Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09570


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Full Text
)

1110 IIIVI1I 1DMER0163.
Ut tres aezes*iDtads *t#04
Partreftuezft TeiriM^(fO
W
m
dDIRTA FEIli 17 DI J0LH0 &E 1112.
ftr aauo idlutafe 19|00O
Parte fraica pan iibscriftor
-*

DIARIO DE PERMMBICO.
EUCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Amonio Alixandrino de Lt-
ma; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva;
Araeaty, o Sr. A. da Lemoe Braga; Cear o Sr.
J. Jos da Olveira; Maraoho, o Sr. Joaquim
Marqaei Rodrigues; Par, Maooel Pinhsiro A
C.| Amazonas, o Sr. Jaronymo da Costa.
ENCARKEGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SOL
Alagas.oSr. Glaidioo Falco Dias; Balii.
e Sr. Jos Martina AItbi ; Rio da Janairo, o Sr-
Joo Paraira Martina.
PARTIDAS US CORKE103.
Olinda todos os dias as 9X horas do di.
Iguarass, Goianna, a Parahyba naa aegunda
aeztaa-teiraa.
S. Antao, Bezerroa, Bonito, Caruar, Altinho
Garanhune naa torgaa-feiras.
Pao d'Alho, Nazaratb. Limoairo, Brejo, Pee-
qeeira, Ingazeira, Florea, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouncary e Ex as quai taa-feiraa.
Cabo, Serinhem, Rio Formoaa, Una, Barreiros
Agua Preta, Pimenteiras Natal qaintas feiras.
(Todos oa corteio partem *$ 10 horas da manha j
IPHEMER1DES DO MEZ DE JULHO.
4 Quarto crucen i m 8 jboraa e 20 minatoa d
manha.'
12 La cheia aoa 2 mina tos da maoba.
18 Quarto minga anta as2 horas e 32 minutos da
tarde.
26 Laa ora as 6 horas a 24 minutos da man.
PREAMAI DE 110JE.
Primeiro as 8 boraa e 30 minatoa da manha.
Segando aa 8 -hora e 54 minatoa da tarda.
'ABTID*. DOS VATORBS COSTE1ROS.
Pars anlaU Alee-oaa 5 e 20; para o norte
at a Gnja 14 a 29 da aada maz.
PARTIDA DOS OUSIBLS.
Pan Recite: do Apipnsot 61(2, 7, 7 li2, 8
a.8 Ira m.; de Olinda s 8 da m. 6 da t.; da
Jabot? la 6 1(2 da m.; de Caxang a Yanta
la 7 da.; d Bmfica s 8 ds m. ,
Do Vifa : para o Apipueos s 3 1)2, 4, 4 1|4,
4 112,55 1|4, 5 112 e 6 da t.; par Olinda s 7
da m. 1)2 da t.; para Jaboato s 4 da L; para
o Cazar* Varzta s 4 1)2 da t.; para Btmfiea
s 4 di.
AUUIENClA DOS TRlBU'Ai'S DA CAPITAL.
Tribunal do aommercio: aegeniias a quintas.
Relago: tergae e sabbadea elO horaa.
Fazanda : quintas s 10 boraa.
Jaixo do aommercio : aegundaa ao meio da.
Dito de orphos : tercas a aaataa a 10 horas.
Primaira vara do !?!: largas o aitasae maio
dia.
Seguida Tara do iTal: qaartase aabbados l
horada tarda.
DAS DA SEMA HA.
14 Segunls. S. BoBTentora b. card. f.
15 Teres. S. Camillo de LelHa (andador.
16 Qusrta. Nossa Senhora de Garmo.
17 QuiDta. S. Aleixo; S. Victoriano e outroa mm*
18 Sexta. S. Marinba v. m. ; 9. Rufino b.
19 S*bbado. S. Vicente de Paula ; S. Justa m.
20 Domingo. O Anjo Custodio do imperio;
ASSIGNA-SE
no Recite, em a livraria da praca da Indepen-
dencia os.6e8,dos proprielarioe Maaaal Figual-
iroa d Km & Filbo.
PARTE OFFICIU.
GOVERNO DI PROVINCIA.
Expediente do dia 14 de juahe de
1868
Officio so Exro. presidente da provincia da Pa-
rahiba.Oei o conveniente destino aos officios
que V. Ext. me enviou eom o seu de 7 do cor-
rente.
Dito ao Exm. blspo diocesano.Pelo officio
que V. Exc. me dirigi em 10 do correle Gquei
inteirado de haver V. Exc. providenciado acerca
do matrimonio contrahido na freguezia da Gloria
do Goit sem licenea da competente autoridad
civil.
Ditojao commandante das armaa.Sirva-ee V.
Exc.,.e informar acerca do Goal da inclusa io-
(ormoQao ministrada pelo Inspector da thesoura-
ria de fazeoda em li do correte sob n. 639 acer-
ca do officio timbera junto, no qual o delegado
do termo do Bom Conselho declara nao ter a col-
lectoria de Garanhuns pago os seus vencimeolos
e do destacamento sob seu commando.
Dito aomesmo.Sirvs-se V. Exc. de informar
acerca do que representa no incluso officio o Dr.
chela de policia interino.
Dito ao meimo.Sirva-se V. Exc. de informar,
ouviodo a quem convier, se pode ser construido
no edificio do hospital militar um aposento com
oscommodoa precisos para nelle aarem tratados
OS soldados que soffrem de alienaqo mental.
Dito ao director geral da iostruego publica.
Pelo sea officio de 9 do correle sob d. 161 fiquei
inteirado de ter sido admittido no imperial insti-
tuto de N. S. do Bom-Conselho o orphao Jos de
Sonza Reis.
Dito ao inspector da thesonraria de fazends.
Transmiti a V. S. para o flai conveniente, a in-
clusa copia do termo de consumo a que se pro-
ceden no hospital militar de varios medicamen-
tos e objectoa cargo da respectiva pharmacia
por ae acharem em mu estado.
Dito ao mesmo.Nao bateado inconveniente
mande V. S adiantar ao almoxarife do hospital
militar a quantia de 1:2009000 constante do in-
cluso pedido afim de occorreraa despetas daqael-
le estabelecimento ua segunda quinzena do cor-
rente maz.
Dito ao mesmo.Altendendo ao que expoz o
juiz municipal do termo do Brejo bacharel His-
bello Florentino Correa de Mello oo incluso re-
querimento sobre que versa a aua infurmago de
12 do corrente sob d. 635 tenho resolvido consi-
derar jastificedas as faltas que elle deu por doen-
te desde 27 da fevereiro at 10 de margo deste
anno, e por isso mande V. S. pagar os veocimen-
tos que esse bacbarel deixou de perceber corres-
pondentes quellesdiss.
Dito ao commandante do presidio de Fernan-
do.Certo do conloado do officio de 16 de junho
ultimo em qua V. S. participando-me haver o
almoxsrife desse presidio, capitao Manoel Clau-
dino de Oliveira Cruz, retirado a proposta que
taz para sentar ahi urna casa propria ao fabri.
eo da tarinha de mandioca pede esclarecimentos
a esse respeito tenho a dizer em resposts que
proceda de enforraidade eom a iarormac.ao jau-
ta por copia ministrada pela thesouraria de fs-
zenla com a qnl concordo.
Dito ao delegado do circulo litterario da fre-
guezia de Taquaritiuge.Respondo ao officio que
Vmc. me dirigi no 1.* de junho ultimo relativa-
mente ao foroecimento dos movis que se fazem
precisos a aula de instruego primaria dessa fre-
guazia tenho a dizer que a erdem dada por um
dos meua antecessores em 29 de agosto do anno
prximo paasado para esse foroecimento nao foi
ainda cumprida por falta de crdito na respectiva
verba.
Dito ao conselho de compras navaes.Appro-
vo os contratos que o conseibo de compraa na-
vios, sagundo declara em aeu officio de 30 de ju-
nho ultimo, effectaou com diversas pessoas para
o foroecimento no trimestre corrente de julho a
setembro de fardamentos e outroa objectoa que
se fazem precisos aos apreodizea artfices, impe-
riaes marinheiros, ditos fuzileiros navaes e afri-
canoa livres, ludo de conformidade como termo
qae veio anntxo ao citado officio, devendo o mes-
mo cooaelho remettar thesouraria de fazende
copias dos referidos contratos.
Portara.Oa Srs. agentas da companhia brasi-
leira de paquetes a vapor mandem dar transporte
para a Babia por conta do ministerio da guerra
no vapor que se espera do norte ao alteres do 10
batalhao de iofantaria Raymundo Augusto Dias
Martina, e bem assim a sua senhora Amalia Dias
Martina o tres fllhoa de menor idade.
DiU.Oa Sra. agentes da companhia brasilei-
ra de paquetes vapor mandem dar transporte
para O Rio Grande do Norte no vapor que aa es-
pera do sul por coots do ministerio da guerra ao
soldado voluntario Luiz de Franja Marinho, que
se alisto* com destino de servir na companhia de
cegadores daquella provincia. Communicou-se
ao commandante das armas.
Dita.O Sr. gerente da companhia Pernambu-
esna mande dar duaa pasaageoa de r no vapor
Jaouart&a para o Rio Grande do Norte em luga-
res destinados a paassgeiros de estado a Jos An-
tonio Serfico de Assis Carvalho e a sua se-
nhora.
Dita.O presidsnle da provincia conforman-
do-se com a proposta do Dr. chefo de policia in-
terino, n. 1071 de 12 do corrente, resolve consi-
derar vagos os lugares de segundo, terceiro, quar-
to, quinto e aaxto sappleotea do aubdelegado de
polica da freguezia de S. Fre Pedro Gonc.lvea,
enomea para esses cargos oscidadaoa aeguinles :
Segando supplente,
Jos Baptiata da Fonseca Jnior.
Terceiro dito,
Jos Francisco de S Leito.
Quarto dito,
Caeta.no Cyriaco da Costa Moreira.
Quinto dito,
ManoeJ Estanislao da Coala.
Sexto dito,
Ansstacio Jos da Coala.
Expediente do secretario do
governo.
OOeio ao commandante das armas.S. Exc. o
Sr. presidente da provincia manda declarar a V.
Exc., qua por despacho deala concedeu 30 diaa
de prazo para provar isencao legal que diz ter
em ata favor o recruta Adelino Francisco da
Cruz.
Dito ao juiz de direito de Garsnhuns.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia manda declarar a
V. S. me pelo aeu officio n. 34 de 2 do corrente
ficou inteirado de haverem prestado juramento o
primeiro, segundo, quart0 e quinto suppleotes do
juiz municipal do termo de G.ranhuns e o se-
gundo do juiz municipal do termo do Buique.
Dito ao Dr. Henrique de Lacena.S. Exc. o
Sr. presidente da provincia manda aecusar rece-
bido o' offlcio de 7 do corrente em que V. s. com-
mnoicou ter naquella data e na qualtdade de juiz
municipal e de orphos do termo de Goianna
reassumldo as fuocedes de juiz de direito interi-
no da respectiva comarca.
Despachos do dia 14 de julho.
Rtqutritnenlot.
Belarmino Pinto de Paira.Informe o Sr. capi-
tao do porto.
Capitao Gtarindo Bezerra Cavalcanli. Passe
portada concedeodo a licenca requerida.
Fieiden Brothers.Informe o Sr. inspector da
thesouraria de fazeoda.
Dr. Fernando Maranhense da Cunha.Infor-
me o Sr, inspector da theeouraiia de uenda.
Fieiden Brothers.Informe o Sr. inspector da
thesouraria de fazend.
Gabinete Porluguez de Leitura.Passe porta-
ra approvando oa estatutos, com as alteracoes in-
dicadas no parecer do procurador fiscal da the-
souraria de fazenda.
Jos Alaxaodre dos Santos.Informe o Sr. Dr.
juiz municipal da primeira vara.
Joaqaim Jos de Carvalho Siqueira Varejo.
informe o Sr. inspector da theaourara de fa-
zeoda.
Padre Manoel Gomes da Fonseca.Remettido
ao Sr. director geral da iostrueco publica para
attender ao supplicante noa termos de sua in-
formago da 11 do corrente aob n. 163.
Manoel Theotooio de Lima.Informe o Sr. Dr.
chefe de policia.
Sociedade Bemfeitora Pernambucana.Passe
portara approvando os estatutos.
Commando das armas.
Quartel-general do commando das
armas Je Pernambueo na cida-
de do Becite em 16 de julho de
186%.
ORDEM DO DIA N. 110.
O general commandante das armas faz publico
para oa fias convenientes, que nos lermos do
4* do art. V do regulamento que baixou com o
decreto n. 293 de 8 de maio de 1843, nomeou no
dia 14 do correle o Sr. tenente reformado do
sxercito Joaquim Jos de Souza, para servir in-
terinamente e emprego de ajudaute da fortaleza
de Tamindar, e que esta nomeacao foi appro-
vada pela preaidencia conforme o declarou em
officio datado de hontem.
Assigoado.Solidonio Jos Antonio Pertira do
Lago.
Conforme. Jos Francisco Coelho, eapito
ajudante de ordens encarregadododetalhe.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
Relatorio apresentado assembla ge-
ral legislativa na segunda sesso da
decima segunda legislatura, pelo mi-
nistro e secretario de estado dos
negocios do imperio Jos Ildefonso
de Sonza Ramos,
( Concluido.)
INSTITUTO DOS MENINOS CEGOS.
Satisfactoria a marcha que vai apresenlando
esta ultima iosliluigao.
O pessoal dos alumnoa foi ainda, como no an-
no antecedente, de 26 amente, aendo 8 do aexo
feminino e 18 do masculino, e nem o edificio of-
ferece actualmente capacidade para muito maior
numero.
Esses alumoos aperfeicoaram-se durante o au-
no prximo flndo nos diversos ramos, que cons-
iiiuem a sua educa;o, como provaram oa exa-
mes respcetivna. ------
Alm da instrucgSo religiosa e lilteraria exercl-
tam-se elles em diversos trahalhos ao aeu alcan-
ce e aprenden! cfficios mecnicos.
A urgencia dos reparos e augmento, de que
carece o edificio do instituto, lorna-se cada dia
maior e msis evidente para que possa elle pres-
tar utllidade a maior numero de alumnoa e me-
Ihor preencher oa fina de sua inatitaicao.j
Apezar, porm, de haver sido presente ao go-
verno a planta e ornamento deesas deapezas nao
puae autorisa-las por falta dos meios precisos,
atienta a exiguidade da verba de que diapde o
ministerio a meu cargo para aa obras respectivas.
Entretanto urna outra necessidade nao menos im-
portante foi attendida, mandaBdo-se azer as
construcQee necessarias para abastecer o edificio
da agua precisa para uso do estabeleaimento. O
patrimonio do Dstituto monta actualmente
quantia de 8.896266; proveniente do aeu capi-
tal primitivo e juros vencidos, bem como da im-
portancia de multaa, em que foram commutadas,
em beneficio do mesmo patrimonio, as penas de
diversos reos-
INSTITUTO DOS SURDOSMUDOS.
Depois de approvado o contrato de 10 de abril
celebrado pela commiaso com E Huet, director
do institulo, declarou este, em dezembro do sooo
prximo passado, que nao poda mais continuar
com a administrarlo delle, sendo porMsso res-
cindido o mesmo contrato.
Mediante o pagamento da quantia de 3:4945*021
importancia de movea a outroa objectoa e de
despezas anteriormente efectuadas ficou aquello
instituto partenceodo ao governo, continuando
eutretanlo a cargo da commiaso, sob as mesmas
regras de admioistraejio j estabelecidas.
A commissao conQou a direccao do estabele-
cimento ao padre Maooel Soares do Coulo e l-
timamente .oRev. padre Fr. Joo deNossa Se-
nhora do Csrmo. I
Continuam a exiatir no iosttato os mesmos
alumnos, que o frequeolaram no anno de 1860,
em numero de 15, sendo 10 por conta do tbesou-
ro e 5 por conta da provincia do Rio de Janeiro.
Lious que eram all austentados por suas familias
retiraram-se o anno passado. A admioittraQao
tem tomado forma maia regalar em todos os ra-
mos. Os estados continuam com ordem, e, quan-
to se pode julgar palo pouco lempo da mudanza,
parece que os alumnos vo-se adiantando.
O director ao mesmo lempo capello do ins-
tituto e celebra miaaa no oratorio da caaa, tendo
para laso feito sequsimo dos paramentos e maia
objecios precisos.
Fizeram-se no edificio alguna pepuenos repa-
ros, e foram renovadas algumas roupas, movis
utensilios, sem que por isso fossem excedidas as
preslages ordinarias. A commiaso inspectora,
cujo zelo e solicitado contina a aer digno de
louvor, pede que seja augmentada a quantia des-
tinada para as despezas do instituto, visto como
as despezas, a que foi obrigada em virlude da re-
clsao do contrato, obrigaram-a a langar mo da
qaantla que exista i aua disposico em ama casa
banesria, diminuindo-se, porlanto, os recursos
com que poda contar no corrente anno fioao-
ceiro.
Para justificar este pedido pondera a com-
missao :
1.* Que o instituto nao tem at hoje um ins-
pector de alumnoa, enlidade, alias, to necesa-
ria em lies estabelscimenios ;
2." Que nao est convenientemente prvido de
todos os objectos nacessarios, o que se vai pre-
enchendo aos poucos ;
3.* Que pode crescer o numero de alumnoa ;
4." Que o director percebe apenas o honorario
de l.OjOOO, fazendo ao meaaao tempo aa func-
(dea de capello, e qae nao ser fcil com tal re-
tribuidlo acbar quem o aubstllua, se por qual-
quer motivo houverelle de relirar-se.
Releva, finalmente, informar-vos que o gover-
no imperial, querendo acautalar a eventualidade,
que realmente se deu, de aer rescindido o con-
trato celebrado com E. Huet, tioha autorisadoo
nosso ministro em Pars para contratar com o
estndante brasileo, Manoel de Magalbaea Couto,
Um de dedicar-se aos estados precisos para o
deaempenho das fuuccoes- de director do insti-
tuto.
Tem sido celebrado o contrato legundo aa ins-
truccoes dadas ao referido mioiatro, acha-ae hoje
aquelle estudante (requentando o instituto impe-
rial dos surdos-mudos, abonando-ae-lhe, por or-
dem do governo, a quaniia mensal de 350 fran-
cos para pagamento da respectiva pamo.
.*
OPERA LYRICa, NACIONAL E THEATRO DRA-
MTICO.
Esla empreza deu regularmente os espectcu-
los a que se obrigou por seu contrato, tendo le-
vado acea diversas eomposices de artistas na-
ciooaes, que foram acolbidaa com applauso.
E' fcil de apreciar-se a influencia favoravel
que pode exercer asta ampreza em relaco ao
progreaao da arte musical, ao meamo tempo que
proporciona a diversos artistas brasilairos occa-
aies de sperfeicoar-se e honesto meio de vida.
O emprezario contioui a manter em Paris um
pensiooistado conservatorio de msica enaa au-
las da canto edeclamado, sustentadas pela em-
preza, j exiate um ncleo de alumnos, que at-
rio opportunamente augmentar o pessoal dos ar-
tiatas.
O contrato da empreza celebrado em 17 de
juoho de 1860, e que principioa a vigorar em
oovembro aeguinte, expira no 1* de novembro
deate anno.
O emprezario pede a prorogico deste contra-
to para nao perderem-se os fructos dos esforcos
feitos at hoje e os que ae deve ainda esperar no
futuro ; mas o governo nada tem por hora resol-
vido, por que deseja prover aobre eate objecto
de modo que, sem maior encargo, se coociliem
os ioteresses da opera [lyrica com os do theatro
dramtico propriamente nacional, cuja crearn
convm promover-se.
Para eate fim foi creada urna commiaso de
pessoas competentes por suaillustraco, a qual
(oi eocarregada de propor oa meios maia conve-
nientes para conseguir-se a crea;o do theatro
dramtico nacional, sem prejuizo da opera ly-
rica.
Os dignos membros dessa commiaso deram o
seu parecer, em dala de 13 de fevereiro ultimo,
lembrando, como medidas preliminares para a
coosecaco d'aquelles fina, a creaco de um no-
vo conservatorio dramtico e a edificaco de um
theatro para comedia e opera nacional.
Em verdade, a orgaolsaco do actual conser-
vatorio dramtico nao o h'abilita para desempe-
nhar os ti os a que deve propor-se, accrescendo
que a sua naturesa de sociedade particular o poe
ra da ac;o governativa e a maneira por que
elle compoato nao offerece todas as garaotias de
um exame ,consciencioso e juato das diversas
composicoes submeilidas sua critica.
A commiaso propoe conseguintemente a crea-
qao de um conaerratorio dramtico, presidido
pelo inspector geral dos theatroa subvencionado,
composio de homens de letras, nomaados pelo
governo de tres em tres aonos, flcando a seu car-
go o exame e julgameala daa4pefas^_.queJio-"Oi
ram de aer representadas.
Aoa membros do conservatorio assim orgaoisa-
do entende a commiaso que deve ser marcada
uma gratincacao deduzida proporciooalmente das
subvancSes concedidaa aos diversoa theatroa.
Quanto construecao de um theatro nacional,
parece-lhe aer neeeaaidade geralmeote aentida.
Nao a um edifleio modelado pelas regras da
arte deve offerecer alta comedia ama seena,
que ella nao encontr actualmente na corte, mas
permittir que o governo possa contratar livre-
mente com a melhor companhia qae se ergani-
lear, abriodo-se por esse meio ama concurrencia
Mal fl.farnnrta --------------W ----- -------------
As despezas com a edificaco do novo theatro
poderao correr por conta do producto daa 24 lo-
teras, qae restam ainda daa 35 concedidaa pelo
decreto n. 979 de 15 de aetembro de 1858 para a
construecao de am theatro para a academia de
opera e msica nacional, asquaes, nao obstante
?fi!?po,-l no decre, D- M*> de 12 de maio de
1860, nao se deve suppor que tenham caducado,
poie que lhes sao applicaveis as disposigoes do
decreto n. 2,611 de 11 de julho de 1860, que es-
tsbeleceu condicSes para a conceaso dos favoraa
votados pela aeeembla geral legislativa para ma-
l uteogao da opera lyrica nacional, instituiso in-
teiramente idntica que ficou extincta pelo su-
pracitado decreto n. 2,593.
Esse edificio, aendo construido com as condi-
oes artsticas, que sao necessarias para os espee-
taculoa lyricos, prestar-ae-ha, com a meama
vantagem, scena dramtica, concillando aasim
os progressos da opera lyrica com a creaco de
um theatro dramtico nacional, que possa ser
uma escola da lingua, do gosto litterario e dos
aos principios de moralidade.
E certo que com isto nao ficar aioda satisfei-
ta a maoifesta necessidade, que temos, de um
theatro de mais vastas dimenses proporcionado
a importancia desta capital e ao nosso estado de
civiiisa$So; mas este plano, sem duvida muito
modeato, em nada pode prejadicar realiaaco
de peosamento mais grandioso, quando aa cir-
cumstancias flnanceiras do paii permittirem em-
prehender-so uma obra de maior vallo.
THEATRO LYRICO FLUMINENSE.
A empreza do theatro lyrlco entrou em liqul-
dagao, verificando-se a sua ftllencia com um
pasiivo conaideravel.
O governo havia j anteriormente nomeado
uma commissao para conhecer do estado da em-
presa, a qual procedeu ao Inventario dos movis
e alalas do theatro perteocaotes ao governo, que
foram por ella avallados em 33.022$330 e postos
em arrecad;o, bem como as que pertenciam
empresa, no valor de 35:219720.
Aberta depois judicialmente a fallencia d'aquel-
la empreza, foram entregues ao juixo competen-
te os objectoa ella perteocentes.
Cumpre-me aqu lnformar-vos que foram efec-
livamente pagas pela empreza as quantias devi-
daa a diversos artistas, que a esse respeito ha-
viam dirigido reclamacoes ao governo e ao poder
legislativo. r
Tendo-se obrigado pessoalmente os directores
da empreza para com os respectivos credores, o
governo resolveu que ficaise sam effelto o aviso
de 31 de agosto do anno prximo passado, polo
qual se bravia mandado reter no thesouro nacio-
nal o producto das 12 loteras concedidas pelo S
de 1860,10 da U i,1U de B de eteB,b
Extincta assim a empreza, o governo resolveu
mandar entregar o theatro provisorio ao cidado
Joao Pereira Darrigue Faro, o qual se obrigou a
facer as despezas necessarias com a sua conser-
vado e a promover que nelle se dStn espectcu-
los, sem que por isso perceba subvencSo aleuma
pelos cofres pblicos.
CONSERVATORIO DE MSICA.
Este estabelecimento, que to efficazqffsjte de-
ve concorrer para o prograsso da arleiSusical
val apresenlando satisfactorio deseovdtrimenlo.
Acham-ae em exercicio aeis aulas frequeota-
daa por 92 alumnos, sendo 40 do sexo feminino.
Muitos delles foram contemplados na distribu-
cao dos premios da academia das bellas-artea e
outroa acbam-ae empregados na opera lyrica na-
cional.
Entre eatea ltimos merecem especial menao
oa artistas Antonio Csrlos Gomes, autor da opara
a Noiie do Castello-j representada com ap-
plauso nesta corte, e Domingos Jos Ferreira
que acaba de concluir uma compoaico aeme-
Ibante.
Esses honrosos exemplos vo sendo seguido
por oulros.
Tamben o alumno Henriques Alves Mesquila,
que se est aperfeigoando em Paria, j remetteu
paria de uma opera, que est escrevendo e que
revela o aproveitamento notsvel, que tem ido
em seus estudos.
O governo prorogou por mais 18 mesoa o pre-
so de annos marcado a este pensionista, ces-
aando porm a pensao de 3,000 francos, que lhe
ett iS2a*,i Pr. nta do Estado, e que ficou
substituida ; desde abril de 1857. pela de 150800*
ru meoiaw, com .ue subsidiado pelo empie-
xario dopera lyrica nieional ni conformidade
do resjetive contrato.
O paimonto do conservatorio compe-se ac-
tualmee de 66 apolices da divida publica de
6 por cito, de tres predios no valor de 19:500$,
que forr comprados para no lugar delrea cons-
truir-sio edificio projectado para o conservato-
rio, e talmente de 18:0009000, que existem em
depos.t no banco rural e bypothecario.
ESTADO DOS CRDITOS.
Dedudas por um lado aa sommaa assigoadaa
aos divesos encargos que pela nova organissgo,
autorisaa.pea lei n. 1,067 da 28 de julho de
1860, paanram para o ministerio da agricultura,
commen'r e obras publicas, e reunidas por outro
as qae s> destina va m a despezas com as cathe-
draes, hipos, parochos e seminarios episeopaes,
qua em irtude do art. 8 do decreto n. 2,749 de
16 de faereiro de 1861 entraram para a compe-
| lencia ministerio do imperio, ficou a esta, pa-
! ra oa dmentas aervigos a aeu cargo, no exerci-
cio de 186=-1862, o crdito de
Augmentouae depois com a
quantia qe pelo ministerio
da agricuajra se poz dis-
posigo di do imperio pira
as obras pblicas que eram
a este espciaei.............
E ficou aleudo a.............
Deste credto distribuio-se :
Aa provincia para as despe-
na deteriinadas por lei e
encargos as todo o exercicio
Aomunicip da corte, dem..
Ao ministelo da agricultura,
eom appicago aoa venci-
mentos u> pessoal da res-
pectiva seuetaria............
Ao mesmo para despezas e-
Tectuaes ..................
Conservou-se a reserva de....
Tirou-se desta, depois da
distribuigo:
Pan soccorros pblicos por
eTeito Jas medidas tomadas
esotra a epidemia reinante
naa provincias de Pernam-
baco e Parahiba............
Pan ajadas de custo aos pre-
sidentes de provincia, al li-
gue! deyfTs para residen-
cia, citara da mobilia e de-
dos palacios........
aa dos aemioarioa
es, aleguis de ca-
la os meemos, onde
idificios proprios, e
ao do Amazonas....
igael de casas, onda
a palacios epis>*" "
a de nar' **>
de b>fL ^ os
Jilas para confir-
ma bispos e congruas
os, por augmento
ozias................
prios tiacionaes ao aervigo
do miuiaterio do imperio...
Para as osapezas eventuaes...
tituto commercial..........
Do servigo com a instruclo
primsriaesecuodariado mu-
nicipio neutro, por ter pas-
sado para o thesouro nacio-
nal a cobranga da renla do
collegio de Pedro II e pen-
adea dos alumnos, orgadas
em 80.0005000; e que se de-
duziam da despeza. .
Do servvo do instituto dos me-
ninos-cegos, pelo mesmo
motivo e maior numero de
alumnos pobres.....
5:9105000
76:9055000
2.0955000
210:6555520
4,774-272*860
100:0005000
4,874:2725860
1,625:1775833
2,871:9623360
40.O0OSO0O
10.0005000
327:1325667
33:7068155
36:618$370
17:7125317
"i 91^8465025
S8',0.......................... 135:286S642
E provavel que ainda algumas exigeociaa do
servigo motivem pequeos augmentos na distri-
buigo do credlo para algumas rubricas, e tra-
gara uma ou outra altarago pouco aeoaivel. Se,
porm, com o favor da Providencia, a epidemia
que infelizmente tem flagelado as provincias de
Pernambueo a Parahiba, nao tomar maior desen-
volumenloe conservar-se favoravel o estado sa-
nitario das oulraa provincias, e considerando que
economiaa no servigo e redueges na despeza,
especialmente por ae ter reorganisado a commia-
so scian tilica eauspendido a recepgo dedosotes
no hospital de Santa Isabel deixaram aaldoa noa
reapectivos crditos, de esperar que alm de
outroa de pouco vulto, haver 'do aobraa naa
verbas de
Commissao scieotifica.........
Preaidencias de provinciaa___
Higienoe publica..............
Lazaretos......................
Soccorros pblicos............
Pizeram-se reduegoes :
Na rubrica de secretaria de
estado* pela parte do pes-
soal que passou para o mi-
nisterio ds agricultura, com-
quanto por outro lado aug-
mentasse a deapeza com
12:000$ para a reimpressio
das leis ds 1808 a 1837 .
Na de < presidencias de pro-
vincias a pela suppresso
dos lugares de guarda-mo-
biliaa e luzes dos palicios,
bem com o do meio orde-
nado de vice presidentes,
que ae lmgou verba de
c eventuaes .....
Na de (acuidades de direito
pela deduego dos ordenados
do director da do Recife e
de lentes que sao membros
do corpo legislativo, durante
4 mezes de sesso ; pela
suppresso de dous lugares
de colaboradores na aecre-
taria da dita faculdade, e
das gralificages de alguns
lentes, que contavam mais
de 25 annos de servigo e que
forsm jubilados ....
Na de afaculdades de medici-
na pela deducgSo des orde-
nados de um director e um
lente, membros docorpo le-
42:0015040 gislalivo, e pela suppresso,
confrmeos estatutos, de to-
da classe do substitutos na
faculdade da Baha e de um
d'esles lugare/i na corte .
21:9755000 Na de aacadenTia d- '---
a.loa "la r~ -.,
>>. mencionada de-
ucgo de ordenado de um
profassor, e diminuigo em
outra despezas.....
_j3514 1 Na de museu nacional pela
suppresso da gratificago,
destioada a um adjunto via-
jante..... .
Na de chyglene pela aup-
preaso da despeza com
transportes em servigos ex-
traordinarios, comedones,
........
Na de lazaretos pelas altera-
ges feitas oo pessoal e ser-
vigo do hospital martimo de
Santa Isabel....." .
Na de commissao acienti-
ea por effeito da reorgao-
aago qae soffrea depois de
sua volta para a corte. .
Na de aocecorroa pblicos
por destiuar-se a consigna-
gao nicamente a medidas
de sslubridade publica em
circunstancias ordinarias .
N de bibliolheca publica
pela suppresso de um lu-
gar de guarda, e diminuigo
na deapeza com os serventes
Ns de eventuaes por julgar-
ae a somma de 20:0005 suf-
flcienle para occorrer sne-
cessidades d'asta nalureza..
40:00011000
:2805O0O
7:9401661
19:5338332
70:000*000
30:000g00o
5:0005000
40:0005000
120:0005000
8OOJ000
3:8I0a000
65:0005000
87:0005000
100 0005000
716S0O0
10:0005000
349:397^994
265:0009000
Com estes meios e com a reserva de ..........
149:2865642. que deixam margem de414:2865642,
ainda aatiafeitos empeohoa anteriores, como divi-
das de exercicios fiados, de que j foram auton-
sadoa alguos pagamentos aa importancia de cer-
ca de 31:0005000, que constituem crditos extra-
ordinarios on accrescimos de crdito, mas que
por este modo se carregsm somma geral daa
consigoatoes ordinarias da lei, embora nio lhe
sejam impatadas semelhantes despezas ha toda
a razo para esperar que na liquidagSo das ton-
tas deste ministerio, no exercicio de 18611862.
verificar-se-ho obraa superiores a 300:0005000.
CRDITOS SUPPLEMENTARES E EXTRAORDINARIOS.
Como se ve, nenbum crdito supplemenlsr ou
extraordinario foi aberto al hoje pelo ministerio
a mea cargo para o exercicio que vai lindar.
ORfAMENTO DA DESPEZA PARA O EXERCICIO
DE 1863-1864.
O crdito Concedido para aa deapezas do minis-
terio do imperio, pela lai n. 1,114 de 27 de ae-
tembro de 1860, foi de 4,874:2725860. e o pedido
para o exercicio de 18631864 de 4,735:5305086
como veris da respectiva proposta. Manifesta-
se primara vista uma reduego oa importancia
de 138:7429774. Se attendar-se, porm, a que
na lei de 27 de aetembro de 1860 nao esli com-
preheodidos com os fundos indispensaveia diver-
sos augmentos de encargos, provenientes de ser-
vigos aaloriaados a outros que foram posterior-
mente reconhecidos, na importancia de..........
210:6555220, aa redueges na deapeza lomam ou-
tro deaenvolvimento edo uma differenga de rs.
349:3975994.
Os accrescimos provieram:
Da non)6ago dos professores de desenho e al-
lemo para o ensino de suas altezas, com o ven-
cimento de 1:6005 cada um, deduzindo-se na dea-
peza a de 2:0005 do ordenado de professor de
iostraego elementar que est vago e aem neeea-
aidade de serprovido.......... 1:200000
Da creago de maia dous offi-
ciaes para a secretaria do
senado, e maior deapeza
com a publcago dos deba-
tes.......................... 9:160J000
j augmento na cmara tem-
poraria dos representantes
das provincias do Amazonas,
Espirito-Santo, Paran e
Santa Calharina, e da crea-
go de dous lagares de
guardas daa galeras........ 9:7705000
Das ajudas de custo para os
deputados que accresceram. 1:6505000
De maior soldada s tripola-
res dos escalerea da visita
sanitaria nos portos......... 2:9705000
Das congruas aos parochos do
grande numero de freguezias
nova mele creada ou can-
nicamente instituidas....... 99:8645520
Da necessidade de alugar ou-
tro predio para o eatabele-
cimento do archivo publico l;20O$0O0
Da roforau do entino no oj-
Nas demafs rubricas ficaram sem alterago as
aommas que Ibes foram assigoadas na citada lei
de 27 de setembro de 1860, por continuarem as
mesma necessi ladea do aervigo.
Taes sao. augustos e digoissimos senhores re-
preaentanlaa da nago, as informages que jul-
guei dever trazar ao voaso coobecimento, cum-
priado-me declarar que ros sero prestadas
qusesquer outra, que forera precisas para o de-
aempenho de vossaa importantes funegoes.
Rio de Janeiro, 3 de maio de 1862.
Joti Ildefonso de Souza Ramos.
Assembla legislativa provincial.
Discurso do Sr, Dr. Cuulia e Figruei-
redo.
O Sr. Cunha e Figueiredo :Sr. presidente,nao
posso deixar de tomar a palavra para fazer algu-
mas considerares justificativas dos artigoa addl-
tivos, qoe tive a honra de apresentar a consida-
rago da casa, restabelecendo as congruas dos
coadjutores, e as verbas para o guiaamento e fa-
bricaa das matrizes, que foram aupprimidis na
lei do orgameoto que ae diacute.
A nobre commiaso de orgamento, Sr. presi-
dente, digna dos maiores elogios pelo espirito
de rigorosa economa que desenvolveu no seu
bem elaborado trabalho ; mas eu nao posso de
maneira alguma concordar com a nobre e Ilus-
trada commissao na parte em qae excluio da des-
peza do orgamento aquellas verbas destinadas ao
culto publico, despeza esta, Sr. presidente, que
eu reputo de primaira neeeaaidade a a mais ur-
gente da provincia. (Apoiadoa.)
Cora referencia a congrua dos coadjutores, eu
nao posso achar motivo algura que justifique o
procedimento da nobre commissao, porque se-
nhorea, ae aa congruas ao alimentoa queae do
quellea empregados, aupprimlr assaa congruas,
o mesmo que querer-se quo nao hsjam coadju-
tores ou que estes peregam a fome.
O Sr. Buarque :J nao exiate uma emenda ?
O Sr. Cunha e Figueiredo :Fui euquem apre-
aentei dona artigoa additivos restabelecendo a
verba para as congruas dos coadjutores, e para
as fabricas; porm nao sei se a caaa eatar dis-
posta a votar por esta emenda, e por isso entend
que devia tomar a palavra para justifica-las, e
clamar bam alto contra o acto pelo qual a nobre
commiaso pretende praticar uma ioiquidade, ti-
rando aos cosdjutores o pao de cada da sem con-
siderar que elles sao empregtdos pblicos da gro-
ja e do estado.
O Sr. Lucena .Isso uma despeza geral, e
porlanto para que havemoa sobrecarregar os co-
fres provociaea com ella ?
O Sr. Cunha e Figueiredo:Se esta despeza
deve correr pelos cofres geraea, como eu nao oa-
tou looge tambem de pensar, entendoqua o meio
mais legitimo, mais conveniente, seria esta easa
reclamar dos poderes geraes esse pagamento.
Um Sr. Deputado :Fica em redamecao a-
mente.
O Sr. Cunha e Figueiredo :Mas supprimir
deade ja esla verba deixando 01 coadjutores sam
ordenado algum....
Um Sr. Deputado ;Faa-ie o mtamo que se
fe; a respeito dos parochos.
O Sr. Cunha e Figueiredo :___ uma faltar
al da carilade, uma injuatiga clamorosa, ,
come j disse, uma ioiquidade 1
A funegoes ezercidas pelos coadjutores, nao
podera ser to iodifferenles a muiio nobre e Ilus-
trada commiaso, mxime a esta casa, de medo
que supprimindo-sa os ordenados ou congruas
daquelles empregados, fique a proviocia privada
dos seus boos e relevantes servigos prestados a
igreja e ao estado, nao s na coadjuvago qao
prestam aos parochos na sdmioislrago do pasto
espiritual, como em outro* misteres que por lei
do paiz osto a seu cargo para a boa ordem da
administrago publica e felicidade dos cidadaos.
Digo, Sr. presidente, que este procedimento
pelo qual tiramos o pao a esses empregados da
igreja nos vai privar de seus bons servigos ; por-
que sendo os coadjutores pobres como o quasi
todo o clero dcsla provincia, e direi msis do Bra-
sil inteiro, elles sero forgados a abandonar seus
lugares para irem procurar a sua subsistencia em
qualquor outro meio de vida estranho 10. seu mi-
nisterio, ou quando seis 00 exercicio deste SOfi
em capailas particulares, cujos proprialarios Ibes
do melhor ordenados, ou remuneram os seus
servigos de um modo mais justo e altencioso do
que o fizem os poderes do estado. lia por ah
quem pague ao seu capello somente para cele-
brar missas nos domingos e dias santos o ordo-
nado de seiacentos a oitocentos mil reis aooual-
mente. Assim, pois, a tirar-ae easa miseravel
quaniia que de duzentos mil reis se d de con-
grua aos coadjutores, aar o masmo qae extn-
guir-se os lugares, ou querer t-Ios vagos.
O Sr. Lucena :Nao nao de ficar vagos.
O Sr. Cunha e Figueiredo :A necessidade for-
ra-loa-ha a abandonar as coadjutoras para pro-
curar outro meio de vida.
Mas senhores, se o servigo dos coadjutores e
de urgeote necessidade para a provincia, para a
salvago dos fiis como esta casa tambem reco-
nhece, porque elles exereem as suas funegoes cu-
mulativamente com os vigarios que jamis podem
dispensar aua importante coadjuvago, se elles
sao por aistm dizer o brago direito dos vigarios,
sempre apensionados de muitos trabilhos, huma-
namente fallando, superiores as suas torgas, por-
que alm da administrago do pasto espiritual,
alm da predica, alm do trabalho diario o cons-
tante que ha a desempeohar no confesionario e
outros de summa importancia, puramente reli-
giosos, que pesam sobre o pastor espiritual da pa-
rocbi, nos vemos qua pela legislago civil mul-
las oulraa funegoes de natureza puramente tem-
peraos sobrecarregam os parochos de trabalhos
to ooero~ si s nao poderao de
- a sao.
minisi.a
Figaeiredo :O coadjutor n>.
ituto do vigario como diz o nobre
aeputado e se d em ouiras repartiges, em quo
o substituto de um empregado somente trsbalha
no aeu impedimento, os coadjutores funecionam
diaris e constantemente com oa vigarioa, em to-
dos va actos de seu ministerio para que dessa ma-
neira possam ser salisfeitas todas aa funegoes pa-
roebiaes. e vivera com oa parochos to dedicados
a cultura da vmha do Seohor em sua parochla,
que nao podem ae distrahir em procurar os molos
de sua subsistencia em outro officio. beneficio oa,
capellana ; elles subsistem de alguns emolumen-
tos que os vigarios cedem para augmentar a mi-
seravel congrua de duzentos mil reas que lhes d
a provincia. Se vos, senhores, lhes Urses essa
migaina, ellaa nao poderao aubsisiir no exercicio
de seua lugaree. e os vigarios flcaro imposibi-
litado de cumprir suas obrigages, de satlefazer
por si s aa urgentes exigencias do pasto espi-
(Hs um aparte.)
O Sr. Cunha e Figueiredo:Alm dos deveres
religiosos, os parochos tem a seu cargo o registro
daa trras publicas, tem de obrigago mandarem
mappas aemestraes de bitos, casamentos, bapti-
sados, etc. r
O Sr. Lucena :Eu at suu de opinio que elles
deviam aer mais bem remunerados.
O Sr. Cuaba a Figueiredo :Tem muitas outras
obrigagea que exereem cumulativamente com os
coadjutores.
O Sr. Souza Reis .Mas vamos ao remedio para
que esta assembla nao lenha necessidade de vo-
lar tundo alm deste anno: esla que a
queitao.
O Sr. Cunha e Figueiredo :O nobre deputado
que me acaba de honrar com este aparte sabe
melhor do que eu, que o remedio nao deixar
os coadjutores morreodo a fome; porm aira t>
dirigir eala aasembla uma repreaaolago aos po-
derea geraea, pediodo que lomem a sea cargo
esta detpeza, que segn Jo os principios de direito
administrativo, e a opinio de muitos publicistas,
nao compele a proviocia.
O Sr. Margal a casa entende que o coadju-
tores que cumpre remediar o mal.
O Sr. Cunha e Figueiredo :Se forraos a tirar
desde j as congruaa aos coadjutoraa, deixando-
oa sem meios de aubsiateocia, deixaremos de cum-
prir o nosso dever para com a Igreja (nao apoia-
do), praticaremos mesnso uma falta de candado,
daremos occasio a que aquelles empregado
abandonem seus lugares, e fiquem os parochos -
impossbilitadoa de cumprir todos os deveres a
seu cargo, fiquem impossibilitados do administra-
ren o pasto espiritual em toda a extenao de sua
freguezia e a todos os seus freguszes, e finalmen-
te seremos respoosaveia pals ms conseqaeociaav
que surgiro de aemelhaole acto ; creio que oe-
nhum dos nobres deputadoconsiderar eala ma-
teria de to pequeo alcance, que pretenda des
preza-la, aem madura reflexo, tanto maia quan-
to esto convencidos de que a administrago do
pasto espiritual aproreita tanto a igreja come ao-
eatado; e vos sabeia, senhores, que nao ha go-
verno regularmente organiado, a quem conve--
nha o deaprezo ou o abandono do caito.
_ O Sr. Lucena :Ninguem contesta isto, a ques
to aaber quem deve pagar, se a provincia oa
os cofres geraea.
O Sr. Cuoba e Figueiredo : Se reconheceie,.
aenbores, que a deapedida do culto tem por fim
o deaenvolvimento do sentmento religioso e por*
conseguate o aperfeigoamento dos coslumea, da-
moral publica, o ensino da verdade eterna do te-
mor de Daua, da obediencia aoa nossos superior-
res, as autoridades constituidas e quo por tanto,
um grande e principal elemento para a conser-
vago da ordem publica ; se reeonheceis quena
somente o imperio, mais tambem a provincia ra-
er todos esses (rucios, sa esta provincia tomos*.
aisi ato o presente o encargo de pagar os con-
gruas dos coadjutores porque ba do agora dola-
los morrer a fome ? E porque tendo esta easa in-
teresse no bem publico ba de dizer agora as nao
nos importamos com esta despeza que nao noa
compete? E porque nao havemoa noa tazer em
oome da provincia a nossa reclamago perante os
poderes geraea?
Um Sr. Deputado :Oa coadjutores qua o fi-
gam.
O Sr. Cunha e Figueiredo ;Nao, enhor, de-
vemoa nos, deve esla Ilustrada aasembla tecla-
mar. Nao isto um negocio de pouca monta,
nio um negocio meramente particular, um
aasumpto de aumma importancia para a provin-
cia de que nos como seus representantes -leve-
mos cuidar e nao nos est bem, nao decoroso.
fazermos um joga de empurra (riso).
Um Sr. Deputado:O qua queremos que a
despeza saja feita pelos cifres geraes a quem
compete.
O Sr. Cunha e I'iguaire.do :Ka acceito a idea
como j& o disse e rspV.o que as poderes geraes
i competern essa desbeza i mas pergunlo, o (acto
MUTILADO


DURK> DE riftNAMBUO.- QUINTA FElR 17. DI JDUK) DE Ui.
de negarme gora e como quede sorpresa es-
tas coogruss nao trar gravea inconveniente a
provincia ? Ser este o meto maie jaato. mie ef-
icaz mesmo de fazer coro que e"aaseml)leo eral
marque quota para aa despezas do culto e pague
08 coadjutora j e qaaoto antea, segando coo-
m Sr. Deputa Jo :Foi osee o rueiode faier
egr aa congruas dos gario*.
O Sr. Cuaba eFigutiredo :Dixoaobredepi-
lado que foi dease modo que ae cooeeguio o pa-
samento das congrua* doa garios I Nao foi ease
*> meio empregado, mau ntete eolleg, foram os
leputadea geraes de todas as proiinciis que re-
onheceram a aecessidade tiesta medida e flzasam
que PM8 a tai ue manda pagar aoa vi-
cario pe tas cofre garres.
As fabricas daa mttrues para a qual eu ped
iiua pequea vtrba de 30)000 anoual.nao um
ot-gocio que merec.8 pouca considerado do nossa
arte outao disse e noble deputado que hontem
lallou em ultimo lugar, de modo que esaa dea-
W*a A verba da 'ttrica, Sr. presidente, entre os
te appltca a compra de ornamento, da roupa-
?jern de linho empregada no altare servieo diario
e pplica *o riuho e outros guiaamenlos neces-
oarivs a celebrado diaria do Sanio Sacrificio da
sa o a outros actoa dos vScio divinos eele-
fcraJos na matriz durante o aooo, e iudlspenta-
f eis a admiaislraco do Sacramentos tambemae
opplicam aoa pequenoa e mata urgentes concer-
xoa de eonaervaco da igreja matriz onle nao ha
irmandade, concertoa que apparecem constante-
rneute como bem poder informar o nobre depu
do o Sr. Marca I, quecertamente os lera obser-
vado por lodo o entro da provincia por oude tem
*ndado,e que estar maie certo de todas atea
cousas do que eu qae nao me teoho dedicado
*'nc e *<,mioifSao daa matriz*.
n a f*rC*' f,z a'goar afirmativo.
Ji h" fiRueiredo :Ora se as despe
zas de fabrica nao ao eouieote a lavagem de
roupa como hontem se disse na casa, e se nao
.i. 0. f ?d*.o.straSao publica -prestara os
V. !1 "legles servicos ao estado [apoia-
dos) I porque ella nos ensina a obodienc a. noa
guia ao amprimento dos nosioa devere e en!
m?ZfT"V$m d0 aaiot de Deus.no.
moatra que jmate poderemoa entrar no caminho
do co sem comecarmo. por aer bona pata do la-
i i!/ E,elhor dMHa:. m vista disto
.SS.ti: ,abefn Su" qM* *"""* Pernambuco aeja
a primeira a itr-se de suee obrigaedoe para
ico? *eU* "*** <*l*opu-
0 Sr. Marcal : Vai esa reaoesso.
u sr. Cuoha e Figueiredo : Creio que nao
navei provincia nenfauma que lenha deixado
de consignar congrua para es coadjutores e fa-
brica para as malrizea.
Eu nao pude colhor as Usgislacoes de todas as
KC1" aquellas collercea que eu pu-
m. ,e -5qu*tS8i mXnii ,em do -
oamente considerada.
Tgo aqu as ceHeccoes de leis
proyocias do correte anno, das qaaes se \
a pronocia do Cear d para congrua doa
lUtorea 7:5O0O0t}, e para aa fabrica 3:30
icol
de dirersas
r que
coad-
300$; a
provincia do Piaby consigna annaalmenle para
a congrua de cada um coadjutor 300, maia do
que eu peco na mioha emenda, e d para as fa-
brica 1:000; provincia do Paran tambero
consrgca par congrua de cad um coadjutor
uo,> e para a fabrica de cada matriz 36J; a pro-
vincia das Alagoas consigna para congrua do1
coadjutorea 45:960 ; a previncia do Maraoho d
de congrua cada coadjutor 300, e para as a-
bncaa 2:500 e aasim por diante.
Procurei a lfgislacao de varias provincias e
*i???.l*Pud o,'er ; maa daquella que me che-
arara a maos se te que nenbama daa congruas
ii5Ln,e,'"t0hi as que os temos dado
i W# para cr '
nuflicientes,
200 para cada coadjutor, que. alm de serer
. agora ae pretende supprimir):
que nao deve deixar de conaetvar ni lei do or- p0, MrihS E1 V~T *2 .
me emconaignar essa pequea quota para ajudar
quellaadeapezas ordinariamente feitss em aran-
te parte com o producto daa eamolas que os vi-
**r'i/ arr*c*dsm entre os seua freguezes.
Alm disto eu euteudo, Sr. prealdente, que as
espea do culto publico dee ser feita pelo es-
iato nao como um acto de beneficencia ou de
andade; mas por urna iudwrlinavel obriga-
*ao.
Deade que a igreja cedeu a arrecadago dos di-
zimos ao estado, desdo que a religio calholica
loi adoptada pela nossa consliluigo, ao estado
urapre salisfazer as oacessidades do culto.
Barao de Muribeca.- Ao estado
os r.s reconhecemos.
doDar o culto publico,' e que ha de concorrerp-
r que o pasto espiritual nao aeja conveoienle-
mente distribuido, para que o culto publico nao
lonccione, upprimiodo-fe esa deapeza, alia
diminuta em vista de outras que se faxem a mos
larga? |
( Ha um aparte,)
O Sr. Cuaba e Figueiredo : Eu j demoo-
im que o parocho a por si nao pode preeocher
?!? te'e5" : que> alm de ser extraordinario o
trabalho. urgeote o curativo das almas, porque
aquelle que se acha em perigo de vida ao pode
esperar que o parocho volte de oulro lugar, onde
esta coofessando a oulro moribundo ; que o pa-
; rocho tem tomo eita obrigaoes, cujas necessi-
V r. mu uo niiiiucca ao eaiauu, ,,.. """ "b"\'c"
poiado. [, ,a lniPeDelrveis, e que por todas essas
O Sr. Cunha e Figueiredo :Eu repito, nao es-' \tloes 0I P8rcnos nao podem deixar de traba-
tou longe de alteoder que esta deapeza devacor-i ?" cooslot-mete, e de tacto trabalham cumu-
rer -
por coota dos poderes geraes," mas risca-lal8,7,meD1te eo* os vlg.rios.
aei nosso ornamento, n* que a temos suportado! ,' '{ol: Quasl aempre
ambos sao
E quaai aempre,
Sr. Margal; Quasl
-t o presente, nos que tooTamos"^!^^^^^ PnCcfV u
snossos hombros, nao um acto digno da he-| 8V c,uona e Figueiredo
loica provincia de Peroambuco, e nao certa- '!g!- acaba de Cirmar o nobr deputado, o
mente este o meio mais decente e legitimo, para |" ,i ot e vi6ar>o nao podem amboa salisfazer
obtenaos que eate dispendio seja feto pelo cofre as n*cessidadea da freguezia, de modo
que alguns vigarius si0 obrigados anda a chamar
proviacia faz parte do imperio esobre-1 ',a um f>I0*ie um administrador, a quem pa-
' urna gratiBcaSo tirada de aua congrua e
geral.
Esta
cora a despexa do culto publico
ura sacrificio e um acto que re-i mi."sadS ted,l0
mia para o cofre geral, porm' 8Temo* ue fM>1
iu-.ni> esmol a iareia. cumpre *eJ"ena .1ue jl u
arregando-ae
lar verdede
oteada em economia para o cofre garai.'poim'B"!!!',B'' que qualquer repartigo por mais
*ao um favor ou^uma esmol a igreja, cumpre peluena 1ue aeja-, lera um numero un menso de
am dever para com a religio do estado, faz urna eoiPr,,edoa com grandea ordenados, que se oc-
Mstiluico, empregando co culto urna parle dos: "pamem fa."r pequeos servico, salva as hon-
flUimos que a mesma provincia arrecada, dizi-: lJi,-eXepoe"i quaudo tenham importantes
;tnoa que foram cedidos pela Santa S aoa p6-l!f- a cu *r"M "oca sero da gravidade e
xanlescivi, afim de que este como patronoa ef "urgente necesiidade como aquelle de
advogado da igreja o arrecadassem e tomassem ?", e, ''"C'rregados os curas daa almaa ; en-
u cargo a sustentaco dos seus ministros a 1?'t0 en>P"gdos dessis reparticoea ao alten
reedificijo do templos e as despezas do sitar L4 cebem quasi todo o anno augmento de
as funccs divioaa */ <* bem I "cenado, tem os seus aof
j, aieii
No r'
ofIerecidos*peu
i(ao, a dedicaQo e o am
-m o culto divino Ihea determi.
anualmente as primicias de s
coro o andar dos lempos urna lei consuetudenana
doplada voluntariamente peloa fiis, e sanecio-
nado uso commum dos povea os compellia a le-
'ar regularmente e a depor obre o altar do seu
nico e v*rdadeiro Deoe a decima parte dos seus
que
rtelos ou dos lucros "de teus'trabhos de cada up .licito com toda
aobstltutos ou supplentes
vencem bons ordenados sem trabalho. e
-peno do fT.o ,.Mar f '
e poe as difilculdadea i ae quer *
uro, a_ ponto de se encontrar tau
ia ou to pouca vntade para se dar
alha I Loavado seja Deu II
jr. Deputado: Eu e algans* senhores
..i.u.jdos j eatamos dispostos a votar.
O Sr. Cuuha e Figueiredo: K respailo das
corgruss dos coadjutores, eu creio que os meas
lllosirados collegas nao doixaro de acompa-
ahar-me, porm ea pego tambem e aioda osis-
o, para as fabricaa,
Do relatorio do Exm. ministre d imperio
conita, que matricalaram-se nesieuinie anno
160 alumnoa no Iiuti(lo Commerdala corte.
Este reaultado assaz prometiedo < aun fu-
turo brllhaote para a proQiso cosaoeial.
O Sr. Dr. Henrique Perelra diLeo, juiz
municipal e de orphaos do termo d acha-ae no exercicto do juizaHe de^rfo.oo co-
marco res,'* diva,
Foram approvadoa, por porUtias t* do
correte, oa estatuios da sociedaie'mleikor
PeosMHBbacana e do Gabinete Portiagu de Lei-
tura, teodo os deste sido modifictooaa confor-
midade d parecer do procurador iat da tfro-
souroria d> fasenda.
Foi nomeado para setvir ioienmeote o
tugar de judile da orte4e*a de Tedef o
Sr. teneute Joaquim Jos de Somza.
-0 delegado do termo de Goiaan caprorou
uo da 8 do correte os desertores o | batalho
de lofaotaria de liht, Manoel Falix (priiono e
fcmiho i me Justina Paula por crime de roubo uto parti-
cipou em officio de 9 e 10 do correle.
O trigue bruileiro O/inda, eotraoioolem
de Lisboa, com 9 dias de viagem. cemirou :
na l.ttitude N. 49', longitude O. de Go. 15# e
11, a polaca hesptnhola Jfarceiia, dBircelo-
aui para Montevideo, com 35 dias, semo'idade ;
a 11 do corrente ; e n lattitade N. 5*3-Z, lo-
gilude O de Greo. 30' e *8\ a galera mericaoa
Europa, de New Port psra o Rio de Jieiro, com
40 dias, sem novidade, 14 do corren.
Repartijao oa polica. (Extrac das par-
tea do dia 16 de julho).
Foram recolhido casa de detancoio dia 15
do correle :
A' ordero do subdelegado da Boa-Via, os por-
luguezea Francisco Caetano de Medein. de 27
annoa, canoeiro, e Jos do Almeida, ? 25 an-
no* carroeeiro. por iosaltos dirigldosiam offi-
cil de pnmeira liona.
A' ordem do de S. Jos, Beato Jola Roa,
crioulo, de 56 anuos, peacador, hmbei por in-
? n !, "ardo Ada">0'to. de 24 anos.escravo
do Dr. Caroitoo Franciaco de Lima 'Solos, por
andar fgido,
*' rdem do da Capunga, Paulino lapliata do
Albuquerque. pardo, de 19 anuos, pjitor. por
crime de estupro praticado na pesaor de urna
menor.
A' ordem do dos Afogados. Matio da.az,criou-
la, d dO anuos, .lavadeira, para averioacoes em
crime de furlo.
A' ordem do do Pogo da Paoella, intonio Pe-
res de Jesu,pardo, de 55 aooos, carina por em-
briaguez e insultos.
A* ordem do da Varzea, Quiotiliao Paea Bar-
reto, branco, de 25 annos, dado ricullura, e
Affooso Valenca da Sinta F.pardoJe 24 annos.
apateiro. por crime de furto de cvalos ; Galdioo
Paes Barreto. branco, de S3 annos : Jos Fran-
cisco da Silva, de 18 annos ; Antn de Soux
Lampos, de 17 anno, aemi-brance, dados
?g a S'*' e Mlguel Remin> da Coaaco.criou-
lo, de 20 annos, tanoeiro, todos panracrutai.
O chefe da segandtsocgo,
., -' G. de JfeaoUta.
Movimenlo da casa do deten; do dia 15
dejulbo.
A saber
Existiam. Enlraram. Sahirarr. . 367 13 6 preso > a
Existem. . ~374
Nacionaes Mulhere; Estrangeiros. Escravo*. Escravas. . 261 6 32 68 7
fotal. . 374
16.
145
anno.
Por meio dettes donalivoa provia-ae a todas aa
-despezas do culto, di ediOcaco dos templos, da
aMiilentacao dos bis pos, do clero, o amparo dos
pobres, das crphas, daa viuvas, e dos pere-
sjttinto.
Esta arreca;fac.o e destrbnicio era feita sob a
iospeecao doa bispos que par si e seus ecooomi-
cos, administravam a diapunliam deate modo de
todo o producto daquellas oblages que consti-
daiam os bens e rendas ecclesiaslicas.
Estas rendas se dividiam em quatro partes, a
primeira para a sustentado dos bispos e empre-
ados de sua cmara,a segunda para a sustenta-
do do clero que vivendo empregado no servido
do altar e officios divinos, do altar devem viver,
a terceira para sustentaco dos pobres, viuvas,
peregrinos, etc., e a quarta finalmente para sus-
tentaco do culto e reedificlo do templos.
Os dizimos, pois, Sr. presidente, que aasim
constitulam um importante thesouro para as dei-
(tezas da religio, e que sao hoje arrecadados pe-
lo estsdo, Uiu o seu fundamento no dever que
lodos nos temos de concorrer com urna certa
parte dos oosaoa lucros para o esplendor dos
templos e glorificarlo daquelle Ueus nico e ver-
aladeiro que nos deu a existencia, que eos fran-
4jueou a trra, que abencoo^ os nossos trabaihos,
oeste mundo de ioumeraa felicidadea.
E' esta, senhores, a ligeira noci que neste
asmenlo me occorre dar-vos da historia dos di-
zimos, que a igreja poasuia e que eslo boje oa
posse dos poderes geraes e provinctaes do esta-
do, a quem por esta razo incumbe o rigoroao
dever de salisfazer a despexa do culto publico.....
(apoiado )
O Sr. Fenelon : Veja o meu collegs que da
parla da provincia nao existe deven,
O Sr. Cunha e Figueiredo : ... .. pois que
deremos ser nos os primeiros, deve ser esta pro-
vincia a nica a deixar as malrizes sem guiaa-
ajento, e os coadjutores sem congruas, morrendo
lome?! Nao. Esta asaembla, cuja illuttrao
e espirito de justica reconhecida em todo o im-
perio, nao deve dar aemelhaola espectculo, e
jintea deve seguir oexemplo das temais provin-
cias.
(Ha um aparte.)
Eu nao entrare maia no desenvolvimeoto deo-
Sa quetlo, porque contra o meu proposito j
vou tomando demasiadamente extenso o meu
eaalinhado discurso (neo apoiadua ); maa quem
iver algomas noceea des: materia nao pode fjei-
*ar de concordar comigo, que o poder temporal,
alando no gozo da arrecadac&o doa dizimoa, tem
rigoroso dever de aatttfazer aa despezas do culto
fazeado esta provincia parte do eatado, cujas
rendas arrecada am parle,o pode recuear-ae
a este dever, ou se tornar iodifferente a ponto de
deixar e6te negocio aob os proprios recursos da
igreja pernambucana (apoiadoej.
Se obrarmoa deate n.odo, nao cumpriremos oa
nossos deveres (apoiadoa).
(la diversos apartes.)
O Sr. Cunha e Figueiredo:Sao principios
laQueaiiooavea que ealao ao alcance de todo, e
que ae le noa eacriplorea de melhor oota. De-
itndo porm eaxa quealo que considero liquide,
amare a atlencao da casa para o que ho de-
cretado as aasemblas provincias das diversas
provincias em relacao sos coadjutores e fabricas
ae suas malrizes.
Em outrss proviocias, algamas alias pequeas,
oude nao bo tantas meios, onde as rendas sao
mioguadas, que lutam mesmo com difflculdtdes
insuperaveia e de maior conaideraco, do que
aquellas com que os aqu latimos, achamoa oa
aaa legislarlo a consignagao de congruaa para oa
coadjutores, e quota para as abricas e gulsa-
OBenlo dss malrizes, sem duvida porque enteu-
dem os legisladores daquellas provincias, que,
oao teodo podido, ou nao tendo querido a assem-
oiea geral decretar eatas despezas, elle nao de-
"m "fgar este Iribato devido ao caito publico,
convencidos como se acbam de que de todos os
-onua_qae pesam sobre oa cofres do estado, este
o mais sagrado, e ioeooteatavelmento o mais ur-
gente e til ao bem publico da provincia (apoia-
dos, muito bem ). visto que sem religio e sem
oral, sem o deoenvolvimento dos bons costu-
mes jamis poder haver ordem e progresso na
provincia ; visto que a igreja, se oceupando do
culto e em regalar ai conseienciar, pde-se di.
r que com os sous ministros constilue a pri-
a pequea quota de 304 r. anuual oara cada
motric.
O Sr. JJuarque: E' cousa j eatabelecida ?
O Sr. Cunha e Figueiredo : E' couaa que tem
sido sempre volada nesia casa em todos os orga-
mentos, e s o nao foi a um ou dous annos.
O Sr. Buarque : E cousa provincial ?
O Sr. Cunha e Figueiredo : Sempre foi con-
siderada como tal neata e em outraa provinciaa,
como j demonstrei e ofereco aa collec.6ea para
examinarem.
(Cruzam-ae alguns spartes.)
O Sr. Buarque : Acho extraordinario que isto
eja despeza provincial.
O Sr. Cunha e Figueiredo : Eu offereco aoa
oobres depuiadoa as legislacea proviociaes de
diversaa provincias, a que acabei do me referir
para que examinen) quanto d cada provincia
para esse objeclo.
Eu nao direi como oulr'ora disse um nobre
sacerdote que leve aasenio nesta casa que levado
do zelo espiritual disse que a nao se votar urna
quota que ebegasse para aa fabricas das matrizea
nada queria 1 Eu nao direi assim, eei que peco
muito pouco acceitarei merao qu>lquer quota,
porque antes pouco que nada, o esse pouco vai
codjuvar os diminutos rditos das fabricas, que
os parochoa mal e dificilmente podem obter as
freguezias para fazer fice s despezas de euia-
mtnto.
O Sr. Buarque: Existem conselhos de fabri-
ca entre iis ?
O Sr. Cunha e Figueiredo : Entre noa nada
ha. Noa paizoe estrangeiros, na Franca por
exemplo, se considera este negocio de tanta
magnitude que por lei civil foi creado am cooae-
Iho de fabricas cojos membros sao na mxima
parte nomeados pelo diocesano.
O Sr. Buarque:O mesmo se fax em todo
o paizes onde ha religio do estado.
. Sr. Cuoha e Figueiredo: Diz bem o nobre
depotado. As despezas sao feitas por delibera-
gao do conselho com rpprovaco do bispo dio-
cesano ; ludo determinado com grande proveilo
e regulandade para o culio publico, com a maior
economa,, com am zelo verdaderamente chria-
iao ; entre nos porm, nao ha nada disto, des-
presam-se estes e semelhantes negocios religio-
sos nao se olha para o bem da igreja ; tira-se os
meios necesstrios ao explendor do culto e se diz
que as fabricas das malrizes consitem smente
na lavagem de roupa que o vigario poder man-
dar fazer por sua commodidade. (Risadas.)
(Trocam-se apartes.) .
O Sr. Cuoha e Figueiredo : Infelizmente
uesla casa ae diaae lato e se diz outras couzas
inda maia irrisorias 1
Entreunto, senhores, o negocio nao de to
pequea importancia como parece a primeira
visia, a despeza das fabricaa lalvez ama daa
mau importantes que fazemos com o culto pu-
blico. r
Se pola, senhor presidente, eu teoho deraona-
tradocom a legislaco das outras provincias que
l a* t r* d6 C0D8rua a0* coadjutorea e
JO de fabrica para aa malrizes, pedindo eu muito
menos, nao vejo malivo para que a caaa nao
obstante o espirito de economia de que est
poaaoida, deixe de altendr as mineas conside-
racoes regatando os meus artigos additivos.
seoto-me pois confiado na rectldSo desta
Uluatrada asaembla.
REVISTA OURIA.
Depois de amaoha se dever extrshir a 4*
parte da 2* 'olera para o Gymnasio Pornambu-
cano (3* concesso) no consistorio da igreja de
Nossa Senhora do Rosario de Santo Aot inio.
Celebraram hontem os reverendos religiosos
do Carmo a festividade da sua padroeira, e nesta
funeco religiosa nada poaparam para que a
mesma tivesse a magestade condigna ao fim
della.
, la Candida, prior da ordem ; e pregou no evan-
gelho o reverendo provincia!, fre Morberlo da
Purificacao Pai.
A' tarde hoove procissao a roda do templo, e
a noite o Te-Dnm encerrou a solemnidade, a
que concorreo grande numero de fiis, reodendo
assim o preito devido pela creatura ao Creador.
Hontem S. Exc, o Sr. presidente risitou al-
wira corpongio de magistrados, que em to*\f*lt*^u' ,iM' M 6m'
ak tre.
Mnoel :ir
vin-
Alfmentados a cusa dos cofres provin-
ciaes..........
Movimento da enfermara dodu
Tiveram biixa :
Manoel Flix da Silv, conlipa;5o no
Rosa, conluses.
frieano livre, intermitente.
*aV alia :
Amo... ifC0 d< Soui8i
Lame Damiao Te(leira#
Domingos, escravo n* "ni00i0
Peixoto do Abreu e l..
Pasgeiro do brigue oaciooaf oii>
do de Lisboa :Olegario Aotooio Fert*
Matadocro publico :
Mataram-se para o consumo deita < la no
dia 1 fi dp iunhn 84 ip>ci
Obituario do da 16 de jlluo, k cemitb-
rio publico : >
Lucia Mara do Terco, Peroambuco, 15 annos,
solteira, Santo Antonio, tubrculos.
Jos Los Pessos, Peroambuco, 24 annos, soltei-
ro, Boa Vista, ttano.
Mara, Afric, 42 annos, solteira, escrava, Boa-
Vista, diarrha.
Cosma, Pernambuco, 25 annos, solteira, escrava,
Santo Antonio, apoplexie.
Domingos, Peraambuco, 1 anno, S. Jos, inflam-
OMfjao.
Joanna, Pernambuco, 2 anno, S. Jos, dssin-
lerla.
Emilia, Pernamboco, 1 anno, S. Jos, tubr-
culos.
Claudino Antonio dos Santo Lyr, Peroambuco,
35 annos, sacerdote, S.Jos, tumor scyrroso
no abdomen.
ommunicados.
as loteras da provincia.
ii
No nosso primeiro artigo tratamos de provar
que a lotera, apezar de ser um jogo de arar, era
assim mesmo o menos immoral e pernicioso ; ej
que lando-se lomado urna fonte de recursos para
os esWbelecimentos de radiado e de iostraego
publica, convinha que a inienjao benfica do le-
gislador nao licasse burlada pela impostibilidade
da exlracjao das lotera, principalmente quando
o grande hospital eo gymnasio exigem de prom-
pto meios para a concluso de suas obras.
Anda mais : a assembla provincial acaba de
conceder Santa Casa da Misericordia alguma
loleriaecom o Qm de habilitar o grande hospital
a receber os mendigos, que vagara em um stado
deploravel por toda esta cidade e seus arrabal-
dea. Bastada to somonte esta condico, alm
de outras 13o importantes como esta, para recom-
mendar a prora pa extracro do maior naraero
poasivel desias loteras, como de urna necesiidade
palpitante.
E porm, a isto se oppde o ioteresse da um
grande numero de especuladores, qae jogam as
loteras da corta e proviacia do Rio de Janeiro, e
at da Europa, innundando etla cidade, e mesmo
o interior, de bilhetea sem a menor garaotia, e
com iofracco manifest do decreto de 31 de de-
zsmbro de 1861, e lei provincial de 4 de abril de
1857.
Esse jogo, alm de ser um contrabatido, de
mais a mais prejudicial a todos quantos rece-
bem na provincia o beneficio das nossas loteras.
Alm de todos esses motivos reprovados occorre
oulro, que anda mais esclarece esta questo, e
o seguiole :
O thesoureiro daa loterias de Pernambuco, a
exemplo do que se praticava com as lotorias do
Rio de Janeiro, levaodo-as todas as proviocias
do imperio, estabeleceu naquella capital ama ca-
sa para a venda dos bilhetea das loterias desta
provincia. O crdito, que all adquiri em poucos
mezea a filial daa nossas loterias, elevou a veoda
de cada urna suceesaivamente at a serums de 14
cocos de res ; e iato pela promplide dos paga-
mentos de todo 09 premios bocea do cofre, logo
que all chegavamfas lalas.
Parece que esta/venda, pela ua crescente po-
pularidade, chego a entorpecer de carto modo a
das loterias da corle e provincia do Rio de Ja-
neiro ; e os respectivos thesoureiros recorreram
ao governo ; de sdrte que foi chamado polica o
eocarregado ou dreposto do nosso thesoureiro,
e Ihe foi intimado que, depois do prazo da ida
volla do vapor de norte, nao Ihe seria permitlldo
amo vender na corle bilhetea de Pernambuco,
sob pena de arprhenao dos meemos bilhete. e
pnsao do vendedor. Pois bem, todo esse procedi-
menlo foi arbitrario, porque Bao havia lei que
prohibase emelheate venda, oa aulorisssie o
chefe de polica para tanto ; pois que foi muito
depois somonte que apparecea o decreto n. 2874
de 31 de dezembio do anno prximo paseado ; tai-
voz como um bil de iodemnidade I
Neste caso, o i vista deste exemplo to frisan-
te, porque se haJde permittir, que se vendan bi-
Iheles doRio de Jaoeiro, sem as formalidades
garaoiidorao da le de 4 de abril j citado, com
menos cabo das nossas lotorias dos interessai da
nossa provincia T
Pode algnm eicropuioso loxergar lalvoi i%
bairrismo. nesta medid ; mao oetto caso o exem-
plo parti da corto; por tanto, ae ha bairrismo,
parta del, 1.....Ii jniliiiiiniilii Mil iliiU^i'QaV
Prd*o corta a caneca deste grande corpa
chamado imperio do Brasil, de que todos somos
membro.
O que "ha de mais astranho e repugaanlo na
venda dos bilhetes do Ra de Jaoeiro, o lucro
fabuloso, que tiram deaoa venda oo-speculado-
res ;lporque alm de um premio deaarrasoado de
25 "/*, nao offerecem a saenor garsntia, nao s
or suas pessoas como potos.nroprio* bilhetes,
quevandem sob a fdesusa paasrvras.
Nao urna nem daiaa Maja tojaa.se vendido bi-
lhetes de loterias do Jiio de Janeiro, cuja listas j
erim conhcida, sem o menor recurso psra o
compaadar; porque-aioda meamo copirecida de-
pois a fraude, como haver o importe do bilhete
vendido claudestinamente, e do qual aenao havia
pago o impoato, de que trata a lei provincial de
4 de abril de 1857 ? Neata coojunctura nao ha ou-
lro remedio seoso soffrer o dolo calado sem re-
curso de oanhuma eapecie.
Alada nio param ah as gentilexaa desses es-
peculadores ou verdadeiros contrabandistas; el-
' P*r" venderem os seus bilhetes, tratara de
desacreditar os da lotera da provincia ; e nao ha
calumnia que nolnventem, ou falsidade que nao
assoalhem ; al meamo ridicularisando a peque-
nez dos .nossos premios, e o pouco curto dos nos-
sos bilhetes; ao passo que impiogem gato por
labre com urna destreza de verdadeiros peloti-
queiros.
Causa riso, senio asco, ve-Ios arrancar de bol-
tos falaos, ou do forro do chapeo, ou de dentro
dos guardas-chuvas, e al dos sapatos, am bilhe-
te do Rio de Janeiro, orno se foise urna nota
falsa, que quizessem passar ao soslaio ; e quem
sabe ?
Para os taes especuladores a polica deve estar
apparelhada, porque dellea ludo ha a recelar,
deade que se oceupam de am negocio fraudulen-
to, a que as leio impem urna grave pana. Nesse
maaejo 11 Licito provavel que a fraude e o dolo
andero de parceria a ponto decoofundirem-ae ao
meamo tempo o artificio e o roubo. Nao osle
negocio de pouca moota, nem daquelle para qae
a polica deva aer aguilhoada ; eal no sea dever
livrar-nos dessa lepra ; isto dos especuladores
sobra loterias estranbas provincia.
J que fallamos na prohibicao do governo para
que se nao vendeasem na corle loteras das ou-
trss provincias, sem liceoca do mesmo governo ;
cumpre dizer lambern que o decreto de 31 de
dezembro do anno prximo passado fez um bem,
geralmeote fallando, e foi localisar as lotera,
concedidas por cada provincia e pela corle, as
respectivas circamscripgoes, onde foisem decre-
tadas.
Dessa medida segue-ss que, se houve vanta-
gem para as loterias do Rio de Janeiro, avilando
all a venda das loterias das proviocias ; psra
estas deve tambera resultar a vsniagem de nao
torera competidores de ra. Por tanto, mesmo
na iotencao do governo geral est o direito, que
(em cada provincia de vender exclusivamente aa
suas loteras, avilando a concurrencia das ou-
tras.
Vamos finalmente tratar do urna questo, que
intereisa demasiadamenteaaaodameuto e prom-
pa extraeco das loterias ; mas que tem contra
si um preconceito pelos abusos a que deu lugar.
Queremos fallar dos cautelistas oa corte, e dos
bilhetes garantido* em Pernambuco.
No Rio de Janeiro quem queria era caotelis-
ta : comprara bilhetes, dividi e subdivi-
dia os por tal maaeira, qae de melade faziam
dcimo e vigsimo. Corra ludo a comprar
easas cautelas, os filhos familia e os proprios ea-
cravos. Era ama rede de amalo, que levava
ludo, grandes e pequeos, porque as malhae
erara excesivamente diminuas.
O resultado dessa liceoca desenfreiada, sera a
menor garaotia nem fianza, foi a fraude, a le-
so, o roubo escandaloso I Bilhetes premiados
oo foram pago ; e os ladrea depois de se lo-
cupletarem, desappareciam, nao s com essa,
mas ainda com outraa astucia, faxeodo de urna
via doua maadadus.
Em Pernambuco oo houve tanto ; mas houve
o quer qae aeja, motivando a mesma prohibido,
que na corte teve lagar. Em vez porm, de cau-
telas ou doa cautelistas, forera timbera prohibi-
dos os bilhetes garantidos ; o que foi um grao-
de mal para a prompta exlrac^o das loterias,
visto que os garaniidores eram os primeiros e
os mais antigs jogadores uas loteras da pro-
vincia.
Diurnos agora o que sao ou que significam
oa taes bilhetes garantido!.
Estes bilhetes comprados ao thesoureiro e pa-
iJimeuiaiameni- o.. .. ijaa
pelos que os emiltiim novamanle, com um pre-
mio nunca maior de 20 por 0/0, como garanta
da promeasa, que faziam, de pagar por ioteiro
os bilhetes premiados, dos quaes se paga hoje o
impoato geral e proviucial de 16 por 0/0 ; iato ,
de urna sorte de 5 conloa de ria paga o premia-
do 8C09dos dous impostos. Era justamente esta
dilTerenca ou ease impodo, que o revendedor
garanta ao possuidor do mnele por elle contra-
aaaignado.
A ailuencia dos especuladores ers tal, que
que ento podia-ae fazer correr em cada semana
urna parle de loleria ; e assim aconteca. Ha-
via, porm, um inconveniente, que ae revelloa
por urna fraude, e era a plena liberdade que to-
dos tinham de comprar bilhetes, coolra-assigna-
los, e revende-los por sua conta sem a menor
garanta de probtdade oa fianca de cumprimento
da promeasa feita ao comprador ; isto a ga-
ranta do imposto naa tortea que o psgam.
Hoje a experiencia lem provado, que da urna
oecessidade absoluta a permitao dos garantido-
res, porque sao elles os mais empenhados na
venda dos bilhetes, e por coosequencia oa prom-
pta exlracc.no daa loterias. Mas, que nao aeja
quem quer garaotidor, seno aquellos que pres-
(em Banca idnea, ou debaixo da garanta do
thesoureiro daa loterias, visto que o primeiro e
o mais ioteressado na moralidade desse ne-
gocio.
Ainea temos moito que dizer ; mas como osle
artigo vai maia longo do que pretendamos, pa-
ramos^ aqu por ora ; pedindo e rogando a Dos
que nao sejam iouteis as nosias vozes em mate-
ria de tanto ioteresse para a provincia.
AB.C.
lencio, em despeilo da obrigicao a que seu dever
oo compol|ia: % \
Diz o Sr. FaneTra JSarges no sea diccjciluate
commercial : w *~
O mandato am contrato de direito civil.
O mandato pode ter verbal I
a A aceitacao do mandato prova-se pola sua
execucao i
O mandato gratuito, nao havendo estipula-
ra o em contrario I a
Vjame o que dispe o cdigo corr mercisl do
Brasil oo titulo do mandato.
O artigo 141 diz : compleia-e o mandato, pela
aceitacao do mandatario ; aceitacao pode aer
expressa. ou tacita ; o principio da execuco pro-
va a acceitacao para todo o mandato.
E' para lamentar que os conspicuos cavalhei-
ros que companhsm a com mista o fiacalisadora,
seno tenham compenetrado das obrigacoes da
gesto que Ibes ra oulborgada e dado completa
aalitfa^o do encargo que tomaram, pois este se-
to mais os cobria de honra e estima, lano dos
seus mandantee, como do publico, que ficoa as-
sombrado com essa fallencia, seno banca-rota :
tanto menos esperada quanto nao era de presu-
mir que um eatabelecimento que nao tinha ofri-
do ptrdas em suas trsntaccoes, e que se bo a 1-
ministrsjo o regesae, fsria grande beneflcio ao
publico, daria bom lucro aos gerentes, e raaoavel
dividendo aos associados; com etse faci inau-
dito de alta deamoraliaacao, envenenou o espirito
de associaco que ia germinando nesta provincia,
o, afugentou para bem longa a moralidade de se-
melhantes initituisoes entre nos; visto que seno
pode depositar plena conlianca na gerencia del-
la ; nem descancar na vigilante veriBcago fis-
l dos obrigados a conhecer dos actos por elles
pralicados.
"*
ooallaonticciu notoria sede legitimar etaas clma-
las, qua Jjmoscontlderado de illegaeo.
Bobo q~oeetao'., mistar coofeosar, oBsroto
razio calma a renectlda am ot de serta gravi-
dade.
. O tribunal do commorclo desta prie*. qoe a
atalola vigilante do cumprimeoto da lei o dos in-
teresses da ordem e regalaridsde das iraasae-
ces commerciaes, admittio ao registro a carta
de urna sociedade, sobre a legalidade da nal
daacancou a eoofianca e a f publica;
Mai8 do espaco, e voltaremoa, se nos fftr poo~
salosJL
. Recite, M do julho de 1862.
Dr. Franeitco Pinto Patoa..
COMMKKCIO*
Pra?a do Recife 16 de
julho e 1862.
tVs quatro horas da tarde
Colaces da junta de crrelo res.
Cambio.
Frele para Liverpool assocar 25 s. & 5 /.
por tonelada.
Frete para Liverpoolslgodao 7/8 d. & 57. por
libra.
i. da Cruz Macedopresidente
John Gatissecretario.
Ifnurxrars..
Rendlmonte do dia 1 a 15. .
dem do dia 16 ....
A sociedade em commandita Aiuorim,
so, Sanios k C.
que as conven-
Fragos
Sociedade enicominaiidila, Amorim
Fragozo, Santos &C.
0 profundo silencio, que at ao praaeole tem
guardado os socioscommanditarios. que compa-
nhsm a commisao fiscalisaddra dessa sociedade,
em dar conta, a aeua mandantes da geslo, ou
mandato, que Ihes fdra outorgado, e baviam acei-
tando, havendo inesperadamente apparecido um
incidente de consequeocias to funestas, que sor-
prehendeu a toda a populado, e oecetsariamen*
te aos proprios membros dessa commtsso Pisca-
lisadora, que por iaso se deviara dar presaa, am
convocar aeus mandantes ; havendo de mais acon-
tecido nao ter nenhum d'esses membros compa-
recido oa reuniao que os commanditarios flzeram
anouneiarpelo Diario d* Pemambueo, e teve lu-
gar no dia 2 do corrente no salao do theatro de
Apollo, para lomarem medidas a respeitS de seus
direitos : de mais significativo, do pouco apreco
em que iofelirmaote nest'a poca, tem cabido o
dever de dar cootas minuciosas, dos encargos a
que se sugeitam ; moda que infelizmente vai
grassando, tem causado o causar graves males
sociedade.
E na verdade admiro que os briosos cavalhei-
ros, que compoe essa commisso aao tenham por
forma alguma dado contas do mandato que Ibes
fura conferido pela assembla dos commandita-
rios, em virtude dos artigos 8, 9,10 e 11 do coa-
trato social;de forma a convencerem seus man-
dantesajtpe foram Iludidos pelo gerentes da so-
ciedadevpateotendo a form e a razo porque
aua boa frfdra Iludida,
Em am successo to grave, como o acontecido
com a fallencia da commandita, que em plena
aeaeio no dia 17 de juoho na sala da associaco
commercial um dos gerentes argido de docu-
mentos ficticios, e oulro confessa que o eatado da
sociedade era horrorotistimo, e que o saneado a
malo de am anno, nio o liona denunciado, oa ex-
pectativa de o poder sanar ou remediar! E a con
missao fiscalissdora que apenas tres mezes antes
ludo havia virificado e concordado em qae se fi-
ztue dividendo dt lucro, na razo de dez por
cento no semestre fiodo ; e avista de um acoote-
cimento lio inesperado de succeder no curto io-
tervallo desses tres mezes; callase e guarda
profuudo silencio, nao pesquisa, viriflea e paten-
tis a seas mandantes, estas causas, esses moti-
vos, esses noves saccesaos occorridoi, que deram
logar a to lastimoso e horrirel fallimento; nao
procura virificar as formulas, que sehaviam usa-
do para illaqniar a Iludir sua boa f; pesquizao-
do, o requertndo, o que julgssse necesssrio para
dar conta fiel do mandato, em forma a arredar da
sobre si a mais levo sutpeita de-sua inconsiderado
condescendencia,, bq pode ter disculpa desse i-
MUTILADO
A regra de direito commum
coea f azem a lei daa parles.
A legislaco commercial, pela natureza daa re-
lagea espaciaea, que ella tende a regular e man-
ler, urna excepjao regra estabelecida, princi-
palmente em materia de sociedades : entretanto
persisiam muito pontos de contacto entre as so-
ciedades civis e ss sociedades commerciaes, e,
neste pootos, devem ser ambas regidas por prin-
cipios commum.
A dTersidade do objeclo que ellaa tem por fim
o que pode distinguir a natureza de ambas.
Isto posto, vejamos se a soeiedade em com-
mandita e as leis que a regem devem ficarcima
do accordo das partes.
A jurisprudencia e a doutrina o tem procla-
mado sem pre o direito a aociedade em nome
coliectivo, a excepeo a commandita. E' o que
186 91GJ629
19.9509532
206:867*161
Movimento da alfandear*.
Volamos entrados com f axendaa.. 385
ora gneros.. 174
Veame
f
nidos

com generoa.
= 659
69
343
411
Oascarrogam no dia 17 dejalh
Patacho americanoKoaokefariuha
Escuna dinamarquezaNancymercadoria
Brigue inglezFloriatfazeodaa.
Patacho inglezMary Blockfazenda.
Barca nacionalBoassicacarto.
Importaban.
Escuna dinamarqueza Nancy, vinda de Ham-
burgo, entrada em 14 do correte, consignada a
C. J. Attley & C.. maoifestou o seguiole :
20 caixts pspal de impresso, 3 ditss couro
envernizados, 100 ditas velas. 100 berrilinhoa
se pode chamar um axioma, que nao admtte I humbo'dVma afeen" '^iala^V aTlaTTa!"!
5 cuijis fazenda de algodo, 4 ditas couros en
Wild & Just.
a Linden Wild
vernizados, 1 pacote amostraa; a
3 caixas couros envernizados
& C.
3 ditas leoces ds la ; a N. 0. B. & Succea-
sores.
6 ditis couros envernizados ; a M. J. R. e Sil-
va & Georo
300 saccoa farelo ; a ordem.
8 caixas chita ; a Uenrique & Azevedo.
2 ditas vidros; a Bartholomeu Francisco de
Souza,
5 ditas azendas de olgodio, 1 dita amostras ;
a Dammayer & C.
2 ditaa dita de dilo.'l dita casemira, 3 ditas
conservas, 1 dita flanelia de la e algodo, t pe-
cles amostras ; a Joo Kaller & G.
S barricas e 7 caixas tintas ; a Matbeas & Ro-
drigue.
52 barra alcatrao, 50 taboas, 5 lastros de car-
I vo de pedra, 442 caixas e 280 barricas^geoebra,
L preciso ir beber go pecaa cabe. 65 saccoa oimantaa, 10 caixaa
phosphoro, 249 ditas velas, 30 ditas fazeodas da
algodo, de la e mixtaa, 2 ditas e 1 pacote
amostras; aos consignatarios.
Exportaao
do dia 15 de julho.
Brigue inglez Zoi, para o Canal, carrega-
ram :
Mills Latham & C.,600 saceos com 3,000 arro-
baa de asaucar.
Barca franceza Marit Nicola, para o Havre,
carregaram :
Tisaet Freres, 70 saceos com 337 arrobas O 8
libras de algodo.
Patacho americano Indus, para New-Yoik,
carregaram :
HS.q'.F0'1" & c'1-170 Ouro algadoscom
>,508 libraa.
Barca oriental Marianila, para os portas do
Rio da Prata, carregaram :
Amorim lrmos, 50 barriquinhrs com 237 ar-
robas e 27 libras de assucar.
Brigue portuguez Amalia /, para o Porlo car-
regaram :
Cuoha Irmoa & C. 150 saceos com 750 arro-
bas de assucar.
Vapor inglez Magdalena, para Soolhamptoo.
carregaram : '
Phippo Brothers & C, 1 barriquiaha com 5 e
meia arrobas de assucsr.
S. Blum Lehmann C., 2 papagaios.
Beeebedorla de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 15. 30:990J637
'* 32:888S757
Consolado provincial.
Rtndimonto do dia 1 a 15. 58:8581921
dem do dia 16.......l:94l|696
60:8009617
os olhos sobre o artigo 313 do cdigo commer-
cial, onde tem a sua primeira sede e mais im-
portante eata soeiedade, para se formar a convic-
(o de que esls sociedade urna excepeo a
regras eatabelecidas para as outras especies de
tociedale ; a conaeguioiemenie, a despeilo de
esllpulaces coolrarias, a sua existencia legal
deve ser regulada por leis especiaos.
A apreciaco e aoslyte da estipularles, (irrua-
da oo contrato social, que se acredita ser a sua
lei primordial, nao tem valor jurdico, real, dea-.
de qua se o demonstra a evidencia, que as
clausula estipulada nao ao incompativeis com
a natureza intima da sociedade, as quaes a lei
tem exigido para garanta da ordem publica ;
como do inleresse e lealdade, que devem presidir
s negocia(es commerciaes.
O exame dos diversos artigos do contrato so-
cial devidamente improficuo para leaslvar o
empenhoa conlrahidos pelos commaodilerioa em
face dos gereotaa e para com o publico ; por ahi
corre a revalia a aaa cauaa.
ouirss tontea oa principios do direito de. defe-
ca, que elles, por ventura, tanto tem negligen-
ciado.
E* verdade que p rs*peitavel magistrado, a ca-
ja preciago e deflrida causa commercial mais
importante, de que ha nolicia no pan, hade fir-
mar cam mao segura a aoberania do julgado.
Urna grande providencia acaba elle de decretar
a citacao doa commaodittrios para deporem no
processo. Abre-se ahi um recurso serias ave-
riguarles ; principalmente ae se trata de veriticar
a continencia e reserva exigidas sob o art. 314 do
cod. com.
Com effeito, a nao ser a observancia dessa pro-
hibirlo formal, a commandita entre os conli-
^T' '"' o trale escndalo d beber
borca alheia o peculio aioda mais modeato que o sjaaSMEr
tr.balho confiou, como penhor de tinceridade ao b,M
crdito e honra da associaco. E' atsim que te .
nao de formar com os despojos de tantas victima
insolentes fortunas I
Em Franca antes da lei de julho de 1856. sob
?acra'
o'10 eoli' comlD assim acooleceu. De
lazo i 1838 observa o eminente M. Delaugle
rormaram-se 107 sociedades em commandita
como capital de 952,643.300 fr. e todas ellas eram
um obra defraude e de velhacari.
Os commanditarios comprometiera urna cauaa
seria. At hoje, porque eatao indefezos, nao ae
tem associado oedicncao e solicitle, com que
o honrado Sr. Dr. juiz de direito do commarcio
tem preeochdo as funeces que o cargo impe.
O commanditarios devem saber que oa geren-
tes sao aeus devedores, e como taes responsa-
veis por suas pessoas e bens, e que nem sempre
e permiltido gozar em doce paz o fructo do la-
trocinio.
Ha varias quesles a resolver. Enlre ellaa
btuIU a respoosabilidade daquelles, que sobre o
manto do recato ou da hypocriaia se julgam aco-
bertos de todo o proseguimento official. A ques-
to dos lacros percebtdos por maitos socio, re-
putados laes. e que tomaram parte e emitliram
votos nss aasemblas provinciats, muivo im-
portante. Ha commanditarios qe negaciaram
com a casa, segundo denunclou um delleno
Otario de Pernambuco no dia 30 do paasado. Ha
outros, cujas entradas foram ficticias e nunes
realisadas ; entretanto perceberam locros na
qualidade de associados.
Alm destas surgem outras questas, cuja so-
lucao pode aggravar coosideravalmeule a sorte
dos meamos commanditarios.
No meio deste labyriotho reluz urna esperan-
5aat, que depositamos no carcter de honra
que distingue o iotelligente jugador.
Os commanditarios em face de um aclo to
enrgico, quanto extemporneo dos syndicos da
fallencia, que os atacam directamente, exigindo-
Ibes no espado de 30 dias a entrada effecliva do
rstante do capital, a que ss obrigaram (elles es-
quecem a opinio de M. Creps.professor dialioc-
to de direito commercial na faculdade de direito
de Aix, e do erudito H. Delaogla) em vez de
abordarem com energa e coragem todas estas
ques'dcs, qae se levaotam, e qae entendem par-
ticularmente com os seus direitos e deveres,
cootentam-se de produzir por intermedio de um
fraco orgo, urna defeza ainda mais frac.
E assim que, para reforcarem a sua opinio,
recordam que, mezes passados, jurisconsul-
tos desta cidade emitliram om proposta, consul-
tadosse com previa autorisaejio da assembla
geral do socios podiam os gerentes obter um
crdito em prsca estranha, mediante a garanta
do capital a realisar.
Essa doutrina nos parece soocranamenfe falsa ;
alias quizeramos ver hoje sustentada. A causa
publica, e serla demais para esses jurisconsul-
tos empeoho de honra.
O fundo capital realisado ou a realiiar, enten-
demos os, deve ficar sempre ao abrigo de todo
o perigo. E' mister que elle seja absolutamente
real, representando a bypolheca e o peohor da
aegurtncs publica, que te desvanecera como o
fumo, se o podessem peoborar em moa estra-
nhas. De feito a eoofianca e f dos contratos re-
pousa sobre a considerscao de queao lado dos
gerentes existem oalros recursos, outras garan-
tas. Nao basta, pois, o coosease e accordo dos
gerentes e dos commanditarios para essa especie
de alieoaco dechofre, que alias nao saberiassr
justificada por ama cauta justa.
Alm do ludo o desvio rpido detsa garanta
suprema importara urna verdadeira sorpresa de
fazer estremecer o eoofianca e tranquilidade de
terceiroo. Finalmente em direito commercial
longa a controvert, se os gerentes podem alie-
nar sm immovelda sociedad*, quanto mais me-
lada do fundo promeltido I
Em materias desta ordem toda prudencia, to-
da precauco nao bastante.
E o qae seria boje dos credores, em preseoca
da austera realidade da fallencia, se este resto de
capital, qae faz o objecto da controversia, hou-
vesse sido efectivamente hypotbecado I
Bem avisados aodaram aquelle, que, des-
peilo do voto dos jurisconsultos, recosaram a
offerta.
Quizeramos tratar sgora das clausulas inseri-
das no contrato social, registrado 00 tribunal do
cmamelo, par verificar ao cortos eeste acto
Movimento do porto.
Navio entrado no dia 16.
Litboa29 dias, brigue brasileiro Olinda, de 214
toneladas, capito Harmindo Deocleciano de
Loyolla, quipagem 12, carga vinho, ceblas e
outros gneros ; a Bailar & Olivera.
ObservaQo.
Nao houveram sahidas.
Sutpendeu do lamaro para Liverpool a barca
iogleza John Peel, capito G. Wbitovray, com a
mesma carga que Irouxe de Caldeira.
Pela inspeceoda alfaodega se faz publico que
do dia 18 do corrente mea, depois do meio di.,
na porta da mesma alfaodega, se ho de arrema-
tar em hasta publica 09 objectos constantes dos
volumes abaixo declarados, comprehendidos no
o.2 do art. 299 do regulameote, sendo a arrema-
taco livre de direitos ao arremetante.
S/M 4 caixas com parafusos de ferro, grandes,
com porca. pesando 1264 libra, valor da libra
Io7 rs. Ailjs'lo3.
Diversas pegas de ferro fundido em obra pe-
sando 602 libras, valor da libra 100 rs., 60200.
Diversas pecas de latao pesando 40 libras, va-
lor da libra 810 rs 33J600.
II P 1 caixa com duaa mangueiras de tola pe-
sando 40 libras, valor da libra 500 rs., 20*000.
W Duro 1 caixa com medicamentos nao clasai-
ficadoa pesando 100 libras, valor da libra 2J, 300J.
S/M 1 caixa cootendo i talio de couro coberto
de algodo, verdadeiro valor 161W00: 1 cinta do
couro coberta de gslo, verdadeiro valor lOjOOOi.
2 pntrona pequeas, valor de cada urna 600 rs.,
I92OO ; 1 par de loroa de coaro cobertos com ena-
lbas de rame, valor 35000; 1 talio de couro
branco pesando 2 libras, valor da libra 2a700
&a*00 ; 2 pares de esporas de ac valor de una*
50) rs. 1S000 ; 3 talins de couro velhos, valar do
um cada 200 rs., 600 rs. ; 1 cinto de co.ro in-
veroisado apparelhado de prata, valor 12|000;
1 bandeira de flanelia velha, valor 200 rs.; 1 sac-
co com ponas de couro pesando orna libra, valor
500 r. ; 1 chicote com aconto, valor 2)000 ; 1
chicle para mao, valor 2)500 ; 1 espada com
bainha e copos dourados, vslor 16); S espadas
com bainbas de ac e copos dourados, vslor do
cada urna 6)000, ltgOOO; orna bainha de metal,
vsor 1)000.
J. P. Sramgman 1 caixa com 2 resmas de 'pa-
pel paquete pesando 6 libras, vslor de coda* libra.
340 rs. 2$04O.
Le Chevelier 1 caixa com frasqaiohos contando
colla liquida pesando bruto 96 libras, valor de
cada libra 2), 192)000.
S/M Scaixinhas de madelra pessndo 6 librso
valor de cada libra 1). 6)000 : 2 embrnlbos com
cartas geographlcas pesando 6 libras, valor da ca-
da libra 5g. 30)000 -, 2 embrulbos com 30 varas
de taUgarca, valor de cada vara 200 rs., 61000 2

/'


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0UI.4 D mftMMMJt*. QUBfTA Falla 17 M Jl LH0 de 1801:
i.?,2!i!i*CS?iiLfJlh'?MM *'"*. 2I1"- "wenfldetueBa.lem de comprar o objectos
5Ape"do lu*Slor de cada libra 800 re., segu o tes : ._ m uyJecw
1*500; 1 embrulho com catxinhai caotendo ilhs
de met
Terceira de S.
72j>000
45000
36)000
36SO0O
54$000
petando i librs, valor 840 ra.; 1 em-
brulho com impressos penado 13 libra, valor de
adi libra 1. 135080 ; 1 embrulho com 5 caixi-
nkn contando liuhas petando }i libra, valor de
da libra lf, ljjrjOO ; t embmlhos com liaba
jrela pesando 3 libras, ralor de cada libra i$,
35000 ; carloes com 8 enfeitea para caberla, va-
lor de cada um 2&, 16$000; 15 calabrotea de bar-
bante peaaodo 7 libras, valor de cada libra S70 ra.,
19891) ; 4 cbapoa de feltro, aeodo doua em bom
eatado, valor de cada bm 49, 80000 e doua a|-
ama ceuaa estragados, valor de cada um 800 rs.
49600.
4* secco da aifaodega, 15 de jalbo de 1862.
O Io eacripturario
Joo Carneira Lint Sorian.
O IHm. Sr. incpector da thesouraria pro-
vincial em cumprimento da resoluca da junta
da fazeoda, manda convidar aos propietarios
abaixo declarados, para eotregarem na mesma
thesouraria no praio de 30 das, a contar do dia
da primeira publicarlo do presente, a tmportao-
lamento da ra das Larsogeiras e parles da do
Queimado, a comegar da eiiremidade da do
ngel al a esquina da ra Ettreita do Rosario,
conforme o dispotto na lei provincial n. 350.
Adverte-se que a falta de entrega voluntaria
aera punida com o duplo das referidas quotas,
segundo o artigo 6* do regulamento de 20 da de-
zembro de 1844.
Ra das f.arangeiras.
N. 2-Claudio Dubeax.....
dem 4 Anna Mara da Cooteigao.
dem 36Anna Thereza do Sacra-
mento. .........
dem 8 A meima ......
dem 10Ordem
Francisco .
dem 12Mara do Carmo Moreira
Fragozo, Bernardina Jacintha Mo-
- _Xer._Fragoio, Fftnciteo Moreira
Fragozo ...;
dem 14M#rcellino Jos f'OnQal-
ves da FonlD ........
dem 6Ii-mandade do Divino Es-
pirito Santo. .......
dem 18Dt). Felippe Lopes elto ,
dem 20Ajplonio Ferreira Braga,
dem 22 Jo)s Fraacitco Fernandea
dem 24 Herdeiros de Antonio
Lsite Pitia) Ortigueira.....
dem 26 Afitooio Jos Das. ,
dem 28 lltrdeiros de Antonio
Mello Cortfes. .,.*...
dem 30Urmandade do Saniissimo
Sacramento de Santo Antonio .
dem 1Jalao Antonio Cupinteiro
dem 3Jo^quim Antonio da Si I
veir \ ,.....'
dem 5B/artholoOM Francisco de
Souza. C........
dem 7Jd dem 9Ji.io Francisco dos Santos,
lleo Vi-fJ->! Goncalves Torres .
tem 15* Herdeiros de Antonio
Mello/Corles........
I!em 1*9Joo Nepomuceno de
Patria e Silva.......
IJem 2tViuva de Victorino Jos
de Modeiroi.......
idtfJn 23-Elizeo Alberto da Sil-
lira..........
25Anna Joaquina Xavier
Irneiro ......
27Manoel Ferreira Ramos .
29l.uiz Gomes Stlverio .
dem 31Franciaco Luciano do Re-
g Caiisto & Filhos.....
Ra do Queimado.
M. 20Herdeiros da Silvana Maria
l'ereira Lobo e Jos Joaquim Pe-
reir de Mendonga.....
Ilem 22Manoel Ignacio de Oli-
veira ..........
dem 24Malhiaa Lopes da Coste
Maia..........
dem 26Joaquina de Souza de
Miran1* Coulo.......
dem 28- nionio Jos de Maga-
lhies Bas'os. .....
dem 30Viuva a herdeiros de
n Leo de Castro.....
srr. 32Rodrigues & Ribeiro e
los Francisco Lavra Penna .
sm 34Jos Francisco Lavra. .
em 36Rodrigues & Ribeiro .
em 33Antonio de Azevedo Pe-
reira .......; .
fem 40-Herdeiros de Francisco
CooQalves Rodrigues. ....
J*i 42Albioo Jos da Silva .
\ 44Bernardiao Jos Monteiro
T.'6Filhos de Minoel Carnei-
'"tins.........
? JSDr. Sebsstio Gongalves
Ludgero Gooc,aIves
Para provimento dos armazans do arsenal
_n de guerra.
50 resmas de pspal almaco.
50 ditas de dito pautado.
20 caixas de pennas de eco.
20 masaos de brelas.
10 caivetes..
25 duzias de taboas de pioho americano.
10 caadas de azeite de coco.
Para a casa da guarda de palacio.
150 libraa de velas eslesrioas.
Queta quier vender taes objectos aprsente as
suas propostaa em carta fechada na secretaria do
conselho, as 10 horas da manhaa do dia 21 do
torrente mez.
Ssla das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. 11 de
julho. de 1862.
Antonio Peiro de Si Brrelo,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal aecretario interino.
Santa casa da misericordia do
Recife.
A Illma. janta administrativa da santa casa de
misericordia do Recifa manda fazer publico, que
00 dia 17 do torrente, pelas 4 horas da tarde na
sala de suas sesses, irio a praca para, ssrem ars
rematadas a quam maia der as rendas das casa-
abaixo declaradas, pertencentes ao patrimonio dos
orpbaos, pelo lampo qae decorrer do dia da arre-
matarlo a 30 de junho de 1865.
A saber:
Ra da Madre de Dos n. 4,1:621$ por anno.
Dita da Lipa o. 2, 1829 Por anno.
Dita da Cacimba n.5, 300g por anno.
Dita do Burgoa n. 19, 205$ por anno.
Dito do dito n. 21, 125 por anno.
Dita da Seozalla Velha n. 132, 753J) por anno.
Dita da dita n. 134. 7539 por anno.
Dita da Guia n. 27,1628
Dita da dita o. 29, 1689 por anno.
Dita do Pilar u. 2, 1579 por anno.
Dita do Sebo n. 3, 160$ por anno.
Dita do Roiario da Boa-Vista n. 60, 2018 Pr
SM.
Paroamerim (sitio) 5009 por anno.
Os. pretndeme* Sm* comparecer acompa-
nhadoa de seus fiadores, ou munta _e cartee
desles.
Secretaria da santa caaa de misericordia
Recife 10 de julho de 1862.O escrivao,
F. A. Gavalcanli Cousseiro.
do
120^000
1359000
3795001
1659000
2I96OO
369000
27900|)
959OOO
459000
288800
2196OO
2898001
13590001
369000
309900
I22940O
1298000
45SOOO
1039500
369000
129600
288800
369000 Esst propostas serao recebidas smenla at o dia
21 do crrante mez e abertas no dia 22. no pala-
2I96OO cio do gowo, em presenta dos proponentes,
que allidevero comparecer at a 1 hora da tar-
de do mesmo dia.
O goyerno nao se obrigs a aceitar a proposta
maia baixa em prego, se tambem nao apresentar
todas as garantas necessarias boa execa?ao da
obra, alem de algumas outrascondices que lhe
sejam favoraveis.
Directoria dis obras publitas 4 de iulho de
1862.-0 director, W. Martineau.
Pretende aabir com toda a brevidade o brigee
portuguez Sobarano por ter maia de meia car-
ga prompta: para o resto da carga e passagir0s
irati-se com o consignatario Tbomaz de Aqein
Fonseea Janior, na travesa da Madre de Dos n.
7, primeiro andar, oa com o capito Antonio A-
goatinho de Almeida. na praca.
Para o Ass
At o dia 19 do correte pretende sshir o hiato
nacional Jaguaribe, por ter o sea carregamen-
to prompto, recebe passageiros: a tratar com o
mettre a bordo, oa na ra do Creepo toja n. H.
?!0- FUNDICAO DA AURORA.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegaco costeira a vapor.
Parahii>a, Rio-Grande do Norte, Macau,
Aracaty, Cear, Acaracu' e Granj>.
O vapor lguarass. com mandante Vianna,
sahir para os portos do norte.at a Granja no
dia 22 do corrente s 5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 21 ao meio dia ; en-
commeodas, passageiros e dinheiro a freta at o
dia da sahida as 2 horas : eecriptorio no Forte
do Matlos n. 1.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
Obras publicas.
Ponte de S. Joao ou Ga-
morim.
O director das obras pablicts competentemen-
te aatorisado pelo Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, faz publico que os desenhos e ornamentos
para urna ponte de ferro que se ha de cooslrair
sobre o rio Capibaribe, na eatrada de Pod'Alho"
rerto dos eogenhos de S. Joao e Camorim, de
conformidade com o 5." art. 13 da lei do orca-
mento vigentH n. 544, ss achata patentes na re-
partico das obras publicas, onde aerao ministra-
das todss asioforoiages nacessarias aos que pre-
tenderen] contratar a coostrucQo dessa obra.
Aa propostas para a construcgao deasa ponte
deverao aer reroetlidas em carta fechada ao mes-
mo Exm. Sr. presidente ; declarando se no so-
bre-escripto : proposta para a ponte de S. Joao.
"Ate oira" Ti ff SSr3Ri ^petio^Jq*
portos do norteo vapor Cyapock, commandan-
te o primeiro lenla Antonio Marcelino Pontea
Ribeiro, o qual depois da demora do costme
seguir para os portos do sul.
Desde j recebem-se paasageiros, t engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
vera aer embarcada no dia de sua chegada,dinhei-
ro a frete e entommnndaa al o dia da sahida s
2 horas da tarde : agencia ra da Craz n. 1, es-
criptorio de Antonio Lwz de Oliveira Azevedo
& C
Nesta grande e bera montada fabrica de machioismo, a msis antiga no imperio continua se a
executar com a maior preateza e perfei<;ao encommandat de toda a qualidade de machina* LmA
no pan, teBdo tempre prompto o aeguiote : ^niuas aaaoas
Grande tortimento de moeodas d canna de todos 01 systemaa e lamanhos.
Machinas da vapor de diversas qualidadet.
Taixaa fundidas e batidas.
Crivos e boceas para fornalhas.
Bronzes e aguilhoes.
Rodas, rodetaa e rodas d'agus.
Guindastes Axos e portatis.
Machinas de cylindros para padaria.
Serras de ago para serrara.
Fatexas para barcos,' etc., etc., tudo por prego que bem convida.

uramt 1
DE
eandro & Miranda.
Ra do Crespo numero 8 A.
A 200 RS. O COVADO.
Vende-ae ia de bom gosto a 200 rs. o covado.
Saias decambraia bordadas a 28400.
Cortes de vestidos de cambraia branco bordados de 10
Organdjs miudinhos matisado a 500 rs. a vara.
E outras muitas fazendas por baratisaimos pregas.
s 35S.
Ldem
em
dem t\ Dr- Lud
ManLv'iuva e"her
a o herdeiros de Joao
^r. M Pereira de Abreu
n^'ia.,ri-Cipella dos Fraseras
,hae>Aolonio Jos
Vastos ,
Ue
m
bioo
de
de Maga-
Idera 3
_J x Moreira Pontes e Al-
Recif,-
lierr, 39
Ih-s
Idm 4i
-dem 43
dem
>s Ferraira da Caoba.
-Irmandade das Almas do
...
Jos de Maga-
Jatooio
tos..... ,
iscoade deSuassuna. .
p' J*J^os Francisco Larra. .
>, Jo Fraucisco Lavra
ni
mesmo
1359000
90^000
979500
909000
2409000
2409000
208*200
909000
90g000
1509000
1509000
1203000
4509000
3~5J000
1359000
1509000
150J000
45090OO
1509O0O
1359000
4058000
I89OOO
358000
758600
579600
909000
759000
"^^aJO-Beroardino Jos Monteiro
51Beroardino Lopes deOli-
.ra. .........
tem 53lauotencio Rodrigues Li-
ma........... 459OOO
Tiem 570 mesmo. ..... 459000
dem 59-Alexandre Jos da Silva 459000
dem 61Orphao Jos Rodrigues
Lima.......... 459O00
dem 63BeraarJioo Lopes de Oli-
vira_. ......:.. 908000
dem 65Maria do Cirroo Nunes
Ferreira ......... 6O9OOO
li^m 67Herdeiros de Jlo Vieira
Lima.......... 459OOO
dem 69 Alexandre Jos di Silva. 6O9OOO
dem 71Antonio Pereira de Oli-
veira Ramos....... 459OOO
dem 730 meamo...... 459000
dem 65Orphao Joo Rodriguea
Lima.......... 379500
dem 77Alexandre Jos da Silva. 6O9OOO
fdera 790 mesmo ..:... 68&000
E para constar se maudou affixar o presente e
publicar pelo Otario.
Secretaria da theaouraria provincial de Per-
nambuco, 14 de junho de 1862.
O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciagao.
Olllm. Sr. inspector da thesouraria^mauda
>azer publico, quedo dia 9 do corrente em dianta
paga-se na mesma thesoararia os juros das ano-
ices da divida provincial, vencidos no ultimo de
-uriho prximo lindo, assim como as apolices da
primeira serie da mesma divida.
E para constar se maadou publicar pelo Dia-
rio, secretaria d* ihesourxria provincial de Per-
bambuco 7 de julho de 1S62.
O steretario,
A. F. d'Aonancisgo.
Obras publicas
poolede ferro sobre o ria-
cho irumzinho
O director das obras publicas competentemen-
te autorisado pelo Exm. Sr. presidente da pro-
viucia, faz publico que os desenhos e orgamento
para urna ponte de ferro qe se ha de construir
sobre o riacho Bramzioho, na estrada da Pao de
Alho, de conformidade com o | 5o art. 13 da lei
do orgamento vigente n. 514, se acham patentes
na repartigao das obras publicas, onde sero mi-
nistradas todas as ioformnges necessarias *oj
que pretenderem contratar a conslruccao dessa
obra.
As propostas sero entregues no palacio da
presideneii al o dia 4 da agosto prximo vq-
douro, em cria fechada, e abarlas no dia 5 a urna
hora da tarda em presenga dos concurrentes, do
director das obras publicas, do iospeclor e pro-
curador fiscal da thesouraria provincial.
O empreiteiro ser obrigado pagar o sello do
respectivo contrato aotes de estar este assignado,
inclaindo-se no mesmo, alm daacoodigdes apre-
sentadas e ora approvadas a da aer daduzida da
importancia total da obra a quanlia correspon-
dente aos direitos que devem pagar oa objectos
impottadospara a ponte, se porventura o governo
imperial permittir a isengio do pagamento de
taes direitos como se vai pedir.
O governo nao se obriga a aceitar a propoata
mais baixi em prego, se tambem nao apresentar
todas as garantas necessarias a boa execugo da
obra, alm da almarcas outras condigoss que lhe
sejam favoraveis.
Directoria das obrss publicas, 16 de julho de
1862.O director, Martineau
lio de Janeiro
Pretende seguir com muita brevidade para o
Rio de Janeiro o veleiro e bem conhecido brigae
nacional Almirantea, tem parta de aeu carrega-
meoto prompto ; para o reato qae lhe falta, tra-
ta-te com os teus consignatarios Antonio Luiz da
Oliveira Azevedo, no seu escriptorio ra da Cruz
numero 1.
Para o Porto *
Obrigoe porUguez Amalia I. sah a
24 do corrente mez, para passageiros aos r
onerece excellentes commodos : trata-se <
capitao a bordo oa com os consignatarios 1
da Madre de Dos n. 3.
Ass e Aracaty.
Segu no dia 21 do corrente o hiato E
gao, anda recebe alguraa carga e passag
s tratar na roa da Cadeia do Recife n.
andar.
Linios
Alerta!
Casa de campo
Francisco Jos Fernandas Pires aluga a ana
casa nova tita na Soledad* junto ao palacio do
Sr. vpfi, a,\di. .g_rands coramodidades para urna
numerosa familia. Tanto no andar lerreTKomo A pPMM de8pj,r illbslilur I traigo j#. A Ac.
em cima e propria para eatrangairo por ser mu,-9 b.taihao de infanVA-a. oara completar dous t0eS omu,ercise. e Uve mais e.. occ.aiao d
to fresca. ter a. commod.d.de. precisa., alem anD0S e algun, ^ %% a* pStiBcacio T^" v il",?*i. **&> e cona.aa-
dirij.-te t ra da Aurora n. 10. 2 a^.\^\S^2m!^^SJ!!laSSSJ!^l^nm^
1 i I '1''?# J"^w'.rv^srv'icagoef.
a "^ S*hl '' em Cd" <*e B- N- Gtmier, rar
do Ouvidor, o. 9, co Rio de Janeiro :
O ASSESSOR FORENSE
OU FORMULARIO DE TODAS
AS ACgES COMMERGIAE^''
segundo o regulamento commercial de 25 de 00
vemtro de 1850. contendo : oa modelos oie/tejaV'
daa as petiges, despachos, termos, autos~>aHr'
gagOes, embargos, sentengas, e flaslmeota todas ,
o procesaos, seguido do protesso das quebraav
quer no juio commercial, quer 00 juizo ciimi-
nti, pelo Dr. Carlos Antonio Cordeiro, 1 ve!. JO-
4 bem encadenado, 880O.
bala obra, elaborada com rauilo cuidado e nrito
"C;.*1"d. de incalculavel proveito nao
para 10 las as pessoas do foro, como mfsmo'pat
as que se da o vid, do commercio. E" um e-
celleote guia pa a proposilura do qualquer a-
gao sea aodamento e solugao no foro comrr.trr
Para mais demonstrar a sua utilidade bastar"
ler-se os pareceres transcriptos, que ir ais-
tinelos jurisconsulto! sobre ella emittiram.
Parecer do film, e Exm. Sr. cnselheiro e se-
nador do imperio Angelo nix da Silva Fe."
rax.
Rio de Janeiro, 21 de dfzembro de 1861.
Illa. Sr. Dr. Cordeiro. Li a tereeira parte do-
Mtessor Forense, que V. S. acaba da publicar, e>
no meu humilde conceito o tenhocomo nacesse-
ria para as pessoas do foro, que principiara suar
carrea, e utilero geral para todos que nao ln?
a pralica precisa. Felicitan4o-o. poia, sou. etc-
A. M. da Silva Ferraz.
Parecer do lllm. e Exm. Sr. contelheiro e
dor do imperto Bernardo de Souza Frar&ff
lllm. Sr. r. Carlos Cordeiro.Tenho p. '
ndo a sua obraAisessor Forens ou formu:...^
commercial que leve V. S. a bondade de su
jeilar ao meu fraco juiao ; devo dizer-lhe que a>
achei bem escripia, e propria para dirigir no forov
commercial os juizes, escrivaes e advogadu.
principalmente os que nao tenham ainla long
1 tirocinio. Felicito, portento, a V. S. por esta seta
I bello trabalho, e sou, etc. B. de Souza Franco.
S. C., 19 de dezembro de 1661.
Parecer do lllm. e Exm. Sr. conselheiro e sa-
nador do imperio Jos Thomaz Nabufodi
Araujo. 0
lllm Sr. Dr. Carlos Antonio C-J'' Kafe
e collega. Li o seu F-flr.--
da casa tem mais gabinete, tarrago apagoso, ca-
sa de baoho, de criados, cocheira a estribarla, o
tllio todo murado com muitos arvoredos, todo o
fructo, baixa de capim, gradiamento e jardim na
frente e a casa toda Iluminada a gaz e acaba-
da com muito gosto, os pretndanlas apparegam
porque nem sempre apparecem destas commo-
didades perto da praga : a tratar na meima ou
na taberna grande da Soledade, e pode ser vista
at as 9 horas da noit.
achara com quera tratar ; preferindo se a al-
guem que j livesse servido bq exercito.
Alugau-sa as caaaa terreas o. 105 ua ra
de Santa Rita e n. 27 da ra dos Burgos, e o 1*
andar da casa n. 193, na ra Imperial : a tratar
na ra da Aurora n. 36.
Manoel Mala da Silva, declara que nao de-
ve nada a pessoa alguma, tanto nesta praga como
O agente do correio de Olinda, faz publico i ""! al8uns dbitos queaqui contraho tom e-
que prestou conlas do rendimento do mesmo cor- Boc'os Para o malo, suas lettras foram pagas an-
reio at o fim de junho desle anno, apenas fican- |,es e D0. "ancimeDto, o que faz publico por haver
do em seu poder nicamente o valor de 69740 outr* cesoa com igual nome._______
em cartas de pessoas desconhecidas ; porlanto Precisa se de um caixeiro qu tenba prati-
nada deve a administragao respec iva, a para ca de taberna e que de coiihecimeuto a sua con-
prevenir duvidas futuras faz o presente. Olinda,; duela, a tenha de 14 a 16 aiioos da idaie : na
12 de julho de 1862. rua do Camaro taberna n. 13, se dir quera ere-
Bernardo da Silva Guimares. '. cisa.
Aluga-se um bom sobrado da 2 andares e
soto na traveseado Veras da Boa-Vista n. 15,
cora muitos commodos, tendo gabinete desde o
primeiro andar al o solio, alem da escada prin-
cipal tam outra no interior que vai at o aoto,
com sussecsinhas e dous quintaes e am grande
telheiro, cocheira e estribara : quem o preten-
der dirija-se ao aterro da Boa-Vista n. 3i.
Attencao
1
.ud("
Joao Corri de Carvallo, identifica a todos os
seus devedores, que desJe j otregou ao Sr.
Andi Avelino Sobreira de Mello, procurago
para por mira poder ffocluar a cobranca amifja-
j v.. juicialoeiite. o qual Oca autorisado para
fazer qualquer convengo que o mesmo senhor
I ache conveniente.
Recife, 14 de julho de 1862
n<*. .a do Crespo loja 11. 14
est queimaiido vor todo
preeo para acabar, ss se-
guiutes fazendas, a saber:
Cortes de seda pretos com babados com algum
Fug-o de casa do ab;ixo assignado o seu es-
cravo Eufrasio, preto, idade 35 anuos, estura
baixa, e tem por sigua! um pequeuo lobinho ci-
ma da tobrancelha, tem sido visto nesta cidade
pala rua Direita. aterro dos Affogados, povosgo
deste nome, e pela Sol ade : qum o apprehen-
der leve-o a rua da Imperalriz n. 42, quesera
bem recompensado.
.________ Manoel Al ves Guerra.
ix
-.
u^&raeoes.
Consu'-^ilo k Franca.
O Cnsul de PCJIS* roga a lodos ea cradorea do
tusado Antoniu Etfl^0,'0 Bariillier, para compa-
cecerem em aeucooawV*''0 oo dia sexla-feira 18
do corrate ao meio 3\VV' de poder faxer a
-classicagao de creditoaX^ba**? urna deliboragao
definitiva aobre os negocia \tendentes ao estado
esmo- Recifa, 15 de julhr7V*M862.
Consulado de mw-
Era conformidade com o art. 7* dV^0Sncao
coosular conclaida em 10 de desembrtA^J' 1860,
entre a Brasil e a Fraoga, o cooaul da>P,','ma
agio fax publico que o eebdilo Eugenio B\ VV-
r.!fteH2"tdla d C0"6nte R'CfS. I i britt ble **" Bd ^ebe car-
ita lhQ de 1862. -_^ \?*Ve eacravot a frete para o mesmo porto: a
LOnselhO administrativo. t^- r com os c00*^08111"0* Marque*, Birroi &
O conselho administrativo, para oraecimenUl (%i ^ttgo do Corpo Santo 0. 6,
THEATRO
DE
anta Isabel
LEIL40
Attencao.
a
O sgente Oliveira far leilo das esplendidas
! raobilias e mais objoctos do uso da. ums familia
eatraogeira e pede a attengao do respeitavel pu-
blico e dos seus amigos para coocorrerem e apro-
veitarem a bella occasiao de se refazerem de ar-
tigos magnficos, necessarios e at de galantera,
como de primor em obra e qualidade ; a saber ;
mobilias completas e de mo d'obra a mais per-
feita, de Jacaranda, tendo as mesas e coosolos
lindos lampos de pedra marmore, um riquissi-
mo piano d voiescom caixa rica de Jacaranda e
feito de enbommenda sem attengao ao alto custo,
armarios de espelho, guarda roupas e guarda-
vestidos de amarello e mogoo, mesas de abas
para sof, redonias para sala, ditas para advoa-
dos, ditas elsticas e outras, apparadorea perfei-
tamenle entalhados, espelhos ricos, alegantes
vasos para flores, relogios para cima de mesa e
de parede, quadros e espelhos com molduras Abu-
radas, cadeiras differentes de vime para terrago,
ditas de mogno a de balango, guarda livros en-
vidrando, toiletes com espelho e pedra, ditos
com gavetas e pedra, leito de Jacaranda macisso
coro cepula, marquezas, lavatorios, estantes para
msica e para toalhas etc., toucadores, camas
para meninos, commodas. almarioa de cosinha,
cabides, apparelhos para jautar, para caf a cha,
machina para caf, crystaos, garrafas e copos la-
pidados, candieiros pan toloa ot mysteres, ga-
Iheleirosicos, .Vascos de cheiro, porta licores;
alem de muitos outros artigos que aeria enfado-
nho enumerar, mas nao menos inlispensaveis,
serao patenteadas obras de prata etc. :
Segunda -feira 21
do corrente, s 10 horas da raahhia ou logo que
haja numero de concurrentes, no arraazem grao-
de da rua d'Apollo o. 20.
G.
COMPANMA LYRICi
M
MA,l\lN\WGt1rLLl.
Por molestia do Sr. Gudi o espectculo annun -
ciado para hoje fica transferido para
Sabbado i!) de junho.
G01PK8IA rERNAMBlGAHA
iSavegaeao cosleira a vapor
Macei pelas escalas -
O vapor cPertinuoga, enmmandant Uoura,
sahir para oa portos do sul tocando as escalas
no dia 19 de julho, s 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dit 18 ao maio dia. En-
commeodas. passageiros e dinheiro a frete -al
o dia da tbida as 2 horat: aacriptorio no forte
do Mattot o. 1.
defeito a lo, ditos pretos ricos bordado a seda
e velludo com babados a 40J e 50, ditos de se-
da de cores com babados com pequeo toque a
20 e 253, ditos de barege com babados a 5$,
Pelo juizo de paz do 1" duiricio da Boa-
Viita, vai a arrematar se no dia 19 do torrente,
na porta do mesmo juu, os bens penhoradoa a
Manoel de S e Souza, por execugo de Narciso
Jos da Costa Pereira, por aer a eitima praga.
Si savasti SafSfaS I rttSLrus. tsv ^
5g, camisinhas de cao.braia bordadaa com gol-
iinha a 19 para aenhora, manguitos com camisi-
nhas a 2-5500. chaly claro e de listras a 360 rs. o
covado, liazioha escocezasde la eseda a 3C0 rs.
o covado, fll liso com 8 palmos de largura a
800 rs. a vara, ditos bordados a 8CO rs cam-
braias adamascadas para cortinados a
representando a pousada de um cagador n'uma
casadecampo.de ums das melhores escolas de
pintura oa Italia.
O mesmo tem pars Irocar urna imagem da fl-
i nissimo marmore" branco, representando Nosso
. Senhor o Rdemptor, subiodo aoeo ; otra ima-
gem de msdeiri, pintada
.'icagoes
A sua obra, pratica como ser um grand
auxiliar para aquelles que comegam a carreira
forense, um recurso providencial para os que,
distantes dos joriscoDsultos, sao obrigados a al-
legar os .roprios direitos, e, alm disto, um ser-
vigo jurisprudencia, porque o Formulario con-
corre para uniformisa la, e por consequencia pa-
ra preveni-la dos erros da impericia.
Meu coilega, eu o felicito, e cordialmente de-
sejo que seja iofioit a propagagao da sua obra,,
to til ao commercio.
Reitero os aseas protestos de amizade e parti-
cular eani qut lhe consagro.SouJ. T. Na-
ouco de Araujo.
VenJe-se
vrarias.
em Pornambuco as principaes li-
Acaba de chegar a livraria do editor B. L. Gir-
er, rua do Ouvidor u. 69 os Umos primeiro e
segundo:
V
3 Mit
TUADLZID\ DC .KCLEZ DE
ROBERTO SOITHEV
PELO
DR. LUIZ JOAQUIM DE OLIVEIRA E
E &NSOTADA, PELO COXEOO
DR. J. C. FERNANDES PINHEIRO.
Magaiicos voluraes em 4-, primte
mente impressos e ericadernados cox
Pariz, 6^000 cada um.

------------------., r..-. a oleo, representado
rs. a vara. dita, adamascadas decoras a 300 s^' "** ^^ di P'eJadt' ten'1 NSJ SeDhr
tarlatana de diversas cores a 400 rs. a vara, brim
de linho branco a 640 rs, a vara, brimzinho de
'inho de quadros a 160 o covado, velludo da cor
mortonocollo.de um vulto asas grande, qne
pode servir para se coILcir sobre o altar de al-
guma igreja, ou fazer-se delta um magnifico an-
! SgeTdeP^^enhora.^^aSe^T^
dos melhores artistas e escultores di Italia : quem
vado, cortes de rollete de fusto a 160 e 400 rs..
ditos de gorgurao de seda e setim lavrado a 1>500,
ditos de velludo superior qualidade a 39. cohe-
tes de gorgurao da cor e de seda preta a 3#, pa-
lelots de caseo.ira de cores a 5$, ditos de alpaca
de cor e merino setim a 4$ e 5j>. chales de tou-
quim a 8J, manteletes de touquim a 125, cola-
riohosde linho a 160 rs., chapeosziohoa de seda
para senhora a 2g. eoleites de flDras a 500 rs.,
carteira com charuleiras a 1(500, aaiaa de cor-
do para senhora a 10600. meias de seda pretas
para senhora a lg500, cortis de casioetaa da cor
a 1J500, ditos deeasemira pretas a 4(500, casa-
veqies de cambraia a de fil preto a tf, golli-
ohaa de croch a 10, tapetes para sala a 40, toa-
pretender ver para possuir algum desles iutares-
santes objectos, appareca a entender-se com o
aonunciante, n rua do Trapiche u. 15, escrip-
torio.
Ao publico.
Autoriso ao Sr. Miguel Archsnjo Monteiro de
Paiva, a tratar de todo e qualquer negocio que
medissar respeito. Convido ao meamo lempo
aos senhores que me quizere^n honrar com suas
freguezias que podero dirigir-sa ao becco do Ou -
cactos e goll.uha, pretas para luto a 500 rs., chi- T4or> 0nde me acho momeotaoetmenU
Vi SOS W ef*03.
RiodeJaneiro.
LOTERA
DEPOIS D'iyMANHA'
Sabbado 19 do con ente mez anda-
rao impreterivelmentc as rodas da quar-
ta parte da segunda lotera para a
ediicacao da casa do Gymnasio Per-
nambucano (3. concessao) no. consts-
sistorio da igreja de Np S. do Rosario
de Santo Antonio. Oi bilhetes e meios
bilhetes acham-se a yenda na respec-
tiva thesouraria rua do Crespn. 15,
e as casas commissionadas praca da
Independencia n. 22 loja do Sr. San-
tos Vieira, rua da Imperatriz loja de
ferragens n. 44 do Sr. Pimentel, rua
Direita n. 3 botica do Sr. Ghagas, e
na rua da Cadeia do Recife loja n. 45 do
Sr. Porto.
As sortes de 5:000$ at as de 1 OS se-
rao pagas urna bora depois da extrac-
cao, e as outras, pore'm, no dia inme-
diato logo que te tenham distribuido as
listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
las pretas francezas a 200 rs. o covado superior
qualidade, lavas de seda de cores a 16Q e 400 rs.,
ditos de retroz a 410 e 500 rs. com vidrilho, col-
chas de croch brancas a 8JJ, rlquissimoi cortina-
dos para cama a 8&, chiles de croch de la a 4>,
ornno de croch para encost de cadeira a 500 e
13 e ootras muitas fazendas que se vende avista
do comprador e por todo prego a dinheiro avista.
, Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vido de urna casa estrangeira de pequea fami-
lia, cuja escrava saiba lavar roupa, psga-se bem;
na rua da Cruz n. 10.
Um peatoa civil, boa moral, e fiel, toma
por balanc.0 qualquer estabeleciroento, menos
taberna que vends espirito! pelo miudo, laolo
dentro da pravas como fora della de que tam mu-
tissimoa anooide pratica, sugeitaudo se a fazer
a escrlpturaQo: quem precisar annuncie para
ter procurado avista do estabelecimanto dar os
eselarecimeotos Becesaarios.
Alug se um segundo andar na rua du Ran-
gel daronte da botica, coro commodos para, fa-
milia : a fallar na rua do Qeeimado n. 75, loia
da Victoria._____________________________
Offerece-se um rapaz para caixeiro de al"
gama taberna do que tem pratic, dando conhe-
cimanto de sua conducta : quem precisar annun-
cie por esta folha para aer procurado.
apromp-
tando tmulos, pedras, letreiros, finalmente con-
certando toda e qoalquer louga e mais objectos
tendentes ao meu officio.
Frederico Shiner S.
Ratoneiro.
Deposito de velas de car-
nauba e coiiiposi(;o.
Franciaco C. R. Jnior para commodo de aeus
freguezes tam posto a venda as velas Je sua fa-
brica, sita" na travessa das Cruzes n. 12, na ta-
berna da travessa dos Expostos n. 18 atraz da
matriz de Santo Antonio, onde offerace as mes-
maa vantagensque at boje tem offerecido em
tea propria fabrica.
Boln luis
Com divartot modelos, bandeijaa enfeitadas
de armaedes differentes com bollnhos de todas as
qualidades es melhores do nosto mercado, aasim
como as libraa em separado, e tambem podios e
qualquer paatellaria. tudo feito a primor e o
mais barato do paiz: quem pretender dirija -te a
rua da Penha n. 25, para ajuttar-ae.
_ Em consequencia de aaber-ae pelo aonun-
cio do Sr. Gaadencio Lope* de Araujo, neste jor-
nal, que o metmo Sr. existe de presante nesla
cidade, sa lhe- roga.o favor de armuociar ana mo-
rada, dos deaeja-se fallar ao mesmo senhor, a
negocio da aea particular interease.
laga-sa a excellenle casa de 3 andares na
Loarenco Gentino e Plantlo Jote Antonio, ruada Croi, muito boa pora os tenhoret nego-
labditot italianos, raraiu-ae pera fora da |M- ciantet; a tratar na tu lo Imperador n. 85, 1
ftncia, 1 adtr.
Na noite de 15 para 16 furtiram dflas slmofa-
das de um cabriolet, do sitio de Joao Martina de em 4.*, a 6(000.
Barros, rua Real n. 10: pede-se a quem furem
offerecidas o favor de apprehende-las-, assim
como o portador, que muito sa deseja conhecer.
O abaixo assignado declara que o Sr. Grego-
rio Anlunes de Oliveira nio node traspasssr o
arrendamento do armazem n. 73 da rui do Im-
perador, visto que asta nullo por nao estar as-
signado o dito arrendamento pelo abaixo assig-
nado como proprietario do predio, e porisso pro
teata contra todo e qaalquer arrendamento que
seja feito sem sus intervengo, visto ser illegal.
Thomax de Carvalho Soares Brindo.
k gralmenle reconhecida como a melrie/1
historia do B.-azil a do illustre poeta ingiez lli
berto SoBlhey', pela imparcialidade que dita a sut
elegante recna, bem como pelo juditioso uso jue
soube fazer eos precioso documentos que tete
sus Gisyosicao. Fez o mundo Iliterario cabal
justiy-a elevcao da ponsaoientos e aos granjea
predicados do historia lor inglez : Humbol-;i. va-
eoniet de Cayr e S. L-opoldo, Porto-Aegre
Abren e Liraa, Varnhagem, Constancio, Sair.t
Ililaire, Ferdiuend Defia, Armitage. e muiteo
outros failro delie con os inaior-s eloftior.
Ninguem depois dille esereveu sob.e o Bra:i
sem que pozesse em coutribuigao o seu laape*-
lantissimo trabalho, devendo Baauchsmp e al-
guna outros a esta circumalantia a popularidade
que adquirirn: os seus litros.
Seodo porm a edi^ao Ingleza rarissirus e ds
um pre{Q fabuloso, e pouco vulgaris.ida err*
ni a liugua ta MltOO, raras sao as pssoas que
teuharn era suas bibliothecas a pria:eira historia
do Brazil, escripia por um humen-, de quitu nu
devemos afanar que em temelhanla aasampto se
hajs oceupado. Esta falla acaba felizmente da
supprir o Sr. Dr. Luiz Joaquina de Ovaira e Cas-
tro, verlendo para o nosso idioma tod:s as gatat)
e primores de estylo que se encontram no origi-
nal, e habilmenl* guardando a mais escrupulosa
iMelidade, imprimio-lhe esse cunho classico dt>
que tent oecessitava uma obra de tal magullle.
Fof alem d'sao a presenta eaigo enriquecida
de notas que a jonm em da com oa documento
historeos recentemenie descobertcs e dos estu-
dos que sobre elles se tam feito oestes ultimo
lempos. A esse trabalho deu cabal desemperno
o Sr. conego r. J. C. Feruandes Piuheiro, uru
1 dos nossos Iliteratos que com mais solicitude sa
teui entregue s pesquizaa histricas, e cujos r
criptos snoam pelas maos de lados.
A obra completa formar 6 magnieos


MSDOBiCHilaEL
JL i, M 'Millid),
Precedidas de um discurso biogra-
phico e acompaohadas de notas pelo
Sr. Dr. D. icy Monteiro
SEGUNDA EDICg.VO
Correcta e avcreseemtada com as
OBRAS INltDITAS
Eomappendice contend discursos e
artigos feitos occasiao da morte
do altor.
-
Tres bellos volumes primorosamente
impressos sobre papel ve!no
e encadernados era Paris, 16#000.
E* um dos mais populosos nome da literatu-
ra brasileira o de M. A. Alvaro* de Azevedo.
Dotado de uma ardente imaginado, empregava
as mais oussdaa imageot, e possuidor de um
cabe lo I de conhecimenlos muito alm do que
em to verdea annos se podara esperar, fun-
dia-ot 00 molde da sua poderosa iodividualida-
de. Bem caberte a Alvares de Axevado o epi-
thalo de menino ter rival, dado por Chateaubriand
a Victor Hago : ara um gigante, cujot primeiros
paasos approximavam-e meta: era um Byron
balbucan!b, nm Daata am miniatura ; vende-se
em Peroambuco na principaes livrariaa a no
Rio de> Janeiro Mioameota na do dictor B. L
Girohr, rua do Qtvtts-r o. 69,
voluaisa
Aiiigua-se e vende-se cada volume separado,
as principaes livrsrias de Peroambuco.
Tratado praiieo sobre
bancos, por Gilbart.
Capital, circulaco e bancos,
por Wilson.
volumes ntidamente impressos e bem
encadernados em Faris22G00
Estas obras, as mais especiaea e profundas ni
matara de qa se Irata, serviram de texto aos de-
batea que liveram lugar oa esso legislativa que
acabs de Andar, aobre a questao bsnearia, quer
aos partidistas da medida proposla pelo ex-mi-
nislro da fszenda, quer aos opposiciooistas. E
com" effeito all se acbam expostas nao somente
lodasaa theorias relativa a esta lao iniportanta
questao, coma tambem a irresittivel argumenta-
cao dos fados occorridos no banco de Londres,
qae sem exagerado se pode considerar como
primeiro mrcalo monetario do mondo. Da aor-
ta qe nao ha paiz nenhum que possua obiasda
igual meracimeolo sobre o assurnpio em quasio ;
e o que nos deve admirar que nao tenbsm a:Jo
traduzidas em francez.
Damos pois os parabens quem leve a feiii
idea e a coragem de emprehender e do exnculsr
to cabalmente este trabalho to riecessario e
til nao somente aos nosso estadista! comaaer-
ciaes e industriaos como tambem qaelle an to-
dos os pae onde se falla o nosio idioma. Par
bem aquilatar eate servico basta dlier que meso
moitos inglezes nao esto ne caso de poder com-
prehender o termos tecliioieoa necessarimente
empregados naauellas obras, quanlo mais ac
eslrangeiros ; conhecemos persoaagens dialinctaa
do nosso paiz que t apreuJeram a lingoa ingle-
za para as poderem ler.
Graras ao Sr. Dr. Oliveira e Castro icam aplai-
nadaa todas as diflculdade*. Os nossos leitorea
podero ler em portugus muito claro e intelli-
givel o qaa ha de melhor nesta questio que tan
lo preoccapou todas aaclasses da 0$ sa aocieda-
da, eqae tanto intev ** 'i" nosso paiz.
[Em'' '' Vmerew4



'


T
-
*/*~

-.^

DlAllO M PiEHAMiOCO^ ft QUISTA FIIBA 17 DI JllLHO N ItBS.
CAIMIHO.
Na tabsrna grande da SoleJade pttciss-se de
um caixeiro ou meimo dos doto, o* meima ca-
a vende-ae saceos grandes com mllho e farelio
\a 5$ e da farlnha a 898OO.


Isabel Carolina Barrellier, seus
lho e genro agradecen! cordial*
' "hvnte as pessoas que se dignaram
de assistir no dia 12 do corrente
as exequias de seu presado marido,
pai e sogro Antonio Eugenio Bar-
rellier, e de novo les rogam a
sua assislencia a missa do stimo
dia, que por sua alma se deve ce-
lebrar na matriz da Boa Vista no
dia 18 do corrente as 1 horas da
manhaa-.
Casa de saude en. Santo
Amaro.
Dr. Silva Ramos,
Ust estabelecimento j bem eoohecido, eeon-
Qeiluado neata provincia pelos relevantes servi-
dos que tem prestado, contina oss melbores con-
dicoes debaixo da direcgo de aeu proprietario
-".eber doentes de todas as clasaes, os quaes e-
tratados com todo e aelo e icteresae pelos
pregos seguioles :
Primeira classe.... 33000ou maia.
Segundsdits...... 29500.
Terceira dita...... 29000.
Em qualquer das classe os brancos ficarao se-
parados dos negros. Os alienadoa de 2.a e 3.a
classe nao furiosos pagaro a diaria ordinaria,
endo furiosos pagaro mais a quarta parle. Os
Miesados da 1.a classe pagaro segando o ajust.
S0C1E&ADE
Unio Beneflcente
Matlm.
Pela seguada vez identifico aos seohorea so-:
cios (lectivos para urna reunido da assemblia ge-
ral no dia 18 do corrente, pelas 6 e meia botas
da tarde, afim de tomar posse a nova adminis-
trarlo, visto nao ter havido reunio da assembla
no dia 13, por filia de numero.
Secretaria da sociedad* Cnio Beneficente Ma-
rtima 15 de julho de 1862.
Ballbasar Jos dos Res.
________ 1.* secretario.________
Precisa-ae tallar ao Sr. Franeiaco Simes
dos Santos, e porisso roga-se-lhe queira aunun-
ciarsaa motada.
xmmmm mmmmtmmm
Saques sobre Portugal, j
O abaixo asaigaado agente do Banco I
Mercantil Portuense neita cidade, saca 9
effectivamente por ledos os paquetes so- 9
bre o mesmo Banco para o Porto Lia- IB
boa, por qualquer somms avista a pra- V
zo, podendo logo os saques a prazo serem >
descontados no mesmo Banco, na razo fl
de 4 por canto ao anoo aos portadores I
qae assim lbe eonvier : as ras do Cras- 1
po n. 8 ou do Imperador o. 51.
Joaquina d; Silva Castro.
se5H62(Kfiiefitf -QI65i6SI6SMMBDt
|M VPV nVvTCPlV>-WV Btai KTB ar*oB* wmm *m
Fraocisco Jos Rodrigues, subdito portu-
guez, retira-se para fra do imperio, deixando
por seu procorador Antonio Alves Vilella.______
ipanhia Fidelidade de se-
^-rp martimos e terres-
tres/ estabelecida no Rio de
J*d*\*0 com o capital de
16:000:000$
Agentes em Pernambuco
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & G. compe-
tentemente autorisadoa pela directora da compa-
nhia de seguros Fidelidade, tomam aeguros de na-
vios, mercadoriis e predioa, no sau escriptorio,
ra da Cruz ?. 1.
8
f
8
I
0 vro 4m.
StUo & luz publica o L VRO DO POYO, publi-
cado sob a direceo do Ir* Dr. A. Marques Ro-
drigues, contm a vida, le N. S. Jess Cbtlsto,
segundo a narrarlo dos quatro evsogelalsa, e
mais os seguintes arligos : o vigario, o profeasor
primario, o bom bomem licardo, a moral prati-
ca, Slmo de Nantua, m zimas e pensamentoa,
a bvaieneos devereadoa meninos,e o Brasil.
A pubicacao do LIVRO DO POVO nao e tem
por fim uDformisar a leilura as escolaa puma-
riaa, onde cada meninol aprende por um livro
differente, e portento facilitar o trabalho do mes-
tre e do discpulo, como tambera vulgariaar, por
um prego baratiasimo, a historia do salvador do
mundo, e oa melhorea preceiloa de moral.
Venda-ae o Livro do Povo, no Recite, na
livraria da praga da Independencia ns. 6 e 8, a
500 rs. o exemplsr em brochura. a a 800 rs. car-
tonado.
SEGUNDA EDICC.10
DO
THESOURO HOMEOPATHICO
00
Vade-mecum lo hoiueopatha
pelo aou tor
sjsnEo o Ha mm).
Este livro que se tem tornado to popular,
quanlo necessario, acaba de sar publicado com
todos os melhoramentos, que a experiencia e oa
progresaos da sciencia tem demonstrado. A no-
va ediego em tudo superior primeira, en-
cerra:
1.* Maia mplSi noticias acerca do curativo
ti! Molestias, com iodiceges mui proveitosas
dos medicamentos novos recentemento ezperi-
mentados na Europa, noa Estados-Unidos e no
Brasil.
2.* A exposicloda doutrina homeopatha.
3.a O estudo ds apropriacao dos remedios se-
gundo as predominancias dos temperamentos,
daa idades, dos sexos, e segundo as circumslan-
cias atmospheriets etc., etc.
4.a A preservado ou propbilaxia das moleatias
hereditarias.
5.a A preservarlo das molestias epidmicas.
6.a Urna estampa Ilustrada demonstrativa da
conlinuidade do tubo intestinal desde a bocea al
o anus etc., etc.
Vende-ae na pharmacu especial homeopa-
thica, propriedade do aulhor, ra de Santo
Amaro (Mundo Novo) n. 6.
Prego de cada exemplar. 20j000
N. B. Oa aenhoreaaasignantes queiram man-
dar receber seus exemplarea.
Pateo do Livramento n. 11.
primeiro andar.
O dentista Numa Pompilio planta denles artl-
flciaea por grampoa e ligaduras a a preaso do
ar, dantes iocorruptiveis sobre oaro, syslems
norte-americano e faz todas as operace* de aua
rta e com prompdo I liropeza
Na travessa da ra das Cruzes n
2, pjimeiro andar, tinge se para todas
sa cores com presteza e commodo preco.
ENSINC
Praliee-1
rico
DA
Joao da Silva tamos,
medico pela Universidade
de Coimbra,
da consultas em casa, das 8 s 10 horas da mi-
nba, e presta-se a qualquer chamado com a bem
aonhecida prompdo.__________________________
Consultora medicocirurgico
S-MlXlIJk GL,OMiY CASA. DO F13TWO--3
Consulta por ambos os systemas,
Em eonseauencia/aa mudenca para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
mento c guia reforma completa em todos os seus medicamentos.
u jU Hue tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os da
outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
cao de inscrevero seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
js aquelles que forem apresentadoa sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
ueira ter maior certeza acompanhar urna canta assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo a em pa-
arcado com o sen nome.
Outro sim : acaba de receber de Franga grande porgo de tincturs de acnito e belladona, re-
cios estes de summs importancia e cujas propriedades sao to conhecidas que os mesmos Srs.
edicos allopatbas empregam-as constantemente.
Os medicamentoa avulsosqur em tubos qur em tincturas custarao a 19 o vidro.
O proprietario deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
snfficientes para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou qae precisem de alguma
operadlo, amaneando que sero tratados com todo o disvelo e prompdo, como sabem todos
aquelles que i tem tldo escravos na casa do annunciante.
A situago magnifica da casa, a commodidade dos banhos salgadoa ao outras tantaa vanta-
ajens para o prompto restabelecimento dos doentes.
As pessoas que quizarem fallar com o annunciante devem procura-loda manha at 11 horaa
t de tarda das 5 em diante, a fora destas horaa aeharo em casa pessoa com quem aa podero en-
ender ra da Glia n. 3 casa do fundo do Dr. Lobo Moteoio.
Ispecial hOmeopaiMco
Pateo da Matriz de S- Autonio n. 2.
Resta consultorio poda ser procurado o respectivo proprietario qualquer hora havendo
chi sempre grande sortimento dos verdauiros medicamentos homeopathicos, preparados em Pa-
rs (as tinturas) por Catellan e Weber, os mais acreditados pharmaceuticos do universo como
preparadores de remedios de horneopathia.
O proprietario deste consultorio nao pretende, todava, que sejam os seus medicamentos
infalliveis, porque nada ha infallivel em factos humanos; nem to pouco superiores aos que por
ahi sa preconisam, porque certo que o que nos fazemos, outro o pode egualmente tazar to bom
eeno melhor. Mas afianca qua nella nao ha traficancia, e que o servico dalpreparacao como por
elle mesmo proprietario, que nao tendo grandes commercio de carteiras, acha-se sufficiernte para
satisfacer s necassidades daquella prepararlo.
Reste consultorio acham-se venda elementos da homeopalhia, acommodados intelligencia
_ drqlquer pessoa ; assim como presta-se gratuitamente o seu proprietario, com seus esforcos e
medicamentos, todas as pessoas necessitadas, sem distinegao alguma, qua o procuren), pois
qua o seu maior prazer ser til humanidade 6o2redora-
m&
RA NOVA NUMERO 11
Atiga loja de Gadault
Acaba de receber de sua encommenda um grande e variado sortimento dos se-
guintes artigos, os quaea rende por menos 10 por cento do que em outra qualquer
parte ; a saber:
LINGUAFLANCEZA.
SEGUNDO
O NOVO METHODO
DO
Dr. H. G.Ollendorff
PARA
Aprender urna lingua em seis mezes
POR
Cicero Peregrino,
Bacharel em direito.
2 volumes em 8.
Sabio do prelo o 1.a volme desta obra, inlei-
ramenle nova, e nica escripia em portugus por
aqaelle syslema, approvada pelo conseibo direc-
tor da inslrucco publica para aervir de compen-
dio as aulas publicas de inslrucco secundaria
da provincia, accommodada ao uso de qnaotos
pretenderam fallar e traduzir com propriedade
a lingua franceza.
Acha-se venda no escriptorio do autor, ra
do Oueimado n. 26, onde ainda se recebem aa-
signaturaa (78000), at a publicado do 2 volu-
me ; depois do que vender-se-ho a 10J000 oa
exemp.
! O Dr. Rocc
y d consultas todos os das.
K Cura radical e em pouco da& .s-
tt Usa syphiliticas e dos orgos genito uri-
I narios.
S Consultas de graga das 8 as 9 horas da
fp manha.
Kl-BIMS
de Hamburgo
Alugam-se e vendem-se por qualquer preco
na ra do Rangel n. 18, amola-se todo o forro
orlante.
Toda attenco*
Custodio Jos Alves Gulmares avisa ao res-
pettavel publico, principalmente a todos os aeua
freguezes e amigos, que se mudou da loja da
aguia de ouro da rui da Cabug para a ra do
Crespo n. 7, para a bem conhecida e anliga loja
de rniudezas que foi do fallecido Joo Ceg, boje
ser conhecida pelogallo vigilante,e pede ao
reapeitavel publico aos seus freguezes e amigos,
que o queiram procurar no dito estabelecimento,
onde acbaro um grande aortimento de rniudezas,
queaffian^a servir bem e vender por menos dez
ou viote por cento. do aua em outra qualquer
parte
GRANDE
Laboratorio a vapor
DE
Lavagem e engommado
de roupa, de Ramos A Pi-
mentel.
Empresa importante, que vai prestando rela-
vante- aervicos saos freguezes pela promptido
o perfeico com que lava a roupa sem a estragar
PRECOS.
Roupa sortida (embora nao venham meiaa nem
lencos) 40 rs. por pera.
Pegas grandes iaoladamente 100 rs.
Roupaa de navios, vapores e hospitaes 70 rs.
Dita de familia qua nao fregaeza 80 rs.
Dita de doente do familia que nao freguaza
a 120 rs.
Urna rede ou cortinado de cama o varanda
a 500 rs.
o preco dos engommados mdico e confor-
me aa pecas, como coatumam fazeras engomma-
deiras. O preso da entrega da roupa lavada
8 dias, e eogommada 15, sendo que muitas^tezes
est prompta antea do praso. Deposito n* ra
Nova. >
SUA 2)0 OUEIMADO SH46 .
GEANDE201TIMMTo(li^
dase^"
Sortimanto completo da sobracaaacos de panno a 558, 289, 308 a 359, casacos muito bem
faltas a 25f, 28f, 30$ e 85f, paletn acaaacadoa de panno preto de 16 at 159, ditos de tase mira
de cor a 159,18| o lOf, paletota saceos de panno e caaemira de 89 at 149, ditos saccoa de alpaca
merino o l de 49 at69, sobra de alpaca o merino de 79 at 109, caigas pretas de casemira de
s9 al 14$, dil d* cor de 79 at 10$, roupaa para menino de todoa os tamanhos, grande sorti-
mento de roupaa da brina como sejam caigas, paletota a colletas, sortimento de colletes pretos *
mtim, casemira a velludo de 49 a 9f, ditos para casamento a 59 o 69, paletota brancos de bra-
seanta a 49 o Sf, caigas brancaa maito flnaa a 5f, um grande aortimento i zendaa fina s e mo-
mrnaa, completo sortimento.de casomiraa inslnzas para hOEem, menino a aenhora, seros las de
dohC SSrrgaib, cnapoT'de sol de seda, luvaa de seda de Jouvin para homem e senhora. Te-
jaos ama grande fabrica da alfaiata onde recebemos encommendaa da grandes obras, que para
nso est sendo administrada por um hbil mestre de semelhante arta o um pessoal de mais ds
lincoenta obreiroa eacolhidos, portanto ezeculamoa qualquer obra com promptido o maia barato
de qae em outra aialquer casa.
AnHIAZEi
ROUPA F
Joaquim F. dos Santos
40-lna do Oueimado40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Reste estabelecimento ha aempre am sortimento completo de roupa feita de
todaa sa qualidadas a tambem aa manda eiacutar por medida vontade dos fregue-
zes para o qae tem am doa melhorea profeaaoroa.
"atacaa ae panno preto a 0$,
I5J a
Sobrecaaacosde dito dito a 35$ a
Paletota de panno preto a de co-
rea a 359. 809, 259,109,189 a
Ditos de casemira do corea a 229,
15f, 129.79 a
Ditoa de alpaca preta golla de
' vallado fraacezas a
Ditoa da marin satim pretos a
da cores a M a
Ditoa da alpaca da corea a 59 a
Ditoa de alpaca preta a99,79,59 a
Ditos do brim da corea a 5f,
49500, 49 o
Ditos da bramante deliaho brin-
co a 69, 5$ e
Ditoa de marin da cordo preto
a 159 a
Calcas de caaemira prata a da to-
rea a 118, 109, 9$, 79 a
Ditaa da princaza amarin do
cordo prato a 59, 69500 a
Ditaa da brim branco oda cores a
59. 49500 a
Caigas da ganga da coras a
Colleta da velludo preto o da co-
rea liaos a bordados a 119,99 a
Ditoa da casemira patata a de co-
rea lisos a bordadoa a 69,
59500,59
MM,
Precisa-so alagas urna ama que saiba cozinhar
o diario de urna casa de pooca familia : quem
quizar dirija-se a botica da praga da Boa-Vista
o. 32, esquina da ra do Arago.
Ditos de setm preto 58000
309000 Ditos de seda a setim branco a 6 e 59000
309000 Ditoa de gorguro de seda prstos
e de cores a 79, 69. 49 e 58000
508000 Ditoa de brim e fuslo branco a
3$500, 58500 e 38000
99000 Saroulas d brim de linho a 29 e 28200
Ditas de algodo. a 19600 e 19280
IO9OOO Camiaas de peito defuato branco
e de cores a 28400 e 28200
88000 Ditas de paito de linho a 59, 49 o 3O00
895OO Ditaa da madapolo brancas o de
8$500 cores a 89,29500, 29 a 1$600
Chapeos pretoa de massa franceza
395OO forma da ultima moda a 109,
8J500 e 78000
49OOO Ditos da feltro a 69, 59, 49 e 28000
Ditoa da sol de seda inglezes e
89000 franceses a 14$, 129, 11$ e 79000
Colarinhoa da linho muito finas
69OOO novos feitios ds ultima moda a 8800
Ditos da algodo 500
49500 Relogioa da ouro patente e hori-
zontal a 100$, 909. 80$ e 70$000
2S500 Ditoa de prata galvaniaados pa-
5OOO tente a horizontaea a 409 SOgOOo
Obrsa de oaro, aderegoa e meioa
89OOO adereces, pulceiras, rozetaa a
aneia a 9
Toalhaa da linho duzia 10$, 69 a 9$000
3J500 Ditas grandes para mesa urna 39 e 4800q(
Qesocttcho CgpogVAp tuca
tkvuamfmcattA
ilteneao aUenca.
O abaixo assigoado, liquidatario da extincla
firma de Vidal i Bastos, roga aoa devedores da
mesma a mandaiem quanlo antas pagar aeua
dbitos psrs stsim deixar de sa ver na obrigaco
de entregar as mesmaa a um procurador pan se-
rem cobradas judicialmente. Recife 27 de jucho
de 1862.
Joo Cirios Bistoa Oliveira.
KM 9KM3MMM 9HMSMS *3tt
Consultas medicas,
Sero dadaa todoa oa dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no aeu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde a6 at as 10 horaa
da manba, menos aos domingos ; sobre...
1.a Molestias de olhos.
2 Molestias de corago ede peito.
3. Moleatias doa orgoa da gerago e
do anua.
O exame dos doentes ser feito ns or-
dem de suaa entradas, comegando-ae po-
| rm por aquelles que soffrerem dos
9 olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e op-
g ticos sero empregados em suas coosul-
B tacoes e proceder com todo rigor e pru-
I dencia para obler certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, nslureza e
8 cauta da molestia, e dahi deduzir o pla-
no de tratamentoque deve destrui-la, ou
curar.
Varios medicamentos sero tambem
n empregados, gratuitamente; porm
H pela certeza que tem do sus vardadeira
I e neceasidade do aeu emprego urgente
que se usar de les.
Praticar ahi mesmo, ou em csss dos
doentes toda, e qualquer operago que
julgar conveniente para o restabeleci-
8 ment dos mesmos, para cujo fim ae acha
prvido de urna completa collecco de
S inatrumentoa indiepensavel ao, medico
uj operador. ._ -'
JE DeitarJ tlhos arciaes ; parW o que
'9 *C prevenido de pegas e instrumen-
tos neceasarioa.
Por meio de experienciaa pticas Indi-
car acs doentes qual o gio do vidro que 1
os oculos devem ter pera que sua vista S
I que bem acommodada, e jamis se fa- JK
ligua quando estiver spplicado ao tra- a
balho. 9
mmm mvRmmmmmwt m
Aluga-se um segundo andar na
ra da Senzala Nova, com duas salas,
quatro quartos e cosinha no soto, por
preco commodo : na livraria n. 6 e 8
da piara da Independencia.
Aos Srs. consumidores de gaz
Nos armazens do cea do Ramos os. 18 o 36
ns ra do Trapiche Novo no Kecife n: 8, se ven-
de gaz liquido americano primeira qvalidade o
receotemente ebegado a 149 a lata de 5 galoea,
assim como latas de 10 e da 5 garrafa e am
garra faa. \
Precisa-se de um menino e 10 a 12 anrXos
deidade, pouco maia ou menoa, para caixeiro loja, porm qaer-se doa chegadoa ltimamente :
na ra da Imperatriz n. 78.
Aluga-se
Quem precisar de um eacravo, pardo, de 18 a
20 aonoa, para creado : pode dirigir-se a ra de
Santo Amaro, casi o. 26, que ca por Iraz da ra
do Sol.
Atteoco.
O abaixo aasignado avisa a quem eonvier, qua
pessoa alguma haja de effecluar qualquer tranaac-
gao sobre 29 lettras por elle acceitas, ao todo da
quaslia de 29:0008, em favor do Sr. Urbano Jos
de Mello, pos que ellas procedem de um contra-
to de permuta por elle feito sobre o sea engeoho
Cumbe de Cima, sito em Iguarais, contrato esta
que nao pode subsistir por laborar em nullidadesj
substancies, e gravissima leso; como o meamoj
abaixo assignado acaba de protestar perante o juiz
municipal daquelle termo, eat prompto a fazti
valer o aeu direito em todo lempo em demoas-
traco de sua completa exonerago a resueltoj
Recife, 15 de julho de 1862.
Gaudeocio Lopes de Araujo.
Ollerece-ae urna ama para casa de
familia : a tratar na Ra de Santa Rila n.
andar.
7
w
Para msicas.
Variado sortimento de instrumentes
psra msicas militares e de orchestrs,
instrumentos compleloa de chavea e
apiaton muito perfeitoa-e afinados do fa-
t-ricante Gau'.rot Aia'
Para carros.
Guarniges completas para arreios de
corroa de metal do principa e de iato pa-
ra um e dous cavados, molae, vaquetas
frencezas para eobertas, encerados, ga-
le?, rcia lanternee para carroa e coaps,
oHeitae etc., etc.
Vid ros.
L'm grao de o variado aortimento de can-
delabros, serpentinas, lanternaa com pin-
gantea e sem alies, palmatorias, copos
para vinbo, clice, rodomaa para ima-
gene redondea e ovn grandea e peque-
as a vontade do comprador.
Para retratos.
Machinas maito superiores (rancezas
* americanas grandes e pequenaa, grande
sortimento de chimeas pira trabalhar am
todoa oa procesaos, caixiohaa e paaaepar-
tou americanos e. francezes, papel alba-
minado ele.
Para noivas.
Aa mais ricas e elegantes capellas que
se pode desejar, asseverando sem errar,
serem as mais bonitas que aqai tem vio-
do, ricoa manteletes pretoa com vidrilhoa
frsoja o maia moderno neata genero.
Para presentes
Muito lindas caizinhaa para costura
com msica a aem ella, muito proprisa pa-
ra dar-se de presante a alguma aenhora
qua ae eslima, ricos eatojos de barba para
homem.
Espelhos
Grandes e paqueaos com moldaras
pretas edouradaa, proprlOs para ornar bo-
nitas asas, sendo oa vidros muito grossos
e de primeira qualidide.
Avulsos.
Camisas de linho para homem.
Carteiras e charuteiras.
Bandeijas grandea de 30 palmos a 39.
Golliahaa e manguitos para aenhoras.
Lia de todas aa cores para bordar.
Talagarea.
Seda frea de todaa as cores.
Lindos enteitea para aenhoras.
Oculos o lunetas de todas aa qualidadas.
Fumo francs, americano a tamban o
spreciavol zumo de borba sosa o aeua
competentea cachimbos a tanari le.
Gabinete medico cirurgico.j
Ra das Flores n. 57. (
Sero dada cona<aa medlcaa-clrurgi- 1
ca peioDr. Estevo Cavalcanti da Alba- 1
querque da 6 aa 10 horaa da manha, ac-
cudindo aos chamados com a maior bre- 1
vidade poasival. %
l-o Par toa. 9
2.a Molestias de pella. jj
8.a dem do olhoa. 0
4.a dem doa orgos genitaas. j
Praticar toda a qualquer operago am 9
eu gabinete oa em casa doa doantea cen- q
formo lhear mais conveniente. q

Msooel Jos Alves Pinbeiro, Iti scie o
reapeitavel corpo de commercio e partcula en-
te aos credores da Sra. viuva Dias Feroaodes
que tem justo e contratado com a mesma senho-
ra a compra de aeu estabelecimento cito,na ra
larga do Rosario n. 37, e sua lmporlancia/ier di-
vidida por lodos seus credores: por isso se al-
gum doa seohorea seus credores se quizarem op-
por a semelheole venda o podero fazfr nesles
tres dias.
Da ra do Sol n. 21, fugio um escravo de
nome Marlinho, de idade 30 annos, sera barba
estatura regular e denles podres oa frente ; oc-
cupa-ae em ajuolar oasos e coosla anar pelos
arrabaldes da cidade neasa occupngao, tem sido
visto na estrada da Magdalena, dos Remedios,
etc. : quem o pegar leve-o a dita cast^ que ser
recompensado. *
Precisa-se de um
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO DOUTO
SABINO O.LPINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Conaultaa todos os dias alis desda aa 10 herai
t meio dia, acarea da aeguintea molestias :
moltttiat da mulhtrtt, moUstiat dat erian-
sof, moUttiat da ptllt, moltttiat dot oihot, no-
Itttiat typhilitieat,todat atttptcitt dt ftbrtt,
ftbrtt inttrmUttnttt t tuat eonttqutneiat,
PHS.RBUCIA ESPECIAL HOMKOrATMIC* .
Verdadeiros medicamentoa homeopathicoa pre-
jaradoa aom todas as cautela necesaariaa, n-
alliveis em seus effeitos, tanto em tintara, cama
sm glbulos, pelos prsgos mais commodos pos-
svals.
N. B. Os medicamentoa do Dr. Sabino ae
nicamente vendidos em asta pharmacia ; todoa
1 qae o forem lora della a faleaa.
Ttidaaaaearteiraa o acompanhadaa da m
lmpreaao com am emblema em relavo, tendo ac
reopr aa segulntaa palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinno, medico braaileiro. Bata emblemas poato
igualmente na liata doa medicamentoa que aa pe-
de, Aa carteiras qua nao levarem esseimpreaae
assim marcado, embora enham na tampa o no-
me do Dr. Sabino ao talaos
Aluga-se ou vende-se am sitio em Bern-
ca a margeos do Capibaribe, com casa para fa-
milia, arvorea fructfera e algam terreno.para
plantagq da espim : a tratar na ra Real n. 1
ou na ra Nova n. 47 loja de Bastos & Reg, a
entender-so com o socio Reg.
Domingo, 20 do correle, s 11 horas da ma-
nha haver aesso ordinaria da assembla ge-
ral, afim de se proceder a eleigo do cooselho
director, que tem de dirigiros lrablbos sociaes
do anno vindouro.
Secretaria da Associago Typogrsphica Per-
nambucana 14 de julho de 1862.
0 1 secretario interino,
Jos Luiz de Fraoga Torres.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15.
Frederico Gautier, cirurgio dentista tt
! faz todas as operacoes desua arte a e co-
S loca den tas srtificiaes, tudo com -sdeln i
S rioridade e perfeigo que as pessoas-,en 3
5 tendidas lhe reconhecem.
*Tem agua e pos dentirleios, etc. J
mmmm mm mmuamm
Frederico Chaves alega seu sobrado alto no
Poco da Panella, com bons commodus para fa-
milia, jardim aos lados, terrago, cocheira, estri-
bara, casa para criados e cacimba, por prego
commodo : a tratar ni ra da Imperatriz a. 19.
menino torro
para se eccarregar smente de tf-atar
de um cavallo : na ra da Lingueta n.
1, taberna do jjuarte.
fmsmk
Attenco.
RETRATISTA DA CASA IMPERIAL
Ba do Cabug n 18* entrada pelo
pateo da matriz.
Esta galera ornada com os augustos retratos
phutographicoade SS. MM. e da aereoissimas
princezaa impariaes, assim como com os de mul-
tas dss principses pessoas desu cidade, eaj a
disposigo do publico, que apode visitar todos
os dias das 8 horas da manha a 5 da tarde,
examinar oa trabalhoa expostoa.
Continua-se a tirar retratos por todos os sys-
temas pholograpbicos, e especialmente por am-
brotypo eem cartes de vinta. Fazem-se tam-
bem mimoaae miniaturaa em tatco para se collo-
carem em joias.
Os pregos dos retratos sao os mais razoaveia
que se encontram neata cidade.
J. Ferreira Villela, photographo.
Candas de viaita
Cartes de visita
Cartes da viaita
Cartes da visita
Cartoea de viaita.
Pregos redusidos
Pregos reduzidos
Prsgos rednzidoa
Pregos reduzidos.
A dazia por 129
A dazia por 12$
A dazia por 129
A duzia por 129
Duaa duzias por 209
Daaa duziaa por 209.
Novo eslylo de photographia
Novo eslylo de photographia.
Ambrolypoa am caixss 29
Ambrotypos em caizas 29
Ambrolypoa em calas 2.
O retratista americano
Alberto W. Osborn
Ra do Imperador,
Tiram-se passsportes para
Imperio na casa de Jos Pedro
C'uzes b. 18.
dentro e fora da
do Reg ra das
Pensad italiana particular
com quarlos para alagar, tambem se manda co-
mida fra : na ra da Cruz n. 9, 1* andar.
Aluga-se urna grande casa com sitio os es-
trada do Arraial, esquina do Parnamerim : a tra-
tar na ra do Amorim com Guimares & Alcofo-
rado.
O bdcharel Virgilio Coelho, for.
mado em sciencias juridicas e sociaes,
advoga especialmente em o foro com-
mercial; e, para oexercicio de sua pro-
issao, pode er procurado das 8 b/V***19
da manhaa a's 5 da tarde"; na ru o Au-
10. /
rora casa n.
Antonio ao Psociuio Pereirez/vai
lugal.
a Por-
Aluga-ae urna cscrava de boa conducta e
que aabe perfeitamente cozinhar e fazer os mais
arranjoa de casa : quem a pretender dirija-se a
ra do Crespo, loja de Alvaro l Magalhes.
Hanoel Jos Prea, subd
r-se psrs o Rio de Janeiro.
portugus, reti-
Bailar & Oliveira
Porto.
aac'am aobre a praga do
Peda-ae ao Sr. Jos Maiia. Braga Jnior,
venba ao largo de Paraizo o. 4, 2* andar, a oe-
gocio de seu interesse.
No dia 18 do corrente, deools da audiencia
do Dr. juiz municipal da 1* vara, tem da ser ar-
rematada duai escravss, sendo ums semi-branca,
com 27 anaoa de idade por 8009 e outra crioula,
com 22 aoeos de idade por 700g e diversas obras
de oaro e prata, por execugo de D. Mariano
Dorotba Joaquina contra Jos Rodrigues ^0*
Pasaos. ultima praga.

*r*f
"
O abaixo aaeigoad**, procurador do Sr. Pre-
ciliino Peres CampeHO, avisa aos proprietarios
daa caaaa que paga'*m foro ao Ezm. baro de
Capibaribe, que to'0 eses solos pertencem hoja
a seu constiluint< esse o aatorisou com pode-
res psrs os verter todos ou saparados, porisso
convida aoa r4sluillor* ats dlla casas, que lbea
coovierem otnprar o aolo, a tratrar com o mes-
mo ajaii-' "'gnado. sim como Ibes pede quel-
ram m'J*r pagar oa foros vencidos : na ra No-
\fatt. Pires n. 80.
Msooel Gomes Viegss.
7 Offerece-se urna ama para o aervigo inter-
no da urna casa; na travesea da na das Flotas


DIARIO Dfc i>IkflAM A
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
chapas mmmht
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
Com estas Chapas-elbctro-magmetics-epispasticas obiem-se urna cura radical a in-
fallivel em todos os casos de inflammago ( cansado ou falla de retpiracao ), sejam internas ou
externas,como do Bgado, bofes, estomago, baco, rins, tero, pello, palpitacao de coracao, gar-
ganta, olhos, arysipela, rheumalismo, paralysia e todas as affecces nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as diferentes especies de tumores, como lobinhos eserof ulas etc., seja qual fr o seu
tamanho e profundeza por meio da suppurago serio radicalmente extirpados.
O uso deltas aconselhado e receitadas por habis e distinctos facultativos, sna efficaia in-
contestavel, e as innmeras curas obtidas o fazem merecer e conservar a confianza do publico
que j tera a honra de merecer, depois de 24 annos de existencia e de pratica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necesarias explicacoes, se as chapas sao para homem, senhora ou enanca, decla-
rando a- em que parte do rorpo existe, se na cabeca, pescoco, brajo coxa, pama, p, ou tronco
do corpo, deolarando a cicuinferencia e sendo inchagoes, feridas ou ulceras, o molde do seo
tamanho em um pedaco de papel e a declaracao onde existem, afina de que as chapas sejo da
foama] da parte affectada e para scrembem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil
As chapas serio acompanhadas das competentes explicacoes e tambem de todos os acces-
orios para a c ollocacio dellas.
Cnsa: seas pessoae que o dignarem honrar com a sua confianza, em seu esariptorio, que
acharu abertoe todos os dias, sem excepco, das 9 horas da manha s 4 da tarde.
Casteilo-Braaco,alfaiale
Y
119 R
PERTO
do Parto
DO LARGO DA CARIOCA
119
Por este innuncio te faz constar aos Sra. offl-
ciaet de toda as arma, tanto deita provincia
como dai mais ca pitaes do norte do imperio, qi
ha a venda botdes do novo padro, segundo a
ultima ordem do ministerio da gaerra, venden -
do-te duai abotuadurs por 39, adverando que
ama daa abotaaduraa de padro antigo, faz-so
remetsaa para onde (oreen pedidas, asiim como
tamftem ha para vender o melhor panno azul iu-
glez, o melhor velludo preto do Porto, fazeodaa
desconhecidas neita praca, o que se vende a re-
talho. O Srs. offlciaes qne estao fora da provin-
cia podem renovar suaa consignacoes iifndo
quantia certa, e os outroa senhores que nao Uve-
rem procurago oesla caaa podem manda-la, ad-
vertindo que o tempo para a dita procoraclo de-
ve aer limitado, acompanhando ama carta da or-
dena pedindo aa encommendas que (orem preci-
sas, devendo ser dirigidas a correspondencia a
Joaquina Rodrigues Tavares de Mello, ra do
Queimado n. 39. Tambem ha galao de ouro su-
perior e ferros francezia para alfaiate, aza forja-
da o par 109.
gJua luto.
Pumos 1 ticos psra chapeo lsrgos e
estreitos a 10500 : na ras do Queimado n. 22,
na loja da boa f.
Algodo de 2 larguras.
Vende-se superior algodo monstro com 2 lar-
guras, proprio psra Uocoes e toalbas da mesa a
700 rs. a vara : as ra do Queimado n. 22, na
bem conhecida loja da boa (.
A 2,400 rs. a duzia.
Lencos brancoi finos para algibeira palo dimi-
nuto prego da2*400 rs. a daiia : na bem conhe-
cida loja da boa f, na ra do Quaimado n. 22
Para as encommendas informales dirijam-se a pharmacia
ra do Queimado n. 15.
Alexandra Bibeiro
Fazendas baratas.
Cortes de casemira a 3*, merino asol e verde a
2| o covado, caaemira alvadia e verde fioa o co-
vado a 19900, casemira alvadia de doas larguras
a 2*600, bramante de lioho a 2*500 a vara, gros-
denaples.amarello a 800 rs., lafet amarello a 500
rs., camisas para senhora a 2* e 2*500, vallado
encarnado e preto a 2* e 33, gollinbas com pu-
chos finos a 25, sobrecasacasde panno fino a 25;,
meias para senhora a 2*500, golllobas de ebro-
ch a 5*, paletots de casemira a 9*, e ditos de
alpaca finos a 4*, chapos de caalor branco mili-
to fino a 10$ : na ra do Qeeimado n. 7, defron-
te do becco do Pelie Prlto.
Vende-se s casa terrea n. 91 da ra A gas-
ta, com trea janellaa e ama porta de frente, duat
salas, qualro quartos, corredor independente, co-
zinha rs, quintal murado, cacimba meieira;
asta casa est em perfeito estado, calada e pin-
ta, como melhor pode ser examinada pelos pre-
tenderes : a tratar na travesea da Madre de
Dos n. 13.
Vende-se urna mulatinhade8 9-9 anooa de
idade : na ra do Sol n. 9.
S ra do Queimado n.f 01
LOJA DE 4 PORTAS W
i de m
Cambraias de cores
Vendem-ie cambra ai fraocezas de corea fa- ,
zenda multo fioa pelo baratiasimo preco de 260 <>_ cada um 6 casares
e 280 rs. o covado : na loja da boa f na raa do
Queimado n. 22.
Superior brim branco de
lioho
Vende-se superior brim branco de lioho tran-
cado pelo baratissimo prego de 1*200, 1*440 e
I96OO a vara, dito muito encorpado de dous fios
a de lioho puro a Sf a vara : na ra do Queima-
do n. 22, na bem conbecida loja da boa f.
Agua de colonia ambria-
da esem o ser.
Esss estimada agua de colonia ambreada, da
que tantos a tanto lempo seniem a falta, acaba
de chegar em bonitos irascos verdes, os quaessa
esli vendendo a 19500 cada um ; assim como
chegou igualmente um graobe sortimenlo da
verdadeira agua de colonia de Piver em frascos
e gsrrafinhas de differentes taannos, tudo is-
so na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16._______________________________
Apparelhos de porcellana dou-
rada para cha de bonecas.
A loja da sgua branca desejando que todos
acam a vootade a sua bellas meninas est ven-
dendo commodamente esses bonitos apparelhoa
de,porcellana dourada, e pintada a 19500 e 2,
tendo cada um 6 casares de chicaras, e os mais
perlenees, a vista do que todos iro (munidos de
dinbeiro) para compra-Ios na ra do Queimado
o. 16.
Bonitos paliteiros de porcel-
lana dourada.
Agora ninguem deizar maia de ter em sua
mesa um bonito palileiro de porcellana dourada
pois que elles se estao vendendo a l*e 1:500
na loja da sgaia bracea n. 16.
a
Na noite do dia 15 do correte perdea-ee um
embrulho contando a quantia da 50*: a pessoa
que achar a dita qusnlia a a quizer restituir di-
rija-ae ao caes do Ramos armazem n. 4, que se-
r generosamente gratificado e tambem sedar
os sigoaea da dita quantia e em que ra foi per-
dida.
Fugio do poder do abaizo assignado o es-
cravo Manoel de oacao, maior de 40 annos,
ganhador. com os sigoaes segaintes: estatura
"guiar, cheio do corpo, olhos grandes e aver-
melhadoe, tosi redondo a pernas finas, costuma
embrigar-ie, assim como tambem fuglr, foi do
finado Francisco da Costa Guimaraes, e compra-
do a um dos seus herdeiros, de presumir que
ande por Santo Amaro ou suas immediaces ;
anda com camisa de baeta azul e barrete de ma-
rintieiro, pouco tallador e procura illudir, di-
sando que anda ganhando : por iaao pede-se a
quem o agarrar o traga a ra da Cruz o. 33, no
Recite, que ser gratificado.
A pessoa que se offereca para csixeiro oe
taberna,que diz ter pratica e dar conhecimento a
sua conducta dirija-se ao paleo do Terco n. 32.
Novidades da chuva, da
Arara,
Fzenda com avaria da chuva para os
freguezes da Arara,
RA DA IUPEKATIUZ N. 56.
Vende-se cortes de casia de babados a 1*600,
2*000, e 2*500 o corle, pessss de cambraias de
salpiquinhoscom 8 1[2 varas a 2*500, lencos
brancos finos a 200 cada um, ditos de cores a
80 rs., ditos para rap a 120, e 160 rs. rs. cada
um ; na raa da Imperaiz, loja e armazem da
Arara, n. 56._________________________________
Fazendas sem deleito, da Arara.
Vende-se cortes de chita finas com 12 l|2co-
vados a 2*500, ditoa de cassa de cores a 2*500,
ditos prea a 2*500, chales de merino estampados
a 2*500, golinhas para senhoras a 500 rs., man-
guitos e golas de linbo s SflOOO ; ne ra da Im-
peratriz, loja da Arara, o. 56.
D. inerea de Jess Silgado Cavalcauu,
D. Mara Joaquina Cavalcanti de Albu-
querqueSalgado, o visconde de Suaasuna,
Francisco Luiz Cavalcanti de Aibuqoerque
e Antonio Luiz Cavalcanti de Albuquerque
convidam a seus amigos e prenles para
isssistir missa pelo eterno repouso de sua
|me, sogra e a>, a qual ter lugar ama-
iba 18 do correte, as 8 horas da manha
la capaila do cemiterio publico.
_____._______*__
Vndese um relogio bom e barato : na ra
al junto a casa do n 80.
Babadin da Arara.
Vende-se babadin com listras de seda.fazenda
muito nova para vestido a 500 rs. o covado, dita
com palmas soltas de seda, de largura de 4 1|2
palmos a 640 rs. o covado, laozinba para vestido
a 320 rs. o covado, ditas muito finas a 500 e 640
rs. o colado ; na ra da Imperatriz, loja da A-
rara, n. 56.
Chitas da Arara e cassas.
Vende-se chitas a 160.180 e 200 rs. o covado,
ditas fraocezas a 220, 240 e 280 rs. o covado,
cassas a turca a 280 rs. o covado, cassas france-
zas a 280 e 300 rs. o cavado, ditas organdin a
320 rs. o covado ; na ra da Imperatriz, loja e
armazem da Arara, o. 56.
F. P. quena mandar pa-
mezes de subscripcao do pe-
3 Sr. J.
us
que sabe, pois S. S. nao comen-
e lhe deva por um mez, e de-
>>aga dos outros para sa calen-
das.
proprielario da confeitarta da ra da
~~ ^21, tendo de se retirar para tora desta
Cruz n.;Qd9 o mesmo estabelecimenio que se
praca v m montado e desembarazado, nao s
acba be\dinheiro como a prazo dando boas rir-
vende a
mas.---------------------------------------------------------
7Cosinheiro.
_ isa-se deum bom cosiohairo ou cosinheira
ou escrava, para casa de grande familia :
iv rua da Santa Cruz n. 64.
na
Fugio no da 5 de juobo prximo passado
o eogenbo Alagoa Danta comarca de Nazaretb,
d m escravo de neme Ignacio, de idada 42 annos, I
ioco ou mais ou manos, o qusl lam os siguaes
eguintes : falta de denles e tem om tumor em
onto pequeo na mo esquerda e faz-se bastan- I
e doente do mesmo braco e da perna esquerd, |
levou vestido camisa de riscado e urna camisola j
de baela de riscado e caiga azul, levou comsigo
um cavallo caalango ceg de um olho : quem o
pegar leve-o ao dito engenho ao aeu senhor Ma-
noel Gabral de Mello, ou no Recite em caaa de
Manoel Jos da Silva Oliveira, ra do Eocanla- I
ment n. 13, que ser generosamente recom-
pensado.
Irmandade da fcenhora
Sant'Anna.
De ordem da mesa regadora da irmandade da
Sanbora Saol Auna da igreja da Madre de Deoa,
convido a todo oa carlssimo irmos a compa-
recerem ao consistorio da metan igreja, domin-
go SO do torraste, pelas 10 horas da manha,
afim de eteger-se a nova mesa que tem de reger
0 anno de 1862 a 186J.
Recite, 16 de julho de 1&62.
O escrivo,
M. S. C. Simoes Jnior.
Arara vende usto.
j Vende-se fusto de cores para vestido a 280 e
320 rs. o covado, lencos de seda escuros para
rap a 1*600. pessas de cambraias lisas a 1S600,
2*000,2g500 e 3*000, masaos de palitcs finos para
dentea a 200 rs.; na ra da Imperatriz, loja da
Arara, n. 56.____________
Madapolao da Arara.
Veode-ae pessas de madapolao infestado a 3*,
ditas de 24 jardas a S00, 4*600. 5J000, 5*500
e 69OOO, cobertores de algodo a 1*000, dilos de
1 pello a 1^500, roupa feita, palitos de panno pre-
' lo a 6*500 e 8*000, calca preta de cazimira a
4g500 e 5*500, seroulas de linbo a 1*600 e 2*000,
camisas fraocezas a 1$600 e 5*000 ; na ruada
Imperatriz, loja da Arara, n. 56.
| Nova california !
DE
Fazendas erou-l
pas feitas.
Arrenda-se a casa n., na travssa da raa da
Paaaagem, entre asdnas pontes defroate da casa
de aauda do Sr. Dr. Igaac'io Firmo, tem commo-
doa para grande familia e grande quintal com al-
gumaa ervorea de fructo e banho no fundo: a
tratar com Bernardioo Francisco de Azevedo
Campos, oa ra da Rosario eitraita n. 47.
'Ra da Imperatriz n. 18. junto]
a padaria franeeza.
LOJA DE
Paredes Porto, j
Vende-se fil branco liso luperior a 4
400 rs.a vara, cambraia lisa fina a 2/500, !
3^500 e 5* a pega, dita da Escocia mu- '*.
to fina a imitaco de linbo a 6* e 6*500 %
a pe;a, cortes de cambraia bordados a i
3$500 e 4*, ditoa superiores a 5*, ricas ;
saias de musselina com 4 pannos a yg e '
3*500, golliuhas com manguitos borda-
dos a 1*280 e 1*500. ricas chapelioas
para baptissdo a 3*500, 4* e 5*. chales ]
de merino ealampadoa muito grande a '
68, manteletes de grosdenaples a 12*. t]
169, 20* e 25g chapeos de sol para se-
nhora a 5*, cambraia lisa de forro com
9 varas a peca 2f, cambraia da salpico
a.600 rs. a vara e 4*500 a pega com 8
1|2 vara, um completo sortimenlo de
roupas feitas por prego commodo.
Vende-se
Pranciaco
Lira, aubdio italiano, vai a Ma-
\ Cog_pr,s.
Gompra-ie
engommadeira e c
na ra da Cadeia do
eicrava que aeja perfsita
"ra fe boa conducta :
,C8 O. 35.
Compram-se acc> do doto banco de Per
nambuco : no escriptorio-flfl Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do um piano ioglezem forma de mess de muito
boas vozes e em bom estado proprio para apren-
der : quem o pretender o pode ver na ra da
Gamboa do Carmo o. 21 e a tratar do prego no
primeiro andar do sobrado da ra Direita n, 21,
o qual se vende pormatsde de sea valor.
Vende-se ums prea perfeita engommadei-
ra, cozinbeira e lavadeira, sem molestia slguma
ao comprador se dir a razo da venda : na raa
da Imperatriz n. 47.
Vende-se milho americano em sacca da
110 libras, por 3*: na ra do Amorim armazem
de Gaimare & Alcoforado.
Yendas.
Vende-ae ama porco de zinco veho pro-
prio para fnndico : na ra da Cadeia o Recite
loja n. 7.__________>_
Attenco.
Vende-se ama mobilia da amarello em
oa raa do Rosario estreita o. I81
bom
Ne gallo vigilante
Na ra do Crespo, loja n. 7.
Racebeu de aua propria encommenda um rico
aorlimentb de rendas, bicoa e labyrinlhoa de mal-
lo lindos padre, que ae vende por precos bara-
tismor.
Aviso aos fabricantes de
charutos.
Vende-se fumo da trra de superior qualidade,
:apaa, secadal e milo : na roa di Sepzalla-No-
Di 1.
Ferro Maia.
fazen-
precos
Vende-$e as seguintes
das pelos baratissimos
abaixo mencionados:
Capas de grosdenaple preto
bordado a 25#.
Manteletes de dito dito a 20,
25 e 30$.
Chales de touquim bordados
os melhores que tem appareci-
do no mercado a 8, 10, 15, 20,
25, 30, 40 e 50$.
Cambraias e "hitis rancezas
cores seguras e lindos padres a
a 240 e 260 rs.
Laa aborta matisada a 320 e
400 rs.
Muitas outras fazen
tem expostas -aos com
que segundo seut pre
deixarao de agradar.
Ricos basquines
A loja da boa f recebeu auperiores basquines
de muito fioa cambraia a imilacio da de linbo,
bordados e eofeitados com apurado gosto e os i
vende pelo barato prego de 89 cada um, tendo
sido sempro sea casto de 16_ e SO*, apressem-se
pois em compra-lo na mencionad loja da boa
f, na ra do Queimado o. 21.
Laazinhas muito finas
para vestidos.
Superiores laazinhas para vestidos de muito
bonitea padroes que se vendem pelo baratissimo
prego de 440 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 81, no loja d boa f.
Manguitos e gol las de
cambraia ricamente bordados
Veodem-se manguitos e gollas de superior
cambraia ricamente bordados pelo insignificante
prego de S* o par de manguitos com ama golla,
sando que stmpre costaram6* cada par, assim
pois recommeoda-se aos amigos da santa eco-
noma que aproveitem a boa occasiao, dirigi-
do-se com dinhairo a loja da boa f na ra do
Queimado n. 22.
Baoba japoneza e outras mili-
tas novas perfumaras.
A loja da aguia branca acaba de despachar, de
sua encommenda im grande e bello sortimenlo
de finas perfumariis dos mais afamados fabri-
cantes, sendo aa bem coobecidas e apreciadas
banha, japoneza, transparente, philocome im-
perial em bonitos copinhos com lampa de metal,
dita nos copoa grandes, dita em compoteiras li-
sas e lapidadas, leos de babosa, philocome e
Lubin, pomadas ou cosmestiques, finos extractos
| dos preciosos e escolbidos cheiros Jackey-Club,
i mil flores, miel da Inglaterra Marechal, Principe
Alberto, Gtorge IV, etc. etc. Recommenda-se a
toda as senhoras de bom gosto o uso de qualquer
desses estimados extractos porque aquella que
em urna sociedade, theatro, ou baile esliver com
seu tino lenco orvalhado de to sublimes aromas
lera porcerto o prazer de ver as suas visinhas
da direita e esquerda lhe reodendo homenagem,
pergunlarem donna F. onde comprou esse to
sgradavel cheiro ? E ella orgulhosa de seu bom
gosto, mas com ar prazenleiro lhe responder:
na ruado Queimado loja da agna branca nume-
ro 16.
CALCADO
45 -Ra Direita-45
A epidemia declina sensivelmente, a *
completo desspparecimento est prximo
proprielario deste bem sorlido estabeleciraeoic
convida oa seus numerosos freguezes a substituir
o galgado velho, que todo est cholerico, por no-
vo, e que possa resistir s mil sebolis e mazzur-
cas que vao ser dansadas em louvor do resto be-
lecimento da saude publica. Os pregos con-
vidam:
HOMENS.
Botina afamada Mili. .'
1JS000
12*000
11JC0O
10*000
10*000
Injeccfto Bro
Remedio infallivel contra as ag r-
rheas antigs e recentes, nico deposito
na botica franeeza, ra da Cruz n. 22,
preco 5$.
Bollinhos i ran-
cezes,
Na padaria de Antonio Fernandes d'
Beiriz, ra do Pires n. 42, vendem-se
franceze, ditos de passas, bollo de ameiiuu
mais masas fina, por prego commodo e tra-
ba lhados com perfaico ; pao commum, dito de
provenga, boliachas e bollachinhas de araruta,
tudo fabricado com farinbas as mais noves do
mercado e com perfeigao e limpeza como podem
examinar os freguezes, tanto aotigos como mo-
dernos, conhecendo os aotigos que todo o fabrico
sahido hoje desla estabelecimento nao mais o.
qua era. *
Vende-se urna crioula, bonita figura, de #8
a 20 annos, sem vicios nem molestia : na ra do
Queimado o. 13.
Linhas.
Superior lioha de novello grande a 80 ris
no gallo vigilante, ra do Crespo o. 7.
Camisas inglezas baratis-
siraas.
Veodem-se camisas inglezas cem aberturas e
punhos de linho e com pregas largas pelo bara-
to prego de 30$ a duzia, assim como outras mui-
taa auperiorea a 40*: na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f.
liflMM
NO
Torrador.
t$Largo do Tergo-W
antelga ingleza flor i 800 a 960 rs. a libra,
dita franeeza a 640 rs.. banha de porco a 400 rs.
a libra, massas maito finas para sopa a 400 ri. a
-, queijos do reino a S*,ditos do sarlo a 560
'bra,serv das r>">lbores mar<** 500 rs. a
.., toucinho
.0 rs; a libra,
uiuitos gneros ba-
a. a libra, sao muito
.dar venha ver no Torrs-
n. 23.______________________
Cambraias
Vendem-se cambraias de cores de bonitos a
egantes dsenhos a 280 e 320 rs. o covado: na
ha da Imperatriz, loja n. 20.
"Velas a 640.
Vendem-se caixas com 25 libras de esptrma-
cale a 640 a libra, a retalho a 680: na travssa
4o pateo do Paraizo n. 16, com oilao para a ra
da Florentina.
>
G pechincha.
Na ra do Crespo, loja de
4 portas n. 8,
vondem-ie corte de chita larga escuras, de co-
ral fizas, de 10 covados, a 2* o corle, cassas de
r corea fixas, fazeoda que sempre se venden pos
i fikb% SPJ rs. a vara, a 240 o covado, e outrar
muitas fazehuas por Vil-^qs haixos que s vista.
Papel amisade branco e de
cores.
Vende-se pacotes com 100 folhas de papel ami-
sade branco e de cores a 800 e 640 cada pacote :
na ra do Queimado loja da aguia branca nu-
mero 16.
Acaba de chel
a non-plus-allra Nautes.........
> Nanles 2 bateras..............
> s lustra....................
ioglezes de botoes.............
> batedorez....................... 95500
a couro da porco....... 9$C00
bezerro o lustre............... 9*000
> inglezea ps selvagens-......... 75C0
taxiados braiileiros............ 5J500
Sapatoes non-plus-ultrs................ 7;0CO
3 bateras e meia.............. 69500
> esmaga cobra............'...... 5*.">0O
> Nanles 2 bateras vaqueta..... 6*000
2 bsterias bezerro...... 5&5CQ
trabajadores.......... 5*000
> brasileiros de 3J500 a.......... 2*000
Sapalos2 aolas e salto.................. ^""
> tranca porluguezes.......... 23<
a t francezes...... 1*2^
SENHORAS.
Botinas dengozas......... 5*5r
> salto de bater....... "*
> pechincha de 4*500 a. .
> americanas 3J5U0 a .
Sapatos de salto (Joly) ..;... 3*00b
sem elle lidem)...... 15920
a tpele:........ 800
a econmicos. :...... 509
> lustre 32 e 33....... 800
MENINOS E MENINAS.
Ha de tudo em relacao e uo se deixa sabir
dinheiro.
Um completo sortimenlo de couro de porco,
cordavo, bezerro francez, couro de lustre, mar-
roquim, sola, courinhos etc., que tudo se troca
por dinheiro vonlade do comprador.

8
3
8
i
Aitida pechincha
Na ra do Crespo loja de
4 portas n. 8.
Pecas de madapolao largo muito fino
com pequeo toque de avaria sendo f-
zenda limpa de 6^500 vende-se por 5$
a peca, ditas de dito mais baixo tam-
bem por 4$500.
Vende-se a taberna sita no pateo do Tergo
o. 1, com poneos fundos para um principiante :
quem pretender dirija-so a mesma.-
Milho
aojo sacco a dinheiro : no armazem n.
4, defronte da alfandega.
Vende-ae urna das melhores tabernas da
freguezia de S. los, muito afregaezada pira a
ierra e mcamo para o mato, e passa-ae o arren-
da ment de todo o predio ou s da loja, faz-se
esta venda em razo do dooo querer mudar de
negocio ; _e vende-se melado a vista e metade a
preso : a tratar na mesma taberna no largo da
Ribeirs o. 1. esquina de Santa Rita.
Vende-se um preto bom refinador e proprio
para todo o servico : na ra Direita dos Afogado
o. 13.
Borzeguios ioglezes IOS
o par.
Diuheiro avista.
Na loja dejazendas de Martinbo de Oliveira
Borge. ra da Cadeia do Recite ti. 36.
Vende se um cabriolet de 4
rodas em muito bom estado, as-
sim como um cavallo ruco, no-
vo e de muito bons andares : na
ra Nova n. 56, sobrado deum
andar.
Na roa de Horlas n. 18 vende- espirito de
graduado subida, licores da todas aa qualidades,
aniz, reino e genebra, tudo por menos do que
em oulrs qaalquer parte, tambem le vende lin-
guicas do serto a melhor do mercado por prego
muito baraloe muitas mais qualidadts de gne-
ros que a avista delles se fazem os preco.
Rap de Lisboa em frascos
Vende-se o superior rap princeza Brasil, he-
gado pelo ultimo vspor francez Navarre. na lo-
ja de Marcelino & C, ra do Crespo n. 5.
Sant'Anna.
Est exposta a venda a novena completa da
Senbora Sani'Aona : na ra ra do Imperador
o. 15, das 9 da manha as 3 e meia da tarde.
Cocheira venda.
Vende-se a cocheira da ra do Imperador n.
25, com dous carro em bom estado, um cabrio-
le! e onze cavallos, maito afteguezada : a tratar
na loja da ra do Creapo n. 14.
gar ao novo
S armazem
DI
*Bastos k Reg*
Na raa Nova .junto a Conceico S
dos Militares u. 47. S
Om grande e variada aortlmanto da 6
S roupaa feita, calcados e fazendase todo *
"Afta ae "**- or o'<\coi
- fleadoa como da aea costume, assim co- S
mo sajam aobrecasacoa da aaperiorea pan- B
g noa a caaacoa feitoa palo ultimo figuri- S
Jg nos a 565,163, 30* e a 358. paletots dos
Smasmos pannos preto a 16$, 18f, SO* a m
i 24$, ditoa da caaemira da cor mesclado K
Se da novoa padroe a 14*. 16*. 18*. 20*
a a 24*, diles de caaemira de cr mes-
ciado e de novo padrees a 14$, 16$, 18*, |
20* e 24$, ditos saceos das raesmas ca- 5
semiraa de cores s 9*, 10*. 12* e a 14$,
ditos pratos pelo diminuto preco de 8*, c
10* e 12*, dilos de sarja de seda a so- |
brecasacados a 12$, ditos da merino de *
cordo a 12*, ditos de meriu chinez da 1
apurado gosto a 15*, ditos de alpaca *
preta a 7$, 8*. 9* e 10*, ditos saceos 8
pretos a 4*, ditos de pslha de seda fa- S
-zenda maito luperior a 48500, ditos de
brim pardo e de fusto a 3*500, 4* e a X
4)500, ditos de fusto branco a 49, gran- fj
de quantidado de calcas de caaemira pre- g
ta e de core a 7*. 8*. 9$ e a 10$, dita f
parda a 3* e a 4*, ditas de brim de co- Q
res finas a 22500, 3*, 3*500 e a 4$, ditas X
de brim brancos finas a 4$500, 5*. 5J500 |
e a 6*, ditas de brim lona a 5* e a 6*, S
colletes de gorgurao preto e de cores a
5* e a 6*. ditoa de casemia de cor e pre- S
los a 4*500 e a 5$, dlloa de fusto branco &
e de brim 3* e a 3*500, ditos da brim P
lona a 4*, ditoa de merino para luto a 4* 1
a a 49500, calcas de merino par luto a *
4*500 e a 59, capas de borracha a 9*000. %
Para meninos de todos os tsmanhos : al- S
ca da casemira preta a de cor a 59,69 e |
7$, ditas ditas de brim a 2$, 8$ e a 3&500,
pa'it'.ots saceos de casemira preta a 6* e
a 7* "i'tos da cor a 6* e a 79, di-
toa de alpaca 39, sobrecasacos de pan-
no preto a 12* e a 14*. ditos de alpaca
preta a 59, bonats par, menino de todas
as qualidades, camisas pa'il menos da
todoa os tamsnhos, meios ricos ve tidos
do cimbris feitos para meninas de 5 a
8 annos com cinco babados lisos a 8$ e
a 129, ditoa da gorgurao de cor o de la
a 5* a a 6*. ditos de brim a 3*. dilos de
cambraia ricamente borbados para bapti-
sadoa a muitaaoatras fazendas e roapas
feitas que deixam de ser mencionadaa
pela sua grande qaentidade ; assim como
I receba-aa toda e qualquer encommenda
{de roupaa para se mandar manufacturar
e que para este fim temos um complato
sortimenlo do fazendas de gosto urna
grande officina de alfaiate dirigida por um
8 hbil mestra que pela sua promplido a
perfaico nada deixa a desejar.
Vinho a 400 ris a
garrafa e 3,000 a caada.
Vende-se Moho tinto a 400 ris a garrafa e
39200 a caada, chouricas do reioo novas a 400
rs. a libra e se for em barril se far abatimento :
oa ra da Imperatriz n. 88, defroole da Matriz.
Cinco tustes.
S na loja do pavo
vendem-se sedas de qusdros, ditas de listras ao
comprido, e ditas de listras atravessadas, ditas
de quadrinhos, sendo dos melhores padroes e de-
licadissimos gostos, com largura de chita ingleza
a 500 rs. o covado, pechincha, e do-se aa
amostras com penhor : na ra da Imperatriz n.
60, loja e armazem do pavio de Gama & Silva.
Fazendas pretas
superiores.
Grosdenaple preto muilo superior pelo .'.:mi-
nuto preco de 2* o covado, panno preto muito fi-
no a 3, 4, 5, 6, 7 e 9$ o covado, casemira preta
muito Una a
mants pre'
mantelef-
i-ati'
Attenco
Flix Venancio de Cantalicio pede a aeaa fre-
guezes que lhe ao devadores am quanto antea
venbam pagar seus dbitos no espaco de 15 diaa,
do contrario lanzar mo dos meios jadiciaes
sfim de lhe psgarem.
Aos senhores de
engenhos.
Vende-se por pouco msis de metade do custo,
ums moenda para animaes, toda de ferro, com-
pleta, tendo servido someote para moer 500
paes ; schando-se para vender por ter o propie-
tario comprado ama machina a vapor: Os pre-
bndenles podem dirigir-se para examinar, no
trapicha do caes do Ramos, armazem do Sr. Le-
moa e para ejaitar na raa do Sol n. 29, venda do
Sr. Victorino.
Pechincha sem igual.
A 200 rs. o
vado.
co
Para vestidos de senhora e enancas vendem-se '
lias de quadrinhos e tambem da liatraa de seda
pelo diminuto prego de 400 rs. o covado, metade
do prego porque se venderla em oulra qaalquer
parle ; na ra do Crespo n. 21, Vf9Q
Lindaa cassaa fraocezaa de corea a
200 rs. o covado, ditaa miudinhaa maito
fina a 240 ra. o covado: na loja do so-
brado da 4 andsres na ra do Crespo n.
13, da Antonio Correia. da Vaaconcelloa
**
39500 a 4* o covado,'
o superiores a 12*,
denaples pretos ri-
irecaaacas dr-paono
as tambem de pann
>'. v> Pte4ots de panno preto
Qno a lo e 209, dilos de casemira de cor mes-
ciada a 1S*, superiores gravativas estreita a
1*, ditas de selim maceo da gor/guro muito su-
periores para duas rollas a 2*, d tas estreilinhfcs
com lindos allinetes a 29, superioV gorgurao pr-
to para colletes a 4* o corte, ricas afeites pretos
a 6*, e assim outras muitas (jzcrrja que sendo a
dinheiro vista, vendem-se porteos maito ba-
ratos : na ra do Queimado c. 22. oa bem cc-oha-
cida loja da boa f.
A oja d'aguia branca, ra do
Queimado n. 16.
Recebeu pelo ultimo vapor os seguintes ob-
jectos :
Bonitas ligas de seds para senhora.
Grandes e bem tecidos bsndes de clina.
Aspas de seo, e fita elstica para cues de bailo.
Bonecas grandes mui bonitas e bom vestidas,
Bonitos baazinhos com 9 frascos da cheiros.
Lindas caixinhas com 6 ditos de ditos.
Trancellim grosso de cor para guarnecer vestidos.
Luvas de camua brincas e amsrellas.
Lindos boies de banha para
presentes.
A loja 'aguia branca acaba de receber lindos
boies de porcellana dourada com fina banha a
maviosas inscripgdes, os quses por suas delicade-
zas e perfeiQs tornam-se dignos para presen-
tas, e com especialidade na actual quadra, quem
goslardobom dirigir-se com dinheiro raa
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que acha-
ra em que bem o empregar.
Chegarain as desejadas rosas
articiaes.
Agora deve cessar o desgosto que muitas se-
nhoras sntiam por nao terem comprado daipri-
meiras rosas que a loja d'aguia branca recebeu,
'iV.fi porque dits loja acaba de receber am novo o
mais' brVrnft'A aottimento dellas, vindo estas de
maisa mais deiicWlfipte orvalbadi. A senhora
que com a peqasna quatUf de 2* comprar urna
dessas formosas rosas, serfVr J.m effsito anda
maia rpido (relativamente aovcaso) do qua
squelle que produz o prornpto allm*.*rn qual-
quer molestia. Cumpre, pois, qua ae au Ce-
morem tm as mandar comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, pois do contra-
rio rica rao sem ellas para S. Joo, o que nao
convm. Na mesma loja vendem-se outras rosaa
mais baratas.
Acha-se venda no escriptorio de Antoni
Luiade Oliveira Azevedo & C, ra da Cruz n. 1
a obra escripta pelo viiconde de Urugasy.Eosai o
Sobre o Direito Administrativo ; donamos de le-
cer elogios a esta obra, basta o nome de seu au-
tor para a tornar recommeodada, daos volume
em brochara 10*. encadernado 12$.
A verdadeira essencia de ail
para engommado.
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Acaba de chegar para a
loja d'aguia branca, ra do
Queimado n. 16.
Pos de arroz com boneca em boniloa vasos dou-
rado.
Ditoa dito sem boneca em pacotea.
Agua balsmica para conservaco toa denles e
bom hlito da bocea. '. "*
Opiata ioglezs para alvejar oa dente.
Leite virginal cuja ulilidade reconhacda para
lirsr sardas.
Vinagre aromtico para qaem soffre de tonticaa
e dor de cabeca.
Pastilhaa de chairo para sa perfumar sposentos.
Vende-se urna negrota de 14 .annos, bonita
figura : na ra Imperial b. 49.___________
No pateo do Carmo n. 1, vende-ae ama es-
crava de bonita figura, propria para todo o ser-
vico,
Para os taba quistas,
Lencoa muiti finos a imitaco dos de linho de
muito bonitos padroes e de corea flxas muito
proprios para as pessoasque tomam tabaco, pelo
barato prego de 4*800 e 5*500 a dazia: na raa
doOueimodo n. 22, na bem conbecida loja da
toa f.<
Bramante de luir.
Vende-se muito superior bramante de linho
com duas varea de largura proprio para lencee,
pelo barato prego de 2*400 rs. a vara : na bem
conhecida loja da boa f, na ra do Queimado
n. 22
Vendem-se caixes va-
sios, proprios para funileiro
e bahuleiro, a 1280 cada un:
nesta typograpliia se dir.

Superiores atoalhados
. adamascado.
Superiores atoalhado adamascado com 8 pal-
moa de largara alJ600 rs. a vara : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Damasco para colxas e para
ornamentos de igreja.
Vende-aa muito superior damasco de la de
urna <) cor, muilo proprio para colxas e para
ornsmentos, com 6 palmos de largara pelo ba-
rato prego de 29800 rs. o covado : na raa do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Verdadeira pechincha.
Vendem-se cortes de superior gorgurao de se-
da para colletes pelo baratissimo prego de 1*,
2* e 3* o corte : na ra do Queimado o. 22, na
bem conhecida loja da boa f.
___,
.. %//-*-
^m"

-; \ *>



TrtAKXf MI PElflUMBUCO QUWI *.
\
-.
VENDE-SE NO ARM4ZEM
PROGRESSO
Ricas fitas para chapeos,
cfntifos, tc, etc.
A loja d'aguia branca acaba da raceber iim ex-
traordioario eoriiweete 4* ricas filar, tao boa*
am qualidade quao boaitaa nos desechos, tendo
antra ellas o mili largo que possiveL; aulm
como elgumae peen brancas com o centro liao
proprio para inicripcoes, a mua outra de dif-
erente* cores como de cal, rOia, cacara, etc.,
etc., o como de cea loavavel coatume : a loja
d'agaia branca, na ra do Queimado n. 16, ven-
da por prece cemmodo eaaas beaa e-bonita fitaa.
(UHTf H)AA
ns. /
17
IBLHO MIW
DE
Francisco Fernandes Duarte
rg m Penha
/
Os melhores genero que vera a este mercado e por menos 10 por cento da que era outra
'quer parte, garantindo-se a boa qualidade, por isso roga-se a todos os Snrs. da prega, de en-
lavradores o favor de mandarem suas encommendas a este muito acreditado arroazem de
, afim de verem a differenca de prego e qualidade que faz, se fossem comprados era outra
diquer parte.
(MMNMaN&M confeitadas para sorte de S. Joo a 800 r3. a libra, tambem tem-se para
6i0 rs. a libra sendo em porgao, tanto de urna qualidade como da outra se faz abat-
ment.
Batana* HOVaS em caixas com duas arrobas por 25J560 e em libra a 50 rs.
Mar*taiga 1 -g\ez* ,ja safra nova de primeira qualidade a 850 a libra, em
barril se faz abatimento.
?&SlttX$tl fr*a*Z& a mais nova a 640 rs. a libra, em barril a 600 rs.
9wtl|!M| gados no ultimo navio a 19800.
3 y favo 0 majs SUperor qUe tera vn(j0 a esle mercado a 800 rs. a libra.
%* aa iy iH*U 0 meu40r qUe n no mercado a 28800 e 2#200 a libra, afianca-se a boa
qualidade.
UUX13U 0 que 5e p0e desejar neste genaro a 35000 a libra.
U& yYfclO homeopaibico a 2*200 a libra em porgao se faz abatimento.
i m|vAS HOTOS de pavio transado a 230 r3. a carta e em caixas com 40 cartas por
93000.
LAtaS C-/H& &UI. feitese assucar candido por-43000 cada urna.
em caixinhas de 8 libras chegadas altimamente a 2&000 cada urna e a retalho
a 430 rs. a libra.
Nova aenco.
O vigilante acaba de recebar novo sortlmento
de diversoa objectos que se veodem por manos
20 por cento do que e Sitos para senhoras.
R qitiraos siatoe douradoi, pelo baratitsimo
preco de 2J>, s com vela ao lado s 49, asslm co-
mo de Os de isda ou velludo a *S : s no gallo
vigilante, ro do Crespo n. 7.
afeites.
Veadem-se osnqaieeimos eofeites ds cabeca
com franja s vidrilboa 5#, ditos sera franje a 3j,
ditos trangadoe a 2f500, ditos de lago de fita e
bico de Mda a 2*: i no gallo vigilante, roa do
Crespo ir. 7.
Fivelas para sinto.
Riquissimae flvelaa de ac com madreperola no
centro a 1*200, dites de madreperola a 330, ditas
doaradiotaas a 340 : a no gallo vigilante, rea do
Graspo d. 7.
.
Vidrilno.
Liados vidrilbol pretos e de corea, pelo bsre-
tiisimo preco de 1*600 a libra: a oo gallo vigi-
lante, ra do Crespo n. 7.
Relogios
Vende-se em caa de Jobaston Paler d C.,
. -4 do Vigirio n. 3, um Tallo sortimento de
alogios de ouro, patente ingles., de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedad* de bonitos trancellins para os
mesmos.
ummm mam mmmmm
{Loja das 6 por-|
tas em frente do Livra-
iii e uto
BalSes de 15, 20. 30 e 40 arcos.
Grande aortimenlo de baldes de arcoa
os melhores neiti fazenda e grande,
chitas francezas largas escuras a 220 e
240 rs. o covado, ditaa estreitas miadi-
nhaa a 160 ra. o covado, cambraia lisa
para forro' com 8 1|2 varat a 2* a pega,
ditas finas a 3*. 4*. 55 e 6J muito finas,
ditas de salpiquinho com 8 1(1 varis a
3*500 a peca, cobertaa alcoxosdea bran-
cas e de cores para cama a 4*500 e 5f,
caiaas de corea francezas tintas cegaras
a 320 rs. o covado, peca de btelanba de
rolo a 28, algodao trancado alvo msito
largo para toalbas a 1* a vara, anfeites a
Garibaldi todos pretos a 5* cada um, leo-
coa braocoa com barra a cores a 120 ca-
da em, roapafeita de todas as qealida-
des mnito baratas, a loja est abarla at 3
ae 9 boraa da noite. 8
Superior cal de Lisboa.
Tem para vendar em porcao e a retalho Anto-
nio Lals de Oliveira Azevedo & C-, no seu ea-
criptorio raa da Cruz n. 1.
Bt&nQS DH&
fc
NOS ARMAZENS
PROGRESSISTA
Para entreter o tempo.
Oa lindos jegos de dminos a 1*400, lindas cai-
rinhes com jogoi de vispora a 900rs.: s no gal-
lo vigilante, raa do Crespo n. 7.
A banha fina,
em copos grandes, chegota para loaj d.agaia
branca, raa do Queimado n 16.
das seis portas em trente do
Livramento. 15,20,30 e 40
arcos.
Grande sortimento de aaiss a balo de arcos,
os melhores qae aqai tem apparecido no merca-
do a 4*500, 5*, 63 e 6&500 cada um, d se para
amostra com penhor; a loja est a berta at as 9
horas da noite;
Mobilia.
REMEDIO INCOMPARAVEL
de soda em latas com diferentes qualidades a 19440.
>&&'X.I.SStil ingleza a mais nova que h no mercado a 49000 a barrica e a retalho
a 320 rs. a libra.
All\l.O m pi** qualidade Porto, Figueira e Lisboa 500, 560 640 rs.
a garrafa, e00, 49000 e 49500.
'. Fl3\OS3Sg "i Porto, Lagrimas do Djuro, Carcavellos, Fei-
/ loria velhoyfe de uu ** a g^rrafa^em^aixa a^s
/ tambeof ha para 19000 a garrafa.
&.^P&,vlVB das marcas mais acreditadas a 159000 e 20*000 o gigo, e era garrafa a
108Oi
if-'Vftjsia da marca cobrinha ou de outras marcas conhecidaa a 59000 a duzia e 500 rs.
a garrafa.
1&TV^\S,*? francezas e portuguezas em latas de 1 libra por 640 rs.
>-->1-1$& %.% \^Uat* em tattas de 1 libra por 80O rs.
K'^tlX:v,a ftaaCS'ft&S em latas de 1 e raeia libra por 1*500, ditas com 3 libras por
25800.
a.m^1lftMpVi de casca mole muito novas a 320 rs. a libra, era arroba por 80000.
nOXftef a 120 rs. a libra e em arroba a 3#000.
AleVKn., mac^TSte e tllMlTilll a 400 rs. a libra, a em caixa com 1 arro-
ba por 6*000x.
!Si?t?t\i rfe1a^, pevide e arroz de massa branca ou amarella, a 640 rs. a libra, e em cai
xinhas muito eneiudas se faz obatimento.
^?MtMS &<& Aets^ftS usados os maisbarn feitosque tem vindo a este mercado a 280rs.
taaibem ha para 200 rs.
?f*S*Us\.1l.t08 lagltltS p3r fiambre a 800 rs. tambem hamburguez para fiambre a
* 640 rs. a libra e do reino o mais novo que ha a 560 rs. a libra.
*JiU<11Yl(jas> apaiOH muii0 novas a 56O rs. a libra eem barril se far abatimento.
**a\^.5R4i o rnelhor petisco que pode haver por estar prorapto a toda hora a 800 rs. a libra.
m. UGlitm ^O ^'a muito novo a 280 rs. a libra e em barris de 1 e meivafrobs
a 5* e 79 a arroba. -^
9_'l\H'll,rii},iS< em latas j promptas para se comer a 1*800 cada um.'
S^nli's A porco refiaada em iatas oKH-HftTarpnr4Wo.
Wit^ am barril m^fTfi'naValva a 440 rs. a libra eem barril a 400 rs.
&VtitoS CQ^aj^tly tVdttXCZ proarios para raimo a 500 rs. cada um.
WmKWpfK&. imperial do afamado Abreu ede outros muitos fabricantes de Lisboa a 800 rs.
' a libra.
^$.aTTOfc\f,da de Alperche em latas de-2 libras por 19000 cada urna,
L^'Vt.&S C *Wk k UCttiS de doce em calda as melhores quehaem Portugal como se-
jam pera, pesego, damasco, araeixas, ginja e sereijas a 800 rs. a lata.
B0Ce$ Batee^S e em calda, era latas, de 4 a 5 libras por 19500.
U uOCQ>s\t* hespanhol a 19500 rs. a libra, ditto francez a 19100 dilto portoguez a
800 rs., afianga-sea boa qualidade.
v*&lft de primeira qualidade tanto do Rio como do Cear, a 320 rs. a libra, em arroba a
99000, dito mais baixo a 260 rs. e 78O0 a arroba.
SevaAlU :i.a de Franca a mais nova do mercado a 240 rs. a libra, e am porgao se fai
abatimento.
Sf&gl muito novo a 320 rs. a libra e em garrafes com 5 libras, por 29000.
^aTilllia do reino das marcas SSS'ou galega, a 140 rs, a libra.
Ulta do Maranhao alva e cheirosa a 160 rs. a libra e em arroba 49500.
Ve\\S do carnauba refinada a 400 rs. a libra, e emjarroba o 12*000..
\zeitt 4*ee refinadoa 800 rs.garrafa e e em caixas a 99000
"Vinagre de Lisboa a 240 rs. a garrafa e em caada a 1*800.
VASallO eherez verdadeiro a 19500 a garrafa, e em caixa 149000.
ViSillO braceo de'Lisboa o mais superior que hi no mercadoprop.no para miss
640 rs- garrafa e era caada a 4*500.
^WN*-la8 gn8pros de fabricante Brando em meias caixinhas, por 2*500.
UltOS suspiros do fabricante Catanhoft Filhos em meias caxinhasa 29000.
DltOS em caixas de 100 regala Imperial, Viagantes, e Paneotellas, a 29000 a caixa.
AVplatSt mu,a |imp0> a 180 rs. a libra, e em arroba 59500,
Azelt0tia8 mujl0 n0vas, a 19600 rs. cada urna ancoris, e a 400 rs. a garrafa;
AriTO* de Maranhao a 120 rs a libra, e 39400 a arroba.
WSlxe de postas em latas das melhores qualidades de peixe que ha em Portugal a 19500 rs.
eiieb?a de HllS1lda tm garrafes com 2* garrafa* por WOOO.
Sl&OStavda ingleza muito nova a 1900 o frasco e franee a 640}'rs. o pote.
Alm dos gneros cima mencionados encontrar o respeitavel publico um completo serti-
msnto de tudo que tendente a ruolhados.
UNGENTO HOLLOWAT
Milhares de individuos do todas as naedes
podeai testemonharas virtudes desteramedit
incomparaveleprovaremcaso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seucerpoe
ambrosinteiramentesaosdepoisdehaTer em-
pregadointilmente outrostratamenlos. Cada
pessoa poder-se-haconvencer dessascuras ma-
ravillosas pelal eitura dos peridicos, quelh'as
relatam todos os das ha muitos annos; a
maior parte deltas sao to sor prendentes qut
admirara os mdicos mais celebres. Quan
pessoasrecobraran com este soberano re-
o liso daV.1.
permanecido louL .
deviam soffrer a arah
cas que*iavendodeixad.
timemos, parase nao subm.
ragao dolorosa foraaicuradas con.t
mediante o uso desseprecioso remedio. A
gumas das taes pessoa na enfuso de seu rtc<
nhecimento declararan estesresultados banet
eos dianta do lord corregedor e outros magia.
irados,afim le mais autentica re w sua a fl i tiv
Ninguem desesperara do estado desauJe s
tivesse bastante confianza para encinar asta re-
medio constantemanteseguindo algum tempo c
trataaaento que necesstasss a natureza do mas-
cujo resultado seria provarinconttstavelraante.'J
Qu tudo cura.
Oungueuto heatil, mais partleu
lar mente nos segulntes casos
Na ra fia Gamboa do Carmo loja n.
12, vend-se toda a qualidade de mobi-
lia tanto o gosto moderno como anti -
ga, phantbasia etc. por preco mais
commodo) do que em outra qualquer
parte, faz-se toda a qualidade de obra
de encommenda com a maior brevida-
de e o maior apuro da arte.
file wtTCMSCM-aMaisstteit msk
JS wmw annVIrVvBV WWW Vil V a*aaia fgW
1 Grande
! liquidado por todo
5 o preo, ua bem co-
{ nhecida loja do Ser-
tanejo.
Ruado Queimado n. 45

Jporcas
Gaimbras
Callos.
\nceres.
Cortaduras
Dores da cabeca.
das costas.
-dos raenbros.
Enfermidades da calis
emeraV.y
Ditas da anua.
Erupces escorbticas.
Fistulas.no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frisiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
nflammacio do figado.
Inllammagao da btxig
da matriz f
Lepra. }
Males das pernas. /
dos paitos. /
de olbos. /
Mordeduras da reptils
Piada:* dfr'mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas,
Sarna.
Supurarles ptridas.
Tinha, ea qualquer
parte qua seja.
Tremor de ervos.
ulceras na bocea.
do figado.
das articulaqoes.
Veas torcidas oa no-
das as pamas.
Apparegam com di-
nheiro que nao deixaro S
\ de comprar.
..tas escuras finas a 160, 180 e S00 9
vestido pretos bordadoi/VS
casto de 15Q4_ft^% fedem 5
, 50 s 799,aahids de baile I
setim.'a 12 13f, camisas S
' a 25000 a 3500, gollifibas W
bordadas a 500, 600, 700, 5
i, ditas de QI6 bordadas a 120 9
.-aaveques de fustio a 5JJ, 6j>,7jJ, 8},
as de seda brancas a prelas para se-
i a 1J200 o par, tiras de babados a
700 rs., laede qaadro entestadas a
e 360 rs. o covado, cambraia preta a
J o 440 rs. a vara, organdys de cor*8 a
)0 rs. a vara, fil branco adamascado
ara cortinados e vestidos a 400 e 500 3
'. ajara, cortes de collete de casemira f2
bordados pretos a 2J e 3000, ditos de B
velludo de edr e pretos a 39, 4, 5 e 6, &
paletots de brim branco fraocezes a *
I 3(500 a 45500, ditos de casemira de co- |
5" res a pretos a 14$ e 16, ditos de alpaca "
S preta e de cores a 3$, 3J500, 49 e 49500,
S camisas de peito de linho a 29500, cortes
* do collete de gorgarau a 19500, 15700,
35200, 38 3g.5O0. colletes feitos de brim .
'ico a 29500, ditos feitos de gorguro I
00 e 39500, ditos feitos de casemira S
rfj00, 48 e 48500, ditos de velludo a g
m 59, 69 e 79, ditos de fusilo de cores a |
I 18500, um variado sortimento de meias 8
8 para bomem e seohora, grinaldis com I
flores, chales de troco, espartilbos, e to- 1
Sda a qaalidade de roupas feitas para no- 9
mem que ludo se vende por metade do i
i seu valor.
Tst^SeT"^-* vev^wlsaM aas^f^e^^rs^w^N>S!9vlR
V Attenco
o
Chegoapara aloja de victoria, candieiros a
gaz de novosgoslos e modelos, tanto para sala,
como paraescada e quartos e para outras maitas
Lcousas: na loja da victoria na ra do Queimado
o. 75.
Yende-sa esta ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, a na loja
ie todos os boticarios droguista e outras pes-
soa: encarregadas ds sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Yende-se a 800 rs cada bocetinha conten
urna instruccao em portuguez para explicar c
modo de faxer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
aarmaceutico, na ra de Cruz n. ,22, ea
pernambuco.
Batatas novas
a 25-560 rs. a caixa com 2 arrobas, em libra a 50
rs., maroieltada imperial em latas de 1 ifi e 2
libras a 400 ris: veode-se no armazeni Pro-
reaso, largo da Penha n. 8.
Ricos pianos
de varios autores, vendem-se
em casa de Kalkmann Irmaos &
C, ra da Cruz n. 10.
Aljfar fino imitando perola.
Vende-se a 500 rs. o fio da aljfar fino, mi-
ando perola : na raa do Queimado, loja d'aguii
brenca g. 16._________________________
Pota da Sussia.
Vende-se em cata de N. O Bieber di
C, successores. ra da Cruz n. 4.
Vende-se ama bonita mulatinha de idade"
annoe; na ra d.Cedis do Rwcife d. 47.
Pechiii cha
Na praea da Independencia n. 37 e 39 veode-
se borzegaios de lustre para hornero a 69. &> e 4#.
Borzegainsde senhora s 38, 2J e 18.
Borzeguins de vaqaeta ioglezes a 89500.
Sepstoe raaos de lastre fem salto a 29.
Sapales de lustre pera bomem a menino a 28-
Borzeguins de lustre para menino a 2J.
Sapatos de ttpete a 18,
Ditos de tranca a 19*80.
Sipatos de setim e-reoco a 500 rs.
Vende-se um malaiinho com 15 annot, que
coziaha e engomma : a tratar na loja da raa do
Qieimaao o. 46.
Attenco
Gaimaraes & Luz, donos da loja de miudezas
da raa do Qaeimado n. 35, boa fama, participio)
ao publico qae o sea estabelecimento se acba
completamente prvido das melhores mercadorias
tendentes ao msamo estabelecimanto, e mailos
oalros objectos e gosto, sendo quasi todos resa-
bidos de suas proprias encommendas ; a estando
siles inteiramente resolvidos a nao veoderam
dado, anaocem. vender mais barato do que outro
qaalquer; e juntamente pedem sos eeus davedo-
res qua lhes mandem oa venham pagar os seas
dbitos, sob pena descete juaticados. ________
- Soabatl Mellora & C, tendo recebido or-
dena pera vender o sea crescido deposito da relo-
gios visto o fabricante ter-se retirado do nego-
cio ; convida, portanto, Ss pesaoas qae qaiserem
poss'uir am bem reloglo da oaro oa prata do c-
lebre sbrieaute Kornby, a sproveitar-ee da op-
porlanldada*tem perda de tempo, para vir com-
pra-Ios por commodo preso no sea eacrlptorio
raa do Trapiche n.S8.
Moendas f* meias moendas.
Taixas de ierro batido e
coado.
Machinas de vapor.
Roda* d'agua.
Rodas, dentadas etc., etc.
Ru do Brum n. 38, fundicao
de D. W. Bouman.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. dem
de Low Bfoor libra a 120rs.
DUARTE & C.
36 Ra das Cruzes de S. Antonio 36
O LARGO DO CARMO 9.
Nos os propietarios destes acreditados armazens participamos aos nossos numerosos
freguszes que por todos os vapores e navios de vela recebemos de nossa propria eneommenda o
melhores gneros] teniente a mol hados, e por isso podemos vender por menos 10 por cento do
que outro qualquer, como a experiencia o most -ara por isso pedimos a todos os Srs. da praca e do
matto, que ainda se nao deram ao trabalho de mandarem experimentar, o favor de o fazarera, cortos
de nada perderem, pois para isso nao pouparemos forjas para bem servil-es e ainda mais a pessOM
menos entendidas, certos de clarecer aos compradores que s na ra das Cruzes n. 36 e largo
do" Carmo n. 9, que devem inderecar os portadores, pois muito se ovildanj com outras casas quas
dos mesmos ttulos (Progressista e Progressivo) pois sao as duas nicas filiaeg.
TI anteiga ingleza a mais nova e mais superior do mercado a 900 rs. a libra.
Jianieig'a JTS lCeZa a melhor que se pode desejar a 650 rs. a libra a em barril s
600 rs.
V/Iltl IlUXItl o mais especial que se pode encontrar a 2|880 a libra.
v>na tiySSOll 0 aelhor que se pode desojar di 29400 a 29800 a libra.
l^J-ia pretO 0 que se pode desejar neste genero a 2 a libra e a 19600 o ordinario.
QUCIJOS 11 i llieilgOS chegados no ultimo vapor a 29 e 1700.
IJUeiJO pi'tO o melho do mercado a 600 rs. a libra e sendo inteiro a 500 rs.
Passas em cxiohas de 8 libras ,29500 esoors. a libra.
FlgOS era Caixinhas de 8 libras a 19600 200 rs. a libra.
Amendoae d^ csea mole, 320 rs. noZas a ieo rs. a mn muito bmh
AmexaS franCCZ'lS a I# a mn I em latas com 5 libras a 4#000.
Aiarnaelada Superior a melhordo mercado am latas de dutslibras a 400 rs. a
libra.
Doce da casca da goiaba a 8oo rs. o caixo.
Latas COra frutas em Calda comopecego, damasco, ginja, amaizas
alperxe a 600 rs.
AlUendoaS Confeitadas com diversas cores a 800 rs.
? HUIOS geKjrOSOS engarrafados dasseguinlesqualidades, duque do Porto, Porto
fino, Pedro V, velbo secco, genuino. N'efttor, Carcavellos, Feitoria, Madeira secca a
129 e 139 a duzia eji tHWa grrafa e muscaiel a 720 rs. a garrafa.
Jd Av-o am pipa proprios para mesa de 39600 a 4 a cenada e de 500 a 600 rs. a garrafa,
do Porto, Lisboa e Figueira.
<5erVeja9 das maihores marcas a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia, chanpanbe das
marcas mais acreditadas de l4f a 209 o gigo, cognnac o melhor que se pode desejar
a 900 rs. agarrafa.
t_reneura ja verdadaira hollanda era garrafes de 16 garrafas a 69000 cada um.
veneora italiana a mais sublime que tem vindo ao nosso mercado em frascos grandes
a 29000 cada um.
rraSqiieira cora 12 frascos de genebra de Holanda 800
IxarrSleS com 5 garrafas de superior vinagre a 19000
Vinagre puro de Lisboa a240 rs. agirrafa, a lf800, cmda.
Marrasquino 0 mis superior que se pode desejar a 19000 a garrafa.
flSpermaCete o mais superior do marcado em cixinhas de 6 libras a 49200 eV
a libra.
VelAS de Carnauba aU500aarroba e380 a libra.
AnCDretlS comazeitonas as melhores do mercado a 15400.
l^aiXaS eom 1 arroba hespanhola contendo macaro talharime aletria a 69000./
ri l
-.aiXinn^S com diversas qualidades de massas cono saja estrelioha pevide etc a iMK)
' e 640 rs. a libra. *'
ChourCaS e PaiOS os melhoresdo mercado a 560 rs. a libra.
I reZU ntOS 0 que se pode dezejar de bora a 640 rs. a libra. ,
-*lllgU ICaS finas em latas j promptas a 1*600. /
l eiXe em lataS cavallinhas pargo, s linguadosa 1#600. \
I OUClIjhO do reino a 280 rs. a libra do novo, e 240 rs. do velho.
ISanlia de DOrCO a melhor do mercado em latas de 10 libras a 49000.
MaSSa de tomate emlatsde 1 librra a 700 rs.
laUSa.S para SOpa talharim e macarro a 280rs,e aletria a 320 rs.
i alltOS llXaQOS em majos com 20 macinhos a 200 rs.
Papel greve paulado a Im muito superior a 49000 a resma.
IfirVa dOCea 360, pimenta a 360, canalla 900 rs., ecomiohosa 800 rs. a libra.
PalltOS do gaZ a 29300 a groza a 20 rs. a caixinha.
5tel re 11 naUO em pacotas de mais da urna libra a 160 rs. a potes 560 rs. )
QHlg*U m\{0 BOV0 280 a libra e sevadinha 200 rs.
rarillha do Maranhao a 160 rs. a libra e goraraa a 80 rs. a libra e 29400 a arroba.
Jate^ OO KlO e do Cear o melhordo mercado de 89500 a 99500 a arroba.
Cal XI11 lias a5 mis elegantes, propias pira mimos ou mesmo para guardar joias de 400 rs
a 19500 e terno com 6 caixinhas a 5J000.
Ch0C0late heSpaUllol verdadeiro. 19900 rs. .libra.
Krvilhas portuguezas e francezas, th verd- d9 G40a720 >
-a lata, '**
i raques os melhores do mercado a 109 a caix e a 280 rs. a caria.
a^aVel em latas chegado no ultimo vapor a 19600.
Bolaxinha de sodaemiaiasai4oo
OOl a X IIII a 1 ngleZ a a mas nova do mercado a 4#500 a barrica e 300 rs. a libra.
1 jeiltlllias TranceZaS 0 melhor legurae par. sopa e gui?ado a 200 rs. a libra.
rreSlintOS fiarabre os melhores do mercado a 640 rs. libra. r-m-
viaSSa de tOlliate iS melhores qualidades em latas de 1 libra a 700 rs.. # 530
rs e em potes de vidro a 700 rs. cada um.
Bolachnha Cracknel eml3tascom8el61ibraa2500ei1500ea40(l
B-alaOS frailCeZeS de diversos tamanhos de 320 a 600 rs. os mares e maracas
para meninos a 80 rs. cada um.
AV eiaaS chegadas ltimamente a 320 rs. a libra.
Sardinhas de Nantes, 400 rs. a uta.
Azeite doce refinado., n a e.ix.soo rs. 4&af>,
ArrOZ am saceos de 5 arrobas do vermelho a 29500.
a
LlCOreS os mais fiaos queh. no mercado a lf %j*p^ e 109 a duzia, tambem temo
Arados americanos e machinas
par* lavar roupa: em casa de S. P.
Johnston a. 42.

rVUTILADa
para menos. /%
Alira dos gneros annunciados encontrar J'wpoilavel publico tudo que or pertencen-
tea estes estabelecimentos. Osproprletariosscianii*m-(lue 8,tes P1"9?03 8 las Snrs. que mandarem seu competente importe todos 0 demais reguezes de vro teram da sujai-
tar-se pelos preces acostumados, salvo aquellos ifim ds mez

:----------r-


H
>
DleUUO DB
tBRHAUlCO -*
OUlNTA F&lkU 17 DI JDLHO DE 1862
Enfeites para senhora. *M*^^avoroa da Impera-
triz numero 60.
Os melhores enfeites ptetoi e de cores que ap-
parece 5*500, 6 a 6$500 : na loja da Vicloria,
na ra do Queimado a. 75.
Caixinhas e cabazes para
as meninas trazerem
no braco.
Muito lindas caixinhas e cabana para meninas,
da 100 ria at 2*500: na loja da Victoria, na raa
do Queimado n. 75._______^____________
Franjas pretas com vi-
drilho e sem elle.
Ricoi aortimeotos de franjes prelai e de cores
com Tidrilho e sera elle : na loja da Victoria, na
raa do Queimado n. 75.
inhasde peso verda-
deras.
}
Lionas fln de peso rerdadeiras. meadas
andes a 140 ris : na loja da Victoria, na raa
Queimado i. 75.
hosphoros de seguran^
Phosphoroa de seguranza, por que lirra de in-
cendio, a 160 ris a caiza : na loja da Victoria,
na raa do Queimado n. 75.
Baleias para vestidos.
Balelas muito grandes o boas a 160 ris ama i
na loja da Victoria, na ra do Queimado n. 75.
Linha de croxel para la-
byrintho.
As melhores lionas de croxel para labyrlntho,
novellos monstros s 320 ris um : na lo|a da Vic-
toria, na raa do Queimado o. 75.
DE
GAM\ t SILVA.
Vende-se acete estabelecimento todssas aiin-
das por preces mais baratos que possiTel s
com o fim de aparar dioheiro, assim como urna
grande porgo das ditas (aiendas inteiramcnte no-
Tas, rindas pelos cltimos narios : os donos des-
te estabelecimento rogam a todos os seus fregue-
ses, que se deem ae trabalho de procurar neste
Diario os snnencios da loja do Pavo, porqac
esto cortos qae nao perdero sau lempo.
Gtrabraias organdys a 280 rs.
Veode-se cambraiaia organdys com dilicadis-
simos desenos a 280 rs. : na loja e armaxem do
Pavo, de Gama & Silva, na raa da Imperatriz
n. 60.
Panninhos do Pavao.
rrfoissimo com 10
Veode-se pecas de panninbo
varas a 68 : na raa da Imperatriz n. 60,
Gama & Silva.
loja de
S o Pavo.
Vende-se flnissitnss cassas francezaa de varia-
do psdres a 140, 260, a 280 rs. o corado : na
ra da Imperatriz n.60, loja do Pari de Gama
Silva. ____________ '_____________________
Anda o Pavo a 200 rs.
Vende-se chita franceza escura com diminalo
toque de mofo s 200 rs. o corado, e dites iogle-
zaa a 140 rs. : na raa da Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
Chitas em cortes.
Vende-se cortes de chita francesa mallo fina,
com 10 eovados a 29400, affiangando-se ser de
cor fiza : na ra da Imperatrix n. 60, loja e ar-
maxem do Paran.
\CH&Nt:i\
DA
Veade o Pavo a 280 rs.
Gorguro de liaho que feito m vestidos para
senhora ou roupa para mecios parece sediohaa
a 280 rs. o corado, por ter grande porco : na ra
da Imperatriz o. 60, loja e armazem do Pavo de
Gama & Silva.
Sintos dourados para se-
nhoras.
Lindos sintos doursdos para senhorss a 2$200,
ditos de ponts cahida a 49, ditos do fita a U600:
na loja da Victoria, na ra do Queimado n. 75.
Ricos espelhos de
moldura dourada para
salas-
Chegoa para a loja da Victoria ama peqaena
porc.o de ricos espelhos de varios temanhos para
ornamentos de salas, afliane/ndo-ie serem os
melhores em ridros que tem rindo : ns loja da
Victoria, na ra do Queimado n. 75.
L** Para bordar,
_..i K^Ld *d" co'e Pa bordar, i
muito boT" .. vclor, .*-< *. .
ibra : na loja or'C-l?i; raa do Quet- *
La
73 a 1
mado n. 75.
Lichas do gaz,
Caixinhas com 50 novellos de linhae muito fi-
nas do gaz a 900 ris a esla, ditss com 30 no-
vellos a 70C ris, ditas com 10 novellos grandes
a 700 /ia.) branca* epretas: na loja da Victoria,
na raa do (Queimado n. 75.
Arara vende os palitos.
Vendem-se masios de pililos finos com 20
massiohos, por 200 rs.; ns ra da Imperatriz,
oja da aran n. 56.____________________________
Tarlatana do Pavo.
Vsnde-se tarlatana de la com palmichas sol-
tas a 320 rs. o corado : na ra da Imperatriz n,
68, loja do Pavo de (jama & Silva.
O Pavo vende a 4#500 rs.
Cortes de baragea com ios de seda tendo 22 co-
rados, com barra, podendo-se fazer babados, pe-
lo baratitsimo prego de 49500, s ns loja do Pa-
vo ra da Imperatriz o. 60 de Gama & Silva.
Vestidos de la.
Vende-se vestidos de laziohas tendo as salas
j promptas, com muita roda, propnas para ba-
lo a 4800, s aa loja e armazem do Paro raa
da Imperatriz o. 60, de Gama fi Silva.
Funilitfo Lew-Moor,
Una da Senzalla Nova n.18
Nesle eslabelesimento continua a haverum
completo sortimento de moendas a meias moen-
das para engenho, machinas de vapor c taixas
de ierro batido e eoado de todos os tamanho
para dito.
en-
la do Crespo n 7, no
gallo vigilante.
Nesta ora loja ha grande porco de caixinhai
com amendoaa proprtas psrs brinquedo de S.
rJooqeese rende pelo barato prego de 800 rs.
cada ama quem deixar de dar a ama menina
urna caixioha ; tambem tem grande porgo de
caixas propriaa para doces secos que rende con-
forme seus lmannos a 69. 59 e a 49 a dazia,
ameodoas avulsss a 800 e 640 rs. a libra : s no
vigilante raa do Creapo n. 7i
Basquinas do Pavo a 4#000
Vende-se ricas basquinas de fusta o mu bem
bordadas, fazenda que sempre se renden por 12J
el 69000 por 49000, para acabar : na loja do Pa-
ro de Gama & Silva, na rea da Imperatriz
n. 60.
Enfeites do Pavo.
Vende-se ricos enfeites turca e Giribaldi
com ricaa franjas bolotaa a 5J000, ditos dos
mesmos mais simples a 2g0O0 rs., e ditos de fitas
cada um em sea carto : na ra da Imperatriz n.
60, loja do Pavo:
Brilhantina suissa.
Vende-se brilhantina suissa de^quadrioboe, fa-
zenaa muito eeorpaaa para vestidos e maia lar-
ga que chita ingleza a 200 rs. o corado : na ra
da Imperatriz n. 60, loja e armazem do Paro
de Gama & Silva.
Manguitos com gollinhas.
Vende-se manguitos com gollinhas, fazeodi
muito boa, pelo barato prego de 28000, gollinhas
e punhos ultimo gosto a 29000, gollinhas muito
tinas e bem bordadas a 1(000 cada ama na raa
do Queimado loja de miudezas da Boa fama,
n. 35.._________________________________________
Tiras e ntremelos bordados.
Vende-se pecas de tiras bordadas de 2,500.
3,000. 3,500 e 4,000 ntremelos a I96OO e 29000
cada pega na ra do Queimado loja de miudezas
da Boa fama, n. 35.
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova officina.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Nata rico c bem montado eetabelecimeolo
contraroos fregaezeso mais pereito, bem aca-
bado e barato no sea genero.
URNAS de todss as qualidades.
SANTUARIOS qae rivaliaam como Jacaranda.
BANH EIROS de todos oe Umanhoa.
SEMICUPUS dem dem.
BALDES idem dem.
BACAS idem idem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caixas de todas as grossuras.
PRATOS imitando em parfeigao a boa porcel-
lana.
CHALEIRAS d* todas as qualidades.
PANBLLAS idem idem.
COCOS. CANDIEIROS e (landres para qual-
quer sortimento.
VIDROS em caixas c a reUlho de todos os ta-
mandando-se manhos, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-so eneommendas de qaalqaer nata-
res, concertos, que lado eeri deeempenhado a
contento.
Vende-se urna parte no
engenho Ioharnaa, a qual ex -
cede de 5:000$, e mais urna
divida que tem de ptgarem
os herdeiros do mesmo eo>
genho, com documentos/fir-
mados, avultando ha^mais df
4000$: quem pretender fa-
zereste negocio/dirija-se ao
Machinas para s^raier
caf mesmo na mesa.
A loja d'aguia branca recebeu es moderse
a caad a a machinas de poreellana para se ftzer
*afe mesmo na meas, isso por um meio fcil e
limpo, resultando afine! que o caf feito em tees
machinas lera um cheiro e sabor superior ao feito
por outra qualquer forma : rende-se na loja o'a -
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Para baptisados.
A loja d'sgua branca acabs de receber pelo ul-
timo raporasua encommenda dos seguioies ot-
engenno Caraiba sito naco- *ect09 p*" dp .._ J^ tx -mi de setim mui bem enfeitadas. e esda aoja em
marca de Pao oAlho ou na
cidade do Recife a entender-
se com o Sr. Laurino de Mo
raes Pinheirb.
Vende-se leMcJHqcM de racca, a pataca a
garrafa, todos os diaj( dss 6 e meia is 8 horas da
maohaa : no pateo> do Carmo defroote do arma-
sen) progressiro d, 9.
sua calxinha, sspstiohus di m branco, o de
corea ricamente bordado, e n.cis de sede, c
melhor o maisbODilo possive). Agora, pois, os
pais que nao quizerem esperar pela generosida-
de da3 senhoras comadres, dirigirem-se logo
' munidos de dioheiro loja 'aguia branca, rus
I do Queimado n. 16, onde bem podero comprar
esses galantes objectos.
Boecas fraucezas.
Veode-se bonecaa francezss ricamente restidas
49000 e 5*000, e If 000 bonecas de cera com os
olhos n o ved eos a 28000 e 39000, na rus do Quei-
mado loja de miudezas da Boa fama, o. 35.
Fiveias de ac para sintos.
Vende-se fiveias de ac par sinto s 19500 rs. e
29OOO na ra do Qaeimado loja de miadezaa
da Roa fama, n. 35.
Baleias.
Vende-se baleias 120 rs. cada urna aspa de ago
para balo a 160 rs. a vara, bandees a ljpOO r. e
29OO o par, na ra do Qaeimado loja de miudezas
da Boa fama. n. 35.
Para doces seceos,
Vendem-se maito bonitas caixinhas redondas,
de madeira, de diversos lmannos, forradas de
papera de cores, muito lindas, propriaa nica-
mente para doces seceos de qualquer qualidade,
pelo barato prego de *, 5 e 69 a dazia : na raa
do Queimado, na bem conhecida loja da miude-
zas da boa fama a. 35._________________________
Para S Joo e S. Pedro.
Veddem-se caiiiohas com grande porgao de
amendoaa coofeitadas, e alguns confeitos pro-
prios para o festejo de S. Joo e S. Pedro, pelo
barato prero de 800 ra. cada ama : na raa do
Queimado, na bem conhecida loja de miudezas
da bot fama n. 35. ______________
Colchas do Pavo.
Vende-se ricas colchas de fusto de linho de
varios lmannos e diferentes desenos : ns raa
da Imperatriz n. 60, loja a armazem do Pavo
de Gama & Silva
Chales pretos do Pavo.
Veode-ee os mais modernos chales pretos de
ponta redonda com boleto, guarnecidos de bico
de seds largo em lugar de franja a 69OOO : na
raa dtlmperatriz n. 60, loja do Pavo.
Bales do Pavo.
Vende-se ricos baldee arendados com duss salas
e bico em volt, pelo baralissimo preco de 69,
ditos de madapolo francez muito grandes com 6
arcos a 5j, ditos com 5 srcos a 3g500 : na loja
do Paro, ra da Imperatriz n. 60.
Cascarilhas de seda.
Vende-se cascarrilhas de seda para er.feit.;;
restidos c 29000 a pe>5 Zt '.M. lo Rimado
loja de miudezaa, n. 35.
Esperanca
Loja de miudezas,ra do Quei-
mado n. 33 A, de Guimares
Especialidade chegada pelo vapor.
Botoes de cornalina braceos, enearnados. re-
dondos, chatos, oral, meia borla e borla, s tem
destes botoes nesta lojs.e sonde se preparam pa-
ra punbos, colletes, etc., por 39 ame duzie, ou
19 o par para punbos.
'Flautas de bano com 5 charee, anneis es-
treitiohos, ultimo gosto, e com caixa, que ae ren-
de pelo diminuto prego de 20g, tinta ingleze (a
verdadeira) polea de 1(4 a 820, de 1|2 garrafa a
640, prerine-se qne s legitima a qae no pote
tem urna caridade em forma de bico, qne ae pres-
ta melbor e rassr o liquido como e extrajo da
rolha ; ra do Queimado, loja Esperanca n. 33 A.
Vende-se atj casal de Paves : quem os
pretender dlrlja- Esperanza.
Meias de borracha.
Vende-se meiaade borracha paraqaem padece
de erysipela a 159000 o par, meias de seda preta
para senhora a 1(000 o par na ra do Queimado
loja de miudezas da Boa fama, o. 35.
At que afioal ebegoa a eata loja oS smpr
eStimadoa brincos baldea, qae fiju perfeico coro
que ro executado o pedido/fca ssnada a falta que
harta deate adorno nie> l0Dre ,er Mia e BonUo
barato, a 19 o n r e em Bma Cixnha na loja
Esperanza, ruad jaeimado n. 33 A.
^speranca.
Contina a(receDer especialmente suas faxen-
dae, tornand/a.ia assim mais bsratas : neste
quadra quf/ temos Indo quanto preciso a ama
familia e^'m miudezas) a um alfaiate, sapateiro,
caizeiro, .etc., o pequeo esps(o qae nos concede
o DPQ^de Pernsmbuco nao nos permute clsssi-
flear o ejnumersr a infinidade de artigos de que
nos aclifcmossortidos, tinto em quinqoilhsria co-
mo emf artigos de w diario e lodlspenssrel :
por lesa as pessaas da pra;a ou de fora que quei-
ram colmprar qualquer dos objoctos de qae faze-
mosnofjgo commerclo, serio directamente ouin-
directa/rcente bem servido.
8YSTE1A MEDICO HODELLOWAY
PLDLAS HOLLWOTA.
Este nesijiiavel especifico, composto inteira-
mente Je hervs medicinaos, nao contm mercu-
rio era algums outra substancia delecieria. Bei
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mas-
delicada, igualmente prompto e seguro par;
desaneigar o noal na compleicao mais robustas
lenteirameote winooente em suas operares e ef-
(eitos; pois bust, e remo ve as doen^as de qual-
quer especie e grao por mais amigas e tenazes
que sejam. /
Entre milh^res de pessoas curadas com esu
remedio, multas que j estavam s portas da
morte, preservando em seu uso conseguiram
recobrar a sau de e torgas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais a01 ;ctas nao devera entregar-se a des-
esperajo; (am um competente ensato das
efficaze' degta assombrosa medicina, o
preste beneficio da saude.
-4 tetnp remedio
.quer das seguintes enfermidades:
Luvasde Jouvin.
Vende-se luras de pellica de Jouvin brancas,
para senhora, ltimamente chegadas : na loja do
beija flor, ra do Queimado 11. 63.
Luvasde seda.
Vende-se lavas de seda eofeitedas a 1JG00,
29OOO e 29200, ditas fio de Escossia broncas a rs.
700. ditas de cores 600 ris, ditas de slgodo a
280 ris ; na loja do beija flor, ra do Queimado
numero 63.
Escovas.
Vende-se escovas para denles finas de diversas
qualidades a 120,160. 320. 400 e 500 ris :
loja do beija-flor, ra do Queimado o. 63.
na
Jogo de domin.
Vende-se jogo de domin finos a 1J200 : na
loja do beija-flor, ra do Queimado n. 3.
Botoes para punho.
Vende-se bolesde punho finos de diversas
qualidades a 200 rcia o par. que tambem servem
para manguitos de senhora : na loja do beija flor
ra do Queimado n. 63.
Bramante do Pavo a i0000 a peQa.
Acaba de chegar a loja do Paro, urna nova por-
Qao do acreditado bramante de linho, com largu-
ra de brim liso, tendo 27 varas cada per^a, esta
fazenda propria para lences, loalhas, ceros-
las, esmisaa, etc., e rende-se pelo baralissimo
preco de 10$ e peca, s ns loja do Paro ; ra
da Imperatriz o. 60, da Gama & Silva.
Chales Garibaldinos.
Vende-se na loja do Parlo, chales de merino
muito grandes de listrinhas a Garibaldi, pelo ba-
ralissimo preco de 49500, pechincha : na rna
da Imperatriz n. 60. de Gama & Silva.__________
Chales do Pcvvo.
Vende-se chales de merino muito grandes a
38, ditoa de cassas de cures a 800 ra. : na ra da
Imperatriz n. 9, loja do Pavo.
A 2#500,s o pavo.
Vendem-se cortes de esmbraia branca com 2 e
3 babados a 29500, ditoa de tarlatana brancoa e
de cores, com barras e babados a 39: na ra
da Imperatriz n. 60, loja. e armazem do paro de
Gama & Silva.
Perfumaras muito linas e
baratas.
Opiata ingleza a 19500 rs, dita franceza a 500
rs., 640, I9OOO, oleo da sociedade hygieniqae
verdadeiro 19000 o frasco, oleo babosa de Piver
rerdadeiro a 800 rs. o frasco, agua balssmics
para os denles a 19000, dita de Botot tambem
para os denlea a 1g000 o frasco, pomada france-
sa em paos a 500 rs. e I90OO, 320 rs. sabonetes
maito lino a 640 rs., 800 rs. e I9OOO cada um na
ra do Queimado loja de miudezaa da Boa fama,
n.35._________________________________________
A 200 rs,,so pavo.
Vende-se chita franceza-escara de cor fita a
dous tustts o corado : na ra da Imperatriz n.
60, loja e armazem do paro.
Esperanza.
E' nestyioja qae h e continuar a ser o depo-
sito da
acei
pe'
1
1
po nf7
madas agulhas Victoria tanta a
e tem tioo eatss agulhas que noe dis-
quslquer elogio, a 120 rs. o papel
^C&o ao gallo vU
que est qu
Luvasde pelica.
erdadeiras lurasi de Juvio, che'
or francez; s na vigilante, ra do ic-
Occulos.
Vende-se occulos finos de armaco de
29, 19. 640 e 40O ris : loja do beija flor,
Queimado n. 63.
seo, a
ra do
Vestidos do Pavo,
E' pechincha, cortes de cambraia brancos com
babados a 29500, ditos de tarlatana brancos e de
cores a 39, ditos com babados eduassaias muito
superiores a 9, pevas de cambraia branca com
carocinhos brancose de cores, tendo 8 1/2 varas
cada peca, por 49. cortea de cassas de cores com
7 1/2 varas, psdres novos a 29500.; tudo isto se
encootra na loja do Pavo, que rende dinbeiro
a rista : na raa da Imperatriz n. 60, loja de Ga-
ma & Silva.
Palmatorias devidro lapi.
dado.
Vende-se palmatorias de vidro a I96OO rs., ditss
com mangas proprias para rapaces a 49500 rs.,
cada urna, escarradeiras do ridro a 49500 ra.
e 59OOO o psr, na ra do Queimado loja de
miudeza da Boa fama, n. 35.
Pai a os festejos de S. Antonio
e S. Joo.
Trinas e galdes.
A superior trias e rolantea do Porto para ar-
nts, oratorios oa igrejas, qne se rende por me-
nos do que em outra qaalqoer parte: s no vi-
gilante, ra do Creapo o. 7.
ecidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas
Areias ( mal de).
Aslhma.
Clicas.
Gonvulses.
Debilidade ou extenua-
dlo.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga;
nos rins.
Dureza no ventre.
Cnfermidade no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca.
He ry si pela.
Pebre biliosa.
Febre intermitente.
Vendem-se estas pilulas no estbtfecimnto
"ral de Londres n. 224, Strand, e na loja
uS os boticarios droguista e outras pessoas
rregadas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
v.nJ.m.M as bocetinhas a 800 rs., cada
.ontem urna instruojao em portu-
)licar o modo da se usar desias pi-
ma. "iL
O deposito geaal em casa do Sr."~boro
pharmaeeutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambaco.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrho idas,
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflara maques.
Irregularidades da
menstruac^o.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis,
bstruc;o do ventre.
Phtysica ou consump-
cio pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venreo (mal)
Ultimo gosto.
Pentinhos dv urados, e com
pedras para bandos.
J nao entra em duvida que a loja d'sguia
branca est a pardas ultimas modas que appa-
recem em Pari, e por isso ella acaba de receber
os bonitos e modernos pentinhos dourados e com
pedras, os quaes servem para as senhoras rxai
abrilhantarem seus bem revirados bandos que
ornados com um par de ditos pentiDhos, cam
de certo anda mais garbosas. Na verdade, a gra-
ca, booiteza eperfeicSo que disso resulta se nio
pode negar (salvo se o fherem com o nico Qm
de Do gastar os 3 e 49 que custa cada par] as-
aim previne-se as senhoras que apreciam o bom
gosto, que desta vez vieram poucos, e por isio
ser bom que mapdem logo para elles para que
depois se nao rfjem na collisao de esjprar qua
de novo os receba dita luja 'aguia brinca, ru-
do Queimado n. 16.
Gandieiros do gaz.
Chegou par a loja da Victoria os melhores
candielros do gaz, que tem rindo ao mercado,
por i" comtnodos : na ra do Queia.
n. 5
e urna n.ei\i'.i de casa terrea a
ra dos Pescadores com 3 qusrtos, 2 salas, cost-
nha, quintal e cacimba n. 35 : a tratar no palee
do Carmo n. 7, segundo andar, ou na ra de ,
Francisco n. 19.
EseraYos facitJO
Fugio no da 15 do corrente mez o escrarc
de nagao Ca-csoge, de idade de 46 annos, com os
signase seguintes : altura regalar, secco do cor-
po, quando soda pucha pela perna esquerda, an-
da meio curvado, falta de denles, o bei;o de-
bati um tanto grosso. chupado da cara, tem
pouca barba, alguos cabellos brancos, foi vesti-
do com caiga de casemira sinsenta, cauia de
madapolo descosida no hombro, chapeo do Chy
11 velho : pede-se as autoridades policiaes e ct-
piles de campo de aprehenderem o dito escra-
ro elerarem a raa do Apollo n. 39, que se re-
compensar generosamente.
Escravo fgido.
No dia 11 do corrale mez fugio de noro aa
Dr. Garolino P. de Lima Sanios, o seu escrave
Adalberto, cabra claro, baizo, magro, de peroac
um pouco arqueadas, olb~ to com-
prido, de 26 a 28 '.. tem
Sor costume curl e re80 %&
> -tirpada, e andar com a cabe;a um poueV
inclioada, sendo qae fugio com a cabega raspa-
da por ter estado na cadeia : quem o aprebeo-
der e levar a casa de seu seohor na ra do Im-
perador n. 17. ser bem recompensado._________
A 500 rs, s o pavo.
Vendem-se as mais modernss o finissimas laa-
zichas de quadrinhos e de flores solas jpalmi-
nbas, desembarcadas do ultimo navio rindo do
Havre,pelo baralissimo preco de quinhentos ris
o corado, e do-se as amostras com peohor : r.a
raa da Imperatriz n. 60, loja e armazem de Ga-
ma & Silva.
Cascarrilha
Lindas pegas de cascarrilha de todas as cores,
pelo baralissimo prego de 19500 a pega: s no
vigilante, ra do Creepo n. 7.
Chapelinas para senhoras.
Lindas chapelinas ricamente enfeitadas, pelos
baratissimoa pregos de 89 e 109000.
Ditos com pequeo toque de mofo a 9000: s
no vigilante rus do Crespo n. 7.
Alburnos de borracha.
Vende-se os mais superiores alburnos ou so-
bra-tudos de borrscha, proprios para o inrernoa
129: na roa da Imperatriz n. 60, loja do Pavio.
Ricos sintos dourados.
Vende-se sintos dourados a
com fivella dourada a 19500 :
ra do Qaeimado n. 63.
29. ditos de tita
loja do beija flor,
Enfeites para cabega.
Vende-se requissimos enfeites para cabega com
canja, e sem ella pelo baralissimo prego de b$
5$000, ditos de vidrilhos a I96OO ; na loja do
eija flor, ra do Queimado n. 63. ________
Carteiras.
Vende-se ricas carteiras para guardar dinbeiro
de ouro e prata a 29OOO, -2g500, 19000, lg-280 e
I950O '. na loja do beija flor : ra do Queimado
numere 63.
Rosas artificiaes para cabello:
A.L. B. F. tendo recetado um variado sorti-
mento de bonitas rosas que se eslo usando para
cabelles, e de pannos comfolha de velludo, ditas
de papel todas, as mais ricas qae ae pode encon-
trar vende-se na ra do Queimado n. 68, loja
do beija flor. _________________
Cortes de phantasia,
Veode-se ricos crteslde phaotaeiade duas saiss
com delicados lsrores a 69 cada um : na ra da
Imperatriz n. 60. loja do Pavo.
Calcinitas do Pavo.
Vende-se calciohas de esmbraia bordadas part
menina a 11 o par : na loja do Pavo ra da Im-
peratriz n. 60.
Gollinhas do Pavo.
Vende-se golinbas de cambria bordados e di-
tas de fil bordadas a 500 ris: na loja do Pavo
ra da Imperatriz n. 60.
Manguitos com gollinhas.
Vende-se manguitos com gollinhas bordadas a
I96OO e manguitos muito finos a 19 o par : na
ra da In peratriz n. 60, luja do Pavo.
Tiras e entre me ios.
Vende-se tiras bordadas tapadas e transparen-
tes, assim como entre-meios muito delicados :
na ra da Imperatriz o. 60, loja e armazem do
Pavo.
Agulhas.
Lencos e luvas.
Vende-se lencos de cambraia de linho com la-
byriotho a 29500, ditos de imitscaode labyrintho
a 19, luras de sedas de todas as cores a 500 ris,
enfeites- pretos de ridrilho para cabega a lf, lu-
vas de retroz preto abertas a 500 ris o psr ; na
raa da Imperatriz o. 60, leja do Pavao de Gama
& Silva.
A. L. B. F.tendo recebido agulhas imperiaes de
tindo dourado, rende na loja do beija flor, ra
o Queimado n. 63.
Oliados.
Vendem-se oliados pintados de lindas ristsa e
paissgens, larguras de 6, 7, 8 e 9 palmos, pro-
prios para mess de jantara S o corado : na ra
da Imperatriz, loja n. 20. ______^^_
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Vende-se em ctsa\de S. P. Joohston & C,
selos e silhes inglezos, candieiros e castigaos
bronzeados, lonas inglezas, fio de vela, chicotes
para earros e montara, arreios para carros de
ua a dous cavallos, relogioi de onro patente
ingle. '
Cambraias do Pavo.
Pecas de cambraia fina com 101/2 varas a 6} a
pega, ditas com 8 1/2 varas s 49, ditas de 8 pegaa
a 39, dita para forro, com 8 1/2 varas a 19600 .
na ra da Imperatriz n. 60, loja do Pavao, de
Gama & Silva. __________________________
Vestidinhos a $500.
Vende-se vestidiohos de seda enfeiladoe para
meninas de 2 a 3 anaos a 49500 : na ra da Im-
peratriz n. 60, loja de Gama & Silva.________
Grosdenaples do Pavo.
Vende-se grosdenaples preto muito incorpado
a 19600 o corado : na ras da Imperatriz n. 60,
loja de Gama & Silra.
Paletots do Pavo.
Vende-se palitots de pan jo preto fino a 69,
ditos de aney de cores a 69, caigas de casemira
preta a 4900: s na rea da Imperatriz n. 60, de
Gama & Silra,
Cabaias hespanholas, na
loja do pavo, a 400 rs.
Vende-se esta nova fazenda de padroes delica-
dsimos com 4 1|2 palmos de largura, propria
para vestidos de senhora a 400 rs. o covado: na
ra da Imperatriz n. 60, loja e armazem do pa-
ro de Gama & Silra.
Touquinhas ou chapozinhos
para crianras.
Lindos chapozinhos para menina e menino a
49 e 69000, ditos de feltro pelo baralissimo pre-
go de 30000, bonetes de panno fino e lago de fi-
ta a 3$000, ditos de reludo fino a 49 t 39500,
ditos de palhinha a 3JJ000, touquinhas de eeds
muito lindss a 19500, ditos de tilo a 19000: s
no vigilante, ra do Crespo n. 7.
Manguitos.
Lindos manguitos com gojlinha o mais fino
que se pode encontrsr, rende-se pelo baralissi-
mo prego d79000, ditos sem gollinha a IfOO:
s no rgilante, ra do Crespo n. 7.
Ditas de linho maita finas.................
Ditas pretas com ridrilho.................
S 00 vigilante, raa do Crespo n. 7.
Coke e alc^tro.
Cuke da melbor qualidade, muilo proprio pa-
ra vapor, e tambem para todos os usos domes- (jr OIIIIILI8S de llDIlO.
ticoe, tomos pequeos e grandes etc., para estes Lindas gollinhas estampadas..............
servigos, o coke maia econmico do que qual-
quer outro combastivel, por ser menos de me-
tade do pr-cco e de mais duracao.
Alcatro, este sendo applicado navios, bar-
cagas, alatengas, canoas etc., presta muito
bom effeito, conservando a madeira de todas aa
qualidades de bichos, fszando durar um temso
indefinido. Tambem conserva madeira de edifi-
cages, preserrndo-a dos bichos e cootrs o
lempo: as propiedades cbimicas deate alcatro
de carvo mais forte do que qualquer outro,
extrahido de madeiras ou outras materias.
Quem precisar aehari renda, no rmacem
do gaz. Ra do Imperador.
506
800
29000
Prt\o do coke 129 por tonelada.
Prego do alcatro 500rs. por caada.
Delicadas laziohas com flores bordadas a agu-
lba, cortes com 15 corados, pelo baralissimo pre-
go de 48500, e corado da mesma fazenda a 320
rs. : na raa do Queimado n. 44.
Vende-se
no basar da raa do Imperador meias pretaa para
senhora a 80 rs. o par, vestimentas de Isa para
meninos a 800 rs., grvalas de seda a 200 rs.,
cortes de brim settm s 29500, ditos de casemira
a 2950O, colarinhosde esguio a 49 a dazia, flus
largas llndissimss a 400 rs., toacas de 13a para
meninos a 600 rs., manguitos de cambraia e fil
a 19500. ______________
Cal e potassa
Vendem-se estes dous ar-
tigos ltimamente chegados,
no bem conhecido e acredita-
do deposito da ra da Gadeia
do Recife n. 12, mais barato
do que em outra qualquer
parte.
Meias.
Grande sortimento de meias tanto para homem
como para senhora, sendo de homem a I98OO e
29T00. e finos s 2*800, ditas de fio de Escocia a
59OOO a dazia, ditas para menina a 29400, ditas
para menino a 29OOO : s no vigilante, raa do
Crespo o. 7.
Batatas oras
Tergo n. 23.
Batatas .
80 rs. a libra
no largo do
Riyal sem
igual
RA LARGA DO ROSARIO N. 36.
Enfeites
pretos e de cores muito bons a 59.
Sintos.
Sintos dourados a 19600 e 39
Ditos fitas de reliado e flrella de ago a 19500.
Tesouras tinas
com pequeo toque deferrugem a 400 rs.
Ditas limpas muito bonitas s 800 r.
Ditas ordinarias a 30, 60,120 e 240 rs.
Escovas.
Para limpar uohas a 320 e 500 rs.
Ditss para cabello a 800 e lf.
Ditaa para roupas a 400, 800, 19 e 1*200.
Meias.
Para senhoras a 2$400 a dazia.
Ditas para homem a 29400,296OO e 39500;
Flores,
llamos de flores artificiaes a lf a 19200.
Colheres
de metal proprias para o diario a 1|200 a duzia.
Ditas de metal principe a 4g500 a duzii.
Ditas ditas ditas para cha a 9400 a dazia.
Botoes
para punho maito bons a 120 160 rs.
Machinas americanas.
Em casa de N. O. Bieber & C-, saccessores,
raa da Cruz n. A; rendem-se :
Machines para regar hortas e capim.
Ditas para descarogar milho.
Ditas para cortar capim.
Selins com pertences a 109 e 209.
Obras de metal principe prateadas.
Alcatro da Saecia.
Verniz de alcatro para navios.
Salsa parrilhade primeira qualidade do Para.
Vinho Xerez de 1836 em caixas de 1 dazi*:
Cognac em caixas da 1 duzia.
Arados e grades.
Brilhantes.
Carrosas pequeas.
g,Fagio do poder do ebiixo assignado o escravo
Hanoel, de nago.-maior de 40 annor, 6 gacha-
dor, com os sigoaes seguintes : estatura regular,
ebeio do corpo, olhos grandes e avermelhados,
rosto redondo e pernas tinas, coituma erubria-
gar-se assim como Umbim fugir ; foi do nade
Francisco da Costa GuimarSes, e comprado a um
dos seus herdeiros, de presumir que ande coc
Santo Amaro, ou suas immediagoes. Anda cem
camisa de baeta azul e barrete de m- richeiru,
pouco follador e procura illudir duendo que an-
da Ranbaodo. ____
FAZEMMN BARTISS1HAS
NA
Ra da Imperatriz n. 20,
loja de Doarte Borges da Silva.
O dito Silva comminica ao
respeitavel publico e com
especialidade aos seus nume-
rosos freguezes antigos e mo-
dernos, que constantemente
a cha rao na dita loja um com-
pleto e variado sortimento de
fazendas proprias deste mer-
cado e vendidas pelos precos
mais commodos, de que em
outra qualquer parte, affian-
cando a boa qualidade e dura-
gao das supra ditas fazendas.
imu.
sem segundo
Na roa do Qaeimado n. 55 loja de miudezas
de Jos de Azeredo Maia e Silra, esti rendendo
todas ss miudezas bsrstissimas, s saber :
Pspeis de sgalr a balo muito supe-
riores a
Caixas com muito finas obreias a
Caries com clcheles, tem algum de-
feito a
Frascos de macsss perols maito fino a
Caizlnhss com papel pequeo de diver-
sos gostos a
Pacotes dito dito dito smizade a
Novellos de linha de Crux a melhor
qae ha a .
Caixaa com agulhas curtas de superior
qualidade
ntremelos, a pega com 3 raras i\2 a
Sabonetes maito finos a
Papeia de agulhas francezas com teqae a
Paree de botoes para punhos de muitos
modelos a
Pares de meias creas para meninos a
Ditos de ditas cruss para pequeo a
Ditos de ditas psrs meninas a
Frascos com agua de Larande ambreada a
Ditos com cheiros muito finos a 140 e
Ditos com banha muita fina a 240 e
Ditoa com superior bsnhs de arso a
80
40
10
200
710
720
40
JOO
isooo
120
10
240
160
160
200
800
500
320
600
Rap francez.
Em libras meias libras, fumo caporal e pspel
para cigarros; ni na Nora n. 9.
Dous escravos\fagidos.
Em ins de dezembro do anno f asa',
escravo crioulo de nome Bonifacio o fugio
lhidos, estatura regular, grosso, olhos aboga-
gaa grandes, com falta de do corpo. nade- .e,
regrista e imite!- ., denles na fre/ sido
risto pela Eslrada-Nm. ^>nj>o; teu.. e Boa-
Vista, como tambem j foi pegado de outra vez
que fugio em Olinds. Tambem se ausentou no
da 6 do corrente mez- de julho, outro escravo
crioulo de nome L>"i*i estatura regular, gresto
do corpo, olhos m>o vesgos que o faz olbar um
potoco atravessarV> com falta de dous denles na
frente, tem os yii apalhetados e toma tabaco .
j foi pegado del outra vez que fugio para as ban-
das de Serinhem : quem os pegar e os eatregar
no eses do Rsm os casa n. 4, ser bem recom-
pensado.
Fugio no dia 1" do correle me do enge-
nho Privilegio da freguezia de Agua Preta, c
escravo crioulo jde nome Vicente, com os sig-
naos ifguintes ."bem preto, rostocomprido, ore-
lhas pequents, pernas finas, ps pequeos : ro-
ga-se aos capiles de campo a bprehenso de
referido escravo que se gratificar generosamen-
te, podendo ser BOlregKi no referido engenho ou
na ra do Imperador n. 83.
i
No dia. 8 de julho corrente, poucas horas
depois de soir da casa dedetengao, aonde esle-
ve pre&o por motivo -Ja^fuga, tornou a fugi de
casa e teu seohor o escravo de nome llrcula-
no, o qual tem 26 annos de idade pouco mais
ou menos, cor fulo, estatura o corpo reculares,
a falla um pouco descaogsda e auada, e tem
urna cicatriz proveniente de um unheiroque leve
n'um dedo de urna das mos : eodo r cabello
cortado, muilo rente, e uir>a argolla de ferro
com gancho no pescogo ; rr^a-se s autoridades
policiaes cap'ura do mesmo, e sua entrega, na
ra do Cirbwg, loja n; 3, a llanoel Antocic
Goocalves.
Fugio a 20 Heorique, perteocenle a Jeronymo Barreiroe
Rangel, do engenho Pedra de Fogo da fregoezta.
de Agua Preta.com or signaes seguintes : idade
de 22 a 25 annos, bem preto, estatura ngular,
pouba barba, denles perteitos e bem alvos, rosto
bem liso, tem as cosas com marca de castigo, <
muito riso e tem muita prda, desconfla-se que
elle anda trabalhando na estrada do ferro, por
isso pede-se as autoridades policiaes e sos Sr'
capiles de campo de o aprehenderem e entre-
gar em nesta praga a Jos Francisco Caraeiro,
rus Nova n. 47, ou na eatagao de Gameleira*
que ser recompensado.
Escravo fgido.
Roga-se a ledas ss autoridades policiaes e
esptura do escraro crioulo de nome Feliciano,
que se acha fgido desde o dia 7 do crrante
mez e tem os sigoaes seguintes ; cor preta, ros-
to um pouco redondo, com deas pequeas fer-
elas na testa, bastante ladino, quando falia r-
sonho, leroa esmisa e caiga de algodao de liatra,
e chapeo de ecuro, tem de idade 24 a 26 annos.'
nataral da villa da Assembla provincia de
Alsgois : quem o pegar leve-o ra do Quei-
mado n. 10, a entregar a asa senhor Joo de Si-
queira Ferro, que ser bem recompensado.
2001 de gratifica^*
a qaem pegar o pardo Francisco, de 17 annos
de idsde, de bonita figura, com todos os dentes,
cabellos caiapinhos e ruivos, este pardo foi de
Sr. Dr. Borges ds Fonseca, o qual viajou com
mesmo seohor todo o serio a suburbios desta
provincia, necessatlamente quando era seu es-
craro, e talrez ainda se inculque a serrigo de
mesmo : quem o pegar queira entrega- lo a sea
legitimo dono na rea do Hospicio n. (L
Ignacio Lilz de Btito Taborda.
/
.

r
(MUTILADO


.
y
DIARIO M PEBUMBUCO. ** QUINTA FEI8A47 K 'JLHO OB 1861.
?*^
Litteratura.
JurisprutfWicia mUttftr-
Mtrilo do trabalho do Sr. Dr. Jote Antoh?e
Magalhes Castro, auditor de guerra da cwnU
como autor de dous projectos de cdigos mili-
lares.
XIII
No auge do interesae que o diilinclo su lilor
de guerra transada de acord com os reclamos
de urna respeitavel classe e sua grandeza coost-
luiliva, provou, que tambera conhece a necessi-
dade de punir o militar que, valeodo-se do seu
eropreg), posto ou commissio, lirar qualquer lu-
cro, o negociar em seu proveito com dinheiros
ou etfeitos do Estado, ou eertenceutes militares.
O Sr. Dr. Jos Antonio de Magalhes Ostro nao
pou Je resistir s teolagoes da ulilidade, que re-
sulta da punigo do militar, que cooiraerctar di-
rectamente ; que constituir-se devedor ou cro-
dor do seu inferior ; que o der por seu fiador,
ou conlrahir cora ioferior qualquer obrigigio pe-
cuniaria.
futuro vira com passos apresssdos reverenciar
de proposito deliberado un legislador como o Sr.
Dr. auditor de guerra da crt, que no artigo 83
de seu projeclo de cdigo penal pune o militar,
que sedazir ou maltratar de palsvras qualquer
mulher, que se apreseotar culpada, ou requeren-
do por si ou por elguem.
A alleigo infuodiJa por tal preceito assegura-
Ihe o respeito das geragoes vindouras.
Passando tratar dos crimes militares contra
a ur n:u econmica, a admiuistragao e disciplina
gerel do exercito, occupa-se o Ilustre autor em
primeiro lugar do turto e do roubo, duendo no
Art. 8i. O militar, que furtar armas, muni-
ges, fardamento, equipemeolo, dinheiros, sold,
gneros ou quaequer cousas pertenceotes ao Es-
tado, ou militares
/'/tas de prisao com trabalho de quatro
cinco annos, no gru mximo ; de dous tres, no
gru medio ; e ae seis nove mezes, no griu m-
nimo.
Enta dispoiicao implica a revogagao do numero
XY1U das uovas ordenanzas, capitulo CLKXV, que
faz tremer quem ler, por ser extromameote
severa respeiio do furto que criega marco de
prata...
Eis como se exprimo o citado numero XVIII :
O que roubar vivandeiro, ou mereador do exercito,
ou aos que elle, ou s pregas trouxerem mau-
fTt?nl0j** ou oulrt>* gneros, em -' "ando o
res a lux da sua grag#, o exercito maito ganhar
com publicaqei da natureza das qa flzer a Re-
vista Militar; por que assim como pira elle se
constituir eotra a abnegarlo, nao o desamparar
a resigoagao, para supportar o opprobrio do des-
potismo, repartindo em obras de bravura e he-
rosmo quaoto Ihe permittir o patriotismo.
Aiuelles que ae conderem, como eu me cooddo
"ordialmente, das vexagdes que opprimem o
exYiV'it0 de meu paiz nao devem deixar de rogar
ao OrnO'pol*0'8 om ,!ias orages, que proteja a
emprezs, ','ue Tem de aur8'r enlre os militares,
resideolas oe.'t capital, por que iua conquista
um melhorameok'o condigno a ama classe com-
posta egualmente (Je tilhos do Crucificado.
Ninguem deixar tf.e applaudir e saudar cora en-
Ihusiasmo a spparigao. de urna gazeta, que pede
o que Ihe devido, prometiendo instruir o go-
veroo acerca das neceslidades do exercito, de
mrito e demerito dos ojos o compdem e das in-
justigas que nelle se pracam, sem perder a es-
peranza de alcanzar lenitivo.
Permutara os eus, qu os dignos redactores
saibam collocar-se na atljitude que propria de
quem abraca a profisso d jornalista, lembran-
do-se, qua Mr. La Gueronnlere dizia, que achava
muito nobree muito importante a missio do ei-
criptor publico coosciencios'o, que lodos os dias
se dirige opiniao publica, para a esclarecer so-
bre a marcha das ideas e do.1 acontecimentos.
Fazeodo justicia ao caractef do militar, que
loma aeus hombros urna er>preza oobre
apezar do bice opposto pelo? incoDSlitutional
aviso de 4 de outubro de 1859. ** soppor, que
a Revista Militar nao se deixar embrulhar nos
asquerosos trapos da imraunda lisonja e da torpe
baj alacio.
Isto ouoca, mil vezes nunca.
O governo que ler um jornal scripto com o
dedo gangrenaJo por tal vicio poi*co remorso lera
em se fazer surdo ao reclamo re urna necessi-
dade. que respetar aos interesae* 'itaes da classe,
que solicita sua protecgao.
Sim, por que o adulador iodigoo de atlen-
go, mxime se elle s tem mo'1"08 e exprobrar
e nao de lisonjear.
Debaixo de tal reserva al o g.overno se spplau-
dir no apparecimeoto de um or8* que o escla-
rega com o criterio que Ihe est *edado pela dia-
lancii e que nem todos os seas agentes Ihe po-
dem inspirar. '
Voltan Jo agora ao assumpto int;efromP>do. dire
para concluir este capitulo, que ia vigorosa n-
telligencia do Sr. Dr. auditor de guerra da- corle
ter eofor
se for
as ar-
de meuus ticar' "Hft
mas.
Um rasgo de humanidade do integro magistra-
do militar riscou estas palavras, substituindo-as
com os artigos 84, 85 e 86.
Porque alem do que fica estabelecido no pri-
meiro destes tres artigos, pane o militar que rou-
bar, ou commetler furtos, fazendo violencias
militare, ou comas que perteogam a eates ou
ao Estado, e augoienta a pena, seda violencia re-
sultar morte ou ferioieoto grave.
Como acontece, que os fortes s conhecem por
direito o emprego do ferro e das traiges, est
escnplo no respectivo artigo, que o militar, que
despojar militares feridos ser castigado com
Penas de prisao com trabalho de cinco
seis anuos, no gru mximo ; de tres quatro
annos, no gru medio ; e de nove desoito
mezes, no gru minino.
As qaaes se augmentara, quando, para despo-
jar o militar ferido se fizeram novas feridas, ou se
causar a morte ; de modo que para o primeiro
de3tes dous ltimos casos, ter-se-ha :
Penas de piiso com trabalho de dez
doze annos, no gru mximo ; de seis oilo
annos, no gran medio ; e de Ires quatro annos,
uo grao minimo.
E para o segundo caso ter-se-ha.
Penas de morte, no gru mximo ; de
prisao perpetua com trabalho no gru medio; e
de doze n0 grt mnimo.
_, minucioso poder
unir de defeituosa do artigo 86,
que s pune o millar que despojar t'.^ 5d-
ndos, quando devia subjeitar respectiva pena
aquelle militar que tivesse despojado um outro
erido ou niais de um.
Nao ser muito fura de termo ou villa esta
arguicSo, porque a forga dos sophisraas pode che-
gar ao ponto de pretender convencer, que nao
criminoso, em face do artigo 86, o militar que
s despojou am militar ferido ; por quaalo o pa-
ciente deste verbo se acha no plural e nao no
singular tambera.
l'orein nao ho de ser argeiges desta ordem
que prejudiquem a reputado do importanlissimo
trabalho do Hluslre Sr. Dr. auditor de guerra da
corle. /
Agora que acabo de escrever estas oA'iavras so-
bre o capitulo I do titulo V, sjm distrahido com
a entrega de urna nova Gazkta Militar que se de-
nomina, Revista, e dedrfcada exclusivamente aos
nobres tilhos de MarV.
Parece excusada) repetir, que semelhanle appa-
n;a"^ lem o valor, quo Ihe d a nobreza de to
isiineta tilas8.
Procedida allumiado, veiu a Revista Jfittor entretecer na
nr.gestosa tela dos tej perD,mbiicauosas in-
justii.'9 que de con .pporta o heroico exer-
cito braVleiro.
Anda que o secuto mo\itre desviar dos milita-
culo rnoVit
IOI IILVTSM
O DEHOMO O DJKIIEIRO
POR
levantar das
ido para este
ica legis-
todo o seu bello trabalho procu*8
ruinas o exercito nacional, conqu
o esplendor, que Ihe obumbrs
lacio.
'n8'a, 16 de ialho de --
*._.. .o Bezeri egro,
(Continuar-^
A leuda dos doze mezes.
Havia urna viuva quetinha fleado com duas Q-
lhas, a mais velha nascida da primeira mulher
do seu marido, e a outra do aeu segundo matri-
monio. O leitor compreheoder fcilmente que
ella nao poda ver a Magdalena, assim se chama-
va a sua enleada, odiando-a sobre modo porque
era mui formoss, em quaoto que a ana propria
fllha reuna a grande fealdade umadessgradavel
expresso.
A pobre menina ignorava o motivo, porque a
sua madrasta a tratava to mal, nao se lembran-
do egualmente que a natureza a linha dotado des-
ses encantos, que arrebatam os coraces, com
tanto que estes nao estejam endurecidos pela pre-
venco. A belleza de sua physiooomis, o lmpi-
do fulgor dos seus olhos azues, a ideal pureza da
sua fronte, seus graciosos e carmioeos labios, e a
sorprendente alvura dos seus denles nao Ihe ins-
piravim o menor orgulho.
Se por casualidad* se va a um espelho, pare-
cia-lbe que os seus cabellos e sobrancelbas tioham
urna cor loara demasiadamente paluda, ignoran-
do qae aquella cor desfavoravel proceda da mi-
ravilhosa aura das suas feices.Era muito jo-
ven todava, para bem apreciar a sua formosura,
assim como as flores nao gosam do seu perfume.
.-.ivaRa, cosinhava, cosa, tiava, cuidava nos aoi-
maes, e (itrs-fflenie, quando chegava a noate, dor-
ma extenuada de f'adiga, sendo certoque a i'
bre Magdalena nao oppunha asexigencu.
madrasta e da sua irma mais do que urna
lica resignadlo.
Sem duvtda eslava todos os dias cada vez mais
formoss, e por conaequencia o o drastra crescia prograssivamente.
^Quando a minba tilha se ache (
cas de casar-se, pensava a viuva,
r I ttV^A lisa, ser lagoaieua a causa
vd que a minha Luiza nao encontr um bom ar-
ranjo, porque os pretendentes nao faro caso dal-
ia, e todas as palsvras de amor se dirigirao a aua
irma. Ah I se eu podesse deita-la fra desta
casa I... se podesse desfazer-me desta detestavel
Magdalena I E os seus violentos e mus trata-
ra en los augmentavam, nao detxando, tanto sua
Qlha como ella, de buscar pretextos para injuriar
a sua victima, e ebegando al a sua crueldade a
priva-la do alimento necessario, batendo-lhe de-
saforadamente.Magdalena nao deixava de cho-
rar de noute e de da ; e bastantes vezes diriga
as suas vistas para o cemilerio com esperance de
adormecer para sempre naquelle recinto, livran-
do-ae do seu martyrio.Porm a aua dr nao
atormeotava aos seus verdugos, que sinjuriavam
a...... i _
a porfa, tmpondo-lha trabslhos Uo cestos** cot Mes em flmpowco Importa,
mo prejudieiaes a sQs saude. crt K em MgaiajtrYfpirou s frajjaejkii daqeelle mi-
Um da, quando os rigores) f^MPVraeU-. fITllhoso ramilhete, deu acheira lo a sua raae,
vam a natureza, teve sua Irrua desejos de pos-. e po-lo ao pello, sem ao menos agradecer a sua
suir um ramo de violetas : a Vamos Magda-1 irma.
lena, Ihe diese vae colher um no bosque, porque No outro dii, estendo Ltfita sentada perlo
quero colloca-lo no peito para deleitar-me com do lame, parecando-lhe que as hervas eram eter-
o seu perfume. j as, e nao sabendo o que fazer para dlstrair-se
Como queris, exclamou Magdalena, qua en- da sua melanchelia, porque nao amava o traba-
cootre as violetas debaixo da nev T Esperae a lho, teve um novo capricho.
poca, em que creseem por todas as partes, por-' Quero comer um prato de moraflgos, excla-
que nao posso agora trazer va-las. mou, bateado o pe ao meamo tempo. Oihs, Mag-
Folgazta I replicn Luiza, sempre encentras j dalena, vae ao bosque, e traze-os.
um pretexto para nao fazeres o que ae te manda' j Morangos no mez de Janeiro I dase a joven
mas agora de nada servem as escusas.Por tanto com angustia.Nao vedes que impossivel eo-
contra-los ?
Assim como encontrsstes as violetas, do
mesmo modo encontrars os morangos.Alm
disto ludo quanto disseres i intil ; j le disse
o que quero, e nada mais me importa.
, ~ E se te nao calas, dase a me agarrando
n am chicote, que eslava pendurado, afflaoc.o-te
que com este te imporei silencio, e te heide a-
clarer a vista.
A infeliz nao teve mais tempo do que o ne-
cessario para abrir a porta, e ir para o campo, e
tomou o mesmo carainho da vespera com a es-
persoga de tornar a encontrar aos seus bemfei-
lores. Porm durante a noute a nev linha ca-
do em abindaacia, por cujo motivo Ihe (oi mais
difcil o chegar ao cume da montaoha, apesir
de que linha a agitidade do veado. Qaando
chegou pequea planicie, em qae no dia an-
terior se tioha encontrado com o grave cencu-
lo, apressou o pssso psra aqaecer os seus guia-
dos siembros n'aquelle fogo mgico, e, logo que
a senta o mez de Janeiro, disse-Ihe:
Porque razio voltas outra vez a estas in-
hspitas alturas, quando a prudencia aconselhi
nao abandonar o fogo paterno, mxime hoje em
que o vento sibil la com faror?
Ai I disse s pobre adolescente, minhs mi
e minba Irmia o exigiram, pois querem quelhes
leve impreterivelmente um cestinho de moran-
gos, e, se o nio Gzer, matar-me-ho.
O invern nio a ealacio, em que ami-
durecem os morangos, respondou lbe o velho;
por tanto qae fars se o nao encontrares ?
Irei atravez dos campos, em quanto as mi-
nhas torgas m'o permittirem ; e, quando eativer
cheia de fadigas, deitar-me-hei sobre a nev
para adormecer nella, e despertar na eterni-
dad.
Nao te afflijas, respondeu-lbe o mez de Ja-
neiro ; a naturesa, de qua somos ministros, vela
pela salvacao dos seas fimos.
E o velho, levantando-ae mageslosameate do
seu assento, dirigiu-se ao individuo, que es-
lava em frente delte, e disse-lhe dando-lhe a
sua vara :
Irmaojaoho toma o mando.
Aquelle robusto mez foi seotar-se no lagar de
honra, e balanceiando a mgica varinha aobre a
(ogueira, sairam desta ams infinidade de chara-
oas, que, elevanJo-se a grande altura, espalba-
ram um vivo calor n'aquelle aitio.
A nev principiou a derreter-se de novo sobre
a montaoha; cobriu-seosolo de hervas e de fio-
res ; os ramoa das arvores adornaram-se com
urna espessa iolhagem ; mil insectos de diversas
cores volteavam aos raios do sol, e o rouxinol,
bem como varios outros passarinhos, luctaram
porfa em seus melodiosos soos. Reinava o ve-
rio em todo o seu esplendor I Magdalena divisou
urna iooumeravel multidio de corolas, que ma-
i^.savam ocircalo dquella s>ljjJ! eram e*J-
raogueVros, sVabnam as suas ptalas. A jo-
veo, inclinada sobre os seus verdes talos, obser-
vava aqaelle maravilhoso trabalho da natureza ;
e os fructos formaram-ae e eogrossaram sob os
seas olhos, adquirlndo por ultimo as suas explen-
didas cores.
mios o contrario ; se estivesse, com qae empe-
nho buscara agradar-Ihel A minha alma nio p
de preoder-se a estes lagos communs da vida
real: -me precisa a vida do espirito. Mas qae
Ihe importa isto, meu lio? Vmc. diz qae trabslhs
para tornar-me feliz: ese a arte toase o nico
meiode chegar a este resultado? Deixe ao meu
coracio a liberdade de aeguir o aeu impulso : eu
ser-lhe-hei eternamente reconhecido....
HENRY GONSCIfENCE
(Contiouacio do tf; 161.)
Um mancebo assomou aporta r|o eicriptorio ;
suave e modesto sorrlso errava-lhe' dos labios, e
na mo trazia um livro que apresento.n ao Sr. Ro-
Lyn, dizendo :
Meu caro tio, nao me fique qaereodo mal...
Vmt. bom, ha de pardoar o que flz. Aqut\ est
o meu pobre e humilde livrinhonio o repil|la...
Mas que olhar severo 1
Monck, d-me aquelle livro que ali aat,
disse o velho trmulo de colera mal coolidj.
As ininhas poesas aqui I O que significa is-
to? balbuciou Bertholdo dirigindo ao esrevente
um olhar ioterrogador. /
Retire-se, Monck, replicou o Sr^Robyneom
voz imperiosa ; deixe-me s com o,fraidor.
Bertholdo como se comprehendesse o que se
linha passado, e como se preseaisse a scena que
esjuerava, curvou a cabeQa.e~conservou-se mudo,
(fmquanio o escrevente obedeca a ordem do aeu
patrio.
Presumpcoso'l exclamou este com a voz tre-
mida. Porqua violou a miuha prohibicio ? Por
que mandou publicar esses insipidos desvarios?
E' assim que recompensa a minha bondade? Or-
phao, que nada possues neste mundo, deverias
asm cessar consultar os meas olhos para nelles
ler aquillo que me podesse agradar oa desagra-
dar. Nao te mandel educar, e escutando aomento
a minha affeicao nio gastei comtigo tanto dvnhei-
to que poderia economiaar em meu proveito ?
Nao lenho poapado, trabalhado como um escra-
to, amooloado com o suor do tneu rostoe lude
isto para deixar-te um dia possuidor de urna bel-
la heraoQa ? E tu deshonras o mea nome, cobres
de ridiculo o pobre vslho nos seus ltimos
dissl...
Bertholdo escutsva triste silencioso eisas
amargas reprehenses.
Entao, entio, o que respondes? clamara o
velho com voz irritada.
Meu lio, meu caro tio, responden o mance-
bo em lom magoado, nao posso comprehender o
motivo porque se mostra a esse ponto irritado
contra mim 1 Bem sabe que em allen;io Vmc.
conttve durante dous annos o desejo de mandar
imprimir algamaa das minhis poesas. Vmc. nio
pode comprehender: era ama febre, urna enfer-
midade, o quer qae-seja de irresistivel I Late!;
comban essa sede de fama e de gloria, qae a meu
pezar me arraslava : ella foi mais forte que a mi-
nha vontade, e pois obedec vocacio que me
domioava. Ob I Eu bem sabia que com isso o
desgostaria, mas esperava ser perdoado; porque,
meu lio, qae mal podem fazer-lhe os meus inno-
centes versos?
Contina I disse o velho com imarga iro-
na.
Vmc. deagosta-se, porque eu mostr dar
mais apreso arte, intallifancia, o ao valor
moral, do que ao diahero. Nio st& asi miohas
se nio queres qae minha me e a te tiremos pa
ra sempre o cotume de responder, vae ao bos-
que, como te disse, ou veris que se passa.
A eatas palavras crueis acrescentou a madrasta
a ac;io, e agarrando no braco da pobre menina,
deitou-a na ra.
Que farei, Deus meu I exclamou Magdalena,
mettida a om canto da ra, e encaminhou-se ps-
ra o bosque, regando o camiobo com as saas la-
grimas.E quando a elle ebegou, viu qae a nev
cobria a Ierra por toda a parte, e que aa arvores
lambem eslaram cobertas de flocos da mesma
nev.
Nao descobria o mais pequeo animal, nem se
via nenbam ente humano, e a infeliz creatura
subiu largo tempo por urna montanha, marchan-
do a ventara, tiritando de fri, e ped.indo ao su-
premo autor da natureza que pozesse termo a sua
desgrana.Mas de repente percebeu n'ums maior
elevacio o resplandor d'ama fogaeira ; guiou-se
pela clandade, que aoimava aquella deserta pa-
ragem, e chegoa a am ponto, onde presenciou
um espectculo bem extranho.
Em vollade ura grande fogo, e assentodos em
doze pedras collocadas simtricamente estavam
outros tantos homens. Daquellas mysteriosaa
personagens tinham tres a barba lio branca co-
mo um leogol de nev, que apparecia a seas olhos
outros tres tinham a grisalba ; tres pareciam es-
tar no vigor da aua vida, e os tres ltimos nessa
poca de juveotude, a qaal di um aspecto en-
cantador a ludo o que nos rodela.
Os doze contemplavam em silencio o fogo, que
se consuma no meio do srcalo, a um dalles, seu
ebefe, ao que pareca, occapava am assento mui-
to mais elevado do que os outros : empu*bhava,
maneira de sceptro, urna vara de pequeas di-
mensdes, e a sua barba e seus cabellos inspira-
vam um sentimenlo glacial; tal era a sua bran-
cura. Aqoelles doze solitarios eram os doze me-
zes do anno, presididos por Janeiro.
Magdalena ficou suapeosa, quando os avistou,
porm, recobrando valor no lira de um pequeo
espago de tempo, aproximou-se delles, e disse-
lbes modestsmente :
Senhores, permitli qae me aproxime ao fo-
go, porque o sangue se gela as minbaa veas,.
O mez de janetfv? inclioou a cabe;a em signal
de consentimento, e .wpondea-lhe :
Porque veos a montanha n'um tempo tio
cruel ? Que buscaes ?
Venho as violetas, resp ^eu Magdalena.
O invern nio a estacio i>. qae florescem ;
comojulgas eocontra-lss? V
Oh I emquanto a isso nao o 6>spero, respon-
dou a pobre creatura; porm a mim.ha irmia Lucia
e a minha madrasta coademaaram-ime a que ve-
nha busca-las ao bosque, ameagandd-, me com os
mais crois tratamentos, e Uve que o bodecer.
Ai l nio sei o qae ser de mim, porqY'e nio me
atrevo a voltar para casa sem ellas, e gelarei esta"
noute se fico neslas solides.
Tem valor, minha Glha. respondeu o mez
do Janeiro ; os malvados nio triampham sempre
da virlude.
E ao pronunciar eataa palavras levsntou-se o
velho, e dirigindo-se com vagar para o mais jo-
ven dos mezes, disse-lbe, dando-lhe o pau :
Irmao margo, cedo-te o mando.
O mez de margo foi seotar-se no lugar de hon-
ra, batea com a sua vara sobre o fog". e ao mes-
mo tempo elevaram-se da fogaeira -i multi-
dio de chamoias que espalharam a
garante naquelles sitios.
A nev e o gelo principiaran)
como por encanto, cobriram-s'
verdura, rebeotaram as arvor
zaram os mesmos campos c
is, a primavera rein
uelie pequeo recinto,
. idaBCia da violetas qae
de Magdalena, que na
a se linha coberto ola
u. >'
Vamos, minha flHj'a, colhe-as im
Ihe disse o me* de margo, e, e>
. .*.. s;s^g>, &6 te pedimos qae i
a
um uy.
refri-
-se
de
ati-
nas
ante
8 *
vis-
que
< ve-
idia-
pre-
> re-
veles a pessoa algams quem fas" pro prcio-
noa.
A joven obedeceu de promplo, e em, f uco
tempo colheu am formoso ramalhete. -Deu os
agr decimentos ao* doze chafes do anno, e afas-
lou-se daqaelle lugar com rapidez.
Luiza e a viuva, qae esperavam a aua volts
para maltrata-la, sem duvida, aurprenderam-se
vivamente quando notaram que voltava com as
flores na mi. Abriram depressa a porta, e ape-
nas entrou Magdalena, logo o cheiro das violetas
perfumava a habitagio.
Onde as encontrastes ? parguotou-lhe Lui-
za com mau modo.
Ali em cima no alto da montanha ; e ha
via grande quanlidade deltas entre a berva.
Havia herva na montanha ? extranho !
Cala-te, cala-te, hypocrita I atalhou o ve-
lho. Tomoste livro, l o que ahi se acha a pa-
ginas 50, serpente que alimentei no mea seio, e
que hoje me cospe face o sea veneno l
Bertholdo abriu o livro, e pronunciando a pala-
vra usurario flxou um olhar espantado e ioter-
rogador no semblante de seu tio: pareca nao
comprehender que o titulo do seu poema podesse
causar-lhe tio profunda impressio. Levado por
um sentimento de terna compaixio quiz pegar na
mao do Sr. Robyn ; mas este retirou-a encoleri-
sado.
Usurario! Usurario! exclsmava elle. Ah
Langas-me era rosto o nome de usurario? E'
deste modo que reconheces o que por ti tenho
feito ?
Mas, meu tio, Vmc. est engaado, obser-
vou o mancebo. Quem f-lo crer em semalhante
cousa ? O usurario um homem sem alma e sem
corago ; um homem dominado pela vil cobiga,
que anda pista dos infelizes, das viuvas, e dos
orphaos, nao para soccorr-los e consola-Ios,
mas para sproveitar-se do seu desespero, e chu-
par-lhes at a ultima gotta do aeu sangue F.
diz Vmc. que eu dei-lhe o nome de usurario !
oh I nio crea... Eu nao merego a este ponto o
aeu odio, e a aua maldigio.... O que tem, meu
tio? Vmc. est paludo.... os seus labios tre-
me m.... Meu Deus 1 O que isto!
Vae-te. vae-te d'aqui I exclamou eom a voz
gemente o velho quasi a desmatar. Retira-te da
minha vista... sae de minha caza I... Vae-te,
Bertholdo, eu te pego ; volta ao meio dia : daqai
al l licarei tranquillo... mas agora, agora nio
quero ver-te... Retira-te I
Fra de si, e nao sabendo que resolugie tomas-
seBertholdo conservava-se mudo, com as mios
postae, e os olhos Qxos em seu tio.
Nesse ioterlm Monck entrou no escriptorio tio
a proposito, que bem moatrava ter ouvtdo ludo.
Pegou no brago de Bertholdo, e murmurou-lhe
baixinho:
Obedega, Sr. Bertholdo, nao se deve resis-
tir a um velho enfermo. Saia, e d urna volta at
que passe a excitagio nervosa de que se acha seu
lio possuido. Aqui estou en psra moslrsr-lhe que
se engaa...
Ai de mim Qae mal tenho eu fallo? ex-
clamou Bertholdo com desespero.
Nsnhura, tomou Monck sempre era voz bai-
la um capricho do velho,
deve mostrar-se submisso.
Vae-te I Vae-te! repeta o Sr. Robya del-
xandocahir a cabega para trai aobre o encost da
poltrona.
Sem torgas, e presa de urna especie da verli-
gem, o mancebo deixou-se levar por Monck at a
porta da raa. O astuto escreventa antes da abri-la
disse a Bertholdo com iodiffereaca:
Foi um velho senbor, amigo de tea tio,
quem lbe trouxe aquelle livro sem proposito de
fazer mal, e s porque acboa magnifico o que
lera. V, Sr. Bertholdo, e conaole-se : a gloria
nio se adquire sem algum soffrimento. Volts ao
meio-dia; farei com que san tio sa torne para
com o aeahor tio bom como d'antes.
Bertholdo qusii fue nio comprehendera estas
palavras; precipitou-se psra a ra como umlou-
co, sem olhar o que ia ao redor de si.
Quando Monck voltou ao escriptorio, dos labios
escapou-se-lhe am grito de aoguatia. O velho Ro-
byn ali jazia na sua poltrona, paludo como um
delante, inanimado, sem dar o menor signal de
vida.
O eaerevente correa ao patrio com os bragos
abarlos, e poz-se a friccionar-lhe a testa e as
mios: mas vendo baldados todos os seus esforgos
para arransa-lo i aquelle desfallecimento, tocou
a campainha afim de que Margarida viesse aju-
da-lo.
A velha criada appareceu. Laogando apenas a
vista para seu amo, comegou a bater no peito, a
geraer e a gritar ; e pareca tao vivo o seu pezsr
que nio ouvia Monck dizer-lhe com impaciencia :
Cile-se: nio esteja a fazer asoeiras I
Vamos, Magdalena, nao percas tempo, dis-
se-lbe o mez da janho ; faz a tua provisio, e
leva esses funestos donativos tua mi irmia e
tua odiosa madrasta.
Magdalena eocheu o aeu avental d'aquelles
deliciosos fructos, agradecea ao mez de janho, e
logo emprehendeu a aua ligeira marcha, dosli-
saodo-ae sobre o branco tapete, que se extenda
diante dalla. Nunca morangos to aromticos
tinbam embalsamado o ar, nem tentado o apetite
de um mortal; porm aquellas crueis mulheres
comeram os todos, e nenhum offereceram seqoer
a Magdalena.
E, anda que n'aqaelle dia a deixaram tran-
quilla, nio derla o seu bom hamor durar mui-
to tempo.
No outro dia um novo capricho poz prora a
paciencia do saa victima, porqae a docilidade
accrescenta geralmente a exigencia doa tiran-
nos.
Lembrou-se a celebre Luiza de comer essas
ameixaa silvestres, qoe os allemies chamam
zifs* chgen, e qae amadureeem no mez de se-
tembro, e resistem et s primetras geadas.
Magdalena, disse-lhe sua irmia, preciso que
vis buscar ameixas do oatomoo.
Hs maito tempo qae se comeram as ultimas,
respondeu aquella.
Sem duvida alguma isso verdade, porm
t as encontrars, como encontrastes as violetas
e os morangos.
Nem sempre hei-de ter a mesma felicida-
de, disse Magdalena, e fszeis com que v procu-
rar destino. Que vos fago para que assim me
marlyriseis ?
Pela minhs parte nio trato mais do que agra-
caso qae elle moveu a custo os labios, e bal-
buciou :
Bertholdo Onde est Bertholdo !
Nada de rodeios pensoa Monck com sigo
mesmo : o tempo precioso I
E aproximando-se anda mais do Sr. Robyn
passoa-lhe a mi ao redor do pescogo, e disse-lhe
com voz meiga :
Pobre victima da iogratido faz cortar
um coragio de pedra I.... Sente-se um poaco
melhor ?
Sirr, melhor, melhor..: nio quero anda
morrer... murmarou Robya com a voz traca.
Oh I nio isto, meu bom, meu generoso
patrio; bem sei que s sua indisposigio hade pas-
sar : mas nao posso deixar de derramar lagrimas
de indignsgio, e de cholera, quando pens na
dar-ros, tos procaraes mil ni*** P*M ,,or"
mntsr-me.
Anda nos aecusa? Com qua Jd3^0,
injustas a crueis ? Talvez te alegrasseis cota a
nossa morte, disse Luiza. Corago desnaturado,
mi fllha, m irmia, accresceotoa, eis ahi a qu*
te conduzem teas viciosos peosaraento.
Qaem teobriga a ficar comnosco, accrescentou
a madrasta ? se tanto nos detestas, vae para
outra parte.
E que queris que faga s na minha edade ?
Queris que mendigue ? replicou Magdalena com
os olhoscheios de lagrimas.
Procura a taa vida como qaizeres, replicou a
madrasta ; porm se s demasiado orgulhoaa
para pedir esmola, obedece aos que
comer. Portanto, vae buscar o que le pediu tua
irmia, e acautela-te, ae voltas sem ellas.
E a madrasta acompanhoa as suas patarras
com um gesto smeagador.
Magdalena sahlu de casa mais pesarosa e en-
colhida do qua aa oatras vezes, a tomou nova-
mente o carainho da montanha. Os doze mezes
estavam sentados como em os dias precedentes,
e apenas olbavam para a chamms com am ar
mais grave, psrecendo mais tristes. E, quan-
do a joven Ihes pediu licenga para aquecer as
mios, disse-lhe Janeiro com bastante asperezs.
Queres morrer entre as neves ? Porque di-
vagas entre as as asprezss destss montanhas ?
Volta para casa occupa-le em coser ou em fiar
periodo fogo, e nio desafiis a colorados ele-
mentos.
Gomo nos dias anteriores, respondeu Mag-
dalena, venho por ordem da minha madrasta e
da minha irma ; pois por mais que fago aug-
menta contra mim a sua animosidade em vez de
diminuir, quarendo por cooseguiote, porme na
ra se Ihe nio levo as ameixas do outro anuo,
nao me admilte em sua casa.
Nem urna s existe nss arvores, respondeu-
lhe o mez com sevendade.
Oh I meui aenhorea, j qae tendes sido tio
bons, e que lio generosos fosles para comigo,
nio me deixeis abandonada na mioha desgrana.
Aproxima-ae a hora da tua salvagio, res-
pondeu-lhe o seu bemfeitor; e dizendo aquellas
palavras, levantou-se com vagar, dirigindo-se a
ama das personagens de cabellos grisalbos.
Irmio setembro toma o mando, disse-lhe, e
eotregou-lhe a varinha encantada.
O mes de setembro occapou o lugar de honra,
e fez oacillar o sceptro sobre a fogueira, elvaodo-
se dalla urna columna de fogo, logo que mudou
a temperatura daqaelle recinto. A nev come-
gou a derreter-se, e sobre a planice brotou a her-
va no slo ; cobrindo-se os ramos de Iolhagem,
porm nem aquella berva, nem aquella Iolha-
gem tinham explendor da primavera.
Apresentavam essas cores doentiss, que an-
nunciam a proximidade do invern, e urna ligei-
ra nuvem empallidecia, podemos assim dize-lo,
aquellas cores amortecidas. As flores nio eram
aa da primavera, nem as do vero ; viam-se es-
palhadosaqai e acola os ramos cor da rosa de
saponaria, estrellas azues da centsura, algumas
campainbaa cor de lilaz, e as brancas folhas dos
arbustos da moulanlia.
Ao mais pequeo sopro do vento enshia-ae a
trra de folhaa amarellas e os fungos lambem
appareciam entre ellas, mostrando as saas has-
tes venenosas.
E perlo da planicie eleva-se urna ameixeira de
zxteitckgen. Magdalena aacudia-a fortemente ;
porm nio calmara mais do qae dous tractos, e,
fazendo novo esforgo, apenas consegu" aue ais-
sem no chao outros dous.
J tens bastante, Ihe disse o mez de setembro;
portanto nao esperes alcangarmais. Leva oque
se te d, e volta para tua casa.
Magdalena poz as ameixaa no seu avental, deu
os agr decimentos aos doze magos, e voltoa
aldea com ar inquieto. Qaando Luiza a perce-
beu, disse para sua mi, e se vem sem as a-
meixas ?
Muito melhor, replicou esta; daita-la-he-
mos fra de casa, e acabaremos com ella por
ama vez.
A joven enlregoa-lhes as qae linha colhido, e
aquellas logo aa comeram ; porm ao meamo
tempo perguotaram-lhe repentinamente:
Porque nio trouxessss mais ? nio havia
outras ?
Sim, seohora, havia maitas, mais prohibl-
ram-me que sacudisse arvore, e nio pude co-
Ihe-las.
Animal, Ihe respondeu a madrasta ; por-
que Asestes caso do que te diziam.
Fe-lode proposito, disse Luiza ; comen as
melhores. e como viu que eram deliciosas, nao
quiz que ti venera os o prazer de satisfazer os
noasos desejos. Trazendo apenas as nacessaiias
para excitar o nosso appetite.
Onde encontrastes estes fructos ? pergun-
loa-lbe a madrasta.
No alto da montanha e na encruzilhada dos
tres abetos.
Quero ver se nos engaa, disse Laiza; por
tanto vou agora mesmo ao aitio marcado, e sa-
berei a verdade, porque estas ameixas tao eaque-
sitas, a a malicia de minhs irmia nio me priva-
r deltas.
A viuva faz todos os esforgos imagina veis para
dissusdi-la daquelle projecto, porm ludo intil.
A joven tomou a sua capa, e foi para a monta-
nha, apezar da nev, que cobria a ierra.
Quando chegou ao alto, percebeu nao sem sur-
preza o resplandor da fogaeira, qae j eonbece o
leitor, augmentando-se a sua admiragio, quando
viu os doze personagens, que estavam agrupados
silenciosamente em volta do fogo. E sem de-
mora adianlou-se para a fogaeira com o flm da
aqaecer ae suas hirtaa mios. nao pedindo liceo-
ca pera tal flm, nem anda aaulando aquella au-
gusta compaobts.
Que reos fszer a estas paragena inhospilssf
disse-lhe o mez de tempestades.
E que te importa a ti, velho loueo ? tendea
necea.'idade de sabe-lo ? respondeu a joven com
aadacla.
i chegou o momelo, disse Janeiro sinis-
(raaiente.
E, emquaolo arliculafa estas palavras, levan-
tara a saa voz como o furac&o do norte entre oa
te dio de despidos ramos do arroredo.
Franzia as aombrancelhas, e, levantando o
sceptro, fe-lo oacillar sobre a sua cabega.
No mesmo instante o fogo empalledicea, alo
dando mais do que um calor imperceptivel.
Obscuras e profundes nuvena cobriram o azul
docu, e ouTiu-se geraer o vento nos Talle e
nas eminencias, curvaDdo-se ao seu impulso", os
alamos e os abetos.
E logo formando a nev espessos redomoiohos
obstruirn a luz do dia, nio se vendo nada a
tres passos de distancia.
Luiza linha tomado com espanto o camioho
de sua casi, porm nio tlnba podido dsltngai-
lo no meio de urna tio crael tormenta. A nove
cegsva s joven ; porm, apenas tocavam o corso
seus ttgeiros pedagos, chocaodo-se uns contra os
outros, pulverisavam-ae cahindo como urna cha-
va de areia. A fugitiva ragou por largo tempo
ventura sem poder dar com seu caminbo, e ex-
posta a cada passo a precipitar-se n'am abismo.
Um fro polar entorpeca os membres da viuva,
e j principiava a ter receto de si propria, quan-
do Ihe pareceu ver sua fllha encostada ilion ar-
vore. Dirigiu-se para qaelle fado, e nao ae en-
ganava ; aquella creatura tio inslenle nio tnha
forgas para alravessar o glacial inferno qua l
rodeiava por todos os lados.
Luiza, lbe disse, mioha querida Laiza, reani-
ma-te estamos perdidas.
Nao podemos salvar-nos. Ib* responden
sua fllha com a voz a raid a ; um lago que nos
armou Magdalena, pois encontrel ali em cima
ana mgicos, qae foram os que deaetresdeiaram
a tempestado sobre mim. Ah fomos domasia-
do boas para esse monstro I
Sim I fomos maito boas Porm era minha
tilha e tua irmaa, e nao podiamos crer qae tioha
to mus sentimentos. Oh I vingar-nos-bemof,
viogar-nos-hemos, Luiza I vem, apoia-te' no
mau brago, e procaramos o nosso caminho, par-
que aioda nio nos chegou a hora da morte.
E sustentando e arraatando a aua tilha, diga'-*
mo-lo assim, tratoa de zombar doioflextvel dea-'
lino. Porm a nev aabia raceasantemenls>
como um fri delavio ; o branco manto, qae
cobria a ierra, subs por momentos, e as duaa
criminosas se enterraran) cada vez mais no gelo.
Primeiro chegou-lhes aos joelbes, o depois a
cintura e em seguida nio poderam fazer mata
nenhum momento. O implacavel inverso apo-
derou-ae dellaa como ama ave de rapia, o es-
tendeu sobre os seus corpos a triste e g'rscial
mortalba.
As ultimas palavras da viuva a Luiza nio- fo-
ram mais do qae imprecages e ameagar conten
Magdalena, a nio tiveram a aoaibra o> um re-
morso, nem compjehenderam q. naaw tramtm
flm era o resultado da sua maldag;' *
Sem davida, a rn.n.h" e Innocente menina" eev
perava a aua volta assentada parto da chamin,.
e escutando o murmurio do vento Qava sem des-
caigo. Olhava mui a miudo para a janeita v
ver se voltavam. pobre Magdalena. Com tanto que nio teniam
cahido em algum precipicio 1 Porm, ai o dia
acaba, ea noat vae eneontra-las n caminho: >
E collocou urna luz diante da jaoella para que-n
sua claridade Ihes servase de pharol. A tem-
pestada tioha acabado ; as estrellas suspeodiam
na celeste aboboda as suas grinaldas de fogo,
mas, aioda que a innocente creatura tratoa de
sondar o espago, e aioda que pediu a Deua o
aos santos, a alva tiogiu de purpura os carnes
das montanhas, sem que livessem recothido aa
aaas perseguidoras.
Entao deu o alarma na aldeis, e todos foram,
em busca daquellas duas desgranada?, porm lu-
do foi intil, nao encontrando o menor vestigio,
que indicasse a saa paragem.
Quando chegoa a occasiioem que se derroten a
nev, am pastor foi o nico, que encontrou ca-
sualmente os seus dous corpos, nos quaes sa sa-
ciavam as aves de rapia.
Magdalena que era a sus nica herdeira, es-
lava entio a completar dezesete annos, ana ga-
ta pareca mais esbelta, os seus olhos mala for-
mososdoqueem tempo algum, e desde qae
souberam que tinha um doto priaelpiarsm a e-
logiar os seus attractivos. Ella porm nao sa a-
pressou a cingira coroa nupcial, emblema de nm
imperio passageiro, porque, como tinha conhe-
cido a oppressio, tema cahir sob o seu iugo pe-
la aeganda vez.
E desi'arte apenar soube ao principio onvir os
sens pretendentes a admiradores dizendo se, qae
por ultimo escolhen tio bem que governa osea
marido, a com taes attractivos]que o bom do ho-
mem nao se qaeixa.
Alfredo Miciiiels.
{iVacoo.J
Unir do oaro lembrar-me-hia a sua voz. Ea faria
augmentar, crescer, multiplicar o nosso thesouro;
e com elle augmentara, e augmentara sem ces-
sar o meu reconnecimento. Deste modo o patrio
vivirla sempre, estara sempre ali, a morte nao o
alcaogaria...
Os olhos immoveis de Robyn tornaram-se de
repente tio embsciados, que Monck comegou a
tremer de assustado, e exclamou com voz desses-
perada:
Patrio I Patrio I Deus pode chama-lo a si.
Nio me deixe pobre e abandonado oeste mundo
iga-me ae quer fazer o seu testamento, que eu
vou chamar um tabelllo.... Vou j, corro.... Mas
O' men Deus I O qae isto I Elle est mor-
rendo I
Um estremecimento percorreu todo o corpo do
as chaves no lugar de onde as tinha
maoeira porque retribuem a saa bondade, e oa moribundo; os membros se inteirigaram, e com
Desgragada, desgragida de mim exclamou
ella. Morreu, morreu aem testamento I E servir
eu tanto tempo a eatesovina com a esperaoga de
tirar nm dia algum lucro I.... E ei-lo que rae-se
deste mundo Desgragada Margarida !
Que raceio este ?
Nio est vendo ? E' urna spoplexia fulmi-
nante...
O escreventa estremeceu, como se reeeiasse
egualmente qae escapasse o legado promet-
tido.
V ver agua com vinagre, disse elle ; pre-
ciso que o fagamos tornar a si. .
Antes que a criada estivesse de volta, j Robyn
com grande satisfagio de Monck tinha movido os
bragos, e pouco depois aborto os olhos : mas era
tio vitreo o seu olhar e lio fixo, qae o escreveo-'
ts tremeu ao peosamento de que um verdadeiro
ataque de apoplexia poderia arrancar oo'velho
lodo o seo sentimento. Um homem prirado da
razio nio pode fazer teatamento I
Na occaaiio em que Margarida entrou, Monch
acabava de dirigir a Robya algumas palavras de
consolarlo afim de certificar-ie se este compre-
hendia o que se Ihe dizis. O velho considerou-o
com olbsr vago, e nio respondeu.
Dapressa, Monck, depresss, murmurou Mar-
garida, falle do testamento : talvez stja aioda
lampo.
Sim; deixe-me s com elle, respondeu o
escreveote ; reitre-se ji.
E porque nio posso estar presente ? Ambos
temos o mesmo interesse.
Enlio, retra-ae oa nio ? exclamou Monck
com a voz surda e comprimida. Se persiste em
flear, farei as coasas de maneira que nao Ihe ve-
nhs a caber um s liar I...
E sbito conlendo a aaa colera replicou :
' Mioha boa Margarida, eu Ihe pego que saia ;
estamos a perder um tempo precioso. A occasiio
favoravel, e se a deixarmos passar, talvez nio
ao qual eotretantorolta mais. O que eu flzer nio seri por ventura
em proveito de nos ambos?
Pois entao apresse-se, seoao, olbeque elle
pode escapar-oos, redargaia Margarida dirigiodo-
se para a porta.
Monck collocon-se ao lado do Sr. Robyn, eco m
urna expresso de piedade affirmou a vista nos
olhos flxos e sem vida do enfermo.
Por momentos poda-sa ver as faces do escre-
venta essas contraeges convulsivas que se notara
naquelles que buscam conter as lagrimas, ou que
ae exforgam por derrama-las.
Como qaer que fosse dahi a pouco poz-se a
chorar abundantemente.
Oa porque o ataque tivease perdido a sua in-
teoaidade, ou porque a afmicgio do estrereote
chamaste q Yeito & constiencia de si msimo ; o
vida que depois da sua morte hao de ostentar com
o dtnheiro qae tanto Ihe tem castado a ajantar I
O patrio tem vivido desde a infancia no isola-
mento, e na mediocridade ; tem fgido a todos os
prazerea, endurecido o animo s zombarias do
mundo, para amontoar sold por sold ama for-
tuna soffrivel : e en o ajndei, aacrifiquei o mea
futuro; partilhei dos sens cuidados e trabslhos,
como se me pertencesse o dloheiro qneganhsva-
mos; Eis porque amo a esse dinheiro ; amo-o
com affeigio paternal... e derramo lagrimas ; la-
grimas amargas, porqae deploro a sorta qae est
reservada ao nosso pobre dinheiro Comprehen-
de bem o que digo, patrio ?
Sim .. sim.... dinheiro... mnrmuron Robyn.
Bertholdo o seu nico herdeiro, proseguiu
Monck com a voz mais rpida, e maia forte ;
elle cabera ludo. Mas Bertholdo despreza o di-
nheiro, e tem-lhe aversio : hade esbsnja-Jo, dis-
sipa-lo como producto daquillo que elle chama
tao imprudentemente o peccado da usura... E
continuar a fazer versos celebrando a aua vida
desregrada, amaldigoando o dinheiro que amon-
toamos a custa de tantos cuidados e inquieta-
res... Qaem sabe se o ingrato no meio de saa so-
ciedade de artistas nao insultar com o copo na
mi o usurario, que Ihe deixa como heranga o
fruclo de urna vida de trabalhos e afflicgoes, e que
elle tio pouco merece I
Desgraga 1 pronunciou com a voz amorteci-
da o velho tremalo de espanto.
Ao pasao que Monck atirava urna urna essas
prfidas palavras ao oavido do seu patrio, ia-lbe
estudando o stmblante com olhar obliquo afim
de medir todo o effeito de suas sinistras predic-
goes.
Como a sorle injusta exclamou elle. Eu,
que tenho arrestado urna vida de escravo, que
tenho partilhado dos seus cuidados ; eu que por
amor do dinheiro, e lambem por amor do patrio
passei a mioha mocidade retirado dos prazeres
eu heide viver anda muito tempo para Ter lon-
camente desperdigado o fructo do mea suor, e do
mea sacrificio I Eao pobre Monck s restario la-
grimas para chorar sobre o lmalo do sea velho
amigo, a restar como recompensa da sua dedi-
cagao o pi negro da miseria 1
Robyn passava por agudos soffrimeotos ouvin-
do a voz insinusnle, a quasi fascinadora do seu
eaerevente : mudo o encarava sem dar oulro sig-
nal de conheetmento mais do qae um doloroso
suspiro que Ihe escapara de temposa lempos, o
um ai reprimido.
Monck continuou :
Oh I parque o cu nao permittin que eu fos-
se seu rV.h, ou sea herdeiro 1 Havia de gaardar,
ama;, q venerar todo esse dinheiro... todo at
o "ais insignificante liard I... Para mim, patrio,
bocea aberta elle estenden se na poltrona.
Monck quasi louco de terror e anciedade, aba-
lou o patrio com violeocia, chamando pelo seu
nome ; mas era impossivel illudlr-ae sobre o es-
tado daquelle.
Com os cabellos erigados, e maia lvido do quo o
cadver que linhs diante de ai, o eaerevente con-
serfava-se com os olhos pregados no rosto de
Robyn, e murmurava com o acceoto do deses-
pero :
M >rreu I Morreu sem testamento I Tudo
vae, pois, pertencer a esse odioso Bertholdo ; e
nada me caberi I Serei expellido daquteu qae
peosei ficar maito rico! J nio ha remedioa
morte pronuncio a aenteoga. Oh 1 E' horrivel I
Vae-te, miaeravel aovina I
E ficou por alguna mioulos immovel, com a
cabega entre as mios.
Sbito, porm, como se um rpido peosamen-
to o tivesse accommettido, exclamou com um riso
febril :
Que lembranga IO conselho de Margari-
da.... Mas o cadatalso Um milhao ou o cadafal-
so l Que colisio terrivel!
Concluiodo estas palavras o eaerevente cshia
n'uma profunda meditagao, de que sahiu logo,
dirigiodo-ae para carteira :
O demonio dodiohairoapoasou-sede mim :
disse: em vio tentara resistir-lhe.... Avante !
Um milhio urna somma que vale a pena de ar-
rtscar-se alguma cousa para ganha-la. E demais
qaem poderia trahir-me? Nao sei eu iraittar a
letra de Robyn tio perfeilamente que s vezas
mesmo me engao ? Porm a mioha mi treme...
Nao importa, a de um moribuodo treme tamben).
Avante I A sorle est lancada : milltonario ou
condemnado I
E senlon-se carteira, collocou diaote de si
ama folha de papel, langou mi da penna, e
prestes a escrever murmaroa aiada :
O quedeixarei para Margarida? Oh nada,
nada. S en corro o perigo, cumpre, pois, que
ludo perteoga a mim s. Datemos com nm mez
da antecedencia, para que nao possam descon-
fiar.
Moock fez nm esforgo supremo sobra si mes-
mo, e pode conter por alguna momentos a emo-
gio de que se achava possuido. Tragn no papel
algumas linhas, ln-as, e releu-asdnas ou tres
vezes com extraordinaria attengio.
Todas as formulas e prescripgdes da le se
acham observadas, murmurou elle; nada falta.
Apressemo-nos...,
Dobrou o papel, fechon-o dentro de urna capa,
na qaal eioreveu :* esta a minha ultima von-
tade,
Depois dirigu-so ao morto,lirou-lha as chaves
do cofre, qne abra precipitadamente, depoz o
Bolinear
tirsdo.
Feito tudo isto tocou com toda a torga a carn-
psnhia do escriptorio, dando sua phisionomia a
erpressio do mais profundo pezar.
Margarida acudlu apreassda: estatistica de es-
panto vista do cadver de sen amo, exclamou :
Morreu! E o testamento? Pobre Margarida I
Pobre Monck O que ser de nos! Oh E' para
morrer de colera e de pezar I
Gale-ae, cale-se, disse Monck : elle deixon
testamento.
Nio, nao pode ser: nio nos illadarnos. A
nosss desgraga completa l O velho avaranto
ainda esta arnanhia me disse que cuidarla do
testamento nestes quinze dias. Abra o cofre:
deve ter muito dinheiro. Ao menos asfm fleae-
nos-ha alguma cousa.
J Ihe disse que ficou testamento.
O lom de segaranga com que Monr.k falln fez
impressio em Margarida, e desperlou-lhe a idea
de que talvez existiese nm testamento. Entretan-
to como duvida va ainda qae fosse o velho .obya
autor delle, firmoa oo escreveote um olhar eatra-
nho, e lbe disse :
Eolio, seguiu o mea conseibo ? Eurevee. o
testamento com sua propria mi?
Moock dissimulou a sua agitagao cota, um sor-
riso irooico.
Como innocente I respondes elle. Aioda
quando urna aego destas me vnlesaa viole mi-
Ihes, eu nao me arriscara a pratica-la, Deixe-a
dessas ideas extravagantes. Robya fez o sau tes-
tamento ha um mez. Mi sei juatameote o qo,e>
nelle se contem ; mas antes de raocrer-indican
me o lugar em que o acharia.
Ser no cofre !
Sim.
Oh I Monck: venha lr.
Nio poesivel. O teslnmeao deve eotar-
sellsdo pelo proprio Robyo, e a o presdanla, do
tribunal pode quebrar-lha-o sello.
E nem ao meos sabe-se o que conten i
Fago urna idea; porque o patrio aiada ha
poaco me disse que flcarisaBoa todo contentes.
Se nos coubease muia coasa, heio ? Como
quer qae seja, eabora um venha a ter maia do
qae outro, o nosso casamento est deflnitivamen.
te decidido, nao l
Quem sabe 1 Se Ihe coober nm quinhio
muito maior, nao ha de por certo querer lem-
brar-se de mim.
O que eu disse nma vez est dito. Ser esse
entao o sea modo de pencar '.'
Qual I nio. Mas falta-nos agora o tempo
para fallar dessas cousas. Corra j pelas casas dos
vizinhos, e annuncielhes a morte do pobre ve-
lho : nao se esquega de lamentar-se o maia qu*
poder, grite bem alto, chore amargamente.
_ E' singular, murmurava Margarida, que elle
nao me tivesse fallado do testamento Talvea m'o
occullasss de proposito para sorpreheoder-me
depois da sua morte com um legado considera-
vel. Qae excellente homem !
Ande, ande, (ag o que Ihe disse 1 vi espa-
thar a noticia por ah: qualquer demora peri-
Rosa. Mios i obra.... depressa Nio se esqueca
dos gritos e das lagrimas.
A criada precipilou-se pa.'a a ra soltando gri-
tos capazes de cortar o cofsgio.
Ao mesmo tempo no escriptorio retumbavam
oa solutos e lamentos de Monck.
(Continuar -ss-ha.)
a sua
alma ficarii encerrada oa-jueiie cofre i o l testamento n'am doi om par timemos, g tomou a
PIM, ITP. DI M, F, DI PARU 4 FILH0.18K,


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