Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09592


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Full Text

AIIO XXXVIII. IUIE10 185
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Por tres mezes adiantados 5fOOo
PoMresmezft yencidoi 62000

TEsCi riIRi 12 91 AGOSTO DE Itll
aiBM>^a>-^^^iB^>a
Par nno tdantado 19g00O
Parte fraiee lera i sibscrlftor

EXC A BREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alaiandrino da Li-
nii ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva;
Aracaty, o Sr. A. da Lemo Braga; Cearl o Sr.
i. Jos da Oliveira; Maranhao, o Sr. Joaquim
Marque Rodrigue; Para, MaooelPinhairo &
C; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SDL
Alagdas, o Sr. C'aadino Filaao Dias; Bahia,
Sr. Jos Martina Alvo ; Rio da Janeiro, o Sr.
Jo Pereira Martina.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Ollnda todos os dias as 9> horas do dia.
Iguarass, Goiaona, Parahyba as seganda
sextaa-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caraar, Allinho
Garantan nas tergaa-feira.
Pao d'Alho, Nazarath. Loioelro, Brejo, Pes-
qaeira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Viata,
Ouricary a Ex nasqaaitaa-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formse, Una,Barreiroa
Agua Preta, Pimentelras Natal quintas feiras.
(Todos os crrelos partero aa 10 horaa da manha
IPHEMERIDES DO MEZ DK JULHO.
4 Quarto craiccnta as 2 horaa e 15 mnalo d
tarde:
12 Ui chela a 7 horas a 12 minutos da man.
18 Quarto mingaant as 2 horas e 5 minutos d
tarde.
26 La ora as2 horas minuto* 59 da tarda.
PREAMAI DE HOJE.
Primeiro ae 5 boraa e 18 minutoa da mcha,
Segundo aa 5 horas e 41 minutos da tarda.
FARTIBA DOS VAVORES COSTBIROS.
Para aal iU Alagoa 5 20; para o aerte
ate a Granja i 14 29 de cada mes.
partida dos mnibus.
Para o Recite: do Apipueot s 61[2, 7, 7 lj2, 8
.8 1|2 da m.; de Olinda ia 8 da m. e 6 da t.; de
Saboato fs 6 f fi Ja m.; do Caxang a Varzta
s 7 da m.; de Btmfiea as 8 ds m.
Do Recite : para a /pipucot a 3 1|2, 4, 4 1|4,
4 1|2, &, 5 Ii4, 5 lj2 e 6 (ia t.; para Olinda da 7
da m. e-8 tpNti^pan Jaboalo s 4 da t.; para
o Caxang e Varzta $ 1[2 da t.; para Btmfiea
jai 4dat.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commereio : segundas e quinta.
Relacao: tarcas aabbadoa a 10 horaa.
Pazenda: quintas s 10 horas.
Juizo do commereio : segundaa ao msio da.
Dito de orpbaoa: tercas e sextas s 10 hora.
Primairavara de eivel: targaa e extasae malo
dia.
9egunda rara do alvel: quarlan sabbado 4 1
hora da tarde.
DIAS DA SEMANA.
;11 Segunde. S?. TiburcioeSuzana mm
12 Terca. S. Clara v f.; S. Nimia e Fonlinov
.13 Ouarla. Ss. Hypolito e Ciiaiano mm
.14 Quinta. S. Euzebio aac.
15 Sexta. tgaS. Assumpgo de Noasa Senhora.
16 Sabbado. S. Roque f. ; S. Jacioiho.
17 Domingo. S. Joaquim pae de N. Sanhora.
ASSIGNA-SE
no Recita em' a limeta da praea a Indepen.
ioe.ne: Fa: i tsar***! ES.
PMTE 0FF1CIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 8 de agosta de
1868
Officio ao brigsdeiro commandante das armas.
Ilavendo receios como se v do oficio do de-
legado do termo do Ex dirigido ao Dr. chefe de
polica em 2 do mez passado, que chegou ao meu
conhecimento em 6 do crtente, e de outros re-
eebidos do respectivo juiz de direito de que se
desenvolva na comarca da Boa-Vista a epidemia
do cholera morbus conveniente que V. Exc.
expeja suaa ordens para que se demore ainda
algum lempo na comarca de Tacaral nm dos
dous medico militare, que l exislem e tem de
regressar a eata capital, atim de seguir para a re-
ferida comarca da Boa-Vista no cato de que ap-
parecanejla aquella mal percebendo por isso urna
graticago que opporlunamento lha ser arbi-
trada Declarou-se ao delegado encarregado do
expediente da polica que estarido o juiz de di-
reito da comarca da Boa-Vista habilitado a soc-
correr os desvalidos dos termos sob sua jurisdi-
530, deve o delegado do Ex dirigir-se a elle pe-
dindo providencias para aquelle termo no caso de
ali apparecer o cholera-morbus e que communi-
que a presidencia o que occorrer a esse respeito
aflm de se providenciar como for conveniente.
Dita a inspector di thesourarii de fazenda.
Restituo V. S. coberto com offi.io do briga-
deiro commandante das armaa de 28 de julho ul-
timo sob numero 1435, o attestado em duplcala
que veio aonexo a su a ioformago de honlem nu-
mero 730, aOm de quo mande pagar ao aoldado
da secgo urbana do corpo de polica Manoel Go-
mes dos Santos a quanlia de 45000 res a que Um
direito por haver apprehendido o desertor do 2"
batalhao d6 iofantaria Francisco Antonio do Naa
cimento.
Dito ao mesmo.Tranamitto V. S. para o fim
conveniente a inclusa relaco das pracas e pas-
ageiros do estado, viodos do presidio de Fer-
nando para esta capital no hiate nacional Tino.
Dito ao mesmo.Estando em termos os inclu-
sos documentos mande V. S. pagar a Simplicio
Joa de Mello conforme solicitou o commandante
superior da comarca do Brejo em oflicios de 6 de
julho ultimo os vencimentos relativos ao mez de
junho desle anuo, nao 6 do corneta Simplicio
Gomes'Pereira mas tambem dos guarda nacio-
naes destacados n'aqualla villa.
Dito ao mesmo.Autoriso V. S. nos termos
de suas informagoes de hontem sob nututo 728,
e 732, a mandar pagar ao pharmaceutico Joa-
quim de Almeida Tinto a quanlia de 42ij473 reis
sendo 382J279 proveniente de du8 ambulancias
que (orneceu para o termo do Buique e comarca
da Boa-Vista, e42$194 res da que tambem for-
neceu para o presidio do Fernando como se v
dos papis que devolvo.
Dito ao mesmo.Era vista dos inclusos docu-
mentos estando ellea em termos mande V. S. pa-
gar os vencimentos relativos ao mez de julho ul- \ manianie superior da guarda nacional de Goiao-
timo dos officiaes de linha, cornetaa, ctarina e Qa a l^em nesta data se offlcia no sentido que
e guia que acompanharam o seu offlcio desta
dala.
Dito ao mesmo.Communico a Vmc. para seu
conhecimento, que segundo consta de officio do
commandante do presidio de Fernando de 22 de
julho ultimo forana recebidas as 11 guias dos sen-
tenciados constantes das relages sob nmeros 1
e 2 annexis ao aeu officio de 5 d'aquelle mez,
sendo 3 pertencentes aos sentenciados que se-
gniram para o mesmo presidio no hiale Tino e
nove dos que sli se acbavam sem ellas.
Dito ao juiz de direito interino de Garanhuns.
lnteirado pelo seu officio n. 40 de 26 do mez
passado. de haver Vmc. convidado a Jos Pinto
de Araujo Madeira para euearregar-se do trala-
mento dos desvalidos do termo do Bom Conse-
Iho, onde reina com intensidadea epidemia do
cholera-morbus, mediante a gratificarlo diaria
de cinco mil ris, e pelo lempo que Vmc. julgar
necessario, lenho a dizer-lhe em reaposta que
approvo_ o aeu procedimento, e reitero a recom-
mendaco que em data de 4 do correte lhe tiz
em favor das educandas do collegio denominado
Bom Cooselho.
Dito ao juiz de orphos do termo do Ouricury.
Em oflic'o de 5 de julho prximo Ando partici-
pou-me o Exm. presidente da provincia do Piau-
hy haver dado as precisas ordena aura de serem
cumpridas as precatorias expedidas por esse jul-
io do termo de Jaicos naquella provincia para
avaliago dos bensdeixadoa pelo fallecido ten-
te Leopoldo Francisco dos Santos e Belmiro Fran-
cisco do Nascimen'o, de que trata o seu officio de
18 de maio ultimo : o que communico a Vmc
para seu conhecimento.
Dito ao engenheiro fiscal da illuminacao gaz.
Cerlo do conteudo da seu officio desta data,
tenho a dizer-lhe em reiposta que approvo a de-
liberado que Vmc. tomou de mandar remover
para o passadigo ltimamente construido os cin-
co combustores existentes na ponte velha do Re-
cite, visto nao ser alli mais precisa a illuminacao
gaz por se ochar vedado o transito pela mesma
ponte.
Portara.O presidente da provincia attenden-
do ao que requereu o 2o cadete 2* sargenle da
companhia fixa de cavallaria Silvioo Melchiade
Pacheco, e tendo em vista o parecer da junta mi-
litar do saude, resolve conceder-lhe dous meze
de licen;a nos termos do art. 106 do reglamen-
to de 27 de outubro de 1860, para tratar de sua
saude forado hospital militar adentro da pro-
vincia.
Despachos do dia 8 de agosto.
Requetimentot.
Antonio Simphrouio Rodrigues Luna.Informe
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
2o cadete l8 sargento Carlos de Souto Goudim.
Passe portara concedendo a permissao reque-
rida.
Cosme Francisco da Eocarnajlo. A' vista da
informacao do Sr. general commandante das ar-
mas, indeferido.
Fieldeo Brothers. Volte ao Sr. inspector da
thesouraria de fazenda.
Francisco Alves Ferrelra. Dirija-se ao com-
reqoer
Francisco Ferreira dos Santos. Informe o
Sr. eogenhelro director da repartidlo daa obras
publicas.
Alferes Joaquim Pedro do Reg Barros.Io-
foame o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
Jos de Barros Corroa Sette.Passe portara
concedendo no supplicante os seis mezes de li-
cenQs qoe faltam para completar a de um anno
concedida pela lei provincial D. 513, sendo os re-
feridos seis mezes contados do dia em que o sup-
plicante entrar no gozo da mesma liceoca.
Manoel do Nascimento Luoa. Remeltido ao
Sr. commandante do presidio de Fernando para
aitenderao supplicante, empregando-o no servi-
do que (or compativel cora o seu estado pby-
sico.
tambora, empregaos no corpoa da guarda aa-
cional desta capital, conforme solicitou o respec-
tivo commandante snperior em officio de honlem
aob numero 78. :
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Findando-se no dia brado com o engenheiro \V. Marllneau para se
encarregar da administracSo da repartigo das
obras publicas nesta provincia o tendo o mesmo
engenheiro de ir a Europa no primeiro vapor que
paralali seguir resolv designar o engenheiro Joo
Luiz Victor Lienthier, para dirigir aquella repar-
tido durante a sua ausencia e em quanto nao
chogar da curte o engenheiro Francisco Raphael
de Mello Reg. O que declaro V. S. para seu
conhecimento e direegao.
Dito ao commandante superior de GoiaDoa.
Expeca V. S. suas orlens para que urna guarda
de honra de algum dos batalhoes da guarda na-
cional sob seu commanio superior acompanhe a
procissao que tem de sshir do convento do Carmo
dessa cidade pela 3 horas da tardo do dia 14 do
corrente.
Dito ao director do arsenal de guerra.M-nde
V. S. fornecer ao almoxarife do presidio de Fec-
nando os objectos constantes do incluso pedido.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia V.
S. para seu conhecimento o termo de exame a
que se procedeuno presidio de Fernando nos ob-
jectos para ali remettidos por esse arsenal no hiate
nacional Tino.
Dito ao delegado encarregado da repartirlo da
polica.Com a inclusa guia do sentenciado Fi-
lippe Jos de Santa Anna, quo me foi transmitti-
da pelo commandante do presidio de Fernando
com officio de 21 de julho ultimo sob numero 102,
junto por copia satisfago a exigencia contila em
officio dessa repartirlo datada de 24 da maio
ult'mo sob numero 838.
Dito ao director geral da intruccao publica.
Remeti V. S. para a bibliolheca provincial urna
collecao da Revista Brasiltira jornal dirigido
pelo senador Candido Baptista de Oliveira.
Dito ao commandante do presidio de Fernando.
Para poder ler o conveniente destino o reque-
rimento que acompaoha o officio de V. S. de 16
de junho ultimo sob numero 100, em qneo sen-
tenciado de juatiga Manoel Pereira do Valle pede
a ua magostado o Imperador o perdo da penna
de gal perpetuas a que (o condemnado, mis-
ter que V. S. informe acerca do que representa o
Exm. presidente do Rio Grande do Norte no final
do officio incluso por copia datado de 31 de julho
prozimo fiodo.
Dito ao mesmo.lnteirado pelo officio de 26
de julho ultimo sob numero 118 do motivo por
que deixou V. S. de responder aos meus officios
de 3 e 9 de junho prximo passado cora referen-
cia as arguicesque lhe sao fetas em duas cor-
respondencias insertas nos Diarios de Pernam-
buco cimeros 127 el32, lenho a dizer que deve
V. S. faze-lo Da primeira opportunidade, como
promette em seu citado officio.
Dito so mesmo.Para os fin convenientes
transmuto a V. S. as guias dos 4 sentenciados
que agora seguem para esse presidio e cojos no-
mea conslam da relacaj n. 10 bem como as de
mais quioze que ahi se acharo sem ellas e cujos
nomes coostam da rela;So n. 2.
Dito ao mesmo.Era additamento ao meu of-
ficio desta data transmuto a V. S. para os litis
convenientes as 3 guisa dos sentenciados Miguel
Ferreira do Rosado, Joaquim Leandro Barboza
e Eustaquio Pereira da Silva que para esse Hm
acabara de ser remedidas palo juiz municipal da
1* rara.
Dito ao mesmo.Faca V. S. regressar a esta
capital na primeira opportunidade os sentencia-
dos Alexandre Francisco de Lima, Antonio Joa-
quim de Saol'Anna e Anlontu Jos da Silva, a
fim de verificar se aqu o cumprimeolo de sua
sentencia conforme reqoiiitou o juiz muoicipal
da Ia vara desta cidade em data de 7 do cor-
rele.
Dito ao mesmo.Del o conveniente destino
aos auto de vistoria, e ideolidade de pesioa que
acompanharam o seu officio de 22 de julho ulti-
mo o. 109 dos sentenciados fallecidos oa enfer-
mara dee presidio Miguel Ferreira do Rosario,
Pedro Jos Bernardo e Manoel Dias do Nasci-
mento, oa dou primeiro pertenceotes a esta
provincia e o ultimo a da Babia.
Dito ao jou municipal da 1* vara.Ficam ex-
pedida acordaos a flmda aerem remettidoapara
o presidio de Femando os 3 sentenciados Miguel
Ferreira do Rosarlo, Joaqaim Leandro Barboza e
EmtaqaW- Partir. d Silva constantes da relajo
Rclalorio do ministerio da fazenda
apresentado a assembla geral le-
gislativa na segunda sesso da deci-
ma primeira legislatura pelo minis-
tro e secretario de estado dos nego-
cios da fazenda Jos Maria da Silva
Prannos.
(Continuar.o.)
BENS DA NAg.VO.
Proprlos nacionaes.Com o quadros n. 105 e
n. 106 cumpro o disposto no 4o do art 12 da
lei n. 1.114 de 27 de tetembro de 1860.
Nellesencoolrareis nao s a nomenclatura e a
applicacSo daffa aos proprios nacionaes, a cargo
da reparl'co da fezeoda, como a renda produ-
zida por aquelles que na corte e provincia do
Rio de Janeiro se acham aforados ou arrendado*,
comprebendendo-se ahi tambem os terrenos de
marinha da dita provincia aforados a particu-
lares.
Comparados os referidos quadroi com os qae
acompanharam o rila torio do anno passado, re-
conhecereis uro augmento de renda na impor-
tancia de 4:9733442, sendo 90268 de foros e
4:8339174 de arrendameutos.
Em virtude da aslorisaQo que pelo 6o do
arligo 11 da ciada lei foi conferida ao governo
para realisar a venda dos proprios nacionaes,
desoeceisarios ao servco publico, e que nao de-
rem um rendimiento pelo menos equivalente s
despezas do sea custeio, e ao juro do seu valor,
foi autorisado a venda da 12 proprios na pro-
vincia do Piauhy, existindo elles pela maior par-
te na cidade, e municipio de Oeras, Nao eppa-
recram porm concurrentes para os quatro d'en-
tre elles, que foram logo posto em hasta publi
ca ; e pois ordenei ao respectivo presidente que
mandasse proceder a nova avallago para serem
levados outra vez prar;a.
Foi-me representada pela thesooraria de fazenda
de Minas Geraes a necessidade de serem vendi-
da a fazenda do Chumbo e a fabrica de ferro do
Pilar, desde multo extiocla.
Em 21 de outubro do anno passado exigi d'a-
aquella repnt rt\o informacoea circamstanciadas
a respeito da referida fazenda, e, quanro fa-
brica de ferro, nosthesoaro se procede aosne-
cessarios exames a fim de conhecer-se da legi-
timidad e desta alienagHo.
Exigi igualmente informaces da thesouraria
de fazenda de Santa enharina acerca do valor e
applicarao dos tres proprios nacionaes, cuja
venda foi por ella proposta.
Ordenei thesooraria de fazenda da Baha qae
ministrasse ao thesouro novo esclarecimentos
sobre os proprios nacionaes alli existentes, e que
se acbavam em condicoes de ser alienados, visto
que ero incompletos o qae oesse sentido havia
dado.
Na provincia de Sergipe eflectuou-as a venda
de um terreno com trila psjmos de frente, e
alguna de fundo, situado na cidade de Laraogei-
ras, o qual havia sido adjudicado fazenda na-
cional, e bem aasim a de ama casa de taipa co-
berta de palha, que servio de quartel forja de
linha em Aracaj.
Pela ordem de 18 de marco ultimo maodou-se
proceder na meima provincia & venda dos ae-
guintes proprios nacionaes; de urna casa sita no
largo da igreja do Senhor das Misericordia, na
cidade de S. Christovao; de urna dita, arruinada
que existe na povoaco dos Eoforcadoa e dos
predios e terrenos, situados na cidade das Laran-
geiras, e que tinham sido adjudicado fazenda
publica, pela divida de Faro Leilo.
Na data cima citada ordenei tambem respec-
tiva presidencia que informaste ao goveroo qaal
a utilidade que ainda possa prestar provincia o
predio que servio de quartel oa cidade das La-
rangeiras, para poder deliberar sobre a aua
alieoa;o, solicitada em 1S58 pela mesma presi-
dencia.
Por aviso de 3 de margo ultimo autorisou-se
presidencia do Para a venda do terreno sito na
travessa da Rosa, da capital; e bem assim que
mandasse proceder avaliaco e inventario do
Cacoal da Villa-Franca para ser posto em hasta
publica.
Da provincia do Amazonas receberam-se os
esclarecimeolos a respeito dos proprios nacio-
naes, que podem ser alienados, e estao sendo
examinados.
As provincias de Pernambuco, Rio Crand do
Norte. Cear, Maranhao S. Paulo, S. Pedro,
Mallo Grosso, Goyaz e Minas, ainda nao salisfize-
ram as exigencias da circular de 5 de outubro
de 1860, expedida em cumprimenlo do citado
art. 11 6* da lei de 27 de setembro de
1860.
Existe proposta para compra ou arrendamento
do proprio nacional denominado Ac, situado na
capital da provincia de S. Paulo.
Este proprio foi cedido para um seminario ; e
nao consta que tenha sido dispensado desse ser-
vico: trato entretanto do lomar conhecimento
desta objecto para resolver convenientemen-
te.
A cmara municipal de Paranagu, na provin-
cia do Paran, solicitou a concesso do terreno
e paredes que foram da igroja dosextinctos je-
suta.
Aguardo as informaces que ped a este res-
peito.
Fazendas e escravos da nac.o.No mappa
n. 107 encontrareis a designaco das fazendas
nacionaes com declararlo das provincias em
que estao situadas, suas edicaces, estravos,
gado, e receita edespeza conhecida atdezembro
de 1861.
Delle veris que ao servigo dessas fazendas se
acham 1,110 escravos; que ellas possuem 52,873
eabecas de gado; que em 1861 a sua receita
foi 63:9355526; e a despeza de 23:7533842,
deixando um lucro de 40:181^684.
No custeio das fazendas do Piauhy deu-se o
anno passado urna alleraco, de que poder
resultar alguma vanlagem a mesma provincia e
fazenda nacional.
Em cada um dos departamento, em que ellas
estao divididas, creou-se urna feitoria agrcola,
concenlraBdo-se ah os escravos dispersos e
superabundantes nas fazendas soladas.
Assim, a feitoria de S. Roberto, no departa-
mento de Piauhy, oceupa actualmente em seu
servic.0 119 escravos, e a de S. Mximo, no de
Nazareth, 136. .,...-
Nao se realisoa anda o arrendamento deter-
minado por aviso do 1 de nmeo de 1861 di fa-
zenda denominada S. Bernardo, no Maranhao,
que, avahada anteriormente a 1S17 em 30:000?,
supporta ama despeza superior respectiva re-
cada, por se haver recusado o pretndeme
condico imposta, de urna fianga correspondente
ao valor dos escravos que lhe fossem entre-
gues.
Disse-vos no relatorio anterior qae em virtude
da autorisagao conferida ao governo pelo 6" de
art. 11 da lei n. 1,114 de 27 de aetembro de
1860, para realisar a venda dos proprios nacio-
naes desnecessarios ao ssrvigo, ou que deixsrem
de dar um rendimiento pelo menos equivalente
s deapezaa do seo custeio, e ao juro correspon-
dente ao sea valor, ae haviam oxpedido pelo
ministerio a mu cargo as ordens necessarias
para a alienago da fazenda ou estancia nacio-
nal do Bojur na provincia de S. Pedro, e para
a avaliaco dos beiis componentes da que exis-
ten) na provincia do Piauhy ; e que propostas
haviam sido apresentadas ao thesouro para
aquella alienago.
A fazenda do Bojur, que nao lera escravos, e
comprehende urna extenso de tres leguas qua-
dras, na qual ha casas, curraes o 2,915 cabegas
de gado, esteve arrendada a particulares al
1860 pela quanlia de 8,200$ annuaes; mas lti-
mamente, em 1861, tendo-se de renovar o
arrendamento, s o ple ser razo de 6:000#
annuaes.
A referida fazenda foi avaliada em 1829 pela
quantia de 23:000?.
Com qaanto nao deva ser hoje estimada m
menos do triplo dessa importancia, todavia a
renda annual de 6:000$ que d actualmente an-
da superior ao juro de 6 / do valor que re-
presenta, e parece exclui-la das condiges da
alienago.
Entretanto procede-se a novas informagoes,
aGm de que o governo delibere acerca deste
proprio nacional como parecer mais acerta-
do.
Pelo que toca s fazendas do Piauhy, e s
demais que o estado poasue em diver*aa provin-
cias, exped em 20 de agosto do anno passado
ordens terminantes aos respectivos presidentes,
para que fizessem avaliar por peritos da confian-
ga tanto os predios, bamfeilorias. terrenos e
criagao a ella pertencenles, como os escravos que
se aeham ao seu servigo, e remattessem com
urgencia ao theseuro nao s um inventario des-
criptivo de tudo, com o o sea parecer sobre o
destino que em sua opioio psrecesse mais acer-
tado dar, tanto aquellas das ditas fazendas que
se achassem nas condiges legaes de ser aliena-
das, como ads escravos nellas existentes.
O governo linha em vista, por meio dessas
informagoes, obter dados seguros que o habili-
lassem para julgar ae serla mais conveniente ao
estado vender essas fazendas ou arreoda-las, e,
em qualquer dos dous csos, que resultados de-
veri esperar, mandanlo-as por em hasta pu-
blica.
Algumss informagoes acabara de ser recebidas
quanto s fazendas do Piauhy e Para, que tal?ez
sejim sufficientes ; quanto, porm, s das outras
provincias, sao incompletas, e sem novo escla-
recimeoto que terao de ser pedidos, nao se
poder formar juizo seguro sobre o estado das
fazendas nellas existente.
Na execugo da auloriaagao legislativa, a que
tenho referido, algumas difficuldades se
citado 6 do ait,n da je m i lu de 27 de se-
tembro de 1860.
Entreunte, eotendendo-se aempre no tbeouro
por proprios nacionaes os beos de raiz e predios
rsticos e urbanos adquirido e incorporado
fazenda nacional por difireme titalos em virtu-
de da le,Jou contrato; entrando os escravos na
claaificacao genrica de bensda nago,. reeonhe-
cereis o fundamento dadu>ida que uscito.
E' certo quev pelo art, 32 da lei o. 317 de 21
de outubro de 1843, foi o governo autorisado para
vender em bausa publica, a dinheiro vista, ou
em troco de apolices da divida publica, os escra-
vos da nago, que nao conviesse conservar, pre-
cediendo avaliago, e annunciando-se a arrema-
tago com a necessaria antecedencia ; mas, ou
porque essa avaliago deixasse de concloir-se re-
gularmente, ou porque a venda dos escravos ao
servigo de differentea fazendas nacionaes depre-
ciara o valor e utilidade das mesmas fazendas,
cu, finalmente, porque se nao reconheceu a in-
t Noaabbado passado, por obra das 5 hora
d'amanhaa, foi morto um d*o presos da eadeia
de Olinda por um soldado da respectiva guarda,
que sobre o mesmo disparo* um tiro; do qual
resultou-lhe a morte instantneamente.
Diiem que a causa desse delicio procede de
trazer o morto o delinquente em eonslant* atro-
pello de zombarias, misturadas de affronla sua
digoidade pessoal.
O soldado perteoce ao 7* batalhao de iofan-
taria de linha, caa-se detento, l6ndo-se vo-
luLtiriamrite entregue priao depoia do delic-
io perpetrado.
Remettem-nos o sesruiota escripto r
Sr. Redactor da Revista Diaria. Tendo
cabido em fio de junho prximo passado a pon-
te collocada na Tacaruna, da estrada que at'a-
vessade Santo Amaro para Belm, sem qae al
hoje 10 de agosto teobam apparecido algumas
providencias ; e achando-se, como se acha, de
presente embaragido o transito por esse motivo,
conveniencia da conservsgo delle, nenhom docom grave incommodo e nao menor prejcfzo
ministros, que se seguiram citada lei. julgoo i doa moradores d'aquelle lugar ; rogo a Vmc. que
proficuo deliberar, e nem o corpo legislativo pro-|e digne de dizer alguma cousa a respeili, aim
videnciara esse respeito. de que quanto antes cesse o vexame que todos
Parece que se podem conciliar o interesse das | soffremo ; porquaolo tenho observado do que
provincias onde existem os referidos escravos, e "
a philmtropia que estes davem merecer ao esta-
do, conservando nas mesmas provincias os que
ahi poisam ser uteis nos trabalhos pblicos, ou
que por sua idade e outras ctreumstaocias nao
poderiam sapporlar sem grande vexame a remo-
gao para diverso clima e lugar, e diatribuir os
restantes por colonias agrcolas a pelas obras pu-
blicas da corle e das demais provincias ondeos
seus servigos ejam necessario.
As fazenda perderSo muito do seu valor sem
os bragos que possuem, mas tambem est paten-
te que esses brajosou muito pouco produzem ac-
tualmente, ou nao trabalham someote para o es-
tado. A applicago mais til desses individuos
compensara bem a diminuigo do valor dos es-
tabelecimentos em que ha tantos annos se acham
em lamenlavel ocio ou com diminuto proveito
para o thesoaro publico.
Alm das fazendas mencionadas trata o governo
de dar destino s trras das exlioctas fazendas dos
jesutas, sitas na ilha de Maraj da provincia do
Para, e denominadas Curraliubo, ossa Senhora
do Rosario, S. Francisco Xavier. Bom-Jardim, S.
Braz, Nanatuba, Boa-Visl, S. Luiz, S. Miguel e
S. Culos ; porque reivindicadas ha pouco para a
fazenda, nenhom proveito percebia deltas o the-
soaro; assim como as de S Marcos e S. Bnto
na do Aolazonas, porque, como veris do so-
bredito quadro n. 107, a sua despeza, vista do
balango de 1^591860, muito avulta sobro a re-
ceita. ,
Segundo as informagoes ltimamente recebi-
das, estas duas fazendas foram avahadas no anno
de 1829 em 1,0:000;, e o reapectivo gado, em Ja-
neiro proxiojo passado, calculado pelo prego cor-
08.
q. 108 acharis o numero dos escra-
existentea assim nos differentes es-
publicos da corte e provincias,
oda nacionaes, com a designaco
exo e idade. .
Luiz crioulo. de 30 annos. escravo de Joao
Baptista dos Santo Lobo, por embriaguez
A ordem do de S. Jos. Domingos, crioulo,
de 25 annos, escravo de Virginio Horacio de
Freitas, por insultos, Jo Maria de Sant'Anna,.
tambem crioulo, de 25 annos. servente, dispo-
sigaodo Dr delegado do primeiro districlo para
recruta, e Maooel da Paciencia, Africano, de 22
annos, catraieiro, por embriaguez e briga.
A' ordem do dos Affogados, Luiz de Frangada
Silveira. pardo, de 23 anno, dado agricultura,
por furto de cavallo, tendo aido preao, em fla-
grante, e com arma defezaa.
O chafe da segunda secgo,
/. G. de Mesquita.
Movimento da caaa de detenco do di 9
do agosto.

Exisliam.
Entraran).
Sahiram.
Existem. .
37S
6
12
372
presos.
a
A saber
rente em 26.:
No mapp
vos da naga
tabelecimen
como nas f
do rp vf.
Tu'.-ei.o
Ainda nao
do art. 11
de 1860, q1
me
apreseotam sobre as quaes devo chamar a
attengo.
Convir vender as fazendas conjuntamente
com os escravo pertencentes a cada urna
deltas?
Qaando nao possam ser elles assim alienados
qual o destino que cumpre dar-Ihes?
Sa por um lado a autorisagao referida pode
deixar decomprebender em su letra os escravos
da nago; por outro as trras per'dero muito
do seu valor, se lhes nao forem proporcionados
os bragos necessarjos para o seu cultivo, ou para
a manultengo da industria pastoril a qu seiam
destinadas. *
Para a venda das fazendas com todos os ben
que possue, qualquer que seja a sua oatareza,
poder-se-hia invocar o espirito do art 2o ds lei
de 30 de agosto de 1833, que meado considerar
os escravos como partes integrantes das fazendas
de mineragSo e de assacar.
A coosideragoes dedazidas poderiam talvez
descortinar todo o vosso pansamento na autorisa-
gao que ros dignaste unferir ao goverao pela
HtM de Rodrigo de Freitas.
pdie tornar affectiva a dispoaigao
J da lei n. 1,114 de 27 de setembro
antorisou o governo para desapro-
priar cmara :municipal da corte o deminio di-
recto dos terrenos da laga de Rodrigo de Frei-
tas desnecessarios ao jardim botnico, conti-
nuando em vigor a autoriiago conferida pelo
art. 11 2 do lei n. 719 de 23 de setembro de
1853.
Pelo juizo dos feilos da fazenda se procedeu,
com citaco o audiencia da mesma cmara,
avaliago do referido dominio direito, calculada
sobre as basas do alvar de 23 de fevereiro de
1771 e decreto de 7 de dezembro de 1772, pelos
quaes, na forma do art. 49 da le o. 628 de 17 de
setembro de 1861, se devia regular a venda aos
emphyteutas dos prazos da cmara muoicipal da
corte.
Nao se conformando com a sentenga que jul-
goo esta avaliago, appellou a cmara pira o tri-
bunal da relaco da corte, de coja deciso pende
o respectivo processo.
A cmara julgou que lhe era muito lesivo o
prego em que foi oreado o mencionado dominio,
e que a determinago da assembla geral nao li-
nha a torga de obriga-la a receber aquella ava-
liago. Allega, quanto ao prego, o augmento de
valor que com o andar dos lempos teem adquiri-
do os terreos da lagt de Rodrigo de Freitas ;
ou que sem iojustiga n9o pode ser lomado, como
elemento de calculo para avaliago desse domi-
nio, na forma do alvar de 23 de fevereiro de
1771 e decreto de 7 de dezembro de 1772, o ca-
non emphyleutico estabelecidoem poca remota,
quando regulava urna escala de padro moneta-
rio que tem aofrido progressiva depreciago.
Computado por um arbitramento razoavel so-
bre o valor actual doprazo, seria mais alto o foro
que deveria o estalo pagar pelo dominio til do
referido prazo.
O goveroo trata de resolver esta inveterada
questo, que lano tem prejudicado o crescimen-
to daquella parte da cidade, ou seja por meio
amigavel, ou pelos tramites judiciaes.
O terrenos em que est situado o jardim bo-
tnico, e osqe foram reservados para seram an-
oexados a este eslbelecimento, nao se achando
comprehendidoa na autoriaago conferida pela lei
ri. 719 de 28 de setembro de 1853, art. 11 2o,
devero paasar para o dominio do estado por meio
de compra, em virtude do citado art. 49 da lei de
17 de setembro de 1851, que manda vender os
prazos da cmara muoicipal da corte, com prefe-
rencia aos seu emphyteutas, em cujo numeroso
cunta a fazenda publica.
Effectuada a compra amigtvel, ou a desapro-
priago judicial, dar-se-ha euto cumprimenlo ao
art. 11 2" da lei de 28 de setembro de 1853,
alienando-se dos ditos terrenos os que nao forem
oecessaros ao jardim botnico, seodo primera-
mente affrontados os actuaes arrendatarios pelos
pregos da avaliago, a que se proceder adminis-
trativamente, e vendendo-se em hasta publica
pelo maior lango sobre a referida avaliago tanto
os que se acharem devolulos, como os que alguna
dos respectivos arrendatarios recusem por ventu-
ra comprar, salvo sempre o direito iodemnisa-
go das bemfeiloriac.
O pagamentos cmara municipal pelos toros
vencidos e compra oa desapropriago do seu do-
minio direclo, bem como as iodemnisagOes a que
teobam direito alguns dos actuaes arrendatarios,
pelas bemfeitoriasdos respectivos prazos, que fo-
rem vendidos a outros ou annexados ao jardim
botnico, ser&o deduzidos do producto das alie-
na g a.
O prodarto liquido dessa vendas ter a appli-
cago que lhe deu a lei n. 719 de 28 de setembro
de 1853, no art. 11, 2o.
Terrenos de mariobas, alluvio e accrescidos.
A experiencia tem demonstrado a necessidade
de novas disposigdes que melhor regulem o afo-
ramento das terrenos de roarinhas, que bordam
o extenso Utloral do imperio.
[Continuar-se ha.)
nmmtzo
sempre, que Vmc. apona em sua Revista algu-
ma neceasidade publica, logo sobre ella appa-
recem providencias.
a Com a satisfaro deste pedido, muito obrga-
r Vmc. ao seu conitante leitor e assignante,
Morador do lugar.
A publicago daslinhas qae ahi ficam, e que
nos foram endertgidas, satisfazem ao que nos
solicitado por parte do nosso assignante ; pois
que ellas sao bastantes para denunciar o fado,
qae carece do ser sanado ; e esperamos que a
autoridade competente lhe d o conveniente re-
medio.
Foi designado o engenheiro JoSo Luiz Vic-
tor Lieuthier para aubstiluir na directora das
obras publicas ao respectivo director W. Marli-
neau, durante a ausencia deste e a estada na
r:t do engenheiro Dr, Francisco Uapbael de
Mello R.go.
J foram maudado remover da ponte Velha
para o passadigo os cinco combustores alli exis-
tentes.
Hoje lem lugar no theatro de Apollo um
concert vocal em beneficio do Sr: Guidi, pri-
meiro tenor de forg, no qual os apreciadores do
seu talento artstico podero apreciar os melho-
res pedagos de seu repertorio, pela ultima vez,
visto ter de seguir para a Baha no prximo
vapor.
Eotrou no dia 9 do corrente, tarde, proce-
dente da corte,trasendo 9 dias de viagam.o brigue
escuna de guerra Tonelero, que veio incorporar-
se esta diviso naval em subslituigo ao brigue
estuna /"ti/e.'iiiaiie, que brevemente deve sarpar
para alli.
Eate pequeo, mas bonito, vaso de guerra de
nossa esquadra traz um nome quo rememora um
de nossos fetos 'srmas nos lempos do famo-
so dictador da Buenos Ayres, e commandado
por um distincto official, qual o Sr. 1 tenente
Joo Baptista de Oliveira Mootauuy, e guarne-
cido por urna plyade de officiaes esperangosos.
E'forte de 4 bocea de fogo, duas em rodizio,
e outras tu fita em batera, todas de calibre 30.
Tanto foi o mar que soffrea nesta travesala,
que as cunhas do mastro grande saltaram por
diversas vezes da respectiva enra, por causa do
Immeoio balangos ; mas felizmente a diligente
attengo nao deixou que houvesse um desar-
voramento.
Ha bem tempo que na nossa costa nao se tem
apresentado urna corda de ventos to frescos e de
mar lo impolladocomo tem havido este auno.
Consta que o vapor Uag acha -se esqu-
pando para brevemente vir reforgar esta diviso
em subatituigo de outro navio.
S. Exc. o Sr. ministro determinou que v
um navio de guerra mensslmente Fernando de
Naronha, sempre que a presidencia da provincia
julgar isto conveniente.
Hontem leve lugar a installago da socie-
dade acadmica Onze dt Agosto sendo elei-
tos para compdr a directora os senhorts seguin-
tes :
Presidente honorario.
Dr. Tristio de Alencar Araripe.
Dito efeclivo*
Elias Frederico de Almeida e Albuquerque.
Vice-presidente.
Manoel Caldas Brrelo.
Primeiro secretario'
Jos Avelioo Gurgel do Amaral.
Segundo dito.
Antonio Pedro Monteiro de Souza.
Primeiro orador.
Joo Thom da Silva Jnior.
Segundo dito.
Joao Baptista de Siqueira Cavalcanti.
Thesoureiro.
Joo Franklin de Alencar Lima.
Igualmente procedeu- eleigo da commis-
so para confeccionar osetlatutos, que ficou for-
mada dos Srs. : Joo Thom da Silva Jnior, An-
tonio de Siqueira Civalcanti, Virgilio Peixolo de
Araujo Palmeira, Epiphaoio Verres Dominguss
da Silva e Jos Avelino Gurgel do Amaral.
Tendo a bem de aua saude de retirar-se para
fora da provincia o Sr. Antonio Googalvss de Ma-
raes, pedio e obteva exonerago do cargo de sub-
delegado do primeiro districlo da freguezia dos
Afogados ; seodo nomoado para o substituir o Sr.
alferes do corpo de polica Pedro Maria de Abreu.
O Sr. presidente da provincia vititou hon-
lem a alfaodega e o consulado provincial. Na
primeira desta repartico examinou nao s a the-
souraria, como o archivo e a sala em que traba-
lham as secgoes. Visitando os rmaseos analiiou
os livros e o modo por que escrlpturada a en-
trada e sabida daa mercadorias. Dirigindo-se a
inspecgo do algodo demorou-se S. Exc. no exa-
me daa diversas qualdades de algodo que ali
exisliam, e verificando que em nenham outro
lugar se pode com mais proveito dispor das se-
mentes de algodo ltimamente vindo dos Esta-
dos-Unidos, determinou quesete saeeas Qcaasem
a disposigo do Sr. inspector di alfandega para
destribuir pelos plantadores.
No consulado proviocielS. Exc. percorreu as
salas oceupadas por esta repartigo, e examinan-
do o livro em que oo exercicio fiodo foi eacrip-
lurada a arrecadago do imposto sobre o algodo
notou que seria cJnveniente que se podeste co-
nhecer a um tempo a somma que o imposto pre-
duzio a a quantidade do genero exportada.'
RKr-ARTiQAO da poLicrA.(Extracto da par-
te dos dias 10 e 11 de agosto.)
Foram recolhidos casa de detengo no dia 9
do corrente :
A' ordem do Dr. delegado do 1* districlo, Eze-
quiel Pereira Pialo, crioulo, de 47 annos de ida-
de, ganhador, por offeosas moral publica, e
Jos Joaquim dos Sanios Tavares, pardo, de, 24
annos, sapateiro, para recruta.
A' ordem do subdelegado do Recife, o mar-
timo Lucio Eufrazio Dia Pessoa, pardo, de 45
annos, por desobodleocia.
A' ordem do de S. Jos, Maooel Agapito de
Faiva, pardo, de 20 auno, pedreiro, e Manoel
Barboea, crioulo, de 26 annoa, carpina, para re-
crutas, tucami disposigo do Dr. delegado do
primeiro districto.
A' ordem do dos Affogados, Joaquim Pedro
Jos da Cruz, pardo, de 23 annos, carpina, por
iutultoa.
Dia 10
A' ordem do ubdelegado do Recife, Seraflm
Borge de Oliveira, branco, de 22 annos, catra-
Nacionaet . 267
Mulheres; . 10
Estrangeiros. 32
Escravos. . M
Escrava. . 7
Total.
372
Alimentados a custa dos cofres provin-
ciaes.
Dia 10

D

.
1
saber:

Mulheres...... 10
Estrangeiros.. 34
Escravos...... 5o
Escrava...... 7
152
Total
377
*od. REVISTA DIARIA.
/o dta 15 do corrente, olemnisa o Cemele
rortuguez de Leitura o dcimo primeiro ani-
versario de sua installago.
Essa fimccjo festiva ter lagar pa'ui 11 hora eiro. par insultos,
d amanhaa do referido di, nossa1 oe da biblio- A' ordem do de Santo Antonio, Asuro, Atrt-
Alimentado a custa dos cofres provia-
cies............ !49
Movimenlo da enfermara do dia 10
Tiveram baixa :
Joo, escravo de Loureogo Cavlcanti de Albu-
querque; indigeslo.
Jos Cactano de Faria ; inlermitente.
Tive alta :
Vicente Ferreira de Araujo.
Dia 11.
Teve baixa :
Joao Francisco de Lima ; tumor.
Matadolro publico :
MaUram-se para o consumo desta cidade no
dia 10 do corrente94 rezas.
No dia 1191 ditas.
Obituario do da 10 Pe acost, no cemitb-
1110 PUBLICO :
Mara, Pernambaco, 14 mezes, S. Jos : coa-
vulse.
Clemaotioa da Coaceigao, Parahiba, olleira, 25
annos, S. Jos ; cholera.
Apclinario, Pernambuco, 16 mezes, Santo Anto-
nio ; hepatite.
Joo Jos de Andra le, Cear, 45 annos, solteiro,
Boa-Viata ; phthisico.
Franciaca Maria da Conceigo, Pernambuco, 74
annos, Boa-Vista ; dyarrha.
Eduardo, Pernambuco, escravo, 1 mez, Boa-V-
ta ; aphlas na bocea.
Maria, Pernambuco, 2 annos, S. Jos ; es-
pasmo.
Lourengo, Pernambuco, 3 dias, Santo Antonio ;
espasmo.
Jo Luiz daBoa-Morte, Pernambuco, 72 anno
catado, Boa-Vita ; congesto cerebral.
Joaona, Pernambuco, 3 anuo, S. Jos ; va-
rila.
Cosma, Pernambuco, 2 mezes, S. Jote ; con-
vulges.
Horacio, Pernambuco, 18 mezes, Boa-Vista ; in-
lerite.
Dia 11.
Rita Maria do Sacramento, Peroambaco, 84 an-
nos, viuva, Santo Antonio : grangrena.
Pedro Jos Csrdoso, Pernambuco, 54 anno, viu-
vo, Boa-Vista, erysipella recolhda.
Ilerculano, Pernambuco, 1 anno,J. Jos; con-
valges.
Candido, Pernambuco, 2 mezes ; phthitica.
Perciano, Pernambuco, 20 annos, olteiro, escra-
vo, S. Antonio ; varilas.
Antonio Francisco das Chagas, Pernambuco, 19
annoa, solteiro, Santo Antonio ; phthslca.
Communicados
Ainda a trise cemracrcial.
A crise econmica, que atravessamo, preoc-
cupou durante algum tempo o espirito publico
de um modo tensiva!, sem qua podeasemos ob-
ter de prompto o reslabelecimento da confianga
do commereio, abalada pelo succeaso imprevisto
da sociedade commanditaAmorim, e aggravada
anda pelo desfalque da caixa filial do banco do
Brasil.
Em taet occasie s maledicencia procura
sempre ferir a probidade mais experimentada.
Aquelle que estava collocado na stuago mais
litoogeira por seus tere e por seus longos pre-
cedentes, nao ficou isenlo das aleivosias da in-
triga, e at se ousou duvidar da solidez do banco
do Brasil I
A caixa filial, que segurmoste o eslbeleci-
mento de eredito mais importante desta provin-
cia, foi o alvo de extravagantes calumnias, e com
ella os nomes daquelles que a representasen).
Procurou-se inocular oo espirito da populago,
que o baoco do Brasil estava prestes a fallir, do
que resullou alguma afUuencia na caixa durante
dias, quer no troco de notas, quer na retirada de
depsitos.
A' directora do estabelecimeoto foram feilas
insinuages injustas e indecorosas ; o nome do
Sr. Dr. Augusto de Oliveira foi o mais cruel-
mente martyrisado, por ser aquelle, que no par-
lamento e oa imprensa se apresenlou como o de-
fensor do baoco do Brasil.
Prezamos a peasoa do Sr. Dr. Augusto, e, pois
que o silencio, que ha guardado em emergencia
tal, pode ser diversamente traduzo contra a se-
redade do seu procedimento, vamoa novamente
explicar a regularidade de facto, que forneceu
aos seut inlmigos opportuno ensejo de deprimir
o carcter de negociante que elle tem sabido
aempre manter com inteira probidade.
O Sr. Dr Augusto foi ampre considerado to-
mo aummamente evero no exercicio de director
da caixa filial, o que lhe atlrahio a deaffeigo>
daqnellea que entendan) dever fazer do banco do
Braail um eatabeleeimento de beneficencia pu-
blica, tendo por misso prestar soccorros aoa
indigentes do commereio. O rigor de seu prin-
cipios o levou a praticar um acto de verdadeirn
desinteresse, o qual foi conmemorado na im-
prensa da corte, qaando ha poneos annos rejei-
tou acedes offereclda de diversos bancos o ja
com premio, por entender que devis assim pro-
ceder, urna vez que no parlamento havia abra-
gado a causa ds unidade banca ra, e aa .havia
opposto 6 incorporago de novo banco da
emiisol
Na crleira do ex-thesoureiro da caixa filial fo-


theca do meimo gabinete.
cipo, de 38 anno, eicraro de Joaqun de tai, e'rau. vario cheque encontrado} entre elle ora
MUTILADO
__


DIARIO II ECNAMBUCO. -* TEHQ4. FE1KA it DB AGOSTO O 1861.
awigoodo pelo Sr. Or. Augusto, a o outros por
dus flrmos respeitsveie estrongeiros dJomes
Ryder &C. e Ssunders Brothera & C. E bem no-
tavel que desies ltimos as nao lenna occepaao
curiosidade publica. E' que esto curiooidode se
ages, quando sa trata de deprimir i' "piilaeao
de um negociante brasilero. e da ordem do Sr.
DDei?nUdo<>*de parte a ulilidade e importancia
do emprego dos cheques Das mais adtantados pn-
ce, de commercio estrongeiros, e a conslderovel
influencio que eise n.edo de pogamento pude
exercer sobre circulado Qdaciaria e metlica de
om paiz, trobolho este que nos arrastaria longa
distancia que nao nos poupomos psreorrer; fa-
jemos apenas ligeirss considerares.
Os bneos dedepoiituo, cooslituindo centros de
IransacQoes, economiasm grande quantidede de
maio circulante. Um escriptor estimsvel obser-
vaque os nove decimos das transaccoes de Loo-
dres, talve de valor igual s do resto do mundo
inteiro, liquidem-se diariamente no Clearing-
llouse, e sem emprego de numerario. Este phe-
nomeno admiravel devido substituico, por
assim dizer, permanente da moeda^metalica, pe-
lo emprego dos cheques nos bancoe ioglezes.
A ninguem hoje estranha a influencia extra-
ordinaria que essa especie de ttulos de crtdito
exerce sobre o estado nauceiro das ditTerentes
procas do mundo commercial.
A Allemanha, a Franca, a Blgica e outros
paites nao lem logrado a regulariciade daa trao-
sacoes commorclaes da Inglaterra, o que, como
observa Eugenio Fourcard, allribuida & legis-
lado monetaria, que a regula.
O cheque, que nao passa de urna legs;o dada
contra um banqueiro, depositario de nossos fun
dos em coota corrente, realisa urna economa de
lampo, de trabalho e substilue mogeificoute aa
especies monetarias com as garantas, que a
a collocam ao abrigo de todi a fraude.
O legislador brasileiro nao foi indiferente s
vantagens dessa fecunda instituido, e para logo
eslsbeleceu regras ao emprego desso iostrmen-
t, o mais prompto e enrgico da vida commer-
cial.
A le de 22 de agosto de 18G0 noait.1*10
autorisou o emprego desses cheques [recito ou
mondlos) ao portador.
E' urna ligeira modificac,ao ao art. 426 do
cod. do commercio.
Eis as palavras do citado :
c Esta disposifao todava nao comprehende os
recibos e mandatos, ao portador, passados para
. serem pagos na meima proco em virtude de contas
correotes, com tanto que sejam de quantta supe-
rior 50JOOO. Taes recibos e manalos deverao
ser opreoentodos no priso de 3dias contados das
respectivas ditas, sob pena de perder o portador
o direito regressivo contra o pasudo:. s>
A vista por tanto desla disposi^o terminante
da lei, para quo os cheques, encontrados no din
SO de junbo na carteira do ex-lhesoureiro da
caixa tilia! podessem ser revertidos contra os
sous respectivos passadores, era misler, que files
ossem de data de 17 do mosmo mez; como
porm sao de data anterior, claro e evidente,
que tsnlo o Sr. Dr. Augusto como os Srs. James
Ryder e Sauoders Brothers nenhoma responsa-
bilidade tem.
Pelo que diz respeito responsabilidade moral,
oceupar-nos-hemosda do Sr. Dr. Augusto, viito
que em quanto 6 dos outros cheques ninguem se
oceupou.
Aviriguada bem s questo resulla a verdade,
de que a sorte do Sr. Dr. Augusto este respeito
a mesma que na questo legal.
Primeiramente coslume do Sr. Dr. Augusto,
pola que tem adoptado os usos das proles estron-
geiros mais notaveis e tendo em gyro sommas
importantes, effectaar todoa os seas pagamentos
por intermedio de um banqueiro, e por via de
cheques ou recibos. Este modo coslumeiro do
seu negocio i publico e notorio. Este banqueiro
eacolheu-o, elle no Sr. Joaquim Jos Sil-
veira, pela extenso do crdito e probidade, de
que gosava nesta proco ; assim que temos ve-
riGcado no seu check book urna nao interrompida
serie de transicoes avulladas, para cajo flm ia
elle confiando carteira de seu banqueiro fundos
sufficenies.
Tendo de pagsr, como referimos em otra
occasio, no dia 14 de juoho urna letlra de 100
contos de ris, que do Rio foi enviada pelo ban-
co do Brasil favor da caixa filial, depois de
kaver avisado com a devida antecedencia de dias
ao seu banqueiro, foi pessoalmenle sua casa no
dia 14 pela volta de meio dia informar-se se
iiaquella occasio poda sacar o cheque. Tendo
recebido a raepoeu rCrmailva, levou caixa o
referido cheque, dizendo all, que depois de
recebida a sua rospectiva importancia, lhe fosse
enviada a lettra com o competente recibo, oqual
lhe foi efectivamente entregue no mesrno dia s
4 horas da tarde pelo fiel do cobrador, que lhe
declarou, que tudo havia sido regularmente
pago.
Releva aqui ponderar, qoe dando o Sr. Dr.
Augusto os seus cheques como moeda de pa-
gamento todas as pessoas, com qwem realisava
transares, todava, e nao oiez com a caixa filial,
onde entregou o cheque como urna simples
crdem de pagamento.
Coherente em seu procedimenlo como em seus
principios polticos, outra cousa nao podera ter
pralicado visto que hi poucos annos fez observar
os estatutos da caixa, e em urna poca notavel,
quando all se recea e se pagava de preferen-
cia, em notas de um outro banco de emisso,
que se acabava de establecer, o qual por esta
forma ganhou crdito e mais circuladlo para as
suas notas, com grande prejuizo para as notas do
banco do Brasil.
Pelo que diz respeito cheques, o Sr. Dr. Au-
gusto de Oliveira sempra pooderou na caixa que
jamis podiam elles ser recebidos como moda de
pigamento ; porm, sendo indifferente ao eata-
belecimeoto recebera importancia de urna lettra
na casa de um negociante ou de seu banqueiro, a
sua opinlo sempre foi que os cobradores podiam
aceitar os cheques, com tanto que nao entre-
gassem as leltras com recibo, aeno depois de
recebida a importancia dos respectivos cheques.
Tendo em seu poder a lettra com o recibo,
pelo modo que acabamos da referir, em vista da
declara-ao do fiel do cobrador, e da do gerente
da casa do Sr. Silveira, abaixo transcripta, infor-
mado de que um dos directores de semana re-
cebera dos empregados da caixa a mesma res-
posta quanto ao pagamento da letlra de 100 con-
tos e de outra de 120 ; como duvidaria o Sr. Dr.
Augusto da effectividade do pagamento de seu
cheque, tendo em poder de sea bacqeiro os
fuios para este fim destiosdos? Quando o Sr.
Silveira sempre fez com ponlualidade pagamen-
tos da algarismos superiores xuella importan-
cia, e nesse mesmo dia 14 pagou elle por urna
outra casa 110 contos de ris, sobre os quses nao
houve a menor reclarcago ? Se porventura ti-
vesse a mais leve suspeita respeito do nao pa-
mento do cheque, o Sr. Dr. Augusto conlinuaria
operacoes com o mesmo Sr. Silveira, como est
provado pelos documentos abaixo transcriptos
e pelas cootas apresenladas, confiaodo-lh6 som-
mas esaccando-lhe cheques 1 Parece que nao.
Que o Sr. Silveira quando aceito* o cheque ti-
nha em seu poder valores correspondentes sua
importaucia, fado tambem provado pela pro-
posta por elle presentada caixa para descont
e nao admitlida, como provam ainda os dodu-
meotos abaixo transcriptos.
Se despeito do que temos asseverado hoover
alguem, que nao queira prestar esta nossa
demonstrarlo, diremos, que o que ha a lamentar
, que o Sr. Dr. Augusto de Oliveira nao hou-
vesse tido am vislumbre de duvida, sequer, a
respeito da nao realisicio do seu cheque ; por-
quaoto com a nergia proprla do seu carcter, ec-
tivilade, e perspicacia, de que dispeo teria exi-
gido e obtido do Sr. Silveira, quem nsquello
occasio sobravam recursos para este fim, como
psssamos a demonstrar.
Em face do balaogo apresentado ao tribunal do
commercio pelo Sr. Silveira pedindo urna mora-
toria e das contss dos aeua livros regularmente
escripturados, e j verificados por dous credores
aytidicantes, judicialmente nemeadas, consta o
seguinte :
1." Que no mesmo dia 14 de juoho, alm de
"oifos pagamentos, s por urna casa ingleza pa-
gou 110 contos, como cima dissemos, circuns-
tancia esta, de que o Sr. Dr. Augasto leve co-
nhecimento, porque, para auxiliar estes fortes pa-
gamentos, emprestou elle em confianca aoSr.
r''." ? CODlos. os quaea dcbaixo de igual
'"'"'11"!' Pedido urna terceira casa ; !.
oe iunh u?AUe Dl"mdiaram do dia 14 JO
18 Ut.r?..iV.0,,d,f fubsequentes 16, 17 e
" a con9, oo".t,i ^ ? *' f'
me.m. confian, ^S^^^^l'
Aagusto, como com lodos os seui committentes
tendo ne.les ltimos dias (* iE$
portantes de todo o genero, sendo que s de urna
casa iogleza notavel recebeu elle no dia 17 fundos
no valor de 70 contos de ris para pagamentos a
tasar por tonta dtlta mesma casa nos dias fioaes
de junho ; 3.* finalmente, que no seis balanco,
pedindo moratoria, o Sr. Silveira ainda aprsen-
la valores reaes em carteira !
O que acabamos da afflrmar mothemotlco, e
sa comprova das contas ja reconhecidas como re-
gularas; portento houveise o Sr. Dr Augusto
tido sciencia de lio lamentavel (alta, teria, sem
duvida, opportanamenle obtido a devida repara-
Cao da parte do Sr. Silveira, o qual seguramen-
te nao suspenden aa tas operagoeo para Curiar-
se a psgar ao ex-ihesoureiro ou i caixa o referi-
do cheque de 100 contos, ou por nao tar recur-
sos para este fim ; porm por motivo diverso,
isto segundo geralmente se snppe, por se
schar compromettido em grandes quaotias com
urna outra casa que fez ponto, e cuja siluaco de
dia em dia pelorando o arrastaria para o futuro
sacrificios e prejuizca mais pesados psra os
seus amigos.
Da expoiico, que acabamos de (azar, resulta
clara e terminantemente, que o nome do Sr. Dr.
Augusto F. de Oliveira sobresaa puro e immacu-
lado no meio daa calumnias e oleivosios, que o
espirito da inveja tem feito soprar contra ca-
racteres respeitavels, que por seus honrosos pre-
cedentes seacham ao abrigo doa tiroa da male-
dicencia. Considerado com calma e reflexo o
facto de que nos oceupamos, quer pelo lado mo-
ral, quer debaixo daa leia do pais, o Sr. Dr. Au-
gusto nenhuma responsabilidade pode ter, que
lhe possa ao menos abalar de lave o carcter de
probidade e de honra, que sempre lhe recouhe
temos,
Uecife, 10 de agosto de 1862.
DOCUMENTOS.
i Ulm.Sr, A.J.ideVasconcellos.Em bemda ver-
dade e por amor minha reputaco desejo obter
de V. S. na qualidade de caixa gerente da casa
do Sr. Joaquim Jos Silveira resposta aos seguin-
ies quesitos :
1*. Se exacto haver eu prevvnido a V. S. o pa-
gamento de urna letra da importancia de cem
contos de ris, que ae devia vencer no dia 14 de
junho.
2*. Se exacto que no mesmo dia 14 da junho
cerca de meio dia, eu inquerl de V. S. se esta-
vam promptos os fundos necesssrios i esse pa-
gamento e se, portanto, eu podia passar o de-
vido cheque.
3*. Se no mesmo dia 14 de junho, eu tioba
em coola corrente fundos suflicieoUs para o in-
dicado pagamento.
4o. Se exacto ter-me Y. S. asseverado pos-
teriormente haver sido pago o mencionado che-
que.
5*. Se exacto hsver ea no mencionado dia 14
junho emprestado so Sr. Joaquim Jos Silveira
a quantia de dez contos de ris psra auxilia-lo
em outros pagamentos desse dia, quaotls esta
que me foi restituids deotro de 48 horas, nao
tendo por isso sido levada minha conta cor-
rente.
6*. Se nao tendo sido pago o mencionado che-
que pelo Sr. Silveira,eu live por qualquer modo
conhecimento desse ficto at o dia 20 de junho,
dia em que elle foi encontrado na carteira do
thesoureiro da caixa filial.
Dirijo-mea V. S. porque os tactos queexpo-
ulio se psssaram com saa pessoa ; e me permit-
a que de sus resposta use como me convier.
De V. S. atiento venerador e criado,
Augusto F. de Oliveira.
Recite, 2 de agosto de 1862.
Illm. Sr. Dr. Augusto Frederico de Ollveirs.
Responaendo so que V. S. de mim exige, bem
da verdade dos fados passados commigo, venho
declarar o seguinte :
1*. que verdade quanto V. S. pergunta nos
primeiro, segundo, lerceiro e quieto quisitos.
2*, que quanto ao quarto tambem verdade
haver eu dito a V. S., na tarde do dio 14, que
havia realisado o pagamento do cheque ; proce-
dendodesta forma, devo dizer que o fiz baseado
no seguinte calculo : tendo em caixa a quantia
de rinte contos em dioheiro e contando com o
liquido de urna proposta que tinha feito caixa
filial de letras saecodas e aceitas por casas res-
peitaveis desla praca no valor desetenti contos
pouco mais ou menos, presum poder realisar o
pigamento do cheque em questo : mas tendo
sido dita proposta reprovada um pouco mais tar-
de, pela razo, segundo ento me dissaram, de se
acharem proanchidos os crditos das casas re-
presentadas em taes ttulos, e nao tendo aonde
recorrer de momento, entend, levado pelo xelo
que tinha de desempenhar e conservar o crdito
da casa que servia, dever pedir, como fiz, ao
thesoureiro daquelle estabelecimento, que rece-
bssse os vinte cootos e guardasse em confianza
o cheque que eu o resgilarla nos primeiros dias
da semana vindoura, ao que elle de bom grado e
sem exitaeso sssentio, promesss esta que nao foi
cumprida em consequencia de forr^i maior.
3*. que quaoto ao sexto quisito tenbo a dizer
que depois do dia 14 nunca mais tratamos res-
peito do referido cheque, devendo observar que
me psrece que se V. S. tivosse sciencia de urna
tal falla, nao descansara em quanto nao fosse
pela cssa remediada, e cortamente nao continua-
ra em novas operarles, dando e sacando dinhei-
ro como de costume soba mesma cooflaDca.
E' tudo quanto me record haver dito e feito,
e que lhe doa a faculdade de usar como lhe con-
vier.
De V. S. atiento venerador e obrigado
Antonio Joaquim de Vasconcellos.
Recite, 5 de agosto de 1862.
Illm Sr. Joaquim Jos Silveira.Rogo a V. S.
o obsequio de dizer-me em bem da verdade
quanto do exacto tem, segundo o seu conheci-
mento, o que me responde o Sr. Antonio Joa-
quim de Vasconcellos & carta que eu lhe ende-
rece], ambas juntas, porque eslou persuadido qua
em quaoto os (actos em relami so cheque de
que trato, fossem passados com o mesmo Sr.
Vasconcellos, delles devia terV. S. conhecimento
como chefe da cass.
Espersndo, pois, que V. S., por amor ver-
dade confirme o respondido pelo Sr. Vasconcel-
los ; espero tambem que me autorise a fazer de
sua resposta o uso que me convier.
De V. S. ltenlo venerador e criado
Augusto F. de Oliveira.
Becife, 5 de agosto de 1862.
Illm. Sr. Dr. Augusto Frederico de Oliveira.
Recite, 6 de agosto de 1862.Respondendo car-
ta que V. S. me dirigi com data de hontem,
cumpre-me dizer que o Sr. Vasconcellos referi
a V. S. a verdade do qoe se pissou, relativo ao
cheque que V. S. sobr* mim ssccou em 14 de ju-
nho e que se icha na carteira da caixa filial.
Sou com respeito de V, S. silencioso criado,
Joaquim Jos Silveira.
I.
Desmascarai a hypocnsia e
seris premiado pelo co, por-
que livrareis de ums enchente
de moles ama grande porcSo de
homeos.
Nao flcou pedra sobre pedra no mercado da
mentira e dos improperios : a todas revolveu o
medico Joao Ferreira da Silva, servindo-se aledas
mais inmundas e ftidas como elle, psra atrar-
me, como um desses possessos de que trata a ao-
tiga historia, esobre CDJa cabega recahia amal-
di$o de am povo ioteiro ; e isto s porque cha-
mei-o urna discusso scientifica I
Sim : o corpo de delicio do ruim carider, da
ma f, da mais requintada hypocrisia, do des-
respeito a si, da viogsn^a, do despudor e da fall
de intelligencia do dito Joao Ferreira da Silva,
eiss communicado que elle contra mim publicou
no Jornal do fecife de 6 do corrente mez, em
resposta questao Duperroo.
Que lioguagem, que orthographis, quo morali
dade e quanto sciencia reunida I
Mas o culpado por certo nao foi elle ; o culpa-
do fui eu I E porque ? Porque peoatrei a farna
da hypocrisia, segurei-o pelo pescogo, arran-
quei-lbe a mascara, lancei-o por Ierra, as cal-
cadas, em plena luz, com admiriQodos homeos
de bem que por certo sao aquelles que se revol-
tam, se indignsm mesmo, contra as astuciss do
perverso, do mentiroso, do Inimigo da sciencia,
da razo e da verdadeira religio.
Ento era natural que, asstm desmascarando eu
a sciencia infusa desse velbaco, como um cao
damoada procurasse-me elle atassalhar. Foi jus-
tamente o que pretendeu fazer : e por certo me
atassalharia, se, munido de um pao, nao mdasse
eu prevenido para quebrar-lbe os denles e en-
chugar-lbe a baba.
Sabe o publico desas provincia que nunca, urna
s vez que seja, tomei a iniciativa em insultar a
alguem as folbas publicas ; sendo que todas as
discussoes, em que nellas me tenbo apresentado,
teem sido motivadas por aggressdes dirertis con-
trai min>. sempre tempestivas e infamantes.
E appelio para que meus inimigos, se que aqui
os teoho, a nao ser um ou outro hypocrita, um ou
outro tratante, aprssentem um s jornal, no qual
ae encontr urna provoesoo, ums s offensa mi-
nha, em forma de aggressio algom doa meus
collegas, oa mesmo a qaalquer homem, a qual-
quer familia. H
Sim : tenbo aido positivamente aggredido por
meu proprio nome, de urna maneira indecorosa, e
por mais de urna vez ; e o que teoho feito aa im-
prensa repellir e procurar esmagar os meus
adversarios no terreno que me chamara, posto
qua, felizmente, tenha tido sempra a fortuna da
saber dtsprezar o campo daa injurias para oceu-
pir-me da sciencia na moralidade. '
E na questo vertente entre mim e ene colle-
ga Ferreira aiada lecho tido a ventura de dixer
que a nao fui o provador, e atas alie.
Um comtnurteodo que sabio no Diario ie Per-
nambuco, assigoado por E. Daperron, em elogio
ao Dr. Ferreira, e para o qual dora elle aponta-
meolos, como confasssou, nada mais foi do qae
ama provocado, umaluva mim alirada.
Sem duvida que ei$e medico podia mendar-se
elogiar pelo Sr. Duperron, figurando este, 14 em
sua imeginsco, um bello co earregado de es-
trellaa, em que collocsse-o, sem que am meu
nome locasse, com o fim de abater o meu con-
ceito, a minha repulao,como medico e operador.
Em consequencia dessa luva stirada, cbamei
eu a contss o Sr. Dr. Ferreira, medanle urna car-
ta que imprim no Diario de Penambuco, e em
resposta tiv o insolante communicado, cuja lei-
tura recoamendo 4 reminiscencia do publico, e
em que o Sr. Dr. Ferreira ptocurou desconcei-
tuar-me com a recordaco de RR da escol* da
Baha, com o {.co calumnioso de \*i eu aqui
Por costme chamara juizo a pessoas que me
devem dioheiro de visitas medicas, etc.
Ors, vendo eu que etse communicado nao ei-
tsva em retaceo com a minha carta de convite a
urna discusso serla e scientifica, ainda que fosse
anergics, respondi-lhe como me cumprla, lando
por fim mostrar a ignorancia do operador nesss
deplorsvel operaco, e desanvolvendo o proce-
dimento inqualificavel, a perfidia mesmo, dessa
homem grande e todo material.
Em vez, porm, do Sr. Dr. Ferreira responder-
me logo com a defeza do homem (raco de indi-
ligencia, porm honrado, e que tem um diploma
medico, baldo de rszdes, sem coosciencia do que
pralicou no infeliz doante, amta-se na velhaca-
ria, a ver se eu o deixava impune, sem mais tra-
tar da qaestSo acienlifica, (")
Haa seria urna deslealdade, a mim mesmo feits,
e urna falta de dever, se como homem da scien-
cia deixaase passar como erro urna verdade por
mim proferida ; e. pois, publique!, no da 11 do
julho, um anigo no qual, expondo todo o occor-
ndo eotre mim e o Sr. Duperron, fiz serias con-
sidersces ssientificas que confundiram por tal
forma o meu adversario, qua em resposta den-
me o silencio at o da 5 do corrente I....
E, como lhe coostaase que eu estava disposto s
nao deixarde continuara tratar da questo scien-
tifica, leva todo esseteropo a elaborar um est-
pido artigo, onde elle figura-ae a negac.o viva
da sciencis. da razo, da inteligencia, da dlf-
nidsde, equiparando-se bem aos quadrupedea da
largas potas, que S bem-sabem rnchar e esco-
cear ; e guordo-o em si como um meio poderoso
de obafar a minha voz. de atrepellar a questo
scientifica, onde elle nao era mais do que um ca-
dver em plana putrefacto.
Os bypocriptss sao assim mesmo : inimigos da
raz30| inimigos da discasso, inimigos da lgica
e da pbilosophis, se levantara os olhos psra o
co, nao pora pensarem sobre o amor de Deus,
para ou pedirem perdo de altos crimes com-
mettidos, ou tuppllcarem um castigo de mais
psra alguma victima, que lhes severa a ignobil
vlnganga 1
Mas, desde que as cousss chegarom a este pon-
to, devo contentar-me lmente em ter arrancado
a mascara da hypocriaia ao Dr. Joo Ferreira da
Silva T Nao : preciso foz-se ainda que seja roto o
cipote com que esse hypocrita cobre as carnea,
al polo por tal modo que vejim todos, atravz
o luz dessa fogueira que armou elle para quei-
mar-me, essa cara por cujos largos queixos der-
rama-se a baba do perverso, cajo cinto trsz o
punhal do infame, do salteador do mrito albeio.
Miseravel 1 Te agarras aos collegas para sal-
var-te... Deixa-os. Elles te nao podanraslvar por
certo; porque ellea nao podem serfesponsaveis
por las fraquezaa de intelligencia, -por tua pr-
tica mal dirigida e automtica.
Quem estudoa a molestia do Sr. Duperron nao
forera elles; quem deverio interrogar o enfermo
minuciosamente pera saber se o otso do queixo
estava ou nao compromettido, se era dormeote,
e se o alveolo relativo ao dente extrahido havia ou
nao se conservado por muito lempo em sicatri-
sac,So, nao eram elles que, chamados le momen-
to, nao podiam ser responssveis palsrfcoosequen-
ciaii da operaco: e sim tu que era' i operador,
o obrigado a reconhecer todas as ci, imaiaocias
especiaos: tanto mais quanto sabida qae, em
gerol, os mdicos de urna conforenclatirmam em
grande parte o seu juizo 4 casta do< relata o
assisteole. y^
Se, pois, s homem da sciencia. corre is ar-
mas della, e vem ao terreno que lhe proprio,
com a digoidade do vardadeiro chriito, o nao do
malvado inquisidor, comba-tero meu erro, mos-
trar a minha ignorancia no juizo que profer acer-
ca do doeote em questo, ns sciencia que profe-
samos.
Deixa esse estoque da maledicencia; stira por
trra essa panella de lama, de que le apoderaste
como arma de vinganca, antes que um pontap
faca com que ella te emporcalhe a proprio cara.
E se nao tens armas do cavolheiro, do homem
da sciencis, se estupido tal qual nascesle do ven-
tre materno, l nos vestbulos de Itamarac, urna
luz te nao esclarece o caminbo a seguir na dis-
cusso a que eitou a convidar-te, tenhas ao me-
nos f religiosa para a Deus pedires perdo de
hoveres, por um capricho selvtico, encurtsdo os
curtos dias de vida do infeliz Duperron ; j que,
tes do eu tambem direito a quo me pecas perdo,
por me hoveres tonto provocado e to impdica-
mente, nao o queres fszer, s porque disse eu,e
isto depois de me haveres provocado, que hsvias
errado, ou sotes tido o atrevimeoto de, paro sa-
tisfazeres tuas viogar.gas. cravares o bistori em
um vasto cancro, pora delle tirares metade, e
deixares outra metade, podo nella estivessem
patentes os elementos mrbidos destruidores.
II
Bem vejo que a valenta da materia a que
existe no collegs Joo Ferreira, nesta qaeslo :
j smeo5ando-me em dizerque mofino tem sua
hora; j com reticencias que expumem espan-
camanto ; j com insultos que revelara eggresio
pessoal.
Seja como fr, eslou no firme proposito de
quebrar a ratoeira, contra mim armada ; seja co-
mo for, porque eu nesta quesio eslou disposto
o tudo empenhar.
Ha fados que s por si qualificam a ndole sa-
nhudo, o carcter vil e repugoante de um ho-
mem ; e o que acsbalde prsticar commigo o Dr.
Joo Ferreira bastante paro explicar a perversi-
dad" de seu corsQo.
Um homem que procede como esse collega Joao
Ferreira, Isto que, para viogar-se de outro
collega, sacrifica os debis dias de vida de seu se-
melhenie, e me mveste lo descommunalmente.
nao o tendo eu nunca ofteodido, nSo por certo
um homem de bem : poderia com o maior sao-
gue-frio, rindo-se, no tribunal do aaoto oflicio, se
a elle pertencesse, queimar os carnes de seus se-
melhantea.
E quem sabe ae o collega j nao foi Penha, a
Deus encommendar minha pobre alma por amor
de Deas e da humanidodel
Uro. medico que. chamado a contas por outro
collega sobre urna questo scientifica, eicreve
dous artigos, nos quaes, em vei de tratar da ma-
teria scientifica, ao contrario nada diz a seme-
hante respeito, e que no ultimo eocaixo eisas pa-
'*'*," ^solenle, petulante, damnado, leproxo,
ente abjecto, assatsino de sua honra ( eu sssas-
sino do honro do guardio Joflo Ferreira I......)
desalmado aggressor, especulador, pai da pobre-
, charlato, ignorante, furioso, calumniador,
tc......> se homem s revela urna cousa:
desespero por falta de intelligencia, o perversi-
dade nata docorago.
Quem ha lio myope que nao veja no Sr. Dr.
Ferreira, alera do ode de vinganca, o desejo de
me desacreditar como medico em Poroamnuco?
Ora, ornecendo apontomentosso Sr. Duperron
para que este, elogisndo-o, eleve os seus feitos,
ao lempo que abato a minha reputaco de medi-
co operador, sendo que do terreno scientifico na-
do pode fazer, diaote da torco do facto e da ar-
gumeniesoo, recua mtseravelraente; ora rene
insolencias e columnioa da toda sorte, e corre
imprensa a descrever-me como um homem ines-
Snf JSjFo* doeDle8. omo um mero gaoha-
dor de dioheiro cora o fim de que todos uj.m de
mim, se nao utilisem do fructo dos meus eslu-
dos edo meu.trabalho 1 e
reroT'll8 de,pre"m diI elebre Joo Fer-
Nio duvido|que me desprezem os estupidos, os
ebrios, os sevond.,.. : os homen. de bem" os que
se prezom n. soc.edarte, nao podem deaprea 1
quem nunc. o. ofiendeu ; a qoem tem gonho L
reputaco 1 custa de trbalo.os e vigilias; a quem
se gloria de ter sempre aqai vivido com honra e
com dignidade.
Desprezivel por certo o hypocrita sonhudo, o
beato da ribeira que entra no saoctuario da egrejo
para aempre pedir perdo das offensas que taz, e
daa viugan;as que exerce, nos adros, contra seus
eemelhantes.
Aquello que se ostenta em despretar o slbeio
mrito real na pessoa de outro homem, d direi-
to a que este homem lhe eacarre na cara. Esta
que a verdade.
Has, psra que o publico conheca a que ponto
tobe a vinganca do Sr. Joo Ferreira medico,
basta squi referir o fsclo que motivou que elle,
ha dous annos, me negasse al o cortejo.
Em o mez de abril do son atrasado, veio do
matlo urna senhoro viuvo, em minha procura
para trotar de um filho, de 11 para 12 aun os, cha
mado Jos, que soffria de urna pedra no bexigo
e que (Ora reaidir na ra do Raogel a. 13. E, como
apenca chegosse me maodssse chamar, em horaa
improprias de estar eu em Casa, nao ojo adiando
adra ver o Sr. Dr. Ferreir qije {e'aao vi,iia:
d.?.d0rfen,eie e."n,'-''ando-u, reconheceu a exis-
tencia do ctU-aio, sahio ficando de voltar no dia
seguin
o para praticsr o operaco.
H Pedjae.miaericordia. e nao fosse insolente.
Nota-seque ot essa poca o Sr. Dr. Ferreira
falla va commigo e me cumprimeolava.
No dia seguiute nao spparece o Sr. Dr. Ferrei-
ra, como havia tratado, para praticar a operaco ;
no terceiro dia anda nao apporece ; e, vendo o
pobre mii que seu filho se extorcia em dores, sera
o menor sllivio, mando de novo chamar o 5r.
Dr. Ferreira ; e este medico deixa de vir acodir
ao pobre enfermo, allegando ter mandado con-
certar os ferros que estavam quebrados enfer-
rujsdos 1 (Quera dinheiro.)
A senhora que nunca me havia perdido de vis-
ta, queixooa do Sr. Dr. Ferreira, e com razo,
oproveitoodo se da occaoio, moodou-me de no-
vo chamar no dia 16 de abril de 1860, e fui eu
ver o doeote.
Eoto, depois de ter examinado o enfermo e
haver reconhecido tambem a pedra, disse S se-
nhora, mi do pobre moco, que havia necaooida-
de de mais mdicos pora effectuar-se a oper;o,
visto ser ella graie e haver necessidsde de chlo-
roformisoco ; e ento apontei una poucos de
mdicos paro que d'entre estes se escolhessem
dous, am cujo numero entrava o meu detractor.
A isto me respoodeu a senhora que ao Sr. Dr.
Ferreira nao chamara mais; e me refiri todo o
occorrido antes do meu compsrecimeolo.
Eoto disse eu que, visto ter j sido chamado
o Sr. Dr. Ferreira, e nao t lo ello despedido, eu
nao praticiria o operaco; que o maodasae de
novo convidar, e que eu com elle poderla tratar
do doenle, dando lhe preferencia no uso do bis-
tori, visto ter sido o primeiro chamado.
Nao tendo querido annuir a eite meu parecer
a senhora, mi do enfermo, opezar de minhos
instancias, tomei 8fdelibero(o de chamar o Sr.
Dr. Pereira do Corno paro urna conferencia ; e
nesta expuz, mesmo de proposito, lodo o occor-
rido, fazeodo ot com que o mesmo Sr. Dr. Pe-
reira do Cirmo oavisse, por bocea da propria mi
do enfermo, que, tendo o Sr. Dr. Ferreira os fer-
ros quebrados e eoferrujados, j lhe havia por isto
mandado pagar.
Pois bem : no dio 18 do mesmo mez de abril,
em preoeoga dos Srs. Drs. Pereira do Gormo e
Villas-Boas, prstiqnei no menino a operaco do
talha, cujo resultado foi cordado do mais feliz
succesio.
De ento em diante o Sr. Dr. Ferreira nunca
mais me cortejou, mesmo em occasies de confe-
rencias I E, tendo-me eu queixado disto ao Sr.
Dr. Pereira do Csrmo, o resposta que me deu foi
que o Sr. Dr. Ferreira era muito desconfiado ;
seado certo que elle, como testemunha do que
dissera a mi do enfermo, lhe havia ludo exposto
minuciosamanle I .
Um medico que procede assim com seu colle-
ga, que falta-lhe at com os deberes de civilida-
de, a ponto de negar-lhe o cortejo por causa de
um doeote ; um medico que mando cinco e seis
vetes coso de um doeute cobrar urna visita,
fuma visita, repito, e nao dos) um miseravel,
hydrophobico de dinheiro ; o menos habilitado
para me aecusor de haver cobrado mais do que
devo, posto seja isto urna falsidade como o de-
monstraren
Verdode que o Sr. Dr Perreiro j oos de-
verio ter o amor proprio ferido por dos derro-
tas que lhe dei no terreno prslico da sciencia ;
aendo urna por couaa do tratamento do meu dis-
tinclo collega o Sr. Dr. Pereira do Carmo (i) que,
soffrendo, havia tanto lempo, de um eotreitamen-
lo do orethro, e lendu o Sr. Dr. Ferreira por me-
dico ossiitente, ero tratado por eale de urna cys-
tite (ibflamma;o da bexigo).
Disto resullou que a molestia progredio por tal
modo, falla de um tratamento opropriado, que
ia_ ocessionando a morte do nosso collega, que,
nao podendo trotor-se o si mesmo, havi-se en-
tregado oca cuidsdos do Sr. Dr. Ferreira, at que
me mendosse chamar para traa- lo.
Nao podia, pois, dizer o Sr. Dr. Ferreira o que
disse em eeu libello de 21 de juoho prximo pas-
eado, exprimindose pelo seguinte modo : fes-
ta-me apenas urna satisfago, que a despeito des-
sa minha insufh"eiencia hei sempre merecido a
confianga de meus collegas mais justiceiros do
que y. S (nica comso que lhe nao posso dar a
palma como muito desejava) quir para substitui-
os na sua propria clnica, quir para tratar de
suas familias, etc. Eno o podio, porque ento
lhe poderei responder :Isso nao exacto : ou
enlSo dizer-lhemenos o Sr. Dr. Pereira do Car-
mo que. sendo o Sr. Ferreira seu amigo, nao obs
tanle mandou-me chamar pora me encorregor do
seu curativo.
Emfim eatou vingado: o Sr. Dr. Ferreira mor-
reu na discusso scientica, poro estar vivo no
discusso da barriga. Na scienlika elle um
cadver; e esses insultos todos que em sua scien-
cia escogitou paro laucar-me, sao certameute de-
vidos posigo falso em que se collocou, ao de-
sespero emflm de vr-se por trro, sem mais po-
der-se erguer, leudo s livre o bocea poro gritar
e descompor, e sollos as mos pora arronhorem
quem com o p tanto o opprime.
III
Entre esse aqui del reio Sr. Dr. Ferreira, no
meio de toda essa copioso chuvo de descompos-
turas com que se dignou elle responder e'ques-
lo scienliQcs, emiltio proposites queoodei-
xoreide responder em deferencia so publico des-
ta cidade.
Principiarei por fazer aalieote o despejo do tal
collega, era faltar a verdade, sem o menor receio
de ser publicamente desmentido.
Disse eu, em o meu communicado de 11 de
junho, que o Sr. Daperron me havia dito, quando
veio consultar-roe, que sentia dormencia ro osso
do queixo ; sendo que o alveolo relativo oo den-
te, que foro extrohido pelo Sr. Dr. Aauioo, se
conservova no-cicalrisado. Esle facto" referido
por mim, por ser a reslidade, foi desmentido pe-
lo Sr. Dr. Ferreira no infamante communicado
que publicou no dia 6 do rorrete mez, pelo se-
guinte modo :... limitar me hei a dizer-lhe que
falsissimo que antes da operaco o Sr. Duper-
ron senlisse incemmodo no maxilar inferior; a
extracro do dente foi feita, por althbuir ca-
rie, de que se achava toeado. a enqotgitaco do
gvnglio ; o alveolo cicatrisou perfeitamehte, e
nunca se deu hemonhagia por elle.
Entretanto, no mesmo jornal publicsvo eu, lo-
go ebsixo do meu communicado qae sahio nesse
mesmo dio 6 do corrente, umi carta do Sr. Dr.
Corneiro Mooteiro, na qual diz este hbil colega
o saguinte : ouvi do mesmo Sr. Duperron pai a
descrxpcao histrica do seu soffrimento, estando
presente o Sr. Duprat, na gual elle a/firmra
que, quando se fes examinar por V. S., j sen-
tia dormencia no ramo direito do maxilar infe-
rior; e na parte direita do mesmo labio; que con-
servova um alveolo no-cicalrisado, posto que a
ayulso do dente tivesse sido feita a lempo sufi-
ciente para a cicatrisacao, e que as glndulas io
mesmo lado estavam endurecidas.
Logo o medico Joo Ferreira fallou verdade :
e, pois que do proverbio, que quem fax um cesto
faz um cento, mentindo to publicamente o tal
collega, nao para mais nunca ser acreditado.
Como possivel que um velho, como o
Sr. Dr. Ferreira, se deixe arrutar pela colera a
ponto de perder a cabero e o decoro!
Bem digo eu que a reltgio est mais no cora-
Cao do homem do que as fic;es externas, e que
aquello que moje procura inculcar religiosidsde,
concentra tonta maldade quanto o que, antea que
dea esmolaao pobre, m ostra-a pora qae todoa a
vejam sem rebufo.
Outro sim: disse o mesmo Sr. Dr. Joao Ferreira,
que eu tinha por costume fazer de meu proprio
puoho elogios para manda-Ios publicar, logo de-
(1) Declaro ao meu coilega o Sr. Dr. Pereira
do Corma que, sempre que fallo neste seu cura-
tivo, pela sstisfsQo que ainda hoje sinto de
haver salvado a um collega multo dislindo, e de
commemorar a derrota que dei ao Sr. Dr. Fer-
reira.
pois tsr pralicado operafoesxinhas. E serla ease
meu choro Dr. Ferreira, mesmo quando assim
losse, o mais habilitado para oceusar-me, quando
elle ao fim de 14 dios, depois da eefe&re optrafo
que fez, deu so Sr. Duperron apontomenios para
seu proprio elogio ?
Ainda evancou outra falsidade o meu gratui-
to inimigo, quando assim se exprimi ; pois que,
apenas teoho (otto o que se praticano Rio de Jo-
neiro, na Franca, na Inglaterra ; isto redigido
simples noticias, msudando-os urna ou outro vez
poro o flioirio de Pernambuco. E mesmo quan-
do eu publicasse minhos operles todos, como
fiz quando extrpela glndula porotido em Anto-
nio Mortyres, no da 15 de morco de 1859, estovo
no meu direito ; seodo certo que, poro prova do
controrio do que disse esse jesuta, lembro o que
deu-se com a senhoro do Sr. Jos Francisco Pe-
raira da Silvo, que. pouco depois de ler-lhe ;u
extrahido q yolurooso cancro'do seto, querendo
ello publicar um elogio, e m'o mostrando l mes-
mo em sua casa, no Jsboito, eu, receioso de
que o esnero reopporecesse, posto houvesse sido
extirpado em sua lotolidade em tudo quanto pode
olcoogora visto, como virom lodos, pedi-lhe que
nao o flzesse, em presenta de seu nelo e de seus
filhos.
De maneirs que s tenho consentido que se
publiquem elogios sobre fados valioaos e de re-
sultados seguros.
Agora fsllorei o respeito do cancro duSr. Jo-
s Claudino Leite.
A extirparlo desse cancro foi ums das mais
dificeis operacoes que tenho pralicado, como
sobem os Srs. Drs. Pereira do Cirmo, Villas-Boa,
Ramos e cutros.
E foi justamente dessa operacio, e de seu re-
sultado fatal, nao ao fim de um nem dous me-
zes, mes ao fim do seis para seto metes, pois,
sendo elle operado pela segunda vez em junho
de 1859 entre maiores perigos e diculdadea do
que da primeira, veio a fallecer em dezembrodo
mesmo anno; e foi de semelhante operago, di-
go, que ao consullor-me o Sr. Duperron, logo
me recordei; visto como, nao sendo eu como o
collego, que pens sempre com o ultimo liro
que l, o que se deaz do incerteza de seuo jui-
zos mesmo acerca da nalureza dos cancros e
das operarles que elles reclamara, de muito me
aerve a proprio experiencia no correr do minhs
pratica.
E foi por islo mesmo que, tendo ns minha
clnica desses caaos de reappsrecimeato de can-
cros, estudaodo o do Sr. Duperron, resolvi-me
a oconselho-lo que nao proticosse a operaco,
sem que desse facto se posso concluir que opino
eu sempre pela no-extirpacao doa cancros.
O verdadeiro pralico oquelle que, se nao
affsstanJo nunca dos preceitos estabelecidos na
scieucia, guiado pela sua razo e experiencia,
sobe escolher os cosos em que devo manobrar.
I E' nisto que conoistem a ociencio e o tolento do
operador.
Moa, antes que contine, permits o publico
que faca eu ainda sobressbir urna falsidade, um
despudor do Sr. Joo Ferreira.
Disse elle o seguinte :
Todos ssbem que elle (eu), sem que preceda
c conferencia e ouca a opioio dos collegss, e
t em certos casos em opposicao oo parecer des-
o tes, tem feita operacoes das quses nao lem si-
do bem succedido r>, (quera que minha me-
dicina fosse iofollivel e miiogrooo com o meu
bistur), como oconteeeu com o tinado Jos
Claudino Leite, a senhers do Sr Jos Frao-
cisco e outros. Sendo que, nao obstante, nao
a tem elle delxado de perceber as grstifleacoes
< exigidas.
(Fiquem todos sabendo que o medico s rece-
be paga quando cura o enfermo; porque s
quando cura que do-se trabalho o vigilias; e
que o Sr. Joo Ferreira s recebe dinheiro quan-
do cura o doente '.)
Ora, ou o Sr. Dr. Ferreira nao sabio o que ha-
via precedido t operacoes do Sr. Jos Claudino
e da seohora do Sr. Jos francisco, e ento, le-
vantando esse olelve, comportou-se, em face do
publico, como um canolba ; ou sabia que da
fado urna conferencia, oujmesmo msis de urna,
precedeu 4 operaco do Sr. Jos Claudino, e que'
foi feito eotre os Srs. Drs. Pereira do Carmo,
V,lias-Boas, Damizio, Ramos e o finado Dr. Po-
gi, assim como que urna outra conferencia entre
mim eo Sr. Dr. Rocha Baslos antecedeu a ope-
raco que pratiquei na senhora do Sr. Jos
Francisco, e ento, s pelo desejo de fazer mal,
fallou a verdade, e de um modo miseravel.
E, quanto a dizer ainda que eu recebo quantias
exorbitantes, outra falsidade, porque nao rece-
bi seno 70OSO00 pelo tratamento do Sr. Jos
Claudino, que poasou por duas lerriveis opera-
Coes, oa segunda dss quaes exlirpei-lhe metade
do osso maxilar inferior, que tenho em meu po-
der ; sendo que fui chamodo poro trota-lo no dio
15 de marco da 1859 e ocompoohei-o sempre
com curativos al o dio 4 de dezembro do mes-
mo onno, fozendo-lhe mais de setenta visitas,
e visitas cirurgicas, de curativos do feridss, ele.
cabendo-me accrescenlar, nao por jaclaocio, moa
para lomar bsm saliente o nenhum escrpulo
com que o Sr. Dr. Ferreira procuro calumniar-
me, que recusei um segundo pagamento que pro-
cuiou fozer-me a familia do Sr. Jos Claudino,
asiegursndo-lho qua pelo complemento do tra-
tamento nodo quera eu.
E do Sr. Jos Francisco nao recebi mais do
que o contodo, tendo pralicado a oporagao de ma-
neira a merecer delle a corlo que oboixo voi
transcripta ; sendo que tai sempre so Ja>oalo,
desde o dia 4 de outubro do anno passado, em
quo pratiquei a operaco com o Sr. Dr. Rocha
Bastos, at 3 de dezembro do citado onno, como
consto de cirios doquelle seohor que conservo
archivados ; haveodo finalmente feilo edfermo
noquelle lugar maia de 22 visitas seguidos, ter-
minado codo urna das quaes voltava eu para esta
cidade.
E nao deverio eu recober esses dinheiros pelo
meu trabalho, oo fim do ciootrissco das ferida,
como collige-ae da mesmo corto do Sr. Jos
Francisco, s porque poderia ser que os cancros
reapparecessem ?
E como fazer eu gratuitamente tontas opera-
coes importantes a pessoas pobres, como tenbo
feito nesta cidade, e para cujo testemunho ap-
pello, deixondo de pagor-me os opulentos?
Agora vamos aos R 11 da Boho.
Por certo que os R R sao necesssrios nos es-
colas, como estimulo muitasvezes do talento, da
actividade e dos deveres ; e s sao considerados
ovillantes por urna mediocridode tal qual o Sr.
Ferreiro, e onde lovrorem o corrupto, a estu-
pidez, a viDganca mesquinha, etc., etc.; seodo
qoe nunca me constan que R R fossem meios de
dominar paixes ou caprichos de homens ; e, se
de algum modo servissem elles de prova irrefra-
govei contro o talento e probidade dos estudaa-
tes, preciso fdra que so provasse que, no sanc-
tuario augusto das sciencias, na cadeiro do ma-
gisterio nao se sentassem nunca s estupidez pre-
sumida de sabia, s ignorancia com foros de sa-
piencia, a vinganca pequenina das olmas peque-
ninas, s perveraidade mesmo, a ganancia dedi-
dinheiro, etc., etc.
-alen Deus I Aqu nao trsto de offender a al-
guem, apenas digo urna verdade, no intuito de
prova r que o laclo de ter sido eu reprovodo nado
prova contra minha capacidade iutellectual, con-
tra o que sempre fui e o que hoje sou na aocie-
dade.
Contarei a historia.
Urna luta travou-se entre mim e um lente,
boje fallecido, por causo de urna briga que tire
no meu primeiro onno, com um segundanista,
chamado Galvo, que por costume esbordoavo
aos colouros ; disto resultou que, por urna quei-
xa que do dito estudante dei ao director da Fa-
j culdade, que ento era o Sr. Dr. Paula e Araujo,
fosse elle expulso da mesma Pacoldade contra a
vontode e o perecer desse lente, que ento ero
seu protector.
Tendo en passado do primeiro son, no qual
fui approvsdo plenamente, para o aegundo em
que era professor o dito lente, procurou este re-
provor-me, e mereprovoria por, certo seno foro
o meu prezado amigo o tinado Sr. Dr. Atolibo,
cujo talento e probidade sao aqui mesmo reco-
nhecidos.
Atravessondo eu esse bsrronco, e veodo-me
livre dossa vbora, passei os 3o, 4.a, 5.' e 6.* an-
nos sempre spprovado plenamente, como consta
dos livros daquello Faculdade.
Eoto reslavo-me s o exorno de dioico, que
tinha eu de fazer nos ltimos dios da novem-
bro ou principio de dezembro de 1843 ; e, fazeo-
do parte do jury esse lente, meu lerrivel e gra-
tuito inimigo, (ioimigo dame perseguir na esco-
la e fra dell*. allegando fallo de cortejos e ou-
tros motivos frivolos) lo subtil cabala tramnu
que, em resaltado, Uve urna reprovaco'no exo-
rne de clnica!...
Calei-me : lrei os meus sttestsdos, e, sem
ama s corta de recommendaco, ful, em feve-
reiro do onno seguinte. que ero o de 1844. poro
a corte do Rio de Janeiro ; o me apresentei ao
Ir. conselheiro Galvo, que eolio era ministro
a oeeurrencla da
So- aPjBrs M^HriS-
ovo ao Sr. conaelhelro J o m 'diVeor^oaue"!,.
F.cuidade. ordenando que RfK.?ra
novo exame de clnica, sem freguencia de mais
ibese?'"10' PU ",lea,s0 nlih"
Isto consegu lo. retirei-me poro o Bahio om
sotembro do mesmo onno, por hover neeasaidad*
de alguma demoro no corte.
Chegondo Boho, um onno depola part pira
Poris, oode ento eolaiei em 3 annos o que o
Dr. Farreirs nao eotudorio em 10.
Mais duis ?arrai.
Disse o Sr Dr. Ferreira quo tu chamavo a
juiro as pessoas que ma deviom dinheiros de vi-
sitas, com o flm de cobra-li?.
Outro descaro 1
Ha doze annos segura mente que aqui reaido,
tenho trotada mais grotuitomente do que por
estipendio.
E rogo a esse Sr. Dr. Ferreira que opre-
senle um homem quem eu j mendosse citar
paro cobror dinheiro de visitas. E peco mesmo
que alguem quem eu o tenho feito, se declaro
pelos folbas deta cidade.
Urc facto deu-oe ltimamente qae patio o re-
ferir.
Wm portuguez de nome Joaquim j0s d'OI'r-
veiro foi por mim tratado, pelo lempo di escar-
latino, da urna forte aogina, da qual esleve
morte ; e pouco depois cohindo gravemente
doente um seu caixeiro de ums gastro enterite,
foi tambem entregue aos meus cuidados at seu
completo reitsbelecirento. No fim detuio ti-
ris cont e mandei receberdo diloSr Oliveira
o dioheiro ; eetesenhor, que eoto j se achava
mal em oeus negocios, escusou-se oo pagsmeoto
por muito lempo, al qu9 me resolva nao o man-
dar mais ncommodar.
Ao cabo de um anuo, porm, soube que elle
era fallido, e que do maca fallida havism al-uo
contos de ris para pagamento dos credores o
sobre isto follmdo o um omigo, disse rae elle que
ero fscil, visto ser a minha divido privi'egiadj
de receber esse dinheiro.
Eoto entreguei o cont de cento e cincoenta
mil re, com urna procuraco, a um solicitador,
e al hoje estou sem ser pago d'essa rnsma
quanlia.
Nado diste fiz sem qua o devedor o soubesse e
coucordisse amigavelmenle e de seu mola pro-
prio; pois lioha conociendo do bem que lhe ha-
via eu (eilo.
E, se fosse eensurovel oficio de chomar-se a
juizo ao velhoco devedor, o caropuca que me to-
Ihro o Sr. Dr. Ferreira ciberia melhor em ou-
tros cobecas e nao na minha pelo qae acabo de
expflr.
Agor ovalie o publico o corocter do Sr. Dr.
Ferreira, e ver com quanto razo o jolgo eu o
moior hypocrito, o mais refinado jesuta, cuja
mascara, porm, lenho a satisocio de haver ar-
rancado.
O dedo do lempo o melhor mycrogropho pos-
sivel.
Dr. Carolino.
Illm. Sr. Dr. director.Diz Carolino Francis-
co de Lima Ssotoa, que lhe faz a bem qae o Sr.
Dr. secretario d'esia Faculdade lhe de por eerti-
do o theor dos exames que o supplicante poa-
sou n'esti escola para obter o grao de doutor em
medicino ; e como nao o possa obler sem desua-
ehodeV. S. "
Pede o supplicsnte baja por bem deferir.E.
R. M.
Carolino Francisco de Lima Santos.
Pasoe. Escola de medieioo do Rio de Janeiro
12 de selombro de 1844.Dr. Jobio:
N. 54Pagou cento e oeooeoto ris (160). Rio
do Janeiro, 30 de setembro do 1844.Baplsto.__
Oliveiro.
Certifico que, revendo os livros competentes
de exames d'esto escols. n'elles conits ter feito o
supplicante exorne de clnica e ter sustentado sua
these ; e em ambos estes actos leve a nota de op-
provococom distioeco.
Secretaria do escols de medicina do Rio de
Janeiro, era 12 de setembro de 1814.Dr. Lalt
Carlos do Fooseca.
Acha-se reconhecido e sellado.
a Illm. Sr. Dr. Carolino Francisco dos Santos Li-
mo.Teoho o summo prozer de oceussr recebido
ooeu favor de 11 do correte pelo certeza de sua
soude. A doente tem passodo sem apresentor
incommodos no cicotriz, o quol, olm dos pootoa
dos olfioeta?, acha-se perfeitamenlc saa ; o res-
tante de minha familia paoso oem novidade, e to-
dos o cumprimenlaraos. Sou contente com o
orbrilomento que V: S. fez do seu trobolbo de...
900-5000 inclusive os 30J>000 que j recebeu
mas nao faz V. S. o ideo o quonto me sensi-
vel nao poder de form alguma remetter-lhe hoj
os 6O0#U0O que reslo para saldar similHaote con-
ta, porque tenho ultimamenle sofTrido grande des-
emboco, porm fijue V. S. descansado que .em
muito poucos dios receber similhante salji e
igualmente o meu perpetuo agradecimenlo, ne'm
o pelo feliz exilo de oimilhaote trabalho, como
pela delicadezs de msneiras com que foi minha
caro consorte trotado, e polidez com que portom
V. S. com toda minha familia.
Sou com a maior estima e gratidao.Da V.
S. amigo venerador e obrgadissimo criado.Jos*
Francisco.
0 Sr. Antonio Marques tic Anioriin
C a i-oiiiih;iuiliti.
Com esta epigraphe o Diario doRecife de
8 do corrente pulicou um communicado, que.re-
commondondo oo Sr. Marques ds Aroorim, lido
so seu frontespicio. decidio-nos esta pequea
resposta : aeompanhando o communicant nis pa-
lavras de seu escripto, sem grande esforco e al
sera o trabalho que elle deveria ler tido em obler
o fim que emprebendeu, chegaremos conclusea
vo-dadeiros e romper o vu cora que embolde ten
tou eocobrir os tocios.
Anda est na memoria de todos a justo indig-
naco. que, noticia da fallando ds comman-
diio dirigida sob a Arma Amorira Fragoso San-
tos & C\,se slevontou como obrado espontaneo
e consequente, proferido perspectiva de urna
gronde coloraidade, que desde logo sa sOguroa
revestido de grandes proporces : ainda lodos se
devem lembrar da geral apreciacao que, oessa
occasio, se fez da deslealdade e dolosa c oducta
dos gereotes daquella sociedade, reisaliaole, nao
de conjecluras inexac'as, mas das verdadeiras e
injusticoveis poripecios de ara tal aconiecimeoto.
Nesse primeiro moviroeoto de aorpreza aos io-
torresses gravemente prejudicados, se opposersm
interesseo aoaaUriados ; nao era pois de admiror,
que par dao justas queixas dos lesa ios, aoaasem
de fezas e just.iicac.oes risjras.
Foi assim que em quanto se teutavo era vo in-
nocentar os gerentes daquella memoravel socie-
dade, resultava das deligeocias e exames a quo
se proceda, o reconhecimento e msis satisfacto-
rio revelogao de sus m f, e crimiooss especu-
lacao. Foi assim que ao lodo do fago de um dos
gerentes e da do recommendodo ; apesar do veri-
ficados oseoormes o quasi fabulosos dbitos por
elles controhidos; sem embargo de conhecido a
focilidode com que oram desiribuidos quaotias a
mos inobonodos siquer em suas metodes ; qnsn-
doerom encontrados tiros de popel e bilbelesquese
elevsvom coihegoria de ttulos ; ao mesmo passo
que se conlirmava terem sido recebidos sommss
ot oo dio do fugo e follencio ; emfim o despeito
da reosoltor s concras todo o cnminalidnde dos
gereotes, se procurou desde nlao aligara los ric-
timas de urna fallencia commum, causada tai-
vez por circumslancias esiranhas a uva vonta-
de [\\\] e impossiveis de ser previstas (II!) credores
e illibadareputaco no commercio, calumnia-
dos (lllj com loaultoa derapinos oudozes es-
candalosos pilhadores, ousados especuladores.
Risum leneatis..........\
Foi aloda ossim, e o ainda agora, que, nem por
que to allmenle noquelle momento de manifest
crimioalidade.a lei,o sociedade eajwslicaclamaste
pela prisoo dos gerentes ; nem que loo repetidos
exemplos brodossem por sua realnaco, foi ella
decretada, apesar de precisamente pedido, e evi-
tado que a fuga tivease lugar,e oeu turno o tives-
se dado de, por msis urna vez, ees revelaren) aea
arrojo, oeu animado atrevimenlo, gritando onte
a conscieocia de iodos, mentindo aos toctos, nos
palavras : somos honrados, nossa reputaco
illibada, e quando virdes conduzxdo um komem
priso ou ao supplicio. nao vos apreoseis o di-
zer : eis um homem mo, que commettea um
crirao cootra os homens, porque tslvezseja um
innocente um homem de bem III
Comprehende se que em semelhante situaco
seria urna louca tentativa querer ouvir a veriade
de espiritos pagos, que,sem a menor sioceridode,
obrigada e inconsideradamente buaravam Insi-
nuar urna justificoco, s pela simples incumben-
cia que lhes lora ajustada a commetiida.
*
I
T


y. .
DIAO Ot FKR34MAUG0. TER^A FEllA 11 Di AG 310 DE fttt.
A verdade s6 le deixa vsr a razo llvre e de-
ooerada, e muitat vetes s depois de continuada
rguieea da contclencia.
Por isio deixamoa que enes apregoadorea da
innocencia doa gerentes, conhacessam que bem
longe estavam de (aliar dos acootecimentos de-
baixo de sea verdadeiro aspecto. E oo nos en-
griamos ; que chtgou estt occaiio.
Cada dia as sombras dos quadcos negros cora
que foi apreseutada a quebra da commandita vio
se desenrolaudo e boje desapparecen a duvida
acerca de sua fraudulencia, pira dar presa a ver-
da Je.
Pelo exime e ioveotirio (eito por parte dejat-
iva nos papis da sociedade, vericoute que
bem pequeaos valoras (oram encontrado! em seus
cofres, afora algum bilhetea amorosos, letras de
acceites desconhecidos, e recibos de avultadas
totumas iocapazes de aulhenlica-lss.
Pelo vapor Oneida cnegado ltimamente da
Europa veio a noticia de que os saquee feitos
pala comroandia so'jre Liridre, haviim sido ac-
caitoa, e uto prova que infundada era asuspeita
de que a pra?a de Londres podesse j ento co-
nbecer a fraululeocia e insolvabilidade da saca-
dora. E em verdade, ai para tsotos quo n'esla
ciJide com pesadas economas. Dees sabecom
que esforcos, foi urna sorpreza a noticia da fal-
Uucia; para tantas mes que naqlles cofres ha-
viam depositado os dotes de suas albas; para in-
Dumaros escravos que all eocemvam o prego de
suas libertades; para milbares de commerciao-
tes que l guardavam os mantenedores de auas
repulsadas; para estes, izia, fji urna sorproia a
declaricaa do assilto, como preteoder-sc que,
Dao meos ioiMizes commtrciaoles, separados
por centenares da legoai, livessem podido prever
eata pilhagem ?
Mas isto uio ludo.
O communicinte em tua deiespersco por ter
vi.to a impossibilidade de obscurecer a verdade,
que te inspira sem tifo reo, atirou-se dispoti-
'-io do arligo terceiro do coligo peoal para insi-
nuar que no grande crime dos gerentes falla o
elemento moral.
E' admiravel que lio grosseiramaote se hou-
vesse contradito, Undo pretendida apregoar hon-
radez, ionocencia e boa f de aeus defendidos, e
acabado, confessanJo seu desregrado e immoral
procedimento, na aui opinio, nao elevado ca-
inegoria de crime, por (er Iba fallado o conhac-
monto do mal e inleoco de o praticar.
Nao menos notavel esta ultima coarctada :
tem aperceber-se o commuuicaote de que havia
no principio de sua encommendada insinuaco
qualiQcado de estranha a sorpreza dos que rece-
baran) a noticia da fluencia da commandita, co-
mo querenlo eigoificar qu* era ella seus
defendidos mtito familiar, sigoicaco que evi-
dencia o coohecimenlo que elet lioham de tolo
o mal que pralicaram ; anda sem se tar aperce-
bido de que das couGisoes que fez de recebimen -
tos de grandes sommat, retiradas dos cofres da
ociedsde pan deslioo particular, ressalia iropli-
citamentfl a cooasao do vardadeiro cooheciraen-
tv do mesmo mal pralicado ; ainda ae arroja a
ampararse disposi?o do arligo terceiro, e miis
tarda a assemilhar aeus protegidos a condico do
banquiiro Mires.
Deixaodo perspicacia de quintos conhecem
as causis que originaram a fallencia d'esse bau-
queiro infeliz o os tactos quo arrastaram a da
commandita, oo nos demoraremos ns aprecia-
rn do simife to disparatadamente procurado.
Vamos coocluir; mas nao o taremos em asseve-
tar ao communicante que a obrigaco do recolhi-
menio de 50 por ceoto, que elle, do alto de sua
cadeira impoz sos commandilarios, j pilhados, e
era iua lanto esporaoca, nao revelia seno lodo
o conheciraento que tinham seus defendidos do
mal que commetteram, e a certeza de qua sua
primeira pilhagem se seguira esta onlra por elles
alculada, combinada e disposta como ultimo re-
curso ; que coolra essas graciosas qualicacoes,
to a'ongada de honrados e iunocentes, ah es-
lo as iransaeces celebradas com o stnbnr Mi-
noel Antonio Gongalves, figuradas por Jos Gui-
Iherme e teslemunhadas por Joaquim Antonio
Pereira, e a da substituirn da firma da sociedade
pela a da viuva Aniorim & Ftlhos em urna letra
de saque de Mallo & Irmo e acceite de Cils &
Irmo, cismando altamente.
.Mais tarde e com mais lempo voltaremos so
COmmunicaoU.e ento elle, como todos, conhece- per"dido"em'um naufragio uYi~C0ifa7de Mont vi"-
Ibante reipeito, e pan ella provocamos o Sr.
Agio, e lodos os seus inspiradores, oa patronos.
Para previa coofuso do mesmo seohor, entre-
tanto, abaixo trsnterevemos urna documento que
nao s destre o fim, que se leve em vista publi-
caodo-se o atttstado, de que cima fallamos, ae-
no como fortalece mait, se isto postivel, o
corpo de prova, qua se ha feito contra a asseve-
nco de ter o Sr. Agio estado em o collegio da
Escada no dia 7 de julho do correle anno.
Publicando o documento abaixo, deixaremos
de o com mentar, entregando-o smente ao crite-
rio da provincia inteira, onde a probidede e a
slzudez de carcter do Sr. Roque Ferreira da Cos-
ta, que foroeceu o mesmo documento, sao couiat
eo onecida a por tod.ot.
Eis o documento:
a Illra. Sr. Roque Ferreira da Costa.No Dia-
rio de Pemambuco de hoje vera o seu nome jun-
to ao do Sr. Agio Eduardo Velloso Freir, asse-
veraodo ambos em um abaixo assignado que com-
pareceram eleico da Escada oo dia 7 de julho
prximo passado, e assignaram a acta da referida
eleigo no citado dia 7.
c Nao pooho em duvida que V. S. eompars-
cesse e tivesse votado. Confio muilo em sua hon-
ra para duvidar de urna asseveraco da parte
de V. S.
Como, porm, do dito abaixo assignado se
pode tirar argumento de que V. S. aflirma tam-
bera que o dito Ago Eduardo Velloso Freir com-
pareceu eleico naqoelle dia, sendo visto por
V. S., e eu deseje apurar a verdade sobre eale
fado, aflm de saber se V. S. de feito afflrma que
vio o dito eleitor. rogo-lbe que por sua honra,
me declare ao p desta te de feito quer dizer
com o seu abano assignado que vio o dito eleitor
Ago no citado dia 7, ou se smeote aflirma que
V. S. comparecen no dito dis e fez tu lo o que oo
seu abaixo assignado diz (er feito.
E' urna quastao de honra a afrmativa oo
negativa de V S. sobre o ponto indicado, e por
isso espero que nao se recusir a dizer toda a
verdade, permilodo-me fazer de sus resposta o
uso, que achar coaveniente.
a Estimo que goze perfeita saie e sua Exma.
familia, a quem eu respeilosamente comprmanlo.
a Sou com a maior estima, e considerarlo de
V. S. amigo venerador e obrigdissimo creado
B. de Guararapes.
Recite 9 de agosto de 1862.
a Eira. Sr. baro de Guararapes.Nio ha du-
vida que fui eleico no dia sete, votei e sssig-
nei a a acta ; emquanto o Sr. Ageo Eduardo
Velloso Freir o nao vi no collegio. Far o uso
de minh resposta, que fdr necessario.
Roque Ferreira da Costa.
Engenho Pirauhira, 10 de agosto 1862.
Duas palavras mais. e estas aos Srs. Antonio
Marques e baro de Ulinga.
Porque razio os Srs. baro de Utioga, e Anto-
nio Marques, tendo mettido o Sr. At-"' > em um
negocio to pouco decoroso, uoindo astutamente
ao nome do mesmo Ago o do respeitavel Sr.
Roque Ferreirs da Costa, nao apparecsm tambera
em publico dando testemuoho deque o Sr. Ago
assistio, voton, e assignou a acta da eleico no
dia 7 de julho ?
O Sr. baro de Ulinga e o Sr. Antonio Marques
presam-se de ser horneas de bem.
Os cidados, que merecem e teem a mesma
qualiGcago nesta proviucia, desejam que suas
senhorias ventiaui dar copia de si neste impor-
tante negocio.
Convra apurar a sinceriJade dos vultos, qte
figurara em nossa actual orlem de cousas.
Traa se do urna questo de moralidade, e pelo
presente pomos em prova os Srs. Antonio Mar-
ques e baro de Ulinga.
Esperamos que seja aceito onosso desafio.
Plinio.
Senhores redaetnrts.Constanlc-mo que di-
versas pessoas, ignorando talvez es verdadeiros e
justos motivos que me levaram a no cantar no
beneficio da Sra. Stella, me tem censurado por
isso, corre-mo o dever, em deasgravo da minha
dignidade, quer como hornera, quer como ariitta,
de palomear ao publico esses motivos, cerlo de
que elle me far a devida justiga.
Tendo chegado a esta cilale depois de haver
rao a lisura e honradez com que fugiram os dous
gerentes da commanlida fallid.
Recife, 9 de agosto de 1861.
Um eontmanditario.
S.Lui, 2i dejulhodcl862.
Tolas as vezes que o thuribulo dos encomios
pblicos baja de exhalar o mus doce perfume em
honra do raerecimento e da virlude, oo ha ah
desaire nem epilhetos sordi ios quo possam cnos-
purcar o thuriferador honrado e justo. Estabele-
ci'o este principio, entramos cm materia.
Lamentamos cordealraente a misso de todo o
presidente de provincia quo n.io se dispondo a
proteger exclusivamente qualquer dos pendes
esfafrapados da milicia poltica da Ierra, ioimigo
declarado Jo desperdicio dos dinheiro3 pblicos,
e j'iiz imparcial nos negocios da provincia a seu
cargo, -se collocado na lo ardua quanto pre-
caria posic,'<0, ou de desprezar q jautos intuitos e
calumnias Ihe lancem ao rosto, ou de faier-se
respeitar cath,'goric.amente....
Ach-se actualmente na administrado da pro-
vincia de S. Luiz do Maranho um varo enca-
do, a maior parte de minha roupa e objectos de
valor, procurei o Sr. Marioangeli emprezario de
Uioiro lyrico, pira admittir-me como tenor da
compaohia, por m haver constado nn Rio < Janeiro que elle precis&va de um artista desta
cIsssp.
Depois de haver-me ouvido cantar no ensaio
da opera Poliuto, concluimos o contrato, aceitan-
do eu a oferta de 300g000, por um mez, e lOOft
mais a Ululo de gastos de viagem ; nao porque
julgasse ventajoso tal contrato, mas por me as-
severar o Sr. Marioangeli que era quanlia supe-
rior aquella que pagava aos oulros artistas, e que
nada mais me poderia darem vista dos prejuizot
que estava soITreudo na empreza. Finalisado o
mee do coulrato, pondere! ao Sr. Marioangeli,
que, as despezas que havia feito-comigo einioha
familia (como se pode ver pala nota que abaixo
descrevo), excedan) o qusntilativo ptla qual me
Ciinlralra, e lhe pedi de me concodor um benefi-
cio, em alUnclo aos servidos que lhe havia pres-
tado, com o m de aalisfazar esse excesso de mi-
uhas despezas alm do producto do contrato.
Deste beneficio me obrigna eu a pagar-lhe a
quanlia que produzisse a primeira represen-
tago da Traviata que enlao seensaiava. Nao
obstante esla raioavel proposta, que nenhum
prejuizo causava ao Sr. Matinangeli, por quaoto
Publicacoes pedido
0 da 8 de agosto e o methodo Gastilho.
Foi no dia 8 de 1855 que desembarcando nes-
ta cidade o Exm. contelheiro Dr. Cattilho, autor
do intgne methodo portaguez de leitura, |por tua
nimia bondade, nlo obstante a notta cratsa igno-
rancia, dignou-se conceder-nos ,ns quilidade de
autor, um diploma para eosinar e preparar mes-
tres para o novo mathodo rogando as autorida-
des bratileirat a soa coadjwago.
Foi no dis 8 do presente que tivemss, se oo
maior, um igual prtzer.
Seriara 10 para 11 horas, explicava-tnos na ta-
la dat contat da nossa aula o systema mtrico
decimal, qnando nos foi annunciado qua o Exm.
presidente da provincia viohs visitar a nossa es-
cola.
Perturbado econfuto por to ioexperada hon-
ra, fiz seguir os meus alumnos para a tala da
leitura, e ah mait confuso quindo S. Exc. dase
me, que tendo assittido ao curso normal que no
Rio de Janeiro havia dado a contelheiro Cattilho,
queiria ver o meu modo de entino.
Que poderia eu (azer, que s de meu aturado
eitudo tirai os meu debis recurtot, eu o mait
intimo pedante, indigno de desatar os spalos do
Exm. Sr. Catlilho I I porem|ts affaveit maneiraa
e tympatlca preseoga de S. Etc. de til sorte me
animaram que recobrando toda mioha presengt
de espirito, no que fui secundado por todot ot
meut alumnos, ot quaet com rostos alegres e
prasenteirot, endito seguro desle ensino pelo
amor, promptamsnte respondern! a todas as per-
guatas em grammatica, arithmetica e regras res-
pectivas.
S chame! os meninos que tem de 8 a 9 aaoos
deidadeeum a don anoos de escola, per ter
nellet mait apreciavel o adiaotamento.
Francisco Botelho de Aodrade apreseotou o
recibo da tua roentalidade, por elle mesmo pas-
tado, e por nos tmente astigoado, segundo o uto
datta escola. Esle menino ter um anno lectivo
de escola e menos de nove annos de idade ; o seu
recibo pouco deixi a desejar.
Belmro Loyolla, de 9 aonos, resolveu um pro-
blema de juro, compotto de annot, mezes e dist,
por proporget oa razoes geomtricas.
Jos Rodrigues Ferreirs, da mesraa Idade, re-
solveu um problema de multiplicado de com-
plexos por frseces.
Pantaleao do Reg Barros, Clementino Pereira
da Costa, Frederico Sodr da Molta e outros pe-
queoitos lodot de 8 a 9 annns leram na epopea
de Carones o episodio do Adamastor, escolhido
porS. Exc que ss dignou desculpar os erros que
a sublimidade do asiumpto e a perturbado do
momento, affectariam provetot taludantes, quan-
to mais a ttnra puericia.
Esqueceu-nosapresentar as escripias que qua-
s todas vernm sobre as differentes especies das
oncees grammalicaes, atsim como interrogar os
meninos sobre os preceitos da moral geral, par-
ticular, e doutrioa cbrisla, no que eslo mui ha-
bilitados.
O prazer que S. Exc. nos cautou, faz palpitar
de jubilo os tenros corsedet dot meut alumnos,
e.l na idade viril, elles recordaro a seus filhos
que o Exm. Dr. Maooel Francisco Correa nao
dtsdenhou a inatruego primaria na provincia d
Pernambuco. langiudo vistas animadoraa tobre
o methodo Cattilho ; e nos, velho perceptor por
este methodo, cujas aspirag5s vio esbarrar oo
tmulo ; apezar de contarmos ja 13 lustros e um
dcimo, sentimos de prazer reanimar-te a nossa
alma, escaldar nono glido sangue, e porque
nao temos plorases condignas para louvar o ad-
ministrador eximio que se dignon viaitar o nosso
estabeleciment, recorremos ao orgo da im-
prensa, para, que o Exm. autor do methodo Cas-
llho o illuslre vate porluguez posas ouvir j
que a natureza lhe negou aeus quadros > a nar-
raco que expomos ; posas d'alm do Athlanli-
co, na immensa distancia que nos separa, sentir
igual ou maior prazer, por ter ns linda Veneza
Americana, o Exm. presidente que nao vota ao
esquecimenlo o teu insigne mathodo. E' de l
que o Exm. autor nos indamnisar de urna divida
que por seu tvultadissimo merecimento jamis
podemos pagar.
Escola central do methodo Castilho.9 de agos-
to de 1862. 6
Francisco de Freitai Gamboa.
n.'Oito e experimentado na marcha dos negocios, .
pblicos do paiz ; honvm cujas naixes se achara da representagao em meu beneficio percebena el-
arrefecidas pela nee do tempo; administrador I le a quantia equivalente so producto de u^"-
imparcial e justo ; hornera summarneote trala-
vel e caritativo; pse varo em que tses predi-
cados relufem o Exm. Sr. conselheiro Antonio
Manoel de Campos Mello.
Dentre alguns actos oe huraaniJade de S. Exc.
taremos menso do seguiote de que lomos teste-
munha presencial.
Etiste preso no baluarte ou forte de S. Liit,
cumprindo a pena de gales perpetuas o infeliz
Iguacio Joo do Espirito Santo, casado, tendo 6
(Unos, tres meninas e tres meninos. Em urna
le suas visitas ao dito forte, o compassivo prest-
denle v cahir seus ps o dosgregido gal, im-
plorandu-lhe a soa protervo, pois que te achava
t. l-a 1o de urna mulhcr com seis Qlbos.
Elle quadro por sem duvida foi um dos mais
puugeutes que podiam atfectar a sensibilidsde
huiumi.
resultado foi, que a 10 de margo do correte
anno eutrava para a casa dos educandos artfices
um dos filhos desse preso, de idade de 12 snnos,
a a 11 do correle urna filhi do mesmo, de idade
de 11 annos, enconlrava honesto abrigo no asylo
le Sant Thereza : turto isto obra da munificen-
cia do aclual aumimslraJor da provincia do Ma-
ranhao.
Todas as vezes que S. Exc, visitando o baluar-
te, passa pela porta ao quarto onde reside o ga-
l, nao se esquece de ah parar, e perguolar-lbe
__Como passa a sua familia ?.... VerJaocira no-
breza d'alma Rasgos de piedade chrisis, e nor-
ma esclarecida para todos ot poderes que slmei-
jam os louros immircessiveis do co e da ier-
ra I......
Eis, senhores redactores, nestat poucas lionas
a pequea homenegem que cora justiga e prazer
rendemos ao excellante carcter que se acha
testa dos negocios pblicos desta provincia.
Bem prevemos que algam descontente olhsr
de soslaio para as phrasea que aqui te achara
enunciadas ; mas que importa itto, quando a
verdade e a justiga triumpham ?....
r *)
l orrespon No iorio de 9 do correnle appareceu um abaixo
assignado firmado pelos Srs. Roque Ferreira da
Costa, e Aao Eduardo Velloso Freir, no qual
os meamos senhores declaravam qu* htviam com-
parecido e tinham votado no dia 7 de julho pr-
ximo passado na iotitulada eleigio da Eacada.
Esse abaixo astigoado lioha data de 2 do cr-
reme, lempo em que nlo havia ainda prova ju-
dicial alguma da ettada do Sr. Ago em ierras d
Goiaona no referido dia 7 de julho. Comprehen-
diaraot por isso que o Sr. Agio, sobrinho legiti-
mo da mulher do Sr. bario de Ulioga, e creado
quasi como filho em casa deste, instado pelo
mesmo baro e pelo Sr Antonio Marques, de
quem tambem prenle, nao hesitaste muilo em
fazer o sacrificio de tua dignidade para aalvsr a
de seus pareniet e amigos. Hoje, porm, que
tudo tbido quanlo bouve na farga eleiloral da
Escada, hnje que da ausencia do Sr. Ago ha pro
va cabal feita no termo detta cidade, no da Et-
cada, e oo de Goianne, e Pedrat de Fogo, nio
podemos compreheoder como o mesmo Ago per-
sista em sustentar o papel vergoohoto.que o obr-
garam a fazer amigos pouco escrupulosos.
timo* promploa para urna diteuttio a seme-
cia ordinaria, negou se no meu pedido, dizendo
que oo recebera de mim servigo algum, antes
pelo contrario me havia feito um grande favor
em contratar-me, accrescentando que admittira
gralis 70 pessoas, todas as noutes das represen-
tagea em que entrei. Deixo ao iiluslrado pu-
blico desta cidade que (requenloo o theatro ues-
sas noutet, a apreciago desta injuriosa assergo,
que a minha dignidade de artista repelle como
um insulto ; porquanto nao sao os applausos des-
sa natureza que podem lisonjear qualquer artista
por mais mediocre que elle seja.
Felizmente para mim as manifestagdes geraes
do Ilustrado publico detta cidade, em meu favor,
significara alguma cousa mais do que os applau-
sos comprados.
Tratando-se do beneficio da Sra. Stella, a quem
julguei quo pertencia integralmente a quanlia
que ello rendesie, offereci-me para cantar nessa
nonte, independente d3 graiificaco alguma; mas
Babeado depois que o Sr. Marioangeli percebia
metade do producto desse beneficio, creio que
nao devendo attengoes ou favores a este Sr., que
alias me trslou pela forma que fica dito, e se ne-
gou a proporcionar-me os meios de satisfazer as
despezas, sem prejuiso algum seu, eslava no
no direiio de exigir que por sua parte me pa-
gana meu trabalho artstico desta representa-
gao, ao que positivamente se negou. A Sra. Stel-
la, ou ouira qualquer pessoa, nao pode nem de
ve offender-se pelo tacto de nao ter cantado no
seu beneficio, a que exigisse pela parte do Sr.
Marioangeli urna gratificago do meu trabalho,
achando-me em circumstanciat menos favoraveit
do que ella, que. sendo contratada por cinco me-
zes e tendo metade de um beneficio, sao vanla-
gens superiores aquellas que eu tive, contratado
apenas por um mez, sem beneficio algum, e so-
brecarregado de familia, a cujas oecessidades sou
obrigado a satisfazer. Nao provvel que qual-
quer onlro artista no meu cato se prestaste a fa
z-r um (avor ao Sr. Marioangeli tendo recebido
delle tantas jinetas, como eu recebi.
Cont que em pretenga detta verdadeira ex-
poaigio dot fictos o Ilustrado publico desta ci-
dade me tara jostiga ; e aproveito esta opportu-
oidade para manifestar lne minh gratido pelo
lisoogeiro tcolnimenlo com que tem recompen-
sado meustrabalhos artsticos; agrsdecendo par-
ticularmente a estima e demoostrago de sincera
amisade com vjue diversal pessoas rae tem hon-
rado.
Espero, Sn. redactores, que te dignarlo dar
publicidade a ettat linhas, o que ter um novo
motivo do recoohecimenio e estima que lhes de-
dica o seu atteocioso e humilde cralo,/. C.
Guidi.
Nota das despezas a que cima me reten.
Passageos ......... 25&000
US au-iixj asai^"- >' = seguigo urdida arlairamenle por um carcter
deshumano, havendo triumpha lo no merelissi-
mo tribunal da religo desse poder mgico, por
unanimidalt devotos de seus Ilustrados cons-
picuos membros, acbam-se restituidos a posse de
suaa liberdades individuies, e ao gremio de suas
sentidas familias, desfeito pela espada da justiga
esse arte-tacto s digno de quem concebeu-o, ar-
mn o e exacutou-o, os abaixo assigoados esque-
cendo e perdosn1o-os seus infelizes perseguido-
res, f se lembram dos actos ofliciosos, e genero-
sos, que lhes foram prestados em lio criticas cir-
cumttancias, em cujo reconhacimento se serven
da publicidade deste coneeituado jornal para
apreseutarem um voto de gratido aos seus dig-
nos amigos habitantes na cidade da Psrahiba pe-
lo ioleresse que lomaram em pro de suas inno-
cencias, pela generosidade e afficosidnde com
qoe por elles torsm tratados. Igual voto tribu-
tara aos senhores ofliciaes do corpo de guarnigo
da mesms cidade, cujat qualidades indmduaes
formam um completo typo de moralidade, sioce-
ridade e educago, que colloca-os na ciaste mais
distincta e elevada da sociedade, alera de serem
um ornato da milicia brasileira. Dignem-se,pois,
aceitaren este humilde voto, porm sincero, de
gratido que lhes consagrara os abaixo aisigna^
dos. Recite 12 de julho de 1862.
Antonio de Albuquerque Maranho Civalcanti.
Anacleto Jos de Mattos.
convicgSo de Ur por ella dado a quanlia qaie
Fariat declarou lar recebido, por cujo reatante ae
tlzeram cusas que montara hoje em 60&000 rit,
documento n. 2.
Tem razio Fariat, quando diz ainda, que pira
eu provar teu conteoto tobre t venda do escra-
ro depositado, era mister documento seu, mas
felizmente para mim, bem claro tenho manifes-
tado a tua mi ( e deslealdade, para que o pu-
blico duvide aioda detse consenso particular,
alientas ai reltget que ento exiiliam entr
os.
Em conclusao, declaro que oo responderei
mais a publicago alguma de Joo da Silva Pa-
rias por mais iotultuoia, e atrevida que seja,
porque felizmente nio tenho habilitage* para
lutar com taes armat.
Em contequencia de meut afazeres, e da ex-
traerlo doi documentos iofrs, deixou de a
mala tempo ter esta publicada.
Recife, 9 do agosto de 1862.
Elias Pereira Goncalves da Cunha.
Documento n. 1.
Illra. Sr. Dr. juiz eipecial do commercio.Eliat
Pereira Gongalvet da Cunha] a bem de aeu di-
reito precisa que Y. S. mande o eterivao Manoel
Mara em (ate dot tutoi de execucio em que
autor Joio di Silva Farias contra o tepplicante,
eerllcar-lhe o seguiote :
1.* Adata em que bouve lugar a penhora em
um etcrivo do sapplicante.
2.* Qual o principal da aegio propotta.
Neitei termos pede i V. S. deferimento,E
receber tuerce.
Sim. Recife, 26 de julho de 1862.
Alencar Araripe.
Manoel Mara do Natcimento, aerventuarlo vita-
licio do officio de eicrivao do juiz especial do
commercio detta cidade do Recife de Pernam-
buco e seu termo (ermopor S. M. I. consti-
tucional o Senhor D. Pedro II i quem Deut
guarde etc.
Certifico vista dos autos de execagio em que
lio partes, como exequente, Joo da Silva Fariaa
e executido o tupplicinte, Elias Pereira Gun-
galvesda Cunha, que delltt coma que em o di*
9 do mez de outubro do anno de 1860, fra
efectuada a penhora em Qineicravo do sappli-
cante, segundo o termo da mesma penhora,
certifico mais ter o principal da acgo, o da
quantia de 296J950 rs.
O referido verdade e aot mesmei autos me
reporto e a presente cerlido, vii na verdade
sem couta alguma que nenhuma davida faga,
fielmente extrahida doi mencionadoi autot, que
eu escrivo deite juizo especial do commercio
delta cidade do Recife capital da provincia de
Pernambuco fiz paitar e val subscripta e assig-
nado aos 6 das do mez de julho do aooo do
uascimento de Nono Seohor Jess Christo de
1862 quadragesimo primeiro da imdependencia e
do imperio do Brasil, tubicrevi e assignei em f
de verdade.
Manoel Mara Rodriguei do Nascimenlo.
N. &
Illm. Sr. Dr. juiz eipecisldocommercio.Elias
Pereira Gongalves da Cuoha, a bem de seu di-
reilo precisa que por mandado de V. S., o escri-
vo Paes da Aodrade, vista dot autot da acgo
que lhe mover como autor Joo da Silva Farias,
certifique o seguiote :
1." A data em que foi polla a referida acgo
deceodiat, e qual aua importancia principal.
2 A data do julgaraento de dita acgo.
3." Finalmente a data em que foi aecusado em
juizo pelo autor, o recebimenlo de dioheiro por
conta.
Nestes termos pede V. S. deferimento. E
receber merc.
Sim. Recite, 26 de julho de 1862.
Alencar Araripe.
Joo Vicente de Torres Bandeira, escrivo inte-
rino do juizo espacial do commercial desta
cidade do Recife e seu termo capital da pro-
viifestt de Pernambuco ecl.
Certifico *m fice dos respectivos autot de
acgo de asiignago de dez das, que a acgo de
que se trata, fra proposla oo dia 15 de maio de
1861, e que sua importancia principal, isto a
usmia pedida em dita aeco na petigo inicial
115 ris.
o miis que fra ella julgada em data de
mbro do anno supra, e finalmente cer-
dos mesmos consta que o supplicante
bira Gongalves da Cunha, era data de 3
do tobredito anno dra por conta a
e 300JJOOO ris.
do verdade, e aos fallado nina
Cidad/a do Recife de Pernambuco 5 de agosto
de 186:
Decla> em tempo que o solicitador Joaquina
Innocen. Gomes, procurador do supplicado
Joo da S.sva Fariaa fez sentir a este juizo por
meio de urna petigo ao mesmo dirigida, a qual
fra apresentada no carlorio respectivo no dia 5
de setembeo do anno ultimo, que seu consiitnin-
te havia recebido do supplicante em data de 3
de junho daquelle anno a quantia de 300$0G0 rs.
por conta da acgo a que se allude.
Recife, era ut iofroole. Subscre'i ca ssigoei,
em t de veriade.
Joo Vicente de Torre Bandeira.
O secretario,
Clausulas especiaesda arrematado. O conselho administrativo n.
l. O arrematante d.r principio ao. tr.balhos do arsenal de guer a tem d'e Va
lDdiat depoit do contrato, e conclui-lo-ha no tos teguintet:
prazo de quatro mezee, cootados da poca em 79 covadoi de baalith. n... .
prazo de quatro mezes, cootados da poca em
que terminar o prazo de quatro mezei tuppra
mencionadoi.
2/ 0_arrematante teri obrigado a attender ai
obrigsget do eogenheiro encarregado da direc-
gao e (itcaliiago dot trabalhos concernentei
bi execugo da obra.
3." Fica o arrematante sujelto a observar em
toda sua plenitude as prescripges contidat no
orcamento.
4.* O pagamento tesi (eito por prestages
mensaes corretpondentei to numero de bracat
concluidla, fleando porm recolhida a theioura-
rla como depotito, para garantir a obra at final
conclusao, a decima parte do valor do certifica-
do mental, os quaea lhe aerio entregues um
mez depois de concluida a obra, e tendo que
ella se ache em bom estado, e caso asrm nao
aconlega, o arrematante ser obrigado a repa-
ra-la para terdireiioao recebimento.
5.a O arrematante fici igualmente sujeito i
dispoiigdes da lei n. 286, que dizem respeito as
arremitages.
6/ Nao ser em tempo aignm attendida qual-
quer reclamago por parte do arrematante ten-
dente a_ indemoisagoes quaesquer que tejim as
allegagdes em que te basear para esse flm.
Conforme. Antonio Ferreira d'Annuncia-
go.
DsalaradKi
de 319|
Certif
4 de set(
tilico, ii
Elias Pe
de junbjj
quantia
O re
u.^&m"!X:?*T^Z yenentemente discutido neste ponto ot
da junta, no dia cima mencionado, pelo meio interesses e direitos da COtnpanhia.
dia. competentemente habilitadas. Fpi intnrir Ha fYmr->.,l,;^ a^ t_
Ep.r.conitar se mandou publicar o presente r;Sf i'?10"0 ? ^2!h,a d Bcbe"
pelo Mario. nl>e II de agosto de 1862.
Secretaria da thetouraria provincial de Per-
nambuco, 4 de agoilo de 1862. v o
O tarto. ,U* Ier*** de Faria*
A. F. d'Anouociagio. tOllSeiHO ltl 111 i IISlPilti VO.
ra fornecimento-
comprar o objec-
covadoi de baetilha p,r. cartuxoi de pee.
Qusm quizer vender taea objectos, .pretrita
as suat proposita em carta fechada na secratari.
do con.elhoit 10 hor.t da manhi! do dia13"&
correte mez. -------
Sala das sesses do conselho adminlitrativo
para fornecimento do aneoal de guerra, 8 de ju-
Antonio Ptdro de S Barrtto,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal, secretario interino.
Navios entrados no dia 6.
Conselho administrativo.
do .an\eili0 adDoin8lr'o, para fornecimento
eguintes : gUert'' l6m de COmPr" os 0bi'"
Para a escola do 2* batalho de in(an(aria de
lioha.
6 retmaa de papel almago.
6 caixas de pencas de ago.
200 pennaid'ave.
2 caivetes.
6 garrafas de tinta preta para escrif ti.
6 duzias de la;is de pao
6 libras de areia psra escripia.
36 colleccdes de cartas para principiantes.
'G -'boadas.
11 grammaticasportugutzas por Monte Verde
ullima edico.
12 compandios de arithmetica por Avila.
12 pautas de n. 5.
36 traslados.
6 pedrs para eicripta.
18 lapis para as mesraas.
Para o arsenal de guerra.
2 pegas de fita de la para silbas.
Quem quizer vender taes objectos aprsente a
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho. as 10 horas da maoha do dia 1S do
correnle mez.
Sala dai sesses do conselho administrativo-
para fornecimento do arsenal de guerra. 8 da
agosto de 1862.
Antonio Pedro de S Barreto,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Santa casa da misericordia do
Recife.
A Illraa. junta administrativa manda fazer pu-
blico que no dia 14 do crrante, pelas 4 horas da
tarde, na sala de suas sesses, iro praga as
rendas das casas abaixo declaradas, pelo tempo
que dcorrer do cia da arremataco a 30 de iunho
de 1865.
Ra da Lapa o. 2
Dita da Cacimba n. 5
Dita do Burgos o. 19
Dila dito n. 21
Dita da Senzala Velha n. 132
Dita dila n. 13i
Dita da Guia n. 27
Dila dita n. 29
Dita do Pilar n. 2
Dita do Sebo n. 3
Dita da Moe.la n. 21
Dita do Azeite de Peixe n. 15
Os pretendentes devem comparecer
nhados de seus fiadores,
desle.
Secretaria da santa casa
Recife 8 de agosto de 1862.
F. A. Cavalcanti Cousieiro.
Escrivo.
Pela thesouraria provincial te faz publico,
que a arremataco da obra deaperfeigoamento de
ama parte da estrada da Victoria no lugar deno-
minadoLadeira da Sicupira-lortafoi transfe-
rida para o dia 14 do crrante.
Secretaria da thesouraria provincial de l'er-
. F. drAnnanciaco,
Secretario.
O langador da recebedoria de rendas inter-
nas geraes, deconformidade com o arl. 37 e seut
do decreto de 17 de margo de 1860, tendo de
fazer a collecta no bairro de Santo Aotonio doi
imposto* a que eito sujeitas as lojas e casas com -
mtrciaei, e ootras de diversaa classes e denomi-
niget, avisa portmto aot doooi dos respectivos
estabelecimentos para que teoham presente no
acto di collecta os recibos e papis de arrenda-
miento de suai casas, visto que elles tero de ser-
vir de base ao processo do laogamento, o qual
ter principio no dia II deste mez as ras se-
guintes : ra do Imperador, praga de Pedro II,
caes de 22 de Novembro, dito de S. Francisco,
travessa do Ouvidor, ra do Queimado, Iraveita
da dita, praga da Independencia, ra do Cabug
e.rua Nova.
de Pernambuco 9 de agosto de
Recebedoria
1862.
C
. m
>.
"i V

Praca do Recife 11 de
agosto de 1862.
Vs quatro horas da tmrde.
Colaces da junta de corretores.
Cambio.
Sobre Londre90 d|. 26 li2 d. por I5OOO.
Sobre Taris90 d[v.366 rs. por franco.
i. da Cruz Macedopresidente.
John Gatislecretario.
Deapeza em 8 das no hotel.
Aluguel de caa em um mez .
dem de moveii .......
Louga e outros objectos de uso .
Cornedorias para 4 pessoas. ...
Lavagem de roupa e despezas miadas
000
405000
2080o1'
229000
1501000
322000
5705000
Ao publico,
S em adeoclo ao publico, e nao com o fim
de entreter polmicas com Joo di Silva Farias,
expaz a oceurrencia de que fui victima, mas como
quer qte esse senhor viesse no Diario de 21 de
julho passado; contando o tacto a seu gelto com
o flm de restabelecer a verdade, sou forgado a
mostrar oo a elle mas ao publico, de que lado
ella se acbs.
Mostrei ao publico a estrategia em que me
fueram canir, estrategia que consisti no se-
guiote : pagar eu com o producto da vends do
escrivo meu, e de que era depositario, urna
acgSo apenas iniciada (escrivo Paea de Aodrade)
julgando pagar a execucn pela qual estava dilo
escravo em deposito, cujo principal era de
rs. 296(950. (Documento n. 1.)
Cootesta-se-me isto, dizenlo Farias, S"gundo
se deduz da sua alludiia publicago, que pro-
puzera duas tegoet ao mesmo tempo, aconte-
ceodo ter mais breve andamento a que fra des
tribuida ao /'escrivo Manoel Mara) em virtude
do que liegara ao grao de penhora.
Aioda prova-se com essa assergo a lealdade
desse homem, que ataca tactos autheoticoi, com
o fim de cohonestar suas aegoes reprehensi-
veis!!......
Como se v dos documentos ns. 1 e 2, a pe-
nhora em virtude da qual assignei deposito do
escravo, bouve lugar em das de outubro de
1860, e a acgo pendente do carlorio de Paes de
Aodrade, foi posta era juizo em 15 de maio de ;
1861 (7 mezes depois): isto posto oo exacta a
simultaneidad*) na propositura dessas duas
aeget.
Ainda do documento aob n. 1 ao vS que em 3
de junho de 1861, dei por conta ao mesmo Farias
300^000 rs, tompo esle em que a acgo do carlo-
rio de Paea de Aodrade eslava iniciada e nao
julgada, poia que s o foi 3 mezet depois (4 de
tetembro de 1861).
E' claro pois, qae dando eu essa quantia em
tal siluago nao seria (como nao o foi) para sus
tar o curso de urna acgo apenas comegada, mas
aim o da execugo em grao de penhora, cuja
quanlia principal j declarad cima.
A m f deise homem ainda te manitesta no si-
guite: tendo elle Fariaa recebido ene dioheiro
3 de junho de 1861, (documento o. 2) e aplicando
este recebimento por coota -da acgo dt Paet de
Aodrade, nao o declarou em juiz> leoo depoit
de proferida contra mim seatenga pelo total da
acgo ; isto tres mezea depois desie reconhe-
cimento. (Documento n. 2.)
Se obrava Fariat de boa f (como diz) e com
lealdade, (como quiz provar) para que nao decla-
rou logo etse recebimento ?
Diz tinda Paria* que te eu (osie homem de
sedimentos lhe psgaria o que lhe resto.
De parte os insultos a que nao respondo,
declaro qae esse resto de que (tila Farias,
contequencia das tricas de que me (ez victima,
pois nao deixaria eu de pagar 19J115 ris, retto
ento da acgo (Paei de Aodrade; te tivesse
Alfantleffa.
aendlraento do da 1 a 9 .
dem da da 11. .... .
135099*707
83145868
143:414*575
Hovlmento da tlffandeKst-
\7lamei ntradot tomfazendas..
c tora gansros..
Veltuis lahidot com (azenda..
t com gneros.
49
74
s= 123
Dascarragam no dia 12 de agosto.
Sumaca hespanholaAriilavinho.
Brigue portuguez Bella Figuerense merca-
dorias.
Secebedorla de renJUs Internas
geraes de Pernambuco.
Randimento do dia 1
dem de dia 11. .
7:237*482
4:553690
11:7915172
Cousalado provincial.
Rendmanto do da 1 a 9 .... 11:1909385
Idam du dia 11......2:552*913
13.743298
Movimento rio porto
A'apio entrado no dia 11.
Terra Nova 44 dias, patacho ioglez Ida de 149
toneladas, capitn Everet Swmuios, equipigem
7, carga 2106 barricas com bacalho ; a Jobns-
ton Paler & C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio da PralaBrigue argentino Volante, capillo
L. H. BolsforJ, carga alinear.
ParahibaPatacho hauoveriaoo Atlantic, capi-
to'G. Kopche, em ltiro,
dem Barca iogleza Francis Cariell, capito
Retett, com o mesmo lastro que troux* da Ba-
ha ; suspenden do lamarao.
Rftaas..
Jos Theodoro de Sena. -
Convite.
Peranle o conselho de revista da guarda na-
cional diste municipio to convidadoi compa-
recerera na sala dot sesses da cmara muoici-
dal, no dia 14 do correte s 10 horas da ma-
oha, afim de serem inspeccionados por junta
medica, 01 cidados que interpuzeram recurso na
forma da lei.
1* batalho de artilharia.
Manoel Lopes Rodrigues Guimaret.
Estevo Jos da Mola.
1* de infantina.
Manoel Gongalves Ferrein e Silva Jnior.
Jos Urbano de Carvalho.
Manoel Marinho do Nascimento.
Joaquim Francisco do Reg.
2o batalho.
Luiz Francisco Gomes
Manoel Ciraco de Figuelredo.
Jos Francisco Ribeiro Machado.
O secretario,
Pirmioo Jos deOliveira.
Consulat de Frailee
A Pernambuco.
i-e coima ut! r raime a ac msw.m>w.~.
residant ou de passage a Pernam-
buco.
Messieurs et chars eompatriole*.
J'ai l'honoeur do vous prevenir que vendredi
prochain, 15 du courant, un Te-D^um, sera chan-
t, une heure aprs midi, l'Eglise de Notre
Dame de la Penhe, l'occasion de la fle de S.
M. l'Empereur Napoleoo III, notre augusle sou-
verain.
Vous vous empresaerez, comme toujours. j'en
suis sur, de vous reodre cette ceremonia, que
sur le sol tranger, esl pournous tous, en rxm9
temps qu'une reunin, une (oto de famille, une
preuve evidente d# celta unin, qui fait la forc,
qui existe entre noas.
Veuillez, Musieurt et chers c opatriotes,
agrer ici, avec Passurmce de la taliafaclion quo
j'aural de me trouver encor une foia, au mil-
ieu oe voas, celle de mos sentiments aussi d- '
vous qua destiogus. Vid. de Lmont.
Hospital Porluguez de
Beneficencia
O Hospital Portuguez de Beneficencia, estabe-
lecido no sitio do Cajueiro, precita de um feitor:
quem te acbar para isso habilitado, dirija-so
casa do respectivo provedor, ou ao mesmo esta-
belecimento. Recife 9 de agosto de 1862.
Gabinete Portuguez de
Leitura.
A directorii previne a lodoi ns senhoret asio-
ciados, que desde o dia 11 do correnle em diante
fica suspenso at posterior aviao, o expediente do
Gabinete, em consequeucii dot trabalhos de de-
corago a que nelle se vai proceder, para solem-
nisar condignamente o anniversario da installa-
g.io do mesmo Gabinete, o que ter lugar no dia
15 do corrento mez.
Sala das seisdes do Gibinele Porluguez de Lei-
tura aoa 9 de agosto de 1862.
Bernardino Gomes de Carvalho,
Director.
Joaquim Gerardo de Bastos,
1.' secretario.
O langadorda recebedoria de rendas inter-
nas geraea, de confnrmidade com o art. 37 e seus
do decreto de 17 de margo de 1860, tendo-se
oe fazer a collecta no bairro da Santo Antonio
dos impostot a que eslo sujeitas as lojas e casas
coraerciaes, e outrat de diversas classea e dano-
minagoes ; avisa por tanto aos donos dos respec-
tivos ettabelecmentos pira que teoham presente
no acto da collecta os recibnt e papis de arren-
damento de suas casas, visto que ellea tero do
servir de bate ao procesto do langamento, o qual
lera principio no dia 11 dette mez ms ruasie-
galntes : ra do Impirador, praga de Pedro II,
Caes 22 de Novembro, dito de S. Frincisco, tra-
vessa do Ouvidor, ra do Qaeimado, travessa da
dita, praga da Independencia, ra do Cabug e
jua Nova.
Recebedoria de Pernambuco 9 de agosto de
1862.Jos Theodoro de Seooa.
COMPANHIA
DO
IBE.
1809
144S
168)
125
7003
700S
162$
1683
963
16Q9
300j
601
acompa-
ou manidos de caries
de misericordia do
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vinclil, em comprmanlo da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico,
que no dia 6 de novembro prximo futuro, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma thesouraria
a ha de arrematar, & quem por menos fuer, a
obra do cano de esgolo oa praga Pedro II, ava-
hada em 10.0208 rs.
A arrematagio ser feita oa forma da !ei pro-
THEATRO
DE
COIPANHIA LYWC
Quarta-fcira, 13 tic agosto de 1862.
Primeira representagao do melodrama trgico
em tres actos, como foi escripto para o th-.airo
de V'ienna pelo celebre maeitro Donizetti, iiilltu-
"ASIA DE ROM
A acgo passa-ie em Paris no reinado de Luii
XIII, tendo ministro o cardeal nichelieu.
Principiar i 8 horas.
Avisen s^ariii?MO:.
a
Baha
com mulla brevidade pretende seguir o bem co-
nhecido e veleiro brigue escuna Joven Arthur.
capito Joaquim Antonio Gongalves dos Santo,
lem parte de teu corregimiento promplo ; para o
resto quo lhe falta, trata-se com ot sau consig-
natarios Antooio Luiz de Oliveira Azavedo & C,
no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
COMPNHlA BRASILEIRA
DE
mmfm vmn.
Espera-sa dos portos do norte at o dia 16 do
correte o vapor Cruzeiro do Sul, commandanto
o capito de mar e guerra Gervasio Mancebo, o
qual depois da demora do costume seguir para
os portos do sul.
Desde j recebem-se passageires, .t engaja-ie
a carga que o vapor poder conduzir, a qual deve-
r ter embarcada no dia de sua chegada : dinhai-
ro a frete e entommpndas at o dia da sabida as
2 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1,
escriptorio de Antooio Luiz de Oliveira Azeve-
do & C.
COMPANHA BRASILEIRA
DE
correnle,
PAPaflil!
At o dia 13 do
At o dia 13
sul o
esperado o d
comnsandan-
encanamento das aguas para a regue-
zia dos Afogados, segundo propoe o
Exm. Sr. presidente da provincia, pre-
vehindo-ie porm aos accionistas que de-
^Jl^'iVVajSJ*- '" i Sao convidados os Srs. accionistas da
companhia a reuniremse em assembla P"^ do wl oi vapor Oyapock,
V j- ,. I te o primeiro lenla Aniomo Marcelino Pootea
geral extraordinaria no da lodo cor-1 Ribeiro, o qual depois da demora do cosioma
rente ao meio da afim de se tratar do seguir para os portos do norte.
Desde j recebem-te passageiroi e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual deva-
r aer embarcada no. dia do ua h6B*da -
commeodat e dioheiro a frete al o da da sabi-
da ss 2 horas: agencia ra 4* 'Cruz n. 1 -
criptorio de Aatonio Li OUfOira Atevedo
&G.
f
MUTILADO
ILEGVEL


III ilTEQi.
DIARIO B HRJUMllICO. t TEt/t FEliA la DI AGOSTO B l|62.

i W, t outroi nor*,,<) arr(Dj0i muito precita* ,
urna casa, o que deixa-se de descrever por enuncio, .
tornar eiiUonho este aviso, cujo leilao se effec- Ivand. a parle que Um Francelino B. F. CbtTei
| iuii na ra das Cruzes n. 11. primeiro andar, e saa mulher na ca da rus da Matriz da Boa-
Leado-se no Diario de Perntrobaco um an-
do qaal declara-se echarse jueta por
COMPiNBU PEBIUMB(]GAR4
ek
Navegado costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte, M-
cau do Assu', Aracaty, Ceara'.
O vapor auarass. commandante Vianna,
1 J2 ?ara 8 Porl08 do norte al o Cear no
Ca 26 do correute s 5 horas da tarde.
Recebe carga at o da 25 so meio dia ; en-
commeodas, passageiros e dinhsiro a frete at o
oa da sahida das 2 horas : escritorio no Forte
do Mattos n. 1.
por coDta eordem de urna seohora que se retira
dar lora do imperio.
cmpimi
DAS
Messagenes imperiales.
Al o dia 14 do correte espera-se da Euro-
pa o vapor francez bslremadure, commandaute
Auber, o qual depois da demora do costurre se-
guir para o Rio de Janeiro tocando* na Behia,
para passagens etc. irata-se na agencia ra do
Trapicha n. 9.
iS
Rio de Janeiro,
pretendo seguir com muita brevidade o veleiroe
bem coohecido patacho nacional aCapuao, ca-
ptoTheotonio Jos da Silva Rosa, tem parle
de seu carregamento prompto : para o resto que
lhe falta, Irata-se com os seus consignatarios An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo & C. no seu es-
critorio, ra da Cruz n. 1.
neiFo
Pretende seguir com muita brevidade para o
Rio de Janeiro o veleiro e betr. conhecido hrigut
natiocil AlmirsnleD, tem parta de seu carrega-
mento prompto ; para o resto que lhe falta, tra-
ta-ae com os seus consignatarios Antonio Luiz da
Oliveira Azevedo, no seu escriptorio ra da Cruz
numero t.
COMPANHU PERNAMBUCANA
DB
Navegaco costeira a vapor.
Parahiba, Rio-Grande do Norte, Macau,
Aracaty, Cear, e Acaracu*.
O vapor cJaguaribe, commandante Lobato,
sabir para os porlos do norte al o Acarac,
no dia 7 de agosto as horas da tarde.
Recebe carga at o dia 6 ao meio dia. Eneom-
mendas, passageirose dinbeiro a frete al o dia
da sahida as 2 horas; escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
i tu? ,
Um escravo pa-
O agento Almeida autorisado pela viava Bir-
rilier vender em leilao um escravo parfeito
padeiro: quarta feiro 13 do corrente s 11 ho-
ras do dia, no segundo andar do sobrada da ra
da Imperatriz n. 47 ; na mesma occasiao ven-
der um outro escravo de meia idade purm sa-
cio, rxuito proprio para lodo servigo de urna ca-
sa de familia.
Quinta-feira i do corrente.
Rothe & Bidoulac faro leilao por conta e ris-
co de quem pertencer e por intervenco do agen-
te Piulo de cerca do 250 quintaes de ferro in-
glez, as 11 horas do dia cima mencionado em
seu armazem ra do Trapicha n. 18.
ico de Milao.
Quarta feira 13 do corrente
as 11 horas da manba em
ponto no armazem da
ruadaSenzala numero 126.
venJer em leilao no dia cima SO cunbetea de
eco de Milao descarregados com avaria do brigue
austraco Perail, vindo de Trieste.
DE
i vaccas de leite
com crias.
Terca feira 12 do correte.
O ageute Pestaa vender por conta e risco de
quem pertencer 4 excellenteg vaccas de leite em
um ou mais lotes : terca-feira 12 do corrente
pelas 11 horas da manha no largo da praca do
Corpo Santo.
LILAO
DE
MOV
LEILAO
M
Urna mobilia de Jacaranda com tampos de pedra
marmore, duas cadeiras de brago de Jacaran-
da, uma poltrona, s.-is espclhos sendo quatro
com moldura doarada e dous de Jacaranda, 12
quadros com molduras douradas, um dito de
Jacaranda, ema mesa de charo, urna commo-
da de Jacaranda obra muilo bim acabada, urna
marquezs de casal com dous colchese travla-
seiro, urna dita com colchao, um lavatorio de
amarelie, um apparador, urna mesa elstica,
um guarda louga, duas carteiras, ama mesa
com cinco gavetas, urna cama de ferro para
menino, urna cadeira para bati, urna colum-
na., urna torneira, duas quarlinheiras peque-
as, dous candieiros a gaz, dous candelabros,
'am grande lustre de 11 luzes, um globo para
candieiro. nm vaso de pedra marmore, um
par de jarros, quatro mangas de vidro para dei-
tar flores, urna manga de vidro para relogio,
um par de ca.tic.aas de metal, um dito de jar-
ros de broaze e muitos outros objectos.
Quarta-feira 13 do corrente.
A viuva Barrilier far leilao por intervengio
do agente Almeida dos objectos cima mencio-
nados no segundo andar do sobrado da ruada
Imperatriz n. 47, os quaes objectos podero ae-
examinados pelos pretendenles na vespera e da
do leilao. Principiar s 10 horas do dia cima.
Vista n. 23, faz-se selente ao comprador, que
para evitar questao sobre dito bem o ie valor,
aera conveniente por o ae prego em deposito
com citacao sos vendedores e ao abaixo assigna-
do, visto que traz demanda com os vendedores
para o pagamento de mais de 700$ qe lhe deve,
e nao teodo os mesmos mais baos alem da parte
da casi referida, nao pode na pendencia da lid*
dispdr validamente do que posteo em damno dos
credores.
_________ Josgulm Vicente Margues.
Jos Joaquina Lima Bairo saca a
vista ou pequeo prazo sob Lisboa : na
ra da Cruz n 30.
Loja de marmore
(Em continuacao.)
Quarta-feira 13 do corrente.
O agente Pinto far leilao a requerimeoto do
depositario da maesa fallida de Parias & C e
por mandado do lllm. Sr, Dr. juiz especial do
commercio da armago e fazendas da loja n. 41
da ra Novo, assim como de um escravo, movis,
joiase mais objectos que constituem a referida
massa, s 11 horas do dia cima mencionado na
eferida loja.
WLM)
DE
Um predio em
chao proprio na ra do
Queimado u. 30.
Quarta-feira 15 do corrente as 10 horas.
Por iotervengo do agente Euzebio em virtu-
de do respeitavel despacho do lllm. Sr. Dr. juiz
municipal da primeira vara e em sua preaenga,
a requerimeoto do invenlarianle, tem de ser ven-
dido em leilao o sobrado de 3 andares n. 30 sito
na ra do Queimado parte do qual pert.nce a he-
ranga da finada D. Antonia Mara de Castro, vai
ser vendida para pagamenlo de diversos credores
e parte pertencente a dous consenhores que au-
torisam a venda das respectivas parles que pos-
suem no predio, e assim ser todo elle vendido
para concurrencia de licitantes devendo o com-
prador entrar eom o quantitativo da parte perten-
cente aquella heranga para dfposito, e o das par-
tes pertencenles dos consenhores entregues a es-
tes no acto de firmarse a escriptura ; cujo lei-
lao ser effecluado no seguodo andar do referido
sobrado s 10 bocaa do dia 13 do crrame.
Pateo do Livramento n. 11.
primeiro andar.
O dentista Numa Pompilio planta denles arti-
nciaeapor grampos e ligaduras ea presso do
sr, dtntes ineorrupliveis sobre os.ro, systema
norte-americano e faz todas asoperacoe. de sua
arte COm nrr.r^nli.t ",a lla.au.__
com proeptidao e limpeza
0 Livro do ?wo.
Sahio & luz publica 0 LIVRO DO POVO, publi-1
cado tob a direceo do Sr. Dr. A. Harqaea Ro-
drigues, con tem a vida de N. S. Jeaus Chrtsto,
segundo a narragao dos quatro evangelistas, e
mais os seguinles artigoa: ovigario, o professor
primario, o bom hornera Bicardo, a moral prati-
ca, Simo de Nantua, mazimaa e pensamenlos,
a bvgitne, os deveres dos meoinoa, e o Brasil.
A publicado do LIVRO DO POVO nao s tem
por fim uniformisar a leitura as escolaa prima-
rias, onde cada menino aprende por um livro
difirante, e portento facilitar o trabalho do mos-
tr e do discpulo, como tambem rulgarisar, por
am preco baratissimo, a historia do aslvador do
mundo, e oa melhorea preceitos de moral.
Veude-se o Livro do Povo, no Recife, na
livraria da praca da Independencia ns. 6 e 8, a
500 ra. o exemplar em brochara, a 800 rs. car-
tonado.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15.
Frederico Gautier, cirurgio dentista
faz todas as operaos dess, arte a e co-
loca deqtas artificiaos, ludo com -sdeln
I rioridade eperfeicao que as passoas-,en
tendidas lhe reconhecem.
Tem agua e pos denuncios, ate.
amesas. tensa eajwEti
s
Attencao
o
Precis.-se muito fallar com o Sr. Manoel Je-
ronymo Uchoa Cav.lcanli, apontador que foi da
va frrea do dUlricto de Frexeiras a Bello-
monle : oa ra da Quz do Rectfe n. 34. taberna.
Aurelianode Pinho Borges, pro-
fessor jubilado de instruccao primaria,
propoe se a leccionar em casas particu-
lares a grammatica e analyse graumati-
cale lgica e arithmetica : quem pieci-
sar dirija-se a ra da Imperatriz nu-
mero 51, primeiro andar.
Precisa-ae alygar urna ama para urna casa
de pouca familia : a tratar na roa da Cruz n.21,
primeiro andar, aobrado amarallo defronte do
chafari7.
Manoel Jos Correia faz
sciente que Antonio Francisco da Silva Coelho
deixou do ser seu caixeiro desde o dia 10 do
correnta mei da agosto.
Attenco.
Hootem a noite perdeu-se urna medalha de
ouro cahiodo do peicoco de urna menina, desde
a ra daCadeia at a Linguete : roga-se a quem
achar de entregar na ra da Lingoela n. 4. que
ser recompensado generosamente.
;' .visos diversos.
lotera
Quarta feira 20 do corrente mez se
extrahira' impreterivelmente a sexta
parte da primeira lotera beneficio
dos religiososfracciscanos de 01inda,no
consistorio da igreja de N.S. do Rosario
de Santo Antonio. Os bilhetes e meios
bilhetes acham se a venda na respec-
tiva thesouraria ra do Crespn. 15,
e as casas commissionadas praca da
Independencia n. 22 loja do Sr. San-
tos Vieira, ra da Imperatriz loja de
ferragens n. 44 do Sr. Pimentel, ra
Direita n. 3 botica do Sr. Chagas, e
na ra da Cadeia do Recife loja n. 45 do
Sr. Porto.
As sortes de 5:000$ at as de 10$ se-
rao pagas urna hora depois da extrac-
C,ao, e as outras, pore'm, no dia imme-
diato logo que se tenham distribuido as
listas.
Servindode thesoureiro,
Jos Rodrigues de Souza.
G^AJNDU
Ao commercio.
OtTrece-se para caixeiro de qualquer casa
commercial, um rapaz chegado ha pouco a lo-
ra, dando coohecimento de sua boa tonducla,
at ob;iga-se dar alguna mezes grali ; quem
pretender annnncie por este Diario. '
Consultorio medicocirurgico
3-&13ABA GLORIA CASA DO FUTHi\0-a
Consulla por ambos os systcmas,
ma* ,J0 q"e tem de qM 0i "medios do sen estabelecimento na<- Cft'nflinH.m m
nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e rot """nfam ,tom. d
a precaucio de inscrevero se. nome em todos os rotulo., ^SuSJlSSZ^J^tXSS*'
do. todos aqaelles que forem apresentados sem esta marca, e r-lS!??**?*<* eM><> '''flea-
fJSi; ler mttior certe" "">Ph.r urna conta sseig^d pelo bFTSL* mJ?VCOm"
pe mercado com o sen nome Do Uo0;io e em pa-
nH^SS^S. ."Uls0u TT tm lubos 1ur m tincteras c.starao a 1 o vidr
O proorielano daaf* aftasa si-m.^i/. .__________ _. __ Tlr
rv ------. a r ------. t----- '^oi mu viucictaa tiKtifau A lfl o Vldrn
iens n'r.8U^^a8nfl.C!:d," "" odidade dos banhos salgados sao outras tantaa vanf.
gens para o prompto restabelecimento dos doentes. T,nU"
t de tarVeT,058eQ\Hdi2^l".TnfalHr,CODlO "Unte devem procura-lode manhi. at 11 hora.
RETRATISTA DA CASA IMPERIAL
Ba do Cabug n. 18, entrada pelo
pateo da matriz.
Esas galera ornada com oa augustos retratoa
photugraphicoadeSS. MM. o daa aerenissimas
princezasimperises, assim como com os de mui-
tas das principaes pessoas desta cidade, eat a
dsposicao do publico, que apode visitar todos
os das das 8 horas da manha s 5 da larde, o
examinar os trabalhos expostos.
Continna-se a tirar retratos por todos os sys-
tema3 pholographicos, e especialmente por am-
brolypo eem cartoes de visita. Fazem-se
SEGIJiDA EDICClO
THESORO HOMEOPATHICO
ou
Vade-mecum do homeopatha
pelo doutor
SJM (D. 1.
Este livro
que se tem tornado 15o popular,
quanlo necessario, acaba de sr publicado cora
toaos os melhoramentos, que a experiencia e os
progressos da sciencia tem demonstrado. A no-
va diegao em ludo superior primeira, en-
torra ;
I.' Mais amplaa noticias acerca do curativo
oas molestias, com iodicacoes mui proveitosas
aos medicamentos novos recenlemente ezperi-
mentados na Europa, noa Estados-Unidos e no
trasil.
2." A exposi^aoda doutrina homeopatha.
d. O estudo da apropriagao dos remedios se-
gundo as predominancias dos temperamentos,
das idades, do^sexos, e segundo as cireumstan-
. tam-> cas ataiosphenos etc., etc
bem mimosas miniaturas em talco para ae eolio- 4.* A preservado ou prophilaxia das molestias
hereditarias.
5. A preservsQaodas molestias epiderticas.
ilma.
Pro.isa-se de urna ama para o aervicp interno
e que saiba andar com enancas e aeja cayinhosa ;
para tratar na ra do Pilar n. 141, trimeiro
andar.
de 5 de
a e An-
Em o Diario dePernambuco n. 17
agosto annunctarsm Manoel Luiz da Ve
tonio Ignacio da Silva que nenhnma I''asargao
m BMtM aobre a escrava de nome tVilecta e
ostros quaesquer bens peticuteu,. u L.., uv
meu finado marido Antonio Annes Jacospe Pires
visto estarem os mesmos bens sugeitoio paga-
mento das legitimas maternas dos '.Jfieirss do
primeiro casal. W
A abaixo sssignada respondendo a Tal inslito
annuncio, tem a aflirmaraos mesmos aonuncian-
tes que de nenhum bem do casal pretende disi r
sem que sejam elles partilbados palos herdeiros
de seu Qnado mariio, razao nica qia a pode
impedir de proceder em contraro e nao a obri-
gacao de legitimas do primetro casal por quanto
os mesmos annuncisntesj receberam essss le-
gitimas seguodo o inventario amigavel que com
o mesmo aeu marido procedern) em ifi de o-
tubro de 1845. acrescendo que ainda em poder
do annunciante Veiga existe |a preta Mara Cas-
sioge, pertencente a seu casal a qual lhe foi da-
da nicamente pelo predito seu marido para usu
ferir os servicos durante sua vida e com a con-
ducho de nao dispor por qialquer titulo que
fosse. Com esta declaracao a abaixo assigosda
julga ter respondido ao annuncio a que allude
esperando que no seu retiro nao seja mais in-
commodada pelos annunciantes que por esta
forma buicam amargurar-lhe a existencia aug-
mentando-lhe a dor.
Recife 9 de agoito de 1862.
Maria Alexandrioa Jacome.
DE
a vapor

O tenente-coronel Francisco de Miranda
Leal Seve, seus irmos e sobrinhos, acre-
decem cordialmenle a seus parentes e
amigos, o obsequio que lhes flzeram dig-
narlo-sede acouipanhar ata o cemiterio
publico o cadver le aun presada e sempre
chorada mi e av I-abel da Silveira Mi-
randa Seve
carm em joias.
Os precos dos retratos sao os mais rszoaveis
que se encootram nsta cidade.
J. Parreira Villela, photographo.
gfNNiKm-m-ewmeMmflWg
|1 oRa da Cruz-A Gl
O Dr. Rocha Bastos
d consultsa todos os dias.
Cura radical e em pouco das moles-
tias syphililicas e dos orgos genito uri-
narios.
Consultas de graca das 8 aa 9 horas da
manhaa.
6. lima estampa Ilustrada demonstraliva da
continuidade do tubo intestinal desue a bocea at
o anus etc., etc.
Vende-se ns pharmacia especial homeop-
tica, propriadade do author, ra de Santo
Amaro (Mundo Novo] n. 6.
Prego de cada exemplar. ; 20$000
N. B. Oa senhoret asignantes queram man-
dar receber seus exemplares.
5
Saques sobro Portugal.
O abaixo assignado agente do Banco
Mercantil Porluense nesta eidado, saca
effeclivarnonte por todos os paquetes so-
bre o mesmo Banco para o Porto a Lia-
boa, por qualquer somma avista e a pra-
zo, podendo logo os saques a prazo sorem
descontados no mesmo Banco, na razo
de 4 por cento so anoo aos portadores
qus assira he convier : as ras do Crss-
po 11.801 do Imperador n. 51.
Joaauim da Silva Castro.

Canoas de visita
Candes de visita
Cartoes de visita
Cartoes de visita
Carioca de visita.
Pregos reJuzidos
Pregos reduzidos
Presos reduzidos
Procos reduzidos.
A duzia por 12#
A duzia por 12$S
A duzia por l#
A duzia por 12$
Duas durias por 200
Duaa duzias por 20.
Novo estylo de pholographia
Novo estylo de pholographia.
Ambrolypos am caixas 2$
Ambrotypos em caixas 2$
Ambrolypos em caixas 29.
O retratista americano
Alberto W. Osborn
Ra do Imperador.
Roupa lavada e engommada
de Ramos AC.
Podem mandar bascar a roupa lavada os donos!
-Ss .? seguintea : 10, 21, 25, 26. 28. 52. 58. 77. i
iVen*,2MSrJ111' 1,5 ,29' ,SI 132- 176
154. 16t. -206.215. 8 daa vees. 123 duas v*ze
Precisa-se de um rapaz para criado de casa
de pouca familia : na ra Nova n 7.
03e34aja
ggggMggggBMMgMpssst ^ A
UJ8
UiTerece-se urna ama de leite :
Trincheiris n. 36.
"*es
na ra das
A aDaixo assignada lem justo e contratado
a compra da taberna sita oa ra Direita dos Afo-
gedos n. 42 com oSr. Joao Loureoco dos 8anlos,
se alguem se julgar com direito a impedir tal
negocio, queira no prazo de 3 dias dirigir-ee
ra do Rosario estreita n. 4, ou mesma ra n.
4.4. que acharas com quem tratar.
Becife 7 de agosto de 1862.
______ D. Alejandrina da Silva Sillei.
3Ra estreita 4o Rosario3
Na na da Imperatriz nu-
mero 20.
Veude-se o seguate.
Bramante com 10 palmos de largara a 1#500,! Aluga-a um meleque proprio para enneiro
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiquem a Tontada de seus donos, tem pos
outras preparando aa mais acreditadaa
para conservacao da bocea.
Ama de leile.
nseadinhoa eaceros da cor fixa a 160 rs., cassa por ser Bel, ou para qualquer aervico' n'oYua do
do cores a 880 e 320 rs., oleados para cobrir Lirrsmenlo n. 22. t^rceiro andar;
mesas a lg, indianas muito hnas a lg, chitas a '
160. 200, 210, 260 e 320 rs., cambraias de .l-
picos de cora, e brancas a 400 rs., cobertores
braocos e acures a 1$200, 19600 e 2, pannos
linos prelos e de cores a 2J, 29409 e 3, cam- Aluga-se urna preta moes. limpa e com borc
braias para cortinados a 2 a pega, ditas lisss a leite para criar: qoem pretender dirija-se ra
2$. 3$, 45 e 59, tapetes muilo finos a 69 o 7$, do Imperador n. 83, segundo andar,
chapeos e seda e de castor muito finos e do ul- H'Aiiiea'-.e o urimeiro e e5Z *
limo 10.10 de Paria a 8# 9,. dito, de toltro fi- .obrada no l4co S.'.ToU.VWT*2
Imp.ratriz segundo andar
ra da
do sobrado n. 53.
Terga- feira 12 do corrente.
Peleageote EuzeMo ae far no dia cima i
40 borav ioi* i turna mobilia de mogoo a Leu |
H
Sebo do Cear.
a 10600, corlas do dita muito fina para caicas a
15, pegas de entrem.ios a 10, e flmlmeote ma-
dapoloes, algodes. brios, bretanhaa e outrf
muitas fazendas que o dono do eslabelecimtnto
est resolvido a vender muito barato alien de Proprio para fabrica de velas ou de sabio:
apurar dioheiro, dacio-se as competentes amoa- vende ae em barrica a prego eommode; oa ru
traacem penhor. o Vigaio o. 9, primeiro sudar,
.
Banco Unio.
Estabclccido na cidade do Porto.
Agentes etu Pernambuco.
Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo & C.
Sacam por l.dos os paquetes sobro o mesmo
Banco a pr-z.i ou vista, e sobre as agencia, em
Lisboa, Figueira, Coimbra, Aveiro, Vizeo, Villa-
Beal, Regoa, Viaona do Castalio, Goimares,
Barcellos, Lamego, Covilha, Braga, Penafiel,
I Braganga, Amarante, a tito dias, ou so praso
que se convenciooar: no sea escriptorio ra da
Cruz n. 1.
CONSULTORIO ESPECIAL H01EIPATHIC0
DO DOUTOH
m SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n 6.
Consaltas todos os dias teis desda ss 10 herai
ata meio dia, acerca da aegeintea molestiss :
molutia$ da mulhtrtt, molestias da crian-
tai, molettiat da ptllt, molutiat dot olhot, m
Uttias typhilitieat,todat as apean d fibra,
ftort inttrmiittntct i tuai eonttqutneias,
rHKCI ESPECIAL lOMBOPATlICA .
Verdadeiroa medicamentos bomeopatbicos pre
jarados aom todaa as cautela necessarias, in-
alliveis em saus effeitos,tanto em tintura,cerne
am lbulos, pelos pregoa mais commodos pos-
avais.
H. B. Oa medicamentos do Dr. Sabino ao
nicamente vendidos em sua pharmacia; todos
qee o forem tora della aa falaaa.
Todaa as carteiras o acompanbadas de in
tmpresso com um emblema em relevo, tendo ae
reopr as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Esta emblema poato
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras qee nao levaremeaaeimpreaa*
assim marcado,embora enham natampe tat-
a do f)r. Sabino ato falsos
Joao Guilherme Romer.
Forrador, estafador e cortinador
recommeoda-se com o seu presumo em todaa es-
tas psoQssoes tanto de carresgens como de mo-
bilias, tambem pinta carros e encarrega-se de
todoa os concertos de ditos, faz arraios para ca-
vailos, novoa e concertos, cortinadoa de cama e
do varsnda, tambam arranja todos oa preparos
para oa ditos tanto douradoscomo envernisados:
ns ponte Velha n. 8.
A abaixo assignada tem justo e contratado
a compra da taberna sita na ra Direita dos A to-
gados n. 42, com o Sr. Joo Lourengo doa Sac-
tos, se alguem se julgar com direito a impedir
tal uegoci.i queira no prazo de 3 dias dirigir-se
ra ettreits do Roaario o. 4 cu a mesma ra n.
44, que achero com. quem tratar. Becife 7 de
ag-osio de 18i/i-
i). Alexandrina da Silva Salea.
Joo da Silva lanos,
medico pela Universidade
de Coimbra,
da consultas em casa, das 8 Ss t) horas da m-
nha, e presta se e qualquer hsmado com a bem
conhecida promptido.
Casa de sande em Santo
Amaro.
Dr. Silva Ramos.
Este estabelecimento j bem conhecido, eeon-
ceituado nesta provincia pelos relevantaa servi-
gos que tem prestado, contina na melborea con-
digoes debaizo da direegao de seu proprietario
recuber doentes de todas as classes, os quacs sa-
rao tratados com todo e zelo o icteresse pelos
probos seguintes :
Primeira classe.... 3000ou mais.
Segsnda dita...... 28500.
Tercena dita...... SyOOO.
Em qualquer das classes os brancos Ocarao se-
parados dos negros. Os alienados de 2. e 3.a
rlasse nao furiosos pagarao a diaria ordinaria
endo furiosos pagarao mais a quarta parte. Os
alienados da l. classe pagarao segundo o ajusfe
{Gabinete medico cirurgico.*
O Rua das Flores n. 57. ,j
O Sarao dada conssltaa medicas-cirurgi- S
cas pelo Dr. Estevao Cavaleanti de Albu- o,
m qutrque da 6 as 10 horas da manhia, ae- m
O cudindo aos chamados com a maior bra-
0 vidade possivel.
% 1' Parios.
D 2. Molestiaa de pella. L
^ 3.* dem do olhoa. L.
fg 4. dem dos orgaos ganitaes. S
0 Pralicartoda equalquer operago am a
y seu gabinete ou em casa do. doente. con- j
@ formo lhes fr mais conveniente. fc
ENSINO
DE
PARTIDAS COBRADAS
E
Dirigido por
MANOEL F05SEC1 DE 5IEDEIR0S*
DUAS VEZ ES POR SEMANA
TERCAS E SEXTAS
DAS 7 AS 9 nOBAS DA i\'0ITE-
RUA NOVA N. 15, 2. ANDAR.
A quem inleressar
Eduardo Firmino da Silv, flriala em papel e
panno, premiado com a meUlha da ezposic.o
nacional, e admellido o seu trabalho a Cgurar'na
ezposigo universal em Londres, tem a honra de
annuociarao respeitavel publico que se encarre-
ga de qualquer encommen !a de flores para so-
nhora, bem como se offerece a dar licoes da mes-
ma arte a aquellas senhoras que do seu prestimo
se quizerem ulilisar, mediante a paga que se con-
vencionar: a tratar na casa de sua residencia,
rua Formosa o. 29, das 7 s 9 horas da manha,
e das 3 s G da tarde.
A
aboralorii
Club conunerdai.
A rcunio familiar
na noite do dia 14.
do corrente mez ter lugar
Offerece-se urna pesaos para cobrar divi-
das, tanto no interior da provincia como para to-
ra da mesma: os pessossque precisar dirija se a
pragada Independencia n. 6 e 8, em carta fecha-
da com as iniciaos A. S. F. J.
Aluga-se a sala com duas alcovas to ter-
ceiro andirda rua do Crespo n.lS. proprio para
dous mogos solt iros : a tratar na mesma loja.
avagem
DE
e engomraado

A
Precisi-se de urr.a ama torra
todo o servigo de urna casa de
na rua do Queimado n 39.
que saiba fazer
pouca familia ;
O abaizo sssiguado, gerente e nico liqui-
datario da firma Rodrigues & Ribeiro, decidida-
mente autorisado pelo mereti.simo tribunal do
commercio, convida todos os senbores que se
acham devendo mesma rma a que venham
quanto antes realisar seus dbitos, pois contra os
que forem renmsos tera o annunciante de proce-
der jndicialmente. Recife 1. de agosto de 1862.
Manoel Joaquim Rodrigues de Souza.
Aluga-F ama ezcellente sala e urna alco-
va na rua da Penha, lado da sombra, propria pa-
ra escriptorio ou para morada de algum homem
solteiro : na rua Direita n. 9.
Quem precisar de urna ama de leite, dirja-
se a rua da. Triocheiras n. 36.
Aluga-se um escravo proprio para o servigo
de padaria por ter delle alguma pratica : a tra-
tar na rua do Roaario da Boa-Vista n. 12.
Precisa-se
alugar um preto para andar vendeodo fazendas
na rua com um caizeiro : qaem liver e quizer
nnuncie por este jornal para er procurado.
Preciaa-ae da qusntia da 4509 pelo tempo
de 10 mezes, a um e meio por cento ao mez,
dando-ae boas garantas : qutm quizar fazer tal
negocio, annuncie para ser procurado.
O escrlvo dos prolestoa mudou sua residen-
cia ecartorio para a rua do Kangel, sobrado de
um andar n. 51.Tito Flork Romano.
Aluga-se a padaria da rua do Livramento
n. 32, cede-se o sobrado a quem pretender a pa-
daria^__________________________________
Aviso ao corpo do commercio.
Nos abaizo assignados tamos dissolvo amiga-
velmente a sociedade que tinhamos na loja da
rua do Livramento n. 14, que gyravs com a fir-
ma de Ferreira Irmo, ficando a cargo do socio
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira Juo.or o activo
e passlvo da mesma casa, e ficando livro a de-
aetobaragado de toda e qualquer responssbilida-
da q ex-socio Francelino Deodato Rodrigues Fer-
:a'.:i.. Recife 10 de agotto de 1862.
firmi.no Joi Rodrigues Ferreira Jnior,
francelino Deodato Rodriguea Ferreira.
de roupa, de Ramos A Pi-
mentel.
Emprea importante, que vai prestando rela-
vantes servigo. seus freguezes pela promptido
e psrfeigo com que lava a roupa sem a estragar
PREgos.
Roupa sortida (embora nao venham meia. era
lengus) 40 rs. por pega.
Pegas grandes isoladamente 100 rs.
R.iapaa de nanos, vapore e hespitaes 70 rs.
Dita de familia que nao [regeeaa 80 rs.
Dita Ue doente de familia que nao fregu*za
a 120 rs.
Urna rede ou cortinado do cama oa varanda
a OU rs.
O prego dos engjmmadoa mdico o confor-
me as pegas, como cottamam fazer as eogomma-
deiras. O praso da entrega da roupa lavada
8 dias, e engommada 15, sendo que muitas vezes
Sala prorxpta antes do praio. Deposito na rua
Nova.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
22, oa rua estreita do Rosario : entender-se na
mesma rua casa n. 23, segundo andar.
Precisa-se alugar urna escrava para vender
na rua, que sejs diligente para negocio : ni rua
larga do Rosario n. 21.
Sarah Mar.den e seu. tres filnos menore3
retiram se para a provincia do Maranbao.
Aluga-se urna casa propria para taberna
em muilo bom lugar para um principiante com
pouco dioheiro, na Soledade raa de Jeo Fer-
nandos Vieira, que descobra todo o pateo da
igreja : a tratar na rua do Crespo n. 13, tri-
meiro andar cu na padaria contronte a mesma
igreja:__________________________________
Roga-se aos devedores do tallecido
Joaquim Jse Ribeiro de Oliveira que
teve loja na rua Diieita n. 55, que lia-
jam de vir pagar seus dbitos na mes-
ma loja ou na rua do Queimado n. 41 e
48, evitando desta forma o receber so
judicialmente e publicar-se seus nomes
por este jornal.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA
em Pernambuco.
Devendo lolomniar se na prezima sexta-feira
15 do correte mez, o 11. annivtrsario da in-
(allagao do Gabinete, a directora convida todos
os senhore. associados e o respiitavel caftpo aca-
dmico a assistirem a sesio magna, qjSe tir lu-
gar no referido dia 15 s II horas da manha,
nos saldes do mesmo estabelecimento.
A directora espera que os senhores associsdos
e nuis convidados, accedendo volunt.riamente
a e.te pedido, se dignaio abrilhantar o aclo com
as suas dasejadas a honrosas preseogas.
Tendo do fecharse o estabelecimento depois
da aesso magna, toroar-se-ha a abrir as 5 horas
da tarde, e ettar patente aos senhores visitan-
tes at as 10 horas da noite.
Sala das sassoe do Gabinete Portuguez de Lei-
tura em Pernambuco, 9 de agosto de 1862.
Bernardino Gomas de Lwvalho,
Director.
Joaquim Gerardo de Bastos
1.* secretario.
Novo relralista.
Rus do Crespo n. 18, primeiro andar, tiram-
se retratos pelo systema dagerrotypo por m-
dicos precoi ; vao-se tirar retratos de pessoas
aortas dentro o lora da cidade.

MUTILADO
I ILEGfVEL



.&WiDU&IO DB PERHAM1C0 TE&Qi FEiftA 12 DE AGOSTO OB 1861
4 primavera
21 flua da Cadeia doRecife 21
Loa de miudezas de
Fonseca Silva.
Os propriettrios deste estabelecimento lem a
honra do avisar o respeitavel publico, e mu par-
ticularmente aos seus Iregueie, qae leudo efec-
tuado a mudanga de sua loja & ra da Cadoia do
Recita d. 16, acha-se j funcciooaado na casa
cima, aonde outt'ora oi o armazem dos Srs. C.
I. Aitlty & C. A Primavera j bem coohecida
nao s de seas numeroaoa fregueze, como do
publico em geral, tem uin completo sortimento
de miudezas, que te vendem por presos raxoa-
veis, em grosio e a relalho, assegurando-se aos
compradores a ingenuidade dos tratos.
Aviso.
Aviso.
n *,.!. ..: j ...,-' O Sr. Albert Aachoff, queira vir no prazo do 8
Fomoao S i.5nd0-m0,rad0f Cidde d Rl dl" cDl" d a d"'<*. ***" ** e
iornlTe 11 14 .Y*T- l "'/t? P,r,Mt0 rua 1,r*a do Ro"rio fbric' de ci"ros D* 21 do
VontV. iSaV iiel3f,a 1UDh ra.rt. .. V q d"*m >>lKl"DU ".h- 'ida, 4 relogiosque o mesmo seohor delxou em
e meia de trra, que por jus- meu poder em aramia a dita quantia.
toa e valiosos ttulos perlence ao "abaixo assig-
nado, de novo ae aprsenla scienlificando a to-
ds em geral, e a cada um de per ai, que o bai-
xo assignedo o legitimo seohor e possuidorpor
justo e bora titulo da dita legua e meia de trra
na freguezia d'Agua-Prets, a qual comee do lu-
gar denominadoCsxoeira seccana ribeira do
rio Uoa.aeguindo pala ribeirt do riachoPiran-
gi grande cima. Declara para conhecimento de
todos que dita legua e meia da trra demarca
pele norle com o rio Unapelo poenta com o
riachoPirangi grandepelo tul com Ierras do
Calende a pelo nasente com trras do eogenho
de agosto de 1862.
Recite, 8
Antonio Uaia de Brito.
Aluga-se um terreno que lica no!,'ap.arnduba e outraaitmariaannexo; que os U-
Caminho Novo, o qual produz capim
todo o atino para o sustento de 4 caval-
los : na rua Real casa n. 15 que faz es-
quina com a rua que vai para a capella
da Estancia se daio as informacoes ne-
cessarias.
Precisa-se alugar urna escrava que saiba co-
xinhar, paga-se 308 mensaes agradando : na rua
da Aurora n. 80, 2* andar.
Aluga-se
a loja do sobrado n. 2 da rua dos Martyrios com
commodes para tamiiia : na thesouraria das lo-
teria.______________________________________
Aluga-sa urna excellente cata de campo,
com baatantes commodos para familia, multo bom
bauho, vista maguifica, muito freica, e tem al-
guna arvoredos ; quam a pretender, dirija-se a
rua da Concalcao n. 26, ou na rua Nova n. 2C,
primeiro andar.____________________________
Sociedadc de edificares.
Capital social 1,200:000^000.
As peaos que quizerem subscrever para a for-
macao do capital a esta grandiosa e til empreza,
com o valor de terrenos ou casas a r.ediQcar,
6tuados na capital on arrsbaldes, devero dirigir
euss declsraQes por escripto, indicando axacta-
inenle a situacao, exteniao e confronta^ao de
seus respectivos terrenos ou casas a reedificar,
no eseripiorio do Illm. Sr. Dr. Diodoro Ulpiano
Coclho Catanho, rua do Imperador n. 81. Faz-
so igual convite s pessoa que quizerem subs-
crever quaotias de lOOgOOO at qaalquar quantia
para cima, srja valor em dioheiro corre-uto, seja
em materiaes, madtiras, transportes, etc., reali-
saveis em 10 prestacoes de 10 0i0 do capital subs-
cripto, pagando a primeira prestado na occasiao
en qae for apreseatado, para atsigoar o livro do
acto social, e as nove outras a 60 dias ce praio
de urna a oulrs. Os artistas e obrairos serao
aumittidos a subscrever quaotias de 100-- a 2000
pagaveis em prealscoes semanaes de 2500 e
1S250.
Precisase de urna ama para casa de peqao-
na familia ; a tratar na rua do Queimado n. 0.
ou na rua da Senzala Vel'na n. 140.
MSL&
Pricsa-se de urna pessoa que cozinhe bem,
e com limpeza, sendo escrava melhor : na rua
do Queimado, loja n. 46.
Companhia Fidelidade de se-
guros martimos e terres-
tres, estabelecida no Rio de
Jaueiro. com o capitatde
16:000:000$.
Agentes em Pernambuco
Antonio Luii de Oliveira Azavedo & C. compe-
tentemente autorisados pela directora da compa-
nhia de seguros Fidelidade, lomam seguros de na-
vios, mercadori e predios, no aau eseripiorio,
rua da Crcz n. 1.
Aluga-se o armezem do sobrado n. 2, no
becco das Boios, para qualquer estabelccimento :
a tratar na rua da Imperatriz sobrado o. 53, se-
gundo andar. __________________________
legtimos posseiros forsm chamados a eonuliaco
para entregarem a propriedade do abaixo assig-
nado e saberem que a o mesmo abaixo assigoa-
do o legitimo senhor e possuidor da referida
legua e meia de Ierra, que j oi competente-
mente registrada, e a qual hoave por sismara de
1782, qae Ihe foi traspassida e cedida por com-
pra aos legtimos sismeiros : pelo que os illegaes
posseiros logo que foram chamados a concila-
cao abandonaran) as obras, que em algumas par-
tes do dito terreno estavam fazendo.
aprovailsndo a occasiao declara mais que
tambem senhor e legitimo possuidor da urna
legua de trra em quadro, que foi concedida por
S. M. Fidelissima em data de sismara a Juao
Leandro Soares de Araujo e sua mulher D. Lou-
renra Isabel da Visitaco, j fallecidos, e por es-
ts vendida ao finado vigario de Una Vicente
Ferreira de Mello e Silva, e pelos herdeiros des-
te, instituidos no respectivo testamento solemne,
foi vendida ao abaixo assignado, como ludo cons-
ta do testamento a escripturas existentes, em a
qualeslo fndevidameole edificados o engenho
Souza e mais dous da mesma treguara de Agua-
Preta, sendo que desta legua de Ierra em qus-
dro s foi vendida urna quarta parte no sitio do
riachoCatembrefazendo piao do dito sitio e
passagem do rio Pirangi. E para que niuguem
se chame ao engao em teropo algum ainda pelo
presente se protesta contra quaesquer outros,
que, por se apossarom de larras alheias, eslo
sogeitos as penas dos crimes, que se descrevem
no titulo 3* cap. t e 2 da parte 3a do cod. penal;
sendo que por motivos de molestia o abaixo as-
signado tem deixado de fazer effectivo seus di-
reitos, o que far logo que cessem laes motivos.
Rio Formoso 15 de julho de 1862.
Antonio Gomas de Macedo.
Alugum-ae as casas terreas n. 105 da rua
de Santa Rita e n. 27 a rua dos Burgos, e o 1*
andar da casa n. 193, na rua Imperial : a tratar
na rua da Aurora n. 36.
O abaixo assignado julga estar desonerado
de lodo o debito a que sa obrigou em jucho do
anuo prximo passado, perleocenle a Duarte An-
tonio Serva em virlude de em abalimento e pe-
quena moratoria que de seas credores obleve em
seuscreditos.emconsequencia do nao estado dos
negocios do mesmo, cujas quanlias o abaixo as-
sigoado garanti, e hoja jalga estar qaile; mas
se ainda assim alguem se julgar crsdor do mes-
mo Duarte por cootas de iivro, letras ou qual-
quer titulo, queira ler ahondado de apresentar
seus ttulos na rua da Lingoela n. 1 para ser em-
bolsado, no praso de 8 dias. Recite 9 de agosto
de 1862.Jos Miguel dos Santos.
Guilherme Leal vai a Bahia.
Atleiicao.
O dono do solio onde se acha edificada a
casa terrea da rua de Ilortaa n. 92 queira annun-
ciar s sua morada pois se lhe deseja fallar a ne-
gocio de sen interesse.
No da Io de Janeiro do correte anno de-
ssppareceu da casa da abaixo assignada a preta
de nome Roa a qual foi escrava do ourives Joao
Paula, levando vestido de cassa desbolado com
algumas palmas azaea, panno fino preto e usado
estatura regular, rosto redondo efeio.com prin-
cipio de frialdade, peroas ochada,bracos cabel-
ludos, falla muito descansada ; suppe-se andar
por fora da cidade, como seja para as bandas de
Olioda, Beberibe, por itso que j tem fetlo algu-
mas fgidas e lem sido pegada em ambos oslu-
gores: a abaixo asslgnada protesta contra qual-
quer pessoa qae a tenha em seu poder1: quem a
apprehende la pode leva-la a rua do Bangel do
primeiro andar do sobrado n.
Ignacia Francisca Ptreira.
O Dr. Fredenco Scbulz, medico, parleiro e
operador, mudou seu consultorio medico para a
rua Nova n. 21, Io andar, aonde elle pode ser
encontrado todos os dias para axercicio de sua
sciencia a qualquer hora do dia ou da ooite. Re-
cado por escripto.
Escola particular de pri-
me iras lettras para o
sexo femenino.
Auna Ferreira da Silva, compelentemeDte au-
tonsada pela direcloria geral de instruegao pu-
blica, tem aberto nesta cidade, na rua dos Pires
n. 39, escola particular de primeiras litras para
o sexo fsmenino, aonde admiti externas, meias
pensionialas e pensionistas ; afianzando aos paia
de suas alumnas que envidar lodos os esforcoi
para o adiaotamenlo das mesmas. O ensino con-
siste em leitura, escripia, contabilidade, gram-
m a tica portugueza, costura de todas as qualida-
des, bordado de linho, la, seda e ouro, marcar e
labyrintho, etc. etc.
Antonio Bento Fernandas Braga, subdito
portnguez, retira-se para o Rio de Janeiro.
A abaixo assignada declara qua o Sr. Jos
Borgonte Paes Brrelo, rendeiro do sea eogenho
Ibnra, nao pode vender nem alheiar por qual-
quer titulo os aoimaes que lhe comprou, visto
nao tor-lhe satisfeito o preco da venda, pelo que
est sendo accionado pelo juizo municipal da se-
gunda vara. Recite 9 de agosto de 1862.
_____ Mara de Cisneiro Freir de Moraes.
Rua larga do Rosario, loja
d'Aurora n 38
tem para vend.r ac para balo de todas as lar-
guras, seda frouxa para bordar, linhis proprias
?na oAdar' linh" 4 Pedro v car,a de 50,
100 e 200 jardas de todas as cores, linhas de
carretel de 1CD e 200 jarda, da melhor que ha
no mercado.
Jogo de vispora.
Vndese jogo de vispora a 1# ; na ruu do
Queimado n. 63, loja do beija-flor.
A loja d'Aurora rua lar-
ga do Rosario n 38,
tem para vender agulhas francezas, ditas curtas
P.r" 'f'te, ditas do fundo dourado. ditas
"nn Victoria, ditas de muito boas quslidade.
A Nova Aurora est vendendo muito barato
per ler bastante, sorlimeolo de miudezaa :
vista sa dir o preco de ludo.
A nova loja na rua larga do
Rosario a. 38,
tem luvas de pelica brancas, amarellas e pretas,
para borneo e senhoras, franjas de seda de to-
das as core, ditas de algodao de todas as lar-
gura e de todo o prego, capellas brancas pro-
pria para noiva.
A nova Aurora, na rua larga
do Rosario n. 38,
tem papel de amisade a 700 rs. o pacote, e de
muitas mais qualidade, frmalo pequeo, s
vista se dir o prego delle ; dito grande de toda
as qualidades tanto lizo como pautado, dito de
peso, retroz de primeira qualidade, preto. azul
ferrete e de outras cores proprioa para alfaiates
e qualquer costura, bengalas mullo finas e bara-
tas de todaa as qaalidades, popel para msica e
para esntoria, tinta preta propria para copiar ma-
rica, tint carmezim, dita azul ; s vista se
dir o prego de ludo.
Rendas, bicos e oijectos
paras cerdotes.
Na lrja de ferragens na rua da Cadeia n. 44,
offerece-se venda superiores renda e bicos
prximamente ch.gados, assim como um rico
roquete, sobrepelir, cota e voltas para cabeges,
seu prego consmoio ; ens mesma leja vendem-
se canoas de carreira, de amarello e de oiticica
de diversos tamanho ; a examinai no estaleiro
do Sr. Joquim Antonio Rodrigues, na rua do
lirum ; e 2 pranchoe de amarello de 55 a 60
palmo de comprido dou a tres de largo : es-
te no caes do Runos junto ao estaleiro patente
do lado do norte.
Anvelop*s.
Vendem-ie nelopp de diversas qualidades,
braDco a IJjlOO e 18400, azul a 1$, e de cores a
1400: a rua do Queimado n. 63, loja do bei-
ja-flor.
Papel adamascado de cores.
Vende-se papel adamascado de cores a 800 e
1. dilo branco a 18200: oa rus do Queimado n.
63, loja do belja flor.
Gravatinhas de seda.
Vendem-se gravatiuhas Je seda para senhora,
de diversas cores ; na rua do Queimado n. 63,
loja do beija-flor.
Tiras bordadas.
Vendem-se ricas tira bordadas psra veolidos
e saia branca a 800 e ljj : na rua do Queimado
o. 63, loja do beija flor.
Vende-ae a taberna sita na rua da Suualla
Nova o. 9, com poucos fundos propria para qual -
quer principiante: tratar na mesraa.
Vendem-se libras esterlina no eseripiorio
de Bailar & Oliveira, rua da Cadeia n. 12
Nova exposi-
cao de candieiros
a gaz.
Chegou
Chegou
Chegou
gaz
gaz.
Na rua de Aguas-Verdes n 5, casa de en-
cadernador risca-se toda qualidade de livros
com tinta encarnada e azul, e tambem ae enca-
derna ludo por preco commodo e com promp-
lido. r
U se 1.200J a premio sobre hypotheca de
asi ; e na mesma casa precisa-se alugar urna
escrava para o srvico de casa de poaca familia :
quemquizer annuncie sua residencia.
Precisa-se saber quem nesta cidade ou tora
della o procurador do Sr. Dr. Alvaro Barbalho
choa Cavalcanli, que se retirou para o Rio de
Janeiro ha pouco : quem estiver encarregado dos
negocios aquello senhor far favor annunciar
por este Diario.
Attenco.
Deseja-se sabor noticias do reverendo padre
Manoel Dama, ilho de Luiz Ferreira, natural da
freguezia de N. S. da Boaviagam, de Msssa-
rellos, da cidade do Porto, qM residi nesta
proviacia bastates annos, pede-se por obse-
quio a quem poitr dar algunas ioformagio a tal
repeito a bondade de o fazer aa rua da Cadeia
d Recite n. 3, ou na praga da Independencia,
loja do Sr. Figueira, pelo qoe muito se lhe fi-
car obrigado. _____________________
Por troca ou venda.
lima bonita crioula com 20 annos de idade,
qual engou.no. pc.rfe'.tamepte e m7nfe. *;--=
de urna caaa, e o motivo ueste negocio se dir
quem pretender ; na raa do Hospicio n. 23.
Gasa de commis-
ses.
O abaixo assignado, proprietario. estabelecido
e domiciliado oesta cidade, rua Direita n. 94 e
95, acha-se competentemente habilitado para re-
ceber gneros a consignaco, pedindo assim aos
Illms. senil ores de eogenho lavradores, e mais
outros seohores que q-ueirsm hanrar-me com
aeus productos : assucar, algodo, couros, etc.,
pelo que vista da conta de venda das primeiraa
remessat poderao colher a grande diligencia que
ai,o para bem servir, e por esta meio poder me-
recer a pelma, assim mo as pequeas remes-
3aspode o portador dellaa ser o proprio conduc-
ir do seu liquido, poi oo haver duvida ler
despachado em continente, dobrando assim meu
'.rabilho, o queso vista das primeiras remes-
aat se pode apreciar, e que espero na atlengao
dos meu amigos conhteides e eslranhos. Recite
3 Joao Baptitta da Rocha.
Aluga-ie o segundo andar do sobrado da
lu larga do fAoaario n. 48: a tratar na mesma
rua 2. 44.
Hlllli 1MIIlllll Hll W alilH IlllUiyi
SOCIEDADE
| Archofilogica Per- i
| nambucana. |
O 1* secretario da sociedade Arch-aolo- '
f3 gica Pernambuca-na convida os Srs. so- Na
t-Js cios instaadores reuoirem-se no dia j^
*y> 14 do correle pelas 4 horas da larde no a*
p'ft ealo da bibliotheca provincial, sfim de ftfi
% serem discutidos oa estatutos aprsenla- i-^
Hj des pela respectiva commisso. B
((/% Recite 7 de sgotto de 1862. 5ga
A. R. de Torres Bandeira, ^
Io secretario interioo. g2
ptima casa para alugar no
bairro de Sauto Antonio.
Cede-se um excellente sobrado de um andar e
soto com muito bons commodes e actiadoa, po-
dendo-se oceupar igualmente o andar terreo, em
urna das priocipaes reas do bairro de Santo An-
tonio ; havendo, pnrm, quem queira sujeilar-se
pajjar as despezas feitas pelo actual morador.
Tambem se cede com todos os movis outros
arraojoS, caso convenba ao pretendente ; na rua
Nova, loja n.28, se dir quem .
Na rua do Moudego, olaria n. 13, tem para
alugar um grande armazem na rua dos Coelhos,
qae serve para morada, ou recolber carrogas e
carros ; alugase tambem urna escrava cozmhei-
ra com a condigo de nao sahir a rua, e para pou-
c familia.
Ao publico em geral
e ao commercio em particular
O solicitador Pedro A. da Costa Machado faz
sciente ao publico e sspacialmente ao corpo de
commercio desta cidade, que se encarrega da
qualqnercobranca amlgavel ou judicialmente as
comarcas do C'bo e Santo Anto, as quaes com-
prehendem tambem as villas da Escada e N. S. do
O' de Ipojuca ; se encarrega de todo e qualqaer
servigo tendente aos misteres de sua profisso,
o qae faz sciente a todos os seuhors advogados
que trabalham peraute a comarca do Cabo. As
pessoas que precisarem de seu prestimo podem
procura-lo na villa do Cabo, em casa de sua resi-
rando o negocio e morada, afim de serem procu-
rados pelo annunciante. Os que nao o conhece-
rem e nem estiverem a par de sua conducta po-
dem endaga-la nesta cidade dos Srs. Joaquim L.
Uonteiro da Franca e Jos Joaquim de Castro
Moura.
Vende-se um preta boa cosinheira e en-
gommadeira : a tratar na rua larga do Rosario
d. 23.
Vende-se urna coltecgo das leis do impe-
rio dos anno da 1852, 1853, 1834, 1855, 1836,'
1857,1858 e 1839: na raa do Imperador n. 29,
loja.
Vende-se por 80$ um
piano de Jacaranda, maneiro
e em bom estado, proprio pa
ra quem quizer aprender : na
travessa do pateo do Paraizo,
sobrado n, 1G
Aluga-se a sala e alcova
dar da rua do Queinado n. 4,
criptorio; a tratar na loja.
do primeiro o-
propria para es-
Coilegio de Beoiica.
Este estabelecin ei.to precisa de um prefeilo.
U. C. C. de Mello, langadcr do consulado
provincial, avisa aos senhores proprietarios e
mais donosde estabelecimentos, que desde o 1.'
de julho do corrente anno se acha encarregado
dos lancamentos da decima urbana, e dos de
mais impostos das freguezias de Santo Antonio,
S. Jos e Afogsdos.
A abaixo assignada participa aus entures
pas de suas alamoas e ao respeitavel publico,
que transferio sua a%la de inslrucrao primaria da
rua do Aragn para a do Hospicio i;. 48, e ahi
espera continuar a merecer a mesma confiaoga
daqueJles qua quizerem ulilisar se dos misteres
de sua protisso.
Isabel Hara da Conceigao Figueiredo.
Toda attenco.
Custodio Jos Alves Gulmaraes avisa ao rs-
petavel publico, principalmente a todos os seas
fregu?" e amigos, que sa mudou da loja da
aguia de ouro da rua da Cabug para a rua do
Crespo n. 7, para a bem conhecida e amiga loja
do miudezas que foi do fallecido Joao Ceg, boje
sr conhecida pelogallo vigilante, pede ao
respeitavel publico aos seus freguezese amigos,
que o queiram procurar no dito estabelecimento,
onda arharao um grande sorlimenlo da miudezas,
qua afanga servir bem e vender por menos dsz
i ou vinte por cento. do aua em outra qualquer
: prte
Precisa-so de urna ama de leite para criar
. urna recemnascids : a tratar na roa da Aurora n.
|80, 2 andar.
Bailar & Oliveira
Porto.
sacam sobre a praga do
Os religiosos do convento do Carmo do Re-
cite tendo de expor em solemne procisso no dia
14 do correte, pelas 4 horas da lardea veneran-
da imsgem de N. S. da Boa-Morte, pedem aos
moradores das ras, pelas quaes tem de passar
a procisso, o obsequio de mandarem limpar as
frentes de suas casas : ras da camboa do Ctr-
mo, Flores, Nova, Cabug, Crespo, Imperador,
Queimado, I.mmenlo, Direita, pateo do Terco,
travessa do Marisco, rua de Ilortaa, pateo do Car-
mo, a recolher-se.
I. 34-ta Nova-N. M
Attenco
excellente mirante, no bairro do Recite : a tratar
em Sanio Antonio, na rua da Florentina n. 14.
Joseph Pradiaes previne ao respeita
ivel publico e seus treguezes em parti-
Aluga se um sobrado de tres andares com um cular que mudou o seu estabeleeimento
de cuttleiro e armeiro da rua dos Quar-
teis para a rua Nova n. 3i. Elle apro-
veita essa occasiao para prevenir as pes
soas que temeoncertos e amolaces na
sua casa que venham busca-Ios com o
competente dinlieiro at o lira do pre-
serfle mez, passado esse tempo serao
vendidos para se cobrar do importe dos
concertos.
No da 14 do corrente, depois da audiencia
do juizo de orphos do termo de Olind, e ha de
arrematar por venda um -cscravo criouo com 31
anoo de idada, canoeiro, avallado por 1:100$,
urna escrava crioula com idade de 34 annos, por
760$. urna escrava com idade de 50 annos por
40t?000._____________________________________
Constando-me que alguem pro-
cura cobiar em meu nome dividas do
casal de meu fallecido pai, apreso.me
a declarar que nao autorisei a pegsoa
alguma para isse,
Antonio Aunes Japome Pires.
'
Toda silencio!!
Antonio Gamo da Cunha e Silva, com loja na
rua da Cadeia lio Recite n. 50, defronte da rua
da Madre de Dos, roga aos seus numerosos de-
vedores tanto desta cidade como fora della que
ae airvam mandarem pagar seus dbitos at ao
fim do corrala mez de agosto, porque n.o po-
dando mais esperar pssaar a tsar des meios
que julgar mais conveniente para com aqaelles
que nao cumprirem seas devere.
Alugaru-ae dua casa* larreas novas e gran-
de, quintil e cacimba por 20> mensaes: na
Baixa Verde da Capunga : a tratar oa praga da
Jndapendjencla n. 15, loj de calgado.
O SI Cuide (ubditn italiano retlr-se para
a brbia e Rio de Janeiro.
S Sociedade Re-
Screativa Cory S
S bantina. S
O 1 secretario da sociedade Recrea- v
^ Uva Corybantio, porordem da direcgo ^
^ convida aos Srs. socios para sa reunirem >,
r em assembia geral no dia 15 do cor- ^
W rente, par serem discutidos e pprova- @i
tito vados o* novos estatutos da mesma so- afg
ciedade. A commisso roga a todo os
Srs. socios que nao faltem a to impor- S&
@ taote reunio. @
Sjk Sala das sestees da sociedade Recrea- -%
2 tiva Corybantina 11 de agoto de 1862.
^ Jeronymo da Cola Lima, ^
1* secretario. a^
# O bachrel Antonio Annes Jacome
Pires advoga e reside na rua do Impe-
rador n. 8, segundo andar, onde pode
ser procurado.
'.A
oi&pr&s.
Na rua d Gloria n. 40, eompra-se ama es-
cravajpreta moga que seja perfeita Eeneomma-
ideira.
Compram-se aegoes do dovo banco de Per
nambuco : no eseripiorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filh, larga do Corpo Santo n. 19.
Manteletes
Veldem-se manteletes pretos de grosdenaple a
109,12,15 e 20j: na rua do Imperatriz n. 48,
junto a padaria franceza.
aptisados.
'apelliohas ricamente eufeitadas para crian-
ftoupa feita.
ffslgas feitas de brimfBe cor e meia case-
mira k 2j: na rua dallmperatriz n. 48, junto a I
padaria frsnreza.
Vende-se a taberna da rua do Imperador u.
81 a tratar na travessa da Madre de Deosnu-
mero 18 A.
Na rua nova de Santa Hita, armazem de ma-
deiras d. 47, de Jos Ignacio Avilla, vende-se
urna piulatinha de 11 annos, muito bonita figura.
Vende-e por quisi melade de seu valor
um carrinho de 4 rodas para 1 ou 2 cavallos ,
annuncie.
armazem
DE
[Tintas para todos
gneros de pintura,
Srua do IMPERADOR N. 22.
S Joo Pedro das Neves lem a honra de
l participar ao publico e em particular aos
Srs. artistas pintores que tem estabeleci-
do na rua do Imperador n. 22, um gran-
de armazem de Untas para todos os gene-
ros de pintura, onde o Srs. artistas
acharao a mo para combinadlo de sua
arleum completo sortimento de tintas
de todas as cores, das quaes se lhes dar -.,
amoatras nao s para que possam reco- j
nhecersuas boas qualidades, como para
combinarem o seu emprego ; acharao j
tambem em quanlidade verniz copal, gra- *t
xo, branco, trigueiro, para qaadros, pira S
carros a para 6 interior, pinceis, dos se- |
cativos, essencia de terebentioa recliff- 8
cada a mais propria para dtssolveras to- jf/
tas, peras para burnir, ouro em p, ou- U
ro em folhas, diaiuantes para cortar vi- o
dros, sortimento completo de objeclos S
para fingir madelra, caixas com creies g
papis de lindas e finas cores, pinceis *
de marta, telas para quadros j estendi- 2
das, palbetas para pintores, vasllhames 8>
de folha lindamente pintados para loiUls, 8
etsenciss aromticas, oleo da amendoa *
verdadeiro, colla fina para pinlurs, pa- 8
aellas para cosinbar colla a banho ma- *
ra, gomma copal alva e amarella; san- 8
daraca, gomma laque e muiloa outros g
objectos proprio a pintura e a marci-
neiria.
Sendost estabelecimeolo intfiramen- 1
te novo, uoico neste genero, e supprido Z
directamente por grandes fabricas de ff
Pars, Londres, Hamburgo, est no ca- te-
so de offerecer ao publico productos no- f?
tos, e garantir suas verdadeiras quali-
dades.
No ponto em que se acha montado po-
de satisfazer qnalquer encommenda para
grosso trato, e a retalho;quer em tintas
seccas, qaer moida em massi psra o que
(em a competente machina.
Chegou a nova exqosicao
Chegou a nova exposico
nova exposico
a nova exposigo
a nova exposigao.
Caudieiros a gaz
Candieiros a u
Candieiros a gaz
Candieiros a
Candieiros a
Sortimento completo
Soriiu.ento completo
Sortimento completo
Sorlimenlo completo
Sorlimenlo completo.
Gaz de primeira qualidade
Gaz de primeira quali'lade
Giz de primeira qualidade
Gaz de primeira quahdado
Gaz de primeira qualidaf.
S tem na nova eiposicSo
S tem na nova exposigo
S tem na nova expotijo
Solera nt nova exposico.
O proprietario deste cttabtlecimeDto avisa ao
publico em geral que lem recebido um completo
sortimento de candieiros a gaz para ricas salas,
quartos, aseadas, eogenhos e para estudos pa-
queos que pode com a economa de um gar-
rafa do gaz ter para 60 horas de las, ricas cadei-
rasdebalango de ferro com estofo adamascado
de linho, lavatorios de ferro econemieos cem
todos o ca, ricos quadros para ornamentos de sals e um
riquissimo sortimerto de objectarias a imiuco
de msrrlm para seuhoras approvadas na ultima
exposigao das princezas ttndo o premio mior,;
riquissimas pulceiras a imitaco de camafeo, lu-
do se vende por diminuto preco que muito de-
ver agradarlos pretendeotes ; na rua Nova n.
20 e t i, loja de Cirneiro Vianna.
j
Libras sterlinas.
Vendem-se no eseripiorio de Manoel Ignacio
deOliveira & Filho, largo do Corpo Sauto d. 19.
Arara vende a roupa feita.
Vendem-se paletols de panno preto a 6fr5u0,
8 e 10J, dito de brim escuro a 3J e 35500, calcaa
de cas*mira preta 1 4^500 e 53500, dita de co-
res 55500 e 6?, ditas de brim e faslo a 5;U(V o
2?500, camias francezas a l$rJ00 e 2S, ditas da
peito de tu.to a 2;50, ceroulis de brim a iz.
e2fl ; na ru da Imperatriz. loja da arara n 56.
Arara vende as aberturas.
Vendem-se aberturas para camisas a 240 o 320,
leaos brancoscom barra de cor a 80 rs., cortes
de calja decores a 1 e 18280 cada um, mes
cruas a 120 o par, ditas Qoa a 2$S00 a duiia :
na ru da Imperatriz, loj da arara n. 56
Arara vende o tilo.
Vende-se fil lavrado fino a i*-200 a vara, dito
liso a 720 e 800 rs. a vara, dito de cores a 200 :?.
o covado, tirUtana de cores a 800 ra. a vara ; na
rua da Imperatriz, loja da arara n 56.
Arara vende <* babadin
Vende-se a fazenda por norr.e babain cem
palmas de seda, propria para veati los a 500 rs.
o covado, dito entestado a 640, lajinl-as par
vestidos a 320 o cov.do. ditas mullo finas a 500
rs., ditos entestados a 610 o covado ; na rua ca
Imperatriz, loja da arar n. 56.
Arara vende o riscado a Gati-
baldi.
Vende-SC riscado a Garibaldi para vestido a
280 o covado, fuslo de cores para vestidos a 2:0
e320 o covado, cissas franceza finas a 280 c 3 0
rs. o covado, organdys lino a 320 o covado ; na
rua da Imperntriz, loja da arara n. 56.
Arara vende ospauinhos.
Vendem-e peija de paninhocom 12 jardas por
5S, ditas de madapolao entestado a 3|500, da-
masco de 6 palmos de largura proprio para me-
ias a ljlOO o eovado : na ru da Imperatriz, loja
da arara n. 56.
Arara vende tssaias
Vendem-se laies bordadas para senhoras j
2j500, ditas de 4 panos a ?5, cortes de cambraa
bordados brancos e de cores com bibaoos a
2500, sDto para senhoras a 15280 para acabar :
na rua da Imperatriz, loja e armazem da aran
numero 56.
*^c**&3J-giK^fr:S g^n?:
cliegar ao nove
armazem
DI

iastos kRegof
i
8
Ss
-.
B
a 14. 16, 18,203 3
aietr.ira de cor v,a- ^
IMilMENlS i
59
ff, 8, S e 10}, ditos saceos
49, ditos de jalha de seda fa-

iranco a 4, gran- J?J
de casemira pro- .
tajdsijs.
Vende-se um carro de paiseio com
quatro rodas, de construeco hambur-
gueza, muito forte, pouco* usado, com
parelha de cavallos, arreos ou sem el-
es, por preco commodo : a tratar
rua da Praia n, 53.
na
= Vndese um esrravo pardo, de idade de
14 anoo, proprio para qualquer emprego, por
ser multo moco, sadio, e sem vicio ; na rua da
Cadei, primeiro andr da casa n. 41.
Facas e garios
Vndem-se facas e gario finas de cabo de ba-
^QCr2.dS,?01, bot5?8 6*800- diu Pr loce a
S'n iif.d0 um bolao a 6200- diu P" "oee
S wP"l!.C""' ***"> dUa b"C
a 3400, ditairtUa a 3 a dnzia ; na ra do
Qaeimado n. 63, loja do beija-flor.
a
EM CASA DE
Hyppolito Domont. i
iV. 9 Ilua Nova N. 9,
Nesle bem conhecido estabelecimento
musicai existe sempre um completo sor-
limeoto de instrumentos musicaes dos '
melhores fabricanles da Europ, instru- '
mentos completes a pistn ou sem ellos,
pira musirs militares e de orcheatras e j
outros muilos instrumentos de di-ersss
qualicades e finalmente todos os oojectos
perleneentes a msica sa vendem neste
estabelecimento.
Msicas
No mesmo estabelecimeolo existe um
grande e variado soitlmeoto de operas
completas para plano e canto e piano s,
assim como phantasias, cavatinas, arias
e duelos extrahidos das melhorea operas
para piano e canto e piano s, modiohas
brasileiras com acompanbamento de pia-
no, qoadrilhas, walsas,polkas, schutlischs
para piano, msicas diversas para flauta,
clariaeta, rabeca, violo, melhocs para
todus os instrumentos.

Canos pura encanamento
d'agua.
Na rua do Sol o. 21, vendem-se bons canos de
ferro para encanamento do interior das casas.
Vende-se por barato prego um bom terreno
ptimo para se edificar, sito na rua d Soledade,
para onde tem 140 palmos, faz quina para o ca
minho novodoManguinho, ou rua da Esperance
a tratar na rua do Cabug n. 9. no segando andar.
Ricas fivelas douradas para
sinto.
Vendem-se fivelas douradas a 2 e 2#500, as
mais modernas que tem vindo ; na rua do Quei-
mado n. 63. loja do Beija-flor.
exposico de fazendas barata
simas na rua da Imperatriz
na loja e armazem da arara
numero 5G, de Magalhaes A
Mendes.
Vende-se muito barato par liquidar, a ser:
! cortes de chita com 12 1|2 covoos por 2500, di-
tos de csssas de cores a 2$500, ditos pretos a
2|500( chita escuras a 160, 180 e 200 rs. o co-
vado, ditas francezas a 220, 210 e 280 o covado :
, na rua da Imperatriz. loja da arara n. 56.
Arara vende os chales.
Vendem-se chales de merino estampados a 3,
1 ditos de la e seda a 2$, ditos de la a 1. ditos
j abertos a 640, guardanapos para mesa a 200 rs.
cada um ; na rua da Imperatriz, loja da arara
numero 56._____________
Arara vende as gollas.
Vendem-se gollinha.s para senhoras a E00 rs.,
ditas com boloziobo a 640, ditas redondas de
traspasso a 1, manguitos e gollas de linho para
senhora a 2, lenco brancos a imitaco de la-
byrintho a 1600 e 25 -' na rua da Imperatriz, lo-
ja da arara o. 56.
Arara vende as capas.
Vendem-se ricas capas para senhora, de gros-
danaple preto a 20 e 25, ditas de linho de cores
a 6, ditas de la a 9g, rico corle de organdyg
com duas saias e com 25 covados por 8, ditos
lisos com 15 covados a 7/, ditos de la de deas
saias com 22 covados a 8, ditos de gorgarao
com 18 covados a 6500 : na rua da Imperatriz,
loja da arara n. 56.
Arara vende os corpinhos.
Vendem-se corpiohos bordados psra meninos
e meninas a 1 cada um, pecas de liras bordada
da largura de 4 e 5 dedos a 1J280 e 1600, pecas
de entremeios bordados a 1, 1J200, 1400 e
1600 ; na rua da Imperatriz, loja da arara nu-
mero 56.
Na roa Ko\a junio a Conceico
ios Balitares n. 47.
Um graude e varlade zortimonta da
rnupa feitas, calcados e. (alendase todos
asws se vendem por precos multo modi-
ficado* come iia sea costuras, assii'i tu-
mo sejam sobreessacos da superiorec pan-
nos c casacos feitos pelos ltimos figuri-
nes a 26, 28, 30 e a 35, paletot3 do?
nusicos pannos preto a 16$, 18{, ?(.;
a 24, rito dt casemira de sor msela- o
eds novos padrees
c a 24, ditca do caiet
dado e de novos padroes al4$, 16.J, 13,
20 e 243, ditos saceos da mesmas ee-
emira do core 9, 10, 12 e a 14,
ditos pretos pelo diminuto prego do 8,
10 e 12, dito de sarja de seda a 80-
brecasacedos a 12f, ditos da merino de
, cordo a 1, ditos la merino chintz do
\ apurado gito a 15, ditos de alpaca
i prete a
i pretos
I nnm parad e ae lustao a*J>#~.fv,'4,4^* ,<
4500, ditos de fasto branca
de quanlidade de eal';a*
la e de cores a 7, 8, 9g e a 10$, ditas
parlas a 3 a 4, ditas de brim ao co- i
res unas a 2*500, 3, 3500 e a 4$, d :
de hriro br*rcos Coas a 4#5l!0, 5?, 5f500
a a 6. ditas de brira Ion a 5 e a 6,
colletes de gorguro preto e de cores a
5 e a 6. ditos do casemira de tor a pre-
tos a45U0 e a 5g, dito de fuslo branco
e debrira i 8 ea3500, ditos brim
lona a 4, d;lo de merino para luto e i;
e 4500, calcas de merino par luto a
4500 e a *ap,-.s e borracha a 9000.
! Par* meninos 'e to'es o tamanho : al-
( Cs de casemira preta e fie cor a 5, **> e
! 7g, ditas dita de brim a 23,81 e a 38500,
| paletols lacros de casemira prtta a ti o
i a 7 ditos de cor a 6 a 7, oi~
5 tos de alpaea a 3$, sohrecasscns de pau-
!no preto a 12 e a li, ditos de alpaca
preta a 5, bcnels para menino de lodas
f as qualidades, camisa* pira meninos da
I todo os tamanho, meios rices ve Udos $
de cambraia feitos p*r* meninas de [ ^
\ 8 jldos com cinco babadoe lises a 8 e 9
| a 12, ditos da gorguro da cor de lia S
? a 5 e a 6, ditos la biim a 3, ditos 5 cambraia ricamente bortadus para bapii- I
| sados e muitas outras fazendas r..-'.. -i 1
! feitas que deixara de ser mencionadas f
| pela sua grande quanlidade ; ssfim como J
j reebe-sa toda e quaiqu*r encommenda 3P
, de roupas para se mandar manuficlerar **
I e que para este fim temos um completo
a sortimento d fazenda de goto e oma
\ Kraodeofficina de alfalste dirigida por um R
I hbil meslre que peta sua promptidso e V?
t perfeico nada de.ix. a deaejar,
IfMfMa
sem seg
o
Ricas voltas de aljofares.
Vendem-se voltas de aljofares com crsx de pe-
dra imitando a brilhinte ; ns, rus do Qaeimado
rjamero 63, loja do beija-flor.
Arara vende as colchas.
Vendem-se ricas colchas para cama avellada-
das por 8J, ditas de fuslo de cores a 5 e 550O,
cobertas de chita a 2, cobertores de algodo a
i : na rn d Imperatriz n 56.
Arara vende as cambraias.
yAeftndem"9e Pec,s de csmbral lisa a 1600, 2g,
2500, 3 a 3500, cass*s adamascada* para cor-
tinados com 20 varas a 9, ditas de 10 varas a
4&500 e 3$, cambraia de sslpicos com 8 li2 raras
por 3500 e 4 ; na raa da Imperatriz, loj s r-
nuxem da arara n. 56.
Na rua do Queimado n. 55 loja da miadezss
da Jos deAzevedo Maia o Silva, esta vendsnro
todas as miudezas baratsimas, a saber :
Frascos grandes com superior opiata a
Carrileis de linha de cores com 200 jar-
das
Ditos de relroz de cores, menos prelo a
Oia com iscas para acceoder charutos
Duzias de meias creas muito superior a
N'ovellos de linha maito grandes e su-
perior a 40, 60 e
Dilo* decore, a melhor qae ha a
Phosphoros em caixas de folha, a cai-
xa val o dioheiro, a
Cartoes de linha com 200 jarda, i me-
lhor que ha
Ditos, ditos brancos e de cores com 50
jardas a
Duzia de facas e garfoscabo preto, fines
Dita de ditas cabo branco a
Thesouras grandts de 6 polegadas i 40 e
Sacco para escrotos com sinta de bor-
racha a
Tinteiros de vidro com superior tinta a
Ditos de barro com superior (iota a
Masaos com gra nipos lisos e de caracol a
Duzia de phosphoros de vella a
Pares de meia* de cores para meninos a
Groza de peonas d'aco superior a
Areia preta para botar na escrita a libra
Colxetesemcartoes.com dussordeos e
quatro pare grandes a
Baralhoa de cartas fraocezas a
Ditos portuguezesfinor.
Thsoras pequeas, porm de superior
qualidade a
Colxetes francezes em caixa a
Duzia de meias alvas, para homem a
Dita de saboneles linos a
Saboneles grande e superior s
Tramois do Porto muilo superior a vara
120 e
Pares de boles para punhosa
Alm destas miudezas lem multa mais que se faz
pteciso vender e nao engallar dinheiro, assim
como sejam : laberintos para todo o preco, areia
preta a 100 rs., porm quem quizer comprar em
arroba veoda-se por 25; baratissimo mesmo
' 'pira qaem nao precisa.
500
60
20
40
240O
1?0
50
80
60
20
28-500
SfSOO
80
320
it0
100
40
200
lfO
500
100
80
210
160
200
40
l6
600
1J0 ,
160
240

MUTILADO
JILEG


6
tviAiO DB PEBIUMBL'CO lEBCi'lElBA U DB AGOSTO DI 18
DO M.A6
MENTo,
ASEROUPKS
foitaa 1251 288 m ?!ra ,0,b'MM"M f P?nn(> M. 28. 80 35|. casacas m.itc. bou.
dt cor iS H ..!*/7Ut"U ds panno preto da 16 at 25*. ditoa da aaeemira
f" i ditos da%7&n?t/Srpt,a meriI'6 de ? "t 10'ea,?" P"tM I* A5'irl.\ 5 *or d 7* at IOS, roapaa para menino de todoa oa tamanhoa, randa aorti-
E5m easemlr** .dLdo d^ "i"V1C"' pa'eUn5 ",le,c"- 9'< da co'lUUa pr.to. da
rTeX 8"n^Ub--le' h* ,lfa8U ?Dd9 '>* ncomm" d,.P da gr.ndaf. Ib?., i; par
eso est sondo administrada por am habii m.atra da aemeihanta arto e nm nessoYl da maia d-
RA
DO
EMPERADOR
5o
RA
DO
IMPERADOR
55.
J. VGNES
hr IF* f ,aDt,ga fabnca sSo hJe assaz n'iecidos, para que seja necessario insistir
Z2n^Z^Tn f6' yap"tafns e garanlias 1ue offlrecem aos coran adores, ^.uestave.squeellestemdefin.t.vamente conquistado sobre todos os que lem auparecido n'esta
Ei' T Tr!f1,d 8 raachDsmo 4ue <"<* todas as vontades e caprichos dos
EmJ I nUDCa har Pr Serem fabricados Ja proposito e ter-sa feito ltimamente melho-
montos importantsimos para o clima dcsto naiz : ournito as vozes s5o mol-i^c. n.....--.--. .
por fciHv-nnrtio agradaveis aos ouvidos dos apreciadores.
Fazem-sa conforme as encoramendas, tanto nesta fabrica como na do Sr. Blondel de Pars,
socio coi respndeme de I. Vignes, em cuja capital foram sempre premiados em todas as expo-
No mesmo estabelecimento se ada sempre um esplendido e variado sortimento de msicas
des melhores compositores da Europa, assim como harmonios e pianos harmnicos, saodo tudo
vendido por precos muito razoaveis.
Rival sem se-
gundo.
s Bigodinho. eal fondeado palo, pr.coi oVa a
odo admirara, q.eiram ver o que bom la-
raussiino
Parea de npitos da tranca superiores a
Frascos do agoa ambrisda a melhor a...
Ditoa da dita, frascos grandee, a 500 e..
Cartas de alfioetes fnuceies, a........
Pacotea da papel amizade, a.........,"
Gaixaa com papel de diversos gostos, a..
Parea de aapatoa de lia para meninos a
Varaa de bico daellbaa, a..............
Cordaa pira violo multo frauaa e no-
vas, ................................
Prascoa de banha Philoeome superior.
Ditos da dita de urjo, a...............
Ditos de cheiroa maito finos, 500 a .'.'..'.
Caixas com apparelhoade metal para di-
vertir meninoa, a.....................
Varaa de franja para cortinadoa e toa-
_ ,h.."................................
Carnteis de linha preta com 500, 600 a
800jirdae, a..........................
Barra com phosphoroa o melhor e bo-
nitos, a......................... #>#
Msssoada linba fina para bordar, a ..
Tranja de la de todas ai corea a peci'
Pecaa de fita de coa, todsa as larguras, a
Crozas de boles de louca pritaado mui-
to finos, a .............................
Pecas de fitas de ltnbo lisas superiores.'
Ditas de cordio imperial, fino e groaso.a
Frascos de macaca perola, muito fino, a
Ditos da dito oleo, muito auperior, a.. .
Ditoi de oleo babosa aupsrior, a 320 e..
Bonecoj qaa choram, muito lindos, de
?60 a..................
Caixas de p para limpar denles, muito
auperior, a.........
Ditas de phosphoros espetiaes e um so-
bresalente, a......i ,
Pi5es de flandres, pintados muito bonl-
tos, a .... ,......
Varas de fita para fazer sintos dos me-
lhores gosto, a........
Duzia de phosphoros de gaz, do melhor
fabricante, a.........
Ditas de caetas de folha, muito boas, a
todas as qualidades e bara
1|280
400
600
100
700
700
200
80
80
14000
500
800
400
200
160
160
240
40
320
240
40
40
200
100
500
500
160
160
200
500
Relogios.
Vende-se em em de Johnston Pitar < C,
. u do Viga rio n. 3, um bailo sortimento de
i elogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
femados fabricantes de Liverpool; umbem
ama variedade de bonitos trancellins para' os
mesmos.
Mam.* mmmmmmmm
Loja das 6 por-
tas em frente do Livra-
meuto.
Baloes de 15, 20, oO e 40 arcos.
Grande sortimento de baldea de arcos
os melhores nesta fazenda e grandea,
chitas francazaa largaa escures a 220 e
240 rs. o covailo, ditas eslreitaa miudi-
nhas a 160 ra. o aovado, cambraia lisa
par forro com 8 1|2 varas a 2 a peca,
ditas finja a 3, 4,5 i 6g muito finia,
t> di' de salpiquinho com 8 Id varia a
I 30500 a pega, coberlaa alcoxoadas bran-
J cas e de cores para cama a 45509 e 5J,
casaaa de corea francezaa tintas aegursa
a 320 rs. o covado, pega de bretanba de
rolo a 25, algod&o trancado alvo muito
largo para toalhaa a 10 a vara, enfeitea a
Garibaldi todoa pretoa a 50 cada um, len-
cos bramos com barra 4* cores a 120 ca- i
da em, roupa falla da todaa aa qualida- 9
a dea maito baratas, a loja est abetta at u
H ai 9 horaa da noite. K
mmmmmmmmmmm*
Aos Srs. consumidores de gaz
Nos armazana do caa do Ramos na. 18 e 36 e
na ra do Trapiche Novo no Racie n: 8, ae ven-
de gaz liquido americano primeira qualidada e
recntamele ebegado a 14 a lata de 5 galdaa,
aaaim como latas de 10 e de 5 garrafas e em
garrafas.
Linhas de gaz de
tissimaa.
240
120
Nova aliento.
O vigilante acaba de racebir novo sortimento
ae div.rsos objectos que se vendem por minos
au por cento do que em oatra qualqaer parte.
Siutos para senhoras.
n,^2 a"^f0S 8al0S, d?urad<". P^o baratiaaimo
K."'2*' co,m flTeU ,0 lad 4. assim co-
mo da fita de seda ou valludo a 23 : s no gallo
ngilanto, rui do Creipo n. 7. "
Enfeites.
Vendem-se os riquissimos enfeites de cabeca
eom franja a vidrilho a 5j>, ditoa sem franja a 3#,
d tos trancados a 2500. ditos de laco de fita e
bieo de aeda a 2|: a no gallo vigilante, ra do
Creipo n. 7.
Fivelasparasinto.
Riquissimis fivelaa de ac com madrepere'* no
centro a Jf200, ditas da madreperola a 30 tas
doaradinhas a 340 : s no gallo vigilaotr.fua do
Crespo n. 7. f
Vidrilho.
Lindos vidrilhos pretos e de cores, pelo bsra-
issimo preco de ljf600 a libra : s no gallo vigi-
lante, ra do Crespo n. 7.
M Aliga ioia de Gadault.
jg) Acaba de receber desua encomraenda um grande e variado sorlimenlo dos se- i&*
^a amules artigos, os quse-v,ne pormenoi; por cenia do que em outra ouslauer ^^
"Z^t, Patle a ,aber : i^
Para msicas. Para noivas. |
^->a Variado sortimento de instrumentos! As mais ricas e elegantes cspellaa que &,^
^^5 para msicas militarea o de orchestra,'so l'ode desejar, asseverando sem errar, /^*&
co.Tiolelos de cha>es e ) sferem as tuais bonitas que aqu tem vin- '
Para entreter o tempo.
Os lindos jogoa.de dminos a t$400, lindi eai-
xinhaa com jogos de vispora a 900 rs.: s m gal-
lo Tigilanle, ra do Crespo n. 7.
fi*!*aa de tartarura e chaiT
teiras de cbarao para rilp
e charutos. J
O tabaquista que aprecia a boa pitada Te Lis-
boa ou mesmo Princeza, Heuron etc., etc.,
justo que compre urna bonita caixa de tartaruga
toda marchetada com a qual nao ae envergonha-
r de offerecer da boa pitada de sen gasto a to-
dos os circamstantes que se achsrem em sua ro-
da, maitos dos quses louvarao o sea bom gosto.
Assim como a caixa neceseiria ao tabsquislaj
charuteira nao superilaa no fumante e sendo
ella bonita como sao aa de charo nuchetts me-
lhor ser porque com isso deixa conhecer quin-
to sabe apreciar o boto. Para os mais commo-
distas tambem ha bom sonimento p todos encon-
trarao barateza urna vez que munidos de dinhei-
ro se dirigirem a ra do Queimado loja da sguia
branca n.16.
^^5 inl'unx-nlos
^|g) pistn muito perfe;to3 e'afinados do
?2;,^ b.-iesnto Gautrot Aia-
P&ra carros.
Guarnicoes complslas para arreios de
_Jg> carros de mesi do principo ede lato pa-
Wl) r.s um e d(-us aTHos, molss, vaquetas q^e se esticca, ricos elojos'debarba
francezai para cobertas, encerados, ga- homem.
loes, riiis lantornas para carros ecoups,
coileiras etc., etc.
fa_j do, ricos manteletes pretos com vidrilhos
franje o mais moderno nete genero.
Para presentes.
Muito lindas caixiohas para costura
com msica e sem ella, muito proprias pa-
-se de presente a alguma aenhora
para
VJ
Vid ros.
Um grande e variado sortimento de can-
delabros, serpentinas, linternas com pin-
g-ntp? e sem elles, palmatorias, copos
para vinho, clices, roduraas para iaa-
gena redondas e ovsfs grandes e peque-
as a vonUdedo comprador.
p$ Para retratos,
Vj ^ Mschinaa muito suparinres francezas
;" -j o mericanss grandes e pequeas, grande
,;;'^> sortimento dechimicas pira tiebilhar am
|^g lodosos processos, caixinhis e passepar-
^^ tou americanos e francezes, papel albu-
'*i minado etc.
/-
Espp'shos.
Grandes e pequeos com molduraa ffi&>
pretas e doaradas, proprios para ornar bo- *^|^
nitas salas, sendo os vidros muito grossos
o de priaieirs qualidade.
AvuJsos.
Camisas de nbo para homem.
Csrteiras e charuteiras.
Ban-feijai grandea de80 palmos a 3)J.
Goilinhas e manguitos para senhoras.
Laa de lodas as cores para bordar.
Talagarca.
Seda frxa de todas as cores.
Lindos enfeites para senhoras.
Oeuloa n lunotas de.todas as qualidades.
tumo francs, americano e tambem o
apreciare! fumo de borba com 01 seus
competentes cachimbos e tanari etc.

Novos penlinhos doora-l
dos, e fivellas para
cintos.
A loja d'Aguia-branca acaba de receber novo
sortimento dos desojados peutinhos dourados e
por isso avisa a todas as senhoras que os havi'am
6ncomm6ndado, e mesmo as quo de novo os
pretenderen] que elles sao poneos e como da I
primeira vez em breve se acabaram ; assim romo'
que recebeu igualmente urna entra pequea por- I
Qao de vellas de qualidade e gosto inteiramen- ''
tf novos e agradaveis, as qu.ips se vendem por
2#000, e os penliohos por 3:&000 o pir.
Convem pois, qgo as senhoras se apress<>tr. em
mandar comprar esses objectos na sua predilecta
luje a'Aguia-branc rui do Oueimnd.i n. 16.
_ Vende se por menos le metale urna divide
nlo pequea, e bem documeotada, de um senhor
da ires e-stenhos em Serinhaem : na ra da
Gloria n. 17.
Na ra Direila n. 9,-se dir onde se veude
por prejo mdico as dss para curativo de mor-
pha, era quilquer dos tres periodos em que se
ch, preparadas por Uluiano Bezerra de Mello,
radicalmente curado desle mal, e por isso oncar'-
regado pelo governo de cunr, como eit curan-
do, aos doentes do dito mal no hospital dos La-
ssros desia cidade. .
Vende-se um cabriole! descocerlo : na ra
do Imperador n. 17
rr&lffl llcncao ao \igi-
laote, que est queimando,
como seja;
Retroz.
Lindas caixinhas com 24 carreteis de siperior
retroz, e surtido d lodas aa cores, pelo baratis-
sinso preco A- S'iOO a caixinha que sibe a 100 Lluu"^.uiu[ias m o anoiae itoi.
rs. o carretel, nao ha ver pessoa alguma que verj-,^ranc,"'tB 8roso de cor para guarnecer vestidos
(1.. una mi.lirinria rt.fta fia rumnrir .A .n ..n. LuvaS do Camua hnnrn. A imtralU.
i^otassa da Russia
e Americana.
No escriptorio de Manoel Ignacio de Oliveira &
Filho, largo do Corpo Santo n. 19, por preco;
mais barato do que em outra qualqaer parte.
Gastello-Branco,alfaiate
militar.
Por este annuncio se faz constar aos Srs. offi-
ciaea de todas aa armas, tanto dasta provincia
como das maiscapilaes do norte do imperio, qaa
ha a yenda boles do novo padrio, segundos
ultima ordem do ministerio da guerra, venden
do-se duas abotuaduraa por 3, advertindo que
urna das abotuaduras de padro antigo faz-se
remessaa pira onde forem pedidas, assim como
tambem ha para vender o melhor panno azul in-
glez, e o melbor velludo preto do Porto, fazenda!
desconhecidas nesta praca, o que se vende a re-
talho. O Srs. officiaes qne esto fon da provin-
cia podem renovar suas consignicoes Qxindo
quantia certa, e os outroa asnhores que nao tive-
roui procuracao nestacaaa podem manda-la, ad-
vertindo que o tempo para a dita procuracao de-
ve aer limitado, acompanhando urna carta da or-
dena pedindo as encommenda que forem preci-
aaa, devendo ser dirigidas a correspondencia a
Joaquim Rodrigues Tavares de Mello, ra do
Queimado n. 39. Tambem ha galo de ouro su-
perior e ferros francezaa para alfaiate, aza forja-
us o par {)5.
Na ra da Camboado Carmo loja n.
12, vende-se toda a qualidade de tuohi-
lia tanto ao gosto moderno como anti-
ga, phanthasia etc. por preco mais
commodo do que em outra qualquer
parte, faz-se toda a qualidade de obra
de encommenda com a maior brevida-
de e o maior apuro da arte.
Grande
I liquidado por todos
I o pre$o, na bem co-1
{ nhecida loja do Ser-1
| tanejo. g
|Rua do Queimado n. 45,j
SApparecam com di-
nheiro que nao deixaro
de comprar.
Chitas escaras finas a 160, 180 e 200
I rs., cortes de vestido pretos bordados i
{ valludo de cuito de 150$ e se vendem
por 309,40$, 509 e 709.sihidas de baila
da velludo e setim a 129 e 139, careisas
pira senhora a 2o000 e 3jf500, goilinhas
de cambraia bordadaa a 500, 600, 700
800, 900 a 19, ditaade fil bordadaa 120
rs., casaveques de fssto a 59, 69,7$, 89,
tnoias de SP'JaJuiEXEi o pretas tisri a.
?n'"A"",~, *"" ura5 aS Jabados a
500 700ra., laaade quadro enfesladas a
300 o 360 re. o covado, cambraia preta a i
40 s440 rs. a vara, orgaodys de coras a 3
600 rs. a .vara, fil brinco adamascado
para cortinados e vestidos a 400 e 500 *
rs. a vara, cortea de coileta de caaemira
bordados pretos a 29 o 3#000, ditoa de
i velludo de cor e pretos i 39, 49, 59 a 69
paletots de brim branco francezes
39500 e 49500, ditos da casemra de co-
I res a pretos a 149 e I69. ditoi da ilnacn
preta e de cores 1 39,3$500, 49 a 49300,
camisas da peito de lioho a 29500, cortai
de collate de gorgurao a 11500, 19700
29200, 3$ e 3g300. colletei Jeitos da brim
brinco a 29500, ditoi [ellos da gorgura
r 29500 e 39500, ditoa f'eitos de casemiri
a 3J500, 4S e 4500, ditos de velludo a
59, 69 e 79, ditos de fusto de corea a
18500, uta viado sortimento de meias
para homam e senhora, grinaldi com
flores, chiles de froco, espartilhoa, a to-
da a qualidade de roupas eitaa para ho- 5
mem que tudose vende por metade do
seu valor.
Vendem em seus armazens
PROGRESSISTA
ipateaB
NA
Ra das Cruzes n. 36, e largo do Carmo n. 9.
A loja d'aguia branca, ra do
Queimado n. 16.
Receben pelo ultimo vapor os seguales ob-
jectos : OB
Bonitas ligas de aeda para senhora.
Grandea e bem tecidoi bandes de clioa.
Aipaa de ac, e fita elatttea para ces da balo
Bjnecas graodea mui bonitas e bom vestidas *
Bonitos bauziohoe com 9 frascos da ebeiros '
Lindaac&ixiohas com 6 ditos de ditos.
s oo gallo
du sm quilidade deixn de comprar
vicil.inte, ruado Cresp-i n. 7.
Linha para bordar.
Tmbem chegada a osle raeimo estabeleci-
mento a verdadnira linha frxa para bordar ou
enchcrlbyrioiho, ue se vende pelo baralissimo
Preco de 600 r. o massinho ; l no gallo vigi-
i ianle, ra dn Graspo n. 7
(-------------'-----------------------------------------------
| Bandes.
Tambem cheg?do grande sortimento de bin-
I doea para cabello, que se venda pelo baratissimo
preco de 500 ra. o par ; s no gallo vigilante,
i uado Crebo n. 7.
Vende se por preciso um eacravo mulato
com 20 annos de idado, sabe cozinhar, fiel e de
boa conducta, o preeo de 900$ : a tratar no pa-
teo do Paraizo n. 30, 2o andar.
w--------------------------i---------n ""-v,i
Luvas de camua brsncsi e amirellaa.
Vende-ee urna mobilla de mogne a Luiz
XV. na ra dss Cruzes a. 11,1*andar,
Lindos boies de banha para
presentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber lindoi
boioes deporcellinadourada com fin binha o
mi vioias inscripcoes, os quses por suas delicade-
xas e perfelcistormm-se dignos para presen-
tes, e com eapecialidade na acUal quadra quam
goitardo bom dirigir-aa com dinheiro raa
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que acha-
ra em que bem o empragar.
Soahall Mellors & C, lando receido or-
dem para vender o seu crescido deposito de rilo
gios visto o fabricante ter-se retirado do nego-
cio ; convide, portanto, s pasin que qaixerem
pQssair um bom reloglo de ouro ou praU do c-
lebre fabricante Kornby, a aproveitar-se da qd-
portunldade tem parda de tempo, para vir com-
pra-Ios por commodo preso no isa escriptorio
ra de Trapichen. 28. '
Moendas p meias moendas.
Taixas de ferro batido e
coado.
Machinas de vapor.
Rodas d'agua.
Rodas, dentadas etc., etc.
RudoBrumn. 38, fundicao
de D. W. Bouman.
Ra da Senzalia Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas deferro coado libra 110 rs. dem
de Low Moor libra a 120rs.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P.
Johnston' & C
u. 42.
ra da Senzalia Nova
f iiileiro e vidraceiro.
Grande e nova ocina.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Reste rico e bem montado estabelecimento an-
contraroosfreguezeso mais perfeito, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todaa aa qualidades.
SANTUARIOS qua nvalisam com o jacarand,
BANHEIRUSda todos os tamanhos.
SEMCUP1AS dem dem.
BALDES idem idam.
BACAS idem idem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caixas de todas as grossuras.
PRATOS imitando em perfeicao a boa porcel-
lana.
CHALEIHAS de.todas as qualidades.
PANELLAS idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e flandres psra qual-
quer aortimento.
VIDROS em caixas e a retalho de todos os ta-
mandando-se manhoa, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommendas de quslquer Data-
ren, cocear tos, qua ttdo ser desempenhado a
contanto.
Manguitos egollas de
cambraia ricamente bordados
Vndente manguitos e gollas de superior
cambraia ricamente bordados pelo insignificante
prego de 29 o par de manguitos com urna golla,
san do que sbmpre custaram 6| cada par, aaaim
pois recommenda-se aos amigos da saoli eco-
noma que aproveitem a boa occasio, dirigi-
do-se com dinheiro a loja da boa na raa do
Queimado n. 22,

*6 *n omjt3 p oSjv\ 9 'og -n sazn.i/) sup sny
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VlSISS3y90Ud
suazenije snas rao uiapuaA

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MUTILADO


u
DIARIO Dfc PlRKAMfUCO. ~ TECgA
EIRA 12 BE AGOSTO DI 1861.
Atiendo
ao barateiro que est
queimando.
Venda-se manlelga iogleza da superior quali-
dade a 720 e 800 rt. a libra, dita franceza a 640
e 720 n. a libra, tha hvsom muilo superior qua-
lidade a 2&880 e 3(200 a libra, toucioho da Lis*
boa muilo superior a 320 rs. a libra, arroz a ISO
6 140 a libra, aletria 320 e 400 rs. muito superior,
macarrao a 320 360 a libra, vimgre ds Lisboa
mailo superior a 320 e 360 rs. a garrafa, arroz do
MaraDho a 120 e 140 a libra, izeite doce de Lis-
boa de primeira qaalidade a 750 e 800 rs. a gar-
rafa, dito da carrapato a 360 a garrafa, charutos
varetas muito fiaos a 20 rs. fazendo-se differenga
ero caixa Tiobos muito superiores a 560 ,
a 640 e 800 rs. a garrafa, e outros muitos mais
gneros, que avista dos compradores se vende-
ro por menos do que em outra qualquer parte:
na ra do Nogueira d. 49. _^^____^
Ra da Senzalla Nova n. 42
Yende-se em casa da S. P. Jonhston 4C,
sellius silhoes inglezos, candieiros e castigaos
bronzeados, lonas inglezas, fo da vela, chicotes
para carros e montara, arraios para carros da
um a dous cavados, a relogios de onro patenta
ingles.
Acaba de chegar para a
loja d'aguia branca, ra do
Queimado n. 16.
Pos de arroz com boneca em bonitos vasos doa-
rados.
Ditos ditosem boneca em pscotes.
Agua balsmica para conservarlo dos denles e
bom hlito da bocea.
Opiata iogleza para alvejar os dente.
Loite virginal cuja utilidade recouhacida para
tirar sardas.
Vinagre aromtico para quem solre de tonticas
e dor da cabera.
Fastilhas de cheiro para se perfumar aposentos.
Acha-se venda no escriptorio da Anloni
Luizde Oliveira Azevedo & C, ra da Cruz n. 1
a obra escripta pelo visconda de Uruguay.Eosaio
Sobre o Direito Administrativo ; daixamos da le-
cer elogios a esta obra, basta o nome de seu au-
tor para a tornar recommeadada, daos volumes
m brochara lOg, encadernado 12g._____________
- Vende-se um casal de pavea e ama rotula:
na ra do Imperador n.27.
Enfeites para senhora.
Os malhoraa enfeites pretos a da cores qut ap-
paraca a 5(500, 65 e 6$500 : na loja da Victoria,
na ra do Queimado n. 75.
Caixinhas e cabazes para
as meninas trazerem
no bra$o.
Mailo liadas caixinhas e cabazes para meninas,
da 100 ris at 2;500: na loja da Victoria, na roa
do Queimado n. 75.
Boa fama n. 35.
Vende os seguin(tes ob-
jectos abaixo mencio-
nados.
Grampos a balo com pandante douradoa a 2j
o par.
Pentes imilaBdo tartaruga para bandes, ulti-
mo goslo a 3 o par.
Fivelas para sintos, fazenda inteiramenta nova
i2j)o par.
AIDnetes pretos com dourado para sanhora, iu-
teiramenle novoa a 2c cada um.
Botes pretos com dourado para punhos, intei-
ramenta novos, a 2$ o par.
Botes de tartaruga para pachos a 18500 o par.
Na ra do Queimado, loja de miadezaa n. 35,
da boa fama.
Tinta para marcar roupa.
Vende-so tinta para marcar roupa a 1?.
Agua de malabar para Ungir cabellos a 5$ o
(rasco: na ra do Queimado, loja de miudazas n.
35, da boa fama.
Cartas tinas para jogar.
Vende-se duzia da baralhos da cartas finas com
as ponas douradas a 6$, dita sem ser dourada a
35-500 e 4g : na ra do Queimado, loja de miu-
dezas n. 35, boa fama.
Franjas pretas com y-
drilho e sem elle.
Ricos sortimentos de fraojaa pretas e. da cores
som vidrilho a sem elle : na loja da Victoria, na
ra do Queimado n. 75.
inhasde peso verda-
deras..
Linhas Anas de peso verdadeiras, meadaa
grandes a 240 ris : na loja da Victoria, na na
do Queimado n. 75.
Phosphoros le seguran^
Phosphoros da seguranza, por que livra de in-
cendio, a 160 ris a caiza : na loja da Victoria,
a ra do Queimado n. 75._______________________
Baleias para vestidos.
Balotas muito grandes a boas a 160 ris urna :
na loja da Victoria, na ra do Queimado n. 75.
Fitas de la para debrum.
Vendem-se pecas de Ota de la para debrum a
lg. e em vara a 120 rs., ditas de seda a 28400, a
em vara a 240 : na ra do Queimado, loja de
miudezas n. 35 da boa fama.
Bom negocio.
Vende-se por preco muito mdico nm excel-
lenta piano novo, e" de ptimas vozea : quem
quizer annuncie.
Botes para puiiho.
Vende-se botes de punho finos da divarsaa
qualldades a 200 rcis o par. que tambem servem
para manguitos de seohora : na loja do beija flor
ra do Queimado n. 63.
Occulos.
Venda-sa occulos finos de armacao da ico, a
28,18, 640 e 00 ris : loja do beija flor, ra do
Queimado o. 63.
Fazendas pretas
superiores.
Grosdnaple preto muito superior palo dimi-
nuto preco da 29 o aovado, panno preto muito fi-
no a 3, 4, 5, 6, 7 o 9f o covado, casemira preti
muito fina a 2J, 28500, 3, 38500 o 49 o covade,
mantas pretas da blonda muilo superiores a 128,
manteletes da superiores grosdenaples pretos ri-
camente bordadoa a 358, aobrecaaacas da pao na
prato muito fino a 308, casacas tambem de paona
preto muito fino a 308, paletn da panno,/roto
fino a 18 o 208, uitoa de casemira da fie moa-
ciada a 188, superiores gravatinhaa estreitaa s
19, ditss da tatim maco o de gorguro muito su-
periores para duaa voltee a 29, ditas estreitiuhas
com lindos alGnetea a 29, superior gorguro pra-
to para colletes a 48 o corta, ricos enfeites preto
a 69, e assim outras moitas fszendaa que aendo s
dinheiro vista, vendem-sa por pregos muito ba-
ratos : na ra do Queimado n. It. na bem conhe-
cida loja da boa fu.
ricos basquines
A loja da boa f racebeu superiores bisquines
de muito fina cambraia a imiucao da de linho,
bordados e enfilados com apurado goslo eos
vende pelo barato prego de 88 cada um, tendo
sido sempre seu casto de 165 o 205, apressem-se
pois em compra-los na mencionada loja da boa
f, na ra do Queimado n. 22.
Superiores atoalharios
adamascado.
Superiores atoalhado adamascado com 8 pal-
mos de largura al600 rs. a vara : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vendem-se caixes va-
sios, proprios para mileiro
e bahuleiro, a 1280 cada un:
nesta typographia se dir.
Chapeos de sol
com bouquet para genhora.
Entre os muitos a diversos objeclos de goslo e
phaotasiaque a loja da aguia branca ha recebido
sobresahem esses delicados e novissimos cha-
peos de sol com bonqaets. Uoje que os indis-
pensaveis baldes nao permitiera que as senhoras
aodem de braco, faz-se de certo necessario que
cada urna lenha o seu chapeo da sol, e que este
corraaponda ao valor, e bom gosto da um rico
vestido de seda. E' por isso que dita loja aca-
ba de receber coma, por amostra urna pequea
quaotidade desses bellos chapes de sol ornados
de finas floras o que entre nos novissimo. Na
verdade elles se toroam sgradavsis aos olhos de
todoz, e a senhora que os comprar pode orgu-
lhar-se de seu bom goslo, ao contemplar que
trazendo-o fechado figura-se-lhe um lindo bou-
quet, e abarlo represenla-se abrigada em urna
carregada roseira, emfim at onde pode che-
gar a perfeicao mesmo o cume ao bom goslo.
S pena que vieasem to poneos que talvez
nao cheguem para a vigsima parle das pretn-
danles. Cusa cada um 208 porem a senhora
que os vir nao ezitsr de os dar aioda mesmo
que aeja preciso bulir n'aquellas moedas de pra-
ta que tem guardadas m sua bolainha reservada.
Asaim pois maodem quanto antea compra-Ios na
ra do Queimado loja da aguia branca n. 16.
m
Bonecas francezas.
ende-ae bonacaa francezas ricamente vestidas
* |)00 e 59000, e 2|000 boneess de cera com oa
j|s 'Bovedcos a 2000 e 38000, na ra do Qnei-
"" o loja da miudezae da Boa tama, n. 35.
rivelas de a50 para sintos.
tenda-se 0velas da ago para ainto a 19500 rs. a
10 na ra do Queimado loja de miudezas
toa Jama, p. 35.______________________________
Baleias.
snde-ae bsleias i 120 rs. cada urna aapa de ago
1 balo a 160 ra. a vara, bandes a 19500 ra. a
' o par, na ra do Queimado loja da miadezaa
3a fama, p. 35.
Cascarilhas de seda.
ide-aa caacarrilhaa da seda para anfaitar
los a 29OOO a peca na ra do Queimado
ja. miudezas, n. 35*. ______________________
Meias de borracha.
Inde-se meias de borracha para quem padece
rysipela a 158000 o psr, meiss da seds prets
[seohora a 1J0O0 o par na ra do Queimado
le miudezas da Boa fama, d. 35.
vel
I o
3
da
da
Ga
Damasco para colxas e para
ornamentos de igreja.
Vande-se muito superior damasco da l de
urna s cor, muito proprio para colxas e para
ornamentos, com 6 palmos de largura pelo ba-
rato prego de 2$800 rs. o covado : na raa do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Verdadeira pechincha.
Vendem-se cortes de superior gorguro de se-
da pira colletes pelo baratlssimo proco de 19,
28 o 38 o corte : na ra do Queimado n. 22, na
bem conhecida loja da boa f.
'ara os tabaquistas.
Lencos muito finos a imitaco dos de linho de
muito bonitos padres e de corea fixas muito
proprios para aa peaaoasqua lomare tabaco, pelo
barato preco de 48800 e 58500 a duzia: na rus
doOueimodo n. 22. na bem conhecid.-, loja ds
boa f.
Linha de croxel para la-
byrintho.
As melhores linhas de croxel para labyrintho,
novallos monstros a 320 ris um : na loja da Vic-
toria, na ra do Queimado n. 75.
Sintos dourados para se-
nhoras.
Lindoa sintos dourados para senhoras a 28200,
ditos de ponta cahida a 48. ditos de fita a 19600:
na loja da Victoria, na ra do Queimado n. 75.
Bramante de linho.
Vende-se muito superior bramante da linho
com duas varas de largura proprio para lences,
pelo barato preco de 28400 rs. a vara: na bem
conhecida loja da boa f, aa ra do Queimado
n. 22.
Camisas bordad as e outros ob-
jectos necessarios para
senhoras.
Na loja da aguia branca acha-ae um bello sor-
timento de bonitas camiainbas. de fina cambraia
com babadinhos e mui bonitos bordados de no-
vos e delicados desechos, as quaea servem mui
bem para os modernos vestidos de frente aberta
a vendem-sa pelo diminuto preco de 38 cada
ama ; assim como bonitos manguitos a balo com
gollinhaa de superior cambraia e fil e todos bor-
dados, com punhos virados e cada par pe ba-
ratissimo preco de2, oque admiravel avista
da superioridade da obra, e bem assim punhos e
gollinhas tambem bordados com bonitos botes
a 28 a gearnico, a gollinhas solas igualmente
bem bordadas a 19 cada urna e manguitos a 800
rs. o par. A vista pois de um to completo sor-
timento nenhuma senhora deixira de comprar
esses necessarios objeclos tanto mais ,quanto a
commodidade dos pregos convida e para que to-
dos sajam bem servidos coovem que mandem
logo comprar na loja da aguia branca ra do
Queimado n. 16.
Rival sem
igual
RA LARGA DO ROSARIO N. 56
Primeira loja junto da botica.
Florea artificia es muito bonitas a 19.
Tesouras para costura eom loque finas a 400 rs.
Botos de linho para casaveque a 20 rs.
Ditos de seda para ditos a 30, 40 e 50 rs.
Fitas de clchete para vestido, vara a 320 rs.
Massinhoa de contas miudas a 120 e 200 rs.
Sintos dourados a 18600
Enfeites pretos com franjss a 48800.
Meias brancas para senhora a 2g400 a dazia.
Botes para punho a 120 e 160 ra.
Escovss pira limpar unhas a 320 e 500 rs.
Ditss para cabello a lf.
Ditas para roupa a 500, 800 e 19-
Liohaa de croxel para bordar a 60 rs. a miada.
Clchelas francezes em carto a 40 rs.
Carreteis-de linha a 40, 60 e 80 rs.
Novellos de linha do gaz a 30 rs.
Papel tarjado para luto a 18280 a caixa.
Dito branco e de cores a 18 a caixa.
La para bordar soriida a 6#400 a libra.
Franja prela de seda com vidrilho.
Luvas de seda com toque a 200 rs.
Occulos aro d'aco muito bons a Ig.
Ditos de metal a 500 rs.
Franjas brancas de linho a 80, 120 e ICO rs. a
vara.
Agulhas francezas em caixinha a 220 rs.
Tinteiros com tinta lampa de metal a 180 rs.
Caivetes muito finos para pennas a 600 rs.
Carretais de retroz de cores a 280 rs.
Pinceia para fazer barba a 400 e 600 rs.
Pentes de Misar de borracha a 560 rs.
Caixas dejogos de vispora a 800 rs.
Ditas de ogos de xadrez a 18600.
lffWv, *, ... ..,.... JJeias para homem cruas a 28400 a duna,
fino a 640 rs., 800 rs. e 18000 cada um na Caixas de metal com pennas d ac a 100 e 200 rs.
1 Ditas com urna groza de ditas a 400 rs.
Um sortlmento completo de rsr Paulo Cor-
deiro a 18500, gssse grosso 1 18600, dito meio
grosso a 18600, dito oo a 1g280, Lisboa a 28700,
rollo francez a 28900, Meuron a 15050.
Assim como nesta estabelecimento se ecconirs
um sortimento perfeito do miudezas. _____
A2#500,sopavo.
todem-ie cortes do cambraia branca com 2 a
jados a 29500, ditos do tarlalana brancos a
jres, com barraa a babados a 39: na ra
>eratriz n. 60, loja armazem do pavo do
& Silva.
Bordados baratos.
Vendem se guillabas de cambraia e d fil bor-
dadas a 500 rs., manguitos a 18 o par, manguitos
eoL golla bordada de cambraia a 1(600, e tiraa
bo'rdadas a ntremelos ; na ra da Imperatriz o.
60, loja do pavo.
tteBC&O
a pechincha, 11a ra do Queimado n. 4o,
esquina que volta para a Congre-
gado.
Vendem-se
de cor. saceos e sobre a
saceos e sobre a 4g,
sobrecasaecs a 6,7
^fumarias muito finas e
baratas.
lata iogleza a 18500 rs, dita franceza a 500
140, 18000, oleo da sociedad bygianique
leiro 118000 o frasco, olao babosa de Piver
Jeiro a 800 rs. o frasco, agua balsmica
'os deoles a 18000, dita de Botot tambem
los dentes a IgOOO o frasco, pomada france-
pos a 500 rs. e 19000, 320 rs. sabonetes
Paletots de casemira
9 e 10}000.
dem de meia casemira,
48500 e 58.
dem de merino de cordo
e 8JO00.
dem de alpaca preta de 4 a 7$.
Coletea de casemira de cor muilo finos a 4500.
Calcas de meia casemira a 38 4, e 48500.
dem de casemira, goeto moderno a 55000. 69,
7 e 880C0.
dem de brim pardo e branco a2g,3 e M.
dem de fusto e Ranga a 28, 28400 e 38.
Meia casemira para calQa e paletots a 600 rs o
covado.
Eoutras muitcsqialidadese roupasfeitaa por
preco muito commodo ; na ruado Queimado nu-
mero 43.
lo Queimado loja da miudezas da Boa fama,
Ricos espelhos de
moldura dourada par
salas
Chegou para a loja da Victoria urna pequea
porcao de ricos espelhos de varios lmannos para
ornamentos de satis, affancando-se serem oa
melhores ira vidros que tem vindo : na loja da
Victoria, na ra do Queimado n. 75.
Potassa da Mussia.
Vende-se em cata de N. O. Bieber &
C. successores, ra da Cruzn. 4.
Superior caldo Lisboa.
Vende-se superior cal de Liaboa chegada lti-
mamente, por presos muito mais commodos do
que em outra qualquer parte : no anligo a acre-
ditado deposito da ra do Bram n. 66.
Para baptisados.
A loja d'agua branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor a sua encommenda dos seguintes ob-
jectos para baplisados, sendo lindas touquiohas
de aelim mui bem enhiladas, e cada urna em
sua caixinha, Sapatiuhos de selim branco, e de
cores ricamente bordados, e meias de seda, o
melhor e mais bonito possivcl. Agora, pois, os
pas qus nao quizerem esperar pela generosida-
de das senhoras comadres, dirigirem-so logo
munidos de dinheiro loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16, onde bem podero comprar
esses galantes objeclos.
A ioja da aguia
branca ra do Queimado n. It
Acaba da receber os precisos objeclos seguin-
tes :
Aspas de baleia grandes e pequeas.
Dita de laa par* debruar vestidos de cores.
Trancinha de caracol miudo conhecida por bom
tom.
Alneles pretos e brancos em caixinhas.
Agulhas imperiaes fundo dourado.
Ditas victoria em caixinhas o papis.
Retroz preto fino em carreleis grandes:
rampos a balo
pendentes dourados.
oja d'aguia branca contina na recepcao de
tos do ultimo gosto, e por isso acaba de dea-
ir vindo pelo ultimo vapor esses delicados
vissimos grampos do bonitas core com pen-
is dourados o que de mais delicado se pode
eD< lrar. Essa loja como geralmente sabido,
eropre em vistas a commodidade de suas
freguezias e por isso tem resolvido vender
galantes enfeites a 29 e 39 o par, o que na
lade muito mais valem. Convm pois que
la ds limitsco do preco a senhora que com-
am ou mais pares, nao se demore em par-
r as suas boas vizinhas e intimas amigas ds
io, para que as emiltem no ssu apurado
e mandem logo comprar outros pares na
e sua affeico : que a d'aguia branca, rus
imado n. 16.
kVendem-se os seguiolea gneros no rma-
le Hanoel Marques de Oliveira & C, ra da
la n. 9 : mel em barris grande e pequea
io, agurdenlo de cana em pipas e era meias
cal de Lisboa muito nova em barris o em
Por:ao.palha tabu para torneiras.
B
Batatas novaa
Terco n. 23.
a tatas .
a 60 rs. a libra
ao largo do
Isper
Candieiros do gaz.
ou para a loja da Victoria os melhores
[ros do gaz, que tem vindo ao mercado,
s(os commodos : na ra do Queimado
La para bordar,
La muilo boa da todas as cures para bordar, a
79 a libra : na loja da Victoria, na ra do Quei-
mado o. 75.
Linhas do gaz.
Caixinhaa com 50 novellos do linhas muito fi-
nas do gaz a 900 ris a caixa, ditas com 30 no-
vellos a 700 ris, ditas com 10 novellos grandea
a 700 ris, brancas eprelas: na loja da Victoria,
na ra do Queimado n. 75.
Venda de predios.
Um sobrado de dous andares e solo, na ru>
dsGoia n. 40, com 33 palmos de largo e 125 de
fundo, com um pequeo quintal ; ama grande
casa terrea feita a moderna, na ra da Ponte Ye-
Iba o. 14, muilo bem construida o com commo-
dos para grande familia ; urna dita na ra do A-
rago n. 20, livres e desembarazadas ; a tratar
na ra Nova, loja n. 18, das 10 horas da manha
fis 3 da tarde. '
Vendes* a casa a. 5 sita no becco do Po-
cioho: a tratar no sobrado da rus da Aurora nu-
mero 62._________________________________^^^
Veodem-ae dous lindos moleques de 8 an-
uos de tdadepouco mal* ou menos : a tratar na
ra da Cadeia do Recite loja n. 64.
Perolas falcas
T
ou aljfar de fina quelidade.
A loja da aguia branca acaba de receber um
novo sorlimenlo de superior aljfar branco ou
perolas (algas o qual por sua perfeicao difficil-
mente se distingue das perolas verdadeiras e ser-
vem elles por sua extraordinaria grandeza para
asgargantilhas que presentemente esto em mo-
da e mesmo para outros enfeites e como sempre
vendem-se commodamente a 18, IgzOO e 1J500
o. fio: isso na ra do Queimado loja da aguia
branca n. _G.
ap de Lisboa
em frascos,
Vande-se o superior rap prioceza Brasil che-
gado pelo ultimo vapor inglez aOoeida ; na loja
de Marcelino & C ra do Crespo n. 5.
Boa compra.
Vende-se o excellente enganbo S. Joaquim,
sito na freguezis da Varzaa, urna legoa por bom
caminho, moente o correte d'agua por dous
acudes, terrenos e matas sem iguaes, pode sa-
frejar at 2,000 pies. Troca-se tambem por pre-
dios o meamo engenho, porm 5o nesla praca ;
quem se quizer enriquecer em pouco tempo, di-
rija-so a negocia-lo na ra da Praia n. 53, ter-
co i r o andar.
daf seis portas em trente do
>ivramento. 15,20,30 e 40
reos.
le sortimento de aaias a balito de arcos,
otes que squi tem apparecido no merca-
0 A ), 59, 68 e 69500 cada am, d-se para
m penhor ; a loja oat aberta al as9
Ira
A verdadeira esseucia de ail
para engommado.
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
MHEtfSeA.
DA
Suifcrior brim branca de
linho
lia-so superior brim branco de linho tran-
felo barstissimo preco de 18200, 18440 o
[a vara, dito muito eocorpado de dof; Sos
nho puro a 2$ a vara : na ra do Queima-
12. na bem conhecida loja da boa f.
5 2,400 rs. a < icos brancos finos para algibeira pelodiml-
preco de 29400 rs. a dazia : na bem conhe-
loja da boa f, na ra do Quimado n. 22
'Cambraias de cores
Vdfcidem-se cambraias francezas de core fa-
zenda muito fina pelo baralissimo preco de 260
e 280 rs. o covado : na loja da boa f na raa do
Queimado n. 22.
Para luto.
Fundicfto Low-Noor.
Ra da Senzalla Nova n.42.
Nesta estabelesimento continua a haverum
completo sortimento do moendis meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixaa
de farro batido a coado do todos os amacho
para dito,
Chapeos de fieltro a 1$'
Vende-se na loja de fazendas da ru* da Madre
de Dos n. 16. defronte da lfandega.
Ceblas.
Ra do Amorim n. 43.
Vende-se o cento pelo barato prec/>de IgOOO.
Pechincha
Vecde-se urna cama franceza de amarello em
bom estado: a tratar oa ru* do Caldeiroiro ou-
jueio 90.
Em casa de Mills Lathain & C
na ru da Cadeia do Recife n. 52, ven-
de-se :
Queijos flamengos muito frescos chega-
dos pelo ultimo vapor.
Vinho do Porto engarrafado de muito
superior qualidade.
Cerveja de diversas marcas em barricas
de garrafas e meias ditas.
Arroz da India.
Salitre refinado.
Oleo de hnhaca.
Pedra hume.
Sulfato de ferro.
Secante.
Alvaiade.
Azarcao.
Tudo vende-se por commodos precos
e a vont&de dos compradores.
Em casa de Mills Latham & C. na
ra da Cadeia do Recife n. 52, ven-
damse duas machinas a vaper de nova
invencao para engenho de assucar sen-
do urna deforca de 12 cavallos e outra
de 14 ditos e rame de ferro para
jardim.

Vande-se o engenho Braco, moente e cor-
rete, nao s d'agua copeiro como de animaes,
sito na cldade da Victoria, tendo muito boas tr-
ras para qualquer lavoora e matos pertos : quem
pretende- lo, dirija-se ao mesmo engenho, a tra-
tar eom o seu dono, ou na cidade da Victoria na
ra do Meio com Sr. Joo Vicente de Brito
1 Gal?o, que lhe tari o Tendedor.
Pumos de seda elsticos para chapeos largos e
estrsitos a 19500 : na ra do Queimado n. 22,
oa loja da boa f.
Lazinhas muito finas
para vestidos.
Sup*riores_lazinhas para vestidos de muito
bonitos padres que se vendem pelo baralissimo
preco de 440 rs. o covado : na ra do Qaaima-
do n. 22, no loja da boa f.
Velas e arroz.
Loja de miudezas ra do Quei-
mado numero 33 A.
Costureiros.
Agulhaa Victoria papel a 120 rs.
i Liobas de200jardas de lodosos nmeros s80 rs.
Cascarrllha a peca 29.
Ditas muilo boa vara a 400 rs.
Tranca de linho para todo prec.o.
Franja de seda, de li'.ho, de algodo muito ba-
rato.
Retroz, linha de novelo ele.
Meias.
Um completo sorlimenlo sendo do cores para
meninoa a 240 r*.
Ditas brancas a 200 rs. .
Ditaa para senhora a 240, 300 e 400 rs.
Ditas para homem a 5J) e 6$.
Ditas pretas para senhora a 400 c 360 rs.
Gravatas
com bollo a 1;.
De cores muito boas para homem a 12,
Para meninos estreitinhasa 800 rs.
Pulceiras
de conlas miudinha a 1$.
De cabello a 4$.
De phantaaia de dito te. a 500 rs.
Botes.
Para casaca e para calca a groza 320 rs.
Para camisa muito unos groza JOO.
Grandes para roupao gro7a 1600.
Pequeninos para crianza 1$400.
Alamares.
Para capote a duzia por 800 rs.
foJvetpt.---------------------
De fio batido especial duzia 720 rs.
De carto 14 pares a duzu 500 rs.
Em caiza pretos a duzia 8U0 rs.
Brincos.
A balo brincos, encarnados, azues e dourados o
par por l.
Rozetinhas com pedras que pareco diamante o
par 1?.
Penas e canelas.
De todas 88 qualidados especialmente de caligra-
phia e de langa.
Caeta* para aprender escrever pelo systcma de
Sculy urna por 500 rs.
Papel.
Almaco pantado 500 f ih s GS.
Dito dito 420 ditas 49500.
Dito dito 420 ditas 4.
Dito liso 3JJ200.
Dilode peso azul e branco 4$500.
Dito azul liso 2^500.
Dito pequeo tarjado 1$500.
Dito pequeo de cores 1$200 e 1$500.
Dito tarjado de preto l500.
Envelopes cenlo 1$
Obreias de colas 100,120 e 300 rs.
Pentes de tartaruga.
A imperatriz 88 e 10# o que se vendsu por 16;
e 20J000.
Direito para alar cabello a 4$.
A imitaco por 1$.
De arripia para menino? a 800 e 1$.
Tartaruga para alizar ?$.
Da bfalo para suic.a e cabello 400 rs.
Penles de borracha pequsiio para trszsr por ca-
sa muito boc9 a 320 rs.
E iouidade dearligos novamente chegsdo9
loja Esperanza ru* do Queimado n. 33 A.
CALQ
45 Ra Dirata-45
A epidemia declina scusivelmenle, e o ssa
completo desappaiecimento est prximo I O
proprielario deste bem sortido eslabelecimenlo
convida os seus numerosos freguezes a substituir
o gallado velho, que todo est cholerico, por no-
vo, e que possa resistir s mil sebotis e mazzur-
cas que ?o ser daussdas era louvor do retabo-
Iccimenlo da saude publica. Oa precos con
vidam:
HOMENS.
afamadas Milis. ;
non-plus-altra Nantes.........
Nantes 2 bateras..............
lustre....................
inglezes de buidos..............
baiedores.......................
d couro da porco.......
bazerro a lustre...............
inglezes pes aelvagens.........
taiiados bracileiros............
Bolina




>
>
>

1200
ISjjOOO
llg.00
lOcliOO
UljUOO
05500
!COOO
V3OOO
73500
51500
7SO0O
tiJOO
SpotiO
6>f'00
5BS0O
59000
2*000
55 >U0
23lM'0
15260
Sapatoes oon-plus-ultra................
3 baterus e meia..............
esmaga cobra..................
Nantes 2 bateras vaqueta.....
a s 2 baterias bezerro......
> trabalhadores..........
> brasileiros de 3g500 a..........
Snalos2 solas o salto..................
> tranca portuguezes..........
francezes......
SENHORAS.
Bolinas dengozas.........
> salto de bater.......
> pechincha do U500 a. .
> americanas 3J500 a .
Sapatos de sallo (Jo!y) ..]...
s?ui elle (idem)......
tapete;........
o econmicos........
a lustre 32 e 33.......
MENINOS E MENINAS.
Ha de tudo em rels;o e nao su diixa
dinheiro.
Um completo sortimento de couro de
cordavo, bezerro francez, couro de lustre, mar-
roqu), sola, courinbos ole., que tudo s troca
por dinheiro vonlade do comprador.
595OO
33000
4000
2:500
3;0<;0
lO
800
500
SO
sabi:
porco,
V*ndem-se velas de espermacete a 640 a libra,
arroz de casca em saceos grandes a 2$800 cada
um : na liberna da traveisa do pateo do Paraizo
n. 16, com oito para a ra da Florentina.
g
j i s.
tf'og ism<
Esl fgido desd 11 do correle rrrz de ju-
IIjO, (i l'straao rWdo, U>cmJo. M;!.1^.- rtii-a-
ceiro, bem condecido nesta frica e .rus *rre-
baldes; representa t.;r 25 ancos de idate, bu-
zo e magro, tem cabellos cerspinhos raspado de
pouco tempo na cados, onde esleve por causa
de estar fgido, turri pou<-? barba efslte de denlea
na frenle, rosto comprido e clhos redondos ; tem
sido encontrado na Capunga, e Olinda anda va-
diaudo e jogando com mais do 2('j) que leveu :
quem o apprchender e levar a casa de seucr-hor
na P.issagem mente recompensado.
Antonio Valentim
da Silva Barroca.
2001 de grafecao
Cal e potassa.
Vemlem-se estes dous ar-
tigos ultiuaameote chegados,
no bem conhecido e acredita-
do deposito da ra da Cadeia
do Recife n. 12, mais barato
do que em outra qualquer
parte.
&m do Crespo n. 7, no
gallo vigilante.
Nesta nova loja ha grande porcao de caixinhas
com amendoas proprias para brioquedo de S.
rJoio que se vende pelo barato prego de 800 rs.
cada urna quem deixar do dar a urna menina
urna caixinha ; tambem lem grande por;o de
caixas proprias para doces secos que vende con-
forme seus lmannos a 05, 5$ o a 4$ a duzia,
amendoas avulsss a 800 a 640 rs. a libra: s no
vigilante rea do Crespo n. 7i
Manguitos com goiliuhas.
Veuda-so manguitos com gollinhas, fazenda
muito boa, pelo barato preco de 2g000, gollinhas
e punhos ultimo gosto a 2&U00, gollinhas muilo
finas o bem bordadas a IgOOO cada orna na ra
do Queimado loja do miudezas da Boa fama,
o. 35.
Tiras e ntremelos bordados.
Vende-se pe?as do tiras bordadas da 2,500,
3,000, 3,500 e 4,000 ntremelos a 1$600 e fUO
cada peca na ra do Queimado loja do miudezas
da Boa fama, n. 35.
Machinas americanas.
EmessadoN. 0. Bieber & C, suecessres,
ra da Cruz n. 4, vendem-ao :
Machinas para regar hortera capim.
Ditaa para descarocar milho.
Ditas para cortar capim.
Sel ios com pertences a 10$ o 209.
Obras do metal principa prateadas.
Alcatro da Suecia.
Veroiz da alcatro para navios.
Salsa parrilhade primeira qualidade do Par.
Vinho Xerez do 1836 em caixas d* 1 duzia.
Cognac em caixas do 1 duzia.
Arados e grades.
Brilhanles.
Carrosas pequeas.
Cal de Lisboa.
Vende-se superior cal da Lisboa chegada lti-
mamente, e por precos muilo mais commodos do
que em outra qualquer parte ; no aotigo o mui-
to acreditado depoaito da ra do Brum o. 66.
Bolinhos fran-
cezes.
Na nadara de A. F. de S. Beiris, ra dos
Pires n. 42, vende se bolinhos francezes, ditos de
passas, bolachiohas de ararais, biscoito doce,
grosso e fioo, fatias, pao commum, dito de pro-
venga, bolacha : tudo fabricado das melhores fa-
rinhas e trabalhado com perfeicao o limpeza e
tado por preco commodo. _____________
a quem pegar o pardo Francisco, de 17 atera
do idade, de bonUt figura, com lod-os os denl,
Cubillos csrapinhos e iui-,os, osle pardo fui do
Sr. Dr. Borgc-f da Fonseca, o qukl viajoi coa: a
mesmo senhor todo o serto e suburbios csta
provincia,necesra.amento quanlo era seu es-
cravo, e laUez aieda se inculque a servido lo
mesmo: quen o pegar queira entrega lo a sea
legitimo dono na raa do llospirio n. 6.
Ignacio Luiz de Brilo Tab<.rda.
EscravafVigida,
lia ,iou3 mezes que austntou-se da ciss de seu
senhor a preta Lourenc*, e suppe-se qne ezt
nesia cidade servindo como criada ; essa preta
deu a rcetide rie seu valor por conta de aue al-
torris, e em qualquer parte diz que forra, ella
lem a pello bem prets, boa Ogura, altura regular
e Uila bem ; rog.i-see quem a vir, que O aviso
ua ra Direita n. 82, ou que a rume'.ia a seu se-
nhor Vicente Ferreira Barbosa, na tilla do Li-
moriro, em seu sitio Diids Pedras, que ser gra-
tificlo.
Uestpnareceu no dia 5 do correla raez, da
l villa da Escaa, o preto Joaquim, crioulo, de 30
I annos, cum os signaes seguintes: alto, magro,
! roslo comprido e descarnado, olhos pequeos O
i vermellms, denles lim dos, peitos bolacos para
fors, bem presumido na falla e pouca bsrb, le
vou camisa decbila cabocla o caiga de algodo
de listas, levando seu poder majs alguma roupa,
como talcas d9 casemira de cor, do algodo azul,
camisas ds mesma fazenda, chapeos de baeta cin-
zenla etc. ; este prelo recupava-se cm vender
pao o linha sabido com um panscum pintado do
encarnado no nuio, suspe.tava-se que toase pa-
ra o lado da povosc^o de l'apai.'Qa, sondo foi
escravo do padre Antonio Carnoiro de Alo oda,
ex capello do collegio do mesmo lugar, d'unda
fez urna fgida para esta cidade, aonde foi ven-
dido ao Sr. Juo Romaneo de Azcvtdo Chapos :
j pedo-so s autoridades poiiciacs e capitias c'9
campo a spprehengao de dito escravo, e evem i.
de sedas do quadrioho* aludinos propria. paj;"1 Ia Escada sodito Campos, ou nesta prsca a
meninos, sendo I francisco Jos Leite, na ra do Imperador, quo
Fazcn&s barates
NA
ojadopavao.

Cambroia orgatidys a 280 rs.
Vende-se cambraia organrtys de cores com roo-
dernissimos padroes a 280 o covjdo, e csssas
francezas muito Unas a 240, 280 e 300 re. o co- ]
vado: s na loja do pavao, ra da Imperatriz:
numero 60.
Chitas largas a 200 rs.
Vendem-se chitas largas a 200 rs. o cosado por
ler um pequeo loque de molo ; na ra da Im-
peratriz O..60, loja do pavao.
Alpakiua 280
Vande-se esta nnv* fazenda de linho a imitaco
vestido do senhora, roupaa para
fazenda que nao desbota, a 280 o covado : na ra
da Imperatriz n. 60. loja do pavao.______________
Bramante a 10$.
Vendem-se pegas de bramania de linho de
urna s largura com 27 varas a I115 a pega, tam-
bem se vende 1|2 pega com 13 1 \t varas por 59 ;
na ra da Imperatriz n. GO. loj do pavo.
so gratificar generosamente,
quem o acouter.
Protesta se contra
Carnauba
Vende-se a mala superior cera de carnauba que
a no mor
do pavao.
Um cabriolet,
Vende-se nm bonito cabriolet de duas rodas,
pintado o envernisado de novo, por prego coma
modo : para ver, na oficina deGroigean, na ru-
da Florentina. ___________^^^^^^
Vendem-se tacha* de ferro cuaao do autor
mais acreditado : na ra* do Bna, armazem do
suata: de Jos da Silva Loyo & C.
Escravo fgida
Fugio do abaixo assignado o seu escravo Jo5>,
Angola, maior de M) annos, com os signies se-
guintes : estatura regular, magro, e urr pouco
cambaio, por ler um joelho inchado, tem o rosto
comprido, bocea grande, olhos avermelhados, o
.._-_ .-.- -_---- ,ft a voz um pouco rouquinba, e cosiuma ir.izer um
ha no morcado ; na ra d. Imperatriz n. CO. loja brnco naptelha es^ucraB; and8Ta g8nhaDd0( 4
___________ I muito lsdino, e de prezorr.ir que se intitule for-
CambraiaS lisa a 3$, ro.joaUresioWo e Janeiro para ser vendido,
.. .. _*.., n rronde veio ha poneos mezes.
Vendem-se pega* de cambraia lisa muito fina '
com 8 1|2 varas a 3; pega : na ra da Impera-
triz n. 60, loja do pavao._______________________
Paletots a G#.
Vendem-se paletots de panno preto fino e cor
de caf a 69 : na ra da Imperatriz n 60, loja do
pavo. ______^^^
rhitna pepura* n DAO "legrando mentiroso, e de crer que pretenda il-
liUitas csuuio ct Afiu. i ludir quem o capturar; deixom Dcar a roupa, a
Vendem-se chitas francezas escuras a 240 o co- j levou vestido caiga de brim de cor e camisa de
vado : n ra da linoerairit n. 60. liji do pavo. madrasto. O abaixo assignado protestar com
i. I T 7 todo o rigor da lei contra quem o acoitsr. R-
ttaleS baratOS Icommenda-ae aos ssnhores capiles de campo o
Vendem-ae chales de merino de cores sendo j autoridades policiaes, e a quem o trouxer ac ar-
muito grandes a 3$ ; na rea da Imperatriz n. 60,' mazem da rna da Cruz no Recifi > n. 'i, i
Foi comprado ao
Sr. Jos Paulo do liego Brrelo, da villa do Ca-
:tij, que o houvede urna Sra. D. Mara das Ierras
Ido enjeobo Serrinha, depois de ter chfgado do
! sul fugio para o Cabo, aonde dizem que lem ama-
jzia e lbos, e onde foi capturado. Aina con-
j serva signaes do castigo que soffreu por esta ta-
iga. Dias depois dse haver ausentado, pela ul-
tima vez, foi visto no bairro de Santo Antonio;
loja do pavao.
icompintado.
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


8
DIARIO DB mHAMBCO. ^U^ ffilRA 12 Dt AGOSTO DE ilt,
Litteratara
A FESTA DO CRUZEIKO.
Desponta a aurora I A matutina estrella
Erilha no cea azul pomposa e linda ;
Aruplia-ae o horisooto e so ensaoefa
De parparais e douradas nuvens ;
O hymno da maaha eolosm aves
Meigis (riaaodo dos floridos bosques ;
Perfumoso terral, brisa da ierra,
Beija a gentil palmeira, seotioella
Que a langa vegetal ergue entre as pltimts ;
Diceode ao golpho, que o Janeiro guarda.
as aguas encrespando ai deixa a (ose ;
Aqui, ali fuzila ; o caoho troa ;
E ao som festivo, que retumba ao longe,
Se eleva aoi rea o pendo brasilio.
Salve emblema immorlal de am livre poro,
Que alegre e festival deiperta agora.
Contente, aem grilhes, que os romper aoube,
Eis o sol I Alva luz inunda 01 montea
E da ingente cidade as torrea banha ;
Grato repique sal ti tando dansa
No bronze aereo e os ares barmonita ;
Festivas galas, que recamam flores,
Ornam a cathedral do novo imperio:
o clarini marcial loando chama
Os guerreiroi festa (1), que eate dia
Aos lhos que o merecer (2) a patria o lagra.
Poaeo a poueo povoa-ae o recinto
l)a regia cathedral. Grandes e nobres
A fronte curvam ao symbulo sagrado ;
Hroes, que tyranoia disputaram
Sobre o mar, sobre o campo, em marcia lide,
A patria, a Independencia, a liberdade,
Deps submissos da victoria o louros
Que em triumpho immortal oa cua lbe deram I
Eis chega a magostado I Eia rompe o orgo
Em suaves, melifluos accentos,
Que reboaodo vo pelas abobada ;
Ante o sacro painel, que o pincel deslro
De Leandro (3) iroprimiu Gna tela,
Trosta se o capello, o excelso bispo,
E entre Dovens de incens a Deus se alca.
Bege o divino coro dos cantores
Mauricio, que a Mozart nao cede a palma (4).
Tiebeuse grandes, reis e sacerdotea
Curros adoram a aabia Omnipotencia.
INos libios dos cantores morre o hymno,
Dos ministroinos lsbios morre a prece,
Enes vaitas arcadas se extinguindo
Vo com as vozes do orgo a proce e o cinto;
Reina o silencio, e no elevado pulpito
Curiosa a raulti 'ao os olhos crava ;
Eis Ssmpaio (5) fecundo surge, assoma,
E, mgico orador, desprende a falla ;
Arrouba-o o enthusiasmo, os cus o inspiram,
E em sagrado delirio a Deus so eleva ;
Diixa depois trra, e patria amada
Raiga o vu do porvir, mostra a grandeza
Que entre as de mais nacoes lhe fada o Eterno ;
Pe-Je depois aos bravos brasileiros
Qao a prol da patria trabalhando marchom.
Ah para premiar-lhe os nobrea feitoa
Ella possue as fulgidas estrellas
Do cruzeiro do sul, aos cus roubadas
Por seu imperador, sea pae, seu numen (6)
Qual vaga immensa a multidao se agita
CU eia o. e mudo applauso. L de novo
Mauricio accena e os caticos comegam ;
D* novo o sacerdote a prece entoa,
Alas de novo tambem fenecem, cessam.
A multidao cm ondas se dispersa;
Ao pago a fausta corte ae dirige ;
Silencioso, apenas resta ao templo
Saudoso echo do sonoro canto,
Que envolto em nuvens de perfume expira,
Como o doce murmurio d'alma foote
Que exhaure o sol em rido deserto.
Na sala do docel se ajunta a corte
Luzidia e pomposa, qual nao viram
Amigas eapitaes do velho mundo (7).
Pedro o invicto em seu throao diamantino
Realga-lhe a grandeza; Leopoldina
A seu lado, orna o solio c'oas virtudes,
Que em lio esplendor os cus lbe deram.'
Mudos, em p, ali, grandes e nobres,
(1) A festa da ordem do Cruzeiro foi mareada
pelo artigo 24 do decreto da sua creacao datado
do Io de dezembro de 1822.
A pnm6ira teve lugar no annoaeguinte, e d'a-
bi para c lem-se celebrado sempre no dia Ia de
dezembro, anniversario da coroago de D. Pedro
(2) A insignia da ordom do Cruzeiro tem no
centro em campo azul celeste ama cruz formada
de rfezeoove estrellai esmaltadas de branco, e na
circunferencia deste campo, em circulo azul fer-
rete, a legenda Benmerentium premium.
Foi creada por querer outrosim, disse o impe-
rador, augmentar com a la imperial munifieen-
Cii oe meios de remunerar os serrigos que lhe ha
riam prestado e houvessem de prestar os subdi-
tos do imperio aoi benemritos estrangeiros, que
preferom estas distinccocs honorficas a quaes-
qaer outras recompensas, e tambem para poder
dar urna prova da sua alta considerado e amia-
de s personagens da miior gerarcbia e moreci-
mcnlo que folgassem com esse seu signal de es-
timaciio. Vide decreto j citado.
(3) Jos Leandro, pintor histrico e fiel retra-
tista o tempo do reinado. E' delle o quadro do
aliar mor da capella imperial [onde se v retrata-
da toda a familia real.
(4) O padre Jos Mauricio Nanea Gircia, ins-
pector da msica da real capella, que primou oa
msica sacra, e elevou-se por seu genio a par
dos Saltyburgs e Beethovens. Como Mozart
compoz o Rquiem que cantou-ie as suas exe-
quias
(5) O padre-mestre, pregador da imperial ca-
pella, fr*t Francisco de Santa Thereza de Jesui
Sampaio. Foi um dos primeiros oradores qae
honr* r*m o pulpito brasileiro.
(6) Hei por bem (em alluso posico geo-
grsphica desta vasta o rica regiao da America
ij-i.,1, quo forma o imperio do Brasil, onde se
acta a grande eonstellago do Cruzeiro, e egual-
mente cm memoria do nome que teve sempre
este imperio, desde o seu doscobrimento, de
trra (a Santa Cruz] crear urna ora ordem ho-
norilica denominada Ordem Imperial do Cruzei-
ro, etc. b Decreto do 1 de dezembro de 1822
(7) A illustre viajante austraca Pfeiffer assim
O allirma na sua obra : Premier voy age d'une
femme au lour du monde.
ReTaatem ai paredei adornadas
Dos paiaeis, qte a Debrtt (8) leu prego devera.
=
Falta somante a tanto laatre e gloria
O desterrado relho...(9) que na lyra
T3o carpida do exilio est chorando
Tamanba ingratidao...Falta...Mas ehegatn
De eatraogeiraa potencias os ministros ;
Compacta multidao ais ae approxima ;
Mas della nobremeote le destaca
Matrona varonil. Veate-lhe o peito
Farda que mil pelouros raipeilanm
No campo da balalhi eotre as cohortes
Do grande imperador (10; pende-lhe ao lado
A espada qae manchou contrario sangue ;
No braco trat ainda nao marchadas
As folhas com que as mysticaa donzellaa
DaSoledade (11) a frente lhe enramaram.
Pela corte reaoa am borbarinho ;
Crara-se nella oa olhoa ; graodea, nobrea
Pela primeira re a distingaiam ;
Pedro baixa do throno o olhar sereno ;
Leopoldina a contempla. Todos mudos
Esperam que ella filie.
, Salve, disse,
Ante o solio imperial debrando a fronte,
Sublime imperador, e t, excelsa,
E clara imperatriz. E assim fallando
as regias ruaos seus labios imprima.
Quem s, e d'onde rens? Eia lhe pergunla
O egregio imperador.
... Mulher guerreira,
Venhoda gueria ou antes da victoria.
Assim ella responde e asiim proiegue:
Jl nos maros seus r a Baha
Ondular o pendo que nos doastei I
L rao, l foram oa contrarioa nosioi;
Levam comiigo ojogo, os ferros levara,
E deixam-nos a patria a liberdade ;
E na coosttllago do sul brtlhante
Fulgura ora e renturosa estrella,
Symb'lo do teu poder, da gloria tua.
a Assaz eu tambem fiz; na dura guerra
O meu braco amestrei por entre os golpes
Dos inimigoi, mercenario gladios,
E aprendendo arrostar duros perlgos,
A vida desprezef, obrei prodigios.
Se tanto cabe em mim louvar measfeitos.
Quantas rezes nao ri da morte o aojo
Paludo e triste em su negro carallo
De bailas dinas e enlutadas azas,
Pairado sobre o campo da batelha,
Sem que de mido o fri me tocasse
U>a fibra aiquer I Ah I Deus ma dera
Em peito de mulher alma guerreira ;
Negon-me, certo encantos e attractivos,
Mas doutou-me de indmita coragem 1
Senhor, melhor do que eu saber t deves
Como a Baha desperlou um dia (12)
Eotre o lusa e brasilio abriu-se a guerra ;
Filhos da servido, brutaes saldados
Gorrera, rocifenndo, as ermas ras,
L aos crebros golpes de pesadas magas
Cadera do templo as portas (13); sacras joias
A cubiga renal nao tartana, incilam ;
L v3o do cdado ao asylo inerme ;
Precede-os e terror, segue-os o insulto ;
Levara comiigo o saque, o opprobio, a morte 1
O leito conjugal, em vo velado
De innocencia e pudor, profana o erime;
Flor de amor, cabe a virgem desfolbada ;
Eo Infante, anjo de graga 6 da pureza,
No seu bergo infantil recebe a morte 1
Novo ero infernal, via Madeira (14)
D nova Roma a lgubre agona ;
Approvador, satnico lorriso
Aoi soldados crueis redobra as iras ;
Grito borrivel. cus, dentre elle* parte,
E no inferno estrugiodo espanta as sombras 1
Aos conrentos I bradoa da turba o cabo,
E todos repeliram : c aoi conrentoi 1
Gyneceu do Senhor, sagrado aiylo,
O moiteiro da Lapa resoara
Co'os psalmoi divinaos das puras rirgens.
L prostrada entre ellas, grata e humilde,
Joanna (15), que ss'regis, viu tresvezes
Sobre a ara sagrada a cruz mover-se,
E inclinar-se e depois cahir por ierra...'.
Assombradas a ella volvem todas.....
.Mas iofernal rumor.... ouvndo.... parara....
Aos golpes da segure as portas tombam,
E a bruta mullidlo invade o asylo,
Porm dbil mulher lhe embarga os passos ;
Negra mortalha lhe reveste as carnes,
J mortag para o mundo ha rauito lempo;
Aureola divinalaV caa vejara,
Filhas do sofTrimento e nao dos annos.
(8) Pintor histrico, director e fundador da
academia das bellas artes desla curte. E' delle
o quadro do pago imperial da cidade que repre-
senta a coroaco do Sr. D. Pedro I.
(9, Jos Bonifacio de Andrada e Silva, o pa-
triarcha da independencia nacional, que referen-
dra o decreto da creago da ordem do Cruzeiro,
e que ento achara se desterrado em Brdeos,
onde, mais tarde, publcou as suas Poeziasavul-
as sob o pseudnimo de Amrica Elysio.
Na sua bella ode Aot Bahianos e na que se in-
titula O poea desterrado, exhalou os suspiros da
saudade, que lhe atormentava a alma to longe
da patria.
(10) O batalhao de cagadores, denominado dos
voluntarios do principe O Pedro, organisado na
Bahia sob o commando do bravo nnjor Jos An-
tonio da Silva Castro.
(11) As freirs do convento da Soledade da ci-
dade da Baha, quo prepararan: brilhinle recep-
go a entrada do exercito pacificador na meima
cidade.
(121 O dia 19 de feverciro de 1822. A rivali-
dade dos partidos dos generaos Madeira e Manoel
Podro tocou o seu auge e corteu as armas quan-
do chegou a cidade da Bahia a designago vinda
de Lisboa do general Madeira para commandan-
te das armas, em prejaizo da causa nacional, que
via no exercicio daquelle posto pelo general Ma-
noel Pedro a expresso popular symbolisada pelo
voto da junta provisoria que diriga ento os des
lios da provincia.
(13) A capella da Senhora do Rosario ricamen-
te paramentada, que exista dentro do aquarlela-
menlo do exlincto 1 regiment de linha.
(14) O general Madeira, commandante das
armas da Baha por designago das cortes de
Lisboa.
(15) A madre Joanna Anglica, senhora ba-
hiana, ento digna abbadessa do convento da
Lapa.
Em vao grave eloqaeucia orna-lhe o labio*.
Em vo pede e aupplica e roga a insta I
Qual leo, que a rugir irriga a juba, /
Move-ie a turba, e ullalante avanga,
c Pois bem, a virgem brada austera e sita,
c Pasiareia mas por cima do am cadver I '
As bayonetea calando investe a tarba,
E ao seio virginala morte levam 1
A esposa do Senhor, cruzando oa bragoa, (
Acolbedo marlyrio a eterna palma;
Alga os olhos aos cus; lorri -se; expira.
Qae pavor 1 Que tremendo sacrilegio I
Estremece o marmreo pavimento
Tinto do quente aangue da innocencia I
Retumba as vastissimas abobadas
O alarido feroz da inopia gente,
E transidas de horror, espavoridas,
Fogem, deixaodo o asylo, aa aanlas virgem
c Eu vi, eu mesmo tanloa horrores,
E vinginga jurei no altar da patria,
Era frgil mulher, mas tambem elles
Contra ns carniceiros se mostravara.
a Eia, as armas 1 bradei a Eia, Badianas!!
t Se timos de perder a vida ingloria
Horramos sobre o campo da batalhi
Caro vendendo a vida aos ioimigos ;
Branquejem entre os seus os nossos ossos:
< E viogue o eminil ardor babiano
O sangue que am holocausto liberdade
Ttogiu as patrias, renerandaa aras.
" Tu, cara imperatriz, bem araliaa
Toda nossa misso na independencia ;
Ah ningaem se poupoa i prol da patria
Qaem a vida nao poade offerecer-lhe
Suaa joias cedeu a bem da guerra ;
Aos ps do solio teu Camargo Illustre (16)
Veio ufano asdopdr em noiso nome.
.
a Looga foi jornada e porflosa,
Sanguenta e dura e tratricida a luta ;
Mas emfim do Ypiraoga ouviu-so o brado
No fausto Piraj e em llaparica.
L desprende Madeira as pandas reas.
Das nas, que aproa s lizitanas plagas ;
L eicuta o canhao, que em som festivo
Sata o pavilho de um povo livre ;
Cochrane ousado lhes vigia a rota (17),
E, s brisas entregando as ureas flammai,
Singram afanas o mar as nus brasilias.
Rainha do Ocano, que te assentas
N'um throno de esmeralda, to raidosa
De teus manmoreos templos Baha,
Abre aojea defensor (18) as portas tuas I
Filhas da Soledade, ornas as frontes
Dos eximios hroes da patria nossa,
Que eu grato rossa eslima, grato s florea
Que sobre mim, benignas, espargistes,
Transmitiirei ao exercito invencivel
O vosio abrigo honroso e encomios rossos 1
Calou-se. Universal spplauso a acolhe ;
Da meiga imperatriz reg o semblante
Iocantarel aorriso ; e grave e austero
Lhe accena o imperador que ae approxime ;
Co'a iosigma do Cruzeiro orna-lhe o peito,
Ecom a augusta palavra honra-lhe a grag<
a I'osia, diz-lhe o mooarcha, o dislinclivo,
Digno de ti e mim, assignalar-te
No dia em que tal festa celebramos ;
Mostr elle o teu valor, raro em teu sexo ;
Sirva de exemplo agora e no futuro ; i
Pois bello servir liberdade (19) 1 o I
Confusa a heroina (20) curva o joelho, ebeijt
A dextra ao imperador, que honra-la soube :
Modesta, mas nao tanta que disfarce
A alegra, que o riso s faces manda, i
Procura se perder por entre a turba,
Quo se agglomera, i abrari a felicita,
E a argao imperial bemdiz, e louva ; '
Desee a prega e entre vivas ruidosos
Recebe os parabens do povo amigo.
J. Noborto de Souza Sil.' -
[Diario da Ba.'tt.
________ I
Onze de agosto.
(Recitada na faculdade de direito do Reci
oferecida aos meus colltgas da mesm)
Mais um anno, senhores I Mais um marco.
Que o vosso caminhar deixa aps si 1
Erigiu [o progreiso mais um arco,
E mais um'ara collocou aqui 1
Tudo annuncia que mil forgas batera
Que jovens, como vos, se nao ahitera,
Quando o progresso Caminbao I lhe,
Quantas lnzes, e masicas, e flores
Aqui profusamente all alm I
E' que vos tendes azas de eondorea,
E os vosso peitoso Vesuvio tem 1
____k----------------------------------
Sempre riada nos labios encandidoi 1
Nos olhos chararaejsntes sempre luz 1
Cruzsda de fflanceboa nao rencidoa,
A' ros anima a liberdade e ,a Craz I
A liberdade o astro dos hroes I
A Cruz o verbo santo do Sinai I
Eu creio, meus irmos, que sobre vos
Um olhar dos de Dsus rdeme cihe I
Eu vejo. A Cre dirige os passos vossos.
Aosol ds liberdade, ureo pharol 1
Seguros caminhse, giganteos morbos :
Nao vedes no porvir a luido um sol ? I
Caminbae, qae ante vos mil horlsontes
Se eatendem festivaes alm doa Andes I
Mancebos, sempre fogo n'essas frontes,
E sempre crensss n'esses peitos grandes I
lie, voai, cndores altaneiros,
Novas espheraa a atlingir de luz,
Filos os olhos n'esles.dous luiciros :
A liberdade no Brasil, e a Cruz 1
Mais um anno, senhores I Mais um marco
Qie o vosso caminhar deixa apssi !
Levanto o progresso mais um arco,
E mais um'ara collocou aqui.
Recife, 11 de agosto de 1862.
F. Tavora.
constante, que dev dar-lhe desojo de sef mioha
herdeira.
Vamos, mea charo Friti, toma animo, e tra-
ta de teus negbcirs : que o tea casamento possa
celebrar-se nnl nresmo dia qae o meu ; ser para
mim urna festa.dupla.
Nio me enganei eatolheodo Mr. Schatz ;
qnanto mais o estudo, tanto mais me conveogo
de que nao errei formando logo um conceito fa-
voravel de seu carcter e merecimento : sel que
recebers essa noticia com prazer que tenho de
communicar-i'e.
a De sua phisionomia e de seu porte, nada te-
nho a dizer-te **-*'
, viste-Po.
< Quanlo a intelligencia, rerdadeiramente
um homem superior ; muito sabio, e sua al-
fareaios; e o seto qae a desliga, que o senhor
guardar! precioietnente. M. Schatz, bem no
&. "- ?Toli' ",t0B P""Co de M.
envara, e daixoa-o correado. Nio en por
simples condescendencia de aniignidade que alie
lbe ceda a antecedencia ; mes sim para ter tem-
po derestir um galante costame de amante. M.
Schwart nao precisav. atavi,r-,e intilmente ;
ah mesmo, com o Iraio matinal, foi tranquilla-
mente abragar a bella Catharine, cobrindo-a do
rosas, de cumprimeotos e violetas.
Depois do que :
Prometti, disss elle, entregar-te ao nosio
amigo boje mesmo. Ser o meu presente pan
dia da teus annos. Se "
o dia da leus annos. Se queres, ser fcil ta-
um nomern superior ; o mano sabio, e sua al- gu|ar j4 partilhl de no2 forUna. E "\ [*~
ma aberta poesa ; pensa com muito juno e dos os lllilos papeii necessarios. ^
falla bem. i .
L estendeu um masso de pergaminhos sobre
urna mesa, ante a qual assentou-se, depois de
haver feilo asseotar madama Schwartz.
Por aqui {vers, disse ella, que conserve
zelosamente, e al mesmo laagmeatei tua for-
c Contara-me hontem como um philosopbo
grego explica o amor. Parece, meu amigo que
em outro tempo as nossas almas eram duplas ;
linham doas sexos e daaa izas.
c Um dia, nao sei porque accidente, ellas ca-
hram sobre a Ierra do espago ceruliu em que luna,
adejaram na luz; com a queda, fizeram-se em J'eu charo Fritz, consente que te inter-
does pedagos ; a parte masculina foi para a di- rompa ; divide ao menos o augmento qae le dero.
reta, a feminina para a esquerda ; depois deste contrario nao seria justo. Mas pego-le que
tempo as daas metades procurara-se. Esses dous delxemos isso : o nosso tsbellio far as part-
fragmentos, to riolentamenle separados e lan-1 Ih'9-
Air !
(16) M. J. Pires Camargo apresentou a S, VI. a
Imperatriz Leopoldina, de parte das senhor s ba-
hianas.assuasfelicitagOes.e offereceu-lhe.ea seus
Domes, caso fosse necessario, as suas joias para
manuiecgio da santa guerra da independencia.
A formidavel perspeettva.das baionelas, diese o
orador, j tintas no sangue de pessoaa de sen se
xo, bem longe de amortecer o seu patriotismo,
s serria pira as obrigar a correr mais deprotssa
a se uolrem brilhante cadeira que ligar tojo o
Brasil em roda de throno do iocompararel prin-
cipe regente, defensor perpetuo] dos seus? di-
reitos.
(17) O almirante lord Cochrane, ento aojser-
rigo do imperio, qae bloqueara a Bahia, pVse-
guiu a escuadra portugueza al o 5a de lat
norte e capturou alguos navios. Vide a su
Narrativa d$ servicos no libertar se o Brasi
dominaco portugueza.
(18) general Jos Joaquim de Lima e Sifva,
commandante em chefe do exercito paclQcador.
(19) Querendo conceder a D. Maria Quintera
de Jeus Medeiros um dislinctiro, que assignile
os servicos militares, que com denodo, raro entre
as maia de seu sexo, prestara causa da inde-
pendencia desle imperio, na porflosa restaura-
ro da Bahia : hei por bem permittir-lhe o aso
da insignia de cavalleiro da ordem imperial do
Cruzeiro. Decret de 20 de agosto de 1823.
(20) D. Maria Quitea de Jess Medeiros de
quem fazem honrosa mencao em suas obras: Ma-
ria Graham, Journal cf a voyage to Braiil ;
Wardeo, histoire de l'empire du Brzil. as bra
sileiras reuni todas as ootaa que pude alcangar
sobre a vida e feitos desla distincta Bahiana.
Um divorcio.
IXovclIa allcma.
II
[Conlinuaco.)
Vinte e quatro horas depois desla conrersago
Mr. Schwartz escrevia de Paris a caria se-
guinte:
Minha querida Kat.
Dvo annunciar-te, ao descalgar-me minha
feliz chegada i capital do imperio franeez, capital
do mundo civilisado, se acreditarmos o que di-
zem os seus habttanies.
E' certo que os Parisienses sao polidos, ama-
veis e risonhos para com os estrangeiros ; e sua
cidade maravillosamente bella: acabam de
conduxir-me por meio de magnficos boulevards
e ras, arebitecturas ao hotel de Louvre, urna ci-
dade em Parii.
De Rosen-Badn at aqu nenhum incidente
houve. Nada, granas a teas bons cuidados, fal-
toa-meoessa longa vlagem, abreviada pelo va-
por. Bem envolvido por tuas bellas e solicitas
mos nem notei a fiescura da noute e dorm mui
commodamente.
As provisoas de bocea que prudentemente
me forneceste, impediram-me da sentir fume nos
intervallos das raras e breves consosdas que nos
offereciamno rail-wy franeez.
* Os Trancezes, bem o sabeia, comem pouco ;
sua imaginario viva ; aem davida ella oa ali-
menta : muito quando comem duas oa tres ve-
zes no dia. Entretanto sua cosinha boa ; como
sais modas e sua liogaa, ella reina no mundo.
a Escrevo-te este bilhete emquanto me prepa-
ran: o almogo. Deixando a mesa, lomarei o meu
toilette e irei, segundo tuas erdens, aposentar-
me madama Blenn. Dir-te-hei amanha o
resultado dessa primeira visita.
a Nao deixes, te pego, de dar-me noticias tuas.
Etpero que Mr. Schutzse portar com ligo como
deve. Ser-me-ha muito aprazivel saber que ella
ss esforga por continuar a boa opinio que for-
maste de seu caraeter.
c Ninguem, minha querida Kat, far votos
mais rdanles pela tua felicidado, quero teu
Fritz.
Nessa mesma tirde, eita segunda carta leguia
a primeira :
Nao quero esperar por amanha, minha que-
rida Kat, para communicar-te a satisfago que
experimente!.
a Eu nao tinba conservado de madama Blenn
aeno urna lembraoga muito vaga ; porque at
ento, mioha querida Kat, s a i e vira. Ti-
nhas bem razo de elogiar as gragas e mrito de
tua amiga ; nao acbei-a aquem de teus elogios,
- e julgar-me-hei feliz se ella quizer subsliuir-le.
Mas, realmente, eu t'o confesso, sinlo-me emba-
ragado, sem saber mesmo como deva fazer-lhe
melhante proposigo.
C Nunca fui muito ousado com urna mulher
joven e bella : lembras-te do modo porque te flz
a curte em outro tempo ? Nao me sintojhoje
menos timido ; nio obstante tres cabellos bran-
----- ;'-------- *"" unne esquerua, sinio
ainda o rubor da adolescencia subir-me s faces
uoici idea...
Sempre le adorei, minha querida Kat, mui-
to mais do que soube mostrar-te. Quanlo inve-
1'a a intrepidez e o desenvolvimento ordinario dos
'rancezea em semelhantes negocios Esses ho-
mem nao tremem mal ante o olhar de suas da-
mas do que antjoscanhoes dosinimigos : ver-
daderamente um povo de zuavos.
a Mis eu nasci em Berln ; e depois eita aven-
tura inesperada ; nao peniava que houvesse de
ter necessdade anda ama vez de tanta audacia:
julgava ter-me casado urna vez por todas. N5o
sei mesmo como poderei ter muilas occasioes de
tornar a ver madama Blenn : temo ser indiscre-
to renovando frequentemente minhas visitas sem
m pretexto : para que preciso que eu a veja ?
Aconselha-me, minha querida KjI ; nao deves
prestar teus bons okios nesta oceurreucia do
teu
a Fritz.
.POLHETIH
0 DEIOMO HO DHIRO
POR
HENRY GONSGIENCE
VIII
(Conlinuaco do n. 183 )
O msico pegou em ambas as mos de Ber-
thollo, e disse-lhe com voz expressiva :
Meu amigo, nao te allucinee. Em ti mesmo
tem o remedio que buscas : langa mo delle fran-
camente, lembra-te de que s homem. e luta com
energa contra os desvos de tua imeginago en-
ferma. V as coasas de singue fro, e sera exa-
gragao. Ali, naquella casa, de onde nao tiras os
olhos habita urna joven, que eslava destinada a
ser tua esposa, e dizia que sem ti nao poderla vi-
rer, que a sua alma deflnharia separada da toa:
entretanto bastou um s dia para esquecer as
seas promessascomo isto foi, nao sei As suas
pslavras erara fingidas, engaadoras: ella nao te
sma'ao nico objecto do seu amor era o mi-
lho que tiohas de hardar; e apenas o milho te
foi roubado o seu coragSo se desligou de ti para
seguir a heranga. Essa ternura que le prometleu,
esses juramentos qe te lazia vae vende-los a
prego o'ouro, consenlindo na execrarel unio com
aquello mesmo que te roubon...
Berlhoido levantoa as mos em ar de aupplica,
como para pedir a seu amigo que poapasse Lau-
ra, e disse suspirando
Conrado, Conrado I Pode ser que estejamoi
Iludidos 1 Nao falles assim della 1 Obi Dilace-
ras-me o coragol...
Nada decompaixo para aquella que riolou
osen juramento 1 exclamoa Conrado. Volemo-la
ao desprezo. Eu nao esperara, ae bem que a
principio o julguei possivel, que ella depois de
consumada a tua ruina podesse fazercom qae seu
pao coosenlisse no casamento eomtlgo:
aceitar logo oo dia immediato por esposo o ir.i-
serartl que te roubou, eolregar-se de seu pro-
prio modo e por amor do dioheiro ao homem, a
quem moslrou sempre desprezar e aborreceroh I
o cumulo da miseria I urna conducta to bai-
xa, toigoobil, que em vez de lastimar-te deve-
rias antes agradecer a Dous por haver desviado
do teu camioho urna mulher loiodigoal Nao
rolles mais a vista para aquella casa... Ali trium
pha o perfilo Hoock; ah Kmenaer zomba do
poeta deiherdado ; ali Laura ri-se do pobre man
cebo que ousou oulr'ora levantar os olhos para
ella: ri se, verdadeofTeoda-te isto ou nao
ri-se com o miseravel Monck do logro em que te
fez cahir, e do resultado de sua astucia : esse o
meio mais certo de agradar ao sea futuro esposo.
E tu o que esperas mais? O que queres, o que
desejas i Ests a perder o tempo, gastas as forgas
teimando n'um sonho que nem tem a menor som-
bra de realidade 1 Dado mesmo agora que o teu
voto podesse ser cumprido, e que Laura voltasse
a ti, nao a repellirias com horror?
BertholJo levantou-se vagarosamente, e disse
com voz desalentada.
_ Al de mim 1 Hei de renunciar a tudo, al
mesmo recordaran, ultimo recurso das almas
loffredorasl Dehnhar e morrer com a conviego
de que depois de minha morie ella rir-se-ha das
minhas dores eis a sorte que roe est reser-
vada I
Se ea estivesse em leu lugar, descubrira
um meio seguro de vingar-me.
Bra meio de vioganga I exclamou o man-
cebo com sbita energa. O que pois farias tu?
O msico respondeu como inspirado :
Reunindo todas as minhas forgas deixaria o
meu genio expandir-se, e forgaria os meus com-
patriotas a admirar-me. Faria com que o meu
nome fosse amado, venerado, e exaltado por mil
boceas, at chegar aos ouvidos daquella que to
infamomente me houvesie olvidado : faria com
que a minha fama resplandecer aos seus olhoi
com um brilho sem eguale tal vez ento deplo-
rasse ella o seu perjurio... Mas o que tens? Ve-
jo-te empallidecer e tremer 1 Para o que ests
olhando?
Com effeito trmulo e estupefacto Berlholdo
mostrar o longe por entre os arvoredos dua9
Este appello foi oavido : a resposta chegou pelo
mesmo correio :
Lembro-me, mea charo Fritz, ede reconhe-
(0. Corro em tea soccorro. Eis am meio de te
approximares de madama Blenn, fazendo-lhe sa-
ber que esles para catar.
Acharas inclusa urna carta para ella. Ahi eu
lhe commuoico que eitou para casar-rae outra
vez, e que rae slo precisos para essa ceremonia
novos adornos ; pego-lhe quetegaie para esse
tira ; junto acharas a lista doa objectos qae me
devers comprar.
< E' um servigo de amiga que pego a Carlota ;
estou certa que o far com sollicitode. Dar-lhe-
has o brago para conduzi-la lojas de Paris. O
passeio ser longo ; Carlota nao cooclair logo
da primeira vez negocios de tanta importancia ;
leras assim muitas vezes occasioda ser sea ca-
valleiro, de ir toma-la e recc-nduzi-la casa ;
aprovua-te dessas occasioes.
< Dizendo a madama Blenn qae me separo de
ti, oo te aecuso seno de urna perfeigo mui
gados longe um do outro, tem multa dlculdade
em se encontraren! ; s depois de mil esforgos,
de mil erros, que elles conseguem approxiraar-
se atrarez da distancia, e reconhecer-se na mul-
tidao
Mr. Schulz affirruaque eu me engaara jal
gando encontrar em ti o irmo de mioha alma ;
a coosidera tu que esse erro durou quoze an-
nos I Quanto a elle, sustenta que nao se deixou
engaar por falsas semelhangas; ha detesete an-
nos que procura a irma de sua alma apaixooa-
damente em todos os lugares, nunca julgou en-
contra-li as mulheres de todas as cores que viu
oa aua viagem em torno do mundo.
Essa irma to desojada a tanto tempo, e to
longe procurada, reconheceu-a em mim ao pri-
meiro olhar ; e demomtrou-ma com discursos
to lgicos e cloqueles que me persuada.
a Estada bem, madama Bleun, meu charo ami-
go, como lhe pego que tambem te estude per-
suadi-vos mutuamente quo vossos primeiros ca-
samentas eram erros, e, pois que hoja soes egual-
mente livres, ella pela opportuoa morte de Mr.
Blenn, tu por teu judicioso divorcio, .v 0 ie se vos
nao deveis completar um ao outro : sopponbo
que slm.
Espero que, na primeira carta que agora me
escreveres, dir-me-bas que 6 verdadeira a minha
supposico.
Tua felicidade, meu charo Fritz, sempre,
nao duvida, o voto sincero e ardente de tua.
Catharina.
No dia seguinte, Schwartz responda :
Em verdade, minha querida amiga, Plato
um grande philoiopho, e Mr. Scbutz o explica
doutimente. O que ambos izem sobre a dupla
natureza das almas, sobre a queda desses esc-
ritos alados, sobre sua separagao, e seus esforgos
muitas vezes engaados para reunirem-se, tudo
isso realmente bem dito ; t, parece-me, com-
prehendeste perfeilamenle essa iheoria platnica
cornmentada por 5lr. Schutz. Ser possivel, que-
rida amiga, que nos lenhamos engaado assim
durante quioze annos I Emfim, est dissipado o
nosso erro I Mas Infelizmente pouco para mim
ter descoberto que nao era tua mttade, ser-me-
hia preciso adiar a minha ; t j tena a tua ;
ser madama Blenn a minha ? Ah minha
querida Kat, receio enganar-me ainda segunda
vez 1
Entretanto, tenho a aatisfsgao de repetir-te,
madama Blenn me parece inteuamente digna de
teus elogios ; todos quaotos poderia (azer a seu
respeilo resumem-se em um s : ella a nica
pessoa que parece poder substituir te, se pos-
sivel. Nao sei se deverei dizer-te que ella me
trata com alguma benevolencia. Provavelmen-
te, sendo tua amiga, me trata como anygo. An-
tes de hontem, quando recebi tuas cartas, corr
a entregar-lhe a que lhe era destinada, ficou
surprehendida da revelagio qae lhe fazias ; lis-
timou-me, louvou-te com vivacidade : deves
imaginar |que eu era de saa opinio. Sahimos
juntos para visitar tuas modistas e joalheiroi ;
nossa escolha nao poade Qxar-se ao primeiro dia;
continuamos hontem as mismas exploragoes ;
seguimo-lis boje a ainda nao terminamos. Se
me quizssse ouvir, minha querida Kat, virias
mesmo a Paris, a fin de nos ajudar cora M.
Schutz. Escrevl para Berln aura de que me en-
viassem todos os papis relativos ao nosso casa-
mento, e divorcio ; poderemos aqui examina-Ios
;. c... ... .muios uifuai^oes. niaua-
rua Blenn te offereco hospitalidade ; espero que
Mr. Schuli vira habitar perlo de mim ; conheg
que lhe tenho amisade, porque o amas. Agra-
da-te esse negocio ?
Alguns das depois madama Schwartz morava
com madama Blenn. Mr. Schutz era visinho de
M. Schwartz, e todos quatro platonisavam.
III
Tudo ia muito bem nesse pequeo mundo de
bons amigos: madama Schwartz felicitara-se
cada vez mais de sua escolha ; Mr. Schwartz a-
presentara-lhe os seus cumprimentoi sempre qae
se offerecia occasio ; elle estimava M. Schulz,
por que lhe prometiera empregar todo o leu zelo
para substitui-lo convenientemente. Madama
Blenn confessara a sua amiga que nao tinha es-
crpulo em aceitar a successo que ella em bre-
ve teria de delxar raga, e essa succeaso nao pa-
reca querer escapar complaceDte herdeira.
Urna maoha Mr. Schwartz entrou no quarto
em que dorma ainda o philosopbo platnico.
e acordindo-o por um amigare! bom dia :
Meu charo senhor.. Schutz sabe ?
O que, meu querido seuhor Schwartz?
E' amanha o dia dos annos de mi lana
Schwartz ., de madama Schutc, quero dizer.
Ah 1 por Deus que ignorava,
Cumpro am dever scienlilicando-o.
Quanto lhe dero 1
Vamos comprar boaquets. ..
Vamos depressa I
Correram a despojar os jardins de madama
Prerost.
Agora, disse M. Schwartz, ramos juntos le-
rar nosaos rotos e nossas flores ; quer ?
V adisnte, respondeu o philosopbo, ea o
seguirei como dero.
Sej : est na ordem. Alm disso tenho ae
tratar de certos negocios com madama: .
Madama Schutz. Quero boje offerecer-lhe dous
boaquets.
Dous?
Sim. Cercarei essas|flores de pipis precio-
sos : o contrito que a ligara s mim e que ras-
>eja ; mas alm de tua parte conservars
nossa casa de Berln ; eu a preparara para ti ;
gustaras tanto della e a sentirlas.
Com a condigo de em troca recebares. .
Minha querida Kat nao qaeresque tenha o
prszer de offerecer-ta o mea presente de nup-
cias?
Por qae timbera me recusas o prozer da
ofTerecer-te o mea ? Fico com a casa de B-*riin.
mas ficars com a nossa casa de campo ; foi a
babitagao que, sempre preferiste, e sentirlas a
sua falta.
Mas. ,
Eu t'o rogo.
Entretanto. .
Eu o quero .. .
Poii qua nao aou mais teu marido, nao
tons o direito de mandar aobre mim.
Ah Ento eit tudo d?vfeito I
Ohedeg por habito.
Embora !
Pois bem I deiteraos ao nosso tabcllio o
cuidado de regalar tudo isso. Eis agora e con-
trata do nosio casamento. Assignamo-lo a 8 da
agosto de 1844. Lerabras-te ? Que dii de ju-
bilo I Que alegria a de nossos paes I Elles igrso-
rvam qua eilaramos em erro. .
E' rerdade, no bailo dansaram como se 8-
vessem a nossa edade.
Sa ainda vtvessera, creio qna a nossa sepa-
ragao os afiligtria. Medita-, amjtan'.o tempo a nossa
irma, e, desde a nossa infancia, destinavam-nos
um para o outro. At o ultimo dia de sua vida,
julgandonos felizes, elles o foram, Morreram
sera desconfiar qae podessemos desfazer o que el-
les fizeram.
Realmente ; elles nao se ensaaran, des-
posando-s.
Quando a 10 de agosto nos reccnduzirim do
templo lembras-te ? Abragando-no, riram-38...
Choravam.
Reviam-seem seus filhos. Teu pea o o msa
roconheciam em ti tua me e a minha. Ah I nos-
sai mei eram bem bellas no dia de suas nupcias:
se se pareeiam comiigo...... Quanto era? linda
Kat, com tea vestido branco, a capella e eaa vea
sobre os cabellos 1... Parece que te torno a rsr I...
Nao, eu te vejo : o tempo para ti deixoa ds cor-
rir I... Como julgava eterna a minha felicitada
contemplando-te nesse dia ? E' verdade que eu
a achava muito grande quando de tua DelL'Ut
langava sobre mim oa olhos deslumhrados...
Nao digas isto, Fritz. Nossas mes, nesse
dia, tinham remogado, e peosavam, olhacdo-te,
reconhecer seus noivos i Minina amigas felici-
taran]-me, muitas at me invejarara.
Envelhec.
Verdaderamente, nao.
Vamos I preciso romper esse papel, quo
pelo menos envelheceu...
Mr. Schwartz tinha o contrato e nao rompa,
mas seui olhoi iam do pergaminho a sua mulher
e desta ao pergaminho. Madama Schwartz es-
lava calada. Elle poz o contrato sobre |a mesa e
contiouou :
Aqui est agora a certido do naicimesto,
e o atlestado da morte do nosso pequeo Wi-
lhiml
Pobre anjo I
No dia em que Deas m'o dea, pareceu-ma
que te dera duas vazes a minha ternura ; no dia
em que m'o iiro, *t4 .s.i..ifl om tu
Qaanto elle era bello Frilz I com seus gran-
des olhos azuc-s eguaes aos teus, seus cabellos
louros e anadiados e seu lindo sorriso 1 Ter-
se-hia parecido muito comiigo ; hoje j c-a'.orii
bem crescido. Ea o amei muito, a ponto do 03-
quacer-te ; fui por iiso enligada.
Que noa resta hoje de Wilheme ? lima tris-
te lembranga I
Uas berco I
Um retrato 1
* Urna pedra I
Calaram-se, tomaram-se as mos e chorararn
immoveis.
De repente madama Schwartz levantou-se e ex-
clamou com um solugo:
Ah I meu amigo, essa lembranga, esss ber-
go, esse retrato, essa pedra, como poderemos re
parti-los ?
Mr. Schwartzlevanloa-se tambera.
E' impossivel, disse elle.
E estendea os bracos a sua mulher qua lhe fol-
lara : ella langoase nelles dando um grito dedC;
e de alegria.
Neste momento bateram discretamente aporta^
Ah 1 disse o marido, ...
Mr. Schutz? Pois bem que entre.
Mas como dizer-lhe ?
Eocarregar-me-bei disso. Entre Sr. Schutz;
entre!
Mr. Schutz, entrou, risonho, paramentado
com o bouquel na mo. Adiantou-se graciosa-
mente, e abra a bocea, como quem vea recitar
um madrigalpois que, durante o longo tempo,
que gastn am preparar o seu toilette, improvi-
sara um madrigal. Com um gesto madama
Schwartz detere nos labios do sabio platnico o
mel que estara prestes a distillar.
D-me a mo, meu charo Sr.Schwarlz, dis--
ie ella.
mulheres que sem os ter risto se approximavam
do banco em qae eilaram elles sentados.
A mais moga dellas camiohara com passo ra-
ci'.lanle, e em si tudo aonunciara grande aba t -
ment. A pallidez extrema de suas fices, o seu
olhar indeciso, a expresso doloroso de tua phi-
siooomialudo poreciff indicar que a pobre moga
sahia apenas de urna grave enfermidade.
Arrimada ao brago da reina criada, que a acom-
panhara, como que ia buscar algum Unitivo ios
seus males na sombra espessa e embalsamada das
tilias.
Laura I E' Laura I murmurou Conrado pu-
jando o amigo pelo brago. Vera, Berlholdo, asa-
mos daqui. Nao a deixea 1er no leu semblante a
dor que soffrea I
Fallas do que eu soiTro! exclamou Ber-
lholdo. Olha para ella ; v a morte estampada
naquellas feigesl
Vamos, afastemo-nos daqui, disse Conra-
do storgaodo-se por arraslar teu amigo.
Bertholdo, porm, faacioado com essa appari-
go reiistiu, e responde*" com voz sapplicante:
Nao, deia-me contempla-la maii urna vez...
urna vez somente 1 Depois proeurarei esquec-la...
Urna vez ainda contemplem os meas olhos aquel-
las feigoes queridas, que nao tornarei mais a
ver I
Dizendo eitzs palavraa levantou-se, e invisivel-
monte commovido esperou as duas mulheres que
se approximavam.
Era provavel que Laura o tivesse j reconheci-
do; porque o sea corpo estremeceu, e na sua
phisionomia se desenhou urna especie de emba-
rago. Entretanto, se bem que a compaohetra a
quizesie reter, nao parou, e dirigiu-se direito a
Bertholdo.
Quando os dous amantes mais perlo nm do ou-
tro trocaram um olhar, e ne*se olhar descobri-
ram reciprocamente em seus semblantes os indi-
cios do pezar e sofTrimento, um s grito de com-
paixo e de angustia escapoa-se dos labios de
ambos. Abundantes lagrimas cahtram dos olhos
do mancebo, qae vencido pela ddr voltou a cabe-
ca, e fixoa os olhos no chao.
Laura, evocando em seu auxilio toda a forca
que pode dar o senlimenlo do dever, esforgou-se
por dominar a sua emogo. Sea semblante era
calmo e impasslvel; mas sob essa cairas., que ti-
nha alguma cousa de solemne, via-se o cunho de
ioexprlmivel tristeza e dolorosa resignago. Dir-
se-hia que a certeza de umt morte prxima era
s quem lhe dava a forga necessaria pira nao
suecumbir i emogoes de um tal encontr.
Est doente, Bertholdo? pergunloa ella com
a voz triste a suave. Pobre amigo Nao pergunto
qae mal o seu, porque conheco as torturas que
padece am corarao sem esperanga. Eu eitive
tambem doente : estendida sobre um leito de do-
res s pedia a Deus que ao menos lbe1osse a
forga de sapportar corajosamente a sua sorte.
Fra de si Bertholdo estendeu moga as mos
com reconhecimento, e dlsse-lhe extaaiado :
Pediu por mim, Laura?
Sim ; mas vejo que nao fui altendida, pro-
sigui Laura ; e Deas psrmittindo que lhe visse
anda ama vez, parece que me quiz tirar al esta
ultima esperanga I Jno bastavam as minhas
proprias dores 1
No urna illaiao 1 exclamou Bertholdo com
effuio. Laura, pensa ainda em mim, lastima a
minha sorte? Neste caso nao foi livremente que
aceitou a mo daquelle que me roubou?
Bem sei, Bertholdo, qua o seu corago me
aecusoa, replicou a moga ao passo que um triste
sorriao errava-lhe nos latios. Bem sei que me
suppoz feliz e satiifeita I Olhe bem para mim, e
veja o qae a felicidade fez dessa belleza e juven-
tude, que lhe valeram j tintos louvores 1
Oh 1 Mas isso impossivel I E' um sonho I
Lastimar assim o nosso amor 1 Dar-ae-ha que
ame ainda ao pobre Bertholdo?
Amarl repeta ella com pungente irona.
Oh I Eu j nao posso amar: o destino pronuociou
sobre mim urna sentenga irrevogavel. O meu
cea ae obscurecen; cerca-o sombra noute; s
vejo urna estrella aorrir-me.... l bem longe; e
essa estrella brilha sobre um tmulo I
Laura, Laura, nao me faga morrer I excla-
moa Bertholdo em desespero. Comprahendo ago-
ra a sua dr; descubro o sentido da suas tristes
palavras.... Porm nao harer um podar no mun-
do que nos livre?
Um somente, au qual nada resiste. Com
que impaciencia e esperanga ao mesmo tempo,
com qae alegria e reconhecimento sent durante
(Contnuar-si ha.)
alguns das a molestia roer-me o peito, a febre
minar-me a vida 1 Esperava deixar a trra antes
do dia em que deve consumarse o horrivel sa-
crificio...
Morrer I foi quer morrer, Laura? pergun-
tou Berlholdo assustado.
Deus nao quiz conceder-me esta griga 1 Hei
de curar-me, sim, hei de curar-me.
O acento de profundo desespero com que a mo-
ga pronuociou estas lgubres patarra arrancou
ao mancebo novas lagrimas.
Laura nao eitava menos conmovida ; aioda
que nao chorasie, aioda que coatemplaise Ber-
tholdo com appareole calma, todava era fcil
conhecer-so pelo tremor involuntario de suas fa-
ces, e pelo rbgo sombro de seus olhos que ella
nao sotTria menos do qae elle.
A criada tomn-a pelo braco, dizendo-lhe com
a voz sapplicante :
Vamos, senhora; retiremo-nos d'aqui. Seu
pae disse que nos seguira.
Mas vendo que Laura resista accresceotou em
ar de ameaga:
E o Sr. Monck ha de sem duvida rir em
companhia de sea pae.
Monck I Monck I exclamou Bertholdo er-
guendo os olhos ao cu como para pedir vio-
ganga.
Laura reuniu todas as suas forgas, o replicou
cora aecento de tocante resignago.
Bertholdo, o acaso aqui nos reuniu para que
podessemos dizer um derradeiro e supremo adeus.
Nao tarda que um Isgo solemne me imponha de-
reres inexorareis, e ntrenos se abrir um abys-
mo que nem um outro dere transpor, nem mes-
mo por pensameoto, sem tornar-se criminoso.
Esquega-se de mim ; tenha coragem ; triumphe
da sua dr; e daixe-me ao monos a cousolago
de crer que aou nica a soffrer.
Berlholdo, gritn Conrado, depressa retire-
mo-nos: ali rem o demonio incarnado que os
condemna a amboa a morrer de pezar. E' Monck.
J elle le riu.
-Adaaa, Berlholdo, accresceotou Lanra a
meis roz sem testenfunhar o menor receio. Pelo
amor qae me tere ouga o que rou dizer-lhe. D
todaa as suas affeigoas poesa ; loroe-se grande
e Illustre : o echo desna fama repercutir no co-
rago da pobre Laura I... E j qae lbe forgoso
menos amar e admirar o poeta que ser o orgu-
Ibo do sea paiz I
Bertholdo achara-se apoderado de direrses 3
contrarios sentimentos: a sorpreza, a piedado, o
desespero, e ao m?siao tempo urna especiada
alegre exaltago. Trmulo e sem dizer ama-pa-
lavra acorapanhou cora o olhar a joven, quo so
affastava vagarosamente, arrimada ao brago da
criada.
Monck passou pela frente dos dous amigos: a
raiva lhe coDtrahia os labios, nos seus c'.hos bri-
Ihava o fogo da colera e da vioganga. Quando
encaro para o msico por entra a expresso do
seu odio traospareceu alguma cousa Oe to des-
denhoso e humiliante, que aquello fox um esfor-
co sobrehumano para conter am grite de inJig-
nicao.
Quanto a Berlholdo, depois que Laura se havia
retirado, nao levantara a cabega nem os olhos.
Eslava por tal modo absorrido em sua commoej.
que Monck desappareceu por entre as arvu-.s
sem qae elle o viise passar.
Infeliz 1 disse Cjnrado. Este encontre 5g-
gravar o tea mal.
Aggrarar o meu mal? porguntou Berlhol-
do com urna exploso do loaca alegria. Que mal ?
A minha tristeza? Eaganas-te. Laura nao (;:
esqueceu, nao me trabiu : aioda me ama, e e
por minha causa que soiTro, que se deficha. Oh I
Esta conviego rsslitue-me toda a coragem.. Sin-
lo em mim urna forga expansiva, o mea peito se
dilata, quero, tenho rontade agora t
Traoquillisa-te, tranquillisa-te, rer>etiu Con
ralo assustado com aquella exaltago.
Vem, rem, replicou o mancebo arrallando
seu amigo com precipitago. Vem, serei poeta
agora, quero um nome illastre, teobo sede da
fama. Oh 1 A minha cabega arde, o meu cere-
bro retenta quasi; um mundo inteiro de poesa
se rene, se agita na rfliah* fronte... Ella o disse :
Amaroi o poeta que ser a gloria do seu paiz 1
E camiohando tao apreisado que Conrado mal
o poda seguir fugi como louco para tora do
parque.
[Continuarse ha.)
esquecer o amigo de sua Infancia, que possa so' PERNAMBUCO.TYI\ DE U, DE F. F. & FliaOw
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
IMUTLfiDO


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