vinagre de Lisboa -azoite do
can-epato, aabflo prelo e lenha de mangue. Os pre-
lemieiitos dirijam-se a ra dos Coelhos a casa das
sessoos da mesma administrflo, no dia 11 do correr-
te, pelas 4 horas da tarde, munidos de suas propos-
AdmiDistracflo geral dos estabelecimentosde
C0MME8CI0.
que Ihe tem merecido.
Polf/earpo Nunes Crrela
D. W. BaVnon, cirurgiiio dentista, chegado no
><* "Huno navio dos Estados-luidos, ofleroce osseus
cariuaue, 4 de Janeiro de 1847. -O escriturario, enrieos aos residentes desta praga esta sua profis-
rranetsco Antonia Iacalcanti Cousseiro. sao. Tendo muitos annos de experiencia e pratica om
-- A administracu geral dos estahelecimentos de "
earniade- contrata pelo lempo do G mozos o forneci-
mento de pilo c bolacha do que precisarem os mea-
mos estahelecimentos. Os pretenden tes dirijam-sea
ra dos Coelhos, a casa das essOesda mesma admi-
nistracio no dia II do corronte pelas 4 horas da
tarde munidos do suas propostas. Administra-
cita geral dos estahelecimentos de caridade, 4 de Ja-
neiro de 1847. O cscripturario, Francisco Antonio
Lavalcanti Cousseiro.
- T,A administracilo geral dos estabelecimentosde
caridade contrata pelo lempo de 6 mezes o forneci
ment de carne verde do que precisarom os mesmos
estahelecimentos. Os pretendentes dirijam-se a run
dos Coelhos, a casa das sessoes da mesma adminis-
tragflo no dia 11 do corrente pelas 4 horas da tar-
de, munidos do suas proposlas. Administragflo co-
ral dos estahelecimentos de caridade, 4 de. Janeiro
de 1847. O cscripturario, Franciico Antonio Caval-
eanli Cousstiro.
Jo corrente, em diante, ostario abortas as suas au-
las para meninos e meninas, na casa de sua resi-
dencia no bairroda Boa-Vista, travpssa do Veras, n.
13, endetmbom contina recebor como ale aqui
meninos pensionistas u iiiein-pcnsionistas, para o
quo a casa eflorece bous commodos: sobro o trata-
mento, boa hicacuo e adiantamento que semnre grande sortimonto de mercadorias, todas de pri-
tem prestado a seos alumnos durante nove anuos f"^ira qualidade e do ultimo gosto, como : chico-
que labora Oeste exereicio, o l'azcrerqueo respeita- tinnps dolicados e bengalinlias guarnecidas de prata
vcl publico est saltsleito pela preferencia easeolha .""a >' |erlences para cagar.; pol
jNnvo importante aviso.
POMMATKAt:, CITELEIRO ATERRO-DA-BOA-
VISTA, W.5.
tem aliones de prevenir ao publico que acaba do
receber pelo ultimo navio chegado de Franca, um
BRIL1UNTE FKESEPIO
NO
AI tai niega.
REND1MENT0 DO DIA 5. 15:023,088
ORSCARRBAAM BOJE 7.
Barca porluguozaTejovinho.
patacho-- Eleonora/eite.
BarcaOprayhacalhao.
Calera -I olumbut machinismo e barricas vasias.
Barca ingleza Mary-Queen-of-Scots inachinismo e
tai xas.
Jlrigue-/Woce mercadorias.
Brigue*-/.o/)rridem.
Brigue--/^(ia--barricas abatidas.
Ceral. .
Provincial. .
Diversas provincias
Consulado.
RENDIMI NTO' DO: DIA 5.
4:018,489
2:014,280
52,239
6:084,008
UmiiiiLiito do t'oi lo.
Navios tntrados no dia 5.
Liverpool; a3dias. baiguc inglez Jamaica^ de 215
toneladas, cnpitfio ThomasSilkirk, equipagem 12,
em lastro ; a Lalham & llibbert.
Assu; lidias, hiato brasilciro Flor-do-Recife, de 44
toneladas, copitlo Muiuiel Pinto llahia, equipagem
4i carga sal; u Jos Maria Barboza. Passageiros,
Antonio Francisco Chaves, Francisco Xavier de
?ouza, AntOiiio Jos de Faria, Brasileii os.
rhiladelphia ; 34dias, brigue nmcricanQ Cotop>rth-
cairt, de 170 toneladas, capitOo Lu\is (iassen, e-
uupageni8. carga farinha, bacalhao, mobiia, ve-
las de espermacete; bolachinha e mais gneros do
Piz; a Matheus.Austim ACompanhia.
Navio sahid no meimo dia.
Maraiihfln; brigii-cscuna brasilciro Josrphina, ca-
pitiio Jos Manocl Barboza, carga assucar. I'assa-
gciro*: Joo Uaptista Trabuco, Antonio Denigre,
JoHo Buptisla Vaiconi, Miguel Trabuco Ceove-
John l'ennamo Kde, Samuel Vales, Inglezcs.
Navios entrados nidia 6.
zes
llio-de-Janeiro;25dias, barca norueguensefermes, de
417toneladas, capilflo l.ars Dannevig, equipagem
13, omlMetro; a Jones Patn &Companhia.
l'hiladelphia ; 32dias, barca americana Naiarre -de
232 toneladas, capitfio James Vea rock, equipagem
13, carga farinha, bolacha, cha esabflo; a t.'G
l'crreira & Companbia.
Aracatv ; 16 dias, sumaca brasileira Carlota, de 64
toneladas, capilflo Jos Concalves Simas, equipa-
gem 8, carga algodfloe couros; al.uizJos de S
Araujo. I'assageiros, Narcio Jos Ferretra, com 3
escravos, Joaquini deSouza Hibeiro, Antonio Joa-
i|uim Fracklim, Francisco AI ves da Silva Maria
Alexandrina do Itozaro, com 3 escravos a entregar.
Tlieatro publico.
Novo drama, A entrada dos liis Magos em Jeru-
salem.Este actosei descnipenhado com Inda a
pompa e brilbanlismo, apparecendo o prestito dos
tres reis, vistosamente ornado a moda do Oriente,
montados toilos a cavallo, e seguidos cada um do
seu estado de cavallaria. O debate de Hrcules com
os tres reis do Oriente sera o maisadoqu.tdo aos prin-
cipios da ilbistracflo do presente seculo, sem com-
todo faltara poca aque.se refere esta importaute
scena. A'lm das novas cantonas, seaddicionar o
brilhaiito neto das pastoras na adoraeflo dos reis.
Principiar as 9 horas em ponto.
I'uhicflcoes Iliterarias.
ELEMENTOS DE HVCIENE NAVAL
para uso dos navios do guerra c do commerciodo
imperio do Brasil offerecidos a S. M. L, o Senhor I).
Pedro II, por Francisco Flix Pereira da Costa dou-
tor em medicina e director do hospital da marinha
da corte. Esta Obra conten noces geraes rela-
tivamente influencia dos climas sobre o physico o
moral dos homens Trata da atmosphera maritima e
terrestre e seus difTerentes estados; da agn c das
outras bebidas, dos alimentos o vestuarios ; alcm do
ootras muitas materias que teem relagflo com eslo
objecto. O prego da assignatura he de 3000 rs.; ser
um volumeero quarlo do mais de 300 paginas. Os
no mes dos Srs. assignantes so publicariio nofim da
obra. Subscreve-se na- praca da Independencia ,
ivraria, ns. 6 e 8.
Acaba de ser publicada em um folhelode 78 paginas
a interessante discussao que se susciten na assem-
bla provincial, acorca da queslflo=se deve o hispo
serouvido quando se trata da divisflo de frogue-
zias?=
A leitura desle folholodeve inleressjir aos Srs. sa-
cerdotes e a todos aquellos que cordialmonte dose-
jam ver respailadas as formulas religiosas, pois quo
em res posta a varias accusagOesfoitas ao digno prela-
do desta diocese e que vecm no mesmo folhoto, ap-
parecem os mais briihaiiles discursos em sua de-
lesa.
Vende-se na loja de iivros da praga da Independen-
cia, ns. 6e8, c na loja do Sr. Dr. c'outinbo na ra
do Collegio, por 400 rs cada folbeto.
M
Avisos maruinos.
Declaraees.
0 llloi.r. inspector interino do arsenal de ma-'
rinhn mand fazer publico que, em virtdde da auto-
risogflo daiie em aviso de 20 de novembra ultimo,
ocntiata, jiorineio de concurso, a madeira do ama-
rollo que for necessaria para a coustrucgflo da no-
, barca de cscavaglo, c outras obras a cargo desta
^partigiio, com quem maiores vanlagns offorecer a
favor da fazenda publica; devendo, em cousequen-
lci, os pretendentes que podom tambemsor quelles
1"e tenham; esa madeia ja cortada em alguns pon-
tos desta provincia, ou em outras limitrophes, le
f|n vista as corjdigOes com que esse contrato he fei-
,n. existentes na secretaria desta inspeceflo, e apre-
s'lar as suas prppostas no prazo de 30 dias, conta-
"M.da data deslo.
Secretaria da inspecgflo do arsenal de marinha de
Pemmbuco, 4dejaucirode 1847.
O secretario,
A exaud-e Hodriguu tos Anjos
A,,,MATgo QC PERARTBi' i TIISOUiMA OS ENUAS
nOVI\clAI!|-|e HA DE EF*|TCAa SODU 15 DO CJRE!<-
TK, "?LAS 12 HORAS A MASIIAA.
, em podra ment de 270 bracas da primeira parte
aooitavu lango da estrada do Po-do-Alho, feito se-
Kioidoo systema.de Mac-Adam, dentro do prazo de
: mew contados m data da arramatagao, e pela
Hu"niiaae^:t6OOO0 r'j. '^gos em quatro presta-
Para Lisboa sali no dia 17 do corrente, o bri-
gue ferilo ; recebe a ticte assucar em oaixas e bar-
ricas a 200 rs. por arroba e em saceos a 160 rs.,
e passageiros. por ter bons commodos: Irata-secom
o capilflo na praga do Comraercio ou com o consig-
natario, Thoinaz de Acjuino Fonscca ra do Viga-
rio n. 19- '
Paiaofiio-de-Janeiro seguo viagem, imprete-
rivclmente no dia 15 do Corrente, o patacho louren-
to capilflo Jos Maria da Craga ; recebe nicamen-
te carga iniuda e escravos a frete : os pretendentes
dirijam-se a FranciscoGongalvcs da Cunha na ra
do Vicario. ,
ParaoBio-de-Jancirosaho, ateo da 10docor-
rentc, o patacho iiiglcz/mor, capilflo Nicols Bar-
barif; recebe passageiros, para os quaes tem excel-
lentes commodos: os pretcndenlcs dirijam-se aos
consignatarios, Oliveira, limaos & Companbia, ra
Cruz, n. 9.
Estados-UnidoseCuba, elleseachn persuadldodc
lar toda a satisfagito as pessoas que o queiram fa-
vorecer com a sua protegflo. Quem se quizer utili-
zar do seu prestimo dirija-se a na da Cruz, n. 7, no
pnmoiro andar por cima do armazemde Dnvis & C.
Precisa-so failar ao Sr Joflo Luil Hibeiro de Faria
a negocio : annuncio ondS jnora, ou dirija-se i ra
do Trapiche, n. 34, terceiro andar. Na mesma casa
existo urna carta para o Sr. Jos Maria Vianna.
-Alugam-se as seguintes casas: a loja do sobrado
do Aterro-da-Boa-Vista, n. 4, com proporgOes para
qualquer estabelcciiiienlu; os terceiro.primeiro e ter-
ceirp andarescm sotam.dos sobrailosns 4 o6, do A-
terro-da-Boa-Vista, todos pintados o arranjados do
novo.por 300,000 rs. annaes; urna casa terrea na ra
da Sen/alia. n. 31, com quintal, cacimba c mais com-
modos para grande familia, por 12,000 rs. mensaes:
quem pretender dirija-se aoescriplorio de F. A. do
Oliveira, na ra da Aurora, n. !6.
Oflereco-se urna erioula para ama de casa, a
qual sulioengommar, cozer, cozinhar o todo mais
arraujo de urna casa : na ra do Nogueira, n. 26.
Nos, o irmflo juiz e mais mesarios da mesa re-
gedora da irmandade dos prctos de N. S. do ftozario
desla fieguezia de Santo-Antonio do Becife, em ne-
me de todos os nossos irmflos, levamos ao conbeci-
mento do respeilavel publico que, nfio podendo por
mais lempo a piedade de nosso muflo ex-juiz, o lllm.
Sr. capilflo Antonio Comes Pereira de S, ver a falta
em que eslava a nossa padroeir. de urna de suas
principaes joias, por occasiflo do escandaloso rou-
bo que solrcu o cofre du nossa irmandade, o anno
proximopassado(oqueo publico nflo ignora), iiou-
ve por bem de offorlar-lhe una grande coroa de
prata, em 24 i]e dezembro do anno prximo passa-
do para supprir a falta da que foi roubada, quo nos
acecitamos e Ihe agradecemos; e jamis deixarcmos
de rogar ao nosso boih Dos por um lo bom feitor
3ue por mais de una vez tcm-se mostrado protector
esta irmandade; elevados do tanto reconhecimen-
lo, mandamos imprimir estas mal tragadas linhas,
em signal de nossa gratidflo, para que conste ao pu-
blico quo esta irmandadenflo he indiiTercnlc libe-
ralidado de seu bem feitor.
Desappareceu do sitio de Gcorge Kenworth, em
S.-Jos-do-Manguinho, um casal de cachorros ingle-
zes, da raga galga, ambos pretos, rabos compridos,
I mi nbo lino e comprlo, peinas comprlas e cslflo
alguma cousa magros: quemdellessouber, dirija-se
ao mesmo sitio, que ser generosamente recom-
pensado.
RAPE' PRINCEZA NOVO LISBOA.
Acaba de chegar pelo ultimo vapor urna nova re-
messa desle excellente rap, muito fresco econ.i de-
licioso aroma, e contina a vender-se no deposito da
ra da Senzalla-Velha, n. 110, e em todos os lugares
do costme, at hojeannunciados.
Precisa-so de 500,000 a 600,000 rs. por tres me-
zes, dando-se urna casa de hypotheca quom quizer
dar annuncio.
0 NAZARENO N. 70
est a venda na iivraria da praga da Independencia
ns. lies. Hodeduas folhasou 8 paginas, a 120 rs.,
o alm deartigos interossantcs, traz a lei que regu-
la as cleicOes no Brasil. S pos trazer a lci vale elle
muito mais do que se exige.
01." numero J
que for possivel.
Antonio Borges da Fonscca, advogado nocrime
e civel pode ser procurado no Alcrro-da-Boa-Vista,
n. 49, primeiro andar, ede 9 horas a 3 da tarde na
ra estreila do Rozario, n. 6, primeiro andar.
De hoje em diant as 6 horas da tarde, ha sor-
vetes na ra do Rozario, n 2, defronte da igreja.
Precisa-se de um molequecozinheiro, ou mes-
mo preti) ja de idade :fn pateo da S -Cruz, n. 6.
-- Aluga-se urna casa terrea com solflo corrido,
muito.fresco, por ter 3 janellas envidragadas, com
cacimba mcieira, cozinha independente, sita no hec-
co do Serigado : a tratar na ra da Cadeia, n. 25.
Precisa-sealugar duas ou 3 pelas para vende-
rem azeite de carrapato todas as tardes, pagando-'se
por caada 320 rs. e sedar a caada com lavagem
sulcienle para que nflo baja quobra: quem tiver, an-
nuncio.
varinos de diversos
taannos, chumbeiras d i e 2 canudos, saca-
trapos, forros para desparafusar, forma de fazer ba-
las de varios calibres para pistolas, espoletas de
primeira qualidade chamincs deago fino para es-
pingardas de espoleta; esponjas finas; escovas pa-
ra dentcs e para unhas ; lerrinhos para limpar e ti-
rar denles; instrumentos do cirurgla; fundas de
todas as qualidades ; freios ; esporas; obras de
prata lavrada como colherespara cha o de tirar
assucar, muito ricas ; facas com cabos o folhas de
prata para comer Iructas c tambem com cabos do
prata e folhas do ago lino ; navallias de barbear de
primeira qualidade ; tesouras de lodosos tamanhos
o do ago lino ; e geralmenle ludo quanto portence a
nielara; eslojos ,le nial hema tica i- uecessarios do
costura para senhoras. Tambem faz do encommen-
da toda a qualidade de Rindas, e concertos de es-
pingardas.
As quartas-feiras e aos sabbadoscontina a amolar
toda a qualidade de ferros ; advertindo ao seus fro-
gue/es. que d'ora em diante elle mesmo sooccupa-
ra especialmente deste ultimo Irahalho.
Francisco Concalves Bastos faz scienle que, por
bavcroulro do igual nome, se assignara d'hoje em
diante Francisco Goncalve Bastos e Sa.
Precisa-se alugar um escravo que seja bom
cozinhoiro, pagando-so oaluguel mensalmeiile : na
ra do Crespo, n. 6.
SOCIEDAPE
IIARMOMCO-THEATRAL.
A commissflo administrativa convida aos Srs. so-
cios para se rcunirem em assembla geral, na forma
do artigo 11 .los novos eslatulos, sexla-feira, 8 do
corrente, pelas4 horas da tardo, afim dse proceder
a eleigflo doconcelho deliberativo o direcgflo, adia-
da dasessflo de II deoutubro prximo passado.
Ao morador da casa n. 16 da ra da Florentina
que annunciuu por esla folha a venda de urna casa
terrea entre as duas pontea da Magdalena, compre
nflo omitlirom seu annuncio: 1.",k>ii. da casa : 2.,
o nome do sonhorio directo dosolocm que se acha
ella plantada : 3., o titulo pelo qual a houveao seu
dominio c posso : 4.", se olla est desembaragada o
livre do pagamento lo foro: alim de quo nflo se ve-
ja em embaragos qualquer que seja o comprador
que a pretenda.
Os abaixo assignados declaram quo tem.dcsde o
da 31 de dezembro de 1846, dissolvido amigavel-
menle asociedadeque liiiham na loja de miudezas
da ra da Cadeia-V'elha, n 5, e que gyrava dchaixo
da firma do Vaz & Borges: licando d'ora em diantc a
firmado Antonio Bernardo Vaz de Carvalho que lio
o responsavel pelo activo o possivo da referida loja.
.4n(uniu llernardo Va: de Carvalho.Francisca Mu-
noel Horget.
Mauoel Pacheco da Fonsoca o Jos Cactnno, Por-
tuguezes, reliram-se para a Babia.
Pcrdeu-se, na igreja da Congrcgago, na noite
de Natal, nj occasiao da missa do gallo ), urna vol-
la de cordita grosso, de ouro com urna liga tam-
bem de ouro que ludo pesa 9 oitavas pouco mais ou
menos: qucmaachnu c-quizer resliluir, para des-
encargo do sua consciencia, dirija-se a ra do Col-
legio, n. 12, que ser recompensado.
Hoga-snaoSr. Gregorio Francisco Torres Vas-
concelos Juniorquevenha entregara chavo da casa
da ra de S. Thcreza que levou desde 17 de dezem-
bro de 1846, para ver scagradavam os commodos ,
visto nflo ter cuuiprido o que tratou, na ra das Cru-
zes, u.30.
I.eifao.
- LUIZBRL'CUIERE, querendo liquidar a sua ca-
sa decommcicio nesta cidade, far leilflo, no dia 10
do correte, de um esplendido sorlimento de fa-
zendaschegadas pelos Jous ltimos navios france-
zes, Armoriauee Zilia; como bem, casimiras fran-
ce/as de bom'gosto, um grande sorlimento de cal-
cados, chapeos de sol para homem, ditos para cabe-
ga dito, e para meninos, merinos, setins lisos, meias
o I uvas de seda, curtas e cumpridas, suspensorios,
sellins,|ierfumai ias superiores e outras mullas fazen-
das de bom gosto.
Avisos diversos.
No dia 2 do corronte, desappareceu um cachorro
d'agoa bastante grande e de pello branco/, tem por
debaixu das orelhas duas manchas pardas o acodo pe-
lo nome de Nepluno: quem o pegar podera diri-
gir-so a ra dasCruz.es, n. 16, que segraliflear ge-
nerosamente.
= *rilhnietica e algebra de Lacrois, para uso do
lyceiie do collegio das artes. Vcudcm-se na ra da
Cadeia do Recife, loja de Iivros da Viuva Carduzo
A y res.
O biixo assigniduazpublicu, pr;r.c;
plmenle
LIMA
RA ^VA, N. 3, PHIMEIRO A^DAR
acaba de receber, pelo vapor .V-
Stbastio, cii.'ijios armados, dra-
gonas, bandas e fiadores, para of-
liciacs superiores c* subalternos ;
galOes de ouro e prata, finos, lar-
gos e estreilos ; pennacbos e cba I
|x'amciilos, o mais moderno, para
bu i tetinas ; espadas de copos dou-
rados ; ditas praleadas, sem roca;
pasta., teiins, cananas e escaman ;
canotilho, de ouro fino, para bor-
dar ; mantas com galao ; htvas de
camuriM, brancas e prctas ; bolocs
para sobi ecasacas militares; ar-
reios para cavallo de ollirial de
legio ; e globos e estrellas para
golla e abas de larda : tambem
apiompla bonetes de panno, com
galo.
os pas de seus alumnos, quo de segunda-feira, 11 Agoas-Verdes, n. 8.
O abaixo assignado faz scienle ao respeilavel
publico que pela barca americana lsoac-Franklin,
SB.-.S0W* o -i. i,,. Bassnarjsyftaa*ia:
lulas vegetacs do doulor Brandrelh. Estas pilulas
cujo autor basta para garantir sua excellencia lor-
nam-se milito recommendaveis, por ser um medica-
meiilo iuleiramcntn inlfensivo podendo applicar-
scalas criangas recem-nascidas ; ltimamente so
lecm applicado a una inlinidade do molestias jul-
gadas incuraveis, de cuja applicagflo se teem lirado
tflo felizos resultados quo parece cada vez mais re-
solvido o problema de um remedio universal. Ao
annunciantocabea gloria do assoverar ao publico
que as ditas pilulas sao as nicas vordadeiras quo
existem nesta praga as quaca se vendem em sua
botica na ra da Cadei-Velba, n. 36.
Victnlt Jos di llrilo.
Precisa-so de 1 a 3 conloa do ris a juros a 1
porcenioaomcz hypoihccando-so para seguranga
casas de maior valor epagando-se os juros mensal-
menle : quem quizer dardirija-se ra Nova, loja
n. 58, que se dir quem precisa.
Ouerece-se um homem solteiro quo sabe tra-
tar de arvoredos e ludo que diz respeito a um sitio o
engenho ; tambem sabe fazer tijolo e lelba : quem
do seu presumo se quizer utilisar dirija-se a roa do
Padre Florianno, 11 23 '
Os abaixo assignados fazcm publico que dissol-
veram, no dia primeiro do corrente, a sooiedade quo
tinhamsoba firma deJoaquim Ferreira llamos & Ir-
mflo, e que desta dala em diantc fica pertencendo ao
primeiro abaixo assignado a loja da ra da Cadeia, e
ao segundo a do Aterro-da-lioa-Vista. Recife, *
do Janeiro de 1847. Joaauim Ferreira Ramos.-Jodo
Ferreira llamos
JeronymoSchiattino, Sardo, retira-so para a
Babia.
I'rncisa-sodoum Portuguez que saiba tratar du
vaccas de leito e ontonda de maisalgum servico pro-
prio para sitio : na ra larga do Hozario, n. 36.
Precisa-so de um rapaz fara caixeiro de urna
venda : na ra Imperial, n 145.
O abaixo assignado faz saber ao respeilavel
|Nblico e particularmente aos pais de familia que ni
dia 11 do corrento abre em sua casa no Aterro-da-
Boa-Vista, n. 82, urna aula de primeiras lettras e
os cursos de geograpnia e do lingoa frnnceza: as
pessoas quo desejarem seguir qualquer destas aulas,
podom dirigir-se a indicada residencia a qualquer
hora do dia ; e ir tambem dar ligOes em casas par-
liculares. foutor i. de Oliveira Sovta Jnior.
Ima mulher prcla, do 45 annos, muito activa
e fiel, queda fiador a sua conducta, sabe com
pcrfeigflo engonimar, coser, cotinhar lavar roupa
de sbelo e varrclla o outras muitas cousas do ser-
vico interno de urna casa e tambem Irata de me-
ninos, se propoe a servir de ama de casa de bometn
solloiro.viuvooucasado com pouca familia, pr-
Terindo casa eslrangeira pela mdica quanlia de
oito mil ris mensaes o sustento : quem a preten-
der dirjale a ra Noya, loja o. 58, ou anauaeje.
- lina pessoa de boa conducta o competente-
mente habilitada se propoe a dar ligOes de primeiras
lettras poi casas particulares : quem se quizer uti-
lisar de scu presumo 2:;unc6 ou dliija-so a ra do

<
.., ;z<


JL
-r- Precisarse de urna ama parda ou prela e que d
fiadora sua conduela para uma casa de muito pou*-
ca familia : na Gamboa-do-Carmo, n. 19.
Cdulas encarna-
bas de 20? rs. e brancas
do'i.yooo rs.
Na esquina do l.ivramehto, loja de 6 portas rc-
cebem-se cdulas encarnadas de 20,000 rs. c brancas
de 3,000 rs., sem descont e a troco de fazendas.
Sorvele.
jNo principio da ra do Aurora, haver sorve-
le de frutas mui bem preparados e com todo
asseio de quinta-feira, 7 do crrente, em
diante tendo principio as5 horas da tarde.
Aluga-jje o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da rut da Aurora, com optrnos c muito asseiados
commodos para moradia de homem solteiro ou de
pouca familia: queni o quizer alugar dirija-se ao
mesmo sobrado qualquer hora.
Precisa-serie dous lavradores ; pm casa (lo doura-
rior, ou fabricante de caudieiros de gai na ra No-
va n. 53.
- Precisa-se alugar um escravo diligente, para o
servicode uma casa, eque sejabom cozinheiro: na
ra do Aragilu n bairro da Una-Vista, n. 87, ou an-
nuncie.
A fabrica de charutos da ra larga do Rozario,
n. 32, est hoje unida a um grande deposito dos
mclhores charutos vindos da Bahia comosejam:
charutos de S.-Flix, de superior qualidade; ditos
sganos ; ditos da llavana ; ditos regala de se-
gunda e. terceira qualidade; dilos de marca estrei-
ta ; tudo de muito hons fumns : se afianca ao com-
l>radorassuas boasquahdades ,e prometle-se sem-
pre ter boa fazonda para servr bem aos seus fregue-
ses, tanto anligos como os que quizerem se afregue-
zar na casa. Na mesma fabrica vende-se uma mora-
da de casa terrea no bairro da Roa-Vista por preco
commodo; um baldo pequeo, com lampo de ama-
relio e com 3 palmos de largura, proprio para qual-
quer negocio por preco commodo.
Jos Xavier Faustino Ramos de-
clara aquellos ds seus amigos que llie
*ecm fallado nara tomar cotila do ensino
de seus filhos e aos que por ventura
estejao dispostosa confiaf-lhe essa mis-
sao que por to aula e com antecedencia preveni-los-
lia do dia dessa abertura que ter lugar
na roa do Aragao casa n. 27, onde
acluajwente reside.
O abaxo assignado, cm consequencia da pro-
curadlo bastante que Ihe conferiu o rapitflo Fran-
cisco de Paula Correia de Araujo em data de 18 de
dezembro prximo passado, acha-se constituido
procurador bastante do referido Sr cima, para co-
brar e receber todos os foros dos terrenos que Ihe
pertencem nesta ridade; assim eomo os ladennos
de loda e qualquer casa que se possa vender ; dando
bilhetes de licenca para isso revogando como revo-
gcfti outra qualquer procuracilo que antes desta ha-
ja deapparecor. Recife, 4 de Janeiro de 1847. -Joa-
yutm Manuel de farros
OSr. Francisco Antonio Pnnluol, tendo uma ri-
dicula conta na loja de louga, atrs do Corpo-Santo,
n. 68, he mellinr paga-la do que solTrcr embargo
em alguma carga de assucar.
Para que se no possa allegar ignorancia, pre-
vinc-se ao respeitavel publico que, tendo sido os par-
dos menores, Justina e Lauriano alforrados pela
viuva de Antonio Rodrigues deFigueiredo,que o po-
da fazer, como cabecao casal, imputando na sua
meiacflo o valor dos ditos pardos, foram, na aceto de
escravdto intentada |>nr Manoel Moreira da Costa ,
considerados lifres o vigorosas asearlas, por sen-
tenca da prmeira instancia confirmada por accor-
dam da relaoflo, haveudo unanimidade de votos ;
pas, sendo embargado o accordam afinal, fui refor-
mado por 3 votos contra dous, o foi interposto o
recurso de revista; e porqu consta que Moreira qner
vender os ditos pardos menores, se previno ao pu-
blico que esto em litigio cnto podemser vendi-
dos visto que nilo ha sen!enea passada em julgado,
e protcsta-se sustentar todo o direito que aos ditos
pardos menorcs-assislir afim de que hilo pereflo a
libcrdade liio favorecida por lodosas leis.
Precisa-se alugar um moleque ou mulatinho,
de 10 a 1 i anuos : no pate do Terco, n. 16.
Precisa-se de uma ama de leite : no pateo do
Terco, n. 16.
Precisa-s alugar urna preta que saiba engom-
fnar e fazer todo o arranjo de uma casa; no pateo do
Terco, n. 16.
Il-sedinheiroa premio com penhores, mes-
mo em uequenas quanlias : na ra do Rangel, n. 11.
Qucm precisar de um mulher forra para ama
de uma casa, para lodo uservico, dirija-so a ra de
Agoas-Verdes, n. 10 Na mesma casa linge-se obras
detintureiro,detodasasqualdades, com pcrfeclo
e por preco commodo.
Aluga-se, para criada de casa estrangeira, uma
preta africana forra, muito sizuda ; sabe comprar,
cpzinhar, lavar eengommar, tudo com perfeicHo :
na ra da Senzalla-Nova, n 42.
Pedro Jos Bezerra e Joiio Francisco de Mene-
zes Brasileiros, vilo a l'ortilo-Calvo.
Perdeu-se uma carta com subscripto aos Srs
Carvalho <5c Alfonso do Kio-de-Janeiro : quem a
achou quera por obsequio manda-la entregar na
fabrica de Desquita & Dutra na ra do Brum, no
Recite. ,
Precisa-se deum caixoiro portuguez para a T-
urica de licores da travessa da Concordia, n. 19.
Manoel Jos da Silva faz sciente ao publico ou a
quem convierque no dia 17 de dezembro prximo,
passaflo, deixou o Sr. Manoel Nunes ..Sabino na co-
cheiradoannunciante, no Aterro-do-Ciqui dous
cavados, sendo um ruco e oulr tirando a rodado,
para serenvlralados : e comotenham decorrido bas-
tantes dias sem que os tenha procurado, por isso
avisa poresta folhaa quemse julgar com dreto a
elles de vir dai os signaos e pagar as despezas quee
teeip feito para Ihe serem entregues; pois o aiinun-
cianje se n3o responsahils pormorte ou descami-
nho dos ditos avallos.
Offerece-se um Portgguez, de meia idade, pa-
ra feilor de um sitio, do quetem bastante pratica :
quem de seu presiimo se quizer utilisar dinja-sea
eochean de Jos Mara na run das Flores, n 3
_ Auga-se urna cas; sila na B.
n 17 ,aopdoSr. Vici pa-
teo do Carmo, n. 17, rom (abnel Antonio.
Aluga-se uma casa assobradda com varanda
de ferro no sotan, e com commodos para duas fami-
lias sita na ra da Alegra n. 31 : a tratamos Coe-
Ihos n. 15, com Marcellino Jos Lopes.
Continum aestarpara se alugar.as casas ns.
25, 27 e 31, sitas na ra Real junto ao Manguinho ,
com muito bous commodos, quintal murado, por-
tan o porto de embarque ; e o sobrado n. I2da ra
do AragSo : a tratar comj Manoel Peroira Teixeira ,
morador em o sitio prximo a Estancia.
Arrenda-se urna olaria sita na Passagem-da-
Magdalcna, entre a ponte grande e a pequea, e com
casa de vi venda separada : a tratar na ra Vclba, so-
brado n. 18.
Compras.
Compr-so um par de mangas de vidro, lisas ,
ou uma so manga : na ra de Hurtas, casa terrea ,
n. 62.
Compram-se bois, carneiros, vaccas e vi-
telas gordas, ptoprias para acougue : pro-
curen), ou mandem por escripia na ra
larga do Rozario, ns. 6el1, ao pedos quarteis, ou
annunciem.
Cnmpra-se para remedio uma cobra de viado
3ue esteja viva: na praca da Boa-Vista, segundoan-
ar du cusa n. 32, ou annuiice para ser pr.ocu-
rado.
Compra-se effectivamenle cobre a 3 por cento,
para trocos : na ra larga do Rozario loja de miu-
dezas, n. 35, do Lody.
Compra 111-se pataches brasileiros e cnlumnarios,
aualquer poreflo : na ra da Cadeia do Recife, loja
e fazendas, n. 54, de Joaquim Ribeiro Pontea.
Compra-se uma venda rom poneos fundos em
bom Ingar que esleja bem afreguezada princi-
palmente para a trra e tenha commodos para pe-
quena familia, quntale cacimba: na ra largado
Rozario, venda n 52.
Vendas.
P
POLHINHAS
de alinanak c de porta.
A edieo mais correla e com-
eta que existe destas folhinlisrs,
est venda as livrarias da pra-
ca da Independencia, ns. 6 e 8; da
esquina do Colle;o; e na Boa-
Vista, botica defronle da matriz,
pelo preco rio eostume.
Vendem-se 40 escravos de ambos os soxos,
sendo pardos e pretos, grandes c pequeos : na pra-
ca do Corpo-Santo n. 23, a tratar com Antonio Ro-
' drigues Lima.
Vende-so urna machina de copiar cartas, nova
e muiloforte : na ra da Cruz, no Recife, n. 26 ,
primeirn andar.
Vendem-sc 80 meios de sola da malta, de su-
perior qualidade por preco commodo: atrs do Cor-
po-Santo n. 68, a fallar com Antonio liras Souto.
I elles de cabra cilicios desoa.
Para se fechar uma conta vendem-se 194 meios de
sola a 1100 rs. ; e pelles de cabra a -25,000 rs. o
cento : na ra dos Tanoeiros. n. 1.
Vende-se uma eserava moca boa engomma-
deiraelavadeira: na ra do Cabug, loja de miu-
dezas, n. 1 I).
Vendem-se varios escravos,sendo: pretascom
habilidades, prelos,*nolequese pardas com habili-
dades : na ra Nova n. 40.
Vendem-se duas escravas uma parda com
principios de engommado, de 21 anuos; uma ca-
bra, de 25annos ; una liteira c 5 cangalhas : na ra
do.ollegio, n. 17, segundo andar.
Vendem-se casacs de rolas brancas : na ra do
Rangel, n. 5.
Vende-se una venda em bom lugar, propria
para se principiar por ter de fundos 250,000 rs. :
na Camboa-do-Carmo, n. 3.
-- Vende-se uma poreo dW sebo em rama que te-
r vinte arrobas pouco mais ou menos por preco.
commodo : na Boa-Vista, ra deS. Goncalo, n. 34.
CELO A DINHF.IRO
na ra daSenzalla-Velha, n. 18, das 9 as 11 horas
da mantilla c das3 ar as 5 da tarde, preco a 3200
rs. a arroba en libra a 120 rs. : adverle-so que nflo
ha troco em cobre ou cdulas miudas, e por isso he
necessario trazerem os Srs. compradores a quantia
certa.
Vendem-se 4 escravas mocas que servem bem a
uma casa vendem ecompram na ra; 4 escravos
bous para o trabalbo.de campo; um moleque, de 12
anuos, muilo esperto para servir a urna casa ; uro
mulatinho de 16 anuos muito lindo pagem, d-se
muito em conta por precisardo algum tratamento :
na ra do Crespo, n. 10, primeiro andar.
Vendem-se 2 sellins inglezcs, em bom uso : na
ra do Crespo, n. 10, primeiro andar.
Vendem-se, na luja de miudezasda ra do Cres-
po, n 11, ricos oculus de armneo ; 800 rs.; um
chapeo para menino,de 7 a lOannos, feilo cm Lis-
boa, da ultima muda, por 4000 .is. ; saceos para es-
crotos a 480 rs. ; 12guardauaposde linbo adamas-
cados, por 10,000 rs. ; charutos de regala de S.
Flix, de varios precos; umeinteiro para enanca
bordado de prata ilourada por 3000 rs. : uma plu-
ma de Ciborio para officiai superior, por 4000 rs.;
uma espada de bainba de ferro por 4000 rs. ; um
rere sem lercado, por 10,000 rs.
Vende-se umengenho distante desla praca 5
legoas com 40 captivos bestas bois, com safra
para 1500 piles, e excellenlecasa de vi venda a tra-
tar com Silvestre Joaquim doNascimento.
ranees da (orlona aos
20:000^000 de rs.
Vendem-se bilhetes, meios, quarlys, o lavse vi-
gsimos da roterailo theatrodacldadede Nictheroy
do Rio-de-Janeiro : na ra da Cadeia, loja de cam-
bio do'Sr Vieira.
Vendem-se 35 escravos, sendo : pretos, pre*
tas moleques, mulatinbos ne^riuhas, pardos e par-
das, com habilidades e sem ellas, por preco com-
modo : na ra da Cruz, n 51.
Vende-se uma mulatihlia de 14 anuos; uma
tfegrinha, de 15 annos ; uma dita, de 13 anuos, que
coso e marca; 4 moleques de 12 a 14 annos ; um
ptimo mulatinho, de 15 annos; 4 escravas com
varias hatrilidades : na ra Direita, n. 3, defronte do
beceo.de S.-Pedro.
O baraleiro est
qiieiiiiaiH.o !
_ O nligobarateiro est vendondo a toco de pouco
dinheiro, na sua nova]oja de miudezas, na ra do
Collegio, n. 9, papel de peso inglez, de primeira sorr
te, a cinco patacas e meia a resma e meia dita a
990 rs.; ricos pentes de tartaruga para segurar ca-
bello a 2000 rs.; travessas de tartaruga a 960 rs. o
par; chapeos de cambraiaenfeitados, para meninas,
8 2000 rs. Cada um ; leones do seda enfeitados,a
2400 rs. cada um ; I uvas de pellica para homem e
son hora, 8 800 rs. o psr ; ditasde seda, para meni-
nas a 200 rs. o par; ditas de seda preta, compridas
o curtas, para senhora a 1000 rs.; ricos cachos de
flores para enfeites de chapeos ou cabello, a 320 rs.
cada um; caixas e carteirasde agulhas de fundo
dourado, sorlidas, a 280 rs. ; riquissimas tesouras
finas, para costura e unhas ; assm como outros
muitas miudezas por diminuto preco.
INa ra i.o Trapiche, n. io, tercei-
ro andar, vende-se utna riquissima cama
de ferro envernisada e dourada, com o seu compe-
tente cortinado do mais moderno modelo que existe
na F.uropa; certosde que a vista da mesma nilo pode
deixar de agradar aos amantes do bom gosto : pde-
se ver a qualquer hora do dia.
Vende-se cha liysson, ltimamente chegado e
de muilo boa qualidade, em caixas grandes e pe-
queas de 12 libras: em casa de L. G. Ferreira &
Companhia.
Venderse sal cm grandes e pequeas porces
na ruada Moeda, armazem n. 7.
Vendem-se castanhas frescacs, em saccas e ar-
robas, por prego barato: no armazem do Braguez.
Vendem-se 3 pretos,, proprios do trabafio de
campo : no sitio do Cajueiro, de F. R. Brilo.
Vamos aproveitar
as pechincha do
barateiro I
0 antigo barateiro est dando por muito pouco
dinheiro, na sua nova loja de miudezas da ra do
Collegio, u. 9 chapeos de sol, do seda, para ho-
mem a doze patacas; ditos do seda para senhora a
nove patacas ; retroz sortido do todas as cores a
12,000 rs.; botOcsdeduraque lino e de seda com
palmas para casaca a 200 rs. a duzia ; carteiras
para algibeira a 160 rs. cada uma ; botes de ma-
dre-de-peroia a 480 rs. a groza; ditos de metal
furados, para calcas a 320 rs a groza ; torcidas pa-
ra candieiro de todos os tamanhos a 100 rs. a du-
zia ; carapucas, a 160 rs. cada uma ; trinchantes
grandes de cabo de marim e de bfalo, sendo faca
grande e garfo de mola, a 1440 rs. cada trinchante;
uvas de algodlo brancas e de cures para homem
e senhora a 320 rs. o par ; lencos de seda preta para
grvala a 800 rs. cada um ; bicos eslreitos a 40 rs.
avara, para acabar com o resto; riquissmos ca-
ivetes finos para pennas de uma e duas folhss ; c
outras muitas miudezas que estarto patentes aos
compradores velhose anligos camaradas, a Iroco do
barato.
Vende-se uma preta Mocambique, d ISannos,
de bonita figura, que cozinha o diario de uma casa,
e engomma; vende-se para fra da provincia : na ra
do Sebo, n. 40.
FF.RRO I FF.RRO,
de todas as qualidades e cobre para forro de navio,
de 18 al 28 oncas em grandes e pequeas parti-
das : no armazem de A. V. da Silva Barroca, defrdh-
to da igreja da Madre-de-Dcos.
('asa da F,
na ra estpite do Horario, n. 6.
Nota casa acham-se a venda as cautelas da lote-
ra das obras da matriz dacidadoda Victoria; da qual
ancianas rodas no dia 29 do crrente..A ellas quo
silo pondas : os piceos silo os do cuslume.
Litros em bronco.
Vendem-se excellentes livros em branco, feitos
em Ha ni burgo por preco commodo : na praca da
Independencia, livraria ns. 6e 8.
"' Vendem-se relogios de ouro e prata, patente
inglez : na ra da Senzalla-Nova, n. 42.
Vende-se a arma^flo da venda da ruadaPraia,
n. 46 epassa-sea chave,-em bom lugar, por flear
no meio da ra em a esquina que volta para a ra do
Rangel; e o aluguel he mais cm conta por ter o Sr.
Paulo Cantan de Albuquerque comprado a casa e
abaxado o aluguel: tratar na ra estreita do.Ro-
zario venda n. 1.
Vende-se sal de Cadix a relalho, a bordo do
brigue sueco fiara, entrado no dia 4 do corrento : a
|.tralarcm casa de Me Calmont& Companhia, defron-
to do Corpo-Santo, n. 11.
Vende-se urna parda moca de bonita figura :
na ra da Cadeia-Velha, n. 30.
Vendem-se excellentes cordas de tripa para ra-
beca e viollo, ebegadas de prximo, por preco com-
modo : na loja de miudezas, n.5, no Recife.
Vendem-se 2 pretos, sendo um de 16 a 18 an-
coni 300 e tantos palmos de fundo o qual chega
at a terecirarua : tratar na travessa da Mdre-de-
Deos, n. 18.
Vende-se pofassabranca, da
mais-recem-chegada por mdi-
co preco : em casa deL. G. Fcr-
reir &-Companhia.
Vende-se um piano, cm meio uso;
com muilo boas vozes; duas rabee as no-
vas; a obra Recreiodas fatnilias;dicciona-
rio da penalidade, com ricas estampas,
em 5 vol. ; diccionario jurdico, de Fer-
reira Borges ; Cambista, universal, em
x vol. ; Jess Chrislo perauleo seculo ;
Tratado da religiao, em 3 rol. Todos
estes objectop se vendem por barato pre-
co, na ra Bella, n. 4o*
Pofassa da Russia,
verdadeira e nova, em bartis pequeos,
por preco milito commedo : na ra da
Cruz, n. io, em casa de Kalkmann &
H osen mund.
tVende-se a bcni situada venda dn ra da .Ca-
deia, n. 1, para dissolver uma sociedade que nell
exisle, com poucos fundos : a tratar com Miguel
Joaquim da Costa, na ra da Senzalla-Nova n. 4.
= Vendrm-e moendasde rorro para rngenbos de as-
ucar, pal-a vapor, agua c brsta*, de divrrto lmannos,
por preco commodo ; e igualmente taixa de ferro coado
balido, de todo os tamanhos : na praca do Corpo-San- |
to, n. 11, fin casa de Me. Cahnont & Companhia, ou na
ra de Apollo, armazem, n. (i.
= Vende-ie potassa branca de superior qualidade,
em barrls pequeo*; em casa de Matheiis Austin iV
Companhia, na rna da Alflindega-Velha, n. 36.
a Ocorretor Ollvelra tem para vender cobre em fa-
lla e pregos de dito para forros de navios : os pretn-
deme dirijain-se ao luesnio, ou aos Senhores Mosquita
& fluir. J
= Vende-se cal virgem em meias barrica* cliega-
da prximamente, por preco commodo; na ra da
Moeda armazem n. 15.
Vende-se uma preta, de 24 annos, que roznha
soffrivelmenle o diario de uma casa ; uma cabrinha,
de 12 annos; uma porco de barricas com sebo;
sola; couros miudos ; bezerros ; esteiras ; um oculo
e um relogo de ouro; tudo para se Techar contas,
por preco.eommodo na ra da Cruz, n. 2 vend
de Luiz Jos de S Araujo
~ Vende-se um preta de nacflo, de 23 annos d
bonita figura, que cozinha o diario de uma casa la-
va de sabiloe varrella e he qutandeira; uma dita, de
30 annos, que java o cose ; um moleque, de 6 a 7
annos; lodos sem vicios nem achaques: na ra da
Concordia, passando a pontczinlia, a direita, se-
gunda casa terrea.
Vendo-se fumo em fardos, para segundas e
milo de charutos de boa qualidade por pceo
commodo : na ra da Praa, n. 31, em casa de Fre-
derico da Costa Itios.
Vcndc-scum pardo, de25 annos, de boa figu-
ra, ptimo carreiru; um dito, de 18 annos, pro-
prio para pagem ou outro qualquer servico ; 2 mo-
leques, de 14 anuos, de bonitas figuras e sadios : no
armazem de fariiiha do caes do Collegio.
Livros em brando paulados,
Na livraria da esquina do Collegio est a venda
um abundante e variado sortimento desta mercadu-
ra, a precos commodos.
Bilhelcs fino para visitas,
ditos para theatro papel floreado e dourado pan
cartas amatorias, dito hollanda para requerimellus,
dito branco c azulalmaco dito pautado de diver-
sos formatos dito pintado, livros de ouro paraen-
cadernadores papel de peso dourado de varias co-
res dito chupa-tinta : vendem-se na livraria da es-
quina d Collegio.
O L1VBODE TODOS
o u
Manual da lani,
'riiendo *
todos os rsclarrcimrutos tlieoricos t pratlcos nrcrsss-
rio para poder preparar e enipreg.ir, tem o soccorro du
professor, os remedios, e se preservar c curar-se proinp-
tainrnte, com pouco dispendio, da mor parle das moles-
tias riiravris, e conseguir um allivio quasi equivalente
sade, nas molestias incuiaveii.
Seguido
de'uin tratanien.to rspecllico contra a coqueluche, e df
regrs higinicas para prevenir as molestias ;
pelo duutor G. de Plorsquellec.
Preco 4/000 rs. em brochara.
O siipplemenlo, iodispensavel a quem tem a obra, da-
se graluitainenfe aos compradores. O dito suppleiiien-
lc tras as tresdillerentrs receitas para a coniposicoda
agoa sedativa;este precioso remedio que tamaita rep"-
tacojd irin anhn, e que (leve exislir em toda* a* casas
para remediar promplainente aos accidentes e-luconr
niodos repentinos
Vende-se na praca da In dependencia, livraria ns.o f
Escravos Fgidos.

Fugit, no da primeiro do curenle, um prel>
i nomo Joquim, de Bacilo Angola de 30 anuos, ij*
la altura tao plido do rosto que parece ter rnl*
nos e o outro de 20 a 22 ahnos.de muilo boas figu- a^e len.'.um I* ochado e he aleijado ,fJ
ras o proprios de todo o wrvico, um-lndo mulati- grande e dos dous immcd.a os ; tem ulfimd.^oum
nho, ue 14 annos, proprio para pagem ou parala 0"'."m P"1' c.costura en. um Kra*^>
Venden-so chapeos de palha do superior qua-
lidade : em casa de llenry Forstcr & Companhia na
ra do Trapiche-Novo, n. 8.
A i2$ rs. o corte.
Na loja da esquina confronte ao arco de S.-Anto-
jo, n. 5,de Cuimai-les, beralim & C, vbndcm-se ri-
mo.
eos cortes de chal de lila e seda com barra, os mais
lindospadrOes que (cen viudo a esto mercado ,
pelo barato preco de 12,060 rs. o corte.
Vendem-se 30 aegovs .da companhia de Rebe-
ribe, novalorde70 por cento : nesta typc-grapha
se dir quem vende.
emle-so um terreno na ra queica por de-
trs du ra da Aurora em Irrnle do fundo da casa,
do finado Pcreira rom igual largura a d"
Rogl-
chados, falla muflo clara e liaixa. It as pessoas dafpocia qtiu os encontrarem eonduzaml
ra da Cadeia do llecife, n. 25, q ue* se ro gene ro-
samente recompensados.
Fugiti, no dia 22 do prximo passado, urna pi e-
la de oscilo j levou vestido de chita j desbotano e
panno da Costa novo ; toni cm uma mo niarcas de
queimaduras de fogo ; julga-se estar- acoitada por
isso que sahiu para vender nflo volloii ; a qual u"
comprada no dio fl do mesnjo mez e anuo e ha to-
da provade ter sido acoitada pelo mesmo vendedor:
no apparecendo a dita eserava declarar-se-ha
qucm he o vendedor n previne-so a toda e qo.il-
querpessoa do nilo comprara dita eserava, porque so
ncha'furtada.
KA TYP. DIM.f. DK FAB1A. lo4j'


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