Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09707


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Full Text
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Segunda-fe,ra 4
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tos-odiantmrlns. Os n
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IANEIP.O.
s JI iiinulos la Ui de
^^4 ham dn tarde.
' I un. da larde.
: J, I kan afaTCI. da insulina.
PARTIDA DOS CORRKIOS.
iraliy ha, aajftaiiniias csenas feirts
ilo Hiv-C,ra nd ,!., \oiie quintas fe ra* aosaeio-dia.
Cabo, SerlaUem, Rin-Foimoao, Poilo-tslvo c
Macelo no l., a II e 11 da cada mei.
(laranliunse Bonito, a 10 e II.
Ilua-Vt* e FIoiys alte 28,
i, s quintal fenss.
(.(linda, todos o dias.
PREAMAd IiE IIOJE.
Primeira, as (liona e 8 minutos da msnliSs.
Segunda, as 6 Loras e M minutos da tarde.
rr^-
LlICIl'O.
Auno XXIII.
N..
IW*8 DA SEMANA
4 Segunda. S. Tito.
6 Tarca. S.SeaeoEstaliifa.
6 Qua ra *<< O Santos Rtia Magos ( Fpi-
lanie do Senlior ]
7 Quinta. S. Tlieodoro. Aud rio J.ile orpli..
do i. n-.uiiirjpal da (.*' ar.
* eila. I'acienie. Aud. doJ. doeir.da I."
w. a do J. de rz do l. disi. de t.
9 Samado. Si. Jtilo, Celso, Euitecte e Mar-
cionilla.
III Domingo. S. Goncalo d Amarante.
CAMBIOS NO DfA I DE JANEIRO.
Cambio sobre Londres 19 d. por Ifrs. a GO d.
v a P-ris II& ra por franco.
> 1,'sbna tl> de pranilo.
Desc. deletlras de lioas lirnus I '/, p. /, ioimi.
OvroOiicni leipmiliol. ISfnoO a Jlfo- 0
i) Motilas de Ofliin velli. tBjioSO a I8|>0n
i) de afino nov It-flM a islnno
de foon..... Json a SfSSO
Prirtu Pataees......... ifSSO a !fuo
Pesos eolumnarei... IfSsO a J|000
Ditos mexicanos.... Hi a JfROO
Miuda........... i'1?0 "f4"
Aceas da comp. do Beberibe de Mis000 n. ao par.
~aar
DIARIO DE PERIVAMBUCO
PA*TE OFFICIAL.
.....> ni i, i ...... i. i i
DECRETO.
Hei por bem promover a segundos lenles da ar-
mada nacional e imperial os guardas-marinlias cons-
tantes da relucho que oom esiebaixa, assignada por
Antonio Francisco de Paula e llollanda Cavalcanti do
Albnqiiorqtio, do meu concelho, ministro e secreta*!
rio de estado dos negocios da fazenda, encarregado
interinamente dos da mantilla. Oconoellio supremo
militar o tenha assim entendido e faca execula
^antecedente, com dlreccifo s Caldas em numero de
60 a 70 homens, e voltei no mesmo dia para Sobral.
O numero da forca rebelde ;exsgerado por elles) l-
nha determinado a direceflo quo tomei at Sobral ;
porquese fosse tfio grande quanto so ilmia, talvez ti-
vessem tentado algum moviniento curtir a capital;
e de Sobral, a duns legoas da estrada de Torrcs-Vc-
dras, c tres da de Villa-Franca, eslava eu em posiQ.to
de fazer4h.es pagar caro a sua temeridade. A infor-
maclo que ohtive a 9 da concenlracfio dos rebeldes
em Riu-Maior deciditi adirercao da minha marcha,
c ao raiar do dia 10 puz as tropas em movimento
com
os despachos imcossarios. Palacio do Rio-de-Janei-jDepois de urna trabalhosa mareliapelo ineio das ser-
r, em 2 de dezembro de 18115, Vigsimo-quinto da '"s, passmoso noito em Abrigada; donde marcha-
independencia edo imperio. Com a rubrica des.
M. o Imperador. Antonio Francisco de Paula e Hol-
lando Cavalcanti de Albuquerque.
Retardo de* guardas -mar-inha, a que se refere o decre-
to supra.
Jos Lopes de S-
Antonio Coelho Fragoso Jnior.
Antonio Luiz da Silva Souto.
Joo Soares Pinto.
Francisco l.eopoldo.Cabrnl do Canto.
SalustianoCaetano dos Santos.
Joaquim Jos de Brito.
Manuel Joaquim de Castro c Costa.
Antonio Marccllino Pereira Ribeiro.
Joa da Cunha Moreira.
Pedro HypnliloDuarte.
Joaquim Jos Pinto.
Justino Jos de Macedo Coimbra.
Manoel Pereira de Figueiredo.
Joaquim Mara deAlmeida Portugal.
Jos Ricardo da Costa Aguiar.
Jos Mariano de Albuquerque Cavalcanti.
Palacio do Rio-de-Jarieiro, em 2 de dezembro de
118*6 -- Antonio francisco de ."aula e Hollando Catal-
canti de Albuquerque.

EXTERIOR.
PORTUGAL.
(OUTHA COBRFSPONPrNCU DO TIMES.)
e Lisboa, SOdenorembro.
Ainda nio temos noticia decisiva do assento da
ftierra. O tempoesta tilo mo que talvez so ten ha ni
e suspender as oporaertes pelos 3 mezes de invern.
I.er-se-ha com mteresse o ofllcioseguinte, quefoi
recebido do general Saldanha na repartido da guer-
ra :
Sr.A frca que V. M. se dignou de confiar ao
meu commando, passeu a noite de 6 do corren le em
Bellas, l.oures e Santo-Anlonio-do-Tojal No dia se-
guinte entraran commigo em Sobral a cavallaria e a
primeira brigada de inlanlaria. o o resto seguiu o
movimenlo. A 8 passei para Anuda, ondea segunda
brigada se uniu ao regiment de inlanlaria ti. 10 cao
de cavallaria n. 8. A 9 segu, rom 100 homens de
cavallaria c 200 de infantaria, para Torres-Vedras,
onde adquir a certeza do haver o chele dos rebeldes
reunido toda a san forca na posieflo do Itio-Maior
lumbcmfuiahi informado de ter o resto dos rebel-
des, derrotados em Cintra, sahido da cidade no dia
mos na manlifla segttinte sobre Tajarro, cominten-
?ilo de proseguir pelo oeste da Serra al oarcutri-
nmphal (erigido em memoria da nossa gloriosa vic-
toria de Vimieiro e apparecer no flanco dreilo do
inimigo : pnrni as nossas esperanzas fram mallo-
gradas, e cu nilo fari justica aa tropas que com-
mando, so no asseverasso a V. M. nue nunca vi
maior pezarevexamo do que os que divisei em to-
todos os semblantes, quando tivetnos a certeza de
aue o inimigo tinha fgido diante de nos, esennden-
o-se yergonhosamentc atrs das forlificagOes de
Santajm Apenas se soube em Tajarro e Alcoentre,
ondeTJ inimigo tinha as suas guardas avancadas, quo
nos eslavamos em Abjigaila, fugiram cheias de cons-
leniaclo e na maior confusao para Sautartn. De
Tajarro mudei a minha directo para Cartaxo, e pas-
samos a noite em Alcoenlrinho. Ilontem ao meio-
dia cheguei Ponte-de-Asseca, e lendo-a passado
com 20 homens a cavado, descobri urna opiada que
algumas guerrilhas conduziam para Santarm; inan-
dei atacar, e a curta distancia da cidade tomamos
94 bois, matando uin guerrilheiro armado de urna
ridicula lanca, e mnilo mal montado, entregndo-
se um intitulado soldado do batalhio do ex-conde da
Taipa, oqual mandei embora, em ras.lo da sua mo-
cidade, nudez e miseria. A fArca sob meu rom man -
lo oceupa boje as mesmas posicOes ipie oceupava
em 18134 contra o usurpador notavel coinciden-
cia lenho a maior satisfazlo em assegurar a V. M.
que todos os districtos pelos aunes lenho passado,
uo a mus clara prova da falsidade das asserqes dos
onefes rebeldes; por toda a parte-e apresoMam os
habitantes eni massa diante ce ni i ni, dando asmis
evidentes demonstrares de se regosijarem ao verem-
se livres do poder que os npprimia. Por toda a parte
tico a mesma historia de 2 ou 3 anarchistas que
nada teem a perder, ajtinlarem algtius mautais sujtts,
e obrigarcm, por meio de amencas de conlisaflo e
por violencia, bonieiisde todas as dudes a pegarcm
em ui mas Honleni disae-me em Carlaxo o povo reu-
nido,que nessa mesroa nauliaa 11 ii lia ni passado dous
guerrilhciros com jj^^HBmpoiiezes amarrados para
obriga-los a pegareal frmas! O coronel Wylde, sub-
dito do S. M. II., que tem acompanhado o meu quar-
lel-general desde o dia iodo correte, lera Sido tes-
lemiinha oceular de ludo quanto digo a V. II., o osla
convencido, assim como eu, de qua o presenl", lon-
ge de serum movimento popular, como ao ex-conde
das Antas aprou ve nculca-lo, he a inais infundada
o inaudita rebelliilo que jamis existiu, e he devida
s as intrigas dos seus cheles. Permitla-me V M.
que mui respetosamente beijeas maos da raiuha e
as do V. M, Dos guarde a preciosa vida de V. M., co-
rri muito desejo.
Quartel-general, na Quinta-da-Ponte-Boa em
frente de Sanlarm, 13denovemluo do 186.
* Duque de Saldanha.t
0 cambio das notas do banco de Lisboa j esta a
80n rs. O mercado de Lisboa he miseravelmente sup-
priilo. A carne de vacca que devia vir da Reir, pro-
vincia revoltada, hn tomada pelo exercito popular
ou pelos guerrilhas. Carno de carneiro ou vitela,
no a podemos nster, imrque os palurios que do-
viam de fornecc-la, silo presos para soldados. Cae*
nfio vm, porque as armas estam anontadas contra
paitos humanos. Bacoros do Alemtejo, peixe e fructa
sao as nicas cousas de que ha abundanc.a.
INGLATERRA.
Afllrmam-nns que antes da partida da corte para
a ilha de Wight deram-se ordens para immediata
proiiiptificaCilo do aposentos no castello de IPindsor,
no caso que a rainha de Portugal e o rei seu consor-
te, 1. primo de S. A U. o principe Feld-Mnrechal,
jiilguom conveiiienteservir-.se da hospitalidad hri-
tannica. Tamheni se fa/.em preparativos para a re-
eepcilodos 4 lilhose 2 (ilhiis de SS. MM. que natural-
mente se pode presumir quo acompanhem seos au-
gustos pas nessa involuntaria visita Aecrescenla-so
aueamysteriosa missilo do coronel Wylde, acerca
a qual se tem l'eito mil conjecturas, referia-se sini-
plesmenlc ollera d'esse asylo a familia real do
Portugal.
(Jforniiiis-iDoif.)
Eslamos aulorisados para dizer que o conde do
Monlemolin, oucomn Ihechamam os seus sectarios,
S. H. 1). Carlos Luiz rr de jure de llespanha
ehegbu a esta capital no domingo noito 22 de no-
vembro). S. A. It. viajou sobre o mais restricto incg-
nito e ora acompanhado smenlo pelo general
Montenegro, e o seu secretario particular I). Romu-
aldo Mon Ha poucos dias tambein chegou a Lon-
dres o marque/, de Villa-Franca, duque do Mcdina-
Sidonia.
Cremos que a rouniao do parlamento para ex-
psuticao dos negocios no ser demorada mais do
quo urna semana alm do lempo para o qnal esta
prorogado. Dizem queodia 19 de Janeiro he o de-
signado para a abertura do parlamento.
(i/.)
INTERIOR.

MEMORIAS 1)E LM MEDICO.
pon aieran&re Wumas.
PRIMEIRA PARTE.
O
3&&S&339.

CAPITULO XXXI.
MADAMA SI IABV.
O primeiro objecto de todos esses furores, o movcl
j de lodos esses escndalos desejados ou temidos na
corle, a enndessa de Barn, viajava rpidamente para
L Varis, como o dissera Chon a seu i i nio.
Era eala viagem o resultado de urna dessas mara-
vilhosas imaginacOes que, cm seus momentos de cm-
barsco, soccorriaui o vsconde Joilo.
Como nao achara cwtre as damas da corte essa to
desojada c lito nccessai ia madrinha, c sem ella mo
podia ler lugar aprcsentacAo de madama Dubarry,
| lngara elle os olhos pelas provincias, examinara s
DsrcOcs, esquadrinhifh ascidades, cachara oque,
recisava smargens do Meu se, em urna casa toda
bthica, mas solfrivelmente servida.
O que elle procurnva era urna vcla demandista, c
ma de m and a velha. *
A velluWhiandisla era a condessa do Barn.
A demanda velha era um pleito que devia deajdir
e toda n sua fortuna, e que dependa de M. de llau-
?u, ote ligado a madama Dubarry, com
\ qual bavla deseoherto um grao de parentesco dea-
nnhecidn at entilo, c a quem por conseguiule cha-
tiava nrijna'. Mauneou que de longo visava chan-
cuara, tinha pela favorita todo o fervor de urna
amizada da vespera c de um interesse do dia seguin-
[te, amizade e interesse que Ihe havio grangeado
(*} Vda-ZXario n. t.
rin
de el-re a nomeaeflo de vicc-chanceller, e do toda a
gen te a de rice ,*) por ahroviaturo.
Era com efleilo madama de Barn urna vella de-
mandista muito semelhanle condessa d'Eararba-
gnas ou amadama dePimbche, os dous boas I y pos
dessa poca; no domis condecoradas, como se v,
de nomos magnillcos.
Agl, magra, cara angulosa, sempre olera, sem-
prc rolando uns olhos de gato espantado porbaixo
de uns snbrolhos grisalbos, madama de Barn havia
conservado o vestuario das mulheres da sua juventu-
dc, c como a moda, por mais .caprichosa qua seja,
consente algumas vczes^a^nioslrar-se judciosa,
succedia que o vestuario das mocas do 1740 era um
vestido do velha em 1770.
Ampias rendas de linho com cartusana, mantilha
recortada, coifa enorme, inmensas algibeiras. sacco
collossal e grvala de seda de (lores, la I ca o ves-
tuario em que Chon, a irmaa predilecta e a confiden-
te fiel de madama Dubarry, achara madama de B-
arn quando so apresenlou em sua casa sob o nomo de
mademoisclla Flagcol, islo he, como lilha do seuad-
vogado.
A velha condessa o trajava, j se sabe que se trata
de vestuario, tanto por gosto como por economa.
Nao era ella do numero daquelles quo se pejam da sua
pobreza, porque a delta nao provinlia de culpa sua.
Pezava-lhe, porem, no ser rica, para dexar fortuna
digna de seu nomo a um filho, mogo provinciano em
ludo, tmido como una don/ella, c mais amanto das
ducuras da vida material do que dos favores da
fama.
Conservnva alm disto o recursodo cliatnar -"- ni-
nhas trras as quo o seu advogado disputava aos
Saltiees ; mas como era urna mulhcr de liom senso,
va muito bem que, se Ihe fosse necessaro lomar di-
nlieiro emprestado sobre essas trras, neiihum usu-
rario, o nesse lempo os havia cm Franca bem auda-
ciosos, nenhum procurador, c senipre os tem havido
velbacos, lh'oquereria dar com esas garanta, ncni
Ihe adiantaria a menor quantia, fiado em semolhante
reslituiclo.
EisVani porque, rcduzlda renda das Ierras nao
coinpreheudidas na demanda, e aos seus foros, a
RIU-DI-JANEIRO.
NOTICIAS DIVERSAS.
Tevo hofitcm ( 7 de dezembro ) lugar
(*) A palavra eiet eui Francs ilgnilica reio, e liavia
por conseguiute um equivoco oll'ensivo na tal abrevia-
tura.
(.Sota do traductor.)
abertura
a exposicao geral da academia das Bellas-Arlcs. As
11 limas ehegarfiin SS. IIM. II. o foram rocehidos pe-
lo Sr. ministro do imperio, pelo director da acade-
mia frente da congregarlo dos professores, epor
militas pessoas do consideracio que all se achavam.
O prinii-iro objecto quo mereceua atlencin impe-
rial, foi a rita novamente aberta em frente ao edificio
o a porco do hemieyelo j terminada. He de esperar
.: imi >wi jiiiiiasswiaassssiiui.iasijiiisj -xfAiasMSSisssssswi
condessa de Barn erija riqueza toda so reduzia a tres
mil francos de ronda potreo mais ou menos, fugia da
corte, onde sedespendiam doze francos por dia no
alugucl smente de urna rarruagem queconduziaa
senhora pretondentc casa dos senhores juzes e ad-
vogados.
E fugia sobretodo, por que nao contava tirar antes
de qtiatro ou cinco anuos os seus autos do armario
onda ellos espera vilo a sua vez llojesilo as deman-
das demoradas, mas emfnn sem viverem a idade de
um pali'iai't'ha ; quem Corre una pode esperar v-la
concluida, mas cm outro lempo um pleito perpassa-
va por iluas ou Ires geraeoes, e como essas plantas
fabulosas das Uileuma Koites s llnrcscia ao cabo do
duzeulosou tresentosannns.
Ora, a condessa de Barn n.lo quera devorar o res-
to do seu patrimonio em tentativas de recuperar as
dez duodcimos ploteados; era, cmo dissemos,
que cm todos os tempos se chama urna mulhcr do
outro lempo, isto he, sagaz, prudente, forte c ava-
rcnla.
Dirigir por certo ella mesma a sua demanda, ci-
tara, arrasora, executara melhor do que qualquer
procurador, advogado ou meirinho, maschamava-sc
Barn, e este nomo punha obstculos a militas cou-
sas. Daqui resuhava que, cortida de pozares e ago-
nas, muito seniclhaiito ao divino Achules, retirado
abarraca, que soll'iia mil morios, quando soava a
(nmbela a que lingia ser sordo, passava a condessa
de Barn os das a decifrar, com os oculos no nariz,
velliosperganiinhos,cas noitcsenvolta n'umnuiptn
ile chita o os grisalhos cabellos sollos ao vento, a
pleitear ante o seu travesseiro a causa dessa heranc,a
reivindicada pelos Slticos, causa que ella sempre
ganhava com urna eloquencia de qua (cava tilo satis-
leita, que em idntica circtimstancia a desejava ao
seu advogado.
Bem se v que nestas disposces a apparicio de
Chon sob o nome de mademoisella Flageot causou
um doce sobresalto a condessa de Barn.
O moco conde eslava no exercito.
que se continu al o largo do Roci a ra Leopoldi-
na, o que se adopte para a fachada das casas desla
ruo projecto do profossor de archilectura da acade-
mia, oSr.Grandjoan de Montgny. 0 tododestas cons-
truceos seria digno do nome da augusta Impemtriz
esposa do Sr. D. Pedro 1, fundador da academia, e
formarla urna das mais agradaveis perspectivas da
corte.
SS MM. stihiram depois para a sala superior, e, to-
mando assento debaixo do docel, dignaram-se ouvir
a seguinte alloctieio, pronunciada pelo director cm
nome da congregacito :
Senhor. Recebor e comprimentar com res-
peitosa gratidfo as augustas pessoas imperiaes, he
no smente lisongeiro e honrossimo para esta aca-
demia ; he-lhe de siimma e ndispensavel utilidade.
Aquilloque ainda falta s hellas-artes em confianza
da opiniilo publica para pnderem servir na sua capa-
cidado de productoras nicas da gloria monumental,
esta deficiencia de crdito lio compensada pelo gra-
cioso favor da imperial visita depois de um longo
biennio d interrnpciio, e Ihes ser supprda polas
cffeilos do echo prolongado que darSo os orgflos da
publicidadea lilo felizese gloriosos momentos.
Em seguida SS. MM. dirigirn) as suas vistas para o
concurso de Roma, cujos trabalhos estro na sala do
docel, e quederam lugar a que S. M. o Imperador
moslrassetodoo seu interesse a prol da insttuefio.
Otttras prodceles da classe de desenho que seacham
na mesma sala e na de n. 3, as da classe de gravura
de medalha o da do esculplura, sala n 5, as de archi-
lectura, sala n. 8; ernlirn as depintura histrica n 11
e do paisagem n. 12 foram todas por sua vez analysa-
das com criterio ejulgadascom indulgencia
A oxposic.flo geral de esculplura ofTerece poneos
obiectos, o o mesmo se pode dizer da de pintura, de-
yida esta escassez em parte, segundo nos dizem, it
inexplicavol repugnancia de algunsSrs. artistas para
concorrerem comas suas obras obra comemmdo
desenvolvimento ilas tendencias geraes artistas.
A visita de SS. M.M. durot porto do duas horas, o ao
re(irar-sc dignoti-se S. M. o Imperador dirigir ao di-
rector oxprcsses demonstra!ivas da sua alta e ben-
vola satisfcelo.
SS. MM. II. dgnaram-se de honrar hontem 114 do
dczoinliro)com a sua presenta a distribuic.flo dos pre-
mios do imperial collegio de Pedro II. Damos aqu
a lisia dos alumnos premiados e dos hachareis :
PREMIOS.
"asno.
1" Premio. Jos Carlos Pereira de Almeida Torres
Brito, da Babia
2* Manoel Jos deOliveira,do Rio-de-Janeiro.
3o Joo Jos Moreira Pinto, do Rio-de-Janeiro.
1* Menean honrosa. Abrahfio Bruno da Cmara, do
Rio-Grande-d-Sul.
2* Jos Pedro Worneck Ribeiro de
Aguilar, do Rio-de-Janeiro.
Alexandre JarinthodeMendon-
c.a, do Rio-Crande-do-Sul.
6." A\XO.
|0 Premio. Joaquim Meudes Malheiros, do Matto-
Crosso.
2 Jos Antonio de Souza Gomos, do Kio-
dc-Janeiro.
O que desrjamos fcilmente cremos; c por isso a
condessa deixou-sc levar muito naturalmente pela
historia da rapariga.
Alguma sombra comtudo havia ahi desuspeita; a
condessa condeca ha vinte anuos ao doutor Flageot,
havia-o visitado mais deduzentas vezes na sua ra
doPetit-Lion-Saint-Sauveur, e nunca ahi presentir
signaos de criancos, to habis cm vircm solicitar
doces dos clientes de um o outro sexo.
Mas n que poderia servir essa lembranca no caso
vertente? Mademoisella Flageot era mademoisella
Flogeot, e de nada mais setratava.
Almdoque, ella era casada, eemflm no ia ex-
pressamente a Verdun, ullima trncheira contra lo-
do o mo pensamento, e sim ter com seu marido em
Straburgo.
Devra talvez a condessa ter pedido a mademoisel-
la Flageot tuna carta quo a fizesse acreditar: mas se
um pai no pode mandara (ilha, a propria lilha,sem
carta, a quem se dnr entilo urna missflo de confian-
za, e domis, anda una consideracio; para que es-
ses receios? cm que fio parar semelhantes suspe
tas? Com que intuito caminharscssenla legoas para
impingir semelhante fbula?
Se ella lora rica, se como a mullior de um banquei-
ro, ou cousa que o valha, Uvera deconduzir comsi-
go all'.iias, baxellas, diamantes, podra pensar al-
guma conspiracao tramada por ladres. Mas a con-
dessa de Barn ra com grande gosto. quando pen-
sava no emba ment em quo seachartam osladres
mal avisados que so lembrassem de ataca-la.
Epor isso, assim que Chon dcsapparcccu com o seu
vestuario deburguoza, no seu carrinho puxadopor
um cava lio quo tomara na pcnii lima posta, onde dei-
xara a sua carruagem rica, madama de Barn, con-
vencida de que era chegado o momento de fazer um
sacrificio, montou tambem em um velhocoche; e
tal pressa deu aos postilhcs, que passou por l.a-
chaussee urna hora antes da delphina, e chegou a
barreira de Saint-Denis apenas cinco ou seis horas
depois de mademoisclla Dubarry.
Como tinha muito pouco trem, eo negocio mais
urgente era ir tomar informacoes, fez a condessa pa-
rar a sua carruagem na ra do Petil-I.ion, porta do
doutor Flageot; mas no, como he fcil de prever,
sem ajuutar grande numero de curiosos, o todos os
Parisienses o silo, em derredor do veneravel cocho
que pareca sahir das cocheiras de Manrique XV, cu-
jo vehculo favorito fazia o lal coche recordar, nSo
spela sua solidez, monumental archilectura ecor-
tinas de couro encarquilhadas, como pelo marchar
de horrivel ranger, sobre um varo de cobre cheio
de azinbavre.
he larga, a condessa a obs-
, e tendo pago os poetHhoes,
ssem a carruagem a hospeda-
A ra do Petit-Lic
trtiiu magestosamef
lhcsordenou que ~
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


! Premio.
3a Premio. Firnto da Silva Albuquerquc Diniz do
n -Rio-de-Janero.
i* Menino honrosa. Manoel Antonio Alves de Ate-
vedo, de S.-Paulo.
r Jos Martius Vefra, do Ro-de-
Janeiro.
3 Antonio | uiz Sayflo, do Rio-
de-Janeiro.
5." A.NNO
Antonio Correia do Coute do Matto-
Grosso.
8* Andrc Augusto de PaduaFletiry, de Mat-
to-Grosso.
3 Joaquim Antonio de Oliveira Seabra, do
Rio-de-Janeiro.
2* Mencflo honrosa. Antonio Joaquim do Couto, do
Rio-Grande-do-Sul
3 Manocl Pinto lliheiro Pereira de
Sampaio, do Itio-de-Janeiro.
4." AUNO.
1 Premio. Miguel Alves Villela, do Rio-de-Janero.
Thomaz Alves Jnnor, .lo Rio-de-Janeiro.
3" Luiz Antonio da Silva, do Rio-Crande-
do-Su!.
f Menino honrosa. Manoel Francisco Corris Nelto,
de S.-Paulo.
2* Jos Mara Correia de S, do
Rio-de-Janeiro.
3.0 w>o.
1* Premio. Henrique Jos de Sales, do Rio-de-Ja-
neiro.
2" Caetano Jos de AndradePinto,do Rio-de-
Janeiro.
3' Flix Xavier da Cunha. do Ro-Grande-
do-Sul.
1" Mencflo honrosa, Bruno Antonio Meirdios, do Ma-
ranhfio.
2* Antonio Ferreira Vianna do
Rio-Grande-do-Sul.
2.* antro.
Premio. Jos Mara d'Avilla, do Rio-Grande-do-
Sul.
Serarhim de Magalhfles Calvet, do Rio-
Grande-doTSuf
Jos Fernandos da Costa Pereira, do Rio-
de-Janeiro.
1' Mencjlo honrosa. Francisco Joaquim deAndrado,
do Rio-de-Janeiro.
Jos Cnncalvesde Moraes Netto,
do Rio-de-Janeiro.
Jos Antonio do Oliveira Gui-
marfles, do Rio-Grande-do-
Sul.
1 ANUO.
1* Premio. Anastacio Luiz do Homsuecesso, do Rio-
de-Janeiro.
Francisco Pereira de Oliveira, do Rio-de-
Janeiro.
Jos Feliciano Moraes Costa, do Rio-de-
Janeiro.
1* MenCjiio honrosa. Raymundo Antonio da Cmara
Oliveira Billeucourt, do Rio-
de-Janeiro.
2* n DcriiarilinoJosCoellio,do Rio-
de-Janeiro.
BACHAREIS KM LETRAS.
Manocl Jos de Oliveira, do Ri-de-Janeiro.
Alexandre Jacinthn de Mendonca, doRfo-Crande-do-
Sul.
Joflo Jos Moreira Pinto, do Rio-de-Janeiro.
Jos Carlos Pereira de Almeida Torrea Brito, da Ba-
ha
Jos Pedro Warneck Ribeiro de Aguilar, do Rio-de-
Janeiro.
Abrahflo Bruno da Cmara, do Rio-Grande-do-Sul.
- Teve legar hontem 18 de dezembro, o doutora-
mento dos lentes da escola militar desta corte. Pelas
11 horas da manhSa chegou S M. o Imperador, e foi
receido porta do edificio pelos membros do mi-
nisterio, director da escola, lentes jubilados o effec-
tivos, viscondede Olinda, concelheiro Almeida Tor-
res, general Lima comniandaiitn dasarmas, e grande
concurso que all se achava. Oviscond de Olinda,o
os lenies eslavam ornados com os respectivos capel-
Ios.
Depois de S. M. tomar assento e mandar sentar as
pessoas presentes, leu o Sr. viscondu de Olinda um
discurso anlogo aoaclo. Acabada esta leitura, o se-
cretario, servindo de inestre de ceremonias, convi-
dou oSr. senador Jos Saturnino para recebero grao
erido
que lhe foi conferTo pelo Sr. visconde de Olinda, en-
trc-gando-lhejastea borla e o annerftendo antes re-
cebdo o respectivo juramento. O novo doutor abra-
cou ao Sr. visconde. de Olinda, ao directo* da escola,
e sentou-se nos/doutoracs. ^
Em seguida foram doiitorados com as mesmas ce-
remonias os Srs .concelheiro de estafo Gordeiroda
Silva Torres, major Jos Victorino, hispo de Crysn-
poli, ministro da guerra, coronel JBs da Costa, te-
nente-coronel Jos Pedro, coronel Antonio Joaquim
do Souza, major Manoel Felizardo, captflo Jos Flo-
nndo, coronel Bellegarde, majar J. J. de Oliveira,
lenente-coronel Antonio Manocl de Mello, major An-
Js da medicina fossem prodigalisados no seu ra-
lo; nflo se lembrava de si. Esse moco est grave-
mente ferido ; e se se conseguir salvar-i he a vida,
receia-se que fique aleijadode um braco.
NoSr. harflo d'Arcet pardeo a scencia um chmi-
coabalisado. digno heroTiro de um nome (Ilustra,
torren na flor/da idade. cheiadevida e de esperan-
cas e com umporvir brilhante !.... Aterra lhe seja
leve.
Hontem'16 e, dezembro), pelas 10 horas da
mandila, foi nassado pelas armas, na Praia-Vermc-
Iha, o cnrieta Joflo de Souza, condemnado a pena
ultima portermorlo a" um anspecada de
Ionio Jos doaAraujo, Soulier de Sauve, Jos Joaquim I que rom elle se achava destacado na fortaleza da
da Cunha, Antonio Francisco Cuerno e Candido de Santa-Cruz. 0 sentenciado marchou com firmeza pa-
Azevedo Coutinho, abracando cada um os lentes que' ra o lugar do supplicio : all desejou falfar a um sol-
jostavflo nos doutoraes.
O Sr. senador Saturnine, como decano da faculda-
de, recilou um discurso agradecendoa S. M. a graija
qunacahava de conferir escola, e a honra que lhe
fazia assistindoa este acto.
Os lentes beijaram de novo a imperial inflo em sig-
na! de gralidflo.eS. M rttrou-se acompunhado at
a porta peja^s mesmas pessoas que o hariam all espe-
rado. '
Hontem (19 de dezembrol forfo don (orados 29
cstudantcs da escola do medicina S. II. o Imperador
dignou-se de assistir a esta solemnidadc.
- Por engao, na relacflo que hontem (19 de de-
dado de artfice a quem entregou algum dinheiro,
pedindo-lhe que repartsso com mitro camarada.
fflrt quiz que lhe vendassem os olhos, e recebeu com
coragem a fatal descarga.
Assisliram execuco contingenta^ dos diversos
corpos da guarnioflo.
Recebemos hontem (8 de dezembro folhas de
Valparaizo at 30 de setembr*.
No dia 18, prestou juramento ante as cmaras le-
gislativas reunidas em assembla geral, o general
I). Manocl Bulnes, como presidente reeleito da rep-
blica. Nesse mesmo dia foidemittiilo o ministerio a]
pedido seu, sendo substituido pelcfs Srs. D. Manoel
zembro pubfe-amos" doslonhoreV'lentes' da" escola Cam'.110 vil Pasts de estrangeiros e interior, e
Recebemos hontem rao de dezmhroHolh.. a I
Corrientes ate 25 de outubro. "'"asnel
Nodn22reuniu-sc o congresso geral constitu,, I
-ara ouvira mensagem do poder oxecutivo sol)ri>|
1
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3'
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3
ra em que costumava apear-se, isto be, do Coq-chan-
tant, ra de Saint-Germain-des-Prs.
Feito isto, subiu, segurando-se sebosa corda que
servia decorrimflo, a escura escada do doutor Fla-
geot: havia ah urna frescura que nflo-desagradou
a velba fatigada pela rapidez e calor do caminho.
O doutor Flageot, logo que a sua criada Margari-
da lhe annunciou a condessn de Barn,- suspendeu as
cuecas que tinha descidas muitoalm de termo por
causa do calor, enterrou na cabeca urna cabelbira
que tinhflo cuidado de lhe por sempre mlo, cen-
fiou um chambra de drogute.
Assim paramentado, encaminhou-se risonho para
aporta No seu sorrir, porm, traosluzia tal adm-
ra^no que a condessa julgou-se obrigadaa dizer-lhe:
K entflo que ha, meu charo senhor Flageot?
sou eu.
Uoaduvida! respondeu Flageot, bem a vejo, se-
nhora condesil.
Koadvogado, cerrando pdico o chambre, condu-
ziu a condessa a urna poltrona de couro, no canto
mais claro do gabinete, arredando prudente os pa-
pis do bofete, porque a couhecia curiosa
Agora, mmha senhora, disse attencioso o dou-
tor Flageot, queira permitlir-mequeme alegre com
tflo agradavcl sorpreza.
Levanta va a condessa nesse momento os ps, para
deixar entre a torra e os sapa tos de selim o necessa-
liointervallo passagem de um cocbim de couro
que Margarida lhe punha diante. Endiieitou-se r-
pidamente.
Como, sorpreza ? disse ella pondo no nariz os
oculos que acabsva delirar da caixa para ver mclhor
M. Flageot.
Semduvida, supptinha-a em suas Ierras, mi-
nha senhora, respondeu o advogado, usando de urna
amavel lisonja para qualrflcar as tres geiras de horta
da condessa.
Bemvque eu l eslava; masaoseu primeiro
signal deixei-as.
Ao me primeiro signa)? disse o advogado ad-
mirado.
A sua primeira nalavra. ao seu primeiro aviso,
aoseu primeiro conselh,-etofim, como lhe agradar.
Os olhos de Flageot toroajpsB-sc l"0 grandes como
os oculos da condessa.
Creio que acud deprompto, coullnuouesta, e
que Vm. deve estar satisfeito commigu.
v- Multo, ntioha senhora, como sempre; roasper-
militarqueieceberam o grao de doutor em selencias
niathematicas^ephyscas, nflo fizemos menQflo do
9r. Dr. Jos Mara da Silva Paranhos.
Penetrados de doloroso sentimento, annuncia-
mosaosnossos leitores um successo lamentavel.
Si. bar.io u'Arcei, chiniico Irancez mu distincto, ^
residente nesta corte ha algum lempo, onde ia esla-
belecerem grande escala urna manufactura de pro-
ductos chimicos, fallcceo hontem(18dedrzeml
6 huras da ma-nhfla, victima de urna cxplosflodogaz.
O Sr. d'Arcet passou em casa a noite de antes de
hontem cm compauhia de alguns amigos, c tondo
enripio, apenas estes se relirram, duas cartas, urna
a sua mi c outra a sua irmfla, deitou-se pela volla
das II horas da noite, cquereudo ler, puxou para
junto da cama urna mesa sobre a qual collocuu um
lanipeflo de gaz. A' meia-noite, como o lampeilo
desse pouca luz.chamoii o criado, ranaz de 14 anuos,
pira deitar-lhe gaz No momento em que o criado
princpiavaa oxecutara ordem quo lhe dera seu a-
mo, una corrento de ar que entrn por una porta
quo eslava ahcrla, fez communicar a diamma do
lampeflo lata do gaz, o a explosflo desta oi ins-
tantnea, derrainando-se a maior porc.ito do gaz so-
bre o infeliz d'Arcet. Incendiaram-se immediatamen-
teoslences,cortinado e travesseiro da cama, eo
Sr. d'Arcet fieou queimado desde o alto da cabeca al
AS quadris.
Lovantando-sn logo, atirou-se dentro de urna ba-
nheira com agoa fra que eslava no quarlo immedia-
to, e tendo-sedemorado all um quarto de hora, sa-
hiu, cobrindo elle mesmo com algodfio todas as feri-
das, e nflo consentindo que se maudasse chamar me-
dico antes do romper do dia, a pretexto queimaduraseram de pouca gravidade.
Quando s5 i horas da manhfla chegou o medico,
o Sr. Dr Ciirvaltio, amigo intimo do Sr. d'Arcet, ds-
se-lheesle: Mandoi-vos chamar, meu amigo, mais
<( para dizer-vosadeosdoquepara mecurardes, jor-
quesei que as miuhas queiinadiirassfio do tercei-
ro grao, e que he impossivcl escapar,"
O medico, coinquanto tivesse reconhecido logo que
O Sr d'Arcet nao se enganava, procurou afaslar do
seu espiritoessas ideias fnebres, e fez signal a um
amiiio que se achava presente para entrar em outro
quarto. O Sr. d'Arcet que vira fazer esse signal,
qur oppr-se sabida de seu amigo.
Poneos momentos do vida me restam, disse elle,
e esses desejo que os nasseis ao meu jado.
Lancou-se mflo ile todos os recursos da medicina;
mas ludo foi em balde. Meia hora depois de profe-
rir essas ultimas palavras, o Sr. d'Arcet tinha entre-
gue a sua alma ao Creador I
Chaiiiram-st outros mdicos a pedido do Sr. Dr.
Carvalho ; mas a morte tora tflo rpida, que, man
grado a prompldio com que comparecerm, ja o
Sr d'Arcet tinha expirado quando ebegaram. A des-
granada victima conservou at o ultimo momento
todas as suas facilidades inlellectuaes,
OSr. d'Arcet queconhecia perfelamente o seu es-
tado, quera que lodos os soccorros, todos os cuida-
milla-me dizer-lhe quo nlo vejo por modo algum o
que tenlio com a sua viagem.
Como! oque tem coma minha viagem?.......
disse a condessa. Tudo, ou para melhor dizer, foi
Vm. quem fez tudo.
Eu?
Porcerto, Vm....... E entflo! temos por c no-
vidade?
Oh! sim, minha senhora,dizem que el-rei me-
dita um golpe d'estado, acerca do parlamento Mas
posso eu offerecer-lhe alguma cousa, minha se-
nhora ?
Qual re, nem qual golpe d'cslado.
E de que se trata entflo, minha senhora ? -
Trata-se da minha demanda. Ehe a respeilo
delta que lhe eu perguntava se havia alguma cousa
de novo.
Oh a esse respeilo, disse Flageot, meneando a
cabeca tristemente, nada, absolutamente nada.
Porm, nada......
Nflo, nada.
Nada depois que asenhora suafilha me falln.
Ora, como ella ie fallou anles de hontem, he na-
tural que d'ahl para ca no haja grando cousa de
novo.
Minha (11 ha, excellentissma senhora ?
. Sim.
Disse minha ilha?
Semduvida, sua lilha, a que Vm. mandou l
casa.
Queira perdoar, minha senhora, disse.Flageot,
he impossivel que lmandasse minha ilha.
Impossivel!
Por urna rasflo muito simples, porque nflo a
ten lio.
Est certo disso? replicou a condessa.
Minha senhora, responden Flageot, tenho a
honra de ser celibatario.
Essaheboa! disseaco^leasa.
O doutor Flageot assuou-se; chatnou Margarida
Eara trazer os refrescos offerecdos condesa, e so-
retudo para que velasse nclla.
Pobre mulher, disse elle comsigo, talvoztenhf
perdido a cabeca.
Como, disse a condess; pnis Vm. nflo lera
BEL.
- Nflo, minha senhoi
Urna ilha casada emStraburgo?
Nflo, senhora, tf; mi) Yw Ro. *
interinamente fazenda, D. Salvador Sanfuentes na
reparleflo da justica, e o general D. Manoel Jos Bor~
gonho as pastas de marnha e guerra.
A lei da hberdade de imprensa qUe fra sacciona-
da pelo ministerio transacto na ves pera da sua de-
nissflo, foi promulgada pelo novo ministerio, don-
de conclue a imprensa do Chili que 0 gabinete de
pinje acceita todos ns actos do seu antecessor, e nflo
se desviar da marcha iniciada.
Os tratados celebrados entre a Franca o o Chili fo-
ram appmvados pelo poder legislativo.
KmCnpiap uouve no dia 10 de seteinbro um gran-
de incendio. As cha Timas consumiram toda a povoa-
Cflo dePlacilla, omais.de trnta familias perderam
tudno quetinham. Os prejuizos quesoffieu u com-
merco sflo oreados epi sessenta mil pesos fortes.
As noticias de Lima nlcancam a II de setembro.
Reinava Iranquillidade em todo o Per, e o paiz pros-
porava rpidamente.
De Nova-Granada ha datas al 23 de agosto. Ogo-
verno tinha concedido amnista a lodos os indivi-
duos implicados em crmes de alta traicao, rebelliflo
o sedieflo desde o 1.dejunho de 1839, at 31 de de-
zembro de 1845. 0 Mercurio de Valparaizo, icferin-
do-sea cartas particulares de Lima, dizque em No-
va-Granada se comecava a sentir muito a influencia
dos jesutas.
No Equador parece que a fraceflo Floros se tinha
completamente impopularisado, e que procurava op-
por a adminislracflo urna nova entidade.
De Boliva temos noticias at 30 de agosto. A tran-
3ii'llidadede quegozava a repblica contribua po-
erosamente para o desenvolv ment progressivo da
riqueza publica. A snciedade Bolvar do Potos tinha
fundadas esperangas de restituir o moribundo Potos
sua anliga opulencia.
*- Recebemos jornaes do Paraguay at 24 de ou-
tubro.
A mediaeflo que em abril prximo passado, o em
nome do seu governo, offerecra ao Paraguay o Sr.
Brent, encarregado de negocios dos Estados-Unidos
em Bucnos-Ayresparaajustarasdifferencas existen-
tes entre o governo do general Rosas o a Repblica
Paraguaya, foi acceita pelo presidento Lpez, com a
condjco de tomar-se por baso da negocacfloo reco-
nheciinento da independencia do Paraguay, c dereu-
nirem-sc os negociadores na corto do Rio-de-Ja
neiro.
Recebemos hontemt II de dezembro) folhas de
New-York at 34 de outubro
As noticias do Mxico alcancam a 25 de setembro
Sant'Anna recusou acceitar a presidencia, e pz-se
frente do excrcilo mexicano como generalissimo,
resolvido a continuar a guerra contra os Estados-U-
nidos a todo o transe.
Toilaa as suas forjas se concentravam em S.-I.uiz-
dc-l'otosi, onde decidir aguardar o inimign. As fo-
Miaa americanas oalculam quo poder oppor ao gene-
ral Taylorum exercito de 25,000 homens, e que s
Torcas dos Estados-Unidos nflo ser possivel resistir,
por nflo excederem a 6,000 homens.
tuaeflo da provincia. Essq men'.agem que de ha
muito era esperada com anxiedade, porHeconlarnupi
derramara alguma luzsob as misteriosas negocia
cries d Akaraz, nflo tinha sido publicada at o da
25. O Pacificador desse dia traz um artigo de fundo
sobre a mensagem. He eserpti no impenetrave) es-
tylnque distingue o jornal correntno; mas eremos
que delle se pede colligir que Corrientes se conserva-
r neutral as importantes questfles que se debatcni
no Rio-da-Prata.
Eiso artigo a que nos referimos:
Este solemne doeumen/o vco finalmente offerc-
cer expectaeflo geral, por tflo justos motivos exci-
tada, um prospecto que deve trnnquillisa-lae mesmo
satisfaz-ia. Por qtialquer lado que, de feito, ge con-
sidere a posicfloem quQse collocou a provincia, ver-
se-ha que so poz n eoberto de tudo o que possa eoin-
promctt-laem sentido opposto aos seu.t nteres
Para comprehender tal posieflo, basta considerarqw
esses interesses ficaram inleiramente debaixo da nbs-
sa direc^flo. A conducta que o governo se propOe
guir, segundo expoz na mensagem, pareee-nns adfiu-
ravelmente calculada para permanecer ao abrigo das
repentinas vicisstuds que occorram cm derredor de
nos, para aprovetar no nieiodellasas vantagens da
paz e para estender sobre este solo di laceando as rea-
nimadoras influencias da ordem e da concordia.
a A situaeflo que nos conven he a paz quantn i
nos. Necessilamos da paz para serenar nossns cora-
Cfies, para recuperar nossos naturaes affectos, pan
discutir com methodo o aiustar com boa vontaa> nos.
sos respectivos interesses. Se depois de tudo isto, t
contra nossa assdua solctudo por cultivar a paz,
sobrevier anda urna vez a fatalidad de romp-la,
teremos da nossa parle esse maior alent uued a
consciencia de bem obrar, unida s sympathias qim
elle suscita.
r- Temos folhas do cabo da Boa-Esperanca at o
do passado ( nnvembro).
As noticias do interioralcancam a 14de nnvcmhrn.
Os cafres continuavam a commetter depredares em
toda a fronteira, e comquanto fossem activamente
perseguidos, conseguan! por a salvo os srus roubos.
Pelo paquete nglez (rifon, entrado hontem
(12 de dezembro) de Montevideo, recebemos folhas
e cartas daquella cidade at 28 o de Buenos-Ayrcs
at 18 do passado.
Nacampanha nada havia occorridode importante.
Noticias oficiaes do quartel-general de Rivera as
Viveras com data de 24 de novemhro annunciavam
que todas as frcas estariam reunidas no dia 26, n
quecomecariam as operacocs. logo que os ros des-
ecase m.
A divisflo s ordens immediatas do general Rivera
compOe-se das frcas seguintes :
Cavll. Infant.
Tropa do paiz sahida das Vaccas.....800
Divisao-Tle Mercedes, commandada por.
' Canho................500
da Colonia, commandada por
Flores.................350
Batalhflo Vasco ecompanhias eslraugei-
ras...................
Vanguarda, commandada por Paunero. 200
400
100
150
60
1,850 1 210
E nflo enrarregou essa menina, continuou _
condessa prosegundo, Vm. nflo encarregou essa me-
nina de meannunciar de passagem, que a minha de-
manda a entrar emjulgamento?
Nflo, senhora.
A condessa deu um salto na poltrona, batendo
com as mflos nos joclhos.
Beba alguma cousa, senhora condessa, isto ha
de lhe fazer bem.
E ao mesmo lempo fez signal a Margarida que che-
gou com dous,copos de cerveja em'uma salva; mas a
vlha nflo tinha mais sede, e repelliu tflo grossera-
mente salva c copos, que offemleu Margarida que pa-
reca gozar na casa de certos privilegios.
Ora vejamos, disse a condessa, olhando para
Flageot por cima dos oculos, expliquemo-nos um
pouco, se faz favor.
He es se o meu desejo, disso Flageot; esperai
Margarida, talvez que a senhora condessa logo quei-
ra beber; expliquemo-nos.
Sim, expliquemo-nos, por quem he, porque
Vm. boje esta iuconcebivol, meu charo senhor Fla-
geot, parece-me que se lhe vollou o juzo com o
calor.
Nflo se irrite, minha senhora, disse o advogado,
movendoa cadeira para icar mais distante da con-
dessa, nflo se irrite o conversemos.
Sim, conversemos. Diz Vm., senhor Flageot,
que no tem lilha.
Nflo, senhora, e osinto muito sinceramente,
porque parece que sso lhe dara prazer; anda
que......
Anda que, repetiu a condessa.
Anda quo, por mim, anles quizera um rapaz ;
os rapazes arrumam-se melhor, ou antes desandan!
menos mal uestes te ni pos.
A condessa juitou asmaos com profunda mquie-
Ucflo.
Que disse ella, pois Vm. nao me mandou cha-
mar a Pars por urna ii infla, ou sobrinba, ou prima,
qualqucr quo fosse?
Nunca me lembrei disso, minha senhora, por
que sei quanlo he dispendiosa a residencia em Pars.
Mas a minha demanda?
Conlava informa-la quando clia enlrasse em
jlgamento.
Quando enlrasse em jlgamento, como ?
Sim.
Pois ella no entrou ?
Total................. 3,060
Chamanto a alternlo de Ignacio Oribe e mais che-
fes desde Minas at Cerro-Largo, Silveira com 500
cavallos Pelo lado do Salto he observado Servando
pelo coronel Blanco com 400.
1 udo isto da urna frca em campanha de 2,750 ca-
valleiros c 1,210 infantes alm de 7 pecas de arti-
Iharia.
De Buenos-Ayres nada ha de novo.
.Jornal do Commercio.)
Foram transmitidas ollicialmenteao governo im-
perial as seguintes commiinicacoes acerca das virtu-
des medicas do guano Bellas se colhe que as noti-
cias que a esse respeilo deu o Memoreal tordelais nflo
assentam anda em fados averiguados.
LECAC.AOF. CONSULADO GRIUL DO IMPERIO l>0
BRASIL MO Pfcltl'.
Lima, 4 de setembro de 1846.
lllm. eExm. Sr. Em meu ofllcio n. 14 do 26 do

Que eu saiba, nflo, minha senhora.
Oa meus autos nflo entraram em julgamenlo ?
Nflo.
Nem se (rala de entrarem brevemente?
Nflo, minha senhora meu Deos^nflo !
Entflo, exclamou a velba dama erguendo-se,
illudiam-mc, escarneceram indignamente de mim.
O doutor Flageot crgueu a cabellera sobro a testa,
resmungando ;
Receo muito, minha senhora.
Doutor Flageot! bradou a condessa.
O advogado remecheu-so na cadeira, e fez signal a
Margarida que poz-sc prompta a defender seu amo.
Doulor Flageot, continuou a condessa, ei nao
soffro esta humilhacflo, cqueixar-mc-hci ao inten-
dente de polica para se descobrir essa sirigaita que
n.einsultou.
Ah minha senhora, disse Flageot, talvez seia
issodilticl!
Se se descobrr, continuou a condessa, arreba-
tada de colera, dare urna querella contra a desaver-
gonhada.
Mais urna demanda, disse tristemente o advo-
gado.
Estas palavras fizeramcahira demandista do alto
do seu furor: a queda foi rude,
Ai, meu Dos f disso ella, eu vinha tflo con-
tente !
Mas entflo, minha senhora, que lhe disse essa
mulher?
Primeiro que ia da parte de Vm.
Maldita intrigante!
E da parle de Vm. me annunciava a decisflo da
minha demanda ; o negocio era immlnenle; e eu ar-
nscava chegar taide, ae naomo dssea maior pressa.
Al I repetiu Flageot por sua vez; estamos mui-
to longo disso; minha senhora.
Estamos esquecidos, nflo he assim ?
Esquecidos, sepuUados, enterrados, minha se-
nhora ; e a nflo haver um inilagre. eV. excellencia
tem o sabe, os milagressflo raros.....
uh! be verdude, murmurou a condessa com
um suspiro.
Ora ouca, senhor Flageot, rontinuon a condes
a, quer que lhe diga una cousa ?
Diga, minha senhora.
Eu nflo resisto a esta.
Oh nisto nflo tem rasflo.
MUTILADO


nroximo passado tivo a honra do informar n V.
'daresultado das rain -s corea do
KV'tdo da cura da^^B hjo do guano
f has do Chincha, deix i pendente
iruir a V. Es. do resultado das indagares do
0 '"tornedico cm Pisco, onde existe o homem que se
^Sormonle o Dr. Heredia me ayisou de quo ja
.Vi habilitado para dar-me urna informacBo por
frilo asseverando-mo na .mcsma occasiflo que,
Un unto se tinha d icado pela imprensa
Va da cura da moro* irera folgo; por coose
1,1 lu------
pniiaihe escrcvi umt^rta, cuja copia tcnho a
?",,., de levar ao conhecimento deV. Ex. pan
alhrclla recahisso aaua/orma$flo; e quando ou
*" ..... ,. cu-i raanntta fos^c un mp S. M O Imperador acceitou o titulo dejuiz perpe-|na mito, que promptamente entresuei, o sentei-mc Russia deve acabar "^f8"* p. fomroercio o
tuo da irtnandade de N. S. do I.ivramento desta cr as guardas da ponle, cm observacito, mas qual nao do ou Urde, urna grande *wo W J' c em loUos
1 foi o meu pasmo quando vi passar mullas pessnas na industria, nBoBmcato na Huss.a, mas en. w
armadas de grossos escotes e quo qualquerolhaudo os pontos do glono.
nari abum ilunuallnc nflvflttna nc illilil'ilu InPi
m
OSr. doutor Francisco Domingues da Silva foi re-
movido da comarca do Porto-Imperial cm Goyaz pa-
ra a da Anadia nasAlagas.
' Srs.Jos Pacheco de Quciroga e Jos Ignacio
Pereira Dutra foram aposentados nos lugares de se-
gundos escripturarios da contadura da thesouraria
de fazemla desta provincia.
OSr. doutor Lui?.de CarvalhoPacsdo Andradees-
i Horneado guarda-mor da alfandega das fazendas
djgla cidade.
^
1 deca rou
hrcella recahfl^^H nrmacao; i quanoo eu dos seminarios ncam dispensado! da conciliario, por
" ,prava que a sua resposta fosse no mesmo sentido sercm considerados procuradores pblicos.
. le na'avra me tinha dito, m'a mandn nos ter- Por aviso de 7 do predito mez de dezembro,
raos nuc consta do original que igualmente tenho a dio-.o F.xm. ministro da fazenda que o pagamei
_, deci-
i-.aiii. liiiiiisuu ua mzenda que o pagamento da
das herancas e legados om uso-fructo, consis-
'_ Ipnlu am Imm Aj, sl.alam aiG < 0 O B e
ni de 1842,
- poder ser feito de prompto, por urna vez somonte,
deduzindo-se a decima do valor integral dos pre-
dios, nos casos especiaes e em que as partes interes-
sadas assimo requeiram ojustifiquom a inconveni-
encia de ser elle effeituado cm prestaces annuaes.
0 mesmo ministro ordenou thesouraria desta
provincia que pelo crdito de 1t de setembro do an-
no lindo pague irmandado de Nossa Senhora da So-
ledade da rreguezia do SS. Sacramento da Boa-Vista
a quanlia de 1:086,000 rs., pelos foros do terreno em
qu e.esta construida a cochia e pelo arrendamentodo
edilicio que srviu para deposito de recrutas o hospi-
tal regi mental
Pela secretaria de estado dos nogocios da Justina
declarou-se presidencia desta provincia que deve
correr pelo foro commum o processo acerca da pre-
zado hiate Bom-Jeiut-dui-Navegantes que; com Afri-
canos bgaos, encalhara noPorto-de-Gallinha*.
Pela referida secretaria de estado decidiu-se que
as comarcas em que houver mais de um juiz de di-
reito, os livros necessarios ao expediente dos label-
nnn de incluir aV.'JEx. dizendo-meem particu-r lums ucranias eie rruso-rrucio
i,r nic nlo se atreva a arriscar todava urna infor- lentes eri bnm de raz, de que tralam os
mao definitiva acercada cura da lepra por meio 3. doart. ladorcgulamento de 28 de abril
i inno s-;m primeiio mandar fazer todas as inqu- noderserff
rres neoessarias para sahir da dimita, que em um
oudmis mezesmais me dara urna noticia exacta do
nsullado : quando isto legue a effectuar-se, terei
satisfaciU) de lcva-lo ao conhecimento de V. Ex.
Vmnre accrcscentarei aqui a V. Ex. que quantas
npssoasvem do Pisco dizcm que o homem nunca
leve mnrpha, se nSo tinha, e que anda a tem na ca-
bera Dcos guarde a V. Ex. lilm. eExm. Sr. An-
tonio Paulino l.lmpo de Abreu, ministro e secretario
de estado dos negocios estrangeros. Antonio de
Souia Frrrtira. Esta conforme. No impodimen^
n do olcial maior, Jos Domingues de Athade Mou-
_ Sr. Protomedico geral Dr. I). Caetano Hercda.
-Lima, 20 de agosto de 1846.
Publicou-se as gazetas do Kio-de-Janeiro um ar-
tife transcripto do Memorct Bonlelms com o titulo.
- HUagres do Guano; caro ra mnrpha m mal dr.
asan. Oautor deste artigo assegura-que se ha
abluios cura desse mal mediante o uso e applicacilo
do -uano por diversos modos; e para comprovar
e9taassercao, refere qu varios individous sararam
depoisdeuma cuila residencia as Ibas'de Chin-
cha, observando anda que as saiidaveis proprieda-
des do guano constam de factos positivos reeonheci-
dosnnr umainquiricflo.medica, mandada fazerpelo
presidente do Per, a qual se acha depositada nos
archivos da repblica. Como esta tcrrvel enfermi-
liadebe frequente cm algumas povoa?0os do interior
do Brasil, o meu goverpo mo ordenou quo lizesse as
ndagacoes necessarias para saber o que ha de ver-
dadeirono referido artigo; ecomoV. S. hea pessoa
a mais habilitada para isso, Iho rogo que se digne
denimmunicnr-me oquesouber a este respeito para
en satisfazerao meu governo; do que lhe ficare e-
ternainenle agradecido. .Monto de Sonsa l-er-
rtin.
RtMJBLlCA PERUANA. Collegio da Independen-
cia el'roto medicado geral. Lima, 1.' de setembro
de 1846.
Sr. cnsul geral do Brasil. Em resposta a nota
deV. S., dc20dopassado, s posso dizer-lhe por a-
fora que as curas da lepra que se suppoem operadas
pelo guano deix.lo algumas duvidas sobre se effec-
tivamente foram devidas a esta substancia, sobre a
qual n1o se tem feito todos os exames necessarios
parase conhecer se um individuo que se diz havor-
padecido desse mal, e se haver curado com o guano,
esteve realmente atacado da lepra ou de urna erup-
cilo hetiietica.
Em fonsequoncia das publicagOes do Memoreal
fortlrldjs, se estilo Jazendo as investigar^Oos que po-
dem levar-nos ao conhecimento do que ha do real a
esse respeito ; e o resultado terei o gusto de partici-
par a V. S. opportunarrlente. Caelano Heredia.
(Guztta O/ficial.)
III1HII) l)E mmiiiiiii.
RECIPE, 3 DE JANEIRO DE 1846.
Dos artigos que deixamos lianscriptus, vcr.ln os
nossos subscri|)torcs oque de mais iuteressante le-
mos nosjornacs do Rio-de-Janeiro que, at 23 de
dezembro ultimo, nos trouxe o vapor S-Seba$ti viudo do Sul, e entrado hontem neste porto
Ao quo nesses arligos se conteni temos de acores-
contar o seguidlo :
para algum daquelcs individuos os indigita logo
como perturbadores da ordom publica !! l)irigi-mo
enliloa patrulha eobservei-lhoqueou me entregasse
o meu sipo, ou alias tomasse aquelles paos das
mitos daqucllas outras pessoas quo lalvez nflo esti-
vessem tilo garantidas que porlessem passear impu-
ni mente com tfli grossos cassotes; respondeu-me
a patrulha isto he os soldados de polica ) que cum-
Snam as orden* do inspector, o me indigitou un
omem que tinha na mito um pao c una pistola:
loffendido como eslava rcdohrei a miiibn exigencia,
mas entilo a minha admiraco subiu de ponto
quando vi o inspector mudo o quedo.
Qual um penedo Junto a outro penedo.
Qual foi o motivo por quo o Sr. inspector me man-
dou tomar o meu sipo ? Qual foi o motivo por que
deixou passar inclumes homens armados de grossos
cassetes ? Ser porque eu sou avesado a perturbar
0 socego publico? Ou ser porque oSr. Joaqun)
Theodoro me quiz fater urna affronta para vingar
pretendidas ofensas de algaem? Responda o Sr.
Joaquim Theodoro.
Sou, &c. J. S: O.
(Mercantil.)
COMMRCIO.
AI tandera.
BEND1MENTQ DO DA 2. .
DscnnEGA0 hojk 4.
RarcaOipwiiA-bacnlhio.
Drigue Imnmutl-- carvit o.
Brgue(rf barricas vasias.
Barca ingleza Priteia marcadorias.
BrigueMjM--farinhae bolachinba.
Rrigue Eleonor ptssa
(lotisulailo.
REND1MKNTO DO DA 2.
Geral. ..... .....
Provincial..........
Diversas provincias......
1:260,811
correic,ao na occasiitoem que tal rubrica se tiver de
fazer.
Foram mandados alfandogar o trapiche Novo eo
da Companhia.
Remelteu-so ao concelhoiro Bernardo Pereira do
Vasconcellos o ultimo offlcio da presidencia desta
provincia acerca do facto de se haver negado a Exm.
diocesano'a darexecuc,o as leis provinciaes que, de-
cretadas sem previa audiencia sua, criam, dividem e
supprimem algumas freguezias; para que, na quali-
dade do relator da secqio dejustiga, Iho aprsente
aim de dar ella o seu parecer semelhanto respeito.
O Sr. Tito Toreny recebeu beneplcito imperial
para exercer neste imperio as funches de cnsul ge-
ral pontifico. .
Sflo dealgumn importancia as ultimas noticias que
do llio-Craude-do-Sul se haviam recabido na corte;
mas, por n8o podermos boje dispor de mais espado
do que ooecupado pelos extractos aquenoshave-
mos referido, da-Ias-hemos amanhSa, contentando-
nos por agora com dizer que o Sr. senador CalviJo j
se achava cm Porto-Atogre e devia tomar nosse da
presidencia em o dia 11 do mez prximo (Indo.
Das folhas que da llahia recebemos por esta bar^a
e cuja ultima data he de 24 do supramenemnado
mez, consta que essa provincia continua a gozar de
tranquilidad^ equealli se acha o vapor de guerra
Cuap ats que, depois dse haver oceupado por seis
diasem desencalharo /"arondecujo naufragio em
outra occasiao fallamos, e de ler perdido nesse tra-
balho duas das pessoas da sua pi polaco, all apor-
lou com o gurups muito avariado.
3
Coi^fcspoiid liria.
Meu Dos' meu Dos : disse a pobre condessa,
exhauriram-mo asfrc.as.
Tenha animo, minha senhora, tenha animo,
disse o advogado.
Mas nao tem Vm. algum conslho a dar-me ?
Oh por corto que sim ; o do voltars suas tor-
ras, o nao acreditar d'ora emdianle em quem quer
une se lhe apresentar de minha |iarte sem lettras
minhas.
Por fiiiea bei de voltar as minhas trras.
Ser prudente.
Mas, crela-me, senhor Flageot, disse a condes-
sa gemendo, nao no tornaremos a ver, ao menos
nesse mundo.
iN'em he bom dizer isso!
Ora, cu entao tenho muito crueis inimigos ?
Jurara que isto he urna peca dos Saluces.
Em lodo o caso, a pec,a he bom miseravcl.
Sim, he de fracos, disse Flageot.
Oh justica Justina! exclamou a condessa, a
Justina he a cova de '^co.
E porque ? disse este, porquo a justica nSo he
filis a justica, porque peitam o parlamento I porque
M. de Maupeou quiz ser chanceller, em vez de con-
servar-Re presidente. ,
Senhoi Flageot, agora tomara alguma cousa.
Margarda, gritou o advogado.
Margarida apresenlou-se. Ella se havia retirado
ao ver o geito pacifico que a conversacao tottiava.
Apresentou-so ella, dizemos nos, com a salva e
enpos que havia levado. Madama de Barn tomou um
dos copos, fez a tionra de tocar o que o seu advoga-
do igualmente lomara, e bebeu vagarosamente
pois do que e de urna triste misura e
da mais tristes, e
Acompanhava^a V
inHo.
k ella eslava no patjn
que servia de corrimo, quam
bre a sua, e a pancada de urna <
Essa mfiu e cabera erain de um escre1.
pava os ingremeadegrtosda e!>cada qu_,
A vclba condessa, ralhandoe esmung.
jou assaias, e continuou a descer, cmqui
vente no patamar empurrava a porta, gritanu
voz franca e alegre dessa gente :
Aqui lem. doutor Flageot, aqui; he sobre)
autos de Barn!
Eentregou-Jheopapet
Srs. fedactorei Nao venho oceunar hoje as co-
lumnas do'seu estimavel jornal, para campar do
escriplor.e nem lo pouco para chamar a terreiro
pessoa alguma ; venho s referir um Tacto que se
passou commigo na noite do 1/ do corrente. Re-
gressando eu desta cidade as 10 horas da lerenda
noite paraolugardaCapunga, fui em santa paz ate
ao lugar da ponte daquello lugar, e chegando ah
encontr! dous soldados de polica acompanhados
de mais homens armados de pistolas, espadas, *c.
que mais me pareceu urna quadrilha do que ronda
nocturna; foi-me logo exigido um sipo queJovava
A~esse nome, a condessa tornou a subir a escada,
e antes que o escrevente recebesse dous tabefes que
Margarida lhe applicava ou finga applicar, em cam-
bio de dous beijos, ja a velha o havia repellado, lan-
cado-se a Flogeot. e arrancado-lhe o papel
E entao! giilou madama de Rarn, bloqueando o
seu advogado no cscriptorio. que da isto, doutor
C A fe quo ainda nSo sei nada, senhora condessa,
mas se me quer entregar o papel, eu Ih'o d.rei.
He verdade, meu bom doutor, lea, lea de-
Uiscellnca.
MAimHOLOGIO DOS HOMENS EMINENTES.
No mesmo momento em que a Franca c a Blgica
celebran) o aperfecoamenlo dos caminhosde ferro,
Mr. Itidder, aquelle que poz em pratica nconti-
mente.tao celebn invengan, acha-so preso. Por esto
motivo lem-se em um per'odco de Bruxellas as se-
guintes rellcxOes:
Todos os inventores expiaram a sua gloria, e ca-
hiram debaixo dasaecusagoes mais criminosas, isto
j desde Prometoo que foi acensado de haver tirado
o fogo do eo.
Pithagoras ...Ku.aU ..
embusteiro; Arstides como um malvado; Democri-
lo como um lonco; Anaxagorw foi lanado em um
medonho carcere; Scrates envenenado com bailly,
eoutrosmutos; Fulton foi expulso da Franca como
um cbarlatao.
c Brunel viu-so obrigado a expalriar-so; We-
thnevs morreu no exilio, depois de ter leto a for-
tuna dos Estados-Unidos; Jacquart eateve a ponto de
ser lancado uo Rhodano; Filppe Grard morreu in-
di vidado; Sennerelder morreu pobre, o sou fllho a-
caba deexpirarem urnas palhas; Sauvago sahiu ha
pouco da priaS; llnrgrare, Kruk, Jouve,&c., &c.,
todos os grandes inventores, os profundos pensado-
res, os ntellgentes trabajadores amigos o moder-
nos, foram mais ou menos flagellados e atormenta-
dos por differentcs motivos, c ncm sempre os mais
honrosos: a histqria do engenho n3o he majs que
um largo martyrologo.
minas DE ouo.
O producto das minas de ouro da-Russia augmen-
ta-se todos os annos. Em 1841, o ouroextrahido
destas minas produziu uns 961 povd que formam
9,610 kilogr., e lem om valor de 39 nublse200
francos; em 1842 tiraram-se 981 jmuh, ou 9,810 ki-
logr. cujo valor he do 53 milhes e 200,000 fran
eos; em 1843 extrahiram-sc 1.295 pondx, ou 12,95
kilogr., no valor de 72 milhoes e 800,000 francos
em 1844 liraram-se 1,341 poudt, ou 13,410 kilogr.
no valor de 75 milhOes e 600,000 francos ; em 1845
seextrahiram i,36tpoiids, ou 13,711 kilogr., no va-
lor de 79 milhoes de Trancos : o que forma nos cinco
ltimos annos urna quanlidade total de 5,949 powls
ou 59,499 kilogr.. do ouro, que representan) um va
lor de 319 milhoes e 800,000 francos.
Al agora, quasi todo o ouro das minas russas lem
passado sempro Inglaterra; mas por pouco que
continu a augmentar a prodcelo deste metal, e
ainda quando nao passe por anuo da quanlidade
oblidaem 1845, cessara a Inglaterra de recebe-lo,
ao menos na maior parte; e entao ter-se-ha de luis-
car-lbe novas saludas que lalvez semo dilliccis de
adiar. Comtudo, espera-se que o novo systema de
poltica commercial adoptado pelo governo, e espe-
cialmente a roduc?ao dos direitos de entrada que
foiasuaprimeiraconsequencia, augmentarflo mul-
to o consumo do mcrcadorias cslrangciras, cm cuja
compra achara o dito oiiroum emprego vantajoso.
Seja como fr, a exploratto das minas de ouro da

669,941
233.03H
50,32rt
953,304.
P.IO-DE-JANEIRO.
CAiiBiosao nu 22 dr neza*o of 1846.
i'poi da ultima hora da praco.
Cambios sobre Londres ,......28
Paris.........836
llamburgo......60a625
Metaes. Oncashespanhoias......29,600 a 29,700
i da patria.......29,400 ou
.. Pesos hespanhes......19M,?,S2
, da patria........1'90Oi1'?1m.
Pecas de 6,400, velhas .... 16,000 a 16,5
Prata.............10 ,
Apoliresde 6 por cont.......86 a 86 :
provinciaes..........83 a 84.
[Jornal do Commtrcto.)
I1VIIIA.
CAMBIOS SO DIA 23 DE DEZEMiaO Dr. 1846.
Londres............27i por 1,000
pars...............445 nominal.
llamburgo............650
Lisboa..............liop.c. de premio
Ongas hesponhlas .......31,500
mexicanas ........30,000
Moedas de 6,400.........16,500
i. de 4,000.........9.W0 a 9,100
Prata...............100 por cento.
Apolices do seg leald. 20 por cauto do premio.
do governo do 5 por c55 porc. de descont.
AccOes do banco 10 por cento de premio muito
(Correio Mercantil.)
da
o, arr
PrEste'olhou para a assignalura do WHiete.
He de Cuildou, nosso procurador, disse elle.
Avitt-mel'continiiou Flageot cada vez mais es-
tupefacto, a estar prestes a arrasoar lerQa-fe.ra, por-
que a nossa demanda entra em jolgaamento.
q Em julgamento grilou a condessa, Hando,
nm iulaan enlo Al.! veja o que diz, doutor, nHo gra-
e^en.osTsUvezqueeniaoMnao resistira eu mais.
l Senho a.disso Flageot, attonilo.com a noticia,
sesguen, graceja nao pode ser M. Gu.ldou que nun-
ca o fez em sua vida
Mas he com cffeito a leltra delle.
-_ Auui esla assignado Guildou, veja.
u2 verdade:.. avocada csU manlu-a e julga-
daTer a-fc ra Ora, parece, doutor Flageot, que a
Ul mmer entao nao era urna intrigante t
Z E eT nao fo mandad, por Vm. ? Est o *-
nhorbeincerlodoqueanaomaudou!
_ Ussaheboalsocstoucerlo!
Quem a mandou entilo K
_ li verdade. Quem a manda ra.
._ Porque oalim alguem amaijdou.
^aoseiej|ilicar.
Flaceot: avocada, arrasoada, esta escrito.
'.erante o presidente Maupeou.
abo isso esta ah i
.vida.
o?qe?he um grande amigo dos Saluces e*e
bidente Maupeou.
Sabe disso?
EtlenSosahedel.
Rom ahi estamos nos mais embarazados que
d'antes Estou infeliz. .
Entretanto, nao ha remedio, he preciso ir ral-
lar com elle.
Mas como me recebera elle ?
Provavclmento muito mal.
Ah doutor Flageot. que me diz o senhor.
A verdade, minha senhora.
-- Que pois nao s Vm. perde o animo, mas ale
me tira o que eu tinha ?
Com M. Maupeou n3o se pode esperar nada do
bom. _.
Tflo fraco assim ? Vm. que he um t.iccro.
Cicero perder a causa dos Lganos, se. houve-
ra pleiteado ante Vcrres, em vez de orar ente Cesar,
respondeu Flageot que nflo achou cousa mais modes-
ta que responder para rcpellir a insigne honra que a
sua cliente lhe fazia.
Entao Vm. me aconsolha quo lhe nSo v fallan'
Nflo permitta Dos qno lhe ou aconselhe, mi-
nha senhora, semelhanle irregularidade, lasluno-a
smente do ser obrigada a essa entrevista.
Senhor Flageot, Vm. falla-mo como um solda-
do que pensa em desertar do seu posto- Dir-se-hia
uue recoia encarregar-se daquestlo.
Minha senhora, disse flageot, algumas tenho
perdido em minha vida que tinha mais probabilida-
de uc vencer do que esla. .
A condessa siispirou, mas recuperando toda a sua
C"^.tlreialoflni, disse ella com urna especie de
dienidade que conlraslou inmediatamente com a
pbysionomia cmica da conversaeflo; nao se hade
dizer que, assistindo-me o dire.to, recuei ante a
conlenda. Perderei a demanda, mas he. de mostrar jomos!
aos prevaricadores a fronte de urna mulher nobre,
como nao ha muitashojena corte. Nao meacon.pa- ros
nhar Vm., senhor Flageot, casa'do seu v.ce-cl.an- vej.
Ct-rM i nba senhora, disse Flageot. annando-se tam- phl
bcn.de inda a sua (tmidade, nos outros, membros nSofaco!
onnositores do.prlamento de Par*, temos jurado
1$%^*r~W^^ cas . xas delle, ficaremus os nossos campos, al<|utjlto
arvore urna bandeira.
^Munueiito do Porto.
Aom'os entrado no dia 2.
Rio-de-Janeiro ; 13dias, polaca sarda Contlantta ,
de 258 toneladas, capitflo Jos Repello equipa-
gem 13, om lastro; aordem.
libas de Sandwick (Mar-Pacifico); 90 das, barca a-
mericana Agolla, do 273 toneladas, capitflo Sa-
muel Varney, cquipagein 14. carga barbas de ba-
lda c peles de cabra; ao capitao Vem refazer-se
de mantimentos e segu para Boston.
Navios sahidns no mesmo da.
Havre-de-Grace; barca franceza/ifio capilflo Dc-
lonnav, carga assucar e couros.
Grenock'; brigue inglez Euridict, capitao Arclnbal
Beown, carga assucar.
Navio entrado no dia 3.
Itio-de-Janeiro. Rahia eMacei, 11 dias o 18horas;
vspor brasileiro.S -Sebaetido, do 140 toneladas,
coinmandante o capftfio de fragata M. F. Costa, e-
quipagom 30 Traz a seu bordo : para esta pro-
vincia, l.ulz Forreira de Mallos, D Thcreza do Je-
ss, com 1 fllho menor, Ignacio-Benlo Fcrraz, tc-
nente Francisco Pereira Basto, com sua sonhora,
Charles Williams, Macario Schetino, com 2 lllhos,
Guisepp Domingo, Biaggio Schetins, Michael Mo-
son, HomiiigoScholino, Jos Barboza deMessias,
Manoel Tertuliano Lins, Domingos Joso de Azeve-
A minha demanda vai mal, ao que vejo, disse a
condessa suspirando; advogados malquistados com
osjuizes, juizes malquistados cornos clientes.... Nflo
importa, por mim, perseverare!.
Dos a assista, minha enhora, disse o advoga-
do, tracando o chambre com o braco esquerdo, como
um senador romano o faria com a toga.
-- Que triste advogado! murtnurou entre si a con-
dessa. Temo ter menos rasfiocom elle ante o parla-
mento, do que l em minha casa com o meu traves-
Depois accrescentou em alta voz, e com um sorri-
so com o qual procurou disecara sua inquietac>:
Adeos, senhor doutor, contiuuou ella, esludo
bem a causa, faca-me este favor, ninguem sabe o
quo pede acontecer.
__Oh! minha senhora, respondeu Flageot, nao
s3o as rasflea que me dao cuidado. Ellas nflo do ser
valentos, creio eu, e tanto mais quanlo pretendo la-
zerterriveisallusoes.
A que, meu senhor, a que.
A corrupeo de Jerusalem, minha senhora, que
hei de comparar s cidades amaldicoadas, o sobre as
quaes chamare! o fogo do co. A senhora ontenoo
que ninguom ha de licar em duv.da de que Jerusa-
lem he Versalhes. _-.
Senhor Flageot, exclamou a velha dama, nao
se comprometa, ou antes, n8o comprometa a ral-
"C Oh minha senhora, comM. Maupeou a sua
causa osla perdida ; trata-se, porUnto, de ganha-la
smente para os nossos contemporneos, e j qu
nos nflo fazem justica. facemos escndalo.
Senhor Flageot!......
__Scjamos philosophos, minha sennora, trove-
__froveje-te o diabo na cabcea, maldito rehua,
rosnou por entre os denles a condessa, que so nisto
vejo um meio de te ornares com os leus andrajo*
nhilosophicos. Vamos casa de Maupeou que n3o fie
hilosopho, e farei com elle tal vez o que comtigo
E a condessa deixou Flageot, e deixou a ra do Pe-
^terreiicofc; ^^ffffifflTAZ 3E*S^^ porcorrido
gSoT^r^ !si-!s^-,M dacsca"dM Mpertn*
c-
i
l:
X
(Cmtwm'H'Ka.j
"<,


^
1

i
do, Thamaz Rodrigues Ferreira, Antonio deOl-
veirn o Souz.a, Rento Joaqun deMedeiros : pura os
pMns do Norte, Jos Francisco jlo fonventura ,
Alejandre Ji doAlmoida, Jos Lino Nunes Bel-
ford, com 1 escravo a entregar.
Navio snhido no mesmo (lia.
Philadolphia ; barca americana G/ota, onpitfio Nico-
ls F.sl ng, carga assucar. Rassagcro, o capitflo
Willg, Americano.
Obserraflo.
Fundeoii no Lameirilo, nodia 3, para acabar de
carregar, o briguc austraco Lusitano, capitflo 0. C.
Hellstein.
Drclaraedef.
InaitMAfAQAOQUKPERARTF THFSOURAMA DAS RENDAS
l'ROVI*CIrS SE HA n EFFP.ITIHR KO OA 15 DO CJRHEH-
TK, PBLAS 12 HORAS l>A AKHAA.
Oempcdramentnde270bracasda pfimeira parte
do^itavo lanco ,la estrada do Po-do-lho, feito se-
gundo o systema de Mac-Adam, dentro do prazo de
4 mezes, contados da data da arremalacflo e pela
quanlia de 2:160,000 rs. |wigos em quatro presta-
coes pela mancha prescripta m o artigo 15 do re-
glamento de II dejulho de 1846.
Em consequencia da lerceira deelaraeflo do aviso
imperial do "> de dezembro prximo passado, o pre-
sidenle da junta quajificalora da parochia dos Afoga-
dosfaz scionte aos Srs. eleitores|o supplentes que ora
nabitam no territorio da nova freguezia da Varzoa
que uflodevam comparecer nos Afolados.como foram
convocados esim na Varzea ; poisque parochia nos
da nova freguezia nella devem exercer as funeces
parocliiacs.
O vapor S.-SebatliSo recebe a mala pa-
ra os portos do Norte, hoje (4), as 3
horas da tarde.
Pubicaeoes Iliterarias.
< ELEMF.NTOS DE HVGIENE NAVAL
parauso imperio do llrasl, offerecidos a S. M. I., o Senbor I).
Pedro II, por Francisco Flix Pereira da Costa dou-
torein modiciiiae director do hospital da marinha
da corte. Esta obra eontm noces gerae rela-
tivamente influencia dos climas sobre o physirn e
moral dos bonicos Trata da atmosphera martima e
terrostre-c seus dilleientes estados ; da agoae das
outras bebidas, dos alimentos c vestuario* ; alm de
outras multas materias que teem relacflo com este
objecto. 0 preqo da assignatura he de 3000 rs.; ser
um vnlumeem qnarto de rnais de 300 paginas. Os
nomos dos Srs. assignantes se publtcaram nofim da
obra. Snbscreve-se na praca da Independencia ,
livraria, ns. 6 e 8.
Jos Xavier Faustino Ramos de-
clara aquelles dos seus amigos que Ihe
' -em fallado para tomar conla do ensino
de seus filhos e aos que por ventura
estejao dispuutosa confiar-lhe essa mis-
sao qne por todo este mez abrir sua
aula e com antecedencia preveni-los-
lia do dia dessa abertura que ter logar
na ra do Aragao casa n. 27 onde
actualmente reside.
A fabrica de charutos da ra larga do Rozarlo,
n. 32, est hoje unida a um grande deposito dos
melhores charutos viudos da Babia como sejflo :
charutos de S.-Felix, de superior quslidade; ditos
Sigarros ; ditos da llavna ; ditos regala de se-
gunda o terceira qualidode; ditos de marca estrei-
ta ; ludo de mnito bnns Tumos: se atlanca ao com-
prador as suas boas qualidades e promette-*e sem-
pro ter boa fazenda para servir bem aos seus fregue-
zes, tanto antigos como os que quizerem se afregue-
zar na casa. Na mesma fabrica vende-se urna mora-
da de casa terrea no hairroda Boa-Vista por preco
commodo; um halcflo pequeo, com lampo de ama-
relio e com 3 palmos de largura, proprio para qual-
quer negocio por proco commodo.
Os Srs. lomantes de snrvetes que tomaram
sorvetes Nados no pateo do Carmo e na ra do Ilan-
gel queiram vir pagar no prazo de 8 das; do con-
trario terilo de ver os seus nomos por extenso no
publico, nlo pelas quantas mas para quem ven-
de sorvetes os licar conhecendo c nflo ser logrado.
CSndido Jos Lisboa cnsina primeras lettras,
grammatea portugueza e msica, em sua aula na
ra de Apollo n 2t,ounmcasa dos alumnos; bem
como copia c transporta qualquer msica.
Manocl Ignacio da Silva Texeira roga encare-
cidamente a pessoa que por engao ou curiosida-
de llia.rou urna carta docorreio, vnda do Ceart no
vapor de guerra que entrbu em 29 de dezembro'pr-
ximo passado, n. 1225', que.abcrla ou como se adiar,
lli'a mando bolai na caixa do correio, 011 em sua ca-
sa na ra Velha, 11. 104; pois mais nada eontm do
que a infausta noticia da niorte de seu amado llho,
frei Joflo da Conceicflo de Maria e talvez dentro as
ultimas lettras deste; que, apezar de ser informado
por cartas lidedignas comtudo muito interossa re-
ceberessa.
Precisa-sealugar um prela que saiba ozi-
nhar e fazor o mais servico de urna cusa frpouca fa-
milia : na ra da Trempe para o Modego no sitio
que tem a casa com frente cor de chumbo.
Sorvele.
No principio da ruado Aurora, haver sorve-
le de frutas mui bem preparados e com lodo
asseio de quinta-feira, 7 do crrente, em
C^Pdiaiite tendo principio as5 horas da tarde. ,
Quem precisar de um amassador, ou niesmo
Aeaba dcscr publicada em um folhelo de 78 paginas
a interessaiite discussio que se suscitou na assem-j
bla provincial, acerca da queslfl=se deve o hispo |deum bom feilor para um silio, pois que de tudo en-
serouvido quandb se trata da divsflo de fregu-. tende, dirija-se a ra larga do Hozarlo, padaria,
zias?= ln.48.
A leitura deslefolbolodeve interessaraos Srs. sa- ~ Deixou-se, por esquecjmenlo, na noile de 30
cerdotesea todos aquelles qile eordialmonte dse- de dezembro prximo passado, em um bunlieirodo
jfltf'Ver respailadas as formulas religiosas, pois que Galdcirciro, um chapeo de palba fina do Chile:
em 1 esposta a varias aoeusaeoesfetas ao digno piola- quem o livor adiado, querendo restituir, dirija -so ao
do desta diocese e que vcein no mesmo folheto, ap- niesmo lugar, silio do tinado Pereira..
parecom os mais bi libantes discursos em sua do-"
fes a.
Vende-se rra Inja de livros da praca da Independen-
cia, ns. 6 e8, cnaloja do Sr Dr Coutinbo na ra
duCullegio, por 400 rs cada folhelo.
da ra do Collcgio, n. t7; os.flaes teem excelJentes
commodos para familia : a tratar na ra do Vigario,
sobrad
A peesoa que por engao tirou do correio car-
tas para B, Maria n.na Joaquina da Silva, viudas l-
timamente dos portos do Sul, no vapor l'crnatbuca-
na. como se observa do n. 96 da respectiva lista na-
3uella repartilo, queira ter a boudade de as man-
ar entregar na ra do Vigario, sobrado n. i,
quesalli poderam ulilisar as mesmas Cartas e ~
mais uinguem.
Pernunta-se ao autor do annuncio inserto
Diaria "
1846
se enlende com Jos .Marianno de Albuqaerque.
Precisa-se de urna ama parda ou preta e que de
fiador a sua conducta para urna casa de. muito pou-
ca familia : na Camboa-do-Carmo, 11.19.
. Quem lhe faltar urna vuela procure no sitia
de AntonioFerreira da Costa Rrega, na ra antes de
ehegar a ponte do Manguind que, dando os signaos,
ihe ser entregue, nilo se icando responsavel pela
fuga da mesma vitela.
Precisa-se de urna ama de leite, forra ou es-
crava : na ra do Crespo, n. 13.
Joo Frederico de Ahreu Reg participa ao Sr.
Paulino, morador na Casa-Forte, que o seu escravo
crioulo, de neme Victorino, o procurou para o com-
prar duendo que tinba sahido ha dias de casa. 0
mesmo Sr. queira vir ou mandar tomer conta do di-
to escravo na ra de Agoas-Verdes n. 46.
Manoel Luiz da Veiga e mais berdeiros do Tina-
do Manocl Luiz da Veiga responden) aos annuncins
los Srs. Joo Cavalcanti de Albuquerqtie e Rufino
Jos Fernandes de Figueireilo, sobre os alagados que
ficam entre a estrada que vai para o Pombal e a pon-
tezinha de S.-Amarinho,com o protesto que fizeram
inserir no Diario dt l'ernatnbuoo, de 21 de Novembro
do anno prximo passado; pois que no juizo com-
petente* esperam ns protestantes obter a garanta
de sua propriedade, pelos sabios Srs julgadores que
tiverem dejulgar de seus aulhciilicose valiosos t-
tulos.
Cdulas encarna-
das de 20.? rs. e branens
r.c*.?000 rs.
Na esquina do Livramento, loja de 6 portas re-
eebm-se cdulas encarnadas do 20,000 rs. e brancas
de 2,000 rs., sem descont e a troco de fazendas.
-Orna miilher de bous coslumes se encarrega da
craQilo de iiieninos de pelo impedidos e dcsimpe-
ddos, e (ambem recebe meninos para desma-
mar : quem de seu preslimo se quizer ulilisar, di-
rija-se a ra Augusta, sobrado novo que tem a fren-
te cor de chumbo. Na mesma casa vende-se um ber-
qo ainda em bom uso por prego commodo.
Precisa-se de urna escruva quesaiha cozinbar ,
eugommar cfazero maisarranjo de um Casa, para
servir a urna senltora : na travessado Quimado, ven-
da, n. 3 se dir quem precisa.
Jos Soares de Azevcdo, lente de lngoa fran-
ceza no lyccu abrir no dia 7 do corrente em sua
casa ra do llangel, n. 59, segundo andar, um cur-
so de RiiK.TonicA e outro de cbogramiia. As pessoas
quedesejaremestudar urna ou nutra dcstas disci-
plinas, podem dirigjr-se indicada residencia a
qualquer hora, excepto em dias santos e feriados.
-- Pcrdeu-se, na igreja da Congregadlo, na noile
Vista, botica defronte da matriz, |
pelo pre^o do costume
- Vende-se urna-escrav: boa engomma-1
deira elaVBdeira : na rita do Cabug loja de miu-J
dezas, n. 1 I.
Vende-se a bem situada venda da ra da C-
dcia, n. 1, para dissolver urna soeiedade qee nella
existe, com poucos fundos: a tratar com Miguel
Joaquim da Costa ni^^^enzalla-Novn n. i.
Vendem-se varios-tavos,sndo-. pretascom
i'ergunta-se o autor do annuncio inserto Jflh,bHidaiias, pretos, moliese pardas com habrli-
irw d$ l'trnatnbuco n. 29i, de t de dezembro WI{aMl" nVn Nnv n Ja
^L\JLt^o.^0J''dMMUt' ^l::2unci0 Vendem-w duas elcram, um. parda com
100,000 DE GRATIFICACAO.
O HOTEL LAMIKRT
Hiiloria Comlemporanea
PO
Eugrne Sin
Acaba de chrgar do Kio-dr-Janrlro,
roniharam o lelheiroquo existe na ra do Itium eiii
Fra-de-Portas, junto ao rio, e levaram urna grande
porcio de laboas de amarcllo,serradas ha muito lem-
po, e de dilTerentesgrossiiras, urna porQilo de ferra-
gem ecordas de navio. O roubo fui perpetrado por
4 ou mais homens que o eonduziram em una canoa,
; e consla que venderain algiim taimado para as paites
e vende-ir em de Santo-A maro. MSnoel Duartc Rodrigues, morador
tres volmiies na praya da Independencia, livrari.. n. 8 e na rua ,10 Trapiche, n. 26, he O prejudicado no dito
8: agrande iioini-ada, que tc.nadquirido .cu au.or. be rfMll)0 offerece a gralificacno de 100,000 rs a quem
umeicnte rara o elogio dcsia historia. descolu r sua existencia ou os seus autores, c se
Amsos martimos.
Para a Bahin sogue, no dia 6J0 corrente, o hia-
to naeonal Tentador : para carga miuda e passagei- entender-se cora"o prejudiado,
ros, Irata-se com Silva/t Grillo, na rua da Moeda
-1
Avisos diversos
Joto Gongalves Nelto, lente do prmeiro ba-
talhilo decacadores delinha tendo deixado de ser
qualquer d'clles o denunciar receber a mesma
quanlia e nlo ser perseguido; ao mesmo tempo
que protesta esgotar todos os meios para perseguir o
crimeeser indemmsado do daino causado. O mes-
mo convida a quem tenlia comprado dito roubo a
para do mclhor for-
ma nilo ser criminado.
Aluga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da rua da Aurora, com optmose muiloasseiados
commodos para moradia de homem solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar dirija-se ao
mesmo sobrado a qualquer hora.
Deecja-se saber aoude est exstindo a Scnho-
^XSTT7^Xiri^-S .:qmo decaera parase manufacturar fardaraeiUo;! ''' ~" Boa-Vista n 62
deseja.nnospa.a resalva su. honra, mas ^^/a^^^^ Bell,, ce 2
e"j^,^-s,.^*^".s^TJS
Sr. negociante por embolcar-se anda do qualquer
quanlia, considerada como debito do tempo de sua
agencia este Sr. drija-se ao seu quarlel, na rua do
Terco, n. 27, segundo andar onde ( posto que o an-
nunciante esteja bem convencido de que nada deve)
,lhe ser sem a menor demora paga. O nesmo agen-
a tratar na ruado Gollegio n. 15, segundo andar.
Piicma-sede doulavradore em cata do doma-
dor, 011 fabricante de candiciro'i de gai, na rua No-
va n. 52.
Precsale alugar um escravo diligente, para o
servico de urna casa, o que seja bom cozinhairo: na
bem ile ouro que tudo pesa 9 oitavas pouco mais ou
menos : quem a echou c quizer restituir, para des-
encargo de sua eonscencia, dirija-se a rua do Cot-
legio, n. 12, que ser Dcclara-sc, em resposta aos annuncios inse-
ridos no Uiano-n ns 279 e 280, pelos Srs. Joflo Ca-
valcanti de Albuquerque e Rufino Jos Fernandes de
Figueiredo,que o terreno annunciado por aquelles
senhores como de marinha, foi comprado por J0B0
Xavier Garneiro da Cunta a Manoel Gozar do Espi-
rito Santo, em 5 de oulubro de 1836 por escriptu-
r (aneada as notas do tabelliuo publico, Jos l'ran-
cisco de Suza Maxalliflcs Jnior, tendo pago a siza
naci nal e o competente laudemio ao proprietario,
o finado Manoel Luiz da Veiga ; o que se faz publico
em resposla ao mencionado annuncio*, contra o
qual se protesta.
Oabaixo assignado faz saber ao respeitavel
publico e particularmente aos pais de familia que no
da II do corrente abre em sua casa no Alerro-da-
Boa-Vista n. 82, urna aula de primeras lettras e
os cursos de geographia e de lngoa franceza : as
pessoas que desejarem seguir qualquer destas aulas,
podem dirigir-se a indicada residencia a qualquer
hora do dia ; e ira (ambem dar licOes em casas par-
ticulares. DuvtorJ de (IUretra Souta Jnior.
Precisa-se deum Porluguez que saiba tratar de
vaccas de lete e cntenda de mais algum servico pro-
prio para sitio : na rua larga do Rozario, n. 36.
Compras.
te pede aos mesms Srs. com quem tevo conlas o rua do Aragflo no bairro da Uoa-VistB, n 27, ou an-
total esquecimenlo de algumas impertenencias, fi-'nupCe.
llias smente do desejo do bem servir o cargo quesej A'M'IH'i'i dt? IrASSanOI'fCS
0abaixoassignado, em consequencia da pro-1 Na rua do Collegio n: 10, c no Alerro-da-Boa-
luracaobastanleque Ihe conferiu o rapitSo Fran-; Vista, loja n. 4*, tiram-se passapories para dentro
cisco de Paula Corroa de Araujo em data de 18de e tra do imperio; assim como despacbain-so escra-
dezembro prximo passado, acha-ae constituido vos : tudo com Ifevidade.
procurador bastante do referido Sr. cima, paraco-| Nodia 30 de dezembro as 7 horas da noile,
brar lodosos foros dos terrenos que Ihe! dcsapnareceu um pequeo, de nome Joaquim Rodr-
liertciiceo nesta ciliado; assim oomo os laudemios gues do Nascimeiilo pardinho de 15 a 16 annos ,
de toda e qualquer casa que se possa vender ; jdandu vesgo, e que melle a peina direila pela outra; levou
bilhctus dejicenga para isso revogandocomorevo-
gououtia qualquer procuraclo^ue antes desla ba-
ja depparejer. liecife, 4 Je Janeiro de 1847. Joa-
quim MamUA larro
Pl^^H), na noile de 27 de dezembro, urna
a rodonda desde a estrada nova da
1 portflo do Ferreira na Trompe : quem
a livor adiado e qui/ci annwicie por
folha ou dirija-s^ a rua do Sebo, 11. 40, que, alo;
.se licar obrigado-, se da
Roga-ae o padece
nuncio do fttrio ft.292
1110 outro quab|uerdu l<
Ihe deve cous'a alguma
outrosaolicii'
nao deve pagar o justo
ii'o Correia Juniur.
Piveisa-se alugar*
nhfla as (>da tarde ; pa^
na rua da Praia do Caldeirei.
chapeo '!
liriia-searua;.;
caigas brancas, jaquela do chita encara
de palbinha: quem delle der noticias dirijan
de Domingos Pires, n. 7
Precisa-se alugar urna preta captiva para servico
de cozinha e compras : quon: livor a rua do
Collegio, n. 7, que achara com
- Offi)iece-se ttm rapa/, poriu^uez. de 17
anuos, para caixeiro de loja, teHd;
quor oceupi
UtiliSil
^^Bldependi'i
Compra-se um par de mangas de vidro, lisas
ou una so manga : na rua de Hortas, casa terrea '
n. 62.
Compram-se bois, carneiros, vaccas e vi-
telas gordas, proprias para acougue: pro-
cufem, ou mamlem por escripia, na rua
larga do Rbzano, ns. 6el1, aopdos quarteis, ou
annuiioiem.
Compranrf-ae escravos de ambos os sexos, de 42
a 30 annos na ruABireita, n. 3, defronte do '
deS.-Pedro.
--- Compra-se un,
lo que soja rica ; qu
Gompra-se para
e estoja viva: na piara d|
casa 11. 32, ou ai
la da ordemdet
annun
principios de engoinmado, de 21 annos; orna ca-
bra, de 96 annos ; urna lileira c 5 cangalhas : na rua
do Collegio, n. 17, segundo andar.
Vchdem-ae casaes de rolas brancas: na ruado
Rangel, n. 5.
Vendvse a venda sita na travessa dos Marty-
jios, n 8, com poucos fundos : a tratar na mesma
tanda.
Vende-se urna venda para se principiar por ter de fundos 250,000 rs. :
na Camboa-do-Carmo, n. 3.
Vendem-se duasescravss per fe i tas engomma-
deiras e com outras habilidades; 4 ditas para todo
o servico; um dita, por 200,000 rs. ; urna dita, por
250,000 rs. ; um escravo e um moleque. par. todo o
servico : na rua de Agoas-Verdes, n. 46.
-- Vende-se urna porrffn de sebo em rama que te-
r vinte arrobas pouca mais ou menos por areco
commodo : na Roa-Vista, rua de S. Congelo, n. 34.
Buhles finos para visitas,
ditos para theatro, papel floreado e dourado para
cartas amatorias, ditohollanda para requerimellos,
dito brauco e azul al mago dito paulado de diver-
sos formatos dito pintado livros de ouro paraen-
cadernadores, papel de peso dourado de varia co-
res dito chupa-tinta : vemiem-se na livraria da es-
quina do Gollegio.
l/vro.- Pin branro paulados,
Na livraria da es-juina do Gollegio est a venda
um abundante e variado sortimento desla mercadu-
ra, a procos commodos.
Vende-se urna casa terrea entre as duas pontos
da Magdalena enchainendade lijlo e cal, com 2
salas, 2quarto.se cozinha tra, urna ptima cacim-
ba de agoa de beber por acabar canteiros de li-
jlos para horta ps de romeiras e pnheiras pr-
xima* a dar; tem de frente 29 palmos e de fundo
34, em cbflos foreiros; faz-se negocio favoravel: na
ruada Florentina, n. 16.
Vende-se, ou troca-sc por algum terreno nos
arrabaldes desta cidade ou faz-se outro qualquer
negocio com urna casa de laipa.bem foila,no princi-
pio de Ped -as-do- Fogo ladrilhada com 20 palmos
ile frentee 70de fundo, com grande quintal: no
Aterro-da-Boa-Vista, fabrica do licores n 26.
Vendem-se charutos da Babia, cliegados na
ultima embarcaeflo de superior qualidade, a 2880
rs. a caixa outra marca regala a 2400 rs., e
outra, a 1700 rs., de diflerentes cores na rua do
Crespo, loja de miudezas, n. II.
Vendcm-sc, por preco commodo, dous ocu-
los dedons punlios cada um c com dous vidros, pro-
priospara theatro ; a lllustracflo jornal universal,
cneadernado ; o Gastriolo Luzitano, ou a guerra
entre o Brasil o Hollauda, com o retrato de Joflo Fer-
nandes Vieira ; o Parnazo Luzitano 6 v. no vos; l.u-
ziadas de CamOes, 1 v.; Arillunetica de Besout ,
quasi tudo novo : na rua larga do Rozario, n. 35.
Potassa da liussia,
verdadeira e nova, em barri.s pequeos,
por preco muito commodo : na rua da
Cruz, n. 10, em casa de Kulkmann &
Koseomttnd.
C.F.W A DI.MIEIRO
na rua da Scnzalla-Velha, n. 18, das 9 as U horas
da manlifla c das3 at as 5 da larde, prego a 3:200
rs a arroba e a libra a 120 rs. : adverle-so que nn
ha troco em cobre ou cdulas miudas, o por isso lie
necessario trazerem os Srs. compradores a quanlia
certa.
Vende-se nm terreno na rua que fiea por de-
trs da ruada Aurora em lenle do fundo da casa
do finado Pereira com igual largura a dita casa ,
com 300e tantos palmos de fundo, o qual chepa
al a terceira rua : a tratar na travessa da Madre-do-
Deos, n. 18.
Vendem-se 30 aegep da companhia do Bebc-
ribe, no valorde70 por cenlo : nesta typograpliia
se dir quem vende.
Vendem-se 2 escravos, do meia idade, proprios
para sitio, por prego commodo poro dono se que-
rer retirar : no principio da rua de Borlas travessa
deS.-Pedro, n. 15.
Vende-se pofassa bronca, do
mais recem-ciegada-, por modi-
em casa deL. G. Fcr-

n. 15.
Vendas.
co prego
;eira 8 Coinponliia.
Venden-se chapeos de palba do stiperior qua-
lidade : em casa do llenry Forster & Companhia na
rua do Trapiche-Novo, n. 8.
= Veudrm-ap morada de ierro pr engenbo de as-
ucar, para vapor, agoa e liratai, de diversos lamanlio<,
por profo c.iiiiinodo r if-ualiuentr taixas de fer/o coal
e balido, de todos os lamniilios: na piafa do forpo-San-
10. n II, en, Caa de Me. l.alinont i Couinaohla, ou na
.ruade Apollo, arniatrm. n. 8.
ude-sc poiass.i branca do superior qnalidadr,
i'l* pequeos ; em en de Maiheus Ansliu A
1. na rus da Alfandrga-Velhn, n. 30.
lor Oliveira lom para vender cobro em fo-
ts de dilo para forros de navios : o preien-
in-se ao iiieonn, ou aos Sruliores IJe.quila
d vlrgem em ineias barricas, chega-
' prefo coinuindu; na rua d;i
es do Al
^Hnugflo-i
FOL1
de aliiiannk r
A edi<;o 111
ilela que cxi>,
sl venda u
lndepen
st|uina do Coile^it
izein n. 15.
A 12$
las,
pra-
8; da
Boa*

PEU.N.
rs*. o corte.
,e ao arco de S.-Aalo-1
i &C, veHdcm-seri-i
a com barra, os Ainisj
indo a este mercado ,
tOOOrs. o corte.
A TfP. DIH.r. DE F*BIX.^-l847j




T-
uno de 18-47
Ka
egunda feira 4 de Janeiro.
N I.
IqSI3!!! IBiag-@24ai
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PERNAMBUCO,
Subscrcve-se na
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(IC IILld-
iUli
jooo ris por anno. pagos adantados.
PRESOS CORREJ
DA PRAA (Corregido Sabbado as 3 horas da tarde.)
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lio de Janeiro....................
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l'l'.il'Ainiuda.........
l'atace Braiileiros.......I
a Pesos ColU.nnarios.....< |
Hilos Mejicanos..........
OORO. Moedas de 64400 vclbas...
n Dilas dilas novnc...
Dilas de 44000............ 8#800a
i8j"n. a 284500
574000 a 21|5O0
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Duras liespnnl.olas.
Dilas Patrio licas..........
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16(000.
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ASSUCAR.
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Caualeulrc Anihurgnc Havre. Dito
ncluindo porlos Inglezes Dio
Genova .. ............. L)ilo|
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ALGODAO.
01ni11.1l
Portueal........,,........ 600 or (ffi sero primagem non
ranea.................... 300 por (g e 0 y> .0 caml, de lOOpIr nominal.
InRlaierr................... 7.P "ei- P- Vi de P""B.,
Barcelona.................. 46" r'
COUROS.
i..-!....*. cu*., t 3 10 0 ... por tonelada e 5 por cenlo, nominal.
Ingl.lerra Seceos f 3 10 o ... Pffl Ji>|icoj ton.|ad.c, comlOp. cento.
Retados Unidoc............... ...... Ti" '"
W
Da da II de Noveml.ro .le 1811 in liante pprj 0 p. c.o rapeou tabaco
de p, os cbaratos 011 cigarros, o fumo ce rolo ou em lolha.
Pagano 50 p. c. oss.ccoc de cnhan.a vetes en Mrma depu.il.al. a, almofadas per. earriiegenc, a pedra, >*d. peJ"
cedo, as pedras decanta' para portte, portee C jam-IU, as pe. has l.v.ad.spara
encamenos cepas, ennhaes c cornijas, o assucar retinado. crystahsado ou de que
Clicaiianirnioi ct|l,ll, cuamn i t""l"'i ""*-----------.-------.,'----- _,___ '.,-
qer mancira cor.feitado, ocha, a agoardeole. a cerveja a c.dra, a ge.ora, O mar
equino, ououlrns licores, e os viubos de qualqucr quahdade e precedencia.
and., imperial ou outro nao cspccllirado na lama a pn.vo... ...~-, ------
o sebo envelas, as velas de Slena ou compoe.cao, as ameiias.ou oulrast rucias
em frascos ou las, aecoas. em cabla, ou em espirito, o chocolate de cacao ord.na. o,
o vinagre, os carrinhos, carruagens ou cicas Joros, rodas, arreos pan.urna e ou-
>'a colisa as esleirs para forrar casas, os carros para conduz.r Rente, os soc.ave.s,
t eilhee, os arcic.ros e tinteiros de porcelana, e qnalqucr oh eclo delouca nao com-
nrebendido na tarifa; os lustres os clices para licor ou vinho de v.dro liso or.l.na-
rio. o de vidro mldalo ordinario lavra.lo ou moldado e lavrado ordinario mulla c semelbantes os de vidro liso moldado 0,1 lavrado, de fundo corlado ou liso,
coiu molde ou lavor ordinario ; os clices para Cbampanhe ou cervrja as canecas,
e copos direiios de 10 I em quartiluo, as garrafas de vidro ale I quarlilhc ou mais,
scn.lo todos estes objeclos de ns. I e 2 as garrafas de v.dro preta ou escoras da
mesma capacidade, comprehendidas as que seivem para licores ou Le-l(oy ; os copos
pira tabernas ale ...na caada, os frascos de vidro ord.n.no com rolhac do mesn.o
il 3 libras ou m.is ou em rotl.a t 2 libras ou mam, os de boca larca coro rolhac
do mamo, ale 4 libras ou mais, ou sen roll.a para opodeldoc o v.dros para a-
lampaUas ou candeiros, as taboas ou folhas de mogno 0.1 oulra madeira lina, e Iras-
tes de qualquer madeira.
. o aro, alc.ilro, lineo em barra ou em folha. chumbo cm barra
em barra ou en yerguioba, ferro en baira vergumha, chapa o
de qualquer naco, que sol.recnrregar os geueroe braeileiioc de maior direlo, que
iguaes de oulra naci.
Os rticos no especificados na paula pago o direito *&"^JjS5
presentada pelo despachante 1 podendo po.m ser impugnado, por qualquer oBc.al
I. Alfandec. que em tal caso paga o mporle da l-clura ou lor, eos direilos
.\o caso de duvid. sobre a cl.Mficco da mercador.a, pode a parle requerer
irbilramento para designar a qualidade e valor da pauU. que Ihe compete.
SffeieenUC de dheitoe as machines, ainda no usadas no lugar, em que foree.
importadas.
EXPOBTACAO Os direltos pago-se sobre a avaliaco de una oaula ma-
na! n, razo seguin,.: Assucar.op ... *^&^^%LZZ
e todos os mais g.ne.os 7 p. c. Alem deste. direitos lK"-"
_. 1. r-i.. .i "n r. e.n cada barrica,
denle, couros, .
latas de 160 rs em cada caica, de 40 is. em cada lecho, uc JO ra
ou eaccoe de assucar, e de 40 rs em cada sacca de algodao.
Couros e todo, os m.is genero, ,a-0livre, de direito. par. os ^*^^'
excepcSo do algodo, assucar caf, e fumo, que pagao 3 p. c. e a. taca, por volume
c. cobre o valor do mer-
cador a prale. e'o ouro amoedado "nacional ou eelraugero paga nicamente /, p. c
Os metaes preciosos em barra pago de direitos 2 p
0, e a praU e o ouro amoedado nacional ou eelrau""
Oe escravos ecporudoe pagao bfOVO por cada um.
DESPEZ, K DO PORTO Ae embarc.c6ee nacionaes, ou estrangeiras, que
for. do Imperio, pago 00 rs de ancoragem por tonelada
011 correero, colire e caparrosa
Paj-ar 20 p. c. o trigo em grao
parrilba, canolilho eepiguilha, fieirae, lios,
franja., lan.ijoulas. p.lhet.s, p.ssamanes, sendo He OUrOOl, praU ^V^
ia ou falsa: aloes da meso. nalurea, ou tec.dos com retro, bobo. Igodaoou
. renda ou entrnelos do alodio nao bordados rendas de fil a. de a godao,
1. ou trocal ; IenjOl de camhraia de linbo ou algodao, e bandas de retro de
necessarios para pagamento dos reparos, que f.iert.n.
YENDAS DE NAVIOS As embarcaces estrangeiras. que passarem a eii
nacionaes, pago 15 p. c e as nacionaes, mudando de proprietano, ou de bandera
pago i p, c. sobre o valor da venda.
na ou
seda
retros
enalba.
Paj-ara 10 P c os livros, manpa glolioc geograpbicos. ioslrumentos mathe-
malicoe, de pbyV.cn ou cbimica, corle, de vestido de velludo ou damascos, borda-
dos de prala o.1 ouro lino retro ou lro;al, t cabello para cal,lle.re.ro.
r.aarC p c.ocanutilbo. cordo de fio, cspiguillu, lielra fios. franjas, ga-
lgo de'lioou palbeu. laojBulae, palhela, rendai, cadarcos e lodoso mau objec-
tos desta natureaa, sendo de ouro c prala lina.
p.g-. Sp.c. o carvo de pedia, ouro para dourar. ou quaesquerobrae e
utensie de prala,
Pacara 4 p. c. as joias dcouro 011 prala, ou quaesquer obre* de ouro.
Pagar 2 p. c os diamantes e outrac pedras preciosas eoltae cemenles,rplan-
a. e raras novas de animaes uleic.
Pacaro 30 p. c. lodos os mais objeclos.
Os geueroc rcetport.doc ou baldeado, pagao I p. C. de direilos alcm da annete-
*-~3m; bJi. Geral.;
Concedem-se livres de armazenagens, por!5di.s, as merc.dorias de Estiv., e
don. mece, a outras ; findo, e,te pr.c'os, pagar.-/ p. c. a. me de respec-
to valor.
Ocrdireilosdaefacenda, que pago por vara, deve entender-ce vara quadrada.
Osdireitoe no podem cer augmentados dentro do anno financeiro ; masoGo-
rnonoderlroandar^agarem moeda de ouro ou prala ..ma v.gec.m. parte da. que
TrTm Sn" 6 Pe men.re, de 50 p. e. do, precos da. mercador.a,. ou rneemo
^"'"^oV^tcu'a'uWrSa e.tabelecer um direito diferencial cc*rcoe genero
REVISTA SEMANAL.
CAMBIO Contina firme a 29 d. por Ijono re.
ALGODAO Sem entradas j aos precos quotadoe. _
ASSUCAR No leem l.avido trausaeces, em contequencia dos poucos das
uLeie que tem havido esla semana.
COCHOS Pouco procurados.
FARIMIA DE TRIGO Chegou umerregamento.
CARiNE DE CHARQUE Entrou um carregameulo, com o qu.l ce eievou o
deposito a 33,000 arrobas.
Resumo das Embarcaces existentes neste porto no dia 2 de Janeiro d* 1847.
A imricinae .....
A ustriacas ........
Brasileras.........
Belga. ..."......
Diuamarquea.....
i*ridccZ4 .>*>*********>******** --- -
Ib-spaolilas...................................................
I-Rle.................................................................\
Portuguez........................................................... '
Sardac.........................................................." '
ae
Total
4t
A Provincia gota tranquillidadr.


(5)
msm
LISTA das Embarcares existentes nesle porto ale odia 2 de Janeiro de 1847.
I1)TBADAS.
r(0,.n.b.o 21
PeteinUro i<
fetembro
Outubro
pjovembro
peiembro


DONDE VB

CASCO
2
0
II
It
18
2
12

57

58
t
13
H
5<

26
Juiibo l0
Otiembro 7
Dezerabro 24
Dezembro

1817
Janeiro
Philadrlphia
Bostn
Mar Pacifico
Philedelpliia
Sandwich Islanda
Santos
Babia
Ass
Bio de Janeiro
Ro Grande do S.
A*s
Araealy
Aracaty
Lisboa

Bio de Janeiro
Ass

Rio de Janeiro
AraCkti
Ass
liba de Fernando
Haba

Gaho
CopenliEni
Baha
Bmcclona
Babia
Terra Nova
Liverpool
Bio de Janeiro
Liverpool
N
Rio de Janeiro
Guernaey
Baha
Gihraltar
Liverpool
Glaagow
flACAO.
Deiembro 27
Deiembro 13
21
1847 Janeiro I
2
Lisboa
Im igue
es'una
galera
patacho
Larca
brigue
barca
sumaca
sumaca
brigue
L i tacho
late
i.ift
brlguo
bri-esc.

brigue
hrigue
bi ip,ue
lu-icue
dala
K tacho
Igue

hiate
barca
brigue
barca
brigue
brigue
barca
brigue
galera
barca
*
brigue
alera
br.-eic.
brigue
*
barca
Amer.
Aust.
Itrazil.
ROMES.
Ricliimond
tieuova .,
Gen. p.Gbrallar
Rio de Janeiro
bri-esc.
E.ilnr.1
rigue
Belga.
Din.
Franc
Hesp.
Ingl.
Port.
Sardo
Putmow
Isaac Franklin
Phoebe
R. F. Loper
Angula
Lusitano
Peraslina
Santa Antta
S. loo
Relzano
Lourenro
Despique
Espadarte
tala
Velox
Jnseplima
Animo Grande
Flor do Sul
Echo
Vlriato
Novo-linda
Flor de Oinda
Competidor
Fiordo ftorte
Tentador
Amelia
JmmaDnel
Ferdinand
Feppe
Cavallo Marinho
Iceni
0pry
Mary Howniell
Prscilla
iovvisa
Columbus
Mary Queen of Scoti
Bi-Packett
I Tvrer
Eleonora
Keliance
Leda
Tejo
Telegrepho
Catharioa
p.ojepUrmr ~
Constantino
!----------"
TONS.
187
140
479
167
271
414
339
92
44
232
138
72
27
132
262
174
100
176
2b0
247
86
144
19
130
41
MBStftE.
Farrfill
C Croebey
S \V. Wims
W F. Netth
S. Varney
O. C. Hollslein
M. Scrovich
CONSIGNATARIOS.
DKSTINO.
,79
too
247
175
2U7
180
202
184
218
141
310
2S7
205
198
134
140
180
200
311
Joo de Dos Pereira
Urbano los dos Santos
Manoel da -Iva Santos
Jos Mara da Graca
Joaqum Jos dos Santos
Vicente Jacome
F. B. de Mallos Lisboa
Jos Manoel Barbosa
Joaquim Cantoso
Jos Ignacio Pimenta
Manoel Lun dos Sanios
Augusto Antonio de Couto
Antonio Jos Vianna
Joo Antonio Gomes
Balthatar Jos dos Res
Ant Monteirode Almeida
Antonio Jos Barroto
E. Nodion
UV fd
179
241
lb8
L. P. Moberg
Duiand
Joo Gilpe
E. Mornaico
Me. Louton
W. Williams
John Baker
R Gobh
John Domaille
Daniel Green
Wm- Kelly
John Harry
J. J Lonlestey
L. Ellia
y, Bari-oro
lonti Bedlbrd
Thomas Glenday
Sverio Manoel dos Res
Henry Forsler t C.
a
O mestie
Matheus Austln & C.
O mestre
N. O. Eieber & C.
N.O. HtcberStC.
Novaes & C.
Jos Mara Barboza
Amofim IriiiTiOS
Amorim Irmaos
J A. deMagalhes Bastos
J. P Leinos Jnior
Joo Francisco da Cruz
Manoel Duarle Rodrigues
O Mestre
Amorim Irmos
a
Jos Pereira d* Conha
Thomaz ele Aquino Fonscca
Joo da Silva Santos
Bailar & liveira
Gomes & Irmo
jVaicimrnlo & Amorim
Silva t Grillo
A Ordem
Rothe & Bidoulac
Le Bretn Schramm Se C.
Rio Grande do'Sut
Babia
Nascimento St Amorim Barcelona
Joo Pinto de Lemos S Filho t
Me. Calmont St C. Londre
Le Bretn Schramm & C,
N. O. Weber St C.
Johnslon Pater 8t C. Liverp. p. Parabyba
iY U. Hieber StC. A fretar
Ate. Cali.onl t C, Liverpool
James Criblreo & C. ,
Deane Youle Si C. A fretar
N. O. BiebercC. A fretar
Deane Youle Si G. Afretar
liveira Irmaos Si C.
Deane Youle Si C.
Adamsoo llorve Si C,
Oiivelra Irmaoi Si C.
rol-osero
F. Massony
i. Cbappe
J. Repetto
Babia
Babia
Le BrclVn Schramm VrC. Genova
Joo Pinto de Leiros t Filho

A ordem
V.
Pemambuco na Typographia de M. F. de Fariai184.
\
(MUTILADO
/-*
i


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