Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09586


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Full Text
A
.
A1I0 XXXVIII. IDXEIO179
Por tres mezes adianiados 5&G
Prtresmeze vencidos 6J000
-
~
DliRIO DE

r %*

TERCA FEIBA 5 DE AGOSTO DI lili.
a on
Por ddo adlDtade ilfOOO
Parta fraiea para o subscriptor

IPHEMKRIDES DO MEZ DE JULHO.
4 Quarlo exaltante a 8 coras e 20 minatos da
B WARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE, PARTIDAS DOS C0RWS10S.
. Parahyba, o Sr. Antonio Alaiaodrino da Li-I ni(n M; Natal/o Sr. Aotonio Marques da "va; I.SJ?fiJ"!\*}nu**.
rsa-do.s^?:.L^,"ro ?raga ;cCe8rS 8,: ESE*?**'p,r,hyh*nM MgMd"
J. Josa da Olivera; Maranho. o Sr Joanyim c *-.?- I...
Marque Rodrigue.; Para, UauoelPioh.iro 4 a Garnhln'.B"8"01' BonlU. Cmor, Altinho L" cheI 2 minte da manhaa.
C; Amazonaa, o Sr. Jeronymo da Costa. Pao S-ak k u,"-''" 18 Q"'1 mingaanle aa 2 faoraa e 32 minutos da
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCAO DO Sdl^^^^^
Alagdn.oSr. Claudino Falao Din: Babia,H/W Ex naaqua-taa-feira. M6 Lea nova a 6 hora 24 minuto da man.
Sr. Joa Martina Alvn ; Rio da Janeiro, o Sr.Li?*,fwinhMiB, Rio Formoao, Una.Berreiroa PREAMAR DK HOJK
AUDIENCIAS DOS TRIBNAES DA CAPITAL,
F4HTIIU DOS VTORES COSTBIROS.
.*'"? Alagoa 5 a 20; para o norte
i a Granja 14 a 29 da cada mez.
PARTID* DOS OMMIB'.'S.
2 R",e: d0 ^W" 6 12, 7, 7 1[2, 8
a.8 1|2 da m.; de Olinda s 8 da m. a 0 da t.; de -
S?*?- i ai ll2 "a" m: *ACaxan9 rar" W do commercio : aegnnd
i ?% c! :. D"a *&** s 8 '! <. Wj
4 Ii2. 5,5 M, 5 1|2 a 6 da t.; para Olinda a 7
V' M2 ta '? P" Jiloato a 4 da t.; para
At Fflrr"* l *l2 d" *> P,rDtmfUa
Aviso.
Sendo nos regular em a re-
messa do Diario aos assignan-
tes do interior desta provin-
cia e das do norte e sui do im-
perio, sorprende nos sempre
asqueixas que recebemos, e
por isso pedimos-lite queiram
indicar em suas cartas de re-
commendaco nao s os nu
meros que lhes faltara, como
as datas dos correios em que
deviam elles ir, afim deque
possamos pedir providencias
& quem de direito competir, e
obler favoravel remedio.
Tribunal do commereitf; segundas a quinta.
Ralagao: taren aabbadooalO horaa.
Pazanda: quintas a 10 horas.
a ao maio dia.
Dito da orphos: tarjas a aaztaa la 10 horaa.
Primeiravara do civel: terca o extaate maio
dia.
Segandarara do eval: qa;rti aabbado i 1
hora da tarda.
FAJTE OFFICIU
Ministerio do imperio,
Aviso d$ 25 de agosto de 1854, a que *e refere o
aviso cima e instrucrdes annexas.
2a socgao.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 15 de agosto de 1851.g.
II. o Imperador, a quem (oram presentes as ios-
trucgoes, modelos e normas para a escripturaco
das commisses de bygieoe e provedorias de ase-
de das provincias do imperio, organisadss por
essa junta central, na conformidade do que deter-
mina o art 83 do regulamento que baixou com o
decreto n.828 de 29 de setembro de 1851, houve
por bem approvar as referidas ioslrucges, mo-
delos e normas. O quecommunico a Vmc. para
conhecimento da mesma junta
Deus guarde a Vmc.-Lut: Pedreira do Couo
ierra:.Sr. presidente interino da junta central
de hygiene publica.
Instrucfes para a escripturaco de cada urna das
eommmotl e provedorias de taudepublica em
cbservancxado art. 83 do regulamento n.'tlS
de 29 de setembro de 1851.
Ar_l: 1. A escripturaco de cada urna das com-
misses e provedorias de saude publtca, creadas
pelo art. 2 do regulamento n. 828 de 29 de se-
tsmbro de 1851, constar dos seguiotes livros :
1. lira para registro dos seus ofllcios dirigi-
dos so governo provincial respectivo.
2 Um para registro dos que semelhante-
mente forem dirigidos s autoridades e corpora-
$as etc.
4. Um psra registro dos que forem dirigidos
aos delgalos de saude, quando os bouver.
5. L't, para registro dos termos que at lavra-
rem durante as visitis sanitarias.
6. Um para assentamento da caas a que
forem fazer as visitas sanitarias.
_ 7. Um para matricula dos mdicos, cirurgi-
oes, boticarios, parteiras e dentistas.
As commisses lero, alm destes. mais um li-
vro para registro das actas de saaa sesies.
Art. 2. Todos os livros de que trats o artigo an-
tecedente sero escripturados pela maoeira se-
guinte :
O regiitro dos offkios. termos e actas, se far
transcrevendo-os textualmente sem abreviatu-
ras e seguidamente uro aps ootro, por ordem
cbronologica ; e as ultimas folbas de cada li-
?ro eoDtero um ndice das respectivaa ma-
terias nelle tratadas, com desigoago das datas e
paginas, conforme o modelo n. 1, sendo que o
ndice das actas constar de um summario Jul-
ias; o dosorkios de um resumo ou breve no-
ticia de sua materia ; e o dos termos dos nomes
dos iadividuosautoados, e especie da casa de na-
gocio ou natureza do aeu estabelecimento, con-
forme o modelo n. 2. A norma dos termos in-
dicada no modelo n. 3.
O livro destinado ao assentamento das casas
visitadas ser escripturado, lancando-so nelle :
1*, a data do dia da visita ; 2o, a"ra e o numero
da casa ; 3o, o nome do estabelecimento oa casa
de negocio : 4, o nome do dono ; 5o, aa obsar-
Yagesconcernentes ao resultado da visita ; tudo
conforme o modelo n. 4.
Far.-se-ba a escripturaco do livro da matricu-
la doa mdicos, cirurgies etc.,
la tiver Ugsr por ter aido o diploma registrado
em alguma cmara municipal, na conformidade
ao n. 93 do citado regulamento n. 828, declarar-
se-ha tambem o nome da cmara onde foi regis-
trado o diploma ; ludo conforme o modelo n. 5.
t-sta livro de matricula lera um oulro com abe-
cedario, que lhe aervir de ndice, e no qualae
lance alphabeticamente oa nomes dos matricula-
dos, suas proflssoes a a pagina do livro onde se
achsrem suaa respectivas matriculas.
Art. 3. Sero riscadoa 6 direlta o & eaquerda
de cada pagina, em um simples trace, os livro
de registros dos ofllcios, termos eactaa; oa ou-
troa livros e as folhas daquelles destinados para o
ndice o serao conforme os modelos reapectvos.
Art. 4. Todos os livros soro numerados e ru-
bricados pelo presidente da commisso ou pelo
provedor de ssudo publica.
Conterao 300 folhas de papel pautado, sendo
ae nollanda grande o de matricula dos mdicos
e de nollanda meao todoa os oulros.
Rio de Jadeiro, 20 de julho de 1854___Dr. An-
tomo Flix Marlint, presidente interino.
N. 1. MODELO DO NDICE DO RECI5TRO DOS OFFICIOS
DAS DA SEMARA.
Seguods S Domingos de Cn.rr.i, fo*rJsf.
T-rcs. IS. 8. das Neta*. 8. O^,\4o *am9"r'
Quarta Transligura.o de GMata
Quinta. S. Oeleno fandadrr dot TK?!*-
8 Sexta. S. Cyriaco diac. ; a. txi;SD0 b-,TUW"'
9 SabbaJo. S. Hom Jo ; s. Veri-.itoo m.
10 Domiogo. S Loerecge m. ; S. Asteria r. .
ASSIGNA-SE
no Re.tife, em a livraria da praca da I- des-
dela ns.6 a8, ros proprialarica Maco*! Hm
roa deFaria 4 Fiiho. *
Metes.
Margo...

Abril....
ndice.
Participa a estallado da junta.
Pede que se determine o modo
de resolver o empate na es
taglo da junta..............
Pede que seja nomeado quem
deva substituir o presidente
da junta, quando Impedido
Ao
Ao
Ao
Ao
Ao
Ao
Ao
Ao
Ao
N. 2.MODELO DO NDICE DO REGISTRO DE
TERMO.
Meta.
a

Q
Janeiro.. 2
Marco... 15
Junho... 4
>
ndice1854.
Joaqiiim Luiz Pire
Luiz Bellro & C...
Bus& Uarrey......
4 Lopes Lusano 4 C..

Taberna.
Padaria.
Con fei la-
na
F. de li-
rrea. .
lamen-
29 de
na ra
N. 3.Normados termos que se houverem de la-
vrar durante as visitas sanitariai, nos casos
ae infracrao do regulamento da junta central
dehygiene publics de 19 de setembro de 1851.
Termo de Holaefo do artigo.... do reirt
lo da junta central de bygiene publica de
setembro de 16ol contra F.... morador
de n....
Anno do naacimento do Nosso Senhor Jesas-
Lbristo de 18.... aos.... das do mez de.... do
dito anno, na ra de... casa n.... onde se acha-
va urna taberna (fabrica, botica etc.). pertencente
*" chando-se presentes F.... e F.... como
membro Ida commisso da bygiene publics (ou
b.... como provedor de saude publica, ou F...
como delegado da commisso ou do provedor)
comigo secretario (on Bacal da freguezia de tal),
atira de se proceder ao exame dos gneros (medi-
camentos, substancia, etc.) expostos venda na
rafenda casa, ah depois de feitaa as diligencias
necessaria pela mesma commisso (provedor ou
delegado), foi declarado (aegue aqai a exposico
do que occorrer,desigosndo-seo nome es qusn-
lidade dos objeclos declarados ou falsificados,
etc.), e por isso foi pela mesma commisso (pro-
vedor ou delegado) decidido que fossem os refe-
| ridos objectos immediatameate destruidos (ou o
pestio que se Julgar dever dsr), sendo eondem
nado o seu dono na pena de___tudo na confor-
midade do art. 60 do regulamento de 29 de se-
tembro de 1851. Do que para constar lavrei o
presente termo, peranle as testemunhas F.... e
F.... que, com a referida commisso (provedor
ou delegado), e comlgo assigoaram, ficando de
tudo sciente o dono da sobredita cas* (as aua fal-
ta, quem o representar, designando-se o seu no-
me, o qual se conformou com a referida deciso,
sendo logo ioutilisalos os objeclos damnificados
que cima foram mencionados.
(Seguem as asignaturas.)
N. B.Quando os donos dos objeetos nao e
conformarem com a deciso, proceder-se-ha co-
mo recommenda o art 61 do regulamento, e c-
lao no termo que se fizer, onde diitudo na con-
formidade do art. 60 do regulamento de 29 de se-
tembro de 1851, continaar-ae-hs do modo ae-
guinte : e nao se conformando o referido F.......
(dono da ca3a ou quem o representar) cora esta
deciso, exigi a nomeago de novos peritos na
laucando mar- j conformidade do art. 61 do meamo regalamento
gem esquerda a data da matricula, e designando i e foram por mim fiscal notificados F,.,.eF
Bagnilamenteonome do matriculado, seu grao (Expdr-se-ha finalmente aqui com toda a claren
i,.J^,LJ. ^1?"' fu!dari -u< conferio lado qaanto occorrer e depois eoto continuar-
e-hs). Do que para constsr lavrei o presento
termo, etr., tantos de tal mez e annoF___e F...
Roaado, quelle e nao a este deve ser debitada,
como a V. S. parece mala conveniente e regular
a quantis de dons conloa de ria, de que trata o
meu officio de 7 do mezpassado.
Dito ao meamo.Transmuto a V. S., para os
convenientes exames, aa incluaaa actas do con-
aelho administrativo para forneciuiento do arse-
nal de guerra, datados de 17, 19 e 21 de iulho
ultimo. '
Dito ao meamoAo alferea do 2* batalho de
inrantaria Francisco Jos Gomes, que destaca pa-
ra Villa Bella, mande V. S. abonar o quaotitat-
vo a que tiver direito pelo seu itenerario pela es-
trada do Limoeiro desta capital a mencionada
villa.
Dito ao mesmo.Declaro a V. S. para seu co-
nhecmento, que, aegundo participou o director
da repartido das obras publicas em officio de
hontem, aob n. 173, consumiram-se com a illu-
minago do palacio da presidencia durante o mez
de fevereiro deste anno 5,700 ps cbicos de saz
Dito ao Sr. P. C. Von Sohsten conaul de Hol- Ao
landa.Annaindo ao que solicitou o Sr. P c
Von Sohsten, cnsul da Hollanda nesta provio-
cia, em aeu officio de 21 de julho ultimo, acabo
de expedir a portara facultando a sahida desta
cldade para a Europa, dosaubditos de sea naco,
H. K. de loug, e sua senhora, o de W. Kiever
Renov ao mesmo Sr. cnsul a aegaran^i de
minba perfeita estima e distincla consideraco
Dito ao caplo do porto.Urna vez que, ae-
undo o seu officio de 31 de julho ultimo sob n.
99, foi julgado incapaz do servijo da armada o
recruta Antonio Joaqaim de Oliveira, airva-ae V
S. de manda-lo apresentar ao Dr. chefe de poli-
ca afirn de que lhe d o conveniente deslino.
D.loao mesmo.Fago apresentar a V. S. os
recrulas de roarinha Victorino Gomes Bsrbois,
Joao Gomes Barbosa, Aotonio Jos da Silva,Joa-
quina Jos Ferreira a Goncalo Jos Baracho.'afim
de que lhes d o conveniente destino, depois de
inspeccionados.
Dito ao director do arsenal de guerra.Con-
trate V. S. como mestre e dono do biate Ser-
gypano Ilenrique Jos Vieira da Silva, a con
duegao para Fernando de Noronha, dos objeclos
do estado, que se destiuam quelle presidio
Dito ao mesmo.Transmiti por copia a V. S.
para seu conhecimento e direcgo, o aviso de 22
do corrente, em que o Exm. Sr. ministro da guer-
ra nao s louva a deliberago que tomou esta
presidencia de accordo com V. S., de mandar re-
colher aoa cofres da thesouraria de ftzenda a
quantta de 4:6983058, proveniente da economa
feila osa diarias dos Africanos livrea ao servigo
desse arsenal, como tambem determina que fique
como regra recolherem-se naqaella reparligo no
fim de cada exercicio aa sobras, realisadas oesse
ramo de despeza publica, cuja importancia devia
ser alllescrlplurada pela forma indicada na ulti-
ma parte do citado aviso.
Dilo ao delegado supplente do termo do Bom
Conse'ho.De conformidade com o que solicitou
ojuiz de direito desas comarca em officio numero
44 de 21 do mez pretrito, remeti a Vmc. urna
pega de baeta para soccorros dos desvalidos desse
termo, elbe recommendo que a bem deatea em-
quartel general sempre que aprsente documen-
to panado pela estago naval nesta provincia em
SSS2& Se reconhes "So pertencer a ar-
mada nacional.
Assignado.-SoKetonto Jott An tonto Pertira do
Lago.
. Conforme. Jos Francisco
ajudaote de ordens.
Coel ho, capito
Repartico da polica.
Resumo do expediente feito pela secretaria da
polica, durante o mez de julho prximo
nodo.
Officio dirigido. aj.ae ae officio.
A presidenci
Ao commandante desarmas...........
Ao presidente da relago...............
Ao Dr. chefe de polica da Parahiba...
Ao do Rio Grande do
Norte......t....
do Cear.........
das Alagoas......
de Sergipe.......
da Bahia.........
do Espirito Sanio
de Minas Geraes..



D





Ao Dr. juizde direito de Nazareth.
Ao
Ao
Ao
Ao
Ao

D
de
a
de Santo
Aoto....
do Cabo .
Goianna. .
do Limo-
eiro .....
de Gara -
nbuns, ..
do Bonito.
doRioFor-
moso.....
Tacarat.;
de Flores.
Ao jutz municipal de Stnto Antao .
Ao de Villa-Bella .
Ao promotor publico do termo do Re-
cite .....
Ao > b do Pao d'Alho. .
Ao da Boa-Viata .
Ao juizde direito especial do commer-
cio....................................
Ao juiz dos feitos da fazends..........
Ao procurador dos feitos da fazeoda .
Ao superintendente da via frrea .
Ao inspector do arsenal de marinha...
Ao inspector da thesouraria de fazeoda
Ao ? > provincial.
Ao iospactor da alfandegs.....
Ao comniandanto superior interino da
guardj'nacional do municipio do Re-
cite .,..............
Ao % do hiate Tino. .
Ao commlidante da eatago naval....
Ao comotTndante do corpo de polica..
Ao commandante da companhia de ca-
vallard..........
Ao capito do porto....................
Ao gerente da companhia de paquetes
' vaporj
ou verificou o diploma, e a dala era que foi con-
ferido ou verificado. Quando, porm. a matricu-
la 4.Modelo para o asscnlaracnto das casas em que se fizcreni as visitas
sanitarias.
1854
thztt.
Janeiro
Tuas.
Do Principe.
Direita......
Rosario....
Eslabelecimentos.
Casa de pasto... ..
Botica.............
Armazem de man-
tmenlos........
Nomes dos donos
fofo Luiz..........
Manoel Uuarte.....
Observacoes.
Era bom esatdo.
Foi autosdo por infraego do art.
61 do regulamento
Foram inulilisadaa 6 arrobas de
carne secca por estar damnifi-
cad*.
1851
Janeiro
Silva & Pinto___
N. 6.- Modelo para as s dos mdicos, boticarios, etc.
faculdade
Margo.
Junho.
15
do Rio de Janeiro,
Joaquina e Souza Uiis uouiur em meicina pela
apresenlou o sea diploma em 15 de Janeiro.
: Alees.doulor em medicina pela faculdade de Pars, apresenlou titulo de veri-
N.
ficago de diploma passado pela escola da Bahia em 15 de Janeiro.
francisco Antonio, pharmaceutico pela physiostura-mr do Reino, registrou o sen
diploma na cmara municipal de.... pagado em tanto, d.... egmrou sen
B.Os eapagos deixaius entre cada matricula
teoaam de fizer-se relativamente ao matriculado
langar ainda alguma observagao, levar-ss-ha o noi
continuaren! as notas.
3o reservados para algumas notas futuras que
e qusodoo espago estiver cheio efr oecessario
do matriculado a oulra folha, para nella se
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 1 de agoste de
1868
Olicio aobrgadeiro commandante das armaa.
Sirva-se V. Exc. de mandar por em liberdade
Jos Joaquim Vieira, visto ler provado ser filho
nico demulher viuva.
Dito ao mesmo.Em vista do que V Exc
informou em seu officio de 31 de jalho ultimo
aob n. 1,466, com referencia ao requerimento d
l-az Theotonio Bezerra, convenho em que se
effectue a entrega ao supplicanle do seu escravo
Galdioo, que com o nome de Jos da Silva ae
alistara no 9* batalho de infantera, urna* vez
qoe o peticionario mostr ter satisfeito as obri-
8goea por V. Exc. mencionadas naquelle of-
licio.
Dito ao preaidente da relago.-Communico a
.&. que, segundo constou de parlicipago da
aecretana de aatado doa negocios da justiga de 21
ectori* ? fiDd' S- !* Por
S ? dh.n,fln?mex-hou,e Dor bem -
cond.zu o bacha el Luiz Antonio Pires no cargo
Jada. lnUI"t,pl de orPhio d0 '"o da Ei-
Dit'o ao desemb.rg.dor procurador da coroa,
aoberama e fazenda aaclenal Sirva-ie Y S. d
dar o seu parecer sobre o que expa a cmara
maniclpal do Recife nos inclusos officios de 21 e
28 de julhoultimo, obns.72 e 73, acerca da
tndemnisagao, que pede o contratador da obra do
muro do cemiterio da freguezia de S. Lourenco
fla Mata, Joaquim Cavalcanti de Albuquerque
Los, nao a pelo axcesso de trabalho, mas tam-
bera pela maior porgo de material, que empre-
goa na construego da referida obra.
Dito ao inspector da theaoararia provincial___
Em vala da informado, junta por copia, minis-
trada pelo delegado do termo da Escada, trans-
mitlida com oficio de Dr. chefe de polica inte-
rino, com data de hontem, mande V. 8. effecluar,
conforma se ordenou em oficio de 26 da maio
ultimo, o pagamenlo da quaotia de 115tf200,de-
pendida nos mezea de fevereiro, margo o abril
deste anno com o austeoto dos presos pobres da
cadeia daquella villa, como se v dos pspeis que
devolve, e a que ae refere o officio de V. S. de
30 de junho prximo lindo, que fica assim res-
pondido.
Dito ao Inspector da thesouraria de fazeoda.
Em aolugao ao aeu oficio de 29 da julho ultimo,
sob n. 704, tenhe a dizer-lhe que, deseado o ca-
pito Antonio Franciaco de Avilla, aesomir o
commando do deatacamanto do Ooricury, em
sabslituigo do capito Francisco Jos Damasceao
Despachosgdo dia 1 de agosto.
Ilcquerimentos.
Antonio de Souza.Dirija-se agencia doa va
poros a quem se expeda ordem no sentido que
requer o supplicante.
Cacio Pedro Pereira da Silveira.Informe o
Sr. commissario vaccinaaor.
Henrique Jos Vieira ds Silva.Pane portara
concedendo a licenga pedida.
Jos Josquim da Silva.Informe o Sr. Dr juiz
muocipal da primeira vara.
Manoel de Carvalho Paes de Aodrade.Passe
portara concedendo a licenga requerida na forma
da lei.
Mara doa Paasos da Porciuncula Amorim.
Volte ao Sr. commandante superior interino da
guarda nacional deate municipio.
Rotilio Tolentino de Figaeiredo Lima.Informe
o Sr; dezembargador provedor da Santa Casa da
Misericordia desta cidade.
islrador da casa de detencao..
dor da Sania Casa de Miseri-
pregue todo o zelo e aclividade, afim de que nao I Ao administrador do correio...........
tenhamos a lamentar maior numero de victimas.
Portara.O presidente da provincia, tendo em
vista o que requereu o terceiro escripturario da
cootadoria de thesouraria deat* provincia, Manoel
da Costa Ribeiro, e bem assim a iBformago mi-
nistrada pelo respectivo inspector em 30 do julho
ultimo sob numero 705, resolve nos termos do
artigo 3* do decreto numero 247 de 15 de novem
bro de 1842, prorogar provisoriamente por tros
mezes sem vencimentos a licenga, que lhe foi
cencelida pelo goveroo imperial, para tratar de
sui saude.
Dita.O prssidents da provincia, altendendo
ao que requereu o arremataote dos reparos da
estrada do norte entre Olinda e Fragozo, Fran
ciaco Ferreira dos Sanios, e tendo em vista a in-
formago ministrada a ene respailo pelo direc-
tora reparttgo das obras publicas em data da
hontem sob numero 171, resolve prorogar por
dous mezes o prazo marcado para a concluso do
seu contrato, a contir do dia em que se findou o
que para esse fim lha foi concedido.
Dita.O presidente da provincia, altendendo
ao que requereu o bscharel Jao Juvencio Fer-
reira de Aguiar, promotor publico da comarca de
Goianna, resolve conceder lhe dous mezes de li-
cenga com ordenado na forma da lei, para tratar
de sua saule.
Dita.O presidente da provincia, attendendo ao
que ponderou o Dr. chefa de policis interino em
officio numero 1179, de 31 do mal pasiado, re-
aolve declarar aem effeito a portara de 21 de fe-
vereiro ullimo. pela qual foi nomeado para o
cargo de subdelegado de polica do primeiro ds-
trieto da freguezia do Buique o cidado Francisco
Vaz Cavalcanti de Albuquerque, e nomeia a este
para o districto da Podra, segundo d'aiuella fre-
guezia.
Numero 1179 i. secgo.Secretaria da po-
lica de Peroambaco 31 de julho de 1862.Illa.
e Exra. Sr.Tendo sido proposto e nomeado por
portara de 21 ds fevereiro ullimo o cidado Fran-
cisco Vaz Cavalcanti de Albuquerque para o cargo
do subdelegado da f.-eguezis do Buique. occorre
dizer V. Exc. que esse ci Jalao moraodo na po-
voago da Pedra nove leguas distante da dita fre-
gaezia, nao pode exercer nesta o referido cargo,
lano mais quanto na povoagio da Pedra foi
criado por portara de 15 da outobro do anno pr-
ximo passado, um novo districto de subdelegado,
que na parte policial flcou desmembrado da men-
cionada freguezia.
Coniequentemente propooho V. Exc. a no-
meago do sobredito Francisco Vaz Cavalcanti de
Albuquerque para o cargo de aubdelegado de po-
lica do districto da Pedra, que est vago ficando
de neohum effeito a nomeago que lave para
exercer o dito cargo na j citada freguezia do
Buique. *
Dos guarde V. ExcIllm. e Exm. Sr. Dr.
Manoel Francisco Correa, presidente da provin-
cia.Carlos de Cerqueira Pinto, chefe de polica
interino.
Ao aJmi
Ao pro
cordia
Depssilojgeral
a camaryi municipal do Recife........
Ao alteres Antonio Muoiz Tavarea .
Ao capito recrutador da freguezia de
Santo Antonio........
Ao dito dem idem da Boa-Vista .
Ao lente dem idara de S. Jos. .
Ao boticario Ignicio Pereira Estevas da
Silva.......... f
Aos delegados de polica...............
Aos Subdelegados de polica............
Officios reservados......................
Officios registrados.....................
Copias de diversas pegas officiaes......
Despachos ,.....
Registro de titulo de delegado..........
Registro de titulo de subdelegado......
Registro donomeagodeguardada casa
de detengo.........
Minuta...........
Termo de juramento...................
Extratos de partes policiaes para jor-
naes..................................
Partes do registro do porlo .
Passaportes............................
Assaatamentos de recruta. .
dem de desertores.......
dem de criminosos [capturados .
Passes para a via ferraa.....
Legitimages ..........................
Portaras a favor de parles.....
Termo de fianga........................
Certido.....;.....
Mappas estilsticos.......
Vistos nos mesmos....................
Notas de emolameotos ......
Somma.....
170
32
6
2
1
1
2
1
1
1
2
12
1
4
1
1
5
1
.5
1
1
1
1
8
H
i
1
1
1
78
1
2
1
1
2
1
1
1
470
46
24
205
108
141
2
17
1
654
14
79
92
27
34
15
87
17
18
10
7
3
4
147
20
officiaes, aDda aquelles que sao pralicados na
forma da lei e as melhores iotengoes.
Nao lenho, pois, menor davida e o menor
mcommodo em levantar a luva que aprouve aos
oobres deputados lannr-me. esperando que elles
me hao de combater com a f e lealdade de bons
cavalleiros : smenle o que lhes pego, e c-
mara alguna momentos de Iteogo.
O Sr. Marlinho Campos : Foi com essa leal-
oade que o atacamoe.
O Sr. Cunha Figaeiredo : Veremoa... Come-
gare pelo nobre deputado por Mato-Groaso ca-
jo discurso nao tlve o prazer de ouvk. maa que
nao deixei de ler com a maior dedicago.
O nobre deputado disseque es hara feito urna
reaego na provincia de Minas, nomeando todos
os supplentes dos junes municipaes em nm s
sentido ; e que nos lugares onde nao havia con-
servadores, lngara eu
ts.
urna 30 queixa se na levantog por psrt- do
liberan na provincia de Mima, una lea a ha-
bilo de ler as lutosa publica?, tanto as d-; ce-
pita! como aa de Minas-Geraes, lera obs-rv*jtf
qUt "cpPCo de algumas ocmece* par Ma-
an e Rio Preto, de que logo fallare!, do
nenhamas oulras Iratou a imprensa.
OSr. Mariinho Campos: Isoo-ota dastra a
verdade dos fados.
OSr. Cunha Figueirodo :-... Ora imprenn
ET* n ? ." de,lroa erde Sos fac-
tos Onde eslava poia a reaego qu, fnlerj,tt
nobre deputado por M.to-Grosso? Repito e sus-
tento que nao demettt empregado alguas lib-ral
ou conservador aeoo a pedido; mu mmmZ
missues foram dadas ex-offlcio por moliroad--
clarsdos ; e as nomeages que z recahiraa ia>-
, oncriminadamenle em libersea e conr/nr.a
crediladas as inform*ges que m*lignsaDenie !!io
ferrete de ladrees de cavallos.
Senhores, a hypsrbole do nobre deputado por
si so destre a censura. (Apoiados.) Mas eu irei
por partes.
Fallemos rrlmeiramenle as reaecea.
0 que o nobre deputado entende
reaegao
deram.e que com tal agodamenlo i
cmara dos Srs. depulados.
O Sr. Coulo d.am aparte.
O Sr. Cunha Figueiredo : A V. Exc. coa
Se ella, no aeu entender, sigVicaVae;: I foniZlZJFZTEZ f!"""1" 5"'"-
titoico ger.l da. autoridades que pofessam um. zi p ovas n^ u.u, f.'VMeC",a"m 'U*'
opmio poltica, devo dizer ao nobre JSX\ZB!TBltL^l^SSl """ *
qoe tal cousa nao houve na provincia de Mina.... SSL\fSS q
pela
Nao aei
palavra
2,625
Emolumentos arrecadado pela secretaria de po-
lica no mez de julho prximo Ando :
Passaportes :....... 548000
Legitimacoea......... 165560
Portaras a favor de partes .... 10J00O
Termos de fianga....... 75-000
Cerlides......... 7j000
Secretaria de
agosto de 1862.
915560
polica de Pernambuco, 1 de
O secretario,
Dr. Joaquim Jos de Campos.
INTERI&R
Commando das armas.
Qoartel-general do commando das
armas Je Pernambuco na cida-
de do Beeite em o 4 de agosto
de 1868.
ORDEM DO DIA N. 118.
O general commandante daa armaa faz publico
para acieocia dos inleressado, que de ora em
diante, de conformidade com recommendago fei-
la em aviso do ministerio da guerra de 12 de ju-
lho ullimo, nenhum individuo que se propoxer a
servir TC-luotariameote do eiercito ser, aceito no
MI DE JANEIRO
ASSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA.
Discurso do Sr. conselheiro Jos lenlo
da Cunha e Eigueiredo, pronunciado
maesso de 12 de julho.
NEGOCIOS DE MINAS GERAES.
O Sr. Cunha Figuairedo (movimeolo da atten-
go) :Sr. preaidente, deade adiscusso do orgs-
mento do ministerio da justiga fizoram-me con-
tratar urna divida que desejei pagar immediata-
mente ; maa nao me foiisto possivel, porque in-
felizmente me nao coube a palavra. Aproveitan-
do agora a opportuoidade que me offerace o re-
giment, vou fazer chegar mesa um requeri-
mento, que me proporcionar meioa de aolver a
minha divida ; nao goato muito de dever.
Comegarei por agradecer aoa nobres depotados
pela provincia de Malto-Grosso e pelo municipio
oeutro o favor especial que fizeram oceupaodo-se
coma minha humilde pessoa na qualidsde de
presidente da provincia de Minas Geraes.
O Sr. Mariinho Campos : Foi s neste sen-
tido.
O Sr. Cunha Figueiredo : E chamo a isso um
favor, porque aprecio e louvo mais a censura
clara e descoberla, do que as murmurages insi-
diosas, que noUta vezes suffocam e matam.sem
dar ao mano lugar aos gemido da victima. (A-
poiadoi.)
Sei mui bem, Sr. presidente, que quando se
aceita, em nosso paiz, cargos tao penosos, como
o de presdanla de provincia, com a condlgo
implcita o expliciti de supportar com resigoa-
go, nao tanto o improbo trabalho do expediente,
o que o menos, como asapreciagoea inexactas,
injustas, s vezes malvolas, acerca doa actos
O Sr. Mariinho Campos:Nao apoiado.
O Sr Cunha Figueiredo : Ouga-me o nobre
deputado...; nao exonere a urna s aatoridade
pelo simples facto de ter o baptiamo de liberal.
OSr. Silveira Lobo :E' verdade, noduvilo
que assim seja ; mas tambem verdade qae V.
Exc. foi infeliz pelo facto de se realisarem todas
essas demisses no partido liberal, pelo que nao
aecuso i V. Exc, porque estou persuadido de sua
boa f.
O Sr. Cunha Figueirero : Mas quaes foram
essas demisses realisadas no partido liberal,
quando cabo de dizer que as nao fiz ? Desejo
abrir sobre a provincia da Minaa urna discusso
larga, e por isso que resolvi-me a apresentar
cmara um requerimento.
Estimo e pego aos oobres deputados que fallem
com tola a franqueza e digam tudo, porque es-
pero poder provar cabalmente a imparcialidade e
boas intenges com que proced, assim como de-
sejarei saber quaes foram os meus erros para
emndalos, e quaes os bomeos mus que devem
ser chamados responsabilidade. (Apoiados.)
Eu dizia, Sr. presidente, que Bao tiohs demit-
lido urna autoridade por aer baptizada com o
nome de liberal. Encontr! na provincia aecu-
mulados innmeros officios, e at requerimentos
de autoridades policiaes pedindo, nao a miro, mas
a meus antecessores, as suas demisses; porque
em Minas esses lugares nao sao altrativos.
Vozes :E' verdade.
O Sr. Cunha Figueiredo :Achei muitos luga-
res vagos de delegados e subdelegados ; e toda-
va foi s depois de muitos dias, talvez de mais
de um mez de exercicio, que comecei a effecluar
algumas demisses a padido, a negar oulras. e a
fazer alguma noraeagao qoe a urgencia do aer-
vigo publico requera, e que eu nao poda demo-
rar aem grande inconvenienta.
Pois bem, senhores. oestes primeros trabalhos
live por auxiliar o distiocto juiz de direito do
Ouro Preto, o Sr. Quintiliano Jos da Silva que
os nobres deputados mineiros sabem que sropre
pertenceu, e creio que ainda pertence opinio
liberal. Que diga esse probo magistrado qual era
a mmha linguagem a respeito dos empregados
de polica ; elle qae diga se cor poltica era quem
determinava a approvago de suas propostas ; e
se essas propostas lhe eram suggeridaa por mim
no sentido reaccionario.
O Sr. Martioho Carpos :Elle responder a S.
Exc. nesta parle.
O Sr. Silveira Lobo : Eu folgo de saber que
elle leve certas lembrangas.
OSr. Cauhs Figueiredo .-Nunca lhe pergun-
tei qual era a cor poltica do candidato proposto;
se era azul, verde, amarada ou combinada (riza-
Jas) .. S lhe recomtnendava muito que atten-
desse aptido, probidade e diligencia : e at
hoje estou persuadido de que o Sr. Quintiliano
Jos da Suva nao me enganou, nem procurou
Maquear a minha boa f.
O Sr. Martioho Campoa :Elle se justificar da
aecusago de V. Exc.
O Sr. Cunha Figueiredo :Pois estou fazendo-
Ihe accus*ges 1 1... Por caridade... altendam ao
que vou dizendo.
Um Sr. Deputado : As aecusages revertem
agora para elle.
O Sr. Cunha Figueiredo : O aparte do nobre
deputado nao me far mudar de proposito, nem
servir para d*sbarmonisar-me com o Sr. Quin-
tiliano de quem fago bom conceito pelo que j
disse. '
(lia diversos apartes.)
Eu nao temo de modo algum que os nobres de-
putados dlgam tudo quanto eoleoderem conve-
niente a respeito da mioha adminislrago ; esti-
mo que a analysem por todos os lados.
O Sr. Mariinho Campos : Aqui nao ha nada
deolensivo para V. Exc. nem para o Sr. Quia-
liliano.
O Sr. Cunha e Figueiredo : Depois di Sr.
Quintiliano segiu-se o Sr. Ludgero Gongalves
aa Silva, cuja integridade por nioguem exce-
dida. (Apoiados.)
O Sr. Silveira Lobo : Mas muito vermelho.
O Sr. Cruz Machado : O Sr. Ludgero muito
coohecido pela sua honestidade, cavalleirismo e
imparcialidade.
O Sr. Silveira Lobo ? Ahi est a prova da sua
imparcialidade I
O Cruz Machado : Ser parcial por aceitar as 'conceito, fossem ou nao taseos liberaes, coosr-
nossss adheses ?
(Ha muitos apartes.)
usas serias com
ellas mereces
tratadas
Disse aio lo o nobre deputado que Ci rescej
nomeando os supplentts de juizes munc ni-s
sO em ura sentido. Em que sentido ? .. sena ni
(olhando para o Sr. Coulo) no aeotido conser-
vador ?
O Sr. Coulo :Sim, senhor.
OSr. Cunha Figueiredo : Visto que o nobre
deputado nao quiz faciliisr-me a der-ra, decli-
nando os nomea e aa cores polticas dos bornea-
dos, como fra necessario.a querer fazer-rre urna
censura seria, eu seria compellilo, Sr. precen-
le, tomar a enfadooha tarefa de ler ornara
ums caria immensa de nomea proprios, se por
ventura nao tivesse a oppor ao nobre deputado
argumentos irrecusavels e mui prompto*.
Invoco o testemunho instpito dos nobres de-
putados por Minas, de um e oulro lado po'.itiro,
pedindo-lhea que me fagam a justiga de declara-
ren! se as nomeegea doa substitutos de juitea
muoicipae recahiram smenle em mernbros do
partido conservador.
(Trocam-aa varios apartes; moviraenlo na d*-
putago roineira.)
Oppooho aiota ao nobre depalsdo pl> Miito-
Grosso, o testemunho do nobre depalsdo pelo
municipio neutro, que, mais complceme do qoe
elle, confessou que eu; bavia feito nomearo dj
hberaes, posto que fossem elles homens inutili-
aadoa, paralylicos. etc.
O Sr. Mariinho Campos : O m?u discorso oati
impresso.
O Sr. Cunha Figaeiredo : E ea refiro-me a
elle mesmo. Tenho finalmente a oppor a autori-
dade daa gazetas da corte e do Ouro Preto, onde
por todos seriam lidas correspondencia de con-
servadores e liberaes, quixaodo-se ons e ootroo
de reaego.
Os liberaes diziam que eo, a priocipo ansnst-
mente, e ao depois rnaoifestameate, i* operaodo
urna reaegao em Minas ; oa conservadores a sa
turno diiiara que eu ia desmoronando o partido
cooservador.
Pois, meus senhores, se cora efT-ito tivesse oe-
vido reaego em Minsa, appareceriam sixullj-
neamente clamorea de urna e oulra parcialidad*?
Nao, de eerto : as queixaa a<>riam livaotadas do
ura lado poltico : do outro s me viriam hosan-
nas e ovages. (Apoiados.)
Mas se isto nao acontece, ae todos se qoeixv-
vam, temos tirado a limpo a prova oais segura
de que nao fiz reaego em Mos. (Apoiados.'
(Ha varios apartes.)
Senhores, liguoi aempre muila importancia s
nomcageade supplentes da junes muoicipae*,
e por isso, apenas chega lo a Mina*, un dos meus'
primeros cuidados foi recolher informaga deo
pessoas as mais competent-'a cere dos isadlsi
dos queeitavam no caso de com vsntagem po-
blica serviremos lugares de subj'.iUios dosii;i-j
munielpaes.
A cmara, e particularmente o nobres depu-
tados de Minas, sabem que d.ffi-ilimo ob'.*nr.-
formages em Ouro-Prelo ; e qoe o pre*iJ-ot-,
por mais perspicaz que seja, nao pode cochee-:
o pessoal da provincia seno depoia de loo^o
lempo de residencia : longo lempo de residencia
ainda nao bastante, se elle nao percorre re di-
versos lugare* da iraviocia para oMer todos o
dados que o habilitara a proceder com propno o
loteiro conhecimento de causa ; porque, aenbo-
ret, os homens mais prestaotes e coospioos dtt
diversas localidades nao vm ao Ouro-Prelo fo-
gem da capital, como o diabo da cruz. [Rindas -
verdade).
O Sr. Ferreira da Veiga : Muito bem.
Um Sr. Deputado : Por que nao lex l quo
fazer.
O Sr. Cuoha Figqeiredo : Nao e este-a
fallando dos cosanles da provincia. O* depata-
dos geraes e proviocises, de cujas ioform*c,ss $
poderia soccorrer a presidencia, morara i grande
distancia da capital ; e portao'o vA a cmara
que nao era possivel que ena qualro mezes de seV
mioistrago eu tivesse j acieocia o conseiaocia
de todoa oa caracteres qoe tioham de fi^wrar o
vasto circnlo daa norreages ; noroe*'.->js. no-
te-se bem, que era obrigado a realissr era aa aj
dia. em um termo fatal I .. .0 que, pois. fazer I
(Recorr ao nico meio qoe eslava ao meu al-
ance, s informigea officiosaa e ofQriies : es-
crevi para todos os ngulos da provincia ; e es-
caao ditor a V. Exc, Sr. presdeme, que nao no
iirigi seno a pessoaa de quem foroasva mu aoa
O Sr. Cuoha Figueiredo : Os nobres deputa-
dos nao devem levar ludo para o lado daa corea
ou paixoea polticas : deixemos de vermelhismo
e nao vermelhismo : se se trata de censurar, va*'
nham os factos, e sobre elles formnle-se a acesV*
sago, e nao se afogue tudo em meras consitfe-
rages polticas.
OSr. Silveira Lobo : Eu nao me tmho quef
xado de V. Exc. embora coohega que V. Exc.
commetleu erros, porque julgo que oscommelteu
em boa f.
O Sr. Cunha Figueiredo: Anda bem que o
nobre deputado ao meos concede-me a boa f...
isto j nao pouco...
O Sr. Silveira Lobo : Nao coocesso; a
verdade.
O Sr. Cunha Figueiredo: Succedeodo o Sr.
Dr. Ludgero ao Sr. Quiotihano no exercicio de
chefe de polica, cootinuou-se oo systa come-
gado ; ialo iames concedendo algamaa demis-
ses sempre a pedido, negaodo oulras, e fazeodo
mui raras ex-officio ; mas por motivos declara-
dos as propostaa de demtaso.
O Sr. Martioho Campos:Alguos inexactos, e
at injuriosos para seus adversarios.
O Sr. Cunha Figueiredo : Iaexac'.os 1 Pois o
nobre deputado pode pronunciar-se assim, quan-
do eises motivos eram sempre fundados em fac-
tos e pega officiaes, que nao eram desmenti-
das?... Por tal metbodo tudo se pode contestar...
O Sr. Cruz Machado :Motivos que foram pu-
blicados na gazeta official.
O Sr. Cunha Figueiredo:Sim : esses motivos
eram declarados naa propostas e as portara de
demisso, que eram publicadas na gazeta oficial;
syste.ma que mui de proposito adoptei, para que
ae nao attribuisse a manejos polticos os actos da
presidencia.
O faci que contra essas demisses, dadas a
vadores ou neutros ; porque ea Iralava de no-
mear juizea, e nao de conleotar a partanJaJs
ruata do ratrirr onio da justiga.
Ura Sr. Deputado : A provincia est diacri-
minada com dous partidos.
O Sr. Cunha Figueiredo : Ma, para otier
-eatas lnformacoea, j disae que m* dirig a cec-
eosa a quem considerar* de probidade e boa
conselho, e nao coidei do partido*.
Como presidente, procuro ser mais administra-
dor do que poltico.
E, pois, S'. presidente, reuoi toas e*ua n -
formagea som auaa competentes listas, qoe for-
maran) urna papeleta immensa que espantara o
cmara, aa agora Ih'a apreeeotaaee, como anda o
arei, ae fr oecessario : li aa todas, con pare i-ao.
combioet-a* ; e, aeguodo o grao de ronGaoga cu
de bom cooceilo que por ellas o tamben polo
meu ioslioclo ia forman Jo. aaatm fai clsiuc-jdo
* orgsnisando a lista geral dos eaculbidoa. Fot
trabalho eofadooho de qualro diaa e qualro Mi-
tes : trabalho meu s ; nao live tyr-no.
Pretenda, Sr. preaidente. expor crltxa
pessoas mais sisudaa da cidade do Oaro-Proto
meu trabalho anlea de redoii-lo a aclo patuco
mas nao live lempo para ino, porque, cono
se, orgaoiaei a liata na ultima hora, e Val qual foi
publicada.
Nao deacooheceodo, poroc, o grande laurean
que aoa partidos inspiravarn aa aoneacea de
supplentes ou aubstitutos de juizea nooicipaesv
aempre esperei qua grande ciUami ao levantara
cootr* o preaidente da provincia, n a porqo
elle aabia qoe nao po lena agradsr a todos, aeu
isto era possivel, como porque, nao conhercodo
perfeitamente o pessoal da provincia, eu uiu Oa-
vidava auilo de haver commellido alfoao ot-
ros involuolsrioa. Aa censuras, porn, quo aso
appareceram oos jomaos, o ss qufagor aurgo
na cmara, me Atoran persuadir do que eu ni
Vodia ter acertado coalbor on esreonowoem eo-
pedido oit x-oficio, e a nomeages ento fei-1 peciau en qae me achei. Ka prava est ea quo
\


URIO DE PERNAM^CO. *- TEM?* SrttRA 5 DI ACONTO DE lMi%
nobre depulado pelo Mato-Gcono nao psrticu-
larisou ot tactos ; nao declino* oa n ornes, a nem
indicou ai corea das penosa nomeadas e aeus de-
leitas: palrou noi lagares com mutis e oasdecla-
magoes bombsticas : a pro*a do que tenho dito
alai alada nos applausos que taea noroeaqes
merecern) do mullos membros sensatos do par-
tido liberal, como eu ouvi e tambem li. Na ver-
dade eslou mui certo da que aquellos qua nao ti-
terera um proposit > firme e interaliado de hosll-
lisar-rre, ha o de aier jutlica s minhas intn-
seles. (Apoisdos.)
Senhores, o resultado estilstico das com atoes
dossubalitutoa dos juizes municipaes o segointe:
reconduzi alguna cidados que estafara j oomea-
(Soaoo quatrienio pausado ; destes alguna eram
conservadores, e alguns eram liberte*: nomeei
xiessoas novas, e eatas tu lie-eraes e conservado-
res : nao seise estes forera maia bem aquinhoa-
tros foraaj contemplados....
Voiea r*-V. Etc. sabe....
O Sr. Cunha e Figueiredo : Nao sel, porque
agora i que me rou informando a respailo cores, o uao por ser obrvgsdo a responder...
(Troeam-e muitos asarles ntreos Srs. Silvei-
f Lobo, ChristiaciiGttoDl* C'uz Machado.;
Onde, pois, Sr. presidente, (oi o nobre dcftvtado
por Meto-Grosso descobrir reaccoea na provincia
de Mioaa? Eu craio que o nobre dei-utade quan-
do fallava era reacio estar sonhande cora e
Piauhy... O nobre depulado nao quii seaao Ira*
duzir com o meu nome o grande texis de sus
obra, de aua historia naquella provine:.
O Sr. Fialho': Acoiado.
O Sr. Cuchi a Figueiredo :Eu, se quizesse
usar do direito da represalia, dira..............
liria, senhor presidente..........Mas, aenhrea,
agora nao troca o meu nobre (agir de reo, ou
que o nobre imputado qaer ocupar: e tanto
2axsgsr& zjsriz wlra et ,o re-siwco-
est hoje mui ton.ricto e impendido; e sobre o S.S" ",.V.. > *******
cont.ictoe* arrependidos ao lancir seco Adres I **"* m" o o do esquecimeato (Apoiados'. E pas
abandonaiel o nobre deputado, para oceupar-me
com o Sr. Martinho Campos, que, sendo deputado
por Minas-Gerae, nao morando ersTMoas, to
de muito longe, e perfeilamente, tddis aa onl-
versaces qae preiiquei, deixalo em estado (i* -
gradante a sua querida provincia.
O Sr. Martinho Campos :Essa palavra nio a- Qt '
hlo de mioha bocea; el) disse decadente, e nao *}"
degradante ; sao cousaa rio diversas como
obrar. Porque razo os poetas inundara aauo-
do com as auas obras, com as suaa glosas T E'
porque todo o material com que levantara seas
caateltoi de Tent consiste someule na imagina-
gao e oa liogoegem. Peco a Deus que o nobre
depilado seola-se um dia aquellas cadeiras que
I he parecen) de velludo ; deseje pelo menos vi-
lo em ama presidencia...
O Sr. Martinho Campos : Hivia de faier me-
lhor...
O Sr. Gunha Figaeiredo:Seria ama fellcidsde
{ara o paiz, Ea abato nao ter forjas para pode-lo
zallar ao ministerio, .-upla da administrago,
O nobre deputado j legislador; mas o legisla-
dor anda diffeTe muito do administrador. Volte-
mos a pagina.
Sr. presidenta, o nobre deputado, com o sal al-
tico que todos Ihe reconhecem...
O Sr. Martinho Campos : Nao apoido ; a
forca da verdade.
OSr. "Cunha Flgueiredo:.., com o sal atlico que
todoa Ihe reconhecem, mas querendo esconder,
por modestia, o seu nomo, e pondo em boca alheia
aqalllo que uao seno parte de reu engenho fe-
cundo, disse que eu tlnua cinco olhoa nos cinco
dedoa da mo para escother seropre peior.
O Sr. Martinho Campos:Nio fol meu.
O Sr. Cunha Figuslreio :Nio negu a pater-
idade ; disse que-ea tinha cinco olhoa nos cinco
dedos da mo para escolher o peior. Eis um bel-
lo rasgo de espurio do nobre deputado ; mas
pana qiaa vieaee tio pejado de injurias a todos
quaotoa ficarsm'dabaixo de minhas nomea^oes I-.
Todos para nada prestara.,, Pois toles -cara nada
prestsm ?... at o nobre deputado pelo circulo de
Ouro-Preto /apontaod para o Sr. Silvelra Loto)
e seus amigos... at os amigos do nobre depvtado
pelo circulo do Sabara folhando para o Sr. Van-
os e oulros). at os parentaa e amigos do nobre
deputado a quera respondo? todos papa nada
prestam t-u nao me considero oflendldo, porque
nunciado, nao
tido.
O Sr. Lima
o Tacto allegado
-----"f .1 -----------------,---------
(oi elle immediatameute demit-
Duarte :E' ama verdade j logo
que ea disse ao uo*jre deputado que esse homem
eslava pronunciado, (oi elle demittido immedula-
mente.
O Sr. Cunha e Figaeiredo :Como disse, o Sr.
Thomtt Joaquina Villela ja eslava na lista dos
supplentes do Jais municipal qaando chegaei a
Minas...
. O Sr. Lima Duarte : Mas
veresadeiro.
O Sr. Cunha e Figaeiredo:Alada depende de
prova. Mas quem ser, Sr. presidenta, esse re-
probo, esse ebrio que o nobre depulado diste que
foi nomeado supptente do delegado da polica
em Muriah, eque empre est em ejercicio ?
O Sr. Martinho Campos :V. Etc. nao o sabe?
O Sr. Cunha a Figueiredo :--Nao, senhor, nao
sei quem o ebrio. Soto que V. Exe. nSoiedi-
gite I... os que forsm oomeados eram tidos por
boos.
O Sr. Martinho Campos :Ea tenho maita re-
pugnancia de declinar comes ; todo o mundo o
coobece, mesmo ueste casa ha quem seiba que
um ebrio, conheeido por tal e turbulento.
O Sr. Cunta Figueiredo : Eu creio qua o no-
bre deputado troca um oome por outro.....
O Sr Martinho Campos :Nao, senhor, ou dis-
se que nao era o delegado de polista, e um subs-
tituto que est em exercicio.
O Sr. Cunha Figueiredo :Sr. presidente, tiv-e
tfenomear agentes de polica para Mariahe, que
um termo novo ; coosaltei a diversos indivi-
O Sr. Loitao da-Cuaba:Nenhum auxilio pr
tei sua ;ele5ao ; correu por coots do s
a Des-
grana e o vicio.
O Sr. Cunha o Figueiredo :- Fareceu-me ter
lido a palavra egradante : poia bem, o estade
decadente de sua querida provincia, onde eiie
pretende obier um circulo .. Estes circuios se
que nos matare... estes circules!...
O Sr. Martinho Campos:Qao me ha de eus menos a alcancar do que o nobre depulado a con-
servar o que tem em Pernambuco.
O Sr. Cunha e Figueiredo :Nao ha duvida, e
eu eatou prompto a ajuda-lo. Qaanto ceoser-
vago do meu, nao tenha o nobre deputado cui-
dado : eu a proposito do sparlc do oobre deputa-
do, aproveiterei a occasiSc de ioterpellar o nebro
ex-prosidente de Pernambuco, o Sr. Leitao da
Cunha, para que diga se iccommod-i a S. Exc.
para a mioha eleicao, e se ella foi devida a qua'.-
quer auxilio do-goverco, ou graga especial djs
meus amigos
?res
seas
amigos.
O Sr. Cunha e Figaeiredo :Se o governo fez
elguma cousa, foi em roen desfavor.
Maa, Se. presidente, nao censuro o nobre de-
putado por querer ura circulo em sua provincia ;
do que vou tratar de mostrar que elle nao foi
justo para comigo. (Juendo li o seu discuro,
aenti bastante d de ter de mortificar o julio mu
favorawl que ea delie fazi. Humera provecto,
de idade madura, de talento superior, eu nao es-
perei que o oobre deputado em circumelaocia al-
guma tivesse neceesidade de langar mao de mi-
gilhau de ouvir dizer, para fazer-me urna censu-
ra ; cnsure, nao digo bem, porque essa j Ihe
gradeci ; do .que me queixo de ler-m'a elle
teitosem a menor urbanidade ; porqnanlo o nobra
deputado podiaiaauter a sua prociencis parla-
mentar, o cevar meamo a sua popularidade, sem
sarda phraaea despidas de toda a indulgencia
para com um seu collega que nunca o tinha of-
fendido, e nem era tempe algum contrstalo com
as setas altas aspirares polticas. E' fraqueza eo-
tre ovelhas ser leo. O uobre depulado podi
dizer ludo, seguindo serapre o preceilo dos mea-
tres : Forlitcr ir. re, suaviter in modc. (Apoia-
dos.) Mes nao fez assim, foi demaaiadamenle se-
vero.
Disse o nobre deputado que os criraes contra a
ida e a propriedade iam em augmento espanto-
so, e a provincia de Minas se barbirisava ; nao
sei se o nobre doputalo quiz lavar esse pheno-
meno conla de mioha curta adminislraco, e se
em topouco lempo pode urna provincia barba-
riaar-ae.....
O Sr. Martinho Campos :Nem fiz cargo disso
a V. Exc.
O Sr. Cunha Figueirfiio :...porque ento eu
diria ao nobre deputado que a escala dos crimfs
durante a mioha adminislraco nao foi maior ; as-
sim como fol maior a captura dos criminosos no
lempo de mioha administrado do que na das
adminislraces transaetns, a'quem neste momen-
to nao fago a menor censura ou carga, porque
ou o primeiro a reconhecor as grandes difQcul-
ades com que lutam as autoridades para repri-
mir e punir o crine ; mas devo asseverar ao no-
bre deputado que i ludo quinto era possivel
para que a provincia nao se barbarisssse, e se
puzesse um cravo na roda desses tristes acoute-
eimelos, que todos nos lamentamos em rela;3o
seguranza de v-Ja e propriedade. E foi por
jato, Sr. p'resideote, que loga que cheguei pro-
vincia dirig circulares a todo8 oa juizea de direi-
to, recommendaodo-lhes com tflicacia que em-
pregssem a maior deligencia em oppr barreira
s malversacoes dos empregados pblicos, in-
luindo poderosamente para que fosse boa e
prompta a adminislraco da justica, tanto civil
como criminal, sem embargo de quaesquer con-
siJeraeCes que podessem desmintir os principios
de igusldade peraute a le; que me dessem parte
de todas as oteurrencias da curtiarct, e me indi-
casaem as pessoas idneas para oceuparem os lu-
gares vagos. Dirig igualmente reculares sos
juizes municipaes o promotores, f.irendo seutir
aos prim^iros a tibieza quo eu nolava dn parte
delles acerca dos negocios policiaca
dous cilio, e veio proclamar do alto da tribu-
na |. (SenaacSo.)
Quanla injustiga, Sr. presidente, resumida em
urna pequea epigraphe 1 Qaanla gen te exauto-
rada pelo nobre deputado.
O Sr. Mtrliuho Campes: Nao fol mit-.ha:
O Sr. Cuoha Figueiredo : Sr. presidente, j
i coohecer a cmara o modo por que proced
nomeaQes. judaodo-me daa informages
de muitaa pesooas honestas de toda a'provincia
que me hao de ler. J disse que nomeei indivi-
duos de um e oetro lado poltico: nao escolhi
nicamente, como dase o nobre deputado, os
adeptos do Sr. ex-miotstro
adeploa do Sr. ex-miotstro da lualica; e era '""8uem- ru, escoiner o sr. joaquiro U
lancei mo de liberaes torios e aleijados ou pa- L.uz, nosso collega, 1 vice-presidente da
ratyticoa, mas de hmeos robustos e prestrnosos,
que estou certo ho de cumprir com os seos de-
veres. (Apoiados.)
OSr. Martinho Campos: Poutos neJtas con-
diges; alguos iovaldos, e outros morios, por
assim dizer.
O Sr. Cunha Figueiredo: Logo fallsrei nos
morios : mas, como toquei no nome do nobre
ex-minislro da justic.e, permiltir a cmara que
eu faca urna reflexo.
Senhores, todas as pocas tm suss modas ;
agora est em moda aggredir-se o Sr, ex-minis
tro da juslica, tornando-o resuonsavel por lodos
oa males da situaco passada. Eu s desejava ter
a orca de Hercules para defender o Sr. ex-mi-
nialro da justica porque folgo meta de respeitar
o sol na uccaso do que apedreja-lo:; felizmente
S. Exc. nio precisa do meu fraco auxilio porque
tera-se defendido cabal e perfeitameote. ^Apoio-
dos e nao "apoiados.)
No entretanto devo declarar cmara, em alto
e bom sor, de minha livre e espontanea vonta-
de, e sem coostrangimento de pessoa alguma,
que o Sr. Sayao Lobato, ex-mioislro da jutlica,
nao meinculcou pessoa alguma para ser nomea-
da, e nem tracou sinistra e secretamente a linha
de conducta quo eu devia aeguir em Minas-Ge
raes ; S. Exc. foi um perfeiio cavalleiro para
comigo, Oou-ee demais no meu fraco criterio, e
talvez por falta doa aeus cooaelhos eu nao pude
ser mais feliz na minha administraco, e agradar
melhor ao nobre deputado.
O Sr. Silvelra Lobo : Isto demanda urna ex-
plicarlo.
O Sr. Cunha Figueiredo: Se o Sr. conse-
Iheiro Sayao Lobato rae presentase alguna no-
mea para serem aproveitados no servido publico,
certamenle nao iodicaria seno homeos dignos e
capazes ; porque nunca Ihe conheci outra ten-
dencia o outros seotiraenlos seno aervir com
honra ao seu paiz. O que digo do nobre ex-mi-
nistro da justiga applico igualmente aos seus il-
lustres a rnui dignos collegas do gabinete Irans-
aclo.
Portento, Sr. presidente, se nomeei ladroes de
Cavallos, estellionatarios, assassinoa ....
O Sr. Martinho Campos : E ebrios.
O Sr. Cunha Figueiredo : .....o ebrios, nao
foram de cerlo apontadoa pelo Sr. Siyo Lobato ;
foram eacolhidos por mim e sobre mim deve ie
cahlr toda a responsabilidade, assim como devo
caber ao nobre deputado todo o odioso de censu-
ras lo graves, se nao designar ns nomes desses
ladroes, assassinos, estellionatarios e ebrios. Sim,
deve apootar. ...Para oue aggredlr o innocente e
esconder o vicioso? A coragem que ataca a au-
toridade sem objecto bem determinado e provado
nao coragem cvica, uma animosidade perni-
ciosa, subversiva....
O Sr. Martinho Cmpos :Eu responderei.
O Sr. Silveira Lobo :A reepeito de Muriah
V. Exc. fez pessissimas nomeages ; verdade
que espero que quando as conhecar reparar es-
se e outros erros; e por sso que nao Ihe fago
opposigo.
O Sr. Cunha e Figueiredo :Eu l irei, hei de
tratar tambem de Muriah.
Disse o nobre deputado a quem tenho a honra
de responder que esses reprobos estavam na Ra-
gagem, em Muriah, no rio-Pralo e Lavres. Ta-
mos anda aqu, senhores uro embrioque nece-
sita de ser bem desenvolvido, para que apparega
o individuo coi as suas culpas. Levantemos um
pouco o veo mysterioso.
Quem ser, Sr. presidente, esse reprobo sahi-
do da eadeia, onde esleve por ler sido condem-
nadoem Queluz como ladro de cavallos, eque
fot por mim nomeado supplente de juiz munici-
pal em urna das cidades mais importantes de
Minea?
OSr. Martinho Campos:Mande V. Exc. inda-
gar em Lavras, que adiar um condemnado por
, e aos se-' ladro de cavallos, e foi a nomesco deste aue eu
guudos psra que zeesem mais saliente a sua aecusei.
lei
em cir-
cgao, promovendo lodas as causas em que a
lhos d interferencia. Divid a provincia
curocripc5e9 militares...
OSr. Martinho Campos:Urna das medidas
mais desbagadas da a^minietragao de V. Exc.
O Sr. Cunha Figueiredo :Ha muito quem di-1
rs o contrario : desejarei ouvir aa raides de V. I
Exc e eoto discutiremos sso. Dividi. Sr. pre-A
aidenie, a proviucia em circumscripgoes milita-f
res, no centroide cada urna das oup hnnvoc."
um forte destacamento com o
promptamente as autoridades
mioosos. Acud a todas es emergencias, e fi
ludo quaoto humaoamenle me era possivel fazer
para que a provincia se nao barbsrisasse. Eslou
rn.ii convenc lo de que, se houvesse disposlo de
.orea sufflcieate, a provincia de Minas dentro do
pouco lempo seria ums daquellas que mais ga-
rantas daria d ~de. E' impo>5i7el, senhores, que urna proriucia
de mais de um mllho e quinheots mil habilan-
p*. dessiminadoa por urna superficie de 15 ou
-0,00a leguas qusdradas, possa ser conveniente-
mente policiada com 360 pregas i...A' indola pa-
.cirica o industriosa dos Miueiros se rieve no aer
oda maior a escala dos crimes. Nao quero ii
Sallar as grandes difftculdades do transilo... -
'2 or- Mflrl*oho Campoa e outros :E' verdade.
U >r. Cunha Figueudo ...e na grande re-
pujjosncia dos cidsdos para exercerem as fuoc-
-^ses policiaes ; e mesmo na tal ou qual negli-
gencia das autoridades em urna poca de egos-
mo ou de descreoga, em que ninguem se quer
comprometter seno arrestado pelo sen ulerease
particular e peasoel. (Apoiados)
Ab 1 Sr. presidenta, eu quizera que aquellea
que lauto clamanr, e preteodem que o governo,
com os miogoados recursos de que dispe, pro-
veja a todas as necessidades, e de um dia para
airo acibs com todoa os crimes e com todos oa
criminosos, dando ao paiz todos os gozos ou to-
dos oa privilegios de urna bemaventuraoga eter-
na ; quizera que esses que rssim blasonan) se
fossyra sentar (aponiendo para as cadeiras dos
ministros) oaquellas cadeiras de esptnhos para
reaiisarem com o fiat lux todas as suas altas con-
eessoes ; sob pena de, nao o fzendo, serem
condemosdos a algum ostracismo...
Ento o fallar seria maia diBcil que o obrar, o
fallar na seria urna diverao ou um capricho,
mas seria um perigo. Senhores, os bomens po-
sitivos, aquelles -que nao aodam pelo mundo da
L*vBao men0* exigentes e inexoraveis, porque
O Sr. Cunha e Figueiredo : Tenho aqui os
nomes dos nomeados para supplentes des juizes
municipaes : porque o nobre deputado nao de-
clina o seu nome, para qno possamos coahecer
se cora elleito ladro de cavallos, e seeu o no-
meei sabendo que o era.... (pausa)... O nobre de-
putado nq quer dizer..
Seria o Sr. Thomaz Joaquim Villela?
O Sr. Martinho Campos :Parece que sim, eo
quaes houvesse! facto inconlestavel.
lim de auxiliar L O Sr. Cunha Figueiredo:Pois nunca me coos-
r os cri- ou isso seno agora : o que sabia era que o Sr.
Thomaz Joaquim Villela homem que leve urna
educagao regular no collegio de Congonha de
Campos, que foi se estabelecer em Nazareth, no
termo de S. Joo o'El-rei, onde exerceu o cargo
de agente de policia, sem ser nomeado por mim;
depois psssou-se para Lavras, onde foi successi-
va|r,ente nomeado juiz de paz, eleilor, presidente
llamara municipal, e servio al de Io supplen-
te Je delegado no lempo em que era chefa de po-
li a c nosso collega o nobre deputado o Sr. Hor-
l, que o ha de coohecer bem. Alm dislc a. hei o
folio 4. supplente do juiz municipal do qualrien-
nio passado : nao fiz mais do que reconduzi-lo.
J v V. Exc, Sr. presidente, que nao fui eu s
qae depsrei com um ladro de cavallos. que alias
eslava tao bem considerado pelos cidados que o
elegeram para cargos importantes.
O Sr. Martinho Campos : O fafito verda-
deiro.
O Sr. Cunha e Figueiredo :Pois ea nao sube,
e ainda nao sei se verdadeiro : ao nobre depu-
tado competir provaMo ; assim como tambem
deveri provar qae eu sabia desse acto, e que
apezar diiso nomeei-o.
O Sr. Martinho Campos : Nao disse seme-
I ha rito cousa.
O Sr. Caoba e Figaeiredo :Sim
putado nao diaae que eu havia feito
sabendo do facto ; mas, censurando-me por elle,
nao se pronunciou de modo que salvaste ao me-
nos aa minhas intsoges. Senbores, dsixei de
oomear para supplentes da juizes municipaes a
algunas pessoas alus prestlmosss s por me
constar que estavam oh tioham sido envolvidas
em procossoa; e nunca tire e nem tere duvida
alguma de demittir qualquer individuo que, sen
do nomeado por mim, conslar-me ao depois que
tem este ou aquello defeilo nolavel... O nobre
deputado que se acha em frente de mira que dii?a
se. quando eu soube (dirigindo-ae ao Sr. Lima
o nobre de-
a nomeacio
daos dalli do euro-Preto. e extrahi das Infornva-
ges recebidas os nomes das pessoas mais bem
coaceitaadaa.
Se ha entre ellas algara bro, nao sei; se Mr
conbecido como, sem duvida sera riscado. Eu
j disse a V. Exc. e cmara que en con Irei mal-
los lugares de policia vagos e sempre desejel
preenche-los mui bem.
Mas sabe V Exc. onde e como, com os meus
cloc ollios dos cinco dedos (risada) fui procurar
as peiores pesioal da provincia? Estou com ver-
gooha dedize-lo..... Fui procarar, por templo,
ao Sr. desembargador Jos Lopes da Silva Visn-
na, commendador da ordem de Christo, homem
indepeodente e honeato, qae j havia governado
a provincia de Minsa, e que s por fazer-me es
pecial favor tomou conta do lugar de delegado
de policia da cidadedo Sabara, com seTcriilcio de
sua saude e dos seus ioteresses de advogado bam
acreditado....
O Sr. Cruz Machado :Apoiado, e cuja perda
muito sentimos.
SSr." Cunha Figueiredo :E eu mais do qae
ninguem. Fui escolher o Sr. Joaquim Defino da
collega, 1* vice-presidente da provin-
cia, que digoou-se de, a instancias miohee, en-
ea rregar-ae de exercer o lugar de delegado de po-
licia da Chrisline. Fai procurar o Sr. Dr. Mi-
guel Eugenio Montero de B'.rros, liberal, mas
mogo de intellig-ncia, para delegado de policia
de Muriah, onde dizem que existe eale sapplente
ebrio.
Fui procurar o Sr. Dr. Jeo das Chagas da ba-
ria Lobato, liberal, pessoa que mereca bom con-
ceito, para ser delegado de policia da Leopoldi-
na. Fui procurar o Sr. Dr. Pedro Caetano Sen-
chas de Hou:a, carcter indepeodente, de reco-
nheclda intelligeucla e hoseitidade, para delega-
do de polica do Serr, lugar que a:ceituu por
nao querer devolverme o titulo.
O Sr. Cruz Machado :Sem duvida influenaia
legitima da localidad, e que al j poda ter s-
senlo nesta casa se quizesae.
O Sr. Paula Fonseca :Apoiadiesimo, e at
no seoado brasilefro, pelos seus talentos a vir-
tudes.
O Sr. Cunha Figueiredo :Fui procurar o Sr.
Dr. Frederico Alves da Silva Campoa, liberal e
mogo de intelligencis, honrado, e prente do no- ,.....
bre deputado. Caracteres taes, Sr. presidente, as demisaes pedidas,
que escolhi com os meus cinco olhoa dos dedos
para delegados de policia..... Pois ser o nobre
deputado por ventura o Saturno da faatala, que
devore os aeus proprioa Olhoa ? ainda Jraia : os
seua proprioa prenles, amigos, e os afcigoa dos
seus amigos ? I I r
E se eu deseorolasse, Sr. presidente- a grande
lista das nomeages que fiz de suppleafes de jui-
zes municipaes. V. Exc ouviria ler%mes res-
peitabilissimos, de titulares, de hachareis forma-
dos, doutores em medicina e de preprieatios in-
dependeiites.....
O Sr. Martinho [Campos :E tambeaT aquel-
les a quem me referi; condemnados etesoonsa-
bilisados. f
O Sr. Cunha Figueiredo.-......e de aegociin-
tes probos, quo esto cima de toda a s.ispeita...
A lodos estes, pois. ful bascar para sjbmette-
los tremenda e chistosa seotenga do robre de-
pulado.
Escolhi os peiores com os meas cinco ojhos nos
cioco dedos..,.. Nunca a mao medoer. Aca-
mara, portaoto, reconhece/ que o nobre depu-
tado em lugar de me dirigir urna censura rozoa-
vel nao fez mais do que com por o seu romanea
de cinco olhos com cioco dedos.
O Sr. Ferreira da Veiga:Tem pulveriasdo a
aecusago.
OSr. Martinho Campos: Nao ha facto que
possa contestar; provoco a queme diga :Em
tal e tal lugar em que me accueasle baver no-
meado individuos coui taes e taes.defeitos, osoo-
meados por mim sao fulano e sicrano, e nenhum
delles lera taes defeitos.
OSr. Cunha Flgueiredo: Ora, senhores 1. .
pois a mim aecusado a quem compete advlnhar
quaes sao os defeituosos? Denuncia-os o oobr
depulado, qua eu ihe rsponderei, como vou fa-
xendo a respeilo dos que foram declarados, ainda
que confusamente... Disse, por exemplo, o nobre
depulado, que em S. Joo 'el-rel havia ea en-
tregue a autoridade a urna parcialidade poltica ;
que a justiga all eslava depositada em mao de
juizea leigos.e apaixonados. Se esta censura
verdadeira, nao pode certameots recahir sobre
mira, porque nao demitti ura s empreRido de
S. JoSo d'El-Rei; as autoridades que all achei
ainda all exiatem; a nica allerago que houve
foi o preeocbmento apenas de duas vagas da sub-
delegado e tres de supplenles de delegados, se
me nao engauo.
Se essas nomeages desagradaran), nio foi de
certo aos liberaos, e sim aos conservadores.
Qusnlo a nomeagio de substituios de juiz muni
cipal, reconduzi a alguns dos qne exista, se-
gn lo mioha lembrsogj, e nomeei alguns novos
do lado liberal e do couservador. Se essas no-
meeces tambem desagradaran), foi aos conser-
vadores, que entendan) que all, e urna verda-
de, o seu partido so achava em grande maiorla
predominante, e por isso esperavam que delle
somonte sshisem os substituios de juiz munici-
pal. De^o acrescentsr que om Ouro-Preto alguna
.oe,r ns-de cnleri0 me disseram que em S. Joo
oEl-Reiquaii nao havia pessoa liberal.
Nao sei quem deu liceoga ao juiz municipal le-
trado para que nao residisse no seu lugar, dei-
xando entregue a justiga as mos de pessoaa
leigas e apaixonadas. Eu nao lh'a dei. Prten-
lo, se nao demitti autoridade, se nao fiz alterego
nolavel nessa localidade, o nobre deputado nao
tem razo alguma...
OSr. Martinho Campos :Nao lheallr'ibuio
racto ; dmgt-tte ao Sr. ex-mioislro da justiga ;
tratei de V. Exc. como delegado daquelle miois-
lerio. *
O Sr Cunha Figueiredo :Pola bem se falla
em aeu nona s, e se em sua opiniao ea obre!
com hypocrtiia nameando a alguos liberase, per-
miillr-me-ha o nobre deputado aue diga : S.
Exc. qae me parece proceder com bypocriaia,
nao eu. Proceder com hypocrisia, porque ao
passo que clama centra a reaegio, cenaura-me
fortemente porqua nomeei liberase (posto que
sleijadoa; subalitutoa de juizes maolcipaos.
O Sr. Martinho Campos:Nao aecusei portal
motivo ; nao fiz acousacto sanio por casia de
pessimss nomeages qno fez.
O Sr. Cunba Figaeiredo : Hypoerita anda,
porque o nobre deputado, a o paaso que acceite
como virtude a moderaco dos conservedores da
liga constitucional, quer o xeclusivismo para si;
nao admitte coolemporisa^o alguma.
Com bypocrisia, finalmente, porque ao pas-
so qua nos diz que falla s em seu nome e sob
saa exclusiva responsabilidade, apresenls-ss
protestando em nome de seus amigos, contra as
palavras benvolas do nobra ex-mioislro da js-
tiga qaando se referir a minha administrago
em Hias, asaeverando que ella tiohs sido justa,
moderada e imparcial.
OSr. Martinho Campos ; Talvez fosse abe-
lbudo em metter-me nisso.
O Cunha Figueiredo :Mas ea hypoerita, eu,
qua sempre sbracei e pratlquei a poltica da soo-
deraco, da lolerancii e da concordia multo an-
tes da ser elevsda cathegoria de programma
poltico ? Seu hypoerita nomeando liberaes e
conservadores, segundo o merecimeoto de ca-
da um ?
OSr. Martinho Campos :Nao o ehamei hy-
poerita ; mas me devo zangar por V. Exc dar-
me este nome, porqua sou apaixonado da liber-
dsde Ilimitada da tribuna.
O Sr. Cunha Figaeiredo:Mas, Sr. presidente,
que outro interesse teria eu sendo o de fazer em
Minas urna administrago benfica, imparcial,
tolerante e moderada ? Seria eu algum aventu-
rero poltico que fosse arranjar por all o meu
ninho. e crear prossetytismo para disputar proe-
minen cas, serviodo de instrumento ceg de a-
lheiaa vlngangaa? Nao, ninguem acreditar,
principalmente os que me cooheeerem. (A-
poiados.)
Se assim nao pratiquei em em pocas mais
difficeis, quando presidenta das Alagoss, onde
acalmando as Iras dos partidos, fiz urna poltica
de par, de concordia, da qual resultov a restau-
rsgao poltica do actual nobre Sr. ministro doe
negocios da agricultura, oda qual resuttou tam-
bem a eleigo de um dos mais oobres caracteres
que hoja oceups em Londres sim dos primeiros
lugares na diplomacia bresiteira ; se quando ad-
ministrei a provincia de Pernambuco, onda allis
tenho os meas ioteresses eleitoraes, nunca me
aecusei, e nem fui aecusado pele ento muito vi-
gorosa opposigo na cmara a ns provincia, de
homem vingativo, perseguidor e reactor ; como
hoje, depois de velho, quasi descrente e iotei-
ramente desilludido, como que boje baria
de aceitar a presidencia de Minas para fazer reac-
ges, arrebaohando os peiores homeos para au-
xiliares do governo e da mioha administrago i*
Queo acieditar ? (Apoiados.)
O Sr. Machado :E l nao ha necessidade de
cooquiata, sim de administrsr.
O Sr. Csnha Figueiredo :Mas o nobre depu-
taco a quem respondo disse que ea schando-me
doente? aceitara umacommisso importante com
o lim de conquistar a provincia de Mloas, e re-
erguer o partidoe onserrador. Nada mais inexac-
to. Posso certificar a cmara que nao recebi ou-
tra misio que nao fosse s de administrar a pro-
vincia com justiga e moderago.
Quem vai conquistar deve ir mui robusto e
bem armado. Se eu fosse conquistar, senhores,
deixaris, a nao ser um inepto, de aproveitar lo-
go e logo as immensas vagas nos lugares de po-
licia ; deixaria de aceitar immediatamente lodas
que eram muitas, e dar
oulras nao pedidas ; deixaria de anticipar as no-
meages de substitutos de juizes municipaes,
para preencher mu depressa todos os lugares
nicamente com os homens qae me ajudassem
oa grande conquista ? M's se, pelo cootrario,
marebei pausadamente, dando pouco a ponco
demtssoes a pedido, negando oulras, e fa-
zendo as oomeagea de supplentes de juizes
municipaes na ultima hors, e em pessoas de
ambos os lados polticos, como poder-se-hia
dizer que fui coaquietar ? Proseguirei, Sr. pre-
sidente por mais dous minutos.
Achou o nobre deputado que eu havia feito
um baixo cortejo ao comraandante superior da
Parahybune, o Sr. Paula Lima, nomeando dous
oa tres de seu Qlhoe para oceupar lugares de
agentes da policia. Senhores, o epitelhobaixo
de que servio-se o nobre deputado ne par-
lamentar....
O Sr. Maritnho Campos Retiro a expresso.
O Sr. Cunha Flgueiredo .-Tanto nao que eu
para redargui-la teria necessidade de usar de
termosequipolentes,indignos de mim.indignos do
nobre depulado, e ae mesmo lampo olTenaivaa ao
decoro que nOs lodos devemos guardar neste
recinto.... (Apoiados.)
Um Sr. Deputado :Como, por exemplo, a
palavra hypoerita.
OSr. Cnoha Figueiredo :Est engaado, nao
cbamei o nobre deputado hypoerita.
O mesmo Sr. Deputado :Sete vezes con-
tei es.
O Sr. Cunba Figueiredo:Ea disse que se
acaso eu podesse ser considerado hypoerita, o
nobre depulado eslava no mesmo caso; fallei
por argumentar, mas nao ehamei hypoerita. A
palavrabaixosim, como disse nao e parla-
mentar.
O Sr. Martinho Campos :Ea a retiro.
O Sr. Cunha Ffgueirodo :Bem, agradego ao
oobredputedo,estou satisfeito; e ento nao tenho
meado vice-proAejote em terceiro lugar, em-
quanto o Sr. barid do Prado o foi em quarto.
Nao deaejo estsbalecercomparsges que sao sem-
pre o liosas ; ninguem contesta o graode talento
e a superiortdade de conhecimenlos do Sr. baro
do l rado, a qaem muito reapeito e estimo : mas
ninRuem tambem negar inteligencia e honradez
ao Sr. commendador Joaquim Camillo Teixeira
da Molla. Role o nobre deputado o que vou di-
zer: o Sr. bsriodo Prsdo mora maior distan-
cia da cidade do Ouro Preto do que o Sr. Joaquim
Camillo, acrescendo qae este tem all parte de
sus familia.
Quando recebi as csrlss imperiaesde oomea-
go dos tres novos vicepresidentes, escrevi e
ofncie a lodos elles coovjdando-os a virem pres-
tar juramento sflm de estarem promptos a entrar
para a administrago logo que mesera arisados.
Mas o Sr. baio do Prado leve a boodade de ea-
crever me, dizendo que o estado de aua saude
nio Ihe parmittia residir, nem mesmo tempora-
riamente, no Ouio Preto ; o Sr. Camillo porm
apreseotou-se e presloa juramento.
O Sr. Sayao Lobato :O Sr. baro do Prado es-
crevea ao ministro do imperio que eslava doeo-
te, e que pelo mo estado da sua saude nao se
apreseotava;
O Sr. Martinho Campos ; E' urna declara-
gao qae mailo importa para a administrago pu-
0 Sr. Ssyo Lobelo:lito foi depois da no-
maago.
O Sr. Cunba Figaeiredo :Aqoi tsm a cmara
a razo porque o Sr. Cimillo se schou na vke-
presidencia por occasiio ds minha retirada para
a corle. O Sr. commendador Camillo porm ae
tem portado na admioistrsgo com a intelligeucla
e moderago propria do sea excelleote carcter.
(Apoiados dos Srs. deputados por Mines.)
O Sr. Salathiel:Fui urna mallo digna oomea
gao.
O Sr. Caoba Figaeiredo :Quando o nobre de-
putado descrevia com negras cores o augmento
espantoso dos crimes na provincia de Minas, dis-
se qae ama familia inteira eslava sendo extermi-
nada, por ler sido um dos seas membros envol-
vido no processo do subdelegado.
Senbores, nao ha maior contraeenso do que
mostrar se iodigoago contra os crimes, e reve-
lar se contra a autoridade que os periegue II ..
A cmara e o paiz j se acham inteirados desee
brbaro e horrivel assasainato, perpetrado pdi-
camente, com o maior eacandalo, na pessoa do
subdelegado da cidade de Pessoa, Francisco Lou-
rengo do Neaclmento Rosa ; attentado clamoroso
que poz a populago em profunda consternaco,
do modo que muilas fmilias pretendern) emi-
grar eepavoridae. (Apoiados.)
Apenas soube desse deplo'ravel aconlecimento,
exped um ferte destacamento...
O Sr Brtas :A opportunidade das providen-
cias deve a populago da provincia de Minas a
sua tranqulllidade.
O Sr. Cunba Figueiredo:... um forte desta-
camento commandado por um capito de policia,
pessoa mal sisada, para dessassombrar a popula
lacio, restablecer tranquillidade publica e au-
xiliar as autoridades no comprmeme de seu de-
ver. Offlciel na meama occasio ao juiz de direi-
to, ao juiz municipal e ao promotor publico...
O Sr. Brotas:Apoisdo. Eu fui deslcmunha.
0 Sr. Cunha Figueiredo :.... pera que sem
demora se dirigissem ao lugar do delicio, afim de
eitarem presentes organiaago do processo que
ss devia logo instaurar e progredir ante a maia
severa imparcialidade, que e muito e muito re-
coramendei....
OSr. Bielas:A esse accordo de V. Exc.
deve a provincia a sua tranquillidade.
O Sr. Cunha Figueiredo :-Com effeito assim
se pratlcou. O delegado de policia eonl-a cuja
existencia se havia tramado, leve o bom saneo
de abster-se de instaurar o processo, que foi or-
aaoiaado pelo subdelegado, que nao era suspeito.
Foi preso o mandatario do crime, a delaiou os
mandantes ; correu o processo seus termos, e fo-
ram pronunciados como mandatario o preso, e
como mandantes alguns membros dessa familia de
Abreus ou Plmentas.
0 Sr. Martinho Campos:Um s foi pronun-
ciado, os oulros eslao em fuga.
O Sr. Cunha Figueiredo :Foram pronunciados
maia de dous....
(Hs outros apartes.}
A pronuncia foi competentemente sustentada ;
e tudo isto se passou sob as vistas e inspeegio do
juiz de direito da comarca, do promotor e do juiz
municipal, contra ns quaes nao sei o que se po-
der* dizer de mo..... Elles portarara-sa mui
bem.
Mas, meul senhores, como possivel diminuir
o catalogo doa crimes, quando vemos que homens
de alta posigao, em vez de acorocoar a autorida-
de em sua penosa tarefa, pelo contrario tralam de
invectiva-la como que langando de ante-rxo o
manto de protecgosobre os criminosos?...
O nobre deputado feria sem duvida ura graode
servigo ao peiz ae, depois da verificados os fados
e de baverem os tribuoaes competentes proferido
o sea juizo final, ficando bem provado o arbitrio
e deapolisree dos juizes subalternos, o nobre de-
putado. digo, feria ento um grande servgo hu-
manitario se algasse a sua voz a favor da inno-
cencia opprlmida.
Mas nos termos em que se exprimi o nobre
depulado nao vei bem ; poder sati^fazer a
ou outro desejo, a um ou outro capricho
moralisar o paiz, nao. (Apoiados.)
Devo declarar ao nobre deputado que as auto-
ridades sob cuja jurslicgo foram esees crimes
perpetrados o processados nao sao homens esco-
lhidos por mim ; homens violentos a quem hou-
vesse conferido grao de autoridade, para oppri-
mirem. Sao autoridades que j exisiiem e que
nao foram demillldas por nao o lerem merecido.
ura
maa
someote de atlender a idea colminante da censu- D0re depulado, pois, nao est faieodo seno
O Sr. Cunha Figaeiredo :Mas com que boa
te, com que coherencia o oobre deputado me
arge de entregar a autnridade
^.-**^wrt*W^^
dep
- a urna parciali-
dade, quando preQxa a doutrioa de que os libe-
raes nao devena aceitar empregos de autoridade
conservadoras ?
O Sr. Martim Francisco :Pois eu nio ad-
miti tal doutrioa.
O Sr. Cunha Figaeiredo :-Sr. presidente o
nobre deputado dissa que as nomeaces foram
feUs exclusivamente para o partido conserva-
dor, e que s por hypocrisia eu tinh nomeado
um ou outro liberal, paralytico, octogenario e
phyeicamente--inc.paz de exercer as funeges....
O Sr. Presidente :-Eu lembro ao nobre depu-
tado que a hora marcada para esta discusso est
passada.
O Sr. Cunha Figaeiredo :-Po, y. Exc nao
v que tenho necessidade de defendsr-me ? Nao
estou fallando seno obrigado : poico texei aia-
da a dizer, e oo desejo deixar essa pouco para
outra occasio ; pedirei cmara que me con-
ceda continuar o meu discurso.
' OSr. MartiohoCampos :Nao ha nada mais
1 UStOo
O Sr. Cunha Figueiredo :-Eu dira que o no-
bre deputado enlendeu que eu havi. feito as no-
Sf^LSt'T801* p.ara p"a conser-
L ?I,,escoheod Plgm liberal invalido,
ele. ele... Nao sei sob qua carcter, ou em nome
deque parcialidide palitica o nobre deputado
apresenta-se ; nao sei se falla em nome de toda
ds liga liberal, ou da conservadora ; ou se falla
em aeu propno -
dade.
ra, isto, que fiz um cortejo ao Sr. Paula Lima,
nomeando seus filhos meuores.
E'necessario qu a cmara saiba que o Sr.
Paula Lima, commandanle superior da Parahy-
bune, tambem delegado de polica. Havendo
vagas de substituto de subdelegado naquella lo-
calidade, o Sr. Paula Lima instou que fossem pre-
enchidos, porque com elles esteva o servgo pa-
decendo. O chefe de policia Ihe mendou dizer
que remsllesse urna lista de nomes de pessoas
doeas para serem propostaa. Mandando easa
lista, o Sr. Paula Lima iuduio otila oa nomes de
dous filhos seus.
O Sr. Martinho Cempos : Tres.
O Sr. Cunha Figueireo'o : Nao sei se sao
dous oa tres ; maodou a lista com nome de seus
filhos, dizendo que alli oo hsvia pessoas de con-
(langa que quizessem encarregar-ie de delegara
(e era verdade, preciso repetir e confessar que
desses cargos todos togesn em Minas) ; que nin-
guem era mais de sue confianza que seus pro-
prios filhos.
Ura Sr. Deputado : E que eslo em circums-
tanc'as de bem desempenhar o lugar.
O Sr. Cunha Figueiredo : Essas nomeages
demoraram-se, porque hesitando um pouco, nao
obstante fezer do Sr. Paula Lima o mais subido
conceito, disse ao chefa de policia qne era con-
veniente consultar ao mui digno e probo juiz de
direito da comarca da Parahybuoa o Sr. Nuoes
Lima. ECteclivamenle foi coosullado o Sr. Nu-
nes Lima, e elle opinou pela idoneidadp dos no-
meados.
O Sr. Martinho Campos : Sao menores.
O Sr. Cunha Figueiredo : Nomeei homens
proprietarios, pas de familia ; com effeilo caso
inslito e horrendo !... To horrendo, senhores,
como foi a nomeago do commandanle superior
Passos, sobre a qual j o nobre ez-ministro da
justiga disse satisfactoriamente quanto era ne-
cessario dizer para destruir o edificio do nobre
deputado. Caso lo horrendo e Inslito com ao
nomeago dos offlciaes da guarda nacional de Bar-
bacana, noneago contra a qual, nao podeodo o
nobre deputado dizer cousa algum* qua a podes-
se marear, descembou para s evasiva de decen-
tada liypocresia, ou da falta de conservadores ca-
pazes para preencher esses postos ; nao se lem-
brando o nobre deputado qae he pouco tinha di-
to que sa procurava sempre o peior, e que em
falla de conservadores langava-se mo de estellio-
natarios, ladroes de cavallo, para os empregos I
Pois. senhores, nao acharia eu em Barbacena
nem ao meos os estellionatarios e ladroes de
cavallo para propor para offlciaes da guarda na-
cional ? Entrego o nobre deputado eo juizo dos
homeos sensatos de Parahybuoa e Barbacena
elles que respondan ao nobre deputado, porqu
ea nao ouso ter a esperanga de convence-lo...
O Sr. Presidente :Devo ainda lembrar ao
nobre deputado que est paasada a hora deaigns-
Q3ds para esta discusso.
O Sr. Cuaba Figaeiredo : Perdoe-me V. Exc
eu nao eslou filiando por luxo ; sou forjado a
defeoder-me : vou concluir o meu discurso ;
rogo a V. Exc maia um pouco de paciencia.
O nobre deputado esteodeu sua censura al o
vice-presidenle actualmente em
a censura do passado...
O Sr. Martinho Campos :As minhas informa-
goes differem das de V. Exc.
O Sr. Cunha e Figaeiredo .Nao duvido ; mas
digo a V. Exc. que oo demitti autoridade algu-
ma daquelle lugar; a que portento os econteel-
mentos qua occorreram nao me devem ser impu-
tados.
O Sr. Presidente:Eu lembro ao nobre depu
lado que a hora j est dada. Se o nobre depu-
tado quer continuar, requeira urgencia.
O Sr. Cunha e Figaeiredo .Tenho condeuaa-
do mais que possivel as minhas ideas; maa
para nao abusar da bondade de v. Exc, eu vou
concluir, apezar da ter ainJa necassiJada'de che-
gar ao Chapeo d'Uvas, e ao Rio Preto e Bagag-m,
que sao o epilogo das censuras do nobre depu-
tido. Ficar por isso para outra occasio: direi
apenas mais duas palavra.
O astado de barb'.ria era que o nobre deputado
suppe a provincia de Minas, se qua elle existe,
j vera da longa data, nao me poda ser langed
em culpa. (Apoisdos.) Posso aTtrmar ao nobre
depulado que a vida, a honra e a propriedade da
populago mineira, tanto liberal como conserva-
dora, nao estiveram mais garantidas na adminis-
trago passada do que oa minha. (Apoiados.)
O Sr. cooselheiro Pires da Molla teria sem du
vida, e lera de certo maisintelligeocis. mais am
pos recursos e uaesmo mais fortuna do que eu
porm melhores intenges, melhor vontede, nao!
Eu quizera que elle voltasse a substituir-me
como ou live a honra de substitui-lo, porque, co-
nhecedor como sou do seu bello carcter, estou
certo de que. depois de ter laocsdo as vistas por
toda a sua obra, e nao achando-a em cousa algu-
ma mutilada, elle dara um teslemunho de que,
j^ou sao exageradas ou inexactas todas as proposi-
gdes do nobre depulado, ou ellas vo ferir mais a
sua do que a mioba administrago___Appello
para todos os Mineiros de bea f (apoiados dos de-
putados da provincia da Minas), pera os nobrs
deputados da proviucia de Minas, de um e outro
partido. (Apoiados) Appello mesmo para o fu-
turo... depois de mim vira quera bom meter.
(Muitoa apoiados ; muito bem 1 muito bem I)
(O orador cumplimentado pelos seus amigos.)
Vem mese, lido, apoiado e tica adiado pela
o seguiote reqaerimento
que 4 stteetedo por ase entaabeiro O* i
como o Sr. Martioea> m officio qae
publicar.
< N. 175.U Im. e Exoa. sea bar.Fre esaaia
mlnacioso qas flz da poole do stactf, rabeu
qae gravisaimo sea estade) de ratea, oaaawa-
veiteodo mais qualquer reparo qae se Ib* Uca
para qua ella se presta ao tramito da geni* sajaav
mo a p.
c Nestaa circamslancias para recis swtj
deaabameoto iooprevialo, que pode der lufas i
asa eioieiro deeig-edavel, pele q| -Tiajeieaa
pode se respoDsabilisar.
a Assim, pois, coleado qae o maia acertada f
qae V. Exc digne-se der suss ordena, efioa te
se interceptor lado o transita peleo aueoa ,
V. Exc. julger mais coaveoie-nls).
a Dos guarde V. Ese Direcloria das cera*
publices 4 d agosto de 1842.Illas. Essa. Sr.
Dr. Meooel Fraociaco Corris, l>sjtiissiao presi-
dente ds provincia. 0 direelor, W. Mmrti-
ntau.t
Na ultima audieoeia do juua da drrcHo ia
primetra vara daala cideda, tratan l.i aa o> aos
processo crime am qua ao paiUe o Sr. Banlia-
uo de Megslhes Castro a a preta Mara da Co-
ceigo, ests como receida * rente ; e eeodo procedida asa aesrea^ao entra
variea leaieuiuobss, reaultea que data delle sw
eootrsdieaeesem, narrando o acto por tnoJa ee-
vereo diqu-le do juizo da formerao da culo*.
Em face de um perjurio la > flagrante, 'rao
essas duas lesiemunhas recolhilas prie.iv t>#r
ordem duSr. Dr. juii de direilo l)>ru, que Moa
procedea assim ordenaudo-o.
Foi prorogado por mei.e doasmeies o prez*
marcado para a concluso dos retaros da estra-
da do norte entre a cidsde de O.inde e o aaaaaj.
nho Fregozo.
Iloutem inelillou-se a quera se*io indi-
ciara do jury deste termo, sob a presiieoc da
Sr. Dr. Neivee ; maa por faite de nasaero do
juizes de feclo nao funcciooou.
Por portera de 31 da jvino Ibaen, faj r,f.
ducado o engao que se dra oa da li de ssseal
prximo paaeado, quanto so ooaaeado para s*sie>
eupplenle do juiz municipal e de orpbos te ter-
mo do Brejo, cajo verdedeiro oome Jaso ata.
Reg Meciel.
Foram nomeadoe os Srs. engenbeiros <> r-
vaaio Rodrigues Coipelto, Joaquim Prea C.r-
oeiro Monleiro e Jos Ceroeiro da R*c'.a. par*
comporem a commisao, qua leo da eian,m*r -
approvar os planos e orgamentoa da collera* do*
trilboa urliaooe, quu devem ligar esta cid' i- *
povoego dos Alocados.
O Sr. Francisco Vez Csvalcaoli u'A ^~
querqu* foi nomes to seblelcgado do dislrtci* a
Pedra, aa freguezia do Buiqae.
Foi recooduzido no lugar de jais oaaonci-
pal e de orphos do termo da Escada Sr. Dr.
Luix Antonii Pires.
Por aviao imperial de 2i do paaeado ra-z
foi determnalo, que aaaobree realisadaaaa ver-
ba das diarias dos Afrieanoa Iteres feem reo-
Ibidas ihesoursne de fazraida do tina de sate
I exercicio.
Esta providencia foi tomata sobre delibera *
da preaidencia deete provincia da aMrdo enea
i Sr. coronel direelor do arsenel de guerra, e-a I
por isso lou^aia a mesma preaidencia.
Acaba madama Mildeodurp.|aiodiia roa
do Creepo n. 15 --egurido an lar, de rcb-r >
Pars, ricos ligurinosdas u tuina ra. la all ae*-
das na primavera, e que cr.oilo el'gar,les a c*a-
', venientes sao so nosso clima. E*es aenh .r*,
poia, se recommendam s pens* >i b >. akasoe,
i ass*gurendo-lhes pregos commodos, rapidcs
1 esmerado trabalh-.
Por esqaecimenlo dexou de sabir oa ra**
[ fevista Commercial, do numero de boataa,
. prsenle trecho :
Ferinha de trigo : Tivenus am carr--gi-
, ment de Tries'-e, com o qu*l o deposito *je 4
de 5,000 barrios, sent 200 de FbilaieV
i 1.000 de New-Yo-k. >*) d-- Genova, e .1.6 *)
i Trieste ; let.do se realhtlo de 1 ~>$ a l'^a a .-
i meira, de 23$ i 253 a segn la. da %K a 25f a
' quarta. e de 26 a &$ da quinta. >
Um mo hospede tota de ser aboleuao
' o'um dos quinlaes das catas da raa na* (>>-.
I que iocoramoda a vititiheoga com aeus uio*,
'durante o dia e perlada noile ; veoa a s r elle)
, um cao que, para igar a casa, euleolea o too*
; do armazem collocar n > fuo lo do mar i, pre>
. urna correle. Sa hoiver meio Je remellar a
\ esse iocoramodo nao sana mo, para sjaj $r ,, [
damnos qued'aht plem resultar.
No dia I do frrente foi preso pelo sabr-
! loffadudo OlinJ. Anlnoio RoT-rKuuJo I 'na l'al4aaL
,o criminoso Frlix C'pu.va, contra qua-n h*i ; precatorine, por ler ssswta a mulher na comarca
] ds Bos-Visls. Cunlino o Sr. sabdeleged*, r as
a ectividede que tem oesenvolviio do ezerncio
de seu cargo, que sem duvida lera os applaa dos homens bons e aeotatos, a a coadjovarodes
eotoridadea superiores.
Paaeageiros da barca nac nal irxt, *hi para o Kio de Janeiro : Jesaino Conalaao das
l'razeres, Julio de A villar e4e*craoa a eatreger.
Passageiro da barca francesa Havre, sakets
para a Parahiba e Havre : Joo Barroiode C*>r-
valho,
RErARTigo i>* polica.(Extracto d*e par-
lea dos das 3 e 4 de agosto )
Foram recolhidos casa de detengo ao da 2
do correle :
A' ordem do Il!m. Sr. Dr. rhefe de p-licia
Aolonio Joaquim de Olivera, treno, de 30 to-
nos de idade, dado agtk-illu-a, r or ser te-
i scitor de marinh*.
A' ordem da Dr. juiz dedir-iljdi primert
i vara criminal Joaquim Rodrigues da Sel**, b's).
i co, de 26 annos, e Luis Manuel de Souz*. Bajate,
I de 50 anno, ambos agricollore, este porcin*"
I da perjurio, reqaerimento do -. prom >t ir p*j.
' blico da capital, e aquella por ser indi
mesmo crime.
-Dia 3
A' ordem do Lira. Sr Dr.chefe de pnlici. n,-
noel Vieira doa Santos, aemi-braoco. de 13 aa-
nos, dado agricultura, preso palo subdelegad*
dos Afogados, por suepeila de aer desertor.
A' ordem do aubdelegsdo do rWie Antoaio
Carlos Qolim, braoco, 23 anoos, guarda-li-
vroa, por embriaguez a insulto*, e o* pardo* Al-
varo I'rancis o Rodrigues, da 25 aaoo*. v,. ,.
dor, o Luiz Caetano da Mello, de 52' ai
pombeiro, ambos por briga.
A' ordem do dos Afogalo* Mime; tesd j#
Sani'Anna, pardo, da 45 annes, sem ifli io p'r
insultos. r
A' ordem do da Msgdslana Clsodim J osj \|,..
xandre. pardo, de 11 anno*, dsdu eg-ici.-.Jf,
por desordem.
A' ordem do da Munbeca na partos Firrr>e)
Miguel, do 30 mus, coclieir.i. por sejuaesuas d
furto de cavallos, e Thareza Maris de Je;4f ,
40 annos, costureira. sem declarado do iBot.'
O chefe da secunda etjEte. '
/. G. de Maquila.
Movimento da casa da detengo ele i "
de agosto.
Existism. 356 presos.
Enlraram. 8
Sabiram. 4 a
Existen!. .
360
A saber
hora
, --------------..u,a cu, exercicio. dizen-
uome e exclusiva raspoosabili- do que elle coolioua a reaego e inverso que eu
U Sr. M artinho "------ ,h 1,ha con>egado na provincia. Por prova desta
6; S*ySSS?1* em m aom merao nobre aPa"d> "*o exhibi seao a
io, auu o nico oopot-sao. | ewniMiaBCI de ler o Sr. Jtaquim Gamillo no-
Requetro que pelos caoacs competentes pe-
ga-se ao governo a lista nominal dos individuos
que foram nomeados substitutos dos juizes mu-
nicipaes da provincia de Minas no actual qua-
Iriennio, e bem assim ums relscodas nomeages
e demissoes dos agentes de policia desde outubr j
do anoo passsdo at ns de abril desle enno,
com declarago dos motivos qua delerminaram
as ditas nomeages e demissoes.Cunha Figuei-
redo. >
mnmmo
REVISTA DIARIA.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia acaba de
expedir ordem para ser interceptado o traosito
pela amiga ponte entre os dous bairros do Re-
cite e Sanie Antonio.
Foi urna providencia acertada em vista do
mo estado em que se achava aquella pon, com
o qaal dos occapamoi na linist* de hoalem, e
Naciooaes .
Mulhtres; .
Eslraogeiros.
Escrsvos. .
Escravas. .
Total. .
Alimentados a custa dos cofres pr. en.
ciaes..........
Movimento da enfermara no dia l','|b
Tiversm baixa :
Ignacio Barboza de Freiles, feriment.a.
Maooel Jos do Maecimenio Bico-D.r-e" aneaste
Luiz, escravo de Joaquim Pr*r:.co' AiaV
querqua Santiago, clica n r.< >
Da 5
Exs'i8m...... 357 presos.
Entraran..... 3
Sabiram....... 4
Si
Exislem....... 356
A saber:
Nacionaes..... 2(5
Mulheres...... 7
Eslraogeiros.. 28
Escrsvos...... 67
Escravas...... 8
Total........ 354
Alimentados a custs dos cofres provia-
ciaes.............
Dia 3
Teve baixa :
Tiburlioo Piolo d'AlmciJa broocbla
Tiveram alta : "
Antonio da Silva Rocha,
MUTILADO
!


.-->>_;
%
v.-.-r
*
***.
DUt0 D% a^AWfCO) TC^ MA 5 DI AGOSTO DE li*.

Jos Manoel da Silva.
Matadolro publico :
Ma(araai-ie para o consumo delta cidade no
da 3 do corrate93 rezes.
No din 4, 92 ditaf.
Obituario do du 3 dk *s*o, ko cbmitb-
WO publico :
Ponoiaoo. Pernambuco, 8 aDDO, escravo, Santo
Antonio ; combusto.
Joa Joaqun) Alvos, Portugal, 70 anooa, viuvo,
Boa Vala ; pulmona.
Generosa, Pernambnco, 4 annoi, Boa-Vista ;
variolat.
Joao, frica, 65 anuo, solteiro, escravo, Reci-
te ; cholera.
Delfloa Mirada Cooceico, Paroambuco, 38 an-
uos, aolteira. Recite ; cholera.
Um prvulo oconirado morto em urna estada
de um sobrado, Boa-Vista*
Marganda Francisca Burgea Leal, Parnambuco,
22 jimios, casada, Y>rzaa, phthisica.
Errueliuda, Pernambuco, 9 mezes, S. Jos ;
convalides.
Basilio, Pernambuco, 2 annos, Recite ; convel-
soes.
S vi un Pinto, Pernambuco, 61 annos, casado,
Boa-Vista ; bepatite,
Elias de Mello Gamillo, Pernambnco, 29 annos,
solleiro, S. Jos ; meneugita.
Dia 4-
Manoel do Nasciraento, Pernambuco, 40 annos,
solteiro, Boa -Vists ; phthisica.
Loureoco, Atrita, 40 tonos, eolteiro, escravo,
Boa-Vista ; vanlas.
Juo Antonio de Vssconcellos, Paralaba, 33 an
nos, solteiro, Boa-Vista ; varilas.
Jerooyma Mara Marquea de Menezes, Parnam-
buco, 65 annos, viuva, Santo Antooio ; dyar-
rha.
Francisca Msria do Espirito Santo, Parnambuco,
26aunos, aolteira, Boa-Vista ; varilas.
Um pirvulo, exposto morto na roda, 1 mez,
Santo Antonio ; congeatao cerebral.
Jos Pereira Viaooa, Rio de Janeiro, 58 annos,-
caaailo, Boa-Vista ; apoplexia (humante.
Antonio Rodrigues Martios Ferreira, Portugal,
35 annos, solteiro, Recite ; aneurisma.
Maris Francisca Ferreira, Pernambuco, 76 aa-
nos, iua, Santo Antonio ; dyarrhea.
Francolina Bandeira Soarea. Pernambuco, 24 an-
nos, casada, Varzaa ; phlhisica.
nos ioteiramante eatrantio, ou indifferente i re-'
eleico do Sr. S a Albuquerque.
Todo vembem qae o correspondente trata da
eleico a que ltimamente se proceden do um
Emportafio.
Direitos de 1$ '/ exportadlo do
p o -brasil.......................
Direitos de 5 / de exporlac&o..
depotado pelo 3 districto desta provincia, a que, I Ditos de 2 /, addicionaea.........
Expediente da capstatia..........
Interior.
Mollas.........................
Sello do papel 0xo................
Dito do papel proporcional.......
Emolumentos....................
Imposto dos despachantes*........
arraorWinoria.
Receita eventual..................
Dizimos da provincia d'Alagoas...
Ditos da provincia da Parahiba....
commento e explicagao rte urna Contribuico decaridade..........
rquez de Olinda, qae se ras Uri-1
Rendimento do mez de julho
de 1861 a 1862..................
Rendimento do mez de julho
de 1860 a 1861..................
(ommunicados
Occupan lo durante o espago de cinco annos e
meio o lugar de engenheiro Oireclor das ofQcinas
de eonstrucco de machioas do arsenal de mari-
nha desta provincia, o achando-me prestes a vol
tar a Europa, por motivos particulares de smi-
lia, eoiendi que faltara ao mais sagrado dos
deveres, seno viesse publicamente expressarao
mui digno e lllm Sr. Hermenegildo Antonio Bar-
bosa de Aluieida, iospector desta arsenal o meus
mais sinceros votos de reconhecimeotos pela Ili-
mitada urbaoiJade com que sempre metratou.
Deixmdo este paiz resta-me o duro pezar de
desapartar ru de urochefe rnalo das maii bel-
las qualidades, dirigiodo estas exprossoes de re
cor.liecimeuto r>3 ) hco mais qui pagar urna di
vida erintrahida as fuocce* de meu ern prego
com o lllm. Sr. Hermenegildo Antonio Barbosa
de Almelda, e a msrinha nacional imperial deve
ofanar-se por ter en, ae seio um ot-ial de to
grandes e raras qoaii iades. Rogo ao Creador que
conceja ao meu digno inspector e a sua Exma.
esposa mullos ennus de vida para poder fazer
brotar no peito de seus lenros Glhiohos as bellas
qualidadea e virtudes que os ornara, e coadjuvsr
para a prosperidad-; de aeu paiz em vista de sua
grande iustra;ao.
Se estas toscas linhas f >rem de algums sorle
ferir a modestia e sus-epiibilidade de V. S. pego
desculpa, aceitando-as umeameule como expres-
sea lhas de vivo recoohecimenlo.
Recife, 4 de agosto de 1S62.
Carlos ilaria Colsoul.
A eleico. do Sr. S e Albaquerpe.
SeBhofes redactores. O autor da correspon-
dencia dala cida.le qoe o Correio Mercantil pu-
blicou, tratando da eleico a que nesta provincia
se proeedeu no dia 6 do mez lindo, para preen-
chi ii-T,lo de um logar da depulado, trouxe o meu
nome e o que contigo se passou para provar que
o Sr presidente ds provincia Dr. Maooel Fran-
cisco Correia fui intenso a candidatura doSr, coo-
aelheiru ti->o c.aiho doa" e Albuquerque.
Dz que s-'ndo eu, comji x A& ar ho.
mea- urrteim T*. -& ^h
^..o3.->i, com as vistas do governo, nao mepro-
i, -n ;;. i contri tal candidatura se S. Exc. desa-
jasse o aeu triumpho.
Aorescnts anda que, nao tendo eu nunca fal-
tado a minha palavra, se a tivesse dado, o que
o governo pe lia conseguir, seria favoravel ao Sr
S e Albuiuerque.
Agradeceado o juizo que o autor da correspon-
dencia de mira forma, e que desvaoeco-me de
merecer, porque realmente sou escravo de mi-
nha palavra, veuho ao publico p9la primeira ver,
n> idade j avaocada em que me acho, empenhar
essa palavra como garanta da exaclidao do que
paso expr.
C'islumaodo vir esta cidade quando o per-
mitte.'ii os meus trabalhos aercolas, live occasio
de procurar o Sr. presidente da pro*iocia, para o
cumprnnentar, como sempre tenho feto com seus
antecessores.
De S. Exc. i.u'i sempre palavras favoraveis i
candidatura do Sr. cooselheiro S e Albuquerque
e que rnoito estimara que eu contribuase para
que ella fosse bem auccedida.
Se nunca disse S. Exc. nao larabem
certo que nunca tu disse sim porque so
era de minha intenso aonuir aoa seus desejos,
se o partido a que perltico, e a que jamis alrai-
goei, nao enteodessa dever sustentar oulro can-
didato.
Qumdn o partido tomou osla resolugo, verii-
quei o que j me constava ; porque trabalhando
para que viogasse a candidatura por ella abra-
Cada, do desembargsdor Alvaro Barbalho Ucha
Cavalcanti, ouvi a algum-s pessoas, entre as
quaes o tenente-corooel Jos Antooio Lopes,
que S. Exc., com quem conversaram acarea da
leico, se havia expressado pela mesma forma
porque o fez para comigo. |
O tencnt.t-coronel Lopes, que goza de influen-
cia no colle^in do Rio Formoao, prevenio-me
ntesmo de que havia dito a S. Exc- que traba-
Iharia para q>>e o conselhairo S e Albuquerque
tivesse a ni Mor volacao que fusse poisivel.
Fui a m- js rogos que elle coocordou em nao
recorrer S sus amigos pars embaracar que a vo-
ta;ao daquelle collegio fusse igualmente favora-
vel aos dous candidatos.
Entretanto o correspondente do Correio Mer-
cantil diz que esse resultado foi devido ao Sr.
presidente da provincia, sem reparar que se S.
Exc. fosse, como elle screvea, contrario a can-
didatura do Sr. S e Albuquerque fallara, nao
para que a votacao s deidisae, mas p.-ra que
recatmse toda no candidato opposto I
O que o autor da correspoodencia devena lar
dito era. que o partido de que faz parle a maioria
dos eleii&res do terceiro districto, quiz demons-
trar o seu descontentamento pela posi;o que o
Sr. conselbyiro S e Albsquerque tem assumido
uesle ltimos lempos.
Esta a verdadeira explicarlo do resultado da
ultima eleico ; nao deve o autor da correspon-
dencia busca-la no emprego de meios ignobeis,
nem no procedimento da primeira autoridade da
provincia, que fez o qua digna e honestamente
podia facer para evitar esse resultado.
Se n io se tratasse de urna questo de partido
u nao teria tilo o petar de deixar de auxiliar os
desejos do Sr. presidente da provincia, a quem
sou grato pelas maneiras urbanas com que sem-
pre rae tem tratado.
Para nao iotorisar cora o meu silencio as pa-
lavras do correspondente do Correio Mercantil
peco Ihe, senhores redactores, a publicaco des-
tai linhas escripias para satiafazer os dictames
da conscieneia, e nao para vil trbulo lisonja,
pois que, gracas Deus, nao carego recorrer a
ella.
Recite, 3 Je agosto d 1863.
Bardo de Minga.
alm de outros malos ignobeis que elle attribue
0 seu resultado, o attribue timbera a urna estra-
tegia rumba, faienlo consistir esta no commento
e explicarlo de urna carta do Sr. marquez de i
Olio la, ?indo de mistura cora fsto U7is perQda '
iosiouaco, que bem se revela as seguintes pa-
lavras : Deis* carta que alguns ditem ser'
falsa por st ter contrafeito a lettra do venerando I
marquez, etc. o
Ne me propoDho defender-me da arguieo qua I
resulta desta insinuaco ; o meu carcter a re-
pele, e sobretudo, a nimba cooscieocia me nao
aecusa. O rr.eu flm aanifeslar a falsidade des-
la historia de
carta do Sr. m
ba com o fim de provar que aquello era, senao
ostil, ao menos cstranho ou indifferente re-
leiQo do Sr. S e Albuquerque.
Nao roe occapo dos outros meios ignnbeis a
que o correspondente attribue o resultado da elei-
co, como j o baia feito antes na eorresimn len-
cia publicada no Correio Mercantil de 18 do re-
ferido mez fiodo, porque, usando ell- de termos
vagos, e exprcsides dubias, nsda effirmou ; en-
tretanto que nao s as pessoas que assumiram a
direcgo do pleito, como os agentes em c da urna
das localidades, e finalmente o corpo eleitoral da
provincia, se acbam to sobranceiros so juizo do
Correspondente que eu os rebaixirla ae os de-
feudesse de tal aecusaco, seodo certo que a
torpeza, com que assim se quer manchar um dos
mais siguiQcitivos actos polticos que felizmen-
te autorisado pelo systema que nos rege, nao oc-
correu ao correspondente seoo como o recurso
do desesperado no furor da raiva e do desptile,
que faz esquecer a verdade, e toma por guia a
mentira.
Tratarei, pois, do fado que se me attribue di-
rectamente.
Sendo impossivel ao partido conservado! con-
vir na reeleico do Sr. S e Albuquerque, e apo-
sentando como seu candidato o Sr. dezembargi-
dor Alvaro Barbalho Uchoa Caalcanti. tomei par
te na eleico em favor desle, assistiodo pessoal-
mente a ella no collegio da Victoria, era corapa-
nhia do mea digno amigo Dr. Francisco do Reg
Barros Barreto, que muito relacionado, e tero
mantas affaicoet naquells localidade. O que all
Oz, poderosamente ejudado por meu digno cora-
paoheiro, ni o tenho motivos para oceultar; na-
da fiz que nao fossa licito, honesto e de pubtteo;
quer como agente de um partido lio grande e
nobre entre nos, como em todos os paires o
partido conservador, rnoito embora se me d
como simples emissario de um dos mais distinc-
los membros desle mesroo partido, quer como
particular amigo do candidato, eu, fiel aos meus
brios, nao pratiqaei durante loda minha misso
um s acto com que repugosssa o carcter por
mais elevado que fosse.
Direi, pois, o quo 111 com relacao ao fado que
me attribue o correspondente, o o publico salie-
ra essa historia da explicacao e commento a que
a Ilude aquelle, bem como aue nao ella como
foi referida ; qua nada tem da estratgica, e fi-
nalmente quenem mesmo a insinuarn que com
ella se faz pode ferir a alguem.
Algamas pessoas que offerecam duvida em
oppr-se a reeleico do Sr. S e Albuquerque,
como, porxemplo, o Sr. coronel Jos Cavalcante
Ferraz de Aievedo, fundavam-se principalmente
em cartas que se dizla haver do Sr. niarquex de
Olinda recommendando aauella reelego, e nos
bous desejos que o nobre Sr. presidente da pro-
vincia manifestara tambera por tal reeleigo.
Quanto ao procedimento do Sr. presidente da
provincia, eu o jusiitiquei, por saber dos motivos
com que sinceramente se empenhava pela reelei-
co do Sr. S e Albuquerque, mas a lodos disse
que nao podia haver insto aeco goveraaliva.
Quaolo porm as cartas do Sr. marques de
Oliuda, nao se dando para com este as mesmas
rszes que ae havia dado para cora o nobre Sr.
presidente da provincia, parecendo-me impossi-
vel que o Ilustre marquez empregaase as cartas
asexpressoes to saturadas de amor e ternura
pelo Sr. S e Albuquerque, para nao dizer indis-
cripcoes, que se lhe attribuiam, e nao ae me ten-
do apreseotado nenhuma dessas cartas, eu disse
que taes carias nao podiam ser verdadeiras, e
deviam ter sido feitas sem duvida com o fim de
se apadrinhar a candidatura do Sr. S e Albu-
querque com o nome do nobre Sr. marquez de
Olinda ; se porm erara verdadeiras, nao podiam
para'com ii"iiriuis'r"Jeeh*i9Vi q'udo este pedia
proiecgo a quem o succedera.
Eala a verdade, e ningaem me pode contes-
tar o direilo de ajuizir de taes cartas palo modo
por que o fiz.
Sa alguma cousa reteriram ao correspondente
sobre|o que eu disae e fiz na cidade da Victoria a
respeito de cartas do Sr. marquez de Olinda, nao
podia ser se nao o que tica dito, e que difiere
muito da historia do correspondente ; fui eu
quem acoimou de falsas as cartas que se dizia ha-
ver do Sr. marquez de Olinda, e isto pelas razes
que j dei, mas eu nao vi urna s carta destas ;
e se alguem ha que possa afiirmar o contrario,
que o diga. Entretanto em abono do que digo ap -
pello paraos Srs. Dr. Jos Felippe de Souzs Leo
e coronel Tiburtino Pinto de Alraeida, nicos que
promoverara votos para a reeleico do Sr. S e
Albuquerque; appello tambera para o Sr. coro-
nel Jos Cavalcanti Ferraz de Azevedo, em cuja
casa, e peraole um crescido numero de eleitorea,
abri urna discusso sobre a eleico, tendo a fortu
a de convencft-lo de que nao era exacto que o
Sr. S e Albuquerque fosse ainda o bomem da
vespera e da anle-vespera, quando couseguio ser
eleito e reeleito, como se lbe tinha alliraia lo,
assim como se lbe affirmra que o Sr. cooselhei-
ro Paes Brralo havia sido chamado para a pasta
da jnslica, por que havia fallecido o Sr. visconde
de Maranguape I
Appello anda para o Sr. Ignacio Coutinho, que
julgaodo-se obrigado a dar o seu voto ao Sr. S
0 Albuquerque, por te-lo promeltido directamen-
te, o fez, nao obstante os meus esforcos; ap-
Jello finalmente para todos com quem na cidade
a Victoria entendi-me sobra esta eleico, que
digam lodos se eu vi alguma caria do Sr. mar-
quez de Olinda, ou se alguma carta daste foi
aposentada por alguem directamente a mim, ou
a ouirem em minha presenta, ou em reunio em
que eu eslivesse, ou se eu apresenlei carta al-
guma do mesmo Sr. marquez, particularmente a
alguom, ou em qualquer reunio, ou finalmente
se tiz algum commento ou dei alguma explicacao
a cart daquelle senhor que nao fosse o qae j
r?feri.
Em vista do que tenho dito avalie o publico
do merlo das correspondencias de que me oc-
cupei.
Paco-llies, Srs. redactores, a publicaco destas
linhas, a fim de que possa ser lida a verdade, on-
de o foi j a mentira.
Recife, 4 de agosto de 1862.
Joaquim de Souxa Reit.
15OOO0
35:7209797
14.288>:J0.'l
1:2115350
3089910
6388000
14%&760
37^000
18&750
12.?(20
455:667g970
1:1979450
921*651
431*677
458:221*646
463:126*982
299:895*800
de julho de
Alfindega de Pernambuco, 31
1862.
O 4* escriturario.
Joo Bernardo Dinix Pestoa.
tiovltneniu tas aifauda*.
W.mnm anlradoa com fazendas.. 5(
a tora ganaros.. 31
Velumas sabidos sem fazandas..
a > com eneros..
85
140
246
== 386
Dssarraam no dia 5- da agosto.
Escuna hanoverianaAllanllcfatendas.
Brigue inglezMsrybacalho.
Polaca austracaPirastfarinha de trigo.
Exportado
do dia 1 de agosto.
Patacho inglez Mary Block, para Liverpool,
carregaram :
Saunders Brothers & C, 66 saccas com 340
arrobas da algodo.
Dia 2
Patacho inglez Mary Block, para Liverpool,
carregaram:
Saunders Brothers & C, 21 saceos com 110
arrobas de algodio.
Eduardo Paln, 1 caixa com 12 garrafas de
agurdente de canna.
tmportarao.
Brigue inglaz Mmry, entrado de Terra-Nova,
consignado a James Crabtree & C, manifeatou o
seguinte :
3,780 barricas com bacalbo ; aos mesmoa.
Bs3ebdorla de randas Interna*
tjeraesj de Peruamnueo.
Randimentodo dia i a 2 1:693*473
dem da dia 4......; 1:975J203
' arthemetbsea at a theoria das proporces iecla-
j(. amante.
Sewertaria ds thesourarta de (eztnda da Par-
ambueo. 23 de julho de 1862.
Servindo da ofBclal-mator.
Msnosl Jos Pinto.
O I1lna\ Sr.iospeclor da thesoursria crovin-
cial, em cumprimelo de ordem do Eim. Sr.pre-
aidente da provincia, manda faier publico qae no
dia 24 do correte,- persnte a junta da fszenda da
mfsmi thesouraria, se ha de arrematar, a qaem
por menos fier a obra de 38 bracas de cano de
eagoto na praca do chafariz do balrro do Recife,
avahada em 4:599*000. A arrematarlo ser feits
na forma da lei provincial p. 343 de 15 da maio
de 1854 e sob os clausulas especiaos sbsixo co-
piadas.
As pessoas que se propozerem a eila arrema
lacio compareesra na sais dassesses da referida
junta, no dia cima mencionado, pelo meio dia
competentemente habilitadas.
E para constarse raanJou publicar o presente
pelo Diario.
Secretaria da thesnuraria provincial de Pernam-
buco 4 de agosto da 1862.
O secretario, A. G. da Aonunciaco.
Clausulas eipeciaes para a arrtmatacio..
Ia O arremattinte dar comeco aos trabalhos
no nrazo de 15 dias supramencionado.
2* O arrematante ser obrigado a attender aa
observares do eogenheiro-encarregado da diree-
co fiscalisace dos trabalhos, coocernente
boa eiecuco da obra.
4* Fiea o arrematante aujeito a observar em
toda a sua plenituds as prescripcSei'coDtldss no
orcamente.
4* O pagamento ser feito por prestacSes men-
saes correspondente ao numero de bracaa con-
cluidas. Ocando porm recolhido a Ihesiurarla,
como deposito para garantir a obra at final con-
clusa o a decima parta do valor do certificado men-
sal, ns quaes lhe sero entregues um mez depois
de concluida a obra, sendo que ella te ache em
bom estado, e caso aisira nao acontece o arrema-
tante ser obrigado a repara-la, para ter direito
ao reeebimento.
5* O arrematante tica igualmente aujeito as
disposicos da lei n. 286, que dizem respeito as
arramatacet.
6* Ne ser em lempo algum atteodida qual-
quer reclamacio por parte do arrematante, ten-
denle a indeosnisaco, qualquer que seja a alle-
ga ;o, am que se basear pars esse fim.
Conforme, A. T. da Anunciaco.
chios fjreiro. avallado per..
da fundo, tm
4:000,
Um dito melagui a. 28. na ra do Tr.t
de trea andarea, am chaos proprios. coa JB swl-
T^la,rente 'do. avallada paa/T..
4:000(1.
tea casa terrea o. 91, da ra 4a Gloria tru-
guezia da Boa-Vists, com 20 ptlatos de tn
50 de (ando, asa chaos proprioa cus
murado, cacimba propria, avallada |
presidenta ds prorincia, a subsistir at o Ata do
exercicio, esa qusnto nao boa ver declara cao am
cont'ario de qualquer dos contratantes que sari
feits com a antecedencia de un ner.
2.* As amostrar dos objectos aoauociados, que
forem atceilus no teto da arremalaco, flearo
depositadas na secretaria di thesourarit, at que
termine o contrato, afim de serem com ellas con-
frontados os objectos fornecinos.
3.* O arrematante tica obrigado a foroecer, nao
s aquanlidade contratada dos objectos nacessarlos' 2:000"
como a que de mais lhe for exigida, fletado sem o'p,rte D, mm |frre,
direilo a reclamaco e iodemoisaco quando o
foroecimenlo for inferior. %
4." Quahuer que teja a quantidade a qoada-
de dos objectos pedidos, o arremataste ot foroe-
cer dentro de quarenta e oito horat, e seo nio
fizer n'este prazo, flear obrigado a indemnisar a
differenca das despezas com a compra dos mes-
mos objectos, que far a thesourarit onde en-
contrar da meema qaalidade dat tmottras.
5. O objectos que forem regeitados por serem i com a estrtd
inferiores ai amottrat aero pelo arrematante
substituidos' por outros dentro da 24 horas. Ondas
ss qnaes se.proceder como na condico prece-
dente.
6.* Os objectos nio compreheodidos no con-
trato, qae aa fizerem ncestarios, aero tambero
fomecidos pelo arrematante a nos referidos pra-
l>Bi?.laraeAs.
3:6685076
ontando provincial.
Randimento do da 1 a 2 .... 4:01t$0tl
Idam do dia 4.......2:185j278
Santa casa da misericordia do
Recife.
A Illma. junta admiolairativa da sania casa de
mistricnrt do Recite manda ftzar publico para
conhecimento dos interessados, que entraram de
mez no hospital Pedro II o Sr. Dr: Joaquim de
Souia Res ; no collegio das orphaa e caaa daa
expostaa o Sr. Joaquim da Silva Castro ; conti-
6:196j289
ALFANDEGA DE PERAMBUCO.
Pauta dot prego dos gneros sujeitos a direitos
de exportaco. Semana de 4 a 9 do mex de
goslo de 1862.
ercaorlas. Unidades. Valores.
de
Abanos.....I
Agurdente de cana. .
dem restilada ou do reino
dem caxaca .....
dem genebia.....
dem alcool ou espirito
agnardente ......
Algodo em carojo. .
dem em rama ou em 15 .
Arroz com casca.....
dem descascado ou pilado .
Assucar mascavado ....
dem branco......
dem refinado.....
Azeite de amendoim ou mon-
dobim.......
dem de coco......
dem de mamona.....
Batatas alimenticias. .
Bolacha ordinaria proptia para
dem fina........
Caf bom..... i
dem escolha ou restolho .
dem terrado......
Caibros. : ......
Gal. ...
dem branca ......
Carne secca charque. .
Carvo vegetal.....
Cera de carnauba em bruto .
dem idem em velas ; .
Charutos.......
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados. .
dem seceos espichados. .
dem verdes......
dem de cabra cortidos. .
dem de onra......
Doces seceos ......
dem era geleia ou massa .
dem em calda .....
Espanadores grandes .
dem pequeos.....
Esteiras para forro ou estiva do
navio......; .
Estoupa nacional ....
Farinha de mandioca
ceuto
caada
a

>
>
arr
>
>
15200
S400
400
$300
$400
*520
3S750
lsoo
g600
91606
2^ 350"\
4-000
canala
>
arroba
2#000
2j>20(l
15500
i "orrespondencias
G0MKRCIO
Praca do Recife 4 de
agosto de 1862.
\s guaira \\oras da tarde.
Cotacoes da junta de correteres.
Ctmbio.
Sobre Londres90 d|v. 26 li4 d. por IJfOOO.
J. da Cruz lacedopresidente.
John Gallasecretario.
HftaDdaBtJSt,
Rendimento do dia 1 a 2 31 49S&S08
Idam da da 4..... 30.026:931
cento
arroba
alqueire
dem de araruta.....arroba
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes........um
Fumo em folha bom ... >
dem ordinario ou restolho.
dem em rolo bom. ...
dem ordinaro restolho
Gomma........arroba
Ipecacuanha (rali) ....
Lenlia em achas.....cento
Toros.........
Linhas e esteios.....*>
Mel ou melaco.....caada
Milho........arroba.
Pao brasil......quintal
Pedras de amolar urna
dem de filtrar.....
dem rebolo...... *
Pissava........molhos
Puntas ou chifres de vaccas e
novilhos........cento 3*000
Pranches de amarello de
dous custados.....una
dem louro...... *
Sabio........libra
Salsa parrilha......arroba
Sebo em rama.....
Sebo em velas.. .....
Sola ou vaqueta .... urna
Taboas de amarello duzias
dem diversas.....; a
Tapioca........arroba 3*800
Travs........urna 89000
Uohas de boi......cento 200
Vinagre........caada 280
Cha.........libra 18500
Alfandegade Pernambuco 2 de ago ato de 1862.
Approvo.(Asaigoado.) Barros.
O primeiro conferente, Domingos da Silva G j-
maraes.
O segundo conferente, Jos Thomax do Cam-
pos Quarosma.
Conforme. O 4.' escriplarario, Joaquim Albino
e Gutmo.
64:5*5*739
Readient daalfandega de Pernam-
buco no mez de julho do corrente
anno financeiro.
Importaco.
Direitos de importaco para con
sumo.........................
Dilos addicionaes de 5*/..........
*7..........
Ditos de baldeago e reexportagao
i Expediente dos gneros estraogei-
Srs.reiaetores.fit correspondencia desta pro-,
vioci para a corte, com data de 18 do mez fin-1 Diios addiciouaes de
do, o publicada nn Correio Mercantil de 25 do
mesmo mez, l-se o seguinte : j -
Apenas reproduzirei urna noticia que anda! ros navegados por caooiagem..
aqu nat conversas. Em Santo Aoto dizem que Ditos dos gneros do pau........
andou ama caris do Sr. marquez de Olinda. ex- Ditos dos gneros Uvres...........
licada e commeotada pelo Dr. Souta Rets. um Armazeuagem...................
dos emissariosdo Sr. Muribect, que paraalfo- Premio dos assignados............
Tin. Dessa caria, qae siguas dizem ser fal.a por; Despacho maritimt
ae ter contrafeito a lettra do veoeraudo marquez, Ancoragem......................
tirava o Sr. Souza Reit argumentos para provar Direitos de 5 /. Dacompra e v.q-
que o mesmo marq,uei era, lanao hostil, ao me- da das embarcacoes............
Movimento do porto
Navios entrados no dia 4.
Uovrlaoda100 dits, barca americana Stotland,
de 583 toneladas, capilo John Frltnd, aqu-
pagem 14, carga guano; ao mesmo capitao.
Veio refrescar e seguio para New-Yorck.
Nao houveram sahidat.
35i:308J768
43:089j>359
86*666
75*492
256*583
958|989
4908950
3:801*430
6920883
2:0140560
451S0O0
^dfitaes.
O lllm. Sr. inspector da tketouraria da fa-
xtnds de Pernambuco, manda fazer publico de
conformidad^ com a ordem do thetoaro o. 125 do
8 do corrente, qaa no dit 9 da aetembro prximo
fiado te ftri eooeurao nesta thesouraria para
preenchimento dos lagares do praticantea da
mesma. Os que pretenderen) ser admiltidos o
concurso davero apresantar nesta aearetaria ot
seus requerimentos instruidos do documento!
que provem : 1* leram 18 annos conspleto-j da
idade, 2* estaram livrea da culpa e pena o te-
rom bom comportamaoto. O turnea versarlo
obre loitara, anilysa grammatlcalj orto'rapbia a
nuiodo no hotpittl dos lasaros a collegio dos
orphot o reverendo Sr. Dr. Antonio da Cunha
Figueiredo.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife 1.' do agesto de 1362.
F. A. CavMcaoti Cousieiro.
Kscrivo.
Correio.
Pela admiolstraco do correio desta cidade se
faz publico que hoje (5) as 3 horat da tarde em
ponto fechar te-hao aa malas que dtve condutir
o vapor eosteiro Perainunga com destino a pro-
vincia de Macei e portot intermedios.
IaspecQo do arsenal de
marinha.
Faz-ta publico que a commlsso de peritos exa-
minando nos termos oo regulameotn annexo ao
decreto n. 1324 de 5 defevereiro de 1854, os cas-
cos, machinas, apparelhos, mastreacao, veame,
amarras e ancoras dosvaporet Persinunga e Ja-
guaribe da tomptnhia Pernambucaoa de navega-
cao coaUira.achou todos eases objectos em regu-
lar estado.
Iospecco do arsen-l de marinha de Pernam-
| buco, 4 de agosto de 1862. II. A. B. de Almeida.
.j^ A thesouraria provincial compra para o expe-
diente das diversas reparticea proinciaes no
torrente exercicio dfi.1*** ""*'A .. ,
ii nw&nra ae papel greve aparado, Ia sorle a
5g000.
95 ditas de dito pautado bom, a 6*000.
27 1(2 ditas de dito da peso superior, a 6*.
12 ditas de dito lythographado /secretan*, do
governo) a 12*.
2 dilat de dito deHollaoda grande, a 30*
3 112 ditat de dito de II olla oda grande pautado,
a 32*001). y
2 dilat de dito de Hollanda pequeo, a 24*.
24 eaixinhas de dito de peso fino beira doura-
da. a 2c
48 ditas cora envelops (lout tamanhos) a 3*.
11 resmas de papel alo.neo. a 6.
4 ditas de dito ordinario, a 4*.
6 cedemos de dito de Hollanda grande (para
mappas) a 28.
32 ditos de dito de Hollanda gran le, a 500 rs.
30 ditos de dito de Hollanda grande pautado, a
500 rs.
12 folhas de dito de Hollanda grande, a 160 rt.
I|2 resma de dito para desenho, a 40*.
3 rolos de ditos transparentes de dote polega-
dat do largura e 2 Ii2 jardas de comprimento, a
8*000.
3 rolos de panno transparente cora 24 jardas
de comprimento e 36 pollegadas de largura, a
50S0OO.
1|2 resma de papel para embrulho. a 6*.
50 folbas de papel de borro carto, a 160 rs.
56 cadernos de papel mata b irrao, a 320 rs.
102 pautas grandes, a 400 rs.
600 envelops, a 400 rs.
5 pastas para secretaria, a 4]$.
60 pares de pastas de papel, a 610 rs.
178 caixas com peonas de ac, a 2*.
700 peonas de ge rico (o cenloj a 2$.
82 Duzias de lapis, a 800.
14 duzias de lapis de rdr, a 2*.
386 caetas fiuas, a 200 rs.
88 frascos de gomma gracha, a 160 rs.
24 pedacos de borracha, a 160 rs.
20 botijas com tinta iogleza.a 2*.
110 garrafas com tinta preta, a 640 rs.
105 frases com tinta encamada, a 500 rs.
50 ditos com dita azul, a 500 rs.
12 libras de gomma arbica refinada, a 2*.
1 groza de penns de ago, para desenho, a 3$.
4 libras de borracha para desenho, a 5*.
12 du'.ia de lapit n. 1 pan detenho, i 8*.
12 ditas de dita n.2 rara desenho. a 8{.
2 libras de esponjas ordinariaz, a 6*400.
6 Tira-linhas, a 1*.
21 libras de areia prets, a 320 rs.
6 ditas de lacre fino, a 5?.
16 caixas com obreias, a 160 rs.
6 ditas cora obreias de colla, a 160 rs.
1 faca para corlar papel, 2*.
Ii2 libra de camphora, a 2g.
3 ditas da gil, a 160 rs.
510 pares da obreias, a3*rs.
12 libras de relias ttearioas, a 800 rt.
47 masaos de ctdtrco de linho, a 1*500.
5 regoas, a 2*.
1 pedra de aliar, a 1*.
6 caixat de papelo. para archivo a 4*.
81 caetas finas, a 3S500.
40 ratpadeiras, a 1*500.
22 theseurss finas, a 3*.
21 folhinhas de almantrk. ai.
3 ditas encarnadas, a 18600.
i carta graphica de S. U. Colln, a 20g.
1 livro grande com 300 folhas, a 12*.
22 ditos com 200 ditas, a 8*.
4 livros de 150 folhat a 0*400.
1 dito de 100 ditat grande por 5*.
6 ditoa de 150 ditaa pequeoot a 5*:
1 dito de 90 dittt grande par 58.
1 dito de 70 ditas dito por 4*800.
3 ditos de 60 ditas dito a 4*.
1 dito de 36 ditaa dito por 2*400.
4 ditos de 30 ditas dito a 2*
8 ditos de 26 ditas dito a 19500.
4 ditoa de 20 ditaa dito a 1*400.
1 dito de 16 ditaa dito a l*20o.
6 ditos de 10 ditaa dito a 18-
1 dito de 8 ditat dito por 800.
7 ditos de 6 dilat dito 800.
2 ditos de 4 dilat dito a 700.
A arrematacao ser feits no dia 14 do crran-
te parante- a junta da faxeoda da mesma thesou-
raria, ao meio dia, sendo aa propostas Uceadas,
em carias fechada na tepariico do correio.
A licitacio para esta arremalsco sari feita em
[race*esenteaim*ea da importancia total doa ob-
jectos foroecidos segundo os precos porque vio i
praga, e sob aa seguales coodicdss :
1.' Q contrato aera feito por am trimestre a
contar do dia en q for epproTede Ipelo P.xm.
165000
1S600
feoc
3SS00
18200
5jGO0
18S000
7g500
12S000
53000
2C00
263000
23OOO
11*000
53000
200
230CO
550O0
840
4gOO0
1$200
120
165000
B|000
080
253000
58000
6*000
23800
104*500
7O5OOO
zos pelos prt-osjcerrerjtet, tem o abale da licita -
ci.
7.a Noastiifazendo o arrematante por tret ve-
zes successivas os fornecimenlos que lhe forem
exigidos, se considerar reacendido o contrato fl-
etado elle obrigado, nao s a pagar a mulla de
10 por ceoto, do total da desptza do fornecimen-
lo feilo no restante do prazo do contrato como a
indemnisar o excesso desta detpezs, ou tontke
o foroecimento por arrematicao, cu poradminis-
tracao.
8.* O arrematante quando respontivel pelas
iodamoittedes de que tratara as condiedes 4" e o'
nao poder receban nenhuma quantia qae se lhe
dever de tornecimentoa feitos, sem qae as tenha
paso.
9.* Para garants da multa a indemnltaret de'
que trttam tt condicea precedentes, prestar o
arrematante fiaoca idnea.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 4 de agosto de 1862.
O secretario.
Antonio Ferreira d'Aooancia o.
Directora das obras militares
A directora dat obras militares tendo deman-
dar calar e pintar o hospital militar, atsim como
d concertar urna j-.nella e deas portas na forta-
leza do Buraco, convida as pessoas que quize-
rem empreilar estes servidos, a aprttentarem ai
toat propostai oa dits directora nos dias 5, 6 e
7 do crranle mez.
Directora das obras militares de Pernambuco
1.* de agosto da 1862.O etcriplurtrio,
Joo Malvinas Monleiro de Andrade.
Pela inspecQo da alfaodega te (ai publico
que no dia 5 do correle, depois de mtio dia,
ua porta da mesma alfaodega se bao de arrema-
lar 01 objectos constantes dos volumes sbalxo
declarados compreheodidos no 2* do art. 299
do regulamento, sendo a arrematic,o liwe de
direitot ao arrematante :
Marca ML4C n. 11091 caixa com 485 lioteiros
de vidro de cor, n. 1, pesando liquido 108 li-
bras valor da libra 300 rs. total 325100.
dem HG1 embrulho com 26 chapeos de sol de
seda avarladot, valor de um 28 total 52*.
Pedro A. Lobo Moscozo2 caixas com medica-
meoljs averiados, valor 2*.
Marca S&T n.761 caixa com 173 chapeos de
pello de lebre ordinarios, valor de um 19333
rs. total 230S609 rs.
dem C o. 41 caixa com 272 boneos vettidat
sendo 7 dozias cora Cabega de porcelana, valor
di duzia 6*666 rs. total 46*662 rs; 15 duzias
de8 pollegadas valer dt duzia 25 total 30 ; e
8 bonecas com cara de cera de 12 pollegadas
valor 7*106 re.
Sem mares1 caixa com tarramentas usadas pa-
ra marcineiro valor 20*, 2 arrobat da cobre
velho valor 32g.
Marca LM o. 21 caixa com 60 espartilhot dt
fazendas de algodo, valor de um 3$333 rs.
total 199$980 rs.
Letreiro n. 2281 embrulho coutendo 10 pspeii
Cora "guillas para costura valor 1$.
Sem marca1 caixa com 41 frascos com mottar-
da em p de 4 oncas valor 208.
embrulho com raupa usada valor 2*.
J. Pater dr. C.1 embrulho cora urna esmita pa-
ra homem peito de linho, valor 2*.
Marca M 0 diamante FHV1 atado cora 12 ps
de ferro petando 57 libras, valor da libra 200
rt. total 11*400 rs.
dem triangulo A1 caixa com 4 duzias de es-
covas para machioas valor 215-
Sem marca1 peca de estopa valor 10*.
Marca T&B1 barril com 6 arrobat de pregos de
ferro de urna pollegada, valor 25$.
dem MM3 btrris vazios.
dem PMS1 lata com carne em mo estado.
dem MI barril vazio.
Sem marca 2 gaiolas em mo estado.
Marca M1 cafxa cora carne em mo estado.
dem GC2 caixolescom rap nacional averiado,
27 volumes com diversas amostras.
Marca JMCP3 caixas com flores de penna pe-
sando liquido 40 enc,as, valor da tica I56OO rs.
total 668400 rs.
4.a sec;o da alfandega 2 de agosto do 1862.
O Io escripturario,
Joo Carneiro Lins Suriano.
O abaixo assignado, laceador ds recebedo-
ria de rendas Internas geraes, pelo presenteavi-
aa aos dooos, gerentes, ou procuradores de casas
commerciaes do bairro de Recife, qua contina o
Itocamento pelas ras dos Ttnoeiros, Trapiche,
praca do Coromercio e ra do Vigario, afim de
que tenham promptos os ssus recibos, papis de
trato eu arreodamantos, para em viata dellas ser
feilo o procetao do masmo lan;amento.
Recebedoris de Pernambuco, 26 da julho de
1862.
Jos J. de Souza Limoeiro.
O lllm. Sr. iospector da thesouraria proain-
ciil manda fazer publico que do dia 2 do corren-
te por disnle, pagam-te os ordenados dos em-
pregados provinciaes, vencidos no uiez de julho
prximo Ando.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 1 de julho de 1862.O ecretaro,_
Antonio Ferreira d'Aoounciaco.
Pelo juiz de paz do 2. dislricto da fregue-
zia de Santo Aulonio tem da ser arrematado a
armsQo e mais objectos da loja n 85, sita na
ra Direita, cuja arrematado ser feita na mesma
loja, no dia &do correte, pelas 4 horas da tarde,
por execuco de Jos da Coata Dourado contra
Jos Antonio Sosres Rota.
No dia 6 de agosto corrente, e depois da
audiencia do lllm. Sr. Dr. juiz municipal da 2.a
vara civel, tem da ir praca por veoda a quinta
parle da easa terrtt n. 70, tita na ra do Pilar,
avallada por 600$, por execuco de Joo Joaquim
Vitira cootra Domingos Birrtiro o tut mulhor :
os licitantes comparecam na sala das audieocias
a 1 hora da larde.
Pelt segunda vara do juizo municipal desta
cidade vai praca do dia 6 do torrente, ni tala
dtt tudiencias, depott de umt hora, duat partes
do sillo Estiva, no lugar da lbura, por execuco
de Antonio Tiburcio da Coila Monleiro contra
Pedro de Alcntara Monte Lima.
Conselho de compras navaes.
Taodo-se de promover pela maneirt e condi-
cea do estylo, a compra dos objectos abaixo de-
clarados, perteuceates ao material da armada,
convida o conselho aos preteodeotes a appreseo-
taram snas propostts emetrtat fechadtt no dia
5 de agoato prximo al t 11 horas da manha.
Para os navios da armada e arsenal de marinha.
100 medidas de azeite da peiie.
1 bomba de tyiUma Japy com 48 palmos por-
tuguezes de tubo, e urna potegada de ferro.
30 arrobat de btrriobts de vartnda.
6 barrtt de breu.
40 ctdmhos de lapis sorlidot.
25 caivetes para aparar peonas.
100 caderoata da 4 11 polegtdas.
1 escalar de 6 remos.
1 dito de 4 ditos.
10 arrobas de estops do algofo.
100 laoternn de ptltote.
120 moitdes de 3 11 polegadas.
1 arroba de pregos de cobra da meia polegada.
400 libras de tinta branca de tinco.
600 libras da tinta preta.
4 catiaa da vidroa para vidra;a.
Sala do conselho de compras navaes 25 de ju-
lho de 18*2. O Secretario,
Alexaodre Rolriguet doa Aojot.
Pica transferido para o da 5 do corrente,
depois da audiencia do Dr. juiz muoiciptl da 1*
vari a ultima pracs dot seguales baa:
Um aobrado de dous solares na ra da Sma-
la Velba n. 128 con 16 palmos de frente e 128
o. 45. aa rata tta A-
poilo, freguezit de S. tr. Pudro Gote*!va. em
chaos propriot com 18 palmos de freot- a 106 m
[uodo, com quintil murado, cacimba acera ava-
llada por 1459467.
tn tillo deoomlotdo Cutama, tm o Salmal-
nh. fregotzia dt Ba-Viata. cosa alaatas frac-
lelrat. o qutl di,id. pe|0 ,.| co- 0 iUio ,,, T,
carona, pelo norte com a paseagem de O'i tal
cenle com o rioCspibtrib, a palo na
a de Beln, com um s,.brdo m
um andar com 56 palmos de largara a 8 de rua-
do com ctpellaem um gabinete dtala e
proprios avallado por 5:000*.
Urna murada de easa terrea de pedra a cal
12 l|2 palmos de largara, o IOS da fuaio.
tres quirlol, deas salas, quintal murado a mar-
gem do rio di povoaeo de Beberibe. avaliaala>
em 1:100*.
Urna dita de podrt e cal, com 33 ptl.r.oe da
frente e 103 de Sndo, com dan salas, tras qasr-
tot, cotinht fra, quintil a margen do rio. ava-
llad, por 2:000*
Ostra dita da pedra a til, coa 17 palmas da
frente e 103 de fundo, duat actas, doaa quart.v
cosinha, quintil a margen do rio, avahada e
1:O$.
O dominio directo do solo na raa do Cotovaii*
da freguezia da Boa-Vitta. em qaia tan cata tar-
rea n. 7 Francisco Ptraira da Silva, avallado eos
890500. .
Outro dito ni meima raa, em qaa taca caaa
terrea d. 9 Jos Teixeira Bastos, avahado aa ..
925700.
Outro dito na metan ra. em que tea caaa
'"* aV U Jos Lati do Cerrao, avahada es
36c300.
Oulro dito na meimt ra, aa qo tea cata
terrea o. 13 Carlota Maa da Conctlco, avahada
em 89*500. *
Oulro dito ns meima ra, em qmt tea caaa
terrea a. 17 s mesma seobora, avahado aa____.
rjiTvJilU.
Ostro dito na mesma ra, am que tea osa
terrea n. 19 Francisco Xavier daa Chagua avaha-
do em 895500.
Outro dito na mesma roa am qua tem casa lar-
rea o. 49 Joo Jos deCarralho Moraes, ivaltaaa
em 875900.
Outro dito ni mesma raa, am qwe tea caaa lar-
rea n. 51 os herdeirosde Mtoo#l dot Santj Na-
nes de Oliveirt, avahado em 89|500.
Outro dito na mesma ra, em qua tea caaa
terrea n. 53 Antonio Ferreira Lima, avahado tm
94g300.
Oulro ditona mesma ra em que tea ctsa ar-
rea o. 67 M-na Amalia de Freilai Guiairea
avahado em 74(400.
Outro dito na mesma raa, am que laa asm
terrea n. 69 Jos Antonio Bitlancoarl, avahado
em 828400.
Outro dito ni meimt roa, aa que tea e-j?
terrea o. 7t o mesmo aenbor acimt, tvahado aa
765640.
Outro dito os mesma ra. ea qaa laa cas
terea o. 73 Antonio F erreira Lima, avallada *u
765000.
Outro dito na mesma roa, am qaa tea caaa
terrea n. 75 Anna Joaquina de Sant'Aona, ava-
hado era 1529160.
Outro dito ni meima rus, em qaa lea cata
terrea n. 81 Cnntttncit Jacinlha da Molla, ava-
hado em 969640.
Oulro dito na mesma ra, aa que laa caaa
t-'rrea n. 83 Jos Antonio Bttlaocourl, avahado
em 899180.
Ostro dito na meama rus. em que lea cata
terrea o. 87 Alexandre dos Sanios Barros, ava-
hado em 8653OO.
Outro dito na meimt ra, em que laa tasa
terree n. 89 Maris Joaquina d'Anoancitce, ava-
hado em 75*720.
Outro dito oa meima raa, ea qua tea caaa
lerraa o. 91 Antonio Feratndea Lima, avahad
em 839420.
Outro dito ns mesma ra i ea
isa n. az a iiuiauoade do SanliaaiBb Sacra-
mento da fregaezia de S. Fre Pedro Goncalvea
do Recife, avahado em 78S800.
Outro dito na mesma ra, ara qaa lea caaa
terrea n. 95 Thomaz de Aquioo Foasecs, avalla-
do em 228*.
Outro oito na mesma rus, em qae tea cava
terrea o. 88 Jo dot Santos Nuoes da Olivaira.
avahado em 209*.
Outro dito na mesma ra, ea qaa laa caaa
terre o. 4 Jacintho AITooso Bastos, svi'iado oa
1159.
Outro dito nt metma ra. em qua tea es>.
terrea n. 6 Jos Candido de Carvaibo Meder >*
avahado tvn 1H{800.
Outro dito na raa de S. Goncalo, tm qaa lea
casa terrea n. 14 Jos Cirneme Peveirada*
Santos, avahado em 1115800,
Outro dito na metma ra, em que tea aaea
terrea n. 16 Joi Cornos Tsvarea Jaaiar, avalla-
do em 108S300.
Outro dito na rus do Cotovello, ea qaa t-"n
casa terrea n. 15 Maritnot Dorotha Joaqun.
avahada em 88$800.
Por execuco de D. Mariannt Dorotha Joa-
quina, cootra Jos Rodrigues do Pisto.
E t ultima praQa.
rifo* ^aritWsM)!
:**
Para Porto Alegre pelo Ra Grande da Sal
tegue com enasta brevidade o patacho N**o Li-
ma, capilo Luiz Antonio da Silva, receba aa
resto de cama a treta rtzoavel : a tratar ao ea-
criplorioda Amorim Irmos rus da Cruz a. 1.
Rio de Janeiro,
pretende aegwir con muita brevidade o vateire a
bem conheci io patacho nacior.al Capuaa, ca-
pitao Th-otonio Jiote da Silva Rosa, tea psrt
de aeu carregameBlo prompto : para o reato qaaa
lhe falta, trata-ee com os seus consigoattrios An-
tonio Luiz de Otiveira Azevedo 4i C ao aeu ea-
criptorin, ra da Cruz n. 1.
Mn$i
Janeiro.
O brigue cDaolioda segu sea hita no da Z,
da agosto, poda recabar algaaa carga ralada :
trata-se com ot consignatarios Harqaea, Barra* A
C largo do Corpo Snto n 6.
io de Janeiro
Pretendo atguir com muita brevidade
Rio de Janeiro oveleiro a bem enaaaciO ferias**
oacioaal Almirtolea, tea parla m tmm caeveja
ment prumplo ; para o reato qaa Ika tette. Wa-
U-te com 01 aeusaooaigoalarioa Anloata Laxa da
Olivaira Azevedo, no aeu aacriptaria raa a Cra*
oumero 1.
a
MA
Baha
com mull brevidade rleoda eagar a
oheci-do a veleiro briga eeauoi Java A/U r.
capkUVo Joaquim Aniado 6occlvee daa
tem parla da aeu earragiaaaio prompia ;
reato qaa l'oe hila, trttt-M coa aa aaaa 1
iltrtoe Antooio Lait da v^Aisaii
no eu ascriptorlo roe 4a < e. 1.
MUTILADO
n
1ILEGVEL
fe i i t


"
--.

MAMO M tlRHAMlDCO. m TBn A Pg^ 5 DI 1GOSIO HAS,
COMPANHIA BRASILEIAA
UE
MIOTIIS & WOT.
Al o dia 8 de agosto esperado dos potlos
do norte o vapor nacional ."aran, commandan-
te o primeiro-tenente Antonio Marcelino Pontei
Ribeiro,, oqual depois da demora do costume
seguir para os portos do tul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual devo-
ra ser embarcada no dia de sua chegada, *n-
commenda* e dinheiro a (rete at o dia da sabi-
da as2 horas: agencia roa da Crui n. i es-
criptorio de Autonio Liiiz de Oliveira Azevedo
& C.
C01PAJBIA PERMBllCAlU
DK m
Navegaf ao costeira a vapoi
Macei peas escalas
O vapor cPersinuoga, commandante Moura,
sahir para os portos do sol tocando as escalai
no dia 5 de agosto, s 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 3 ao meio dia. Eo-
commeodas. passageiros e dinheiro a frele at
o dia da aahida as 2 horas : escriplorio no Forte
do Mattoa n. I.
secretaria de Jacaranda, 1 rcama e
J* C0Jm,c?,xS e cortinados, 1
cadeira debalanqc, i dita poltrona,
i mesa de Chufe, 2 pares de inter-
nas de crystal, 2 pares de jarros, 1
apparelho e a salvas de metal fino, i
estante para, livros, 5 veneianas com
Caixa, i violao novo, alguns objcctos
de ouro, 2 toalhas de labyrintho no-
#vas, alguina louca de porcelana, fa-
cas, gariose colheres e multas outros
objectos.
Terca-feira 5 do sorreiite.
O agente Pinto far leilo por tonta de um ra-
paz sulteiro que reiira-se para Europa sem re-
serva de prego, dos objectos cima mendonado,
lstenles no primeiro andar do sobrado n. 138
da ra da Sentala Velha, as 11 horas do dia
terga-feira 5 do correte.
Ultimo aviso.
Ainda esta vsz se pede aos foreiros do RSrga-
do do fallecido Jos Themoteo Pereira Basto.
que veohim pagar o (oros atrasados ao rea- ..'*
tivo procurador, pois oestes tres dias a*
I
gam os recebimeotos
agoato de 1862.
Coras-
|..Um.. ij^- -;;
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegando costeira a vapor.
Parabiba, Rio Grande do Norte, Macau,
Arac.ty, Cear, e Acaracu'.
O vapor Ja^uaribe, commandante Lobato,
sahir para os portos do norte at o Acarat,
no dia 7 de agosto as 5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 6 ao meio dia. Eoeom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at o dit
da sahida as 2 horas; escriptorio no Forte do
Matioi n. 1.
Urna casa terrea
e 8mea-?iguas no fundo.
Terca fe ira 5 do corrente as 10
boras em ponto.
O agente Pinto f.r leilo de uroa casa terrea
sita em chaos proprios na ra do padre Floriano
n. 35, com 21 palmos de frente e 60 de fundo,
coro porto para a ra da Asaumpco e tem 8
meia-aguas no fundo, e rende tud'o 126g men-
saas, as 10 horas do dia cima mencionado em
seu escritorio ra da Cadeia n. 9.
- O Dr. Jos Sergio Ferr;,,,--; u
VSSJSUR& ffsg^S
Oiind. no.p.leo de S. P^oNov ^ o S?.
cocego Joao Baplut%, com ,uao pdJtu "cu-
rado oesla cidade todo os dias. rxeno, no. So-
nitngos e das santificados, das 10 da oanh. as
nme" 2.em "** "" *' P"5a d' Bo-VUl
Aqaelles de seas clientes que as horas em
que esta em Olioda precisar de soccorros medi-
to., podem, paraos casos repentinos, chamar aos
Srs. Drs. Pitanga, Gongilves de Horaes e S Pe-
reira, que em obsequio ao snnunciante se pres-
tarlo a qualquer chamado, para qualquer dos
baleros. *
Afora dos casos imprevistos os chamados ser-
Ihe-ho feitos por escripto, e entregues na sua
caaa da praca da Boa-Vista, ou na botica do Sr.
A. F. das Naves na mesma praca da Boa-Vista.
Os moradores de Olinda e sea circunvisiohaoca
que precisrem dos servicos mdicos do annun-
iante devem procralo at as 9 da manha, e
de larde das 4 em diante, certoa de
promptamenU atlandldos.
que serao
Precisase de um homem oe idade para
criado de urna cata, oqual se sugeite a todo o
servico : na ra da Cruz n. 44.
MM
tu
Joa Joaquim Lima Bairo acientica ao
reapeitavel corpo do commercio e com eipecia-
lid.de aquella, peswaa com as quaes est rela-
cionada a Orina de Pinto de Soaza & Bairo, que
tendo honUm expirado o prazo de seu contrato
social, entra desde hoje a mesma firma em liqui-
darlo sob a gerencia do aonunciente por muiuo
acord de ambos os asaociados. Recife 2 de agos-
to de 1862.
Attenco

Flix Venancio de O&ialicio pede a seas fre-
gaezes qae lhe sao devedores em qusnto antes
venham pagar seus dbitos no eapaco de 15 dias,
do contrario lngara mo dos meios jadiciaea
amdolhe pagarem.
Companbia Fidelidade de se-
guros martimos e terres-
tres, estabelecida no Rio de
Janeiro, com o capital de
16:000:000$.
Agentes em Pernambuco
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C. compe-
tentemente autorisados pela directora da compa-
nbia de segaros Fidelidade, tomam seguros de na-
vios, mtreadorias e predios, no seu escriptorio,
ruada Cruzd. 1.
a
wmmmmmmmmait*
Dentista de Pars.
15Ra Nova15.
Fredarico Giuii.r, crurgiao daolista
faz todas as opsrages desua arle a e co-
loca denlas srlilii aa, ludo com -sdeln
I rioridada.aparfeitao que as pssoss-,en 8
5 tandidaa Iba reconhecem.
gTara agua e pos daotifieios. tic.
&3KSSSS atest mtmmmm
I
1
8
8
8
8
Leudes.
200 saceos com milhoera
loes de 10 saceos,
Terca feira 5 do corrente.
O agente Pestaa por conta e risco de quem
pertencer far leilo de 200 saceos com rcno o
maia novo que ha no mercado: terga-feira 5 do
corrente pelas 10 horas da manha, na porta do
Annes defronte da alfandeg.
Um avallo ruco
com todos os andares.
Terga-feira 5 do correute.
O agente Pestaa vender em leilo um ca-
vallo com lodosos andares e muito bonita figu-
ra : terga-feira 5 do corrente pelas 12 horas no
largo da allaodega.
DE
Urna mobilia de Jacaranda
com tampo de pedra, 1 dit y
de amarello nova com tam-
po de pedra, 1 candelabro e
2 serpentinas de crystal fi-
no, 2 pares de jarros e 1 ta-
pete.
Terca-feira 5 do corrente as 11 horas
em ponto.
O agente Pinto far leilo sem reserva de pre-
go doa objectos cima mencionados existentes
no primeiro andar do sobra .o o. 138 da ra da
Senzala Velha, onde se effectuar o leilo.
LILO
DE
Um escravo.
Terga-feira 5 de agosto.
O agente Pinto far leilo a reqaerimenlo do
depositario da massa fallida de Parias & C, e
por mandado do Dr. juiz especial do commercio,
do escravo Agostioho, pertencente a mesma
masas, s 10 horas do dia cima mencionado em
seu esciiptorio ra da Cadeia n. 9.
A 7 do correute.
O agente Oliveira far leilo a requerimenlo
dos respectivos curadores fiscaes da massa fallida
de Amorinj, Fragoso, Santos ,Si C, e por man-
dado do Illm. Sr. Dr. juiz eapecial do commer-
cio, dos bens abaixo designados do socio Jos
Antonio de Azevedo Santos Jnior, e perteocen-
lea a mssa da referida firma, consisliodo em
urna linda secretaria, sof de molas, consolos e
ricas cadeiras de Jacaranda estufadas de damas-
co, grande espelho de veatir, estante envidraca-
de, cadeiras de rodar e de abrir, mochos com na-
lhinha, opilaos quadros com moldurasdouradas
un tapete grande e cinco pequeos, escarradei-
ras de porcelana. Rloboa para gaz, charuttira de
Jacaranda, cadeiras ameriesnes. guarda roupa
armario com lampo de pedra. leito francez da"
mogoo com colcho de molas, mesa de p de cc-
ma, cabries para roupa e cslgaJo, relogio grao-
de de parede em quadro, dito de prata para al
gibeira, palmatorias de vidro com mangas ba-
nheiro de mamorecom caixi para agua, b'acia e
jarro, um par de cauecos azues, escrivaoinha de
metal g.Uanisado, um cabriolet de A rodas e
ma elegante victoria americana de 4 rodas com
langa e farsea e com arreios para Scavallos, li-
vros e folhetos diversos, jornaes, a iilustrarao de
Londres em 7 volumes encadernedos, dicciona-
rios da academia franceza e oulros, difiranles
obras histricas de romances e de visgeas, sendo
ludo do maia esmerado goslo e escolha, e final-
mente de um ptimo escravo pardo e de um ca-
vallo rodado:
Quinta-feira 7
do corrente, s 10 horas da manha, no andar
lerreo da casa n. 87. na ra da Gloria.
Asphalto.
UMA ESCRAVA
LEILftO
DK
Um sobrado.
Terca-feira 5 do corrente as 10 horas
em ponto.
O gaente Pinto far leilo do sobrado de um
andar o. 8 sito no becco do Padre freguezia ep
Santo Antonio, s 10 horas do dia cima men-
cionado ero seu escriptorio ra da Cadeia o. 9.
DE
Um predio em
chao proprio na ra do
Queiinadon. 30.
No dia terca feira 5 do correrte.
Em virtude do respectivo despacho do WUm e
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio
querimento do inventariaote e expressas
a ra-
ordens
de berdeiros se far leilo de todo o sob"do de
3 andares, na ra do Queimado n. 30, s fao"
ras do dis na ra da Cadeia o. 45, sendo S"e ,a
parte correspondente ao expolio da falle'1"*
Antonia Hara de Castro logo que seja erTectuad0
o leilo o comprador ser abrigado a apreseD|ar
a aaa importancia par ser recolbido ao dep0'"0
publico : portado os preteodentea se anteciPf01
a examina-lo, afim de aproveilar a opporluotaa~
de de comprar em elegante predio, sito em am*
las priocipaes ras do commercio, por iuterre0"
cSo do agente Eazeblo.
O agente Piulo far leilo s 10 horas em pon-
to, de urna escrava moga que cosinha. engomma
tem outris habilidades, em seu escriptorio ra
da Cadeia n. 9.
LEILO "
EE
50 barricas com cimento
escuro,
O agente Pesiana vender por conta de quem
pertencer 50 barricas com cimento escaro, as
quaes serio vendidas pelo maior prego offereci-
do : hojo pelis 11 horas da manha na arcada da
alfandega.
Manoel Firmino Ferreira com fabrica de as-
phalto na ra da Concordia n. 75, offerece ao res-
peitavel publico este excellente ladrilho para ca-
sas de morada, armazens, calgadas, etc le
seu prego pouco excede do ladrilho de lijlo mas
torna-se muilo mais econmico pela sua duraco
preservativo de cu[im. dos ratos, formigas,
de humilade. O fabricante garante sua solidez,
podendo rodar por cima carros com grandes pe-
sos, pipas, etc. Tambem se prepara para faze-lo
de cores, pols j fez encommenda para a Europa
des arranjos para isso necesstrios.
GRADE-
Laboratorio a vapor
DE
Lavagem e engommado
de roupa, de Ramos fe Pi-
mentel.
Empreza importante, que val prestando rele-
vantes servigos seus freguezes pela promptido
t perfaigo com que lava a roupa sem a estragar
PRECOS.
Roupa sorlida (embora nao venhsm meias nem
leogos] 40 rs. por peca.
Pegas grandes isoladamenle 100 rs.
Roupas de navios, vapores e hospitaes 70 rs.
Dita de familia que nao fregaeza 80 rs.
Dita de doeole de familia que nao freguzi
a 120 rs.
Urna rede ou cortinado de cama oa veranda
a 500 rs.
O prego dos engommados mdico e confor-
me as pegas, como costnmam fazeras engomma-
deiras. O praso da entrega da roupa lavada
8 dias, e eugommada 15, sendo que muitas vezea.
praso. Deposito na rus?
RETRATISTA DA CASA IMPERIAL
Ba do Cabng n. 18, entrada pelo
pateo da matriz.
Essa galera ornada com os augustos retratos
photographicosde SS. MM. e dis serenissimas
princezasimperiaes, assim como com os de mui-
tas das principaes pessoas dests cidade, est a
disposigo do publico, que apode viaitar todos
es das das 8 horas da manha s 5 di larde, e
examinar os trabalhos expostos.
Gontinua-sea tirar retratos por todos os sys-
lema3 photographicos, e especialmente por am-
brotypo eem cartes de visita. Fszem-ae tam-
bem mimosas miniaturas em talco para se collo-
carem em joias.
Os pregos dos retratos sao os mais razoaveis
qae se encontram nasta cidade.
J. Ferreira Villela, photographo.
f 1 bRa da Cruzi 6t
O Dr. Rocha Bastos 8
d consaltas lodosos dias. SI
Cura radical a em pouco das moles- i
lias syphililicas a dos orgos genito uri-
narios.
Consultas de graga das 8 as 9 horas da
i^^^ef69H-9l9ei6aKN9QN
4 "
Consultorio medicocirurgico
8-&13ADA QLOMAGAS\ DO Fl3i\o -3
Consulta por ambos os systemas,
O desejo que tem de qaa os remedios do seu t,h.i. J^5_V"..u?L.._.
tabaUd-
tom os u
nenhum outro, visto o randa crdito n m ;.VJ"""""""'"*W """ "" wainoaam ce
a precaugo de*inscreve? o se. nome em ShfSZSEEZXTZ? \ '..'-"*
dos todos aqaelles que forem .presentados L U^a ^Z?" on9,1"do "- -
de uA'Tr.r.aSn proura-lod. manhi. .t 11 k_
ra da Gla n. 3 cas. do fundo do
S
est prompta sutes
Nova.
do
Caixas com queijo
prato.
Quarta-fcira 6 do crvente.
O agente Pestaa vender em leilo por conta
e risco de quem pertencer caixas com queijos
pralos viodos no vapor patssdo e por isto os mais
oovos que ha neste mercado e sero vendidos
quarta-feira 6 do corrento pelas 10 horas da ma-
nha, no armazem do Annes defronte da alfan-
dega.
Avisos diversos.
Nesta typographia precisase fal-
lar a pessoa que representa o fallecido
Jos Joaquim de Lima que foi agente
da Paral.iba e Rio Grande do Norte.
Offerace-se urna parda moga com muito
e bom leite, sem fllho, para criar ; na ra de
Santa Rita Nova, casa de S. Agostioho, official de
juatiga.______________
Os abalxo assigoados previoem a quem con-
vier que ninguem faga contrato nem transaego
alguma com D. Harta Alexandrina Jacome Pires
sobra a escrava malata de nome Colecta ou ou-
tros quaeaquer bens pertencantes ao casal do seu
fallecido sogro Antonio Annes Jacome Pires, vis-
to como os bens do segando consorcio estosub-
jeitos ao pagamento das legitimas maternas dos
berdeiros do piimeiro casal, que nao as tendo
recetado por se nao ter feito o respectivo inven-
tario em lempo opportuno, devem agora ser del-
tas inteirados pelos bens que existirem, e no in-
ventario a que se est procedeodo por falleci-
mentodo mesmo seu sogro pelo juizo de orphos
desta cidade. Escrlvo Facundo.Recife 4 de
agosto de 1862.
Manoel Luiz da Veiga.
_________ Antonio Ignacio da Silva.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEIPATH1G0
DO DOUTOB. i
ASINO O.L. PIMun
Ra de Saato Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Gonsaltas todos os diaa atis desde as 10 horas
ata meio dia, acerca da seguales molestias :
nolutiat da mulhcrcs, wo.itai dat erian-
eas, molutiai da ptllt, moltttiat dos olhot, mo-
Uttiat syphilitieat,toda$ at ttptcitt dt ftbrtt
ftbruinttrmittcntetttuas conitqutncias,
PHARHACIA KSFBC1AL BOBEO r ATH1CA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pra-
jarados son: todas as cautela necessarias, in-
alliveia em seus effeitos, tanto am tintura, cama
*m glbulo, pelos pregos maia com modos pos-
arais.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabina se
nieamante vendidos em saa pharmaca ; todos
qaa o forem lora della s falsas.
Todas as earteiras o acompanhadas da am
impresso com am emblema em relevo, tendo ao
reopr aa segaiates palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico hrasileiro. Este emblema posto
'.gualmente na lista doa medicamentos qua se pe-
le, Aa earteiras qaa nao lavaram essa impresa*
tssim marcado, ambora enham natampa o no-
.--i* do Dr. Sabino sao falsos
.'
Pateo do Livramento n. 11.
primeiro andar.
O dentista Numa Pompilio planta denles arti-
flciaespor grampos eligadaras a a prasso do
ar, dantes iocorruptiveis sobre oaro, systema
norte-americano e faz todas asoperagoe* de sua
rtae com promptido a limpeza
*7*
J)0
M.0A6
^SEROUPKSf^
rioas de visita
loes de visita
rtes de visita
rloes de visita
Ctrtes de visita.
Pregos reJuzidos
Prsgos reduzidos
Pregos reduzidos
Prego* reduzidos.
A duzia por 12j>
A duzia por \-j
A duzia por 12$
A duzia por 12$
Duas daiias por 309
Duaa duzias por 200.
Novo eslylo de photographia
Novoestylo de photographia.
Ambrolypos em caixas 2$
Ambrotypos em caixas 2$
Ambrolypos em caixas 2$.
O retratista americano
Alberto W. Osborn
Ra do Imperador.
0 livro do Povo.
Sabio luz publica o LIVRO DO POVO, publi-
cado sob a direcgo do Sr. Dr. A. Marques Ro-
drigues, e conlm a vida de N. S. Jess Chiisto,
sagundo a narrago dos qualro evangelistas,
maisosseguintessrtigos: ovigario, o professot
primario, o bom homem Ricardo, a moral prati-
ca, Slmo da Nantua, msximaa e pensamentos,
a bygiane, os deveres dos meninos, e o Brasil.
A publicagao do LIVRO DO POVO nao s tem
por fim uniformisar leitur. as escolas piims-
nas, onde cada menino aprende por um livro
differente, e portento facilitar o trabalho do mes-
tre e do discpulo, como tambem vulgarisar, por
am prego barstissimo, a historia do salvador do
mando, e oa melhorea preceilos do moral.
Venda-ae o Livro do Povo, no Recife, na
..vraria da praga da Independencia ns. 6 e 8, a
500 rs. o oxemplar em brochara, a a 800 rs. can-
tonado.
Rogase aos devedores do fallecido
Joaquim Jos Ribeiro de Oliveira que
teve lojanarua Direita n. 55, que na-
jara de vir pagar seus dbitos na mei-
ma loja ou na ra do Queimado n. 41 e
. 48, evitando desta forma o receber se
qu7.e1rmmrel^nid^birt%^^crdrRYmo,^lVuVa. Hcialmente e publicar-se seus noraes
LEILO
DE
Um piano mecnico em perfeito estado,
1 mobilia de amarello, 1 guarda rou-
pa* 1 tocador com grande espelho, 1
ra vir recebe-loa no decurso de 3 diss e pagar a
competente armazenagem visto qae esse trspiche
psssou a aovo aquilino do Io do conecte (agos-
to) por diante.
Precisa-Be saber quem o correspondente
nesta prsga doSr. tenenle-coronel Miguel Affon-
go Ferreira seohor do engenho Unio ou Capo-
bre, que em Pora de Portas oa ra do Pilar o.
H, querem tratsr um negocio ou annuncie oa
v enlender-se com o dono desta annaocio.
Jos Joaquim Lima Bairao saca a
:ta ou peque
ra da Cruz a 30.
por este jornal.
A pessoa que ha 8 mezes passados deixou
na ruado Rangel loja da relojoeiro, am relogio
de cima de mesa por garante de 12} (deimpres-
timo) baja de o vir buscar no prazo de 3 dias, do
contrario ser vendido para final embolso. Recife
2 de agoato de 1862.
Bruno Amaocio dos Reis, advogado provi-
sionado pela reisgo do dlstricto, residente na
comarca de Porto Calvo (Alagoas), encarrega-se
de qaaesquer negocios tendentes a saa proflsso,
e promette-ee haver-ee com zelo na, defeza dos
vista oupequeno prazo SOb Lisboa : na di.-eitos dos qae e diaren, ser seus commit-
Antonio da Silva Fialho Jnior
participa ao publico em geral que jul-
ga nada dever tanto nesta praca como
em outra qualquer parte, mais se algu-
ma pessea se julgar seu credor apresen-
te suas contas no prazo de 50 dias aGm
de serem pagas. Recife 50 de iulho de
862.
Banco Unio.
Estabelccido na cidade do Porto.
Agentes em Pernambuco.
Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo & C.
Sacsm por todos os paquetes sobre o mesmo
Banco a prazo ou vista, e sobre as agencias em
Lisboa, Figueira, Coimbra, Aveiro, Vizeo, Villa-
Real, Regoa, Vanos do Castello, Guimares,
Barcellos, Laraego, Covilha, Braga, Penafiel,
Braganga, Amarante, a tito dias, ou ao praso
que se convencionar: no sea escriptorio ra da
Cruz n. 1.
O Futuro.
, Peridico Iliterario, histrico, scientifleo, ar-
tutico, biographico, etc., etc., do qual i redac-
tor e principal editor reapoosavel
FAUSTINO XAVIER DE NOVAES.
Colaboradores s primeiras capacidades scien-
titicas o Iliterarias do Brasil e Portugal.
Sahir do 15 em 15 dias, no formato da Revis-
ta Contemporania de Lisboa, tendo cada folhetc
32 paginas de impresso.
Aanga-ss a pablicsgo por um anno e nao se
recebem isaigoatoras por menor praso.
Poblica-se na corte aoode cusa 15, e as
proviocias 17.
Recebem-se ssslgnituras na ra da Cruz n. 1,
criptorio da Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
o C, e na ra do Crispo, loja dos Srr. Guima-
rasa & Villar.__________________________
Jos Joaqiim Lima Bairo tem a honra de
participar ao corpo do commercio e particular-
mente aos seas smigos, que cootinua em seu
nome nos mesmos ramos de negocio de que ou-
Ir ora se ocopava a extiocta firma de Pinto de
Souza & Bairo, da qnal fazia parte o annun-
cianle. Recife 2 de agosto de 1862.
RA
DO
IMPERADOR
OO.
IIA
BU
IMPERADOR
55.
DE
DK
J. VIGNES
Os pianos dcsia amiga fabrica sao hoje assaz conhecidos, para que seja necessario iniisti
sobre a sua superioridad^ vantagens e garantas que olTcrecem aos comp-adores, qialidades e*u
tncontestavets que elles tem definitivamente conquistado sebre lodos os que lem apparecido
prara ; possuindo um teclado e machinismo que obedecer i (odas as voniades
Alugs-se urna casa grande com soto a bs-
tanlas commodos para grande familia e com si-
lio, Udo da sombra, e no melhor lugar dos Afo-
gados : no paleo da Paz n. 88. a fallar com o
capuo Antonio Gongilves de Horaes no mesmo
patao.
i tente*-.
Antonio Jos Gomes do Correio lera para
alugar a casa terrea em que morou o coronel Hi-
gtoo Jos Goelbo, na cidade nova de Santo A-
1 maro.
aja
pianistas, sem nunca falhar por serem fabricados de proposito e ter-se rmJmm m! hZ
ramentos importantissimos para o clima deste paiz ; quanlo as vozes sao melsdiosas e flautadas d
por isto muito agradaveis aos ouvidos dos apreciadores. '
Fazem-se conforme as encoramendas, tanto nesta fabrica como na do Sr. Bloodel de Par's
socio correspondente de I. Vigne, em cuja capital foram sempre premiados em todas as expo-
sicoes. *^
No mesmo eslabeleciment se acha sempre um esplendido e variado sortiraento de msicas
dos melbores compositores da Europa, assim como harmonios e pianos harmnicos setdo ludo
vendido por pregos muito razoaveis.
RllA NOVA NUMERO 11
Antiga loja de Gadault. |S
||*tfitj|f
Acabado receber da sua encommenda um grande e variado sortimaato doa se- >*
guintes artigos, os quaes vende por menos 10 por eento do que am outra qaalqaer T^*
parle ; a aaber :
Para msicas.
Variado sortimento de iostrumenlos
par. msicas militares a de orebestra,
instrumentos completos de chaves e
spislon muito perfeilos e,aunados do fa-
bricante Gaatrot Aia'
Para carros.
Guarnieres compUtas para arreios de
carros de metal do principe ede lato pa-
ra um e dous cavados, molas, vaquetas
francezas para cobertas, encerados, ga-
les, ricas lanternas para carros ecoups,
colleirss etc., etc.
Vidros.
Um grande e variado sortimento de can-
delabros, serpenlinss, lanternas com ['in-
gentes e sem elles, pslmatorias, copo*
psra vioho, clices, rodomas para iois-
geos redondas e ovsts grandes e peque-
as a vontade do comprador.
Para retratos,
Machinas muito sapsriores francezas
e smericanaa grandes e pequeas, grande
sortimento dechimic.s para trabalh.r tm
todos os processos. caixiohis e passepsr-
(ou americanos e franceses, papel alba-
minado etc.
Para iioivas.
As mais ricas e elegantes csaell.s qaa
se pode desejar, ssseveraado sem errar, r^ai>
serem as mais bonitas que aqai tem ia- *g
do, ricos manteletes prelos ceso vidrilhos ^^^
franja o mais moderno nesta gentro. (Sf^
Para presentes.
Muito lindss csiiinhss para costara '^^1
com msica a sem ella, mutlo proptia. p.- n>
ra dar-ae de presante a algaas. saobora C^
que ae estime, ricos alojos de barba para S?
homem. *S?
Espelhos. ^
Grandes e peqaenos com moldaras pajajaja
prelas e doarsdas, propiios para ornar bo- ,
nitas salas, sendo os vidros muito grossoa
e de primeir. qu.lidsde.
Avulsos.
Camisas de liobo p.rs homem.
Carleiras e charuteiras.
Bandeijas grandes de 30 palmas a 3#.
Golliohas e manguitos psrs seoborss.
La de-todas as cores psra bordar.
Talega rea.
Seda frea de todas as cores.
Lindos enfeites psrs senhorst.
Oculos e iuoetss de todss ss qualidadet.
Fumo francez, americaoo a tambes, o
spreciavel fumo de borba cosa aa seas
competentes cachimbos a laaari etc.

-
m
mtmt
TI"
MUTILADO
l">kaatoHaaMHaaMaB.^aaaaaaaaaaaM



DIARIO Dfc PBKNAllilJGO. TBRC* "RA *>E AGOSTO 01 tWt.
0 -

V
SEGODA EDICCVO
DO
Aviso.
THESOURO HOMEOPATHICO
Vade-mecum do homeopatha
pelo doctor
SMIH LIPIHKD.
Eite hvro que se tem tornado tao popular,
gf"..'yg'fo:)f* tl^jSSSX**?* nado, de ooro se .presenta scieotific.oao .
lotera.
! -
ao
O abaixo ssi^nado morador na cidade do Rio
Formlo, j teodo avisado e protestado por tsle
jornal de 11,12 e 13 de junho de 1860 a todos e
cootra todos, que si ditera iegalmente ssoho-
resde urna ligua e meta de trra, que por jus-
toa e valiosos ttulos pertence ao abaixo assig-
Q abaixo assignado declara
publico que desde hpje deixou de ser
caixeiro de sua casa commercial o Sr.
Jeronymo Pinto de Souza. Recife 2
Quarta-feira 20 do COrrenle mez se descosto de ISG9
i__u:__ :_______- i_____ ..._ ___ _
progresios
va ediccao em ludo supsrior primeira, en-
terra :
1.* Mais ampias noticias acerca do curativo
das moltstias, com indicacoea mal proveitons
dos medicamentos novos recentemente ezperi-
mentados na Europa, noa Estados-Unidos e no
Brasil.
2.* A eiposicao da doutrina homeopalha.
3.* O esludo da apropriacao dos remedios se-
gundo as predominancias dos temperamentos,
das idades, dos sexos, e segundo as clrcumstan-
cia atmospheticis etc., ele.
4.* A preservado ou prophilaxia das molestias
hereditarias.
5.* A preservado das molestias epidmicas.
6.* Urna estampa alustrada demonstrativa da
conlinuidade do tubo intestinal desda a bocea at
o anus etc., ele.
Vende-sa ni pharhacu EsrEcui. hoheopa-
Tiucx, propriedade do aulhor, ra de Santo
Amaro (Hundo Novo] n. 6.
Preco de cada exemplar. 20-?000
*i. B. Os senhores assignantes queiram man-
.1 reesber seus exemplares.
aseMtewMSM taere Mensas
j Saques sobre Portugal.
t O abaixo asiignado agente do Banco I
Mercantil Portaeme cesta cidado, taca fe
effectivamenle por todos os paquetes so-
bis o mesmo Banco para o Porto a Lis- S
8 boa, por qaalquer somma avista a a pra- *?
io, po Jen Jo logo os saques a prazo serem '
descontados no mesmo Banco, na razio f
de i por canto ao anno aoa portadoras *
8(ii aisim lbeconvier : naa ras do Crea- M
po n. 8 oa do Imperador n. 51.
Joaquim da Silva Castre.
ixeite&siesiesa) -&eittitettN3K
Moa Chalamos,
medico pela Unlversidade
de Coimbra,
xo issignsdo o legitimo senhor e possuidor por
justo e bora titulo da dits legua e meia de trra
na freguezia d'Agua-Prets, a qual comeca do lu-
gar denominadoOxofira seccana ribeira do
rio Una, segurado pela ribeirs do riachoPiran-
gi grande cima. Declara para conbecimento de
todos que dita legua e meia de Ierra demarca
pele norte com o rio Unapelo poente com o
riachoPirangi grandepelo iu com trras do
Calende e pelo mcente com tems do engenho
Japaranduba e outra sismarla aoneio .* que os 11-
legitimos posseiros foram chamados a conciliario
para enlregarem a propriedade do abaixo assig-
nado e saberem que i o mesmo abaixo assigna-
do o legitimo aenhor o possuidor da referida
legua e meia de trra, que j (oi competente-
mente registrada, e a qaal houve por sismarla de
1782, qaelhefoi traspatssda e cedida por com-
pra aos legtimos sismeiros : pelo que os illegses
posseiros logo que foram chamados a concilia-
rio abandonaram as obras, que em algumas par-
tes do dito terreno estavam fazendo.
E aprovsitando a ocessiao declara mais que
tambera senbor e legitimo possaidor da urna
legua de trra em quadro, que foi concedida por
S. M. Fidelisiima em data de sismara a Joao
Leandro Suares da Araujo e sua mulher D. i.ou-
renca Isabel da Visitarlo, ji fallecidos, e por es-
ts vendida ao filiado vigario de Una Vicente
Ferreira de Mello e Silva, e pelos herdeiros des-
te, instituidos no reipectivo testamento solemne,
foi vendida ao absixo assigoado, corno tudo cons
ta do testamento a escrlpturss existentes, em a
qual estio indevidamente edificados o engenho
Souza e mais duus da mesma freguezia de Agua-
Preta, sendo que desta legua de trra em qua-
dro s fot vendida urna quarta parte no sitio do
riachoCatembre fazendo piao no dito sitio e
passsgem do rio Pirangi. E para que niuguem
se chame ao engao em lempo algim ainda pelo
presente se protesta contra quaeaquer oatros,
que, por se apossarem de trras libelas, eslo
sugeitos as penas dos crimes, que se descrevem
no titulo 3 cap. 1 e 2 da parte 3* do cod. penal;
sendo que por motivos de molestia o abaixo as-
sigoado tem deixado de fazer effectivo seus di-
reitos, o que far logo que cesiem taes motivos.
Rio Formoso 15 de julho de 1862.
Antonio Gomes de Macedo.
extrahira' impreterlvclmente a sexta
parte da primeira lotera beneficio
dos religiosos frac cisca nos de Olinda, no
consistorio da igreja de N.S. do Rosario
de Santo Antonio. Os bilhetes e meios
bilhetes acham-se a venda na respec-
tiva thesouraria ra do Crespn. 15,
e as casas commissionadas praca da
Independencia n. 22 loja do Sr. San-
tos Vieira, ra da Imperatriz loja de
ferragens n. 44 do Sr. Pimentel, ra
Direita n. 5 botica do Sr. Chagas, e
na ra da GadeiadoRecife loja n. 45 do
Sr. Porto.
As sortes de 5:000$ at as de 10$ se-
t ao pagas urna bora depois da extrac-
c3o, e as outras, porem, no dia inme-
diato logo que se tenham distribuido as
listas.
Servindo de thesoureiro,
Jos Rodrigues de Souza.
Joao Pereira Moutinho.
160
60
rs.
rs.
40 rs.
- O Sr. Chrittovao Santiago do Nescimento
qaeira apparecer na botica da ra do Cabug n.
11, a negocio de sea interesse.________________
Archivo Pitoresco
JORNAL
De recreio e instruc^ao.
Publica-se semanalmente esta iutereisante jor-
nal em Lisboa, o qual Ilustrado de numerosas
rcavuras e collaborado pelos mais distinctos es-
griptores, como sejam, A. ilerculano, F. d Ces-
ttlho, Latino Coelho, Rebello da Silva, A. Corvo,
Palmeitim e muitos oatros. Cada anno forma um
volume de paginas. J se acham publicados 4
volumes completos e parte do 5.* vul. Assigna-
ss a 6# por anno, na livraria econmica ao p do
arco de Santo Antonio.
Lava-se e eugomma-se
qualquer qualidade de roupa com pres-
teza eperfeiqao, a presteza tal, que
em 5 das a contar do dia do recebi-
mento da mencionada roupa, ica
prompta e entregue ; os precos ?5o os
seguintes :
Roupa de homem lavada e engom-
mada.
Como calcas, camisas, colletes
Seroulas........ ,
Lencas ou outra qaalquer peca
pequea..........
Roupa de senhora,
Mediante ajuste que todava nao sera
exorbitante, os pretenderles pois po
dem dirigirse a ra Formoza n. 17.
O abaixo assignado faz sciente ao
respeitavel publico que sendo eleito di-
rector da sociedade beneficente dos co-
cheiros em Pernambuco em maio de
18G1 a 62, declara que desta data em
diante nao tem nada mais com a dita
sociedade e directora e nem pertence
mais a dita sociedade por motivos justos
e igualmente o Sr, Antonio Ferreira
Lima primeiro secretario interino. Re-
cite 4 de agosto de 1862.
Antonio Jos Ferreira Refinador.
500
60 1
80
60
20
8$>0t)
3j?20O
80
da consaltas em casa, das 8 s 10 horas da mi-
nba, e presta-so a qualquer cham ado com a bem
conhecida promptidao.______________________
Casa de saude em Santo
Amaro.
Dr. Silva Ramos.
Este astabelecimento ja bem eoohacido, econ-
ceituado nesta provincia pelos relevantes servi-
dos que tem prestado, contina na melhores eon-
dices defcaao da direcQio de sea proprietario
receber tcenles de todas as claases, os quaes se-
rio tratados com lodo a zelo e interesse pelos
presos seguintes :
Primeira classe.... 33000 ou mais.
Segunda dita...... $500.
Terceira dita...... 2;0u.
Em qualquer das classes os trancos "carao se-
parados dos negros. Os alienados da 2.a e 3.a
clesse nio furiosos pagario a diaria ordinaria,
sendo furiosos pagarao mais a quarta parle. Os
alienados da 1.* classe pagario segando o ajusfa
Novo retratista.
Rus do Crespo n. 18, primeiro andar, liram-
se retratos pelo systema deguerreolypo por m-
dicos pre;os ; vio-se tirar retratos de pessoas
moras dentro e fora da cidade.
Alugani-se as casas terreas n. 1U5 a ra
de Santa Rita e o. 27 da ra dos Burgos, e o 1*
andar da casi n. 193, na ra Imperial : a tratar
na ra da Aurora o. 36.
Casa para alugar.
Alagase ama excellenteeasa deum andar.no
Monteiro : a tratar na ra da Cruz n. 57.
Tendo fallecido no dia 7 ce julho do cor-
rente anno, em Quixeramobim, o Dr. Ber-
nardo Jos Affonso, convida um amigo do
mesmo fallecido, aos prenles e amigos,
para assistirem urna missa e memento,
que tem de ser celebrado no dia 7 do cor-
rete, s7 horas da manha, na igreja do
Espirito-Santo do Collegio, por cujo attode
caridade, grato seta a todos.
Recife. 3 de ngosto de 1862.
Precisa-se de tres a quatro conloa de ris a
premio sobre bypolheca da urna propriedade de
mais valor: quem qoizerdarproenre na ra Au-
gusta n. 65, que se dir quem pretende.
Attciico.
Nn <>i- e Kosto, depois da audiencia do
lllm. Sr, Dr. jtfii dos orpnaes, as 11 horas da ma-
nha, vei prac,a por venda o sobrado de tres an-
dares e solo na ra da Cruz n. 10, pertencente
ao finado Joao de Pioho Borges avaliado em
IO.OCCtJ, cujo escripto se acha em maodo portei-
ro do mesmo juizo.
Archivo pitoresco
Pede-sa aos Illms. senhores assignantes de
mandar receber quatro cadernetas (de marco a
junho} do 5." volume, chegadas ullimamente.no
vapor inglez ; na livraria econmica ao p do ar-
co de Santo Antonio.
Toda attenQo,
Custodio Jos Alves Gaimariea avisa ao res-
peitavel publico, principalmente a todos os seas
freguezes e amigos, que se madou da loja da
sguia de ouro da ra da Cabug para a ra do
Crespo n. 7, para a bem conhecida a snliga loja
de miudezas quo foi do fallecido Joao Ceg, boje
ser conhecida pelogallo vigilante,a pede ao
reapaitavel publico a aos seus freguezes e amigos,
que o queiram procurar no dito estabelecimento,
onda acharao um grande sortimento de miudezas,
que affisnga servir bem e vender por menos dez
ou viola por cento. do aua em outra qualquer
tOIifl-----------------------------------------------------------
Precisa-se de urna ama de leite para criar
ama recemnascida : a tratar na ra da Aurora n.
80, 2 andar.________________________________
Precisa-se alugar urna escrava que saiba co-
zinhar, paga-se 303 mensaes agradando : na ra
da Aurora n. 80, 2' andar.
Precisa-se alugar duas negras que saibam
vender na ra fructas e hortalice ; na ra da
Cruz n. 56.
Alaga-sa ama preta crioula para ama de
leite, pandi a 15 das : a tratar na ra da Praia
de Santa Rila n. 70, defronla da estilado do Sr.
Franca.
GABIEHTE PORTUGUEZ
DE
em Pernambi*co.
De ordem do lllm. Sr. presidentsj do conseibo
deliberativo, convocado o mesmo conselho*->ara
Casa de commis-
ses.
O abaixo assigoado, proprietario, eshbelecido
e domiciliado nesta cidade, ra Direita n. 91 e ]
95, acha-se competentemente habilitado para re-
ceber gneros a consignsco, pedindo assim aos
.Illms, senhores de engenho a lavrsdores, e mais
oatros senhores que queiram honrar-me com
seus productos : assucor, algodio, couros, etc.,
pelo que vista da conla de venda dss primeiras
remessaa poderio colher a grande diligencia qe
, fa^o para bem servir, e por esle meio poder me-
I recer a palma, assim como as pequeas remes-
saspode o portador deltas ser o proptio conduc-
, tor do sea liquido, pois nio haver duvida ser
i despachado em continente, dobrando assim meu
trabalho, o queso vista das primeiras remes-
sis se pode apreciar, e que espero na silencio
dos meas amigos conhteidose estranhos. Recife
12 de agosto de 1862.
Joao Baptista da Rocha.
mwux
sem segundo,
Na ra do Queimado n. 55 loja da miudezas
de Jos de Azevodo Maia e Silva, est vendando
todas as miudezas baritissimas, a saber :
Frascos grandes com superior opiata a
Carriteis de linha de cores com 200 jar-
das a
Ditos de retroz de cores, menos preto a
Ciixas comiscas para accender charutos
Duzias de maias creas muito superior a
Novellos de linha muito grandes e su-
perior a 40, 60 e
Ditos de cores, a melhor que ha a
Phosphoros em ctias de (ulha, s a csi-
xa val o dinheiro, a
Cartdes de linha com 200 jardas, a me-
lhor que ha
Ditos, ditos braocos e de cores com 50
jardas a
Duzia de facas e garios cabo preto, finas
Dita de ditas cibo bronco a
Tbesouras grandes de6 polegadas a 40 e
Saceos-para escrotos com siuta de bor-
racha a
Tinteiros de vidro com superior tinta a
Ditos de barro com superior tinta a
leteos com grampos lisos e de caracol a
Duzia de phos,ihoros de valla: a
Pares de meias de cores para meninos a
Croza de peonas d'aco superior a
Areia preta para botar na escrita a libra
Colxetesemcartoes.com duas ordena e
quatro pares gran les a
Baralbos de cartas francezas a
Ditos portugueres fino?.
Thtsouras pequeas, porrn de superior
qualidade a
Colxetes francezes em caixa a
Duzia de meias alvos, para homem a
Dita de sabonetes Unos a
Sabonttes grande e superior a
Tramoia do Porto muito superior a vara
120 e
Pares de boles pa punhos a
Alm deslas miudezss tem ruuila mais que se faz
preciso vsnder e nao engeitar dinheiro, assim
como sejam : lsbyrinlos para todo o preco, areia
preta a 100 rs., porrn quem quizar comprar em
arroba veode-se por 2$, baralissmo mesmo
para quem nio precisa.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Milhares da individuos da tosalas
pode testemonhar as Tinadas deswresMdn
incompsravaleprovaramcaso nacassaric, ._ua
pelo uso que dalla fizeram test seu re:, s
sernbrostnteiramen tesaos depois debamos es-
tregado intilmente ouirc-iirataicentos. Cao
passoa poder-ia-haeonvoncar dessacura- &>.-
oo i ravilhosas ptls'.eitara do periodiros, qawlb'aa
40 j relatara todos os diss ha muitos asM| a a
2gl00, mador parte dellas sao tao sor prenderles q -a
J(| admirara os mdicos mais celebras. Qusr,;.-:
jm pessoas recobrara cem a.ne soberano rest"o
o uso da seus bracos o percas, depois eV
permanecido longotempo nos hospitaes.ot
Javiam soffrar a empatado I Dallas ha r
cas quahavendodeixado asses. asylos rispa-*
liinantos, parase nao subicsures assawoaa
ra^ao dolorosa forascuradas eomple'.assabra.
mediante o uso desseprerioso rasteJiu. A
sircas dastaes pessoana enfusao do sen rte .
uhecimealodeclararsBi estes resultad'- ren-*-
cosdian'.a do lord corre^cdor e ouiros t>a^!s-
trados.afimda atis au'.entiraresa sus a InBVslf
Ninguesi desesperara ao"e re
\
320
160
100
40
200
ICO (tivessebastante confian: para encinar es* **-
medio constantementesegumdo algom terrro
tritaraento que nere'Stss* a natureza *r> ta!,
cujo resultado seria provar MMIaMaYetsaasa .
Que tudo cura.
500
100]
80
240
160
200
iO
i500
eooi
110
160
240
O unajuento Iteatll, tualsi vartf
larmente nos s"ulntes; rt*e<*H
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancsrei.
Cortaduras
Dores decbela.
das costas.
dos masabros.
Enfermidades ds cutis
em gsral.
Ditas ds anus.
ftliadO Imperador a. lD.JErupes escorbticas
O proprietario deste eslabeUcimento que ly- Fstulas no abdomen.
1 ompras.
Comprase urna mucambs de 18 a 20 an.
nos, que seja de bom natural e entenda do ser-
vico domestico : na ra do Pilar n. 143, primei-
ro andar.
Prensase de
da Cruz n. 38.
um copeiro escravo ; na ra
Quem precisar do afinacio de pino, e mea*
mo lecciooar a principiantes por commodo pre-
go : dirija-se a ra de Hottat n. 27.___________
@GaMiie-
lepara barbiar e
cortar cabellos na ra do
Rangeln. 18,
trabalhade perta fechada, os precos sao os mes-
moedos que trabalham de porta aberta, sangra,
tira denles, alaga bichas, ventosas, amolla fer-
ramentas, pede ser procurado a qualquer hora,
assim como tem aadores de cortica muito su-
periores.
Jle,
ete
13-
Compra-se urna escrava que seja perfeita
engommadeira e costureira a de boa conducta :
na ra da Cadeia do Recife n. 35.
pographia e encadernac>>, cientfica aos seus
fregueses que abre as 9 horas da manhaa e fecha
as 4 da larde, at annuncio : assim como que 1
contina a ter venda cartas de ABC, laboaas,
cathecismos, eccnomia da vida humina, carli- j
Ihas, traslados, tinto avulsos como em colWc-
coes, SimSo de Nanlus, pautas, cartas da enter-
ro e para ofcios. compendio doloroso, manual
ds missa e da coafissao,augmenl?do com a nove-
na da Concedi, conforme usam oa reverendos
carmelitas, novena, oflicio, salve, e versos de N.
S. doCarmo, e tambem a exposigo sobre o es-
copulario, o lvro religioso, contendo rauitas c
diversas devoQoes, apudaulas, procuracs bas-
lantese especizes, caminho do co, registos de
muitas e iliffereotcs imagens, bilhetes diversos
para botica, e tambem em brarico para ncHoses-
crever se o quo se quizer, ritoaes de Pulo V,
manual da missa por Roquet, diccionarios Iran-
cezes e de Roquet, ditos de Ponaeca, e outras
muitas cousas que na occasiao se mostrar.
Ni ra da Imperalriz nu-
mero 20.
Inflaa-saic,ao >'a kax p
da matriz
Lepra.
Malas das nemas.
dos paitos.
da olhos.
Mordeduras de rt^i-s.
Piradura de mcsqB.tcs.
Fulmes.
Queimadelas,
Sarna.
Supurares pulruUs.
Tinli, sai qctvqua
parla que saja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do 6gado.
das ailictilac," .
Veias torcidas oa asi-
das ras pamas,
nto no ss*jaMsaBBBB*li
Bailar & Oliveira
Porto.
sacam sobre a prar;a do
?Gabinete medico cirurgico.J
<> Ra das Flores n. 37.
Serio dada consultas medlcaa-cirurgi-
0 cae pelo Dr. Estevio Cavaleanti de Alba-
O quaque da 6 sslO horas da manhaa, ac-
t3 cudiodo aos chamados com a maior bro-
a vidade possivel.
am I Partos.
2.* Molestias de pelle.
3/ dem do olhoa.
4.* dem dos orgios genitaes.
fferece-se urna pessoa para cobrar divi-
ds, tanto no interior da provincia como para fo-
ra da mesma : as pessots que precisar dirjase a
praca da Independencia n. 6 e 8, em carta fecha-
da com as loiciaes A. S. F. J.
Aluga-se a sala com duas alcovas do ter -
ceiro andirda ra do Crespo o. 18, proprio para
dous moQos solteiros : a tratar na mesma loja
Precisa-ae de urna
guas-V*rdes o. 10.
criada ; ua ra das A-
Consistido a abaixo assignada que seu mari-
do pretende vender urna sua casa sita na traves-
sa da Muiefa n. 6, faz sciente ao publico que ella
se oppe venda da mencionada casa.
Romana Viceocia Vieira.
Em prci publica do Dr. provednr dos resi-
duos e capellas, no tim da audiencia de 6 do
correte mez, proceder-sa-ha a arrematarlo das
rendas de tres armszens no casa da alfandega,
que perlencem ao pttrirtooio de Sanl'Anna da
Madre de Dos. Recife 2 da agosto de 1862.
Galdino Temistocles Cabral de Vasconcellos.
Escrivio.
sessao extraordinaria, quarta-feira 6
s 6 horas da tarde.
Secretaria do cooselho deliberativc
Portuguez de Leitura em Pernambuc
to do 1862.
A. A. dos Santos t
1.* secretario.
Precisa-se de urna ama de meia idad
oservifg0j|euuma casa de poaca familia :
Precisa-se de um caixeiro po
qu'no; no nitan rio Terco n SI.
Gonzalo Jos Alfonso, tendo 03" magiar
celebrar urna missa cantada e memento,
pelo repouso d'alma de seu presado inmio
o Dr. Bernardo Jos Affonso, fallecido os
provincia do Cear, convida aos seus ami-
gos e aos do nado seu irmio para compa-
recerem no convento de S. Francisco,sexta-
feira 8 do corrente, pelas 9 Loras da ma-
nhaa, e pelo que lhes ser eternamente
grato.
Ama de leite
Aluga-te urna preta moga e lmpa e com bom
leite para criar : quem pretender, dirija-se a raa
do Imperador n 83, segundo andar.
Josc Nunes Guimaraes, subdito portuguez,
relira-se para Macei.
Agostioho Augusto de Mello subdito portu-
guez relira- se para o Rio de Janeiro.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
G#ngivas escaldadas.
Inchaces.
nflammacao do Bgado.
Vende-sa asta unj,ue
gsral da Londres n. 244, aSuacd, e na a
de todos os boticarios droguista ooasral
soas ancarregadas da sua venda toda a
America do sul, Havana a Ees?ar.ha.
Vende-se a 80" rs., cada teetmba laasial
urna instrucejao em r.ortu:-'uez p-ra amalar al
modo do lazar uso desta ungento.
O deposito geral 4 em casa do Sr. Sosos.
harmaceutico, na ra de Cruz n. 42,
pernambuco.
Compram-se accoee do novo banco do Per
nambuco : no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Sinto n. 19.
Compram-sa dous escravos de boa conduc-
ta, sendo um perfeito official de carpina e o ni-
tro de ferreiro: a tratar no grande srmazem de
ferrageos e miudezas na rus do Queimado n. 49
Compra-se urna preta mo;a que saiba cozi-
6SLVWltti *Mle,aViVtJa-aTa
Queimado, loja o. 51, que agradando, nao se
deixar de (azer negocio.


Vendem-se doas caixoes de louro muito
bons para venda, e por barato prego ; a tratar na
ra da Imperalriz n 49.
Atteneo.
M21&

i
Frailear toda e qaalquer operario em
seu gabinete o em casa dos doentes con-
forme lhes lor maia conveniente.
>**9*a*oe esio*
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n
42, na ra estreita do Rosario : a entender-se na
mesma ra casa n. 23, segundo andar._________
__ Precisa-se alugar urna escrava
para o servico de urna pequea familia,
preferindo-se que compre e engm-
ale: na ra da Cruz n. 45, armazem.
Aluga-se o excellente- terceiro andar da ca-
sa da ra do Vigario n. 23 : a tratar na mesma
rus, casa n. 7, ou no largo do Corpo Santo n. 6,
segundo aodar.
Arrematlo.
No da 5 de agosto na praca do juizo
municipal da primeira vara, depois da
audiencia tem de ser arrematada urna
parte do sobrado novo de um andar
com grande sotao na ra de Santa Rita
n. 1, em chaos proprios, com 32 pal-
mo de frente e 90 de fundos, com ja-
nellas para a ribeira e com frente tam-
bem para a ra nova de Santa Rita,
avahado todo o predio em 12:000$.
sendo a parte que se tem de arremrtar
na quantia de 4:0*7^066 rs., por exe
cucao de Bernardino Francisco de Aze-
yedo Campos contra Casemiro Gomes
da Silva e sua mulher.______________
- Precisa-ia de .m Pr "ico ,d.e
ama pessoa; na ra ds A|iu-Verdes n. 35,
segando andar,
Preciss-se de urna ama forra
todo o servico de urna casa de
na ra do Queimado n 39.
que saiba fazer
pouca familia 4
Precisa-se deum caixeiro que tenha urli-
ca de taberna ; a tratar na ra do Rosario da
Roa-Vista n. 41.
Para alugar.
Urna escrava de bons costumes, ptima de en-
gommados e arranjos internos e externos, e tam-
bem cozioha o diario de qualquer familia, e
maito fiel,o que se alione, ptima acquis:(o
para qualquer familia, pois se singa por seu se-
nhor ir para fora do paiz por alguna mezes ; di-
rija ra sp a ra das Cruzesn. 36, primeiro andar.
Aluga-se a casa terrea n. 27 das-ra do
Rurgos e o primeiro andar da casa n. 191 da ra
Imperial : a tratar na ra da Aurora n. 36.
Aluga-se urna casa na Passgem da Magda-
lena, junto a ponte grande, com 2 salas, 6 quar-
tos, cozinha fora, sotio, quintal murado, cacimba,
e ptimo banbo no fundo ; as pessoas que pre-
tendereis, dirijam se a ra Direita n. 3.
Aluga-se um moleque proprio para copeiro
por ser fiel, ou para qualquer serrino ; na ra do
Livramento n. 2, terceiro andar.
Attencao.
Lava-se e engomma-se com perfeic3o roupa pa-
ra fora, ecose-se vestidos de f/enhora por preco
commodo ; na ra da Coneeic.o n. 47, esquina
da ra do Rosario.
Aluga-se a aala
dar da ra Novan. 26
numero 39.
da frente do primeiro an-
; a tratar na mesma ra
Aluga-se um moleque de idide de 16 an-
nos que serve para todo o servico ; a tratar naa
Cinco Poetas n. 63.
O abaixo assignado, gerente e nico liqui-
datario da firma Rodrigues & Ribeiro, decidida-
mente autorisado pelo meretissimo tribanal do
commercio, convida todos os senhores que se
acham devendo mesma firma a que venham
quanto antes realisar seus dbitos, pois contra os
que forera remissos teri o snnunciante de proce-
der judicialmente. Recife 1.* de agosto de 1862.
Manoel Joaqun) Rodrigues de Souza.
fferece-se urna ama para casa de familia,
captz de tomar conta de ama casa de familia,
cozinha qualquer am banquite, engomma muilo
bem, sabe maoielar qualquer menina que qaeira
.e dismamar : a tnlar na ra das Flores n. 33.
Escravo fgido.
Contina a estar fgido do poder do abaixo as-
sigoado o seu escravo Joao, de naci, maior de
40 annos, que a pouco veio do Rio de Janeiro, e
que ando va no ganho, com ossigoaes seguintes :
estatura regular, olhos avermelbados, secco do
corpo, com um ioelho inchado e um pouco cam-
b'io. Foi comprado ao Sr. Jos Paulo do Reg
Brrelo, no Cabo, que o comprou a ama senhora
do engenho da Serrinha, presame-se que anda
vagueando, e jlga-se que todas as noites vero
ao Recife, ladino e tem a voz um pouco rou-
quinba, dizem quo tem filhos no Cabo. Rtcom-
menda se este escravo aos senhores capities de
campo e s autoridades policiaca, e quem o trou-
xer soseustohor na ra da Cruz do Recife, ser
recompensado.
D. Francisca Senhorinba de Mendonca
Pinto e seus filhos, agradecem cordealmen-
le a todas as pessoas que se dignaran) assis-
tir as ultimas exequias de seu prezado ma-
rido e pii Severisuo Pinto, e de novo ro-
gara as mesmas pessoas o csridoso obsequio
de asiistir a misas que por alma do mesmo
pretendem mandar celebrar no dia 9 de
agosto, pelas 7 horas da manhia, na igreja
da Santa C'uz.
Vende-se por mdico preQO um excellente ca-
fa rioletjaveretratar, na ra do Aragio n. 37.
Cal de Lisboa.
Vende-se superior cal de Lisboa chegada alti-
mamente, e por precos muilo mais commodosdo
que em outra qualquer parte ; no antigo e mui-
lo acreditado deposito da rundo Brum n. 66.
Vende se o seguiote.
Bramante com 10 pilmos de largura a 1J500,
riscadinhos escaros de cor Oxa a 160 r?., cassas
de eeres a 280 e 320 rs., oleados para cubrir
mesas a 2$, indianas muito boas a Ig, chitas a
160, 200, 210, 280 e 320 rs., cambraias de sal-
picos de cores e brancas a 400 rs., cobertores
brancos e escuros a 1200, 1*600 e 2. pannos
unos pretos e de cores a 2, 2J00 0,8a. cam-
. muv, uraiaa paia voruuauos a 35 a pec.a, ditas lisas a
a ra do 2#. 38, 4$ e 5J, tapetes muilo finos 1 6 e 75,
1 chapeos de seda e de castor muito finos e do ul-
timo goslo de Paris a SS i 9$, ditos de filtro fi-
no copa alta a 5>, casemiras para forro de cerros
a 18600, corles de dita muito fina para cicas a
43, pegis de eotremsios a 13, e finalmente ma-
dapoles, algodous, brins, bretanhas e oulras
muitas fazendas que o dono do estabelei'in>*nto
est resolvido a vender muilo barato afirn de
apurar dinheiro, dan!o-sc as competentes amos-
tras com penhor.

arcafa.
Vende-se na rus Direita n. 95 urna barcaca com
todos seus pertences a navegar para qualquer par-
te, e muito barata, de 12 caixas para mais : os
pretendentea ppdem dirigirse a Joao Baptista da
Rocha que lhe informar melhor.
Veode-se urna casa terrea ns freguezia dos
Afogadoa, com alguns commodos, concertada ha
pooco ; quem a quizer dirija se a ra Bella n.
34, a tratar com o abaixo assignado.
Jos Felii dos Ssnlos:
Cera esebo.
Vende-se cera da carnauba e sebo em velas e
em pi, em caixotos de urna arroba, e em barri-
cas, do Rio Grande, por menos prego do que em
qualquer outra parte, albos a 50 rs. a rxaunca, e
caf do Rio : na ra da Craz n. 33.
Na officina de carapina de Carlos Hesse na
raa doa Pires n. 28, ha para vender um ptimo
carro de 4 rodas ha pouco tempo acabado, assim
como um cabriolet de 2 rodas igualmente bem
feito ; quem os pretender, pode dirigir-so a dita
officina, que achara com quem tratar
Sebo do Cear.
Proprio para fabrica de velas ou de sabo :
vende-se em barrios a proco commodo; na ra
do Vigario n. 9, primeiro andar.
Boa compra.
Vende-sa o excellente engenho S. Joaquim,
silo na freguezia da Varzea, urna legoa por bom
caminho, moenle e corrente d'agua por dous
acudes, terrenos e mates aem iguses, pode sa-
frejar al 2,000 pies. Troca-ae tambem por pre-
dios o mesmo engenho, porrn s nesta praca ;
quem se quizer enriquecer em pouco tempo, di-
rija-se a negocia-lo na ra da Praia n. 53, ter-
ceiro andar.
Veode-se queijo do serto de muito boa
qualidade : na ra do Queimado o. 13.
Queijos do serto.
Vendem-se frescaes queijos do serto em por-
fi e por preco commolo : na ra do Queimado
o. 14, 1' ja de ferragens.
__ Precisa se de urna ama para o servigo de
casa de pouca familia : a entender-se na ra es-
trella do Rosario n. 22, segundo andar._________
Aluga-se um mulato cozinheiro e urna es-
crava quitandeira. que tambem cozinha o ensa-
boa : na ra do Imperador, no sobrado n. 55,
terceiro andar.
Aluga-se
urna negra boa cozinbeira a propala para todo o
servico de tima caa; a tratar na ma da Cruz
numero 57.
O abaixo assigoado pede por favor a quem
se constituir seu credor, que nestes oito dias lhe
lirem suas contas do que lhe deve da sociedade
quetevecom stu aobrinho M. Pedro de Mello
Recife 3 de agosto de 1862.
____________Aotonio Josquim de Mallo.
Atteneo
o
As pessoas que se julgarero credoras da fioada
Marcelina Rita Maris de Oliveira, qaeiram apre-
sentr suas contas devidamente legalissdas, na
ra da Cruz do Recife o. 51, segundo andar, aflm
do sersm atteodidas em occasiao competente, isto
no praio de 3 dial,
Superior caldo Lisboa.
Vende-se superior cal de Lisboa chegada lti-
mamente, por precos muito mais commodos do
que em outra quslquer parte : no antigo a acre-
ditado deposito da ra do Bram n.66.
Candieiros do gaz.
Chegou para a loja da Victoria os melhores
candieiros do gaz, que tem vindo ao mercado,
por presos commodos : na raa do Queimado
n. 51.__________________________
Ra da Senzalla Nova u. 42.
Vende-se em casa da S. P. Jonhston & C,
sellins e silhoes inglazos, candieiros e castigaos
bronzeados, lonas ioglezas, fio da vela, chicotes
para carros e montara, arreios para carros da
am i dous ovillos, e relogios de onro patente
ingles.
*s5ssfiiettte-
cabadle
ciegar ao nov
armszem
DI
^Bastos k Reg
Na roa Nova jnnto a Conccico fj
dos Militares n. 47.
Dm grande e variada sortimento de |
S roapas feitas, calcados e fazendas a todos g
GB estes se vendem por precos muito modi- S
7 fleadoscomo i de sou costume, assim co- S
S mo sejam sobrecasacos da superiores pan- C.
nos a casacos feitos pelos ltimos figuri- S?
nos a 269,289, 30} o a 35, paletots dos ||
9 mesmos pannos preto a 1CJ, 18J, 209 e gj
J| a 249, ditos de casemira desdr mesclado g
t e de novos padres a 149,1G9, 189,209 i
I e a 249, ditos de casemira de cor mes-
8 ciado e de novos padres a 145.16), 189, tt
ZQ$ e 241, ditos tceos das mesmss ca- Ssemtras de cores a 99, 109, 129 e a 14f, .
ditos pretos pelo diminuto rreco de 89, I
2? 109 e 129, ditos de sarja de seda a so- &
Sbrecasacados a 12|, ditos de merino do w
cordio a 129, ditos de merino chinez do S
_ apurado gotto a 159, ditos de alpaca ^
H preta a 7g, 89, 99 e 109, ditos saceos M
3 pretos a 49. ditos de palha de seda fa- ':
W zenda muito superior a 49500, diloa de *
22 brim pardo e de fuslio a 3950, 49 e a
j5 49500, ditos de fuslio tranco a 49, gran- I
\j de quantidade de calcas de casemira pre-
S la e de corea a 79, &9,9J e a lOg, ditas ||
pardas a 39 e a 49. ditas de brim de co- -js
res finas a 2(500, 39, 39500 e a 4#, ditas
de brim brancos finas a 4500, 59, 5{500
e a 69, ditas de brim lona a 59 e a 69, I
colletes de gorguro preto e de cores s 9
59 e a 69. titos de caserna de cor o pre-
tos a 495C0 e a 5$. ditos de fuslio branco S
e de brim a 99 e a 39500, ditos do brim *
lona a 49, ditos de merino para lulo a 49 3a
e a 49500, calcas de merino para luto 1 *>
49500 e a 59, apas do borracha a 95(00. S
Para meninos de todos os tamanhos : al- 9
C's do casemira preta a de cor a 59, (Sel
7g. ditas ditai de brim a 2f, 3i e a 39500, S
paletots saceos de casemira preta a 69 a
a 79 ditos de cor a 69 e a 79, di- Z
tos de alpaca a 39, sobrecasacos de pan- m
oo preto a 129 e a 149. ditos de alpaca a
jr:ta a 59, booets para menino de todas |
ss qualidades, camisas para meninos do
todoa os tamanhos, meios rices ve tidoa
da esmbraia feitos para meninas de 5 a
8 annos com cinco babados lisos a 8f e
j| a 129, diloa de gorguro do cor a de lia
i a 59 o a 69. ditos da brim a 39, ditos de
cmbrala ricamenteborbados para bapli-
sados a muitas oalras fazendas a roipaa
feitaa que deixam da ser mencionadas
pela aaa grande qaantldade ; aatim como
retebe-so toda e qualquer encommeoda
de roupsa para ae mandar manufacturar
a que para este tim temos am completo
sortimento de fazendas de gosto o urna
grande officina de alfalate dirigida por um
hbil mestra qaa pela sua promptidao e i
perfefcao nada delxa a desejar.
en mmm mvnmmmm*
Vende-se urna taberna na ra das Cinco
Poolas, propria para principiante ; a tratar na
mesma roa n. 69.
SYSTEMA MEDICO iiOJELLOWAT
PILULASHOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, compro intetra-
mente de hervas merlicinaes, nao conten. ..... .li-
rio nem alguma outra subienda deit'teria. 6>t
nigno maislenra infancia, e a eompU/:;5o reas-
delicada, igualmente prompto fjam r ,r,
iesaneigai o mal na complec,o mais roasuo
;enteiramenle innocente em snas operarnos *-
(titos; pois busca e remo\e as doencas Jo ,
quer especie e grao por mais antigs o tana, t
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas rom aja)
remedio, muitas que j estavam s ajajM fa
morte, preservando em seu uso con c
recobrar a saude e lorias, de>ois -le Y,\at lcu-
,1o intilmente tojos os outros remedios.
As mais afflictas nao aaoooa entrt;>r- -e n -
espera^o; faqam um competeoio aMasia '1
efficazes eff'.-ilos desta assombrosa rr. !' ra, 1
prestes recuperarlo o beneficio da satidu.
Nao se perca lamas em lomar e-u in
.Vara qualquer das seguiites enfrmi.lades :
ccidenies epeplicos.
Alporcas.
A raplas.
Areias ( mal de) .
Asihma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exlenua-
jao.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga;
nos rins.
Dureza no ven tro.
Enfermidade no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca.
Herysipela.
Febre biliosa.
Febre intermitente
Vendem-se estas pilulas no astabelecimaia)
geral de Londres n. 114, Slrand*. a na loja
de todos os boticarios droguista e outras pesseas
encarregadas de sua venda em toda a Ameiica
do Sul, Havana e Hespanba.
Vendem-se ss bocetinhas a 800 r oa
urna dellas contem urna instrucfo em rt>i-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito gtaal em casa do Sr. 9aaa
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
Attencao o Vigilante
Que acaba de receber os liclr-s cellar cena
caracolstnhoa de ra-rlT) toteiraaeote en>* r n,
propriamenie para p^scrco, qu .< ti-n-t or
baratissimo preco do I9OOO a 39010, e> awooti
pessoa alguma que deiie de coaprar roa* ata
elegante; tanto para sechuras costo para crate
l no Galo Vigilante, ra do Crespo o. 7.
Febreto da especie.
Colla.
II. morrhoiJas.
liy.'rnpesia.
Ictericia.
Inilinesaes.
luli.'. rmiitv^ a.
IrrrgulariJaJrs do
ansiruac,ao.
Lcmbrigas da toua es-
pecie.
Mal de pe-ira.
Manchas na ruti.',
Abslruc^o Jt* veu.ra.
Fhtysica ou ror>sump-
(o pulmonar.
Retenc,ao de ourina.
Kheumalismo.
Symptomaa secanJaric:
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (malj
Manteiga ngleza flor a
800 e 720 rs.
Manteiga frenc-za a 640 rs., chi a SjCO t:.
caf lavado a 300 e 240 ra., esprraaaceie a CSB
rs., arroz a 100 rs., queijos a IfCOO. ira a
Lisboa a 480 e 400 rs., azeile doce a 720 ir., vi-
nagra a 240 ra., arroz de casca a 160 ra. a ew.
milho a 200 rs., sabio maca a 180 ra ireriea*
a 280 rs., azeite de carrapato a 320 r. a farra' :
no armazem da estrella do largo do Paraiz >. 1.
Veodeot-so lachea do forro coaio ie
mais acreditado : na roa do B-um, araaaoa i
ssiacir de Jos da Silva Le yo & C.
Rosas artifciaes para cabelle
A.L. B. P. teodo recebido um variado aovil
ment do bonitas rosas qoe so eetao osando par
esbeltos, o de pannos coaateiha da votloae, iua
do papei toda s, aa maia ricas qoe ao po> **-
trar veode-se aa cas doQueissado a. U, Lja
do beija flor.
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
wmmmmm
^mmmmm

1MUTILAPQ
r


s
6
- -
^ -
AftlU M PEMAMIOCO TEh4> PEIRA ? DB ACOST DI 18,1
a mais nova a 640 rs. a libra, ra barril a 600 rs.
29000 ditos ch-
VENDE-SENO ARMZEM
PROGRESSO
DE
Francisco Fernandes Duarte
8 largo da Penia b
aalquer m^Z.SS? 't"1 V?* mercado Pr men< 10 por canto do quo em outra
judiquer parte, garantindo-se a boa quahdade, por isso roga-se a todos os Snrs da n. J.
' ^quarSpaaLm ^ dlBw,*t de ** e *< k^^f^1:tlr>S0T-6eS-Jr a800rs' ,ih >bem *me par.
memo!' em PrSa' ,aDt de uma ualidade "" outra se fas abati-
Twm* ilJ1 VaSi6m CaXSS "" dUM arrbaS Pr mG0 e em libra a 50 *
"^W.i^i1'-6-- d P^ra qU,lidade a 850 a libra, a.
"Atrntoiga f rKitetxa
t***}" dorttai mui(0 frescoschegados nesle nIfi ra
^ gados no ultimo navio a 19800.
Quilla prata
G\i livaactn mais supe"or que lem vindo a este mercado' 80rs'a libra#
qualidade. "^ ^ h n0 merCad 8 2*800 e *200 lbra fi>S
ftla ik qUe !8 Pde deSe^ar n9St 8enero a 3$000 a ,ibra-
^ a peto homeopathico a 2|200 a libra em porclo se faz abatimento.
2l0W.ftOirOS d paV transad0 a 230 rs* e 8m "i"8 40 cartas por
fto,D. ..T^ confitadas, propnas para mimo, contando mais con-
fetes eassucar candido por 1000 cada uma.
Saa*80K..Hb" da8librasche8adasalm4mente a 29000 cada una a a relalho
- d soda em latas com differentes qualidades a 19440.
SOltAXlMna i .
,,,. 'ngezaamais nova que no mercado a 49000 a barrica e a relalho
a ov rs. a libra.
i ImlMlM fl$* de superior qualidade Porto, Figueira a Lisboa 500, 560 640 rs.
a garrafa, e em caada a 39500, 49000 e 49500.
ASengmftfodoS Ducado Porto, Lagrimas do Douro, Carcavellos, Fei-
tona volho, e deoutras mutas marcas acreditadas a 1#200 a garrafa, em caixa a 129
tambera ha para 19000 a garrafa.
-riBAMpmlM aas marcas mais acreditadas a
l800
aSflVftJfs a garrafa.
~"*^ francezas e portuguezas era latas de
$&*.'.$* tkn t$aiato
AaMbuM. f
..u0 o mi pui i#uu, anas com libras por
:%I&3itVida$ de casca moia rauit0 novas t 320
BlOZeSa 120 rs. a libra e em arroba a 3$000.
Met?i, mac fu ta\Wiu&
ba por 6J000.
EttralUaka..
sem se
gundo.
a boa
if* H-d2 Qae'maJ0.n- 55 I miudea. de
Jo. de Ai.vedo Hala Silva, conhacldo por Jo-
ae Bigodinho, est Tendeado pelos prtcoa aoa
erea de .epato, d. tranca saperiores a
Fra.co. da agoa ambritda a melhor a
Ditos da dita, fraacos grande., a 500 e .
Cartas de .lfioete. fraoceies, a.....
Pacotas de papel amizade, a........,"'
Cana com papal de diversoa goatoa, a."
Pares de sapatos de la para mecios a
Varaade bico daallbaa, a.......
Cordaa para violo multo (raacaa a no'l
Frascos de banha Philocoma Ve'rior'a'
Ditos de dita de arco, a........
Ditos de cbefroa muito finos, 5'a'.'." "
Cauaa comapparelhoade metal para di-
vertir meninos, a...............
Varaade franja para eorlinads'a Voa-
loas,a ...........
C,ei* a* lioha >'* i 500,"6'
oiiojardaa, a..................
Barra com.phoaphoroa o meinore bo-
nitos, a.....................
Msaioade linba fina para borda'r.'a"" '
Tr.nga de lia de todas as corea a oeci*
Paca, de flt, Je cs, toda. a. largue? a"
lo'in ,<>U5' **** nl-
Pesas de fita,i da lin'hois'a's'upeVioVeV.a
D tos da d lo oleo, muito auperlor.a. .
D toa de oleo babosa snperior. a 320 e.
160 a'..q" Cbran>' mit' ""o. S
gaa"per1or''6.P"" UDlp" 'den,ei' mu"
"toztr: t^t! -a'a:
Pioea de flandres, pintados muito" bo'nl-
WES!? *"" ***"doi me:
wasfisT da'g"- '**>
DlLrBd.Vanel" I" f0lh8' m'ttU' 04'.
Lionas da onr A* ii*,-
tiaaimaa.
Linh.a da gaZ de toda. .. qualidade". a fcfZ
180
400
600
100
700
700
S00
80
80
1000
500
800
400
200
160
160
S40
40
820
540
40
40
MO
100
500
500
160
160
300
500
240
120
Relogios.
Vende-se am casa da Johnston Patar 4 C,
- -i do Vigario n. 3, um baHo sortimento da
elogios da ouro, patate inglaz, da am do. mais
afamados fabricantes da Liverpool; tambera
urna variedad, da bonitos traacollins para os
mesmos.
gjMewM wmm mmmmmm
Loja das 6 por-*
tas em frente do Livra- S
ment
Baloes de 15, 20. 30 e 40 arcos.
Grande aortimento de baldea de arcoa
o. melhores neati fazenda e grandes,
mili" raDCza, lras eacuraa a S2U e
240 ra. o eovado, ditaa aatraitaa miadi- rt
nbaa a 160 ra. o eovado, cambra!, lisa M
8 par, forro com 8 1|2 varaa a 2 a pe5a, 2
ditaa fina, a 3, 4. 5# e 6j muito flnaa. S
ann1 'PUMBfco com 8 1|2 vara, a S
m ojauo a pe;a, cobertai alcozoadas braa- 1
ca e de corea para cama a 4S500 e 5f,, L
""> de corea francezaa tinta, aeguraa 1
I a 320 rs. o eovado, pe$a de bretaoha de 5
rolo a 3J. algodlo trancado alvo maito
5 largo para toalbaa a 19 a vara, enfeitea a
Garibaldi todoa pretoa a 5JJ cada um. len-
cos braoco. com barra 4e cores a 120 ca-
da am, roapa feila da todas as qaalida-
8 dea mnito barata,, a loja eat aberta at
aa 9 boraa da noita.
*mmmmmmmmmm%
Aos-brs. consumidores de gaz
Nos armazens do cas do Ramos os. 18 e 36 a
o, ra do Trapiche Novo no Hecife n; 8, aeven-
aegax liquido americano primeira qualidade a
"eU.D1_aDte negado a 14 a lata de 5 galaa,
fipSfigg
NOS ARMAZENS
e

__ "wa AMA/;iirts
PROGRESSISTA
DUARTE& C
36 Ra das Cruzes de S. Antonio 36
S.!;*!<>,.J>o*nii .
asum como lata, de 10
garrafa,.
e de 5 garrafa, a am
. Veode-ae uma
Lisboa
ril ; no
------. __a pui^au ae narria da ri a
propna p.ra obra de padrelro 4a o har
jrmazemdoT.izeiraPtiaB.,M?.^;rn
Nova atteocao.
asaos sxtassnsi
am outra qualquer parte.
2M por canto do que
Siatos para senharas.
Mobilia.
pedimos a todos os Srs. da praea a do
o fasaraa, ceos
que^outroqualqua, como a experiencia' o mostar por isso
15000 e 20*000 o gigo, a em garrafa a
oulras marcas conhocidia a 5500O a duzia a 500 rs.
1 libra por 640 rs.'
em tattas de 1 libra por 800 rs.
MoMWtVMI em latas de 1 e raeia libra por 1500, ditas com 3 libras
rs. a libra, era arroba por 80000.
a 400 rs. a libra, a em caixa com 1 arro-
Eofeites.
Cr..pn n! 7. **' '6 D 8,11 Tlgilante' rua do
Fivrilasparasiuto.
.at,rqo"."?Sifl?.l',!!e *0.COm m1"P"ola no
"ntro .a 13200, ditas da madreperola a 320 ditas
S!?'t,>m> : > no ggSffift
Vidrilno.
Lindoa vidrilhoa prelos e de core, pelo bar.
Para entreter o tempo.
O, lindo* jogos de domios a t400, lindas cai
lianas com 1020a d ^'-o?*- <">-. "r""" ca'
lo i pevide e arroz de massa branca ou amarella, a 640 rs. a libra, e em cai
xinhas muito enfeitaJas se faz obatimento.
ji$ <|1lt6S i,xados 0J raaisbara fail03qua ten, vindo a este mercado a 280rs.
taabem ha para 200 r3.
PteZUtoa lngUxS par. fiambre a 800 rs. tambem hamburguez para fiambre a
o'+ rs. a libra e do remo o mais novo que ha a 560 rs. a libra.
Sa\w*** !* muito novas a 560 rs. a libra eem barril se far abatimento.
1 JT l! m\r PetSC. qUe Pde haver Pr "* P^P10 a ^ 800 rs. libra.
*%tL*imm rau,Inovo a 289 1b-e<> -b,
OUTl^S em latasj promptas para se comer a 1800 cada uma.
Banhft de po?eo rafinaJ
DW y. efinada em lalas com 10 Iibs por 4300.
eP.-.3'M m mmuilofin>ealvaa440 rs. a libra eem barril a 400 rs.
iHtTioea edi bollo tran**.* .
M^T^n! \ 4UC31 propnos para mimo a 500 rs. cada um.
a libr lmperiaI do afamado Abran ede outros muilos fabricantes de Lisboa a 800 rs.
l&tla de Alperehe era lalas de 2 libras por 1*000 cada uma
MttM em VmetM j. j ....
:._ ^*u de doce em calda as melhores que ha em Portugal como m
jam pera, pesego, damasco, ameixas, ginja e sereijas a 800 rs. a lata.
MOCd* SeeCOS em calda, em latas, de 4 a 5 libras por 1500.
8M h6fiSpaDh01 '*500 rS' a,ibr4' *"" a i#100 dtlto portoguez.
800 rs.,afianca-seaboaqu9lJaJe. f"^at
Ser.a 1uaIidad ,ant0 do Rio como do Cear, a 320 rs. a libra am arr^K.
99000, dito mais baixo a 260 rs. e 7800 a arroba. ^ '
eVfl aSlo! Fr8Da maS D0Va d merCad a 24 "' ,ib"> e Porcao se fa.
*gjl muito novo a 320 rs. a libra e em garrafoes.com 5 libras, por 29000.
* MlMtt do reino das marcas SSS ou galega, a 140 rs, a libra.
* do Maranho alva e cheirosa a 160 rs. a libra e em arroba 49500.
Jf ei%8 d9 carnauba refinada a 400 rs. a libra, e em'arroba o 12000..
Mfclta 4*C refinadoa 800 rs,garrafa e a em caixas a 99000
^Jf?^W ^ L,Sb0a a 24 "' a g"raa 6 6m Canada 3 ,*800-'
^**j*0 cherez verdadeiro a 19500 a garrafa, e em caixa 149000.
Vinho braceo de Lisboa o mais superior que ha no mercadoorooiio n
640 rs. a garrafa e em canada a 4500. mercadopropio para miss
0S suspiros do fabricante Brando em meias caixinhas, por 2500.
_^ J suspiros do fabricante Catanho & Filbos em meias caxinhas a 29000.
AIbuC0**88 ^ ,0 rega'a Imp9ral' V,gan,9S' ePanao,fl,,as 29000 a caixa.
A U mU"*,imp0'"180r8, a,ibra' e em arroba W500'
?m ^ mUt Dva8'" m" ca"uma ancorel8'e 400 "*'
:. de Maranho a 120 rs a libra, e 39400 a arroba.
*L*b 4e hS' ,U,,d"deS d'Peix'que ha em ***a mm n
tlostat&a __. *m garraf6es com 25 a"' Pr 9#000.
Caixas de tartaruga e charu-
teiras de charo para rap
e charutos.
O tabaquista qae aprecia a boa pitada de Lis-
boa ou roesmo Princeza. Mearon ete., ate.
juato que compre ama bonita caixa de trtaras
toda marchetada com a qual nao ae envergonha-
ra de offerecer da boi pitada de aeu gaito a to-
do, oa circunstantes que ae acharem em aua ro-
da, mullos dos quaes louarao o aeu bom gosto
ASim como a caixa aecesaaria ao tabaquista
charuteira nao auparla no fumante e sendo
ella bonita como sao as de charao nochstas me-
bor ser porque com isso deixa conhecer quan-
S\SSS*m' P"r" S ,nai, "mo-
distas tambera ha bom aortimento n todos encon-
trarao baraleza uma vez que munidos de diohei-
br.Vc'nfiaT fUa d QueimaJo l0 d g-a
^otassa da Kussia
e Americana.
ttttvsrtttt&
mais barato do qU9 >m 0Mtr. q.|q.fi'r PparplP[e50
Na ra da Camboado Carmo loja n.
12, vende se toda a qualidade de mobi-
ha tanto ao gosto moderno como anti
ga, phantbasia etc. por preep mais
commodo do que em outra qualquer
parte, faz-se toda a qualidade de obra
de encommendacom a maior brevida-
de e o maior apuro da arte.
* "-nde I
i
i
I liquidado por todo
I o pre^o, na bem eo- *
g nhecidalojadoSer-
tanejo.
Ra do Oueimado n. 45 J
Apparecam com di-
nhe^ ^ que nao deixaro j
I de comprar. S
ChiUs eacuraa flnaa a 160, 180 eOOO *5
rtes da vestido pratos bordados a
* V2. dt150t andera J
9,40, 50a 70g.sahidaa da baile 8
" eli 12* % camisa.
ahora a 2*000 e 3500, gollF;haa 8
-mbraia bordadaa a 500, 600. 700 2
-JO, 900 a 19, ditaa de fil bordadaa a 120 S
ra., casaveques defustao a 59, 69,7i.89.
meia.de aeda branca, e prela. para .e-
700 rs., laaade quadro enfeatadaa a
^60 ra. o eovado. cambraia prela a
l rs. a vara, organdys de cora, a
a vara, fil branco adamaacado <
ara cortinados e vestidos a 400 e 500 3
s. a vara, cortes de collete da ca.emira St
iordadoa pratos a 2 e 39000. dito, de
rollado de cor e pretoa a 3?, 4. 59 a 69 I
paletots de brim branco francesea 8
39500 a 49500. ditos da casemira"e Co- 8
rea a pr.toa a 149 e 169. ditoa da alpaca
preta e da corea a 3, 3S500, 49 a 49500, 3
camisas de peito de lioho a S&500, corle. X
ae colleta de orgurao a l500, la700 *
29200, 33 a 3S500. collete. feitos' d brim' 3
branco a 2500, dito. (eito. da gorguro
a 29500 e 39500. ditoa (mina 4. 5..* ?..
ais a pexeoaj
36 e Urs
casas qaasi
libra,
am barril a
29500 e 39500, ditoa eitoe de a.emra
59 69 e 79, ditos da fustao de corea a
1*500,, um variado aortimento de meias
para hornera e aenhora, grinald.a cora
flures, abalea de froco, espartilhoa, e lo-
da a qualidade de roupas feitaa para ho-
rnera que ludo.e vende por melada do
seu valor.
asteo-Braaco9alfaiate
militar.
astsp^sKstst
SYJ2XS&& d nor,e "o iPio, qu
ba a venda boloes do noo padro, seaundo a
ultima ordem do ministerio da guer?a venden
urna das abotuaduraa de padro antigo faz so
."5:rahS'r.r0nde l0'*" P9dldas- SiSm
tarrDem ha para tender o melhor panno azul in-
g. a o melhor velludo preto do Porto, faiedaa
& n" c" neU- P"?a' "Ufl e on5 re.
0-.0' Srs. offlciae.qne esto fora da pro, n-
cia podern renovar aua. conaignacoes fli.ndn
quanta certa^e os nutro, aanhorea Ke io" ve-
vMiXUra.De,ti,Ca" podem manda-la, .$-
le.? UmlU.ei lemp P'[a d,a P^cnr.cao de-
/J 1'a"1"110- companhando am. carta de or-
.. SffS3S M oieniaa que forera preci-
ja'noleaf*A '" ^X^" ""-Ondancii .
Joaquim Rodriauea Tavare. de Mello ra do
Oueimado n. 39 Tambera ha galao de o'ur ,!
gg^jjT fr'Cei" P>ra "faUto' "' "5-
A loja d'aguia oranca, ra do
Queimado n. 16.
.^Racebea pelo ultimo vapor o. .eguinte. ob-
Bonita, lig., de .eda para .enhora.
Grande, e bem tecido. bande.tie dina.
Aspa, de ago. eflt.el.atica para eaa da halan
^n*ea.gr.nde.raui bonita, e bom vesida.
Bonitos b.uznhos com 9 fra.co.de cheoa
trSir Ulnh" C0.m 6 dil04de lito.? rM*
Lindos boies de banha para
presentes.
A loja d'agula branca acaba de receber lindoa
boloes de porcellanadoarad. com flo. banha
Moendas < meias moendas.
Taixas de ferro batido e
coado.
Machinas de vapor.
Rodas d'agua.
Rodas, dentadas etc., etc.
Ru do Brum n. 38, fundicao
df D. W. Bouman.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. idem
de Low Moor libra a 120rs.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P
Johnston; 4C, ra da Senzalla Nova
u. 42.
m.vioeae io.eripcoee.o qa.e. por.ua, delicada
xa. e perfels.atorn.m-.e digno, par, "
les, e com especialidad, na actual qu.dra "
goatardobora dirigir-., com SSbSTZ
do Queimado. lojad'.gui. branca n.16, q. lchY-
r em que bem o eropregar. H
iWttrua ngleza muito aova a iSBnnn .*
Alm dos gneros cima mane onaSos eCotr'.T *"*""? "A"' P0"'
mat j .j .. a...j._. .?s en>nirar6 o resoeitave du. co nm mi*
meato de lado que tendonte a molhades.
publico um completo serti-
So.hall Mellors & C, tanda r*cebido or"
dam para vender o aoa creacido dapoailo da ralo-
| gio. v|alo o fabrcenla ter-aa reUrado do naco
co ; convida, portento, a patete que quizaren,
po..uir ni bom relogio da oaro ou prat. do T
labre fabricante Koroby, a aproveit.r-ae da oo-
port.nldade aera parda do tempo, para vir ao-
rpdoiT?.oPrirBms: pre9 **
FDileiro e vidraceiro.
Grande e nova officina.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Na.te rico e bem montado e.t.belecimento en-
ontrarao oa fregueres o mais perfeito, bem ata-
fado e barato no tea genero.
URNAS de toda. a. qualidades.
SANTUARIOS qua rivalisam com o iacarandi
BANHEIKUS de todo. o. lamanho..
SEMICUP1AS idem dem.
BALDES id.m idem.
BACAS idem idem.
BAHUS idem ida.
OLHA em caix*. de toda. a. groaaura..
FRATOS imitando em perfeicao a boa portel-
lana.
GUALEIRAS de toda. a. qualidade..
PANELLAS idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e (landre, p.ra qa.l-
**(>* ortimente.
VIDROS em caixa. a a retalho da todoa o. t.-
Qiand.ndo-.emanho., botar dentro da cidada
am toda a parte.
Recebena-ao encommendaa de qaalqaer Data-
ra", concert, qua ludo aera deaempenhade a
contento.
Manguitos e gol las de
cambraia ricameiite bordados
Vendem-.e manguito, a ollas de superior
;"' ncmo"o bordados pelo insigniflcmte
prego oe S$ o par de manguitos com ama olla
aenaoques*,mprecustaram6$ cada par, atsiro
poiarecommenda.ee aoa amigos da tanta eco-
noma que aproveilem a boa oeca.iao, dirigi-
f.'"-t5?.",ta,,toi* = "*
aSSaSSS?^as*
Manteia franceVa"" T '"*^ *"""""'m m'"
Bollo frunc i
Peras spp m mfon^ZT^"d8 *librM nui, *'" ""*-
M.lhoalpistaepainco.160l,.lik.
Cha i1U^im mais esPecial 1U8 P Cha ^S^n "*' qUe Se pdi dese" d' 240<> *800 a libra.
ranoxll flir S6 Pd6 deS<>ar DeSt 8ener 2 ",ibra a* o ord.D.r,o.
0UeijO8flIengOS cbegados nouiim9v,por.S.i,700.
fosero ea,xinhas JS^"1*
Amendoas da casca mole. ,n ,.
Araeixas franceana. ,*Zl,"Z "'?^'"
Marraelada su perior """ *"-
aua .upenoi ,o,|h0rd0 mml,m ,,, d.am,. ,70on. .,k.
Doce da casca da goiab ,800. oc,ilSo
^atas com frutas em palris
alparxe.600rs Ca como poc^o, damasco.^., iIMSM .
Amendoas coufeitadas com dlms cores, 80o
Hit s a m a ri- 8"r,fa-
'^Ltt&Zi'vT'. ^ffNaa**- *3* a.
a vw rs. a 0,.r.,.. 0 g'g0^ognhac omelBorqe se pode Ajsejar
Genphr T********em 8"ra5es de 16 8"rar"" 000 .
ViSoKS; Tsub,ime qut tom Yindo now -* p-
rasqueira com 12 frascos de gen9brjl de Holandt |goQ
jrratoeS com 5 garrafas de superior vinagre a 19000
Vinagre puro de Lisboa ,240 M ,o ,
Marrasauino g,rrafa'' 1,80 .
MM^to m",SUPer-0rqU9 S9Pdfl dMeiira 1M0'"*
Vck de Carnauba ,n500aarrob. .380a.br..
AUCOretJS comazeitonas as melhores do mercado a 10400.
^a iv'.fhH "r0ba he8panh0,aC0ntnd0 macao ulharime'.letri. 6*)00.
JUULiminS com diversas qualidades de massas coao s.ia Mtr.inh,
e 640 rs. a libra. *ja M,r#ll0Qa Evide etc ., a 6#000
Chouricas e Paios ,,.
Prez u ntos os melhores do -* seo rs., Irbra.
i leZUniOS o quesepodedezejarde bom a 640rs. libr..
^ngUlCaS finas em latas j promptes a 1600.
Tlnrinhn, *"***" parg'',Dgwdosa
; re,B 32 1br d D0'' 28 velho.
palitos i-dos i;:;::i: .rr-*so -
Fr vf/re VC PaU,ad 'IU0 muU "pariQr 4mo a "
rtmOb dO g-aZ 23>300 a groza a 20 rs. a caixlnha.
Satj' 'm P,COtS d8 "^ ma ,br> a ,6 "' f- W rs.
wg iu fflull0 Bovo 2g0 a ,jbra e Mvadinha 20Q ^^
srfenS: mr:zvT:'mmtm i**.....*
CaixinhaS elher do mercado de 8W00 a 95500a,rroba.
^u tjmf.SSSSZiBS^^
nrvilhas portuguezas e francezas ,
a lata. lf *"*">*** fego verde de 640 a 72# ff.
^a Vel em latas chegado no ultimo vapor a 1&600.
Bolaxinha de soda .
f 11 em Ia,as MM
J-ientiilias francezas mtK .
Presuntos fiambre t T!?""eguMd'20*aKbra'
Massa de tomate 2 t mercada 64""a nbra'
. eem potes de vidro^^^
Bo achinha Cracknel i.iB..i.,^itfafl0i4iM0.a4ii
KalaiOS f ra I IC^ZeS de diversos tamanhos de 320 a 600 rs. os maiore. Blfmi
para meninos a 80 rs. cada um. "racas
A VeaaS chegadas ltimamente a 320 rs. a libra.
Sardinhasde Nantes,i00. ,,.u.
Aieita doce refinado 99 a caix.. soo r..,g.rr.(.,
mXTSt ,m MCC08 da 5 arrobas do Terme|h0 a 2550O.
LICOrp.grarntfinM^ehaB0,MrC,,d0 "** **- *. Varoo
AUm os gneros annunciados encontrar o respeitavel publico ludo qua for norun**
te a estes estabelecimentos. Os proprletario, Uatifc. qoe estes u2 so S. paTSSl
S J m,Dd,rdm SflU Jcon,Pe1tem8 imP<>rte 'lo ornis freguezas de vro lertm .
lar-so palos procos acostumados, salvo aquellos do fita fe meZj w
soja.-
' l
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO 1 MUTILADO 1 ILEGfVEL


bUAlO fil {SKRAIUOUO tilk FEltU DI AGOSTO DK IMS
l
Ricos basquiaes.
A loj d*bM ffeeoboa periori biitjviDet
de multo fio* cambraia a imiiagio di de liohct,
bordadoseenfeitado.com apando p>0,t0 os
vende plo barato prego de 89 cada. 10. lando
ido empre .en evito I69 2Q5, ar rusem-se
pois em compr.-lo. ni mencionada loja da boa
f, na ra do Queimado n. "1.
NO
Torratior,
18Largo do Trfo--23
Uaotelga ioglez. Dor i 800 t 960 ri. a libra,
dita francez. a 640 n.. baos, de porco a 400 ra.
a libro mansa amito finaa para sopa a 400 r. a
libra, queljos do reino a 29.ditos do atrto a 560
ra .a libra,et reja da melhores mareaa a 500 rf. a
garrafa, sardiohas de Naotea a X)0 ra., touciobo
a320ra., bolachinha ingleza a 350 r; a libra,
aiatm como ae rende outroa muiloa geoeroa ba-
ratitsimoi, passaa a 400 ra. a libra, sao muilo
oovai. e ae alguem duvidar veoha ver no Torra-
dor largo do Terco n. 23.
Acha-e renda no eicripioho da Aoioni
Luizde Oliveira Az.vedo &. C, ra da Cruz n. 1
a obra eacriptapelo viicoodo de Uruguay,Eosaio
Sobre o Direito Administrativo; delxamoa de le-
cer elogioa a eata obra, baata o nome de eu al-
tor para a tornar recommeodada, duoi Totumea
em brochara 109, eocadernado 12$.
Vende-ie un> casal de pavea e ama rotula:
na ra do Imperador n.27.
Com 2:0008000 a vista e o maia em urna
casa terrea, faz-ae este negocio com a metade do
obrado rito oa ra da Concordia n.34, ediQcado
a pouco mait de 5 anuos, com bastante* com-
modoi para grande familia, muilo fresco, com
m grande terrario no (uni em que se pode edi-
ficar, cuja metade rende 349 mensaea. Tambero
faz-ae outro qualquer negocio urna vez que aeja
Com a quanlia cima vista, que para o pro-
priettrio livrar-s de um fl-gallo : a tratar com
o agente Guimarea em seu cscriptorio na ra da
Caaeiado Recife o. 3, primeiro andar, das 10 ho-
ras s 2 da tarde.
Assenhoras floristas.
Na ra Formosa casa n. 29, ha para
vender papel para azer flores, folhas de
roscira soltase atadas em palmas, sorti-
das em tamaito e as melhores que nes-
te genero se tem visto, ditas em velludo
verde perfeitamente assombradas, bor-
rachas e p incas para frisar as flores, flo-
res cortadas em suas caixinhas, carre-
teis de rame coberto para talos de flo-
res, clices para cravos e rosas, arraig-
nes ou apndices para as mesmas, e ou
tros objectos que sao mister ao traba -
lho de tal arte, o que tudo se vende por
preco commodo.
Vndese por 80$ um piano deja-
caranda', raaneiro e em bom estado,
proprio para quem quizer aprender :
na travessa do pateo do Hospital do Pa-
raizo, sobrado n. 16 defronte do n. 30.
Enfeites p&ra senhora.
Os melhores enfeites pretos e de cores que .p-
parece a 55500, 69 e 6.1500 : na loja da Victoria,
na ra do Queimado n. 75.
Caixinhas e cabazes para
as meninas trazerem
no bra?o.
Mailo lindas caixinhaa e cabazes para meninas,
de 100 ria al #500: na loja da Victoria, na ra
do Queimado o. 75.
Franjas pretas cora yi-
drilho e sem elle.
Ricos sortimentos de franjas pretas e de corea
com vidrilho e sem elle : na loja da Victoria, na
rae do Queimado n. 75.
iohasde peso verda-
deiras..
Liuhas Anas de peso verdadelros. meadas
grandes a 240 ris : na loja da Victoria, na ra
do Queimado b. 75.
Phosphoros de seguran^
Phosphoros de seguranga, por que livra de in-
cendio, a 160 ris a caixa: na loja da Victoria,
na ra do Queimado n. 75.
Baleias para vestaos.
Hlelas muito grandes e boas a 160 ris urna
na loja da Victoria, na ra do Queimado n. 75.
Linha de croxei para ia-
g byrintho
I melhores lionas de croxel para la byrintho,
novailos moastros s 320 ris um : na loia da Vic-
toria, na ra do Queimado n. 75.
Luvasde Jouvin.
Vnde-se luvas de pellica de Jouvin brancas,
para Mohora, ltimamente ebegada* : na loja do
beija flor, ra do Queimado n. 63.
Luyade seda.
J2?dLl"*?! de neitads a 1J600,
29000 19200, ditas flo de Escoisia brancas a r.
700. ditaa de coree 800 ris, ditas de algodao a
280 ris ; na loja do beija flor, rea do Queimado
numero 63.
* *-'
Escovas.
Veode-se eaeovaa para dentea finas de diversas
qaalidadea a 120, 160. 320. 400 e 500 ria :
loja do beija-flor, rus da Queimado o. 63.
na
Jogo (le domin.
Vende-se jogo de domin finos a 1<200 : na
loja do beija-flor, ra do Queimado n. 63.
Botes para punho.
Vende-se botes de punho finos de diversas
qualldades a 200 rcla o par. que tambera aervem
para manguiloa de senhora : na loja do beija flor
ra do Queimado n. 63.
Fazendas pretas
superiores.
Grosdenaple preto multo anperior pele dimi-
nuto preco de 29 o covado, panno preto muito fi-
no a 3, 4, 5, 6, 7 e 9J o covado, eaiemira preta
muito fina 2g, 23500, 3, 39500 o 49 o covado,
mantea pretas de blonda multo aaperiorea a 129,
manteletes de superiores grosdenaples pretos ri-
camente bordado* a 359, sobracasacas de panos
preto muito fino a 309, casacas tambera de panna
preto muito fino a 309, paletots de panno prele
fino a 18 e 209, dito* de caiemira de cor mes-
dada a 189, superiores grsvatinhas eetreltaa a
19, ditaa de setim maco a de gorguro muito a
periores para daas voltas a 29, ditas e.treitlnh.i
com lindos alQoetes a 99, superior gorguro pre-
to para colletea a 49 o corte, ricos enfeites pretoi
a 69, e assimoutraa muilaa fazendas que sendo a
dinbeiro 4 vista, vendem-se por presos muito ba-
ratos : na rea do Queimado n. 52, na bem conhe-
cida loja da boa f.
Occulos.
Veode-se oeculos finos de armacio de ac, a
29,19. 640 e 400 ris : loja do beija flor, ra do
Queimado o. 63.
Ricos sitos dourados.
Vende-se sintos dourados a 29, ditoa de fita
com Avalla dourada a I50OO : loja do beija flor,
ra do Queimado n. 63.
Enfeites para cabeca.
Vende-se requissimos enfeites para cabega com
ranja, e sem ella pelo baratsimo prego de 51
e 5S000, ditoa de vidrilhos a I96OO ; na loja do
beija flor, ra do Queimado n. 63.
Carteiras.
Vende-se ricaa sarteiraa para guardar dinbeiro
deouro e prata a ScOOO. 2J500, 19000, lg-280 a
1#500 : na loja do beija flor : ra do Queimado
numere 63.
hicos Casquines
A loja da boa f receben superiores basquines
da muito fina cambraia a imitago da de linbo,
bordados e eofeilados com apurado goato eos
vende pelo barato prego de 89 cada um, tendo
sillo sempre seu cusi de 16$ e 209, spressem-se
pois em compra-loa na mencionada loja da boa
f, na ra do Queimado o. 2.
Superiores atoalhalos
adamascado.
Superiorea atoalhado adamascado com 8 pal-
mos de largura a lg600 rs. a vara : a ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f
Damasco para colxas e para
ornamentos de igreja.
Vande-aa muito superior damasco de l de
urna s.6 cor, muito proprio para colxas e para
ornamenloa, coro 6 palmos de largura pelo ba-
rato prego de 28800 rs. o covado : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Verdadeira pecbincha.
Vendem-se cortes de superior gorguro de se-
da para colletea pelo baratissimo preco de 1$,
29 a 39 o corte : na ra do Queimado o. 22, na
bem conhecida loja da boa f.
tara os tabaquistas,
Lengoa muit finoa a imitarlo doa de linho de
muito bonitos padroea e de cores fizas muito
proprios para as pessossque tornam tabaco, pelo
barato prego de 43800 e 5)500 a duzia : na ra
do Oueimodo d. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
Bramante de linho.
Vende-se muitn superior bramante de linho
com duss varas de largura proprio para lences,
pelo barato prego de 23400 rs. a vara: na bem
conhecida loja da boa f, ua ra do Queimado
n. 22
sa da liissia
Vende-se emeasa deN. O Bieber &
C, successores. ra da Cruz n. 4.
Sintos dourados para se-
nhor
as.
Lindos sintos dourados para senhoras a 29200,
ditos de ponta cahida a 49, ditos de Uta a I56O :
na loja da Victoria, na ra do Queimado 11. 75.
Ricos espeiiios t
moldura dourada par-
sal as
Chgou para a loja da Victoria urna pequea
porgo do ricos espelhos de varios lmannos para
ornamenlos de salas, affiangaodo-se sereno os
melhores em vidros que tem vindo : na loja a
Victoria, na ra do Queimado n. 75.
La
para
bordar.
Lia muito boa de (odas aa cores para bordar, a
79 a libra : na loja da Victoria, na ra do Quei-
mado n. 75.
Liohas co gaz,
Caixinhas com 50 noveilos de liohas muito fi-
nas do gaz a 900 ris a caixa, ditas com 30 no-
veilos a 700 ris, ditas com 10 noveilos grandes
a 700 ris, brancas e pretas : na loja da Victoria,
oa ra do Queimado n. 75.
Arara vende os palitos.
Vendem-se masaos de palitos finos com 20
massiobos, por 200 n.; na ra da Imperatriz,
oja da arara n. 56.
Para doces seceos,
Vendem-se mullo bonitas caixinhas redondas
* madeirs, de diversos tamanhos, forradas de'
papis de cores, muito Iioas, propriaa nica-
mente para doces seceos de qualquer qualidade,
pelo barato prego de 4, 5 e 69 a duzia : na ra
do Queimado, na bem conhecida loja do miude-
taa da boa fama 35,
Rival sem
1 igual
RA LARGA DO ROSARIO N. 56.
Enfeites
pretos e de eores muito bons a 59.
Sintos. .
Sintos dourados a I96OO e 39
Ditos fitas de velludo e flvella de ac a 19500.
Tesouras finas
cora pequeo toque deferrugem a 400 rs.
Ditas limpas muito bonitas a 800 rs.
Ditaa ordinarias a 30, 60, 120 e 240 rs.
Escovas.
Para limpar unhas a 320 e 500 rs.
Ditas para cabello a 800 e 1J.
Ditas para roupas a 400, 800, 19 e U200.
Meias.
Para senhoras a 2400 a duzia.
Ditas pars hornea: a 29400,29600 e39500;
Flores.
Ramos de flores arlificiaes a Ige 1>200.
Colheies
de metal proprias para o diario a 19200 a duzia.
DUasde metal principe a 4S500a duzi.
Ditas ditas ditas para cha a 29100 a duzia.
BotOes
parapunho rr,uito bons a 120 e 160 rs.
Ubres sterlinas.
Veodem se no escriptorio de Hanocl Ignacio
de Oliveira & Filho : 00 largo do Corpo Santo
n.19.
Para baptisaclos.
A. loja d'agua branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor a sus encommenda dos seguales ob-
jectos para baptisados, sendo lindas touquiohss
de setim mui bem enfiladas, e cada urna em
sua caixinba, sapatinhos de setim tranco, e de
cores ricamente bordados, e meias de seda, o
melbor e meis bonito posaivel. Agora, pois, os
pais qu* nao quizerem esperar pela generosida-
de das sfiihoras comadres, dirigirem-se logo
munidos de dinbeiro loja O'aguia branca, ra
do Queimado u. 16, onde bem podero comprar
esses galantes objectos.
Pero las falcas
ou aljfar de fina quedade.
A loja da aguia branca acaba de receber um
novo sortimento de superior aljfar branco ou
perolas falgas o qnal por sua perfeigio difScil-
mente se distingue das perolas verdadeiras e aer-
vem elles por sua extraordiaaria grandaza para
asgarganlilhas que presentemente esto em mo-
da e mesmo para outroa eofeilea e como sempre
vendem-se commodamente a 19, IgSOO e 1500
o flo: isso oa ra do Queimado loja da aguia
branca n. 16.
Para S% Joo e S. Pedro.
. J.rtlem~,e 5*ixDh com grande ponejo de
tM 0faU.,^dM' ,|8U8 confeilos pro-
prios para ofe.iejoaulS.Joao e S. Pedro, orlo
--
Para liquidaco troca-se
por prego barato um sanc-
tuario com as respectivas
imagens e mais as seguintes:
de Sant'Anna, S. Joaquim, S
Jos, S, Antonio, e do Menino
Jess; na ra do Vigario n
9, primeiro andar.
Veode-ae ama mobilia de amsrello, com
pouco uao : a tratar no pateo de S. Pedro n. 1.
Vendem-se caixes va-
sios, proprios para funileiro
e bahuleiro, a 1280 cadaum
nesU typographia se dir.
Chapeos de sol
com bouquet para senhora.
Eatre o. muitos e diverso, objecto. de gosto e
phantasia que a loja da aguia branca ha recebido
sobresahem estes delicados e novissimos cha-
peos de sol com bouquetr. Hoje que os indis-
pensaveis baldes n9o permitiera que as senhoras
andem de brego, faz-se de eerlo necessario que
cada urna tenha o seu chapeo de sol, e que esle
corrssponda ao valor, e bom goslo de um rico
vestido de seda. E' por isso que dita loja aca-
ba de receber como por amostra urna pequea
quantidade desses bellos cbapeoa de sol ornados
de Seas flores o que entre nos novissimo. Na
verdade elles se tornaos agradaveia aos olbos de
todos, e a senhora que oa comprar pode orgu-
Ihar-se de seu bom gosto, ao contemplar que
tracendo-o fechado figura-se-lhe um lindo bou-
quet, e aberlo represeola-se abrigada em urna
carregada roseira, emflm at oode pode che-
gar a perfeigio o mesmo o cume ao bom gosto.
S6 pena que viessem to poucos que talvez
nao cheguem para a vigsima parte das preten-
dentes. Costa cada um 209 porem a senhora
que os vir nao entera de os dar ainda mesmo
que seja preciso bulir n'aquellas moedas de pra-
ta que tem guardadas em sua bolsinba reservada.
As8im pois mandem quanto antes compra-loa na
ra do Queimado loja da aguia branca n. 16.
Bdnecas francesas. ^IttfPM&dpe da Minva fia
-bo.oc.afr.neez.. ricamente va.tida. "******W9 CilUVa, O?
Arara,
Fzenda com avaria da chuva para os
tregueres da Arara,
RA DA IMPERATRIZ N. 56.
Vende-, cortee do ca.s. do babadoa a 18600,
o J9500 o corte, pessaa de cambraias de
Veoo-oe
49000 o 59OOQ, e SfOOO bonecas do cor. com o.
olho. mov.dgo. IfOOO e 39000, n. ru. do Quei-
mado loja de miudezae da Boa fama, n. 35.
Fivelas de a50 para sintos.
Veodo-ao fi velas do eco par. ainto a 19500 rs. o
29000 D. ra o Queimado loja do miudszas
da Roa fama. n. 35.
Baleias.
Vende-se baleias 120 rs. cada urna aspa de ac
para briao a 160 rs. a vara, bande. 19500 r*. o
2^00 o par, na rus do Queimado loja de miodezat
da Boa fama, d. 35,
Cascarilhas de seda.
Veode-a. cascarrilh.. do seda para enfeitar
na ra do Queimado
vestidoa a 28000
loja do miudezas
a peca
. n. 35.
Meias de borracha.
Vende-se meiaade borracha para quem padece
de erysipela a 15J000 o par, meias do aeda preta
para aenhora l$0O0 o par o. ra do Queimado
loja de miudezas da Boa fama, o. 35.
Camisas bordadas e outros ob-
jectos necessarios para
senhoras.
Na loja da aguia branca acha-se um bello aor-
limento de bonita, camisinhas de flna cambraia
com bebadinhoa e mui bonitos bordados de no-
vse delicados desechos, as quaea servem mui
bem para os moderno, vestidos da frente aberta
o vendem-se pelo dimiouto prego de 39 cada
orna ; assim como bonitos manguitos abaleo com
golliBhaa de superior cambraia e fil e todos bor-
dadoa.com punhos virados e cada prpelo ba-
ratissimo prego de 2J. oque admiravel avista
da superioridad! da obra, e bem assim punhos e
gollinhas lambem bordados com bonitos botes
a 29 a guarnigo, e gollinhas solas igualmente
bem bordadas a 15 cada urna e manguitos a 800
rs. o par. A vista pois de um lao completo sor-
limeuto nenbumasenhora deixar de comprar
esses necessarios objectos tanlo maia quanto a
commodidade dos prego, convida e pira que to-
dos svjam bem servidos conven qu mandem
logo comprar na luja da aguia branca ra do
Queimado n. 16.
A2#500,sopavo.
Vandem-ae cortes de esmbraia brinca com 2 e
3 babadoa a 29500, dito* de tarlataoa braucos o
do core., com barra, o b.bado. a 39: na ra
da Imperatriz n. 60, loja e armazem do pavio de
Gama & Silva.
Perfumaras muito finas e
baratas.
Opiata iogleza a 18500 ra. dita franeeza a 500
ra., 640, 19000. oleo da sociedad hygienique
verdadeiro a I9COO o frasco, oleo babosa de Piver
29OOO,
aalplquinho.com 8 lit vara, a 29500. lenco
brinco, fino, a 200 cada um, dito, do core.
80 re., ditoa para rap a 120, e 160 ra. ra. cada
um ; na roa da ImperaUiz, loia e armizem di
Arara, n. 56.
Fazendas sem defeito, da Arara.
Vende-se corte, de chil. fina, com 12 1|2co-
vado. a 295OO. dito, de cass. da core. 29500,
ditos preta a 29500. chales de merino estampados
a 29o00, golinhaa para aenhoras a 500 rs., msn-
guilo. e gola, de liobo 28000 ; no ru. d. Im-
peratriz, loja da Arara, n. 56.
Rabadin da Arara
Veode-se b.badin com listra. de .oda, fzen-
da maito nova para ve.tido 500 rs. o covado,
dita com palmas solts. de seda, de largura de 4
1)2 palmo. 640 rs. o covado, laozioha para vea-
tido a 320 rs. o covado, ditas muilo finas a 500 e
640 ra. o covado : na ra da Imperatriz, loja da
Arara, n. 56.
Chitas da Arara e cassas
Vende-se chitas a 160, 180 o 200 rs. o cova-
do, ditas francezss a 220. 240 e 280 rs. o covado,
cassas turca a 280 o covado, cassss francezas a
280 e 300 r. o covado, ditas organdin a 320 rs.
o covado; na sua da Irrperatri, loja da Arara,
n 56.
Arara vende usto
Vende-ae fustao de corea para vestido a 280 a
verdadeiro a 800 rs. o frasco, igua balsmica 320 rs. o covado. leogoa de seda escuroa para ra-
' pea 19600. peg.ide cambraiaa las a 1S600 ,
de 25000, 29500 e 3800, maasos de paiiloa flnoa
pira oa denles a 18000, dita de Botot tambera
para os dentea a 1 $000 o frasco, pomada franee-
za em poa a 500 rs. e I90OO, 320 rs. sabonetes para" den tea" V 200 r.Tna" ruada mpe'r'a't'rU. tolo
muito fino a 640 rs., 800 rs. e I9OOO cada um na j da Arara o. 56.
ra do Queimado loja de miudezas da Boa fama,
n. 35.
Sebo do Porto
em caixas de urna arroba; na
ra do Vigario n. 9. primeiro
andur.
Grampos a balo
com pendentes dourados.
A loja d'aguia branca contina na recepgo de
objecloa do ultimo gosto, e por isso acaba de des-
pechar vindo pelo ultimo vapor esses delicados
o novissimos grampos de bonitas corea com pen-
dentes dourados o que de mais delicado se pode
encontrar. Essa loja como geralmente sabido,
tem sempre em vistas a commodidade de auas
boas freguezisa e por isso tem resolvido Tender
esses galantes enfeites a 29 e 39 o par, o que na
realidade muito mais valem. Convm pois que
a vista ds limitago do prego a aeobora que com-
prar um ou mais parea, nao se demore em par-
ticipar as suas boas vizinhaa e intimas amigas da
colIf gio, para que aa emiltem no aau apurado
gosto, e mandem logo comprar outroa parea na
loja de sua affeigo : que a d'aguia branca, ru.
do Queimado n. 16.
Vende ae urna bonita eacrava crioula, bas-
tante alta e bom corpo, de 20 annos de idade,
cozinheira, eogomroadeira, e cose, tambera se
troca por outra, o motivo deata negocio porque
a mesma escravano quer servir a senhora ; na
ra Bella n. 25. rasa terrea.
Madapolo da Arara
Vtnde-se pegaa de midadopalo infestado a 3J,
ditas de 21 jardas a 49400, 4,600. 590OO, 58500 e
69000 cobertores de algodao a 18000, ditos de pel-
lo 19500, roupa feita, palitos de panno trato a
63500 e 8(000, caiga preta de caaemira a 495C0 e
58500, aeroelaa de linho a I96OO e 29000, ca-
misas francesas a I96OO a 29000; na ruada Im-
peratriz, loja da Arara, n 56.
Bordados baratos.
Veodem se gollinha. do cambraia o do filo bor-
dada. 500 rs., manguito, a 1| o par, m.o||oiioo
com golla bordada do cambraia a IfCOO, # nrj|
bordada, o ntremelo. ; na ra da leaprratris .
60, loja do pavio.
70,000.
Vende-ae por 709 seguales objectos
em bom estado um fardo para guarda nacional
(caradores), banda Boa, borretlna, .dragona, (al-
teres], fiel par. espada, por ealo prego para quem
dreclsa aproveitar-se: na roa Nova o. 8.
Acaba de chegar para a
loja d'aguia branca, na o
Queimado n 16.
P. de arroz com booeca em bonltoa vasos du-
rados.
Dilo. dito tem bonec. em picote*.
Agua b.l.amic. par. con.ervago do. dados
bom balito da bocea.
Opiata iogleza para alvejar o. dente*.
Leile virgio.l caja utilidade rocoobocida para
tirar sardas.
Vinagro aromtico para quem soffre do tontic.s
o dor de c.bega.
ilhaa do cheiro para ae perfumar aposento..
tfflla o.
w
A oja da yguia
branca ra do Queimado n. 16
Acaba de receber os precisos objectos seguin-
tes :
Aspas de baleia grandea e pequeas.
Fita com colxptes branca, parda e preta.
Dita de loa para debruar vestidos de cores.
Trancinha de caracol miado conhecida por bom
tom.
AlQoetes pretos e brancos em caixinhas.
Agolhas imperises fundo dourado.
Ditaa victoria em caiziobaa e papis.
Relroz preto fioo em csrreteis grandes:
Rap de Lisboa
em frascos,
Vende-se o superior rap princeza Braail che-
gado pelo ulilmo vapor ioglezeOaeida ; na loja
de Marcelino & C ra do Crespo n. 5.
das seis portas em trente do
Lif ramento. 15,20,30 e -40
itAds.
ancre sorlimc
Predio i venda.
Vende-se um sobrado na ra do Amorim, com
tres andares e soto, chaos proprios, com duas
loja. por ser bstanle largo ; trata-se na ra do
Vigario n. 19, primeiro andar.
A Yerdadeira esseucia de ail
para engommado.
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca,
ruado Queimado n. 16.
DA
Fundido; ow-Moor,
Roa da Senzalla Nova n.4S
Kesle eslabelesimento continua a haverum
completo soniaiento de moend.s meias moen-
das para eagenho, machinas de vapor a taixas
de ferro batido e coado de todos os tamanho
para dito,
arL
GrandC sorlimeoto de sala, a bal&o de arcoa,
o. meXhore. que aqui tem apparecido no raerca-
500, 59, 68 e 69500 cada m. r,'.- para
om penhor ; a loja e.t aberta at a.9
noile.
erior brim branco de
linho
Vende-ae auperior brim branco de linbo tran-
cado pelo baratissimo prego de I92OO, 1*410 e
19600 a vara, dilo muito eocorpado de doua os
o de linho puro a 28 a vara : na ra do Queima-
don.22. na bem conhecida loja da boa f.
A 2,400 rs. a duzia.
Lengos brancos finos para algibeira pelo dimi-
nuto prego de 29400 rs. a dwiia : na bem conhe-
cida loja da boa f, na ra do Qu.imado n. 22
Cambraias de cores
Vendem-se cambraias francezas de cores f-
zenda multo flna pelo baratissimo prego de 260
e 280 rs. o covado : na loja da boa f na ra do
Queimado n. 22.
Cal e potassa
Vendem-se estes dous ar-
tigos ltimamente chegados,
no bQm conhecido e acredita-
do deposito da ra da Cadeia
do Recife n. 12, mais barato
do que em outra qualquer
parte.
ua do Crespo n 7, do
gallo vigilante.
Nt.ta nova loja ha grande porgao de caixinha.
com amendoa. propria. para brinquedo de S.
rJoaoqeese vende pelo barato prego de 800 rs.
cada urna quem deixar do dar a urna menina
urna caixinha ; tare bem tem grande porcao de
caixas proprias para doces secos que vende con-
forme seus tamanhos a 69. 59 e a 49 a duzia
imendoae .vulsss 800 o 640 ra. libra : no
vigilante raa do Creapo n. 7i
Manguitos com gollinhas.
Jtftr*" mD8Dl0 com gollinhas. fazendi
?.i.b\?*i0 b,rat0 pre?0 2I00O. gollinha.
fin.. k* u"'fD0 8081o a SNOO. gollinbaa muito
Boas o bem bordadas a liOOO cada
do Queimado loja de miudezas
n. 35.
urna na roa
da Boa fama,
Tiras e ntremelos nordados.
Vende-ae pegas de liras bordadla
3,000, 3,500 e 4,000 ntremelos
de 2,500,
19600 e 290UO
Para luto.
Fumo, de seda elsticos para chapeos largos e
estrenos a I95OO : na raa do Queimado n. 22,
oa loja da boa f.
Lazinhas muito finas
para \estidos.
Superiores lazinhas para vestidos de muito
bonitos padroes que se vendem pelo baratissimo
prego de 440 rs. o covado '. na ra do Queima-
do n. 22, no loj. da boa f.
Queijo do serto
Queijo de manleiga a 500 rs. a libra, e de coa-
lha a 400 rs., manleiga iogleza flor a 800 rs ,
francesa a 640, baoha refinada a 440, em barril a
400 rs., gomma de araruta a 100 rs,, em arroba
a 29800 : na ra das Cruzts n. 24, esquina da
travessa do Ouvjdor.
Coeheira a venda
Vende-se s coeheira da ra do Imperador n.
25. com 2 carros, 1 csbriolet e 10 cavallos, tam-
bera se faz negocio somente com aa bemfeitoriis
a dinheiroou a prazo : a tratar na ra do Crespo
n. 14.
ffisperanca
Loja de miudezas ra do Quei-
mado numero 33 A.
Costureiros.
Agulba. Victoria papel a 120 rs.
Linhas re 200 jardas de todos oa nmeros i 80 rs.
Cascarrllha a pega 29.
Ditas moito boa vara a 400 rs.
Traoga de linho para todo prego.
Franja de seda, de linho, e algodao muito ba-
rato.
Retro?, linhs de novelo etc.
Meias.
Um complefo sortimento sendo de cores para
meninoa a 240 rs.
Ditaa brancas a 200 rs.
Ditas para stnhora a 240, 300 e 400 rs.
Ditas para homem a 59 e 68-
Ditaa pretas para senhora a 400 e 860 r,
Gravatas
com boto a 19.
De corea muito boas para homem a 12.
Para meninoa eslraitinhaa a 800 rs.
Pulceiras
de contas miudinha a 19.
De cabello a 49.
De phantasia de dilo ele. a 500 ra.
Botoes.
Para casaca e pira caiga a groza 320 rs.
Para camisa muito finoa groza 19400.
Grandes para roupso groza 1960O.
Pequeninos para crianga 1*400.
Alamares.
Para capote a dazia por 800 rs.
Colxetes.
De fio batido especial duzia 720 rs.
De cario 14 pare, a duzi 500 r*.
Em caixa prelos a duzia 8(0 rs.
Brincos.
A balao brancos, encarnados, azues e dourados o
par por 19.
Rozeiinhas com podras que parece diamante o
par 19.
Penas e caetas.
De toda. a. qualidades especialmente de caligra-
phia e de langa.
Canelas para aprender escrever pelo systema de
Sculy urna por 500 rs.
Papel.
Almsgo pautado 500 f ilhasC3.
Dito dito 420 ditas 49500.
Dito dito 420 ditas 48.
Dito liso 39200.
Dito de peso azul e branco 4$500.
Dito azul liso 29500.
Dito pequeo tarjado 19500.
Dito pequeo de cores 1{200 e 19500.
Dito tarjado de preto 19500.
Envelop.s cento 18.
Obreia. de cola. 100, 120 e 300 rs.
Pentes de tartaruga.
A imperatriz 89 e 109 o que se vendeu por 169
e 209000.
Direito para lar cabello a 49.
Aimitago por 19.
De arripia para meninos a 800 e 19.
Tartaruga para alizar Sg.
De bfalo para suiga e cabello 400 rs.
Pentes de borracha pequeos para trazer por ca-
sa muito bons a 320 rs.
E inOoidade de artigo novamente chegados
loja Esperinga ra do Queimado n. 33 A.
ao barateiro que est
queiroando.
Vende-se manleiga ingleza de superior quali-
dade a 720 e 800 rs. a amas, dit. fraoceza CO
e 720 rs. a libra, cha hyso muilo superior qua-
lidade a 2880 e 3*200 a libra, teucioho da Lis-
boa muilo superior a 320 rs. a libra, arroz a to
e 140 a libra, aletria 320 e 400 rs. muito oaaorV r,
macarrao a 320 e 360 a libra, vinagre da Liaboo
muito superior a 320 o 360 ri. a gtr.afa, arro o
Maraoho a 120 e 140 a libra, azeitedoce de Lis-
boa de primeira qaalidade a 750 e 800 rs. a gar-
rafa, dito de carrspilo a 360 1 garrafa, chirut.
vareta* muilo Gnos 20 rs. fazendo-se dilT.>r-ogo
em caixa, vinhos muilo superiorea 1 "",
a 640 e 800 ra. a garrafa, e oulros muit < niu
gneros, que avista dos compradores se sende-
reo por menos do que em outra qualquer parto :
na ra do Nogueira n. 49
CALCADO
45 -Ra lireiia-4S
A epidemia declina sensiveln ente, a n em
complato deaapparecimento est prximo i O
proprietario deste bem sortio ostabelecimert
convida oa seus numerosos freguezes a aubs'i.u.r
o galgado velho, que todo est cholenco, p-r no-
vo, e que possa resistir s n. sebotis e mar-ur-
cas que vo ser daosadas em louvor do resiafeo-
lecimento d. a.udo publica. Oa pregoe con-
vidam:
HOMENS.
Botina, afamadas Milis.
>
>

>
>
1
>
1)
non-plus-ultra Nante..........
Nantes 2 bateras..............
lustre....................
inglezes de bo'.e
12;P<)ri
ll-tM
ItlajMQ
liijOfO
j) couru de porco.......
bozerro o lustre...............
inglezes ps selvagens.........
taxiados brasileiros............
batedore....................... PjCO
1 y ...
1'5 00
7*50?
.",500
TjUO
6?on
?iJtlO
Tj'-fO
! '
Sapale. non-plus-ultra................
> 3 bateria. e mei...............
> esmaga cobra..................
Nantes 2 batera, vaqueta.....
> a 2 bateras bezerro......
a trabalbadores..........
brasileiros de 38500...........
Sapatoa2 solas e sallo..................
tranga portuguezos..........
> fraocezet......
SENHORAS.
Botinas dengnzs..........
> salt de bater.......
pechincha dp 4j?500 a. .
> americanaa 38500 a .
Sapalo.de .alto (Jolv) J .
.em elle (idem)......
tapete;........
econmicos. :.....,
> lo.tre 32 e 33......
MENINOS E
Ha de ludo em relagao o
dinheiro.
Um completo sortimento de couro de
cordavo, bezerro fraucez, couro de lua're,'o.ar-
roquim, .ola, courinhos etc., que ludo sa troco
por dinheiro vonlade do comprador.
5fie
afn
2,-suaj
..... 5CJ-A>
..... O
.....
..... 800
MENINAS.
nao ao dsixi eatii
porto.
Sseravos f*.
Fazendas baratas
NA
Lojadopayao.
Vende-se nina escrava,
Vende-se urna mulata de 16 annos, pouco mait
ou menos, bonita figura, aem defeito algum, e
tem muito bona principio, de cozer, eogommar
e cozinhar : trata-.e na ra do Queimado n. 46,
loja._________________
Hperkr linho do Collares
Ests excellenle piogs que tem sido apreciada
por todoa vende-ie em barra' de quinto : a. r-
mazera da ra do Vigario n. 7.
Batatas .
Batata, nova, a 60 ra. libra
Tergo o. 23.
ao largo do
uSS"at Que,n,a Machinas americanas.
Em casa de '. O. Bieber & Q,, a a ce esa o raa.
ru. d. Crux n. 4, vend.tu-** '
Machima para regsr borta. capim.
Dita, para de.caregar milho.
Dita, para cortar caplm.
Selin. com pertences 109 o 209.
Obras de metal principo prste.d...
Alcalrao da Suecia.
Veroiz de alcalrao para navios.
Salsa parrilhado primeira qualidade do Par.
Vinho Xerez do 1836 em caixa. do 1 duzi.
Cognac em caixas d. 1 dula.
Arado, e grade*.
i Carrosas pequeas,
Cambraia organdys a 280 rs.
Vendo-se esmbraia organdys decores com mo-
dernissirnos padrdes a 280 o covado, e cusas
francezas muito finas a 240, 280 e 300 rs. o co-
vado : s na loja do pavo, ra da Imperatriz
numero 60.
Chitas largas a 200 rs.
Vendem-se chitas largas a 200 rs. o cosado por
ter um pequeo toque de mofo ; na ra da Im-
peratriz n. 60. loja do pavo.
Alpakina280
V.nde-se esta nova fazenda de lioho a imitago
de seda, da qu.driDhos miudinho. propria para
vestido de senhora, roupaa para meoioos, sendo
fazenda que nao desbata, a 280 o covado : na ra
da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
GraliGcacjio 501
O abaixo assignado Jtclara pelo orooeol. so-
nuncio que em data de 18 do mez dp jolito cor-
rente, auspnlou-se de seu poder o u rsrravo
de nome Francisco, que de oroinario e nh> c
do por Fran.isco Pacheco, com os sifroae* arfudav
tes: altura regalar, coreo reorcaCo. i, -
dondo, olho. acaslanhados, nariz chai >. .tiH.i
pequeas, sem barba, bocea pequeua, cate looos>
rapinhos ; levando em si camisa broajea le a!-
godozinho e caiga de panno azul de oigoatoa), i
alguma cousa trapilha, cuio e.cravo Dam-afo
Goianoa, e julga-o ou n#sume-se que ella r-
fugiou-se denlro desta mesma aMaut, ou em s-
gum dos arrabaldes da mesrra, oo ei.lo oapokia
seu destino para G >ianna, iolilulindo-sp sao* for-
ro ou liberto, seguindo talvez para all i r trrra
ou em alguma bircaga; notando-ae qap ee is-
cravo asss ladino: portaolo recome: en do >
a loda. autoridades polciaes, cipilaea e ao registro do porto, qua terem olo tos lo
do dito escr.vo de o capturar e leva-lo a proa
pa Boa-Vista o. 22. ou entao em seu sil;,, rv. Oai-
po-Varde, que receberio a gratilicago auppr.*,
| sem perda de lempo.
Ja*sania. lanicio Ribiro Juni.tr.
Bramante a 1U$.
Vendem-se pegas de bramante de linhs de
urna s largura com 27 varas a 109 a pega, tam-
bera ae vende 1|2 pega com 13 112 varas por 59 ;
na ru. d. Imperatriz n. 60. loja do pavo.
' Carnauba
Vende-ae a mais superior cera de carnauba que
ha no mercado ; na ra da Imperatriz n. 60, loja
do pavio.
Cambraias lisas a 3$.
Vendem-se pegas de cambraia lisa muito Qna
com 8 1|2 varas a 3$ a pega : na ra da Impera-
triz n. 60. loja do pavio.____________________
Paletots a 6#.
Venr'em-ae paletots de panno prelo fino e cor
Z Cfc a 69: na ra da Imperat'iz n 60, loja do
pavo.
Chitas escuras a 240.
Vendem-se chitaa francezas esruras a 240 o co-
narua da Imperatriz n. 60. I-ja do pavo.
Fugio oouia 3U do mez prximo p*>e, a
escrava de nome Luzia de nago, ida le Je iO
aoooa pouco mais ou menos, com os signaes s-
guintas : altura regular, um tanto drsfeita do
corpo e foi escrava do Sr. Joa Daarte das Ni-
vea, e coosta qoe a meams ecrava and* aaoli
Estrada Nova, e tem apparecido pela rus do t.a',-
dereiro, por isso rog&-se as aoloridadsa paj*J
ciaes e capilrs de campo que hjam de i rrhea-
de-la e levar a roa da Cruz o. 44, ni Opotj-
ga a seu seohor Manoel Antonio S. T. Lea.
at fgido deade II oo corrmie m J- n-
lho. o escravo pardo, Iticardo, boleeru carru-
ciro, bem conhecido nesta praga e seus arre-
baldes ; representa ter 25 annos de ida, e Mi-
zo e magro, tem cabellos carapinbo. resp'do do
pouro lempo na cadeia, onde e.teve or com
de estar fgido, tem pouca b.rb. tfaioa de ouaassi
oa frente, ro.tocomprldo e olho. redoodus ; tea*
sido eocootrado ni Capunga, o Olinda an diaodo e jugando com m&iade29 que louosj:
quem o apprehendor e levar a casa des'unbt
na Passagem da Mgdaleoa que aer genere
menle recompensado.
Antonio Valentn da Silva Barroca.
vado
Chales baratos.
Vendem-se chales de merino de cores sendo uiuiv. ^un i>cb> <<-"- *~
muito grande. 39 ; na na d. Imperatriz o. 60, legitimo dono o. roa do Hospicio a. 6.
loja do pTo, 1 Ignacio Loix do afnlo Tsbord.
fuglo da casa do l)r. Francisco l) n.ing
da Silva a sua eacrava de nome Ira, p estatura regular, e .ecca do corpo, len-.o 24 sa-
nos, pouco msis ou menos ; roga-s* a oso
que a enconlrsr, a faca cooduzir a sen senhor,
que satisfar o mu tfabalho, e protesta cuatro
qualquer qua a peculiar______________________
200S de gratificlo
. quem pegar O pardo Franciaeo, do 17 acato
da idade, de bonita figura, com lodo. n. dente*,
cabllo. c.t.pinos o roivoa, este pana M do
Sr. Dr. Borgeada Fon.ec, o qual viajuo coso o
me.mo aeonor lodo o aerto o suburbios atola
provincia,nece.sailmenle quinde or. ** *-
cr.vo, o talvex .inda ae incelo.ee a servige
motmo : quen o pegar queir. entrega li


8
m }
DIARIO M PE15SAMBUCO TEfiyA FEIA 6 DI AGOSTO Di ftftft.
Lilteratura
**
_. -
Sccnw da vida intima.
(Concluso).
Francisco. Nodeve,commelle-lo8 mui-
tJ MeS.
V. Elle ? Nunca I
M. Ora, Valentina, nada de amarguras.
C ul'.eto que aou algumas veies leimoso eui roi-
uhas opiniOes, e que nao cedo fscilmeule..;. po-
rm .-oncete-me isto : porque lenho mais ex-
periencia do qe tu. Quando fago alguma obser-
Tajao, devanas aceila-la, pois em teu ioteres-
se que eu tas fago.
Francisco. Quando falla o orculo, pre-
ciso quo a mulher obsdega. A propoiitp, meus
amigos, sabe's o que renho pedir-vo ?
M. De alruogar ?
Francisco. Nao, uro conselho.
M U o conselho 1 Desejers canr-te ?
Francisco. Talvez.
H Mu I
v._ Deveras, Sr. Francisco ?
Francisco. Aches o projecto muito ab-
surdo? Noste raso o conselho est dado.
M. Se fallas seriamente....
Francisco. Multo seriamente. Ora, Ta-
mos, ua-me um charuto, e madama faja favor
ofTireeer-me urna cadeira, e enlo conversare-
mos.
Valentina.Perdo, senhor Franciseo......
Mauricio.Elle mesmo qae va buscar a cadei-
ra, be ni |6de fize-lo !
V.M'Utirio .
M.Nao Tas l dizer-me que eu nao sou po
litio !
V.Nao, porm lens maneiras .
M Ujb de cerimonias meu Deus I Sei bem
como d;o condnzir-me.
Francisco.Vo preste altcogao, senhore. Nao
sou m por ventura o mois antigo amigo de Mu
licio?
M.Ido nao razo.. : .
M.Valentina, nao renunciars nunca sos
teus prejuixot ?
V.Que queres, Mauricio ? nao fui educada
como l. Tens certos modos a ;que nao posso
acofluimr- me.
M.Oh micha querida, sou franco, e a frao-
fut-za vle bsm esta poltica que ee pralica em
lua fn.ilia.
I F-Que'em recomegar urna discasso em que
BCiihuaj dos dous ter razao ? Neste caso, retiro-
V.Fique, senhor Francisco, eu mo callarei,
e lulo Picar acabado.
M.E' islo, pobre victima, 1 curvas a ca-
lera, s b o despotismo conjugal. Sou to terri-
vrl, nao verdade ?
>'.Nao, porm leus modos .
11 jOra, basta I Amo te muilo. Vem aqui
para que te abrace. Vamos, ests contente?
V.Siro.e esla-lo-bia mais se tivesses mais
Ttiei destes movimenlos de ternura. Conside-
rar-me Lia ento amis felizdas mulheres.
M.l'oai, estou certo disto! com algumasres
tricf,des>.
F.Perdi, meus amigos. Entre casados Isto
paisa se assim ?
M.Siui, meu charo. Discute-se algomas
vetes ; porm por fin fazem-se as pazes. Nada
ma's cngregido. Vamos, aasenta-te, accenda o
Charuto, e laze-r.os a lua confisso gerel.
F ruis bem 1 Veoho perguntar-le, a ti ue
DiHcoiiheces perfeitamente, se mt achas proprio
pan marido ?
M Bem I eu responder-te-hei, sim e nao,
F.luis o qm cao c rx.uito claro.
M.Eu me explico : responderei sim, porque
um rapaz amavel, na verdedeira accepgo da
paUvre, isto bom e sincero. Tens expelientes
principios, e muilo juio. Tomaras o casamen-
to ao serio, e educaras muito bem os leus fi-
Ihos. Responler-te-hei nao, porque nao s mais
' j&ten, e tens contrado hbitos de que s algu-
ma cuja escravo. A grande n> cessidade de in-
dependencia que experimentas,e urna cerla for-
-"- de ideias que se manifesta sobretodo quando
se trata de conveniencias sociaes, sao dous defei-
tos ou ouas qualidades, incompaliveis com vida
Conjugal.
V.l'erdao, senhor, seno me engao, esta
uliw.a fraze eme dirigida.
_M. Ella dirigida a todas as mulheres que
ssoferalmente exigentes. Ora, Francisco, rue-
not con descendente do que eu, e nao podera,
assim o reoeio, condescender com as mil exigen-
cias que ai mulheres e as sociedades reclamara
de uib marilo e de um homem que t'em familia.
Urna oulra coosiderage muilo mais importante
faz-me inclinar para a negativa; que a o aior
part dos homens morre, antes de ter chegado
eos ai-ssenta annos. Se assim succedese com
Francisco, elle nao teria lempo de educar seus
.'i i e deixaria a vida com amargos pezares.
Setiresse se a certeza de chegar a septuagena-
rio, seria preferivel casar-se mais tarde do que
e f-z ordinariamente. Ter-se-hia pira este acto
to serio da vida urna experiencia necessaria, que
falta omitas vtzes aos mancebos no momeulo
em que elles entram no caminbodikileao mes-
mo tempo chelo de encantos do casamento.
F.Meu charo Mauricio, j fiz todas estas re-
0 DEBOXIO DO DIXIIEIRO
POR
HESRY COXSCIENCE
vi
flexoei, e o que lem *| btje .
espirito a menor ideia drtasaBB*...
Porm ama cousa me assusta : a solidio'.
Q jando mais ele de tou tendo, menos encantos
acha no que me agradara ontr'ora, e bastara
para iver saliafeito, isto o esludo aivia-
gens. Admlro-me constantemente por achar meu
gabinete vasio, estando elle ebeio de objectos.
Meu jardim parece-me triste, apessr do sou riso-
nhoo aspecto. Jaolo mal, porque me aborrego.
Tornon-se-me imposslvel conversar com a mi-
cha velha criada, acho-a estupida. Sua voz
nunca me pareceu tao montona. A semana
passada eslive doente, elle (raloo-me com atolli-
citude maternal.... E no entretanto ebei-a dea-
geitosa e negligente. Minha conseieocia dira -
me : t es injusto, iograto, porm eu nao polla
deixar de considera-la como urna mercenaria.
Ento tire um horrivel pecsamento ; ..julguei-
me nests cmara, dez ou dote annos depois,
cheio de enfermidades, soffrendo e s6 To-
cara em urna campaohia, a qual cuslava-meal-
canc,ir, e ninguem vinha .... Qjeria chamar,
porm a voz extioguia-se-me na garganta, e la-
grimas amargss cahiam-me dos olhosa queima-
vam-me as faces. Harfivtl cousa I Seotl o
isolameoto por iotui(ao.
V.Pobre senhor Francisco I
M.E' triste, com eleito, a perspectiva que
Idexs o celibato muito agradaral; porm se
elle rouba ao homem muitos prazere, poups.-lhe
muitot cuidados.
V.O que l dizes muto amavel l
M.Nao se trata de amabilidade, Valentina,
fallamos de urna cousa extremamente grave, e
que deve ser examinada em todos os sentidos.
T te zangas quando fallo nos cuidados do ho-
mem casado. Aiuda que nao tenhss que cuidar
em mnitas covsas que me preo:cupam diversas
vezes, tens por ventura a indifferenga de oulr'-
ora ? Sei que era um grande negocio um toil-
letle de baile, e jul.gavas-te realmente infeliz
quando a costureira ou a moaista, deixavam de
trazer-te o vestido ou o toncado. Porm nao
cas triste e afilela quando tua filha est menos
legre que de costume, ou nao come tanto como
de ordinario? Nao conhecs hoje inquietares
que nao tirinas quando solteira ?
V Oh I sim.
M.Nao te zangues pois, quando fallnos cui-
dados de um pae de familia.
F.Repito-te, Mauricio, tenho reflectido em
ludo isto, porm como o pensamento de um
desgosto est longo do effeito real, nao posso
decidir-me entre o pro e o contra. T que tens
experiencia e franqueza, responde-me! scoose-
Ibsa-tne que me cases?
M.Sim, sim /
F.Obrigado, Mauricio.
V.Bravo I desla maneira terei urna amiga de
mais. Ple-se saber qual ser a feliz mulher
que trar o seu nome ?
F.Pergunla-me muito, snhora. Nao a
conheco anda. Era preciso primeiramente que
eu me decidisse sobro a quaslo principal. Ago-
ra, vou procarar.
M.Isto cusiera muito lalvez, porque, a nao
ser que te apaixones por alguma bella morena,
que a tua cor predilecta, ser preciso entrares
em muitos salig antes de encontrares a mulher
que te convm. Porm deixemos as refle-
xoes ; queres casar-te, tens razo, e confio em
teu bom aenso para descobrirss o objecto digno
de teu amor.
F.Nao desconhego a diTlculdade da empre-
za porm quem sabe ? talcz que miuhas
theorias,um pouco absolutas, abrandem-9e de-
prsssa diante de um olhar amoroso.
V.Estou convencida disto, e logo quo o se-
nhor rae as sociedades com a ioiengao do ahi
procurar urna mulher, deapir-se ha destes ideias
muito radicaes, como dizia Mauricio, que sao
iocompatlTeis com o estado actual da socie-
dade.
F.Oh oh I que lioguegem l
Qaequer?No impunemente qae urna
mulher casa com um homem serio e rasoavel.
M.Bem I bem I eotendo onde querea ba-
ter I Um homem serio e rasoavel um ente que
perdeu toda a poesia. .. que v as cousas como
ellas sao. E' urna grande pena nao se poder
sempre fazer sonetos. Porm continua-
remos este tbema em oulrodis.
F.E a discussSo que ou inierrompi ?
Mauricio.Quando t entraste, ella estar a
acabarse .porm a ediegao nao esl esgo-
tada.
F.Estas pequeiias nuvem, obscurecen) mul-
tas vezes o vosso cu conjugal, meas amigos ?
V.Muitas vezes, nao.
M.Porm bsslanUs. D'pois appsrece a el a -
ridade e a nuvem esquecida.
FEntretanto, ha alguem que deve ceder ?
M.Ninguem cede, porm em um momento
dado, alguem conhe/e que errou, e faz-se urna
reconciliado muito natural. Esls reconciliago
leu) cores lo (.liradas que seria difcil, seno
impossive), fazer-t'as cenhecer. Quando casa-
res, comprehenders.
F.Portaulo, esl decidido, aconselhas-me
que me. case ?
M.Eu te digo : o casamento o destino do
homem que vive em sociedade, e 6 preciso ter
animo para cumpri lo.
V.Como, amigo ?
a semmnhum* ~
__m,mirtuM|rida.
a feficidade.eoroaroseuvator.
Vctor de Le'fevrk.
(VIndustrie el Commerce Belge$. Emilia una.)
POESAS.
Episodios do diluvio de fogo.
Lutado anli-ehristo com o sol.
Um da,o sol como esquelecto d'ouro
Pendeu para o occidente....
O Deas,de p sobre a montanha a deztrs
Lerou-lhe fronte rdante.
O astro estrebuxou, bem como ama agtiia
Em bra;os de giganta
As largas azas estendendo, a as sombras
Para fagir distante.
Era um combate estranho l Phantasia
De Deus e de guerreiro :
Pendeu o cu, e a Ierra, e o abysmo a v-lo..
Quii v-lo o mundo inteiro.
Como de mil cidades steadas
Rompeu o fumo e o grito I
Larga sombra de um aeculo do noatei
Passoa face ao infinito.
E de improviso o sol brilhou do oriente
Paludo sim, mas bello,
Como um guerreiro, que ergae-se tremendo
Di areoa do doello.
Pela curra do cu ferreram astros l
Rugiu a tempestado l
Chispou o raio : o parimenlo elhero.
Tremeu... e a immensidade I
Brado, qual de convulsa natureza
Oariu-se em toda a parta l
Despenharam-se os astros, como pedral.
De roto baluarte I
O cea rergou os hombros estrellados
Para rer o portento...
Passoa por islo a voz de Deus... e logo
Passoa a voz do rento l
Lula breve em momento rapidissimo l
Um outro nao durara,
Que no horror dos abysmos sempiternos
Tudo se despenbra I
Logo na paz sinistra do triumpho
O sol mel abatido.
Deixa escorrer, bem como o sangue,
Um atbleta ferido.
Diitolluco do unifrso.
Romperam-se as cadeias do universo !
Deus quebrou o compssso
Com que marcava a meta doa planetas,
as amplides do espseo.
Enloquecen o sol I Do regio thalamo
Ergaeu-se furibundo :
E em mil iremenlos vrtices girando.
Correu o cu profundo.
Vacillou no zenitb meia noute !..
Fugiu no mesmo instante,
Foi dar com a fronte da Sion eterna
Nos muros de diamante l
Os mundos na viagem subitnea
Seguiram a real planta,
Como folhes de urna arvore de fogo,
Que o furaco leranta.
Trera massissa amortalhou o mundo I...
Os vivos se sgitaram l
Nos sepulchros rasgados as ossadas
Dos mortos vacillaram I
Por delrai da montanha de repente
Morna a lua se ergueu.
Como pomba, que as axas branquejantes
Nt cinza remecbeu
t
Dos abysmos dos cus sbitamente.
O astro rei roltou :
E o cortejo outra rez dos astros todos
Com elle vacillou I
Remechia-ae o cea com seus planetas
Na rbita infinita,
Como um raso de pedras preciosas.
Que a mo sacode e agita.
Ouviu a Ierra um ruido grande e ao longe
De chammas marulhoias :
Eise, que ouve o nario, que naufraga
Em costas penhascosas I
\
ne-ao arthenjo saa : Menta o meu carro.
Leranta a minha espada :
Vae : aniquila o universo ; a eternidad*
Sooa a hora aprazada.
VOa: e o archanjo vooa : e ao mesmo instante
Horrsonas pancadas
Soam. como as de enxada que rerolva
Formidareis ossadas l
Como milhes de passaros de fogo
Acbando a porta aberta,
Os astros roano, aobem, descem, plainam
Em direccio incerta I
Vagam no espseo eosanguetadas pennas
as latas incessantet:
Ruem aqui e ali esparsos troncos.
Pedacos palpitantes.
E o archanjo passs ; e a rodas do seu carro
Reboam no pesiar :
E mil planetas sob as mortaes rodas
Deafazem-se no ar I
Dissereis de milhes de estatuas d'ouro
O metal derretido
Referrente cabindo em noros moldes
Com hrrido estampido.
O j um poro de Encelados rojando
as chammas da fornalha
Serranas de ferro, e rebatendo
Armas para a batalha.
A noute e o diaos dous riraes tremendos
Viram-se face a face ;
Sam queno lorrellim da natureza
Um dalles recaisse.
A noute lhe cuspia a baba escura
No rosto flammjsnte I
E o sol roiou-lhe & fronte o sceptro d'ouro l...
E a corda radiante
Vacilloa-lhe tres vezes na cabeca I...
Quando a espada arrancou...
O archanjo do Senhor passoa por elles...
E a lula termioou.
Luz Delfiso dos Santos.
\ Casimiro de Abreu.
Pobre mancebo I Nesse pello nobre
E nessa fronte que o sepulchro cobre
Era fundo o sentir I
Agora solitario tu descaness,
E com tigo esse mundo de esperanzas
To rico de porrir l
C. de AbreuPrimaveras.
I
Ao cysna brasileiro, cantor das primaveras,
Mesquinhoe pobre canto eu ouso aqui erguer,
Sao flores sem perfume lanzadas sobre a campa,
Que a viracao do norte vira, talvez, varrer l
Sao chos de minh'alma, gemidos do proscripto
QueofTerece ao peregrino que passao corago ;
Que crO na dirindade, que adora a sua patria.
Que ao pobre desgranado de amigo estende a mo I
E Adres perfumadas qoizra ter bem liodaa
Beijadas pelos sopros das brisas da maoha.
Contente as espargira na campa do poeta
Nos mgicos transportes de urna alma sua irma l..
Ser despido o canto de galas e de flores,
Que as brisas bafejar-mede certo nao riro ;
Ser mesquinho o canto?qu'importa, se o poeta
Ver que elle sinceroquo rem do corago?...
II
Ergae a louza um momento, e vem, mancebo,
Segredar-ma esiei hymnos to sentidos
Que entoavasaqui;
Vem eosinsr-me como se ergue um brado
To a!to a merecidocomo esta
Que eu quero erguer a ti;
Eosioa-me a cantar oamor e medo.
Eno UiCorevela-mealma triste
Ten profundo sentir;
Eu quero, como tu, soohar delicias,
E entre risos de amorde mocidade
Esquecer o porrir I
Rerela-me esse fogo sacrosanto
Que le arda na fronte de mancebo,
Que deu-le a iospiragao ;
Revela-me eises aonhos de poesia
Des horas em que a lua se deslisa
Do cu na vaslido.
Eu quero, como tu, passar cantando
Nesta senda espinhosa da axistencia,
Sem colber urna flor ;
Quero rire soffrer, como solTrias,
E, sem ter mo amiga que me ampare,
Morrersoohando amor I
III
Quando em delicies te sorria a vida,
Circandada de luz,
Tropegaste as pedras o caminho
E cabate, sorriodo, em desalinbo,
Abragado na crazl
Mas o sorriso que te velo sos labios
Qual descerrar de flor,
Era triste, porque era oadeusdi vida,
Que tua alma do corpo deaprendlda
Remontara ao Senhor l
Sonhos dourados de urna vida para.
De encantado porrir,
Tudo, n'um sopro, te roabou a morta l
A flor batida do tufo do norte
Tirera de cahirl
Cahiu l mirrou-ae I e suas folhas lindas
O rento as dispersou I
Deixaste rindo o mundo de chimeras,
Hai tua alma de fogoai primaveras
Ci na Ierra ficoa I
IV
Da frgida Fribargo, n'altivas serranas
Repouiam teas cimas, que em breve esquecerio,
Que importase teuscaotos de mgica harmona
Resdam dentro d'almajamis se callaro ?
Mancebo desditoso, passaste pela vida
Qual lindo meteoro, qual sombra que se esrai,
Petrarcba brasilairo, cantista a tua Laura,
Morreste n'um sorriso, no solagar de um ai l
Soohras a ventara n'um mundo de delicias,
N'um ideal sublime, no amor de ama mulher;
Sonhasie mil chimeras que embalde procuravat,
A fronte reclinastedissesteroo morrer l
Morreste lE sobre o carne de altivas serranas
Abrra-se urna campa, plaolara-se urna cruz,
Fugiu-nos tua imagem, ficando-nos, n'um lirro,
Tus alma de poeta n'um circulo de luz.
A. J. de Carvalho Lima.
I S otero j algasia ssu.
Z as laerfs*eda*>cet^eUea7l
Poi;.'i mansobo, atrtadn d'aafsettaa,
Seduiu-te da acorta aira aavatatia -
No trate cirio 4a ciarla fraota*
A flata deslambraeie.
Nao te laslicno, Co I dorme tranquilla
A'sombra amig do clsrio piedoto ....
Lere-te a lua o roflectir san loso.
O sol aqueja as tua cinzas frica I...
Nao te lastimo I para o *.
Nene ardenie aspirar ao rofiaito ;
Tioha-te o genio tea lamben: predita
Que, ao morrer, vivira* I
J.V.it lmtida Cernaos.
[ConUnuago do n. 177.}
Xemenier ficou vivamente commovido com
essa prediego ameagadora, o no intuito talvez de
fazer esquecido do seu interlocutor o movimeuto
de acrimonia e despeito, por que se deixra ar-
rebatar, aegorou as mos daquelle, dzendo
Oh I o senhor um sabio conselheiro I sim,
sim lem muita razo. Mando desde j prohibir a
Bertholdo a entrada em minha casa.
E quasi logo accrescentou com o accento de
urna cor sincera :
Mas Laura, Laura I
Anda a ninguem vi morrer de amores, dis
se Momk sorriodo. Nao crea que ella contine a
amar um homem que reside n'um quarlo mise-
ravel, e nao dou muito tempo que ande por ahi
com os cotovellos rotos I A Sr.s D. Laura merece
roelhor sorte. Est no caso de fazer um brilhan-
te casamento, e de desposar um bomsm assa
rico que lhe possa dar no mundo alta posigo.fa-
zendo-a aobresahir par das coodessai e baro-
nezas : emfim poisue no mais elevado gra o qae
uecessario para ser a mulher de um millio-
sario.
Realmente ella bella l... murmurou o Sr.
Kemeocer.
Ls liso nada quer dizer, replico Monck
Borrindo.
E' espirituosa, e dei-lhe urna excellente
Cdacago.
B^ra, j alguma cousa.
Tem muito boa voz, e sabe msica soffrirel-
tnenle.
BanaliJades l
E' boa, seniirel e rirtuosa.
Sim, sim ; possue um outro merecimento
de que o senhor nao fallou ainda.
Qoal ?
E' filha nica e anica herdeira do Sr. Ke-
menaer, e dere levar am dia para o cofre de seu
zneri lo alguma cousa assim como una quatrocen-
taa mil francos...
Ah meu caro Monck l exclamou Keraenaer
perturbado. Eogana-se a este respeilo : nao exa-
gere tanto a minha fortuna...
- Quer que assim seja ser: mas eu c sei
muito oem o qae digo.
Monck levou o copo noramente aos labios, e
agitou-se na cadeira como se lhe custisse a achar
palavras com que exprimisse o que queria di
zer.
Kemcnaer considerara-o com admirago.
Pouco a pouco porm Monck dominou a sua
agitsgo; enllocan Jo o cotovello sobre a mesa, e
descocando a cabega na mo, poz-se a olhar as
ta altiute para
Conhego um bom marido para aua Olhs.
Ento admira-te? E' um h >mem que tam muitai
vanlagens ; porm apooto-lhe urna s que por si
basta para garantir todas as outras: elle mii-
lionario.
Kemenaer ouvia o que se lhe dizia com moda
estupefaego : podia-se ao mesmo tempo ler em
sua phisionomia um presentimento doloroso.
E' isio, Sr. Kemenaer, proseguiu Mon.-k. Se
um homem qqe possue um milho lhe riesse di-
zr: D-me sua filha em calamento o senhor
hesitara?
alas preciso primeiro que me diga de qaem
falla.
De mim mesmo, respondsu o anligo escre-
renta.
O pae de Laura empallideceu, to grande foi o
esforgo que fez para conter a sus indignago ; e
procurando disaimular esse movimeuto largou a
rir estrondosamente.
Ah I ah I sh l Ora, meu caro Monck, disse
elle aOoal, o senhor nem em tai pensa ; quer di-
rertir-se minha costal
Eo que ha de admira ve! no meu pedido?
Falla seriamente I Oh I Nao poaso crer. O
senhor desposar Laura I Qual I Nao possivel
que pense em semelhante cousa....
Monck pareceu profundamente irritado com o
lom de zombaria com que fallara o Sr. Keme-
naer: todava conleve o seu despeito, e replicou
com a voz tranquilla :
Eotendo que o senhor tem toda a mo pa-
ra regosijar-se. Um milho nao ma par-
tido.
Sim, verdade ; am milho sempre mo-
go ; brilha e fascina sem que o tempo lhe faga
perder os seus encantos. Mas o senhor, meu bom,
meu bravo Monck I...
O que tenho eu ?
J eal relho, ou pelo menos o parece.
Isto nada vem ao caso.
O seu exterior nao dos que podem agra-
dar a urna moga Desculpe que lb'o diga ; o se-
nhor um homem sensato; dere encarar as cou-
sas como ellas sao. Ah I ah I meu caro Monck,
que idea tere o senhor I Cuita-me ainda a crer
que fallasse seriamente..
Monck mal podia conter a colera que o domi-
nava ; estremeca no seu aastnlo : pois por mais
que se esforgasse Kemenaer para dar sua roz
um tom de affabllidade era evidente que zumba-
va delle, e julgava-se humiliado com o seu pe
dido.
Ah l exclamou finalmente Atando no sea in-
terlocutor um olhar ameagador: ento acha qae
estou gracejando? Pois engana-se. O mea pe-
dido mullo serio, to serio que o senhor pode
arrepender-se de nao aceita-lo immediatameoie,
meu can Sr. Kemenaer, deixsndo de parle pala-
vras instis
O pae de Liara deixou escapar um movimento
arrebatado, e a seu pesar o rubor da coleta su-
biu-lhe ao rosto.
O que Isto, senhor? Ousa amesgar-me I
exclamou elle vivamente indignado.
E cooseguindo mais outra rez dominar o furor
pa-los completamente: porm isso nao se faz
n'um dia.
Um sorrir de mu.agouro enrugou o semblan-
te de Monck, que olhou para Kemenaer com to
ultrajante irona, que eite erguea-se exclamando
com roz forte:
O uegocio rae indo muito longe I Acaso o
milho qae o senhor herdou fechsr-lhe-hia os
olhos? E' tempo de acabarmoa esta courersa-
go.
Teotja a bondade de sentar-se, disse Monck
com tal fieugma que fez o Sr. Kemenaer estreme-
cer, a o constraogeu a obedecer como se o olhar
do ex escrevenle, semelhante ao de ama vibora,
o tiresse fascinado.
Pelo amor de Deus l acabemos com esse
gracejo. O senhor est louco? perguntou Keme-
naer com o esforgo de ama roz alterada pela co-
lera.
Nao, absolutamente.
Ento o que pretende ?
Sem mais rodeios; pretendo, mea caroSr.
Kemenaer, que aua filha seja minha eaposa.
Nunca l Bastara o peosamenlo de semelhan-
te unio para faz la suecumbr horrorisada. Sr.
Monck, renuncie a esse factal projecto. Nao sei
porque Laura lhe lem am odio inexprimivell
Ha de amar ao milho.
E demais o senhor nao pie ter amor por
ella......
O meu milho e os seus qualrocentos mil
francos se ho de harmooisar perfeitamente.
O Sr. Kemenaer ergueu-se de novo com viva-
cid a de, o j nao procurando encobrir a sua colera,
disse:
Ohl seria terrirel, seno ridiculo l Julga-me
disposto a dar-lhe a minha querida Laura, a
langar como urna victima nos brsgos de um re-
lho sem alma a joren aensirel e potica, coja
felicidade o derradeiro aonbo de minha vi-
da? Sou seu pae; amo a como a menina dos
meus olhos: e quer que ea a una ao senhor por
am lago eterno, ao senhor que tem o corago
gelado qual o de am cadver? Supporlei muito
tempo as suas insultuosas proposigdes: queria
conserrar-me pira com a sua pessoa na posigo
de um bom conhecimento : mas j que o senhor
chegou a esse ponto, nao se admire de que o seu
orgulbo esbarre de encontr minha justa alti-
vez. Tenha a bondade de deixar esta casa, e
esquecer-se do seu pedido ousado, na certeza de
qae nanea obterla a mao de minha Laura, ainda
quando o senhor possuisse tanto ouro, quaoto
pe em circulago o* banco de Inglaterra durante
um anno inteiro I Agora faga-me o favor de
relirar-se, e oo por mais os psaqui. Ento !
Nao se Urania 1 Querer demorar-se em minha
casa contra a minha rontade? Ohl seria o cu-
mulo da impudencia 1
Monck nao se mors, escotara o qae lbe dizia
Kemenaer com um sorriso cheio de irona.
Comprenandeu-me, senhor; sim ou nao?
bradou este nltimo no auge do furor.
Tanha a bondade de sentar-se por poucos
minutos, respondeu Monck com o maior sangue
fri. Nao lhe fallo mais de
A A. A. Seares de Passos.
O mundo o v pusar astro brilhante,
Porm nao v que a chamma abrasadora
Que o cerca de esplendor, tambero devora
Seu peito solitario!
(S. de Pastos.)
A fronte pensadora que vergara
Ao florir do jardim da phantasia.
De que o ultimo esnto de harmona
Expirara em tristissimo suspiro ;
Nao mais se elevar rica de crengas.
Nao mais se inspirar cantando amores,
Nao ter, eomo o sol, noros fulgores,
Em por riodouro gyro.
J da rida traospoz o marco extremo.
Para si o raiar da eternidade,
Aguia livre a pairar na immensidade,
Sem mancbar-se do mundo na torpeza,
Mais os vdos ergueu, subiu mais alto,
Qual soia snbir-lhe o penumenlo,
E foi restituir da rida o alent
A'dirioal grandeza.
Bem rpido lhe foi do mando o goso 1
Quasi o bergo ficou so p da tamba 1
Ouriu a roz da morte gemebunda,
Quando a rida de flores.se recama,
Como ojarbusto que treme, e pende, e qaebra
Sob o peso do fructo, assim cantores,
Difuodindo do genio os esplendores,
Succumbs-lbe na chamma 1
Assim fosles, poeta I da tua alma
As flores descorsste nos leus cantos ;
E quantas rezes da tua harpa os prantos,
Viriam trsduzir no peito as dores I
Ai que antea fosees t como essa estrella,
Cujo brilho fulgente nao deamaia
Se reflecte na raga, alm, na praia
A suspirar amores I
Alma de fogo, Iluminada fronle,
Que fizesle da lua mocidade?
Quem de outra rida le inspiroa saudade?
Quem pode em noutes transformar-te os das?
Eras da trra e para o cea voavas
Ndste ardeote aspirar ao infinito...;.
Tiuha-te o genio leu tambem prediclo
Que, ao morrer, vivirlas?
T sonhaste os sorrisos da ventura* ?
Nasceram-te no seio mil desejos?
E s da morte dos regelados tejos,
Aos fros labios entregaste a fronte I
Fatal cegueira de quem v lo longo 1
Deixar do genio as regies amenas,
E rir a trra e no sepulchro, apenas,
Resumir o horisonte I
Plantaste rosas onde nasce o golro,
Onde o cypealre s traduz terrores......
Pozeite esperaogas no marchar das ores,
as folhas seccai. na mudez da brisa... .
T, que na mente crearas mundos,
S risle em roda a solldo no nada,
Sorneote achaste, nesta longa estrada,
A morte por balisa.
A rida triste, bem o sei! s rezes
Vem da desgraga congela-la o fri.....
alas, quantas outras, do medonbo rio
Ha lindas relvaa a bordar a margem I
O mar levanta o ragalbo tremendo
E agita a raga a murmurar saudades,
E o relho tronco, que rirra edades,
Tem c'ras de folhagem I
A's imagens risonhas da ventura
Calculaste a existencia por momentos,
Resijzoafo.
Estrella qae fulgas to mimosa
No casto e lindo cea que saa sorna.
Que s no mando ai liaba...:.
Porque fegiste assim to preaaroaa,
N'uma nuvem sumindotao sombra
A lua las a a minha?
Suave, melga brisa qae alentaste,
Um rirgineo boto de linda rosa
Que ao leo aopro abrir.....
Porque n'um vendaval te transformaste
Deixando ao desabrigo a flor donosa
Que em ti j se nutrir ?...
Singela e para flor caja fragrancia,
Meu pobre corago s sspirara
Em aofrega rentaga ;
Mirou-te deate affecto o arlor, a ancia?
Marchaste porque a seira te qaeimara
Aterra to Impura *
Mulher a cujo amor ea me abrigava I
Amor, cajos extremos eu s liaba I
Do mea viver ob I palma. ..
Deixando-me esta vida a dr escrava.
Porque le deste a Deaa, aa eraa c miaha
Ob 1 alma da minh'alma ?....
Oh I Mol de cajo seio am filho querido,
Com a vida babea toda a candara
O amor a a bondade.....
Do lato em negros creps envolvido.
Porque deixaste o pae, na desventura,
O filho, na orphanJade?...
Silencio 1 a maguas taes ninguem acode I
Caminha, daste mundo negro o Uilbo
Da vida at morte I
Abriga-te razo que tanto pode I
Curra a fronte viavo 1 abra-a o tilho I
A. Movtinho ate Sours.

casamento, quero
que beVeroliava o "corago, cootiouou sorriodo, apenss contar-lhe urna pequea historia,
se bem que com a roz trmula; Deixemos de memnicesl J muito zom-
Fiquemos amigos: pego-lhe que reflicta, e bar I
o senhor tem o senso preciso psra comprehender Tenha a bondade de sentar-se, repetiu
aliiiute para osea interlocutor, a quem diste: que nao deremos ir mais adente. Meu caro Monck. A historia que lhe rou contar, ha de o
Vim aqui fallar-lhe tambem de um negocio I Monck, aqui entre nos, o senhor icio, muito interessar.S". Kemenaer, estou certo disso. Pres-
ett&s importante, a fazer-lhe urna proposta que [eio I
aera duvida ha de acolher com muito prazer. E o senhor a teinw
Tenha a bondade de explicar-se que ea o $ou millionario?
escuto. Mas ainda honlem nao passava de um sim- mea consorcio com sus lha.
Alegre sorriso expandiu o semblante de Monck, Lje, eiCreente. Ainda est com o dedos ebeios Abl ah O senhor est sonhando, disse o
que replicou com ar d trampho: 1 de tinta; bem sei q,ue o diqbeiro ha (Je Ijm., pae de Ladra ndrio se, apelar (Je q/ie ajivt tn-
senhor feio, muito interessar, S
te-me atlengo s alguna minutos ; depois reti-
I O qae tem Isso, 88 rar-me-hei......com o corigo transportado de
alegra, e lerendo o seu consentimento para o
~nr*r
*r
i cu ai ii'j
quietago translusisse na expressao da saa phi-
aionomia.
Torno a pedir-lhe que tenha a bondade de
sentar-se, disse Monck designando denoro o com
gesto imperioso a cadeira que Kemenaer acabara
do deixar. Vou contar-lhe o historia em ques -
to.
Kemenaer sentoa-se dominado pela voz de
Monck. e por um secreto terror.
Houve um homem, que amava muilo o
dinheiro, comegou Monck com a voz moderada e
pausada, e que para possui-lo pouco se lhe dar
da escolha dos meios : pralicara a asura, gosla-
ra sobre tudo doi negocios que podessem tra-
zer-lhe grandes ioleresses, e bem que nanea
deixasse o cdigo das mos afim de nao ir ad-
ame daquillo que a lei permilte, todaria succe-
dea um dia......
Queme importa esta historia? interrompnu
Kemenaer com a roz abitada, e nao podendo
mais conter a saa agitago.
Ouga a contisaago, prosegua. O homem
de quem fallo julgava-se muito sabido ; mas um
dia o amor do ganho fe-'.o commetter urna acgo
que em bom portuguez chama-se ladroeira. O
meu amigo Kemenaer dere saber alguma cousa
desta historia.
O Sr. Kemenaermudo, aginando com a mo
convalso na extremidade da meza, olbava filo
para o impassirel narrador.
Nao verdade que conhece essa blatoris ?
repetiu Montk eom o tom irnico.
Mas a prora......a prora? perguntou Ke-
menaer com a voz cada vez mais alterada.
Deixe-me proseguir. O negocio foi bem
succedida: as victimas deixaram-ae despojar
completamente, e demais, ainda que livessem
suspeitado alguma cousa, faltara-lhes o dinheiro
necessario para recorrer josllga, e desaobrir o
fio desee trama urdido com malta sagacidade.
Aqeelte que se enriquecer cuala dellas gosa-
va em paz do fructo de sua habilidade, e tambem
da estima geral. Suppuoha elle qae a prora do
seo crime, ou antes da aua louca imprudencia
tinha sido de ha muito anniquilada.
Cus I E acaso nao foi isiim? perguntou
Kemenaer a qaem o espanto tornara quasi
louco.
O documento que o condemnava, e que
devra ter sido queimado, foi salro das chammas
e conservado por um pobre escrerente, replicou
Monck semprs com impassibilidade. Esse escre-
rente reiu a aer millionario, e ter a fantasa
da querer desposar a filha do rico usurario: Mas
aquello o repelliu desde o comego com altirez:
o escrerete ou o millionario, como quizer, foi
em busca das riclimas, pz dispoiigo dallas o
dinheiro necessario, renoia todas as proras, e
maodou citar o ladrio para os tribuoaes. Este
altimo foi julgado criminoso, e condemnado
........ nao eitou muito ao fado da pena ; pa-
rece-me que a lei falla de dous asnos de prl-
sao......
Kemenaer escutara a narragopaludo como
um cadver, e com os labios trmulos.
O senhor; o senhor possue o documento de
que falla? balbuciou elle.
Moock fez com a cabega am sigosl aGQrmativo
a triumphante, e replicou logo :
Maa engaoei-me na minha narrago. O
nosso homem nao recnioa : para salvar a sua
honra e liberdade, para que nao viesse a pesar
sobre si e sobre sua filha urna eterna mancha,
coosenliu em dar a mo desta ao millionario em
troca da falal prora. Que diz, meu caro Sr.
Kemenaer, nao 6 que asiim, deve acabar a
historia ?

Ao gremio liltcrario portigiez.
as toacas orgias dos Borgias tyranoos
Por entre o ruido de alegras cantara*.
as tacas douradas filtrara o veneno
O^e os cantos alegres mudara em pasara*.
Aqui nao ha filtros que o peito envenenes,
Os risos sao poros, puro o cantar I
Ai arles e as Ultras n'um lago sagrado
S sabem s querem o genio saudar 1....
Aqui nao se enloam loarores fingidos
Ao Mirle da guerra que os campos devasta.
Nem hymnos se cantsm a prol da soberba
Que aos tristes captivos em furias arresta :
Aqui oo se louram prazares funestos,
O ricio, o orgulbo, do fausto o poder;
Nem mesmo se caottm louvores Cogidos
Que as almas corrompen) n'um torro praxor :
A mcama virtude que o ser abrilhanta
Nos vivos festejos de am pae a sea lilho,
Ou mesmo as delicias do Hymen sagrado
Nao sao por agora dos cantos o brilho :
E' s a ventura que o nctar derrama
as almaa dilectas que o genio coroa,
Qae hoje se expande, que vive e refulge,
E s luzes, e palria seus bymoos entoa I
Se os lusos guerrelros as eras d'oulr'ora
Bem longe da-patria, com a espads na mo,
Soberbas conquistas na trra, nos mares.
Contentes faziam, saudando a nago ;
Nos lusos de agora, da patria distantes.
Conquistas tazamos talvez mais propicies.
Por ella saudoios cooteutea iidamos,
Suor e nao sangue lhes dando em primicias I
Nao perde-se o tempo das letras no Gremio
Fazendo a Saudade da patria florir :
Trabalbos qual este, do fructos bem doces,
Do honra, do gloria, do f ao porrir.
O puro sorriso qae o rosto nos doara
Nao nasce do orgulbo, nem sao sonhos vaos :
S oaace e germina no intimo affecto
Das artes e lettras de amigos a iraiaos!
Ssademos pois juotos o justo motivo
Que aqui nos rene, no faz rerirer I
A gloria, o futuro, a .tiras, a patria,
Saudemosl saudmos com riro prazer 1....
/. V. da Suva Astvedo.

O pae de Laura conserrou-se durante alguos
instantes como que esmsgido ao peso dessa
rerelago terrirel.
Ou deve ser a condemnago o seu rerda-
deiro destecho? perguntou Moock. Ocaso que
iaso depende do senhor. Falle : a sua primeira
patarra ser urna seoleoga irrerogavel.
Kemenaer, com quanto nao coosegutese domi-
nar completamente a sua perlurbago, todava
fazeodo sobre si mesmo um grande esforgo, disse
a Montk com roz supplicante estendendo-lhe a
mo:
Meu bom, meu querido Moock, tenha pie-
dede de um pobre pae I
Sejamos fraleos: piedade ntrenos? O
que significa esta palavra? So neste momento
o senhor fosse livre em seguir a sua vonlade,
mandar-me-hia fechar a porta. Ohl Estou disso
muito certo......
Mas isto o meimo qae forgar-me a matar
minha filha !......
Sao palavras essa deslitaidss da senti-
do- Vejamos ; qual a sua ultima deciso, sim
oa nao?
Meu Deus 1 meai Deus! E' horrivel
murmurou Kemenaer.
Bem ; retiro-me, torno Moock, a roa j
cuidar dos meios de asiegurar a minha riogan-
ca. AJeus, Sr. Kemenaer, o senhor oo me rer
mais; pois que oo me est bem continuar aa
minhas.relagdea com um homem, a quem a pri-
so reclama, e que bem depressa tem de aen-
iar-se no banco dos ros.
E deu alguna passos para a porta,, como se
realmente tiresse a istengo de relirar-se : Ke-
menaer embargou lhe a passagem, e troaxe-o
outra rez para junto da mesa:
Ento ? perguntou Monck.
Oh I exclamou Kemenaer : um sacrificio
que me ha de envenenar oa das, e que matar a
minha querida filba .- mais fnrea dobrar-me-4 lei
horrivel que me mpoe a sorte.
Quer isto dizer que consento no mea casa-
mento eom D. Laura ?
Asiim forgoso I
Promette decidl-la a me aceitar por marido
seno com prazer, ao menos coma resigoago con-
veniente ? Neste caso de me a saa mo.
Com a mo trmula, e como que agitada pels
febre, Kemenaer tocou na mo gelada de seu in-
terlocutor, e esgotadas as torgas, cahiu n'uma ca-
deira, deixando pender a cabega sobre a mess.
Consol -se, disse Monck ; o senhor nao tem
razo para affligir-ae. ei de fazer feliz a sua fi-
lha ; dar-lbe-hei um luxo da princeza ; fa-la-hei
brilhar na sociedade ; procurarei para ella todos
os prszeres de queumafonte ioexgolivelde- riqueza
pode eneber o caminho de urna joven. Ao mes-
mo tempo hei de ajuda-lo tanto quaoto estirer
em minhas torgas ; porque com essa allianga (or-
nar-se-ho meas os seus iateresses ; o dinheiro
qae entrar nos seus cofres nao ser perdido pa-
ra os meas ; justos emprehenderemos magnficos
negocios ; o senhor rer crescer a sua fortuna de
dia em dia ; e creia, mea amigo ; que bem de-
pressa ter motiros para bemdizer da sorte qGe
lhe deu um georo como eu.
Kemenaer nada responda, e at pareca nao
ter ooosciencia do que se passara ali com elle.
E' rerdade, proseguiu Moock, rou ainda oc-
cupar-me de ama insignificante circunstancia,
que nao deixa todavis de ter para mim osea vs-
lor. Vem saa casa um professor que d ligoes
de piano a D. Lsura : eise professor amigo de
Bertholdo. Par-rae-^',, grande fator prohibindo-
lhe que aqui torr'a a vir. o senhor comprehende
perfeitamon';,. p0r(luei na0?
*;-.
TILADO
O pae de Laura fez cam a cabega um aignal af-
firmetivo sem consciencia mesmo do quefazia.
Monck proseguiu :
As conveniencias exigem que decorram al-
guna mezaa entre a morte de Robyo, mea berr-
fsitor, e o meu casamento ; por conseguinle D.
Laura ter tempo de carar-se do sea amor pelo
poeta arruinado, e de apreciar os encantos que
se trazer a aluenga de um millionario. Entre-
tanto exijo que lhe falle quanto antes do> meu pe-
dido, amauhja ou depois de amanbSa : quera
frequeular a aua casa na q.ualidade de noiro do
sua filba, edesle modo conrencer-me por mim
mesmo de que so oo d ao meu iuimigo a rae -
or esperaoga. Nao o incommodo mais porb >,
roa j relrar-me. Daqui a tres oa quairo s
rirei saber se a 3ra. D. Laura aceita o titaio da
minha esposa. O Sr. Kemenaer conheco-ose,
coohece-me perfeitamente, e sabe que seria urna
imprudencia procarar illudir-me, e zombar da
naim. No dia em que ialo eu suspeilasse. mas
ao ; o senhor am homem de juizo, confio na
aua lealdade Al outra vista I
Kemenaer eom o andar reculante acoropanbou
Monck at a porta, e foi com roz trate e quasi
ionitilligirel que lbe responden :
Al outra vista I
Voltaodo a sala comegou a percorre-la em to-
dos os sentidos com o pseso rpido. Suspiros
auffocados oscaparam-se conrulsirameote do seu
petto : fradeai de raira e de dor arrancara oa
cabellos, raogia oa dentes.
Finalmente fatigado dessa lula com o deses-
pero, exclamou com voi tremis :
O que fazer I Nao haver algum meio de
salrago? Nenham, neahum. A minha Lau-
ra innocente e bella ha de ser esposa desse mons-
tro sem alma I Assim preciso : dero sacrifica-
la, dero coodemna-la a to horrivel existencia
ea que sou seu pae I Fatal o deplorarel culpa,
que me roduz agora a despedagar o corago da
minha filha, como se fosse o seu verdugo I Nem
um remedio, nem ama esperanga 1 Ai de mim I
Como lhe darei dlsso parte ? Tremo ; deroraan-
me a febre e a inquietago.. a oo poder eu es-
capar ao meu terrirel destino I A deshonre, m
infamia, e a priso erguem-se diant de mim,
como outros tintos espectros ameagadorea, que
nao ouso affronlar. Oh I desgranado 1 Ado-
rei o dinheiro ; o dolo dessba sobre mim, a na
sua queda esmaga a minha filha, a minha honra..
tudo que fazia a felicidade da miaha rida I Ohl,
A justa riogenga do cea desceu sobre minha ca-%.
bega .* Deus amaldigooa-mel .
E soltaudo esta ultima exclamago caba n'cma
cadeira, cobria os olhos coa as mos, e derremou
abundantes lagrimas.
Depois de conserrar-se .crea de um qoarto de.
hora abysmado em sua dar, dea am sslto repenti-
namente, como se estiresse sob o impulso.da vio-
lenta agitago nsrros*.
Nao, nao pode ser 1 exclamoa ello. Nao se-
rei eu quem dascarregae sobre minha filha o gol-
pe mortal I Ha ainda taires am meio de salra-
go. O qae quer o trabidor dinheiro ; Liara
lhe iodifferente ; s lhe aprai a minha fortuna,
Pois bem, cede-la-hei ; dar-lbe-hei cem mil, da-
zentos mil francos lado ludo I .
Dizeodo estas patarras, indireitou as restes com
precepitsjo febril, tomou o chapu, e como al-
lucinado traospoz o limiar da porta para ir ler
com Monck, e tentar um axlorgo supremo e deses-
perad 6
lConfinuar-se-Ja.l
PER.NAMBUCO.-TYr. DE M. F, BEP,4 PILfl.
SSJi
*T


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