Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09593


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Full Text

AIIO XXXVIII. IMEftO 186
Pwtres mezes*titadei 5$000
Pr tresieze vencidos 6)000
- mam
QiRJJ f JIRA 13 DE AGOSTO DE IM2.
PtP anuo adlantndo ttfOMK
PorU !>* ara sibseripor
tSCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTEi
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de U-J
ai; Natal, o Sr. Antonio Marque* da Silva ,'
Aracaty, o Sr. A. de Lemoi Braga; Ceari o Sr.
J. Jos da Oliveira; Maranhio, o Sr. Joaquim
Marqaea Rodrigues; Para, Manoei Pinhairo 4
C.; A.maxonai,o Sr. Jaronymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SOL
Alagas.oSr. Cliadino Palio Diai; Bahia,
o Sr
PARTIDAS DOS CORRElS.
Sr. Joa Martina Alve; Rio deJioero,
Joe Pcraira Martina.
Olinda todo os dias aa 9) horaa dodia.
Jguarass, Goianna, Parahyba aas nzacdas
eitas-feiru. *
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho
Garanhun as tergej-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth. Limoeiro, Brejo, Pei-
**eira, Ingazeiri, Flores, Villa-Bella, Boa-Viata,
Ounctrye Ex as qaaitii-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoio.ni.Barreiroa1 PREAMAI DE HOJS
Agua Preta, Pimentelraa Natal quintas eiras. Prircelro at 6 horas e 6 mina toa da macha
(loaos os correiospertem as 10 horaa da machia,Segando aa 6 horas e 30 mcutpa da tarde.
IPHKA1ER1DES DO MEZ DK AGOSTO.
4 Quarto crasecnta aa 2 horaa e 15 minutos da
tarde;
12 La theia as 7 horas e 12 minutos da man.
18 Qntrto minguante as2 horas e 5 minutos ds
tarde.
26 La no Ya ai2 horas mDDtos59 da tarda.
FARVIDA DOS VAFORES COSTEAROS.
HhI a,t Alagoea 5 e JO; para o norte
Granja, i 4 29 de aada inez.
fARiIDA DOS OHNIBl'S.
Recite: do Apipucos a 1 2, 7, 7 1(2, 8
m.; fie Olinda la 8 da m. e 6 d t.; de
jio j 6 1|2 da m.; do Caxang e Varzta
*' dam.; de BtmAca s 8 di m.
) Recite : para o Apipueos s 3 12, 4, 4 1(4,
* !, -5, 5 14, 5 1,2 e 6 da t.; para Olinda a 7
. e 8 1(2 da t,; para Jaboalo a 4 da t.; para
avg e Farsea s 4 1(2 da t.; para BtmAca
*t ato t.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio i aegondas a quintil.
Relacao: tergaa e eabbadoe s 10 horas.
Fazenda: quieta* ia 10 horas.
Juizo do commercio : legendas as meio da.
Dito da orphaos : tarcas a aextas c 10 horaa.
Primeirarara do cvel: tergai xtasi* meio
dia. '
-v
DAS DA SEMARA.
.11 Segunda. S. Titurcio eSuzans mm.
12 Terca. S. Clara v. f.; Si. Nimia e Fontlno,
19 Ouarta. S. Hypolo e Cistiano mm.
14 Quinta. S. Euzebio sac.
15 Sexta, cj}a Assutopga de Nosss Seobora.
lo SabJiado. S. Roque f. ; S. Xaci.itho.
17 Domingo. S. Joaquim paa de N. Sanhora,
ASSIGNA-SE
"Eirzt:,iT,,: ,"r,a" "bb*do, 'M5^^6"'^^^^^^-
horada tarde. roa de Paria & Filho. *
PISTE 0FFIC1IL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia O de agosto de
mi
Officio ao brigadeiro comraandante das armas.
Estando prestes a partir para o presidio de Fer-
nando o hiate nacional Sergipano, airva-ae V.
Exc. de declarar-me ae para all vio algumas pra-
vas do exercito. que posaam escollar sele senten-
ciados de Justina, que segnem para o referido pre-
sidio.
Dito ao inspector da theaoursria de fazenda.
Autoriso a V. S. nos termos de sua ioformago
de hontem, sob n. 733, a maDdir pagar ao sol-
dado da seclo urbana do corpo de polica, Ha-
noel Gomes dos Santos a quaotia de 8>, a que
tem direilo por haver apprehendido o sollado de-
sertor do 2' batalhao de infantaria Francisco An-
tonio de Almeida, como se v do attestado que
devolvo em duplcala coberto com o officio do
brigadeiro commandanto das armas n. 1,471 do 1*
do correte.
Dito ao mesmo. Declaro a V. S. em addita-
mento ao meu officio de 5 do corrente, que Luiz
Thentonio Bezerra dave indemniar mais a fa-
zenda alm da quiotia de 100# de que trata o ci-
tado officio a que recebeu Indevidemente como
aoldado do 9a batalhao de infantaria oseu escravo
Galdino.
Dito ao mesmo. Rostituo a V. S. o requeri-
mento sobre que versa a sua informago de bon-
tem, sob n. 736, o autoriso de accordo com a
mesma informago a mandar pagar ao capellao do
exercito addido ao 4 batalhao de artillara a p
padre Antonio de Mello Albuqoerque, a gratili-
cago addicional que deixou de perceber corres-
poniente eos 52 dias que poderla ter gasto na
viagem que f.z do Piauhy a esta capital.
Dito ao inspector da tbesouraria provincial.
Tenio resolvido de accordo com a informago de
V. S. de hontem, e 90b n. 431, relevar o profes-
sor particular de iostrueco primaria Manoei Jos
de Farias Simes da multa que Ihe foi imposta
em virtude do art. 99 da le n. 369 de 14 de maio
de 1855; assim lh'o communico para seu conhe-
cimenlo e flm conveniente.Communicou-se ao
director geral da inslruor.ao publica.
Dito ao capito do porto. FaQo apreaentar a
V. S. o recrula de marinha Antonio Manoei das
Dores, lim de que Ihe d o conveniente destino
depojs de inspeccionado.
Dito ao mesmo.Fago apresenlar a V. S. o re-
cruta de marinha Antonio Lourengo da Silva, aim
de que lhe o conveniente destino depois de
inspeccionado.
Dito ao inspetor do arsenal de marinha.Urna
vez que segundo se v de sua informagao de 7
do corrente, sob n. 272, acham-se preenchida ss
condiges legaet para a admisso na compaobia
de aprendizes artfices do menor Estanislao, que
para esse lim lhe fra presentado por Francisca
Secundina de Mello Falco, o autoriso a mandar
effectoar o alistamento do mesmo menor.
Dito ao director do arsenal de guerri.Contra-
te V. S. o transporte pare Fernando de Noronha
no hiate nacional Sergipano, de Arsenio Gustavo
Borges, ltimamente nomeado para o lugar de
boticario daquelle presidio.
Dito ao mesmo.Contrate V. S. com o mestre
ou dono do hiate Dscional Sergipano o transpor-
te para o presidio de Fernando doa sentenciados
de jastiga quo tem de ser para all remetlidos pelo
juiz municipal da 1* vara, devendo V. S. enviar
a esta presidencia o termo do contrato que fizer
para ser definitivamente approvado.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Communico a V. S. para seu conhecimeoto, que
segundo declaron-nie o brigadeiro commandante
ss armas cm officio de hontem datado, sob n.
1,512, fdra no dia antecedente alistado ao 2" ba-
- talbao de infantaria com destino a corte, o sol-
dado do corpo sob seu commando Francisco Jos
da Silva, que para e.-sa fin fura mandado apr-
senla por V. S. em 4 deste mez. ?
Dito ao mesmo.-J^sO. o Infl bTSMde 8
do correote._fl.iujj^,eirtdo de que 0 sargento da
c^5"pantna da secgao volante do corpo eob seu
con\t)audo, Claudino Faustino da Paz, tendo con
luido o seu eogajamento cootrahio novo depois
e julgado pira isso apto.
Dito ao meamo. Pole V. S. mandar engajar
no corpo sob seu commando, o paisano Deodjto
da Costa Ramos, de que trata a sus ioformaco o.
352 desla data, visto ser para isso apto.
Dito ao commandante superior do Recite.Para
cumprimiiilo do aviso do ministerio da justica
de 9 de junho ultimo junio por copia, sirva-so
V. S. de ioformar o incluso requerimento que a
S. M. o impendor ioderega o raajor do 3" bata-
lhao da ntiga guarda nacional deste municipio
Manoei Antonio Viegas, declaran lo ae o suppli-
cante leve ou nao sciencia da reforma que lbe ha-
ra sido concertina nequelle po9to, como consta
de urna relac/io juola a communicac.io da secre-
taria de estado dos negocios da justicia de 22 de
agosto de 1854, e do qual fui depois privado por
portara de 16 de oulubro de 1858, junta a outra
communicf co do meamo miriislerio de 27 do re-
ferido mez e anno de 1853.
Dito ao juiz de direito da Ia vara.Remello a
Vine, o boletim n. 31 do expedieote do governo
imperial no mez de fevereiro ultimo. Iguaes a
todos os juizes de direito menos Goianna, Rio
Foriiioso, Brejo eGaranhuos.
Dito ao juiz municipal da I1 vsra.Com copia
do officio do commaodaote do presidio de Fer-
nando de 11 de julho ultimo, sob n. 100, trans-
miti a Vmc. alim de que proceda a tal respeito
como tur de lei o incluso auto de averiguagao a
que se procedeu naquelle presidio, e do qual re-
sultou serem os conheciios como autores do as-
sassinato perpetrado na pessoa do sentenciado da
provincia do Cear, Jos Ferreira Albino no lugar
t,ipim ast daquella ilha oa de nomes Francisco
Ferreira lavares, Jos Fabricio Gomes e Joaquim
Paulino di Albequerque Cavalcanti.
Dito ao subdelegado do 1 dislricto da villa de
Iguarass. InUirado pelo seu officio de 2 do
corrente de so acharem reslabelecidoa Mara Joa-
quina do Epirito Santo, Manoei Jos Ferro e
Rosa Mara de Santo Agostiobo, estes irmoa e
Jos Santos, que por
occsaio em que no
proprio pai Cris-
pim Jos dos Sanios e a seu cunbado Antonio
Jorge de Miranda, cao posso deixar de louvar a
Vmc. e aos cirurg'oes Francisco Nuces das Cha-
gas e Francisco Borges da Silva pela promplilo
e zelo com que se prestaram a soccorrer aquelles
infelizes.
Dio ao Dr. Manoei Tbomaz Bittencourt Corte
Real. Inteirado do conleudo do officio de 5 do
corrente com que Vine, me remetteu o mappa de-
monstrativo dos desvalidos a quem soccorreu na
comarca do Cabo quando all reinou a epidemia
do cholera morbos, nao posso deixar de loava-lo
por esses semgos prestados gratuitamente em
tiem da humanidade. Por esta occasio agrade-
co tambem o oferecimento que Vmc. faz no fi-
nal do mesmo officio de continuar a prestar iguaea
eervigoi se elles vierem a ler neceisarios.
Dito ao conseibo de compras navaes. Pode o
conselho de compras navaea promover nos ter-
mos dos ertigoa 9 a 11 do regulamento da 20 de
fevereiro de 1858a compra dos objectos constan-
tes do leu officio da 7 do corrente, o qaaes aio
precisos para provimento do almoxarifado da ma-
rinha.
Despachos do da 9 de agosto.
/feouertmento.
Anoa Thereza de Jess. A* vista da informa-
fo nao tem lugar o que reqaer a lopplicaote.
Angelo Custodio dos Santos. Ao Sr. Dr. di-
rector geral da icatruccao publica na forma re-
querida.
Antonio Pereira Gil. A' vista da informago
inde'erido.
Fielden Brothers.Informe o Sr. inspector da
tbesouraria de fazenda.
Jos Flix da Cmara Pimentel Jnior.A' vis-
ta da iuformagao nao pode por ora aer atten-
dido.
Joo Gomes da Silva.Informe o Sr. delegado
encarregado da repartlgao da polica.
Jos Jeronymo de Souzs Limoeiro. Informe
o Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda.
Joaquim Justioiano Figueira de Mello.Infor-
me o Sr iospector da tbesouraria de fazenda.
Jos Antonio da Motta.Ioforme o Sr. inspec-
tor da fazenda provincial.
Joao Francisco do Reg Maia. Informe 0 Sr.
director das obras publicas.
Manoei Jos de .-'arias Simes.Ficam expe-
didas as ordens no sentido que requer.
Manoei Jos de Saol'Anna e Araujo Remet-
tido ao Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda para o
ti ai requerido.
Rufino Marques de Castro.Informe o Sr. en-
genheiro director da repartido das obras pu-
blicas.
Soeiedade dos Artistas Mechanicos e Liberaea.
Passe proviso approvando os estatutos de que
se trata.
Thom Joaquim da Veiga.A' vista da infor-
mago nao ha que deferir.
Commando das armas. .
Quartel-seneral do commando das
amina je Pernaubuco na cida-
de do Beciie em 12 de agosto
de 1863.
ORDEM DO DIA N. 119.
O general commandante das armas faz certo
para coohecimento da guarnigo e flns conve-
nientes, que a presidencia resolveu na data de
hontem despensar do servigo' no recre'jamento
as freguezias de S Jos e Boa-Vjsts, os'Srs.
teoentes Manoei de Azevedo do Nascimento, e
Luiz Jos Ferreira Jnior, este do 2o e aquello do
9o batalhao de infantaria, e que este servigb seja
desempenhado na3 quatro freguezias d'esta cdade
por um s recrutador seodo delle ancarregado o
Sr. capitao Candido Lal Ferreira.
O mesmo geniral declara que "em cumprimento
as ordens dogoverno seguio para acorte no dia 7
do corrento, o Sr. lente do corpo de eetado-
roaior de segunda classe do exercito Alexandre
Augusto de Frias Villar, que na guarda nacional
deste municipio exerce as feneces de mejor no
1* batalhao de artilharia.
Assignado. Solidonio Jos Antonio Pereira
do Lago.
Conforme,Jos Francisco Coelho, capita
ajudanle-de ordena encarregado do detalbe.
pela cooservago da pax europea. A resposta foi
a indicagao das declarago.es ja dadaa Russia.
Estas declaragoes fosean achadaa satisfactorias
tambem em Berln, deade o dia 18 se sabe que
o recouhecimento da Italia tambem negocio
decidido pela Prussia, e j nos prximos dias se-
r cumprido oQltialmente.
Dssa maneira a Italia ae echa agora reconbe-
cida por todas aa grandea potencia?, com nica
escepgo da Austria, e do mesmo modo por to-
das as potencias de segunda e tercei-ra classe,
excepto somente a Hespanha e os estados media-
no e pequeos da Allemanha. Hoje, porm, j
ae diz que nao tardar muito o reconhecimonto
da Hespanha, e quanto aos estados medianos da
Allemanha, o exemplo da Prussia ao menos nao
aera perdido para todoa 63ies estados, seguindo
provavelmeote em primeiro lugar Bade, Oldera-
burgo e as cidades Anseticas, cejos interesses
commerciaes s poderao ganhar por relagoes
amigaveis para com a Italia. O ducado de Bade
=.
clan
Su
I em sen favor nenies ltimos dias. Mis a
fi,,*,ob,*r*0-Golh8 Weimar, Bade Bru-
ala,01, mborK0.qut acaba alista doses-
d doZolIverein que ata agora ae ganharam
Wh ,rilU,l0> mesmo lempo qnoa Biviera,
iw^^8, HDoer. Ueise-Cassel e Hesae-
dhe* e N"*"1 i"" reeueam a aua a-
ir^1-10 m8i* gradavel contraste com eagas
cora
lem
cele
Mal-
tas
das
con
des l
man
A
da fi
con
1
CU
llamburgo St de juulio de 1862.
A oceurrencia preponderante das ullimas se-
manas o reconbetir/iento do roino da Italia pe-
la Prussia, agora um fado consummado. A con-
tinuada recusa da Franga, de chamar as suas
tropas de Roma, tinha m disposigio contra o
napoleooismo, que ameagiva aniquillar a sua
influencia sobre a pennsula appeoina, eompur-
rar o novo reino inteiramenle para os bracos
da Inglaterra. O modo
por que se apresentou
Gsrlbaldi nao deixou duvida disso, e a nao na*rr&J\iiTTrmt\r7n breve para o Mexfco um cor-
foi o primeiro que, j ba mezea, deu o exequtur i atlr
ao cnsul do roino da Italia na cidade de Man-
nhera.
O que, porm, d o principal valor ao reco-
nhecimento da Italia pela Russia e pela Prussia
e reveste o mesmo d'uma importancia muilo
alm da Italia, o romnimento decidido que
nisso se manifest dessis duas potenefas, com aa
ullimas tradigoes da santa allianga. Na aua este-
bilidade exterior, essa allianga j se acha aniquil-
ada desdo a guerra da Crimea, mas anda ae
tinha sustentado urna corta communho espi-
ritual dos aoligos raembros da mesma, urna com-
munho de poltica de tendencia legitimista, e
justamente a circumstancia, que todas as tres
potencias do norie de accordo tinhsra recusado o
reconhecimento da Italia," parocia qaerer conso-
lidar de novo essa communho. Mas essa ultima
communho tambem acabou agora, desde que a
poderosa testa da sama allianga, e depois delle a
Prussia, negando todas as tradigoes legitimistas,
pureram o sello do seu cx^resso reconhecimen-
to na obra de Garibaldi e de Cevour, e receberam
corno membro de condigao igual na familia dos
estados europeus, o reiuo da Italia edificado so-
bre as ruinas dos thronos legitimo! de aples,
Parma, Modena e Toscana.
E ao mesmo tempo que se eslava cumprindo o
reconhecimento pela Russia, e preparando o da
Prussia, chegou de Lisboa a sollicitagao de el-rei
de Portugal da princeza Pa da Italia, filha de
el-rei Vctor Emmanuel. Tambem isso o fruc-
to da politica Iranceza. A sollicitagao foi acolhida,
ei assim em ponco mais urna allianga ligar o
tnrono real da Italia com as dynastias europeas.
Oque ao resto, em consequencia dorecoohe-
cimeuto russo da Italia, os boaos j querem sa-
bor de uma triple- sllianc entre a Franga, a Rus-
sia e a Italia, e que algumas gazetaa francezas
e allemes al j eatendem a uma quadruple-al-
lianga comprehendendo a Prussia, isso ao me-
nos uma cousa muilo prematurada.
Naturalmente
a poderia aer
s dirigida contra* a Inglaterra.
Emquanlo, porm, que a Franga aiuda nao
se toroou senhora ds suas diflculdsdes no
Mxico, ellta tem de certo todos os moiivos
para evitar qualquer rompimento com a Iogla-
terra.
Segundo as ultlmai noticiar do Mxico datan-
do de 11 de junho, a posigo das tropas france-
zas eotrncheiradas perto de Orizaba, era deses-
perada, e em Paria geralmente se antev asua
prompta capitulago
Est claro que o oapoleooismo nao poder sof-
fer tranquillamente uma semelhanle derrota,
tanto menos porque a expedigo mexicana des-
de o principio tem sido condemnada decidida-
mente pela opioio pnblica.
Por consequencia, Xo> (renrminidoTrwaeve
" "diea'enedei doagovernos allemes, forma
un ""Ido povo allema em uma festa nacional
m, a primeira reunio dos atiradores al-
m Francfort sobre o Rheno. Nunca se
u uma festejlo grandiosa na Allemanha.
,a 10 mil atiradores allemes se reuniram de Cerdiir Vision 12 para
P* aje*, das partea asmis distantes, das eos- loo 15 para o '
Bltico e do mar do norte, de Tyrol e
rgensda Adria. 600 auissos vieram como
dos honorarios, e. os dados honorficos
dos para premioa para
res, enviados de todas as partes da Alle-
excedem o valor de cemmil thalers.
"principio se tinha receiado uma prohibicao
.'a da parte doi differenles governoseda
'eracao, mas nao se ousou proceder contra
a m%3a
Cob
Em
o objecto da aupposta allianga
a questo oriental e a sua ponta
O 5 oO sardos a 81 1[4. E ci 5 rjO ruiso3 a
Wim
Do Brasil ehegaram a Inglaterra osde a parti-
da da mala de Soulhampton os segiriotes navios:
da Parahiba aVillage Belle 8 a Qjeenstowo ; do
Rio Grande Comoaribe 10 a Queenstowo ; de
Pernambaco Nile 10 a Qoeenslown ; do *io
Orando Hildur Vj a Deal ; de PjrnasjiicB
Germaaia 15 Liverpool ; da B~1ie rrJWaTd*
21 a Liverpool ; do Rio Grande Mary Ana 21 a
Belfast; e de Pernambuco aNetherton 21 a Li-
verpool.
De Inglaterra segoiram para o Brasil o se-
guintes: de Troon Margareis 8 para Pernambu-
co ;dB.C_"d'ff Floaliog Cload 9 par* a Bahia
a Bahia ; de
Maranhio; e de Porlsmouth
aPalmetta 18 para Pernambuco.
Tivemos no dia 11 do correte, nosti capital,
a grande festa da distribuigao das recompensas
oa mais habis coocedides pelos jurados da exposigo aos expo-
sitores das diversas negos, que se achara repre
seutadas na exposigo internacional
Sua alteza real o duque de
esse acto, havendo receido de S. M. a rai'nba de-
legagao para esse Dm.
Alm deste principe assistirsrn a essa ceremo-
nia o vice-rei do Egypto, o duque de Saxe-Wei-
mar, n principe Guilherme da Dinamarca, e o
principe Mustapha, sobrinho de sua alteza o vico-
re.
Lord Granville, como presidente dos commis-
sarios reaes, e lord Tauntoo,como presidente dos
jurados, leram respectivamente um discurso allu-
sivo ao feliz successo da grande exposigo inter-
nacional, triumphaote nao s pelo lado Onancei-
ro visto como a receita cobre j o capital dispen-
dido com a construego do edificio, como tam-
bem pelo notavel progresso que na ultima decada
tem feilo es artes e a industria, verdade que vi-
nha alli atlestar o veredictum dos jurados inter-
naciooaes.
O principe de Cambridge respondeu, congra-
tulando se coro o mundo civilisado por um to
aatigaalado triumpho, na realisagao do qusl a
Inglaterra tomou aem duvida decidido e sincero
empenho.
Esta ceremonia teve lugar no jardira de horti-
cultura que Dea contiguo ao palacio da exposigo,
havendo sido construido um estrado, sobre o qual
su alteza real, acompanhado dos principe
meados e do corpo diplomtico, recebeu as depu-
tagoes das diversas classes representadas naquelle
grande jubilen internacional depois de haver ou-
vido oa referidos discursos e pronunciado a res-
posla que se dignou dar em nome de S. M. a ral-
nha.
Concluido aquelle acto, o principe de Cimbrid-
ge seguio com as demais pessoas j nomeada em
procissao para dentro do edificio da exposigo,
onde se achayam postados respectivamente em
cada compartimento os delegados dos diversos
goveroos a fin de receberam de sua alteza real os
premios designados pelos jurados.
Ao patio que a procis*o segua, o principe io-
glez bem como lord Palmerstoo erara enthusias-
fraor t linha de Burdeos, recebemos anu no- > edificio ep> wcero dequarecla e cinco mil pea-
aV-.-i uo da 2t do correle. Foram sois. Sua altezo real fazia sempre uma pausa
tendo durado oito dias,
prximo futuro na cidade
tanto menos como o du^ue,Ernesto de
o se linhs collocado testa da mesma.
.ples trage de atirador, o principe se a-
cnav.n0 me0 0 cort,.j0> com que e abri a
Jo da 13 do corrente, e consagrou cora suas
Da.'a*s a bandeira offerecida associago dos
Bl,3res por senhoras allemes.
*- *ta acabar boje,
5 ltLr lugar no anno
de Bimen.
Amara doa deputados na Trussia nao che-
ou lpda discusso do orgamento militar, no
onvi "mo se ,abe sec"'roiDa o conflicto com o
Rover, Entretanto j tiveram lugar as ulti-
ra' lrnaDBS reunioes confidenciaes preparalo-
,n* t3uas ffaegoes, que formara a grande
nani liberal da caman dos deputados, do
10 progressista, e do centro esqerdo, acer-
ilo orgameoto, e os resultados nao dei-
vida que a reprosentago nacional se op-
ssa questo com toda a sua energa. Se-
se suppe serao recusadas pela cmara
ufados todas as soramas de augmento
ova orginisago militar, o em lugar dos
oes de thslers pedidos s so approvaro
ies, islo a importancia do orgamento
ules da nova organisagao do exercito.
"to para esse caso ameaga pela impren-
-itrerras medidas, e com a maior ia-
quieisci7,0 eg(jera os aconlecimentos futuros.
"Misterio austraco apresentou no dia 18
etagf,
apresentou
"" '^"-graili em Vienna o orgamento para 1863.
U.B.SC3 conclue com um novo dficit do 93
muno de rlorins, do qual o goveroo espera co-
milboes por meio de olevago de im-
postost
'O'Ires, 3 de julho de 1868.
ticias d
se m in
das pe1
respeii
da Molla
Rota Mara de Sanio Agostinbo
aquella mi de Jo Crispim dos
esie haviam sidoHeridos na oc<
iugar Pilanga assapinars a seu
rer-se em Pars desattentar corr^J^qgg^jjj a ,j.
liacga eventual com a^fi^er. preciso tratar
"^ejWhar de novo em seu favor a opinio publi-
ca do joven roino, por meio de novos mereci-
mentos pelo mesmo.
Isso era o motivo que tinha determinado lti-
mamente o gabinete dasTulherias a renovar com
a maior urgencia os seua esforgos diplomticos
perto da Russia e da Prussia peln reconhecimen-
to da Italia. Em fevereiro elle tinha tido espe-
ranza de successo em Berln, mas el-rei se tinha
enlo opposto do modo o mais decidido ao con-
selho dos spus ministros, e os esforgos da Franga
ficaram sera resultado. Com tanto maior zelo fo-
rera elles continuados em S. P>tersburgo. Tam-
bem aqui o resultado parecia pelo momento an-
da muito duvidoso, quando, em consequencia
dos acontecimentos na Sprvia, a questo orien-
tal apparec-u de novo na scena, ao mesmo lem-
po que o concilio de paoteeostes dos bispos em
Roma observou uma posigo que ferio excessiva-
monte a Prussia. Os aconlecimentos na Servia,
mais cedo ou mais tarde deviarn obrigar aa po-
tencias da paz de Pars a uma nova ingerencia,
a Italia pertencia a essas potencias, e a Russia
em todo o caso, tioha um interesse mui imme-
di'to de ae assegurar o seu apoio.
O concilio de ponteosles des bispos em Roma
tinha commettido a imprudencia de ioteressar-se
pelo moviraento nacional da Polonia, tirando da
poeira dos archivos a antiga dignidade de um
Primaz da Polonia, e recoohecendo de novo nes-
sa dignidade ao arcebispo de Guesen, cujo epis-
copado se achava ligado a essa dignidele em
lempos da independencia do reino da Polonia
Essas duas cousas concorreram para procurar ou
vidoa perto do imperador Alexandre aos conse-
Ihos da diplomacia franceza e do principe de
Gortschaltott, o qual j ha muito eslava favora-
velmenta disposto ao reconhecimento da Italia,
e toroou-se um tacto consummado o reconheci-
mento da Italia pela Prussia.
Debiixo dossas circunstancias devia logo ap
parecer incrivel o boato, que quera saber que o
reconhecimento t tioha tido lugar debaixo da
expressa condigao de se obrigar a Italia a abs-
ter-se de toda e qualquer poltica aggressiva con-
tra a Veneza e Roma, Com eh*eito, isso cao o
caso. E' verdade que o principe de Gorlschekoff
exigia ao prioelpio, por causa da forma, garan-
tas da Italia conira qea,lquer interrupgo da
paz europea por causa da Veneza e de Roma ;
mes, quando inete de Turin recusou essa
exigencia, o pi. cipe de Gorlschakoff nao insis-
ti mais, e contentou se com a declarego, que
a lialia nao pensava em uma guerra por causa
da Veneza, estando resolvida, quanto Roma,
de conseguir os ieui flns na via do effeito mo-
ral. O reconhecimento por isso, o que augmenta
nao pouco o aeu valor, sem condigao, isto ,
se nao se quizer considerar como uma condigao,
a promesas dada pelo gabinete Rallazzi de aass-
ter-se de qualquer favorecimento da propaganda
polooezi revolucionaria. Em todo o caso easa
condigao nao requer da Italia um verdadeiro
sacrificio, a isso accresce que tambem a esse
respeito nao existe ama estipalago formal.
Havendo porm a Prussia procedido dessa ma-
neira com o reconhecimento da Italia, nao era
possivel que a Prussia ficasse atrs por muito
lempo. J foi uma grande inhabilidad! deixar a
Rusaia tomar a dienteira, podando agora somen-
te seguir aa pisadas do gabinete de S: Peters-
burgo.
Peior tea anda sido o papel de Sancho Pansa
da politice da Austria, o que t reitava se se ti-
reaae peraiatido mais lempo na recusa, e a isio
sccrescia o impulao da tmprenaa. El-xei cedeu,
e o conde de BernstorfT nao heailou maia de eo-
caminhar o reconhecimento. O ministro pruisia-
o em Turin, o conde Brassier de S. Simn, re-
caben ordem de perguntar o gabinete Ratazzi
pelaa garsaias que se achara em policio la dar
po de 20,000 homens debaixo do comman-
do do general do Forey, para reparar as per-
das da balalha de Poebla e as suas conse-
quencias, e bem se comprehende, que em
tal posigo a Franga nao pode pensar em dissen-
>es com a Iuglnterra, cuja armada fcilmente
cortarla as communicages do eiercito francez no
Meiico com a Fraugs.
Por isso nao de pensar por ora em uma ecgo
decidida na questo do oriente en'uma alliang
aoti-ingleza para essse fim.
Em todo o caso isso nao exclua, que a Franga
se exforce de explorar no seu interesse as oceur-
reccias na Servia, quanto lhe isso possivel de-
baixo das circomstancias acluaes.
As negacisgdes em Belgradra entro o'governo
da Servia e o commissario da Porta nao tiveram
oeohum resultado, e este ultimo j voltou para
Con.'tanlioopla.
Isso leu novos motivos ao governo francez
para vollar de novo queslo de uma conferen-
cia de plenipoteocisrios em Constanlioopla, por
elle proposta desde o principio e coreo os nego-
cios na Servia ameagam cada dia maia seriamen-
te o perigode um conflicto sanguinolento, e do
outro lado o gabinete inglez encontrando as
complicagoes mexicanas da Franga uma garanta
sufliciente contra tolos os planos extravagantes
da mesma respeito do oriente, parece que a
Inglaterra ltimamente nao se moslra mais to
contraria ao projecto da dita conferencia de ple-
nipotenciarios.
Em tolo o caso a conferencia lem agora maior
esperanga de se realisar do que anda ha pouco
era o caso.
Nao ha duvid, |porm, que a Ioglaterra, de-
baixode todas as circunstancias sejassegurarla de
antemo.que na conferencia nao devia ser queslo
de uma re isa o do tratado de paz de Paris no in-
teresse da Russia.
A queslo do irtido de coromercio concluido
pela Prussia em nome do Zollverein, entrou em
um novo estadio, em consequencia da um impre-
visto passo da Austria.
A seu lempo j referimos acerca do protesto
que a mesma ha alguos mezes tioha levantado
conira o dito tratado. Nao se peosou, porm,
dever parar nesse passo eimplesmente negativo,
e para com tanto maior seguranga atlrahir para o
aeu lado os governos do Zollverein oppostoa ao
tratado, se resolveu de vir ao encontr dos mes-
os com um offerecimeoio positivo.
Sob data de 10 de julho o conde de Rechberg
dirigi uma nota circular aos governos do Zallve
rein, propondo-lhes a entrada da Austria no
Zollverein.
Essa proposta foi acompanhada do projecto de
Um tratado prelimioar, regulando as modalidides
da entrada. Em lugar do tratado de commercio
com a Fringa devia entrar um liga de alfandeaas
com a Austria I
Naturalmente n3o de pensar que a Prussia
jamis convir nisso, e tambem em Vienna nao
se pode ler duvidado disso um a momento. To-
dava talvez que ae obtenha a aeparago da Ba-
viera e de Wuriemberu do Zollverein ; em todo
o caao se augmenta as difiieoldadea para a Prus-
sia de fazer passar o tratado de commercio e
tambem isso j um resultado para a politica de
Vienna.
Entende-se do mesmo que as relagoes entre
vienna e Berlim ae lornam cada vez mais irrita-
das ; na Austria, porm, cao tem receios de um
gabinete como o actual da Prusaia, cujo cooflic-
cto com o povo se mostra cada vez maia clara-
mente, e que arruina cada vez mais penosamen-
te tambem ai ultimas sympathias entre a popu-
lagonao-prnaaiaoa da Allemanha. Por ora nao
questo de noval adhesoes ao tratado franco-
pruisuno.
Depois de haver o mesmo sido approvado pe-
lea cantaral do reino da Saxonia, foi somente a
aleta do ducado de Guburgo que tambem se de-
;ie novo aa noticiaa polticas publica-
ornaes inglezes, a nao ser o quo diz
mogo feila no senado pelo Sr. Silveira
c.dente a acabar com a venda dos es-
cravosfn leilo, bem como com o costume ou
direito ^ue se atlribuem os aeuhores de veule-
rem serradamente os escravos casados. As fo-
Ihas d#.a capital, dando noticia daquella pro-
posta, Imderaram que nao leria essa medida
quandl.evada a effeilo outro alcance do quo uma
mera t^itautropia, porquanto cao de crer que
por aoiello modo venha o espirito publico no Br-
l .'.' raover-se no sentido de levar a effeito a
liberj;ao dos esersvo*. O que a Inglaterra de-
aojarla seria ver o Braail langar se n'ura precipi-
cio Oelo simples amor da liberdade dos escravos,
semjreparar que esse triste legado recebmosnos
de opssos antepassados, cumprindo nos apenas
suavisar uma to triste sltuago at que circoma-
(aocias polticas e floaoceiras do futuro nos per-
mittim encaminhir a uma aolugo desejavel a
deliciada queslo da escravido no Brasil.
A polica de varias fallencias na praga de Per-
nambuco, inclusive a do banco daquella cidade,
veiolaqui causar impresso desfavonvel, pelos
prejtiizos avultados que comsigo trouxeram aquel-
las quebras. Entretanto essa m impresao foi
algera tanto molificada pela certeza de quo a cai-
ta (ilial do banco do Braail, eatabelecida naquella
provincia, comegra a descontar favoravelmente,
e de que tioba em caixa importantes soramas.
As folbas ingezas deram igualmente noticia da
quebra da rasa Amorim, Fragoso, Sactos & C.
Nesta praga o descont sobre ttulos de primei-
ra quslidade tem estado a diminuto nrego, ha-
vendo regulado de 2 1|8 a 2 i\t a GO das, sera
que o novo empreslimo porluguez por cinco mi-
lhes esterlioos nominaos haja influido notavel-
mente no mercado mooeutio.
Esse empreslimo acaba de apparecer aqui a pu-
blico, sendo o seu prego de emisso a .* 41 por
_' 100 com o juro de 3 fjiO, e pagavel em diver-
sas prestagoes com intervallos de um mez pouco
mais ou menos.
O capital pedido j se acha assignado, e at se
diz que ha pedidos para mais de sele milhoes es-
terlinos se tanto houvesse de ser o montante
desse empreslimo contratado pela casa Koowtes
& Fosler, deala praga. A assignatara desse em-
preslimo dever encerrar-se dentro de poucos
dias; elle j se acha, porm, cora um premio to
1 por cada acgo de J. 100 cominaes.
O estado das acedes da estanda de ferro do Re-
cife cada vez maie desfavoravel, achando-se
com o descont de G sobre cada acgo de kt
20 entradas; e segundo sou informado esle triste
estado de cousas ir cada vez a peior, visto como
a directora esl disiosta a propor acompanhiaa
tuspensao do pagamento dos dividendos, atlen-
deodo a que est dispeodendocora a conlinuago
das obras um excesso de capital que o governo
imperial nao quer garantir.
Se assim for, cao me admirar que os Un los
dessa emprezi venham a eehir eonslderavelmen-
te, e quem sabe se nao vira ella anda a liqui-
dar 1
As emprezas de S. Paulo e da Bahia cootiouam
em estado favoravel, achando-se as aeges da pri-
meira com premio de 36 I a 1 1)4, e as da se-
gunda com o de 2 por cada titulo.
No mercado de Liverpool o nosso algodo tem
alcangado pregos sitamente ventajosos, atteodeo-
do carencia desse artigo pela conlinuago da
guerra na America.
E' assim que o algodo de Pernambuco tem
aido colado a 17 1|4 d. por libra ; o do Maranho
a 17 1|4 d.; e o da Babia a 16 1|2 d. e 17 d. por
libra. As entradas desse genero sao cada vez mais
escassas, e esta circumstancia contina a inquie-
tar de veras o governo britnico.
O cacao do Brasil tem sido vendido de 52* 64'
per cwt.
O caf primeira qualidade de 68' 84', o de se-
gunda de 60* 67', e o ordinario de 52* 59* per
cwt.
O pao Brasil est a 75* por tonelada.
O aasucar branco de Pernambuco e da Parabiba
de 24' 29' per cwt, e o mascavado de 16* G d. 23*.
Dito branco da Bahia de 21* 6 d. 28', e mascava-
do 17* 21* per cwt.
E couros salgados de 5 12 d. a 7 d. por libra ;
ditoa seceos 8 d. a 8 1(2 d. ; e ditos seceos salga-
dos de 5 d. a 7 d.
Os consolidados inglezes flesm a 92 7|8. Os 5
0(0 brasileiros a 101 ; e os 4 tdtttO ditos a 91
3|8. Os 5 oO italianos a 70 1i2. O 3 QjO me-
xicanos a 28 1)4, Os 3 QlO portugueses a 45 li2.
. pa
diaote de cada comptiYiujbij'ir, -"~ H-'--ja i.vt-
trega das recompensas, e preencmao esse acto
segua com s procissao em roda do edificio, le-
vando hora e meia para efectuar esse tran-
sito.
Achavam-se postadas em diversas partes do
edificio quinze bandea de msica militares, que
locavam os hymnos nacionaes de diveraue paizes
ao passo que a procissao ia passando. Os regi-
mentoa inglezes contribuirn) com dez bandas de
inuiica, a Franga com duassendo uma dos
zuavos e outra da gendarmera, a Blgica com
a excellente banda dos Cuides, a Dinamarca com
uma, e fiualmenteo Egy.lo cora a Danta perten-
cente a sua alteza o vice-rei que graciosamente
permitido que os msicos de sua fragata, anco-
rada as aguas do Tamisa, tomassem parto nos
festejos daquelle memoravel dia.
Muitos foram os premias designados pelos ju-
rados^ aos diversos expositores, assim como as
mengoes honrosas designadas aquelles que nao
poderam merecer medalhas. O Brasil foi bem
aquinhoalo nessa destribuico, sen io-lhe con-
cedidas quarenla e nove medalhas alera de mui-
tas mengoes honrosas. O nosso caf, slgodo,
fumo, cha e varios ootros prosudo naluraes
receberam melalhas e assim tambera os nossos
charutos, chapeos, calgado e varios artigos de
ourivesaria. O nosso assuear teve mencSo hou-
rosa, e cora elle muitos outros dos nossos arti-
go de que darei conta na minha prxima csrta
bem como dos nomes ("'aquelles que receberam
as recompensas.
Nenhum dos principes, filhos de sua magesta-
de a raiuha, assislo quolls ceremonia visto co-
mo conservam-se ainda em luto rigoroso; alero
de que sua magestade tem querido significar por
todos os modos o grande pesar que a aflige por
motive da morte do seu querido e chorado espo-
so, fazendo com que a sua real familia nao lome
parte alguma em quaesquer actos officiaes. Mes-
mo o casamento Oa princeza AUce teve lugar em
Osborne d'uaa maneira privada, apreseniando-
se a rainha de lulo conira a etiqueta da corle em
laes occasides.
Sua magestade regressou no dia 2i do corre-
le de Osborne a Winisor, e j hoje seguio para
Balmoral, na Escossia, onde se demorar at o
lim do prximo mez, tencionando fazer enlo
uma digresso Allemanha com demora 'ura
mez. Na presente rispen Escosaia a rainha
accompaohada pelo mu islro Sir Cnarles Wood,
e na que tenciona fazer Allemanha sei ac-
compaohada pelo conde de Russell, ministro e
secretario d'estodo dos negocios extraogeiros.
A princeza Alice. receplemenle cassda cora o
principe Luiz do Uesse, deixou a Inglaterra no
meado do corrente, e te acha residiudo em Dtr-
mstad com aeu real esposo.
Contina o pirUmento britnico no exercicio
de suas funeges, com quaolo se aproxime o
tempo em que dever suspender suas sessrs.
Os orgamentos foram j discutidos e approvados,
achando-se pois o ministerio Palmerstoo habili-
tado com os nieios neceesarioa para fazer mover
as rodas do Estado. Resta agora cmara dos
commuos approvar a proposta de Mr. Villiers,
tendente a autorisir as commisses de soccorros
dos condados a elevarem o quantum annualraen-
te decretado para allivio das classes pobres. O
governo inglez tem-se inquietado serismeote com
o estado de miseria em que se achira maia de
quatro milhoes de obreiros em virtude da Ruer-
ra d'Amerca, anda mais porque ninguem prev
um prximo fim aquella luta fralercida. Assim
pois carece habilitar-so com os meios para fazer
face a esta crise, e por isso acaba de propor
aquella medida que ser levada a efieito median-
te as avulladasaommas queja e achara levanta-
das por meio de uma subscripgo publica, cujo
montante sobe segundo me consta a mais do um
milho eslerlino.
A' vista d'uma lituago to ameagadora para a
Inglaterra, a imprensa iogleza contina a sus-
tentar o direito que o goveroo britnico tem de
intervir na questo americana, bem como o de
reconhecer a independencia da confederarlo do
Sal visto como at hoje o governo do Washing-
ton tem sido incapaz de trazer obediencia os
rebeldes do Sul. O Morning Post, jornal semi-
official e orgo de lord Palmerstoo, entre todaa
ai Cokhai quem mais advoca aquella doutrina ;
pelo que pdds ioierir-ae que tal o modo por que
ltimamente o governo britnico esl encarando
a queslo americana ex relacao aos ictoresse
de si o paiz.
A imprecisa deita capital aeiba de publicar um
despacho de lord Russell a Sir C. Wyle, rnini-
fro d Inglaterra do Mxico, acerca da coovengir
de Pouebls que o governo da rainha nao quiz ra-
tificar por ficsr ella dependente d'um tratado que
o Mxico celebrara com os Estados Unido. En-
tretanto lord Russell declara haver approvado a
conducta do ministro inglez o que respeits nr>
haver-se separado do- plenipotenciario francs
quando este recuiou peremptorlemenlo os preli-
minares da paz, aasigoadfs em Soledad. Ve se
posJiqoe a Inglaterra divergi completamente
com o governo francez acarea da oecusaco do
Mxico, e no documento audido lord Russell
declara que oulra nao poderia ser a poltica dr>
jaoia governo da rainha visto d tonveneo de Lon-
Cardiff dres rio 1SM.
Pela sua parte o governo francez parece in-
quietar-sede veras cora o estado actual da ques-
to mexicana, visto como o espirito publico em
Franga tem-se pronuuciado altrnenle conira
aquella expedido, cujo fim ser infructfero. O
imperador Napoleo, porem, levado j pela fer-
FamhridM nv-S f "" circum9:*Dci<< i*" pelo capricho, esl de-
,r"*u d?!.,?"5*f! e'BiO a ir avanle neasa queslo, e para en .
na far partir para Vera-Cruz numerosos refor-
gos que tenciona elevar al trinta mil horneo,
O general Forey acaba de ter eu. Vichy uma con-
ferencia com o imperador acerca da expedigo me-
xicana, devendo partir brevemente para tomar o
commando era chee das tropas franeszes no M-
xico.
As ultimas noticias desss repblica anounciam
que o general Lorencez se achava fortificado em
Orizaba, e que o general Doody conseguir in-
troduzir no campo francez viveros e ruunigse.
A estrada de Vera-Cruz a Orizaba, porem, con-
liouava a ser vigiada pelos Mexicanos.
Da Ilalia recetemos aqui noticias saiisfaclcriai.
Primeramente causara ali vivo contenlamento a
nova do reconhecimento do novo reino italiano
pela Russia e pela Pru3sia ; o eui segundo luRar
a commuoicacao offietal do prximo casamenta
da princeza Pa, filha do re Vctor Emmanuel,
com el-rei D. Luiz de Portugal produzira igual-
mente efieito favoravel noa Estados d'el reid'Ita-
lis.
A Russia, reconhecendo officialmnle o novo
reino, nao impz segundo aflirma a imprensa
condiges algumas, a nao ser a da dissolugao pe-
1 lo governo italiano da escola polaca de Couice, o
" | por este prego o rei Vctor Emmanuel nao quix
deixar de conquistar a boa vontade do Csar de to-
das as Rustia?.
O gabinete do Berlim parece haver reconheci-
do o novo Estado lem condiges, allegando as
cmaras prussianas o conde de BernslutT que a
Prussia deveria atina 1 dar aquelle passo quando
rjoaii todas as potencias calholicas o haviam
dado.
Annunciara de Turim que o general Sonnax
fra j uomeado enviado extraordinario do rei
d'Llalia junto de sua magestade o imperador da
Russia.
As ullimas communicages aqui recebida de
Vsrsovii anounciam que fra ali descoberta omar
grande coospiraco contra o governo do/-;jar,
bavenlo lido. por iaao lugar numerosaa-prisoes
apesar da moderago com que busca.-govemar o
grao-duque Consianlino, lugar-rAenenle do im-
peraoor. avia aiuda pouco dias que o telegra-
pho nos annunciira a tentativa d'assassinalo con-
tra o principe Constantino, quando ao mesmo
tempo asaignalou a moderago com que em lae3
circunstancias se conduzio sua alteza imperial;
e j boje tivemos de receber noticia de novo
excessos commeilidos por esse mesmo povo po-
laco, que parece haver perdido a razo langando-
se no caminho do desespero, sem altender aos
conselhos que a Europa lhe esl dando de accei-
lar as concessoes outorgaoas pelo Czar procuran-
do mediante esse recurso reslisar a obra da sua
regenerago De que proveito ser para esse po-
vo conquistado qualquer tenlaliva do revolta,
qusndo nao tem elle meiode feze-la triumphar?
Meihor seria pois acceitar um melhor rgimen
embra outorgado por um principe estraugeiro.
ao menos at que a silu.igo da Europa viesse a
influir favoravel e positivamente no sentido da
liberago desse povo de martyres.
Ainda ltimamente o imperador Alexandre se
mostrava disposto a conceder Polonia uma am-
nystia geral, bem como jima adminislrago se-
parada ; estar aua magestade porem dispoita a
levar agora a effeilo essa idea, quando sabe que
se maquina ali conira a sua autoridade? Recela-
se geralmente que outra venha a ser a poltica
do governo russo nestas circunstancias, e nin-
guem ouiar condemna-lo pela energa com quo
houver de puoir os rebeldes I
Sao cheias de grande importancia as noticias
d'Amerca, que aqui recebemos por via de Nova-
York at 14 do corrente. Na minha ultima car-
la annunciara eu que os federaes continuavam
defroule de Richmond, sem que houvesse lido
lugar entre 03 beligerantes combate algn nota-
vel oestes ltimos tirapos ; era porem sabido
que o general Beauregard tinha chegado a Rich-
mond, e que ss forgas do general larkson proru-
ravam fazer junego com os confederados em Ri-
chmond. Essa successo teve com effeilo lugar
no dia 26 de junho prximo pasfado apesar doi
esforgos que para impedi-lo empregou o general
Maclellao, mandando contra Jerkson uma divi-
so que sendo batida deixou a ala esquerda do
exercito federal cjmpletamenle exposta. Desde
esse dia comegou um vivo fogo entra os belige-
rantes, e de da em dia durou a batslha com re-
sultados variados at que a 30 de jucho teve o
general Maclellao de bater em retirada, atraves-
sando o Chicka-homioy e fugindo para o Jonnes
River, distante 17 railhas de Richmond, e onde
se acba acampado com o exercito que poude S'l-
var da completa derrota que experimenlou. Csl-
cula-se que o genral Beauregard enlrou em ac-
go com 180 milhonens, o dobrodas tropas de
Maclellao ; e a essa crtumstancia ventajosa se
atlribue a victoria dos confederados. Oualquer
porem que haja aido a causa daquelle importante
fado, nao menos verdade que a noticia dessa
derrola causou em Washingtoo o mais completo
desanimo, de modo que o presidente Lincoln
acaba de proclamar pedlodo so paiz o auxilio de
mais treseotos mil voluntarios.
as margenado Jonnes River, no lugar deno-
minado Turkey Bend, acha-se pois acampado o
eiercito federal depois da memoravel batalha de
Chickahominy que durou quatro dias. e da qual
resultarim grandes perdas de parte a parle. Sup-
pe-se que os federae9 perderam viole mil ho-
mens, e que o inimigo perder oulro tanto ou
mais. A posigo actualmente escolhida pelo ge-
neral Maclellao para fortidear-se contra o ioi-
migo reputada segura, pois nao s se acha o
exercito ao abrigo do fogo da esquadrilha fede-
ral, como tambem poder receber fcilmente pro-
vises da Fortress Monroe.
O presidente Lincoln havia feito uma digresso.
ao acampamento de Maclellao, e havendo pasca-
do uma revista s tropas foteraes Ihes exprimir
a cooQacga que celias linha, assim como no- ge-
neral Msclellaa. No dia II do correte c ;>:* si-
dente eslava de volta em Washington, oni>e bre-
vemente teria lugar um congreiso dos represen
tintes dos Burder States para resolver sobre a
emancipago dos escravos proposta por aquella
preaideote. O coogresso tinha augmentado os
direiloi sobre os eiptritos e sobre o tabaco.
Lisboa.
28 de julho de 1862.
No da 13 do corrente ia 7 horai e 47 minulot
di manha parti de Tuna para Llaboa o tela-
granima seguir.te :
t O parlatp.anto de Turin, nomeou ama depu-
lacao para felicitar iui magestade el-rei Viotor
Enana el p.vt motivo do consorcio da princeza
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
.-
IBHBB1BBHB -
V


>
DIARIO U PEENAMUCO
Varia Pia, com o rei de Portugal.
O ielegramma oi recebido pelo governo meia
saolte.
Prora eata da geral alegra com que eate en-
lace recebido nos dona reinoa.
O Sr. viscoode da Cmeira o encarregado de
negociar o cootrato nupcial.
O principe real da Italia recebar proeengo
Tel-rei o Sr. D. Luiz para repreienti-lo na cere-
monia da beogo do calamento.
Julgoii-ie qae na recepgo, que no dia 31 des-
te mea de ve haver no pago, por motivo do ani-
versario do juramento da carta constitucional, el-
Tei declarar corte e maia pessois que costu-
aam coocorrer a este acto, como j o detlarou
en conseibo de estado.
Esto ae preparando os tres navios que devem
Jr buscar a Italia no mex de selembro, aua ma-
gostada a raioha de Fortogal, Tem a aer as cor-
vetas a vaporBirtholomeu ias,Stephania e Sa-
gres; a Stephania icor o pavilbo verose-
Ibo.
O eolhusiaamo do povo italiano por este en-
lace ; nao menor do que o do poro portu-
gus.
AfBrmam-se que os italianoa qaeriam que o
Sr. D. Luiz I fosse a Italia buscar a sea fulera
eaposa, e diato conceberam por algans instantes
idea, a ponto de mandarem dizer para Lisboa,
pelo telegrapho, que o rei de Portugal era espe-
rado em Turin.
Nao tem fundamento tal noticia, nem se pode
realisar.
A recepco que se far futura rainba em Lis-
boa ser estrondosa.
A cmara mnoicipsl e associsces particulares
cuidam j em aprtmorados festejos para esea
poca.
Contina dizendo-ie que o dote daSra. D. Ma-
ra Pia ser de doas mil contos de ris e que alm
disso trar duas fragataa a vapor.
A casa real vai mandar rastaarar rxnitos coches
antigos e entre ellos dous do lempo d'el-rei D.
Manoel ricos em primorosas obras de laloa.
A dotago concedida pelo parlamento de Tu-
rin princeza Maris Pia de 500,000 francos i>0
contos de ris).
Eis a tradcelo, na intrega da mensagem que
a cmara doa deputados italianoa dirigi sus
mageslade elrei Vctor Emmaouel.por occaaio de
ibe aer communlcado o consorcio de sua magos-
tado el-rei o Sr. D. Luiz I, com a princeza a se-
nhora D. Mara Pia.
O general Durando, ministro dos negocios es-
trangelros, na sesso de 11 deste mez, fez a par- L
ticipseo official cmara, nos termos seguiules,
como se v do respectivo diario official :
Senhores, aprovaito igualmetne eata occaaio
para communicar cmara outro acontecimento
que, eslou certo, ser acolhido muito avoravel-
mente por esta cmara; retiro-me ao caaamento
ajustado entre aua mageslade el-rei de Portugal,
e a princeza a Sra. D. Mara Pia. (Signaas de ge-
ral satiefago). O Sr. mioistro doa negocios da
fazenda apresentar boje mesmo vossa appro-
vsro, urna proposta de lai, na cooformidade do
eatatoto, para a dotago de sua alteza real a prin-
ceza: >
Efledivamente o ministro da fazenda naquella
sesso mandou para a mesa o projecto da dotago
na importancia de quinbentas mil libras. O pro-
jecto foi declarado urgente.
O deputado Chiavarina, tomando a palavra da-
se que ouyira com o maior prazer o Sr. ministro
dos negocioa eslraDgeiros annunciar dous felizes
acontecimentos, que collocou finalmente a Halla
as condiges que esperata desde seculos, e que
desgragadamente e por circumstancia, nao mere-
cidaa nao linha visto realisadas at agora. Que
propenha a nomeago de urna depuiago para
comprimentar e congratular a sua mageslade el-
rei u'Italia pelo venturosa acontecimento do con-
sorcio de sua augusta filha a princeza Sra. D.
Mara com o rei de Portugal.
E de tanto melhor grado fago fsta proposta,
exclamou o orador,quinto que a uoio desla nos-
si princeza feta com um rei constitucional, com
O sobersno de urna nago que goza das sympa-
ibias de toda a Italia (Bom I Bravo \)
A deputago foi nomeada immediatamente sa-
hindo eleitos os Srs. deputados Coppino, Udgu-
iena, Zanolioi, Mosca. Cuyia, Spinelli, Camozzi,
flisco ; e supplentes os Srs; Ponenti, Melegari,
Luigi Mana e Grixoni.
A mensagem apresentada a el-reiVictor Emma-
xTel, do theor seguinte :
i-\ "ei
que
boje ei-la temerosa d'essa mesma na
ainda ha pouco por insignificanle laxara .
A corveta Sagr*$ levou para Genova o Sr.
viscoode da Carreira encarregado de negociar o
cootrato do casamento d'el-rei, com a princeza
italiana. Acrvela aabio no dia 20 deste mez.
Diz-ae qua maia tarde iria a sen hora daqaeza de
Terceira para acompanhar como camareira mor
a futura rainba; acrescenta-se que oSr. duque
deSaldaoha tambem ir a Turin buscar a prin-
ceza.
Chegou hoje ao meio dia na Extremadura da
Brdeos sua alteza a aenbora ioTanla D. Isabel
Marta. Foi recebida com todae as honras do es-
lylo, sendo esperada pelo ministerio e cr'e.
Fazia guarda de boora o regiment de infantina
10. Os navios e fortalezas embandeiraram e sal-
varais.
Portugal acaba de raceber um lestemnobo in-
sespeito, do crdito da que ainda goza. O go-
verno mandou contratar um emprestimo de cinco
milbes de libras ao prego de 44 por ceoto na
respeitavel casa bancaria de Koovrlea & Foster.
No dia 22, dia seguate aquello em que se linha
berto a aubscripgo. estava preenebida a aubs-
cripgao havendo offertas para maia 16 milhdes.
Grande parle do emprestimo foi tomado pela
P'aca de Amsterdam onde exlatem talvex doua
tergos da nossa divida exteroa. O prego de 44
por cento nicamente 3/4 abaixo do prego do mer-
cado ventajoso e prova a cooOaoga na rpida
alta dos nosaos tituloa, em virtude do emprestimo,
por isso que a prag fica desafrootada das con-
tinuadas vendas e empenbos de ttulos, que se
aodavam todoa os diaa a realisar por ordem do
governo.
Este fado veio responder a um pasquim que
em forma de annuncio se mandou inserir em um
peridico de Francfort, e que|por ahi circulou com-
mentado pela oppcsigo.
O Times de 16, no sen artigo money-morfce
louva a operago expondo-lhe o seu verdadeiro
carcter. O Daily Saos desse dia procede da
mesma forma, referiodo-se com approvago ao
facto do emprestimo e aos fina para que se des-
tina.
E' bom advertir qae tendo-se realisado este em-
prestimo 3/4 por cento abaixo do prego do mer-
cado, a l'russia negociou o sea emprestimo 4
por ceoto menoa do que esse prego, e o ultimo
emprestimo de Fringa foi negociado 3 por cento
abaixo da colsgo.
A importancia total ha de ser paga dentro de
um anoo em 9 prestages.
Hojeficam as inscripgoes em Lisboa a 47 1/2
tendo subido em poucos das de 44 3/4 a 47 1/2
3 3/4 por cento. As cautellas do emprestimo lem
um premio de 2 1/2 a 2 3/4 por cento.
Todos estes factos cooslituem urna demona-
trago solemne do primeiro mercado monetario
a favor deste pait e do sen esperangoso futuro.
A praga de Londrea offarecendo muito mais do
que o governo portugaez pedia para continuar os
nossos melboramentos pblicos, deu urna prova
de que julga Portugal apto pelas suas circums-
tancias polticas e econmicas para responder pela
sua divida fundada com o acresceotamenlo de lo
importante somma e sem faltar so pagamento dos
juros respectivos.
E' por isso que o ministerio to pouco auspi-
ciosamente inaugurado v coosolidar-ae a silusgao
que creou, sendo o actual ministro da fazenda o
Sr. Lobo de Avila muito applaudido pela opera-
go realisada e pela direcgo que lhe dea.
Dos boncles de 183718591860 creados por
decretos anteriores ainda eslavam por emittir 985
mil libras, mas como se considera sufficiente para
a coocluso dos caminhos de ferro, ora em cons-
tracglo o emprestimo de que se trata, ser aquel-
la quanlia annullada em Londres em presnga de
um notorio publico e segundo as solemnidades
do cosame.
O Diario de Lisboa publicon a seguinte caria
de lei:
Autorisando o governo a contrahir um empres-
timo at a quanlia de l,10O:00O$0OO reis, com
applicago no actual anno econmico de 1862,1863
s obras publicaa a que se refere a carta de le
de 10 de selembro do anno passado devendo as
estradas a que alludem as mesmas tabellas aer
construidas por administrago, quando o nao pos-
sam ser por empreza ou por empreitada.
Os encargos desta operago nao podem exceder
a 7 por ccnlo.
Fica tambem o governo autorisado a construir
at ao seu completo acabamento todas as estra-
3*
QALT* FEIRA 13 DK AGOSTO 01 1862.
I
cajas insignias passam a ser vnlcamtnte>0DCe.
didas por servigos Iliterarios.
Parti pela malla posta em direife0 I0
Mioho, o cardeal patriarcha ; val gosar mezas de liceoga que Ihea forana, concedida, pt|0
governo para restabelacer a saa laude, mu aei.
tariorada. T
O novo bispo da dioeese do Porto, o ). rj
Joo de Franga Castro lloara lomo do da* 16*
na s cathedral, posee do bispado, por prfcwra-
go dada ao Sr. vigario capitular.
Estando o Illm. e Rvrn. sabido reuni
capitulo pleoo na aala capitular, oprocar
oovo prelado aprstalos aa bullas ponlifi
conrmsgo, e em seguida prestou o jar
na forma do estylo.
O procurador representante do prelad
ense passou a sachristia, onda tomou o
meatos proprios da ceremonia, a dirigiese
depois capella-mr, que se achava co>eoi-
antemente adornada, ajoelhoa, beijou
abri e fechoa o miasal, tocou a campal
seotar-se na cadeira episcopal; e assim I _
a ceremonia da posse do bispado pelo no
po, que foi anouociada por am repique dLins
na torre da cathedral.
Assistiram os abbades das freguezisa di \l.
de, professores do seminario diocesano, [pe.
les dos conventos de religiosas o da mil cor.
dia, grande numero de clrigos, caraira e ;ie,.
aatica e muito povo.
A ceremonia da collocago da pedrl faD_
iamental do monumento, que ao Sr. D pe(jr0
nr
-v

ortn-
para-
o Senhor.A agradavel participago dos es- |das de qaalquer clssse, cuja coostruegao da pu-
pCQSaes de sua alten real, a princeza D. Maria blicago desla lei, se adiar comegada ou orde-
Pia, com sua mageslade el-rei de Portuga
, aprea-
sa-se a cmara dos deputados em vir a presenga
de vossa mageslade como inteprete do jubilo e
das congratalagdes de toda a nafcao.
<< Com esta feliz allianga de familia offerece o
reda Italia am precioso peohor 'affecto illas-
tre dysnatia e ao povo generoso que foram nossos
amigos leaes nos das de desventura e que foram
dos prlmeiros a saudar a inauguraco do novo
reino italiano.
Estreitando agora os lagos de parentesco, as
duas casas reinantes j unidas na communbo
dos principes constitucionaes, e da f illibada pe-
la liberdade, cimentara a amisade entre dous po-
yos, aos quaes sao communs a origem e os ios-
tinelos.
Filha de um rei ede um povo que ensina-
ram ao mundo como se formara as grandes nagOes,
a augusta descendente da casa de Saboya ser do
throno a digna companheira de um principe, a
cujis virtudes prestam livre homenagem o amor
do sen povo e o respeito das nages civilisadas.
Praza a Deus que por longos annos seja a fu-
tura raioha de Portugal ornamento do tbrono e
symbolo de constante amisade entre as duas fami-
lias e os dous povo?.
Objedo de orgulho e satisfagio para s Italia,
este feliz consorcio o presagio dos deslinos glo-
riosos que aguarda a reaascente civilisago la-
tina.
Senhor. Asacclamagoesde todo o paizacom-
panham unisonas a vossa mageslade no seu jubi-
lo paternal.
A cmara dos deputados dase por muito fe-
liz em apresentar nesla occaaio a vossa mages-
lade os tealemunhos do seu affecto e Beatamen-
te
E' este um documento muilo importante, em
que os representantes do povo italiano deram um
lestemunho aulbeolieo da conaideragao e sympa-
tbias que aquella briosa nago professa pela au-
gusta dynastia de Braganca, e a nago portu-
gueza.
Tambem o senado italiano, compenetrado de
sentimentos iguaes aos que animaram a cmara
doa deputados, dirigi a el-rei Vctor Emmaouel
urna respeitosae affectuosa mensagem; congra-
tulando-so com a nago pelo consorcio ajustado
entre sua mageslade Qdelissima o Sr. D, Luiz I
e a princeza a Sr'. D. Maria Pia. A mensagem
do senado italiano concebida nos seguintes ter-
mos :
Os regosijos da familia real de Italia sao igual-
mente de toda a na(o.
Nao poda o senado, logo que teve conheci-
meuto do consorcio quedeve unir sua alteza real
princesa D. liara Pia, com sua mageslade fi-
delsima D. Luiz rei de Portugal, deixar de ma-
nifestar o contenlamento de que est possaido e
de dar a mais respeitosa demonslrago a vossa
mageitade em nome de toda a Italia.
Este enlace, sigoal auspicioso daa virtudes
que resplandecen) nos dous esposos, e ao sagrado
callo liberdade commum aos doas paizes, e nao
menos de alia conveniencia poltica.
< O senado nao s espera, mas tem o presenti-
menlo de que o novu lago que vai unir as duas
excelsas familias, ha de ser fecundo em benficas
influencias, e que Maria Pia, sentada sobre o glo-
rioso tbrono lusitano, renovar com os aeus
cxemplos sublimes a illustre memoria de Mathilde
de Saboya mnlher de Allomo I, rei de Portugal,
e de Maria Isabel, esposa de D. Pedro II.
c Digne-se vossa mageslade aeaitir a respeito-
sa expresso destes sentimentos, juntamente com
es votos da mais apetecida felicidade, a
A coincidencia do casamento do rei de Portu-
gal com a princeza italiana com o facto da ani-
znosidade com que a Frang trata a Uespanha, a
proposito dos sssumptos do Mxico, a retirada de
Madrid de Mr. Barrete embaixador de Franga na
quella corte, isto pelas recusas do governo hes-
panhol em acceder a dous insignificantes pedidos
deNapoleo.laes como a ereago DiHavaoa de am
hospital provisorio para os soldadas francezes
teridos ou affedados di febro imirella no Mxico,
o poderem eattcionar no porto da mesma Ha-
Tana os navios de guerra franceses da expedigo,
recusas que irritaram o imperador, teem dado
man largai a estas suspeilss dos nossos visinhos,
de que nos os queramos conquistar, auxilindo-
nos para isso a Franga e a Italia. A Hespanba
hoje em campo s com a Austria em nao reco-
nbscer o novo reino Italiano v di maii imigni-
cante causa um perigo, na mais pequea nago
am adversario inlelllgeote e poderoso.
Ainda ba poucos meses" que a Hsspanha noa
fazia alarde da sua forca mpondo-se por capaz
He, com am aiiopro bm arrojar para alm mar,
nada.
Para realisar o emprestimo a que ib refere a
lei, autorisado o governo a faner crear e emit-
tir, pei. crdito publico, at quanlia
de 2,750:000^000 em ttulos de divida fundada in-
terna e externa.
A somma do 1,100 conloa ter a seguinte sp-
plicago:
1.a Repartiges de estado 40:0008000.
2/ Estados 40:0008000.
3.a Obras publicas as ilhas adjacenles, alem
das sommas descriplas no orgameoto 60:000000.
4.a Porlos e ros no continente, alero das som-
mas descriptas no orgamento 150:000^000.
5.a Edificios no continente, alem das sommas
descriptas no orgamento 60:000^000.
6.a Estradas designadas na tabella n.2, que faz
parte da carta de lei de 10 de agosto de 1861,
alem daa sommas j autorisadas pela lei de l de
agosto de 1860,550:000;j000.
7.a Subsidios para estradas distridaes e rruni-
cipaes e respectivas pontea 200.000(JOO.
Proseguem-se com actividade os trabalhos
dos planos inclinados em Porto Brando.
Esto aliempregados cenlo e lanos trabaja-
dores, o ha das chegou de Inglaterra um navio
carregado de material para a empreza e condu-
ziodo varios artistas ioglezes, como engenbeiros
conductores de trabalhos, etc.
Espera-se em breve o engenheiro em chele que
um dos mais acreditados de Inglaterra.
As obras vo bem e com actividade.
Ha poucos dias comegou a riscar-se na sala
do risco do arsenal da marioha urna nova fragata
cujas dimecsas principaes sao as seguintes :
Compriraenlo de quilha limpa 230 ps.Bocea
50 ps. Postal, tomado da caverna mestra, da
quilha borda 49 ps e dez polegadas.
O risco e modelo da fragata, sao feitos pelo Sr.
conde de Linhares.
A quilha da fragata ser posta no eslaleiro den-
tro em 20 dias.
Deve de serums bella fragata da segunda c'as-
se com a lolago de 2,400 toneladas, ter o nome
Maria Pia.
Para fazer idea da grandeza deste vaso, recor-
damo-nos de que i lotago da nao Vasco da Ga-
ma, de 1,400 a 1,500 toneladas, e a|da corveta
a vapor Stephania, excellenle navio de guerra
de 1,500.
A corveta Bartholomeo Dias, foi ao Porto
conduzindo o regiment de Intentara n. 10 e no
dia 24 sahe para a Madeira conduzindo o batalho
de cagadores n.5, que vai render o batalho de
cegadores n. 1, que estava de guarnigo n'aquella
liba,
Espera-se qne a nova corveta de vela Da-
mo, que est em Goe, venha Europa na actual
moogo. v
Acrvela D. Joo I, de regreiso de Maco,
dave estar muito breve a entrar em Lisboa. A
sua demora ser de poucos dias.
O vapor Mindello que est em Inglaterra
para concertar a machina, vai ter grandes raelho-
ramentos.
Como as na Jeiras d'este vaso acham-se n'um
bello estado de conservado, deu-se ordem para
o vapor ser serrado ao meio, afim de lhe serem
acrescentados mais vinte e cinco ps de quilha.
Este augmento far com que o Mindello possa
receber carvo para 12 dias de viagem, e deite 10
a 12 milhas por hora. Segundo se diz, deve estar
prompto dentro de todo o mez de setembro.
A corveta S da Bandeira parte para In-
glaterra a metter a machina, at o melado do pr-
ximo mez de agosto, e achar-ae-ha de regresso
em Lisboa, no principio de dazembro.
A construego da nova corveta Infante D.
Joo, progride a oihos vistos no nosso arsenal de
marinos. Espera-se que dentro am seis ou sete
mexes, seja deitada a nado.
A corveta Nov* Ga, vai entnr no dique
pira lhe lerem feitas alguna reparos indispen-
saveis.
-- Ha ideas de tornar a nao Vasco da Gama,
navio do systema mixto ; para isto brevemente
Ibe sera examinado o fundo.
. 8" Migeitada el-rei o Sr. D. Luiz I e S.
A. K. o Sr. infante D. Augasto partiram no dia
16 do correte para o pago de Mafra.
al-rei demorarie-ha naquelle palacio at
meiado de aetembro, aegundo coniti.
Durante este lempo proceder-se-ha a grandes
reparos e melhoramentos no psgo d'Aiuda, que
parece ser o destinado para residencia da real
familia.
S: M. el-rei vira a Lisboa preaidir ao capi-
tulo da ordem de S. Thiago da Espada, sendo
por eiia occaaio reformada a mesma ordem,
l
afr-
rilho
IV se vii erguer ni cidade do Porto, oi
ma seguinte:
A praga eitava lindamente adornada.
Ltvanton-se do lado occidental um
coa urna mesa eoberla de velludo carmer J "^a".
tinada para a assigoatura do auto.
Do lado oriental levintou-se outro *Tilho
com cideiru pan aa senhorss da comm*j0 au.
xiliadori e outras, que em grsnde numea assis-
tiram solemnidade. 1
Aos quatro lados, pela parte interior I,
deamento havii nma linha de orfiitros c
deiras.
No centro da praga havii ama ellypie
de trophos de bandeiras, nm maatro, e
tro de cada um dos trophos uma corda di
e carvalho, lendo-se no meio destaa co
seguintes datas das balalhas de 1832 e
10 dejulho de 1832.17 de julho de
22 de julho de 183223 de julho de 183
agosto de 18328 de selembro de 1832-
tembro de 183210 de sitembro de 1832ff6Je
gra-
ban-
mada
cen-
louro
as as
i li3
32,
25
25 de
dese-
2-24
832
de
ro de
1833
5 de
sgos-
pelos
tro-
e lia :
,a es-
setembro de 183214 da outubro de 1
de oulubro de 183214 de oovembro de
17 de novembro de 183229 de novemlro
18323 de Janeiro de 183324 de jan
18334 de margo de 183324 de marco
9 de abril de 183310 do abril de 183Z.5da
julho de 183325dejulho de 1833-18(1
to de 1833.
Na parto interior da ellypse formad
trophos de bandeiras ippsrecism quat
phos allegorieos sobro pedeslaes, em que
Libertsdor, General, Rei, Legislador.
Os trophos tinham emblemas analog
les dsticos.
Em cada um dos dous extremos da ell
guiam-se dous grandes mastros com g
tes azues e brancos, com a data9 de ju
A casa da cmara estava toda adorna
damascos, teodo basteada no alto edificio
deira do senado.
Todas ss casas dos lados oriental e o<
da Praga, e as do passeio dos Loyos,
guarnecidas de cobertores de damasco,
smente embanderadas. O grande ed:
Loyos estava embandeirado, com vist
melris.
As raas de Sanio Antonio, Clrigos, 1
e antiga ra das Hortas, estavam lamb
pavezadas.
No centro da praga de D. Pedro ao?
dos do alicerce estavam dous bufetes
veludo carmszim. ,
Sobre o do lado occidental eslava'
com a urna de mirmore, daatinida a
auto e maia objectos com qae devia serToTloca'da
noi fundamentos do alicerce.
Sobre a do lado oriental estavam em
de prata, o martello do mesmo meta
ceremonia de bater a pedra, as moedas
prata e cobre, a lamina e o vidro em q
encerrar-se o auto.
as extremidades norte a sul est
grandes mastros as bandeiras portugu ,za iulia-
nat franceza, iojleza, brssleira e hes ''-anola.
jas s 4
osijo, e
ascooii-
laria,
em-
.us la-
Jrtos de
J pidila
fceberl o
andejas
para a
e ouro,
i devia
vara em
Ns ra das Flores fecharam>t a
horas da tarde, em demonstrago de
igualmente se fecharem as daa outras
guas praga
Todos os navios serlos no Doaror^acionaes
e estrangeiros, embandei.aram-se deja [.opa
pida.
A ponte pensil estava toda empaves!'a.
Embaodeiraram-se tambem o edificio Bolsa,
Banco Commercial, a Associago Britai ,c, os
Consulados, Muro dos Banbos, Alfandeg. Serra
do Pilar e edificios pblicos. \
A tropa da guarnigo commandada \ lo Sr.
brigadeiro Horta, formava nos qaatro lad.. pelo
exterior da praga. *
Dentro desta estavam da parte direita da en-
trada 21 individuos que pertencerem ao antigo
regiment de voluntarios da raioha, dos uaas
s quatro nao estavam fardados, mas tod is se
distinguiam por uma flor de perpetua, em folha
de carvalho, collocada no peito do lad es-
qaerdo.
Do lado occidental, tambem dentro da | raga,
formava uma guarda de honra de veteraooi que
pertenceram ao exerejto de D. Pedro, com man-
dados pelo Sr msjor Joo Caiemiro da Veiza.
Tioham na frente a bsnda militar que toa da
guarda municipal.
as ras que correm aos quatro lados da pra-
ca era urna massa compacta da povo
as jaoellas e at ros telhados das casas, ies-
tavt ludo ipinhado de gente.
A'8 6 horas da tarde, achavam-se nos pagos
do cooselho, a cmara municipal, a commisso
central, as autoridades, os representantes de to-
das as corporagese associagdes, e multas outras
pessoas convidadas.
OSr. conde de Ferrera, presidente da com-
misio auxiliadora, nao compareceu por inconi-
modo de sanie, e por igual motivo faltou o Sr.
general Ferreira.
Logo que chegou o Sr. general Passos. sju-
dante de campo e representante de Sua Mages
tade el-rei o Sr. D. Luiz I, poz-se em marcha
para a praga o cortejo, precedido pelas bandei-
ras da cmara.
Iem no cortejo : o representante de Sua Ma-
geslade, o reverendissimo vigario capitular, ca-
bidos e abbades das freguezias di cidade, o Sr.
governador civil, secretario geral e administra-
dores doa bairros, presidente e juizes do tribunal
da relago, procurador regio e seu ajudaote, jui-
zes da primeira instancia, auditores da diviso,
delegados do procurador regio, o corpo consular,
os dignos pares do reino viscoode de Gouveia e
baro de Ancede, diversos titulares, intendente
da marioha e seus ajudantes e empregados, di-
rector e m>is empregados daalfandtga, generaea
barao de Lordello, Vidigal e Lobo d'AvIlla, che-
fe de estado-maior da iviso, coronal serviodo
de major da praga, director daa obras publicas,
commandaotede barreiras, commissirio de mos-
tras e empregados do quartel general, emprega-
dos das differentes repartiges, direcgo da asso-
ciago commercial, depalagdis de todas as asso-
ciagoss e corporsgoes, a officialidade do vapor de
guerra Lxno, commaodante e officiaea de vele-
ranos, directores e lentes di escola medico-ci-
rurgica, edas academias polylechoca e de bellas
artes, e professores do lyceu, a commisso do
monumento dos artisUs, um grande numero de
convidados das differeotei clanes, e ilaum re-
presentantes da imprensa, 6
Fechava o cortejo a excellentissima cmara.
O cortejo dingio-ie para o pavilnao do lado
oriental e all o Sr. visconde de Lsgouca. presi-
dente da exeellenlisiima cmara, lea urna allo-
cago.
Em seguida o Sr. Aives da Soaza, secretario
da cmara, lea o auto que foi encerrado no cofre
debaixo da pedra fundamental.
Acabada a leiteri, foi o luto aiaignida, pela
forma indicada na acta.
Em seguida dirigise o cortejo para o centro
da praga e all o Sr. governador civil apreseotou
ao Sr. gaoeral Panda o vidro em que este sn-
cerrou o auto.
O Sr. brigadeiro Horla entregoa ao Sr. I resi-
dente ds cmara o cofre do prata, qu, pe|0 M_
guodo ei apresenladoao Sr. general P.asos, qae
nelleencerrou a lamina que lhe apreseotou oSr.
intendente ds miriohi, e ai moedas que lhe ipre-
seotou o Sr. prisidanta da religio. O Sr vice-
presidenle da cmara entregoa ao preaidenla da
misma chava com a qual este fchoa o cofre.
Im seguid! foi a pidila lavada para junto do
alicerce, por qaatro dos qua militaran, aa ordena,
de D. Pedro, e foram por elle condecorado!. Era
oaSra. :
Agoilinho de Oliveira Monteiro, do batalho
doi voluntarias da rainba ; Domiogos Ferreira,
de irlilharia 3, e hoje cabo da companhia de ca-
vallarii di guarda municipal do Porto ; Joaqutm
(jarcia, do batalho de artilbaria de Anyra e hoje
1* airgento de veteranos da Foz ; Joio de Azeve-
do, do regiment de intiotaria 8 e boje cabo da
guarda municipal do Porto.
Eolio o Sr. general Paaioi receben o cofre daa
moi do Sr. preaidenla da cmara, e o lntrodu-
zio dentro da urna,qua foi deposta noi funda-
mentos doa alicerces.
Sendo collocada por cima a pedra fundamen-
tal, o Ir. fiscal da cmara apresentoa a'oma ban-
deja de prata ao Sr. general Passos a argamaisa
que este com uma trolha de prata, que tambem
por iquille Ibe foi ofierecid, lingou cas juntas
da pedra, que em seguida bsteu com o cimar-
tello de prata, que lhe foi apreientido pelo Sr.
baro de S. Lourengo.
Terminada eita ceremonia o Sr general Pas-
sos lavantoa os viva a S. M. el-rei o Sr. D.
Laiz I, a.S. M. el-rei o Sr. D. Fernando, a fami-
lia real e a carta constitucional, que foram en-
thusiasticameote respondidos, subindo nesaa oc-
casio ao ar girndolas de logeles, tocando as
musical o hymoo da carta, e saltando a fortaleza
da Serra do Filar e Cistello ds Foz.
Em seguida o Sr. presidente da cmara lea em
voz acentuada, am discurso, que trminos, com
os seguintes vivas:Viva S. M. el-rei o Sr. D.
Luiz 11Viv S M. el-rei o Sr. D. Fernando I
Viva a familia reil Yin carta constitucio-
nal IViva a cidade invicta 1
Estes vivas com que terminoa o discurso foram
levantados com energis e respondidos com en-
tusiasmo.
O cortejo voltou de novo ao pavilho, aonde o
Sr. secretario lea a acta, que foi assignada pelas
autoridades e pessoas presentes, e contnuou no
dia seguinte patente dos pagos do conselbo, para
ser assignada pelas peasoas que pela numeroaa
concurrencia nao poderam fazer.
A inacripgio, que era aberta em lamina de me-
tal, e foi encerrada no cofre a seguinte :
a Immortali D. Petro Quarto, Briganlino Duci,
qui anliquam Regnum D. Maras Secundasglo-
rioso: recordationissederet, Codicem, Libertali,
leges eonstituentem, tertlo calendas maia) anno
milleiimo oclengentesimo et vigsimo sexto sus
sponte nobis doosvt ; qui fortes septem millia el
quingentos viros decena, iitim ingressus urbem
sptimo idus Quintiles anno milleslmo ettengen-
ttsimo et trigsimo secundo, lo sula Curias Coos-
titutiooem Regni, et Augustco Filia Suas Dynas-
tiam publice proclamavt ; qui tndem innme-
ros laboresmemorandam obsidionemel acria
pra3lia perpessus,domioatum uniui prostravit,
et nova Institua firma in sede stabilivit ; Praei-
tante PrincipiLegisUloriLiberatori-et vigen-
tium|Institutionm Datori-Seuatus Munkipalia
hujut Invicta? civitatis Portucalensii a numeroso
coalu benemeritorum civium, studioque excellen-
tium incolarum, adjutua, io significationem ani-
mi grati pro tem preciara factis, ac de causa Li-
beralis. Patita jue inclytis promeritis, anno mille-
iimo octiogentesimo et sexagsimo secundo, ioi-
tio autem ragem D. Lodovici primi, ad perpetuara
rei memoriam id monumenlam extruxit. >
Terminada a solemnidade, voltou o cortejo pa-
ra os pagos do cooselho, e o Sr. brigadeiro Hor-
ta, mandando formar a brigada em columna cer-
rada na ra do lado oriental da praga, deu o vi-
vas a el-rei, ao Sr. D. Fernando, a fimilia real e
a carta constitucional, que foram correspondidos
pela tropa e poro, e em seguida desQlou a tropa
para osquarteis pela frente do pago municipal.
Durante a solemnidade foi a prsca invadida pelo
povo, que a encheu completamente, nao sendo
possvel imped lo no seu proposito de gozar de
perto a ceremonia.
No acto da collocago da pedra fundamental,
edepoii do discurso do Sr. presidente da cmara
o Sr. Jos Manoel Teixeira de Carvalho, pedio a
palavra e recitou um soneto allusivo ao acto que
a pedido repello.
E asiim se realiiou e concluio a solemne inau-
gurago da obra do monumento que aquella he-
roica cidade vai levantar memoria de D. Pe-
dro IV.
Segundo aa noticias do Porto ve-se que aa
obras da via frrea do norte tem grande adianta-
mento.
Vo em grande actividade os trabalhos da via
ferre na legunda diviso de Coimbra ao Porto, a
cargo do engenheiro D. Aogel Caldern coadju-
vado peloi engenheiro! Oswald e D. Luiz Zapata.
O estado actual doa trabalhos o seguinte .
< Na ponte do Vouga ji esto introduzdos se-
ta pegea, algans dos quaes na profundidade de
14 metros. Est-se provando um cylindro para
ver se a parte introduzida ser sufficiente. Os
andaimes e ponto de servjgo esto promotos em
todo o cumprimeotoda ponte. Est montada uma
locomovel para mover as bombas, de compres-
so de ar, que vo ser empregadas e se esto i
montando.
Naiolroducgo dos tubos empregamse todos
os dias quatro mergolhadores. Logo que flquem
provados os cylindroa.procede-se Immediatamente
a collocago das vigas. Trabalba-se nos douc en-
corneos da ponte,cravam-se as estacaras e tf*Qf>
portase da villa da Felra a cantara de granito.
Estes trabalhos comegados em 8 de malo, tem
progredido com a grande rapidez que lhe impri-
mem a notavel actividade, ordem e regularidade
que o ebefe da 4a para a 5a secgo, o Sr. D. Luiz
Zapata, e o ajudante do eDgeoheiro o Sr. Manoel
da Silveira Azevedo, lo cuidadosamente sabem
empregar.
As obras das portes no valle do Vouga progri-
dem com actividade. A poute do Esteiro de Ca-
ndas, que de ferro e tem 60 metros de exteo-
so com pegoes tubulares, deve ser principiada
esta semana e flcai terminada em breve.
A va chega de Esteiro da Canellas a Valla-
dares, na distancia de 44 kilmetros.
A estago de Estarreja est feta at ao primei-
ro andar e aera terminada em todo caes de des-
carregadouro no Eateiro, e muito seria para de-
sejar que a respectiva mjnicipalidade compre-
hondendo os saus ioteresses, limpasse e regula-
risasse o Esteiro para o melhorar.
Acocheira da estago de Ovar est terminada
da obra de pedra. Espera-se de Lisboa a cober-
tura. O edificio fica lindo e feto com luxo.
Ha tres locomotivas empregadas no trabalho.
Uma devia icar hontem montada para activar os
movimentos de trra as proximidades do Porto,
para que, quanto antea, chegue a villa Nova de
Gaia : outra ficar montada sexla-feira para subs-
tituir a que actualmente trabalha, e a que vo
fazer concertos.
As obras das estagdes da Granja e Esmoriz
coolinuam, ainda que devagar. Na de Vallada-
res vio principiar ai obrai, e j se trabalha no
da locomotiva.
No grande atierro de Samairos trabalba-se coro
grande actividade; atlerram se mais de 1 000
metros cbicos por dia. E' um bello ponto de
trabalho, onde se reuoem mais de 1,400 pessoas,
sem contar pedreiros, e a gente empregada no
pontao, qae tambem progride com activida-
de. Deste local tem-se tirado varias photogra-
pbias, que sao lindas, porque, alm de-represen-
tarem a paisagem, moatram a animago e activi-
dade dos trsbalhos. Desde Sameiros al Villa
Nona trabalba-se activamente. A estago de
Villa Nova levanta-se rpidamente. O caes
coberto j est terminado.
O tuoael da Serra do Pilar tem j a galera 328
metros, sendo 49 de entrada e 279 de salda, e
160 metros de abobada. O arco de saida j est
concluido e de bello effeilo, posto que para j
nao possa ser bem julgado por caasa do eotulho
qae ainda nao foi removido. As obraa neste
ponto nao progridem to activamente em conse-
quencia das difficuldades do terreno.
Segundo dizem, o Sr. Salamanca tencona
ir inspeccionar a linha,e tambem abrir a explo-
rago publica o caminbo de ferro entre Estarreja
e Vouga. '
Consta que o Sr. Jos Rodrigues Tocha,
rico proprletario d'Extremoz, acaba de contratar
uma dai suas melhore miau de cobre no Aleo-
tejo, com uma socledade composta dos Srs.
Frineiico Cbamigo e a firma bancaria deiti pra-
ga Fooieea Santos Viddi.
E' um grande goito ver que o nouoa capitiea
se vio ippliciDdo i industria mineirs, ainda nao
hi muito completamente ignorada entre dos, mas
que boje promette grandei lucroi como os tem
dido n'outroi piizea.
A expleraco daa minaa no noaao paiz um
dos negocios qae, actualmente, maiorea provai-
toa offerece aos capitaes.
A companhia lusitana de navegago entre
Lis toa e Porto, legando le dis, est reolrid a
babilitar-ie com o fundos neeeasarios pira eata-
belecer correoa regulare! entra oa portoa de Lis-
ts, Porto, Vigo a Seutbampton.
Assim acabar com aa difficuldadea qae lti-
mamente se lem notado na carreira doa paquetea
inglezea, o cojo termo ae er prximo.
Por decreto de 10 de julho foi concedida
i Eageoio t "wto, da ilha de S. Miguel, a pa- ,,;..,.
tente de intt -gao, pelo tempo de cinco annoi,
de fornoi pa oaer cal por calcinagio contina
a pequea c ma.
Fallecn ha dias o Sr. Joo Barbota Marre-
es, conservador dos impressos ds bibliotheca
nacional de Lisboa, e idealmente servlndo de
bibliothecano-mr.
Afflrraa-ee qae a companhia da* fabrica de
Arrentella, uraa daa primeiraa e mais adiantadas
fabricas de lailsios do paiz mandou tecer am
doi mais perfeitos cortes de paoao azul para ae
fazer ama farda que deve aer offerecida S. M.
para oa montas, igoorando-se de
poia o paradairo de tio aantoa varaa.
< A poca ifflrma qua completamente in-
exacta a noticia que tioha dado Uespanha do
que o marquez de Havana j nao vai como em-
baixador de Hespanba junto ao imperador doa
Francezes. Pelo contrsrio, diz a poca, oaoca
foi to provavel como hoje a sua uomeago para
eata importante mlssao. Miasao cajo objecto
eslreilar as boss relages entre a Hespanba e a
Franga deotro da dignidade dos dous governose
dos dous povos.
leu prximo consor-
el-rei o Sr. D. Luiz para
ci. A farda ser (eita
faiatea portugueses, e os
toes e mais preparos
nal. E' isto um pensa
muito honra aquelle que o nutrem e que ier
nimiamente aprasivel ao joven monareba. J o
seu auguato antecessor se pagara muito de uma
o lie renda semelhante que lhe tora feiti, e que
como eita, revelava o acrisolado amor dos que
dlrlgem o professam as industrias pelos nossos
monarchas.
Por noticia! de Hogimbique de 7 de feve-
reiro, consta que no dia 28 de dezembro lindo
fra asslgoado um tratado de amisade e commercio
entre Portugal e o sullo de Zanzbar, sendo ne-
gociador o governador geral da provincia de Mo-
cambique o Sr. Joo Ta vares de Almeida.
Neite intuito o Sr. Almeida saira de Mozambi-
que no dia 17 de outubro a bordo do Maria Atina
e tendo encontrado a 20 em Ibo o vapor Laxarim
levoa-o tambem para Zamzibar, onde os dous
vasos portuguezes entraram no dia 28do mesmo
mez.
O Sr. Tavares de Almeida foi recebido e agssa-
Ihado durante a sua estada em Zamzibar com
toda as honras e affabilidade pelo sulto
Said-Magid-Bia-Said, e no dia 4 de Janeiro
effectuou-se a audiencia solemne de despedida,
em que o sulto entregou ums cirta para el-rei
de Portugal ao Sr. Tavares de Almeida.
No officlo em que o governador relata esta
misao l-se o seguinte :
a E' do meu dever fazer constar a V. Exc. que
durante a minha demora em Zamzibar, fui trata-
do e recebido por sua alteza da maneira a mais
distincta em todas as occasies, e que sempre me
deu as maiores provas de benevolencia e conai-
deragao ; nao tendo ouvido seno expressoes de
amisade a sympathia pelos portuguezes, cujo
nome ainda repelido com veneraco, e cuja
passada grandeza langa um reflexo de gloria so-
bre os que se prezsm de pertencer a uma nago
que regou com o ssngae generoso de seus Glboa
estes paizes, e deixou nelles vestigios indeleveis
da sua passagem. E se doloroso considerar a
differenga entre aquelles tempos gloriosos e ou-
tros meos felizes, ao menos pode consolar-nos
a idea, embora estraohos aflirmem o contrario,
de que o nosso nome nao s nao odiado, antea
ao contrario, respailado por os povos desta
costa, aonde o nossu dominio foi oulr'ora to
consideravel. d
Um jornal da provincia d uraa noticia de
um phenomeoo mai raro, como a de combuslo
espontanea :
Na freguezia de S. Joo de Marioha, conce-
Iho de Meda, e districto da Guarda, no Um do
mez passado dea-se um caso, que a gente 'alli
chama singular, e de que o povo 'alli est
admlradissimo.
Manoel, trabalhador daquella freguezia, che-
gou casa alta noite, porque passou parte dola
com outros seus compaoheiros n'uma taberna,
bebondo agurdente, como um soldado no tempo
do gelo e em dias de combate.
O trabalhador, logo que chegou a casa, dei
tou-se no meio do sobrado, nao querendo Ir para
a cama apessr das instancias, que Ibe foram
feitas. Dizia que linha muito calor.
Na madrugada acordou a mulber, e sentindo
um ebeiro desagradavel, como o que sai de um
corpo animal em combuslo, levantou-se, e qual
foi o seu espanto quando nao vio o marido, mas
s no sitio em que elle se deitra um buraco,
qne abrsngia todo o espigo em qua se eitendeu,
e aos lados algumas cinzas I
Abri a porta, e cbamou desorientada pela
visinhanca.
Esta aecudio ; forsm a loja da casa mas ahi na
direcgo do buraco nada mais encontraran] que
ama porgo de cinzas 1
A Correapondneia de Uespanha annuocia,
em prova da boa f e da lealdade com que o im-
A visinhanga nao soube explicar o facto ; e
houve alguem que disse que a mulher queimra
que era uma santa mulher. O caso espalheu-ae
e as autoridades lomaram conhecimenlo do fac-
to. Procedeu-se ao competente auto, e o me-
dico que asslslio e procedeu iovestigago, de-
clarou que o trabalhador foi victima de uma
combusto espontanea.
Nao se encontrara signaos alguna de se com-
municar o fogo roupa do infeliz trabalhador e
a forma de buraco que se encontrou no soalho,
e outras circumstaocias nao deixam a mooor du-
vida de que o trabalhador foi victima da combusto
espontane.
O trabalhador era muite dado agurdente, e
foi desta bebida que lhe resultou a moiteque
soffreu.
O governo hespanhol expedio uma circular
aos govfmadores dss provincias na qual se esta-
tu o seguinte :
1. Que nao possa fntrodaxi-s CJ territorio
hespanhol nenbum livro impresso em paiz estra?"
geiro e escriplo em castelhano, seja qual for a
sua ndole, sem primeiro ter autorisagao do go-
verno, na forma do art. 15* da lei sobre proprie-
dade Iliteraria e respectivos regulamcntos das
slfandegas.
2." Que nao possam introduzir-se to pouco os
livros escriptos em outros idiomas, quando sejam
contrario ao dogma, e amoral christa ou se
forero considerados nocivos manulengo das
instituigoes vigentes.
3." Que estas obras tero de subjeilar-se no
primeiro caso ao exame do prelado diocesano,
ou das pessoas em quem este delegue as suas
altribuigoes dos pontos da sua dioeese onde ha
alfandegas, e no segundo aos dos fiscaes da im-
pr9nsa por meio do governador da provincia ou
da aotoridade local competente.
4. Que prohibida a inlroducgo de um livro,
dever ser restituido com a condigo de serem
mmediatamenle reexportado, a menos qae frau-
dulentamente nao leona sido iotroduzido, porque
nesse caso devem ioutilisa-lo.
A ultima hora.
Despachos telegrsphieos.
Madrid 26.Nowa-Yorck 15.-E'
oolicia de tomada de Botn Rouge,
continuago enrgica do goveroo, e para que seja
registada a intervengo extrangeira.
Bruxallas St5.O iratado aoglo-belga foi com-
munlcado s cmaras. Os francezes que estavam
em Orizaba repelliram doua ataques dos Mexica-
nos. O general Forey recebeu ordem do impera-
dor para uaar meios promplos e fortes. GaribalUi
contina em Palermo.
Madrid 28 s 9 horas da noite.Turim 27.
Garibaldi contina nos seus discursos a atacar o
imperador Napoleo, a proposito da oceupago
de Roma pelas tropas francezes.
Por noticias do Mxico consta que a esquadra
franceza bloqueia o porto de Tampitco.
parle das alfandegas marroquinas destioada a
cobrir a divida com a Hespanba ; e accreacenta
que as alfandegas de Marrocoana parte que esli
affectas Hespanhi produzem qusreota mil du-
Im mensaes.
Escreve de Lisboa ao Pueblo o emigrado
hespanhol D. Ramn Calvo, dando a noticia da
recente priio de D. N. Gallego, que se verificou
em Loja a 10 deste mez. Gallego foi um dos
sentenciados morte pela commisso militsr
por causa dos ltimos successos, e ainda qua
oceulto, nao quiz fugir do seu paiz. Tambem so
diz que com o Sr. Gallego tambe) fugio outro
habilanto de Loja, eeodo ambos cooduzidos
Granada. Accreacenta o Sr. Calvo que sabendo
que em Loja se est fazendo pesquizas para ave-
riguar quem foi a pessos que facilitou oa meios
'evaao aos babitaoles daquella cidade que
emigrarsm para paiz estraogeiro, nao pode per-
mittir qae se iocommode neohura innocente por
factos, que no caso de serem culpaveis, sao da
sua exclusiva reaponsabilidade, porque a elle
com o sea peculio e actividade, proporcionou os
meios de evaso aos seus compaoheiros e com-
patriotas.
Afflrma o Contemporneo que o Sr. Coelho
nao vollar para Tuno na qualidade de repre-
sentante de Uespanha naquella corte, e que ser
substituido por D. Antonio Gonzlez. Neste caso
vai para Londrea o Sr. Bermudez de Castro.
Apezar de anda uso estar assiguado o de-
creto que nomeia o general D. Jos de la Con-
cha para representante da Uespanha em Paria,
fra de duvida ser elle a pessos escolha pelo
goveroo para exercer aquella cargo.
Desta nomeago deduzem mullos quo a Hes-
panba vai tornar a enviar as suaa tropea ao M-
xico e intervir activamente no exilo da empreza.
O general Concha dos quo sustentam que o
tratado de Londres ae nao acha suspenso como
assegurou Caldern Cuitantes respoBdendo a Pas-
tor Das mas em furga e vigor ; o general Con-
cha demonstrou no circulo dos seus amigos s
necessidade de que de aecrdo com os francezes
marchassem os hespaohoes no Mxico a estabe-
lecer all um governo forte e regular; o general
CoDcha um hornera de bastante firmeza para
trocar as suas convieges por um prato de len-
tilhas. Se vai a Parts vai naturalmente com as
suss propriss convieges e na seguraoga de que
dellas participara oa cooselheiros responsaveis
da raiolu ; os seus esforgos encaminhar-se-ho
naturalmente para desvanecer as prevenges a
spplicir i irritago e os receios, coolribuindo
para que a Uespanha recobre a perdida inter-
veogo nos successos do Mxico, nao para col-
locar no throoo um archiduque austraco nem
dar forg a determinados ioteresses, mas para
dolar aquella infeliz repblica de um goveroo
solido e permanente, que nao contrare na Ame-
rica os inleresses dos hespanhoes.
Acha-ie em Madrid o general Prim, este suc-
cesso lem preoecupado oa espiritos e trazido in-
quietos os animas durante muitos dias ; diz se
porm, que o conde de Keus se dirige em pri-
meiro lugar aoa banboa de Pauticosa, e dalliso
dirigir ao Pirioeu, al a prxima legislatura.
Do modo que o compor lamento do general Prim
ser durante algum tempo de pura expectativa.
Julgava-se que os amigos do general lhes te-
riam preparado alguma ruidosa ovago, mas tudo
se passou traoquillamente, sem duvda por cau-
sa da hora aiaira la a que este chegou.
O general eocootrou-se na estago de Villalba
com o infante D. Sebaslio a quem apreseotou
os seus respeiloa. Foi recebiJo na estago de
Madrid por alguna de seus maia ntimos amigos,
e era acompanhado desde Santander por quatro
ou cinco cavalheiros de distinegao. Chegando
sua habitago na ra de Alcal, casa do Sr.
Santa Marc, apreseotou-se pan lhe dar uma
serenata, ums banda militar, que o genoral dos-
pedio immediatamente. Accrescenta-se que nao
lem sido muilo elevado o numero de bomens
polticos que se tem apresentado a visita-lo.
Foi recebido em audiencia pela raioha que so
mostrou muilo satisfeita pelo comporlamenlo
que tivera no Mxico.
Esto completamente terminadas as nego-
ciages para o tratado de correios entre Hespa-
ohs e Portugal, que ser ratificado dentro em
poucos diaa pelos plenipotenciarios de ambos os
paizes. O Iratado eslabelece o franqueamento
previo obrigtorio por meio de estampilhai. E'
um melhoraaienlo importante atlendendo s fre-
quentes relages que exislem entre nos e nossos
vizinhos, e que assim Ocarn muito simplificadas.
_ Dispoz-se que todos os vapores fagam
viagens peridicas aos porlos das provincias hes-
panholaa do ultramar, qualquer que seja a sua
S.aciooalidade e procedencia, gozem dos benefi-
cios que esiuu concef.01 ao' ioglezes e norte-
americanos, taes ao a isee?0 de P'g'mento
dos direitos de ancoragem. timpeza de p\orlof'
passagem do Morro, visita de saude, inler^ le
e capitana do porto, os da tooelagem, sempre
quo nao exportem ou importem mais de seis to-
neladas, cobrsndo-se o direito nicamente dos
que levar de carga e nao dos qua medir, conti-
nuando alm disso a pratica estabelecida em
quunto ae mais brevo despacho dos vapores quo
levarem correspondencia. Todas as outras gra-
gas especiaes concedidas a navios desla quahda-
dade foram derrogadts.
duvidoso
Pede-so
Hespanba.
publicada pelo Pueblo,
oceorridoa nos campos
Uma carta de Ceuta
narra graves successos
daquella praga.
a As ultimas vezes que es oesta praga o
governador de Anbiera, offereud ao commao-
dante geral desta, jurando pelas suas barbas
(juramento mui sagrado para ellea) que nao a
havia de castigar o lidrei de cavalgadaraa a
gado vaceum, mas que tambem bavla de exig-
los, ou em sua falta o lea valor ; em cumpri-
meoto, pois, disto te apreientou o governador
no Zoc (mercado) que le faz em Anhiera i lex-
tas-feiras, nbbidoi e domiogos de cada semana,
apoderindo-ie de algumn rezei roubada neste
acampamento ; em resultado intimou o ladrees
pira qua no termo fixo de tres diaa apresaotas-
aem o resto do gado roubado, aoa hespanhoes,
porque do cootrario deitarii fogo i las casas ;
mas os moiriles zombaarm desta advertencia ou
amesgi, nao io eiqaeceu porm o governador,
que cumpriodo o qae lbea havia promettido,
nao s Ibes queimoa casas, mis timbem o
cimpoi; assim le pinaram mai breves diai sem
qae os dooos de taes tasas a campos aa dssem
por entendido!, mas oso succedia assim no dia
11, am que achande-se o governador no Zoc,
lhe atiraram ama deecarga de que ficon logo
morlo, com uma bala na cabega, e outra n'um
hombro, asodo tambem mortoi doui bomens o
uma mulber com umacrianga qae tioha noa bra-
goi, havendo alm disso differentes feridoe e en-
tre ellea um sobrinho do governador. Viito Uto*
peloi moires do rai fizeram fogo contra oa auia-
aines, os quisa depois da mui Unas resistencia
FERNAMgUCO
REVISTA DIARIA.
Em consequencia de ter lugar no dia 14 do cor-
rente pela tarde a procisso de Nossa Seohorada
Boa Morte, que feita pelos religiosos Carmeli-
tas, deixa de realisar-se nesse mesmo da a ses-
so da sociedade Archeologica Pernambucanar
que estava anouociada para aa mesmas horas no
salo da bibliotheca provincial, que funeciona no
convento do Carrao.
Acha-se, pois, a referida sesso transferida
para sabbado, 16 do correte, pelas 4 horas da
tarde, sendo o ponto de reunio o mesmo salo
da bibliotheca.
No processo de habilitago, que teve lugar
na semana finda perante a directora geral da
iQBtrucgao publica, foi ipprovada a habilitanda
J. das Mercez Ferreira, a qual so prope a uma
dascaderas de instruego elementar do ceotro, a
nao deata cidade, como disseramos por mal in-
formados.
Amanba pelas 10 horas tem lugar, no pa-
go da cmara municipal, a sesso do cooselho de
revista da guarda nacional deste commando su-
perior.
Os individuos que para elle iolerpozeram o re-
curso legal, tem de ser nessa sesso inspecciona-
dos pela respectiva junta med;ca, para aual se-
rem deferidos.
O conseibo director da strucgo publica,
apreciando ojulgameoto daciAnmisso de exame'
no coocurso do dia 28 do passado, resolveu que
nenhum dos quatro concurrentes acbava-sen
caso de ser prvido.
No dia 11 do correte foram dados a sepul-
tura os restos mortaesdoSr. Pedro Jos Cerdoso
escrivo do jizo dos failoa da fazenda, que j era
exercido por umservenluario porimpossibilidade
pbysica do finado.
Fora um dos bravos que pugoaram para nossa
emancipac.ao poltica no exercilo brasileiro.
O Sr. capito Candido Leal Ferreira acha-
se encarregado do recrutamento em todas as fre-
guezias desta cidade, sendo dispensado os outro
senhores incumbidos desse servigo.
Foram removidos o promotor publico da
comarca de Tacarat, bacharel Ignacio Dias de
Lacerda para a de Flores ; o da do Brejo bacha-
rel Francisco Jos Fernandas Gitirana para a da
Tacarat ; o da de Flores bacharel Barlholomeu
Torquato de Souza e Silva para a do Limoeiro, e
o desta bacharel Cesar Odaviano de Oliveira para
a do Brejo.
Noticias offlciaes confirmara qae foi aceita a
letra de S 10.C00 aaccada a favor dos agentes bra-
sileros pela sociedade em commandila Amorim,
Fragoso Saotos & C* sobre o Union Bank de
Londres.
Pelo paquete Oneid; que boje so espera do
lu, segu para Inglaterra o Sr. Mirlinaau, enge-

'-
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
jMUTILADO


1
I
DIAKO DH flR^iAAHUCO. ~ QARTA fliA4 1S DI AGOSTO M lili.

^ie,;^srd..%ti7or^ .srrft -sr<- **i* *** ^.^-.^ d.g... P. lB^ir.
nheiro
ioobi, e que/du^, a repartico d*i obns publi- Hotta e Giliraaa
- nfc1* .. P'oveu-se o recurso.
... uo* Acogidos remettem-nos o .eguinle pe-
dido, que fcil de sati.azer:
< Pede-sa aa Sr. flical dos Afogados, que ae
digne da Logar aa vistas para a casa da ra i-
reila numero que Ac entre 10 e 20 ; porque da- Oorie
ni ae eostuma lindar agOaa ptridas aobre quem e Accioli
P""iPt!a'"' Negou-ae provimento.
lostellou-se, como haviamos noticiado, a Appellacoes crimes
Onze de Agosto, no dia que lhed o Appellante. o promotor; appelado, Brasilioo
Aggravo de petieao.
Aggravante, Roa Uaria da Lima ; aggravado,
o juizo.
Relator o Sr. deiembargador detono Santiago.
Sorteados oa Sra. desembargados Peretti,
nome ; e sobre eiae acto do-nos oa aeguiotea
apootamenloa :
Depoi de feita a eleicao geral da mesa di-
rectora, appareceram algans improvisos de mo-
go intelligentea, verdedeins c-itore da letraa,
e que felizmente tem muita f no futuro grandio-
so de leu pii.
a No meio de applamoi enthusiaslicos e fre-
nticos, fallaram 01 Sr. Elias de Albaquerque,
presidenteefiectivo, que fazendo ver o Qm da ae-
aocligo n'um bello diacurso, exigi da nocida-
de trabalho aiaidao e eaforgo, Fallaram depoii
os Sr. Gurgel do Amaral, l^aecretario, Joao Tho-
m 1 orador, Siquiira Cavalcanti 2* orador, e
Palmeira.
c Depoia seguiu-se am diicurao lho da intel-
igencia do Sr. Valenle, eitudante do segundo
anno.
Praga Deus que este eothusiaimo nao ae
arrelega em aeu comeco. e qae a academia do
Recife, faga tambem cbegar S. Paulo, a aua
dilecta Irmia do aul ura brado, umgrito de en-
thuaiasmo de que le acha possuida a mocidade
do norte, provaodo asiim que a divisa que to-
maram como titulo de nobreza, timbem n a
tomanio de doisoi coracOe, arante eiempre.
Por portara da preaideocla da provincia,
de hontem. foi designado o Sr. Franklio Netlo
oe Azeredo Coulinho, para presidente efectiTO
da Associgao Typograpbica Pernambucana.
O Sr. Franklio Coutinbo faz parte de nosia
eQa' onde Pandea a arte em o anno de
18:8, tendo qusii sempre abi permanecido, nao
so por seu tom comportamento, como por ser
um babil artista, que honra a classe a que per-
Apezsr de joven, pois que apena coota 27 an-
cos de idade, dever elle preeochar satisfacto-
riamente o cargo quelhe acaba de ser conferido
pelo fcxm. presidente da provincia, como jalo ha
feto os diversas veze que tem occapado o lu-
gar de conselheiro de direcco, a por isso damos-
lne nossos emboras.
Sobe hoja scena no Santa Isabel a bella
opera de Donizette Alaria de Rohan, cuio ai
sumpto tirado da bem elaborado comedia fran-
ceza Um duello no tempo de Richelieu, seguodo
nos informara, passado durante o reinado de
Luiz XIII, entrando nelle os duques de Richelieu.
Iherreuse, conde de Chalis e Maria de Rohan.
Mimo comedia do aalo francez, o escriptor do
nnreuo tproximo.-se o mais possivel do estylo
h.tr7,g0St COm que foi eUl "ripia para o
,,m Jt "" ""eguiodo na verdade realisar
um nexo perfeito. nao i no pensamento, como
na successao das sceD, e dos lance.
Hi muito nao sobe entre nos a seena opera.
que cont em sua marcha por tola a parte mais
oppUusos e meibor acolhimeoto, principalmente
em trapea, do que Uaria de Rohan, cujo nico
nonio n um cartaz. em certos paizes, produz r-
dadeiro enthuiiasmo.
O Sr. Bartoiuciacha-se incumbido de urna dss
pnocipaes parles, e. tendo-a j cantado, nos
promelte urna noite cheia de real gozo ariislico
uoto mais que essa opera a que destina elle
para seo beoeQcio, e a mais importante do scu
repertorio.
. T *EPAATISA0 DA polica.(Extracto da par-
te do da 12 de agoste.)
Foram recolhidos casa de delencao no dia 11
do correle :
A' ordem do Dr. delegado do 1 districto. Ma-
nool Vieira de Queiroz, indio, de 34 anooe de
ldJde. por serdisertor do 2." balalho de infan-
tina de linha ; Manoel Joaquim de Oliveira
semi-braoco. de 18 aooos, os pirdos Joaquim
Crescendo de Oliveira, de 40 annos, e Miooel
lJ'rmtvi. de 23 annos, e o crioulo Manoel Si-
meao Beze.ta, de 21 annos, dados a agricultura,
pin recentas; oel Luiz Luren?o, branco
d 28 annos ; Jos .. -ntm do Naseimento, de
42 annos e Vicente Ferrein. ma, de35an-
s. semi-branco3, dado3 lambeu. r~'iltura
orserem criminosos 'e morte, os quaes '. ">
r"if*M0,,^2,.,*Ml" Como crioulo Jo'fi
o.2i xr.os. que declarou -...._S
; appellada, Josepha
appellada, alaria Vic-
:nia-4
^'pXtr****-
lS?J8WWfa5fi
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Bernardino Barboza de Moura. branco, de 18
aonos, cocheiro, por embriaguez e desorden).
O chefe da segunda sec(o,
/. G. de Mesqua.
T V!?.a8eiros do vapor focez Extremadure,
Tin lo d^Bordeaux eportos iutermedios :hido-
ro PJach. Joao Antonio da Costa, Antonio Igna-
cio do Rogo Medeiros Jnior, Manoel Teixeira de
M uiseppe Furiati, Joaquim dos Santos Jorge
Domemcj Cllronis. Jean Cals, L. Al. Caste
Dom Berlholomeu Roleg.
Soguera para o sul .James Olivier e sua mu-
Passageirosdo hiate nacional Sergipano.sa-
hoparaa ilhi de Fernando :-Alfea do nono
no Jlalbao Boavetitura Leite de Almeida, sua
seora, sua sogra e 2 Qlbos, Aasenio Gustavo
orge, Mriaoa Augusta Cjelho, Francisco
vieira.oiio pragas, um interior. 9 presos de
jusiija duas mulhere pertencentes aos mesmos.
Moimenlda casa de detencao do dia 11
de agosto.
Joi Francisco.
A'novo jury,
Appellante, o juizo ; appelado, Joao Rodri-
gues de Souza.
Improcedente.
Apptllagoes eiveis.
Appellante, Fernando Francisco de Aguiar
Monlsrroyos ; appellada, a fazenda.
Reformada a senteo^a.
Appellante, a fazenda
Hara da Conceigao.
Cooflrmada a senteni.
Appellante, a fazenda ;
tortna Vieira da Cunha.
Confirmada a senteoga.
Appellante, a fazenda ; appelado, Jos Fran-
ciaco Pereira da Silva.
Confirmada a sentenga.
Appelhntes, os herdeiros de Joo Athanazio
Das ; appelado, os herdeiros de Bernardo An-
tonio de Miranda.
Receberam-se os embargos.
Appellante, Joao Tavares de Mello Jnior; ap-
pellada, a preta Therezs.
Reformada a sentencia.
Appellante, Jos Joaquim Dourado ; appela-
do, Joi Joaquim Rodrigues Guimarei.
Desprezaram-se os embargos.
Appellante, a fazenda ; appelado, Francisco
Esleves Paes Brrelo.
Receberam-se oa embargos.
Babeas-corpus.
Foram propoitas as peti;es de Jos Cae tino
bornes, Manoel Ferreira do Naseimento, Joaquim
Rodrigue da Silva e Luiz Manoel de Souza, pe-
dld rdem de habeas-corpus. que Ihe foi con-
cedida para o da 16 do correte, 10 horas da
da, ouvidaaaa competente autoridades.
DILIGENCIAS CIVEIS.
Com vista ao promo.or de capellas e ao Sr.
desembargador procurador da coros, as eguin-
Appellagoet eiveis.
Appellante, o regente da capella dosPrazerea :
appelado, o solicitador de capellas.
Appellante, a fizenda ; appellados, Antonio
Ferreira Pinto e oulro.
A' averbir a dizima.
DITAS CHIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justiga aa seguintes
Appellacoes crimes.
Appellante, o promotor ; appelado, Vicente
Fernandos Bezerrs.
DISTRIBUICAO.
Ao Sr. desembargador Caetaoo Santiago :
Recurso crime.
Recorrenle, o juizo ; recorrido, o bacharel An-
tonio Joaquim Bjarque Nizarelh.
Appellacao crime.
Appellante, Francisco Jos Baplista : appela-
do, o juizo.
Ao Sr. desembargador Silveira :
Recurso crime.
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Vicente Fer-
reira Serrano.
Appellago crime.
appellante, o promotor ; appelado, Joo Sil-
vestre de Lyra.
Appdlaco civel.
Appellante, Marianna Joaquina Accioli Wan-
derley ; appelado, Ernesto Augusto de Mausua-
ba e Silva.
Ao Sr. desembargador Gilirana :
Recurso crime.
Recrreme, o juizo ; recorrido, Anlonio Jo
Q8 unto.
Appellaro civel.
Appellanle, Joaquim Jos Barbosa: appelado,
Joaquim Jos de Miranda.
Ao Sr. desembargador Loerenco Santiago :
Recurso crime.
Recrreme, o juizo ; recorrido, Izidro Jos
Ferreira.
Ao Sr. desembargador Molla :
Recurso crime.
Recorrenle, Amonio Correia Lima ; recorrido
*o juizo. '
u ^------...Kjuur rereut :
Recurso crime.
nio DiuVz6016' J1"Z0 5 recorrid0' MH"a8 aoIo-
Ao Sr. desembargador Accioli :
Recurso crime.
Ne re0"6016' Juizo; recr"do, Luiz Vidal de
Ao Sr. desembargador Pereira Jorge :
Recurso crime.
roi^TT'8'- julzo ; acorrido, Manoel Fer-
reira do Naseimento.
A' 1 hora da tardo encerrou-se asessao.
Existiam.
Entraram.
Sahiram.
Exislem. .
A saber
Nacionaes .
Mulbere; .
tstrangeiros.
Escraro. .
Escrava. .
Total. .
377 preso.
10 ,
11
376
273
8
33
55
7
376
DIARIO OE PERNAMBUCn
\
150
cia\menUaS CU3ta d08 o'fMprovln-
.Tiveram fcafxa':........
Joquiri Jos o'Abreu.
M-.laquias (escravo de Augusto Pinto de Lmol
Matadouko publico :
Matiratu-ae para o consumo desta cidade no
da 12 do corrente83 rezes.
Obituario no da 12 ob agosto, no cemitb-
iuo publico :
Uamiana Pernambuco, 3 annos, Santo Antonio ;
coqueluche. '
Senhorinha Maria de Bitleucourt Laceria Per-
nambuco, casada, Recic ; interite.
&eohorinha. Pernambuco, 10 mezei, Santo An-
tomo ; coovulsoes.
Jos da Silva MeodooQs, Porlugil, 63 annos, ca-
sado, Recite ; amolecimeolo cerebral.
CHRONICA_JUDICIARIA.
Tribnnal da Relaco.
SESSAO EM 12 DE AGOSTO*DE 1862.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELHEIRO ERMELISO
DE LEO.
A's 10 horas damanhaa, presentes os senhores
deiembargadores Castao Santiago, Silveira, Gi-
tirana, Lourenco Santiago, Molta,Peretti e Accioli,
e Guerra, procurador da coros, fallando oSr.
desembargador Pereira Jorge, abrio-ae a aesso.
Passados os feitos, e entregues os distribuidos
deram-se os seguintes
JULGAMENTOS.
Recursos crimes.
Recorrenle. o juizo ; recorridos, Jos Pereira
Avelino e outros.
Relator o Sr. desembargador Caetano San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana
Molla e Peretti.
Improcedente.
Recrreme, o juizo ; recorrido, Joaqaim Aire
Pimeolel.
Relator o Sr. deaembargador Silveira,
Sorteados ns Srs. desembargadores Motta,
Santiago e Peretti.
Improcedente.
Recrreme, o juizo ; recorrido, Mmoel Jo*
de Sania Anoa.
Relator o Sr. desembargador Peretti.
eados os Sr. de.embargadores Motta,
lae/S?" ran" E*lr*dure. vindo hon-
tem da Europa, recebemos as cartas da nossos
correspondentes: de Ilamburgo 20. da Lood e
do'pass^o 24' d6 "eSP3Dha 27 6 de Li8b0i 30
Em oulra parte a encontrarlo os lellore.
oa ar" dosJoroa9, colhemo o eguinte re-
0 governo porluguez mandn abrir urna ubs-
cripcao para umempre.timo de cinco milhoes
de .oras esler mas ao preo de 44 na casa ban-
ca",3 de knowles & Fosler. No dia 22 foi preen-
Lih"saSJ?bf"Pa. 'endo havido offertas para 7
milhoes de libras ou para mais 2 milh.e de li-
bras do que a importancia que se negociava.
O limes de 161ouva a operaC5o expondo-lhe
o seu verdadeiro carcter. O Dayli New deise
di proceda da mesma forma
a md0t0r.elPreKl-ni0 P"tg"ez aido realisado
a um por cecto abaixo do preco do mercado, a
m' aneg0C1" oseaemprestimo 4 por cento
menos do que esse preco. e o ultimo empreslimo
da Franca foi negociado a menos 3 por cento.
taches1!""0 Um anD era reC9bid" Pres-
os fundos portuguezes que estavam do 44 1,2 a
?a5 m;ioCre^,fi"Vam a47 1'2 co* 'endeo^pV-
As caulellaseito em Londres de 2^2 e 2 3i4
de
ronar,0.PrfaGenora Dl CW Sagres o Sr. via-
frmoVuVia8"6'" eoc"ad0 d ^ciar o con
de0elPreiCnl^al da IUUi reCeber P"Cura5ao
nraedla^DD--,oLnuPPc". "P""1111' '-
A Sra. dnqueza da Terceira, e duque de Sl
titvrbu9c,r a Tarin; *sr ;.inh? t
Sua Magestade a rainha ser acompaDhada na
mi? 2 25EralDha de Porlu' d &
A casa real maodoa restaurar rauilos coche
antigo. e entre elles don. do tempo de el-rei D
Manoel ricos em primores de lalha
com hn.,i.d6 H!,p'.?.h" parece nao ela' "ndo
M.dl ,onlhf0,.e*U an1'UDa- Algn jornaes de
Madrid tem feto prfida insinuacoe, e o gover-
n.m. C\her *""''oH peridica plo mala
pequeo ataque menor da autoridades.
mL"8'?0'!0 u.m ,.rrtaa de a*'de e com-
mercio entre.Portugal e o .ultio de Zanzbar
li.1T. -? nC'a recoonimeDto do nio da
Ilali. pela Russia com quaoto nao tiveisa aido
RSalHD'e ,anUDCada' excitou apir o. em
Rom., edeu lugar a urna demonr.sao paciflc^
ZttSSZ .WJ5M ***9~ d-
deiembirqae
Sannay j aprmntou ao rei Gailherme da
Pruuia as (uai credenciaea que o acreditam co-
mo embaixsdor da Italia. Somcaer indigitido
para embaixador em S. Petenburgo.
A queitao do Valle de Dippes aioda pen-
dente entre a Fraoft e a Suisia, acaba de ser re-
aovada por novo atteotado contra a neutralidad,
segundo Ihe chima a Stnlinella do Jurm.
Conta-ie que o gendarme mistos prendern
ltimamente dous subditos frsocezes, que pouco
a pouco distantes das taas residencia andavam
caga sendo conduzidos a Myoo, eobrigados ao
piRamsolo de urna multa.
Os fictos desta natureza tero-se repetido e
sempre sascitim i queitao, que depoia de algu-
ma explicacea volta ao seu estado provisorio,
slimantando com estes conflictos a animosidid
do povo limitrophes.
Na Blgica o ministro da juli;a prepoz
ma lei introduzindo medidas rigorosas no rgi-
men da imprensa.
Nota-e neite projecto o direito de processo
contra o eorrpondente ettrangelro.
Eita lei camoa profunda impreiso no publi-
co. Esto a assigoar-se innmeros protesto em
form de pelicio.
Afrma-ae que o governo pruisiano tencio-
oa chamar aos tribuoaes o arcebiipo de Poien.
por um diacurso que proferto no aeu regresao da*
Roma, em que parece ter commettido um ataque
contra a Ruisii, dizendo que o aeu governo in-
fringir a f doa tratado pelo que toca ao pola-
cos daquella provincia.
Um correspondente de Paria suitenta que o
arcebiapo na aua paiaagem por Poen tirara oc-
casiao deconhecer bem qual a eituacio da po-
laco.
Era Varsovia tem continuado a haver alguna
lumalto. Tem-ie feilo numerosas pritdes em
coosequeneia de urna conspirarlo que se diz ter
all aido deacoberta.
Est justo o csaimer.tj do principe de Gal-
lea,herdeiro do tbrono britannico, com a prince-
ja Alexandrioa de Dinamarca. 0 principe vai
fazer urna viagem ao norte da Allemanba, e de-
poi de sua paiaagem por Copenhague ir a Sto-
kolmoe a S. Petraburgo.
Eate enlace cooaiderado de grande vintagem
para a Dinamarca, poi nao posiivel que a In-
glaterra eja indifferenle a qualquer tentativa da
Allemanba contra aquelle pequeo paiz.
Aiegura-se que a Prusaia j est de accordo
com o gabinete auttriaco em relaco aos nego-
cios da Dinamarca, e que aa duas potencial obra-
rao de commum accordo. E" para responder a
esta alliarri otlensiva que as naciooalidadea es-
candinavas procuram formar urna unio cuja in-
iimidade ae fortalece todos o dia.
Parece que a Franji se inclina maia a esta
uniao, e tanto que trata de negociar com a Sue-
cia um tratado de commercio com baaes venta-
josa,
Falla-se de novo na prxima concentrico de
tropaa auslriaca obre o P ou Miocio.
Diz-se que a linha de defeza doMincioser
augmentada de una viola mil homens. e a do P
de dez mil.
Tambem parece que se vai preparar em Pru-
bianco entre Villa Franca, Valeggio e Cuito-
zu um importante campo de instruccao em que
serao admittidos alm doa numerosos destacs-
meolos que eatao dispostoanas immediacoes, um
grande numero de regiment vindo do ioterior
do reino Veneziano.
Os negocios da Servia proseguem na sua
marchi trabalhosa, parecendo que cada vez se
diulculta mais um desenlace pacifico.
Em consequencia do aatastinato do preiidente
do conselho moldo-valschio. a aisembla de Bu-
chareat investio o governo da Romana emiduc-
tadura por espago de seis meze, uspendendo ao
memo tempo provisoriamente a liberda le
Imprem.
nniVJ'nft e,l,T'J f"m aP,ad" Por 56 votos
contra 36. Todo o paiz, pois, vai aofrar as con-
sequencia do crime commettido por um s ho-
mem.
A Patrie apreienti como quasi conaummada a
alhansa franco-turca para tratar da questao d-i
Oriente; mas segundo parece, a Ioglaterra fe
aaberao seu ministro em Constanlinopla queV>
gabinete de Londres se nao affaitaria disduaJ
potencias, urna vez que se adopt.sse para qu
quer ajuste a bases do tratado de Paris de 18
O governoa francez e auttriaco acooselha
ao da fur/"-"- nif.-'i.j. -o ouomr aa%
cassoes e*8'das pela Servia pelo Mntenos
., -o jornaea aliemes contestim esta aolicia
julgando que o gabinete auttriaco nao Sff%
iSSXtttft dec'ara5 n enlido da df
moheao da fortaleza de Belgrade e da conce- ;
de um porto no mar Adritico.
,UU '1'"""/ Parecend que a Porta se
cusra a adherir s proposta do principe da Ser-
Um daapaeh* de Vienna de 17. diz que os Tur-
eos marchara sobre a cspital do Montenegro de-
pois da ultima batalha.
d/.Vh/o" t?I!m "'I"6"' batalha consideraveis
?L ? m Ud0S ; 0S MuD'enegrinos foram po-
rn baldos, mas oa Turcoa eiiavam em forca
muito mas consideravel. *
Em Alepo leve lugar um tumulto grave, sindo
N,V.cl0,,saq?0ada?al'?uma8 cas d MSI
Nesta occasiao as Iropas turcas estiveram ira-
sPe8cTloe'S' prcsenceand0 um fto improprio deste
A imprensa europea contiDa a oceupar-se
quas. excl.s.vamente da ques.ao do Mxico, e
dos discursos de Mrs. Favre e Billault.
Foi notado quinto este ultimo se earorcava pa-
ra poupar a Inglaterra. O ministro sem pasta ao
passo que procurava as expresies mais severas
para apreciar o procedimento da Hespanha, qua-
si que nem fazia mensao do abandono em que as
tropas inglesas heviam deixado as francezas. A
razao desta parcialidade a seguinte : Rebatido
enrgica e categricamente sob o projeclo de me-
diacao aoglo franceza na America, Mr. de Peni-
gny, havia immediatameote atacado outro ponto,
*t_ a e -----. -m*w. \jm DSlUrCfM U l-
plmala foram desta vez coreados de un resulta-
do satisfactorio, e lord Palmerston comprme-
nnMea,p0'ar.m0ralmenle Poltica franceza
raticagao pelo senado de Washington do ira-
man? ', em que 8a0 cedid" America,
medanle urna somma considerare!, as mais bei-
li provincias do Mxico.
Ao mesmo lempo que a moderacao de Mr. Bil-
do P.af.a .m lD8'ate"a I*'" este resulla-
00, a sua aspereza para coma Hespanha acarre-
a"iK8UCC/"? meD0, f'vor.veis. Mr. Banot
eraba.x.dor francez em Madrid, oblivera do mi-'
nistro hespanhol aulorisacao para que a Franca
estabelece.se um hospital'em Havana onde X
!.eHSne.'D/errKtralad08 0i 80ldado f"em .la-
cados de febre amarella no Mxico ; mas a rai-
nha de Hespanha oppoz-se formalmente ao esta-
belecimento de.se hospital. S. M. CVdeeUroa
qu. as aprec.agoes dos oradores offldaea fr,eo-
IX na? alu,0"savam Pedido de Mr. Ba ot e
qu% o tacto de aisentir a He. podiara denotar
T Znitr DCaHfa?0raVel JBSt frlncsi.
M.nrPn,h'J"ad"K0," oseuapoio Fran-
?a a proposito do. navios de guerra franceses oua
precisav.m estacionar em Cuba ,raDcezes 1ue
Informado destes dous revezos, diz-se aue o
imperador enviar, inmediatamente S?r. B.rro"
"mbaffi0' P"ra "baDd0nar W-
Mr. Favre alludindo no seu disiurso cau
m.i,-. i Uma'80mtD de tre milhoes prxi-
mamente que havi.m sido emprestado, ao Jo".
auaa FrZ ^ "Sa J!clker- a un<" divida
quoa Fr.n5a reclina. Ha porm urna diff.ren-
i!.";.0*"1."1 *iMr. D.b.i. as,i,"y.
O geasral Forey recebes ordam do imperador
para obrar enrgica e activamente no Mxico.
Tem tomado consistencia o boato de que a
Franca ve recoobecer a coofederacao do. Esta-
do! Amoricanoa do Sul. A ultima batalha de
Richmood tem feito pensar mui seriamente em
istervengio dit potencial europaa. Parece po-
rm que lord Palmertlon nao achou a occatio
opportuna para intervengo, o at d a emendar
que o sul nao baatante forte para juitificar o
aeu recoobeclmeoto. Eotretinto algumaa folha
iDgteza nao concordan com aa ideas do governo
poit que veem a oeeeaaidade urgente de ama in-
tervengio para pflr tirmo a tao renhida queito.
O Morning Post faz notir qua a confederado
do Sul, apezar de todo o eforeo empregadoa
pelo Morte para a fazer entrar de novo na uniao,
se conserva superior, e que todss as funejoe go-
vernamentaea se exercem em Richmood com
metma ragularidade, e talvez com maia regula-
ridades do que em Washington.
Segundo o meime jornal, as naedes europeas
devem olhar com attengo para eatea factoa Ha
um anno que o asi se pronuociou contra o norte,
e este espseo de tempo mais que aufficiente
pin sanecionar a rebilliao. O que as poteociaa
porm tem a examinar se a rebellio pode aer
vencida, e do caso negativo tem os estadoa rebel-
dea direito a pedir o reeonhetimento da sua in-
dependencia.
Alguna jornaes de New-York dio a noticia de
que os confaderadoa tinbam retomado Baton-Ro-
ge e Hartre eoberough, ma parece que esta noli -
ca ta nao confirma.
Em New-York pede-ae a eontionagao da guerr
a rejeita-so qualquer idea de intervencSo extra-
oha.
r.Zh Pr" e,,SM Da" pretidencia da
repblica foram multo guerreadas, endo afin al
proclamado o general S. Romao. N'alguos pon-
teada repblica ha via pronunctamenlo, por que
era quaoto un queriam o ultimo preaidente, ou-
troa.ustentavam a nova eleic,o.
O eaiado do paiz nao mtiilo aatisfaetorio.
Ha noticia assastadoras da India. O fana-
tismo e iotrigaa dos naturaes faziam receiar que
occorreisem desordans graves.
O governo ingles entendeu dever tomar serlas
precaucoesB e metmo augmentar a aua tropas
BU. Anda qne lord Elgin tem grangeado na lo -
da grandes sympathias, nao tem comludo podido
evitar esta efervescencia que pode muito bem
reproduzr seenaa que aindanao eaquecenm.
Escreve nos o nono correspondente do Por-
to, em data de 26 de julho, o seguinte ;
Nao temos a registrar alten cao alguma na or-
dem e socego publico.
As correspondencias de Coinbra continuara a
tallar na exiatencia de cert agiiaro noi povos
de algunas localidades di provincia da Beira. E*
velha a noticia. Nada temos a acrtscmtar ao
que s aemelhante reapeito dissemos noa aoterio-
rea resumo de noticia*.
Nest. cidade correu ha das, e anda hoje anda
na bocea de muita gente.a noticia do que o duque
de Ssldanh. vina brevensnte ao Mioho. Por
maiores diligencias que flzemos para achar a ori-
gm de aemelhante nova, nao fooios espazes de
lograr o intento. v
Toda a gm!e sabe que ai sabidas do nobre du-
que da capital, em certas occa.iea como a pre-
sente sao indicio de bernarda ou melhor dire-
mos da revolta militar.
Cremos ter sido urna especulado poltica de
partidos, que nao poucas vezea se teem servido
e servem do nome do velho marech.l para fios
partidarios. v uua
O prximo enlace do Sr. D. Luiz I com a pri-
ceza Mana Pa, tem dado que fallar ao partido
realiaia, e meamo alguna liberaes dos chama-
dos conservadorei. Aquelle analhemalisa o pro-
jectado, consorcio com o fundamento de que um
re chnstianismo nao pode, nao deve unir te com
a nina de um rei excomrtungado.
u.^ JK0rDSi \Dir?t0' "'elisia Da geama, tem
dito bocadiobos de ouro....
Os liberaes conservadores ternera que o velho
Portugal, n'um futuro mais ou menos remoto se
eche envolvido em complicacoea poltica, de que
nao potia sabir com facilidade. q
Tambem ao nossos amavei visinho hesna-
nhoe. Ibes t,m dado baslante cuidado a alliaoc.
Se Sab'nv.^Si'"111' dM V"^" com a "...
de Saboya, poderosa como hoje ; mas e anda
bem para elles. vo perdenJo o usto que he.
A fin.? >Pre.soe. da nocis.
A flo.l, a escolha que o Sr. D. Luiz fez da nal.
do infeliz Crios Aberto par. su. esposa foi B
to bem recebid. de todo o partido liberal. -
eeocao que notamo. por diminuta que em na
da altera esta apreciacio. q m Da"
tiaA-lC,ynSha" de 8e8ur08 Elidade Gar.n-
A Equidade contloui a viver urna vida emh.
ftoSft' aCfc'lad0S Pwe.,d..Bodera.
Muito teem conseguido os cavalheiros oue no
panhi T0nzeDU i'30 gter'J os "AVJS
do o^ nJ.X. Pr, d* 9s'mento, soiven-
..n i ?" eTTS P"'os de lempos
paitados, e fazendo lace ao novos infortunio
que seiam succedendo era o mais que huma
osmente se podia fazer. E eonsegu"sm-no 34^C7l2arg!."1 da CmpaDha ^'" '<*> d
do'fS.""'10 S ordenads direcco, emprega-
dos ele.,,uros, reseguro e prejuizo pago tu-
So de s^ri..6-26^30^38- "su" ""-
A entrada de 250O0 por acao, que linha sido
podida aos accionistas, e que preaila a JuaoiiS
de c.ncoeoia cootos tf- ris. nao foi atiifeiti"do?
2aUal?e,ade dS %5 i e de la orden fran
s embaraces e diculdade que de.ta fslt.ro-
0 Sr. D. Jobo conOrnou os reverendos provi>j ,
or. vig.rio geral. vigario da vara, a todos osen- 'Drl"p q,e do Rio "
Pregados do auditorio e juizo ecelesiasiieo, que 2- ^?.*kdene da provine
dependem de tai nemea^o.
O emioentissino cardeal patriarcha
junto do gabinete da Sl.m.n0 Po^o,; os embaraCos e difflculdade
p.omauBEESL'si&ifsxi!*i"'""-*d,rrao'qie./,u Pa *
maos da ..sembl, geral o mandato que
da
os .
C. Santiago, e Accioli.
Improcedente.
c%ZoToro reeorrid',o< pedr> *
Relator o Sr. desembargador Accioli.
enorme era que se lia ,egUDte inseridlo !
vam as potencias amigas da Italia I >
m.rgem direita do Tibre, em frenie do norin I l.ri '"~ ""''"," imperador deala einecu-
. /P PronuDCJ" em Palermo um discur-
so coo ra a occupco franceza em Roma em que
?.tic i..gfJma8 Pa'"r" d"8r.davei." J"
nuca imperial frsnceza.
ir..?,!!urDgr,od f'O^ou naa caaras con-
Ira aqs.ua discurso em realo Franca.
. a!?6 q'! Gaf,ba'di decidir tentar um golpe
d..lh.r?.Blr" S e,t,d08 Poot'flcioa. fazenda
dosembarearem Ctvits-Vecchia seis mil volunta-
Grande numero de mancebos se tem dirigido
para Palermo. A' Cinta-Vcenla devem hogar
*
ci?for.8drTr-a*0 PaVUha fraDC *M P re-
t*r2mw* que nao rei"'i om.iaper-
hinv -Crd eDlire.? general Lorencez, Mr. Sa-
^goy e o general Almoote. O general Lorencez
p.cho.uM,rFr^.um e?Tiad0 USB ssr
te nel. ., .\ .Sa,,RDy f8Z outro ,aot. Almon-
mPa^mianP ?eTr,eg0UO p,dre M,rand d
urna miit.0 particular junto do governo impe-
aJL1^??-" conlio"ai en Orizaba, onde i
inemrlC0Qfiad?- Se fisaVa"liquidado
compaDbia era uremedivel.
nprin^ifi*0" PSg0S nesle anno ODomico, mas
tS&SESl fnQS 6,aleriore. inporancia
h 9 m lo?adoaaconta separada
la cornos ; laoCaudo-se crdito da nora sonta
d gachos e perdas nao s o fundo amigo peSs*
A companhia Garanta est em pessimas cir
ojm.i.nji.s. Niopublicou, como eostTmIva o
oiea geral. Os prejuizos foram muito Brande
uqfu.h,,' d.e Ta,lidda ou nao '"" lRS5
da fabrica de algodo do Sr. Pereira Magalhae.
que, como sabido.foi coosummida pelas cham
mas j foi resolvida no tribunal do Pcommerdo
sunerio, F'CrP,DhlV- p'm 8ubiu Postan a
NeKl M qUe8lade ,rQla conlos d" '
r.Dtia ,d* 0U morle d compaDhia Ga-
.nnt??P'D-il de Mguros Segannca tevs um
anno felicissimo. Satisfoz os 40S000 por accao
ao"s6 d emir"limo "ho pedido o anno paSfa
por ."co0"1"1 Tai ,brir oddendo Pde 3b
v&Sm& e8urosmill"'a foi de......
2PAw.,k0r ntr0S 36:969565, lucrando, pois,
uWSV. qu.,nlia que ,nfl" ea, aseste ao
naoi retlamadoa. e que se podem avallar aproxi-
madimenle em 8:455915. P
Oe sigoros de fogo renderam 25:338^028.
..iH,n\l8tros.paRO*imD0rUram em 3:788*555 ;
aido a f.Tor 2I:549J}473. if>o ,
Tolidade doa lucros 42:005&388.
de LUhn.b'1,>02 d" 5' *etio d0 ""inho de ferro
i.'ridS2f ,0 Porl0' lmargem do rio Vooga e-
E%L exleDao-de 58 kilmetro) teem
progredido com muita actividide.
Iur p.r-,m,e,ro ">*> de agosto prximo, lera
Z.L. Ben de experiencia entre a estaco
dat Devezat e aquelle rio. .
immrtU"*6 De8la Cid,de "eoneiro Pag.
K22S- "? empresario Salananca, que por es-
taoccat.ao abrir to transito publico a parte d.
Si. exeeri."'-* E9ta"eJa 8 V',la NoT de Gaia
tro0.b^,d0.Por' r D- lol d F" C.s-
Cathedr^ ,0mon .D ao Sr vihf,08" dol?Pado. Por procurado dada
Correa df%..oapUl!ar ""rendo Jo.qim Jos
durnu V aicon.cello. qe conlinua a exercer,
da di cese C" a,uel,e preUdo- 8Terno
> de Lisboa
a a "-." na ,'u,oU d* Bo Vista, proprie-
di .eiido,HSr-Fe,reir" Bore' na proximid.de
ua vuia da reir.
Km altenQo aos boos servio que prestaran),
por acemao doa recente tumultos do Minho, fo-
ram agraciados com o grao de cavalleiro de Nos-
ja Jsenhora da Concei;ao da Villa Vicoia o Sr.
luii Augutto Vieira, vice-pretidente da cmara
municipal de Guimare, e com o da ordem da
Crnalo os Sr. Antonio de H.ndanha ArrUcado,
cario Auguto da Coti Teix.ira, aquelle ad-
mioiMdor do eoncelbo de Barcello, e este do de
villa Nova de Famalicao.
Foltimbein agraciado com a carta do conie-
lho de .ua magestade o Sr. Jos Maria Gome,
coronel do regiment de inf.ntaria n.6, de quar-
tel na cidade de Braga.
Recolheu ao Porto o balalho de cee, 9 que ae achava em Guimaret. Tinha ido aubt-
tifuir o regiment d. 10 que ltimamente tazia
parte da guarnido deila cidade. O 10 regreatou
no dia 15 a Litboa a|bordo da crvela Bartholo-
miu Diat.
No principio do corrente mez deu-se na fre-
guezia j Biirro, concelho de Villa Nova de Fa-
malicao, diitricto de Braga, urna grande dosor-
dem motivada por nm terreno baldo o nico fre-
guezia, e que a cmara daquelle concelho que-
na aforar, aegundo parece porcompadrio do pre-
sidente di municipalidade. Quando se estiva
mediado o t6rreno, sabio do grupo do povo. que
a.si.tia iste seto, urna mulber que com a ener-
gja e desembarijo de que as mulheres do Minho
tao dotadas, clamou contra o aforamento que ia
privar oa pobres do nico terreno baldo que ha-
via na freguezi.
O presidente da cmara deu-lhe urna beogala-
da, e a mulher agarrando-ae a elle nao se sabe
qual doa dous [icaria aubjugado, porque houre
intervengo das pessoas presentes.
Passados alguna instantes o sino da fregaezia
tocava a rebate, e o presidente da camari e os
que o scompanhiram fugiam.
As autoridades fizeram auto do acontecido.
Como passados dous ou tres dias osie oceu-
pada a freguezia do Bairro por forc.i militar, e
presas algum.s pessoas de ambos os sexo! a
mulher que levou a beogallada requereu querel-
la coDtra o presidente da cmara. E' provavel
qae de ludo isto nao resulte ulterior procedi-
mento, apesar de que oa periodicoa de Braga tem
oestes ltimos dias dado vulto a este aconteci-
mento.
As romarias e festas populares do Mioho, con-
tra o que ae esperara,teem este anno silo na sua
maior parte concorridisiimas. O povo tem fol-
gado e divertido-se n uito pacificamente, porque
o epeculadores polticos deixaram de o excitar a
desordem.
A romagem de S. Torquato, no concelho de
Guimaraea, qae urna das de mais nomeadas no
Minho, fez-se no primeirodomiogo do corrente
mez e Do houve neohum incidente desagra-
d.vel. "
Diz o Vimaranenn que a concurrencia foi me-
nor que o co.tume, em razo de Ur cbovido na
vespera, o dia apresentar-se de manha bas-
tante ameacador.
Comludo, aioda asiim, a concurrencia foi gran -
de, e estove um dia de romagem bailante aleare
e festivo.
A procissaosahio as 5 horas da tarde e seguio
o transito do costume.
Na frente da cruz da irmaodade, ia um aojo
alludindo ao aojo tutelar da freguezia de S. Tor-
qoalo.
Seguiam-e depois dous carros iriumnhantes
em um dos quies se represntava S. Torquato'
exerceodo a sagrada ordem de Dresbvtro a no
segundo indicara aa principaes Virludes em^nk
felgiS! "lestioguiocorao ministro dT
Nesle carro la a religi) representada na figura
noLe.J,a,ce,S ^Um S0l0' le'aDd0 8ua i'> o
mPoin J S'.Pedroi e a eS(Iuerda s- Plo,eno
meio d0 ptano d0 carf0 g T recebendo
5a EJSHV Pr lad "'a* cannica
da dignid.de de arcipreste da S do Toledo ro-
Ss o JosU*? T,rludesF- Cdde, Pruden-
in.n3/arros 'e*aTam 'ambem coros de .ojos, eo-
nZJL crr0u' rop',ios osle scto religioso. O
f. ni e.ch;ftlo Plio, debaixo do qual
ia ura reliquia de S.Torquato H
A noule houve fogo preso e illuminagao.
A molestia dat vmhat contiu., iofel.zmecle
aapp.recerainda este anno poralgumas parles'
S.nIirV.,nCI" aoDa"0 era-.e desenvolvido de
n'uJho.?.2Ue P'ra h"e/ a .uatidade de vicho
que houve o anno passado. dizem os lavradore.
monto Da de,uidar coni os enxofra-
.'nSJrOVOad,'s de m,io e 8I d0 fim do mez pas-
s.oocausaram grande prejuizo as videiras. Na
ESStP ".0Kh e da Beira o o tem
D-olestia da v.nhas desenvolvido muito, porm
roni aU.1Cular excess'To que tem feito no cr-
reme mez tem destruido muita uva.
No Minho tem apparecido em algumas locali-
dades um pequeo Dicho verde de centmetro de
compndo que destrue campot inteiros denilho.
sobe Si*!,!9"!! D,rnco -da p!aDla' e dB D0e
son a folha, succa-lhe a selva e fa-la oCCar ln
go. No districto deVianna onde o bichte
c.u.ado maiores estragos. No ent.nto, dogS"
di provincia, sao boas as noticias. Ha espran-
os de urna solTri el colheita de milho. A do
centeip foi excellenle.
O trigo tambem em algumas localidades lem
apparecido atacado de urna molestia, que o des-
true completamente. A espigas tornam-ae bran-
cas, e as astes perdem sua cor natural verde.
Sao ptima as noticia acerca dos olivaes.
for toda a parte aa oliveiras estao carregadas de
azeiiooas, e se nao houver elgum coutratempo,
teremos urna grande colheita de azeite.
O. batalaes perderam-se geralmente. O areio
Dome vulgar que o lavrador d a molestia qu
os cosluma atacar, anda esle anno veo destruir
a sua mxima produfio.
A produeco do sal em Avero, que all o
ramo mais forte de commercio, annuncia-se es-
casss.
SaJo!1""*8 eIeVado 0moio de razas ao P'eco de
Da Covilh dizem no Tribuno Popular, jornal
de Cimbra, que andando um ovelheiro com um
rebaoho de gado na Fazelli.coocelho do Fuodo
quiz antear com o gado n'uma fazenda em que
pao ja eslava ceifado.
Dous homens, que andavam aliando o pao. nao i
quizeram dena lo entrar antes de acabarem o I
serrico em que andavam.
O ovelheiro teimou. mas foi repellido com pa
lavr.s ; em consequeocia do que se relirou
Foi porm deixar o rebaoho em urna ribeira e
correndo a casa, traz urna espingarda, com a
qualdisparou sobre o dou homens, morrendo
um logo e nao tendo o outro lempo seno para
tomar a Santa Uoco. p
O brbaro assaisino fugio.
de dir
ormoio se rogiva ao Exm
proTioci., chefe de polid a iuie
para q.e i,nq"'finC0?,rc*' *" P'cvidenci.so.m
fehzes que tt%t^SStST na ""8 d.z^n-
aeu aenhor Cario Jos de A0e^4mntl^e8)lao,n,0 r<
Tanta mentira, tanto despador %V
que ae poisa reunir em tao puueaa'psiTvi.mp(>V1'
Vamoa deameolir ao calumniador.
Cirios Jote de Alexsadria fallecen con tesla-
mento cerrado em 22 de Janeiro de 1849, e esta
estamento nao se acha extraviado ou perdido
como fal.ameme diz o notlciador, mas sin em
Almerida,"iOr0 d libelllo Au8ul<> Rfioo d
SSJS llBe"d' dez escr.vos como diss*
?. B Jo. >,maV,lm lre8' 8aber: K". Virtuo-
/ r.S!f: U lh.eor df Terba teatanentaria :
F nVii. qH,ekdeJX0 ,0"08 me "os
iFi J 4ha da mMm* de none Virtuosa
e .o Libo de.ta de nome Jo.. c.brinha. aoEi
neu toa an.nteiro p.,.t carta de liberdado.
quando lbea nSo puse, esta verba servir de U-
berdade.
Logo anda neste poni neotio o nolieador.
Sfo?-4^'"........P9rl9DCen,e ,8rmodo
Aprecie o publico inparcial, vista deste do-
cumento qual a moralidade do tal noticiador
avalle qual o papel que repreienta o magistrado
que ae nivela com a lia da sociedade s sob capa
do anoDymo mente to descaradamente.
Somos orgados a responder ao tal noticiador
e restabeleoer a verdade dos relos nao em at-
t e 11 g 3 o a esle lzaro, mas sim porque o teitamen-
tero de Carlos Jos de Alexandria foi nono pal,
o majorFranci.eo da Rocha Wanderley.cuja me-
moria nao consentiremoa aeja por forma slauma
maculada.
Recite 12 de egoato de 1862.
Jhomaz Lins de Barros Wandtrltv.
A public forma do testamento de CarlosJos*
de Alexandria se acha nesta typographi e pode
ser liJa por quem quizer.
Recitada junto ao turnlo do joven
Arthur, fllho do Illm. Sr. tenentc
Manuel Joaquim de Souza.
Era um anginho do co,
Que outro anginho cbamou,
Era urna luz peregrina,
Que ao firmamento voou.
A. de Astvedo.
Foi preclaro o teu viver,
O' anjo de .ingelezas,
Deixaste o el do soffrer,
Bscate o Dos daa grandezas.
Vas ouvir voz divina,
Vi cantar o psalmo eterno ;
Sers no co a bonina,
Ters viver sempiterno.
Sers a ifior melindrosa,
Amada dos cherubins,
Sers no empyreo urna rosa
Junto aos celestes ja.mos.
Deixasie as dores do mundo,
Amaste o goto celeste,
O lyrio all jocundo,
A rosa aqu sempre agreste.
P6e-te sombra da virt.de,
Ama es.a planta vivaz I
Foge do mundo que illude,
Procura o seio da paz
\
Vive na eterna rn"-
GdC.mordo"SVnahor:
Onde bate o furaco
Nao pode viugar a flor.
II
E vos P.es desvenados, que perdestes
Lss. fibra mais terna ao wr.co,
Calai a vossa Ctr.
Deixai que o aojo na manco dos justos.
V os reze de continuo a oracao
Na aras do Senhor. *
A pena longa. mas bem sei que o peito
Nao soflre a dr sem as angust d'alma!
Mas nao lamentem e.se dia augusto
Lm q.e no empyreo .chou a pilma,'
Esse arch.DJo querido.
Nao maldizei da vootade do Infinito
Que chamou a virtude para orna-la,
De coras celeste I
Deixai su'alma rir all contente
L que OS aojos a cerquem para ama-lo,
Com suas brancas vestes.
Foi carta a vida, mas o co lindo,
Abi o goso nao lem nem ligeireta,
Enera sequer mudenca l'
t. perenne o amor entre os archajos ;
t a par do Omnipotente na jraodeza,
Vive firme a espe anja.
Recite 8 de agosto de ftdgg.
A. C. Damasceno.
A Cesar o
que de Cesar.
Communicados
Para que o publico possa apreciar o verdadeiro
ment do Ilustre Io teneote Manoel Martins de
Araujo Castro, commandante da companhia de
apreodizes marinheiros desta provincia, procuro
as columnas deste Diario pira relatar a lmpida
emergencia daquelle proexcellente marinheiro :
ordenado pela Providencia veio pernoilar a bordo
do bngue barca tamarac com o fim de descao-
?ar as fsdigas de aeu tr.balhoso emprego ;
quandoi polas 3 horas e 3 quarlo da madrugada
ao da 10 leve ciencia, que, o argaoo da .mir-
ra da popa do lado de B. B. daquelle navio tioha
portado pela da proa, e esta nao aguantando pela
grande correnteza e terrivel ventana, leve de
nao resistir a semelhante impulso; resultando
enlao flear o navio aobre o ferro da vasante aue
en do lado de E. B.
Revestido e.te senhor do maior s.ngue fro
demonitrou minuciosamente os mais suaves ef-
feito. apezar de que, ella era o uoico oQicial
que fizia peito a semelhante perigo.
Sendo que, foi o Sr. commandante do vipor
lpxranga o nico que sera o useoor deivaoeci-
mento se prestou a dar seus escaleres convenien-
temente guarnecidos, efim de que aquella paioa ti-
vesie feliz xito ; e como de tacto leve ; porque
em pouca. horaa eslava aquelle navio no com-
petente lugar da amaneci sem lofl'rer a menor
avana.
o uobranerft.*1.6 U ar^ein "*'cavalheiro,
o queDramento das amarras do brieue barca lia
maraca em uraa da, passadas madrugad.,, &-
5! iSleC que Publico en"'o e iudi-
coso comprehenda verdadeir.meole os motivos
dessas hosannas incessantes, que sem ioatoas
se eatao prodig.lisando pela imprensa, e de m
modo como que adrede forjado
*0 queremos nem nossa intenso dizer que
o Sr.l0 lente M M. de A. Castro lenha Darla
l^SW"" 8uJeitos- inslruido.de
falsa apreciado das cousas, vistos lravez do
um prisma.especial, lancera aos deraais oBciae
do navio, quem devem acatar por su. rea Un
po^io, invectivas que certa mente nao merl-
h*ihD,,-,IUet?,Dl0 lem 8ef,id0 de cav.lio do
betalha, nao valle em si usa algumi ; po risso,
que o navio cima dito a.havs-se, acha se
dentro do raosq.eiro, em ro morlo, e'nao esla-
va exposto ser impellido pelo mar e vento
de encontr rochado, onde se qbCSsem as
ondas com assombroso horror. ""*?*"
Pelo contrario deu-se esta faina dem'rt^cU .
urna docca, pode-se ass.m diaer, e o navio mir
cooseguinle. nao esleve nunca em risco imn\i
Quer porm o publico saber quem sao enea
zangoes da imprens. ? E' certa ordem de pe,!
SSLVF" enileo" a ">. torn.n-,eP5:
subordinados para com outros quem es L
directament. sujeitot. H
R.cife 12 de agost-
la Butna dicha.
Publicares pedido
Ao publico.
En o Diario do Recife a. 71 de S7 de marco
desle anno.as noticia dirersai-rem trans-
i Illm. c Exni. Sr. presidente.
Nao pretendiimos voltar imprensa para refu-
jarmos os anonymos celumnioso que foram pu-
oncados no Diario de Pernambuco, ob os nn-
?Tm e ,32, com ,efereoci o Illm. Sr. co-
ronel Burlamaqui, digoissimo commandante do
presidio de Fernando ; porm deparando no ex-
pediente do Exm. presidente de 8 do presento
mez, publicado hontem que anda appellava para
o testemunho do coronel Burlamaque sobra
aquella* accsec.es.
Corremos ao reclamo de S. Exc. com os docu-
nento que temos em oosso poder: por onde t,f-
fereeemos provas ioconcussa da falsidade da-
quelle anonymos.
Entremos na apreciac.o dos tpicos.
dlsoosar!m*nim,Oa,Co/am,,ia*- 1ue de meio
ffi,Bn 50.ex-1,e>lndo Graci.no Jos de
tani i.?./ ? "a larem tanta fttHnkml
rt1l^P0nle.,Il0S que elies letu Plantagoes suas,
- 8" a e le o iolegenimo corooel s
lomou os rogado, que eslavam eocravado nos
terreos da nagao, accresceodo que, a fuioha de
uraciano nao era delle s ; tambem perteocia f
Joaquim Rodrigues Maia de Oliveira e ostros co-
no provamos com o documento sob o. 1. abaixa
transcripto.
Nao paasamoa ao segundo tpico sem respon-
der que qu.nto o Sf. Manoel Rodriguea Costa
Magalhae. aer georo do dstincto coronel Burla-
maque ; per esle simples fado nao lisa excluido
iMUTlLADO^
\<
-


'
BUBIO aI fKRHAMIOCO. A QUIETA FEI1A ti DI AGOSTO *B 1I6.
j '*m
de recober conhecimeotos daquelle presido .. Daaurr'agam no tia 13 d* agito,
pois de loDga data tem trantaccoes para l,( co^1iu(str'nepanholaArdilavinho.
mu toe outros; e trovarnos com oa dOcunntoa- -Brigue portugus Bella Figuerense merca-
ob os os. e 3 que, a Ul arinha r,"ao r^ene dorias,
enafm do dlstincto coronel Bu/i^fr^
o que diz reipei'G r Ogundo tercsiro
-lo tpico
e
-i'mot ^[itt que.'nio spela
adqairirmos t,s documentos relativos,
.uao taabem por aoarem palle dellea piejudi-
doa com a '..ossa retposta ao primeiro tpico.
4'oroi protestamos que, o otegerrimo coronel
Buriatiuqui o ha de fazer victoriosamente.
Varaos segunda aceusaco sobre o aieile.
Temos responder rom os documentos sob os
08. 4 e 5, abaixo transcriptos.
Deiiamos em silencio quem sao etaes honrados
aecusadores ; por que todas as tuinas deala capi-
tal tem trazido luz da publicidade o fin e o in-
teresse oceulto dessa guerra infame.
Recite 12 de agosto de 1862.
R. C.
Barca americanaTJoiofarioha e bolaehlnha.
ttecebedorla de rendas internas
Beraes de Pernambueo
FUndlmento do da 1 a 11. 11:791*172
dem de da 12......5 2.--
12:6228272
Consalado provincial.
R.ndlmentododialall. 13.7WJ298
Id.m do da 12....... 5938913
14:336J612
julho de 1862.
Sr. Graciano Jos de Freilas.Compadre e
amigo.Como eu eteja a retirar me para Per-
narubaco, e lenha cem alquoires de farinha de
mandioca, eme nao coovenha leva-la rogo-lhe o
favor de tomar conta de dita arinha e veoo-la
cesta ilha pelo maior preco qu6 poder obter, o
seu liquido producto lendo occasio me remella
para a capital, o que lh- Gcirei obligado pelo
preslimo com que se me offereccu para cargo des-
te negocio, Vmc. precisando de itim naquella
praca nao me poupe uaquillo que ler de seu
servico.
Sou de Vmc. amigo e compadre e rauto obn-
gadiisiroc.Joaquitn Rodrigues Maia doOlivcira.
Fernando 8 de abril de 1862.
2
Declaro que recebi do Sr. Manoel Rodrigues
Costa Magalhaes, a quaolia de sele ceios e vio-
le e um mil rfcis, proveniente de arinha que ven-
di ao almoxarifado desle presidio, que o mesmo
senhor receneu da thetouraria de fazenda.
RS.721S0UO.
Fernando de Norocba 26 de julho de 1862.
A rogo de Querioo Joaquim Hadeiras, Joanna
Paula Mslveira.
Declaro que recebi do Sr. Manoel Rodrigues da
Coala Mgaihaos a quaolia de um como e duzen-
toa e vinte qualro mil e seis ceutos, proveniente
de dazento e ciacoenla e meia quartas de ari-
nha que vend ao armazem do almoxariialo desle
presidio, que o mesmo senhur a recebeu da the-
sounria de fazenda.
Kois 1:2245600
Fernaudo de Noronha 6 de julho de 1862.
Greciano Jos de Prttlas.
Copia.Sr. Joi Pereira Msnolio, coroman-
danie do hiale nacional Tino.Sendo vossa u.ercS
commandanle do hiale nacional Tino, outr'ura
Com Amigo que eh- gnu a e.le presidio 19 do
selembrodo auno prximo lido, e regrestou para
a capital no da 13 de ontobro de referido anno,
S bern do mea dieilo so faz mister que vossa
mete"; debaixo d'esia, declare so comprou-me al-
gum ou alguna b'rnsde azeile de mamona, ou
se levou por minha conta, ou de alguma psssoa
residente n'es'.a ilha, sen.elhanto genero. Peco a
vosia merc permissao de poder servir me de
tua declararlo como me convier.
Sou coin eslima, de vossa merefi, aliento vene-
rador. *
TrajtDO Cetat Burlamaque.
Ilha de Fernando de Noronha, 25 de julho do
1862.
lllm. Sr. Trajano Ce9sr Burlamaque Cura-
pre-rue responder V.S. d bcoi ta verdade, que
nem de V. S., nem de pessoa alguma d'esla ilha
levei, nem cornirei azeile de qualidade alguma,
e que n'aquella vigem apenas condazi no hiale
Bom Amigo mil quinhentos e quareola e dous
saceos com rr.ilho, e trila e oito com feijao, sen-
do quasi tudo comprado por Manoel Baplista
Barbosa, ( ento mea passigeiro ) varias pes-
'esta ilha
. servir-se d'eaia minha declarac5j"
* ,a convier. "" '
onde, e como lnv ---jsaor.M. J D*
So de V. S. aliento veiTr^,,*'-^ freir
Marinho, commandanle do biate Ttito.
Era *dala suppra.
(Kstavareconhecido ).
lllm. Sr. llenrique Jos \ eira mo procurador de meu pai o coronel Trajano
Cesar Burlamaqui, actual coromandinte do pre-
sidio de Femando de Noronha, faz se preciso
em obsequio verdade, que Vq-.c. declare ao
p deala, se, desde que o coronel Burlamaqui
cou.mandante do sobredito presido, trouxe no
hiale Sergipano de que metlre, algum azeile,
arinha, tt-iio, milho ou elgodao rio mesmo.
Peco Vmc. permisso para fazer uso de sua
resposta como roe aprouer.
Sou com estima de Vmc. muilo atiento vene-
rador obrigado,
Fredenco Cesar Burlamaque.
Recife -i de agosto de 162.
lllm. Sr. Fredenco Cesar Burlamaque, Em
resposta sua caria suppra, tenho a responder-
Ule que durante o ten po que o lllm. Sr. coronel
Burlamaque commandante, azeile de qualidade
alguma trouxe para esta capital, nem generoi de
qualidade alguma perlencentes ao mesmo com-
mandante, e sim perlencentesa Francueo de Pau-
la Tihurcio Ferreita e Joo Rodiigues Maia de
iiveira, e outros que agora nao me reci do.
Isto o que
da verdade, e
Pode Vmc. desta minha resposta fazer o uso
que lhe convier.
Seu de Vmc. venerador e criado,
llenrique Jos Vieira da Silva.
Recie de agosto de 1862.
Ileniburgo 21 de
Boletim commtrcial.
Tambera duraute a ultima quinzena o mercado
nao soilreu alterado nolavel e nao sanio de sua
posicao tranquilla.
Caf.Na semana fioda houve maia anima?ao
no mercado de caf, sendo maia procurada a
qualidades mais oas do Rio. as qaaes subiram
de 1)8 sh. por libra e espera-fe anda maior su-
bida porque ao mesmo lempo que as ultima no-
ticia do Rio, de 25 dejunho 6 annuDciam pe-
queo carregamentas par Himburgo e para o
Canal, urna grande parle da casas destinadas
para este porte, j foraui vendida fluctuaniea
A ultimas venda foram de cerca 13,000
saceos de caf do Rio e de Santo 5 li47 5|8
schilling, e de 2.300 ateo da Bahia a 6 5|lo7
scblliogs ecerca de 4,500 aacco flucluanies para
o norte da Europa.
Cotames-.cal regular do Rio a 6 1\2-CSp
schilliogs,
ltimamente s se importara cerca de7 mil
saceos da caf do Brasil.
Assocsr.O assucar acha-go em melhor posi
cao desle alguna dias, e 09 prego tem su-
bido. .
Venderam-.c700 saceos de assuaar mascavado
do Pernambuco, e 100 caixaa e 300 sacco do
trroco ema>civdod B'hia.
Tabaco.O tabaco da Babia contina em favo-
ravel posicao.
A ultimas venda foram de 800 bailas a6 I|B
'9 schilliogs.
Cotamo". tabaco da Bahia :
recerera na sala das esides da cmara munic-
dal, no dia 14do corrale s 10 horas da ma-
nha, aflra de serem inspeccionado por junta
medica, o cidadaos que iolerpazeram recurso oa
forma da le.
1* batalbo de artilharia.
Manoel Lopes Rodrigues Guimatei.
Eatevo Jos da Molla
1* de iofanlaria.
Manoel Goo;alves Ferreirs e Silva Jnior.
Jos Urbano de Carvalho.
Manoel Marinho do Nascimento.
Joaquim Francisco do Reg.
2* batalbo.
Luiz Francisco Gomes
Manoel Ciraco de Figseiredo,
Jos Francisco Ribeiro Macalo.
O secretario,
Firrr.'ino Jos de Oliveira.
do arsenal de guerra, 8 de. Desda jl recebem-se passageiros e engaja-se
Consulat de Frailee
A Pernambuco.
Le cnsul de Frunce a ses compatriotes
residant ou de passage a Pernam-
buco.
alesiieurs el chsrs compatriotes.
J'al l'booneur de vous prevenir que vendredi
prochein, 15 du courant, un Te-Deum, sera chan-
ta, une heure apr midi, a l'Eglise de Notre
Dame de la Penha, l'occaaion de la fte de S.
M. l'Eijpereur Napolen III, notre augusto sou-
veraio.
Voua vous empreerez, comme toajours, j'en
sais sur, de voas reodre a cetle ceremooi, que
sur le sol cirsnger, esl pour noas lous, en mme
temps qu'une reunin, une (ele de famille, une
preuve evidente de caite unin, qui ait la forc,
qui existe entre nova.
Veuillez, Messieurs el chers compatriotes,
agrer ki, avoc l'aas'urance de la itislaclion que
j'aurai de me trouver encor une (o-, au mil-
ieu de voks, cello de mes senlimects aussi d-
vous qu dettingus. Vid. de Lmont.
Hospital Portogoez de
para (ornecimento
igo8to de 1862.
inonto Pedro de S Barreto,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira lobo.
Coronel vogal secretario interino.
Santa casa da misericordia do
Recife.
!A Illma. Junta administraliva manda fazer pu-
blico que no dia 14 do crrante, pelas 4 horas da
tarde, na sala de soas sessoea, iro praca as
rendas das casas abaixo declaradas, pelo lempo
que decorrer do dia da arrematacao a 30 de junho
dt 1865.
Ra da Lapa n. 2
Dita da Cacimba n. 5
Dita do Burgos n. 19
Dils dito n. 21
Dita da Senzala Velha n. 132
Dita dita n. 134
Dita da Gua n. 27
Dita dita o. 29
Dita do Pilar n. 2
Dita do Sebo n. 3
Dita da Moeda n. SI
Dita do Ateite de Peixe n. 15
Os pretendenles devam comparecer
nhados de seus fiadores,
destes.
Secretaria da santa casa
Recife 8 de agosto de 1862.
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Escrivao.
Santa casa de misericor-
c&rga que o vapor poder conduzir a qual deve-
ra ser embarcada no dia de sus chegada, en-
commendas e dinheiro a (rete at o dia da sala-
da as 2 horas: agencia ra da Cruz n. 1 s-
riptorlo de Amonio Luiz de Oliveira Azovedo
& C.
180$
1449
168
125
700
700g
162S
1688
965
160
300g
601
acompa-
ou munidos de caries
de misericordia do
COIPARHtt PEltfAIL.UC.lU
DB
Navegado costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Moura,
sahir para os portos do sul de tua escala no dia
20 de agosto, s 4 horas da larde.
Recebe carga at o dia 19 ao meio dia. Eo-
commendas. passageiros e dinheiro a frete at
o dia da aahida as 2 boras: escriptorio no Forte
do Mallo o. I.
municipal da primeira vara e ena preaen^a,
a reque;imento Q0 invenlariante, tehvdeaer ven-
dido em leilo o sobrado se 3 andarts c. SO sit
na raa do Qaeimado parte do qualpertencaabe-
rauca da tinada D. Antonia Mara de Castro, vai
ser vendida para pagamento de diversos credores
e psrtepertencente a dous consenbores que au-
toriaam a venda das respectivas parles que pos-
suem no predio, e asiim ser lodo elle vendido
pars concurrencia de licitantes devendo o com-
prador entrar eem o qaaniilativo da parle petlen-
cente aquella heranct para deposito, e o das par-
les pertencentes dos consenhores entregues a es-
te no acto de firmar-te a escriptara ; cujo lei-
lo aera eflectuado no segundo andar do referido
sobrado a 10 hora do dia 13 do correte.
se
Superior a 913 schillings.
Ia qualidade 8-9
2a dita 77 li2
Cuuros.-Sem arrimai;oralguma e em extrema
" Veuderam se 2 700 couros de Pernambnco,
viudos no navio Joanna.
Resiam em ser 19,000 do Rio Grande do Sul e
3 000 de Pernambuco.
Algodso.'Muilo procurado o os precos
achara subindo.
Vendersco-se 103 bailas de algodao do Cear a
t p.tregar a 18 schilliogs a libra.
O cacao acha-ae em boa acceitaco e o da Ba-
hia subi 1|8 schilliog por libra.
Cotaraos : _
Cico da Bahia 6-6 118 schilliogs a do Pr 7
1(47 38 por libra. .
No da 9 do corrente parti para essa provincia
o navio Malhilde e no dia 10 o navio Marta
Louie. ,_
Cambios.Sobre Londres 3 mezes de data 13
marcos 3 3(4 sh. por S prazo cuito 13 dito sh.
PSobre Paris 3 raezes 191 1)4 francos por 103
marcos do banco, prazo curto 189 3|4.
soas a .^
PodeV^
Movimento do ^ono
i com arinha de
a Matheus Austin
- Navios entrados no dia 12.
HirdPaux e'oorio jptermadios 17 dia, vapor
f,5nr Ftfrcmad%e. de 1172 tonelada-, epo-
rente rcercadorias. .*-
Phiiadelihia 53 dias, barca americana Unxao,
de 198 toneladas, capilao W. Heard. equipa-
ge m 12, carga 2,248 barrica
trigo e outros gneros ;
& C. .-
Navios sahidos no mesmo da.
Ilha de Fernando de Noronha Hiale nacional
Sergipano, capilao Henrlqse Jos Vieira da
SIv, carea differente* genetos.
Rio de Janeiro e Bahia-Vapor francoz Extrema
dure, coaiiuandante Somer.
OliservaQao.
Suspendeu do lamaro para Bahia o patacho
inglez Ida, capilao E. Swmons, com a mesma
carga que trouxe de Terra-Nova.
i
O Hospital Portuguez de BeoeQcencia, eitabe-
lecido no sitio do Cajueiro, precisa de um feilor:
quem se achar para isao habilitado, dirija-se
casa do respectivo provedor, ou ao mesmo esta-
beleciment. Recife 9 de agosto de 1862.
Gabinete Portuguez de
Leitura.
A directori* previne a lodos os senhores asso-
ciadoi, que desde o dia 11 do crrenle em diaDte
fica suspenso at posterior aviso, o expediente do
Gabinete, em consequeocla dos trabalhos de de-
corarn a que nelle se vai proceder, para solem-
nisar condignamente o aoniversario da inslalla-
cao do mesmo Gabinete, o que ter lugar no dia
15 do corrente mez.
Sala das seisoes do Gabinete Portuguez de Lei-
tura ao 9 de agosto de 1862.
fiarnardino Gomes de Carvalho,
Director.
Joaquim Gerardo de Bastos,
1.* secretario.
O lanzador da recebedoria de reodas inter-
nas geraes, de coofnrmidade com o art. 37 e seus
do decreto de 17 de marco de 1860, leodo-se
ue/juer a collecta no bairro de Santo Aolooio
dos imposto a que estao sujeitaa as lojas e casas
comerefaes, e outras de diversas classea e deno-
minscoes ; avisa por tanto aos donos dos respec-
tivos etlabelec'menlo para que leoham presente
no acto da collecla os recibo e papis de arren-
damento de sua casas, visto que elle lerao do
servir de base ao procesto do teo;amento, o qual
teta principio no dia 11 desle mez as ruaste-
guintes : ra do Imptrador, praca de Pedro 11,
Caes 22 de Novembro, dito de S. Francisco, tra-
vessa do Ouvidor, ra do Queimado, travessa da
dita, i-tara da Independencia, ra do Cabug e
jua Nova..
Recebedoria de Pernambueo 9 de agosto de
1862.Jos Theodoro deSenna.
COMPANHIA
dia (lo Rci 'e.
De oidem da Illma. junta adminialrativa da
tanta cata de misericordia do Recie, convido pe-
lo presenta aos senhores irmaos da mesma siuta
cata para assistirem a feta da respectiva pa-
drueira no dia 15 do corrente, pelas 10 hora da
manba, na igreja de N. S. do Paraso.
Secretaria da santa rasa de miaericordia do Re-
cife 12 de agosto de 1862.O escrivao,
F. A. Cavalcenli Cousseiro.
cmm inuii
DO
Banco do Brasil.
Acaixi filial desconta na presente semana
a 11 0,0 ao anno, sendo as latras de um i raso al
quatro mezes, esacca sobre o banco do Brasil ao
par.O secretario, Francisco Joo de Barro.
Pela admioitlraco do correio se faz publi-
co, que em vlrtude da convenci postal celebra-
da pelos governos brasileiro e francez sero ex-
pedidas malas para Europa pelo vapor inglez no
di 13 do correte, de conformidad com oan-
nuncio deste correij publicado no Diario de 9 de
fevereiro do anno passado. Asearas e jornaes se
rao recebidaa duas horas antes da que for mar-
cada para a sabida do vapor. Correio de Per-
nambuco 12 de agosto de 1862.
Parante a cmara municipal desta cidade
estaro em prac.a nos dias 13, 16 e 18 do cor-
rete, para serem arrematados os concertos a fa-
zer na ponte denominada do Maduro na travessa
de Santo Amaro a Belem, oreadas em 13iJ} ;
aquellos que preteoderem arrematar podero
comparecer nos dia Indicados no paco da mes
ma cmara, apresentando para eese im caris de
flanea.
Paco da cmara municipal do Recife em ses-
so de 11 de agosto de 1862.Luiz Francisco de
Barro Reg, presidente.Francisco Canuto da
Boa-viagem, secretario.
CGMPANHU PER!U*B!JC.!U
Navegaco costeira a vapor
Paralaba, llio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Aracoty, Ceara'.
O vapor Jguarass, commandante Vianna,
aahir para os portos do norte at o Cear no
dia 26 do corrente s 5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 25 ao meio dia ; en-
commeodas, passageiros e dinhairo a rete at o
dia da sahida das2 horas : escritorio no Forte
do Matto n. 1.
ico de HilAo.
HOJE
As 11 horas da manba
em ponto no armazem da ra
da Senzala Velha n 12G.
aneiro,
venlera em Kilao por conta de quem pertence
20 cunhete de seo de Milo avariadoa descarre-
gados do brigue austraco Peraste, jvindo de
Trieste.
aysos aiYersos.
pretende seguir tom muita brevidade o veleiro e
bem conhciJo patacho nacional Capuen, ca-
pitc Thaolonio Jote da Silva Rosa, tem parte
de seu carregamento proenpto : para o resto qae
lhe falta, trata-se com os seus consignatarios An-
tonio Luiz de Oliveira Azevcdo & C. no seu es-
criptorio, ra da Cruz n. 1.
J THEATRO
f DE
Santa isab
COMPAMIA LYR1C*
CE
lhe tenho a responder, em abono
eslou promplo a jurar se preciso
lllm. Sr.F.sta cmara couscia dsvaliosos ser-
vicos que V. S. se dignou prestar aos seus muni-
cipes na (adra calamitosa, porque acabamos de
passar, nao se poupaudo aos reclamos da huma-
nidade desvalida, o mesmo de todos os que se
achavam no caso de precisar, atleslar as circums-
tancias desavoraveis em que nos echamos, j por
falla de facultativo, e j por falta ue niedicameu-
ios, por isso que, quando-chegnu a ambulancia
que foi remetiida por S. Exc. o Sr. prosidenle da
provincia, j o mal esteva desenvolvido, tem a
maior satisfecho de agradecer a V. S. cordeal-
mente esses u'eueficius, e tem esta cmara tanto
mais razao para isso quanto est sciente de que
V. S. kera uso de nao pequea pote/ao de rua-
d-cementos proprios, tudo por "amor da humaoi-
dade.
J que osla cmara se compraz de agradecer a
V. S. lo bont actos, prestados em urna poca
calamitosa, permita V. S. que ella se approvei-
te da occasio para igualmente louvar V. S.
pelos bou erviQos, que presta como auloridade
policial, farendo manler urna perfeila paz, e pro-
curando|capturr aos culpados.
AsiiRtr p'ois, dignando-se V. S. acceittr os eus
Tolos,3'e profondo agradecimento, queira acredi-
(Sfam cada um do seu membros a maoir von-
tade em prestar os seus servidos.
Deus guarde V. S.-PaQO da cmara muni-
cipal de Buiqe, 25 de julho de 1862.
lllm. Sr. niajor Joo Francisco do Livramento,
dignismo delegado de polica e commandaole das
forra destacadas neste termo.
Anr Cavalcante d'Albuquetque Arco Verde
Presidente.
Jos Victorino de Carvalho Cavalcante:
Jos llerculano o'AIradla.
Simio Correa Cavalcante Micambira.
Dorindo da Caoba Lini.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vioclal, em comprimento da ordem do Exm.hr.
presidente da proviocia, manda fazer^ablieo,
que no dia 6 de novembro prximo ["."
?anle a junta da fazenda d. mesma thesouraria
se ha de arrematar, quem por menos fizer a
obra do cano dp esgolo na pra^a Pedro 11, ava-
llada em 10.020* rs.
A arrematado ser feta na forma da le pro-
vincial n. 343 de 15 de maio de 18d4, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
tacao comparacam na sal das sessoes da referi-
da junta, no dia cima mencionado, pelo meio
du. competentemente habilitadas.
E pera constar se mandou publicar o presente
pelo Diario. _
Secretaria da thesouraria provincial deier-
nambuco, 4 de agosto de 1862.
O secretarlo,
A. F. d'AonuociaQlo.
Clausulas especiaes da arrematacao.
1.a O arrematante dar principio aos trabalhos
15 dias depois do contrato, e conclui-lo-ha no
prazo de quatro mezes, cootados da poca em
que terminar o prazo de qualro mezes soppra
mencionados.
2.a arrematante seta obrigado a allender as
obrigaces doengenheiro encarregado da
cao escalisacao doe trabalhos
execuco da obra.
3.* Fica o arrematante sujeito o observar e
toda eua plenitude as prescripc,es contida
orcame rilo.
4.a O pagamento ses feito por prestares
mensaea correspondentes ao numero de bracas
concluidas, fleando porm recolhida a thesoura-
ria como deposito, para garantir a obra al f
|Uat?ta-fcira, 13 dft agosto dft i 862.
rimeira representaQo do melodrafc. ragjco
am tres actos, como foi escripto para o ITre*..-
e Vianna pelo celebre maestro Donizetti, inlitu-
141R DE ROMIN.
A aeco passa-se em Paris no reinado de Luiz
Xill, sendo ministro o cardeal Richelieu.
Principiar s 8 horas.
Pretende seguir com muits brevidade para o
Rio de Janeiro o veleiro e bern conhecido brig*
naional Almirante, tem p*rte de teu carrega-
mento prompto ; para o resto que lhe falta, tra-
ta-ae com o eus consignatarios Antonio Luiz dt
Oliveir Azevedo, no seu escriptorio rus da Cruz
namero 1.
L*il
Quarta feira 20 do corrente mez se
extrahira' impreterivelmente a sexta
parte da primeira lotera beneficio
dos religiosos franciscanos de Olinda, no
consistorio da igreja de N.S. do Rosario
de Santo Antonio. Os bilhetes e meios
bilhctcs acbam-se a venda na respec-
tiva thesouraria ra do Crespn. 15,
e as casas commissionadas praca da
Independencia n. 22 loja do Sr. San-
tos Vieira, ra da [mperstriz loja de
ferragens n. 4i do Sr. Pimentt-I, ra
Direita n. 5 botica do Sr. Gbagas, e
na ra da Cadeia do Recife loja n. -15 do
Sr. Porto.
As sortes de 5:000$ at as de 10$ se-
rao pagas urna hora depois da extrac-
cao, e as outros, porm, no dia imme-
diato logo que se tenham distribuido as
listas.
Servindo de thesoureiro,
Jos Rodrigues de Souza.
OS,
- Oferece-se urna ama de leile
Trincheiras n. 36.
na ruadas
tt
Ck ~W\ m *
coocerneotes
Sao convidados os Srs. accionistas da
companhia a reunirem se em assembla
geral extraordinaria no dia 16 do cor-
rente ao meio da afim de se tratar do
encanamento das aguas para a fregue-
zia dos Afogados, segundo propoe o
Exm. Sr. presidente da provincia, pre-
venindose porm aos accionistas quede-
vem comparecerem para que seja con-
venientemente discutido neste ponto os
interesses e direitos da companhia.
Escriptorio da Companhia do Bebe-
libe lt de agosto de 1862.
O secretario,
Justino Pereira de Farias.
Santa Casa da Misericor-
dia do Recife.
A lllm. junta administrativa da tanta casa de
misericordia do Recife manda fuer publico que
no dia 7 do corrente, palas 4 horas da tarde, na
ala de suas testos, vo de novo prat;a as ren-
das das eass pertententes ao patrimonio dos or-
phos abaixo declarados, pelo temro que decor-
rer do dia da arrematacao at 30 de junho de
11865, a saber :
UL
DO
Caes de Apollo.
Grande e extraordinario baile
Quinta-fcira. li do corrente.
EM BENEFICIO DE
Florinda Benedicta da
Encarnacao.
Achando-me gravemente enferma, e na difli-
ciencia de meios para tratar-me regularmente,
recorr ao Sr. administrador destes saldes, o qual
cerleu gratuitamente a casa.prompta do necessario
para o computo esplendor do baile, pelo que me
confesso moito recouhecida. Rogo, entretanto, a
todos os cavalheiros e damas, dotados de um co-
rscao generoso e humano, se diguem do coocor-
rer aqueUes para que elle seja de algum proveita
benetlciada.
ComeQar s horas do costume.
Um eseravo pa-
, ^(Mt-------
O agento Almeida autorlsado pela viuva Bir-
rilier vender em leilo um eseravo p*rfei(o
padeiro: quarta-feira 13 do crrenle s 11 ho-
ras do dia, no segundo and'.r do sobrada da raa
da lraperatriz n. 47 ; na mesma occasio ven-
der um outro eseravo de niea idade porm sa-
dio, rtuito proprio psra todo servido .le urna ca-
sa de familia.
Quinta-feira 14 do corrente.
Rothe & BiJoulac farao leiio por conta e ris-
co de quem pertencer e por intervencao do agen-
te Pinto de cerca do 250 quictaes de 'erro in-
glez, ts 11 horas do "lia (Cima rrpn:io:,ado em
seu armazem ruj do Trapii ha r;. 18.
naos suntix^oc
Uua da Madre de Dos n. 4 por anno
Dita da Lapa n. 2 por aono
Dila da Cacimba n 5 por anno
Dita do Burgos o. 19 por anno
Dita diiasn. 21 por tnoo
Dila da Senzala Velha n. 132 por anno
! Dita dita n. 134 por aono
concluso, a decima parle do valor do certifica-
do mental, os quaea lhe serao entregues um
mez depois de concluida a obra, e sendo que
ella se acbe em bom estado, e caso assim nao
acontece, o arrematante ser obrigado a repa-
ra-la para teroireiioao recebimento.
5." O arrematante tica igualmente sujeito s
disposiQesda lei n. 286, que dizem respeilu aa|t)ita da Guia n. 27 por anno
arrerminces. Dita dita n. 29 por acno
6.* Nao ser em lempo aigum atteudida qual-
quer reclamacao porparl6do arrematante lea-
denle a indernisace quaequer queejam as
alleeacoes em que e basear para esse flm.
Cooiorme. Anlooio Ferreira dAonuocia-
Qao
COMM
Sk,
c
601S
180
144g
168JJ
125
700
700
162
168
96J
160
>1
Praca do Recife i 2 de
agosto de 1862.
As quatso .loras da Urde.
Chaces da jaata de eorretores.
Cambio.
Sobra Londres90 div. 26 lit 26 1|3 d. por
ijooe.
J. da Crur latedopresidente
John Gati8secretario.
Alfssaalesxat,
Rsndi necio o dia 1 a 11. 143:414*575
Ideo de U i2 ...... 203493310
ovimento da alfaudeita.
Dr. Trislo de Alencar Araripe, official da m
perial ordem da Rosa e juiz de direito especia
do commercio desta cidade do Recife e sea ter-
mo, capital da provincia de Pernambuco, por
S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro II, que Deus
guarde, ele.
Paco saber aos que o presente edital tiren
delle noticia tiverem, que no 25 de agosto do
corrente anno se ha de arrematar por venda a
quem mais der, em praca publica deste juizo. na -" """'.
sala dos auditorios, urna escr.va de nome Mana, p "lu,e' ,
de naco, de trinla annoa de idade. avallada por escola
600 a qual perteoceote a Lourenco de Frettas
G.imaraes. e foi peuhorada por execuco que
loe move Heorque Gibsoa. E nao havendo lan-
cador que cubra o preco da avallado, a ajremata-
gao aec feia pelo valor da adjudicado com o
abatimento da lei. ,.
E paca que chegue ao conhecimenlo de todos
mandei passar o presente que ser publicado pela
imprensa afflxado nos lugares do costume.
Recife* de agosto de 1862, 41* damdepeden-
cia e do imperio do Brasil.
Eu M.inoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
crifo o sufctcrevi.
Tritto de Alencar Araripe.
Dita do Pilar n. 2 por anno
Dita 00 Sebo o 3 por anno
Dita do Rosario di Boa-Vista n. 60,por anno l i-
Dila -a Cruz n. 14 por aano 500
Uitada Moeda n. 21 por anno 300
Os pretendenles devem comparecer acompa-
3 hados da seas lis dores, ou munidos de caitas
eites.
Secretaria da santa casa da misericordia do Re-
cife 1.' de agosto de 1S62.
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Escrivao.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, tem de compraros objeclos
a Bahia
com mulla brevidade pretende seguir o bem eo-
Dhecido e veleiro brigue escuna Joven Arthur,
capito Joaquim Antonio GonQalves dos Santo,
tem parte de eu carregamento prompto ; para o
reato que lhe falta, tratase com oa sus conig-
natarios Antonio Luis de Oliveira Azevedo & C.,
no seu escriplorio ra da Cruz n. 1.
O.
do 2*
BE
Urna mobilia de Jacaranda com taraps de pedra
Diarmore, duas catiras de brajo de Jacaran-
da, urna poltrona, s^is espelho sendo quatro
com moldura dourada e dous de Jacaranda, 12
quadros*om molduras douradas, ura dito de
Jacaranda, urna mesa de chara, urna comrao-
da de Jacaranda obra multo b-m acabada, ura
mtrqueza de casal com dous colrhoese travis-
seiro, urna dita com colchao, um lavatorio de
amarello, um tpparador, urna mesa elstica,
um guarda louca, duas carteiras, una mesa
com cinco gavetas, urna cama do ferro para
menino, urna cadetra par bario, urna colum-
na, urna torneira, duas querlinheiras peque-
as, dous candieiros a gaz, J.ous candelabro,
urn grande lustre de 11 luzes. am Rlobo para
candieiro, um vaso de pe-Ira raarmore, um
par de jarros, quatro maogaa de vidro para dei-
tar flores, urna manga de vidro para relogio,
um par de castijaes de metal, um dito de jar-
ros de broze e maitos outros objeclos.
Quarta-feira 13 do corrente
A viuva Barrilier far leilo por iotervenci
do agente Almeida dos objeclos cima mencio-
naloa no segundo andar do sobrado da ruada
Imperatriz n. 47, os quae objeclos poderao sej
examinados pelos pretendenles na vapera e da
do leilo. Principiar 10 hora do dia cima.
Vleme entrado coasfaxendas..'
> lora (eros..
Velsrc
f
ihidc-f
p
fOS! |enej*i...
57
241
85
20
298
i>^ft&r&^>r^.
Convite.
! Peranleo eonaelhode revista da grd na-
105. ciuuel dsste municipio sao conridsdoe' *wnpa-
batalbo de iofanlaria de
linha.
6 resmas de papel almaco.
6 caixas de peonas de ac.
200 peonas d'ave.
2 caivete.
6 garrafas da tinta preta para escripia.
6 duzias de lapis de pao
6 libras de areia para escripia.
36 colleccdea de cartas para principiantes.
36 taboadas.
12 grammaticas portuguezas por Monte Verde,
ultima eiiicao
12*compodios de arilhmelica por Avila.
12 pautas de n. 5.
36 traslados.
6 pedras ptra escripia.
18 lapis para as metma.
Para o arse'nal de guerra.
2peea de fita de la para silbas.
Quera qnizer vender taes objeclos aprsente as
suas propostas em carta fecha la. na secretaria do
conselho, s 10 horas da maaha do dia 18 do
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PPf?g$ ufm.
Espera-se dos portos do norte at o dia 16 do
corrente o vapor Cruzeiro o Sul, commandante
o capito de mar e guerra Gervazio Mancebo, o
qual depois da demora do costume seguir para
os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros, a engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual devo-
ra ser embarcada no dia de sua chegada : dinhei-
ro a frete e encommendas at o dia da sahida as
2 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1,
eseriptorio de Antonio Laz de Oliveira
do & C.
n.
Azeve-
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
JPigfflSnS I TODl.
At o dia 13 do corrente, esperado o di
portoa do sul o vapor Oyapock, commandan-
te o primeiro lenle Antonio Marcelino Ponte
Ribeiro, o qual depois da demora do costume
seguir para os portos do norte.
Loja de marmore
(Em continuacao.)
Quarta-feira 13 do corrente.
O agente Pinto far leilo a requerimenio do i
depositario da matsa fallida de Farias & C e
por mandado do lllm. Sr. Dr. juiz etpecial do
commercio da armago e fazenda da loja n. 41
da ra Nova, assim como de um eseravo, movis,
joias e mais objectos que conslituem a referida
masas, s 11 horas do dia cima mencionado na
eferlda loja._________
P" ..-se muito fallar s^trn o Sr. Manoel Je
ronyrno Uchoa Csvlcanti, .-^onlador qae fui da
Via frrea do dislnclo de r-exeiras a Bello
^>~ ru da Cruz do IU ^rn
Aurelif.node Pinho nuiles, po
tessor jubilado de instruccao primaria,
propoe se a leccionar em casas particu-
lares a grammattea eanalyse grammatt-
cal e lgica c arithmetica : quem preci
sar dirija-se a ra da Imperatriz nu-
mero 5!, primeiro andar.
Precisa-e aUgar urna ama para urna casa
de pouca familia : a tratar na ra da Cruz n.21,
primeiro anJar, sobrado amarallo defroule do
chafariz^__________________^______
Manoel Jos Correia faz
iciente que Antonio Francisco da Silva Coelho
deixou de sar seu caixeiro desde o da 10 do
corrente mez de agosto.
Attenco.
*
Hootem a noite perdeu-se urna medalha do
ouro cahindo do pescogo de urna menina, desde
a ra da Cadeia at a Lingueta : rogase a quem
achar de entregar na ra da Lingoeta n. 4, que
ser recompemado generosamente.
Em o /Mario dePernambuco n. 179 de 5 de
rgosto annunciaram Manoel Luiz da Veiga e An-
tonio Ignacio da Silva que nenhutna traisicco
se. izesse sobre a escrara de norte C'illecta o
outros quaesquer ben perlencenUs so cas^l do
meu oado marido Antonio Anoes Jacome Pires
visto estarern o mesmo bous sugeilos ao paga-
mento das legitimas maternas dos herdeirss do
primeiro casal.
A abaixo assgoada repondendo a tal inslita
anouncio, tem a affirmaraos meamos annuncian-
les que de nenhum bem do casal pretende dispor
sem que sejam elles partilhados pelos herdeiroa
da seu Uado marido, razo nica impedir de proceder em contrario e uirt> j obri-
gaco de legitimas do primeiro casal por quanlo
os mesmos aiiouncianle j receberam essas le-
gitimas segundo o inventario auiigavel que com
o mesmo *eu marido procederam em Sli de oa-
lubro de 1845, acrescendo que ainda em poder
do anouocianle Veiga existe .a preta Maria Os-
stnge, pertencente a teu casal a qual lhe Coi dt-
ls nicamente pelo predllo eu raarilo para usu-
ferir osservigos durante sua vida e com a con-
dieco de. nao dispor por qualquer titulo que
fosse, Com esta julga ter reapondido ao annuncio a que ailude
esperando que no seu retiro nao seja mais in-
commodada pelos anounciaotes que por esta
forma buicam margurar-lhe a existencia aug-
mentando-lhe a dor.
Recie 9 de agosto de 1862.
Maria Alexaodrioa Jacome.
Ao commercio.
Offsrece-se para caixeiro de qualquer caa
commercial, um rapaz ebegado ha pouco de to-
ra, dando conbecimeuto de sua boa conducta,
al ob iga-se dar algn meze gratis : quem
pretender annuncie por este Diario.
Ama.
Pretia-se de urna ma para o ervico interno
I e que ssiba andar com crianc/s e seja cariohosa ;
\ para tratar na ra do Pilar n. 143, primeiro
I andar._______________________________________
__ Precisa-te de um rapaz para criado de casa
de pouca familia : na ra Nova n 7.___________
%M
DE
Um predio em
chao proprio na ra do
Queimado u 30.
Quarta-feira 15 do corrente as 10 horas.
Por intervencao do agenle Euzebio em virio-
de do respeitavel despacho do lllm. Sr. Dr. juiz
\ quem inleressar
Eduardo Firmino da Silva, florista em ppele-
panno, premiado core a rned naeional, e adrr.eltido o seu trabalho a figurar na
exposico uiveraal em Londres, tem a honra de
anoancisr ao respeitavel publico qae se encarre-
ga de qualquer eoeommanda de flores para se-
nhora, bem como e offerece a dar licoea da mes-
ma arte a aquellas seohoras que do seu preslimo
soquizerem uillisar, mediante a paga qtesecon
vencionar : a tratar n casa de sua residencia,
rus Pormosa n. 29, das 7 s 9 horas da manba,
e daa 3 s 6 da tarde.
Aluga-ie a ala com duas alcovas do ter-
ceiro andar da raa do Crespo o. 18, proprio para
dous mocos solteiroi: tratar oa mesma loja.

MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
I MUTILADO


DIARIO DE PKRHAMBGO ** QTJA.RTA FEHU .8 DE AGOSTO DE 1861
4 primavera
11 flua da Cadeia tJoRecife 21
Loja de miudekas de
Fonseca Silva.
O propfitirios deste estabeleeimento tm a
honra dn avisar so respeitavel publico, e mui par-
tlcularmerite aos seus regeezes, qae tendo eflec-
tuado a mudenca de sua loja 4 ra da Cadoia do
Recia o. 16, acha-ae j funccionando oa casa
cima, aonde ouli'ora fui o armazem dos Srs. C.
J. Astley & C. A Primavera j bem conhecida
Dio s de leas numerosos (regaezea, como do
publico em geral, lem um completo sortimento
de miadezs, que se vendem por presos razoa-
veis, em grosso e a retalho, assogurando-se aos
compradores a ingeouidade dos tratos.
Precisa-se alugar urna escrava que saiba co-
xiohar, paga-se 30JJ mensaes agradando : na ra
da Aurora n. 80, 2* andar.
Uuga-se
a loja do sobrado o. 2 da ra dos Mirtyrios rom
commodos pata familia : na thesoarari das lo-
tetias.________-
Aluga-sa ama exceenle casa de campo,
com bastantes commodos para familia, multo bom
bauho, vista magnifica, muito freica, e tem al-
guna arvoredos ; quam a pretender, dirija-se a
raa da Coccelgao n. 26, ou na ra Nova o. 26,
primeiro andar.
A\1S0 aO COrDO Hn O.fimilierClO T. kDiomo .u,ala **u'Braga, subdito i Quera p:ecisr de um criado portuguez para
t/v ^u tvuimciwu. poitpgaez. tetira-aa para o Rio de Janeiro. \ 0 8TI50 ,* ou de rtBi [0r btIat0 ordent.
do; quam preiisar do leu praitimo, dirija-tea
ma das Craies n. 55.
Sebo do Cear.
Proprio para fabrica de velea oaj de
vende se em barricis a preco commodo
do Vigario-n. 9, primeiro andar.
sabo :
na ra
MM
Prcisa-se de urna pessoa que cozinhe bem,
c'com lirapeza, aendo escrava melbor : na ra
c!:> Qaeimado, loja n. 46.
Aluga-se o primairo andar do aobrado n.
22, na ra estrella do Rosario : a entender-so na
mesma ra casa n, 23, segundo andar.
Aluga-se o primeiro e segundo andares do
sobrado no becco das lloias a. 10, com commo-
dos sufikieote para familia : a tratar na rae da
Imparalriz segundo andar do sobrado n. 53.
Oerece-se um pessoa para cobrar divi-
ds, tanto no interior da provincia como para fo-
ra da mesma: as peasosaque precisar dirija-se a
p-arad Independencia d. 6 e 8, em carta fecha-
da com as laicices A. S. F. J.
Fugto na noite de sabbado 9 de agosto cor-
rente, o escrvo mulato de nome Liberato, natu-
ral da matriz da Varzea, iiale 21 annos, mais ou
menos, altura regular, cheio do corpo, feiQoas
grosseras, sem barba, marcas de espionas e be-
xigas no rosto, cabillos pooco aonellads e corta-
, tloa rente, faltam-lhe todos os denles da frente,
O abano sssignado, gerente e uuico liqui- falla grosso, e mases fumo ; levou vestido roupa
datano da Arma Rodrigues & Ribeiro, decidida- > branca, tendo por cima camisa de baeta azul. Es-
mente autonaado pelo meretlssimo tnbaoal de ; te escravo pertenceu ao rnajor Mais, de Apipu-
mctcio, couda todos oa eenhores que se | cos.em poder do qual fes varias fgidas, em urna
dellss que toi looga, esteve em Naxarelh se inti-
i
i
i
/
i
acbam devem'o mesma firma a que veoham
quaato antes realisar seus dbitos, pois contra os
que forem rernsos tere o oonunciaute de proce-
der judicialmente. Recite 1.* de agosto de 1862.
______Manoel Joaquim Rodrigues do Souza.
Aluga-sa ama excellente sala e urna alco-
Ta na ra da Peoha, lado da sombra, propria pa-
ra escriplorio ou para morada de alguna homem
solteiro na ra Direita n. 9.
Companhia Fidelidade de e
guro maritiinos e terres-
tres, estabelecida no Rio de
Janeiro com o capital de
16:000:000$.
Agentes em Pernambuco
Antonio Luiz da Oliveira Azevedo i C. compe-
ientemenle autorisadoa pela directora da compa-
nhia de seguTOt Fidelidade, tomam seguros de na-
vios, marcadoriis a predios, no aau escriptorio,
ra da Cruz n. 1.
tulando de livre e com o nome Ce Marcelino
foi o snno passado ao Rio de Janeiro de onde
coota muitas historias, caooeiro e trabalha'dor
de olsrla: quem oapprehendu e levara ru Ve-
Iba n. 35, ser generosamente recompensado.
Guiherme Leal vai a Bahia.
Por troca ou venda.
Urna bonita crioula com 20 aunos de idade, a
qual engomma peifeilamente e cozinhs o diario
de un.- casa, e o motivo deste negocio se dir a
quem pieleodcr ; na raa do Hospicio n. 23.
derna
tido.
Nos abaixo assifcados tamos dissohido miga- A abaizo atsigoada declara que o Sr. Jos
velmente a sociedtda que tunamos na loja da Gorgonio Paes Barreto, rendeiro do se eogenho
tua do Livramento n. 14, qua ayravs com a fir- Ibera, nao pode vender nem alheiar por qual-
ma de Ferreira Irmo, ficando a cargo do socio qeer titulo os anlmaes que lhe comprou, visto
Pirmiano Jos Rodrigues Ferreirs Jnior o activo nao ter-lbe eatisfeito o prego da venda, pelo que
a passvo da mesma casa, e Bcaodo livre e de- est sendo accionado pelo juizo municipal da se-
seinberacado <*e toda e qualquer reipoosabilida- gunda vara. Recifa 9 de agosto de 1862.
da o ex-socio Francolino Deodato Rodrigues Per- ________Maria de Cisneiro Freir de Moraes.
reir. Recite 10 de srosIo de 1864. Na toa e Aguas-Verdes n 5, casa de en-
Pirmiano Jos Rodrigues Ferreira Jnior, eadernador risca-se toda qualidade de livroa
________Francolino Deodato Rodrigues Ferreira. om llola encarnada e azul, e tambem ae enca-
O abaixo assigoado previne ao publico e a derna tado por prec.0 commodo e com promp-
quem pretender comprar ao Sr. Jos da Gusta
artins, o sitio denominado Poro Fundo em Ipo-
j'jca, que o mesmo sitio partonce ao abiixo as-
signado e seas manos, por horsnea do seus peis.
O mesmo_abaiio assigoado sabe que o mesmo Sr.
Jos da Costa Martins procura vender o referido
sitio, e como He nao sanhor e sim morador,
e isto contra a vontadede seas donos, por se ter
apossado, o abaixo assigoado vai parante os tri-
buno es procurar o seu direito : declara em lem-
po para melhor clareza, qae o sitio conhecido
por Puco Fundo, na villa de N. S. do O' da fre-
guezia de Ipojuca, e faz extrema com o eogenho
Salgado e ilha do Quaresma. Recite 24 de julho
da 1862.Bernardo da Silva Franca.
D-sa 1.200$ a premio sobre hypoiheca de
caas ; e na misma casa precisa-se alugar urna
escrava para o strvi;o de casa de poaca familia :
qaem quizer annuncie sua reaidencia.
Ao publico em geral
e ao commercio em particular
O solicitador Pedro A. da Costa Machado faz
aciente ao publico e especialmente ao corpo de
commercio desta cidade, que se encarrega da
qualquer cobranza amigavel oa judicialmente as
comarcas do Cabo e Santo Anto, as quaes com-
prehendem tambem as villas da Escada e N. S. do
O' de Ipojuca ; ae encarrega de todo e qualquer
servido tendente aos misteres de sua proflsso,
o que faz scienle a todos os seohores advogados
que trsbalhsm perante a comarca do Cabo. As
pessoas qae precisaren) de seu presumo podem
protura-lo na villa do Cabo, m casa de aua resi-
dencia ; po leudo tambem escreverem-lhe decla-
rando o negocio e morada, afm de ser -i procu-
rados pelo annanciaote. Os que nao o conboce-
rem enem estiverem a par de sua conducta po-
dem eodsga-la nesta cidade dos Srs. Joaquim L.
Uonteiro da Franca e Jos Joaquim da Castro
iloura.
Precisa-se de urna ama de leile para criar
urna recemnascide : a tratar na roa da Aurora n.
80, 2* indar._________________________________
Bailar & Oliveira
Porto.
aacam aobre a praga do
Mass fallida de Amorim, Fra-
goso, Santos & C*
Al pessoas qae U?eram transarcoes com a so-
ciedade bsocaria Amorim, Prsgoso, Santos & C,
queiram mandar apreaentar aaaa cadernetas e t-
tulos de dbitos e crditos, no escriptorio dos
Sr. Ilenry, Porster 6 C, curadores liscaes da
mesma russsa fallida, ra do Trapicha o. 8, aun,
de serem conferidos, para maior regularidade da
respectiva escriptureco. Psrnambuco 12 de
agosto de 1862._______________________________
Arremataco.
18 cideiras de faia por
2 ditas de brago por
2 ditas de balango por
1 sof por
2 consolos por
1 mesa de meio desala por
1 marqueza de amarello por
banquinbas de amarello por
1 marqueza para cama sem lastro por
* mesas para janlar por
1 lavatorio pintado por
3 torneiras oa cabides por
2 caixas de pinho por
2 tapetes por
I caixa para servidor por
I panno de mesa por
II copos para champanha por
7 chicaras azaea e 12 pires por
1 tigella por
1 maotegaeira por
12 chicaras e 12 pires por
1 globo por
1 escravo de nasao de nome Manoel, com
50 annos para cima por 80*000
Cujos objectos sao poitencenles ao casal do 11
nado Militao Bcrges Uchoa, ter lugar a arrema-
tarlo no dia 14 do correte perante o Illm. Sr.
Dr. juiz de orphaos da cidade de Olinda.
54*000
10*000
8S000
158000
16S00
lcOOO
8g000
5J0OO
18000
350OO
500
500
1J90
320
500
500
81000
640
80
400
2000
25OOO
Aluga-se o armazem do sobrado n. 2, uo
becco das Bcias, para qualquer estabelacimento : '
a tratar na ra da Imperairiz aobrado n. 53, se-
gundo andar.
ptima casa paira alugar no
bairro de Sauto Antonio.
Cele-se um excellente sobrado de um andar e
solio com muito bous commodos e acaiadot, po-
I deudo-so oceupsr igualmente o indar terreo, em
' ums ijas priuclpaes roas do birro de Santo An-
I ionio ; havendo, porm, quem queira sujeilsrse
! pagar as despezas feitas pelo actual morador.
1 Tambem so cede com todos os movis e outros
I arranjos, caso convenha ao pretndeme ; na ra
Nov, loja n. 28 so dir quem .
de commis-
ses.
O abaixo es\B. proprietario. estabelecido
domiciliado nesta 1. 'o, rua ijireita n. ?', e
, acba-se competcnteme_L. habilitado para re-
eiicr generoa a consignaco, p---. ^n ajsim jos
lili,, senhores de engenho e lavradon.., ^,it
outrts senhores que queir'm r-onrar-me com
seus r/oructos : aasucar, alrJdao, couros, ele.,
pel&ct! e T'ta da NiU T0D(la das primeiras
reme, podara -m- --
*_ sei--.., ^. wor esle meio podar me-
recer ..;-'.m 1, assim como as pequeas remes-
sas pode o portador ellas ser o proprio conduc-
tor do seu liquido, poia nao haver duvida ser
despacl-.sdo em cooiiucnte, dobraudo essim me,
traba'.ho, o queso vista das primeiras remes-
sss se pode apreciar, e que espero na cttengo
dea mc-'is amigos coohacidos e estranhos. Recite
de agosto de 1862.
Joc Baplista da Rocha.
Aluga-e o segundo andar do aobrado da
ra larga do Rosario c. 48 : a tratar na mesma
ra a. Ai.
Aluga-se um escravo proprio para oservjco
c panaria por ter delle alguraa pratica : a tra-
tar na ra do Rosado da Boa-Vista n. 12.
l'recisa-se da qusulia e 4UJ pelo lempo
de 10 mezes, a um e meio por cenlo ao mez,
dando-se boas garantas : qum quizer fazer tal
ceocio, annuncie para ser procurado.
Na ra do Meudego, otaria n. 13, tem para
alugar um grande armazem na ra dos Coelhos,
que .seno para morada, ou recolber crnicas e
carros ; aluga-se lamber urna escrava coz;nbei-
ra com a coudigo de nao sabir a ra, e para pou-
ca familia.
Aluga-se a sala e alcova
dar da ra do Quein.ado n. 4,
criptorio ; a tratar na loja.
do primeiro an-
propria para es-
O escrivo dus protestos mudou su residen-
cia e cartorio para a ra do Kangel, sobrado de
um andar n. 51.Tito PiocV Romano.
Aluga-se a padar.a
n. 82, cede-se o sobrado
dara.
da ra do Livramento
a quem pretender a pa-
Auseotod-se no dia 5 do eorrente o mult-
tsho por nome Joao, idade 11 annos, lem urna
cicatriz abaixo do olho direito, levou caraisa de
riscad,o, ca>cas de algcdo de qaadros p booet
preo, estes dias lem-se visto nos arrabaloes da
cidade c tamoem dentro do Recite: quem o pe-
yar levem-o a Boa-Vista ra da Imperatriz n.45,
segundo andar, que ser recompensado.
Arrcoda-se um excellente eugcubo muito
fresco, de grande prodcele, quasi ptGmpto a
-Pioer com agua, dando-se o primeiro aneo de
grar^a para o rendeiro lar lempo de conhecar pra-
licamenie a qualidade do terreno e tambem se
Tend vista ou a pagamentos muito commodos :
trata-se no eogenho Bella lto;a da Luz ou com
os Srs. Manoel Ignacio de Oliveira e Filho no
Recife.
Toda aeacao
Aoionio Gomes da Caoha e Silva, com loja na
ra da Cadeia do Recite n. 50, defronte da ra
da Madre de Dos, roga aos caua numerosos de-
vedorestanto desta cidade como fora delta que
se sirvam mandarem pagar seus dbitos at ao
fin do correte mez de agosto, porque nao po-
deodo ma;s esperar passar a asar d. s meios
quejulgar mais conveniente paro com aqaellea
que nao cumprireci seas deveres.
Sen iedade Re-1
Coilegio deBemca.
Este estabelecimeito precisa de um prefsito.
U. C. C. de Mello, lanzador do consulado
provincial, avisa aos senbores proprietsrios e
mais donos de eslabelecimentos, que desde o 1.*
ae juiho do correle anno se ocha <>"i-*rregado
dos lancaucutus uo ueciroa umana, e Sa d;.
mais imposto das freguezias de Santo ActonTt,
S. Jos e Afogsdos.
Os religiosos do convento do Carmo do Re-
cite tendo de expr em solemne procisso no dia
14 do crrenle, pelsa 4 horas da tarde a veneran-
da imsgsm de N. S. da Boa-Morte, pedem aos
moradores das ras, pelas quaes lem de passir
a procisso, o obsequio do mandarem limpar as
frentes de suas casas: ruis da camboa do Cir-
me, Flores, Nova, Labug, Crespo, Imperador,
Queimado. Livramento, Direita, pateo do Terco,
travessa do Marisco, ra de Horlas, pateo do Car-
mo, a recolber-sc.
34-Rua Nova-N.
Joseph Pradiaes previne ao respeita-
vel publico e seus reguezes em parti-
cular que mudou o seu estabeleeimento
de cutileiro e armeiro da ra dos Quar-
teis para a ra Nova n. i. Elle apro-
veita essa occasiao para prevenir as pes-
soas que tem concertos e amolaeoes na
sua casa que venham busca-Ios com o
competente dinheiro at o fim do pre-
sente mez, passado esse tempo serao
vendidos para se cobrar do importe dos
concertos.
Aluga-se um moleqae cosinheiro : quem
precisar procare do paleo de S. Pedro n. 12.
Desappareceu na noite do dia 10 do cor-
rente do quintal do sobrado da raa da Impera-
triz n. 45, um leliro e freio usado levando rabi-
cho e picadeira nova, urna manta de panno azul:
qaem souber delle queira apparecer no segundo
andar do dito aobrado.
No terceiro andar do sobrado da ra da Ca-
deia do Recite, precisa-se alugar um escravo ou
escrava que cosiohe.
Precisa-se de um menino brasi-
leiro que tenba pratica de loja de a-
zendas: a tratar na typograph da ra
da Praia.
N. O. Bieber & C. successores par-
ticipara ao corpo do commercio que o
Sr. Gustavo Ii. Praeger por motivos de
saude deixou de ser socio de sua casa
commercial desde o dia 30 de junho do
eorrente anno.
ompras
Compram-se acc,6es do novo banco de Per
nambuco : no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo rio Corpo Santo n. 19.
Fareloa 400 rs. a sac^, e mi-
lhoa300rs.
e em cuia a 200 r., arroz de casca a 160 rr. :
armazpB) da eslrell, lar^o do Parairo n. 11.
no
Por preco commodo.
Vende se urna casa na ladeira da ribeira, ou
ra deS. Pedro Martyr em Olinda, ratificada e
pibtada, com solao, que tem vida para os princi-
paea lugaies da rresma cidade, propria para quem
goda de banhos salgados, e est chegindo a tes-
ta : a tratar no largo do Psraizo n. 14.
Sno vigilante.
Colares para senhoias ou meninas.
E' chegado os rcuita desejados colares de aljo-
fares flogindo madreperola com ama cruzinha de
pedris Qogindo brllhmtes que sao muito elegan-
tes, pois s com a vuta que se podei apreciar,
que se vende pelo barato preco de 3 cada am :
isto s n* loja do gallo vigilante, ra do Crespo
numero 7.
Aderemos pretos.
Tambem chegaram os lindos aderemos pretos,
sendo doas pulieiras, rosetas, al&ntles, ludo em
ums csixinha inteira, e muia cousa nova nesta
proga, tornos rtailo delicados pela grande rxo
de obra que tem, pois as pessoas de bom gesto
tabero spreciir ; s no gallo vigilante, ra do
Crespo n. 7.
Ag albas.
Tambem sao chegadts as verdadeirss agulhas
Victoria de fundo dourado, que se vendo pelo
baralo preco de 1$ o papel: no gallo vigilan-
te, ra do Crespn. 7.
Cape lias para nona.
Tambem sao chegadss as lindas capellss bran-
cas, o ma8delicsdo que podo haver, que se ven-
de pelo bsrttissimo preco de 73 e 6?, tambem ha
eulras mais inferiores que se vende por 3$ a 3S.
Pede se a quem tiver de comprar quel'juer des-
tes objectos, que se apresse antes que. se acabe,
pois foi apenas urrus pequeas amostras que se
recebeu : s no galo vigilante, iua do Crespo nu-
mero 7.
fogo de vispora.
Vende-se* a de vispora > l ; na ra te
Queimado ?. 6a, fc)ia do beija-flor.
AiiveloptS~r--
Vendem-se anvelopes de diversas qua_.''?>
branco a l$tO e 1(400, azul a 1?, e de enes k
IC400: aa ra do Queimado n. 63, loja to bet-
ja-flor.
Papel adamascado de cores.
Vende-se papel adamascado de cores a SCO ,'
I, dito branco a 1S0O: na rus do Queimado .
63, loja do beija-flor.
Gravatinhas de seda.
Vendem-se gravatinhas de seda para senhora,
de diversas coros : na ra do Qaeimado n. C3,
loja do beija-flor.
Tiras bordadas.
Veodcm-se ricas (iras bordadas
e saias brancas a 800 e 1J : na ra
- 63, loja do beija-tlor.
para vestidos
do Queimado
Vende-se a taberna sita na ra da Seoialla
Nova o. 9, enm poucos fundos propria para qus!-
quer principiante: a tratar na mesir.
Vendem-se libras esterlina no escriptorio
d?' Bailar & Oliveira, ra da Cadeia n. 12
Libras s ter linas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de-Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo n. J
Aviso,
Vende-so louca viirada da Baha, de todas as
quahdades, assim como quarlinhas e duaa laihas
ricas na ra Imperial n. 3, pelo menos que em
oatra quaesquer parte.
Vende-se urna collecgo d."S leis co impe-
rio dos annos de 1852, 1853, 1854, 1855, 1836.
1857, 1838 e 1859 : ua raa do Imperador n. 29,
loja.
Vende-se por 80$ um
piano de Jacaranda, maueiro
e em bom estado, proprio pa
ra quem quizer aprender : na
travessa do pateo do Paraizo,
sobrado u, 1G

AtencaO.
O abaizo assgnado para resalva de
direitos e dos do seus credores faz publico
guite declaraQao a nota a ella annen :
seus
a se-
A abaixu assignada participa aos senhures
pas de suas alamnts e ao respeitavel publico,
que transferin sua aula de insin'crao primaria da
rus do Arage para a do Hospicio n. 48, e ehi
espera continuar a merecer a mesma conflsnga
daqueles qua quizerem utilisarse dos misteres
do sua protissao.
Isabel Mara da Conceico Figaeiredo.

Lttenco
Aluga se um sobrado de tres an 'ares com um
escelk'Ulo mftante, no bairro do Recife : a tratar
em Santo Antonio, na ra d Florentina n. 14.
No da 14 do correte, depois da audiencia
do juizo de orphaos do termo de Olinda, se ha de
arrematar por venda um escravo crioulo com 31
annos de dsde, canoeiro, avsliodo por :200$,
un* escrava crioula com idade de 31 annos, por
7COJ5, urna escrava com idade de 50 annos por
4O6jj00a_____________________________________
Constando-me que alguem pro-
cura eobiar em meu nome dividas do
casal de meu fallecido pai, apresso me
a declarar que nao auorisei a pessoa
alguma para isso,
Antonio Annes Jacome Pires.
DECLARACAQ.
Declaro que tojas as leltras que aceitou o Sr.
Antonio Cesario Moreira Da, de favor a meu
beneficio, todas ellas eslo pagis por mim, por
isso fago esta declarado, para sua reselva, em
que me assigno. Recife3 de Janeiro de 18G2.
Joaquim Francisco de Mello Santos.
Esl sellada.
NOTA
das lettras pagas pelo Sr. Mello 8anloa a que se
refere VSalSTSSaTo aupra.
Urna luti-socida em 20 de aetembro de 1860
d.e ''^0480 rs. ; urna vpncida no dia 30 do
^esiijo mez e anno de 2:6723200 rs. ; urna ven-
cida em 2 de novembro do mesmo anno da
2:CS2J) : urna em 25 do metmo mez e anno de
l:J37j|4O rs.; urna em 30 do mesmo mez e aD-
no d 1:9953250 rs.; urna em 21 de dezembro dox-
mesmo anno de 963*430 rs. ; um em 23 do
mesan mez e anno de 872J ; urna em 25 de fe-
vereiro de 1861 de 875*6110 rs. ; urna em 25 de
setembro do mesmo anuo da 2:9043 ; sommando
todas ellas a quantis de 16.632S360 rs.
Est sellada.
RecUe 12 da agosto de 1862.
_____Antonio Cesario Moreira Dias.
Nu da 16 do correte depois da ouoiencia
do juiz de paz do sagando districto de Santo
Amonio, vai a praca de venda 1 sof de acarsu-
d, cadelraj de amarello e urna ni6ia bancazi
nha, porezecuao contra Julia Rosa de Almeida
Pinto, na porta da casa da residencia do
ra do Raogel.
juiz na
SO.
O Sr. Albert Aschot, queira vir no prazo 3 8
dias a contar da data o'esle, pagar o que deve na
ra larga do Rosario fabrica de cigarros n. 21 do
contrario ser tendido para embolso da dita di-
vida, 4 relogios que o mesmo ser.i: r deixou em
meu poder em garanta a dita quaolia, Recite,i3
de agosto de 1662.
Antonio Maia de Brito.
o
fcreativa Cory
S baotoa.
^? O Io secretario da sociedade Recrea- ^
^ livs Corybantins, por orden da direcr^o r9|
convida aos Srs. socios para sa reunirem (a
era assembli geral no dia 15 do cor- JJ
w rente, para serem discutidese approva- ^
ta vados o* novos estaialos da mesma so- g
t ciedade. A commissao roga a todos os v
w Srs. socios que nao faltem a lo impor- wP
(jjl taote reunio. @
SaIa das sesies da sociedade Recrea* g.
. Uva Corybantina 11 de agosto de 1862. W
@ JeroDymo da Costa Lima, d
,'Si Ia secretario. fe
@^@-@@@@
O bachrei Antonio Annes Jacome
Pires advoga e reside na ra do Impe-
rador n. 81, segundo andar, onde pode
ger procurado. ^^^__
Sitio.
Preclsa-se alugtr um sitio perto da praca com
boa caa para ama familia regalar, ou mesmo ca-
sa com quintil, que agradando paga-se um ou
dous annos adianladoa ; no cae d Appollp uu-
nro 55.
O dono do solio onde ?e aclis ediQcaoa a
casa terrea da ra de Ilortas n. 92 queira annun-
ciar a sua morada pois se lhe deseja fallara ne-
.gocio de seu interesse.
No da Io de Janeiro do correte anno de-
ssppareceu da casa da abaixo assignada a preta
de nome Roa a qual foi escrava do ourivea Jrfm
Paula, levando vestido de cassa desbotado com
algumss palmas azaea, panno fino preto e usado
estatura regular, rosto redondo e feio, com prin-
cipio de frialdade, per.aas iochadas, bragos cabel-
ludos, falla muito descansada ; suppe-se andar
por tora da cidade, como seja para es bandas de
Olinda, Reberibe, por isso que j tem fetto algu-
mss fgidas e lem sido pegada em ambos oslu-
geres: a abaixo assignada protesta contra qual-
quer pessoa qae a leoha era seu poder: quem a
apprebende la pode leva-la a ra do Raagel no
primeiro andar do sobrado n.
Ignicia Francisca Pareija.
Mmoel Cordeiro sabJito portuguez renra-
se para o Rio de Janeiro.
_ A mesa regeaora da irmanaode da S. Cns-
pim e S. Crispiuiauo erecta no convento do Car-
mo, convida todos os seus irmos para compa-
recerem no consistorio da mesma igreja, no dia
17 do corrale pelas 10 lloras da manha para
lratar-se de um negocio de multa importancia.
Marcolino.Marte da Cruz,
Secretario.
5:G00 000.
Precisa-se de 2 a 3:000 para resto do urna
compra e d-se de bypoirieca casas novas nesla
cidade: a fallar ua raa de Santa Rifa n. 13, se-
gundo andar.
Aluga-se a casa terrea da ra do Burgos
O. 27 : s tratar na ru da Aurora n. 36.
Alugam-se
as lojas de um sobrado, com 2 salas, 1 saleta, 3
quartos, co?inha fora e quintal murado com por-
to ; a tratar no primeiro sobrado de dous auda-
res depois de pessar a fundirlo do Starr, na ra
da Aurora.
- Frecuo-se de
engommar : na ra
urna ama para coztnliar
do Eocantameoto n. 13.
Jompra-se 0 Liberal PernambucanoB de 2 de
junho do anno de 1861 : no pateo do Terco, ta-
berna n. 1.
Hhra una eiicrinmendf,
Compra-se urna escrava mo5a quo saiba bem
coser costura chaa a engommar, paga-se bem :
nqkcces de Apollo n. 55.
| -''"p.*1&& -
O Girasol defronte da Penha n. 33 : vende-
manteiga ingloza da safra nova a 800 rs., dita
fr caza a 640, queijos ocos do ultimo vapor a
231.'0, ditas a I58OO e 13500. *sperraacete a 70
cW Tino a 23700, vinho a 500, 560 e 640, Figuei-
ra e todos os mais gneros ledenles a molhados.
pelo mais barato possivel.
Cylindro.
Vende-se um cylindro para pidaria, em bom
estado : a tratar na rna estreita do Rosario, de-
posito n. 2.
Rabecao.
Vende-se um rabero em bom estado ; a tra-
tar na raa estreita do Rosario, deposilo n. 2.
Attenco.
Vendem-se dous moUques cora 10 a 18 annos
de idade, pegas finas, e com algum principio de
padoiros, e um tambem coriuha ; para ver, na
ra das Cruzes n. 1.
O Dr. Frederico Schulz. medico, partelro e
operador, mudou seu consultorio medico para a
ra Nova n. 21, Io andar, aonde elle pode ser
encontrado todos os dias para exercicio de sua
jseiencia a qualquer hora do dia ou da noite. Re-
cado por escripto.
Escola particular de pri-
meiras lettras para o
sexo femenino.
Anna Ferreira da Silva, competentemente au-
topiada pela directora geral de ioatrac;o pu-
blica, tem aherto nesta cidade, oa ra dos Pires
o. 39, escolr. particular de primeiras letras para
bsexo (Eentao, aonde admitle esternas, roelas
pensionistas e oensir-nistas ; afianzando acs pais
de suas alumnas que envidar todos os esforc.01
para o adiiotamento das mssmas. O ensino con-
siste em ieitara, escripia, contabilidade, gram-
roatica portugueza, costura de todas as qualida-
dss, bordado de linbo, lpa, seda e ouro, marcer e
labyriDlao, etc. etc.
Attenco.
Preclss-se de um caixeiro de 30 annos para
cima que*enlenda de escripluraro : quem esti-
ver neslas circumstancias, dando flanea a sua
conducta, dirija-se a Passagem da Magdalena
taberna da esquina que voltq para os Remedios!
Aqueta convier.
A auiencia do juizo de paz do 1.- districto da
freguezi de Santo Antonio do dia S"xia-fejra 15
do corrate, paisa para qaiota-feira lipor aquel-
le dia ser santificado.
Madama Rosa Har4y
l$a Eua Vova 52
Participa ao respeitavel publico e &os
seus freguezei que recebeu pelo ultimo
navio vindo de Franca os melhores ar-
tigos para urna senbora como bem : ri-
cos chapeos de seda e palh'a de Italia,
chapeos para enancas se baptisarem o
melhor cjue ha, chapeos para mocinhas
ultimo gosto'de Paris, mantas de seda e
capellas para noivas, cascarrilhas de to-
das as cores que se quizer e para as
reuniues do
Club commercial
as mais ricas e melhores grinaldas para
cabecas c tambem flores finas e came-
lias, ludo por menos que em outra
qualquer parte. Tambem participa ao
publico era geral que ella se encarrep-ai
de preparar vestidos para baile e casa-
mentos e outra qualquer obra tendente
a modista. E pede aos seus devedores de
viren) pagar suas contas amigavelmente'
o mais breve possivel.
Vendem-se mantelet.s pretos de grosdensple a
102,12,15 e 20g: na rus do lmptatriz d. 48,
junio a paitara fraoceza.
Chapellinhas ricamente enfeitadas paia crian-
za a 3tf e 455<"0 : na ras pa Imperatriz n. 48, jun-
to a nadara, frsnceza.
Roupa feita.
<; ilcas feitas de brim g cor e meia case-
mira 2: na ra dillmperalriz fn. -iS, junto a
padari:. franceza.
Vende-se a taberna da ra do Imperadora,
81: a tratar na travessa da Madre de Deosnu-
mero IS A._______________
Na ra nova de Santa Rita, armazceo de ma-
deiras n. 47, de Jos Igaacio Avilli, vende-se
urna mulalinlia de 11 annos, muito bonita figura.
Vende-se por qmsi metade de seu valor
um carrioho de 4 rodas para 1 ou 2 cavallos ,
Grande armazem {
todos osa
Hyppolito Domont.
jiY. 9 TMt Nom N.
B Neste bein conhecido estabeleeimento j
musicai existe sempre um completo sor- K
w tmenlo de instrumentus rrusicaes des 36
jf: melhores fabricantes da Europa, instru-
I mentos completos a pistn ou sem elles,
| pra msicas Piularos e de orchedras e
g ouiros muitos instrumenioa de dl-crsss
a qualicadrs e Gnalmt>nte todos os oojectos
K putenneotes a msica se vendem nesta
|| (slabelectmcnto,
Msicas.
No pieso'o estabeleeimento existe uro
8 grande e variado sortimonto de operas
? completas para piano e canto e piano ,
8^ assim como phsuiasi&s, eavatioas, arias
g e duelos extrahidos das ni-lhorcs operas
g para piano e cantee piano s, modiiibas
brasileiras com acompenhamento de pia-
no, qosdrilhas, valsas,polkas, schottischs
& para piano, msicas diversas para fiaulj,
IS clarineta, rabees, viulo, meibodcs para ,
g lodos os instrumentos.
I*
l
DE
Tintas para iuuw va*
| gneros de pintura, J
,RUA DO IMPERADOR N. 22.
Joao Pedro das Neves tem a honra de
participar ao publico e em particular aos
Srs. artistas pintores que Ism estabeloci- i
expsito de fazeudas bar<-iH
simas na rua da Imperatriz
na loja e arma/em da anj*
numero 56, de Magaihes ^
Mendes.
Vende-se muilo baraio para liquidar, a .;::
cortnsde chita com 12 12 covaoos por2500,
tos da C5SS3S decores a 2j>500, ditos ...
25500, chitas escuras a ICO, 180 e 200 rs. o ;.
vado, ditas francezas a 220, 2(0 e 280 o covado
na rua da Imperatriz. loja da arara n. 5G.
Arara vende o?, chales.
Vendem-se chales de merino estampados s "'
ditos da 15a e seda a 2J, ditos de laa a 1$, ditos
abrtos a 640, gusrdanspos para mess a i.
cada um ; na rua da Imperatriz, loja da arara
numero 56.
Arara vende as eolias.
Vcndcm-se gollinh.'s pira senhoras a E00 3.,
ditas Can br>t5oz:nho n 640, riitas redoulss de
trasr-asso a lg, moriguitos e gollas de lioho ira
senhir.-.s a 23, lencos brsneos s iroltacio r!p 's-
byrinlhoa 1^600 e 2g : na rus d*. Impcrrlri- -
ja da .ir.-.ra r.. 56
Arara vende as capas.
Ven'om-se ricas capas para senhoras. do groa.
, tianaple ; reto a 20 e 25}, rtias de linho t;>i cores
a 6j, ditas de !aa a 9g, ricos cortos de -, .Jyi
, cem duas saias e com 25 covados por 8:-. ditos
i lisos con 15 covnd'js a 7/, rios de las 'o i v
I siias com 22 covalos a 6JJ, ditos de sor ge 3o
rom 18 covalos a 6j.50 : na rua da Imi>t:a.,.t
loia da arara n. 56.
Arara vende os corpinhos.
Vendem-se corpinhos bordadle p*ra msniroa
do ua rua do Imperado: n 22, um gran- e meninas a 1 caba um, pecas dVuraVb^i
de armazem de tintas para todos os gene- 9 da ,r(urs de 4 e 5 dedos a 1J280 e. fSSlML p. *l
de entremeios bordadrs a 1?, ||200, 1; || ) a
1600 ; oa rua da imperatriz, loja da arara nu-
mero 56.
para
Anluuio Alarais
o Rio de Janeiro.
Azevedo, Portuguez, vai
G eros novos.
Na taberna grande da Soledsde vende-se man-
teiga ingleza superior a 800 rs., e franceza a
640 rs cha hyson muito bom a 2J>700 rs., dito
xim muito fino a SfBOO, queijos do vapor a
20240 rs ditos de coalha muito novos e gran-
des a 400 rs., passas a 400 rs., saceos com fa-
relio de Lisboa a 4$5Q0 e de milho a 2$500, e
muitos outros gneros bons tudo barato.
Cbama-ae a atteoc.o oo Illm. Sr. Dr. chele
de polica para qua baja de nomear com presteza
um subdelegado para o lagar de M.ricola, termo
d6 Iguaroaiu, pois se acha aquello logar em se-
melhante estado sssastader, que s ftltara entra-
rem pelas portea da alguns moradores para os
surrarem ou os mataram.
Botica em N. Senhora do O'.
Os sdministradores do espolio do finado Jos
Mara da Cruz Moreira fazem publico que se ven-
de o mesmo espolio, constante de urna botica em
N. S. do O* de Ipojuca, ama casa de taipa e al-
guns trastes de casa. Na botica de Barlholomeu
Francisco de Souza se dar as ioformsces aos
pretendenles, e se mostrar o balanro at o dia
20 do correte agosto.
Roga-se aos devedores do fallecido
Joaquim Jos Ribeiro de Oliveira que
teve loja na rua Direita n. 55, que ha-
j .m de vir pagar seus dbitos na mes-
ma loja ou na rua do Queimado n. 41 e
48, evitando desta forma o ieceber se
judicialmente e publcar-?( peus nomes
por este jornal.
Kms.
V 1 (IlOS
Vende-se ns taberna grande da Soledade vi-
nho de Lisboa o da Figueira a 3;200 a caada e
480 r. a garrafa e do Podo muito fino a 720 e
640 rs. a garrafa.
Bomba.
Vende-se urna bomba de ferro
em perfeito estado e por pouco
laboro grande da Soledade.
para cacimba
dioheiro : na
Atiendo Peroambiicanos.
A loja do leo de ouro.
Na loja do leo de ouro, raa do Cabag o. 2
C, de Jote Gervazio da Silva Raposo, est ven-
dendo go.lionas prttas com vidrilho e sem ella a
l? cada urna, assim como palceiras prelas com
vidrilbo a 1 s na loja do lelo qae est tor-
rando por todo preco que admira.
ros de pinturas, onde os Srs. artistas
acharo a mo para combinaba) de sus
arte um completo sortimento do tintas ''**
do todas as cores, das quaes sa hes dar ?
amostras nao s para que possam reco- ai
nhecer suas boas qualidades, como para j
combioarem o seu emprego ; acharao ^
tambem em quanlidade verniz copal, gra- j
xo, branco, trigueiro, para qaadros, pra g|
carros e para o interior, pinceis, olos se- 15
cativos, essencia de tercbenlina rectid- gl
cada a mais propria para dissolver as tin- %>
tas, pelraspara burnir, ouro am p, ou- f
ro em folhas, diamantes para cortar vi- gg
dros, sortimento completo de objectos 8
para fingir madelra, calxaa com creioes S|
papis de lindas e fifias cores, pinceis
de marta, telas para quadros j estendi-
das, palbel8 para pintores, vasllhames
de folha lindamente pintados para loiUls,
essencias aromticas, oleo da amendoa
verdadeiro, colla fina para pintura, pa-
nellas para cosinhar colla a banho ma-
ria, gomma copal alva e amarella; san-
draca, gomma laque e muitos outros
objectos proprios a pintura e a marci-
neiria.
Sendo este estabeleeimento intairamen-
te novo, anico neste genero, e supprido
directamente por grandes fabricas de
Paris, Londres, e Ilamburgo, est no ca-
so de offerecer ao publico productos no-
vos, e garantir seas verdadeiras quali- i
dades.
No ponto em que se acha montado po-
de salisfazer qualquer encommenda para
grosso trato, e a retalho; quor em tintas
seccas, qaer cnoiJa em massa pira o que
(em a competente machina.
Ki^ssedMa aeef mm tmm I
Canos psra encanamento
d'egua.
Na rua do Sol n. 2!, vendem-se bons esnos de
ferro para encanamento do ioterior das casas.
Arara vende as colcias.
Vendem-se ricas colchas para cams areliada-
das per 8, ditas de rusti decorosa 5# T ",..;,
cuberas de chita a 2J>. cobertores de algooio a
I? : na ru da Imperatriz n 56.
Arara vende as cambalas.
Vendenr.-se pecas de cambraia lisa a 1S600 <
2^00. 3S e 3S500, casss adamascadas para cor'
tinados com 20 varas a 93, ditas de 10 versa z
4550O e 3J, cambraia de salpicos com 812 sras
por 3.;500 e 4J ; na rua da Imperatriz, loja ir-
srara n. 56.
a roupa fcita.
de panno preto a 6; (
Vende-se por barato prego um bom lerrano
ptimo para se edificar, sito na rua da Soledade
para onde tem 140 plmos, faz quina para o ea-
minho novo do Manguioho, oa rua da Esperance:
a tratar na rua do Cabugi o. 9. no segn lo andar
Ricas fiveas douradas para
sinto.
mszem da
Arara vende
Vondem-se paletols
8 e lg, ditos de brki escur s 3$ e 3*500.7-'"a
de casemira preta a 45500 e o$500, ditas d^ co-
res 5-5500 e6, d:tas de brirr- e fastao o )
J500, camisas francezas a 1J600 e 2g, diii !i
peito de fusto a 2J50. ceroulas de bnm i 1
e2g ; na roa da In.peratriz. Uja da arara n s
Arara vende as aberturas.
Vendem-se aberturas para camisas a 2(0e 320
leaos brancoscom birra de cor a 80 rs cortes
de caiga decores a 1 e 1J280 cada m, meiis
cru.s a 120 o par. ditas fioas a 2S500 a tfazia
n^ ru da Imperatriz. loja da arara n. 56
Arara vende o fil.
Vende-se fil lavrado fino a 15200 a van Ji'o
liso a 720 e 800 rs. a vara, dito de cores a 200 rs
o covado, lirlalana de cores s 800 rs. a vara ; ni
rua da Imperatriz. loja g, ,ra p. 56.
Arara vende o babadin
Vende-se a ezenda por nome babadin coai
palmas de seda, propria para vestidos n 5u0 rs
o covado, dito entestado a 640, liasiabu para
vestidos a 320 o covado, ditas muiro fioas a 500
rs., ditos entestados a 640 o covado ; na raa Ja
Imperatriz. loja da arar* n. 56.
Vende ae urna escrava de 25 a 30 anuos,
com as habilidades seguintes : cosioha o diario
de ama casa de familia, doceira de todas as
lalidales que se precisar fazer: na cidide de
Olioda rua de Mslhlas i"rr1r p, 12 ow na boti-
i $a de Joat Soares Raposo.
Vendem-se fivelaa douradaa
mais rsodernss que tem vindo ;
msdo Ti. 63, loia do Beija-flor.
2J e SfBOO, as
na rua do Quei-
Ricas voltas de aljofares.
Vendem-se voltas de aljofares com cris de pe-
i imitando a brilhsnte ; na rua do Queimado
dri
numero 63. loja do beija-flor.
Facas e garios.
Vendem-se facas e garfos finas de cabo de ba-
^nde d0U8 bol5e8 6S800' dit" Pra d0" a
&S800, dita de um boto a 6200, dita para doce
a 5200, dita preta cravada a 3600, dita branca
G'
Arara vende o riscado a tri-
baldi
Vende-se ciscada a Garibaldi para vestidos a
180 o covado, fusto de cores para vesddc s a 280
e 320 o covado, csssas francezas finas a 280 e 'JCO
rs. o covado, organdys fino a 320 o covado ua
rua da Imperilriz, loja da arara n. 56.
Arara vende ospaniuhos.
Vendem-se pecas de paninho com 12 jardas por
5JS, ditas de madapolo entestado a 3JSU, ua-
m,,c0 d 6 Palmos de largara proprio para me-
sas a 15400 o covado : na rua da Imparalriz, loja
da arara n. 56.
a 39400, dita roliSa
Queimado o. 63, loja
a 3J> a duzia
do btija-flor
Arara vende ts saias.
Vendem-se saias bordadas para senhoras a
2>500, ditas de 4 panos a 39, cortes de cambraia
bordados braocos e de cores com bsbados a
29500, siotoa para senhoras a 19280 para acabar :
1 raa do j na rua da Imperatriz, loja e armazem da arara
I numero 50.
MFEHOR EXEMPLAR ENCONTRADO l


VUlAW DE PERRAMBGCO QUAKTA EIUA 13 DB AGOSTO DB 18SB
Rival sem se-
gundo.
Ra do Qaeimado n. 55, lojs de miudeas de
Jos de Aztvado Hala a Silva, conhscido por Jo-
a Bigodinho, eitS vendendo peloi prico qaa i
todoa admiram, qaelcam ver o que bom e ba-
raliuimo:
Parea de aapatos de tranca superiores a. i JI80
Fraaeoa de agoa ambriada a melbor a... 400
Ditoa de dita, fraaeoa grandea, a 500 e.. 600
Cartaa da alfloetea francotes, a.......... 100
Pacotas de papel amixade, ............ 700
Caixaa com papel de direraoa goiioi, a.. 70C
Parea de aapatoa de lia para meninos, a SOC
Varaa de bico daallhaa, a............M 8C
Cordaa para violao multo freacaa e no-
Vil,
Fraaeoa de bsnhs Phllocome snperior,
N!4B
o
Ditoa de dita de arco, a..
80
19000
500
800
Sortlment completo de aobreeaaacoa de psrno a 55$, 289, 80!} e 35), caaacoi maite bem
ictaa a 25g, 28}, 30g i 25, paletota acwacadoa de panno pretode 16 at 159, ditoa de caaemira
di cor a 159,185 20?. paletols aaccea de panno e caaemira da 89 ata 149, ditoa aaccoa de alpaca
ir crin 4 la d* 49 at 69, sobre Je alpaca e rner'r' de 79 at 109, calcas protaa de caaemira de
gf it 14$, ditoa de cor Ce 79 at lOg, roapaa para menino de todoa oa tamanboa, grande aorti-
aunto de roupaa de brins como sejara calcas, paletota e colletas, eortimento de eolletee pretos de
mtim, casemira a velludo de 49 a 9J, ditoa para eaaamento a 59 a 69, paletota brancoa de bra-
ssnte a 49 a 5/, calcas brancaa muito flnaa a 5|, e am grande aortimenlo de (azendaa fin a o ma-
ternas, completo sc;limento de casemiras inglezat para homem, menino e aenhora, aeroalaa de
doho algodao, thapeoa de sol de seda, Uvas de aeda de Jomvin para homem e aenhora. Tee
Aos ama grande fabrica ds alfaiate onde recebemos encommendaa da grandea obraa, qao pan
uso eita aendo administrada por am hbil mastre de aemelhsnte arte e um peaaoal de maia d-
lincoenta obroiros 3tcol^idos, po:tsnto axceularsos qualqaer obra com promptidao o mais barate
de qao em oulra qaalqaer cata.

I^j1"-'11^-.......-... ---- ~~~\
RA DO aa U J^'m '"''*"' '"" ""'"lllv ': i L. RA DO
IMPERADOS y 55. I Hafll tBbF IMPERADOR 55.
'-------- "7Tp*"rT~^Haraaf

"*\ DE
Ditoa de cheiroa multo finoa, 500 .....
Caixaa com apparelhoa de metal para di-
vertir menlnoa, .....................
Varaa de franja para cortinadoa a toa-
lhaa, a................................
Carriteis de linha preta com 500, 600 e
800jardae, a..........................
Barra com phosphoroa o melhor e bo-
nitos, a...............................
Mistos de linha fina para bordar, a .... 240]
Tranca de la de todaa ai corea a peca. 40
PCi de uta de coa, todaa aa larguraa, a 320
Grozaa de bolea de louca praleado mul-
lo Ooos,a ............................. 240
Pecas de filas de linho lisas sapariores,a 40
Ditaa de cordo imperial, fino e grosso, a 40
Fraaeoa de macaca perola, muito fino, a 200
Ditos de dito oleo, maito auperior, a.. 100
Ditoa de oleo babosa superior, a 320 e.. 500
Bonecos qae choram, multo liados, de
160 a.................. 500
Caixas de p para limpar dentes, muito
superior, a......t 160
Ditas de phosphoroa especiaes e um ao-
brasalente, a......; 160
Pides de (landres, pintados multo boni-
tos, a ........... 200
Varas de fita para faxer slntos dos me-
lbores gosto, a........ 500
Duzia de phosphoroa de gaz, do melhor
fabricante, a......... 240
Ditaa de eanetaa de folha, multo boas, a 120
Linhas de gaz de todas as qualidades e bara-
tissimas.
Nova altenco.
O vigilante acaba de recebar oovo sortimento
de diversos objectos qae se vendem por manos
20 por cento do que em oatra qualqaer parte.
Sintos para senhoras.
Rlquissimos sintos douradoi, pelo baratsimo
preco de 29, e com fivela ao lado a 49, assim co-
mo de fita de seda ou velludo a If : a no gallo
vigilante, ra do Crespo n. 7.
Relogios.
Vende-ss ti casa de Johnston Pater & C,
.-.j do Viga rio n. 3, um bello sortimento de
lelogios de ouro, patenta inglez, deum dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
asta variedad* da bonitos trance 11 ins para os
meemos.
mmmm mmmmmmmm
jLoja das 6 por-i
tas em frente do Livra-
mento.
[Bales de 15, 20, 30 e 40 arco*.
Grande sortimento de baldes de arcos
oa melhores nests fazeoda e grandes,
chitas trancara largas escuras a 220
240 rs. o covado, ditaa eaireitaa miadi-
nhaa a 160 ri. o covado, cambraia lisa f
para forro com 8 1|2 varaa a 29 a peca, *
ditas finas a 39, 49, 59 e 6fl muito una, y
ditaa de salpiquinho com 8 1 [2 varas a 5
395OO a pega, cobertaa aleoxoadas bran- Jp
ca e de cores para cama a 49500 e 5f,
ca* de cores francezas tintas seguras II
Vendem em seus armazens
PROGRESSISTA
E
a 320 rs. o covado, peca de bretanha de
rolo a 2$, algodao trancado alvo muito
largo para toalhaa a 19 a vara, onfeitea a
SGaribaldl todoa pretoa a 59 cada um. len-
co brancos com barra ae cores a 120 ca-
da um, roapa feita de todas as qealida-
dea muito barataa, a lo ja eat aheita at ej
|n9 horaa da noiu.
Aos Srs. consumidores de gaz
Boa armazens do caes do Ramos ni. 18 e 36 e
na ra do Trapiche Novo no iiecife o: 8, ae ven-
de gaz liquido americano primeira qaalidade e
recntenteme chegado a 149 a lata de 5 galos,
aaaim como latas de 10 da 5 garrafas m
garrafas.________________________________
Mobiiia.
\
.1. VGNES
Os pianos desia amiga fabrica sao hoja assaz conhectdos, para que seja necessario insistir
sobre a sua superioridade, vantafjens e garantas que offereceni aos compradores, qualidades estas
incemestaveis que elles teni definitivamente conquistado sobre todos os que tem apparecido n'esta
praco ; possuindo um teclado e machinismo que obedecem todas as vonlades e caprichos dos
pianistas, sem nunca falliar por serem fabricados da proposito e ter-se feitj ltimamente melho-
ramentos importantissimos para o clima deste paiz; quanlo as vozes sao melodiosas e flautadas, e
por islo muito agradareis aos ouvidos dos apreciadores.
Fazem-se conformo as encoramend3s, tanto nesta fabrica romo na do Sr. Blondel de Pars,
socio cor respndeme de I. Vignes, em cuja capital foram sempre premiados em todas as expo-
sices.
No mesmo eslabelecimento se scha sempre um esplendido e variado sortimento de msicas
ios melhores compositores da Europa, ass'.... jomo harmonios e pianos harmnicos, sendo tudo
Tendido por preeos muito razoaveis.
Enfeites.
Vendem-se os riquisimos enfeites de eabeca
com franja e vidrilho a 59, ditoa sem franja a 39,
ditos trancados a 2$500, ditos de lago de fita e
bico de seda a 29: s no gallo vigilante, ra do
Creapo n. 7.
loia de Gadault.

m$
Fivelas para sinto.
Riquissimaa fivelas de ac com madraperola
centro a lj-200, ditas de madreperola a 320, di
doaradiuhasa 340 : a no gallo vigil-'- "^do
Crespo n. 7. j
VidriiilO.
Lindos vldrilhos pretos e de cores, pelo b^rfl_
tlsslmo preco de I96OO a libra: a no gallo ''fi-
lante, ra do Creapo n. 7. g
Para entreter o tempo.
Oa lindos jogos de dminos a 19400, lindas c
xinhaa com jogoa de vispora a 900 re.: a no g _
lo vigilante, ma do Crespo n. 7.____________.
Caixas de tartaruga e charul
teiras de charo para rap
e charutos. ^
O tabaquista que aprecia a boa pitada de Lis -^
boa ou mesmo Princeza, Meuron etc., ate, 6
justo que compre um bonita caix de tartaruga
toda marchetada com a qual nao ae envergonha-
r de offerecer da boa pitada de sen gasto a to-
dos os circamstantes que ae acbarem em aua ro-
da, muitos doa quaes louvarao o seu bom gosto.
Assim como a caixa necessaria ao tabaquista,
charuteira nao superfina no fumante e sendo
ella bonita como sao as de charco nochetas me-
lhor ser porque com isso deixa conhecer quan-
to sabe apreciar o bom. Para os mais commo-
distas lambem ha bom sortimento todos encon-
traro barateza urna vez que munidos de dii.hei-
ro se dirigirem a ra do Queimado loja da aguia
branca n. 16.
Na ra da Cambo a do Carmo loja n.
12, vndese toda a qualidade de mobi-
iia tanto ao gosto moderno como anti -
ga, phanthasia etc. por preco mais
commodo do que em outra qualquer
parte, faz-se toda a qualidade de obra
de encommendacom a maior brevida-
de e o maior apuro da arte.
it.iCLiiiWjiiJDwi mtmmciin&jk
\ Grande ,
lliquidaco por todo
I o pre^o, na bem co- -
I nhecida loja do Ser-1
% tanejo. %
|Rua do Queimado n. 4S|
Apparecam com di-
a nheiro que nao deixaro s
de comprar.
Chitas escuras flnaa a 160,. 180 a 200
rs., cortes de vestido pralos bordadoa a
velludo de casto de 1509 se vendem
por 309,409, 509 e 709, sahidas de baile
de velludo e aetim a 129 e 139, camisas
para senhora a 2$000 e 3(500, gollishas
de cambraia bordadaa a 500, 600, 700,
800, 900 a 19, ditaa de fil bordadaa a 120
rs...faveques defuatio a 59, 69,7:8,8,
meias de seaa pt-ra... rrv-..r ViT~ SB.
nhora a 1*200 o par, tiras de 'J_^.ho ,
500 o 700 rs., latas de quadro eufesl-aai .
300 e 360 rs. o covado, cambraia preta a
400 a 440 rs. a vara, organdys de coras a
600 rs. a .vara, fil branco adamascado
para cortinados e vestidos a 400 e 500
Acaba de recebar do sua eneomtneoda um grande e variado sortimento dos se-
v -^ guiles artigos, es quaes vende por menos 10 por ceuto do que em outra qualquer
||g parte ; a saber:


Para msicas. Para noivas.
Variado.sortimento do instrumentos^ ^^.gm^m *"
t. msica, militares e de or*htrs ^ ^ es ^ ^ qu- aqB
f._ 1 do, ricos manteletes pretos com vidrilbos
I franja o mais moderno ueste genero.
Para presentes.
.Ve-^ inslruDeot03 conpletos
aplstOD muito porfolios o,afinados do
bricanta Gaulrot Aia-
sem errar, f^/
i tem vin- mi


Para carros.
GuarniQoes complt^s_ para arreios de
crrosde metal doprinci;iB ede latao pi-
ra ara e dous cavados, molas, vaquetas
traneezai para cobertas, esceraJos, Ra-
ices, nos lauteraas para carros ecoupi,
colleiras etc., etc.
Muito lindas caixinhas para costura
com msica e sem ella, muito proprias pa-
s^
rs dar-se de presnt a alguma senhora ^^S
que so estiras, ricos estojos de barba para ((
Espelhos.
homem.
Vidros.
*^
m
Grande e pequeos com moldaraa |5*
prelas e dosradas, proprios para ornar bo- (|k1?
nitas sals, sendo os vidros muito grossos ^->v
e de primeira qualidade.
Um grande e variado soriimr-.i'.o de can-
debbros, serpentinas, laolern'.s com pin-; AVUISOS'.
ygentea e sem riles, palmatorias, opcair.lsai de lioho para bomein.
;w uara vioho, clices, rodomas para 1^*-| Carteiras e charuteiras.
.:-'*) Reas redondas e ovas grsn-'cs e peque-
;' -y aes a vontade do comprador.
i~ Para retratos,
*i^'"Ti Michinos muito superiores francezas
vL esfn,'''sn8' grsndes e peqfas
crande
S*, sortimento dechimicas pira trabalhar em
$* *y todos os processos. ciinh^s e passepar-
; g tou americanos e franeexes, papel albu-
;, minado etc.
i-i! .'j.'i grandes de 30 palmos a 3.
Gollinbaa e manguitos para senhoras.
I.ia de todas as cores para bordar.
ialagarce. '
Seda frxa de todas as cores.
Lindos enfeites para senhoras.
Oculos e lunetas de 'arias as qualidades.
Fumo rau:ez, americano o tambem o
spreciavel fumo de borba com oa seus
competentea cschoibos e tanari etc.
rovos pentinhos donra-
dos, e fivellas para
cintos.
A loja d'Aguia-branca acaba de receber novo
sortimonto dos desejsdos pentinhos dourado?, e
por iisovisaatodas as senhoras que os haviam
enMumendado, e mesmo as que de novo os
pret-nlerem que elles sao poucos e como da
primeira vez em breve se acabaran;; assim tomo
que receben igualmente um* outra pequea por
cao de fivellas de qualidade e gosto meramen-
te novos e agradaveis, as quae. se ven.iem por
89000, e o pentinhos por 3UUU o par.
Convem pois.que as senhoras se apreisem em
m.nlar comprar essea objectos na sua predilecta
loja d'Aguia-branca ra rtu Qe\rt
Potassa da Russia
e Americana.
No escriptorio de Manoel Ignacio da Oliveira &
Filho, largo do Corpo Santo n. 19, por prego
mais barato do que em outra qualqaer parte.
Gastelto -Branco,alfaiate
militar.
Por este annuncio se faz constar aos Srs. offi-
ciaes de todas as armas, tanto daata provincia
como das mais capitaes do norte do imperio, qaa
ha a venda botoes do novo padro, segundo a
ultima ordem do ministerio da guerra, venden-
do-sa dua aboluaduras por 39, advertindo que
ama das abotuaduras de padro antigo, faz-se
remessas para onde forem pedidas, assim como
tambem ha para veoder o melhor panno azul in-
glez, e o melbor velludo preto do Porto, fazenda
desconhecidas nosta praca, o que se vende a re-
talho. Os Srs. offlciaesqne esto (orada provin-
cia podem renovar suas consignares fizando
quantia certa, e os outros stnhores que nao tive-
rem procuraco nesta casa podem manda-la, ad-
vertindo que o tempo para a dita procuraco de-
ve aer limitado, acompaohando ama cariada or-
dena pedindo as encommendas que forem preci-
sas, devendo ser dirigidas a correspondencia a
Joaquim Rodrigues Tavares de Mello, raa do
Queimado n. 39. Tambem ha galao de ouro su-
perior e ferros francezsa para alfaiate, aza forja-
da o par 10$.
I rs. a vara, cortes de collete de casemira
& bordados pretos a 29 e 39000, ditos de 1
8 velludo de edr e pretos a 39, 49, 59 o 69,
_ paletots de brim branco francezes a
39500 a 49500, ditos de casemira de co-
res a pretos a 149 e t6$, ditos de alpaca
preta a da cores a 39, 3g500, 49 e 49500,
camisas do peito de linho a 29500, cortas
de collete de orgurc a t900, 18700,
2920O, 3g e 38500. colletes (eitos d brim
branco a 9500, ditos feilos de gorgurao
a 29500 e 39500, ditos feitoa de casemira
a 3J500, 4$ e 4$500, ditos de velludo a
59, 69 e 79, ditos de fusto de cores a
1500, um variado sortimento de meias
para homem e senhora, grioaldas com
flores, chales de froco, espartanos, e to-
da a qaalidade do roupas feilas para ho-
mem que tudo se vende por metade do
seu valor.
8
Moendas ** meias moendas.
Taixas de ferro batido e
coado.
Machinas de vapor.
Rodas d'agua.
Rodas, dentadas etc., etc.
Ru do Brum n. 38, fundicao
de D. W. Bouman.
Ra da Senzalla Nova il. 42,
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. idem
de Low Moor libra a 120rs.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P.
Johnston^ & C., ra da Senzalla Nova
u. 42.
resteai attenc&o ao vigi-
lante, que est queimando,
como seja;
Retroz.'
Vtude-se por meosoe mpia.ie urna divida
cao pequeri*. e bern doeamppt*i. de ur. sonhor
de tres engenhos em Serinhem : na ra
Gloria n. 17. _____________
i>
Lindas caixinhas com 24 carreteis de siperior
retroz, e sonido de todas a cores, pelo baratia-
sirr.o preco da 5J00 a caixinha que sibe a 100
rs. o carretel, nao haver pessoa alguma que ven
do su quilidado deixe de comprar : s no gallo
vigilante, ra do Crespa n. 7.________________
Linha para bordar.
Timbera 6 chegada n este mesmo eatabeleci-
mentn a verdadeire linha frxa para bordar ou
ercher labyrintho, que se vende pelo baratissimo
rreco de 600 n. o nassinho ; s no gallo vigi-
lante, ra '!o Crspo n. 7 ______^^
A loja d'aguia branca, ra do
Queimado n. 16.
Recebeu pelo ultimo vapor os seguales ob-
jectos :
Bonitas ligas de seda para senhora.
Grandea e bem tecidoa bandes de dina.
Aapas da ac, afltaeliatica para ces de balo.
Bonecaa grandes mui bonitas e bom vestidas.
Bonitos baazinbos com 9 frascos da cheiroa.
Lindas caixinhas com 6 ditos de ditos.
" Traocallim grosso de cor para guarnecer vestidos.
Lavas de camuraa brancaa e amirellas.
Bandoes.
_ Na ra ireita a. 9, se dir oude se veno el T,mf,prn chegedo grande sortimento de ban-
por preso mdico as^dos^s para CU"*1,0JeniDlQ0[ | doei para caballo, que se vende pelo baratisaimo
reco de 500 rs. o par ; s no gallo vigilante,
O Graspo 7.
por preco mdico as dOsts par. curan/o ue myi- (d
Phia. em qualquer dos tres periodos em que se
ach. preparadas por Ulpiano Bezerra de Mello, | P
rs-licalmente curado deste mal, e por uso encar- ----
regado pelo governo de curar, como eat curan- Vende-se por preciaao um eacravo mulato
do. aosCnUs do dito mal no hospital dos La-1 com 20 joos de id.de **}*^>**
ros desia cidade. boa conducta^oprjoo to'900S! a tratar no pa-
leo do Paraizo n. oO, anaar.
Lindos boies de banha para
presentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber lindos
boies de porcellana dourada com fina banha o
maviosas Inscrtpcoes, os qases por suas delicade-
zas e perfetQestornam-sa dignos para presen-
tes, e com especlalldade na actual qaadra, quem
goslardo bom dirigir-se com dinheiro raa
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, qae acha-
ra em qae bem o empregar._______
SoahalL Mellora & C., tando recebldo or-
dem para vender o sea crescido deposito de rilo-
gios visto o fabricante ter-se retirado do nego-
cio ; convida, portanto, s peno ai qaa qaizerem
possuir am bom reloglo de oaro oa prata do ct
Ven e-se urna preta boa eosinheira e en-
gommadelra : a tratar na ra larga do Rosario
o. 23.
Vende-se urna mobiiia de mogoo a Lalz
XV. na ra dss Cruzes n. 11,1* andar.
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova ofilcina.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Neste rico e bem montado estabelecimento en-
contrarlo os freguezes o mais perfeito, bem aca-
bado e barato no sea genero.
URNAS de todas as qaalidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHElttoSde todos os tamanhos.
SEHICUP1AS idem idem.
BALDES idem idem.
BACAS dem dem.
BAIIUS idem idem.
FOLHA em caixas de todas as grossuras.
PRATOS imitando em poreigo a boa porcel-
lana.
CHALEIRAS da todas as qualidades.
PANELLAS idem idem.
COCOS, CANDIEIROS o flandres para qual-
quer sortimento.
VIDROS em calas a a retalho de todos os ta-
mandando-semanhos, botar dentro da cidade,
em toda a parto.
Recebem-se encommendaa de qualqaer nata-
reza, concertos, que tado ser desempenhado a
contanto.___________
Manguitos e gol las de
cambraia ricamente bordados
Vendem-se manguitos e gollas de superior
cambraia ricamente bordados pelo nsigniflcinte
preco de 29 o par da manguitos com ama golla,
aendo que sempre custaram 69 cada par, asaim
*0 *n oxnj*3 op oSjbi q *og *n sdzni3 sp n|j
labre fabricante Kornby, a aproveitar-se daop-lpois recommenda-se aos amigos da santa eco-
portanldada sem parda da tempo, para vtr om- nomla que aproveilem a boa ooeasiao, oit\g\n-
pra-loa por ommod* prejo ao isa aaerlptorio | do-sa com dinheiro a loja da boa f na ra ao
Queimado o. 22,
pra-los por
raa do Trapicha n. 28,
VlSISSBUSOUd
suozBuiie snos raa urapudA

MELHOR EXEMPLR ENCONTRADO
MMTM Ann


DlAftlO DI PJRKA1UUGO QiaTA FEIRA 13 DE AGOSTO M 1861.
J
Velas e arroz.
Vandem-se velas de eipermacete 640 a libra,
arrox da casca am aaeeoa grandaa a 20600 cada
um : na taberna da traveigt do pateo do Paralzo
n. 16. com oilao para a raa da Florentina.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Veade-ae era casa de S. P. Jonhston & C,
sellins e silhoes inglezos, eandieiros e castigis
bronzeados, lonas inglesas, fio de vela, chicotes
pira carros e montara, arreios para carros de
um a dous cavallos, a relogios de on.ro patenta
ingles.
Acaba de chegar para a
loja d'aguia branca, ra do
Queimado n. 16.
Pus de arroz com bonica em bonitos rasos doa-
radoa.
Ditoi dito sem boneca em pacotes.
Agua balsmica para conservarlo doa dentea e
bom hlito da bocea.
Opiata iogleza para alvajar os denles.
Leite virginal caja utilidade reconhecida para
tirar sardas.
Vinagre aromtico para qaem soffre de tontices
e dar de cabega.
Pastilhas de cheiro para se perfumar aposento.
Acha-ie venda oo eacriptorio de Aniuni
Luizde Oliveira Azevedo l C, ra da Cruz n. 1
a obra escripia pelo visconde de Urugaay.Eoaaio
Sobre o Direito Administrativo ; deixamos de te-
car elogioa a eata obra, baata o oome de sea au-
tor para a tornar recommendada, daos volumes
em brochara 109, encadernado 12$.
Enfeites para senhora.
Oa melhoree enfeites pretos e de cores que ap-
parece a 5*500, 69 e 6$500 : na loja da Victoria,
na ra do Queimado n. 75.
Caixinhas e cabazes para
as meninas Irazerem
no bratjo.
Mnito lindas caiiinhas e cabazes para meninas,
de 100 ria at 2500: na loja da Victoria, na raa
do Queimado n. 75.____________________________
Franjas pretas com y-
drilho e sem elle.
Ricos sortimentos de franjas pretas e de cores
com vidrilho e sem elle : na loja da Victoria, na
raa do Queimado n. 75.
inhasde peso verda-
deras..
Lichas finas de peso verdadairas, meadaa
grandes a 240 ris : na loja da Victoria, na raa
do Quaimado n. 75.
Phosphoros de seguran^
Phosphoros de seguranca, por que livra de in-
cendio, a 160 ris a caixa : na loja da Victoria,
aa ra do Queimado n. 75.
Baleias para vestidos.
Btelas muito grandes e boaa a 160 ris ama
na loja da Victoria, na ra do Queimado n. 75.
Linha de croxel para la-
byrintho.
As melhores liohas de croxel para labyrintho,
novillos monstros a 320ria um : na loja da Vic-
toria, na raa do Queimado n. 75.
Sintos dourados para se-
nhoras.
Lindos sintos doaradoa para senhoraa a 2$200,
ditos de ponta cahida a J, ditos de uta a 12600:
na loja da Victoria, na ra do Queimado n. 75.
Ricos espelhos de
moldura dourada para
salas.
Chegoa para a loja da Victoria ama peqaana
porgao de ricos espelhos de varios tamanhos para
ornaroentoa de salas, afliangando-se serena oa
melhores em vidros que tem vindo : na loja da
Victoria, na ra do Queimado n. 75.
La para bordar,
La mnito boa da todas as cores para bordar, a
73 a libra : na loja da Victoria, na ra do Quei-
mado n. 75.
Linhas do gaz,
Caixinhas com 50 novellos de linhas muito fi-
nas do gaz a 900 ris a caixa, ditas com 30 no-
vellos a 700 ris, ditas com 10 novellos grandes
a 700 ris, brancaa e pretas: na loja da Victoria,
na ra do Queimado n. 75.____________________
Venda de predios.
Um sobrado de dous andares e soto, na ra
da Goia n. 40, com 33 palmos de largo e 125 de
le\do, com um pequeo quintal ; ama grande
casa terrea feita a moderna, na ra da Ponte Ve-
lha d. 11, muito bem construida e com commo-
dos para grande familia ; urna dita na ra do A-
ragion. 20, livres e deaembaraeadas; a tratar
na raa Nova, loja n. 18, das 10 horas da manha
s 3 da tarde.
Boa fama n. 35.
Vende os seguintes ob-
jectos abaixo mencio-
nados.
Grsmpos a balo com pandante doaradoa a 2 j
o par.
Penles imitando tartaruga para bandea, ulti-
mo gosto a 35 o par.
Fivelaa para sintos, fazenda inteiramante nova
a 2$ o par.
Alflnetes pretos com douradopara senhora, in-
teiramante no vos a 2c cada aro.
Botdes pretos com dourado para punhos, intei-
ramenla novos, a 2fl o par.
Botdes de tartaruga para punhos a 1J500 o par.
Na ra do Qaeimado, loja de mindezaa n. 35,
da boa fama._______
Tinta para marcar roupa.
Vende-se tinta para marear roapa a 19;
Agua de malabar para Ungir cabellos a Bf o
frasco: na ra do Queimado,loja de miudezaan.
35, da boa fama.
Cartas finas para jogar.
Vende-se dazia da btralhos de cartas finas com
as ponas douradaa a 6c, dita sem ser dourada a
3^500 e 4fl : na ra do Qutimsdo, loja de miu-
dezas d. 35, boa fama.
Fitas de la para debrum.
Vendem-se pecas de Ota de la para debrum a
18, e em vira a 120 rs., ditts de seda a 29400, a
em vara a 240 : na raa do Qaeimado, loja de
miudezaa n. 35 da boa fama.
Bom negocio.
Vende-se por prego muito mdico nm exeel-
lenta piano novo, e de ptimas vozes : quem
quizer annancie.
Botes para pinino.
Vende-se botoeade punho finos de diversas
qualidades a 200 rcia o par. que tambem servem
para manguitos de senhora : na loja do beija flor
ra do Queimado n. 63. _______
Occulos.
Vende-se occulos finos de armaco de ac, a
2$, Ij oOO e 400 ris : loja do beija flor, ra do
Queimado o. 63.
Bicos Casquines
A loja da boa f recebea superiores bisquines
de muito fina cambraia a imitago da de linbo,
bordadoa eenfeitados com apurado gosto eos
vende pelo barato prego de 8j> cada um, tendo
sido sempre sea casto de 16$ e 20o, apressem-se
pois em compra-Ios na mencionada loja da boa
f, na ra do Queimado n. 22.
Superiores atoalhados
adamascado.
Superiores atoslhado adamascado com 8 pal-
mos de largara al$600 rs. a vara : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Damasco para coixas e para
ornamentos de igreja.
Vnde-ss muito superior damasco de l de
urna su cor, muito proprio para coixas e para
ornamentos, com 6 palmos de largura pelo ba-
rato prego de 2$800 rs. o covado : na rea do
Queimado o. 22, na loja da boa f.
Verdadeira pecbincha.
Vendem-se corteado superior gorgurao de se-
da pira colletes pelo baratissimo prego de 1$,
2$ e 39 o corte : na ra do Queimado n. 22, na
bem coohecida loja da boa f.
Fazendas pretas
superiores.
Grosdenaple preto muito superior pala dimi-
nuto prego da 29 o covado, panno prato muito fi-
no a 3, 4, 5, 6, 7 e 98 o covado, casemira preti
muito fina a 2J, 2j500, 3, 35500 a 49 o covade,
mantaa pretas da blonda multo superiores a 129,
mantaietea da superiores grosdenaples pretos ri-
camente bordados a 359, sobracsaacaa da panno
prato maito fino a 309, casacas tambem da panna
prato muito fino a 309, paletota da panno prato
fino a 18 a 209, ditoa de casemira de cor mes-
dada a 189, superiores gravatinhas estreitas a
19, ditas da satim maeo o de gorgurao maito aa-
perierea para daaa voltas a 29, ditas eatreitinhai
com lindos alfioetes a 29, superior gorgurao pra-
to para colletes a 49 o corta, ricoa enfeites pretoi
a 69, e assimoutras umitas fazendas qae sendo a
dinhairo vista, vendem-se por precos maito ba-
ratos : ni raa do Quaimado n. 22, na bem coohe-
cida loja da boa fl.
Vendem-se caixes va-
sios, proprios para funileiro
e bahuleiro, a 1280 cadaum :
nesta typographia se dir.
Chapeos de sol
com bouquet para senhora.
Entre os muitos e diversos objectos de gosto a
phaotasia que a loja da agaia branca ha recebido
sobresaliera asses delicados e noviasimos cha-
peos de sol com bouquets. Iloje que os indis-
pensaveis baldas nao permittem que as senhoraa
andem de braco, faz-sa de certo neceasario que
cada ama tenha o seu chapeo de sol, e qae este
corresponda ao valor, e bom gosto de um rico
vestido de seda. por isso que dita loja aca-
ba de receber como por amostra ama pequea
quaolidade desses bellos chapeos de sol ornados
de finas Dores o qae entre nos novissimo. Na
verdade ellea ae tornara agradaveia os olhos de
todoz, e a senhora que os comprar pode orgu-
lbar-se de seu bom gosto, ao contemplar que
trazendo-o fechado Ogura-se-lhe um lindo bou-
quet, e aberto representa-se abrigada em urna
carregada roseira, emOm at onde pode che-
gar a perfeicao meamo o cume ao bom gosto.
S pena que vieasem tao poucos que talvez
nao chegaem para a vigsima parte das pretn-
deme. Custa cada um 209 porem a senhora
que os vir nao exitar de os dar ainda mesmo
que seja preciso bulir n'aquellas moedas de pra-
ta que tem guardadas em sua bolsioha reservada.
Assim pois mandem qaanto antes compra-Ios na
raa do Queimado loja da aguia branca n. 16.
Bonecas francesas.
Vende-se bonecaa francasaa ricamente vestidas
9000 a 5|000, e 18000 bonecaa da cera com os
olhoa movedeos a 2J000 e 39000. na ruado Quei-
mido loja da miadeas da Boa fama, n. 35.
Fivelas de ac para sintos.
Vende-se Avalas da ac para sinto a 1J500 rs.
29OOO na raa do Qaeimado loja da miadezas
da Boa fama. o. 35.
Baleias.
Venda-sa baleias 120 rs. cada ama aspa de ac
para balaoa 160 ra. a vara, bandees a 19500 re. a
29OO o par, aa ra do Qaeimado loja de miadezas
da Boa fama, n. 35.
Cascarilhas de seda.
Vende-sa cascarrilhaa da seda para anfeitar
rostidos a 2;Ooo a peca na ra do Queimado
loja do miadezas, n. 35.
Meias de borracha.
Vande-se melasde borrscha para qaem padece
de erisipela a 159000 o par, meias de seda preta
para senhora a 18000 o par na raa do Queimado
loja de miudezaa da Boa fama, a. 35.
Para os tabaquistas,.
Lencos muit finos a imitago doa de linho de
muito bonitos padrdes e de cores fixas muito
proprios para as peasois qu toma di tabaco, pelo
barato prego de 49800 e 5^500 a dazia: na raa
doOueimodo n. 22, na bem conhecida loja da
boa t._______________________________________
Bramante de linho.
Vende-se muito superior bramante de linho
com duai raras de largura proprio para lengee,
pelo barato prego de 25400 rs. a vara: na bem
conhecida loja da boa f, na ra do Queimado
n. 22.
Camisas bordadas e ontros ob-
jectos necessarios para
senhoras.
Na loja da aguia branca acha-se um bailo aor-
limento de bonitas camiainbaa defina cambraia
com babadinhos e mui bonitos bordados de no-
vos e delicados desenhos, as quaes servem mui
bem para os modernos vestidos de frente aberta
a vendem-se pelo diminuto prego de 39 cada
ama ; assim como bonitos manguitos a balo com
gollinhas de superior cambraia e fil e todos bor-
dados, com punhos virados e cada prpelo ba-
retiasimo prego de 28, o que admiravel avista
da superioridade da obra, a bem assim panhos e
gollinhas tambem bordados com bonitos botdes
a 29 a gearnigao, e gollinhas soitas igualmente
bem bordadas a 19 cada urna e manguitos a 800
rs. o par. A vista pois de am tao completo sor-
timento neohuma senhora deixtr de comprar
easesnecessarios objectos tanto maia quanlo a
comraodidade dos precos convida e para que to-
dos aajam bem servidos convem que mandem
logo comprar na loja da aguia branca ra To
Queimado n. 16.
A loja da aguia
A 2$5U0, s o pavo.
Vendem-se cortes da cambraia brinca com 2 a
3 babados a 29500, ditos de tarlatana brancos e
da cores, com barras a babados a 39: na ra
da Imperatriz n. 60, loja a armazem do pavo da
Gama & Silra.
Perfumarias muito finas e
baratas.
Opiata iogleza a 19500 rs, dita francaza a 500
rs., 640, I9OOO, oleo da sociedada hyglinique
verdadeiro 1I9COO o frasco, oleo babosa.de Pivar
verdadeiro a 800 ra. o frasco, agua balsmica
para os denles a 19000, dita de Botot tambem
para os denles a 18000 o frasco, pomada trnce-
la em paos a 500 rs. e 19000, 320 rs. sabonetea
maito fino a 640 rs., 800 rs. e I5OOO cada um na
raa do Queimado loja da miadezas da Boa fama,
n. 35.
Grampos a balo
com pendentes dourados.
A loja d'aguia branca contina na recepgio de
objectos do ultimo gosto, e por isso acaba de des-
pachar vindo palo ultimo vapor esses delicados
a novissimos grampos de bonitas cores com pen-
dentes dourados o que de mais delicado se pode
encontrar. Esaa loja como geralmente sabido,
temsempra em vistas a commodidade de saas
boas fregueziaa e por isso tem resolvido vender
esses galantes enfeites a 29 e 39 o par, o que na
realidade muito mais valere. Convm pois que
a vista ds limitigo do prego a senhora que com-
prar am ou mais pares, nao se demore em par-
ticipar as suas boas vizinhas e intimas amigas ds
collegio, para que as emillem no sau aparado
gosto, e mandem logo comprar outroi parea na
loja de sua affeigo : qae a d'aguia branca, rus
do Queimado n. 16.
Rival sem
igual
RA LARGA DO ROSARIO N. 36
Primeira loja junto da botica.
Florea artiflciaes maito bonitas a 19.
Teiooras para costura com loque finas a 400 rs.
Botes de linho para casaveque a 20 rs.
Ditos de seda para ditos a 30, 40 e 50 ra.
Filas de clchete par: vestido, vara a 320 rs.
Masiinhos de contas oudas a 120 e 200 rs.
Sintos dourados a I96OO
Enfeites pretcs com franjss a4800.
Meias brancas para senhora a 2$5U0 a dnzis.
Botes psra punho a 120 e 160 ri.
Escovaa para limpar aunas a 320 e 500 rs.
Ditas para cabello a 18.
Ditaa para roupa a 500, 800 e 19.
Liohas de croxel para bordar a 60 rs. a miada.
Clchelas francezes em cartao a 40 rs.
Garreteis de linha a 40, 60 e 80 rs.
Novellos de linha do gaz a 30 rs.
Papel tarjado para lato a 19280 a caixa.
Dito branco ede cores a lg a caixa.
La para bordar sortida a 6$400 a libra.
Franja preta de seda com vidrilho.
I.uvas de seda com toqae a 200 rs.
Occulos aro d'sgo muito bons a 1 %,
Ditos de metal a 500 rs.
Franjas brancaa de linho a 80, 120 e 169 rs. a
vara.
Agulhas francezss em caixinha a 220 rs.
I Tinteiros com tinta lampa de metal a 180 rs.
] Caivetes maito finos psra pennas a 600 rs.
! Carretela de retroz de cores a 280 rs.
Pinceia para fazer barba a 400 e 600 rs.
Pentcs de altear de borracha a 560 ra.
Caixss dejogos de vispora a 800 rs.
Ditas de jogos de xadrez a 1J600.
Meias para homem cruas a 2ci00 a duzia.
Caixas de metal com peonas d'ago a 100 e 200 ra.
Ditas com urna groza de ditas a 400 rs.
Um sortimento completo de rap Paulo Cor-
deiro a 19500, giase grosso a I56OO, dito meio
grosso a 18600, dito fino a lg280, Lisboa a 29700,
rolo francez a 29900, Meurun a 19040.
Assim como nesta estabelecimento se encontra
am sortimento perfeito de miudezas;
Bordados baratos. s\.
a-0*! *8 a*Hinbss de cambraia e de fil bor>
dadas 1 500 rs., manguitos a 1$ o par, manguitos
com golla bordada de cambraia a 18600, e liras
bordadas a enlrereeic Vn aa Imperatriz u.
o, loja do pavo.
Aitenc&o
a pechincli, narua do Queimado nro,
esquina que volta para a Congie-
gacao.
Vendem-se
Paletoli de casemira de cor, saceos e sohra *
9el0j000.
dem de meia casemira, saceos e sobre a 4^
49500 e 59.
dem de merino de cordio sobrecasaecs: 6 7
e 88000.
dem de alpaca preta de 4 a 7$.
Coleles de casemira de cor muito finos a 4J300.
Caigas de meia casemira a 39 4, e 4?50l
dem de casertira, gosto moderno a 5)000, Cfi,
7 o 89O0O. v
dem de brim pardo e branco a2g, 3 e i*.
dem de fustao o ranga a 29, 28400 e 39."
Meia casemira para caiga e paletota a 600 *s n
covado.
E outras muitss quslidades de roupas eas por
prego muito commodo ; na ruado Queimado nu-
mero 43
MMA
Potassa da Mussi
Vende-se emeasa de N. O Bieber &
C, successores. ra da Cruz n. 4.
das seis portas em trente do
Livramento. 15,20,30 e 40
arcos.
Grande sortimento de saias a balo da arcos,
os melhores qae aqai tem apparecido no merca-
do a 49500, 59, 68 e 69500 cada am, d-sa para
amostra com penhor ; a loja est aberta al as 9
horas da noile:
Superior brim branco de
linho
Vende-sa saperior brim branco de linho tran-
cado pelo baratissimo prego de ljj'200, 19440 e
19600 a vara, dito muilo encorpado de dous fios
o de linho puro a 2$ a vara : na ra do Qaaima-
branca ra do Queimado n. 16) *na bem onnecida loia dboa f-
Acaba de receber os precisos objectos seguin-
tes :
Aspas de balis grandes e pequeas.
Fita com colxetes branca, parda e preta.
Dita de laa para debruar vestidos de cores.
Trancinba de caracol miado conhecida por bom
tom.
Alflnetes pretos e brancos em caixinhas.
Agulhas imperiaes fundo dourado.
Ditas victoria em caixinhas a papis.
Retroz preto fino em csrreteis grandes:
Chumbo! chumbo!
Batatas novas
Tergo o. 23.
Bata bis .
60 rs. a libra
no largo do
ireia 4B
Vendem-se dous lindos moleques de 8 an-
uos de idade pouco mais ou menos : a tratar na
ra da Cadeia do Recife loja o. 64.
Chapeos de feltro al^
Vende-se na loja de fazendas da ra da Madre
de Dos o. 16, defroote da alfandega.
Ceblas.
Ra do Amorim n. 43.
Vende-se o cenlo pelo bsralo prego de IgOOO.
Pechincha
Vende-se urna cama franceza de amarello em
bom estado: a tratar na raa do Caldejreiro nu-
mero 90.
Na ra da Imperatriz nu-
mero 20.
Vende-se o seguate.
* Bramante com 10 palmos de largura a 19500,
riseadiohos escaros de cor flxa a 160 rs., cissas
de cores a 280 e 320 rs., oleados para cobrir
mesas a 1%, indianas maito hnas a 18, chitas a
160, 200, 240, 280 e 320 rs., cambraias de sal-
picoa de coras o brancas a 400 rs., cobertores
brancos e escuros a 19200, 19600 e 29, pannoa
finos pretos e de cores a 29. 29400 e 39, cam-
braias para cortinados a 29 a pega, ditas lisas a
2$. 39. 48 c 59, tapetes muito finos a 69 e 79,
chapeos de seda e de castor muito nos edo ul-
timo gosto de Paria a 89 e 99, ditos de feltro fi-
no e?? !* a 59, cssemiraspara forro de carros
a 19600, corlas de dita maito fina para caigas a
49. pegas de ntremelos a 19, e finalmente ma-
dapoloes, algodoei, brins, bralanhas e outras
multas fazeodas qua o dono do astabelecimsnto
ata resolvido a vender muito barato afios de
aparar dinhairo, dando-se aa competentes amos-
tras com penhor.
Superior caldo Lisboa.
Vende-se saperior cal de Lisboa chegada lti-
mamente, por precos muito mais commodos do
que em oatra qualquer parte : no antigo o acre-
ditado deposito da ra do Brum n. 66.___________
Para baptisados.
A loja d'agua branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor a sua encommenda dos seguir.tes ob-
jectos para baptisados, sendo lindas touqainhaa
de setim mui bem enfeitadas, e cada urna em
sua caixinha, sapatinhos deselim branco, e de
cores ricamente bordados, e meias de seda, o
melhor e mais bonito possivel. Agora, pois, os
pais qus nao quizerem esperar pela generosida-
de das senhoras comadres, dirigirem-se logo
munidos de dinheiro loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16, onde bem podero comprar
esses galantes objectos.
Perolas falcas
ou aljfar de fina quilidade.
A loja da aguia branca acaba de receber um
novo sortimento de superior aljfar branco ou
perolaa falgas o qaal por sua perfeigo difficil-
mente se distingue dss perolaa verdadairas e ser-
vem elles por sua extraordiairia grandeza para
a8garganlilhas que presentemente esto em mo-
da e mesmo para outroa enfeilea e como sempre
vendem-se commodamenta a 19, 18200 e 18500
o fio: isso na ra do Queimado loja da aguia
branca n. _*G.
Em casa de Mills Latbam & C
na ra da Cadeia do Recie n. 52, ven-
de-se :
Queijos flamengos muito frescos chega-
dos pelo ultimo vapor.
Vinho do Porto engarrafado de muito
superior qualidade.
Cerveja de diversas marcas em barricas
de garrafas e meias ditas.
Arroz da India.
Salitre refinado.
Oleo de linhaca.
Pedra hume.
Sulfato de ferro.
Secante.
Alvaiade.
Azarco.
Tudo vende-se por commodos precos
e a vontade dos compradores.
Em easa de Mills Latham & G. na
ra da Cadeia do Recife n. 52, ven-
dam-se dtias machinas a vapor de nova
invencao para engenho de assucar sen-
do urna deforca de 12 cavallos e outra
de 14 ditos e rame de ferro para
jardim.
Cal de Lisboa.
Vende-se saperior cal da Lisboa chegada lti-
mamente, e por pregoi muito maia commodoado
qae em outra qaalqaer parle ; no antigo o mai-
to acreditado deposito da roa do Brum n, 66.
Vende-se chumbo da
diversos nmeros, a retalbu
prego maia barato que em oatra parte
ga do Rosario n. 34, botica.
2,400 rs. a nazla.
LeniM'-brancos finos parayalgibeira pelo dimi-
nuto prTfco de 29400 re. a dazia : na bem conhe-
cida lojr da boa f, na ra do Quaimado n. 22
>ainbraias de cores
Vendem-ie cambraias francezaa de cores fa-
zenda muilo fina pelo baraliasimo prego de 260
e 280 rs. o covado : na loja da boa f na rea do
Queimado n. 22.
Para luto.
Pumos de seda elsticos psra chapeos largos e
mumgao sortido e de estreitos a 19500 : na raa do Queimado n. 22,
oa em porgoes por I Da )oja di Doa {.
ra lar-
Boa compra.
Vende-se o expeliente engenho S. Joaquim,
sito na fregutzia da Varzea, urna legoa por bom
caminho, moenle e correte d'agua por dous
agudes, terrenos e malas sem iguaea, pode sa-
frejar at 2,000 paes. Troca-se tambem por pre-
dios o mesmo engenho, porm s nesta praga ;
qaem se qaizer enriquecer em pouco lempo, di-
nja-se a negocia-lo na ra da Praia n. 53, ter-
ceiro andar.
A verdadeira esseucia de ail
para engommado.
Acaba da chegar para a loja d'aguia branes,
raa do Queimado n. 16.
AGElNClrV
DA
Fundico Low-Moor,
Boa da Sen zalla Nova n.4S.
Nesta estibelesimento continua a haverum
completo sortimento de moendas a meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido a coado da todos ostamanho
para dilo,
Cil e potassa.
Vendem-se estes dous ar-
tigos ltimamente chegados,
no bem conhecido e acredita-
do deposito da ra da Cadeia
do Recife n. 12, mais barato
do que em outra qualquer
parte.
Sua do Crespo n. 7, no
gallo vigilante.
Nesta nova loja ha grande porgao da caixinhas
com amendoas proprias para brinquedo de S.
rJoaoqaeaa vende pelo barato prego de 800 ra.
cada urna qaem deixar do dar a urna menina
urna caixinha ; tambem tem grande porgo de
caixas proprias para doces secos que vende con-
forme seus tamanhos a 69, 59 e a 49 a duzia
amendoaa avulaaa a 800 a 640 rs. a libra : s no
vigilante raa do Creipo n. 7
Manguitos com gollinhas.
?enda-aa manguitos com gollinhas, fazenda
mallo boa, pelo barato prego de 2S00O, gollinhas
e punho, ultimo gosto a 2000, gollinhaa muilo
Ooai 4 bem bordada! a IfOOO cada nma na raa
ao yueimado loja da miudezaa da Boa fama,
O. So
Tiras e ntremelos bordados.
i iwiQd J.OOO, ,500 e 4,000 entremeios a I96OO e 29000
2!aL? r"d0 QeD" da Boa fama, n. 35.
Lazinhas muilo finas
para vestidos.
Superiore lazinhas para vestidos de maito
bonitos padrdes que se vendem pelo baratissimo
prego de 440 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 22, no loja da boa fe.
Machinas americanas.
Emeasa da N. O. Bieber & C., auccessorss,
raa da Cruz n. 4, vendem-se :
Machinas para regar hortas o capim.
Ditaa para descarogar milho.
Ditas para cortar capim.
Selins com pertences a 109 a 209.
Obras de metal principa prateadas.
Alcatro da Saecia.
Verniz de alcatro para navios.
Salsa parrilhade primeira qualidade do Par.
Vinho Xerez de 1836 em caixas dt 1 duzia.
Cognac em caixas da 1 dazia.
Arados e grades.
Brilhantes.
Carrogas pequeas.
Vendem-se tachaa.de ferro cuado do autor
mais acreditado : na rui do B'um, armazem de
sstucar de Jos da Silva Loyo & C._____________
A loja d'Aurorarua lar-
ga do Rosario n 38,
tem para vender agulhas francezas, ditas curtaa
para alfaiate, ditas do fundo dourado, ditas
rainha Victoria, ditas de muito boas qualidades.
A Nova Aurora est veodendo muito barato
per ter bastante, sortimento de miudezas :
vista se dir o prego de ludo.
A nova loja na ra larga do
Rosario n. 38,
tem luvas de pelica brancas, amarellas e pretas,
para bornees e senhoras, franjas de seda de to-
das as cores, ditas de algodo de todas as lar-
guras e de todo o prego, capellas brancas pro-
prias para mftvas._____________________^^^^^
A nova Aurora, na ra larga
do Rosario n. 38,
tem papel de amisade a 700 rs. o pacote, e de
rxuitas mais qualidades, formato pequeo, s
vista se dir o prego delle ; dito grande de todas
as qualidades tanto lizo como pautado, dito de
peso, retros de primeira qualidade, preto, azul
ferrete ede outras cores proprios para alfaiates
e qaalquer coatara, bengalas muito fioaa e bara-
tas de todaa as qualidades, papel pan msica e
para caotoria, tinta preta propria para copiar mu-
ticas, tinta carmezim, dita azul ; s vista se
dir o prego de tudo.
Rendas, bicos e objectos
para sacerdotes.
Na lrja de ferragens na ra da Cadeia n. 44,
offerece-ie i venda superiores rends e bicos
prximamente chegados, assim como um rico
roquete, eobrepelz, cota e voltas para cabegoes,
sea prego coramodo ; ena meama leja vendem-
se canoas de carreira, de amarello e de oiticica
de diversos lmannos ; a examinai no eslaleiro
do Se Joqaia Antonio Rodrigues, na raa do
Brum ; e 2 prsnchoea do amarello de 55 a 60
palmos do compridos doas a trea de largo: es-
tes no cea do Ramos janto ao estaleiro patente
1 do lado do norle.
Loja de miudezas ra do Quei-
mado numero 33 A.
Costureiros.
Agalhas Victoria papel a 120 rs.
Linhas de200 jardas de todos os nmeros a SO rs.
Caicarrllha a peca 29.
Ditas muito boa vara a 400 rs.
Tranga de linho para todo prego.
Franja deaeda, de lieho, de algodo muito ba-
rato.
Retroz, linha de novelo etc.
Meias.
Um completo sortimento sendo ds cores para
meninos a 240 rs.
Ditas brancas a 200 rs.
Ditas para senhora a 240, 300 e 400 rs.
Ditas para homem a 59 e 6$.
Ditas pretas para senhora a 400 e 360 rs.
Gravatas
com bollo a 19.
De cores muito boas psra homem a 1;.
Para meninos eslreitinhas a 800 rs.
Pulceiras
de contas miadinha a 19*
De cabeilo a 49.
De phantasiade dito etc. a 500 rs.
Botdes.
Para casaca e pera calca a groza 320 rs.
Para camisa muito ns groza 19)00.
Grandes para roupo groza 1ij600.
Pequcninos para erianca 1$400.
Alamares.
Para capota a dazia por 800 rs.
Colxetes.
De flo batido especial duzia 720 rs.
De cartao 14 pares a duzi 500 r?.
Em caixa pretos a duzia S00 rs.
Brincos.
A balo brincos, encarnados, azues e dourados o
par por 19.
Rozetiuhas com pedras que parece diamante o
par 19.
Penas e caetas.
De lodas as qualidades especialmente de caligra-
phia e de langa.
Caetas para aprender escreTer pelo systema de
Sculy urna por 500 rs.
Papel.
Almago pautado 500 folhasSJ.
Dito dito 420 ditas 4.;00.
Dito dito 420 ditas )'.
Dito liso 39200.
Dito de peso azul e branco 4JC0.
Dito azul liso 29500.
Dito pequeo tarjado 19500.
Dito penueno de cores 1J200 e 19500.
Dito tarjado de preto 15500.
Envelopes canto lg
Obreias de colas 100, 120 e 300 rs.
Pentes de tartaruga.
A imperatriz 89 e 109 o que so vendsu por 1C9
e 209000.
Direito para atar cabello a 49.
A imitago por 19.
De arripia para menino? a 800e Ir..
Tartaruga para alizar :'>.
De bfalo para suica e cabello 400 rs.
Penles de borracha pequeos para Irazer por ca-
sa muito bons a 320 rs.
E inflnidade deartigos novamente chegados
ioja Esp>.ranga ra do Queimado n. 33 A..
Fazendas baratas
NA
Loja do pavo,
Cambraia organdys a 280 rs.
Vende-se cambraia organdys de cores com mo-
dernissimos padrdes a 280 o covado, e cssssi
francezas muito finas a 240, 280 e 300 rs. o co-
vado : s na loja do pavao, raa da Imperatriz
numero 60.
Chitas largas a 200 rs.
Vendem-se chitas largas a 200 rs. o cosado por
ter um pequeo toque de mofo ; na ra da Im-
peratriz n. 60, loja do pavao.
Alpakina280.
Vande-se esta nova fazenda de linho a imitago
de sedas da quadrinhos miudinhos propria para
veatido do senhora, roupaa pira meninos, sondo
fazenda qae nao desbota, a 280 o covado : na ra
da Imperatriz n. 60. loja>do pavo._____________
Bramante a 10$.
Vendem-se pegas de bramanlu de linho de
urna s largura com 27 varaa a 109 a pega, tam-
bem aa vende 1|2 pega com 13 1 \i varas por 59 ',
na raa da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Carnauba,
Vende-se a mais superior cera de carnauba qae
ha no mercado ; na ra da Imperatriz n. 60, loja
do pavo.
Cambraias lisas a 3$.
Vendem-se pegas de cambraia lisa muito fina
com 8 1)2 varas a 39 a pega : na ra da Impera-
triz n. 60. loja do pavo.______________________
Paletots a 6$.
Vendem-se psletots de panno preto fino e cor
de cif a 69 : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
pavo. ____
A epidemia declina lensivelroente, a o sea
completo desapparecimento est proxi-vu! o
propnelario deste bem ortido estabelecirr^nlr.
eonvida os seus numerosos freguezes a eubs:;*tr
o galgado velho, que lodo est eholerico, por no-
vo, e que poisa resistir s mil schotis e rnszzar-
cia qua vo sor daosadaa em iouvor do restana-
lecimecto da saude publica. Os pregue con-
vidis :
HOSIENS.
Miiis. : :
Botinas afamadas
non-plus-lira Nantes.........
Nantes 2 baleras..............
> lustre....................
inglezes de botes..............
> baledores.......................
couro (U poico.......
> bezerro a lustre...............
> inglezes ps selvagens.........
s taxiados brasileiros............
Sapatoes non-plus-ultra................
12f!lf!0
I29OOO
11000
10*000
IO9OOO
'r:>oo
vC0O
95000
7J5C0
5J500
750(10
69EOO
bjOO
69000
595C0
3 bateriaa e msia..............
> esmaga cobra..................
Nantes 2 bateras vaqaeta.....
2 baterisi bezerro......
trsbalhadores.......... 59000
brasileiros de 3500 a.......... 2*000
Sapatos2 colas e salto.................. ~r'-".
> tranga portuguezes.......... V000
> franc.zcs......192S0
SENHORAS.
Botinas deugozai.........5:5!,
salto de bater......; 5rr !(>
pechincha de 49500 a. ij1 O
> americauas 3J5O0 a 23500
Sapatoade aalt (Joly) J 35000
s sem ella [dem)......19920
tpele;........ 300
econoo \co*. ...... ,',
> lustre 32 ? 33....... SG
MENINOS E MENINAS.
lis do lude en religo c nao se deia sabAr
dinheiro. v\
Ura orapleto sortimento n couro de porco,
coriato, bezerro francez, couro de lustro, mar-
roquirn, sola, coarinhes etc., que ludo s> r ca
por dinheiro vontade do comprador.
Veiidem-se os Siguiutes gneros no arma*
zem de Manool Marques ce Olivei.a & C, res Ja
Moeda n. 9 : mei em harria graneo o pequtni
porgo, agu^rier.to Jo cana im pipas o em redes
ditas, cal to Lisboa muito nova em barris e em
porgao,palha tibu para tunei.os.
Candieiros no gaz
Chrgou para a los gei, que ten; vindo ao mercado,
na rus do Qucirosdo
candieiros do
por [rucos commodos
n. 51.
Ra larga do Rosario, loja
d'Aurora n 38
tem para rendar agopara bwlo de todas as lar-
garas, seda f ron xa par bordar, Iiu!:s proprias
para bordar, linhas Pedro V, e cariao de ,
100 o 200 jardas de tojas as cores, liohas do
carretela de 100 e 2UD jardas, da melhor que na
no mercado.
Vende se uaa carro ce passeio-com
quatro rodas, de cons'uuceuo bambui'*
gueza, muito forte, pouco usado, com
parelha de cavallos, arreios ou sem el-
les, por preco comnjodo : a tratar na
ra da Piaia n, 55.
= Vende se um escravo pardo, de idade de
14 annes, proprio paia qualquer emprego, pos
ser muito mego, sadio, e sem vicios ; na ra da
Cadeia, primouo andar do tasa n. 41.
KSF&'fi QZ gK
<*i .
Est fug'do 'osde 11 do correnie mez ele j-
lho, o escravo pardo, Ricardo, boleeiro o carro-
ceiro, bem conhecido resta praga e seus arre-
baldes ; representa ter 25 jnecs de idadp, bsi-
xo e magro, tem c.bd'.cscarapinhos raspado es
pouco lempo na esc..;;, onda esteva per causa
de estar fgido, tem pouea barba e filia do dentea
na frenle, rosto comprido e olhos redondos ; tem
sido encontrado ns Capunga, e Olinda anda ~i-
diando e jugando com mais de 209 que levou :
quem o apprebender e levar a casa deseusanhor
na Passagem da Msgdalena que ser generosa-
mente recompensado.
Antonio Valentim da Silva Barroca.
Chitas escuras a 240.
Vendem-se chitas francezas escuras a 240 o co-
vado : ni roa da Imperatriz n. 60. l"j* do pavo.
Chales baratos.
Vendem-se chales da marin de corea sendo
maito grandes 3j ; carea da Imperatriz n. 60,
loja do pavao,
2001 de gratificado
z qaem pegar o pardo Francisco, de 17 arns
do idade, d; bonita figura, com todos os denles,
cabellos carapinbos e rui"os, esto pardo foi do
Sr. Dr. Borgeida Fonseca, o qual viajou com
mesmo sernor todo o serto e suburbios desta
provincia,cecessa'iamente qjando era spu ?i-
cravo, e talvez ainds se inculque a servigo do
mesmo: que1?! o pegar qniira entrega lo a te*
legitimo dono na rus do Hospicio n. 6.
Ignacio Luiz de Brito Teborde.
Escravo fgido.
Fugio do abaixo assignado o seu escravo Joao,
Angola, maior de 40 annos, com os sigoaei se-
guintes : estatura regular, mas;ro, e urr pouco
cambaio, por ter um joelho inchado, tem o roito
comprido, bocea grande, olhos avermelhados, a
a voz um pouco rouquinha, e costama trazer um
brinco na orelba esquerda, andava gsnhando,
muito ladino, e de prezumir qae se intitule for-
ro, j esteve no Rio de Janeiro para ser vendido,
d"onde veio ha poucos mezes. Foi comprado ao
Sr. Jos6 Paulo do Reg Brrelo, da villa do Ca-
bo, que o houve de ama Sra. D. Maria das Ierras
do engenho Serrinha, depois de ter chegado do
sul fugio para o Cabo, sonde dizem que tem ama-
zia e llbos, e onde foi capturado. Anda con-
serva sigues do castigo que soffreu por esta fu-
ga. Das dapois dase haver ausentado pela ul-
tima vez, foi viito no bairro de Sanio Antonio;
grande roentiroio, e de crer que pretenda il-
ludirquem o capturar; deixou ficar a roop, e
levou vestido calca de brim de cor e camisa de
madraslo. O sbixo issignido protestar com
todo o rigor di lei contra quem o acoitar. *e-
commenda-se sos sinhores capiles de campo o
autordadea policiaes, e a qaem o trouxer ao ar-
mazem da rna da Crax no Recife n. 33, sera re-
companssdo.

MUTILADTJ


s
Litteratura
Um divojpeio.
vuovelta ailema.
II
[ConclusoS
0 philosopho que o'uma d:s mo liaba o sau
u jtfei e un outra o cbapu, flcoa sera saber
qoi dc-varia estendor ; passou duas ou tres ve-
zet o chapu e o bouquet da dimita para a es-
uuerda e da esquerda para a dlreita ; sQoal, de-
1 Os de mui'.os movimeutos, poz o chapu do soa-
liio. o bouquet oo chopu, e, com ambas as mos
segurou a de madama Schwattz, para nella depor
uil terco beijo.
Madama Schwattz consentiu.
Isso galante, disae ella com um sortiso
muilo galante para um amigo.
Seu amigo exclamou o philosopho com um
gesto apaixooado, nao sou mais que islo ?
Sim.
Mr. Scbwtrtz pareceu espantado e observou
.. bella iv.'iva com iuquietego.
Perdoo-me, mea charo amigo, disse ella.
E mes. Seria preciso dividir nossa fortuna. A
psrtilha das casas e dos campos fcil ; mas di-
vidir as reliquias de iiossj lilbo, nao o podemos.
Devenios guarda-las juntos.
Mr. Schwartz cou por um momento pasmado ;
dapoii sbui saber mmoio o que fazia, ganbou a
potla pisando cegamenie o chap* com o bouquet
que elle to prudentemente deitava no soalho.
Mi. Schwartz apanhou os fragmentos, eotregou-
L us, e recouduziu-o alea porta da ra prodigs-
i.:.'do-lhe os maisardeates apertosde mao.
Ha j um tono quo Mr. e madama Schwartz se
tcmrram a casar : a doce luz da segunda la de
n. foi fecunda ; vi-os hunlem junto a um barco
cero onde dorma um pequerruebo de quinzedias.
Os felizei paos inclinados sobre ella a quem nao
oiisavsm abragar, com recoio de o despertar, es-
tiram l.io absortos em sua contemplago, que me
foi [ recito chama-Ios tres vezes e baler no hora-
L: de meu amigo Schwartz para que me vissem.
A morte ser bem hbil se conseguir fazer do
burgo novo como do ar.tigo ums triste reliquia.
0.' rr.rus bons amigos envilhecersm juntos sem
pi sat mais em que a lei do seu paiz Ihes per-
miliisse o divorcio. Se poderam um instante so-
ai.- r com Plalo que sua ucio era um erro, des-
< .ar.itn e esquecereni osonho.
O platnico, este, pensador eterno, ainda o
co esqueceu. Contiuua a commentar seu autor,
l&as soa ps de madama Bienn. Esta nao tivert
lempo de inclinir-se completamente para Mr.
S liwatlz, e, pois que tivera um momento affei-
_ Fritz, podis, a exemplo de madama Schw-
artr, le la a Auacharsis. Os esposos uovameote
casados julgavam elm disso que lhe deviam,
bt n como ao philosopho urna repararlo ; assim,
arrsnjado por elle, vao eelebrar-se um casamen-
to que seta (elizsem divida, se r como o seu.
EMILE RENAUK
[L'lnduslrie et Comerte Bclges.Ulistes.)
Solida da mortc do decano
Aimccsscns.
Mr. L. Galesloot, chefe da secgo dos archivos
do reioo, e j muito coDhecido como historiador
erudito, acaba de dar luz os documentos au-
thenticoa do processo de Francisco Anneestens.
documentos em allemio, foram publicados
lendo-se em vista a tradcelo franceza, pela so-
Cltdade da historiada Blgica, que tao gran les
Srvicos ha prestado, encarregando-se da publica-
go de oossas mais importantes memorias medi-
tes do steuto XVI.
G volume que temos vista o dcimo quarto
da ccllecco.
O interesse de patriotismo, que se prende ao
infeliz Anneessens, ao celebra decano daserpo-
rscoes de Uruxelias, ao veneravel e corajoso
E.-.tyr da liberdado, obriga-nos a reproduzir a
C-iiioravel noticia, que Mr. Galesloot escreveu,
da execugo desse matlyr, segundo os dados
rr.-is exactos.
Com quaoto a morte de Anneessens tenha sido
recitas vezes narrada, especialmente por Mr.
Lsvae e Mrs. Henne e YYaoters, todava nao pu-
u dispensar-me de tratar aqui do mesmo aS-
SU "i piO.
Parecen-me que a noticia desse drama hist-
rico seria o complemento indispensavel do pro-
Vimos Anneessens, no fundo de sua prisao,
pro-jurando justificarse auto seas aecusadores,
v n'olo agora em presenta de seus juizes, e
flo crulafalso.
UE10M0 110 OINIIEIRO
POR
IIENRY GONSCIENCE
Dada a sentenga em pleno conselho, sabbado
9 de setembro, o marquez de Pr ordenou ao
conselho de Brabante que a mandaste intimar a
Anneessens, na prisao, segunia-eira 18 do refe-
rido mez ; que te reuniese na manba segaiole
em o lugar do costme, abi flzease comparecer o
decano, e lhe mandasse 1er a sentencia publica-
mente, como era praie.
D'ahi devoria ser Anneessens condazido Pra-
ga Grande para soffrer a pena a que fra con-
demnado.
O escrivo Scbouten fdra o encarregado do tris-
te dever da scientiflcir ao decano o que resolve-
r o conseibo & aeu reapeito.
Anneessens recebeu a noticia com firmeza e
resignago.' Protestoe em favor de sua innocen -
cia e austentou que nao mereca a morte. Dizem
que depois da partida de Schoaten, elle colloca-
ra-se sos varoes de sua prisao e chamara todos
quaotos passsvam, seus conbecidos, e Ibes per-
guntava o que era feito delle.
Entretanto sua firmeza abindonoi-0 por um
momento, pensando no horror de sai sorte. As
mais tristes ideas e especialmente a de que ia aer
arrancado para sempre dos bracos de sua mu-
lher e de seaa Qlhos, a quem amava tanto e de
quem era asss correspondido, o prostraram de
tal sorte quecahiu desmaiado. Permaneceu al-
guna tempo esteudido sobre olaito como um ho-
rnera j abysmido as trevas da morte.
Foi a nica prov de fraqueza qua dea, por-
que, tornando a si, roassumiu esta fra enargia
que constitua o fundo de seu carcter. Elle den
umi copia bem significativa da tempera de sua
alma, e do deaprezo que votava morte, visto
como recusou pedir perdo e prohibiu que outrem
o Uzease por elle.
Ignorava completamente que muitas pessoas
de todas as classes, e que os proprios magistra-
dos intercediam-ie em seu favor ao marquez de
Pri, que todos emfim faziam ardentes votos para
que sua velhice se poupasse o terrivel golpe de
que estava ameagada.
Fmquanto ao mais elle nao obrou mal em con-
servarse nessa heroica determinago, porque,
votado de antemo moile pelo ministro do im-
perador, ella poupou-lhe a humilhacio e a dr
de urna recus cruel e altiva.
Alm deque pretende Van Veen que, na larde
da segunda-feira, veio o procurador geral adver-
tir AuoeesseDS de que lhe nao restava mais es-
peranza de salvacao, e que de forma alguma do-
vena esperar o perdi.
Certo ento de seu prximo fim, Anneessens
reclamou um confessor, o fez cahir a sua escolha
sobre o padre Janssens, jezuils, provincial da
ordeni. E como houvesse ainda na Steen-porte
sete sediciosos condemnados ao ultimo supplicio,
o padre Janssens veio com outroa tantos jesutas.
Esses religiosos ficaram na prisao, e Anneessens
teve o consol de partilhar-lhes a seia e entre-
ter-se com ellos urna parte da noute.
O marquez de Pri levara ISolonge a sua des-
confianza que, acbando-se mal dous dos reve-
rendos padres, e manifestando desojo de sahir da
Sieen porte, elle Dolquiz consentir, o ordenou
que fossem ali mesmo tratados.
Foi, pois, forcosoaos doeates conservsrem-ae
nosse sinistro retiro, onde oito infelizes, cheios
de saude e do vida, debaliam-se com as ago-
nas de urna morte antecipada, pois que a hora
fatal lhes fra marcada.
Emquanto Anneessens, preparava-se para fran-
quear esse degru horrorosa, o marquez de Pri
entendia-se com o general conde Wrsngel, go-
veroador da cidade, sobre as medidas a tomar
ali ni de impedir qualquer demonstrado hostil no
momento da execaco.
E, em verdade, a formidavel os'entacao das
tropas ordenada palo conde Wrangel, devera cor-
tamente tirar aos Bruxellenses o desejo de ar-
rancar o decano das ruaos da justieja.
A entrada da prisao era defendida por um cor-
po numeroso, quo alise conservou desde a ves-
pera. .
Terga-feira pelas quatro horas da manh, toda
a guarnigao estava j em armas, e silenciosa ia
oceupar os diversos pontos da cidade que lhe fo-
ram marcados.
Eiscomo Wrangel distribuir os seus soldados,
a maior parte dos quaes assignalaram-se contra
es Turcos, e estavarn animados de disposicoes
tao hosti9 burguezia, que, na ordem do di, o
seu general prolilbiu-lh.es, aob pena de morte,
eotregarem-se a qualquer acto de pilhagem.
DIARIO DB fIRNIMBCO; <* QARtal filBA 15 DENOSTO DK 1101.
A Praga Grande estava oceupada por dous ei-
quadres do regiment do principe Eugenio. O
resto do regiment estava esleodido desde a fon-
te dos Trea-Pucellas at o centra da cidade, por
tras da casa da cmara.
Sobre o Sabln estava um esquadrSo do regi-
ment de Holslei, Picando aa pregas de S. Joo
e dos Trigos guardadas por ontro esquadro.
Ao romper do dia um esqnadrao do regiment
do marquez de Westerloo deveria achar-ae no
Mercado-dos-Graos, e d'ahi dirigir-se para a
egraja de Santa Gudula, diante da qaal deveri
conservar-se em forma de batalha.
No Sabln estacionara um batalho do regi-
ment de Bonneval; mas o commandinte rece-
bera ordem para d'elle tirar cem homenseum
capio edeataca-loa na ra Rollebeck, logo que
o comboy dos condemnados estivesse em ca-
minho.
Via-se um segundo batalho de Bonneval em
Canlersheeo, am de guardar as avenidas das
ruaa do hospital, Magdalena e ootras circemvisi-
nhas ; um terceiro chava-se no Mercado da Ma-
deira.
Um batalho do regiment deWortemberg es-
tendera-ae pelo Mercado-daa-Gallinbaa ; outro
oceupava a praca da Moeda, e um terceiro final-
mente, que dava a mao ao primeiro, estava dis-
posto parlo da onte das Tres-Pacellas, e na raa
da Collina.
Dous batalboes do regiment do gro-mestre
da ordem Tautonica estavam destacados, um oo
fim da ra da Putterie, e rui da Collina, o outro
na prsca dos Wallons.
Perto da chancellarla havia um batalho do
regiment de Badn ; outro estava arrumado na
praca de Lavain.
Alm de tuda isto olto bslalhoes de granade-
ros foram diapostos na Praga-Grande, de manei-
ra que podeasem ter sob as vistas cada ra que
nella deaemboca.
O eommaudo dessa ultima tropa foi confiado
ao coronel Falclc. Urna companhlade granadei-
ros do regiment de Wachtendonck deva refor-
gar a grande guarda.
Oito pegas de arlilharia ealavam no parque,
promptas a seren conduzidas para qualquer pon-
to ameagado.
As portas e barreiras da cidade foram fechadas.
Pozetam-se sentinellas sobre as muralhas, e
Grosse Tour subiram dous offlciaesde conQanga,
am de ver o qaese passsva no interior e exte-
rior da cidade.
Emflm, para cumulo de precaugoes, o conde
Wrangel convidou os curas a mandarem contar
ou antes tirar as cordas dos sinos e fechar as por-
tas de todas as egrejas, para impedir que o povo
fizesse soar o toque de alarma.
Tal era o aspecto ameagador queapresentava a
capital na manba da terga-feira 19 de setembro
de 1719.
A isso acrescente-se a senha que tinhara os
soldados de inveitir sem piedade sobre todos
aquelles, qie commettesaem actos de hostili-
dade.
Entretanto s oito horas e meia o infeliz de-
cano, objecto principal desaa oatentagojde tor-
gas, foi tirado da Steen-porte, onde definhavo ha
seis mezes e cinco das.
No momento de morrer olhra como eoasa vS
oceupar-se ainda de seu toilette.
Contentra-se pois vestir um chambra;, e por
na cabaga umi cabelleira, segundo o niol de en-
to. p
Tendo-o amarrado o executor da alta\justiga,
essa precaugio ultr
ma inclinago. Eli
igoobll cartela do
potta.
'ante moveu-lhe u' i legiti-
clamou por tanto ;-A-sta da
carrasco, que o efperava
Como I disse elle, tem-me o conaVlho em
cont de um malfeitor indigno da piaar a estrada
publica? Nao roubei egreja alguma, nem profa-
nei nenhum lugar aanlo. >
Mas conhecendo a inutilidade de aaas palavras
acalmou-see subiu em silencio para o carro. Ea-
tava de costas voltadas para o cavado e tinhanas
mos atadas um cruciflxo.
Seu confessor, em pe diante delle, tinha tam-
bem um crucilixo. Anneessens, durante o traje-
lo, entretivera-ae constantemente com ease ec-
clesiaiticu, e dera provea de urna f viva. Alraz
do carro caminhavam os saqueadores acompanha-
dos de outros jesutas.
Como se nao fossem sufficientes as tropas
amontoidas por todas as ras, os condemnados
eram acompaohados por orna escolta, que servia
para inspirar-lhes receio e tocar-lhes as imagi-
nagdes.
Rompia a marcha um esquadro do regiment
do marquez de Westerloo; era aegaido este es*
qaadro pelo tenente do preboste do palacio cha-
mado Vergt rouge, freote de seas archeiros,
urna parte dos qaaes eatava i cavallo, e oatra a
p. Aps ellas vinham os alcaides do coosalho de
Brabante, lambem a cavallo, marchando doaa a
do, com as tuat magas em que se via pinta-
do o leo de Brabante.
Em seguida vinha o decano dos alcaides qaem
ali oceupava o lugar do primeiro alcaide do coa-
seibo, Antonio de Grieck. Este offlcial (Ora des-
pensa da cerimonia por causa da averso que lhe
liobam os Bruxelleoaes. Logo aps via-ae o pro-
curador geral, marchando gravemente, com aaua
toga de jaiz. Netae tempo, em qae ainda se viam
em uso alguna dos costamos da edade media, o
procuradores geraes eram obrigados a acompa-
ohar, at o lugar do supplicio, oa crlminoaoa, que
condemnaram, e teslemunhar a execago. Esaea
magistrados nao iam a p nem a carro, mas a
cavallo, o que mais fazia sttrabir aobre ellea o
olhar da multido, a quem sua presencia, neasaa
especies de demonstrares, nanea deixradeim-
presaionar fortemente. Ao procarador geral se-
guiam os condemnados, cercados de muitos pe-
lotes de infantaria. Logo aps ia o tenente do
maioral da justiga de Brabante com aua milicia,
compoita de cavalleiroa e infantes. Emfimse-
guia-ae um segundo esquadro do regiment do
marquez de Westerloo, que echava a marcha.
Tal era o cortejo fnebre que percorria as ras
de Br-uxellas para conduzir Aaneessens ante seus
juizes, e depois ao cadafalao.
Nao eram mullos os espectadores, e algansque
eeviam traziam nos semblantea signaes de dor e
de conaternago, ou de colera inefficaz.
Os soldados, a quem a disciplina tornava du-
ros e impasaiveis; nao deixavam de langar um
olhar de cartosidade sobre o fimoso cidado que
atravessava lentamente assuas filelras, errigadas
completamente de baionetas.
Chegado porta do conselho, perto da praga da
chancellara, parou o comboy. Anneessens des-
cea da carreta e foi desamarrado. Avangou com
o confessor, sendo seguido pelos seas compaohei-
roa de infortunio. Fizeram-noa esperar muito
tempo, antes de oa admittirem salada audien-
cia, que ia abrir-se pela primeira vez, depois que
o santuario da justiga dra iavadido e profanado
pela multido.
9 ultrage feito justiga fra com effeito san-
guinario, mas a expiago devia ser tambem mu
terrivel. Todos os juizes, vestidos gravemente,
esttvam presentes, e assentados ama mesa com-
prima, segundo a ordem de antiguidade, aob a
presidencia do velho chancellor de Gryspere, que
fcilmente ae reconhecia por aua toga escarate.
A direita e esquerda estavam oa escrivea, secre-
anoae alcalde. O cooaelheiro Bacal Charliers
estava assentado entre oa membroa doconaelho ;
de Hemplines, procurador geral, viera occopar o
o lugar que lhe competa em qaalidade de acu-
sador.
Introduzidos os condemnados, Anneessens ca-
miohou com o passo lento, mas firme, e saudou
a assemblacom muita gravidade. Quaodo todos
tomaram lugar, e rest>beleeera-ae o silencio, o
escrivo Schouten, por ordem do chanceller, ap-
proximou-se e leu a sentenga do decano. Mas, ou
porque estiveaie diatrabido, ou porque nao tives-
se comprehendido, Anneeaseoa rogou ao escrivo
que recomegasse a leitura, o que Schouten fez.
O condemnado tomou ento a palavra com no-
tavel presenga de espirito e com tal energa que
se approximava da eloquencia. Tinha a intima
conviego de que nao era culpado, e isto o fez ne-
gar eoergicamente os principaes fados que lhe
eram imputados.
Os annaes desse tempo traDsmittiram-nos fiel
e uniformemente suaa replica naasaa circums-
tancias, e as qae aqui reproduzo parecem real-
mente ter sabido de aua bocea. Ha outras que
desprezei porque me pareceram suspeitas ou in-
ventadas.
aguando Schouten chegou ao ponto da sentenga
em que so trata da prastaco desse jaranelo tao
exigido pelo poder e sempre to recusado pelos
deoea.
< E' verdade, disse Aoneaisens, dirigira-me a
assembli de minha nacao para emittir a minha
opinio a reapeito ; cada qaal tinha o direito de
emittir a que, em consciencia, julgava boa. Nosso
juramento obriga-noa a guardar egredo sobre ea-
saa deliberagea; aquella qae o revelou um
traidor, que Deua punir no momento em que
menos o esperar.
Negou, como j o havia feito em aeu interro-
gatorio, ter dito que os cidados nao deporiam as
armas emquanto se nao permittisse aos decanos
prestar o antigo juramento.
< Senhores, exclamou elle, nunca podestes
apreseolar testemunhas desae tacto, nem jmaia o
podoreis fazer, e por isso que morro.l
Quaoto sos passot que dera, e discursos que
proferir, sustentou novamento que sempro obra-
ra de conformidade com as ordena de sua ca-
cao:
Senhores, disse elle, quando encarregaesum
criado de qualquer commisso nao deve elle cum-
pa la ?
<: Fiz o mesmo segundo o meu dever de syn-
dico. Poda eu s fazer ludo isso? Porque razo,
senhores, nao persegus as pessoas que me derarn
essa misso? E' por isso qae devo morrer, pa-
ciencia em Deua I a
A proposito da obstioago com que reculara
[Cntinur.cao do n. 185.)
IX
M rgarida sentada o'uma cadeira forrada de ve-
ludo verde em frente de urna alegante e pequea
mesa tomava chocolate ii'uica chicara de porco
iana ornada de ramrgeus douradas. A sala em
qua ella eslava acha movis, macios tapetes e ricas tapegarias, ludo
novo, e disposto com exquisito gosto.
Nin Criada do defunto llobyo. Trazia urna touca de
l'?ndasda ultima moda, grandes brincos penden-
te ii'sorelhas, e um vestido de seda. Ao v-la
roieaJa de todas sscommodidadea queda a opu-
Icuta, apoiada nos coxius da cadeira, onde esla-
va mais deilada do que sentada, saboreando de
envolta com a perfumada bebida delicados pas-
tis nioguem deixati de toma-la ptimeira via
;a p'o* urna senhora de alta posigo.
Se nao havia grande distiocgo oa aaa attitude.
Testes, e maneira de comer, havia pelo rueo no
seu oi'har e modo de tratar ease orgulho e afou-
teza que das posse dinheiro.
Por muito satisfbita que estivesse Hargarida de
sua nova posigo, por maior que fosae a sofregui-
3o com que devorava os pastis una aps outros,
era evidente que de vez em quando um pensa-
menlo liislo revosva-lhe no espirito ; e eolo
cooservava-se immovel por alguna minatot, es-
quecida do aeu chocolate, e entregue a penosaa
n.fle,xes. Depois bata com o p no tapete, e
via-se reflectir a colera as suas feigoes allera-
as : ou enio cerrava o punhocomose amea-
caajM a alguem com a sua vinganga.
Ei'tretatilo seria diffictl conbecer-se a causa
que tanto a preoecupava ; por quanto, se algu-
nas palavras lhe escapavaro, eram ellas to ra-
as, lo confusas e incoherentes, qae nadi indi-
cava:^. Com tudo um observador ltenlo teria
distinguido os nomea de Laura Kemenaer e Honck,
mais claramente pronunciados, e n'um tom que
traaia muito odio e ciume.
Absorta em teus peossmentos estendeu o bra-
50 com disttscgo para tomar n'um prato, que se
r tchava collocado jaoto a si, um outro pastel :
mas j atea ae haviam acabado. Tocou com
vileucia a cimpainha que eatavo sobre a meaa.
Urna criada correu ao chamado. Era urna cam-
peneza ainda moga, em quem a residencia da ci-
dade nao extinguir de todo os hbitos grosseiros
daaldeia.
Aproximou-se de Margarida com desaso, e per-
fiunlou-lhe :
_ O qae qaer?
Imbcil 1 E' assim que me fallas ?
Deaculpe, senhora.
Ora, gragas a Deus 1 Eis urna phrsse que
poucas vetes ssha de tua bocea l Eiti aioda
muito arraigada aoa leus costurr.es de campo....
A senhora que vive sempre encolerisada
contra mim I Pois eu lenho a culpa de ser cam-
poneza? Fago o mais que posso para servir
bem.
Ento, ca'.as-te ou nao ? perguntou Marga-
rida. As criadas devemsermudas. Ilasde sempre
atormentar-me com eatas las observages 1 ..
Diz mo para que te chamei ? Para que toquei a
rampaiuha ? Nao ouves ?
A senhora esvasiou a sua chicara de choco-
late, e deseja outra, nao assim ?
Ah I sim... Porque poseste somenle quatro
pastis oeste prato ?
Nao foram quatro, senhora, foram seis.
Qualro.
Seis, senhor.
Atreos-t e pr-me do mentirosa I J le
disse que foram quatro. Anda, coofesia tambem
que foram quatro, aeno far-te-hei ver quem se-
nhora aqui... Avia-te: foram quatro, nao foram?
Engana-se, seubora ; foram seis, balbuciou
ajeriada.
Teimosa crealura I exclamou Margarida.
Vae j ao teu quarto, arruma a tua trouxa e pre
para-te para sabird'aqui antes de meio da : do
cootrario mando pr-te 1:5 ra por um criado.
Nao eomprehendes aioda ? Retir-ta, inslenle.
A criada levou o avental aoa olbos sjoz-se a
chorar.
A vista de suas lagrimas Margarida mostrou-se
mais tranquilla, e em vez de teimarpara que el-
la se retirase disse com o tom moderado :
Vejamos pensa melhor, Catharina : foram
quatro pastis, sim ?
J que a senhora o quer absolutamente, di-
rei que sim, respondeu a criada aolugando. Te-
nha maia compaixo da> mim, senhora, eu nada
eutendo dessas cousas ; desejaria multo mentir
para agtadar-lhe, mas nao est as minhas
mos...
__ Chega pora oa, Catharina, quero dar-te um
bom conselho. Fars tu o qae vou dizer?
A moga aproximou-se tmidamente.
__ E'a ainda muito simploria, como urna rapa-
riga que acabale deixar as saas vaecas, disse
Margarida tomando-lhe a mo. Deveriae ter co-
megado por servir primeiro aos burguezea : por-
que ellea poucos cuidados teem, e quando est
feito otrabalho ordinario da casa a criada pode
deacangsr. Ms entre nos, gente rica, nao acon-
tece o mesmo, minha filha. Temos pouco a per-
der, e muitos caprichos para satisfazer. Eu tam-
bem j serv, Catharina.
Eu o aei, senhora, murmurou a cnsda.
Ah I sabias ?... Maa devea estar callada
quando fallo. O quedizia eu? Ah 1 sim... Quao-
do me contrate! pela primeira vez, cahi em casa
de pessoas ricas, n'uma casa em que mudavam
de criados pelo menos quatro vezes ao anno. Po-
rm eu fui sempto muilo astuta, evi immediata-
mente o que era pteciso fazer para ganhar ao
mesmo lempo aa boas gragaa da aenhora e do se-
nhor. A senhora era dona de soa casa ; conhe-
cia-a logo pelos olhos. Quando se encolerisava,
quando estava de ma humor-eu mecalava : se
me chamava eatuplda, deaaaada, olbava para ella
om ar jupplicante, como confessando qae tinha
toda a razo de tratar-me assim. Muilas vezes
gabava a sua belleza e a distiocgo de suas manei-
ras: finga amar perdidamente aos seus endemo-
niohados i liinhos, ao seu rabugeoto e favorito
cnsinho ; em ama palavra fiogia amar a tudo o
que lhe agradava. Toda as vezes que ella alte-
ra va com o marido dava-lhe razo, bem entendi-
dodepois que elle se retlrava, e lastimava a sua
contentar-ae com os actos annullatorio dos de-
cretos de 11 de jaabo e 2i de jalho de 171?, e da
accuaago de aer sido por assim dlzer lotratavel
sobre este ponto, elle disse :
a Mas, senhores, ludo isso tao falso como o
diabo I
CooGrmou ter ido a 18 de jalho casa de um
ministro de estado, o duque d'Ursel; massas-
lentou que esse paaso lhe fra nicamente inspi-
rado pelo interease da c venir novas desgragas. Ficou fra de si quando o
aecusavam de ter sido a causa do motim e pi-
Ihagens que tireram lagar na noute de 19 de ju-
lbo.
c Tudo isso falto, senhoree, exclamou elle,
protesto conlra easas aaaergaa com lodaa as tor-
gas de miuhr alma I Senhor chancellor, expuz
minha vida e fortuna para aalvar a casa de V. S.
do furor do povo ; e meu sangue deve rosgatar
esse servigo, paciencia em Deus I >
Tenba a bondade de calar-se, disse um
dos conselbeiroi, ouga o escrivo.
Vos lendes o direito de julgar-me, senhores,
reapoodeu o syndico, mas um dia vira em que ha
veis de comparecar comigo ante o tribunal ce-
leste, e veremot ento se me condemnastes legal-
menle. >
Acabada a leitura da sentenga:
O conselho persiste nesta resolugo ? per-
guntou elle.
Sim, respoodeu o chanceller, o tribunal con-
demna-o a morrer e nao podemos dar-lhe o me-
nor conaolo.
Senhor I exclamou o decano, perdoae-lhss,
porque nao sabem o que fazem 1
Veja que est ante seus juizes, interrompeu
Charliers.
Sr. fiscal, replicou vivamente Anneessent
lomando o cracifixo que liona o seu conf.--
eis-aqui a iraagem de meu juiz e de lodos
juizea da trra 1 Senhor, accrescentou, levantan-
do os olhos para o cu, perdoae-me como ea lhes
perdo ; tu lo que posso dizer.
O ar da conviego e o calor que Anneesens
desenvolver em aua defeza commoveram todo o
auditorio, e os proprios juizes nao poderam oc-
cultarsua perlurbago.
Essj impresso deu lugar a sootlmentoa de ou-
tra natureza, quanto Annee?ens, recuando alguns
psssos, deixou passar os laqueadores, que por sua
voz iam ouvir o leitura da seuteog* que lhes fra
dada.
Esses homens que nao encaravam a morke com
a mesma intrepidez que Annee^eos, e que, jo-
veos ainda, cooheciam o valor da vida, entrega-
ram-se sem reserva desesperago. A sala re-
tumbava com as suas blasfemias e imprecaedes, e
as exhort-.ges que faziam o religiosos, para po-
rem um termo quillo, nao eram ouvidas. Um
delles, chamado de Bruyn, vollou sua v deses-
perago contra os juizes, que o enviavam ao ul-
timo supplicio, e ooprimia-os de aialdigea. En-
to Anoeesons, dirigindo-se"a esses furiosos:
Filhos, di3so elle, todos nos recebemos o
Deus vivo, cuja Imagem temos as mos^di-
zei-o pois francamente, det-vos por ventura al-
guma lista ou o quer que seja que voa excitasse
pilhagem ?
Nao, respondern: unnimemente os con-
demnados
Eis ali quera o aecusou e conQrmou sua
declarago com juramento, ditso um dos juizes,
designando de Bruyn.
Vossas faaciosas insinuages seduziram-
me, respoodeu logo este : o conselbeiro fiscal
nao limilou-se a promelter-me a vida e a libr-
dade, deu-me ceitezi de um bom cilicio se eu
aecusasse M. Anneessens, e aecusei o innocente.
Vergonha e maldigo aobre vos e aobre mim 1
a Nao deu o senhor dinheiro a esse ho-
ra tu ? pergunliu um dos conselbeiros ao de-
cano. ei-lhe um escudo, respondeu Annees-
NM, mas para tirar de suas mos alguos papis
que elle tirara da chancellara Esses papis
enlreguei a um conselheiro. Onde estaes, M.
Colins, M. Baweus ? Dei-vos como te.'temunhas,
por que nao fallas? Vedes-me em urna posigo
to doforosa 1 Infelizmente devo ser devorado
pelos lobos 1 o proprio bem me imputado como
mal 1
E como qaizesse obriga-lo a assgnar sua sn-
terii'i em signa! de approvaco de tudo por que
era aecusado, respondeu recusando enrgica-
mente, e foi baldado todo o esfore,). Annees-
sens, reliraodo-se, incliuou-se anta seus juizes
com essa grart e calma cora que entrara na
sala.
Essa scena sfiiicliva foi seguida de outra mais
cruel, qae era apenas o preludio do drama para
o qual tudo eslava preparado oa Praga-grande.
Sahindo do conselho, dous saqueadores, culpa-
dos de terem devastado os lugares onde acaba-
vam de ser julgados, foram aUdos ao poste e
horrivelmente achulados.
Era por meio desse castigo brbaro que o mar-
quez de Pri entenda dever purificar o templo
da justiga dos desacatos que recebera. Depois des-
ta demoostrago, foram os pacientes reconduzidos
ao meio da escolla, e Anneessens. de novo amar-
rado, subiu para a ignobil carreta como o mais
vil dos criminosos. Posto de novo om marcha o
comboy, dirigiu-ae pela Prtc/-do-Bosque, para
a ra da Potterie, Praga-daa-Ilervas, e desem-
boucou, pela ra da Collina, na Grande-Praga.
Ahi, diante do palacio real, no mesma lugar em
qae foram decapitados os condes 'Egmont e de
Ilornc?, estavam levantados em toda a sua mu-
dez e horror am cadafalso e urna forca de gran-
de dimeoso. Era torco desses instrumentos de
morte estava arrumada a infamara do coronel
Ouviste talvez fallar de urna certa Sra. Laura
Kemenaer ? Disseram-te que ella vae desposar
o Sr. Monck ? Coofessa; nao foi em casa do pa-
deiro que ouvitte estas cousas ?
A criada fez com a cabega um sigaal affirma-
tivo.
Ellos nao sabem o que dizem, Catharina.
O amor do Sr. Monck para com essa Laura Ke
sorte, como se realmente a julgasse bem desgra-} menaer um puro Cogimeato. Fica cerla que
cada. Tinha a pachorra deesludarem seu sem-
blante aquillo que ae passava na sua alma paro
mudar de lioguagem a propoaito.
Quinto ao senhor a cousa era outra. Pen-
sava elle que nao havia no mundo om bomem
que fosse mais espirituoso, e que tiveste mais
habilidades do que elle. Por isso menor pala-
vra que sabia da sua bocea eu puoha as mos com
admiragao como ae tivesse ouvido um prodigio ;
e muitas vezes quando os via a ambos de bom
humor dizia-lhes que antea quererla posaulr o
espirito do senhor e a graga da aeqhora do que
todo o seu dinheiro. Elles acreditavsm fcil-
mente em ludo isto, e assim eu viva sempre bem
com os meus amos, porque sabia lisongea-los....
Mas agora que a ama sou eu e tu s a criada, faz
comigo o mesmo que eu fazia com elles, l nos
meus olhos os meus desejo, adula-me, cede aos
meus caprichos ; diz que haviam no prato quatro
pastis ou cem o numero pouco importa, ama
vez que concordes comigo. e me fagaa a vootade.
Ora, diz-me : porque que certas pessoas amam
tanto aos seus cesinhoa ? Porque que a nossa
viainha d ao sou Azor gulodice, o asaacar com
abuooancia ? A resposla e muito simples. Azor
vive s acarieiando-a, e quando mesmo ella tero
occasio de bater-lhe aiuda elle se bumilia e lam-
be a mo que o bate. No lempo am que eu aer-
vi achava muito duro que para agradar se vlsse a
gente na uecestidade de reduzir-ae a condiego
de escravo ou de cao : mat hoje que tambem aou
rica atho isto muito natural. Quando te ea tin-
gar ao roato aa palsvrss de imbcil, e estupida,
nao devos chorar por isso, Catharina tdeixa-me
fallar; eu digo as cousas para ter consciencia de
minha riqueza....
E a senhora muito rica ? perguntou a cria-
da qae s isto tinha comprehendido do longo aran-
zel de sua ama.
Sim, sou, Catharina : posso potsuir bem um
milho.
Um milho I Deve ser maito dinheiro 1 E a
senbora possue um milho ?
Bem entendido, ainda nao potauo ; mas
o roesTio que se possuisse, porque voa casar com
MoDck, que htrdou um milho.
Cora o senhor ? Nao creio, diase a criada
com um sorriso que deu que pensar a Margarida.
E porque ? Esqaeces que sou ea qacm te
paga ? O que digo devea crer.
Ah I verdade ; ji me tinha esqaeeido...
Mas volto a cosioba, techo ainda de preparar o
almogo do Sr. Monck.
Eapera ; queroque me digas primeiro, por-
que razio duvidas do meu casamento com elle.
Nao me atrevo.., balbuciou a orlada.
Pois deves atrever-le ; eu quero, diste
Margarida com tom Imperios*.
E como a criada hssitaise linda, accrescen'.ou ;
daqui a dous mezes pouco mais ou menos has de
chamar-me D. Margarida Monck.
Deus queira I mumurou Catharina.
Como I Deus qaaira ? Sabes de alguma eouss
particular '.' perguntou Margaiida a quem aasus-
tava o lom firme e decidido da criada.
Se i de urna cousa que nao me alrevia a di-
zer lhe.
Falla, falla depressa 1 exclamou Margarida
agitada.
A senhora sabe que ea nao entendo c des-
las cousas da cidade ; porm > as nossis al-
deia tarf,bem a gente ama. O fllho do rendeiro,
em cuja casa eu estive antes de virpara aqui,
amava a filha do burgomeatro, e o negocio nao
camiohava como elle quera. O pobre rapaz fi-
cava dias inteiros pregado n'cm lugar, com a ca-
bega mettida entre aa moa, a pensar somonte.
Outraa vezea tinha os olhos alegres, e s fazia
murmurar; Rosa l Rosa l
Es urna eatupida 1 Ests agora a roubar-me
o tempo com historias da tua aldeia 1...
Espere, a aenhora vae saber o que quero
dizer. 0 meu amo leva tambem a pensar dias
inteiros, immovel cora os olhos titos para sua
frente. Quando a senhora chega, elle levanta-
se e sorri : mas de mim nao faz cato, e muitas
vezes ougo-o dizer suspirando : Laura 1 Laura I
tal e qual como o filho do rendeiro...
Margarida empallideceu.
E quer saber ainda maia? proteguiu a cria-
da. Hontem, em quanto a aenhora se achava
fra de casa, o senhor enviou-me a toda a pressa
com um escripto a loja bonita da praga do mer-
cado......a senhora bem o sabe aquella loja
que tem a motlra as janellas ricos cortes de ves-
tidos ?.:. Voltei dla trazendo urna boceta : meu
amo abri-a, eatava chnia de rendaa. A principio
pensei que era para fazsr um preaente a aenhora;
mas elle proaibiu-me que lhe dissesse onde me
tinha mandado. Pouco depois vi o criado sahlr
com a boceta debaixo do brago. Foi assim tam-
bem qae fe o fllho do rendeiro, quaodo eslava
para caaar : comproa um bonito lsngo com os
cantos bordados para Rosa, filha do burgomes-
tre...
Vae para acosnhs, disse Margarida trmu-
la de rava : vao para a cotioha, j te diase.
Ora ahi est a senhora zangada outra vez 1
Entretanto ditse-lhe o que o senhor prohibiu-me
de dizer-lbe. Urna pobre criada nao sabe como
ba do agradar I
Pelo contrario; Qzesle muito bem : bel de
recompensar-te, diste Margarida qae se ergaea
de repente e encsminbava-se para a porta do
qaarto murmurando toda a sorte de ameagaa.
Quero saber como islo : se disseste a verdade,
Ms de ver cousas que nunca Tiste, Calurina.
i-Snd. .?* J" M Pre,l,r COtn l,nla com-
.P,\\ rifa \3UFl vttD" Taigoeira'meote em
!?!.. J.!ll.d.ecaQ0- A*81, "ao contente
com este acto, indigno de um offlcial, e de qua
se prevalece como de ama .c?io que mereca
recompensa, tinha coragom de astiatlraosuppli-
cio d'aquelle qae entregara qual outro Jadas !
O dous esquadrSesqae escoltavam os condem-
nados, chegando Praga, foram poslar-aa oa re-
taguarda da inTar liria de Fakk. A outra parta
da infantaria guardava as ruaa que do para a
png, porm de maneira qae deixaase passagem
aoa espectadores inoffenaivoa. E' satisfactorio
lembrar que etsea expectadoree eram bem pou-
cos ; oa Bruxellenses estavam maito afiliaos para
poderem asaistir a esta triste scena, com que
alias o povo aempre to vido em entreler-aa;
A caaa da cmara estava deserta e todas as anas
janellas fechadas. As camarat dot officloa e ju-
ramento, eapalhadas pelos edificios da Praga-
grande, apresentavam o meamo aspecto. Ape-
nas em urna ou outra janella via-ae um bnrguez.
Quanto a mim, diz o escrivo Van-Veeo, col-
loquei-me a urna jaoella da estalagem aenomi-
nada o Cisne, meooa para aaliafazer acuriosida-
de, de que para poder am dia traosmitlir poa-
t^ndado a oarrago do drama, que se ia repre-
sentar.
Chegados 01 condemnados ao lagar do suppli-
cio, Anneessens desceu e sea confessor o se-
gaiu.
Subiu 03 degras do cadafalso, sem cambalear
e aeu olhar dirigiu-ee para o monte de atea que
o sea aangueiria regar. < Ninguem, diase elle,
ignera a razo por que vou morrer. Nao por
causa do roubo, nem de assassinio, por isto es-
pero que a salvarlo de minba aliaa nao est-vj
em perigo. Nao poda cespregar os olhot o"a
easa da cmara, testemunha de seus prirseiros e
ltimos passos oa vida poltica. O padre Janssens
mostrindo-lhe o cruciflxo chamou-o a outras
ideias. Anneessens obedeceu e entreteve-se mui-
to Umpo com o ecclesiastico. Antea da morrer
quiz fallar aos habitantes, test-*muohas de seu
ippticio, mas sua voz foi abatida pelo rutar dos
i'iabDres. S lhe restava por tanto dirigir-se ao
soberano senhor da natureza. Ajoer.ou e orou
com piedade ;o evanglica, e to completa ab-
negago de luda quanto o cercava que comrrjo-
veu a todos.
Lavantando-se fallou atada com o confessor.
Mas suppondo o carrasco que elle s procuravs
retardar o instante de soa nrotte, na espennga
de que lhochegaria o perdo sobre o cadafalso,
approxtmou-se delle o disse-ls que bem saba
que era va qualquer esperanga de perdo. Dcr-
pois deate aviso categrico, Anneessens, dirigia-
do-se ao j.-suita, fez-lhe suaa ultimas despedi-
das, e, sem empallidecer, entregeu-se oo car-
rasco.
Este homem comegou logo os deveras de seu
honroso cargo. Desatou os laces de Anaeesserja
0 tirou-lhe a cabera. O paciente flcoa alguns
instantes em p mos'trando ao pozo sna cabfr
j calva pelos anno. Mas, metiendo a mo a
elgibeira, com um sangue fro adrairavel, tirn
um barrete branco ecobriu a fronte nua e rugo-
aa. Em aeguida o carrasco tirou-lhe o chambre
e ttoa-lhe novnmeDtoas mos e os bracos. An-
neessens orau aiuda fervorosamente e ajoelhou
aote o monte de arca com o rosto voltado para a
casa da cmara.
O carrasco tomou sou proprio leng e com ello
vendou oa oihoa ao decano que, em urna pene-
trante exclamago recommendon sua alma a
Deus. .. No mesmo instante o criado do carraaoo
que ali se cooservava immovel e impassvet como
una estatua, deixoa cahir as dobras do cpete
sob o qu>l occullava iniencioDalroenta o alfango
iliido. Seu aenhor toma-o, e, fazendo sibilar
no ar o ferro homicida, abateu de um t golpe a
cabe-a de intrpido deo. Eitarrdo portu ainda
adhereote ao corpo por alguns fragroer. tos do
carne, o executor 'alta juaiiga apreasoa-so era
cortar.
O escrivo Van-Veen e todas aa noticias sobra
esse tacto dizem que, quaodo foi dado o g:ii'pe,
do seio de t idos os espectadores parti un? do-
loroso gemida. Dlr-te-hia qua o mesmo golp'e
penetrara lodos os coracea ao mesmo te.-.:pe.
Alguns burguezet retiraram-se soluria lo. e ou-
via-sa um dees exclamar com um estoicismo
digno dos lempos antigot: Acabaram-se os
oossos privilegios: o seu defensor j nio ex-
iste I
Tendo abandonado os restos ensangu^ntadoe
do deagracado Anneessens, o carrasco eslava
prompto a proceder a execugo dos sete sequea-
dores que deviam morrer enforcados. Excepto
um todos eram mancebos: Tendo ellos blas-
phemado anto os jutze3 entendern oa coafes-
sores que os diviam trezer saguoda vez ao ar-
rependimento ; depois do que cinco soffreram a
pena e dous obtiversm graga quaedo j tinham a
corda ao pescogo. Sua peui fra commutads-em
agoate, ferrete e perpetuo banimenlo. O car-
rasco agoutu-os immediatamenl'', e app'.n _-
lhes o estigma, que, para sempro deveria ic'a-
ma-os.
Roslavam trea sediciosos, esperladores inta-
ressadoa dessa louga e horrorosa acea. Ello
estavam mais mortos qae vivo, e nao era sem
razo. O primeiro foi acontado a marcado ;
perdou-se dos agoutes o segundo, mas nao do
ferro am braza. J tinha o carrasco o terceiro,
posera-lhe aa costas nuas, atara-c ao posle, o-
preparavo-se para fiagella-lo, quando, a um sig-
nal dado, desalou-o pois que s era criminoso
de alguos furtos, e era bastante le-lo pene-
trado de vergonha e medo.
[Continuar-te-}.)
Ah A cousa eslal.... Procuras eoganar-me
biltre ? Veremos o que te fica do milho....
E dizendo estas palavras precipitou-se para o
quarto, atravessou o vestbulo, entrou no escrip-
torio, e com effeito surprehendeu Mcnck sentado
com a cabega apoiada n'uma das mos em ar pen-
sativo.
Apenas percebeu a anliga criada, o ex-escre-
vente levantou-se, e efiectuoso sorriso entt'abriu-
lhe os labios.
Bom dia, Margarida, diste elle. Como ama-
nheceu? Passou melhor da dr de cabega que hon-
tem soffria ?
A sua cabega est mais enferma do que a
minha, hypocrita, vil, embusteiro 1 exclamou
Margarida. Diga-me, por quem leva a.scismar
das inteiros? Nao de certo por minhs causa,
ainda que o queira assim fazer- me acreditar: po-
rm Masgarida o conhece, e sabe 1er a traigo
que expia por essos olhos de rapesa. Tome sen-
tido, Moock, timo sentido I se se verificar o que
auspeito, bei de viogar-me de urna maneira tre-
menda I
J comega I resrouogou Monck com um
gesto de impaciencia. Falle, diga em poucas pa-
lavras mais essas asoeiras que rola no seu cere-
bro : falta-me o lempo para ouvir essa balburdla
destituida de bom senso.
Pois eu hei de fazer com que lenhs lempo;
nao lhe falta elle para andar suspirando desdo a
manha at a noule. Ora. querem ver qae apai-
xonado este com urna cara de coruja 1 Ah 1 ah I
Isto faz vergonha.... Meu caro, voc to feio
que serve para desmamar criaogas....
Cale-se, insolente r grilou Monck bramiodo
deraiva.
i'.' isso... Mostr os dentet; veremos se
morde.... m
E' de mais 1 E de mais 1 exclamou Monck
batendo com o p. Julga que senhora aqui,
e que eu sou seu escravo I Nada, isto ha de aca-
bar*
Sim, ha de acabar quando quizer, traidor ;
basta que diga ama s palavra.
A sua iogralido ultrapasas a todas as medi-
das : herdei eu s a fortuna do Sr. Robyn ; voc
nao poda ficar um minuto cesta casa contra a
minha vonlade ; entretanto por bondade e afiet-
go deixo-a ser aenhora aqui; don lhe criados,
ricos vestidos, tudo o que pode deaejar. O que
quer mais?
Como tolo I disse Margarida com um sor-
riso zombador. Pensa que me ha de 'Iludir ?
Qual affelgo, nem bondade com medo da
mim. Se voc podeaae ter o atrevimanto de lan-
gar-me daqol para fra nao eaperaria para faz-
lo pelo dia de amanha : sei disso maravillosa-
mente. Mas tem aempre o seu receio, e sabe que
me nao h de escapar.
Monck sentiu-se balido pela ex-criada : rangeu
os denles com impaciencia, e fitoa nella um
olhar em que s-]liam o odio e a vinganga.
Porm Margarida conscia de suas vantageos
sustentou esse olhar com ar provocador.
Nao sei como posso ainda onter-me I
bradou Monck ameagando a criada com o pu-
cho.
Ande, venha, Um esta, em ar de lomba-
ria. Caia ntsto, que eu hei de amotinar a visi-
nhanga, e arrancar-he os olhos da cara. Ento,
o que o retm ?
Monck mediu por tres oa quatro vezes o es
criptorto de um lado para outro ; fazia graode
oaforgos para conler-ae : muito devia pesar-lhp i
tyraonico dominio de Margarida para que t.tno
custasse refrear a clera.
Sbito parou dianle della como ae se livesss
armado de firme reaolugJo, e disse-lhecom a voc
trmula de commogSo:
Diga claramente o quo quer, e se a micha
resposla nao a salisflzer, v ento amotinar a
visiahanca, v contar, como ama perfeita taga-
relia que o segredo que tsnlo '.ha cusa guar-
dar em sen interesse proprio.
O que euqnero? vou dizer-lbe deumevas.
Em primeiro lugar quero que nao pooha mais
os pos em casa do Sr. Kemenaer ; em seguaio
lugar que neslas seis semanas se effectue o nos-
so casamento. Creio que nao se pode sar mais
claro do que isso 1
E em terceiro lugar? perguntou Mstic.
Em terceiro logar quero que me d o dinhei-
ro precito para o meu vealido de noivo; muito
dinheiro, percebe? para que se falle em toda a
cidade do toilette nupcial da Sr." Monck.
Monck como ao por sua vc-z tambem forraasss
o designio de irritar Margarida, respe-sdeu com.
desdonhoso sorriso:
E so eu disser que combo de auas orden. o>
quo nao desejo mais ouvir fallar de se-me h >r,t 3
asoeiras?
Arrepender-se-hia. Apenas me dissesse
urna palavra, eu correra para a porta, e vocft
seguir-me-bia para rogar, e supplicar. Maa alha
que urna vez tomada a miaba resolugo, r,;osa~
guirei na vinganga at o flm.
Ora vejamos: o que fana voc ?
Clamara com todas as torgas qu tocC
um traidor, dira a todo o mundo quo o '.esta-
mento pode aer annullado.
E o qae sabe a este respei'to?
Sei que falta-lhe a data. Ento, j tees-
fuetea que iato lhe escapou n'um momeuto de
Impaciencia ? Pois aa auas palavras nao foram.
soltaa ao vento.
,Nioguem lhe dar crdito.
Voce umperfeito cmica; mas a mim.'a Jo
engaa ; pode ostentar no semblante eala c-lixva
e con janea, que ea sei multo bem que no inte-
rior est menos tranquilla do que qu&r pe-
recer.
Pois bem 1 exclamo Monck com ot olhos
radiantes de orgulho e triumpho. Pois bem 1 Dt-
go-lhe que nao quero, recebor ordens daquelles
que devem obedecer-me com reconhecimento.
Deve esperar, e esperar humildemente o que me
aptouver decidir a respeito da prometsa que ha
fiz; e nao supponha que eu deixe de ir a casa do
Sr. Kemenaer. Agora ordeno-lbe,,que relire-sa
, de junto do mim. *jf
[Continuar te ha.)
PERNAMBUCO.-TYP, DE M.DE F. F. 4 FILHO.
t
-
<
*
-
MUTILADO
-


Full Text
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